Caderno Judiciário do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO

DIÁRIO ELETRÔNICO DA JUSTIÇA DO TRABALHO
PODER JUDICIÁRIO

REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL

Nº1317/2013

Data da disponibilização: Segunda-feira, 23 de Setembro de 2013.

DEJT Nacional

Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO MARCELLO MACIEL MANCILHA Desembargador Presidente e Corregedor ANA PAULA TAUCEDA BRANCO Desembargadora Vice-Presidente Rua Pietrângelo de Biase, 33 Centro Vitória/ES CEP: 29010190 Telefone(s) : (27) 3321-2400

SECRETARIA DO TRIBUNAL Acórdão Acórdão
Processo Nº AACC-3500-27.2013.5.17.0000
Processo Nº AACC-3500/2013-000-17-00.9

Autor

Réu

Plurima Réu Advogado

MINISTERIO PUBLICO DO TRABALHO - PROCURADORIA REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIAO SINDICATO DOS TRABALHADORES EM TRANSPORTES RODOVIARIOS DO EST. ES - SINDIRODOVIARIOS VIACAO AGUIA BRANCA S A John Aluisio Uliana(OAB: 006519 ES)

ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0003500-27.2013.5.17.0000 Ação Anulatória de Cláusulas Convencionais Autor: MINISTERIO PUBLICO DO TRABALHO - PROCURADORIA REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIAO Réus: SINDICATO DOS TRABALHADORES EM TRANSPORTES RODOVIARIOS DO EST. ES - SINDIRODOVIARIOS VIACAO AGUIA BRANCA S A Origem: TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO - ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Revisor: DESEMBARGADOR JOSÉ LUIZ SERAFINI ACORDO COLETIVO DE TRABALHO. CLÁUSULA QUE AUTORIZA REGIME DE COMPENSAÇÃO 12X36. VALIDADE. A Carta Política de 1988 fomenta a negociação coletiva, com reconhecimento expresso das convenções e dos acordos coletivos de trabalho, sendo certo que o inciso XIII do art. 7º da Carta Magna autoriza a flexibilização da jornada de trabalho, via instrumento negocial. Reputa-se válida, pois, a escala de 12x36 fixada em norma coletiva, Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

quando o excesso da jornada é compensado por folgas mais elásticas, hipótese, inclusive, que encontra paralelo no banco de horas estabelecido pelo § 2º do art. 59 da CLT e respaldo nos princípios do conglobamento e da norma mais favorável. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de Ação Anulatória de Cláusulas Convencionais, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO Trata-se de Ação Anulatória proposta pelo MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO em face do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Espírito Santo – SINDIRODOVIÁRIOS; Viação Águia Branca S.A, visando à anulação das seguintes cláusulas: Décima Sétima – Parágrafo Primeiro, Vigésima Quinta e Vigésima Sexta, do Acordo Coletivo de Trabalho 2011/2012 firmado pelos réus. As Cláusulas tratam, respectivamente, da escala de revezamento 12 x 36, do empregado reabilitado e da rescisão contratual. Com a inicial vieram os documentos de fls. 12/40. Decisão desta Relatora, à fl. 44, reconhecendo, por disciplina judiciária, a competência funcional deste Tribunal para apreciar e julgar a presente ação e determinando a citação dos réus. Apesar de regularmente intimado (fl. 42) não houve manifestação do 1.º reclamado, Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Espírito Santo – SINDIRODOVIÁRIOS. Contestação da 2.ª ré, Viação Águia Branca S.A., às fls. 45-v.º/53 e às fls. 54/69, alegando preliminar de carência de ação por perda superveniente do interesse processual do requerente. No mérito, pleiteia sejam julgados improcedentes os pedidos relativos à anulação das cláusulas, anuindo, todavia, à adequação de sua redação aos limites propostos pelo Autor, resguardada, no caso do parágrafo primeiro da Cláusula Décima Sétima, a adoção da jornada 12 x 36 para alguns trabalhadores, porque permitida pela jurisprudência sumulada do C. TST. Razões finais apresentadas pelo Ministério Público do Trabalho, às fls. 102/106, pugnando pela procedência dos pedidos. Razões finais do 2.º réu, às fls. 107/109, reportando-se às razões lançadas na peça de defesa. Não foram apresentadas razões finais pelo sindicato demandado. É o relatório. FUNDAMENTAÇÃO 2.1. PRELIMINAR – INEXISTÊNCIA DE INTERESSE – CARÊNCIA DE AÇÃO – EXPIRAÇÃO DO PRAZO DE VIGÊNCIA DA NORMA COLETIVA IMPUGNADA – ARGUIDA PELA 2.ª DEMANDADA Assevera a 2.ª demandada (Viação Águia Branca S.A.) estarem caracterizadas a falta de interesse processual e carência de ação, uma vez que o autor pretende a anulação de cláusulas de instrumento coletivo de trabalho cujo prazo de vigência expirou em 31 de maio de 2012. Destarte, pleiteia o acolhimento da referida preliminar, com a consequente extinção da presente ação anulatória sem resolução do mérito, nos termos dos artigos 301, X e 267, VI do Código de Processo Civil. Com efeito, em que pese seja incontroverso o término da vigência do instrumento coletivo em questão, a jurisprudência da SDC do C.

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TST tem reconhecido a subsistência do interesse do Ministério Público do Trabalho na anulação de cláusulas coletivas por perdurarem, no plano normativo, seus efeitos, uma vez que integram os contratos individuais de todos os integrantes da categoria profissional. Nesse sentido, os seguintes julgados: “AÇÃO ANULATÓRIA. CLÁUSULA DE CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO. PERDA DE OBJETO - O entendimento da Seção Especializada em Dissídios Coletivos desta Corte, em relação à matéria, pacificou-se no sentido de que, não obstante tenha se exaurido o período de vigência do Acordo Coletivo, o Tribunal deve manifestar-se sobre o pedido, ou seja, acerca da nulidade da cláusula constante no ajuste coletivo, pois a conclusão possibilitará, em caso de procedência do pleito, que os empregados atingidos pelo cumprimento do acordado possam pleitear a restituição dos valores relativos aos descontos efetuados em seus salários a tal título. Recurso conhecido e provido” (TST-ROAA-735.256/2001.0, Rel. Min. José Luciano de Castilho Pereira, DJ de 06/09/01). “EXTINÇÃO DO PROCESSO SEM JULGAMENTO DO MÉRITO. INTERESSE DE AGIR REMANESCENTE. I - Remanesce o interesse de agir do recorrente para declaração de nulidade das cláusulas indicadas na inicial, visto que o Termo Aditivo ao Acordo Coletivo, pelo qual foram regularizadas as cláusulas impugnadas, tem vigência futura, a partir da data da sua celebração, não desfrutando de efeito retroativo de modo que, a persistir a extinção do processo sem exame do mérito, as cláusulas então pactuadas manterão sua normatividade no hiato de tempo compreendido entre a vigência do acordo e a superveniência do Termo Aditivo” (TSTROAA-111/2005-000-24-00.8, Rel. Min. Barros Levenhagen, DJ de 27/10/06). “RECURSO ORDINÁRIO EM AÇÃO ANULATÓRIA. VIGÊNCIA DA CONVENÇÃO COLETIVA. DA FALTA DE INTERESSE DE AGIR. Mesmo não estando mais em vigor a convenção coletiva, permanece o interesse de agir do Parquet que, ao propor a anulação de cláusulas convencionais via ação anulatória, não busca somente interromper seus efeitos presentes e futuros, objetiva também resguardar o direito dos trabalhadores de buscar no Poder Judiciário o que lhes foi incorretamente imposto pelas cláusulas impugnadas na presente ação anulatória” (TST-ROAA815.783/2001.3, Rel. Min. Vieira De Mello Filho, DJ de 02/03/07). “PRELIMINAR DE IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DO PEDIDO PELA PERDA DE OBJETO. I - A preliminar de impossibilidade jurídica do pedido não decorre de eventual perda de objeto. Ela diz respeito à vedação por lei à pretensão deduzida em juízo. II - A circunstância de ter expirado o prazo de vigência do instrumento normativo não implica perda de objeto ou falta de interesse processual superveniente. É que enquanto esteve em vigor produziu efeitos relativamente às cláusulas objeto da ação anulatória, cuja decisão que acolher a sua nulidade tem efeito retroativo, contemporâneo à celebração daquele instrumento. Preliminar rejeitada” (TST-ROAA-269/2006-000-08-00.6, Rel. Min. Barros Levenhagen, DJ de 26/10/07). Destarte, rejeito a preliminar. 2.2. ESGOTAMENTO DA VIA ADMINISTRATIVA – ARGUIDA PELA 2.ª DEMANDADA A 2.ª requerida, em defesa, aduz que, notificada da instauração do procedimento administrativo pelo representante do Ministério Público do Trabalho para verificação da licitude das três cláusulas em destaque, (PP n.º 00014.2012.17.0000) e para que se manifestasse sobre a eventual existência de interesse em uma solução negociada para a questão, aquiesceu quanto à solução negociada das cláusulas 25.ª e 26.ª, manifestando-se, outrossim, Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

quanto à legalidade do parágrafo décimo primeiro da Cláusula 17.ª. Assevera que após a realização de audiência de conciliação, mesmo tendo apresentado texto com alterações ao referido parágrafo, no intuito de encontrar uma solução negociada para o caso, foi surpreendida com o ajuizamento da presente Ação Anulatória. Argumenta, pois, que a presente ação não poderia ser ajuizada antes que houvesse uma tentativa definitiva e final de solução negociada da questão pela via administrativa, pois sempre se colocou à disposição para resolver as questões suscitadas. Afirma, ainda, que não tomou ciência do despacho que rejeitou a proposta de redação formulada administrativamente. Com efeito, o Ministério Público do Trabalho, ao refutar tais alegações, assevera que em 08.02.2013 foram expedidas notificações de n.º 34412 e 34412, documentos que foram regularmente colacionadas aos autos. Ainda que assim não fosse, o esgotamento da via administrativa não se qualifica como pressuposto processual ou condição da ação, não sendo requisito intransponível para admissibilidade da ação anulatória. Rejeito. 2.3. DESCONSIDERAÇÃO DA CONTESTAÇÃO – ARGUIDA PELO MPT Pleiteia o Ministério Público do Trabalho, em razões finais, a desconsideração da contestação de fls. 54/69, apresentada pela 2.ª ré, ao argumento de que esta incorreu em preclusão lógica/consumativa, pois já havia apresentado, no mesmo dia, a referida defesa, subscrita pela mesma advogada. Acolho, todavia, a argumentação da requerida, porque razoável a argumentação de que a apresentação de duas peças contestatórias tenha sido materializada por excesso de zelo, devida à insegurança quanto ao seu regular recebimento por meio do sistema de peticionamento eletrônico. Tanto é assim, que as peças foram apresentadas no mesmo dia, com o mesmo teor, com apenas trinta minutos de diferença, subscritas pelo mesmo procurador. Rejeito. 2.3. ADMISSIBILIDADE Atendidas as condições da ação e estando presentes os pressupostos processuais de desenvolvimento válido e regular do processo, admito a ação anulatória. 2.3. MÉRITO 2.3.1. PARÁGRAFO DÉCIMO PRIMEIRO DA CLÁUSULA 17.ª DO ACORDO COLETIVO DE TRABALHO A primeira cláusula cuja declaração de nulidade se pretende é a seguinte, in verbis: “Cláusula Décima Sétima – A jornada normal de trabalho para todos os empregados, com atividades nas linhas interestaduais de passageiros, fica fixada em 44 (quarenta e quatro) horas semanais, observando o disposto nos parágrafos desta cláusula. Parágrafo Décimo Primeiro – É ainda facultado à empresa empregadora a adoção de carga horária diferenciada para os empregados vinculados a serviços do pessoal de apoio logístico, a exemplo dos vigilantes, executável, em tal serviço, com regime de trabalho, a sistemática de escala de 12 (doze) horas de serviço por 36 (trinta e seis) horas de descanso.” Sustenta o d. Ministério Público do Trabalho que a permissão, em branco, para a realização de escala de revezamento de 12 x 36, sem qualquer ressalva de setores eventualmente perigosos e insalubres e/ou atividades de risco, contraria a Constituição Federal (incisos XIII, IIV e XXII, do art. 7.º e o art. 195 c/c art. 59, 60 e 61 da CLT e Súmula n.º 423 do C. TST).

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Expõe que a negociação coletiva está adstrita às mínimas garantias instituídas por lei, e que a redação da Súmula n.º 444, editada, recentemente, pelo C. Tribunal Superior do Trabalho, não deixa dúvidas quanto à excepcionalidade da utilização de tal jornada e à exigência de critérios objetivos para a sua fixação. Afirma, pois, que essa fixação não pode ficar ao arbítrio do empregador e de suas necessidades, mormente quando em voga atividades insalubres, perigosas e de risco, sob pena de transformar o instrumento coletivo em ato unilateral. Pleiteia a anulação do parágrafo Décimo Primeiro da Cláusula 17.ª, relativamente à jornada de trabalho em turnos ininterruptos de revezamento, com relação às atividades insalubres, perigosas/de risco, em virtude de contrariedade ao disposto nos incisos XIII, XIV, XXII e XXIII do art. 7.º e art. 195 da CRFB, além dos princípios da dignidade da pessoal humana, valores sociais do trabalho e a busca do pleno emprego, e, finalmente, da Súmula 423 do C. TST, além da dubiedade quanto à fixação da carga horária mensal, podendo inclusive acarretar a quitação proporcional do piso salarial e, ainda, a limitação do adicional noturno (Cláusula 8.ª). Aduz a requerida, que apresentou, com base nas orientações passadas na audiência realizada no MPT, que apresentou novo texto discriminando as funções que poderiam fazer a jornada de trabalho 12x36, conforme abaixo: Parágrafo Décimo Primeiro – É ainda facultado à empresa empregadora a adoção de carga horária diferenciada para o motorista em conformidade com o disposto contido no Arrigo 235-F da CLT e cobradores, bem como os empregados vinculados a serviços do pessoal de apoio logísticos, a exemplo dos assistentes de operação, agentes de vendas, manuten~ção, despachantes de pista e trafego, vistoriadores de veículos, porteiros, vigias, seguranças e lavadores, executável, em tal situação, com regime de trabalho, a sistemática de ecala de 12 (doze)horas de serviço por 36 (trinta e seis) horas de descanso, nos termos da súmula 444 do Tribunal Superior do Trabalho. Aduz que não possui mais em seu quadro de funcionários a função de vigilante, pois todo o serviço hoje encontra-se terceirizado, e que não possui em seus quadros nenhum funcionário que trabalhe em áreas eventualmente perigosas e insalubres e/ou atividades de risco na escala de 12x36, pois todos os que laboram nessas condições estão submetidos à jornada normal de trabalho estabelecida pela CLT, CRFB e outros dispositivos legais. Tanto é assim, que concordou em alterar tal cláusula, mas que sempre deixou clara a necessidade de manutenção dessas jornadas, com os devidos ajustes, pois está pacificado pelo TST que é possível a sua adoção, a teor da Sumula 444 do C. TST. Com efeito, esta Relatora possui convencimento firmado sobre a questão, no tocante ao reconhecimento das Convenções e Acordos Coletivos de trabalho, em atenção ao inciso XXVI, do artigo 7º, da Constituição Federal de 1988. Ressalto que a Carta Constitucional prestigia a flexibilização de certas regras do Direito do Trabalho, no intuito de harmonizar as fontes autônomas e heterônomas, a fim de garantir, por um lado, melhores condições de trabalho e, por outro, a sobrevivência da empresa, sempre com a interveniência da entidade sindical, na defesa dos interesses de seus representados. Não se pode olvidar, ainda, que a interpretação da norma coletiva obedece ao princípio do conglobamento, onde a conquista da categoria não é aquilatada pela análise isolada de uma só cláusula, mas do seu conjunto. Ademais, não se pode olvidar que ninguém melhor do que a própria categoria profissional, personificada pelo Sindicato, para avaliar as vantagens e desvantagens de um pacto. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

Ressalte-se que entendimento contrário estimula cômoda irresponsabilidade por parte das entidades sindicais que não se sentem cobradas pela categoria que representam a entabular verdadeiras negociações coletivas. Na medida em que o Judiciário, com o escopo de proteger o trabalhador hipossuficiente, nega validade aos acordos firmados, na verdade contribui para o enfraquecimento dos sindicatos e a perpetuação da condição de inferioridade dos trabalhadores. Com efeito, as jornadas realizadas nesses tipos de escalas são estabelecidas em razão das peculiaridades das funções desempenhadas pelos trabalhadores que a elas se submetem, trazendo vantagens para o trabalhador, que passa a dispor de mais tempo para a família, convívio social, lazer, descanso, participação em cursos de qualificação profissional ou até o desenvolvimento de outra atividade, com possibilidade de maiores ganhos. Tais benefícios, quando contrapostos à extrapolação da jornada normal, evidenciam um maior ganho ao obreiro. Nesse diapasão, o excesso de jornada é compensado por folgas mais elásticas, hipótese que encontra paralelo no banco de horas estabelecido pelo § 2º, do art. 59, da CLT. Logo, julgo improcedente o pedido de anulação do Parágrafo Primeiro da Cláusula Décima Sétima. 2.3.2. CLÁUSULA 25.ª DO ACORDO COLETIVO DE TRABALHO – DO EMPREGADO REABILITADO Abaixo a redação da Cláusula impugnada, in verbis: “Cláusula 25.ª – DO EMPREGADO REABILITADO O empregado afastado, em função de doença e/ou acidente de trabalho, que vier a ser reabilitado pelo Órgão previdenciário, para função diversa daquela que anteriormente exercia e com remuneração inferior, ficará passível de alteração salarial, para função diversa daquela que anteriormente exercia e com remuneração inferior, ficará passível de alteração salarial, para adequação à função a ser pelo mesmo exercida.” Sustenta o d. Ministério Público do Trabalho que é patente o caráter discriminatório da estipulação, ante a pactuação da redução da remuneração do trabalhador reabilitado pela Previdência Social algumas vezes até mesmo em decorrência de doença ou acidente de trabalho sofrido na própria empresa – para adequação à função a ser pelo mesmo exercida (grifou-se no original), ocorrendo afronta ao disposto no inciso XXXI do art. 7.º da CRFB. A requerida assevera que ainda que este seja o texto da norma coletiva, não procede desta forma, e que, portanto, não há qualquer objeção a que a mesma seja adequada à legislação em vigor, ou que haja a retirada de qualquer texto que possa evidenciar intuito discriminatório. Aqui, tem razão o parquet. Com efeito, ainda que seja considerada a anuência da 2.ª reclamada à adequação do conteúdo da norma coletiva e à retirada de texto que possa evidenciar caráter discriminatório, impõe-se o registro de que a reabilitação do trabalhador não pode implicar em prejuízo ao seu patamar salarial, sem que se vislumbre ofensa ao disposto no art. 7.º, VI da Constituição Federal, mormente se a impossibilidade do exercício da função decorre de fatos alheios à sua vontade. Destarte, julgo procedente o pedido para anular a Cláusula Vigésima quinta. 2.3.1. CLÁUSULA 26.ª DO ACORDO COLETIVO DE TRABALHO – RESCISÃO CONTRATUAL Abaixo a redação da Cláusula impugnada, in verbis: “Cláusula 26.ª – RESCISÃO CONTRATUAL Na ocorrência de dissolução contratual, a empresa deverá efetuar o pagamento das verbas rescisórias devidas ao empregado, no prazo

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máximo de 10 (dez) dias úteis contados do desfazimento do vínculo, sob pena de, em não fazendo, pagar ao trabalhador o débito devidamente corrigido, de conformidade com os índices legais. Parágrafo único – Ocorrendo recusa por parte do empregado em proceder o recebimento das parcelas oferecidas, a empresa poderá liberar-se da sanção acima estipulada, desde que comunique o fato ao sindicato acordante, no prazo fixado nesta cláusula para pagamento, anexando à comunicação o instrumento de rescisão contratual com o qual não concordou o trabalhador. Alega o Ministério Público do Trabalho que o poder de negociação das partes não pode flexibilizar a lei e, simplesmente, aviltar o direito individual do trabalhador, via norma coletiva. Nada obsta a que o Sindicato forneça documento comprobatório da ausência do trabalhador, mas, não podem os convenentes pactuar a isenção do empregador à multa prevista em lei (art. 477 da CLT), cabendo à empresa tomar as providências cabíveis previstas legalmente, para resguardar seus direitos. Requer, pois, a declaração de nulidade do disposto no parágrafo único da Cláusula 26.ª por afronta ao art. 477 e seus parágrafos da CLT. Afirma a requerida que jamais deixou de proceder à rescisão contratual de seus funcionários conforme o disposto no art. 477 da CLT, tampouco pretendeu, através da referida Cláusula, revogá-lo. Em face disso, e como já havia asseverado durante o procedimento administrativo perante o MPT, coloca-se à disposição para proceder às adequações necessárias e, para tanto, sugere o seguinte teor: “Na ocorrência de dissolução contratual, a empresa deverá efetuar o pagamento das verbas rescisórias devidas ao empregado no prazo legal, em conformidade com o artigo 477 e seus parágrafos, especialmente o 6.º, letras “a” e “b”, da Consolidação das Leis do Trabalho. Parágrafo único – Ocorrendo recusa por parte do empregado em proceder ao recebimento das parcelas oferecidas, a empresa poderá efetuar o depósito na conta corrente ou poupança, no prazo estabelecido pelo Artigo 477 e seus parágrafos da CLT, comunicando o fato ao sindicato acordante, no prazo fixado nesta cláusula para pagamento, anexando uma cópia no instrumento de rescisão contratual com o qual não concordou o trabalhador.” Vejamos. O fato de a 2.ª requerida aquiescer à adequação dos termos da referida Cláusula também impõe a procedência do pedido, no particular, mormente porque a flexibilização dos direitos trabalhistas não pode afrontar as disposições legais mínimas de proteção ao trabalhador. Julgo procedente o pedido para anular o parágrafo único da Cláusula Vigésima Sexta. 3 CONCLUSÃO ACORDAM os Desembargadores do Tribunal Pleno da 17ª Região, por unanimidade, rejeitar as preliminares de carência de ação e falta de interesse e inobservância do esgotamento da via administrativa, arguidas pela 2.ª demandada em contestação; rejeitar a preliminar de desconsideração da contestação pelo Ministério Público do Trabalho, admitir a ação anulatória; e, no mérito, por maioria, julgar parcialmente procedentes os pedidos formulados na ação para anular as cláusulas vigésima quinta e vigésima sexta do Acordo Coletivo de Trabalho 2011/2012 firmado entre o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Espírito Santo – SINDIRODOVIÁRIOS e a Viação Águia Branca S.A. Custas pro-rata pelos réus, no valor de R$ 700,00 (setecentos reais). Vencidos, quanto à anulação do parágrafo primeiro da cláusula décima sétima, os Desembargadores Carlos Henrique Bezerra Leite e Carmen Vilma Garisto. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

Suspeição do Desembargador Lino Faria Petelinkar. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 18 de setembro de 2013: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente), Desembargador José Luiz Serafini, Desembargadora Claudia Cardoso de Souza, Desembargador Carlos Henrique Bezerra Leite, Desembargador Jailson Pereira da Silva, Desembargadora Carmen Vilma Garisto e Juíza Sônia das Dores Dionísio. Procurador: João Hilário Valentim. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora

Acórdão
Processo Nº MS-15600-14.2013.5.17.0000
Processo Nº MS-15600/2013-000-17-00.0

Impetrante Advogado Impetrado Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor

ADENIR CUSTODIO Joaquim Augusto de Azevedo Sampaio Netto(OAB: 009624 ES) JUIZ TITULAR DA 6ª VARA DO TRABALHO DE VITORIA - ES JOSE LOVATI LUIZ CARLOS DARIVA LUIS CARLOS CORREA DA PENHA VALENTIM ACERBI ANDRADE SEBASTIAO JOSE WELLINGTON DIAS DA SILVA

ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0015600-14.2013.5.17.0000 MANDADO DE SEGURANÇA Impetrante: ADENIR CUSTODIO E OUTROS Impetrado: JUIZ TITULAR DA 6ª VARA DO TRABALHO DE VITORIA - ES Litisconsorte: COMPANHIA DOCAS DO ESPIRITO SANTO CODESA Origem: TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO - ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA. MANDADO DE SEGURANÇA. EXECUÇÃO DEFINITIVA. DECISÃO QUE INDEFERE A LIBERAÇÃO DOS VALORES INCONTROVERSOS ATÉ O JULGAMENTO DO AGRAVO DE PETIÇÃO. ILEGALIDADE. Se o art. 897 § 1.º da CLT autoriza a imediata execução de parcela dos cálculos eventualmente incontroversa, reputa-se ilegal a decisão que, em execução definitiva, indefere a liberação de qualquer valor até o trânsito em julgado da decisão proferida nos embargos à execução. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de MANDADO DE SEGURANÇA, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO Trata-se de Mandado de Segurança impetrado por ADEMIR CUSTODIO E OUTROS, contra ato jurisdicional praticado pelo MM. Juízo da MMª 6ª Vara do Trabalho de Vitória/ES, que indeferiu o pedido de liberação dos valores incontroversos aos exequentes, determinando que estes aguardassem o trânsito em julgado da r. sentença que julgou os embargos à execução/impugnação à sentença de liquidação. Sustentam que o indeferimento da liberação de valores avilta seu direito líquido e certo ao imediato recebimento dos valores incontroversos, bem como viola o inciso I do art. 655 do CPC e o § 1º do art. 897 da CLT, e ainda, fulminam o direito fundamental à razoável duração do processo, consagrado no art. 5.º LXXVIII da CRFB, mormente porque já aguardam por 13 anos o recebimento dos haveres que pleitearam, ressaltando que, no processo

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trabalhista, os recursos possuem efeito meramente devolutivo, a teor do art. 899 da CLT. Inicial (fls. 02/07) e documentos (fls. 08/386). Tendo sido observada a irregularidade de representação dos impetrantes e determinada a sua regularização, vieram aos autos os instrumentos procuratórios, à exceção do autor JOSÉ LOVATI, que não o apresentou, o que importou a extinção do feito sem resolução do mérito, na forma do artigo 267, inciso IV c/c art. 284, parágrafo único, do Código de Processo Civil, em relação ao impetrante. Liminar deferida por esta Relatora, conforme decisão proferida às fls. 424/425. Apesar de regularmente citada (fl. 428) não houve manifestação da litisconsorte. Informações prestadas pela Autoridade Coatora à fl. 430 sem a vista dos autos físicos, uma vez que estes se encontravam neste E. Tribunal para julgamento do agravo de petição interposto. Mencionou-se que o indeferimento da liberação dos valores incontroversos deveu-se à tentativa de evitar tumulto processual, haja vista que a apuração dos valores incontroversos deveria ser operacionalizada por meio próprio, qual seja, a carta de sentença. Parecer do i. Representante do Ministério Público do Trabalho às fls. 433/435, oficiando pelo não cabimento do mandamus, haja vista a existência de recurso próprio – agravo de petição – o qual, inclusive, foi regularmente interposto. Em relação ao mérito, oficia pela concessão da segurança, ou seja, pela definitividade da liminar. FUNDAMENTAÇÃO 2.1. JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE Presentes os pressupostos de admissibilidade, impõe-se a admissibilidade do mandamus. Com efeito, em que pese o agravo de petição seja cabível das decisões proferidas na execução, é certo que, se a liberação dos valores incontroversos foi postergada para momento posterior ao trânsito em julgado da decisão proferida nos embargos à execução, é forçoso concluir que a veiculação dessa pretensão no agravo de petição não atingiria o fim colimado pelos exeqüentes, pois não permitiria a execução imediata da parte remanescente antes da remessa dos autos a este Tribunal, conforme preceitua o § 1.º do art. 897 da CLT. 2.2. MÉRITO Aduzem os impetrantes que, na indigitada reclamação trabalhista, pleitearam a reintegração no emprego, pagamento de horas extras, salário produção, etc., e que liquidada a conta, apresentaram impugnação à sentença de liquidação, sendo que a reclamada também opôs embargos à execução. Apreciadas ambas na mesma sentença, interpuseram os autores agravo de petição, tendo requerido, outrossim, a liberação dos valores incontroversos antes da remessa dos autos a este Tribunal para julgamento do apelo. Sustentam que o indeferimento da liberação de valores avilta seu direito líquido e certo ao imediato recebimento dos valores incontroversos. Além disso, viola o inciso I do art. 655 do CPC e o § 1º do art. 897 da CLT, e ainda, fulminam o direito fundamental à razoável duração do processo, consagrado no art. 5.º LXXVIII da CRFB, mormente porque já aguardam há 13 anos o recebimento dos haveres que pleitearam. Ressaltam, finalmente, que no processo trabalhista, os recursos possuem efeito meramente devolutivo, a teor do art. 899 da CLT. À análise. Cumpre destacar que o ato inquinado de ilegal e de que cuida a ação mandamental foi proferido em execução definitiva, o que se constata por meio da certidão de trânsito em julgado, à fl. 145. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

Na hipótese ora examinada, conforme já salientado por ocasião da apreciação da liminar, reputo justificado o deferimento da providência requerida pelos autores, uma vez demonstrada, em juízo sumário, a presença dos pressupostos autorizativos – fumus boni iuris e periculum in mora. Ainda que a liminar deferida tenha possuído efeito satisfativo, mormente porque permitiu a liberação, por alvará, dos valores incontroversos – o que já foi materializado, consoante se infere do andamento processual consultado no Portal do Tribunal - pelo que pude depreender da documentação anexada aos autos, inferi que as alegações possuem fundamento. Com efeito, apresentados os cálculos de liquidação pelos autores, a ré, a tempo e modo, impugnou os valores (fls. 148/158), o que, após manifestação conclusiva da contadoria (fl. 227) quanto à pertinência de suas alegações, ensejou a atualização de seus cálculos, vide despacho de fl. 228. Ora, os cálculos atualizados, portanto, foram os apresentados pela ré, os quais perfaziam em 01/04/2011 o montante de R$ 135.059,55, sendo que a majoração destes, ocorrida posteriormente, decorreu de impugnação apresentada pela União no tocante à conta de liquidação previdenciária. Apenas isso. Tanto é assim que os embargos à execução/agravo de petição manejados pela terceira interessada veiculam indignação quanto à conta previdenciária, em particular. Impende ressaltar, por oportuno, que a pretensão aqui veiculada encontra-se disciplinada pelo art. 897 § 1.º da CLT, que autoriza a imediata execução de parcela dos cálculos eventualmente incontroversa, o que implica concluir pela ilegalidade da decisão que indeferiu “...a liberação de qualquer valor até o trânsito em julgado da decisão de fls. 1247/1252 ...”, ou seja, que postergou a liberação de qualquer valor para momento posterior ao julgamento dos agravos de petição interpostos. Noutro giro, não há necessidade de maiores digressões quanto à premência da questão aqui veiculada, mormente se considerada a data do ajuizamento da reclamação trabalhista: 21/06/2000. Há 13 (treze) anos, pois. Por tais fundamentos, infiro que o ato dito coator padece de ilegalidade e, porquanto relevantes os fundamentos afirmados, ante a existência de direito líquido e certo dos impetrantes, torna-se imperiosa a concessão da segurança. Pelo exposto, concede-se a segurança pleiteada, mantendo-se a liminar deferida. Custas no importe de R$ 20,00, considerando o valor da causa, R$1.000,00, pela União, dispensada. 3. CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região, por maioria, admitir o mandado de segurança e, no mérito, por unanimidade, conceder a segurança pleiteada. Custas no importe de R$20,00 (vinte reais), considerando o valor da causa, R$1.000,00 (mil reais), pela União, dispensada do recolhimento. Vencidos, na admissibilidade, os Desembargadores Gerson Fernando da Sylveira Novais e Jailson Pereira da Silva. Impedimento das Desembargadoras Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi e Ana Paula Tauceda Branco. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 18 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente), Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais, Desembargadora Claudia Cardoso de Souza, Desembargador Jailson Pereira da Silva, Desembargador Lino Faria Petelinkar, Desembargadora Carmen Vilma Garisto e Juíza Sônia das Dores

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Dionísio. Procurador: João Hilário Valentim. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora

Acórdão
Processo Nº ED-23200-86.2013.5.17.0000
Processo Nº ED-23200/2013-000-17-00.8

Embargante Advogado Embargado

Advogado

T V V - TERMINAL DE VILA VELHA S.A Rodolfo Gomes Amadeo(OAB: 012493 ES) SINDICATO TRAB PORT PORT AVULSO VINCULO EMP PORTOS E S - SUPORT André Luiz Moreira(OAB: 007851 ES)

PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0023200-86.2013.5.17.0000 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: T V V - TERMINAL DE VILA VELHA S.A Embargado: O V. ACÓRDÃO DE FLS. 384/388-v - TRT 17ª. REGIÃO SINDICATO TRAB PORT PORT AVULSO VINCULO EMP PORTOS E S - SUPORT Origem: TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO - ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Se os embargos não demonstram a existência de omissão, de contradição, ou de obscuridade e revelam mero inconformismo da parte com o conteúdo meritório do acórdão, não merecem ser providos. Vistos, relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de DISSÍDIO COLETIVO - GREVE, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos por TVV – TERMINAL DE VILA VELHA S.A, em face do v. acórdão de fls. 348/388-v, sustentando omissão no julgado. FUNDAMENTAÇÃO 2.1.CONHECIMENTO Conheço dos embargos, pois presentes seus pressupostos de admissibilidade. 2.2.OMISSÃO Alega a embargante que no v. acórdão constou que houve paralisação por 48 horas, a partir do dia 24 de julho, contudo, não observou que também houve paralisação anterior, em 17 de Julho. Diz, ainda, que o v. acórdão é omisso, pois não houve nenhuma manifestação do embargado nas duas audiências de conciliação em relação à negativa de ajuizamento do dissídio coletivo. Por fim, aduz que na assembléia realizada em 19 de julho, a categoria profissional declarou que concordava com o dissídio coletivo ajuizado com relação à extensão do INPC sobre as demais cláusulas econômicas. Sem razão. Quanto à paralisação do dia 17 de junho, a sua ocorrência ou não em nada alteraria a conclusão do v. acórdão acerca da existência de greve. Em relação a não concordância da classe trabalhadora com o ajuizamento do dissídio coletivo, verifico que os argumentos apresentados pela embargante apenas rebatem a fundamentação Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

do julgado. Logo, não há qualquer um dos vícios previstos no art. 535, do CPC, no julgado embargado, sendo inapropriada a via dos embargos de declaração para o fim almejado. Deste modo, ante a total ausência do vício alegado, nego provimento aos Embargos de Declaração. 3.CONCLUSÃO Acordam os Magistrados do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região, por unanimidade, conhecer e negar provimento aos embargos de declaração. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 18 de setembro de 2013: Desembargadora Ana Paula Tauceda Branco (Presidente), Desembargador José Luiz Serafini, Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi, Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais, Desembargadora Claudia Cardoso de Souza, Desembargador Carlos Henrique Bezerra Leite, Desembargador Jailson Pereira da Silva, Desembargador Lino Faria Petelinkar, Desembargadora Carmen Vilma Garisto e Juíza Sônia das Dores Dionísio. Procurador: João Hilário Valentim. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora

Acórdão
Processo Nº MS-24500-83.2013.5.17.0000
Processo Nº MS-24500/2013-000-17-00.7

Impetrante Advogado Impetrado Plurima Autor Advogado

TRANSPORTADORA ITAPEMIRIM S/A Marlilson Machado Sueiro de Carvalho(OAB: 009931 ES) JUIZ TITULAR DA 4ª VARA DO TRABALHO DE VITORIA - ES VIAÇÃO ITAPEMIRIM S.A. Marilene Nicolau(OAB: 005946 ES)

ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0024500-83.2013.5.17.0000 MANDADO DE SEGURANÇA Impetrante: TRANSPORTADORA ITAPEMIRIM S/A E OUTRO Impetrado: JUIZ TITULAR DA 4ª VARA DO TRABALHO DE VITORIA - ES Litisconsorte: ANACLETO BERGAMIN Origem: TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO - ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA CONVÊNIO RENAJUD – RESTRIÇÃO DE CIRCULAÇÃO DE VEÍCULOS. CONCESSÃO PARCIAL DA SEGURANÇA. As hipóteses de restrição que compreendam a circulação de veículos deve reservar-se para situações que justifiquem tão extrema providência, quando evidenciado temor de alienação irregular, em hipóteses como as de fraude à execução ou contra credores. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de MANDADO DE SEGURANÇA, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO Trata-se de Mandado de Segurança impetrado por TRANSPORTADORA ITAPEMIRIM S/A e VIAÇÃO ITEPEMIRIM S/A, contra ato jurisdicional praticado pela MM. Juíza da 4.ª Vara do Trabalho de Vitória/ES, consistente, segundo relato inicial, no indeferimento do pedido de urgência para liberação imediata da restrição e circulação de todos os veículos constritos das impetrantes.

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Sustentam que a decisão atacada viola seu direito líquido e certo à propriedade privada, bem como revela ofensa aos princípios da livre iniciativa e do devido processo legal, violação ao valor social do trabalho e à função social da empresa, além de malferir seu direito líquido e certo a que a execução se processe pelo modo menos gravoso, mormente porque há outros mecanismos de satisfação do crédito. Aduzem que uma vez quitado o débito em relação ao exeqüente, a execução processada refere-se apenas ao pagamento de contribuições previdenciárias, cujos valores, segundo alegam, não guardam consonância com o comando sentencial, pois além de majorados, incluem multa de 20% (vinte por cento) arbitrada pelo Juízo “por ato atentatório à dignidade da justiça”. Asseveram que após a realização infrutífera do BacenJud nas contas bancárias da 1.ª impetrante, foram lançadas tais restrições em 20 (vinte) de seus veículos, inclusive de circulação, mesmo tendo oferecido bem à penhora suficiente para garantir a execução, o que culminou com a apreensão de um veículo no dia 16/05/2013, pela Polícia Rodoviária Federal. Requereram então, as demandantes, a reconsideração da decisão que havia rejeitado o bem oferecido à penhora, bem como o cancelamento imediato das restrições lançadas nos veículos, o que foi indeferido pela autoridade dita coatora. Ressaltam que o impedimento de circulação dos veículos não afeta apenas o seu direito à propriedade e o exercício de sua atividade econômica, mas também, toda a coletividade. Em se tratando de empresas de transporte público de passageiros, além de estarem impedidas de operar, seus empregados também estão impedidos de trabalhar, o que implica prejuízo aos usuários. Pleiteiam, finalmente, a concessão de liminar inaudita altera pars, no intuito de que seja reformado o r. despacho atacado e determinada a liberação da restrição nos veículos constritos. Inicial acompanhada de procuração (fls. 18/19) e documentos (fls. 20/945). Liminar parcialmente deferida por esta Relatora, conforme decisão proferida às fls. 949/951, determinando a liberação da restrição apenas quanto à circulação dos veículos constritos através do RenaJud, mantendo, todavia, a restrição à sua transferência. Informações prestadas pela Autoridade Coatora às fls. 955/955-v.º, informando o cumprimento da ordem e asseverando que [...] melhor analisando os autos constatei que não se justifica a manutenção do impedimento de licenciamento e de transferência em TODOS os veículos descritos às fls. 885, ante o valor devido nos autos, razão pela qual determinarei a retirada de tais gravames, devendo permanecer a restrição APENAS em bem de valor equivalente ao débito, conforme apuração a ser efetuada pela contadoria[...]. Parecer do i. Representante do Ministério Público do Trabalho às fls. 958/960, oficiando pelo prosseguimento do feito, não havendo justificativa para a intervenção ministerial. É o relatório. FUNDAMENTAÇÃO 2.1. JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE Presentes os pressupostos de admissibilidade, admite-se a presente ação mandamental. 2.2. MÉRITO Pleiteiam as impetrantes a concessão de segurança que lhes assegure a liberação das constrições judiciais incidentes sobre os veículos relacionados às fls. 864/865, inclusive e precipuamente no tocante à circulação dos veículos, pois entendem que estas, além de excessivas, implicam uma execução mais gravosa, além de inviabilizarem sua atividade econômica. As impetrantes noticiam que ofereceram à penhora bem suficiente Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

para garantir a execução (fl. 08) e que tal bem – 20 mil litros de óleo diesel, avaliado em R$ 41.258,40 - foi rejeitado pela autoridade coatora, porquanto além de não obedecer à gradação legal, seria de difícil liquidez. Afirmam, outrossim (fl. 10), que ainda que por outros meios, quiçá pela constrição dos próprios veículos – haja vista inexistir penhora válida nos autos, ao menos nos documentos colacionados - a execução encontra-se garantida. Por ocasião da apreciação da liminar requerida – em juízo sumário, portanto – inferi que, ao menos pela constrição da totalidade dos veículos, a execução estaria garantida. Tal conclusão não pode, todavia, subsistir, ante a informação em sentido contrário, prestada pela autoridade coatora, que justificou a negativa de liberação dos veículos solicitada pela impetrante, sobretudo porque a execução ainda não se encontrava garantida. De qualquer sorte, segundo informado por aquele Juízo, a própria autoridade coatora, após melhor análise dos autos, constatou ser injustificada a manutenção do impedimento de licenciamento e transferência em relação a todos os veículos descritos pelas impetrantes - porque excessivo, em relação ao valor do débito razão pela qual determinou a retirada de tais gravames que reputou excessivos, o que, segundo informações obtidas no andamento processual, já foi materializado. Nessa linha de raciocínio, ultrapassada a alegação de excesso nas restrições, asseverada pela própria autoridade coatora, resta a esta Relatora, apenas, ratificar os fundamentos esposados para o deferimento da liminar conferida parcialmente. Com efeito, infiro que as hipóteses de restrição que abarquem não apenas a alienação, mas também a circulação dos veículos deve reservar-se para situações tais que justifiquem tão extrema providência, quando evidenciado temor de alienação irregular de veículos, em casos de fraude à execução ou contra credores, o que não restou sequer ventilado na hipótese em apreço. Acresça-se a tais fundamentos, a atividade empreendida pelas impetrantes, a imprescindibilidade da circulação dos veículos para o exercício da atividade empresarial, além de eventuais prejuízos possivelmente extensivos aos usuários, mormente ante o possível recolhimento de veículo destinado a transporte de passageiros em viagens intermunicipais/interestaduais. Neste sentido, já decidiu esta E. Corte, no MS 004390020.2012.5.17.0000, de relatoria do Exmo. Desembargador Lino Faria Petelinkar, in verbis: RESTRIÇÃO DE CIRCULAÇÃO - EXCESSO É excessiva a restrição da circulação dos veículos da empresa executada. O convênio Renajud possibilita a restrição da transferência de bens penhorados, medida suficiente para garantir o sucesso da execução em desfavor da impetrante. De toda sorte, conforme ressaltado pelo Juízo da execução, a restrição à alienação/licenciamento dos veículos pertencentes às impetrantes subsistirá apenas em número equivalente ao débito, conforme apuração procedida pela Contadoria daquele Juízo. Por tais fundamentos, ante a existência de direito líquido e certo das impetrantes, torna-se imperiosa a concessão da ordem para confirmar a r. decisão liminar. Concede-se parcialmente a segurança pleiteada, para manter a restrição de transferência/licenciamento de veículos cujo valor, apurado pela Contadoria do Juízo, seja equivalente ao débito. Custas no importe de R$20,00, considerando o valor da causa, R$1.000,00, pela União, isenta. Dê-se ciência desta decisão à MM. magistrada Titular da 4ª Vara do Trabalho de Vitória, na forma do art. 3º da Lei nº 12.016/09. 3. CONCLUSÃO

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A C O R D A M os Magistrados do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região, por maioria, admitir o mandado de segurança e, no mérito, conceder parcialmente a ordem. Custas no importe de R$20,00 (vinte reais), considerando o valor da causa, R$1.000,00 (mil reais), pela União, dispensada. Vencidos, na admissibilidade, o Desembargador Carlos Henrique Bezerra Leite e a Juíza Sônia das Dores Dionísio e, no mérito, a Juíza Sônia das Dores Dionísio. Suspeição da Desembargadora Ana Paula Tauceda Branco. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 18 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente), Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi, Desembargadora Claudia Cardoso de Souza, Desembargador Carlos Henrique Bezerra Leite, Desembargador Jailson Pereira da Silva, Desembargador Lino Faria Petelinkar, Desembargadora Carmen Vilma Garisto e Juíza Sônia das Dores Dionísio. Procurador: João Hilário Valentim. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora

Vitória-ES, nos autos da Reclamação Trabalhista de nº. 012870045.2012.5.17.0011, que indeferiu o pedido de devolução de prazo para interposição de recurso ordinário. Aduz a impetrante que a notificação para ciência da sentença nos autos da reclamação trabalhista subjacente se deu na pessoa do Dr. Guilherme Rodrigues Dias, advogado que não atua no processo, em detrimento daqueles que, expressamente, estão na condução do feito. Entende, assim, que a referida notificação é inválida, sendo que a decisão impetrada, ao rejeitar o seu pedido de nulidade dos atos processuais a partir da sentença, bem como a devolução do prazo para interposição de recurso, incorreu em violação ao seu direito à ampla defesa, porquanto restringiu seu acesso ao duplo grau de jurisdição. Em defesa do cabimento do writ, sustenta que a decisão impugnada é interlocutória, insuscetível de ser atacada por recurso próprio e imediato. Para corroborar sua tese, destaca arestos da SBDI-II, do E. TST. Sustentando presentes o fumus boni iuris e o periculum in mora, consubstanciados, respectivamente, na relevância dos fundamentos e na iminência da execução se voltar em seu desfavor, postula, em caráter liminar, o acolhimento da nulidade processual e, consequentemente, seja determinada a reabertura do prazo recursal. Em caráter definitivo, pede a procedência do mandamus. A decisão impetrada está vazada nos seguintes termos: “DESPACHO Vistos. A Petrobras Distribuidora S/A. requer o chamamento do feito a ordem e a declaração de nulidade dos atos posteriores à prolação da sentença, ao argumento de que não existe intimação da mesma por meio dos advogados devidamente constituídos nos autos. Requer, por fim, a devolução do prazo para manifestação nos autos, sob pena de cerceamento de defesa e vista dos autos fora do Cartório. No entanto, ao contrário do que alega a aludida empresa, as publicações em nome da mesma tem sido veiculadas em nome de advogado devidamente constituído, conforme instrumento de procuração juntado à fl. 67. Na hipótese em que uma causa é patrocinada por mais de um advogado, é legítima a intimação em nome de qualquer um deles (art. 236, § 1º do CPC). Cumpriria à reclamada requerer expressamente a este Juízo qual advogado dentre os tantos que figuram nos instrumento de procuração e respectivos substabelecimentos, encabeçaria as intimações para todos os efeitos legais. No entanto, somente neste ato é feito tal requerimento de maneira que há preclusão total quanto a este requerimento. Sem embargo, determino a retificação do cadastro para incluir o nome de um dos advogados substabelecidos no instrumento de fl. 69 dos autos e defiro vista, fora dos autos, por cinco dias, conforme requerido à fl. 484. Intime-se. Em 04/07/2013. João de Oliveira Batista Juiz do Trabalho Substituto” Pois bem. Em que pese a bem abalizada jurisprudência oriunda da SBDI-II, do Egrégio TST, destacada pela impetrante na peça de ingresso, segundo a qual, o manejo do writ é possível em casos como o que ora examino, filio-me àqueles que entendem de forma diversa.

Acórdão
Processo Nº AgR-25700-28.2013.5.17.0000
Processo Nº AgR-25700/2013-000-17-00.1

Agravante Advogado Agravado

PETROBRAS DISTRIBUIDORA S A Luciana Beatriz Passamani(OAB: 008491 ES) GILCEMAR FERREIRA DE FREITAS

ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0025700-28.2013.5.17.0000 AGRAVO REGIMENTAL Agravante: PETROBRAS DISTRIBUIDORA S A Agravado: GILCEMAR FERREIRA DE FREITAS Origem: TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO - ES Relatora: DESEMBARGADORA CARMEN VILMA GARISTO Entendendo o Tribunal que a decisão agravada não merece reparos, há que ser negado provimento ao agravo regimental. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de AGRAVO REGIMENTAL, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO Trata-se de Agravo Regimental oposto em face da decisão de fls. 47-48, de lavra desta Relatora, que indeferiu a petição inicial do Mandado de Segurança. Razões do agravante às fls. 539-561. Instrumento procuratório à fl. 562-567. Mantida a decisão agravada consoante despacho de fl. 570. O digno Ministério Público do Trabalho, em parecer da lavra do ilustre Procurador Djailson Martins Rocha, oficia pelo conhecimento e desprovimento do agravo. É o Relatório. 2.FUNDAMENTAÇÃO 2.1CONHECIMENTO O Tribunal Pleno, entendendo presentes os pressupostos de admissibilidade, conheceu do Agravo regimental. 2.2MÉRITO O Tribunal, manteve a decisão agravada que indeferiu a petição inicial do Mandado de Segurança por incabível, por seus próprios fundamentos, in verbis: “Tratam os autos de Mandado de Segurança impetrado por PETROBRÁS DISTRIBUIDORA S.A, contra a r. decisão proferida pelo MM. Juiz do Trabalho em exercício na 11ª Vara do Trabalho de Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

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Com efeito, a questão veiculada na presente ação, no meu entender, não é apropriada à estreita via do mandado de segurança. Uma vez ciente da fase processual que se encontrava a reclamação trabalhista subjacente, incumbia à impetrante interpor recurso ordinário e, nele, suscitar a nulidade processual veiculada no writ, a fim de defender a tempestividade da medida. Ainda que a subida do remédio processual supra mencionado encontrasse resistência na instância inferior, não é demais lembrar, que a decisão que nega seguimento a recurso ordinário enseja para o recorrente a possibilidade de manejo do recurso de agravo de instrumento, assegurando ao recorrente o acesso ao segundo grau de jurisdição. Assim, na hipótese vertente, o que se verifica é que a impetrante, a pretexto de salvaguardar direito liquido e certo, utiliza o mandando de segurança como sucedâneo de recurso, o que não é possível, segundo o entendimento sedimentado na Orientação Jurisprudencial nº 92, do E. TST, verbis: 92. MANDADO DE SEGURANÇA. EXISTÊNCIA DE RECURSO PRÓPRIO(inserida em 27.05.2002) Não cabe mandado de segurança contra decisão judicial passível de reforma mediante recurso próprio, ainda que com efeito diferido. Nesse mesmo sentido já decidiu o E. TST, verbis: RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. REABERTURA DE PRAZO RECURSAL. NÃO CABIMENTO. NÃO PROVIMENTO. A alegação da Impetrante é que fora impedida de ter acesso aos autos quando ainda em curso o prazo para a apresentação de Recurso Ordinário. Ora, tal celeuma é mesmo imprópria à via do Mandado de Segurança. Competia à Impetrante, logo que tomou ciência do ato, interpor recurso ao TRT de origem, demonstrando, via preliminar de nulidade, o prejuízo sofrido, independente do estado em que se encontra o processo (teoria das nulidades), na forma dos arts. 795 e 896 da CLT e 245 do CPC. Eventual não conhecimento do recurso por parte do Juiz, a pretexto de extemporâneo, remeteria esta discussão ao Agravo de Instrumento (interposto pela Impetrante, inclusive). Assim, o cabimento de Recurso próprio afasta a possibilidade de discussão da matéria por meio de Mandado de Segurança, nos termos da Orientação Jurisprudencial n.º 92 da SBDI-2. Precedentes. Recurso Ordinário desprovido. (RO - 455-40.2011.5.15.0000 , Relatora Ministra: Maria de Assis Calsing, Data de Julgamento: 24/04/2012, Subseção II Especializada em Dissídios Individuais, Data de Publicação: 27/04/2012) Destarte, impõe-se, de plano, o indeferimento da inicial, com extinção do feito, sem resolução meritória, a teor do art. 10, da Lei 12.016/2009. A inicial será desde logo indeferida, por decisão motivada, quando não for o caso de mandado de segurança ou lhe faltar algum dos requisitos legais ou quando decorrido o prazo legal para a impetração.(destaquei) Ante o exposto, indefiro a inicial e declaro extinto o feito, sem resolução de mérito. Custas pela Impetrante, no valor de R$20,00 (vinte reais), calculadas sobre R$1.000,00 (mil reais), valor dado à causa. Dê-se ciência. Vitória-ES, 17 de julho de 2013.” 3 CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados do Egrégio Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região, por unanimidade, conhecer do agravo e, Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

no mérito, negar o provimento. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 18 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente), Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi, Desembargadora Claudia Cardoso de Souza, Desembargador Carlos Henrique Bezerra Leite, Desembargador Jailson Pereira da Silva, Desembargador Lino Faria Petelinkar, Desembargadora Carmen Vilma Garisto e Juíza Sônia das Dores Dionísio. Procurador: João Hilário Valentin. DESEMBARGADORA CARMEN VILMA GARISTO Relatora

Acórdão
Processo Nº MS-53300-58.2012.5.17.0000
Processo Nº MS-53300/2012-000-17-00.0

Impetrante Advogado Impetrado

LIRIO DOS VALES TRANSPORTES E FRETAMENTO LTDA - ME Flávio Augusto Cruz Nogueira(OAB: 004791 ES) JUIZ TITULAR DA 3ª VARA DO TRABALHO DE VITORIA - ES

ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0053300-58.2012.5.17.0000 MANDADO DE SEGURANÇA Impetrante: LIRIO DOS VALES TRANSPORTES E FRETAMENTO LTDA - ME Impetrado: JUIZ TITULAR DA 3ª VARA DO TRABALHO DE VITORIA - ES Litisconsorte: GILSON CAMPOS Origem: TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO - ES Relatora: DESEMBARGADORA CARMEN VILMA GARISTO MANDADO DE SEGURANÇA. ANTECIPAÇÃO DE TUTELA. SUPERVENIENCIA DA SENTENÇA. PERDA DE OBJETO. Proferida sentença nos autos da ação originária, incide na hipótese o entendimento consubstanciado no item III, da Súmula 414, do E. TST. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de MANDADO DE SEGURANÇA, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO LIRIO DOS VALES TRANSPORTES E FRETAMENTO LTDA – ME impetra mandado de segurança contra o indeferimento de pedido de antecipação da tutela formulado em ação revisional, na qual o impetrante pretendia a suspensão da execução do título executivo judicial revisando. Entendendo presentes o fumus boni iuris e o periculum in mora, requer, liminarmente, a suspensão da decisão hostilizada, que indeferiu o pedido de tutela antecipada nos autos da RT nº 0039700 -34.2007.5.17.0003, até o julgamento final de ação revisional. Em caráter definitivo, pede a procedência do writ, com a confirmação da liminar. Pedido liminar indeferido, consoante decisão das folhas 264-265. Informações prestadas pela digna autoridade apontada como coatora à fl. 269. Embora devidamente notificado (edital das fl. 280), o litisconsorte não apresentou manifestação. Parecer ministerial às fls. 320-321, oficiando pelo prosseguimento do feito. É o relatório. FUNDAMENTAÇÃO 2.1.ADMISSIBILIDADE Presentes os requisitos processuais de sua interposição, admito o

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mandado de segurança. 2.2.PERDA DE OBJETO. FALTA DE INTERESSE DE AGIR. Em pesquisa junto ao Sistema de Acompanhamento Processual deste Regional, constata-se que foi proferida sentença nos autos da ação revisional em 22/08/2013. Como se vê, há carência de ação por perda superveniente de interesse de agir. Com efeito, considerando que a tutela pretendida pela impetrante era a antecipação da tutela invocada nos autos da ação revisional supra referenciada, proferida sentença, tem-se que houve perda superveniente do interesse de agir. O Código Processual pátrio determina, em seu art. 3º, que "para propor ou contestar ação é necessário ter interesse e legitimidade". Com efeito, a noção mais assentada a propósito desta condição da ação, é a de que, da necessidade do provimento jurisdicional para evitar-se um dano é que surge o interesse de agir. Vale dizer, o interesse processual consiste na necessidade e utilidade do provimento jurisdicional, ou seja, na indispensabilidade de intervenção do Poder Judiciário para que a parte não sofra um dano, vinculado à existência de uma lide com a outra parte. Segundo Alexandre Freitas Câmara (Lições de Direito Processual Civil, vol. I, 20ª ed., Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2010, pág. 127), “pode-se definir o interesse de agir como a utilidade do provimento jurisdicional pretendido pelo demandante”. Assim, proferida a sentença, incide na hipótese o entendimento consubstanciado no item III, da Súmula 414, do E. TST: MANDADO DE SEGURANÇA. ANTECIPAÇÃO DE TUTELA (OU LIMINAR) CONCEDIDA ANTES OU NA SENTENÇA I - A antecipação da tutela concedida na sentença não comporta impugnação pela via do mandado de segurança, por ser impugnável mediante recurso ordinário. A ação cautelar é o meio próprio para se obter efeito suspensivo a recurso. (ex-OJ nº 51 da SBDI-2 inserida em 20.09.2000) II - No caso da tutela antecipada (ou liminar) ser concedida antes da sentença, cabe a impetração do mandado de segurança, em face da inexistência de recurso próprio. (ex-OJs nºs 50 e 58 da SBDI-2 inseridas em 20.09.2000) III - A superveniência da sentença, nos autos originários, faz perder o objeto do mandado de segurança que impugnava a concessão da tutela antecipada (ou liminar). (ex-Ojs da SBDI-2 nºs 86 - inserida em 13.03.2002 - e 139 - DJ 04.05.2004) Destarte, ante a perda de objeto, extingue-se o feito, sem julgamento do mérito, na forma do disposto no art. 267, VI do CPC. Custas de R$ 20,00 (vinte reais), pela União, calculadas sobre o valor dado à causa, de R$ 1.000,00 (mil reais), das quais está isenta. 3.CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados do Egrégio Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região, por unanimidade, extinguir o feito sem julgamento do mérito, na forma do disposto no art. 267, VI do CPC. Custas de R$ 20,00 (vinte reais), pela União, calculadas sobre o valor dado à causa, de R$ 1.000,00 (mil reais), das quais está isenta. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 18 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente), Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi, Desembargadora Claudia Cardoso de Souza, Desembargador Carlos Henrique Bezerra Leite, Desembargador Jailson Pereira da Silva, Desembargador Lino Faria Petelinkar, Desembargadora Carmen Vilma Garisto e Juíza Sônia das Dores Dionísio. Procurador: João Hilário Valentin. DESEMBARGADORA CARMEN VILMA GARISTO Relatora Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

Edital Edital
Processo Nº MS-20400-85.2013.5.17.0000
Processo Nº MS-204/2013-000-17-00.0

IMPTE : ADVOGADO(A) IMPDO :

LIT :

VANAMA TRANSPORTES EIRELI ME Alexandre Abel Xavier Aragão(OAB: 011315 ES) JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO 13ª VARA DO TRABALHO DE VITORIA - ES RODRIGO SUELA

- Decisão da folha 47: "Vistos, etc. Vindo os autos para apreciação, verifico que há perda superveniente do objeto da presente demanda, o que acarreta na falta de interesse no prosseguimento do feito, porquanto, conforme informações da Impetrante (fl. 46) já foi realizado o depósito dos honorários periciais prévios. Ademais, a própria Impetrante pugna, na manifestação de fl. 46, pelo arquivamento da ação. Pelo exposto, extingo o processo sem julgamento do mérito, por falta de interesse no prosseguimento da demanda, com fulcro no inciso VI do artigo 267 do CPC. Sem custas. Intimem-se as partes. Publique-se. Vitória, 19 de setembro de 2013. Desembargadora Ana Paula Tauceda Branco Relatora".

Edital
Processo Nº MS-33900-24.2013.5.17.0000
Processo Nº MS-339/2013-000-17-00.6

IMPTE :

ADVOGADO(A) IMPDO :

LIT :

SIND DOS EMP EM ESTABELECIMENTOS BANCARIOS NO ES DO ESP SANTO ROGERIO FERREIRA BORGES(OAB: 017590 ES) JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO 14ª VARA DO TRABALHO DE VITORIA - ES BANESTES SA BANCO DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO

- Decisão das folhas 662/663: "Trata-se de Mandado de Segurança impetrado por SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS NO ESTADO DO ESTPÍRITO SANTO, contra ato jurisdicional praticado pelo Juízo da MM.ª 14.ª Vara do Trabalho de Vitória/ES, que, nos autos da Ação Coletiva n.º 0024400-86.2013.5.17.0014, teria determinado que as partes depositassem - inclusive o impetrante - a importância de R$ 6.000,00 (seis mil reais) a título de honorários periciais prévios, sob pena de bloqueio de valores via BacenJud. Argumenta que a perícia foi requerida pelo banco réu, e que muito embora tenha interposto embargos declaratórios, a autoridade coatora preferiu manter a decisão impugnada. Sustenta que a ordem atacada é ilegal e abusiva e viola o artigo 333 do CPC, cuja interpretação enseja a conclusão de que a distribuição do ônus da prova assegura à parte o direito de não se onerar com prova alheia. Afirma, ainda, que a cominação de imposição de penhora via BacenJud implica em verdadeira "execução de honorários periciais prévios", sendo, portanto, incabível e ilegal. Sustenta, finalmente, ser uma entidade sem fins lucrativos e que, decisões dessa natureza, se mantidas, acabarão por gerar sua absoluta inviabilidade financeira de assistência e que não possui condições de arcar com honorários de tão elevada monta, sobretudo porque atua em milhares de processos prestando assistência judiciária. Por reputar presentes os requisitos essenciais à concessão liminar da segurança pleiteada - mormente porque a realização da penhora via BacenJud pode ser realizada a qualquer momento - postula seja deferida a imediata cassação da ordem proferida, e que seja determinado que o depósito de honorários periciais prévios seja de

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responsabilidade exclusiva de quem requereu a prova pericial, in casu, o litisconsorte - BANESTES S/A.. À análise. Encontram-se preenchidos os requisitos dos artigos 282 e 283 do Código de Processo Civil, bem como o requisito do artigo 6.º da Lei n.º 12.016/09. Não obstante os respeitáveis entendimentos em sentido contrário, depreendo que os encargos financeiros das despesas do processo constituem matéria que dispõe de regras específicas no ordenamento jurídico. E, nesse aspecto, infiro que a responsabilidade pelo depósito prévio dos honorários periciais é da parte que requer o exame, a quem incumbe o ônus da prova, conforme preceituam os artigos 19, 33 e 331 do Código de Processo Civil e 818 da Consolidação das Leis do Trabalho - no caso, o reclamado. Neste sentido, a jurisprudência ora transcrita: EXAMES PERICIAIS - Não cabe o ônus da prova pericial à impetrante, pois a argüição de insalubridade partiu do autor. Interpretação sistemática do art. 818, com o art. 195, § 2º, todos da CLT e 19, § 2º do CPC. Mandado de segurança procedente. (TRT 11ª R. - MS 0104/2001 - (765/2002) - Rel. Juiz Othílio Francisco Tino - J. 07.02.2002) Ainda que assim não fosse, impõe-se observar que, in casu, não há sequer título executivo que justifique o meio coercitivo utilizado pela autoridade dita coatora, revelando-se incabível o bloqueio on line, sob pena de ofensa ao devido processo legal (art. 5.º, LIV, CRFB). Por tais fundamentos, concluo, em juízo sumário, que o ato dito coator padece de ilegalidade e, à primeira vista, considero relevantes os fundamentos afirmados, razão pela qual concedo a liminar, em conformidade com o artigo 7º, inciso III da Lei 12.016/09, para revogar a ordem de bloqueio. Dê-se ciência, com urgência - via correio eletrônico - à autoridade coatora, para que se abstenha de efetuar a noticiada constrição via BacenJud e para que para que preste as informações necessárias, no prazo de 10 (dez) dias, ex vi legis do disposto no art. 7º, I, da Lei n.º 12.016/09, dando-lhe ciência do inteiro teor desta decisão. Dê-se ciência à Impetrante, via correio eletrônico, do conteúdo desta decisão e para que traga mais uma via da inicial, para intimação do litisconsorte, em 48 horas, sob pena de extinção. Após, notifique-se o TERCEIRO INTERESSADO para integrar a presente lide na qualidade de litisconsorte necessário, apresentando defesa, se desejar. Finalmente, ao Ministério Público do Trabalho. Vitória/ES, 18 de setembro de 2013. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora".

Edital
Processo Nº MS-34000-76.2013.5.17.0000
Processo Nº MS-340/2013-000-17-00.0

IMPTE : ADVOGADO(A) IMPDO : LIT :

VALE S.A. Rodolfo Gomes Amadeo(OAB: 012493 ES) JUIZ TITULAR DA 3ª VARA DO TRABALHO DE VITORIA - ES WALLACE EVANGELISTA DOS SANTOS

- DECISÃO DE FLS. 147/149: Trata-se de Mandado de Segurança impetrado por VALE S.A., com pedido de liminar inaudita altera pars, contra ato judicial exarado pelo Exmº. Juiz do Trabalho da 3ª Vara do Trabalho de Vitória/ES que, nos autos da RT n. 011620068.2012.5.17.0003, em que são partes o impetrante e o litisconsorte, determinou (fls. 143), em sede de tutela antecipada, a reintegração do reclamante, sob pena de multa diária de R$ 2.000,00. A autora requer, em suma, entendendo presentes o fumus boni iuris e o periculum in mora, a concessão da liminar inaudita altera pars, para suspender os efeitos do ato judicial impugnado. Ressalta, para efeitos de comprovação do fumus boni iuris, que: 1)

não há, nos autos, qualquer prova a determinar que a dispensa do empregado possa ser classificada como abusiva; 2) o empregado encontra-se apto para o labor; 3) detém o direito de não ser submetida à antecipação de tutela quando ausentes os requisitos legais permissivos de sua concessão, especialmente quando a decisão tem natureza satisfativa, esvaziando o provimento final a ser proferido em sentença. Invoca, ainda, o art. 5º, II, CF. Destaca, como fundamento a ensejar o periculum in mora, o fato de que: 1) a decisão atacada tornará inútil a decisão a ser proferida; 2) o dano é grave, porque implica na percepção de vantagens ou direitos indevidos, pois difícil reaver o que foi pago; 3) não há suporte legal para a antecipação, ante a ausência de previsão no art. 659, CLT. Passo a decidir. A r. decisão impetrada determinou a reintegração do trabalhador, com os seguintes fundamentos, in verbis: Pressionado diuturnamente pelo enredo social, comovido pelo depoimento do autor, além do depoimento da presposta que deixou claro que a empresa tem programa definido para recuperação de empregados com problemas de drogas e álcool, entendo que, como todo ser humano, o reclamante merece mais uma chance. É de bom senso que a empresa ofereça também tal oportunidade, lembrando que hoje em dia a propriedade também é obrigada, ou seja, a propriedade também tem função social. Ademais, trata-se de uma das mairoes mineradoras do mundo e além de disso, repito, tem programa para tal fim. Da leitura da referida decisão denota-se que a d. autoridade impetrada não deferiu o pedido de antecipação da tutela, requerido em reconvenção apresentada pelo empregado, interessado nessa ação mandamental, pelo fato de o trabalhador encontrar-se apto ou não para o trabalho, estável ou não no emprego, pela caracterização ou não do abuso de direito ao demitir o trabalhador, mas em razão da condição de degradação humana em que se encontra o litisconsorte, pois, inequivocamente, é dependente químico (ver documentos de fls. 70, 117 e 130), fazendo uso de drogas psicoativas (crack e cocaína), necessitando de tratamento para retomar sua vida e cidadania, sendo certo que, conforme admitido pelo preposta da ora impetrante (depoimento de fls. 143), esta possui "serviço de integração das pessoas com problemas tanto de drogas quanto de álcool". Ora, não há dúvida de que o empregador que se propõe a estabelecer um programa de recuperação de dependência, por certo busca, não só recuperar a força produtiva de seus empregados, como também atender ao princípio da função socioambiental da empresa, que, sabidamente, possui densidade constitucional (art. 170, III, da CF). Assim, a efetivação de tal princípio constitucional, norteador da ordem econômica em nosso ordenamento jurídico, somente ocorrerá se o trabalhador tiver acesso ao serviço de recuperação de dependência oferecido pelo empregador, sob pena de torná-lo mera retórica, sem qualquer efetividade concreta. Por isso, a decisão hostilizada se funda na efetivação do próprio serviço de integração oferecido pela empresa e na sua função social, não havendo, pelo menos em sede de análise perfunctória, falar em ilegalidade do ato impugnado. Pontua-se que, diferentemente da medida cautelar, que visa garantir o resultado eficaz do provimento jurisdicional final a ser proferido, a antecipação de tutela, não limitada às hipóteses do art. 659 da CLT, possui, indiscutivelmente, natureza satisfativa, pois destina-se, quando presente os requisitos legais, como no particular, a possibilitar a fruição do próprio bem da vida em discussão, o que, a meu ver, não tornará inútil a prolação da sentença, que poderá ou não confirmar o tutela antecipada. No mesmo sentido, não há falar em irreparabilidade do dano, pois a probabilidade de recuperação do empregado, por si só, já contemplará os custos e benefícios visualizados pela empresa impetrante. Vale dizer, se a empresa oferece um programa de alta

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Edital Processo Nº MS-34400-90. DO CABIMENTO Sabe-se que entre os princípios mais importantes que norteiam o processo do trabalho estão a celeridade e a concentração dos atos processuais. nos termos do artigo 790. porquanto prolatada. verbis: Art. no sentido de que a reclamada. no tocante ao objeto da perícia".5.interesse jurídico . no decêndio legal. oficie-se. efetuasse o depósito dos honorários periciais prévios no valor de R$ 750. querendo. a Impetrante pretende que seja cassada a determinação do Juízo da MMª 13ª Vara do Trabalho de Vitória para que procedesse com o depósito de honorários periciais prévios. em sede de cognição perfunctória. nos termos do art. Entender diferente é alterar o modelo processual trabalhista.ES WEDERSON GOMES DE ANDRADE . à digna autoridade impetrada para prestar as informações que achar necessárias. como indicadores da presença deles: a necessidade da realização do processo e a adequação do provimento jurisdicional postulado. de imediato. presumindo-se verdadeiros os fatos narrados pelo reclamante na inicial. considerando que a parte poderá se insurgir contra as decisões proferidas durante a instrução processual.2013.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.0013. em face de ato jurisdicional praticado pelo MMº. 45/46:"Vistos etc. e. hipótese em que o pagamento dos honorários periciais será de responsabilidade da União. o sujeito seria incapaz de obter o bem desejado. para que. em momento próprio. Instituições de Direito Processual. 20) (grifos nossos) IMPTE : ADVOGADO(A) IMPDO : LIT : JUIZ DE FORA-EMPRESA DE VIGILANCIA LTDA PAULA ECHAMENDE LINDOSO BAUMANN(OAB: 019273 ES) JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO 13ª VARA DO TRABALHO DE VITORIA . consistente na determinação exarada pelo Magistrado em audiência realizada nos autos da Reclamação Trabalhista 0111400-30.. A Nova Lei de Mandado de Segurança São Paulo : Saraiva. cabendo à parte registrar protesto (o agravo retido do cível) para eventual reforma da decisão no momento adequado. implicitamente. sob pena de confissão. Vol II .Cumprido o item anterior. como também de toda a sociedade. Segundo o professor Dinamarco: "Existem dois fatores sistemáticos muito úteis para a aferição do interesse de agir. 23. inclusive liminarmente. cópia da inicial sem documentos. Só há interesse-necessidade quando.TST. em sede de cognição primária.INDEFIRO a liminar requerida. para. o que infelizmente vem acontecendo em algumas decisões do gênero. em relação à perícia. cuja superação é dever não apenas responsabilidade do Estado. Pede a Impetrante seja concedida a segurança. contribuindo para o desencontro científico do trato da matéria. razão porque é vedada a recorribilidade das decisões judiciais na fase de conhecimento. 2009 p. Vitória/ES. da CLT. 5. 273 e 461 do CPC aplicado subsidiariamente ao processo do trabalho (CLT. cuja inobservância pode lhe resultar prejuízo. conforme cópia da ata a fls.Dê-se ciência à Advocacia Geral da União.Ciência do despacho de fls. 3. exigir Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . ora Impetrante. no prazo de quinze dias. "quando se decide qual a parte sucumbente no objeto da perícia (artigo 790B da CLT). "pois na Justiça do Trabalho os honorários periciais são pagos somente ao final da ação. Destaca a Impetrante que "o ato impugnado por este mandado de segurança versa exatamente sobre relação de emprego". da qual a empresa também faz parte.para o manejo do presente mandamus. 18 de setembro de 2013. nos termos da Instrução Normativa nº 27 do C. sem o processo e sem o exercício da jurisdição. 4. Portanto qualquer ilegalidade praticada pelo Juiz só pode ser contornada no recurso final. cite-se o litisconsorte. 7º. conforme registro na cópia da ata de fls.São Paulo : Malheiros.5. TST. no endereço de fl.2013. 12.016/09. no prazo de 10 (dez) dias.na modalidade necessidade .31/32. Portanto. albergada nos arts. entendendo "não ser possível a exigência de depósito prévio dos honorários periciais". sentença de mérito que julgar procedente o pedido por falta de prova técnica. 2009. ingressar no feito. ora impugnada. p. salvo se beneficiária da justiça gratuita. 769). Trata-se de Mandado de Segurança impetrado por Juiz de Fora Empresa de Vigilância Ltda.Ciência à impetrante. 6º Os honorários periciais serão suportados pela parte sucumbente na pretensão objeto da perícia. 23 de Setembro de 2013 12 relevância social como o que ora se examina.0000 Processo Nº MS-344/2013-000-17-00. Cândido Rangel. para a realização de perícia.17." (DINAMARCO. vista ao ilustrado Ministério Público do Trabalho. Nesse contexto. não vislumbro ilegalidade ou abuso de poder na r. conforme previsão da Orientação Jurisprudencial nº 387 da SDI-I do C. sobre o teor do presente mandamus. Faculta-se ao juiz. ainda que a prova tenha sido requerida pela própria reclamada. determinando-se o Juízo impetrado que seja feita a perícia independentemente do depósito". Em face de todo o exposto: 1. Não há necessidade . se manifestar. Parágrafo único. qual seja. carece a Impetrante de interesse processual .00 (setecentos e cinqüenta reais). artigo 6º e parágrafo único. Alega a Impetrante que o ato do Juízo é ilegal. econômica ou não. não cabe o mandado de segurança. salvo se esta for beneficiária da justiça gratuita". manejando o recurso adequado. com a recuperação de trabalhador acometido de uma doença social. aplicar-se a confissão. querendo." (BUENO. art. enviando-lhe.9 depósito prévio dos honorários. II.17. para a cassação da "decisão que determinou antecipação de honorários periciais.31/32 É o essencial a relatar. É de se registrar que a perícia foi requerida pela reclamada. após. Juízo da 13ª Vara do Trabalho de Vitória. ora Impetrante.Após. 2. Cássio Scarpinela. pela parte sucumbente. da Lei n. decisão de primeiro grau. parece-me lógico que ela desfrutará de alguma vantagem. "sob pena de não o fazendo." Entendo não ser possível a impetração de mandado de segurança para a hipótese sob exame. ressalvadas as lides decorrentes da relação de emprego.na impetração. ou criar exceção de forma casuística. à luz da verossimilhança das alegações do reclamante e dos documentos colacionados aos autos da ação originária. ainda que à parte seja imposto ônus processual. 311) (grifos nossos) Nas palavras do professor Cássio Scarpinela Bueno: "Cabíveis os recursos indicados no sistema processual e desde que a ilegalidade ou a abusividade que fundamenta sua interposição não tenha aptidão para produzir qualquer efeito imediato em prejuízo do recorrente. alínea b. na exata medida em que o recurso descrito sistematicamente cabível tiver condições de tutelar eficaz e prontamente o direito do recorrente. ao argumento de que na Justiça do Trabalho os honorários periciais são pagos somente ao final com a prolação da sentença. No caso dos autos. CARLOS HENRIQUE BEZERRA LEITE Desembargador do Trabalho Relator.

Em 19 de setembro de 2013. porque presentes os pressupostos legais de admissibilidade. indiscutivelmente. Pelo exposto. não se pode reputar omisso o acórdão. no mérito. Por outro lado. Intime-se.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA EMBARGOS DECLARATÓRIOS conhecidos e não providos. Pelo contrário.ADILSON ANDRADE DE MORAES PARANAPANEMA S/A Origem: TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO . bem como visando ao prequestionamento da matéria. 2. foi cancelada a pedido da própria estipulante. 245/255) opostos pelo segundo reclamado em face do v. pois cuidam de inovação em sede de embargos de declaração. 242): “Quanto à segunda alegação e ao documento juntado. os fundamentos já externados no acórdão respectivo (fl. a qual vinculava as reclamadas. Com efeito.1. este. apontando vícios no julgado. CONHECIMENTO Conheço dos embargos. Pelo caráter protelatório. ACÓRDÃO DE FLS. Portanto. conhecer dos embargos declaratórios e. como alegado pela parte. igualmente. FUNDAMENTAÇÃO 2. trazidas oportunamente aos autos. não há omissão no julgado. aduz que o próprio reclamante emitiu declaração atestando que “não desejava se vincular a plano oferecido pela BRADESCO SEGUROS. firmou seu entendimento baseado nas informações e documentos. se é verdade que cautelar pode ser revogada. Portanto não há de se falar em contradição. No tocante à omissão. sobre o valor dado à causa.TRT 17ª Região . RELATÓRIO Trata-se de embargos de embargos de declaração (fls. Acresce-se que carece de razão a alegação de cerceio de defesa e de negativa ao processo legal aviltadas pelo reclamado embargante. 241/243 .0005600-52. acórdão de fls. eis que já vinculado ao plano empresarial da AMIL”. primeira reclamada.17. importante repisar que o objeto da ação cautelar. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de AÇÃO CAUTELAR.2013. 10 da Lei 12. embora o documento supramencionado possua data posterior à apresentação da contestação. 2.016/09. dispensada. sua intenção de procrastinar o feito e retardar a marcha processual ao opor os presentes embargos de maneira infundada em relação às suas hipóteses de cabimento.4 Embargante Advogado Embargado Advogado Plurima Réu Advogado BRADESCO SAÚDE S/A Bianca Vallory Limonge Ramos(OAB: 007785 ES) ADILSON ANDRADE DE MORAES Esdras Elioenai Pedro Pires(OAB: 014613 ES) PARANAPANEMA S/A Rodolfo Gomes Amadeo(OAB: 012493 ES) ACÓRDÃO . Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . valendo-se de sua persuasão racional.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 241/243.2013.0000 Processo Nº ED-5600/2013-000-17-00. Outrossim. INDEFIRO a petição inicial e julgo EXTINTO O PROCESSO. diante do indubitável caráter protelatório dos embargos. multa de 1% sobre o valor da condenação Vistos. pela Impetrante. os quais visam. comino à embargante multa de 1% sobre o valor da condenação. apenas reputou que tal fato compete ao juízo pelo qual tramita a ação principal. nos termos dos artigos 897-A da CLT e 535 do CPC. com base no art. é tão-somente imprimir efeito suspensivo ao recurso ordinário ajuizado pelo reclamante. a sanar eventuais vícios constantes no julgado. Pois bem. em 01/02/2013. Repete o embargante todas as alegações dos primeiros embargos. A injustificada beligerância processual da embargante revela. negar-lhes provimento. o que não é permitido. não há que se falar em vícios no julgado. o que se infere é que o reclamado renova nesses embargos as mesmas razões despendidas no recurso anterior. MÉRITO Aduz a embargante que o acórdão embargado foi contraditório e omisso quanto ao fato de que a Apólice de Seguro-Saúde. Assim. portanto. Inicialmente.5. Ademais. cuja natureza é meramente instrumental. Desembargador JAILSON PEREIRA DA SILVA Relator SECRETARIA DA 1ª TURMA Acórdão Acórdão Processo Nº ED-5600-52. tampouco em matéria não prequestionada. a questão foge dos limites de cabimento dos embargos de declaração. sequer devem ser apreciados.64 (dez reais e sessenta e quatro centavos). Fato. argui que o julgado olvidou-se de apreciar a declaração emitida pelo próprio reclamante que externava seu desinteresse em manter-se filiado ao plano ofertado pelo embargante. Este Tribunal não se furtou de apreciar a questão do cancelamento da apólice.2. Custas de R$ 10. sendo partes as acima citadas. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. caso dos autos.5. tão-somente.TRT 17ª. o documento protocolado em conjunto com os declaratórios não foi juntado na ocasião da interposição da contestação. por unanimidade. que descaracteriza o interesse processual que condiciona o feito. sem resolução do mérito.0000 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: BRADESCO SAÚDE S/A Embargados: O V. haja vista que o magistrado. Assim. cominar à embargante multa de 1% sobre o valor da condenação. 23 de Setembro de 2013 13 Assim. de todas as partes. a par de lhes negar provimento. o que torna sem substrato fático o acautelamento deferido na ação inominada ajuizada. Repito.17. 3. tendo em vista a impossibilidade lógica de a Turma se pronunciar acerca de fundamentos e documentos não trazidos aos autos antes do julgamento. ora embargado. REGIÃO . Diante do indubitável caráter protelatório dos embargos. também o é que pode ser confirmada.

ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DAS PARTES conhecidos e não providos ante a inexistência de vício no julgado. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). 260/265 alegando vício no julgado. Procurador do Trabalho: Dr. 71§4º da CLT e a Súmula 437 do TST.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-7600-56.CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. 260/265 . de fato. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-7900-60. horas extras posteriores a 8ª e a 10ª diária. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. segundo a Orientação Jurisprudencial nº 118 da SDI-I e Enunciado nº 297 do Colendo Tribunal Superior do Trabalho. labor aos domingos. juntado prova de inscrição no PAT. decorrente do fato da reclamada ter juntado cartões de ponto Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 britânicos. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. quando a decisão recorrida adotar tese explícita sobre a matéria. entendeu que foram violados.17. é desnecessária a referência expressa aos dispositivos legais apontados pela parte para que se considere atendido o pressuposto do prequestionamento.0007900-60. RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos pelas partes em face do v. João Hilário Valentim. Nego provimento.0 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Réu ESTADO DO ESPIRITO SANTO Gustavo Sipolatti(OAB: 010589 ES) ALEXANDRE SOARES DE OLIVEIRA ODILIO GONCALVES DIAS NETO(OAB: 019519 ES) MASTER PETRO SERVICOS INDUSTRIAIS LTDA ACÓRDÃO . acórdão de fls.2 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DO RECLAMANTE O autor embarga de declaração requerendo manifestação deste Regional quanto a violação ao art. quanto aos feriados. Vistos. O acórdão foi claro quanto a existência de prova de quitação do intervalo intrajornada e ausência de indicação. demonstra a natureza indenizatória da parcela.5.TRT 17ª Região .0001 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargantes: GIL ROSSINI VITORIA CJF DE VIGILANCIA LTDA Embargados: O V. da existência de diferença a seu favor.5. foi elidida pela prova testemunhal que afirmou que a única tarefa desempenhada era de averiguação das condições de luz. Procurador do Trabalho: Dr. Ademais. Quanto aos minutos anteriores à jornada. por parte do reclamante.2013. e que mesmo a previsão em norma coletiva não possui o condão de transmudar o caráter do auxílio-alimentação. diminuição da hora noturna e adicional noturno na prorrogação da jornada e.5. ainda que não tenham sido citados os dispositivos de lei que o recorrente. por unanimidade. concluindo que para executá-la o autor não consumia mais do que 10 minutos diários.TRT 17ª.17. Por fim. 2. por fim. 23 de Setembro de 2013 14 Convocada Sônia das Dores Dionísio. acórdão em especial os que tratam das matérias relativas minutos anteriores a jornada contratual nas escalas extras. negar-lhes provimento. em relação aos honorários advocatícios.1 CONHECIMENTO Conheço dos embargos de declaração eis que ambos são tempestivos e encontram-se regulares as representações. no mérito.2013. João Hilário Valentim. O acórdão foi claro quanto ao entendimento adotado de que somente nos casos em que a empresa comprovar sua filiação ao PAT é que se pode imprimir ao auxílio-alimentação o caráter de verba indenizatória. 3. conhecer de ambos os embargos declaratórios e. Em relação aos domingos e feriados foi adotada expressamente a tese de que a escala 12x36 compensa o domingo trabalho e. Diz. no seu entender. ainda. ACÓRDÃO DE FLS. 2.17.0008 Processo Nº RO-7900/2013-008-17-00.0007600-56. sendo partes as acima citadas. E por se tratar de integração de verba ao salário do autor não há compensação a ser autorizada. ora embargante.0001 Processo Nº ED-7600/2012-001-17-00. Não contradição a ser sanada. Pois bem. não houve pedido na inicial. afirmando que as provas não registram qualquer intervalo de descanso nas escalas extras. juntou os contracheques do autor nos quais constam descontos no salário do autor a este título o que. que há omissão em relação ao pedido de compensação. Nego provimento.17.0008 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: ESTADO DO ESPIRITO SANTO Recorridos: . a Turma Julgadora entendeu que a presunção relativa de veracidade da alegação inicial. deve-se observar que o magistrado não tem o dever de rebater um a um os dispositivos legais invocados pelas partes.TRT 17ª Região .3 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DA RECLAMADA A reclamada alega contradição no tocante a integração do tíquete alimentação aduzindo que embora não tenha. FUNDAMENTAÇÃO 2.2012. REGIÃO .2012.0 Embargante Advogado Embargado Plurima Autor Advogado Plurima Réu GIL ROSSINI VITORIA Flavio de Assis Nicchio(OAB: 016179 ES) CJF DE VIGILANCIA LTDA CJF DE VIGILANCIA LTDA Orcy Pimenta Rocio(OAB: 009989 ES) GIL ROSSINI VITORIA ACÓRDÃO .5.CJF DE VIGILANCIA LTDA GIL ROSSINI VITORIA Origem: 1ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . Elenca enumeros dispositivos legais que entende terem sido violados pelo v. Diz que não está vinculado às CCTs juntadas pela ré e que o pagamento mencionado no acórdão só quita as escalas normais.

sendo declarada a sua revelia.5. ter comprovado que laborou nas dependências CRE metropolitano de Jardim América. 122 e seguintes). Vistos. Mas isso não induz a presunção de veracidade das alegações da inicial. A esse respeito. cuidou de acostar aos autos a relação de empregados que trabalharam na SESA (secretaria de saúde) e que.2 RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA A questão crucial à determinação da responsabilidade subsidiária do 2º reclamado exige.2012. deveria o autor. considero que a conclusão alcançada na Origem é inadequada ao caso e. pois não necessariamente os vínculos de todos os trabalhadores se encerraram ao mesmo tempo. 417v). I do CPC c/c o art. frise-se. 417-419. pelo não provimento do recurso.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DE ENTE PÚBLICO. eis que presentes os pressupostos de admissibilidade.TRT 17ª Região . não se reconhece a responsabilidade subsidiária por ausência de prova quanto ao fato constitutivo do pedido. que o obreiro não prestou serviço ao Estado.5.5. I do CPC c/c o art. às fls. por si só. que contestou a pretensão autoral de responsabilização subsidiária. não apenas negou a prestação de serviços. À análise. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). Ressalto que o Estado do Espírito Santo não negou a celebração de contrato com a MASTER PETRO. oriunda da 8ª Vara do Trabalho de Vitória-ES. E nem se fale que o empregado não tinha condições de produzir tal prova. negando. 107). o aludido documento foi impugnado (fl. às fls. que julgou parcialmente procedentes os pedidos formulados na inicial. em Cariacica. 465-469. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. 818 da CLT. dar provimento ao apelo da reclamada para excluir a responsabilidade subsidiária do ente público. No rol apresentado não constou o nome do reclamante. com absoluta certeza. com a devida vênia. nos termos do art. FATO CONSTITUTIVO DO PEDIDO. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-8400-57. 2. não se pode negar o reforço argumentativo que a prova documental representa à defesa do 2ª reclamado. todavia.17.0009 (vide documento de fls. De fato. Não obstante. que consentiu com o encerramento da instrução sem evidenciar a pertinência de suas alegações (fl. restando prejudicadas as demais matérias tratadas no recurso. Procurador do Trabalho: Dr. É o relatório. não prejudica o 2º reclamado. Foi justamente por isso que. a análise do fato constitutivo do pedido do autor.0010 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: AMERICA GARCIA DA SILVA Embargado: . Não comprovando o empregado o efetivo labor para o ente público tomador de serviço. em Cariacica.17. conhecer do recurso ordinário e. quedou-se inerte. FUNDAMENTAÇÃO 2. afinal. é que o ônus era do autor. por unanimidade. o Juízo de Origem firmou a conclusão de que a reclamada. mesmo diante da revelia da 1ª ré. 105). poderia ter prestado as necessárias informações em juízo. 105). “deveria ter trazido o rol de trabalhadores que lhe prestaram” (fl. cujo ônus da prova recai sobre o empregado. por isso. por outro lado. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 A reclamada. regularmente citada por edital (fl. num primeiro momento. em audiência. A confissão ficta daí resultante. não permite concluir. porém. postularam o pagamento das verbas rescisórias junto a MASTER PETRO na reclamatória nº 000940095. João Hilário Valentim. como ex-colega de serviço. em Cariacica. por exemplo.0008400-57. 122 e seguintes. ônus que lhe cabia por força do artigo 333. A 1ª reclamada. 23 de Setembro de 2013 15 ALEXANDRE SOARES DE OLIVEIRA MASTER PETRO SERVICOS INDUSTRIAIS LTDA Origem: 8ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . MASTER PETRO. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. 333. representados pelo sindicato. mas disso ele não se desincumbiu. no entanto.98). não sendo o fato incontroverso. Contraminuta. concernente na alegação de que teria trabalhado no CRE metropolitano de Jardim América. Esse é o objeto inicial do recurso do Estado do Espírito Santo. concernente ao labor desempenhado no CRE metropolitano de Jardim América. por ter negado a prestação dos serviços do reclamante em suas dependências. que o obreiro lhe tenha prestado serviço (fl. Assim não procedeu o autor. há que prevalecer a alegação da peça de ingresso.0010 Processo Nº ED-8400/2012-010-17-00. fato específico que necessita também de prova específica. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo 2º reclamado em face da sentença de fls. dou provimento ao apelo para excluir a responsabilidade subsidiária do 2º reclamado. Diligente que foi.8 Embargante Advogado Embargado Advogado AMERICA GARCIA DA SILVA Maíra Dancos Barbosa Ribeiro(OAB: 010800 ES) FUNDACAO VALE DO RIO DOCE DE SEGURIDADE SOCIAL VALIA Sandoval Zigoni Junior(OAB: 004715 ES) PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO . O mais relevante. Por todas essas razões.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. inclusive.17. NÃO COMPROVAÇÃO DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. segundo o entendimento do magistrado sentenciante. sendo partes as acima citadas.2012. Não o fazendo. 255-302). ÔNUS DO EMPREGADO. este é fato constitutivo do pedido.2012. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. pugnando pela exclusão da responsabilidade subsidiária do Estado do Espírito Santo. a documentação de fls. Razões recursais. 434-465. pois simples testemunha.1 CONHECIMENTO Conheço do recurso do 2º reclamado. 818 da CLT. tanto que juntou cópia do que pactuado (fls. Nesse contexto. restando prejudicadas as demais matérias tratadas no recurso. no mérito.

sendo partes as acima citadas. Ademais.0009200-48. 47 do CDC. apontando a existência de omissão e contradição no julgado embargado. O respeito ao pactuado na negociação coletiva deve se tornar um primado dessa forma de autocomposição dos dissídios.0011 Processo Nº RO-9200/2013-011-17-00. além de objetivar o prequestionamento. inclusive para forjar um necessário processo de amadurecimento das relações entre o capital e o trabalho. 554/569. em razão da tipicidade da função.BNDES AFEQUE SERVICOS DE VIGILANCIA LTDA . art.2013.PREQUESTIONAMENTO Aduz o embargante que deve ser registrado no v. 3. nego-lhes provimento e imponho a embargante multa de 1% sobre o valor da causa.TRT 17ª. OJ 24 do TST. pois presentes seus pressupostos de admissibilidade. e não reprodução da lei. (Recurso desprovido). Vistos.17. do CPC. que julgou procedente em parte o pedido.2013. sendo partes as acima citadas. do art. art.TRT 17ª Região .17. XXXVI. HORAS EXTRAS – PREVALÊNCIA DA CONVENÇÃO COLETIVA. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinários interpostos pelo segundo reclamado (fls. e tendo em vista o manifesto caráter protelatório dos Embargos. 7o da Constituição Federal. Atendendo a esse imperativo. o legislador ao editar a Carta de 1988 procurou conferir primazia à autocomposição dos dissídios. mas sim de índice proveniente de revisão da renda total da suplementação do falecido. Basta que fundamente o entendimento adotado. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora Acórdão Processo Nº RO-9200-48. ante a total ausência dos vícios alegados. Se os embargos não demonstram a existência de omissão. 884. todos os argumentos e fatos abordados pelas partes. o que não significa obrigação de reproduzir textos legais.BNDES Décio Freire(OAB: 012082 ES) RONILSO CRUZ PAULO VIDAL RONILSO CRUZ PAULO VIDAL José Alcides de Souza Junior(OAB: 013144 ES) BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONOMICO E SOCIAL . Vistos.0011 RECURSO ORDINÁRIO Recorrentes: BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONOMICO E SOCIAL . 500-517) em face da sentença de fls. firmar norma coletiva de trabalho pactuando jornada especial de 12x36. Saliente-se. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. negar-lhes provimento e condenar a Embargante a pagar a multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa. RELATÓRIO Trata-se de embargos declaratórios opostos pela Reclamante. Basta uma leitura dos presentes embargos declaratórios para constatar que eles estão sendo utilizados com o único intuito de reapreciar matéria já devidamente rebatida.1 Recorrente Advogado Recorrido Plurima Autor Advogado Plurima Réu Plurima Réu Advogado BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONOMICO E SOCIAL . acórdão de fls.05. 554/569. REGIÃO FUNDACAO VALE DO RIO DOCE DE SEGURIDADE SOCIAL VALIA Origem: 10ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . 538. uma vez que ficou comprovado que o percentual auferido pelo de cujus não se trata de ganho real e muito menos de antecipação. Ora. o prequestionamento a que se refere a Súmula 297 do TST só tem pertinência e cabimento quando o julgado não haja adotado fundamento explícito sobre o tema ou sobre a questão submetida. Por fim. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO.EPP Marcos Antonio Fonseca Medeiros(OAB: 069144 RJ) ACÓRDÃO . na forma autorizada pelo art.2010.BNDES AFEQUE SERVICOS DE VIGILANCIA LTDA . ponto a ponto. conhecer dos embargos declaratórios. complementada pela decisão de embargos de declaração de fls.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 496. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. por unanimidade. não merecem ser providos. o que evidentemente.5.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. devendo a parte manifestar sua irresignação por meio de recurso próprio. ainda. 475-477.5.BNDES RONILSO CRUZ PAULO VIDAL Recorridos: RONILSO CRUZ PAULO VIDAL BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONOMICO E SOCIAL . porquanto se constitui em manifestação expressa da vontade dos interessados na solução dos seus próprios conflitos. contradição ou obscuridade e revelam mero inconformismo da parte com o conteúdo meritório do acórdão. em face do v. não merecem ser providos. impondo respeito aos acordos e convenções coletivas de trabalho. da CF e os artigos 186. está convalidado pelo inciso XXVI.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: JORNADA DE 12X36. O que se exige é adoção de tese. se os embargos confundem julgamento contrário ao seu interesse com omissão em julgar. Se a parte pretende ter uma nova apreciação do mérito já decidido pelo acórdão de fls. Deste modo. CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. 5º. FUNDAMENTAÇÃO 2. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim. 520- . parágrafo único. 927 e 1090 do CC.1. Não lhe assiste qualquer razão. 538 do CPC. Afirma. também. que a Corte não está obrigada a apreciar. acórdão é contraditório. O só ato de o sindicato representante da categoria profissional. presumindo-se o não-acolhimento das teses divergentes. 481-490v) e pelo reclamante (fls. Contrarrazões apresentadas pelo segundo reclamado às fls. 554/569 . na forma autorizada pelo art. ACÓRDÃO DE FLS. 23 de Setembro de 2013 16 O V. que o v. merece respeito. CONHECIMENTO Conheço dos embargos.EPP Origem: 11ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . acórdão que recebia da Valia a pensão por morte desde 26. prequestiona a Súmula 321 do STJ. OMISSÃO – CONTRADIÇÃO . a via escolhida é totalmente incompatível com tal objetivo.

firmar norma coletiva de trabalho. com os reflexos legais. por consequência. merece respeito porquanto se constitui em manifestação expressa da vontade dos interessados na solução dos seus próprios conflitos. ementou assim a decisão da Seção I de Dissídio Individual: EMBARGOS REGIME DE DURAÇÃO DO TRABALHO POR ESCALAS DE 12 HORAS DE TRABALHO POR 36 DE DESCANSO (12X36) VALIDADE INAPLICABILIDADE DA RESTRIÇÃO DO ARTIGO 59. evidentemente que o reclamante também não tem razão. 41). 512). sejam consideradas nulas as cláusulas convencionais e condenadas as reclamadas ao pagamento como extras das horas trabalhadas após a 8ª diária ou 44ª semanal. se o reclamante trabalhava em escala de 12x36 é evidente que o trabalho em tais dias eram seguidos de folga nos dias . ante a prevalência da norma constitucional. Além disso. 1. todo um dia de descanso. a própria norma coletiva é suficientemente clara ao dispor que a hora noturna tem duração de 60 minutos e.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Min. ainda. 59 § 2º da CLT. da CLT. nos termos do artigo 7º. o pedido de pagamento dos feriados trabalhados porque. estabelecendo limites a serem observados. 2. se encontra convalidada pelo inciso XXVI. Dele não conheço quanto ao tópico “a) Acordo escrito e homologado pelo sindicato profissional” (fls. Quanto ao argumento de que a empresa não observou a redução ficta da hora noturna. Requer. da Lei 605/49 e Súmula 444. Alega que não havia regime de compensação das horas extras trabalhadas. Invoca os arts. 73 da CLT só se aplicar a trabalhador que cumpre jornada de 220 mensais. por se tratar de hipótese em que o trabalho é prédefinido. ou seja.situação que evidentemente. da CLT. 9º. recorre o reclamante. § 2º. Não lhe assiste razão. parágrafo 1º . se a convenção coletiva. e em relação ao tópico “do descanso remunerado e seus reflexos” (fls. não se cogita de aplicação dos limites referidos no artigo 59. portanto. 40-76). O regime de trabalho por escalas de 12 por 36 horas é identificado pelas seguintes peculiaridades: i)revezamento de cargas semanais de 36 horas com 48 horas. da Carta Magna. Confirmação da jurisprudência francamente preponderante e histórica. inciso XXVI e 8º. do art. à margem daquela estabelecida ordinariamente pela Constituição da República. Postula. também. necessariamente. conforme consta fartamente nos presentes autos (fls. que os minutos diários reconhecidos em sentença. uma vez que se trata de cópia fiel da petição inicial. E o só fato de o sindicato representante da categoria a que pertence o autor. portanto. descaracterizada a escala 12X36. porque além de a profissão do Recorrido estar regulamentada em lei especial (7. superior ao limite diário e semanal de carga horária.fls. sendo irrelevante a circunstância de o limite previsto no art. Indevido. Sustenta que alguns direitos não são negociáveis. do TST. prevista nas CCTs. a jornada tem o respaldo da CF/88. Considerando as peculiaridades do regime por escalas de 12 por 36 horas. por ausência de dialeticidade. ao editar a Carta de 1988 procurou conferir primazia à autocomposição dos dissídios. o respeito ao pactuado na negociação coletiva deve se tornar um primado dessa forma de autocomposição dos dissídios. 23 de Setembro de 2013 17 523v e pelo reclamante às fls. através da SDI-1. de toda a Justiça do Trabalho. Maria Cristina Irigoyen Peduzi.1 CONHECIMENTO Conheço em parte do recurso do reclamante. pois irrenunciáveis e que não são válidas as normas coletivas que contrariem a lei ou violem garantias fundamentais do trabalhador. Afirma que trabalhava em escala 12X36. 59. respeito aos acordos e convenções coletivas de trabalho. da CF. ii) jornadas exercidas sempre em um mesmo turno (horário de trabalho). nos termos da Súmula 85. não são capazes de descaracterizar a jornada em escala. .2 RECURSO DO RECLAMANTE 2. porque perfilho o entendimento segundo o qual. Registro. inciso XIII. inciso IV. Em conseqüência disso. pois além de a redução ficta prevista no §2º do art. buscou o legislador mitigar as chances de eventual abuso de direito por parte do empregador. 7o da Constituição Federal. ainda.1 HORAS EXTRAS – ESCALA 12X36 – FERIADOS – REDUÇÃO FICTA DA HORA NOTURNA . da Carta Magna. ser anterior à Lei 9. que decidiu pela validade de acordo coletivo que estabeleça turnos de revezamento de 12 x 36 de descanso. e. Em se tratando de determinação de jornada especial de trabalho. como compensação. da CLT e art. 4. atribuiu o percentual diferenciado de 40% sobre a hora normal (cláusula 10ª. inclusive com o objetivo de forjar um necessário processo de amadurecimento das relações entre o capital e o trabalho. Aponta o previsto na OJ 93. insuscetível do abuso a que o dispositivo visa resguardar. portanto. § 2º.VIGILANTE Da sentença que reconheceu válidas as normas coletivas e julgou improcedente as horas extras. da CLT e 7º. Argumenta. ligada à compensação de prorrogações a jornada determinadas pelo empregador. art. induz à presunção de que sua intenção foi a de adequar as condições de trabalho à peculiaridade da atividade econômica. 2. quando há observância da carga horária de 44 horas semanais. nos termos do art. é aquela relativa a excessos de trabalho em relação à jornada contratada. Conheço do recurso do segundo reclamado. ainda. dispõe sobre o trabalho em jornada de 12x36 não há falar-se no pagamento das horas extras excedentes à 8ª e 10ª. § 2. 73. SDI-I. 59. DA CLT. Logo. do TST. Dessa forma. Pugna.102/83). §2º. A compensação de jornada a que se refere o artigo 59. nulas. requer a condenação após da 10ª diária. 5. 525-532. o que a torna inválida. pelo pagamento em dobro dos feriados trabalhados. Embargos conhecidos e desprovidos (E-RR-3154/2006. do TST. 503). iii) intervalo interjornada que compreende. por inovação.2. é que o legislador. apenas por meio de prévia negociação coletiva é válido o ajuste. a matéria já foi pacificada pelo TST. em afronta ao art. por preenchidos os pressupostos de admissibilidade. da CLT. sem que seja devido o adicional de horas extras. XIII. Por isso. apresentando-se fixo e imutável. por outro lado. Também quanto às escalas extras (evasivamente alegadas pelo reclamante). FUNDAMENTAÇÃO 2. Sucessivamente. 3. tendo em vista a manutenção dos níveis de emprego impondo por isso. sendo. não foram elas comprovadas. DJ de 19/06/2009). e não ao trabalhador que tem jornada especial prevista em cláusula de convenção coletiva inferior à duração prevista na lei. também. 7º. que comprovada a necessidade de apresentação antecipada em 30 minutos a cada início de jornada e a ausência de gozo do intervalo intrajornada. a reforma da sentença quanto à duração da hora noturna.601/98. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 A redatora designada.

no período entre às 22h e 5h. IMPOSTO DE RENDA Pugna o reclamante que os descontos fiscais sejam calculados sobre o seu valor histórico e faixas correspondentes e que as reclamadas suportem seu pagamento. A não concessão do intervalo intrajornada restou comprovada. pois eles integram a base de cálculo. o valor indicado pelo reclamante está correto. ao se manifestar sobre os documentos juntados com a defesa. 2. parágrafo terceiro – fls.. afirma que pagava o adicional noturno de forma correta. nos termos da fundamentação supra. nos termos da Súmula 264 do c. conforme os cálculos indicados na tabela de apuração das diferenças de fls. Parágrafo 2º. 2.2. Parágrafo 1º. a OJ 307. Dessa tabela. Dou provimento para determinar que o adicional de risco de vida integre a remuneração do autor para todos os fins. eis que não pagos durante o contrato de trabalho. conforme depoimento da testemunha de fls.2. da CF. conforme dispõe a Lei 605/49. do TST. que não houve a integração determinada. 54) Dos recibos de pagamento colhe-se. As duas CCTs vigentes durante o contrato de trabalho estabeleceram que: “Fica convencionado entre as partes que o adicional de risco de vida integra a remuneração dos empregados para todos os fins de direito. Assim sendo. Aponta o previsto no item II.6 INSS Requer o reclamante que os descontos previdenciários sejam calculados sobre o valor histórico e que as reclamadas sejam condenadas no seu recolhimento.62) e não sobre ele mais o adicional de risco de vida (R$ 111. Sustenta que os valores pagos são inferiores aos devidos. entendo devidos os reflexos indicados na mesma tabela (fls. apresentou (fls. . 44v) Nos recibos de pagamento consta o pagamento da rubrica “intrajornada 60% ES” (fls.5 ADICIONAL DE RISCO DE VIDA O reclamante requer a reforma da sentença quanto à incorporação do adicional de risco de vida à sua remuneração. Alega que quando da manifestação sobre a defesa apresentou impugnação específica.2. Parágrafo Único. Com razão.” Assim. conforme as normas coletivas. ficará obrigado a remunerar 01 (uma) hora normal do intervalo intrajornada com o acréscimo de 60% (sessenta por cento) sobre o valor da hora normal acrescido do adicional de risco de vida. 2. TST. Invoca o art. é devida a integração pretendida. 455) tabela demonstrando mês a mês as diferenças entre o valor pago a título de intervalo intrajornada e o que entende devido. O valor da hora apura-se pelo salário acrescido dos seus consectários legais e também o adicional de risco de vida. inclusive com tabela demonstrando as diferenças. quanto pela primeira reclamada. ante suas naturezas salariais.” (CCT de 2012/202 – cláusula 11ª. 7º.” (fls. pois causadoras da mora. §4º. Fica convencionado que na hipótese do empregador deixar de conceder integralmente ao trabalhador o horário do intervalo intrajornada. a exemplo do mês de fevereiro/2012. eis que a CCT apenas definiu a base de cálculo. 180)..2 ADICIONAL NOTURNO – PRORROGAÇÃO DA JORNADA NOTURNA Busca o reclamante a reforma da sentença quanto ao pagamento do adicional noturno sobre as horas trabalhadas após as 5 horas. para a hipótese de sonegação do intervalo em questão: “Cláusula Vigésima Quarta – Do Intervalo Intrajornada Fica estabelecido que em qualquer escala é obrigatória a concessão do intervalo intrajornada. da Súmula 60.2.67) foi calculado apenas sobre o salário base (R$ 931. XXII.11. O reclamante.2. eis que. à exceção do primeiro mês de Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 contrato. Assim sendo.4 BASE DE CÁLCULOS DAS HORAS EXTRAS Da sentença que determinou que as horas extras fossem calculadas sobre o salário base. 2. 41 e 104). A norma coletiva assim dispõe.3 INTERVALO INTRAJORNADA Insurge-se o reclamante em face da sentença que considerou quitado o intervalo intrajornada sonegado. A hora noturna será remunerada pelo percentual de 40% (quarenta por cento). da SDI-I. como. por isso as partes resolvem estabelecer a hora noturna em 60 (sessenta) minutos. nos termos das normas coletivas citadas. 86-87. nego provimento. do TST. 95). por exemplo. que fixa a hora noturna em 60 minutos. dou provimento parcial. 41v e CCT de 2011/2011 – cláusula 12ª. não tem direito de recebê-los em dobro. 23 de Setembro de 2013 18 subseqüentes e por isso. de no mínimo. pelo valor histórico. no mês de março/2012 (fls. é evidente que o empregado tem responsabilidade pelo pagamento da parcela previdenciária. razão assiste ao autor. pois “seguia a determinação contida na CLÁUSULA DÉCIMA segunda-feira e seu parágrafo único. 455).2. A decisão recorrida indeferiu o pleito. verifico que as diferenças apontadas são pertinentes. 176-185). Em razão do efetivo benefício propiciado aos empregados.7. parágrafo primeiro – fls. com o pagamento de uma hora extra. 2. Por todo o exposto. pela remuneração do adicional noturno (dobro do previsto no caput do artigo 73 da CLT). . sob o fundamento de que constam dos recibos de pagamento colacionados aos autos o pagamento do adicional de risco de vida. devido o adicional noturno até as 7 horas. pois tomando-se como referência a norma coletiva transcrita.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. da CLT. 2. sem retirar o caráter salarial da verba em questão. como as normas coletivas que regulam o trabalho do reclamante prevêem como hora noturna a hora correspondente “até o término do trabalho do dia seguinte”. pois a escala do reclamante se estendia até tal hora. Dou provimento para determinar o pagamento do adicional noturno sobre as horas trabalhadas após as 5 horas. 01 (uma) hora para repouso e alimentação. estabelecem normas referentes ao adicional noturno na cláusula décima (fls. por amostragem. em que o adicional noturno (R$ 228. Dou provimento parcial. 455. em sua defesa. o que resultaria no valor de adicional noturno de R$ 256. conforme previsto nas CCTs. constante dos recebidos de pagamento juntados aos autos. No entanto. dou provimento para determinar o pagamento do intervalo intrajornada sonegado. Assim sendo. Pugna que a base de cálculo seja a sua remuneração. do TST e o art. que assim estabelece: “CLÁUSULA DÉCIMA – DO ADICIONAL NOTURNO Considera-se hora noturna aquela trabalhada das 22 (vinte e duas) horas de um dia até o término do trabalho do dia seguinte. O cálculo das horas extras deve observar a evolução do salário e os adicionais de risco e noturno. nos termos do Decreto 3048/99 e Súmula 368 do TST.” (fls. Da mesma forma.79). 71. A primeira reclamada. Aponta a Súmula 264. as CCTs juntadas tanto pelo reclamante. Afirma que são devidos os reflexos. Tendo em vista que a qualidade de segurado independe da existência ou inexistência de mora por parte do empregador. recorre o reclamante.

A aludida responsabilidade não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa regularmente contratada. artigo 37 da CF/88). 186 do Código Civil. como o reclamante afirmou em seu recurso (fls. Tem razão. 2º e 5º. pois foi beneficiária direta dos serviços prestados. de aplicação imediata. ao contrário. Sem razão. sob o argumento de que o reclamante constitui advogado particular. Por todo o exposto. não impugnada pelas reclamadas.3 RECURSO DO SEGUNDO RECLAMADO 2.2. que impede a responsabilidade subsidiária das empresas públicas. Nego provimento. previsto no artigo 5º. II. §1º.666/93 frente à aplicação irrestrita da Súmula 331 do TST.3.666. da CLT e OJ 269. do art. em sua estrutura organizacional.1 PRESCRIÇÃO Renova o segundo reclamado sua arguição de prescrição parcial. por exemplo. se a Administração Pública tem o dever de fiscalizar o cumprimento dos contratos por ela firmados (inciso XXI e parágrafo 6º. in verbis: “os entes integrantes da Administração Pública direta e indireta respondem subsidiariamente. 2. fiscalizando o cumprimento das obrigações trabalhistas e previdenciárias. pela gratuidade da Justiça. na condição de beneficiária e tomadora dos serviços. Não há dúvidas. a douta maioria deu provimento ao apelo. Todavia. é fundamento para concessão da assistência judiciária. portanto indevida tal verba. não impediu que o juiz. como a própria recorrente comprovou que tinha acesso aos recibos de pagamento do autor. Pois bem. caso evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei n.2 RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA Refuta o ora recorrente sua condenação subsidiária.º 8. 2. ou senão. ao prejuízo que o ente público causou ao trabalhador.8 ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA E GRATUIDADE DA JUSTIÇA Busca o reclamante a reforma da sentença quanto à assistência judiciária e à gratuidade da Justiça. mas. Nego provimento. Assim sendo. 4º. com duas coordenações para tal fim. nos termos da Súmula 219. Alega que o “simples inadimplemento de obrigações trabalhistas pela primeira ré” (fls. Logo. não o fez de forma a impedir que a empregadora do reclamante deixasse de sonegar-lhes direitos durante toda a sua contratualidade. que. terceiro em relação ao contrato que foi firmado por ele (§6º do art.” Acresça-se ainda. mais do evidenciada a sua culpa in vigilando. como já citado. Aponta violação aos arts. aplica a legislação vigente. a responsabilidade subsidiária a si imputada decorre tanto do disposto na lei comum (art. 790. Aponta a nova redação da Súmula 331. do TST. 2. uma empresa Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 pública. Dessa forma. 37 da CF/88) possa aplicar as leis da República e condená-lo a reparar o dano que causou ao terceiro. 790 da CLT. defiro-lhe. da Lei 7115/83.127/2011 da RCFB. por entender que a concessão do benefício independe da assistência sindical e constitui direito fundamental. portanto não há falar em prescrição. nego provimento. 2. Além disso. A discussão aqui travada reside no respaldo de lei para a responsabilização subsidiária do segundo reclamado. inciso LXXIV. Assim. conforme inciso IV desse mesmo verbete sumular. a integração do adicional noturno nos moldes estipulados nas normas coletivas. quando confrontado com a culpa de que cogita o art. Portanto. Invoca os arts. 516) que está desempregado. 5º. Não lhe assiste razão. 186 do Código Civil). restou incontroverso que o autor trabalhou em prol do segundo reclamado. Nesse diapasão.060/50. Todavia. LXXIV. da Lei 8666/93. CF. como. especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora. portanto. por meio de duas coordenações e exigindo todos os documentos individuais dos trabalhadores. da Lei 1060/50. Alega que a declaração de precariedade econômica. 485v) não gera sua responsabilidade subsidiária. Também sustenta que a primeira reclamada foi contratada por meio de pregão eletrônico e licitação.1993. razão pela qual deve ser responsabilizado subsidiariamente pelas obrigações trabalhistas não adimplidas pela primeira demandada. caput. da CF. destaco que o reconhecimento da responsabilidade subsidiária da ora recorrente não implica em afronta a qualquer dispositivo legal ou constitucional. da CLT. de forma sucessiva.584/70. anoto que o fato gerador nasce no momento do pagamento. pois não é suficiente para comprovar a ocorrência de culpa in vigilando ou in eligendo. repito. 790. não tem direito à assistência judiciária. Ressalto que não se aplica ao Processo Trabalhista a Lei 1. a ação foi proposta em 28/01/2013. Ora. §1º e 6º. Por fim. dou provimento parcial para conceder ao reclamante a gratuidade da justiça. portanto. como o autor está assistido por advogado particular. da CF/88 a todos os brasileiros e estrangeiros residentes no Brasil que comprovarem a insuficiência de recursos. A assistência judiciária só é cabível no Processo do Trabalho quando preenchidos todos os requisitos exigidos na Lei 5.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 71 da Lei 8. de 21. o princípio da legalidade impede a transferência de responsabilidade tributária ao empregador. por razão óbvia. Assim sendo. nas mesmas condições do item IV. dever-se-á observar a IN 1. foi dado provimento ao recurso do Reclamante para conceder-lhe os benefícios da assistência judiciária. inclusive para verificar a integral satisfação das obrigações do trabalho assalariado.3. No caso em particular. E quanto à gratuidade de justiça de que cogita o §3º do art. . em que pese a declaração de miserabilidade jurídica feita em recurso. responsabilidade subsidiária pelo adimplemento das obrigações contraídas pela empresa contratada. Logo. não obstante a decisão proferida nos autos da ADC 16-DF a Corte Suprema tenha se manifestado sobre a constitucionalidade do art. dado que este apenas atribuiu uma faculdade ao juiz. de que o recorrente se beneficiou dos serviços prestados pelo autor. a qual não foi revogada pelo §3º. Postula. A matéria está sumulada pelo TST.3 HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS O segundo reclamado pretende a reforma da sentença quanto aos honorários advocatícios. 1º e 2º. do TST. Alega que o STF no julgamento da ADC 16 declarou a constitucionalidade do art. 71. O contrato do autor foi de outubro/2011 a setembro/2011. I.06. dou provimento para excluir da condenação os honorários advocatícios. sociedades de economia mista e autarquias. 23 de Setembro de 2013 19 Quanto ao Imposto de Renda.3. deve ser aplicado o item V da súmula 331 do TST. §3º. ainda que o recorrente sustente que sempre fiscalizou o cumprimento das obrigações trabalhistas. nos termos daquele enunciado jurisprudencial possui este. cuja obrigação é tão-somente a de deduzir o imposto. ante a existência de norma de regência própria. Afirma que sempre agiu de forma diligente. por meio da Súmula 219. quanto do entendimento contido no item V Súmula 331 do TST. da SDI-I. estava ciente do não pagamento correto das verbas a que ele tinha direito. do TST.

