Caderno Judiciário do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO

DIÁRIO ELETRÔNICO DA JUSTIÇA DO TRABALHO
PODER JUDICIÁRIO

REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL

Nº1317/2013

Data da disponibilização: Segunda-feira, 23 de Setembro de 2013.

DEJT Nacional

Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO MARCELLO MACIEL MANCILHA Desembargador Presidente e Corregedor ANA PAULA TAUCEDA BRANCO Desembargadora Vice-Presidente Rua Pietrângelo de Biase, 33 Centro Vitória/ES CEP: 29010190 Telefone(s) : (27) 3321-2400

SECRETARIA DO TRIBUNAL Acórdão Acórdão
Processo Nº AACC-3500-27.2013.5.17.0000
Processo Nº AACC-3500/2013-000-17-00.9

Autor

Réu

Plurima Réu Advogado

MINISTERIO PUBLICO DO TRABALHO - PROCURADORIA REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIAO SINDICATO DOS TRABALHADORES EM TRANSPORTES RODOVIARIOS DO EST. ES - SINDIRODOVIARIOS VIACAO AGUIA BRANCA S A John Aluisio Uliana(OAB: 006519 ES)

ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0003500-27.2013.5.17.0000 Ação Anulatória de Cláusulas Convencionais Autor: MINISTERIO PUBLICO DO TRABALHO - PROCURADORIA REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIAO Réus: SINDICATO DOS TRABALHADORES EM TRANSPORTES RODOVIARIOS DO EST. ES - SINDIRODOVIARIOS VIACAO AGUIA BRANCA S A Origem: TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO - ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Revisor: DESEMBARGADOR JOSÉ LUIZ SERAFINI ACORDO COLETIVO DE TRABALHO. CLÁUSULA QUE AUTORIZA REGIME DE COMPENSAÇÃO 12X36. VALIDADE. A Carta Política de 1988 fomenta a negociação coletiva, com reconhecimento expresso das convenções e dos acordos coletivos de trabalho, sendo certo que o inciso XIII do art. 7º da Carta Magna autoriza a flexibilização da jornada de trabalho, via instrumento negocial. Reputa-se válida, pois, a escala de 12x36 fixada em norma coletiva, Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

quando o excesso da jornada é compensado por folgas mais elásticas, hipótese, inclusive, que encontra paralelo no banco de horas estabelecido pelo § 2º do art. 59 da CLT e respaldo nos princípios do conglobamento e da norma mais favorável. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de Ação Anulatória de Cláusulas Convencionais, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO Trata-se de Ação Anulatória proposta pelo MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO em face do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Espírito Santo – SINDIRODOVIÁRIOS; Viação Águia Branca S.A, visando à anulação das seguintes cláusulas: Décima Sétima – Parágrafo Primeiro, Vigésima Quinta e Vigésima Sexta, do Acordo Coletivo de Trabalho 2011/2012 firmado pelos réus. As Cláusulas tratam, respectivamente, da escala de revezamento 12 x 36, do empregado reabilitado e da rescisão contratual. Com a inicial vieram os documentos de fls. 12/40. Decisão desta Relatora, à fl. 44, reconhecendo, por disciplina judiciária, a competência funcional deste Tribunal para apreciar e julgar a presente ação e determinando a citação dos réus. Apesar de regularmente intimado (fl. 42) não houve manifestação do 1.º reclamado, Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Espírito Santo – SINDIRODOVIÁRIOS. Contestação da 2.ª ré, Viação Águia Branca S.A., às fls. 45-v.º/53 e às fls. 54/69, alegando preliminar de carência de ação por perda superveniente do interesse processual do requerente. No mérito, pleiteia sejam julgados improcedentes os pedidos relativos à anulação das cláusulas, anuindo, todavia, à adequação de sua redação aos limites propostos pelo Autor, resguardada, no caso do parágrafo primeiro da Cláusula Décima Sétima, a adoção da jornada 12 x 36 para alguns trabalhadores, porque permitida pela jurisprudência sumulada do C. TST. Razões finais apresentadas pelo Ministério Público do Trabalho, às fls. 102/106, pugnando pela procedência dos pedidos. Razões finais do 2.º réu, às fls. 107/109, reportando-se às razões lançadas na peça de defesa. Não foram apresentadas razões finais pelo sindicato demandado. É o relatório. FUNDAMENTAÇÃO 2.1. PRELIMINAR – INEXISTÊNCIA DE INTERESSE – CARÊNCIA DE AÇÃO – EXPIRAÇÃO DO PRAZO DE VIGÊNCIA DA NORMA COLETIVA IMPUGNADA – ARGUIDA PELA 2.ª DEMANDADA Assevera a 2.ª demandada (Viação Águia Branca S.A.) estarem caracterizadas a falta de interesse processual e carência de ação, uma vez que o autor pretende a anulação de cláusulas de instrumento coletivo de trabalho cujo prazo de vigência expirou em 31 de maio de 2012. Destarte, pleiteia o acolhimento da referida preliminar, com a consequente extinção da presente ação anulatória sem resolução do mérito, nos termos dos artigos 301, X e 267, VI do Código de Processo Civil. Com efeito, em que pese seja incontroverso o término da vigência do instrumento coletivo em questão, a jurisprudência da SDC do C.

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TST tem reconhecido a subsistência do interesse do Ministério Público do Trabalho na anulação de cláusulas coletivas por perdurarem, no plano normativo, seus efeitos, uma vez que integram os contratos individuais de todos os integrantes da categoria profissional. Nesse sentido, os seguintes julgados: “AÇÃO ANULATÓRIA. CLÁUSULA DE CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO. PERDA DE OBJETO - O entendimento da Seção Especializada em Dissídios Coletivos desta Corte, em relação à matéria, pacificou-se no sentido de que, não obstante tenha se exaurido o período de vigência do Acordo Coletivo, o Tribunal deve manifestar-se sobre o pedido, ou seja, acerca da nulidade da cláusula constante no ajuste coletivo, pois a conclusão possibilitará, em caso de procedência do pleito, que os empregados atingidos pelo cumprimento do acordado possam pleitear a restituição dos valores relativos aos descontos efetuados em seus salários a tal título. Recurso conhecido e provido” (TST-ROAA-735.256/2001.0, Rel. Min. José Luciano de Castilho Pereira, DJ de 06/09/01). “EXTINÇÃO DO PROCESSO SEM JULGAMENTO DO MÉRITO. INTERESSE DE AGIR REMANESCENTE. I - Remanesce o interesse de agir do recorrente para declaração de nulidade das cláusulas indicadas na inicial, visto que o Termo Aditivo ao Acordo Coletivo, pelo qual foram regularizadas as cláusulas impugnadas, tem vigência futura, a partir da data da sua celebração, não desfrutando de efeito retroativo de modo que, a persistir a extinção do processo sem exame do mérito, as cláusulas então pactuadas manterão sua normatividade no hiato de tempo compreendido entre a vigência do acordo e a superveniência do Termo Aditivo” (TSTROAA-111/2005-000-24-00.8, Rel. Min. Barros Levenhagen, DJ de 27/10/06). “RECURSO ORDINÁRIO EM AÇÃO ANULATÓRIA. VIGÊNCIA DA CONVENÇÃO COLETIVA. DA FALTA DE INTERESSE DE AGIR. Mesmo não estando mais em vigor a convenção coletiva, permanece o interesse de agir do Parquet que, ao propor a anulação de cláusulas convencionais via ação anulatória, não busca somente interromper seus efeitos presentes e futuros, objetiva também resguardar o direito dos trabalhadores de buscar no Poder Judiciário o que lhes foi incorretamente imposto pelas cláusulas impugnadas na presente ação anulatória” (TST-ROAA815.783/2001.3, Rel. Min. Vieira De Mello Filho, DJ de 02/03/07). “PRELIMINAR DE IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DO PEDIDO PELA PERDA DE OBJETO. I - A preliminar de impossibilidade jurídica do pedido não decorre de eventual perda de objeto. Ela diz respeito à vedação por lei à pretensão deduzida em juízo. II - A circunstância de ter expirado o prazo de vigência do instrumento normativo não implica perda de objeto ou falta de interesse processual superveniente. É que enquanto esteve em vigor produziu efeitos relativamente às cláusulas objeto da ação anulatória, cuja decisão que acolher a sua nulidade tem efeito retroativo, contemporâneo à celebração daquele instrumento. Preliminar rejeitada” (TST-ROAA-269/2006-000-08-00.6, Rel. Min. Barros Levenhagen, DJ de 26/10/07). Destarte, rejeito a preliminar. 2.2. ESGOTAMENTO DA VIA ADMINISTRATIVA – ARGUIDA PELA 2.ª DEMANDADA A 2.ª requerida, em defesa, aduz que, notificada da instauração do procedimento administrativo pelo representante do Ministério Público do Trabalho para verificação da licitude das três cláusulas em destaque, (PP n.º 00014.2012.17.0000) e para que se manifestasse sobre a eventual existência de interesse em uma solução negociada para a questão, aquiesceu quanto à solução negociada das cláusulas 25.ª e 26.ª, manifestando-se, outrossim, Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

quanto à legalidade do parágrafo décimo primeiro da Cláusula 17.ª. Assevera que após a realização de audiência de conciliação, mesmo tendo apresentado texto com alterações ao referido parágrafo, no intuito de encontrar uma solução negociada para o caso, foi surpreendida com o ajuizamento da presente Ação Anulatória. Argumenta, pois, que a presente ação não poderia ser ajuizada antes que houvesse uma tentativa definitiva e final de solução negociada da questão pela via administrativa, pois sempre se colocou à disposição para resolver as questões suscitadas. Afirma, ainda, que não tomou ciência do despacho que rejeitou a proposta de redação formulada administrativamente. Com efeito, o Ministério Público do Trabalho, ao refutar tais alegações, assevera que em 08.02.2013 foram expedidas notificações de n.º 34412 e 34412, documentos que foram regularmente colacionadas aos autos. Ainda que assim não fosse, o esgotamento da via administrativa não se qualifica como pressuposto processual ou condição da ação, não sendo requisito intransponível para admissibilidade da ação anulatória. Rejeito. 2.3. DESCONSIDERAÇÃO DA CONTESTAÇÃO – ARGUIDA PELO MPT Pleiteia o Ministério Público do Trabalho, em razões finais, a desconsideração da contestação de fls. 54/69, apresentada pela 2.ª ré, ao argumento de que esta incorreu em preclusão lógica/consumativa, pois já havia apresentado, no mesmo dia, a referida defesa, subscrita pela mesma advogada. Acolho, todavia, a argumentação da requerida, porque razoável a argumentação de que a apresentação de duas peças contestatórias tenha sido materializada por excesso de zelo, devida à insegurança quanto ao seu regular recebimento por meio do sistema de peticionamento eletrônico. Tanto é assim, que as peças foram apresentadas no mesmo dia, com o mesmo teor, com apenas trinta minutos de diferença, subscritas pelo mesmo procurador. Rejeito. 2.3. ADMISSIBILIDADE Atendidas as condições da ação e estando presentes os pressupostos processuais de desenvolvimento válido e regular do processo, admito a ação anulatória. 2.3. MÉRITO 2.3.1. PARÁGRAFO DÉCIMO PRIMEIRO DA CLÁUSULA 17.ª DO ACORDO COLETIVO DE TRABALHO A primeira cláusula cuja declaração de nulidade se pretende é a seguinte, in verbis: “Cláusula Décima Sétima – A jornada normal de trabalho para todos os empregados, com atividades nas linhas interestaduais de passageiros, fica fixada em 44 (quarenta e quatro) horas semanais, observando o disposto nos parágrafos desta cláusula. Parágrafo Décimo Primeiro – É ainda facultado à empresa empregadora a adoção de carga horária diferenciada para os empregados vinculados a serviços do pessoal de apoio logístico, a exemplo dos vigilantes, executável, em tal serviço, com regime de trabalho, a sistemática de escala de 12 (doze) horas de serviço por 36 (trinta e seis) horas de descanso.” Sustenta o d. Ministério Público do Trabalho que a permissão, em branco, para a realização de escala de revezamento de 12 x 36, sem qualquer ressalva de setores eventualmente perigosos e insalubres e/ou atividades de risco, contraria a Constituição Federal (incisos XIII, IIV e XXII, do art. 7.º e o art. 195 c/c art. 59, 60 e 61 da CLT e Súmula n.º 423 do C. TST).

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Expõe que a negociação coletiva está adstrita às mínimas garantias instituídas por lei, e que a redação da Súmula n.º 444, editada, recentemente, pelo C. Tribunal Superior do Trabalho, não deixa dúvidas quanto à excepcionalidade da utilização de tal jornada e à exigência de critérios objetivos para a sua fixação. Afirma, pois, que essa fixação não pode ficar ao arbítrio do empregador e de suas necessidades, mormente quando em voga atividades insalubres, perigosas e de risco, sob pena de transformar o instrumento coletivo em ato unilateral. Pleiteia a anulação do parágrafo Décimo Primeiro da Cláusula 17.ª, relativamente à jornada de trabalho em turnos ininterruptos de revezamento, com relação às atividades insalubres, perigosas/de risco, em virtude de contrariedade ao disposto nos incisos XIII, XIV, XXII e XXIII do art. 7.º e art. 195 da CRFB, além dos princípios da dignidade da pessoal humana, valores sociais do trabalho e a busca do pleno emprego, e, finalmente, da Súmula 423 do C. TST, além da dubiedade quanto à fixação da carga horária mensal, podendo inclusive acarretar a quitação proporcional do piso salarial e, ainda, a limitação do adicional noturno (Cláusula 8.ª). Aduz a requerida, que apresentou, com base nas orientações passadas na audiência realizada no MPT, que apresentou novo texto discriminando as funções que poderiam fazer a jornada de trabalho 12x36, conforme abaixo: Parágrafo Décimo Primeiro – É ainda facultado à empresa empregadora a adoção de carga horária diferenciada para o motorista em conformidade com o disposto contido no Arrigo 235-F da CLT e cobradores, bem como os empregados vinculados a serviços do pessoal de apoio logísticos, a exemplo dos assistentes de operação, agentes de vendas, manuten~ção, despachantes de pista e trafego, vistoriadores de veículos, porteiros, vigias, seguranças e lavadores, executável, em tal situação, com regime de trabalho, a sistemática de ecala de 12 (doze)horas de serviço por 36 (trinta e seis) horas de descanso, nos termos da súmula 444 do Tribunal Superior do Trabalho. Aduz que não possui mais em seu quadro de funcionários a função de vigilante, pois todo o serviço hoje encontra-se terceirizado, e que não possui em seus quadros nenhum funcionário que trabalhe em áreas eventualmente perigosas e insalubres e/ou atividades de risco na escala de 12x36, pois todos os que laboram nessas condições estão submetidos à jornada normal de trabalho estabelecida pela CLT, CRFB e outros dispositivos legais. Tanto é assim, que concordou em alterar tal cláusula, mas que sempre deixou clara a necessidade de manutenção dessas jornadas, com os devidos ajustes, pois está pacificado pelo TST que é possível a sua adoção, a teor da Sumula 444 do C. TST. Com efeito, esta Relatora possui convencimento firmado sobre a questão, no tocante ao reconhecimento das Convenções e Acordos Coletivos de trabalho, em atenção ao inciso XXVI, do artigo 7º, da Constituição Federal de 1988. Ressalto que a Carta Constitucional prestigia a flexibilização de certas regras do Direito do Trabalho, no intuito de harmonizar as fontes autônomas e heterônomas, a fim de garantir, por um lado, melhores condições de trabalho e, por outro, a sobrevivência da empresa, sempre com a interveniência da entidade sindical, na defesa dos interesses de seus representados. Não se pode olvidar, ainda, que a interpretação da norma coletiva obedece ao princípio do conglobamento, onde a conquista da categoria não é aquilatada pela análise isolada de uma só cláusula, mas do seu conjunto. Ademais, não se pode olvidar que ninguém melhor do que a própria categoria profissional, personificada pelo Sindicato, para avaliar as vantagens e desvantagens de um pacto. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

Ressalte-se que entendimento contrário estimula cômoda irresponsabilidade por parte das entidades sindicais que não se sentem cobradas pela categoria que representam a entabular verdadeiras negociações coletivas. Na medida em que o Judiciário, com o escopo de proteger o trabalhador hipossuficiente, nega validade aos acordos firmados, na verdade contribui para o enfraquecimento dos sindicatos e a perpetuação da condição de inferioridade dos trabalhadores. Com efeito, as jornadas realizadas nesses tipos de escalas são estabelecidas em razão das peculiaridades das funções desempenhadas pelos trabalhadores que a elas se submetem, trazendo vantagens para o trabalhador, que passa a dispor de mais tempo para a família, convívio social, lazer, descanso, participação em cursos de qualificação profissional ou até o desenvolvimento de outra atividade, com possibilidade de maiores ganhos. Tais benefícios, quando contrapostos à extrapolação da jornada normal, evidenciam um maior ganho ao obreiro. Nesse diapasão, o excesso de jornada é compensado por folgas mais elásticas, hipótese que encontra paralelo no banco de horas estabelecido pelo § 2º, do art. 59, da CLT. Logo, julgo improcedente o pedido de anulação do Parágrafo Primeiro da Cláusula Décima Sétima. 2.3.2. CLÁUSULA 25.ª DO ACORDO COLETIVO DE TRABALHO – DO EMPREGADO REABILITADO Abaixo a redação da Cláusula impugnada, in verbis: “Cláusula 25.ª – DO EMPREGADO REABILITADO O empregado afastado, em função de doença e/ou acidente de trabalho, que vier a ser reabilitado pelo Órgão previdenciário, para função diversa daquela que anteriormente exercia e com remuneração inferior, ficará passível de alteração salarial, para função diversa daquela que anteriormente exercia e com remuneração inferior, ficará passível de alteração salarial, para adequação à função a ser pelo mesmo exercida.” Sustenta o d. Ministério Público do Trabalho que é patente o caráter discriminatório da estipulação, ante a pactuação da redução da remuneração do trabalhador reabilitado pela Previdência Social algumas vezes até mesmo em decorrência de doença ou acidente de trabalho sofrido na própria empresa – para adequação à função a ser pelo mesmo exercida (grifou-se no original), ocorrendo afronta ao disposto no inciso XXXI do art. 7.º da CRFB. A requerida assevera que ainda que este seja o texto da norma coletiva, não procede desta forma, e que, portanto, não há qualquer objeção a que a mesma seja adequada à legislação em vigor, ou que haja a retirada de qualquer texto que possa evidenciar intuito discriminatório. Aqui, tem razão o parquet. Com efeito, ainda que seja considerada a anuência da 2.ª reclamada à adequação do conteúdo da norma coletiva e à retirada de texto que possa evidenciar caráter discriminatório, impõe-se o registro de que a reabilitação do trabalhador não pode implicar em prejuízo ao seu patamar salarial, sem que se vislumbre ofensa ao disposto no art. 7.º, VI da Constituição Federal, mormente se a impossibilidade do exercício da função decorre de fatos alheios à sua vontade. Destarte, julgo procedente o pedido para anular a Cláusula Vigésima quinta. 2.3.1. CLÁUSULA 26.ª DO ACORDO COLETIVO DE TRABALHO – RESCISÃO CONTRATUAL Abaixo a redação da Cláusula impugnada, in verbis: “Cláusula 26.ª – RESCISÃO CONTRATUAL Na ocorrência de dissolução contratual, a empresa deverá efetuar o pagamento das verbas rescisórias devidas ao empregado, no prazo

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máximo de 10 (dez) dias úteis contados do desfazimento do vínculo, sob pena de, em não fazendo, pagar ao trabalhador o débito devidamente corrigido, de conformidade com os índices legais. Parágrafo único – Ocorrendo recusa por parte do empregado em proceder o recebimento das parcelas oferecidas, a empresa poderá liberar-se da sanção acima estipulada, desde que comunique o fato ao sindicato acordante, no prazo fixado nesta cláusula para pagamento, anexando à comunicação o instrumento de rescisão contratual com o qual não concordou o trabalhador. Alega o Ministério Público do Trabalho que o poder de negociação das partes não pode flexibilizar a lei e, simplesmente, aviltar o direito individual do trabalhador, via norma coletiva. Nada obsta a que o Sindicato forneça documento comprobatório da ausência do trabalhador, mas, não podem os convenentes pactuar a isenção do empregador à multa prevista em lei (art. 477 da CLT), cabendo à empresa tomar as providências cabíveis previstas legalmente, para resguardar seus direitos. Requer, pois, a declaração de nulidade do disposto no parágrafo único da Cláusula 26.ª por afronta ao art. 477 e seus parágrafos da CLT. Afirma a requerida que jamais deixou de proceder à rescisão contratual de seus funcionários conforme o disposto no art. 477 da CLT, tampouco pretendeu, através da referida Cláusula, revogá-lo. Em face disso, e como já havia asseverado durante o procedimento administrativo perante o MPT, coloca-se à disposição para proceder às adequações necessárias e, para tanto, sugere o seguinte teor: “Na ocorrência de dissolução contratual, a empresa deverá efetuar o pagamento das verbas rescisórias devidas ao empregado no prazo legal, em conformidade com o artigo 477 e seus parágrafos, especialmente o 6.º, letras “a” e “b”, da Consolidação das Leis do Trabalho. Parágrafo único – Ocorrendo recusa por parte do empregado em proceder ao recebimento das parcelas oferecidas, a empresa poderá efetuar o depósito na conta corrente ou poupança, no prazo estabelecido pelo Artigo 477 e seus parágrafos da CLT, comunicando o fato ao sindicato acordante, no prazo fixado nesta cláusula para pagamento, anexando uma cópia no instrumento de rescisão contratual com o qual não concordou o trabalhador.” Vejamos. O fato de a 2.ª requerida aquiescer à adequação dos termos da referida Cláusula também impõe a procedência do pedido, no particular, mormente porque a flexibilização dos direitos trabalhistas não pode afrontar as disposições legais mínimas de proteção ao trabalhador. Julgo procedente o pedido para anular o parágrafo único da Cláusula Vigésima Sexta. 3 CONCLUSÃO ACORDAM os Desembargadores do Tribunal Pleno da 17ª Região, por unanimidade, rejeitar as preliminares de carência de ação e falta de interesse e inobservância do esgotamento da via administrativa, arguidas pela 2.ª demandada em contestação; rejeitar a preliminar de desconsideração da contestação pelo Ministério Público do Trabalho, admitir a ação anulatória; e, no mérito, por maioria, julgar parcialmente procedentes os pedidos formulados na ação para anular as cláusulas vigésima quinta e vigésima sexta do Acordo Coletivo de Trabalho 2011/2012 firmado entre o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Espírito Santo – SINDIRODOVIÁRIOS e a Viação Águia Branca S.A. Custas pro-rata pelos réus, no valor de R$ 700,00 (setecentos reais). Vencidos, quanto à anulação do parágrafo primeiro da cláusula décima sétima, os Desembargadores Carlos Henrique Bezerra Leite e Carmen Vilma Garisto. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

Suspeição do Desembargador Lino Faria Petelinkar. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 18 de setembro de 2013: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente), Desembargador José Luiz Serafini, Desembargadora Claudia Cardoso de Souza, Desembargador Carlos Henrique Bezerra Leite, Desembargador Jailson Pereira da Silva, Desembargadora Carmen Vilma Garisto e Juíza Sônia das Dores Dionísio. Procurador: João Hilário Valentim. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora

Acórdão
Processo Nº MS-15600-14.2013.5.17.0000
Processo Nº MS-15600/2013-000-17-00.0

Impetrante Advogado Impetrado Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor

ADENIR CUSTODIO Joaquim Augusto de Azevedo Sampaio Netto(OAB: 009624 ES) JUIZ TITULAR DA 6ª VARA DO TRABALHO DE VITORIA - ES JOSE LOVATI LUIZ CARLOS DARIVA LUIS CARLOS CORREA DA PENHA VALENTIM ACERBI ANDRADE SEBASTIAO JOSE WELLINGTON DIAS DA SILVA

ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0015600-14.2013.5.17.0000 MANDADO DE SEGURANÇA Impetrante: ADENIR CUSTODIO E OUTROS Impetrado: JUIZ TITULAR DA 6ª VARA DO TRABALHO DE VITORIA - ES Litisconsorte: COMPANHIA DOCAS DO ESPIRITO SANTO CODESA Origem: TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO - ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA. MANDADO DE SEGURANÇA. EXECUÇÃO DEFINITIVA. DECISÃO QUE INDEFERE A LIBERAÇÃO DOS VALORES INCONTROVERSOS ATÉ O JULGAMENTO DO AGRAVO DE PETIÇÃO. ILEGALIDADE. Se o art. 897 § 1.º da CLT autoriza a imediata execução de parcela dos cálculos eventualmente incontroversa, reputa-se ilegal a decisão que, em execução definitiva, indefere a liberação de qualquer valor até o trânsito em julgado da decisão proferida nos embargos à execução. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de MANDADO DE SEGURANÇA, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO Trata-se de Mandado de Segurança impetrado por ADEMIR CUSTODIO E OUTROS, contra ato jurisdicional praticado pelo MM. Juízo da MMª 6ª Vara do Trabalho de Vitória/ES, que indeferiu o pedido de liberação dos valores incontroversos aos exequentes, determinando que estes aguardassem o trânsito em julgado da r. sentença que julgou os embargos à execução/impugnação à sentença de liquidação. Sustentam que o indeferimento da liberação de valores avilta seu direito líquido e certo ao imediato recebimento dos valores incontroversos, bem como viola o inciso I do art. 655 do CPC e o § 1º do art. 897 da CLT, e ainda, fulminam o direito fundamental à razoável duração do processo, consagrado no art. 5.º LXXVIII da CRFB, mormente porque já aguardam por 13 anos o recebimento dos haveres que pleitearam, ressaltando que, no processo

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trabalhista, os recursos possuem efeito meramente devolutivo, a teor do art. 899 da CLT. Inicial (fls. 02/07) e documentos (fls. 08/386). Tendo sido observada a irregularidade de representação dos impetrantes e determinada a sua regularização, vieram aos autos os instrumentos procuratórios, à exceção do autor JOSÉ LOVATI, que não o apresentou, o que importou a extinção do feito sem resolução do mérito, na forma do artigo 267, inciso IV c/c art. 284, parágrafo único, do Código de Processo Civil, em relação ao impetrante. Liminar deferida por esta Relatora, conforme decisão proferida às fls. 424/425. Apesar de regularmente citada (fl. 428) não houve manifestação da litisconsorte. Informações prestadas pela Autoridade Coatora à fl. 430 sem a vista dos autos físicos, uma vez que estes se encontravam neste E. Tribunal para julgamento do agravo de petição interposto. Mencionou-se que o indeferimento da liberação dos valores incontroversos deveu-se à tentativa de evitar tumulto processual, haja vista que a apuração dos valores incontroversos deveria ser operacionalizada por meio próprio, qual seja, a carta de sentença. Parecer do i. Representante do Ministério Público do Trabalho às fls. 433/435, oficiando pelo não cabimento do mandamus, haja vista a existência de recurso próprio – agravo de petição – o qual, inclusive, foi regularmente interposto. Em relação ao mérito, oficia pela concessão da segurança, ou seja, pela definitividade da liminar. FUNDAMENTAÇÃO 2.1. JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE Presentes os pressupostos de admissibilidade, impõe-se a admissibilidade do mandamus. Com efeito, em que pese o agravo de petição seja cabível das decisões proferidas na execução, é certo que, se a liberação dos valores incontroversos foi postergada para momento posterior ao trânsito em julgado da decisão proferida nos embargos à execução, é forçoso concluir que a veiculação dessa pretensão no agravo de petição não atingiria o fim colimado pelos exeqüentes, pois não permitiria a execução imediata da parte remanescente antes da remessa dos autos a este Tribunal, conforme preceitua o § 1.º do art. 897 da CLT. 2.2. MÉRITO Aduzem os impetrantes que, na indigitada reclamação trabalhista, pleitearam a reintegração no emprego, pagamento de horas extras, salário produção, etc., e que liquidada a conta, apresentaram impugnação à sentença de liquidação, sendo que a reclamada também opôs embargos à execução. Apreciadas ambas na mesma sentença, interpuseram os autores agravo de petição, tendo requerido, outrossim, a liberação dos valores incontroversos antes da remessa dos autos a este Tribunal para julgamento do apelo. Sustentam que o indeferimento da liberação de valores avilta seu direito líquido e certo ao imediato recebimento dos valores incontroversos. Além disso, viola o inciso I do art. 655 do CPC e o § 1º do art. 897 da CLT, e ainda, fulminam o direito fundamental à razoável duração do processo, consagrado no art. 5.º LXXVIII da CRFB, mormente porque já aguardam há 13 anos o recebimento dos haveres que pleitearam. Ressaltam, finalmente, que no processo trabalhista, os recursos possuem efeito meramente devolutivo, a teor do art. 899 da CLT. À análise. Cumpre destacar que o ato inquinado de ilegal e de que cuida a ação mandamental foi proferido em execução definitiva, o que se constata por meio da certidão de trânsito em julgado, à fl. 145. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

Na hipótese ora examinada, conforme já salientado por ocasião da apreciação da liminar, reputo justificado o deferimento da providência requerida pelos autores, uma vez demonstrada, em juízo sumário, a presença dos pressupostos autorizativos – fumus boni iuris e periculum in mora. Ainda que a liminar deferida tenha possuído efeito satisfativo, mormente porque permitiu a liberação, por alvará, dos valores incontroversos – o que já foi materializado, consoante se infere do andamento processual consultado no Portal do Tribunal - pelo que pude depreender da documentação anexada aos autos, inferi que as alegações possuem fundamento. Com efeito, apresentados os cálculos de liquidação pelos autores, a ré, a tempo e modo, impugnou os valores (fls. 148/158), o que, após manifestação conclusiva da contadoria (fl. 227) quanto à pertinência de suas alegações, ensejou a atualização de seus cálculos, vide despacho de fl. 228. Ora, os cálculos atualizados, portanto, foram os apresentados pela ré, os quais perfaziam em 01/04/2011 o montante de R$ 135.059,55, sendo que a majoração destes, ocorrida posteriormente, decorreu de impugnação apresentada pela União no tocante à conta de liquidação previdenciária. Apenas isso. Tanto é assim que os embargos à execução/agravo de petição manejados pela terceira interessada veiculam indignação quanto à conta previdenciária, em particular. Impende ressaltar, por oportuno, que a pretensão aqui veiculada encontra-se disciplinada pelo art. 897 § 1.º da CLT, que autoriza a imediata execução de parcela dos cálculos eventualmente incontroversa, o que implica concluir pela ilegalidade da decisão que indeferiu “...a liberação de qualquer valor até o trânsito em julgado da decisão de fls. 1247/1252 ...”, ou seja, que postergou a liberação de qualquer valor para momento posterior ao julgamento dos agravos de petição interpostos. Noutro giro, não há necessidade de maiores digressões quanto à premência da questão aqui veiculada, mormente se considerada a data do ajuizamento da reclamação trabalhista: 21/06/2000. Há 13 (treze) anos, pois. Por tais fundamentos, infiro que o ato dito coator padece de ilegalidade e, porquanto relevantes os fundamentos afirmados, ante a existência de direito líquido e certo dos impetrantes, torna-se imperiosa a concessão da segurança. Pelo exposto, concede-se a segurança pleiteada, mantendo-se a liminar deferida. Custas no importe de R$ 20,00, considerando o valor da causa, R$1.000,00, pela União, dispensada. 3. CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região, por maioria, admitir o mandado de segurança e, no mérito, por unanimidade, conceder a segurança pleiteada. Custas no importe de R$20,00 (vinte reais), considerando o valor da causa, R$1.000,00 (mil reais), pela União, dispensada do recolhimento. Vencidos, na admissibilidade, os Desembargadores Gerson Fernando da Sylveira Novais e Jailson Pereira da Silva. Impedimento das Desembargadoras Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi e Ana Paula Tauceda Branco. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 18 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente), Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais, Desembargadora Claudia Cardoso de Souza, Desembargador Jailson Pereira da Silva, Desembargador Lino Faria Petelinkar, Desembargadora Carmen Vilma Garisto e Juíza Sônia das Dores

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Dionísio. Procurador: João Hilário Valentim. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora

Acórdão
Processo Nº ED-23200-86.2013.5.17.0000
Processo Nº ED-23200/2013-000-17-00.8

Embargante Advogado Embargado

Advogado

T V V - TERMINAL DE VILA VELHA S.A Rodolfo Gomes Amadeo(OAB: 012493 ES) SINDICATO TRAB PORT PORT AVULSO VINCULO EMP PORTOS E S - SUPORT André Luiz Moreira(OAB: 007851 ES)

PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0023200-86.2013.5.17.0000 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: T V V - TERMINAL DE VILA VELHA S.A Embargado: O V. ACÓRDÃO DE FLS. 384/388-v - TRT 17ª. REGIÃO SINDICATO TRAB PORT PORT AVULSO VINCULO EMP PORTOS E S - SUPORT Origem: TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO - ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Se os embargos não demonstram a existência de omissão, de contradição, ou de obscuridade e revelam mero inconformismo da parte com o conteúdo meritório do acórdão, não merecem ser providos. Vistos, relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de DISSÍDIO COLETIVO - GREVE, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos por TVV – TERMINAL DE VILA VELHA S.A, em face do v. acórdão de fls. 348/388-v, sustentando omissão no julgado. FUNDAMENTAÇÃO 2.1.CONHECIMENTO Conheço dos embargos, pois presentes seus pressupostos de admissibilidade. 2.2.OMISSÃO Alega a embargante que no v. acórdão constou que houve paralisação por 48 horas, a partir do dia 24 de julho, contudo, não observou que também houve paralisação anterior, em 17 de Julho. Diz, ainda, que o v. acórdão é omisso, pois não houve nenhuma manifestação do embargado nas duas audiências de conciliação em relação à negativa de ajuizamento do dissídio coletivo. Por fim, aduz que na assembléia realizada em 19 de julho, a categoria profissional declarou que concordava com o dissídio coletivo ajuizado com relação à extensão do INPC sobre as demais cláusulas econômicas. Sem razão. Quanto à paralisação do dia 17 de junho, a sua ocorrência ou não em nada alteraria a conclusão do v. acórdão acerca da existência de greve. Em relação a não concordância da classe trabalhadora com o ajuizamento do dissídio coletivo, verifico que os argumentos apresentados pela embargante apenas rebatem a fundamentação Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

do julgado. Logo, não há qualquer um dos vícios previstos no art. 535, do CPC, no julgado embargado, sendo inapropriada a via dos embargos de declaração para o fim almejado. Deste modo, ante a total ausência do vício alegado, nego provimento aos Embargos de Declaração. 3.CONCLUSÃO Acordam os Magistrados do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região, por unanimidade, conhecer e negar provimento aos embargos de declaração. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 18 de setembro de 2013: Desembargadora Ana Paula Tauceda Branco (Presidente), Desembargador José Luiz Serafini, Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi, Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais, Desembargadora Claudia Cardoso de Souza, Desembargador Carlos Henrique Bezerra Leite, Desembargador Jailson Pereira da Silva, Desembargador Lino Faria Petelinkar, Desembargadora Carmen Vilma Garisto e Juíza Sônia das Dores Dionísio. Procurador: João Hilário Valentim. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora

Acórdão
Processo Nº MS-24500-83.2013.5.17.0000
Processo Nº MS-24500/2013-000-17-00.7

Impetrante Advogado Impetrado Plurima Autor Advogado

TRANSPORTADORA ITAPEMIRIM S/A Marlilson Machado Sueiro de Carvalho(OAB: 009931 ES) JUIZ TITULAR DA 4ª VARA DO TRABALHO DE VITORIA - ES VIAÇÃO ITAPEMIRIM S.A. Marilene Nicolau(OAB: 005946 ES)

ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0024500-83.2013.5.17.0000 MANDADO DE SEGURANÇA Impetrante: TRANSPORTADORA ITAPEMIRIM S/A E OUTRO Impetrado: JUIZ TITULAR DA 4ª VARA DO TRABALHO DE VITORIA - ES Litisconsorte: ANACLETO BERGAMIN Origem: TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO - ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA CONVÊNIO RENAJUD – RESTRIÇÃO DE CIRCULAÇÃO DE VEÍCULOS. CONCESSÃO PARCIAL DA SEGURANÇA. As hipóteses de restrição que compreendam a circulação de veículos deve reservar-se para situações que justifiquem tão extrema providência, quando evidenciado temor de alienação irregular, em hipóteses como as de fraude à execução ou contra credores. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de MANDADO DE SEGURANÇA, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO Trata-se de Mandado de Segurança impetrado por TRANSPORTADORA ITAPEMIRIM S/A e VIAÇÃO ITEPEMIRIM S/A, contra ato jurisdicional praticado pela MM. Juíza da 4.ª Vara do Trabalho de Vitória/ES, consistente, segundo relato inicial, no indeferimento do pedido de urgência para liberação imediata da restrição e circulação de todos os veículos constritos das impetrantes.

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Sustentam que a decisão atacada viola seu direito líquido e certo à propriedade privada, bem como revela ofensa aos princípios da livre iniciativa e do devido processo legal, violação ao valor social do trabalho e à função social da empresa, além de malferir seu direito líquido e certo a que a execução se processe pelo modo menos gravoso, mormente porque há outros mecanismos de satisfação do crédito. Aduzem que uma vez quitado o débito em relação ao exeqüente, a execução processada refere-se apenas ao pagamento de contribuições previdenciárias, cujos valores, segundo alegam, não guardam consonância com o comando sentencial, pois além de majorados, incluem multa de 20% (vinte por cento) arbitrada pelo Juízo “por ato atentatório à dignidade da justiça”. Asseveram que após a realização infrutífera do BacenJud nas contas bancárias da 1.ª impetrante, foram lançadas tais restrições em 20 (vinte) de seus veículos, inclusive de circulação, mesmo tendo oferecido bem à penhora suficiente para garantir a execução, o que culminou com a apreensão de um veículo no dia 16/05/2013, pela Polícia Rodoviária Federal. Requereram então, as demandantes, a reconsideração da decisão que havia rejeitado o bem oferecido à penhora, bem como o cancelamento imediato das restrições lançadas nos veículos, o que foi indeferido pela autoridade dita coatora. Ressaltam que o impedimento de circulação dos veículos não afeta apenas o seu direito à propriedade e o exercício de sua atividade econômica, mas também, toda a coletividade. Em se tratando de empresas de transporte público de passageiros, além de estarem impedidas de operar, seus empregados também estão impedidos de trabalhar, o que implica prejuízo aos usuários. Pleiteiam, finalmente, a concessão de liminar inaudita altera pars, no intuito de que seja reformado o r. despacho atacado e determinada a liberação da restrição nos veículos constritos. Inicial acompanhada de procuração (fls. 18/19) e documentos (fls. 20/945). Liminar parcialmente deferida por esta Relatora, conforme decisão proferida às fls. 949/951, determinando a liberação da restrição apenas quanto à circulação dos veículos constritos através do RenaJud, mantendo, todavia, a restrição à sua transferência. Informações prestadas pela Autoridade Coatora às fls. 955/955-v.º, informando o cumprimento da ordem e asseverando que [...] melhor analisando os autos constatei que não se justifica a manutenção do impedimento de licenciamento e de transferência em TODOS os veículos descritos às fls. 885, ante o valor devido nos autos, razão pela qual determinarei a retirada de tais gravames, devendo permanecer a restrição APENAS em bem de valor equivalente ao débito, conforme apuração a ser efetuada pela contadoria[...]. Parecer do i. Representante do Ministério Público do Trabalho às fls. 958/960, oficiando pelo prosseguimento do feito, não havendo justificativa para a intervenção ministerial. É o relatório. FUNDAMENTAÇÃO 2.1. JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE Presentes os pressupostos de admissibilidade, admite-se a presente ação mandamental. 2.2. MÉRITO Pleiteiam as impetrantes a concessão de segurança que lhes assegure a liberação das constrições judiciais incidentes sobre os veículos relacionados às fls. 864/865, inclusive e precipuamente no tocante à circulação dos veículos, pois entendem que estas, além de excessivas, implicam uma execução mais gravosa, além de inviabilizarem sua atividade econômica. As impetrantes noticiam que ofereceram à penhora bem suficiente Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

para garantir a execução (fl. 08) e que tal bem – 20 mil litros de óleo diesel, avaliado em R$ 41.258,40 - foi rejeitado pela autoridade coatora, porquanto além de não obedecer à gradação legal, seria de difícil liquidez. Afirmam, outrossim (fl. 10), que ainda que por outros meios, quiçá pela constrição dos próprios veículos – haja vista inexistir penhora válida nos autos, ao menos nos documentos colacionados - a execução encontra-se garantida. Por ocasião da apreciação da liminar requerida – em juízo sumário, portanto – inferi que, ao menos pela constrição da totalidade dos veículos, a execução estaria garantida. Tal conclusão não pode, todavia, subsistir, ante a informação em sentido contrário, prestada pela autoridade coatora, que justificou a negativa de liberação dos veículos solicitada pela impetrante, sobretudo porque a execução ainda não se encontrava garantida. De qualquer sorte, segundo informado por aquele Juízo, a própria autoridade coatora, após melhor análise dos autos, constatou ser injustificada a manutenção do impedimento de licenciamento e transferência em relação a todos os veículos descritos pelas impetrantes - porque excessivo, em relação ao valor do débito razão pela qual determinou a retirada de tais gravames que reputou excessivos, o que, segundo informações obtidas no andamento processual, já foi materializado. Nessa linha de raciocínio, ultrapassada a alegação de excesso nas restrições, asseverada pela própria autoridade coatora, resta a esta Relatora, apenas, ratificar os fundamentos esposados para o deferimento da liminar conferida parcialmente. Com efeito, infiro que as hipóteses de restrição que abarquem não apenas a alienação, mas também a circulação dos veículos deve reservar-se para situações tais que justifiquem tão extrema providência, quando evidenciado temor de alienação irregular de veículos, em casos de fraude à execução ou contra credores, o que não restou sequer ventilado na hipótese em apreço. Acresça-se a tais fundamentos, a atividade empreendida pelas impetrantes, a imprescindibilidade da circulação dos veículos para o exercício da atividade empresarial, além de eventuais prejuízos possivelmente extensivos aos usuários, mormente ante o possível recolhimento de veículo destinado a transporte de passageiros em viagens intermunicipais/interestaduais. Neste sentido, já decidiu esta E. Corte, no MS 004390020.2012.5.17.0000, de relatoria do Exmo. Desembargador Lino Faria Petelinkar, in verbis: RESTRIÇÃO DE CIRCULAÇÃO - EXCESSO É excessiva a restrição da circulação dos veículos da empresa executada. O convênio Renajud possibilita a restrição da transferência de bens penhorados, medida suficiente para garantir o sucesso da execução em desfavor da impetrante. De toda sorte, conforme ressaltado pelo Juízo da execução, a restrição à alienação/licenciamento dos veículos pertencentes às impetrantes subsistirá apenas em número equivalente ao débito, conforme apuração procedida pela Contadoria daquele Juízo. Por tais fundamentos, ante a existência de direito líquido e certo das impetrantes, torna-se imperiosa a concessão da ordem para confirmar a r. decisão liminar. Concede-se parcialmente a segurança pleiteada, para manter a restrição de transferência/licenciamento de veículos cujo valor, apurado pela Contadoria do Juízo, seja equivalente ao débito. Custas no importe de R$20,00, considerando o valor da causa, R$1.000,00, pela União, isenta. Dê-se ciência desta decisão à MM. magistrada Titular da 4ª Vara do Trabalho de Vitória, na forma do art. 3º da Lei nº 12.016/09. 3. CONCLUSÃO

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A C O R D A M os Magistrados do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região, por maioria, admitir o mandado de segurança e, no mérito, conceder parcialmente a ordem. Custas no importe de R$20,00 (vinte reais), considerando o valor da causa, R$1.000,00 (mil reais), pela União, dispensada. Vencidos, na admissibilidade, o Desembargador Carlos Henrique Bezerra Leite e a Juíza Sônia das Dores Dionísio e, no mérito, a Juíza Sônia das Dores Dionísio. Suspeição da Desembargadora Ana Paula Tauceda Branco. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 18 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente), Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi, Desembargadora Claudia Cardoso de Souza, Desembargador Carlos Henrique Bezerra Leite, Desembargador Jailson Pereira da Silva, Desembargador Lino Faria Petelinkar, Desembargadora Carmen Vilma Garisto e Juíza Sônia das Dores Dionísio. Procurador: João Hilário Valentim. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora

Vitória-ES, nos autos da Reclamação Trabalhista de nº. 012870045.2012.5.17.0011, que indeferiu o pedido de devolução de prazo para interposição de recurso ordinário. Aduz a impetrante que a notificação para ciência da sentença nos autos da reclamação trabalhista subjacente se deu na pessoa do Dr. Guilherme Rodrigues Dias, advogado que não atua no processo, em detrimento daqueles que, expressamente, estão na condução do feito. Entende, assim, que a referida notificação é inválida, sendo que a decisão impetrada, ao rejeitar o seu pedido de nulidade dos atos processuais a partir da sentença, bem como a devolução do prazo para interposição de recurso, incorreu em violação ao seu direito à ampla defesa, porquanto restringiu seu acesso ao duplo grau de jurisdição. Em defesa do cabimento do writ, sustenta que a decisão impugnada é interlocutória, insuscetível de ser atacada por recurso próprio e imediato. Para corroborar sua tese, destaca arestos da SBDI-II, do E. TST. Sustentando presentes o fumus boni iuris e o periculum in mora, consubstanciados, respectivamente, na relevância dos fundamentos e na iminência da execução se voltar em seu desfavor, postula, em caráter liminar, o acolhimento da nulidade processual e, consequentemente, seja determinada a reabertura do prazo recursal. Em caráter definitivo, pede a procedência do mandamus. A decisão impetrada está vazada nos seguintes termos: “DESPACHO Vistos. A Petrobras Distribuidora S/A. requer o chamamento do feito a ordem e a declaração de nulidade dos atos posteriores à prolação da sentença, ao argumento de que não existe intimação da mesma por meio dos advogados devidamente constituídos nos autos. Requer, por fim, a devolução do prazo para manifestação nos autos, sob pena de cerceamento de defesa e vista dos autos fora do Cartório. No entanto, ao contrário do que alega a aludida empresa, as publicações em nome da mesma tem sido veiculadas em nome de advogado devidamente constituído, conforme instrumento de procuração juntado à fl. 67. Na hipótese em que uma causa é patrocinada por mais de um advogado, é legítima a intimação em nome de qualquer um deles (art. 236, § 1º do CPC). Cumpriria à reclamada requerer expressamente a este Juízo qual advogado dentre os tantos que figuram nos instrumento de procuração e respectivos substabelecimentos, encabeçaria as intimações para todos os efeitos legais. No entanto, somente neste ato é feito tal requerimento de maneira que há preclusão total quanto a este requerimento. Sem embargo, determino a retificação do cadastro para incluir o nome de um dos advogados substabelecidos no instrumento de fl. 69 dos autos e defiro vista, fora dos autos, por cinco dias, conforme requerido à fl. 484. Intime-se. Em 04/07/2013. João de Oliveira Batista Juiz do Trabalho Substituto” Pois bem. Em que pese a bem abalizada jurisprudência oriunda da SBDI-II, do Egrégio TST, destacada pela impetrante na peça de ingresso, segundo a qual, o manejo do writ é possível em casos como o que ora examino, filio-me àqueles que entendem de forma diversa.

Acórdão
Processo Nº AgR-25700-28.2013.5.17.0000
Processo Nº AgR-25700/2013-000-17-00.1

Agravante Advogado Agravado

PETROBRAS DISTRIBUIDORA S A Luciana Beatriz Passamani(OAB: 008491 ES) GILCEMAR FERREIRA DE FREITAS

ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0025700-28.2013.5.17.0000 AGRAVO REGIMENTAL Agravante: PETROBRAS DISTRIBUIDORA S A Agravado: GILCEMAR FERREIRA DE FREITAS Origem: TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO - ES Relatora: DESEMBARGADORA CARMEN VILMA GARISTO Entendendo o Tribunal que a decisão agravada não merece reparos, há que ser negado provimento ao agravo regimental. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de AGRAVO REGIMENTAL, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO Trata-se de Agravo Regimental oposto em face da decisão de fls. 47-48, de lavra desta Relatora, que indeferiu a petição inicial do Mandado de Segurança. Razões do agravante às fls. 539-561. Instrumento procuratório à fl. 562-567. Mantida a decisão agravada consoante despacho de fl. 570. O digno Ministério Público do Trabalho, em parecer da lavra do ilustre Procurador Djailson Martins Rocha, oficia pelo conhecimento e desprovimento do agravo. É o Relatório. 2.FUNDAMENTAÇÃO 2.1CONHECIMENTO O Tribunal Pleno, entendendo presentes os pressupostos de admissibilidade, conheceu do Agravo regimental. 2.2MÉRITO O Tribunal, manteve a decisão agravada que indeferiu a petição inicial do Mandado de Segurança por incabível, por seus próprios fundamentos, in verbis: “Tratam os autos de Mandado de Segurança impetrado por PETROBRÁS DISTRIBUIDORA S.A, contra a r. decisão proferida pelo MM. Juiz do Trabalho em exercício na 11ª Vara do Trabalho de Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

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Com efeito, a questão veiculada na presente ação, no meu entender, não é apropriada à estreita via do mandado de segurança. Uma vez ciente da fase processual que se encontrava a reclamação trabalhista subjacente, incumbia à impetrante interpor recurso ordinário e, nele, suscitar a nulidade processual veiculada no writ, a fim de defender a tempestividade da medida. Ainda que a subida do remédio processual supra mencionado encontrasse resistência na instância inferior, não é demais lembrar, que a decisão que nega seguimento a recurso ordinário enseja para o recorrente a possibilidade de manejo do recurso de agravo de instrumento, assegurando ao recorrente o acesso ao segundo grau de jurisdição. Assim, na hipótese vertente, o que se verifica é que a impetrante, a pretexto de salvaguardar direito liquido e certo, utiliza o mandando de segurança como sucedâneo de recurso, o que não é possível, segundo o entendimento sedimentado na Orientação Jurisprudencial nº 92, do E. TST, verbis: 92. MANDADO DE SEGURANÇA. EXISTÊNCIA DE RECURSO PRÓPRIO(inserida em 27.05.2002) Não cabe mandado de segurança contra decisão judicial passível de reforma mediante recurso próprio, ainda que com efeito diferido. Nesse mesmo sentido já decidiu o E. TST, verbis: RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. REABERTURA DE PRAZO RECURSAL. NÃO CABIMENTO. NÃO PROVIMENTO. A alegação da Impetrante é que fora impedida de ter acesso aos autos quando ainda em curso o prazo para a apresentação de Recurso Ordinário. Ora, tal celeuma é mesmo imprópria à via do Mandado de Segurança. Competia à Impetrante, logo que tomou ciência do ato, interpor recurso ao TRT de origem, demonstrando, via preliminar de nulidade, o prejuízo sofrido, independente do estado em que se encontra o processo (teoria das nulidades), na forma dos arts. 795 e 896 da CLT e 245 do CPC. Eventual não conhecimento do recurso por parte do Juiz, a pretexto de extemporâneo, remeteria esta discussão ao Agravo de Instrumento (interposto pela Impetrante, inclusive). Assim, o cabimento de Recurso próprio afasta a possibilidade de discussão da matéria por meio de Mandado de Segurança, nos termos da Orientação Jurisprudencial n.º 92 da SBDI-2. Precedentes. Recurso Ordinário desprovido. (RO - 455-40.2011.5.15.0000 , Relatora Ministra: Maria de Assis Calsing, Data de Julgamento: 24/04/2012, Subseção II Especializada em Dissídios Individuais, Data de Publicação: 27/04/2012) Destarte, impõe-se, de plano, o indeferimento da inicial, com extinção do feito, sem resolução meritória, a teor do art. 10, da Lei 12.016/2009. A inicial será desde logo indeferida, por decisão motivada, quando não for o caso de mandado de segurança ou lhe faltar algum dos requisitos legais ou quando decorrido o prazo legal para a impetração.(destaquei) Ante o exposto, indefiro a inicial e declaro extinto o feito, sem resolução de mérito. Custas pela Impetrante, no valor de R$20,00 (vinte reais), calculadas sobre R$1.000,00 (mil reais), valor dado à causa. Dê-se ciência. Vitória-ES, 17 de julho de 2013.” 3 CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados do Egrégio Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região, por unanimidade, conhecer do agravo e, Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

no mérito, negar o provimento. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 18 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente), Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi, Desembargadora Claudia Cardoso de Souza, Desembargador Carlos Henrique Bezerra Leite, Desembargador Jailson Pereira da Silva, Desembargador Lino Faria Petelinkar, Desembargadora Carmen Vilma Garisto e Juíza Sônia das Dores Dionísio. Procurador: João Hilário Valentin. DESEMBARGADORA CARMEN VILMA GARISTO Relatora

Acórdão
Processo Nº MS-53300-58.2012.5.17.0000
Processo Nº MS-53300/2012-000-17-00.0

Impetrante Advogado Impetrado

LIRIO DOS VALES TRANSPORTES E FRETAMENTO LTDA - ME Flávio Augusto Cruz Nogueira(OAB: 004791 ES) JUIZ TITULAR DA 3ª VARA DO TRABALHO DE VITORIA - ES

ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0053300-58.2012.5.17.0000 MANDADO DE SEGURANÇA Impetrante: LIRIO DOS VALES TRANSPORTES E FRETAMENTO LTDA - ME Impetrado: JUIZ TITULAR DA 3ª VARA DO TRABALHO DE VITORIA - ES Litisconsorte: GILSON CAMPOS Origem: TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO - ES Relatora: DESEMBARGADORA CARMEN VILMA GARISTO MANDADO DE SEGURANÇA. ANTECIPAÇÃO DE TUTELA. SUPERVENIENCIA DA SENTENÇA. PERDA DE OBJETO. Proferida sentença nos autos da ação originária, incide na hipótese o entendimento consubstanciado no item III, da Súmula 414, do E. TST. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de MANDADO DE SEGURANÇA, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO LIRIO DOS VALES TRANSPORTES E FRETAMENTO LTDA – ME impetra mandado de segurança contra o indeferimento de pedido de antecipação da tutela formulado em ação revisional, na qual o impetrante pretendia a suspensão da execução do título executivo judicial revisando. Entendendo presentes o fumus boni iuris e o periculum in mora, requer, liminarmente, a suspensão da decisão hostilizada, que indeferiu o pedido de tutela antecipada nos autos da RT nº 0039700 -34.2007.5.17.0003, até o julgamento final de ação revisional. Em caráter definitivo, pede a procedência do writ, com a confirmação da liminar. Pedido liminar indeferido, consoante decisão das folhas 264-265. Informações prestadas pela digna autoridade apontada como coatora à fl. 269. Embora devidamente notificado (edital das fl. 280), o litisconsorte não apresentou manifestação. Parecer ministerial às fls. 320-321, oficiando pelo prosseguimento do feito. É o relatório. FUNDAMENTAÇÃO 2.1.ADMISSIBILIDADE Presentes os requisitos processuais de sua interposição, admito o

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mandado de segurança. 2.2.PERDA DE OBJETO. FALTA DE INTERESSE DE AGIR. Em pesquisa junto ao Sistema de Acompanhamento Processual deste Regional, constata-se que foi proferida sentença nos autos da ação revisional em 22/08/2013. Como se vê, há carência de ação por perda superveniente de interesse de agir. Com efeito, considerando que a tutela pretendida pela impetrante era a antecipação da tutela invocada nos autos da ação revisional supra referenciada, proferida sentença, tem-se que houve perda superveniente do interesse de agir. O Código Processual pátrio determina, em seu art. 3º, que "para propor ou contestar ação é necessário ter interesse e legitimidade". Com efeito, a noção mais assentada a propósito desta condição da ação, é a de que, da necessidade do provimento jurisdicional para evitar-se um dano é que surge o interesse de agir. Vale dizer, o interesse processual consiste na necessidade e utilidade do provimento jurisdicional, ou seja, na indispensabilidade de intervenção do Poder Judiciário para que a parte não sofra um dano, vinculado à existência de uma lide com a outra parte. Segundo Alexandre Freitas Câmara (Lições de Direito Processual Civil, vol. I, 20ª ed., Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2010, pág. 127), “pode-se definir o interesse de agir como a utilidade do provimento jurisdicional pretendido pelo demandante”. Assim, proferida a sentença, incide na hipótese o entendimento consubstanciado no item III, da Súmula 414, do E. TST: MANDADO DE SEGURANÇA. ANTECIPAÇÃO DE TUTELA (OU LIMINAR) CONCEDIDA ANTES OU NA SENTENÇA I - A antecipação da tutela concedida na sentença não comporta impugnação pela via do mandado de segurança, por ser impugnável mediante recurso ordinário. A ação cautelar é o meio próprio para se obter efeito suspensivo a recurso. (ex-OJ nº 51 da SBDI-2 inserida em 20.09.2000) II - No caso da tutela antecipada (ou liminar) ser concedida antes da sentença, cabe a impetração do mandado de segurança, em face da inexistência de recurso próprio. (ex-OJs nºs 50 e 58 da SBDI-2 inseridas em 20.09.2000) III - A superveniência da sentença, nos autos originários, faz perder o objeto do mandado de segurança que impugnava a concessão da tutela antecipada (ou liminar). (ex-Ojs da SBDI-2 nºs 86 - inserida em 13.03.2002 - e 139 - DJ 04.05.2004) Destarte, ante a perda de objeto, extingue-se o feito, sem julgamento do mérito, na forma do disposto no art. 267, VI do CPC. Custas de R$ 20,00 (vinte reais), pela União, calculadas sobre o valor dado à causa, de R$ 1.000,00 (mil reais), das quais está isenta. 3.CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados do Egrégio Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região, por unanimidade, extinguir o feito sem julgamento do mérito, na forma do disposto no art. 267, VI do CPC. Custas de R$ 20,00 (vinte reais), pela União, calculadas sobre o valor dado à causa, de R$ 1.000,00 (mil reais), das quais está isenta. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 18 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente), Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi, Desembargadora Claudia Cardoso de Souza, Desembargador Carlos Henrique Bezerra Leite, Desembargador Jailson Pereira da Silva, Desembargador Lino Faria Petelinkar, Desembargadora Carmen Vilma Garisto e Juíza Sônia das Dores Dionísio. Procurador: João Hilário Valentin. DESEMBARGADORA CARMEN VILMA GARISTO Relatora Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

Edital Edital
Processo Nº MS-20400-85.2013.5.17.0000
Processo Nº MS-204/2013-000-17-00.0

IMPTE : ADVOGADO(A) IMPDO :

LIT :

VANAMA TRANSPORTES EIRELI ME Alexandre Abel Xavier Aragão(OAB: 011315 ES) JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO 13ª VARA DO TRABALHO DE VITORIA - ES RODRIGO SUELA

- Decisão da folha 47: "Vistos, etc. Vindo os autos para apreciação, verifico que há perda superveniente do objeto da presente demanda, o que acarreta na falta de interesse no prosseguimento do feito, porquanto, conforme informações da Impetrante (fl. 46) já foi realizado o depósito dos honorários periciais prévios. Ademais, a própria Impetrante pugna, na manifestação de fl. 46, pelo arquivamento da ação. Pelo exposto, extingo o processo sem julgamento do mérito, por falta de interesse no prosseguimento da demanda, com fulcro no inciso VI do artigo 267 do CPC. Sem custas. Intimem-se as partes. Publique-se. Vitória, 19 de setembro de 2013. Desembargadora Ana Paula Tauceda Branco Relatora".

Edital
Processo Nº MS-33900-24.2013.5.17.0000
Processo Nº MS-339/2013-000-17-00.6

IMPTE :

ADVOGADO(A) IMPDO :

LIT :

SIND DOS EMP EM ESTABELECIMENTOS BANCARIOS NO ES DO ESP SANTO ROGERIO FERREIRA BORGES(OAB: 017590 ES) JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO 14ª VARA DO TRABALHO DE VITORIA - ES BANESTES SA BANCO DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO

- Decisão das folhas 662/663: "Trata-se de Mandado de Segurança impetrado por SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS NO ESTADO DO ESTPÍRITO SANTO, contra ato jurisdicional praticado pelo Juízo da MM.ª 14.ª Vara do Trabalho de Vitória/ES, que, nos autos da Ação Coletiva n.º 0024400-86.2013.5.17.0014, teria determinado que as partes depositassem - inclusive o impetrante - a importância de R$ 6.000,00 (seis mil reais) a título de honorários periciais prévios, sob pena de bloqueio de valores via BacenJud. Argumenta que a perícia foi requerida pelo banco réu, e que muito embora tenha interposto embargos declaratórios, a autoridade coatora preferiu manter a decisão impugnada. Sustenta que a ordem atacada é ilegal e abusiva e viola o artigo 333 do CPC, cuja interpretação enseja a conclusão de que a distribuição do ônus da prova assegura à parte o direito de não se onerar com prova alheia. Afirma, ainda, que a cominação de imposição de penhora via BacenJud implica em verdadeira "execução de honorários periciais prévios", sendo, portanto, incabível e ilegal. Sustenta, finalmente, ser uma entidade sem fins lucrativos e que, decisões dessa natureza, se mantidas, acabarão por gerar sua absoluta inviabilidade financeira de assistência e que não possui condições de arcar com honorários de tão elevada monta, sobretudo porque atua em milhares de processos prestando assistência judiciária. Por reputar presentes os requisitos essenciais à concessão liminar da segurança pleiteada - mormente porque a realização da penhora via BacenJud pode ser realizada a qualquer momento - postula seja deferida a imediata cassação da ordem proferida, e que seja determinado que o depósito de honorários periciais prévios seja de

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responsabilidade exclusiva de quem requereu a prova pericial, in casu, o litisconsorte - BANESTES S/A.. À análise. Encontram-se preenchidos os requisitos dos artigos 282 e 283 do Código de Processo Civil, bem como o requisito do artigo 6.º da Lei n.º 12.016/09. Não obstante os respeitáveis entendimentos em sentido contrário, depreendo que os encargos financeiros das despesas do processo constituem matéria que dispõe de regras específicas no ordenamento jurídico. E, nesse aspecto, infiro que a responsabilidade pelo depósito prévio dos honorários periciais é da parte que requer o exame, a quem incumbe o ônus da prova, conforme preceituam os artigos 19, 33 e 331 do Código de Processo Civil e 818 da Consolidação das Leis do Trabalho - no caso, o reclamado. Neste sentido, a jurisprudência ora transcrita: EXAMES PERICIAIS - Não cabe o ônus da prova pericial à impetrante, pois a argüição de insalubridade partiu do autor. Interpretação sistemática do art. 818, com o art. 195, § 2º, todos da CLT e 19, § 2º do CPC. Mandado de segurança procedente. (TRT 11ª R. - MS 0104/2001 - (765/2002) - Rel. Juiz Othílio Francisco Tino - J. 07.02.2002) Ainda que assim não fosse, impõe-se observar que, in casu, não há sequer título executivo que justifique o meio coercitivo utilizado pela autoridade dita coatora, revelando-se incabível o bloqueio on line, sob pena de ofensa ao devido processo legal (art. 5.º, LIV, CRFB). Por tais fundamentos, concluo, em juízo sumário, que o ato dito coator padece de ilegalidade e, à primeira vista, considero relevantes os fundamentos afirmados, razão pela qual concedo a liminar, em conformidade com o artigo 7º, inciso III da Lei 12.016/09, para revogar a ordem de bloqueio. Dê-se ciência, com urgência - via correio eletrônico - à autoridade coatora, para que se abstenha de efetuar a noticiada constrição via BacenJud e para que para que preste as informações necessárias, no prazo de 10 (dez) dias, ex vi legis do disposto no art. 7º, I, da Lei n.º 12.016/09, dando-lhe ciência do inteiro teor desta decisão. Dê-se ciência à Impetrante, via correio eletrônico, do conteúdo desta decisão e para que traga mais uma via da inicial, para intimação do litisconsorte, em 48 horas, sob pena de extinção. Após, notifique-se o TERCEIRO INTERESSADO para integrar a presente lide na qualidade de litisconsorte necessário, apresentando defesa, se desejar. Finalmente, ao Ministério Público do Trabalho. Vitória/ES, 18 de setembro de 2013. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora".

Edital
Processo Nº MS-34000-76.2013.5.17.0000
Processo Nº MS-340/2013-000-17-00.0

IMPTE : ADVOGADO(A) IMPDO : LIT :

VALE S.A. Rodolfo Gomes Amadeo(OAB: 012493 ES) JUIZ TITULAR DA 3ª VARA DO TRABALHO DE VITORIA - ES WALLACE EVANGELISTA DOS SANTOS

- DECISÃO DE FLS. 147/149: Trata-se de Mandado de Segurança impetrado por VALE S.A., com pedido de liminar inaudita altera pars, contra ato judicial exarado pelo Exmº. Juiz do Trabalho da 3ª Vara do Trabalho de Vitória/ES que, nos autos da RT n. 011620068.2012.5.17.0003, em que são partes o impetrante e o litisconsorte, determinou (fls. 143), em sede de tutela antecipada, a reintegração do reclamante, sob pena de multa diária de R$ 2.000,00. A autora requer, em suma, entendendo presentes o fumus boni iuris e o periculum in mora, a concessão da liminar inaudita altera pars, para suspender os efeitos do ato judicial impugnado. Ressalta, para efeitos de comprovação do fumus boni iuris, que: 1)

não há, nos autos, qualquer prova a determinar que a dispensa do empregado possa ser classificada como abusiva; 2) o empregado encontra-se apto para o labor; 3) detém o direito de não ser submetida à antecipação de tutela quando ausentes os requisitos legais permissivos de sua concessão, especialmente quando a decisão tem natureza satisfativa, esvaziando o provimento final a ser proferido em sentença. Invoca, ainda, o art. 5º, II, CF. Destaca, como fundamento a ensejar o periculum in mora, o fato de que: 1) a decisão atacada tornará inútil a decisão a ser proferida; 2) o dano é grave, porque implica na percepção de vantagens ou direitos indevidos, pois difícil reaver o que foi pago; 3) não há suporte legal para a antecipação, ante a ausência de previsão no art. 659, CLT. Passo a decidir. A r. decisão impetrada determinou a reintegração do trabalhador, com os seguintes fundamentos, in verbis: Pressionado diuturnamente pelo enredo social, comovido pelo depoimento do autor, além do depoimento da presposta que deixou claro que a empresa tem programa definido para recuperação de empregados com problemas de drogas e álcool, entendo que, como todo ser humano, o reclamante merece mais uma chance. É de bom senso que a empresa ofereça também tal oportunidade, lembrando que hoje em dia a propriedade também é obrigada, ou seja, a propriedade também tem função social. Ademais, trata-se de uma das mairoes mineradoras do mundo e além de disso, repito, tem programa para tal fim. Da leitura da referida decisão denota-se que a d. autoridade impetrada não deferiu o pedido de antecipação da tutela, requerido em reconvenção apresentada pelo empregado, interessado nessa ação mandamental, pelo fato de o trabalhador encontrar-se apto ou não para o trabalho, estável ou não no emprego, pela caracterização ou não do abuso de direito ao demitir o trabalhador, mas em razão da condição de degradação humana em que se encontra o litisconsorte, pois, inequivocamente, é dependente químico (ver documentos de fls. 70, 117 e 130), fazendo uso de drogas psicoativas (crack e cocaína), necessitando de tratamento para retomar sua vida e cidadania, sendo certo que, conforme admitido pelo preposta da ora impetrante (depoimento de fls. 143), esta possui "serviço de integração das pessoas com problemas tanto de drogas quanto de álcool". Ora, não há dúvida de que o empregador que se propõe a estabelecer um programa de recuperação de dependência, por certo busca, não só recuperar a força produtiva de seus empregados, como também atender ao princípio da função socioambiental da empresa, que, sabidamente, possui densidade constitucional (art. 170, III, da CF). Assim, a efetivação de tal princípio constitucional, norteador da ordem econômica em nosso ordenamento jurídico, somente ocorrerá se o trabalhador tiver acesso ao serviço de recuperação de dependência oferecido pelo empregador, sob pena de torná-lo mera retórica, sem qualquer efetividade concreta. Por isso, a decisão hostilizada se funda na efetivação do próprio serviço de integração oferecido pela empresa e na sua função social, não havendo, pelo menos em sede de análise perfunctória, falar em ilegalidade do ato impugnado. Pontua-se que, diferentemente da medida cautelar, que visa garantir o resultado eficaz do provimento jurisdicional final a ser proferido, a antecipação de tutela, não limitada às hipóteses do art. 659 da CLT, possui, indiscutivelmente, natureza satisfativa, pois destina-se, quando presente os requisitos legais, como no particular, a possibilitar a fruição do próprio bem da vida em discussão, o que, a meu ver, não tornará inútil a prolação da sentença, que poderá ou não confirmar o tutela antecipada. No mesmo sentido, não há falar em irreparabilidade do dano, pois a probabilidade de recuperação do empregado, por si só, já contemplará os custos e benefícios visualizados pela empresa impetrante. Vale dizer, se a empresa oferece um programa de alta

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CARLOS HENRIQUE BEZERRA LEITE Desembargador do Trabalho Relator. ingressar no feito. ora impugnada. "pois na Justiça do Trabalho os honorários periciais são pagos somente ao final da ação. e. Parágrafo único. à luz da verossimilhança das alegações do reclamante e dos documentos colacionados aos autos da ação originária.Dê-se ciência à Advocacia Geral da União. "sob pena de não o fazendo. econômica ou não. inclusive liminarmente. pela parte sucumbente.ES WEDERSON GOMES DE ANDRADE . verbis: Art. no endereço de fl. para que. 7º. decisão de primeiro grau. querendo. alínea b. presumindo-se verdadeiros os fatos narrados pelo reclamante na inicial. aplicar-se a confissão. manejando o recurso adequado. hipótese em que o pagamento dos honorários periciais será de responsabilidade da União..Cumprido o item anterior. ou criar exceção de forma casuística. 273 e 461 do CPC aplicado subsidiariamente ao processo do trabalho (CLT. art. para a realização de perícia. entendendo "não ser possível a exigência de depósito prévio dos honorários periciais".Ciência à impetrante.Após. se manifestar. não cabe o mandado de segurança. Só há interesse-necessidade quando. na exata medida em que o recurso descrito sistematicamente cabível tiver condições de tutelar eficaz e prontamente o direito do recorrente. Portanto qualquer ilegalidade praticada pelo Juiz só pode ser contornada no recurso final. parece-me lógico que ela desfrutará de alguma vantagem. razão porque é vedada a recorribilidade das decisões judiciais na fase de conhecimento. da CLT.17." Entendo não ser possível a impetração de mandado de segurança para a hipótese sob exame. II. 769). "quando se decide qual a parte sucumbente no objeto da perícia (artigo 790B da CLT). 311) (grifos nossos) Nas palavras do professor Cássio Scarpinela Bueno: "Cabíveis os recursos indicados no sistema processual e desde que a ilegalidade ou a abusividade que fundamenta sua interposição não tenha aptidão para produzir qualquer efeito imediato em prejuízo do recorrente. Destaca a Impetrante que "o ato impugnado por este mandado de segurança versa exatamente sobre relação de emprego".1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. conforme previsão da Orientação Jurisprudencial nº 387 da SDI-I do C. 3. à digna autoridade impetrada para prestar as informações que achar necessárias. em relação à perícia. em sede de cognição perfunctória. 45/46:"Vistos etc. o que infelizmente vem acontecendo em algumas decisões do gênero. 2009. ora Impetrante. cite-se o litisconsorte. Alega a Impetrante que o ato do Juízo é ilegal. implicitamente. considerando que a parte poderá se insurgir contra as decisões proferidas durante a instrução processual. Pede a Impetrante seja concedida a segurança.São Paulo : Malheiros. da qual a empresa também faz parte. Cândido Rangel. conforme cópia da ata a fls. Trata-se de Mandado de Segurança impetrado por Juiz de Fora Empresa de Vigilância Ltda." (BUENO. cabendo à parte registrar protesto (o agravo retido do cível) para eventual reforma da decisão no momento adequado. no sentido de que a reclamada.2013. ainda que à parte seja imposto ônus processual. Juízo da 13ª Vara do Trabalho de Vitória.0000 Processo Nº MS-344/2013-000-17-00.00 (setecentos e cinqüenta reais). como indicadores da presença deles: a necessidade da realização do processo e a adequação do provimento jurisdicional postulado. porquanto prolatada. contribuindo para o desencontro científico do trato da matéria. no prazo de 10 (dez) dias. TST.9 depósito prévio dos honorários. vista ao ilustrado Ministério Público do Trabalho. 5. 4.para o manejo do presente mandamus.31/32. 23. 2. Em face de todo o exposto: 1. como também de toda a sociedade. Vitória/ES. a Impetrante pretende que seja cassada a determinação do Juízo da MMª 13ª Vara do Trabalho de Vitória para que procedesse com o depósito de honorários periciais prévios. da Lei n. Nesse contexto. A Nova Lei de Mandado de Segurança São Paulo : Saraiva. salvo se beneficiária da justiça gratuita. no decêndio legal. ao argumento de que na Justiça do Trabalho os honorários periciais são pagos somente ao final com a prolação da sentença. em sede de cognição primária. consistente na determinação exarada pelo Magistrado em audiência realizada nos autos da Reclamação Trabalhista 0111400-30.5. sem o processo e sem o exercício da jurisdição. no prazo de quinze dias. em momento próprio. Edital Processo Nº MS-34400-90. querendo.interesse jurídico . conforme registro na cópia da ata de fls. efetuasse o depósito dos honorários periciais prévios no valor de R$ 750. sobre o teor do presente mandamus. sentença de mérito que julgar procedente o pedido por falta de prova técnica. oficie-se. de imediato. Entender diferente é alterar o modelo processual trabalhista. enviando-lhe. sob pena de confissão. exigir Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . Não há necessidade . nos termos do artigo 790. 23 de Setembro de 2013 12 relevância social como o que ora se examina. Vol II . Segundo o professor Dinamarco: "Existem dois fatores sistemáticos muito úteis para a aferição do interesse de agir. cuja superação é dever não apenas responsabilidade do Estado. 6º Os honorários periciais serão suportados pela parte sucumbente na pretensão objeto da perícia. nos termos da Instrução Normativa nº 27 do C. nos termos do art. em face de ato jurisdicional praticado pelo MMº.17. Instituições de Direito Processual. para.016/09.5. após. Faculta-se ao juiz. albergada nos arts.INDEFIRO a liminar requerida. Portanto. carece a Impetrante de interesse processual . salvo se esta for beneficiária da justiça gratuita".na modalidade necessidade . 2009 p.TST. artigo 6º e parágrafo único.na impetração. p. ainda que a prova tenha sido requerida pela própria reclamada. 12.0013. 20) (grifos nossos) IMPTE : ADVOGADO(A) IMPDO : LIT : JUIZ DE FORA-EMPRESA DE VIGILANCIA LTDA PAULA ECHAMENDE LINDOSO BAUMANN(OAB: 019273 ES) JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO 13ª VARA DO TRABALHO DE VITORIA . o sujeito seria incapaz de obter o bem desejado. qual seja. com a recuperação de trabalhador acometido de uma doença social. É de se registrar que a perícia foi requerida pela reclamada. para a cassação da "decisão que determinou antecipação de honorários periciais.2013. cópia da inicial sem documentos. no tocante ao objeto da perícia". Cássio Scarpinela.Ciência do despacho de fls. ora Impetrante. 18 de setembro de 2013. não vislumbro ilegalidade ou abuso de poder na r." (DINAMARCO. ressalvadas as lides decorrentes da relação de emprego.31/32 É o essencial a relatar. cuja inobservância pode lhe resultar prejuízo. No caso dos autos. determinando-se o Juízo impetrado que seja feita a perícia independentemente do depósito". DO CABIMENTO Sabe-se que entre os princípios mais importantes que norteiam o processo do trabalho estão a celeridade e a concentração dos atos processuais.

10 da Lei 12. não há que se falar em vícios no julgado.1. pela Impetrante. indiscutivelmente.5. 2. REGIÃO . CONHECIMENTO Conheço dos embargos. de todas as partes.ADILSON ANDRADE DE MORAES PARANAPANEMA S/A Origem: TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO . conhecer dos embargos declaratórios e. primeira reclamada. no mérito. sem resolução do mérito. Repito. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). este. o que se infere é que o reclamado renova nesses embargos as mesmas razões despendidas no recurso anterior.TRT 17ª Região . sequer devem ser apreciados.17. o que torna sem substrato fático o acautelamento deferido na ação inominada ajuizada. cuja natureza é meramente instrumental. o documento protocolado em conjunto com os declaratórios não foi juntado na ocasião da interposição da contestação. não há omissão no julgado. Diante do indubitável caráter protelatório dos embargos.2013. se é verdade que cautelar pode ser revogada. Custas de R$ 10. argui que o julgado olvidou-se de apreciar a declaração emitida pelo próprio reclamante que externava seu desinteresse em manter-se filiado ao plano ofertado pelo embargante. a sanar eventuais vícios constantes no julgado. MÉRITO Aduz a embargante que o acórdão embargado foi contraditório e omisso quanto ao fato de que a Apólice de Seguro-Saúde. RELATÓRIO Trata-se de embargos de embargos de declaração (fls. tampouco em matéria não prequestionada. apenas reputou que tal fato compete ao juízo pelo qual tramita a ação principal. firmou seu entendimento baseado nas informações e documentos. os quais visam.0000 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: BRADESCO SAÚDE S/A Embargados: O V. Acresce-se que carece de razão a alegação de cerceio de defesa e de negativa ao processo legal aviltadas pelo reclamado embargante. apontando vícios no julgado. 2. 245/255) opostos pelo segundo reclamado em face do v. eis que já vinculado ao plano empresarial da AMIL”.2. Assim. embora o documento supramencionado possua data posterior à apresentação da contestação. valendo-se de sua persuasão racional. comino à embargante multa de 1% sobre o valor da condenação. nos termos dos artigos 897-A da CLT e 535 do CPC. A injustificada beligerância processual da embargante revela.TRT 17ª. sua intenção de procrastinar o feito e retardar a marcha processual ao opor os presentes embargos de maneira infundada em relação às suas hipóteses de cabimento. dispensada. Pelo exposto. 23 de Setembro de 2013 13 Assim. Repete o embargante todas as alegações dos primeiros embargos.0005600-52. caso dos autos. a par de lhes negar provimento.2013.64 (dez reais e sessenta e quatro centavos). cominar à embargante multa de 1% sobre o valor da condenação. FUNDAMENTAÇÃO 2. tão-somente. 241/243. tendo em vista a impossibilidade lógica de a Turma se pronunciar acerca de fundamentos e documentos não trazidos aos autos antes do julgamento.016/09. porque presentes os pressupostos legais de admissibilidade. o que não é permitido.4 Embargante Advogado Embargado Advogado Plurima Réu Advogado BRADESCO SAÚDE S/A Bianca Vallory Limonge Ramos(OAB: 007785 ES) ADILSON ANDRADE DE MORAES Esdras Elioenai Pedro Pires(OAB: 014613 ES) PARANAPANEMA S/A Rodolfo Gomes Amadeo(OAB: 012493 ES) ACÓRDÃO . Outrossim. também o é que pode ser confirmada. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de AÇÃO CAUTELAR.17. a questão foge dos limites de cabimento dos embargos de declaração. sobre o valor dado à causa.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. acórdão de fls. bem como visando ao prequestionamento da matéria. ora embargado. importante repisar que o objeto da ação cautelar. INDEFIRO a petição inicial e julgo EXTINTO O PROCESSO. Pelo contrário. Ademais. Com efeito. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. a qual vinculava as reclamadas. multa de 1% sobre o valor da condenação Vistos. Portanto não há de se falar em contradição. Pois bem. Em 19 de setembro de 2013. 3. que descaracteriza o interesse processual que condiciona o feito. com base no art. em 01/02/2013. é tão-somente imprimir efeito suspensivo ao recurso ordinário ajuizado pelo reclamante. Intime-se. Fato. como alegado pela parte. diante do indubitável caráter protelatório dos embargos. os fundamentos já externados no acórdão respectivo (fl. Assim. No tocante à omissão. ACÓRDÃO DE FLS. Pelo caráter protelatório.0000 Processo Nº ED-5600/2013-000-17-00. Desembargador JAILSON PEREIRA DA SILVA Relator SECRETARIA DA 1ª TURMA Acórdão Acórdão Processo Nº ED-5600-52. 241/243 . sendo partes as acima citadas. Portanto. 242): “Quanto à segunda alegação e ao documento juntado. Inicialmente. negar-lhes provimento. igualmente. trazidas oportunamente aos autos. portanto. Este Tribunal não se furtou de apreciar a questão do cancelamento da apólice. haja vista que o magistrado. por unanimidade. pois cuidam de inovação em sede de embargos de declaração. foi cancelada a pedido da própria estipulante.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA EMBARGOS DECLARATÓRIOS conhecidos e não providos. não se pode reputar omisso o acórdão.5. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . Por outro lado. aduz que o próprio reclamante emitiu declaração atestando que “não desejava se vincular a plano oferecido pela BRADESCO SEGUROS.

TRT 17ª Região .TRT 17ª Região . no seu entender. que há omissão em relação ao pedido de compensação. acórdão em especial os que tratam das matérias relativas minutos anteriores a jornada contratual nas escalas extras. segundo a Orientação Jurisprudencial nº 118 da SDI-I e Enunciado nº 297 do Colendo Tribunal Superior do Trabalho.0008 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: ESTADO DO ESPIRITO SANTO Recorridos: . não houve pedido na inicial.0 Embargante Advogado Embargado Plurima Autor Advogado Plurima Réu GIL ROSSINI VITORIA Flavio de Assis Nicchio(OAB: 016179 ES) CJF DE VIGILANCIA LTDA CJF DE VIGILANCIA LTDA Orcy Pimenta Rocio(OAB: 009989 ES) GIL ROSSINI VITORIA ACÓRDÃO .0007900-60. decorrente do fato da reclamada ter juntado cartões de ponto Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 britânicos. entendeu que foram violados.CJF DE VIGILANCIA LTDA GIL ROSSINI VITORIA Origem: 1ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . no mérito.2012. ainda que não tenham sido citados os dispositivos de lei que o recorrente. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-7600-56. Procurador do Trabalho: Dr. é desnecessária a referência expressa aos dispositivos legais apontados pela parte para que se considere atendido o pressuposto do prequestionamento. Em relação aos domingos e feriados foi adotada expressamente a tese de que a escala 12x36 compensa o domingo trabalho e. RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos pelas partes em face do v. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.TRT 17ª. 2. Não contradição a ser sanada. juntou os contracheques do autor nos quais constam descontos no salário do autor a este título o que. por unanimidade. ACÓRDÃO DE FLS. Procurador do Trabalho: Dr. ora embargante.5.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DAS PARTES conhecidos e não providos ante a inexistência de vício no julgado. Diz que não está vinculado às CCTs juntadas pela ré e que o pagamento mencionado no acórdão só quita as escalas normais. horas extras posteriores a 8ª e a 10ª diária. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. Ademais. foi elidida pela prova testemunhal que afirmou que a única tarefa desempenhada era de averiguação das condições de luz. deve-se observar que o magistrado não tem o dever de rebater um a um os dispositivos legais invocados pelas partes. Elenca enumeros dispositivos legais que entende terem sido violados pelo v. afirmando que as provas não registram qualquer intervalo de descanso nas escalas extras.17. por fim.0001 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargantes: GIL ROSSINI VITORIA CJF DE VIGILANCIA LTDA Embargados: O V. 2. labor aos domingos. por parte do reclamante.1 CONHECIMENTO Conheço dos embargos de declaração eis que ambos são tempestivos e encontram-se regulares as representações. a Turma Julgadora entendeu que a presunção relativa de veracidade da alegação inicial. Vistos.0 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Réu ESTADO DO ESPIRITO SANTO Gustavo Sipolatti(OAB: 010589 ES) ALEXANDRE SOARES DE OLIVEIRA ODILIO GONCALVES DIAS NETO(OAB: 019519 ES) MASTER PETRO SERVICOS INDUSTRIAIS LTDA ACÓRDÃO . e que mesmo a previsão em norma coletiva não possui o condão de transmudar o caráter do auxílio-alimentação.17. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). acórdão de fls.2013. Pois bem.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. O acórdão foi claro quanto a existência de prova de quitação do intervalo intrajornada e ausência de indicação.CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-7900-60. em relação aos honorários advocatícios. 23 de Setembro de 2013 14 Convocada Sônia das Dores Dionísio. João Hilário Valentim. demonstra a natureza indenizatória da parcela. Nego provimento.2013. conhecer de ambos os embargos declaratórios e. Por fim.0001 Processo Nº ED-7600/2012-001-17-00.17.0007600-56. de fato. O acórdão foi claro quanto ao entendimento adotado de que somente nos casos em que a empresa comprovar sua filiação ao PAT é que se pode imprimir ao auxílio-alimentação o caráter de verba indenizatória. 260/265 .17. FUNDAMENTAÇÃO 2. da existência de diferença a seu favor. REGIÃO . juntado prova de inscrição no PAT. concluindo que para executá-la o autor não consumia mais do que 10 minutos diários. Nego provimento. quando a decisão recorrida adotar tese explícita sobre a matéria. Quanto aos minutos anteriores à jornada. ainda.5.3 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DA RECLAMADA A reclamada alega contradição no tocante a integração do tíquete alimentação aduzindo que embora não tenha. 260/265 alegando vício no julgado. Diz. quanto aos feriados. E por se tratar de integração de verba ao salário do autor não há compensação a ser autorizada.2 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DO RECLAMANTE O autor embarga de declaração requerendo manifestação deste Regional quanto a violação ao art. negar-lhes provimento.5. João Hilário Valentim. 3.2012. diminuição da hora noturna e adicional noturno na prorrogação da jornada e.0008 Processo Nº RO-7900/2013-008-17-00.5. sendo partes as acima citadas. 71§4º da CLT e a Súmula 437 do TST.

8 Embargante Advogado Embargado Advogado AMERICA GARCIA DA SILVA Maíra Dancos Barbosa Ribeiro(OAB: 010800 ES) FUNDACAO VALE DO RIO DOCE DE SEGURIDADE SOCIAL VALIA Sandoval Zigoni Junior(OAB: 004715 ES) PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO . no entanto. ter comprovado que laborou nas dependências CRE metropolitano de Jardim América. em Cariacica. FATO CONSTITUTIVO DO PEDIDO. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo 2º reclamado em face da sentença de fls. oriunda da 8ª Vara do Trabalho de Vitória-ES. Mas isso não induz a presunção de veracidade das alegações da inicial. cuidou de acostar aos autos a relação de empregados que trabalharam na SESA (secretaria de saúde) e que. Não o fazendo. 2. À análise. há que prevalecer a alegação da peça de ingresso. NÃO COMPROVAÇÃO DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. o aludido documento foi impugnado (fl. Não comprovando o empregado o efetivo labor para o ente público tomador de serviço. 818 da CLT. Assim não procedeu o autor. por unanimidade. pois simples testemunha.1 CONHECIMENTO Conheço do recurso do 2º reclamado. 122 e seguintes. 122 e seguintes). que consentiu com o encerramento da instrução sem evidenciar a pertinência de suas alegações (fl. em audiência. I do CPC c/c o art. A confissão ficta daí resultante. por exemplo. 107). este é fato constitutivo do pedido. nos termos do art.0008400-57. por ter negado a prestação dos serviços do reclamante em suas dependências. Por todas essas razões.2012. a análise do fato constitutivo do pedido do autor. Vistos. postularam o pagamento das verbas rescisórias junto a MASTER PETRO na reclamatória nº 000940095. Esse é o objeto inicial do recurso do Estado do Espírito Santo.17.2012. Nesse contexto. Procurador do Trabalho: Dr. por si só. 417v). como ex-colega de serviço. 818 da CLT. restando prejudicadas as demais matérias tratadas no recurso. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). Foi justamente por isso que. Não obstante. 255-302). tanto que juntou cópia do que pactuado (fls. porém. num primeiro momento. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. MASTER PETRO. deveria o autor. 23 de Setembro de 2013 15 ALEXANDRE SOARES DE OLIVEIRA MASTER PETRO SERVICOS INDUSTRIAIS LTDA Origem: 8ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . 105). não sendo o fato incontroverso.17. restando prejudicadas as demais matérias tratadas no recurso. no mérito. que julgou parcialmente procedentes os pedidos formulados na inicial. que contestou a pretensão autoral de responsabilização subsidiária. negando. todavia. sendo declarada a sua revelia. 434-465. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Contraminuta. concernente ao labor desempenhado no CRE metropolitano de Jardim América. I do CPC c/c o art. No rol apresentado não constou o nome do reclamante.0009 (vide documento de fls. A esse respeito.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. não permite concluir. em Cariacica. É o relatório. Diligente que foi. inclusive. às fls. pugnando pela exclusão da responsabilidade subsidiária do Estado do Espírito Santo. fato específico que necessita também de prova específica. com a devida vênia. mesmo diante da revelia da 1ª ré. 333.5. quedou-se inerte. A 1ª reclamada.0010 Processo Nº ED-8400/2012-010-17-00. João Hilário Valentim.0010 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: AMERICA GARCIA DA SILVA Embargado: . é que o ônus era do autor. ÔNUS DO EMPREGADO.5.17. regularmente citada por edital (fl. eis que presentes os pressupostos de admissibilidade. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-8400-57. 465-469. E nem se fale que o empregado não tinha condições de produzir tal prova. com absoluta certeza.98).TRT 17ª Região . segundo o entendimento do magistrado sentenciante. dou provimento ao apelo para excluir a responsabilidade subsidiária do 2º reclamado. concernente na alegação de que teria trabalhado no CRE metropolitano de Jardim América. De fato. ônus que lhe cabia por força do artigo 333.2012. sendo partes as acima citadas. afinal. poderia ter prestado as necessárias informações em juízo. 417-419.2 RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA A questão crucial à determinação da responsabilidade subsidiária do 2º reclamado exige. Ressalto que o Estado do Espírito Santo não negou a celebração de contrato com a MASTER PETRO. não se pode negar o reforço argumentativo que a prova documental representa à defesa do 2ª reclamado. dar provimento ao apelo da reclamada para excluir a responsabilidade subsidiária do ente público. O mais relevante. cujo ônus da prova recai sobre o empregado. que o obreiro não prestou serviço ao Estado. frise-se. mas disso ele não se desincumbiu. em Cariacica. conhecer do recurso ordinário e. Razões recursais. às fls. por isso. não se reconhece a responsabilidade subsidiária por ausência de prova quanto ao fato constitutivo do pedido. a documentação de fls.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DE ENTE PÚBLICO. por outro lado. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 A reclamada. pelo não provimento do recurso. considero que a conclusão alcançada na Origem é inadequada ao caso e. não apenas negou a prestação de serviços. pois não necessariamente os vínculos de todos os trabalhadores se encerraram ao mesmo tempo. que o obreiro lhe tenha prestado serviço (fl. 105).5. não prejudica o 2º reclamado. o Juízo de Origem firmou a conclusão de que a reclamada. representados pelo sindicato. FUNDAMENTAÇÃO 2. “deveria ter trazido o rol de trabalhadores que lhe prestaram” (fl.