Ademais.0011 Processo Nº ED-11500/2013-011-17-00.TRT 17ª. este Regional isentou o Recorrente do recolhimento das custas processuais e conheceu do recurso. modificar a base de cálculo das horas extras. FUNDAMENTAÇÃO 2. no recurso patronal. por unanimidade.00 (hum mil reais). sentença. autorizar os descontos previdenciários pelo valor histórico. CONHECIMENTO Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Conheço dos embargos declaratórios. o autor não terá qualquer prejuízo com as custas fixadas na r. MÉRITO Sustenta o embargante que o v.00 (setecentos reais). por óbvio.2013.5.a douta maioria entendeu que a declaração de miserabilidade se constitui em requisito suficiente para o deferimento da gratuidade da justiça ( § 3º do artigo 790 da CLT) e isentou o recolhimento das custas” Ora. e dar parcial provimento ao recurso patronal para excluir da condenação os honorários advocatícios..VIMAQ METALURGICA LTDA .000. a Juíza Sônia das Dores Dionísio. acórdão incorreu em contradição e omissão no julgado. 23 de Setembro de 2013 20 CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região.17.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). Majorado o valor da condenação para R$ 35.2013.2013.EPP Origem: 11ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . sem prejuízo de seu sustento e de sua família. sem apreciar o pedido de isenção da condenação do Reclamante ao pagamento das custas processuais no importe de R$ 1. ACÓRDÃO DE FLS. quanto ao intervalo intrajornada. Ao que parece. conhecer dos embargos e negar-lhes provimento. ao analisar o conhecimento do recurso do Reclamante. Vistos. acórdão. Se os embargos não demonstram a existência de omissão. RELATÓRIO Trata-se de embargos declaratórios opostos pelo Reclamante em face do v. de contradição. Vencidos. ou de obscuridade e revelam mero inconformismo da parte com o conteúdo meritório do acórdão. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim. assim se manifestou: “. O v.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA . determinar que o adicional de risco integre a remuneração do autor.. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora Acórdão Processo Nº ED-11500-80. por maioria. no mérito.17. José Alcides de Souza Júnior.8 Embargante Advogado Embargado Advogado GERALDO CARLOS DE OLIVEIRA Maria de Fatima Monteiro(OAB: 00269B ES) VIMAQ METALURGICA LTDA . Logo. acórdão. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. é o óbvio ululante que.8 Recorrente Advogado Recorrido Advogado ROZALIA DE JESUS PEREIRA Luis Fernando Nogueira Moreira(OAB: 006942 ES) CHOCOLATES GAROTO SA Stephan Eduard Schneebeli(OAB: 004097 ES) ACÓRDÃO .00 (trinta e cinco mil reais). 175/177v . o autor não leu com a atenção necessária o julgado embargado. acórdão de fls. pois. com custas de R$ 700. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO.0007 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: ROZALIA DE JESUS PEREIRA Recorrido: CHOCOLATES GAROTO SA Origem: 7ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . em face do teor do v. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.5.0011700-02. REGIÃO . Alega que o pagamento das custas em tal importe pode ocasionar ao embargante enorme prejuízo. não merecem ser providos. não se vislumbrando quaisquer dos vícios do artigo 535.0007 Processo Nº RO-11700/2013-007-17-00.2013.0011 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: GERALDO CARLOS DE OLIVEIRA Embargado: O V. se o julgado embargado isentou o Reclamante do recolhimento das custas processuais. do CPC.17. tudo nos termos do voto da Relatora. pelas reclamadas.5.000. no julgado embargado. além de conceder o benefício da assistência judiciária gratuita. sentença. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim.TRT 17ª Região . apreciou o pedido de isenção da condenação do pagamento das custas processuais fixadas na r.TRT 17ª Região . Não lhe assiste razão. por unanimidade. no apelo obreiro.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.1. Presença do Dr. quanto à verba honorária.5. por preenchidos os pressupostos para a sua admissibilidade. o Desembargador José Luiz Serafini. nego provimento aos embargos. no decorrer da fundamentação. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. no tocante à assistência judiciária gratuita. haja vista que não tem condições de arcar com as custas do processo. 175/177v. sendo partes as acima citadas.17. 3.EPP Euclides Nuno Ribeiro Neto(OAB: 006279 ES) ACÓRDÃO . JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora Acórdão Processo Nº RO-11700-02.0011500-80. advogado do reclamante. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). dar parcial provimento ao apelo obreiro para condenar a reclamada no pagamento do adicional noturno e intervalo intrajornada. posto que o julgado de 2º grau dispensou o Reclamante de recolhê-las. conhecer em parte do recurso do reclamante e integralmente do recurso do segundo reclamado.

A decisão ocorreu nos Recursos Extraordinários (REs) 586453 e 583050.2 . pugnando pela reforma da sentença. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Alega que em janeiro de 1992 houve alteração nas regras da previdência privada transferindo-se a administração desta para a Fundação Bradesco e. consubstanciada na renda mensal vitalícia correspondente a 70% do que o regulamento interno denomina por B. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. AÇÃO PROPOSTA EM FACE SOMENTE DO EMPREGADOR O Juízo de origem – considerando que o Plenário do Supremo Tribunal Federal decidiu que cabe à Justiça Comum julgar processos decorrentes de contrato de previdência complementar privada. 20). Em outras palavras. independentemente da ação ter sido proposta somente em face do empregador. dar-lhe provimento para declarar a competência da Justiça do Trabalho e determinar a baixa dos autos à Vara de origem para reabertura da instrução e novo julgamento. para Fundação Garoto. que foi contratado pela reclamada em 29. Razões recursais. 2. com o reconhecimento da competência da Justiça do Trabalho e o prosseguimento do feito no Juízo de primeiro grau. De outro modo. porque preenchidos os pressupostos de admissibilidade. a ex-ministra Ellen Gracie. É o relatório. Procurador do Trabalho: Dr. posteriormente.10. prossigo. sendo partes as acima citadas. João Hilário Valentim. com dedução dos valores já pagos a título de pensão pela Fundação Garoto (alínea “B” de fl. o que vai de encontro ao art. O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que cabe à Justiça Comum julgar processos decorrentes de contrato de previdência complementar privada. ou seja.17. O pedido inicial é. ainda.1. O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que cabe à Justiça Comum julgar processos decorrentes de contrato de previdência complementar privada. A decisão ocorreu nos Recursos Extraordinários (REs) 586453 e 583050. pretende a autora receber a complementação de aposentadoria. alegando. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.0006 Processo Nº ED-13700/2013-006-17-00. Portanto. portanto. de diferença de complementação de aposentadoria. 23 de Setembro de 2013 21 NOVAIS EMENTA COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO.1979.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.2.. em suma. como se pode perceber do teor do julgamento do RE 586453. às fls.1 CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário. no caso de aposentadoria por invalidez. Vistos. como ocorre no presente caso. 114 da CF/88. No entanto. igualmente prevista naquele regulamento. estar-se-ia transferindo para a Justiça Comum as lides entre patrões e empregados. De outro modo. conhecer do recurso ordinário e. inaplicáveis. que a decisão do STF somente se aplica às ações que discutem a complementação de previdência privada e não àquelas ações em que se discute a indenização pelo descumprimento do regulamento interno do empregador.5. Informa. AÇÃO PROPOSTA EM FACE SOMENTE DO EMPREGADOR. o que vai de encontro ao art. entendeu que a competência para apreciar a matéria é da Justiça Comum em razão da inexistência de relação trabalhista entre o beneficiário e a entidade fechada de previdência complementar. não se estendendo aos casos em que a reclamação é proposta exclusivamente em face do empregador. que se aposentou por invalidez em 16. como entender de direito. No entanto. como no caso dos autos. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Certidão de Julgamento de ROS Processo Nº ED-13700-75. Dou provimento. Narra o reclamante. 328. o pagamento de uma renda mensal vitalícia equivalente a 70% de uma rubrica denominada B1. época em que vigia um Regulamento Interno prevendo. em 1994. evitando-se a supressão de instância. como se pode perceber do teor do julgamento do RE 586453. Como relatora do RE 586453. às fls. declaro a competência da Justiça do Trabalho e determino a baixa dos autos à Vara de origem para reabertura da instrução e novo julgamento.10. 331-334. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. O reclamante se insurge. Aduz que as alterações lhes foram prejudiciais e. pelo não provimento do apelo. como entender de direito. modulando os efeitos dessa decisão e definindo que deverão permanecer na Justiça do Trabalho todos os processos com sentença de mérito até o dia 20/02/2013 e considerando que o mérito do presente feito não foi apreciado – reconheceu a incompetência da Justiça do Trabalho para julgar casos de previdência complementar privada e determinou a remessa dos autos à Justiça Comum. 114 da CF/88. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante em face da sentença de fl. tal como previsto no Regulamento Interno da empresa na época de sua contratação. por unanimidade. Feitas as ponderações acima. entendeu que a competência para apreciar a matéria é da Justiça Comum em razão da inexistência de relação trabalhista entre o beneficiário e a entidade fechada de previdência complementar. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). Como relatora do RE 586453. estar-se -ia transferindo para a Justiça Comum as lides entre patrões e empregados. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. no mérito. 337-341. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. evitando-se a supressão de instância.2013. Vejamos. que reconheceu a incompetência da Justiça do Trabalho para julgar lide em que se discute diferenças de complementação de aposentadoria. em sua inicial. a ex-ministra Ellen Gracie. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. portanto. a competência da Justiça Comum é restrita para o julgamento de lides decorrentes de contrato de previdência complementar privada entre o beneficiário e a entidade fechada de previdência complementar e não quando a lide é proposta somente em face do empregador.2007 e pede a condenação da reclamada ao pagamento de uma renda mensal vitalícia tal como previsto no regulamento interno vigente na época de sua contratação. a 10% do valor do salário da reclamante quando esta entrou em gozo de benefício do INSS. a competência da Justiça Comum é restrita ao julgamento das demandas movidas em face a entidade de previdência complementar. FUNDAMENTAÇÃO 2. Contraminuta da reclamada.

1.2 Recorrente Advogado Recorrido Advogado PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO CERTIDÃO DE JULGAMENTO 33ª SESSÃO ORDINÁRIA . 1.5. Alega a embargante que a C. do CPC e Súmula 422 do TST).139-v/140. II. por violação ao princípio da dialeticidade (art.2011. CONHECIMENTO. que adotava a nova redação da Súmula 228 do C. conforme conclusão do laudo pericial. TST. 514. Procurador: Dr.2. porque considerou que a partir de junho de 2008 houve o fornecimento de EPIs que atenuaram os agentes. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: o Desembargador José Luiz Serafini (Presidente).2013. 1. não merecem ser providos. a Juíza Sônia das Dores Dionísio. 1. Da sentença. pois preenchidos os pressupostos para sua admissibilidade. por violação ao princípio da dialeticidade (art.TRT 17ª Região 0013700-75. Aduz pelo enfrentamento do referido dispositivo. OMISSÃO. Conheço parcialmente do recurso. o perito informou que “Os níveis . o Desembargador José Luiz Serafini. Nesse passo. CONHECIMENTO. 139/140 . ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. pede reforma do decisum para que o adicional seja deferido por todo o período laborado e em grau máximo. no mérito. na forma autorizada pelo art. pois diz “não ser possível afastar-se pura e simples a vigência de qualquer artigo de lei. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais. Sem razão. dar parcial provimento ao apelo para deferir o pagamento do adicional de insalubridade em razão da exposição ao agente ruído até 16. com custas de R$ 180. na forma autorizada pelo artigo 535. verifico que os argumentos apresentados pela embargante revelam mero inconformismo com o resultado do julgamento.17. ainda.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Certifico que a 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. ante a total ausência dos vícios alegados e o caráter manifestamente protelatório dos embargos. por unanimidade. negar-lhes provimento e condenar a embargante a pagar a multa de 1% sobre o valor da causa. Quanto ao agente físico ruído. sendo certo que eventual desacerto com a normativa constitucional somente pode ser pronunciada no campo da declaração da inconstitucionalidade. Vencidos. mesmo que de forma incidental”. Majorado o valor da condenação para R$ 9. e o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais.5.5.0006 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: ORGAO DE GESTAO DE MAO-DE-OBRA DO TRAB.1. o que deve ser manejado na via recursal própria.0006 Processo Nº RO-16600/2011-006-17-00.2009. tendo em vista que o autor. que fixava. acórdão.17.0006 RECURSO ORDINÁRIO SUMARÍSSIMO Recorrente: ANILSON DE FREITAS SANTOS Recorrido: INCOPRE INDUSTRIA E COMERCIO S/A Origem: 6ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . 1. o que demonstra seu real objetivo de reformar o decisum. não se prestando os embargos para tal pleito. FUNDAMENTAÇÃO.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Certifico que a 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região.3. por maioria. 27.TRT 17ª. 514. Conheço dos embargos declaratórios. relativamente aos honorários advocatícios. parágrafo único. quanto ao adicional de insalubridade. do CPC. nos termos da fundamentação que se segue.CARLOS VIEIRA CRATZ Origem: 6ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . como base de cálculo.630/93. Logo.OGMO Embargado: O V. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. no mérito. conhecer dos embargos declaratórios e. §3º da Lei 8. 23 de Setembro de 2013 22 Embargante Advogado Embargado Advogado ORGAO DE GESTAO DE MAO-DEOBRA DO TRAB. e dizendo que a ré não comprovou a existência de inspeção do Ministério Público e a adoção de medidas que conservem o ambiente de trabalho dentro dos limites de tolerância. uma vez que se utiliza dos presentes embargos com o intuito de rediscutir questão apreciada no acórdão. o salário base do reclamante. ademais. pela reclamada. não o conhecendo quanto ao pedido de assistência judiciária. REGIÃO .OGMO Luciano Kelly do Nascimento(OAB: 005205 ES) CARLOS VIEIRA CRATZ Marcelo Mazarim Fernandes(OAB: 009281 ES) Valentim.PORTUARIO AVULSO .00 (nove mil reais). João Hilário Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 ANILSON DE FREITAS SANTOS Cláudio Leite de Almeida(OAB: 005526 ES) INCOPRE INDUSTRIA E COMERCIO S/A Josânia Pretto Couto(OAB: 008279 ES) PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO CERTIDÃO DE JULGAMENTO 33ª SESSÃO ORDINÁRIA . Inicialmente. Certidão de Julgamento de ROS Processo Nº RO-16600-02.TRT 17ª Região 0016600-02. é nítida a intenção da parte de dilatar o prazo recursal. FUNDAMENTAÇÃO. ACÓRDÃO DE FLS. conhecer parcialmente do recurso ordinário. além de os embargos denotarem mero inconformismo com o conteúdo meritório do julgado. extrai-se que a matéria foi amplamente analisada no tópico 2. mantendo-se o grau deferido na sentença. do CPC. em grau médio. se os embargos confundem julgamento contrário ao seu interesse com omissão em julgar. II do CPC e Súmula 422 do TST). Assim. Dele não conheço quanto ao pedido de assistência judiciária. não sendo prerrogativa das partes. Vejamos. E da leitura do v. recorre o autor alegando que os equipamentos não neutralizaram os agentes insalubres. nesta data resolveu.17. no tocante à base de cálculo do adicional. nego-lhes provimento e imponho ao Embargante multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa.000. nesta data resolveu. em suas razões. 1.PORTUARIO AVULSO . que a embargante sequer cita a existência dos vícios exigidos pelo artigo 535 do CPC. que deferiu parcialmente o pagamento de adicional de insalubridade. às fl. nada fala sobre o fato de o juízo ter entendido prejudicado o pedido.2. Turma não analisou a matéria de seu recurso ordinário sob a luz do art. Deste modo.06. ante a apuração do voto médio. Insta frisar.2011. determinarem o que os julgadores deverão fazer constar do acórdão. 1. 538.00 (cento e oitenta reais). por unanimidade. O Ministério Público manifestou-se pelo prosseguimento do feito.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.

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encontrados nas medições realizadas por este Perito nos locais vistoriados, ficaram com médias variáveis de Ruído entre, 88,0 dB(A) a 92,0 dB(A), portanto, acima do Limite de Tolerância permitido”. E conquanto o juízo tenha concluído que o uso de EPIs no período posteiror a 24.03.2008 tenha atenuado o agente insalubre, perfilho o entendimento segundo o qual o fornecimento de EPI não exclui o direito à percepção do adicional de insalubridade decorrente do agente ruído, pois tal direito só cessa se o empregador eliminar as condições insalutíferas, tal como previsto no art. 194 da CLT. Ora, o ruído se constitui em um agente agressor que, dada a sua constância, causa enormes danos no sistema auditivo do trabalhador, e o uso do protetor auricular apenas atenua e retarda os efeitos futuros causados pela submissão ao impacto, ou seja, só mais tarde é que a lesão à saúde do trabalhador se manifestará, pois nesta hipótese o protetor só funciona como um agente retardador dessa lesão. À vista disso, o autor tem direito ao adicional de insalubridade em grau médio, conforme indicado pelo expert (fl. 212), por todo o período laborado, respeitando-se, entretanto, o marco prescricional. No que se refere ao álcalis cáustico, decorrente do cimento, anoto que as “luvas de tivex” fornecidas pela empresa a partir de 13.06.2008, nos moldes assentados na sentença, a qual mantenho neste ponto, protegia o trabalhador no processo produtivo do qual participava. À vista do exposto, dou parcial provimento para deferir o pagamento do adicional de insalubridade em razão da exposição ao agente ruído até 16.06.2009, mantendo-se o grau deferido na sentença. No que se refere aos reflexos, o interesse recursal existe apenas quanto ao RSR, o qual indefiro, porque o adicional é mensal. Logo, o dia destinado ao repouso já se encontra incluído, tal como disposto na Lei 605/49. 1.3. BASE DE CÁLCULO DO ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. A Primeira Turma decidiu, por maioria, ante a apuração do voto médio, negar provimento ao apelo, nos termos do voto do Desembargador José Luiz Serafini, que assim dispõe: “BASE DE CÁLCULO DO ADICIONAL DE INSALUBRIDADE Entendo que o adicional de insalubridade, mesmo após a vigência da Constituição Federal de 1988, incide sobre o salário mínimo, por força do artigo 192 da CLT. É certo que a Súmula Vinculante n. 4 do Supremo Tribunal Federal afastou a possibilidade de se utilizar o salário mínimo como indexador de base de cálculo, o que, inclusive, ensejou nova redação à Súmula 228 do C. TST. No entanto, referida súmula da Corte Superior Trabalhista foi objeto da Reclamação Constitucional n.º 6266 perante o Excelso Pretório, tendo o Exmo. Ministro Gilmar Mendes assim decidido, in verbis: (...) "À primeira vista, a pretensão do reclamante afigura-se plausível no sentido de que a decisão reclamada teria afrontado a Súmula Vinculante n° 4 desta Corte: "Salvo nos casos previstos na Constituição, o salário mínimo não pode ser usado como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado, nem ser substituído por decisão judicial." Com efeito, no julgamento que deu origem à mencionada Súmula Vinculante n° 4 (RE 565.714/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, Sessão de 30.4.2008 Informativo nº 510/STF), esta Corte entendeu que o adicional de insalubridade deve continuar sendo calculado com base no salário mínimo, enquanto não superada a inconstitucionalidade por meio de lei ou convenção coletiva. Dessa forma, com base no que ficou decidido no RE 565.714/SP e fixado na Súmula Vinculante n° 4, este Tribunal entendeu que não é possível a substituição do salário mínimo, seja como base de cálculo, seja como indexador, antes da edição de lei ou celebração de convenção coletiva que regule o adicional de insalubridade. Logo, à primeira vista, a nova redação estabelecida para a Súmula n° 228/TST revela aplicação indevida da Súmula Vinculante n° 4, porquanto permite a substituição do Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

salário mínimo pelo salário básico no cálculo do adicional de insalubridade sem base normativa. Ante o exposto, defiro a medida liminar para suspender a aplicação da Súmula n° 228/TST na parte em que permite a utilização do salário básico para calcular o adicional de insalubridade. " (...) Sendo assim, fixa-se como base de cálculo do adicional de insalubridade o salário mínimo. Nego provimento.” 1.4. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. Invocando a Lei 10.537/02, o art. 790, §3.º, da CLT e a Súmula 450 do STF, pede o recorrente a concessão de honorários advocatícios. Não tem a mais pálida razão. A matéria está sumulada pelo TST, por meio da Súmula 219, I. Nestes termos, nego provimento. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente), Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim.

Acórdão
Processo Nº RO-17200-95.2012.5.17.0003
Processo Nº RO-17200/2012-003-17-00.1

Recorrente Advogado Recorrido Advogado

ARTUR BATISTA DE ALMEIDA Glauber Arrivabene Alves(OAB: 012730 ES) SC2 SHOPPING MESTRE ALVARO LTDA. Tulio Claudio Ideses(OAB: 095180 RJ)

ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0017200-95.2012.5.17.0003 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: ARTUR BATISTA DE ALMEIDA Recorrido: SC2 SHOPPING MESTRE ALVARO LTDA. Origem: 3ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA - ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA ACIDENTE DE TRABALHO. ESTABILIDADE. ÔNUS DA PROVA. O ônus da prova do fato constitutivo do direito pleiteado é do autor, a teor do disposto nos artigos 333, I, do CPC, e 818 da CLT, razão pela qual a ele competia comprovar a alegada fraude praticada pela reclamada que o impediu gozar do benefício previdenciário, ônus do qual não se desincumbiu. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário do reclamante, em face da sentença do MM. Juízo da 3ª Vara do Trabalho de Vitória/ES, que julgou parcialmente procedentes os pedidos da inicial. Razões recursais, às fls. 466-93, pretendendo a aplicação da confissão ficta da reclamada, bem como a reforma no tocante à estabilidade acidentária, horas extras, adicional de insalubridade, danos morais, multas dos artigos 467 e 477, ambos da CLT, honorários advocatícios e descontos fiscais e previdenciários. Contrarrazões da reclamada (fls. 498-508/v.) para que seja mantida a sentença, na parte impugnada pelo autor. Não foram recolhidas as custas processuais, por ser o reclamante beneficiário da assistência judiciária gratuita. É o relatório. FUNDAMENTAÇÃO CONHECIMENTO Conheço parcialmente do recurso do reclamante, dele não

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conhecendo das matérias “contribuições previdenciárias”, por ausência de interesse recursal e “horas extras”, por não atacar os fundamentos da decisão. Com efeito, as razões do recorrente estão dissociadas da sentença. O juízo considerou as afirmações da testemunha acerca do labor até as 22h; considerou que os cartões de ponto consignam o afirmado; observou que a reclamada efetuava o pagamento das extras, e concluiu que o reclamante não comprovou o exercício de horas extras não pagas. O recorrente, todavia, sustenta nas razões recursais ter afirmado o juízo que o autor não se desincumbiu do ônus de provar as horas extras prestadas. No mais, conheço, por presentes os pressupostos de admissibilidade recursal. As contrarrazões são tempestivas. Considero-as. MÉRITO 2.2.1Confissão ficta. Preposto não laborou no mesmo período do reclamante O recorrente pede a declaração de confissão ficta, porque o preposto não laborou no mesmo período do reclamante. Afirma que o preposto não tem conhecimento dos fatos, notadamente acerca do acidente de trabalho sofrido pelo reclamante, bem como ter, o reclamante, ficado encostado na empresa, sem trabalhar, com o intuito de burlar a legislação e afastar o direito à estabilidade. Pois bem. Não há falar em aplicação da confissão ficta pelo fato do preposto não ter laborado no mesmo período do reclamante. É necessário que o preposto tenha conhecimento dos fatos, pois a admissão após a dispensa do reclamante não é pressuposto capaz de gerar a confissão ficta. Por sua vez, a incerteza da reclamada acerca do acidente denota desconhecimento quanto aos fatos do litígio, o que importaria em confissão ficta. Por outro lado, a confissão ficta tem presunção iuris tantum, que pode ser ilidida por prova em contrário, motivo pelo qual não se há aplicá-la, notadamente neste caso. Neste sentido é pacífica a Jurisprudência, in verbis: RECURSO ORDINÁRIO – 1- PREPOSTO – DESCONHECIMENTO DOS FATOS DA LIDE – CONFISSÃO FICTA – A pena de confissão ficta prevista no §1º, do art. 843, da CLT, aplicada ao reclamado pelo desconhecimento dos fatos da lide pelo preposto, abrange, dentro da litiscontestação, quaisquer fatos, revestindo-os com o manto da verdade, desde que verossímeis e coerentes com a prova já produzida, nos autos, contra a parte confitente. (TRT 7ª R. – RO 1174/2008-007-07-00.1 – 2ª T. – Relª Dulcina de Holanda Palhano – DJe 16.06.2009 – p. 26) Desse modo, nego provimento. 2.2.2Estabilidade acidentária. Afastamento por mais de 15 dias O reclamante noticia no aditamento à inicial que sofreu grave lesão no antebraço no dia 30.4.2011, ficando afastado por 15 dias em razão do acidente sofrido. Afirma que a empresa emitiu a CAT (fl. 119), porém, após o período de afastamento (fl. 183) ficou, na empresa, “encostado” sem nenhuma função, tendo a empresa prometido recompensá-lo nas férias, ocasião em que poderia realizar a cirurgia sem ser afastado pelo INSS. Alega que a empresa não cumpriu o acordo bem como obstou o direito de receber o benefício previdenciário, além do desrespeitado o disposto no art. 168 da CLT. Requereu a nulidade da dispensa com a consequente reintegração, com os pagamentos devidos desde a dispensa arbitrária ou, sucessivamente, o pagamento da indenização compensatória de todo o período estabilitário. A sentença indeferiu o pedido, por concluir que o autor não se desincumbiu do ônus de provar a fraude que teria impossibilitado o gozo da estabilidade provisória. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

O reclamante pede a reforma da sentença afirmando que o preposto não tinha conhecimento dos fatos narrados na inicial, e que a testemunha foi clara ao afirmar que após o acidente e o afastamento por 15 dias, o recorrente ficou “encostado” sem prestar serviços. Renova as alegações da inicial de que a reclamada burlou a legislação, impedindo que o autor fosse detentor de estabilidade decorrente de acidente de trabalho. Vejamos. Ao contrário do alegado pelo reclamante, o depoimento de sua testemunha não teve o condão de validar sua assertiva. Com efeito, a testemunha afirmou que o reclamante exerceu inicialmente a função de operador de máquinas e equipamentos era responsável pelo elevador. Disse que o reclamante ficou afastado por mais de 10 dias e que quando retornou não exerceu sua função, pois sofreu acidente na mão; que ficava sentado no reservatório. Afirmou que após o retorno do acidente passou a exercer a função de encarregado, mas que tal função não foi registrada na carteira; disse que ficou na função de encarregado por volta de 7 meses. Pois bem. Realmente o autor não se desincumbiu do ônus que lhe competia. Nesse sentido, como dito em linhas pretéritas, não há como acolher o pedido de confissão ficta, uma vez que os elementos dos autos vêm elidir a pretensão obreira. Infere-se dos contracheques carreados aos autos, que no período imediatamente após o retorno ao trabalho, o autor fez e recebeu o pagamento de horas extras: maio/junho/agosto (fls. 184-9). Os cartões de ponto também consignam o labor em horas extraordinárias, notadamente no período de retorno, após o afastamento em gozo de licença médica (fl. 192-3). Isso já basta. Ademais, a testemunha afirma que o autor ficou na função de encarregado por volta de 7 meses, o que também afasta a alegação de ter ficado “encostado” em razão do acidente, sem exercer qualquer atividade, considerando que o afastamento se deu no dia 16.01.2012. Também deve ser considerado que o autor afirmou que sofreu acidente no antebraço. Por fim, causa estranheza as alegações do reclamante de ter retornado ao trabalho com a promessa de cirurgia futura, pois em momento algum foi mencionado impossibilidade ou dificuldade no desempenho de quaisquer atividades decorrentes da alegada “sequela”. Desse modo, não cumprindo o autor o ônus de provar o fato constitutivo do direito pleiteado, a teor do disposto nos artigos 333, I, do CPC, e 818 da CLT, não se há reformar a sentença. Nego provimento. 2.2.3Adicional de insalubridade A Primeira Turma decidiu, por maioria, vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais, negar provimento ao apelo, nos termos do voto do Desembargador José Luiz Serafin, que assim dispõe: Pretende o reclamante a reforma da r. sentença, afirmando que estava exposto a ruídos permanentes e contínuos e que o uso efetivo de EPI’s não elimina a insalubridade no ambiente de trabalho, apenas ameniza, fazendo jus, portanto, ao adicional de insalubridade. Sem razão, contudo. Restou provado nos autos, através da perícia realizada, que o reclamante recebeu os EPIs necessários e participou dos treinamentos quanto ao uso correto dos equipamentos, tendo desta forma sido neutralizada a insalubridade alegada pelo autor. O louvado ainda acrescentou que o nível de ruído da área de labor era de 86,7 db(a), sendo certo que o EPI fornecido pelo empregador tem certificado de aprovação do MTE e é suficiente a reduzir o

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agente insalutífero para baixo do limite de tolerância que é de 85 db(a) para uma jornada de 8 horas. Assim, entendo que não merece reforma a r. sentença, motivo pelo qual peço vênia ao eminente magistrado a quo adotar como razões de decidir, os fundamentos ali consignados, in verbis: “O laudo pericial foi claro ao apontar que apesar de as atividade desenvolvidas pelo reclamante serem caracterizadoras da insalubridade em grau médio (pelo ruído), havia a entrega de EPIs com o certificado de aprovação do MTE, especialmente com a proteção auditiva, e ainda que há comprovação de participação do autor em treinamentos quanto ao uso correto, guarda e conservação do EPI. (fls. 266) Logo se o EPI foi capaz de neutralizar a insalubridade existente no local de trabalho, não há razões para condenar a reclamada no adicional pretendido pelo reclamante. Assim, julgo improcedente o pedido “e” da inicial.” Nego provimento. 2.2.4Base de cálculo do adicional de insalubridade Prejudicada a análise. 2.2.5Danos morais O reclamante pede a reforma da sentença que indeferiu a condenação da reclamada no pagamento de dano moral, porque não teve devidamente registrada na CTPS sua real remuneração, violando o disposto no art. 29 da CLT. A sentença não merece reforma. Perfilho o entendimento de que o simples inadimplemento contratual, ilustrado pela ausência de correta anotação da remuneração na CTPS e não pagamento das verbas trabalhistas, embora denote prática que deva ser combatida pelas autoridades constituídas e pela sociedade, não enseja, por si só, a configuração do dano moral. Entendo que essas lesões contratuais ensejam, via de regra, reparação material, tal como já deferido na sentença recorrida. Nego provimento. 2.2.6Multa do art. 467 da CLT O reclamante pugna pelo pagamento da multa do artigo 467 da CLT. Sem razão. O dispositivo legal mencionado é claro. A inexistência de controvérsia é pressuposto para a fixação da multa. Tendo sido impugnados todos os pleitos formulados pelo reclamante na inicial, não se pode cogitar de parcelas incontroversas a autorizar a aplicação da penalidade. Nego provimento. 2.2.7Multa do art. 477 da CLT A Primeira Turma decidiu, por maioria, vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais, negar provimento ao apelo, nos termos do voto do Desembargador José Luiz Serafin, que assim dispõe: O pagamento das parcelas rescisórias foi realizado no prazo legal, sendo que eventuais diferenças alcançadas em Juízo não são suficientes para gerar a mora do empregador capaz de desafiar a aplicação do dispositivo legal em epígrafe, pois não se pode cogitar da disponibilidade jurídica do crédito antes do trânsito em julgado. Nego provimento. 2.2.8Honorários advocatícios A Primeira Turma decidiu, por maioria, vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais, negar provimento ao apelo, nos termos do voto do Desembargador José Luiz Serafin, que assim dispõe: A teor das Súmulas 219 e 329 do e. Tribunal Superior do Trabalho, somente são devidos honorários advocatícios quando presentes os Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

requisitos cumulativos da assistência sindical e precariedade econômica. O obreiro, embora declare a precariedade econômica (22), não se encontra assistido pela entidade de classe. Nego provimento. 2.2.9Descontos fiscais Sempre considerei que o empregador deveria arcar com o ônus do imposto de renda incidente sobre parcelas decorrentes de condenação trabalhista, por ser ele o responsável solidário no recolhimento, e porque o empregado não poderia ser penalizado com uma tributação que não haveria, caso seus créditos tivessem sido adimplidos a tempo e modo, mensalmente, pela empresa devedora. Revejo meu entendimento, entretanto, em decorrência da inovação promovida pela Lei n.º 12.350/2010, que acrescentou o art. 12-A e seus parágrafos à Lei n.º 7.713/1988, cujas disposições foram regulamentadas pela Instrução Normativa RFB n.º 1.127, de 7 de fevereiro de 2011. Com essa alteração legislativa, não há mais prejuízo para o empregado, porque o imposto de renda será calculado levando em consideração a quantidade de meses a que se referem os rendimentos, observando a tabela progressiva constante do anexo do referido ato normativo, cujo art. 3.º assim dispõe: Art. 3.º O imposto será retido, pela pessoa física ou jurídica obrigada ao pagamento ou pela instituição financeira depositária do crédito, e calculado sobre o montante dos rendimentos pagos, mediante a utilização de tabela progressiva resultante da multiplicação da quantidade de meses a que se referem os rendimentos pelos valores constantes da tabela progressiva mensal correspondente ao mês do recebimento ou crédito. Também foi alterada na Sessão do Tribunal Pleno do TST do dia 16.04.2012, o item II da Súmula 368 do TST, que passa a contemplar exatamente o cálculo do imposto de renda pelo regime de competência, verbis: II. É do empregador a responsabilidade pelo recolhimento das contribuições previdenciárias e fiscais, resultante de crédito do empregado oriundo de condenação judicial, devendo ser calculadas, em relação à incidência dos descontos fiscais, mês a mês, nos termos do art. 12-A da Lei n.º 7.713, de 22/12/1988, com a redação dada pela Lei nº 12.350/2010. (grifei) Em razão do exposto, nego provimento. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região, por unanimidade, conhecer parcialmente do recurso do reclamante, dele não conhecendo das matérias "contribuições previdenciárias", por ausência de interesse recursal e "horas extras", por não atacar os fundamentos da decisão; no mérito, negar provimento ao apelo, ficando prejudicada a análise atinente à base de cálculo do adicional de insalubridade, Vencidos, quanto ao adicional de insalubridade, à multa do art. 477, da CLT, e aos honorários advocatícios, o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais Participaram da Sessão de Julgamento em 10 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente), Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi, convocada para compor quorum. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator

Acórdão

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Processo Nº RO-18300-18.2013.5.17.0014
Processo Nº RO-18300/2013-014-17-00.6

Recorrente Advogado Recorrido Advogado

ROSSINI VOGAS MENEZES Rodolfo Abdala Brandao da Costa(OAB: 009206 ES) VALEC ENGENHARIA CONSTRUCOES E FERROVIAS S/A Vera Maria Pessanha da Silva(OAB: 018383 RJ)

ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0018300-18.2013.5.17.0014 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: ROSSINI VOGAS MENEZES Recorrido: VALEC ENGENHARIA CONSTRUCOES E FERROVIAS S/A Origem: 14ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA - ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA ISONOMIA. DIFERENÇAS SALARIAIS. Não há falar em malferimento do princípio da isonomia quando a evolução salarial do autor obedece o PCS da extinta RFFSA, nos exatos termos do § 2.º da Lei n.º 11.483/07, que regulamenta a matéria. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante, inconformado com a sentença, de fls. 253-255, v.º, da 14.ª Vara do Trabalho de Vitória/ES, que julgou improcedentes os pedidos. Razões do recurso, às fls. 258-266, pleiteando a reforma quanto à isonomia salarial, horas extras referentes ao intervalo interjornada e indenização de horas extras. Contrarrazões, às fls. 270-274. FUNDAMENTAÇÃO 2.1. CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário do reclamante, por presentes os pressupostos de admissibilidade. ISONOMIA SALARIAL O reclamante narra na inicial que é empregado da reclamada por sucessão trabalhista desde 14/01/1980, exercendo a função de advogado desde 1986, estando no último nível da tabela salarial – advogado sênior. Diz que foi surpresado por um edital de Concurso a ser realizado pela reclamada para a contratação de novos advogados em que o salário básico inicial é de quase o dobro do seu salário após 27 anos de prestação de serviços. Requer as diferenças salariais, invocando o princípio da isonomia. A sentença indeferiu o pedido de isonomia salarial, pleiteado pelo autor, por entender que o plano de cargos e salários da RFFSA, aplicável ao Autor, não se comunica com o plano de cargos e salários da Reclamada, de modo que não há que se falar em aplicação do salário inicial dos advogados desta aos advogados daquela, principalmente na hipótese dos autos em que é incontroverso o fato de que a partir da sucessão trabalhista o Autor sempre prestou serviços para a inventariança da RFFSA e atualmente para o DNIT. Não merece reforma a sentença. O contrato de trabalho do reclamante foi transferido da RFFSA para a reclamada por força do artigo 17 da Lei n.º 11.483/07, que dispõe: Art. 17. Ficam transferidos para a Valec: I - sendo alocados em quadros de pessoal especiais, os contratos

de trabalho dos empregados ativos da extinta RFFSA integrantes: a) do quadro de pessoal próprio, preservando-se a condição de ferroviário e os direitos assegurados pelas Leis nºs 8.186, de 21 de maio de 1991, e 10.478, de 28 de junho de 2002; ........... § 1º A transferência de que trata o inciso I do caput deste artigo darse-á por sucessão trabalhista e não caracterizará rescisão contratual. § 2º Os empregados transferidos na forma do disposto no inciso I do caput deste artigo terão seus valores remuneratórios inalterados no ato da sucessão e seu desenvolvimento na carreira observará o estabelecido nos respectivos planos de cargos e salários, não se comunicando, em qualquer hipótese, com o plano de cargos e salários da Valec. (gn) Dessa forma, a evolução salarial do autor obedeceu o PCS da extinta RFFSA, não havendo falar em ofensa ao princípio da isonomia. Nego provimento. INTERVALO INTERJORNADA/JORNADA FIXADA EM OUTROS AUTOS O autor pleiteia o pagamento de uma hora extra diária a título de intervalo interjornada, com base na jornada fixada em outra reclamação trabalhista, em trâmite na 6.ª Vara do Trabalho de Vitória/ES, que está em fase de execução. A decisão recorrida indeferiu o pedido por entender que a sentença invocada pelo autor, proferida em outros autos e em relação a pedido diverso não vincula este Juízo do presente processo, no qual devem ser produzidas as provas necessárias ao julgamento da lide (fl. 255) Merece reforma. A sentença invocada pelo autor (Proc. n.º 014350030.2011.517.0006), cuja cópia encontra-se às fls. 48 e o andamento processual da reclamação mostram que a jornada do reclamante foi fixada naqueles autos como de 8h às 22h, de segunda a sexta-feira. Não houve recurso e o processo encontra-se em fase de execução. Dessa forma, há trânsito em julgado em relação à jornada, não sendo possível ao reclamante rediscutir a matéria nestes autos. A prova que ele poderia fazer e fez, foi trazer aos autos a sentença transitada em julgado. Pelo exposto, dou provimento ao apelo para determinar o pagamento como extra, de uma hora por dia, de segunda a sexta feira, observando-se a prescrição quinquenal já declarada nestes autos. Isto é, como a sentença transitada em julgado fixou essa jornada para o período de novembro de 2006 a dezembro de 2010 e nestes autos a prescrição foi acolhida para as verbas anteriores a 20/02/2008, a verba será devida somente de 20/02/2008 a dezembro de 2010. Dou provimento nos termos acima. 2.4. HORAS EXTRAS/INDENIZAÇÃO Requer o autor indenização por ter prestado horas extras com habitualidade por mais de 15 anos. Não tem razão. A sentença, que mantenho por seus próprios fundamentos, reconheceu a existência de coisa julgada, nos termos abaixo: Pretende o Autor a condenação da Ré ao pagamento de indenização pela supressão de horas extras, ao fundamento de que prestou horas extras com habitualidade por mais de 15 anos até 31/12/2010. Aduz que as horas extras foram reconhecidas no processo nº 1435/2011 - 6ª Vara de Vitória/ES. Embora a inicial do referido processo não tenha vindo aos autos, omitiu o Autor que a matéria relativa à supressão das horas extras também fora apreciada pelo Juízo da 6ª Vara (fls. 46), tendo aquele

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Juízo indeferido a incorporação dessas horas, ao fundamento de que: “Indefiro, ainda, o pedido de incorporação. As horas extras são devidas quando trabalhadas. Há um descompasso gigantesco entre a teoria que prevalecia do respeito à estabilidade remuneratória e a atual vertente de preocupação com a saúde do trabalhador. Com efeito, a s obrigar o empregador a não suprimir as horas extras mesmo quando não precisa do trabalho, automaticamente se dá a este empregador uma justificativa para manter o empregado executando atividades , já que na lógica capitalista, se ele terá de pagar, então que obtenha a contraprestação... Note-se que as decisões devem conter um respeito aos princípios que sejam mais caros à sociedade e adotar um discurso único. Não me permito adotar uma decisão que difira desse princípio de respeito à saúde do trabalhador – e que devo aplicar a todo caso similar – somente porque o autor já não faz mais horas extras . Com efeito, a mesma solução jurídica deveria ser utilizada para quem ainda estivesse submetido a uma tal jornada. O discurso não pode mudar somente porque de um lado se tem um advogado que parou de prestar horas extras e de outro um hipotético operário da construção civil ainda envolvido em estafante atividade física.” Assim, considerando que a matéria objeto da presente lide já foi julgada em outros autos, forçoso é reconhecer-se a ocorrência de coisa julgada, extinguindo-se o feito sem julgamento de mérito no tocante a tal matéria, nos termos do artigo 267, V, do CPC. Nego provimento. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região, por unanimidade, conhecer do recurso ordinário do reclamante e dar-lhe provimento parcial para condenar a ré no pagamento de uma hora extra por dia, referente ao intervalo interjornada, no período de 20/02/2008 a dezembro de 2010 (referente ao intervalo interjornada). Presença do advogado Rossini Vogas Menezes, pelo recorrente. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente), Desembargador Gerson Fernando Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Procurador do Trabalho: Dr. João Hilário Valentim DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator

Acórdão
Processo Nº ED-19700-85.2012.5.17.0181
Processo Nº ED-19700/2012-181-17-00.9

Embargante Advogado Embargado Advogado

SEBASTIAO DELEVIDOVE MARIM Antonio de Oliveira Neto(OAB: 007745 ES) CONSTRUTORA PADILHA LTDA EPP Sander Gosser Polchera(OAB: 015457 ES)

PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0019700-85.2012.5.17.0181 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: SEBASTIAO DELEVIDOVE MARIM Embargado: O V. ACÓRDÃO DE FLS. 225/227 - TRT 17ª. REGIÃO CONSTRUTORA PADILHA LTDA - EPP

Origem: VARA DO TRABALHO DE NOVA VENÉCIA - ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Se os embargos não demonstram a existência de omissão, de contradição, ou de obscuridade e revelam mero inconformismo da parte com o conteúdo meritório do acórdão, não merecem ser providos. Vistos, relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos pelo reclamante em face do v. acórdão de fls. 225/227, alegando omissão no julgado. FUNDAMENTAÇÃO 2.1CONHECIMENTO Conheço dos embargos declaratórios, por preenchidos os pressupostos para a sua admissibilidade. 2.2OMISSÃO Alega o embargante que há omissão no v. acórdão ao argumento de “não há no acórdão a definição e a posição desse E. Tribunal se é possível ou não a quitação de direitos rescisórios sem a assistência sindical ou de outra autoridade competente, bem assim, a prestabilidade de recibos de papelaria em substituição ao TRCT” . Assim, requer seja sanado o vício e prequestionada a matéria, inclusive quanto ao art. 477 da CLT. Sem razão. Da leitura atenta dos embargos declaratórios, verifico que os argumentos apresentados pelo embargante revelam seu claro inconformismo com o resultado do julgamento, uma vez que utiliza dos presentes embargos com o intuito de rediscutir questão amplamente apreciada no acórdão, por lhe ter sido desfavorável a decisão. E da leitura do v. acórdão, extrai-se que a matéria foi amplamente analisada no tópico “2.3 QUITAÇÃO – INVALIDADE DOS RECIBOS DE PAGAMENTO” (fl. 225-v/226), não sendo prerrogativa das partes, ademais, determinarem o que os julgadores deverão fazer constar do acórdão. Ora, se os embargos confundem julgamento contrário ao seu interesse com omissão em julgar, não merecem ser providos. Quanto ao prequestionamento a que se refere a Súmula 297 do TST, só tem pertinência e cabimento quando o julgado não haja adotado fundamento explícito sobre o tema ou sobre a questão submetida, o que não significa obrigação de reproduzir textos legais. O que se exige é adoção de tese, e não reprodução da lei. Assim, além de os embargos denotarem mero inconformismo com o conteúdo meritório do julgado, o que deve ser manejado na via recursal própria, é nítida a intenção da parte de dilatar o prazo recursal. Deste modo, ante a total ausência dos vícios alegados e o caráter manifestamente protelatório dos embargos, nego-lhes provimento e imponho ao Embargante multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa, na forma autorizada pelo art. 538, parágrafo único, do CPC. 3.CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região, por unanimidade, conhecer dos embargos declaratórios, negar-lhes provimento e condenar o Embargante a pagar a multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa, na forma autorizada pelo art. 538, parágrafo único, do CPC. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente),

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Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora

Acórdão
Processo Nº RO-23600-70.2013.5.17.0010
Processo Nº RO-23600/2013-010-17-00.3

Recorrente Advogado Recorrido Plurima Réu Advogado

DEIVID GERHARDT BARBOSA LIMA Gualter Loureiro Malacarne(OAB: 013548 ES) TELEMASTERS TELEINFORMATICA COMERCIO E SERVICOS LTDA - ME EMBRATEL TVSAT TELECOMUNICAÇÕES S.A Rodolfo Gomes Amadeo(OAB: 012493 ES)

ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0023600-70.2013.5.17.0010 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: DEIVID GERHARDT BARBOSA LIMA Recorridos: TELEMASTERS TELEINFORMATICA COMERCIO E SERVICOS LTDA - ME EMBRATEL TVSAT TELECOMUNICAÇÕES S.A Origem: 10ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA - ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA UTILIZAÇÃO DE VEÍCULO PRÓPRIO. DESPESAS COM MANUTENÇÃO E COMBUSTÍVEL – ALUGUEL DE VEÍCULO. Ao empregador cumpre os riscos do negócio (CLT, art. 2.º) e, por conseqüência, a ele cabe o fornecimento de todos os meios necessários à execução de sua atividade empresarial. Ao empregado cumpre prestar o labor para que foi contratado. Transferir-lhe o ônus financeiro pelos gastos decorrentes dos bens utilizados na realização desse serviço é exonerar o empregador de suas responsabilidades essenciais, reduzindo ilegalmente o salário obreiro. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo autor em face da sentença de fls. 80/81 que julgou improcedentes os pedido iniciais. Razões recursais de fls. 88/92 nas quais o reclamante renova os pedidos relativos a aluguel do veículo e ressarcimento das despesas com combustível e depreciação do automóvel, bem como honorários advocatícios. A decisão de fls. 93 negando seguimento ao recurso ordinário foi reformada com o provimento do agravo de instrumento, conforme certidão de fls. 117. Contrarrazões às fls. 106/112. FUNDAMENTAÇÃO 2.1 CONHECIMENTO Conforme consta da certidão de fls. 117 a questão relativa ao preparo do recurso ordinário restou superada com o provimento do agravo de instrumento cuja decisão foi proferida nos seguintes termos: “2.1 CONHECIMENTO Conheço do agravo de instrumento interposto pelo reclamante porque presentes os pressupostos objetivos e subjetivos de Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

admissibilidade. 2.2 MÉRITO 2.2.1 NÃO CONHECIMENTO DO RECURSO ORDINÁRIO POR FALTA DE PAGAMENTO DE CUSTAS PROCESSUAIS O juízo de primeiro grau negou provimento ao recurso ordinário interposto pelo reclamante, por falta de preparo. O reclamante, ora agravante, alega que juntou aos autos declaração de hipossuficiência (fls.08) pediu a assistência judiciária gratuita, está desempregado e não tem condições de arcar com as custas do processo, nos moldes do § 3º, do artigo 790 d CLT. Requer o seguimento do recurso ordinário. Vê-se que o julgador determinou o recolhimento de cutas pelo reclamante no importe de R$600,00 (fls. 81,v) Com razão o reclamante. A assistência judiciária gratuita àqueles que não possuem recursos suficientes para demandar em juízo sem prejuízo do seu próprio sustento ou de sua família constitui direito fundamental, de aplicação imediata, ex vi da Constituição Federal, art. 5.º, inciso LXXIV e § 1.º. Nesse sentido, a previsão do art. 790, §3º da CLT: Art. 790. Nas Varas do Trabalho, nos Juízos de Direito, nos Tribunais e no Tribunal Superior do Trabalho, a forma de pagamento das custas e emolumentos obedecerá às instruções que serão expedidas pelo Tribunal Superior do Trabalho. [...] § 3o É facultado aos juízes, órgãos julgadores e presidentes dos tribunais do trabalho de qualquer instância conceder, a requerimento ou de ofício, o benefício da justiça gratuita, inclusive quanto a traslados e instrumentos, àqueles que perceberem salário igual ou inferior ao dobro do mínimo legal, ou declararem, sob as penas da lei, que não estão em condições de pagar as custas do processo sem prejuízo do sustento próprio ou de sua família. E há nos autos declaração do reclamante (fls.08) de que não tem condições de arcar com as despesas do processo sem prejuízo de seu sustento e de sua família. É o que basta. O fato de ter percebido, durante o contrato de trabalho, remuneração superior ao dobro do mínimo legal não afasta essa conclusão. Ademais, não há notícia nos autos de que esteja empregado. Mesmo porque afirma que a empresa fechou e não assinou sua CTPS nem lhe pagou as verbas rescisórias. Além disso, ausente a primeira reclamada, como bem observou o julgador de primeiro grau, às fls. 80. É que a Lei n.º 7.115/83 revogou os §§2º e 3º do artigo 14, da Lei n.º 5.584/70, no que tange à comprovação dessa miserabilidade, e o §1º do referido artigo 14 não exclui a possibilidade de concessão do benefício a trabalhadores que recebam mais de dois salários mínimos. Esclareça-se, ainda, que tendo sido demonstrada a insuficiência de recursos o patrocínio da causa por advogado particular, por si só, não tem o condão de afastar essa garantia, sob pena de violação do texto constitucional. Ressalto também que a Lei 10.537/2002 modificou os artigos 789 e 790 da CLT, sendo que o § 3.º do art. 790 passou a assim dispor: É facultado aos juízes, órgãos julgadores e presidentes dos tribunais do trabalho de qualquer instância conceder, a requerimento ou de ofício, o benefício da justiça gratuita, inclusive quanto a traslados e instrumentos, àqueles que perceberem salário igual ou inferior ao dobro do mínimo legal, ou declararem, sob as penas da lei, que não estão em condições de pagar as custas do processo sem prejuízo do sustento próprio ou de sua família. Como se vê, o dispositivo transcrito não estabelece momento para que seja feita essa declaração.

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Assim, se o autor, em qualquer fase do processo, declara não estar em condições de arcar com as despesas decorrentes da demanda, ou ainda que não haja tal declaração, postula a dispensa de recolhimento das custas na inicial e reitera em um outro momento processual demonstrando fazer jus ao benefício da justiça gratuita, tenho como atendidos os requisitos previstos no § 3.º do art. 790 da CLT, para a concessão do pedido de isenção do pagamento. No caso em apreço, analisando a r. sentença de fls. 81, vê-se que o pleito de justiça gratuita foi indeferido sob o fundamento de que “ ...não se encaixa o autor, por sua média salarial, no perfil estabelecido pelo legislador, miserável, para auferir tal benefício.” Certo é que o reclamante, alegou, na petição inicial, que recebia remuneração, em média de R$4.756,00, sendo que R$756,00 anotados na sua CTPS e os R$4.000,00 eram pagos “por fora”. Contudo, foi indeferido o pedido de justiça gratuita pela r. sentença. Vê-se, por outro lado, que o reclamante apresentou com a petição inicial a sua declaração de hiposssuficiência às fls. 08. Nesse cenário, deve ser deferida a assistência judiciária. Repito: há declaração de hipossuficiência financeira nos autos e não há notícia de que o autor está empregado. Neste caso é imperioso ressaltar que mesmo não estando assistido por sindicato, o reclamante tem direito a recorrer sem recolhimento das custas. Dou provimento, portanto, para conceder o benefício da assistência judiciária gratuita ao agravante, dispensando-o do recolhimento de custas processuais e determinar o destrancamento do recurso ordinário interposto. Sendo assim, conheço do recurso ordinário eis que preenchidos todos os pressupostos de admissibilidade. 2.2 MÉRITO 2.2.1 ALUGUEL DE VEÍCULO, DESPESAS COM COMBUSTÍVEL E MANUTENÇÃO DO VEÍCULO Narra o autor em sua inicial que foi contratado para a função de Supervisor Técnico e que para o exercício de suas atividades era exigido pelas reclamadas que ele utilizasse de veículo próprio para “rodar” os pontos de vendas, fazer apoio aos técnicos de instalação, fazer o transporte de equipamentos, além de ir até a casa de vários clientes fazer instalações e manutenções de aparelhos. Diz que, na verdade, entre as partes existiu um contrato de aluguel de veículo, já que este era usado para serviços exclusivamente da Segunda ré. Pede a condenação das reclamadas no pagamento de indenização pelo aluguel do veículo, no valor de R$87,00 por dia trabalhado e o ressarcimento das despesas com combustível e manutenção no valor de 700,00 por mês. Pois bem. O autor não cuidou de produzir prova no sentido de que era exigido pela reclamada, como condição da contratação, que o empregado possuísse veículo próprio para desempenho de suas atribuições, fato que foi negado pela defesa. Também restou afastada, pelo teor do depoimento pessoal do autor, a alegação inicial de existência de um contrato, ainda que verbal, de aluguel do veículo. O próprio reclamante afirmou que não foi acordado o pagamento de qualquer valor pela utilização do automóvel. No entanto, o fato que não foi negado pela defesa é o de que o reclamante efetivamente utilizava de veículo próprio para execução das tarefas afetas ao contrato de trabalho e para atender as necessidades de serviço da empresa. Ora, na condição de Supervisor Técnico e com a função de acompanhar as instalações de ponto de TV a cabo, carregando as ferramentas e equipamentos necessários para o desempenho destas tarefas, a utilização de veículo próprio não se dava por opção do empregado ou para o seu próprio deleite, mas como Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

verdadeira ferramenta de trabalho. Com efeito, ao empregador cumpre os riscos do negócio (CLT, art. 2.º) e, por conseqüência, a ele cabe o fornecimento de todos os bens necessários à execução de sua atividade empresarial. Ao empregado cumpre prestar o labor para que foi contratado. Transferir-lhe o ônus financeiro pelos gastos decorrentes dos bens utilizados na realização desse serviço é exonerar o empregador de suas responsabilidades essenciais, reduzindo ilegalmente o salário obreiro. E se a reclamada, para atender as necessidades do empreendimento, precisava utilizar-se de veículo, deveria ter uma frota própria ou ter feito contrato de locação de veículo com pessoa jurídica que desenvolvesse tal objetivo social. E aqui peço vênia para transcrever a seguinte ementa do v. acórdão da lavra da Exmª. Juíza Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi: PRESTADORAS DE SERVIÇO DE INSTALAÇÃO DE LINHAS TELEFÔNICAS – ALUGUEL DO VEÍCULO DO EMPREGADO – VERBA DE NATUREZA SALARIAL – A prática forense tem demonstrado que a maioria das empresas que se utilizam de instaladores de linhas telefônicas exigem que o empregado tenha carro e, paralelamente ao contrato de trabalho, encetam um contrato de aluguel de veículo. Com isso, essas empresas evitam os problemas inerentes a administrar uma frota própria, à contratação do seguro respectivo, enfim, todas as situações que a aquisição de veículos normalmente acarreta. E, nesta confortável situação, dividem com o empregado o risco e ônus do negócio, cujo lucro, contudo, não é compartilhado. Neste passo, não é justo e nem jurídico que essas empresas obriguem os empregados à utilização de seu próprio veículo, "para" a prestação de serviços, sem qualquer benefício ao trabalhador. Portanto, deve ser reconhecida a natureza salarial da verba. (TRT 17ª R. – RO 9760085.2010.5.17.0191 – Relª Desª Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi – DJe 23.08.2012 – p. 170) Sendo assim, em razão da revelia a aplicada à Primeira Ré e, por falta de contestação específica por parte da Segunda Reclamada, acolho os valores apontados pelo autor em sua inicial: R$87,00 por dia de trabalho a título de aluguel do veículo e R$700,00 por mês para ressarcir as despesas com combustível e manutenção do automóvel. Dou provimento para reformar a sentença e deferir os pedidos “a” e “b” da petição inicial. 2.2.2 RESPONSABILIDADE DAS RECLAMADAS O autor alegou, na sua inicial, que durante todo o contrato de trabalho prestou serviços em prol da Segunda Ré. Junto com a contestação vieram aos autos o contrato celebrado entre as reclamadas no qual consta, como objeto da avença, o seguinte: “O objeto do presente contrato é a prestação pelo parceiro de (i) serviços de representação comercial promovendo e intermediando a venda de assinaturas da Via Embratel, (ii) instalação, distribuição e retirada de equipamentos Via Embratel e (iii) serviços de assistência técnica aos assinantes Via Embratel” (fls. 50). Por falta de contestação específica, tem-se por incontroverso que as tarefas do reclamante, na qualidade de Supervisor Técnico, estavam relacionadas às instalação de pontos de TV a cabo e assistência técnica de produtos da Segunda Reclamada, ou seja, tarefa diretamente afetas ao objeto do contrato celebrado entre as empresas. A situação é a típica versada na Súmula 331 do TST, suficiente a fazer emergir a responsabilidade subsidiária do beneficiário final do trabalho desenvolvido pelo reclamante. Assim, a teor do que dispõe o item IV da Súmula 331 do C. TST, que estabelece a responsabilidade da tomadora de serviços com a

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empresa intermediadora da mão-de-obra, entendo que o tomador de serviços responde subsidiariamente pelos débitos trabalhistas do empregador. Tendo a tomadora dos serviços agido com culpa in eligendo e in vigilando, responde pela falta de idoneidade da prestadora de serviços, já que, mais do que realizar a escolha da empresa devidamente, tinha a segunda reclamada o dever de manter constante vigilância quanto ao cumprimento das obrigações trabalhistas em relação ao reclamante que prestou seus serviços diretamente à empresa tomadora. In casu, evidenciando-se haveres trabalhistas do reclamante não pagos pela 1.ª ré, configurada está a culpa da 2.ª demandada, de cunho objetivo. Nem se diga que somente a 1.ª reclamada é responsável pelas obrigações contratuais. Cumpre asseverar que a responsabilidade subsidiária nada mais é que uma garantia a mais aos empregados que já prestaram seus serviços, no caso de eventual inadimplemento por parte da prestadora, ou seja, serão executados todos os bens da 1.ª ré para, depois, persistindo a inadimplência, executar a tomadora dos serviços, não havendo que se falar, então, em necessidade de se comprovar, imediatamente, eventual situação de insolvência, para poder-se condenar o tomador no cumprimento subsidiário das obrigações impostas em sentença, posto que a subsidiariedade não tem por escopo onerar despropositada e irresponsavelmente o condenado subsidiário. Não é plausível que após utilizar-se do trabalho do trabalhador a tomadora dos serviços lave as suas mãos, deixando o trabalhador entregue a sua própria sorte junto à empresa prestadora, como in casu, menosprezando todos os postulados jurídicos de proteção ao empregado. Dessa forma, uma vez que a empregadora torne-se inadimplente em relação às verbas devidas ao empregado, em razão do contrato de trabalho, o tomador dos serviços responde subsidiariamente pelo pagamento de toda a condenação que for imposta. Indiscutível, portanto, a responsabilidade subsidiária da recorrente, inexistindo violação do art. 5º, II e LIV, da Constituição da República. Dou provimento para condenar, de forma subsidiária, a Segunda Reclamada ao pagamento de toda a condenação que foi imposta à Primeira Ré. 2.2.3 HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS (não há assistência sindical) A Primeira Turma decidiu, por maioria, vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais, negar provimento ao apelo, nos termos do voto da Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio, que assim dispõe: Neste procedimento especializado, não se aplica o disposto no artigo 20 do CPC, eis que o Processo do Trabalho tem norma de regência própria. Logo, se a parte não preenche os requisitos exigidos na Lei 5.584/70, impossível o deferimento do pedido. Destaco ainda que o artigo 133 da Constituição Federal de 1988, bem como a Lei 8.906/94 não revogou o jus postulandi das partes. Por isso, continuam em vigor os arts. 791 e 839 da CLT. Desse modo, prevalece o entendimento consubstanciado no item I, da Súmula 219 do C. TST. Em razão disso, nego provimento ao recurso do Reclamante.” Custas de R$400,00 pelas reclamadas, calculadas sobre R$20.000,00 valor atribuído à condenação. 3. CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região, superada a questão relativa ao preparo pelo julgamento do agravo de instrumento conforme consta Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

na certidão de fls. 117 e preenchidos os demais pressupostos de admissibilidade, por unanimidade, conhecer do recurso ordinário e, no mérito, por maioria, dar-lhe parcial provimento para reformar a sentença e deferir os pedidos “a” e “b” da petição inicial; condenar, de forma subsidiária, a Segunda Reclamada ao pagamento de toda a condenação que foi imposta à Primeira Ré. Custas de R$400,00 pelas reclamadas, calculadas sobre R$20.000,00 valor atribuído à condenação. Vencidos, no tocante ao aluguel de veículo, despesas com combustível e manutenção do veículo, o Desembargador José Luiz Serafini; quanto aos honorários advocatícios, o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente), Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Procurador do Trabalho: Dr. João Hilário Valentim. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator

Acórdão
Processo Nº RO-24000-42.2013.5.17.0121
Processo Nº RO-24000/2013-121-17-00.3

Recorrente Advogado Recorrido Plurima Réu Plurima Réu

JOAQUIM ARTUR DUARTE BRANCO Rosilene Teixeira(OAB: 009352 ES) ARUS FUNDACAO ARACRUZ DE SEGURIDADE SOCIAL FIBRIA CELULOSE S/A FUNDACAO SEN JOSE ERMIRIO DE MORAES

ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0024000-42.2013.5.17.0121 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: JOAQUIM ARTUR DUARTE BRANCO Recorridos: ARUS FUNDACAO ARACRUZ DE SEGURIDADE SOCIAL FIBRIA CELULOSE S/A FUNDACAO SEN JOSE ERMIRIO DE MORAES Origem: VARA DO TRABALHO DE ARACRUZ - ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que cabe à Justiça Comum julgar processos decorrentes de contrato de previdência complementar privada. A decisão ocorreu nos Recursos Extraordinários (REs) 586453 e 583050. Como relatora do RE 586453, a ministra Ellen Gracie, entendeu que a competência para apreciar a matéria é da Justiça Comum em razão da inexistência de relação trabalhista entre o beneficiário e a entidade fechada de previdência complementar. A decisão do STF, ao modular os efeitos da repercussão geral declarada, limitou a permanência das ações ajuizadas que versem sobre complementação nessa Justiça do Trabalho àquelas que possuam decisão de mérito até 20/02/2013. Assim, proposta a ação após esta data e, obviamente, havendo prolação de sentença em data ainda posterior, a competência para julgar a demanda é da Justiça Comum. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO

1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira, 23 de Setembro de 2013

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Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante, contra a sentença de fls. 72-72v, complementada pela decisão de embargos de declaração de fls. 77-77v, que declarou a incompetência absoluta da Justiça do Trabalho para julgar a presente ação, ajuizada em face de entidade de previdência privada, e determinou a remessa dos autos à Justiça Comum. Razões recursais do reclamante às fls. 79-83, pugnando seja afastada a declaração de incompetência, determinando-se o prosseguimento da instrução processual e novo julgamento do feito pela Origem ou diretamente por esta E. Corte. Conforme certidão de fls. 97, decorreu o prazo legal sem que as reclamadas apresentassem contrarrazões ao apelo autoral. É o relatório. FUNDAMENTAÇÃO 2.1.CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário interposto pelo reclamante, pois presentes os pressupostos legais de admissibilidade. Ressalte-se que foi concedido ao autor o benefício da assistência judiciária gratuita, dispensando-o do recolhimento das custas processuais, fixadas em R$100,00. 2.2. INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. Insurge-se o reclamante contra a sentença que declarou a incompetência absoluta da Justiça do Trabalho para julgar a presente ação, ajuizada em face de entidade de previdência privada, e determinou a remessa dos autos à Justiça Comum. Sem razão, entretanto. A presente ação trata tão somente de questões relacionadas às regras aplicadas pelo plano de previdência privada do autor, tais como, os valores percentuais das contribuições dos empregados/empregadores e a recomposição da reserva matemática do fundo. Trata-se, portanto, de questões decorrentes do contrato de previdência complementar privada. Em recente julgamento, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que cabe à Justiça Comum julgar processos decorrentes de contrato de previdência complementar privada. A decisão ocorreu nos Recursos Extraordinários (REs) 586453 e 583050. Como relatora do RE 586453, a ex-ministra Ellen Gracie, entendeu que a competência para apreciar a matéria não seria desta Justiça especializada, em razão da inexistência de relação trabalhista entre o beneficiário e a entidade fechada de previdência complementar. Entretanto, nesse mesmo julgamento, o STF modulou os efeitos da decisão para que os processos com sentença de mérito proferida até 20 de fevereiro de 2013 permaneçam na Justiça do Trabalho, o que não é o caso dos presentes autos cuja ação foi proposta em 06 de março de 2013 e a decisão, ora recorrida, foi prolatada em 14 de março de 2013. Sendo assim, entendo tal como o Juízo de origem e mantenho a declaração de incompetência da Justiça do Trabalho para julgar a presente ação. Nego provimento. CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região, por unanimidade, conhecer do recurso ordinário interposto pelo reclamante e, no mérito, negar-lhe provimento. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente), Desembargador Gerson Fernando Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Procurador do Trabalho: Dr. João Hilário Valentim Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator

Acórdão
Processo Nº RO-24500-27.2011.5.17.0009
Processo Nº RO-24500/2011-009-17-00.2

Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Réu Advogado

CARLOS SOARES GONCALVES Analton Loxe Júnior(OAB: 013761 ES) FADEL TRANSPORTES E LOGISTICA LTDA Elias Melotti Junior(OAB: 008692 ES) COMPANHIA DE BEBIDAS DAS AMERICAS - AMBEV RAFAEL SGANZERLA DURAND(OAB: 015112 ES)

ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0024500-27.2011.5.17.0009 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: CARLOS SOARES GONCALVES Recorridos: FADEL TRANSPORTES E LOGISTICA LTDA COMPANHIA DE BEBIDAS DAS AMERICAS - AMBEV Origem: 9ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA - ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA HORAS EXTRAS. DIFERENÇAS. ÔNUS DA PROVA. Se existem diferenças de horas extras a serem quitadas, é do autor o ônus de prová-las, por se tratar de fato constitutivo de seu direito (inciso I do art. 333 do CPC c/c art. 818 da CLT). HONORÁRIOS PERICIAIS. ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA. A assistência judiciária gratuita ou a gratuidade de justiça não alcançam os honorários periciais, uma vez que tais benefícios somente abrangem despesas e taxas judiciais devidas ao Estado. Não obstante, comprovada a hipossuficiência econômico -financeira, pode-se autorizar o recebimento dos honorários periciais diretamente deste Regional, nos termos do Provimento TRT.17.ª SECOR 03/2007. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO O reclamante interpõe recurso ordinário em face da r. sentença de fls. 528/533, complementada pela r. decisão de embargos declaratórios de fl. 549, da MM. 9ª Vara do Trabalho de Vitória-ES, a qual julgou procedentes em parte os pedidos e condenou a 1ª reclamada, e a 2ª subsidiariamente, ao pagamento das parcelas deferidas ao reclamante. Razões do recurso às fls. 538/542, pleiteando a reforma da r. sentença quanto à integração do salário in natura na remuneração, quanto às horas extras, quanto ao dano moral, quanto aos honorários advocatícios contratuais e sucumbenciais, quanto aos descontos fiscais e previdenciários e ainda quanto à Justiça gratuita/honorários periciais. Contrarrazões da 1ª reclamada às fls. 553/557-vº, pela manutenção da r. sentença. Devidamente intimada à fl. 552, a 2ª reclamada não apresentou contrarrazões ao recurso. FUNDAMENTAÇÃO 2.1. CONHECIMENTO Conheço apenas parcialmente do recurso, não o conhecendo

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quanto aos descontos fiscais e previdenciários, por ausência de interesse, e quanto aos honorários advocatícios contratuais, por preclusão. Quanto aos descontos fiscais e previdenciários, a reclamante pretende que estes se processem nos termos da Súmula 368 do C. TST. No entanto, tal pleito já foi deferido pelo Juízo primevo, senão vejamos. Em relação aos descontos previdenciários, foi determinado que o reclamante deve apenas arcar com o valor principal de sua cotaparte, ficando os encargos decorrentes da mora patronal a cargo da reclamada. Ou seja, o Juízo de origem determinou o que preceitua o item III da Súmula nº 368 do C. TST. Em relação aos descontos fiscais, foi determinado que a reclamada deve arcar integralmente com os acréscimos legais moratórios. Já a Súmula 368, II, do C. TST faz expressa menção ao art. 46 da Lei nº 8.541/92 e ainda ao Prov. 03/2005 da CGJT, onde consta que deverá haver a retenção do imposto devido pela pessoa física ou jurídica obrigada ao pagamento (leia-se pagamento de verba trabalhista) e não que esta seja obrigada ao pagamento do imposto devido pelo beneficiário em decorrência do pagamento de tal verba trabalhista. Ou seja, se fosse observada a Súmula 368 do C. TST, como pretende o autor em seu recurso, haveria reformatio in pejus, pois o reclamante ficaria em pior situação do que a anterior, o que é vedado pelo ordenamento jurídico. Quanto aos honorários advocatícios contratuais, não houve apreciação pelo Juízo de origem no particular e o reclamante não opôs embargos declaratórios visando sanar a omissão, pelo que se operou a preclusão sobre a matéria. Quanto ao mais, conheço do recurso ordinário interposto pelo reclamante, porque próprio e tempestivo, atendendo aos pressupostos de admissibilidade. 2.2. MÉRITO 2.2.1. Integração do Salário In Natura na Remuneração O Juízo a quo determinou – no período em que o reclamante era Ajudante de Cargas e respeitada a prescrição reconhecida na sentença – a integração do pagamento das recargas em latinhas de cerveja na remuneração no período de 28/06/2006 a 10/06/2006, com repercussão no repouso semanal remunerado, nas gratificações natalinas, nas férias mais 1/3, nas horas extras, no FGTS e na indenização compensatória de 40%. Determinou ainda que deverá ser considerado o valor de R$ 5,00 por cada caixa de cerveja, sendo duas caixas de cerveja por cada recarga e seis recargas por semana. O reclamante se insurge, alegando, em suma, que o pleito de integração das parcelas de natureza salarial (salário in natura por recebimento de valores em cerveja), denominado recarga, foi declarado improcedente pelo Juízo a quo, mas que, de acordo com o art. 458 da CLT, o salário in natura deve integrar a remuneração para todos os efeitos legais. Alega ainda que tal verba foi paga durante todo o vínculo de trabalho e não apenas quando realizava a primeira função. Sem razão. Ab initio, cumpre ressaltar que, diferentemente do que alegado pelo autor, o Juízo de origem não indeferiu o pleito de integração do salário in natura à remuneração, mas, no entanto, deferiu-o apenas no período de 28/06/2006 a 10/06/2006. Já no que tange ao pagamento do salário in natura por todo o período do vínculo de trabalho, também não assiste razão ao reclamante, pois o próprio reclamante, na inicial (fl. 3), somente se refere a pagamento em cerveja no período em que fazia a recarga, qual seja, entre 09/06/2005 e 10/06/2006, esta última data quando sofreu acidente de trabalho, sendo certo que, quando retornou ao Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

trabalho, já não mais exerceu a função de recarga. E o pagamento de salário in natura apenas na função de recarga foi corroborado pela prova emprestada (proc. 0010954.2011.5.17.0003), em que o reclamante daqueles autos (fl. 523) também menciona que as caixas de cerveja em utilizadas como parte do pagamento quando havia recarga, o mesmo ocorrendo com a testemunha de fl. 524. Portanto, nego provimento. 2.2.2. Horas Extras O Juízo de origem, considerando que a reclamada apresentou recibos onde consta o pagamento de horas extras – inclusive no período em que a 1ª reclamada alega que não havia controle de jornada – e o reclamante não apontou as diferenças que entende devidas, julgou improcedente o pleito de pagamento de diferenças de horas extras. O reclamante recorre, alegando, em síntese, que a prova testemunhal indica que os valores não foram adimplidos, refutando por completo o controle de ponto. Assim, entende que o magistrado deveria ter deferido os valores devidos e determinado a compensação daqueles já pagos, mas não o indeferimento do pleito autoral. Por fim, ressalta que não há valores a serem compensados, ante a impugnação específica dos contracheques e do TRCT. Sem razão. Como afirmado pelo Juízo a quo, a reclamada apresentou recibos onde consta o pagamento de horas extras – inclusive no período em que a 1ª reclamada alega que não havia controle de jornada – e o reclamante não apontou as diferenças que entende devidas. Ora, se existem horas extras não pagas, deveria o reclamante ter apresentado o respectivo demonstrativo, o que não fez, aquiescendo com os argumentos da defesa quanto à inexistência de labor em sobrejornada não pago. Ressalte-se que, diferentemente do que alegado pelo autor, não houve impugnação específica aos contracheques e ao TRCT, como se pode verificar às fls. 406/408. Aliás, não houve qualquer menção aos contracheques e ao TRCT na impugnação à defesa. Assim, se há diferenças a serem apuradas, não bastam simples alegações, mas necessária seria a apresentação de demonstrativo de diferença, senão detalhado, ao menos capaz de apontar a existência de horário extraordinário e horário noturno não remunerados, cabendo este ônus ao reclamante, nos termos do art. 333, I, do CPC e do art. 818, da CLT, do qual não se desincumbiu. Portanto, nego provimento. 2.2.3. Dano Moral Pretende o reclamante a reforma do julgado quanto ao dano moral, alegando que quitou os valores do débito com a empresa relativo ao plano de saúde e que a empresa sequer comprovou o inadimplemento, ônus que lhe pertencia. Além disso, alega que sequer lhe foi dada ciência de que deveria arcar com os valores devidos em virtude do seu afastamento da empresa por motivo de saúde. Sem razão. Como afirmado pelo Juízo de origem, a reclamada agiu em conformidade com o que disposto nas normas coletivas, sem qualquer abusividade ou ilicitude em sua conduta a autorizar a indenização por danos morais. E, por plenamente esclarecedora e por medida de economia processual, peço vênia para transcrever o entendimento do Juízo primevo, in verbis: Alega o reclamante que, ao retornar pela terceira vez ao trabalho, recebeu a notícia do cancelamento de seu plano de saúde, o que lhe impediu de dar a continuidade ao tratamento de saúde que necessitava. Postula indenização por danos morais em razão do cancelamento do plano de saúde.

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A Ré empregadora alega que o plano de saúde foi cancelado em virtude da cláusula 17ª da CCT 2008/2009, que prevê a perda do benefício pelo empregado afastado e que deixa de pagar a parcela do plano de saúde por mais de três meses. A referida cláusula prevê, ainda, que no caso de afastamento do empregado em gozo de benefício previdenciário, o empregador continuará a pagar a parcela que lhe cabe, sendo que a parcela de responsabilidade do empregado deverá por este ser paga na sede da empresa, impreterivelmente, até o 5ª dia útil de cada mês, sob pena de perda do benefício. Portanto, a Ré empregadora agiu em conformidade ao disposto nas normas coletivas, sem qualquer ilicitude ou abusividade em sua conduta a autorizar a indenização por danos morais. O cancelamento adveio do inadimplemento do próprio reclamante. Improcedente. (g.n.) Ressalto que não tem qualquer pertinência a alegação autoral de que sequer lhe foi dada ciência de que deveria arcar com os valores devidos em virtude do seu afastamento da empresa por motivo de saúde. É que, conforme consta do Parágrafo Oitavo da Cláusula Décima Sétima da CCT 2008/2009 (fls. 312/313), o pagamento da cota-parte do empregado é de sua responsabilidade e não mais será descontada em seu contracheque, o que se pode constatar dos contracheques colacionados aos autos. Assim, se o reclamante tinha de pagar sua cota-parte na empresa quando estava trabalhando, não há justificativa plausível para que assim não o fizesse quando estava afastado. Nem há qualquer justificativa para que, no afastamento, seja suspenso o pagamento do plano de saúde. Nesse sentido é o que preceitua o Parágrafo Nono da supracitada Cláusula Décima Sétima. Por fim, cumpre ainda ressaltar que a comprovação do pagamento do plano de saúde é ônus do reclamante, pois não se pode exigir que a reclamada faça prova de fato negativo. Aquele que paga deve exigir a quitação regular (art. 319 do código civil), tendo o ônus de comprovar o pagamento mediante termo de quitação, nos termos art. 320 do CC. Assim, não há falar em dano moral, pois a empresa agiu de acordo com o que previsto na norma coletiva. Portanto, nego provimento. 2.2.4. Honorários Advocatícios Sucumbenciais A Primeira Turma decidiu, por maioria, vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais, negar provimento ao apelo, nos termos do voto da Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio, que assim dispõe: Neste procedimento especializado, não se aplica o disposto no artigo 20 do CPC, eis que o Processo do Trabalho tem norma de regência própria. Logo, se a parte não preenche os requisitos exigidos na Lei 5.584/70, impossível o deferimento do pedido. Destaco ainda que o artigo 133 da Constituição Federal de 1988, bem como a Lei 8.906/94 não revogou o jus postulandi das partes. Por isso, continuam em vigor os arts. 791 e 839 da CLT. Desse modo, prevalece o entendimento consubstanciado no item I, da Súmula 219 do C. TST. Em razão disso, nego provimento ao recurso do Reclamante.” 2.2.5. Justiça Gratuita – Honorários Periciais Em primeiro lugar, ressalte-se que o benefício da Justiça gratuita, considerada em sentido estrito, compreende apenas a isenção das custas, nos termos do art. 790-A da CLT, e não a assistência judiciária gratuita, instituto mais amplo e que inclui também a isenção das demais despesas processuais, sendo a segunda o gênero e a primeira a espécie. Assim, apesar de o reclamante ter pleiteado na inicial a assistência Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

judiciária gratuita, que foi o que Juízo a quo indeferiu, pleiteou a reforma apenas para que seja deferida a Justiça Gratuita. Ora, a assistência judiciária gratuita aos que não têm recursos suficientes para demandar sem prejuízo do próprio sustento ou do de sua família constitui direito fundamental, de aplicação imediata, ex vi da Constituição Federal (art. 5.º, inc. LXXIV e § 1.º). Se a insuficiência de recursos foi demonstrada, o patrocínio da causa por advogado particular, por si só, não tem o condão de afastar essa garantia, sob pena de violação do texto constitucional. É importante destacar que a Orientação Jurisprudencial n.° 304 do C. TST reza que “para a concessão da assistência judiciária, basta a simples afirmação de hipossuficiência do declarante ou de seu advogado, na petição inicial, para se considerar configurada a sua situação econômica (art. 4º, § 1º, da Lei n.º 7.510/86, que deu nova redação à Lei n.º 1.060/50)”. E não poderia ser diferente, tendo em vista que o art. 1º da Lei n.º 7.115/83 dispõe que se presume verdadeira, até que se prove o contrário, a declaração de pobreza. Ressalto que o reclamante não está assistido pelo Sindicato de sua Categoria, mas declarou não ter condições de arcar com as despesas do processo, sem prejuízo do próprio sustento e do de sua família (fl. 9). Assim, se são cabíveis os benefícios da assistência judiciária gratuita, cabíveis também os benefícios da Justiça gratuita, já que, como acima mencionado, o primeiro instituto é mais abrangente que o segundo. Desse modo, defiro os benefícios da Justiça gratuita ao reclamante. E embora concedidos os benefícios da Justiça gratuita ao reclamante, considero que nem a assistência judiciária gratuita nem a gratuidade da Justiça alcançam os honorários periciais, uma vez que tal benefício somente abrange despesas e taxas judiciais devidas ao Estado (art. 3º da Lei n.º 1.060/50). Acrescente-se que a Justiça do Trabalho não conta com peritos próprios, socorrendo-se de profissionais particulares, terceiros estranhos ao processo, que não podem trabalhar sem receber a devida contraprestação, a ser paga pela parte sucumbente no objeto da perícia, de modo que o deferimento da Justiça gratuita não socorre o autor, nesse aspecto. De toda sorte, nos termos do Provimento TRT 17.ª SECOR 03/2007, que deu nova redação aos artigos 159, 160 e 161 do Prov. 01/2005, o pagamento dos honorários de perito será efetuado com os recursos vinculados ao custeio da assistência judiciária aos necessitados, quando houver sucumbência do beneficiário de justiça gratuita na pretensão relativa ao objeto da perícia. No caso, a sentença condenou o reclamante ao pagamento dos honorários periciais de R$ 1.500,00, em razão da sucumbência, autorizando a dedução do valor depositado a título de honorários periciais prévios (R$ 300,00, fl. 416), o que perfaz um valor complementar de R$ 1.200,00; mas em face da hipossuficiência do reclamante, reduzo o valor dos honorários periciais complementares para R$ 800,00 (oitocentos reais) e determino que o pagamento seja feito com recursos existentes no Orçamento da União, destinados aos beneficiários de assistência judiciária, autorizando o perito a receber a importância diretamente do Tribunal, nos termos dos artigos 158 a 162 do Provimento TRT.17.ª.SECOR.N.º 01/2005. Portanto, dou provimento, nos termos da fundamentação supra. Mantido o valor da condenação e das custas. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região, por unanimidade, conhecer parcialmente do recurso ordinário, não o conhecendo quanto aos descontos fiscais e previdenciários, por ausência de interesse, e quanto aos honorários advocatícios contratuais, por preclusão e, no

2. DOU 14. COM INFORMATICA LTDA .17. sobre o valor da condenação. não consta erro material no valor da condenação. do CPC.1994.17. dar parcial provimento ao apelo do reclamante para deferir os benefícios da Justiça gratuita ao reclamante. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-26800-28.0008 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: MR. Procurador do Trabalho: Dr. O que se nota é o mero inconformismo da parte embargante.5. opostos pela reclamada. parágrafo único. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais. segunda parte. 3. FUNDAMENTAÇÃO 2.N. CONHECIMENTO Conheço dos embargos de declaração.950. segunda parte.5. REGIÃO .17. diante da reincidência dos embargos de indubitável caráter protelatório. pois os valores serão apurados em liquidação na fase de execução.1 Embargante Advogado Embargado Advogado Plurima Réu Advogado MR. conhecer dos embargos declaratórios e. a par de lhes negar provimento. declarando que o são. Conforme acima exposto. por qualquer das partes. sobre o valor da condenação. ACÓRDÃO DE FLS. comino à embargante multa de 10% (dez por cento). 23 de Setembro de 2013 34 mérito. 538. 594/596). Por todo o exposto.2012. (Redação dada ao caput pela Lei nº 8. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. 2.EPP Rafael Libardi Comarela(OAB: 011323 ES) CARLOS ALBERTO PINTO Cristovão Colombo de Paiva Pinheiro Sobrinho(OAB: 008964 ES) NET SERVICOS DE COMUNICACAO S/A Stephan Eduard Schneebeli(OAB: 004097 ES) ACÓRDÃO . COM INFORMATICA LTDA . natureza estranha à via recursal utilizada. bem como o intuito de protelar o feito. ao opor os presentes embargos de maneira infundada em relação às suas hipóteses de cabimento. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). de 13. 591/592 . o juiz ou o tribunal.00 (oitocentos reais) e determinar que o pagamento seja feito com recursos existentes no Orçamento da União. Os embargos de declaração interrompem o prazo para a interposição de outros recursos. ou seja.1.EPP Embargados: O V. com efeitos a partir de sessenta dias após a data de sua publicação).1994. (g. condenará o embargante a pagar ao embargado multa não excedente de um por cento sobre o valor da causa. em conformidade ao permissivo disposto no artigo 538. nos termos dos artigos 158 a 162 do Provimento TRT. Diante da reincidência dos embargos de indubitável caráter protelatório. reduzir o valor dos honorários periciais complementares para R$ 800. João Hilário Valentim. Vencidos.CARLOS ALBERTO PINTO NET SERVICOS DE COMUNICACAO S/A Origem: 8ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . ficando condicionada a interposição de qualquer outro recurso ao depósito do valor respectivo.º 01/2005. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.TRT 17ª. considerando os títulos deferidos ao reclamante e nem há falar em valor líquido.12. a par de lhes negar provimento. parágrafo único. quanto à justiça gratuita. João Hilário Valentim. 578v.SECOR.TRT 17ª Região . DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-27000-17. Conhecidos e não providos. do CPC.0026800-28. no mérito. MÉRITO Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 A embargante interpõe pela quarta vez os embargos declaratórios aduzindo que não houve o enfrentamento da matéria suscitada nos embargos anteriores. segunda parte. RELATÓRIO Trata-se do 4º embargos declaratórios (fls. no tocante aos honorários advocatícios sucumbenciais. destinados aos beneficiários de assistência judiciária.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DA RECLAMADA. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Na reiteração de embargos protelatórios. a embargante não aponta qualquer vício apto a ensejar a utilização da via processual escolhida. sob o argumento de omissão. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente).0006 Processo Nº RO-27000/2007-006-17-00. parágrafo único. fica condicionada a interposição de qualquer outro recurso ao depósito do valor respectivo. Comina-se à embargante multa de 10% (dez por cento).1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. porque presentes os pressupostos legais de admissibilidade. MULTA PELA REINCIDÊNCIA PROTELATÓRIA.17.5. autorizando o perito a receber a importância diretamente do Tribunal. Observe-se: Art.12.n). Parágrafo único. Como bem elucidado nas decisões dos embargos de fs. por unanimidade. cominar à embargante multa de 10% (dez por cento). do CPC Vistos. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. a multa é elevada a até dez por cento.0 Recorrente Advogado Recorrido SIND TRAB IND C CIVIL M E P PAVIMENTACAO E TERRAPLANAGE Rafael de Anchieta Piza Pimentel(OAB: 008890 ES) PARANASA ENGENHARIA E COMERCIO S/A . Somente retarda a marcha processual.0008 Processo Nº ED-26800/2012-008-17-00.2012.ª. sobre o valor da condenação. sentença às fls 401v determina a liquidação por cálculos. Procurador do Trabalho: Dr. em conformidade ao permissivo disposto no artigo 538. Sustenta que há necessidade de correção do valor dado à condenação.2007. Mantido o valor da condenação e das custas. em conformidade ao permissivo disposto no artigo 538. mesmo porque a r. Quando manifestamente protelatórios os embargos. por maioria. negar-lhes provimento. a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Sem razão. sendo partes as acima citadas.

Inicialmente.09. Contrarrazões da segunda reclamada . 26 e 27. aos substituídos que exerciam a função de pedreiros. ante a exposição ao agente físico calor. DEJT divulgado em 25. EXPOSIÇÃO À LUZ SOLAR. Ademais. Razões recursais do Sindicato às fls. faz jus ao recebimento do adicional de insalubridade.2. que não há falar em insalubridade decorrente de radiações não ionizantes. . .ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. Razões recursais da primeira reclamada . 1306v. pois presentes os pressupostos de admissibilidade. advindo tal responsabilidade das culpas in eligendo e in vigilando. Origem: 6ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . em grau máximo. que a eventual exposição ao calor proveniente do sol não é fonte caracterizadora de insalubridade e que não havia fonte artificial de calor radiante no local de trabalho dos substituídos. nas condições previstas no Anexo 3 da NR 15 da Portaria Nº 3214/78 do MTE.5. é indevido o adicional de insalubridade em decorrência de exposição a raios solares. A insalubridade constatada não decorre de mera exposição à radiação solar. 1245-1246). 1289-1292v. Afirma. Comprovantes de recolhimento do depósito recursal e das custas processuais às fls.0006 RECURSO ORDINÁRIO Recorrentes: SIND TRAB IND C CIVIL M E P PAVIMENTACAO E TERRAPLANAGE PARANASA ENGENHARIA E COMERCIO S/A Recorridos: PARANASA ENGENHARIA E COMERCIO S/A SIND TRAB IND C CIVIL M E P PAVIMENTACAO E TERRAPLANAGE VALE S. Conforme certidão de fls. IV. Em virtude do contrato celebrado com a prestadora de serviços. que possuíam CA. ATIVIDADE A CÉU ABERTO.A. condenou a ré ao pagamento de adicional de insalubridade. o dever de fiscalizar o cumprimento das obrigações trabalhistas. EXPOSIÇÃO À LUZ SOLAR. ante a exposição ao agente químico poeira minerais. assim. cabe destacar os termos da Orientação Jurisprudencial n. em atividades a céu aberto. exerce a tomadora poder diretivo sobre os serviços prestados. 07/08. em grau médio. sentença quanto às seguintes matérias: base de cálculo do adicional de insalubridade. a primeira reclamada não apresentou contrarrazões. já que é quem diretamente se beneficia da força de trabalho despendida pelos obreiros. por sujeição à radiação solar. onde requer a reforma da sentença no que concerne ao adicional de insalubridade. A primeira reclamada recorre desta decisão. por sujeição à radiação solar (art.A. indevido o adicional de insalubridade ao trabalhador em atividade a céu aberto.09.2012 I – Ausente previsão legal. Rodolfo Gomes Amadeo(OAB: 012493 ES) ACÓRDÃO .1.17. 1265-1278. 987-1022. (redação alterada na sessão do Tribunal Pleno realizada em 14. Contrarrazões do Sindicato às fls. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA.PARANASA ENGENHARIA E COMERCIO S/A . 12931297v. condenou a primeira reclamada ao pagamento de adicional de insalubridade. sendo partes as acima citadas. Vejamos. 1279-1284v. AGENTE FÍSICO CALOR.1. nas condições previstas no Anexo 3 da NR 15. Vistos. naturalmente. Requer. AGENTE QUÍMICO POEIRA. o que pressupõe. responsabilidade subsidiária e honorários advocatícios.0027000-17. AGENTE FÍSICO CALOR. No entanto. complementado às fls.CONHECIMENTO Conheço dos recursos ordinários interpostos pelo Sindicato autor e pela primeira reclamada . Inadimplente a empresa prestadora no que concerne às obrigações trabalhistas. II – Tem direito ao adicional de insalubridade o trabalhador que exerce atividade exposto ao calor acima dos limites de tolerância. 1285-1285v respectivamente. a parte dos substituídos relacionados às fls. inclusive em ambiente externo com carga solar. aquele que exerce atividade exposto ao calor acima dos limites de tolerância. que julgou parcialmente procedentes os pedidos iniciais. in verbis: ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. conforme prevê o item II. uma vez que o sol não possui enquadramento legal no Anexo 7. deve a tomadora de serviços responder por esse ônus. De outro giro.2007. no que concerne à exposição a poeiras minerais. FUNDAMENTAÇÃO 2.PARANASA ENGENHARIA E COMERCIO S/A.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. pugnando pela reforma da r. da NR 15 do MTE. inclusive quando o labor se dá em ambiente externo com carga solar.às fls. com redação recentemente alterada. DO TST. o que se revela suficiente para a constatação da insalubridade por exposição ao calor.às fls.º 173 da SBDI-1 do TST. mas sim das medições de IBUTG realizadas no local do trabalho. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 É o relatório. Sustenta. EXPOSIÇÃO AO SOL E AO CALOR. inverto a ordem de julgamento dos recursos e passo a análise do apelo patronal em primeiro lugar. tendo em vista a ausência de previsão legal (Anexo 7 da NR 15). de modo a ensejar o deferimento do adicional pretendido. nos termos definidos no Anexo 3 da NR 15. 1260-1262v.TRT 17ª Região . Com efeito. MÉRITO DO RECURSO ORDINÁRIO DA PRIMEIRA RECLAMADA 2. e ainda realizava a fiscalização do uso dos mesmos. em face da sentença de fls. com fulcro no laudo pericial constante dos autos (fls.2012) – Res. sustenta a recorrente que a concentração do agente não ultrapassava o limite de tolerância e que fornecia os EPI’s necessários.VALE S. 195 da CLT e Anexo 7 da NR 15 da Portaria Nº 3214/78 do MTE). a reforma da sentença de origem para que seja afastada a condenação ao pagamento do adicional de insalubridade. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. nos termos da supracitada OJ. SÚMULA 331.A.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. Tendo em vista a existência de matéria prejudicial no recurso da primeira reclamada. ainda. RELATÓRIO Trata-se de recursos ordinários interpostos pelo Sindicato autor e pela primeira reclamada. em suma. NÃO FORNECIMENTO DE EPI’S ADEQUADOS A sentença de origem. 23 de Setembro de 2013 35 Plurima Autor Advogado Plurima Réu Plurima Réu Advogado PARANASA ENGENHARIA E COMERCIO S/A Elisabete Maria Ravani Gaspar(OAB: 006523 ES) SIND TRAB IND C CIVIL M E P PAVIMENTACAO E TERRAPLANAGE VALE S. 186/2012.

neste aspecto. para a atividade de Pedreiro. nego provimento ao apelo patronal. pelo que o adicional é devido. É que ambos os artigos cuidam de agentes agressivos à saúde do trabalhador. no qual antagonizaram Carlos Eduardo Junqueira e Governo do Estado de São Paulo. Concluiu-se pela presença de insalubridade. à insalubridade. qual seja. vez por todas. que tinha como objeto a execução dos serviços de Montagem. Porém. até nova lei estadual. Conforme ressaltou o expert. O SALÁRIO MÍNIMO NÃO PODE SER USADO COMO INDEXADOR DE BASE DE CÁLCULO DE VANTAGEM DE SERVIDOR PÚBLICO OU DE EMPREGADO. da Constituição da República. essa parte do dispositivo celetista deixa de existir no mundo jurídico. continua. E o fez sob o fundamento de cuidar de ação de repercussão geral. 7º. Por todo exposto. descrita às fls. conforme aponta o laudo pericial (fl. adotou posição definitiva acerca da matéria. conforme avaliação laboratorial.BASE DE CÁLCULO DO ADICIONAL DE INSALUBRIDADE A sentença de origem fixou como base de cálculo do adicional de insalubridade o salário mínimo legal. de que exceto naqueles casos em que a própria Constituição havia excepcionado. buscou o recorrente obter da mais alta Corte a reforma do v. nos termos definidos no Anexo 3 da NR 15.860/65. Portanto. nos termos do referido Anexo 3 da NR 15. Acórdão proferido pelo E. De início. TST. 277300).3. de modo a ensejar o deferimento do adicional pretendido. Portanto. Considerando que a primeira reclamada não demonstrou o fornecimento do EPI adequado para proteção contra a sílica livre cristalizada. parte final. 192 da CLT a mencionar o salário mínimo como base de cálculo do adicional de insalubridade. decorrentes de levantamento realizado à época da execução da obra. IV. ato do Senado Federal para expungir o artigo da legislação em vigor. Todavia. XXIII. Tomo por modelo o que dispõem os artigos 193 da CLT e 14 da Lei n. cuja relatora foi a eminente Ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha. Vejamos. 8. 1023 e seguintes). a insalubridade constatada não decorre de mera exposição à radiação solar. não podem os trabalhadores ficar desprovidos de um direito que lhes é assegurado na própria Constituição Federal. pela Constituição Federal. a sentença não merece reforma neste aspecto. 192 da CLT. ainda. o fornecimento de materiais e equipamentos descritos no próprio contrato. bem como. ou seja. para os policiais militares.º. 7º. a poeira respirável em suspensão encontrava-se além do limite de tolerância estabelecido no Anexo 12 da NR15.1. que restou lavrada nos seguintes termos: SÚMULA VINCULANTE 4 SALVO NOS CASOS PREVISTOS NA CONSTITUIÇÃO. além dos servidores públicos. preferindo manter. Em vista disso. Desta forma. no caso específico da Lei nº 4. Todavia. o que se revela suficiente para a constatação da insalubridade por exposição ao calor. perito em seu laudo constam da documentação fornecida pela própria reclamada (fls. Essa decisão. Com a decisão do STF. máscara PFF1. MÉRITO DO RECURSO ORDINÁRIO DO SINDICATO AUTOR 2. Ocorre que o Excelso Supremo Tribunal Federal. a Suprema Corte também deixou assentado que o fato de não haver uma lei fixando outra base de cálculo que não o salário mínimo não permitiria que o Judiciário a fixasse como sendo a remuneração. curvo-me à referida decisão. com a finalidade de substituir o sistema de adição e moagem de calcário calcítico/dolomítico (Cláusula primeira). o valor de dois salários mínimos. o art. sem Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 controvérsia. 1003 e 1029-1031. 1009). mas sim das medições de IBUTG realizadas no local do trabalho. 192 da CLT. ao julgar o Recurso Extraordinário n. com base no art. dou provimento parcial para fixar o salário básico do empregado como base de cálculo do adicional de insalubridade. inciso XXIII da CRFB. utilizando-se as equações que definem o denominado “Índice de Bulbo Úmido – Termômetro de Globo” (IBUTG) e com o emprego dos aparelhos discriminados na mencionada norma. Com efeito. tendo em vista que os valores apurados ultrapassavam o limite de tolerância apontado pela norma. tomada com o cuidado de se tratar de ação com repercussão geral. . 23 de Setembro de 2013 36 No presente caso. sendo que. caracterizada a insalubridade. porque a CF/88.2.860/65. que estabelecia a recepção do art. no regime constitucional atual.º 4. dependendo do Legislativo Federal apenas o advento de nova lei fixando. inclusive. mas apenas estatuiu que o adicional comporia a remuneração do trabalhador. não há cogitar na neutralização do agente insalubre. Em vista disso. no que se refere à base de cálculo do adicional de insalubridade. entendeu o STF que o salário mínimo não poderia ser usado como base de cálculo. NEM SER SUBSTITUÍDO POR DECISÃO JUDICIAL. frise-se que é incontroverso que a segunda reclamada firmou com a primeira ré contrato de prestação de serviços (fls. Logo. porém. para estabelecer como base de cálculo do adicional de insalubridade o salário básico do empregado. indeferiu o pedido de responsabilidade subsidiária. outra base de cálculo. não era possível realizar qualquer medição físico-química no local de labor. mesmo julgando inconstitucional a norma estadual. Obras Civis e Automação de instalações.3. Apurou-se na perícia que. não estabeleceu base de cálculo sobre a remuneração. tendo em vista tratar-se de obra já finalizada. 2. com reajustes aplicados pelo Estado de São Paulo. O Sindicato autor recorre desta decisão. O Sindicato autor pugna pela reforma da referida sentença. de forma a não adotar uma decisão in pejus. o STF negou o pedido dos recorrentes de aplicação da remuneração como base de cálculo. a decisão de origem também deve ser mantida. No que concerne ao adicional de insalubridade decorrente da exposição a poeiras minerais.º da CLT.RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA O Juízo de origem. a norma legal refere-se. Até o dia 30 de abril de 2008 este Relator sempre adotou os termos da antiga redação da Súmula 228 do C. de acordo com a metodologia adotada. Vejamos. sob pena de afronta ao art. com reajuste automático e pelos mesmos índices estabelecidos pelo Governo Federal. considerando o interesse das categorias econômicas e profissionais. 7. entendendo que a segunda reclamada figura no contrato celebrado com a primeira na qualidade de dona da obra. conforme previsão do art. sendo desnecessário. com fulcro na OJ 191 da SDI-1 do TST. razão pela qual me parece perfeitamente possível dar o mesmo tratamento tanto a um como a outro caso. o valor dos dois salários mínimos. deu ensejo a uma das primeiras súmulas vinculantes adotadas pelo Excelso Tribunal.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. A expressão "vedada sua vinculação para qualquer fim" levou ao entendimento.º 565714. Ressalte-se que os dados técnicos utilizados pelo d. no art. É por isso que. faço uso da analogia. que considerou constitucional norma de lei estadual que fixou como base de cálculo do adicional de insalubridade. houve avaliação quantitativa da exposição ao calor. para que seja estabelecida a remuneração como base de cálculo. no RE 565714. Contudo. em nenhum outro caso poderia o legislador infraconstitucional utilizar o salário mínimo como indexador. como autorizado no art. TJSP.

23 de Setembro de 2013 37 Ou seja. (. ao fim social a que se destina. do C. firmou-se jurisprudência consistente em perceber a responsabilidade subsidiária do proprietário ou condômino em vista da inadimplência do construtor.TST. pela baixa categoria do intermediário.. dono da obra. eventual situação de insolvência. simulações etc. contratando empreiteiro para tanto. 'Compêndio universitário'). somente será acionado quando não for possível lograr do construtor. ao menos indiretamente. Em suma. não é aplicável in casu.. Ora. a teor do que dispõe o item IV da Súmula 331 do C. ou seja. imprescindível ao bom desempenho da empresa na sua atividadefim. que contrata o trabalho diretamente e de responsabilizá-lo. tendo a tomadora dos serviços agido com culpa in eligendo e in vigilando. entendo que o tomador de serviços responde subsidiariamente pelos débitos trabalhistas do empregador. no caso de empreiteiro insolvente. esporadicamente. em necessidade de se comprovar. se é compreensível a extensão do princípio por razões sociais.." (Comentários . pessoa física. Ou. ressalta Maurício Godinho. Na Súmula 126 do antigo TFR estabelecia-se: 'Na cobrança de crédito previdenciário. que certo é que as orientações jurisprudenciais não vinculam o julgador. Nesse sentido. A atividade não possui natureza lucrativa. a este. seria propiciar. Não há qualquer dúvida quanto à sua responsabilidade pelas verbas trabalhistas não quitadas pelo empreiteiro. mais do que realizar a escolha da empresa devidamente. efetivo e justo. A propósito. Desta forma. constrói ou reforma seu próprio domicílio. não havendo falar. que estabelece a responsabilidade do tomador de serviços com a empresa intermediadora da mão-de-obra. subsidiariamente. ainda que indiretamente. registrese. FGTS.' . Assim.. a orientação jurisprudencial supramencionada. o juiz atenderá aos fins sociais a que ela se dirige e às exigências do bem comum. Sobre o tema. que for diretamente beneficiada pela força de trabalho despendida pelos obreiros. imediatamente. inclusive.. para firmar seu convencimento. pura e simplesmente. dessa forma. estas mesmas razões devem impor cautela ao juiz. Por oportuno.TST. no caso. a fim de conferir-lhe alcance mais amplo. No Direito Previdenciário. por considerá-la atividade não lucrativa. beneficia-se da força de trabalho despendida e se a obra realizada teve como objetivo o aumento da área produtiva. configurada está a culpa da segunda demandada. É o caso dos autos.. como dito alhures. serão executados todos os bens da primeira ré para. verbis: O caráter subsidiário da responsabilidade inerente a relações jurídicas similares a essa relação justrabalhista já era reconhecido Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 em outros ramos jurídicos. que dispõe: "Na aplicação da lei. vício sempre difícil de se comprovar. devem ser lembradas as palavras de Carrion. o que propicia. tendo se beneficiado da força de trabalho despendida pelos obreiros.. tinha a segunda reclamada o dever de manter constante vigilância quanto ao cumprimento das obrigações trabalhistas em relação aos reclamantes. naturalmente. eis que. o chamado 'dono da obra' da responsabilidade. nos termos do art. sempre. mesmo admitindo a boa-fé do dono da obra. É esta a situação a ser protegida. persistindo a inadimplência. A primeira refere-se à empresa que desenvolve atividades relacionadas à construção civil e que contrata outra empresa/empreiteiro para realizar determinada obra. depois. para não atingir particulares que constróem seu próprio domicílio sem poder econômico. (. à custa do prejuízo do operário. da SDI-I. a fim de não transformar sua hermenêutica em ignomínia de outras humildes famílias pelos ônus desproporcionais que podem resultar (previdência. Seguindo essa linha de raciocínio. Deve-se. a respectiva liquidação. LTr). invocando. Esta visão teleológica da norma não é faculdade. deve responder subsidiariamente pelos débitos trabalhistas não adimplidos pela contratada. verbis: Há tendência. Catharino. 'Curso'.) Por isso." (Manual . a manutenção da lucratividade da empresa. se o dono da obra explora atividade com fins lucrativos. Este tipo de "dono da obra" não pode ser responsabilizado por dívidas trabalhistas deixadas pelo empreiteiro relativamente aos trabalhadores por ele contratados. a expansão dos negócios. 5º da Lei de Introdução ao Código Civil. quando não ocorresse fraude. constitui atividade-meio. E não se pode olvidar que a segunda reclamada. PIS etc. o que pressupõe. o proprietário. em virtude do contrato celebrado.) A maior parte dos autores afasta a responsabilidade do proprietário (Russomano. a negligência na escolha do seu construtor. in verbis: Excluir.019/74. a segunda reclamada explora atividades com fins lucrativos.. em prejuízo do trabalhador. no sentido de atribuir as responsabilidades trabalhistas ao dono da obra. proveniente da execução de contrato de construção de obra. também deve assumir esse ônus. para poder-se condenar o tomador no cumprimento subsidiário das obrigações impostas em sentença.". A segunda hipótese é a do proprietário de imóvel que. exercia poder diretivo sobre os serviços prestados pela primeira. 455 da CLT. ou. LTr. tão somente. a lição de Ísis de Almeida. servindo. do C. ou na procura de mão-de-obra de custo inferior.. então. TST e. É que a construção gera lucro para o proprietário. concluímos que a OJ 191.. também não pode ser aplicada indiscriminadamente. mas sim dever do julgador. Cumpre ressaltar que é preciso afastar a interpretação que vem sendo dada ao art. senão a delegação para terceiro de tarefas do empreendimento indispensáveis à consecução dos fins econômicos e sociais dos negócios geridos pelas tomadoras. Se a empresa contratada não adimplir todas as obrigações assumidas com os trabalhadores. arcando com as conseqüências advindas da má escolha. (Curso. construtora ou incorporadora.. situação típica versada na Súmula 331 do TST. através de execução contra ele intentada. 16 da Lei nº 6.).. eis que as obras realizadas tiveram como objetivo a montagem/obras civis/automação de instalações afetas ao sistema de adição e moagem de calcário.. embora não seja atividade-fim da empresa.. pelas características da prestação dos serviços é fácil observar que não houve execução de obras. executar a tomadora dos serviços. não majoritária. a tomadora dos serviços. atendendo. aplicando analogicamente o art. responde ela pela falta de idoneidade da prestadora de serviços. que prestaram serviços diretamente à empresa tomadora. In casu. por exemplo.) Seguindo essa linha de raciocínio.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. o aumento da lucratividade da empresa. ou seja. Saraiva). o dever de fiscalizar o cumprimento das obrigações trabalhistas. seria estimular justamente a prática de fraudes. no caso de eventual inadimplemento por parte da prestadora. evidenciando-se haveres trabalhistas não pagos pela primeira ré. separar duas situações completamente distintas. concluímos ainda que a OJ 191 da SDI-I. condômino de unidade imobiliária. Cumpre asseverar que a responsabilidade subsidiária nada mais é que uma garantia a mais aos empregados que já prestaram seus serviços. suficiente a fazer emergir a responsabilidade subsidiária dos beneficiários finais do trabalho desenvolvido pelos reclamantes. posto que a subsidiariedade não . a montagem/obras civis/automação de instalações afetas ao sistema de adição e moagem de calcário. avaliar o tempo transcorrido e as demais circunstâncias. no sentido jurídico da palavra. Ouso dizer que.

rege minudências não previstas e exige do magistrado a prudência necessária para tirar as legítimas conseqüências do texto. a assistência sindical.º 310. da CF/88. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-31301-41. 791 da CLT. CAL E GESSO.5. Rafael de Anchieta Piza Pimentel. miserabilidade jurídica ou salário inferior ao dobro do salário mínimo. João Hilário Valentim. 2. independentemente de comprovação acerca da inidoneidade ou da inexistência de patrimônio da prestadora. em suas aplicações. mas igualmente porque. na hipótese vertente. no mérito. o item III da Súmula 219 do TST. o tomador dos serviços responde subsidiariamente pelo pagamento de toda a condenação que for imposta.SINTRACICAL Suzete Silva Pereira(OAB: 007563 ES) PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO . Assim. pelo Sindicato. Se assim não fosse. do C. com muito mais razão. IV. com a redação dada pela Res.º 5. São aplicáveis. é devido o pagamento de honorários advocatícios. e por maioria. alcançando. Sustentação oral do Dr.º da CF.17.2003. o trabalhador. Afinal. correria o risco de não receber qualquer pagamento pela força de trabalho despendida. no montante de 20% sobre o valor da condenação.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. não há qualquer afronta ao disposto no inciso II do art. Tal se justifica. quando atua na condição de parte na defesa Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 dos interesses dos trabalhadores. Procurador do Trabalho: Dr. o recorrente pleiteia a condenação das rés no pagamento da referida verba. salariais e indenizatórias.PARANASA ENGENHARIA E COMERCIO S/A e. A propósito. exigidos pela Lei nº 5. LADRILHOS . em nome próprio ou não. Desembargador José Luiz Serafini. CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. que carece da sua labuta pessoal para custear sua sobrevivência. a qual impedia a concessão de honorários de advogado quando o sindicato é o autor na demanda. faz jus ao pagamento de honorários advocatícios. e mesmo as Súmulas 219 e 329 do C. o art. portanto. na medida em que a Súmula n. a substituição processual. em seu inciso IV.1 Embargante Advogado Embargado Advogado IBRAR . em causa própria ou como substituto processual. 23 de Setembro de 2013 38 tem por escopo onerar despropositada e irresponsavelmente o condenado subsidiário. Vencido. do TST. não faz qualquer ressalva quando atribui ao beneficiário da mão-de-obra a responsabilidade pelo cumprimento das obrigações trabalhistas na hipótese de inadimplemento por parte do devedor principal.". 82/83 . Por outro lado. na medida em que.º 119. CERAMICA PARA CONSTRUÇÃO. REGIÃO . sob pena de estar agindo com abuso de direito. conseqüências que são regras latentes nesses mesmos textos. A liberdade na contratação e a livre iniciativa devem estar sempre em consonância com valores sociais do trabalho insculpidos no art. Assim. Pelo exposto.TRT 17ª. o que não pode ser tolerado. do que não pode furtar-se a segunda reclamada. 14 da Lei n. TST. para apreciação do pedido de honorários advocatícios. 331 do C. a Resolução n. Vejamos. esclareça-se que. o Sindicato.2011. "a Lei positiva. TST. TST. Por fim.INDUSTRIA BRASILEIRA DE ARGAMASSAS LTDA Embargado: O V. pois.5.05.3. não só pela teoria do abuso de direito perpetrado.17. no percentual de 15% sobre o valor da condenação. à tomadora dos serviços os artigos 186 c/c 927 do Código Civil. 1. no recurso do Sindicato. conhecer dos recursos ordinários interpostos pelo Sindicato autor e pela primeira reclamada . entendo irrelevante. ou seja.0014 Processo Nº ED-31301/2011-014-17-01. Em sua exordial. ACÓRDÃO DE FLS. Inicialmente. 455 da CLT e o disposto no inciso IV do Enunciado n. sofre o inarredável risco de responder pelas obrigações trabalhistas que vierem a ser descumpridas pela empresa prestadora do serviço. no tocante à base de cálculo do adicional de insalubridade o. como ensinava o ilustre mestre João Mendes de Almeida Júnior.” Dou provimento parcial para deferir os honorários advocatícios. Assim. e assim optando por não manter empregados para atender as necessidades permanentes do seu empreendimento. preferindo a realização das tarefas que lhe são afetas mediante a contratação de empresa interposta. para reconhecer a responsabilidade subsidiária da segunda reclamada e para deferir os honorários advocatícios.584/70. a melhor interpretação do art. uma vez que a empregadora torne-se inadimplente em relação às verbas devidas ao empregado.º 331. CERAMICA PARA CONSTRUÇÃO.INDUSTRIA BRASILEIRA DE ARGAMASSAS LTDA Jeronymo de Barros Zanandrea(OAB: 004204 ES) SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDUSTRIAS DE CIMENTO.2011). defendendo direitos dos trabalhadores. por unanimidade. de 01.º. 30 e 31. em razão do contrato de trabalho. estando o Sindicato em Juízo.TRT 17ª Região .HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS O Sindicato autor pugna pela reforma da sentença de origem. preceitua que “são devidos os honorários advocatícios nas causas em que o ente sindical figure como substituto processual e nas lides que não derivem da relação de emprego.3. dar provimento parcial ao apelo do Sindicato para fixar o salário básico do empregado como base de cálculo do adicional de insalubridade. CAL E GESSO. negar provimento ao apelo patronal. Assegurando a Constituição da República o direito de exercício da profissão àqueles que tenham efetivamente a habilitação exigida em lei e dispondo o art. utilizandose do direito de contratar com o intuito de burlar a legislação trabalhista. cancelou a Súmula n. no que concerne aos honorários advocatícios. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente).0014 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: IBRAR . Desembargado Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza convocada Sônia das Dores Dionísio. Cumpre registrar ainda que a responsabilidade subsidiária alcança todas as obrigações. LADRILHOS HIDRAULICOS E ARTEFATOS DE CIMENTO DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO . Mantido o valor da condenação.10. no percentual de 15% sobre o valor da condenação. 133 acerca da essencialidade da atuação do advogado em quaisquer processos. 174/2011 (DEJT divulgado em 27.584/70 é a que considera a expressão "assistência judiciária" como defesa prestada pelo Sindicato profissional. dou provimento para reconhecer a responsabilidade subsidiária da segunda reclamada.2011. não há dúvidas de que não mais vigora o art.0031301-41. 5. instâncias ou tribunais.SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDUSTRIAS DE CIMENTO.

se existe ou não a possibilidade de acesso aos documentos eletrônicos dos autos ou se a negativa de conhecimento aconteceu somente por não cumprimento de uma formalidade de uma norma infralegal e desnecessária com o advento do processo eletrônico” (fl. ser cumprida e observada pela parte quando da formação do instrumento. analisandose os documentos digitalizados dos autos do processo que originaram o presente agravo. Se a Instrução Normativa nº 16. ainda que possível a execução da “pretensão” da embargante. deve ser observada. verifica-se que a inicial e a contestação não foram digitalizados. I. 2.5. na forma Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 autorizada pelo art. §7º.2. 23 de Setembro de 2013 39 HIDRAULICOS E ARTEFATOS DE CIMENTO DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO .0040300-12. NÃO CONHECIMENTO. relatados e discutidos os presentes autos de AGRAVO DE INSTRUMENTO.ME Agravado: GILMAR ANTONIO MONICO Origem: 14ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA .1. 897. Vistos. dispõe . do CPC.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CONHECIMENTO 2. da CLT. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim.0014 AGRAVO DE INSTRUMENTO Agravante: DROGARIA CORTELETTE LTDA . em seu parágrafo 2º. e tendo em vista o manifesto caráter protelatório dos embargos. RELATÓRIO Trata-se de agravo de instrumento processado nos mesmos autos e interposto pela reclamada em face da r. como não revogada. Agravo de Instrumento não conhecido. a deserção deste recurso. da CLT.1.1. de ofício. pugnando pela reforma da r. acórdão de fls. 141 e 146. de contradição. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. TST é uma norma processual infralegal do século passado. 87) Os embargos não merecem ser providos! De início. Assim. permanece em vigor e deve. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). § 5º.17. por deserção. na forma autorizada pelo art. Inicialmente. no mérito. sendo partes as acima citadas. já que seus inovadores argumentos. o reclamante não apresentou contraminuta (fls.SINTRACICAL Origem: 14ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA .177/91. No mais. MÉRITO Pretende a embargante que “depois de cumpridas as formalidades do devido processo legal. Deste modo. o art. I. ante a total ausência de vícios. 151).ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA AGRAVO DE INSTRUMENTO.ME Francisco de Assis Pozzatto Rodrigues(OAB: 003967 ES) GILMAR ANTONIO MONICO Airton Iduardo de Souza(OAB: 003684 ES) ACÓRDÃO . Vistos. 82/83. 535 do CPC.0014 Processo Nº AIRO-40300/2013-014-17-00. 82/83. do C. parágrafo único. 2. por detectar. por unanimidade. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de AGRAVO DE INSTRUMENTO. DESERÇÃO. que o Tribunal poderia acessar as peças do processo eletronicamente. §5º. 148-150. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.2013.1. Preliminar de Não Conhecimento do Recurso por Deserção. com conseqüente destrancamento e processamento do recurso ordinário. trazidos à discussão em face do teor do julgamento proferido às fls. sendo partes as acima citadas. 538. conhecer dos embargos declaratórios. ante o não recolhimento de 50% do valor do depósito recursal do recurso que se busca destrancar. Suscitada de Ofício pelo Relator Não conheço do agravo de instrumento. Assim.1 Agravante Advogado Agravado Advogado DROGARIA CORTELETTE LTDA . e 899. ou de obscuridade e revelam mero inconformismo da parte com o conteúdo meritório do acórdão. FUNDAMENTAÇÃO 2. não merecem ser providos. Inteligência dos arts. decisão. FUNDAMENTAÇÃO 2. o que deve ser manejado na via recursal própria. além de os embargos denotarem mero inconformismo com o conteúdo meritório do julgado. qual seja. às fls. decisão de fls. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora Acórdão Processo Nº AIRO-40300-12. somente demonstram sua intenção de modificação do julgado embargado.5. nego-lhes provimento e imponho à embargante multa de 1% sobre o valor da causa. CONHECIMENTO Conheço dos embargos declaratórios. RELATÓRIO Trata-se de embargos declaratórios opostos pelo agravante. o que inviabilizaria a consulta eletrônica das mesmas. ela ainda está em vigor e. pois. Razoes do agravo de instrumento. o preparo. veementemente. Embora intimado (fl.2013. sendo que ela determina a observância das mesmas regras contidas no artigo 897. 40 da Lei 8. negar-lhes provimento e condenar a embargante a pagar ao embargado a multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa. 3. em texto integrativo. também. que também é fundamento da decisão embargada. inapropriada a via dos embargos de declaração para o fim almejado.17. não é norma infralegal e. seja declarado. sendo. é nítida a intenção da parte de dilatar o prazo recursal. antes que se alegue negativa de prestação jurisdicional. portanto. Ausência de Recolhimento do Depósito Recursal do Agravo de Instrumento. em face do v. e estas peças estão entre o rol cujo traslado não foi efetuado para os autos do presente agravo e que levaram ao não conhecimento do apelo por deficiência de traslado. 153).TRT 17ª Região . esta restaria impossibilitada pela não digitalização das peças mencionadas. destaco que a embargante não aponta qualquer vício a que se refere o art. que negou seguimento ao recurso ordinário eis que ausente um dos pressupostos de admissibilidade. 538 do CPC. que sequer foram apontandos pela parte. Se os embargos não demonstram a existência de omissão. por preenchidos os pressupostos para a sua admissibilidade. e do item IV da Instrução Normativa nº 3 do TST. apesar de o embargante sustentar.

declarou a constitucionalidade do parágrafo único do art.1. CONHECIMENTO Conheço do agravo de petição porque presentes os pressupostos objetivos e subjetivos de admissibilidade. sob pena de não conhecimento.2 Agravante Advogado Agravado Advogado Plurima Réu Advogado UNIAO (CONTRIBUICOES PREVIDENCIARIAS/IRRF) Juliana Barbosa Antunes(OAB: 012353 ES) GECIEL ALMEIDA TAVORA Amós Xavier da Cruz(OAB: 014226 ES) ADRIANO DE CASTRO BRANDAO Valber Cruz Cereza(OAB: 016751 ES) ACÓRDÃO . É da Justiça do Trabalho a competência para execução de contribuições previdenciárias incidentes sobre parcelas relativas a período de vínculo de emprego reconhecido em Juízo. 897. determinar. da CRFB/88. e seus acréscimos legais. 112-113) oficiando pelo prosseguimento do feito. para constar o recurso ordinário do autor e portanto. por unanimidade. 10 do STF. aos embargos. Por sua vez. o agravante deverá recolher o valor correspondente a 50% (cinquenta por cento) do valor do depósito do recurso que se pretender. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. estabelece a competência da Justiça do Trabalho para executar. decorrentes das sentenças que proferir. por deserção. nos termos do art. o item VIII da Instrução Normativa nº 3 do TST de 1993. pelo recorrente. EXECUÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS SOBRE SALÁRIOS PAGOS DURANTE A RELAÇÃO DE EMPREGO RECONHECIDAS JUDICIALMENTE. a reautuação. após lavratura do acórdão. I e 899. quanto à comprovação nos autos. Procurador presente à sessão de julgamento entenda conveniente e oportuno. 2. não conheço do agravo de instrumento. retorno dos autos para relatá-lo. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. 97 da CF/988 e ao mandamento contido na Súmula Vinculante n. da Carta Magna refere-se. FUNDAMENTAÇÃO 2. 23 de Setembro de 2013 40 que “a exigência de depósito aplica-se. Por fim. prevê que o depósito judicial será de responsabilidade da parte. 2106-108). sendo partes as acima citadas. 3. ante a ausência de recolhimento do deposito recursal de que tratam os arts. as contribuições sociais previstas no artigo 195. outrossim.0132 AGRAVO DE PETIÇÃO Agravante: UNIAO (CONTRIBUICOES PREVIDENCIARIAS/IRRF) Agravados: GECIEL ALMEIDA TAVORA ADRIANO DE CASTRO BRANDAO Origem: 2ª VARA DO TRABALHO DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM . ao interpor o presente agravo de instrumento. Determino. o art.1.17. 98 e vº) que concluiu que a execução das contribuições previdenciárias decorrentes do vínculo empregatício declara em Juízo não está incluída na competência da Justiça do Trabalho. conforme dispõe o art.00-2. I e 899. relatados e discutidos os presentes autos de AGRAVO DE PETIÇÃO. a "sentenças". 897.2003. da CLT. 897. I. ante a ausência de recolhimento do deposito recursal de que tratam os arts. a reautuação.457/07 e artigos 43 e 44. 114 da Constituição da República e da Lei 11. MÉRITO 2.5. buscando a reforma da r. A União.0132 Processo Nº AP-42100/2012-132-17-00.101.2. Parecer do d. decisão (fls. com fulcro na Constituição da República Federativa do Brasil nos moldes dos artigos 144. §5º. no ato de interposição do agravo de instrumento. João Hilário Valentim. O referido artigo 114. não excluindo aquelas de cunho Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . Contraminuta (fls. Vistos.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. da CLF/88 e na legislação específica (artigos 876. de ofício. 876 da CLT. Sustenta também que o pleno deste Egrégio TRT.457/2007. após lavratura do acórdão. também.17. §7º. O artigo 114. igualmente. no entanto. ressalvando o direito de manifestação posterior. outrossim. Ministério Público do Trabalho (fls. da CLT. para constar o recurso ordinário do autor e portanto. atendendo ao disposto no art.2012. Procurador do Trabalho: Dr. Minuta de agravo (fls. busca a reforma da decisão sob a alegação de que é competente a Justiça do Trabalho para executar as contribuições previdenciárias decorrentes do reconhecimento de vínculo de emprego. à execução e a qualquer recurso subsequente do devedor” (sublinhei). decisão quanto à execução das contribuições sociais sobre salários pagos durante a relação de emprego reconhecidas judicialmente. Assiste razão à agravante. a e II. 899. §5º.2012. §7º. VÍNCULO DE EMPREGO RECONHECIDO EM JUÍZO. caso o e. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. VIII e 195. parágrafo único.2.5.TRT 17ª Região . em agravo de petição. No caso em tela. com as alterações introduzidas pela Resolução nº 168. 100-104vº). inciso VIII. inciso VIII. I da CLT. da CLT e. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº AP-42100-46. 899 da referida Consolidação. §7º. retorno dos autos para relatá-lo. de 07 de março de 2012. as partes deverão instruir obrigatoriamente a petição com a comprovação do recolhimento das custas e do depósito recursal a que se refere o §7º do art. §5º. Ressalta-se que.0042100-46. o recorrente não recolheu o depósito recursal de 50% do valor do depósito do recurso ordinário. o recurso ordinário. Diante do exposto.212/91. da CLT preceitua que. no julgamento do AP 0386. não conhecer do agravo de instrumento. da Lei nº 8. por deserção. desrespeitando os preceitos legais supramencionados. com redação dada pela Lei 11. entendendo que a presente execução deve ficar restrita às contribuições sociais incidentes sobre os valores/parcelas objeto do acordo entabulado pelas partes.17. O Juízo de origem concluiu que a execução das contribuições previdenciárias decorrentes do vínculo empregatício declara em Juízo não está incluída na competência da Justiça do Trabalho. RELATÓRIO Trata-se de agravo de petição interposto pela União em face da r. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). genericamente.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA EXECUÇÃO DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. no caso.

e II.0046200-77. RELATÓRIO O reclamante e a reclamada interpõem embargos de declaração em face do v. Pode-se observar.2. a contribuição previdenciária devida) nasce com o trânsito em julgado da sentença. em sentido diverso do enunciado na Súmula transcrita. 2. 546-549. do art. inciso VIII. inclusive sobre os salários pagos durante o período contratual reconhecido" (in verbis). especificamente no tocante às contribuições previdenciárias relativas a todo o período laboral reconhecido pelo Judiciário Trabalhista. Ressalto que essa matéria sempre encerrou certa polêmica. às fls.VIX LOCADORA E TRANSPORTES LTDA BENEDITO VASSOLER Origem: VARA DO TRABALHO DE ARACRUZ . A propósito. Refiro-me à Lei n.2012.º 11.1. Assim. no DOU de 19. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-46200-77. é incontestável que tal decisão atribui aos pagamentos realizados no curso dessa relação a condição de fato gerador de obrigação previdenciária (art.457/2007. ainda que o acordo celebrado entre as partes e homologado pelo Juízo tenha se limitado a reconhecer o vínculo empregatício. MÉRITO 2. entretanto. às fls. quanto à execução das contribuições previdenciárias. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Trabalho da Décima Sétima Região. Pelo exposto. apontando vícios no julgado e visando ao prequestionamento. conhecer do agravo de petição e. Razões de embargos do reclamante. então. no mérito. não obstante as partes façam acordo superveniente. daí decorrendo. uma vez que o texto constitucional não restringe a referida execução apenas sobre sentenças condenatórias com repercussão pecuniária.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DO RECLAMANTE conhecidos e não providos. João Hilário Valentim. caput. tanto é que.5. a qual. "a". Ora. processo nº 386. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. no presente caso. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). 538-542.5 Embargante Advogado Embargado Plurima Autor Advogado Plurima Réu BENEDITO VASSOLER Wellington Ribeiro Vieira(OAB: 008115 ES) VIX LOCADORA E TRANSPORTES LTDA VIX LOCADORA E TRANSPORTES LTDA Sandro Vieira de Moraes(OAB: 006725 ES) BENEDITO VASSOLER ACÓRDÃO . cuja redação passou a ser: "Parágrafo único. 42. na esteira do disposto no art. cobrável judicialmente perante a Justiça do Trabalho. de 16 de março de 2007 (publ.3.101. que passou a dizer o seguinte. por conseguinte. dou provimento ao agravo de petição da União para declarar a competência da Justiça do Trabalho para executar de ofício as contribuições previdenciárias incidentes sobre as parcelas oriundas do vínculo de emprego reconhecido e. TST. CONHECIMENTO Conheço dos dois embargos de declaração opostos.17.0121 Processo Nº ED-46200/2012-121-17-00. a constituição de um crédito previdenciário.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.TRT 17ª Região . 544v-545. in verbis: "A Justiça do Trabalho é competente para determinar o recolhimento das contribuições fiscais. 876 da CLT. 23 de Setembro de 2013 41 declaratório. com efeito meramente declaratório.17. nem se diga acerca da ausência de título executivo a embasar a execução.00-2. pois se houve reconhecimento de vínculo.5. sem aplicação de efeito modificativo. assim. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. 114. da redação do item I da Súmula nº 368.2007). que a Constituição Federal atribuiu eficácia condenatória imediata às sentenças declaratórias de vínculo. este não produz efeitos contra o crédito do INSS. 876. Serão executadas ex-officio as contribuições sociais devidas em decorrência de decisão proferida pelos Juízes e Tribunais do Trabalho. a competência é desta Justiça Especializada para executar a contribuição incidente sobre as parcelas pagas no curso da relação de emprego. Vistos. REGIÃO . FUNDAMENTAÇÃO 2. resultantes de condenação ou homologação de acordo. ACÓRDÃO DE FLS. 538-542 . EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DA RECLAMADA conhecidos e parcialmente providos para prestar esclarecimentos. são devidas as contribuições previdenciárias decorrentes. especialmente depois da modificação. A simples declaração do vínculo já basta para caracterizar a obrigação previdenciária. sepultou de vez a celeuma. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DO RECLAMANTE . sendo partes as acima citadas. acórdão de fls. Demais disso.1. por meio de seu art. A competência da Justiça do Trabalho. que integrem o salário-decontribuição".0121 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargantes: BENEDITO VASSOLER VIX LOCADORA E TRANSPORTES LTDA Embargados: O V. O entendimento que sempre adotei.2003. é importante registrar que o Pleno deste Regional declarou a constitucionalidade do art. ante a inexistência de vícios alegados. da Constituição Federal e do parágrafo único. 876 da CLT na sessão realizada no dia 25/03/2009. Razões de embargos da reclamada. determinar o prosseguimento da execução das sobreditas contribuições. pelo C. objeto de acordo homologado. agora vem consagrado por alteração legislativa. Procurador do Trabalho: Dr.2012.117.2. inciso I. a despeito da natureza declaratória da sentença que reconhece a existência da relação de emprego. Isso porque o nascimento da obrigação tributária (in casu. da Constituição da República). por conseguinte.TRT 17ª. 195. o qual dota a referida sentença de induvidosa força executiva. limita-se às sentenças condenatórias em pecúnia que proferir e aos valores. dar provimento ao apelo da reclamada para declarar a competência da Justiça do Trabalho para executar de ofício as contribuições previdenciárias incidentes sobre as parcelas oriundas do vínculo de emprego reconhecido e. ao modificar o texto do parágrafo único do art. pois presentes os pressupostos de admissibilidade. da CLT. por unanimidade. determinar o prosseguimento da execução das sobreditas contribuições.

A reclamada requer o prequestionamento de dispositivos e teses sobre as seguintes matérias: a) fato gerador das contribuições previdenciárias.vê-se que quanto ao apelo da reclamada foi dado provimento parcial para: contra o voto deste Relator. entretanto. da Lei 8. horas excedente à sexta e reflexos (item 2 de fls. acórdão acerca da matéria. como feito in casu. O eventual inconformismo da embargante com o resultado do julgamento deverá ser apresentado por intermédio da via recursal adequada. conforme se depreende da leitura do julgado. As partes adversas interpuseram recurso. não há falar em inversão do ônus da sucumbência. 10). Em síntese. também.213/91. o magistrado tem o dever legal de expor os motivos de seu convencimento. sentença. desnecessário contenha nela referência expressa do dispositivo legal para ter-se como prequestionado este.17. na decisão recorrida. O reclamante requer manifestação expressa acerca necessidade de prequestionamento acerca da jornada de turno ininterrupto de revezamento. afasta todas as outras teses que com a do decisum são conflitantes.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. e foi negado provimento quanto os descontos previdenciários e assistência judiciária gratuita. I. portanto. corrigir erro material na r. É evidente que em se adotando a tese exposta no julgado.11. Registro. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DA RECLAMADA 2. a título de esclarecimento acerca do fato gerador das contribuições previdenciárias: os descontos relativos à Previdência Social deverão ser calculados mês a mês. sob a ótica do fato de ser ultrapassado o limite constitucional da jornada constante do artigo 7º. com fulcro no artigo 195 da CF e outros dispositivos. acórdão ora embargado.11. Analisando a r. também as custas de R$600.” Oportuno esclarecer que o fato gerador da contribuição . os juros e multa das contribuições previdênciárias pela reclamada e. permaneceu tão somente a condenação da reclamada ao pagamento quanto às contribuições previdenciárias.2. ficando a cargo da empresa o pagamento de juros. Registro que prequestionar não é "sinônimo de dizer aquilo que se quer que diga. o magistrado tem o dever tão somente de consignar o entendimento adotado. E. bom como a apreciação da sumula 368 do TST. Nesse mesmo sentido é também o entendimento deste E. 10). No tocante às contribuições previdenciárias decorrentes de créditos reconhecidos em sentença. também negado provimento quanto ao INTERVALO INTRAJORNADA. 23 de Setembro de 2013 42 2. mas não de fazê-lo da forma que a parte entenda ser a mais adequada. uma vez que estes não se Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 prestam à reparação de error in iudicando. Passo.048/99. Contudo.2. acórdão que: foi negado provimento quanto à matéria HORAS EXTRAS EXCEDENTES À 12ª HORA COM ADICIONAIS E REFLEXOS. “a” da CF. imperioso ressaltar que. 471-481. Vê-se que a embargante buscar rediscutir a matéria. hora noturna reduzida e reflexos ( item 3 de fls. não teve a Corte por ocorridas as violações alegadas pela parte. consta no v.1. Tese Explícita. §4º do decreto 3. Inteligência da Súmula Nº 297 (inserida em 20. artigo 879. desde que a matéria tenha sido apreciada no acórdão embargado. quanto ao recurso do reclamante. TST no item III da Súmula nº 368. da SDI-I. ou seja. Portanto. o que foi feito in casu.212/91.1 PREQUESTIONAMENTO. Esclareço que a correção ou incorreção do julgado não pode ser sanada via embargos declaratórios. O julgamento não é um diálogo entre partes e juiz.00. na tentativa de reforma do julgado. por consequência lógica. 20. Inteligência da Súmula Nº 297 (inserida em 20. desse modo. Todavia. nego provimento. desnecessário contenha nela referência expressa do dispositivo legal para ter-se como prequestionado este. artigo 195. c) as alterações promovidas no artigo 43 da Lei 8.10) e intervalo repouso e alimentação e reflexos (item 4 de fls.1 OMISSÃO. em face de seu inconformismo com o desfecho do julgamento.2. O chamado "prequestionamento" não constrange o julgador a fundamentar nos exatos moldes pretendidos pela parte. considerando que o empregado não deve suportar deduções maiores do que aquelas que teria. verbis: CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. 10). Não há falar em omissão. nos termos do art. do TST: Prequestionamento. da SDI-I. a título de prequestionamento. mas tão somente a sanar os vícios expressamente previstos nos artigos 535 do CPC e/ou 897-A da CLT. na decisão recorrida. entendendo por satisfatoriamente prequestionadas no julgado hostilizado. OJ 363 da SDI-1 do TST. E. em se adotando a tese exposta no julgado. não teve a Corte por ocorridas as violações alegadas pela parte. ser evidente que. E. deve o reclamante arcar somente com o pagamento da contribuição previdenciária em seus valores históricos. excluir da condenação as horas extras deferidas pelo juízo de primeiro grau. Forçoso concluir que o que pretende o embargante. pois permanece a condenação no particular. ADICIONAL NOTURNO REDUZIDA e. INVBERSÃO DO ÔNUS DA SUCUMBÊNCIA. do TST: Prequestionamento. Ademais o juiz não está obrigado a rebater uma a uma as teses lançadas pelas partes. entendendo por satisfatoriamente prequestionadas no julgado hostilizado. b) Se essa Corte Regional entende pela constitucionalidade da alteração promovida pela Lei 11. 2. conforme sedimentado na Súmula n. nos termos da OJ 118. acórdão. TURNO ININTERRUPTO DE REVEZAMENTO.2. De qualquer modo. publicada no Diário Oficial do TRT-17ª Região nº 1202. Tese Explícita. no dia 31/07/2013. da forma mais conveniente à parte".1997): Havendo tese explícita sobre a matéria. A reclamada aponta omissão no v. contra o voto deste Relator. para onde se lê deferimento leia-se indeferimento. razão pela qual requereu a inversão do ônus da sucumbência.2.1997): Havendo tese explícita sobre a matéria. conforme o v. Há robusta manifestação expressa no v. às fls.2. a tecer alguns esclarecimentos no particular. nos termos da OJ 118. 2.941/2009. Dou provimento tão somente para prestar esclarecimentos sem imprimir efeito modificativo ao v. JORNADA LABORAL. sentença quanto ao intervalo intrajornada e hora noturna reduzida. se o pagamento fosse efetuado na ocasião oportuna sem necessidade de demanda judicial. todas as matérias foram devidamente analisadas e os fundamentos robustamente expendidos. Oportuno destacar que esse é o entendimento cristalizado pelo C. incisos XIII e XIV da Constituição da República Federativa do Brasil. acórdão quanto ao requerimento de inversão do ônus da sucumbência. é que sejam rebatidas uma a uma as suas teses e dispositivos.2. atualização monetária e multas. vê-se que: quanto ao turno ininterrupto de revezamento foram deferidas: horas extras e reflexos (item 1 de fls. bastando ao julgador explicitar de forma fundamentada sua tese de julgamento que. Tribunal.2 PREQUESTIONAMENTO. Sustenta que com a reforma da decisão quanto à validade do acordo coletivo e da jornada de 12 horas. não remanesce nenhum pedido autoral. §4º da CLT e 276.

0003 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: TANIA MARA GONCALVES ANTUNES Recorridos: 5 ESTRELAS SPECIAL SERVICE LIMP E SERV AUXILIARES LTDA BANCO SANTANDER (BRASIL) S. 23 de Setembro de 2013 43 Udno Zandonade(OAB: 009141 ES) previdenciária é a data da prestação do serviço. apenas “trocou de uniforme”). ainda que velada. que foi coagida a fazê-lo para ser contratada pela nova empresa prestadora de serviço que viria substituir a sua empregadora no contrato firmado com o Segundo Réu.1 NULIDADE DO PEDIDO DE DEMISSÃO – PROMESSA DE REAPROVEITAMENTO PELA NOVA EMPRESA PRESTADORA DE SERVIÇO A autora pretende seja declarado nulo o seu pedido de demissão aduzindo. 277/279 que julgou improcedentes os pedidos iniciais. no mérito. nego provimento. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. descontos fiscais e previdenciários. Logo. sentença de fls. a matéria já não comporta grandes discussões. os valores das contribuições previdenciárias do segurado empregado e os valores de base de apuração da contribuição previdenciária a cargo da empresa. por unanimidade.º 8.0003 Processo Nº RO-50500/2013-003-17-00. dada pela Lei nº 11. Dessa forma.941/09. negar provimento ao apelo do reclamante. ao ser admitida pela CONSYSTEM. mês a mês. se pretende dizer que somente a partir do efetivo pagamento do crédito trabalhista ao empregado é que passam a ser exigíveis as contribuições previdenciárias.17. Entre a incerteza da demissão sem justa causa ou da transferência de local de trabalho (os dois destinos possíveis. Alega que lhe foi apresentado um modelo de pedido de demissão que deveria ser escrito de próprio punho e que o fez porque temia ficar desempregada. Nulo é o pedido de demissão formulado sob coação. multas dos art.10. João Hilário Valentim. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO.” Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . induzindo os seus empregados a pedirem demissão. obviamente. A sentença julgou improcedente o pedido entendendo que: “(. O art.º 66.212/91 e devem ser aplicados desde a data da prestação dos serviços.2013. 316/326 e 345/366. Portanto. 281/312 renovando os pedidos relativos a nulidade do pedido de demissão.2 MÉRITO 2. 2.2013. A lei é claríssima ao estabelecer que a “atualização do crédito devido à Previdência Social obedecerá os critérios estabelecidos na legislação previdenciária” (CLT. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. danos morais. 879. FUNDAMENTAÇÃO 2.048/99 estipula o prazo em que deve ser feito o recolhimento decorrente das verbas reconhecidas em Juízo.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA NULIDADE DO PEDIDO DE DEMISSÃO. O pedido de demissão foi conveniente para a Reclamante. nega a coação e diz que a autora tomou a iniciativa de extinguir o contrato de trabalho por vontade própria.. enquanto o § 4. tanto a multa quanto os juros são devidos. devem ser deduzidos do empregado apenas os valores que seriam devidos mês a mês. 35 da Lei n. No caso dos autos. no caso em apreço. Contrarrazões às fls.A. por sua vez. não há como imputar ao reclamante o pagamento de multa. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo autor em face da r.5.A. 477 e 467 da CLT. 35 e notadamente no § 2º do art. conhecer de ambos os embargos declaratórios e.17.º prevê o procedimento a ser adotado para o seu cálculo.. §4. correção monetária e juros de mora. nos termos do art. ACÓRDÃO . que garantiu a permanência no emprego. Procurador do Trabalho: Dr. “Considera o fato gerador das contribuições sociais a data da prestação do serviço”.0050500-14. Vistos. no mesmo posto de trabalho (segundo a Reclamante.) comprometendo a alegação da Reclamante. Contudo. 43. Razões recursais de fls.3 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Réu TANIA MARA GONCALVES ANTUNES Rosemary Machado de Paula(OAB: 00294B ES) 5 ESTRELAS SPECIAL SERVICE LIMP E SERV AUXILIARES LTDA Angela Martins da Cruz(OAB: 024074 GO) BANCO SANTANDER (BRASIL) S. no tópico anterior já foi robustamente esclarecida a questão das contribuições previdenciárias. A Ordem de Serviço INSS/DAF/DSS n. é clara ao dispor que os cálculos de liquidação deverão consignar.º). A base de cálculo de tais contribuições leva em consideração a época própria em que as mesmas seriam devidas. A reclamada. de 10.1997.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. se mantido o vínculo com a 1ª Reclamada) e a possibilidade de continuar empregada e no mesmo local (onde trabalhava há três anos). fez reunião com seus empregados pretendendo se ver livre do maior número possível de dispensas sem justa causa. dar parcial provimento ao recurso da reclamada para prestar esclarecimentos sem imprimir efeito modificativo ao v. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). para tanto. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Advogado Acórdão Processo Nº RO-50500-14. honorários advocatícios e responsabilidade subsidiária da segunda reclamada. acórdão. na verdade. na época da prestação de serviços.2. infere-se a clara intenção em permanecer empregada e.5.TRT 17ª Região . pois. particularmente. a situação pretérita originada em uma violação da lei. Isso porque ao se afirmar que o fato gerador das contribuições previdenciárias seria o pagamento. envolvendo. De toda sorte. sendo partes as acima citadas. restou comprovado que a empresa prestadora de serviço ao perder a licitação com o Município. art. 276 do Decreto nº 3. pois de acordo com a nova redação da Lei 8212/91 nos artigos 34.1 CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário eis que presentes os pressupostos de admissibilidade. pelo não provimento do apelo. a Reclamante fez a sua opção. Origem: 3ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA .

por oportuno. no aspecto. Por todo o exposto. que assim dispõe: "DANOS MORAIS Requer a reclamante a reforma da r. para a conversão do pedido de dispensa. pretendeu se ver livre do maior número possível de dispensas sem justa causa. A quitação incompleta dos valores pecuniários devidos ao trabalhador. e . estar-se-ia beneficiando o mau empregador. de que os pedidos de demissão se deram no mesmo período. milita. por exemplo.Relação de emprego controvertida.5. Transcrevo trecho do voto proferido pela Exma. para reconhecer o direito à conversão do desligamento à pedido dos empregados. Tribunal.ART. em tão curto lapso temporal. quando a controvérsia foi colocada ao discernimento da Comissão de Conciliação Prévia.2.2.ª T. tendo como Relatora a Exma Desembargadora Ana Paula Tauceda Branco.2012. que o exaurimento das vias administrativas. no pedido de demissão dos empregados da empresa 5 Estrelas. como se vê. Dou parcial provimento. que é irrelevante para o deferimento ou não da referida multa a existência de controvérsia sobre o pagamento das verbas rescisórias. por meio de sentença. 2. A testemunha ouvida em Juízo informou que em razão da extinção do contrato de prestação de serviço celebrado entre a Primeira Reclamada e o Segundo Réu. esse já foi quitado no momento da dispensa. §8.. para resilição imotivada”.2. induzindo os seus empregados a pedirem demissão. Ora. estranheza. em juízo. sendo devidas as verbas rescisórias decorrentes da dispensa injustificada realizada pela empresa. Assim. que passo a discriminar: . dou provimento. Ora.) o cerne da questão está na ausência da homologação do pedido de demissão pelo Sindicato. sentença para que seja deferida a indenização decorrente de danos morais. inclusive. apenas quando o trabalhador der causa à mora. considero nulo o pedido de demissão formulado sob coação. limitando-se a isentar o empregador do pagamento da multa. como exposto acima. mas se sentiu coagida a pedir a demissão porque sua empregadora não tinha outro posto de trabalho para remanejá-la e ficou claro que. Já em relação ao seguro-desemprego.17. negar provimento ao apelo. o que não é o caso dos autos. a ausência do pagamento do. ante o teor do depoimento testemunhal gravado em vídeo. às fls. o pedido de demissão seria a única forma de vir a ser aproveitada no novo contrato de prestação de serviço. no aresto a seguir transcrito. o que ocorre com o reconhecimento. a reclamante não tinha interesse na rescisão do contrato de trabalho. da mesma empresa. importa em mora salarial. noto que as provas constantes nos autos somada e à prática vivificada nas empresas prestadoras de serviços de limpeza. o texto legal não faz qualquer ressalva quanto à relação jurídica controvertida. reconhecida. tem-se que não foram pagas corretamente as verbas rescisórias.3 MULTA DO ARTIGO 467 DA CLT A reclamante pugna pelo pagamento da multa do artigo 467 da CLT. o encarregado de nome João apresentou às empregadas da Primeira Reclamada um modelo de pedido de demissão para que as mesmas o redigissem de próprio punho. mais especificamente. A inexistência de controvérsia é pressuposto para a fixação da multa. Nego provimento. sendo irrelevante o fato de o liame empregatício ter sido reconhecido em audiência ou mesmo em razão da existência de controvérsia quanto aos créditos rescisórios. Do exame. nota-se. dou provimento ao apelo. . tenham manifestado a mesma vontade. Relatora: “ (.0 . Corroborando.multa de 40% incidente sobre o FGTS. impondo-se a aplicação da multa. Restou comprovado nos autos. ainda que velada. pois o art. tem decidido o TST. o que causa. um outro posto de trabalho e entendeu que caso não fizesse o pedido de demissão ficaria desempregada. O dispositivo legal mencionado é claro.aviso prévio indenizado. E aqui aponto.94.projeção do aviso prévio para pagamento de férias proporcionais e 13º salário proporcional. A própria reclamante narra em sua inicial que foi admitida em novo emprego no mesmo dia de tal dispensa. julgado pela 3ª Turma deste E. o induzimento ao pedido de demissão. e na qual se discutia a nulidade dos pedidos de demissão dos empregados da Primeira Ré. sendo devido apenas. não se pode cogitar de parcelas incontroversas a autorizar a aplicação da penalidade. a tese sindical. a projeção do aviso prévio em tais parcelas.4 Danos Morais A Primeira Turma decidiu. Nesse sentido. 60 a autora pede que da condenação sejam deduzidos os valores ali descriminados). 304-305.DJU 05. A ação é a de nº 0091300. por ocasião da rescisão contratual.guias para liberação do FGTS. não faz a autor jus a tal parcela. Ademais. Ressalte-se.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Conservação e Limpeza em face dos mesmos reclamados desta demanda.04. À vista da análise discorrida. por maioria. in verbis: MULTA . Assim.ª Min. coação. por considerar que houve coação para o pedido de dispensa. Sem razão. 2.º da CLT é devida quando o pagamento das verbas rescisórias é realizado fora do prazo ou a menor. Pois bem. Ademais. Tendo sido impugnados todos os pleitos formulados pelo reclamante na inicial. sem um motivo certo e determinado. não tendo sido pagas as verbas rescisórias próprias da dispensa sem justa causa devida a multa do artigo 477 da CLT A multa do artigo 477.3. O mesmo ocorreu com as férias e 13º salário. portanto. por sua vez. Rel.ª Eneida Melo Correia de Araújo . pois não é crível que vários empregados. pela sua empregadora.2002). a favor dos empregados. . exalam a existência de vício de consentimento. é devido o pagamento da multa. de parcelas não quitadas pela reclamada por ocasião da rescisão contratual. nos termos do voto do Desembargador José Luiz Serafini. 477 DA CLT . Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Quanto ao pedido de saldo de salário. conforme cópia do TRCT – fl.. de fato. 23 de Setembro de 2013 44 Dessa decisão recorre a reclamante renovando os pedidos iniciais. Na ocasião foi informado que esta seria a única forma de serem admitidas pela nova empresa e permanecerem trabalhando nos postos em que se encontravam. 2.2 MULTA DO ARTIGO 477 DA CLT Reconhecida no tópico anterior a invalidade do pedido de demissão e. Não lhe assiste razão. para a decisão proferida na ação ajuizada pelo Sindicato dos Trabalhadores das Empresas de Asseio. Informou a testemunha que não lhe foi ofertado. Dessa forma. 477 da CLT não faz qualquer ressalva a esse respeito. o fato de que a própria Reclamada faz prova. A Primeira Reclamada. e a 1ª Reclamada sequer compareceu à audiência para maiores explicações (fls.161 (na ata de fls. O dano moral somente se verifica quando a vítima experimenta .0011. (TST RR 578167/1999. vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais. 75-179).

Nego provimento. mês a mês. 3 da inicial). TST. contratempos. A hipótese. negar provimento ao apelo. in verbis: "X . Incontroverso. na época da prestação de serviços. A hipótese. por maioria. duradouro ou não. sobretudo no tocante à dação doe aviso prévio. O entendimento acerca dos honorários advocatícios está em consonância com as Súmulas 219 e 329 do E. inciso X. Veja-se que quando os fatos narrados na inicial ocorreram oura Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 empresa já estava prestando serviços ao segundo réu.2. nego provimento. consoante a inteligência do artigo 5º.1 supra).2. no mesmo posto de trabalho. não se subsume ao que prevê a Súmula 331 do TST. da Magna Carta. Na realidade. pela pessoa física ou jurídica obrigada ao pagamento ou pela instituição financeira depositária do crédito. portanto.127. que se a reclamante optou pela contratação de advogado particular. pela empresa devedora. do C. sendo certo. que assim dispõe: "HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS Pretende a reclamante o deferimento de honorários advocatícios.2. Com essa alteração legislativa. como dito em linhas transatas. em relação à incidência dos descontos fiscais. no mérito.º 1.º assim dispõe: Art. na Sessão do Tribunal Pleno do TST do dia 16. sem dúvida a obrigação in vigilando por parte do tomador de serviço.º 7.5 Honorários Advocatícios (Não há assistência sindical) A Primeira Turma decidiu. não estando presente a hipótese que ensejaria ao juízo deferir-lhe a verba honorária. É de se destacar que a reclamante irá perceber as verbas do distrato (conforme item 2. 3.2012. por maioria. Portanto. nos termos do voto do Desembargador José Luiz Serafini. determinando que os descontos previdenciários deverão ser apurados na forma do item III da Súmula nº 368.713. irritações. Revejo meu entendimento. contingências inerentes à vida em sociedade. 3. Fixo valor da condenação em R$20. não teria o Segundo Réu como fiscalizar e controlar a relação de trabalho entre a empresa prestadora e seus empregados. aqui não é de ruptura de contrato de trabalho estando. A propósito. Nego provimento. por ser ele o responsável solidário no recolhimento e porque o empregado não poderia ser penalizado com uma tributação que não haveria caso seus créditos tivessem sido adimplidos a tempo e modo." 2.350/2010.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. mensalmente. considerando que o empregado não deve suportar deduções maiores do que aquelas que teria se o pagamento fosse efetuado na ocasião oportuna sem necessidade de demanda judicial. cujo art. 12-A da Lei n. mostram-se irrelevantes. entretanto.000. nos termos do art.6 Descontos Fiscais Sempre entendi que o empregador deveria arcar com o ônus do imposto de renda incidente sobre parcelas decorrentes de condenação trabalhista. por unanimidade.7. (grifei) Portanto. devendo ser calculadas. deduzindo-se da autora apenas os valores que seriam devidos mês a mês. a vida privada. observando a tabela progressiva constante do anexo do referido ato normativo. correção monetária e juros de mora. segundo a média das expectativas normais do homem. pelo que considero que a coação havida não é grave o suficiente a causar transtorno de ordem moral na obreira. 2. É do empregador a responsabilidade pelo recolhimento das contribuições previdenciárias e fiscais.04. 23 de Setembro de 2013 45 profundo e grave sofrimento. CONCLUSAO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. Vários colegas passaram pela mesma situação junto com a autora que.00 pelos reclamados. a reclamante foi instada a pedir demissão com vista a garantir ser reempregada pela nova prestadora de serviços. não lhes dispensando o ordenamento jurídico qualquer proteção. como fez certo o documento de fls. dou provimento parcial. trata-se de uma espécie de “acordo extrajudicial” firmado entre os trabalhadores e a empregadora para manter a continuidade da prestação de serviços no mesmo posto de trabalho com a nova empregadora. Dessa forma. 2.2. que acrescentou o art.350/2010.º 7. que na Justiça do Trabalho vigora o jus postulandi. em decorrência da inovação promovida pela Lei n. 21. 12-A e seus parágrafos à Lei n. nego provimento. a qual passa a contemplar exatamente o cálculo do imposto de renda pelo regime de competência. assim. julgou ser conveniente se manter empregada. TST. Os descontos relativos à Previdência Social deverão ser calculados mês a mês. pois. deve arcar com referida despesa. Ou seja. de 7 de fevereiro de 2011. não há mais prejuízo para o empregado porque o imposto de renda será calculado levando em consideração a quantidade de meses a que se referem os rendimentos. e calculado sobre o montante dos rendimentos pagos. a honra e a imagem das pessoas. a reclamante constituiu advogado particular. dar parcial provimento ao apelo para declarar a nulidade do pedido de demissão formulado pela autora e condenar a primeira reclamada no pagamento de .Descontos Previdenciários Pretende a recorrente que a reclamada arque integralmente com o recolhimento previdenciário. resultante de crédito do empregado oriundo de condenação judicial. com a redação dada pela Lei nº 12. desfazendo. Pois bem. Vale lembrar.5 Responsabilidade Subsidiária do Segundo Réu Incontroverso que a Primeira Ré foi contratada pelo Segundo Reclamado para prestar serviços de limpeza e conservação. ainda. não ficou desempregada. ao meu ver. vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais. de 22/12/1988. registre-se que. conhecer do recurso ordinário.são invioláveis a intimidade." 2. No caso vertente. foi aprovada a alteração do item II da Súmula 368 do TST.º 12. senão vejamos: II. sendo certo que seu contorno jurídico está indissociavelmente ligado aos direitos da personalidade. assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação. ainda. em curso o contrato comercial entre os réus o que atrairia. frise-se. cujas disposições foram regulamentadas pela Instrução Normativa RFB n." Pequenos aborrecimentos. Encerrada a relação comercial entre os réus conforme comprovado nos autos (veja-se fls. Ora.00 e custas de R$400.2. também. que a autora prestou serviço ao Banco Réu por força deste contrato.713/1988. não há como imputar a reclamante o pagamento de multa. a burla provocada pela reclamada para não sofrer os efeitos pecuniários da dispensa imotivada. mediante a utilização de tabela progressiva resultante da multiplicação da quantidade de meses a que se referem os rendimentos pelos valores constantes da tabela progressiva mensal correspondente ao mês do recebimento ou crédito. troca-se apenas o uniforme. ou seja.º O imposto será retido.

Insurge-se o embargante contra o v. apontando vício no julgado. constante dos autos. 138-139.1.SIND DOS EMPREGADOS NO COMERCIO NO EST DO ESP SANTO Origem: 10ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . REGIÃO . 138-139 . deduzindo-se da autora apenas os valores que seriam devidos mês a mês.A. para determinar que os descontos previdenciários sejam apurados na forma do item III da Súmula nº 368.A. 6º da Lei 10. o v.17. Vejamos.2. conforme preconizado no item I da Súmula nº 297 do C. CONHECIMENTO Conheço dos embargos de declaração opostos pela reclamada. Portanto. projeção do aviso prévio no pagamento das férias proporcionais e 13º salário proporcional. por unanimidade. acórdão de fls. No caso dos autos. RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos pela reclamada em face do v. constante da versão protocolizada via E-DOC.17. 477 da CLT.101/2000 não se trata de inovação recursal nos primeiros embargos declaratórios mas sim.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO opostos pela reclamada. de falha na impressão da petição recursal protocolizada via e-DOC.0010 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: LOJAS AMERICANAS S. Assim. acórdão dos aclaratórios assentou em sua fundamentação tratar-se de inovação recursal. multa de 40% incidente sobre o FGTS.101/2000 não se trata de inovação recursal nos primeiros embargos declaratórios mas sim. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-62000-71. quanto aos danos morais e aos honorários advocatícios. de R$ 400. Embargado: O V. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-57600-67. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi. guias para liberação do FGTS e multa do art.5. pois presentes os pressupostos de admissibilidade.2 Embargante Advogado Embargado Advogado LOJAS AMERICANAS S.TRT 17ª. verifico do v. de falha na impressão da petição recursal protocolizada via e-DOC. 2. acórdão de fls. De uma análise do arquivo no Sistema Integrado de Protocolização e Fluxo de Documentos Eletrônicos. ratificada pelo Brasil através do Decreto 58.101/2000. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.000. de que a concessão do descanso semanal remunerado após o sétimo dia consecutivo de trabalho viola a Convenção nº 106 da OIT.2. Sergio Carlos de Souza(OAB: 005462 ES) SIND DOS EMPREGADOS NO COMERCIO NO EST DO ESP SANTO Valdek Gazzoli(OAB: 013774 ES) ACÓRDÃO . de falha na impressão da petição recursal protocolizada via e-DOC.0057600-67. ainda. Todavia. acórdão de fls. apenas para esclarecer que a invocação do art. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais.823/1966. De toda sorte.17. 6º da Lei 10. qual seja. TST e OJ nº 118 da SDI-I/TST.5.2011. 138-139 para destacar que a necessidade de prequestionamento não impõe ao magistrado o dever de fundamentar nos moldes pretendidos pelas partes. e. e-DOC. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO.101/2000. alegando que o julgado contém o vício alegado pois não apreciou o artigo 6º da Lei nº 10. FUNDAMENTAÇÃO 2.1. pelos reclamados. ACÓRDÃO DE FLS.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. na época da prestação de serviços. visando sanar eventual obscuridade no julgado. no mérito. com custas. TST. conhecer dos embargos declaratórios e.0010 Processo Nº ED-57600/2011-010-17-00. 138-139. 23 de Setembro de 2013 46 aviso prévio indenizado.6º da Lei 10101/2000 e que ao opor embargos declaratórios visando Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 sanar omissão no julgado. não registrou o tópico em referência. é certo que houve fundamentação expressa quanto ao entendimento adotado. Fixado o valor da condenação em R$ 20.2013. João Hilário Valentim.2011. verifico que o embargante invocou tal dispositivo em suas razões recursais porém a peça impressa.0005 Processo Nº RO-62000/2013-005-17-00.5. Procurador do Trabalho: Dr. 6º da Lei 10. 138-139 que houve manifestação acerca da alegada omissão contida nos primeiros embargos declaratórios.101/2000 não se trata de inovação recursal nos primeiros embargos declaratórios mas sim. Participaram da Sessão de Julgamento em 10 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). referente ao art. Portanto. Vencidos.00.00. Vistos. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. mas de consignar os fundamentos que serviram de substrato à decisão consignada. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). deste Regional.TRT 17ª Região . bem como vai de encontro ao entendimento sedimentado na OJ nº 410 da SDI-I do C. convocada para compor quorum. havendo tese expressa no julgado. dar-lhes parcial provimento apenas para esclarecer que a invocação do art. no caso. tem-se por prequestionada a matéria.0 Recorrente Advogado DARIO SORIANO FEITOZA Airton Iduardo de Souza(OAB: 003684 ES) . esclareço não se tratar de inovação recursal nos primeiros embargos declaratórios mas sim. do C. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim. TST. invocado no tópico 15 do recurso ordinário. dou parcial provimento aos embargos declaratórios apenas para esclarecer que a invocação do art. falha na impressão da petição recursal protocolizada via e-DOC. 6º da Lei 10. OMISSÃO Aduz o embargante que em sua peça recursal invocou o art. sendo partes as acima citadas. acórdão de fls. no tocante à responsabilidade subsidiária. a Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi. conhecidos e parcialmente providos. MÉRITO 2. reporto-me à fundamentação exarada no v.

29. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. guardando proporção entre a magnitude da ofensa e a capacidade financeira e patrimonial do ofensor. Por isto.000. a reclamada. Em vista disso. lhe traria dissabores não só na obtenção de novo emprego como também para a aposentadoria. seria difícil e demorado e até mesmo de resultado total incerto. Regularmente citado. Assim. com juros de mora a partir do ajuizamento da ação e correção monetária a partir da publicação desta decisão. a qualquer momento. E isso é difícil de mensurar. por unanimidade.5. Mas não um curriculum vitae qualquer. FUNDAMENTAÇÃO 2. e ainda de forma a não ensejar enriquecimento do ofendido. Logo. que determina a aplicação de juros de mora de um por cento (1%) ao mês. mas apenas a compensação financeira. A sentença julgou improcedente o pedido de danos morais entendendo que nos casos de extravio da CTPS o trabalhador pode. unicamente. sem dúvida.2013. a tentativa do trabalhador de obter todas as anotações devidas e perdidas. Perfilho o entendimento de que as CTPS anotadas são o curriculum vitae do trabalhador.00 (três mil reais). 09). situação de estresse a que deu causa. Pede a condenação da ré no pagamento de R$33. a existência de vínculos de empregos anteriores.00 (três mil reais). entendo adequado fixar o valor da condenação em R$3. Mas não um curriculum vitae qualquer. conforme consta do documento de fls. fato que. configurado está o dever de indenizar os danos morais sofridos pela reclamante.possui capital social de R$5. contados a partir da data do ajuizamento da reclamatória e aplicados pro rata die. Procurador do Trabalho: Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . sem dúvida. ante a perda das informações contidas em sua CTPS. o que configura o dano moral. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO.900. a partir da data em que foi fixada a indenização por danos morais. Logo. No entanto. o extravio é muito mais grave do que o atraso na devolução. 09) e que a reclamada – uma microempresa .1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Razões recursais de fls. fato que. EXTRAVIO DE CTPS. quanto à correção monetária incidente sobre a indenização por danos morais. da data da publicação da decisão. Vistos. com juros de mora a partir do ajuizamento da ação e correção monetária a partir da publicação desta decisão. entendo que é razoável concluir ter havido angústia por parte do autor. do C.ME Origem: 5ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA .00 (três mil reais).177/91. 14). que foi admitido pela reclamada para exercer a função de Agente Funerário em 30/10/2012 e dispensado em 08/01/2013 (TRCT de fls. Inteligência da Súmula nº 52 da 1ª Jornada de Direito Material e Processual na Justiça do Trabalho.1 CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário eis que presentes os pressupostos de admissibilidade. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). no mérito. 23 de Setembro de 2013 47 Recorrido Advogado GENESIO SOARES DIAS CANDEEIRO FUNERARIA . por esta razão. No que concerne aos juros de mora incidentes sobre a indenização por danos morais. As CTPS anotadas são o curriculum vitae do trabalhador. principalmente por se tratar de uma CTPS já anotada. o extravio é muito mais grave do que o atraso na entrega. sentença de fls. Sendo assim. 40/42 que julgou parcialmente procedentes os pedidos iniciais. porque a carteira atesta a veracidade da vida profissional de quem a apresenta. do processo seletivo que participava.00 (50 vezes o salário mínimo) a título de indenização por danos morais.0062000-71. lhe traria dissabores não só para demonstrar sua experiência na obtenção de um novo emprego quanto também para a aposentadoria.º 8. ou seja. porque a carteira atesta a veracidade da vida profissional de quem a apresenta. esta deverá incidir sobre o quantum debeatur nos termos da Resolução n. Pois bem. considerando a magnitude do sofrimento psicológico do autor. na sua inicial.37 (vide TRCT de fl. TST. ante a perda das informações contidas em sua CTPS. sem dúvida. entendo que é razoável concluir ter havido angústia por parte do autor.0005 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: DARIO SORIANO FEITOZA Recorrido: GENESIO SOARES DIAS CANDEEIRO FUNERARIA . principalmente por se tratar de uma CTPS já anotada. Contraminuta às fls.00. Alega que perdeu uma excelente oportunidade de emprego por não estar com sua CTPS tendo sido desclassificado. Não foi devolvida a CTPS ao autor que informou ao Juízo ter providenciado uma nova Carteira de Trabalho em maio de 2013 (ata de fls.17.2 DANOS MORAIS – EXTRAVIO DA CTPS DO AUTOR O reclamante narra.TRT 17ª Região . 49/52 renovando o pedido de condenação da ré no pagamento de danos morais decorrentes do extravio da sua CTPS. Por isto. e ante aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade. dou provimento ao apelo para condenar a reclamada ao pagamento de indenização por danos morais.000. tendo sido entregue a defesa pela advogada que estava presente. Diz que até a data do ajuizamento da ação a reclamada não havia lhe devolvido a Carteira de Trabalho. conhecer do recurso ordinário e. 2. seria difícil e demorado e até mesmo de resultado total incerto.000. 56/60 pelo não provimento do apelo. No que concerne ao valor devido a título de indenização por danos morais. sendo partes as acima citadas. verifico que o salário do reclamante à época de sua dispensa era de R$1. fixando-a em R$3. é certo que este deverá variar de acordo com o caso concreto. CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. a tentativa do trabalhador de obter todas as anotações devidas e perdidas.000.310. No caso. solicitar a emissão de um novo documento e comprovar. deve ser observado o disposto no artigo 39 da Lei 8. o réu não compareceu à audiência inicial. dar-lhe provimento para condenar a reclamada ao pagamento de indenização por danos morais. Em vista disso.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. por cartas de recomendação de antigos empregadores ou extrato de tempo de contribuição emitido pelo INSS. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo autor em face da r. seu nível salarial e a capacidade financeira e patrimonial da empresa. fixando -a em R$3. Logo.ME Raquel Cola Greggio(OAB: 013820 ES) ACÓRDÃO .

vejamos com mais detalhes. 62. sentença de fls. há duas hipóteses. I. nesse caso. se for possível o controle de jornada. é devido o pagamento de horas extras. Des. é devido o pagamento de horas extras. Origem: VARA DO TRABALHO DE ARACRUZ .62 JCLT. embora externo o seu labor. Vara do Trabalho de Aracruz que julgou procedente em parte a ação que rejeitou os embargos de declaração.Havendo possibilidade de controle do horário de trabalho. Ou seja. 334-343. 25)v92.0063000-83. I. – RO 125100-17. Então. 62 da CLT. Godinho Delgado – DJMG 10. de que o reclamante não se desincumbiu da prova de que. 62.0121 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: WAGNER MIGUEL Recorridos: SUZANO PAPEL E CELULOSE S. pelo fato de possuírem afazeres externos.0010 – Rel. pela reclamada. complementada às fls.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA HORAS EXTRAS. 62. da CLT. DA CLT. não incide a regra de exceção do inciso I do art. Juiz Mauricio J. não incide a regra de exceção do inciso I do art.2012 – p. impõe-se o pagamento de horas extras. por conseguinte.2004 – p.I – HORAS EXTRAS – TRABALHO EXTERNO – POSSIBILIDADE DE CONTROLE DE JORNADA – Ainda que o trabalho seja externo. trabalho externo e incompatível com a fixação de jornada de trabalho.5. Razões do recurso do reclamante. (TRT 17ª R.17. FGTS § 40% de todo o período laborado.1 HORAS EXTRAS. Vistos. apesar de externa a atividade prestada. 128000041744 JCLT. Des. 23 de Setembro de 2013 48 João Hilário Valentim. da CLT.5.17. como no caso dos representantes comerciais.0001 – Rel. sendo partes as acima citadas. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-63000-83.62. 62 da CLT se aplica aos casos em que pela natureza das atividades atribuídas ao empregado. – RO 12960065. Por outro lado.I – TRABALHO EXTERNO – HORAS EXTRAS – VIABILIDADE – O empregado apenas se enquadra na hipótese de que trata o art. POSSIBILIDADE DE CONTROLE DA JORNADA. 13º salário. Lorena de Souza Ferreira(OAB: 33299X BA) TRANSPORTADORA TRANS VARZEA LTDA Wellington Ribeiro Vieira(OAB: 008115 ES) SASIL COMERCIAL E INDUSTRIAL DE PETROQUIMICOS LTDA. a reclamada tinha condições de fiscalizar seus horários.2012. nesse caso. estes não estão sujeitos ao controle de jornada de trabalho. 42) v97 Pois bem. às Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . devidas são as horas extras. aí. as horas extras são indevidas. RELATÓRIO O reclamante interpõe recurso ordinário em face da r.2010.2012. TRANSPORTADORA TRANS VARZEA LTDA SASIL COMERCIAL E INDUSTRIAL DE PETROQUIMICOS LTDA. 62. a reclamada em defesa alegou. devida é a paga das horas extraordinárias comprovadamente prestadas pelo trabalhador. INOCORRÊNCIA DA HIPÓTESE DO ART. se restar comprovada a existência de dois requisitos essenciais e cumulativos. em síntese.62 JCLT. 128000031347 JCLT. 62 da CLT. I. I do art. em que mesmo em labor externo o empregador tem meios de controlar a jornada desses trabalhadores. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. proferida pela MM. (TRT 03ª R.2 MÉRITO 2. extrapolada a jornada contratual. apesar de externa a atividade prestada.2. DA CLT – Havendo possibilidade de controle do horário de trabalho. – RO 000552004-042-03-00-7 – 1ª T. 62 da CLT. Contrarrazões. DA CLT . (TRT 17ª R. 350-353 e 354-358. da CLT. às fls. 05). razão por que. Gerson Fernando da Sylveira Novais – DJe 08.2011. POSSIBILIDADE DE CONTROLE DA JORNADA. I. repouso semanal remunerado e demais encargos remuneratórios e honorários advocatícios. há que se observar que nem todo trabalho externo enseja tal aplicação.62. E. FUNDAMENTAÇÃO 2. Merece reforma a r. O juízo indeferiu o pleito de horas extras sob o entendimento.A. pela empresa Jabur Onixsat.08. às fls. para localização do veículo possibilitavam o controle de sua jornada. são devidas as horas extras. quanto à aplicação da exceção prevista no inc.323-329 e.5. concluiu o julgador que o autor está inserto na exceção do artigo 62. – Rel. além de ser difícil verificar qual o tempo efetivamente à disposição do empregador. intervalo intrajornada. A exceção prevista no inc.TRT 17ª Região .I – HORAS EXTRAS – SERVIÇO EXTERNO – POSSIBILIDADE DE CONTROLE DA JORNADA – INOCORRÊNCIA DA HIPÓTESE DO ART. horas extras à disposição com adicional de 50% da hora normal e 100% da hora normal em feriados nacionais e municipais e reflexos de todas estas parcelas no aviso prévio férias.17.62. José Luiz Serafini – DJe 17. I. O reclamante alega que a prova oral e os discos do tacógrafo comprovam a sua real jornada.62 JCLT. 2.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.11. adicional noturno. pois aquele trabalho externo que permite o controle de jornada não se enquadra na citada exceção e.5.1 CONHECIMENTO Conheço do recurso do reclamante porque presentes os pressupostos objetivos e subjetivos de admissibilidade. 35. Observe-se os arestos: 220517 JCLT. No caso em apreço. TRABALHO EXTERNO. razão por que. É cediço que. Além disso. TRABALHO EXTERNO. nesse caso.0121 Processo Nº RO-63000/2012-121-17-00. sentença quanto: horas extras. a saber.A. extrapolada a jornada contratual. INOCORRÊNCIA DA HIPÓTESE DO ART.2 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Réu Advogado Plurima Réu Advogado WAGNER MIGUEL Vanessa Maria Barros Gurgel(OAB: 008304 ES) SUZANO PAPEL E CELULOSE S. Restando provado que havia controle sobre a jornada.2011 – p. não se podendo falar na excludente do artigo 62. I. há hipóteses em que mesmo desenvolvendo atividades externas. I do art. sustenta que a reclamada juntou aos autos os itinerários de viagens que aliados ao rastreamento do caminhão.17. E. buscando a reforma da r. ante a impossibilidade de controlar os horários.09. Juliana Coutinho Piol(OAB: 009436 ES) ACÓRDÃO . sentença.

de 12:08 no campo “Tempo Mov.”. 306.” E percorridos 795. observe-se o aresto a seguir: 250900019482 JCLT. mas também a distância percorrida e a data e hora do início da operação. Esta mesma testemunha também corroborou a tese do autor de que usufruía tão somente de 30 minutos para refeição. uma vez por semana de efetivo labor o reclamante laborava até às 22h. que durava 3h/4h ou podia chegar até 10h.] que a reclamada determinava o retorno no mesmo dia. faz jus às horas extras o motorista carreteiro cuja jornada de labor é controlada pelo empregador.510/1998. ainda que de forma indireta. nos primeiros 90 dias de contrato de trabalho. Assim. Nego provimento. há de ser interpretado restritivamente. o autor somente faz jus ao tempo remanescente de intervalo não usufruído (30 minutos diários). na petição inicial requereu a juntada dos discos de tacógrafos sob as penas do art.I – HORAS EXTRAS – Motorista carreteiro. que: “.” Forçoso concluir que a reclamada tinha. por maioria. em Ata de fls. especificamente a testemunha ouvida. às fls.62 JCLT. Min. Desse modo. férias + 1/3. como afirmou também o autor.” E percorridos 692. O pagamento do adicional noturno deve atender ao pleito referente a inobservância da redução ficta da hora que enseja minutos extras de trabalho a cada hora laborada das 22 às 5 horas. pela recorrida. ainda que de forma indireta. pois. seja pela determinação de cumprimento de Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 rotas previamente conhecidas e com possibilidade de previsão da duração das viagens. pois. dia a dia (Resolução nº 816/86.. que a reclamada alegou fazer controlar. caso contrário. o que também possibilita em cotejo com a programação.2 ADICIONAL NOTURNO. Art. 128 e seguintes. Por outro lado. das 5h às 19h. em boa hermenêutica. como já dito a possibilidade de controle de jornada do reclamante.62. não só a movimentação do veículo e entrega dos produtos. ademais. seja pela presença de tacógrafo. realmente. às fls. e que confirma o controle que a reclamada alegou fazer quanto às viagens para entrega dos produtos e. ambos do CPC.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Vê-se também que. devidas as horas extras além da 8ª trabalhada. do Código de Processo Civil. 112 que: “sempre existiu uma programação na empresa sobre as viagens para entrega de produto. demais documentos acima citados e o fato de que o autor além das viagens tinha que esperar pelo descarregamento da carga na empresa cliente. sob o argumento de que usufruía apenas de 30 minutos. 93-94 e contestação. Nego provimento. O tacógrafo é mecanismo que enseja a apuração não apenas da velocidade do veículo. 13º salário. 22-24 que registram os horários de chegada e saída. colacionados aos autos pelo autor. 305. O reclamante afirmou. a prova oral. 17:46 no campo “Tempo Oper. RSR. forçoso concluir que a reclamada tinha. às fls. o intervalo era parcialmente concedido (aproximadamente 30 minutos por dia).2. como aferir a jornada laboral do autor. em que pese o entendimento da OJ 307 da SBI-I do TST. vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais. terminava o trabalho às 19/20/21:00 [.0Km. deve-se concluir que os registros dos discos de tacógrafos eram aqueles efetivamente cumpridos. comprovam a movimentação do veículo. em seu depoimento pessoal. 359." 2. 23 de Setembro de 2013 49 fls. A Primeira Turma decidiu. Desse modo. saída da empresa cliente e chegada à reclamada.. entendo que o reclamante só tem direito ao período remanescente do intervalo. mesmo quando o obreiro goza de parte do referido intervalo. 2. posterior aos primeiros 90 dias. afirmou que a reclamada exigia que os motoristas iniciassem a viagem às 05h. ou quando desenvolva atividade externa. que assim dispõe: "INTERVALO INTRAJORNADA Pretende o reclamante o pagamento do intervalo intrajornada.A (cliente). I..2003)RST+169+2003+Jul+86+01/94v92 De tudo que foi exposto. a norma do art.4 HORAS EXTRAS À DISPOSIÇÃO. Considerando. nos moldes do artigo 71 celetizado. do CONTRAN). João Oreste Dalazen – DJU 04. Além disso. às fls. entendo que o empregador somente deve pagar o tempo não usufruído a título de intervalo intrajornada e não sempre 1h.”. paradas e quilometragem. quanto aos horários de saída do caminhão da reclamada. como desejou o reclamante. da CLT exclui o empregado do direito às horas extras quando incompatível o controle de horário. desnecessário que viessem aos autos. da CLT que exclui o empregado do direito às horas extras. 14:46 no campo “Tempo Oper. bem como a jornada do reclamante. pelos motoristas. 306) que. A reclamada também não impugnou especificamente os documentos de fls. Quanto ao tempo em que o motorista ficava aguardando o descarregamento de produto a prova pericial trouxe aos autos fotografias que comprovam que havia sala específica para a espera da descarga. fixo a jornada laboral para apuração das horas extras da seguinte forma: das 5h às 19h. 62. Isto corrobora a tese de que a reclamada.”. Controle de jornada. em média. I. atual Súmula 437 do TST. No entanto. dou provimento. A prova oral por sua vez. na inicial e em depoimento pessoal. em 20 dias de labor e 4 dias de folgas e. os registros dos tacógrafos.2. devidos também os reflexos sobre aviso prévio indenizado. afasta-se. Preceito excepcional. 62. Dilatada a jornada normal. Ressalto que o reclamante.04. sob pena de admitir-se o enriquecimento ilícito do empregado que estaria recebendo horas extras por tempo não trabalhado. FGTS + 40% e adicional noturno. então. em 16 dias de labor e 4 dias de folgas.. O reclamante alega que gastava 1h30min para chegar em Aracruz e . observe-se relatório sintético dos tacógrafos (fls. 253255. por natureza insuscetível de propiciar aferição da efetiva jornada de labor. efetivamente. E. então.3 INTERVALO INTRAJORNADA. nos termos do voto do Desembargador José Luiz Serafini. negar provimento ao apelo. in casu..0 – (SBDI-1) – Rel.2. A norma do art.128): no dia 26/01/2012. desde que não extrapolasse o horário das 05 às 22 horas. conforme se constata. Com efeito. chegada deste à empresa cliente. por conseguinte.. de 12:04 no campo “Tempo Mov. Nesse cenário do acervo probatório dos autos. 51 que diz respeito ao controle. I. e sequer se cogitaria da pena prevista no artigo 359. nos termos do artigo 71 da CLT. (TST – E-RR 423. Colhe-se da prova oral (fl. no dia 09/03/2012. na empresa Suzano Papel e Celulose S.4Km. comprovou que além do tempo gasto com as viagens havia também aquele referente ao descarregamento de material químico. Sendo certo que laborou também nos dias nos dias 25 e 27. desde que estivesse programado para isso. 62. não há falar em deferimento de adicional noturno. sem se insurgir contra a validade dessa prova documental. da CLT. 2. a possibilidade de controlar indiretamente o tempo gasto pelo autor nessas viagens. haja vista que somente este tempo foi efetivamente extirpado do trabalhador. Portanto. fazia uma programação e controle quanto à entrega dos produtos. Com efeito. a reclamada não impugnou o documento de fls.

6 HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. à época da contratação.1. 58. uma vez que se utiliza dos presentes embargos com o intuito de rediscutir matéria fática sobre o seu prisma. Entretanto. prerrogativa das partes determinarem o que os julgadores deverão fazer constar do acórdão. quanto ao intervalo intrajornada e aos honorários advocatícios.000. calculadas sobre o valor da condenação. Ademais. Indevidas as horas extras à disposição pretendidas pelo reclamante. ressalto. no percurso de sua residência ao local de trabalho. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi. Basta que fundamente o entendimento adotado. pela reclamada. inclusive. acórdão é omisso em sua decisão quanto à inversão do ônus da prova em relação ao vínculo de emprego.19). Custas de R$400. da CLT. 818 da CLT e o art. por maioria. alegando omissão no julgado. Custas.PREQUESTIONAMENTO Aduz o embargante que o v. verifico que os argumentos apresentados pelo embargante revelam mero inconformismo com o resultado do julgamento. ainda.CONHECIMENTO Conheço dos embargos. importante consignar que o empregado. arbitrado em R$ 20. para que seja concedido efeito modificativo ao julgado. salienta-se que a Corte não está obrigada a apreciar. que assim dispõe: "HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS Pretende o reclamante o deferimento de honorários advocatícios. deve arcar com referida despesa. OMISSÃO . relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. Procurador: Dr.00 (quatrocentos reais). 91/93. Nego provimento. que se a reclamante optou pela contratação de advogado particular. que na Justiça do Trabalho vigora o jus postulandi. no caso vertente. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-68000-27. ou de obscuridade e revelam mero inconformismo da parte com o conteúdo meritório do acórdão.17. Consignou o eminente Relator o seguinte: “Primeiramente. de contradição. Requer o pagamento de horas à disposição da empresa com adicional de 50% da hora normal e 100% da hora normal em feriados nacionais e municipais Sem razão. ante os limites impostos pelo legislador no art. bem como a necessidade de prequestionamento. percebia salário R$1. valor superior ao dobro do salário mínimo legal. no mérito. Inicialmente. RSR. Sendo certo.000. Vale lembrar.2012. nos termos do voto do Relator. acórdão de fls. o que torna presumível a situação econômica que não lhe permite demandar sem prejuízo do próprio sustento ou de sua família. e. o reclamante constituiu advogado particular. Sem razão. TST. férias + 1/3. 2.0101 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: MUNICIPIO DE VENDA NOVA DO IMIGRANTE Embargado: O V. REGIÃO . ponto a ponto.2. fato. 16.SEBASTIAO LOIOLA DA SILVA Origem: VARA DO TRABALHO DE VENDA NOVA DO IMIGRANTE . Desse modo. sob o argumento de que caberia ao reclamante demonstrar sua existência. nos termos do voto do Desembargador José Luiz Serafini.TRT 17ª. pois. nego provimento.263. por unanimidade.5.00 (fls. todos os argumentos abordados pelas partes. o que afasta a pretensão do autor.2012. 91/ 93 . Se os embargos não demonstram a existência de omissão.00. que o autor sequer pediu horas in itinere. conhecer do recurso do reclamante. requer sejam explicitadas as questões suscitadas. sendo partes as acima citadas. servida por transporte público. de R$ 400. inclusive para fins de prequestionamento.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Participaram da Sessão de Julgamento em 10 de setembro de 2013: o Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). o que não ocorreu. Esclareço que não há falar em se considerar como in itinere o tempo despendido pelo empregado no deslocamento de sua residência até o local de trabalho. devidos também os reflexos sobre aviso prévio indenizado. pois a área é de fácil acesso. convocada para compor quorum.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. § 2º. ou seja. Vistos. RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos pelo reclamado em face do v. 05 de abril de 2012. O entendimento acerca dos honorários advocatícios está em consonância com as Súmulas 219 e 329 do E. sendo certo. Quanto ao prequestionamento a que se refere à Súmula 297 do . não há notícias de que o autor encontra-se empregado. concernente à violação do art.TRT 17ª Região . ACÓRDÃO DE FLS. por maioria. Não é. pois presentes seus pressupostos de admissibilidade. Vencido. 13º salário. FUNDAMENTAÇÃO 2. 23 de Setembro de 2013 50 quando deveria ir de sua residência até Itabatã gastava 3h. presumindo-se o não acolhimento das teses divergentes.17. o Desembargador Relator. por unanimidade.5 Embargante Advogado Embargado Advogado MUNICIPIO DE VENDA NOVA DO IMIGRANTE Evandro SantAnna Soncim(OAB: 009810 ES) SEBASTIAO LOIOLA DA SILVA Frederico Rodrigues Silva(OAB: 014435 ES) PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO . não pode ser computado como à disposição do empregador. CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. A Primeira Turma decidiu. Portanto. negar provimento ao apelo.5. vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais." Fixo o valor da condenação em R$20.00 (vinte mil reais).” Não obstante o registrado pelo nobre Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais. 333 do CPC. João Hilário Valentim. não merecem ser providos. que foi declarado no documento constante às fls. não estando presente a hipótese que ensejaria ao juízo deferir-lhe a verba honorária. pois o tempo gasto.0101 Processo Nº ED-68000/2012-101-17-00. dar parcial provimento ao recurso para deferir as horas extras além da 8ª trabalhada. FGTS + 40% e adicional noturno.00. portanto.0068000-27.

complementada pela r. sendo certo que alguns julgados admitem que tanto a intempestividade quanto a irregularidade de representação nos embargos declaratórios não produzem o efeito interruptivo.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. no entanto. A meu ver.º). 527/538-vº. sentença de fls.17. quanto às horas extras e salário do mês de abril/12 e de 9 dias de maio/12. Desse modo. 538. renovando a preliminar de litispendência entre a ação coletiva e a ação individual.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. parágrafo único. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). ASSISTENCIA TECNICA E EXTENSAO RURAL Marcio Candido Costa de Souza(OAB: 011722 ES) DAYANE MONTEIRO DA SILVA FERREIRA Antonio Jose Pereira de Souza(OAB: 006639 ES) MASTER PETRO SERVICOS INDUSTRIAIS LTDA ACÓRDÃO .666/93. LTr. além de os embargos denotarem mero inconformismo com o conteúdo meritório do julgado. no caso o recurso ordinário. Devidamente intimada às fls. ante a total ausência do vício alegado. CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. Na linha do item V da Súmula n. o que não significa a obrigação de reproduzir textos legais. não interrompendo. o prazo para interposição do recurso cabível. a simples oposição de embargos de declaração interrompe o prazo para interposição do recurso adequado. da ADC n. ASSISTENCIA TECNICA E EXTENSAO RURAL Recorridos: DAYANE MONTEIRO DA SILVA FERREIRA MASTER PETRO SERVICOS INDUSTRIAIS LTDA Origem: VARA DO TRABALHO DE VENDA NOVA DO IMIGRANTE . No mérito. é nítida a intenção da parte de dilatar o prazo recursal. o Desembargador Carlos Henrique Bezerra Leite (Curso de Direito Processual do Trabalho. entretanto. RELATÓRIO O 2º reclamado interpõe recurso ordinário em face da r. sentença quanto à responsabilidade subsidiária. Conclui-se que. 524 pela via editalícia. pleiteia a reforma da r. p. CULPA IN VIGILANDO. § 1. se conhecido. Vara do Trabalho de Venda Nova do Imigrante-ES. senão vejamos.TRT 17ª Região .1. Sem razão a reclamante. e mesmo não tendo sido conhecidos pelo Juízo a quo por inadequação. o prazo é interrompido pelo período compreendido da Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . que a mera inadimplência do contratado não poderia transferir à Administração Pública a responsabilidade subsidiária pelo pagamento dos encargos trabalhistas (Lei 8. o que deve ser manejado na via recursal própria. passou-se a entender. na forma autorizada pelo art. 837).2012.0101 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: INSTITUTO CAPIXABA DE PESQUISA. 350) e os embargos de declaração de fls. forçosa a conclusão de que a oposição dos embargos declaratórios interrompeu o prazo para o recurso ordinário de fls. deste Egrégio Tribunal Regional do Trabalho. 2008. em suma. conforme a inteligência do caput do art. os embargos de declaração são tempestivos. Isso porque. pontifica que: Cumpre advertir.5 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Réu INSTITUTO CAPIXABA DE PESQUISA. 429/429-vº. parágrafo único. é intempestivo o recurso ordinário interposto apenas depois de os embargos declaratórios não terem sido conhecidos. em 24. 438/470. 354/371 foram tempestivamente opostos em 29/01/2013. 438/470.5. 338/349. Vistos. decisão de embargos declaratórios de fls. que embargos declaratórios não conhecidos equivalem à inexistência da medida. por unanimidade. quanto às multas dos artigos 467 e 477 da CLT e ainda quanto aos honorários advocatícios e assistência judiciária gratuita. Contrarrazões da reclamante às fls. 16. Dessa forma. PODER PÚBLICO. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. CONHECIMENTO Argui a reclamante a preliminar de não conhecimento do recurso interposto pelo 2º reclamado por intempestividade. art. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. por disciplina judiciária. do CPC.0069100-17. Diante disso. em excelente obra. ainda que não conhecidos os embargos por inadequação. pelo não conhecimento do recurso e. cuja edição foi inspirada no resultado do julgamento. na forma autorizada pelo art. sendo partes as acima citadas. da MM. alegando. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim. 71. por encontrarse em lugar incerto e não sabido. negar-lhes provimento e condenar o embargante a pagar a multa de 1% sobre o valor da causa. ao pagamento das parcelas deferidas à reclamante. assim. Deste modo. interromperam o prazo para a interposição de recursos.17. Nesse sentido. e a 2ª reclamada subsidiariamente. conhecer dos embargos declaratórios.2010.0101 Processo Nº RO-69100/2012-101-17-00. a qual julgou procedentes os pedidos e condenou o 1º reclamada. sentença foi publicada no dia 21/01/2013 e o recurso ordinário foi interposto apenas em 25/06/2013. sem razão a reclamante quando sustenta a intempestividade do recurso ordinário. exceto quando intempestiva. FUNDAMENTAÇÃO 2. já que a r. A sentença foi publicada no Diário Eletrônico da Justiça do Trabalho no dia 21/01/2013 (fl.2012. e tendo em vista o manifesto caráter protelatório dos embargos. a 1ª reclamada não apresentou contrarrazões ao recurso. nego-lhes provimento e imponho ao Embargante multa de 1% sobre o valor da causa. que isso não significa que eventual omissão no dever de fiscalizar as obrigações do contratado não possa gerar essa responsabilidade para o ente público.5. pelo Supremo Tribunal Federal. Razões do recurso às fls. pelo seu não provimento. 331 do TST. 538 do CPC. 538. 23 de Setembro de 2013 51 TST. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora Acórdão Processo Nº RO-69100-17. O que se exige é a adoção de tese e não de reprodução da lei. do CPC. anoto que só tem pertinência e cabimento quando o julgado não haja adotado fundamento explícito sobre o tema ou sobre a questão submetida. que a jurisprudência é unânime em afirmar que somente os embargos de declaração intempestivos não interrompem o prazo para a interposição de outros recursos. ressalvando-se.11. Nessa linha de raciocínio.

mas os efeitos da coisa julgada erga omnes ou ultra partes a que aludem os incisos II e III do artigo anterior não beneficiarão os autores das ações individuais. suficiente a fazer emergir a responsabilidade subsidiária do beneficiário final do trabalho desenvolvido pela reclamante. que é rejeitada.DJU 31. Sem razão. Recurso de revista de que se conhece. Amparando o entendimento aqui adotado. situação típica versada na Súmula nº 331 do TST. não induzem o efeito pretendido pelo recorrente.2005).05. mormente quando a ausência do pedido de suspensão foi corroborado pela opção da autora pelo prosseguimento da presente ação individual de forma Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 inequívoca em audiência (ata de fl. Conv. apenas. 13º salário proporcional. O tema central do recurso do 2º reclamado diz respeito à caracterização ou não da responsabilidade subsidiária do ente público em casos de relação de prestação de serviços. Min.DJU 12. findando-se o prazo recursal no dia 29/05/2013. o qual dispõe que: “As ações coletivas.3. Min.1993.17. Portanto.0003) e a ação individual.Rel. 104 da Lei n.º. nem foram concedidos à reclamante os benefícios da assistência judiciária gratuita. inc.08.2011. O art. No caso.3. MÉRITO 2. nos termos do Decreto-Lei 779/69 e do art. Aplico subsidiariamente o art. resultando.O inadimplemento das obrigações trabalhistas. o 2º de forma subsidiária. a propositura de demanda individual pela reclamante. a contar da ciência nos autos do ajuizamento da ação coletiva.p.06. A propósito. ainda que equivocadamente não tenham sido conhecidos. No entanto. nas mesmas condições do item IV.3ª Turma . Com efeito. Carlos Fernando Berardo . os embargos interrompem o prazo para a apresentação de outros recursos. por parte do empregador. mula do art. Gelson de Azevedo .2000 . divulgada no DEJT em 27.08. RECURSO DE REVISTA .078/90 preconiza que as ações coletivas não induzem litispendência para as ações individuais.(20050515084) 4ª T.666. já que a recorrente é Autarquia Estadual e possui prazo em dobro para interpor recurso. 424). dele não conhecendo quanto à multa do art.Rel. isento de eventual contradição com outros julgados. citem-se os seguintes arestos: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO . Incontroverso nos autos que a reclamante foi contratado pela 1ª reclamada MASTER PETRO para prestar serviços em favor da INCAPER como Auxiliar Administrativo. Dessa forma.º 8. especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora. V . ART. Juiz Paulo Augusto Câmara . Salvo quando manifestamente intempestivos ou quando não há representação regular. § 1. PRELIMINAR DE LITISPEDÊNCIA ENTRE A AÇÃO COLETIVA E A AÇÃO INDIVIDUAL Renova o 2º reclamado a arguição de litispendência entre a ação coletiva (RT 0114900-71.INTERRUPÇÃO DE PRAZO PARA AJUIZAMENTO DE OUTROS RECURSOS A análise dos fundamentos de omissão. do parágrafo único. sendo esse item V inserido por força da Res. ainda que deles não se venha a conhecer. sem o recolhimento de depósito recursal e custas.1. 23 de Setembro de 2013 52 data da sua apresentação até a intimação do embargante da decisão dos embargos. se não for requerida sua suspensão no prazo de 30 (trinta) dias. cujo teor peço vênia para transcrever: IV . desde que haja participado da relação processual e conste também do título executivo judicial.5. rejeito a preliminar. é válido trazer à baila o disposto nos itens IV e V da Súmula nº 331 do TST. argüida pela reclamante.EMBARGOS DE DECLARAÇÃO INTERRUPÇÃO DO PRAZO PARA INTERPOSIÇÃO DE OUTROS RECURSOS. 340-vº). 467 da CLT e quanto à assistência judiciária gratuita por ausência de interesse. pelo que não cabe considerar outras hipóteses. A aludida responsabilidade não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa regularmente contratada" (verbis) Esse entendimento está em consonância com o resultado da ADC . . por esse fundamento. 82 do Código de Defesa do Consumidor. Preliminar de nãoconhecimento. 617).RR 590786 .5ª Turma .078/90 (Código de Defesa do Consumidor). Assim. como o recurso ordinário foi interposto em 29/05/2013.05. em síntese. 538 do CPC. interrompe o prazo para interposição de outros recursos. o seguinte aresto: AÇÃO CIVIL PÚBLICA E AÇÃO INDIVIDUAL . 769 da CLT) tem por objetivo facilitar o acesso à Justiça e não criar obstáculo ao trabalhador que opta pelo exercício individual do direito de ação constitucionalmente garantido (art. do CPC.” No caso sub judice.º 8. a pagar à autora horas extras. aviso prévio. contradição ou obscuridade importa decisão sobre o mérito dos embargos de declaração. uma vez que não houve condenação das reclamadas na supracitada multa.538/CPC.RR 413060 . 2. como a ação que caracterizaria a litispendência é coletiva. cujo artigo 103 estabelece os contornos da coisa no âmbito da coletivização de direitos.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 477 da CLT e honorários advocatícios. aplicável subsidiariamente ao processo trabalhista por força do art. Responsabilidade Subsidiária A sentença julgou procedentes os pedidos e condenou os réus.LITISPENDÊNCIA NÃO CARACTERIZADA . Pois bem. na hipótese. que não restou evidenciada qualquer conduta culposa a ensejar sua responsabilidade subsidiária.DOESP 26. impõe-se reconhecer sua tempestividade. .Os entes integrantes da Administração Pública direta e indireta respondem subsidiariamente. O ajuizamento dos embargos. A higidez do pronunciamento jurisdicional. rejeito a preliminar. 5º. No mesmo sentido. de não conhecimento do recurso interposto pelo 2º reclamado por intempestividade. sem o pedido de suspensão do prazo até o julgamento definitivo daquela demanda coletiva. previstas nos incisos I e II. salário de abril e 09 dias de maio de 2012.RO 02132-2001-302-02-00 .2001 . XXXV da Constituição Federal em vigor). p/o Ac. de 21. e a que se dá provimento. é garantida pela Lei sob comento. (TST . a decisão dos embargos de declaração foi publicada em 13/05/2013. 104 da Lei n. caso evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei n.Rel. na impossibilidade de a autora vir a se beneficiar da decisão que lá for proferida. como relatado pelo Juízo de origem na sentença (fl. POR QUALQUER DAS PARTES.p. ou seja.2. 93).2012. não induzem litispendência para as ações individuais. 30 e 31. (TRT 2ª R. conheço apenas parcialmente do recurso ordinário interposto pelo 2º reclamado. 2.º 8.A legitimidade extraordinária conferida ao Ministério Público e às associações de classe para propositura de ação civil pública ou ações coletivas (art. 511. por violação do art. 174/2011. do artigo 81. implica a responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços quanto àquelas obrigações. o que ocorreu na realidade consistiu em delegação para terceiro de tarefas do empreendimento necessárias à consecução dos fins estruturais do "negócio estatal". O legislador processual não excepcionou. Dessa decisão recorre a autarquia estadual INCAPER alegando. (TST .

principalmente porque o Estado é que obteve proveito do labor do reclamante.666/93. Assim. convenhamos. E durante o desempenho dessa função. da Lei nº 8. A própria Lei de Licitações impõe à Administração Pública o dever de fiscalizar a execução dos contratos administrativos. II. e 67.0002. sob pena de restar caracterizada a culpa in vigilando da Administração Pública. Na hipótese dos autos. notadamente quanto ao dever de fiscalizar a execução do objeto contratual. sob o prisma da aptidão para a prova. decorrente da omissão quanto ao dever de fiscalização da execução do contrato administrativo. atribui responsabilidades primárias ao contratado. III. atribuir responsabilidade ao ente público pelas obrigações.2011) (grifos nossos) Entretanto.666/93. Desse modo. a responsabilidade subsidiária da recorrente. não afasta a responsabilidade subsidiária. a culpa in vigilando da Administração Pública e. caberia à entidade estatal. apesar de entenderem que a mera inadimplência do contratado não poderia transferir à Administração Pública a responsabilidade pelo pagamento dos encargos trabalhistas (art. do CPC e 818 da CLT).11. mais do que realizar a escolha da empresa devidamente. 183. verifica-se a conduta culposa. 333. e 67. pela 1ª reclamada. 71. Nesse sentido. é necessário que se constate a diligência do tomador dos serviços. o Supremo Tribunal Federal. em juízo. pelo pagamento dos encargos trabalhistas devidos. 8ª Turma. e 67.§1º. consoante tem decidido o próprio Tribunal Superior do Trabalho. 5º. razão pela qual se atribui Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 a responsabilidade subsidiária ao ente público. no caso dos autos. tinha o recorrente o dever de manter constante vigilância quanto ao cumprimento das obrigações trabalhistas em relação aos trabalhadores que lhe prestaram serviços diretamente. Isso equivale a dizer que. da Administração Pública (culpa in vigilando). in verbis: "As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes. os Ministros da Corte Suprema. julgada procedente pelo Supremo Tribunal Federal (STF). . conforme o segundo reclamado deseja demonstrar. Partindo dessas premissas. §1º. conforme preceito contido no artigo 37. da Lei nº 8. ao declarar a constitucionalidade do art. ou seja. quando pleiteada em juízo sua responsabilização pelos créditos trabalhistas inadimplidos pelo contratado. é apenas um paliativo sem qualquer eficácia fiscalizatória.666/83). teria o condão de evitar infortúnios relacionados ao inadimplemento de verbas trabalhistas da contratada junto aos seus trabalhadores. Mas. DJ 23. A legalidade da contratação por si só. da Lei nº 8. a qual declarou como responsável subsidiária a INCAPER para efetivar o cumprimento da decisão com o pagamento de todas as verbas devidas ao obreiro. que impõem à administração pública o ônus de fiscalizar o cumprimento de todas as obrigações assumidas pelo vencedor da licitação (dentre elas. Agravo de Instrumento a que se nega provimento. a exemplo do ocorrido no que concerne aos direitos trabalhistas não pagos à reclamante. inobservadas pelo contratado. Ressalte-se que as parcas guias relativas ao FGTS colacionadas aos autos revelam apenas e tão somente a irregularidade dos depósitos fundiários sem que o 2º reclamado tivesse procedido a uma escorreita fiscalização quanto ao descumprimento das obrigações trabalhistas ao longo da prestação de serviços da autora a favor da tomadora. o trabalhador não pode ser apenado pela inexecução contratual. da Constituição da República e dos demais dispositivos legais invocados.03. assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. III. tendo em vista que. em 24. conforme ofício de fl.666/93. Rel.º 8. Nesse ponto. especialmente no que concerne à fiscalização do adimplemento. ressalvou a possibilidade de a justiça do Trabalho constatar. diante disso. trazer os elementos necessários à formação do convencimento do magistrado (arts. causarem a terceiros. 71. inclusive trabalhistas. mormente quando a própria tomadora de serviços relata no ofício sob comento que desde setembro de 2010 não havia depósitos fundiários. sobretudo no que atine ao cumprimento dos direitos trabalhistas dos empregados da empresa contratada. caput. amparada por lei. eis que. a INCAPER não logrou êxito em comprovar a efetiva fiscalização referente às obrigações da 1ª reclamada junto a seus empregados." A figura da terceirização é uma realidade. III. por óbvio. E o ônus de provar a efetiva fiscalização da execução do contrato é da Administração Pública.666/93 não desobriga o tomador de serviços de responsabilidades subsidiárias. Também cumpre asseverar que a ação inibitória que o recorrente noticia com documento juntado às fls. concluo que o 2º Reclamado foi culpado pelo inadimplemento. compete ao ente público. o que. 23 de Setembro de 2013 53 n° 16. no caso concreto. caput e §1º. da Lei nº 8. agiu com culpa in vigilando. § 1º. E também. nesta qualidade. devendo responder pela falta de idoneidade da prestadora de serviços. pois não trouxe aos autos qualquer elemento que permitisse ao Juízo aferir se houve efetivo acompanhamento do contrato de prestação de serviços. por omissão. Ministro Carlos Alberto Reis de Paula. 71. correta a sentença.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Além disso. inexistindo violação do art. a responsabilidade subsidiária do Estado decorre da própria Constituição Federal.2010. caput e § 1º. para se cogitar da exclusão da responsabilidade subsidiária dos entes públicos. inclusive quanto às obrigações trabalhistas. senão vejamos: AGRAVO DE INSTRUMENTO DESPROVIDO – TERCEIRIZAÇÃO – DEVER DE FISCALIZAÇÃO ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA – OMISSÃO – “CULPA IN VIGILANDO” – RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA – DECISÃO DO STF NA ADC 16 No julgamento da ADC 16. portanto. no mérito dessa ação constitucional.666/93. o ente público não aponta qualquer elemento ou indício no sentido de que cumpriu a obrigação legal que lhe é imposta (artigos 58. o disposto no art. à luz da diretriz sedimentada pelo STF. da Lei n. apenas um mês antes de ter sido rescindido o contrato de trabalho da reclamante em maio de 2012. dos direitos trabalhistas dos empregados que trabalharam em benefício do 2º Réu. conforme se depreende dos artigos 58.2008. inclusive.11. com fundamento nos artigos 186 e 927. II. Indiscutível. de acordo com os artigos 58. 176/181 foi ajuizada somente em abril/2012. verifico que a INCAPER participava da relação de emprego na medida em que era tomador da mão-de-obra da reclamante. da Lei nº 8. as decorrentes da legislação laboral). sem que a mesma tivesse recebido as verbas rescisórias. A efetiva fiscalização da execução do contrato de prestação de serviços da 1ª reclamada. Ressalte-se que o 2º reclamado somente em janeiro de 2012 tomou a iniciativa de cobrar da 1ª reclamada a comprovação dos depósitos fundiários dos seus empregados. reconheceram que isso não significa que eventual omissão no dever de fiscalizar as obrigações do contratado não possa gerar essa responsabilidade para o ente público.5. § 6º. do CC. apresentar as provas necessárias à demonstração de que cumpriu a obrigação prevista em lei. Não tendo sido produzidas outras provas nesse sentido. mas sim. (PROCESSO Nº TST-AIRR-123240-14. diretamente envolvidos na execução do contrato.

vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais. a disposição do parágrafo 8º é no sentido de que a inobservância dos prazos estabelecidos pelo parágrafo 6º sujeita o empregador ao pagamento da multa. para o pagamento . não faz qualquer ressalva quando atribui ao beneficiário da mão-de-obra a responsabilidade pelo cumprimento das obrigações trabalhistas na hipótese de inadimplemento por parte do devedor principal. 477 da CLT e excluir da condenação os honorários advocatícios.07 (setenta e quatro reais e sete centavos). do salário do mês de abril de 2012 e de 9 dias de salário do mês de maio de 2012). dar parcial provimento ao apelo para excluir da condenação as horas extras. dou provimento. Portanto. 205/210. 2. Dou provimento. Em razão disso.703.4. redução esta que corresponde à exclusão das horas extras e. em seu inciso IV.3. com razão a recorrente.584/70. bem como a Lei 8. rejeitar a preliminar de litispendência entre a ação coletiva e a ação individual. Cumpre ressaltar que a Contadoria do Juízo já excluiu da conta de liquidação o salário do mês de abril de 2012 e 9 dias de salário do mês de maio de 2012. Desta forma. não se aplica o disposto no artigo 20 do CPC. que. e que foi confirmada pela defesa da 2ª reclamada. vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais. § 8º. 345. o que. por ausência de interesse. salariais e indenizatórias. TST. dou provimento ao recurso. posto que a referida Súmula se refere a casos de contratação ilegal de servidor sem concurso público. 789. 477 da CLT e à verba honorária. excedeu a legalmente definida em 30 minutos por dia.65 (três mil. dele não conhecendo quanto à multa do art. a reclamante prestava apenas 8 horas diárias e 40 horas semanais. o trabalhador der causa à mora". Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Por isso. O 2º reclamado se insurge. 477." 2.3. do TST. Vejamos. não impugnou tais documentos. na medida em que a Súmula n. de segunda a sexta-feira feira). Vencido.3.º 331. que assim dispõe: “HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS Neste procedimento especializado. rejeitar a preliminar arguida pela reclamante. alegando. dar provimento ao Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 apelo.07 (setenta e quatro reais e sete centavos). como informado no item 2. 791 e 839 da CLT. ressaltando que a Contadoria do Juízo já excluiu da conta de liquidação o salário do mês de abril de 2012 e 9 dias de salário do mês de maio de 2012. como se pode verificar à fl. Como se vê. Alega ainda que o pagamento do salário do mês de abril de 2012 e de 9 dias de maio de 2012 foi devidamente efetuado através de cheque administrativo colacionado aos autos. setecentos e três reais e sessenta e cinco centavos). da CLT A Primeira Turma decidiu. em síntese. nos termos do voto da Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. em referência. nos termos da fundamentação supra. não vem a ser a hipótese dos autos.2. "salvo quando. Multa do art. Assim. quanto à multa do art. Reduzido o valor da condenação para R$ 3. sendo certo que o reclamante. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais. por unanimidade. setecentos e três reais e sessenta e cinco centavos). Portanto. comprovadamente.906/94 não revogou o jus postulandi partes.703. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). conforme a jornada de trabalho informada na inicial (das 07h30min às 17h. dar provimento ao apelo. pois laborava 8 horas por dia e 40 horas por semana. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim. da Súmula 219 do C. com custas de R$ 74. da CLT. Horas Extras e Salário do Mês de Abril/12 e de 09 Dias de Maio/12 O Juízo de origem. conforme relatado na própria inicial. prevalece o entendimento consubstanciado no item I. 2. Deferiu ainda o pagamento das horas extras postuladas por entender que a jornada prestada pela autora. In casu. continuam em vigor os arts. Logo. por maioria. se a parte não preenche os requisitos exigidos na Lei 5. nos termos do art. impossível o deferimento do pedido. 477 da CLT. reduzo o valor da condenação para R$ 3. 467 da CLT e quanto à assistência judiciária gratuita.3. do pagamento respectivo. nos termos do art. deve ser expungido da condenação o pagamento das horas extras.4. em sua manifestação sobre a contestação e documentos (fls. com 01h30min de intervalo intrajornada. no mérito. a reclamante não fazia horas extras. Por fim. Quanto ao salário do mês de abril de 2012 e de 9 dias de salário do mês de maio de 2012. há nos autos comprovação.3 supra. por maioria. uma vez que. nos termos do voto da Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. a Contadoria do Juízo já excluiu da conta de liquidação o salário do mês de abril de 2012 e 9 dias de salário do mês de maio de 2012. Desse modo. reduzo também as custas processuais para R$ 74. cumpre registrar que a responsabilidade subsidiária alcança todas as obrigações. I. por maioria. VALOR DA CONDENAÇÃO E DAS CUSTAS É certo que o valor da condenação deve guardar proporção com a expressão econômica do bem da vida pretendido (inteligência dos artigos 258 e seguintes do CPC). como se pode verificar à fl.não ensejando o pagamento da multa. Destaco ainda que o artigo 133 da Constituição Federal de 1988.3. em favor do empregado. 789. considerando que não foi provada sua escorreita quitação. o texto legal fala em inobservância do prazo. o salário do mês de abril de 2012 e 9 dias de salário do mês de maio de 2012. afastar a multa do art. da CLT. nego provimento. No que tange às horas extras. eis que o Processo do Trabalho tem norma de regência própria. dentre outros. deferiu. eventual pagamento a menor.” 2. a reforma do julgado importou em causa de redução da condenação (exclusão da condenação das horas extras. pelos documentos de fls. do salário do mês de abril de 2012 e de 9 dias de salário do mês de maio de 2012. sendo certo que. conhecer apenas parcialmente do recurso ordinário interposto pelo 2º reclamado. 330/336-vº). inclusive a multa prevista no art. 345. Honorários Advocatícios A Primeira Turma decidiu. 23 de Setembro de 2013 54 Ressalto ser inaplicável a Súmula 363 do C. CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. que assim dispõe: "MULTA DO ARTIGO 477 DA CLT No caso do artigo 477 da CLT. TST. de não conhecimento do recurso ordinário interposto pelo 2º reclamado por intempestividade.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. por consequência. I. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão . evidentemente.65 (três mil. o salário do mês de abril de 2012 e de 9 dias de salário do mês de maio de 2012.

caso evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei n.0069600-87. sendo esse item V inserido por força da Res. E pelo fato de que: “ Em ação ajuizada pelo MPT. suficiente a fazer emergir a responsabilidade subsidiária do beneficiário final do trabalho desenvolvido pela reclamante. dele conheço. Nesse sentido. no mérito dessa ação constitucional. pelo menos da petição de apresentação do recurso. da ADC n. passou-se a entender.11. No caso em apreço. sob o fundamento de que os documentos de fls. também em Cachoeiro de Itapemirim. buscando a reforma da r.5. CULPA IN VIGILANDO. que a mera inadimplência do contratado não poderia transferir à Administração Pública a responsabilidade subsidiária pelo pagamento dos encargos trabalhistas (Lei 8. Vistos.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. Razões do recurso. às fls. sentença quanto à responsabilidade subsidiária do 2º reclamado referente ao abono PIS.05. está assinada pelo patrono da reclamante.Os entes integrantes da Administração Pública direta e indireta respondem subsidiariamente. entretanto. contudo não foi deferido o pleito de condenação subsidiária do Estado do Espírito Santo. 203-215 atestam que o Estado fiscalizou o cumprimento das obrigações trabalhistas pela 1ª reclamada durante a execução do contrato celebrado entre as partes. 23 de Setembro de 2013 55 Processo Nº RO-69600-87. Centro de Atendimento Psiquiátrico Aristides Alexandre Campos – CAPAAC. de 21.6 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Réu Advogado HELOISA HELENA DA SILVA CURCIO Mario Sergio Araujo Pimentel(OAB: 013099 ES) ESTADO DO ESPIRITO SANTO Flávio Augusto Cruz Nogueira(OAB: 004791 ES) MASTER PETRO SERVICOS INDUSTRIAIS LTDA Mariana Sperandio Zortea(OAB: 016513 ES) ACÓRDÃO .2012. às fls. sentença o abono anual do PIS Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 (fls. cuja edição foi inspirada no resultado do julgamento.11.17. foi deferido pelo juízo de origem. 283v-288. sendo partes as acima citadas. é válido trazer à baila o disposto nos itens IV e V da Súmula nº 331 do TST.2010. PODER PÚBLICO. 2ª Vara do Trabalho de Vitória que rejeitou as preliminares e julgou procedentes em parte os pedidos. implica a responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços quanto àquelas obrigações. em 24. verifico que o Estado do Espírito Santo participava da relação de emprego na medida em que era tomador da mão de . V . a petição de sua apresentação. nas mesmas condições do item IV. às fls. 2. exercendo a função de Auxiliar de Serviços Gerais nas dependências da Superintendência Regional de Saúde de Cachoeiro de Itapemirim.06. bem como no Fórum Horta de Araújo. O que ocorreu consiste em delegação para terceiro de tarefas do empreendimento necessárias à consecução dos fins estruturais do "negócio estatal". situação típica versada na Súmula nº 331 do TST. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. cooperando no levantamento e disponibilização de créditos devidos à 1ª ré para quitação dos débitos trabalhistas.2.2010. para se cogitar da exclusão da responsabilidade subsidiária dos entes públicos. 293-294. julgada procedente pelo Supremo Tribunal Federal (STF). 30 e 31. que isso não significa que eventual omissão no dever de fiscalizar as obrigações do contratado não possa gerar essa responsabilidade para o ente público. sentença de fls.1993.º).§1º.273v-274). tendo em vista que.2011. da Lei nº 8. 71. presentes os demais pressupostos de admissibilidade do recurso. 174/2011. FUNDAMENTAÇÃO 2.666/83). 279-281. apesar de entenderem que a mera inadimplência do contratado não poderia transferir à Administração Pública a responsabilidade pelo pagamento dos encargos trabalhistas (art.273-274 proferida pela MM. Portanto.2012. às fls. A propósito. como já dito em linhas pretéritas. 279. o Estado do Espírito Santo foi admitido à lide como assistente litisconsorcial do polo ativo. Na linha do item V da Súmula n. ressalvando-se. vê-se que as razões de recurso está apócrifa. é incontroverso nos autos que a reclamante foi contratado pela 1ª reclamada para prestar serviços em favor do Estado do Espírito Santo. sobretudo no que atine ao cumprimento dos direitos trabalhistas dos empregados da empresa contratada. ou seja. diretamente envolvidos na execução do contrato. pelo Supremo Tribunal Federal. sentença.666/93. especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora.00. divulgada no DEJT em 27.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.2 MÉRITO 2. § 1. cujo teor peço vênia para transcrever: IV .O inadimplemento das obrigações trabalhistas.1 CONHECIMENTO Ressalto que a assinatura. sentença quanto à responsabilidade subsidiária do Estado do Espírito Santo. Isso equivale a dizer que. Com efeito.0132 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: HELOISA HELENA DA SILVA CURCIO Recorridos: ESTADO DO ESPIRITO SANTO MASTER PETRO SERVICOS INDUSTRIAIS LTDA Origem: 2ª VARA DO TRABALHO DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM . à luz da diretriz sedimentada pelo STF. contudo.0132 Processo Nº RO-69600/2012-132-17-00. Contrarrazões. reconheceram que isso não significa que eventual omissão no dever de fiscalizar as obrigações do contratado não possa gerar essa responsabilidade para o ente público. é requisito indispensável à existência do recurso ordinário. 16. inclusive. 71. Oficia o Douto Ministério Público do Trabalho pelo prosseguimento do feito. RELATÓRIO A reclamante interpõe recurso ordinário em face da r. A aludida responsabilidade não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa regularmente contratada" (verbis) Esse entendimento está em consonância com o resultado da ADC n° 16. 331 do TST. Vê-se que foi deferido pela r.17.TRT 17ª Região . Merece reforma a r.º 8. notadamente quanto ao dever de fiscalizar a execução do objeto contratual.” Das razões recursais conclui-se que a recorrente busca a reforma da r. O abono. art.666. é necessário que se constate a diligência do tomador dos serviços. por parte do empregador. por disciplina judiciária. desde que haja participado da relação processual e conste também do título executivo judicial. registre-se.1 RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO QUANTO AO ABONO ANUAL DO PIS NO VALOR DE R$622. em 24. os Ministros da Corte Suprema.5.

senão vejamos: AGRAVO DE INSTRUMENTO DESPROVIDO – TERCEIRIZAÇÃO – DEVER DE FISCALIZAÇÃO ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA – OMISSÃO – “CULPA IN VIGILANDO” – RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA – DECISÃO DO STF NA ADC 16 No julgamento da ADC 16. 333. já que o documento de fls. tinha o recorrente o dever de manter constante vigilância quanto ao cumprimento das obrigações trabalhistas em relação aos trabalhadores que lhe prestaram serviços diretamente. Todavia. A própria Lei de Licitações impõe à Administração Pública o dever de fiscalizar a execução dos contratos administrativos. da Constituição da República ou qualquer outro dispositivo legal. inclusive quanto às obrigações trabalhistas. compete ao ente público. TST é claro quando afirma que a responsabilidade subsidiária do tomador de serviços abrange todas as verbas decorrentes da condenação. a despersonalização da pessoa jurídica. é integral e substitutiva. Assim. consoante tem decidido o próprio Tribunal Superior do Trabalho. inexiste violação do art. dou provimento para condenar subsidiariamente do Estado do Espírito Santo quanto ao abono anual do PIS no valor de R$622.666/93. da Administração Pública (culpa in vigilando). No entanto. no que se refere ao benefício de ordem. Ministro Carlos Alberto Reis de Paula. 203-215 – notificação à 1ª reclamada de que o contrato de prestação de serviços com o Estado havia sido rescindindo. serão executados todos os bens da 1ª reclamada para. caput e § 1º. da Lei nº 8. inclusive trabalhistas. E durante o desempenho dessa função. esclareço não haver necessidade de se comprovar. e 67. para condenar o tomador no cumprimento subsidiário das obrigações impostas em sentença. II. da Lei nº 8.666/93. ao declarar a constitucionalidade do art. da Lei nº 8. o Estado não logrou êxito em comprovar a efetiva fiscalização referente às obrigações da 1ª reclamada junto a seus empregados. abrangendo todas as verbas devidas não adimplidas pela 1ª reclamada. com pagamento de toda verba devida à reclamante. imediatamente. caput e §1º. em juízo.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.2008. ainda. não há qualquer comprovação de que o 2º reclamado fiscalizou efetivamente o cumprimento das obrigações trabalhistas anteriormente ao término da prestação laboral da autora. não constitui um direito do devedor e sim do credor. especialmente no que concerne à fiscalização do adimplemento. caberia à entidade estatal. devendo responder pela falta de idoneidade da prestadora de serviços.11.16. relatando como causas. Pondero. § 1º. por unanimidade. concluo que o 2º reclamado foi culpada pelo inadimplemento. é responsável subsidiário o Estado do Espírito Santo. agiu com culpa in vigilando. e 67. Partindo dessas premissas. por fim. eis que. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. sendo mais fácil ao exequente voltar-se contra o devedor subsidiário. (PROCESSO Nº TST-AIRR-123240-14. eventual situação de insolvência. o descumprimento de obrigações trabalhistas – é datado de 07/11/2011. conforme se depreende dos artigos 58. com fundamento nos artigos 186 e 927. já em relação à desconsideração da personalidade jurídica e execução do patrimônio dos sócios da 1ª reclamada. como sustentado acima. primeiro. pois não há qualquer ressalva quanto à extensão objetiva da responsabilidade subsidiária. de imediato. mas o encerramento do contrato de trabalho da reclamante se deu em 28/12/2011 conforme fls. Na hipótese dos autos. por atender aos princípios de celeridade e economia processuais na fase de execução. que a responsabilidade subsidiária. dentre outras. Essa desconsideração da personalidade jurídica (disregard doctrine) é possível e tem sido utilizada amiúde nesta Especializada. em determinadas hipóteses. o 2º reclamado não trouxe aos autos qualquer elemento que permitisse ao Juízo aferir se houve efetivo acompanhamento do contrato de prestação de serviços. a não ser a notificação supramencionada. 5º. que a execução contra o sócio que não foi diretamente demandado na fase de conhecimento. a exemplo do ocorrido no que concerne às verbas rescisórias não pagas à reclamante.666/93. o Supremo Tribunal Federal. Também deixo esclarecido que. depois. E o ônus de provar a efetiva fiscalização da execução do contrato é da Administração Pública. II. Assim. apresentar as provas necessárias à demonstração de que cumpriu a obrigação prevista em lei. III. do CC.5. isso não deve ser obstado. Desde aí se conclui que. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Assim. 8ª Turma. §1º. Não tendo sido produzidas outras provas nesse sentido.03. quando impossível executar a sociedade devedora. decorrente da omissão quanto ao dever de fiscalização da execução do contrato administrativo. executar a tomadora dos serviços.0002. mais do que realizar a escolha da empresa devidamente. dos direitos trabalhistas dos empregados que trabalharam em benefício do 2º reclamado. as decorrentes da legislação laboral). ante a insolvência notória do principal. por óbvio. quando pleiteada em juízo sua responsabilização pelos créditos trabalhistas inadimplidos pelo contratado. Portanto. III. E também. diante disso. o ente público não aponta qualquer elemento ou indício no sentido de que cumpriu a obrigação legal que lhe é imposta (artigos 58. sob pena de restar caracterizada a culpa in vigilando da Administração Pública. do CPC e 818 da CLT). Assento. uma vez que a subsidiariedade não tem por escopo onerar despropositada e irresponsavelmente o condenado subsidiário. Rel. Agravo de Instrumento a que se nega provimento. uma vez declarada. caput. que impõem à administração pública o ônus de fiscalizar o cumprimento de todas as obrigações assumidas pelo vencedor da licitação (dentre elas. alcançar o patrimônio daqueles que participaram como réus na fase de conhecimento. no caso concreto. 23 de Setembro de 2013 56 obra da reclamante. razão pela qual se atribui a responsabilidade subsidiária ao ente público. e 67. O item IV da Súmula n. de ordinário. persistindo a inadimplência. de acordo com os artigos 58. DJ 23. por omissão. De modo que. verifica-se a conduta culposa. A efetiva fiscalização da execução do contrato de prestação de serviços da 1ª reclamada. Esclareço desde já que. a condenação subsidiária não excepciona qualquer parcela. atribuir responsabilidade ao ente público pelas obrigações. Desse modo. pelo pagamento dos encargos trabalhistas devidos. conhecer do .00. embora seja possível. trazer os elementos necessários à formação do convencimento do magistrado (arts. pela 1ª Reclamada. Desse modo. da Lei nº 8. ressalvou a possibilidade de a justiça do Trabalho constatar.º 331 do C. III. 71.666/93. sob o prisma da aptidão para a prova. saliento que estes não foram condenados na fase de conhecimento e só no caso de não haver devedor subsidiário é que se justificaria aplicar.2011) Entretanto. para efetivar o cumprimento da decisão. deve-se. constitui forma anômala de prosseguimento da execução. inobservadas pelo contratado. teria o condão de evitar infortúnios relacionados ao inadimplemento de verbas trabalhistas da contratada junto aos seus trabalhadores. a culpa in vigilando da Administração Pública e.

798 e 799 do CPC. pode o menos”. Razões do agravo retido. Contraminuta da reclamada. Veja-se: o título condenou a ré ao cumprimento de obrigação de fazer (reintegração) e. c/c os artigos 769 e 878 da CLT.5. dar-lhe provimento para condenar subsidiariamente o Estado do Espírito Santo quanto ao abono anual do PIS no valor de R$622. 259-264). No que respeita ao agravo retido (fls. julgado procedente o pedido. Aduz que o Juízo de origem não poderia ter deferido reintegração do autor em sede de tutela antecipada. no caso. não estando previsto no rol do artigo 893 da CLT. o que se dirá. No processo civil. arguindo vício de sentença ultra petita e se insurgindo quanto ao reconhecimento de nulidade da dispensa. Razões do recurso ordinário da ré. A exemplo disso. também. sem que isso caracterize vício de sentença ultra petita. com nítido caráter satisfativo. de tutela já requerida pela parte. Nesse passo. postulando a reforma do julgado quanto aos danos morais. todavia.TRT 17ª Região .2 RECURSO ORDINÁRIO DA RECLAMADA 2. 259-264. 23 de Setembro de 2013 57 recurso e. 461 do CPC. pelo não provimento do apelo do empregado. do resultou o seu não recebimento na origem (fl. de ofício. sendo a respectiva Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 contraminuta acostada às fls. Invoca os artigos 128 e 460 do CPC. Ora. a partir disso. Essa regra. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. que ataca o reconhecimento de nulidade da dispensa do empregado. POSSIBILIDADE. porque não houve expresso requerimento nesse sentido. a concessão ex officio da tutela antecipada. Também alega que violadas as garantias constitucionais previstas no artigo 5º. de ofício. saliento que tal recurso é estranho ao processo do trabalho. Não se pode esquecer. às fls. concernente na determinação de reintegração do . 221-222. Há. Vejamos.00. os efeitos da tutela. 204-206. 461.0151 Processo Nº RO-69800/2011-151-17-00.1 ANTECIPAÇÃO DE TUTELA DE OFÍCIO. João Hilário Valentim DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-69800-71. pode o magistrado determinar as providência necessárias a assegurar o resultado prático equivalente ao adimplemento. posse como membro da CIPA e honorários advocatícios. as normas do processo comum apenas são aproveitadas na seara laboral no caso de inexistência de regra específica e desde que haja compatibilidade com as normas previstas no texto consolidado.5. PROCESSO DO TRABALHO. se o ordenamento juslaboralista admite o início de um novo procedimento sem provocação do interessado. que julgou parcialmente procedentes os pedidos formulados na inicial. afinal. 2. Procurador do Trabalho: Dr. 276-279. 266). sendo clara a limitação ao princípio da demanda. Ora. 271-275.1 CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário do reclamante e também do recurso ordinário da reclamada. de ofício se iniciou a execução. não pode ser transportado ao processo do trabalho sem as devidas adaptações à principiologia própria desse ramo do direito. nos termos do art.0151 RECURSO ORDINÁRIO Recorrentes: JOSUE DE JESUS SANTOS MCE ENGENHARIA LTDA Recorridos: MCE ENGENHARIA LTDA JOSUE DE JESUS SANTOS Origem: 1ª VARA DO TRABALHO DE GUARAPARI .2011. Vistos. pelo não provimento do apelo patronal. Contraminuta do reclamante. total ou parcialmente. agravo retido interposto pelo autor em face do despacho de fl. 878 da CLT permite que a execução trabalhista seja promovida ex officio pelo juiz.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA ANTECIPAÇÃO DE TUTELA DE OFÍCIO. nada mais retrata do que a simples execução ex officio da sentença proferida.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.2. no processo do trabalho. no mérito. 769 da CLT. Essa conclusão encontra amparo até mesmo no art. Um conhecido jargão traduz bem o que se estar a dizer: “quem pode o mais.17. 256. XXIV e LIV da CF.0069800-71. sendo partes as acima citadas. sendo esta intitulada como antecipação de tutela. Aqui. Na verdade. Inteligência da interpretação sistemática dos artigos 273.2011. FUNDAMENTAÇÃO 2. às fls. o art. pois presentes os pressupostos de admissibilidade. Em razão da prejudicialidade do apelo patronal. há que ter em mente a amplitude de atuação que o processo do trabalho confere ao magistrado condutor da relação jurídica processual. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante e de recurso ordinário interposto pela reclamada em face da sentença de fls. o julgador tem atividade mais destacada do que nos demais ramos do direito. então. oriunda da 1ª Vara do Trabalho de Guarapari-ES. incisos XXII.17. a tutela antecipada ao trabalhador. às fls.2 Recorrente Advogado Recorrido Plurima Autor Advogado Plurima Réu JOSUE DE JESUS SANTOS Luiz Carlos Gomes Pereira(OAB: 015897 ES) MCE ENGENHARIA LTDA MCE ENGENHARIA LTDA Tasso Luiz Pereira da Silva(OAB: 178403 SP) JOSUE DE JESUS SANTOS ACÓRDÃO . Desembargador Gerson Fernando Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. É que o art. Admite-se. às fls. É o relatório. que regula o cumprimento das obrigações de fazer e não fazer. 176-186. às fls. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). o juiz não está autorizado a antecipar. ainda. acerca da possibilidade de antecipação. Conquanto a tutela antecipada. PROCESSO DO TRABALHO. do poder geral de cautela de que goza o juiz (artigos 798 e 799 do CPC). Razões do recurso ordinário do empregado. 273 do CPC prevê a necessidade de requerimento do interessado para que tal provimento jurisdicional seja concedido. CABIMENTO A reclamada argui a nulidade da sentença por vício de julgamento ultra petita. aprecio primeiramente o referido recurso. 164-174.