EPP Marcos Antonio Fonseca Medeiros(OAB: 069144 RJ) ACÓRDÃO .0011 Processo Nº RO-9200/2013-011-17-00. sendo partes as acima citadas.BNDES Décio Freire(OAB: 012082 ES) RONILSO CRUZ PAULO VIDAL RONILSO CRUZ PAULO VIDAL José Alcides de Souza Junior(OAB: 013144 ES) BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONOMICO E SOCIAL . RELATÓRIO Trata-se de embargos declaratórios opostos pela Reclamante. não merecem ser providos. CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. na forma autorizada pelo art. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora Acórdão Processo Nº RO-9200-48. além de objetivar o prequestionamento. da CF e os artigos 186. e tendo em vista o manifesto caráter protelatório dos Embargos. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. Afirma.BNDES AFEQUE SERVICOS DE VIGILANCIA LTDA . acórdão é contraditório. 884. OMISSÃO – CONTRADIÇÃO . 475-477. O só ato de o sindicato representante da categoria profissional. Basta uma leitura dos presentes embargos declaratórios para constatar que eles estão sendo utilizados com o único intuito de reapreciar matéria já devidamente rebatida. ponto a ponto. presumindo-se o não-acolhimento das teses divergentes.PREQUESTIONAMENTO Aduz o embargante que deve ser registrado no v. Basta que fundamente o entendimento adotado. 3. Saliente-se.BNDES AFEQUE SERVICOS DE VIGILANCIA LTDA . art. também. do CPC.0009200-48. nego-lhes provimento e imponho a embargante multa de 1% sobre o valor da causa.05. que julgou procedente em parte o pedido. apontando a existência de omissão e contradição no julgado embargado. 538. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. negar-lhes provimento e condenar a Embargante a pagar a multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa. 554/569 . 520- . 554/569. complementada pela decisão de embargos de declaração de fls. uma vez que ficou comprovado que o percentual auferido pelo de cujus não se trata de ganho real e muito menos de antecipação.BNDES RONILSO CRUZ PAULO VIDAL Recorridos: RONILSO CRUZ PAULO VIDAL BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONOMICO E SOCIAL . conhecer dos embargos declaratórios. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinários interpostos pelo segundo reclamado (fls.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). Vistos.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: JORNADA DE 12X36.17. inclusive para forjar um necessário processo de amadurecimento das relações entre o capital e o trabalho.2013. impondo respeito aos acordos e convenções coletivas de trabalho. 538 do CPC. que o v.2013. do art. O respeito ao pactuado na negociação coletiva deve se tornar um primado dessa forma de autocomposição dos dissídios.5. 5º. Por fim. mas sim de índice proveniente de revisão da renda total da suplementação do falecido. Se a parte pretende ter uma nova apreciação do mérito já decidido pelo acórdão de fls. FUNDAMENTAÇÃO 2. acórdão de fls. Ora.2010. 7o da Constituição Federal. 496.5. Vistos.17. OJ 24 do TST. O que se exige é adoção de tese. prequestiona a Súmula 321 do STJ. HORAS EXTRAS – PREVALÊNCIA DA CONVENÇÃO COLETIVA. o legislador ao editar a Carta de 1988 procurou conferir primazia à autocomposição dos dissídios.1. Atendendo a esse imperativo. Não lhe assiste qualquer razão. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim. ACÓRDÃO DE FLS. em razão da tipicidade da função. porquanto se constitui em manifestação expressa da vontade dos interessados na solução dos seus próprios conflitos. que a Corte não está obrigada a apreciar. pois presentes seus pressupostos de admissibilidade. todos os argumentos e fatos abordados pelas partes. merece respeito. a via escolhida é totalmente incompatível com tal objetivo. Contrarrazões apresentadas pelo segundo reclamado às fls. 927 e 1090 do CC. (Recurso desprovido). 481-490v) e pelo reclamante (fls. acórdão que recebia da Valia a pensão por morte desde 26. REGIÃO FUNDACAO VALE DO RIO DOCE DE SEGURIDADE SOCIAL VALIA Origem: 10ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . o prequestionamento a que se refere a Súmula 297 do TST só tem pertinência e cabimento quando o julgado não haja adotado fundamento explícito sobre o tema ou sobre a questão submetida. o que evidentemente. 47 do CDC.0011 RECURSO ORDINÁRIO Recorrentes: BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONOMICO E SOCIAL . 500-517) em face da sentença de fls.EPP Origem: 11ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . XXXVI.TRT 17ª. Ademais. Deste modo.1 Recorrente Advogado Recorrido Plurima Autor Advogado Plurima Réu Plurima Réu Advogado BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONOMICO E SOCIAL . firmar norma coletiva de trabalho pactuando jornada especial de 12x36. ante a total ausência dos vícios alegados. na forma autorizada pelo art. sendo partes as acima citadas. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. em face do v. ainda. art. se os embargos confundem julgamento contrário ao seu interesse com omissão em julgar. devendo a parte manifestar sua irresignação por meio de recurso próprio.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. o que não significa obrigação de reproduzir textos legais. parágrafo único. não merecem ser providos. 554/569. está convalidado pelo inciso XXVI. CONHECIMENTO Conheço dos embargos. 23 de Setembro de 2013 16 O V. contradição ou obscuridade e revelam mero inconformismo da parte com o conteúdo meritório do acórdão. e não reprodução da lei.TRT 17ª Região . Se os embargos não demonstram a existência de omissão. por unanimidade.

da CLT.VIGILANTE Da sentença que reconheceu válidas as normas coletivas e julgou improcedente as horas extras. da Lei 605/49 e Súmula 444. Também quanto às escalas extras (evasivamente alegadas pelo reclamante). nos termos do art. da CLT. da CLT e art. de toda a Justiça do Trabalho. XIII. 73 da CLT só se aplicar a trabalhador que cumpre jornada de 220 mensais. descaracterizada a escala 12X36. com os reflexos legais. ainda. ainda. Além disso. . ii) jornadas exercidas sempre em um mesmo turno (horário de trabalho). da CF. insuscetível do abuso a que o dispositivo visa resguardar. que os minutos diários reconhecidos em sentença. 41). como compensação. não são capazes de descaracterizar a jornada em escala. dispõe sobre o trabalho em jornada de 12x36 não há falar-se no pagamento das horas extras excedentes à 8ª e 10ª. Quanto ao argumento de que a empresa não observou a redução ficta da hora noturna.1 HORAS EXTRAS – ESCALA 12X36 – FERIADOS – REDUÇÃO FICTA DA HORA NOTURNA . tendo em vista a manutenção dos níveis de emprego impondo por isso. 7o da Constituição Federal. 2. nos termos do artigo 7º. o respeito ao pactuado na negociação coletiva deve se tornar um primado dessa forma de autocomposição dos dissídios. também. Sustenta que alguns direitos não são negociáveis. SDI-I. induz à presunção de que sua intenção foi a de adequar as condições de trabalho à peculiaridade da atividade econômica. se a convenção coletiva. Embargos conhecidos e desprovidos (E-RR-3154/2006.1 CONHECIMENTO Conheço em parte do recurso do reclamante. iii) intervalo interjornada que compreende.601/98. § 2. ou seja. ligada à compensação de prorrogações a jornada determinadas pelo empregador. sendo. a jornada tem o respaldo da CF/88. portanto. inclusive com o objetivo de forjar um necessário processo de amadurecimento das relações entre o capital e o trabalho. do TST. porque além de a profissão do Recorrido estar regulamentada em lei especial (7. por consequência. nulas. 503). por inovação. o pedido de pagamento dos feriados trabalhados porque. Logo.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. e não ao trabalhador que tem jornada especial prevista em cláusula de convenção coletiva inferior à duração prevista na lei.2. sem que seja devido o adicional de horas extras. Não lhe assiste razão.102/83). se encontra convalidada pelo inciso XXVI. e. Indevido. porque perfilho o entendimento segundo o qual. § 2º. a matéria já foi pacificada pelo TST. é que o legislador. do art. E o só fato de o sindicato representante da categoria a que pertence o autor.2 RECURSO DO RECLAMANTE 2. Aponta o previsto na OJ 93. apenas por meio de prévia negociação coletiva é válido o ajuste. §2º. Postula. Confirmação da jurisprudência francamente preponderante e histórica. prevista nas CCTs. 73. portanto. Argumenta. Dessa forma. inciso XXVI e 8º. quando há observância da carga horária de 44 horas semanais. 2. inciso XIII. Maria Cristina Irigoyen Peduzi. respeito aos acordos e convenções coletivas de trabalho. ser anterior à Lei 9. não foram elas comprovadas. do TST. não se cogita de aplicação dos limites referidos no artigo 59. o que a torna inválida. ementou assim a decisão da Seção I de Dissídio Individual: EMBARGOS REGIME DE DURAÇÃO DO TRABALHO POR ESCALAS DE 12 HORAS DE TRABALHO POR 36 DE DESCANSO (12X36) VALIDADE INAPLICABILIDADE DA RESTRIÇÃO DO ARTIGO 59. Considerando as peculiaridades do regime por escalas de 12 por 36 horas. requer a condenação após da 10ª diária. ainda. atribuiu o percentual diferenciado de 40% sobre a hora normal (cláusula 10ª. Por isso. Requer. § 2º. Dele não conheço quanto ao tópico “a) Acordo escrito e homologado pelo sindicato profissional” (fls. DJ de 19/06/2009). ante a prevalência da norma constitucional. 4. também. apresentando-se fixo e imutável. todo um dia de descanso. Min. à margem daquela estabelecida ordinariamente pela Constituição da República. Afirma que trabalhava em escala 12X36. sendo irrelevante a circunstância de o limite previsto no art.situação que evidentemente. 40-76). estabelecendo limites a serem observados. por ausência de dialeticidade. 23 de Setembro de 2013 17 523v e pelo reclamante às fls. pelo pagamento em dobro dos feriados trabalhados. Sucessivamente. O regime de trabalho por escalas de 12 por 36 horas é identificado pelas seguintes peculiaridades: i)revezamento de cargas semanais de 36 horas com 48 horas. 59 § 2º da CLT. 3. necessariamente. Conheço do recurso do segundo reclamado. Registro. do TST. 59. Alega que não havia regime de compensação das horas extras trabalhadas. que comprovada a necessidade de apresentação antecipada em 30 minutos a cada início de jornada e a ausência de gozo do intervalo intrajornada. Em conseqüência disso. evidentemente que o reclamante também não tem razão. a própria norma coletiva é suficientemente clara ao dispor que a hora noturna tem duração de 60 minutos e. parágrafo 1º . art. através da SDI-1. firmar norma coletiva de trabalho. nos termos da Súmula 85. pois além de a redução ficta prevista no §2º do art. ao editar a Carta de 1988 procurou conferir primazia à autocomposição dos dissídios. superior ao limite diário e semanal de carga horária. recorre o reclamante. Invoca os arts. se o reclamante trabalhava em escala de 12x36 é evidente que o trabalho em tais dias eram seguidos de folga nos dias . que decidiu pela validade de acordo coletivo que estabeleça turnos de revezamento de 12 x 36 de descanso. A compensação de jornada a que se refere o artigo 59. por se tratar de hipótese em que o trabalho é prédefinido. por outro lado. por preenchidos os pressupostos de admissibilidade. da Carta Magna. Em se tratando de determinação de jornada especial de trabalho. em afronta ao art. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 A redatora designada. é aquela relativa a excessos de trabalho em relação à jornada contratada.fls. FUNDAMENTAÇÃO 2. 1. 525-532. da CLT e 7º. inciso IV. pois irrenunciáveis e que não são válidas as normas coletivas que contrariem a lei ou violem garantias fundamentais do trabalhador. da Carta Magna. 7º. e em relação ao tópico “do descanso remunerado e seus reflexos” (fls. a reforma da sentença quanto à duração da hora noturna. portanto. uma vez que se trata de cópia fiel da petição inicial. sejam consideradas nulas as cláusulas convencionais e condenadas as reclamadas ao pagamento como extras das horas trabalhadas após a 8ª diária ou 44ª semanal. da CLT. DA CLT. 59. 5. 512). conforme consta fartamente nos presentes autos (fls. merece respeito porquanto se constitui em manifestação expressa da vontade dos interessados na solução dos seus próprios conflitos. Pugna. 9º. buscou o legislador mitigar as chances de eventual abuso de direito por parte do empregador.

6 INSS Requer o reclamante que os descontos previdenciários sejam calculados sobre o valor histórico e que as reclamadas sejam condenadas no seu recolhimento. como. Assim sendo. As duas CCTs vigentes durante o contrato de trabalho estabeleceram que: “Fica convencionado entre as partes que o adicional de risco de vida integra a remuneração dos empregados para todos os fins de direito. em sua defesa. sem retirar o caráter salarial da verba em questão. Invoca o art. conforme as normas coletivas. 95). XXII. Dou provimento parcial. pois tomando-se como referência a norma coletiva transcrita. ao se manifestar sobre os documentos juntados com a defesa. o valor indicado pelo reclamante está correto. do TST e o art. que assim estabelece: “CLÁUSULA DÉCIMA – DO ADICIONAL NOTURNO Considera-se hora noturna aquela trabalhada das 22 (vinte e duas) horas de um dia até o término do trabalho do dia seguinte. nos termos do Decreto 3048/99 e Súmula 368 do TST. estabelecem normas referentes ao adicional noturno na cláusula décima (fls. da SDI-I.2. é evidente que o empregado tem responsabilidade pelo pagamento da parcela previdenciária. Da mesma forma. é devida a integração pretendida. 71. para a hipótese de sonegação do intervalo em questão: “Cláusula Vigésima Quarta – Do Intervalo Intrajornada Fica estabelecido que em qualquer escala é obrigatória a concessão do intervalo intrajornada. 2. no período entre às 22h e 5h. Dessa tabela.2. quanto pela primeira reclamada. como as normas coletivas que regulam o trabalho do reclamante prevêem como hora noturna a hora correspondente “até o término do trabalho do dia seguinte”. 23 de Setembro de 2013 18 subseqüentes e por isso. eis que a CCT apenas definiu a base de cálculo. eis que não pagos durante o contrato de trabalho. pois eles integram a base de cálculo. Sustenta que os valores pagos são inferiores aos devidos. 86-87. 176-185). 455) tabela demonstrando mês a mês as diferenças entre o valor pago a título de intervalo intrajornada e o que entende devido. 01 (uma) hora para repouso e alimentação.2. Por todo o exposto. 2. Em razão do efetivo benefício propiciado aos empregados. IMPOSTO DE RENDA Pugna o reclamante que os descontos fiscais sejam calculados sobre o seu valor histórico e faixas correspondentes e que as reclamadas suportem seu pagamento. . Assim sendo.11. apresentou (fls.2 ADICIONAL NOTURNO – PRORROGAÇÃO DA JORNADA NOTURNA Busca o reclamante a reforma da sentença quanto ao pagamento do adicional noturno sobre as horas trabalhadas após as 5 horas. a OJ 307.. nego provimento. conforme previsto nas CCTs. sob o fundamento de que constam dos recibos de pagamento colacionados aos autos o pagamento do adicional de risco de vida.67) foi calculado apenas sobre o salário base (R$ 931. em que o adicional noturno (R$ 228. parágrafo terceiro – fls. pois “seguia a determinação contida na CLÁUSULA DÉCIMA segunda-feira e seu parágrafo único.. no mês de março/2012 (fls. a exemplo do mês de fevereiro/2012. Parágrafo 2º.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 41 e 104). Com razão.” Assim. Aponta o previsto no item II. O valor da hora apura-se pelo salário acrescido dos seus consectários legais e também o adicional de risco de vida. Dou provimento para determinar que o adicional de risco de vida integre a remuneração do autor para todos os fins. ficará obrigado a remunerar 01 (uma) hora normal do intervalo intrajornada com o acréscimo de 60% (sessenta por cento) sobre o valor da hora normal acrescido do adicional de risco de vida. Alega que quando da manifestação sobre a defesa apresentou impugnação específica. dou provimento parcial. Assim sendo. Parágrafo 1º. nos termos da fundamentação supra. A primeira reclamada. por isso as partes resolvem estabelecer a hora noturna em 60 (sessenta) minutos. 180). Pugna que a base de cálculo seja a sua remuneração. TST.5 ADICIONAL DE RISCO DE VIDA O reclamante requer a reforma da sentença quanto à incorporação do adicional de risco de vida à sua remuneração. nos termos da Súmula 264 do c. 41v e CCT de 2011/2011 – cláusula 12ª. do TST. 455. constante dos recebidos de pagamento juntados aos autos. Afirma que são devidos os reflexos. conforme os cálculos indicados na tabela de apuração das diferenças de fls. A hora noturna será remunerada pelo percentual de 40% (quarenta por cento). por exemplo.” (CCT de 2012/202 – cláusula 11ª. §4º.2. A não concessão do intervalo intrajornada restou comprovada. com o pagamento de uma hora extra. parágrafo primeiro – fls. Tendo em vista que a qualidade de segurado independe da existência ou inexistência de mora por parte do empregador. de no mínimo. Aponta a Súmula 264. entendo devidos os reflexos indicados na mesma tabela (fls. 7º. verifico que as diferenças apontadas são pertinentes. O cálculo das horas extras deve observar a evolução do salário e os adicionais de risco e noturno. nos termos das normas coletivas citadas. da CF. à exceção do primeiro mês de Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 contrato. da CLT.79). No entanto. razão assiste ao autor.3 INTERVALO INTRAJORNADA Insurge-se o reclamante em face da sentença que considerou quitado o intervalo intrajornada sonegado. pois a escala do reclamante se estendia até tal hora. não tem direito de recebê-los em dobro. 2.4 BASE DE CÁLCULOS DAS HORAS EXTRAS Da sentença que determinou que as horas extras fossem calculadas sobre o salário base. . devido o adicional noturno até as 7 horas.7. pois causadoras da mora. conforme dispõe a Lei 605/49. A norma coletiva assim dispõe.” (fls. pelo valor histórico. que fixa a hora noturna em 60 minutos. eis que. 2. recorre o reclamante. inclusive com tabela demonstrando as diferenças. 2. dou provimento para determinar o pagamento do intervalo intrajornada sonegado. do TST. 54) Dos recibos de pagamento colhe-se. 455). Dou provimento para determinar o pagamento do adicional noturno sobre as horas trabalhadas após as 5 horas. Parágrafo Único.2. pela remuneração do adicional noturno (dobro do previsto no caput do artigo 73 da CLT). 2. as CCTs juntadas tanto pelo reclamante. O reclamante.62) e não sobre ele mais o adicional de risco de vida (R$ 111. afirma que pagava o adicional noturno de forma correta. A decisão recorrida indeferiu o pleito.” (fls. que não houve a integração determinada. conforme depoimento da testemunha de fls. Fica convencionado que na hipótese do empregador deixar de conceder integralmente ao trabalhador o horário do intervalo intrajornada. o que resultaria no valor de adicional noturno de R$ 256. da Súmula 60.2. ante suas naturezas salariais. por amostragem. 44v) Nos recibos de pagamento consta o pagamento da rubrica “intrajornada 60% ES” (fls.

186 do Código Civil.060/50. previsto no artigo 5º. a qual não foi revogada pelo §3º. de 21. a integração do adicional noturno nos moldes estipulados nas normas coletivas.3 HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS O segundo reclamado pretende a reforma da sentença quanto aos honorários advocatícios. dado que este apenas atribuiu uma faculdade ao juiz. estava ciente do não pagamento correto das verbas a que ele tinha direito. Ressalto que não se aplica ao Processo Trabalhista a Lei 1. caput. Assim sendo. CF. terceiro em relação ao contrato que foi firmado por ele (§6º do art.06. Todavia. da SDI-I. Afirma que sempre agiu de forma diligente. pois não é suficiente para comprovar a ocorrência de culpa in vigilando ou in eligendo. 37 da CF/88) possa aplicar as leis da República e condená-lo a reparar o dano que causou ao terceiro.3 RECURSO DO SEGUNDO RECLAMADO 2. inciso LXXIV.3. 2. in verbis: “os entes integrantes da Administração Pública direta e indireta respondem subsidiariamente. dou provimento parcial para conceder ao reclamante a gratuidade da justiça. Todavia. 1º e 2º. a douta maioria deu provimento ao apelo. sob o argumento de que o reclamante constitui advogado particular. de que o recorrente se beneficiou dos serviços prestados pelo autor. 2. Assim. 71. nos termos daquele enunciado jurisprudencial possui este.2. na condição de beneficiária e tomadora dos serviços. do TST. do TST. 516) que está desempregado. sociedades de economia mista e autarquias. Além disso. No caso em particular. inclusive para verificar a integral satisfação das obrigações do trabalho assalariado.3. especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora. 790.666/93 frente à aplicação irrestrita da Súmula 331 do TST. não impugnada pelas reclamadas. por entender que a concessão do benefício independe da assistência sindical e constitui direito fundamental. I. a ação foi proposta em 28/01/2013. como. Por todo o exposto. nas mesmas condições do item IV. o princípio da legalidade impede a transferência de responsabilidade tributária ao empregador. fiscalizando o cumprimento das obrigações trabalhistas e previdenciárias. como já citado.1 PRESCRIÇÃO Renova o segundo reclamado sua arguição de prescrição parcial. Tem razão. Portanto.º 8. mas. Alega que o “simples inadimplemento de obrigações trabalhistas pela primeira ré” (fls. da CF. Alega que o STF no julgamento da ADC 16 declarou a constitucionalidade do art. como o autor está assistido por advogado particular.127/2011 da RCFB. ante a existência de norma de regência própria.584/70. por meio de duas coordenações e exigindo todos os documentos individuais dos trabalhadores. por razão óbvia. conforme inciso IV desse mesmo verbete sumular. §3º. não impediu que o juiz. Dessa forma. da CLT. de forma sucessiva. do TST. nego provimento. A matéria está sumulada pelo TST. foi dado provimento ao recurso do Reclamante para conceder-lhe os benefícios da assistência judiciária. com duas coordenações para tal fim. da Lei 8666/93. caso evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei n. nos termos da Súmula 219. Logo. por exemplo. defiro-lhe. pela gratuidade da Justiça. 71 da Lei 8. Aponta a nova redação da Súmula 331. como a própria recorrente comprovou que tinha acesso aos recibos de pagamento do autor. da Lei 1060/50. E quanto à gratuidade de justiça de que cogita o §3º do art. como o reclamante afirmou em seu recurso (fls. quanto do entendimento contido no item V Súmula 331 do TST. dever-se-á observar a IN 1. Invoca os arts. restou incontroverso que o autor trabalhou em prol do segundo reclamado. não tem direito à assistência judiciária. que. dou provimento para excluir da condenação os honorários advocatícios. é fundamento para concessão da assistência judiciária. em que pese a declaração de miserabilidade jurídica feita em recurso. 2. Assim sendo. ainda que o recorrente sustente que sempre fiscalizou o cumprimento das obrigações trabalhistas. Pois bem. Postula.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. uma empresa Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 pública. A aludida responsabilidade não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa regularmente contratada. ao contrário. ou senão. se a Administração Pública tem o dever de fiscalizar o cumprimento dos contratos por ela firmados (inciso XXI e parágrafo 6º. 790 da CLT. 2. Nego provimento. 2º e 5º. 23 de Setembro de 2013 19 Quanto ao Imposto de Renda. Também sustenta que a primeira reclamada foi contratada por meio de pregão eletrônico e licitação. quando confrontado com a culpa de que cogita o art.” Acresça-se ainda. da Lei 7115/83. mais do evidenciada a sua culpa in vigilando. 485v) não gera sua responsabilidade subsidiária. II. destaco que o reconhecimento da responsabilidade subsidiária da ora recorrente não implica em afronta a qualquer dispositivo legal ou constitucional. Não lhe assiste razão. portanto. 186 do Código Civil).666.3. não obstante a decisão proferida nos autos da ADC 16-DF a Corte Suprema tenha se manifestado sobre a constitucionalidade do art. aplica a legislação vigente. A assistência judiciária só é cabível no Processo do Trabalho quando preenchidos todos os requisitos exigidos na Lei 5. ao prejuízo que o ente público causou ao trabalhador. portanto não há falar em prescrição. do art. Nesse diapasão. de aplicação imediata. Sem razão. Logo. a responsabilidade subsidiária a si imputada decorre tanto do disposto na lei comum (art. 4º. Alega que a declaração de precariedade econômica. repito. da CF/88 a todos os brasileiros e estrangeiros residentes no Brasil que comprovarem a insuficiência de recursos. A discussão aqui travada reside no respaldo de lei para a responsabilização subsidiária do segundo reclamado. 5º. 790. §1º e 6º. que impede a responsabilidade subsidiária das empresas públicas. pois foi beneficiária direta dos serviços prestados. razão pela qual deve ser responsabilizado subsidiariamente pelas obrigações trabalhistas não adimplidas pela primeira demandada.1993. Nego provimento. O contrato do autor foi de outubro/2011 a setembro/2011. da CLT e OJ 269. §1º. por meio da Súmula 219. Por fim. não o fez de forma a impedir que a empregadora do reclamante deixasse de sonegar-lhes direitos durante toda a sua contratualidade. LXXIV. portanto. . Ora. anoto que o fato gerador nasce no momento do pagamento. responsabilidade subsidiária pelo adimplemento das obrigações contraídas pela empresa contratada. cuja obrigação é tão-somente a de deduzir o imposto.8 ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA E GRATUIDADE DA JUSTIÇA Busca o reclamante a reforma da sentença quanto à assistência judiciária e à gratuidade da Justiça. Aponta violação aos arts. portanto indevida tal verba. em sua estrutura organizacional.2 RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA Refuta o ora recorrente sua condenação subsidiária. deve ser aplicado o item V da súmula 331 do TST. artigo 37 da CF/88). Não há dúvidas.

1. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora Acórdão Processo Nº RO-11700-02. pelas reclamadas. não se vislumbrando quaisquer dos vícios do artigo 535.0011500-80. José Alcides de Souza Júnior. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. Não lhe assiste razão. no tocante à assistência judiciária gratuita.EPP Origem: 11ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . tudo nos termos do voto da Relatora. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim. do CPC. e dar parcial provimento ao recurso patronal para excluir da condenação os honorários advocatícios. por unanimidade. com custas de R$ 700. acórdão. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente).000. pois. 175/177v.5.00 (trinta e cinco mil reais). Logo. no decorrer da fundamentação.2013.000. a Juíza Sônia das Dores Dionísio. RELATÓRIO Trata-se de embargos declaratórios opostos pelo Reclamante em face do v.TRT 17ª Região .0007 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: ROZALIA DE JESUS PEREIRA Recorrido: CHOCOLATES GAROTO SA Origem: 7ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). ao analisar o conhecimento do recurso do Reclamante. ACÓRDÃO DE FLS. modificar a base de cálculo das horas extras. assim se manifestou: “. CONHECIMENTO Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Conheço dos embargos declaratórios..8 Embargante Advogado Embargado Advogado GERALDO CARLOS DE OLIVEIRA Maria de Fatima Monteiro(OAB: 00269B ES) VIMAQ METALURGICA LTDA . acórdão incorreu em contradição e omissão no julgado.a douta maioria entendeu que a declaração de miserabilidade se constitui em requisito suficiente para o deferimento da gratuidade da justiça ( § 3º do artigo 790 da CLT) e isentou o recolhimento das custas” Ora. no julgado embargado. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais.5.TRT 17ª Região . conhecer em parte do recurso do reclamante e integralmente do recurso do segundo reclamado.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. acórdão de fls. sentença.8 Recorrente Advogado Recorrido Advogado ROZALIA DE JESUS PEREIRA Luis Fernando Nogueira Moreira(OAB: 006942 ES) CHOCOLATES GAROTO SA Stephan Eduard Schneebeli(OAB: 004097 ES) ACÓRDÃO . Ao que parece.0011 Processo Nº ED-11500/2013-011-17-00. no mérito. 23 de Setembro de 2013 20 CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. Vistos. por preenchidos os pressupostos para a sua admissibilidade. o Desembargador José Luiz Serafini. no recurso patronal.VIMAQ METALURGICA LTDA .EPP Euclides Nuno Ribeiro Neto(OAB: 006279 ES) ACÓRDÃO .0011700-02. além de conceder o benefício da assistência judiciária gratuita.0007 Processo Nº RO-11700/2013-007-17-00. em face do teor do v. nego provimento aos embargos. REGIÃO . por maioria.17. sem apreciar o pedido de isenção da condenação do Reclamante ao pagamento das custas processuais no importe de R$ 1. posto que o julgado de 2º grau dispensou o Reclamante de recolhê-las. advogado do reclamante. Vencidos. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim. Se os embargos não demonstram a existência de omissão.00 (hum mil reais). se o julgado embargado isentou o Reclamante do recolhimento das custas processuais. Majorado o valor da condenação para R$ 35. no apelo obreiro. o autor não terá qualquer prejuízo com as custas fixadas na r. por óbvio.. o autor não leu com a atenção necessária o julgado embargado. dar parcial provimento ao apelo obreiro para condenar a reclamada no pagamento do adicional noturno e intervalo intrajornada. FUNDAMENTAÇÃO 2.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA . CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. ou de obscuridade e revelam mero inconformismo da parte com o conteúdo meritório do acórdão. Ademais.0011 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: GERALDO CARLOS DE OLIVEIRA Embargado: O V. de contradição. acórdão. este Regional isentou o Recorrente do recolhimento das custas processuais e conheceu do recurso.TRT 17ª. Presença do Dr. haja vista que não tem condições de arcar com as custas do processo. autorizar os descontos previdenciários pelo valor histórico. O v. conhecer dos embargos e negar-lhes provimento. Alega que o pagamento das custas em tal importe pode ocasionar ao embargante enorme prejuízo. sem prejuízo de seu sustento e de sua família.00 (setecentos reais). sendo partes as acima citadas.5. por unanimidade. não merecem ser providos. MÉRITO Sustenta o embargante que o v. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora Acórdão Processo Nº ED-11500-80. determinar que o adicional de risco integre a remuneração do autor.5.2013.2013.17. 3. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.17. sentença.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. quanto ao intervalo intrajornada. 175/177v . apreciou o pedido de isenção da condenação do pagamento das custas processuais fixadas na r.17. é o óbvio ululante que. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.2013. quanto à verba honorária.

a ex-ministra Ellen Gracie. entendeu que a competência para apreciar a matéria é da Justiça Comum em razão da inexistência de relação trabalhista entre o beneficiário e a entidade fechada de previdência complementar. A decisão ocorreu nos Recursos Extraordinários (REs) 586453 e 583050. inaplicáveis. declaro a competência da Justiça do Trabalho e determino a baixa dos autos à Vara de origem para reabertura da instrução e novo julgamento. de diferença de complementação de aposentadoria. consubstanciada na renda mensal vitalícia correspondente a 70% do que o regulamento interno denomina por B. portanto. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. A decisão ocorreu nos Recursos Extraordinários (REs) 586453 e 583050. no caso de aposentadoria por invalidez. como se pode perceber do teor do julgamento do RE 586453. Dou provimento.0006 Processo Nº ED-13700/2013-006-17-00. a competência da Justiça Comum é restrita para o julgamento de lides decorrentes de contrato de previdência complementar privada entre o beneficiário e a entidade fechada de previdência complementar e não quando a lide é proposta somente em face do empregador. Contraminuta da reclamada. que a decisão do STF somente se aplica às ações que discutem a complementação de previdência privada e não àquelas ações em que se discute a indenização pelo descumprimento do regulamento interno do empregador. Informa.10.2.1 CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário. com dedução dos valores já pagos a título de pensão pela Fundação Garoto (alínea “B” de fl. De outro modo. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. tal como previsto no Regulamento Interno da empresa na época de sua contratação. que reconheceu a incompetência da Justiça do Trabalho para julgar lide em que se discute diferenças de complementação de aposentadoria. às fls. posteriormente.2007 e pede a condenação da reclamada ao pagamento de uma renda mensal vitalícia tal como previsto no regulamento interno vigente na época de sua contratação. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. o pagamento de uma renda mensal vitalícia equivalente a 70% de uma rubrica denominada B1. Como relatora do RE 586453. a ex-ministra Ellen Gracie. 337-341. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que cabe à Justiça Comum julgar processos decorrentes de contrato de previdência complementar privada. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Alega que em janeiro de 1992 houve alteração nas regras da previdência privada transferindo-se a administração desta para a Fundação Bradesco e. alegando. evitando-se a supressão de instância. 2. 23 de Setembro de 2013 21 NOVAIS EMENTA COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. 20). por unanimidade. não se estendendo aos casos em que a reclamação é proposta exclusivamente em face do empregador. a 10% do valor do salário da reclamante quando esta entrou em gozo de benefício do INSS. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante em face da sentença de fl. Narra o reclamante. 114 da CF/88. No entanto. como entender de direito. no mérito. Portanto. 114 da CF/88. Aduz que as alterações lhes foram prejudiciais e. Vistos. como se pode perceber do teor do julgamento do RE 586453. para Fundação Garoto. em 1994. AÇÃO PROPOSTA EM FACE SOMENTE DO EMPREGADOR O Juízo de origem – considerando que o Plenário do Supremo Tribunal Federal decidiu que cabe à Justiça Comum julgar processos decorrentes de contrato de previdência complementar privada. em sua inicial. ainda. modulando os efeitos dessa decisão e definindo que deverão permanecer na Justiça do Trabalho todos os processos com sentença de mérito até o dia 20/02/2013 e considerando que o mérito do presente feito não foi apreciado – reconheceu a incompetência da Justiça do Trabalho para julgar casos de previdência complementar privada e determinou a remessa dos autos à Justiça Comum. às fls. independentemente da ação ter sido proposta somente em face do empregador. com o reconhecimento da competência da Justiça do Trabalho e o prosseguimento do feito no Juízo de primeiro grau. O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que cabe à Justiça Comum julgar processos decorrentes de contrato de previdência complementar privada. 328. FUNDAMENTAÇÃO 2. estar-se -ia transferindo para a Justiça Comum as lides entre patrões e empregados.2 . O pedido inicial é. porque preenchidos os pressupostos de admissibilidade. Procurador do Trabalho: Dr. como entender de direito. AÇÃO PROPOSTA EM FACE SOMENTE DO EMPREGADOR. pretende a autora receber a complementação de aposentadoria. que foi contratado pela reclamada em 29. igualmente prevista naquele regulamento. que se aposentou por invalidez em 16.5. como ocorre no presente caso.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). Em outras palavras. conhecer do recurso ordinário e. a competência da Justiça Comum é restrita ao julgamento das demandas movidas em face a entidade de previdência complementar.. prossigo. entendeu que a competência para apreciar a matéria é da Justiça Comum em razão da inexistência de relação trabalhista entre o beneficiário e a entidade fechada de previdência complementar. dar-lhe provimento para declarar a competência da Justiça do Trabalho e determinar a baixa dos autos à Vara de origem para reabertura da instrução e novo julgamento. Como relatora do RE 586453. Vejamos. Razões recursais. pugnando pela reforma da sentença. De outro modo. em suma. João Hilário Valentim.17.10.1979. o que vai de encontro ao art. portanto.2013. evitando-se a supressão de instância. pelo não provimento do apelo.1. época em que vigia um Regulamento Interno prevendo. Feitas as ponderações acima. O reclamante se insurge. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. o que vai de encontro ao art. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. sendo partes as acima citadas. No entanto. 331-334. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Certidão de Julgamento de ROS Processo Nº ED-13700-75. É o relatório. como no caso dos autos. estar-se-ia transferindo para a Justiça Comum as lides entre patrões e empregados. ou seja.

PORTUARIO AVULSO . ademais.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Certifico que a 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região.2013. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE.139-v/140. Deste modo. que adotava a nova redação da Súmula 228 do C. quanto ao adicional de insalubridade. CONHECIMENTO. determinarem o que os julgadores deverão fazer constar do acórdão. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais. 139/140 . no tocante à base de cálculo do adicional. não merecem ser providos. e o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais. sendo certo que eventual desacerto com a normativa constitucional somente pode ser pronunciada no campo da declaração da inconstitucionalidade. o salário base do reclamante. conhecer dos embargos declaratórios e. Majorado o valor da condenação para R$ 9.000. FUNDAMENTAÇÃO. o Desembargador José Luiz Serafini. 1. do CPC. Alega a embargante que a C. na forma autorizada pelo artigo 535. 514. do CPC e Súmula 422 do TST). 1. ante a total ausência dos vícios alegados e o caráter manifestamente protelatório dos embargos. Dele não conheço quanto ao pedido de assistência judiciária. dar parcial provimento ao apelo para deferir o pagamento do adicional de insalubridade em razão da exposição ao agente ruído até 16.1. II. pede reforma do decisum para que o adicional seja deferido por todo o período laborado e em grau máximo. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. nesta data resolveu. além de os embargos denotarem mero inconformismo com o conteúdo meritório do julgado. CONHECIMENTO. conhecer parcialmente do recurso ordinário. extrai-se que a matéria foi amplamente analisada no tópico 2. 23 de Setembro de 2013 22 Embargante Advogado Embargado Advogado ORGAO DE GESTAO DE MAO-DEOBRA DO TRAB.2009. por violação ao princípio da dialeticidade (art.TRT 17ª Região 0016600-02. o que demonstra seu real objetivo de reformar o decisum. pela reclamada. nada fala sobre o fato de o juízo ter entendido prejudicado o pedido. é nítida a intenção da parte de dilatar o prazo recursal. Aduz pelo enfrentamento do referido dispositivo.00 (nove mil reais). O Ministério Público manifestou-se pelo prosseguimento do feito.TRT 17ª.2011. 1. pois diz “não ser possível afastar-se pura e simples a vigência de qualquer artigo de lei. às fl. mantendo-se o grau deferido na sentença. em grau médio. OMISSÃO. FUNDAMENTAÇÃO.5.06. REGIÃO . o que deve ser manejado na via recursal própria. não o conhecendo quanto ao pedido de assistência judiciária. ante a apuração do voto médio.2. 1. como base de cálculo. Sem razão. o perito informou que “Os níveis . Vencidos. por unanimidade. Conheço parcialmente do recurso. verifico que os argumentos apresentados pela embargante revelam mero inconformismo com o resultado do julgamento. Assim. tendo em vista que o autor. nesta data resolveu. 514. no mérito.CARLOS VIEIRA CRATZ Origem: 6ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA .1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. a Juíza Sônia das Dores Dionísio. porque considerou que a partir de junho de 2008 houve o fornecimento de EPIs que atenuaram os agentes.00 (cento e oitenta reais). Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: o Desembargador José Luiz Serafini (Presidente).5. relativamente aos honorários advocatícios.PORTUARIO AVULSO . que fixava. Nesse passo. Logo. João Hilário Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 ANILSON DE FREITAS SANTOS Cláudio Leite de Almeida(OAB: 005526 ES) INCOPRE INDUSTRIA E COMERCIO S/A Josânia Pretto Couto(OAB: 008279 ES) PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO CERTIDÃO DE JULGAMENTO 33ª SESSÃO ORDINÁRIA . em suas razões. Certidão de Julgamento de ROS Processo Nº RO-16600-02. E da leitura do v. TST.TRT 17ª Região 0013700-75. §3º da Lei 8. por unanimidade.17.0006 Processo Nº RO-16600/2011-006-17-00. II do CPC e Súmula 422 do TST).OGMO Embargado: O V. Procurador: Dr. no mérito. 538.2 Recorrente Advogado Recorrido Advogado PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO CERTIDÃO DE JULGAMENTO 33ª SESSÃO ORDINÁRIA . negar-lhes provimento e condenar a embargante a pagar a multa de 1% sobre o valor da causa. Inicialmente. que deferiu parcialmente o pagamento de adicional de insalubridade. com custas de R$ 180. por maioria. Turma não analisou a matéria de seu recurso ordinário sob a luz do art. que a embargante sequer cita a existência dos vícios exigidos pelo artigo 535 do CPC. e dizendo que a ré não comprovou a existência de inspeção do Ministério Público e a adoção de medidas que conservem o ambiente de trabalho dentro dos limites de tolerância.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Certifico que a 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. por violação ao princípio da dialeticidade (art.0006 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: ORGAO DE GESTAO DE MAO-DE-OBRA DO TRAB. 27. conforme conclusão do laudo pericial. pois preenchidos os pressupostos para sua admissibilidade. mesmo que de forma incidental”.1. parágrafo único. nos termos da fundamentação que se segue. Da sentença. se os embargos confundem julgamento contrário ao seu interesse com omissão em julgar. uma vez que se utiliza dos presentes embargos com o intuito de rediscutir questão apreciada no acórdão.2. 1.3. Quanto ao agente físico ruído.17.630/93. 1. Insta frisar. na forma autorizada pelo art. Vejamos.OGMO Luciano Kelly do Nascimento(OAB: 005205 ES) CARLOS VIEIRA CRATZ Marcelo Mazarim Fernandes(OAB: 009281 ES) Valentim. Conheço dos embargos declaratórios. nego-lhes provimento e imponho ao Embargante multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa.17. acórdão. recorre o autor alegando que os equipamentos não neutralizaram os agentes insalubres. não sendo prerrogativa das partes. não se prestando os embargos para tal pleito. ACÓRDÃO DE FLS.0006 RECURSO ORDINÁRIO SUMARÍSSIMO Recorrente: ANILSON DE FREITAS SANTOS Recorrido: INCOPRE INDUSTRIA E COMERCIO S/A Origem: 6ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA .2011. do CPC. ainda.5.

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encontrados nas medições realizadas por este Perito nos locais vistoriados, ficaram com médias variáveis de Ruído entre, 88,0 dB(A) a 92,0 dB(A), portanto, acima do Limite de Tolerância permitido”. E conquanto o juízo tenha concluído que o uso de EPIs no período posteiror a 24.03.2008 tenha atenuado o agente insalubre, perfilho o entendimento segundo o qual o fornecimento de EPI não exclui o direito à percepção do adicional de insalubridade decorrente do agente ruído, pois tal direito só cessa se o empregador eliminar as condições insalutíferas, tal como previsto no art. 194 da CLT. Ora, o ruído se constitui em um agente agressor que, dada a sua constância, causa enormes danos no sistema auditivo do trabalhador, e o uso do protetor auricular apenas atenua e retarda os efeitos futuros causados pela submissão ao impacto, ou seja, só mais tarde é que a lesão à saúde do trabalhador se manifestará, pois nesta hipótese o protetor só funciona como um agente retardador dessa lesão. À vista disso, o autor tem direito ao adicional de insalubridade em grau médio, conforme indicado pelo expert (fl. 212), por todo o período laborado, respeitando-se, entretanto, o marco prescricional. No que se refere ao álcalis cáustico, decorrente do cimento, anoto que as “luvas de tivex” fornecidas pela empresa a partir de 13.06.2008, nos moldes assentados na sentença, a qual mantenho neste ponto, protegia o trabalhador no processo produtivo do qual participava. À vista do exposto, dou parcial provimento para deferir o pagamento do adicional de insalubridade em razão da exposição ao agente ruído até 16.06.2009, mantendo-se o grau deferido na sentença. No que se refere aos reflexos, o interesse recursal existe apenas quanto ao RSR, o qual indefiro, porque o adicional é mensal. Logo, o dia destinado ao repouso já se encontra incluído, tal como disposto na Lei 605/49. 1.3. BASE DE CÁLCULO DO ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. A Primeira Turma decidiu, por maioria, ante a apuração do voto médio, negar provimento ao apelo, nos termos do voto do Desembargador José Luiz Serafini, que assim dispõe: “BASE DE CÁLCULO DO ADICIONAL DE INSALUBRIDADE Entendo que o adicional de insalubridade, mesmo após a vigência da Constituição Federal de 1988, incide sobre o salário mínimo, por força do artigo 192 da CLT. É certo que a Súmula Vinculante n. 4 do Supremo Tribunal Federal afastou a possibilidade de se utilizar o salário mínimo como indexador de base de cálculo, o que, inclusive, ensejou nova redação à Súmula 228 do C. TST. No entanto, referida súmula da Corte Superior Trabalhista foi objeto da Reclamação Constitucional n.º 6266 perante o Excelso Pretório, tendo o Exmo. Ministro Gilmar Mendes assim decidido, in verbis: (...) "À primeira vista, a pretensão do reclamante afigura-se plausível no sentido de que a decisão reclamada teria afrontado a Súmula Vinculante n° 4 desta Corte: "Salvo nos casos previstos na Constituição, o salário mínimo não pode ser usado como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado, nem ser substituído por decisão judicial." Com efeito, no julgamento que deu origem à mencionada Súmula Vinculante n° 4 (RE 565.714/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, Sessão de 30.4.2008 Informativo nº 510/STF), esta Corte entendeu que o adicional de insalubridade deve continuar sendo calculado com base no salário mínimo, enquanto não superada a inconstitucionalidade por meio de lei ou convenção coletiva. Dessa forma, com base no que ficou decidido no RE 565.714/SP e fixado na Súmula Vinculante n° 4, este Tribunal entendeu que não é possível a substituição do salário mínimo, seja como base de cálculo, seja como indexador, antes da edição de lei ou celebração de convenção coletiva que regule o adicional de insalubridade. Logo, à primeira vista, a nova redação estabelecida para a Súmula n° 228/TST revela aplicação indevida da Súmula Vinculante n° 4, porquanto permite a substituição do Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

salário mínimo pelo salário básico no cálculo do adicional de insalubridade sem base normativa. Ante o exposto, defiro a medida liminar para suspender a aplicação da Súmula n° 228/TST na parte em que permite a utilização do salário básico para calcular o adicional de insalubridade. " (...) Sendo assim, fixa-se como base de cálculo do adicional de insalubridade o salário mínimo. Nego provimento.” 1.4. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. Invocando a Lei 10.537/02, o art. 790, §3.º, da CLT e a Súmula 450 do STF, pede o recorrente a concessão de honorários advocatícios. Não tem a mais pálida razão. A matéria está sumulada pelo TST, por meio da Súmula 219, I. Nestes termos, nego provimento. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente), Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim.

Acórdão
Processo Nº RO-17200-95.2012.5.17.0003
Processo Nº RO-17200/2012-003-17-00.1

Recorrente Advogado Recorrido Advogado

ARTUR BATISTA DE ALMEIDA Glauber Arrivabene Alves(OAB: 012730 ES) SC2 SHOPPING MESTRE ALVARO LTDA. Tulio Claudio Ideses(OAB: 095180 RJ)

ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0017200-95.2012.5.17.0003 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: ARTUR BATISTA DE ALMEIDA Recorrido: SC2 SHOPPING MESTRE ALVARO LTDA. Origem: 3ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA - ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA ACIDENTE DE TRABALHO. ESTABILIDADE. ÔNUS DA PROVA. O ônus da prova do fato constitutivo do direito pleiteado é do autor, a teor do disposto nos artigos 333, I, do CPC, e 818 da CLT, razão pela qual a ele competia comprovar a alegada fraude praticada pela reclamada que o impediu gozar do benefício previdenciário, ônus do qual não se desincumbiu. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário do reclamante, em face da sentença do MM. Juízo da 3ª Vara do Trabalho de Vitória/ES, que julgou parcialmente procedentes os pedidos da inicial. Razões recursais, às fls. 466-93, pretendendo a aplicação da confissão ficta da reclamada, bem como a reforma no tocante à estabilidade acidentária, horas extras, adicional de insalubridade, danos morais, multas dos artigos 467 e 477, ambos da CLT, honorários advocatícios e descontos fiscais e previdenciários. Contrarrazões da reclamada (fls. 498-508/v.) para que seja mantida a sentença, na parte impugnada pelo autor. Não foram recolhidas as custas processuais, por ser o reclamante beneficiário da assistência judiciária gratuita. É o relatório. FUNDAMENTAÇÃO CONHECIMENTO Conheço parcialmente do recurso do reclamante, dele não

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conhecendo das matérias “contribuições previdenciárias”, por ausência de interesse recursal e “horas extras”, por não atacar os fundamentos da decisão. Com efeito, as razões do recorrente estão dissociadas da sentença. O juízo considerou as afirmações da testemunha acerca do labor até as 22h; considerou que os cartões de ponto consignam o afirmado; observou que a reclamada efetuava o pagamento das extras, e concluiu que o reclamante não comprovou o exercício de horas extras não pagas. O recorrente, todavia, sustenta nas razões recursais ter afirmado o juízo que o autor não se desincumbiu do ônus de provar as horas extras prestadas. No mais, conheço, por presentes os pressupostos de admissibilidade recursal. As contrarrazões são tempestivas. Considero-as. MÉRITO 2.2.1Confissão ficta. Preposto não laborou no mesmo período do reclamante O recorrente pede a declaração de confissão ficta, porque o preposto não laborou no mesmo período do reclamante. Afirma que o preposto não tem conhecimento dos fatos, notadamente acerca do acidente de trabalho sofrido pelo reclamante, bem como ter, o reclamante, ficado encostado na empresa, sem trabalhar, com o intuito de burlar a legislação e afastar o direito à estabilidade. Pois bem. Não há falar em aplicação da confissão ficta pelo fato do preposto não ter laborado no mesmo período do reclamante. É necessário que o preposto tenha conhecimento dos fatos, pois a admissão após a dispensa do reclamante não é pressuposto capaz de gerar a confissão ficta. Por sua vez, a incerteza da reclamada acerca do acidente denota desconhecimento quanto aos fatos do litígio, o que importaria em confissão ficta. Por outro lado, a confissão ficta tem presunção iuris tantum, que pode ser ilidida por prova em contrário, motivo pelo qual não se há aplicá-la, notadamente neste caso. Neste sentido é pacífica a Jurisprudência, in verbis: RECURSO ORDINÁRIO – 1- PREPOSTO – DESCONHECIMENTO DOS FATOS DA LIDE – CONFISSÃO FICTA – A pena de confissão ficta prevista no §1º, do art. 843, da CLT, aplicada ao reclamado pelo desconhecimento dos fatos da lide pelo preposto, abrange, dentro da litiscontestação, quaisquer fatos, revestindo-os com o manto da verdade, desde que verossímeis e coerentes com a prova já produzida, nos autos, contra a parte confitente. (TRT 7ª R. – RO 1174/2008-007-07-00.1 – 2ª T. – Relª Dulcina de Holanda Palhano – DJe 16.06.2009 – p. 26) Desse modo, nego provimento. 2.2.2Estabilidade acidentária. Afastamento por mais de 15 dias O reclamante noticia no aditamento à inicial que sofreu grave lesão no antebraço no dia 30.4.2011, ficando afastado por 15 dias em razão do acidente sofrido. Afirma que a empresa emitiu a CAT (fl. 119), porém, após o período de afastamento (fl. 183) ficou, na empresa, “encostado” sem nenhuma função, tendo a empresa prometido recompensá-lo nas férias, ocasião em que poderia realizar a cirurgia sem ser afastado pelo INSS. Alega que a empresa não cumpriu o acordo bem como obstou o direito de receber o benefício previdenciário, além do desrespeitado o disposto no art. 168 da CLT. Requereu a nulidade da dispensa com a consequente reintegração, com os pagamentos devidos desde a dispensa arbitrária ou, sucessivamente, o pagamento da indenização compensatória de todo o período estabilitário. A sentença indeferiu o pedido, por concluir que o autor não se desincumbiu do ônus de provar a fraude que teria impossibilitado o gozo da estabilidade provisória. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

O reclamante pede a reforma da sentença afirmando que o preposto não tinha conhecimento dos fatos narrados na inicial, e que a testemunha foi clara ao afirmar que após o acidente e o afastamento por 15 dias, o recorrente ficou “encostado” sem prestar serviços. Renova as alegações da inicial de que a reclamada burlou a legislação, impedindo que o autor fosse detentor de estabilidade decorrente de acidente de trabalho. Vejamos. Ao contrário do alegado pelo reclamante, o depoimento de sua testemunha não teve o condão de validar sua assertiva. Com efeito, a testemunha afirmou que o reclamante exerceu inicialmente a função de operador de máquinas e equipamentos era responsável pelo elevador. Disse que o reclamante ficou afastado por mais de 10 dias e que quando retornou não exerceu sua função, pois sofreu acidente na mão; que ficava sentado no reservatório. Afirmou que após o retorno do acidente passou a exercer a função de encarregado, mas que tal função não foi registrada na carteira; disse que ficou na função de encarregado por volta de 7 meses. Pois bem. Realmente o autor não se desincumbiu do ônus que lhe competia. Nesse sentido, como dito em linhas pretéritas, não há como acolher o pedido de confissão ficta, uma vez que os elementos dos autos vêm elidir a pretensão obreira. Infere-se dos contracheques carreados aos autos, que no período imediatamente após o retorno ao trabalho, o autor fez e recebeu o pagamento de horas extras: maio/junho/agosto (fls. 184-9). Os cartões de ponto também consignam o labor em horas extraordinárias, notadamente no período de retorno, após o afastamento em gozo de licença médica (fl. 192-3). Isso já basta. Ademais, a testemunha afirma que o autor ficou na função de encarregado por volta de 7 meses, o que também afasta a alegação de ter ficado “encostado” em razão do acidente, sem exercer qualquer atividade, considerando que o afastamento se deu no dia 16.01.2012. Também deve ser considerado que o autor afirmou que sofreu acidente no antebraço. Por fim, causa estranheza as alegações do reclamante de ter retornado ao trabalho com a promessa de cirurgia futura, pois em momento algum foi mencionado impossibilidade ou dificuldade no desempenho de quaisquer atividades decorrentes da alegada “sequela”. Desse modo, não cumprindo o autor o ônus de provar o fato constitutivo do direito pleiteado, a teor do disposto nos artigos 333, I, do CPC, e 818 da CLT, não se há reformar a sentença. Nego provimento. 2.2.3Adicional de insalubridade A Primeira Turma decidiu, por maioria, vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais, negar provimento ao apelo, nos termos do voto do Desembargador José Luiz Serafin, que assim dispõe: Pretende o reclamante a reforma da r. sentença, afirmando que estava exposto a ruídos permanentes e contínuos e que o uso efetivo de EPI’s não elimina a insalubridade no ambiente de trabalho, apenas ameniza, fazendo jus, portanto, ao adicional de insalubridade. Sem razão, contudo. Restou provado nos autos, através da perícia realizada, que o reclamante recebeu os EPIs necessários e participou dos treinamentos quanto ao uso correto dos equipamentos, tendo desta forma sido neutralizada a insalubridade alegada pelo autor. O louvado ainda acrescentou que o nível de ruído da área de labor era de 86,7 db(a), sendo certo que o EPI fornecido pelo empregador tem certificado de aprovação do MTE e é suficiente a reduzir o

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agente insalutífero para baixo do limite de tolerância que é de 85 db(a) para uma jornada de 8 horas. Assim, entendo que não merece reforma a r. sentença, motivo pelo qual peço vênia ao eminente magistrado a quo adotar como razões de decidir, os fundamentos ali consignados, in verbis: “O laudo pericial foi claro ao apontar que apesar de as atividade desenvolvidas pelo reclamante serem caracterizadoras da insalubridade em grau médio (pelo ruído), havia a entrega de EPIs com o certificado de aprovação do MTE, especialmente com a proteção auditiva, e ainda que há comprovação de participação do autor em treinamentos quanto ao uso correto, guarda e conservação do EPI. (fls. 266) Logo se o EPI foi capaz de neutralizar a insalubridade existente no local de trabalho, não há razões para condenar a reclamada no adicional pretendido pelo reclamante. Assim, julgo improcedente o pedido “e” da inicial.” Nego provimento. 2.2.4Base de cálculo do adicional de insalubridade Prejudicada a análise. 2.2.5Danos morais O reclamante pede a reforma da sentença que indeferiu a condenação da reclamada no pagamento de dano moral, porque não teve devidamente registrada na CTPS sua real remuneração, violando o disposto no art. 29 da CLT. A sentença não merece reforma. Perfilho o entendimento de que o simples inadimplemento contratual, ilustrado pela ausência de correta anotação da remuneração na CTPS e não pagamento das verbas trabalhistas, embora denote prática que deva ser combatida pelas autoridades constituídas e pela sociedade, não enseja, por si só, a configuração do dano moral. Entendo que essas lesões contratuais ensejam, via de regra, reparação material, tal como já deferido na sentença recorrida. Nego provimento. 2.2.6Multa do art. 467 da CLT O reclamante pugna pelo pagamento da multa do artigo 467 da CLT. Sem razão. O dispositivo legal mencionado é claro. A inexistência de controvérsia é pressuposto para a fixação da multa. Tendo sido impugnados todos os pleitos formulados pelo reclamante na inicial, não se pode cogitar de parcelas incontroversas a autorizar a aplicação da penalidade. Nego provimento. 2.2.7Multa do art. 477 da CLT A Primeira Turma decidiu, por maioria, vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais, negar provimento ao apelo, nos termos do voto do Desembargador José Luiz Serafin, que assim dispõe: O pagamento das parcelas rescisórias foi realizado no prazo legal, sendo que eventuais diferenças alcançadas em Juízo não são suficientes para gerar a mora do empregador capaz de desafiar a aplicação do dispositivo legal em epígrafe, pois não se pode cogitar da disponibilidade jurídica do crédito antes do trânsito em julgado. Nego provimento. 2.2.8Honorários advocatícios A Primeira Turma decidiu, por maioria, vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais, negar provimento ao apelo, nos termos do voto do Desembargador José Luiz Serafin, que assim dispõe: A teor das Súmulas 219 e 329 do e. Tribunal Superior do Trabalho, somente são devidos honorários advocatícios quando presentes os Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

requisitos cumulativos da assistência sindical e precariedade econômica. O obreiro, embora declare a precariedade econômica (22), não se encontra assistido pela entidade de classe. Nego provimento. 2.2.9Descontos fiscais Sempre considerei que o empregador deveria arcar com o ônus do imposto de renda incidente sobre parcelas decorrentes de condenação trabalhista, por ser ele o responsável solidário no recolhimento, e porque o empregado não poderia ser penalizado com uma tributação que não haveria, caso seus créditos tivessem sido adimplidos a tempo e modo, mensalmente, pela empresa devedora. Revejo meu entendimento, entretanto, em decorrência da inovação promovida pela Lei n.º 12.350/2010, que acrescentou o art. 12-A e seus parágrafos à Lei n.º 7.713/1988, cujas disposições foram regulamentadas pela Instrução Normativa RFB n.º 1.127, de 7 de fevereiro de 2011. Com essa alteração legislativa, não há mais prejuízo para o empregado, porque o imposto de renda será calculado levando em consideração a quantidade de meses a que se referem os rendimentos, observando a tabela progressiva constante do anexo do referido ato normativo, cujo art. 3.º assim dispõe: Art. 3.º O imposto será retido, pela pessoa física ou jurídica obrigada ao pagamento ou pela instituição financeira depositária do crédito, e calculado sobre o montante dos rendimentos pagos, mediante a utilização de tabela progressiva resultante da multiplicação da quantidade de meses a que se referem os rendimentos pelos valores constantes da tabela progressiva mensal correspondente ao mês do recebimento ou crédito. Também foi alterada na Sessão do Tribunal Pleno do TST do dia 16.04.2012, o item II da Súmula 368 do TST, que passa a contemplar exatamente o cálculo do imposto de renda pelo regime de competência, verbis: II. É do empregador a responsabilidade pelo recolhimento das contribuições previdenciárias e fiscais, resultante de crédito do empregado oriundo de condenação judicial, devendo ser calculadas, em relação à incidência dos descontos fiscais, mês a mês, nos termos do art. 12-A da Lei n.º 7.713, de 22/12/1988, com a redação dada pela Lei nº 12.350/2010. (grifei) Em razão do exposto, nego provimento. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região, por unanimidade, conhecer parcialmente do recurso do reclamante, dele não conhecendo das matérias "contribuições previdenciárias", por ausência de interesse recursal e "horas extras", por não atacar os fundamentos da decisão; no mérito, negar provimento ao apelo, ficando prejudicada a análise atinente à base de cálculo do adicional de insalubridade, Vencidos, quanto ao adicional de insalubridade, à multa do art. 477, da CLT, e aos honorários advocatícios, o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais Participaram da Sessão de Julgamento em 10 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente), Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi, convocada para compor quorum. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator

Acórdão

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Processo Nº RO-18300-18.2013.5.17.0014
Processo Nº RO-18300/2013-014-17-00.6

Recorrente Advogado Recorrido Advogado

ROSSINI VOGAS MENEZES Rodolfo Abdala Brandao da Costa(OAB: 009206 ES) VALEC ENGENHARIA CONSTRUCOES E FERROVIAS S/A Vera Maria Pessanha da Silva(OAB: 018383 RJ)

ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0018300-18.2013.5.17.0014 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: ROSSINI VOGAS MENEZES Recorrido: VALEC ENGENHARIA CONSTRUCOES E FERROVIAS S/A Origem: 14ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA - ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA ISONOMIA. DIFERENÇAS SALARIAIS. Não há falar em malferimento do princípio da isonomia quando a evolução salarial do autor obedece o PCS da extinta RFFSA, nos exatos termos do § 2.º da Lei n.º 11.483/07, que regulamenta a matéria. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante, inconformado com a sentença, de fls. 253-255, v.º, da 14.ª Vara do Trabalho de Vitória/ES, que julgou improcedentes os pedidos. Razões do recurso, às fls. 258-266, pleiteando a reforma quanto à isonomia salarial, horas extras referentes ao intervalo interjornada e indenização de horas extras. Contrarrazões, às fls. 270-274. FUNDAMENTAÇÃO 2.1. CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário do reclamante, por presentes os pressupostos de admissibilidade. ISONOMIA SALARIAL O reclamante narra na inicial que é empregado da reclamada por sucessão trabalhista desde 14/01/1980, exercendo a função de advogado desde 1986, estando no último nível da tabela salarial – advogado sênior. Diz que foi surpresado por um edital de Concurso a ser realizado pela reclamada para a contratação de novos advogados em que o salário básico inicial é de quase o dobro do seu salário após 27 anos de prestação de serviços. Requer as diferenças salariais, invocando o princípio da isonomia. A sentença indeferiu o pedido de isonomia salarial, pleiteado pelo autor, por entender que o plano de cargos e salários da RFFSA, aplicável ao Autor, não se comunica com o plano de cargos e salários da Reclamada, de modo que não há que se falar em aplicação do salário inicial dos advogados desta aos advogados daquela, principalmente na hipótese dos autos em que é incontroverso o fato de que a partir da sucessão trabalhista o Autor sempre prestou serviços para a inventariança da RFFSA e atualmente para o DNIT. Não merece reforma a sentença. O contrato de trabalho do reclamante foi transferido da RFFSA para a reclamada por força do artigo 17 da Lei n.º 11.483/07, que dispõe: Art. 17. Ficam transferidos para a Valec: I - sendo alocados em quadros de pessoal especiais, os contratos

de trabalho dos empregados ativos da extinta RFFSA integrantes: a) do quadro de pessoal próprio, preservando-se a condição de ferroviário e os direitos assegurados pelas Leis nºs 8.186, de 21 de maio de 1991, e 10.478, de 28 de junho de 2002; ........... § 1º A transferência de que trata o inciso I do caput deste artigo darse-á por sucessão trabalhista e não caracterizará rescisão contratual. § 2º Os empregados transferidos na forma do disposto no inciso I do caput deste artigo terão seus valores remuneratórios inalterados no ato da sucessão e seu desenvolvimento na carreira observará o estabelecido nos respectivos planos de cargos e salários, não se comunicando, em qualquer hipótese, com o plano de cargos e salários da Valec. (gn) Dessa forma, a evolução salarial do autor obedeceu o PCS da extinta RFFSA, não havendo falar em ofensa ao princípio da isonomia. Nego provimento. INTERVALO INTERJORNADA/JORNADA FIXADA EM OUTROS AUTOS O autor pleiteia o pagamento de uma hora extra diária a título de intervalo interjornada, com base na jornada fixada em outra reclamação trabalhista, em trâmite na 6.ª Vara do Trabalho de Vitória/ES, que está em fase de execução. A decisão recorrida indeferiu o pedido por entender que a sentença invocada pelo autor, proferida em outros autos e em relação a pedido diverso não vincula este Juízo do presente processo, no qual devem ser produzidas as provas necessárias ao julgamento da lide (fl. 255) Merece reforma. A sentença invocada pelo autor (Proc. n.º 014350030.2011.517.0006), cuja cópia encontra-se às fls. 48 e o andamento processual da reclamação mostram que a jornada do reclamante foi fixada naqueles autos como de 8h às 22h, de segunda a sexta-feira. Não houve recurso e o processo encontra-se em fase de execução. Dessa forma, há trânsito em julgado em relação à jornada, não sendo possível ao reclamante rediscutir a matéria nestes autos. A prova que ele poderia fazer e fez, foi trazer aos autos a sentença transitada em julgado. Pelo exposto, dou provimento ao apelo para determinar o pagamento como extra, de uma hora por dia, de segunda a sexta feira, observando-se a prescrição quinquenal já declarada nestes autos. Isto é, como a sentença transitada em julgado fixou essa jornada para o período de novembro de 2006 a dezembro de 2010 e nestes autos a prescrição foi acolhida para as verbas anteriores a 20/02/2008, a verba será devida somente de 20/02/2008 a dezembro de 2010. Dou provimento nos termos acima. 2.4. HORAS EXTRAS/INDENIZAÇÃO Requer o autor indenização por ter prestado horas extras com habitualidade por mais de 15 anos. Não tem razão. A sentença, que mantenho por seus próprios fundamentos, reconheceu a existência de coisa julgada, nos termos abaixo: Pretende o Autor a condenação da Ré ao pagamento de indenização pela supressão de horas extras, ao fundamento de que prestou horas extras com habitualidade por mais de 15 anos até 31/12/2010. Aduz que as horas extras foram reconhecidas no processo nº 1435/2011 - 6ª Vara de Vitória/ES. Embora a inicial do referido processo não tenha vindo aos autos, omitiu o Autor que a matéria relativa à supressão das horas extras também fora apreciada pelo Juízo da 6ª Vara (fls. 46), tendo aquele

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Juízo indeferido a incorporação dessas horas, ao fundamento de que: “Indefiro, ainda, o pedido de incorporação. As horas extras são devidas quando trabalhadas. Há um descompasso gigantesco entre a teoria que prevalecia do respeito à estabilidade remuneratória e a atual vertente de preocupação com a saúde do trabalhador. Com efeito, a s obrigar o empregador a não suprimir as horas extras mesmo quando não precisa do trabalho, automaticamente se dá a este empregador uma justificativa para manter o empregado executando atividades , já que na lógica capitalista, se ele terá de pagar, então que obtenha a contraprestação... Note-se que as decisões devem conter um respeito aos princípios que sejam mais caros à sociedade e adotar um discurso único. Não me permito adotar uma decisão que difira desse princípio de respeito à saúde do trabalhador – e que devo aplicar a todo caso similar – somente porque o autor já não faz mais horas extras . Com efeito, a mesma solução jurídica deveria ser utilizada para quem ainda estivesse submetido a uma tal jornada. O discurso não pode mudar somente porque de um lado se tem um advogado que parou de prestar horas extras e de outro um hipotético operário da construção civil ainda envolvido em estafante atividade física.” Assim, considerando que a matéria objeto da presente lide já foi julgada em outros autos, forçoso é reconhecer-se a ocorrência de coisa julgada, extinguindo-se o feito sem julgamento de mérito no tocante a tal matéria, nos termos do artigo 267, V, do CPC. Nego provimento. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região, por unanimidade, conhecer do recurso ordinário do reclamante e dar-lhe provimento parcial para condenar a ré no pagamento de uma hora extra por dia, referente ao intervalo interjornada, no período de 20/02/2008 a dezembro de 2010 (referente ao intervalo interjornada). Presença do advogado Rossini Vogas Menezes, pelo recorrente. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente), Desembargador Gerson Fernando Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Procurador do Trabalho: Dr. João Hilário Valentim DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator

Acórdão
Processo Nº ED-19700-85.2012.5.17.0181
Processo Nº ED-19700/2012-181-17-00.9

Embargante Advogado Embargado Advogado

SEBASTIAO DELEVIDOVE MARIM Antonio de Oliveira Neto(OAB: 007745 ES) CONSTRUTORA PADILHA LTDA EPP Sander Gosser Polchera(OAB: 015457 ES)

PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0019700-85.2012.5.17.0181 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: SEBASTIAO DELEVIDOVE MARIM Embargado: O V. ACÓRDÃO DE FLS. 225/227 - TRT 17ª. REGIÃO CONSTRUTORA PADILHA LTDA - EPP

Origem: VARA DO TRABALHO DE NOVA VENÉCIA - ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Se os embargos não demonstram a existência de omissão, de contradição, ou de obscuridade e revelam mero inconformismo da parte com o conteúdo meritório do acórdão, não merecem ser providos. Vistos, relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos pelo reclamante em face do v. acórdão de fls. 225/227, alegando omissão no julgado. FUNDAMENTAÇÃO 2.1CONHECIMENTO Conheço dos embargos declaratórios, por preenchidos os pressupostos para a sua admissibilidade. 2.2OMISSÃO Alega o embargante que há omissão no v. acórdão ao argumento de “não há no acórdão a definição e a posição desse E. Tribunal se é possível ou não a quitação de direitos rescisórios sem a assistência sindical ou de outra autoridade competente, bem assim, a prestabilidade de recibos de papelaria em substituição ao TRCT” . Assim, requer seja sanado o vício e prequestionada a matéria, inclusive quanto ao art. 477 da CLT. Sem razão. Da leitura atenta dos embargos declaratórios, verifico que os argumentos apresentados pelo embargante revelam seu claro inconformismo com o resultado do julgamento, uma vez que utiliza dos presentes embargos com o intuito de rediscutir questão amplamente apreciada no acórdão, por lhe ter sido desfavorável a decisão. E da leitura do v. acórdão, extrai-se que a matéria foi amplamente analisada no tópico “2.3 QUITAÇÃO – INVALIDADE DOS RECIBOS DE PAGAMENTO” (fl. 225-v/226), não sendo prerrogativa das partes, ademais, determinarem o que os julgadores deverão fazer constar do acórdão. Ora, se os embargos confundem julgamento contrário ao seu interesse com omissão em julgar, não merecem ser providos. Quanto ao prequestionamento a que se refere a Súmula 297 do TST, só tem pertinência e cabimento quando o julgado não haja adotado fundamento explícito sobre o tema ou sobre a questão submetida, o que não significa obrigação de reproduzir textos legais. O que se exige é adoção de tese, e não reprodução da lei. Assim, além de os embargos denotarem mero inconformismo com o conteúdo meritório do julgado, o que deve ser manejado na via recursal própria, é nítida a intenção da parte de dilatar o prazo recursal. Deste modo, ante a total ausência dos vícios alegados e o caráter manifestamente protelatório dos embargos, nego-lhes provimento e imponho ao Embargante multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa, na forma autorizada pelo art. 538, parágrafo único, do CPC. 3.CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região, por unanimidade, conhecer dos embargos declaratórios, negar-lhes provimento e condenar o Embargante a pagar a multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa, na forma autorizada pelo art. 538, parágrafo único, do CPC. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente),

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Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora

Acórdão
Processo Nº RO-23600-70.2013.5.17.0010
Processo Nº RO-23600/2013-010-17-00.3

Recorrente Advogado Recorrido Plurima Réu Advogado

DEIVID GERHARDT BARBOSA LIMA Gualter Loureiro Malacarne(OAB: 013548 ES) TELEMASTERS TELEINFORMATICA COMERCIO E SERVICOS LTDA - ME EMBRATEL TVSAT TELECOMUNICAÇÕES S.A Rodolfo Gomes Amadeo(OAB: 012493 ES)

ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0023600-70.2013.5.17.0010 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: DEIVID GERHARDT BARBOSA LIMA Recorridos: TELEMASTERS TELEINFORMATICA COMERCIO E SERVICOS LTDA - ME EMBRATEL TVSAT TELECOMUNICAÇÕES S.A Origem: 10ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA - ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA UTILIZAÇÃO DE VEÍCULO PRÓPRIO. DESPESAS COM MANUTENÇÃO E COMBUSTÍVEL – ALUGUEL DE VEÍCULO. Ao empregador cumpre os riscos do negócio (CLT, art. 2.º) e, por conseqüência, a ele cabe o fornecimento de todos os meios necessários à execução de sua atividade empresarial. Ao empregado cumpre prestar o labor para que foi contratado. Transferir-lhe o ônus financeiro pelos gastos decorrentes dos bens utilizados na realização desse serviço é exonerar o empregador de suas responsabilidades essenciais, reduzindo ilegalmente o salário obreiro. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo autor em face da sentença de fls. 80/81 que julgou improcedentes os pedido iniciais. Razões recursais de fls. 88/92 nas quais o reclamante renova os pedidos relativos a aluguel do veículo e ressarcimento das despesas com combustível e depreciação do automóvel, bem como honorários advocatícios. A decisão de fls. 93 negando seguimento ao recurso ordinário foi reformada com o provimento do agravo de instrumento, conforme certidão de fls. 117. Contrarrazões às fls. 106/112. FUNDAMENTAÇÃO 2.1 CONHECIMENTO Conforme consta da certidão de fls. 117 a questão relativa ao preparo do recurso ordinário restou superada com o provimento do agravo de instrumento cuja decisão foi proferida nos seguintes termos: “2.1 CONHECIMENTO Conheço do agravo de instrumento interposto pelo reclamante porque presentes os pressupostos objetivos e subjetivos de Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

admissibilidade. 2.2 MÉRITO 2.2.1 NÃO CONHECIMENTO DO RECURSO ORDINÁRIO POR FALTA DE PAGAMENTO DE CUSTAS PROCESSUAIS O juízo de primeiro grau negou provimento ao recurso ordinário interposto pelo reclamante, por falta de preparo. O reclamante, ora agravante, alega que juntou aos autos declaração de hipossuficiência (fls.08) pediu a assistência judiciária gratuita, está desempregado e não tem condições de arcar com as custas do processo, nos moldes do § 3º, do artigo 790 d CLT. Requer o seguimento do recurso ordinário. Vê-se que o julgador determinou o recolhimento de cutas pelo reclamante no importe de R$600,00 (fls. 81,v) Com razão o reclamante. A assistência judiciária gratuita àqueles que não possuem recursos suficientes para demandar em juízo sem prejuízo do seu próprio sustento ou de sua família constitui direito fundamental, de aplicação imediata, ex vi da Constituição Federal, art. 5.º, inciso LXXIV e § 1.º. Nesse sentido, a previsão do art. 790, §3º da CLT: Art. 790. Nas Varas do Trabalho, nos Juízos de Direito, nos Tribunais e no Tribunal Superior do Trabalho, a forma de pagamento das custas e emolumentos obedecerá às instruções que serão expedidas pelo Tribunal Superior do Trabalho. [...] § 3o É facultado aos juízes, órgãos julgadores e presidentes dos tribunais do trabalho de qualquer instância conceder, a requerimento ou de ofício, o benefício da justiça gratuita, inclusive quanto a traslados e instrumentos, àqueles que perceberem salário igual ou inferior ao dobro do mínimo legal, ou declararem, sob as penas da lei, que não estão em condições de pagar as custas do processo sem prejuízo do sustento próprio ou de sua família. E há nos autos declaração do reclamante (fls.08) de que não tem condições de arcar com as despesas do processo sem prejuízo de seu sustento e de sua família. É o que basta. O fato de ter percebido, durante o contrato de trabalho, remuneração superior ao dobro do mínimo legal não afasta essa conclusão. Ademais, não há notícia nos autos de que esteja empregado. Mesmo porque afirma que a empresa fechou e não assinou sua CTPS nem lhe pagou as verbas rescisórias. Além disso, ausente a primeira reclamada, como bem observou o julgador de primeiro grau, às fls. 80. É que a Lei n.º 7.115/83 revogou os §§2º e 3º do artigo 14, da Lei n.º 5.584/70, no que tange à comprovação dessa miserabilidade, e o §1º do referido artigo 14 não exclui a possibilidade de concessão do benefício a trabalhadores que recebam mais de dois salários mínimos. Esclareça-se, ainda, que tendo sido demonstrada a insuficiência de recursos o patrocínio da causa por advogado particular, por si só, não tem o condão de afastar essa garantia, sob pena de violação do texto constitucional. Ressalto também que a Lei 10.537/2002 modificou os artigos 789 e 790 da CLT, sendo que o § 3.º do art. 790 passou a assim dispor: É facultado aos juízes, órgãos julgadores e presidentes dos tribunais do trabalho de qualquer instância conceder, a requerimento ou de ofício, o benefício da justiça gratuita, inclusive quanto a traslados e instrumentos, àqueles que perceberem salário igual ou inferior ao dobro do mínimo legal, ou declararem, sob as penas da lei, que não estão em condições de pagar as custas do processo sem prejuízo do sustento próprio ou de sua família. Como se vê, o dispositivo transcrito não estabelece momento para que seja feita essa declaração.

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Assim, se o autor, em qualquer fase do processo, declara não estar em condições de arcar com as despesas decorrentes da demanda, ou ainda que não haja tal declaração, postula a dispensa de recolhimento das custas na inicial e reitera em um outro momento processual demonstrando fazer jus ao benefício da justiça gratuita, tenho como atendidos os requisitos previstos no § 3.º do art. 790 da CLT, para a concessão do pedido de isenção do pagamento. No caso em apreço, analisando a r. sentença de fls. 81, vê-se que o pleito de justiça gratuita foi indeferido sob o fundamento de que “ ...não se encaixa o autor, por sua média salarial, no perfil estabelecido pelo legislador, miserável, para auferir tal benefício.” Certo é que o reclamante, alegou, na petição inicial, que recebia remuneração, em média de R$4.756,00, sendo que R$756,00 anotados na sua CTPS e os R$4.000,00 eram pagos “por fora”. Contudo, foi indeferido o pedido de justiça gratuita pela r. sentença. Vê-se, por outro lado, que o reclamante apresentou com a petição inicial a sua declaração de hiposssuficiência às fls. 08. Nesse cenário, deve ser deferida a assistência judiciária. Repito: há declaração de hipossuficiência financeira nos autos e não há notícia de que o autor está empregado. Neste caso é imperioso ressaltar que mesmo não estando assistido por sindicato, o reclamante tem direito a recorrer sem recolhimento das custas. Dou provimento, portanto, para conceder o benefício da assistência judiciária gratuita ao agravante, dispensando-o do recolhimento de custas processuais e determinar o destrancamento do recurso ordinário interposto. Sendo assim, conheço do recurso ordinário eis que preenchidos todos os pressupostos de admissibilidade. 2.2 MÉRITO 2.2.1 ALUGUEL DE VEÍCULO, DESPESAS COM COMBUSTÍVEL E MANUTENÇÃO DO VEÍCULO Narra o autor em sua inicial que foi contratado para a função de Supervisor Técnico e que para o exercício de suas atividades era exigido pelas reclamadas que ele utilizasse de veículo próprio para “rodar” os pontos de vendas, fazer apoio aos técnicos de instalação, fazer o transporte de equipamentos, além de ir até a casa de vários clientes fazer instalações e manutenções de aparelhos. Diz que, na verdade, entre as partes existiu um contrato de aluguel de veículo, já que este era usado para serviços exclusivamente da Segunda ré. Pede a condenação das reclamadas no pagamento de indenização pelo aluguel do veículo, no valor de R$87,00 por dia trabalhado e o ressarcimento das despesas com combustível e manutenção no valor de 700,00 por mês. Pois bem. O autor não cuidou de produzir prova no sentido de que era exigido pela reclamada, como condição da contratação, que o empregado possuísse veículo próprio para desempenho de suas atribuições, fato que foi negado pela defesa. Também restou afastada, pelo teor do depoimento pessoal do autor, a alegação inicial de existência de um contrato, ainda que verbal, de aluguel do veículo. O próprio reclamante afirmou que não foi acordado o pagamento de qualquer valor pela utilização do automóvel. No entanto, o fato que não foi negado pela defesa é o de que o reclamante efetivamente utilizava de veículo próprio para execução das tarefas afetas ao contrato de trabalho e para atender as necessidades de serviço da empresa. Ora, na condição de Supervisor Técnico e com a função de acompanhar as instalações de ponto de TV a cabo, carregando as ferramentas e equipamentos necessários para o desempenho destas tarefas, a utilização de veículo próprio não se dava por opção do empregado ou para o seu próprio deleite, mas como Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

verdadeira ferramenta de trabalho. Com efeito, ao empregador cumpre os riscos do negócio (CLT, art. 2.º) e, por conseqüência, a ele cabe o fornecimento de todos os bens necessários à execução de sua atividade empresarial. Ao empregado cumpre prestar o labor para que foi contratado. Transferir-lhe o ônus financeiro pelos gastos decorrentes dos bens utilizados na realização desse serviço é exonerar o empregador de suas responsabilidades essenciais, reduzindo ilegalmente o salário obreiro. E se a reclamada, para atender as necessidades do empreendimento, precisava utilizar-se de veículo, deveria ter uma frota própria ou ter feito contrato de locação de veículo com pessoa jurídica que desenvolvesse tal objetivo social. E aqui peço vênia para transcrever a seguinte ementa do v. acórdão da lavra da Exmª. Juíza Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi: PRESTADORAS DE SERVIÇO DE INSTALAÇÃO DE LINHAS TELEFÔNICAS – ALUGUEL DO VEÍCULO DO EMPREGADO – VERBA DE NATUREZA SALARIAL – A prática forense tem demonstrado que a maioria das empresas que se utilizam de instaladores de linhas telefônicas exigem que o empregado tenha carro e, paralelamente ao contrato de trabalho, encetam um contrato de aluguel de veículo. Com isso, essas empresas evitam os problemas inerentes a administrar uma frota própria, à contratação do seguro respectivo, enfim, todas as situações que a aquisição de veículos normalmente acarreta. E, nesta confortável situação, dividem com o empregado o risco e ônus do negócio, cujo lucro, contudo, não é compartilhado. Neste passo, não é justo e nem jurídico que essas empresas obriguem os empregados à utilização de seu próprio veículo, "para" a prestação de serviços, sem qualquer benefício ao trabalhador. Portanto, deve ser reconhecida a natureza salarial da verba. (TRT 17ª R. – RO 9760085.2010.5.17.0191 – Relª Desª Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi – DJe 23.08.2012 – p. 170) Sendo assim, em razão da revelia a aplicada à Primeira Ré e, por falta de contestação específica por parte da Segunda Reclamada, acolho os valores apontados pelo autor em sua inicial: R$87,00 por dia de trabalho a título de aluguel do veículo e R$700,00 por mês para ressarcir as despesas com combustível e manutenção do automóvel. Dou provimento para reformar a sentença e deferir os pedidos “a” e “b” da petição inicial. 2.2.2 RESPONSABILIDADE DAS RECLAMADAS O autor alegou, na sua inicial, que durante todo o contrato de trabalho prestou serviços em prol da Segunda Ré. Junto com a contestação vieram aos autos o contrato celebrado entre as reclamadas no qual consta, como objeto da avença, o seguinte: “O objeto do presente contrato é a prestação pelo parceiro de (i) serviços de representação comercial promovendo e intermediando a venda de assinaturas da Via Embratel, (ii) instalação, distribuição e retirada de equipamentos Via Embratel e (iii) serviços de assistência técnica aos assinantes Via Embratel” (fls. 50). Por falta de contestação específica, tem-se por incontroverso que as tarefas do reclamante, na qualidade de Supervisor Técnico, estavam relacionadas às instalação de pontos de TV a cabo e assistência técnica de produtos da Segunda Reclamada, ou seja, tarefa diretamente afetas ao objeto do contrato celebrado entre as empresas. A situação é a típica versada na Súmula 331 do TST, suficiente a fazer emergir a responsabilidade subsidiária do beneficiário final do trabalho desenvolvido pelo reclamante. Assim, a teor do que dispõe o item IV da Súmula 331 do C. TST, que estabelece a responsabilidade da tomadora de serviços com a

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empresa intermediadora da mão-de-obra, entendo que o tomador de serviços responde subsidiariamente pelos débitos trabalhistas do empregador. Tendo a tomadora dos serviços agido com culpa in eligendo e in vigilando, responde pela falta de idoneidade da prestadora de serviços, já que, mais do que realizar a escolha da empresa devidamente, tinha a segunda reclamada o dever de manter constante vigilância quanto ao cumprimento das obrigações trabalhistas em relação ao reclamante que prestou seus serviços diretamente à empresa tomadora. In casu, evidenciando-se haveres trabalhistas do reclamante não pagos pela 1.ª ré, configurada está a culpa da 2.ª demandada, de cunho objetivo. Nem se diga que somente a 1.ª reclamada é responsável pelas obrigações contratuais. Cumpre asseverar que a responsabilidade subsidiária nada mais é que uma garantia a mais aos empregados que já prestaram seus serviços, no caso de eventual inadimplemento por parte da prestadora, ou seja, serão executados todos os bens da 1.ª ré para, depois, persistindo a inadimplência, executar a tomadora dos serviços, não havendo que se falar, então, em necessidade de se comprovar, imediatamente, eventual situação de insolvência, para poder-se condenar o tomador no cumprimento subsidiário das obrigações impostas em sentença, posto que a subsidiariedade não tem por escopo onerar despropositada e irresponsavelmente o condenado subsidiário. Não é plausível que após utilizar-se do trabalho do trabalhador a tomadora dos serviços lave as suas mãos, deixando o trabalhador entregue a sua própria sorte junto à empresa prestadora, como in casu, menosprezando todos os postulados jurídicos de proteção ao empregado. Dessa forma, uma vez que a empregadora torne-se inadimplente em relação às verbas devidas ao empregado, em razão do contrato de trabalho, o tomador dos serviços responde subsidiariamente pelo pagamento de toda a condenação que for imposta. Indiscutível, portanto, a responsabilidade subsidiária da recorrente, inexistindo violação do art. 5º, II e LIV, da Constituição da República. Dou provimento para condenar, de forma subsidiária, a Segunda Reclamada ao pagamento de toda a condenação que foi imposta à Primeira Ré. 2.2.3 HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS (não há assistência sindical) A Primeira Turma decidiu, por maioria, vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais, negar provimento ao apelo, nos termos do voto da Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio, que assim dispõe: Neste procedimento especializado, não se aplica o disposto no artigo 20 do CPC, eis que o Processo do Trabalho tem norma de regência própria. Logo, se a parte não preenche os requisitos exigidos na Lei 5.584/70, impossível o deferimento do pedido. Destaco ainda que o artigo 133 da Constituição Federal de 1988, bem como a Lei 8.906/94 não revogou o jus postulandi das partes. Por isso, continuam em vigor os arts. 791 e 839 da CLT. Desse modo, prevalece o entendimento consubstanciado no item I, da Súmula 219 do C. TST. Em razão disso, nego provimento ao recurso do Reclamante.” Custas de R$400,00 pelas reclamadas, calculadas sobre R$20.000,00 valor atribuído à condenação. 3. CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região, superada a questão relativa ao preparo pelo julgamento do agravo de instrumento conforme consta Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

na certidão de fls. 117 e preenchidos os demais pressupostos de admissibilidade, por unanimidade, conhecer do recurso ordinário e, no mérito, por maioria, dar-lhe parcial provimento para reformar a sentença e deferir os pedidos “a” e “b” da petição inicial; condenar, de forma subsidiária, a Segunda Reclamada ao pagamento de toda a condenação que foi imposta à Primeira Ré. Custas de R$400,00 pelas reclamadas, calculadas sobre R$20.000,00 valor atribuído à condenação. Vencidos, no tocante ao aluguel de veículo, despesas com combustível e manutenção do veículo, o Desembargador José Luiz Serafini; quanto aos honorários advocatícios, o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente), Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Procurador do Trabalho: Dr. João Hilário Valentim. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator

Acórdão
Processo Nº RO-24000-42.2013.5.17.0121
Processo Nº RO-24000/2013-121-17-00.3

Recorrente Advogado Recorrido Plurima Réu Plurima Réu

JOAQUIM ARTUR DUARTE BRANCO Rosilene Teixeira(OAB: 009352 ES) ARUS FUNDACAO ARACRUZ DE SEGURIDADE SOCIAL FIBRIA CELULOSE S/A FUNDACAO SEN JOSE ERMIRIO DE MORAES

ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0024000-42.2013.5.17.0121 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: JOAQUIM ARTUR DUARTE BRANCO Recorridos: ARUS FUNDACAO ARACRUZ DE SEGURIDADE SOCIAL FIBRIA CELULOSE S/A FUNDACAO SEN JOSE ERMIRIO DE MORAES Origem: VARA DO TRABALHO DE ARACRUZ - ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que cabe à Justiça Comum julgar processos decorrentes de contrato de previdência complementar privada. A decisão ocorreu nos Recursos Extraordinários (REs) 586453 e 583050. Como relatora do RE 586453, a ministra Ellen Gracie, entendeu que a competência para apreciar a matéria é da Justiça Comum em razão da inexistência de relação trabalhista entre o beneficiário e a entidade fechada de previdência complementar. A decisão do STF, ao modular os efeitos da repercussão geral declarada, limitou a permanência das ações ajuizadas que versem sobre complementação nessa Justiça do Trabalho àquelas que possuam decisão de mérito até 20/02/2013. Assim, proposta a ação após esta data e, obviamente, havendo prolação de sentença em data ainda posterior, a competência para julgar a demanda é da Justiça Comum. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO

1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira, 23 de Setembro de 2013

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Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante, contra a sentença de fls. 72-72v, complementada pela decisão de embargos de declaração de fls. 77-77v, que declarou a incompetência absoluta da Justiça do Trabalho para julgar a presente ação, ajuizada em face de entidade de previdência privada, e determinou a remessa dos autos à Justiça Comum. Razões recursais do reclamante às fls. 79-83, pugnando seja afastada a declaração de incompetência, determinando-se o prosseguimento da instrução processual e novo julgamento do feito pela Origem ou diretamente por esta E. Corte. Conforme certidão de fls. 97, decorreu o prazo legal sem que as reclamadas apresentassem contrarrazões ao apelo autoral. É o relatório. FUNDAMENTAÇÃO 2.1.CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário interposto pelo reclamante, pois presentes os pressupostos legais de admissibilidade. Ressalte-se que foi concedido ao autor o benefício da assistência judiciária gratuita, dispensando-o do recolhimento das custas processuais, fixadas em R$100,00. 2.2. INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. Insurge-se o reclamante contra a sentença que declarou a incompetência absoluta da Justiça do Trabalho para julgar a presente ação, ajuizada em face de entidade de previdência privada, e determinou a remessa dos autos à Justiça Comum. Sem razão, entretanto. A presente ação trata tão somente de questões relacionadas às regras aplicadas pelo plano de previdência privada do autor, tais como, os valores percentuais das contribuições dos empregados/empregadores e a recomposição da reserva matemática do fundo. Trata-se, portanto, de questões decorrentes do contrato de previdência complementar privada. Em recente julgamento, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que cabe à Justiça Comum julgar processos decorrentes de contrato de previdência complementar privada. A decisão ocorreu nos Recursos Extraordinários (REs) 586453 e 583050. Como relatora do RE 586453, a ex-ministra Ellen Gracie, entendeu que a competência para apreciar a matéria não seria desta Justiça especializada, em razão da inexistência de relação trabalhista entre o beneficiário e a entidade fechada de previdência complementar. Entretanto, nesse mesmo julgamento, o STF modulou os efeitos da decisão para que os processos com sentença de mérito proferida até 20 de fevereiro de 2013 permaneçam na Justiça do Trabalho, o que não é o caso dos presentes autos cuja ação foi proposta em 06 de março de 2013 e a decisão, ora recorrida, foi prolatada em 14 de março de 2013. Sendo assim, entendo tal como o Juízo de origem e mantenho a declaração de incompetência da Justiça do Trabalho para julgar a presente ação. Nego provimento. CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região, por unanimidade, conhecer do recurso ordinário interposto pelo reclamante e, no mérito, negar-lhe provimento. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente), Desembargador Gerson Fernando Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Procurador do Trabalho: Dr. João Hilário Valentim Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator

Acórdão
Processo Nº RO-24500-27.2011.5.17.0009
Processo Nº RO-24500/2011-009-17-00.2

Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Réu Advogado

CARLOS SOARES GONCALVES Analton Loxe Júnior(OAB: 013761 ES) FADEL TRANSPORTES E LOGISTICA LTDA Elias Melotti Junior(OAB: 008692 ES) COMPANHIA DE BEBIDAS DAS AMERICAS - AMBEV RAFAEL SGANZERLA DURAND(OAB: 015112 ES)

ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0024500-27.2011.5.17.0009 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: CARLOS SOARES GONCALVES Recorridos: FADEL TRANSPORTES E LOGISTICA LTDA COMPANHIA DE BEBIDAS DAS AMERICAS - AMBEV Origem: 9ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA - ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA HORAS EXTRAS. DIFERENÇAS. ÔNUS DA PROVA. Se existem diferenças de horas extras a serem quitadas, é do autor o ônus de prová-las, por se tratar de fato constitutivo de seu direito (inciso I do art. 333 do CPC c/c art. 818 da CLT). HONORÁRIOS PERICIAIS. ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA. A assistência judiciária gratuita ou a gratuidade de justiça não alcançam os honorários periciais, uma vez que tais benefícios somente abrangem despesas e taxas judiciais devidas ao Estado. Não obstante, comprovada a hipossuficiência econômico -financeira, pode-se autorizar o recebimento dos honorários periciais diretamente deste Regional, nos termos do Provimento TRT.17.ª SECOR 03/2007. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO O reclamante interpõe recurso ordinário em face da r. sentença de fls. 528/533, complementada pela r. decisão de embargos declaratórios de fl. 549, da MM. 9ª Vara do Trabalho de Vitória-ES, a qual julgou procedentes em parte os pedidos e condenou a 1ª reclamada, e a 2ª subsidiariamente, ao pagamento das parcelas deferidas ao reclamante. Razões do recurso às fls. 538/542, pleiteando a reforma da r. sentença quanto à integração do salário in natura na remuneração, quanto às horas extras, quanto ao dano moral, quanto aos honorários advocatícios contratuais e sucumbenciais, quanto aos descontos fiscais e previdenciários e ainda quanto à Justiça gratuita/honorários periciais. Contrarrazões da 1ª reclamada às fls. 553/557-vº, pela manutenção da r. sentença. Devidamente intimada à fl. 552, a 2ª reclamada não apresentou contrarrazões ao recurso. FUNDAMENTAÇÃO 2.1. CONHECIMENTO Conheço apenas parcialmente do recurso, não o conhecendo

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quanto aos descontos fiscais e previdenciários, por ausência de interesse, e quanto aos honorários advocatícios contratuais, por preclusão. Quanto aos descontos fiscais e previdenciários, a reclamante pretende que estes se processem nos termos da Súmula 368 do C. TST. No entanto, tal pleito já foi deferido pelo Juízo primevo, senão vejamos. Em relação aos descontos previdenciários, foi determinado que o reclamante deve apenas arcar com o valor principal de sua cotaparte, ficando os encargos decorrentes da mora patronal a cargo da reclamada. Ou seja, o Juízo de origem determinou o que preceitua o item III da Súmula nº 368 do C. TST. Em relação aos descontos fiscais, foi determinado que a reclamada deve arcar integralmente com os acréscimos legais moratórios. Já a Súmula 368, II, do C. TST faz expressa menção ao art. 46 da Lei nº 8.541/92 e ainda ao Prov. 03/2005 da CGJT, onde consta que deverá haver a retenção do imposto devido pela pessoa física ou jurídica obrigada ao pagamento (leia-se pagamento de verba trabalhista) e não que esta seja obrigada ao pagamento do imposto devido pelo beneficiário em decorrência do pagamento de tal verba trabalhista. Ou seja, se fosse observada a Súmula 368 do C. TST, como pretende o autor em seu recurso, haveria reformatio in pejus, pois o reclamante ficaria em pior situação do que a anterior, o que é vedado pelo ordenamento jurídico. Quanto aos honorários advocatícios contratuais, não houve apreciação pelo Juízo de origem no particular e o reclamante não opôs embargos declaratórios visando sanar a omissão, pelo que se operou a preclusão sobre a matéria. Quanto ao mais, conheço do recurso ordinário interposto pelo reclamante, porque próprio e tempestivo, atendendo aos pressupostos de admissibilidade. 2.2. MÉRITO 2.2.1. Integração do Salário In Natura na Remuneração O Juízo a quo determinou – no período em que o reclamante era Ajudante de Cargas e respeitada a prescrição reconhecida na sentença – a integração do pagamento das recargas em latinhas de cerveja na remuneração no período de 28/06/2006 a 10/06/2006, com repercussão no repouso semanal remunerado, nas gratificações natalinas, nas férias mais 1/3, nas horas extras, no FGTS e na indenização compensatória de 40%. Determinou ainda que deverá ser considerado o valor de R$ 5,00 por cada caixa de cerveja, sendo duas caixas de cerveja por cada recarga e seis recargas por semana. O reclamante se insurge, alegando, em suma, que o pleito de integração das parcelas de natureza salarial (salário in natura por recebimento de valores em cerveja), denominado recarga, foi declarado improcedente pelo Juízo a quo, mas que, de acordo com o art. 458 da CLT, o salário in natura deve integrar a remuneração para todos os efeitos legais. Alega ainda que tal verba foi paga durante todo o vínculo de trabalho e não apenas quando realizava a primeira função. Sem razão. Ab initio, cumpre ressaltar que, diferentemente do que alegado pelo autor, o Juízo de origem não indeferiu o pleito de integração do salário in natura à remuneração, mas, no entanto, deferiu-o apenas no período de 28/06/2006 a 10/06/2006. Já no que tange ao pagamento do salário in natura por todo o período do vínculo de trabalho, também não assiste razão ao reclamante, pois o próprio reclamante, na inicial (fl. 3), somente se refere a pagamento em cerveja no período em que fazia a recarga, qual seja, entre 09/06/2005 e 10/06/2006, esta última data quando sofreu acidente de trabalho, sendo certo que, quando retornou ao Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

trabalho, já não mais exerceu a função de recarga. E o pagamento de salário in natura apenas na função de recarga foi corroborado pela prova emprestada (proc. 0010954.2011.5.17.0003), em que o reclamante daqueles autos (fl. 523) também menciona que as caixas de cerveja em utilizadas como parte do pagamento quando havia recarga, o mesmo ocorrendo com a testemunha de fl. 524. Portanto, nego provimento. 2.2.2. Horas Extras O Juízo de origem, considerando que a reclamada apresentou recibos onde consta o pagamento de horas extras – inclusive no período em que a 1ª reclamada alega que não havia controle de jornada – e o reclamante não apontou as diferenças que entende devidas, julgou improcedente o pleito de pagamento de diferenças de horas extras. O reclamante recorre, alegando, em síntese, que a prova testemunhal indica que os valores não foram adimplidos, refutando por completo o controle de ponto. Assim, entende que o magistrado deveria ter deferido os valores devidos e determinado a compensação daqueles já pagos, mas não o indeferimento do pleito autoral. Por fim, ressalta que não há valores a serem compensados, ante a impugnação específica dos contracheques e do TRCT. Sem razão. Como afirmado pelo Juízo a quo, a reclamada apresentou recibos onde consta o pagamento de horas extras – inclusive no período em que a 1ª reclamada alega que não havia controle de jornada – e o reclamante não apontou as diferenças que entende devidas. Ora, se existem horas extras não pagas, deveria o reclamante ter apresentado o respectivo demonstrativo, o que não fez, aquiescendo com os argumentos da defesa quanto à inexistência de labor em sobrejornada não pago. Ressalte-se que, diferentemente do que alegado pelo autor, não houve impugnação específica aos contracheques e ao TRCT, como se pode verificar às fls. 406/408. Aliás, não houve qualquer menção aos contracheques e ao TRCT na impugnação à defesa. Assim, se há diferenças a serem apuradas, não bastam simples alegações, mas necessária seria a apresentação de demonstrativo de diferença, senão detalhado, ao menos capaz de apontar a existência de horário extraordinário e horário noturno não remunerados, cabendo este ônus ao reclamante, nos termos do art. 333, I, do CPC e do art. 818, da CLT, do qual não se desincumbiu. Portanto, nego provimento. 2.2.3. Dano Moral Pretende o reclamante a reforma do julgado quanto ao dano moral, alegando que quitou os valores do débito com a empresa relativo ao plano de saúde e que a empresa sequer comprovou o inadimplemento, ônus que lhe pertencia. Além disso, alega que sequer lhe foi dada ciência de que deveria arcar com os valores devidos em virtude do seu afastamento da empresa por motivo de saúde. Sem razão. Como afirmado pelo Juízo de origem, a reclamada agiu em conformidade com o que disposto nas normas coletivas, sem qualquer abusividade ou ilicitude em sua conduta a autorizar a indenização por danos morais. E, por plenamente esclarecedora e por medida de economia processual, peço vênia para transcrever o entendimento do Juízo primevo, in verbis: Alega o reclamante que, ao retornar pela terceira vez ao trabalho, recebeu a notícia do cancelamento de seu plano de saúde, o que lhe impediu de dar a continuidade ao tratamento de saúde que necessitava. Postula indenização por danos morais em razão do cancelamento do plano de saúde.