Na verdade. no sentido de sanar o seu quadro. (fl. assim. cientificamente. por maioria. foram chamados a nomeação e posse na CIPA em detrimento do autor. Diante de todo exposto. 170) Vale acrescer.3. ressalte-se. com indicação cirúrgica. 2. tendo em vista os atestados médicos apensados aos autos. ou mesmo trabalhadores que não participaram do processo eleitoral. diante dos limites da pretensão. a empresa ré deveria ter quatro titulares e quatro suplentes. não tendo sido reconhecida a natureza ocupacional da doença do autor. determinada pela causa de pedir e pelo pedido. o que foi deferido em sentença. estava inapto para o trabalho quando demitido e provavelmente teria dificuldade em prover o seu sustento e o de sua família. assim como o pleito de dano moral decorrente dessa postulação. conforme fls. o que não se verificou. É isso que se percebe claramente da leitura da peça de ingresso.2 POSSE COMO MEMBRO DA CIPA. dos laudos médicos. Esclarecido esse ponto. diante da vacância de suplentes. Nego provimento. 50. No processo trabalhista.906/94. 158) Como se nota. 09).44 da NR 5)” (fl. não havendo qualquer alegação de irregularidade nesse sentido. o perito conclui que o reclamante é portador de Hérnia Umbilical volumosa.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. no entanto. REINTEGRAÇÃO De fato. de que “segundo” o sindicato. Sr. além de superficial. quando inquirido.3 RECURSO ORDINÁRIO DO RECLAMANTE 2. não se enquadre como de origem ocupacional”. A causa de pedir do pleito de danos morais. 11).. é que. no processo do trabalho. pois admitida.3. O que se Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 alegou. nego provimento. não foi nisso em que a sentença se apoiou para determinar a reintegração do trabalhador. conforme a peça de ingresso. Assim. nego provimento.3. ou seja. bem como o pedido de danos morais veiculado nos itens 9 e 10 da inicial. muito embora. em face do afastamento da origem ocupacional da moléstia. o laudo pericial foi taxativo na conclusão de que o mal que acomete o empregado não tem nexo de causalidade com as atividades desempenhadas na ré (fls. A pretensão não foi formulada ao fundamento de que a CIPA deve ser integrada por idêntico número de titulares e suplentes. o pedido de nomeação como membro da CIPA. certo é que o procedimento adotado na origem algum cunho assecuratório tem.. veiculado no item 6 da inicial (fl. na hipótese contemplada no artigo 14 da Lei nº 5. a prova testemunhal aponta que “os membros da CIPA que atuam na reclamada são. em função da atividade empresarial e número de empregados da empresa (item 5. a dignidade da pessoa do empregado. 165 da sentença). o que me parece correto. 165) Improcede. ainda. 23 de Setembro de 2013 58 reclamante ao emprego. Porém. estão fundamentados na preterição do reclamante em sua nomeação para integrar a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes. que tiveram número de votos inferior. 143-155). a concessão ex officio da tutela antecipada. Em reforço. (. todavia. portanto. do exame físico. que assim dispõe: O reclamante requer a reforma da sentença quanto aos honorários advocatícios invocando a aplicação dos artigos 133 da Constituição Federal. que são 4 titulares e 3 suplentes.584/70. 50 (termo da fl. que confirma os membros do documento da fl. O pleito de posse como membro suplente da CIPA. conforme documento da fl.3 da NR 5). cai por terra a tese da reclamada. embora tenha apresentado . transcrevo o seguinte trecho da sentença: “Outrossim. I da Lei 8. 10). das atividades descritas. afastando. exatamente. Procurou-se tutelar. senão vejamos: “Após análise dos autos. nos termos do voto do Desembargador José Luiz Serafin. No caso vertente. 2. os quatro titulares e os três suplentes eleitos originalmente. O Juízo de origem bem avaliou os limites lide. tanto que o pedido de reconhecimento da estabilidade foi julgado improcedente. 389 e 404 do CC/02 e o artigo 1°. de uma melhor avaliação clínica do reclamante por parte da reclamada. Nego provimento. mas sim sob a alegação de preterição na ordem de nomeação. reconhecendo o perito a inexistência de nexo causal entre a moléstia e as atividades que o reclamante desempenhava na ré. estava inapto para o trabalho. Por essas razões. (com destaque no original. não demandado apreciação conforme a delimitação processual (artigos 128 e 460 do CPC).6.2 NULIDADE DA DISPENSA. portanto. dos documentos acostados aos autos. está atrelada à origem ocupacional da doença que acomete o obreiro. Nesse sentido foi a conclusão do perito. Nesse passo. verifica-se inexistir razão para a reforma da sentença. o reconhecimento da nulidade da dispensa está fundamentado na tese de que o reclamante. cabe registrar que a causa de pedir apresentada na petição inicial não versa sobre dimensionamento de CIPA (número de membros da CIPA. Sem razão. não interfere no julgamento da lide.3 HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS A Primeira Turma decidiu. não há que prevalecer o pleito do autor.. vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais. a pretensão de pagamento de indenização por danos morais possui breve causa de pedir e que está atrelada às ‘repercussões que o acidente de trabalho lhe causou’ (sic. não tenha índole cautelar visível num primeiro plano. O preenchimento da vaga por outros trabalhadores que tiveram número menor de votos ou sequer se habilitaram no processo eleitoral é que motivou. sem que isso caracterize vício de sentença ultra petita. de plano julgo IMPROCEDENTE o pedido”. sobretudo.” (fl. que o incapacitava de trabalhar. 2.. verifica-se que o obreiro não se encontra assistido por seu Sindicato de Classe. o pleito de danos morais foi condicionado ao não acolhimento da reintegração do autor (fl. que. que. Diante disso. É que a testemunha do autor. que era o suplente imediato. negar provimento ao apelo.2. a alegação da inicial de que outros candidatos. a empresa procedeu de forma irregular ao não nomear o autor. da história clínica e ocupacional. que são os representantes da CIPA na ré.. onde a reclamada era sabedora de seu quadro. e também com indicação de cirurgia 01 dia antes de sua demissão.)” (sem destaque no original. Jorge Augusto Oliveira Jesus. restando para tanto. os honorários advocatícios não decorrem da mera sucumbência. de modo que a declaração da testemunha Jorge Augusto Oliveira Jesus. como já descrito. fl. art. nos termos do comando sentencial abaixo transcrito: “Por fim. que empatou com o terceiro suplente (a testemunha Jorge Augusto Oliveira Jesus) e não tomou posse por ter menos tempo de serviço (item 5.. conforme fl.) que é membro da CIPA no cargo de suplente. 154-155). portanto. segundo juízo da magistrada sentenciante. inclusive no que tange ao malferimento dos dispositivos legais e constitucionais citados no recurso. que foi eleito no mesmo processo do qual participou o autor. a insurgência do reclamante. titulares e suplentes). afirmou o seguinte: “(. 158). 2.1 DANOS MORAIS. a época da demissão. de maneira que somente são devidos quando o empregado litiga assistido por seu Sindicato de Classe.

o deferimento de honorários advocatícios sujeita-se à constatação da ocorrência concomitante de dois requisitos: o benefício da justiça gratuita e a assistência por sindicato". 2.2. embora o advogado seja imprescindível na administração da Justiça. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais. Por certo. negar provimento ao apelo patronal e. negar provimento ao apelo do reclamante. SUSPEIÇÃO. Anexo 8. no recurso do reclamante. de confiança do juízo e dentro das exigências legais. 943-950) alegando não conhecimento do recurso obreiro quanto a descontos fiscais e previdenciários por inovação recursal.1. insurgindo-se quanto a horas in itinere. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO.17. Razões do reclamante (fls. a todo o momento restou garantido ao autor manifestar-se nos autos. sendo partes as acima citadas. não faz jus aos honorários de advogado. 3. sentença (fls. Ademais. 133 da CF/88 e 20 do CPC. TST. bem ainda.5. LV). Respondeu satisfatoriamente à impugnação da reclamada acerca de que a mediação do agente insalubre “vibração de corpo inteiro” é feita de . visto que. compensação e adicional de insalubridade. 874-878 são detalhados e conclusivos. 23 de Setembro de 2013 59 declaração de miserabilidade jurídica (fl. tampouco inimiga capital da parte. PRELIMINARES DE NULIDADE DA SENTENÇA POR CERCEIO DO DIREITO DE DEFESA 2.0071100-11. não há que se falar em inobservância à ampla defesa (CF. esse é o entendimento que se extrai dos Enunciados 219 e 329. Outrossim. não apresentando quaisquer contradições ou omissões. Acolho a preliminar argüida em contrarrazões pela reclamada de não conhecimento do apelo obreiro quanto à matéria “descontos fiscais e previdenciários” por inovação recursal. conhecer do recurso ordinário do autor e também do recurso ordinário da reclamada. quantitativo de horas in itinere. que inclusive já se encontravam desativadas. no mérito. acerca da questão apontada pela ré quanto ao pretendido esclarecimento ao laudo pericial no que diz respeito à avaliação quantitativa e análise da ISO 2631 invocada pela reclamada. “na Justiça do Trabalho.1. NULIDADE DO LAUDO PERICIAL. RELATÓRIO Trata-se de recursos ordinários da reclamada e do reclamante em face da r. 934-938vº) argüindo preliminarmente. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. Desembargador Gerson Fernando Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. nulidade da sentença por cerceio do direito de defesa e. 951-989). conheço parcialmente do recurso ordinário do reclamante. Presentes os demais pressupostos de admissibilidade do apelo obreiro. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). 839-855 e os esclarecimentos de fls. 918-928) alegando preliminarmente. 5º. respondendo satisfatoriamente a todas as questões levantadas pelas partes. por maioria. o simples fato de a testemunha arrolada pelo reclamante estar litigando com a reclamada. exceto quanto à matéria “descontos fiscais e previdenciários” por inovação recursal. Vistos. INDEFERIMENTO DE REQUERIMENTO DE NOVA PERÍCIA E DE PRODUÇÃO DE PROVA TESTEMUNHAL ARGUÍDA PELA RECLAMADA Argúi a reclamada a nulidade da sentença aduzindo que teve cerceado seu direito de defesa ao ver indeferido pelo Juízo seu requerimento de produção de nova perícia. CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário da reclamada porque preenchidos os pressupostos de admissibilidade.17. vê-se que o perito valeu-se da legislação em vigor ao elaborar o laudo pericial. o que se constata. NÃO CARACTERIZAÇÃO. Contrarrazões do reclamante (fls. Há entendimento sumulado pela Colenda Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Corte Superior Trabalhista no sentido de que. Ora. Nego provimento. para produção dessa prova.2012.3 Recorrente Advogado Recorrido Plurima Autor Advogado Plurima Réu FIBRIA CELULOSE S/A André Luiz Pacheco Carreira(OAB: 003679 ES) JOQUIMAR SANTOS DE SOUZA JOQUIMAR SANTOS DE SOUZA Carlos Magno Barcelos(OAB: 008163 ES) FIBRIA CELULOSE S/A ACÓRDÃO . Vencido. no mérito. é apenas e tão somente a insatisfação da reclamada quanto ao resultado do laudo pericial.TRT 17ª Região . segundo a Orientação Jurisprudencial nº 305 da SDI-I do C. No mérito.0191 RECURSO ORDINÁRIO Recorrentes: FIBRIA CELULOSE S/A JOQUIMAR SANTOS DE SOUZA Recorridos: JOQUIMAR SANTOS DE SOUZA FIBRIA CELULOSE S/A Origem: VARA DO TRABALHO DE SÃO MATEUS . ainda que em ação com idêntico pedido. Ressalte-se que o laudo pericial de fls. pretendendo a reforma do julgado quanto a horas in itinere. LITIGÂNCIA CONTRA A RECLAMADA. não havendo qualquer prejuízo em suas manifestações.2.2012. bem como da Orientação Jurisprudencial 304 da SDI-I do C.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. vez que elaborado por profissional qualificado. atento às normas constantes da NR-15. descontos fiscais e previdenciários. não é suficiente para torná-la suspeita (Súmula 357 do TST). João Hilário Valentim DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-71100-11. devem ser observadas as peculiaridades inerentes a esta Especializada anteriormente explicitadas. por unanimidade. 20). Tal raciocínio não viola o disposto nos arts. 909-917) que julgou procedentes em parte os pedidos aforados pelo autor. Assim sendo. Contrarrazões da reclamada (fls. vez que. o que não tem o condão de invalidá-lo. Razões da reclamada (fls. TST. in casu. FUNDAMENTAÇÃO 2. quanto aos honorários advocatícios.5. INIMIGA CAPITAL. cerceio do direito de defesa e.0191 Processo Nº RO-71100/2012-191-17-00. art.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA TESTEMUNHA CONTRADITADA. Procurador do Trabalho: Dr. Quanto à nova prova pericial. Aduz que a prova pericial realizada é nula pois efetuada sem realização de qualquer medição de existência de vibração produzida pela máquina operada pelo obreiro.

Resta apontar. a insurgência da reclamada guarda consonância com o resultado do laudo que lhe foi desfavorável. Não vislumbro no fato da testemunha litigar em face da reclamada a caracterização de que a mesma seja dela inimiga capital. quiçá desavença decorrente do fato da testemunha litigar em face da ora reclamada. inclusive com postulação de indenização por danos morais. certo é que a desavença pessoal entre depoente e parte. o juízo de origem acolheu a contradita argüida pela reclamada em face da testemunha arrolada pelo autor. a qual está diretamente ligado ao princípio do livre convencimento. do CP. Ademais. Do exposto. o laudo pericial produzido foi suficiente a elucidar a questão. intencionalmente praticados por outra. assevera com propriedade: "O fato de o empregado haver . inimizade furiosa e incontida. Paulo Henrique Nunes Rezende ser inimigo capital. Neste sentido. 902 apontam que a ré pretendia fazer prova testemunhal “.. evidenciados publicamente em atos de maldade ou prejudiciais à pessoa. não é suficiente para torná-la suspeita (Súmula 357 do TST). Não é suficiente. 1997. colho o seguinte aresto: TESTEMUNHA QUE LITIGA CONTRA O MESMO EMPREGADOR – SUSPEIÇÃO – O fato de uma das testemunhas da parte Reclamante ser ex-empregada da parte Reclamada e estar litigando contra ele não a impede de depor. uma vez que o laudo apresentado foi plenamente satisfatório. e ficar consignado em julgamento que o recorrente não deve ser contraditado somente por haver demandas. no seu Tratado da Prova em Matéria Criminal. 7ª ED. no que revela-se desnecessária a produção de prova oral.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. professor na Universidade de Heidelberg. 405. em razão de não existir justa causa para acolher a contradita. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Aduz em seu apelo que “O cerceio do direito de defesa. Assim. portanto. porquanto vale mais a qualidade que a quantidade. ambos da reclamada. ainda. Nota-se que a pretensão da ré é fazer prova com a oitiva de testemunha daquilo para o que a lei determina especificamente a produção de prova pericial. que não se mostra simples malquerença ou animosidade.” (BookSeller. A inspeção realizada in loco pelo i. pág. Assim esclarece De Plácito e Silva: “Se a inimizade assoma tal estado de intensidade. com a presença do reclamante. Manuel Antônio Teixeira Filho. mas profundo ódio. sendo válido seu testemunho. 264). Ao analisar os elementos existentes sentiu-se em condições de proferir a decisão. de que se gera ou surge o inimigo capital. LTr. com total capacidade de aferição do agente insalubre na atividade laboral do reclamante em estrita observância à norma vigente. os protestos registrados em ata de fl. nesse sentido. No mais. e o segundo à possibilidade de nova perícia na hipótese do juiz entender que a primeira perícia não elucidou a causa. não aponta desavença. o simples fato de a testemunha arrolada pelo reclamante estar litigando com a reclamada. hoje em dia. o juiz procederá livremente para apreciar a prova. por concluir que a mesma não tem isenção de ânimo para depor na presente ação. Da leitura do laudo e de seus esclarecimentos. no intento de descaracterizar a conclusão do laudo pericial. o cerceamento do direito de defesa alegado.” No mesmo sentido adianta C.. do assistente técnico e do técnico em segurança do trabalho. sobre a questão. 405. Mittermaier. Data vênia do Juízo de origem. consoante aquele dispositivo fixa no inciso III. No que se refere à oitiva de testemunhas. Exige a lei inimizade capital. ACOLHIMENTO DE CONTRADITA DE TESTEMUNHA E DECLARAÇÃO PELO JUÍZO DE INIMIGA CAPITAL ARGUÍDA PELO RECLAMANTE Argúi o reclamante cerceio do direito de defesa cerceado em razão do juízo ter acolhido a contradita de sua testemunha e declarado a mesma inimiga capital da parte. nem mesmo mero desagrado ou antipatia. que o disposto nos artigos 436 e 437 do CPC conferem apenas uma faculdade do juiz. tendo o i. que a lei nas hipóteses elencadas no art.2. entendendo que o laudo pericial era suficiente para formar seu convencimento. Desta forma. expert declinado fundamentação suficiente a embasar suas conclusões.” Pois bem. Rejeito. pp. Assim. já que.2. tratando o primeiro da valoração da prova.A.. Sr. aplicando o art. Ressalte-se. Não mera desavença. não se pode falar em cerceio ao direito de defesa por indeferimento de oitiva de testemunha. quando o convencimento do julgador a quo já se formara com os elementos já constantes dos autos. aqui também inocorreu o alegado cerceio do direito de defesa. ou representante da parte. para que mereça a atenção do juiz. rancor incontido. Aliás. Por outro lado nada obstante seja inaplicável. §3º. 130 do CPC). 1997. salvo exceções de outros fatos a serem apurados em audiência. Todavia. elaborado por profissional qualificado. in A Prova no Processo do Trabalho. não se vislumbra qualquer vício a macular o trabalho do perito. In casu. Todavia. 2. levou em consideração a avaliação do ambiente de trabalho. bem comprovar a natureza do trabalho do autor e comprovar elementos que autorizam a impugnação do laudo pericial. mas para que assim seja é preciso um ódio inveterado. conforme entendimento jurisprudencial vertido no Enunciado Nº 357 do TST. Paulo Henrique Nunes Rezende. uma desunião passageira e por motivos pouco graves. deve ser levada em conta na aferição do depoimento. grada a inimizade capital. § 3º do CPC. que existem paradas durante a jornada. ainda que em ação com idêntico pedido. In casu. não vejo nos fatos uma caracterização de inimizade capital. Isto porque a lei exige que o depoente seja inimigo capital da parte. para comprovação de que as máquinas são ergonômicas e equipadas com dispositivos que evitam ou que reduzem a vibração. Inimizade séria e inafastável. não vislumbro a necessidade de realização de nova perícia. 23 de Setembro de 2013 60 modo qualitativo e não quantitativo como alega a reclamada. inclusive com as fotografias das máquinas operadas ao tempo da vigência do contrato de trabalho.J. entretanto. cabe ao juiz dirigir o processo e indeferir a produção de provas que julgar desnecessárias (art. outra não pode ser a conclusão de que o perito analisou o caso específico do reclamante. mormente considerando que a avaliação do agente nocivo vibração é qualitativa e não quantitativa e a ausência de fornecimento de EPIs. inexistindo. atendendo aos fatos e circunstâncias constantes dos autos. cuja causa subsista ainda.”.. é de somente para extrair o termo de que o Sr. tem-se que os peritos são profissionais com conhecimentos técnicos que os habilitam a responder aos quesitos apresentados e esclarecimentos posteriores. 318/319. Tampouco de que seja seja suspeita por ter em andamento ação contra a reclamada. III. há entendimento sumulado pela Colenda Corte Superior Trabalhista no sentido de que. a parêmia testis unus testis nullus. aliás na mesma esteira de Malatesta: “pode a testemunha achar uma satisfação de vingança em seu depoimento desfavorável. repita-se. considerando-a inimiga capital da reclamada em razão de possuir várias demandas em face da reclamada. de confiança do juízo e dentro das exigências legais. perito.

e também considerando o total de horas reconhecidas no Acordo Coletivo 2010/2011 (fls. demonstram que tal compensação se destina aos trabalhadores que executavam suas tarefas em regime normal. realmente. Juiz Conv. via de conseqüência. XXXV). contrariando o art. acaso mantida a sentença. embora tenha mencionado o mesmo tempo de 20 minutos para o trajeto de ida e igual tempo de volta. servido por condução do empregador. incorrendo em violação ao art. Quanto ao tempo percorrido. unicamente aos trabalhadores sujeitos a jornada de trabalho de 44 horas semanais. Não havendo argüição de nulidade da sentença. (fls. Provado que o local é de difícil acesso e servido por transporte do empregador em horário compatível com o do trabalho do autor. – RO 00376. variando de acordo com o local da frente de trabalho. Aduz que embora a escala do autor fosse de 4x2. réu na ação.1. Com base na prova testemunhal produzida arbitrou o tempo médio de horas in itinere de 25 minutos para ida e 25 minutos para volta. prevista nos acordos coletivos. fora da hipótese normativa que abarca tãosomente os trabalhadores em regime normal. Sustenta que a condenação em 50 minutos diários extrapola os termos do depoimento da única testemunha ouvida. então. sendo válido destacar que a lei menciona “local de difícil acesso ou não servido por transporte público”. deferindo um total de 50 (cinquenta) minutos diários de horas in itinere. art. era compensado pela redução da jornada de trabalho. nesta hipótese.2. RECURSO DA RECLAMADA 2. Pela instrução probatória. 196 da CLT e como acentua a Súmula . Sustenta que a perícia foi realizada em outras máquinas e não naquelas usadas pela reclamante. é certo que o tempo despendido de 4(quatro) horas diárias descrito na inicial não merece prestígio. sua jornada era de 44 horas semanais. A reclamada defendeu-se aduzindo que o local de trabalho do autor era de fácil acesso. passo ao exame meritório dos apelos. Não se divisa. por percurso. por dia de trabalho. após afirmar que o tempo médio gasto era de 10 a 20 minutos. conforme consta na peça de ingresso. 189 da CLT e art. uma vez que exagerados se cotejado com os horários afirmados pela prova testemunhal produzida pela reclamada. Argumenta. Assim.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 23 de Setembro de 2013 61 provocado o exercício da função jurisdicional do estado-Juiz. À análise. Inconformada. sendo estes tanto às margens da BR 101 quanto em locais onde não passa transporte público regular. 2. especialmente aqueles que contêm cláusula que autoriza a redução DAC jornada normal para compensação das horas de trajeto. qualquer violação ao art. 03. a reclamada confessou em sua petição inicial que o percurso demandaria 40 (quarenta minutos) diários. tendo a testemunha da ré. estando preenchidos. não há falar que as horas in itenere estariam compensadas pela redução da jornada de trabalho prevista em normas coletivas. nasce o direito do reclamante ao pagamento das horas do percurso percorrido. despendendo 02 horas na ida e outras 02 na volta. que determina a avaliação quantitativa. portanto. em inimigo capital da parte que fez constar como ré". o que revela a alternatividade entre os requisitos. Ainda. – Rel. O juízo de primeiro grau rejeitou a tese da empresa concluindo que os instrumentos normativos que contém cláusula de compensação das horas de trajeto na jornada do empregado não se aplicam ao reclamante. estando portanto abrangido pelos termos dos acordos coletivos. em depoimento. Tanto o preposto quanto a testemunha da reclamada afirmaram que o reclamante trabalhou em várias áreas. tampouco o horário declinado no depoimento pessoal do autor. Não se vislumbra qualquer controvérsia quanto ao fato do reclamante laborar em regime de escala de quatro dias de trabalho por dois dias de folga (4x2). de que o tempo despendido era em média de 15 a 20 minutos. A testemunha da reclamada mencionou de 15 a 25 minutos. de 40 minutos diários. de segunda-feira a sábado. apenas por este motivo. A cláusula décima do ACT 1988/1989. Sr. não o torna. 5º. devem ser compensadas as horas deduzidas da jornada semanal do autor (4 horas semanais) daquelas objeto da condenação. inciso XXVI. de 40 minutos para ida e igual tempo para volta. da CF/88. 7º.12. mencionada pela reclamada em sua contestação. aqueles que laboravam fora das instalações prediais.3. a reclamada não se desincumbiu do ônus de provar que o local era servido por transporte público regular em horário compatível com o horário de trabalho do reclamante. 664-674) no qual estabelecido na cláusula 23ª o pagamento de 20 horas extras a título de horas in itinere. Paulo Henrique Nunes Rezende. pois. sob o argumento de que embarcava em veículo da empresa. não atendendo o Anexo 8 da NR 15. tempo apurado pela média. sustentou que o tempo real gasto. conforme disposição expressa. o que não é o caso do reclamante. Destaque-se que. HORAS IN ITINERE O autor postulou o pagamento de 04 (quatro) horas in itinere. A ação é um direito público. ou seja. estando. buscando a tutela dos direitos subjetivos que afirma terem sido lesados. tem-se por provada a prestação em serviços em local de difícil acesso. revelado que poderia chegar a 25 minutos o tempo gasto no descolamento até as frentes de trabalho.3. 5º. bem ainda afastar a declaração de inimigo capital da reclamada imputada à testemunha. nos moldes da contestação. Constituiria absurdo. 58 Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 da CLT.2003) Acolho a arguição de cerceio do direito de defesa argüida pelo reclamante para afastar a contradita da testemunha e de conseqüência. a reclamada sustenta que a decisão merece reforma. entendo correta a condenação imposta em sentença quanto a 50 minutos diários (25 minutos no percurso para ida e igual tempo para volta) a título de horas in itinere.3. Por outro lado. supor-se que a pessoa que viesse a exercitar esse direito se transformasse. Em relação à pretendida compensação. (TRT 04ª R. da CF/88. Alega que a atividade do reclamante de operador de máquinas não está inserida no rol daquelas classificadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego como insalubre. não soube precisar em quais áreas laborou o reclamante. aplica -se. Quer nos parecer que a contradita. automaticamente. como se infere da prova pericial produzida. Restou apurado nos autos que o reclamante laborou como operador de máquina e processador florestal nas áreas de colheita de eucalipto na zona rural de Conceição da Barra e São Mateus.1.3. 2. subjetivo. nos termos do §2º do art. Reporto-me à sentença: “Os instrumentos normativos acostados com a defesa. resulta de uma confusão entre os significados distintos de adversário e de inimigo. MÉRITO 2. inimigo capital do empregador. Manuel Cid Jardon – J. e servido em todo trajeto por transporte público e por vias asfálticas.028/99-8 – 3ª T. 905 e 907). II. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE A sentença condenou a reclamada no pagamento de adicional de insalubridade no grau médio. do que recorre a reclamada alegando que o perito não efetuou qualquer medição para constar a presença do agente físico vibração. os requisitos necessários à caracterização das horas in itinere. pois estas já estão desativadas. de índole constitucional (CF. E o preposto da reclamada. sendo conduzido para ir e voltar às frentes de trabalho.” Nego provimento.

conforme esclareceu o perito. quando da análise do recurso da reclamada. Vencida. em depoimento. Portanto. por unanimidade. por inovação recursal. de operador de máquinas e processador florestal. habilidade de trabalho e conforto). Pelas razões expostas. em suas normas ISO 2631 e ISO/DIS 5349 ou suas substitutas. mas tão somente a comprovação da existência da exposição. Para que não fique somente na palavra do Perito. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: o Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). O i. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-76200-39. Este conceito não foi sustentado pelos resultados de pesquisa no laboratório e consequentemente foi removido. 2.1. por unanimidade.1. a dependência em duração de exposição dos vários efeitos nas pessoas tinham sido assumidos na ISO 26311:1985 para ser o mesmo para diferentes efeitos (saúde. uma vez que o preposto. 194 da CLT e Súmula 80 do C. ISO 2631-1:1985 e também a 2631-3:1985. (grifo nosso) Ocorre que a ISO 2631-1: 1997(E) (vibrações de corpo inteiro) e também a Amd.0010 Processo Nº RO-76200/2011-010-17-00. avaliação qualitativa sem mensuração e/ou quantificação diferente daquelas contidas no item 15. acolher a alegação de cerceio do direito de defesa argüida pelo reclamante para afastar a contradita da testemunha e de conseqüência. 5º. de prova testemunhal e de nulidade do laudo pericial argüida pela reclamada. A pericia. 2. um limite não é definido nesta parte da ISO 2631. Conclui-se portanto que o reclamante estava exposto ao agente físico vibração de corpo inteiro. Mantenho a sentença. Nego provimento. 3. II. exceto quanto à matéria “descontos fiscais e previdenciários”. rejeitar a preliminar de nulidade da sentença por cerceio do direito de defesa argüida por indeferimento de produção de nova prova pericial. está dentre aquelas que acarretam vibrações de corpo inteiro. com base no Anexo 8. uma vez que não existe limite de tolerância na norma vigente.1 Recorrente Advogado DEMERVAL BARBOSA LIMA Luis Fernando Nogueira Moreira(OAB: 006942 ES) ." “Os valores aceitáveis de magnitude de vibração para conforto conforme o item 8.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. visando a comprovação ou não da exposição. 194 da CLT e Súmula 80 do C. 1:2010 (Amendment) substitui e cancela suas anteriores. 3.4 como de "comprovadas através de laudo de inspeção do local de trabalho" logo. No mérito.o que foi feito pela Perito exatamente na forma prevista na legislação. a declaração de que a mesma. pinçamos da referida ISO os seguintes termos pertinentes a matéria: "Para simplicidade. com base no Anexo 8. João Hilário Valentim. Sr.” “O Anexo esta preocupado em fornecer um método uniforme e conveniente de indicar a severidade subjetiva da vibração mas não apresenta limites. não existe LIMITE DE TOLERÂNCIA para a exposição. da NR-15. 1. 2. ou seja. perito constatou através do laudo pericial de fls. sendo indevido o adicional. Nesse sentido dispôs o perito nos esclarecimentos de fls. 196 da CLT e Súmula 460 do STF. Procurador: Dr.2011.17. serão caracterizadas como insalubres. da CF/88.2 dependem muito de fatores que variam com cada aplicação. conhecer do recurso ordinário da reclamada. TST. RECURSO DO RECLAMANTE Pretende o reclamante a reforma do julgado para majorar o quantitativo de horas in itinere para 4 horas diárias. que acolheu a preliminar na sessão do dia 10/09/2013. As atividades e operações que exponham os trabalhadores. o Anexo 8 encontra-se inserido no item 15. “Acima dos limites de tolerância prvistos nos Anexos nº. Nego provimento. caracterizandose portanto como atividade insalubre. 5.3." "Esta parte da ISO não contém limites de exposição vibração" "Embora uma relação de efeito de dose esteja geralmente assumida. é de clareza solar que não existe mais qualquer avaliação ou instrumento a ser utilizado no tocante a insalubridade por vibração. Paulo Henrique Nunes de Rezende é “inimiga capital” da reclamada. 11 e 12”. deve tomar por base os limites de tolerância definidos pela Organização Internacional para a Normalização . em grau médio. não existe ate o presente nenhuma relação quantitativa Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 disponível. Nota-se que o perito registrou em laudo que a inspeção deu-se com base nas máquinas iguais àquelas que o autor usava à época do contrato de trabalho. acolher a preliminar argüida em contrarrazões pela ré de não conhecimento do apelo obreiro quanto à matéria “descontos fiscais e previdenciários” por inovação recursal e conhecer parcialmente do recurso ordinário do reclamante. não havendo falar em violação ao art. 189 da CLT e art. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. quanto à preliminar de nulidade da sentença por cerceio de defesa. pelos fundamentos já expendidos no tópico 2. Por maioria.3. sem a proteção adequada. Nesta atualização. através de pericia realizada no local de trabalho. NR-15. Quanto à obrigatoriedade de medir a intensidade das vibrações. 874-878: “Como pode se verificar. passando a avaliação a ser total mente qualitativa. conforme pedido na inicial Alega que a ré não se desincumbiu do ônus da prova que lhe pertencia.” (os grifos não constam no texto original) Logo.ISO.1. convocada para compor quorum.2. a Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi. 839-855 que a atividade laboral do reclamante. 23 de Setembro de 2013 62 460 do STF ser necessária. negar provimento a ambos os recursos. mantenho a sentença que condenou a ré no pagamento de adicional de insalubridade em grau médio. TST. não soube informar em qual área o reclamante laborou. sem que a ré fornecesse qualquer equipamento de proteção individual capaz de neutralizar o agente insalubre." "Não existe dados suficientes para mostrar a uma relação quantitativa entre exposição a vibração e riscos de efeito a saúde.1. através de laudo de inspeção do local de trabalho. na forma do art. de maneira habitual e permanente. inocorrendo portanto a alegada violação ao art. em razão daquelas que efetivamente usadas já se encontrarem desativadas. com dispositivo anti-vibração que elimina o risco. No Anexo 8 – Vibração temos a seguinte redação: ANEXO Nº 8 VIBRAÇÕES 1. Aduz que as cabines das máquinas são ergonômicas. não há atualmente a referida necessidade de mensurar a intensidade das vibrações.5. CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. tampouco há nos autos qualquer documento de fornecimento de EPI’s ao reclamante. E também registrou que não houve participação do autor em treinamento de segurança obrigatório em obediência à NR-06. não havendo falar em violação ao art. as vibrações localizadas ou de corpo inteiro.

Em outras palavras.1. portanto. como ocorre no presente caso. 114 da CF/88.09. evitando-se a supressão de instância.17. CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário. alegando. declarar a competência da Justiça do Trabalho e determinar a baixa dos autos à Vara de origem para reabertura da . 16). Portanto. O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que cabe à Justiça Comum julgar processos decorrentes de contrato de previdência complementar privada.. estar-se -ia transferindo para a Justiça Comum as lides entre patrões e empregados.02. inaplicáveis. CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. No entanto. como se pode constatar através de pesquisa no sítio do STF. A decisão ocorreu nos Recursos Extraordinários (REs) 586453 e 583050. narra que foi contratado pela reclamada em 04. Como relatora do RE 586453. em suma. Vejamos. De outro modo. Feitas as ponderações acima. tal como previsto no Regulamento Interno da empresa na época de sua contratação. pugnando pela reforma da sentença. a 10% do valor do salário da reclamante quando esta entrou em gozo de benefício do INSS. O reclamante se insurge.5. de diferença de complementação de aposentadoria. igualmente prevista naquele regulamento. a anulação da r. 2. Informa o reclamante que se aposentou por invalidez em 28.2008 e pede a condenação da reclamada ao pagamento de uma renda mensal vitalícia tal como previsto no regulamento interno vigente na época de sua contratação. em 1994 para Fundação Garoto. com o reconhecimento da competência da Justiça do Trabalho. entendeu que a competência para apreciar a matéria é da Justiça Comum em razão da inexistência de relação trabalhista entre o beneficiário e a entidade fechada de previdência complementar. declaro a competência da Justiça do Trabalho e determino a baixa dos autos à Vara de origem para reabertura da instrução e novo julgamento. Como relatora do RE 586453.0076200-39.1. no caso de aposentadoria por invalidez. 484/486. posteriormente. o pagamento de uma renda mensal vitalícia equivalente a 70% de uma rubrica denominada B1. como se pode perceber do teor do julgamento do RE 586453. 480/482-vº. pretende a autora receber a complementação de aposentadoria. a reclamada não apresentou contrarrazões. a competência da Justiça Comum é restrita para o julgamento de lides decorrentes de contrato de previdência complementar privada entre o beneficiário e a entidade fechada de previdência complementar e não quando a lide é proposta somente em face do empregador. o que vai de encontro ao art. que a decisão do Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 STF não foi publicada e ainda que tal decisão somente se aplica às ações que discutem a complementação de previdência privada e não àquelas ações em que se discute a indenização pelo descumprimento do regulamento interno do empregador. estar-se-ia transferindo para a Justiça Comum as lides entre patrões e empregados. sendo partes as acima citadas. o autor.2011. 114 da CF/88. em sua inicial.0010 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: DEMERVAL BARBOSA LIMA Recorrido: CHOCOLATES GAROTO SA Origem: 10ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA .ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. prossigo.COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO O Juízo de origem – considerando que o Plenário do Supremo Tribunal Federal decidiu que cabe à Justiça Comum julgar processos decorrentes de contrato de previdência complementar privada. Vistos. com dedução dos valores já pagos a título de pensão pela Fundação Garoto (alínea “B” de fls. por unanimidade. A decisão ocorreu nos Recursos Extraordinários (REs) 586453 e 583050. diferentemente do que afirmou o reclamante. sentença e o prosseguimento do feito no Juízo de primeiro grau. modulando os efeitos dessa decisão e definindo que deverão permanecer na Justiça do Trabalho todos os processos com sentença de mérito até o dia 20/02/2013 e considerando que o mérito do presente feito não foi apreciado – reconheceu a incompetência da Justiça do Trabalho para julgar casos de previdência complementar privada e determinou a remessa dos autos à Justiça Comum. O pedido inicial é. Devidamente intimada à fl. Em primeiro lugar. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. época em que vigia um Regulamento Interno prevendo. e que corresponde ao benefício pago aos empregados que se aposentassem por tempo de contribuição. a supracitada decisão do STF foi publicada no DJ no dia 06/03/2013. 23 de Setembro de 2013 63 Recorrido Advogado CHOCOLATES GAROTO SA Wilma Chequer Bou-Habib(OAB: 005584 ES) ACÓRDÃO . 488. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante em face da sentença de fls. o que vai de encontro ao art. independentemente da ação ter sido proposta somente em face do empregador. Aduz que as alterações lhes foram prejudiciais e. Em segundo lugar.1989. FUNDAMENTAÇÃO 2. como entender de direito. Alega que em janeiro de 1992 houve alteração nas regras da previdência privada transferindo-se a administração desta para a Fundação Bradesco e. a competência da Justiça Comum é restrita para o julgamento de lides decorrentes de contrato de previdência complementar privada entre o beneficiário e a entidade fechada de previdência complementar e não quando a lide é proposta somente em face do empregador. O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que cabe à Justiça Comum julgar processos decorrentes de contrato de previdência complementar privada. entendeu que a competência para apreciar a matéria é da Justiça Comum em razão da inexistência de relação trabalhista entre o beneficiário e a entidade fechada de previdência complementar. porque preenchidos os pressupostos de admissibilidade. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO.TRT 17ª Região . portanto. Razões do reclamante às fls. No entanto. a ex-ministra Ellen Gracie. como se pode perceber do teor do julgamento do RE 586453.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. conhecer do recurso. ou seja. De outro modo.2. que reconheceu a incompetência da Justiça do Trabalho para julgar casos de previdência complementar privada e determinou a remessa dos autos à Justiça Comum. a ex-ministra Ellen Gracie. AÇÃO PROPOSTA EM FACE SOMENTE DO EMPREGADOR. consubstanciada na renda mensal vitalícia correspondente a 70% do que o regulamento interno denomina por B.

307 ficou registrado que a autora assim declarou. pois. sendo partes as acima citadas.2012. Constou.TRT 17ª Região . 23 de Setembro de 2013 64 instrução e novo julgamento. pagamento das horas extras e inclusão de parte destas no banco de horas.LINHAS AEREAS S/A NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES(OAB: 015111 ES) ACÓRDÃO . até porque a Súmula 85 não se aplica à hipótese do banco de horas.17.0003 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: LUANA CASSANI LEAL Embargado: O V.2012.2 Embargante Advogado Embargado Advogado LUANA CASSANI LEAL Udno Zandonade(OAB: 009141 ES) TRIP . o que é impossível nos estreitos contornos que delineiam a moldura dos embargos de declaração. REGIÃO . como entender de direito.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DA RECLAMANTE Conhecidos e não providos ante a inexistência de vício capaz de macular o julgado. Alega omissão na análise do fato de que as horas extras eram compensadas de forma diversa daquela estabelecida no norma coletiva. Por todo o exposto. E tendo sido considerado regular o regime compensatório na modalidade "banco de horas" não há que se falar em aplicação da Súmula nº 85 do TST. nego provimento aos embargos de declaração.0078800-20. 306/609 alegando vício no julgado.0003 Processo Nº ED-78800/2012-003-17-00. por unanimidade. tendo ocorrido o correto lançamento de débitos e créditos no sistema.0006 e utilizados nestes autos como depoimento pessoal.2012.5.1 CONHECIMENTO Conheço dos embargos de declaração eis que tempestivos e regular a sua representação. na qualidade de testemunha em outro processo: “podendo atestar que no caso da depoente todas as horas do banco de horas foram compensadas pela depoente”. João Hilário Valentim.0010 Processo Nº RO-95200/2012-010-17-00. ACÓRDÃO DE FLS. quanto ao intervalo intrajornada. Não há. O acórdão foi claro quanto ao entendimento adotado de que houve confissão da autora no tocante o regular controle de horário de Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 trabalho. conhecer dos embargos declaratórios e.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.14.0095200-88. Extrai-se dos embargos de declaração que a parte pretende rediscutir o mérito da demanda. ainda. RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos pela autora em face do v. em especial à prova oral. o entendimento adotado pela Turma Julgadora foi no sentido de que o intervalo era integralmente gozado. 818 da CLT e Súmula 338 do TST).2012. Procurador do Trabalho: Dr.5. 3. 2.17. no mérito. do julgado que o banco de horas adotado estava regularmente previsto na Convenção Coletiva do Trabalho.TRT 17ª Região . Na fl. 306/309 . chegando-se a tal conclusão com base no depoimento que a testemunha Juliany Dekleva Cosme prestou perante o Juízo da presente ação. acórdão de fls. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-95200-88.2012. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. Vistos. Cabe ressaltar.0 Recorrente Advogado Recorrido Plurima Autor Advogado Plurima Réu Plurima Réu Advogado ROGERIO RAMOS DE ASSIS João Batista Dalapíccola Sampaio(OAB: 004367 ES) JOUSELI RODRIGUES BARBOSA JOUSELI RODRIGUES BARBOSA João Batista Dalapíccola Sampaio(OAB: 004367 ES) ROGERIO RAMOS DE ASSIS CONDOMINIO DO SHOPPING VITORIA Stephan Eduard Schneebeli(OAB: 004097 ES) ACÓRDÃO .5. negar-lhes provimento.0010 RECURSO ORDINÁRIO Recorrentes: ROGERIO RAMOS DE ASSIS JOUSELI RODRIGUES BARBOSA Recorridos: JOUSELI RODRIGUES BARBOSA ROGERIO RAMOS DE ASSIS CONDOMINIO DO SHOPPING VITORIA Origem: .17. Prequestiona a Sumula nº 85 do TST. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim. não havendo qualquer vício capaz de macular o julgado. que foram posteriormente compensadas com folgas. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Pois bem.5.17. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-78800-20. FUNDAMENTAÇÃO 2. ainda. Em relação ao intervalo intrajornada pugna pelo enfrentamento da teoria do ônus da prova (art.2 MÉRITO Afirma a embargante. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). que nosso ordenamento jurídico aplica o princípio da persuasão racional segundo o qual cabe ao julgador a valoração do conjunto probatório consoante seu livre convencimento. que houve equívoco na análise do depoimento da reclamante prestado na RT0088900. evitando-se a supressão de instância.5.25. dando-lhe outra interpretação. sob compromisso. adentrando em argumentos cuja a finalidade é a reapreciação de provas. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). não havendo razão para se declarar a nulidade do Banco de Horas.TRT 17ª. omissão.TRIP LINHAS AEREAS S/A Origem: 3ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . Por fim. em resumo. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região.

não há notícia sequer de que a atividade laboral tenha atuado como concausa para o aparecimento da doença. tendo em vista que o autor exercia a função de Inspetor de Segurança. não se vislumbra qualquer vício a macular o trabalho do perito. não restando caracterizada a nulidade da dispensa e. perito não respondem satisfatoriamente às indagações feitas pelo autor. inclusive. 5º. sem.213/91. conheço dos recursos ordinários interpostos pelo reclamante e pela advogada do reclamante. ao analisar os elementos existentes. Note-se que o não comparecimento do perito ao local de trabalho do reclamante. o que caracteriza “total incongruência do laudo pericial com a verdade real dos fatos”. que apresentou tempestivamente suas contrarrazões. Vistos. as características de sua função. NULIDADE DA DISPENSA. Sendo assim. Razões recursais da advogada do reclamante às fls. O reclamante recorre desta decisão.CARÊNCIA DE AÇÃO. É o relatório. 2. uma vez que o laudo apresentado foi plenamente satisfatório. 237-254) e os esclarecimentos prestados (fls. o cerceamento do direito de defesa alegado. são objetos de seu recurso ordinário os pedidos de isenção de custas e de assistência judiciária gratuita.PRELIMINAR DE NULIDADE DA SENTENÇA POR CERCEIO DE DEFESA. Razões recursais do reclamante às fls. já que. o interesse processual na solução jurídica pleiteada. que o disposto no art. 326-335. eis que elaborado por profissional qualificado. 300-301. que pretende a concessão dos benefícios da assistência judiciária gratuita. considerando que a alegação do obreiro é de que há doença ocupacional. honorários periciai. . no presente caso. e a possibilidade jurídica. indenização por danos morais e materiais decorrentes de doença ocupacional. O mesmo se diga quanto ao recurso ordinário apresentado pela advogada do reclamante. que é necessária para corrigir o mal de que o autor se queixa. sentiu-se em condições de proferir a decisão. perito qual a sua jornada de trabalho. consequentemente. atendendo aos fatos e circunstâncias constantes dos autos.2. ainda. Com razão. honorários advocatícios e litigância de má-fé. o pedido de indenização ou recolhimento pela reclamada dos valores devidos a título de imposto de renda. salários devidos no período de afastamento e dano moral decorrente.1. RELATÓRIO Trata-se de recursos ordinários interpostos pelo reclamante e por sua advogada.2. seja declarada a nulidade do julgado. portanto. tal erro material não trouxe qualquer prejuízo à ré. Rejeito. onde recorre quanto à condenação ao pagamento de multa e indenização por litigância de má-fé. ainda. em shopping center da capital. Contrarrazões da reclamada às fls. Contudo. §1º da Lei n. Contudo. entendendo que o laudo pericial era bastante para formar seu convencimento. 288-291. Entendo. elaborado por profissional qualificado.CONHECIMENTO O autor apresentou recurso ordinário sem comprovar o recolhimento das custas processuais a que foi condenado. 23 de Setembro de 2013 65 10ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . não apresentam quaisquer contradições ou omissões. não há como reconhecer ao autor à estabilidade prevista no art. contudo. que lhe foi desfavorável. 118 da Lei nº 8. Assim. 342-349 e 350-372. INDEFERIMENTO DA IMPUGNAÇÃO AO LAUDO Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 PERICIAL O reclamante sustenta que a negativa ao pedido de produção de nova prova pericial acarreta o cerceio ao direito de defesa. Todavia. nulidade da dispensa. na inexistência de vedação no ordenamento jurídico quanto ao pedido formulado pelo autor. local este de conhecimento notório. inciso VI do CPC. Portanto. o direito à reintegração. INDENIZAÇÃO PELO PAGAMENTO DE IMPOSTO DE RENDA A sentença julgou extinto.1.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. O laudo pericial realizado nos autos foi taxativo em sua conclusão de que o reclamante apresenta patologia degenerativa no joelho direito. sem julgamento de mérito. Além disso. e as circunstâncias de sua doença. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. sendo partes as acima citadas. é apenas e tão somente a insatisfação do autor quanto ao laudo pericial. A carência de ação decorre da ausência das condições da ação. encontram-se presentes. alegando a nulidade da sentença por cerceio de defesa e pugnando pela reforma do decisum quanto às seguintes matérias: assistência judiciária gratuita. In casu. nos moldes do artigo 267. restando violado o art. 272-273) são detalhados e conclusivos. Requer.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA DOENÇA OCUPACIONAL. Sem razão. inexistindo. FUNDAMENTAÇÃO 2. 20. pois se refere a recurso interposto pelo reclamado e sua advogada e não pelo reclamante e sua advogada. 303-325. que o perito respondeu satisfatoriamente a todas as questões levantadas pelas partes. Portanto. repita-se. entendo que tais elementos se mostraram suficientes para elaboração do laudo. Do exposto. a insurgência do reclamante guarda consonância com o resultado do laudo. em face da sentença de fls. não é considerada doença do trabalho. no caso em tela. observa-se que o Juízo de admissibilidade realizado pela origem contém erro material. Ressalte-se que o laudo pericial (fls. Ademais. complementada pela decisão de embargos de declaração de fls. o que não tem o condão de invalidá-lo. 437 do CPC prevê a possibilidade de nova perícia na hipótese do juiz entender que a primeira perícia não elucidou a causa. Desta forma. pois a legitimidade se verifica no âmbito das meras alegações. as quais. ESTABILIDADE. O que se constata.213/91. a análise acerca da matéria será realizada no mérito do recurso. e que o autor esclareceu ao i.º 8. deve ser conhecido o apelo para decisão quanto às referidas matérias. RECURSO ORDINÁRIO DO RECLAMANTE 2.2. in casu. carência de ação quanto aos descontos fiscais. considerando que os pleitos iniciais foram julgados improcedentes. que julgou totalmente improcedentes os pedidos iniciais. sendo que o expert não verificou as condições do local de trabalho do obreiro. de confiança do juízo e dentro das exigências legais. de confiança do juízo e dentro das exigências legais. Assim. Ressalte-se. porque presentes os pressupostos objetivos e subjetivos de admissibilidade. LV da CRFB/88. Ressalte-se que doença degenerativa. De outro norte. não vislumbro a necessidade de realização de nova perícia. em nada prejudica a avaliação e a conclusão feitas pelo expert. que os esclarecimentos prestados pelo d. por expressa disposição legal do art. Alega. o juiz procederá livremente para apreciar as provas. ter qualquer nexo de causalidade ou concausalidade entre a patologia e as atividades desempenhadas na reclamada. assim. REINTEGRAÇÃO.

consequentemente. por expressa disposição legal do art. 242). Outrossim.213/91. a condenação da ré ao pagamento de indenização por danos morais e materiais decorrentes da doença ocupacional.4. Logo. 25. NULIDADE DA DISPENSA. o dano e a culpa da ré quanto à doença que acomete o autor. não sendo. ao longo dos anos. 21). Sustenta que. em suma. 2. SALÁRIOS NO PERÍODO DE AFASTAMENTO. Contudo. sim. o autor encontra-se apto ao labor anteriormente exercido.2. Pelo exposto. código B31. ao tempo de sua demissão.90 cm de altura. 22-23). não havendo relação de causa ou concausa com as atividades exercidas pelo reclamante. Portanto. O autor recorre desta decisão. 272-273. o autor não laborou no período entre a alta previdenciária e a sua dispensa. ou seja. E. a natureza ocupacional da doença também não foi reconhecida pelo INSS. assim. requer a condenação da ré ao pagamento dos salários devidos no período de 03/10/2011 a 15/06/2012. Considerando que não restou demonstrado o nexo causal entre a doença do reclamante e a atividade laboral. não é considerada doença do trabalho. Alega. . não obstante a conclusão do d. portanto.2. O laudo pericial realizado nos autos foi taxativo em sua conclusão de que o reclamante apresenta patologia degenerativa no joelho direito.2. na função de Inspetor de Segurança. O autor recorreu desta decisão perante a autarquia previdenciária. 236-254. nos moldes dos artigos 421 e 422 do CC/02. conforme comunicação de fl. não há nexo causal. nos termos do art. consequentemente. Conforme exposto anteriormente. ter qualquer nexo de causalidade ou concausalidade entre a patologia e as atividades desempenhadas na reclamada. 2. em síntese. sem. Dou provimento para afastar a carência de ação declarada pelo juízo a quo. Logo. 20. Frise-se que o d. julgou improcedente o pedido de pagamento de salários referentes a este período. interesse processual na solução que busca em juízo para a questão controvertida. não há como reconhecer ao autor à estabilidade prevista no art. Mantenho a sentença. não há falar no dever de indenizar eventuais danos morais e materiais sofridos. no período de 20/06/2011 a 16/09/2011 (fl. Portanto. em face da inexistência de vedação expressa no ordenamento. que não fosse capaz de ocasionar o agravamento de suas lesões. Sem razão. sustenta que deve ser reconhecida a concausalidade. qual seja. nego provimento. mantendo-se o pagamento até o dia 03/10/2011. 186 do Código Civil. não se negou a trabalhar. Cabe ainda destacar que o reclamante permaneceu afastado do labor. conforme se vê à fl.DOENÇA OCUPACIONAL. Assim. e o pedido é juridicamente possível. Aduz. Requer. perito no sentido de que o autor apresenta incapacidade parcial permanente para realizar atividades que requeiram impacto ou sobrecarga de membros inferiores. Assim. REINTEGRAÇÃO O autor pretende a reforma da r. Portanto. não restou demonstrada a doença ocupacional. não há notícia sequer de que a atividade laboral tenha atuado como concausa para o aparecimento da doença. DANOS MORAIS E MATERIAIS A sentença de origem. conforme exame físico. que foi admitido na reclamada apto para o trabalho e que. a reclamada o manteve afastado por considerá-lo inapto e não efetuou o pagamento de salários. na função por ele desempenhada. entendendo que. Ressalte-se que doença degenerativa. com suspensão do pagamento do benefício a partir de 03/10/2011 (fls. Além disso. em gozo de auxílio doença comum (código B31). que “o autor apresenta alterações degenerativas no joelho direito. ainda que não se admita o nexo causal direto.DOENÇA OCUPACIONAL. por intermédio do laudo pericial de fls. contudo. tendo em vista que o autor permanecia em pé ao longo de toda a jornada de trabalho. possui origem degenerativa. no caso. por não se considerar apto para o exercício de suas funções. O reclamante foi contratado pela reclamada em 04/05/2010. considerando que a doença que acomete o autor é de origem degenerativa e agravou-se de maneira crônica em razão do sobrepeso do reclamante que. 23 de Setembro de 2013 66 O reclamante pretende a responsabilização da reclamada pelos descontos fiscais incidentes sobre as parcelas eventualmente deferidas. sentença no que concerne ao pedido de nulidade da dispensa em razão de estabilidade acidentária e reintegração no emprego. no período de 20/06/2011 a 16/09/2011. A prorrogação deste benefício foi negada ao autor pelo INSS. O reclamante gozou de benefício previdenciário (auxílio doença comum – B31) no período de 20/06/2011 a 16/09/2011. O reclamante recorre desta decisão. quando da reapresentação à empresa após a alta previdenciária.213/91. o direito à reintegração. se objetiva ou subjetiva. pelo que não cabe à reclamada o dever de indenizar eventuais danos sofridos em razão da doença que. conclui-se que há. Verificou-se que as sequelas apresentadas são derivadas da sobrecarga ocorrida nos joelhos.º 8. pesa 140 kg e mede 1. O laudo médico de fls. o reclamante foi admitido em 04/05/2010.3. decorrentes do trabalho executado na ré” (fl. §1º da Lei n. julgou improcedentes os pedidos de indenização por danos morais e materiais. que as lesões suportadas pelo obreiro são decorrentes das atividades laborais realizadas em prol da reclamada. desde que em outra função compatível. Sendo assim. de indenização por danos morais. por decisão própria. A prova documental aponta que o autor esteve em gozo de benefício previdenciário por auxílio doença comum. de 03/10/2011 a 15/06/2012. 2. E.5. sob o fundamento de que não restou demonstrado o nexo. pelo sobrepeso do autor. não restando caracterizada a nulidade da dispensa e. Não há falar em carência de ação no particular. agravadas pela obesidade. complementado às fls. DANO MORAL O Juízo a quo. Ressalte-se que o pedido de indenização por danos morais e materiais tem como fulcro a doença ocupacional. destacando que o reclamante apresenta incapacidade parcial permanente para realizar atividades que requeiram impacto ou sobrecarga dos membros inferiores. 23. nego provimento. não restou demonstrado que a doença do autor tenha origem ocupacional. Vejamos. ainda de acordo com o laudo. bem como. decorrentes da doença ocupacional. datado de 14/09/2011. encontrava-se acometido de doença ocupacional decorrente da atividade que exercia na empresa. e dispensado sem justa causa em 15/06/2012. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 não há perquirir acerca da responsabilidade da ré. perito afasta inclusive a caracterização da concausa. vindo a laborar na escala 12x36h.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Restou constatado. ESTABILIDADE. 118 da Lei nº 8. por não se considerar apto ao labor e por discutir com o órgão previdenciário o direito à percepção de novo auxílio doença. vê-se que as condições laborais que limitam as atividades a serem exercidas pelo autor não ocorrem no labor em prol da reclamada. sugeria repouso por 90 (noventa) dias. 31. à luz do princípio da função social do contrato.

ainda que o autor não fizesse jus à assistência judiciária. o patrocínio da causa por advogado particular. De toda sorte. mesmo havendo nos autos laudo pericial concluindo pela ausência de nexo causal. dou provimento parcial.ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA A assistência judiciária gratuita aos que não possuem recursos suficientes para demandar sem prejuízo do próprio sustento ou de sua família constitui direito fundamental. nos termos do Provimento TRT 17. quanto ao dano moral eventualmente decorrente. declarou não ter condições de arcar com as despesas do processo sem prejuízo do próprio sustento e de sua família (fls. nos moldes do §3º do art. o reclamante. 23 de Setembro de 2013 67 Em exame de retorno ao trabalho. com fulcro nos artigos 17. vislumbro que o transtorno causado ao autor foi fruto da resistência do INSS em reconhecer que a sua incapacidade para o trabalho não havia cessado em 16/09/2011. ainda. visto que teve seu benefício previdenciário suspenso pelo INSS. uma vez que tal benefício somente abrange despesas e taxas judiciais devidas ao Estado (art. Desse modo. Ademais. vez que permaneceu afastado de seu labor. 5.7. destinados aos beneficiários de assistência judiciária. e § 1. de aplicação imediata. Assim. Contudo. no valor de R$250. razão pela qual dispensado está do recolhimento das custas processuais. Nego provimento. tendo em vista que o art. por intermédio de sua patrona. ao requerer a produção de prova oral para comprovar a existência de doença ocupacional.6. Com razão.00. até que se prove o contrário. 2. a sentença condenou o reclamante ao pagamento dos honorários periciais. por si só. Ora. em 01/11/2011. Quanto aos honorários periciais prévios (R$ 500. terceiros estranhos ao processo. condenou o autor e sua advogada à multa por litigância de má-fé.º 7. não ocorreu. 2. tal como o Juízo a quo. autorizando o perito a receber a importância diretamente do Tribunal.510/86. que deu nova redação aos artigos 159. atestou a incapacidade do autor e o encaminhou para nova perícia no INSS demonstra cautela em relação à saúde do reclamante. incorrido em qualquer das hipóteses previstas no artigo 17 do CPC. nos presentes autos. realizado em 01/11/2011. em face da hipossuficiência do reclamante. Reconheço que a situação vivenciada pelo autor é delicada. não tem o condão de afastar essa garantia. praticou ato desnecessário. e indenização. LXXIV. A reclamada atestou a incapacidade do reclamante e o encaminhou ao INSS para nova perícia. teria direito à gratuidade de Justiça. É importante destacar que a Orientação Jurisprudencial n. a reclamada considerou que o autor encontrava-se inapto (fl. Ademais. dou provimento ao recurso do autor para deferir-lhe os Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 benefícios da assistência judiciária gratuita. (APRECIAÇÃO CONJUNTA DOS RECURSOS DO RECLAMANTE E DE SUA ADVOGADA) O Juízo de origem concluiu que o reclamante e sua patrona que o acompanhava em audiência. Pois bem. pugnando pela exclusão da multa e da indenização.2. se a insuficiência de recursos foi demonstrada. no valor de R$2. da Lei n.115/83 dispõe que se presume verdadeira. 18 do CPC.00) informo que caberá ao autor restituir a ré.00 (dois mil reais).º 1. ter o reclamante.00 (oitocentos reais). criando incidente manifestamente infundado. 2. 143). a declaração de pobreza. sob pena de violação do texto constitucional. MULTA E INDENIZAÇÃO. Desse modo. determino que o pagamento da importância complementar seja feito com recursos existentes no Orçamento da União. entendo que não deve ser imputado a reclamada o dever de arcar com a remuneração do obreiro se não deu causa a este evento. não há falar em pagamento de honorários advocatícios. reduzo o valor dos honorários para R$ 800. Não obstante. Não vislumbro. É o que basta. No caso dos autos. no valor de R$2. não percebeu sua remuneração. não havia impedimento para sua dispensa. considerando a existência de laudo médico particular apontando a sua incapacidade laboral. É de se destacar. Após. 160 e 161 do Prov.º. nesse aspecto. que para ela não concorreu. uma vez que apenas exerceu seu direito de ação.2. O autor retornou ao trabalho em 14/06/2012. na petição inicial.º 1. No caso. em um primeiro momento. sendo considerado apto e foi dispensado sem justa causa em 15/06/2012. o pagamento dos honorários de perito será efetuado com os recursos vinculados ao custeio da assistência judiciária aos necessitados. considero que nem a assistência judiciária gratuita. Conforme se observa dos autos. 3º da Lei n. ao requerer a produção de prova oral. 01/2005. que não podem trabalhar sem receber a devida contraprestação.060/50). Desta feita. Acrescente-se que a Justiça do Trabalho não conta com peritos próprios. a mesma é devida caso haja prejuízo à parte contrária. não há notícia quanto à decisão do INSS. revertidas em benefício da reclamada.500. Após esta data.2. data da alta previdenciária.2. Nego provimento. 141). Logo. Em novo exame.HONORÁRIOS PERICIAIS Embora concedida a assistência judiciária gratuita ao reclamante. quando houver sucumbência do beneficiário de justiça gratuita na pretensão relativa ao objeto da perícia. essa situação não pode ser imputada à reclamada. O reclamante recorreu da decisão da autarquia previdenciária em 16/11/2011. § 1º. o que. LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. de modo que o deferimento da assistência judiciária gratuita não socorre o autor. 1º da Lei n. para se considerar configurada a sua situação econômica (art. 2. porém.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. no que concerne à indenização prevista na parte final do art.ª SECOR 03/2007. constitucionalmente garantido. em razão da sucumbência.060/50).º 7. tanto quanto ao indeferimento dos salários.00.9. compareceu a reclamada.° 304 do TST reza que para a concessão da assistência judiciária basta a simples declaração de hipossuficiência do declarante ou de seu advogado. após o período de afastamento deferido pelo INSS. caput e § 2º do CPC. até mesmo em razão do . que deu nova redação à Lei n.000. nos termos do artigo 1º do Provimento supracitado. nem a gratuidade de justiça alcançam os honorários periciais. E não poderia ser diferente. a ser paga pela parte sucumbente no objeto da perícia. que a doença que acomete o autor não tem origem ocupacional. considerando-o apto. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS Considerando a sucumbência do reclamante. isentando-o do pagamento de custas processuais. a sentença de origem deve ser mantida. ex vi da Constituição da República (Art. 790 da CLT. o obreiro foi novamente considerado inapto e encaminhado ao INSS para perícia (fl. Insurgem-se o reclamante e sua advogada contra esta decisão. realizado em 04/10/2011. 13). no caso. Contudo. Portanto.º). apesar de ter o reclamante constituído patrono a título oneroso. 4º.8. Ressalte-se que o ato da reclamada que. socorrendo-se de profissionais particulares. VI e 18. nos termos da fundamentação supra.

a parte manifestar sua irresignação por meio de recurso próprio. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). 832 da CLT.CONHECIMENTO Conheço dos embargos declaratórios. parágrafo único. nos termos dos artigos 158 a 162 do Provimento TRT. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). Requer. aos honorários periciais e a litigância de má-fé. parágrafo único. Da leitura do v. Vencida.2012.0098600-38. conhecer dos recursos ordinários interpostos pelo reclamante e pela advogada do reclamante.3 PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO CERTIDÃO DE JULGAMENTO . por unanimidade.5. a parte pretende obter uma nova apreciação do mérito já decidido pelo acórdão de fls. Além de os embargos denotarem mero inconformismo com o conteúdo meritório do julgado. 255/v extrai-se que a matéria foi amplamente analisada ao dispor que “a empresa somente poderia descontar os dias parados se houvesse expressa determinação no dissídio coletivo. ambos da Constituição Federal. ou se a paralisação fosse considerada abusiva. verifico que suas alegações demonstram. pelo Condomínio do Shopping Vitória. por unanimidade. na forma autorizada pelo art. Procurador do Trabalho: Dr. dar parcial provimento ao apelo do reclamante para afastar a carência de ação declarada pelo juízo a quo. do CPC. o art. o que não é o caso”.17.5. isentando-o do pagamento de custas processuais.TRT 17ª Região . favorável à reclamada. na forma autorizada pelo art. é nítida a intenção da parte de dilatar o prazo recursal.1 Embargante Advogado Embargado Advogado CARIOCA CHRISTIANI NIELSEN ENGENHARIA S A Stephan Eduard Schneebeli(OAB: 004097 ES) RAIMUNDO NONATO PEREIRA NASCIMENTO Rafael de Anchieta Piza Pimentel(OAB: 008890 ES) condenar a Embargante a pagar a multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa. pois. 538.2012. ainda. e tendo em vista o manifesto caráter protelatório dos embargos. 538.0009 Processo Nº ED-97000/2012-009-17-00.N. a meu ver. 5º. sentença de piso no que tange ao pleito autoral de restituição dos valores descontados a título de faltas.PREQUESTIONAMENTO Alega a embargante que “o E. dar provimento ao recurso da advogada do reclamante para excluir a multa e a indenização por litigância de má-fé. no tocante à assistência judiciária gratuita.TRT 17ª.FUNDAMENTAÇÃO 1. o que deve ser manejado na via recursal própria. respeitando-se o limite previsto no art. Procurador do Trabalho: Dr. negar-lhes provimento e Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Recorrente Advogado Recorrido Advogado SUPERMERCADOS CASAGRANDE LTDA Washington Luiz da Silva Barroso(OAB: 006608 ES) ADRIANO MONTEIRO DOS SANTOS Leonardo Valle Soares(OAB: 009614 ES) ACÓRDÃO .00).5. sua irresignação com o resultado do julgamento proferido.ª. ticket e adicional de assiduidade. O que se exige é adoção de tese. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.17. João Hilário Valentim. ACÓRDÃO DE FLS. João Hilário Valentim Acórdão Processo Nº RO-98600-38. 255/256 .0009 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: CARIOCA CHRISTIANI NIELSEN ENGENHARIA S A Embargado: O V.17. autorizar o Perito a receber a importância relativa aos honorários periciais diretamente do Tribunal. foi omisso no que tange a ausência de lei que preveja o pagamento de tais parcelas na ausência de prestação de serviços”. 159 do referido Provimento (R$ 800.0131 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: SUPERMERCADOS CASAGRANDE LTDA Recorrido: ADRIANO MONTEIRO DOS SANTOS Origem: 1ª VARA DO TRABALHO DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM . DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Certidão de Julgamento de ROS Processo Nº ED-97000-57. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região.TRT 17ª Região . e não reprodução da lei. Presença da Dra. o prequestionamento da matéria em relação aos dispositivos invocados.Assim. Não tem a mais pálida razão. a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.OMISSÃO . REGIÃO RAIMUNDO NONATO PEREIRA NASCIMENTO Origem: 9ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . ante a total ausência dos vícios alegados.1. por maioria. rejeitar a preliminar de nulidade da sentença por cerceio de defesa e.2012.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Certifico que a 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. IX. do CPC.SECOR. 93. Dou provimento para excluir a multa e a indenização por litigância de má-fé.2012. art.5. conhecer dos embargos declaratórios. só tem pertinência e cabimento quando o julgado não haja adotado fundamento explícito sobre o tema ou sobre a questão submetida. XXXV e art. neste aspecto.Em verdade. Logo. quais sejam. por preenchidos os pressupostos para a sua admissibilidade. 255/256-v.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. excluir a multa e a indenização por litigância de má-fé.17. o que não significa obrigação de reproduzir textos legais. Quanto ao prequestionamento a que se refere a Súmula 297 do TST. deferir os benefícios da assistência judiciária gratuita. Ana Carolina Machado Lima. não há.º 01/2005. sendo que a via escolhida é totalmente incompatível com tal objetivo.0097000-57.ES Relator: DESEMBARGADOR JOSÉ LUIZ SERAFINI . tão somente. Neste sentido não merece prosperar os argumentos aduzidos pela embargante no que tange à ausência de lei acerca do assunto. nego-lhes provimento e imponho a Embargante multa de 1% sobre o valor da causa. litigância de má-fé.Deste modo. Mantido o valor da condenação. 23 de Setembro de 2013 68 resultado da demanda. devendo. nesta data resolveu. no mérito. contudo. Desembargador Gerson Fernando Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. pelo que a sentença de origem merece reforma.17.0131 Processo Nº RO-98600/2012-131-17-00. acórdão à fl. TRT reformou a r.

8. XXVI. o Desembargador Relator. curvo-me à referida decisão.860/65. no regime constitucional atual. 7º. com reajuste automático e pelos mesmos índices estabelecidos pelo Governo Federal. 8. porém. no qual antagonizaram Carlos Eduardo Junqueira e Governo do Estado de São Paulo. no RE 565714. sendo desnecessário. cuja relatora foi a eminente Ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha. à insalubridade. 192 da CLT quanto as normas coletivas. razão pela qual parece-me perfeitamente possível dar o mesmo tratamento tanto a um quanto ao outro caso. sob pena de afronta ao art. preferindo manter. NEM SER SUBSTITUÍDO POR DECISÃO JUDICIAL. Desnecessária a remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho. em nenhum outro caso poderia o legislador infraconstitucional utilizar o salário mínimo como indexador. Pelo exposto. faço uso da analogia. Em vista disso. ainda. não podem os trabalhadores ficar desprovidos de um direito que lhes é assegurado na própria Constituição Federal. Com efeito.2. o art.CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário. mesmo julgando inconstitucional a norma estadual. continua. TJSP. IV. ao julgar o Recurso Extraordinário n. Insurge-se a reclamada contra a decisão que fixou o salário normativo do autor como base de cálculo do adicional de insalubridade. a teor do art. Ressalto que a vedação constitucional da utilização do salário mínimo como indexador atinge tanto o art. nego provimento e mantenho a sentença que fixou o salário normativo como base de cálculo do adicional.º 4. com reajustes aplicados pelo Estado de São Paulo. a parte do art. não podem os trabalhadores ficar desprovidos de um direito que lhes é assegurado na própria Constituição Federal. o STF negou o pedido dos recorrentes de aplicação da remuneração como base de cálculo. o valor dos dois salários mínimos. 3. que restou lavrada nos seguintes termos: SÚMULA VINCULANTE 4 SALVO NOS CASOS PREVISTOS NA CONSTITUIÇÃO. pela Constituição Federal. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. Ora. Em vista disso. porque a CF/88. Em vista disso. até nova lei estadual. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais (Presidente). da Carta Magna. tomada com o cuidado de se tratar de ação com repercussão geral. 336-337da lavra do eminente Juiz Roque Messias Calsoni. inclusive. Razões recursais da reclamada às fls. TST. buscou o recorrente obter da mais alta Corte a reforma do v. até o dia 30 de abril de 2008 este Redator Designado sempre adotou os termos da antiga redação da Súmula 228 do C. mas apenas estatuiu que o adicional comporia a remuneração do trabalhador. Acórdão proferido pelo E. de que exceto naqueles casos em que a própria Constituição havia excepcionado. Não merece reforma a sentença. A expressão “vedada sua vinculação para qualquer fim” levou ao entendimento. por unanimidade. considerando o interesse das categorias econômicas e profissionais. entendeu o STF que o salário mínimo não poderia ser usado como base de cálculo. como autorizado no art. por maioria. É por isso que. 92 do Regimento Interno deste Tribunal. 7. de forma a não adotar uma decisão in peius.1. pugnando pela fixação do salário mínimo.º.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.MÉRITO BASE DE CÁLCULO DO ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. 23 de Setembro de 2013 69 Redator Designado: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. além dos servidores públicos. IV. como autorizado no art. deu ensejo a uma das primeiras súmulas vinculantes adotadas pelo Excelso Tribunal." FUNDAMENTAÇÃO 2. RELATÓRIO Adoto relatório do Exmo. Comprovante do recolhimento das custas e do depósito recursal às fls.º 565714. 341-344. vez por todas. 2. parte final. 345-346. Com o advento da Súmula Vinculante n. O SALÁRIO MÍNIMO NÃO PODE SER USADO COMO INDEXADOR DE BASE DE CÁLCULO DE VANTAGEM DE SERVIDOR PÚBLICO OU DE EMPREGADO.860/65. eis que satisfeitos os pressupostos de admissibilidade. Essa decisão. no mérito. negar-lhe provimento. Todavia. faz-se uso da analogia com os artigos 193 da CLT e 14 da Lei n. Tomo por modelo o que dispõem os artigos 193 da CLT e 14 da Lei n. sentença de fls. 192 da CLT a mencionar o salário mínimo como base de cálculo do adicional de insalubridade. Todavia. para estabelecer como base de cálculo do adicional de insalubridade o salário normativo do empregado.860/65. no art. no mérito. no caso específico da Lei 4. Vistos. sendo partes as acima citadas. a norma legal refere -se. 192 da CLT. não estabeleceu base de cálculo sobre a remuneração. sendo que. dependendo do Legislativo Federal apenas o advento de nova lei para fixar. 192 da CLT que estabelecia o salário mínimo como base de cálculo do adicional de insalubridade deixa de existir no mundo jurídico. É que ambos os artigos cuidam de agentes agressivos à saúde do trabalhador. adotou posição definitiva acerca da matéria. dependendo do Legislativo Federal apenas o advento de nova lei fixando. É o relatório. essa parte do dispositivo celetista deixa de existir no mundo jurídico. Contudo. que estabelecia a recepção do art. outra base de cálculo. que julgou procedentes em parte os pedidos contidos na inicial. Desembargador Relator: "Trata-se de recurso ordinário interposto pela reclamada em face da r. O reconhecimento das normas coletivas pela Constituição Federal (art. o Desembargador José Luiz Serafini e a Juíza . Vencido. E o fez sob o fundamento de cuidar de ação de repercussão geral. outra base de cálculo. XXIII. CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. 7º. parte final. da CF/88) não autoriza que estas mesmas normas não observem a vedação constitucional inserida no art. no que se refere à base de cálculo do adicional de insalubridade. conhecer do recurso e. BASE DE CÁLCULO. Porém. Ocorre que o Excelso Supremo Tribunal Federal.º da CLT. ato do Senado Federal para expungir o artigo da legislação em vigor. a Suprema Corte também deixou assentado que o fato de não haver uma lei fixando outra base de cálculo que não o salário mínimo não permitiria que o Judiciário a fixasse como sendo a remuneração. o valor de dois salários mínimos. Com a decisão do STF. 7. para estabelecer como base de cálculo do adicional de insalubridade o salário básico. vez por todas.º 4 do STF. Contudo.º.º da CLT. para os policiais militares. da Constituição da República. sem Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 controvérsia. Contrarrazões do autor às 350-352.º 4. que considerou constitucional norma de lei estadual que fixou como base de cálculo do adicional de insalubridade.

2264/2269 que julgou improcedentes os pedidos iniciais. quais sejam. conforme determinado pelo Juízo. Razões recursais de fls.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA VÍNCULO DE EMPREGO. Vejamos. Rejeito a preliminar de intempestividade do recurso arguído pela reclamada em contrarrazões. 2278/2301 renovando o pedido de reconhecimento de vínculo de emprego e a condenação solidária dos réus no pagamento das verbas pleiteadas na inicial.5. Vistos. despacho retro”. Ausente qualquer um destes requisitos. A relação empregatícia. cujo objeto era a prestação de serviços judiciais e extrajudiciais. Em seu depoimento pessoal o autor afirmou que o contrato de prestação de serviços de advocacia de fls. 2277). 39/43). divulgado pelo Governo Federal. Vejamos. recebia ordens diretas dos sócios das rés. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. portanto. que dispõe sobre a remuneração dos serviços contratados. a não eventualidade. a onerosidade e a subordinação jurídica. João Hilário Valentim. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Redator Acórdão Processo Nº RO-99600-66. Aduz que o autor prestoulhe serviços advocatícios em apenas um processo judicial. A cláusula 6ª do referido contrato dispõe: Negativa de Relação de Emprego A presente contratação não guarda qualquer relação com vínculo empregatício.2012. O despacho de fls. Contrarrazões das reclamadas às fls. em suma. o reconhecimento do vínculo de emprego e a condenação das rés no pagamento das verbas dele decorrentes. Onesvaldo.1 VÍNCULO DE EMPREGO ENTRE ADVOGADO E GRUPO ECONÔMICO FORMADO POR EMPRESAS DO RAMO DE ALIMENTAÇÃO Narra o autor. requisito indispensável para o reconhecimento do vínculo de emprego. agência 662. A correta publicação da sentença.2012. Procurador: Dr. sendo partes as acima citadas. nesta última alegando a preliminar de intempestividade do apelo.8 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Réu Advogado Plurima Réu Advogado LEO FELIX VIANNA Adão Carlos Pereira Pinto(OAB: 008225 ES) SB COMERCIAL LTDA Sara Dias Barros(OAB: 011337 ES) RESTAURANTE PALLADIUM LTDA EPP Renan Sales Vanderlei(OAB: 015452 ES) LANCHONETE PALLADIUM LTDA ME Renan Sales Vanderlei(OAB: 015452 ES) ACÓRDÃO . reajustáveis sempre que houver aumento dos mesmos. 23 de Setembro de 2013 70 Convocada Sônia das Dores Dionísio. Pede a nulidade do contrato de prestação de serviços jurídicos firmado. a pessoalidade. Dizem ser apenas clientes do autor e que a relação entre eles era de um típico contrato de “advocacia de partido”. No dia 02/05/2013 o advogado do autor compareceu ao balcão da secretaria e deu o seu “ciente do r. foi por ele mesmo redigido em comum acordo com o Sr. se deu em 13/05/2012 pelo Diário Eletrônico (certidão de fls.2.0004 Processo Nº RO-99600/2012-004-17-00.5. 2305/2309 e 2310/2317. . RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo autor face a r. 3º da CLT. Dessa decisão recorre o autor renovando os pedidos iniciais. verdadeira relação empregatícia. Conheço do recurso ordinário do autor eis que presentes os pressupostos de admissibilidade. FUNDAMENTAÇÃO 2. espécie qualificada da relação de trabalho. Já a cláusula 2ª do contrato. 1991/1995 (cópia daquele juntado com a inicial às fls. Nega a relação de emprego. tempestivo. como a primeira. sendo depositados na Caixa Econômica Federal.1 PRELIMINAR DE INTEMPESTIVIDADE DO RECURSO ARGUÍDA PELAS RECORRIDAS EM CONTRARRAZÕES Alegam as reclamadas ser intempestivo o recurso ordinário do autor tendo em vista que foi interposto após o decurso do prazo de oito dias contado a partir da primeira intimação para ciência da sentença. Assim.17. em sua inicial. cuja nulidade se pretende.TRT 17ª Região . anualmente. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 ainda. a renovação do ato de publicação da sentença ao atual patrono do autor. 2270 que determinara a renovação do ato de publicação da sentença. sem prejuízo do prazo recursal. que apesar de ter firmado com as reclamadas um contrato de “Prestação de Serviços de Advocacia”. caracteriza-se quando observados os requisitos previstos no art. laborava na sede da empresa. as partes acordaram: Honorários Profissionais O contratado receberá como honorários de advogado o valor mensal de dois salários mínimos. conta corrente 21000-3.2 MÉRITO 2. que recebia remuneração mensal no valor de 2 salários mínimos.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. ciência daquela decisão de fls. A segunda e a terceira reclamada apresentam defesa conjunta.0004 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: LEO FELIX VIANNA Recorridos: SB COMERCIAL LTDA RESTAURANTE PALLADIUM LTDA . Esta decisão determinou. significando tão somente prestação de serviço na área de serviços jurídicos. A primeira ré apresenta sua defesa negando a existência de grupo econômico com as demais reclamadas.17. A sentença julgou improcedentes os pedidos entendendo que não ter sido provado o elemento subordinação jurídica. 2275 tornou sem efeito a intimação de fls. desde 25/09/2006 até 14/07/2011. Aduz o autor. O recurso protocolado no dia 20/05/2013 é. sentença de fls. 2.0099600-66. ou seja. 2270 publicada no dia 25/04/2013 porque dirigida ao advogado que não mais representava o autor nestes autos. a relação entre as partes sempre foi.EPP LANCHONETE PALLADIUM LTDA .ME Origem: 4ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . pagos todo dia 25 de cada mês. não há falar em reconhecimento do vínculo de emprego. O prazo de oito dias começou a fluir no dia 14/05/2013 findando no dia 21/05/2013. comparecia diariamente à empresa e lá cumpria jornada de trabalho de 7:30h de segunda a sexta-feira. negam a formação do grupo econômico.

Vistos. Nego provimento. Destaco.5.5. vindo da rua” e “.depois do almoço o reclamante ia embora” (fls. decisão de fl. negando a existência do vínculo de emprego e. que a sentença reconheceu a existência de grupo econômico entre as Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 reclamadas. os documentos de fls. Em caso análogo ao presente. deixando agora clara a sua liberdade de dias e horários.2005.. ainda. da CLT. Des. registro que as reclamadas apresentaram contestação específica contra os fatos alegados na inicial. a aplicação do princípio da fungibilidade para processamento do recurso ordinário como agravo de petição. pois o princípio da fungibilidade não comporta aplicação neste caso. 25/01/2006) Ademais. Alexandre Nascimento de Carvalho (fls. Razões do agravo. 3º da CLT. não eventualidade e pessoalidade.17. Infere-se do seu depoimento. mas nem todos os dia. que foi confeccionado pelo próprio reclamante.17. (RO 0096100-21.. tanto mais quando comparado com o testemunho de Maria da Penha Redigueri Regatieri. em face do que dispõe o artigo 897. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.. que denegou seguimento ao recurso ordinário interposto contra a decisão que apreciou os embargos de terceiro. negar -lhe provimento. 2041/2057 comprovam que o autor atuou como advogado de outras empresas em inúmeros processos judiciais em tramite nesta Especializada. E do que se extrai do depoimento da referida testemunha.0009. que está demonstrado o contrato de prestação de serviço e não a relação de emprego nos moldes celetistas. o recurso interposto não deve ser conhecido. 23 de Setembro de 2013 71 Havendo êxito na demanda. que o autor sempre possuiu escritório próprio localizado no Ed. no mesmo interrogatório o Autor confessou. Nenhum desses elementos restou comprovado nos autos. Procurador do Trabalho: Dr. “. a testemunha do reclamante Sr.. José Carlos Rizk – j.2012. Neste aspecto. já decidiu este Tribunal: VÍNCULO DE EMPREGO – ADVOGADO.17.TRT 17ª Região . repita-se. Contraminuta.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: RECURSO.. 3. para a caracterização do vínculo de emprego necessária se faz a presença de todos aqueles requisitos previstos pelo art. na época em que prestava serviços às rés. Por fim. no particular. João Hilário Valentim.0099800-43. no mérito. em condição indiscutivelmente autônoma. 183. 02/21. no qual disse sem hesitar que o Autor “. pleiteando. transcrevo trecho da sentença: “Outrossim. No caso dos autos. como porteiro.0014 AGRAVO DE INSTRUMENTO Agravante: ASSOCIACAO DESPORTIVA FERROVIARIA VALE DO RIO DOCE Agravados: LUIZ GUILHERME CARVALHO ROCHA DESPORTIVA CAPIXABA S/A Origem: 14ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . rejeitar a preliminar de intempestividade do recurso arguído pela reclamada em contrarrazões. em síntese. § 1º.”. fato que infirma o testemunho de Nael Lisboa Barbosa. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº AIRO-99800-43. sendo partes as acima citadas. Além disso. no qual fez crer que o Autor tinha dias e horários rígidos de trabalho no estabelecimento dos contratantes (fls. Rel. caracterizado pelo dolo.costumava almoçar no restaurante. Por tais razões. ainda que se encontrem presentes os três últimos elementos. em autêntico ato falho. RELATÓRIO Trata-se de agravo de instrumento interposto pela terceira embargante contra a r.. em conjunto com o exame de outros elementos dos autos. Para declaração de nulidade de um contrato é necessário que haja comprovação do vício de consentimento. indicada pela própria parte ativa.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. quais sejam: subordinação. pugnando. o contrato foi redigido pelo próprio reclamante que cuidou de estipular cláusulas que lhe asseguravam direitos como. Aliás. local em que trabalha. o vínculo empregatício não será reconhecido ante a inexistência de subordinação jurídica.2012. 2258). o autor comparecia ao seu escritório particular. mas que tal fato não altera o deslinde da demanda. o de incidência de multa de 15% em caso de atraso no pagamento dos seus honorários (a partir da terceira parcela). 123/124. . uma vez que a interposição de recurso ordinário contra a decisão que julga os embargos de terceiro constitui erro grosseiro. 2259). os honorários sucumbenciais devidos pela parte contraria serão repassados integralmente ao CONTRATADO.. mantenho a sentença que julgou improcedente o pedido de reconhecimento de vínculo de emprego entre autor e demandadas. Observa-se que o reclamante foi contratado para prestar serviços de assessoria jurídica e advocacia. em síntese. durante o período em que perdurou seu contrato com a reclamada.0014 Processo Nº AIRO-99800/2012-014-17-00. Há de se destacar. 2260)”.4 Agravante Advogado Agravado Advogado Plurima Réu ASSOCIACAO DESPORTIVA FERROVIARIA VALE DO RIO DOCE Allyson Marcello SantAna(OAB: 012312 ES) LUIZ GUILHERME CARVALHO ROCHA Eduardo Neves Gomes(OAB: 010064 ES) DESPORTIVA CAPIXABA S/A PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO . Ou seja. conhecer do recurso ordinário e. as verbas cujo pedido se amparava naquela declaração. Mantida a sentença. segundo seu depoimento pessoal. tendo o autor patrocinado outras causas de clientes seus. onerosidade. por unanimidade. por inadequação. por corolário lógico.CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região.costumava chegar para almoçar no horário de retirada da comida por volta das 15h. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). às fls. pelo desprovimento do apelo. não havia exclusividade na prestação de serviço em prol das rés. Ricamar. às fls. Se o erro é grosseiro. depois de rescindido seu contrato com as reclamadas. conforme contrato de natureza cível acostado aos autos.. erro ou coação. que quando não comparecia no estabelecimento dos Réus era chamado ao local. com a mesma freqüência com que comparece atualmente. PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE. também. por exemplo.5. relatados e discutidos os presentes autos de AGRAVO DE INSTRUMENTO.

0004 Processo Nº AP-102500/1996-004-17-00. atacando a decisão que apreciou os embargos de terceiro. por incabível. conhecer do agravo e negar-lhe provimento.” Logo. o recurso oponível é o agravo de petição. o agravante incorreu em erro grosseiro. 26. incabível a interposição de recurso ordinário para atacar a decisão proferida às fls. (TRT 24ª R. nos termos do art. da CLT. 117/120. constituindo-se erro grosseiro a interposição em seu lugar de recurso ordinário. já que. caput. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 João Hilário Valentim JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora Acórdão Processo Nº AP-102500-81. caracteriza erro grosseiro.2007. Procurador do Trabalho: Dr. em síntese. Analisando-se os autos.4 Agravante Advogado Agravado Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu ALVARO FERES MEDINA Joaquim Ferreira Silva Filho(OAB: 002814 ES) INSTITUTO DE DEFESA AGROPECUARIA E FLORESTAL DO ESPIRITO SANTO . Tal princípio não exige apenas o cumprimento do prazo do recurso devido. o agravante interpôs recurso ordinário. – RO 0239/1999-066-24-00-4 – Relª Juíza Dalma Diamante Gouveia – J. 117/120. da CLT. (TRT 21ª R.2. já na fase de execução.1996. por inadequado. – RO 11850050.17. nas execuções. ante as disposições do artigo 897. CONHECIMENTO Conheço do agravo de instrumento.2003) RECURSO ORDINÁRIO – Interposição contra Decisão prolatada em execução (TERMO DE CONCILIAÇÃO).2011 – p. Assim. alínea. pois a interposição de recurso ordinário buscando a reforma da decisão que apreciou os embargos de terceiro. Eridson João Fernandes Medeiros – DJe 06.IDAF ALVARO JOAO BRIDI ANIZIO BLUNK NETO ANTONIA APARECIDA A TEIXEIRA ANTONIO ESTEVAO MOREIRA BITTENCOURT ARTUR BALDESSIN AUGUSTO CARLOS GARCIA DE OLIVEIRA CARLOS ROBERTO LUZIA DE FREITAS CELSO ALVES BARBOSA CESAR SANTOS CARVALHO CLAUDIO LUCIO RAMOS DAURO CALDAS LYRA EDITH FERNANDES DOS SANTOS EDITH MARIA BOTELHO DELBONI EDUARDO SAAD GERMANO ELIO CARLOS RODRIGUES VIEIRA ENILDO DONATO EVANI MANOEL DOS REIS EZRON LEITE THOMPSON FABIO CORREA GONCALVES FERNANDO CARLOS BARBOSA CAMPOS GILMAR GAIGHER GILSONEI BOLDRIN BONOMO ILZANIR VIEIRA LIMA IVAN DA SILVA MOTTA IZAURINO BOROTO JAIDER VANDERLEI JOAO BATISTA MACHADO CAMPOS JOSE ALONSO PINTO JOSE ANTONIO RODRIGUES JOSE CARLOS NASCIMENTO JOSE LUIZ DEMONER DE ALMEIDA JOSE MARCO BERGER JOSE MARIA DE CARVALHO NETO ALVARO FERES MEDINA ALVARO JOAO BRIDI ANIZIO BLUNK NETO ANTONIA APARECIDA A TEIXEIRA ANTONIO ESTEVAO MOREIRA BITTENCOURT ARTUR BALDESSIN AUGUSTO CARLOS GARCIA DE OLIVEIRA CARLOS ROBERTO LUZIA DE FREITAS CELSO ALVES BARBOSA CESAR SANTOS CARVALHO CLAUDIO LUCIO RAMOS DAURO CALDAS LYRA EDITH FERNANDES DOS SANTOS . já na fase de execução. é claro ao dispor que: “Cabe Agravo. pois.11.21. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região.5. 897. julgou improcedentes os embargos de terceiro. Inaplicável.1. por unanimidade. a interposição de recurso ordinário configura erro grosseiro. da CLT.249) – Rel.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. nego provimento ao agravo. de modo que deveria ser aplicado o princípio da fungibilidade recursal. 171). 23 de Setembro de 2013 72 FUNDAMENTAÇÃO 2. Foram opostos embargos declaratórios e intimado da decisão deste (fl.0008 – (111. das decisões do Juiz ou Presidente. Des. consoante dicção do art. vale citar a jurisprudência: FASE DE EXECUÇÃO – RECURSO ORDINÁRIO – ERRO GROSSEIRO – NÃO-CONHECIMENTO – Decisão proferida na fase de execução desafia agravo de petição. bem como a ausência de erro grosseiro e de má-fé objetiva. haja vista a divergência jurisprudencial e doutrinária a respeito da matéria. 897. que o juízo de primeiro grau não deveria ter considerado a interposição de recurso ordinário no caso em tela como erro grosseiro. o artigo 897. Desembargador Gerson Fernando Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Ora. 183. O princípio da fungibilidade não comporta aplicação nas hipóteses de erro grosseiro e esta é a hipótese dos autos. não merece qualquer reforma a decisão agravada. no prazo de 8 (oito) dias: a) de petição. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). o princípio da fungibilidade. Neste sentido. verifica-se que a decisão de fls.09. ante a expressa previsão legal. 3. Não lhe assiste razão. Desta forma. NÃO CONHECIMENTO – ERRO GROSSEIRO – Das decisões proferidas na fase de execução. MÉRITO Insurge-se o agravante contra a decisão de fl. Na espécie. que denegou seguimento ao recurso ordinário interposto contra a decisão que apreciou a ação de embargos de terceiro. e não recurso ordinário. 2. há que se observar a existência de dúvida razoável. "a".5. Recurso ordinário não conhecido. Sustenta em seu agravo. por preenchidos os pressupostos para a sua admissibilidade. a da CLT. 59) – destaquei.

como revelam os termos da Orientação . decisão sob o argumento de que deve ser mantida a decisão de fls. no período anterior a 12/09/2000.IDAF Maria Thereza Silva Marques(OAB: 016633 ES) ACÓRDÃO . proferida pela MM.5. Conheço dos agravos de petição porque presentes os pressupostos objetivos e subjetivos de admissibilidade.771-774. 119)v96 Resta claro nos autos que a execução é relativa a créditos anteriores à implantação do Regime Jurídico Único.17. Parecer do Douto Ministério Público do Trabalho. 795-797. oficiando pelo conhecimento e não provimento dos agravos de petição interpostos pelo IDAF e pelos trabalhadores.1 DEMANDA ANTERIOR À ADOÇÃO DO REGIME JURÍDICO ÚNICO.0102500-81.5. Contraminuta. Des. Razões do agravo de petição do Estado do Espírito Santo. por meio da Lei Complementar 187/2000. mesmo que a ação tenha sido ajuizada após a edição da lei que disciplina a conversão de regime. MÉRITO 2. pois quem opôs embargos à execução não foi o Estado do Espírito Santo. para que seja determinada a exclusão da multa diária no período anterior a 12/09/2000. 557. TST. Observe-se o aresto a seguir transcrito. 803-806. 23 de Setembro de 2013 73 Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Autor Advogado EDITH MARIA BOTELHO DELBONI EDUARDO SAAD GERMANO ELIO CARLOS RODRIGUES VIEIRA ENILDO DONATO EVANI MANOEL DOS REIS EZRON LEITE THOMPSON FABIO CORREA GONCALVES FERNANDO CARLOS BARBOSA CAMPOS GILMAR GAIGHER GILSONEI BOLDRIN BONOMO ILZANIR VIEIRA LIMA IVAN DA SILVA MOTTA IZAURINO BOROTO JAIDER VANDERLEI JOAO BATISTA MACHADO CAMPOS JOSE ALONSO PINTO JOSE ANTONIO RODRIGUES JOSE CARLOS NASCIMENTO JOSE LUIZ DEMONER DE ALMEIDA JOSE MARCO BERGER JOSE MARIA DE CARVALHO NETO INSTITUTO DE DEFESA AGROPECUARIA E FLORESTAL DO ESPIRITO SANTO . em decisão ora agravada. COMPETÊNCIA RESIDUAL DA JUSTIÇA DO TRABALHO. COMPETÊNCIA RESIDUAL DA JUSTIÇA DO TRABALHO. 2. entendeu que somente a partir da vigência da LC 187/2000 é que se configura a incompetência material da Justiça do Trabalho e que como os pedidos. às fls. chamando o feito à ordem para que seja retificado equívoco na autuação. Razões do agravo de petição do exequente. – AP 188500-18. Compete à Justiça do Trabalho julgar pedidos de direitos e vantagens previstos na legislação trabalhista referente a período anterior à implantação de regime jurídico único estatutário. O entendimento sobre essa questão há muito já foi pacificado no âmbito do C. às fls. Sem razão os agravantes. Gerson Fernando da Sylveira Novais – DJe 25.1. em obediência à coisa julgada. Os exequentes buscam a reforma da r. decisão agravada pelos seus próprios e jurídicos fundamentos. ANÁLISE CONJUNTA DOS AGRAVOS DE PETIÇÃO. Vistos.0131 – Rel. O julgador a quo. Alega que deve ser respeitada a coisa julgada. da lavra deste Relator: PERÍODO ANTERIOR AO REGIME JURÍDICO ÚNICO – COMPETÊNCIA RESIDUAL DA JUSTIÇA DO TRABALHO – Compete à Justiça do Trabalho julgar pedidos de direitos e vantagens previstos na legislação trabalhista referente a período anterior à implantação de regime jurídico único estatutário.2. mesmo que a ação tenha sido ajuizada após a edição da lei que disciplina a conversão de regime. sustenta a incompetência absoluta da Justiça do Trabalho para processar e julgar a lide que importa na transformação de vínculo de trabalho com a Administração Pública Estadual. TST.TRT 17ª Região . às fls. mantendo-se a r.0004 AGRAVO DE PETIÇÃO Agravantes: ALVARO FERES MEDINA E OUTROS ESTADO DO ESPIRITO SANTO Agravados: ESTADO DO ESPIRITO SANTO ALVARO FERES MEDINA E OUTROS Origem: 4ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . porque se trata de parcelas decorrentes da relação jurídica celetista antes mantida entre os exequentes e o Estado do Espírito Santo. se reportam ao período de contratação dos reclamantes em regime celetista. FUNDAMENTAÇÃO 2. busca também a exclusão da multa astreintes. ocasionado pela Lei Complementar Nº187/2000.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA PERÍODO ANTERIOR AO REGIME JURÍDICO ÚNICO. 4ª Vara do Trabalho de Vitória.2012 – p.2001. mas sim o IDAF – Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo.1996. que se coaduna com a exceção prevista na súmula 06 do C. às fls.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. julgou parcialmente procedentes os embargos à execução interpostos pelo IDAF e declarou a competência da Justiça do Trabalho para processar a presente execução somente até o advento da LC 187/2000 e consequentemente a multa (astreintes) aplicada. CONHECIMENTO Chamo o feito à ordem para atender à solicitação do Douto Ministério Público do Trabalho quanto ao equívoco na autuação. 766/769. RELATÓRIO Os exequentes e o Estado do Espírito Santo (IDAF) interpõem agravo de petição em face da decisão de fls. de modo que não se pode falar em incompetência. objetos dos autos.17. que julgou procedente em parte a ação de embargos à execução determinando a apuração do valor da multa por descumprimento de ordem judicial. buscando a reforma da r. E. relatados e discutidos os presentes autos de AGRAVO DE PETIÇÃO. sendo partes as acima citadas. sentença exequenda.2. decisão quanto à limitação da execução para restabelecer a decisão de fls.06. que afastou expressamente a limitação da execução. buscando a reforma da decisão agravada quanto à Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 impossibilidade fática e jurídica para cumprimento da obrigação de fazer determinada na r. O Estado (IDAF) requer a reforma da decisão agravada. 777-789. 557. (TRT 17ª R.

5.0006 Processo Nº ED-105800/2011-006-17-00. não resta dúvida de que. Se os embargos não demonstram a existência de omissão.2000. REGIME JURÍDICO ÚNICO.2011. sendo partes as acima citadas. alegando omissão no julgado.11. não merecem ser providos. acórdão de fls.DJ 20. Conforme bem destacado pelo d. não carecendo de qualquer prova neste sentido e.112/90.LOZIVAL PEREIRA PASSOS Origem: 6ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . eis que prolatada em período em que a Justiça Especializada era competente limitando-se a execução a este período. Pelos fundamentos antes expendidos e transcritos.CONHECIMENTO Conheço dos embargos declaratórios. a mudança de regime – de celetista para estatutário – ocorrida no Estado do espírito Santo por meio da Lei Complementar Nº187/2000. a almejada celeridade processual vislumbrada na reforma. a extensão do regime estatutário (Lei Complementar estadual Nº46/94) pelo Estado do Espírito Santo via Lei Complementar estadual Nº187/2000 é fato público e notório.CESAN.2011. 2ª parte . a fim de constar no decisium o perfeito enquadramento fático da matéria. não havendo fundamento legal para excluir a condenação do Estado do Espírito quanto à multa astreinte aplicada em período anterior a LC 187/2000 e limitada a esta data ou prorrogá-la além deste período como pleiteado pelo Exequente.ex-OJ nº 138 da SDI-1 . Sustenta a reclamada que o julgado fundamentou-se no laudo pericial sem. não há outro entendimento possível à matéria.TRT 17ª.17. diferentemente do alegado pelo estado (IDAF) em seu Agravo de Petição a decisão agravada não extrapola a sua competência. o caso dos autos evidencia uma situação peculiar. a questão da competência para apreciar e julgar as demandas entre a Administração Pública e seus servidores estatutários ficou resolvida. Aduz que quanto aos honorários advocatícios.98. às fls. Procurador do Trabalho: Dr. 138 da SDI-1.]. acórdão padece de omissão que necessita ser sanada. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. limita a execução ao período celetista.03. nada tendo a ver com o regime estatutário posteriormente vigente. nego provimento a ambos os agravos de petição. com o deferimento da liminar concedido na ADIN Nº3395-3. não podendo aplicar-se ao caso a Súmula 06/TST [. ACÓRDÃO DE FLS. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). 14 e seguintes da Lei nº 5. não há que se falar em descumprimento de ordem judicial. OMISSÃO Alega a ora embargante que o v. 23 de Setembro de 2013 74 Jurisprudencial n. por unanimidade.2005. seria buscada tão-somente na abarrotada Justiça do Trabalho.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. bem como das Justiças Estaduais.5. simplesmente.. João Hilário Valentim. Compete à Justiça do Trabalho julgar pedidos de direitos e vantagens previstos na legislação trabalhista referente a período anterior à Lei nº 8. 312/314-v. Por fim. observa-se que os embargos declaratórios interpostos pela embargante estão sendo utilizados com o único . a matéria não foi analisada sob os requisitos previstos no art. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. 804806 que transcrevo. de contradição ou de obscuridade e revelam mero inconformismo da parte com o conteúdo meritório do acórdão. Juízo da Execução “após o marco fixado em 12.inserida em 13. não sendo essa a discussão a que se reportam os autos. requer o prequestionamento da matéria. pois. inclusive. Portanto. conhecer de Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 ambos os agravos de petição e. in verbis: 138. 312/314 .1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. no mérito. 767-verso). qual seja.17.. Com efeito. sendo daquele livre de qualquer mácula e plenamente exigível. do contrário. Não tem a mais pálida razão. entender-se que caberia à Justiça do Trabalho dirimir as controvérsias decorrentes dos liames estatutários ou jurídicoadministrativos seria. Aliás. REGIÃO . Com efeito. resta evidente a competência desta especializada para executar o título que embasa a presente execução.0105800-20.7 Embargante Advogado Embargado Advogado COMPANHIA ESPIRITO SANTENSE DE SANEAMENTO CESAN Stephan Eduard Schneebeli(OAB: 004097 ES) LOZIVAL PEREIRA PASSOS André Luiz Moreira(OAB: 007851 ES) PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO . dizer que toda a super estrutura da Justiça Federal. Da análise dos autos. FUNDAMENTAÇÃO 2. mesmo que a ação tenha sido ajuizada após a edição da referida lei. em parte. negar-lhes provimento.TRT 17ª Região . com a devida vênia.09. representaria a falência da Justiça do Trabalho já tão assoberbada.02) Nesse sentido também é o parecer do Douto Paquert.inserida em 27. inclusive em observância à previsão contida do art.04. todavia.ex-OJ nº 249 . DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-105800-20.1. observa-se que antes da LC 187/2000 a matéria era inequivocadamente peculiar à Justiça do Trabalho e que se restringe ao período em que os Reclamantes eram regidos pelo regime celetista. RELATÓRIO Trata-se de embargos declaratórios interpostos por Companhia Espírito Santense de Saneamento . COMPETÊNCIA RESIDUAL. De fato. “analisar as demais alegações e provas trazidas aos autos. (1ª parte . mesmo após a sentença. em face do v. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. Todavia.584/1970. 131 e 436 do CPC”. LIMITAÇÃO DA EXECUÇÃO (nova redação em decorrência da incorporação da Orientação Jurisprudencial nº 249 da SBDI-1) . por preenchidos os pressupostos para a sua admissibilidade. razão pela qual é indevida a multa aplicada à embargante” (fls.0006 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: COMPANHIA ESPIRITO SANTENSE DE SANEAMENTO CESAN Embargado: O V. ficariam ociosas e. Vistos. a seguir: Atualmente. A superveniência de regime estatutário em substituição ao celetista.

o agravado efetivou o depósito de tal valor remanescente à fl. conferir prazo para a exequente verificar a existência de eventual crédito remanescente. e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. acórdão.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. ao tomar ciência da extinção da execução. I. ADICIONAL DE PERICULOSIDADE” do v. pois não está obrigada a apreciar. o qual acresceu honorários advocatícios de 15% sobre o valor da condenação. o Juízo primevo julgou extinta a execução. todos os argumentos abordados pelas partes. o que foi feito às fls. Por outro lado. e a reclamada ter efetuado o depósito do valor remanescente apurado pela Contadoria. da MM. é nítida a intenção da parte de dilatar o prazo recursal. do CPC.17. o qual acresceu honorários advocatícios de 15% sobre o valor da condenação. o que deve ser manejado na via recursal própria. 411/416. PRECLUSÃO.CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. em suma. decisão de fl. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora Acórdão Processo Nº AP-107800-64. no entanto. negar-lhes provimento e condenar a embargante a pagar a multa de 1% sobre o valor da causa. Origem: 5ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA .2. No que tange aos honorários advocatícios. parágrafo único.2009. Procurador do Trabalho: Dr. 436. 378). 436 para prosseguimento da execução. 2. sendo partes as acima citadas. bem como violação da coisa julgada e violação direta aos incisos XXXVI e LIV do art. qual seja. 794. 411/416. CONHECIMENTO Conheço do agravo de petição. após o decurso do prazo. por unanimidade. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). 5º da CF/88. Alega ainda houve violação de literal dispositivo de lei. fundamentando sua decisão na Súmula 219 do TST. Não o fazendo no momento adequado. 387 e do depósito recursal de fl.0005 AGRAVO DE PETIÇÃO Agravante: LUCIA HELENA CARDOSO Agravado: ITAU UNIBANCO S. o julgado adotou tese expressa quanto à matéria.A. A exeqüente se insurge. Por fim.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 NOVAIS EMENTA EXTINÇÃO DA EXECUÇÃO. Basta que fundamente o entendimento adotado. Logo. 387. ponto a ponto. 794. Contraminuta do agravado às fls. do CPC. Quanto ao prequestionamento a que se refere à Súmula 297 do TST. Insta frisar que a Corte não está adstrita a fundamentar sua decisão com base nas alegações e provas trazidas pelas partes. 435. outra solução não há senão a declaração da extinção da execução. 420/421. caracteriza-se a preclusão. AUSÊNCIA DE MANIFESTAÇÃO OPORTUNA. ressalto que a reclamada se utiliza dos presentes embargos com o intuito de obter uma nova apreciação de seu apelo. Razões do agravo às fls. ou. pleiteando a reforma da r. 5ª Vara do Trabalho de Vitória-ES.2009.A. O agravante. que a execução estaria sendo extinta sem qualquer certeza quanto ao valor devido a título de honorários advocatícios. parágrafo único. 538. Deste modo. Não lhe assiste razão. na remota hipótese de que seja mantida a decisão agravada. com as retificações realizadas pela contadoria do Juízo (fl. e tendo em vista o manifesto caráter protelatório dos embargos. alega que o Juízo a quo considerou satisfeita a obrigação sem.1. FUNDAMENTAÇÃO 2. 23 de Setembro de 2013 75 intuito de reapreciar matéria já devidamente rebatida no tópico “2. 794 do CPC. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais. CRÉDITO REMANESCENTE NÃO ESPECIFICADO. 535. TST. no julgado embargado. Todavia. Além de os embargos denotarem mero inconformismo com o conteúdo meritório do julgado. presumindo-se o não acolhimento das teses divergentes. nos termos do art.5. Beresford Martins Moreira Neto(OAB: 008737 ES) ACÓRDÃO . como quer a embargante. 439/447. na hipótese de alegar existência de crédito remanescente. o que não significa a obrigação de reproduzir textos legais. na forma autorizada pelo art. sendo inapropriada a via dos embargos de declaração para o fim almejado. tendo sido expedido alvará judicial (fl. nos termos do art.0005 Processo Nº AP-107800/2009-005-17-00.TRT 17ª Região . o art.17. O que se exige é a adoção de tese e não de reprodução da lei. 389) do valor relativo ao principal (vide planilha de fl. anoto que só tem pertinência e cabimento quando o julgado não haja adotado fundamento explícito sobre o tema ou sobre a questão submetida. relatados e discutidos os presentes autos de AGRAVO DE PETIÇÃO. na forma como procedeu o magistrado . RELATÓRIO A exequente interpõe agravo de petição em face da r. 538. MÉRITO Após a Contadoria ter adequado os cálculos de liquidação aos termos do acórdão de fls. porque satisfeitos os pressupostos extrínsecos e intrínsecos de admissibilidade. sendo certo que o referido alvará foi extraído do depósito de fl. o Juízo primevo determinou que os cálculos fossem adequados aos termos do acórdão de fls. na forma autorizada pelo art. Além disso. João Hilário Valentim. I. homologou os cálculos apresentados pela reclamada.5. O Juízo de primeiro grau. nego-lhes provimento e imponho a Embargante multa de 1% sobre o valor da causa. fossem expedidos alvarás na proporção e a quem de direito. ante a total ausência do vício alegado. pelo não provimento do agravo de petição. Vistos. do CPC e determinou que. onde se pode constatar que o valor remanescente relativo aos honorários advocatícios e às custas foi obtido abatendo-se o valor remanescente do depósito judicial de fl. 450/453. ante o pagamento da integralidade do valor homologado e atualizado. quando ainda pendente recurso de revista no C.0107800-64. 3. decisão de fl. com o que concordou expressamente a exeqüente (fl. conhecer dos embargos declaratórios. 375). não há qualquer um dos vícios previstos no art. necessita de indicar o valor que entende ser devido.7 Agravante Advogado Agravado Advogado LUCIA HELENA CARDOSO Esmeraldo Augusto Lucchesi Ramacciotti(OAB: 00232B ES) ITAU UNIBANCO S. do CPC. que seja concedido prazo de pelo menos 15 dias para verificação da existência de crédito remanescente. Dessa forma. a qual julgou extinta a execução. 216. pois não teria ocorrido nenhuma das hipóteses de extinção da execução.2. alegando. do CPC. 392).

relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. sendo partes as acima citadas. que indeferiu os pedidos decorrentes de suposta doença ocupacional. porque ausente a demonstração de manifesto prejuízo à parte (CLT. 29/72) não comprova o nexo de causalidade entre a doença e as condições de trabalho.º. Juiz Roberto José Ferreira de Almada. Bom. e não ao juízo. 342/355.2NULIDADE . apesar de não ter sido realizada a prova técnica. não dependem de prova “os fatos afirmados por uma parte e confessados pela parte contrária”.2011. 369-404.6 formulados na petição inicial. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. nos moldes do art. por problemas pessoais. II. Não constitui cerceamento de defesa a aplicação da confissão quanto à matéria de fato e o consequente encerramento da instrução àquele reclamante que deixa de comparecer em audiência para a qual foi intimado sob pena de confissão. João Hilário Valentim. conforme bem destacado na r. no mérito. além de não se enquadrar nos exatos contornos de prova pré-constituída. da lavra do Exmo. 2. que julgou improcedentes os pedidos formulados na peça de ingresso. INOCORRÊNCIA.2011. não constitui cerceio ao direito de defesa a aplicação da pena de confissão quanto à matéria de fato. Se a autora. já que o auxíliodoença concedido foi de caráter previdenciário (espécie 31). do TST.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: CONFISSÃO FICTA.1CONHECIMENTO Recurso conhecido por força do julgamento do agravo de instrumento. visto que os documentos de fls. o que desencadeou doença de origem ocupacional e redução da capacidade laborativa. aplicada a ficta confessio e não existindo prova pré- . Logo. negar provimento ao apelo. e não acidentário (espécie 91). a prova pré-constituída caminha em sentido contrário às pretensões obreira. 23 de Setembro de 2013 76 sentenciante. sentença. às fls. Portanto. do CPC e da Súmula 74.17.0108700-85. 62/69 demonstram que o INSS não reconheceu o nexo da doença manifestada pela autora e suas atividades na ré. 331). ENCERRAMENTO DA INSTTRUÇÃO. nego provimento.0002 Processo Nº RO-108700/2011-002-17-00. I. Procurador do Trabalho: Dr. b. nos termos da Súmula 74. e o consequente encerramento da instrução processual sem a realização da prova pericial anteriormente deferida para apuração da doença ocupacional. 2. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente).3 DOENÇA OCUPACIONAL – NULIDADE DA DISPENSA – REINTEGRAÇÃO – DANOS MATERIAL E MORAL – CONFISSÃO FICTA Da sentença.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. §2.º. da CF/88.0002 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: KARLA KELLY BOMFIM TRISTAO GUSMAN Recorrido: UNIMED VITORIA COOPERATIVA DE TRABALHO MEDICO Origem: 2ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . recorre a autora alegando que. igualmente. já que o devedor satisfez a obrigação. ainda que nulidade houvesse. o conjunto probatório demonstra que laborou por quase 10 anos com digitação e trabalhos repetitivos. a vindicar prazo para análise de “eventual” crédito remanescente.3. a conduta ilícita da empresa e a incapacidade laborativa. do TST. às fls. Quanto à perícia realizada para apuração da insalubridade. é que na própria minuta de agravo o exequente sequer apontou objetivamente a existência de crédito remanescente a ser apurado. como determinado pelo Juízo a quo. 343. Logo. só resta a expedição dos alvarás nas proporção e a quem de direito. requer sejam deferidos os pedidos dos itens b. de uma breve leitura do laudo constata-se que a prova técnica não evidencia as supostas “condições inadequadas de trabalho”.CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA – PROVA TÉCNICA – DOENÇA OCUPACIONAL Sustenta a autora que o encerramento da instrução processual sem a realização da prova pericial médica para apuração da doença ocupacional anteriormente deferida lhe trouxe prejuízos e constitui cerceamento do direito de defesa.4. nos termos da Certidão de fl. Assim. Vistos. Aliás. I. pois. nego provimento. em condições inadequadas. Limitou-se. no presente caso. E não é caso de incidência da hipótese categórica prevista no item II da Súmula 74 do TST.5 e b. sentença de fls. b.5. a prova documental que veio com a petição inicial (fls. que lhe oportunizou a prova do pretenso direito. Digno de nota. Assim. b.3 Recorrente Advogado Recorrido Advogado KARLA KELLY BOMFIM TRISTAO GUSMAN Domingos Salis de Araujo(OAB: 007529 ES) UNIMED VITORIA COOPERATIVA DE TRABALHO MEDICO Stephan Eduard Schneebeli(OAB: 004097 ES) PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO . Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. 338/340-v. art.5.TRT 17ª Região . conhecer do agravo de petição e. genericamente.2. Não tem razão. deixou de comparecer à audiência para a qual foi intimada sob pena de confissão (conforme intimação de fl. 794). Contrarrazões apresentadas. nos termos do art. É bom ressaltar que o prejuízo alegado pela autora só pode ser imputado a ela própria. foi aplicada à autora a pena de confissão quanto à matéria de fato. pois se limita a descrever as atividades da reclamante na empresa. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-108700-85. requer a nulidade da sentença e o retorno dos autos à Vara de origem para realização da prova técnica. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. a mesma não seria digna de reconhecimento. em face da r. e invocando os artigos 131 do CPC e 5. do CPC. 334. incisos LIV e LV. por unanimidade. Nesse passo. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pela reclamante. Não tem razão. FUNDAMENTAÇÃO Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 2.17. inclusive porque. Nesse contexto. apesar do meu entendimento de que a prova pericial constitui pressuposto indispensável para o conhecimento dos pedidos formulados na petição inicial. 411.

nas mãos.” Logo. O reclamado contestou os pedidos. extrai-se dos documentos de fls. bem assim. alegando que sofre de doença ocupacional decorrente das condições de trabalho a que foi submetida na reclamada a partir de 2006. afirmando que a doença alegada não teve origem nas condições de trabalho. hospitalares. Frise-se que os documentos de fls. Pois bem. em razão da incapacidade laborativa.09. da Constituição Federal). Feitas essas ponderações. tudo desde sua demissão. haja vista não terem sido preenchidos todos os requisitos ensejadores da reparação civil. Aduz. De outro tanto. não comprovada a incapacidade da reclamante para o trabalho na data de sua demissão. além da exigência de execução do trabalho com rapidez também incompatível com a condição física e material. findando-se em 22/09/2010 (fl. A reclamante não faz jus à garantia provisória de emprego prevista no artigo 118 da Lei número 8. 186 e 927 do Código Civil. contrario sensu dos arts. torna-se impossível a responsabilização do empregador pela indenização respectiva. as cirurgias a que foi submetida e os tratamentos posteriores. do CPC. não há qualquer dano a ser ressarcido. conquanto comprovem que a reclamante apresentou o quadro clínico narrado na inicial. que não agiu com dolo ou culpa. pelos quais pugna pela reparação. 09/03/2010 (fl. presumem-se verdadeiros os fatos articulados na defesa. foi deferida a realização de perícia técnica médica (fl. cumpre registrar que a reclamante não impugnou o documento de fl. não assiste razão à recorrente. firmando-se nos exames Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 periódicos que atestaram as condições de trabalho da reclamante durante o vínculo de emprego e o exame demissional que constatou a aptidão. 7º. contudo. que se falar em reintegração ao trabalho. 67). sustenta a autora que na época da dispensa não se encontrava apta para o trabalho. sessões de fisioterapia e hidroterapia. se paute por dolo ou culpa (art. Pretende. a reclamante não compareceu à audiência para a qual foi regularmente notificada. além da inexistência de relação da moléstia apresentada pela reclamante com o trabalho desenvolvido em suas instalações. sofreu danos materiais e morais. em decorrência da prática de atos repetitivos e da utilização de equipamentos inadequados ao seu tipo físico. aduzindo que não há comprovação de qualquer dos danos alegados pela autora. 69). o referido documento há de ser admitido como meio hábil de prova.03. 125 – Atestado de Saúde Ocupacional – ASO – que data de 28/03/2011 e atesta a sua aptidão na época da demissão. No caso destes autos. 306). a incapacidade ocupacional. 08/07/2009 (fl.) INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS A reclamante afirmou que as condições de trabalho a que foi submetida fizeram com que fosse acometida por doença laborativa (síndrome cervicobraquial. são improcedentes também. não compareceu à audiência na qual deveria prestar depoimento. é indevida a declaração de nulidade da demissão. Por corolário lógico. síndrome costoclavicular e síndrome do túnel de carpo). e que em 2009 submeteu-se a cirurgia da mão esquerda e em 2010 da mão direita. portanto. em relação aos quais não haja prova em sentido contrário nos autos. Improcede o pedido. assim. por conta de esforços repetitivos e risco ergonômicos existentes no ambiente da faina. em face das dificuldades de se nomear um perito. ocorrendo.2009 até 22. 68). a teor do artigo 186 do Código Civil. Destarte. na etiologia dela. O pedido constante na inicial relativo à indenização por danos morais e materiais encontra respaldo na culpa da reclamada pela doença ocupacional que teria sido desenvolvida pela reclamante. a fim de se evitar seguidas nomeações sem resultado.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Não restou comprovado. Ademais. Contudo. 30/01/2010 (fl. com o pagamento de indenização substitutiva pelos salários e consectários legais desde a data da demissão. quer de ordem material quer de ordem moral. cujos abalizados fundamentos adoto in totum: “REINTEGRAÇÃO AO TRABALHO – NULIDADE DA DISPENSA Pretende a reclamante a reintegração ao emprego e condenação da reclamada em parcelas salariais vencidas. 331-verso).2010. ou coisa afim. e ainda. Nesse contexto. bem assim. 29/72. e muito menos conduta ilícita patronal a justificar a reparação correlata. restando patente nos autos que ela se beneficiou de auxílio-doença. além disso. Esclarece que em razão de tais moléstias.. não havendo nexo causal e que a autora não padece de doença ocupacional. nego provimento. foi designada audiência. parágrafo 2º. 2. Quanto à pretendida nulidade da demissão levada a efeito pela reclamada. Visando a apuração. conforme fartamente explanado acima. no interstício as seguintes prorrogações: DE 20/05/2009 até 30/06/2009 (fl. 66). não restou provado nos autos o nexo de causalidade entre a doença e as condições de trabalho. desde que seja atestado o dano e. os pedidos de pagamento das parcelas salariais pretendidas ou qualquer indenização correspondente. razão pela qual toma por nula sua dispensa e pugna pela reintegração ao trabalho. sob pena de confissão (fl. A reclamada contesta as alegações autorais. portanto. no pescoço. injustificadamente. 65).4ADICIONAL DE INSALUBRIDADE Da sentença. que diante da ausência da reclamante à audiência. 50 a 55 que à reclamante foi deferido auxílio doença no período de 27/03/2009 a 09/03/2010. Frise-se que não se pode pretender que o Juízo conclua com base nos elementos dos autos que as lesões indicadas pela autora não sejam de caráter degenerativo e que estejam catalogadas no manual de procedimentos para os serviços de saúde – Doenças Relacionadas ao trabalho. pois não há nos autos qualquer amparo técnico normativo para considerá-las como tais. recorre a reclamante dizendo que o . Vale frisar. ficando afastada do trabalho. Acrescenta que até a data do ajuizamento da ação ainda continuava em tratamento da moléstia que lhe foi acometida. não restou demonstrado o nexo de causalidade e a responsabilidade aquiliana do empregador. 64). (. a indenização substitutiva dos salários. razão pela qual mantenho a bem lançada sentença. ainda. fazendo uso de medicamentos para alívio de dor. tampouco em ressarcimento de despesas médicas. a situação controvertida se concentra na apuração da natureza da moléstia que acomete a reclamante.. recebendo benefício previdenciário de 27. atraindo. além de passar a ter dificuldades com toda e qualquer atividade manual. 63). É sabido que o empregador só assume juridicamente a obrigação de indenizar o seu empregado em caso de acidente de trabalho. sendo a reclamante regularmente intimada. A reclamada rechaçou os pleitos.213/1991. os efeitos da confissão ficta quanto à matéria de fato. quando de sua demissão. 23 de Setembro de 2013 77 constituída a sustentar os pretensos direitos. Inicialmente. 331 – comprovação de entrega à fl. a teor do artigo 343. também por esse motivo. inciso XXVIII. que indeferiu o pedido de adicional de insalubridade com arrimo no laudo pericial. 30/11/2009 (fl. que a reclamante não gozou auxílio-doença acidentário. não havendo. ou qualquer nexo de causalidade entre a doença que a reclamante alega ser portadora e as condições de trabalho mantidas pela reclamada. razão porque passou a sentir fortes dores no ombro direito. ainda. a nulidade da dispensa. e a derradeira. além de fisioterapia e hidroterapia. Ausente qualquer um destes requisitos. a reclamante. 22/02/2010 (fl.

contra meu voto.2006 a 09. o seguinte adendo: “SÚMULA N. de acordo com a redação conferida à Súmula Vinculante 4 do C. ao pedido de pagamento do adicional de insalubridade.º 228. e FGTS com indenização de 40%. 790-B. na forma da Súmula 364. determinar que a base de cálculo do adicional de insalubridade seja o salário mínimo. seus efeitos se dão em caráter ex nunc. ou seja. ante a apuração do voto médio. em grau médio.2008. que dava provimento nos termos da nova redação da Súmula 228 do TST e o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais que fixava como base de cálculo o salário base durante todo período. tanto que ele foi pago até 2003 e voltou a ser pago em novembro de 2010. em grau médio. com reflexos. há de prevalecer sobre a confessio de que cogita o item I. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.08. inclusive.000. Vejamos.2006 (marco prescricional fixado na sentença) e outubro de 2010.00. por força do julgamento do agravo de instrumento. esclareço que. tendo em vista a sua concessão em sede de agravo de instrumento. 3.08. no grau reconhecido no LTCAT.1BASE DE CÁLCULO DO ADICIONAL DE INSALUBRIDADE SV 4. requer reforma do decisum para que lhe seja deferido o adicional de insalubridade. Vencidos. Pela eventualidade. 193 da CLT. gratificação natalina. como a matéria depende de prova técnica e que esta foi realizada nos autos. por maioria.2008 . ao fundamento de que. Súmula cuja eficácia está suspensa por decisão liminar do Supremo Tribunal Federal A partir de 9 de maio de 2008. o que já seria suficiente para concluir pela existência do direito. conforme por ela relatado e comprovado pelos contracheques de fls. no grau reconhecido no LTCAT. João Hilário Valentim.2008 o adicional de insalubridade seja calculado com base no salário mínimo e daí até outubro de 2010 seja calculado com base em seu salário-base. E apesar de o expert concluir que a atividade da reclamante não ensejava o adicional de insalubridade por exposição a agentes biológicos. O adicional se integra aos seus salários para fins de aviso prévio. com custas de R$100. pelo salário-base do empregado. com revezamento de atividade administrativa e de atendimento aos clientes entre as recepcionistas do turno. apresentam a conclusão de que foi detectada a “possibilidade” de exposição habitual e permanente dos atendentes de recepção da emergência. quanto à base de cálculo do adicional de insalubridade. em grau médio. prevaleceu entendimento de aplicação do salário mínimo como base de cálculo do adicional de insalubridade em todo o período. do STF – EFEITOS x SÚMULA 228 DO TST . o qual. Quanto ao RSR. Todavia.2008 se faz pelo salário mínimo. Alega que também não foi apresentado o PPRA e produzida prova de neutralização do agente por meio de fornecimento de EPI ou treinamento. data da publicação da Súmula Vinculante nº 4 do Supremo Tribunal Federal. aplica-se o salário mínimo. nos termos do Anexo 14 da NR-15. Não bastasse isso. e por não haver relatos de entrega e uso de equipamentos de proteção. E após. a agentes biológicos. Logo.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. porque a autora recebia salário mensal. inverter o ônus da sucumbência quanto aos honorários periciais. por unanimidade. Inicialmente.06. em razão da aplicação analógica do § 1º do art. da CLT. apesar de não ter sido alterada a função da obreira. férias acrescidas de 1/3. dar parcial provimento. tenho perfilhado entendimento de que ante a omissão da Corte quanto à modulação quanto à sua eficácia. determino que de 30. No mérito.2006 (marco prescricional fixado na sentença) e outubro de 2010. 09 e 10. deixa claro que ela ficava exposta de forma intermitente a agentes biológicos.4. e se a parcela é devida mensalmente. devendo o adicional integrar aos seus salários para fins de aviso prévio. 148/2008. Procurador: Dr. Tal entendimento foi consagrado pela Resolução 185. nos termo do art. conhecer do recurso.5ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA Prejudicada a análise da assistência judiciária. tal qual previsto na Lei 605/49.Res. gratificação natalina. o adicional de insalubridade será calculado sobre o salário básico. ou seja. salvo critério mais vantajoso fixado em instrumento coletivo”. pediátrica e adulta.2008) .Republicada DJ 08. pela recorrida.07. STF e a interpretação dada a ela. férias acrescidas de 1/3. o cálculo da insalubridade. 2. e não quantitativa. Arbitrar o valor da condenação em R$5. e no período compreendido entre 30. argumenta que a exposição eventual não exclui o direito pretendido. a Juíza Relatora.00 pela reclamada. Diante do exposto. tendo em vista que a insalubridade é caracterizada pela avaliação qualitativa. DJ 04 e 07.05. mister fixá-la.05. até a edição de lei versando sobre o tema. aplicada por analogia ao caso in análise: A Reclamante laborou como Atendente em Emergência Adulto e Pediátrico da Reclamada e desenvolvia suas atividades atendendo a pacientes ou acompanhantes para a elaboração de ficha cadastral e encaminhamento ao atendimento necessário. Sustentação oral da advogada Ana Carolina Machado Vieira.REDAÇÃO DADA PELA RESOLUÇÃO 185/2012 Apesar de a reclamante silenciar em suas razões recursais sobre a base de cálculo do adicional de insalubridade. 790-B. da Súmula 74 do TST. nos termos do art. anexados ao laudo pericial (fls. e no período compreendido entre 30. os Laudos Técnicos de Condições Ambientais do Trabalho (LTCAT) da reclamada. Logo.07.CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. em vista da impossibilidade de substituição por meio de decisão judicial. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. que acrescentou à Súmula 228. não resta dúvida de que a reclamante faz jus ao adicional pleiteado. e que tal condição enseja adicional de insalubridade em grau médio. e FGTS com indenização de 40%. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Desde a edição da SV-04 pelo STF. O contato se dava de forma intermitente. Assim. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora . 24/28. dou parcial provimento ao pedido de pagamento do adicional de insalubridade. não havendo norma coletiva dispondo acerca desta base de cálculo.08. Inverto o ônus da sucumbência quanto aos honorários periciais. Desse modo. até 09. A Reclamada em seus documentos LTCAT apresentados ao Perito (anexo ao laudo) reconhece o risco biológico na função da autora e atividades da Reclamante por se tratar de ambiente hospitalar. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: o Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). 23 de Setembro de 2013 78 LTCAT apresentado pela empresa demonstra que suas atividades eram ensejadoras do adicional pleiteado. 274/280). 2. foi pago até 2003 e voltou a ser pago em novembro de 2010. já se encontra incluída no dia de descanso. conforme LTCAT. BASE DE CÁLCULO (redação alterada na sessão do Tribunal Pleno em 26. de 14/09/2012 do TST. da CLT. nada a deferir. Prejudicada a análise da assistência judiciária.

O laudo pericial (fls. às fls. na exordial. ATIVIDADE TÍPICA FINANCEIRA. que julgou procedentes em parte os pedidos contidos na peça exordial. 526/527v.3. cuja dispensa se deu em 1/9/2006. tem direito ao enquadramento sindical na categoria dos financiários (art.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: I . Se o reclamante exerce atividade típica financeira. Nego provimento. que o instrumento de rescisão deve ter especificada a natureza de cada parcela paga ao empregado. a melhor exegese do art. sendo válida a quitação. §3º. relativamente. 23 de Setembro de 2013 79 Acórdão Processo Nº RO-114500-92. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. 571/573. pois quando exerceu a .0114500-92. às horas extras. Dele não conheço quanto aos juros de mora. à época própria para aplicação dos juros e correção monetária e à assistência judiciária gratuita. 285/305) confirma as alegações da reclamante e demonstra que ela. ao enquadramento da reclamante como financiária. ainda que em outra empresa do mesmo grupo econômico. postulou a reforma da decisão quanto à prescrição.17. Vistos. As reclamadas requerem seja a reclamante enquadrada na categoria dos comerciários. relativamente às parcelas nele especificadas. nem fora contratada por empresa desta atividade econômica. apenas. Por fim. exatamente o critério fixado pela r. que a contrataram para prestar serviços na área administrativa a todas as empresas do grupo.5. da CLT). Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 2. mas apenas parcial tal como reconhecido na sentença. prestou serviços em favor de outra empresa do grupo.PRESCRIÇÃO TOTAL . sentença (fls. e em relação à “alteração contratual” ocorrida em 2008. 529 e ss. já que se encontra em plena vigência o § 2º do art. 576/585. pois a terceirização de serviços da área meio é permitida por lei. às fls. por falta de interesse recursal. 2ª Vara do Trabalho de Cachoeiro de Itapemirim – ES.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.0132 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: DADALTO ADMINISTRACAO E PARTICIPACOES S/A E OUTRO Recorrido: SIMONI NASCIMENTO TEMPORIM Origem: 2ª VARA DO TRABALHO DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM . nenhuma quitação geral se pode extrair do termo rescisório colacionado aos autos. a DACASA FINANCEIRA S. Assim sendo.PARCELAS CONSTANTES DO TRCT – AUSÊNCIA DE EFICÁCIA LIBERATÓRIA . expressamente. Comprovantes do recolhimento das custas processuais e do depósito recursal. Pois bem.9 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Autor Advogado DADALTO ADMINISTRACAO E PARTICIPACOES S/A José Hildo Sarcinelli Garcia(OAB: 001174 ES) SIMONI NASCIMENTO TEMPORIM Ary Rabelo Paulucio(OAB: 002452 ES) PROMOV SISTEMA DE VENDAS E SERVICOS LTDA José Hildo Sarcinelli Garcia(OAB: 001174 ES) PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO .11. por isso. que o instrumento de rescisão deve ter especificada a natureza de cada parcela paga ao empregado. à luz da interpretação do Enunciado 330 do E. GRUPO ECONÔMICO. 526/526v). Contrarrazões às fls. em síntese.INOCORRÊNCIA As empresas propagam a prescrição total em relação ao contrato de estágio. desde o início de sua contratação. Razões recursais. sendo que em ambos os períodos.O § 2º do art. Nego provimento ao recurso. uma vez que nunca exerceu operações financeiras. Aliás. complementada pela decisão de embargos de fls.0132 Processo Nº RO-114500/2011-132-17-00. prolatada pela MM. 477 Consolidado dispõe. FUNDAMENTAÇÃO 2. 477 da Consolidação das Leis do Trabalho foi a que lhe deu o Colendo Tribunal Superior do Trabalho com o Enunciado nº 41. sendo válida a quitação.QUITAÇÃO GERAL .5. sendo partes as acima citadas. 518 e ss.2007. atuando como Financiária e não como Comerciária. defendendo. EQUIPARAÇÃO. em 10. alegando haver quitação geral das parcelas trabalhistas. Quanto à “alteração contratual” não há nenhum pedido fundado em alteração de norma interna do empregador. CONHECIMENTO Conheço parcialmente do recurso ordinário. II . ressaltam que a Súmula 129 do TST ampara a existência de uma empresa com o intuito de fornecer mão-de-obra para outras do mesmo grupo econômico.4. que foi contratada pela DADALTO ADMINISTRAÇÃO (1ª reclamada). menos ainda com os fatos que envolvem o presente processo. 511. mesmo sob o enfoque do Enunciado nº 330. FINANCIÁRIOS. às mesmas parcelas. Todavia. e não apenas à DACASA FINANCEIRA.17. Alegam que esse fato não gerou vínculo com a DACASA FINANCEIRA. a tese defendida não tem pertinência temática com o objeto da pretensão. da lavra da magistrada Angela Baptista Balliana Kock. 2.ATIVIDADE FINANCEIRA – JORNADA DE SEIS HORAS. A reclamante sustenta.2. expressamente. se a ação foi ajuizada em 19/11/2011.2011. Ora.GRUPO ECONÔMICO .1. alegando não ser possível o enquadramento como financiária. que dispõe.A SOCIEDADE DE CRÉDITO FINANCEIRO E INVESTIMENTO. prestava serviços nas dependências da DACASA FINANCEIRA. por ausência de ressalvas no TRCT. mantenho a sentença. Não lhe assiste razão.2008.ENQUADRAMENTO SINDICAL – FINANCIÁRIO . 2. Acrescem que suas reais empregadoras foram a DADALTO e PROMOV. arguindo preliminar de carência de ação.ENQUADRAMENTO SINDICAL. 477 Consolidado. no mérito. apenas. como “caixa 1".CARÊNCIA DE AÇÃO As reclamadas renovam a argüição de carência de ação.10. propagando prática de “ato único”.TRT 17ª Região . sentença de fls. já que nele não há registro de pagamento de qualquer das parcelas postuladas nestes autos. e se o fundamento da pretensão é a soma de períodos descontínuos (unicidade contratual) é evidente que não há prescrição total.2011. a manutenção da decisão recorrida. posto que os recorrentes postulam a sua incidência a partir do ajuizamento da reclamação. TST. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelas Reclamadas em face da r. sendo transferida para a PROMOV (2ª reclamada) em 01. e.

com isso. Juiz Ney Álvares Pimenta Filho.2011. Como conseqüência.2010.5. há se fixar alguns parâmetros jurídicos.2ª T .17.5. 0095500-27. no qual traz valiosos subsídios para a compreensão da matéria.0010. pois o direito brasileiro só admite a criação de empresa fornecedora de mão-de-obra temporária na forma do artigo 2º da Lei 6. efetuar atendimentos aos clientes DACASA sobre dúvidas nos pagamentos” (fls. analisar e liberar a quantia referente ao empréstimo efetuado através do Termo de adesão de crédito pessoal. tem os mesmos direitos individuais e salários dos empregados da tomadora dos serviços exercentes da mesma função. deixo claro que o critério é objetivo. através da intermediação ilegal de mão-de-obra. por razões que abordarei adiante. ícone do pensamento jurídico-trabalhista brasileiro. o que corrobora a tese esposada na sentença e atrai a aplicação da Súmula 55. a súmula 239 nos serve para mostrar que a criação pela empresa principal de empresas satélites com o escopo de lhe prestar serviços que numa visão estreita escapariam da sua finalidade (na verdade a cadeia produtiva é tão complexa que dizer que uma atividade não é essencial representa um risco de gafe produtiva ou tecnológica) não pode jamais representar prejuízo para os trabalhadores.011. fato que obviamente se constitui em fraude. para impedir que a terceirização aniquile toda a história de conquistas da classe trabalhadora. validamente. Desse modo. como nos mostra a Súmula 239 do Tribunal Superior do Trabalho: Nº 239 .0131. a criação de empresas para atuação no mesmo ramo não representa qualquer ilegalidade.17. do bimestre Julho-Agosto de 2004.03.2011. Os objetivos da terceirização não se lastreiam em lucro maior ou menor.2010. a realidade é que ela atua como mero prolongamento das várias atividades da segunda ré. 23 de Setembro de 2013 80 função de caixa I realizava: “recebimento do público em geral de prestações que não estejam vencidas.3ª R . é pois. São as seguintes as considerações de Souto Maior que aproveito: ‘A implementação desta ‘técnica administrativa’ não pode. Ricardo A.) Em princípio. já que são inúmeros os casos já apreciados por esta Corte Trabalhista Regional em que trabalhadores são contratados pela Dadalto para laborar na DACASA.019/74. a meu ver. A ilicitude surge quando essa criação leva à lesão de direitos trabalhistas e ao afastamento de garantias aos trabalhadores. 0045700-15. Utilizá-la para pagar salários menores que os observados pela tomadora quanto aos seus empregados que exercem a mesma atividade é ilegítimo.17. (INCORPORADAS AS ORIENTAÇÕES JURISPRUDENCIAIS NºS 64 E 126 DA SDI-1) É bancário o empregado de empresa de processamento de dados que presta serviço a banco integrante do mesmo grupo econômico. já que a análise e liberação de crédito não constitui atividade típica de comerciário e sim de financiário. 05430032. luz. E. ‘A analogia legis implica no reconhecimento de que a questão sub . ante a objetividade da matéria tratada).5. O empregado de terceirizante. qual seja. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Mutatis mutandis. A fraude. o grupo econômico se vale da intermediação das reclamadas para fraudar a lei e frustar os direitos trabalhistas de seus empregados. evidente. realizar fechamento de caixa.5. Mohallem .17.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. nos termos das seguintes Ementas: ‘A evolução que admite a terceirização não pode.g. boletos bancários diversos que tenha código de barra. constituindo-se em prática voltada à distorção dos preceitos protetivos da legislação trabalhista. dentre outros. em hipótese alguma. elaborou trabalho científico para a revista virtual Júris Síntese nº 48. faz cair sobre ela uma evidente ingerência direta.17. Dentre as suas vantagens não se inclui a diversidade salarial ou de direitos individuais do empregado e independente da pessoa que seja seu empregador. Ao julgar processo semelhante (RT 0888. a empresa confessa outra fraude. afastando-os dos direitos garantidos aos que são formalmente contratados pela empresa principal. nos autos da RT1367. conferindo os documentos e valores monetários encaminhados pela Tesouraria e vice versa. desde logo. A jurisprudência trabalhista já vem se firmando no sentido de destinar a trabalhadores apanhados dentro dessas situações os mesmos direitos destinados aos empregados formais das empresas tomadoras dos seus serviços. 423/424 – quesito 1. do TST. Disse sua Excelência que: “(. Logo. Jorge Luiz Souto Maior. vali-me dos fundamentos expostos pelo Exmº. O primeiro efeito jurídico a ser fixado é o de que se devem respeitar os mesmos direitos para os trabalhadores da empresa tomadora e os da empresa prestadora. A propósito. 40). braço financeiro do grupo. há confissão de que está havendo fraude contra o próprio contrato social de ambas as empresas. Aliás. ou em acirrar a sociedade injusta para atrair a prevalência de menor custo em detrimento do trabalhador com aumento de lucratividade do empreendimento. a autora trabalhava como financiária. função ínsita à exercida pela atividade financeira. tais como: pagamento de água. que desenvolve seu trabalho em atividade terceirizada.. chamados de limites civilizatórios por Gabriela Neves Delgado. como v. ainda que se admita administração autônoma (a averiguação disso é irrelevante. a sua inserção no âmbito da administração do grupo econômico.006 e o faço também neste caso. o grupo econômico tem tradição em fraudar a lei trabalhista. a de que a holding teria sido criada com o fim de fornecer mão-de-obra para as suas controladas. nos acórdãos proferidos nos autos das RT's 004430072. Ou seja.BANCÁRIO.2011.DJMG 29.00-6). EMPREGADO DE EMPRESA DE PROCESSAMENTO DE DADOS. a CVRD era a maior acionista e é inegável que teve participação ativa na decisão da sua paralisação por não apresentar bons resultados.0161. No entanto. não cabe perquirir se ela quis ou não. em que pese ser dotada de personalidade jurídica própria e. exceto quando a empresa de processamento de dados presta serviços a banco e a empresas não bancárias do mesmo grupo econômico ou a terceiros. Analisar e liberar crédito direto nos caixas para clientes pré-selecionados denominados Promoção Fidelidade. me convenci de que o melhor caminho é o respeito à proteção do trabalho e não a sua alteração formal ou declarações de nulidades dos atos formais e registros executados pelo grupo econômico.. implicar em desigualdade social. de modo que a intenção das rés se mostra irrelevante.b).0131. embora o verdadeiro empregador seja a Dacasa Financeira.pág. Ainda que se entenda que esses serviços eram atividade-meio. representar a impossibilidade dos trabalhadores adquirirem e receberem integralmente os seus direitos trabalhistas pelos serviços que prestem’.0008.96 . eis que em seu objeto não consta o exercício de atividades financeiras. Além disso. 009020069. “ A Norpel integra o mesmo grupo econômico da CVRD e prestava serviços exclusivamente para esse grupo econômico. Portanto. Afora isso. considerando que o trabalhador seja empregado da empresa prestadora e não da empresa tomadora. é o que ocorre no presente caso e.’ (TRT .2007. causar prejuízos à classe obreira. Vale notar que o estudo em referência até sustenta a tese dos autores de declaração de vínculo diretamente com o tomador dos serviços.2007.RO nº 16763/95 Rel. ainda que se permita a terceirização. a qual foi rechaçada por esse TRT através de dezenas de decisões. dado o intuito de atender aos interesses e as necessidades do Grupo.

mas. trocar de nomes. por isso. a tese. impende imaginar a sorte e variedade de problemas com esses atos. Desde o tratado de Versailles se declara que o trabalho não é mercadoria. não só por força dos dispositivos legais citados. Tais contratos coonestam a ilegalidade dos agentes da marchandage no Brasil destruindo assim.08. de resultado financeiro em nada diferente da posição que abraço. são apenas nove trabalhadores. Não devemos nos esquecer que. 23 de Setembro de 2013 81 judice. até a estabilidade. ante o disposto nos artigos 128 e 460 do Código de Processo Civil. diante da prática de fraude ao artigo 511.2004. tais empregados ficam condenados à marginalização salarial. pois. não obstante a regularidade do contrato firmado com a reclamada. me pronunciei: “TRABALHADOR QUE DESENVOLVE ATIVIDADES TIPICAMENTE BANCÁRIAS. Dionísio.17. nos termos do § 3º do art. É condenada pelo mundo inteiro. eventualmente. integra categoria diferenciada. garanti pelas mesmas razões. incompatível com o espírito mercantilista que envolve tais contratações. destina-se a todo tipo de relação idêntica e que decisão idêntica deve ser tomada mesmo em eventual Ação Civil Pública ou substituição processual ampla e. gradativamente. Se o reclamante exercia atividade tipicamente bancária. §2º. não há impedimento legal a que as empresas se organizem juridicamente e isso significa dizer que nesses termos elas podem se dividir. Rel. 01434/2006. Evitam-se rasuras na CTPS. a Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 profissionalidade do empregado e lhe conferi todos direitos que a lei e as normas coletivas concedem aos bancários. A burla. a consequência mais nefasta está na seara do direito coletivo.95. por força do artigo 12. segundo investigação do Ministério Público do Trabalho. de 17. de deixá-la ao desamparo das normas coletivas aplicáveis.006. Vale dizer. em que se enquadra a hipótese versada. in fine da CF/88.56). que se pratica. Por essas razões. por não serem enquadrados sindicalmente. reputando. ibi eadem dispositio). a partir daí. no caso concreto. representando um retrocesso legal. como bem jurídico da pessoa humana. porque esse ato configura concorrência desleal. a mais condenada forma de comércio. sentença em face do seu efetivo labor como financiária. salário compensador e. Se não se vinculam ao estabelecimento. mas objeto de especial tutela do Estado. DJMG. na categoria profissional para a qual estão trabalhando. os aspectos práticos são muitos e justificam a opção. fazem jus a remuneração equivalente à paga aos empregados da mesma categoria profissional da empresa tomadora de seus serviços. 29. a legislação social”. porque são alugados por terceiros.2006). eis que o contrato social não permite que a empresa tenha por objeto o fornecimento de mão-de- . Como coloquei anteriormente. corretíssima a pretensão de que a eles se apliquem todas as benesses dos empregados da CVRD. deve cair sob sua égide por semelhança de razão (ubi eadem legis ratio. Se os trabalhadores temporários. demonstra que apesar de manter a regularidade formal do contrato havido entre o empregado e sua empregadora. diminui ou praticamente anula as possibilidades de acesso à carreira. têm seu valor e trabalho menosprezados. Juíza Sônia das D.3ª R . visto que tal ato configura violação direta ao art. àquelas expressamente postuladas na presente ação e que adiante serão examinadas. A história empresarial no Brasil é farta de notícias de modestos contínuos que chegaram altas direções de grandes grupos. a exploração do trabalho alheio. O trabalhador é transformado em mero objeto. 511 da CLT. A terceirização de mão-deobra. desde que não cause prejuízos aos trabalhadores. apresentou os fundamentos. não estando a ré autorizada a proceder a discriminação de lhe pagar direitos inferiores aos que são outorgados à sua categoria e muito menos. seja por reduzir o nível salarial do cidadão que ingressa no mercado de trabalho e em consequência reduz a circulação de riquezas. E. ao qual realmente servem. representa a semiescravidão.00-8 em que contendiam Bruno Fernandes Poncio x Transpev Processamento e Serviços Ltda. essa ótica. se não respeitados.Rel. sem condições de reivindicações. é importante registrar que a praxe. data venia dos judiciosos argumentos em prol da nulidade da contratação e formação do vínculo diretamente com o tomador.RO nº 08157/94 . que causa grave dano não só ao trabalhador. mas também à toda a coletividade. Além da fraude aos direitos individuais dos trabalhadores. que são para mim relevantes. a nulidade afeta exclusivamente as cláusulas contratuais prejudiciais e não a formação do contrato em si. Não participando dos dissídios coletivos das categorias a que efetivamente deveriam pertencer. a autora tem direito. porque este representaria melhoria salarial. com muito maior razão os trabalhadores contratados de forma permanente por empresa interposta para a prestação de serviços essenciais à empresa cliente terão direito a todas as vantagens asseguradas à categoria dos empregados da mesma. da CLT. nos autos 1667/97. inciso XXXII. me parece a mais correta sempre que as empresas envolvidas sejam integrantes do mesmo grupo econômico. dispensam-se ofícios à Previdência Social e à CEF para alteração de dados (e com isso reduzem-se as chances de problemas no encontro de informações futuras nos sistemas desses órgãos) e. evitam-se gastos com a implementação e a fiscalização junto à empresa principal em relação a tais alterações. porque. seja porque impede o acesso à categoria profissional de que cogita o artigo 511 da CLT. em si. é. apesar de não se enquadrar no dispositivo legal. Logo. em regra. a. mesmo quando lícita. o juiz Guilherme Piveti. Com efeito. cujo “único” limite é o respeito aos direitos de terceiros. etc. mudando o que deve ser mudado. há o amparo jurídico à livre estruturação interna das empresas. fundir. (TRT . Tal ementa. Assim. ENQUADRAMENTO COMO BANCÁRIO. norma consagrada também pela Conferência Internacional do Trabalho. os quais louvo a presente decisão: “A marchandage.” Ainda que desnecessário. 7º. A estes o valor individual pouco ou nada interessa. mas também porque a empresa DACASA FINANCEIRA é a única receptora dos serviços e das energias despendidas pela autora.019/74. indefiro o pedido dos autores de declaração de que o vínculo se formou diretamente com a segunda ré. além do abuso da personalidade jurídica. Simplesmente não há na legislação impedimento a que o façam se respeitados os direitos de seus trabalhadores. acresço que ao julgar o RO 01930. teria sido praticada por várias empresas financeiras e.02. todavia.3ª T .1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. sem possibilidade de maior acesso. melhores postos. não pode servir de instrumento de redução dos custos de mão-de-obra se isto implicar em violação do princípio constitucional da isonomia’. razão pela qual tem o direito de ver seu contrato de trabalho regido pela Convenção Coletiva do Sindicato dos Profissionais Bancários”(Ac. p. A respeito deste tipo de fraude. o trabalhador desamparado não oferece riscos quanto ao exacerbamento do espírito indicatório. DO. da Organização Internacional do Trabalho reunida em Filadélfia em 1944. da Lei nº 6. a perceber os direitos reconhecidos pela r. sem dúvida. limitando-as. de forma apenas um pouco mais amena. Freire Pimenta. É a continuidade na empresa que assegura direitos ao trabalhador como promoção na carreira. como não poderia deixar de ser. E além desses aspectos práticos.

Nego provimento.707/00 e 3. CORREÇÃO MONETÁRIA Os recorrentes alegam que o artigo 459. 23 de Setembro de 2013 82 obra.010. da CLT. não obstante existência de Súmula mais favorável ao que foi pedido na inicial. (conversão da Orientação Jurisprudencial nº 124 da SDI-1) Res. autorizam a instituição de correspondentes bancários pelas instituições financeiras. Garcia. a norma se sobrepõe à jurisprudência. XXVI. HORÁRIO REDUZIDO (ART. negar-lhe provimento. representações das instituições bancárias em pequenos estabelecimentos comerciais varejistas. alegando a impossibilidade de equiparação a essa categoria. Não tem nenhuma razão. como a autora não teria direito à jornada de seis horas diárias. Alega que. e uso abusivo do direito de exercer sua atividade econômica (artigo 187 do Código Civil). da SDI-1. que a autora está assistida por advogado particular e. dessa forma. o mesmo pedido de enquadramento. XXVI da CF/88. acertada é a sentença que lhe concedeu o benefício da justiça gratuita. incidirá o índice da correção monetária do mês subseqüente ao da prestação dos serviços. Assim. 7º.3. POSSIBILIDADE. 03. bem como elidir a aplicação das normas coletivas dos financiários aos seus empregados. pois. TST. e do Dr. mas tão-somente obviar a exigência e controle da autoridade monetária. se manifestou: “ENQUADRAMENTO SINDICAL. devido o pagamento dos benefícios previstos nas CCT aplicáveis à categoria. Rel. Presença do Dr.584/70 para a concessão do benefício. pela recorrida. sob o argumento de que a autora não teria direito à jornada de seis horas Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 diárias. JUSTIÇA GRATUITA Pugnam as Reclamadas pela reforma da r. TST. de modo a proporcionar a facilidade de acesso da população de rincões do Brasil ou de locais cuja instalação de agência se mostre desaconselhável ao sistema de meios de pagamento. 2. Por corolário lógico do reconhecimento ao enquadramento da reclamante na categoria dos financiários e.3. participação nos lucros e gratificação de caixa). da CLT e na Orientação Jurisprudencial nº 304. Mantido o valor da condenação. 224 DA CLT). Sustentam também que a CCT dos financiários é inaplicável pelo fato de as reclamadas não serem partes convenentes desse instrumento coletivo.110/03. Consectário da fraude. nego provimento. JORNADA DE TRABALHO . em tempos recentes. 3. Quanto ao fato de que as Reclamadas não foram signatárias da convenção coletiva dos financiários. por não exercer atividade bancária. Sem razão.0. conforme deferido pela r.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Ainda que seja despiciendo. Cláudio Armando Couce de Menezes.4. e. Desta forma. da CF. 9º da CLT. tal como desenhado pelo art.2005. FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO.6. José Hildo S. Por corolário lógico do reconhecimento do enquadramento na categoria de financiários.12. não pode ser adotado o divisor 180 para o cálculos das horas extras. do C. o Tribunal. CORREÇÃO MONETÁRIA. SALÁRIO. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de . tal como postulado. da CLT. pelos fundamentos já expostos no item anterior. como as empresas se utilizaram da mão-de-obra da autora em clara fraude à aplicação da lei trabalhista. Nego provimento. sentença.2010). 2. 2ª t. 459 DA CLT. financiamento e investimento. não podem elas beneficiar-se de suas próprias torpezas (artigo 9º. Não tem a mais pálida razão. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. §3º. ao qual me reporto. que preleciona: "reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho. examinando ação envolvendo as mesmas reclamadas. provimento ao recurso. conforme item 2. não estão presentes os requisitos previstos na Lei 5. sociedades de crédito. Nego provimento. Se essa data limite for ultrapassada. por conseguinte. sentença atacada não deferiu à trabalhadora a assistência judiciária gratuita e sim os benefícios da justiça gratuita.00. EQUIPARAÇÃO DAS ATIVIDADES DAS PRESTADORAS DE SERVIÇOS A SOCIEDADE DE CRÉDITO. Por óbvio deverá ser observado o marco prescricional. 2. para fins trabalhistas. O pagamento dos salários até o 5º dia útil do mês subseqüente ao vencido não está sujeito à correção monetária. é evidente que se o sábado está previsto na norma coletiva como dia de Repouso. 3. De início. conforme jurisprudência sumulada pelo TST: SÚMULA 381. eis que a sua constituição e funcionamento visa não expandir geograficamente o sistema de meios de pagamentos. é a aplicação das disposições convencionais dos financiários aos empregados dessas prestadoras de serviços”(RO-01314. destaco que a r. e pedido de reconhecimento de direitos previstos em norma coletiva própria. Além disso. da CLT conferiu uma faculdade ao Juiz. é óbvio que as horas extras serão calculadas utilizando-se o divisor 180. As reclamados pretendem a reforma da sentença que as condenou a pagar à reclamante horas extras após a 6ª diária. ajuda alimentação. § 3º. Além do que já foi decidido no item 2. pelo recorrente. 1. com fulcro no artigo 790. pleiteando a reforma da decisão que determinou a aplicação da Súmula 381.5. A constituição e o funcionamento de pessoa jurídica que tenha por fim a intermediação de acesso a crédito criado por bancos múltiplos ou sócios deles devem ser consideradas. do direito à jornada de seis horas diárias. DOE. diante da ausência de labor para instituição financeira e de exercício de operações financeiras. constituindo fraude à legislação do trabalho a teor do art. 2. no mérito. a teor do art. 2. As Resoluções nº 2. sentença que deferiu à Reclamante os benefícios da justiça gratuita. do Banco Central.7ª e 8ª HORA. não houve nenhuma violação aos textos legais e aos verbetes sumulares mencionados pelas Recorrentes. mantenho a sentença. pois apenas o pagamento espontâneo dos salários é que se sujeita ao prazo do artigo 459. Sendo assim. prevê que a época própria para aplicação da correção monetária é o quinto dia útil do mês subseqüente ao vencido. 7º. conhecer parcialmente do recurso ordinário. BENEFÍCIOS PREVISTOS NA CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO As reclamadas requerem a exclusão da condenação do pagamento dos benefícios da CCT dos financiários (auxílio refeição. ART. O artigo 790.04. alegando. Logo. a partir do dia 1º”. devido é o enquadramento da autora na categoria de Financiária. em seu apelo.2008. Des. Sem razão. CLT). do C. 129/2005 . ou seja.17. Fábio Silva Rabelo. nos termos do voto da Relatora. constatando que a autora não tem condições de pagar as custas do processo sem prejuízo do sustento próprio ou da família. Des.DJ 20. é incontroverso que a reclamante foi contratada para cumprir 8 (oito) horas diárias.3. Nego.

TRT 17ª Região . observo que a reclamada argumenta ser indevida a “incorporação das horas extras” (fl. mas não consta ali causa de pedir e pedido relacionado à inobservância do tempo de repouso previsto no art. se não houve pedido. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-121100-43.2012.2012. a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. que julgou parcialmente procedentes os pedidos formulados na inicial. pugnando pela reforma da sentença no que atine ao intervalo interjornada e a “incorporação das horas extras”. Procurador do Trabalho: Dr. que concerne na quitação.5. A prova dos autos corrobora essa conclusão. impossível que a ré tenha quitado referida parcela na forma alegada. conhecer do recurso ordinário. Em razão do exposto. O que há. sobretudo. é pleito de indenização por conta da supressão de horas extras habituais. Contraminuta.4 Recorrente Advogado Recorrido Advogado SIND TRAB IND MET MEC MATELETR E ELETRONICO E ESP SANTO Elcio Teixeira de Almeida(OAB: 001640 ES) SOCOBRAS PARTICIPACOES LTDA Aldimara Guarnieri de Vasconcellos(OAB: 009158 ES) ACÓRDÃO . portanto. Vencida.0116400-57.17. do fato de ser incontroverso o desrespeito ao intervalo interjornada de 11 horas. oriunda da 9ª Vara do Trabalho de VitóriaES. 348-350. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.0014.5.0009 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: VALEC ENGENHARIA CONSTRUCOES E FERROVIAS S/A Recorrido: EZEDEQUIAS ALVES DA SILVA Origem: 9ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . faz jus o empregado ao pagamento da verba vindicada. nego provimento. sendo partes as acima citadas. Vistos. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora Acórdão Processo Nº RO-116400-57. conforme fls.3 ESCLARECIMENTOS No exame do apelo. com o adicional de 100% e reflexos.5. da parcela postulada.5. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO.0014.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 2. que essa matéria é estranha aos autos. 66 da CLT. 341-344. CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. às fls. a procedência do pretensão autoral decorre. Procurador: Dr. multa prevista na legislação de regência.1 CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário da reclamada.0009 Processo Nº RO-116400/2012-009-17-00. Não se contestou o fato de que o autor laborava das 8 às 22 horas. mas o recurso não cuidou especificamente do assunto. nem mesmo dos efeitos da coisa julgada produzida naquele contexto.17. por unanimidade. 66 da CLT. pois presentes os pressupostos de admissibilidade.2011. FUNDAMENTAÇÃO 2. o que pode ensejar. negar-lhe provimento. ou não. QUITAÇÃO NÃO COMPROVADA. A esse respeito.5. 23 de Setembro de 2013 83 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). sem a observância da pausa 11 horas prevista no art. 337-339.5. João Hilário Valentim. Como dito.2009. pois inexiste pedido neste sentido. É o relatório. onde a empresa foi condenada ao pagamento de 129 horas extras mensais. às fls.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA INTERVALO INTERJORNADA.0151 Processo Nº RO-121100/2009-151-17-00. a arguição é inovadora e tardia. Ocorre. 344). inclusive. quanto ao mérito.17.2009. pelo não provimento do apelo. Razões recursais. Assim. Se a empregadora se contrapõe ao pedido de horas extras por inobservância do intervalo interjornada de 11 horas alegando apenas que procedeu a quitação da parcela em demanda ajuizada anteriormente e não comprova esta alegação. Vale destacar que a condenação da recorrente nestes autos não se socorre da confissão ficta do preposto da ré na reclamação transitada em julgado na 14ª Vara. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pela reclamada em face da sentença de fls. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: o Desembargador José Luiz Serafini (Presidente).0121100-43. O reclamante acostou cópia da petição inicial do processo acima citado. No mérito.0 Recorrente Advogado Recorrido Advogado VALEC ENGENHARIA CONSTRUCOES E FERROVIAS S/A Gabriel Miranda Coelho(OAB: 043502 RJ) EZEDEQUIAS ALVES DA SILVA Rodolfo Abdala Brandao da Costa(OAB: 009206 ES) ACÓRDÃO . 2.17. Tal esclarecimento é pertinente a fim se de evitar o manejo desnecessário de embargos declaratórios.0151 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: SIND TRAB IND MET MEC MATELETR E ELETRONICO E ESP SANTO Recorrido: SOCOBRAS PARTICIPACOES LTDA Origem: Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . 3749. por maioria.17.TRT 17ª Região .2011. todavia. o que restou incontroverso. Apenas em recurso a ré sustentou que o reclamante não logrou comprovar os fatos alegados. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. João Hilário Valentim.2 INTERVALO INTERJORNADA A reclamada assenta a sua defesa na tese de que a hora de intervalo interjornada postulada pelo reclamante já foi quitada no bojo da reclamatória 0131600-26. Nesse passo. de fato. fundamentado na súmula 291 do TST. No entanto. a análise deve se ater ao ponto controvertido. a sentença concluiu que “as horas relativas ao intervalo interjornada não estão embutidas no somatório das horas deferidas” na RT 0131600-26.17. caso evidenciada a natureza protelatória do recurso.

. por via própria.n). (TRT 02ª R. Entendo que é assegurado ao empregado o livre exercício do direito de oposição ao desconto da taxa negocial. ainda que estipulada em convenção coletiva de trabalho. INEXISTÊNCIA DE COAÇÃO DA EMPRESA.5. que a partir do momento em que os trabalhadores não fizeram oposição começaram os descontos. conforme o entendimento sedimentado no C. em respeito aos princípios de proteção do salário somente após a não oposição dos trabalhadores ao desconto. FUNDAMENTAÇÃO 2. às fls. Vê-se que a própria testemunha arrolada pelo Sindicato autor. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. deve existir autorização do empregado para que o empregador efetue descontos a título de contribuições devidas ao Sindicato. não restando comprovado qualquer tipo de coação por parte da reclamada quanto ao alerta aos seus empregados. destaco que a testemunha afirmou que não conhecia ninguém que tivesse se oposto ao desconto. que tivesse redigido a carta de oposição. 13-14. sem que se tenha comprovado. às fls. exceto quanto à contribuição sindical. in casu. a reclamada. – Proc.2. Sustenta que não é de se estranhar o fato de que os empregados espontaneamente tenham aderido às cartas de oposição. 5º. sentença. Observe-se as afirmativas da testemunha: . que não sabe a que Sindicato a empresa recolhia as contribuições. sob o fundamento de que a própria testemunha arrolada pelo Sindicato autor o levou a concluir que a empresa tão somente alertou seus empregados acerca da possibilidade do desconto quanto à taxa coletiva mensal facultativa. Não merece reforma a r. e 8º.. Em razões recursais. 545 da CLT... que passou a ser sindicalizado a partir do momento em que procurou saber qual o seu sindicato. buscando a reforma da r. constitucionalmente assegurado.os trabalhadores não conseguiam identificar a que categoria pertenciam. que o depoente não fez a carta porque tinha interesse de que o Sindicato o representasse. afirmado que ocorreram represálias aos empregados que não fizeram a carta de oposição estas supostas represálias não constam como causa de pedir da petição inicial. o Sindicato alega que a reclamada coagiu seus empregados a redigirem uma carta em oposição a “Taxa Negocial”. o que não importa na conclusão de exercício de coação sobre os trabalhadores e. mas como representante da CIPA pesquisou para saber qual Sindicato pertenciam e a empresa os comunicou que quem não quisesse sofrer desconto em benefício do Sindicado deveria fazer uma carta de próprio punho para que não houvesse o desconto. passou a efetuá-lo. que como represália muitas vezes eram retirados de dentro da assembléia do Sindicato. Destaco que é esta a causa de pedir. (g. Isto demonstra que os trabalhadores não se sentiram coagidos. Observe-se o aresto: CONTRIBUIÇÃO NEGOCIAL DE EMPREGADOS NÃO FILIADOS AO RESPECTIVO SINDICATO – INCONSTITUCIONALIDADE – PN Nº 119 DO C. assim. RELATÓRIO O Sindicato autor interpõe recurso ordinário em face da r. este passou a ser mais atuante na empresa. as afirmativas no particular.2012)v96. xx. Guerra do Sindicato. 2. sentença quanto à taxa coletiva mensal/conduta anti-sindical. às fls.1 CARTA DE OPOSIÇÃO À TAXA NEGOCIAL. E mais.2 MÉRITO 2. ou seja. que isto ocorreu após 08 meses após sua admissão. correto o comportamento da reclamada. a qualquer título. o desconto de contribuição assistencial de empregado não-sindicalizado é ilegal. Como transcrito acima. às fls. que quando fez contato com o Sr. nem caracteriza campanha anti-sindical. Entendo que deve ser assegurado ao empregado o livre exercício do direito de oposição. em razão dos princípios protetivos que regem o salário e sua integralidade. que não conhece ninguém que tenha apresentado oposição ao desconto. V. 361-367.07. viciando a manifestação de vontade dos trabalhadores e promovendo.º 17 da Seção de Dissídios Coletivos: CONTRIBUIÇÕES PARA ENTIDADES SINDICAIS.0316 – Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 (20120766250) – Relª Regina Maria Vasconcelos Dubugras – DJe 10. Ressalto que o fato de esta mesma testemunha ter. Pois bem. nulas. Observe-se: . desse modo não considero. portanto. Cabe à empregadora alertar seus empregados quanto ao desconto e à possibilidade de se oporem. da CF. assim. sendo partes as acima citadas. Nesse cenário. espécie de contribuição assistencial. O juízo a quo entendeu que não há prova da conduta anti-sindical da reclamada.02. não há falar em atitude anti-sindical. que às vezes a empresa permitia que reuniões fossem feitas dentro de seu refeitório e outras vezes na portaria. via carta de oposição. como bem observou o julgador de primeiro grau. sendo passíveis de devolução. mesmo porque todos os descontos em salário devem ser esclarecidos aos empregados. nos moldes do artigo 545 da CLT. qualquer coação da reclamada. e.2010. a qual independe dessas formalidades. os respectivos valores eventualmente descontados.empregados que se sindicalizaram sofreram represálias. obrigando trabalhadores não sindicalizados. 354-358. TST – A cobrança da "contribuição negocial" dos nãosindicalizados. Com efeito. Vistos. COAÇÃO DA EMPRESA. INCONSTITUCIONALIDADE DE SUA EXTENSÃO A NÃO ASSOCIADOS. Desde já esclareço que. 0002050-93. Razões do recurso. assim como muitos fizeram.1 CONHECIMENTO Conheço do recurso do Sindicato autor porque presentes os pressupostos objetivos e subjetivos de admissibilidade. nos autos.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA CARTA DE OPOSIÇÃO À TAXA NEGOCIAL. TST. em face da conduta anti-sindical da reclamada. bem como o disposto no art.. Restando. Na petição inicial.349-352 proferida pela MM. em seguida. sentença. são ofensivas ao direito de livre associação e sindicalização. deixou evidente que não ocorreu coação por parte da reclamada em face de seus empregados para que redigissem a carta de oposição à “Taxa Negocial”. pela manutenção da r. realizada na portaria da empresa para que voltassem ao seu posto de trabalho [. uma perseguição àqueles sindicalizados. que condiciona o desconto em folha de pagamento à autorização dos empregados. o que ocorreu in casu.. o Sindicato autor alega que a reclamada obrigou seus empregados a redigirem uma carta de oposição à taxa coletiva mensal. deixase de elaborar o. nos termos da OJ n. As cláusulas coletivas que estabeleçam contribuição em favor de entidade sindical. Contrarrazões.] que também considera como represália o fato de o diretor ter estado em uma dessas . 23 de Setembro de 2013 84 1ª VARA DO TRABALHO DE GUARAPARI . viola o direito de ampla liberdade e filiação previsto nos arts. Tratando-se de ação sujeita ao rito sumaríssimo. Recurso ordinário a que se nega provimento. que participou de várias reuniões do Sindicato na empresa. sentença de fls. 295.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 1ª Vara do Trabalho de Guarapari que julgou improcedentes os pedidos.

que julgou parcialmente procedentes os pedidos iniciais.PRAZO PRESCRICIONAL. desde que lhes seja facultado o efetivo exercício do direito de oposição. Nos casos em que o direito material deduzido pela parte autora é de reparação civil. previsto no art.2008. Procurador: Dr. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. pois presentes os pressupostos legais de admissibilidade. É o relatório. nos termos do art. Ademais.CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário interposto pela reclamada. 462 da CLT. deve-se observar a regra de transição disposta no art.. forçoso concluir que não restou comprovado qualquer coação por parte da reclamada em relação aos seus empregados no que se refere à carta de oposição. considerando que na data de 10/01/2003 havia transcorrido mais de dez anos do prazo prescricional. 815-820v. deve-se aplicar a prescrição de 20 anos (art. ante a ausência de intimação para acompanhamento da perícia técnica e face ao indeferimento da oitiva de testemunha. decorrentes do acidente de trabalho e suscita a preliminar de nulidade da sentença por cerceamento de defesa. aqueles decorrentes de acidente/doença do trabalho.5. onde a ré argúi a prescrição quanto à indenização por danos morais e materiais. por unanimidade. sendo partes as acima citadas.5.2010. muitos trabalhadores optaram por não fazer a carta. com relação ao pedido de indenização por danos morais e materiais decorrentes do alegado acidente de trabalho.12..5.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA PRAZO PRESCRIOCIONAL. sendo certo que a do caso presente não se enquadra em nenhuma delas. João Hilário Valentim. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pela reclamada. nego provimento.. Razões recursais às fls.” demonstra. em seu artigo 7º. Presença da advogada Aldimara Guarnieri de Vasconcellos.. Contrarrazões do reclamante às fls.2. CC de 1916). que às vezes a empresa permitia que reuniões fossem feitas dentro de seu refeitório e outras vezes na portaria. nos arraiais da Justiça Comum.11. da Constituição da República. 23 de Setembro de 2013 85 assembléias realizadas na portaria da empresa. contra a sentença de fls. FUNDAMENTAÇÃO 2. Sem razão. CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. pugna pela reforma da r. as ações que poderiam ser ajuizadas perante a Justiça Comum e que não o foram em razão da EC 45/2004. pois a indenização pleiteada tem origem no contrato de trabalho e. Com efeito. V.que participou de várias reuniões do Sindicato na empresa. – RO 0003317-79. Comprovantes de recolhimento das custas processuais e do depósito recursal às fls. indenização por danos morais e materiais decorrentes do acidente de trabalho e valor da indenização. salvo em algumas hipóteses. Ademais. tem natureza de crédito trabalhista. que dispõe acerca da vedação da realização de desconto. ACIDENTE DE TRABALHO A reclamada pugna pela reforma da sentença de origem para que seja reconhecida a prescrição.8 Recorrente Advogado Recorrido Advogado METALOSA INDUSTRIA METALURGICA SA Ricardo Barros Brum(OAB: 008793 ES) ADEVAL RIBEIRO DOS SANTOS Ubirajara Douglas Vianna(OAB: 005105 ES) ACÓRDÃO . como dito antes pela mesma testemunha “. 803v-804v. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-122900-73. 117.028 do CC.17. E. sentença quanto às seguintes matérias: indenização por danos morais decorrentes da dispensa discriminatória e valor da indenização. Desse modo. não haveria falar na aplicação da prescrição prevista no ordenamento civil. 769-803. em especial. Portanto. Assim. Assim. 753-762. ACIDENTE DE TRABALHO. 8º. (TRT 12ª R..2008. Sustenta que o instituto da prescrição trabalhista possui regramento próprio. contados a partir da data do acidente. XXIX da CRFB c/c art. conhecer do recurso ordinário. Em síntese.2011)v93 Pelo exposto.17. a Constituição da República. 2.1. é certo que somente a competência restou deslocada da Justiça Comum para a Justiça do Trabalho.0141 Processo Nº RO-122900/2008-141-17-00. "a" Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. sem sombra de dúvida. 7º. XXIX. restou comprovado que a reclamada apenas assegurou aos seus empregados o livre exercício do direito de oposição. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: o Desembargador José Luiz Serafini (Presidente).1.0039 – 1ª C. sem desnaturar o instituto em que se insere o pedido de indenização e.0141 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: METALOSA INDUSTRIA METALURGICA SA Recorrido: ADEVAL RIBEIRO DOS SANTOS Origem: VARA DO TRABALHO DE COLATINA .TRT 17ª Região . Nos casos em que o acidente de trabalho ocorreu antes da vigência da EC 45/2004 (08/12/2004) e do advento do Código Civil de 2002 (10/01/2003). ao lado de fora. que a reclamada atuava de forma oposta ao que seja taxado de represália. a meu ver. Vistos.º 45/2004. – Relª Viviane Colucci – DJe 30. em respeito aos princípios de proteção ao salário. e no mérito. portanto. negar provimento ao apelo.. Pelo exposto e nos limites delineados na petição inicial quanto à causa de pedir.2. com a modificação introduzida na Carta por meio da Emenda Constitucional n. pela recorrida. a empresa simplesmente avisou aos seus empregados que caso não desejassem o desconto referente à taxa negocial era necessária a apresentação de uma carta de oposição.PRELIMINARES SUSCITADAS PELA RECLAMADA 2. Observe-se o aresto a seguir: TAXA NEGOCIAL – DESCONTO DOS TRABALHADORES NÃO ASSOCIADOS AO SINDICATO – DIREITO DE OPOSIÇÃO – Mostra-se admissível o desconto das contribuições assistenciais dos trabalhadores não associados ao sindicato.0122900-73. que sempre foi a norma aplicável. 11 da CLT. 2. que a presença dela ali deixava os colegas com medo. até para grassar respeito ao direito individual de livre associação sindical preconizada pelo art. estão sujeitas à prescrição do Código Civil.

a perícia foi realizada sem notificação da ré ou de seu assistente acerca da hora. alegando que indicou assistente técnico. deve-se observar a regra de transição disposta no art. enviada no dia 25. Em seus esclarecimentos (fls. novamente. De fato. 707-713).adv. em que pese a indicação de assistente técnico. Na primeira. pedido este reiterado na audiência de encerramento e indeferido pelo Juízo a quo (fl.2.2012. o reclamante não compareceu. Sustenta que a ausência de intimação fere o seu direito de defesa. O acidente que acometeu o reclamante é típico. Pugnou pela declaração de nulidade do laudo pericial. no que concerne ao acidente de trabalho. Destarte. trazendo aos autos cópia da mensagem (fl.028 do Código Civil de 2002. nos casos em que o acidente de trabalho ocorreu antes da vigência da EC 45/2004 (08/12/2004) e do advento do Código Civil de 2002 (10/01/2003). CONCLUSÃO: ACORDAM os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. conforme se vê à fl. A reclamada alega que.º 45/2004. CC de 1916). uma vez que. §2º do CPC. cujo laudo terá que ser apresentado no mesmo prazo assinado para o perito. em especial. 311/312. (fl. com a devida intimação das partes. 750). aqueles decorrentes de acidente/doença do trabalho. no caso. e solicitou o agendamento de nova data às fls. Nesta ocasião. a prescrição não pode ser a trabalhista. conhecer do recurso ordinário interposto pela reclamada. Assim. e novo julgamento acerca da matéria. que fixará o prazo para entrega do laudo. as partes foram cientificadas pelo Juízo para manifestação quanto ao laudo de fls. entendo que a ré e seu assistente técnico. Em 01/06/1990. que sempre foi a norma aplicável. em seu art. Portanto. ocasionando a amputação de quatro dedos da mão. 5º. O art. ciente da tentativa frustrada de realizar a perícia. deve-se aplicar a prescrição de 20 anos (art. considerando que o resultado da perícia foi desfavorável à reclamada. fosse comunicada à ré por intermédio dos seguintes endereços de e-mail: juliana@slp. rejeitar a .2.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 2. Pelo exposto. slp. Assim. marcone@metalosa.br . hora e local da perícia realizada acerca do acidente de trabalho. 683). 3º: “Os exames periciais serão realizados por perito único designado pelo Juiz. LV da CRFB e determinar o retorno dos autos à Vara de Origem para realização de nova perícia. Assim. em 10/01/2003. já havia transcorrido mais da metade do referido prazo prescricional. por unanimidade.br. A reclamada. o prazo prescricional aplicável. O CPC é taxativo quanto à determinação de que as partes sejam intimadas da perícia. data e local dos trabalhos periciais. E considerando que o prazo prescricional encerrar-se-ia em 01/06/2010 e que o autor ajuizou a presente ação em 07/11/2008. 431-A do CPC é aplicável ao processo do trabalho de forma subsidiária. sem desnaturar o instituto em que se insere o pedido de indenização e. e. com a modificação introduzida na Carta por meio da Emenda Constitucional n. tratando -se de típica hipótese de acidente de trabalho. indicado o assistente. Assim. da sentença quanto a este aspecto. A reclamada sustenta que o endereço de e-mail para o qual o perito enviou a notificação não corresponde ao do patrono da ré à época da perícia e. O direito material deduzido pelo autor é de reparação civil. 680-681. 23 de Setembro de 2013 86 e a CLT. 691-702. note-se que foram agendadas duas perícias. com fulcro nos artigos 431-A e 249. fixam um prazo específico para o empregado propor na Justiça Trabalhista ações referentes a créditos resultantes das relações de trabalho. CERCEAMENTO DE DEFESA POR VIOLAÇÃO AO DEVIDO PROCESSO LEGAL. art. a data deste é o marco inicial para contagem da prescrição. cumpre agora estabelecer o critério para a contagem do prazo. afirmando que não havia sido notificada acerca da perícia marcada anteriormente e requereu que. 683. qual seja. no caso concreto. Pois bem. e tendo em vista a previsão do art. Realizada a perícia. sendo certo que somente a competência restou deslocada da Justiça Comum para a Justiça do Trabalho. sob pena de ser desentranhado dos autos. Fixada a premissa de que a prescrição aplicável é aquela prevista no direito civil. 431-A prevê que “as partes terão ciência da data e local designados pelo juiz ou indicados pelo perito para ter início a produção da prova. a falta de intimação da parte ou do seu assistente para acompanhar a prova técnica importa em cerceio do direito de defesa. 719). peticionou nos autos. Permitir-se-á a cada parte a indicação de um assistente. estão sujeitas à prescrição do Código Civil.br . a reclamada peticionou (fls.com. o perito afirmou que notificou as partes acerca da nova data da perícia por mensagem de email. requer seja declarada a nulidade da perícia (fls. Nos casos em que se pede a condenação da empresa em danos morais. No presente caso. 769 da CLT. no que concerne ao acidente de trabalho. mas nem a ré e nem seu assistente foram comunicados acerca da data e local da perícia. consequentemente. conforme entender de direito.028 do CC. o prazo de 20 (vinte) anos. 117 do Código Civil de 1916. a designação de nova data para realização da perícia. sem sombra de dúvida. 731-733). 2. conforme fl. 715-718). ficando sobrestada a análise dos demais tópicos do recurso. no mesmo prazo assinado ao perito. acolho a preliminar para declarar a nulidade da sentença.” Isto significa que. §2º do CPC e art. é o do art. da sentença.NULIDADE DA SENTENÇA. ele tem o direito de participar da perícia de forma a apresentar seu próprio laudo. Vejamos.ara@slp.adv. não há prescrição a ser declarada. contados a partir da data do acidente. Em decorrência. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Parágrafo único. observo que. 249. no presente caso. nos moldes do art. Em síntese. Nada há que justifique ao assistente técnico tomar a iniciativa de marcar com o autor exame antes ou depois daquela data marcada pelo perito. AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO PARA ACOMPANHAMENTO DA PERÍCIA TÉCNICA. 11. Rejeito. por maioria. uma vez que não se trata de crédito trabalhista stricto sensu. quando o Código Civil de 2002 entrou em vigor. pelo que requer seja declarada a nulidade do laudo pericial e. Notese que a reclamada indicou assistente técnico às fls. quando laborava em prol da ré e realizava operação com prensa hidráulica. nos arraiais da Justiça Comum.584/70. na linha da regra de transição prevista no art. teve sua mão esquerda atingida pelo equipamento. não se encontra nenhum dos endereços de e-mail fornecidos pela ré para notificação acerca da nova data da perícia. entendo que deve ser declarada a nulidade do laudo pericial e.” Ademais. perito (fl. entendo que as ações que poderiam ser ajuizadas perante a Justiça Comum e que não o foram em razão da EC 45/2004.04. dentre os destinatários da mensagem. com fulcro nos artigos 5º LV da CRFB e 431-A do CPC. 117. Frise-se que o art. em seu art. diz a Lei nº 5. Pois bem. não foram notificados quanto à data. consequentemente. 719). tendo em vista que na data de 10/01/2003 havia transcorrido mais de dez anos do prazo prescricional. 679. 2. da cópia do email enviado pelo d. de fato.

Contraditório. Nesta senda. Por fim. mas não guarda qualquer relação de acordo com a dispensa do reclamante”. Nesse sentido. 2. e não entre o julgado embargado e outros documentos.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA Embargos Declaratórios das Partes conhecidos e não providos. FUNDAMENTAÇÃO 2.2010. haja vista que no último parágrafo da fl. pela reclamada e pelo reclamante. patente o mero inconformismo.TRT 17ª. Pode ocorrer contradição não apenas entre o relatório e a fundamentação ou entre essa e o decisum. no que concerne ao acidente de trabalho. Em sendo assim. 2008. não há de se falar em omissão. para fins de embargos de declaração. porque presentes os pressupostos legais de admissibilidade. na medida em que. o que descaracterizaria suposto conflito societário e.2012. registre-se que tampouco houve omissão. por este mesmo Tribunal. dispositivos legais. porque no corpo da decisão não se vislumbra nenhuma oposição de motivos ou idéia. 833). decisões.0123400-29. desconsiderou que na ação tombada sob nº 0008700-81. desde 2008 vinha exercendo o cargo de dirigente sindical do SEANMES”. RELATÓRIO Trata-se de embargos declaratórios (fls. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-123400-29.EMBARGOS DO RECLAMANTE .0003 Processo Nº ED-123400/2012-003-17-00. pela recorrente. com fulcro nos artigos 431-A e 249. que o sindicato SUPORT é quem efetivamente representa a categoria abarcada pela reclamada. 748/756 e 757/770) opostos. a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. descabida é a pretensão do embargante.1 – CONHECIMENTO Conheço de ambos os embargos de declaração.5. nego provimento. o Juízo ao prestar a tutela jurisdicional deferindo pedido autoral por fundamento diverso do apresentado pela parte está apenas aplicando o brocardo da mihi factum dabo tibi ius (“Dá-me os fatos.17. 2. João Hilário Valentim. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO.17. p. Procurador: Dr.mo Desembargador Carlos Henrique Bezerra Leite deste Egrégio Tribunal ensina. não merece acolhida a alegação da embargante no tocante à contradição.0003 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargantes: PEIU SOCIEDADE DE PROPOSITO ESPECIFICO SOLANGELO SIMPLICIO BITTENCOURT Embargados: O V. À análise. (Curso de Direito Processual do Trabalho. mister esclarecer que a contradição apta a ser sanada por esta via é apenas aquela porventura existente entre partes do próprio texto do acórdão. Inicialmente. São Paulo: LTr.2 Embargante Advogado Embargado Plurima Autor Advogado Plurima Réu PEIU SOCIEDADE DE PROPOSITO ESPECIFICO Roberto Garcia Mercon(OAB: 006445 ES) SOLANGELO SIMPLICIO BITTENCOURT SOLANGELO SIMPLICIO BITTENCOURT Erildo Pinto(OAB: 004621 ES) PEIU SOCIEDADE DE PROPOSITO ESPECIFICO - ACÓRDÃO . no que tange à análise do instrumento procuratório.12. uma vez que não é essa a função dos embargos de declaração. deve se encontrar no corpo da sentença.5. os quais se prestam apenas para sanar os vícios elencados no art. uma vez que. teses ou provas eventualmente existentes. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. porque eleito como suplente na entidade sindical SEANMES. a categoria preponderante da empresa é representada pela SUPORT. REGIÃO SOLANGELO SIMPLICIO BITTENCOURT PEIU SOCIEDADE DE PROPOSITO ESPECIFICO Origem: 3ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . Outrossim. LV da CRFB e determinar o retorno dos autos à Vara de Origem para realização de nova perícia. Vistos.TRT 17ª Região . ato contínuo. sendo partes as acima citadas.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. reconhecendo a estabilidade provisória do reclamante.0012 ficou assentado.81. e novo julgamento acerca da matéria.2012. desejando o reexame da matéria. em 27. que o SUPORT era o sindicato representativo dos empregados da reclamada ainda não transitou em julgado. Presença da advogada Thyara Destefani Stelzer. §2º do CPC e art. ACÓRDÃO DE FLS. o decisium assim se pronunciou: “o fato dos diretores terem assinados conjuntamente a procuração dando poderes ao patrono que assina a peça defesa poderes para representar a empresa em Juízo só nos leva à conclusão de que a outorga de poderes foi válida. Com efeito.2 – EMBARGOS DA RECLAMADA Aduz a reclamada que o decisium embargado foi contraditório e Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 omisso. Aduz ser omisso. bem como visando ao prequestionamento da matéria. a nulidade da dispensa. in verbis: A contradição.2010. porque olvidou o fato de que o instrumento procuratório de defesa foi assinado por ambos sócios.3 . 6ª ed. deverá o embargante valer-se de via recursal própria. conforme entender de direito.5. 742-vº e seguinte. ante a inexistência dos vícios alegados. o julgado tratou em pormenor a matéria quando aduziu que “a sentença proferida na RT nº 008700.Diz que o acórdão inovou no fundamento que não foi ventilado pela parte em sua petição inicial e que mesmo sendo Administrador. Por oportuno.5. apontando supostos vícios. o Ex. que eu te darei o direito”). acórdão de fls. estando pendente de julgamento pelo Tribunal Superior do Trabalho o agravo de instrumento interposto” e que “antes do ajuizamento da ação acima mencionada a reclamada firmava acordos coletivos com a SEANMES e só a partir de 09/12/2009 passou a firmar acordo coletivo com o SUPORT e que o autor. respectivamente. mas também entre quaisquer partes da sentença ou do acórdão. 5º.0012 que decidiu. quanto às preliminares. 741/746. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: o Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). Assim. ficando sobrestada a análise dos demais tópicos do recurso.17.2010. em face ao v.17. Vencida. 897-A da CLT. com a devida intimação das partes. 23 de Setembro de 2013 87 argüição de prescrição quanto ao acidente de trabalho e acolher a preliminar para declarar a nulidade da sentença. 741/746 .

endossou a posicionamento esposado no acórdão. na decisão recorrida. a relação de dias e horas que o reclamante permaneceu além da jornada normal de trabalho (elencadas nos embargos). acórdão de fls.17. a revisão do mérito da decisão é providência estranha aos propósitos dos embargos de declaração. sendo que não há falar em vícios em virtude do não acolhimento de alegações das partes. Com efeito.0013 Processo Nº ED-123400/2012-013-17-00. Insurge-se a reclamada contra o v.2012. Cabe à parte insatisfeita com o resultado do julgamento manejar a via processual adequada para externar sua irresignação. O chamado "prequestionamento" não constrange o julgador a fundamentar nos exatos moldes pretendidos pela parte. nos termos da OJ 118. FUNDAMENTAÇÃO 2. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. À luz do exposto. nego provimento. pois presentes os pressupostos de admissibilidade. Tese Explícita. aduz que o nome do cargo. apontando vícios no julgado e visando ao prequestionamento.11. aponta que o acórdão foi omisso aos argumentos que lhe garantiriam a concessão das horas extras e horas de sobreaviso não reconhecidas por este Tribunal. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-123400-96. 3. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. como o fez.5. importante repisar a exposição dos fundamentos do julgado cujo teor versa que o exercício como membro do Conselho Administrativo da empresa. MÉRITO 2.2012. No que pertine às horas extras. RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos pela reclamada. sem a devida análise de suas atribuições. observo que o embargante lastreia argumentos tipicamente recursais que conduzem à reapreciação de conteúdo meritório. em face do v. Pois bem. sob o fundamento de que o documento utilizado como prova emprestada foi reformulado pelo próprio perito e que o referido sequer foi juntado aos autos. mas não de fazê-lo da forma que a parte entenda ser a mais adequada. unidas às que permaneceu aquém (descritas no acórdão). Conhecidos e não providos. não teve a Corte por ocorridas as violações alegadas pela parte. enquanto no plano de emergência individual. especificamente sobre o deferimento do índice de reajuste de 1993.1997): Havendo tese explícita sobre a matéria.SHERLIS RODRIGUES DE FARIA Origem: 13ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . à luz do livre convencimento motivado. Procurador do Trabalho: Dr. Sobre a matéria. como feito in casu. entendendo por satisfatoriamente prequestionadas no julgado hostilizado. os magistrados são amparados pelo princípio do livre convencimento motivado. Igualmente. LV da CF. aponta que a condição de plantonista. desnecessário contenha nela referência expressa do dispositivo legal para ter-se como prequestionado este. Ademais. sendo partes as acima citadas. não implica o exercício da função de administrador. Vistos. uma a uma. frise-se. a qual. por unanimidade. conhecer dos Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . 346-347. requerendo ainda a manifestação expressa quanto à oportunidade que o laudo fora juntado aos autos. 23 de Setembro de 2013 88 O ora embargante. não há de se falar em omissão quanto às horas de sobreaviso. que prequestionar não é "sinônimo de dizer aquilo que se quer que diga. Nestes termos. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. ser evidente que. a remuneração auferida pelo obreiro e a comprovada flexibilização de seu horário de trabalho demonstram que o reclamante exercia cargo de gestão.0123400-96. Não se vislumbra qualquer vício no julgado. 897-A da CLT e 535 do CPC. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). Inteligência da Súmula Nº 297 (inserida em 20. não sendo constrangido a confrontar em seu decisium. desde que a matéria tenha sido apreciada no acórdão embargado. Ademais. há violação aos artigos 398 do CPC e 5º. também. conhecer de ambos os embargos declaratórios e.TRT 17ª. alega que não há nos autos prova real de que possuísse poder de mando e/ou gestão. 346-347 . CONHECIMENTO Conheço dos embargos de declaração opostos. do TST: Prequestionamento. Registro. nego provimento. no mérito.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DA RECLAMADA. da forma mais conveniente à parte". reitera-se. Portanto.17. Portanto.0013 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: FUNDACAO VALE DO RIO DOCE DE SEGURIDADE SOCIAL VALIA Embargado: O V. deve-se ter em mente. ante a inexistência de vícios alegados. negar-lhes provimento.1 OMISSÃO E PREQUESTIONAMENTO.5. Vejamos.TRT 17ª Região . Sustenta que.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. não fazendo jus à quitação de horas extraordinárias. 2.2. Pois bem. para fins de prequestionamento. bem como o detalhamento de ligações recebidas no seu telefone funcional foram negligenciadas para efeitos de concessão das verbas em comento. ante os limites estreitos dos arts. por unanimidade.0 Embargante Advogado Embargado Advogado FUNDACAO VALE DO RIO DOCE DE SEGURIDADE SOCIAL VALIA Sandoval Zigoni Junior(OAB: 004715 ES) SHERLIS RODRIGUES DE FARIA Maíra Dancos Barbosa Ribeiro(OAB: 010800 ES) ACÓRDÃO . gozar da prerrogativa de apreciar os autos segundo seu discernimento. REGIÃO . uma vez que os embargos declaratórios não se prestam para corrigir justiça ou injustiça da decisão. João Hilário Valentim. Concernente às horas de sobreaviso. da SDI-I. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. uma vez que. todas as razões recursais.2. ou seja. porquanto o magistrado. ACÓRDÃO DE FLS. em se adotando a tese exposta no julgado. o magistrado tem o dever legal de expor os motivos de seu convencimento. corroboram à tese da irregularidade do horário. acórdão.1.

INCIDÊNCIA DE JUROS DE MORA E MULTA. na verdade. FATO GERADOR. in verbis: . publicada no Diário Oficial do TRT-17ª Região nº 1202. quanto no que pertine aos dias de pico (fl. § 1º. XXXVI.seja pela ausência parcial dos cartões de ponto. Oportuno destacar que esse é o entendimento cristalizado pelo C. às fls. ficando a cargo da empresa o pagamento de juros. 452-471 determinou a apuração das horas extras conforme a jornada informada na petição inicial. ora agravante. decisão de fls. da Lei 8. pela manutenção da decisão.Se há coisa julgada material quanto à matéria objeto do agravo de petição. da CLT.212/91. No tocante às contribuições previdenciárias decorrentes de créditos reconhecidos em sentença. 468. não há qualquer comando no sentido de que devam ser considerados os cartões de ponto colacionados aos autos. nos termos do art. forçoso concluir que existe. do Código de Processo Civil e art. tenho como válido os horários de labor que a reclamante informa na inicial. se o pagamento fosse efetuado na ocasião oportuna sem necessidade de demanda judicial. Logo. ).2 MÉRITO 2. 879. RELATÓRIO A executada interpõe agravo de petição em face da r. sendo partes as acima citadas. de que fossem retificados os cálculos homologados quanto aos meses de junho de 2007 e agosto de 2008. Observe-se que a coisa julgada é claríssima quanto às horas extras. E. 2163-2169. se pretende dizer que somente a partir do efetivo pagamento do crédito trabalhista ao empregado é que passam a ser exigíveis as contribuições previdenciárias. resta à evidência que quanto ao deferimento das horas extraordinárias a res iudicata determina o cálculo conforme os horários de labor informados pela reclamante na petição inicial. 20. Danielle de Castro Nogueira(OAB: 006462 ES) MARIA HELENA CARVALHO NIKOLIC Esmeraldo Augusto Lucchesi Ramacciotti(OAB: 00232B ES) UNIAO (CONTRIBUICOES PREVIDENCIARIAS/IRRF) Bento Adeodato Porto(OAB: 007486 ES) ACÓRDÃO . . art. indiscutível (artigos 5º. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. obstáculo que qualquer juízo venha a exercer nova cognição.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA REDISCUSSÃO DE MATÉRIA COBERTA PELA COISA JULGADA. da CLT.5. apuradas nos dias normais ou nos dias de pico. às fls. verbis: CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. portanto. TST no item III da Súmula nº 368. Se há coisa julgada material quanto à matéria objeto do agravo de petição. § 1º. da Constituição da República Federativa do Brasil. para todo o pacto de trabalho. Pelo exposto.17.08). considerando que o empregado não deve suportar deduções maiores do que aquelas que teria.5 Agravante Advogado Agravado Advogado Plurima Réu Advogado FRONTIER DRILLING DO BRASIL LTDA.).2008. 468. FUNDAMENTAÇÃO 2. definitivamente. negar-lhes provimento.. tanto no que pertine aos dias normais (fl. buscando a reforma da r. Alega que foram deferidas horas extras com 50% de conformidade com os horários indicados na petição inicial tão somente quanto aos meses que não foram colacionados aos autos os controles de frequência.0007 Processo Nº AP-128100/2008-007-17-00. atualização monetária e multas.2008. Busca a retificação dos cálculos. nego provimento.07). Oportuno esclarecer que o fato gerador da contribuição previdenciária é a data da prestação do serviço. obstáculo que qualquer juízo venha a exercer nova cognição. razão pela qual devem ser retificados.0128100-75. indiscutível (artigos 5º. do Código de Processo Civil e art. pois a decisão judicial já sedimentada pela coisa julgada é imutável e. Esta é a hipótese dos autos.17. Contraminuta apresentada pela União. portanto. 634-635 do volume apenso da execução provisória proferida pela MM. art.5.17. Agravados: MARIA HELENA CARVALHO NIKOLIC UNIAO (CONTRIBUICOES PREVIDENCIARIAS/IRRF) Origem: 7ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . no mérito. estes controles devem ser utilizados para o cálculo correto das horas extras.0007 AGRAVO DE PETIÇÃO Agravante: FRONTIER DRILLING DO BRASIL LTDA. decisão quanto à quantidade de horas extras com 50% e quanto ao fato gerador de contribuição previdenciária/incidência de juros de mora e multa. forçoso concluir que existe. definitivamente. João Hilário Valentim. ressalto. relatados e discutidos os presentes autos de AGRAVO DE PETIÇÃO. acórdão de fls. Vistos. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº AP-128100-75. pois a decisão judicial já sedimentada pela coisa julgada é imutável e. julgou improcedente o pedido da 1ª reclamada. A decisão agravada sob o entendimento de que o v. Tribunal. Razões do agravo de petição. Nesse mesmo sentido é também o entendimento deste E.. considerando que juntou aos autos os controles de frequência de junho/2007 a agosto/2008. Procurador do Trabalho: Dr.2. às fls. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). no dia 31/07/2013. IMPOSSIBILIDADE .2 DESCONTOS PREVIDENCIÁRIOS. 879. conforme sedimentado na Súmula n. Os descontos relativos à Previdência Social deverão ser calculados mês a mês. 2.1 CONHECIMENTO Conheço do agravo de petição da executada porque presentes os pressupostos objetivos e subjetivos de admissibilidade. 2.TRT 17ª Região . seja pela prova testemunhal. 23 de Setembro de 2013 89 embargos declaratórios e. deve o reclamante arcar somente com o pagamento da contribuição previdenciária em seus valores históricos. Assim. não há falar em retificação dos cálculos quanto às horas extras.1 QUANTIDADE DE HORAS EXTRAS COM 50%.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Isso porque ao se afirmar que o fato gerador das contribuições previdenciárias seria o pagamento. da Constituição da República. 7ª Vara do Trabalho de Vitória que julgou improcedentes os embargos à execução. XXXVI. Sustenta a agravante que quanto aos meses de junho de 2007 e agosto de 2008 os cálculos das horas extras foram majorados. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 CONTROLES DE PONTO.2. 637-642. Desse modo. Sem razão a agravante. 2031v.

tanto a multa quanto os juros são devidos. tendo em vista o prazo decenal previsto no Enunciado nº 45 da 1ª Jornada de Direito Material e Processual na Justiça do Trabalho (prescrição de 10 anos. pois os serviços que desempenha se ultimam ao fim de cada requisição que atende. sempre perfilhei o entendimento de que ao trabalhador avulso aplica-se a prescrição constitucional prevista no art. pois. sentença de fls. A lei é claríssima ao estabelecer que a “atualização do crédito devido à Previdência Social obedecerá os critérios estabelecidos na legislação previdenciária” (CLT. 2. por maioria. e não a da lei infraconstitucional. INDENIZAÇÃO POR DANO MATERIAL E MORAL Não se conforma o recorrente com a sentença que declarou a prescrição bienal nos termos da OJ 384. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Afirma que.2010. Procurador do Trabalho: Dr. 269.1997. art. IV). nos moldes do art.0129500-65. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. não se verifica o lapso temporal de 10 (dez) anos.2. da CRFB. Não tem razão. XXIX e XXXIV da CF/88. CONCLUSÃO Conhecer do agravo de petição e. e extinguiu o processo.a 2010. enquanto o § 4. como a ação foi ajuizada após a EC 45.º). com resolução de mérito (CPC. 705/712v). é clara ao dispor que os cálculos de liquidação deverão consignar.4 Recorrente Advogado Recorrido Advogado JOSE CARLOS DA SILVA(ESPOLIO DE) REP ROSA MARIA STOCO DA SILVA Flávia Aquino dos Santos(OAB: 008887 ES) MULTILIFT LOGISTICA LTDA Laura Maria de Souza Pessoa(OAB: 011153 ES) PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO . Ao trabalhador portuário avulso. pede a aplicação do princípio da norma mais favorável (art. 2.028 do Código Civil de 2002). do Código Civil) e o princípio do in dúbio pró-operário. De toda sorte. prevista no artigo 7º. TRABALHADOR PORTUÁRIO AVULSO. Juíza Denise Marsico do Couto. sendo certo que o acidente de trabalho ocorreu em 06/10/2006 e tendo a ação sido ajuizada em 04/11/2010. por unanimidade. que presta seus serviços sem vínculo de emprego.0004 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: JOSE CARLOS DA SILVA(ESPOLIO DE) REP ROSA MARIA STOCO DA SILVA Recorrido: Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 MULTILIFT LOGISTICA LTDA Origem: 4ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . como é o caso presente. no mérito. ou de 20 anos. Nego provimento. 35 e notadamente no § 2º do art. negar-lhe provimento. pois os serviços que desempenha se ultimam ao fim de cada requisição que atende (Recurso a que se nega provimento) Vistos. sendo partes as acima citadas. negar-lhe provimento. da CRFB. 7º. 7º da CF/88 não autoriza que se aplique aos trabalhadores avulsos a regra da prescrição bienal. 702v). que extinguiu o processo com julgamento de mérito. em face da r. na época da prestação de serviços. A Ordem de Serviço INSS/DAF/DSS n. aplica-se a prescrição bienal. 35 da Lei n. devem ser deduzidos do empregado apenas os valores que seriam devidos mês a mês. não há como imputar ao reclamante o pagamento de multa. quando já decorridos os dois anos. 205. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-129500-65. da lavra do Exma. envolvendo. ACIDENTE TÍPICO DO TRABALHO.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Contrarrazões apresentadas. os valores das contribuições previdenciárias do segurado empregado e os valores de base de apuração da contribuição previdenciária a cargo da empresa. FUNDAMENTAÇÃO 2. §4. 3. XXIX.TRT 17ª Região . RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante. no mérito.941/09. conheço do recurso. 701/703. Dessa forma. 879. às fls. o contrato de trabalho com o OGMO somente veio a ser extinto com o falecimento do reclamante ocorrido em 25/03/2012. a situação pretérita originada em uma violação da lei.1. obviamente. Vencido. TRABALHADOR PORTUÁRIO AVULSO. mês a mês.10.º 8. 23 de Setembro de 2013 90 A base de cálculo de tais contribuições leva em consideração a época própria em que as mesmas seriam devidas. Logo. Sempre perfilhei o entendimento de que o portuário avulso que presta seus serviços sem vínculo de emprego. a matéria já não comporta grandes discussões. de 10. CONHECIMENTO Presentes os pressupostos de admissibilidade. o acidente sofrido pelo autor ocorreu em 06/10/2006 e a presente reclamação trabalhista foi ajuizada em 04/11/2010.2010.º 66.048/99 estipula o prazo em que deve ser feito o recolhimento decorrente das verbas reconhecidas em Juízo. dada pela Lei nº 11. PRESCRIÇÃO BIENAL. Por último.5. pois de acordo com a nova redação da Lei 8212/91 nos artigos 34. ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. conforme o art. Conforme declarado na peça exordial (fl. XXIX. nos termos do art. 715/728. 43. 276 do Decreto nº 3. O art. .17. Alega que a prescrição bienal não se sustenta. no tocante aos descontos previdenciários. “Considera o fato gerador das contribuições sociais a data da prestação do serviço”. além de não ser possível aplicá-la porque entre 2006 – data do acidente . art. 205. conhecer do agravo de petição e. ACIDENTE TÍPICO DE TRABALHO.212/91 e devem ser aplicados desde a data da prestação dos serviços. E quanto ao argumento do Reclamante no sentido de que de que se aplicaria a prescrição decenal prevista na regra de transição de que cogita o art. até porque – afirma – a OJ 384 foi cancelada. Aduz que. correção monetária e juros de mora. 2028 do Código Civil. está sujeito à prescrição bienal. às fls.17. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente).0004 Processo Nº RO-129500/2010-004-17-00.5. o Desembargador José Luiz Serafini.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: PRESCRIÇÃO BIENAL.º prevê o procedimento a ser adotado para o seu cálculo. pois a inteligência do inciso XXIX do art. João Hilário Valentim. prevista no artigo 7º. Custas dispensadas (fl. 3). o prazo a ser aplicado é o quinquenal.

2.0010 Processo Nº ED-136700/2012-010-17-00.0135900-94. não interromperam o prazo para recurso. mesmo com a denegação de seguimento do primeiro.5. DA CONTRADIÇÃO O reclamante aponta contradição no v. Inteligência da Súmula Nº 297 (inserida em 20. o reclamante interpôs agravo de instrumento na tentativa de destrancar o recurso ordinário adesivo. Vencido.7 Embargante Advogado WAL MART BRASIL LTDA Maria Helena Villela Autuori(OAB: 102684 SP) Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . Entretanto. REGIÃO . MÉRITO 2. interpôs recurso ordinário adesivo. FUNDAMENTAÇÃO 2. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Ademais. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim. havendo tese explícita quanto ao entendimento adotado.17. Assim. por preclusão consumativa. na decisão recorrida. 23 de Setembro de 2013 91 Registro. por maioria. DO RECURSO ORDINÁRIO ADESIVO. por unanimidade. entende esta Corte que satisfatoriamente prequestionadas as matérias trazidas nos embargos. da SBDI-1/TST (Resolução 186/2012). sendo partes as acima citadas.2012. CONHECIMENTO Conheço dos embargos de declaração opostos. por fim. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-136700-37. sob o fundamentação de que o intuito da adesividade se presta tão somente àquele que não pretendia recorrer. quando a parte já havia interposto recurso ordinário anterior. Em razão do juízo de admissibilidade negativo de seu recurso ordinário. Vistos. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região.ORTENG SPE PROJETOS E MONTAGENS LTDA Origem: 14ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). Pois bem. às fls. conforme despacho de fls. Insurge-se o reclamante alegando omissão no v.0014 Processo Nº ED-135900/2012-014-17-00. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais. acórdão de fls. na sessão de 09/05/2013. pois inexistentes os vícios alegados. Nego provimento. de minha relatoria. não podendo ser instrumento para suprir a intempestividade de recurso anterior.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Desse modo.17. eventual erro de julgamento existente no julgado deve ser argüido pela via recursal própria. não há falar em omissão quanto a não apreciação do recurso ordinário adesivo do reclamante.5. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora Acórdão Processo Nº ED-135900-94. validamente ou não. desnecessário contenha nela referência expressa do dispositivo legal para ter-se como prequestionado este. que o cancelamento da OJ 384. DA OMISSÃO. quanto à prescrição bienal. constitui ofensa ao principio da unirrecorribilidade. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. em nada modifica meu entendimento. uma vez que os embargos de declaração anteriormente opostos não foram conhecidos e portanto. 2. verifica-se que a reclamada buscou rediscutir matéria que já foi objeto de decisão do v.6 Embargante Advogado Embargado Advogado EDILSON ALVES DE OLIVEIRA Ernandes Gomes Pinheiro(OAB: 004443 ES) ORTENG SPE PROJETOS E MONTAGENS LTDA Jason Soares de Albergaria Neto(OAB: 046631 MG) ACÓRDÃO .2.11. ACÓRDÃO DE FLS. Procurador do Trabalho: Dr. sob a fundamentação de que o mesmo não fora apreciado. esta Corte entendeu que “a interposição do recurso ordinário adesivo. Tese Explícita.17.5. João Hilário Valentim.0014 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: EDILSON ALVES DE OLIVEIRA Embargado: O V.1. Razão não lhe assiste.TRT 17ª Região . em verdade a parte insurge-se quanto o resultado do julgamento. sob a fundamentação de que este Regional não observou o procedente normativo 98 do TST. acórdão. conhecer do recurso e. negar-lhe provimento. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. o qual também foi denegado seguimento. nego provimento. formulado pela advogada do recorrente.5. Num breve histórico. acórdão quanto à multa pela retenção da CTPS.17.0014. negar-lhes provimento.TRT 17ª. 2.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO opostos pela reclamada conhecidos e não providos. Nego provimento. por unanimidade. 83-86. Se a faculdade processual já foi exercida. 115-118. Sob a alegação de contradição. da 2ª Turma.2012. pois presentes os pressupostos de admissibilidade. já que intempestivo. o reclamante. conhecer dos embargos declaratórios e. todavia.2012. conforme OJ nº 118 da SDI-1 do C. Não satisfeito. torna-se inadmissível a sua renovação. acórdão quanto ao recurso adesivo do obreiro. no mérito.1.1997): Havendo tese explícita sobre a matéria. indeferir o pedido de adiamento do feito.2. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos pelo reclamante em face do v. 115-117 . tem-se que o recurso ordinário do reclamante foi negado provimento. que a via recursal eleita não se presta ao fim almejado. Da simples análise dos embargos. que já exposto no julgamento do RO 0136200-95. Não se vislumbra qualquer omissão no julgado. pois os aclaratórios destinam-se ao saneamento dos vícios elencados no artigo 897-A da CLT. Insta frisar.2. TST: Prequestionamento. apontando vícios no julgado. 90.2008.” Portanto. no mérito.

Diante do indubitável caráter protelatório dos embargos. MÉRITO 2. no percentual de 2%. apenas se reportou ao valor da causa.7 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Réu LUIZ GONZAGA BARBOSA DA SILVA Breno Fajardo Lima(OAB: 010888 ES) MUNICIPIO DE ITAPEMIRIM Zacarias Carrareto Filho(OAB: 011878 ES) GOL CONSTRUTORA INCORPORADORA LTDA .000.0132 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: LUIZ GONZAGA BARBOSA DA SILVA Recorridos: MUNICIPIO DE ITAPEMIRIM GOL CONSTRUTORA INCORPORADORA LTDA . por unanimidade. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Trabalho da Décima Sétima Região. Conhecidos e não providos por ausência de vícios no julgado. a embargante não aponta qualquer vício apto a ensejar a utilização da via processual escolhida. REGIÃO . 23 de Setembro de 2013 92 Embargado Advogado RODRIGO SABADINI PRATES Gustavo Souza Fraga(OAB: 015339 ES) ACÓRDÃO . relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. pugnando o autor pela reforma da r. sendo partes as acima citadas. 277-280. que julgou parcialmente procedentes os pedidos iniciais.5.2. Somente retarda a marcha processual. conhecer dos embargos declaratórios e. ao manter o valor da condenação. o que é lamentável. Contrarrazões do segundo reclamado às fls. comino à embargante multa de 1% sobre o valor da condenação. esta Corte se referia ao valor da causa arbitrado pelo Juízo “a quo”. deve ser aplicada a OJ 191.0136800-14. dono de obra. Por todo o exposto. diante do indubitável caráter protelatório dos embargos. por ente público que não tem dentre suas atividades a construção civil.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. ENTE PÚBLICO. sentença não fixou o valor da condenação. 124-126.17. do TST. no mérito. 128-133. CONHECIMENTO Conheço dos embargos de declaração opostos pela reclamada. OBRA SEM FINALIDADE DE LUCRO.00 (seiscentos e oitenta reais). ACÓRDÃO DE FLS. ao opor os presentes embargos de maneira infundada em relação às suas hipóteses de cabimento. RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos pela reclamada. 136-141. FUNDAMENTAÇÃO 2.CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário interposto pelo reclamante.00 (trinta e quatro mil reais). Parecer do d. qual seja. Insta esclarecer que este órgão julgador ao assim decidir considerou para fixação do valor da condenação exata relação com as verbas deferidas. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-136800-14. da SDI-I.17. Razão não lhe assiste. eis que houve improcedência dos pedidos formulados pelo obreiro. oficiando pelo conhecimento e não provimento do recurso ordinário do reclamante. acórdão. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. Procurador do Trabalho: Dr. no valor de R$ 680. Conforme certidão de fls.ME Origem: 2ª VARA DO TRABALHO DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM .TRT 17ª Região .2012.5. sobre o qual serão calculadas as custas devidas. sob a alegação de que a r. Diante do indubitável caráter protelatório dos embargos.ME ACÓRDÃO . Tratando-se de obra contratada. Não se vislumbra qualquer omissão no julgado. sentença quanto à assistência judiciária gratuita e à responsabilidade subsidiária.0132 Processo Nº RO-136800/2012-132-17-00. em face do v. apontando vícios no julgado.1. negar-lhes provimento.2012. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. logo. R$ 34. Vistos. MÉRITO . RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante.TRT 17ª. a primeira reclamada não apresentou contrarrazões ao apelo do autor.1. 143v.2. João Hilário Valentim. É o relatório. efetivamente.0010 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: WAL MART BRASIL LTDA Embargado: O V.1 OMISSÃO. cominar à embargante multa de 1% sobre o valor da condenação.17. indiscutivelmente. acórdão de fls.RODRIGO SABADINI PRATES Origem: 10ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . pois não é caso de terceirização. a par de lhes negar provimento.TRT 17ª Região . Ministério Público do Trabalho às fls. a embargante reputa o v. FUNDAMENTAÇÃO 2. Razões recursais às fls.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DA RECLAMADA. Conforme acima exposto. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). VALOR DA CONDENAÇÃO. Vistos. sendo o tomador de serviços. Ante a reforma parcial da sentença. Registra-se que. A injustificada beligerância processual da embargante revela. sua intenção de procrastinar o feito. acórdão omisso quanto ao valor da condenação e das custas. 277-280 .0136700-37. foi omisso ao manter inalterado o referido valor. contra a sentença de fls. comina-se a embargante multa de 1% (um por cento) sobre o valor da condenação. 147-148. sendo partes as acima citadas. no prazo legal.5. pois presentes os pressupostos legais de admissibilidade. o v.2012. pois presentes os pressupostos de admissibilidade. mas de empreitada.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. sem a finalidade de lucro. 2. porque se utiliza da via processual escolhida tão somente com o intuito de retardar a entrega da prestação jurisdicional.

17. com capacidade para 600 pessoas. dono de obra. assumir os riscos de sua atividade. sob pena de violação do texto constitucional. LXXIV e § 1. Vê-se que o objeto do contrato era a execução de “serviços de conclusão de obra de construção do ginásio poliesportivo. ACÓRDÃO DE FLS.17. o caso não é de terceirização. a construção. ressalvados os casos em que o dono da obra seja empresa construtora ou incorporadora. Deve. as quais visam à obtenção de lucro.1. portanto. mas declarou não ter condições de arcar com as despesas do processo. nego provimento. não pode a empresa incorporadora ou construtora usufruir da mão de obra do trabalhador. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim.0151 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargantes: MARIA DA CONCEICAO MIRANDA PASCOAL JOSE FRANCISCO DOS SANTOS E OUTRO Embargados: O V. O Município colacionou aos autos o contrato de prestação de serviço firmado com a primeira reclamada (fls. REGIÃO . O reclamante recorre desta decisão. Assiste-lhe razão. até que se prove o contrário. o patrocínio da causa por advogado particular. Vencida. efetivamente. terceirizando parte de sua atividade. Cumpre destacar a ressalva contida na referida OJ 191. sem fins de lucro. salvo sendo o dono da obra uma empresa construtora ou incorporadora. 10. para se considerar configurada a sua situação econômica (art.060/50)”. que figura como dono da obra em contrato de empreitada. não tem o condão de afastar essa garantia.° 304 do C. a declaração de pobreza.JOSE FRANCISCO DOS SANTOS E OUTRO MARIA DA CONCEICAO MIRANDA PASCOAL Origem: 1ª VARA DO TRABALHO DE GUARAPARI . no mérito. TST reza que “para a concessão da assistência judiciária. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.º). tendo em vista que o art.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Thiago Pereira(OAB: 004955 ES) NORMA LUCIA DOS SANTOS GOMES MARIA DA CONCEICAO MIRANDA PASCOAL NORMA LUCIA DOS SANTOS GOMES PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO . Inserida em 08. basta a simples afirmação de hipossuficiência do declarante ou de seu advogado. não há falar na aplicação da Súmula nº 331 do C. dou provimento ao apelo para conceder ao autor os benefícios da assistência judiciária gratuita.115/83 dispõe que se presume verdadeira. ser declarada a sua responsabilização subsidiária. de forma a afastar a responsabilidade do Município. na localidade de Garrafão em Itapemirim/ES”.11. A assistência judiciária gratuita aos que não têm recursos suficientes para demandar sem prejuízo do próprio sustento ou do de sua família constitui direito fundamental. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). 1º da Lei n. 115-119).º. 4º. in verbis: DONO DA OBRA.2 Embargante Advogado Embargado Plurima Autor Advogado Plurima Autor Plurima Réu Plurima Réu MARIA DA CONCEICAO MIRANDA PASCOAL José Carlos Rosestolato Rezende(OAB: 006168 ES) JOSE FRANCISCO DOS SANTOS JOSE FRANCISCO DOS SANTOS Marcelo S.5. mas de empreitada. o contrato de empreitada entre o dono da obra e o empreiteiro não enseja responsabilidade solidária ou subsidiária nas obrigações trabalhistas contraídas pelo empreiteiro. conhecer do recurso ordinário interposto pelo reclamante e. sem prejuízo do próprio sustento e do de sua família à fl.º 7.2. por entender que o Município de Itapemirim figurou na relação como “dono da obra”. No caso do ente público.2.00 Diante da inexistência de previsão legal. por si só. dar-lhe parcial provimento para conceder ao autor os benefícios da assistência judiciária gratuita. Alega que o ente público agiu com culpa in eligendo e in vigilando. O reclamante recorre deste decisão.TRT 17ª. sob o fundamento de que não estão presentes os requisitos legais pertinentes à espécie. Contudo. dentre suas atividades. Sustenta. TST. do C. Pelo exposto.2012. Assim. quanto à assistência judiciária gratuita.º 1. entendo que deve ser aplicada ao caso a previsão contida na OJ nº 191 da SDI-1 do C. 282/286-v .RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA A sentença de origem julgou improcedente o pedido de responsabilidade subsidiária do segundo reclamado. na petição inicial. sendo o segundo reclamado.0149900-76. não ocorrendo terceirização típica capaz de atrair a responsabilidade em tela. inc. Sem razão o recorrente. RESPONSABILIDADE. em suma.0151 Processo Nº ED-149900/2012-151-17-00. auferir lucro e deixá-lo a mercê da própria sorte diante do inadimplemento do empreiteiro. Ressalto que o reclamante não está assistido pelo Sindicato de sua Categoria. que deu nova redação à Lei n. por maioria. Dessa forma.510/86.TRT 17ª Região . porque esta não se subsume às peculiaridades do caso.º 7. E não poderia ser diferente. que deve ser aplicado ao presente caso o entendimento consubstanciado na Súmula nº 331. 71. a Juíza Sônia das Dores Dionísio.2. Face à análise do conjunto probatório. por unanimidade. 23 de Setembro de 2013 93 2. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-149900-76. Com efeito. ex vi da Constituição Federal (art. A ressalva decorre do fato de que a construção civil se insere nas atividades desenvolvidas por essas empresas. V. 2. 5. de aplicação imediata. da Lei n. no sentido de que não há dispositivo legal que determine a responsabilização solidária ou subsidiária do dono da obra pelo inadimplemento das Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 verbas trabalhistas do empreiteiro em face de seus contratados.666/93. devendo. § 1º. há ainda que se considerar o disposto no art. não parece razoável aplicar o mesmo raciocínio para responsabilizar o Município.ES Relatora: . É importante destacar que a Orientação Jurisprudencial n. § 1º da Lei nº 8. já que se trata de obra contratada por ente público que não tem. Se a insuficiência de recursos foi demonstrada. portanto. Portanto. TST. TST.ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA A sentença de origem julgou improcedente o pedido de assistência judiciária gratuita. CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região.5.2012.

o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. anoto que só tem pertinência e cabimento quando o julgado não haja adotado fundamento explícito sobre o tema ou sobre a questão submetida. Não tem a mais pálida razão. Por fim. das provas.0181100-04. Quanto à petição de fls. o que deve ser manejado na via recursal própria. não merecem ser providos. o que não significa obrigação de reproduzir textos legais. e também aponta omissão no que tange a matéria relativa à reconvenção. nem há comprovação de exposição a qualquer outro agente insalubre que enseje tal pagamento. conhecer dos embargos da reclamada de fls. Ademais. ainda. Assim. os embargos não demonstram existência concreta de omissão.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. 538. acórdão e. afirma que o v. por ter-lhe sido desfavorável a decisão. na forma autorizada pelo art. se verifica que os produtos de limpeza por ele manuseados são de uso doméstico e. para condenar a reclamada ao pagamento da multa prevista no art. 23 de Setembro de 2013 94 JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. depreende-se que o que deseja realmente a embargante é revolver toda a argumentação apresentada em suas razões recursais. não se constata no julgado. parágrafo único.2012. Deste modo. e tendo em vista o manifesto caráter protelatório dos Embargos. 477.§8º da CLT. além de os Embargos denotarem mero inconformismo com o conteúdo meritório do julgado. Não se reconhece direito do trabalhador ao adicional de insalubridade quando. Sustenta que “o acórdão é tão obscuro que nem mesmo a questão levantada no recurso acerca da rescisão contratual foi analisada a contento. não conhecer da petição de fls.17. 376. com base na prova pericial. sendo partes as acima citadas. Portanto. FUNDAMENTAÇÃO 2. se os embargos confundem julgamento contrário ao seu interesse.17. 538. . Aduz omissão em relação à preliminar de incompetência da Justiça do Trabalho. 282/286-v é de clareza solar e coerente em toda a sua fundamentação. inciso LV. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pela reclamante. com o intuito de rediscutir questão amplamente apreciada no acórdão. na forma autorizada pelo art. 5º. acórdão de fls. que não foi levado em consideração às alegações da embargante. complementada pela decisão de embargos de declaração de fls.2012. 2. João Hilário Valentim. negar-lhes provimento.OMISSÃO – OBSCURIDADE – CONTRADIÇÃO No corpo dos embargos.TRT 17ª Região . parágrafo único.5. requer o prequestionamento do art. do CPC. 477 da CLT. alega a embargante que o julgado é omisso. ou outra hipótese Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 que refuja aos seus limites. verifico que as alegações da embargante apenas impugnam o v. dela não conheço em razão do princípio da unirecorribilidade das decisões e da preclusão consumativa. pois diz que houve julgamento contrário às provas produzidas nos autos. Procurador: Dr. Além disso. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: o Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). em razão do princípio da unirecorribilidade das decisões e da preclusão consumativa. como demonstra inconformismo com a decisão proferida. má apreciação da norma. alegando omissão. deve ser apresentada através do meio processual adequado para impugnar a decisão desta Corte Regional. 96 do Estatuto da Terra. nego-lhes provimento e imponho a Embargante multa de 1% sobre o valor da causa. O que se exige é adoção de tese e não reprodução da lei. ante a total ausência do vício alegado. obscuridade ou contradição no julgamento. e entende que houve falta de fundamentação no v. RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos pela Reclamada em face do v. que julgou procedentes em parte os pedidos iniciais. Vistos. 288/293. é nítida a intenção da parte de dilatar o prazo recursal. Se os embargos não demonstram a existência de omissão. Logo. 288/300. os vícios alegados. não sobejando dúvidas quanto ao entendimento das matérias nele aduzidas. não merecem ser providos. portanto.0151 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: CILTA FERREIRA Recorrido: INSTITUTO NACIONAL DE ADMINISTRAÇÃO PRISIONAL Origem: 1ª VARA DO TRABALHO DE GUARAPARI . acórdão é contraditório em relação à multa do art. 288/293. e aduz afronta ao art. havendo na visão da Embargante. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. em face da sentença de fls. por unanimidade. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora Acórdão Processo Nº RO-181100-04.CONHECIMENTO Conheço dos embargos da reclamada de fls. 294/300. 349-364.2. Vistos.1.CONCLUSÃO Acordam os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 294/300. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. do CPC. 282/286-v. contêm baixa concentração de substâncias químicas. acórdão que entendeu por manter a sentença.0151 Processo Nº RO-181100/2012-151-17-00. porque diluídos.5. de contradição ou de obscuridade e revelam mero inconformismo da parte com o conteúdo meritório do acórdão. já que o v. contradição e obscuridade no julgado. da CF.8 Recorrente Advogado Recorrido Advogado CILTA FERREIRA MARCOS ANTONIO BITENCOURT DE OLIVEIRA(OAB: 019259 ES) INSTITUTO NACIONAL DE ADMINISTRAÇÃO PRISIONAL Sergio Carlos de Souza(OAB: 005462 ES) ACÓRDÃO . acórdão de fls. Da leitura das alegações apresentadas na peça de embargos de fls. 3. Quanto ao prequestionamento a que se refere a Súmula 297 do TST. sendo partes as acima citadas. bem como no tocante as horas extras. e condenar a Embargante a pagar a multa de 1% sobre o valor da causa. Em verdade. negativa de prestação jurisdicional”. por estarem presentes os pressupostos de admissibilidade. Diz.

executar tarefas de limpeza em geral. integração das horas extras. 320) “A RCTE. Sendo assim. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE INDEVIDO. os produtos utilizados.2000. julgou improcedente o pedido de adicional de insalubridade. Portanto.1. irrelevante as condições de saúde dos detentos ou as doenças às quais eram acometidos. bem como." Dessa forma. revista e troca de celas. no Setor de Inclusão. SDI-I. como alega na inicial. pois presentes os pressupostos legais de admissibilidade. cuja nova redação incorporou o teor da Orientação Jurisprudencial nº 170. a reclamante não apresenta qualquer demonstrativo que aponte o quanto entende ser . Recurso de Embargos conhecido e provido. couros. Portanto. esgotos (galerias e tanques). não se reconhece direito da trabalhadora ao adicional de insalubridade quando. lixo urbano (coleta e industrialização). ossos. A reclamante pugna pela reforma desta decisão. honorários periciais e honorários advocatícios. 321). INTEGRAÇÃO DAS HORAS EXTRAS A sentença de origem julgou improcedente o pedido de integração das horas extras no cálculo das verbas rescisórias.2. Em resposta aos quesitos formulados pelas partes. de acordo com o que restou apurado pela perícia. Neste sentido. Corte Superior por meio da Orientação Jurisprudencial nº 4 da SDI-1. PROVIMENTO. locomoção. informa o perito que a autora “executava tarefa de limpeza dos sanitários dos setores onde exercia suas atividades”. poderia ensejar o adicional de insalubridade. em grau máximo o seguinte: "trabalho ou operações em contato permanente com: pacientes em isolamento por doenças infecto-contagiosas. manter limpo o ambiente de trabalho e executar outras tarefas afins e correlatas (fl. Também concluiu o laudo pericial que não havia exposição permanente à agente biológico. utilizado para fins de monitoramento dos detentos. tuberculose).5. Ainda de acordo com a perícia. recebimento de novos detentos. desenvolvendo as seguintes atividades: varrição. 2. Aloysio Corrêa da Veiga. lavagem de banheiros. pacificou entendimento no sentido de que a limpeza e a coleta de lixo de sanitários não podem ser enquadradas como atividades insalubres. Esta C. 378-381v. É o relatório. 318). transferência. nem mesmo atuava na enfermaria. a reclamante exerceu a função de Auxiliar de Serviços Gerais. já que não se trata de contato permanente com: pacientes em isolamento por doenças infecto-contagiosas ou contato com lixo urbano. porque não se encontram entre as classificadas como lixo urbano no Anexo 14 da NR-15 da Portaria nº 3214/78 do Ministério do Trabalho. MÉRITO 2. A autora foi admitida pela reclamada em 05/01/2011. Rel. seria a de limpeza dos banheiros.5555. FUNDAMENTAÇÃO 2. De outro norte. com base no laudo pericial. (fl. 368) Contudo. executava tarefas de limpeza dos sanitários dos setores onde exercia suas atividades” (fl. Min. pêlos e dejeções de animais portadores de doenças infectocontagiosas (carbunculose. Este prevê como causa do pagamento de insalubridade. pois durante o período em que a autora laborou em prol da ré não mantinha contato com os detentos. locomoção. Com efeito. vê-se que a reclamante não efetuava a limpeza da enfermaria e não tinha contato direto com os detentos ou com roupas e objetos de uso pessoal dos mesmos. Outrossim. R$622. A recorrente afirma que “restou comprovado nos autos que a reclamante efetuava a limpeza da enfermaria. 319) “Quando no exercício da função de Auxiliar de serviços gerais. com base na prova pericial. na função de auxiliar de serviços gerais e pediu demissão em 10/04/2012. bem como recolhia e separava roupas de uso pessoal dos internos” (fl. (TST-E-ED-RR-673432-89. na acepção contida na referido norma. Não obstante o pedido seja de diferenças. é a jurisprudência do Colendo TST. 320) A prova testemunhal nada aponta acerca das atividades exercidas pela reclamante e dos setores onde ela laborava. segundo consta da perícia. RECURSO DE REVISTA. Nego provimento. os setores onde a reclamante Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 laborou eram utilizados para fins de monitoramento dos detentos. capaz de ensejar o direito ao adicional de insalubridade.00. passar pano de chão. pugnando a autora pela reforma da r. a reclamante laborou nos seguintes ambientes: Posto Delta. Alega que suas as horas extras habitualmente prestadas e pagas não integraram sua remuneração para fins de cálculos das verbas rescisórias e requer a condenação da ré no pagamento das diferenças das verbas da rescisão. Consta do laudo pericial que a reclamante “estaria exposta a agentes biológicos de forma eventual quando no exercício da tarefa de limpeza dos sanitários”. contêm baixa concentração de substâncias químicas.214/78 do Ministério do Trabalho. frise-se que a atividade desempenhada pela autora que. brucelose. perito: “Dados apurados não indicam o setor de enfermaria como ambiente laboral da autora” (fl. 366-373. produtos químicos de limpeza com finalidade de uso domiciliar” (fls.2. ante ao que restou apurado por intermédio do laudo pericial. não previamente esterilizados.DIFERENÇAS DAS VERBAS RESCISÓRIAS. verbis: "RECURSO DE EMBARGOS. Assim.2. ou seja. utilizado para recebimento de novos detentos. tem-se que a atividade de limpeza de banheiro. transferência.ADICIONAL DE INSALUBRIDADE A sentença. por entender que as atividades desenvolvidas pela reclamante poderiam submetê-la a agentes biológicos apenas de forma eventual. sem caracterização de contato com agente insalubre. 23 de Setembro de 2013 95 Razões recursais às fls. vísceras. ou mesmo de varrição e limpeza de outros ambientes da reclamada onde laborava a autora não se enquadram em nenhuma das hipóteses previstas no referido anexo da norma regulamentadora ministerial. 320) Conforme apontado anteriormente. a obreira não tinha contato com detentos ou objetos de uso pessoal” (fl.1. eram “produtos químicos diluídos. esclareceu o d. por entender que a ré utilizou para o referido cálculo a mesma média remuneratória apontada pela reclamante. Posto de Triagem.CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário interposto pela reclamante. Pois bem. carnes. revista e troca de celas. sangue. onde ocorria o recebimento de novos detentos. Contrarrazões da reclamada às fls. LIMPEZA E HIGIENIZAÇÃO DE SANITÁRIOS.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. não ocorria a limpeza de banheiros de celas ou enfermarias pela reclamante. Vejamos. qual seja. porque diluídos. no tema. se verifica que os produtos de limpeza por ela manuseados são de uso doméstico e. não se constata que as atividades desenvolvidas pela reclamante se enquadrem no disposto no Anexo 14 da NR-15 da Portaria nº 3. bem como objetos de seu uso. A reclamante recorre desta decisão.04. Ademais. glândulas. DJ-26/09/2008). sentença quanto às seguintes matérias: adicional de insalubridade. a princípio.

060/50).00 complementares). nos termos do artigo 1º do Provimento supracitado. por maioria. socorrendo-se de profissionais particulares. o pagamento dos honorários de perito será efetuado com os recursos vinculados ao custeio da assistência judiciária aos necessitados. negar provimento ao apelo. que assim dispõe: “HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS Neste procedimento especializado. vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº AP-184800-94. defiro a expedição do ofício requerido. por maioria. A reclamante recorre desta decisão. entendo estar diante de uma situação extrema que justifique a atuação do Magistrado e das Varas do Trabalho na busca de satisfação do crédito do trabalhador e a conseqüente extinção da execução. Por isso. que não podem trabalhar sem receber a devida contraprestação. com a finalidade de que .1996. EXPEDIÇÃO DE OFÍCIO AO INCRA.0006 Processo Nº AP-184800/1996-006-17-00. em face da hipossuficiência do reclamante. Logo. TST. quando já houverem sido esgotados todos os meios de levantamento de bens de que dispõe a parte interessada.00 prévios e R$750. Vencido. se a parte não preenche os requisitos exigidos na Lei 5. indicá-los ao Juízo da execução. que indeferiu o requerimento de expedição de ofício ao INCRA – Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária. quando houver sucumbência do beneficiário de justiça gratuita na pretensão relativa ao objeto da perícia.2.1996. 2. sendo partes as acima citadas. dou provimento parcial.ª SECOR 03/2007.” CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região.4. 01/2005. Portanto. nego provimento ao recurso do Reclamante.5. A parte interessada tem o dever de diligenciar para localizar os bens passíveis de expropriação. prevalece o entendimento consubstanciado no item I.2. Contudo. terceiros estranhos ao processo. da Súmula 219 do C.ª SECOR 03/2007. 160 e 161 do Prov. nos termos da fundamentação supra.3. no valor total de R$1.00. destinados aos beneficiários de assistência judiciária. Quanto aos honorários periciais prévios (R$250. Procurador do Trabalho: José Hilário Valentim. uma vez que tal benefício somente abrange despesas e taxas judiciais devidas ao Estado (art.906/94 não revogou o jus postulandi partes. 01/2005. eis que o Processo do Trabalho tem norma de regência própria. destinados aos beneficiários de assistência judiciária. 177. de modo que o deferimento da justiça gratuita não socorre o autor. autorizando o perito a receber a importância diretamente do Tribunal. considero que nem a assistência judiciária gratuita nem a gratuidade de justiça alcançam os honorários periciais. no mérito.HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS A sentença julgou improcedente o pedido de honorários advocatícios. nos termos do Provimento TRT 17. conhecer do recurso ordinário interposto pela reclamante e.00). Desse modo. De toda sorte. Em razão disso. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. A Primeira Turma decidiu. 23 de Setembro de 2013 96 devido a este título ou qual base de cálculo entende ser correta.TRT 17ª Região . a ser paga pela parte sucumbente no objeto da perícia. determino que o pagamento dos honorários periciais complementares seja feito com recursos existentes no Orçamento da União. a sentença condenou o reclamante ao pagamento dos honorários periciais.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA AGRAVO DE PETIÇÃO. 160 e 161 do Prov. 791 e 839 da CLT. relatados e discutidos os presentes autos de AGRAVO DE PETIÇÃO.2 Agravante Advogado Agravado EVANY SILVA DOS SANTOS Dalton Luiz Borges Lopes(OAB: 003267 ES) COLIMPRE CONSERVACAO LIMPEZA E PRESTACAO DE SERV LTDA ACÓRDÃO .5. bem como. não se aplica o disposto no artigo 20 do CPC. dar-lhe provimento parcial para determinar que o Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 pagamento dos honorários periciais complementares seja feito com recursos existentes no Orçamento da União. Somente em hipóteses excepcionais poderá o Magistrado determinar a expedição de ofícios a instituições públicas e privadas com o objetivo da busca de bens do executado. nesse aspecto. em face da decisão de fls. nos termos do artigo 1º do Provimento TRT 17. formulado pela autora às fls.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). continuam em vigor os arts.584/70. Vistos. no presente caso. Ao Juízo de execução cabe acolher certas providências requeridas pelo interessado apenas em situações extremas. Acrescente-se que a Justiça do Trabalho não conta com peritos próprios. Assim. não há como deferir o pagamento de diferenças das verbas rescisórias. Destaco ainda que o artigo 133 da Constituição Federal de 1988. Desse modo. 2. bem como a Lei 8.0184800-94. observando-se que o valor estipulado não ultrapassa o limite de R$ 800. 181.00 (R$250. que deu nova redação aos artigos 159. que deu nova redação aos artigos 159. no presente caso. por entender que não restam preenchidos os requisitos da Lei nº 5.17. por unanimidade.584/70. No caso. passados mais de 16 (dezesseis) anos do início da presente execução e restando frustradas todas as tentativas de localização de bens dos executados. Portanto.0006 AGRAVO DE PETIÇÃO Agravante: EVANY SILVA DOS SANTOS Agravado: COLIMPRE CONSERVACAO LIMPEZA E PRESTACAO DE SERV LTDA Origem: 6ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . a sentença de origem deve ser mantida para que a autora restitua ao réu o valor já pago.17. autorizando o perito a receber a importância diretamente do Tribunal. Nego provimento. impossível o deferimento do pedido. RELATÓRIO Trata-se de agravo de petição interposto pela exequente. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais.º 1.HONORÁRIOS PERICIAIS Embora concedida a gratuidade de justiça à reclamante. quanto aos honorários advocatícios.000. em razão da sucumbência. 3º da Lei n. nos termos do voto da Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.

as decisões interlocutórias não ensejam recurso imediato. da CLT. com a expedição do mandado de citação. a inércia do exequente implicaria em preclusão quanto a tal matéria. Ed.Res. § 1º. Após o desarquivamento. com a finalidade de que este órgão informe a existência de imóveis rurais em nome dos sócios da executada. Dou provimento ao agravo de instrumento para destrancar o agravo de petição. 893. O exequente recorre desta decisão. assim. causará gravame autônomo à parte. DECISÃO INTERLOCUTÓRIA QUE CAUSA GRAVAME AUTÔNOMO.Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária para que informasse se os executados possuem imóveis rurais cadastrados no referido instituto.1.12. com a remessa dos autos para Tribunal Regional distinto daquele a que se vincula o juízo excepcionado. sendo dado provimento ao agravo de petição da autora para determinar o prosseguimento da execução. portanto. FUNDAMENTAÇÃO 2. dos despachos de mero expediente. IRRECORRIBILIDADE (nova redação) . bem como. A exequente. E entendo ser esse o Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 caso dos autos. Pugna. sendo do Juízo o dever de impulsionar a execução. 149). 191). a penhora. 181). isto é. que não tem condições de arcar com as despesas da execução. 181. pois terminativa quanto a essa questão. efetuando-se. em sua obra "Direito Processual do Trabalho" (17..10. c) que acolhe exceção de incompetência territorial. sendo necessária a expedição do ofício pelo I. porém. Com razão. § 2º. 893.07. a meu ver. formulado pela exequente às fls. A exequente recorre desta decisão. 169-171.. Portanto.Os incidentes do processo serão resolvidos pelo próprio Juízo ou Tribunal.1. por pedido da autora. sem êxito até o momento. por entender que cabe pessoalmente à reclamante obter as informações que pretende (fl. 15 e 16. §1º da CLT. ainda. 893 c/c §2º do art. poderá localizar imóveis dos executados e.2005: Na Justiça do Trabalho.” Destaque-se o disposto no art. conheço do agravo de petição interposto pela exequente. interpôs agravo de petição sustentando que o INCRA não repassa informações a terceiros. de outro norte. caso haja resposta positiva. É o relatório. segundo o qual: “Não caberá agravo de petição contra decisões interlocutórias na execução. inclusive daquelas proferidas em sede de execução. 23 de Setembro de 2013 97 este órgão informe a existência de imóveis rurais em nome dos sócios da executada. in verbis: AGRAVO DE PETIÇÃO. é vigente no processo do trabalho o princípio da irrecorribilidade imediata das decisões interlocutórias. entendo ser cabível a interposição de agravo de petição em face de decisões interlocutórias que causem gravame autônomo à parte. 893 . EXPEDIÇÃO DE OFÍCIO AO INCRA O Juízo a quo indeferiu o requerimento de expedição de ofício ao INCRA – Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária. Tal providência não foi determinada pelo Juízo de origem que. Por outro lado. conforme acórdão de fls. Minuta de agravo às fls. inconformada. que somente serão recorríveis quando da apreciação do merecimento das decisões definitivas (§1º do art. A reclamante recorreu desta decisão. em suma.2009. da CLT. nos termos do art. De outro modo. alegando que. p. Nesse sentido preleciona o jurista Sérgio Pinto Martins.] §1º . INFOJUD E RENAJUD. Sendo assim. incluindo a diligência requerida às fl. Além disso.2. em desfavor dos sócios da ré. não obstante a natureza meramente declaratória das informações eventualmente fornecidas pelo INCRA. 799 da CLT e En. XXXIII e XXXIV da CRFB. admitindo-se a apreciação do merecimento das decisões interlocutórias somente em recursos da decisão definitiva. alcançar o sucesso da execução. Sustenta. . caso mantida.1997. consoante o disposto no art. DJ 14. Não há contraminuta. No período de 16. da decisão que entende não ser o caso da produção de determinada prova na execução. E. a Súmula 214 do TST: SUM-214 DECISÃO INTERLOCUTÓRIA. MÉRITO 2. 127/2005.03. Observa-se que a presente execução teve início em 21.” Sendo assim e estando presentes os demais pressupostos legais de admissibilidade. in verbis: Art. a exequente solicitou a atualização do seu crédito e a utilização dos convênios BACENJUD. voltandose a execução.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Afirma que o referido órgão não fornece informações a terceiros e alega que seu requerimento encontra-se amparado nos artigos 5º.184-188. A partir desta data. determinou a expedição de certidão de dívida trabalhista e o arquivamento do feito (fls. 799. Vejamos. diversas providências foram tomadas pela exequente com a finalidade de ver seu crédito adimplido. não sendo cabível contra decisão meramente interlocutória ou meros despachos (fl. será possível localizar o cartório onde suposto imóvel em nome dos sócios da ré esteja registrado.Das decisões são cabíveis os seguintes recursos: [. das decisões interlocutórias. 214 do TST).ª ed. Atlas. em face dos sócios da reclamada. por conseguinte. a autora requereu a expedição de ofício ao INCRA. salvo nas hipóteses de decisão: a) de Tribunal Regional do Trabalho contrária à Súmula ou Orientação Jurisprudencial do Tribunal Superior do Trabalho.177. a decisão hostilizada enseja o manejo de agravo de petição. penhora e avaliação de fl. RECORRIBILIDADE “O Juízo a quo negou seguimento ao agravo de petição do exequente sob o fundamento de que só é cabível a interposição do referido recurso contra decisões terminativas e definitivas. O agravante alega. 30. No caso em análise. por não obedecer à ordem legal. os autos permaneceram arquivados. Aduz que. forçoso concluir que a decisão causa gravame autônomo ao exequente. o que foi indeferido pela origem e ora é objeto do presente agravo de petição.. o julgador a quo indeferiu o requerimento de expedição de ofício ao INCRA . pugnando a reclamante pela reforma desta decisão. do despacho que determinou ou não a perícia contábil.1998 a 08. a qual foi indeferida. Juízo a quo. sendo adequada a interposição de agravo de petição. que acarretem ônus cuja correção não possa ser efetuada em momento posterior. 177. assim. 399 do CPC e 735 da CLT. inclusive. Prosseguindo-se com a execução. Não se admitirá agravo de petição. haja vista que não será possível revertê-la em momento posterior.CONHECIMENTO A questão do conhecimento do agravo de petição restou superada pela decisão proferida no agravo de instrumento. pelo destrancamento do agravo de petição. que a decisão objeto do agravo de petição possui natureza definitiva pois. b) suscetível de impugnação mediante recurso para o mesmo Tribunal. o qual restou infrutífero. na decisão de fls. De fato. ainda. sendo positiva a resposta do Instituto. da que recusa a nomeação de bens à penhora. 399). o agravante alega não possuir condições de arcar com tal diligência.