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A Ré empregadora alega que o plano de saúde foi cancelado em virtude da cláusula 17ª da CCT 2008/2009, que prevê a perda do benefício pelo empregado afastado e que deixa de pagar a parcela do plano de saúde por mais de três meses. A referida cláusula prevê, ainda, que no caso de afastamento do empregado em gozo de benefício previdenciário, o empregador continuará a pagar a parcela que lhe cabe, sendo que a parcela de responsabilidade do empregado deverá por este ser paga na sede da empresa, impreterivelmente, até o 5ª dia útil de cada mês, sob pena de perda do benefício. Portanto, a Ré empregadora agiu em conformidade ao disposto nas normas coletivas, sem qualquer ilicitude ou abusividade em sua conduta a autorizar a indenização por danos morais. O cancelamento adveio do inadimplemento do próprio reclamante. Improcedente. (g.n.) Ressalto que não tem qualquer pertinência a alegação autoral de que sequer lhe foi dada ciência de que deveria arcar com os valores devidos em virtude do seu afastamento da empresa por motivo de saúde. É que, conforme consta do Parágrafo Oitavo da Cláusula Décima Sétima da CCT 2008/2009 (fls. 312/313), o pagamento da cota-parte do empregado é de sua responsabilidade e não mais será descontada em seu contracheque, o que se pode constatar dos contracheques colacionados aos autos. Assim, se o reclamante tinha de pagar sua cota-parte na empresa quando estava trabalhando, não há justificativa plausível para que assim não o fizesse quando estava afastado. Nem há qualquer justificativa para que, no afastamento, seja suspenso o pagamento do plano de saúde. Nesse sentido é o que preceitua o Parágrafo Nono da supracitada Cláusula Décima Sétima. Por fim, cumpre ainda ressaltar que a comprovação do pagamento do plano de saúde é ônus do reclamante, pois não se pode exigir que a reclamada faça prova de fato negativo. Aquele que paga deve exigir a quitação regular (art. 319 do código civil), tendo o ônus de comprovar o pagamento mediante termo de quitação, nos termos art. 320 do CC. Assim, não há falar em dano moral, pois a empresa agiu de acordo com o que previsto na norma coletiva. Portanto, nego provimento. 2.2.4. Honorários Advocatícios Sucumbenciais A Primeira Turma decidiu, por maioria, vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais, negar provimento ao apelo, nos termos do voto da Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio, que assim dispõe: Neste procedimento especializado, não se aplica o disposto no artigo 20 do CPC, eis que o Processo do Trabalho tem norma de regência própria. Logo, se a parte não preenche os requisitos exigidos na Lei 5.584/70, impossível o deferimento do pedido. Destaco ainda que o artigo 133 da Constituição Federal de 1988, bem como a Lei 8.906/94 não revogou o jus postulandi das partes. Por isso, continuam em vigor os arts. 791 e 839 da CLT. Desse modo, prevalece o entendimento consubstanciado no item I, da Súmula 219 do C. TST. Em razão disso, nego provimento ao recurso do Reclamante.” 2.2.5. Justiça Gratuita – Honorários Periciais Em primeiro lugar, ressalte-se que o benefício da Justiça gratuita, considerada em sentido estrito, compreende apenas a isenção das custas, nos termos do art. 790-A da CLT, e não a assistência judiciária gratuita, instituto mais amplo e que inclui também a isenção das demais despesas processuais, sendo a segunda o gênero e a primeira a espécie. Assim, apesar de o reclamante ter pleiteado na inicial a assistência Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

judiciária gratuita, que foi o que Juízo a quo indeferiu, pleiteou a reforma apenas para que seja deferida a Justiça Gratuita. Ora, a assistência judiciária gratuita aos que não têm recursos suficientes para demandar sem prejuízo do próprio sustento ou do de sua família constitui direito fundamental, de aplicação imediata, ex vi da Constituição Federal (art. 5.º, inc. LXXIV e § 1.º). Se a insuficiência de recursos foi demonstrada, o patrocínio da causa por advogado particular, por si só, não tem o condão de afastar essa garantia, sob pena de violação do texto constitucional. É importante destacar que a Orientação Jurisprudencial n.° 304 do C. TST reza que “para a concessão da assistência judiciária, basta a simples afirmação de hipossuficiência do declarante ou de seu advogado, na petição inicial, para se considerar configurada a sua situação econômica (art. 4º, § 1º, da Lei n.º 7.510/86, que deu nova redação à Lei n.º 1.060/50)”. E não poderia ser diferente, tendo em vista que o art. 1º da Lei n.º 7.115/83 dispõe que se presume verdadeira, até que se prove o contrário, a declaração de pobreza. Ressalto que o reclamante não está assistido pelo Sindicato de sua Categoria, mas declarou não ter condições de arcar com as despesas do processo, sem prejuízo do próprio sustento e do de sua família (fl. 9). Assim, se são cabíveis os benefícios da assistência judiciária gratuita, cabíveis também os benefícios da Justiça gratuita, já que, como acima mencionado, o primeiro instituto é mais abrangente que o segundo. Desse modo, defiro os benefícios da Justiça gratuita ao reclamante. E embora concedidos os benefícios da Justiça gratuita ao reclamante, considero que nem a assistência judiciária gratuita nem a gratuidade da Justiça alcançam os honorários periciais, uma vez que tal benefício somente abrange despesas e taxas judiciais devidas ao Estado (art. 3º da Lei n.º 1.060/50). Acrescente-se que a Justiça do Trabalho não conta com peritos próprios, socorrendo-se de profissionais particulares, terceiros estranhos ao processo, que não podem trabalhar sem receber a devida contraprestação, a ser paga pela parte sucumbente no objeto da perícia, de modo que o deferimento da Justiça gratuita não socorre o autor, nesse aspecto. De toda sorte, nos termos do Provimento TRT 17.ª SECOR 03/2007, que deu nova redação aos artigos 159, 160 e 161 do Prov. 01/2005, o pagamento dos honorários de perito será efetuado com os recursos vinculados ao custeio da assistência judiciária aos necessitados, quando houver sucumbência do beneficiário de justiça gratuita na pretensão relativa ao objeto da perícia. No caso, a sentença condenou o reclamante ao pagamento dos honorários periciais de R$ 1.500,00, em razão da sucumbência, autorizando a dedução do valor depositado a título de honorários periciais prévios (R$ 300,00, fl. 416), o que perfaz um valor complementar de R$ 1.200,00; mas em face da hipossuficiência do reclamante, reduzo o valor dos honorários periciais complementares para R$ 800,00 (oitocentos reais) e determino que o pagamento seja feito com recursos existentes no Orçamento da União, destinados aos beneficiários de assistência judiciária, autorizando o perito a receber a importância diretamente do Tribunal, nos termos dos artigos 158 a 162 do Provimento TRT.17.ª.SECOR.N.º 01/2005. Portanto, dou provimento, nos termos da fundamentação supra. Mantido o valor da condenação e das custas. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região, por unanimidade, conhecer parcialmente do recurso ordinário, não o conhecendo quanto aos descontos fiscais e previdenciários, por ausência de interesse, e quanto aos honorários advocatícios contratuais, por preclusão e, no

TRT 17ª.2012. reduzir o valor dos honorários periciais complementares para R$ 800. (g. Sem razão. por maioria. autorizando o perito a receber a importância diretamente do Tribunal. 578v. parágrafo único.0006 Processo Nº RO-27000/2007-006-17-00. Somente retarda a marcha processual. MULTA PELA REINCIDÊNCIA PROTELATÓRIA.17. porque presentes os pressupostos legais de admissibilidade. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Procurador do Trabalho: Dr. Os embargos de declaração interrompem o prazo para a interposição de outros recursos. fica condicionada a interposição de qualquer outro recurso ao depósito do valor respectivo.5. João Hilário Valentim. ou seja. nos termos dos artigos 158 a 162 do Provimento TRT. 538. a par de lhes negar provimento. pois os valores serão apurados em liquidação na fase de execução. Observe-se: Art. (Redação dada ao caput pela Lei nº 8.n). destinados aos beneficiários de assistência judiciária.1994. em conformidade ao permissivo disposto no artigo 538.2. declarando que o são. Como bem elucidado nas decisões dos embargos de fs. sentença às fls 401v determina a liquidação por cálculos. Diante da reincidência dos embargos de indubitável caráter protelatório. Conforme acima exposto. não consta erro material no valor da condenação. 594/596).950. em conformidade ao permissivo disposto no artigo 538.12. por unanimidade.00 (oitocentos reais) e determinar que o pagamento seja feito com recursos existentes no Orçamento da União. Comina-se à embargante multa de 10% (dez por cento). Vencidos. João Hilário Valentim. dar parcial provimento ao apelo do reclamante para deferir os benefícios da Justiça gratuita ao reclamante. diante da reincidência dos embargos de indubitável caráter protelatório.2012.N.1994. CONHECIMENTO Conheço dos embargos de declaração. com efeitos a partir de sessenta dias após a data de sua publicação).º 01/2005. em conformidade ao permissivo disposto no artigo 538.TRT 17ª Região .1. sendo partes as acima citadas.2007. COM INFORMATICA LTDA . Sustenta que há necessidade de correção do valor dado à condenação. 2.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Conhecidos e não providos. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). mesmo porque a r.0008 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: MR.17.ª.5. RELATÓRIO Trata-se do 4º embargos declaratórios (fls. quanto à justiça gratuita. considerando os títulos deferidos ao reclamante e nem há falar em valor líquido.CARLOS ALBERTO PINTO NET SERVICOS DE COMUNICACAO S/A Origem: 8ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . bem como o intuito de protelar o feito. sob o argumento de omissão. COM INFORMATICA LTDA .17. ao opor os presentes embargos de maneira infundada em relação às suas hipóteses de cabimento. Procurador do Trabalho: Dr.EPP Rafael Libardi Comarela(OAB: 011323 ES) CARLOS ALBERTO PINTO Cristovão Colombo de Paiva Pinheiro Sobrinho(OAB: 008964 ES) NET SERVICOS DE COMUNICACAO S/A Stephan Eduard Schneebeli(OAB: 004097 ES) ACÓRDÃO .ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DA RECLAMADA.0 Recorrente Advogado Recorrido SIND TRAB IND C CIVIL M E P PAVIMENTACAO E TERRAPLANAGE Rafael de Anchieta Piza Pimentel(OAB: 008890 ES) PARANASA ENGENHARIA E COMERCIO S/A . CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. FUNDAMENTAÇÃO 2. 3. 591/592 .0026800-28. por qualquer das partes. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. DOU 14.0008 Processo Nº ED-26800/2012-008-17-00. no mérito. MÉRITO Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 A embargante interpõe pela quarta vez os embargos declaratórios aduzindo que não houve o enfrentamento da matéria suscitada nos embargos anteriores. no tocante aos honorários advocatícios sucumbenciais. a embargante não aponta qualquer vício apto a ensejar a utilização da via processual escolhida. natureza estranha à via recursal utilizada.1 Embargante Advogado Embargado Advogado Plurima Réu Advogado MR. conhecer dos embargos declaratórios e. a multa é elevada a até dez por cento. condenará o embargante a pagar ao embargado multa não excedente de um por cento sobre o valor da causa.17. a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. sobre o valor da condenação. do CPC Vistos. 23 de Setembro de 2013 34 mérito. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-27000-17. REGIÃO . segunda parte. Parágrafo único. a par de lhes negar provimento. sobre o valor da condenação. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. segunda parte. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). Mantido o valor da condenação e das custas. do CPC. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais. Na reiteração de embargos protelatórios.12. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-26800-28.SECOR. sobre o valor da condenação. segunda parte. opostos pela reclamada. O que se nota é o mero inconformismo da parte embargante. parágrafo único. ACÓRDÃO DE FLS. Por todo o exposto.5. de 13. ficando condicionada a interposição de qualquer outro recurso ao depósito do valor respectivo. comino à embargante multa de 10% (dez por cento). do CPC. negar-lhes provimento.EPP Embargados: O V. Quando manifestamente protelatórios os embargos. o juiz ou o tribunal. cominar à embargante multa de 10% (dez por cento). parágrafo único.

Inadimplente a empresa prestadora no que concerne às obrigações trabalhistas. conforme prevê o item II. a primeira reclamada não apresentou contrarrazões.º 173 da SBDI-1 do TST. A insalubridade constatada não decorre de mera exposição à radiação solar.às fls.09. nos termos da supracitada OJ. aquele que exerce atividade exposto ao calor acima dos limites de tolerância.A.VALE S.A. AGENTE QUÍMICO POEIRA. 1306v. pois presentes os pressupostos de admissibilidade. IV. a reforma da sentença de origem para que seja afastada a condenação ao pagamento do adicional de insalubridade. Em virtude do contrato celebrado com a prestadora de serviços. advindo tal responsabilidade das culpas in eligendo e in vigilando. ante a exposição ao agente físico calor. FUNDAMENTAÇÃO 2. o que pressupõe. Sustenta. em face da sentença de fls. Rodolfo Gomes Amadeo(OAB: 012493 ES) ACÓRDÃO . 1279-1284v. indevido o adicional de insalubridade ao trabalhador em atividade a céu aberto. Contrarrazões do Sindicato às fls. que julgou parcialmente procedentes os pedidos iniciais. 1289-1292v. da NR 15 do MTE. (redação alterada na sessão do Tribunal Pleno realizada em 14. EXPOSIÇÃO AO SOL E AO CALOR.1. 987-1022. em atividades a céu aberto. 195 da CLT e Anexo 7 da NR 15 da Portaria Nº 3214/78 do MTE). com redação recentemente alterada. Razões recursais do Sindicato às fls.2007.PARANASA ENGENHARIA E COMERCIO S/A.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. A primeira reclamada recorre desta decisão. que a eventual exposição ao calor proveniente do sol não é fonte caracterizadora de insalubridade e que não havia fonte artificial de calor radiante no local de trabalho dos substituídos. 23 de Setembro de 2013 35 Plurima Autor Advogado Plurima Réu Plurima Réu Advogado PARANASA ENGENHARIA E COMERCIO S/A Elisabete Maria Ravani Gaspar(OAB: 006523 ES) SIND TRAB IND C CIVIL M E P PAVIMENTACAO E TERRAPLANAGE VALE S. 1260-1262v. De outro giro. Ademais.0027000-17. onde requer a reforma da sentença no que concerne ao adicional de insalubridade.2. 186/2012. MÉRITO DO RECURSO ORDINÁRIO DA PRIMEIRA RECLAMADA 2. por sujeição à radiação solar (art. a parte dos substituídos relacionados às fls.2012) – Res. ante a exposição ao agente químico poeira minerais. AGENTE FÍSICO CALOR. Vistos.09. faz jus ao recebimento do adicional de insalubridade.TRT 17ª Região . nas condições previstas no Anexo 3 da NR 15. o que se revela suficiente para a constatação da insalubridade por exposição ao calor. 26 e 27. NÃO FORNECIMENTO DE EPI’S ADEQUADOS A sentença de origem. pugnando pela reforma da r. SÚMULA 331. inclusive quando o labor se dá em ambiente externo com carga solar. sustenta a recorrente que a concentração do agente não ultrapassava o limite de tolerância e que fornecia os EPI’s necessários. condenou a primeira reclamada ao pagamento de adicional de insalubridade. é indevido o adicional de insalubridade em decorrência de exposição a raios solares. . e ainda realizava a fiscalização do uso dos mesmos. no que concerne à exposição a poeiras minerais. que possuíam CA. tendo em vista a ausência de previsão legal (Anexo 7 da NR 15). Razões recursais da primeira reclamada . Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 É o relatório. inclusive em ambiente externo com carga solar. DO TST. já que é quem diretamente se beneficia da força de trabalho despendida pelos obreiros. EXPOSIÇÃO À LUZ SOLAR. No entanto. por sujeição à radiação solar. complementado às fls. Conforme certidão de fls. RELATÓRIO Trata-se de recursos ordinários interpostos pelo Sindicato autor e pela primeira reclamada. ATIVIDADE A CÉU ABERTO. que não há falar em insalubridade decorrente de radiações não ionizantes. em grau médio.1. condenou a ré ao pagamento de adicional de insalubridade. aos substituídos que exerciam a função de pedreiros. nos termos definidos no Anexo 3 da NR 15. Origem: 6ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . Tendo em vista a existência de matéria prejudicial no recurso da primeira reclamada. inverto a ordem de julgamento dos recursos e passo a análise do apelo patronal em primeiro lugar.PARANASA ENGENHARIA E COMERCIO S/A . cabe destacar os termos da Orientação Jurisprudencial n. in verbis: ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. responsabilidade subsidiária e honorários advocatícios.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. Inicialmente. Vejamos. com fulcro no laudo pericial constante dos autos (fls. . em suma.CONHECIMENTO Conheço dos recursos ordinários interpostos pelo Sindicato autor e pela primeira reclamada . de modo a ensejar o deferimento do adicional pretendido. sendo partes as acima citadas. mas sim das medições de IBUTG realizadas no local do trabalho.ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. 12931297v. AGENTE FÍSICO CALOR. o dever de fiscalizar o cumprimento das obrigações trabalhistas. EXPOSIÇÃO À LUZ SOLAR. Contrarrazões da segunda reclamada . deve a tomadora de serviços responder por esse ônus. exerce a tomadora poder diretivo sobre os serviços prestados.A. assim. sentença quanto às seguintes matérias: base de cálculo do adicional de insalubridade.17. 1245-1246). 07/08. 1265-1278. Com efeito. Comprovantes de recolhimento do depósito recursal e das custas processuais às fls. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. Afirma. nas condições previstas no Anexo 3 da NR 15 da Portaria Nº 3214/78 do MTE. II – Tem direito ao adicional de insalubridade o trabalhador que exerce atividade exposto ao calor acima dos limites de tolerância. naturalmente.às fls. em grau máximo. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO.0006 RECURSO ORDINÁRIO Recorrentes: SIND TRAB IND C CIVIL M E P PAVIMENTACAO E TERRAPLANAGE PARANASA ENGENHARIA E COMERCIO S/A Recorridos: PARANASA ENGENHARIA E COMERCIO S/A SIND TRAB IND C CIVIL M E P PAVIMENTACAO E TERRAPLANAGE VALE S.2012 I – Ausente previsão legal. DEJT divulgado em 25. 1285-1285v respectivamente. Requer. uma vez que o sol não possui enquadramento legal no Anexo 7. ainda.5.

considerando o interesse das categorias econômicas e profissionais. Vejamos.3. indeferiu o pedido de responsabilidade subsidiária.1. cuja relatora foi a eminente Ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha. O Sindicato autor pugna pela reforma da referida sentença. não estabeleceu base de cálculo sobre a remuneração. de forma a não adotar uma decisão in pejus. de que exceto naqueles casos em que a própria Constituição havia excepcionado. Com efeito. a insalubridade constatada não decorre de mera exposição à radiação solar. preferindo manter. 7º. 1003 e 1029-1031. descrita às fls. com base no art. TJSP. Apurou-se na perícia que.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. com fulcro na OJ 191 da SDI-1 do TST. buscou o recorrente obter da mais alta Corte a reforma do v. com a finalidade de substituir o sistema de adição e moagem de calcário calcítico/dolomítico (Cláusula primeira). com reajustes aplicados pelo Estado de São Paulo. conforme aponta o laudo pericial (fl. o que se revela suficiente para a constatação da insalubridade por exposição ao calor. tendo em vista que os valores apurados ultrapassavam o limite de tolerância apontado pela norma. Em vista disso. A expressão "vedada sua vinculação para qualquer fim" levou ao entendimento. Todavia. IV. parte final. inclusive. entendeu o STF que o salário mínimo não poderia ser usado como base de cálculo. não podem os trabalhadores ficar desprovidos de um direito que lhes é assegurado na própria Constituição Federal. Conforme ressaltou o expert. o fornecimento de materiais e equipamentos descritos no próprio contrato. tendo em vista tratar-se de obra já finalizada. 1009). Essa decisão. a sentença não merece reforma neste aspecto. nos termos definidos no Anexo 3 da NR 15. razão pela qual me parece perfeitamente possível dar o mesmo tratamento tanto a um como a outro caso. Ressalte-se que os dados técnicos utilizados pelo d. Até o dia 30 de abril de 2008 este Relator sempre adotou os termos da antiga redação da Súmula 228 do C. ao julgar o Recurso Extraordinário n. da Constituição da República. essa parte do dispositivo celetista deixa de existir no mundo jurídico. em nenhum outro caso poderia o legislador infraconstitucional utilizar o salário mínimo como indexador. de modo a ensejar o deferimento do adicional pretendido. ato do Senado Federal para expungir o artigo da legislação em vigor. E o fez sob o fundamento de cuidar de ação de repercussão geral. entendendo que a segunda reclamada figura no contrato celebrado com a primeira na qualidade de dona da obra. máscara PFF1. pela Constituição Federal. 192 da CLT. no art. 192 da CLT a mencionar o salário mínimo como base de cálculo do adicional de insalubridade. sendo que. a decisão de origem também deve ser mantida. tomada com o cuidado de se tratar de ação com repercussão geral. mesmo julgando inconstitucional a norma estadual. no regime constitucional atual.º 565714. Em vista disso. não há cogitar na neutralização do agente insalubre.2. sob pena de afronta ao art. não era possível realizar qualquer medição físico-química no local de labor. até nova lei estadual. Por todo exposto. 277300). No que concerne ao adicional de insalubridade decorrente da exposição a poeiras minerais. sem Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 controvérsia. 23 de Setembro de 2013 36 No presente caso.3. Obras Civis e Automação de instalações. adotou posição definitiva acerca da matéria. nos termos do referido Anexo 3 da NR 15. Contudo. que tinha como objeto a execução dos serviços de Montagem. o valor de dois salários mínimos. que restou lavrada nos seguintes termos: SÚMULA VINCULANTE 4 SALVO NOS CASOS PREVISTOS NA CONSTITUIÇÃO. Com a decisão do STF. ou seja. frise-se que é incontroverso que a segunda reclamada firmou com a primeira ré contrato de prestação de serviços (fls. mas apenas estatuiu que o adicional comporia a remuneração do trabalhador. porém.BASE DE CÁLCULO DO ADICIONAL DE INSALUBRIDADE A sentença de origem fixou como base de cálculo do adicional de insalubridade o salário mínimo legal. faço uso da analogia.º 4. De início. houve avaliação quantitativa da exposição ao calor. NEM SER SUBSTITUÍDO POR DECISÃO JUDICIAL. para a atividade de Pedreiro. decorrentes de levantamento realizado à época da execução da obra. É que ambos os artigos cuidam de agentes agressivos à saúde do trabalhador. 1023 e seguintes). XXIII. inciso XXIII da CRFB. conforme avaliação laboratorial. o valor dos dois salários mínimos. o art. É por isso que. mas sim das medições de IBUTG realizadas no local do trabalho. 7. 192 da CLT. Vejamos. bem como. conforme previsão do art. além dos servidores públicos. no que se refere à base de cálculo do adicional de insalubridade. O SALÁRIO MÍNIMO NÃO PODE SER USADO COMO INDEXADOR DE BASE DE CÁLCULO DE VANTAGEM DE SERVIDOR PÚBLICO OU DE EMPREGADO. a Suprema Corte também deixou assentado que o fato de não haver uma lei fixando outra base de cálculo que não o salário mínimo não permitiria que o Judiciário a fixasse como sendo a remuneração. Todavia. para estabelecer como base de cálculo do adicional de insalubridade o salário básico do empregado. Acórdão proferido pelo E. outra base de cálculo. O Sindicato autor recorre desta decisão. porque a CF/88. Concluiu-se pela presença de insalubridade. dou provimento parcial para fixar o salário básico do empregado como base de cálculo do adicional de insalubridade. caracterizada a insalubridade. que considerou constitucional norma de lei estadual que fixou como base de cálculo do adicional de insalubridade. para que seja estabelecida a remuneração como base de cálculo. vez por todas. continua.º da CLT. deu ensejo a uma das primeiras súmulas vinculantes adotadas pelo Excelso Tribunal. MÉRITO DO RECURSO ORDINÁRIO DO SINDICATO AUTOR 2. Tomo por modelo o que dispõem os artigos 193 da CLT e 14 da Lei n. à insalubridade. Considerando que a primeira reclamada não demonstrou o fornecimento do EPI adequado para proteção contra a sílica livre cristalizada. perito em seu laudo constam da documentação fornecida pela própria reclamada (fls. no RE 565714.RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA O Juízo de origem. que estabelecia a recepção do art. utilizando-se as equações que definem o denominado “Índice de Bulbo Úmido – Termômetro de Globo” (IBUTG) e com o emprego dos aparelhos discriminados na mencionada norma. 7º. Porém. a poeira respirável em suspensão encontrava-se além do limite de tolerância estabelecido no Anexo 12 da NR15. Logo. TST.º. sendo desnecessário. o STF negou o pedido dos recorrentes de aplicação da remuneração como base de cálculo. como autorizado no art. com reajuste automático e pelos mesmos índices estabelecidos pelo Governo Federal. curvo-me à referida decisão.860/65. neste aspecto. Ocorre que o Excelso Supremo Tribunal Federal. de acordo com a metodologia adotada. ainda. pelo que o adicional é devido. nego provimento ao apelo patronal. no qual antagonizaram Carlos Eduardo Junqueira e Governo do Estado de São Paulo.860/65. a norma legal refere-se. . para os policiais militares. dependendo do Legislativo Federal apenas o advento de nova lei fixando. Desta forma. Portanto. qual seja. 2. Portanto. no caso específico da Lei nº 4. 8.

executar a tomadora dos serviços... o juiz atenderá aos fins sociais a que ela se dirige e às exigências do bem comum. seria estimular justamente a prática de fraudes. aplicando analogicamente o art. verbis: Há tendência. a fim de conferir-lhe alcance mais amplo. Esta visão teleológica da norma não é faculdade.' . tendo se beneficiado da força de trabalho despendida pelos obreiros. pura e simplesmente. configurada está a culpa da segunda demandada. estas mesmas razões devem impor cautela ao juiz. a negligência na escolha do seu construtor. Por oportuno. Ora. ou seja. ainda que indiretamente.TST.." (Comentários . que for diretamente beneficiada pela força de trabalho despendida pelos obreiros. pela baixa categoria do intermediário. A propósito. a lição de Ísis de Almeida.019/74. mesmo admitindo a boa-fé do dono da obra. por exemplo..". registrese. a respectiva liquidação. o que propicia.) A maior parte dos autores afasta a responsabilidade do proprietário (Russomano. o aumento da lucratividade da empresa. verbis: O caráter subsidiário da responsabilidade inerente a relações jurídicas similares a essa relação justrabalhista já era reconhecido Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 em outros ramos jurídicos. a tomadora dos serviços. servindo. no caso. em prejuízo do trabalhador. persistindo a inadimplência.). 23 de Setembro de 2013 37 Ou seja. contratando empreiteiro para tanto. separar duas situações completamente distintas. tendo a tomadora dos serviços agido com culpa in eligendo e in vigilando. 'Compêndio universitário'). responde ela pela falta de idoneidade da prestadora de serviços. tinha a segunda reclamada o dever de manter constante vigilância quanto ao cumprimento das obrigações trabalhistas em relação aos reclamantes. A atividade não possui natureza lucrativa. através de execução contra ele intentada. a fim de não transformar sua hermenêutica em ignomínia de outras humildes famílias pelos ônus desproporcionais que podem resultar (previdência. dessa forma. não é aplicável in casu. 5º da Lei de Introdução ao Código Civil. (. como dito alhures. a expansão dos negócios. a segunda reclamada explora atividades com fins lucrativos. ou seja. suficiente a fazer emergir a responsabilidade subsidiária dos beneficiários finais do trabalho desenvolvido pelos reclamantes. Sobre o tema. também não pode ser aplicada indiscriminadamente. Em suma. É que a construção gera lucro para o proprietário." (Manual . inclusive..1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.. depois. Na Súmula 126 do antigo TFR estabelecia-se: 'Na cobrança de crédito previdenciário. (. o que pressupõe.... Assim. efetivo e justo. se é compreensível a extensão do princípio por razões sociais.. Ouso dizer que. 16 da Lei nº 6. É o caso dos autos. o proprietário. esporadicamente. LTr. pelas características da prestação dos serviços é fácil observar que não houve execução de obras. PIS etc. concluímos que a OJ 191. evidenciando-se haveres trabalhistas não pagos pela primeira ré. FGTS. eis que. eventual situação de insolvência. arcando com as conseqüências advindas da má escolha. serão executados todos os bens da primeira ré para. que contrata o trabalho diretamente e de responsabilizá-lo. ao menos indiretamente. a orientação jurisprudencial supramencionada.. Cumpre ressaltar que é preciso afastar a interpretação que vem sendo dada ao art. entendo que o tomador de serviços responde subsidiariamente pelos débitos trabalhistas do empregador. dono da obra. Nesse sentido. devem ser lembradas as palavras de Carrion.. ou. em virtude do contrato celebrado. embora não seja atividade-fim da empresa. senão a delegação para terceiro de tarefas do empreendimento indispensáveis à consecução dos fins econômicos e sociais dos negócios geridos pelas tomadoras. constrói ou reforma seu próprio domicílio. Catharino. para poder-se condenar o tomador no cumprimento subsidiário das obrigações impostas em sentença. deve responder subsidiariamente pelos débitos trabalhistas não adimplidos pela contratada. A primeira refere-se à empresa que desenvolve atividades relacionadas à construção civil e que contrata outra empresa/empreiteiro para realizar determinada obra. constitui atividade-meio. somente será acionado quando não for possível lograr do construtor. concluímos ainda que a OJ 191 da SDI-I. invocando. pessoa física. condômino de unidade imobiliária. É esta a situação a ser protegida. ao fim social a que se destina. à custa do prejuízo do operário. (Curso. sempre. Cumpre asseverar que a responsabilidade subsidiária nada mais é que uma garantia a mais aos empregados que já prestaram seus serviços. a este. 'Curso'. nos termos do art. então. que dispõe: "Na aplicação da lei. beneficia-se da força de trabalho despendida e se a obra realizada teve como objetivo o aumento da área produtiva. exercia poder diretivo sobre os serviços prestados pela primeira. Desta forma. posto que a subsidiariedade não . quando não ocorresse fraude. In casu. Ou. o dever de fiscalizar o cumprimento das obrigações trabalhistas. mais do que realizar a escolha da empresa devidamente. Saraiva). em necessidade de se comprovar.. do C. vício sempre difícil de se comprovar. 455 da CLT.. A segunda hipótese é a do proprietário de imóvel que. não majoritária. tão somente. no sentido de atribuir as responsabilidades trabalhistas ao dono da obra. da SDI-I. Seguindo essa linha de raciocínio. seria propiciar. atendendo. E não se pode olvidar que a segunda reclamada. do C. No Direito Previdenciário. que certo é que as orientações jurisprudenciais não vinculam o julgador. no caso de empreiteiro insolvente. LTr). se o dono da obra explora atividade com fins lucrativos. ressalta Maurício Godinho. Deve-se. também deve assumir esse ônus. a montagem/obras civis/automação de instalações afetas ao sistema de adição e moagem de calcário. imediatamente. o chamado 'dono da obra' da responsabilidade. que prestaram serviços diretamente à empresa tomadora.) Seguindo essa linha de raciocínio. por considerá-la atividade não lucrativa. a manutenção da lucratividade da empresa. para firmar seu convencimento. para não atingir particulares que constróem seu próprio domicílio sem poder econômico. firmou-se jurisprudência consistente em perceber a responsabilidade subsidiária do proprietário ou condômino em vista da inadimplência do construtor. imprescindível ao bom desempenho da empresa na sua atividadefim. mas sim dever do julgador. construtora ou incorporadora. não havendo falar. simulações etc. a teor do que dispõe o item IV da Súmula 331 do C. no caso de eventual inadimplemento por parte da prestadora. subsidiariamente. ou na procura de mão-de-obra de custo inferior. avaliar o tempo transcorrido e as demais circunstâncias. proveniente da execução de contrato de construção de obra. situação típica versada na Súmula 331 do TST. in verbis: Excluir.) Por isso. Não há qualquer dúvida quanto à sua responsabilidade pelas verbas trabalhistas não quitadas pelo empreiteiro. naturalmente. eis que as obras realizadas tiveram como objetivo a montagem/obras civis/automação de instalações afetas ao sistema de adição e moagem de calcário. que estabelece a responsabilidade do tomador de serviços com a empresa intermediadora da mão-de-obra. no sentido jurídico da palavra. Este tipo de "dono da obra" não pode ser responsabilizado por dívidas trabalhistas deixadas pelo empreiteiro relativamente aos trabalhadores por ele contratados. TST e.TST. Se a empresa contratada não adimplir todas as obrigações assumidas com os trabalhadores.

5. independentemente de comprovação acerca da inidoneidade ou da inexistência de patrimônio da prestadora. 2. A liberdade na contratação e a livre iniciativa devem estar sempre em consonância com valores sociais do trabalho insculpidos no art.0031301-41. ou seja.º 310. sofre o inarredável risco de responder pelas obrigações trabalhistas que vierem a ser descumpridas pela empresa prestadora do serviço. São aplicáveis. em causa própria ou como substituto processual. Vencido. 23 de Setembro de 2013 38 tem por escopo onerar despropositada e irresponsavelmente o condenado subsidiário. o item III da Súmula 219 do TST.º. dar provimento parcial ao apelo do Sindicato para fixar o salário básico do empregado como base de cálculo do adicional de insalubridade.PARANASA ENGENHARIA E COMERCIO S/A e. e assim optando por não manter empregados para atender as necessidades permanentes do seu empreendimento. como ensinava o ilustre mestre João Mendes de Almeida Júnior. Assim. na hipótese vertente. TST. o trabalhador.05.0014 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: IBRAR . no recurso do Sindicato. do TST. à tomadora dos serviços os artigos 186 c/c 927 do Código Civil. 174/2011 (DEJT divulgado em 27. Se assim não fosse. salariais e indenizatórias. 5. uma vez que a empregadora torne-se inadimplente em relação às verbas devidas ao empregado. Em sua exordial. no percentual de 15% sobre o valor da condenação. instâncias ou tribunais. 331 do C. o recorrente pleiteia a condenação das rés no pagamento da referida verba. preceitua que “são devidos os honorários advocatícios nas causas em que o ente sindical figure como substituto processual e nas lides que não derivem da relação de emprego. Rafael de Anchieta Piza Pimentel. estando o Sindicato em Juízo. Assim.” Dou provimento parcial para deferir os honorários advocatícios. Vejamos. correria o risco de não receber qualquer pagamento pela força de trabalho despendida. conhecer dos recursos ordinários interpostos pelo Sindicato autor e pela primeira reclamada .º 119. de 01. miserabilidade jurídica ou salário inferior ao dobro do salário mínimo. "a Lei positiva. não há dúvidas de que não mais vigora o art. Assegurando a Constituição da República o direito de exercício da profissão àqueles que tenham efetivamente a habilitação exigida em lei e dispondo o art.2011). IV. esclareça-se que. com a redação dada pela Res. a Resolução n.2011. entendo irrelevante. Afinal. Procurador do Trabalho: Dr.3. A propósito. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente).º 5.SINTRACICAL Suzete Silva Pereira(OAB: 007563 ES) PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO . Desembargado Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza convocada Sônia das Dores Dionísio. o tomador dos serviços responde subsidiariamente pelo pagamento de toda a condenação que for imposta.584/70.5. João Hilário Valentim. por unanimidade. negar provimento ao apelo patronal. 455 da CLT e o disposto no inciso IV do Enunciado n. não só pela teoria do abuso de direito perpetrado. REGIÃO . no que concerne aos honorários advocatícios. Desembargador José Luiz Serafini. portanto. no montante de 20% sobre o valor da condenação.". exigidos pela Lei nº 5. a melhor interpretação do art. e mesmo as Súmulas 219 e 329 do C. LADRILHOS HIDRAULICOS E ARTEFATOS DE CIMENTO DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO .3. conseqüências que são regras latentes nesses mesmos textos. do que não pode furtar-se a segunda reclamada. ACÓRDÃO DE FLS.º da CF. faz jus ao pagamento de honorários advocatícios. Mantido o valor da condenação. no percentual de 15% sobre o valor da condenação. 14 da Lei n. 133 acerca da essencialidade da atuação do advogado em quaisquer processos.TRT 17ª Região . preferindo a realização das tarefas que lhe são afetas mediante a contratação de empresa interposta. sob pena de estar agindo com abuso de direito. e por maioria. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-31301-41. TST.INDUSTRIA BRASILEIRA DE ARGAMASSAS LTDA Embargado: O V. o Sindicato. CAL E GESSO.584/70 é a que considera a expressão "assistência judiciária" como defesa prestada pelo Sindicato profissional. na medida em que. 30 e 31. pelo Sindicato. no tocante à base de cálculo do adicional de insalubridade o. com muito mais razão. Tal se justifica.2011. em razão do contrato de trabalho. quando atua na condição de parte na defesa Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 dos interesses dos trabalhadores. da CF/88. em seu inciso IV. pois. que carece da sua labuta pessoal para custear sua sobrevivência.HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS O Sindicato autor pugna pela reforma da sentença de origem. no mérito. utilizandose do direito de contratar com o intuito de burlar a legislação trabalhista. do C. para reconhecer a responsabilidade subsidiária da segunda reclamada e para deferir os honorários advocatícios. Sustentação oral do Dr. a assistência sindical. 1. defendendo direitos dos trabalhadores.INDUSTRIA BRASILEIRA DE ARGAMASSAS LTDA Jeronymo de Barros Zanandrea(OAB: 004204 ES) SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDUSTRIAS DE CIMENTO. em suas aplicações. é devido o pagamento de honorários advocatícios.17. cancelou a Súmula n. não faz qualquer ressalva quando atribui ao beneficiário da mão-de-obra a responsabilidade pelo cumprimento das obrigações trabalhistas na hipótese de inadimplemento por parte do devedor principal. o art. CAL E GESSO. na medida em que a Súmula n. LADRILHOS .2003. Por outro lado. não há qualquer afronta ao disposto no inciso II do art. rege minudências não previstas e exige do magistrado a prudência necessária para tirar as legítimas conseqüências do texto. Inicialmente. CERAMICA PARA CONSTRUÇÃO. 791 da CLT. em nome próprio ou não.17.10. Cumpre registrar ainda que a responsabilidade subsidiária alcança todas as obrigações. CERAMICA PARA CONSTRUÇÃO. CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. Pelo exposto. dou provimento para reconhecer a responsabilidade subsidiária da segunda reclamada. a substituição processual. Por fim.SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDUSTRIAS DE CIMENTO. alcançando.1 Embargante Advogado Embargado Advogado IBRAR . a qual impedia a concessão de honorários de advogado quando o sindicato é o autor na demanda. para apreciação do pedido de honorários advocatícios.º 331. mas igualmente porque.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 82/83 . TST. o que não pode ser tolerado.TRT 17ª.0014 Processo Nº ED-31301/2011-014-17-01. Assim.

Inicialmente. Se os embargos não demonstram a existência de omissão. sendo. o que deve ser manejado na via recursal própria. destaco que a embargante não aponta qualquer vício a que se refere o art. Embora intimado (fl. a deserção deste recurso. § 5º.1 Agravante Advogado Agravado Advogado DROGARIA CORTELETTE LTDA . conhecer dos embargos declaratórios.17. sendo partes as acima citadas. na forma Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 autorizada pelo art. Suscitada de Ofício pelo Relator Não conheço do agravo de instrumento. em face do v. na forma autorizada pelo art. I. Razoes do agravo de instrumento. FUNDAMENTAÇÃO 2.0040300-12. MÉRITO Pretende a embargante que “depois de cumpridas as formalidades do devido processo legal. não merecem ser providos. relatados e discutidos os presentes autos de AGRAVO DE INSTRUMENTO.SINTRACICAL Origem: 14ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . verifica-se que a inicial e a contestação não foram digitalizados. FUNDAMENTAÇÃO 2. veementemente. esta restaria impossibilitada pela não digitalização das peças mencionadas. negar-lhes provimento e condenar a embargante a pagar ao embargado a multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa.ME Agravado: GILMAR ANTONIO MONICO Origem: 14ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . RELATÓRIO Trata-se de embargos declaratórios opostos pelo agravante. apesar de o embargante sustentar.1.5.ME Francisco de Assis Pozzatto Rodrigues(OAB: 003967 ES) GILMAR ANTONIO MONICO Airton Iduardo de Souza(OAB: 003684 ES) ACÓRDÃO .ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA AGRAVO DE INSTRUMENTO. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora Acórdão Processo Nº AIRO-40300-12.17. Vistos. além de os embargos denotarem mero inconformismo com o conteúdo meritório do julgado. sendo partes as acima citadas. o que inviabilizaria a consulta eletrônica das mesmas. do C. ela ainda está em vigor e. §7º.2. do CPC. em texto integrativo. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. ante o não recolhimento de 50% do valor do depósito recursal do recurso que se busca destrancar. Ausência de Recolhimento do Depósito Recursal do Agravo de Instrumento.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. de contradição. Inteligência dos arts. nego-lhes provimento e imponho à embargante multa de 1% sobre o valor da causa. da CLT.5. portanto.2013. Assim. que negou seguimento ao recurso ordinário eis que ausente um dos pressupostos de admissibilidade. deve ser observada. Vistos. 3. 2. o preparo. já que seus inovadores argumentos. por preenchidos os pressupostos para a sua admissibilidade. decisão de fls.1. §5º.1. por unanimidade. 538 do CPC. CONHECIMENTO 2. por deserção. seja declarado. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de AGRAVO DE INSTRUMENTO.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. também. e do item IV da Instrução Normativa nº 3 do TST. é nítida a intenção da parte de dilatar o prazo recursal. 151). Preliminar de Não Conhecimento do Recurso por Deserção. 148-150. Assim. dispõe .TRT 17ª Região . o art. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim. como não revogada.1. parágrafo único. que sequer foram apontandos pela parte. antes que se alegue negativa de prestação jurisdicional. permanece em vigor e deve. se existe ou não a possibilidade de acesso aos documentos eletrônicos dos autos ou se a negativa de conhecimento aconteceu somente por não cumprimento de uma formalidade de uma norma infralegal e desnecessária com o advento do processo eletrônico” (fl. 538. que também é fundamento da decisão embargada. sendo que ela determina a observância das mesmas regras contidas no artigo 897. ser cumprida e observada pela parte quando da formação do instrumento. 87) Os embargos não merecem ser providos! De início. e 899. pois. qual seja. acórdão de fls. no mérito. Agravo de Instrumento não conhecido. 141 e 146. que o Tribunal poderia acessar as peças do processo eletronicamente. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). RELATÓRIO Trata-se de agravo de instrumento processado nos mesmos autos e interposto pela reclamada em face da r.2013. ou de obscuridade e revelam mero inconformismo da parte com o conteúdo meritório do acórdão. analisandose os documentos digitalizados dos autos do processo que originaram o presente agravo. em seu parágrafo 2º. às fls. de ofício. da CLT. com conseqüente destrancamento e processamento do recurso ordinário. somente demonstram sua intenção de modificação do julgado embargado. CONHECIMENTO Conheço dos embargos declaratórios. TST é uma norma processual infralegal do século passado.0014 AGRAVO DE INSTRUMENTO Agravante: DROGARIA CORTELETTE LTDA .177/91. 153). e estas peças estão entre o rol cujo traslado não foi efetuado para os autos do presente agravo e que levaram ao não conhecimento do apelo por deficiência de traslado. 82/83. por detectar. NÃO CONHECIMENTO. 897. pugnando pela reforma da r.0014 Processo Nº AIRO-40300/2013-014-17-00. DESERÇÃO. Se a Instrução Normativa nº 16. 82/83. o reclamante não apresentou contraminuta (fls. não é norma infralegal e. decisão. ainda que possível a execução da “pretensão” da embargante. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. No mais. 40 da Lei 8. 535 do CPC. I. trazidos à discussão em face do teor do julgamento proferido às fls. Deste modo. 23 de Setembro de 2013 39 HIDRAULICOS E ARTEFATOS DE CIMENTO DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO . ante a total ausência de vícios. 2. e tendo em vista o manifesto caráter protelatório dos embargos. inapropriada a via dos embargos de declaração para o fim almejado.

Sustenta também que o pleno deste Egrégio TRT. §7º. a reautuação. Assiste razão à agravante. e seus acréscimos legais. VIII e 195. 897. em agravo de petição. as partes deverão instruir obrigatoriamente a petição com a comprovação do recolhimento das custas e do depósito recursal a que se refere o §7º do art. Ressalta-se que. o recorrente não recolheu o depósito recursal de 50% do valor do depósito do recurso ordinário. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). §5º.TRT 17ª Região . no caso. CONHECIMENTO Conheço do agravo de petição porque presentes os pressupostos objetivos e subjetivos de admissibilidade. A União. 112-113) oficiando pelo prosseguimento do feito. também.0132 Processo Nº AP-42100/2012-132-17-00. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. 2. Contraminuta (fls. §5º. pelo recorrente.5. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO.457/07 e artigos 43 e 44. decisão quanto à execução das contribuições sociais sobre salários pagos durante a relação de emprego reconhecidas judicialmente. outrossim. relatados e discutidos os presentes autos de AGRAVO DE PETIÇÃO. retorno dos autos para relatá-lo. Por sua vez. declarou a constitucionalidade do parágrafo único do art. o recurso ordinário.457/2007. 899 da referida Consolidação.17. 897. FUNDAMENTAÇÃO 2. com redação dada pela Lei 11. 899. EXECUÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS SOBRE SALÁRIOS PAGOS DURANTE A RELAÇÃO DE EMPREGO RECONHECIDAS JUDICIALMENTE. inciso VIII. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº AP-42100-46. 98 e vº) que concluiu que a execução das contribuições previdenciárias decorrentes do vínculo empregatício declara em Juízo não está incluída na competência da Justiça do Trabalho.101. sob pena de não conhecimento. desrespeitando os preceitos legais supramencionados. aos embargos. no ato de interposição do agravo de instrumento. da CLT preceitua que. I e 899. a reautuação. as contribuições sociais previstas no artigo 195. ante a ausência de recolhimento do deposito recursal de que tratam os arts. 3.2003.17. atendendo ao disposto no art. estabelece a competência da Justiça do Trabalho para executar. caso o e. 114 da Constituição da República e da Lei 11. da Carta Magna refere-se. Por fim. Vistos. 100-104vº). Ministério Público do Trabalho (fls. Parecer do d. para constar o recurso ordinário do autor e portanto. o agravante deverá recolher o valor correspondente a 50% (cinquenta por cento) do valor do depósito do recurso que se pretender.0132 AGRAVO DE PETIÇÃO Agravante: UNIAO (CONTRIBUICOES PREVIDENCIARIAS/IRRF) Agravados: GECIEL ALMEIDA TAVORA ADRIANO DE CASTRO BRANDAO Origem: 2ª VARA DO TRABALHO DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM . 10 do STF. VÍNCULO DE EMPREGO RECONHECIDO EM JUÍZO. §7º.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA EXECUÇÃO DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. 2106-108). busca a reforma da decisão sob a alegação de que é competente a Justiça do Trabalho para executar as contribuições previdenciárias decorrentes do reconhecimento de vínculo de emprego. da CLT. por deserção. O artigo 114. Procurador do Trabalho: Dr. à execução e a qualquer recurso subsequente do devedor” (sublinhei). I e 899. 23 de Setembro de 2013 40 que “a exigência de depósito aplica-se. prevê que o depósito judicial será de responsabilidade da parte. não conhecer do agravo de instrumento. ante a ausência de recolhimento do deposito recursal de que tratam os arts. da CLT. Determino. decorrentes das sentenças que proferir. o item VIII da Instrução Normativa nº 3 do TST de 1993. igualmente. ressalvando o direito de manifestação posterior. conforme dispõe o art. genericamente. RELATÓRIO Trata-se de agravo de petição interposto pela União em face da r. com as alterações introduzidas pela Resolução nº 168. inciso VIII. a "sentenças".00-2. I. para constar o recurso ordinário do autor e portanto.0042100-46. §5º. por unanimidade.2. por deserção. I da CLT. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. parágrafo único. quanto à comprovação nos autos. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. retorno dos autos para relatá-lo. com fulcro na Constituição da República Federativa do Brasil nos moldes dos artigos 144. no entanto. a e II. §7º. 897. determinar.212/91. O referido artigo 114.2. não conheço do agravo de instrumento.2 Agravante Advogado Agravado Advogado Plurima Réu Advogado UNIAO (CONTRIBUICOES PREVIDENCIARIAS/IRRF) Juliana Barbosa Antunes(OAB: 012353 ES) GECIEL ALMEIDA TAVORA Amós Xavier da Cruz(OAB: 014226 ES) ADRIANO DE CASTRO BRANDAO Valber Cruz Cereza(OAB: 016751 ES) ACÓRDÃO . Diante do exposto. outrossim. de ofício. após lavratura do acórdão. da CLF/88 e na legislação específica (artigos 876. da Lei nº 8. É da Justiça do Trabalho a competência para execução de contribuições previdenciárias incidentes sobre parcelas relativas a período de vínculo de emprego reconhecido em Juízo. o art.1.2012. Procurador presente à sessão de julgamento entenda conveniente e oportuno.5. não excluindo aquelas de cunho Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . 97 da CF/988 e ao mandamento contido na Súmula Vinculante n. nos termos do art. após lavratura do acórdão. No caso em tela. da CRFB/88. sendo partes as acima citadas. 876 da CLT. decisão (fls. entendendo que a presente execução deve ficar restrita às contribuições sociais incidentes sobre os valores/parcelas objeto do acordo entabulado pelas partes.17.2012. MÉRITO 2.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. da CLT e. Minuta de agravo (fls. O Juízo de origem concluiu que a execução das contribuições previdenciárias decorrentes do vínculo empregatício declara em Juízo não está incluída na competência da Justiça do Trabalho. buscando a reforma da r. de 07 de março de 2012. no julgamento do AP 0386. ao interpor o presente agravo de instrumento. João Hilário Valentim.1.

Refiro-me à Lei n. ante a inexistência de vícios alegados.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DO RECLAMANTE conhecidos e não providos. 546-549. que passou a dizer o seguinte. sem aplicação de efeito modificativo. em sentido diverso do enunciado na Súmula transcrita. na esteira do disposto no art. a despeito da natureza declaratória da sentença que reconhece a existência da relação de emprego. ainda que o acordo celebrado entre as partes e homologado pelo Juízo tenha se limitado a reconhecer o vínculo empregatício. que integrem o salário-decontribuição". é incontestável que tal decisão atribui aos pagamentos realizados no curso dessa relação a condição de fato gerador de obrigação previdenciária (art. uma vez que o texto constitucional não restringe a referida execução apenas sobre sentenças condenatórias com repercussão pecuniária. 538-542 .00-2. às fls.2012. conhecer do agravo de petição e. tanto é que. no presente caso. dar provimento ao apelo da reclamada para declarar a competência da Justiça do Trabalho para executar de ofício as contribuições previdenciárias incidentes sobre as parcelas oriundas do vínculo de emprego reconhecido e.TRT 17ª. às fls. o qual dota a referida sentença de induvidosa força executiva. inciso I.5. sendo partes as acima citadas. 2. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DO RECLAMANTE . daí decorrendo. A competência da Justiça do Trabalho.TRT 17ª Região .2003. por meio de seu art.1. determinar o prosseguimento da execução das sobreditas contribuições. 544v-545. inclusive sobre os salários pagos durante o período contratual reconhecido" (in verbis). Vistos. 538-542. Serão executadas ex-officio as contribuições sociais devidas em decorrência de decisão proferida pelos Juízes e Tribunais do Trabalho.0121 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargantes: BENEDITO VASSOLER VIX LOCADORA E TRANSPORTES LTDA Embargados: O V.2. entretanto. determinar o prosseguimento da execução das sobreditas contribuições. de 16 de março de 2007 (publ.457/2007. 42. dou provimento ao agravo de petição da União para declarar a competência da Justiça do Trabalho para executar de ofício as contribuições previdenciárias incidentes sobre as parcelas oriundas do vínculo de emprego reconhecido e. não obstante as partes façam acordo superveniente. ao modificar o texto do parágrafo único do art.2. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. João Hilário Valentim.17. a constituição de um crédito previdenciário. do art.1.3. 114. por conseguinte. Demais disso. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DA RECLAMADA conhecidos e parcialmente providos para prestar esclarecimentos. in verbis: "A Justiça do Trabalho é competente para determinar o recolhimento das contribuições fiscais. a competência é desta Justiça Especializada para executar a contribuição incidente sobre as parcelas pagas no curso da relação de emprego.2012. O entendimento que sempre adotei. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-46200-77. cobrável judicialmente perante a Justiça do Trabalho.17. por unanimidade. A propósito. apontando vícios no julgado e visando ao prequestionamento. ACÓRDÃO DE FLS.5. que a Constituição Federal atribuiu eficácia condenatória imediata às sentenças declaratórias de vínculo. acórdão de fls. Assim. da Constituição da República). A simples declaração do vínculo já basta para caracterizar a obrigação previdenciária. da redação do item I da Súmula nº 368. caput. 195. processo nº 386. limita-se às sentenças condenatórias em pecúnia que proferir e aos valores.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Ressalto que essa matéria sempre encerrou certa polêmica. Pelo exposto. MÉRITO 2.0121 Processo Nº ED-46200/2012-121-17-00. pelo C. da Constituição Federal e do parágrafo único.2007). no mérito. por conseguinte. FUNDAMENTAÇÃO 2. Ora. resultantes de condenação ou homologação de acordo. especificamente no tocante às contribuições previdenciárias relativas a todo o período laboral reconhecido pelo Judiciário Trabalhista. inciso VIII. e II. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Trabalho da Décima Sétima Região.117. pois presentes os pressupostos de admissibilidade. a qual. com efeito meramente declaratório. no DOU de 19.101. 23 de Setembro de 2013 41 declaratório. da CLT. Procurador do Trabalho: Dr. REGIÃO . Razões de embargos da reclamada. é importante registrar que o Pleno deste Regional declarou a constitucionalidade do art. este não produz efeitos contra o crédito do INSS. Isso porque o nascimento da obrigação tributária (in casu.º 11. Razões de embargos do reclamante. objeto de acordo homologado. são devidas as contribuições previdenciárias decorrentes. a contribuição previdenciária devida) nasce com o trânsito em julgado da sentença. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. RELATÓRIO O reclamante e a reclamada interpõem embargos de declaração em face do v. TST. 876 da CLT. Pode-se observar. pois se houve reconhecimento de vínculo. sepultou de vez a celeuma. então. 876 da CLT na sessão realizada no dia 25/03/2009.VIX LOCADORA E TRANSPORTES LTDA BENEDITO VASSOLER Origem: VARA DO TRABALHO DE ARACRUZ . especialmente depois da modificação. assim.0046200-77. nem se diga acerca da ausência de título executivo a embasar a execução. quanto à execução das contribuições previdenciárias. 876. agora vem consagrado por alteração legislativa. CONHECIMENTO Conheço dos dois embargos de declaração opostos. cuja redação passou a ser: "Parágrafo único. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente).5 Embargante Advogado Embargado Plurima Autor Advogado Plurima Réu BENEDITO VASSOLER Wellington Ribeiro Vieira(OAB: 008115 ES) VIX LOCADORA E TRANSPORTES LTDA VIX LOCADORA E TRANSPORTES LTDA Sandro Vieira de Moraes(OAB: 006725 ES) BENEDITO VASSOLER ACÓRDÃO . "a".

2. acórdão acerca da matéria. §4º da CLT e 276. O julgamento não é um diálogo entre partes e juiz.1. o magistrado tem o dever tão somente de consignar o entendimento adotado. pois permanece a condenação no particular. “a” da CF.213/91. contra o voto deste Relator. a tecer alguns esclarecimentos no particular. e foi negado provimento quanto os descontos previdenciários e assistência judiciária gratuita. No tocante às contribuições previdenciárias decorrentes de créditos reconhecidos em sentença.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.2.2. também negado provimento quanto ao INTERVALO INTRAJORNADA. não remanesce nenhum pedido autoral. portanto.2. a título de esclarecimento acerca do fato gerador das contribuições previdenciárias: os descontos relativos à Previdência Social deverão ser calculados mês a mês. com fulcro no artigo 195 da CF e outros dispositivos. Inteligência da Súmula Nº 297 (inserida em 20.1997): Havendo tese explícita sobre a matéria. 471-481. bom como a apreciação da sumula 368 do TST. Não há falar em omissão. 10). mas não de fazê-lo da forma que a parte entenda ser a mais adequada. afasta todas as outras teses que com a do decisum são conflitantes. verbis: CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA.2.10) e intervalo repouso e alimentação e reflexos (item 4 de fls. todas as matérias foram devidamente analisadas e os fundamentos robustamente expendidos. em se adotando a tese exposta no julgado. O eventual inconformismo da embargante com o resultado do julgamento deverá ser apresentado por intermédio da via recursal adequada. da Lei 8. ser evidente que. quanto ao recurso do reclamante. acórdão que: foi negado provimento quanto à matéria HORAS EXTRAS EXCEDENTES À 12ª HORA COM ADICIONAIS E REFLEXOS. Inteligência da Súmula Nº 297 (inserida em 20. da SDI-I. entendendo por satisfatoriamente prequestionadas no julgado hostilizado. Todavia. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DA RECLAMADA 2. a título de prequestionamento. b) Se essa Corte Regional entende pela constitucionalidade da alteração promovida pela Lei 11. ficando a cargo da empresa o pagamento de juros. Portanto. Nesse mesmo sentido é também o entendimento deste E. na decisão recorrida. publicada no Diário Oficial do TRT-17ª Região nº 1202. conforme o v. do TST: Prequestionamento. da SDI-I. deve o reclamante arcar somente com o pagamento da contribuição previdenciária em seus valores históricos. se o pagamento fosse efetuado na ocasião oportuna sem necessidade de demanda judicial. nego provimento. o que foi feito in casu.2 PREQUESTIONAMENTO. mas tão somente a sanar os vícios expressamente previstos nos artigos 535 do CPC e/ou 897-A da CLT.” Oportuno esclarecer que o fato gerador da contribuição .1 OMISSÃO. uma vez que estes não se Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 prestam à reparação de error in iudicando. Dou provimento tão somente para prestar esclarecimentos sem imprimir efeito modificativo ao v.11. desnecessário contenha nela referência expressa do dispositivo legal para ter-se como prequestionado este. sob a ótica do fato de ser ultrapassado o limite constitucional da jornada constante do artigo 7º. c) as alterações promovidas no artigo 43 da Lei 8.2. A reclamada requer o prequestionamento de dispositivos e teses sobre as seguintes matérias: a) fato gerador das contribuições previdenciárias. não teve a Corte por ocorridas as violações alegadas pela parte. corrigir erro material na r. Sustenta que com a reforma da decisão quanto à validade do acordo coletivo e da jornada de 12 horas. É evidente que em se adotando a tese exposta no julgado. E. artigo 195. JORNADA LABORAL. conforme sedimentado na Súmula n. incisos XIII e XIV da Constituição da República Federativa do Brasil. As partes adversas interpuseram recurso. nos termos do art. entendendo por satisfatoriamente prequestionadas no julgado hostilizado. consta no v.2. 10). E. Há robusta manifestação expressa no v. desnecessário contenha nela referência expressa do dispositivo legal para ter-se como prequestionado este.00. na tentativa de reforma do julgado. Tese Explícita. considerando que o empregado não deve suportar deduções maiores do que aquelas que teria.1997): Havendo tese explícita sobre a matéria. De qualquer modo. Ademais o juiz não está obrigado a rebater uma a uma as teses lançadas pelas partes. não há falar em inversão do ônus da sucumbência. §4º do decreto 3. nos termos da OJ 118. imperioso ressaltar que. 20. Oportuno destacar que esse é o entendimento cristalizado pelo C. 2. permaneceu tão somente a condenação da reclamada ao pagamento quanto às contribuições previdenciárias. hora noturna reduzida e reflexos ( item 3 de fls. Tribunal.212/91. sentença. também as custas de R$600. conforme se depreende da leitura do julgado. para onde se lê deferimento leia-se indeferimento. Registro. acórdão ora embargado. bastando ao julgador explicitar de forma fundamentada sua tese de julgamento que. na decisão recorrida. horas excedente à sexta e reflexos (item 2 de fls. Forçoso concluir que o que pretende o embargante. I. não teve a Corte por ocorridas as violações alegadas pela parte. como feito in casu. Registro que prequestionar não é "sinônimo de dizer aquilo que se quer que diga.941/2009. do TST: Prequestionamento. os juros e multa das contribuições previdênciárias pela reclamada e. TST no item III da Súmula nº 368. por consequência lógica. nos termos da OJ 118. Em síntese.048/99. desde que a matéria tenha sido apreciada no acórdão embargado. é que sejam rebatidas uma a uma as suas teses e dispositivos. acórdão quanto ao requerimento de inversão do ônus da sucumbência. vê-se que: quanto ao turno ininterrupto de revezamento foram deferidas: horas extras e reflexos (item 1 de fls. Tese Explícita. Contudo. no dia 31/07/2013. Passo.11.17. TURNO ININTERRUPTO DE REVEZAMENTO. ou seja. o magistrado tem o dever legal de expor os motivos de seu convencimento. A reclamada aponta omissão no v. O reclamante requer manifestação expressa acerca necessidade de prequestionamento acerca da jornada de turno ininterrupto de revezamento. OJ 363 da SDI-1 do TST. ADICIONAL NOTURNO REDUZIDA e. atualização monetária e multas. sentença quanto ao intervalo intrajornada e hora noturna reduzida. razão pela qual requereu a inversão do ônus da sucumbência. artigo 879. em face de seu inconformismo com o desfecho do julgamento. E. acórdão. excluir da condenação as horas extras deferidas pelo juízo de primeiro grau. O chamado "prequestionamento" não constrange o julgador a fundamentar nos exatos moldes pretendidos pela parte. Vê-se que a embargante buscar rediscutir a matéria. entretanto. às fls. também. Esclareço que a correção ou incorreção do julgado não pode ser sanada via embargos declaratórios. 23 de Setembro de 2013 42 2. INVBERSÃO DO ÔNUS DA SUCUMBÊNCIA.vê-se que quanto ao apelo da reclamada foi dado provimento parcial para: contra o voto deste Relator. desse modo.1 PREQUESTIONAMENTO. 10). Analisando a r. da forma mais conveniente à parte".2.

acórdão. Razões recursais de fls.2013. restou comprovado que a empresa prestadora de serviço ao perder a licitação com o Município. para tanto.0003 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: TANIA MARA GONCALVES ANTUNES Recorridos: 5 ESTRELAS SPECIAL SERVICE LIMP E SERV AUXILIARES LTDA BANCO SANTANDER (BRASIL) S.3 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Réu TANIA MARA GONCALVES ANTUNES Rosemary Machado de Paula(OAB: 00294B ES) 5 ESTRELAS SPECIAL SERVICE LIMP E SERV AUXILIARES LTDA Angela Martins da Cruz(OAB: 024074 GO) BANCO SANTANDER (BRASIL) S.TRT 17ª Região . no caso em apreço.º prevê o procedimento a ser adotado para o seu cálculo. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. 35 da Lei n. no tópico anterior já foi robustamente esclarecida a questão das contribuições previdenciárias. por sua vez. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Advogado Acórdão Processo Nº RO-50500-14. pelo não provimento do apelo. no mérito. 316/326 e 345/366. que garantiu a permanência no emprego. sendo partes as acima citadas. é clara ao dispor que os cálculos de liquidação deverão consignar. na época da prestação de serviços. 281/312 renovando os pedidos relativos a nulidade do pedido de demissão. de 10. Origem: 3ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA .17. A Ordem de Serviço INSS/DAF/DSS n.048/99 estipula o prazo em que deve ser feito o recolhimento decorrente das verbas reconhecidas em Juízo.º). Entre a incerteza da demissão sem justa causa ou da transferência de local de trabalho (os dois destinos possíveis.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA NULIDADE DO PEDIDO DE DEMISSÃO. induzindo os seus empregados a pedirem demissão..2013. No caso dos autos. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. A reclamada. nego provimento.212/91 e devem ser aplicados desde a data da prestação dos serviços.. A lei é claríssima ao estabelecer que a “atualização do crédito devido à Previdência Social obedecerá os critérios estabelecidos na legislação previdenciária” (CLT. envolvendo. 23 de Setembro de 2013 43 Udno Zandonade(OAB: 009141 ES) previdenciária é a data da prestação do serviço.º 66. nega a coação e diz que a autora tomou a iniciativa de extinguir o contrato de trabalho por vontade própria.941/09. descontos fiscais e previdenciários. ao ser admitida pela CONSYSTEM. conhecer de ambos os embargos declaratórios e. tanto a multa quanto os juros são devidos. correção monetária e juros de mora.A.5. honorários advocatícios e responsabilidade subsidiária da segunda reclamada. nos termos do art.2 MÉRITO 2.0050500-14. Contudo. João Hilário Valentim. os valores das contribuições previdenciárias do segurado empregado e os valores de base de apuração da contribuição previdenciária a cargo da empresa. 2.0003 Processo Nº RO-50500/2013-003-17-00. a Reclamante fez a sua opção.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. art. ainda que velada. FUNDAMENTAÇÃO 2. A sentença julgou improcedente o pedido entendendo que: “(.5. Dessa forma. mês a mês. Nulo é o pedido de demissão formulado sob coação. ACÓRDÃO . Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). que foi coagida a fazê-lo para ser contratada pela nova empresa prestadora de serviço que viria substituir a sua empregadora no contrato firmado com o Segundo Réu. De toda sorte. Portanto.) comprometendo a alegação da Reclamante. Isso porque ao se afirmar que o fato gerador das contribuições previdenciárias seria o pagamento. no mesmo posto de trabalho (segundo a Reclamante. danos morais.º 8. O art. se pretende dizer que somente a partir do efetivo pagamento do crédito trabalhista ao empregado é que passam a ser exigíveis as contribuições previdenciárias. §4. sentença de fls. 276 do Decreto nº 3. pois. 277/279 que julgou improcedentes os pedidos iniciais. a situação pretérita originada em uma violação da lei. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. devem ser deduzidos do empregado apenas os valores que seriam devidos mês a mês. particularmente. 477 e 467 da CLT.17.2.A.10. “Considera o fato gerador das contribuições sociais a data da prestação do serviço”. na verdade. 879. a matéria já não comporta grandes discussões. negar provimento ao apelo do reclamante.” Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . infere-se a clara intenção em permanecer empregada e. pois de acordo com a nova redação da Lei 8212/91 nos artigos 34. 43. Procurador do Trabalho: Dr.1 CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário eis que presentes os pressupostos de admissibilidade.1997. multas dos art. se mantido o vínculo com a 1ª Reclamada) e a possibilidade de continuar empregada e no mesmo local (onde trabalhava há três anos). apenas “trocou de uniforme”).1 NULIDADE DO PEDIDO DE DEMISSÃO – PROMESSA DE REAPROVEITAMENTO PELA NOVA EMPRESA PRESTADORA DE SERVIÇO A autora pretende seja declarado nulo o seu pedido de demissão aduzindo. 35 e notadamente no § 2º do art. não há como imputar ao reclamante o pagamento de multa. A base de cálculo de tais contribuições leva em consideração a época própria em que as mesmas seriam devidas. Logo. obviamente. O pedido de demissão foi conveniente para a Reclamante. fez reunião com seus empregados pretendendo se ver livre do maior número possível de dispensas sem justa causa. dada pela Lei nº 11. dar parcial provimento ao recurso da reclamada para prestar esclarecimentos sem imprimir efeito modificativo ao v. Contrarrazões às fls. por unanimidade. Vistos. Alega que lhe foi apresentado um modelo de pedido de demissão que deveria ser escrito de próprio punho e que o fez porque temia ficar desempregada. enquanto o § 4. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo autor em face da r.

estranheza. e na qual se discutia a nulidade dos pedidos de demissão dos empregados da Primeira Ré. como se vê. A ação é a de nº 0091300. impondo-se a aplicação da multa. Transcrevo trecho do voto proferido pela Exma. mas se sentiu coagida a pedir a demissão porque sua empregadora não tinha outro posto de trabalho para remanejá-la e ficou claro que. dou provimento ao apelo. a reclamante não tinha interesse na rescisão do contrato de trabalho. que é irrelevante para o deferimento ou não da referida multa a existência de controvérsia sobre o pagamento das verbas rescisórias. de parcelas não quitadas pela reclamada por ocasião da rescisão contratual. Na ocasião foi informado que esta seria a única forma de serem admitidas pela nova empresa e permanecerem trabalhando nos postos em que se encontravam. dou provimento. não tendo sido pagas as verbas rescisórias próprias da dispensa sem justa causa devida a multa do artigo 477 da CLT A multa do artigo 477. o pedido de demissão seria a única forma de vir a ser aproveitada no novo contrato de prestação de serviço. (TST RR 578167/1999. por considerar que houve coação para o pedido de dispensa. E aqui aponto. Dou parcial provimento. tendo como Relatora a Exma Desembargadora Ana Paula Tauceda Branco. para a conversão do pedido de dispensa. por oportuno.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. no pedido de demissão dos empregados da empresa 5 Estrelas.º da CLT é devida quando o pagamento das verbas rescisórias é realizado fora do prazo ou a menor.94. Ademais. no aresto a seguir transcrito. por meio de sentença.17.guias para liberação do FGTS. julgado pela 3ª Turma deste E. Já em relação ao seguro-desemprego. induzindo os seus empregados a pedirem demissão. Não lhe assiste razão. ante o teor do depoimento testemunhal gravado em vídeo. A própria reclamante narra em sua inicial que foi admitida em novo emprego no mesmo dia de tal dispensa. importa em mora salarial. sentença para que seja deferida a indenização decorrente de danos morais. Restou comprovado nos autos.04.projeção do aviso prévio para pagamento de férias proporcionais e 13º salário proporcional. Rel. a projeção do aviso prévio em tais parcelas. Ademais. por exemplo. Assim. §8. O dano moral somente se verifica quando a vítima experimenta . 75-179). o fato de que a própria Reclamada faz prova. o texto legal não faz qualquer ressalva quanto à relação jurídica controvertida. negar provimento ao apelo. não faz a autor jus a tal parcela. que passo a discriminar: .2 MULTA DO ARTIGO 477 DA CLT Reconhecida no tópico anterior a invalidade do pedido de demissão e.2. estar-se-ia beneficiando o mau empregador. tenham manifestado a mesma vontade. 2.ª Eneida Melo Correia de Araújo . é devido o pagamento da multa. pela sua empregadora. Conservação e Limpeza em face dos mesmos reclamados desta demanda. sendo irrelevante o fato de o liame empregatício ter sido reconhecido em audiência ou mesmo em razão da existência de controvérsia quanto aos créditos rescisórios. em tão curto lapso temporal. nos termos do voto do Desembargador José Luiz Serafini. Tendo sido impugnados todos os pleitos formulados pelo reclamante na inicial. de fato. por maioria. Informou a testemunha que não lhe foi ofertado.DJU 05. mais especificamente. Relatora: “ (.aviso prévio indenizado.2002). sendo devido apenas. 2. e . por ocasião da rescisão contratual. a tese sindical. inclusive. que assim dispõe: "DANOS MORAIS Requer a reclamante a reforma da r. A inexistência de controvérsia é pressuposto para a fixação da multa. coação. Do exame. A quitação incompleta dos valores pecuniários devidos ao trabalhador. in verbis: MULTA . o que ocorre com o reconhecimento. considero nulo o pedido de demissão formulado sob coação. milita. o que não é o caso dos autos. que o exaurimento das vias administrativas. Ora. sem um motivo certo e determinado. Tribunal. A testemunha ouvida em Juízo informou que em razão da extinção do contrato de prestação de serviço celebrado entre a Primeira Reclamada e o Segundo Réu. o encarregado de nome João apresentou às empregadas da Primeira Reclamada um modelo de pedido de demissão para que as mesmas o redigissem de próprio punho. À vista da análise discorrida. em juízo. Ora. vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais.) o cerne da questão está na ausência da homologação do pedido de demissão pelo Sindicato. a ausência do pagamento do.2.0 . o que causa.Relação de emprego controvertida. como exposto acima. 477 da CLT não faz qualquer ressalva a esse respeito. apenas quando o trabalhador der causa à mora. pois não é crível que vários empregados. O dispositivo legal mencionado é claro.3. Ressalte-se. um outro posto de trabalho e entendeu que caso não fizesse o pedido de demissão ficaria desempregada. . conforme cópia do TRCT – fl. 2.ART. Nesse sentido. pois o art.2012. Pois bem. sendo devidas as verbas rescisórias decorrentes da dispensa injustificada realizada pela empresa.5. portanto. para resilição imotivada”.161 (na ata de fls.ª Min.0011. quando a controvérsia foi colocada ao discernimento da Comissão de Conciliação Prévia. Sem razão. 477 DA CLT .3 MULTA DO ARTIGO 467 DA CLT A reclamante pugna pelo pagamento da multa do artigo 467 da CLT. para reconhecer o direito à conversão do desligamento à pedido dos empregados. pretendeu se ver livre do maior número possível de dispensas sem justa causa. por sua vez. exalam a existência de vício de consentimento. não se pode cogitar de parcelas incontroversas a autorizar a aplicação da penalidade. de que os pedidos de demissão se deram no mesmo período. Por todo o exposto. 23 de Setembro de 2013 44 Dessa decisão recorre a reclamante renovando os pedidos iniciais. 304-305. tem decidido o TST. reconhecida. Assim. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Quanto ao pedido de saldo de salário.multa de 40% incidente sobre o FGTS. 60 a autora pede que da condenação sejam deduzidos os valores ali descriminados).. às fls. ainda que velada. tem-se que não foram pagas corretamente as verbas rescisórias. esse já foi quitado no momento da dispensa. noto que as provas constantes nos autos somada e à prática vivificada nas empresas prestadoras de serviços de limpeza. nota-se. O mesmo ocorreu com as férias e 13º salário.2. A Primeira Reclamada. . Corroborando. limitando-se a isentar o empregador do pagamento da multa. no aspecto. o induzimento ao pedido de demissão. da mesma empresa.ª T..4 Danos Morais A Primeira Turma decidiu. Dessa forma. e a 1ª Reclamada sequer compareceu à audiência para maiores explicações (fls. Nego provimento. a favor dos empregados. para a decisão proferida na ação ajuizada pelo Sindicato dos Trabalhadores das Empresas de Asseio.

nos termos do voto do Desembargador José Luiz Serafini. negar provimento ao apelo. em curso o contrato comercial entre os réus o que atrairia. julgou ser conveniente se manter empregada. por maioria. 2. consoante a inteligência do artigo 5º. Veja-se que quando os fatos narrados na inicial ocorreram oura Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 empresa já estava prestando serviços ao segundo réu. Ou seja. mostram-se irrelevantes.º 12. (grifei) Portanto. Nego provimento. e calculado sobre o montante dos rendimentos pagos.º 7. devendo ser calculadas. Vale lembrar. inciso X. entretanto. 12-A da Lei n. na Sessão do Tribunal Pleno do TST do dia 16. contingências inerentes à vida em sociedade.são invioláveis a intimidade. 2. cujo art. conhecer do recurso ordinário. A hipótese. com a redação dada pela Lei nº 12. deve arcar com referida despesa. Portanto.2012. duradouro ou não. não ficou desempregada.5 Honorários Advocatícios (Não há assistência sindical) A Primeira Turma decidiu. determinando que os descontos previdenciários deverão ser apurados na forma do item III da Súmula nº 368. como fez certo o documento de fls. mensalmente. não lhes dispensando o ordenamento jurídico qualquer proteção. por unanimidade.713.6 Descontos Fiscais Sempre entendi que o empregador deveria arcar com o ônus do imposto de renda incidente sobre parcelas decorrentes de condenação trabalhista. 3 da inicial). sendo certo. Nego provimento. pela pessoa física ou jurídica obrigada ao pagamento ou pela instituição financeira depositária do crédito.º 1. aqui não é de ruptura de contrato de trabalho estando. irritações. não teria o Segundo Réu como fiscalizar e controlar a relação de trabalho entre a empresa prestadora e seus empregados. a honra e a imagem das pessoas. a vida privada. portanto. por maioria. nego provimento. ainda. dou provimento parcial. mês a mês.713/1988. que acrescentou o art.2. troca-se apenas o uniforme.04. nego provimento. Incontroverso. desfazendo." 2. CONCLUSAO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. na época da prestação de serviços. deduzindo-se da autora apenas os valores que seriam devidos mês a mês. a reclamante foi instada a pedir demissão com vista a garantir ser reempregada pela nova prestadora de serviços. da Magna Carta. Vários colegas passaram pela mesma situação junto com a autora que. sobretudo no tocante à dação doe aviso prévio. 21.º 7. pelo que considero que a coação havida não é grave o suficiente a causar transtorno de ordem moral na obreira. assim. foi aprovada a alteração do item II da Súmula 368 do TST.00 e custas de R$400. Encerrada a relação comercial entre os réus conforme comprovado nos autos (veja-se fls.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. dar parcial provimento ao apelo para declarar a nulidade do pedido de demissão formulado pela autora e condenar a primeira reclamada no pagamento de . que se a reclamante optou pela contratação de advogado particular. A propósito. em decorrência da inovação promovida pela Lei n. É de se destacar que a reclamante irá perceber as verbas do distrato (conforme item 2. 3.00 pelos reclamados.2. que assim dispõe: "HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS Pretende a reclamante o deferimento de honorários advocatícios. do C. Com essa alteração legislativa.7. 23 de Setembro de 2013 45 profundo e grave sofrimento. sendo certo que seu contorno jurídico está indissociavelmente ligado aos direitos da personalidade. a reclamante constituiu advogado particular. trata-se de uma espécie de “acordo extrajudicial” firmado entre os trabalhadores e a empregadora para manter a continuidade da prestação de serviços no mesmo posto de trabalho com a nova empregadora. em relação à incidência dos descontos fiscais. A hipótese. a qual passa a contemplar exatamente o cálculo do imposto de renda pelo regime de competência. Pois bem. ao meu ver.000. TST.2. não há mais prejuízo para o empregado porque o imposto de renda será calculado levando em consideração a quantidade de meses a que se referem os rendimentos. nos termos do art. vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais." 2. cujas disposições foram regulamentadas pela Instrução Normativa RFB n.350/2010.1 supra). No caso vertente. Na realidade.2. Fixo valor da condenação em R$20. O entendimento acerca dos honorários advocatícios está em consonância com as Súmulas 219 e 329 do E.º O imposto será retido. Os descontos relativos à Previdência Social deverão ser calculados mês a mês. de 22/12/1988. resultante de crédito do empregado oriundo de condenação judicial. Dessa forma. não se subsume ao que prevê a Súmula 331 do TST. que na Justiça do Trabalho vigora o jus postulandi. segundo a média das expectativas normais do homem. no mérito. mediante a utilização de tabela progressiva resultante da multiplicação da quantidade de meses a que se referem os rendimentos pelos valores constantes da tabela progressiva mensal correspondente ao mês do recebimento ou crédito. TST. senão vejamos: II. não há como imputar a reclamante o pagamento de multa.º assim dispõe: Art. observando a tabela progressiva constante do anexo do referido ato normativo.127. correção monetária e juros de mora. É do empregador a responsabilidade pelo recolhimento das contribuições previdenciárias e fiscais. como dito em linhas transatas.Descontos Previdenciários Pretende a recorrente que a reclamada arque integralmente com o recolhimento previdenciário. considerando que o empregado não deve suportar deduções maiores do que aquelas que teria se o pagamento fosse efetuado na ocasião oportuna sem necessidade de demanda judicial. ainda. Ora. também." Pequenos aborrecimentos.2. registre-se que. no mesmo posto de trabalho. in verbis: "X . frise-se. por ser ele o responsável solidário no recolhimento e porque o empregado não poderia ser penalizado com uma tributação que não haveria caso seus créditos tivessem sido adimplidos a tempo e modo. 12-A e seus parágrafos à Lei n. não estando presente a hipótese que ensejaria ao juízo deferir-lhe a verba honorária. que a autora prestou serviço ao Banco Réu por força deste contrato.350/2010. Revejo meu entendimento. 3. ou seja. assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação. sem dúvida a obrigação in vigilando por parte do tomador de serviço. pela empresa devedora. contratempos.5 Responsabilidade Subsidiária do Segundo Réu Incontroverso que a Primeira Ré foi contratada pelo Segundo Reclamado para prestar serviços de limpeza e conservação. a burla provocada pela reclamada para não sofrer os efeitos pecuniários da dispensa imotivada. pois. de 7 de fevereiro de 2011.

Sergio Carlos de Souza(OAB: 005462 ES) SIND DOS EMPREGADOS NO COMERCIO NO EST DO ESP SANTO Valdek Gazzoli(OAB: 013774 ES) ACÓRDÃO .TRT 17ª. e-DOC.1. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi. TST. conhecer dos embargos declaratórios e. no mérito. é certo que houve fundamentação expressa quanto ao entendimento adotado. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. 6º da Lei 10. conhecidos e parcialmente providos. convocada para compor quorum. 6º da Lei 10.5. Procurador do Trabalho: Dr.2.2 Embargante Advogado Embargado Advogado LOJAS AMERICANAS S. OMISSÃO Aduz o embargante que em sua peça recursal invocou o art. 2.SIND DOS EMPREGADOS NO COMERCIO NO EST DO ESP SANTO Origem: 10ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . conforme preconizado no item I da Súmula nº 297 do C. tem-se por prequestionada a matéria. apontando vício no julgado. acórdão de fls. verifico que o embargante invocou tal dispositivo em suas razões recursais porém a peça impressa.5.5.A. RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos pela reclamada em face do v. 138-139 que houve manifestação acerca da alegada omissão contida nos primeiros embargos declaratórios. sendo partes as acima citadas. reporto-me à fundamentação exarada no v.101/2000. 23 de Setembro de 2013 46 aviso prévio indenizado. a Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi.17.0005 Processo Nº RO-62000/2013-005-17-00. Fixado o valor da condenação em R$ 20. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais. MÉRITO 2. projeção do aviso prévio no pagamento das férias proporcionais e 13º salário proporcional. acórdão dos aclaratórios assentou em sua fundamentação tratar-se de inovação recursal. multa de 40% incidente sobre o FGTS. o v.0 Recorrente Advogado DARIO SORIANO FEITOZA Airton Iduardo de Souza(OAB: 003684 ES) .A. 138-139. Vencidos. 138-139.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO opostos pela reclamada. Portanto. quanto aos danos morais e aos honorários advocatícios. Assim. na época da prestação de serviços. ACÓRDÃO DE FLS. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). Insurge-se o embargante contra o v. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim. constante dos autos.101/2000 não se trata de inovação recursal nos primeiros embargos declaratórios mas sim.TRT 17ª Região .2. dar-lhes parcial provimento apenas para esclarecer que a invocação do art. no caso. pelos reclamados. deste Regional. acórdão de fls.2011. de falha na impressão da petição recursal protocolizada via e-DOC. TST e OJ nº 118 da SDI-I/TST. pois presentes os pressupostos de admissibilidade.1. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-62000-71. Vejamos. havendo tese expressa no julgado. e. Embargado: O V. De uma análise do arquivo no Sistema Integrado de Protocolização e Fluxo de Documentos Eletrônicos. Participaram da Sessão de Julgamento em 10 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). do C. invocado no tópico 15 do recurso ordinário.17.0010 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: LOJAS AMERICANAS S. 138-139 para destacar que a necessidade de prequestionamento não impõe ao magistrado o dever de fundamentar nos moldes pretendidos pelas partes.00. guias para liberação do FGTS e multa do art. Portanto.101/2000. 138-139 .2011. Todavia. Vistos. REGIÃO .6º da Lei 10101/2000 e que ao opor embargos declaratórios visando Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 sanar omissão no julgado. alegando que o julgado contém o vício alegado pois não apreciou o artigo 6º da Lei nº 10. não registrou o tópico em referência. qual seja. 477 da CLT. ratificada pelo Brasil através do Decreto 58. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-57600-67. de que a concessão do descanso semanal remunerado após o sétimo dia consecutivo de trabalho viola a Convenção nº 106 da OIT. visando sanar eventual obscuridade no julgado. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. TST. esclareço não se tratar de inovação recursal nos primeiros embargos declaratórios mas sim. 6º da Lei 10. por unanimidade. CONHECIMENTO Conheço dos embargos de declaração opostos pela reclamada.000. deduzindo-se da autora apenas os valores que seriam devidos mês a mês.2013. mas de consignar os fundamentos que serviram de substrato à decisão consignada.0010 Processo Nº ED-57600/2011-010-17-00.17. com custas. De toda sorte. constante da versão protocolizada via E-DOC. No caso dos autos. dou parcial provimento aos embargos declaratórios apenas para esclarecer que a invocação do art. apenas para esclarecer que a invocação do art.0057600-67.101/2000 não se trata de inovação recursal nos primeiros embargos declaratórios mas sim. falha na impressão da petição recursal protocolizada via e-DOC.101/2000 não se trata de inovação recursal nos primeiros embargos declaratórios mas sim. de falha na impressão da petição recursal protocolizada via e-DOC. de falha na impressão da petição recursal protocolizada via e-DOC.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. ainda. de R$ 400. João Hilário Valentim. verifico do v. no tocante à responsabilidade subsidiária. bem como vai de encontro ao entendimento sedimentado na OJ nº 410 da SDI-I do C. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. FUNDAMENTAÇÃO 2. acórdão de fls.00. referente ao art. 6º da Lei 10. acórdão de fls.823/1966. para determinar que os descontos previdenciários sejam apurados na forma do item III da Súmula nº 368.