2009. 645/682 alegando erro material no julgamento e no conhecimento dos embargos de declaração. na busca desses bens. renova os pedidos formulados na inicial. no mérito. bem como indicá-los ao Juízo da execução.1 CONHECIMENTO 2. INTEMPESTIVIDADE. 687/698 alegando a preliminar de intempestividade do apelo. no mérito. dar-lhe provimento para determinar a expedição de ofício ao INCRA . a peça só porque denominada pela parte de “embargos de declaração” não têm o condão de interromper o prazo recursal. João Hilário Valentim.Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária. vencida a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Nesse contexto. no presente caso. cerceamento do direito de defesa e. Ressalta-se que a parte interessada tem o dever de diligenciar para localizar os bens passíveis de expropriação. no mérito. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. por maioria.1 PRELIMINAR DE INTEMPESTIVIDADE DO RECURSO – ARGUIDA PELA RECLAMADA EM CONTRARRAZÕES A reclamada alega que o recuso ordinário apresentado pelos autores é intempestivo uma vez que a decisão de fls. o prazo para interposição do recurso ordinário não restou interrompido. Contraminuta às fls. 622/623 que julgou improcedentes os pedidos iniciais. Vejamos. sócios da reclamada. 622/623 que julgou improcedentes os pedidos iniciais. 23 de Setembro de 2013 98 Pois bem. Vistos.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. conhece os presentes embargos e. Dou provimento. Assim. 629 julgou parcialmente procedente os embargos de declaração e determinou a atualização dos registros processuais incluindo como autores as pessoas indicadas e ao final a expressão “Sucessor de Carlos Gonçalves da Silva”. extirpando da conclusão da decisão o termo “unanimidade”.17. na forma da fundamentação que passa a integrar este decisum”. A decisão de fls. com vistas a viabilizar a execução. Procurador do Trabalho: Dr. sentença de fls. entendo estar diante de uma situação extrema que justifique a atuação do Magistrado e das Varas do Trabalho na busca de satisfação do crédito do trabalhador e a conseqüente extinção da execução. os autores apresentaram os segundos embargos de declaração alegando haver obscuridade na decisão de fls.17.626/628 aduzindo que no relatório da sentença consta que a ação foi proposta por “Espólio de Carlos Gonçalves da Silva” no entanto.1. os autores apresentaram os primeiros embargos de declaração de fls.0288500-59. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-288500-59. por unanimidade. Intimados desta decisão. sócios da reclamada. a Vara do Trabalho de São Mateus – ES. passados mais de 16 (dezesseis) anos do início da presente execução e restando frustradas todas as tentativas de localização de bens dos executados. Jacyellen Pereira da Silva e Carlos Eduardo Pereira da Silva. CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. 641 não conheceu dos embargos de declaração apresentados pela parte e. conhecer do agravo de petição e. de mero requerimento de retificação de autuação e não apontava qualquer vício no julgado. na verdade. então. FUNDAMENTAÇÃO 2. a ação tem no pólo ativo as pessoas: Vanuzia Pereira da Silva. para que este órgão informe a existência ou não de bens imóveis cadastrados em nome dos executados. Os autores. sendo partes as acima citadas. Em que pese a parte ter intitulado sua peça de “embargos de declaração” o seu teor era. para que este órgão informe a existência ou não de bens imóveis cadastrados em nome dos executados. O Juízo a quo às fls. 629 que em sua parte dispositiva fez constar “Pelo exposto. Razões recursais às fls. Aduziram os autores que a publicação novamente Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . Intimados da sentença de fls. Parecer do d. julga-os PROCEDENTES EM PARTE. bem assim para esclarecer o termo ‘unanimidade’ inserto na parte dispositiva da sentença integrativa embargada”. quando já houverem sido esgotados todos os meios de levantamento de bens de que dispõe a parte interessada. nulidade da sentença por falta de intimação do MPT. Ao Juízo de execução cabe.5 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Autor Plurima Autor VANUZIA PEREIRA DA SILVA João Paulo Cardoso Cordeiro(OAB: 013853 ES) FIBRIA CELULOSE S/A André Luiz Pacheco Carreira(OAB: 003679 ES) JACYELLEN PEREIRA DA SILVA CARLOS EDUARDO PEREIRA DA SILVA ACÓRDÃO . por unanimidade. Sob essa ótica.0191 Processo Nº RO-288500/2009-191-17-00. portanto. Pedem seja esclarecido “quais Juízes e de que forma participaram do julgamento dos Embargos.2009. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente).5.0191 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: VANUZIA PEREIRA DA SILVA E OUTROS Recorrido: FIBRIA CELULOSE S/A Origem: VARA DO TRABALHO DE SÃO MATEUS . relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA RECURSO ORDINÁRIO. expedindo ofício ao INCRA .5. Ministério Público do Trabalho oficiando pelo conhecimento do recurso e manifestando-se pela inexistência de nulidade da sentença afastando a hipótese do artigo 793 da CLT. 634 deu provimento aos embargos de declaração para sanar erro material.Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pela parte autora em face da r. acolher certas providências requeridas pelo interessado apenas em situações extremas. apresentaram os terceiros embargos de declaração.TRT 17ª Região . a Vara a quo deve providenciar a obtenção das informações solicitadas. Somente em hipóteses excepcionais poderá o Magistrado determinar a expedição de ofícios a instituições públicas e privadas com o objetivo da busca de bens do executado. na verdade. desta vez apontando equívoco na publicação e não vício no julgado.

Parecer do Ministério Público do Trabalho. pela condenação subsidiária da União. 629 já havia sanado o erro material existente na sentença e concluiu pela perda do objeto dos embargos opostos.2 Recorrente Advogado Recorrido Plurima Autor RONILSON BRASIL AUGUSTO Maria Claudia Barros Pereira(OAB: 012854 ES) UNIAO ANDERSON RODRIGUES DA SILVA ACÓRDÃO . em face da r. Acolho a preliminar de intempestividade do recurso ordinário argüida pela reclamada em contrarrazões e deixo de conhecer do apelo dos autores. Considero as contrarrazões apresentadas pela segunda ré. o requerimento de retificação da publicação (ou retificação da autuação e cadastro processual) deveria ter sido apresentado por simples petição e não por meio de embargos de declaração já que não aponta um vício no julgado.0029500-89. Caso contrário. às fls. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. ENTE PÚBLICO. no decorrer da vigência do contrato com a 1ª reclamada. 274/282. multa e suspensão do direito de contratar com a Administração Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . pugnando pela reforma da r. do C. 260/269. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. do cumprimento do contrato de prestação de serviços. em defesa. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. pois tempestivas e regulares. a peça só porque denominada pela parte de “embargos de declaração” não têm o condão de interromper o prazo recursal. aplicando. pelo provimento do recurso.0003 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: RONILSON BRASIL AUGUSTO E OUTROS Recorridos: UNIAO A4 SERVICOS LTDA . na verdade. Note-se que na decisão de embargos de declaração não há qualquer erro em relação ao pólo ativo da demanda que pudesse ser sanado por meio de novos embargos. inclusive. TST. Este vício já havia sido sanada em decisão de embargos declaratórios anterior. requerendo que seja negado provimento ao apelo obreiro. nos termos da Súmula 331. diversas penalidades à empresa. em relação às obrigações contratuais e legais da contratada.2. apesar da intimação ter sido publicada constando o nome de Espolio de Carlos Gonçalves da Silva (autor original da demanda que faleceu no curso da ação) o ato atingiu a finalidade que era cientificar a parte autora da decisão de embargos de declaração.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. 3ª Vara do Trabalho de Vitória-ES. TST. Razões recursais dos autores. e não conhecer do apelo dos autores.5.TRT 17ª Região . Além disso. FUNDAMENTAÇÃO CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário interposto pelos reclamantes. porquanto presentes os pressupostos legais de admissibilidade recursal. agiu de forma diligente. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Advogado Plurima Autor Advogado Plurima Autor Advogado Plurima Réu SECRETARIA DA 2ª TURMA Acórdão Acórdão Processo Nº RO-29500-89. sentença de fls. que por sua própria natureza é peremptório. INEXISTÊNCIA. A comprovação da fiscalização. Pugnam os autores. asseverou que. sendo que mero pedido retificação da autuação dirigida não tem o condão de ressuscitar o prazo recursal. oficiando pelo conhecimento do recurso e. Vistos. O Juízo de Origem não conheceu destes embargos de declaração sob o fundamento de que a decisão de fls. pelo tomador de serviços. embora contratados pela primeira ré.2012. 895.ME saiu em nome de “Espólio de Carlos Gonçalves da Silva” o que revela que a determinação anterior do Juízo não foi observado pela Secretaria. ao argumento de que. às fls. da lavra do eminente Juiz Alvino Marchiori Junior. Procurador do Trabalho: José Hilário Valentim. CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. FISCALIZAÇÃO DO CUMPRIMENTO DO CONTRATO. do C. conforme entendimento da nova redação da Súmula 331.ME Origem: 3ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA .0003 Processo Nº RO-29500/2012-003-17-00. Contrarrazões apresentadas pela segunda reclamada. no mérito. Nesse contexto. 232/237. sentença. o “embargante” teria em mãos uma arma poderosa para procrastinar o feito ao seu bel-prazer. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). desempenharam suas atividades em prol da segunda reclamada (tomadora dos serviços). I da CLT é claro ao determinar o prazo de 8 dias para a interposição do recurso ordinário. Até porque a publicação foi feita em nome do advogado que representa a parte. afasta a responsabilidade subsidiária da Administração Pública.5.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 23 de Setembro de 2013 99 Maria Claudia Barros Pereira(OAB: 012854 ES) DARILTO RIBEIRO LAIOLA Maria Claudia Barros Pereira(OAB: 012854 ES) JOSE AUGUSTO SURLO PEGORETTI Maria Claudia Barros Pereira(OAB: 012854 ES) A4 SERVICOS LTDA . É o relatório.2012. Ora. acolher a preliminar de intempestividade do recurso ordinário. prolatada pela MM. V. sendo partes as acima citadas. o art. de mero requerimento. no tocante à responsabilidade subsidiária da 2ª reclamada. na inicial. 3. por unanimidade. MÉRITO 2. arguida pela reclamada em contrarrazões. A segunda ré. 286/288. tais como advertência.17. Ora. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA.1. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto por RONILSON BRASIL AUGUSTO E OUTROS. às fls. Em que pese a parte ter intitulado sua peça de “embargos de declaração” o seu teor era. não se tratava pois de nulidade de ato já que atingida a finalidade e ausente o prejuízo.17. que julgou parcialmente procedentes o pedidos da inicial.

apesar da União ter adotado providências no curso do contrato. Sendo assim. suspensão do direito de contratar com a Administração). execução de Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 serviços de apoio administrativo. comprovou efetivamente que. por força de liminar proferida nos autos da ação cautelar ajuizada pelo Sindicato autor.666/93 e. houve rescisão unilateral pela segunda reclamada. por seu turno." Para acompanhar o entendimento do Excelso Pretório. Todavia. por seu turno. de repasse do PIS dos empregados. durante todo prazo contratual. o atraso no pagamento dos funcionários. a segunda reclamada comprovou que houve fiscalização contínua do contrato de prestação de serviços. o que afasta a sua responsabilidade subsidiária. houve aplicação de multa de 5% (cinco por cento) à contratada. sob pena de não pagamento das notas fiscais de serviços (fl. verbis: TERCEIRIZAÇÃO – ENTE PÚBLICO – RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA – SÚMULA Nº 331 DO TST – Conforme entendimento consagrado pela mais alta Corte trabalhista na Súmula nº 331 do TST. É cediço que a contratação promovida pela Administração Pública deve seguir as regras do processo licitatório.Em 17/05/2011.Em 02/03/2011. não há como negar que a segunda reclamada cumpriu seu dever de fiscalizar o cumprimento das obrigações trabalhistas devidas pela contratada. verifico que. a . .028. sob pena de aplicação da penalidade de suspensão de contratação com a administração pública. ao mesmo tempo. TST. dentre as quais destaco as seguintes: . mas reconheceu-se que isso não significaria que eventual omissão da Administração Pública. para. Registre-se. Tribunal. logo. Portanto. vale-alimentação. a teor do disposto no item IV da súmula 331 do C. Nesse sentido. Esse é o entendimento extraído dos arestos abaixo transcritos. copeiras e telefonistas (fls. declarou a constitucionalidade do artigo 71 da Lei 8.666/1993 e art. 37. diante do descumprimento contratual da contratada. Ressaltou que reteve R$ 169. nos termos da Súmula 331. a Administração Pública não está autorizada. TST. nas funções de motorista.06. ressaltou o seguinte: "a mera inadimplência do contratado não poderia transferir à Administração Pública a responsabilidade pelo pagamento dos encargos. razão pela qual. TST. segundo o qual a responsabilidade subsidiária da Administração Pública é permitida quando evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações previstas na Lei 8. 23 de Setembro de 2013 100 Pública. sobretudo quanto à fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais da contratada. no prazo de 12 meses.º 16. da CRFB. a segunda ré utilizou de todas as sanções previstas na legislação (advertência. caso evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei n. houve notificação para que a empresa apresentasse os comprovantes de pagamento de salários. de 21. . julgou improcedente o pedido de responsabilização subsidiária da União.1993. que houve bloqueio de créditos da primeira ré junto à segunda ré. incorreu em culpa in vigilando e in eligendo. A aludida responsabilidade não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa regularmente contratada. ao contrário do alegado pelos recorrentes. 215). que foi a resilição unilateral do contrato. aplicou-se advertência e multa de 10% do valor anual do contrato (fls. em especial. 208/216). conforme se infere das diversas notificações encaminhadas à contratada. sendo incabível a responsabilização do ente público ao pagamento dos encargos trabalhistas.666. em razão da ausência de garantia contratual. por entender que o Ente Público comprovou a efetiva fiscalização do contrato de prestação de serviços firmado com a primeira reclamada. inclusive em matérias que abrangiam os ilícitos noticiados na petição inicial. demonstrada a ausência de culpa do Ente Público.666/93. O Juízo de origem. 221/222).46 (cento e sessenta e nove mil vinte e oito reais e quarenta e seis centavos). em 01/05/2010. rescindindo o contrato unilateralmente.Em 06/07/2011. que a ADC nº 16 tem efeito vinculante e erga omnes. dentre outros. 201). na medida em que.Em 15/07/2011. no importe de R$ 169. por fim. os salários do mês de junho/2011. em decorrência dos diversos descumprimentos contratuais. Dessa decisão.17. a primeira reclamada não vinha cumprindo com as obrigações trabalhistas. porque contratou segundo as normas relativas à licitação. alegando que desde o início do contrato de prestação de serviços. recepcionistas. foi firmado contrato de prestação de serviços com a primeira reclamada (A4 Serviços Ltda-ME). para garantir o efetivo cumprimento da avença. Em outras palavras.00-9. em recente julgamento. para apresentação de defesa no prazo legal.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. depósito no FGTS e pagamento de férias de um funcionário. .028. inclusive. notificou-se a contratada de que. fiscalizou o cumprimento das obrigações contratuais pela primeira ré.Por fim. assim como o pagamento dos valores retroativos à Janeiro/2011 (fl. trabalhistas. folhas de pontos. TST alterou a redação da Súmula 331 do C. houve a rescisão unilateral do contrato.Em 26/09/2011. decorrente da culpa in eligendo e mesmo in vigilando. na obrigação de fiscalizar as obrigações do contratado. somente. o Supremo Tribunal Federal. Sustentou. o que ocorreu posteriormente (fls. em decorrência do descumprimento de diversas obrigações contratuais por parte da 1ª reclamada (fls.014. a fim de garantir eventuais execuções a serem movidas pelos empregados. E nem se argumente que o fato da segunda ré ter rescindido o contrato somente em 2011 seria suficiente para caracterizar a desídia da contratante.Em 25/03/2011. previstas na Lei 8. não viesse a gerar essa responsabilidade. nas mesmas condições do item IV. . nos autos da Ação Direta de Constitucionalidade n. (fl. fiscais e comerciais da contratada. §6º. Vejamos. com a inserção do item V.46 (cento e sessenta e nove mil e vinte e oito reais e quarenta e seis centavos) de créditos contratuais da 1ª reclamada para resguardar os direitos dos empregados terceirizados. 223/229). a legalidade do contrato ajustado não impede que se reconheça a responsabilidade subsidiária do segundo reclamado. 216) .Os entes integrantes da Administração Pública direta e indireta respondem subsidiariamente. também. por ausência de fornecimento de uniforme aos colaboradores (fl. em 2011. 71 da Lei 8. V. 211).666/93. mesmo em sua nova redação. A segunda ré. . é forçoso concluir pela aplicabilidade do art. houve nova notificação para que a empresa apresentasse a comprovação de pagamento das obrigações trabalhistas. 231/260). o C. em especial. em 31/10/2011. multa. sendo certo que. como visto. antes de adotar a medida máxima.º 8.2011. insurgem-se os reclamantes. inclusive deste E. verbis: V . do C. a se eximir de sua responsabilidade pela má contratação de empresa que não cumpre suas obrigações trabalhistas. especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora. Na hipótese vertente. houve notificação para apresentação de comprovantes da concessão de aumento de salário aos trabalhadores. tombada sob o nº 1362.

LEI 12.0050900-25. conforme fundamentação expendida no tópico anterior.08. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19/09/13: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente). 23 de Setembro de 2013 101 ARTUR LUNIS DA SILVA ANTIDIO ALVES DE SOUZA JOSE AVELINO DOS SANTOS ODEIR BRAZ CATIA DE ALMEIDA BORGES NAZIR DA COSTA SILVA IZABEL DOS SANTOS interpretação sistemática da Lei nº 8. (TRT 12ª R. no exercício de suas funções administrativas. deve ser considerada dona da obra e não responde subsidiariamente por dívidas trabalhistas da empresa contratada para a edificação de prédio do laboratório de anatomia pertencente à entidade superior pública de ensino.0004 Processo Nº RO-50900/2013-004-17-00. conhecer do recurso ordinário interposto pelos reclamantes e. por unanimidade.12.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA AVISO PRÉVIO. prolatada pela MM. por meio de farta documentação. às fls.2011.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.17. Com efeito. pretendendo a reforma do julgado. da procedência de outras parcelas de natureza contratual não torna devida a multa do §8º do artigo 477 da CLT.5. 4ª Vara do Trabalho de Vitória/ES. às fls. – Relª Ligia Maria Teixeira Gouvêa – DJe 09. o Juízo de origem julgou improcedente a pretensão autoral relativa à aplicação da multa prevista no art. 159/164. a diligência do tomador no acompanhamento da regularidade das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora.0018 – 6ª C. 146/148.2010.” Dessa decisão.0191 – Rel. no tocante à multa do art.07.2012 – p. postulando. não sendo correto o entendimento de que a empregadora deve indenizar o período que ultrapassar os 30 dias.506/2011. da CLT.0004 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: CILDES LELES CONCEICAO E OUTROS Recorrido: FANTON SERVICOS LTDA Origem: 4ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . não há falar na conduta culposa capaz de sujeitá-lo à responsabilização subsidiária. publicado no DEJT de 08 de Agosto de 2012.666/93 permite impor ao ente público a responsabilidade subsidiária pelo descumprimento dos encargos trabalhistas das empresas que contrata. da CLT e aos honorários advocatícios.0007 – Rel. no mérito. Contrarrazões apresentadas pela reclamada. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . verbis: “Além de inexistir irregularidade ou ilegalidade no procedimento adotado pela reclamada. insurgem-se os reclamantes. Inteligência do inciso V da Súmula nº 331 do C. Suspeição do Desembargador Lino Faria Petelinkar. Procurador: Estanislau Tallon Bozi DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Acórdão Processo Nº RO-50900-25. RELATÓRIO Trata-se de recursos ordinários interpostos pelos autores. não há responsabilidade subsidiária do ente público tomador de serviços quando comprovado nos autos que houve fiscalização por parte da contratante quanto ao cumprimento das obrigações trabalhistas. Ainda que assim não fosse. na esteira do item "V" da aludida disposição sumular. fiscais e previdenciárias pela contratada. sob o fundamento de que as parcelas rescisórias constantes no TRCT foram quitadas no prazo legal. nego provimento. Des.506/11. 477. tão somente. 72) Por todo o exposto. constatada.5. Assim.17. Em atendimento ao Provimento Consolidado da CGJT.17. no tocante ao aviso prévio. 477.8 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor CILDES LELES CONCEICAO ODILIO GONCALVES DIAS NETO(OAB: 019519 ES) FANTON SERVICOS LTDA Luiz Otavio Rodrigues Coelho(OAB: 003242 ES) LUIZ CARLOS SOUZA MARIA RODRIGUES SOUZA OSMAR BATISTA SOARES ACÓRDÃO . 417) RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA – EMPRESA PÚBLICA – INEXISTÊNCIA – NOVA REDAÇÃO DA SÚMULA Nº 331 DO C. à multa do artigo 477. – RO 113000-42.2013. CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 2ª Turma do Egrégio Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. nos moldes da Lei 12. negarlhe provimento. não houve remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho para emissão de parecer. É o relatório. – RO 000230207. Vistos.5.2013. 07). (TRT 17ª R. Não há se falar em nulidade do aviso prévio proporcional concedido. sendo que o eventual reconhecimento. CONHECIMENTO Conheço parcialmente do recurso ordinário interposto pelos reclamantes.17. as parcelas rescisórias constantes dos TRCT´s acostados aos autos foram quitadas dentro do prazo legal. que julgou improcedentes os pedidos formulados na inicial. se comprovar a efetiva fiscalização da avença. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. não pode ser confundida com empresa construtora ou incorporadora.2011. seja a reclamada condenada ao pagamento da multa do art. por configurar vantagem benéfica ao trabalhador dispensado. Desembargadora Claudia Cardoso de Souza e Desembargador José Luiz Serafini. VANTAGEM EXCLUSIVA DO TRABALHADOR DISPENSADO.1. Portanto. Razões recursais.07. em face da r.2012 – p. Improcedente o pleito inserto na alínea “c” (f. Dela será excetuado.TRT 17ª Região . 477. da lavra da eminente Juíza Valéria Lemos Fernandes Assad. TST – Não há responsabilidade subsidiária do ente público tomador de serviços quando comprovado nos autos que houve fiscalização por parte da contratante quanto ao cumprimento das obrigações trabalhistas pela contratada. em sentença. Marcello Maciel Mancilha – DJe 11. 150/154. FUNDAMENTAÇÃO 2. TST. NÃO CONHEÇO do apelo. Des.5.5. Marcello Maciel Mancilha – DJe 30.2012) RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA – PESSOA JURÍDICA DE DIREITO PÚBLICO – DONO DA OBRA – FISCALIZAÇÃO QUANTO AO CUMPRIMENTO DAS OBRIGAÇÕES TRABALHISTAS DA CONTRATADA – INEXISTÊNCIA – A instituição pública de ensino. da CLT. – RO 45800-51. requerendo seja negado provimento do Apelo autoral. contudo. TST. sendo partes as acima citadas. sentença de fls. Inteligência da nova redação do inciso V da Súmula nº 331 do C. PROPORCIONALIDADE. por ausência de impugnação aos fundamentos da sentença. da CLT. (TRT 17ª R.

1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. em suas razões recursais. ciente dos motivos pelos quais o recorrente se insurge contra a decisão recorrida. mostra-se dissociada da boa técnica processual e determina a impossibilidade da revisão do que se quer alcançar através do ato de recorrer. os motivos pelos quais a decisão impugnada deverá ser reformada ou cassada pelo órgão ad quem. II. com a percepção de salário. demonstração concreta de prejuízo sofrido por qualquer dos autores. Desse modo.. 139 e 144 (à exceção do reclamante LUIZ CARLOS SOUZA. possibilitando ao trabalhador despedido a procura de novo emprego. pois tempestivas e regulares. Com efeito. prejuízo ao trabalhador pelo cumprimento de prazo maior de aviso prévio no trabalho. apenas. Apelo que não destaca os fundamentos da decisão recorrida. Ao contrário. 7º. Contudo. in verbis: Art. não vislumbro vedação à aplicação do aviso prévio proporcional ao aviso prévio trabalhado. não atendem ao princípio em questão as razões recursais genericamente aduzidas. do art. III. AVISO PRÉVIO.352/01".] Assim. a nulidade do aviso prévio concedido e seu pagamento na forma indenizada. 514. um direito do empregador. 2. garantindo-lhe sua remuneração durante este período." (sem grifos no original). Art. com os devidos reflexos nas demais verbas trabalhistas. A finalidade do aviso prévio é evitar a surpresa na ruptura do contratado de trabalho. bem como manifesta seu inconformismo contra os fundamentos da decisão e apresenta as razões para tanto. O Juízo de origem. (grs. Considero as contrarrazões apresentadas pelas partes.506/2011 atua somente em benefício do trabalhador..II. nessa hipótese.506/2011).506/2011. entendo que não há irregularidade ou ilegalidade no procedimento adotado pela ré e julgo improcedente o pedido constante da alínea “b” (f. pois. v. em seu art. Também inexiste. O princípio em tela. 108. ao invés de indenizá-los. além de outros que visem à melhoria de sua condição social: [. 120. em defesa. contido no artigo intitulado "Apontamentos Sobre o Sistema Recursal Vigente no Direito Processual Civil Brasileiro. coordenada por Nelson Nery Júnior e Tereza Arruda Alvim Wambier. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. os arts.aviso prévio proporcional ao tempo de serviço. pois o recorrido somente poderá apresentar suas contra-razões recursais. ns. pela ausência de requisito de admissibilidade inscrito no art. do CPC.] XXI . 132. alegou que. por iniciativa do empregador. 104. dispõe que o aviso prévio de 30 dias é uma garantia do trabalhador e. instalando o contraditório com a amplitude que lhe garante o Texto Constitucional. 116. MÉRITO DO RECURSO DO RECLAMANTE 2. do CPC. insurgem-se os autores. 112). publicado na obra "Aspectos Polêmicos e Atuais dos Recursos". que a ré determinou o cumprimento de aviso prévio proporcional. O inciso XXI. ainda que o aviso prévio seja trabalhado. 128.2. in verbis: "Em atenção ao princípio da dialeticidade dos recursos. LEI 12.. Pois bem. Não se pode deixar de mencionar. 514. tratando-se de dispensa imotivada. não. que não formalizou a opção – f. sendo o mínimo de trinta dias. na inicial. todos do CPC. eis que presentes os pressupostos de admissibilidade recursal. os quais optaram pela redução da jornada. v. quando as razões do recorrente não impugnam os fundamentos da decisão recorrida.506/11. entendo que a alteração promovida pela Lei 12. cumpriu o que determina a legislação vigente (Lei n. o recurso de apelação interposto contra sentença que tenha extinto o feito sem julgamento de mérito que trate apenas do mérito da demanda. o empregado pode optar pela redução da jornada e assim terá mais tempo para procurar nova colocação no mercado de trabalho. o recorrente terá de consignar. o recorrente não traçou uma linha sequer sobre os fundamentos adotados pelo Juízo a quo. à luz da Lei nº 10. Da mesma forma. 524. Sustentou que foi a reclamada quem dispensou os reclamantes. 136. valho-me do magistério de Eduardo Arruda Alvim e Cristiano Zanin Martins. deflui. Argumentaram que o art. por sua vez. também. dos princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa. a diretriz contida na Súmula nº 422 do C.. já que o cumprimento de prazo maior que os trinta dias representaria ônus maior ao trabalhador. ao final. bem como a integração do período ao tempo de serviço. TST.” Dessa decisão. logo. indeferiu a pretensão autoral. 7º. nos termos da lei. da Constituição da República dispõe ser direito dos trabalhadores o aviso prévio proporcional ao tempo de serviço.. Faz-se necessário destacar que o princípio ora examinado exige correspondência entre os temas decididos (ou não decididos) pela decisão recorrida e as razões recursais. Não atende o princípio ora examinado. sobretudo aquelas "padronizadas". os seus respectivos vícios. exigindo que trabalhassem os dias acrescidos para cada ano de serviços. Porém. A reclamada. por fim. A ausência desses elementos na peça recursal. 07). nos autos. II. em tese. os fundamentos do decisum vergastado não terão sido impugnados pelo recorrente. 7º. nos termos em que fora proposta. XXI.g. além de encontrar guarida em diversos dispositivos legais. da CRFB. Alegaram os autores. 123.506/11. arrola o “aviso prévio proporcional ao tempo de serviço” como um dos direitos dos trabalhadores. Não se conhece de recurso ordinário para o TST. Não-conhecimento. sendo no mínimo de trinta dias. Diante do exposto. 23 de Setembro de 2013 102 Como se vê. mencionando que “os avisos prévios dos reclamantes ocorreram todos na modalidade trabalhada”. 514. renovando os mesmos argumentos da inicial." Quanto aos demais pedidos. inc. nesse caso específico em que o desligamento é de interesse do empregado. deve-se aplicar a proporcionalidade prevista na referida Lei. que não observam as peculiaridades do caso concreto. é forçoso concluir pelo não conhecimento do apelo neste tópico. conforme documentos às fs. cujo escopo foi regulamentar o aviso . razão pela qual não poderia exigir o seu cumprimento na forma elastecida. observando o aumento de 3 dias para cada ano de serviço prestado. Convém notar que o ato de recorrer é aquele através do qual a parte mostra a ilegalidade da sentença. o que violaria os ditames da Lei 12. remetendo a regularização do dispositivo à Lei. não há.. que aplico à hipótese dos autos: "Recurso ordinário. II e 541. Acerca da necessidade de motivação dos recursos. PROPORCIONALIDADE.) A edição da Lei 12. não pode o empregador exigir do empregado o cumprimento de aviso prévio maior que 30 dias nos casos em que a iniciativa da dispensa for do empregado (“pedido de demissão”). ao conceder o aviso prévio proporcional a cada empregado. nos termos da lei. Já a Lei 12.2. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Requereram. sob os seguintes argumentos: “A Constituição da República. antes de ter seu contrato rescindido definitivamente. não havendo qualquer ilegalidade na concessão do aviso prévio proporcional. conheço do recurso autoral. 12.506/2011 dispõe: [.g.1.

foram prorrogados para o primeiro dia útil subsequente. INTEMPESTIVIDADE. Sentença que se mantém. no mérito.1. até o máximo de 60 (sessenta dias).0004 Processo Nº RO-56500/2009-004-17-00. nego provimento.6 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Sindicato dos Trabalhadores no Comércio do Estado do Espírito Santo Vitor Henrique Piovesan(OAB: 006071 ES) Ivoxx Comercial Ltda . ADITIVO À CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO 2008/2009.1. 7º. Rejeito a preliminar e conheço o recurso ordinário interposto pelo Sindicato autor. tempestivo o recurso ordinário interposto pelo Sindicato autor. em especial do período que antecede o natal. da lavra da eminente juíza. 376. dispôs a respeito de sua proporcionalidade. sentença de fls. (grs.TRT 17ª Região .5. PROIBIÇÃO DE TRABALHO AOS DOMINGOS O SINDICOMERCIÁRIOS – Sindicato dos Empregados no Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . 477. que passaram a contar com um período maior de aviso prévio. como pretendem os reclamantes. PRELIMINAR DE NÃO CONHECIMENTO.MÉRITO 2. em face da r. e.ME Origem: 4. 1º O aviso prévio. conhecer parcialmente do recurso ordinário interposto. Em outras palavras.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLÁUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA AÇÃO DE CUMPRIMENTO.452. não merece qualquer reforma a r. 2.2009. ou seja. Parágrafo único. Por todo o exposto. Registre-se. verbis: Art. Denise Marsico do Couto. SUSCITADA PELA EMPRESA RÉ EM CONTRARRAZÕES A empresa ré suscita o não conhecimento do recurso ordinário interposto pelo Sindicato autor.00565. sendo partes as acima citadas. Ante a total improcedência dos pedidos autorais. Contrarrazões apresentadas pela ré. 2. proferida pela MMª 4ª Vara do Trabalho de Vitória/ES.CLT. portanto. por intempestivo. suscitando o não conhecimento do recurso ordinário do Sindicato autor. O legislador ordinário. definiu as regras quanto à duração mínima do aviso (30 dias) e o pagamento proporcional ao tempo de serviço. de que trata o Capítulo VI do Título IV da Consolidação das Leis do Trabalho .00. determinando que.1. com vencimento no dia 30/07/2009. que a Constituição da República e a Lei 12. Vejamos. para cada ano trabalhado. É o relatório. são acrescidos 03 (três) dias ao aviso prévio.) Vê-se. às fls. requerendo a reforma in totum da sentença. sem que houvesse qualquer labor nesse período. Desembargadora Cláudia Cardoso de Souza e Desembargador Lino Faria Petelinkar. pois protocolizado em 31/07/2009 (fls. da CLT. os prazos processuais dos feitos em trâmite no 2º grau deste Regional. a inclusão de parágrafo dispondo sobre a vedação do trabalho nos domingos do ano de 2009 extrapolou o próprio fim a que se propôs a norma coletiva. Logo. exceto quanto à multa do art. 23 de Setembro de 2013 103 prévio previsto no art. FUNDAMENTAÇÃO 2. conforme ata de fls. sentença de piso. porquanto tempestivas e regulares. de 1º de maio de 1943. tendo em vista que a leitura da sentença foi designada para o dia 22/07/2009 e o apelo somente fora protocolizado em 31/07/2009. que julgou improcedentes os pedidos constantes da ação de cumprimento.2. no mérito. será concedido na proporção de 30 (trinta) dias aos empregados que contem até 1 (um) ano de serviço na mesma empresa.2. pugnando pela manutenção da sentença.17. Procurador: Estanislau Tallon Bozi. conforme ATO TRT 17ª PRESI 38/2009.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. complementando a norma constitucional.17. não há se falar em honorários advocatícios. apenas. não existe amparo jurídico para a tese de que o tempo excedente aos trinta dias de aviso seriam obrigatoriamente indenizados. Ao aviso prévio previsto neste artigo serão acrescidos 3 (três) dias por ano de serviço prestado na mesma empresa. até o máximo de 60 (sessenta) dias. por intempestividade. 312/317. inciso XXI da Constituição Federal.ME Thyago Brito de Mello(OAB: 012642 ES) ACÓRDÃO . ADITIVO À CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO 2008/2009. 31/07/2009.2009.2. a leitura da sentença foi designada para o dia 22/07/2009 (quarta-feira).2013: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente). Vistos.004. entretanto. 319/374. Com efeito. porquanto presentes os pressupostos de admissibilidade recursal. como um prazo elastecido para a procura de uma nova colocação no mercado de trabalho. perfazendo um total de até 90 (noventa) dias. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. Sendo assim. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo Sindicato autor. CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. que a referida lei beneficiou exclusivamente os empregados.09. Considerando que o objeto do aditivo à Convenção Coletiva 2008/2009 referia-se à regulamentação e autorização dos trabalhos nos domingos e no mês de dezembro de 2008. alimentação e transporte. 380/414. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº RO-56500-66. 319). Comprovante de recolhimento das custas processuais.1. por unanimidade. Nego provimento.ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . aprovada pelo DecretoLei no 5. de modo que o prazo recursal encerrou-se em 30/07/2009 (quinta-feira). negar-lhe provimento. o que implicaria na indenização necessária do que ultrapassar esse tempo. às fls. Razões recursais. ns. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. 95/96. perfazendo um total de até 90 (noventa) dias. sobretudo porque inserido em cláusula cuja matéria tratava apenas da remuneração. possibilitando não só a ciência antecipada da rescisão. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19.2.506/2011 não estabeleceram o limite de 30 dias para o aviso prévio trabalhado.CONHECIMENTO 2. Entretanto. às fls.6 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: Sindicato dos Trabalhadores no Comércio do Estado do Espírito Santo Recorrido: Ivoxx Comercial Ltda . Considero as contrarrazões.

1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 41): Cláusula Primeira – do objeto: A presente Convenção Coletiva de Trabalho tem por objeto a regulamentação e autorização do trabalho dos empregados lojistas no município de Vitória. pois. Ora. bem como os domingos. ao tratar da remuneração. da cláusula segunda. A alegação de que a regra teria sido incluída maliciosamente pelo sindicato. que regulamentou o trabalho da categoria comerciária. julgou improcedente o pedido. da leitura do aditivo à Convenção Coletiva 2008/2009. para que houvesse a assinatura do acordo sem a consciência da ré. Alimentação e Transporte” não tem pertinência direta com o assunto propriamente dito. dispondo sobre o labor aos domingos durante todo o ano de 2009. da cláusula 2ª. segundo se extrai da sua defesa. no período que antecede o natal. portanto. cuja matéria “Da remuneração. sem acordo com o Sindicato dos Empregados do Comércio no Estado do Espírito Santo. contudo. que. não obstante estivesse impedida de exigir o labor de seus empregados. com adicional de 100%. que tratava do assunto. alimentação e transporte. no parágrafo quarto. seja porque a regra encontrava-se inserida em cláusula cuja matéria não se coaduna com o assunto. e R$ 4. intitulada “Da remuneração.. a empresa requerida pagava R$ 40. ainda. conforme prescrito na redação do parágrafo quarto. o Sindicato extrapolou o próprio objetivo do aditivo da Convenção Coletiva 2008/2009. que exigem o funcionamento da empresa ré aos domingos. 6º . A reclamada. do 1º Aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho 2008/2009. na cláusula segunda. ressaltando. sem concordância com o Sindicato dos Empregados do Comércio no Estado do Espírito Santo: Cláusula Segunda – Da remuneração. Por fim. não impugnou a alegação de que vem exigindo labor de seus empregados em Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 domingos. extrapolou o objeto do próprio acordo. 140/141).fls. e em especial. Sábado: dia 20/12/2008 – das 8:30 às 18:00 horas. com a declaração incidental de nulidade do parágrafo 4º. ao argumento de que a regra do ônus da prova não foi observada pelo juízo de origem. como o fez para os domingos de 2008. antecedentes ao natal. acrescidos de R$ 10. segundo a cláusula 1ª da norma coletiva. conforme previsto na cláusula segunda mencionada. sob pena de multa: Art. compreende os dias e horários a seguir: Domingo: dias 14 e 21/12/2008 – das 10:00 às 18:00 horas. regulamentava e autorizava o trabalho nos domingos e no mês de dezembro de 2008. a proibição de se exigir o labor do empregado nos demais domingos de 2009. na verdade. sob o fundamento de que a inclusão do parágrafo quarto. embora de início pareça pouco provável.00 (quarenta reais). Sábado: dia 13/12/2008 – das 8:30 às 18:00 horas.00 (dez reais) a título de alimentação. informou que. no Município de Vitória/ES.] Parágrafo Quarto: A empresa não poderá exigir o labor do (s) seu (s) empregado (s) nos demais domingos de 2009. a empresa ré alegou que as cláusulas foram incluídas maliciosamente no acordo pelo Sindicomerciários. visando ao cumprimento da Convenção Coletiva do Trabalho firmada com os Sindicatos Lojistas de Vitória/ES. das lojas situadas em shopping center. além de gozarem de 01 (um) dia de folga durante a semana seguinte. Semana: dias 08 a 12/12/2008 – das 8:30 às 21:00 horas. e não em parágrafo da cláusula segunda. Logo. Quarta Feira: dia 24 e 31/12/2008 – das 08:30 às 18:00 horas. Não obstante o objeto do aditivo referir-se à regulamentação e autorização do trabalho aos domingos e no mês de dezembro de 2008. pois vem exigindo labor de seus empregados em domingos não autorizados. o objetivo era regular e autorizar apenas o horário especial de natal e ano novo de 2008. como registrado na sentença utilizada como fundamentação do convencimento do juízo de origem. sem qualquer relação. não abrangendo. portanto. nos domingos e no mês de dezembro de 2008. que o aludido parágrafo quarto foi incluído na cláusula segunda. sentença. bem como em cumprimento à obrigação contratual firmada com o Shopping Vitória.00 (cinquenta e quatro reais). ressaltando. quanto à remuneração pelo labor aos domingos. obter êxito. título atribuído à cláusula segunda da referida norma coletiva. do aditivo da Convenção Coletiva de Trabalho. bem como no pagamento das horas extras. sob a orientação do Sindicato dos Lojistas de Vitória (Sindilojistas). razão pela qual deve ser condenada em obrigação de não fazer. que as cláusulas convencionais possuem interpretação restritiva. Nesse sentido. tampouco o fato do parágrafo terceiro. outrossim. sindicato da categoria aqui representada. 315. ao vedar o labor nos domingos de 2009. do Regimento Interno do Shopping Vitória (fls. conforme exigido na Cláusula Quinta sem. eis que a empresa efetuou o pagamento por sua livre iniciativa. sem que tenham sido objeto de efetiva negociação. como se infere dos §§ 4º. se mostra plenamente razoável. observa-se que o objeto daquela norma coletiva foi a regulamentação e autorização do trabalho dos empregados lojistas no município de Vitória. Soma-se a isso o fato de ser notório o funcionamento. acolhendo a tese da defesa. assim. às fls. com a compensação das horas pagas a idêntico título. que trata da remuneração e alimentação. no prazo de 15 (quinze) dias. deveria ter indicado os dias na cláusula primeira. O juízo de origem. 23 de Setembro de 2013 104 Comércio do Estado do Espírito Santo ajuizou a presente Ação de Cumprimento em face da empresa Ivoxx Comercial Ltda – ME. Também asseverou que abria a loja aos domingos em atendimento ao pedido dos próprios empregados da empresa. limitando-se a questionar a validade da norma coletiva que vedou o trabalho aos domingos de todo o ano de 2009. e em especial. Por fim. como também não mostra coerência com a matéria regulada na cláusula segunda. não vem cumprindo a norma coletiva acima citada. a fim de que sanasse as irregularidades. Em defesa. Parágrafo Primeiro: O período especial do mês de dezembro de 2008 mencionado no “caput” a serem cumpridos pelos empregados lojistas do município de Vitória.00 (quatro reais) referentes ao transporte. asseverou que notificou a empresa requerida. porquanto dirigido especificamente para regular o trabalho aos domingos do mês de dezembro de 2008. frise-se. letra “a” e 6º. totalizando a quantia de R$ 54. Alegou que a loja da ré localizada no Shopping Vitória/ES. da cláusula segunda em exame também regular o trabalho aos domingos do mês de fevereiro de 2009 e não somente do período do natal de 2008. que. com a matéria tratada no caput da própria cláusula da qual faz parte. foi incluída. com vigência entre 09/12/2008 a 30/11/2009.Os portões do SV serão abertos e franqueado o acesso ao público de segunda e domingo às 10:00 horas e fechados às 22:00 . Semana: dias 15 a 23/12/2008 – das 8:30 às 21:00 horas. À análise. Alimentação”. Vê-se. no período que antecede o natal (caput da cláusula 1ª . Insurge-se o Sindicato autor contra a r. se a pretensão do Sindicato era restringir a autorização do trabalho em algum domingo de 2009. Alimentação e Transporte: [. nos domingos.. no período que antecede o natal. além de sustentar a validade da norma coletiva. todos os domingos de 2009. nos domingos e no mês de dezembro de 2008. seja porque teria extrapolado os objetivos da própria norma. do artigo 6º.

ART. atraindo a aplicação da multa de 1% prevista no parágrafo único do art. 2. Isso posto.Durante o horário de funcionamento do SV. por maioria.2. nos termos autorizados pelo art. Domingo. consoante consulta no Sistema de Acompanhamento de Processo deste E.3. REDISCUSSÃO DE QUESTÕES DE MÉRITO.17. Acórdão foi omisso quanto ao fato de que o convênio realizado entre as reclamadas foi firmado em conformidade com as normas que regem a matéria – Lei 8.O SHOPPING VITÓRIA e as lojas dele integrantes. INCISO V..TUTELA ANTECIPADA Análise prejudicada. contradição ou obscuridade. 2. interesse das empresas lojistas o trabalho aos domingos. Evidencia-se o caráter protelatório dos embargos.5. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19. da CF/88.. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. 30. e até às 22:00 horas de domingo à quarta-feira. sendo partes as acima citadas.] § 4º .17. RELATÓRIO Trata-se de embargos declaratórios opostos pela CESAN. Acórdão de fls.7 Embargante Advogado Embargado Advogado Plurima Réu Advogado COMPANHIA ESPIRITO SANTENSE DE SANEAMENTO CESAN Álvaro José Gimenes de Faria(OAB: 005013 ES) ADEMIR DE JESUS PEREIRA Regina de Castro Borges Abreu(OAB: 007970 ES) MUNICIPIO DE PEDRO CANARIO Diego Rufino Torres de Azevedo Griffo(OAB: 014819 ES) ACÓRDÃO . OMISSÃO. 538 do CPC.3. 30. encontrando-se toda a matéria exaustivamente enfrentada. Tribunal. registra-se que a nulidade da cláusula também é objeto da Ação Anulatória aforada sob o nº 152. sem demonstrar omissão. V. conforme alegado pela ré.0191 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: COMPANHIA ESPIRITO SANTENSE DE SANEAMENTO CESAN Embargados: O V. porquanto presentes os pressupostos legais de admissibilidade recursal. FUNDAMENTAÇÃO 2. das 15:00 às 21:00 horas.0066600-96. pois não é crível que os lojistas concordassem com cláusula que contraria seus próprios interesses. o que não se mostrou nos autos. (grs. 2. Os pedidos deverão ser formalizados por meio de formulário próprio (Solicitação de Fechamento Temporário de Lojas) justificando os motivos para o ato. IMPOSSIBILIDADE. LOJAS SATÉLITES E STANDS Segunda a Sábado.2013: Des. 213/216 .) Assim. e.09. É o relatório.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Por fim. Nego provimento.5. quando inexistem falhas formais.1. rejeitar a preliminar de intempestividade arguida pela ré e conhecer o recurso ordinário interposto pelo Sindicato autor. [. Tribunal não se manifestou a respeito da celebração do convênio com o fito de viabilizar a prestação de serviços públicos.ADEMIR DE JESUS PEREIRA MUNICIPIO DE PEDRO CANARIO Origem: VARA DO TRABALHO DE SÃO MATEUS . Mantido o valor da condenação. poderá a Administração do SV aplicar as penalidades previstas no respectivo contrato de locação. DESEMBARGADORA CLÁUDIA CARDOSO DE SOUZA Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Relatora Acórdão Processo Nº ED-66600-96. que. REGIÃO . 535 do CPC.5. necessário um debate exaustivo sobre o trabalho aos domingos.1.TRT 17ª. INEXISTÊNCIA DE QUAISQUER DOS VÍCIOS DO ART.2012. negar-lhe provimento. ns. 213/216. Nego provimento. Lino Faria Petelinkar e Desembargadora Claudia Cardoso de Souza. 535 DO CPC.2009. tampouco necessidade de prequestionamento. nenhuma loja poderá se manter fechada sem a prévia e expressa autorização da Administração do SV. DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. revelando-se improcedentes quando as questões levantadas traduzem inconformismo com o teor da decisão embargada.HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS Indevidos os honorários advocatícios. evidente o vício de manifestação das partes no instrumento coletivo em exame. Os embargos de declaração têm cabimento quando presentes alguns dos vícios previstos no art. permanecerão obrigatoriamente abertas para o público.MULTA CONVENCIONAL Não há que se falar em multa convencional. 3. CONHECIMENTO Conheço os embargos declaratórios opostos pela segunda reclamada. nos seguintes horários mínimos: a) GRANDES LOJAS (ÂNCORAS). das 10:00 às 22:00 horas. tendo em vista a sucumbência total do Sindicato autor.. ainda mais considerando-se tratar de assunto fora do objeto da norma coletiva.2.4.3. nego provimento. 23 de Setembro de 2013 105 horas. [. CONVÊNIO CELEBRADO PARA VIABILIZAÇÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS.3. sobretudo as lojas localizadas em shopping center. por conseguinte. ante a improcedência do pedido principal.TRT 17ª Região . Eventual verificação posterior que venha a comprovar a inveracidade dos motivos alegados pelo lojista para o fechamento de sua loja.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Aduz que este E. 2.00-6. por unanimidade.CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 2ª Turma do Egrégio Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. por óbvio..000. MÉRITO 2. Nego provimento.2012. mantendo-se a sentença por seus próprios e jurídicos fundamentos. 30. Sendo que os da ÁREA DE ALIMENTAÇÃO E LAZER ficarão abertos até às 23:00 horas de quinta à sábado. apontando omissões no julgado e pugnando pelo prequestionamento da matéria. Vencida a Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi quanto ao aditivo à Convenção Coletiva.17.666/93 e art. e os CINEMAS até às 23:30 horas. obedecidos eventuais acordos sindicais ou determinação da Administração. em razão da manutenção da sentença que indeferiu os pedidos.] § 6º . . Procurador: Estanislau Tallon Bozi. pretendendo rediscutir matérias já decididas. PREQUESTIONAMENTO Sustenta a embargante que o v. sendo. ainda aguarda julgamento. ACÓRDÃO DE FLS. em face do v. Vistos. Des. Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente).0191 Processo Nº ED-66600/2012-191-17-00. No mérito.

tenha havido omissão com relação a este mesmo tópico. em flagrante contratação irregular. contradição ou obscuridade. Esta. nos moldes do artigo 535. Os embargos de declaração têm cabimento quando presentes alguns dos vícios previstos no art. por unanimidade. ao final. desnecessário contenha nela referência expressa do dispositivo legal para ter-se como prequestionado este. 297. pois a apreciação do órgão foi.5. ACÓRDÃO DE FLS. ainda que contrária ao entendimento da parte. 538 do CPC. portanto. Pugna. afirmando. REGIÃO . impõe à parte prequestionar tema que. embora o julgado não tenha consignado expressamente todos os dispositivos apontados como violados pelo recorrente. ante a evidente intenção de burlar a legislação trabalhista. de maneira clara.666/93 e Lei 11.2012. portanto.2012.0010 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: VALMINANDES DE AGUIAR Embargados: O V. IMPOSSIBILIDADE. destacando que o convênio foi uma imposição da Cesan para o plano de investimento na sede e nos distritos da municipalidade.TRT 17ª. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE .. Vistos. pelo prequestionamento dos dispositivos invocados. há necessidade de que haja. encontrando-se toda a matéria exaustivamente enfrentada. A Súmula 297 do C. não há qualquer omissão no v.17. sem que houvesse a realização de concurso público. condenará o embargante a pagar ao embargado multa não excedente de 1% (um por cento) sobre o valor da causa". . A sentença (bem assim o acórdão) omissa contém.5.TRT 17ª Região . em relação aos pedidos deduzidos na causa. considerá-los protelatórios e aplicar à embargante multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa. nestes termos: "118. quando inexistem falhas formais.. De tal sorte. Desembargadora Cláudia Cardoso de Souza e Desembargador Lino Faria Petelinkar. 535 DO CPC. mas tão somente falhas formais porventura havidas no julgado. TST. reconheceu que os trabalhadores eram contratados exclusivamente para prestarem serviços para a Cesan. satisfaz o requisito de fundamentação da decisão e caracteriza a devida prestação jurisdicional. do CPC. Segundo o parágrafo único do art. não foi objeto de pronunciamento no acórdão. atraindo a aplicação da multa de 1% prevista no parágrafo único do art. no acórdão. conhecer dos embargos declaratórios e. em omissão. ante o evidente caráter protelatório dos embargos interpostos. puramente. da Constituição. Tese explícita. que tratou de forma clara e precisa acerca do tema. sem demonstrar omissão. a reconheceu. quantitativamente inferior à que se deveria ter sido realizada" ("Sistema dos Recursos Trabalhistas". REDISCUSSÃO DE QUESTÕES DE MÉRITO. embora suscitado no recurso. Tese explícita. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Para fins do requisito do prequestionamento de que trata a Súmula n. acórdão.0078900-51. ao consignar que incumbe à parte opor embargos declaratórios visando o prequestionamento de matéria. evidentemente. Prequestionamento. sendo certo que a não-manifestação acerca de todos os dispositivos legais apontados como violados não configura omissão no julgado..VIACAO TABUAZEIRO LTDA JOÃO BATISTA DALLAPICOLLA SAMPAIO Origem: 10ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . Desse modo. in verbis: “(. Configuração. Procurador: Estanislau Tallon Bozi. inconformismo com o julgado. o juiz ou tribunal.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. inclusive. 535 do CPC. Inteligência da Súmula 297. com o intuito de disponibilizar trabalhadores para atuarem na atividade-fim da 1ª reclamada. 23 de Setembro de 2013 106 V. 1993 .” Como se vê. condeno a embargante ao pagamento de 1% sobre o valor da causa.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Prequestionamento. que era a própria reclamada quem determinava quais servidores seriam contratados. A existência de tese específica sobre a matéria debatida.. 256. que embora o ordenamento jurídico (Lei 8. Evidencia-se o caráter protelatório dos embargos. Na verdade. Súmula 297. por oportuno. Ou seja. aliás. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19/09/2013: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite (Presidente). DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº ED-78900-51.107/2005) autorize a realização de convênios de cooperação entre os entes da Administração Pública. negar-lhes provimento. 538 do CPC.São Paulo: LTr. tal permissão não pode ser utilizada como meio de burlar a legislação trabalhista. de certa maneira. E nem há se falar em prequestionamento da matéria.0010 Processo Nº ED-78900/2012-010-17-00. o convênio de cooperação celebrado entre os réus. no mérito. a referida questão foi devidamente abordada no decisum. revelando-se improcedentes quando as questões levantadas traduzem inconformismo com o teor da decisão embargada.) Observe-se. para fins de interposição de recurso de revista. 370-376 . INEXISTÊNCIA DE QUAISQUER DOS VÍCIOS DO ART.17. em suas razões de defesa. pressupõe. afigura-se ilegal. um pronunciamento citra petita.p. elementos que levem à conclusão de que o Regional adotou uma tese contrária à lei ou à Súmula. declarando que o são. Havendo tese explícita sobre a matéria.). Consoante magistério de Manoel Antonio Teixeira Filho: "Sentença omissa é a que deixa de pronunciar-se sobre um ou mais pedidos formulados pelas partes (. é a diretriz traçada pelas Orientações Jurisprudenciais nº 118 e 256 da SDI-I do Colendo TST. nego provimento. tampouco necessidade de prequestionamento. não havendo se falar. 7ª ed. sendo certo que os embargos declaratórios não são meio idôneo a corrigir eventual erro de julgamento. Sem razão. Da mesma forma. A nulidade é tão evidente que o próprio Município. pretendendo rediscutir matérias já decididas." Destarte. tendo demonstrado. a embargante pretende revolver questões já decididas. Ao contrário do que sustenta a embargante. CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. na decisão recorrida.5 Embargante Advogado Embargado Advogado Plurima Réu VALMINANDES DE AGUIAR João Batista Dalapíccola Sampaio(OAB: 004367 ES) VIACAO TABUAZEIRO LTDA Katherine Rodnitzky Nunes(OAB: 010395 ES) JOÃO BATISTA DALLAPICOLLA SAMPAIO ACÓRDÃO . "quando manifestamente protelatórios os embargos. 332).

de maneira clara.906/94. observa-se que o v. o laudo pericial comprovou a inexistência de nexo de causa ou concausalidade com o labor. o embargante pretende revolver questões já decididas. inconformismo com o julgado. ao menos. in verbis: “(. 256. porquanto preenchidos os pressupostos legais de admissibilidade. 2. Havendo tese explícita sobre a matéria. ao se referir ao perito. caput. portanto.cujos benefícios são mais amplos que os da gratuidade da justiça . mas tão somente falhas formais porventura havidas no julgado. caberia ao reclamante Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 arcar com os honorários periciais. Tese explícita. à responsabilidade objetiva e aos honorários periciais prévios. A Súmula 297 do C. Em relação aos honorários periciais prévios. A existência de tese específica sobre a matéria debatida. apesar de não tratar especificamente do tema da responsabilidade civil. CONHECIMENTO Conheço dos embargos de declaração opostos. Inteligência da Súmula 297. 3º. 435. à responsabilidade objetiva e aos honorários periciais prévios. III. 297. Aduz que houve violação dos artigos 19. não foi objeto de pronunciamento no acórdão. Tese explícita.." Destarte. Juízo de origem determinou a requisição de verba própria do Tribunal. 20 do CPC. que tratou de forma clara e precisa acerca do tema. portanto. nem mesmo quando concedida a assistência judiciária gratuita . Desembargadora Cláudia Cardoso de Souza e Desembargador Lino Faria Petelinkar. Súmula 297. nestes termos: "118. que não ficou comprovada a doença ocupacional. como é o caso dos peritos do INSS e das Universidades Federais. o que confirma não se tratar de doença ocupacional. I e II. bem como aplico multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa. que. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA .1. há necessidade de que haja. o embargante. Procurador: Estanislau Tallon Bozi. impõe à parte prequestionar tema que. ainda.060/50. RELATÓRIO Trata-se de Embargos de Declaração opostos pelo reclamante VALMINANDES DE AGUIAR. por unanimidade. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19/09/2013: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite (Presidente). XXXIV e 133 da Constituição Federal.) Com a manutenção da sentença que julgou improcedente o pedido de reconhecimento da doença ocupacional. Versam os Embargos sobre supostas omissões no julgado. mesmo estando o obreiro afastado de suas funções como motorista por tempo significativo. mas responsabilizou-o por restituir à reclamada o valor dos honorários prévios. sendo certo que os embargos declaratórios não são meio idôneo a corrigir eventual erro de julgamento. sob a pecha de vício no julgado. que deu parcial provimento ao recurso ordinário interposto pelo autor. não há qualquer omissão no v. 7º. nexo de causalidade. apenas manifesta seu inconformismo. quanto aos dispositivos legais e constitucionais invocados no recurso ordinário. finalidade que não se coaduna com a da via recursal eleita. FUNDAMENTAÇÃO 2. com o intuito de revolver matéria já decidida. Esta. 20. nos moldes dos artigos 897-A da CLT e 535 do CPC. a doença vem se agravando. embora suscitado no recurso. acórdão. entendeu a 2ª Turma. TST. acórdão. 186. 370/376. na decisão recorrida. Destacou. puramente. desnecessário contenha nela referência expressa do dispositivo legal para ter-se como prequestionado este. elementos que levem à conclusão de que o Regional adotou uma tese contrária à lei ou à Súmula. art. nego provimento. dispensando o reclamante do pagamento dos honorários periciais. considerá-los protelatórios e aplicar ao embargante multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa. 157. no tocante à causalidade e/ou concausalidade. não havendo que se falar em responsabilidade. 944.213/91. §§1º e 3º. do CPC. o art. e não ao perito privado”. Configuração. 422. baseada no laudo pericial. 402. não havendo se falar. XXII. Súmula 450 do STF e art. no acórdão. Prequestionamento. Para fins do requisito do prequestionamento de que trata a Súmula n. Como se vê. o d. 927. 932. no mérito. evidentemente. É o relatório. por unanimidade. conhecer dos embargos declaratórios e. Na verdade. na verdade. 950. 949. Afinal. CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. porquanto o perito concluiu que o reclamante é portador de doença degenerativa e que o trabalho desenvolvido pelo autor não contribuiu nem agravou as lesões na coluna. subjetiva ou objetivamente. tampouco a relação de nexo causal ou concausa entre a enfermidade sofrida pelo obreiro e o labor desenvolvido na reclamada. sem que exista. a referida questão foi devidamente abordada no decisio. porquanto foi sucumbente em relação ao objeto da perícia. em omissão. acórdão. 436 e 437 do CPC. arts.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 33. fez alusão ao técnico custeado pelos cofres públicos. Diante de tais considerações. ainda que contrária ao entendimento da parte. aliás. I. Ou seja. em face do v. I e 21. arts. § único e 389 do Código Civil. A meu ver. acórdão. ao consignar que incumbe à parte opor embargos declaratórios visando o prequestionamento de matéria. Também sustenta omissão em relação ao artigo 5º. Consoante se infere do v.o reclamante ficaria dispensado do pagamento dos honorários periciais. Súmula 219 do TST. embora o julgado não tenha consignado expressamente o dispositivo apontado como violado pelo recorrente. 166 e 790-B da CLT. sendo certo que a não-manifestação acerca de todos os dispositivos legais apontados como violados não configura omissão no julgado. No tocante à responsabilidade objetiva. E nem há se falar em prequestionamento da matéria. Prequestionamento. nos moldes do artigo 535.2. Acórdão de fls. satisfaz o requisito de fundamentação da decisão e caracteriza a devida prestação jurisdicional. No caso dos autos. da Lei 8. XXVIII. Vejamos.º 1. tenha havido omissão com relação a este mesmo tópico. § único. MÉRITO O reclamante alega existência de omissão no v. todavia. Lei 8. de acordo com o laudo pericial e os laudos juntados aos autos pelo próprio reclamante. 131. Quanto à doença ocupacional. da Lei n. sendo partes as acima citadas.. em relação à causa e/ou concausa para o início ou progressão da doença ocupacional. § 5º da Lei 8. deixa clara a impossibilidade de responsabilização da reclamada. ante a inexistência da doença ocupacional. ao contrário do que sustenta o embargante.2012/91. V e X. pressupõe. é a diretriz traçada pelas Orientações Jurisprudenciais nº 118 e 256 da SDI-I do Colendo TST. 23 de Setembro de 2013 107 DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. tendo demonstrado. ante o caráter protelatório dos embargos. negar-lhes provimento.

Portanto. não autoriza o reconhecimento do regime de sobreaviso. requerendo seja negado provimento ao recurso obreiro. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO.5.2. no percentual de 30% sobre o salário. sendo certo que o juízo de origem deferiu nos exatos termos requeridos. TERCEIRIZAÇÃO LÍCITA. nos termos do § 1º do art. por fim. não houve remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho para emissão de parecer. ao adicional de periculosidade e à base de cálculo. 1033/1045. à multa do art. em recurso ordinário. remetida para uma das Varas do Trabalho do Distrito Federal. pois a simples possibilidade de vir a ser contactado pela ré. quanto ao reconhecimento do vínculo empregatício direto com a Telemar. sentença de fls.17. Instrumentos de mandato. não há falar em violação à súmula 331 do C. TST. COISA JULGADA MATERIAL. 477 da CLT. MÉRITO DO RECURSO ORDINÁRIO DA PRIMEIRA RECLAMADA (INVERSÃO DA ORDEM DE JULGAMENTO EM VIRTUDE DE QUESTÃO DE PREJUDICIALIDADE) 2..0087400-02.TRT 17ª Região . auxílio refeição em horas extras e cesta básica). não há como ser reconhecido o sobreaviso. sendo partes as acima citadas. prolatada pela MMª 2. Vistos. acessórias ou complementares ao serviço de transmissão. preliminar de coisa julgada. Razões do reclamante. Conheço parcialmente do recurso ordinário interposto pela primeira reclamada. Embora intimadas.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. embora possibilite a consecução do serviço de telefonia.5. UTILIZAÇÃO DE TELEFONE CELULAR. condena-se as reclamadas a pagar ao obreiro o adicional de periculosidade durante o contrato de trabalho. em recurso ordinário. 23 de Setembro de 2013 108 Relatora Acórdão Processo Nº RO-87400-02. aos honorários periciais. CLT e Súmula 191/TST. à prescrição do FGTS. emissão ou recepção de sinais ou sons.ª reclamada ao recurso do reclamante às fls. conforme se denota do trecho abaixo transcrito. por ausência de interesse recursal. à hipoteca judiciária. 44 e 252 (substabelecimento fl. INSTALAÇÃO E REPARAÇÃO LINHAS TELEFÔNICAS. 1046/verso. HORAS DE SOBREAVISO. 251). requerendo o não provimento do recurso. não o conhecendo.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA RECURDO ORDINÁRIO DA PRIMEIRA RECLAMADA (TELEMAR NORTE LESTE S/A). às fls. sentença. TST. à multa do art. às horas extras. porquanto preenchidos os pressupostos legais de admissibilidade. às horas extras e.2010. às fls.0132 Processo Nº RO-87400/2010-132-17-00. 193. no tocante à base de cálculo do adicional de periculosidade.17. Segundo aduziu. pois a Ação Civil Pública teria reconhecido a possibilidade da terceirização em sua atividade-fim. por força da Orientação Jurisprudencial n. e de custas processuais. 2.2010. à assistência judiciária gratuita. à fl. AÇÃO CIVIL PÚBLICA IMPROCEDENTE A 2ª reclamada arguiu. Comprovantes de recolhimento de depósito recursal. porque preenchidos os pressupostos legais de admissibilidade. . 475-J do CPC. no tocante à coisa julgada material. respeitada a prescrição declarada. à responsabilidade subsidiária.2. aos pedidos decorrentes desta declaração (jornada Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 de trabalho. nos termos do art.)” Quanto às demais matérias do recurso ordinário da 1ª ré. Os serviços de instalação e de reparação de linhas telefônicas são serviços auxiliares ou acessórios à transmissão de dados. que a base de cálculo do adicional de periculosidade seja o salário. Contrarrazões apresentadas pelo reclamante ao recurso ordinário da 1.0132 RECURSO ORDINÁRIO Recorrentes: WANDERLEY DE OLIVEIRA SIMOES TELEMAR NORTE LESTE S/A Recorridos: TELEMAR NORTE LESTE S/A WANDERLEY DE OLIVEIRA SIMOES VITELCO ENGENHARIA S/A GECEL S/A Origem: 2ª VARA DO TRABALHO DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM . posteriormente. que julgou procedentes em parte os pedidos formulados na inicial. a segunda e a terceira reclamada não apresentaram contrarrazões aos recursos apresentados (certidão de fl.. sendo. uma vez que. Não comprovada a limitação de locomoção do trabalhador. Contrarrazões apresentadas pela 1. a ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho foi originalmente distribuída para a 14ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro. 1073/1082. 1083/verso).º 130 da SDI-1 do C. nos tópicos levantados pela referida ré.. requerendo a reforma da r. CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário interposto pelo reclamante. diferenças dos tíquetes alimentação.ª Vara do Trabalho de Cachoeiro de Itapemirim/ES. pois tempestivas e regulares. 1046. Considero as contrarrazões apresentadas pelo reclamante e pela 1ª reclamada. sentença. Com efeito..1. 973/1032. em face da r. não se encaixam no conceito legal de transmissão de sinais ou sons.ª reclamada às fls. sem os acréscimos de gratificações e outros. NÃO CONFIGURAÇÃO. §1º.7 Recorrente Advogado Recorrido Plurima Autor Advogado Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Advogado WANDERLEY DE OLIVEIRA SIMOES Wéliton Roger Altoé(OAB: 007070 ES) TELEMAR NORTE LESTE S/A TELEMAR NORTE LESTE S/A Décio Freire(OAB: 012082 ES) WANDERLEY DE OLIVEIRA SIMOES VITELCO ENGENHARIA S/A GECEL S/A Luiz Eduardo Santos Salomão(OAB: 014510 ES) ACÓRDÃO . EMPRESA DE TELECOMUNICAÇÃO.1. que permanece com a possibilidade de usar seu tempo livremente. É o relatório. TST. 1056/1072. in verbis: “(.472/97 permite à concessionária de telecomunicação a contratação de terceiros para o desenvolvimento de atividades inerentes. por meio de telefone celular. RECURSO ORDINÁRIO DO RECLAMANTE. Em atendimento ao Provimento Consolidado da CGJT. aos honorários advocatícios e aos descontos fiscais e previdenciários. O art. 193. RELATÓRIO Trata-se de recursos ordinários interpostos pelo reclamante e pela primeira reclamada (Telemar Norte Leste S/A). às fls. FUNDAMENTAÇÃO 2. 966/972. Inteligência da Súmula 428 do C. conheçoo. da lavra da eminente Juíza Angela Baptista Balliana Kock. (.) Assim. pugnando pela reforma da r. da CLT. Razões da 1ª reclamada. publicado no DEJT de 08 de Agosto de 2012. a 1ª reclamada requer. à fl. 94 da Lei nº 9.

então. fiscalizado ou comandado a prestação de serviços do reclamante. remunerado.347/85 e LC 75/93). inciso I. em 07/04/2010. conforme dispõe o artigo 103. Defendeu que prestava. Argumentou não existir nenhum profissional em seus quadros que exerça a atividade do reclamante. A GECEL. era subordinado. caso indeferido o pedido de reconhecimento do vínculo empregatício. assim. mediante terceirização. sem vislumbrar qualquer fraude no vínculo empregatício. por inexistir culpa in eligendo e in vigilando.078/90. com legislação própria (Lei n. o que não é o caso dos autos. TST apenas é aplicado quando a terceirização é realizada com fraude e com intuito de prejudicar o empregado e. enquanto que as atividades-meio estão ligadas à manutenção e instalação de linhas telefônicas. ainda. direitos previstos em Convenção Coletiva de Trabalho. mesmo que subsidiariamente. a sua condenação subsidiária e a equiparação do autor com seus funcionários. somente faz coisa julgada ultra partes a procedência da ação. não induz. Rejeito a preliminar. inclusive. da Lei 8. Pelo princípio da eventualidade. a fim de ver apreciada a sua pretensão. jornada de trabalho.2.2. em sede de contestação. Alegou. 267 do CPC. e. requereu a condenação das prestadoras de serviços solidária ou subsidiariamente. estejam corretas. requerendo. o tomador de serviços não está sujeito a responder. que foi admitido pela 1ª reclamada (TELEMAR NORTE LESTE S/A). pelas obrigações da empresa contratada. que inclusive não possui funcionários que desenvolvem esta atividade. com base no princípio da igualdade. A TELEMAR. Lei 8. TST). para os limites da coisa julgada na ação coletiva. a decisão proferida em sede de ação civil pública não tem efeitos dúplices. defendeu que a coisa julgada na aludida ação possui efeitos erga omnes. na função de cabista. caso incida a condenação subsidiária. O juízo a quo indeferiu o pedido de reconhecimento do vínculo de emprego diretamente com a Telemar. 23 de Setembro de 2013 109 Por conta do deslocamento de competência. reparador e cabista) a empresas especializadas. Argumentou que a Lei Geral de Telecomunicações não autoriza a terceirização na atividade fim da empresa. a coisa julgada da improcedência da ação coletiva ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho não teria efeitos na esfera individual. sendo desta que recebia as ordens. excutir-se primeiro os bens dos sócios da GECEL. por si só. VÍNCULO EMPREGATÍCIO. serviços para a 1ª reclamada (TELEMAR NORTE E LESTE S/A). ausentes tais requisitos. em sua atividadefim. de fato. da Lei 8.492/97) permite a contratação de atividades relacionadas com seu objeto principal. ou seja. regulamentada e fiscalizada pela ANATEL (Agência Nacional de Telecomunicações). EQUIPARAÇÃO (ANÁLISE EM CONJUNTO COM O RECURSO ORDINÁRIO DO RECLAMANTE) Alegou o reclamante. formando-se o vínculo empregatício diretamente com o tomador de serviços (Súmula 331. para reconhecer (rectius: declarar) a ilegalidade de determinada conduta da reclamada. nos termos da Súmula 331. na inicial. do mesmo diploma. Assim. aduziu não ser possível o reconhecimento do vínculo empregatício e. sem justa causa. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. Vejamos. Portanto. já que terceirizou todas as atividades secundárias (instalador. § 2º. Esse é o sentido estabelecido no microssistema de processo coletivo (formado pela Constituição da República. requereu o reconhecimento do vínculo empregatício Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 diretamente com a tomadora dos serviços (Telemar) e. A única ressalva que o microssistema de tutelas coletivas dispõe sobre a coisa julgada atingir o tutelado individualmente reside no artigo 103. a recorrente anexa o v. Explico. exclusivamente. auxílio refeição em . Assim. TST. requereu sua equiparação aos empregados da Telemar. não sendo. De qualquer sorte. à fl.078/90. para a presente demanda. o reconhecimento legal da conduta da reclamada. mesmo que esteja em trâmite ação civil pública com o mesmo objeto (artigo 104 do CDC) ou tenha havido decisão de improcedência. de modo que não exerce mais tais funções por meio de seus próprios empregados. por meio da desconsideração da personalidade jurídica. a sentença coletiva de improcedência do pedido não produz efeitos na esfera individual. Assim. a aplicação do inciso V do art. impugnou a responsabilidade subsidiária. sob o fundamento de que o autor foi regularmente contratado pelas 2ª e 3ª reclamadas. que permitiu a terceirização na atividade-fim e. tampouco. do C. com ou sem hipossuficiência de provas (artigo 103 §1º do CDC). junta a certidão do TST. Portanto. auxílio refeição em horas extras e cesta básica. quais sejam. no sentido de que não houve oposição de recurso contra a decisão que negou seguimento ao agravo de instrumento em recurso de revista. segundo o artigo 103. devendo eventual crédito trabalhista recair sobre sua real empregadora. sendo dispensado. transferência de linhas de assinantes e instalação de telefones). Assim. aquele que se sentir lesado individualmente poderá procurar o Judiciário. Lei 7.47297 – Lei Geral das Telecomunicações). A improcedência da ação civil pública proposta pelo Ministério Público do Trabalho. § 1º. não se equiparam àquelas desempenhadas pelos empregados da 1ª ré (Telemar). cujos efeitos se estendem para todo o território nacional. I. Ressaltou ser de conhecimento notório que a empresa terceirizou totalmente as atividades de instalação e manutenção de linhas telefônicas. não prejudicando as pretensões individuais. sendo ilícita a terceirização em análise. laborando ininterruptamente através das interpostas (VITELCO e GECEL). Ainda. diferenças dos tíquetes alimentação.078/90. a coisa julgada ficará limitada aos legitimados da ação coletiva. em 10/02/2002. e. Às fls. afirmou que as funções desempenhadas pelo reclamante (instalação e remoção de fios telefônicos. possível a alegada equiparação. dispensado. 2. referente à jornada semanal de 40 horas. por jamais ter contratado.º 9. emissão ou recepção de informações. consequentemente. na execução. acórdão de improcedência da ACP. tíquete alimentação. mesmo que não haja insuficiência de provas. no caso de improcedência da ação coletiva. deve-se observar o benefício de ordem para. por qualquer meio. Também afirmou ser empresa do ramo de telecomunicações. Mencionou que o inciso IV da Súmula 331 do C. Ressaltou que a prestação de serviços para a 1ª reclamada ocorreu em virtude de contratação entre as reclamadas para atender às suas necessidades empresariais. 1043/1052. cuja legislação própria (artigo 94 da Lei 9. pois. quando tiver integrado a lide coletiva como litisconsorte. 1054/verso. em contestação. ainda que todas as afirmações prestadas pela 2ª reclamada. sendo que sua atividadefim é aquela ligada diretamente à transmissão.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. por eventuais débitos reconhecidos nesta ação. ser empresa do ramo das telecomunicações. não verifico a ocorrência de coisa julgada material apta a obstaculizar o prosseguimento da ação individual. do C. julgou improcedentes os pedidos decorrentes da declaração do reconhecimento do vínculo de emprego.

Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Cumpre notar que a Lei nº 9. Nessa linha de raciocínio.. campo para o entendimento lúcido que considera válida a "terceirização" de atividades quando estas não integram a atividade-fim do empreendimento econômico e. considero que os serviços de instalação e reparação de linhas telefônicas são serviços auxiliares ou acessórios à transmissão de dados. portanto. sucessivamente. estabelece expressamente que no cumprimento de seus deveres.contratar com terceiros o desenvolvimento de atividades inerentes. a transferência açodada de parte das atividades empresariais para outras empresas tem sido sinônimo. acessórias ou complementares ao serviço. então. sendo certo. o requerimento do vínculo empregatício. bem como o de equiparação com os empregados da tomadora dos serviços..(. já que a licitude da terceirização é tratada pela Súmula 331 do C. principalmente. TST. Não vislumbro. Aliás. na hipótese de ausência de pessoalidade e subordinação. que a primeira reclamada não mais realiza os serviços de instalação e reparação de linhas telefônicas por meio de seus próprios empregados e que.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. nego provimento aos recursos ordinários interpostos pela 1ª ré (Telemar) e pelo reclamante. Diz que a LTG não se aplica no campo das relações empregatícias. Abriu-se. 477 da CLT. bem como reflexos sobre aviso prévio. à análise do caso em tela. Nesse aspecto. diversos estudos estão sendo realizados. IV. o percentual foi alterado para 15%. portanto. uma vez que. Afasta-se. por força da desconsideração da personalidade jurídica. principal e subsidiário. É esta. desde que inexistente a pessoalidade e a subordinação. horas extras. diferenças dos tíquetes alimentação.472/97. em virtude do contrato pactuado. além de fornecer equipamentos de proteção individual. não se encaixam no conceito legal de transmissão de sinais ou sons. Passemos. Mencionou que a ré. ao argumento de que prestava serviços diretamente para a Telemar. Inconformada. já que. imagens. a concessionária poderá. art. a 2ª reclamada sustentou que o reclamante. por isso. em recurso ordinário. bem como a implementação de projetos associados. defende a tese da concentração das atividades naquilo que é o núcleo de sua atividade . em primeiro lugar. habitual ou mesmo intermitente com equipamentos energizados aptos a provocar choques elétricos. o reclamante alegou que exercia atividade em área de alto risco. Pelo princípio da eventualidade. para que sejam excutidos os bens dos sócios da primeira ré. então. requereu o deferimento dos pedidos decorrentes da declaração do vínculo. TST. outrossim. sons ou informações de qualquer natureza (§1º. não havendo. emissão ou recepção. de símbolos. não obstante possibilite a consecução do serviço de telefonia. naturalmente. até maio/2008. estando inserido em sua atividade fim. ainda. 23 de Setembro de 2013 110 horas extras e cesta básica. em seu item III.Anatel. reiterando os argumentos da defesa para afastar a responsabilidade subsidiária. estivessem tais atividades inseridas no conceito restrito de atividade de telecomunicação. observadas as condições e limites estabelecidos pela Agência: I . não trabalhou em contato direto. em seu art. de desemprego. poder diretivo dos serviços prestados. que não há qualquer prova de trabalho com subordinação direta à tomadora dos serviços. TST. TST. nos termos da Súmula 191 do C. pois. pugna pelo reconhecimento do vínculo empregatício diretamente com a tomadora dos serviços. E não há falar em benefício de ordem. o poder de fiscalizar o cumprimento das obrigações trabalhistas.3. 2. Por fim. 94 da Lei 9. a partir de abril/2009. IV. apenas a partir de junho/2008. pendendo a jurisprudência trabalhista ora para a rejeição de tão controvertido instituto ora para o seu temperamento. de conservação e limpeza. Todavia. O reclamante. pois a desconsideração da personalidade jurídica é excepcional. assim.. do C. A Telemar Norte Leste é uma empresa de telecomunicação. contra o qual resistem os trabalhadores. de pulverização da atividade sindical. do C. patrocinados pelo empregador.estratégia da focalização . Por fim. destinadas a propiciar a prestação do serviço principal. presente a hipótese prevista na Súmula 331. Ainda.. que encontra óbice no inciso II do art. todas as outras atividades (não previstas no transcrito dispositivo legal) são consideradas atividades-meio.. Editou-se a Súmula nº 331 da Súmula do Colendo TST que enuncia. O empresariado.". o que incluía. direito ao adicional de periculosidade. qualquer ilicitude na terceirização do serviço. requereu a incidência do salário base do reclamante para fins de cálculo do . no exercício da função de instalador.2. 60). nunca lhe pagou o valor referente ao adicional de insalubridade e. Ressaltou que o reclamante participou de diversos cursos de “Noções Básicas de Segurança do Trabalho”. requerendo. outrossim. radioeletricidade. seria imprescindível que o exercício das mesmas fosse precedido de autorização da Agência Nacional de Telecomunicações . argumentou que o adicional de periculosidade observou o percentual previsto em norma coletiva. ADICIONAL DE PERICULOSIDADE Na inicial.não se forma vínculo de emprego com o tomador a contratação de serviços de vigilância (Lei nº 7. sobreaviso. caracteres. A questão tratada nos autos diz respeito ao fenômeno denominado de "terceirização". então. sinais. Vejamos. sendo certo. bem como a de serviços especializados ligados à atividade meio do tomador. que ". o tomador dos serviços é responsável subsidiário pelo descumprimento das obrigações trabalhistas assumidas pela 2ª e 3ª rés e não cumpridas.472/97 como sendo a transmissão.472/97. o que é definido pela Lei nº 9. benefícios previstos nas CCT’s e ACT’s aplicados aos trabalhadores da Telemar (jornada de trabalho. condenou a 1ª reclamada a responder subsidiariamente pelas verbas devidas. por fio. auxílio refeição em horas extras e cesta básica). escritos. Em defesa. a multa de 40% e multa do art. 94. ainda que inferior ao estabelecido na lei. apenas em caso de frustrado o pagamento pelos executados. na medida em que a primeira reclamada exercia sobre a segunda e terceira. Isso posto. o que prejudica a quem incumbia o ônus de demonstrar. DSR. em regra. II .. passou a receber 5% referente ao adicional de periculosidade e. o FGTS.). no sentido de que sejam excutidos. meios ópticos ou qualquer outro processo eletromagnético. não há empregados exercendo as mesmas atividades do reclamante.102/83). o que possibilita a redução dos custos e o melhor controle de qualidade. 13º salário. entre nós. a sua atividade-fim e. por seu turno. amparado pelo princípio constitucional da isonomia e em alegações de precarização de mão-de-obra. os bens dos sócios da GECEL e da VITELCO. férias acrescidas de 1/3. em virtude da proximidade com os cabos elétricos energizados de alta tensão. seja observado o benefício de ordem. calculado sobre a remuneração. de retrocesso nas condições de trabalho e de diminuição de salários. nos termos da Súmula 331. contínuo.com o escopo de diminuir a diversidade das formas de organização da produção e do trabalho. Requereu o pagamento do adicional de periculosidade no percentual de 30%. recorre a 1ª reclamada.

09. o entendimento sedimentado na Súmula nº 07 deste E. De igual modo. do C. faz jus a perceber o adicional previsto na Lei n. e o sinistro pode acontecer ainda que se mantenha contato habitual por alguns minutos. 25 e 26. por ser ato inferior à lei. às fls. Ainda. é fácil concluir que o Decreto nº 93. as declarações do autor na inicial: que não recebia o adicional de periculosidade até maio/2008. nos termos do Decreto n.369. conforme informado pelo perito. Não pode o decreto distinguir onde a lei não o faz. Ademais. por sua vez. recorre a primeira ré. no período imprescrito.412/86. Vejamos. baseado na prova pericial. fiquem expostos a condições de risco equivalente ao do trabalho exercido em contato com sistema elétrico de potência. que regulamentou a Lei nº 7.369/85. O perito concluiu.2010) O pagamento de adicional de periculosidade efetuado por mera liberalidade da empresa.1986. mas exposto às suas condições de risco. não pode contrariá-la ou ir além do que ela permite e. 193. fazendo jus ao adicional de periculosidade no percentual de 30%. 93.369/85. conforme transcreve a Orientação Jurisprudencial 406.11. no exercício de suas funções. nos moldes preconizados pelo Decreto nº 93. sim. REGULAMENTADA Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 PELO DECRETO Nº 93. DESNECESSÁRIA A PERÍCIA DE QUE TRATA O ART.412/86. CLT e Súmula 191/TST. abrangido pelo quadro anexo do Decreto nº 93. da SDI-1.369/85. Tribunal. Como o reclamante atuava bem próximo dessas linhas aéreas. 451/495). considero que a incidência do percentual de 30% não comporta fracionamento. INSTALADORES E REPARADORES DE LINHAS E APARELHOS EM EMPRESA DE TELEFONIA. PAGAMENTO ESPONTÂNEO. verbis: OJ-SDI1-406 ADICIONAL DE PERICULOSIDADE.369/88 (conforme previsto nos acordos coletivos – fls. DE 14.2003 O trabalho exercido em condições perigosas. incluindo plataforma e cestos aéreos usados para execução dos trabalhos. que era somente o de especificar a atividade considerada perigosa. nego provimento.412. defendeu o pagamento do adicional proporcional ao tempo efetivo de exposição ao risco.10.09. julgou procedente o pedido de pagamento do adicional de periculosidade.369. durante todo seu período laboral.” Inconformada. subtransmissão e distribuição. décimo terceiro salário.412/86. que fez o enquadramento da respectiva periculosidade conforme o quadro de atividades e área de risco anexo ao Decreto. aviso prévio e horas extras. pois torna incontroversa a existência do trabalho em condições perigosas. ADICIONAL DE PERICULOSIDADE. Deferem-se. ainda. ELETRICITÁRIOS. 20 e 21. condena-se as reclamadas a pagar ao obreiro o adicional de periculosidade durante o contrato de trabalho. Isso posto. perito. Assim. DJ 25. O juízo de origem. dá direito ao empregado a receber o adicional de periculosidade de forma integral. não estabeleceu nenhuma proporcionalidade em relação ao seu pagamento.86. uma vez que o mesmo laborava em sistemas integrantes ao Sistema Elétrico de Potência e com a possibilidade de energização acidental ou por falha operacional. sujeito ao risco de contatos com a rede energizada.1985. de 20.10. esse entendimento já foi cristalizado na súmula 361 do C. LEI N° 7. que as atividades obreiras não caracterizam periculosidade. embora o reclamante não laborasse no sistema elétrico de potência. HONORÁRIOS PERICIAIS . os reflexos do adicional de periculosidade nas seguintes verbas: férias mais 1/3. de 14. instaladores e reparadores de linhas e aparelhos de empresas de telefonia. TST. suas atividades eram bem próximas a este. EXTENSÃO DO DIREITO AOS CABISTAS. verbis: SUM-361 ADICIONAL DE PERICULOSIDADE. LEI Nº 7. que as atividades exercidas pelo reclamante são ensejadoras de periculosidade. verbis: REDES DE TELEFONIA. dirigida ao setor de energia elétrica. como é o caso dos autos. já que a lei o estipulou de forma fixa sobre o salário do obreiro. restringi-la. o qual enumera dentre as atividades periculosas a manutenção de fontes de alimentação de sistemas de comunicação. correndo altos riscos. DJ 19. reiterando os argumentos expendidos na contestação. 7. 22/23). 23 de Setembro de 2013 111 adicional de periculosidade. Corrobora essa conclusão o fato de que o risco não escolhe hora nem lugar. CARACTERIZAÇÃO DE FATO INCONTROVERSO. SISTEMA ELÉTRICO DE POTÊNCIA. dispensa a realização da prova técnica exigida pelo art.1985. Indevido o reflexo sobre o RSR uma vez que mensalista. ainda. Nesse sentido. instaladores e reparadores de linhas de empresas de telefonia. 2. o expert foi categórico ao afirmar que o reclamante ficava exposto ao risco de acidentes de forma habitual e permanente. uma vez que adoto o entendimento segundo o qual o decreto regulamentador. in verbis: “A prova pericial produzida foi no sentido de que o trabalho do reclamante era periculoso. condutores e equipamentos de linhas aéreas de transmissão. o trabalho desenvolvido pelo obreiro encontra-se. DE 20. Disse. 195 da CLT.04.2. E nem se argumente que o adicional seria proporcional ao tempo de exposição ao risco.10. do C. desde que.Res. TST considera devido o adicional de periculosidade aos empregados cabistas.2007. dispensaria a realização da prova técnica exigida pelo art. (DEJT divulgado em 22. em abril/2009 o adicional foi modificado para 15% (fls. O trabalho desenvolvido em redes de telefonia não integrantes do sistema elétrico de potência. 195 DA CLT. 638/654. Asseverou o i. Ademais. Aliás. O decreto regulamentar deve cingir-se ao que a lei contém e. tampouco. dessa forma. 195 da CLT. no percentual de 30% sobre o salário. Na eventual hipótese de condenação. A 1ª ré. argumentou ser empresa concessionária de serviços de telecomunicações. pois torna incontroversa a existência do trabalho em condições perigosas.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. o pagamento espontâneo do adicional de periculosidade. porque a Lei nº 7. verbis: ADICIONAL DE PERICULOSIDADE.Estruturas. ainda que de forma proporcional ao tempo de exposição ao risco ou em percentual inferior ao máximo legalmente previsto.) Nesse aspecto.4. ainda. área de risco: 1 .412. a OJ nº 347. ainda que de forma proporcional. da SDI-1. certo é que. que a partir de junho/2008 o reclamante passou a receber 5% do adicional de periculosidade.412/86 extrapolou o objetivo já fixado na Lei nº 7. ns. FGTS mais 40%. É devido o adicional de periculosidade aos empregados cabistas.369/85. (grs. caracteriza-se como atividade em condições de periculosidade. Deve-se observar. Assim. TST. EXPOSIÇÃO INTERMITENTE (mantida) . 121/2003. razão pela qual suas atividades e de suas prestadoras não estão submetidas à Lei 7. que laboram próximo ao sistema elétrico de potência. conforme previsão técnica legal dada pelo Decreto 93. nos termos do § 1º do art. ainda. nos seguintes termos. embora de forma intermitente. respeitada a prescrição declarada.

14). . até janeiro de 2008. 48 horas (a jornada supracitada + as 8 horas do sábado). que “realizava plantão a cada 15 (quinze) dias. ainda. não gerando direito a pagamento de horas extras. razão pela qual. improcede o pedido de pagamento de “domingos”.” “Efetivamente trabalhava das 08:00 às 17:30. I. além de argumentar que eventual trabalho extraordinário foi devidamente remunerado. também. que efetivamente as horas extras laboradas foram consignadas nos registros de ponto. passou a controlar a jornada do reclamante e a pagar eventuais horas extras trabalhadas. domingos e feriados. As testemunhas Walace Ovidio Matias (fl. 788) declarou que a empresa tinha banco de horas e que as horas extras eram compensadas. sábado não). porque. que podiam anotar as horas extras trabalhadas e que as horas excedentes a duas por dia eram anotadas nos dias que saiam no horário contratual. com uma hora de intervalo intrajornada . Pelo princípio da eventualidade. Refutou o trabalho em dias de domingos e feriados. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 A reclamada trouxe aos autos os cartões de ponto no período de 21/11/2007 a 07/04/2010 (fls.2. e como as razões recursais se limitaram à eventual reforma do julgado neste particular. sobretudo porque cumpria a sua rota da maneira que lhe conviesse. 18). A 1ª reclamada (TELEMAR) também afirmou que o serviço era externo e que o horário de trabalho do reclamante era das 08h às 17h30min. além de ter afirmado que os cartões de ponto demonstram que em diversos feriados o reclamante não trabalhou.5. […] que o depoente fazia aproximadamente de 8 a 10 instalações e reparos por dia”. na inicial. em confronto com os demais elementos dos autos. isto é. 358/372). que “iniciava sua jornada de trabalho às 07:30 horas e encerrava em média às 19:30 horas (deixavam o trabalho entre 18:00 – mais raramente – e 23:00 horas). já que na média não há excesso de jornada. 788) declararam que não tinham que retornar na reclamada ao final do expediente. da forma pretendida pelo autor. que. são devidas a partir da 44ª semanal.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. porém. com sobreaviso das 17:30 às 8:00 horas do dia seguinte”. em razão da grande liberdade na execução das funções. Assim. 7º. 788) afirmou que “trabalhavam em regime de escala durante o período do dia no sábado e domingo e folgavam na semana subsequente”. 62/70) demonstram o pagamento de horas extras. Por seu turno. Sobre esse fato. possuem ações em face da reclamada com idênticos pedidos e mesmo advogado. que quando viajava. ainda. I. reinquirido quatro vezes. que não havia extrapolação de jornada todos os dias. Igualmente. Por determinação da empresa. também. em todos os dias trabalhados. que este tempo envolve tanto a parte interna quanto externa. o labor em plantões e em sobreaviso. os plantões iniciavam-se na sexta-feira às 17:30 horas e encerravam-se às 08:00 horas da segunda-feira. assim. bem como das 17:30h do domingo às 07:30h da segunda-feira. Disse. in verbis: “Pleiteia o reclamante o pagamento de horas extras a partir da 40ª hora semanal. a prova testemunhal revelou que o trabalho nesses dias dava-se de forma alternada (sábado sim. aos sábados e domingos” (fl. não havia o controle de jornada. ainda. 753) e Eliandro Zanivan Breda (fl.entre as 12h e 13h30min. não fazia intervalo para almoço. Alegou. que as horas extras trabalhadas além das duas horas eram lançadas em outros dias em que saia do serviço no horário contratual. Registra-se que todas as testemunhas ouvidas (provas emprestadas). se afastada a exceção do artigo 62. Isso. com o mesmo intervalo dos dias normais. das 17:30h do sábado até às 07:30h do domingo. com relação aos domingos laborados no período sem registro de ponto. os instaladores de linhas telefônicas chegavam a realizar serviços “por fora” durante o dia de trabalho. Logo. 13). nos termos do art. Ora. a média de tempo gasto para as instalações e reparos diários – isso quando realizada a quantidade máxima apontada – não demonstra a necessidade de extrapolação da jornada contratual. pois o reclamante estava enquadrado na exceção do artigo 62. Quanto à alegação de inexatidão da marcação dos cartões de ponto. Em média. a compensação da jornada na semana subsequente (intersemanal) é legal. as testemunhas não lograram desconstituir a prova documental juntada. afirmou que a jornada semanal é de 44 horas e o divisor 220. PLANTÕES. indefere-se o pedido de pagamento de horas extras e respectivos reflexos no período para o qual não foi juntado controle de jornada. Aduziu que “trabalhava nos feriados de forma alternada. sem labor aos sábados. DOMINGOS E FERIADOS. inciso XIII da CF. tem-se que em uma semana o autor laborava 40 horas (08h às 17h30min. em média. bem como que usufruiu do intervalo intrajornada. mais cinco dias no mês. Não havendo que se falar em pagamento de horas extras nos meses em que a reclamada juntou os cartões de ponto. Nos finais de semana era a equipe que estava de plantão a responsável pelo sobreaviso. a testemunha Eliandro Zanivan Breda (fl. que as horas extras. em média de três a quatro dias por semana. Assim. folgando 02 domingos por mês (domingos alternados)” (fl. por cautela. INTERVALO INTRAJORNADA. Refutou. improcede o pedido. de segunda a sexta-feira) e. nos seguintes termos. da CLT. Frise-se. nos registros de ponto observa-se que o autor sempre teve uma folga semanal. 2. Verifica-se. não há de se falar em pagamento de horas extras na semana em que o labor foi de 48 horas. Quanto a esses. LABOR EM SÁBADOS. esclareceu “que até duas horas extras por dia poderia anotar no cartão de ponto. em sede de contestação. no mesmo sistema de plantão: das 8:00 às 17:30 horas. de acordo com a escala de plantão” (fl. Os contracheques colacionados aos autos (fls. de segunda a segunda. Asseverou que. Destaca-se. Quanto aos sábados. A testemunha Marcos Queiroz Sardinha (fl. na seguinte. não gozava do intervalo intrajornada. devendo ser examinados. assim. que a reclamada não juntou os registros de ponto de todo o período contratual (faltam registros do período anterior a 20/11/2007). da CLT. Informou. 847) afirma que “na instalação mais fácil se gasta de 20/25min e na mais demorada 40min. a testemunha Eliandro Zanivan Breda (fl. Assim. 13). o reclamante ficava de sobreaviso” (fl. a partir de janeiro de 2008. eventualmente apuradas. aduziu que. A segunda reclamada (GECEL).”. alegou que “além de participar dos plantões normais (finais de semana alternados. quando estava trabalhando em Cachoeiro. A testemunha Eliandro afirma. HORAS EXTRAS. Não obstante. Por fim. nego provimento ao apelo. “Trabalhava um feriado sim e outro não. todos os dias da semana. com 1h30min de intervalo. SOBREAVISO (ANÁLISE EM CONJUNTO COM O RECURSO DO RECLAMANTE) O reclamante alegou. O juízo de origem julgou parcialmente procedente o pedido autoral. 23 de Setembro de 2013 112 Uma vez mantida a r. sentença quanto ao adicional de periculosidade. ante o pedido de reconhecimento da isonomia com os empregados da 1ª reclamada (pedido não acolhido em item anterior). das 17:30h de sexta até 07:30h do sábado.

. a prova dos autos é no sentido de que o obreiro tinha autonomia para definir seus próprios horários para alimentação. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Defende que a prova oral produzida nos autos confirma a jornada narrada na petição inicial.] que iam na empresa pegar a ordem de serviço e ao término do serviço ligavam para o encarregado para saber se havia outro serviço. Entretanto. embora o serviço do reclamante tenha sido executado externamente. 1001/1025). passou a instituir o controle de ponto (fls. renovando a tese no sentido que o labor era externo. da CLT. Assim. Senão vejamos: [. assiste-lhe razão. a . vejamos o seguinte depoimento. o que impossibilita o controle de jornada pelo empregador.5 horas. ainda. deferem-se também os reflexos das horas extras acima deferidas nas seguintes parcelas: 13º salário. em virtude da natureza salarial (OJ 354. para a execução dos serviços. que os cabistas iam para a empresa no mesmo horário pela manhã. 428. devendo o ônus ser das rés. Sustenta que o ônus da prova era do autor e que eventual labor extraordinário ocorrido. o reclamante deveria entrar em contato com a empresa no início dos trabalhos. Argumenta que a jornada de trabalho era controlada pelos sistemas das reclamadas ou pelas ordens de serviços. Assim. Quanto ao pedido de pagamento do adicional de sobreaviso. nesse particular. o labor em feriado. ainda que se considere o tempo de percurso para uma instalação e outra. Relativamente à ausência de concessão de intervalos intrajornada nas viagens. pela reforma da r. (. em um longo arrazoado (fl. Por conseguinte. 845) Dessa forma.] Assim. multiplicá-la por 40 minutos (tempo máximo de cada instalação). Fixa-se a jornada nestes dias de 8h as 17h30min. TST. por três vezes na semana.) que na instalação mais fácil se gasta de 20/25min e na mais demorada 40min. SDI-1) e habitualidade. não há que se falar em pagamento de “domingos” também nos períodos sem comprovação de controle de jornada.. requerendo a aplicação dos termos da Súmula 338 do C. Ainda. alegando que os prepostos são uníssonos ao afirmar que não houve qualquer alteração no trabalho. se as atividades laborais do reclamante permaneceram as mesmas ao longo de todo o contrato de trabalho e a segunda reclamada demonstrou a compatibilidade do labor externo com a fixação de horário de trabalho. teremos 400 minutos. do artigo 62. mormente diante do tempo gasto em cada instalação. No tocante ao pedido de pagamento de feriados a prova documental não socorre o obreiro. assim como o reclamante. mesmo se considerarmos 10 (dez) instalações por dia. in verbis: “(. Improcedem os demais reflexos vindicados por falta de amparo legal. O simples uso de aparelho de telefone celular apenas facilita a convocação do obreiro para atender a emergência e não configura o sobreaviso. que este tempo envolve tanto a parte interna quanto externa. como bem asseverado pelo Juízo de origem. com 1h30min de intervalo. 753 (prova emprestada). (Depoimento de Marcos Queiroz Sardinha – prova emprestada. Improcede o pedido. o autor afirma. embora inalteradas as funções do reclamante. e não pelo acolhimento da alegação autoral. foi devidamente pago. é devido o pagamento em dobro e não labor extraordinário. que.. [. Nesse sentido. estava submetido ao controle da jornada de trabalho pelo empregador e. Ao contrário. as testemunhas não demonstraram que havia a exaustiva jornada de trabalho narrada pelo reclamante na inicial. bem como a efetiva remuneração do obreiro (Súmula 264/TST). por fim. Assim. como o trabalho era externo. conforme Súmula n. Todavia.. sentença quanto às horas extras.. asseverando. demonstrada a possibilidade do controle da jornada do empregado que executava trabalho externo. não há falar em enquadramento na exceção prevista no inciso I. inclusive com o pagamento de horas extras a partir de janeiro de 2008. pois. pugnando. após essa data. 788) confirmou que o horário de almoço não era controlado. restou incontroverso que estes eram trabalhados de forma alternada. que comprovariam a jornada do reclamante. portanto.” Inconformada. como quer crer o reclamante (de 07:30h às 19:30h. férias + 1/3. nos termos do art. O adicional é de 100%. Aliás. recorre a 1ª reclamada. A ré concedeu folga compensatória e poucos foram os feriados laborados. tal entendimento ser aplicado no período em que teve registro de ponto. que portava celular para atendimento a eventual chamada. Em outras palavras. Sustenta que as reclamadas não juntaram os cartões de pontos do período anterior a 21/11/2007.. que o encarregado era da GECEL. todos os dias da semana). Para cálculo. FGTS + 40%. caso não acolhido os argumentos supra. sequer há testemunhas que informem referida jornada em todos os dias. assim. Improcedente. devendo. se não compensado em outro dia. pois há prova testemunhal no sentido de que os cartões eram anotados uma única vez no mês (testemunha Eliandro Zanivan Breda (prova emprestada. em média. Quanto à alegação autoral no sentido de que os cartões de ponto juntados (após janeiro de 2008) não servem para apontar a real jornada do reclamante. Também inconformado. Faz-se necessário analisar a possibilidade de controle da jornada de trabalho do reclamante antes de janeiro de 2008. relativamente aos períodos sem registro. aviso prévio e RSR. abrangido pelo regime de horário de trabalho. na peça de ingresso. As testemunhas ouvidas para tal fim não convenceram o Juízo e não comprovaram a quase ininterrupta jornada apontada pelo autor.. mais ou menos 6. que. fls. em face da inserção do registro.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. asseverando que os cartões de ponto juntados foram impugnados desde a petição inicial. Não é difícil descaracterizar a tese da reclamada acerca da impossibilidade do controle da jornada por se tratar de trabalho externo quando a própria empresa. Corrobora a conclusão esposada observar que. deferem-se as horas extras laboradas em feriados (um trabalhado e o outro não) no período em que não foram juntados os registros de ponto. Aduz. recorre o autor. a testemunha Eliandro Zanivan Breda (fl. É certo que constam testemunhas (provas emprestadas) que informaram que. 358/372). a segunda reclamada (GECEL) reconheceu que havia o controle da jornada. como narrada na inicial. fl. Não havia controles dos horários de almoço e.. evidenciado que não havia a extrapolação da jornada. da CLT no período anterior a janeiro de 2008. 62. por dia. pois não refletem a real jornada de trabalho. 23 de Setembro de 2013 113 Assim. o próprio autor determinava o tempo de intervalo para suas refeições. TST. às fls.. que o valor das horas extras seja pago pela média das horas extraordinárias já pagas e demonstradas em Juízo. Vejamos. que o encarregado da OI poderia passar aonde estavam trabalhando e determinar outras atividades . já que não anexaram aos autos tais documentos..) que o depoente fazia aproximadamente de 8 a 10 instalações e reparos por dia”. 788/789). observe-se o divisor 220. este é o teor do depoimento da testemunha. ainda.

domingos e feriados era o mesmo dos dias da semana. domingos e feriados alternados. repisa-se. então. com razão o reclamante.. Verifico que o autor laborava final de semana sim e final de semana não.) que trabalhavam em regime de escala durante o período do dia no sábado e domingo e folgavam na semana subsequente. posto que o ordinário se presume. a assistência judiciária gratuita é devida apenas na hipótese prevista na Lei n. e não se confunde com o benefício da justiça gratuita. com reflexos no aviso prévio. Aliás. melhor sorte não assiste ao autor. Não se pode olvidar.. 320/357) contém pagamento a título de horas extras. conforme depoimentos que seguem. 26 e 27.09.)” (Depoimento de Gilson Quirino da Silva – prova emprestada) “(.584/70. na hipótese em tela. pois não foi apontada qualquer razão que justifique a impossibilidade de gozo do intervalo. § 3º.. ainda. do art.. FGTS + 40% e DSR.584/70. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 É certo que a simples possibilidade de vir a ser contactado pela empresa por meio de telefone celular. 244. não gozava do intervalo de 1 hora para descanso e refeição. nos sábados e domingos. Diz. que o horário de sábados.) que trabalhavam em regime de escala durante o período do dia no sábado e domingo e folgavam na semana subsequente. devo registrar que a assistência judiciária gratuita e o benefício da justiça gratuita não se confundem. ainda.584/70. II .. e é devida a todo aquele que receber salário igual ou inferior ao dobro do mínimo legal. que às vezes não havia folga na semana subsequente.)” (Depoimento da testemunha Fábio Gasparino Martins – prova emprestada. Com efeito. quanto ao alegado sobreaviso.09. diferentemente do que ocorre quando há concessão do benefício da justiça gratuita. a redação atribuída ao referido parágrafo pela Lei 10.O uso de instrumentos telemáticos ou informatizados fornecidos pela empresa ao empregado. § 2º DA CLT (redação alterada na sessão do Tribunal Pleno realizada em 14. muito embora algumas testemunhas (provas emprestadas) tenham aludido que. embora haja prova no sentido de que os trabalhadores cabistas permaneciam com telefones celulares nos finais de semana que estavam de plantão. Afinal. não se pode olvidar que o trabalho externo longe das vistas do empregador não permite saber exatamente o tempo despendido para descanso e alimentação.537/2002 revogou os termos correlatos inseridos na Lei 5. aguardando a qualquer momento o chamado para o serviço durante o período de descanso”. pois.. 790.. enquanto aquela. que às vezes não havia folga na semana subsequente. sem a devida comprovação da folga. que autor possui condições de arcar com eventuais despesas processuais.º 5.º 5. Em primeiro lugar. Considero. previsto no § 3º.Considera-se em sobreaviso o empregado que.. importando somente na isenção de custas.. Este é uma faculdade do juiz. quando preenchidos os requisitos previstos no próprio artigo. melhor sorte não possui o reclamante. (. devem ser pagos os feriados alternados de todo o período laborado. fl. Na hipótese vertente.. 185/2012. permanecer em regime de plantão ou equivalente. 2.. assegurado igual benefício ao trabalhador de maior salário.)” (Depoimento da testemunha Eliandro Zanivan Breda – prova emprestada) “(.. da Consolidação das Leis do Trabalho – vide OJ SDI 1269 e OJ SDI 1331. não obstante a possibilidade de controle da jornada autoral. também.584/70.060/50. 14 da Lei n. então.) que na parte de cabo havia plantão aos sábados e domingos e era difícil ter a folga prometida.” Sustenta em seu apelo que não foram preenchidos os requisitos mínimos do art. ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA Pretende a 1ª reclamada a reforma da decisão que deferiu o requerimento de assistência judiciária gratuita. ficando. 753) “(. não prescinde dos requisitos da Lei n. a assistência judiciária gratuita tem previsão tanto no art. não caracteriza o regime de sobreaviso. não houve comprovação da limitação da locomoção. por si só.2012) . Vejamos os seguintes depoimentos: "(. não há qualquer elemento que sinalize no sentido da ocorrência de carga de trabalho que impedisse o gozo do intervalo intrajornada. extensivo a quem não esteja assistido por Sindicato (prevista no § 3º.. 790 da CLT. Por fim.2012 I . em respeito à aventada precariedade econômica do reclamante – artigo 790.) que trabalhava em regime de plantão um final de semana sim outro não (.2. não havia necessidade de tal jornada para o cumprimento das instalações. (. Assim. não autoriza a aplicação da norma.584/70. que em vários contracheques do reclamante (fls. também com razão o reclamante.. nos seguintes termos: “Defere-se o requerimento de assistência judiciária. Ante todo o exposto.Res. com 1 hora de intervalo. 14 da Lei n.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.) que ficavam de plantão final de semana sim final de semana não e nos feriados de forma alternada (. Nesse sentido...6. que o horário de sábados.. destacando que o reclamante não se assistido pelo sindicato de sua categoria profissional. com adicional de 75% (previsão em ACT) para o labor extraordinário prestado nos sábado e de 100% aos domingos e feriados. 23 de Setembro de 2013 114 jornada era estendida até às 19:30h. a parte deve estar assistida por seu Sindicato de classe. a Súmula 428 do TST: "SOBREAVISO APLICAÇÃO ANALÓGICA DO ART. das 08h às 17:30h. in verbis: "(. não apenas do período sem anotação nos registros. DEJT divulgado em 25.)” (Depoimento da testemunha Walace Ovídio Matias – prova emprestada. No que se refere aos requisitos de concessão da assistência judiciária. não . à distância e submetido a controle patronal por instrumentos telemáticos ou informatizados. quando comprovada que sua situação econômica não lhe permite demandar sem prejuízo do sustento próprio ou de sua família. mas. portanto. permanecendo. Pois bem. nego provimento ao recurso da 1ª ré e dou parcial provimento ao recurso obreiro para determinar o pagamento de horas extras em relação ao labor em sábados. do art. 822) No que tange aos feriados. Quanto à alegação de plantões a cada quinze dias. que havia a possibilidade de gozo do intervalo intrajornada de 1 hora.º 1. pois restou provado nos autos que o reclamante laborava de forma alternada nos feriados. pelo tempo de instalação narrado pela testemunha Marcos Queiroz Sardinha. 5. da CLT). Quanto ao intervalo intrajornada. quando em viagem (três vezes) por semana. (.. ou seja. de acepção mais restrita. domingos e feriados era o mesmo dos dias da semana. no âmbito desta Especializada.)” (Depoimento da testemunha Eliandro Zanivan Breda – prova emprestada) Dessa forma. como limitado pelo julgado de origem. a possibilidade de usar o tempo livremente. férias + 1/3. como no artigo 3º da Lei n.. o reclamante não está assistido por Sindicato de classe. no Processo do Trabalho. fl. mas por advogado particular (fl. 44) e. 13º salário.. por si só. não havendo efetiva prova da compensação dos domingos.º 5.

de 30 anos.”(RR . Pois bem.2010.04. do art. no pedido n. Nesse sentido. da CLT. 5. Pelo exposto. Recurso de revista conhecido e provido. para determinar o pagamento da multa do art. a existência de lacuna no Texto Consolidado e a existência de compatibilidade entre a norma que se pretende aplicar analogicamente e a sistemática principiológica do processo do trabalho.º. da CLT (até o 1. recorre o reclamante.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.5. Precedentes da Corte. tratando-se de inovação recursal. No entanto. 2. com base na maior remuneração recebida. o reclamante requereu a condenação das reclamadas ao pagamento da multa do art. A prescrição da pretensão relativa às parcelas remuneratórias alcança o respectivo recolhimento da contribuição para o FGTS. mantenho o benefício da justiça gratuita. Embora a multa em questão não seja devida em razão do reconhecimento ao direito ao pagamento de diferenças. 54. (Processo 000001034. DEJT. §6. resultando inaplicável a multa prevista no artigo 475-J do Código de Processo Civil ao Processo do Trabalho. nos termos do §8. e não sobre a maior remuneração recebida. diversa é a hipótese dos autos. de inovação recursal. in verbis: EMENTA: MULTA DO ART. MULTA PREVISTA NO ARTIGO 475-J DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. serguir-se-á a penhora dos bens.2010. XXIX. 45. mas recebeu os valores apenas no dia 14. tratando-se.21. sentença que indeferiu a aplicação da multa do art. sentença quanto ao deferimento da assistência judiciária gratuita. 23 de Setembro de 2013 115 estão atendidos os pressupostos previstos na Lei n. Todavia. ao argumento de que não é o caso típico de atraso na quitação das parcelas rescisórias. no âmbito do processo do trabalho. 54 (juntado pelo autor) e 397 (juntado pela 2ª ré). pois. Com efeito.2010. A aplicação de norma processual de caráter supletivo. inarredáveis. inexiste lacuna normativa.3. Órgão Julgador: Primeira Turma. bem como que recebeu a menor. pois concede ao devedor o prazo de quinze dias. verifico que no Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho (TRCT). Inconformado. in verbis: FGTS. que preconiza que não havendo pagamento ou garantia da execução. da CF/88. Página 17) Ademais. dou parcial provimento ao apelo. de multa.3. à fl.5. Encontra-se firmado nesta Corte superior entendimento no sentido de que a Consolidação das Leis do Trabalho traz regramento específico quanto à execução. constando a data do recebimento no dia 14. A . “RECURSO DE REVISTA.1. alegando que a prescrição do FGTS é especial.04. a prescrição não é trintenária e sim parcial. 790.2010. mantendo o benefício da gratuidade de justiça ao reclamante. A base de cálculo da multa prevista no artigo 477. nesta Especializada. do CPC. qual seja. requer a aplicação da prescrição trintenária com relação ao FGTS. pois o reclamante não requereu em sua inicial. ou seja. não há se falar em FGTS incidente sobre todos os valores pagos no curso do contrato de trabalho – e aí sim a prescrição é trintenária –. fazendo jus a multa do artigo em análise. relatou que segue a sorte do principal Recorre o autor. §8. e. TST. 7º. APLICAÇÃO ÀS EXECUÇÕES NO PROCESSO DO TRABALHO. TST adota esse entendimento. No mesmo sentido do ora decidido a Súmula n.º 17 da inicial (fl. é o salário base do empregado. Assim.º do art. da CLT. colaciono aresto do TRT da 3. com ressalva do entendimento pessoal do Relator.2011. nos termos do §3º. como se vê nos seguintes julgados: “PROCESSO NA FASE DE CONHECIMENTO. INAPLICABILIDADE AO PROCESSO DO TRABALHO. Data de Julgamento: 14/11/2012.584/70 para a concessão da assistência judiciária gratuita. PRESCRIÇÃO DO FGTS O Juízo a quo acolheu a prejudicial de prescrição suscitada pela ré e declarou prescritos todos os créditos constituídos anteriormente a 28. Publicação 20/07/2012. nos termos do § 3º.03.03.º. 477. tantos quantos bastem ao pagamento da importância da condenação. § 8º. alegando que.08. Vejamos. INCIDÊNCIA SOBRE PARCELAS PRESCRITAS. 477. uma vez que. 477. 477. 2. e não à remuneração. Além do mais.2005.04. durante todo o vínculo de emprego. para reformar a r.0104 RO. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 fora do prazo previsto no art.3. e não. Divulgação 19/07/2012.º dia útil imediato ao término do contrato). ao passo que o art. sob pena de penhora. essa regra não se revela compatível com a orientação normativa do processo do trabalho. quanto ao requerimento de que a multa seja com base na maior remuneração recebida. 477 DA CLT. o pagamento da multa a favor do empregado. pois acompanha o principal.2010 a 07. terminou o cumprimento do aviso prévio em 07. conforme pugnou em recurso ordinário. pois a CLT possui regra específica aplicável quando não ocorre o pagamento espontâneo da dívida advinda de condenação judicial. já recebida ou pleiteada nesta demanda. recorre o autor. Relator: Emerson Jose Alves Lage. Pelo exposto. pois o texto legal se refere expressamente a valor equivalente ao "salário" do empregado. não lhe assiste razão. os depósitos reflexos. decorre do preenchimento de dois requisitos. na forma do art. com base na declaração de miserabilidade jurídica. 475-J DO CPC. O Juízo de origem indeferiu o pedido de pagamento da multa do art. sob o fundamento de que recebeu fora do prazo os valores do TRCT. MULTA DO ART.ª Região. 41).98100-05. o artigo 883 da CLT. o reclamante cumpriu aviso prévio no período de 09. 880 da CLT obriga ao devedor que efetue o pagamento da dívida ou garanta a execução em 48 horas.0021 . não comportando o dispositivo de natureza punitiva interpretação ampliativa. da CLT. Data de Publicação: 23/11/2012). ante a ausência de pagamento de horas extras. 475J.2009. Contudo. Com efeito.04. da CLT. 477. artigo 790. quais sejam. com pagamento das verbas no prazo. por constituir parcela acessória. de fl. calculada sobre a remuneração do obreiro. ao argumento de que é perfeitamente aplicável a regra em comento ao processo do trabalho. A 2ª reclamada (GECEL) afirmou que a dispensa foi feita regularmente. da CLT. MULTA DO ARTIGO 477 DA CLT O autor requereu o pagamento da multa do artigo 477 da CLT. BASE DE CÁLCULO. 1ª Turma. 2. MULTA DO ARTIGO 475-J DO CPC Contra a r.2. Relator Ministro: Lelio Bentes Corrêa. da CLT. será “em valor equivalente ao seu salário”.º 206 do C. dou parcial provimento ao apelo. IMPOSSIBILIDADE. aquele incidente sobre parcelas deferidas no julgado (adicional de periculosidade e horas extras).3. (grifos nossos) Nego provimento. sem ressalva quanto à observância de qualquer outro prazo prescricional para a pretensão de créditos fundiários. de acordo com o TRCT de fl. Pois bem. da CLT. que deverá incidir sobre toda a remuneração do obreiro. RECURSO ORDINÁRIO DO RECLAMANTE 2. quanto ao pedido de reflexo do FGTS.3. Em primeiro lugar. O C.

não se pode olvidar que a fixação de penalidade não pertinente ao Processo do Trabalho importa em ofensa aos princípios do devido processo legal e da legalidade. sob pena de penhora". nem . 2.0031. tendo como principal objetivo prevenir a fraude à execução.. independe de pedido da parte. (. Ressalva-se. Precedentes. Data de Julgamento: 12/12/2012. Visa. que as partes a requeiram. autorizando o credor a perseguir o bem onde quer que se encontre (direito de sequela). Min. DEJT 1º/7/2011) (. Dora Maria da Costa. dessa forma.2005. para sua decretação. o posicionamento do Relator. 2) das hipotecas legais. sendo.. HIPOTECA JUDICIÁRIA Requereu o autor. Recurso de revista conhecido e provido.01. Dessa forma. consistente em dinheiro ou em coisa. Nego provimento. a teor do art.. insculpidos no art. inaplicável ao processo do trabalho a multa do art. Recorre o autor. Pedro Paulo Manus. a hipoteca judiciária sobre os imóveis pertencentes às reclamadas. ao julgar o processo E-RR-38300-47. incisos LIV e XXXIX. do CPC. porque promove. 7ª T. A fim de consolidar os entendimentos já manifestados no âmbito das Turmas do C.2010. 23 de Setembro de 2013 116 jurisprudência desta Corte firmou entendimento no sentido de que o processo do trabalho deve seguir as normas específicas contidas na CLT quanto à execução de suas decisões. 466 do CPC. prevista no art. respectivamente. cuja inscrição será ordenada pelo juiz na forma prescrita na Lei de Registros Públicos.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. em efeito secundário e imediato da sentença que condena a parte ao pagamento de uma prestação em dinheiro ou em coisa. que decorre apenas da existência desta e da condenação a uma prestação em dinheiro ou em coisa. TST: (. Argumenta o Exmo.0052. 475-J do CPC é inaplicável ao processo trabalhista. Segundo o relator. a hipoteca judiciária se afigura como medida extremamente eficaz para assegurar o resultado útil de futura execução.5. 466 do CPC é subsidiariamente aplicável ao processo do trabalho (art. Subseção I Especializada em Dissídios Individuais.pendente arresto de bens do devedor. 475-J do CPC. meios eficazes para execução.69000-73. Ademais.09. MULTA DO ARTIGO 475-J DO CPC. Relator Ministro: Mauricio Godinho Delgado. Rel. LXXVIII.2005. Parágrafo único.. por outro.) . da Lei n. à garantia do efetivo cumprimento da decisão condenatória.2005. assegurando-se.0031. INAPLICABILIDADE AO PROCESSO DO TRABALHO. o artigo 880 da CLT impõe prazo de 48 horas para que o executado pague o débito ou garanta a execução.No Registro de Imóveis. TRT visou à garantia dos créditos devidos à reclamante em que foi condenada a reclamado. por um lado. no julgamento do processo nº TST-ERR-38300-47. a Seção I Especializada em Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho (SBDI-I). 769 da CLT. decidiu que a multa do art.015/73 (Lei de Registros Públicos).embora a condenação seja genérica..0052. Ao lançar mão do instituto da hipoteca judiciária.5.) HIPOTECA JUDICIÁRIA. ACÓRDÃO PUBLICADO NA VIGÊNCIA DA LEI Nº 11. judiciais e convencionais.0000 . A sentença que condenar o réu no pagamento de uma prestação. O entendimento majoritário desta Corte é no sentido de que a hipoteca judiciária. notadamente em face do princípio da celeridade e da duração razoável do processo. valerá como Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 título constitutivo de hipoteca judiciária. além da matrícula.3. 167." Nesse sentido.4. II .) (RR .03. 2. acrescenta sanção inexistente na CLT.01. exatamente como prevê os artigos 466 do CPC e 899 da CLT que tratam. TST. e sua inscrição pode ser determinada de ofício pelo juiz ou tribunal. porquanto inaplicável ao processo do trabalho. (.01. tenho que o art. . na exordial. 466. DEJT 01/07/2011) (.o registro: 1) da instituição de bem de família.. Nesse sentido. Data de Publicação: 14/12/2012). III .5.(RR154700-22.5. O Juízo de origem indeferiu o pleito. estará ampliando o prazo celetista de 48 horas. I.20152.) HIPOTECA JUDICIÁRIA. as normas insertas no CPC e na CLT são incompatíveis. Não demonstrada violação literal de dispositivos de lei e da Constituição Federal.. (E-RR .2006. assim. esta medida é oportuna e adequada nesta Justiça Especializada.2009. insculpidos no artigo 5º. não havendo impedimento para que o juiz do trabalho adote as práticas do direito processual para garantir às partes a efetividade da decisão proferida.Rel.. quando se decidiu que a multa do artigo 475-J do CPC é incompatível com o processo trabalhista. Nesse sentido.2010.5.ainda quando o credor possa promover a execução. Data de Publicação: 11/05/2012)..0052. portanto. a SBDI-I do TST se pronunciou. nos termos do art.º E-RR-3830047.2010.. O instituto da hipoteca judicial encontra-se previsto no artigo 466 do CPC e no artigo 167. Recurso de revista não conhecido. Min. no entanto. Ministro João Batista Brito Pereira. Precedentes. da Constituição da República. A sentença condenatória produz a hipoteca judiciária: I .. 475-J.” (RR . Data de Julgamento: 22/03/2012.6. colaciono aresto recente da SBDI-I: RECURSO DE EMBARGOS EM RECURSO DE REVISTA. serão feitos. é um efeito secundário e imediato da sentença.24. Mesmo se o julgador fixar prazo de 15 dias para pagar o débito sob pena de receber multa.1188-32. 3ª Turma. ante a omissão do texto obreiro e por não haver contrariedade aos princípios e normas que regem o direito do trabalho. autorizando a expedição de mandado para registro de hipoteca judiciária junto ao Cartório do Registro de Imóveis. sem amparo legal. Lei 6. Segundo a lição de Fredie Didier Junior. pela inaplicabilidade do art. 5º.0671. 769.) HIPOTECA JUDICIÁRIA.496/07. consoante artigo 466 do CPC.. Art. Nesse diapasão. não se exigindo. A hipoteca judiciária é consectária da condenação a dinheiro ou coisa. assim. o eg. 466. Relator que "a aplicação da multa de 10% em caso de não pagamento em 48 horas contraria os dois dispositivos legais. em 26.5. até que atinja o montante suficiente para garantir a execução dos créditos devidos a si. da hipoteca judiciária e da garantia do juízo recursal na esfera trabalhista. em julgamento referente ao processo n. 6. I . sendo perfeitamente aplicável ao processo do trabalho. da CLT). da Constituição Federal. 8ª T. renovando o pedido inicial.. CPC. mesmo antes do trânsito em julgado da sentença. Relator Ministro: Horácio Raymundo de Senna Pires. Ademais. (.. Examino. pois "enquanto a regra do artigo 475-J do CPC fixa prazo de 15 dias para o executado saldar a dívida sob pena de ter que pagar multa de dez por cento sobre a quantia da condenação.015/73. A controvérsia foi pacificada por esta e.03. é a jurisprudência dominante no C. haja vista a predominância de lides que têm por objeto verbas de natureza alimentar.) Consiste.5. Recurso de embargos conhecido e não provido. a redução do prazo de quitação do débito previsto no CPC e. que assim preceituam: Art. Subseção em 29/06/2010. e tem por finalidade garantir o efetivo cumprimento da decisão condenatória.