º 8. a tentativa do trabalhador de obter todas as anotações devidas e perdidas. a qualquer momento. do processo seletivo que participava. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo autor em face da r. entendo que é razoável concluir ter havido angústia por parte do autor.1 CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário eis que presentes os pressupostos de admissibilidade. a reclamada. verifico que o salário do reclamante à época de sua dispensa era de R$1. No que concerne ao valor devido a título de indenização por danos morais.17. da data da publicação da decisão. quanto à correção monetária incidente sobre a indenização por danos morais. o extravio é muito mais grave do que o atraso na entrega. entendo adequado fixar o valor da condenação em R$3. fixando -a em R$3. o extravio é muito mais grave do que o atraso na devolução. Mas não um curriculum vitae qualquer. Por isto.2013. fato que. lhe traria dissabores não só para demonstrar sua experiência na obtenção de um novo emprego quanto também para a aposentadoria. Perfilho o entendimento de que as CTPS anotadas são o curriculum vitae do trabalhador. Diz que até a data do ajuizamento da ação a reclamada não havia lhe devolvido a Carteira de Trabalho.ME Raquel Cola Greggio(OAB: 013820 ES) ACÓRDÃO . relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. 2. Inteligência da Súmula nº 52 da 1ª Jornada de Direito Material e Processual na Justiça do Trabalho.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.000. No que concerne aos juros de mora incidentes sobre a indenização por danos morais. Assim. considerando a magnitude do sofrimento psicológico do autor. seu nível salarial e a capacidade financeira e patrimonial da empresa. principalmente por se tratar de uma CTPS já anotada.00 (três mil reais). Por isto. 23 de Setembro de 2013 47 Recorrido Advogado GENESIO SOARES DIAS CANDEEIRO FUNERARIA . EXTRAVIO DE CTPS. fixando-a em R$3. Vistos. 14). no mérito. Pede a condenação da ré no pagamento de R$33. tendo sido entregue a defesa pela advogada que estava presente. ante a perda das informações contidas em sua CTPS. seria difícil e demorado e até mesmo de resultado total incerto. na sua inicial. Contraminuta às fls. Procurador do Trabalho: Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . é certo que este deverá variar de acordo com o caso concreto. A sentença julgou improcedente o pedido de danos morais entendendo que nos casos de extravio da CTPS o trabalhador pode. esta deverá incidir sobre o quantum debeatur nos termos da Resolução n. sem dúvida. guardando proporção entre a magnitude da ofensa e a capacidade financeira e patrimonial do ofensor. porque a carteira atesta a veracidade da vida profissional de quem a apresenta. solicitar a emissão de um novo documento e comprovar. e ainda de forma a não ensejar enriquecimento do ofendido. 40/42 que julgou parcialmente procedentes os pedidos iniciais.0005 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: DARIO SORIANO FEITOZA Recorrido: GENESIO SOARES DIAS CANDEEIRO FUNERARIA . principalmente por se tratar de uma CTPS já anotada. situação de estresse a que deu causa. o réu não compareceu à audiência inicial. Pois bem. 09) e que a reclamada – uma microempresa .0062000-71. conforme consta do documento de fls. contados a partir da data do ajuizamento da reclamatória e aplicados pro rata die. por esta razão. 09). mas apenas a compensação financeira.00.37 (vide TRCT de fl. 56/60 pelo não provimento do apelo. o que configura o dano moral. No caso. a existência de vínculos de empregos anteriores. Logo.177/91. unicamente. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). que determina a aplicação de juros de mora de um por cento (1%) ao mês. Logo. do C.TRT 17ª Região . 49/52 renovando o pedido de condenação da ré no pagamento de danos morais decorrentes do extravio da sua CTPS. entendo que é razoável concluir ter havido angústia por parte do autor. com juros de mora a partir do ajuizamento da ação e correção monetária a partir da publicação desta decisão. a partir da data em que foi fixada a indenização por danos morais.000.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS.2 DANOS MORAIS – EXTRAVIO DA CTPS DO AUTOR O reclamante narra. deve ser observado o disposto no artigo 39 da Lei 8. fato que. por cartas de recomendação de antigos empregadores ou extrato de tempo de contribuição emitido pelo INSS. Em vista disso. Não foi devolvida a CTPS ao autor que informou ao Juízo ter providenciado uma nova Carteira de Trabalho em maio de 2013 (ata de fls. lhe traria dissabores não só na obtenção de novo emprego como também para a aposentadoria. ou seja. dou provimento ao apelo para condenar a reclamada ao pagamento de indenização por danos morais.900.possui capital social de R$5. Regularmente citado. Alega que perdeu uma excelente oportunidade de emprego por não estar com sua CTPS tendo sido desclassificado. FUNDAMENTAÇÃO 2. dar-lhe provimento para condenar a reclamada ao pagamento de indenização por danos morais.00 (50 vezes o salário mínimo) a título de indenização por danos morais. Em vista disso. porque a carteira atesta a veracidade da vida profissional de quem a apresenta. E isso é difícil de mensurar.5. sem dúvida. No entanto.ME Origem: 5ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA .310. e ante aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade. Logo. ante a perda das informações contidas em sua CTPS. As CTPS anotadas são o curriculum vitae do trabalhador. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Razões recursais de fls. seria difícil e demorado e até mesmo de resultado total incerto.00 (três mil reais). conhecer do recurso ordinário e. com juros de mora a partir do ajuizamento da ação e correção monetária a partir da publicação desta decisão. que foi admitido pela reclamada para exercer a função de Agente Funerário em 30/10/2012 e dispensado em 08/01/2013 (TRCT de fls. sem dúvida.00 (três mil reais). por unanimidade.000. Sendo assim. TST. 29. Mas não um curriculum vitae qualquer. sentença de fls. configurado está o dever de indenizar os danos morais sofridos pela reclamante. a tentativa do trabalhador de obter todas as anotações devidas e perdidas.000. sendo partes as acima citadas.

(TRT 17ª R. há hipóteses em que mesmo desenvolvendo atividades externas. – RO 125100-17.2012 – p. É cediço que.I – HORAS EXTRAS – SERVIÇO EXTERNO – POSSIBILIDADE DE CONTROLE DA JORNADA – INOCORRÊNCIA DA HIPÓTESE DO ART. nesse caso. – RO 12960065. apesar de externa a atividade prestada. da CLT.08. impõe-se o pagamento de horas extras. No caso em apreço. em que mesmo em labor externo o empregador tem meios de controlar a jornada desses trabalhadores. nesse caso. Lorena de Souza Ferreira(OAB: 33299X BA) TRANSPORTADORA TRANS VARZEA LTDA Wellington Ribeiro Vieira(OAB: 008115 ES) SASIL COMERCIAL E INDUSTRIAL DE PETROQUIMICOS LTDA. por conseguinte. I.09. se restar comprovada a existência de dois requisitos essenciais e cumulativos. sentença quanto: horas extras. FUNDAMENTAÇÃO 2. Ou seja. E. I.17. 62 da CLT. 23 de Setembro de 2013 48 João Hilário Valentim. A exceção prevista no inc.2012. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-63000-83. proferida pela MM. Contrarrazões. Então. sentença. nesse caso.A.62 JCLT.TRT 17ª Região . 62. (TRT 03ª R.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.5. I do art. há que se observar que nem todo trabalho externo enseja tal aplicação. O reclamante alega que a prova oral e os discos do tacógrafo comprovam a sua real jornada.I – TRABALHO EXTERNO – HORAS EXTRAS – VIABILIDADE – O empregado apenas se enquadra na hipótese de que trata o art.62 JCLT.0121 Processo Nº RO-63000/2012-121-17-00. Des.62. buscando a reforma da r. extrapolada a jornada contratual. as horas extras são indevidas. E.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA HORAS EXTRAS. Além disso.2011 – p. 62. DA CLT – Havendo possibilidade de controle do horário de trabalho. 35. pelo fato de possuírem afazeres externos.Havendo possibilidade de controle do horário de trabalho. às fls. para localização do veículo possibilitavam o controle de sua jornada. da CLT.17. trabalho externo e incompatível com a fixação de jornada de trabalho. Origem: VARA DO TRABALHO DE ARACRUZ . O juízo indeferiu o pleito de horas extras sob o entendimento. a reclamada tinha condições de fiscalizar seus horários.0121 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: WAGNER MIGUEL Recorridos: SUZANO PAPEL E CELULOSE S.I – HORAS EXTRAS – TRABALHO EXTERNO – POSSIBILIDADE DE CONTROLE DE JORNADA – Ainda que o trabalho seja externo. são devidas as horas extras. Merece reforma a r. TRANSPORTADORA TRANS VARZEA LTDA SASIL COMERCIAL E INDUSTRIAL DE PETROQUIMICOS LTDA. 350-353 e 354-358. Juliana Coutinho Piol(OAB: 009436 ES) ACÓRDÃO .0001 – Rel. há duas hipóteses. 25)v92. 62. Observe-se os arestos: 220517 JCLT.2 MÉRITO 2. TRABALHO EXTERNO. adicional noturno. embora externo o seu labor. 42) v97 Pois bem. a reclamada em defesa alegou.1 HORAS EXTRAS.1 CONHECIMENTO Conheço do recurso do reclamante porque presentes os pressupostos objetivos e subjetivos de admissibilidade. Vistos.62. sendo partes as acima citadas. 62 da CLT se aplica aos casos em que pela natureza das atividades atribuídas ao empregado. Razões do recurso do reclamante.2 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Réu Advogado Plurima Réu Advogado WAGNER MIGUEL Vanessa Maria Barros Gurgel(OAB: 008304 ES) SUZANO PAPEL E CELULOSE S. Restando provado que havia controle sobre a jornada. sentença de fls. repouso semanal remunerado e demais encargos remuneratórios e honorários advocatícios. I do art.5.5.323-329 e. I. pela empresa Jabur Onixsat.5. devidas são as horas extras. quanto à aplicação da exceção prevista no inc. da CLT. concluiu o julgador que o autor está inserto na exceção do artigo 62.62. Des. como no caso dos representantes comerciais. 128000031347 JCLT. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. a saber. Juiz Mauricio J. intervalo intrajornada. sustenta que a reclamada juntou aos autos os itinerários de viagens que aliados ao rastreamento do caminhão. 05). I.62 JCLT.0063000-83.17. é devido o pagamento de horas extras. além de ser difícil verificar qual o tempo efetivamente à disposição do empregador. não se podendo falar na excludente do artigo 62. RELATÓRIO O reclamante interpõe recurso ordinário em face da r. aí. ante a impossibilidade de controlar os horários. POSSIBILIDADE DE CONTROLE DA JORNADA. extrapolada a jornada contratual.17. Por outro lado. INOCORRÊNCIA DA HIPÓTESE DO ART. Vara do Trabalho de Aracruz que julgou procedente em parte a ação que rejeitou os embargos de declaração.2004 – p. razão por que. José Luiz Serafini – DJe 17. vejamos com mais detalhes. em síntese. TRABALHO EXTERNO. é devido o pagamento de horas extras.A. às Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . DA CLT . – RO 000552004-042-03-00-7 – 1ª T. I. apesar de externa a atividade prestada. Godinho Delgado – DJMG 10. pois aquele trabalho externo que permite o controle de jornada não se enquadra na citada exceção e. de que o reclamante não se desincumbiu da prova de que. 2.11. às fls. 62. 62 da CLT. Gerson Fernando da Sylveira Novais – DJe 08. não incide a regra de exceção do inciso I do art. 128000041744 JCLT. devida é a paga das horas extraordinárias comprovadamente prestadas pelo trabalhador. não incide a regra de exceção do inciso I do art.2. horas extras à disposição com adicional de 50% da hora normal e 100% da hora normal em feriados nacionais e municipais e reflexos de todas estas parcelas no aviso prévio férias. 62 da CLT. – Rel.2011. se for possível o controle de jornada. INOCORRÊNCIA DA HIPÓTESE DO ART. complementada às fls. I.2012. estes não estão sujeitos ao controle de jornada de trabalho. (TRT 17ª R. pela reclamada. FGTS § 40% de todo o período laborado. 13º salário. POSSIBILIDADE DE CONTROLE DA JORNADA. DA CLT.2010.0010 – Rel. 334-343. razão por que.

nos moldes do artigo 71 celetizado. dia a dia (Resolução nº 816/86. chegada deste à empresa cliente. Sendo certo que laborou também nos dias nos dias 25 e 27. vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais.] que a reclamada determinava o retorno no mesmo dia. Ressalto que o reclamante. da CLT que exclui o empregado do direito às horas extras.04. Com efeito. em média. que durava 3h/4h ou podia chegar até 10h. como desejou o reclamante. 62.” E percorridos 795. pois. quanto aos horários de saída do caminhão da reclamada.. nos termos do artigo 71 da CLT.0 – (SBDI-1) – Rel. terminava o trabalho às 19/20/21:00 [... então. não há falar em deferimento de adicional noturno. 128 e seguintes. deve-se concluir que os registros dos discos de tacógrafos eram aqueles efetivamente cumpridos. na petição inicial requereu a juntada dos discos de tacógrafos sob as penas do art.128): no dia 26/01/2012. a possibilidade de controlar indiretamente o tempo gasto pelo autor nessas viagens. Nego provimento. negar provimento ao apelo. na inicial e em depoimento pessoal. no dia 09/03/2012. 359. efetivamente. em 20 dias de labor e 4 dias de folgas e. de 12:08 no campo “Tempo Mov. Quanto ao tempo em que o motorista ficava aguardando o descarregamento de produto a prova pericial trouxe aos autos fotografias que comprovam que havia sala específica para a espera da descarga. nos primeiros 90 dias de contrato de trabalho. saída da empresa cliente e chegada à reclamada. Esta mesma testemunha também corroborou a tese do autor de que usufruía tão somente de 30 minutos para refeição. atual Súmula 437 do TST. observe-se relatório sintético dos tacógrafos (fls. 14:46 no campo “Tempo Oper. I. desde que estivesse programado para isso. desde que não extrapolasse o horário das 05 às 22 horas.0Km. ainda que de forma indireta. das 5h às 19h. nos termos do voto do Desembargador José Luiz Serafini. forçoso concluir que a reclamada tinha. fazia uma programação e controle quanto à entrega dos produtos. E. Assim. FGTS + 40% e adicional noturno. do Código de Processo Civil.”. às fls. da CLT. Além disso. de 12:04 no campo “Tempo Mov. sob o argumento de que usufruía apenas de 30 minutos.4 HORAS EXTRAS À DISPOSIÇÃO. em boa hermenêutica. No entanto. o intervalo era parcialmente concedido (aproximadamente 30 minutos por dia).” E percorridos 692. às fls. 306. mas também a distância percorrida e a data e hora do início da operação. que a reclamada alegou fazer controlar. A prova oral por sua vez. conforme se constata. 17:46 no campo “Tempo Oper. Desse modo. Nesse cenário do acervo probatório dos autos. ou quando desenvolva atividade externa. na empresa Suzano Papel e Celulose S. afasta-se. 22-24 que registram os horários de chegada e saída. pelos motoristas. o autor somente faz jus ao tempo remanescente de intervalo não usufruído (30 minutos diários). em seu depoimento pessoal. 93-94 e contestação. paradas e quilometragem. desnecessário que viessem aos autos. I. 62. o que também possibilita em cotejo com a programação. ademais.I – HORAS EXTRAS – Motorista carreteiro. dou provimento. Controle de jornada. Preceito excepcional.”. seja pela determinação de cumprimento de Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 rotas previamente conhecidas e com possibilidade de previsão da duração das viagens.3 INTERVALO INTRAJORNADA. caso contrário. a reclamada não impugnou o documento de fls. O reclamante alega que gastava 1h30min para chegar em Aracruz e . Considerando. O reclamante afirmou. não só a movimentação do veículo e entrega dos produtos. pela recorrida. observe-se o aresto a seguir: 250900019482 JCLT. colacionados aos autos pelo autor.2 ADICIONAL NOTURNO.2. férias + 1/3.2. bem como a jornada do reclamante. A Primeira Turma decidiu. sem se insurgir contra a validade dessa prova documental. como afirmou também o autor. pois. 62. Com efeito. a prova oral. 112 que: “sempre existiu uma programação na empresa sobre as viagens para entrega de produto.. como já dito a possibilidade de controle de jornada do reclamante. que assim dispõe: "INTERVALO INTRAJORNADA Pretende o reclamante o pagamento do intervalo intrajornada. seja pela presença de tacógrafo. ainda que de forma indireta. do CONTRAN). da CLT exclui o empregado do direito às horas extras quando incompatível o controle de horário. mesmo quando o obreiro goza de parte do referido intervalo. faz jus às horas extras o motorista carreteiro cuja jornada de labor é controlada pelo empregador. por conseguinte. Isto corrobora a tese de que a reclamada. comprovou que além do tempo gasto com as viagens havia também aquele referente ao descarregamento de material químico. e que confirma o controle que a reclamada alegou fazer quanto às viagens para entrega dos produtos e. sob pena de admitir-se o enriquecimento ilícito do empregado que estaria recebendo horas extras por tempo não trabalhado. por natureza insuscetível de propiciar aferição da efetiva jornada de labor. devidos também os reflexos sobre aviso prévio indenizado. uma vez por semana de efetivo labor o reclamante laborava até às 22h. Vê-se também que.2.” Forçoso concluir que a reclamada tinha. em Ata de fls. (TST – E-RR 423. às fls. haja vista que somente este tempo foi efetivamente extirpado do trabalhador. 23 de Setembro de 2013 49 fls.62. devidas as horas extras além da 8ª trabalhada. João Oreste Dalazen – DJU 04. 305.”. realmente. como aferir a jornada laboral do autor. em que pese o entendimento da OJ 307 da SBI-I do TST. 306) que. I.. entendo que o reclamante só tem direito ao período remanescente do intervalo. fixo a jornada laboral para apuração das horas extras da seguinte forma: das 5h às 19h.. então. Art. Desse modo. Portanto. por maioria. A norma do art. há de ser interpretado restritivamente.62 JCLT. e sequer se cogitaria da pena prevista no artigo 359.A (cliente). posterior aos primeiros 90 dias." 2. às fls. A reclamada também não impugnou especificamente os documentos de fls. em 16 dias de labor e 4 dias de folgas. especificamente a testemunha ouvida. a norma do art. 2. 51 que diz respeito ao controle. que: “.4Km. in casu. RSR.2003)RST+169+2003+Jul+86+01/94v92 De tudo que foi exposto. os registros dos tacógrafos. Dilatada a jornada normal. Por outro lado. Min. afirmou que a reclamada exigia que os motoristas iniciassem a viagem às 05h. ambos do CPC. Nego provimento.510/1998. O tacógrafo é mecanismo que enseja a apuração não apenas da velocidade do veículo. O pagamento do adicional noturno deve atender ao pleito referente a inobservância da redução ficta da hora que enseja minutos extras de trabalho a cada hora laborada das 22 às 5 horas.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. entendo que o empregador somente deve pagar o tempo não usufruído a título de intervalo intrajornada e não sempre 1h. Colhe-se da prova oral (fl. 2. 253255. 13º salário. comprovam a movimentação do veículo. demais documentos acima citados e o fato de que o autor além das viagens tinha que esperar pelo descarregamento da carga na empresa cliente.

concernente à violação do art. Entretanto. o que torna presumível a situação econômica que não lhe permite demandar sem prejuízo do próprio sustento ou de sua família. Procurador: Dr.1.17. Nego provimento. no caso vertente.5. 818 da CLT e o art. RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos pelo reclamado em face do v. que foi declarado no documento constante às fls. que na Justiça do Trabalho vigora o jus postulandi. FGTS + 40% e adicional noturno. Portanto. à época da contratação. e. Se os embargos não demonstram a existência de omissão. 91/ 93 .000.00 (vinte mil reais). Ademais. Participaram da Sessão de Julgamento em 10 de setembro de 2013: o Desembargador José Luiz Serafini (Presidente).6 HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. FUNDAMENTAÇÃO 2. servida por transporte público.0101 Processo Nº ED-68000/2012-101-17-00. conhecer do recurso do reclamante. fato. 13º salário. CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. 05 de abril de 2012.2. de contradição. O entendimento acerca dos honorários advocatícios está em consonância com as Súmulas 219 e 329 do E. ACÓRDÃO DE FLS. valor superior ao dobro do salário mínimo legal.00 (fls. o que não ocorreu.2012. não merecem ser providos. ainda. no mérito. Quanto ao prequestionamento a que se refere à Súmula 297 do . por maioria. dar parcial provimento ao recurso para deferir as horas extras além da 8ª trabalhada. inclusive. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi. portanto. ante os limites impostos pelo legislador no art. acórdão de fls. Vencido. 16. bem como a necessidade de prequestionamento. Consignou o eminente Relator o seguinte: “Primeiramente.00. REGIÃO . Indevidas as horas extras à disposição pretendidas pelo reclamante. pois.2012. não estando presente a hipótese que ensejaria ao juízo deferir-lhe a verba honorária. RSR. § 2º. férias + 1/3.263.0101 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: MUNICIPIO DE VENDA NOVA DO IMIGRANTE Embargado: O V. calculadas sobre o valor da condenação.CONHECIMENTO Conheço dos embargos. arbitrado em R$ 20. TST. ressalto.00. nos termos do voto do Desembargador José Luiz Serafini. nego provimento. Inicialmente. alegando omissão no julgado. percebia salário R$1. para que seja concedido efeito modificativo ao julgado." Fixo o valor da condenação em R$20.000. inclusive para fins de prequestionamento. pois presentes seus pressupostos de admissibilidade. sendo certo. OMISSÃO . no percurso de sua residência ao local de trabalho. por unanimidade. sob o argumento de que caberia ao reclamante demonstrar sua existência. João Hilário Valentim.5 Embargante Advogado Embargado Advogado MUNICIPIO DE VENDA NOVA DO IMIGRANTE Evandro SantAnna Soncim(OAB: 009810 ES) SEBASTIAO LOIOLA DA SILVA Frederico Rodrigues Silva(OAB: 014435 ES) PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO . ou seja. prerrogativa das partes determinarem o que os julgadores deverão fazer constar do acórdão. pois o tempo gasto. requer sejam explicitadas as questões suscitadas. vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais. por unanimidade. Sendo certo. 58. todos os argumentos abordados pelas partes. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-68000-27. quanto ao intervalo intrajornada e aos honorários advocatícios. não pode ser computado como à disposição do empregador.19). Esclareço que não há falar em se considerar como in itinere o tempo despendido pelo empregado no deslocamento de sua residência até o local de trabalho. Custas de R$400. de R$ 400.” Não obstante o registrado pelo nobre Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais. 2. verifico que os argumentos apresentados pelo embargante revelam mero inconformismo com o resultado do julgamento. Custas. devidos também os reflexos sobre aviso prévio indenizado. 333 do CPC. Não é. salienta-se que a Corte não está obrigada a apreciar. Basta que fundamente o entendimento adotado. que assim dispõe: "HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS Pretende o reclamante o deferimento de honorários advocatícios. que o autor sequer pediu horas in itinere.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. 23 de Setembro de 2013 50 quando deveria ir de sua residência até Itabatã gastava 3h. acórdão é omisso em sua decisão quanto à inversão do ônus da prova em relação ao vínculo de emprego. ponto a ponto. Vistos. o Desembargador Relator. Sem razão. sendo partes as acima citadas.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.TRT 17ª Região . importante consignar que o empregado. deve arcar com referida despesa.PREQUESTIONAMENTO Aduz o embargante que o v. negar provimento ao apelo. presumindo-se o não acolhimento das teses divergentes.TRT 17ª. o que afasta a pretensão do autor. ou de obscuridade e revelam mero inconformismo da parte com o conteúdo meritório do acórdão.17. não há notícias de que o autor encontra-se empregado. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. pois a área é de fácil acesso. o reclamante constituiu advogado particular.0068000-27. uma vez que se utiliza dos presentes embargos com o intuito de rediscutir matéria fática sobre o seu prisma. nos termos do voto do Relator. da CLT. A Primeira Turma decidiu. por maioria. convocada para compor quorum. Desse modo. Vale lembrar. Requer o pagamento de horas à disposição da empresa com adicional de 50% da hora normal e 100% da hora normal em feriados nacionais e municipais Sem razão.SEBASTIAO LOIOLA DA SILVA Origem: VARA DO TRABALHO DE VENDA NOVA DO IMIGRANTE . 91/93. pela reclamada.5. que se a reclamante optou pela contratação de advogado particular.00 (quatrocentos reais).

senão vejamos. 524 pela via editalícia.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. da MM. não interrompendo. o que não significa a obrigação de reproduzir textos legais. na forma autorizada pelo art.17.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 354/371 foram tempestivamente opostos em 29/01/2013. no entanto. em excelente obra.2012. Vistos. é nítida a intenção da parte de dilatar o prazo recursal. Na linha do item V da Súmula n. ressalvando-se.2012. no caso o recurso ordinário. sentença quanto à responsabilidade subsidiária. o Desembargador Carlos Henrique Bezerra Leite (Curso de Direito Processual do Trabalho. cuja edição foi inspirada no resultado do julgamento. pontifica que: Cumpre advertir. art. ASSISTENCIA TECNICA E EXTENSAO RURAL Marcio Candido Costa de Souza(OAB: 011722 ES) DAYANE MONTEIRO DA SILVA FERREIRA Antonio Jose Pereira de Souza(OAB: 006639 ES) MASTER PETRO SERVICOS INDUSTRIAIS LTDA ACÓRDÃO . 16. entretanto.0069100-17. se conhecido. Vara do Trabalho de Venda Nova do Imigrante-ES. Desse modo. 71.1. 23 de Setembro de 2013 51 TST.5 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Réu INSTITUTO CAPIXABA DE PESQUISA. do CPC. 538 do CPC. Dessa forma. p. FUNDAMENTAÇÃO 2.TRT 17ª Região .17. 338/349. sem razão a reclamante quando sustenta a intempestividade do recurso ordinário. conforme a inteligência do caput do art. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim.5. pelo seu não provimento. exceto quando intempestiva. por disciplina judiciária. ao pagamento das parcelas deferidas à reclamante.11. em 24. parágrafo único. quanto às multas dos artigos 467 e 477 da CLT e ainda quanto aos honorários advocatícios e assistência judiciária gratuita. sentença de fls. por unanimidade. alegando. 527/538-vº. Devidamente intimada às fls. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. decisão de embargos declaratórios de fls. forçosa a conclusão de que a oposição dos embargos declaratórios interrompeu o prazo para o recurso ordinário de fls. que isso não significa que eventual omissão no dever de fiscalizar as obrigações do contratado não possa gerar essa responsabilidade para o ente público. 438/470.0101 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: INSTITUTO CAPIXABA DE PESQUISA. quanto às horas extras e salário do mês de abril/12 e de 9 dias de maio/12. CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. complementada pela r. 837). ainda que não conhecidos os embargos por inadequação. e a 2ª reclamada subsidiariamente. Nesse sentido. na forma autorizada pelo art. Isso porque. por encontrarse em lugar incerto e não sabido. Nessa linha de raciocínio.666/93. e tendo em vista o manifesto caráter protelatório dos embargos. 2008. 331 do TST. passou-se a entender. além de os embargos denotarem mero inconformismo com o conteúdo meritório do julgado. A meu ver. e mesmo não tendo sido conhecidos pelo Juízo a quo por inadequação. a qual julgou procedentes os pedidos e condenou o 1º reclamada. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora Acórdão Processo Nº RO-69100-17. Contrarrazões da reclamante às fls. conhecer dos embargos declaratórios. 350) e os embargos de declaração de fls. o prazo é interrompido pelo período compreendido da Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . parágrafo único.º).2010. que a mera inadimplência do contratado não poderia transferir à Administração Pública a responsabilidade subsidiária pelo pagamento dos encargos trabalhistas (Lei 8. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). LTr. renovando a preliminar de litispendência entre a ação coletiva e a ação individual. 429/429-vº. em suma. os embargos de declaração são tempestivos. pelo Supremo Tribunal Federal. RELATÓRIO O 2º reclamado interpõe recurso ordinário em face da r. Diante disso. ASSISTENCIA TECNICA E EXTENSAO RURAL Recorridos: DAYANE MONTEIRO DA SILVA FERREIRA MASTER PETRO SERVICOS INDUSTRIAIS LTDA Origem: VARA DO TRABALHO DE VENDA NOVA DO IMIGRANTE . sendo partes as acima citadas. sentença foi publicada no dia 21/01/2013 e o recurso ordinário foi interposto apenas em 25/06/2013. deste Egrégio Tribunal Regional do Trabalho. a 1ª reclamada não apresentou contrarrazões ao recurso. que a jurisprudência é unânime em afirmar que somente os embargos de declaração intempestivos não interrompem o prazo para a interposição de outros recursos. CULPA IN VIGILANDO. Razões do recurso às fls. que embargos declaratórios não conhecidos equivalem à inexistência da medida. negar-lhes provimento e condenar o embargante a pagar a multa de 1% sobre o valor da causa. o que deve ser manejado na via recursal própria. § 1. já que a r. da ADC n. sendo certo que alguns julgados admitem que tanto a intempestividade quanto a irregularidade de representação nos embargos declaratórios não produzem o efeito interruptivo. pleiteia a reforma da r. do CPC. Conclui-se que. é intempestivo o recurso ordinário interposto apenas depois de os embargos declaratórios não terem sido conhecidos.0101 Processo Nº RO-69100/2012-101-17-00. ante a total ausência do vício alegado. 538. interromperam o prazo para a interposição de recursos. Sem razão a reclamante. CONHECIMENTO Argui a reclamante a preliminar de não conhecimento do recurso interposto pelo 2º reclamado por intempestividade. O que se exige é a adoção de tese e não de reprodução da lei. Deste modo. anoto que só tem pertinência e cabimento quando o julgado não haja adotado fundamento explícito sobre o tema ou sobre a questão submetida. pelo não conhecimento do recurso e. PODER PÚBLICO.5. nego-lhes provimento e imponho ao Embargante multa de 1% sobre o valor da causa. a simples oposição de embargos de declaração interrompe o prazo para interposição do recurso adequado. A sentença foi publicada no Diário Eletrônico da Justiça do Trabalho no dia 21/01/2013 (fl. assim. 538. No mérito. o prazo para interposição do recurso cabível. 438/470.

na impossibilidade de a autora vir a se beneficiar da decisão que lá for proferida.LITISPENDÊNCIA NÃO CARACTERIZADA . Portanto.INTERRUPÇÃO DE PRAZO PARA AJUIZAMENTO DE OUTROS RECURSOS A análise dos fundamentos de omissão. suficiente a fazer emergir a responsabilidade subsidiária do beneficiário final do trabalho desenvolvido pela reclamante. pelo que não cabe considerar outras hipóteses. aviso prévio. ou seja.06.p. 30 e 31. citem-se os seguintes arestos: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO . Com efeito. p/o Ac. Salvo quando manifestamente intempestivos ou quando não há representação regular. de 21.DJU 31. Conv.RR 413060 . resultando. previstas nos incisos I e II. Preliminar de nãoconhecimento.2005).RR 590786 . o qual dispõe que: “As ações coletivas. RECURSO DE REVISTA . Assim.3ª Turma . . a propositura de demanda individual pela reclamante. 174/2011. os embargos interrompem o prazo para a apresentação de outros recursos. PRELIMINAR DE LITISPEDÊNCIA ENTRE A AÇÃO COLETIVA E A AÇÃO INDIVIDUAL Renova o 2º reclamado a arguição de litispendência entre a ação coletiva (RT 0114900-71. mormente quando a ausência do pedido de suspensão foi corroborado pela opção da autora pelo prosseguimento da presente ação individual de forma Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 inequívoca em audiência (ata de fl. No entanto. 13º salário proporcional. 340-vº).DOESP 26. a contar da ciência nos autos do ajuizamento da ação coletiva. O art.078/90 (Código de Defesa do Consumidor). argüida pela reclamante. implica a responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços quanto àquelas obrigações. nem foram concedidos à reclamante os benefícios da assistência judiciária gratuita. 538 do CPC. .2000 . ART.0003) e a ação individual.Os entes integrantes da Administração Pública direta e indireta respondem subsidiariamente.2001 .08.RO 02132-2001-302-02-00 .º 8. do parágrafo único. Dessa forma. 617). sendo esse item V inserido por força da Res. a decisão dos embargos de declaração foi publicada em 13/05/2013. cujo artigo 103 estabelece os contornos da coisa no âmbito da coletivização de direitos. que não restou evidenciada qualquer conduta culposa a ensejar sua responsabilidade subsidiária. contradição ou obscuridade importa decisão sobre o mérito dos embargos de declaração. 511. e a que se dá provimento.(20050515084) 4ª T.3. 5º. Recurso de revista de que se conhece. o que ocorreu na realidade consistiu em delegação para terceiro de tarefas do empreendimento necessárias à consecução dos fins estruturais do "negócio estatal". A aludida responsabilidade não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa regularmente contratada" (verbis) Esse entendimento está em consonância com o resultado da ADC .1993.2011. de não conhecimento do recurso interposto pelo 2º reclamado por intempestividade. 23 de Setembro de 2013 52 data da sua apresentação até a intimação do embargante da decisão dos embargos. não induzem litispendência para as ações individuais. impõe-se reconhecer sua tempestividade. Incontroverso nos autos que a reclamante foi contratado pela 1ª reclamada MASTER PETRO para prestar serviços em favor da INCAPER como Auxiliar Administrativo.º 8. findando-se o prazo recursal no dia 29/05/2013. Responsabilidade Subsidiária A sentença julgou procedentes os pedidos e condenou os réus.08. V .º 8. inc. 104 da Lei n.” No caso sub judice. 104 da Lei n. § 1. mula do art. divulgada no DEJT em 27. especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora.078/90 preconiza que as ações coletivas não induzem litispendência para as ações individuais.05. uma vez que não houve condenação das reclamadas na supracitada multa.538/CPC. o 2º de forma subsidiária. salário de abril e 09 dias de maio de 2012.5ª Turma . Juiz Paulo Augusto Câmara .Rel. O tema central do recurso do 2º reclamado diz respeito à caracterização ou não da responsabilidade subsidiária do ente público em casos de relação de prestação de serviços. (TRT 2ª R. 769 da CLT) tem por objetivo facilitar o acesso à Justiça e não criar obstáculo ao trabalhador que opta pelo exercício individual do direito de ação constitucionalmente garantido (art. interrompe o prazo para interposição de outros recursos. 82 do Código de Defesa do Consumidor. Sem razão. 424). se não for requerida sua suspensão no prazo de 30 (trinta) dias. do CPC.2012. Min.666. isento de eventual contradição com outros julgados. mas os efeitos da coisa julgada erga omnes ou ultra partes a que aludem os incisos II e III do artigo anterior não beneficiarão os autores das ações individuais. 467 da CLT e quanto à assistência judiciária gratuita por ausência de interesse.3. como a ação que caracterizaria a litispendência é coletiva. ainda que deles não se venha a conhecer.º. Dessa decisão recorre a autarquia estadual INCAPER alegando.Rel. por parte do empregador. desde que haja participado da relação processual e conste também do título executivo judicial. rejeito a preliminar. POR QUALQUER DAS PARTES. do artigo 81. sem o recolhimento de depósito recursal e custas. Aplico subsidiariamente o art.EMBARGOS DE DECLARAÇÃO INTERRUPÇÃO DO PRAZO PARA INTERPOSIÇÃO DE OUTROS RECURSOS. dele não conhecendo quanto à multa do art.05. ainda que equivocadamente não tenham sido conhecidos. não induzem o efeito pretendido pelo recorrente. O legislador processual não excepcionou. como relatado pelo Juízo de origem na sentença (fl. em síntese. como o recurso ordinário foi interposto em 29/05/2013. que é rejeitada. por violação do art. o seguinte aresto: AÇÃO CIVIL PÚBLICA E AÇÃO INDIVIDUAL . 477 da CLT e honorários advocatícios. A propósito. sem o pedido de suspensão do prazo até o julgamento definitivo daquela demanda coletiva. XXXV da Constituição Federal em vigor). No mesmo sentido. (TST . O ajuizamento dos embargos. nos termos do Decreto-Lei 779/69 e do art. conheço apenas parcialmente do recurso ordinário interposto pelo 2º reclamado. apenas. é válido trazer à baila o disposto nos itens IV e V da Súmula nº 331 do TST.DJU 12. rejeito a preliminar. por esse fundamento. A higidez do pronunciamento jurisdicional.2. 2. nas mesmas condições do item IV. (TST .17.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.5. 93). Carlos Fernando Berardo . No caso. já que a recorrente é Autarquia Estadual e possui prazo em dobro para interpor recurso.Rel. aplicável subsidiariamente ao processo trabalhista por força do art. MÉRITO 2.p. caso evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei n. Pois bem. é garantida pela Lei sob comento. Gelson de Azevedo . situação típica versada na Súmula nº 331 do TST.1. 2. a pagar à autora horas extras.A legitimidade extraordinária conferida ao Ministério Público e às associações de classe para propositura de ação civil pública ou ações coletivas (art. na hipótese.O inadimplemento das obrigações trabalhistas. Amparando o entendimento aqui adotado. Min. cujo teor peço vênia para transcrever: IV .

Ressalte-se que o 2º reclamado somente em janeiro de 2012 tomou a iniciativa de cobrar da 1ª reclamada a comprovação dos depósitos fundiários dos seus empregados. in verbis: "As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes. é apenas um paliativo sem qualquer eficácia fiscalizatória. atribui responsabilidades primárias ao contratado. julgada procedente pelo Supremo Tribunal Federal (STF). compete ao ente público. de acordo com os artigos 58. E durante o desempenho dessa função. pela 1ª reclamada. Nesse sentido. conforme se depreende dos artigos 58. inexistindo violação do art. da Lei n. apresentar as provas necessárias à demonstração de que cumpriu a obrigação prevista em lei. Ministro Carlos Alberto Reis de Paula. convenhamos. reconheceram que isso não significa que eventual omissão no dever de fiscalizar as obrigações do contratado não possa gerar essa responsabilidade para o ente público. Além disso. sobretudo no que atine ao cumprimento dos direitos trabalhistas dos empregados da empresa contratada. sem que a mesma tivesse recebido as verbas rescisórias. sob pena de restar caracterizada a culpa in vigilando da Administração Pública. é necessário que se constate a diligência do tomador dos serviços. dos direitos trabalhistas dos empregados que trabalharam em benefício do 2º Réu. A efetiva fiscalização da execução do contrato de prestação de serviços da 1ª reclamada. razão pela qual se atribui Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 a responsabilidade subsidiária ao ente público. causarem a terceiros. Ressalte-se que as parcas guias relativas ao FGTS colacionadas aos autos revelam apenas e tão somente a irregularidade dos depósitos fundiários sem que o 2º reclamado tivesse procedido a uma escorreita fiscalização quanto ao descumprimento das obrigações trabalhistas ao longo da prestação de serviços da autora a favor da tomadora. ou seja. mormente quando a própria tomadora de serviços relata no ofício sob comento que desde setembro de 2010 não havia depósitos fundiários. para se cogitar da exclusão da responsabilidade subsidiária dos entes públicos. nesta qualidade. o trabalhador não pode ser apenado pela inexecução contratual. Partindo dessas premissas. Isso equivale a dizer que. III. a culpa in vigilando da Administração Pública e. Assim. II. do CC. caput e § 1º. mas sim. a INCAPER não logrou êxito em comprovar a efetiva fiscalização referente às obrigações da 1ª reclamada junto a seus empregados. a qual declarou como responsável subsidiária a INCAPER para efetivar o cumprimento da decisão com o pagamento de todas as verbas devidas ao obreiro. inclusive quanto às obrigações trabalhistas. com fundamento nos artigos 186 e 927. 176/181 foi ajuizada somente em abril/2012. decorrente da omissão quanto ao dever de fiscalização da execução do contrato administrativo. teria o condão de evitar infortúnios relacionados ao inadimplemento de verbas trabalhistas da contratada junto aos seus trabalhadores. pelo pagamento dos encargos trabalhistas devidos.666/93. 23 de Setembro de 2013 53 n° 16. os Ministros da Corte Suprema. especialmente no que concerne à fiscalização do adimplemento. Indiscutível. 183. e 67.§1º. portanto. e 67. devendo responder pela falta de idoneidade da prestadora de serviços. atribuir responsabilidade ao ente público pelas obrigações. agiu com culpa in vigilando.03. por óbvio.11. apenas um mês antes de ter sido rescindido o contrato de trabalho da reclamante em maio de 2012. Desse modo. o que. e 67. o disposto no art. pois não trouxe aos autos qualquer elemento que permitisse ao Juízo aferir se houve efetivo acompanhamento do contrato de prestação de serviços. que impõem à administração pública o ônus de fiscalizar o cumprimento de todas as obrigações assumidas pelo vencedor da licitação (dentre elas. o Supremo Tribunal Federal. trazer os elementos necessários à formação do convencimento do magistrado (arts.666/93. concluo que o 2º Reclamado foi culpado pelo inadimplemento. § 6º. diante disso. eis que. verifico que a INCAPER participava da relação de emprego na medida em que era tomador da mão-de-obra da reclamante. E o ônus de provar a efetiva fiscalização da execução do contrato é da Administração Pública." A figura da terceirização é uma realidade. verifica-se a conduta culposa. mais do que realizar a escolha da empresa devidamente. Nesse ponto.666/93. da Lei nº 8. Rel. senão vejamos: AGRAVO DE INSTRUMENTO DESPROVIDO – TERCEIRIZAÇÃO – DEVER DE FISCALIZAÇÃO ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA – OMISSÃO – “CULPA IN VIGILANDO” – RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA – DECISÃO DO STF NA ADC 16 No julgamento da ADC 16. Também cumpre asseverar que a ação inibitória que o recorrente noticia com documento juntado às fls.666/83). (PROCESSO Nº TST-AIRR-123240-14. principalmente porque o Estado é que obteve proveito do labor do reclamante.2010. caberia à entidade estatal. tinha o recorrente o dever de manter constante vigilância quanto ao cumprimento das obrigações trabalhistas em relação aos trabalhadores que lhe prestaram serviços diretamente. ao declarar a constitucionalidade do art. inclusive. notadamente quanto ao dever de fiscalizar a execução do objeto contratual. da Constituição da República e dos demais dispositivos legais invocados. II. diretamente envolvidos na execução do contrato. à luz da diretriz sedimentada pelo STF. apesar de entenderem que a mera inadimplência do contratado não poderia transferir à Administração Pública a responsabilidade pelo pagamento dos encargos trabalhistas (art. no mérito dessa ação constitucional. a responsabilidade subsidiária do Estado decorre da própria Constituição Federal. o ente público não aponta qualquer elemento ou indício no sentido de que cumpriu a obrigação legal que lhe é imposta (artigos 58. a responsabilidade subsidiária da recorrente. por omissão. . 71.2011) (grifos nossos) Entretanto. conforme o segundo reclamado deseja demonstrar. da Lei nº 8. DJ 23. não afasta a responsabilidade subsidiária. ressalvou a possibilidade de a justiça do Trabalho constatar. caput. da Administração Pública (culpa in vigilando). as decorrentes da legislação laboral). sob o prisma da aptidão para a prova. Agravo de Instrumento a que se nega provimento. conforme ofício de fl.0002. 8ª Turma. III. consoante tem decidido o próprio Tribunal Superior do Trabalho. da Lei nº 8. no caso dos autos. 5º.666/93. no caso concreto. 333. A legalidade da contratação por si só. da Lei nº 8. Na hipótese dos autos. em 24. § 1º. tendo em vista que. quando pleiteada em juízo sua responsabilização pelos créditos trabalhistas inadimplidos pelo contratado. Mas. caput e §1º. amparada por lei.666/93 não desobriga o tomador de serviços de responsabilidades subsidiárias. do CPC e 818 da CLT). da Lei nº 8. Não tendo sido produzidas outras provas nesse sentido.11. 71.º 8. inclusive trabalhistas. assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. correta a sentença. E também.5. A própria Lei de Licitações impõe à Administração Pública o dever de fiscalizar a execução dos contratos administrativos.2008. a exemplo do ocorrido no que concerne aos direitos trabalhistas não pagos à reclamante. 71. inobservadas pelo contratado. em juízo. conforme preceito contido no artigo 37.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. §1º. III.

TST. Assim.584/70. Logo. bem como a Lei 8. rejeitar a preliminar de litispendência entre a ação coletiva e a ação individual. da CLT. não se aplica o disposto no artigo 20 do CPC. a reclamante não fazia horas extras.2. dar provimento ao Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 apelo. 467 da CLT e quanto à assistência judiciária gratuita. nos termos da fundamentação supra. O 2º reclamado se insurge. nos termos do art. do TST. vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais. para o pagamento . "salvo quando. Por fim. inclusive a multa prevista no art. 2. a reforma do julgado importou em causa de redução da condenação (exclusão da condenação das horas extras.07 (setenta e quatro reais e sete centavos). que assim dispõe: "MULTA DO ARTIGO 477 DA CLT No caso do artigo 477 da CLT. por maioria. da CLT. em síntese. uma vez que.4. nos termos do voto da Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. não impugnou tais documentos. ressaltando que a Contadoria do Juízo já excluiu da conta de liquidação o salário do mês de abril de 2012 e 9 dias de salário do mês de maio de 2012. 789. 23 de Setembro de 2013 54 Ressalto ser inaplicável a Súmula 363 do C. Dou provimento. por ausência de interesse. não vem a ser a hipótese dos autos. In casu. conforme a jornada de trabalho informada na inicial (das 07h30min às 17h. 345. no mérito. nos termos do art. da CLT A Primeira Turma decidiu. No que tange às horas extras. com custas de R$ 74. deferiu.3 supra. posto que a referida Súmula se refere a casos de contratação ilegal de servidor sem concurso público.07 (setenta e quatro reais e sete centavos). setecentos e três reais e sessenta e cinco centavos). dele não conhecendo quanto à multa do art. Vencido. redução esta que corresponde à exclusão das horas extras e.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Deferiu ainda o pagamento das horas extras postuladas por entender que a jornada prestada pela autora. cumpre registrar que a responsabilidade subsidiária alcança todas as obrigações.3. Honorários Advocatícios A Primeira Turma decidiu.703. CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. Portanto. considerando que não foi provada sua escorreita quitação. conhecer apenas parcialmente do recurso ordinário interposto pelo 2º reclamado. dar parcial provimento ao apelo para excluir da condenação as horas extras. afastar a multa do art. o salário do mês de abril de 2012 e de 9 dias de salário do mês de maio de 2012. pelos documentos de fls. Desse modo. como se pode verificar à fl.65 (três mil. 791 e 839 da CLT. que assim dispõe: “HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS Neste procedimento especializado. por unanimidade. Desta forma. Por isso. Quanto ao salário do mês de abril de 2012 e de 9 dias de salário do mês de maio de 2012. Destaco ainda que o artigo 133 da Constituição Federal de 1988. 330/336-vº). Multa do art.3. do salário do mês de abril de 2012 e de 9 dias de salário do mês de maio de 2012). o que. por consequência. em seu inciso IV. Alega ainda que o pagamento do salário do mês de abril de 2012 e de 9 dias de maio de 2012 foi devidamente efetuado através de cheque administrativo colacionado aos autos. nego provimento. Cumpre ressaltar que a Contadoria do Juízo já excluiu da conta de liquidação o salário do mês de abril de 2012 e 9 dias de salário do mês de maio de 2012. eventual pagamento a menor. evidentemente.3. Em razão disso. como informado no item 2.º 331. continuam em vigor os arts. o salário do mês de abril de 2012 e 9 dias de salário do mês de maio de 2012." 2.não ensejando o pagamento da multa. se a parte não preenche os requisitos exigidos na Lei 5. prevalece o entendimento consubstanciado no item I. setecentos e três reais e sessenta e cinco centavos). com 01h30min de intervalo intrajornada. reduzo também as custas processuais para R$ 74. por maioria. sendo certo que. TST. do pagamento respectivo. há nos autos comprovação. dar provimento ao apelo.703. 205/210. salariais e indenizatórias. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão . dou provimento ao recurso. quanto à multa do art. alegando. deve ser expungido da condenação o pagamento das horas extras. não faz qualquer ressalva quando atribui ao beneficiário da mão-de-obra a responsabilidade pelo cumprimento das obrigações trabalhistas na hipótese de inadimplemento por parte do devedor principal.4. na medida em que a Súmula n. de não conhecimento do recurso ordinário interposto pelo 2º reclamado por intempestividade. a disposição do parágrafo 8º é no sentido de que a inobservância dos prazos estabelecidos pelo parágrafo 6º sujeita o empregador ao pagamento da multa. e que foi confirmada pela defesa da 2ª reclamada. 789.3.65 (três mil. 2.” 2. 477. Vejamos.3. a Contadoria do Juízo já excluiu da conta de liquidação o salário do mês de abril de 2012 e 9 dias de salário do mês de maio de 2012. sendo certo que o reclamante. do salário do mês de abril de 2012 e de 9 dias de salário do mês de maio de 2012. que. em sua manifestação sobre a contestação e documentos (fls. excedeu a legalmente definida em 30 minutos por dia. conforme relatado na própria inicial. o texto legal fala em inobservância do prazo. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. I. de segunda a sexta-feira feira). da Súmula 219 do C. dou provimento. I. 345. pois laborava 8 horas por dia e 40 horas por semana. Reduzido o valor da condenação para R$ 3.906/94 não revogou o jus postulandi partes. com razão a recorrente. rejeitar a preliminar arguida pela reclamante. VALOR DA CONDENAÇÃO E DAS CUSTAS É certo que o valor da condenação deve guardar proporção com a expressão econômica do bem da vida pretendido (inteligência dos artigos 258 e seguintes do CPC). Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim. Como se vê. nos termos do voto da Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). por maioria. reduzo o valor da condenação para R$ 3. vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais. Horas Extras e Salário do Mês de Abril/12 e de 09 Dias de Maio/12 O Juízo de origem. § 8º. 477 da CLT e à verba honorária. impossível o deferimento do pedido. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais. 477 da CLT e excluir da condenação os honorários advocatícios. em favor do empregado. dentre outros. eis que o Processo do Trabalho tem norma de regência própria. a reclamante prestava apenas 8 horas diárias e 40 horas semanais. 477 da CLT. comprovadamente. como se pode verificar à fl. em referência. o trabalhador der causa à mora". Portanto.

Na linha do item V da Súmula n. contudo.00. notadamente quanto ao dever de fiscalizar a execução do objeto contratual. que a mera inadimplência do contratado não poderia transferir à Administração Pública a responsabilidade subsidiária pelo pagamento dos encargos trabalhistas (Lei 8. cujo teor peço vênia para transcrever: IV . sendo partes as acima citadas. 71. Vistos. 279-281. O que ocorreu consiste em delegação para terceiro de tarefas do empreendimento necessárias à consecução dos fins estruturais do "negócio estatal".11. apesar de entenderem que a mera inadimplência do contratado não poderia transferir à Administração Pública a responsabilidade pelo pagamento dos encargos trabalhistas (art. sentença quanto à responsabilidade subsidiária do Estado do Espírito Santo.666. 279. às fls.0132 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: HELOISA HELENA DA SILVA CURCIO Recorridos: ESTADO DO ESPIRITO SANTO MASTER PETRO SERVICOS INDUSTRIAIS LTDA Origem: 2ª VARA DO TRABALHO DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM . Isso equivale a dizer que. A propósito.Os entes integrantes da Administração Pública direta e indireta respondem subsidiariamente. 174/2011. julgada procedente pelo Supremo Tribunal Federal (STF). 2ª Vara do Trabalho de Vitória que rejeitou as preliminares e julgou procedentes em parte os pedidos.TRT 17ª Região . cooperando no levantamento e disponibilização de créditos devidos à 1ª ré para quitação dos débitos trabalhistas. o Estado do Espírito Santo foi admitido à lide como assistente litisconsorcial do polo ativo. Centro de Atendimento Psiquiátrico Aristides Alexandre Campos – CAPAAC. pelo menos da petição de apresentação do recurso. sentença. é válido trazer à baila o disposto nos itens IV e V da Súmula nº 331 do TST. vê-se que as razões de recurso está apócrifa. cuja edição foi inspirada no resultado do julgamento. 30 e 31. dele conheço. No caso em apreço. buscando a reforma da r. RELATÓRIO A reclamante interpõe recurso ordinário em face da r. como já dito em linhas pretéritas. 23 de Setembro de 2013 55 Processo Nº RO-69600-87. por parte do empregador. de 21. Oficia o Douto Ministério Público do Trabalho pelo prosseguimento do feito. foi deferido pelo juízo de origem. exercendo a função de Auxiliar de Serviços Gerais nas dependências da Superintendência Regional de Saúde de Cachoeiro de Itapemirim. está assinada pelo patrono da reclamante. que isso não significa que eventual omissão no dever de fiscalizar as obrigações do contratado não possa gerar essa responsabilidade para o ente público.05.2011. divulgada no DEJT em 27. § 1. Com efeito. no mérito dessa ação constitucional. sobretudo no que atine ao cumprimento dos direitos trabalhistas dos empregados da empresa contratada.O inadimplemento das obrigações trabalhistas. para se cogitar da exclusão da responsabilidade subsidiária dos entes públicos. por disciplina judiciária.0069600-87.666/93. verifico que o Estado do Espírito Santo participava da relação de emprego na medida em que era tomador da mão de .1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 293-294.17. bem como no Fórum Horta de Araújo. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. sentença de fls.2 MÉRITO 2. sendo esse item V inserido por força da Res. PODER PÚBLICO. especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora. FUNDAMENTAÇÃO 2. inclusive. implica a responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços quanto àquelas obrigações. presentes os demais pressupostos de admissibilidade do recurso. reconheceram que isso não significa que eventual omissão no dever de fiscalizar as obrigações do contratado não possa gerar essa responsabilidade para o ente público.06. pelo Supremo Tribunal Federal.273-274 proferida pela MM. a petição de sua apresentação. sob o fundamento de que os documentos de fls. E pelo fato de que: “ Em ação ajuizada pelo MPT.5.1993. contudo não foi deferido o pleito de condenação subsidiária do Estado do Espírito Santo. 2. situação típica versada na Súmula nº 331 do TST.0132 Processo Nº RO-69600/2012-132-17-00. Merece reforma a r.666/83). é necessário que se constate a diligência do tomador dos serviços.2012.2012. ou seja. 16. V . registre-se. tendo em vista que.§1º. sentença quanto à responsabilidade subsidiária do 2º reclamado referente ao abono PIS. à luz da diretriz sedimentada pelo STF. é requisito indispensável à existência do recurso ordinário. CULPA IN VIGILANDO.” Das razões recursais conclui-se que a recorrente busca a reforma da r. às fls. é incontroverso nos autos que a reclamante foi contratado pela 1ª reclamada para prestar serviços em favor do Estado do Espírito Santo. Nesse sentido. desde que haja participado da relação processual e conste também do título executivo judicial.1 CONHECIMENTO Ressalto que a assinatura. 71. suficiente a fazer emergir a responsabilidade subsidiária do beneficiário final do trabalho desenvolvido pela reclamante. Contrarrazões. caso evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei n. 283v-288. art.2010.º 8. O abono. em 24.5.1 RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO QUANTO AO ABONO ANUAL DO PIS NO VALOR DE R$622.11.6 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Réu Advogado HELOISA HELENA DA SILVA CURCIO Mario Sergio Araujo Pimentel(OAB: 013099 ES) ESTADO DO ESPIRITO SANTO Flávio Augusto Cruz Nogueira(OAB: 004791 ES) MASTER PETRO SERVICOS INDUSTRIAIS LTDA Mariana Sperandio Zortea(OAB: 016513 ES) ACÓRDÃO . Portanto.2010. ressalvando-se.17. os Ministros da Corte Suprema. 331 do TST. passou-se a entender. também em Cachoeiro de Itapemirim. diretamente envolvidos na execução do contrato. entretanto.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA.273v-274). às fls. da Lei nº 8. Razões do recurso. da ADC n. Vê-se que foi deferido pela r.2. às fls. em 24. nas mesmas condições do item IV. A aludida responsabilidade não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa regularmente contratada" (verbis) Esse entendimento está em consonância com o resultado da ADC n° 16. 203-215 atestam que o Estado fiscalizou o cumprimento das obrigações trabalhistas pela 1ª reclamada durante a execução do contrato celebrado entre as partes.º). sentença o abono anual do PIS Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 (fls.

é responsável subsidiário o Estado do Espírito Santo. Na hipótese dos autos.2011) Entretanto. razão pela qual se atribui a responsabilidade subsidiária ao ente público. persistindo a inadimplência. a despersonalização da pessoa jurídica.5. a exemplo do ocorrido no que concerne às verbas rescisórias não pagas à reclamante. trazer os elementos necessários à formação do convencimento do magistrado (arts. De modo que. por fim. o 2º reclamado não trouxe aos autos qualquer elemento que permitisse ao Juízo aferir se houve efetivo acompanhamento do contrato de prestação de serviços. pois não há qualquer ressalva quanto à extensão objetiva da responsabilidade subsidiária. inclusive trabalhistas.666/93. Essa desconsideração da personalidade jurídica (disregard doctrine) é possível e tem sido utilizada amiúde nesta Especializada. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Assim.11. decorrente da omissão quanto ao dever de fiscalização da execução do contrato administrativo. relatando como causas.16. teria o condão de evitar infortúnios relacionados ao inadimplemento de verbas trabalhistas da contratada junto aos seus trabalhadores. senão vejamos: AGRAVO DE INSTRUMENTO DESPROVIDO – TERCEIRIZAÇÃO – DEVER DE FISCALIZAÇÃO ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA – OMISSÃO – “CULPA IN VIGILANDO” – RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA – DECISÃO DO STF NA ADC 16 No julgamento da ADC 16. que a responsabilidade subsidiária. DJ 23. Assento. do CPC e 818 da CLT). Esclareço desde já que. da Constituição da República ou qualquer outro dispositivo legal. Rel. Ministro Carlos Alberto Reis de Paula. ao declarar a constitucionalidade do art. o Supremo Tribunal Federal. ressalvou a possibilidade de a justiça do Trabalho constatar. E o ônus de provar a efetiva fiscalização da execução do contrato é da Administração Pública. a não ser a notificação supramencionada. inexiste violação do art. não constitui um direito do devedor e sim do credor. deve-se. consoante tem decidido o próprio Tribunal Superior do Trabalho. tinha o recorrente o dever de manter constante vigilância quanto ao cumprimento das obrigações trabalhistas em relação aos trabalhadores que lhe prestaram serviços diretamente. executar a tomadora dos serviços. constitui forma anômala de prosseguimento da execução. Assim. Pondero. A efetiva fiscalização da execução do contrato de prestação de serviços da 1ª reclamada. por omissão. que impõem à administração pública o ônus de fiscalizar o cumprimento de todas as obrigações assumidas pelo vencedor da licitação (dentre elas. esclareço não haver necessidade de se comprovar.00. ante a insolvência notória do principal. do CC. o Estado não logrou êxito em comprovar a efetiva fiscalização referente às obrigações da 1ª reclamada junto a seus empregados. III. atribuir responsabilidade ao ente público pelas obrigações. já em relação à desconsideração da personalidade jurídica e execução do patrimônio dos sócios da 1ª reclamada. para condenar o tomador no cumprimento subsidiário das obrigações impostas em sentença. caput e §1º. eis que. como sustentado acima. para efetivar o cumprimento da decisão. conhecer do . a condenação subsidiária não excepciona qualquer parcela.0002. quando impossível executar a sociedade devedora. o ente público não aponta qualquer elemento ou indício no sentido de que cumpriu a obrigação legal que lhe é imposta (artigos 58. com pagamento de toda verba devida à reclamante. dentre outras. Também deixo esclarecido que.666/93. no caso concreto. 5º. serão executados todos os bens da 1ª reclamada para.2008. dou provimento para condenar subsidiariamente do Estado do Espírito Santo quanto ao abono anual do PIS no valor de R$622. eventual situação de insolvência. pelo pagamento dos encargos trabalhistas devidos. por atender aos princípios de celeridade e economia processuais na fase de execução. Todavia. agiu com culpa in vigilando.666/93. isso não deve ser obstado. em determinadas hipóteses. verifica-se a conduta culposa. Portanto. especialmente no que concerne à fiscalização do adimplemento. abrangendo todas as verbas devidas não adimplidas pela 1ª reclamada. que a execução contra o sócio que não foi diretamente demandado na fase de conhecimento. § 1º. sob pena de restar caracterizada a culpa in vigilando da Administração Pública. dos direitos trabalhistas dos empregados que trabalharam em benefício do 2º reclamado. mais do que realizar a escolha da empresa devidamente. 23 de Setembro de 2013 56 obra da reclamante. E também. é integral e substitutiva. concluo que o 2º reclamado foi culpada pelo inadimplemento. depois. TST é claro quando afirma que a responsabilidade subsidiária do tomador de serviços abrange todas as verbas decorrentes da condenação. 71. embora seja possível. conforme se depreende dos artigos 58. no que se refere ao benefício de ordem. caberia à entidade estatal. a culpa in vigilando da Administração Pública e. diante disso. quando pleiteada em juízo sua responsabilização pelos créditos trabalhistas inadimplidos pelo contratado. 203-215 – notificação à 1ª reclamada de que o contrato de prestação de serviços com o Estado havia sido rescindindo. por óbvio. primeiro. No entanto. da Lei nº 8. III. saliento que estes não foram condenados na fase de conhecimento e só no caso de não haver devedor subsidiário é que se justificaria aplicar.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. O item IV da Súmula n. da Lei nº 8. não há qualquer comprovação de que o 2º reclamado fiscalizou efetivamente o cumprimento das obrigações trabalhistas anteriormente ao término da prestação laboral da autora. e 67. alcançar o patrimônio daqueles que participaram como réus na fase de conhecimento. 333. 8ª Turma. sob o prisma da aptidão para a prova. de imediato. devendo responder pela falta de idoneidade da prestadora de serviços. II. (PROCESSO Nº TST-AIRR-123240-14. da Lei nº 8. e 67. da Lei nº 8. caput e § 1º. Não tendo sido produzidas outras provas nesse sentido. o descumprimento de obrigações trabalhistas – é datado de 07/11/2011. de ordinário. apresentar as provas necessárias à demonstração de que cumpriu a obrigação prevista em lei. §1º. inclusive quanto às obrigações trabalhistas. da Administração Pública (culpa in vigilando). já que o documento de fls. as decorrentes da legislação laboral). de acordo com os artigos 58. em juízo. e 67. pela 1ª Reclamada. mas o encerramento do contrato de trabalho da reclamante se deu em 28/12/2011 conforme fls. uma vez declarada. imediatamente. Partindo dessas premissas. A própria Lei de Licitações impõe à Administração Pública o dever de fiscalizar a execução dos contratos administrativos. caput. compete ao ente público. com fundamento nos artigos 186 e 927. ainda. Assim. Desde aí se conclui que.666/93. por unanimidade. Agravo de Instrumento a que se nega provimento. sendo mais fácil ao exequente voltar-se contra o devedor subsidiário. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. Desse modo. III. inobservadas pelo contratado. E durante o desempenho dessa função.03. uma vez que a subsidiariedade não tem por escopo onerar despropositada e irresponsavelmente o condenado subsidiário.º 331 do C. II. Desse modo.

No processo civil. as normas do processo comum apenas são aproveitadas na seara laboral no caso de inexistência de regra específica e desde que haja compatibilidade com as normas previstas no texto consolidado. não pode ser transportado ao processo do trabalho sem as devidas adaptações à principiologia própria desse ramo do direito. Ora. Procurador do Trabalho: Dr. a tutela antecipada ao trabalhador. de tutela já requerida pela parte.2. FUNDAMENTAÇÃO 2.17. 271-275. de ofício. dar-lhe provimento para condenar subsidiariamente o Estado do Espírito Santo quanto ao abono anual do PIS no valor de R$622.2 RECURSO ORDINÁRIO DA RECLAMADA 2.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA ANTECIPAÇÃO DE TUTELA DE OFÍCIO. pode o menos”. c/c os artigos 769 e 878 da CLT. Vistos.0151 Processo Nº RO-69800/2011-151-17-00. os efeitos da tutela. arguindo vício de sentença ultra petita e se insurgindo quanto ao reconhecimento de nulidade da dispensa. pode o magistrado determinar as providência necessárias a assegurar o resultado prático equivalente ao adimplemento. Conquanto a tutela antecipada. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). 461 do CPC. posse como membro da CIPA e honorários advocatícios. 256. 2.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Contraminuta do reclamante. incisos XXII. Desembargador Gerson Fernando Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. no caso. Razões do recurso ordinário do empregado.00. 176-186. há que ter em mente a amplitude de atuação que o processo do trabalho confere ao magistrado condutor da relação jurídica processual. que ataca o reconhecimento de nulidade da dispensa do empregado. 273 do CPC prevê a necessidade de requerimento do interessado para que tal provimento jurisdicional seja concedido. às fls. Aduz que o Juízo de origem não poderia ter deferido reintegração do autor em sede de tutela antecipada. 266). saliento que tal recurso é estranho ao processo do trabalho.1 CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário do reclamante e também do recurso ordinário da reclamada. pelo não provimento do apelo patronal. que julgou parcialmente procedentes os pedidos formulados na inicial.5. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante e de recurso ordinário interposto pela reclamada em face da sentença de fls. então. o art. Em razão da prejudicialidade do apelo patronal. Também alega que violadas as garantias constitucionais previstas no artigo 5º. 204-206. 259-264). de ofício se iniciou a execução. PROCESSO DO TRABALHO. 461. sem que isso caracterize vício de sentença ultra petita. 221-222. XXIV e LIV da CF. não estando previsto no rol do artigo 893 da CLT. João Hilário Valentim DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-69800-71. afinal. Razões do recurso ordinário da ré. 164-174. agravo retido interposto pelo autor em face do despacho de fl. No que respeita ao agravo retido (fls. aprecio primeiramente o referido recurso.2011. Invoca os artigos 128 e 460 do CPC. sendo esta intitulada como antecipação de tutela. Essa conclusão encontra amparo até mesmo no art. Essa regra. o que se dirá. ainda. Vejamos. Ora. a partir disso. pois presentes os pressupostos de admissibilidade.17. sendo a respectiva Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 contraminuta acostada às fls. do resultou o seu não recebimento na origem (fl. sendo partes as acima citadas. POSSIBILIDADE. postulando a reforma do julgado quanto aos danos morais. A exemplo disso.2 Recorrente Advogado Recorrido Plurima Autor Advogado Plurima Réu JOSUE DE JESUS SANTOS Luiz Carlos Gomes Pereira(OAB: 015897 ES) MCE ENGENHARIA LTDA MCE ENGENHARIA LTDA Tasso Luiz Pereira da Silva(OAB: 178403 SP) JOSUE DE JESUS SANTOS ACÓRDÃO . PROCESSO DO TRABALHO. 769 da CLT.1 ANTECIPAÇÃO DE TUTELA DE OFÍCIO. Há. Nesse passo. sendo clara a limitação ao princípio da demanda. concernente na determinação de reintegração do . nada mais retrata do que a simples execução ex officio da sentença proferida. CABIMENTO A reclamada argui a nulidade da sentença por vício de julgamento ultra petita. 276-279. o julgador tem atividade mais destacada do que nos demais ramos do direito. Aqui. Não se pode esquecer. porque não houve expresso requerimento nesse sentido. Veja-se: o título condenou a ré ao cumprimento de obrigação de fazer (reintegração) e. com nítido caráter satisfativo. 878 da CLT permite que a execução trabalhista seja promovida ex officio pelo juiz. 798 e 799 do CPC. no mérito.TRT 17ª Região .0069800-71. Razões do agravo retido. às fls. às fls. às fls.2011. É que o art. que regula o cumprimento das obrigações de fazer e não fazer. acerca da possibilidade de antecipação. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. Admite-se.0151 RECURSO ORDINÁRIO Recorrentes: JOSUE DE JESUS SANTOS MCE ENGENHARIA LTDA Recorridos: MCE ENGENHARIA LTDA JOSUE DE JESUS SANTOS Origem: 1ª VARA DO TRABALHO DE GUARAPARI . se o ordenamento juslaboralista admite o início de um novo procedimento sem provocação do interessado. total ou parcialmente. pelo não provimento do apelo do empregado. 259-264. também. Contraminuta da reclamada. Inteligência da interpretação sistemática dos artigos 273. o juiz não está autorizado a antecipar. de ofício. julgado procedente o pedido. oriunda da 1ª Vara do Trabalho de Guarapari-ES. do poder geral de cautela de que goza o juiz (artigos 798 e 799 do CPC). nos termos do art. Um conhecido jargão traduz bem o que se estar a dizer: “quem pode o mais. todavia.5. É o relatório. às fls. no processo do trabalho. a concessão ex officio da tutela antecipada. 23 de Setembro de 2013 57 recurso e. Na verdade.

mas sim sob a alegação de preterição na ordem de nomeação. É isso que se percebe claramente da leitura da peça de ingresso. da história clínica e ocupacional. No caso vertente. 11). ainda. que era o suplente imediato. segundo juízo da magistrada sentenciante. Em reforço.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.” (fl. os honorários advocatícios não decorrem da mera sucumbência.3. afastando. A causa de pedir do pleito de danos morais. nego provimento. afirmou o seguinte: “(. que. que foi eleito no mesmo processo do qual participou o autor. vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais. a dignidade da pessoa do empregado. assim. Diante de todo exposto. que são os representantes da CIPA na ré. não há que prevalecer o pleito do autor. Assim. de que “segundo” o sindicato. 09). na hipótese contemplada no artigo 14 da Lei nº 5.) que é membro da CIPA no cargo de suplente. que assim dispõe: O reclamante requer a reforma da sentença quanto aos honorários advocatícios invocando a aplicação dos artigos 133 da Constituição Federal. 165) Improcede. o que foi deferido em sentença. 165 da sentença). não demandado apreciação conforme a delimitação processual (artigos 128 e 460 do CPC). (com destaque no original.. Procurou-se tutelar. restando para tanto. estava inapto para o trabalho quando demitido e provavelmente teria dificuldade em prover o seu sustento e o de sua família. cabe registrar que a causa de pedir apresentada na petição inicial não versa sobre dimensionamento de CIPA (número de membros da CIPA. de maneira que somente são devidos quando o empregado litiga assistido por seu Sindicato de Classe. ou seja. REINTEGRAÇÃO De fato. O Juízo de origem bem avaliou os limites lide. em função da atividade empresarial e número de empregados da empresa (item 5. estava inapto para o trabalho. estão fundamentados na preterição do reclamante em sua nomeação para integrar a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes. que. não tenha índole cautelar visível num primeiro plano.3. pois admitida. No processo trabalhista. verifica-se que o obreiro não se encontra assistido por seu Sindicato de Classe. o que me parece correto. a prova testemunhal aponta que “os membros da CIPA que atuam na reclamada são. com indicação cirúrgica. como já descrito. (. Nesse passo. não interfere no julgamento da lide. O preenchimento da vaga por outros trabalhadores que tiveram número menor de votos ou sequer se habilitaram no processo eleitoral é que motivou. 2.. dos laudos médicos. a empresa ré deveria ter quatro titulares e quatro suplentes. O que se Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 alegou. diante da vacância de suplentes.1 DANOS MORAIS. dos documentos acostados aos autos. o laudo pericial foi taxativo na conclusão de que o mal que acomete o empregado não tem nexo de causalidade com as atividades desempenhadas na ré (fls. de plano julgo IMPROCEDENTE o pedido”. 389 e 404 do CC/02 e o artigo 1°. Sem razão. Nesse sentido foi a conclusão do perito. ressalte-se. 154-155). não tendo sido reconhecida a natureza ocupacional da doença do autor. diante dos limites da pretensão. Nego provimento. a época da demissão. inclusive no que tange ao malferimento dos dispositivos legais e constitucionais citados no recurso. todavia. cientificamente. 10). que o incapacitava de trabalhar.3. 158).3 da NR 5). Jorge Augusto Oliveira Jesus. 50 (termo da fl. o perito conclui que o reclamante é portador de Hérnia Umbilical volumosa. que são 4 titulares e 3 suplentes. nos termos do voto do Desembargador José Luiz Serafin. onde a reclamada era sabedora de seu quadro. negar provimento ao apelo. Na verdade. A pretensão não foi formulada ao fundamento de que a CIPA deve ser integrada por idêntico número de titulares e suplentes. está atrelada à origem ocupacional da doença que acomete o obreiro. 158) Como se nota. conforme documento da fl. a pretensão de pagamento de indenização por danos morais possui breve causa de pedir e que está atrelada às ‘repercussões que o acidente de trabalho lhe causou’ (sic. o pedido de nomeação como membro da CIPA. portanto. 143-155). 50. das atividades descritas. exatamente. art. cai por terra a tese da reclamada. titulares e suplentes). do exame físico. portanto. os quatro titulares e os três suplentes eleitos originalmente. 2. não havendo qualquer alegação de irregularidade nesse sentido.6. o que não se verificou. conforme a peça de ingresso. não se enquadre como de origem ocupacional”. 2. a concessão ex officio da tutela antecipada..906/94. quando inquirido. Sr.2. foram chamados a nomeação e posse na CIPA em detrimento do autor. de modo que a declaração da testemunha Jorge Augusto Oliveira Jesus. tendo em vista os atestados médicos apensados aos autos. 2.. no entanto. Porém. veiculado no item 6 da inicial (fl. 23 de Setembro de 2013 58 reclamante ao emprego. é que. não foi nisso em que a sentença se apoiou para determinar a reintegração do trabalhador. o reconhecimento da nulidade da dispensa está fundamentado na tese de que o reclamante. ou mesmo trabalhadores que não participaram do processo eleitoral.. Esclarecido esse ponto. 170) Vale acrescer.2 POSSE COMO MEMBRO DA CIPA.)” (sem destaque no original. que tiveram número de votos inferior. tanto que o pedido de reconhecimento da estabilidade foi julgado improcedente. a empresa procedeu de forma irregular ao não nomear o autor. sobretudo. O pleito de posse como membro suplente da CIPA. muito embora. a insurgência do reclamante.3 HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS A Primeira Turma decidiu. senão vejamos: “Após análise dos autos. (fl. certo é que o procedimento adotado na origem algum cunho assecuratório tem. em face do afastamento da origem ocupacional da moléstia.3 RECURSO ORDINÁRIO DO RECLAMANTE 2. no processo do trabalho. sem que isso caracterize vício de sentença ultra petita. portanto. determinada pela causa de pedir e pelo pedido.584/70.2 NULIDADE DA DISPENSA. bem como o pedido de danos morais veiculado nos itens 9 e 10 da inicial. reconhecendo o perito a inexistência de nexo causal entre a moléstia e as atividades que o reclamante desempenhava na ré. por maioria. de uma melhor avaliação clínica do reclamante por parte da reclamada.44 da NR 5)” (fl. o pleito de danos morais foi condicionado ao não acolhimento da reintegração do autor (fl. nego provimento. É que a testemunha do autor. conforme fl. embora tenha apresentado . a alegação da inicial de que outros candidatos. I da Lei 8. Por essas razões. conforme fls. que confirma os membros do documento da fl. que empatou com o terceiro suplente (a testemunha Jorge Augusto Oliveira Jesus) e não tomou posse por ter menos tempo de serviço (item 5. transcrevo o seguinte trecho da sentença: “Outrossim. Diante disso. verifica-se inexistir razão para a reforma da sentença. e também com indicação de cirurgia 01 dia antes de sua demissão.. no sentido de sanar o seu quadro. Nego provimento. além de superficial. assim como o pleito de dano moral decorrente dessa postulação. fl. nos termos do comando sentencial abaixo transcrito: “Por fim.

o que se constata. para produção dessa prova. Nego provimento. 874-878 são detalhados e conclusivos. nulidade da sentença por cerceio do direito de defesa e.5. quanto aos honorários advocatícios. negar provimento ao apelo do reclamante. a todo o momento restou garantido ao autor manifestar-se nos autos. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais. Desembargador Gerson Fernando Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.1. no mérito.0191 Processo Nº RO-71100/2012-191-17-00. Presentes os demais pressupostos de admissibilidade do apelo obreiro. vez que elaborado por profissional qualificado. conhecer do recurso ordinário do autor e também do recurso ordinário da reclamada. Respondeu satisfatoriamente à impugnação da reclamada acerca de que a mediação do agente insalubre “vibração de corpo inteiro” é feita de . INDEFERIMENTO DE REQUERIMENTO DE NOVA PERÍCIA E DE PRODUÇÃO DE PROVA TESTEMUNHAL ARGUÍDA PELA RECLAMADA Argúi a reclamada a nulidade da sentença aduzindo que teve cerceado seu direito de defesa ao ver indeferido pelo Juízo seu requerimento de produção de nova perícia.3 Recorrente Advogado Recorrido Plurima Autor Advogado Plurima Réu FIBRIA CELULOSE S/A André Luiz Pacheco Carreira(OAB: 003679 ES) JOQUIMAR SANTOS DE SOUZA JOQUIMAR SANTOS DE SOUZA Carlos Magno Barcelos(OAB: 008163 ES) FIBRIA CELULOSE S/A ACÓRDÃO . RELATÓRIO Trata-se de recursos ordinários da reclamada e do reclamante em face da r. sendo partes as acima citadas. Anexo 8. cerceio do direito de defesa e. descontos fiscais e previdenciários. não apresentando quaisquer contradições ou omissões. “na Justiça do Trabalho. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. respondendo satisfatoriamente a todas as questões levantadas pelas partes. 943-950) alegando não conhecimento do recurso obreiro quanto a descontos fiscais e previdenciários por inovação recursal. não havendo qualquer prejuízo em suas manifestações. vê-se que o perito valeu-se da legislação em vigor ao elaborar o laudo pericial. João Hilário Valentim DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-71100-11. SUSPEIÇÃO. PRELIMINARES DE NULIDADE DA SENTENÇA POR CERCEIO DO DIREITO DE DEFESA 2. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). ainda que em ação com idêntico pedido. 934-938vº) argüindo preliminarmente. Há entendimento sumulado pela Colenda Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Corte Superior Trabalhista no sentido de que. 951-989).2012. Acolho a preliminar argüida em contrarrazões pela reclamada de não conhecimento do apelo obreiro quanto à matéria “descontos fiscais e previdenciários” por inovação recursal. vez que. Por certo. esse é o entendimento que se extrai dos Enunciados 219 e 329. 133 da CF/88 e 20 do CPC. pretendendo a reforma do julgado quanto a horas in itinere. por maioria. bem ainda.0071100-11. por unanimidade. Procurador do Trabalho: Dr. Vencido. LV). de confiança do juízo e dentro das exigências legais. art.TRT 17ª Região . Razões do reclamante (fls.5. 5º. no mérito. 20). quantitativo de horas in itinere. o simples fato de a testemunha arrolada pelo reclamante estar litigando com a reclamada. Tal raciocínio não viola o disposto nos arts. não há que se falar em inobservância à ampla defesa (CF. NÃO CARACTERIZAÇÃO. Vistos. o deferimento de honorários advocatícios sujeita-se à constatação da ocorrência concomitante de dois requisitos: o benefício da justiça gratuita e a assistência por sindicato".ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA TESTEMUNHA CONTRADITADA. embora o advogado seja imprescindível na administração da Justiça. 2. não é suficiente para torná-la suspeita (Súmula 357 do TST).17.1. compensação e adicional de insalubridade. CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário da reclamada porque preenchidos os pressupostos de admissibilidade. Razões da reclamada (fls. insurgindo-se quanto a horas in itinere. bem como da Orientação Jurisprudencial 304 da SDI-I do C. negar provimento ao apelo patronal e. 918-928) alegando preliminarmente. tampouco inimiga capital da parte.17. visto que. No mérito. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. Contrarrazões do reclamante (fls. FUNDAMENTAÇÃO 2. LITIGÂNCIA CONTRA A RECLAMADA. no recurso do reclamante. INIMIGA CAPITAL.2. sentença (fls. NULIDADE DO LAUDO PERICIAL. conheço parcialmente do recurso ordinário do reclamante. 3. Contrarrazões da reclamada (fls. o que não tem o condão de invalidá-lo. não faz jus aos honorários de advogado. devem ser observadas as peculiaridades inerentes a esta Especializada anteriormente explicitadas. segundo a Orientação Jurisprudencial nº 305 da SDI-I do C. exceto quanto à matéria “descontos fiscais e previdenciários” por inovação recursal. TST.2. acerca da questão apontada pela ré quanto ao pretendido esclarecimento ao laudo pericial no que diz respeito à avaliação quantitativa e análise da ISO 2631 invocada pela reclamada. Outrossim.0191 RECURSO ORDINÁRIO Recorrentes: FIBRIA CELULOSE S/A JOQUIMAR SANTOS DE SOUZA Recorridos: JOQUIMAR SANTOS DE SOUZA FIBRIA CELULOSE S/A Origem: VARA DO TRABALHO DE SÃO MATEUS . que inclusive já se encontravam desativadas. in casu. Ademais. 839-855 e os esclarecimentos de fls. atento às normas constantes da NR-15.2012. Ressalte-se que o laudo pericial de fls. 909-917) que julgou procedentes em parte os pedidos aforados pelo autor.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Aduz que a prova pericial realizada é nula pois efetuada sem realização de qualquer medição de existência de vibração produzida pela máquina operada pelo obreiro. Ora. Assim sendo. Quanto à nova prova pericial. é apenas e tão somente a insatisfação da reclamada quanto ao resultado do laudo pericial. TST. 23 de Setembro de 2013 59 declaração de miserabilidade jurídica (fl.

para que mereça a atenção do juiz. para comprovação de que as máquinas são ergonômicas e equipadas com dispositivos que evitam ou que reduzem a vibração. mas para que assim seja é preciso um ódio inveterado. in A Prova no Processo do Trabalho. atendendo aos fatos e circunstâncias constantes dos autos. sendo válido seu testemunho. a qual está diretamente ligado ao princípio do livre convencimento.J. evidenciados publicamente em atos de maldade ou prejudiciais à pessoa. 902 apontam que a ré pretendia fazer prova testemunhal “. portanto. Ressalte-se. do assistente técnico e do técnico em segurança do trabalho. por concluir que a mesma não tem isenção de ânimo para depor na presente ação. cuja causa subsista ainda. não é suficiente para torná-la suspeita (Súmula 357 do TST). considerando-a inimiga capital da reclamada em razão de possuir várias demandas em face da reclamada. Resta apontar. no que revela-se desnecessária a produção de prova oral. colho o seguinte aresto: TESTEMUNHA QUE LITIGA CONTRA O MESMO EMPREGADOR – SUSPEIÇÃO – O fato de uma das testemunhas da parte Reclamante ser ex-empregada da parte Reclamada e estar litigando contra ele não a impede de depor. no seu Tratado da Prova em Matéria Criminal. professor na Universidade de Heidelberg. o juízo de origem acolheu a contradita argüida pela reclamada em face da testemunha arrolada pelo autor.. quando o convencimento do julgador a quo já se formara com os elementos já constantes dos autos. tendo o i. Por outro lado nada obstante seja inaplicável.A. § 3º do CPC. Da leitura do laudo e de seus esclarecimentos. 318/319. 405. LTr. o juiz procederá livremente para apreciar a prova. 130 do CPC). Rejeito. §3º. Data vênia do Juízo de origem. ou representante da parte. quiçá desavença decorrente do fato da testemunha litigar em face da ora reclamada. Sr. com total capacidade de aferição do agente insalubre na atividade laboral do reclamante em estrita observância à norma vigente. Ao analisar os elementos existentes sentiu-se em condições de proferir a decisão. no intento de descaracterizar a conclusão do laudo pericial. perito. já que.”. uma vez que o laudo apresentado foi plenamente satisfatório. porquanto vale mais a qualidade que a quantidade. em razão de não existir justa causa para acolher a contradita. é de somente para extrair o termo de que o Sr. Ademais. Paulo Henrique Nunes Rezende. inclusive com postulação de indenização por danos morais. elaborado por profissional qualificado. não se vislumbra qualquer vício a macular o trabalho do perito. Assim esclarece De Plácito e Silva: “Se a inimizade assoma tal estado de intensidade. grada a inimizade capital.. Paulo Henrique Nunes Rezende ser inimigo capital. Do exposto. outra não pode ser a conclusão de que o perito analisou o caso específico do reclamante. Aliás. ambos da reclamada.2. a parêmia testis unus testis nullus. Desta forma. No que se refere à oitiva de testemunhas. que o disposto nos artigos 436 e 437 do CPC conferem apenas uma faculdade do juiz. Todavia. certo é que a desavença pessoal entre depoente e parte. ACOLHIMENTO DE CONTRADITA DE TESTEMUNHA E DECLARAÇÃO PELO JUÍZO DE INIMIGA CAPITAL ARGUÍDA PELO RECLAMANTE Argúi o reclamante cerceio do direito de defesa cerceado em razão do juízo ter acolhido a contradita de sua testemunha e declarado a mesma inimiga capital da parte. 405. Isto porque a lei exige que o depoente seja inimigo capital da parte. 7ª ED.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. hoje em dia. nesse sentido. tratando o primeiro da valoração da prova. Inimizade séria e inafastável. Neste sentido. com a presença do reclamante. Assim. os protestos registrados em ata de fl. Exige a lei inimizade capital. o cerceamento do direito de defesa alegado. ainda que em ação com idêntico pedido. 2. repita-se. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Aduz em seu apelo que “O cerceio do direito de defesa. uma desunião passageira e por motivos pouco graves. o laudo pericial produzido foi suficiente a elucidar a questão. intencionalmente praticados por outra. expert declinado fundamentação suficiente a embasar suas conclusões.. III. rancor incontido. de confiança do juízo e dentro das exigências legais. não vislumbro a necessidade de realização de nova perícia. pág. que existem paradas durante a jornada. Todavia. não aponta desavença. entendendo que o laudo pericial era suficiente para formar seu convencimento. que a lei nas hipóteses elencadas no art.” (BookSeller. conforme entendimento jurisprudencial vertido no Enunciado Nº 357 do TST. In casu. bem comprovar a natureza do trabalho do autor e comprovar elementos que autorizam a impugnação do laudo pericial. Não é suficiente. não se pode falar em cerceio ao direito de defesa por indeferimento de oitiva de testemunha. Manuel Antônio Teixeira Filho. há entendimento sumulado pela Colenda Corte Superior Trabalhista no sentido de que. e o segundo à possibilidade de nova perícia na hipótese do juiz entender que a primeira perícia não elucidou a causa. consoante aquele dispositivo fixa no inciso III. sobre a questão. 1997. tem-se que os peritos são profissionais com conhecimentos técnicos que os habilitam a responder aos quesitos apresentados e esclarecimentos posteriores. levou em consideração a avaliação do ambiente de trabalho. que não se mostra simples malquerença ou animosidade. inexistindo. Não vislumbro no fato da testemunha litigar em face da reclamada a caracterização de que a mesma seja dela inimiga capital. 264). No mais. entretanto. Tampouco de que seja seja suspeita por ter em andamento ação contra a reclamada. Assim. não vejo nos fatos uma caracterização de inimizade capital. assevera com propriedade: "O fato de o empregado haver . aplicando o art. pp. salvo exceções de outros fatos a serem apurados em audiência. In casu. ainda. cabe ao juiz dirigir o processo e indeferir a produção de provas que julgar desnecessárias (art. A inspeção realizada in loco pelo i. e ficar consignado em julgamento que o recorrente não deve ser contraditado somente por haver demandas. mormente considerando que a avaliação do agente nocivo vibração é qualitativa e não quantitativa e a ausência de fornecimento de EPIs.” Pois bem. inclusive com as fotografias das máquinas operadas ao tempo da vigência do contrato de trabalho. aliás na mesma esteira de Malatesta: “pode a testemunha achar uma satisfação de vingança em seu depoimento desfavorável. a insurgência da reclamada guarda consonância com o resultado do laudo que lhe foi desfavorável. nem mesmo mero desagrado ou antipatia. Não mera desavença. deve ser levada em conta na aferição do depoimento. o simples fato de a testemunha arrolada pelo reclamante estar litigando com a reclamada. aqui também inocorreu o alegado cerceio do direito de defesa.” No mesmo sentido adianta C. inimizade furiosa e incontida. de que se gera ou surge o inimigo capital..2. mas profundo ódio. 1997. do CP. Mittermaier. 23 de Setembro de 2013 60 modo qualitativo e não quantitativo como alega a reclamada. Nota-se que a pretensão da ré é fazer prova com a oitiva de testemunha daquilo para o que a lei determina especificamente a produção de prova pericial.

uma vez que exagerados se cotejado com os horários afirmados pela prova testemunhal produzida pela reclamada. 664-674) no qual estabelecido na cláusula 23ª o pagamento de 20 horas extras a título de horas in itinere. Sr. conforme disposição expressa. a reclamada sustenta que a decisão merece reforma. passo ao exame meritório dos apelos. 905 e 907). não o torna. por dia de trabalho. o que não é o caso do reclamante. 2. 189 da CLT e art. buscando a tutela dos direitos subjetivos que afirma terem sido lesados. MÉRITO 2. Alega que a atividade do reclamante de operador de máquinas não está inserida no rol daquelas classificadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego como insalubre. conforme consta na peça de ingresso. deferindo um total de 50 (cinquenta) minutos diários de horas in itinere. 2. sendo válido destacar que a lei menciona “local de difícil acesso ou não servido por transporte público”. da CF/88. Pela instrução probatória. Destaque-se que.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.1. Sustenta que a perícia foi realizada em outras máquinas e não naquelas usadas pela reclamante. Juiz Conv. 196 da CLT e como acentua a Súmula . de 40 minutos para ida e igual tempo para volta. 5º. pois. mencionada pela reclamada em sua contestação. nasce o direito do reclamante ao pagamento das horas do percurso percorrido. subjetivo. Assim.2. HORAS IN ITINERE O autor postulou o pagamento de 04 (quatro) horas in itinere. despendendo 02 horas na ida e outras 02 na volta. tendo a testemunha da ré. Não se vislumbra qualquer controvérsia quanto ao fato do reclamante laborar em regime de escala de quatro dias de trabalho por dois dias de folga (4x2). II. de 40 minutos diários. À análise. como se infere da prova pericial produzida. contrariando o art. de índole constitucional (CF. acaso mantida a sentença. 5º. Reporto-me à sentença: “Os instrumentos normativos acostados com a defesa. estando preenchidos. (TRT 04ª R. incorrendo em violação ao art. Manuel Cid Jardon – J. sustentou que o tempo real gasto. portanto. 23 de Setembro de 2013 61 provocado o exercício da função jurisdicional do estado-Juiz. A reclamada defendeu-se aduzindo que o local de trabalho do autor era de fácil acesso. Quanto ao tempo percorrido.3.1. Sustenta que a condenação em 50 minutos diários extrapola os termos do depoimento da única testemunha ouvida. demonstram que tal compensação se destina aos trabalhadores que executavam suas tarefas em regime normal. Provado que o local é de difícil acesso e servido por transporte do empregador em horário compatível com o do trabalho do autor. O juízo de primeiro grau rejeitou a tese da empresa concluindo que os instrumentos normativos que contém cláusula de compensação das horas de trajeto na jornada do empregado não se aplicam ao reclamante. e também considerando o total de horas reconhecidas no Acordo Coletivo 2010/2011 (fls. nesta hipótese. réu na ação. RECURSO DA RECLAMADA 2. Por outro lado. XXXV). de segunda-feira a sábado. era compensado pela redução da jornada de trabalho. e servido em todo trajeto por transporte público e por vias asfálticas. 7º. supor-se que a pessoa que viesse a exercitar esse direito se transformasse. tem-se por provada a prestação em serviços em local de difícil acesso. nos moldes da contestação. variando de acordo com o local da frente de trabalho.” Nego provimento. automaticamente. aqueles que laboravam fora das instalações prediais. Ainda. os requisitos necessários à caracterização das horas in itinere. 58 Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 da CLT. sendo estes tanto às margens da BR 101 quanto em locais onde não passa transporte público regular.3. Não havendo argüição de nulidade da sentença. é certo que o tempo despendido de 4(quatro) horas diárias descrito na inicial não merece prestígio. revelado que poderia chegar a 25 minutos o tempo gasto no descolamento até as frentes de trabalho. tampouco o horário declinado no depoimento pessoal do autor. Tanto o preposto quanto a testemunha da reclamada afirmaram que o reclamante trabalhou em várias áreas. Não se divisa. realmente. Aduz que embora a escala do autor fosse de 4x2. sendo conduzido para ir e voltar às frentes de trabalho. – Rel. servido por condução do empregador. Argumenta. sua jornada era de 44 horas semanais. Com base na prova testemunhal produzida arbitrou o tempo médio de horas in itinere de 25 minutos para ida e 25 minutos para volta. fora da hipótese normativa que abarca tãosomente os trabalhadores em regime normal. bem ainda afastar a declaração de inimigo capital da reclamada imputada à testemunha. prevista nos acordos coletivos. não há falar que as horas in itenere estariam compensadas pela redução da jornada de trabalho prevista em normas coletivas. art. inimigo capital do empregador. da CF/88. Constituiria absurdo. do que recorre a reclamada alegando que o perito não efetuou qualquer medição para constar a presença do agente físico vibração. Quer nos parecer que a contradita. de que o tempo despendido era em média de 15 a 20 minutos. devem ser compensadas as horas deduzidas da jornada semanal do autor (4 horas semanais) daquelas objeto da condenação. que determina a avaliação quantitativa. (fls.2003) Acolho a arguição de cerceio do direito de defesa argüida pelo reclamante para afastar a contradita da testemunha e de conseqüência. pois estas já estão desativadas. 03. E o preposto da reclamada. o que revela a alternatividade entre os requisitos. via de conseqüência. então. em depoimento. Restou apurado nos autos que o reclamante laborou como operador de máquina e processador florestal nas áreas de colheita de eucalipto na zona rural de Conceição da Barra e São Mateus. A ação é um direito público. A cláusula décima do ACT 1988/1989. apenas por este motivo.12. tempo apurado pela média. embora tenha mencionado o mesmo tempo de 20 minutos para o trajeto de ida e igual tempo de volta. qualquer violação ao art. nos termos do §2º do art. em inimigo capital da parte que fez constar como ré". A testemunha da reclamada mencionou de 15 a 25 minutos.3. por percurso. unicamente aos trabalhadores sujeitos a jornada de trabalho de 44 horas semanais. a reclamada não se desincumbiu do ônus de provar que o local era servido por transporte público regular em horário compatível com o horário de trabalho do reclamante. ou seja.028/99-8 – 3ª T. entendo correta a condenação imposta em sentença quanto a 50 minutos diários (25 minutos no percurso para ida e igual tempo para volta) a título de horas in itinere. sob o argumento de que embarcava em veículo da empresa. não atendendo o Anexo 8 da NR 15. especialmente aqueles que contêm cláusula que autoriza a redução DAC jornada normal para compensação das horas de trajeto. resulta de uma confusão entre os significados distintos de adversário e de inimigo. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE A sentença condenou a reclamada no pagamento de adicional de insalubridade no grau médio.3. após afirmar que o tempo médio gasto era de 10 a 20 minutos. aplica -se. estando. Inconformada. Em relação à pretendida compensação. Paulo Henrique Nunes Rezende. – RO 00376. estando portanto abrangido pelos termos dos acordos coletivos. a reclamada confessou em sua petição inicial que o percurso demandaria 40 (quarenta minutos) diários. não soube precisar em quais áreas laborou o reclamante. inciso XXVI.

11 e 12”. 3. Procurador: Dr. de prova testemunhal e de nulidade do laudo pericial argüida pela reclamada. Sr. A pericia. serão caracterizadas como insalubres. conforme pedido na inicial Alega que a ré não se desincumbiu do ônus da prova que lhe pertencia. um limite não é definido nesta parte da ISO 2631. II. deve tomar por base os limites de tolerância definidos pela Organização Internacional para a Normalização . Pelas razões expostas.o que foi feito pela Perito exatamente na forma prevista na legislação. (grifo nosso) Ocorre que a ISO 2631-1: 1997(E) (vibrações de corpo inteiro) e também a Amd.3. ISO 2631-1:1985 e também a 2631-3:1985. não havendo falar em violação ao art. Nego provimento. com dispositivo anti-vibração que elimina o risco. perito constatou através do laudo pericial de fls. convocada para compor quorum. O i.ISO." "Esta parte da ISO não contém limites de exposição vibração" "Embora uma relação de efeito de dose esteja geralmente assumida.2 dependem muito de fatores que variam com cada aplicação. em suas normas ISO 2631 e ISO/DIS 5349 ou suas substitutas. não havendo falar em violação ao art. 5º. Aduz que as cabines das máquinas são ergonômicas.” (os grifos não constam no texto original) Logo. quanto à preliminar de nulidade da sentença por cerceio de defesa. negar provimento a ambos os recursos. Mantenho a sentença.17. 3. por unanimidade. João Hilário Valentim. a Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi.1. as vibrações localizadas ou de corpo inteiro. é de clareza solar que não existe mais qualquer avaliação ou instrumento a ser utilizado no tocante a insalubridade por vibração. 2. 2. CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. de maneira habitual e permanente. está dentre aquelas que acarretam vibrações de corpo inteiro. passando a avaliação a ser total mente qualitativa. Nesta atualização. não soube informar em qual área o reclamante laborou.1 Recorrente Advogado DEMERVAL BARBOSA LIMA Luis Fernando Nogueira Moreira(OAB: 006942 ES) . não há atualmente a referida necessidade de mensurar a intensidade das vibrações. No mérito. mas tão somente a comprovação da existência da exposição. sem que a ré fornecesse qualquer equipamento de proteção individual capaz de neutralizar o agente insalubre. inocorrendo portanto a alegada violação ao art. conhecer do recurso ordinário da reclamada. não existe LIMITE DE TOLERÂNCIA para a exposição.3. com base no Anexo 8. 189 da CLT e art. Nesse sentido dispôs o perito nos esclarecimentos de fls. da CF/88. Paulo Henrique Nunes de Rezende é “inimiga capital” da reclamada. em depoimento." “Os valores aceitáveis de magnitude de vibração para conforto conforme o item 8. com base no Anexo 8. caracterizandose portanto como atividade insalubre. acolher a alegação de cerceio do direito de defesa argüida pelo reclamante para afastar a contradita da testemunha e de conseqüência.5. acolher a preliminar argüida em contrarrazões pela ré de não conhecimento do apelo obreiro quanto à matéria “descontos fiscais e previdenciários” por inovação recursal e conhecer parcialmente do recurso ordinário do reclamante. 5. conforme esclareceu o perito. sendo indevido o adicional. Conclui-se portanto que o reclamante estava exposto ao agente físico vibração de corpo inteiro. 839-855 que a atividade laboral do reclamante. TST. em grau médio. As atividades e operações que exponham os trabalhadores.1. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: o Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). avaliação qualitativa sem mensuração e/ou quantificação diferente daquelas contidas no item 15. quando da análise do recurso da reclamada. pelos fundamentos já expendidos no tópico 2. habilidade de trabalho e conforto).1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Quanto à obrigatoriedade de medir a intensidade das vibrações. 23 de Setembro de 2013 62 460 do STF ser necessária. TST.4 como de "comprovadas através de laudo de inspeção do local de trabalho" logo. 1:2010 (Amendment) substitui e cancela suas anteriores. Este conceito não foi sustentado pelos resultados de pesquisa no laboratório e consequentemente foi removido. uma vez que o preposto. por unanimidade. No Anexo 8 – Vibração temos a seguinte redação: ANEXO Nº 8 VIBRAÇÕES 1. na forma do art. 194 da CLT e Súmula 80 do C.1.1. Portanto. Para que não fique somente na palavra do Perito. a dependência em duração de exposição dos vários efeitos nas pessoas tinham sido assumidos na ISO 26311:1985 para ser o mesmo para diferentes efeitos (saúde. Vencida.0010 Processo Nº RO-76200/2011-010-17-00. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-76200-39. a declaração de que a mesma. pinçamos da referida ISO os seguintes termos pertinentes a matéria: "Para simplicidade. RECURSO DO RECLAMANTE Pretende o reclamante a reforma do julgado para majorar o quantitativo de horas in itinere para 4 horas diárias. o Anexo 8 encontra-se inserido no item 15. E também registrou que não houve participação do autor em treinamento de segurança obrigatório em obediência à NR-06. ou seja." "Não existe dados suficientes para mostrar a uma relação quantitativa entre exposição a vibração e riscos de efeito a saúde. por inovação recursal. através de laudo de inspeção do local de trabalho. Nota-se que o perito registrou em laudo que a inspeção deu-se com base nas máquinas iguais àquelas que o autor usava à época do contrato de trabalho. uma vez que não existe limite de tolerância na norma vigente.” “O Anexo esta preocupado em fornecer um método uniforme e conveniente de indicar a severidade subjetiva da vibração mas não apresenta limites. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. 874-878: “Como pode se verificar. através de pericia realizada no local de trabalho. da NR-15. exceto quanto à matéria “descontos fiscais e previdenciários”. mantenho a sentença que condenou a ré no pagamento de adicional de insalubridade em grau médio.2. 194 da CLT e Súmula 80 do C. que acolheu a preliminar na sessão do dia 10/09/2013. “Acima dos limites de tolerância prvistos nos Anexos nº. tampouco há nos autos qualquer documento de fornecimento de EPI’s ao reclamante. em razão daquelas que efetivamente usadas já se encontrarem desativadas. Nego provimento. de operador de máquinas e processador florestal. 196 da CLT e Súmula 460 do STF. NR-15. Por maioria. não existe ate o presente nenhuma relação quantitativa Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 disponível.2011. 2. visando a comprovação ou não da exposição. 1. sem a proteção adequada. rejeitar a preliminar de nulidade da sentença por cerceio do direito de defesa argüida por indeferimento de produção de nova prova pericial.

igualmente prevista naquele regulamento. pugnando pela reforma da sentença.17.1989. como se pode perceber do teor do julgamento do RE 586453.TRT 17ª Região . 23 de Setembro de 2013 63 Recorrido Advogado CHOCOLATES GAROTO SA Wilma Chequer Bou-Habib(OAB: 005584 ES) ACÓRDÃO . com dedução dos valores já pagos a título de pensão pela Fundação Garoto (alínea “B” de fls. a competência da Justiça Comum é restrita para o julgamento de lides decorrentes de contrato de previdência complementar privada entre o beneficiário e a entidade fechada de previdência complementar e não quando a lide é proposta somente em face do empregador. O reclamante se insurge. a reclamada não apresentou contrarrazões.2. como se pode perceber do teor do julgamento do RE 586453. Feitas as ponderações acima. portanto. independentemente da ação ter sido proposta somente em face do empregador. Em outras palavras. AÇÃO PROPOSTA EM FACE SOMENTE DO EMPREGADOR. a anulação da r. entendeu que a competência para apreciar a matéria é da Justiça Comum em razão da inexistência de relação trabalhista entre o beneficiário e a entidade fechada de previdência complementar. CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. Alega que em janeiro de 1992 houve alteração nas regras da previdência privada transferindo-se a administração desta para a Fundação Bradesco e. posteriormente. Portanto. No entanto. diferentemente do que afirmou o reclamante. 114 da CF/88. pretende a autora receber a complementação de aposentadoria. O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que cabe à Justiça Comum julgar processos decorrentes de contrato de previdência complementar privada. o pagamento de uma renda mensal vitalícia equivalente a 70% de uma rubrica denominada B1. e que corresponde ao benefício pago aos empregados que se aposentassem por tempo de contribuição. sendo partes as acima citadas.5. com o reconhecimento da competência da Justiça do Trabalho. 488. 114 da CF/88. 480/482-vº. 484/486. o que vai de encontro ao art. Como relatora do RE 586453.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. a ex-ministra Ellen Gracie. a supracitada decisão do STF foi publicada no DJ no dia 06/03/2013. alegando. que reconheceu a incompetência da Justiça do Trabalho para julgar casos de previdência complementar privada e determinou a remessa dos autos à Justiça Comum. no caso de aposentadoria por invalidez. declarar a competência da Justiça do Trabalho e determinar a baixa dos autos à Vara de origem para reabertura da . sentença e o prosseguimento do feito no Juízo de primeiro grau. o autor. De outro modo. por unanimidade. estar-se -ia transferindo para a Justiça Comum as lides entre patrões e empregados. Em segundo lugar. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. época em que vigia um Regulamento Interno prevendo. o que vai de encontro ao art. consubstanciada na renda mensal vitalícia correspondente a 70% do que o regulamento interno denomina por B. como se pode constatar através de pesquisa no sítio do STF. 16).COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO O Juízo de origem – considerando que o Plenário do Supremo Tribunal Federal decidiu que cabe à Justiça Comum julgar processos decorrentes de contrato de previdência complementar privada. FUNDAMENTAÇÃO 2. portanto. O pedido inicial é. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.1. No entanto. De outro modo. CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário. como entender de direito. O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que cabe à Justiça Comum julgar processos decorrentes de contrato de previdência complementar privada. A decisão ocorreu nos Recursos Extraordinários (REs) 586453 e 583050. Vistos. de diferença de complementação de aposentadoria. A decisão ocorreu nos Recursos Extraordinários (REs) 586453 e 583050. estar-se-ia transferindo para a Justiça Comum as lides entre patrões e empregados. Em primeiro lugar.. a ex-ministra Ellen Gracie. Vejamos. como ocorre no presente caso. Informa o reclamante que se aposentou por invalidez em 28. tal como previsto no Regulamento Interno da empresa na época de sua contratação.2008 e pede a condenação da reclamada ao pagamento de uma renda mensal vitalícia tal como previsto no regulamento interno vigente na época de sua contratação. conhecer do recurso. Como relatora do RE 586453. porque preenchidos os pressupostos de admissibilidade. narra que foi contratado pela reclamada em 04.09. em sua inicial.0076200-39. evitando-se a supressão de instância. 2. ou seja.2011.0010 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: DEMERVAL BARBOSA LIMA Recorrido: CHOCOLATES GAROTO SA Origem: 10ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . a competência da Justiça Comum é restrita para o julgamento de lides decorrentes de contrato de previdência complementar privada entre o beneficiário e a entidade fechada de previdência complementar e não quando a lide é proposta somente em face do empregador.02.1. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante em face da sentença de fls. declaro a competência da Justiça do Trabalho e determino a baixa dos autos à Vara de origem para reabertura da instrução e novo julgamento. Devidamente intimada à fl. Razões do reclamante às fls. modulando os efeitos dessa decisão e definindo que deverão permanecer na Justiça do Trabalho todos os processos com sentença de mérito até o dia 20/02/2013 e considerando que o mérito do presente feito não foi apreciado – reconheceu a incompetência da Justiça do Trabalho para julgar casos de previdência complementar privada e determinou a remessa dos autos à Justiça Comum. Aduz que as alterações lhes foram prejudiciais e. prossigo. inaplicáveis. a 10% do valor do salário da reclamante quando esta entrou em gozo de benefício do INSS. que a decisão do Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 STF não foi publicada e ainda que tal decisão somente se aplica às ações que discutem a complementação de previdência privada e não àquelas ações em que se discute a indenização pelo descumprimento do regulamento interno do empregador. em 1994 para Fundação Garoto. entendeu que a competência para apreciar a matéria é da Justiça Comum em razão da inexistência de relação trabalhista entre o beneficiário e a entidade fechada de previdência complementar. em suma.

0095200-88. como entender de direito. Constou.TRT 17ª.0078800-20. em especial à prova oral. negar-lhes provimento. Pois bem. ainda.0010 Processo Nº RO-95200/2012-010-17-00. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Cabe ressaltar. por unanimidade. que nosso ordenamento jurídico aplica o princípio da persuasão racional segundo o qual cabe ao julgador a valoração do conjunto probatório consoante seu livre convencimento.LINHAS AEREAS S/A NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES(OAB: 015111 ES) ACÓRDÃO .TRT 17ª Região .2 MÉRITO Afirma a embargante. Na fl. chegando-se a tal conclusão com base no depoimento que a testemunha Juliany Dekleva Cosme prestou perante o Juízo da presente ação. Alega omissão na análise do fato de que as horas extras eram compensadas de forma diversa daquela estabelecida no norma coletiva. 306/609 alegando vício no julgado. omissão. evitando-se a supressão de instância. FUNDAMENTAÇÃO 2.5. do julgado que o banco de horas adotado estava regularmente previsto na Convenção Coletiva do Trabalho.17.5. 23 de Setembro de 2013 64 instrução e novo julgamento. Extrai-se dos embargos de declaração que a parte pretende rediscutir o mérito da demanda. Por fim.2012. 3.5. sendo partes as acima citadas. O acórdão foi claro quanto ao entendimento adotado de que houve confissão da autora no tocante o regular controle de horário de Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 trabalho. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-95200-88. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). Em relação ao intervalo intrajornada pugna pelo enfrentamento da teoria do ônus da prova (art. ACÓRDÃO DE FLS. 2.2012. não havendo qualquer vício capaz de macular o julgado.5. que foram posteriormente compensadas com folgas. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos pela autora em face do v. o que é impossível nos estreitos contornos que delineiam a moldura dos embargos de declaração. em resumo. Por todo o exposto. Vistos. E tendo sido considerado regular o regime compensatório na modalidade "banco de horas" não há que se falar em aplicação da Súmula nº 85 do TST. que houve equívoco na análise do depoimento da reclamante prestado na RT0088900. pois. conhecer dos embargos declaratórios e.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.2012.25. Procurador do Trabalho: Dr.TRIP LINHAS AEREAS S/A Origem: 3ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA .2012.2012. não havendo razão para se declarar a nulidade do Banco de Horas. quanto ao intervalo intrajornada. 818 da CLT e Súmula 338 do TST). no mérito. pagamento das horas extras e inclusão de parte destas no banco de horas. ainda. REGIÃO . na qualidade de testemunha em outro processo: “podendo atestar que no caso da depoente todas as horas do banco de horas foram compensadas pela depoente”.17. tendo ocorrido o correto lançamento de débitos e créditos no sistema. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. Prequestiona a Sumula nº 85 do TST.0003 Processo Nº ED-78800/2012-003-17-00.0 Recorrente Advogado Recorrido Plurima Autor Advogado Plurima Réu Plurima Réu Advogado ROGERIO RAMOS DE ASSIS João Batista Dalapíccola Sampaio(OAB: 004367 ES) JOUSELI RODRIGUES BARBOSA JOUSELI RODRIGUES BARBOSA João Batista Dalapíccola Sampaio(OAB: 004367 ES) ROGERIO RAMOS DE ASSIS CONDOMINIO DO SHOPPING VITORIA Stephan Eduard Schneebeli(OAB: 004097 ES) ACÓRDÃO . 307 ficou registrado que a autora assim declarou. dando-lhe outra interpretação. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. acórdão de fls.17.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DA RECLAMANTE Conhecidos e não providos ante a inexistência de vício capaz de macular o julgado.TRT 17ª Região . o entendimento adotado pela Turma Julgadora foi no sentido de que o intervalo era integralmente gozado. João Hilário Valentim.2 Embargante Advogado Embargado Advogado LUANA CASSANI LEAL Udno Zandonade(OAB: 009141 ES) TRIP . até porque a Súmula 85 não se aplica à hipótese do banco de horas. Não há. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-78800-20.1 CONHECIMENTO Conheço dos embargos de declaração eis que tempestivos e regular a sua representação.0003 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: LUANA CASSANI LEAL Embargado: O V. 306/309 .5.0006 e utilizados nestes autos como depoimento pessoal.17. nego provimento aos embargos de declaração. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim. adentrando em argumentos cuja a finalidade é a reapreciação de provas.0010 RECURSO ORDINÁRIO Recorrentes: ROGERIO RAMOS DE ASSIS JOUSELI RODRIGUES BARBOSA Recorridos: JOUSELI RODRIGUES BARBOSA ROGERIO RAMOS DE ASSIS CONDOMINIO DO SHOPPING VITORIA Origem: . CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região.14. sob compromisso.

sentiu-se em condições de proferir a decisão.1. Contrarrazões da reclamada às fls. restando violado o art. INDENIZAÇÃO PELO PAGAMENTO DE IMPOSTO DE RENDA A sentença julgou extinto. 237-254) e os esclarecimentos prestados (fls. deve ser conhecido o apelo para decisão quanto às referidas matérias. Todavia. entendendo que o laudo pericial era bastante para formar seu convencimento. encontram-se presentes.2. Portanto. as características de sua função. §1º da Lei n. e a possibilidade jurídica. o interesse processual na solução jurídica pleiteada. que o perito respondeu satisfatoriamente a todas as questões levantadas pelas partes. 272-273) são detalhados e conclusivos. sem.CARÊNCIA DE AÇÃO. nos moldes do artigo 267. Razões recursais do reclamante às fls. sem julgamento de mérito. Ressalte-se que doença degenerativa. O reclamante recorre desta decisão. Assim. consequentemente. que julgou totalmente improcedentes os pedidos iniciais. que apresentou tempestivamente suas contrarrazões. carência de ação quanto aos descontos fiscais. o juiz procederá livremente para apreciar as provas. não se vislumbra qualquer vício a macular o trabalho do perito. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. O laudo pericial realizado nos autos foi taxativo em sua conclusão de que o reclamante apresenta patologia degenerativa no joelho direito. De outro norte. ainda. ainda. 326-335. o que não tem o condão de invalidá-lo. não vislumbro a necessidade de realização de nova perícia. 20. inclusive.1.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA DOENÇA OCUPACIONAL. inexistindo. portanto. observa-se que o Juízo de admissibilidade realizado pela origem contém erro material. é apenas e tão somente a insatisfação do autor quanto ao laudo pericial. salários devidos no período de afastamento e dano moral decorrente. são objetos de seu recurso ordinário os pedidos de isenção de custas e de assistência judiciária gratuita. Razões recursais da advogada do reclamante às fls. eis que elaborado por profissional qualificado. e que o autor esclareceu ao i. honorários advocatícios e litigância de má-fé. inciso VI do CPC. conheço dos recursos ordinários interpostos pelo reclamante e pela advogada do reclamante. indenização por danos morais e materiais decorrentes de doença ocupacional. Desta forma. Além disso. considerando que a alegação do obreiro é de que há doença ocupacional. 303-325. no caso em tela.PRELIMINAR DE NULIDADE DA SENTENÇA POR CERCEIO DE DEFESA. entendo que tais elementos se mostraram suficientes para elaboração do laudo. atendendo aos fatos e circunstâncias constantes dos autos. ter qualquer nexo de causalidade ou concausalidade entre a patologia e as atividades desempenhadas na reclamada. a insurgência do reclamante guarda consonância com o resultado do laudo.2. 23 de Setembro de 2013 65 10ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . e as circunstâncias de sua doença.CONHECIMENTO O autor apresentou recurso ordinário sem comprovar o recolhimento das custas processuais a que foi condenado. repita-se. de confiança do juízo e dentro das exigências legais. in casu.2. Assim. Entendo. nulidade da dispensa. Alega. ESTABILIDADE. REINTEGRAÇÃO. as quais. sendo que o expert não verificou as condições do local de trabalho do obreiro. na inexistência de vedação no ordenamento jurídico quanto ao pedido formulado pelo autor. a análise acerca da matéria será realizada no mérito do recurso. Contudo. A carência de ação decorre da ausência das condições da ação. por expressa disposição legal do art.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. que lhe foi desfavorável. elaborado por profissional qualificado. não há notícia sequer de que a atividade laboral tenha atuado como concausa para o aparecimento da doença. pois se refere a recurso interposto pelo reclamado e sua advogada e não pelo reclamante e sua advogada. o pedido de indenização ou recolhimento pela reclamada dos valores devidos a título de imposto de renda. perito não respondem satisfatoriamente às indagações feitas pelo autor. LV da CRFB/88. onde recorre quanto à condenação ao pagamento de multa e indenização por litigância de má-fé. honorários periciai. considerando que os pleitos iniciais foram julgados improcedentes. O que se constata. complementada pela decisão de embargos de declaração de fls. RELATÓRIO Trata-se de recursos ordinários interpostos pelo reclamante e por sua advogada. Portanto. contudo. 342-349 e 350-372. assim. sendo partes as acima citadas. Requer. não é considerada doença do trabalho. uma vez que o laudo apresentado foi plenamente satisfatório. seja declarada a nulidade do julgado. o que caracteriza “total incongruência do laudo pericial com a verdade real dos fatos”. tal erro material não trouxe qualquer prejuízo à ré. In casu. pois a legitimidade se verifica no âmbito das meras alegações. local este de conhecimento notório. 300-301. Do exposto. que pretende a concessão dos benefícios da assistência judiciária gratuita. porque presentes os pressupostos objetivos e subjetivos de admissibilidade. 437 do CPC prevê a possibilidade de nova perícia na hipótese do juiz entender que a primeira perícia não elucidou a causa. RECURSO ORDINÁRIO DO RECLAMANTE 2. no presente caso. Com razão. FUNDAMENTAÇÃO 2. É o relatório. em nada prejudica a avaliação e a conclusão feitas pelo expert. 288-291. de confiança do juízo e dentro das exigências legais. Sendo assim. que é necessária para corrigir o mal de que o autor se queixa. Sem razão. perito qual a sua jornada de trabalho. ao analisar os elementos existentes. em shopping center da capital. Ressalte-se que o laudo pericial (fls. que os esclarecimentos prestados pelo d. . em face da sentença de fls. Ressalte-se.213/91. Contudo. Vistos. NULIDADE DA DISPENSA. Rejeito. 2. INDEFERIMENTO DA IMPUGNAÇÃO AO LAUDO Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 PERICIAL O reclamante sustenta que a negativa ao pedido de produção de nova prova pericial acarreta o cerceio ao direito de defesa.213/91.º 8. o direito à reintegração. tendo em vista que o autor exercia a função de Inspetor de Segurança. Note-se que o não comparecimento do perito ao local de trabalho do reclamante. já que. alegando a nulidade da sentença por cerceio de defesa e pugnando pela reforma do decisum quanto às seguintes matérias: assistência judiciária gratuita. não apresentam quaisquer contradições ou omissões. O mesmo se diga quanto ao recurso ordinário apresentado pela advogada do reclamante. que o disposto no art. 5º. não há como reconhecer ao autor à estabilidade prevista no art. o cerceamento do direito de defesa alegado. não restando caracterizada a nulidade da dispensa e. Ademais. 118 da Lei nº 8.

não há como reconhecer ao autor à estabilidade prevista no art. 21). 2. não havendo relação de causa ou concausa com as atividades exercidas pelo reclamante. quando da reapresentação à empresa após a alta previdenciária. Pelo exposto. decorrentes do trabalho executado na ré” (fl. interesse processual na solução que busca em juízo para a questão controvertida.5. E. Mantenho a sentença.º 8. não há notícia sequer de que a atividade laboral tenha atuado como concausa para o aparecimento da doença. a condenação da ré ao pagamento de indenização por danos morais e materiais decorrentes da doença ocupacional. à luz do princípio da função social do contrato. nego provimento.90 cm de altura.DOENÇA OCUPACIONAL. o dano e a culpa da ré quanto à doença que acomete o autor. a reclamada o manteve afastado por considerá-lo inapto e não efetuou o pagamento de salários. O reclamante recorre desta decisão. de 03/10/2011 a 15/06/2012. por não se considerar apto ao labor e por discutir com o órgão previdenciário o direito à percepção de novo auxílio doença. que foi admitido na reclamada apto para o trabalho e que. 20. não há falar no dever de indenizar eventuais danos morais e materiais sofridos. O reclamante foi contratado pela reclamada em 04/05/2010. mantendo-se o pagamento até o dia 03/10/2011. ESTABILIDADE. Não há falar em carência de ação no particular. O autor recorreu desta decisão perante a autarquia previdenciária.2. que as lesões suportadas pelo obreiro são decorrentes das atividades laborais realizadas em prol da reclamada. ao tempo de sua demissão. o reclamante foi admitido em 04/05/2010. nos moldes dos artigos 421 e 422 do CC/02. Portanto. e dispensado sem justa causa em 15/06/2012. no período de 20/06/2011 a 16/09/2011 (fl. Restou constatado. por expressa disposição legal do art. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 não há perquirir acerca da responsabilidade da ré. Logo. complementado às fls. Logo. não restando caracterizada a nulidade da dispensa e.4. E.213/91. Portanto. Ressalte-se que o pedido de indenização por danos morais e materiais tem como fulcro a doença ocupacional. no período de 20/06/2011 a 16/09/2011. ter qualquer nexo de causalidade ou concausalidade entre a patologia e as atividades desempenhadas na reclamada. portanto. perito afasta inclusive a caracterização da concausa. DANO MORAL O Juízo a quo. Considerando que não restou demonstrado o nexo causal entre a doença do reclamante e a atividade laboral. Vejamos.2. consequentemente. sob o fundamento de que não restou demonstrado o nexo. destacando que o reclamante apresenta incapacidade parcial permanente para realizar atividades que requeiram impacto ou sobrecarga dos membros inferiores. O laudo pericial realizado nos autos foi taxativo em sua conclusão de que o reclamante apresenta patologia degenerativa no joelho direito. O autor recorre desta decisão. desde que em outra função compatível. conforme se vê à fl. em gozo de auxílio doença comum (código B31). considerando que a doença que acomete o autor é de origem degenerativa e agravou-se de maneira crônica em razão do sobrepeso do reclamante que. 31. ainda de acordo com o laudo. 118 da Lei nº 8. vindo a laborar na escala 12x36h. se objetiva ou subjetiva. encontrava-se acometido de doença ocupacional decorrente da atividade que exercia na empresa. NULIDADE DA DISPENSA. por não se considerar apto para o exercício de suas funções. pelo que não cabe à reclamada o dever de indenizar eventuais danos sofridos em razão da doença que. . DANOS MORAIS E MATERIAIS A sentença de origem.3. Assim. o direito à reintegração. conforme exame físico. 23. ainda que não se admita o nexo causal direto. Outrossim. A prova documental aponta que o autor esteve em gozo de benefício previdenciário por auxílio doença comum. julgou improcedentes os pedidos de indenização por danos morais e materiais. o autor não laborou no período entre a alta previdenciária e a sua dispensa. REINTEGRAÇÃO O autor pretende a reforma da r. Sem razão.2. no caso. por intermédio do laudo pericial de fls. de indenização por danos morais. 22-23). código B31. O reclamante gozou de benefício previdenciário (auxílio doença comum – B31) no período de 20/06/2011 a 16/09/2011. Assim. não se negou a trabalhar. 2. Alega. na função de Inspetor de Segurança. §1º da Lei n. Cabe ainda destacar que o reclamante permaneceu afastado do labor. Portanto. A prorrogação deste benefício foi negada ao autor pelo INSS. nego provimento. por decisão própria. não há nexo causal. bem como.213/91. 236-254. não restou demonstrado que a doença do autor tenha origem ocupacional. 25. Contudo. em face da inexistência de vedação expressa no ordenamento. nos termos do art. 2. Sendo assim. sem.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. não é considerada doença do trabalho. não sendo. agravadas pela obesidade. vê-se que as condições laborais que limitam as atividades a serem exercidas pelo autor não ocorrem no labor em prol da reclamada. que “o autor apresenta alterações degenerativas no joelho direito. contudo. na função por ele desempenhada. entendendo que. com suspensão do pagamento do benefício a partir de 03/10/2011 (fls. sim. e o pedido é juridicamente possível. o autor encontra-se apto ao labor anteriormente exercido. pesa 140 kg e mede 1. possui origem degenerativa. sustenta que deve ser reconhecida a concausalidade. em síntese. ou seja.DOENÇA OCUPACIONAL. Sustenta que. qual seja. 186 do Código Civil. consequentemente. SALÁRIOS NO PERÍODO DE AFASTAMENTO. pelo sobrepeso do autor. 242). Aduz. 23 de Setembro de 2013 66 O reclamante pretende a responsabilização da reclamada pelos descontos fiscais incidentes sobre as parcelas eventualmente deferidas. requer a condenação da ré ao pagamento dos salários devidos no período de 03/10/2011 a 15/06/2012. Dou provimento para afastar a carência de ação declarada pelo juízo a quo. O laudo médico de fls. 272-273. Conforme exposto anteriormente. não restou demonstrada a doença ocupacional. a natureza ocupacional da doença também não foi reconhecida pelo INSS. não obstante a conclusão do d. Frise-se que o d. que não fosse capaz de ocasionar o agravamento de suas lesões. perito no sentido de que o autor apresenta incapacidade parcial permanente para realizar atividades que requeiram impacto ou sobrecarga de membros inferiores. datado de 14/09/2011. Verificou-se que as sequelas apresentadas são derivadas da sobrecarga ocorrida nos joelhos. julgou improcedente o pedido de pagamento de salários referentes a este período. decorrentes da doença ocupacional. assim. Requer. conforme comunicação de fl. Além disso. em suma. conclui-se que há. ao longo dos anos. sugeria repouso por 90 (noventa) dias. Ressalte-se que doença degenerativa. sentença no que concerne ao pedido de nulidade da dispensa em razão de estabilidade acidentária e reintegração no emprego. tendo em vista que o autor permanecia em pé ao longo de toda a jornada de trabalho.

000. Ademais. que a doença que acomete o autor não tem origem ocupacional. o obreiro foi novamente considerado inapto e encaminhado ao INSS para perícia (fl. Desse modo. por si só. nesse aspecto. ter o reclamante. realizado em 04/10/2011. destinados aos beneficiários de assistência judiciária. LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. atestou a incapacidade do autor e o encaminhou para nova perícia no INSS demonstra cautela em relação à saúde do reclamante. nos termos do Provimento TRT 17.510/86. apesar de ter o reclamante constituído patrono a título oneroso. quanto ao dano moral eventualmente decorrente. 2. uma vez que apenas exerceu seu direito de ação. Ressalte-se que o ato da reclamada que. considero que nem a assistência judiciária gratuita. § 1º. 790 da CLT. o que. Em novo exame. Ademais. revertidas em benefício da reclamada. sob pena de violação do texto constitucional. reduzo o valor dos honorários para R$ 800. Não obstante. criando incidente manifestamente infundado. 18 do CPC. No caso. porém. no caso. visto que teve seu benefício previdenciário suspenso pelo INSS. De toda sorte. no que concerne à indenização prevista na parte final do art. LXXIV. a ser paga pela parte sucumbente no objeto da perícia. É o que basta. ex vi da Constituição da República (Art.2. da Lei n. Acrescente-se que a Justiça do Trabalho não conta com peritos próprios. (APRECIAÇÃO CONJUNTA DOS RECURSOS DO RECLAMANTE E DE SUA ADVOGADA) O Juízo de origem concluiu que o reclamante e sua patrona que o acompanhava em audiência. Desse modo. Conforme se observa dos autos. Após esta data. não há falar em pagamento de honorários advocatícios. MULTA E INDENIZAÇÃO. tanto quanto ao indeferimento dos salários. essa situação não pode ser imputada à reclamada. Assim. o patrocínio da causa por advogado particular. terceiros estranhos ao processo. a sentença condenou o reclamante ao pagamento dos honorários periciais. Não vislumbro. no valor de R$2. nem a gratuidade de justiça alcançam os honorários periciais. Ora.060/50). 2. ainda que o autor não fizesse jus à assistência judiciária. na petição inicial. ao requerer a produção de prova oral para comprovar a existência de doença ocupacional. por intermédio de sua patrona. 160 e 161 do Prov.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Nego provimento. se a insuficiência de recursos foi demonstrada. sendo considerado apto e foi dispensado sem justa causa em 15/06/2012. Portanto. em razão da sucumbência.00. 143). 5. praticou ato desnecessário. em 01/11/2011. não ocorreu. que deu nova redação à Lei n.º 7. compareceu a reclamada.º 7. de aplicação imediata. o pagamento dos honorários de perito será efetuado com os recursos vinculados ao custeio da assistência judiciária aos necessitados. mesmo havendo nos autos laudo pericial concluindo pela ausência de nexo causal. Insurgem-se o reclamante e sua advogada contra esta decisão. e § 1. No caso dos autos. Logo. de modo que o deferimento da assistência judiciária gratuita não socorre o autor. considerando-o apto. quando houver sucumbência do beneficiário de justiça gratuita na pretensão relativa ao objeto da perícia. Com razão.7. 3º da Lei n.HONORÁRIOS PERICIAIS Embora concedida a assistência judiciária gratuita ao reclamante. no valor de R$250. não há notícia quanto à decisão do INSS. com fulcro nos artigos 17. razão pela qual dispensado está do recolhimento das custas processuais. Após. 13). Quanto aos honorários periciais prévios (R$ 500. no valor de R$2.6. a declaração de pobreza. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS Considerando a sucumbência do reclamante. incorrido em qualquer das hipóteses previstas no artigo 17 do CPC.8.00.115/83 dispõe que se presume verdadeira. O reclamante recorreu da decisão da autarquia previdenciária em 16/11/2011. declarou não ter condições de arcar com as despesas do processo sem prejuízo do próprio sustento e de sua família (fls.2. socorrendo-se de profissionais particulares.9. E não poderia ser diferente. não havia impedimento para sua dispensa. isentando-o do pagamento de custas processuais. autorizando o perito a receber a importância diretamente do Tribunal. Nego provimento. dou provimento ao recurso do autor para deferir-lhe os Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 benefícios da assistência judiciária gratuita. uma vez que tal benefício somente abrange despesas e taxas judiciais devidas ao Estado (art. Contudo. até mesmo em razão do . a reclamada considerou que o autor encontrava-se inapto (fl. teria direito à gratuidade de Justiça. em face da hipossuficiência do reclamante. nos presentes autos. 23 de Setembro de 2013 67 Em exame de retorno ao trabalho. tal como o Juízo a quo. caput e § 2º do CPC. e indenização. que deu nova redação aos artigos 159. realizado em 01/11/2011. que para ela não concorreu. O autor retornou ao trabalho em 14/06/2012. nos termos do artigo 1º do Provimento supracitado.060/50). não tem o condão de afastar essa garantia.2. É importante destacar que a Orientação Jurisprudencial n.ª SECOR 03/2007.00 (dois mil reais).00) informo que caberá ao autor restituir a ré. determino que o pagamento da importância complementar seja feito com recursos existentes no Orçamento da União. nos moldes do §3º do art.2. 4º. 2.° 304 do TST reza que para a concessão da assistência judiciária basta a simples declaração de hipossuficiência do declarante ou de seu advogado. para se considerar configurada a sua situação econômica (art.ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA A assistência judiciária gratuita aos que não possuem recursos suficientes para demandar sem prejuízo do próprio sustento ou de sua família constitui direito fundamental. após o período de afastamento deferido pelo INSS. considerando a existência de laudo médico particular apontando a sua incapacidade laboral. o reclamante. que não podem trabalhar sem receber a devida contraprestação.º 1. VI e 18.º. ainda. a sentença de origem deve ser mantida. dou provimento parcial. vislumbro que o transtorno causado ao autor foi fruto da resistência do INSS em reconhecer que a sua incapacidade para o trabalho não havia cessado em 16/09/2011. data da alta previdenciária. 2. nos termos da fundamentação supra. 01/2005. a mesma é devida caso haja prejuízo à parte contrária. 1º da Lei n.º 1. Desta feita. Pois bem. não percebeu sua remuneração. É de se destacar. em um primeiro momento. A reclamada atestou a incapacidade do reclamante e o encaminhou ao INSS para nova perícia.º). condenou o autor e sua advogada à multa por litigância de má-fé. pugnando pela exclusão da multa e da indenização. ao requerer a produção de prova oral. até que se prove o contrário.00 (oitocentos reais). Reconheço que a situação vivenciada pelo autor é delicada. 141). vez que permaneceu afastado de seu labor.500. tendo em vista que o art. constitucionalmente garantido. entendo que não deve ser imputado a reclamada o dever de arcar com a remuneração do obreiro se não deu causa a este evento. Contudo.

5. ou se a paralisação fosse considerada abusiva.17.00).ES Relator: DESEMBARGADOR JOSÉ LUIZ SERAFINI . foi omisso no que tange a ausência de lei que preveja o pagamento de tais parcelas na ausência de prestação de serviços”. Logo.2012. O que se exige é adoção de tese. ante a total ausência dos vícios alegados. 23 de Setembro de 2013 68 resultado da demanda. parágrafo único. nego-lhes provimento e imponho a Embargante multa de 1% sobre o valor da causa. 538. e tendo em vista o manifesto caráter protelatório dos embargos. por maioria. pois. favorável à reclamada. por preenchidos os pressupostos para a sua admissibilidade. conhecer dos embargos declaratórios. só tem pertinência e cabimento quando o julgado não haja adotado fundamento explícito sobre o tema ou sobre a questão submetida.17. ACÓRDÃO DE FLS. nos termos dos artigos 158 a 162 do Provimento TRT. Presença da Dra.ª.5.2012. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente).17.PREQUESTIONAMENTO Alega a embargante que “o E. João Hilário Valentim. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.17.CONHECIMENTO Conheço dos embargos declaratórios. IX. é nítida a intenção da parte de dilatar o prazo recursal.0098600-38.1.TRT 17ª Região . Não tem a mais pálida razão. por unanimidade. na forma autorizada pelo art.0097000-57. excluir a multa e a indenização por litigância de má-fé. a parte pretende obter uma nova apreciação do mérito já decidido pelo acórdão de fls. Procurador do Trabalho: Dr. ainda.2012. pelo Condomínio do Shopping Vitória. Mantido o valor da condenação. no tocante à assistência judiciária gratuita.N. Além de os embargos denotarem mero inconformismo com o conteúdo meritório do julgado. Vencida. não há. devendo. o que deve ser manejado na via recursal própria. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. pelo que a sentença de origem merece reforma. do CPC. o prequestionamento da matéria em relação aos dispositivos invocados. Neste sentido não merece prosperar os argumentos aduzidos pela embargante no que tange à ausência de lei acerca do assunto. respeitando-se o limite previsto no art. dar parcial provimento ao apelo do reclamante para afastar a carência de ação declarada pelo juízo a quo. Requer. ambos da Constituição Federal. João Hilário Valentim Acórdão Processo Nº RO-98600-38.OMISSÃO . isentando-o do pagamento de custas processuais. Desembargador Gerson Fernando Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. 93. aos honorários periciais e a litigância de má-fé. a parte manifestar sua irresignação por meio de recurso próprio. conhecer dos recursos ordinários interpostos pelo reclamante e pela advogada do reclamante. rejeitar a preliminar de nulidade da sentença por cerceio de defesa e.Assim. parágrafo único. a meu ver.º 01/2005.Em verdade. 255/256-v. 538. XXXV e art. o art. contudo.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Procurador do Trabalho: Dr. quais sejam. REGIÃO RAIMUNDO NONATO PEREIRA NASCIMENTO Origem: 9ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA .SECOR. por unanimidade. 832 da CLT. sendo que a via escolhida é totalmente incompatível com tal objetivo. Ana Carolina Machado Lima. negar-lhes provimento e Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Recorrente Advogado Recorrido Advogado SUPERMERCADOS CASAGRANDE LTDA Washington Luiz da Silva Barroso(OAB: 006608 ES) ADRIANO MONTEIRO DOS SANTOS Leonardo Valle Soares(OAB: 009614 ES) ACÓRDÃO . acórdão à fl.Deste modo. tão somente. na forma autorizada pelo art. dar provimento ao recurso da advogada do reclamante para excluir a multa e a indenização por litigância de má-fé.3 PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO CERTIDÃO DE JULGAMENTO .ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Certifico que a 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.TRT 17ª Região . deferir os benefícios da assistência judiciária gratuita. 255/256 .FUNDAMENTAÇÃO 1. litigância de má-fé. TRT reformou a r. o que não é o caso”. neste aspecto.1 Embargante Advogado Embargado Advogado CARIOCA CHRISTIANI NIELSEN ENGENHARIA S A Stephan Eduard Schneebeli(OAB: 004097 ES) RAIMUNDO NONATO PEREIRA NASCIMENTO Rafael de Anchieta Piza Pimentel(OAB: 008890 ES) condenar a Embargante a pagar a multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa. sua irresignação com o resultado do julgamento proferido. no mérito.0009 Processo Nº ED-97000/2012-009-17-00.17.0009 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: CARIOCA CHRISTIANI NIELSEN ENGENHARIA S A Embargado: O V. Quanto ao prequestionamento a que se refere a Súmula 297 do TST. ticket e adicional de assiduidade.0131 Processo Nº RO-98600/2012-131-17-00. o que não significa obrigação de reproduzir textos legais.TRT 17ª. do CPC. Dou provimento para excluir a multa e a indenização por litigância de má-fé.5. 255/v extrai-se que a matéria foi amplamente analisada ao dispor que “a empresa somente poderia descontar os dias parados se houvesse expressa determinação no dissídio coletivo. e não reprodução da lei. verifico que suas alegações demonstram. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Certidão de Julgamento de ROS Processo Nº ED-97000-57. Da leitura do v.5. nesta data resolveu. sentença de piso no que tange ao pleito autoral de restituição dos valores descontados a título de faltas.0131 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: SUPERMERCADOS CASAGRANDE LTDA Recorrido: ADRIANO MONTEIRO DOS SANTOS Origem: 1ª VARA DO TRABALHO DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM .2012. art. autorizar o Perito a receber a importância relativa aos honorários periciais diretamente do Tribunal. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). 159 do referido Provimento (R$ 800. 5º.

além dos servidores públicos. Contudo. RELATÓRIO Adoto relatório do Exmo. Em vista disso. Contrarrazões do autor às 350-352. 341-344.860/65. como autorizado no art. BASE DE CÁLCULO. mas apenas estatuiu que o adicional comporia a remuneração do trabalhador. como autorizado no art. Essa decisão. até o dia 30 de abril de 2008 este Redator Designado sempre adotou os termos da antiga redação da Súmula 228 do C. faz-se uso da analogia com os artigos 193 da CLT e 14 da Lei n.1. a teor do art. o art.MÉRITO BASE DE CÁLCULO DO ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. Acórdão proferido pelo E. 192 da CLT a mencionar o salário mínimo como base de cálculo do adicional de insalubridade.º 4 do STF. razão pela qual parece-me perfeitamente possível dar o mesmo tratamento tanto a um quanto ao outro caso. Desembargador Relator: "Trata-se de recurso ordinário interposto pela reclamada em face da r. mesmo julgando inconstitucional a norma estadual. adotou posição definitiva acerca da matéria. no qual antagonizaram Carlos Eduardo Junqueira e Governo do Estado de São Paulo. NEM SER SUBSTITUÍDO POR DECISÃO JUDICIAL. A expressão “vedada sua vinculação para qualquer fim” levou ao entendimento. que restou lavrada nos seguintes termos: SÚMULA VINCULANTE 4 SALVO NOS CASOS PREVISTOS NA CONSTITUIÇÃO. outra base de cálculo.º 4. o Desembargador Relator.º.860/65. sendo partes as acima citadas. Vencido. dependendo do Legislativo Federal apenas o advento de nova lei fixando. porém. Desnecessária a remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho. Ocorre que o Excelso Supremo Tribunal Federal. Com o advento da Súmula Vinculante n. em nenhum outro caso poderia o legislador infraconstitucional utilizar o salário mínimo como indexador. TST. 336-337da lavra do eminente Juiz Roque Messias Calsoni. a Suprema Corte também deixou assentado que o fato de não haver uma lei fixando outra base de cálculo que não o salário mínimo não permitiria que o Judiciário a fixasse como sendo a remuneração. 7º. o valor de dois salários mínimos. Todavia.º 4. O reconhecimento das normas coletivas pela Constituição Federal (art. Porém. por maioria. para estabelecer como base de cálculo do adicional de insalubridade o salário normativo do empregado. Em vista disso. no RE 565714. 23 de Setembro de 2013 69 Redator Designado: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. não podem os trabalhadores ficar desprovidos de um direito que lhes é assegurado na própria Constituição Federal. 92 do Regimento Interno deste Tribunal. continua. 192 da CLT. inclusive. preferindo manter.860/65. faço uso da analogia. o valor dos dois salários mínimos. CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. 2. Insurge-se a reclamada contra a decisão que fixou o salário normativo do autor como base de cálculo do adicional de insalubridade. deu ensejo a uma das primeiras súmulas vinculantes adotadas pelo Excelso Tribunal. pugnando pela fixação do salário mínimo. que estabelecia a recepção do art. essa parte do dispositivo celetista deixa de existir no mundo jurídico. outra base de cálculo. considerando o interesse das categorias econômicas e profissionais.º da CLT. Contudo. no que se refere à base de cálculo do adicional de insalubridade. tomada com o cuidado de se tratar de ação com repercussão geral. para os policiais militares. não podem os trabalhadores ficar desprovidos de um direito que lhes é assegurado na própria Constituição Federal. Com efeito. eis que satisfeitos os pressupostos de admissibilidade. no mérito. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. à insalubridade. XXVI. que considerou constitucional norma de lei estadual que fixou como base de cálculo do adicional de insalubridade. no mérito. ainda. com reajuste automático e pelos mesmos índices estabelecidos pelo Governo Federal. 8. O SALÁRIO MÍNIMO NÃO PODE SER USADO COMO INDEXADOR DE BASE DE CÁLCULO DE VANTAGEM DE SERVIDOR PÚBLICO OU DE EMPREGADO. 345-346. IV. Vistos. Tomo por modelo o que dispõem os artigos 193 da CLT e 14 da Lei n. da CF/88) não autoriza que estas mesmas normas não observem a vedação constitucional inserida no art. no art. o STF negou o pedido dos recorrentes de aplicação da remuneração como base de cálculo. negar-lhe provimento. vez por todas.º da CLT. 7º. de forma a não adotar uma decisão in peius. a norma legal refere -se.2. 7. até nova lei estadual. ao julgar o Recurso Extraordinário n. não estabeleceu base de cálculo sobre a remuneração. 8. Em vista disso. ato do Senado Federal para expungir o artigo da legislação em vigor. sendo desnecessário. a parte do art." FUNDAMENTAÇÃO 2. porque a CF/88.º 565714. É por isso que. de que exceto naqueles casos em que a própria Constituição havia excepcionado. Com a decisão do STF. no regime constitucional atual. Ressalto que a vedação constitucional da utilização do salário mínimo como indexador atinge tanto o art. cuja relatora foi a eminente Ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha. entendeu o STF que o salário mínimo não poderia ser usado como base de cálculo. É que ambos os artigos cuidam de agentes agressivos à saúde do trabalhador. É o relatório. Pelo exposto. 192 da CLT que estabelecia o salário mínimo como base de cálculo do adicional de insalubridade deixa de existir no mundo jurídico. que julgou procedentes em parte os pedidos contidos na inicial. por unanimidade. 7. vez por todas. buscou o recorrente obter da mais alta Corte a reforma do v. Todavia. XXIII. 3. 192 da CLT quanto as normas coletivas. nego provimento e mantenho a sentença que fixou o salário normativo como base de cálculo do adicional. TJSP. dependendo do Legislativo Federal apenas o advento de nova lei para fixar.º. pela Constituição Federal. no caso específico da Lei 4. sendo que.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. curvo-me à referida decisão. parte final. Razões recursais da reclamada às fls. o Desembargador José Luiz Serafini e a Juíza . para estabelecer como base de cálculo do adicional de insalubridade o salário básico. sem Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 controvérsia. Ora. IV. com reajustes aplicados pelo Estado de São Paulo. E o fez sob o fundamento de cuidar de ação de repercussão geral. sob pena de afronta ao art. da Constituição da República. Comprovante do recolhimento das custas e do depósito recursal às fls. conhecer do recurso e. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais (Presidente).CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário. parte final. da Carta Magna. Não merece reforma a sentença. sentença de fls.

2012. quais sejam.0004 Processo Nº RO-99600/2012-004-17-00. Conheço do recurso ordinário do autor eis que presentes os pressupostos de admissibilidade. Vejamos. .ME Origem: 4ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . A relação empregatícia. Rejeito a preliminar de intempestividade do recurso arguído pela reclamada em contrarrazões.5. que recebia remuneração mensal no valor de 2 salários mínimos. não há falar em reconhecimento do vínculo de emprego. cuja nulidade se pretende. Esta decisão determinou. a renovação do ato de publicação da sentença ao atual patrono do autor. Razões recursais de fls. Assim. Pede a nulidade do contrato de prestação de serviços jurídicos firmado. 23 de Setembro de 2013 70 Convocada Sônia das Dores Dionísio. foi por ele mesmo redigido em comum acordo com o Sr. laborava na sede da empresa.1 VÍNCULO DE EMPREGO ENTRE ADVOGADO E GRUPO ECONÔMICO FORMADO POR EMPRESAS DO RAMO DE ALIMENTAÇÃO Narra o autor. nesta última alegando a preliminar de intempestividade do apelo. FUNDAMENTAÇÃO 2. desde 25/09/2006 até 14/07/2011. Contrarrazões das reclamadas às fls. 2270 publicada no dia 25/04/2013 porque dirigida ao advogado que não mais representava o autor nestes autos. Já a cláusula 2ª do contrato. a pessoalidade. João Hilário Valentim. 2270 que determinara a renovação do ato de publicação da sentença. conta corrente 21000-3. 2275 tornou sem efeito a intimação de fls.17.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA VÍNCULO DE EMPREGO.2012. sendo partes as acima citadas. pagos todo dia 25 de cada mês. recebia ordens diretas dos sócios das rés. negam a formação do grupo econômico. 2305/2309 e 2310/2317. Dessa decisão recorre o autor renovando os pedidos iniciais. 2278/2301 renovando o pedido de reconhecimento de vínculo de emprego e a condenação solidária dos réus no pagamento das verbas pleiteadas na inicial.17. agência 662. a onerosidade e a subordinação jurídica. tempestivo. A segunda e a terceira reclamada apresentam defesa conjunta.2. Vejamos. em suma. 2277). portanto. que dispõe sobre a remuneração dos serviços contratados. Ausente qualquer um destes requisitos. ou seja.8 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Réu Advogado Plurima Réu Advogado LEO FELIX VIANNA Adão Carlos Pereira Pinto(OAB: 008225 ES) SB COMERCIAL LTDA Sara Dias Barros(OAB: 011337 ES) RESTAURANTE PALLADIUM LTDA EPP Renan Sales Vanderlei(OAB: 015452 ES) LANCHONETE PALLADIUM LTDA ME Renan Sales Vanderlei(OAB: 015452 ES) ACÓRDÃO . sem prejuízo do prazo recursal. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Redator Acórdão Processo Nº RO-99600-66.0004 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: LEO FELIX VIANNA Recorridos: SB COMERCIAL LTDA RESTAURANTE PALLADIUM LTDA . que apesar de ter firmado com as reclamadas um contrato de “Prestação de Serviços de Advocacia”. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. No dia 02/05/2013 o advogado do autor compareceu ao balcão da secretaria e deu o seu “ciente do r. Em seu depoimento pessoal o autor afirmou que o contrato de prestação de serviços de advocacia de fls.EPP LANCHONETE PALLADIUM LTDA . requisito indispensável para o reconhecimento do vínculo de emprego. Aduz que o autor prestoulhe serviços advocatícios em apenas um processo judicial.2264/2269 que julgou improcedentes os pedidos iniciais. 2.2 MÉRITO 2. 1991/1995 (cópia daquele juntado com a inicial às fls. espécie qualificada da relação de trabalho. Nega a relação de emprego. significando tão somente prestação de serviço na área de serviços jurídicos. em sua inicial. conforme determinado pelo Juízo. 39/43). despacho retro”. anualmente. verdadeira relação empregatícia. 3º da CLT. A correta publicação da sentença. Onesvaldo.1 PRELIMINAR DE INTEMPESTIVIDADE DO RECURSO ARGUÍDA PELAS RECORRIDAS EM CONTRARRAZÕES Alegam as reclamadas ser intempestivo o recurso ordinário do autor tendo em vista que foi interposto após o decurso do prazo de oito dias contado a partir da primeira intimação para ciência da sentença. sendo depositados na Caixa Econômica Federal. Dizem ser apenas clientes do autor e que a relação entre eles era de um típico contrato de “advocacia de partido”.5. Aduz o autor. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 ainda. caracteriza-se quando observados os requisitos previstos no art. Procurador: Dr. Vistos.0099600-66. a não eventualidade. sentença de fls. O despacho de fls. ciência daquela decisão de fls. como a primeira. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo autor face a r. O recurso protocolado no dia 20/05/2013 é. O prazo de oito dias começou a fluir no dia 14/05/2013 findando no dia 21/05/2013. comparecia diariamente à empresa e lá cumpria jornada de trabalho de 7:30h de segunda a sexta-feira. A cláusula 6ª do referido contrato dispõe: Negativa de Relação de Emprego A presente contratação não guarda qualquer relação com vínculo empregatício. reajustáveis sempre que houver aumento dos mesmos. as partes acordaram: Honorários Profissionais O contratado receberá como honorários de advogado o valor mensal de dois salários mínimos.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. divulgado pelo Governo Federal. se deu em 13/05/2012 pelo Diário Eletrônico (certidão de fls. A sentença julgou improcedentes os pedidos entendendo que não ter sido provado o elemento subordinação jurídica. A primeira ré apresenta sua defesa negando a existência de grupo econômico com as demais reclamadas. a relação entre as partes sempre foi. cujo objeto era a prestação de serviços judiciais e extrajudiciais.TRT 17ª Região . o reconhecimento do vínculo de emprego e a condenação das rés no pagamento das verbas dele decorrentes.

ainda que se encontrem presentes os três últimos elementos. PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE. Ricamar. sendo partes as acima citadas. a aplicação do princípio da fungibilidade para processamento do recurso ordinário como agravo de petição. Por fim. em condição indiscutivelmente autônoma. Além disso. 25/01/2006) Ademais. que o autor sempre possuiu escritório próprio localizado no Ed. deixando agora clara a sua liberdade de dias e horários. José Carlos Rizk – j. negando a existência do vínculo de emprego e. 2259). “. pois o princípio da fungibilidade não comporta aplicação neste caso. o vínculo empregatício não será reconhecido ante a inexistência de subordinação jurídica. em face do que dispõe o artigo 897. 2260)”. em síntese.0014 Processo Nº AIRO-99800/2012-014-17-00. os honorários sucumbenciais devidos pela parte contraria serão repassados integralmente ao CONTRATADO..TRT 17ª Região . que denegou seguimento ao recurso ordinário interposto contra a decisão que apreciou os embargos de terceiro. 2041/2057 comprovam que o autor atuou como advogado de outras empresas em inúmeros processos judiciais em tramite nesta Especializada. Procurador do Trabalho: Dr.17. pugnando.5. Aliás. 23 de Setembro de 2013 71 Havendo êxito na demanda.0009.4 Agravante Advogado Agravado Advogado Plurima Réu ASSOCIACAO DESPORTIVA FERROVIARIA VALE DO RIO DOCE Allyson Marcello SantAna(OAB: 012312 ES) LUIZ GUILHERME CARVALHO ROCHA Eduardo Neves Gomes(OAB: 010064 ES) DESPORTIVA CAPIXABA S/A PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO . mantenho a sentença que julgou improcedente o pedido de reconhecimento de vínculo de emprego entre autor e demandadas.5. § 1º. em síntese. com a mesma freqüência com que comparece atualmente. local em que trabalha. Razões do agravo. erro ou coação. E do que se extrai do depoimento da referida testemunha.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº AIRO-99800-43. a testemunha do reclamante Sr. por corolário lógico. os documentos de fls. na época em que prestava serviços às rés. que foi confeccionado pelo próprio reclamante.. 02/21. tanto mais quando comparado com o testemunho de Maria da Penha Redigueri Regatieri. 3. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). repita-se. João Hilário Valentim. mas que tal fato não altera o deslinde da demanda. . em conjunto com o exame de outros elementos dos autos. vindo da rua” e “. já decidiu este Tribunal: VÍNCULO DE EMPREGO – ADVOGADO. no qual fez crer que o Autor tinha dias e horários rígidos de trabalho no estabelecimento dos contratantes (fls. 2258). também. 123/124. para a caracterização do vínculo de emprego necessária se faz a presença de todos aqueles requisitos previstos pelo art. no mérito.. conhecer do recurso ordinário e. em autêntico ato falho.costumava almoçar no restaurante. (RO 0096100-21. rejeitar a preliminar de intempestividade do recurso arguído pela reclamada em contrarrazões. ainda.2005. às fls. as verbas cujo pedido se amparava naquela declaração.CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região.”. não havia exclusividade na prestação de serviço em prol das rés. pelo desprovimento do apelo.17. mas nem todos os dia. No caso dos autos. no particular. Em caso análogo ao presente. Nego provimento.0014 AGRAVO DE INSTRUMENTO Agravante: ASSOCIACAO DESPORTIVA FERROVIARIA VALE DO RIO DOCE Agravados: LUIZ GUILHERME CARVALHO ROCHA DESPORTIVA CAPIXABA S/A Origem: 14ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . por exemplo.. Neste aspecto.0099800-43. o autor comparecia ao seu escritório particular. fato que infirma o testemunho de Nael Lisboa Barbosa. Nenhum desses elementos restou comprovado nos autos. depois de rescindido seu contrato com as reclamadas.. não eventualidade e pessoalidade. Contraminuta. Des. Rel. quais sejam: subordinação. tendo o autor patrocinado outras causas de clientes seus. Para declaração de nulidade de um contrato é necessário que haja comprovação do vício de consentimento. Alexandre Nascimento de Carvalho (fls. transcrevo trecho da sentença: “Outrossim. como porteiro. no qual disse sem hesitar que o Autor “.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: RECURSO.2012. Destaco.costumava chegar para almoçar no horário de retirada da comida por volta das 15h. o contrato foi redigido pelo próprio reclamante que cuidou de estipular cláusulas que lhe asseguravam direitos como. uma vez que a interposição de recurso ordinário contra a decisão que julga os embargos de terceiro constitui erro grosseiro. Ou seja. Por tais razões. o recurso interposto não deve ser conhecido. que quando não comparecia no estabelecimento dos Réus era chamado ao local. durante o período em que perdurou seu contrato com a reclamada. negar -lhe provimento. Se o erro é grosseiro. Há de se destacar. no mesmo interrogatório o Autor confessou. Vistos.. por inadequação. decisão de fl. da CLT. conforme contrato de natureza cível acostado aos autos. caracterizado pelo dolo. RELATÓRIO Trata-se de agravo de instrumento interposto pela terceira embargante contra a r. Observa-se que o reclamante foi contratado para prestar serviços de assessoria jurídica e advocacia. relatados e discutidos os presentes autos de AGRAVO DE INSTRUMENTO. que a sentença reconheceu a existência de grupo econômico entre as Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 reclamadas..17. por unanimidade.depois do almoço o reclamante ia embora” (fls. às fls. onerosidade. indicada pela própria parte ativa. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. segundo seu depoimento pessoal. 3º da CLT.. pleiteando.5.2012. o de incidência de multa de 15% em caso de atraso no pagamento dos seus honorários (a partir da terceira parcela). Mantida a sentença. Infere-se do seu depoimento. 183. que está demonstrado o contrato de prestação de serviço e não a relação de emprego nos moldes celetistas. registro que as reclamadas apresentaram contestação específica contra os fatos alegados na inicial.

171). Ora. Eridson João Fernandes Medeiros – DJe 06. a interposição de recurso ordinário configura erro grosseiro. o recurso oponível é o agravo de petição. nas execuções.IDAF ALVARO JOAO BRIDI ANIZIO BLUNK NETO ANTONIA APARECIDA A TEIXEIRA ANTONIO ESTEVAO MOREIRA BITTENCOURT ARTUR BALDESSIN AUGUSTO CARLOS GARCIA DE OLIVEIRA CARLOS ROBERTO LUZIA DE FREITAS CELSO ALVES BARBOSA CESAR SANTOS CARVALHO CLAUDIO LUCIO RAMOS DAURO CALDAS LYRA EDITH FERNANDES DOS SANTOS EDITH MARIA BOTELHO DELBONI EDUARDO SAAD GERMANO ELIO CARLOS RODRIGUES VIEIRA ENILDO DONATO EVANI MANOEL DOS REIS EZRON LEITE THOMPSON FABIO CORREA GONCALVES FERNANDO CARLOS BARBOSA CAMPOS GILMAR GAIGHER GILSONEI BOLDRIN BONOMO ILZANIR VIEIRA LIMA IVAN DA SILVA MOTTA IZAURINO BOROTO JAIDER VANDERLEI JOAO BATISTA MACHADO CAMPOS JOSE ALONSO PINTO JOSE ANTONIO RODRIGUES JOSE CARLOS NASCIMENTO JOSE LUIZ DEMONER DE ALMEIDA JOSE MARCO BERGER JOSE MARIA DE CARVALHO NETO ALVARO FERES MEDINA ALVARO JOAO BRIDI ANIZIO BLUNK NETO ANTONIA APARECIDA A TEIXEIRA ANTONIO ESTEVAO MOREIRA BITTENCOURT ARTUR BALDESSIN AUGUSTO CARLOS GARCIA DE OLIVEIRA CARLOS ROBERTO LUZIA DE FREITAS CELSO ALVES BARBOSA CESAR SANTOS CARVALHO CLAUDIO LUCIO RAMOS DAURO CALDAS LYRA EDITH FERNANDES DOS SANTOS . conhecer do agravo e negar-lhe provimento. 23 de Setembro de 2013 72 FUNDAMENTAÇÃO 2. pois.0004 Processo Nº AP-102500/1996-004-17-00.2011 – p. CONHECIMENTO Conheço do agravo de instrumento. Neste sentido. 26. em síntese. que o juízo de primeiro grau não deveria ter considerado a interposição de recurso ordinário no caso em tela como erro grosseiro.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 2. incabível a interposição de recurso ordinário para atacar a decisão proferida às fls. atacando a decisão que apreciou os embargos de terceiro. Assim. o agravante incorreu em erro grosseiro.4 Agravante Advogado Agravado Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu ALVARO FERES MEDINA Joaquim Ferreira Silva Filho(OAB: 002814 ES) INSTITUTO DE DEFESA AGROPECUARIA E FLORESTAL DO ESPIRITO SANTO . Procurador do Trabalho: Dr.1996. pois a interposição de recurso ordinário buscando a reforma da decisão que apreciou os embargos de terceiro. Desembargador Gerson Fernando Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. já na fase de execução. Sustenta em seu agravo. O princípio da fungibilidade não comporta aplicação nas hipóteses de erro grosseiro e esta é a hipótese dos autos. Tal princípio não exige apenas o cumprimento do prazo do recurso devido.09. 59) – destaquei. nos termos do art. de modo que deveria ser aplicado o princípio da fungibilidade recursal. 897. a da CLT. não merece qualquer reforma a decisão agravada. por inadequado. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). alínea. NÃO CONHECIMENTO – ERRO GROSSEIRO – Das decisões proferidas na fase de execução. constituindo-se erro grosseiro a interposição em seu lugar de recurso ordinário.2007. – RO 0239/1999-066-24-00-4 – Relª Juíza Dalma Diamante Gouveia – J.2. verifica-se que a decisão de fls. ante as disposições do artigo 897. 117/120.1.0008 – (111. há que se observar a existência de dúvida razoável. 897. (TRT 24ª R. e não recurso ordinário. Não lhe assiste razão. nego provimento ao agravo. da CLT. já na fase de execução. Desta forma.17. "a". julgou improcedentes os embargos de terceiro. caput. (TRT 21ª R. ante a expressa previsão legal.249) – Rel. 183. que denegou seguimento ao recurso ordinário interposto contra a decisão que apreciou a ação de embargos de terceiro. Na espécie. o agravante interpôs recurso ordinário. consoante dicção do art. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 João Hilário Valentim JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora Acórdão Processo Nº AP-102500-81. bem como a ausência de erro grosseiro e de má-fé objetiva. da CLT. é claro ao dispor que: “Cabe Agravo. – RO 11850050.11. já que. no prazo de 8 (oito) dias: a) de petição. o artigo 897. 117/120. Foram opostos embargos declaratórios e intimado da decisão deste (fl. Des. das decisões do Juiz ou Presidente. Analisando-se os autos. o princípio da fungibilidade. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região.5. por preenchidos os pressupostos para a sua admissibilidade. por unanimidade. da CLT. haja vista a divergência jurisprudencial e doutrinária a respeito da matéria. vale citar a jurisprudência: FASE DE EXECUÇÃO – RECURSO ORDINÁRIO – ERRO GROSSEIRO – NÃO-CONHECIMENTO – Decisão proferida na fase de execução desafia agravo de petição. MÉRITO Insurge-se o agravante contra a decisão de fl.2003) RECURSO ORDINÁRIO – Interposição contra Decisão prolatada em execução (TERMO DE CONCILIAÇÃO). caracteriza erro grosseiro. Inaplicável. por incabível.5. 3.” Logo.21. Recurso ordinário não conhecido.

porque se trata de parcelas decorrentes da relação jurídica celetista antes mantida entre os exequentes e o Estado do Espírito Santo. O entendimento sobre essa questão há muito já foi pacificado no âmbito do C.06.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. mas sim o IDAF – Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo. decisão sob o argumento de que deve ser mantida a decisão de fls. sentença exequenda. sendo partes as acima citadas.2. TST.771-774. julgou parcialmente procedentes os embargos à execução interpostos pelo IDAF e declarou a competência da Justiça do Trabalho para processar a presente execução somente até o advento da LC 187/2000 e consequentemente a multa (astreintes) aplicada. sustenta a incompetência absoluta da Justiça do Trabalho para processar e julgar a lide que importa na transformação de vínculo de trabalho com a Administração Pública Estadual.5. relatados e discutidos os presentes autos de AGRAVO DE PETIÇÃO. em obediência à coisa julgada. E. Contraminuta. se reportam ao período de contratação dos reclamantes em regime celetista. Parecer do Douto Ministério Público do Trabalho.2012 – p. MÉRITO 2. Razões do agravo de petição do exequente. decisão agravada pelos seus próprios e jurídicos fundamentos. (TRT 17ª R.1 DEMANDA ANTERIOR À ADOÇÃO DO REGIME JURÍDICO ÚNICO. às fls. 795-797. mesmo que a ação tenha sido ajuizada após a edição da lei que disciplina a conversão de regime.TRT 17ª Região . Sem razão os agravantes. por meio da Lei Complementar 187/2000. às fls. oficiando pelo conhecimento e não provimento dos agravos de petição interpostos pelo IDAF e pelos trabalhadores.0102500-81. O julgador a quo. Os exequentes buscam a reforma da r. RELATÓRIO Os exequentes e o Estado do Espírito Santo (IDAF) interpõem agravo de petição em face da decisão de fls.IDAF Maria Thereza Silva Marques(OAB: 016633 ES) ACÓRDÃO . Alega que deve ser respeitada a coisa julgada.0004 AGRAVO DE PETIÇÃO Agravantes: ALVARO FERES MEDINA E OUTROS ESTADO DO ESPIRITO SANTO Agravados: ESTADO DO ESPIRITO SANTO ALVARO FERES MEDINA E OUTROS Origem: 4ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . Compete à Justiça do Trabalho julgar pedidos de direitos e vantagens previstos na legislação trabalhista referente a período anterior à implantação de regime jurídico único estatutário. CONHECIMENTO Chamo o feito à ordem para atender à solicitação do Douto Ministério Público do Trabalho quanto ao equívoco na autuação. que se coaduna com a exceção prevista na súmula 06 do C. Conheço dos agravos de petição porque presentes os pressupostos objetivos e subjetivos de admissibilidade. – AP 188500-18. 4ª Vara do Trabalho de Vitória. buscando a reforma da decisão agravada quanto à Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 impossibilidade fática e jurídica para cumprimento da obrigação de fazer determinada na r.2001. da lavra deste Relator: PERÍODO ANTERIOR AO REGIME JURÍDICO ÚNICO – COMPETÊNCIA RESIDUAL DA JUSTIÇA DO TRABALHO – Compete à Justiça do Trabalho julgar pedidos de direitos e vantagens previstos na legislação trabalhista referente a período anterior à implantação de regime jurídico único estatutário. para que seja determinada a exclusão da multa diária no período anterior a 12/09/2000. às fls. pois quem opôs embargos à execução não foi o Estado do Espírito Santo. que julgou procedente em parte a ação de embargos à execução determinando a apuração do valor da multa por descumprimento de ordem judicial.2. Vistos. busca também a exclusão da multa astreintes. O Estado (IDAF) requer a reforma da decisão agravada. entendeu que somente a partir da vigência da LC 187/2000 é que se configura a incompetência material da Justiça do Trabalho e que como os pedidos.17. objetos dos autos.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA PERÍODO ANTERIOR AO REGIME JURÍDICO ÚNICO. FUNDAMENTAÇÃO 2. Razões do agravo de petição do Estado do Espírito Santo.0131 – Rel. COMPETÊNCIA RESIDUAL DA JUSTIÇA DO TRABALHO. Gerson Fernando da Sylveira Novais – DJe 25. 777-789. em decisão ora agravada. decisão quanto à limitação da execução para restabelecer a decisão de fls. 119)v96 Resta claro nos autos que a execução é relativa a créditos anteriores à implantação do Regime Jurídico Único. Des. Observe-se o aresto a seguir transcrito. no período anterior a 12/09/2000. 557. ANÁLISE CONJUNTA DOS AGRAVOS DE PETIÇÃO. mesmo que a ação tenha sido ajuizada após a edição da lei que disciplina a conversão de regime. buscando a reforma da r. 557.1996. proferida pela MM. 803-806. mantendo-se a r. de modo que não se pode falar em incompetência.5.17. que afastou expressamente a limitação da execução. ocasionado pela Lei Complementar Nº187/2000. 23 de Setembro de 2013 73 Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Autor Advogado EDITH MARIA BOTELHO DELBONI EDUARDO SAAD GERMANO ELIO CARLOS RODRIGUES VIEIRA ENILDO DONATO EVANI MANOEL DOS REIS EZRON LEITE THOMPSON FABIO CORREA GONCALVES FERNANDO CARLOS BARBOSA CAMPOS GILMAR GAIGHER GILSONEI BOLDRIN BONOMO ILZANIR VIEIRA LIMA IVAN DA SILVA MOTTA IZAURINO BOROTO JAIDER VANDERLEI JOAO BATISTA MACHADO CAMPOS JOSE ALONSO PINTO JOSE ANTONIO RODRIGUES JOSE CARLOS NASCIMENTO JOSE LUIZ DEMONER DE ALMEIDA JOSE MARCO BERGER JOSE MARIA DE CARVALHO NETO INSTITUTO DE DEFESA AGROPECUARIA E FLORESTAL DO ESPIRITO SANTO . como revelam os termos da Orientação . TST. às fls. 2.1. COMPETÊNCIA RESIDUAL DA JUSTIÇA DO TRABALHO. chamando o feito à ordem para que seja retificado equívoco na autuação. 766/769.

negar-lhes provimento. A superveniência de regime estatutário em substituição ao celetista. não merecem ser providos. com o deferimento da liminar concedido na ADIN Nº3395-3.09.CONHECIMENTO Conheço dos embargos declaratórios. diferentemente do alegado pelo estado (IDAF) em seu Agravo de Petição a decisão agravada não extrapola a sua competência.02) Nesse sentido também é o parecer do Douto Paquert.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. não sendo essa a discussão a que se reportam os autos. “analisar as demais alegações e provas trazidas aos autos. (1ª parte . in verbis: 138.11.. REGIME JURÍDICO ÚNICO. ACÓRDÃO DE FLS. alegando omissão no julgado. Com efeito. 2ª parte .. dizer que toda a super estrutura da Justiça Federal.TRT 17ª.17. a matéria não foi analisada sob os requisitos previstos no art. de contradição ou de obscuridade e revelam mero inconformismo da parte com o conteúdo meritório do acórdão. não há outro entendimento possível à matéria. 23 de Setembro de 2013 74 Jurisprudencial n. Compete à Justiça do Trabalho julgar pedidos de direitos e vantagens previstos na legislação trabalhista referente a período anterior à Lei nº 8. a extensão do regime estatutário (Lei Complementar estadual Nº46/94) pelo Estado do Espírito Santo via Lei Complementar estadual Nº187/2000 é fato público e notório.2011. em parte. razão pela qual é indevida a multa aplicada à embargante” (fls.CESAN. resta evidente a competência desta especializada para executar o título que embasa a presente execução. não há que se falar em descumprimento de ordem judicial. a seguir: Atualmente. Procurador do Trabalho: Dr. do contrário.inserida em 27.2005. requer o prequestionamento da matéria. Aliás. não havendo fundamento legal para excluir a condenação do Estado do Espírito quanto à multa astreinte aplicada em período anterior a LC 187/2000 e limitada a esta data ou prorrogá-la além deste período como pleiteado pelo Exequente. LIMITAÇÃO DA EXECUÇÃO (nova redação em decorrência da incorporação da Orientação Jurisprudencial nº 249 da SBDI-1) . CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. todavia. pois. observa-se que os embargos declaratórios interpostos pela embargante estão sendo utilizados com o único . Da análise dos autos. a mudança de regime – de celetista para estatutário – ocorrida no Estado do espírito Santo por meio da Lei Complementar Nº187/2000.584/1970. representaria a falência da Justiça do Trabalho já tão assoberbada. simplesmente. Pelos fundamentos antes expendidos e transcritos.ex-OJ nº 138 da SDI-1 .0006 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: COMPANHIA ESPIRITO SANTENSE DE SANEAMENTO CESAN Embargado: O V. acórdão padece de omissão que necessita ser sanada. Sustenta a reclamada que o julgado fundamentou-se no laudo pericial sem. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.03. ficariam ociosas e. em face do v. Portanto.7 Embargante Advogado Embargado Advogado COMPANHIA ESPIRITO SANTENSE DE SANEAMENTO CESAN Stephan Eduard Schneebeli(OAB: 004097 ES) LOZIVAL PEREIRA PASSOS André Luiz Moreira(OAB: 007851 ES) PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO . às fls. mesmo que a ação tenha sido ajuizada após a edição da referida lei. observa-se que antes da LC 187/2000 a matéria era inequivocadamente peculiar à Justiça do Trabalho e que se restringe ao período em que os Reclamantes eram regidos pelo regime celetista. Não tem a mais pálida razão.98.2000.1. De fato.2011. Vistos.0105800-20. entender-se que caberia à Justiça do Trabalho dirimir as controvérsias decorrentes dos liames estatutários ou jurídicoadministrativos seria. Por fim. inclusive. limita a execução ao período celetista. com a devida vênia. o caso dos autos evidencia uma situação peculiar.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.LOZIVAL PEREIRA PASSOS Origem: 6ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA .17. João Hilário Valentim. 767-verso). Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). COMPETÊNCIA RESIDUAL.112/90. por unanimidade. não resta dúvida de que. nada tendo a ver com o regime estatutário posteriormente vigente.5. sendo partes as acima citadas. eis que prolatada em período em que a Justiça Especializada era competente limitando-se a execução a este período. 312/314 . no mérito. 131 e 436 do CPC”. Se os embargos não demonstram a existência de omissão. 312/314-v.]. nego provimento a ambos os agravos de petição. Aduz que quanto aos honorários advocatícios. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-105800-20. seria buscada tão-somente na abarrotada Justiça do Trabalho. RELATÓRIO Trata-se de embargos declaratórios interpostos por Companhia Espírito Santense de Saneamento . Juízo da Execução “após o marco fixado em 12. REGIÃO . inclusive em observância à previsão contida do art.04. 14 e seguintes da Lei nº 5. conhecer de Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 ambos os agravos de petição e. qual seja. acórdão de fls.ex-OJ nº 249 . 804806 que transcrevo. por preenchidos os pressupostos para a sua admissibilidade. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO.TRT 17ª Região . bem como das Justiças Estaduais.inserida em 13.DJ 20. 138 da SDI-1. sendo daquele livre de qualquer mácula e plenamente exigível. não carecendo de qualquer prova neste sentido e. a almejada celeridade processual vislumbrada na reforma.0006 Processo Nº ED-105800/2011-006-17-00. Com efeito. Todavia. a fim de constar no decisium o perfeito enquadramento fático da matéria. a questão da competência para apreciar e julgar as demandas entre a Administração Pública e seus servidores estatutários ficou resolvida. Conforme bem destacado pelo d. OMISSÃO Alega a ora embargante que o v. FUNDAMENTAÇÃO 2. mesmo após a sentença. não podendo aplicar-se ao caso a Súmula 06/TST [.5.

o que deve ser manejado na via recursal própria. 794 do CPC. Todavia. e a reclamada ter efetuado o depósito do valor remanescente apurado pela Contadoria. I. alega que o Juízo a quo considerou satisfeita a obrigação sem. Não o fazendo no momento adequado. com as retificações realizadas pela contadoria do Juízo (fl. 538. em suma. o art. 378). Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais. 2.CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. que a execução estaria sendo extinta sem qualquer certeza quanto ao valor devido a título de honorários advocatícios. homologou os cálculos apresentados pela reclamada. tendo sido expedido alvará judicial (fl. o Juízo primevo determinou que os cálculos fossem adequados aos termos do acórdão de fls. fossem expedidos alvarás na proporção e a quem de direito. Por outro lado. pois não teria ocorrido nenhuma das hipóteses de extinção da execução. sendo partes as acima citadas. 387 e do depósito recursal de fl.1. O agravante. não há qualquer um dos vícios previstos no art. I.5. a qual julgou extinta a execução. conhecer dos embargos declaratórios. João Hilário Valentim. Alega ainda houve violação de literal dispositivo de lei. necessita de indicar o valor que entende ser devido.2. sendo certo que o referido alvará foi extraído do depósito de fl. ante o pagamento da integralidade do valor homologado e atualizado. do CPC. com o que concordou expressamente a exeqüente (fl. 411/416. O que se exige é a adoção de tese e não de reprodução da lei. na forma como procedeu o magistrado . TST. 535. o qual acresceu honorários advocatícios de 15% sobre o valor da condenação. parágrafo único. 375). Beresford Martins Moreira Neto(OAB: 008737 ES) ACÓRDÃO .0005 AGRAVO DE PETIÇÃO Agravante: LUCIA HELENA CARDOSO Agravado: ITAU UNIBANCO S. Quanto ao prequestionamento a que se refere à Súmula 297 do TST.0005 Processo Nº AP-107800/2009-005-17-00. porque satisfeitos os pressupostos extrínsecos e intrínsecos de admissibilidade. pelo não provimento do agravo de petição. do CPC. outra solução não há senão a declaração da extinção da execução. 392). o julgado adotou tese expressa quanto à matéria. RELATÓRIO A exequente interpõe agravo de petição em face da r. o que foi feito às fls. todos os argumentos abordados pelas partes. ou. na hipótese de alegar existência de crédito remanescente. o agravado efetivou o depósito de tal valor remanescente à fl. Vistos. que seja concedido prazo de pelo menos 15 dias para verificação da existência de crédito remanescente. Basta que fundamente o entendimento adotado. qual seja. onde se pode constatar que o valor remanescente relativo aos honorários advocatícios e às custas foi obtido abatendo-se o valor remanescente do depósito judicial de fl. AUSÊNCIA DE MANIFESTAÇÃO OPORTUNA. 420/421. caracteriza-se a preclusão. 411/416. 435.17. 5ª Vara do Trabalho de Vitória-ES. e tendo em vista o manifesto caráter protelatório dos embargos. 450/453. do CPC.2009. CRÉDITO REMANESCENTE NÃO ESPECIFICADO. 5º da CF/88. Não lhe assiste razão. o qual acresceu honorários advocatícios de 15% sobre o valor da condenação.5. presumindo-se o não acolhimento das teses divergentes. conferir prazo para a exequente verificar a existência de eventual crédito remanescente. relatados e discutidos os presentes autos de AGRAVO DE PETIÇÃO. CONHECIMENTO Conheço do agravo de petição. o Juízo primevo julgou extinta a execução. ressalto que a reclamada se utiliza dos presentes embargos com o intuito de obter uma nova apreciação de seu apelo.A.2009. 794. é nítida a intenção da parte de dilatar o prazo recursal. na forma autorizada pelo art. 538. 794. PRECLUSÃO. nos termos do art.17. o que não significa a obrigação de reproduzir textos legais.A. 439/447. Procurador do Trabalho: Dr. 436 para prosseguimento da execução. Razões do agravo às fls. MÉRITO Após a Contadoria ter adequado os cálculos de liquidação aos termos do acórdão de fls. nos termos do art. ADICIONAL DE PERICULOSIDADE” do v. acórdão. negar-lhes provimento e condenar a embargante a pagar a multa de 1% sobre o valor da causa.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 389) do valor relativo ao principal (vide planilha de fl. do CPC. Por fim. Contraminuta do agravado às fls. após o decurso do prazo.2.0107800-64. ante a total ausência do vício alegado. FUNDAMENTAÇÃO 2. Insta frisar que a Corte não está adstrita a fundamentar sua decisão com base nas alegações e provas trazidas pelas partes. parágrafo único. da MM. 3. Logo. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). No que tange aos honorários advocatícios. alegando.TRT 17ª Região . 216. na forma autorizada pelo art.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 NOVAIS EMENTA EXTINÇÃO DA EXECUÇÃO. e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. do CPC e determinou que. 387. decisão de fl. na remota hipótese de que seja mantida a decisão agravada. 23 de Setembro de 2013 75 intuito de reapreciar matéria já devidamente rebatida no tópico “2. Origem: 5ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . ao tomar ciência da extinção da execução. no entanto. A exeqüente se insurge.7 Agravante Advogado Agravado Advogado LUCIA HELENA CARDOSO Esmeraldo Augusto Lucchesi Ramacciotti(OAB: 00232B ES) ITAU UNIBANCO S. sendo inapropriada a via dos embargos de declaração para o fim almejado. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora Acórdão Processo Nº AP-107800-64. bem como violação da coisa julgada e violação direta aos incisos XXXVI e LIV do art. fundamentando sua decisão na Súmula 219 do TST. decisão de fl. Além disso. ponto a ponto. 436. pois não está obrigada a apreciar. Além de os embargos denotarem mero inconformismo com o conteúdo meritório do julgado. por unanimidade. Deste modo. anoto que só tem pertinência e cabimento quando o julgado não haja adotado fundamento explícito sobre o tema ou sobre a questão submetida. quando ainda pendente recurso de revista no C. nego-lhes provimento e imponho a Embargante multa de 1% sobre o valor da causa. O Juízo de primeiro grau. no julgado embargado. como quer a embargante. pleiteando a reforma da r. Dessa forma.