DEJT 1º/7/2011) (. mas não o da assistência sindical. 3ª T.) (RR-199700-07. 5ª T. em conformidade com a Súmula 450 do C.º 450 preconiza o pagamento de honorários advocatícios sempre que o vencedor for beneficiário de justiça gratuita.) 2. Rel.0042.03. nos termos previstos no artigo 466 do CPC. Recurso de revista não conhecido. APLICABILIDADE NA JUSTIÇA DO TRABALHO. 466 do CPC. muito embora seu uso não tenha sido uma constante nesta Justiça Especializada.0008.0042.584/70. que tem se firmado ao preconizar que é cabível a declaração de ofício da hipoteca judiciária para garantia da execução. Min.74. Significa dizer que a decisão constitui título suficiente para que o vencedor da demanda venha a ter. 44) e apresentou declaração de insuficiência econômica à fl. valerá como título constitutivo de hipoteca judiciária. mas sim que esta declaração viabiliza o cumprimento do requisito da miserabilidade jurídica. STF.. direito real de garantia. o que se fará por simples mandado do Juiz. HIPOTECA JUDICIÁRIA.0110. 6ª T.e da compatibilidade com a principiologia do processo do trabalho. Min.2007. Trata-se de um dos efeitos secundários ou acessórios da sentença condenatória e se manifesta de forma automática. vale como meio preventivo da fraude à execução . Maria de Assis Calsing. Institui-se a hipoteca judiciária e. Por se tratar de efeito anexo da sentença.5. que deve ser ordenada pelo juiz por meio de expedição de mandado em atenção a requerimento de especialização dos bens feito pela parte favorecida mediante decisão condenatória.5.(RR-43400-96.) (RR .(RR-61100. há um direito do autor de inscrevê-la. 769 da CLT).2008. Min.5. APLICABILIDADE.584/70. Aloysio Corrêa da Veiga. prescinde de pedido ou requerimento da parte interessada. (RR-203600-95.2009.0048. quando outra utilidade não tenha. 824 do Código Civil e no art. Destaca-se que a hipoteca judiciária pode ser declarada pelo Magistrado. Recurso de revista não conhecido. portanto. não se pode olvidar que a própria Corte Suprema possui a Súmula n.. 2. pelo só fato da publicação da decisão do magistrado ou do Tribunal. em consonância com a linha traçada pelas Súmulas nºs 219 e 329. (.3. O verbete jurisprudencial editado pelo Excelso Pretório sob o n. ao disposto na Lei n. Rel. Violações de lei e da Constituição e divergência jurisprudencial não configuradas. e tampouco exige a comprovação de dilapidação do patrimônio. DEJT 1º/7/2011) RECURSO DE REVISTA. para determinar a hipoteca judiciária dos bens alienáveis pertencentes às reclamadas. 133 da Constituição Federal não revogou o jus postulandi. Guilherme Augusto Caputo Bastos. independentemente de requerimento da parte interessada. Afastando o caráter obsoleto do instituto.(Com. restringindo-se o pagamento dos honorários advocatícios. inclusive de ofício. HIPOTECA JUDICIÁRIA. Não se exige.18700-98. 466 DO CPC..º 5. 2ª ed. DEJT 3/6/2011) (.. Embora seja efeito automático do próprio fato da sentença. ainda. impõe-se a aplicação subsidiária da norma do artigo 466 do CPC.5. dou provimento ao recurso.. mesmo. Este tem o seguinte texto: .consistente em dinheiro ou em coisa.. Kátia Magalhães Arruda.2009. Recurso de revista não conhecido. Recurso de revista não conhecido. EXECUÇÃO PROVISÓRIA. Por disciplina judiciária. 4ª T. o que o torna relevante em processo do trabalho. A lei de . sentença que indeferiu a verba honorária.5. 23 de Setembro de 2013 117 divergência jurisprudencial.. o reclamante está assistido por advogado particular (fl.A sentença que condenar o réu no pagamento de uma prestação.) HIPOTECA JUDICIÁRIA. Lelio Bentes Corrêa. Rel. que tal medida processual não tem relação com a solvibilidade ou não da empresa ré. Vejamos. a hipoteca judiciária. podendo ser determinada de ofício. da CLT. A hipoteca judiciária é instituto asseguratório Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 estabelecido pela lei em favor da parte vencedora. o princípio da sucumbência no Processo Trabalhista.03.º 5. nesta Justiça Especializada. Horácio Raymundo de Senna Pires. nos termos do art. apenas nas hipóteses previstas na Lei n. para a sua decretação. Insta frisar que os indigitados verbetes jurisprudenciais trabalhistas não autorizam a ilação de que a simples apresentação de declaração de pobreza seria suficiente para o deferimento de honorários advocatícios. da SDI-I.. Recurso de revista de que não se conhece. Não se adota. Rel.º 633. DEJT 24/6/2011) RECURSO DE REVISTA. 45. Moacyr Amaral Santos assegura que. 466 do CPC..03.. Min. a qual supre apenas o requisito da miserabilidade jurídica. 1ª T.584/70. e OJ nº 305. (. inclusive para assegurar o direito de sequela. Min. TST. prescinde até mesmo de pedido ou requerimento da parte interessada.2009. 896. Em razão da lacuna na CLT . reconhecendo o cabimento dos honorários advocatícios.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Nesse passo.03. DEJT 3/6/2011) HIPOTECA JUDICIÁRIA. JULGAMENTO EXTRA PETITA.03. HIPOTECA JUDICIÁRIA. na medida em que representa garantia de satisfação do crédito na futura execução do título judicial. IV/455). Entretanto. Recurso de Revista não conhecido. APLICABILIDADE AO PROCESSO DO TRABALHO E CONCESSÃO DE OFÍCIO. como conseqüência do efeito principal e dispensa.ex vi legis. Rel. Incidência da Súmula nº 333 e do art. consistindo dever do julgador determinar sua efetivação. Em que pese o respeito pelas abalizadas opiniões em contrário. pedido da parte ou pronunciamento do Juiz.0139. § 4º. Precedentes. ao CPC. eminentemente processual. como querem alguns doutrinadores. artigo 133 da CF e artigo 20 do CPC. ARTIGO 466 DO CPC. contra o vencido. Precedentes..2010. A hipoteca judiciária é uma consequência inarredável da decisão condenatória. O art. DEJT 24/6/2011)” Frise-se. ART. alegando que os honorários advocatícios lhe são devidos. nem tampouco que o órgão jurisdicional sobre ela decida. Min. limitada ao montante da condenação. APLICAÇÃO NO DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO. cuja inscrição será ordenada pelo juiz na forma prescrita na Lei de Registros Públicos-. entendo que a concessão de honorários advocatícios na Justiça do Trabalho não prescinde do preenchimento dos requisitos estabelecidos na Lei nº 5. curvo-me ao entendimento desta colenda Corte no sentido de que não há incompatibilidade do instituto da hipoteca judiciária com as normas que regem o direito do trabalho e. (RR-194-21. por força da lei. desde que realizada a inscrição da hipoteca judiciária no cartório de registro de imóveis.03. Rel. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS Recorre o autor contra a r. o instituto comporta aplicação nesta Justiça Especializada (art.5. A medida tem fundamento no art.. no processo do trabalho. Por se tratar de imposição legal. independentemente de o obreiro receber ou não salário superior ao dobro do mínimo legal. 2ª T. sendo a CLT omissa... consequentemente.que não prevê nenhuma forma de garantia integral da condenação antes de seu trânsito em julgado . que a parte a requeira. uma vez que revela norma de eficácia contida. todas do C. e sobre seus bens imóveis e certos móveis. nasce para o vencedor a faculdade de fazê-la inscrever . A decisão proferida pelo Tribunal Regional está em conformidade com a jurisprudência desta Corte Superior.. No presente caso. Precedentes.5.

no caso de ações trabalhistas. mês a mês. 2. por qualquer forma.º 7. o recebimento se torne disponível para o beneficiário.3. não o conhecendo. IMPOSTO DE RENDA O Juízo de origem determinou a observância da Súmula 368 do TST quanto ao tema em análise. não havendo como transferir-se para a reclamada este ônus tributário. o referido desconto deve levar em consideração as cotas de responsabilidade de ambos os litigantes. nos termos do §3º. de 22/12/1988. sentença quanto ao deferimento da assistência judiciária gratuita. de 22/12/1988. o ônus de seu pagamento. verbis: SUM-368 DESCONTOS PREVIDENCIÁRIOS E FISCAIS. 186 do CC.350/2010.3. portanto. independente do seu valor. DEJT divulgado em 19. 186 do CC. estas não ultrapassariam o valor mínimo da contribuição. Custas no valor de R$ 600.713. pelas reclamadas. ocorre apenas no momento do pagamento do crédito trabalhista ao reclamante. Vejamos. nos termos dos artigos 43 e 45 do Código Tributário Nacional. sendo assim. portanto. do Decreto n º 3. Nego provimento. o sujeito passivo. resultante de crédito do empregado oriundo de condenação judicial. do C. requerendo. conhecer do recurso ordinário do reclamante e conhecer parcialmente do recurso ordinário interposto pela primeira reclamada (TELEMAR). Vejamos. TST. mantendo o benefício da gratuidade de justiça ao reclamante. é o trabalhador. transferindo o respectivo encargo financeiro com o tributo para terceiros (art. TST. o obreiro não se eximiria da incidência dos descontos previdenciários. determina que a contribuição previdenciária devida pelo empregado. do C. da Súmula 368. O fato gerador do tributo.6. Custas no valor de R$ 600. em relação à incidência dos descontos fiscais.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 128 do CTN). a condenação das reclamadas no pagamento dos encargos fiscais. de tal arte que o reconhecimento de créditos trabalhistas não importará prejuízo ao trabalhador. por unanimidade. nos termos do art. Recorre o autor.2012 I. a incidência do imposto de renda deve obedecer ao regime de competência (mês em que a parcela deveria efetivamente ter sido paga).06. 20 e 23. segundo o artigo 12-A da Lei n. artigo 790. domingos e feriados alternados. alegando que.541/92. mesmo que o trabalhador receba os haveres trabalhistas de uma só vez. em execução de decisão judicial. no mérito. 2. limitada ao montante da condenação. se as verbas tivessem sido quitadas integralmente em suas épocas próprias. devendo ser calculadas. se as verbas tivessem sido quitadas integralmente em suas épocas próprias. inclusive quanto aos rendimentos recebidos acumuladamente em virtude de decisão judicial. 276. para o Fisco. Em outras palavras. Em se tratando de contribuição previdenciária incidente sobre as verbas deferidas em decisão judicial. dar parcial provimento ao recurso do reclamante para determinar o pagamento de horas extras em relação ao labor em sábados. é de se compreender que o imposto incidente sobre os rendimentos pagos. pois. sendo de responsabilidade do empregador o seu recolhimento (repasse ao Fisco) e não. Recorre o autor. Assim sendo. §8. bem como para determinar o pagamento da multa do art. a condenação das reclamadas no pagamento dos encargos previdenciários. são indevidos os honorários advocatícios vindicados pelo recorrente. dar parcial provimento ao recurso da 1ª reclamada para reformar a r. no momento em que. De qualquer sorte. com a redação dada pela Lei nº 12. De acordo com o item III. férias + 1/3. RESPONSABILIDADE PELO PAGAMENTO. nego provimento. que é de quem aufere a renda e.Res. o Imposto de Renda incidente sobre os rendimentos pagos em cumprimento da decisão judicial será retido pela pessoa obrigada ao pagamento.000. É do empregador a responsabilidade pelo recolhimento das contribuições previdenciárias e fiscais. rejeitar a preliminar de coisa julgada e.00 (trinta mil reais).00 (trinta mil reais). não há mais razão para se falar em base de cálculo dos descontos fiscais sobre o montante das verbas trabalhistas Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 deferidas judicialmente. da súmula 368.713.000. com adicional de 75% (previsão em ACT) para o labor extraordinário prestado nos sábado e de 100% aos domingos e feriados. no decorrer da relação empregatícia. estas não ultrapassariam o valor mínimo da contribuição. porquanto somente por disposição expressa de lei é possível excluir a responsabilidade do contribuinte. Vencidos os Desembargador Lino Faria Petelinkar e Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi quanto aos tópicos vínculo . Novo valor da condenação arbitrado em R$ 30. aplicando -se as alíquotas previstas no art. se esse montante diz respeito a títulos contratuais devidos no passado e não adimplidos. 3. caberá ao juízo da execução calcular o recolhimento imposto de renda de tais verbas levando em consideração o percentual que incidiria sobre cada parcela. caso fosse paga à época própria.04. Isso posto.º 7. tanto na vigência do contrato de trabalho ou fora dele.2012) . Novo valor da condenação arbitrado em R$ 30. com a redação dada pela Lei nº 12. requerendo.04.03. pelas reclamadas. nego provimento. Conforme exposto no dispositivo retro. 477. 12-A da Lei n. Assim. da CLT e para determinar a hipoteca judiciária dos bens alienáveis pertencentes às reclamadas. COMPETÊNCIA. nos termos do art. DESCONTOS PREVIDENCIÁRIOS O Juízo de origem determinou a observância da Súmula 368 do TST quanto ao tema em análise. o encargo financeiro do empregado não pode ser transferido para o empregador. 13º salário.1994 e 20. respectivamente. Em conformidade com o artigo 46. FGTS + 40% e DSR. seja calculada mês a mês. e não apenas a do reclamado. da CLT e. inclusive quanto às alíquotas a serem utilizadas para o cálculo do tributo. que regulamentou a Lei nº 8. alegando que. em 14. nos termos do art. 198. da Lei nº 8. sem dúvida. o art.00 (seiscentos reais). não importando. CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região.212/1991.º. Nesse sentido. e. no tocante à base de cálculo do adicional de periculosidade. o item II. que será tributado como se tivesse recebido corretamente seus direitos. Isso posto.048/1999.350/2010. (ex-OJs nºs 32 e 228 da SBDI-1 – inseridas. omissis II. por maioria. com reflexos no aviso prévio. 181/2012. realiza a hipótese de incidência do imposto.2001).7. a legislação fiscal vigente à época desse fato é que deve ser aplicada. portanto. será retido na fonte no momento em que esses rendimentos se tornarem disponíveis para o reclamante. observado o limite máximo do salário de contribuição.00 (seiscentos reais). em virtude de reconhecimento de créditos trabalhistas nesta Especializada. Por sua vez. FORMA DE CÁLCULO (redação do item II alterada na sessão do Tribunal Pleno realizada em 16. §4º. Esse foi justamente o entendimento aplicado pelo juízo de origem. 23 de Setembro de 2013 118 regência exige a demonstração concomitante dos dois requisitos.

1.0014 Processo Nº AP-88900/2011-014-17-00.050. instituição bancária do reclamante. totalizando o valor de R$ 126.1. nos moldes do artigo 884 caput da CLT. requerendo a reconsideração do despacho de fls. pois presentes os pressupostos legais de admissibilidade recursal. 2. a pagar ao autor a importância líquida de R$ 120. 1. considero que o atraso no pagamento caracteriza o inadimplemento do acordo. Em 26/10/2012. intimem-se as partes. 1. em razão de pane no sistema de informática do Banco Santander. respectivamente. em face de RAMACCIOTTI ADVOGADOS ASSOCIADOS. às fls.2011.17. sem. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19. insurgiu-se via Embargos à Execução. 5 . então. 1. É o relatório. tendo sido determinada. 1.000. não houve remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho para emissão de parecer. ou no primeiro dia subsequente. instituição bancária do reclamante.09. conforme estipulado no acordo homologado.000. pretendendo a reforma do julgado. o afastamento da multa em virtude da mora ter ocorrido por motivo devidamente justificado (força maior). no tocante à admissibilidade dos Embargos à Execução. Procurador: Estanislau Tallon Bozi. Não obstante. MÉRITO. Após o aludido despacho de fls.1.000. publicado no DEJT de 08 de Agosto de 2012. às fls.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA EMBARGOS À EXECUÇÃO. a penhora on line do aludido valor. concernente ao cumprimento da quarta parcela referente ao acordo. o juízo a quo.161. O réu não foi intimado deste despacho. postulando o reconhecimento de vínculo empregatício e consectários legais.Assim. Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente). o juízo exequendo. 1.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.116/1. 1.165/1. procedendo. relatados e discutidos os presentes autos de AGRAVO DE PETIÇÃO. 1.2013: Des. já devidamente penhorado. os autos foram encaminhados para a contadoria do juízo. efetuado com atraso. o reclamado foi intimado em 30/01/2013 (fl. agora. prolatada pela MM. em razão disso. logrou êxito em arrecadar o valor remanescente da dívida.035. postulando. Analisando o caso.035. sendo partes as acima citadas.045/1. 2. À Contadoria para elaboração da conta. RELATÓRIO Trata-se de agravo de petição interposto pela reclamada. 1005/1006. a começar em 10/07/2012. o réu peticionou.00 (cento e vinte mil reais). do CPC. 1.1125. procedimento que observa a gradação legal do artigo 655/CPC. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº AP-88900-35. após a garantia integral da execução. a reclamada não comprova nenhuma de suas alegações. execute-se.Nada sendo requerido. haver intimação do reclamado acerca do bloqueio realizado. EXECUÇÃO. etc. Alega o autor atraso na quarta parcela do acordo. Às fls.2. decisão de fl.118. porque satisfeita a obrigação. Após.128). Em atendimento ao Provimento Consolidado da CGJT. a aplicação da penalidade nos moldes do despacho de fl. em 03/12/2012. o próprio reclamado noticiou que incorreu em mora. nos termos do artigo 794. Insatisfeito.5. consoante decisão de fls. às fls. em 10 parcelas de R$ 12. DESCUMPRIMENTO DE ACORDO. e. in verbis: “SENTENÇA 1 . em síntese. inciso I do Código de Processo Civil.00 (doze mil reais). Razões da reclamada às fls.” Desta decisão. todo o dia 10.0088900-35. Logo após. que não admitiu os Embargos à Execução opostos pela reclamada.2011.035.Expeçam-se os alvarás devidos pela guia de fls. PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO. 4 .Após. dizendo que o escritório reclamado teve problemas no setor financeiro e que houve pane no sistema de informática do Bando Santander.17. da lavra da eminente Juíza Marise Medeiros Cavalcanti Chamberlain. à fl. 35 e 167. ensejando a aplicação da multa e acarretando o vencimento das parcelas subsequentes. IMPOSIÇÃO DE PENALIDADE. Assim. 1. A decisão que impõe o pagamento de multa pelo descumprimento do acordo é impugnável via Embargos à Execução. arquivem-se os autos com baixa na distribuição.026/1. Instrumentos de mandato. Vistos.126. in verbis: “Vistos. Com o valor do débito. Em 22/01/2013. cuja ordem de bloqueio de ativos financeiros do devedor. Lino Faria Petelinkar e Desembargadora Claudia Cardoso de Souza.030/1.118.6 Agravante Advogado Agravado Advogado RAMACCIOTTI ADVOGADOS ASSOCIADOS . Contraminuta do reclamante às fls.TRT 17ª Região . também.” (grifos) Irresignado. 23 de Setembro de 2013 119 empregatício no recurso do reclamante e multa do 475-J.168 pugnando pelo improvimento do apelo da reclamada. outrossim. CABIMENTO. em que o reclamado se comprometeu. dentre outras obrigações.156/1. Em audiência realizada no dia 22/06/2012 foi celebrado acordo entre as partes.027. CONHECIMENTO Conheço do agravo de petição interposto pela reclamada. 1.00 (cento e vinte e seis mil reais). 14ª Vara do Trabalho de Vitória/ES. assim decidiu à fl. que foi indeferido pelo juízo de origem às fls. FUNDAMENTAÇÃO 2.5. julgo extinta a presente execução. proferiu sentença extinguindo a execução. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 .0014 AGRAVO DE PETIÇÃO Agravante: RAMACCIOTTI ADVOGADOS ASSOCIADOS . 2 .116/1. A controvérsia tem origem em reclamação trabalhista proposta por JAYME FERNANDES JÚNIOR. o reclamante informou que o reclamado incorreu em mora relativamente à 4ª parcela da avença. Justifica. Às fls. I. 3 .2.Tratam os autos de execução de acordo descumprido. que apurou o débito remanescente.152. 1. Des.EPP Sandro Vieira de Moraes(OAB: 006725 ES) JAYME FERNANDES JUNIOR Carlos Eduardo Amaral de Souza(OAB: 010107 ES) ACÓRDÃO . em face da r. nos termos do artigo 794. pleiteou o vencimento antecipado das demais parcelas e o pagamento de multa equivalente a 50%.EPP Agravado: JAYME FERNANDES JUNIOR Origem: 14ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . 1. 1030/1034 a reclamada comprova o pagamento da quarta parcela.032.

às fls. Desembargadora Claudia Cardoso de Souza e Desembargador Lino Faria Petelinkar. a fim de apreciar o conteúdo dos Embargos à Execução. com relação às horas extras.5. da lavra da eminente Juíza Denise Marsico do Couto. qual seja. 116/118. ou providenciará o desbloqueio do valor. 213/218. o reclamado interpôs Agravo de Petição.0004 Processo Nº RO-94300/2012-004-17-00. (caput) Sucede que. Porém.” (grifos) Conforme anteriormente narrado. requerendo seja negado provimento ao Apelo obreiro. sendo. sendo partes as acima citadas. Contrarrazões apresentadas pela reclamada. vencimento antecipado e bloqueio de conta bancária. por ocasião da realização de escalas extras. 225/231. motivo obstaculizador para oposição dos Embargos. não admitiu os Embargos à Execução opostos pela reclamada. 4ª Vara do Trabalho de Vitória/ES. e. prolatada pela MM. O juiz. sobre a imposição da penalidade. conhecer do agravo de petição. e que eventual labor extraordinário era registrado no controle e freqüência e devidamente pago ao final do mês.0094300-26. 89. sustentando que os Embargos à Execução são o meio adequado para impugnação da decisão que impôs multa. Ou melhor. HORAS EXTRAS. 199/203. Segundo dispõe o artigo 884 da CLT a matéria arguível via Embargos à Execução deve ser restrita às “alegações de cumprimento da decisão ou do acordo. dou provimento ao apelo. Portanto.2012. in verbis: “O Executado apresenta Embargos à Execução com o intuito de contestar a decisão proferida por este Juízo às fls. para determinar o retorno ao juízo de origem. Assim. ante os termos da fundamentação supra. o juízo ainda não se encontrava integralmente garantido.TRT 17ª Região . Portanto. Vencida a Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi. a garantia integral da execução através da penhora de bens. tal qual dispõe o artigo 89 Parágrafo único da Consolidação dos Provimentos da Corregedoria-Geral da Justiça do Trabalho (divulgada no DEJT de 17/8/2012). NÃO CONFIGURAÇÃO. Em atendimento ao Provimento Consolidado da CGJT. em despacho de fl. atendidos os requisitos do artigo 840 da CLT. é necessário o preenchimento de requisito inafastável. a fim de apreciar o conteúdo dos Embargos à Execução. 1. o reclamado somente teve ciência do bloqueio do saldo remanescente quando foi intimado da decisão que extinguiu a execução. teria havido motivo justificado de força maior para a mora no cumprimento da 4ª parcela do acordo. ou seja. Vejamos.17. por maioria. Vistos. visto que o recurso em tela não é o adequado para reformar a decisão impugnada. dar provimento ao apelo para determinar o retorno ao juízo de origem. por entender tratarse do meio de impugnação incorreto. Carlos Eduardo Amaral de Souza. por unanimidade. devendo o Embargante se valer do meio correto presente no ordenamento jurídico. no momento em que o autor foi intimado pela primeira vez. Razões recursais do reclamante às fls.2012. em face da r.035. à rescisão indireta do contrato de trabalho. segundo o reclamado. ao receber as respostas das instituições financeiras. revela-se suficiente à delimitação do pedido e ao seu julgamento. Tatiana Aarão de Moraes.7 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Réu Advogado ELTON DE JESUS BEDIM Luciene de Oliveira(OAB: 006081 ES) VIGSERV SERVICOS DE VIGILANCIA E SEGURANCA LTDA Roberto Lança Junior(OAB: 016691 ES) MUNICIPIO DE SERRA Anabela Galvão(OAB: 005670 ES) ACÓRDÃO .052. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19/09/13: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente). a decisão que impõe o pagamento de multa pelo descumprimento do acordo é impugnável via Embargos à Execução. o juízo a quo. à responsabilidade subsidiária e aos honorários advocatícios. no tocante à inépcia da petição inicial. em 30/01/2013 (quarta-feira). pelo agravante. que julgou procedentes em parte os pedidos formulados na inicial. Sustentação oral do Dr.0004 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: ELTON DE JESUS BEDIM Recorridos: VIGSERV SERVICOS DE VIGILANCIA E SEGURANCA LTDA MUNICIPIO DE SERRA Origem: 4ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . Sendo assim.” Irresignado. sem que fosse necessária a realização de dobras pelos funcionários. para oposição do remédio previsto no artigo 884 da CLT. Assim. à fl. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante ELTON DE JESUS BEDIM.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. pretendendo a reforma do julgado. dentro do quinquídio legal. 23 de Setembro de 2013 120 Contudo. sobretudo quando o empregador alega a existência de empregados para eventuais substituições. deixo de admitir os embargos à execução. sentença de fls. em estabelecimento oficial de crédito. quitação ou prescrição da divida” (§1º) ou também poderá impugnar a sentença de liquidação (§2º). de que se efetivou bloqueio de numerário em sua conta. o atraso no pagamento da 4ª parcela por motivo de força maior é circunstância que não descaracteriza o cumprimento integral do acordo celebrado entre as partes. portanto. pelo juiz. na média de dez dobras ao mês. A indicação de labor extraordinário. observo que o questionamento do reclamado subsume-se estritamente na hipótese de “cumprimento da decisão ou do acordo” prevista no artigo 884 §1º da CLT.17. tendo oposto os Embargos à Execução em 04/02/2013 (sexta-feira). o prazo para oposição dos Embargos à Execução somente teve início com a sua intimação. 3CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 do Trabalho da 17ª Região. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO.5. publicado no . segundo o réu. no mérito. emitirá ordem judicial eletrônica de transferência do valor da condenação para conta judicial. pelo agravado e da Dra. não há falar em inépcia da inicial.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA INÉPCIA DA INICIAL. Como a garantia integral do juízo deu-se com o bloqueio on line da conta do reclamado. Não merece admissão. 1. in verbis: “Art. Procurador: Estanislau Tallon Bozi DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº RO-94300-26. Parágrafo único. O termo inicial do prazo para oposição de embargos à execução é a data da intimação da parte. pois.

com o retorno dos autos à Vara de origem. possibilitar que a demandada se defenda das alegações. bem como se consagra o Princípio da Simplicidade nos termos do art. Há apenas causa de pedir quanto ao pagamento de horas extras pela supressão do intervalo intrajornada. IV c/c art 295. HORAS EXTRAS. nos termos do artigo 515. à disposição como reserva operacional destinada à cobertura eventuais necessidades em postos de trabalho. com suas narrações.. revelando-se respeitado. alegando que.2011. não havendo qualquer motivo. Aliás. o autor postulou o pagamento de horas extras. I. estando a exordial trabalhista em perfeita harmonia com o art.” Sendo assim. nos termos do § 3º. que: “Inobstante a jornada acima.1. obstando a elaboração satisfatória da peça de resistência. remanejado Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 para a RESERVA. mas não quanto ao pagamento de horas extras. sentença de origem acolheu parcialmente a preliminar de inépcia da petição inicial. do CPC. INÉPCIA DA PETIÇÃO INICIAL.8 Recorrente Advogado Recorrido Plurima Autor Advogado Plurima Réu L. que representa uma mitigação à Teoria da Substanciação que informa o art.C MARCON ADVOGADOS ASSOCIADOS Aretusa Pollianna Araujo(OAB: 010163 ES) KARYNNA FRANCO ESPINOSO BRASCOBRA CENTER LTDA Aretusa Pollianna Araujo(OAB: 010163 ES) L. § 3º. A r.) No que tange ao pedido de pagamento de horas extras efetivamente laboradas pelo autor. portanto. ambos do CPC. evidencia a exordial a ausência de causa de pedir nesse sentido também. § 3º. asseverou que todas horas extras foram devidamente registradas e pagas. e da Informalidade. portanto. a preliminar e extingo o processo. em defesa. Acolho. por elastecimento da jornada. a fim de que proceda ao julgamento do referido pedido. parcialmente. fazendo um breve histórico. não ocorre qualquer das hipóteses abstratamente previstas na norma processual. 282/CPC. quanto ao pedido de pagamento em dobro pelos domingos e feriados laborados (letra h da exordial) e de pagamento de horas extras efetivamente laboradas pelo autor. do CPC. deve.5. no que é pertinente ao pedido de pagamento de horas extras.. o que foi alterado tão somente a partir de JANEIRO/2012. não sendo necessária a utilização de pessoal em regime de sobrejornada (o que se daria em caráter de horário extraordinário além do horário do término da escala ou em dia de folga) para tal finalidade”. 840/CLT. o contraditório. há causa de pedir. por três razões: . Com relação ao pedido de condenação da reclamada ao pagamento de horas extras. nos termos do artigo 515. vale ressaltar que. As demais matérias impugnadas no recurso ordinário do reclamante serão analisadas oportunamente. insurge-se o autor. a fim de que julgue o pleito. No caso dos autos. no tocante às dobras supostamente realizadas em escalas extras. § único. como entender de direito. por unanimidade.17. verifico que a reclamada. Desse modo. não há o rigor formal do processo civil. permanecido em escala 12X36 das 06:00 as 18:00horas sem intervalo e. para declarar a inépcia da inicial. sem resolução do mérito. ao contrário do apontado no decisum. entendo que houve causa de pedir. 840.. quando realizava escalas extras. realizava uma média de 10 DOBRAS ao mês em ESCALA EXTRA. Bom. . afasta-se a inépcia do pedido de horas extras. férias e/ou outras eventuais ausências. em decorrência das dobras.) In casu. inclusive aquelas decorrentes da supressão do intervalo intrajornada e pagamento pelos feriados e domingos laborados em dobro. deve a petição ser indeferida. Ademais. e. na inicial. Suspeição do Desembargador Lino Faria Petelinkar.2. no tocante ao labor extraordinário. como entender de direito.0007 Processo Nº RO-94800/2011-007-17-00. § 1º da CLT. O autor.supressão do intervalo intrajornada. no tocante às dobras supostamente realizadas em escalas extras. ao declinar os fatos elencados na inicial. quando asseverou que “realizava uma média de 10 dobras por mês em ESCALA EXTRA”. na medida em que sustentou a realização de 10 dobras ao mês. Se há situações em que a narrativa dos fatos não propiciar a impugnação específica por parte da ré. Desembargadora Claudia Cardoso de Souza e Desembargador José Luiz Serafini. pois tempestivas e regulares. em defesa. como entender de direito. às fls. 3. MÉRITO 2.” Dessa decisão. com a remessa dos autos à Vara de Origem. no mérito.labor em feriados. nos termos do artigo 267. 2. na justiça do trabalho. CONHECIMENTO Conheço o recurso ordinário interposto pelo reclamante. Considero as contrarrazões apresentadas pela reclamada. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19/09/13: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente). (. É o relatório. não houve remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho para emissão de parecer. faltas programadas ou imprevistas. inclusive quanto àquelas decorrentes da supressão do intervalo intrajornada. o que também impede o pleno exercício da ampla defesa pela parte ré. o rte. dou provimento ao recurso obreiro para afastar a inépcia do pedido de horas extras. tendo em vista tratar de matéria de fato. in casu. conforme se infere da inicial. argüida pela ré.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Pelo exposto. .. FUNDAMENTAÇÃO 2. jornadas extras. no tocante ao labor em sobrejornada.2. tendo o rte. do CPC. embora de forma sucinta. asseverou o obreiro. de 08:00 as 18:00 em escala 5X2. do artigo 515. conhecer do recurso ordinário interposto pelo reclamante e. no tocante às dobras supostamente realizadas em escalas extras.realização de 10 dobras ao mês em escala extra. Procurador: Estanislau Tallon Bozi DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº RO-94800-20. 04 e 05 da inicial. (. porquanto presentes os pressupostos legais de admissibilidade recursal. sem a efetiva contraprestação pecuniária pela reclamada. dar provimento ao apelo obreiro para afastar a inépcia da inicial.1. a fim de que proceda ao julgamento do referido pleito.CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região.C MARCON ADVOGADOS ASSOCIADOS . 23 de Setembro de 2013 121 DEJT de 08 de Agosto de 2012. determinar o retorno dos autos à Vara de origem. acrescentando que “a empresa dispõe de pessoa em caráter fixo em situação de “stand by”. sob os seguintes argumentos: “Arguiu a reclamada a inépcia da inicial no que alcança os pedidos de pagamento de horas extras.

A participação nos lucros encontra-se vinculada a um único critério. que o pagamento extrafolha deve ser corroborado por prova contundente. Estando o pagamento da parcela pelo empregador.00 (setecentos reais) no caso da reclamante . Sustentaram. Contrarrazões apresentadas pelo reclamante. sentença de fls. cuja natureza é indiscutivelmente salarial. Indeferiu. 201-205v. Instrumentos de mandato. Razões recursais das reclamadas.00 (mil e duzentos reais). à fl. 25/253.17.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. correspondente ao alcance de metas semanais.00 (setecentos reais) e diante dos depoimentos das testemunhas.0094800-20. condicionado ao trabalho e a produtividade. Em manifestação à contestação. recorrem as reclamadas. acrescentando que as reclamadas confessaram que a reclamante sempre batia suas metas e recebia por elas. DEDICAÇÃO EXCLUSIVA. RECURSO ORDINÁRIO DA RECLAMANTE. prolatada pela MM. DESCARACTERIZAÇÃO. deferiu a integração do referido valor na remuneração da autora. em virtude de começarem a pagar comissões em razão de metas de produtividade. paga com habitualidade. propugnando pela manutenção da sentença. 214-214v. R$ 200. paga da seguinte forma: “Se batesse a meta semanal recebia R$ 100. percebendo salário mensal de R$ 1. pois presentes os pressupostos legais de admissibilidade. o que totalizava o valor de R$ 700. ante a confissão das rés quanto ao pagamento da bonificação de R$ 700. Estabelecendo o contrato de trabalho firmado pela reclamante uma jornada diária de 8 horas. sendo dispensada sem justa causa em 02/07/09. Considero as contrarrazões apresentadas pela reclamante e pelas reclamadas. ante a manobra da 1ª reclamada para burlar a legislação trabalhista e evitar o pagamento de impostos. pleiteando a reforma do r. da lavra da eminente Juíza Rosaly Stange Azevedo.00 (setecentos reais) pagas à reclamante correspondem à participação nos lucros da empresa. estes faziam o repasse. no tocante ao pagamento do repouso semanal remunerado sobre gratificação. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelas reclamadas LC MARCON ADVOGADOS ASSOCIADOS e BRASCOBRA CENTER LTDA e de recurso ordinário interposto pela reclamante KARYNNA FRANCO ESPINOSO.2011. cujos valores constavam nos contracheques e se incorporavam ao salário para todos os fins. razão pela qual improcede o Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . a reclamante reiterou os argumentos da inicial. decisum. às fls. 231-242. 245-251v. à fl. resta configurada a gratificação.2.1PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS Na exordial. Aduziram que esta distribuição de lucros parou de ser paga a partir de maio de 2008. porquanto tempestivas e regulares. Comprovantes de recolhimento de depósito recursal. MÉRITO DO RECURSO ORDINÁRIO DAS RECLAMADAS 2.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA RECURSO ORDINÁRIO DA RECLAMADA. Vistos. narrou a reclamante ter sido contratada pela 1ª ré em 05/11/07. resta evidente o regime de dedicação exclusiva. de um valor para a equipe do jurídico – R$ 700. as reclamadas negaram a existência de pagamento “por fora”. ADVOGADO EMPREGADO. a integração da suposta dobra salarial.que não se confundia com salário ou comissão. Alegou que durante todo o contrato de trabalho recebeu duas complementações salariais pagas por fora.0007 RECURSO ORDINÁRIO Recorrentes: L. quando da distribuição mensal dos lucros aos sócios. decisão dos embargos declaratórios de fls. às fls.00 (setecentos reais) por mês. FUNDAMENTAÇÃO CONHECIMENTO Conheço dos recursos ordinários interpostos pelas partes. ou extratos bancários. e de custas processuais. Contrarrazões apresentadas pelas reclamadas. publicado no DEJT de 08 de Agosto de 2012. na realidade. tratando-se de mera liberalidade dos sócios da empresa. esta passou a ser paga no contracheque. contudo. 23 de Setembro de 2013 122 Plurima Réu Advogado Plurima Autor Advogado BRASCOBRA CENTER LTDA Aretusa Pollianna Araujo(OAB: 010163 ES) KARYNNA FRANCO ESPINOSO Carla Cibien Guaitolini(OAB: 012530 ES) ACÓRDÃO . requerendo seja negado provimento ao apelo obreiro. às fls.TRT 17ª Região .00 (cento e cinqüenta reais) pela segunda semana. e que pode ter como critério a produtividade do trabalhador. A primeira delas consistia em uma dobra do salário. sendo partes as acima citadas. pretendendo a reforma do julgado. sendo que a partir de fevereiro de 2009. de modo que. bem como do DSR suprimido. Alegaram que. mormente por tornar inviável o exercício de outras atividades. às fls. Razões do recurso ordinário da reclamante. a título de produtividade. na medida que a prova oral demonstrou que o seu pagamento era realizado no contracheque. 218/228. R$ 150.00 (duzentos reais) pela terceira semana e R$ 250. VINCULAÇÃO À PRODUTIVIDADE. a segunda. o que não foi feito.C MARCON ADVOGADOS ASSOCIADOS E OUTRO KARYNNA FRANCO ESPINOSO Recorridos: KARYNNA FRANCO ESPINOSO L. 230. ainda. como a cópia de sua declaração de imposto de renda. aos lucros da empresa. às horas extras. dividida entre comissão e DSR. PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS.00 (duzentos e cinqüenta reais) pela quarta semana. caso todos as metas fossem batidas. em face da r. Em defesa. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. relativamente à participação nos lucros. à majoração da indenização por dano moral decorrente de assédio moral e aos honorários advocatícios. É o relatório. como advogada.” Aduziu que sempre bateu todas as metas.C MARCON ADVOGADOS ASSOCIADOS E OUTRO Origem: 7ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . Incidência do princípio da primazia da realidade. e. à responsabilidade pelos encargos decorrentes da contribuição previdenciária e à assistência judiciária gratuita. enquanto a gratificação configura parcela fixa. requereu a condenação desta ao pagamento das diferenças da real remuneração em todas as verbas rescisórias. às fls.00 (cem reais) pela primeira semana.5. O Juízo de origem. 229. Em atendimento ao Provimento Consolidado da CGJT.200. alegando que as parcelas de R$ 700. no particular. não houve remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho para emissão de parecer. complementada pela r. paga quando a reclamante batia a meta mensal. 7ª Vara do Trabalho de Vitória/ES. qual seja. 261-268. JORNADA DE TRABALHO. que julgou procedentes em parte os pedidos formulados na inicial. ao dano moral. Inconformadas.

depreende-se que a cobrança foi realizada de forma geral e igualitária a todos os empregados. a reclamante noticiou que era diariamente pressionada a bater as metas exigidas. de maneira geral. justificam sua não integração. 2. Revista LTr. morais e existenciais da vítima.. sem relatar um caso concreto. Vejamos. aos lucros da empresa.000. Informaram que a autora foi demitida em razão de corte de pessoal e redução do quadro de colaboradores.00 (setecentos reais). que a sentença de origem não se fundamentou em prova robusta. INTEGRAÇAO AO SALÁRIO. (Processo nº 0001066. 7º. pelos quais ficou demonstrada a cobrança excessiva para atingimento de metas. com excessos e humilhações. sendo promovida dentro dos limites da lei e da ética profissional. portanto. a caracterização do dano na esfera moral ainda exige o preenchimento de outros requisitos: ato ilícito decorrente de conduta praticada pelo empregador ou seu preposto. a reclamante. (. Sustentou que todos os dias recebia e-mails cobrando produção. 23 de Setembro de 2013 123 deferimento de sua integração ao salário. gestos e comportamentos do patrão. que recebe comissões/prêmios em razão do alcance de resultados. DANO MORAL (matéria analisada em conjunto com o recurso ordinário da reclamante) Na inicial. 819). que se caracteriza. fato que não se pode atribuir mais do que mero aborrecimento. Nego provimento. com exposição de sua honra. com trabalhos exaustivos e sob a vigilância constante dos sócios das reclamadas. Assim. até maio de 2008. Em manifestação à contestação. Rel. a teor do art.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. O dano moral pressupõe um ato ilícito que afete a esfera psíquica do autor. requereu indenização a título de danos morais. superior hierárquico ou dos colegas. pela prática sistemática e reiterada de atos hostis e abusivos por parte do empregador ou dos demais colegas de trabalho. 2004. Vilja Marques (in Um fenômeno chamado psicoterrorismo. A gratificação denominada pela empresa de "prêmio produção".2. redução de custos. Pois bem.. As reclamadas. Aduziram que as metas não eram inatingíveis. publicado em 31/05/2011). deverá integrar a remuneração do empregado para todos os efeitos legais.. “in verbis”: “(. Sustentaram que a cobrança de resultados não é ilegal. 32). ao argumento de se tratar de participação nos lucros. Conforme lições de Márcia Novaes Guedes: "No mundo do trabalho.000. ainda. por exemplo) ou fatos empresarialmente considerados significativos (elevação excepcional dos lucros em determinado exercício. porquanto seu pagamento é condicionado unicamente à produção da autora.)” Assim. colaciono o arresto do TRT da 14ª Região: “GRATIFICAÇAO POR PRODUÇAO. a participação nos lucros encontra-se vinculada a um único critério.” (Terror Psicológico no Trabalho. de natureza salarial. degradando as condições de trabalho e comprometendo o desenvolvimento da atividade laboral. arbitrou em favor da reclamante indenização no valor de R$ 2.)" Já a gratificação. não inferior a R$ 31.) método de remuneração complementar do empregado. e sim em gratificação. além de ameaça de dispensa. decorrente do assédio moral sofrido. O Juízo de origem. com o qual se lhe garante uma parcela dos lucros auferidos pelo empreendimento econômico do qual participa. A participação nos lucros. psíquicas. mas sim a forma como as reclamadas procedem a essa cobrança..00 (dois mil reais). incólume a r. 68-07. jul.. em face de determinado trabalhador.. para que seja concedida no valor mínimo de 10 (dez) vezes o salário recebido. em suas razões recursais. a reclamante aduziu que ilegal não é cobrança de resultados. Sem razão. Neste sentido. que traduzem uma atitude contínua e ostensiva perseguição que possa acarretar danos relevantes às condições físicas.” Desta forma. em seu apelo. enquanto a gratificação configura parcela fixa. exigindo que a agressão ultrapasse as barreiras da normalidade e dos fatos corriqueiros possíveis de acontecimento no cotidiano. pugna pela majoração da indenização decorrente do assédio moral.. que dispõe que a participação nos lucros não possui qualquer vinculação com o salário. o pagamento mensal à reclamante do valor de R$ 700. e nexo de causalidade entre a conduta ilícita e o dano experimentado.. desprovida. baseado nos depoimentos das testemunhas. assume o caráter salarial e. o valor recebido pela reclamante não se configura em participação nos lucros..) As gratificações surgiram. o .. sustentam que. paga com habitualidade. No caso dos autos. leciona que psicoterrorismo ou assédio moral “é a exposição dos trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes e constrangedoras. por exemplo). Dessa decisão. durante a jornada de trabalho e no exercício das funções profissionais”. alegaram não existir qualquer comprovação de assédio ou dano causado. por sua vez. com o objetivo de atingir sua integridade física e/ou psicológica. Juiz Federal do Trabalho Convocado Shikou Sadahiro. mediante o alcance das metas estatuídas. em defesa. da CF/88. atitudes. e que pode ter como critério a produtividade do trabalhador. Embora ainda não tipificado na legislação federal trabalhista. Sustentam. a partir de eventos socialmente considerados relevantes (festas de fim de ano. Por sua vez. prova disto é que a reclamante recebia comissão em quase todos os meses. (. que o fato trazido pela reclamante para fundamentar seu pleito nada mais é do que mera exigência para o alcance de metas empresariais. As reclamadas não negam ter havido. 2ª ed. sem qualquer particularidade no que se refere à pessoa da reclamante. chefe. sentença vergastada. como almejam as reclamadas. repetitivas e prolongadas. paga habitualmente. conforme lição de Maurício Godinho delgado consiste em. LTR.. Além disso.00 (trinta e um mil reais). As reclamadas. XI. dos depoimentos das testemunhas. qual seja.) parcelas contraprestativas pagas pelo empregador ao empregado em decorrência de um evento ou circunstância tida como relevante pelo empregador (gratificações convencionais) ou por norma jurídica (gratificações normativas). mobbing significa todos aqueles atos comissivos ou omissivos.2ASSÉDIO MORAL. insurgem-se as partes. p. da direção da empresa. de gerente. prejuízo suportado pelo empregado. caso não fossem alcançados os objetivos traçados. Aduzem que não estão presentes os requisitos caracterizadores do assédio moral. como tal. segundo Arnaldo Süssekind. consistindo suas alegações em afirmações evasivas. ou seja. p. e todos os seus direitos rescisórios foram devidamente pagos. dignidade e imagem. consiste em "(. (. Muito se discute atualmente sobre o assédio moral no ambiente de trabalho. HABITUALIDADE. na prática trabalhista como atos empresariais de liberalidade em favor dos respectivos empregados. Contudo. e de Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 forma benéfica à trabalhadora. nos meses em que as metas foram alcançadas.

para afastar a condenação em danos morais decorrentes de assédio moral. do C.212/93 não prevê qualquer teto a ser respeitado. interfira intensamente no comportamento psicológico Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 do indivíduo.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. mágoa. 1º. Laura Clara Nascimento Perim. as próprias testemunha da autora foram claras e uníssonas ao afirmar que a cobrança pelo cumprimento de metas era realizada de forma geral e homogênea a todos os empregados.] que nunca viu alguém falando para a reclamante que se não produzisse seria demitida” (grifei) No mesmo sentido. Requereu. Lídia Maria da Silva santos. do C. as parcelas fiscais e previdenciárias não foram recolhidas corretamente e que. o que culminou com o arquivamento dos mesmos”.] nunca presenciou nenhuma situação em que a autora tenha sido desrespeitada ou tratada de forma humilhante. irritação ou sensibilidade exacerbada estão fora da órbita do da moral". ocasionando graves transtornos à saúde do trabalhador e dificuldades para a realização do serviço. Neste diapasão. ao bem estar e à justiça (Preâmbulo da Constituição). 5º. a segunda testemunha das rés. porém não haveria uma punição por este motivo.3CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA Na inicial. juros e correção monetária). sentenciante de piso acolheu parcialmente o pedido. nego provimento ao recurso da reclamante e dou provimento ao recurso das rés. não havendo qualquer notícia de perseguição direta contra a reclamante. Alega que a súmula 368 do TST atribui o ônus do pagamento da quota previdenciária às partes respectivas. Ante o exposto.] Os empregados não podem ser responsabilizados pelos encargos decorrentes do atraso da empregadora no recolhimento das contribuições previdenciárias.. Quanto à aplicação do valor histórico à cota parte devida pelo reclamante. foi o depoimento da Sra. TST.. 395 do CC [. Além disso.. TST. condenando as reclamadas a arcarem somente com os juros. Deuzivam da Silva Souza. Sem razão. O i. por ato ou omissão das reclamadas. com base nos artigos 186 e 927 do Código Civil. angústia e desequilíbrio em seu bem estar. para a configuração do dano. sendo tal postura encarada como uma forma de pressão pela depoente [. revendo entendimento anterior. havia uma cobrança exacerbada para o alcance de metas.]” Insurgem-se as reclamadas. De acordo com o item III. que causava pressão psicológica nos empregados. em conformidade com o disposto no art. uma vez que o art. voltada contra um indivíduo específico. Vejamos o que disse a Sra. porque não há provas nesse sentido. Desse modo.. devendo o autor somente sofrer o desconto pelo valor histórico da contribuição. o art. 276. a prova oral demonstrou que. que “o desligamento da reclamante se deu sob a acusação de que teria deixado alguns processo de busca e apreensão e reintegração de posse sem andamento. 2.048/1999. No caso em apreço.]” Assim.]” Ademais. Mero dissabor. que as reclamadas arquem com os encargos fiscais e previdenciários devidos. pois estas situações são efêmeras e não chegam ao ponto de romper o equilíbrio psicológico. por não ter sido o contrato de trabalho devidamente registrado. Assim. 43 da Lei 8. alegou nunca ter presenciado qualquer atitude humilhante e desrespeitosa para com a reclamante e tampouco perseguição: “[. independente do seu valor. 23 de Setembro de 2013 124 assédio moral e seus efeitos indenizatórios derivam diretamente da Constituição da República. porquanto somente por disposição expressa de lei é possível excluir a responsabilidade do contribuinte. aborrecimento. [. [. o referido desconto deve levar em consideração as cotas de responsabilidade de ambos os litigantes. TST. 20) nunca presenciou a autora sendo ameaçada de dispensa caso não batesse metas [. o obreiro não se eximiria da incidência dos descontos previdenciários. multas e correção monetária decorrentes do atraso no recolhimento das contribuições previdenciárias. CF). não há nos autos prova de que a autora tenha sofrido. tenha sido vítima de perseguição ostensiva. referido comportamento não era direcionado à pessoa da reclamante. sobre elas não incidiriam tributos. Primeiro. caput.. mas se estendia a todos os empregados das rés.. sofrimento ou humilhação que... a multa e a correção monetária sobre tais contribuições. 128 do CTN). que regulamentou a Lei nº 8. que firma como seus princípios cardeais o respeito à dignidade da pessoa humana (art. 198. Contudo. vexame.] que havia metas a cumprir estabelecidas pelo superior imediato (gerente) que ameaçava constantemente de demissão os advogados que não as cumprisse. a reclamante aduziu que. ainda.. seja calculada mês a mês. segundo o Prof. não havendo qualquer ressalva quanto aos encargos (multas. da súmula 368. pleiteando a reforma da sentença. do Decreto n º 3. tanto na vigência do contrato de trabalho ou fora dele. que o referido gerente também circulava pelo escritório surpreendendo os empregados constantemente por ficar parado atrás dos mesmos enquanto estes desempenhavam suas atividades. fazendo expressa referência ao valor total apurado em liquidação de sentença. no caso de ações trabalhistas. de fato. causando-lhe aflições. III.] que havia uma pressão geral na empresa de que se o funcionário não atingisse as metas seria demitido. pois. se tivesse recebido as parcelas ora postuladas mês a mês. notadamente. para que seja excluída da condenação a responsabilidade pelo pagamento dos encargos decorrentes das contribuições previdenciárias. corriqueira e repetitiva no ambiente de trabalho. e não apenas a do reclamado. §4º. também indicada pela reclamante: “[. constrangimento... como alega. Sr.212/1991... o encargo financeiro do empregado não pode ser transferido para o empregador. In casu. aplicando -se as alíquotas previstas no art.. assim. fugindo à normalidade. como o Imposto de Renda. observado o limite máximo do .2. Conforme dito anteriormente.. como argumento para comprovação da existência de assédio. 12) pelo que o depoente percebia a autora tinha uma cobrança de metas igual a dos demais advogados. da súmula 368. por disciplina judiciária. transferindo o respectivo encargo financeiro com o tributo para terceiros (art. vexame ou desprezo. no item III. que não acolhia a tese de que os descontos previdenciários devidos pelo empregado fossem feitos apenas pelo valor histórico.. as agressões morais devem ocorrer de forma direcionada. determina que a contribuição previdenciária devida pelo empregado. Carlos Alberto Gonçalves. CF).] 19) não recebiam advertência caso não cumprissem metas... E nem se alegue. "Só se deve reputar como dano moral a dor. curvo-me ao julgamento pacificado pelo C. arrolada como testemunha pela reclamante: “[. in verbis: “[. que a depoente era vigiada e diziam que nos outros setores o mesmo acontecia. condeno a reclamada a arcar com os juros. ou. desde que o empregador comprovasse o recolhimento da parte que lhe coubesse. 13) nunca viu ninguém vigiando o trabalho da autora mais do que o trabalho dos demais advogados. Em se tratando de contribuição previdenciária incidente sobre as verbas deferidas em decisão judicial. à vida e à segurança (art. o assédio moral caracteriza-se como uma injustificada conduta de perseguição contínua.

Nego provimento.584/70. 8. 43. que não está em condições de pagar as custas do processo sem prejuízo do sustento próprio ou da família. trabalhava três dias da semana até às 19h e os outros dois até às 20h. o artigo 195. Com efeito. extrafolha. Nego provimento. a recente Súmula 17 deste E. o benefício da justiça gratuita. deveria também ter deferido o pagamento do RSR sobre a gratificação de R$ 700. ante o princípio da anterioridade. Contudo. §1º.584/70. reflete. a assistência sindical e miserabilidade jurídica. da Lei nº 8. a necessidade de reforma da r. ressalto que a regra do § 2º.212/91. nos termos do art. que alterou o artigo 43 da Lei 8.212/91. 23 de Setembro de 2013 125 salário de contribuição. §3º. da Constituição da República.00 (setecentos reais).1994 e 20.048/99. Desta decisão. 2.941/2009).00 Com fulcro na Súmula 225 de C.06. 790 da CLT. porquanto a reclamante não atende a ambos requisitos legais.03.º 5. 276 do Decreto 3.ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA Pretendem as reclamadas a reforma da decisão que. a incidência dos juros e multa sobre as contribuições previdenciárias observe o prazo estipulado no artigo art. da Lei 8. considerando que o contrato de trabalho do reclamante abrange período anterior e posterior à vigência da Lei 11. nos termos do art. tendo a autora apresentado declaração de sua insuficiência econômico-financeira. nos termos do artigo 150. publicada em 04/12/2008. que considerou a data da prestação de serviços como fato gerador das contribuições previdenciárias incidentes sobre as verbas resultantes de decisões em reclamatórias trabalhistas.584/70. . à fl.212/91 (inserida com o advento da Medida Provisória 449/2008. 20. e das 8h30min às 12h. parágrafo 3º da CLT. O requisito foi observado pela autora à fl. 605/49 dispõe que a parcela paga mensalmente já remunera o repouso semanal. 14 da Lei n. Nesse sentido.00 (setecentos reais). sob as penas da lei. ou declaração. a Súmula 225 do C. deverá ser observado. 7º da Lei n. § 6º. Em primeiro lugar. Isso posto. Nesse sentido. 790. ante o princípio da irretroatividade. As gratificações são parcelas salariais pagas em razão de condições especiais. 8. respectivamente. não repercutem no cálculo do repouso semanal remunerado.048/99 para o período do contrato de trabalho que antecede a alteração do artigo 43 da Lei n. sendo incontroversa a periodicidade mensal da gratificação de R$ 700. pagas mensalmente à reclamante. quanto ao período do contrato de trabalho que antecede a alteração do artigo 43 da Lei n. 5. atualização monetária e multas. deve o reclamante arcar somente com o pagamento da contribuição previdenciária em seus valores históricos.212/91.2003 As gratificações por tempo de serviço e produtividade. nos termos do § 3º. àquele que perceber salário igual ou inferior ao dobro do mínimo Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 legal ou comprovar que sua situação econômica não lhe permite demandar sem prejuízo. enquanto a assistência judiciária gratuita exige a presença dos requisitos do art. TST. o reclamante não preenche os requisitos da Lei n. de maneira que a nova regra previdenciária somente será aplicada às prestações de serviço realizadas a partir de 03 de março de 2009 (90 dias após a publicação da MP). Contudo. sentença. e convertida na Lei 11. do art.2. sentença prolatada: “A justiça gratuita tem previsão no artigo 790. um sábado sim e o outro não. para fins de aplicação dos juros e multa sobre as contribuições previdenciárias.11. na liquidação da sentença. tratando-se de institutos diversos. Pois bem. Preenchidos os requisitos legais. implicaria em duplo pagamento (bis in idem). esclareço que o que foi deferido à reclamante foi benefício da justiça gratuita e não a assistência judiciária gratuita. na prática. FGTS e aviso prévio. III.4. da Constituição da República. e a regra deste último para aquele que abrange o período de sua vigência (a partir de 03/03/2009). Quanto à apuração dos juros e multa.” Sustentam em seu apelo que. da CLT.Res. a partir de 03/03/2009. nas demais verbas trabalhistas. mas que. Ademais. pagas mensalmente. declarou. recorre a reclamante. nos termos do art.00 (setecentos reais). norma coletiva ou mera liberalidade do empregador. Assim. alínea “a”. Alega que a r. GRATIFICAÇÕES POR TEMPO DE SERVIÇO E PRODUTIVIDADE (mantida) . Em suma. Pela natureza jurídica que ostenta. verbis: SUM-225 REPOUSO SEMANAL. exige apenas a declaração de miserabilidade jurídica e podendo ser concedido até mesmo de ofício. devidas por força de avença em contrato de trabalho. DJ 19. ficando a cargo da empresa o pagamento de juros. nos termos do art. eventual reflexo. sentença de primeiro grau. importando somente na isenção de custas. sentença de piso. o Juízo de origem indeferiu a repercussão sobre o repouso semanal remunerado da gratificação de R$ 700. Segue a r. ensejando o enriquecimento sem causa. não ter condições de pagar as custas processuais do processo sem prejuízo do seu sustento próprio ou de sua família. 457. na liquidação da sentença. em sua peça de ingresso. 26. multas e correção monetária.3. concedeu à reclamante o benefício da justiça gratuita. (ex-OJs nºs 32 e 228 da SBDI-1 – inseridas.2001). de fato. Tribunal: Contribuição previdenciária. fato suficiente para o deferimento do benefício da justiça gratuita. e a regra deste último para aquele a partir de sua vigência. bastando prova de percebimento de salário igual ou inferior ao dobro do mínimo legal. como férias. defiro-lhe o requerimento. 121/2003. a assistência judiciária gratuita será prestada pelo sindicato da categoria profissional a que pertencer o trabalhador. décimo terceiro. do art. CÁLCULO.3. da CLT. dou provimento parcial para determinar que. que seu horário contratual de trabalho era das 8h às 18h. com relação ao repouso semanal remunerado. TST. em 14. assim. MÉRITO DO RECURSO ORDINÁRIO DA RECLAMANTE 2. ou seja. No tocante às contribuições previdenciárias decorrentes de créditos reconhecidos em sentença. quais sejam. de segunda a sexta. estabelece que as contribuições previdenciárias somente poderão ser exigidas após decorridos 90 (noventa) dias da data da publicação da lei que as houver instituído ou modificado. de acepção mais restrita. 2.1PAGAMENTO DO REPOUSO SEMANAL REMUNERADO SOBRE A GRATIFICAÇÃO DE R$ 700. com intervalo de almoço de 1h15min. Asseveram. indevido o reflexo no RSR. 20 e 21.2HORAS EXTRAS APÓS A 4ª DIÁRIA Sustentou a reclamante. Assim. 5.941/2009. incumbe ao empregador o pagamento de juros. Destarte. por ter deferido o pagamento do RSR referente às comissões constantes nos contracheques. No presente caso. o prazo do artigo 276 do Decreto 3. 26. o art.212/91 (05/11/2007 a 02/07/2009). Desta forma. incólume a r. 14 da Lei n. Vejamos.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. pois agrava a situação do contribuinte. somente pode ser aplicável aos fatos ocorridos após a sua vigência. sendo a contribuição previdenciária do empregado calculada pelo valor histórico.

1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. para que sejam consideradas como extras e remuneradas com adicional de 100% (cem por cento) as horas além da quarta hora diária. João Batista Brito Pereira. com adicional de 100% (cem por cento).0001. Quanto ao adicional. CONFIGURAÇÃO.906/94. além das respectivas integrações. conforme jurisprudência dominante da Corte Superior Trabalhista. A previsão de uma jornada de 6 (seis) horas em contrato de trabalho de advogado. 4. afastando a jornada de 4horas diárias.. com apoio na jurisprudência desta Corte uniformizadora. considera-se como período de trabalho o tempo em que o advogado estiver à disposição do empregador. Vejamos decisão da SBDI-1: HORAS EXTRAORDINÁRIAS. mesmo havendo contrato escrito. 20 da lei 8. que a prática de advocacia de forma paralela. ADVOGADO EMPREGADO. as partes estabeleceram acordo coletivo prevendo jornada de trabalho para os advogados de 8:15min diárias e 44h semanais. de dedicação exclusiva. a jornada reduzida de 4h.. previsto em acordo coletivo. por entender quadrar-se a reclamante na exceção contida no art. ou oito horas diárias. Dessa forma. pleiteando a reforma da sentença. VIOLAÇÃO DO ARTIGO 896 DA CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO NÃO EVIDENCIADA. 5. Além disso. Rel. salvo acordo ou convenção Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 coletiva ou em caso de dedicação exclusiva. A testemunha trazida pela autora. que o horário da reclamante era o mesmo. observados os limites do pactuado. hospedagem e alimentação. Vejamos. In verbis: “(. com o patrocínio de causas de terceiro. que quando havia necessidade autorizavam as horas extras e a depoente recebia por elas. 8. 8. com 15 minutos para lanche. Laura Clara Nascimento Perim. RECURSO DE REVISTA. além de dois intervalos de 15min para lanche. afasta a hipótese de jornada reduzida de quatro horas como prevista no art. quatro horas diárias ou vinte horas semanais. após o advento da lei nova. fazendo jus às horas extras além da quarta.2002. estando todas as horas extras registradas devidamente quitadas. insurge-se a reclamante. a percepção. não devem ser consideradas como extras as horas excedentes à quarta diária. 20 da Lei n° 8. cumprida da forma supracitada. ADMISSÃO ANTERIOR À LEI N. Alega que não tinha contrato de exclusividade. ao cumprimento de carga horária correspondente a quarenta horas semanais. § 2º As horas trabalhadas que excederem a jornada normal são remuneradas por um adicional não inferior a cem por cento sobre o valor da hora normal. não sendo comprovado pela autora que os cartões não espelham a jornada diária efetivamente cumprida. Lelio Bentes Corrêa. O insigne sentenciante julgou improcedente o pleito. o art. por meio de contrato de emprego. a não constância expressa no contrato de trabalho de cláusula de dedicação exclusiva não tem o condão de desnaturar o referido regime. o labor era das 8h30min às 12h. Sra. verifica-se que as horas extras trabalhadas foram devidamente registradas e pagas em contracheque ou inseridas no banco de horas. os seguintes precedentes da SBDI-1. sendo-lhe reembolsadas as despesas feitas com transporte. com 1h15min de intervalo para refeição e descanso. autorizado pelo acordo coletivo de trabalho. HORAS EXTRAORDINÁRIAS.º 8. SBDI-1. do TST: EMBARGOS. em tais circunstâncias. Em contestação. Rel. consoante artigo 12 do Regulamento Geral do Estatuto da Advocacia e da Ordem dos Advogados do Brasil. A reclamada comprovou que havia compensação mediante banco de horas. das horas trabalhadas após a quarta diária.(TST-E-ED-RR-13940095.906/1994..5. Assim.906/1994 (Estatuto da Advocacia). já que pela jornada afirmada na própria exordial. no seu escritório ou em atividades externas. com base no princípio da primazia da realidade. Precedentes da Corte. tendo que pedir ao chefe autorização para liberar as horas extras. a reclamada aduziu que o horário de trabalho da reclamante era das 8h30min às 18h. que deu azo à edição da referida regulamentação.906/94 fixou a jornada de trabalho do advogado empregado em. 23 de Setembro de 2013 126 Aduziu que não tinha contrato de exclusividade com as reclamadas. que torna inviável o exercício de outras atividades pelo obreiro. 20 do Estatuto da OAB dispõe: “A jornada de trabalho do advogado empregado. o parágrafo segundo do referido artigo não apresenta exceções.906/94. permitindo a fixação de jornada diversa na hipótese de acordo ou convenção coletiva ou. Não interfere na caracterização do regime de dedicação exclusiva a circunstância de o contrato haver sido firmado anteriormente à edição da Lei n. Nesse sentido. Assim. DEDICAÇÃO EXCLUSIVA. outrossim. JORNADA CONTRATUAL DE SEIS HORAS. Registre-se. DJ de 18/9/2009) ADVOGADO. como labor extraordinário. Min. 20 da Lei n. que o seu horário de saída era as 18h00min. inexistindo diferença a ser paga. Alegou que. Indevida. DJ de 5/3/2010) Assim.906/94. Recurso de Embargos de que se conhece em parte e a que se dá provimento. Min.º 8. e.” Dessa decisão. E é nessa última hipótese que se inclui a autora. ainda. aguardando ou executando ordens. aos sábados. no exercício da profissão. Os controles de jornada trazidos pela ré registram horários de entrada e saída variáveis durante todo o período de trabalho.) No caso dos autos. O fato de ter sido contratada para cumprir jornada diária de 8h já descaracteriza. entre 01/05/2008 e 30/04/2009. continua a cumprir a jornada inicialmente avençada. 2. no máximo. entendo ser aplicável a exceção contida no caput do art. O art. SBDI-1. de mais de 10 horas diárias. § 1º Para efeitos deste artigo. mas as vezes ficava até mais tarde. inexistindo nos autos qualquer prova da inexatidão dos dados registrados nos documentos colacionados com a defesa. comprovou-se que o reclamante laborava em sistema de compensação de jornada.. 1. as horas extras registradas estão devidamente quitadas. mediante sistema de banco de horas. sendo de 100% em qualquer hipótese. não afasta a dedicação exclusiva. de forma intercalada (a cada 15 dias).906/94. tendo comprovado na exordial que realizava advocacia particular. DEDICAÇÃO EXCLUSIVA. CONFIGURAÇÃO. porquanto já configurado pela própria jornada estipulada contratualmente. 1. se o profissional da advocacia. Encontra-se vinculado a regime de dedicação exclusiva o advogado que se compromete. 3. ADVOGADO. Irretocável a decisão proferida pela Turma. não poderá exceder a duração diária de quatro horas contínuas e a de vinte horas semanais. no sentido de não conhecer da revista obreira.(TST-E-RR-578031/1999. 20 da Lei n. afirmou que registrava o horário de saída corretamente. Esbarra na atual . de per si. é de se presumir a validade de referidos controles. conforme art.” Com efeito. evidenciando o regime de dedicação exclusiva. restou clara a dedicação exclusiva da autora. 20 da Lei 8.05. devidamente autorizado pela norma coletiva. Sustentou que dos cartões de ponto. DEDICAÇÃO EXCLUSIVA. Recurso de embargos não conhecido. que nesses casos conseguia anotar a jornada corretamente.

ao acrescentar ao art. não prescinde do preenchimento dos requisitos estabelecidos na Lei n. assim. não obstante o estatuído no art.584/70.] que a depoente registrava o horário de saída corretamente.] que todos os funcionários. Aduziu que a Lei n. 133 da Constituição Federal não revogou o jus postulandi. DEJT 15/05/2009).537/02.. Laura Clara Nascimento Perim: “[.. tal afirmação não é suficiente para ilidir as demais provas constantes nos autos e tampouco invalidar os controles de pontos. 789 da CLT. Aduziu que. 219 e 329. o depoimento da Sra.. alegou que no art.. conquanto a segunda testemunha da autora tenha alegado “[. Nego provimento. entendo que a concessão de honorários advocatícios na Justiça do Trabalho. que. nesta Especializada. ambos do Código Civil/2002. 8º da CLT. Esta Corte Superior entende que a exclusividade não deriva da prestação de serviços a um único empregador. diante da ausência de assistência sindical. que a jornada registrada nos controles de ponto correspondem. Pelo exposto. 789 da CLT o § 10º. sentença de piso. 25). revogando o § 10º. 22 da Lei 8. a lei de regência exige o preenchimento concomitante desses dois requisitos. que o horário da reclamante era o mesmo da depoente. com uma hora e 15 min de intervalo.]” Vê-se. Entretanto. na condição de advogado empregado. não trouxe qualquer disposição específica acerca da assistência judiciária gratuita em sede trabalhista. Precedentes da SBDI-1. e. 10. 2.3. e perceber salário inferior a dois salários mínimos ou declarar que não possui. 10. a reclamante requereu honorários advocatícios no importe de 20% (vinte por cento) do valor da condenação. 5. pela análise destes controles – frise-se. Por fim. não se pode olvidar que a própria Corte Suprema possui a Súmula n. seja porque o direito de postular sem advogado é uma faculdade. 305. há expressa previsão de acréscimo de honorários advocatícios em casos de inadimplemento de obrigações. inclusive a reclamante e a depoente registravam corretamente a jornada.] que no setor da depoente quando havia necessidade autorizavam as horas extras e a depoente recebia [. restringindo-se o pagamento dos honorários advocatícios ao disposto na Lei n. da SDI-I. Luciana dos Santos Rodrigues. pode-se concluir que o princípio da sucumbência aplica-se a todos os tipos de relações de trabalho.º 450 preconiza o pagamento de honorários advocatícios sempre que o vencedor for beneficiário de justiça gratuita.. o que é compatível com as obrigações trabalhistas.] que a depoente cumpria jornada das 08:00 às 19/20:00 hora. Relator Ministro Guilherme Augusto Caputo Bastos. ao argumento de que. vale destacar as declarações da primeira testemunha da reclamante. não obstante tenha apresentado declaração de insuficiência econômica. para fazer jus aos honorários advocatícios. portanto.SBDI-1 . surgiu uma lacuna.. mas sim que esta declaração viabilizaria o cumprimento do requisito da miserabilidade jurídica.. que o horário de saída da depoente era as 18:00 (dezoito horas) e se não batesse o ponto até 18:10 horas não conseguiria pois o sistema travava. apenas nas hipóteses previstas na Lei n.584/70.584/70. de fato.. além de perdas e danos... as reclamadas alegaram que. quando a lide versar sobre relação de emprego.584/70.584/70. não merecendo reforma. porquanto relacionada diretamente com a fixação de uma jornada contratual de 8 (oito) horas diárias ou de 40 (quarenta) horas semanais.288/01. em razão dos encargos próprios e familiares. 5. Alegou que a manutenção do jus postulandi não impede o reconhecimento da existência de sucumbência no processo do Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 trabalho.º 633. a r. reconhecendo o cabimento dos honorários advocatícios. O art. 5. 14 e 16 da Lei n. primeira testemunha da ré: “[. O verbete jurisprudencial editado pelo Excelso Pretório sob o n. uma vez que revela norma de eficácia contida. nego provimento. as quais foram devidamente quitadas ou compensadas por meio de banco de horas. 45/04. Embargos de que não se conhece (TST . Entretanto. seja por ser fora da realidade imaginar o manejo de uma ação trabalhista diretamente pelas partes. o de se encontrar em situação econômica que não lhe permita demandar sem prejuízo do próprio sustento ou da respectiva família. 2.]”. em se tratando de relação de emprego. e OJ n. O Juízo de origem. aplicável subsidiariamente na forma do art.]” De forma semelhante. Em sua peça de resistência.8. às vezes ficava até mais tarde [.. tendo que pedir ao chefe autorização para liberar as horas extras. não britânicos e assinados pela autora – constata-se que havia sim o registro de horas extras. TST.E-ED-RR 681/2001-001-19-00. também prestava serviços a terceiros particulares. também. ambas do C. Inteligência das Súmulas n. ante a inexistência de efeito repristinatório tácito em nosso ordenamento jurídico. Não se adota. bem como a reclamante [. TST. . 1. Superada esta questão.. de segunda a sexta-feira e em sábados alternados das 8:00 horas às 12:00 horas [. a qual deve ser suprimida por fontes subsidiárias. Vejamos. Destarte. 389 do CC. com a Emenda Constitucional n. que tanto a reclamante quanto a depoente trabalhavam 08:15/08:20 horas até as 18:00 horas. Insta frisar que os indigitados verbetes jurisprudenciais trabalhistas não autorizam a ilação de que a simples apresentação de declaração de pobreza seria suficiente para o deferimento de honorários advocatícios. 23 de Setembro de 2013 127 jurisprudência do TST pretensão do ora embargante em afastar a configuração da hipótese de dedicação exclusiva. segunda a sexta. que às vezes a reclamante saía no mesmo horário da depoente. o princípio da sucumbência no Processo Trabalhista. no processo do trabalho. Em que pese o respeito pelas abalizadas opiniões em contrário. Quadra salientar.906/94. Alega que comprovou o preenchimento do requisito necessário a sua concessão. no art. a reclamante não está assistida pelo sindicato de classe (fl. devem ser esgotados os requisitos da Lei n. a Lei n.060/50 não limita a concessão de honorários apenas ao sindicato assistente. não logrou êxito a autora em demonstrar a existência de horas extras laboradas e não pagas.º 5. Sra. Ademais. para que seja concedida a verba honorária. juros e atualizações monetárias. à realidade e. indeferiu o pedido. teve o condão de derrogar os arts. nos temos do acordo coletivo firmado. são devidos quando a parte estiver assistida por seu sindicato de classe. todas do C.º 5. cumpre aferir se existem horas laboradas e não quitadas após a 8ª hora diária.3HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS Na inicial. os honorários advocatícios.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. ao efetuar nova modificação no art. qual seja. pleiteando a reforma da sentença. independentemente de o obreiro receber ou não salário superior ao dobro do mínimo legal. condições de prover à demanda. Alegou que a Lei n. 219 e 329. portanto.. No presente caso.. 20 do CPC e nos artigos 389 e 404. Sustentou assim que. Nesse particular. Recorre a reclamante. em consonância com a linha traçada pelas Súmulas n.

00 (três mil e quinhentos reais).383/1. sendo partes as acima citadas. admitido o depósito judicial. restando deserto o apelo da reclamada. da lavra do eminente Juiz Luís Claudio dos Santos Branco. admitindo o recolhimento na guia de depósito judicial somente quando se tratar de relação de trabalho não submetida ao regime do FGTS. publicado no DJE de 09. deserto é o recurso cujas custas foram recolhidas por meio de depósito judicial. ao adicional noturno e à quebra de caixa. É o relatório. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pela reclamada. não atendendo. no valor de R$ 70. in verbis: “I .00 (setenta reais). pugnando pelo improvimento do apelo da reclamada. Comprovantes de recolhimento de depósito recursal. ou por intermédio da GFIP avulsa. No mesmo sentido. TST. Aliás. 899. conforme Anexo 1. pelas reclamadas. conhecer do recurso interposto pelas reclamadas e do recurso interposto pela reclamante.12. 1. Custas. pois o exercício do direito de recorrer não exime a parte do dever de observar as disposições legais vigentes alusivas à admissibilidade do recurso. L.2012. DESERÇÃO.5.” Logo.2010.392. 1. 899 da CLT. aos ditames do artigo 899. TST. 8. Vencido o Desembargador Lino Faria Petelinkar quanto ao INSS.GFIP. que julgou procedentes em parte os pedidos formulados na inicial. inclusive. TST.5. 15 e 26 do C. que deve ser feito na conta vinculada do FGTS. realizado na sede do juízo e à disposição deste.2012. DANCING BAR LTDA Recorrido: KIRLIA AGUIAR DE OLIVEIRA Origem: 10ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . Com efeito. 18 e 69. DESERÇÃO. a guia de depósito judicial trabalhista não serve à comprovação de depósito recursal. 10ª Vara do Trabalho de Vitória/ES. à fl. da CLT. prolatada pela MM.394/1. A teor do disposto no art.0010 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: P.17. em face da r. a partir de 01. o C.0006) . Des. TST. quanto ao período do contrato de trabalho que antecede a alteração do artigo 43 da Lei n. Contrarrazões às fls. por unanimidade. UTILIZAÇÃO DA GUIA GFIP.5. assim. ao intervalo intrajornada. FUNDAMENTAÇÃO Não conheço do recurso ordinário interposto pela reclamada. DANCING BAR LTDA GUSTAVO SILVERIO DA FONSECA(OAB: 016982 ES) KIRLIA AGUIAR DE OLIVEIRA Juliana Arivabene Guimarães(OAB: 015765 ES) ACÓRDÃO . 1. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº RO-99500-93. DEJT divulgado em 27. no tocante ao vínculo empregatício. 1. já se posicionou quanto à matéria em questão.09.429. e negar provimento ao recurso da reclamante.418/1.410. às fls. 174/2011. 15 e 26 e na Súmula 426 do C.17. 276 do Decreto 3. O § 4º do artigo 899 da CLT estabelece que o depósito recursal deverá ser feito na conta vinculada do empregado. in verbis: “SUM-426 DEPÓSITO RECURSAL. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO.18.TRT 17ª Região . através da guia GFIP. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19.05. 1. Procurador: Estanislau Tallon Bozi. A teor do Ato Conjunto 21/2010. sentença de fls.2013: Des.500. nos termos dos §§ 4º e 5º do art. dar parcial provimento as recurso das reclamadas.01. Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente). CUSTAS PROCESSUAIS.385. 23 de Setembro de 2013 128 CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região.O depósito recursal previsto no art. sendo que o item I desta última deixa claro que os recolhimentos a título de depósito recursal devem ser realizados por meio de Guia para Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (GFIP). complementada pela decisão de Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Embargos de Declaração de fl.409) foi feito em guia imprópria.0010 Processo Nº RO-99500/2012-010-17-00. MEIO INADEQUADO. 899 da CLT poderá ser efetuado mediante a utilização da Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social . na liquidação da sentença. Lino Faria Petelinkar e Desembargadora Claudia Cardoso de Souza. Recurso não conhecido.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA DEPÓSITO RECURSAL RECOLHIDO EM GUIA DE DEPÓSITO JUDICIAL.408. 1. ao realizar o recolhimento do depósito recursal em GUIA DE DEPÓSITO JUDICIAL VIA BOLETO DE COBRANÇA não atendeu ao fim a que se destina. GUIA DE DEPÓSITO JUDICIAL. Reduzido o valor da condenação para R$ 3. por meio de Guia para Recolhimento do FGTS. E nem se argumente que estaria havendo malferimento ao princípio do amplo acesso ao judiciário. L.2006.2011 Nos dissídios individuais o depósito recursal será efetivado mediante a utilização da Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social – GFIP.048/99. Vistos. e a regra deste último para aquele que abrange o período de sua vigência (a partir de 03/03/2009).2011. Portanto. e de custas processuais.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. por maioria. 1. disponível no comércio e no sítio da Caixa Econômica Federal (Anexo 2). Razões da reclamada às fls.Res. 30 e 31.409. § 4º. OBRIGA-TORIEDADE (editada em decorrência do julgamento do processo TST-IUJEEDRR 91700-09. e pretendendo a reforma do julgado. para afastar a condenação em danos morais decorrentes de assédio moral e determinar que.410) e das custas (fl. a incidência dos juros e multa sobre as contribuições previdenciárias observe o prazo estipulado no artigo art. Em atendimento ao Provimento Consolidado da CGJT. por deserto.212/91. arguindo preliminar de nulidade por negativa de prestação jurisdicional.” . da CLT e das Instruções Normativas 20/2002 e 26/2004 do C. o recolhimento das custas processuais passou a ser realizado exclusivamente mediante Guia de Recolhimento da União – GRU.0099500-93. o que não é o caso dos autos. gerada pelo aplicativo da Caixa Econômica Federal denominado "Sistema Empresa de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social SEFIP" (GFIP emitida eletronicamente). RECOLHIMENTO.5 Recorrente Advogado Recorrido Advogado P. em estabelecimento bancário oficial. não houve remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho para emissão de parecer. 1. o recolhimento do depósito recursal (fl. publicado no DEJT de 08 de Agosto de 2012. Explico. Instrumentos de mandato. as Instruções Normativas nº 03. nas Instruções Normativas 03. à fl. na hipótese de relação de trabalho não submetida ao regime do FGTS. mediante a Súmula 426. no mérito. por deserto.

2009. São cabíveis embargos de declaração no caso de padecer a sentença ou o acórdão de omissão. verbis: “Art. publicado no DEJT em 09/12/2010. padece o recurso ordinário do óbice da deserção.5. autoriza o acolhimento de Embargos Declaratórios. NÃO APRESENTAÇÃO DA GUIA GRU. quando já se encontrava em vigor o Ato Conjunto nº 21/2010 do TST/CSJT/GP/SG. A partir de 01.41893. 4ª Turma. Revelase correta a decisão regional. ACÓRDÃO DE FLS. 23 de Setembro de 2013 129 Quanto às custas judiciais. publicado no DJE de 09.01. RECURSO ORDINÁRIO. modo inadequado que. DESERÇÃO. a reclamada incidiu no mesmo equívoco. não sendo suficiente que estejam consignados o nome do recorrente e do recorrido. o pagamento das custas e dos emolumentos no âmbito da Justiça do Trabalho deverá ser realizado. em seu artigo 4º.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. campo específico a essa informação. Na hipótese vertente. cingindo-se a exibir o comprovante bancário do suposto pagamento. in verbis: “RECURSO ORDINÁRIO NÃO CONHECIDO. TST).2007.GP. não conheço o Recurso Ordinário interposto pela reclamada. nem mesmo o código da receita foi especificado. Vistos.18. 3. e possuem natureza tributária. estabeleceu o limite até 31/12/2010 para que se considerassem válidos os recolhimentos efetuados por meio da guia DARF.2010. Data de Publicação: 23/08/2013) “RECURSO DE REVISTA. Assim. recolheu as custas processuais por meio de GUIA DE DEPÓSITO JUDICIAL VIA BOLETO DE COBRANÇA (fls.CSJT. é inválido o pagamento de custas efetuado por outro meio que não a Guia de Recolhimento da União (GRU). o pagamento das custas e dos emolumentos no âmbito da Justiça Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 do Trabalho será realizado. exclusivamente.17. que não coloca as custas à disposição da União no prazo legal e. ATO CONJUNTO Nº 21/TST. torna deserto o recurso interposto. Dessa forma.2012.5. OMISSÃO CONSTATADA.2007.0009 Processo Nº ED-101300/2007-009-17-00.2013: Des.5. por deserto. gera a deserção do recurso. Data de Julgamento: 14/08/2013. Relator Ministro: João Oreste Dalazen. número do processo.TADEU PAGANI UNIÃO (FAZENDA NACIONAL) INSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR PROF NELSON A DE ALMEIDA Origem: 9ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . sendo ônus da parte interessada efetuar seu correto preenchimento. editou-se o Ato Conjunto nº 21/TST. Recurso de revista de que não se conhece. 4.SG. tendo em vista inexistir. Lino Faria Petelinkar e Desembargadora Claudia Cardoso de Souza. Se a parte abstemse de juntar aos autos a guia GRU relativa ao pagamento das custas judiciais. a reclamada. obscuridade ou contradição.17.TRT 17ª Região . DESERÇÃO.GP. quanto à apreciação de matéria constante no Recurso. destacam-se os seguintes precedentes desta Corte Superior.TRT 17ª. Vencido o Desembargador Lino Faria Petelinkar. a existência de omissão.04. Data de Publicação: 28/06/2013) Por não atendidas as Instruções Normativas acima citadas. a partir de 1° de janeiro de 2011.SG. o recolhimento de custas passou a ser regido pelo Ato Conjunto 21/2010. não conhecer do recurso ordinário interposto pela reclamada. Nesse sentido. mas apenas recibo do suposto pagamento. as custas processuais eram recolhidas por meio de Documento de Arrecadação de Receitas Federais – DARF. mediante Guia de Recolhimento da União – GRU Judicial. cujo artigo 1º determina a sua realização exclusivamente medianteGuiade Recolhimento da União – GRU. estabelece clara disposição de que.0020 . por conseguinte. em face da ausência de um dos pressupostos extrínsecos de admissibilidade recursal. 326-328v . 2ª Turma. Explico. sendo partes as acima citadas. Relator Ministro: José Roberto Freire Pimenta. ante a sua flagrante deserção. de 7 de dezembro de 2010. Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente). JUNTADA DE RECIBO DE RECOLHIMENTO DE CUSTAS. Data de Julgamento: 29/05/2013. RELATÓRIO .5.” (RR . DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº ED-101300-38.0009 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: GIOVANI COLODETTE Embargados: O V. AUSÊNCIA DA -GRU JUDICIAL-. 373/374). designação do juízo e o valor depositados. mediante Guia de Recolhimento da União -.” (grifos) Ademais. DE 7 DE DEZEMBRO DE 2010 O art. 790 da CLT dispõe que a forma de pagamento das custas e emolumentos no âmbito da Justiça do Trabalho obedecerá às instruções expedidas pelo Tribunal Superior do Trabalho. mesmo antes dessa modificação. exclusivamente. em que se reputou deserto o recurso ordinário interposto pela reclamada. CUSTAS PROCESSUAIS. Procurador: Estanislau Tallon Bozi. dispondo que. para a correção da falha apontada.0101300-38. sendo ônus da parte interessada efetuar seu correto preenchimento. por maioria.CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região.2011. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19.GRU Judicial. (C. que não anexou a guia GRU relativa ao pagamento das custas judiciais. REGIÃO .09. a partir de janeiro de 2011. que. 1° A partir de 1° de janeiro de 2011. Recurso de revista não conhecido. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de AGRAVO DE PETIÇÃO. Des. Em atenção à diretriz legal. Afinal. tanto que o referido Ato. em seu artigo 1º.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO.0129 . é imprópria a utilização de GUIA DE DEPÓSITO JUDICIAL VIA BOLETO DE COBRANÇA. Não se pode olvidar que as custas são taxas decorrentes da movimentação do aparelho jurisdicional do Estado. ora recorrente. naquele modelo.CSJT. NÃO COMPROVAÇÃO DO RECOLHIMENTO DE CUSTAS. conforme preconiza a IN nº 18.12. desse modo.5 Embargante Advogado Embargado Advogado Plurima Réu Advogado Plurima Réu GIOVANI COLODETTE Rodrigo Marangoanha Colodette(OAB: 009080 ES) TADEU PAGANI José Carlos Rizk Filho(OAB: 010995 ES) UNIÃO (FAZENDA NACIONAL) Daniel de Souza Nascimento da Silva(OAB: 012273 ES) INSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR PROF NELSON A DE ALMEIDA ACÓRDÃO . devendo ser recolhidas como o são os tributos a ela devidos. (RR 111300-56.

Sendo assim.e em razão dos princípios da celeridade e economia processual. dou provimento aos embargos declaratórios. incisos XXXV. A sentença (bem assim o acórdão) omissa contém.6 Embargante Advogado Embargado Advogado Plurima Réu Advogado Plurima Réu Advogado R CARVALHO CONSTRUCOES E EMPREENDIMENTOS LTDA .que reza que a nulidade não será pronunciada quando for possível suprir-se a falta ou repetir-se o ato . o pleito sucessivo de remessa dos autos à Vara de origem para intimação da Sra. por unanimidade. ou seja. NÃO APRECIAÇÃO DO PEDIDO SUCESSIVO. para. Tânea Maria Bastos Pagani a informar se detém algum interesse no imóvel penhorado.2011. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº ED-101400-51. acórdão de fls.17. 332). relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. pois.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 05/09/2013: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (presidente). como dantes consignado.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA EMBARGOS DECLARATÓRIOS. CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Trabalho da 17ª Região. sanando a omissão apontada. sem a necessidade de anulação da arrematação procedida. caso ainda seja meeira do imóvel. analisando o v. gerando sua ausência nulidade ‘pleno iure’. acrescendo fundamentos.. como litisconsorte passivo na execução. Acórdão não apreciou o pedido sucessivo de “descida dos autos para a r. sendo partes as acima citadas. a intimação do cônjuge não objetiva apenas a preservação da metade que lhe cabe sobre o patrimônio. conforme artigo 655-B do CPC.CONHECIMENTO . 655-B do CPC.EM RECUPERACAO JUDICIAL José Roberto Cajado de Menezes(OAB: 011332 BA) CAIXA ECONOMICA FEDERAL Isaac Pandolfi(OAB: 010550 ES) ANTONIO CARLOS CARVALHO MAGALHAES Lislie Rodrigues Bayer(OAB: 008666 ES) UNIAO Marcos Dupin Coutinho(OAB: 098389 MG) ACÓRDÃO . RELATÓRIO Trata-se de embargos declaratórios opostos pela primeira reclamada (R CARVALHO CONSTRUÇÕES E EMPREENDIMENTOS LTDA).2. MÉRITO 2. TST. ACÓRDÃO DE FLS. ainda. um pronunciamento citra petita pois a apreciação do órgão foi. ainda que a teor do novel art. Ademais. 2.2. verifico que o julgado mantevese silente quanto à análise do pedido sucessivo formulado. dar-lhes provimento. nos quais poderia discutir a própria ‘causa debendi’. Como se vê. no mérito. DESCUMPRIMENTO. Aplicação analógica da Súmula 422 do C. 7ª ed. Acórdão a fundamentação exposta acima. para acrescentar ao julgado a seguinte fundamentação: “Indefiro. mas também de todo o bem. 23 de Setembro de 2013 130 Trata-se de embargos declaratórios opostos pelo arrematante GIOVANI COLODETTE. terá direito à reserva da metade do produto da alienação judicial do bem. porquanto. REGIÃO . em caso de comprovação de tal condição. PRINCÍPIO DA DIALETICIDADE RECURSAL. tenha assegurada sua meação.” Assevera que.p. Vara de origem para que fosse realizada a intimação da Sra. nos termos do artigo 796 da CLT . restando. conhecer dos embargos declaratórios e. 326-328V. É o relatório. 278/282.0009 Processo Nº ED-101400/2011-009-17-00. a falta de intimação privou-a de oferecer embargos do executado. da Constituição da República. CONHECIMENTO Conheço dos embargos declaratórios opostos pelo arrematante. de fato. LIV e LV. E. É o relatório. em razão da recuperação judicial.0009 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: R CARVALHO CONSTRUCOES E EMPREENDIMENTOS LTDA EM RECUPERACAO JUDICIAL Embargados: O V.CAIXA ECONOMICA FEDERAL ANTONIO CARLOS CARVALHO MAGALHAES UNIAO Origem: 9ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . .TRT 17ª Região .5. OMISSÃO. expondo suas razões e comprovando eventualmente ainda ser coproprietária do mesmo e meeira do Segundo-Agravado.2011. não se pode olvidar que a intimação do cônjuge é imprescindível. nos termos da fundamentação acima. mas apenas fazem referência a matérias invocadas em recurso que sequer foi conhecido. de certa maneira.TRT 17ª. acórdão de fls. no tocante a não apreciação do pedido sucessivo formulado.17. é perfeitamente possível a intimação da Sra. porquanto não atendido o princípio da dialeticidade recursal. passo a sanar a referida omissão.” Isto posto. 3. mantendo-se a arrematação regularmente procedida e.)..São Paulo: LTr. patente o prejuízo. Tânia Maria Bastos Pagani. para sanar a omissão apontada. Alega o embargante que o v. em face do v.0101400-51. Procurador: Levi Scatolin. porquanto presentes os pressupostos legais de admissibilidade. bem como acerca da violação do artigo 5º. acrescer ao v. Pois bem. Não merecem ser conhecidos os embargos declaratórios cujas razões não correspondem aos fundamentos da decisão impugnada. destarte. apontando omissão no julgado. realizando-se a reserva da metade do produto da alienação judicial do bem para repasse à mesma. quantitativamente inferior à que se deveria ter sido realizada" ("Sistema dos Recursos Trabalhistas". Desembargadora Claudia Cardoso de Souza (relatora) e Desembargador Lino Faria Petelinkar.1.1. FUNDAMENTAÇÃO 2. Consoante magistério de Manoel Antonio Teixeira Filho: "Sentença omissa é a que deixa de pronunciar-se sobre um ou mais pedidos formulados pelas partes (. em face do v. 278/282 . 1993 . Acórdão. Tânia Maria Bastos Pagani. para fins de prequestionamento do pedido de suspensão do processo.1. a dívida em si ou a higidez do título executivo que aparelha a execução. visando informar se mantém a qualidade de coproprietária do imóvel constrito.5. Vistos. em relação aos pedidos deduzidos na causa. FUNDAMENTAÇÃO 2.

2006. Vejamos.09. (Ag-AIRR . Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 portanto. DJ de 10/6/2011) AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. 2ª Turma. EMPRESA EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL. II. pela ausência de requisito de admissibilidade inscrito no art. 23 de Setembro de 2013 131 A primeira reclamada opõe embargos declaratórios. TST. A presente medida processual revela-se. SDI1.º 5.106300-54. Não-conhecimento. Agravo a que se nega provimento. Agravo de instrumento desprovido. A ausência desses elementos na peça recursal mostra-se dissociada da boa técnica processual e determina a impossibilidade de análise do que se quer alcançar através do ato de recorrer.5. revela-se deserto o recurso de revista interposto.0651. (AIRR-16514139.5. Nesse sentido. incisos XXXV. do CPC. José Roberto Freire Pimenta. DESERÇÃO. não estendeu o benefício aos empregadores. não conhecer dos embargos declaratórios opostos pela primeira reclamada.2008. bem como quanto à violação do artigo 5º. DESERÇÃO. A prerrogativa de isenção do recolhimento das custas e do depósito recursal da massa falida não se estende à empresa privada que se encontra em processo de recuperação judicial (Súmula nº 86 do TST). Portanto. SÚMULA 86/TST. quanto ao pedido de suspensão do processo.) por deserto em face da ausência do recolhimento do depósito recursal devido. LIV e LV da Constituição da República.0661 . em virtude da recuperação judicial (art. o recurso permaneceria deserto por ausência do depósito recursal. II. Apelo que não destaca os fundamentos da decisão recorrida. quando as razões do recorrente não impugnam os fundamentos da decisão recorrida. (AIRR . Precedentes desta Corte superior. DEJT 15/06/2012) AGRAVO EM EMBARGOS EM EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECURSO DE REVISTA. DESERÇÃO. que isenta somente a massa falida do preparo recursal. por entender que o privilégio estabelecido pela Súmula/TST nº 86 não se aplica à ora embargante.5. Ministro Relator Hugo Carlos Scheuermann. Rel. haja vista a sua finalidade ser a garantia do juízo.5.A. deve ele ser mantido por seus próprios e jurídicos fundamentos. 514. segundo a jurisprudência sedimentada do TST.09.04. EXIGIBILIDADE. nos termos do artigo 899 da CLT. o privilégio de isenção do pagamento de custas e depósito recursal aplicável à massa falida. verbis: O legislador brasileiro. EMPRESA EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL. A decisão agravada. ao negar seguimento ao recurso de revista da reclamada (Varig Logística S. INAPLICABILIDADE DA SÚMULA Nº 86 DESTA CORTE.INAPLICABILIDADE DA SÚMULA/TST Nº 86. pelo que. verbis: Recurso ordinário. Não se conhece de recurso ordinário para o TST. 1ª Turma.5. Relator Ministro: Walmir Oliveira da Costa.0006. Min. O fato de a empresa se encontrar em recuperação judicial não atrai a aplicação analógica do entendimento contido na Súmula n. caminho outro não há senão declarálo deserto. DEJT 28/10/2011) AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. Constatada a ausência do indispensável recolhimento do depósito recursal pela reclamada. Art. DEJT 26/06/2013) AGRAVO DE INSTRUMENTO. a assistência judiciária gratuita não abrange o recolhimento do depósito recursal. por analogia à hipótese da Súmula nº 422 do C. AGRAVO DE INSTRUMENTO. 514. DESERÇÃO. Agravo de instrumento a que se nega provimento. acórdão embargado. Min.º 86 desta Corte superior. aplicada por analogia.2010. a primeira reclamada requer apenas o prequestionamento de matérias impugnadas no recurso ordinário. que o recurso ordinário interposto pela embargante não foi conhecido. AUSÊNCIA DE DEPÓSITO RECURSAL. DEPÓSITO RECURSAL.5. o aresto abaixo transcrito. empresa em recuperação judicial. EMPRESA EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL. 3. Depreende-se do v.060/50 evidencia que a concessão da assistência judiciária gratuita. não conheço dos embargos declaratórios.DESERÇÃO . 14 da Lei n. (grs. nos termos em que fora proposta. Rel. Assim. DEPÓSITO RECURSAL NÃO REALIZADO. manifestamente infundada. que trata do conhecimento do recurso ordinário de competência do TST. verbis: AGRAVO DE INSTRUMENTO. Isso posto. encontra-se em consonância com o entendimento desta Corte no sentido de que às empresas que se encontrem em recuperação judicial não se aplica a Súmula nº 86 deste Tribunal (TST – 1ª Turma. Desembargadora Cláudia Cardoso de Souza e Desembargador Lino . A interpretação do art. Agravo não provido. nesta Justiça Especializada. 4ª Turma. Relator Ministro Renato de Lacerda Paiva. Ademais. que não foi conhecido. RECURSO DE REVISTA. 6º da Lei 11. além de não alegar vício no julgado.0019 .584/70 e do artigo 2º da Lei n 1. porquanto não tem natureza de taxa.2007.2009. Maria de Assis Calsing. mas não o fez para o recurso de revista. não é extensível às empresas em recuperação judicial. não realizado o depósito recursal relativo ao recurso de revista. EMPRESA EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL. previsto na Súmula nº 86 desta Corte. Não demonstrado o desacerto do r. Consoante o entendimento majoritário do Tribunal Superior do Trabalho.01. ao dispor sobre a gratuidade da justiça. Nesse sentido.0000. ainda que se concedesse o benefício ao recorrente. por deserto. tem como único beneficiário o trabalhador. AIRR159000-13. 514. ns. para fins de prequestionamento. 1ª Turma. despacho que negou seguimento aos embargos.3164169. por falta de dialeticidade recursal. EMPRESA EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL .2007. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19/09/2013: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite (Presidente). Relator Ministro: Lelio Bentes Corrêa. RECURSO DE REVISTA. (AIRR-2899-48. por falta de dialeticidade recursal.09.) Convém notar que. por deserção. nos termos da Súmula 422 do C. corretamente denegado. II. Agravo de Instrumento não provido. não conheço dos embargos declaratórios opostos pela primeira ré. Além disso. do CPC. TST.101/2005).CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. no mérito dos embargos declaratórios. por deserto.INSUFICIÊNCIA DE DEPÓSITO RECURSAL .1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. do CPC. DEJT 23/3/2012) AGRAVO. esta Corte já sedimentou entendimento de que as empresas em recuperação judicial não estão dispensadas do depósito recursal. DESERÇÃO DO RECURSO DE REVISTA. por ausência do requisito de admissibilidade inscrito no art. as razões dos embargos declaratórios sequer mantêm relação com os fundamentos da decisão objeto de impugnação. por unanimidade. DJ de 3/6/2011) Não conheço do recurso ordinário interposto pela primeira ré.1720540 -80.21. AUSÊNCIA DE DEPÓSITO RECURSAL. às empresas em recuperação judicial não se aplica a súmula 86 daquela Corte. Em que pesem os argumentos oferecidos pela Agravante.0031. sem questionar o próprio conhecimento do apelo. (Ag-E-ED-RR . porquanto a reclamada efetuou o depósito para o recurso ordinário.

o STF. não responderia pelo simples inadimplemento das obrigações assumidas pela empresa regularmente contratada. que diga por qual das proposições. Versam os Embargos sobre suposta omissão e/ou contradição no julgado.PETROBRÁS. a constitucionalidade do artigo 71. Acórdão consignou claramente sua posição em consonância com a decisão do STF. REDISCUSSÃO DE QUESTÕES DE MÉRITO. enfim. o dos embargos declaratórios. e. Insistamos: nos recursos. que negou provimento ao recurso ordinário interposto pela 2ª reclamada. sendo partes as acima citadas.666/1993). da Lei das Licitações (Lei 8. pelo dano sofrido pelo obreiro. em novembro de 2010.0009 Processo Nº ED-102600/2012-009-17-00.0102600-59. TST. quando inexistem falhas formais. como se vê do seguinte trecho: “Todavia.1. pretendendo rediscutir matérias já decididas. sendo indispensável a demonstração de que incorreu em culpa in vigilando. em conseqüência. REGIÃO . que defina qual.5. entendeu o Regional que restou comprovada a culpa da segunda reclamada. parágrafo 1º.05. por óbvio. 535 do CPC.2012. o julgamento da Egrégia Turma foi no sentido de que a responsabilidade subsidiária da Administração Pública restringe-se à hipótese de inadimplência de fiscalização das obrigações trabalhistas da empresa terceirizada. 535 DO CPC. Leciona o supracitado mestre: "enquanto a finalidade dos recursos típicos reside na modificação ('reforma') da sentença.1 Embargante Advogado Embargado Advogado Plurima Réu PETROLEO BRASILEIRO S A PETROBRAS Sofia Varejão Filgueiras(OAB: 009754 ES) LORENA CRUZ RIBEIRO Paula Wanessa L. A sentença (bem assim o acórdão) omissa contém. RELATÓRIO Trata-se de Embargos de Declaração opostos por PETRÓLEO BRASILEIRO S.TRT 17ª.. em sua invalidação (em decorrência de nulidade não suprível). não vai além da sanação de falhas da dicção jurisdicional. aquele que reflete. Bastos(OAB: 010024 ES) TRANSUR RECURSOS HUMANOS LTDA.LTr. a principal modificação foi o reconhecimento de que a Administração Pública. sem demonstrar omissão. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. 1996 . pois.pp. e o entendimento manifestado pelo STF na ADC 16.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. a sua vontade (obscuridade). apesar de atestar a existência de fiscalização efetiva em face da contratada. CONHECIMENTO Conheço dos embargos de declaração opostos. ou seja. tampouco necessidade de prequestionamento. Procurador: Estanislau Tallon Bozi. 2ª ed. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Aduz que o reclamante não logrou provar que houve culpa na contratação da 1ª reclamada. em sede de embargos de declaração. no tocante à responsabilidade subsidiária. no tocante à responsabilidade subsidiária. devendo ser demonstrada.. ACÓRDÃO DE FLS.A. É o relatório. optou (contraditoriedade) ou complemente a entrega da prestação jurisdicional (omissão)". o qual isenta a Administração Pública de responsabilidade nos casos de mera inadimplência dos encargos trabalhistas de empresas terceirizadas. Vistos. pois a apreciação do órgão foi. e não presumida.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 704/709. do acórdão ou do despacho (agravo de instrumento). eventual conduta omissiva. entrementes. no que tange à nova redação dada à Súmula 331 do E. que conferiu constitucionalidade ao art. entre si inconciliáveis. o C.1.LORENA CRUZ RIBEIRO TRANSUR RECURSOS HUMANOS LTDA. 174/2011. encontrando-se toda a matéria exaustivamente enfrentada. E.2011 (. CONTRADIÇÃO. Desta maneira. o que se visa é impugnar o raciocínio do magistrado.2. o resultado do julgamento. em relação aos pedidos deduzidos na causa. Vejamos. . RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA Sustenta a embargante haver omissão e contradição no julgado. Os embargos de declaração têm cabimento quando presentes alguns dos vícios previstos no art. revelando-se improcedentes quando as questões levantadas traduzem inconformismo com o teor da decisão embargada. Acórdão de fls. descumpriu com seu dever de fiscalização”. o seu convencimento jurídico. .TST alterou a redação da Súmula 331 para enquadrá-la devidamente ao entendimento do STF. em princípio. Consoante magistério de Manoel Antonio Teixeira Filho: "Sentença omissa é a que deixa de pronunciar-se sobre um ou mais pedidos formulados pelas partes (. ME Origem: 9ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . FUNDAMENTAÇÃO 2. a omissão não se confunde com eventual erro de julgamento resultante de uma análise equivocada dos elementos dos autos.TRT 17ª Região . contradição ou obscuridade. 427/428) Inicialmente. 23 de Setembro de 2013 132 Faria Petelinkar. que se apresenta obscura. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº ED-102600-59. nesse aspecto. LEGALIDADE (nova redação do item IV e inseridos os itens V e VI à redação) .) Destarte. pois não .. ("A Sentença no Processo do Trabalho". de certa maneira.2.0009 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: PETROLEO BRASILEIRO S A PETROBRAS Embargados: O V.Res. 30 e 31. requerendo a aplicação de efeito modificativo. Portanto. Posteriormente. 71. declarou. bem como ao adesivo do reclamante. em face do v. in verbis : “SUM-331 CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. na condição de tomador de serviços. ou. condenou a 2ª ré como responsável subsidiária.2012. nada mais se pede ao juízo proferidor da sentença que aclare o que pretendeu dizer (obscuridade). IMPOSSIBILIDADE..).17. até mesmo. 704/709 .666/1993. Evidencia-se o caráter protelatório dos embargos.º 16. INEXISTÊNCIA DE QUAISQUER DOS VÍCIOS DO ART. atraindo a aplicação da multa de 1% prevista no parágrafo único do art. MÉRITO 2. ora embargante. dentre dois ou mais sentidos que a sua dicção comporta. contraditória ou anfibológica. uma vez que. 2. porquanto preenchidos os pressupostos legais de admissibilidade. 538 do CPC. é imperioso ressaltar que o v. omissa.5. por meio da Ação Direta de Constitucionalidade n.17. §1º da Lei nº 8. um pronunciamento citra petita. ME ACÓRDÃO . quantitativamente inferior à que se deveria ter sido realizada". DEJT divulgado em 27.