I. inclusive porque. da lavra do Exmo. conhecer do agravo de petição e. 334.17. já que o devedor satisfez a obrigação. só resta a expedição dos alvarás nas proporção e a quem de direito.2011. não constitui cerceio ao direito de defesa a aplicação da pena de confissão quanto à matéria de fato. sentença. a conduta ilícita da empresa e a incapacidade laborativa. do CPC e da Súmula 74.2NULIDADE . da CF/88. ENCERRAMENTO DA INSTTRUÇÃO. visto que os documentos de fls. apesar de não ter sido realizada a prova técnica. apesar do meu entendimento de que a prova pericial constitui pressuposto indispensável para o conhecimento dos pedidos formulados na petição inicial. negar provimento ao apelo. b. além de não se enquadrar nos exatos contornos de prova pré-constituída.0108700-85. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-108700-85. Digno de nota. às fls. nos termos da Certidão de fl. §2. Procurador do Trabalho: Dr.5 e b. foi aplicada à autora a pena de confissão quanto à matéria de fato. por problemas pessoais. ainda que nulidade houvesse. 369-404. já que o auxíliodoença concedido foi de caráter previdenciário (espécie 31).2. a prova pré-constituída caminha em sentido contrário às pretensões obreira.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: CONFISSÃO FICTA. Logo. Juiz Roberto José Ferreira de Almada.º. incisos LIV e LV. nego provimento. a prova documental que veio com a petição inicial (fls. a vindicar prazo para análise de “eventual” crédito remanescente. Vistos. do CPC.0002 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: KARLA KELLY BOMFIM TRISTAO GUSMAN Recorrido: UNIMED VITORIA COOPERATIVA DE TRABALHO MEDICO Origem: 2ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA .3 DOENÇA OCUPACIONAL – NULIDADE DA DISPENSA – REINTEGRAÇÃO – DANOS MATERIAL E MORAL – CONFISSÃO FICTA Da sentença.6 formulados na petição inicial. aplicada a ficta confessio e não existindo prova pré- . em condições inadequadas. art. sentença de fls. João Hilário Valentim. que indeferiu os pedidos decorrentes de suposta doença ocupacional. Nesse passo. 62/69 demonstram que o INSS não reconheceu o nexo da doença manifestada pela autora e suas atividades na ré. e invocando os artigos 131 do CPC e 5. genericamente. Não constitui cerceamento de defesa a aplicação da confissão quanto à matéria de fato e o consequente encerramento da instrução àquele reclamante que deixa de comparecer em audiência para a qual foi intimado sob pena de confissão. é que na própria minuta de agravo o exequente sequer apontou objetivamente a existência de crédito remanescente a ser apurado. 331). porque ausente a demonstração de manifesto prejuízo à parte (CLT.2011. Logo. 2. no mérito. É bom ressaltar que o prejuízo alegado pela autora só pode ser imputado a ela própria. 411.3 Recorrente Advogado Recorrido Advogado KARLA KELLY BOMFIM TRISTAO GUSMAN Domingos Salis de Araujo(OAB: 007529 ES) UNIMED VITORIA COOPERATIVA DE TRABALHO MEDICO Stephan Eduard Schneebeli(OAB: 004097 ES) PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO . b. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. nego provimento. requer sejam deferidos os pedidos dos itens b. recorre a autora alegando que. que julgou improcedentes os pedidos formulados na peça de ingresso. 794). Assim.TRT 17ª Região . conforme bem destacado na r. requer a nulidade da sentença e o retorno dos autos à Vara de origem para realização da prova técnica. em face da r. 29/72) não comprova o nexo de causalidade entre a doença e as condições de trabalho. Bom.5. o que desencadeou doença de origem ocupacional e redução da capacidade laborativa.1CONHECIMENTO Recurso conhecido por força do julgamento do agravo de instrumento. Limitou-se. como determinado pelo Juízo a quo. de uma breve leitura do laudo constata-se que a prova técnica não evidencia as supostas “condições inadequadas de trabalho”. I. e não ao juízo. no presente caso. INOCORRÊNCIA. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pela reclamante.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Se a autora. igualmente. FUNDAMENTAÇÃO Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 2. não dependem de prova “os fatos afirmados por uma parte e confessados pela parte contrária”. 343. o conjunto probatório demonstra que laborou por quase 10 anos com digitação e trabalhos repetitivos.0002 Processo Nº RO-108700/2011-002-17-00.º. nos termos do art. e o consequente encerramento da instrução processual sem a realização da prova pericial anteriormente deferida para apuração da doença ocupacional. Não tem razão. às fls. nos moldes do art. a mesma não seria digna de reconhecimento. Contrarrazões apresentadas. Aliás. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). Assim. b. II.17. E não é caso de incidência da hipótese categórica prevista no item II da Súmula 74 do TST. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. e não acidentário (espécie 91). 2. sendo partes as acima citadas. por unanimidade. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA – PROVA TÉCNICA – DOENÇA OCUPACIONAL Sustenta a autora que o encerramento da instrução processual sem a realização da prova pericial médica para apuração da doença ocupacional anteriormente deferida lhe trouxe prejuízos e constitui cerceamento do direito de defesa. do TST. Portanto. deixou de comparecer à audiência para a qual foi intimada sob pena de confissão (conforme intimação de fl. nos termos da Súmula 74. Não tem razão. Nesse contexto. pois se limita a descrever as atividades da reclamante na empresa. 23 de Setembro de 2013 76 sentenciante.4. 342/355. do TST.3. 338/340-v. Quanto à perícia realizada para apuração da insalubridade.5. pois. que lhe oportunizou a prova do pretenso direito.

não restou provado nos autos o nexo de causalidade entre a doença e as condições de trabalho. 08/07/2009 (fl. quer de ordem material quer de ordem moral. da Constituição Federal). quando de sua demissão. Esclarece que em razão de tais moléstias. A reclamada rechaçou os pleitos. Acrescenta que até a data do ajuizamento da ação ainda continuava em tratamento da moléstia que lhe foi acometida. além disso. foi designada audiência. portanto. e ainda. sob pena de confissão (fl. sofreu danos materiais e morais. 7º. É sabido que o empregador só assume juridicamente a obrigação de indenizar o seu empregado em caso de acidente de trabalho.4ADICIONAL DE INSALUBRIDADE Da sentença. do CPC. bem assim. não comprovada a incapacidade da reclamante para o trabalho na data de sua demissão..2009 até 22. é indevida a declaração de nulidade da demissão. 30/01/2010 (fl. Destarte. com o pagamento de indenização substitutiva pelos salários e consectários legais desde a data da demissão. que a reclamante não gozou auxílio-doença acidentário. 63). A reclamante não faz jus à garantia provisória de emprego prevista no artigo 118 da Lei número 8. 66). e que em 2009 submeteu-se a cirurgia da mão esquerda e em 2010 da mão direita. atraindo. não compareceu à audiência na qual deveria prestar depoimento. a reclamante não compareceu à audiência para a qual foi regularmente notificada. Vale frisar. 09/03/2010 (fl. no pescoço. aduzindo que não há comprovação de qualquer dos danos alegados pela autora. que não agiu com dolo ou culpa.09. ainda. e a derradeira. Ademais. não assiste razão à recorrente. pois não há nos autos qualquer amparo técnico normativo para considerá-las como tais. por conta de esforços repetitivos e risco ergonômicos existentes no ambiente da faina. além de fisioterapia e hidroterapia. ocorrendo. síndrome costoclavicular e síndrome do túnel de carpo). 30/11/2009 (fl. Pretende. a reclamante.” Logo. fazendo uso de medicamentos para alívio de dor. desde que seja atestado o dano e. 50 a 55 que à reclamante foi deferido auxílio doença no período de 27/03/2009 a 09/03/2010. ainda. afirmando que a doença alegada não teve origem nas condições de trabalho. 186 e 927 do Código Civil. injustificadamente. firmando-se nos exames Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 periódicos que atestaram as condições de trabalho da reclamante durante o vínculo de emprego e o exame demissional que constatou a aptidão. 29/72.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. conforme fartamente explanado acima. 125 – Atestado de Saúde Ocupacional – ASO – que data de 28/03/2011 e atesta a sua aptidão na época da demissão. 306). sendo a reclamante regularmente intimada. além da exigência de execução do trabalho com rapidez também incompatível com a condição física e material. não havendo nexo causal e que a autora não padece de doença ocupacional. Não restou comprovado. são improcedentes também. ou qualquer nexo de causalidade entre a doença que a reclamante alega ser portadora e as condições de trabalho mantidas pela reclamada. em razão da incapacidade laborativa. Improcede o pedido. Aduz. tampouco em ressarcimento de despesas médicas. em decorrência da prática de atos repetitivos e da utilização de equipamentos inadequados ao seu tipo físico. assim. as cirurgias a que foi submetida e os tratamentos posteriores. que se falar em reintegração ao trabalho. Ausente qualquer um destes requisitos. não há qualquer dano a ser ressarcido. que indeferiu o pedido de adicional de insalubridade com arrimo no laudo pericial. 331 – comprovação de entrega à fl. torna-se impossível a responsabilização do empregador pela indenização respectiva. a incapacidade ocupacional. a teor do artigo 343. Frise-se que não se pode pretender que o Juízo conclua com base nos elementos dos autos que as lesões indicadas pela autora não sejam de caráter degenerativo e que estejam catalogadas no manual de procedimentos para os serviços de saúde – Doenças Relacionadas ao trabalho. tudo desde sua demissão. De outro tanto. os efeitos da confissão ficta quanto à matéria de fato. em face das dificuldades de se nomear um perito. Inicialmente. Feitas essas ponderações. a teor do artigo 186 do Código Civil. parágrafo 2º. contrario sensu dos arts. no interstício as seguintes prorrogações: DE 20/05/2009 até 30/06/2009 (fl. 64). na etiologia dela. 2. a nulidade da dispensa. Visando a apuração. nas mãos. O reclamado contestou os pedidos. conquanto comprovem que a reclamante apresentou o quadro clínico narrado na inicial. cumpre registrar que a reclamante não impugnou o documento de fl. 68). Quanto à pretendida nulidade da demissão levada a efeito pela reclamada. não havendo. presumem-se verdadeiros os fatos articulados na defesa. sessões de fisioterapia e hidroterapia. 65). O pedido constante na inicial relativo à indenização por danos morais e materiais encontra respaldo na culpa da reclamada pela doença ocupacional que teria sido desenvolvida pela reclamante. além da inexistência de relação da moléstia apresentada pela reclamante com o trabalho desenvolvido em suas instalações. razão pela qual mantenho a bem lançada sentença. alegando que sofre de doença ocupacional decorrente das condições de trabalho a que foi submetida na reclamada a partir de 2006.03. 69). ou coisa afim. cujos abalizados fundamentos adoto in totum: “REINTEGRAÇÃO AO TRABALHO – NULIDADE DA DISPENSA Pretende a reclamante a reintegração ao emprego e condenação da reclamada em parcelas salariais vencidas. hospitalares. a fim de se evitar seguidas nomeações sem resultado. 23 de Setembro de 2013 77 constituída a sustentar os pretensos direitos. Por corolário lógico. portanto.213/1991. nego provimento. extrai-se dos documentos de fls. se paute por dolo ou culpa (art. sustenta a autora que na época da dispensa não se encontrava apta para o trabalho. Contudo. (. além de passar a ter dificuldades com toda e qualquer atividade manual. 67). em relação aos quais não haja prova em sentido contrário nos autos. o referido documento há de ser admitido como meio hábil de prova. No caso destes autos. a indenização substitutiva dos salários.2010. pelos quais pugna pela reparação.. bem assim. A reclamada contesta as alegações autorais. que diante da ausência da reclamante à audiência. Frise-se que os documentos de fls. razão pela qual toma por nula sua dispensa e pugna pela reintegração ao trabalho. inciso XXVIII. recebendo benefício previdenciário de 27. recorre a reclamante dizendo que o . também por esse motivo. razão porque passou a sentir fortes dores no ombro direito. restando patente nos autos que ela se beneficiou de auxílio-doença. contudo. foi deferida a realização de perícia técnica médica (fl.) INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS A reclamante afirmou que as condições de trabalho a que foi submetida fizeram com que fosse acometida por doença laborativa (síndrome cervicobraquial. Nesse contexto. não restou demonstrado o nexo de causalidade e a responsabilidade aquiliana do empregador. Pois bem. haja vista não terem sido preenchidos todos os requisitos ensejadores da reparação civil. e muito menos conduta ilícita patronal a justificar a reparação correlata. 331-verso). a situação controvertida se concentra na apuração da natureza da moléstia que acomete a reclamante. findando-se em 22/09/2010 (fl. os pedidos de pagamento das parcelas salariais pretendidas ou qualquer indenização correspondente. 22/02/2010 (fl. ficando afastada do trabalho.

e FGTS com indenização de 40%.08. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. foi pago até 2003 e voltou a ser pago em novembro de 2010. em grau médio.05. ante a apuração do voto médio. 2.2008 . Inicialmente.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.2008 se faz pelo salário mínimo.06. da Súmula 74 do TST.05. em grau médio.1BASE DE CÁLCULO DO ADICIONAL DE INSALUBRIDADE SV 4. ao pedido de pagamento do adicional de insalubridade.2006 (marco prescricional fixado na sentença) e outubro de 2010. E apesar de o expert concluir que a atividade da reclamante não ensejava o adicional de insalubridade por exposição a agentes biológicos. tendo em vista que a insalubridade é caracterizada pela avaliação qualitativa. Alega que também não foi apresentado o PPRA e produzida prova de neutralização do agente por meio de fornecimento de EPI ou treinamento. por maioria. gratificação natalina. tanto que ele foi pago até 2003 e voltou a ser pago em novembro de 2010. prevaleceu entendimento de aplicação do salário mínimo como base de cálculo do adicional de insalubridade em todo o período. quanto à base de cálculo do adicional de insalubridade. 09 e 10. férias acrescidas de 1/3. conhecer do recurso. que dava provimento nos termos da nova redação da Súmula 228 do TST e o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais que fixava como base de cálculo o salário base durante todo período. inclusive. tal qual previsto na Lei 605/49. deixa claro que ela ficava exposta de forma intermitente a agentes biológicos. não havendo norma coletiva dispondo acerca desta base de cálculo. e se a parcela é devida mensalmente. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: o Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). por unanimidade. de 14/09/2012 do TST.Republicada DJ 08. data da publicação da Súmula Vinculante nº 4 do Supremo Tribunal Federal. pelo salário-base do empregado. João Hilário Valentim. contra meu voto. 3. No mérito. na forma da Súmula 364. os Laudos Técnicos de Condições Ambientais do Trabalho (LTCAT) da reclamada. nos termo do art. tenho perfilhado entendimento de que ante a omissão da Corte quanto à modulação quanto à sua eficácia.4. do STF – EFEITOS x SÚMULA 228 DO TST .07.2006 a 09. Quanto ao RSR. salvo critério mais vantajoso fixado em instrumento coletivo”. O adicional se integra aos seus salários para fins de aviso prévio. esclareço que. o que já seria suficiente para concluir pela existência do direito.2008) . dar parcial provimento. no grau reconhecido no LTCAT. não resta dúvida de que a reclamante faz jus ao adicional pleiteado. o cálculo da insalubridade. mister fixá-la.º 228. e não quantitativa.REDAÇÃO DADA PELA RESOLUÇÃO 185/2012 Apesar de a reclamante silenciar em suas razões recursais sobre a base de cálculo do adicional de insalubridade. em razão da aplicação analógica do § 1º do art. nos termos do art. que acrescentou à Súmula 228. nada a deferir. Procurador: Dr. STF e a interpretação dada a ela. anexados ao laudo pericial (fls. requer reforma do decisum para que lhe seja deferido o adicional de insalubridade. a agentes biológicos. o adicional de insalubridade será calculado sobre o salário básico. Desse modo. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Desde a edição da SV-04 pelo STF. Prejudicada a análise da assistência judiciária. o seguinte adendo: “SÚMULA N. Vencidos. a Juíza Relatora. Logo. e FGTS com indenização de 40%.2008 o adicional de insalubridade seja calculado com base no salário mínimo e daí até outubro de 2010 seja calculado com base em seu salário-base. 148/2008. até a edição de lei versando sobre o tema. 790-B.Res. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. argumenta que a exposição eventual não exclui o direito pretendido. com revezamento de atividade administrativa e de atendimento aos clientes entre as recepcionistas do turno. aplicada por analogia ao caso in análise: A Reclamante laborou como Atendente em Emergência Adulto e Pediátrico da Reclamada e desenvolvia suas atividades atendendo a pacientes ou acompanhantes para a elaboração de ficha cadastral e encaminhamento ao atendimento necessário. Diante do exposto. no grau reconhecido no LTCAT. DJ 04 e 07. com reflexos. por força do julgamento do agravo de instrumento. apresentam a conclusão de que foi detectada a “possibilidade” de exposição habitual e permanente dos atendentes de recepção da emergência. até 09. já se encontra incluída no dia de descanso. ao fundamento de que. BASE DE CÁLCULO (redação alterada na sessão do Tribunal Pleno em 26. pediátrica e adulta. de acordo com a redação conferida à Súmula Vinculante 4 do C. 790-B. Inverto o ônus da sucumbência quanto aos honorários periciais. e que tal condição enseja adicional de insalubridade em grau médio. A Reclamada em seus documentos LTCAT apresentados ao Perito (anexo ao laudo) reconhece o risco biológico na função da autora e atividades da Reclamante por se tratar de ambiente hospitalar.2006 (marco prescricional fixado na sentença) e outubro de 2010. 274/280). e no período compreendido entre 30. Sustentação oral da advogada Ana Carolina Machado Vieira.00 pela reclamada.00.5ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA Prejudicada a análise da assistência judiciária. ou seja.07. Todavia. porque a autora recebia salário mensal. Logo. Arbitrar o valor da condenação em R$5. aplica-se o salário mínimo. Vejamos. dou parcial provimento ao pedido de pagamento do adicional de insalubridade. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora .08. da CLT. gratificação natalina. férias acrescidas de 1/3. apesar de não ter sido alterada a função da obreira. tendo em vista a sua concessão em sede de agravo de instrumento. Pela eventualidade. O contato se dava de forma intermitente.2008. como a matéria depende de prova técnica e que esta foi realizada nos autos. da CLT. em grau médio. 193 da CLT. Tal entendimento foi consagrado pela Resolução 185. nos termos do Anexo 14 da NR-15. o qual. Assim. conforme por ela relatado e comprovado pelos contracheques de fls. ou seja. conforme LTCAT. determino que de 30. 2. há de prevalecer sobre a confessio de que cogita o item I.08. Não bastasse isso. determinar que a base de cálculo do adicional de insalubridade seja o salário mínimo. 23 de Setembro de 2013 78 LTCAT apresentado pela empresa demonstra que suas atividades eram ensejadoras do adicional pleiteado. 24/28. devendo o adicional integrar aos seus salários para fins de aviso prévio. com custas de R$100.CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. e por não haver relatos de entrega e uso de equipamentos de proteção. em vista da impossibilidade de substituição por meio de decisão judicial. E após. seus efeitos se dão em caráter ex nunc. Súmula cuja eficácia está suspensa por decisão liminar do Supremo Tribunal Federal A partir de 9 de maio de 2008. e no período compreendido entre 30.000. inverter o ônus da sucumbência quanto aos honorários periciais. pela recorrida.

571/573. Pois bem. já que se encontra em plena vigência o § 2º do art.A SOCIEDADE DE CRÉDITO FINANCEIRO E INVESTIMENTO. sendo válida a quitação. ao enquadramento da reclamante como financiária. a manutenção da decisão recorrida.2. Comprovantes do recolhimento das custas processuais e do depósito recursal. e se o fundamento da pretensão é a soma de períodos descontínuos (unicidade contratual) é evidente que não há prescrição total.ENQUADRAMENTO SINDICAL. alegando haver quitação geral das parcelas trabalhistas. que o instrumento de rescisão deve ter especificada a natureza de cada parcela paga ao empregado. 477 da Consolidação das Leis do Trabalho foi a que lhe deu o Colendo Tribunal Superior do Trabalho com o Enunciado nº 41. atuando como Financiária e não como Comerciária.1. sentença de fls. Acrescem que suas reais empregadoras foram a DADALTO e PROMOV. postulou a reforma da decisão quanto à prescrição. nem fora contratada por empresa desta atividade econômica. 2ª Vara do Trabalho de Cachoeiro de Itapemirim – ES. apenas. uma vez que nunca exerceu operações financeiras. Não lhe assiste razão.ENQUADRAMENTO SINDICAL – FINANCIÁRIO .11. e. expressamente.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: I . O laudo pericial (fls. se a ação foi ajuizada em 19/11/2011. 576/585. mesmo sob o enfoque do Enunciado nº 330.TRT 17ª Região . Vistos. às mesmas parcelas. 477 Consolidado. sendo válida a quitação.17.10. A reclamante sustenta. às fls.4.QUITAÇÃO GERAL . por falta de interesse recursal. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelas Reclamadas em face da r. sendo transferida para a PROMOV (2ª reclamada) em 01.PRESCRIÇÃO TOTAL . da CLT).2008.2011. a DACASA FINANCEIRA S. Nego provimento ao recurso. já que nele não há registro de pagamento de qualquer das parcelas postuladas nestes autos. que dispõe. relativamente.9 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Autor Advogado DADALTO ADMINISTRACAO E PARTICIPACOES S/A José Hildo Sarcinelli Garcia(OAB: 001174 ES) SIMONI NASCIMENTO TEMPORIM Ary Rabelo Paulucio(OAB: 002452 ES) PROMOV SISTEMA DE VENDAS E SERVICOS LTDA José Hildo Sarcinelli Garcia(OAB: 001174 ES) PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO . em síntese.GRUPO ECONÔMICO . relativamente às parcelas nele especificadas. ATIVIDADE TÍPICA FINANCEIRA. 2. por ausência de ressalvas no TRCT. mantenho a sentença.PARCELAS CONSTANTES DO TRCT – AUSÊNCIA DE EFICÁCIA LIBERATÓRIA .CARÊNCIA DE AÇÃO As reclamadas renovam a argüição de carência de ação. defendendo. na exordial. desde o início de sua contratação.ATIVIDADE FINANCEIRA – JORNADA DE SEIS HORAS. 2. II .5. e não apenas à DACASA FINANCEIRA. Aliás. posto que os recorrentes postulam a sua incidência a partir do ajuizamento da reclamação. Ora. mas apenas parcial tal como reconhecido na sentença. pois a terceirização de serviços da área meio é permitida por lei. propagando prática de “ato único”. que julgou procedentes em parte os pedidos contidos na peça exordial. expressamente. GRUPO ECONÔMICO. no mérito. Dele não conheço quanto aos juros de mora. complementada pela decisão de embargos de fls. Razões recursais. Alegam que esse fato não gerou vínculo com a DACASA FINANCEIRA. As reclamadas requerem seja a reclamante enquadrada na categoria dos comerciários. FUNDAMENTAÇÃO 2. à época própria para aplicação dos juros e correção monetária e à assistência judiciária gratuita. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. TST. 526/526v).INOCORRÊNCIA As empresas propagam a prescrição total em relação ao contrato de estágio. arguindo preliminar de carência de ação. em 10. por isso. 511. prestava serviços nas dependências da DACASA FINANCEIRA. sendo partes as acima citadas. da lavra da magistrada Angela Baptista Balliana Kock. prolatada pela MM. menos ainda com os fatos que envolvem o presente processo. EQUIPARAÇÃO.0114500-92. 518 e ss.O § 2º do art. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 2. sentença (fls.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.0132 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: DADALTO ADMINISTRACAO E PARTICIPACOES S/A E OUTRO Recorrido: SIMONI NASCIMENTO TEMPORIM Origem: 2ª VARA DO TRABALHO DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM . e em relação à “alteração contratual” ocorrida em 2008. 526/527v.2011. cuja dispensa se deu em 1/9/2006. que foi contratada pela DADALTO ADMINISTRAÇÃO (1ª reclamada). tem direito ao enquadramento sindical na categoria dos financiários (art. §3º.2007. Assim sendo. alegando não ser possível o enquadramento como financiária. Contrarrazões às fls. Todavia. Nego provimento. que o instrumento de rescisão deve ter especificada a natureza de cada parcela paga ao empregado. às horas extras. 23 de Setembro de 2013 79 Acórdão Processo Nº RO-114500-92.3. que a contrataram para prestar serviços na área administrativa a todas as empresas do grupo. a melhor exegese do art. ainda que em outra empresa do mesmo grupo econômico. às fls. 285/305) confirma as alegações da reclamante e demonstra que ela. apenas.0132 Processo Nº RO-114500/2011-132-17-00. sendo que em ambos os períodos.5. Quanto à “alteração contratual” não há nenhum pedido fundado em alteração de norma interna do empregador. 529 e ss. à luz da interpretação do Enunciado 330 do E. ressaltam que a Súmula 129 do TST ampara a existência de uma empresa com o intuito de fornecer mão-de-obra para outras do mesmo grupo econômico. a tese defendida não tem pertinência temática com o objeto da pretensão. exatamente o critério fixado pela r. FINANCIÁRIOS. Se o reclamante exerce atividade típica financeira. como “caixa 1". 477 Consolidado dispõe. nenhuma quitação geral se pode extrair do termo rescisório colacionado aos autos. Por fim. CONHECIMENTO Conheço parcialmente do recurso ordinário.17. pois quando exerceu a . prestou serviços em favor de outra empresa do grupo.

BANCÁRIO. a de que a holding teria sido criada com o fim de fornecer mão-de-obra para as suas controladas. ainda que se permita a terceirização. Portanto. a empresa confessa outra fraude. a meu ver.17. implicar em desigualdade social.. não cabe perquirir se ela quis ou não. nos autos da RT1367.) Em princípio. como v. o grupo econômico se vale da intermediação das reclamadas para fraudar a lei e frustar os direitos trabalhistas de seus empregados. fato que obviamente se constitui em fraude.5. a qual foi rechaçada por esse TRT através de dezenas de decisões. luz. Jorge Luiz Souto Maior. (INCORPORADAS AS ORIENTAÇÕES JURISPRUDENCIAIS NºS 64 E 126 DA SDI-1) É bancário o empregado de empresa de processamento de dados que presta serviço a banco integrante do mesmo grupo econômico.0131. E. há se fixar alguns parâmetros jurídicos. No entanto.RO nº 16763/95 Rel. embora o verdadeiro empregador seja a Dacasa Financeira. 23 de Setembro de 2013 80 função de caixa I realizava: “recebimento do público em geral de prestações que não estejam vencidas. A propósito. que desenvolve seu trabalho em atividade terceirizada.2010. Mohallem .5. ainda que se admita administração autônoma (a averiguação disso é irrelevante. Juiz Ney Álvares Pimenta Filho.0161. desde logo. tais como: pagamento de água. Afora isso. já que a análise e liberação de crédito não constitui atividade típica de comerciário e sim de financiário. ícone do pensamento jurídico-trabalhista brasileiro. braço financeiro do grupo.2007.17. 423/424 – quesito 1. a sua inserção no âmbito da administração do grupo econômico.17. eis que em seu objeto não consta o exercício de atividades financeiras. deixo claro que o critério é objetivo. evidente.pág. Analisar e liberar crédito direto nos caixas para clientes pré-selecionados denominados Promoção Fidelidade.2010. a CVRD era a maior acionista e é inegável que teve participação ativa na decisão da sua paralisação por não apresentar bons resultados. é o que ocorre no presente caso e. dado o intuito de atender aos interesses e as necessidades do Grupo. a criação de empresas para atuação no mesmo ramo não representa qualquer ilegalidade. Utilizá-la para pagar salários menores que os observados pela tomadora quanto aos seus empregados que exercem a mesma atividade é ilegítimo. ‘A analogia legis implica no reconhecimento de que a questão sub . considerando que o trabalhador seja empregado da empresa prestadora e não da empresa tomadora.2007. para impedir que a terceirização aniquile toda a história de conquistas da classe trabalhadora. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Mutatis mutandis.3ª R . representar a impossibilidade dos trabalhadores adquirirem e receberem integralmente os seus direitos trabalhistas pelos serviços que prestem’.2011. validamente. ou em acirrar a sociedade injusta para atrair a prevalência de menor custo em detrimento do trabalhador com aumento de lucratividade do empreendimento. efetuar atendimentos aos clientes DACASA sobre dúvidas nos pagamentos” (fls. Os objetivos da terceirização não se lastreiam em lucro maior ou menor.0131. do TST. dentre outros. do bimestre Julho-Agosto de 2004. é pois. Ou seja. Aliás. em hipótese alguma. pois o direito brasileiro só admite a criação de empresa fornecedora de mão-de-obra temporária na forma do artigo 2º da Lei 6. a realidade é que ela atua como mero prolongamento das várias atividades da segunda ré.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. São as seguintes as considerações de Souto Maior que aproveito: ‘A implementação desta ‘técnica administrativa’ não pode. A ilicitude surge quando essa criação leva à lesão de direitos trabalhistas e ao afastamento de garantias aos trabalhadores.019/74. conferindo os documentos e valores monetários encaminhados pela Tesouraria e vice versa.DJMG 29. Logo. chamados de limites civilizatórios por Gabriela Neves Delgado. faz cair sobre ela uma evidente ingerência direta.03. Desse modo. Além disso. nos termos das seguintes Ementas: ‘A evolução que admite a terceirização não pode. função ínsita à exercida pela atividade financeira. 0095500-27. vali-me dos fundamentos expostos pelo Exmº. Ricardo A.00-6). a súmula 239 nos serve para mostrar que a criação pela empresa principal de empresas satélites com o escopo de lhe prestar serviços que numa visão estreita escapariam da sua finalidade (na verdade a cadeia produtiva é tão complexa que dizer que uma atividade não é essencial representa um risco de gafe produtiva ou tecnológica) não pode jamais representar prejuízo para os trabalhadores. 40).0008. Dentre as suas vantagens não se inclui a diversidade salarial ou de direitos individuais do empregado e independente da pessoa que seja seu empregador.5. já que são inúmeros os casos já apreciados por esta Corte Trabalhista Regional em que trabalhadores são contratados pela Dadalto para laborar na DACASA.2011. qual seja. boletos bancários diversos que tenha código de barra. “ A Norpel integra o mesmo grupo econômico da CVRD e prestava serviços exclusivamente para esse grupo econômico. a autora trabalhava como financiária. EMPREGADO DE EMPRESA DE PROCESSAMENTO DE DADOS. 009020069. realizar fechamento de caixa. analisar e liberar a quantia referente ao empréstimo efetuado através do Termo de adesão de crédito pessoal. por razões que abordarei adiante. o que corrobora a tese esposada na sentença e atrai a aplicação da Súmula 55.2011. 05430032. Ainda que se entenda que esses serviços eram atividade-meio. constituindo-se em prática voltada à distorção dos preceitos protetivos da legislação trabalhista. A fraude.b). nos acórdãos proferidos nos autos das RT's 004430072. afastando-os dos direitos garantidos aos que são formalmente contratados pela empresa principal. o grupo econômico tem tradição em fraudar a lei trabalhista.. Disse sua Excelência que: “(.2ª T .5. A jurisprudência trabalhista já vem se firmando no sentido de destinar a trabalhadores apanhados dentro dessas situações os mesmos direitos destinados aos empregados formais das empresas tomadoras dos seus serviços. ante a objetividade da matéria tratada). 0045700-15. exceto quando a empresa de processamento de dados presta serviços a banco e a empresas não bancárias do mesmo grupo econômico ou a terceiros. em que pese ser dotada de personalidade jurídica própria e. com isso.17. como nos mostra a Súmula 239 do Tribunal Superior do Trabalho: Nº 239 .17. me convenci de que o melhor caminho é o respeito à proteção do trabalho e não a sua alteração formal ou declarações de nulidades dos atos formais e registros executados pelo grupo econômico.’ (TRT . causar prejuízos à classe obreira. Ao julgar processo semelhante (RT 0888. tem os mesmos direitos individuais e salários dos empregados da tomadora dos serviços exercentes da mesma função.g. O empregado de terceirizante. Como conseqüência. há confissão de que está havendo fraude contra o próprio contrato social de ambas as empresas. de modo que a intenção das rés se mostra irrelevante.011. no qual traz valiosos subsídios para a compreensão da matéria.0010. através da intermediação ilegal de mão-de-obra.96 . O primeiro efeito jurídico a ser fixado é o de que se devem respeitar os mesmos direitos para os trabalhadores da empresa tomadora e os da empresa prestadora. Vale notar que o estudo em referência até sustenta a tese dos autores de declaração de vínculo diretamente com o tomador dos serviços.006 e o faço também neste caso. elaborou trabalho científico para a revista virtual Júris Síntese nº 48.

garanti pelas mesmas razões. porque. não há impedimento legal a que as empresas se organizem juridicamente e isso significa dizer que nesses termos elas podem se dividir. 511 da CLT. Evitam-se rasuras na CTPS. 23 de Setembro de 2013 81 judice. deve cair sob sua égide por semelhança de razão (ubi eadem legis ratio. por não serem enquadrados sindicalmente. integra categoria diferenciada. DO. A respeito deste tipo de fraude. 01434/2006. pois. limitando-as. evitam-se gastos com a implementação e a fiscalização junto à empresa principal em relação a tais alterações. Por essas razões. a Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 profissionalidade do empregado e lhe conferi todos direitos que a lei e as normas coletivas concedem aos bancários. Juíza Sônia das D. tais empregados ficam condenados à marginalização salarial. p. a mais condenada forma de comércio. é. representa a semiescravidão. melhores postos. mas também à toda a coletividade. a nulidade afeta exclusivamente as cláusulas contratuais prejudiciais e não a formação do contrato em si. 7º.2004. representando um retrocesso legal. a legislação social”. demonstra que apesar de manter a regularidade formal do contrato havido entre o empregado e sua empregadora. são apenas nove trabalhadores. razão pela qual tem o direito de ver seu contrato de trabalho regido pela Convenção Coletiva do Sindicato dos Profissionais Bancários”(Ac. Como coloquei anteriormente. é importante registrar que a praxe. a consequência mais nefasta está na seara do direito coletivo. sem possibilidade de maior acesso. dispensam-se ofícios à Previdência Social e à CEF para alteração de dados (e com isso reduzem-se as chances de problemas no encontro de informações futuras nos sistemas desses órgãos) e. §2º. Logo. indefiro o pedido dos autores de declaração de que o vínculo se formou diretamente com a segunda ré. não estando a ré autorizada a proceder a discriminação de lhe pagar direitos inferiores aos que são outorgados à sua categoria e muito menos. a exploração do trabalho alheio. norma consagrada também pela Conferência Internacional do Trabalho. se não respeitados. visto que tal ato configura violação direta ao art. da Lei nº 6. não pode servir de instrumento de redução dos custos de mão-de-obra se isto implicar em violação do princípio constitucional da isonomia’. não só por força dos dispositivos legais citados. E além desses aspectos práticos. sem condições de reivindicações. em regra. Além da fraude aos direitos individuais dos trabalhadores. Dionísio.Rel. E. de forma apenas um pouco mais amena. porque este representaria melhoria salarial. Freire Pimenta. Tais contratos coonestam a ilegalidade dos agentes da marchandage no Brasil destruindo assim. mas. Tal ementa. reputando. sentença em face do seu efetivo labor como financiária. com muito maior razão os trabalhadores contratados de forma permanente por empresa interposta para a prestação de serviços essenciais à empresa cliente terão direito a todas as vantagens asseguradas à categoria dos empregados da mesma. mudando o que deve ser mudado. além do abuso da personalidade jurídica. ibi eadem dispositio). fazem jus a remuneração equivalente à paga aos empregados da mesma categoria profissional da empresa tomadora de seus serviços. nos autos 1667/97. essa ótica. Com efeito. o trabalhador desamparado não oferece riscos quanto ao exacerbamento do espírito indicatório. É condenada pelo mundo inteiro. por isso.08. Não participando dos dissídios coletivos das categorias a que efetivamente deveriam pertencer.RO nº 08157/94 . impende imaginar a sorte e variedade de problemas com esses atos. Vale dizer.95.2006). fundir. teria sido praticada por várias empresas financeiras e. há o amparo jurídico à livre estruturação interna das empresas. me pronunciei: “TRABALHADOR QUE DESENVOLVE ATIVIDADES TIPICAMENTE BANCÁRIAS. inciso XXXII. os aspectos práticos são muitos e justificam a opção. destina-se a todo tipo de relação idêntica e que decisão idêntica deve ser tomada mesmo em eventual Ação Civil Pública ou substituição processual ampla e. 29. Simplesmente não há na legislação impedimento a que o façam se respeitados os direitos de seus trabalhadores. diminui ou praticamente anula as possibilidades de acesso à carreira. a. a autora tem direito. etc. Desde o tratado de Versailles se declara que o trabalho não é mercadoria. gradativamente. a perceber os direitos reconhecidos pela r. trocar de nomes. me parece a mais correta sempre que as empresas envolvidas sejam integrantes do mesmo grupo econômico. por força do artigo 12. desde que não cause prejuízos aos trabalhadores. segundo investigação do Ministério Público do Trabalho. até a estabilidade. o juiz Guilherme Piveti. Rel. Se não se vinculam ao estabelecimento. como não poderia deixar de ser. eventualmente. salário compensador e. em que se enquadra a hipótese versada. nos termos do § 3º do art. O trabalhador é transformado em mero objeto. Se o reclamante exercia atividade tipicamente bancária.02. acresço que ao julgar o RO 01930. Assim. sem dúvida. na categoria profissional para a qual estão trabalhando. de deixá-la ao desamparo das normas coletivas aplicáveis. ao qual realmente servem. mesmo quando lícita. corretíssima a pretensão de que a eles se apliquem todas as benesses dos empregados da CVRD. A burla. ante o disposto nos artigos 128 e 460 do Código de Processo Civil. seja porque impede o acesso à categoria profissional de que cogita o artigo 511 da CLT. data venia dos judiciosos argumentos em prol da nulidade da contratação e formação do vínculo diretamente com o tomador. a tese. de resultado financeiro em nada diferente da posição que abraço.00-8 em que contendiam Bruno Fernandes Poncio x Transpev Processamento e Serviços Ltda. àquelas expressamente postuladas na presente ação e que adiante serão examinadas. em si. não obstante a regularidade do contrato firmado com a reclamada. de 17. no caso concreto. diante da prática de fraude ao artigo 511. É a continuidade na empresa que assegura direitos ao trabalhador como promoção na carreira. que se pratica.019/74. (TRT . cujo “único” limite é o respeito aos direitos de terceiros.” Ainda que desnecessário. A terceirização de mão-deobra. apresentou os fundamentos.3ª R .56). Não devemos nos esquecer que.17. mas também porque a empresa DACASA FINANCEIRA é a única receptora dos serviços e das energias despendidas pela autora. porque esse ato configura concorrência desleal. todavia. os quais louvo a presente decisão: “A marchandage. mas objeto de especial tutela do Estado. eis que o contrato social não permite que a empresa tenha por objeto o fornecimento de mão-de- . que causa grave dano não só ao trabalhador.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. da CLT. têm seu valor e trabalho menosprezados.006. seja por reduzir o nível salarial do cidadão que ingressa no mercado de trabalho e em consequência reduz a circulação de riquezas. A história empresarial no Brasil é farta de notícias de modestos contínuos que chegaram altas direções de grandes grupos. que são para mim relevantes. porque são alugados por terceiros.3ª T . A estes o valor individual pouco ou nada interessa. Se os trabalhadores temporários. apesar de não se enquadrar no dispositivo legal. in fine da CF/88. ENQUADRAMENTO COMO BANCÁRIO. incompatível com o espírito mercantilista que envolve tais contratações. DJMG. como bem jurídico da pessoa humana. a partir daí. da Organização Internacional do Trabalho reunida em Filadélfia em 1944.

alegando a impossibilidade de equiparação a essa categoria. por não exercer atividade bancária. o Tribunal. prevê que a época própria para aplicação da correção monetária é o quinto dia útil do mês subseqüente ao vencido. O pagamento dos salários até o 5º dia útil do mês subseqüente ao vencido não está sujeito à correção monetária. Garcia. 459 DA CLT. conhecer parcialmente do recurso ordinário. é incontroverso que a reclamante foi contratada para cumprir 8 (oito) horas diárias. CORREÇÃO MONETÁRIA Os recorrentes alegam que o artigo 459.010. Ainda que seja despiciendo. pois. §3º. Nego provimento. Não tem a mais pálida razão. CORREÇÃO MONETÁRIA. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de . não estão presentes os requisitos previstos na Lei 5. Cláudio Armando Couce de Menezes.3. 2. da CF.2005. o mesmo pedido de enquadramento. do C. da CLT.17. no mérito. HORÁRIO REDUZIDO (ART. mantenho a sentença. Rel. como as empresas se utilizaram da mão-de-obra da autora em clara fraude à aplicação da lei trabalhista. As Resoluções nº 2. FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO. a partir do dia 1º”.707/00 e 3. com fulcro no artigo 790. constatando que a autora não tem condições de pagar as custas do processo sem prejuízo do sustento próprio ou da família. que preleciona: "reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho.5.0. sentença que deferiu à Reclamante os benefícios da justiça gratuita.110/03. XXVI da CF/88. SALÁRIO. não pode ser adotado o divisor 180 para o cálculos das horas extras. As reclamados pretendem a reforma da sentença que as condenou a pagar à reclamante horas extras após a 6ª diária. se manifestou: “ENQUADRAMENTO SINDICAL. tal como postulado. participação nos lucros e gratificação de caixa). e pedido de reconhecimento de direitos previstos em norma coletiva própria. que a autora está assistida por advogado particular e.2008. A constituição e o funcionamento de pessoa jurídica que tenha por fim a intermediação de acesso a crédito criado por bancos múltiplos ou sócios deles devem ser consideradas.3. autorizam a instituição de correspondentes bancários pelas instituições financeiras. Se essa data limite for ultrapassada. 2ª t. não obstante existência de Súmula mais favorável ao que foi pedido na inicial. Desta forma. Sendo assim. é a aplicação das disposições convencionais dos financiários aos empregados dessas prestadoras de serviços”(RO-01314. e do Dr. de modo a proporcionar a facilidade de acesso da população de rincões do Brasil ou de locais cuja instalação de agência se mostre desaconselhável ao sistema de meios de pagamento. 7º. 7º. Sem razão. sob o argumento de que a autora não teria direito à jornada de seis horas Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 diárias. Quanto ao fato de que as Reclamadas não foram signatárias da convenção coletiva dos financiários.2010). Sustentam também que a CCT dos financiários é inaplicável pelo fato de as reclamadas não serem partes convenentes desse instrumento coletivo.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. da CLT e na Orientação Jurisprudencial nº 304.7ª e 8ª HORA. José Hildo S. EQUIPARAÇÃO DAS ATIVIDADES DAS PRESTADORAS DE SERVIÇOS A SOCIEDADE DE CRÉDITO. Presença do Dr. e uso abusivo do direito de exercer sua atividade econômica (artigo 187 do Código Civil). 129/2005 . devido é o enquadramento da autora na categoria de Financiária. 23 de Setembro de 2013 82 obra. 9º da CLT. não podem elas beneficiar-se de suas próprias torpezas (artigo 9º. é óbvio que as horas extras serão calculadas utilizando-se o divisor 180. De início. representações das instituições bancárias em pequenos estabelecimentos comerciais varejistas. TST. O artigo 790. BENEFÍCIOS PREVISTOS NA CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO As reclamadas requerem a exclusão da condenação do pagamento dos benefícios da CCT dos financiários (auxílio refeição. Logo. não houve nenhuma violação aos textos legais e aos verbetes sumulares mencionados pelas Recorrentes. 03. do Banco Central. destaco que a r. ou seja. acertada é a sentença que lhe concedeu o benefício da justiça gratuita. e. ajuda alimentação. em tempos recentes. 2. conforme item 2. Nego provimento. mas tão-somente obviar a exigência e controle da autoridade monetária. Mantido o valor da condenação. Des. por conseguinte. bem como elidir a aplicação das normas coletivas dos financiários aos seus empregados. alegando. nos termos do voto da Relatora. incidirá o índice da correção monetária do mês subseqüente ao da prestação dos serviços. Nego provimento. Sem razão.DJ 20. Por óbvio deverá ser observado o marco prescricional. constituindo fraude à legislação do trabalho a teor do art. é evidente que se o sábado está previsto na norma coletiva como dia de Repouso. Alega que. em seu apelo. devido o pagamento dos benefícios previstos nas CCT aplicáveis à categoria. Assim. pelos fundamentos já expostos no item anterior. 224 DA CLT). financiamento e investimento. POSSIBILIDADE. JORNADA DE TRABALHO . CLT). pois apenas o pagamento espontâneo dos salários é que se sujeita ao prazo do artigo 459. negar-lhe provimento.12. pela recorrida. dessa forma. da SDI-1. 1.04. do direito à jornada de seis horas diárias. 3. Por corolário lógico do reconhecimento ao enquadramento da reclamante na categoria dos financiários e.584/70 para a concessão do benefício. Des. eis que a sua constituição e funcionamento visa não expandir geograficamente o sistema de meios de pagamentos. 2. Além do que já foi decidido no item 2. Fábio Silva Rabelo. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região.4. diante da ausência de labor para instituição financeira e de exercício de operações financeiras. § 3º. provimento ao recurso. ART. sentença atacada não deferiu à trabalhadora a assistência judiciária gratuita e sim os benefícios da justiça gratuita. da CLT conferiu uma faculdade ao Juiz. 2. nego provimento. Consectário da fraude. JUSTIÇA GRATUITA Pugnam as Reclamadas pela reforma da r. do C. Não tem nenhuma razão. a teor do art. ao qual me reporto. Além disso.6. para fins trabalhistas.3. como a autora não teria direito à jornada de seis horas diárias. a norma se sobrepõe à jurisprudência.00. sentença. (conversão da Orientação Jurisprudencial nº 124 da SDI-1) Res. pleiteando a reforma da decisão que determinou a aplicação da Súmula 381. conforme deferido pela r. Nego. Por corolário lógico do reconhecimento do enquadramento na categoria de financiários. pelo recorrente. sociedades de crédito. 2. TST. XXVI. conforme jurisprudência sumulada pelo TST: SÚMULA 381. 3. DOE. tal como desenhado pelo art. examinando ação envolvendo as mesmas reclamadas. da CLT.

Como dito. do fato de ser incontroverso o desrespeito ao intervalo interjornada de 11 horas. que concerne na quitação. Procurador do Trabalho: Dr. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pela reclamada em face da sentença de fls.5. oriunda da 9ª Vara do Trabalho de VitóriaES.2011. No entanto. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: o Desembargador José Luiz Serafini (Presidente).5. pois inexiste pedido neste sentido. observo que a reclamada argumenta ser indevida a “incorporação das horas extras” (fl.5. João Hilário Valentim.17. Vencida.5. O reclamante acostou cópia da petição inicial do processo acima citado. mas o recurso não cuidou especificamente do assunto. a análise deve se ater ao ponto controvertido.0009 Processo Nº RO-116400/2012-009-17-00. 23 de Setembro de 2013 83 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). 3749.4 Recorrente Advogado Recorrido Advogado SIND TRAB IND MET MEC MATELETR E ELETRONICO E ESP SANTO Elcio Teixeira de Almeida(OAB: 001640 ES) SOCOBRAS PARTICIPACOES LTDA Aldimara Guarnieri de Vasconcellos(OAB: 009158 ES) ACÓRDÃO . pois presentes os pressupostos de admissibilidade. nem mesmo dos efeitos da coisa julgada produzida naquele contexto. a procedência do pretensão autoral decorre. às fls.3 ESCLARECIMENTOS No exame do apelo.0151 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: SIND TRAB IND MET MEC MATELETR E ELETRONICO E ESP SANTO Recorrido: SOCOBRAS PARTICIPACOES LTDA Origem: Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . Nesse passo. caso evidenciada a natureza protelatória do recurso.0014.TRT 17ª Região . que essa matéria é estranha aos autos. negar-lhe provimento.2009. 2. 2.17. CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. impossível que a ré tenha quitado referida parcela na forma alegada. a arguição é inovadora e tardia. Ocorre. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. se não houve pedido.0 Recorrente Advogado Recorrido Advogado VALEC ENGENHARIA CONSTRUCOES E FERROVIAS S/A Gabriel Miranda Coelho(OAB: 043502 RJ) EZEDEQUIAS ALVES DA SILVA Rodolfo Abdala Brandao da Costa(OAB: 009206 ES) ACÓRDÃO . Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. onde a empresa foi condenada ao pagamento de 129 horas extras mensais. conhecer do recurso ordinário. Contraminuta. 344). Procurador: Dr. de fato. da parcela postulada. A esse respeito. O que há. Assim. o que restou incontroverso. Tal esclarecimento é pertinente a fim se de evitar o manejo desnecessário de embargos declaratórios. fundamentado na súmula 291 do TST. quanto ao mérito. Não se contestou o fato de que o autor laborava das 8 às 22 horas.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA INTERVALO INTERJORNADA. No mérito.2 INTERVALO INTERJORNADA A reclamada assenta a sua defesa na tese de que a hora de intervalo interjornada postulada pelo reclamante já foi quitada no bojo da reclamatória 0131600-26.17. FUNDAMENTAÇÃO 2.0121100-43. sendo partes as acima citadas. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora Acórdão Processo Nº RO-116400-57. por maioria. pelo não provimento do apelo. Apenas em recurso a ré sustentou que o reclamante não logrou comprovar os fatos alegados. Vistos. que julgou parcialmente procedentes os pedidos formulados na inicial. João Hilário Valentim.0014.2009. 66 da CLT. Se a empregadora se contrapõe ao pedido de horas extras por inobservância do intervalo interjornada de 11 horas alegando apenas que procedeu a quitação da parcela em demanda ajuizada anteriormente e não comprova esta alegação. às fls. é pleito de indenização por conta da supressão de horas extras habituais.0116400-57. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. 341-344. pugnando pela reforma da sentença no que atine ao intervalo interjornada e a “incorporação das horas extras”.17. sobretudo. Razões recursais. 348-350.2012. Em razão do exposto. Vale destacar que a condenação da recorrente nestes autos não se socorre da confissão ficta do preposto da ré na reclamação transitada em julgado na 14ª Vara. QUITAÇÃO NÃO COMPROVADA.0009 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: VALEC ENGENHARIA CONSTRUCOES E FERROVIAS S/A Recorrido: EZEDEQUIAS ALVES DA SILVA Origem: 9ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA .5.17. conforme fls. todavia.17. multa prevista na legislação de regência. É o relatório.2012. 337-339. A prova dos autos corrobora essa conclusão. por unanimidade. inclusive.2011. a sentença concluiu que “as horas relativas ao intervalo interjornada não estão embutidas no somatório das horas deferidas” na RT 0131600-26.TRT 17ª Região .1 CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário da reclamada. portanto. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-121100-43.5. nego provimento. sem a observância da pausa 11 horas prevista no art. mas não consta ali causa de pedir e pedido relacionado à inobservância do tempo de repouso previsto no art.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.0151 Processo Nº RO-121100/2009-151-17-00. faz jus o empregado ao pagamento da verba vindicada. ou não. com o adicional de 100% e reflexos. a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. 66 da CLT. o que pode ensejar.

em razão dos princípios protetivos que regem o salário e sua integralidade.º 17 da Seção de Dissídios Coletivos: CONTRIBUIÇÕES PARA ENTIDADES SINDICAIS. que condiciona o desconto em folha de pagamento à autorização dos empregados. Recurso ordinário a que se nega provimento. Com efeito. bem como o disposto no art. sob o fundamento de que a própria testemunha arrolada pelo Sindicato autor o levou a concluir que a empresa tão somente alertou seus empregados acerca da possibilidade do desconto quanto à taxa coletiva mensal facultativa.5. E mais. assim. nem caracteriza campanha anti-sindical. 354-358. O juízo a quo entendeu que não há prova da conduta anti-sindical da reclamada. que não conhece ninguém que tenha apresentado oposição ao desconto. sentença.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. nos termos da OJ n. INEXISTÊNCIA DE COAÇÃO DA EMPRESA. Destaco que é esta a causa de pedir. obrigando trabalhadores não sindicalizados. o Sindicato autor alega que a reclamada obrigou seus empregados a redigirem uma carta de oposição à taxa coletiva mensal. e 8º. (g. a reclamada. em respeito aos princípios de proteção do salário somente após a não oposição dos trabalhadores ao desconto. Em razões recursais. que passou a ser sindicalizado a partir do momento em que procurou saber qual o seu sindicato.1 CONHECIMENTO Conheço do recurso do Sindicato autor porque presentes os pressupostos objetivos e subjetivos de admissibilidade. passou a efetuá-lo. que quando fez contato com o Sr.os trabalhadores não conseguiam identificar a que categoria pertenciam. (TRT 02ª R. TST – A cobrança da "contribuição negocial" dos nãosindicalizados. mas como representante da CIPA pesquisou para saber qual Sindicato pertenciam e a empresa os comunicou que quem não quisesse sofrer desconto em benefício do Sindicado deveria fazer uma carta de próprio punho para que não houvesse o desconto. Sustenta que não é de se estranhar o fato de que os empregados espontaneamente tenham aderido às cartas de oposição. nulas. 13-14. TST. sentença quanto à taxa coletiva mensal/conduta anti-sindical. deve existir autorização do empregado para que o empregador efetue descontos a título de contribuições devidas ao Sindicato. buscando a reforma da r. 0002050-93. nos moldes do artigo 545 da CLT. sem que se tenha comprovado. sentença. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. Desde já esclareço que. que participou de várias reuniões do Sindicato na empresa. Não merece reforma a r.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA CARTA DE OPOSIÇÃO À TAXA NEGOCIAL. por via própria. assim como muitos fizeram. Pois bem. da CF. Restando. que às vezes a empresa permitia que reuniões fossem feitas dentro de seu refeitório e outras vezes na portaria. que tivesse redigido a carta de oposição. e. Isto demonstra que os trabalhadores não se sentiram coagidos. sentença de fls. COAÇÃO DA EMPRESA. que isto ocorreu após 08 meses após sua admissão. destaco que a testemunha afirmou que não conhecia ninguém que tivesse se oposto ao desconto.] que também considera como represália o fato de o diretor ter estado em uma dessas . 5º. sendo partes as acima citadas. deixou evidente que não ocorreu coação por parte da reclamada em face de seus empregados para que redigissem a carta de oposição à “Taxa Negocial”. As cláusulas coletivas que estabeleçam contribuição em favor de entidade sindical.0316 – Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 (20120766250) – Relª Regina Maria Vasconcelos Dubugras – DJe 10. Observe-se: .2010. Razões do recurso.07. o que ocorreu in casu. são ofensivas ao direito de livre associação e sindicalização. Tratando-se de ação sujeita ao rito sumaríssimo. Ressalto que o fato de esta mesma testemunha ter. que o depoente não fez a carta porque tinha interesse de que o Sindicato o representasse. ou seja. este passou a ser mais atuante na empresa. as afirmativas no particular. deixase de elaborar o. Entendo que é assegurado ao empregado o livre exercício do direito de oposição ao desconto da taxa negocial. portanto. conforme o entendimento sedimentado no C.2012)v96. xx. nos autos. o Sindicato alega que a reclamada coagiu seus empregados a redigirem uma carta em oposição a “Taxa Negocial”. o desconto de contribuição assistencial de empregado não-sindicalizado é ilegal.. 1ª Vara do Trabalho de Guarapari que julgou improcedentes os pedidos. a qual independe dessas formalidades. FUNDAMENTAÇÃO 2.empregados que se sindicalizaram sofreram represálias. não há falar em atitude anti-sindical.n). RELATÓRIO O Sindicato autor interpõe recurso ordinário em face da r. às fls.. às fls. Vistos. mesmo porque todos os descontos em salário devem ser esclarecidos aos empregados.2. Entendo que deve ser assegurado ao empregado o livre exercício do direito de oposição. viola o direito de ampla liberdade e filiação previsto nos arts. Contrarrazões. Observe-se as afirmativas da testemunha: .1 CARTA DE OPOSIÇÃO À TAXA NEGOCIAL. via carta de oposição. correto o comportamento da reclamada.2 MÉRITO 2.. Cabe à empregadora alertar seus empregados quanto ao desconto e à possibilidade de se oporem. não restando comprovado qualquer tipo de coação por parte da reclamada quanto ao alerta aos seus empregados. realizada na portaria da empresa para que voltassem ao seu posto de trabalho [. uma perseguição àqueles sindicalizados. qualquer coação da reclamada. pela manutenção da r. os respectivos valores eventualmente descontados. 2. Vê-se que a própria testemunha arrolada pelo Sindicato autor. às fls. constitucionalmente assegurado. que a partir do momento em que os trabalhadores não fizeram oposição começaram os descontos. Nesse cenário.349-352 proferida pela MM. Na petição inicial. viciando a manifestação de vontade dos trabalhadores e promovendo. Observe-se o aresto: CONTRIBUIÇÃO NEGOCIAL DE EMPREGADOS NÃO FILIADOS AO RESPECTIVO SINDICATO – INCONSTITUCIONALIDADE – PN Nº 119 DO C. o que não importa na conclusão de exercício de coação sobre os trabalhadores e. em seguida. V.02. Guerra do Sindicato. às fls.. 361-367. ainda que estipulada em convenção coletiva de trabalho.. INCONSTITUCIONALIDADE DE SUA EXTENSÃO A NÃO ASSOCIADOS. afirmado que ocorreram represálias aos empregados que não fizeram a carta de oposição estas supostas represálias não constam como causa de pedir da petição inicial. em face da conduta anti-sindical da reclamada.. a qualquer título. 23 de Setembro de 2013 84 1ª VARA DO TRABALHO DE GUARAPARI . 295. exceto quanto à contribuição sindical. que como represália muitas vezes eram retirados de dentro da assembléia do Sindicato. espécie de contribuição assistencial. assim. sendo passíveis de devolução. como bem observou o julgador de primeiro grau. – Proc. que não sabe a que Sindicato a empresa recolhia as contribuições. Como transcrito acima. in casu. 545 da CLT. desse modo não considero.

TRT 17ª Região . forçoso concluir que não restou comprovado qualquer coação por parte da reclamada em relação aos seus empregados no que se refere à carta de oposição. CC de 1916). ACIDENTE DE TRABALHO A reclamada pugna pela reforma da sentença de origem para que seja reconhecida a prescrição. conhecer do recurso ordinário. Contrarrazões do reclamante às fls.” demonstra. XXIX. 23 de Setembro de 2013 85 assembléias realizadas na portaria da empresa. a empresa simplesmente avisou aos seus empregados que caso não desejassem o desconto referente à taxa negocial era necessária a apresentação de uma carta de oposição. XXIX da CRFB c/c art. com a modificação introduzida na Carta por meio da Emenda Constitucional n. aqueles decorrentes de acidente/doença do trabalho. CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. onde a ré argúi a prescrição quanto à indenização por danos morais e materiais. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO.0141 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: METALOSA INDUSTRIA METALURGICA SA Recorrido: ADEVAL RIBEIRO DOS SANTOS Origem: VARA DO TRABALHO DE COLATINA .º 45/2004. contra a sentença de fls. como dito antes pela mesma testemunha “. nos arraiais da Justiça Comum.17. em seu artigo 7º. pois presentes os pressupostos legais de admissibilidade. E.5. Portanto.. Assim. ao lado de fora. indenização por danos morais e materiais decorrentes do acidente de trabalho e valor da indenização. ACIDENTE DE TRABALHO. com relação ao pedido de indenização por danos morais e materiais decorrentes do alegado acidente de trabalho. em especial. sentença quanto às seguintes matérias: indenização por danos morais decorrentes da dispensa discriminatória e valor da indenização. (TRT 12ª R. previsto no art.2008. deve-se aplicar a prescrição de 20 anos (art. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-122900-73. – Relª Viviane Colucci – DJe 30. – RO 0003317-79. que sempre foi a norma aplicável. Observe-se o aresto a seguir: TAXA NEGOCIAL – DESCONTO DOS TRABALHADORES NÃO ASSOCIADOS AO SINDICATO – DIREITO DE OPOSIÇÃO – Mostra-se admissível o desconto das contribuições assistenciais dos trabalhadores não associados ao sindicato..CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário interposto pela reclamada. sendo partes as acima citadas.17. tem natureza de crédito trabalhista.028 do CC. até para grassar respeito ao direito individual de livre associação sindical preconizada pelo art.que participou de várias reuniões do Sindicato na empresa.5. Sem razão. desde que lhes seja facultado o efetivo exercício do direito de oposição.12..2. que a presença dela ali deixava os colegas com medo. 815-820v. Ademais. deve-se observar a regra de transição disposta no art.0122900-73. nego provimento. decorrentes do acidente de trabalho e suscita a preliminar de nulidade da sentença por cerceamento de defesa. Razões recursais às fls. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: o Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). em respeito aos princípios de proteção ao salário. considerando que na data de 10/01/2003 havia transcorrido mais de dez anos do prazo prescricional. negar provimento ao apelo. Presença da advogada Aldimara Guarnieri de Vasconcellos. restou comprovado que a reclamada apenas assegurou aos seus empregados o livre exercício do direito de oposição. 11 da CLT. Ademais. Pelo exposto e nos limites delineados na petição inicial quanto à causa de pedir. Com efeito. a meu ver. ante a ausência de intimação para acompanhamento da perícia técnica e face ao indeferimento da oitiva de testemunha. 753-762. V. sem desnaturar o instituto em que se insere o pedido de indenização e. 2.PRELIMINARES SUSCITADAS PELA RECLAMADA 2.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.2.2011)v93 Pelo exposto. que a reclamada atuava de forma oposta ao que seja taxado de represália.1. Assim. contados a partir da data do acidente. Nos casos em que o direito material deduzido pela parte autora é de reparação civil.5. salvo em algumas hipóteses. pugna pela reforma da r. 2.2008.1. sendo certo que a do caso presente não se enquadra em nenhuma delas. sem sombra de dúvida. as ações que poderiam ser ajuizadas perante a Justiça Comum e que não o foram em razão da EC 45/2004.11.. FUNDAMENTAÇÃO 2. Comprovantes de recolhimento das custas processuais e do depósito recursal às fls. Nos casos em que o acidente de trabalho ocorreu antes da vigência da EC 45/2004 (08/12/2004) e do advento do Código Civil de 2002 (10/01/2003). a Constituição da República. 803v-804v. que dispõe acerca da vedação da realização de desconto. "a" Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 .PRAZO PRESCRICIONAL. Vistos. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. e no mérito. pela recorrida.. 7º. da Constituição da República. por unanimidade.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA PRAZO PRESCRIOCIONAL. estão sujeitas à prescrição do Código Civil. muitos trabalhadores optaram por não fazer a carta. nos termos do art. pois a indenização pleiteada tem origem no contrato de trabalho e. que julgou parcialmente procedentes os pedidos iniciais. 462 da CLT.. Desse modo. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pela reclamada. é certo que somente a competência restou deslocada da Justiça Comum para a Justiça do Trabalho. portanto. É o relatório. João Hilário Valentim. 769-803.0141 Processo Nº RO-122900/2008-141-17-00. 117. que às vezes a empresa permitia que reuniões fossem feitas dentro de seu refeitório e outras vezes na portaria. 8º.0039 – 1ª C. Procurador: Dr.8 Recorrente Advogado Recorrido Advogado METALOSA INDUSTRIA METALURGICA SA Ricardo Barros Brum(OAB: 008793 ES) ADEVAL RIBEIRO DOS SANTOS Ubirajara Douglas Vianna(OAB: 005105 ES) ACÓRDÃO . não haveria falar na aplicação da prescrição prevista no ordenamento civil. Sustenta que o instituto da prescrição trabalhista possui regramento próprio.2010. Em síntese.

ficando sobrestada a análise dos demais tópicos do recurso. cujo laudo terá que ser apresentado no mesmo prazo assinado para o perito. Em 01/06/1990. Nos casos em que se pede a condenação da empresa em danos morais. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Parágrafo único. 715-718). sem sombra de dúvida. O acidente que acometeu o reclamante é típico. fosse comunicada à ré por intermédio dos seguintes endereços de e-mail: juliana@slp. conhecer do recurso ordinário interposto pela reclamada. mas nem a ré e nem seu assistente foram comunicados acerca da data e local da perícia. deve-se aplicar a prescrição de 20 anos (art. ciente da tentativa frustrada de realizar a perícia. no que concerne ao acidente de trabalho. da cópia do email enviado pelo d. diz a Lei nº 5. AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO PARA ACOMPANHAMENTO DA PERÍCIA TÉCNICA. Fixada a premissa de que a prescrição aplicável é aquela prevista no direito civil. conforme entender de direito. sob pena de ser desentranhado dos autos. 117 do Código Civil de 1916. dentre os destinatários da mensagem.adv. a perícia foi realizada sem notificação da ré ou de seu assistente acerca da hora. De fato.br . a falta de intimação da parte ou do seu assistente para acompanhar a prova técnica importa em cerceio do direito de defesa. 683. hora e local da perícia realizada acerca do acidente de trabalho. estão sujeitas à prescrição do Código Civil. com fulcro nos artigos 5º LV da CRFB e 431-A do CPC. afirmando que não havia sido notificada acerca da perícia marcada anteriormente e requereu que. 117. Pois bem. rejeitar a . 431-A prevê que “as partes terão ciência da data e local designados pelo juiz ou indicados pelo perito para ter início a produção da prova. O CPC é taxativo quanto à determinação de que as partes sejam intimadas da perícia.2. as partes foram cientificadas pelo Juízo para manifestação quanto ao laudo de fls.2. enviada no dia 25. com fulcro nos artigos 431-A e 249. A reclamada alega que. já havia transcorrido mais da metade do referido prazo prescricional. requer seja declarada a nulidade da perícia (fls. da sentença quanto a este aspecto. perito (fl. tratando -se de típica hipótese de acidente de trabalho. 431-A do CPC é aplicável ao processo do trabalho de forma subsidiária. o prazo prescricional aplicável. 731-733). por unanimidade. que sempre foi a norma aplicável. não foram notificados quanto à data.04. 679. Pugnou pela declaração de nulidade do laudo pericial. sendo certo que somente a competência restou deslocada da Justiça Comum para a Justiça do Trabalho. 5º. cumpre agora estabelecer o critério para a contagem do prazo. deve-se observar a regra de transição disposta no art. Permitir-se-á a cada parte a indicação de um assistente. entendo que a ré e seu assistente técnico. em especial. Pelo exposto. no caso. com a modificação introduzida na Carta por meio da Emenda Constitucional n. de fato. na linha da regra de transição prevista no art. 2. pedido este reiterado na audiência de encerramento e indeferido pelo Juízo a quo (fl. não há prescrição a ser declarada.NULIDADE DA SENTENÇA. a prescrição não pode ser a trabalhista. CC de 1916).º 45/2004. e. sem desnaturar o instituto em que se insere o pedido de indenização e. 769 da CLT. tendo em vista que na data de 10/01/2003 havia transcorrido mais de dez anos do prazo prescricional.” Isto significa que. pelo que requer seja declarada a nulidade do laudo pericial e. novamente.584/70.br. Assim. indicado o assistente. Assim. Pois bem. considerando que o resultado da perícia foi desfavorável à reclamada. 23 de Setembro de 2013 86 e a CLT. 683). 707-713). a designação de nova data para realização da perícia. No presente caso. nos casos em que o acidente de trabalho ocorreu antes da vigência da EC 45/2004 (08/12/2004) e do advento do Código Civil de 2002 (10/01/2003). e tendo em vista a previsão do art. o prazo de 20 (vinte) anos. Na primeira.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. por maioria. data e local dos trabalhos periciais.028 do CC. em que pese a indicação de assistente técnico. Frise-se que o art. O art. ocasionando a amputação de quatro dedos da mão. em 10/01/2003. 750). e novo julgamento acerca da matéria. fixam um prazo específico para o empregado propor na Justiça Trabalhista ações referentes a créditos resultantes das relações de trabalho. 691-702. aqueles decorrentes de acidente/doença do trabalho. qual seja. que fixará o prazo para entrega do laudo. conforme fl. da sentença. note-se que foram agendadas duas perícias. slp. A reclamada sustenta que o endereço de e-mail para o qual o perito enviou a notificação não corresponde ao do patrono da ré à época da perícia e. Assim. nos arraiais da Justiça Comum. no presente caso. Nada há que justifique ao assistente técnico tomar a iniciativa de marcar com o autor exame antes ou depois daquela data marcada pelo perito. CERCEAMENTO DE DEFESA POR VIOLAÇÃO AO DEVIDO PROCESSO LEGAL. consequentemente. consequentemente.ara@slp. 249. ele tem o direito de participar da perícia de forma a apresentar seu próprio laudo. Sustenta que a ausência de intimação fere o seu direito de defesa. uma vez que.br . o perito afirmou que notificou as partes acerca da nova data da perícia por mensagem de email. Assim. em seu art. Em seus esclarecimentos (fls. no caso concreto. conforme se vê à fl. Destarte. 719). alegando que indicou assistente técnico. Portanto. §2º do CPC e art. Nesta ocasião. LV da CRFB e determinar o retorno dos autos à Vara de Origem para realização de nova perícia. entendo que as ações que poderiam ser ajuizadas perante a Justiça Comum e que não o foram em razão da EC 45/2004. Rejeito. observo que. 680-681. Em decorrência. O direito material deduzido pelo autor é de reparação civil. o reclamante não compareceu. em seu art. 2. quando o Código Civil de 2002 entrou em vigor. acolho a preliminar para declarar a nulidade da sentença. entendo que deve ser declarada a nulidade do laudo pericial e. 311/312. 719). A reclamada. quando laborava em prol da ré e realizava operação com prensa hidráulica. com a devida intimação das partes. no que concerne ao acidente de trabalho.adv. CONCLUSÃO: ACORDAM os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. 2. é o do art. art. e solicitou o agendamento de nova data às fls. E considerando que o prazo prescricional encerrar-se-ia em 01/06/2010 e que o autor ajuizou a presente ação em 07/11/2008. Notese que a reclamada indicou assistente técnico às fls. Em síntese. nos moldes do art.” Ademais. Vejamos. peticionou nos autos.2012. a data deste é o marco inicial para contagem da prescrição.028 do Código Civil de 2002. §2º do CPC. no mesmo prazo assinado ao perito. a reclamada peticionou (fls.com. 11. trazendo aos autos cópia da mensagem (fl. não se encontra nenhum dos endereços de e-mail fornecidos pela ré para notificação acerca da nova data da perícia. 3º: “Os exames periciais serão realizados por perito único designado pelo Juiz. Realizada a perícia. contados a partir da data do acidente. uma vez que não se trata de crédito trabalhista stricto sensu. teve sua mão esquerda atingida pelo equipamento. marcone@metalosa. (fl.

quanto às preliminares. não merece acolhida a alegação da embargante no tocante à contradição. RELATÓRIO Trata-se de embargos declaratórios (fls. Presença da advogada Thyara Destefani Stelzer. 897-A da CLT. a categoria preponderante da empresa é representada pela SUPORT. 2008. Vistos. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: o Desembargador José Luiz Serafini (Presidente).0012 ficou assentado. com fulcro nos artigos 431-A e 249. uma vez que não é essa a função dos embargos de declaração. não há de se falar em omissão. o Juízo ao prestar a tutela jurisdicional deferindo pedido autoral por fundamento diverso do apresentado pela parte está apenas aplicando o brocardo da mihi factum dabo tibi ius (“Dá-me os fatos. ante a inexistência dos vícios alegados. estando pendente de julgamento pelo Tribunal Superior do Trabalho o agravo de instrumento interposto” e que “antes do ajuizamento da ação acima mencionada a reclamada firmava acordos coletivos com a SEANMES e só a partir de 09/12/2009 passou a firmar acordo coletivo com o SUPORT e que o autor. haja vista que no último parágrafo da fl. e não entre o julgado embargado e outros documentos. deverá o embargante valer-se de via recursal própria.2012. 833). desde 2008 vinha exercendo o cargo de dirigente sindical do SEANMES”. porque presentes os pressupostos legais de admissibilidade. por este mesmo Tribunal. dispositivos legais. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-123400-29. em face ao v. no que concerne ao acidente de trabalho. 23 de Setembro de 2013 87 argüição de prescrição quanto ao acidente de trabalho e acolher a preliminar para declarar a nulidade da sentença.17. porque no corpo da decisão não se vislumbra nenhuma oposição de motivos ou idéia. uma vez que. porque eleito como suplente na entidade sindical SEANMES.5. patente o mero inconformismo. 741/746. 5º. a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.1 – CONHECIMENTO Conheço de ambos os embargos de declaração. LV da CRFB e determinar o retorno dos autos à Vara de Origem para realização de nova perícia. apontando supostos vícios.17. que eu te darei o direito”). Com efeito. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Por oportuno. À análise.5. pela recorrente. que o sindicato SUPORT é quem efetivamente representa a categoria abarcada pela reclamada. registre-se que tampouco houve omissão. os quais se prestam apenas para sanar os vícios elencados no art.mo Desembargador Carlos Henrique Bezerra Leite deste Egrégio Tribunal ensina. e novo julgamento acerca da matéria.2010. deve se encontrar no corpo da sentença. Nesse sentido.Diz que o acórdão inovou no fundamento que não foi ventilado pela parte em sua petição inicial e que mesmo sendo Administrador. 6ª ed. o Ex. 748/756 e 757/770) opostos. ficando sobrestada a análise dos demais tópicos do recurso.0003 Processo Nº ED-123400/2012-003-17-00. desconsiderou que na ação tombada sob nº 0008700-81. Assim. Contraditório. sendo partes as acima citadas.2010. teses ou provas eventualmente existentes. Vencida. na medida em que. Procurador: Dr. in verbis: A contradição. respectivamente. em 27.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.5. mas não guarda qualquer relação de acordo com a dispensa do reclamante”. ato contínuo. descabida é a pretensão do embargante. reconhecendo a estabilidade provisória do reclamante.17. o julgado tratou em pormenor a matéria quando aduziu que “a sentença proferida na RT nº 008700.0123400-29.0012 que decidiu. REGIÃO SOLANGELO SIMPLICIO BITTENCOURT PEIU SOCIEDADE DE PROPOSITO ESPECIFICO Origem: 3ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA .EMBARGOS DO RECLAMANTE .2 Embargante Advogado Embargado Plurima Autor Advogado Plurima Réu PEIU SOCIEDADE DE PROPOSITO ESPECIFICO Roberto Garcia Mercon(OAB: 006445 ES) SOLANGELO SIMPLICIO BITTENCOURT SOLANGELO SIMPLICIO BITTENCOURT Erildo Pinto(OAB: 004621 ES) PEIU SOCIEDADE DE PROPOSITO ESPECIFICO - ACÓRDÃO . §2º do CPC e art. com a devida intimação das partes. Inicialmente. mas também entre quaisquer partes da sentença ou do acórdão. p. FUNDAMENTAÇÃO 2. pela reclamada e pelo reclamante.2010.5.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA Embargos Declaratórios das Partes conhecidos e não providos.12. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. bem como visando ao prequestionamento da matéria. conforme entender de direito. a nulidade da dispensa. para fins de embargos de declaração. no que tange à análise do instrumento procuratório. nego provimento.2 – EMBARGOS DA RECLAMADA Aduz a reclamada que o decisium embargado foi contraditório e Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 omisso. porque olvidou o fato de que o instrumento procuratório de defesa foi assinado por ambos sócios.TRT 17ª Região .17.TRT 17ª. (Curso de Direito Processual do Trabalho. 741/746 . o que descaracterizaria suposto conflito societário e. 742-vº e seguinte. que o SUPORT era o sindicato representativo dos empregados da reclamada ainda não transitou em julgado. ACÓRDÃO DE FLS. João Hilário Valentim. Pode ocorrer contradição não apenas entre o relatório e a fundamentação ou entre essa e o decisum. mister esclarecer que a contradição apta a ser sanada por esta via é apenas aquela porventura existente entre partes do próprio texto do acórdão. decisões. 2.2012. Aduz ser omisso. desejando o reexame da matéria. o decisium assim se pronunciou: “o fato dos diretores terem assinados conjuntamente a procuração dando poderes ao patrono que assina a peça defesa poderes para representar a empresa em Juízo só nos leva à conclusão de que a outorga de poderes foi válida. São Paulo: LTr. Nesta senda. Por fim. acórdão de fls.3 . 2. Outrossim. Em sendo assim.0003 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargantes: PEIU SOCIEDADE DE PROPOSITO ESPECIFICO SOLANGELO SIMPLICIO BITTENCOURT Embargados: O V.81.

entendendo por satisfatoriamente prequestionadas no julgado hostilizado. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. À luz do exposto. endossou a posicionamento esposado no acórdão. negar-lhes provimento. observo que o embargante lastreia argumentos tipicamente recursais que conduzem à reapreciação de conteúdo meritório.0013 Processo Nº ED-123400/2012-013-17-00. 3.1 OMISSÃO E PREQUESTIONAMENTO. não fazendo jus à quitação de horas extraordinárias. em face do v. Nestes termos. não sendo constrangido a confrontar em seu decisium. CONHECIMENTO Conheço dos embargos de declaração opostos. bem como o detalhamento de ligações recebidas no seu telefone funcional foram negligenciadas para efeitos de concessão das verbas em comento. à luz do livre convencimento motivado.17. Tese Explícita.1997): Havendo tese explícita sobre a matéria. enquanto no plano de emergência individual. como o fez. ou seja. Insurge-se a reclamada contra o v. que prequestionar não é "sinônimo de dizer aquilo que se quer que diga. apontando vícios no julgado e visando ao prequestionamento. para fins de prequestionamento.5. a remuneração auferida pelo obreiro e a comprovada flexibilização de seu horário de trabalho demonstram que o reclamante exercia cargo de gestão. reitera-se. os magistrados são amparados pelo princípio do livre convencimento motivado. Sobre a matéria. por unanimidade. por unanimidade. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-123400-96. LV da CF. 23 de Setembro de 2013 88 O ora embargante. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. Cabe à parte insatisfeita com o resultado do julgamento manejar a via processual adequada para externar sua irresignação.2. Portanto. aponta que a condição de plantonista. corroboram à tese da irregularidade do horário. 897-A da CLT e 535 do CPC. No que pertine às horas extras. nego provimento. sendo que não há falar em vícios em virtude do não acolhimento de alegações das partes. 2.17. aponta que o acórdão foi omisso aos argumentos que lhe garantiriam a concessão das horas extras e horas de sobreaviso não reconhecidas por este Tribunal. pois presentes os pressupostos de admissibilidade. REGIÃO . Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). também. Ademais. nego provimento.5. João Hilário Valentim. importante repisar a exposição dos fundamentos do julgado cujo teor versa que o exercício como membro do Conselho Administrativo da empresa. Registro. Procurador do Trabalho: Dr. Inteligência da Súmula Nº 297 (inserida em 20. especificamente sobre o deferimento do índice de reajuste de 1993. em se adotando a tese exposta no julgado. da SDI-I. Conhecidos e não providos. na decisão recorrida.0013 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: FUNDACAO VALE DO RIO DOCE DE SEGURIDADE SOCIAL VALIA Embargado: O V. mas não de fazê-lo da forma que a parte entenda ser a mais adequada. Não se vislumbra qualquer vício no julgado.TRT 17ª. sob o fundamento de que o documento utilizado como prova emprestada foi reformulado pelo próprio perito e que o referido sequer foi juntado aos autos.2.11. a qual. conhecer dos Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 .2012.SHERLIS RODRIGUES DE FARIA Origem: 13ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . nos termos da OJ 118. 346-347. não teve a Corte por ocorridas as violações alegadas pela parte. acórdão. requerendo ainda a manifestação expressa quanto à oportunidade que o laudo fora juntado aos autos. Com efeito. RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos pela reclamada. Sustenta que. ante os limites estreitos dos arts. Pois bem. sendo partes as acima citadas. a revisão do mérito da decisão é providência estranha aos propósitos dos embargos de declaração.0 Embargante Advogado Embargado Advogado FUNDACAO VALE DO RIO DOCE DE SEGURIDADE SOCIAL VALIA Sandoval Zigoni Junior(OAB: 004715 ES) SHERLIS RODRIGUES DE FARIA Maíra Dancos Barbosa Ribeiro(OAB: 010800 ES) ACÓRDÃO . O chamado "prequestionamento" não constrange o julgador a fundamentar nos exatos moldes pretendidos pela parte. acórdão de fls. alega que não há nos autos prova real de que possuísse poder de mando e/ou gestão. não há de se falar em omissão quanto às horas de sobreaviso. ser evidente que. todas as razões recursais. gozar da prerrogativa de apreciar os autos segundo seu discernimento.TRT 17ª Região . unidas às que permaneceu aquém (descritas no acórdão). não implica o exercício da função de administrador. há violação aos artigos 398 do CPC e 5º. da forma mais conveniente à parte".ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DA RECLAMADA. Concernente às horas de sobreaviso.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. o magistrado tem o dever legal de expor os motivos de seu convencimento. conhecer de ambos os embargos declaratórios e. uma vez que. aduz que o nome do cargo.1. ACÓRDÃO DE FLS. como feito in casu.0123400-96. no mérito. Vejamos. porquanto o magistrado. Ademais. FUNDAMENTAÇÃO 2. deve-se ter em mente. uma vez que os embargos declaratórios não se prestam para corrigir justiça ou injustiça da decisão. desnecessário contenha nela referência expressa do dispositivo legal para ter-se como prequestionado este. Vistos. 346-347 . Pois bem. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. Igualmente. uma a uma. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Portanto. desde que a matéria tenha sido apreciada no acórdão embargado. do TST: Prequestionamento. a relação de dias e horas que o reclamante permaneceu além da jornada normal de trabalho (elencadas nos embargos). sem a devida análise de suas atribuições. frise-se. MÉRITO 2.2012. ante a inexistência de vícios alegados.

Observe-se que a coisa julgada é claríssima quanto às horas extras. na verdade.07). art. da CLT. FUNDAMENTAÇÃO 2. TST no item III da Súmula nº 368. da Constituição da República. conforme sedimentado na Súmula n. No tocante às contribuições previdenciárias decorrentes de créditos reconhecidos em sentença. não há qualquer comando no sentido de que devam ser considerados os cartões de ponto colacionados aos autos. Procurador do Trabalho: Dr. Vistos. tenho como válido os horários de labor que a reclamante informa na inicial. Nesse mesmo sentido é também o entendimento deste E. buscando a reforma da r. tanto no que pertine aos dias normais (fl. publicada no Diário Oficial do TRT-17ª Região nº 1202. às fls. atualização monetária e multas. da Constituição da República Federativa do Brasil. se o pagamento fosse efetuado na ocasião oportuna sem necessidade de demanda judicial. XXXVI. resta à evidência que quanto ao deferimento das horas extraordinárias a res iudicata determina o cálculo conforme os horários de labor informados pela reclamante na petição inicial. forçoso concluir que existe. Razões do agravo de petição. definitivamente.. 2163-2169. do Código de Processo Civil e art.08).5. Se há coisa julgada material quanto à matéria objeto do agravo de petição. decisão quanto à quantidade de horas extras com 50% e quanto ao fato gerador de contribuição previdenciária/incidência de juros de mora e multa. 20. do Código de Processo Civil e art. Contraminuta apresentada pela União. § 1º. 468. quanto no que pertine aos dias de pico (fl. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 CONTROLES DE PONTO.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA REDISCUSSÃO DE MATÉRIA COBERTA PELA COISA JULGADA.2 MÉRITO 2. Sustenta a agravante que quanto aos meses de junho de 2007 e agosto de 2008 os cálculos das horas extras foram majorados.0128100-75. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. seja pela prova testemunhal.). 879. Danielle de Castro Nogueira(OAB: 006462 ES) MARIA HELENA CARVALHO NIKOLIC Esmeraldo Augusto Lucchesi Ramacciotti(OAB: 00232B ES) UNIAO (CONTRIBUICOES PREVIDENCIARIAS/IRRF) Bento Adeodato Porto(OAB: 007486 ES) ACÓRDÃO . Sem razão a agravante. julgou improcedente o pedido da 1ª reclamada. se pretende dizer que somente a partir do efetivo pagamento do crédito trabalhista ao empregado é que passam a ser exigíveis as contribuições previdenciárias. Assim. 7ª Vara do Trabalho de Vitória que julgou improcedentes os embargos à execução. considerando que o empregado não deve suportar deduções maiores do que aquelas que teria. in verbis: . A decisão agravada sob o entendimento de que o v. 468. da CLT. deve o reclamante arcar somente com o pagamento da contribuição previdenciária em seus valores históricos.212/91. Oportuno destacar que esse é o entendimento cristalizado pelo C. 452-471 determinou a apuração das horas extras conforme a jornada informada na petição inicial. não há falar em retificação dos cálculos quanto às horas extras. E. Busca a retificação dos cálculos.17. IMPOSSIBILIDADE . ora agravante. ressalto. nego provimento. XXXVI. art.1 CONHECIMENTO Conheço do agravo de petição da executada porque presentes os pressupostos objetivos e subjetivos de admissibilidade. 2. no dia 31/07/2013. pois a decisão judicial já sedimentada pela coisa julgada é imutável e. da Lei 8. portanto.Se há coisa julgada material quanto à matéria objeto do agravo de petição. Desse modo.5. portanto. ). 2. RELATÓRIO A executada interpõe agravo de petição em face da r. sendo partes as acima citadas. razão pela qual devem ser retificados.0007 AGRAVO DE PETIÇÃO Agravante: FRONTIER DRILLING DO BRASIL LTDA. pois a decisão judicial já sedimentada pela coisa julgada é imutável e.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. INCIDÊNCIA DE JUROS DE MORA E MULTA. indiscutível (artigos 5º. às fls. obstáculo que qualquer juízo venha a exercer nova cognição. no mérito. Isso porque ao se afirmar que o fato gerador das contribuições previdenciárias seria o pagamento.TRT 17ª Região . indiscutível (artigos 5º. 2031v. relatados e discutidos os presentes autos de AGRAVO DE PETIÇÃO.1 QUANTIDADE DE HORAS EXTRAS COM 50%. FATO GERADOR. estes controles devem ser utilizados para o cálculo correto das horas extras. forçoso concluir que existe. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). acórdão de fls. 879. Os descontos relativos à Previdência Social deverão ser calculados mês a mês.5 Agravante Advogado Agravado Advogado Plurima Réu Advogado FRONTIER DRILLING DO BRASIL LTDA.2 DESCONTOS PREVIDENCIÁRIOS. 634-635 do volume apenso da execução provisória proferida pela MM.seja pela ausência parcial dos cartões de ponto. Agravados: MARIA HELENA CARVALHO NIKOLIC UNIAO (CONTRIBUICOES PREVIDENCIARIAS/IRRF) Origem: 7ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . Esta é a hipótese dos autos. decisão de fls. obstáculo que qualquer juízo venha a exercer nova cognição. .. 637-642.2008. às fls. definitivamente. § 1º. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº AP-128100-75. apuradas nos dias normais ou nos dias de pico.0007 Processo Nº AP-128100/2008-007-17-00.2. nos termos do art.2008. de que fossem retificados os cálculos homologados quanto aos meses de junho de 2007 e agosto de 2008. João Hilário Valentim.2. Alega que foram deferidas horas extras com 50% de conformidade com os horários indicados na petição inicial tão somente quanto aos meses que não foram colacionados aos autos os controles de frequência. verbis: CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. Logo.17. Pelo exposto. Oportuno esclarecer que o fato gerador da contribuição previdenciária é a data da prestação do serviço. 23 de Setembro de 2013 89 embargos declaratórios e. Tribunal. para todo o pacto de trabalho.17. negar-lhes provimento. considerando que juntou aos autos os controles de frequência de junho/2007 a agosto/2008. pela manutenção da decisão. ficando a cargo da empresa o pagamento de juros.

Procurador do Trabalho: Dr. conhecer do agravo de petição e. negar-lhe provimento.2010. Logo. na época da prestação de serviços. 879. INDENIZAÇÃO POR DANO MATERIAL E MORAL Não se conforma o recorrente com a sentença que declarou a prescrição bienal nos termos da OJ 384. é clara ao dispor que os cálculos de liquidação deverão consignar. Por último. não se verifica o lapso temporal de 10 (dez) anos. negar-lhe provimento. nos termos do art. Conforme declarado na peça exordial (fl. tendo em vista o prazo decenal previsto no Enunciado nº 45 da 1ª Jornada de Direito Material e Processual na Justiça do Trabalho (prescrição de 10 anos. da CRFB. no tocante aos descontos previdenciários. conheço do recurso.1997. envolvendo. A Ordem de Serviço INSS/DAF/DSS n.2010. TRABALHADOR PORTUÁRIO AVULSO. e extinguiu o processo. sempre perfilhei o entendimento de que ao trabalhador avulso aplica-se a prescrição constitucional prevista no art. obviamente. Alega que a prescrição bienal não se sustenta. tanto a multa quanto os juros são devidos. às fls. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). às fls. pois. Custas dispensadas (fl. Juíza Denise Marsico do Couto. 269. PRESCRIÇÃO BIENAL. XXIX e XXXIV da CF/88. da CRFB. 705/712v). sendo partes as acima citadas. pois de acordo com a nova redação da Lei 8212/91 nos artigos 34. a situação pretérita originada em uma violação da lei. como é o caso presente. Aduz que.0129500-65.TRT 17ª Região . ACIDENTE TÍPICO DO TRABALHO. . não há como imputar ao reclamante o pagamento de multa. conforme o art. Vencido. 43. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. 3. 205. mês a mês. por unanimidade. aplica-se a prescrição bienal. João Hilário Valentim. por maioria. 2.5. art. De toda sorte. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. como a ação foi ajuizada após a EC 45. pois os serviços que desempenha se ultimam ao fim de cada requisição que atende. 2. pois os serviços que desempenha se ultimam ao fim de cada requisição que atende (Recurso a que se nega provimento) Vistos. Contrarrazões apresentadas. o Desembargador José Luiz Serafini. Ao trabalhador portuário avulso. em face da r. §4. 205. XXIX. devem ser deduzidos do empregado apenas os valores que seriam devidos mês a mês.0004 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: JOSE CARLOS DA SILVA(ESPOLIO DE) REP ROSA MARIA STOCO DA SILVA Recorrido: Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 MULTILIFT LOGISTICA LTDA Origem: 4ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . A lei é claríssima ao estabelecer que a “atualização do crédito devido à Previdência Social obedecerá os critérios estabelecidos na legislação previdenciária” (CLT. de 10. 35 e notadamente no § 2º do art. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-129500-65. além de não ser possível aplicá-la porque entre 2006 – data do acidente . Afirma que.º 8. CONCLUSÃO Conhecer do agravo de petição e. a matéria já não comporta grandes discussões. 701/703. art. sendo certo que o acidente de trabalho ocorreu em 06/10/2006 e tendo a ação sido ajuizada em 04/11/2010. 276 do Decreto nº 3. Dessa forma. até porque – afirma – a OJ 384 foi cancelada.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: PRESCRIÇÃO BIENAL. CONHECIMENTO Presentes os pressupostos de admissibilidade.0004 Processo Nº RO-129500/2010-004-17-00. quando já decorridos os dois anos. E quanto ao argumento do Reclamante no sentido de que de que se aplicaria a prescrição decenal prevista na regra de transição de que cogita o art. enquanto o § 4.1.941/09.028 do Código Civil de 2002).1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.a 2010. ACIDENTE TÍPICO DE TRABALHO. está sujeito à prescrição bienal. 35 da Lei n. prevista no artigo 7º.º 66.048/99 estipula o prazo em que deve ser feito o recolhimento decorrente das verbas reconhecidas em Juízo. O art. os valores das contribuições previdenciárias do segurado empregado e os valores de base de apuração da contribuição previdenciária a cargo da empresa. com resolução de mérito (CPC.2. correção monetária e juros de mora. dada pela Lei nº 11. FUNDAMENTAÇÃO 2.º prevê o procedimento a ser adotado para o seu cálculo. “Considera o fato gerador das contribuições sociais a data da prestação do serviço”. o prazo a ser aplicado é o quinquenal. pede a aplicação do princípio da norma mais favorável (art.17. no mérito. TRABALHADOR PORTUÁRIO AVULSO. Sempre perfilhei o entendimento de que o portuário avulso que presta seus serviços sem vínculo de emprego. do Código Civil) e o princípio do in dúbio pró-operário. no mérito. prevista no artigo 7º. e não a da lei infraconstitucional. o acidente sofrido pelo autor ocorreu em 06/10/2006 e a presente reclamação trabalhista foi ajuizada em 04/11/2010.10. Nego provimento. ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. 7º da CF/88 não autoriza que se aplique aos trabalhadores avulsos a regra da prescrição bienal. XXIX.º). 2028 do Código Civil. 7º. da lavra do Exma. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante. que extinguiu o processo com julgamento de mérito.17.5. IV).212/91 e devem ser aplicados desde a data da prestação dos serviços. nos moldes do art. 715/728. Não tem razão. sentença de fls. que presta seus serviços sem vínculo de emprego. pois a inteligência do inciso XXIX do art.4 Recorrente Advogado Recorrido Advogado JOSE CARLOS DA SILVA(ESPOLIO DE) REP ROSA MARIA STOCO DA SILVA Flávia Aquino dos Santos(OAB: 008887 ES) MULTILIFT LOGISTICA LTDA Laura Maria de Souza Pessoa(OAB: 011153 ES) PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO . ou de 20 anos. 23 de Setembro de 2013 90 A base de cálculo de tais contribuições leva em consideração a época própria em que as mesmas seriam devidas. 3). o contrato de trabalho com o OGMO somente veio a ser extinto com o falecimento do reclamante ocorrido em 25/03/2012. 702v).

acórdão de fls. Se a faculdade processual já foi exercida.2.7 Embargante Advogado WAL MART BRASIL LTDA Maria Helena Villela Autuori(OAB: 102684 SP) Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . Razão não lhe assiste. Nego provimento. Nego provimento. sob o fundamentação de que o intuito da adesividade se presta tão somente àquele que não pretendia recorrer. indeferir o pedido de adiamento do feito. constitui ofensa ao principio da unirrecorribilidade. na sessão de 09/05/2013. 115-117 . em verdade a parte insurge-se quanto o resultado do julgamento.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais.5. no mérito.0010 Processo Nº ED-136700/2012-010-17-00. Insurge-se o reclamante alegando omissão no v. o qual também foi denegado seguimento. Sob a alegação de contradição. quando a parte já havia interposto recurso ordinário anterior. Não satisfeito. negar-lhe provimento. o reclamante interpôs agravo de instrumento na tentativa de destrancar o recurso ordinário adesivo. pois inexistentes os vícios alegados.11.6 Embargante Advogado Embargado Advogado EDILSON ALVES DE OLIVEIRA Ernandes Gomes Pinheiro(OAB: 004443 ES) ORTENG SPE PROJETOS E MONTAGENS LTDA Jason Soares de Albergaria Neto(OAB: 046631 MG) ACÓRDÃO . tem-se que o recurso ordinário do reclamante foi negado provimento.0014 Processo Nº ED-135900/2012-014-17-00. Entretanto. torna-se inadmissível a sua renovação. DO RECURSO ORDINÁRIO ADESIVO.0135900-94. João Hilário Valentim.17.2012. pois presentes os pressupostos de admissibilidade. conhecer do recurso e. 115-118. sob a fundamentação de que o mesmo não fora apreciado. acórdão quanto à multa pela retenção da CTPS. negar-lhes provimento. apontando vícios no julgado. por unanimidade. Insta frisar.1997): Havendo tese explícita sobre a matéria.” Portanto.17. RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos pelo reclamante em face do v. Vencido. sob a fundamentação de que este Regional não observou o procedente normativo 98 do TST. por unanimidade.5. acórdão. 83-86. conforme OJ nº 118 da SDI-1 do C. TST: Prequestionamento. interpôs recurso ordinário adesivo. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. da 2ª Turma. Vistos. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. que a via recursal eleita não se presta ao fim almejado. por maioria.2. não há falar em omissão quanto a não apreciação do recurso ordinário adesivo do reclamante. 90. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora Acórdão Processo Nº ED-135900-94. ACÓRDÃO DE FLS. conforme despacho de fls.5.17. REGIÃO . no mérito. formulado pela advogada do recorrente.2. 2.2.1. Não se vislumbra qualquer omissão no julgado. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. Inteligência da Súmula Nº 297 (inserida em 20. por preclusão consumativa. quanto à prescrição bienal. conhecer dos embargos declaratórios e. todavia.TRT 17ª. não podendo ser instrumento para suprir a intempestividade de recurso anterior. às fls. Procurador do Trabalho: Dr. Em razão do juízo de admissibilidade negativo de seu recurso ordinário. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim. desnecessário contenha nela referência expressa do dispositivo legal para ter-se como prequestionado este.0014. Desse modo. entende esta Corte que satisfatoriamente prequestionadas as matérias trazidas nos embargos. já que intempestivo.0014 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: EDILSON ALVES DE OLIVEIRA Embargado: O V. acórdão quanto ao recurso adesivo do obreiro. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-136700-37. DA CONTRADIÇÃO O reclamante aponta contradição no v. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. 23 de Setembro de 2013 91 Registro. Da simples análise dos embargos. eventual erro de julgamento existente no julgado deve ser argüido pela via recursal própria. Ademais. mesmo com a denegação de seguimento do primeiro. Assim. da SBDI-1/TST (Resolução 186/2012). pois os aclaratórios destinam-se ao saneamento dos vícios elencados no artigo 897-A da CLT. Tese Explícita. 2. CONHECIMENTO Conheço dos embargos de declaração opostos.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO opostos pela reclamada conhecidos e não providos. DA OMISSÃO. sendo partes as acima citadas. não interromperam o prazo para recurso. nego provimento. MÉRITO 2. por fim. de minha relatoria.2012. que o cancelamento da OJ 384. validamente ou não. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). Pois bem. na decisão recorrida.TRT 17ª Região . FUNDAMENTAÇÃO 2. verifica-se que a reclamada buscou rediscutir matéria que já foi objeto de decisão do v.2008.ORTENG SPE PROJETOS E MONTAGENS LTDA Origem: 14ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA .2012. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). Num breve histórico. uma vez que os embargos de declaração anteriormente opostos não foram conhecidos e portanto. que já exposto no julgamento do RO 0136200-95. o reclamante.17. havendo tese explícita quanto ao entendimento adotado.5. esta Corte entendeu que “a interposição do recurso ordinário adesivo.1. em nada modifica meu entendimento.

sem a finalidade de lucro. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante. REGIÃO .0132 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: LUIZ GONZAGA BARBOSA DA SILVA Recorridos: MUNICIPIO DE ITAPEMIRIM GOL CONSTRUTORA INCORPORADORA LTDA .5. da SDI-I. sendo partes as acima citadas. Insta esclarecer que este órgão julgador ao assim decidir considerou para fixação do valor da condenação exata relação com as verbas deferidas. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Vistos. João Hilário Valentim. ao opor os presentes embargos de maneira infundada em relação às suas hipóteses de cabimento. no valor de R$ 680. apenas se reportou ao valor da causa.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DA RECLAMADA. qual seja. mas de empreitada. Conhecidos e não providos por ausência de vícios no julgado. pois presentes os pressupostos legais de admissibilidade. sua intenção de procrastinar o feito. Diante do indubitável caráter protelatório dos embargos. ENTE PÚBLICO.TRT 17ª. sentença quanto à assistência judiciária gratuita e à responsabilidade subsidiária. acórdão de fls. MÉRITO 2. A injustificada beligerância processual da embargante revela. o que é lamentável. sentença não fixou o valor da condenação. diante do indubitável caráter protelatório dos embargos. Por todo o exposto. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-136800-14. Procurador do Trabalho: Dr. negar-lhes provimento.00 (seiscentos e oitenta reais).1. conhecer dos embargos declaratórios e. FUNDAMENTAÇÃO 2. por unanimidade. o v. Tratando-se de obra contratada. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO.0136800-14. Diante do indubitável caráter protelatório dos embargos. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). 23 de Setembro de 2013 92 Embargado Advogado RODRIGO SABADINI PRATES Gustavo Souza Fraga(OAB: 015339 ES) ACÓRDÃO . 277-280 . MÉRITO .0010 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: WAL MART BRASIL LTDA Embargado: O V. 136-141. a par de lhes negar provimento. pois não é caso de terceirização.0132 Processo Nº RO-136800/2012-132-17-00. Ante a reforma parcial da sentença.17. dono de obra. ao manter o valor da condenação. por ente público que não tem dentre suas atividades a construção civil.17. acórdão omisso quanto ao valor da condenação e das custas.2012. pugnando o autor pela reforma da r. Razões recursais às fls. eis que houve improcedência dos pedidos formulados pelo obreiro. Razão não lhe assiste. porque se utiliza da via processual escolhida tão somente com o intuito de retardar a entrega da prestação jurisdicional.0136700-37. no mérito.2. Não se vislumbra qualquer omissão no julgado.TRT 17ª Região . no percentual de 2%. logo.ME ACÓRDÃO .1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Contrarrazões do segundo reclamado às fls. Conforme certidão de fls. comina-se a embargante multa de 1% (um por cento) sobre o valor da condenação. 143v.5. apontando vícios no julgado. no prazo legal.2.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA.5. R$ 34. Ministério Público do Trabalho às fls. VALOR DA CONDENAÇÃO. a embargante não aponta qualquer vício apto a ensejar a utilização da via processual escolhida.00 (trinta e quatro mil reais).17. comino à embargante multa de 1% sobre o valor da condenação. 128-133. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Trabalho da Décima Sétima Região.2012. foi omisso ao manter inalterado o referido valor. 277-280. do TST. Somente retarda a marcha processual.1.2012. pois presentes os pressupostos de admissibilidade. FUNDAMENTAÇÃO 2. Parecer do d. Registra-se que. contra a sentença de fls. deve ser aplicada a OJ 191.1 OMISSÃO. É o relatório. indiscutivelmente. sobre o qual serão calculadas as custas devidas. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO.TRT 17ª Região .000. efetivamente. ACÓRDÃO DE FLS. sob a alegação de que a r. cominar à embargante multa de 1% sobre o valor da condenação. CONHECIMENTO Conheço dos embargos de declaração opostos pela reclamada. oficiando pelo conhecimento e não provimento do recurso ordinário do reclamante. Conforme acima exposto. que julgou parcialmente procedentes os pedidos iniciais. OBRA SEM FINALIDADE DE LUCRO. 124-126. 2. a embargante reputa o v. 147-148. a primeira reclamada não apresentou contrarrazões ao apelo do autor. esta Corte se referia ao valor da causa arbitrado pelo Juízo “a quo”. em face do v. RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos pela reclamada.ME Origem: 2ª VARA DO TRABALHO DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM .CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário interposto pelo reclamante. sendo o tomador de serviços. sendo partes as acima citadas. acórdão. Vistos.RODRIGO SABADINI PRATES Origem: 10ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA .7 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Réu LUIZ GONZAGA BARBOSA DA SILVA Breno Fajardo Lima(OAB: 010888 ES) MUNICIPIO DE ITAPEMIRIM Zacarias Carrareto Filho(OAB: 011878 ES) GOL CONSTRUTORA INCORPORADORA LTDA .

O reclamante recorre desta decisão. 115-119). Alega que o ente público agiu com culpa in eligendo e in vigilando. em suma.00 Diante da inexistência de previsão legal. TST. dou provimento ao apelo para conceder ao autor os benefícios da assistência judiciária gratuita. Assim. por unanimidade. 282/286-v . do C. nego provimento. as quais visam à obtenção de lucro. O Município colacionou aos autos o contrato de prestação de serviço firmado com a primeira reclamada (fls. quanto à assistência judiciária gratuita.2. O reclamante recorre deste decisão. sendo o segundo reclamado. de aplicação imediata. RESPONSABILIDADE. Sustenta. 10. assumir os riscos de sua atividade.115/83 dispõe que se presume verdadeira.17. sob o fundamento de que não estão presentes os requisitos legais pertinentes à espécie.JOSE FRANCISCO DOS SANTOS E OUTRO MARIA DA CONCEICAO MIRANDA PASCOAL Origem: 1ª VARA DO TRABALHO DE GUARAPARI . Thiago Pereira(OAB: 004955 ES) NORMA LUCIA DOS SANTOS GOMES MARIA DA CONCEICAO MIRANDA PASCOAL NORMA LUCIA DOS SANTOS GOMES PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO . A assistência judiciária gratuita aos que não têm recursos suficientes para demandar sem prejuízo do próprio sustento ou do de sua família constitui direito fundamental. salvo sendo o dono da obra uma empresa construtora ou incorporadora. por entender que o Município de Itapemirim figurou na relação como “dono da obra”. Portanto. Se a insuficiência de recursos foi demonstrada.º 1. 1º da Lei n. Deve. por si só. que figura como dono da obra em contrato de empreitada. Assiste-lhe razão. V.0151 Processo Nº ED-149900/2012-151-17-00.RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA A sentença de origem julgou improcedente o pedido de responsabilidade subsidiária do segundo reclamado.2 Embargante Advogado Embargado Plurima Autor Advogado Plurima Autor Plurima Réu Plurima Réu MARIA DA CONCEICAO MIRANDA PASCOAL José Carlos Rosestolato Rezende(OAB: 006168 ES) JOSE FRANCISCO DOS SANTOS JOSE FRANCISCO DOS SANTOS Marcelo S. Vê-se que o objeto do contrato era a execução de “serviços de conclusão de obra de construção do ginásio poliesportivo. No caso do ente público.1. 4º. que deve ser aplicado ao presente caso o entendimento consubstanciado na Súmula nº 331. não parece razoável aplicar o mesmo raciocínio para responsabilizar o Município. o caso não é de terceirização. mas de empreitada. que deu nova redação à Lei n. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim.17. auferir lucro e deixá-lo a mercê da própria sorte diante do inadimplemento do empreiteiro. TST reza que “para a concessão da assistência judiciária. 5.2. LXXIV e § 1.º 7. 23 de Setembro de 2013 93 2. Face à análise do conjunto probatório. portanto. não pode a empresa incorporadora ou construtora usufruir da mão de obra do trabalhador.0151 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargantes: MARIA DA CONCEICAO MIRANDA PASCOAL JOSE FRANCISCO DOS SANTOS E OUTRO Embargados: O V. até que se prove o contrário. para se considerar configurada a sua situação econômica (art. a Juíza Sônia das Dores Dionísio. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. no mérito.ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA A sentença de origem julgou improcedente o pedido de assistência judiciária gratuita. § 1º. de forma a afastar a responsabilidade do Município. dentre suas atividades. porque esta não se subsume às peculiaridades do caso.0149900-76. devendo. Sem razão o recorrente. in verbis: DONO DA OBRA. Dessa forma. já que se trata de obra contratada por ente público que não tem. 71.060/50)”. não há falar na aplicação da Súmula nº 331 do C. ACÓRDÃO DE FLS. É importante destacar que a Orientação Jurisprudencial n. ressalvados os casos em que o dono da obra seja empresa construtora ou incorporadora. dono de obra. não ocorrendo terceirização típica capaz de atrair a responsabilidade em tela. Cumpre destacar a ressalva contida na referida OJ 191.º 7. conhecer do recurso ordinário interposto pelo reclamante e. há ainda que se considerar o disposto no art. Pelo exposto. Vencida.5. sem fins de lucro. na localidade de Garrafão em Itapemirim/ES”. REGIÃO . Ressalto que o reclamante não está assistido pelo Sindicato de sua Categoria. no sentido de que não há dispositivo legal que determine a responsabilização solidária ou subsidiária do dono da obra pelo inadimplemento das Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 verbas trabalhistas do empreiteiro em face de seus contratados. mas declarou não ter condições de arcar com as despesas do processo. o patrocínio da causa por advogado particular. Com efeito.2012. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente).666/93.2012. A ressalva decorre do fato de que a construção civil se insere nas atividades desenvolvidas por essas empresas. com capacidade para 600 pessoas. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-149900-76. terceirizando parte de sua atividade.TRT 17ª Região . ex vi da Constituição Federal (art.° 304 do C. Contudo. não tem o condão de afastar essa garantia. da Lei n. TST. TST. § 1º da Lei nº 8. o contrato de empreitada entre o dono da obra e o empreiteiro não enseja responsabilidade solidária ou subsidiária nas obrigações trabalhistas contraídas pelo empreiteiro. 2.2.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.5. Inserida em 08.11. ser declarada a sua responsabilização subsidiária. efetivamente. sob pena de violação do texto constitucional. portanto. dar-lhe parcial provimento para conceder ao autor os benefícios da assistência judiciária gratuita. E não poderia ser diferente. basta a simples afirmação de hipossuficiência do declarante ou de seu advogado.ES Relatora: . inc. na petição inicial.510/86. sem prejuízo do próprio sustento e do de sua família à fl. a construção.º). entendo que deve ser aplicada ao caso a previsão contida na OJ nº 191 da SDI-1 do C. CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. a declaração de pobreza.º. por maioria. tendo em vista que o art.TRT 17ª.

relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. FUNDAMENTAÇÃO 2. ainda. não sobejando dúvidas quanto ao entendimento das matérias nele aduzidas.2. 288/293. Diz. o que não significa obrigação de reproduzir textos legais. parágrafo único.5. Além disso. alegando omissão. dela não conheço em razão do princípio da unirecorribilidade das decisões e da preclusão consumativa. Não se reconhece direito do trabalhador ao adicional de insalubridade quando.17.CONCLUSÃO Acordam os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. alega a embargante que o julgado é omisso. 349-364. e aduz afronta ao art. acórdão e. e tendo em vista o manifesto caráter protelatório dos Embargos. na forma autorizada pelo art. 5º. ou outra hipótese Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 que refuja aos seus limites. má apreciação da norma. Se os embargos não demonstram a existência de omissão. O que se exige é adoção de tese e não reprodução da lei. nego-lhes provimento e imponho a Embargante multa de 1% sobre o valor da causa. se verifica que os produtos de limpeza por ele manuseados são de uso doméstico e. 294/300. em razão do princípio da unirecorribilidade das decisões e da preclusão consumativa. negar-lhes provimento. Vistos. ante a total ausência do vício alegado. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora Acórdão Processo Nº RO-181100-04. 2. João Hilário Valentim. complementada pela decisão de embargos de declaração de fls. na forma autorizada pelo art. negativa de prestação jurisdicional”. requer o prequestionamento do art. por unanimidade. Quanto ao prequestionamento a que se refere a Súmula 297 do TST. Não tem a mais pálida razão. 294/300. acórdão que entendeu por manter a sentença. além de os Embargos denotarem mero inconformismo com o conteúdo meritório do julgado. 477. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: o Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). contêm baixa concentração de substâncias químicas.8 Recorrente Advogado Recorrido Advogado CILTA FERREIRA MARCOS ANTONIO BITENCOURT DE OLIVEIRA(OAB: 019259 ES) INSTITUTO NACIONAL DE ADMINISTRAÇÃO PRISIONAL Sergio Carlos de Souza(OAB: 005462 ES) ACÓRDÃO . sendo partes as acima citadas. Assim. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.0151 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: CILTA FERREIRA Recorrido: INSTITUTO NACIONAL DE ADMINISTRAÇÃO PRISIONAL Origem: 1ª VARA DO TRABALHO DE GUARAPARI . o que deve ser manejado na via recursal própria. Sustenta que “o acórdão é tão obscuro que nem mesmo a questão levantada no recurso acerca da rescisão contratual foi analisada a contento. 96 do Estatuto da Terra. 288/293. Da leitura das alegações apresentadas na peça de embargos de fls. acórdão de fls. e condenar a Embargante a pagar a multa de 1% sobre o valor da causa. é nítida a intenção da parte de dilatar o prazo recursal. não conhecer da petição de fls. verifico que as alegações da embargante apenas impugnam o v.17. em face da sentença de fls. parágrafo único. com base na prova pericial. que julgou procedentes em parte os pedidos iniciais. anoto que só tem pertinência e cabimento quando o julgado não haja adotado fundamento explícito sobre o tema ou sobre a questão submetida.5. 282/286-v é de clareza solar e coerente em toda a sua fundamentação. bem como no tocante as horas extras. não merecem ser providos. pois diz que houve julgamento contrário às provas produzidas nos autos. os embargos não demonstram existência concreta de omissão. . não merecem ser providos. das provas. Deste modo.0181100-04.OMISSÃO – OBSCURIDADE – CONTRADIÇÃO No corpo dos embargos. que não foi levado em consideração às alegações da embargante. contradição e obscuridade no julgado.2012. os vícios alegados. 23 de Setembro de 2013 94 JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO.1. 538. como demonstra inconformismo com a decisão proferida. nem há comprovação de exposição a qualquer outro agente insalubre que enseje tal pagamento. da CF. deve ser apresentada através do meio processual adequado para impugnar a decisão desta Corte Regional. do CPC. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. 538. para condenar a reclamada ao pagamento da multa prevista no art. 288/300. se os embargos confundem julgamento contrário ao seu interesse. RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos pela Reclamada em face do v. 477 da CLT. 3. 376. com o intuito de rediscutir questão amplamente apreciada no acórdão. Vistos. porque diluídos.CONHECIMENTO Conheço dos embargos da reclamada de fls. e entende que houve falta de fundamentação no v. sendo partes as acima citadas. Quanto à petição de fls. Portanto. afirma que o v. não se constata no julgado. Aduz omissão em relação à preliminar de incompetência da Justiça do Trabalho. depreende-se que o que deseja realmente a embargante é revolver toda a argumentação apresentada em suas razões recursais. e também aponta omissão no que tange a matéria relativa à reconvenção. inciso LV.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. de contradição ou de obscuridade e revelam mero inconformismo da parte com o conteúdo meritório do acórdão. Ademais. por ter-lhe sido desfavorável a decisão. portanto. do CPC. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pela reclamante. acórdão de fls.0151 Processo Nº RO-181100/2012-151-17-00. Em verdade. 282/286-v.§8º da CLT. por estarem presentes os pressupostos de admissibilidade.TRT 17ª Região . já que o v.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Logo. havendo na visão da Embargante. acórdão é contraditório em relação à multa do art. obscuridade ou contradição no julgamento.2012. conhecer dos embargos da reclamada de fls. Procurador: Dr. Por fim.

DJ-26/09/2008). recebimento de novos detentos. é a jurisprudência do Colendo TST. segundo consta da perícia.04.5555. os produtos utilizados. passar pano de chão. pêlos e dejeções de animais portadores de doenças infectocontagiosas (carbunculose. MÉRITO 2. INTEGRAÇÃO DAS HORAS EXTRAS A sentença de origem julgou improcedente o pedido de integração das horas extras no cálculo das verbas rescisórias. vísceras. utilizado para recebimento de novos detentos. por entender que a ré utilizou para o referido cálculo a mesma média remuneratória apontada pela reclamante. PROVIMENTO. Não obstante o pedido seja de diferenças. nem mesmo atuava na enfermaria. já que não se trata de contato permanente com: pacientes em isolamento por doenças infecto-contagiosas ou contato com lixo urbano. A recorrente afirma que “restou comprovado nos autos que a reclamante efetuava a limpeza da enfermaria. brucelose. não se constata que as atividades desenvolvidas pela reclamante se enquadrem no disposto no Anexo 14 da NR-15 da Portaria nº 3. Portanto. verbis: "RECURSO DE EMBARGOS. manter limpo o ambiente de trabalho e executar outras tarefas afins e correlatas (fl. qual seja.2. Esta C. Contrarrazões da reclamada às fls. De outro norte.2000. porque diluídos.00.2. executar tarefas de limpeza em geral. com base na prova pericial. se verifica que os produtos de limpeza por ela manuseados são de uso doméstico e. A reclamante recorre desta decisão. Portanto. glândulas. esclareceu o d. revista e troca de celas. seria a de limpeza dos banheiros. 321). sangue. produtos químicos de limpeza com finalidade de uso domiciliar” (fls. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE INDEVIDO. bem como recolhia e separava roupas de uso pessoal dos internos” (fl. transferência. revista e troca de celas. a reclamante laborou nos seguintes ambientes: Posto Delta. não se reconhece direito da trabalhadora ao adicional de insalubridade quando. contêm baixa concentração de substâncias químicas. ou mesmo de varrição e limpeza de outros ambientes da reclamada onde laborava a autora não se enquadram em nenhuma das hipóteses previstas no referido anexo da norma regulamentadora ministerial. poderia ensejar o adicional de insalubridade. por entender que as atividades desenvolvidas pela reclamante poderiam submetê-la a agentes biológicos apenas de forma eventual. capaz de ensejar o direito ao adicional de insalubridade. Consta do laudo pericial que a reclamante “estaria exposta a agentes biológicos de forma eventual quando no exercício da tarefa de limpeza dos sanitários”. Pois bem. porque não se encontram entre as classificadas como lixo urbano no Anexo 14 da NR-15 da Portaria nº 3214/78 do Ministério do Trabalho. informa o perito que a autora “executava tarefa de limpeza dos sanitários dos setores onde exercia suas atividades”. RECURSO DE REVISTA. LIMPEZA E HIGIENIZAÇÃO DE SANITÁRIOS. transferência. não previamente esterilizados. com base no laudo pericial. Min. ossos. bem como. a reclamante exerceu a função de Auxiliar de Serviços Gerais.DIFERENÇAS DAS VERBAS RESCISÓRIAS. na função de auxiliar de serviços gerais e pediu demissão em 10/04/2012. couros. Corte Superior por meio da Orientação Jurisprudencial nº 4 da SDI-1. onde ocorria o recebimento de novos detentos. vê-se que a reclamante não efetuava a limpeza da enfermaria e não tinha contato direto com os detentos ou com roupas e objetos de uso pessoal dos mesmos. não ocorria a limpeza de banheiros de celas ou enfermarias pela reclamante. A reclamante pugna pela reforma desta decisão. 378-381v. frise-se que a atividade desempenhada pela autora que. 319) “Quando no exercício da função de Auxiliar de serviços gerais. Nego provimento. honorários periciais e honorários advocatícios. Em resposta aos quesitos formulados pelas partes.214/78 do Ministério do Trabalho. julgou improcedente o pedido de adicional de insalubridade. 368) Contudo. Posto de Triagem. sem caracterização de contato com agente insalubre.5. R$622. utilizado para fins de monitoramento dos detentos. no tema. Alega que suas as horas extras habitualmente prestadas e pagas não integraram sua remuneração para fins de cálculos das verbas rescisórias e requer a condenação da ré no pagamento das diferenças das verbas da rescisão. 320) A prova testemunhal nada aponta acerca das atividades exercidas pela reclamante e dos setores onde ela laborava. cuja nova redação incorporou o teor da Orientação Jurisprudencial nº 170. Rel. SDI-I. pois presentes os pressupostos legais de admissibilidade. os setores onde a reclamante Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 laborou eram utilizados para fins de monitoramento dos detentos. (fl. em grau máximo o seguinte: "trabalho ou operações em contato permanente com: pacientes em isolamento por doenças infecto-contagiosas. bem como objetos de seu uso. Ainda de acordo com a perícia. a obreira não tinha contato com detentos ou objetos de uso pessoal” (fl.1. lixo urbano (coleta e industrialização). Com efeito. locomoção. É o relatório. tem-se que a atividade de limpeza de banheiro. 366-373. Este prevê como causa do pagamento de insalubridade. na acepção contida na referido norma. pugnando a autora pela reforma da r. sentença quanto às seguintes matérias: adicional de insalubridade. 2. 23 de Setembro de 2013 95 Razões recursais às fls. Vejamos. no Setor de Inclusão. de acordo com o que restou apurado pela perícia. carnes. tuberculose). Outrossim. 320) “A RCTE.CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário interposto pela reclamante. locomoção.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. como alega na inicial. perito: “Dados apurados não indicam o setor de enfermaria como ambiente laboral da autora” (fl.ADICIONAL DE INSALUBRIDADE A sentença. Ademais.1. 318). executava tarefas de limpeza dos sanitários dos setores onde exercia suas atividades” (fl. ante ao que restou apurado por intermédio do laudo pericial. 320) Conforme apontado anteriormente. Neste sentido. Sendo assim. a reclamante não apresenta qualquer demonstrativo que aponte o quanto entende ser ." Dessa forma. Também concluiu o laudo pericial que não havia exposição permanente à agente biológico. FUNDAMENTAÇÃO 2.2. Recurso de Embargos conhecido e provido. irrelevante as condições de saúde dos detentos ou as doenças às quais eram acometidos. a princípio. Aloysio Corrêa da Veiga. (TST-E-ED-RR-673432-89. A autora foi admitida pela reclamada em 05/01/2011. pois durante o período em que a autora laborou em prol da ré não mantinha contato com os detentos. integração das horas extras. eram “produtos químicos diluídos. ou seja. pacificou entendimento no sentido de que a limpeza e a coleta de lixo de sanitários não podem ser enquadradas como atividades insalubres. lavagem de banheiros. esgotos (galerias e tanques). desenvolvendo as seguintes atividades: varrição. Assim.

socorrendo-se de profissionais particulares. Por isso. dar-lhe provimento parcial para determinar que o Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 pagamento dos honorários periciais complementares seja feito com recursos existentes no Orçamento da União. considero que nem a assistência judiciária gratuita nem a gratuidade de justiça alcançam os honorários periciais.17. não se aplica o disposto no artigo 20 do CPC. A parte interessada tem o dever de diligenciar para localizar os bens passíveis de expropriação. quando houver sucumbência do beneficiário de justiça gratuita na pretensão relativa ao objeto da perícia.00 prévios e R$750. da Súmula 219 do C.HONORÁRIOS PERICIAIS Embora concedida a gratuidade de justiça à reclamante. não há como deferir o pagamento de diferenças das verbas rescisórias. destinados aos beneficiários de assistência judiciária.17.TRT 17ª Região .5. indicá-los ao Juízo da execução. impossível o deferimento do pedido. dou provimento parcial. bem como a Lei 8. Vencido. determino que o pagamento dos honorários periciais complementares seja feito com recursos existentes no Orçamento da União. 01/2005. conhecer do recurso ordinário interposto pela reclamante e. 2. 181. a ser paga pela parte sucumbente no objeto da perícia. no mérito.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. em face da decisão de fls. em face da hipossuficiência do reclamante. Em razão disso. TST.0184800-94. a sentença de origem deve ser mantida para que a autora restitua ao réu o valor já pago. nego provimento ao recurso do Reclamante. Somente em hipóteses excepcionais poderá o Magistrado determinar a expedição de ofícios a instituições públicas e privadas com o objetivo da busca de bens do executado. quando já houverem sido esgotados todos os meios de levantamento de bens de que dispõe a parte interessada.ª SECOR 03/2007. 2. De toda sorte. Quanto aos honorários periciais prévios (R$250.584/70. Nego provimento. a sentença condenou o reclamante ao pagamento dos honorários periciais. 160 e 161 do Prov. o pagamento dos honorários de perito será efetuado com os recursos vinculados ao custeio da assistência judiciária aos necessitados. continuam em vigor os arts. em razão da sucumbência. no presente caso. bem como.ª SECOR 03/2007. nesse aspecto. por maioria. no presente caso. terceiros estranhos ao processo. 23 de Setembro de 2013 96 devido a este título ou qual base de cálculo entende ser correta. sendo partes as acima citadas. autorizando o perito a receber a importância diretamente do Tribunal. nos termos do voto da Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.906/94 não revogou o jus postulandi partes. Acrescente-se que a Justiça do Trabalho não conta com peritos próprios. entendo estar diante de uma situação extrema que justifique a atuação do Magistrado e das Varas do Trabalho na busca de satisfação do crédito do trabalhador e a conseqüente extinção da execução.º 1. nos termos do artigo 1º do Provimento supracitado.2. se a parte não preenche os requisitos exigidos na Lei 5.00 complementares). Contudo.1996. destinados aos beneficiários de assistência judiciária. que não podem trabalhar sem receber a devida contraprestação.HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS A sentença julgou improcedente o pedido de honorários advocatícios.4. 01/2005. EXPEDIÇÃO DE OFÍCIO AO INCRA.584/70.060/50).00). 791 e 839 da CLT. uma vez que tal benefício somente abrange despesas e taxas judiciais devidas ao Estado (art. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. nos termos da fundamentação supra. por maioria.0006 AGRAVO DE PETIÇÃO Agravante: EVANY SILVA DOS SANTOS Agravado: COLIMPRE CONSERVACAO LIMPEZA E PRESTACAO DE SERV LTDA Origem: 6ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA .00. 160 e 161 do Prov. Desse modo. por entender que não restam preenchidos os requisitos da Lei nº 5. Procurador do Trabalho: José Hilário Valentim.3. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais.2. de modo que o deferimento da justiça gratuita não socorre o autor. no valor total de R$1. defiro a expedição do ofício requerido. A reclamante recorre desta decisão.0006 Processo Nº AP-184800/1996-006-17-00. eis que o Processo do Trabalho tem norma de regência própria. Portanto. Destaco ainda que o artigo 133 da Constituição Federal de 1988. Desse modo. Portanto. A Primeira Turma decidiu. autorizando o perito a receber a importância diretamente do Tribunal. observando-se que o valor estipulado não ultrapassa o limite de R$ 800.2 Agravante Advogado Agravado EVANY SILVA DOS SANTOS Dalton Luiz Borges Lopes(OAB: 003267 ES) COLIMPRE CONSERVACAO LIMPEZA E PRESTACAO DE SERV LTDA ACÓRDÃO . por unanimidade. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº AP-184800-94. que deu nova redação aos artigos 159. prevalece o entendimento consubstanciado no item I. Assim. que deu nova redação aos artigos 159. quanto aos honorários advocatícios. Vistos. No caso. vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais.5. que assim dispõe: “HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS Neste procedimento especializado. nos termos do artigo 1º do Provimento TRT 17. que indeferiu o requerimento de expedição de ofício ao INCRA – Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária. 177. passados mais de 16 (dezesseis) anos do início da presente execução e restando frustradas todas as tentativas de localização de bens dos executados. nos termos do Provimento TRT 17.” CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. relatados e discutidos os presentes autos de AGRAVO DE PETIÇÃO. Ao Juízo de execução cabe acolher certas providências requeridas pelo interessado apenas em situações extremas.000. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). com a finalidade de que .ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA AGRAVO DE PETIÇÃO. RELATÓRIO Trata-se de agravo de petição interposto pela exequente.00 (R$250.1996. negar provimento ao apelo. 3º da Lei n. Logo. formulado pela autora às fls.

Ed. em desfavor dos sócios da ré. Dou provimento ao agravo de instrumento para destrancar o agravo de petição. A exequente recorre desta decisão. da CLT. . em face dos sócios da reclamada. da decisão que entende não ser o caso da produção de determinada prova na execução. in verbis: Art. MÉRITO 2. 149). Tal providência não foi determinada pelo Juízo de origem que. 893 c/c §2º do art. determinou a expedição de certidão de dívida trabalhista e o arquivamento do feito (fls. ainda.03.1. Sustenta. 214 do TST). A partir desta data.Das decisões são cabíveis os seguintes recursos: [..2. Juízo a quo. 169-171. 893. INFOJUD E RENAJUD. Nesse sentido preleciona o jurista Sérgio Pinto Martins. formulado pela exequente às fls.Os incidentes do processo serão resolvidos pelo próprio Juízo ou Tribunal. que somente serão recorríveis quando da apreciação do merecimento das decisões definitivas (§1º do art. a qual foi indeferida. a inércia do exequente implicaria em preclusão quanto a tal matéria.1. sendo adequada a interposição de agravo de petição. pelo destrancamento do agravo de petição. com a remessa dos autos para Tribunal Regional distinto daquele a que se vincula o juízo excepcionado. Sendo assim. assim.” Destaque-se o disposto no art. alcançar o sucesso da execução. o qual restou infrutífero. o que foi indeferido pela origem e ora é objeto do presente agravo de petição.ª ed. sem êxito até o momento. Com razão. em sua obra "Direito Processual do Trabalho" (17. incluindo a diligência requerida às fl. assim. por pedido da autora. 127/2005. a penhora.184-188. alegando que. ainda. Além disso. porém. não obstante a natureza meramente declaratória das informações eventualmente fornecidas pelo INCRA. E entendo ser esse o Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 caso dos autos. c) que acolhe exceção de incompetência territorial. O agravante alega. que acarretem ônus cuja correção não possa ser efetuada em momento posterior. 799. 15 e 16. sendo dado provimento ao agravo de petição da autora para determinar o prosseguimento da execução. No caso em análise. EXPEDIÇÃO DE OFÍCIO AO INCRA O Juízo a quo indeferiu o requerimento de expedição de ofício ao INCRA – Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária. O exequente recorre desta decisão. sendo positiva a resposta do Instituto. sendo do Juízo o dever de impulsionar a execução. 181. DJ 14. 23 de Setembro de 2013 97 este órgão informe a existência de imóveis rurais em nome dos sócios da executada.Res. p. Após o desarquivamento. diversas providências foram tomadas pela exequente com a finalidade de ver seu crédito adimplido. Vejamos. com a finalidade de que este órgão informe a existência de imóveis rurais em nome dos sócios da executada. dos despachos de mero expediente. na decisão de fls. 893 . De outro modo. Atlas. Portanto. da que recusa a nomeação de bens à penhora. as decisões interlocutórias não ensejam recurso imediato. Prosseguindo-se com a execução. b) suscetível de impugnação mediante recurso para o mesmo Tribunal.07. portanto. a autora requereu a expedição de ofício ao INCRA. De fato. pois terminativa quanto a essa questão.177. a decisão hostilizada enseja o manejo de agravo de petição. a exequente solicitou a atualização do seu crédito e a utilização dos convênios BACENJUD. haja vista que não será possível revertê-la em momento posterior.10. interpôs agravo de petição sustentando que o INCRA não repassa informações a terceiros. de outro norte. será possível localizar o cartório onde suposto imóvel em nome dos sócios da ré esteja registrado. RECORRIBILIDADE “O Juízo a quo negou seguimento ao agravo de petição do exequente sob o fundamento de que só é cabível a interposição do referido recurso contra decisões terminativas e definitivas. caso mantida. o agravante alega não possuir condições de arcar com tal diligência. consoante o disposto no art. inclusive daquelas proferidas em sede de execução. E. IRRECORRIBILIDADE (nova redação) . com a expedição do mandado de citação. da CLT. os autos permaneceram arquivados.1997. inconformada. Não há contraminuta. Pugna.. FUNDAMENTAÇÃO 2. por não obedecer à ordem legal. § 2º. Não se admitirá agravo de petição. o julgador a quo indeferiu o requerimento de expedição de ofício ao INCRA .2009. penhora e avaliação de fl. bem como. 181). inclusive. a meu ver.2005: Na Justiça do Trabalho.. admitindo-se a apreciação do merecimento das decisões interlocutórias somente em recursos da decisão definitiva. causará gravame autônomo à parte. 399 do CPC e 735 da CLT. não sendo cabível contra decisão meramente interlocutória ou meros despachos (fl. do despacho que determinou ou não a perícia contábil. sendo necessária a expedição do ofício pelo I. a Súmula 214 do TST: SUM-214 DECISÃO INTERLOCUTÓRIA. segundo o qual: “Não caberá agravo de petição contra decisões interlocutórias na execução. 30. Afirma que o referido órgão não fornece informações a terceiros e alega que seu requerimento encontra-se amparado nos artigos 5º. 177. nos termos do art. É o relatório. A reclamante recorreu desta decisão. que a decisão objeto do agravo de petição possui natureza definitiva pois.] §1º . por conseguinte. Minuta de agravo às fls. Observa-se que a presente execução teve início em 21. efetuando-se. 799 da CLT e En. caso haja resposta positiva.1998 a 08.Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária para que informasse se os executados possuem imóveis rurais cadastrados no referido instituto. por entender que cabe pessoalmente à reclamante obter as informações que pretende (fl. entendo ser cabível a interposição de agravo de petição em face de decisões interlocutórias que causem gravame autônomo à parte. poderá localizar imóveis dos executados e.CONHECIMENTO A questão do conhecimento do agravo de petição restou superada pela decisão proferida no agravo de instrumento. salvo nas hipóteses de decisão: a) de Tribunal Regional do Trabalho contrária à Súmula ou Orientação Jurisprudencial do Tribunal Superior do Trabalho. in verbis: AGRAVO DE PETIÇÃO. é vigente no processo do trabalho o princípio da irrecorribilidade imediata das decisões interlocutórias. que não tem condições de arcar com as despesas da execução. pugnando a reclamante pela reforma desta decisão. 893. XXXIII e XXXIV da CRFB. DECISÃO INTERLOCUTÓRIA QUE CAUSA GRAVAME AUTÔNOMO. A exequente. isto é. §1º da CLT. das decisões interlocutórias. 191). § 1º. voltandose a execução. em suma. 399). forçoso concluir que a decisão causa gravame autônomo ao exequente. Aduz que. conforme acórdão de fls.12. conheço do agravo de petição interposto pela exequente.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Por outro lado.” Sendo assim e estando presentes os demais pressupostos legais de admissibilidade. No período de 16.

FUNDAMENTAÇÃO 2. o prazo para interposição do recurso ordinário não restou interrompido. Ministério Público do Trabalho oficiando pelo conhecimento do recurso e manifestando-se pela inexistência de nulidade da sentença afastando a hipótese do artigo 793 da CLT. Nesse contexto. 641 não conheceu dos embargos de declaração apresentados pela parte e. passados mais de 16 (dezesseis) anos do início da presente execução e restando frustradas todas as tentativas de localização de bens dos executados. 622/623 que julgou improcedentes os pedidos iniciais.2009. sócios da reclamada. 629 que em sua parte dispositiva fez constar “Pelo exposto. julga-os PROCEDENTES EM PARTE. para que este órgão informe a existência ou não de bens imóveis cadastrados em nome dos executados. no mérito. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pela parte autora em face da r. Assim.Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária. conhecer do agravo de petição e. no presente caso. a Vara a quo deve providenciar a obtenção das informações solicitadas. bem como indicá-los ao Juízo da execução. Aduziram os autores que a publicação novamente Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . no mérito. Os autores. na verdade. os autores apresentaram os primeiros embargos de declaração de fls.5 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Autor Plurima Autor VANUZIA PEREIRA DA SILVA João Paulo Cardoso Cordeiro(OAB: 013853 ES) FIBRIA CELULOSE S/A André Luiz Pacheco Carreira(OAB: 003679 ES) JACYELLEN PEREIRA DA SILVA CARLOS EDUARDO PEREIRA DA SILVA ACÓRDÃO . Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). 645/682 alegando erro material no julgamento e no conhecimento dos embargos de declaração. por maioria. Jacyellen Pereira da Silva e Carlos Eduardo Pereira da Silva.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. por unanimidade. apresentaram os terceiros embargos de declaração. Vistos. entendo estar diante de uma situação extrema que justifique a atuação do Magistrado e das Varas do Trabalho na busca de satisfação do crédito do trabalhador e a conseqüente extinção da execução.626/628 aduzindo que no relatório da sentença consta que a ação foi proposta por “Espólio de Carlos Gonçalves da Silva” no entanto. A decisão de fls. João Hilário Valentim.5.2009. a ação tem no pólo ativo as pessoas: Vanuzia Pereira da Silva.0288500-59. os autores apresentaram os segundos embargos de declaração alegando haver obscuridade na decisão de fls. Contraminuta às fls. quando já houverem sido esgotados todos os meios de levantamento de bens de que dispõe a parte interessada. conhece os presentes embargos e.0191 Processo Nº RO-288500/2009-191-17-00. cerceamento do direito de defesa e.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA RECURSO ORDINÁRIO. por unanimidade.17. extirpando da conclusão da decisão o termo “unanimidade”.1.TRT 17ª Região . na verdade.1 CONHECIMENTO 2. na forma da fundamentação que passa a integrar este decisum”. a Vara do Trabalho de São Mateus – ES.1 PRELIMINAR DE INTEMPESTIVIDADE DO RECURSO – ARGUIDA PELA RECLAMADA EM CONTRARRAZÕES A reclamada alega que o recuso ordinário apresentado pelos autores é intempestivo uma vez que a decisão de fls. 629 julgou parcialmente procedente os embargos de declaração e determinou a atualização dos registros processuais incluindo como autores as pessoas indicadas e ao final a expressão “Sucessor de Carlos Gonçalves da Silva”. Parecer do d. desta vez apontando equívoco na publicação e não vício no julgado. Em que pese a parte ter intitulado sua peça de “embargos de declaração” o seu teor era. Intimados da sentença de fls.5. Ao Juízo de execução cabe. 634 deu provimento aos embargos de declaração para sanar erro material. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. com vistas a viabilizar a execução. Razões recursais às fls.17.Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária. CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. para que este órgão informe a existência ou não de bens imóveis cadastrados em nome dos executados.0191 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: VANUZIA PEREIRA DA SILVA E OUTROS Recorrido: FIBRIA CELULOSE S/A Origem: VARA DO TRABALHO DE SÃO MATEUS . Pedem seja esclarecido “quais Juízes e de que forma participaram do julgamento dos Embargos. 687/698 alegando a preliminar de intempestividade do apelo. na busca desses bens. sócios da reclamada. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. dar-lhe provimento para determinar a expedição de ofício ao INCRA . Intimados desta decisão. acolher certas providências requeridas pelo interessado apenas em situações extremas. O Juízo a quo às fls. renova os pedidos formulados na inicial. nulidade da sentença por falta de intimação do MPT. sentença de fls. Ressalta-se que a parte interessada tem o dever de diligenciar para localizar os bens passíveis de expropriação. vencida a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. a peça só porque denominada pela parte de “embargos de declaração” não têm o condão de interromper o prazo recursal. INTEMPESTIVIDADE. 622/623 que julgou improcedentes os pedidos iniciais. expedindo ofício ao INCRA . então. Sob essa ótica. Somente em hipóteses excepcionais poderá o Magistrado determinar a expedição de ofícios a instituições públicas e privadas com o objetivo da busca de bens do executado. sendo partes as acima citadas. Vejamos. portanto. Procurador do Trabalho: Dr. Dou provimento. no mérito. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-288500-59. de mero requerimento de retificação de autuação e não apontava qualquer vício no julgado. 23 de Setembro de 2013 98 Pois bem. bem assim para esclarecer o termo ‘unanimidade’ inserto na parte dispositiva da sentença integrativa embargada”.

tais como advertência. É o relatório. pela condenação subsidiária da União. pelo provimento do recurso. no decorrer da vigência do contrato com a 1ª reclamada. Procurador do Trabalho: José Hilário Valentim. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. pelo tomador de serviços.17. 3ª Vara do Trabalho de Vitória-ES. de mero requerimento. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Advogado Plurima Autor Advogado Plurima Autor Advogado Plurima Réu SECRETARIA DA 2ª TURMA Acórdão Acórdão Processo Nº RO-29500-89. 232/237. TST.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. 260/269. e não conhecer do apelo dos autores. asseverou que. Este vício já havia sido sanada em decisão de embargos declaratórios anterior. sendo que mero pedido retificação da autuação dirigida não tem o condão de ressuscitar o prazo recursal. A segunda ré. que por sua própria natureza é peremptório. multa e suspensão do direito de contratar com a Administração Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . apesar da intimação ter sido publicada constando o nome de Espolio de Carlos Gonçalves da Silva (autor original da demanda que faleceu no curso da ação) o ato atingiu a finalidade que era cientificar a parte autora da decisão de embargos de declaração. A comprovação da fiscalização. no tocante à responsabilidade subsidiária da 2ª reclamada.5. sentença de fls. FUNDAMENTAÇÃO CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário interposto pelos reclamantes. 895. o requerimento de retificação da publicação (ou retificação da autuação e cadastro processual) deveria ter sido apresentado por simples petição e não por meio de embargos de declaração já que não aponta um vício no julgado. em face da r. às fls. às fls. arguida pela reclamada em contrarrazões.0029500-89. sentença. em relação às obrigações contratuais e legais da contratada. pugnando pela reforma da r. aplicando. porquanto presentes os pressupostos legais de admissibilidade recursal. pois tempestivas e regulares. na inicial. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. prolatada pela MM. em defesa.0003 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: RONILSON BRASIL AUGUSTO E OUTROS Recorridos: UNIAO A4 SERVICOS LTDA .1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Parecer do Ministério Público do Trabalho.0003 Processo Nº RO-29500/2012-003-17-00. no mérito. Note-se que na decisão de embargos de declaração não há qualquer erro em relação ao pólo ativo da demanda que pudesse ser sanado por meio de novos embargos.ME Origem: 3ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . Pugnam os autores. às fls. conforme entendimento da nova redação da Súmula 331. não se tratava pois de nulidade de ato já que atingida a finalidade e ausente o prejuízo.1. da lavra do eminente Juiz Alvino Marchiori Junior. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. nos termos da Súmula 331. 629 já havia sanado o erro material existente na sentença e concluiu pela perda do objeto dos embargos opostos.TRT 17ª Região .2 Recorrente Advogado Recorrido Plurima Autor RONILSON BRASIL AUGUSTO Maria Claudia Barros Pereira(OAB: 012854 ES) UNIAO ANDERSON RODRIGUES DA SILVA ACÓRDÃO . diversas penalidades à empresa. TST. acolher a preliminar de intempestividade do recurso ordinário. Considero as contrarrazões apresentadas pela segunda ré.2. Até porque a publicação foi feita em nome do advogado que representa a parte. o art. V. Ora. FISCALIZAÇÃO DO CUMPRIMENTO DO CONTRATO. 23 de Setembro de 2013 99 Maria Claudia Barros Pereira(OAB: 012854 ES) DARILTO RIBEIRO LAIOLA Maria Claudia Barros Pereira(OAB: 012854 ES) JOSE AUGUSTO SURLO PEGORETTI Maria Claudia Barros Pereira(OAB: 012854 ES) A4 SERVICOS LTDA . oficiando pelo conhecimento do recurso e. do C. MÉRITO 2. do cumprimento do contrato de prestação de serviços. na verdade. Em que pese a parte ter intitulado sua peça de “embargos de declaração” o seu teor era. 3. INEXISTÊNCIA. sendo partes as acima citadas. Caso contrário. ENTE PÚBLICO. Vistos.17.2012. que julgou parcialmente procedentes o pedidos da inicial.5. Acolho a preliminar de intempestividade do recurso ordinário argüida pela reclamada em contrarrazões e deixo de conhecer do apelo dos autores.ME saiu em nome de “Espólio de Carlos Gonçalves da Silva” o que revela que a determinação anterior do Juízo não foi observado pela Secretaria. inclusive. agiu de forma diligente. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto por RONILSON BRASIL AUGUSTO E OUTROS. do C. Ora. embora contratados pela primeira ré. a peça só porque denominada pela parte de “embargos de declaração” não têm o condão de interromper o prazo recursal. desempenharam suas atividades em prol da segunda reclamada (tomadora dos serviços). afasta a responsabilidade subsidiária da Administração Pública.2012. Razões recursais dos autores. Nesse contexto. I da CLT é claro ao determinar o prazo de 8 dias para a interposição do recurso ordinário. requerendo que seja negado provimento ao apelo obreiro. ao argumento de que. por unanimidade. o “embargante” teria em mãos uma arma poderosa para procrastinar o feito ao seu bel-prazer. O Juízo de Origem não conheceu destes embargos de declaração sob o fundamento de que a decisão de fls. Contrarrazões apresentadas pela segunda reclamada. Além disso. 286/288. 274/282. CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região.

declarou a constitucionalidade do artigo 71 da Lei 8. em especial. . notificou-se a contratada de que. sob pena de não pagamento das notas fiscais de serviços (fl. 71 da Lei 8. caso evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei n.06. comprovou efetivamente que. nas mesmas condições do item IV. Todavia. 211). depósito no FGTS e pagamento de férias de um funcionário. E nem se argumente que o fato da segunda ré ter rescindido o contrato somente em 2011 seria suficiente para caracterizar a desídia da contratante. sendo incabível a responsabilização do ente público ao pagamento dos encargos trabalhistas. recepcionistas. decorrente da culpa in eligendo e mesmo in vigilando.46 (cento e sessenta e nove mil e vinte e oito reais e quarenta e seis centavos) de créditos contratuais da 1ª reclamada para resguardar os direitos dos empregados terceirizados. . multa. Registre-se. Sendo assim. houve rescisão unilateral pela segunda reclamada. nas funções de motorista. alegando que desde o início do contrato de prestação de serviços. diante do descumprimento contratual da contratada.Em 25/03/2011. TST. 37. . suspensão do direito de contratar com a Administração). fiscalizou o cumprimento das obrigações contratuais pela primeira ré. 208/216). 216) . para garantir o efetivo cumprimento da avença. na obrigação de fiscalizar as obrigações do contratado.028. a fim de garantir eventuais execuções a serem movidas pelos empregados. O Juízo de origem. da CRFB. na medida em que. copeiras e telefonistas (fls. 201). em especial. razão pela qual. §6º. sobretudo quanto à fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais da contratada. É cediço que a contratação promovida pela Administração Pública deve seguir as regras do processo licitatório. mas reconheceu-se que isso não significaria que eventual omissão da Administração Pública. a legalidade do contrato ajustado não impede que se reconheça a responsabilidade subsidiária do segundo reclamado. TST. Sustentou." Para acompanhar o entendimento do Excelso Pretório.666/93 e. verbis: TERCEIRIZAÇÃO – ENTE PÚBLICO – RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA – SÚMULA Nº 331 DO TST – Conforme entendimento consagrado pela mais alta Corte trabalhista na Súmula nº 331 do TST. 215). em recente julgamento.Em 26/09/2011.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. conforme se infere das diversas notificações encaminhadas à contratada. a segunda reclamada comprovou que houve fiscalização contínua do contrato de prestação de serviços. no prazo de 12 meses.666/1993 e art. . Ressaltou que reteve R$ 169. os salários do mês de junho/2011. o C. o atraso no pagamento dos funcionários. (fl. do C. insurgem-se os reclamantes. em razão da ausência de garantia contratual. como visto. execução de Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 serviços de apoio administrativo. inclusive deste E. a Administração Pública não está autorizada. Portanto.1993. trabalhistas. com a inserção do item V.º 16.666/93. em 01/05/2010.17. inclusive em matérias que abrangiam os ilícitos noticiados na petição inicial.Por fim. nos termos da Súmula 331. por seu turno. para. não há como negar que a segunda reclamada cumpriu seu dever de fiscalizar o cumprimento das obrigações trabalhistas devidas pela contratada. por seu turno. aplicou-se advertência e multa de 10% do valor anual do contrato (fls. também. Em outras palavras. Vejamos.014. a segunda ré utilizou de todas as sanções previstas na legislação (advertência. em decorrência dos diversos descumprimentos contratuais. verifico que. A aludida responsabilidade não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa regularmente contratada. 223/229). em 2011. de 21. tombada sob o nº 1362. por fim. TST alterou a redação da Súmula 331 do C. por entender que o Ente Público comprovou a efetiva fiscalização do contrato de prestação de serviços firmado com a primeira reclamada. a primeira reclamada não vinha cumprindo com as obrigações trabalhistas.Em 06/07/2011. somente.666. porque contratou segundo as normas relativas à licitação. foi firmado contrato de prestação de serviços com a primeira reclamada (A4 Serviços Ltda-ME). . ao contrário do alegado pelos recorrentes. inclusive. demonstrada a ausência de culpa do Ente Público. em decorrência do descumprimento de diversas obrigações contratuais por parte da 1ª reclamada (fls. verbis: V . TST. mesmo em sua nova redação.Em 17/05/2011. A segunda ré. incorreu em culpa in vigilando e in eligendo. especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora. Esse é o entendimento extraído dos arestos abaixo transcritos. vale-alimentação. por ausência de fornecimento de uniforme aos colaboradores (fl. folhas de pontos. houve aplicação de multa de 5% (cinco por cento) à contratada. Nesse sentido. previstas na Lei 8. segundo o qual a responsabilidade subsidiária da Administração Pública é permitida quando evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações previstas na Lei 8. Na hipótese vertente. sendo certo que. antes de adotar a medida máxima. não viesse a gerar essa responsabilidade. que a ADC nº 16 tem efeito vinculante e erga omnes. o Supremo Tribunal Federal. de repasse do PIS dos empregados.46 (cento e sessenta e nove mil vinte e oito reais e quarenta e seis centavos). houve notificação para que a empresa apresentasse os comprovantes de pagamento de salários. sob pena de aplicação da penalidade de suspensão de contratação com a administração pública.Em 02/03/2011. para apresentação de defesa no prazo legal.666/93. 221/222). o que afasta a sua responsabilidade subsidiária. Tribunal. V. apesar da União ter adotado providências no curso do contrato. fiscais e comerciais da contratada. no importe de R$ 169. logo.00-9. ao mesmo tempo. assim como o pagamento dos valores retroativos à Janeiro/2011 (fl. a . rescindindo o contrato unilateralmente. dentre outros. houve nova notificação para que a empresa apresentasse a comprovação de pagamento das obrigações trabalhistas. a se eximir de sua responsabilidade pela má contratação de empresa que não cumpre suas obrigações trabalhistas. é forçoso concluir pela aplicabilidade do art. ressaltou o seguinte: "a mera inadimplência do contratado não poderia transferir à Administração Pública a responsabilidade pelo pagamento dos encargos. Dessa decisão. 23 de Setembro de 2013 100 Pública. por força de liminar proferida nos autos da ação cautelar ajuizada pelo Sindicato autor. que foi a resilição unilateral do contrato.Os entes integrantes da Administração Pública direta e indireta respondem subsidiariamente. houve a rescisão unilateral do contrato. nos autos da Ação Direta de Constitucionalidade n.º 8. dentre as quais destaco as seguintes: . a teor do disposto no item IV da súmula 331 do C. o que ocorreu posteriormente (fls.2011. julgou improcedente o pedido de responsabilização subsidiária da União. houve notificação para apresentação de comprovantes da concessão de aumento de salário aos trabalhadores. 231/260). que houve bloqueio de créditos da primeira ré junto à segunda ré. em 31/10/2011.028.Em 15/07/2011. durante todo prazo contratual.

5. Suspeição do Desembargador Lino Faria Petelinkar. CONHECIMENTO Conheço parcialmente do recurso ordinário interposto pelos reclamantes. Ainda que assim não fosse. sendo partes as acima citadas. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19/09/13: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente).5. contudo.0191 – Rel. prolatada pela MM. PROPORCIONALIDADE.506/2011. – Relª Ligia Maria Teixeira Gouvêa – DJe 09.2013. 477. da CLT e aos honorários advocatícios.08.5. no exercício de suas funções administrativas. Assim. da CLT. seja a reclamada condenada ao pagamento da multa do art. Marcello Maciel Mancilha – DJe 11. publicado no DEJT de 08 de Agosto de 2012. 72) Por todo o exposto. por meio de farta documentação.12. Des. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. tão somente. É o relatório. Desembargadora Claudia Cardoso de Souza e Desembargador José Luiz Serafini.8 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor CILDES LELES CONCEICAO ODILIO GONCALVES DIAS NETO(OAB: 019519 ES) FANTON SERVICOS LTDA Luiz Otavio Rodrigues Coelho(OAB: 003242 ES) LUIZ CARLOS SOUZA MARIA RODRIGUES SOUZA OSMAR BATISTA SOARES ACÓRDÃO .17. Em atendimento ao Provimento Consolidado da CGJT. às fls. Procurador: Estanislau Tallon Bozi DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Acórdão Processo Nº RO-50900-25. em sentença.2011. por ausência de impugnação aos fundamentos da sentença. 150/154. da lavra da eminente Juíza Valéria Lemos Fernandes Assad. da CLT. sendo que o eventual reconhecimento. no tocante à multa do art. em face da r.0007 – Rel. 4ª Vara do Trabalho de Vitória/ES. conhecer do recurso ordinário interposto pelos reclamantes e. não pode ser confundida com empresa construtora ou incorporadora. Vistos. requerendo seja negado provimento do Apelo autoral.2011.07. RELATÓRIO Trata-se de recursos ordinários interpostos pelos autores. (TRT 17ª R. Com efeito. – RO 45800-51. da CLT. 477. TST. CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 2ª Turma do Egrégio Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região.5. TST.0004 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: CILDES LELES CONCEICAO E OUTROS Recorrido: FANTON SERVICOS LTDA Origem: 4ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . por unanimidade. TST – Não há responsabilidade subsidiária do ente público tomador de serviços quando comprovado nos autos que houve fiscalização por parte da contratante quanto ao cumprimento das obrigações trabalhistas pela contratada. – RO 000230207. Des. nego provimento. que julgou improcedentes os pedidos formulados na inicial. (TRT 12ª R. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 .17.TRT 17ª Região . – RO 113000-42.2010.0018 – 6ª C. deve ser considerada dona da obra e não responde subsidiariamente por dívidas trabalhistas da empresa contratada para a edificação de prédio do laboratório de anatomia pertencente à entidade superior pública de ensino.2012) RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA – PESSOA JURÍDICA DE DIREITO PÚBLICO – DONO DA OBRA – FISCALIZAÇÃO QUANTO AO CUMPRIMENTO DAS OBRIGAÇÕES TRABALHISTAS DA CONTRATADA – INEXISTÊNCIA – A instituição pública de ensino. (TRT 17ª R. negarlhe provimento.0050900-25.17.1. NÃO CONHEÇO do apelo. 23 de Setembro de 2013 101 ARTUR LUNIS DA SILVA ANTIDIO ALVES DE SOUZA JOSE AVELINO DOS SANTOS ODEIR BRAZ CATIA DE ALMEIDA BORGES NAZIR DA COSTA SILVA IZABEL DOS SANTOS interpretação sistemática da Lei nº 8.666/93 permite impor ao ente público a responsabilidade subsidiária pelo descumprimento dos encargos trabalhistas das empresas que contrata. não há falar na conduta culposa capaz de sujeitá-lo à responsabilização subsidiária. o Juízo de origem julgou improcedente a pretensão autoral relativa à aplicação da multa prevista no art. Marcello Maciel Mancilha – DJe 30. constatada. FUNDAMENTAÇÃO 2. postulando. Inteligência do inciso V da Súmula nº 331 do C. Portanto. 159/164. 477.0004 Processo Nº RO-50900/2013-004-17-00. Dela será excetuado. não houve remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho para emissão de parecer.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA AVISO PRÉVIO. por configurar vantagem benéfica ao trabalhador dispensado. LEI 12. pretendendo a reforma do julgado. Inteligência da nova redação do inciso V da Súmula nº 331 do C. fiscais e previdenciárias pela contratada. insurgem-se os reclamantes. não há responsabilidade subsidiária do ente público tomador de serviços quando comprovado nos autos que houve fiscalização por parte da contratante quanto ao cumprimento das obrigações trabalhistas. no tocante ao aviso prévio. à multa do artigo 477. Razões recursais. na esteira do item "V" da aludida disposição sumular. conforme fundamentação expendida no tópico anterior.2012 – p. às fls. nos moldes da Lei 12. da procedência de outras parcelas de natureza contratual não torna devida a multa do §8º do artigo 477 da CLT. sob o fundamento de que as parcelas rescisórias constantes no TRCT foram quitadas no prazo legal.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. não sendo correto o entendimento de que a empregadora deve indenizar o período que ultrapassar os 30 dias.506/11.17. no mérito. VANTAGEM EXCLUSIVA DO TRABALHADOR DISPENSADO. Improcedente o pleito inserto na alínea “c” (f. a diligência do tomador no acompanhamento da regularidade das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora. 07).2013. sentença de fls.2012 – p. verbis: “Além de inexistir irregularidade ou ilegalidade no procedimento adotado pela reclamada. as parcelas rescisórias constantes dos TRCT´s acostados aos autos foram quitadas dentro do prazo legal.” Dessa decisão.07. se comprovar a efetiva fiscalização da avença. Não há se falar em nulidade do aviso prévio proporcional concedido. Contrarrazões apresentadas pela reclamada. 146/148. 417) RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA – EMPRESA PÚBLICA – INEXISTÊNCIA – NOVA REDAÇÃO DA SÚMULA Nº 331 DO C.5.

2. AVISO PRÉVIO. in verbis: "Em atenção ao princípio da dialeticidade dos recursos. ao invés de indenizá-los. 7º. 120.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. 514. além de encontrar guarida em diversos dispositivos legais. demonstração concreta de prejuízo sofrido por qualquer dos autores. que aplico à hipótese dos autos: "Recurso ordinário. do art. tratando-se de dispensa imotivada. todos do CPC.. Não se conhece de recurso ordinário para o TST. mencionando que “os avisos prévios dos reclamantes ocorreram todos na modalidade trabalhada”. 7º. Contudo. 123. conforme documentos às fs. 132. ns. o recorrente terá de consignar. da Constituição da República dispõe ser direito dos trabalhadores o aviso prévio proporcional ao tempo de serviço. 136. PROPORCIONALIDADE.II. não atendem ao princípio em questão as razões recursais genericamente aduzidas.g. logo. da CRFB. entendo que a alteração promovida pela Lei 12.. Da mesma forma. Convém notar que o ato de recorrer é aquele através do qual a parte mostra a ilegalidade da sentença. A finalidade do aviso prévio é evitar a surpresa na ruptura do contratado de trabalho. MÉRITO DO RECURSO DO RECLAMANTE 2.) A edição da Lei 12. 104.. o que violaria os ditames da Lei 12. 12.506/2011 atua somente em benefício do trabalhador. sendo no mínimo de trinta dias. em defesa. na inicial. além de outros que visem à melhoria de sua condição social: [. 7º." (sem grifos no original). valho-me do magistério de Eduardo Arruda Alvim e Cristiano Zanin Martins. garantindo-lhe sua remuneração durante este período. 23 de Setembro de 2013 102 Como se vê. insurgem-se os autores. Art. v. sob os seguintes argumentos: “A Constituição da República. bem como manifesta seu inconformismo contra os fundamentos da decisão e apresenta as razões para tanto. O inciso XXI. conheço do recurso autoral. instalando o contraditório com a amplitude que lhe garante o Texto Constitucional. também. não pode o empregador exigir do empregado o cumprimento de aviso prévio maior que 30 dias nos casos em que a iniciativa da dispensa for do empregado (“pedido de demissão”). cujo escopo foi regulamentar o aviso . Diante do exposto. Com efeito.352/01". por iniciativa do empregador. os arts." Quanto aos demais pedidos. que não formalizou a opção – f. nesse caso específico em que o desligamento é de interesse do empregado. não. a nulidade do aviso prévio concedido e seu pagamento na forma indenizada. Porém.2. Pois bem. 514.. ao conceder o aviso prévio proporcional a cada empregado. Não se pode deixar de mencionar.] Assim. 07). alegou que. por sua vez.] XXI . 524. II. deve-se aplicar a proporcionalidade prevista na referida Lei. à luz da Lei nº 10. 116. os motivos pelos quais a decisão impugnada deverá ser reformada ou cassada pelo órgão ad quem. pois tempestivas e regulares. ao final. deflui. bem como a integração do período ao tempo de serviço.506/2011. arrola o “aviso prévio proporcional ao tempo de serviço” como um dos direitos dos trabalhadores. Argumentaram que o art. não vislumbro vedação à aplicação do aviso prévio proporcional ao aviso prévio trabalhado. 2. in verbis: Art. prejuízo ao trabalhador pelo cumprimento de prazo maior de aviso prévio no trabalho. TST. sobretudo aquelas "padronizadas". renovando os mesmos argumentos da inicial. nessa hipótese. pois o recorrido somente poderá apresentar suas contra-razões recursais. eis que presentes os pressupostos de admissibilidade recursal. Faz-se necessário destacar que o princípio ora examinado exige correspondência entre os temas decididos (ou não decididos) pela decisão recorrida e as razões recursais. Sustentou que foi a reclamada quem dispensou os reclamantes. III. em suas razões recursais. por fim. Já a Lei 12. ciente dos motivos pelos quais o recorrente se insurge contra a decisão recorrida. Acerca da necessidade de motivação dos recursos.506/2011 dispõe: [. um direito do empregador.” Dessa decisão. cumpriu o que determina a legislação vigente (Lei n. nos autos. Apelo que não destaca os fundamentos da decisão recorrida. o recorrente não traçou uma linha sequer sobre os fundamentos adotados pelo Juízo a quo. que não observam as peculiaridades do caso concreto. O princípio em tela. com a percepção de salário. possibilitando ao trabalhador despedido a procura de novo emprego. é forçoso concluir pelo não conhecimento do apelo neste tópico. Ao contrário. dos princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa. nos termos da lei. 112). Também inexiste. não há. já que o cumprimento de prazo maior que os trinta dias representaria ônus maior ao trabalhador. que a ré determinou o cumprimento de aviso prévio proporcional. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Requereram. II. v. 514. Desse modo. pela ausência de requisito de admissibilidade inscrito no art.506/2011). contido no artigo intitulado "Apontamentos Sobre o Sistema Recursal Vigente no Direito Processual Civil Brasileiro.aviso prévio proporcional ao tempo de serviço. Não-conhecimento. em tese. do CPC. com os devidos reflexos nas demais verbas trabalhistas.1. quando as razões do recorrente não impugnam os fundamentos da decisão recorrida. 139 e 144 (à exceção do reclamante LUIZ CARLOS SOUZA. em seu art. O Juízo de origem. nos termos em que fora proposta. sendo o mínimo de trinta dias. publicado na obra "Aspectos Polêmicos e Atuais dos Recursos". do CPC.. ainda que o aviso prévio seja trabalhado. remetendo a regularização do dispositivo à Lei. razão pela qual não poderia exigir o seu cumprimento na forma elastecida. a diretriz contida na Súmula nº 422 do C. não havendo qualquer ilegalidade na concessão do aviso prévio proporcional. A reclamada. II e 541. nos termos da lei. observando o aumento de 3 dias para cada ano de serviço prestado. coordenada por Nelson Nery Júnior e Tereza Arruda Alvim Wambier. mostra-se dissociada da boa técnica processual e determina a impossibilidade da revisão do que se quer alcançar através do ato de recorrer. Considero as contrarrazões apresentadas pelas partes. 128.506/11. os quais optaram pela redução da jornada. indeferiu a pretensão autoral. LEI 12.g. dispõe que o aviso prévio de 30 dias é uma garantia do trabalhador e. os seus respectivos vícios. antes de ter seu contrato rescindido definitivamente. Alegaram os autores. inc. (grs. apenas.506/11. entendo que não há irregularidade ou ilegalidade no procedimento adotado pela ré e julgo improcedente o pedido constante da alínea “b” (f. os fundamentos do decisum vergastado não terão sido impugnados pelo recorrente.. exigindo que trabalhassem os dias acrescidos para cada ano de serviços. o empregado pode optar pela redução da jornada e assim terá mais tempo para procurar nova colocação no mercado de trabalho. pois. o recurso de apelação interposto contra sentença que tenha extinto o feito sem julgamento de mérito que trate apenas do mérito da demanda. XXI. 108. Não atende o princípio ora examinado. A ausência desses elementos na peça recursal.

MÉRITO 2. alimentação e transporte. Vistos. 477. como pretendem os reclamantes. tempestivo o recurso ordinário interposto pelo Sindicato autor.2. requerendo a reforma in totum da sentença. 2. suscitando o não conhecimento do recurso ordinário do Sindicato autor. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº RO-56500-66. sem que houvesse qualquer labor nesse período.1. ADITIVO À CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO 2008/2009. Vejamos. (grs. que julgou improcedentes os pedidos constantes da ação de cumprimento. nego provimento. 319/374.09.004. perfazendo um total de até 90 (noventa) dias. PROIBIÇÃO DE TRABALHO AOS DOMINGOS O SINDICOMERCIÁRIOS – Sindicato dos Empregados no Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . O legislador ordinário. Denise Marsico do Couto. FUNDAMENTAÇÃO 2. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19. pugnando pela manutenção da sentença. foram prorrogados para o primeiro dia útil subsequente.ME Origem: 4. Rejeito a preliminar e conheço o recurso ordinário interposto pelo Sindicato autor. em especial do período que antecede o natal. por intempestivo.0004 Processo Nº RO-56500/2009-004-17-00. aprovada pelo DecretoLei no 5. Considerando que o objeto do aditivo à Convenção Coletiva 2008/2009 referia-se à regulamentação e autorização dos trabalhos nos domingos e no mês de dezembro de 2008. para cada ano trabalhado. conhecer parcialmente do recurso ordinário interposto. Razões recursais. Considero as contrarrazões. Nego provimento. Entretanto.1.2009. ns. de que trata o Capítulo VI do Título IV da Consolidação das Leis do Trabalho . às fls. são acrescidos 03 (três) dias ao aviso prévio. Comprovante de recolhimento das custas processuais. e. que a Constituição da República e a Lei 12.ME Thyago Brito de Mello(OAB: 012642 ES) ACÓRDÃO . 376.6 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: Sindicato dos Trabalhadores no Comércio do Estado do Espírito Santo Recorrido: Ivoxx Comercial Ltda . a inclusão de parágrafo dispondo sobre a vedação do trabalho nos domingos do ano de 2009 extrapolou o próprio fim a que se propôs a norma coletiva. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. conforme ata de fls. que a referida lei beneficiou exclusivamente os empregados. entretanto. determinando que. Por todo o exposto. será concedido na proporção de 30 (trinta) dias aos empregados que contem até 1 (um) ano de serviço na mesma empresa. porquanto presentes os pressupostos de admissibilidade recursal. inciso XXI da Constituição Federal. Desembargadora Cláudia Cardoso de Souza e Desembargador Lino Faria Petelinkar. por intempestividade. da CLT. às fls. SUSCITADA PELA EMPRESA RÉ EM CONTRARRAZÕES A empresa ré suscita o não conhecimento do recurso ordinário interposto pelo Sindicato autor.1. os prazos processuais dos feitos em trâmite no 2º grau deste Regional.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLÁUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA AÇÃO DE CUMPRIMENTO. ADITIVO À CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO 2008/2009. proferida pela MMª 4ª Vara do Trabalho de Vitória/ES. dispôs a respeito de sua proporcionalidade. perfazendo um total de até 90 (noventa) dias. 2.452. sentença de fls.CLT. negar-lhe provimento. Contrarrazões apresentadas pela ré. É o relatório.2013: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente). em face da r.6 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Sindicato dos Trabalhadores no Comércio do Estado do Espírito Santo Vitor Henrique Piovesan(OAB: 006071 ES) Ivoxx Comercial Ltda . sobretudo porque inserido em cláusula cuja matéria tratava apenas da remuneração. 31/07/2009. Sendo assim.1. Parágrafo único. às fls. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo Sindicato autor. pois protocolizado em 31/07/2009 (fls.5. 380/414. não merece qualquer reforma a r.2. Procurador: Estanislau Tallon Bozi.TRT 17ª Região .2. exceto quanto à multa do art.17. até o máximo de 60 (sessenta dias). definiu as regras quanto à duração mínima do aviso (30 dias) e o pagamento proporcional ao tempo de serviço. INTEMPESTIVIDADE. apenas. a leitura da sentença foi designada para o dia 22/07/2009 (quarta-feira).ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . Logo.17. 7º. com vencimento no dia 30/07/2009. Sentença que se mantém. complementando a norma constitucional. ou seja. 23 de Setembro de 2013 103 prévio previsto no art. da lavra da eminente juíza. PRELIMINAR DE NÃO CONHECIMENTO. como um prazo elastecido para a procura de uma nova colocação no mercado de trabalho.) Vê-se.2. Em outras palavras.00. sendo partes as acima citadas. 95/96. 319). por unanimidade. CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. que passaram a contar com um período maior de aviso prévio. porquanto tempestivas e regulares.506/2011 não estabeleceram o limite de 30 dias para o aviso prévio trabalhado. até o máximo de 60 (sessenta) dias.2009. Registre-se.00565. não há se falar em honorários advocatícios. não existe amparo jurídico para a tese de que o tempo excedente aos trinta dias de aviso seriam obrigatoriamente indenizados. sentença de piso. o que implicaria na indenização necessária do que ultrapassar esse tempo. portanto. no mérito. tendo em vista que a leitura da sentença foi designada para o dia 22/07/2009 e o apelo somente fora protocolizado em 31/07/2009. Com efeito. Ante a total improcedência dos pedidos autorais. Ao aviso prévio previsto neste artigo serão acrescidos 3 (três) dias por ano de serviço prestado na mesma empresa. 1º O aviso prévio. no mérito. 312/317. conforme ATO TRT 17ª PRESI 38/2009. verbis: Art. possibilitando não só a ciência antecipada da rescisão. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS.CONHECIMENTO 2. de 1º de maio de 1943.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. de modo que o prazo recursal encerrou-se em 30/07/2009 (quinta-feira).

O juízo de origem. deveria ter indicado os dias na cláusula primeira. não abrangendo. Soma-se a isso o fato de ser notório o funcionamento. sem concordância com o Sindicato dos Empregados do Comércio no Estado do Espírito Santo: Cláusula Segunda – Da remuneração. conforme prescrito na redação do parágrafo quarto. Alimentação”. sentença. título atribuído à cláusula segunda da referida norma coletiva. visando ao cumprimento da Convenção Coletiva do Trabalho firmada com os Sindicatos Lojistas de Vitória/ES. ao tratar da remuneração. contudo. do aditivo da Convenção Coletiva de Trabalho. nos domingos e no mês de dezembro de 2008. às fls. Em defesa. limitando-se a questionar a validade da norma coletiva que vedou o trabalho aos domingos de todo o ano de 2009. conforme exigido na Cláusula Quinta sem. antecedentes ao natal. extrapolou o objeto do próprio acordo. sem que tenham sido objeto de efetiva negociação. ainda. acolhendo a tese da defesa. Semana: dias 08 a 12/12/2008 – das 8:30 às 21:00 horas. sob o fundamento de que a inclusão do parágrafo quarto. ao argumento de que a regra do ônus da prova não foi observada pelo juízo de origem. que exigem o funcionamento da empresa ré aos domingos. e em especial. não impugnou a alegação de que vem exigindo labor de seus empregados em Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 domingos. segundo a cláusula 1ª da norma coletiva. regulamentava e autorizava o trabalho nos domingos e no mês de dezembro de 2008. assim. que tratava do assunto. pois. dispondo sobre o labor aos domingos durante todo o ano de 2009. julgou improcedente o pedido. que trata da remuneração e alimentação. se mostra plenamente razoável. bem como os domingos. sob a orientação do Sindicato dos Lojistas de Vitória (Sindilojistas). como se infere dos §§ 4º. no prazo de 15 (quinze) dias. letra “a” e 6º. sem acordo com o Sindicato dos Empregados do Comércio no Estado do Espírito Santo. Semana: dias 15 a 23/12/2008 – das 8:30 às 21:00 horas. e R$ 4. no Município de Vitória/ES. com vigência entre 09/12/2008 a 30/11/2009. com a declaração incidental de nulidade do parágrafo 4º. a proibição de se exigir o labor do empregado nos demais domingos de 2009.fls. portanto. A alegação de que a regra teria sido incluída maliciosamente pelo sindicato. não vem cumprindo a norma coletiva acima citada.00 (cinquenta e quatro reais). pois vem exigindo labor de seus empregados em domingos não autorizados.Os portões do SV serão abertos e franqueado o acesso ao público de segunda e domingo às 10:00 horas e fechados às 22:00 . 23 de Setembro de 2013 104 Comércio do Estado do Espírito Santo ajuizou a presente Ação de Cumprimento em face da empresa Ivoxx Comercial Ltda – ME. o objetivo era regular e autorizar apenas o horário especial de natal e ano novo de 2008. como o fez para os domingos de 2008. 315. da leitura do aditivo à Convenção Coletiva 2008/2009.] Parágrafo Quarto: A empresa não poderá exigir o labor do (s) seu (s) empregado (s) nos demais domingos de 2009. que regulamentou o trabalho da categoria comerciária. eis que a empresa efetuou o pagamento por sua livre iniciativa.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. que. informou que. Logo. Sábado: dia 20/12/2008 – das 8:30 às 18:00 horas. 41): Cláusula Primeira – do objeto: A presente Convenção Coletiva de Trabalho tem por objeto a regulamentação e autorização do trabalho dos empregados lojistas no município de Vitória. Nesse sentido. observa-se que o objeto daquela norma coletiva foi a regulamentação e autorização do trabalho dos empregados lojistas no município de Vitória. do Regimento Interno do Shopping Vitória (fls. Alimentação e Transporte” não tem pertinência direta com o assunto propriamente dito. frise-se. que o aludido parágrafo quarto foi incluído na cláusula segunda. 6º . Alimentação e Transporte: [. como também não mostra coerência com a matéria regulada na cláusula segunda. outrossim. razão pela qual deve ser condenada em obrigação de não fazer. o Sindicato extrapolou o próprio objetivo do aditivo da Convenção Coletiva 2008/2009. tampouco o fato do parágrafo terceiro. com a compensação das horas pagas a idêntico título. alimentação e transporte.. Parágrafo Primeiro: O período especial do mês de dezembro de 2008 mencionado no “caput” a serem cumpridos pelos empregados lojistas do município de Vitória. do 1º Aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho 2008/2009. segundo se extrai da sua defesa. intitulada “Da remuneração. portanto. para que houvesse a assinatura do acordo sem a consciência da ré. no período que antecede o natal. e em especial. Também asseverou que abria a loja aos domingos em atendimento ao pedido dos próprios empregados da empresa. Não obstante o objeto do aditivo referir-se à regulamentação e autorização do trabalho aos domingos e no mês de dezembro de 2008. nos domingos e no mês de dezembro de 2008. ressaltando. a fim de que sanasse as irregularidades. ao vedar o labor nos domingos de 2009.00 (dez reais) a título de alimentação. cuja matéria “Da remuneração.00 (quatro reais) referentes ao transporte. além de sustentar a validade da norma coletiva. Insurge-se o Sindicato autor contra a r. seja porque a regra encontrava-se inserida em cláusula cuja matéria não se coaduna com o assunto. que as cláusulas convencionais possuem interpretação restritiva. quanto à remuneração pelo labor aos domingos. no período que antecede o natal. acrescidos de R$ 10. da cláusula segunda. À análise. que. Alegou que a loja da ré localizada no Shopping Vitória/ES. no parágrafo quarto. sindicato da categoria aqui representada. compreende os dias e horários a seguir: Domingo: dias 14 e 21/12/2008 – das 10:00 às 18:00 horas. sem qualquer relação. do artigo 6º. obter êxito. embora de início pareça pouco provável. a empresa requerida pagava R$ 40. ressaltando. foi incluída. na cláusula segunda. conforme previsto na cláusula segunda mencionada. se a pretensão do Sindicato era restringir a autorização do trabalho em algum domingo de 2009. com adicional de 100%. Quarta Feira: dia 24 e 31/12/2008 – das 08:30 às 18:00 horas. bem como em cumprimento à obrigação contratual firmada com o Shopping Vitória. no período que antecede o natal (caput da cláusula 1ª .. Ora. 140/141). Vê-se. totalizando a quantia de R$ 54. a empresa ré alegou que as cláusulas foram incluídas maliciosamente no acordo pelo Sindicomerciários.00 (quarenta reais). Sábado: dia 13/12/2008 – das 8:30 às 18:00 horas. além de gozarem de 01 (um) dia de folga durante a semana seguinte. seja porque teria extrapolado os objetivos da própria norma. como registrado na sentença utilizada como fundamentação do convencimento do juízo de origem. nos domingos. e não em parágrafo da cláusula segunda. na verdade. da cláusula segunda em exame também regular o trabalho aos domingos do mês de fevereiro de 2009 e não somente do período do natal de 2008. não obstante estivesse impedida de exigir o labor de seus empregados. com a matéria tratada no caput da própria cláusula da qual faz parte. porquanto dirigido especificamente para regular o trabalho aos domingos do mês de dezembro de 2008. da cláusula 2ª. A reclamada. asseverou que notificou a empresa requerida. sob pena de multa: Art. Por fim. todos os domingos de 2009. das lojas situadas em shopping center. bem como no pagamento das horas extras. Por fim.

30. pretendendo rediscutir matérias já decididas. PREQUESTIONAMENTO Sustenta a embargante que o v.) Assim. sem demonstrar omissão. por óbvio. INCISO V. permanecerão obrigatoriamente abertas para o público. Tribunal não se manifestou a respeito da celebração do convênio com o fito de viabilizar a prestação de serviços públicos.09. nenhuma loja poderá se manter fechada sem a prévia e expressa autorização da Administração do SV. Domingo.MULTA CONVENCIONAL Não há que se falar em multa convencional.3. encontrando-se toda a matéria exaustivamente enfrentada. quando inexistem falhas formais. contradição ou obscuridade. em face do v. Isso posto. Aduz que este E.ADEMIR DE JESUS PEREIRA MUNICIPIO DE PEDRO CANARIO Origem: VARA DO TRABALHO DE SÃO MATEUS . [.TUTELA ANTECIPADA Análise prejudicada. DESEMBARGADORA CLÁUDIA CARDOSO DE SOUZA Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Relatora Acórdão Processo Nº ED-66600-96. sobretudo as lojas localizadas em shopping center. tendo em vista a sucumbência total do Sindicato autor. consoante consulta no Sistema de Acompanhamento de Processo deste E.5. porquanto presentes os pressupostos legais de admissibilidade recursal.0191 Processo Nº ED-66600/2012-191-17-00. ante a improcedência do pedido principal.TRT 17ª. nos termos autorizados pelo art. No mérito.5.2012. tampouco necessidade de prequestionamento. por unanimidade. Nego provimento. Tribunal. Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente). conforme alegado pela ré. Por fim. Vencida a Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi quanto ao aditivo à Convenção Coletiva. Nego provimento.1. ainda mais considerando-se tratar de assunto fora do objeto da norma coletiva. 2. MÉRITO 2. nos seguintes horários mínimos: a) GRANDES LOJAS (ÂNCORAS). Lino Faria Petelinkar e Desembargadora Claudia Cardoso de Souza.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. 535 do CPC. e até às 22:00 horas de domingo à quarta-feira. apontando omissões no julgado e pugnando pelo prequestionamento da matéria. que. ACÓRDÃO DE FLS. 23 de Setembro de 2013 105 horas. rejeitar a preliminar de intempestividade arguida pela ré e conhecer o recurso ordinário interposto pelo Sindicato autor.TRT 17ª Região . nego provimento. interesse das empresas lojistas o trabalho aos domingos. e. 2.5.2.2009. Mantido o valor da condenação. Acórdão de fls. Des.1. e os CINEMAS até às 23:30 horas. 213/216.0191 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: COMPANHIA ESPIRITO SANTENSE DE SANEAMENTO CESAN Embargados: O V.O SHOPPING VITÓRIA e as lojas dele integrantes. DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 535 DO CPC. das 15:00 às 21:00 horas. 213/216 .CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 2ª Turma do Egrégio Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. registra-se que a nulidade da cláusula também é objeto da Ação Anulatória aforada sob o nº 152.2013: Des. 538 do CPC.0066600-96. É o relatório. por conseguinte. das 10:00 às 22:00 horas. por maioria. Os embargos de declaração têm cabimento quando presentes alguns dos vícios previstos no art. Os pedidos deverão ser formalizados por meio de formulário próprio (Solicitação de Fechamento Temporário de Lojas) justificando os motivos para o ato.2. V. Vistos. em razão da manutenção da sentença que indeferiu os pedidos.666/93 e art. CONHECIMENTO Conheço os embargos declaratórios opostos pela segunda reclamada.. 3. .HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS Indevidos os honorários advocatícios. 2.] § 6º .2012. Acórdão foi omisso quanto ao fato de que o convênio realizado entre as reclamadas foi firmado em conformidade com as normas que regem a matéria – Lei 8. revelando-se improcedentes quando as questões levantadas traduzem inconformismo com o teor da decisão embargada. INEXISTÊNCIA DE QUAISQUER DOS VÍCIOS DO ART.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Evidencia-se o caráter protelatório dos embargos. FUNDAMENTAÇÃO 2.4. sendo. (grs. o que não se mostrou nos autos. ainda aguarda julgamento. negar-lhe provimento. CONVÊNIO CELEBRADO PARA VIABILIZAÇÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS. atraindo a aplicação da multa de 1% prevista no parágrafo único do art. evidente o vício de manifestação das partes no instrumento coletivo em exame. REDISCUSSÃO DE QUESTÕES DE MÉRITO.000. Eventual verificação posterior que venha a comprovar a inveracidade dos motivos alegados pelo lojista para o fechamento de sua loja. sendo partes as acima citadas. LOJAS SATÉLITES E STANDS Segunda a Sábado.7 Embargante Advogado Embargado Advogado Plurima Réu Advogado COMPANHIA ESPIRITO SANTENSE DE SANEAMENTO CESAN Álvaro José Gimenes de Faria(OAB: 005013 ES) ADEMIR DE JESUS PEREIRA Regina de Castro Borges Abreu(OAB: 007970 ES) MUNICIPIO DE PEDRO CANARIO Diego Rufino Torres de Azevedo Griffo(OAB: 014819 ES) ACÓRDÃO . IMPOSSIBILIDADE. [.3.00-6.. ART.17. Sendo que os da ÁREA DE ALIMENTAÇÃO E LAZER ficarão abertos até às 23:00 horas de quinta à sábado. Procurador: Estanislau Tallon Bozi.Durante o horário de funcionamento do SV. obedecidos eventuais acordos sindicais ou determinação da Administração. mantendo-se a sentença por seus próprios e jurídicos fundamentos.17.. OMISSÃO. 2. poderá a Administração do SV aplicar as penalidades previstas no respectivo contrato de locação. 30. Nego provimento. ns. pois não é crível que os lojistas concordassem com cláusula que contraria seus próprios interesses.] § 4º .3. REGIÃO . RELATÓRIO Trata-se de embargos declaratórios opostos pela CESAN. da CF/88.3.17. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19. necessário um debate exaustivo sobre o trabalho aos domingos.. 30.