5. que julgou procedentes em parte os pedidos formulados na inicial.0002 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: JOSE MATTOS VICENTE Recorrido: IRMANDADE DA SANTA CASA DE MISERICORDIA DE VITORIA (HOSPITAL DA SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE VITÓRIA) Origem: 2ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . Razões do reclamante às fls. declarando que o são. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19/09/2013: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite (Presidente).17. é a diretriz traçada pelas Orientações Jurisprudenciais nº 118 e 256 da SDI-I do Colendo TST.) Desta feita. não foi objeto de pronunciamento no acórdão. o cumprimento da devida fiscalização que lhe é incumbida. JORNADA 12x36. em virtude do contrato pactuado. verificada negligência do ente público quanto à vigilância da prestadora de serviço. Portanto. tendo demonstrado. 563/566. o juiz ou tribunal. É o relatório. em omissão. 23 de Setembro de 2013 133 procedeu à devida fiscalização da primeira reclamada. nos termos da Súmula 444 do C. não é essa a função dos embargos declaratórios. conhecer dos embargos declaratórios e. Ainda que conste dos autos vasta documentação relativa à suposta fiscalização. pretendendo a reforma do julgado. embora suscitado no recurso. contradição ou obscuridade. Em atendimento ao Provimento Consolidado da CGJT.5. impõe à parte prequestionar tema que. o que incluía. conforme dispõem os artigos 897-A da CLT e 535.6 Recorrente Advogado Recorrido Advogado JOSE MATTOS VICENTE Maria Madalena Selvatici Baltazar(OAB: 005240 ES) IRMANDADE DA SANTA CASA DE MISERICORDIA DE VITORIA (HOSPITAL DA SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE VITÓRIA) Luciano Rodrigues Machado(OAB: 004198 ES) ACÓRDÃO . adequados para a supressão de omissão. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº RO-114000-28. às fls. Prequestionamento. portanto. uma vez que. PRELIMINAR DE NÃO CONHECIMENTO DO APELO .17. 297. Para fins do requisito do prequestionamento de que trata a Súmula n. sentença de fls. 256. seu inconformismo com o julgado. elementos que levem à conclusão de que o Regional adotou uma tese contrária à lei ou à Súmula. a embargante pretende revolver questões já decididas. restando evidente que o dever de vigilância do ente público foi insuficiente. prolatada pela MM. há necessidade de que haja. na medida em que exercia sobre a mesma. Configuração. Vistos. 05 e 34. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. naturalmente. CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. publicado no DEJT de 08 de Agosto de 2012. sendo partes as acima citadas. não foram cumpridas as obrigações contratuais. Havendo tese explícita sobre a matéria. arguindo preliminar de não conhecimento do apelo obreiro. condenará o embargante a pagar ao embargado multa não excedente de 1% (um por cento) sobre o valor da causa". pressupõe.0114000-28. 3. a Súmula 297 do C. nestes termos: "118. muito menos de violação aos dispositivos citados. Quanto ao prequestionamento.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA FERIADOS TRABALHADOS. Desembargadora Cláudia Cardoso de Souza e Desembargador Lino Faria Petelinkar. por unanimidade. tenha havido omissão com relação a este mesmo tópico. o tomador de serviços é responsável pelo descumprimento das obrigações trabalhistas assumidas pela primeira ré e não cumpridas. tem-se que não cuidou de provar o alegado. não se observa. no acórdão. CONHECIMENTO 2. Em que pese a segunda reclamada ter afirmado que procedeu à diligente fiscalização.2011.. e. Súmula 297. 538 do CPC. (. as medidas levadas a efeito não foram suficientes para ilidir a inadimplência perpetrada pela primeira reclamada. em face da r. condeno a embargante ao pagamento de 1% sobre o valor da causa. 574/577. pugnando pelo seu improvimento.1. inclusive tendo aplicado diversas multas contratuais à 1ª ré. no tocante ao adicional de insalubridade e aos feriados laborados." Não há que se falar. Esta.0002 Processo Nº RO-114000/2011-002-17-00. durante o período de vigência do contrato de prestação de serviços mantido entre as reclamadas. por parte da PETROBRÁS. desnecessário contenha nela referência expressa do dispositivo legal para ter-se como prequestionado este.. Instrumentos de mandato. haja vista os descumprimentos de obrigações por parte da primeira reclamada. TST. Contrarrazões apresentada pela reclamada às fls. FUNDAMENTAÇÃO 2.1. Neste contexto. o que se nota pelo seguinte trecho: “Além disso. do CPC. no mérito. negar provimento. Todavia. Segundo o parágrafo único do art. No presente caso. Prequestionamento. 582/589. no mérito. Procurador: Estanislau Tallon Bozi. ao consignar que incumbe à parte opor embargos declaratórios visando o prequestionamento de matéria. contradição ou prequestionamento. poder diretivo dos serviços prestados. Inteligência da Súmula 297. Tese explícita. aliás.2011. na decisão recorrida. Nego provimento. faz-se necessária a condenação subsidiária da PETROBRÁS ao pagamento das verbas trabalhistas deferidas”. "quando manifestamente protelatórios os embargos. considerálos protelatórios e aplicar à embargante multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa. o poder de fiscalizar o cumprimento das obrigações trabalhistas.1. não houve remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho para emissão de parecer. Tese explícita. evidentemente. não vislumbro efetividade em seu dever de fiscalização. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante. de maneira clara. da lavra da eminente Juíza Márcia Frainer Miura Leibel. Ou seja. ante o evidente caráter protelatório Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 dos embargos interpostos.TRT 17ª Região . 2ª Vara do Trabalho de Vitória/ES. puramente. requerendo a concessão de efeitos modificativos. TST. O empregado que se submete ao regime de trabalho especial 12 x 36 tem direito ao pagamento em dobro pelos dias de feriados trabalhados e não compensados. De tal sorte.

sendo suas atribuições listadas pelo i. bem como aos que manuseiam objetos de uso desses pacientes.aplicação da súmula 444 do C. . fezes. a insalubridade em grau médio também é caracterizada nos casos de trabalho ou operações.2009. postos de vacinação e outros estabelecimentos destinados aos cuidados da saúde humana (aplica-se unicamente ao pessoal que tenha contato com os pacientes. lixo urbano. a referida exposição não é exclusiva a insalubridade de grau máximo. inicialmente. não conhecendo quanto ao pedido de horas excedentes a 8ª diária ou ao 16º plantão. sendo caso. uma vez que. se a parte provar que deixou de fazê-lo por motivo de força maior. . . não era possível ao autor se valer da referida súmula do C. Anexo 14. tem razão a reclamada. .17. bem como junto à residências e hospitais quando solicitado por clientes. O reclamante alegou na inicial que foi admitido pela reclamada em 01/10/1998. serviços de emergência. Aduziu que desenvolvia sua atividade junto ao necrotério da reclamada. ao fundamento de que. registro.realizava a retirada de cadáver do IML (necrotério) . com materiais infectocontagiantes. glândulas. já recebido ao longo do trato empregatício. sendo demitido sem justa causa em 17/06/2011. diferencia-se quanto ao local de exposição.realizava o atendimento à solicitações de busca de cadáveres junto ao Hospital Santa Rita (conveniado da Reclamada). mais de um ano depois da propositura da presente demanda. TST. carnes. Por fim. TST ao ajuizar a demanda. Assim. Enquanto que a insalubridade de grau máximo se caracteriza pela exposição com: pacientes em isolamento por doenças infectocontagiosas. circunstância apta para a caracterização da insalubridade em grau máximo. MÉRITO. . de anatomia e histoanatomopatologia (aplica-se somente ao pessoal técnico). pois. pêlos e dejeções de animais portadores de doenças infectocontagiosas. conheço em parte do recurso ordinário interposto pelo reclamante. 2.pedido de pagamento das horas extras a partir da 8ª diária e do 16º plantão. INOVAÇÃO RECURSAL Sustenta a reclamada que o apelo obreiro não deve ser conhecido por inovação recursal. segundo a Norma Regulamentadora n. o reclamante recorre ordinariamente. durante todo o pacto empregatício recebeu o aludido adicional. sendo que. 2. ambulatórios. Vejamos. estando a pretensão limitada a gastos com deslocamento. Quanto ao primeiro fundamento. esgotos.hospitais.5. a reclamada argumenta que o pedido de feriados laborados foi feito com fulcro na Ação Anulatória de Cláusulas Convencionais.resíduos de animais deteriorados. conforme comprovam o Laudo Técnico das Condições de Trabalho e o Perfil Profissiográfico Previdenciário. em contato permanente com sangue.” No caso dos autos é incontroverso que o reclamante era motorista. e. sem o pagamento em dobro dos feriados laborados.2. o pagamento das horas extras a partir da oitava diária e do décimo sexto plantão. em contato permanente. de aplicação da súmula 444 do C.º 15. ao adicional de insalubridade em grau máximo. sentença.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. . não previamente esterilizados). com fundamento no laudo pericial.0000). in verbis: . aplicável na categoria do reclamante. Inconformado. em sede de recurso ordinário. quanto às horas acima da 8ª diária ou do 16º plantão. portanto. que permitia o labor em escala 12x36. com animais destinados ao preparo de soro.acordo nos autos da ação anulatória de cláusula da convenção coletiva.realizava a preparação do corpo – cadáver (troca-se a roupa do defunto. perito. a existência de acordo entabulado nos autos.” Sendo assim. cadáveres Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 e outros agentes biológicos. não previamente esterilizadas. efetua-se tamponamento do nariz e boca. anulando a cláusula em questão. sem mencionar. Considero as respectivas contrarrazões eis que tempestivas e regulares. na insalubridade em grau médio o contato deve ser em: “. de aplicação de aplicação analógica do artigo 517 do CPC. o fato de ter havido ou não acordo nos autos da ação anulatória não pode ser considerado fato novo. tendo desenvolvido suas atividades nas dependências da funerária da reclamada. por inovação recursal. o reclamante disse apenas que foi proferida decisão favorável aos trabalhadores. Assim. porquanto presentes os pressupostos legais de admissibilidade. proposta pelo Ministério Público do Trabalho (0010200-58. com a condução de veículo para transporte de cadáveres. fazendo jus. não conheço do recurso. traz três fundamentos que não foram suscitados na petição inicial. Analisando a petição inicial. Já no tocante ao segundo argumento.2. Vejamos. em que se questionou a (in)validade da cláusula normativa. no capítulo referente aos “feriados laborados”. Segundo a reclamada. segundo o qual “as questões de fato. sangue. que trata da relação das atividades que envolvem agentes biológicos. enfermarias. portanto. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. no que tange ao último fundamento. A r. .contato em laboratórios. julgou improcedente o pleito do reclamante. e . o preposto da reclamada e a prova testemunhal relataram o contato direto com pacientes portadores de doenças infectocontagiosas. cola-se a boca – quando necessário). bem como objetos de seu uso. postos de vacinação e outros estabelecimentos destinados ao atendimento e tratamento de animais (aplica-se apenas ao pessoal que tenha contato com tais animais). couros. em sede de contestação. visto que o próprio conteúdo da aludida ação foi objeto de debate por ambas as partes (inclusive pela reclamada).estábulos e cavalariças. quais sejam: . que ocorreu em setembro de 2011. . adicional de insalubridade. A reclamada. TST. coloca algodão com silicone na boca e nariz. ambulatórios. Embora o argumento do reclamante seja de que trabalhou em contato com doenças infectocontagiosas. uma vez que ficou caracterizada somente a exposição ao agente insalubre em grau médio. que o aludido verbete jurisprudencial do C. vísceras. para exercer a função de motorista.hospitais.laboratórios de análise clínica e histopatologia (aplica-se tão-só ao pessoal técnico).cemitérios (exumação de corpos). segundo o qual o reclamante pleiteia. por inovação recursal. vacinas e outros produtos. não podendo sua conclusão ser tratada como matéria inovadora. porém. TST foi publicado em novembro de 2012. 23 de Setembro de 2013 134 OBREIRO SUSCITADO PELA RECLAMADA. afirmou que o reclamante trabalhou em contato com agente insalubre de grau médio. todavia. . ossos. poderão ser suscitadas na apelação. conforme dispõe a Norma Regulamentadora n. feriados laborados e intervalo intrajornada. verifico que não houve qualquer pedido relativo a jornada de trabalho de 12 horas. .º 15 do Ministério do Trabalho e Emprego. não propostas no juízo inferior.1.gabinetes de autópsias. Em que pese o fundamento da reclamada.

TST. com a efetiva prestação de trabalho em dia de feriado. uma vez que Ação Anulatória de Cláusulas Convencionais proposta pelo Ministério Público do Trabalho (0010200-58. Nesse passo. ocorrendo a hipótese. a reclamada não negou o trabalho obreiro em feriados. Também não ficou comprovado o contato com pacientes em isolamento. Porém.2009. conhecer parcialmente do recurso ordinário. FIXO NOVO VALOR À CONDENAÇÃO. VALIDADE . Por fim. nos exatos termos em que foi pactuada pelos sindicatos signatários. tal como ajustada pelas partes. onde houve desistência do recurso interposto. caracteriza a insalubridade em grau médio. 26 e 27. devido o pagamento dos feriados laborados. 0010200-58. sem a devida folga compensatória. a decisão que declarou nula a aludida cláusula coletiva. 23 de Setembro de 2013 135 . até o julgamento do recurso ordinário interposto nos autos da Ação Anulatória n. prevista em lei ou ajustada exclusivamente mediante acordo coletivo de trabalho ou convenção coletiva de trabalho. sexta feira da Paixão. e custas . aduziu que a nova redação da súmula 444 do C. além de ter suspendido a decisão do TRT da 17a Região. (grifos) Diante do exposto.2009.” Nesse diapasão. Quanto a Ação Anulatória proposta pelo Ministério Público do Trabalho. sendo que. O empregado não tem direito ao pagamento de adicional referente ao labor prestado na décima primeira e décima segunda horas.realizava quando necessário. Fixado novo valor à condenação.2 – DEJT divulgado em 26. Ademais. Portanto. Eis o teor da novel Súmula n.09. assegurada a remuneração em dobro dos feriados trabalhados. FERIADOS LABORADOS. Alegou o autor na exordial que trabalhou durante todo o contrato de trabalho em escala 12x36. curvome ao entendimento sufragado na Súmula n. independentemente da existência de norma coletiva autorizando o labor nestes dias.2. TST é no sentido de que as horas laboradas em feriados sem a correspondente folga compensatória deverão ser pagas com o adicional de 100%. a retirada de secreções com a utilização de uma seringa e agulha.realizava a arrumação do caixão (colocava jornal em volta do corpo. para condenar a reclamada ao pagamento em dobro dos feriados laborados. 02 de novembro e 25 de dezembro). In casu. uma vez que. o entendimento consagrado pelo C. que conferiu efeito suspensivo ao Recurso Ordinário. festa de N. em sede de contestação. Sendo assim.2.1 foi entabulado acordo nos autos.0000) foi julgada procedente. disse que foi interposto Recurso Ordinário.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 2. ESCALA DE 12 POR 36. tenho que prevalecem os termos da convenção coletiva. E nem argumente a reclamada. verifico que o Ministério Público do Trabalho propôs ação anulatória em relação às cláusulas que permitiam a jornada em escala de 11 x 36 horas. 444 do TST. Regional. concomitantemente. perito. as conclusões do i. in verbis: “As atividades exercidas pelo Reclamante são ensejadoras de Insalubridade. extrai-se que o autor laborou em feriados. aduziu que. Portaria 3214/78”. no mérito. concedeu liminar.5. flores e véu). mantinha contato com cadáveres e/ou objetos destes sem prévia esterilização. o local em que ocorria o labor (hospitais e necrotério). Por fim. compulsando as folhas de ponto. que declarou nulos o parágrafo 2o. com fez em sede de contrarrazões. que o acordo não foi juntado aos autos. as folgas oriundas do regime de escala não têm o condão de compensar naturalmente os feriados laborados. A r. fixado em norma coletiva. revendo posicionamento anterior. ou remunerar em dobro as horas trabalhadas. 444 do TST. declarando nula a cláusula em questão. constato do documento de fls.00 (QUARENTA REAIS). in verbis: “SÚM-444.17. da Cláusula 7a – Trabalhos nos Domingos e Feriados. deverá ser concedida uma folga a mais. 12 de outubro. 07 de setembro. foi ajuizada ação cautelar no C. Além disso.2012 – republicada em decorrência do despacho proferido no processo TST-PA-504280/2012. NOS TERMOS DO ART. TENDO EM VISTA O PROVIMENTO DO RECURSO DO RECLAMANTE. PELA RECLAMADA. o reclamante recorre ordinariamente.00 (dois mil reais). ficando exposto a AGENTES BIOLÓGICOS. sempre laborou nos dias considerados como feriado nacional (1º de janeiro. também por esse fundamento. por unanimidade. pois.11. Ministro Presidente do TST. serragem. no tocante a Ação Anulatória de Cláusulas Convencionais proposta pelo Ministério Público do Trabalho. 789 DA CLT. podendo seu conteúdo ser verificado pelo andamento processual do processo na internet. JORNADA DE TRABALHO. sem o pagamento em dobro dos feriados laborados. Dou provimento ao apelo. portanto. A reclamada. restabelecendo as cláusulas 4a – Aumento e Redução da Jornada. 1º de maio. dar provimento parcial ao apelo do reclamante. em grau médio. da NR 15. É valida.2012. a compensar o ocorrido labor. 21 de abril. trata-se de processo público. que se encontra pendente de julgamento neste E. argumentou que é plenamente válida cláusula coletiva que permite o labor em escala 12x36. nas fichas financeiras não consta qualquer pagamento a esse título. DEJT divulgado em 25.000. e a manutenção da decisão que anulou a cláusula em questão.000. nego provimento ao apelo. requereu a condenação da reclamada no pagamento dos aludidos feriados. TST confere direito ao pagamento em dobro dos feriados. em R$ 2. e. concluindo pela insalubridade em grau médio. de forma habitual. nos autos da ação anulatória.00 (DOIS MIL REAIS).Res. NORMA COLETIVA. LEI. 185/2012. no horário das 07:00hs às 19:00hs. Cláusulas 10a – Jornada 11 x 36 e 23a Indenização Adicional. no caso de labor em escala 12x36. que foi julgada procedente pelo TRT da 17a Região. circunstância prevista na norma regulamentar para caracterização da insalubridade em grau máximo. diversa da escala. Milton de Moura França. da Penha. sendo o enquadramento técnico dado pelo Anexo 14. . Contudo. Sra. conforme já mencionado no capítulo 2. com a desistência dos recursos interpostos. a jornada de doze horas de trabalho por trinta e seis de descanso. em dobro. 420/432 que o Exmo.” Inconformado. E CUSTAS RESPECTIVAS NO IMPORTE DE R$ 40.5. alegando que foi firmado acordo com o Ministério Público do Trabalho. por unanimidade. EM R$ 2. tem direito à dobra salarial pelos feriados trabalhados. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 mantendo incólume. e. A jurisprudência da Corte Superior Trabalhista pacificou-se no sentido de que o empregado sujeito ao regime de 12 horas de trabalho por 36 de descanso. diferentemente dos domingos.2. Portanto. que possui o conhecimento técnico necessário. em caráter excepcional. sentença julgou improcedente o pleito do reclamante. Vejamos. Nessa linha de raciocínio. sendo que. Assim. embora estivesse exposto a doença infectocontagiante. nos seguintes termos: “Por outro lado. algodão.0000. foram elucidativas e analíticas a respeito do ambiente de trabalho do autor. 3CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região.17.

da CLT.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO.2. pela reclamada. não procedeu ao recolhimento das custas.º 5. acórdão de fls.º 5. por sua vez. dar provimento parcial para dispensar o reclamante do recolhimento das custas. 2. RESPONSABILIDADE OBJETVA. Suspeição do Desembargador Lino Faria Petelinkar.17. para fins de isenção das custas processuais e conhecimento do Apelo. o reclamante não está assistido por Sindicato de classe. em face do v. sentença de origem indeferiu os benefícios da assistência judiciária gratuita. enquanto aquela. art. para. todavia. Pugna. portanto. Tribunal não se manifestou quanto à responsabilidade objetiva da reclamada pelos atos de seus empregados. não prescinde dos requisitos da Lei n. analisando o v. RELATÓRIO Trata-se de embargos declaratórios opostos pelo reclamante. e não se confunde com o benefício da justiça gratuita previsto no § 3º. Sendo assim. O obreiro. nos termos do § 3º. Aduz que o E. São cabíveis embargos de declaração no caso de padecer a sentença ou o acórdão de omissão. Acórdão. 790. obscuridade ou contradição.8 Embargante Advogado Embargado Advogado RONALDO SEABRA MILAGRE Euclerio de Azevedo Sampaio Junior(OAB: 007583 ES) UNIFORME INDUSTRIA E COMERCIO DE ROUPAS LTDA EPP Dalton Almeida Ribeiro(OAB: 011359 ES) ACÓRDÃO . o julgado foi omisso quanto ao pedido de concessão dos benefícios da assistência judiciária gratuita. a existência de omissão. do art. a luz do art. autoriza o acolhimento de Embargos Declaratórios.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. bem como em relação aos honorários advocatícios sucumbenciais. CONHECIMENTO Conheço os embargos declaratórios opostos pelo reclamante. no tocante à assistência judiciária gratuita.TRT 17ª. aos descontos fiscais e previdenciários. de acepção mais restrita. sendo partes as acima citadas.º 1. importando somente na isenção de custas.5. 790. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . para a correção da falha apontada. ou seja. extensivo a quem não esteja assistido por Sindicato (prevista no § 3º. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. diferentemente do que ocorre quando há concessão do benefício da justiça gratuita. quanto à apreciação de matéria constante no Recurso. honorários advocatícios e descontos fiscais e previdenciários. e é devida a todo aquele que receber salário igual ou inferior ao dobro do mínimo legal. com base na declaração de miserabilidade jurídica. porquanto presentes os pressupostos legais de admissibilidade. primeiramente. aos honorários advocatícios. também.º 5. defiro o benefício da justiça gratuita. 23 de Setembro de 2013 136 respectivas no importe de R$ 40. Procurador: Estanislau Tallon Bozi DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº ED-123000-18. da CLT. do art. à luz dos arts. à fl. por força do Agravo de Instrumento.TRT 17ª Região . Assim. 10. mas por advogado particular (fl. por fim.584/70 c/c §3º. ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA Aponta o embargante omissão no v.0123000-18. Este é uma faculdade do juiz. devo registrar. Desembargadora Claudia Cardoso de Souza e Desembargador José Luiz Serafini.584/70. 186 e 927 do Código Civil. sanando a omissão apontada.1. apontando omissão no julgado.2.584/70. 790. 14 da Lei n.2012. como no artigo 3º da Lei n. a assistência judiciária gratuita é devida apenas na hipótese prevista na Lei n. da CLT. pugnou. dou provimento aos embargos declaratórios. nas razões recursais.584/70 para a concessão da assistência judiciária gratuita. Dou parcial provimento. no Processo do Trabalho.17. por entender ausentes os requisitos da Lei 5.060/50 e art. pela apreciação dos argumentos contidos no recurso ordinário acerca dos encargos fiscais e previdenciários e. É o relatório. no tocante ao pedido de concessão dos benefícios da assistência judiciária gratuita e justiça gratuita.0002 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: RONALDO SEABRA MILAGRE Embargado: O V. pela concessão do benefício da assistência judiciária gratuita. não estão atendidos os pressupostos previstos na Lei n. DESCONTOS FISCAIS E PREVIDENCIÁRIOS Alega o embargante omissão quanto à responsabilidade objetiva da reclamada. § 3º. De fato.060/50.2012. na acepção mais ampla. ACÓRDÃO DE FLS. MÉRITO 2. da CLT).º 5.5. 790. quando preenchidos os requisitos previstos no próprio artigo. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19/09/13: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente). responsabilidade objetiva. FUNDAMENTAÇÃO 2. OMISSÃO CONSTATADA. 207/209v. embora tenha sido consignado que foi superada a deserção.2. Assim. com fundamento na Lei 1. REGIÃO UNIFORME INDUSTRIA E COMERCIO DE ROUPAS LTDA EPP Origem: 2ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA .º 5. ficando. OMISSÃO. No âmbito desta Especializada.2. da CLT. condenando o autor ao pagamento da importância de R$ 130. 790. 20 do CPC e Súmula 219 do TST. conforme arts. que envolve também os honorários advocatícios. assistência por Sindicato de classe e percepção de remuneração igual ou menor que o dobro do salário mínimo ou impossibilidade de demandar sem prejuízo do sustento próprio ou da família. 09) e.00 a título de custas processuais.” Isto posto.584/70. verifico que. os beneficiários da assistência judiciária gratuita. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. a parte deve estar assistida por seu Sindicato de classe.1. 790. OMISSÃO. para acrescentar ao recurso a seguinte fundamentação: “A r. Acórdão. quais sejam. do art.584/70. que a assistência judiciária gratuita e o benefício da justiça gratuita não se confundem. 207-209v . No entanto.0002 Processo Nº ED-123000/2012-002-17-00. como se percebe. há necessidade da ocorrência dos dois requisitos para o deferimento da assistência judiciária. do art. assegurado igual benefício ao trabalhador de maior salário uma vez provado que a sua situação econômica não lhe permite demandar sem prejuízo do sustento próprio ou de sua família. Nesse particular. são os que preenchem os requisitos da Lei n. Com razão. da CLT. 133 da Constituição.00 (quarenta reais). A assistência judiciária gratuita tem previsão tanto no art. Na hipótese vertente. Vistos. 2. passo a sanar a referida omissão. Portanto. § 3º.

não é essa a função dos embargos declaratórios. A Súmula 297 do C. Tese explícita. FUNDAMENTAÇÃO 2. em razão da confissão ficta do autor. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19/09/2013: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite (Presidente). devidamente. um pronunciamento citra petita pois a apreciação do órgão foi.1. ainda que contrária ao entendimento da parte. em omissão no julgado e. seu inconformismo com o julgado. puramente. de certa maneira.1.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA CONFISSÃO FICTA. Prequestionamento.. Não há se falar. FUNDAMENTAÇÃO 2. tendo demonstrado. mas tão somente falhas formais porventura havidas no julgado. que isentou o reclamante do pagamento das custas processuais. quantitativamente inferior à que se deveria ter sido realizada" ("Sistema dos Recursos Trabalhistas". impõe à parte prequestionar tema que. Súmula 297. sendo certo que a não-manifestação acerca de todos os dispositivos legais apontados como violados não configura omissão no julgado. TST).0002 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: ADEMIR OLMO SERRI JUNIOR Recorrido: UNIAO NACIONAL DOS PROPRIETARIOS DE VEICULOS AUTOMOTORES-UNION Origem: 2ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . é a diretriz traçada pelas Orientações Jurisprudenciais nº 118 e 256 da SDI-I do Colendo TST. ao intervalo intrajornada. quanto à assistência judiciária gratuita. ao contrário do afirmado.TRT 17ª Região . às horas extras. A existência de tese específica sobre a matéria debatida..p. porquanto presentes . do CPC. Acórdão. Se os documentos constantes dos autos não são capazes de comprovar a relação de emprego em período anterior ao registrado na CTPS. não há qualquer omissão no julgado. ante a sucumbência total do reclamante. há necessidade de que haja.2 Recorrente Advogado Recorrido Advogado ADEMIR OLMO SERRI JUNIOR Vilmar de Oliveira Silva(OAB: 013154 ES) UNIAO NACIONAL DOS PROPRIETARIOS DE VEICULOS AUTOMOTORES-UNION CAIO DA CRUZ FERRAZ(OAB: 017973 ES) ACÓRDÃO .0002 Processo Nº RO-125100/2011-002-17-00. Prequestionamento.). Consoante magistério de Manoel Antonio Teixeira Filho: "Sentença omissa é a que deixa de pronunciar-se sobre um ou mais pedidos formulados pelas partes (. Desembargadora Cláudia Cardoso de Souza e Desembargador Lino Faria Petelinkar. A presunção relativa de veracidade dos fatos alegados pelo empregador. negou provimento ao pedido de dano moral decorrente de suposta perseguição perpetrada pela empregadora e. a reclamada não apresentou contrarrazões ao recurso obreiro. em prequestionamento dos dispositivos legais e constitucionais mencionados. Vistos. Conforme se infere do v. Analisando o v. Para fins do requisito do prequestionamento de que trata a Súmula n. à retificação da CTPS. que julgou improcedentes os pedidos formulados na inicial. por unanimidade.2011. Nesse aspecto. sentença. nos moldes do artigo 535.2011. Tese explícita. as razões de julgamento encontram-se.5. PROVA PRÉ-CONSTITUÍDA. 189/190. pode ser elidida por prova pré-constituída (Súmula 74 do C. assentando expressamente estarem “ausentes todos os pressupostos a ensejar a responsabilidade civil”. subjetiva ou objetiva. satisfaz o requisito de fundamentação da decisão e caracteriza a devida prestação jurisdicional. 7ª ed.0125100-77. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 para sanar a omissão apontada e dar provimento parcial para dispensar o reclamante do recolhimento das custas. consignadas no julgado. presume-se verdadeira a data de registro da admissão do obreiro. sentença de fls. Configuração. 297. ao sobreaviso. CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. RECONHECIMENTO DE VÍNCULO EMPREGATÍCIO. 1993 . conhecer dos embargos declaratórios e. o qual. embora suscitado no recurso. desnecessário contenha nela referência expressa do dispositivo legal para ter-se como prequestionado este. CONHECIMENTO Conheço o Agravo de Instrumento interposto. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. ao consignar que incumbe à parte opor embargos declaratórios visando o prequestionamento de matéria. requerendo a reforma da r. contradição ou obscuridade. 23 de Setembro de 2013 137 ainda. . DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº RO-125100-77. da lavra do eminente juiz Roberto José Ferreira Almada. 256.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. à confissão. pressupõe. Esta. às comissões e à multa do artigo 477 da CLT. Todavia. resta claro que a embargante pretende revolver questões já decididas. 3. TST. NÃO COMPROVAÇÃO. sendo certo que os embargos declaratórios não são meio idôneo a corrigir eventual erro de julgamento. no mérito. A sentença (bem assim o acórdão) omissa contém. elementos que levem à conclusão de que o Regional adotou uma tese contrária à lei ou à Súmula. Nego provimento. Acórdão embargado. de maneira clara. não foi objeto de pronunciamento no acórdão. evidentemente. Ou seja. julgou indevidos os honorários advocatícios. sendo partes as acima citadas. adequados para a supressão de omissão. Havendo tese explícita sobre a matéria. dar-lhes parcial provimento.São Paulo: LTr. do CPC. portanto. nos termos da certidão de fls. proferida pela MMª 2ª Vara do Trabalho de Vitória/ES. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante. no acórdão. bem como prejudicada a análise relativa aos descontos fiscais e previdenciários. decorrente da ausência injustificada na audiência que deveria depor. 243. Procurador: Estanislau Tallon Bozi. tenha havido omissão com relação a este mesmo tópico.5. Inteligência da Súmula 297. pelo prequestionamento dos dispositivos mencionados.17. nestes termos: 118. vê-se que nas aludidas matérias elencadas. na decisão recorrida. É o relatório.17. portanto. aliás. conforme dispõem os artigos 897-A da CLT e 535. às fls. verbis: 2. Razões recursais.CONHECIMENTO Deserção superada pelo julgamento do agravo de instrumento. Embora devidamente notificada. em relação aos pedidos deduzidos na causa. em face da r. tampouco. 332). 194/216. À análise.

em primeiro lugar devo registrar que a assistência judiciária gratuita e o benefício da justiça gratuita não se confundem. que envolve também os honorários advocatícios. o juízo de origem considerou que os documentos colacionados às fls.584/70.2.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. sob pena de confissão.MÉRITO 2. do art. podendo ser elidida por prova em contrário. dispenso o reclamante do recolhimento das custas processuais e dou provimento ao Agravo de Instrumento interposto pelo reclamante para.1ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA. dar provimento para. capazes de elidir a confissão aplicada. ainda. Dessa decisão. informe que não possui condições de pagar as custas do processo e os honorários advocatícios. 790. nos termos do § 3º. no caso. afastando a deserção. A assistência judiciária gratuita tem previsão tanto no art. pois. como no artigo 3º da Lei n. uma vez que se encontram preenchidos os pressupostos de admissibilidade. ou seja. da CLT. determinar o processamento do Recurso Ordinário interposto pelo autor. que o indeferimento da assistência judiciária gratuita prejudica o reclamante exercer seu direito de interpor recursos aos tribunais superiores. e é devida a todo aquele que receber salário igual ou inferior ao dobro do mínimo legal. diferentemente do que ocorre quando há concessão do benefício da justiça gratuita. indeferidos. renovando o pleito da assistência judiciária gratuita. ou indenização por depreciação de veículo utilizado em serviço por reles três meses. o Juízo a quo condenou o autor ao pagamento das custas processuais no importe de R$ 440. do art. não estão atendidos os pressupostos previstos na Lei n. Quanto ao pedido de pagamento de prêmios e comissões. Nessa linha de raciocínio. Vejamos. o reclamante. decorrente da confissão do autor.584/70 para a concessão da assistência judiciária gratuita. assegurado igual benefício ao trabalhador de maior salário uma vez provado que a sua situação econômica não lhe permite demandar sem prejuízo do sustento próprio ou de sua família. Considerou verdadeiros os fatos alegados na defesa. devendo os autos ser encaminhados a SECAU para reautuação. Inicialmente. No âmbito desta Especializada.584/70. 24/98 dos autos não comprovaram o direito postulado. 13) e. alega que o juízo de origem não considerou todo o conjunto probatório existente nos autos. determinar o processamento do Recurso Ordinário interposto pelo obreiro. 2. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 14. no mérito. assistência por Sindicato de classe e percepção de remuneração igual ou menor que o dobro do salário mínimo ou impossibilidade de demandar sem prejuízo do sustento próprio ou da família. afastando a deserção. com nítida afronta ao artigo 5°. § 2º. mas simplesmente reputoulhe confesso e julgou improcedentes os pedidos formulados na inicial. 3. Na hipótese vertente. quais sejam. Após. o recolhimento das custas processuais. Assim. além da presunção relativa de veracidade da tese de defesa. todos consagraram a condição autônoma do emitente. o ora Agravante não procedeu ao recolhimento das custas processuais no valor de R$ 440. 790. fixadas pelo Juízo de origem. ao argumento de que a presunção de veracidade decorrente da pena de confissão é apenas a relativa.584/70. mediante simples afirmação na petição.º 5. importando somente na isenção de custas. com base na declaração de miserabilidade jurídica. De fato. Inconformado.2. na acepção mais ampla. sem realizar. E os pedidos de horas extras e intervalo intrajornada. Todavia.1. de acepção mais restrita. no Processo do Trabalho. basta que a parte. O pedido de pagamento das verbas decorrentes da dispensa sem justa causa foi indeferido em razão do pedido de demissão assinado pelo próprio autor. defiro ex oficio o benefício da justiça gratuita. também. enquanto aquela. 790.º 5. Nesse aspecto. com base no artigo 343. Quanto ao pedido de depósitos do FGTS. Este é uma faculdade do juiz.060/50 e da Lei 5. TST. Salienta que o princípio da busca da verdade real é superior à pena de confissão. mas por advogado particular (fl. Sustenta. da CLT. pois não foram infirmados pela prova constituída. extensivo a quem não esteja assistido por Sindicato (prevista no § 3º. à fl. por considerá-lo deserto. e não se confunde com o benefício da justiça gratuita previsto no § 3º. portanto. porquanto. o juízo de primeiro grau entendeu que o próprio reclamante admitiu ter recebido prêmios ou comissões da ré. MÉRITO 2. na petição inicial e em suas razões recursais requereu a concessão do benefício da assistência judiciária gratuita para fins de isenção das custas processuais. ficando. o reclamante não está assistido por Sindicato de classe. Inconformado. entendeu que foram . o que torna descabida a integração salarial dessas rubricas. além de ressaltar ausência de justificativa para o reembolso de combustível em valor superior ao praticado no curso do breve tempo do contrato.584/70. então. Nesse contexto. contudo. mesmo advertido que deveria comparecer ao ato para depor. quando preenchidos os requisitos previstos no próprio artigo. o que levou ao não conhecimento do recurso pelo Juízo a quo.060/50. o reclamante interpôs recurso ordinário. observo que o reclamante limita sua impugnação à suposta falta de apreciação das provas constituídas nos autos. não prescinde dos requisitos da Lei n.º 5.2. fundamentou a improcedência de cada pedido nas provas documental e oral existentes nos autos.º 1. os beneficiários da assistência judiciária gratuita. com competente compensação na distribuição. o juízo a quo. há necessidade da ocorrência dos dois requisitos para o deferimento da assistência judiciária. em razão da confissão do reclamante.º 5. os autos deverão ser remetido a Relatora. conhecer do Agravo de Instrumento e. No entanto. Nesse aspecto. por unanimidade.584/70. além de alguns terem sido emitidos por terceiros. insurge-se o reclamante. Para o pedido de reconhecimento do vínculo empregatício no período não anotado na CTPS. para a concessão do referido benefício. XXXV e LXXIV da Constituição Federal. calculados sobre o valor da causa. 23 de Setembro de 2013 138 os requisitos de admissibilidade recursal. do CPC e Súmula 74 do C.CONFISSÃO O juízo de origem reputou o reclamante confesso quanto à matéria fática debatida nos autos. deixou de fazê-lo. como se percebe.CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 2ª Turma do Egrégio Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. também. 14 da Lei n. recorre o reclamante. 2. argumentado que. Portanto. Pois bem. são os que preenchem os requisitos da Lei n. a teor da Lei 1. do art. da CLT). a assistência judiciária gratuita é devida apenas na hipótese prevista na Lei n.00 (quatrocentos e quarenta reais).00 (quatrocentos e quarenta reais). DESERÇÃO DO RECURSO ORDINÁRIO Diante da improcedência total dos pedidos expostos na exordial. a parte deve estar assistida por seu Sindicato de classe.2.º 5.

2. no período anterior ao registro da CTPS – 04/01/2010 a 08/09/2010.94. PERÍODO SEM ANOTAÇÃO Na inicial. 2. por si só. Embora a reclamada tenha o dever legal de apresentar os cartões de ponto. FGTS e multa de 40%. (ex-Súmula nº 74 . verbis: SÚMULA 74 CONFISSÃO.A prova pré-constituída nos autos pode ser levada em conta para confronto com a confissão ficta (art. com cerca e 20min a 30min de intervalo intrajornada. prevalecendo a jornada de trabalho apontada na contestação. da Súmula 74. na forma do documento de fls. domingos e feriados. ante a confissão aplicada ao reclamante.02. ao argumento de que a tese de defesa de ausência de labor aos sábados e domingos . gerando a presunção relativa de veracidade da jornada de trabalho indicada na inicial. 24/50 demonstram o labor no período não anotado na CTPS e.2001. Ainda que os formulários de pedidos de clientes apresentados pelo reclamante possam coincidir com dias de sábados. Disse que. O juízo de origem julgou o pedido de hora extra e intervalo intrajornada. em média. (nova redação do item I e inserido o item III à redação em decorrência do julgamento do processo TST-IUJEEDRR 801385 -77. Requereu o reconhecimento do vínculo empregatício com a ré. no período de 04/01/2010 a 08/09/2010. embora a CTPS tenha sido registrada em 09/09/2010.2000) III. não se pode olvidar que a confissão aplicada ao reclamante favorece a tese da ré. bem como reflexos sobre o aviso prévio. por sua vez. o que será efetivamente tratado nos próximos tópicos. 23 de Setembro de 2013 139 devidamente adimplidos. Nego provimento. férias + 1/3. na realidade. sob a alegação de que a empresa não pratica atividades de vendas aos sábados e aos domingos.RA 69/1978. § 2º. 174/2011. Ademais. inclusive nos sábados. não ilidem a presunção de veracidade da contestação. Vejamos. Vejamos. dispõe que a prova pré-constituída nos autos pode ser levada em conta para confronto com a confissão ficta. Vejamos. não implicando cerceamento de defesa o indeferimento de provas posteriores. RSR. Requereu o pagamento das horas extras excedentes da 8ª diária e da 44ª semanal. RSR. não há falar em aplicação da confissão sem apreciação das provas constantes dos autos. 24/98. no caso o reclamante. ao argumento de que a reclamada não apresentou os cartões de ponto de todo o período contratual. por meio de celular. de segunda a sexta-feira. HORAS EXTRAS E INTERVALO INTRAJORNADA O reclamante alegou que possuía como jornada habitual. E nem se diga que o registro da condição de representante autônomo ao signatário dos referidos documentos constavam mesmo no período do contrato de trabalho anotado na CTPS.3. 154. frisa-se que o reclamante não questiona a confissão ficta aplicada em razão da sua ausência injustificada na audiência que deveria depor. sem receber as horas extras devidas.05. nos termos do artigo 74.2011 I – Aplica-se a confissão à parte que. para exercer a função de consultor de vendas. conforme comprovam os documentos anexados à contestação. TST. DJ 26.0017) . portanto. mesmo que se possa presumir a subordinação no período anterior ao registrado na CTPS pelo simples fato de ter havido a prestação de serviços para a reclamada.SOBREAVISO O autor aduziu. Em defesa. de ausência de trabalho em regime de sobreaviso.inserida em 08. FGTS. mesmo durante o trabalho externo. Na verdade. quando percebia R$ 686. na qual deveria depor. não comparecer à audiência em prosseguimento. quando laborava cerca de 05 a 06 horas. 13º salário. quanto ao período sem controle de jornada nos autos. Indeferiu o pagamento do seguro-desemprego. . domingos e feriados. portanto. a condição de empregado alegada. multa de 40%. até porque o autor foi considerado confesso em relação aos fatos alegados pela defesa. bem como da multa do artigo 477 da CLT. o item II. por ausência dos requisitos legais. 13º salário. sustentou que o horário de trabalho do Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 reclamante era das 08h às 17h. o vínculo empregatício postulado. não afetando o exercício. A prova da relação de emprego depende da presença dos requisitos do artigo 3º da CLT e estes não foram demonstrados nos autos. sob o fundamento de que os documentos acostados às fls. que revelam labor aos sábados. a confissão ficta do reclamante desonera o empregador do seu ônus. com 01h de intervalo intrajornada.Res. a condição de representante autônomo e. 24/98 conferem ao emitente. com a retificação da data de admissão da CTPS e o pagamento das férias + 1/3. sem labor aos sábados e domingos. Nego provimento.4. a verdade real não se revela pela presunção relativa decorrente da falta de exibição dos cartões de ponto de terminando período.11. não comprovam que o reclamante estava de sobreaviso naqueles dias. sem qualquer controle por parte da empresa. Inicialmente. DEJT divulgado em 27. iniciou o labor na reclamada.1978) II . Portanto. não comprovam. em 04/01/2010. Nego provimento. os documentos apontados pelo recorrente não confrontam a presunção de veracidade dos fatos alegados na contestação. da CLT.não prospera. 2.2. três finais de semana por mês (sábado e domingo). o reclamante alegou que foi contratado. indiquem que prestou serviços para a reclamada. sua jornada era controlada.RETIFICAÇÃO CTPS. sentença. expressamente intimada com aquela cominação. pelo magistrado. Nessa linha. em 10/12/2010. CPC). que elida a presunção de veracidade decorrente da confissão. não impugnados pela ré. que era obrigado a permanecer com o celular ligado 24h. nos autos. Embora os documentos apresentados pelo reclamante. decorrente da confissão aplicada ao autor.09. diante da ausência de prova. A reclamada contestou o pedido. 30 e 31. O juízo de origem indeferiu o pleito.2.A vedação à produção de prova posterior pela parte confessa somente a ela se aplica. e dispensado.5. do poder/dever de conduzir o processo. o autor pretende o reexame de cada pedido indeferido. do C. domingos e feriados. além de alegar que exercia trabalho externo. Asseverou que. ao argumento de que os referidos documentos demonstram o labor para a reclamada antes do registro da CTPS. A reclamada. I. no sentido de que aqueles juntados às fls. das 07h45min às 22h. às fls. 400. em 04/01/2010. pois.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. em relação ao período sem registro na CTPS. (ex-OJ nº 184 da SBDI-1 . a ré negou o labor em período anterior ao registrado na CTPS do autor.2. Desse modo.2. O reclamante manifesta sua irresignação com a r. a título de remuneração mensal. Disse que era acionado. Insurge-se o reclamante. diante dos documentos juntados com a inicial. Insurge-se o reclamante. O reclamante se manifesta sobre os documentos apresentados pela ré.

Tribunal Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Regional. FGTS. A ré argumentou que as comissões e premiações somente eram pagas aos vendedores que atingissem determinada meta. não elide a confissão do autor e. 23 de Setembro de 2013 140 Nego provimento.) Ante o exposto. o que foi cumprido às fls. mas não dispensa a assistência sindical. Procurador: Estanislau Tallon Bozi. 790.7.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº RO-138400-48. Vencido o Desembargador Lino Faria Petelinkar quanto à assistência judiciária gratuita. por ausência dos requisitos do art. o reclamante alegou que lhe foi prometido o pagamento de comissões na razão de 10% sobre cada contrato de adesão celebrado. pois o próprio Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho indica que recebia comissões. da CLT. não há prova de que o reclamante alcançou as metas ao longo de todo o contrato de trabalho.2. Nesse sentido. § 3º. por não ter computado as horas extras. O juízo de origem entendeu não haver motivo para aplicação da multa do art. apesar de sempre ter sido um dos melhores e mais produtivos consultores da ré. se atingisse a meta de trinta contratos de adesão celebrados. Assim. 2. revogou o artigo 14 da Lei 5. 2. de acepção mais ampla. da CLT tem pertinência quando o empregador não cumpre o prazo estabelecido para a quitação das verbas rescisórias. TST: RECURSO DE REVISTA. manifestou-se o C. 14 da Lei 5. podendo o advogado declarar a hipossuficiência do reclamante. 3. quanto ao direito à multa prevista no § 8º. comprovando. conhecer do recurso ordinário do reclamante e.2003.4 . o reclamante está assistido por advogado particular (fls. cumpre ressaltar que a justiça gratuita foi deferida ao autor em sede de agravo de instrumento. por unanimidade. Assim. que alterou o artigo 790. Todavia. pelas provas constantes dos autos. 5.584/70 (assistência sindical e percepção de remuneração igual ou inferior ao dobro do salário mínimo legal.17. Ressalta que a assistência judiciária gratuita pode ser concedida. com reflexos sobre férias + 1/3. o reclamante postulou a condenação da reclamada no pagamento da multa do art. 477 da CLT. 2.1302000-77. Insiste o reclamante. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19. (Processo: RR . negar-lhe provimento.000.COMISSÕES. Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente). PREMIAÇÕES Na inicial. No âmbito desta Especializada.2013: Des. extensivo a quem não esteja assistido por Sindicato (prevista no art. aduziu que também lhe foi garantido o recebimento de premiações que variavam em torno de R$ 1. PAGAMENTO A MENOR . Vejamos.00. por conseguinte. § 8º.2. na forma da fundamentação supra. Nego provimento. diferentemente do que ocorre com o benefício da justiça gratuita. por maioria. Embora o Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho registre o pagamento de comissões referentes ao mês anterior ao da rescisão. Nesse sentido.CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. supre apenas o requisito inerente à miserabilidade jurídica. impede a procedência do pedido. sem a necessidade de poderes especiais para tanto. 13) e a declaração de insuficiência econômica.584/70. Vejamos. §3º. multa de 40%.584/70. envolvendo também os honorários advocatícios. constante às fls. RSR. Além das comissões. Lino Faria Petelinkar e Desembargadora Claudia Cardoso de Souza.MULTA DO ARTIGO 477.0010 Processo Nº RO-138400/2012-010-17-00. pois a lei de regência exige a concomitância dos pressupostos.ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA O juízo de origem indeferiu o pedido de assistência judiciária gratuita. jamais recebeu as comissões prometidas. são os que preenchem os requisitos da Lei 5. da CLT. de acepção mais restrita. assim. no percentual de 10% sobre cada contrato de adesão celebrado. Pelo que se depreende do acórdão do e. Requereu o pagamento de todas as comissões. Mantido o valor da condenação. bem como a sua integração ao salário. DA CLT. no mérito. na hipótese de atraso no pagamento das verbas rescisórias constantes do termo de rescisão. 14.00 a R$ 1. não sendo possível ampliar o seu alcance para a hipótese de pagamento a menor daquelas parcelas. 477. § 8º. para fins de recebimento de comissões e prêmios. do artigo 477. § 8º. mas sim pagamento a menor (diferenças de verbas rescisórias reconhecidas ex judicis). MULTA DO ART.2. Em primeiro lugar.584/70. a assistência judiciária gratuita é cabível apenas se preenchidos os pressupostos da Lei n. 3ª Turma. Des. até porque as diferenças foram reconhecidas somente em juízo.09. os beneficiários da assistência judiciária gratuita. o atingimento das metas Vejamos. Nego provimento. da CLT. Insurge-se o reclamante. não sendo o pagamento a menor das verbas rescisórias motivo a ensejar a sua aplicação.A aplicação da multa de que cogita o art.5. indevida a multa em comento quando as verbas rescisórias registradas no Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho foram pagas no prazo estabelecido do artigo 477 da CLT. DA CLT Na inicial. exclusivamente. a ausência de comprovação do direito alegado.09. A multa do artigo 477 da CLT é devida. 14. ao argumento de que a Lei 10.5.6.0008 Data de Julgamento: 17/03/2010. a mera existência de diferenças em favor do empregado não torna devido o pagamento da multa.537/2002. 477. 477. inclusive de ofício. 13º salário. Data deDivulgação:DEJT09/04/2010. § 8º. premiações e seus reflexos no pagamento das verbas resilitórias. a qual o reclamante jamais atingiu. comissões. apenas com a comprovação da miserabilidade jurídica. Também sustenta não ser a assistência judiciária gratuita privativa do sindicato de classe. O juízo de origem indeferiu o pedido. Recurso de revista parcialmente conhecido e provido.5. nego provimento. Argumenta que as verbas trabalhistas devidas não foram pagas no prazo legal. sendo incontroverso que o pagamento das verbas rescisórias ocorreu dentro do prazo previsto no § 6º do art.500. Nesse diapasão. ou impossibilidade de demandar sem prejuízo do sustento próprio ou da família). não houve o alegado atraso no pagamento da rescisão. 477 da CLT. O reclamante reitera o direito ao recebimento das comissões e premiações. sob o fundamento de que o próprio reclamante admitiu jamais ter recebido prêmios ou comissões. da CLT). Na hipótese vertente. Mantido o valor da condenação. Relator Ministro: Horácio Raymundo de Senna Pires. e limitado à dispensa do recolhimento de custas processuais. horas extras e verbas resilitórias.2012.

as condições da ação são aferidas in status assertionis. Razões recursais. Portanto. ocorre apenas no momento do pagamento do crédito trabalhista ao reclamante. do CPC. É o relatório. não havendo como transferir-se para as reclamadas este ônus tributário. em face do empregador.00 já integrados ao salário -base por essa decisão. nos termos dos artigos 43 e 45 do Código Tributário Nacional. levando ao acolhimento ou rejeição do pedido e não à carência do direito de ação. Se houve ou não dano material ou se a autora. o Imposto de Renda incidente sobre os rendimentos pagos em cumprimento da decisão judicial será retido pela pessoa obrigada ao pagamento.TRT 17ª Região . § 3º. verbis: . O juízo de origem.0138400-48. do CPC. com a redação dada pela Lei nº 12. De qualquer sorte. sendo partes as acima citadas.17. nos moldes dos artigos 186 e 927 do Código Civil. 475-J. 2. 189/199. é de se compreender que o imposto incidente sobre os rendimentos pagos. do CPC.0010 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: FABIO VICENTE DE SOUZA Recorrido: RODOVIARIO RAMOS LTDA N/P DE MARCELO SILVA RAMOS Origem: 10ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . proferida pela MMª 10ª Vara do Trabalho de Vitória/ES.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA RECURSO ORDINÁRIO DO RECLAMANTE. sentença.541/92. a incidência do imposto de renda deve obedecer ao regime de competência (mês em que a parcela deveria efetivamente ter sido paga). de uma cognição superficial em relação à titularidade do direito pleiteado. da Súmula 368. no momento em que. DANOS MORAIS.350/2010. Em conformidade com o artigo 46. o reclamante postula seja afastado o abatimento dos salários remunerados “por fora” no importe de R$ 70. de 22/12/1988. aos honorários advocatícios sucumbenciais e contratuais e à hipoteca judicial. inclusive quanto aos rendimentos recebidos acumuladamente em virtude de decisão judicial. em face da r. Primeiramente. inciso VI. portanto. sendo de responsabilidade do empregador o seu recolhimento (repasse ao Fisco) e não.1.2. Como é cediço. no que tange ao item “2. a reclamada não apresentou contrarrazões. aos reflexos do salário extrafolha em RSR. exigindo que a agressão ultrapasse as barreiras da normalidade e dos fatos corriqueiros possíveis de acontecimento no cotidiano. a partir. porquanto preenchidos os pressupostos de admissibilidade recursal. no particular e. à multa do art. CONFIGURAÇÃO. O fato gerador do tributo. deverá assumir sozinha a responsabilidade pelo pagamento das contribuições fiscais do recorrente”. com fulcro no art.1.CONHECIMENTO Conheço parcialmente do recurso ordinário interposto pela reclamante. verifico que a r. extinguiu o processo. Não demonstrada ofensa moral dirigida ao trabalhador. da lavra do eminente juiz Mauricio Côrtes Neves Leal. a legislação fiscal vigente à época desse fato é que deve ser aplicada. Nas razões recursais. às fls. em execução de decisão judicial. com base nas alegações da exordial. 267.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. sentença de fls. Quanto às demais matérias. da Lei nº 8. excetuado os R$ 70.º 7. FUNDAMENTAÇÃO 2. em relação ao pedido “3. do artigo 267.MÉRITO 2. Por sua vez. de que haverá tributação diferenciada em razão do recebimento concentrado das parcelas.00 mensais. que é de quem aufere a renda e. portanto. portanto. TST. no mérito. será indenizada por responsabilidade da ré em razão de tais danos. 515.2. Postulou o reclamante. Insurge-se o reclamante em face do decisum. impõe-se dizer que não há vedação no Ordenamento Jurídico para que se postule. por sua vez. NÃO CONHEÇO do apelo.2. Vistos. sentença de piso autorizou a dedução dos valores efetivamente já recebidos a tal título. tratando-se de matéria de direito. Conforme exposto no dispositivo retro. razão pela qual passo à análise da questão de mérito. sem julgamento do mérito. uma vez que incorrerá em percentuais maiores do que se as verbas tivessem sido remuneradas mensalmente ao tempo correto pela empregadora. por qualquer forma.3. julgou parcialmente procedentes os pedidos. à integração do auxílio alimentação. Da dedução das horas extras”. alegando a existência de patente prejuízo. ou seja. com base no inciso VI. a responsabilidade exclusiva da reclamada pelo pagamento do imposto de renda. não há se falar em qualquer indenização. Embora devidamente intimada por edital. o item II. o ônus de seu pagamento. à dedução das horas extras. conheço do recurso. inclusive quanto às alíquotas a serem utilizadas para o cálculo do tributo. 248-v. razão pela qual pleiteia o afastamento da extinção do processo. incide a hipótese do art.IMPOSTO DE RENDA. indenização por supostos danos materiais decorrentes de ato ilícito. o recebimento se torne disponível para o beneficiário. por falta de interesse de agir. 208/219. conforme certidão de fl. das horas extras. ora recorrente. em relação ao pedido de indenização pela reclamada dos valores devidos a título de imposto de renda sobre Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 as rubricas a serem deferidas. realiza a hipótese de incidência do imposto. não importando. sendo assim. INTERESSE DE AGIR.12”. segundo o artigo 12-A da Lei n. na parcela atinente ao imposto de renda. será retido na fonte no momento em que esses rendimentos se tornarem disponíveis para o reclamante. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante. do CPC e. do C. no que tange ao imposto de renda.2012. que extinguiu o processo. 23 de Setembro de 2013 141 Recorrente Advogado Recorrido FABIO VICENTE DE SOUZA EDIMARIO ARAUJO DA CUNHA(OAB: 017761 ES) RODOVIARIO RAMOS LTDA N/P DE MARCELO SILVA RAMOS ACÓRDÃO .713. o que somente poderá ocorrer após o surgimento do dano. o sujeito passivo. por falta de interesse recursal. Vejamos. Aduz que “como a recorrida descumpriu suas obrigações legais de reter na fonte e repassar ao Estado. é o trabalhador. sem resolução do mérito.5. sem dúvida. dou provimento para afastar a extinção do processo. Entretanto. são questões a serem analisadas no mérito. Nesse sentido. ao dano moral. na peça de ingresso. se esse montante diz respeito a títulos contratuais devidos no passado e não adimplidos. precisamente como requerido em recurso. e. Fundamentou que a indenização por ato ilícito não pode ser reconhecida pelo fato de se presumir a possibilidade de um prejuízo. para o Fisco. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. se isso ocorrer. O dano moral pressupõe um ato ilícito que afete a esfera psíquica do autor. requerendo a reforma da r.

por ser a parcela deferida adquirida com periodicidade mensal. Na inicial.Res.º 7. já inclui essa parcela. Todavia. 605/49 e da Súmula n.00 (setenta reais). Desse modo. em relação à incidência dos descontos fiscais. 458 da CLT e. caput e parágrafo terceiro. INTEGRAÇÃO. COMPETÊNCIA. nos termos do art. Isso posto. Eis o que dispõe a cláusula quinta.00 inicialmente paga sem registro. décimo terceiro. razão pela qual requereu a integração ao salário dos valores pagos a título de alimentação. deve integrar os salários do recorrente para todos os efeitos legais”.] Quanto à alimentação. ao argumento de que é devida a repercussão no repouso semanal remunerado. DJ 19. o art. o reclamante informou em seu depoimento pessoal que o valor da gratificação inicial de R$70. de tal arte que o reconhecimento de créditos trabalhistas não importará prejuízo ao trabalhador. sendo devido assim. portanto. a rigor. 7º. para todos os efeitos legais. com relação ao repouso semanal remunerado. do C.04. 20 e 23. no montante de R$ 70. (cf. FGTS mais 40%. a alimentação fornecida habitualmente pelo empregador possui natureza salarial. fatalmente não será prestada para possibilitar o trabalho. implicaria em duplo Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 pagamento (bis in idem).2012 I.713. sendo incontroversa a periodicidade mensal da verba recebida pelo obreiro. mesmo que o trabalhador receba os haveres trabalhistas de uma só vez. 148). DEJT divulgado em 19.2. com o pagamento de reflexos nos títulos intercorrentes do contrato de trabalho. se for concedido gratuitamente.. que será tributado como se tivesse recebido corretamente seus direitos.11. RESPONSABILIDADE PELO PAGAMENTO. indevido o reflexo no RSR.. reforçando que a natureza indenizatória do auxílio alimentação está condicionada à regularidade da sua inscrição junto ao PAT. postulando a reforma do julgado. no importe de R$ 14. há previsão convencional excluindo a natureza salarial de tal verba. tem caráter salarial. resultante de crédito do empregado oriundo de condenação judicial. férias mais o terço. ensejando o enriquecimento sem causa. a partir de 01/05/2012. Com efeito. o pagamento dos reflexos sobre 13º salário.” (cf. a integração ao salário da parcela paga “por fora” ao trabalhador. razão pela qual não merece reforma a r. embora haja previsão na norma coletiva acerca da natureza indenizatória da parcela.2003 As gratificações por tempo de serviço e produtividade. Contudo. 605/49 dispõe que a parcela paga mensalmente já remunera o repouso semanal. a Súmula 225 do C. exceto no repouso semanal remunerado. por dia. com a redação dada pela Lei nº 12. defiro em parte o pedido 3. Esse é. no decorrer da relação empregatícia. para condenar a reclamada a pagar os reflexos do salário sem registro de R$70. Desta forma. férias mais o terço. mensalmente. já que a norma. inclusive.2012) .. possui natureza jurídica salarial. nos termos do art. Alegou que.Res. aliás.350/2010.2. com os reflexos devidos. o entendimento sumulado pelo c. 457. O Juízo de piso deferiu a integração ao salário de quantia paga “por fora”.. defiro a integração ao salário apenas da parcela de R$70. CÁLCULO. que é de aquisição semanal. (. verbis: “[. não repercutem no cálculo do repouso semanal remunerado. Argumenta que “como a alimentação fornecida pela recorrida em desacordo com o PAT. em razão da habitualidade. tickets alimentação e/ou refeição no valor . Em outras palavras. porém. indefiro o pleito 3. 20 e 21. como férias. 147/161) afasta a natureza salarial do benefício concedido pela reclamada. TST. É do empregador a responsabilidade pelo recolhimento das contribuições previdenciárias e fiscais. sentença de piso indeferiu o pleito autoral.00 mensais sobre 13º salário.. nego provimento. tal não ocorre caso a empresa esteja inscrita no PAT. da CLT. concluiu-se que os aumentos foram concedidos à título de remuneração das horas extras prestadas. de 22/12/1988.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. pagas mensalmente. GRATIFICAÇÕES POR TEMPO DE SERVIÇO E PRODUTIVIDADE (mantida) . e da CCT.” Insurge-se o reclamante em face do julgado. verbis: SUM-225 REPOUSO SEMANAL. 121/03: “O vale para refeição. como requereu o reclamante em sua inicial. 2. caso fosse paga à época própria. mais do que isso. como sendo espécie de gratificação. reflete nas demais verbas trabalhistas. FORMA DE CÁLCULO (redação do item II alterada na sessão do Tribunal Pleno realizada em 16. sentença de piso.00 “foi sendo aumentado pela empresa a medida em que os funcionários reclamavam em razão de estarem passando muito do horário. Assim sendo. fls. ou se houver previsão em cláusula de Convenção ou Acordo Coletivo. aviso prévio. não está contemplada no § 2º do art. integrando a remuneração do empregado. Diante disso. 169). mas não quanto ao repouso semanal remunerado. 7º da Lei n. no período entre janeiro/2011 a setembro/2012. da Lei n.. hora extra. Regra geral. da CCT 2012/2013: “CLÁUSULA QUINTA – TICKET ALIMENTAÇÃO As empresas concederão aos seus empregados. a norma coletiva da categoria (fs. FGTS mais 40% e aviso prévio durante todo o contrato. sob os seguintes fundamentos: “[. passou a conceder auxílio alimentação em dinheiro.5. por não ser a alimentação inerente ao trabalho.” (original sem grifo) Recorre o reclamante.10. TST na Súm. propiciou melhora remuneratória e não prejuízo.] No caso dos autos. devendo ser calculadas. §1º. tendo em vista que a norma coletiva criou obrigação de pagamento de verba que não existiria sem a sua existência. nego provimento. FGTS e aviso prévio. não há mais razão para se falar em base de cálculo dos descontos fiscais sobre o montante das verbas trabalhistas deferidas judicialmente. sendo que. na redação que lhe foi dada pela Res. Pois bem.00 (quatorze reais).04. Portanto. não devendo que compor o salário-base. aduziu o reclamante que.) No caso dos autos. 2. omissis II. REFLEXOS NO REPOUSO SEMANAL REMUNERADO.” No caso dos autos.2. 23 de Setembro de 2013 142 SUM-368 DESCONTOS PREVIDENCIÁRIOS E FISCAIS. 172. AUXÍLIO ALIMENTAÇÃO. uma vez que. uma vez que. desde a sua contratação até dezembro/2010. “a”. pela natureza jurídica que ostenta. na forma do art. em virtude de reconhecimento de créditos trabalhistas nesta Especializada. 181/2012. 12-A da Lei n.3. 121/2003. a reclamada fornecia tíquete alimentação. mas necessário a suprir necessidade de qualquer pessoa. integrará o salário do trabalhador. a reclamada não estava devidamente inscrita no Programa de Alimentação do Trabalhador – PAT. 241. Nesse sentido. No presente caso. caberá ao juízo da execução calcular o recolhimento imposto de renda de tais verbas levando em consideração o percentual que incidiria sobre cada parcela. Em face do exposto. fornecido por força do contrato de trabalho. Vejamos. é até mesmo evidente que não pode haver nulidade. mês a mês. fls. Assim. no período entre janeiro/2011 a setembro/2012. Assim. A r. eventual reflexo. TST.

Na hipótese dos autos. reiterando as alegações trazidas na inicial. descontar dos salários dos empregados beneficiados por esta cláusula.Programa de Alimentação do Trabalhador. Sendo assim. Assim.76 – Programa de Alimentação do Trabalhador e seus decretos regulamentadores. essa regra não se revela compatível com a orientação normativa do processo do trabalho. Regional. fugindo à normalidade. a meu ver.” Inconformado. postulou a condenação da reclamada ao pagamento de indenização a título de danos morais. MULTA PREVISTA NO ARTIGO 475-J DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. não seria em intensidade maior do que os dissabores comuns da vida moderna. pois a CLT possui regra específica aplicável quando não ocorre o pagamento espontâneo da dívida advinda de condenação judicial. Segundo o Prof. A caracterização do dano moral pressupõe alguns requisitos. salvo se objetivada. em montante não inferior a 40 vezes a sua última remuneração. tutelar a esfera de direitos não patrimoniais dos indivíduos. conforme fls. O dano moral pressupõe um ato ilícito que afete a esfera psíquica do autor.. cujo dano é recomposto pelo simples pagamento das verbas devidas. à época própria.2.. quais sejam. dano moral. prejuízo suportado pelo empregado. afasta a natureza salarial da parcela. a qual não é atingida por intempéries pelas quais se pode passar. sofrimento ou humilhação que. nexo de causalidade entre a conduta ilícita do agente e o dano experimentado pela vítima. insurge-se o reclamante. praticado pelo empregador ou por seu preposto.) Além disso. pois o ordenamento objetiva. O juízo de origem indeferiu a multa em epígrafe. tantos quantos bastem ao pagamento da importância da condenação. inarredáveis. não há se falar em qualquer indenização. angústia e desequilíbrio em seu bem estar. pois inaplicável nesta Especializada. Carlos Alberto Gonçalves.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. não causa dano moral. com fulcro na Jurisprudência do C. "Só se deve reputar como dano moral a dor. atinge a sua esfera material. A falta de pagamento de haveres trabalhistas. 475-J. Vejamos notícia veiculada por tal Tribunal.” Conquanto não haja prova nos autos acerca da inscrição da reclamada junto ao PAT. 880 da CLT obriga ao devedor que efetue o pagamento da dívida ou garanta a execução em 48 horas. resultando inaplicável a multa prevista no artigo 475-J do Código de Processo . consubstanciado em erro de conduta ou abuso de direito. de multa..2. DO CPC. têm caráter indenizatório e não tem natureza salarial.321 de 14. em condições normais e sem a prova da intenção deliberada de causar prejuízo ao trabalhador. o único dano que se poderia confirmar seria no próprio íntimo do obreiro e. como se vê nos seguintes julgados: “PROCESSO NA FASE DE CONHECIMENTO. alegou o reclamante que foi dispensado sem justa causa em 21/09/2012. não restou cabalmente comprovada lesão à honra ou à moral do reclamante capaz de ensejar a indenização pretendida. a meu ver. 475-J do CPC é aplicável na Justiça do Trabalho. como vem decidindo o c. Vejamos. a existência de lacuna no Texto Consolidado e a existência de compatibilidade entre a norma que se pretende aplicar analogicamente e a sistemática principiológica do processo do trabalho. Com efeito. indica que o obreiro já havia realizado empréstimos pessoais antes mesmo da data da sua dispensa. no caso dos autos. aborrecimento. com a exposição de seus valores subjetivos relativos à honra. TST. que preconiza que não havendo pagamento ou garantia da execução. com aviso prévio indenizado. e não. face o previsto na Lei n. juntada pelo próprio reclamante.) PARÁGRAFO TERCEIRO – Os benefícios constantes desta cláusula. TST adota esse entendimento. sob pena de penhora. 23 de Setembro de 2013 143 unitário de R$ 14. na medida que a conduta da ré. o pleito 3. O fato de o autor não ter recebido. quais Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 sejam: ato ilícito. Logo. Diante disso. O Juízo de origem indeferiu o pleito autoral. TST e deste E. igualmente não merece prosperar a alegação autoral de que foi obrigado a contrair empréstimos. 77/80 e 82.4. Ademais. DANO MORAL. em vista do dano. ao passo que o art.04. causando-lhe aflições. Vale lembrar que não se deve vincular a reparação a título de danos morais à existência de aborrecimento ou mal-estar. por si só. MULTA DO ART. IMPOSSIBILIDADE. pelo que não seria indenizável. pois estas situações são efêmeras e não chegam ao ponto de romper o equilíbrio psicológico. exigindo que a agressão ultrapasse as barreiras da normalidade e dos fatos corriqueiros possíveis de acontecimento no cotidiano. (. alegando que o art. não tendo recebido corretamente suas verbas resilitórias.00 (quatorze reais). in verbis: “(. Pois bem. pois. direitos trabalhistas não configura. inexiste lacuna normativa.) Para que haja condenação em indenização por dano moral. 2. nesta Especializada. o reclamante recorre ordinariamente. APLICAÇÃO ÀS EXECUÇÕES NO PROCESSO DO TRABALHO. efetivamente. há que se sopesar se a intensidade do dano não é por demais tênue para justificar qualquer valor indenizatório e. permitindo às empresas que optarem pelo sistema PAT . e por fim. no entanto. mágoa. à intimidade ou à imagem. vexame. decorre do preenchimento de dois requisitos. no âmbito do processo do trabalho.11. indefiro. à primeira vista. a existência de previsão convencional. O C. o nexo causal e a culpa ou dolo. serguir-se-á a penhora dos bens. por dia efetivamente trabalhado. Dessa decisão. interfira intensamente no comportamento psicológico do indivíduo. não tendo sido sequer alegado pelo reclamante qualquer fato concreto que demonstrasse sua dor moral. por não demonstrada a alegada ofensa moral dirigida ao autor. nego provimento. 2.. Mero dissabor. 6. sob quaisquer das formas previstas. Além do mais. Aduziu que os salários representam sua única fonte de renda e que teve que realizar empréstimo pessoal. (. é preciso que fique comprovado o dano efetivamente moral e não somente material. Na petição de ingresso. o que lhe causou constrangimento e humilhação perante terceiros. irritação ou sensibilidade exacerbada estão fora da órbita do dano moral". Encontra-se firmado nesta Corte superior entendimento no sentido de que a Consolidação das Leis do Trabalho traz regramento específico quanto à execução. para arcar com despesas cotidianas. se existiu. A aplicação de norma processual de caráter supletivo. em 05/10/2012. o artigo 883 da CLT.. pois concede ao devedor o prazo de quinze dias. por ser compatível com o Processo do Trabalho. o percentual de 01 % (hum por cento) do custo do benefício. essa dor. 73..5. em razão do descumprimento de obrigações trabalhistas pela ré. uma vez que a documentação acostada aos autos. qual seja. na análise do quantum a ser arbitrado a título indenizatório. Nego provimento. à dignidade.

305. Insurge-se o autor em face desta r.906/94. decisão. e perceber salário inferior a dois salários mínimos ou declarar que não possui. 475-J do CPC. Apesar de vozes dissonantes.20152. Mesmo se o julgador fixar prazo de 15 dias para pagar o débito sob pena de receber multa. Relator que "a aplicação da multa de 10% em caso de não pagamento em 48 horas contraria os dois dispositivos legais. 2.2005. Subseção em 29/06/2010.6.0052. quando a lide versar sobre relação de emprego. Na inicial.7. Data de Julgamento: 12/12/2012.º 1.2.5. também. Subseção I Especializada em Dissídios Individuais. a qual supre apenas o requisito da miserabilidade jurídica. o princípio da sucumbência no Processo Trabalhista.5. no entanto. pois desatendidos os requisitos do artigo 14. TST. que. pois "enquanto a regra do artigo 475-J do CPC fixa prazo de 15 dias para o executado saldar a dívida sob pena de ter que pagar multa de dez por cento sobre a quantia da condenação. MULTA DO ART. 475-J DO CPC. O art. da SDI-I. Sendo assim. LV e 133 da CF/88. e OJ n. Relator Ministro: Horácio Raymundo de Senna Pires.º 5.2. os honorários advocatícios. A lei de regência exige a demonstração concomitante dos dois requisitos. sem amparo legal. Recurso de embargos conhecido e não provido.0671." Nesse sentido. Na inicial.5.127-8 firmou entendimento pela constitucionalidade do referido dispositivo. não havendo que se falar em violação aos arts. A fim de consolidar os entendimentos já manifestados no âmbito das Turmas do C. No âmbito do processo do trabalho a capacidade postulatória é facultada às partes. 5º. uma vez que revela norma de eficácia contida. no pagamento de honorários advocatícios. Recurso de revista conhecido e provido. a SBDI-I do TST se pronunciou. estará ampliando o prazo celetista de 48 horas. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS CONTRATUAIS. condições de prover à demanda. 219 e 329. ambas do C. a . o STF no julgamento da ADI n. nego provimento. portanto. o reclamante está assistido por advogado particular (fl. apenas nas hipóteses previstas na Lei n. com fundamento nos artigos 22.2010. 133 da Constituição Federal não revogou o jus postulandi. Data de Julgamento: 22/03/2012. no processo do trabalho. Recurso de revista conhecido e provido. No presente caso. por outro.09.º E-RR-3830047. Não se adota. 3ª Turma. não prescinde do preenchimento dos requisitos estabelecidos na Lei n. da Lei nº 5. em 26. restringindo-se o pagamento dos honorários advocatícios ao disposto na Lei n. da Lei nº 5.5.º 5. Em face do exposto.5. INAPLICABILIDADE AO PROCESSO DO TRABALHO. insculpidos no artigo 5º. Data de Julgamento: 14/11/2012.5. Nesse sentido. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Recorre o autor. em julgamento referente ao processo n. do Código Civil. nesta Especializada.2005. A jurisprudência desta Corte firmou entendimento no sentido de que o processo do trabalho deve seguir as normas específicas contidas na CLT quanto à execução de suas decisões. A controvérsia foi pacificada por esta e. Argumenta o Exmo.24. portanto. Data de Publicação: 11/05/2012). Ademais. Relator Ministro: Mauricio Godinho Delgado. 1ª Turma. 2. 20. Relator Ministro: Lelio Bentes Corrêa. Ressalva-se. Data de Publicação: 14/12/2012).584/70. as normas insertas no CPC e na CLT são incompatíveis. do CPC e 133. independentemente de o obreiro receber ou não salário superior ao dobro do mínimo legal. no art. mas sim que esta declaração viabilizaria o cumprimento do requisito da miserabilidade jurídica. no julgamento do processo nº TST-ERR-38300-47. são indevidos os honorários advocatícios vindicados pelo autor. a redução do prazo de quitação do débito previsto no CPC e.” (E-RR . decidiu que a multa do art. 23 de Setembro de 2013 144 Civil ao Processo do Trabalho.584/70. TST. 22 da Lei 8. Entretanto. O juízo de origem indeferiu os honorários advocatícios.º 633. o artigo 880 da CLT impõe prazo de 48 horas para que o executado pague o débito ou garanta a execução.0052.584/70.2010. pugnando pela reforma da r. Data de Publicação: 23/11/2012). o posicionamento do Relator. “RECURSO DE REVISTA. sentença. não obstante o estatuído no art. Quadra salientar.2010. sendo. entendo que a concessão de honorários advocatícios na Justiça do Trabalho.1188-32.0052. TST. porque promove. O verbete jurisprudencial editado pelo Excelso Pretório sob o n.0021 . 20 do CPC e no art. o reclamante requereu a condenação da reclamada ao pagamento de honorários advocatícios. Sem razão. Bom. pois desatendidos os requisitos do artigo 14. nos moldes do art. 395 e 404.6. em consonância com a linha traçada pelas Súmulas n.584/70. Segundo o relator.” (RR . 389 do Código Civil/2002. renovando as alegações da exordial. com base nos artigos 389. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS SUCUMBENCIAIS. reconhecendo o cabimento dos honorários advocatícios. ante a contratação de advogado particular. 55) e apresentou declaração de insuficiência econômica à fl. ACÓRDÃO PUBLICADO NA VIGÊNCIA DA LEI Nº 11. nego provimento. em se tratando de relação de emprego.906/94. o autor requereu a condenação da reclamada. portanto. Ministro João Batista Brito Pereira. colaciono aresto recente da SBDI-I: “RECURSO DE EMBARGOS EM RECURSO DE REVISTA. INAPLICABILIDADE AO PROCESSO DO TRABALHO. quando se decidiu que a multa do artigo 475-J do CPC é incompatível com o processo trabalhista. 791 da CLT. já que deu causa a instauração dessa presente demanda. 56. 475-J.2009. Em face do exposto. não se pode olvidar que a fixação de penalidade não pertinente ao Processo do Trabalho importa em ofensa aos princípios do devido processo legal e da legalidade. diante do jus postulandi. em razão dos encargos próprios e familiares. 5. sob pena de penhora". todas do C. incisos LIV e XXXIX. da Constituição da República. 475-J do CPC é inaplicável ao processo trabalhista. considerando que. Em que pese o respeito pelas abalizadas opiniões em contrário. inaplicável ao processo do trabalho a multa do art. ao argumento de que a reclamada deve suportar os custos da contratação de advogado particular.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.0000 .01. da Constituição Federal de 1988. ao julgar o processo E-RR-38300-47. Precedentes da Corte. Insta frisar que os indigitados verbetes jurisprudenciais trabalhistas não autorizam a ilação de que a simples apresentação de declaração de pobreza seria suficiente para o deferimento de honorários advocatícios. MULTA DO ARTIGO 475-J DO CPC.2005. a Seção I Especializada em Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho (SBDI-I). acrescenta sanção inexistente na CLT.º 450 preconiza o pagamento de honorários advocatícios sempre que o vencedor for beneficiário de justiça gratuita.”(RR . com ressalva do entendimento pessoal do Relator.21.496/07.584/70. no importe de 15%. mas não o da assistência sindical. pela inaplicabilidade do art.98100-05. são devidos quando a parte estiver assistida por seu sindicato de classe. da Lei nº 8. não se pode olvidar que a própria Corte Suprema possui a Súmula n. 219 e 329. O Juízo de origem indeferiu os honorários advocatícios. por um lado.01. Inteligência das Súmulas n.01.

5. EXECUÇÃO PROVISÓRIA. muito embora seu uso não tenha sido uma constante nesta Justiça Especializada. Ao lançar mão do instituto da hipoteca judiciária. ser determinada de ofício. devendo a parte estar assistida por sindicato da categoria profissional e comprovar a percepção de salário inferior ao dobro do salário mínimo ou encontrar-se em situação econômica que não lhe permita demandar sem prejuízo do próprio sustento ou da respectiva família. para sua decretação. (.. (exSúmula nº 219 .. e sua inscrição pode ser determinada de ofício pelo juiz ou tribunal.(RR154700-22. (. não decorre pura e simplesmente da sucumbência.. Pelo exposto.0031. meios eficazes para execução. Requereu o autor. APLICABILIDADE AO PROCESSO DO TRABALHO E CONCESSÃO DE OFÍCIO. Min. que as partes a requeiram..) (RR ..) (RR .015/73. 14 da Lei 5. 5º. A decisão proferida pelo Tribunal Regional está em conformidade com a jurisprudência desta Corte Superior. 769.pendente arresto de bens do devedor.2009. tenho que o art. dessa forma. sendo garantido idêntico benefício àquele de maior salário. Parágrafo único. II .) Consiste..ainda quando o credor possa promover a execução. nos termos do art. além da matrícula.2. A hipoteca judiciária é consectária da condenação a dinheiro ou coisa. inclusive. 2) das hipotecas legais. quando o trabalhador estiver assistido pelo sindicato da categoria profissional e comprovar a percepção de salário igual ou inferior ao dobro do mínimo legal. 167. 7ª T.. valerá como título constitutivo de hipoteca judiciária.5. Rel. não se exigindo.No Registro de Imóveis.) HIPOTECA JUDICIÁRIA.. LXXVIII. (. A sentença condenatória produz a hipoteca judiciária: I . que decorre apenas da existência desta e da condenação a uma prestação em dinheiro ou em coisa. A hipoteca judiciária é uma consequência inarredável da decisão condenatória.. HIPOTECA JUDICIÁRIA. independe de pedido da parte. assegurando-se. Recurso de revista não conhecido. CPC. Min.) .584/70.2006. sendo perfeitamente aplicável ao processo do trabalho. Lei 6. esta medida é oportuna e adequada nesta Justiça Especializada. I. Dora Maria da Costa. Precedentes. autorizando o credor a perseguir o bem onde quer que se encontre (direito de sequela). 23 de Setembro de 2013 145 contratação de advogado torna-se mera opção da parte. 5ª T. (.0042. O entendimento majoritário desta Corte é no sentido de que a hipoteca judiciária. dispõe o inciso I da súmula n. em efeito secundário e imediato da sentença que condena a parte ao pagamento de uma prestação em dinheiro ou em coisa e pode. I . até que atinja o montante suficiente para garantir a execução dos créditos devidos a si. da CLT. à garantia do efetivo cumprimento da decisão condenatória. 769 da CLT. 8ª T. ante a omissão do texto obreiro e por não haver contrariedade aos princípios e normas que regem o direito do trabalho. como já dito no tópico anterior. (. na exordial. Corroborando o arrazoado. 466 do CPC. exatamente como prevê os artigos 466 do CPC e 899 da CLT que tratam. a hipoteca judiciária se afigura como medida extremamente eficaz para assegurar o resultado útil de futura execução. Nesse sentido. Segundo a lição de Fredie Didier Junior. em se tratando de demanda envolvendo relação empregatícia. ART. em que pese a declaração de não ter condições de arcar com os ônus do processo sem prejuízo do sustento de sua família. 2.5. Min. Precedentes. insculpidos no art. notadamente em face do princípio da celeridade e da duração razoável do processo. nego provimento.8. da hipoteca judiciária e da garantia do juízo recursal na esfera trabalhista. serão feitos. Nesse diapasão. e tem por finalidade garantir o efetivo cumprimento da decisão condenatória. não havendo impedimento para que o juiz do trabalho adote as práticas do direito processual para garantir às partes a efetividade da decisão proferida.. § 4º. mesmo antes do trânsito em julgado da sentença. a hipoteca judiciária sobre os imóveis pertencentes às reclamadas.015/73 (Lei de Registros Públicos). é um efeito secundário e imediato da sentença.. DJ 26. Precedentes.. haja vista a predominância de lides que têm por objeto verbas de natureza alimentar. sem prejuízo do sustento próprio ou da família. 466. consistente em dinheiro ou em coisa..) HIPOTECA JUDICIÁRIA. Recurso de revista de que não se conhece. muito embora o reclamante tenha oposto embargos de declaração acerca da omissão. da Lei n. 6.03.5.03. Recurso de revista não conhecido. Aloysio Corrêa da Veiga. da Constituição Federal.69000-73. assim. Min.embora a condenação seja genérica. 466 do CPC. 6ª T.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira..) HIPOTECA JUDICIÁRIA. . da CLT).. do CPC.0110. TST: (. Diante do exposto.09. assim. Incidência da Súmula nº 333 e do art.03. na Justiça do Trabalho. que tem se firmado ao preconizar que é cabível a declaração de ofício da hipoteca judiciária para garantia da execução. 466 do CPC é subsidiariamente aplicável ao processo do trabalho (art. Recorre o autor. não merece prosperar a pretensão do autor relativamente aos honorários advocatícios contratuais.18700-98. prescinde de pedido ou requerimento da parte interessada.. Não demonstrada violação literal de dispositivos de lei e da Constituição Federal. cuja inscrição será ordenada pelo juiz na forma prescrita na Lei de Registros Públicos.) HIPOTECA JUDICIÁRIA. tendo como principal objetivo Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 prevenir a fraude à execução. O instituto da hipoteca judicial encontra-se previsto no artigo 466 do CPC e no artigo 167. autorizando a expedição de mandado para registro de hipoteca judiciária junto ao Cartório do Registro de Imóveis. a condenação ao pagamento de honorários advocatícios. nos termos do §1º do art. temse que só são devidos os honorários advocatícios. respectivamente. III .Res. O Juízo de origem não examinou tal pedido.. HIPOTECA JUDICIAL. Por se tratar de imposição legal. Visa. a ausência de assistência do sindicato inviabiliza a condenação da ré ao pagamento de honorários advocatícios em favor do autor. renovando o pedido inicial. Em razão .2009. Dessa forma. nem divergência jurisprudencial. 466. Pedro Paulo Manus.. a teor do art. Ademais.º 219 do TST que: Na Justiça do Trabalho. TRT visou à garantia dos créditos devidos à reclamante em que foi condenada a reclamado.0031. judiciais e convencionais.. Kátia Magalhães Arruda.) (RR-199700-07. 466 DO CPC. prevista no art. consoante artigo 466 do CPC. é a jurisprudência dominante no C. nos termos do art. Art. Rel. 14/1985. que assim preceituam: Art. 2.2008. Ademais. DEJT 3/6/2011) (.. Rel. DEJT 01/07/2011) (. consistindo dever do julgador determinar sua efetivação. Pois bem. DEJT 24/6/2011) RECURSO DE REVISTA. sempre que provar que sua situação econômica não lhe permite demandar.. nunca superiores a 15% (quinze por cento). o eg.Rel..03. A sentença que condenar o réu no pagamento de uma prestação. DEJT 1º/7/2011) (.o registro: 1) da instituição de bem de família.1985). 896.

limitada ao montante da condenação. A medida tem fundamento no art. nem tampouco que o órgão jurisdicional sobre ela decida. vale como meio preventivo da fraude à execução . desde que realizada a inscrição da hipoteca judiciária no cartório de registro de imóveis..74.EPP. limitada ao montante da condenação. sendo partes as acima citadas. como conseqüência do efeito principal e dispensa. independentemente de requerimento da parte interessada. CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. APLICAÇÃO NO DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO.. HIPOTECA JUDICIÁRIA. Rel. Recurso de revista não conhecido. 824 do Código Civil e no art.2011.09. Afastando o caráter obsoleto do instituto. Min.0139. o que se fará por simples mandado do Juiz. quando outra utilidade não tenha.e da compatibilidade com a principiologia do processo do trabalho.(Com. Não se exige.0010 Processo Nº RO-140300/2011-010-17-00. 769 da CLT).03. Violações de lei e da Constituição e divergência jurisprudencial não configuradas. 2ª T. sobre as parcelas deferidas judicialmente não pagas na época própria.2011. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO.0140300-03. DEJT 3/6/2011) HIPOTECA JUDICIÁRIA. Trata-se de um dos efeitos secundários ou acessórios da sentença condenatória e se manifesta de forma automática. incide a correção monetária a partir do 1º dia útil do mês subseqüente à prestação dos serviços. . 1ª T..17. a qual não necessariamente ocorre no 5º dia útil.03. cuja inscrição será ordenada pelo juiz na forma prescrita na Lei de Registros Públicos-. pedido da parte ou pronunciamento do Juiz.17. como querem alguns doutrinadores.ex vi legis.2007. ÉPOCA PRÓPRIA. mas apenas faculta. . DEJT 1º/7/2011) RECURSO DE REVISTA.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA RECURSO ORDINÁRIO DA RECLAMADA.0042.(RR-61100.5. e sobre seus bens imóveis e certos móveis. para a sua decretação. Guilherme Augusto Caputo Bastos.) 2. mesmo. que a parte a requeira. o que importa é a data de vencimento da obrigação. e tampouco exige a Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 comprovação de dilapidação do patrimônio. CORREÇÃO MONETÁRIA.(RR-43400-96. nasce para o vencedor a faculdade de fazê-la inscrever . ARTIGO 466 DO CPC. em face da r..5. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19. prescinde até mesmo de pedido ou requerimento da parte interessada. (RR-20360095. 23 de Setembro de 2013 146 da lacuna na CLT . Min.2009. o que o torna relevante em processo do trabalho.A sentença que condenar o réu no pagamento de uma prestação. dou provimento ao recurso. por unanimidade. Este tem o seguinte texto: . contra o vencido. 4ª T. APLICABILIDADE.5. Por se tratar de efeito anexo da sentença. Rel. JULGAMENTO EXTRA PETITA. pois o parágrafo único do art. ainda.03.5. Inteligência da Súmula 381 do C.TRT 17ª Região .2013: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente). RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pela reclamada..2009. sendo a CLT omissa.0048. TST.2010. Recurso de revista não conhecido. conhecer parcialmente do recurso ordinário e. Recurso de revista não conhecido. IV/455). curvo-me ao entendimento desta colenda Corte no sentido de que não há incompatibilidade do instituto da hipoteca judiciária com as normas que regem o direito do trabalho e.0008. 3ª T. Significa dizer que a decisão constitui título suficiente para que o vencedor da demanda venha a ter. inclusive para assegurar o direito de sequela. Precedentes. Institui-se a hipoteca judiciária e. Procurador: Estanislau Tallon Bozi.5.consistente em dinheiro ou em coisa. CONEXÃO DIGITAL COMERCIO & SERVIÇO LTDA . podendo ser determinada de ofício. DEJT 24/6/2011)” Frise-se. ao CPC. Min. o instituto comporta aplicação nesta Justiça Especializada (art. Recurso de Revista não conhecido.5. Mantido o valor da condenação. Rel. Vistos. Lelio Bentes Corrêa. a hipoteca judiciária. 2ª ed. Horácio Raymundo de Senna Pires. Assim. Embora seja efeito automático do próprio fato da sentença. Min. Moacyr Amaral Santos assegura que. pelo só fato da publicação da decisão do magistrado ou do Tribunal. Em matéria de correção monetária.(RR-19421. para determinar a hipoteca judiciária dos bens alienáveis pertencentes à reclamada. consequentemente. Rel. Desembargadora Cláudia Cardoso de Souza e Desembargador Lino Faria Petelinkar. Maria de Assis Calsing.EPP Recorridos: RICARDO DE SOUZA LUIZ SKY BRASIL SERVICOS LTDA Origem: 10ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA .que não prevê nenhuma forma de garantia integral da condenação antes de seu trânsito em julgado . A hipoteca judiciária é instituto asseguratório estabelecido pela lei em favor da parte vencedora. 459 da CLT não obriga. ao empregador efetuar o pagamento do mês vencido até o 5º dia útil do mês subsequente. HIPOTECA JUDICIÁRIA.03. que deve ser ordenada pelo juiz por meio de expedição de mandado em atenção a requerimento de especialização dos bens feito pela parte favorecida mediante decisão condenatória. dar-lhe parcial provimento para determinar a hipoteca judiciária dos bens alienáveis pertencentes à reclamada. Destaca-se que a hipoteca judiciária pode ser declarada pelo Magistrado. Precedentes. impõe-se a aplicação subsidiária da norma do artigo 466 do CPC.0010 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: CONEXAO DIGITAL COMERCIO & SERVICO LTDA . nos termos previstos no artigo 466 do CPC. Mantido o valor da condenação. há um direito do autor de inscrevê-la. eminentemente processual. Por disciplina judiciária.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira..EPP João Batista de Oliveira(OAB: 006118 ES) RICARDO DE SOUZA LUIZ Fausto Henrique Cunha Gomes(OAB: 014577 ES) SKY BRASIL SERVICOS LTDA João Batista de Oliveira(OAB: 006118 ES) ACÓRDÃO . inclusive de ofício. no mérito. Nesse passo. que tal medida processual não tem relação com a solvibilidade ou não da empresa ré. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº RO-140300-03.. APLICABILIDADE NA JUSTIÇA DO TRABALHO. DEJT 1º/7/2011) (. valerá como título constitutivo de hipoteca judiciária.1 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Réu Advogado CONEXAO DIGITAL COMERCIO & SERVICO LTDA . direito real de garantia. por força da lei. na medida em que representa garantia de satisfação do crédito na futura execução do título judicial. 466 do CPC.

quando estoquista. prolatada pela MM. requisito constante do inciso I. passo a análise do caso em concreto. Tal entendimento restou definitivamente esclarecido com a redação dada ao referido preceito consolidado pela Lei nº 8.. artigo 62. Vejamos. o cargo de estoquista. É o relatório. 176/191. O reclamante aduziu.1HORAS EXTRAS. sendo necessária a demonstração de que o serviço se desenvolve desvinculado de qualquer possibilidade de controle efetivo quanto à jornada a ser cumprida. da CLT.. que foi admitido na primeira reclamada (CONEXÃO DIGITAL COMERCIO & SERVIÇO LTDA – EPP) em 05/03/2007. afirma que o reclamante usufruía 1 hora de intervalo. MÉRITO 2. na CTPS do autor. não se computando na apuração do módulo semanal as horas já computadas na apuração do diário. Disse que. então. com base nos horários declinados no depoimento do autor e sua testemunha. no caso em tela. 202. porquanto presentes os pressupostos legais de admissibilidade recursal. sem qualquer fiscalização da demandada. à fl. a Súmula 338 do C. fixa-se a jornada do autor no primeiro ano de Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 trabalho das 7h às 19h. passando. tendo sido dispensado em 15/12/2010. demonstrar que o trabalho realizado enquadra-se na hipótese de que trata o inciso I do art. observando-se a limitação de 22 horas extras semanais. que após passou à função de Vendedor. Sucessivamente.] As testemunhas ouvidas dispuseram que o autor laborava em local fixo e com horário de trabalho pré determinado. 62 da CLT. entendo que ao autor cabe comprovar o fato constitutivo de seu direito. requerendo a reforma do julgado para exclusão das horas extras deferidas. Coordenador de Vendas e Supervisor de Vendas. para exercer. laborava de segunda a segunda. Com efeito. Razões recursais da reclamada.2. salientando que o autor não comprovou a jornada declinada na inicial.. eis que se encontra inserido na exceção legal prevista no inciso I. conforme confirmado pelas testemunhas. que trabalhava das 07h00m às 19h00 com 01 hora de intervalo. havia labor extraordinário. 10ª Vara do Trabalho de Vitória/ES. não tem o condão de convencer esta Relatora acerca do enquadramento na hipótese excepcional prevista no inciso I. 147/152v. publicado no DEJT de 08 de Agosto de 2012. e de custas processuais. aos honorários advocatícios. mas a sua CTPS. aduzindo que nunca recebeu horas extras. com 1 hora de intervalo. São devidas as horas extras posteriores a 8ª diária e 44ª semanal. o labor em jornada extraordinária. da CLT. inciso I.” Inconformada. sendo certo que a jornada do autor não excedia 8 horas diárias e/ou 44 semanais. que julgou procedentes em parte os pedidos formulados na inicial. sob pena de ensejar pagamento dobrado. para aferir se. sobretudo em virtude da alegação patronal de impossibilidade de controle. O juízo de origem assim decidiu: “[. conforme inicial. deixando esta Magistrada de imputar credibilidade ao mesmo. ou seja. Na análise do ônus da prova. Desse modo. cumpre analisar a jornada do autor no Shopping para saber efetivamente se existiam horas extras. maculam seu depoimento. à fl. das 9h às 19h. Fixada essa premissa acerca da inversão do ônus probatório. pleiteando a reforma do r. eis que por todos foi indicado que o autor trabalhava internamente nos shoppings. Ademais. cujo horário de prestação é insuscetível de controle pelo empregador. a exercer a função de vendedor. da Consolidação das Leis do Trabalho. com uma folga semanal. sendo certo também que não há notícia tivesse a Ré mais de 10 empregados. e. 201. nos demais dias. Insta frisar. ou seja. Quanto ao enquadramento da hipótese no disposto no inciso I do art. Assim. trabalhando das 09h0mm às 22h00 com 20 minutos de intervalo. FUNDAMENTAÇÃO CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário interposto pela reclamada. respectivamente. quando passou a ser vendedor. nos pontos de venda da reclamada. fls. das 07:00h às 19:00h. não considero que o simples trabalho externo. recorre a reclamada. Comprovantes de recolhimento de depósito recursal. à correção monetária. como Vendedor. Assim. a primeira ré disse não proceder as alegações do autor. [.966/94. sem folga semanal e com 20 minutos de intervalo. seja suficiente para afastar o direito ao pagamento de horas extras.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. porque sujeita à discrição exclusiva do obreiro ou porque materialmente impossível o controle efetivo da jornada. não consta a ressalva de trabalho externo. o reclamante e a 2ª reclamada não apresentaram contrarrazões.] Ocorre que a testemunha da reclamada alegou que laborou para a primeira reclamada de setembro de 2001 a outubro de 2009. não houve remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho para emissão de parecer. 62 da CLT. da lavra da eminente Juíza Andrea Carla Zani.. a exceção prevista no artigo 62. à gratuidade de justiça. com base nas jornadas supra fixadas. ao intervalo intrajornada. na peça de ingresso. 97. que excepciona do regime geral de duração do trabalho estabelecido pela Consolidação apenas a "atividade externa incompatível com a fixação de horário de trabalho". TST. É fato incontroverso que o autor não trabalhava externamente. Em sede de contestação. ao INSS e ao IRRF. Embora regularmente intimados. que exerceu a . Em atendimento ao Provimento Consolidado da CGJT. o fato de o trabalhador prestar serviços externos. das 09:00h às 22:00h. razão pela qual requereu a condenação das reclamadas ao aludido pagamento. um ano depois. sustentando que o número de visitas diárias e os roteiros eram traçados exclusivamente pelo obreiro. no que tange às horas extras. como vendedor e supervisor de vendas. da CLT referese apenas à atividade externa do empregado. inclusive pela própria testemunha patronal. 62. As assertivas do autor quanto a seu contrato de trabalho em contrariedade com as anotações de sua CTPS. sempre com CTPS assinada. às fls. a solução será a análise acurada dos depoimentos prestados. ainda que tal circunstância esteja anotada na CTPS do obreiro. Em seu depoimento. ao passo que à reclamada incumbe o fato impeditivo do direito. de segunda a sexta e após. Asseverou que sua jornada de trabalho jamais sofreu qualquer controle ou interferência patronal. do art. com intervalo intrajornada de apenas 15 minutos. 135. à fl. três dias na semana e das 9h às 22h. artigo 62. renovando a argumentação de impossibilidade de controle da jornada de trabalho. Instrumentos de mandato. que não foram acostados cartões de pontos aos autos. sendo possível o controle de jornada. o autor assim externou: “que exerceu a função de Estoquista junta à primeira reclamada por um ano. não se aplicando. à fl. Assim. por si só. decisum. 140/145 aponta dois contratos com a reclamada 27/06/2005 a 28/08/2005 e 01/02/2007 a 14/05/2009. inicialmente. 23 de Setembro de 2013 147 sentença de fls. inicialmente.

Primeiramente. que neste ato foi exibida a CTPS do senhor Alexandre com a admissão em 06/5/2008 na função de Supervisor de Vendas. dou parcial provimento ao apelo. a testemunha afirmou que foi. Pois bem. É certo que a declaração da citada testemunha está em consonância com o que disse o autor. que os demais Vendedores eram Diana. a magistrada de piso a fixar jornada de trabalho diferente a partir do primeiro ano.2INTERVALO INTRAJORNADA. de 09:00h às 19:00h. não há prova do labor extraordinário. que o horário de atendimento era das 10h00 às 22h00. na medida em que a CTPS da testemunha evidencia que o seu contrato de trabalho não foi ininterrupto. também não sabendo o horário de trabalho. que o Reclamante normalmente laborava de 09h00mm às 19h00m. que o Supervisor de Vendas é o responsável por verificar o trabalho do Vendedor inclusive quanto ao horário. Deyvid Wesley de Freitas Mello. ora diz que o autor normalmente ficava até às 19:00h. que trabalhavam nos shoppings. que sempre foi o responsável pela área comercial e atuando como Supervisor do autor. que não sabe informar tempo de duração de cada turno. na inicial e em seu depoimento. que laborou como Vendedor. laborando os vendedores em turnos (manhã ou tarde). com possibilidade de elastecimento. ficou comprovada a não fruição do intervalo legal de 1 hora. Sr. pugnando pela reforma do julgado. Por derradeiro. que os Vendedores trabalhavam no Shopping em que o autor prestou serviço das 09h00 às 22:00m com apenas 15 minutos de lanche. Em que pese suscitarem duração distintas (15 e 30 minutos). que mesmo diante de tais fatos o depoente confirma as funções exercidas pelo senhor Alexandre. conforme determinação da reclamada. das 13h00m às 19h00m. aquém do intervalo legalmente fixado para a carga horária a qual se submetia o obreiro. inclusive. a testemunha do reclamante. é que o horário de funcionamento da reclamada nos shoppings era de 09:00h às 22:00h. bem como com o que disse a testemunha do obreiro. que o senhor Alexandre Antunes exercia a função de Gerente Comercial tendo exercido anteriormente a função de Vendedor. que trabalha interna e externamente realizando visitas nos pontos de venda. válido ratificar a natureza salarial da parcela referente ao intervalo intrajornada não usufruído em sua integralidade. Estoquista e Vendedor. que quando retornou à empresa em 2008. Ronaldo. que no caso do Shopping Vitória trabalhavam três Vendedores em turnos das 10h00m às 16h00m. sendo estes que recorda o nome. aduzindo que o intervalo intrajornada tem natureza indenizatória e. que não havia escala de trabalho entre os Vendedores. da CLT. que o reclamante passou a exercer a função de vendedor. sendo que a coordenação do serviço. Por habituais. o mesmo laborou no Shopping Vitória. por conseguinte. a partir de março de 2008. O que se extrai. podendo os horários serem elastecidos. que a condenação deve limitar-se ao tempo restante para completar o intervalo legal. entendo que se mostra mais razoável a jornada apontada até às 19:00h. que trabalhou como Supervisor do Reclamante. que havia mais dois Vendedores no mesmo local. em seu depoimento. Quanto ao intervalo intrajornada. inclusive quanto ao horário. e. Neste particular. artigo 71. Sr. que trabalhou junto com Diana. que tais Vendedores trabalharam com o autor sendo que a Sra Kelly trabalhou durante todo o período. já que a testemunha do autor nada soube dizer acerca da realidade de labor de quando o reclamante exercia a indigitada função. condenou a ré ao pagamento de uma hora extra diária a esse título. repousos semanais remunerados e feriados. que o autor exerceu as funções de Auxiliar de Estoque.2. enquanto o reclamante. Por sua vez. sempre na função de Supervisor de Vendas. sendo que no mês de Agosto passou à função de Vendedor.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. A testemunha da reclamada. ao entender que não houve a concessão integral do intervalo intrajornada. fixo a jornada do obreiro. o Reclamante trabalhava no Almoxarifado.” Recorre a reclamada. que não sabe informar o que o autor fazia no Almoxarifado. de agosto de 2008 a 15/12/2010. não há falar em reflexos.” (grifo nosso). com 30 minutos de intervalo intrajornada. Kelly e Ronaldo. Kelly. Diante das incongruências da testemunha Alexandre. razão pela qual não são devidas horas extras alusivas ao mencionado período. não havendo elastecimento de jornada. esposando que “Tendo em vista a habitualidade das horas deferidas devidas as repercussões no 13º salário. entretanto. 2. a partir de agosto de 2008. assim detalhou: “que trabalhou na Reclamada de maio de 2008 até dezembro de 2010. o que retira a credibilidade das informações prestadas. ou seja. Alega. Gize-se algumas incoerências no depoimento da testemunha do reclamante. Em face do exposto. ora diz que ficava até 22:00h. 23 de Setembro de 2013 148 função de Vendedor no Shopping Vitória. Além disso. também. que a princípio ficava um Vendedor no turno da manhã e um Vendedor no turno da tarde. que em média trabalhavam de dois a três Vendedores no mesmo shopping. O juízo de piso. sendo devidas as horas extras acima da 44ª semanal. o que levou. de inequívoco. e a testemunha da ré se reporta apenas à realidade fática de quando o autor já estava exercendo a função de vendedor. férias integrais e proporcionais. Deyvid. Desta forma. que o senhor Alexandre trabalhou como Vendedor. são devidos os reflexos do intervalo intrajornada não concedido. devidos os reflexos pretendidos na exordial e concedidos no decisum de piso. que a maior parte do contrato do autor. que o senhor Ronaldo trabalhou com o autor por pouco tempo. que não era Supervisor do Reclamante. Tal depoimento. tendo retornado em maio de 2008 como Supervisor. era exercida pelo proprietário. podendo trabalhar em shoppings diferentes. pois trabalhavam em áreas separadas (comercial e técnica). Coordenador de Vendas e Supervisor de Vendas. ratificou que o intervalo intrajornada. devendo sofrer acréscimo de 50%. Coordenador de Vendas e com a saída do depoente passou a Supervisor. era de 30 minutos. que se recorda que a Sra Diana trabalhou com o autor no terceiro turno. eis que foi a primeira afirmação da testemunha. ou seja. que o Vendedor poderia trabalhar no turno da manhã ou da tarde.” (grifo nosso). que o Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 normal era o autor trabalhar até às 22h00m. que em um primeiro contrato com a primeira Reclamada de agosto de 2007 a novembro/dezembro de 2007 exerceu a função de Vendedor. Sr. em seu depoimento. quanto ao período em que o autor trabalhou no almoxarifado (até agosto de 2008). foi Estoquista. descontando-se o tempo utilizado pelo reclamante. que a primeira Reclamada sempre assinou sua CTPS. disse: “que trabalhou na Reclamada de setembro de 2001 a outubro de 2009. que não sabe informar o horário de trabalho do senhor Alexandre Antunes.” (grifo nosso). que a empresa determina a realização de no mínimo trinta minutos de intervalo. de segunda a sábado. afirma que. por determinação da reclamada. aviso prévio e FGTS com 40%. cumpre salientar que a própria testemunha patronal. OJ 354 do TST. Alexandre Ribeiro Nunes. por isso. não pode prevalecer. nos temos do §4º. nos moldes acima descritos. durante o primeiro ano de contrato. nos termos da OJ 354/SDI- .

INTERVALO INTRAJORNADA. para repouso e alimentação. Salienta que a correção deve incidir a partir da época própria para . Sem razão. da CLT). como se percebe. repercutindo. NATUREZA JURÍDICA SALARIAL (DJ 14. Portanto. com o advento da Lei nº 8. no cálculo de outras parcelas salariais. 1. A reclamada alega que a justiça gratuita só pode ser deferida com o preenchimento de todos os requisitos elencados pelas Leis nº. 305. recorre a demandada. Com razão. para repouso e alimentação. por meio da edição de sua novel Súmula n. Não se adota. GRATUIDADE DE JUSTIÇA. Recentemente.584/70 e Súmulas 219 e 329 do C. SÚM-437 INTERVALO INTRAJORNADA PARA REPOUSO E ALIMENTAÇÃO. da CLT.584/70. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 assegurado igual benefício ao trabalhador de maior salário uma vez provado que a sua situação econômica não lhe permite demandar sem prejuízo do sustento próprio ou de sua família. 7º. e não apenas daquele suprimido.2. 08) e.º 5.584/70 para a concessão da assistência judiciária gratuita. como o reclamante está assistido por advogado particular (vide fl. e é devida a todo aquele que receber salário igual ou inferior ao dobro do mínimo legal.º 5. 219 e 329 e pela OJ n.º 1. 71 DA CLT (conversão das Orientações Jurisprudenciais nºs 307. ao argumento de que se há a contratação de advogado. para excluir da condenação os honorários advocatícios. da CF/1988).060/50. da CLT. No âmbito desta Especializada. com acréscimo de.584/70.2. da SDI-1. 09. 5. devo registrar que a assistência judiciária gratuita e o benefício da justiça gratuita não se confundem. do artigo 790. Este é uma faculdade do juiz. em seu recurso. não estão atendidos os pressupostos previstos na Lei n. DEJT divulgado em 25. o art. 71. 185/2012.Res.923. No entanto.584/70.584/70 e 7. A assistência judiciária gratuita tem previsão tanto no artigo 14 da Lei n. TST. o reclamante não está assistido por Sindicato de classe. O juízo de origem condenou a ré em honorários sucumbenciais de 15% sobre o valor da causa. a não concessão ou a concessão parcial do intervalo intrajornada mínimo. importando somente na isenção de custas.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. em se tratando de relação de emprego. este profissional deve receber pelos trabalhos realizados. implica o pagamento do total correspondente. 790. a parte deve estar assistida por seu Sindicato de classe. Quanto à argumentação alusiva ao pagamento somente dos minutos restantes. determinou que o seu cálculo fosse realizado a partir do primeiro dia útil do mês subseqüente.2012 I . o princípio da sucumbência no Processo Trabalhista. sem prejuízo do cômputo da efetiva jornada de labor para efeito de remuneração. assistência por Sindicato de classe e percepção de remuneração igual ou menor que o dobro do salário mínimo ou impossibilidade de demandar sem prejuízo do sustento próprio ou da família. quando não concedido ou reduzido pelo empregador o intervalo mínimo intrajornada para repouso e alimentação. há necessidade da ocorrência dos dois requisitos para o deferimento da assistência judiciária.923/1994. quais sejam.º 5. saúde e segurança do trabalho. a assistência judiciária gratuita é devida apenas na hipótese prevista na Lei n. citando o Enunciado 79 da 1ª jornada de Direito Material e Processual na Justiça do Trabalho. o C. uma vez que revela norma de eficácia contida. ou seja. § 4º. Em primeiro lugar. em conformidade com o disposto na lei civil.3.03. 354. em consonância com a linha traçada pelas Súmulas ns. 133 da Constituição Federal não revogou o jus postulandi. À luz do expendido. da CLT. à fl. ART. não prescinde do preenchimento concomitante dos requisitos estabelecidos na Lei n. 08).115/83.2. quais seja. 09) comprova apenas o requisito da miserabilidade jurídica. que merece reforma a r. e a apresentação de declaração de hipossuficiência econômica (fl. Ademais.584/70. curvome ao posicionamento insculpido no item I. 23 de Setembro de 2013 149 1/TST. 5. CORREÇÃO MONETÁRIA. infenso à negociação coletiva (grifo nosso) Mesmo entendendo que a melhor interpretação da regra contida no artigo 71. Irresignada. 26 e 27. Em que pese o respeito pelas abalizadas opiniões em contrário. 71 da CLT). e não se confunde com o benefício da justiça gratuita previsto no § 3º. DA CLT. do art. como no artigo 3º da Lei n.4.2008) Possui natureza salarial a parcela prevista no art. diferentemente do que ocorre quando há concessão do benefício da justiça gratuita. 380 e 381 da SBDI1) .º 307. implica o pagamento total do período correspondente. da CLT.º 437 do C. na acepção mais ampla. TST cristalizou a intelecção antes insculpida na OJ n. que envolve também os honorários advocatícios. os beneficiários da assistência judiciária gratuita. extensivo a quem não esteja assistido por Sindicato (prevista no § 3º. Aduz a reclamada. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. da CLT. 2. no mínimo. quanto à correção monetária. NÃO CONCESSÃO OU REDUÇÃO.º 437. todas do C. 50% sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho (art. são os que preenchem os requisitos da Lei n.584/70.584/70. TST. vindicando reforma do julgado que concedeu o benefício ao autor.5. portanto. também. 2. 71. 71 da CLT e art. 5. 2. TST. asseverando que os honorários somente são devidos nas hipóteses da Lei 5. da SDI-I. de acepção mais restrita. II – É inválida cláusula de acordo ou convenção coletiva de trabalho contemplando a supressão ou redução do intervalo intrajornada porque este constitui medida de higiene. enquanto aquela. para reconhecer que a concessão parcial do intervalo intrajornada mínimo. como redação introduzida pela Lei nº 8. § 4º. a assistência sindical e a comprovação da miserabilidade jurídica. e não apenas daquele suprimido. ressalto que é sabido o entendimento sufragado pelo Egrégio Tribunal Superior Trabalho no sentido de que. quando a lide versar sobre relação de emprego. nos termos do § 3º. Assim. 5. indevido o pagamento de honorários advocatícios. a concessão parcial do intervalo intrajornada implica o pagamento da integralidade do período de repouso.09. dou provimento ao Recurso Ordinário. não prescinde dos requisitos da Lei n.º 5. Destarte. APLICAÇÃO DO ART. garantido por norma pública (art. do artigo 790. com base na declaração de miserabilidade jurídica. a concessão de honorários advocatícios na Justiça do Trabalho. ficando. bem como pelo artigo 790 §3º. que assim preceitua: 354. a empregados urbanos e rurais. Na hipótese vertente. quando preenchidos os requisitos previstos no próprio artigo. §4º. Assim. também por disciplina judiciária. nego provimento.923/94.Após a edição da Lei nº 8. andou bem o juízo de origem ao deferir o benefício da justiça gratuita. 342. no Processo do Trabalho. Nego provimento ao apelo. portanto. assim.060/50. de 27 de julho de 1994. mas por advogado particular (f. XXII. preconiza a remuneração apenas do tempo efetivamente não concedido. da Súmula n. restringindo-se o pagamento dos honorários advocatícios ao disposto na Lei n. sentença de piso que.

.Ac. e a regra deste último para aquele a partir de sua vigência.Res. 8. 22 e 25. transferindo o respectivo encargo financeiro com o tributo para terceiros (art.Época própria .Esta Corte Superior tem posicionamento pacífico no sentido de que a época própria para a incidência dos índices de correção monetária dos débitos trabalhista é a do mês subseqüente ao da prestação de serviços. III." Assim. Correção monetária .177/91. 43.048/99. mas apenas concede ao empregador. do art. TST.). Emmanuel Pereira.inserida em 20. sentença que condenou-a a proceder ao pagamento da contribuição previdenciária incidente sobre a cota patronal e pela quota do empregado. CONDENA-ÇÃO DO EMPREGADOR EM RAZÃO DO INADIMPLEMENTO DE VER-BAS REMUNERATÓRIAS. o disposto na Súmula 381 do C. Quanto à responsabilização calcada no art. a partir do 1º dia útil do mês subseqüente à prestação dos serviços. IMPOSTO DE RENDA. in verbis: "OJ-SDI1-363 DESCONTOS PREVIDENCIÁRIOS E FISCAIS. vez que somente por disposição expressa de lei é que se pode excluir a responsabilidade do contribuinte. 23 de Setembro de 2013 150 pagamento. perfilho-me à jurisprudência dominante do C. o encargo financeiro do empregado não pode ser transferido para o empregador.04. 124 do Tribunal Superior do trabalho. de maneira que a nova regra previdenciária somente será aplicada às prestações de serviço realizadas a partir de 03 de março de 2009 (90 dias após a publicação da MP). ABRANGÊNCIA (DJ 20.351/99. O pagamento dos salários até o 5º dia útil do mês subseqüente ao vencido não está sujeito à correção monetária. o que importa é a data de vencimento da obrigação. TST. considerando que o contrato de trabalho do reclamante abrange período anterior e posterior à vigência do artigo 43 da Lei 8. Em se tratando de contribuição previdenciária incidente sobre verbas deferidas em decisão judicial. Ademais. sentença normativa ou cláusula contratual. DJ 20. § 6º.04. 186 do Código Civil. que informa que a culpa do empregador pelo inadimplemento das verbas remuneratórias não elide a responsabilidade do empregado pelo pagamento da totalidade do Imposto de Renda e da quota-parte que lhe cabe da contribuição previdenciária. como disposto no artigo 459 da CLT c/c artigo 39. na liquidação da sentença.048/99 para o período do contrato de trabalho que antecede a alteração do artigo 43 da Lei n.7. . não obriga. 8.). que seia o 5º dia útil do mês subseqüente ao vencido. e convertida na Lei 11.0 . Se essa data limite for ultrapassada.212/91. quanto aos juros e multa. a qual não necessariamente ocorre no 5º dia útil. Contudo. o artigo 195. (. 276 do Decreto 3. RESPONSABILIDADE DO EMPREGADO PE-LO PAGAMENTO. consagrada na Orientação Jurisprudencial nº 363. 21 e 23.177/91. ressalto que a regra do § 2º.11. Nesse sentido. da Constituição da República.2005. 2. incidirá o índice da correção monetária do mês subseqüente ao da prestação dos serviços. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. sentença hostilizada. não se podendo retroagir a data do vencimento da obrigação para o dia primeiro do mês de competência para cômputo de correção monetária. deferidas judicialmente. a seguir transcrito é nesse sentido: "(. e não apenas a do reclamado. nos termos da fundamentação acima.2008) A responsabilidade pelo recolhimento das contribuições social e fiscal. 459 DA CLT (conversão da Orientação Jurisprudencial nº 124 da SBDI-1) . pág. in verbis: “SUM-381 CORREÇÃO MONETÁRIA. 129/2005. que determinou a incidência da correção monetária na forma da lei. 715.. a culpa do empregador pelo inadimplemento das verbas remuneratórias não exime a responsabilidade do empregado pelos pagamentos do imposto de renda devido e da contribuição previdenciária que recaia sobre sua quota-parte. que considerou a data da prestação de serviços como fato gerador das contribuições previdenciárias incidentes sobre as verbas resultantes de decisões em reclamatórias trabalhistas. tanto na vigência do contrato de trabalho ou fora dele. Contudo. pois agrava a situação do contribuinte. seja qual fosse seu valor. O aresto do Colendo TST. nos exatos termos em que preceitua o artigo 39 da Lei n. alínea “a”. ou seja. não restou comprovado que a recorrente se utilizava da faculdade legal. acordo ou convenção coletiva. entendo que deve ser mantida a r.2. Em matéria de correção monetária. bem como para determinar a incidência dos juros e multa sobre as contribuições previdenciárias observe o prazo estipulado no artigo art. nos termos do artigo 150. 459 da CLT. por óbvio.941/2009). é do empregador e incide sobre o total da condenação. a partir de 03/03/2009. ante o princípio da irretroatividade. Em suma. 1ªT .) 3. até a prolação da decisão trabalhista e seu trânsito em julgado. o referido desconto deve levar em consideração as cotas de responsabilidade de ambos os litigantes. ao determinar que 'os débitos trabalhistas de qualquer natureza. Na hipótese vertente.05.03. porque o legislador.212/91 (inserida com o advento da Medida Provisória 449/2008..1998)” Nego provimento. DJU 7. da Lei 8. 2. o prazo do artigo 276 do Decreto 3. estabelece que as contribuições previdenciárias somente poderão ser exigidas após decorridos 90 (noventa) dias da data da publicação da lei que as houver instituído ou modificado. no parágrafo único do art. publicada em 04/12/2008. Sim. 8. Insurge-se a reclamada contra a r. para fins de aplicação dos juros e multa sobre as contribuições previdenciárias. a partir do dia 1º. o obreiro não se eximiria da incidência dos descontos Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 previdenciários. quanto ao período do contrato de trabalho que antecede a alteração do artigo 43 da Lei n. 128 do CTN). sendo oportuno observar que o argumento de pagamento tardio não justifica a responsabilização exclusiva do empregador. resultante de condenação judicial referente a verbas remuneratórias. somente pode ser aplicável aos fatos ocorridos após a sua vigência. dou parcial provimento para determinar a aplicação do valor histórico à cota parte da contribuição previdenciária devida pelo reclamante. ante o princípio da anterioridade. na súmula 381. ART. À análise. sofrerão juros de mora equivalentes à TRD acumulada no período compreendido entre a data de vencimento da obrigação e seu efetivo pagamento'. e a regra deste último para aquele que abrange o período de sua vigência (a partir de 03/03/2009). vez que as parcelas.212/91. TST. ou seja. quando não satisfeitos pelo empregador nas épocas próprias assim definidas em lei. Isso posto. Ademais. a faculdade de efetuar o pagamento do mês vencido até o 5º dia útil do mês subseqüente. Rel. deverá ser observado. Incidência da Orientação Jurisprudencial n. não foram pagas na época própria.2ª Reg.6. da Constituição da República. Vejamos. SALÁRIO. da Lei nº 8.212/91 (05/03/2007 a 15/12/2010). Argumenta que a lei fixa o termo final para cumprimento das obrigações de pagamento de salário. Min. pois. não há falar em responsabilidade do empregador pela contribuição previdenciária devida pelo obreiro.2. vez que..1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. ( TSTRR-612. Assim sendo. ainda existe controvérsia sobre o crédito do trabalhador. inclusive conforme pacificado pelo C. (ex-OJ nº 124 da SBDI-1 .

portanto. no momento em que. o pagamento em decorrência de sentença judicial. sem dúvida.º 8. entendo que não há falar em responsabilidade do empregador pelo Imposto de Renda. Nesse contexto. como hipótese de incidência da obrigação tributária. que será tributado como se tivesse recebido corretamente seus direitos.00 (dez mil reais). não se vislumbra autorização legal para a imposição ao empregador do encargo de indenizar o obreiro. portanto.09. o pagamento em decorrência de sentença judicial. por qualquer forma. por unanimidade. Na esteira do entendimento acima. o sujeito passivo. o recebimento se torne disponível para o beneficiário. Em outras palavras. Alterado o valor da condenação para R$ 10. cumpre ressaltar que foi publicada a IN 1. Relator Ministro: Lelio Bentes Corrêa. sendo assim. TST. o recolhimento da importância devida a título de imposto de renda deve incidir sobre todas as parcelas tributáveis a serem pagas ao autor. Precedentes da Corte. inclusive quanto às alíquotas a serem utilizadas para o cálculo do tributo.541/92..º 368. será retido na fonte no momento em que esses rendimentos se tornarem disponíveis para o reclamante.requisito indispensável ao reconhecimento da obrigação de indenizar. em face da sua incidência sobre a totalidade dos valores provenientes da decisão judicial. CRITÉRIO DE RECOLHIMENTO. da Lei nº 8. Não há como imputar ao empregador a obrigação de indenizar o empregado pelo gravame decorrente da constatação de eventuais diferenças no valor a ser recolhido a título de Imposto de Renda. O fato gerador do tributo.) INDENIZAÇÃO. Ainda que se admita que o pagamento das verbas trabalhistas no momento oportuno acarretaria para o empregado obrigação tributária menos gravosa. de 09:00h às 19:00h.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. que é de quem aufere a renda e. o Imposto de Renda incidente sobre os rendimentos pagos em cumprimento da decisão judicial será retido pela pessoa obrigada ao pagamento. sendo devidas as horas extras acima da 44ª semanal.496/2007. de tal arte que o reconhecimento de créditos trabalhistas não importará prejuízo ao trabalhador.” Por sua vez.0011 . De tal sorte. Recurso de embargos não conhecido. Entendimento cristalizado na Súmula n. para o Fisco. A legislação prevê. para fixar a jornada do obreiro de segunda a sábado. excluindo da condenação a parcela atinente aos honorários advocatícios.0004 . Aqui. nos termos dos artigos 43 e 45 do Código Tributário Nacional. Contudo. mesmo que o trabalhador receba os haveres trabalhistas de uma só vez. não havendo como transferir-se para o reclamado este ônus tributário. resultante de condenação judicial referente a verbas remuneratórias é do empregador e incide sobre o total da condenação. é o trabalhador.122200 -04. perfilho-me à jurisprudência dominante do C. 186 e 927 do Código Civil. Ainda que se admita que o pagamento das verbas trabalhistas no momento oportuno acarretaria para o empregado obrigação tributária menos gravosa.) (E-ED-RR . DANO MATER