535 DO CPC. no mérito. 297. Procurador: Estanislau Tallon Bozi. Configuração. negar-lhes provimento.2012. tal permissão não pode ser utilizada como meio de burlar a legislação trabalhista. sendo certo que a não-manifestação acerca de todos os dispositivos legais apontados como violados não configura omissão no julgado. Tese explícita. Na verdade. Ao contrário do que sustenta a embargante. 535 do CPC.TRT 17ª. não havendo se falar. revelando-se improcedentes quando as questões levantadas traduzem inconformismo com o teor da decisão embargada. Desse modo.. embora o julgado não tenha consignado expressamente todos os dispositivos apontados como violados pelo recorrente. A sentença (bem assim o acórdão) omissa contém. tenha havido omissão com relação a este mesmo tópico. Esta. A existência de tese específica sobre a matéria debatida. pretendendo rediscutir matérias já decididas. elementos que levem à conclusão de que o Regional adotou uma tese contrária à lei ou à Súmula.). in verbis: “(. por oportuno. Evidencia-se o caráter protelatório dos embargos. Ou seja. 1993 . 332).17. satisfaz o requisito de fundamentação da decisão e caracteriza a devida prestação jurisdicional. é a diretriz traçada pelas Orientações Jurisprudenciais nº 118 e 256 da SDI-I do Colendo TST. embora suscitado no recurso. ante a evidente intenção de burlar a legislação trabalhista.VIACAO TABUAZEIRO LTDA JOÃO BATISTA DALLAPICOLLA SAMPAIO Origem: 10ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . A Súmula 297 do C. Consoante magistério de Manoel Antonio Teixeira Filho: "Sentença omissa é a que deixa de pronunciar-se sobre um ou mais pedidos formulados pelas partes (. declarando que o são. considerá-los protelatórios e aplicar à embargante multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa. na decisão recorrida. nego provimento. 256.107/2005) autorize a realização de convênios de cooperação entre os entes da Administração Pública. Vistos. inclusive.2012. que era a própria reclamada quem determinava quais servidores seriam contratados. o convênio de cooperação celebrado entre os réus. evidentemente. aliás. a referida questão foi devidamente abordada no decisum. Prequestionamento. portanto. TST.TRT 17ª Região . tendo demonstrado. Prequestionamento. em suas razões de defesa. afigura-se ilegal. puramente. por unanimidade. Segundo o parágrafo único do art. ACÓRDÃO DE FLS. 538 do CPC. um pronunciamento citra petita. 538 do CPC. Súmula 297. quando inexistem falhas formais. em omissão. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19/09/2013: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite (Presidente)..17. nos moldes do artigo 535. "quando manifestamente protelatórios os embargos. IMPOSSIBILIDADE. Havendo tese explícita sobre a matéria. tampouco necessidade de prequestionamento. de certa maneira. Sem razão. sendo certo que os embargos declaratórios não são meio idôneo a corrigir eventual erro de julgamento.. Desembargadora Cláudia Cardoso de Souza e Desembargador Lino Faria Petelinkar. condenará o embargante a pagar ao embargado multa não excedente de 1% (um por cento) sobre o valor da causa". quantitativamente inferior à que se deveria ter sido realizada" ("Sistema dos Recursos Trabalhistas". contradição ou obscuridade. atraindo a aplicação da multa de 1% prevista no parágrafo único do art. Pugna. 7ª ed. o juiz ou tribunal. desnecessário contenha nela referência expressa do dispositivo legal para ter-se como prequestionado este.5.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. que tratou de forma clara e precisa acerca do tema. de maneira clara. reconheceu que os trabalhadores eram contratados exclusivamente para prestarem serviços para a Cesan. encontrando-se toda a matéria exaustivamente enfrentada. Inteligência da Súmula 297. no acórdão.5. que embora o ordenamento jurídico (Lei 8. mas tão somente falhas formais porventura havidas no julgado.0010 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: VALMINANDES DE AGUIAR Embargados: O V.666/93 e Lei 11.São Paulo: LTr. impõe à parte prequestionar tema que. afirmando. do CPC. A nulidade é tão evidente que o próprio Município. De tal sorte. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE . REDISCUSSÃO DE QUESTÕES DE MÉRITO. da Constituição. ante o evidente caráter protelatório dos embargos interpostos. pois a apreciação do órgão foi. não há qualquer omissão no v. INEXISTÊNCIA DE QUAISQUER DOS VÍCIOS DO ART. pressupõe. há necessidade de que haja. 23 de Setembro de 2013 106 V. em relação aos pedidos deduzidos na causa. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Para fins do requisito do prequestionamento de que trata a Súmula n. portanto. E nem há se falar em prequestionamento da matéria. a embargante pretende revolver questões já decididas.5 Embargante Advogado Embargado Advogado Plurima Réu VALMINANDES DE AGUIAR João Batista Dalapíccola Sampaio(OAB: 004367 ES) VIACAO TABUAZEIRO LTDA Katherine Rodnitzky Nunes(OAB: 010395 ES) JOÃO BATISTA DALLAPICOLLA SAMPAIO ACÓRDÃO . Da mesma forma. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº ED-78900-51.p.0078900-51." Destarte. inconformismo com o julgado. sem que houvesse a realização de concurso público.. Tese explícita.0010 Processo Nº ED-78900/2012-010-17-00. REGIÃO . nestes termos: "118. ainda que contrária ao entendimento da parte. com o intuito de disponibilizar trabalhadores para atuarem na atividade-fim da 1ª reclamada. para fins de interposição de recurso de revista.” Como se vê.) Observe-se. 370-376 . Os embargos de declaração têm cabimento quando presentes alguns dos vícios previstos no art. ao consignar que incumbe à parte opor embargos declaratórios visando o prequestionamento de matéria.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. a reconheceu. CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. conhecer dos embargos declaratórios e. pelo prequestionamento dos dispositivos invocados. ao final. acórdão. destacando que o convênio foi uma imposição da Cesan para o plano de investimento na sede e nos distritos da municipalidade. sem demonstrar omissão. não foi objeto de pronunciamento no acórdão. em flagrante contratação irregular. . condeno a embargante ao pagamento de 1% sobre o valor da causa.

elementos que levem à conclusão de que o Regional adotou uma tese contrária à lei ou à Súmula. 131. tendo demonstrado. não foi objeto de pronunciamento no acórdão. sob a pecha de vício no julgado. há necessidade de que haja. nexo de causalidade. do CPC. Súmula 297.906/94. 166 e 790-B da CLT. 157. no acórdão. conhecer dos embargos declaratórios e. Afinal. baseada no laudo pericial. porquanto preenchidos os pressupostos legais de admissibilidade. Vejamos. 422. A meu ver. acórdão. ao se referir ao perito. CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. ao menos. I e 21. acórdão. 932. mesmo estando o obreiro afastado de suas funções como motorista por tempo significativo. §§1º e 3º. 256. I. TST. da Lei n. deixa clara a impossibilidade de responsabilização da reclamada. 927. não há qualquer omissão no v." Destarte. evidentemente. o d. considerá-los protelatórios e aplicar ao embargante multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa.) Com a manutenção da sentença que julgou improcedente o pedido de reconhecimento da doença ocupacional. portanto. todavia. 7º. ainda.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. No caso dos autos. ao consignar que incumbe à parte opor embargos declaratórios visando o prequestionamento de matéria. em relação à causa e/ou concausa para o início ou progressão da doença ocupacional. embora o julgado não tenha consignado expressamente o dispositivo apontado como violado pelo recorrente. que deu parcial provimento ao recurso ordinário interposto pelo autor. A existência de tese específica sobre a matéria debatida. no mérito. entendeu a 2ª Turma. 435. 33. Destacou. XXVIII. Havendo tese explícita sobre a matéria. de acordo com o laudo pericial e os laudos juntados aos autos pelo próprio reclamante. da Lei 8. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19/09/2013: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite (Presidente). § único e 389 do Código Civil. FUNDAMENTAÇÃO 2. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA . Súmula 219 do TST. o embargante pretende revolver questões já decididas. Diante de tais considerações. No tocante à responsabilidade objetiva. Para fins do requisito do prequestionamento de que trata a Súmula n. apenas manifesta seu inconformismo. é a diretriz traçada pelas Orientações Jurisprudenciais nº 118 e 256 da SDI-I do Colendo TST. MÉRITO O reclamante alega existência de omissão no v. arts. com o intuito de revolver matéria já decidida. caput. Desembargadora Cláudia Cardoso de Souza e Desembargador Lino Faria Petelinkar. na verdade. dispensando o reclamante do pagamento dos honorários periciais. ante o caráter protelatório dos embargos. como é o caso dos peritos do INSS e das Universidades Federais. por unanimidade. tenha havido omissão com relação a este mesmo tópico. Aduz que houve violação dos artigos 19. desnecessário contenha nela referência expressa do dispositivo legal para ter-se como prequestionado este. 3º. Acórdão de fls. subjetiva ou objetivamente. finalidade que não se coaduna com a da via recursal eleita. não havendo se falar. arts. 436 e 437 do CPC. aliás. 370/376. Procurador: Estanislau Tallon Bozi. Inteligência da Súmula 297. puramente. satisfaz o requisito de fundamentação da decisão e caracteriza a devida prestação jurisdicional. III. que. mas responsabilizou-o por restituir à reclamada o valor dos honorários prévios. em omissão. nestes termos: "118. I e II. Também sustenta omissão em relação ao artigo 5º. E nem há se falar em prequestionamento da matéria. V e X. 20 do CPC. observa-se que o v. acórdão. embora suscitado no recurso. tampouco a relação de nexo causal ou concausa entre a enfermidade sofrida pelo obreiro e o labor desenvolvido na reclamada. que não ficou comprovada a doença ocupacional. o laudo pericial comprovou a inexistência de nexo de causa ou concausalidade com o labor. XXXIV e 133 da Constituição Federal. e não ao perito privado”. A Súmula 297 do C. impõe à parte prequestionar tema que. 297. RELATÓRIO Trata-se de Embargos de Declaração opostos pelo reclamante VALMINANDES DE AGUIAR.060/50. o art. acórdão. negar-lhes provimento. em face do v. Em relação aos honorários periciais prévios.1. sendo certo que os embargos declaratórios não são meio idôneo a corrigir eventual erro de julgamento. ainda que contrária ao entendimento da parte. à responsabilidade objetiva e aos honorários periciais prévios. art. à responsabilidade objetiva e aos honorários periciais prévios. in verbis: “(. Tese explícita. É o relatório. Juízo de origem determinou a requisição de verba própria do Tribunal.. Como se vê. 944. porquanto foi sucumbente em relação ao objeto da perícia. Ou seja. nos moldes dos artigos 897-A da CLT e 535 do CPC. 20.º 1. não havendo que se falar em responsabilidade. apesar de não tratar especificamente do tema da responsabilidade civil. ante a inexistência da doença ocupacional.. Quanto à doença ocupacional. Configuração. mas tão somente falhas formais porventura havidas no julgado. Prequestionamento. o embargante. caberia ao reclamante Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 arcar com os honorários periciais. fez alusão ao técnico custeado pelos cofres públicos.2012/91. sem que exista.213/91. Tese explícita. por unanimidade. Na verdade. § único. porquanto o perito concluiu que o reclamante é portador de doença degenerativa e que o trabalho desenvolvido pelo autor não contribuiu nem agravou as lesões na coluna. a doença vem se agravando. Consoante se infere do v. Versam os Embargos sobre supostas omissões no julgado. a referida questão foi devidamente abordada no decisio. 2.o reclamante ficaria dispensado do pagamento dos honorários periciais. Prequestionamento. que tratou de forma clara e precisa acerca do tema. Esta. § 5º da Lei 8. 186. no tocante à causalidade e/ou concausalidade. nem mesmo quando concedida a assistência judiciária gratuita . na decisão recorrida. 402. ao contrário do que sustenta o embargante. nego provimento. bem como aplico multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa. CONHECIMENTO Conheço dos embargos de declaração opostos. 950. 949. quanto aos dispositivos legais e constitucionais invocados no recurso ordinário. inconformismo com o julgado. XXII. pressupõe. sendo partes as acima citadas. Súmula 450 do STF e art.cujos benefícios são mais amplos que os da gratuidade da justiça . Lei 8. 23 de Setembro de 2013 107 DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. nos moldes do artigo 535.2. de maneira clara. portanto. o que confirma não se tratar de doença ocupacional. sendo certo que a não-manifestação acerca de todos os dispositivos legais apontados como violados não configura omissão no julgado.

à assistência judiciária gratuita. Portanto. não autoriza o reconhecimento do regime de sobreaviso. a 1ª reclamada requer. .1. 966/972. 1083/verso).1. 1073/1082. 44 e 252 (substabelecimento fl. Razões da 1ª reclamada. 477 da CLT. Contrarrazões apresentadas pela 1. preliminar de coisa julgada.ª reclamada ao recurso do reclamante às fls. Contrarrazões apresentadas pelo reclamante ao recurso ordinário da 1. in verbis: “(.0087400-02.ª Vara do Trabalho de Cachoeiro de Itapemirim/ES.5. 251).0132 Processo Nº RO-87400/2010-132-17-00. Instrumentos de mandato. aos pedidos decorrentes desta declaração (jornada Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 de trabalho. requerendo seja negado provimento ao recurso obreiro. CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário interposto pelo reclamante. Embora intimadas. às fls. sendo partes as acima citadas. não houve remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho para emissão de parecer. aos honorários advocatícios e aos descontos fiscais e previdenciários. não o conhecendo.17. RELATÓRIO Trata-se de recursos ordinários interpostos pelo reclamante e pela primeira reclamada (Telemar Norte Leste S/A). à fl.2. em face da r. §1º.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. MÉRITO DO RECURSO ORDINÁRIO DA PRIMEIRA RECLAMADA (INVERSÃO DA ORDEM DE JULGAMENTO EM VIRTUDE DE QUESTÃO DE PREJUDICIALIDADE) 2. às horas extras e. às fls. 1046/verso. às horas extras. sentença. conheçoo. por força da Orientação Jurisprudencial n. O art. uma vez que. conforme se denota do trecho abaixo transcrito. Inteligência da Súmula 428 do C. pois a simples possibilidade de vir a ser contactado pela ré.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA RECURDO ORDINÁRIO DA PRIMEIRA RECLAMADA (TELEMAR NORTE LESTE S/A). Não comprovada a limitação de locomoção do trabalhador. não há como ser reconhecido o sobreaviso. emissão ou recepção de sinais ou sons. respeitada a prescrição declarada. sendo certo que o juízo de origem deferiu nos exatos termos requeridos. a segunda e a terceira reclamada não apresentaram contrarrazões aos recursos apresentados (certidão de fl. TERCEIRIZAÇÃO LÍCITA. 23 de Setembro de 2013 108 Relatora Acórdão Processo Nº RO-87400-02. embora possibilite a consecução do serviço de telefonia. Vistos. Razões do reclamante. UTILIZAÇÃO DE TELEFONE CELULAR. TST. não se encaixam no conceito legal de transmissão de sinais ou sons. 1033/1045. por meio de telefone celular. aos honorários periciais. HORAS DE SOBREAVISO.2010.TRT 17ª Região . Segundo aduziu.0132 RECURSO ORDINÁRIO Recorrentes: WANDERLEY DE OLIVEIRA SIMOES TELEMAR NORTE LESTE S/A Recorridos: TELEMAR NORTE LESTE S/A WANDERLEY DE OLIVEIRA SIMOES VITELCO ENGENHARIA S/A GECEL S/A Origem: 2ª VARA DO TRABALHO DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM . relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO.. à multa do art. condena-se as reclamadas a pagar ao obreiro o adicional de periculosidade durante o contrato de trabalho. diferenças dos tíquetes alimentação. no tocante à coisa julgada material. TST.) Assim. à multa do art. acessórias ou complementares ao serviço de transmissão. posteriormente. nos termos do art. não há falar em violação à súmula 331 do C. remetida para uma das Varas do Trabalho do Distrito Federal. COISA JULGADA MATERIAL. TST. que julgou procedentes em parte os pedidos formulados na inicial. por fim. 475-J do CPC. Conheço parcialmente do recurso ordinário interposto pela primeira reclamada. requerendo a reforma da r. que permanece com a possibilidade de usar seu tempo livremente. Com efeito. pugnando pela reforma da r. da lavra da eminente Juíza Angela Baptista Balliana Kock. CLT e Súmula 191/TST. sentença. auxílio refeição em horas extras e cesta básica). no percentual de 30% sobre o salário. à prescrição do FGTS. sem os acréscimos de gratificações e outros. quanto ao reconhecimento do vínculo empregatício direto com a Telemar. pois tempestivas e regulares. Em atendimento ao Provimento Consolidado da CGJT. em recurso ordinário. sentença de fls. à responsabilidade subsidiária. da CLT. FUNDAMENTAÇÃO 2. EMPRESA DE TELECOMUNICAÇÃO. requerendo o não provimento do recurso. sendo. porque preenchidos os pressupostos legais de admissibilidade.)” Quanto às demais matérias do recurso ordinário da 1ª ré. porquanto preenchidos os pressupostos legais de admissibilidade. à hipoteca judiciária. pois a Ação Civil Pública teria reconhecido a possibilidade da terceirização em sua atividade-fim. publicado no DEJT de 08 de Agosto de 2012.17. ao adicional de periculosidade e à base de cálculo. Os serviços de instalação e de reparação de linhas telefônicas são serviços auxiliares ou acessórios à transmissão de dados. à fl. em recurso ordinário.2. Considero as contrarrazões apresentadas pelo reclamante e pela 1ª reclamada. RECURSO ORDINÁRIO DO RECLAMANTE. no tocante à base de cálculo do adicional de periculosidade. É o relatório. NÃO CONFIGURAÇÃO. a ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho foi originalmente distribuída para a 14ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro. e de custas processuais. AÇÃO CIVIL PÚBLICA IMPROCEDENTE A 2ª reclamada arguiu. nos termos do § 1º do art. INSTALAÇÃO E REPARAÇÃO LINHAS TELEFÔNICAS. que a base de cálculo do adicional de periculosidade seja o salário. (. 193. às fls. 193..ª reclamada às fls.472/97 permite à concessionária de telecomunicação a contratação de terceiros para o desenvolvimento de atividades inerentes.º 130 da SDI-1 do C. 1056/1072. 1046. 2. por ausência de interesse recursal..2010.. 973/1032. Comprovantes de recolhimento de depósito recursal.7 Recorrente Advogado Recorrido Plurima Autor Advogado Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Advogado WANDERLEY DE OLIVEIRA SIMOES Wéliton Roger Altoé(OAB: 007070 ES) TELEMAR NORTE LESTE S/A TELEMAR NORTE LESTE S/A Décio Freire(OAB: 012082 ES) WANDERLEY DE OLIVEIRA SIMOES VITELCO ENGENHARIA S/A GECEL S/A Luiz Eduardo Santos Salomão(OAB: 014510 ES) ACÓRDÃO . nos tópicos levantados pela referida ré. 94 da Lei nº 9. prolatada pela MMª 2.5.

na função de cabista. Portanto. sem vislumbrar qualquer fraude no vínculo empregatício. ainda. que permitiu a terceirização na atividade-fim e. Assim. Esse é o sentido estabelecido no microssistema de processo coletivo (formado pela Constituição da República. com ou sem hipossuficiência de provas (artigo 103 §1º do CDC). I. serviços para a 1ª reclamada (TELEMAR NORTE E LESTE S/A). julgou improcedentes os pedidos decorrentes da declaração do reconhecimento do vínculo de emprego. não sendo. que inclusive não possui funcionários que desenvolvem esta atividade. em 07/04/2010. sendo ilícita a terceirização em análise. já que terceirizou todas as atividades secundárias (instalador. a coisa julgada ficará limitada aos legitimados da ação coletiva. inclusive. Defendeu que prestava. não prejudicando as pretensões individuais. para reconhecer (rectius: declarar) a ilegalidade de determinada conduta da reclamada. Assim. De qualquer sorte. TST). Portanto. em 10/02/2002. Argumentou não existir nenhum profissional em seus quadros que exerça a atividade do reclamante. então. a recorrente anexa o v. § 2º. do mesmo diploma. cuja legislação própria (artigo 94 da Lei 9. Às fls. 2. em sua atividadefim. do C. auxílio refeição em . inciso I. mediante terceirização. A improcedência da ação civil pública proposta pelo Ministério Público do Trabalho. Também afirmou ser empresa do ramo de telecomunicações. à fl. a fim de ver apreciada a sua pretensão. Rejeito a preliminar.078/90. reparador e cabista) a empresas especializadas. mesmo que subsidiariamente. Assim.º 9. Explico. laborando ininterruptamente através das interpostas (VITELCO e GECEL). caso indeferido o pedido de reconhecimento do vínculo empregatício. requereu o reconhecimento do vínculo empregatício Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 diretamente com a tomadora dos serviços (Telemar) e. aduziu não ser possível o reconhecimento do vínculo empregatício e. pelas obrigações da empresa contratada. do C. pois. requereu a condenação das prestadoras de serviços solidária ou subsidiariamente. possível a alegada equiparação. mesmo que não haja insuficiência de provas. Assim. aquele que se sentir lesado individualmente poderá procurar o Judiciário. na execução. a aplicação do inciso V do art. sem justa causa. TST. quando tiver integrado a lide coletiva como litisconsorte. § 1º. impugnou a responsabilidade subsidiária. direitos previstos em Convenção Coletiva de Trabalho. a decisão proferida em sede de ação civil pública não tem efeitos dúplices. diferenças dos tíquetes alimentação. enquanto que as atividades-meio estão ligadas à manutenção e instalação de linhas telefônicas. excutir-se primeiro os bens dos sócios da GECEL. não se equiparam àquelas desempenhadas pelos empregados da 1ª ré (Telemar). por eventuais débitos reconhecidos nesta ação. de fato. por meio da desconsideração da personalidade jurídica. 267 do CPC. sob o fundamento de que o autor foi regularmente contratado pelas 2ª e 3ª reclamadas. e. emissão ou recepção de informações. EQUIPARAÇÃO (ANÁLISE EM CONJUNTO COM O RECURSO ORDINÁRIO DO RECLAMANTE) Alegou o reclamante. fiscalizado ou comandado a prestação de serviços do reclamante. por inexistir culpa in eligendo e in vigilando. de modo que não exerce mais tais funções por meio de seus próprios empregados. com legislação própria (Lei n.078/90. tampouco. a sentença coletiva de improcedência do pedido não produz efeitos na esfera individual. devendo eventual crédito trabalhista recair sobre sua real empregadora. mesmo que esteja em trâmite ação civil pública com o mesmo objeto (artigo 104 do CDC) ou tenha havido decisão de improcedência. remunerado. VÍNCULO EMPREGATÍCIO. com base no princípio da igualdade. caso incida a condenação subsidiária. TST apenas é aplicado quando a terceirização é realizada com fraude e com intuito de prejudicar o empregado e. era subordinado. estejam corretas.2. a sua condenação subsidiária e a equiparação do autor com seus funcionários. 23 de Setembro de 2013 109 Por conta do deslocamento de competência. deve-se observar o benefício de ordem para. por si só.47297 – Lei Geral das Telecomunicações). exclusivamente. requerendo. 1054/verso. assim. da Lei 8. auxílio refeição em horas extras e cesta básica. A GECEL. somente faz coisa julgada ultra partes a procedência da ação. transferência de linhas de assinantes e instalação de telefones). não induz. A única ressalva que o microssistema de tutelas coletivas dispõe sobre a coisa julgada atingir o tutelado individualmente reside no artigo 103. requereu sua equiparação aos empregados da Telemar. na inicial. Mencionou que o inciso IV da Súmula 331 do C. o que não é o caso dos autos. junta a certidão do TST. que foi admitido pela 1ª reclamada (TELEMAR NORTE LESTE S/A). Vejamos. Alegou. regulamentada e fiscalizada pela ANATEL (Agência Nacional de Telecomunicações). no sentido de que não houve oposição de recurso contra a decisão que negou seguimento ao agravo de instrumento em recurso de revista. tíquete alimentação. acórdão de improcedência da ACP. ser empresa do ramo das telecomunicações. jornada de trabalho. Ressaltou ser de conhecimento notório que a empresa terceirizou totalmente as atividades de instalação e manutenção de linhas telefônicas. ausentes tais requisitos. formando-se o vínculo empregatício diretamente com o tomador de serviços (Súmula 331. e. defendeu que a coisa julgada na aludida ação possui efeitos erga omnes. ou seja. para a presente demanda. Ressaltou que a prestação de serviços para a 1ª reclamada ocorreu em virtude de contratação entre as reclamadas para atender às suas necessidades empresariais. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. dispensado. da Lei 8. conforme dispõe o artigo 103. sendo que sua atividadefim é aquela ligada diretamente à transmissão. em sede de contestação.492/97) permite a contratação de atividades relacionadas com seu objeto principal. segundo o artigo 103. quais sejam. sendo dispensado. Pelo princípio da eventualidade. Lei 7. para os limites da coisa julgada na ação coletiva.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.2. o tomador de serviços não está sujeito a responder. O juízo a quo indeferiu o pedido de reconhecimento do vínculo de emprego diretamente com a Telemar. 1043/1052. afirmou que as funções desempenhadas pelo reclamante (instalação e remoção de fios telefônicos. Argumentou que a Lei Geral de Telecomunicações não autoriza a terceirização na atividade fim da empresa.078/90.347/85 e LC 75/93). sendo desta que recebia as ordens. o reconhecimento legal da conduta da reclamada. cujos efeitos se estendem para todo o território nacional. em contestação. referente à jornada semanal de 40 horas. Ainda. não verifico a ocorrência de coisa julgada material apta a obstaculizar o prosseguimento da ação individual. consequentemente. Lei 8. no caso de improcedência da ação coletiva. A TELEMAR. nos termos da Súmula 331. por qualquer meio. ainda que todas as afirmações prestadas pela 2ª reclamada. a coisa julgada da improcedência da ação coletiva ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho não teria efeitos na esfera individual. por jamais ter contratado.

IV. requereu o deferimento dos pedidos decorrentes da declaração do vínculo. a 2ª reclamada sustentou que o reclamante. Pelo princípio da eventualidade..472/97. 94. Por fim. portanto. recorre a 1ª reclamada. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Cumpre notar que a Lei nº 9. sendo certo.472/97 como sendo a transmissão. estando inserido em sua atividade fim. pois a desconsideração da personalidade jurídica é excepcional. em regra.".. nos termos da Súmula 191 do C. sons ou informações de qualquer natureza (§1º. O reclamante.472/97. requerendo.. Ressaltou que o reclamante participou de diversos cursos de “Noções Básicas de Segurança do Trabalho”. contínuo. 94 da Lei 9. TST.contratar com terceiros o desenvolvimento de atividades inerentes. horas extras. de retrocesso nas condições de trabalho e de diminuição de salários. sinais. considero que os serviços de instalação e reparação de linhas telefônicas são serviços auxiliares ou acessórios à transmissão de dados. por fio. 477 da CLT. estabelece expressamente que no cumprimento de seus deveres. Ainda. art. a multa de 40% e multa do art. escritos. para que sejam excutidos os bens dos sócios da primeira ré. que ". em primeiro lugar. à análise do caso em tela. nego provimento aos recursos ordinários interpostos pela 1ª ré (Telemar) e pelo reclamante. todas as outras atividades (não previstas no transcrito dispositivo legal) são consideradas atividades-meio. já que. condenou a 1ª reclamada a responder subsidiariamente pelas verbas devidas. imagens. pugna pelo reconhecimento do vínculo empregatício diretamente com a tomadora dos serviços.. não havendo. apenas a partir de junho/2008. de conservação e limpeza. a transferência açodada de parte das atividades empresariais para outras empresas tem sido sinônimo. Nesse aspecto. desde que inexistente a pessoalidade e a subordinação. por seu turno. assim. emissão ou recepção. bem como reflexos sobre aviso prévio.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. A questão tratada nos autos diz respeito ao fenômeno denominado de "terceirização". E não há falar em benefício de ordem. entre nós... em seu item III. diferenças dos tíquetes alimentação. apenas em caso de frustrado o pagamento pelos executados. ADICIONAL DE PERICULOSIDADE Na inicial. na hipótese de ausência de pessoalidade e subordinação. acessórias ou complementares ao serviço. o requerimento do vínculo empregatício. então. argumentou que o adicional de periculosidade observou o percentual previsto em norma coletiva. estivessem tais atividades inseridas no conceito restrito de atividade de telecomunicação. campo para o entendimento lúcido que considera válida a "terceirização" de atividades quando estas não integram a atividade-fim do empreendimento econômico e. a sua atividade-fim e. Todavia. ainda. Passemos. não há empregados exercendo as mesmas atividades do reclamante. o que possibilita a redução dos custos e o melhor controle de qualidade. ainda que inferior ao estabelecido na lei. de símbolos. o que incluía. sucessivamente. DSR. em virtude do contrato pactuado.com o escopo de diminuir a diversidade das formas de organização da produção e do trabalho. destinadas a propiciar a prestação do serviço principal. não se encaixam no conceito legal de transmissão de sinais ou sons. radioeletricidade. Requereu o pagamento do adicional de periculosidade no percentual de 30%. direito ao adicional de periculosidade. ao argumento de que prestava serviços diretamente para a Telemar. o que prejudica a quem incumbia o ônus de demonstrar. diversos estudos estão sendo realizados. 13º salário. patrocinados pelo empregador. Isso posto. pois. a concessionária poderá. Nessa linha de raciocínio. pendendo a jurisprudência trabalhista ora para a rejeição de tão controvertido instituto ora para o seu temperamento. Afasta-se.não se forma vínculo de emprego com o tomador a contratação de serviços de vigilância (Lei nº 7. então. o percentual foi alterado para 15%. em seu art. férias acrescidas de 1/3. uma vez que.Anatel. os bens dos sócios da GECEL e da VITELCO. sendo certo. sobreaviso. nunca lhe pagou o valor referente ao adicional de insalubridade e. principal e subsidiário. outrossim. naturalmente. na medida em que a primeira reclamada exercia sobre a segunda e terceira. TST. caracteres. qualquer ilicitude na terceirização do serviço. TST. contra o qual resistem os trabalhadores. Diz que a LTG não se aplica no campo das relações empregatícias. que não há qualquer prova de trabalho com subordinação direta à tomadora dos serviços. do C. Abriu-se. IV. em recurso ordinário. Vejamos. presente a hipótese prevista na Súmula 331.3. É esta. principalmente. A Telemar Norte Leste é uma empresa de telecomunicação. 23 de Setembro de 2013 110 horas extras e cesta básica. benefícios previstos nas CCT’s e ACT’s aplicados aos trabalhadores da Telemar (jornada de trabalho. calculado sobre a remuneração. que encontra óbice no inciso II do art. meios ópticos ou qualquer outro processo eletromagnético. requereu a incidência do salário base do reclamante para fins de cálculo do . o reclamante alegou que exercia atividade em área de alto risco. O empresariado. observadas as condições e limites estabelecidos pela Agência: I . poder diretivo dos serviços prestados. Inconformada. II .estratégia da focalização . Aliás. no exercício da função de instalador.2. bem como a de serviços especializados ligados à atividade meio do tomador. o tomador dos serviços é responsável subsidiário pelo descumprimento das obrigações trabalhistas assumidas pela 2ª e 3ª rés e não cumpridas. além de fornecer equipamentos de proteção individual. reiterando os argumentos da defesa para afastar a responsabilidade subsidiária. seria imprescindível que o exercício das mesmas fosse precedido de autorização da Agência Nacional de Telecomunicações . amparado pelo princípio constitucional da isonomia e em alegações de precarização de mão-de-obra. de pulverização da atividade sindical. o que é definido pela Lei nº 9. Por fim. em virtude da proximidade com os cabos elétricos energizados de alta tensão. 2. Mencionou que a ré. não obstante possibilite a consecução do serviço de telefonia. por isso.). bem como o de equiparação com os empregados da tomadora dos serviços. por força da desconsideração da personalidade jurídica. que a primeira reclamada não mais realiza os serviços de instalação e reparação de linhas telefônicas por meio de seus próprios empregados e que. o FGTS. bem como a implementação de projetos associados.102/83). seja observado o benefício de ordem. do C. nos termos da Súmula 331. já que a licitude da terceirização é tratada pela Súmula 331 do C. então. defende a tese da concentração das atividades naquilo que é o núcleo de sua atividade . passou a receber 5% referente ao adicional de periculosidade e. outrossim. auxílio refeição em horas extras e cesta básica). 60). de desemprego. Editou-se a Súmula nº 331 da Súmula do Colendo TST que enuncia. habitual ou mesmo intermitente com equipamentos energizados aptos a provocar choques elétricos. no sentido de que sejam excutidos. TST. o poder de fiscalizar o cumprimento das obrigações trabalhistas. Não vislumbro.(. portanto. Em defesa. não trabalhou em contato direto. até maio/2008. a partir de abril/2009.

o entendimento sedimentado na Súmula nº 07 deste E. não estabeleceu nenhuma proporcionalidade em relação ao seu pagamento. 195 da CLT. o pagamento espontâneo do adicional de periculosidade. da SDI-1. por ser ato inferior à lei.412/86. 23 de Setembro de 2013 111 adicional de periculosidade. TST.1985. respeitada a prescrição declarada. o trabalho desenvolvido pelo obreiro encontra-se. recorre a primeira ré. embora de forma intermitente. verbis: ADICIONAL DE PERICULOSIDADE. CARACTERIZAÇÃO DE FATO INCONTROVERSO. conforme transcreve a Orientação Jurisprudencial 406. de 20. mas exposto às suas condições de risco. DESNECESSÁRIA A PERÍCIA DE QUE TRATA O ART. verbis: SUM-361 ADICIONAL DE PERICULOSIDADE. certo é que. PAGAMENTO ESPONTÂNEO. 25 e 26. fazendo jus ao adicional de periculosidade no percentual de 30%. no exercício de suas funções. pois torna incontroversa a existência do trabalho em condições perigosas. Deve-se observar. pois torna incontroversa a existência do trabalho em condições perigosas. do C. dispensa a realização da prova técnica exigida pelo art. 638/654.412. 22/23). 451/495). ainda que de forma proporcional. que fez o enquadramento da respectiva periculosidade conforme o quadro de atividades e área de risco anexo ao Decreto.369/88 (conforme previsto nos acordos coletivos – fls. Como o reclamante atuava bem próximo dessas linhas aéreas.10. correndo altos riscos. porque a Lei nº 7. que as atividades obreiras não caracterizam periculosidade. argumentou ser empresa concessionária de serviços de telecomunicações. 195 DA CLT. DE 20.11. nos termos do Decreto n. fiquem expostos a condições de risco equivalente ao do trabalho exercido em contato com sistema elétrico de potência. Ademais.2003 O trabalho exercido em condições perigosas. Assim. baseado na prova pericial. O perito concluiu.04.369/85. Assim. A 1ª ré.2. EXTENSÃO DO DIREITO AOS CABISTAS.1985. perito. conforme previsão técnica legal dada pelo Decreto 93. (grs. décimo terceiro salário. verbis: OJ-SDI1-406 ADICIONAL DE PERICULOSIDADE. no percentual de 30% sobre o salário. Ainda. Tribunal. esse entendimento já foi cristalizado na súmula 361 do C. Disse. LEI N° 7. Deferem-se.412/86. suas atividades eram bem próximas a este. 20 e 21. dessa forma. instaladores e reparadores de linhas de empresas de telefonia. 193. no período imprescrito.412/86 extrapolou o objetivo já fixado na Lei nº 7. O juízo de origem. nego provimento. não pode contrariá-la ou ir além do que ela permite e. como é o caso dos autos. e o sinistro pode acontecer ainda que se mantenha contato habitual por alguns minutos. ainda. sim.10.412/86. que a partir de junho/2008 o reclamante passou a receber 5% do adicional de periculosidade. condena-se as reclamadas a pagar ao obreiro o adicional de periculosidade durante o contrato de trabalho. instaladores e reparadores de linhas e aparelhos de empresas de telefonia. É devido o adicional de periculosidade aos empregados cabistas. da SDI-1. considero que a incidência do percentual de 30% não comporta fracionamento. restringi-la.Res. TST considera devido o adicional de periculosidade aos empregados cabistas.2007. dispensaria a realização da prova técnica exigida pelo art. 195 da CLT. HONORÁRIOS PERICIAIS .Estruturas. ns. INSTALADORES E REPARADORES DE LINHAS E APARELHOS EM EMPRESA DE TELEFONIA. por sua vez. dá direito ao empregado a receber o adicional de periculosidade de forma integral. Nesse sentido. Na eventual hipótese de condenação. tampouco. Não pode o decreto distinguir onde a lei não o faz.09. razão pela qual suas atividades e de suas prestadoras não estão submetidas à Lei 7. EXPOSIÇÃO INTERMITENTE (mantida) . ELETRICITÁRIOS. faz jus a perceber o adicional previsto na Lei n. caracteriza-se como atividade em condições de periculosidade. DE 14. LEI Nº 7. embora o reclamante não laborasse no sistema elétrico de potência. CLT e Súmula 191/TST. nos termos do § 1º do art.369. O decreto regulamentar deve cingir-se ao que a lei contém e. em abril/2009 o adicional foi modificado para 15% (fls. que era somente o de especificar a atividade considerada perigosa. REGULAMENTADA Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 PELO DECRETO Nº 93. Corrobora essa conclusão o fato de que o risco não escolhe hora nem lugar. abrangido pelo quadro anexo do Decreto nº 93. durante todo seu período laboral. ainda. uma vez que adoto o entendimento segundo o qual o decreto regulamentador. aviso prévio e horas extras. Vejamos. TST. dirigida ao setor de energia elétrica. às fls. 2. ainda. conforme informado pelo perito. é fácil concluir que o Decreto nº 93. do C. De igual modo. nos seguintes termos. in verbis: “A prova pericial produzida foi no sentido de que o trabalho do reclamante era periculoso.369/85. uma vez que o mesmo laborava em sistemas integrantes ao Sistema Elétrico de Potência e com a possibilidade de energização acidental ou por falha operacional. desde que. subtransmissão e distribuição. o expert foi categórico ao afirmar que o reclamante ficava exposto ao risco de acidentes de forma habitual e permanente. Isso posto. ainda que de forma proporcional ao tempo de exposição ao risco ou em percentual inferior ao máximo legalmente previsto.369/85. condutores e equipamentos de linhas aéreas de transmissão. Asseverou o i. (DEJT divulgado em 22. reiterando os argumentos expendidos na contestação.86.1986. de 14. O trabalho desenvolvido em redes de telefonia não integrantes do sistema elétrico de potência. verbis: REDES DE TELEFONIA. Aliás. SISTEMA ELÉTRICO DE POTÊNCIA.” Inconformada.369/85. DJ 25. que regulamentou a Lei nº 7. ainda.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.4. Ademais. ADICIONAL DE PERICULOSIDADE.412. que laboram próximo ao sistema elétrico de potência. 93. DJ 19.) Nesse aspecto. nos moldes preconizados pelo Decreto nº 93.369. 121/2003. os reflexos do adicional de periculosidade nas seguintes verbas: férias mais 1/3. o qual enumera dentre as atividades periculosas a manutenção de fontes de alimentação de sistemas de comunicação. defendeu o pagamento do adicional proporcional ao tempo efetivo de exposição ao risco. E nem se argumente que o adicional seria proporcional ao tempo de exposição ao risco. a OJ nº 347.2010) O pagamento de adicional de periculosidade efetuado por mera liberalidade da empresa. sujeito ao risco de contatos com a rede energizada.09. as declarações do autor na inicial: que não recebia o adicional de periculosidade até maio/2008. julgou procedente o pedido de pagamento do adicional de periculosidade. já que a lei o estipulou de forma fixa sobre o salário do obreiro. área de risco: 1 . 7. FGTS mais 40%. que as atividades exercidas pelo reclamante são ensejadoras de periculosidade. Indevido o reflexo sobre o RSR uma vez que mensalista.10. incluindo plataforma e cestos aéreos usados para execução dos trabalhos.

Asseverou que. que as horas extras trabalhadas além das duas horas eram lançadas em outros dias em que saia do serviço no horário contratual. 847) afirma que “na instalação mais fácil se gasta de 20/25min e na mais demorada 40min. improcede o pedido. sem labor aos sábados. razão pela qual. porque. 358/372). A segunda reclamada (GECEL). Quanto à alegação de inexatidão da marcação dos cartões de ponto. A testemunha Marcos Queiroz Sardinha (fl. nego provimento ao apelo. já que na média não há excesso de jornada. além de ter afirmado que os cartões de ponto demonstram que em diversos feriados o reclamante não trabalhou. inciso XIII da CF. com relação aos domingos laborados no período sem registro de ponto. devendo ser examinados. Aduziu que “trabalhava nos feriados de forma alternada. Isso. em média de três a quatro dias por semana. quando estava trabalhando em Cachoeiro. a testemunha Eliandro Zanivan Breda (fl. a prova testemunhal revelou que o trabalho nesses dias dava-se de forma alternada (sábado sim. DOMINGOS E FERIADOS. Verifica-se. a testemunha Eliandro Zanivan Breda (fl. até janeiro de 2008. improcede o pedido de pagamento de “domingos”. 23 de Setembro de 2013 112 Uma vez mantida a r. “Trabalhava um feriado sim e outro não. Igualmente. HORAS EXTRAS. em confronto com os demais elementos dos autos. de segunda a sexta-feira) e. Assim. indefere-se o pedido de pagamento de horas extras e respectivos reflexos no período para o qual não foi juntado controle de jornada. se afastada a exceção do artigo 62. nos termos do art. Por determinação da empresa. bem como que usufruiu do intervalo intrajornada. na seguinte.entre as 12h e 13h30min. que não havia extrapolação de jornada todos os dias. não havia o controle de jornada. porém. em todos os dias trabalhados. que “iniciava sua jornada de trabalho às 07:30 horas e encerrava em média às 19:30 horas (deixavam o trabalho entre 18:00 – mais raramente – e 23:00 horas). que quando viajava. in verbis: “Pleiteia o reclamante o pagamento de horas extras a partir da 40ª hora semanal. aduziu que. ante o pedido de reconhecimento da isonomia com os empregados da 1ª reclamada (pedido não acolhido em item anterior). A testemunha Eliandro afirma. da CLT. os plantões iniciavam-se na sexta-feira às 17:30 horas e encerravam-se às 08:00 horas da segunda-feira. pois o reclamante estava enquadrado na exceção do artigo 62. 18). também. na inicial. […] que o depoente fazia aproximadamente de 8 a 10 instalações e reparos por dia”. Não obstante. afirmou que a jornada semanal é de 44 horas e o divisor 220. todos os dias da semana. no mesmo sistema de plantão: das 8:00 às 17:30 horas. Quanto aos sábados. a compensação da jornada na semana subsequente (intersemanal) é legal. a média de tempo gasto para as instalações e reparos diários – isso quando realizada a quantidade máxima apontada – não demonstra a necessidade de extrapolação da jornada contratual. os instaladores de linhas telefônicas chegavam a realizar serviços “por fora” durante o dia de trabalho. Pelo princípio da eventualidade. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 A reclamada trouxe aos autos os cartões de ponto no período de 21/11/2007 a 07/04/2010 (fls. em média. SOBREAVISO (ANÁLISE EM CONJUNTO COM O RECURSO DO RECLAMANTE) O reclamante alegou. a partir de janeiro de 2008. nos registros de ponto observa-se que o autor sempre teve uma folga semanal. 62/70) demonstram o pagamento de horas extras. não gozava do intervalo intrajornada. Logo. ainda. Em média. o labor em plantões e em sobreaviso. com 1h30min de intervalo. que a reclamada não juntou os registros de ponto de todo o período contratual (faltam registros do período anterior a 20/11/2007). Disse. que as horas extras. que. Assim. As testemunhas Walace Ovidio Matias (fl. que “realizava plantão a cada 15 (quinze) dias. e como as razões recursais se limitaram à eventual reforma do julgado neste particular. Por seu turno. não gerando direito a pagamento de horas extras.” “Efetivamente trabalhava das 08:00 às 17:30. . Os contracheques colacionados aos autos (fls. 788) afirmou que “trabalhavam em regime de escala durante o período do dia no sábado e domingo e folgavam na semana subsequente”. que podiam anotar as horas extras trabalhadas e que as horas excedentes a duas por dia eram anotadas nos dias que saiam no horário contratual. Por fim. assim.”. domingos e feriados. 2. 7º. 13). com sobreaviso das 17:30 às 8:00 horas do dia seguinte”. Registra-se que todas as testemunhas ouvidas (provas emprestadas). O juízo de origem julgou parcialmente procedente o pedido autoral. as testemunhas não lograram desconstituir a prova documental juntada. Não havendo que se falar em pagamento de horas extras nos meses em que a reclamada juntou os cartões de ponto. Refutou o trabalho em dias de domingos e feriados. não há de se falar em pagamento de horas extras na semana em que o labor foi de 48 horas. além de argumentar que eventual trabalho extraordinário foi devidamente remunerado. reinquirido quatro vezes. sábado não). Quanto a esses. sentença quanto ao adicional de periculosidade. Nos finais de semana era a equipe que estava de plantão a responsável pelo sobreaviso. I. Refutou. possuem ações em face da reclamada com idênticos pedidos e mesmo advogado. Sobre esse fato. da forma pretendida pelo autor. não fazia intervalo para almoço. da CLT. que efetivamente as horas extras laboradas foram consignadas nos registros de ponto. são devidas a partir da 44ª semanal. A 1ª reclamada (TELEMAR) também afirmou que o serviço era externo e que o horário de trabalho do reclamante era das 08h às 17h30min. de acordo com a escala de plantão” (fl. por cautela. ainda. que este tempo envolve tanto a parte interna quanto externa. sobretudo porque cumpria a sua rota da maneira que lhe conviesse. mais cinco dias no mês. aos sábados e domingos” (fl. o reclamante ficava de sobreaviso” (fl. em sede de contestação. alegou que “além de participar dos plantões normais (finais de semana alternados. INTERVALO INTRAJORNADA. tem-se que em uma semana o autor laborava 40 horas (08h às 17h30min. PLANTÕES. nos seguintes termos. das 17:30h do sábado até às 07:30h do domingo. de segunda a segunda. LABOR EM SÁBADOS.5. com o mesmo intervalo dos dias normais. também. ainda. Informou. 788) declararam que não tinham que retornar na reclamada ao final do expediente. Frise-se. folgando 02 domingos por mês (domingos alternados)” (fl. 48 horas (a jornada supracitada + as 8 horas do sábado). 753) e Eliandro Zanivan Breda (fl. 14). Assim. Destaca-se. 788) declarou que a empresa tinha banco de horas e que as horas extras eram compensadas. I. Alegou. eventualmente apuradas. em razão da grande liberdade na execução das funções. Ora. esclareceu “que até duas horas extras por dia poderia anotar no cartão de ponto. com uma hora de intervalo intrajornada . passou a controlar a jornada do reclamante e a pagar eventuais horas extras trabalhadas.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 13). das 17:30h de sexta até 07:30h do sábado.2. bem como das 17:30h do domingo às 07:30h da segunda-feira. assim. isto é.

Faz-se necessário analisar a possibilidade de controle da jornada de trabalho do reclamante antes de janeiro de 2008. fls.) que o depoente fazia aproximadamente de 8 a 10 instalações e reparos por dia”. portanto.” Inconformada. recorre a 1ª reclamada. com 1h30min de intervalo. a segunda reclamada (GECEL) reconheceu que havia o controle da jornada.. nos termos do art. que os cabistas iam para a empresa no mesmo horário pela manhã. estava submetido ao controle da jornada de trabalho pelo empregador e. pugnando. em face da inserção do registro. 358/372). foi devidamente pago.. e não pelo acolhimento da alegação autoral. Nesse sentido. Ainda. asseverando que os cartões de ponto juntados foram impugnados desde a petição inicial. Vejamos. Também inconformado.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Improcedente. relativamente aos períodos sem registro. assiste-lhe razão. evidenciado que não havia a extrapolação da jornada. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Defende que a prova oral produzida nos autos confirma a jornada narrada na petição inicial. por três vezes na semana. 428. Relativamente à ausência de concessão de intervalos intrajornada nas viagens. 845) Dessa forma. O adicional é de 100%. em média.. [. restou incontroverso que estes eram trabalhados de forma alternada. mesmo se considerarmos 10 (dez) instalações por dia. todos os dias da semana). Assim. após essa data. o reclamante deveria entrar em contato com a empresa no início dos trabalhos. Fixa-se a jornada nestes dias de 8h as 17h30min. mais ou menos 6. TST. 788) confirmou que o horário de almoço não era controlado. o próprio autor determinava o tempo de intervalo para suas refeições. 753 (prova emprestada). como bem asseverado pelo Juízo de origem. FGTS + 40%. vejamos o seguinte depoimento. ainda. da CLT. tal entendimento ser aplicado no período em que teve registro de ponto. Em outras palavras. que. que portava celular para atendimento a eventual chamada. 23 de Setembro de 2013 113 Assim. o que impossibilita o controle de jornada pelo empregador. SDI-1) e habitualidade. como o trabalho era externo. Não havia controles dos horários de almoço e. como quer crer o reclamante (de 07:30h às 19:30h. embora inalteradas as funções do reclamante. às fls. Senão vejamos: [. que comprovariam a jornada do reclamante. se não compensado em outro dia. Sustenta que as reclamadas não juntaram os cartões de pontos do período anterior a 21/11/2007. por dia. (. Entretanto. pela reforma da r. pois há prova testemunhal no sentido de que os cartões eram anotados uma única vez no mês (testemunha Eliandro Zanivan Breda (prova emprestada.. pois. recorre o autor. passou a instituir o controle de ponto (fls. Quanto à alegação autoral no sentido de que os cartões de ponto juntados (após janeiro de 2008) não servem para apontar a real jornada do reclamante. Por conseguinte. que este tempo envolve tanto a parte interna quanto externa. mormente diante do tempo gasto em cada instalação. do artigo 62. deferem-se também os reflexos das horas extras acima deferidas nas seguintes parcelas: 13º salário. a . devendo o ônus ser das rés. que. ainda. para a execução dos serviços. Aduz.. No tocante ao pedido de pagamento de feriados a prova documental não socorre o obreiro.] Assim. a prova dos autos é no sentido de que o obreiro tinha autonomia para definir seus próprios horários para alimentação. Assim. Quanto ao pedido de pagamento do adicional de sobreaviso. ainda que se considere o tempo de percurso para uma instalação e outra. não há falar em enquadramento na exceção prevista no inciso I. é devido o pagamento em dobro e não labor extraordinário. teremos 400 minutos. por fim. não há que se falar em pagamento de “domingos” também nos períodos sem comprovação de controle de jornada. que o encarregado era da GECEL. aviso prévio e RSR. Não é difícil descaracterizar a tese da reclamada acerca da impossibilidade do controle da jornada por se tratar de trabalho externo quando a própria empresa. inclusive com o pagamento de horas extras a partir de janeiro de 2008. se as atividades laborais do reclamante permaneceram as mesmas ao longo de todo o contrato de trabalho e a segunda reclamada demonstrou a compatibilidade do labor externo com a fixação de horário de trabalho. em virtude da natureza salarial (OJ 354. alegando que os prepostos são uníssonos ao afirmar que não houve qualquer alteração no trabalho. conforme Súmula n. 788/789). que o encarregado da OI poderia passar aonde estavam trabalhando e determinar outras atividades . As testemunhas ouvidas para tal fim não convenceram o Juízo e não comprovaram a quase ininterrupta jornada apontada pelo autor.) que na instalação mais fácil se gasta de 20/25min e na mais demorada 40min. abrangido pelo regime de horário de trabalho. in verbis: “(.. Ao contrário. TST. Argumenta que a jornada de trabalho era controlada pelos sistemas das reclamadas ou pelas ordens de serviços. caso não acolhido os argumentos supra. (Depoimento de Marcos Queiroz Sardinha – prova emprestada. que o valor das horas extras seja pago pela média das horas extraordinárias já pagas e demonstradas em Juízo. bem como a efetiva remuneração do obreiro (Súmula 264/TST). este é o teor do depoimento da testemunha. Para cálculo. demonstrada a possibilidade do controle da jornada do empregado que executava trabalho externo. A ré concedeu folga compensatória e poucos foram os feriados laborados. 1001/1025). observe-se o divisor 220. requerendo a aplicação dos termos da Súmula 338 do C. É certo que constam testemunhas (provas emprestadas) que informaram que. a testemunha Eliandro Zanivan Breda (fl. em um longo arrazoado (fl.. da CLT no período anterior a janeiro de 2008. Aliás.. sequer há testemunhas que informem referida jornada em todos os dias. sentença quanto às horas extras.. as testemunhas não demonstraram que havia a exaustiva jornada de trabalho narrada pelo reclamante na inicial. 62. renovando a tese no sentido que o labor era externo. devendo. Improcedem os demais reflexos vindicados por falta de amparo legal. asseverando.5 horas. férias + 1/3. Improcede o pedido.] que iam na empresa pegar a ordem de serviço e ao término do serviço ligavam para o encarregado para saber se havia outro serviço. multiplicá-la por 40 minutos (tempo máximo de cada instalação). na peça de ingresso. embora o serviço do reclamante tenha sido executado externamente. nesse particular. como narrada na inicial. Corrobora a conclusão esposada observar que.. fl. deferem-se as horas extras laboradas em feriados (um trabalhado e o outro não) no período em que não foram juntados os registros de ponto. Todavia. Sustenta que o ônus da prova era do autor e que eventual labor extraordinário ocorrido. já que não anexaram aos autos tais documentos. Assim. assim. o labor em feriado. pois não refletem a real jornada de trabalho. o autor afirma. O simples uso de aparelho de telefone celular apenas facilita a convocação do obreiro para atender a emergência e não configura o sobreaviso. assim como o reclamante.

Assim.2012) . posto que o ordinário se presume.. DEJT divulgado em 25.09. nego provimento ao recurso da 1ª ré e dou parcial provimento ao recurso obreiro para determinar o pagamento de horas extras em relação ao labor em sábados. como limitado pelo julgado de origem. com adicional de 75% (previsão em ACT) para o labor extraordinário prestado nos sábado e de 100% aos domingos e feriados. 2. § 3º. à distância e submetido a controle patronal por instrumentos telemáticos ou informatizados.. férias + 1/3. enquanto aquela. (.584/70.. in verbis: "(. 14 da Lei n.. a redação atribuída ao referido parágrafo pela Lei 10. em respeito à aventada precariedade econômica do reclamante – artigo 790. melhor sorte não possui o reclamante. 822) No que tange aos feriados. e não se confunde com o benefício da justiça gratuita.. conforme depoimentos que seguem.” Sustenta em seu apelo que não foram preenchidos os requisitos mínimos do art. quanto ao alegado sobreaviso. ou seja.584/70.Considera-se em sobreaviso o empregado que. devem ser pagos os feriados alternados de todo o período laborado. Não se pode olvidar. da Consolidação das Leis do Trabalho – vide OJ SDI 1269 e OJ SDI 1331. não apenas do período sem anotação nos registros. na hipótese em tela.. Verifico que o autor laborava final de semana sim e final de semana não. não havia necessidade de tal jornada para o cumprimento das instalações.2..1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.537/2002 revogou os termos correlatos inseridos na Lei 5. nos seguintes termos: “Defere-se o requerimento de assistência judiciária. quando comprovada que sua situação econômica não lhe permite demandar sem prejuízo do sustento próprio ou de sua família. das 08h às 17:30h. aguardando a qualquer momento o chamado para o serviço durante o período de descanso”. que às vezes não havia folga na semana subsequente. que às vezes não havia folga na semana subsequente. Diz. II . não houve comprovação da limitação da locomoção. 26 e 27. 14 da Lei n. No que se refere aos requisitos de concessão da assistência judiciária. ficando. por si só. a assistência judiciária gratuita tem previsão tanto no art. Por fim. (. de acepção mais restrita. não gozava do intervalo de 1 hora para descanso e refeição.6. portanto.. não prescinde dos requisitos da Lei n. Pois bem. Quanto à alegação de plantões a cada quinze dias. 320/357) contém pagamento a título de horas extras. também.09. não havendo efetiva prova da compensação dos domingos. a Súmula 428 do TST: "SOBREAVISO APLICAÇÃO ANALÓGICA DO ART. quando em viagem (três vezes) por semana... e é devida a todo aquele que receber salário igual ou inferior ao dobro do mínimo legal.Res.584/70. permanecer em regime de plantão ou equivalente. então. Com efeito. do art. a assistência judiciária gratuita é devida apenas na hipótese prevista na Lei n. por si só. melhor sorte não assiste ao autor. Aliás. no Processo do Trabalho. 790 da CLT.) que trabalhavam em regime de escala durante o período do dia no sábado e domingo e folgavam na semana subsequente. não autoriza a aplicação da norma. Este é uma faculdade do juiz. Nesse sentido.2012 I . 13º salário. como no artigo 3º da Lei n. 790. não obstante a possibilidade de controle da jornada autoral. a possibilidade de usar o tempo livremente.)” (Depoimento de Gilson Quirino da Silva – prova emprestada) “(.º 5. 5. pois restou provado nos autos que o reclamante laborava de forma alternada nos feriados. importando somente na isenção de custas.584/70.º 5. Afinal. no âmbito desta Especializada. pois não foi apontada qualquer razão que justifique a impossibilidade de gozo do intervalo. com razão o reclamante. 244. que havia a possibilidade de gozo do intervalo intrajornada de 1 hora. não . pois. 753) “(.. Considero. o reclamante não está assistido por Sindicato de classe.. muito embora algumas testemunhas (provas emprestadas) tenham aludido que.º 5. diferentemente do que ocorre quando há concessão do benefício da justiça gratuita. que o horário de sábados. não caracteriza o regime de sobreaviso. Em primeiro lugar..) que na parte de cabo havia plantão aos sábados e domingos e era difícil ter a folga prometida.) que trabalhava em regime de plantão um final de semana sim outro não (. previsto no § 3º.584/70. assegurado igual benefício ao trabalhador de maior salário. 185/2012. § 2º DA CLT (redação alterada na sessão do Tribunal Pleno realizada em 14. domingos e feriados era o mesmo dos dias da semana. nos sábados e domingos. não se pode olvidar que o trabalho externo longe das vistas do empregador não permite saber exatamente o tempo despendido para descanso e alimentação. da CLT).. com 1 hora de intervalo. ainda. que autor possui condições de arcar com eventuais despesas processuais. 44) e. (.. Na hipótese vertente. devo registrar que a assistência judiciária gratuita e o benefício da justiça gratuita não se confundem. quando preenchidos os requisitos previstos no próprio artigo. 23 de Setembro de 2013 114 jornada era estendida até às 19:30h.) que trabalhavam em regime de escala durante o período do dia no sábado e domingo e folgavam na semana subsequente.. Ante todo o exposto. mas por advogado particular (fl.060/50. do art.. domingos e feriados alternados. extensivo a quem não esteja assistido por Sindicato (prevista no § 3º. ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA Pretende a 1ª reclamada a reforma da decisão que deferiu o requerimento de assistência judiciária gratuita.º 1. com reflexos no aviso prévio. a parte deve estar assistida por seu Sindicato de classe. destacando que o reclamante não se assistido pelo sindicato de sua categoria profissional.. fl. que em vários contracheques do reclamante (fls. que o horário de sábados. Quanto ao intervalo intrajornada. embora haja prova no sentido de que os trabalhadores cabistas permaneciam com telefones celulares nos finais de semana que estavam de plantão. sem a devida comprovação da folga.)” (Depoimento da testemunha Eliandro Zanivan Breda – prova emprestada) Dessa forma.)” (Depoimento da testemunha Eliandro Zanivan Breda – prova emprestada) “(. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 É certo que a simples possibilidade de vir a ser contactado pela empresa por meio de telefone celular. ainda. FGTS + 40% e DSR. então... não há qualquer elemento que sinalize no sentido da ocorrência de carga de trabalho que impedisse o gozo do intervalo intrajornada.)” (Depoimento da testemunha Walace Ovídio Matias – prova emprestada. mas. repisa-se.)” (Depoimento da testemunha Fábio Gasparino Martins – prova emprestada.) que ficavam de plantão final de semana sim final de semana não e nos feriados de forma alternada (. domingos e feriados era o mesmo dos dias da semana. também com razão o reclamante. fl. permanecendo.O uso de instrumentos telemáticos ou informatizados fornecidos pela empresa ao empregado. pelo tempo de instalação narrado pela testemunha Marcos Queiroz Sardinha. Vejamos os seguintes depoimentos: "(.

1. A base de cálculo da multa prevista no artigo 477. 54. alegando que a prescrição do FGTS é especial. MULTA DO ARTIGO 477 DA CLT O autor requereu o pagamento da multa do artigo 477 da CLT. de multa. recorre o reclamante.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. APLICAÇÃO ÀS EXECUÇÕES NO PROCESSO DO TRABALHO.04. XXIX.2. nos termos do §3º. inexiste lacuna normativa. para reformar a r. o pagamento da multa a favor do empregado. RECURSO ORDINÁRIO DO RECLAMANTE 2.3. A . 790.03. alegando que. §6. é o salário base do empregado.5. O C. ao passo que o art. 477. 54 (juntado pelo autor) e 397 (juntado pela 2ª ré).ª Região. da CLT. pois concede ao devedor o prazo de quinze dias.º dia útil imediato ao término do contrato). à fl. sentença que indeferiu a aplicação da multa do art. TST adota esse entendimento.5. o reclamante requereu a condenação das reclamadas ao pagamento da multa do art. INCIDÊNCIA SOBRE PARCELAS PRESCRITAS. ante a ausência de pagamento de horas extras. quanto ao requerimento de que a multa seja com base na maior remuneração recebida.2005. 477 DA CLT. Página 17) Ademais. MULTA DO ART.º. da CLT. No mesmo sentido do ora decidido a Súmula n. como se vê nos seguintes julgados: “PROCESSO NA FASE DE CONHECIMENTO. diversa é a hipótese dos autos. Relator Ministro: Lelio Bentes Corrêa.º 17 da inicial (fl. inarredáveis. fazendo jus a multa do artigo em análise. pois o texto legal se refere expressamente a valor equivalente ao "salário" do empregado. MULTA PREVISTA NO ARTIGO 475-J DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. ao argumento de que é perfeitamente aplicável a regra em comento ao processo do trabalho. o reclamante cumpriu aviso prévio no período de 09. 477. §8. colaciono aresto do TRT da 3. relatou que segue a sorte do principal Recorre o autor.2010. será “em valor equivalente ao seu salário”.3. 23 de Setembro de 2013 115 estão atendidos os pressupostos previstos na Lei n. pois a CLT possui regra específica aplicável quando não ocorre o pagamento espontâneo da dívida advinda de condenação judicial. bem como que recebeu a menor.0104 RO. Pois bem. 41). Assim. pois.0021 . quais sejam. 2. mantenho o benefício da justiça gratuita. aquele incidente sobre parcelas deferidas no julgado (adicional de periculosidade e horas extras). O Juízo de origem indeferiu o pedido de pagamento da multa do art.”(RR . de fl. nos termos do §8. de 30 anos.3. ou seja. TST.º 206 do C. tratando-se. da CLT. essa regra não se revela compatível com a orientação normativa do processo do trabalho. 477. terminou o cumprimento do aviso prévio em 07. Pelo exposto. § 8º.2009. 2. “RECURSO DE REVISTA. para determinar o pagamento da multa do art. Além do mais. verifico que no Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho (TRCT). tratando-se de inovação recursal. com base na declaração de miserabilidade jurídica. 7º. não lhe assiste razão. com pagamento das verbas no prazo. A 2ª reclamada (GECEL) afirmou que a dispensa foi feita regularmente. (grifos nossos) Nego provimento. no pedido n. não há se falar em FGTS incidente sobre todos os valores pagos no curso do contrato de trabalho – e aí sim a prescrição é trintenária –. e não. PRESCRIÇÃO DO FGTS O Juízo a quo acolheu a prejudicial de prescrição suscitada pela ré e declarou prescritos todos os créditos constituídos anteriormente a 28. Data de Publicação: 23/11/2012).04. recorre o autor. Divulgação 19/07/2012. sob o fundamento de que recebeu fora do prazo os valores do TRCT. com ressalva do entendimento pessoal do Relator.3. a prescrição não é trintenária e sim parcial. de acordo com o TRCT de fl.2010. durante todo o vínculo de emprego. in verbis: FGTS. sem ressalva quanto à observância de qualquer outro prazo prescricional para a pretensão de créditos fundiários.98100-05. nesta Especializada. MULTA DO ARTIGO 475-J DO CPC Contra a r. no âmbito do processo do trabalho. uma vez que.2010. Em primeiro lugar. do CPC. da CLT. resultando inaplicável a multa prevista no artigo 475-J do Código de Processo Civil ao Processo do Trabalho. decorre do preenchimento de dois requisitos. o artigo 883 da CLT. 475J. Embora a multa em questão não seja devida em razão do reconhecimento ao direito ao pagamento de diferenças. e não à remuneração. DEJT. na forma do art. 477. e. que preconiza que não havendo pagamento ou garantia da execução. da CLT (até o 1. de inovação recursal. 475-J DO CPC. que deverá incidir sobre toda a remuneração do obreiro. 477. serguir-se-á a penhora dos bens.03. do art. da CF/88.08. IMPOSSIBILIDADE. artigo 790.2010 a 07. requer a aplicação da prescrição trintenária com relação ao FGTS. Com efeito. sob pena de penhora. pois o reclamante não requereu em sua inicial. dou parcial provimento ao apelo.3. mas recebeu os valores apenas no dia 14. BASE DE CÁLCULO. Inconformado. quanto ao pedido de reflexo do FGTS. 45. Recurso de revista conhecido e provido. tantos quantos bastem ao pagamento da importância da condenação. Todavia. com base na maior remuneração recebida. Precedentes da Corte. por constituir parcela acessória. 880 da CLT obriga ao devedor que efetue o pagamento da dívida ou garanta a execução em 48 horas. a existência de lacuna no Texto Consolidado e a existência de compatibilidade entre a norma que se pretende aplicar analogicamente e a sistemática principiológica do processo do trabalho. da CLT. INAPLICABILIDADE AO PROCESSO DO TRABALHO. Relator: Emerson Jose Alves Lage. constando a data do recebimento no dia 14. Nesse sentido. Encontra-se firmado nesta Corte superior entendimento no sentido de que a Consolidação das Leis do Trabalho traz regramento específico quanto à execução. os depósitos reflexos. Data de Julgamento: 14/11/2012. Pois bem. in verbis: EMENTA: MULTA DO ART. Pelo exposto. nos termos do § 3º. Publicação 20/07/2012. Órgão Julgador: Primeira Turma.04. No entanto. ao argumento de que não é o caso típico de atraso na quitação das parcelas rescisórias. da CLT. Contudo. não comportando o dispositivo de natureza punitiva interpretação ampliativa.2011. A prescrição da pretensão relativa às parcelas remuneratórias alcança o respectivo recolhimento da contribuição para o FGTS. 1ª Turma. qual seja.21. da CLT. dou parcial provimento ao apelo. A aplicação de norma processual de caráter supletivo.º do art. calculada sobre a remuneração do obreiro.584/70 para a concessão da assistência judiciária gratuita. pois acompanha o principal. conforme pugnou em recurso ordinário.04.º. Vejamos. Com efeito. já recebida ou pleiteada nesta demanda. 5.2010. mantendo o benefício da gratuidade de justiça ao reclamante. sentença quanto ao deferimento da assistência judiciária gratuita. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 fora do prazo previsto no art. e não sobre a maior remuneração recebida. (Processo 000001034. 2.

Min. Subseção em 29/06/2010. incisos LIV e XXXIX. em efeito secundário e imediato da sentença que condena a parte ao pagamento de uma prestação em dinheiro ou em coisa. O Juízo de origem indeferiu o pleito.0052.. 6.01. 466.5.5. independe de pedido da parte. sendo perfeitamente aplicável ao processo do trabalho. ao julgar o processo E-RR-38300-47. Relator Ministro: Mauricio Godinho Delgado. autorizando o credor a perseguir o bem onde quer que se encontre (direito de sequela).01.2005. Rel. Nesse sentido. MULTA DO ARTIGO 475-J DO CPC. 466..2010.03. para sua decretação.) Consiste. insculpidos no art. (E-RR . na exordial.3. Min. . esta medida é oportuna e adequada nesta Justiça Especializada. haja vista a predominância de lides que têm por objeto verbas de natureza alimentar. tenho que o art.No Registro de Imóveis. Precedentes. 769. da Lei n. além da matrícula.5. Data de Publicação: 11/05/2012). é a jurisprudência dominante no C. A fim de consolidar os entendimentos já manifestados no âmbito das Turmas do C.5. DEJT 01/07/2011) (.. por outro.6. notadamente em face do princípio da celeridade e da duração razoável do processo. Nesse diapasão. assim. Recurso de revista não conhecido. (. (. sendo. Nego provimento. consistente em dinheiro ou em coisa. INAPLICABILIDADE AO PROCESSO DO TRABALHO. Segundo a lição de Fredie Didier Junior. da CLT). Pedro Paulo Manus.) . Data de Publicação: 14/12/2012). que as partes a requeiram. que assim preceituam: Art. Relator Ministro: Horácio Raymundo de Senna Pires. da hipoteca judiciária e da garantia do juízo recursal na esfera trabalhista. Lei 6.2009.. colaciono aresto recente da SBDI-I: RECURSO DE EMBARGOS EM RECURSO DE REVISTA. da Constituição Federal. Data de Julgamento: 22/03/2012..” (RR . é um efeito secundário e imediato da sentença. autorizando a expedição de mandado para registro de hipoteca judiciária junto ao Cartório do Registro de Imóveis. Art. Argumenta o Exmo. por um lado. Recorre o autor. Segundo o relator.) (RR . Recurso de revista conhecido e provido. as normas insertas no CPC e na CLT são incompatíveis. estará ampliando o prazo celetista de 48 horas.0052. 475-J do CPC é inaplicável ao processo trabalhista.01. o eg..015/73 (Lei de Registros Públicos). portanto. TST. 2. Recurso de embargos conhecido e não provido.4.496/07. ACÓRDÃO PUBLICADO NA VIGÊNCIA DA LEI Nº 11. Visa. dessa forma. Dora Maria da Costa. o posicionamento do Relator. O instituto da hipoteca judicial encontra-se previsto no artigo 466 do CPC e no artigo 167. Ressalva-se.. Ademais. decidiu que a multa do art. insculpidos no artigo 5º. 7ª T. prevista no art. meios eficazes para execução. TRT visou à garantia dos créditos devidos à reclamante em que foi condenada a reclamado. do CPC. respectivamente. e sua inscrição pode ser determinada de ofício pelo juiz ou tribunal. em 26. tendo como principal objetivo prevenir a fraude à execução. inaplicável ao processo do trabalho a multa do art..03.) HIPOTECA JUDICIÁRIA.5. pois "enquanto a regra do artigo 475-J do CPC fixa prazo de 15 dias para o executado saldar a dívida sob pena de ter que pagar multa de dez por cento sobre a quantia da condenação. Ao lançar mão do instituto da hipoteca judiciária. cuja inscrição será ordenada pelo juiz na forma prescrita na Lei de Registros Públicos. II . a hipoteca judiciária se afigura como medida extremamente eficaz para assegurar o resultado útil de futura execução. Ademais. 466 do CPC. consoante artigo 466 do CPC..2010. não se pode olvidar que a fixação de penalidade não pertinente ao Processo do Trabalho importa em ofensa aos princípios do devido processo legal e da legalidade. assim.0031. Nesse sentido. 475-J do CPC. O entendimento majoritário desta Corte é no sentido de que a hipoteca judiciária.09.) HIPOTECA JUDICIÁRIA. exatamente como prevê os artigos 466 do CPC e 899 da CLT que tratam. I. DEJT 1º/7/2011) (.. A sentença que condenar o réu no pagamento de uma prestação. porque promove. a hipoteca judiciária sobre os imóveis pertencentes às reclamadas. A controvérsia foi pacificada por esta e.0000 .0671.º E-RR-3830047. valerá como Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 título constitutivo de hipoteca judiciária.0031. da Constituição da República.. não se exigindo. Precedentes. 5º. ante a omissão do texto obreiro e por não haver contrariedade aos princípios e normas que regem o direito do trabalho. (. a redução do prazo de quitação do débito previsto no CPC e. judiciais e convencionais.20152. Dessa forma.Rel. porquanto inaplicável ao processo do trabalho.2010.. em julgamento referente ao processo n. e tem por finalidade garantir o efetivo cumprimento da decisão condenatória. 769 da CLT. A hipoteca judiciária é consectária da condenação a dinheiro ou coisa. 8ª T..2005. 167. Examino. sob pena de penhora". III .) HIPOTECA JUDICIÁRIA. acrescenta sanção inexistente na CLT. não havendo impedimento para que o juiz do trabalho adote as práticas do direito processual para garantir às partes a efetividade da decisão proferida. serão feitos.0052. 2. Relator que "a aplicação da multa de 10% em caso de não pagamento em 48 horas contraria os dois dispositivos legais. pela inaplicabilidade do art. 23 de Setembro de 2013 116 jurisprudência desta Corte firmou entendimento no sentido de que o processo do trabalho deve seguir as normas específicas contidas na CLT quanto à execução de suas decisões.24. nem . TST: (.1188-32. no entanto. o artigo 880 da CLT impõe prazo de 48 horas para que o executado pague o débito ou garanta a execução." Nesse sentido.. 2) das hipotecas legais. mesmo antes do trânsito em julgado da sentença. assegurando-se. quando se decidiu que a multa do artigo 475-J do CPC é incompatível com o processo trabalhista.5. Subseção I Especializada em Dissídios Individuais. à garantia do efetivo cumprimento da decisão condenatória. Mesmo se o julgador fixar prazo de 15 dias para pagar o débito sob pena de receber multa. I . a teor do art.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. A sentença condenatória produz a hipoteca judiciária: I .2005. a Seção I Especializada em Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho (SBDI-I). 3ª Turma.2006. Data de Julgamento: 12/12/2012. Não demonstrada violação literal de dispositivos de lei e da Constituição Federal. Parágrafo único.5. CPC. LXXVIII. Ministro João Batista Brito Pereira.pendente arresto de bens do devedor. sem amparo legal. até que atinja o montante suficiente para garantir a execução dos créditos devidos a si. no julgamento do processo nº TST-ERR-38300-47. nos termos do art.o registro: 1) da instituição de bem de família.(RR154700-22. a SBDI-I do TST se pronunciou. HIPOTECA JUDICIÁRIA Requereu o autor. que decorre apenas da existência desta e da condenação a uma prestação em dinheiro ou em coisa. 475-J. 466 do CPC é subsidiariamente aplicável ao processo do trabalho (art.embora a condenação seja genérica. renovando o pedido inicial.015/73.69000-73.ainda quando o credor possa promover a execução.

.. Não se adota. dou provimento ao recurso. IV/455). 466 do CPC.º 5.0139. A lei de . inclusive para assegurar o direito de sequela. HIPOTECA JUDICIÁRIA. e tampouco exige a comprovação de dilapidação do patrimônio. direito real de garantia. (RR-194-21. 824 do Código Civil e no art. pelo só fato da publicação da decisão do magistrado ou do Tribunal. Recurso de Revista não conhecido.03. em conformidade com a Súmula 450 do C. No presente caso..0042. há um direito do autor de inscrevê-la.e da compatibilidade com a principiologia do processo do trabalho.03. (RR-203600-95. EXECUÇÃO PROVISÓRIA.. da CLT. HIPOTECA JUDICIÁRIA.0110. APLICABILIDADE NA JUSTIÇA DO TRABALHO. no processo do trabalho. como querem alguns doutrinadores. mas sim que esta declaração viabiliza o cumprimento do requisito da miserabilidade jurídica.3. Precedentes. Horácio Raymundo de Senna Pires.) (RR . Em que pese o respeito pelas abalizadas opiniões em contrário. Maria de Assis Calsing. 466 DO CPC. DEJT 24/6/2011)” Frise-se.03. DEJT 1º/7/2011) RECURSO DE REVISTA. para determinar a hipoteca judiciária dos bens alienáveis pertencentes às reclamadas. quando outra utilidade não tenha.. Lelio Bentes Corrêa.º 5. DEJT 3/6/2011) HIPOTECA JUDICIÁRIA. o que se fará por simples mandado do Juiz.2007.584/70. 45.º 450 preconiza o pagamento de honorários advocatícios sempre que o vencedor for beneficiário de justiça gratuita.2010. Rel. ARTIGO 466 DO CPC. reconhecendo o cabimento dos honorários advocatícios. Rel. Violações de lei e da Constituição e divergência jurisprudencial não configuradas. entendo que a concessão de honorários advocatícios na Justiça do Trabalho não prescinde do preenchimento dos requisitos estabelecidos na Lei nº 5. Vejamos. Destaca-se que a hipoteca judiciária pode ser declarada pelo Magistrado. 896. o princípio da sucumbência no Processo Trabalhista. como conseqüência do efeito principal e dispensa. Precedentes. APLICABILIDADE. Recurso de revista não conhecido. em consonância com a linha traçada pelas Súmulas nºs 219 e 329. Incidência da Súmula nº 333 e do art.(Com.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.2009. que a parte a requeira. Este tem o seguinte texto: . Min. O art.0048.5. alegando que os honorários advocatícios lhe são devidos. pedido da parte ou pronunciamento do Juiz. mas não o da assistência sindical. apenas nas hipóteses previstas na Lei n.. Insta frisar que os indigitados verbetes jurisprudenciais trabalhistas não autorizam a ilação de que a simples apresentação de declaração de pobreza seria suficiente para o deferimento de honorários advocatícios. Kátia Magalhães Arruda. que deve ser ordenada pelo juiz por meio de expedição de mandado em atenção a requerimento de especialização dos bens feito pela parte favorecida mediante decisão condenatória. Rel. 1ª T. na medida em que representa garantia de satisfação do crédito na futura execução do título judicial. independentemente de requerimento da parte interessada. Por disciplina judiciária. A hipoteca judiciária é instituto asseguratório Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 estabelecido pela lei em favor da parte vencedora. Significa dizer que a decisão constitui título suficiente para que o vencedor da demanda venha a ter. A decisão proferida pelo Tribunal Regional está em conformidade com a jurisprudência desta Corte Superior. A hipoteca judiciária é uma consequência inarredável da decisão condenatória. consequentemente. sendo a CLT omissa. HIPOTECA JUDICIÁRIA. restringindo-se o pagamento dos honorários advocatícios. valerá como título constitutivo de hipoteca judiciária. STF.5. 2ª T. Recurso de revista não conhecido.. 133 da Constituição Federal não revogou o jus postulandi. 44) e apresentou declaração de insuficiência econômica à fl. 23 de Setembro de 2013 117 divergência jurisprudencial.5. uma vez que revela norma de eficácia contida. Por se tratar de imposição legal.. JULGAMENTO EXTRA PETITA. que tal medida processual não tem relação com a solvibilidade ou não da empresa ré.2009. o que o torna relevante em processo do trabalho. Por se tratar de efeito anexo da sentença. podendo ser determinada de ofício. da SDI-I. Recurso de revista não conhecido.(RR-61100..584/70. contra o vencido.0008. APLICABILIDADE AO PROCESSO DO TRABALHO E CONCESSÃO DE OFÍCIO. não se pode olvidar que a própria Corte Suprema possui a Súmula n. § 4º. Min. eminentemente processual. para a sua decretação. e sobre seus bens imóveis e certos móveis. Min.74. a qual supre apenas o requisito da miserabilidade jurídica. TST. 769 da CLT).0042.03. impõe-se a aplicação subsidiária da norma do artigo 466 do CPC. DEJT 1º/7/2011) (. Rel. mesmo. nesta Justiça Especializada. Min.03. portanto.584/70. 466 do CPC.5. cuja inscrição será ordenada pelo juiz na forma prescrita na Lei de Registros Públicos-.(RR-43400-96. Entretanto. limitada ao montante da condenação.A sentença que condenar o réu no pagamento de uma prestação. vale como meio preventivo da fraude à execução ... Não se exige. por força da lei. Institui-se a hipoteca judiciária e..2008. prescinde até mesmo de pedido ou requerimento da parte interessada. 2ª ed. ART.. Rel. o reclamante está assistido por advogado particular (fl.03. 2. artigo 133 da CF e artigo 20 do CPC. nos termos previstos no artigo 466 do CPC. prescinde de pedido ou requerimento da parte interessada. Aloysio Corrêa da Veiga. muito embora seu uso não tenha sido uma constante nesta Justiça Especializada.) HIPOTECA JUDICIÁRIA. inclusive de ofício. Min. 5ª T. nasce para o vencedor a faculdade de fazê-la inscrever . ao disposto na Lei n. Rel. curvo-me ao entendimento desta colenda Corte no sentido de que não há incompatibilidade do instituto da hipoteca judiciária com as normas que regem o direito do trabalho e. todas do C. Trata-se de um dos efeitos secundários ou acessórios da sentença condenatória e se manifesta de forma automática. Recurso de revista de que não se conhece. o instituto comporta aplicação nesta Justiça Especializada (art. 3ª T. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS Recorre o autor contra a r. Recurso de revista não conhecido.) 2.. (.consistente em dinheiro ou em coisa. DEJT 24/6/2011) RECURSO DE REVISTA. 6ª T. APLICAÇÃO NO DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO.) (RR-199700-07.2009. (. sentença que indeferiu a verba honorária. Embora seja efeito automático do próprio fato da sentença. Afastando o caráter obsoleto do instituto.18700-98. Precedentes. Guilherme Augusto Caputo Bastos. Min. consistindo dever do julgador determinar sua efetivação. ao CPC. ainda. e OJ nº 305. 4ª T. O verbete jurisprudencial editado pelo Excelso Pretório sob o n.5. DEJT 3/6/2011) (. Nesse passo. Moacyr Amaral Santos assegura que. Em razão da lacuna na CLT . que tem se firmado ao preconizar que é cabível a declaração de ofício da hipoteca judiciária para garantia da execução.ex vi legis.5. independentemente de o obreiro receber ou não salário superior ao dobro do mínimo legal.. a hipoteca judiciária. desde que realizada a inscrição da hipoteca judiciária no cartório de registro de imóveis. nos termos do art.º 633. A medida tem fundamento no art.5.que não prevê nenhuma forma de garantia integral da condenação antes de seu trânsito em julgado . nem tampouco que o órgão jurisdicional sobre ela decida.

em relação à incidência dos descontos fiscais. Novo valor da condenação arbitrado em R$ 30. é de se compreender que o imposto incidente sobre os rendimentos pagos. Esse foi justamente o entendimento aplicado pelo juízo de origem. dar parcial provimento ao recurso do reclamante para determinar o pagamento de horas extras em relação ao labor em sábados. Por sua vez. Em outras palavras. DEJT divulgado em 19.06. o item II. IMPOSTO DE RENDA O Juízo de origem determinou a observância da Súmula 368 do TST quanto ao tema em análise. porquanto somente por disposição expressa de lei é possível excluir a responsabilidade do contribuinte. inclusive quanto às alíquotas a serem utilizadas para o cálculo do tributo. 477. de tal arte que o reconhecimento de créditos trabalhistas não importará prejuízo ao trabalhador. de 22/12/1988. alegando que. o sujeito passivo. rejeitar a preliminar de coisa julgada e. é o trabalhador. não há mais razão para se falar em base de cálculo dos descontos fiscais sobre o montante das verbas trabalhistas Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 deferidas judicialmente. O fato gerador do tributo. nos termos do art. que será tributado como se tivesse recebido corretamente seus direitos. Novo valor da condenação arbitrado em R$ 30. seja calculada mês a mês. FORMA DE CÁLCULO (redação do item II alterada na sessão do Tribunal Pleno realizada em 16.350/2010. e não apenas a do reclamado. CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. para o Fisco. mesmo que o trabalhador receba os haveres trabalhistas de uma só vez.Res. 2. do C. sendo assim. não o conhecendo. limitada ao montante da condenação. com a redação dada pela Lei nº 12. 198. a condenação das reclamadas no pagamento dos encargos fiscais. no caso de ações trabalhistas.1994 e 20. nos termos do §3º. COMPETÊNCIA. portanto. Isso posto. nego provimento. respectivamente. observado o limite máximo do salário de contribuição. do C.º.03. portanto. Nego provimento. 181/2012. RESPONSABILIDADE PELO PAGAMENTO. 12-A da Lei n. por qualquer forma.000. 128 do CTN). o obreiro não se eximiria da incidência dos descontos previdenciários. o encargo financeiro do empregado não pode ser transferido para o empregador. da CLT e para determinar a hipoteca judiciária dos bens alienáveis pertencentes às reclamadas. estas não ultrapassariam o valor mínimo da contribuição.541/92. Nesse sentido. Isso posto. caberá ao juízo da execução calcular o recolhimento imposto de renda de tais verbas levando em consideração o percentual que incidiria sobre cada parcela. dar parcial provimento ao recurso da 1ª reclamada para reformar a r. caso fosse paga à época própria.713. por maioria. da Lei nº 8. requerendo. portanto. de 22/12/1988.00 (trinta mil reais). o Imposto de Renda incidente sobre os rendimentos pagos em cumprimento da decisão judicial será retido pela pessoa obrigada ao pagamento. será retido na fonte no momento em que esses rendimentos se tornarem disponíveis para o reclamante. É do empregador a responsabilidade pelo recolhimento das contribuições previdenciárias e fiscais. Vejamos. se esse montante diz respeito a títulos contratuais devidos no passado e não adimplidos.2001). transferindo o respectivo encargo financeiro com o tributo para terceiros (art. 13º salário. FGTS + 40% e DSR. da Súmula 368.000. 23 de Setembro de 2013 118 regência exige a demonstração concomitante dos dois requisitos. o art. Assim. (ex-OJs nºs 32 e 228 da SBDI-1 – inseridas. alegando que. pelas reclamadas.713.7. verbis: SUM-368 DESCONTOS PREVIDENCIÁRIOS E FISCAIS. 276. De qualquer sorte.212/1991. Em se tratando de contribuição previdenciária incidente sobre as verbas deferidas em decisão judicial. realiza a hipótese de incidência do imposto. no mérito. do Decreto n º 3. nos termos dos artigos 43 e 45 do Código Tributário Nacional. em execução de decisão judicial. §8. a condenação das reclamadas no pagamento dos encargos previdenciários. De acordo com o item III. sem dúvida.º 7. com adicional de 75% (previsão em ACT) para o labor extraordinário prestado nos sábado e de 100% aos domingos e feriados. não havendo como transferir-se para a reclamada este ônus tributário. que regulamentou a Lei nº 8. Custas no valor de R$ 600.00 (trinta mil reais).3. são indevidos os honorários advocatícios vindicados pelo recorrente. a legislação fiscal vigente à época desse fato é que deve ser aplicada.2012) .04. pois.00 (seiscentos reais). ocorre apenas no momento do pagamento do crédito trabalhista ao reclamante. bem como para determinar o pagamento da multa do art. estas não ultrapassariam o valor mínimo da contribuição. mês a mês. 186 do CC. 20 e 23. aplicando -se as alíquotas previstas no art. Vencidos os Desembargador Lino Faria Petelinkar e Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi quanto aos tópicos vínculo . mantendo o benefício da gratuidade de justiça ao reclamante. da CLT e. nos termos do art. nego provimento. no tocante à base de cálculo do adicional de periculosidade. resultante de crédito do empregado oriundo de condenação judicial. 2. férias + 1/3. que é de quem aufere a renda e. artigo 790. Em conformidade com o artigo 46. 3. segundo o artigo 12-A da Lei n. independente do seu valor. nos termos do art. Recorre o autor. conhecer do recurso ordinário do reclamante e conhecer parcialmente do recurso ordinário interposto pela primeira reclamada (TELEMAR). devendo ser calculadas. §4º. sentença quanto ao deferimento da assistência judiciária gratuita. Vejamos.2012 I. com a redação dada pela Lei nº 12. não importando.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. o referido desconto deve levar em consideração as cotas de responsabilidade de ambos os litigantes. determina que a contribuição previdenciária devida pelo empregado. TST. Recorre o autor. requerendo.3.º 7. 186 do CC. TST. o ônus de seu pagamento. no momento em que. em virtude de reconhecimento de créditos trabalhistas nesta Especializada. pelas reclamadas. tanto na vigência do contrato de trabalho ou fora dele. Conforme exposto no dispositivo retro. da súmula 368.00 (seiscentos reais).04.350/2010. Assim sendo. Custas no valor de R$ 600.048/1999. com reflexos no aviso prévio. sendo de responsabilidade do empregador o seu recolhimento (repasse ao Fisco) e não. no decorrer da relação empregatícia. e. omissis II. se as verbas tivessem sido quitadas integralmente em suas épocas próprias. em 14. inclusive quanto aos rendimentos recebidos acumuladamente em virtude de decisão judicial. por unanimidade. DESCONTOS PREVIDENCIÁRIOS O Juízo de origem determinou a observância da Súmula 368 do TST quanto ao tema em análise. se as verbas tivessem sido quitadas integralmente em suas épocas próprias. a incidência do imposto de renda deve obedecer ao regime de competência (mês em que a parcela deveria efetivamente ter sido paga). o recebimento se torne disponível para o beneficiário.6. domingos e feriados alternados.

ensejando a aplicação da multa e acarretando o vencimento das parcelas subsequentes. 1. considero que o atraso no pagamento caracteriza o inadimplemento do acordo. a penhora on line do aludido valor. RELATÓRIO Trata-se de agravo de petição interposto pela reclamada.035. Insatisfeito. pleiteou o vencimento antecipado das demais parcelas e o pagamento de multa equivalente a 50%. o reclamante informou que o reclamado incorreu em mora relativamente à 4ª parcela da avença.6 Agravante Advogado Agravado Advogado RAMACCIOTTI ADVOGADOS ASSOCIADOS .” Desta decisão. a aplicação da penalidade nos moldes do despacho de fl. Em audiência realizada no dia 22/06/2012 foi celebrado acordo entre as partes. tendo sido determinada. 35 e 167.Após. dizendo que o escritório reclamado teve problemas no setor financeiro e que houve pane no sistema de informática do Bando Santander. intimem-se as partes. após a garantia integral da execução. 1.035.050. pretendendo a reforma do julgado.116/1.152. procedimento que observa a gradação legal do artigo 655/CPC. PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO.1. Vistos. 1. 3 . o réu peticionou.156/1. logrou êxito em arrecadar o valor remanescente da dívida. efetuado com atraso.165/1.5.000. o juízo a quo. Contraminuta do reclamante às fls. 2.17.17. postulando o reconhecimento de vínculo empregatício e consectários legais. 1030/1034 a reclamada comprova o pagamento da quarta parcela. em que o reclamado se comprometeu. Com o valor do débito.116/1. assim decidiu à fl. Logo após. 1.168 pugnando pelo improvimento do apelo da reclamada. porque satisfeita a obrigação. Des. execute-se. respectivamente. 1. em razão de pane no sistema de informática do Banco Santander. requerendo a reconsideração do despacho de fls.0014 AGRAVO DE PETIÇÃO Agravante: RAMACCIOTTI ADVOGADOS ASSOCIADOS .118. MÉRITO. conforme estipulado no acordo homologado. que apurou o débito remanescente. todo o dia 10. EXECUÇÃO.2011.00 (cento e vinte e seis mil reais). da lavra da eminente Juíza Marise Medeiros Cavalcanti Chamberlain.128). 1. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . É o relatório. in verbis: “SENTENÇA 1 . outrossim.2. CABIMENTO. totalizando o valor de R$ 126. em face de RAMACCIOTTI ADVOGADOS ASSOCIADOS. I. 1005/1006. o reclamado foi intimado em 30/01/2013 (fl.000. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19. Razões da reclamada às fls.045/1. então. do CPC. ou no primeiro dia subsequente. 23 de Setembro de 2013 119 empregatício no recurso do reclamante e multa do 475-J. Em 26/10/2012. a reclamada não comprova nenhuma de suas alegações. 1. FUNDAMENTAÇÃO 2. Justifica.0014 Processo Nº AP-88900/2011-014-17-00. 1. à fl. relatados e discutidos os presentes autos de AGRAVO DE PETIÇÃO. concernente ao cumprimento da quarta parcela referente ao acordo.026/1.” (grifos) Irresignado. Em atendimento ao Provimento Consolidado da CGJT. nos termos do artigo 794. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº AP-88900-35.161. IMPOSIÇÃO DE PENALIDADE. 2 . o próprio reclamado noticiou que incorreu em mora. À Contadoria para elaboração da conta. em síntese.TRT 17ª Região . às fls. sendo partes as acima citadas. nos termos do artigo 794. às fls. etc. 1. no tocante à admissibilidade dos Embargos à Execução.5. também. 1. 1. arquivem-se os autos com baixa na distribuição.2011. agora. procedendo.00 (cento e vinte mil reais).027. Não obstante. in verbis: “Vistos.000. Lino Faria Petelinkar e Desembargadora Claudia Cardoso de Souza. que foi indeferido pelo juízo de origem às fls.2.Assim.030/1. inciso I do Código de Processo Civil. 1. Analisando o caso. os autos foram encaminhados para a contadoria do juízo. a pagar ao autor a importância líquida de R$ 120. CONHECIMENTO Conheço do agravo de petição interposto pela reclamada. Às fls. 14ª Vara do Trabalho de Vitória/ES. instituição bancária do reclamante. em 10 parcelas de R$ 12. cuja ordem de bloqueio de ativos financeiros do devedor. proferiu sentença extinguindo a execução.118. o juízo exequendo.Nada sendo requerido. haver intimação do reclamado acerca do bloqueio realizado. e. em face da r. o afastamento da multa em virtude da mora ter ocorrido por motivo devidamente justificado (força maior).1. Procurador: Estanislau Tallon Bozi.09.EPP Agravado: JAYME FERNANDES JUNIOR Origem: 14ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA .1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.00 (doze mil reais). publicado no DEJT de 08 de Agosto de 2012. a começar em 10/07/2012. A controvérsia tem origem em reclamação trabalhista proposta por JAYME FERNANDES JÚNIOR. Em 22/01/2013. Após o aludido despacho de fls. em razão disso.Expeçam-se os alvarás devidos pela guia de fls. A decisão que impõe o pagamento de multa pelo descumprimento do acordo é impugnável via Embargos à Execução. nos moldes do artigo 884 caput da CLT. julgo extinta a presente execução. que não admitiu os Embargos à Execução opostos pela reclamada. decisão de fl. O réu não foi intimado deste despacho. consoante decisão de fls. prolatada pela MM. Após. sem. dentre outras obrigações. Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente).EPP Sandro Vieira de Moraes(OAB: 006725 ES) JAYME FERNANDES JUNIOR Carlos Eduardo Amaral de Souza(OAB: 010107 ES) ACÓRDÃO .0088900-35. pois presentes os pressupostos legais de admissibilidade recursal.1125. insurgiu-se via Embargos à Execução. 4 . Assim. já devidamente penhorado.Tratam os autos de execução de acordo descumprido.032. em 03/12/2012.2013: Des. Instrumentos de mandato.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA EMBARGOS À EXECUÇÃO. Às fls. Alega o autor atraso na quarta parcela do acordo. instituição bancária do reclamante. 1. 5 . não houve remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho para emissão de parecer.035. postulando. DESCUMPRIMENTO DE ACORDO.126. às fls. 2.

prolatada pela MM. Assim. pretendendo a reforma do julgado. da lavra da eminente Juíza Denise Marsico do Couto.” (grifos) Conforme anteriormente narrado. é necessário o preenchimento de requisito inafastável. Ou melhor. 4ª Vara do Trabalho de Vitória/ES. de que se efetivou bloqueio de numerário em sua conta. o juízo ainda não se encontrava integralmente garantido. sobretudo quando o empregador alega a existência de empregados para eventuais substituições. sendo.2012. Portanto. em estabelecimento oficial de crédito. Tatiana Aarão de Moraes. sentença de fls. in verbis: “O Executado apresenta Embargos à Execução com o intuito de contestar a decisão proferida por este Juízo às fls. o juízo a quo. Como a garantia integral do juízo deu-se com o bloqueio on line da conta do reclamado.” Irresignado. 116/118. na média de dez dobras ao mês.0004 Processo Nº RO-94300/2012-004-17-00. a decisão que impõe o pagamento de multa pelo descumprimento do acordo é impugnável via Embargos à Execução. motivo obstaculizador para oposição dos Embargos. Não merece admissão. Vejamos. às fls.035.17. e que eventual labor extraordinário era registrado no controle e freqüência e devidamente pago ao final do mês. para oposição do remédio previsto no artigo 884 da CLT. por ocasião da realização de escalas extras.0094300-26. Sustentação oral do Dr. 213/218. em despacho de fl. emitirá ordem judicial eletrônica de transferência do valor da condenação para conta judicial. Vistos. por entender tratarse do meio de impugnação incorreto. dentro do quinquídio legal. sobre a imposição da penalidade. ou providenciará o desbloqueio do valor. o reclamado somente teve ciência do bloqueio do saldo remanescente quando foi intimado da decisão que extinguiu a execução. Carlos Eduardo Amaral de Souza. à responsabilidade subsidiária e aos honorários advocatícios. Contrarrazões apresentadas pela reclamada. não admitiu os Embargos à Execução opostos pela reclamada. para determinar o retorno ao juízo de origem. não há falar em inépcia da inicial. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19/09/13: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente). visto que o recurso em tela não é o adequado para reformar a decisão impugnada. que julgou procedentes em parte os pedidos formulados na inicial. e. in verbis: “Art. ou seja. portanto. 89. requerendo seja negado provimento ao Apelo obreiro. devendo o Embargante se valer do meio correto presente no ordenamento jurídico. em face da r. conhecer do agravo de petição. 3CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 do Trabalho da 17ª Região. 1. Parágrafo único. sustentando que os Embargos à Execução são o meio adequado para impugnação da decisão que impôs multa. vencimento antecipado e bloqueio de conta bancária.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. a garantia integral da execução através da penhora de bens. pelo juiz. sendo partes as acima citadas. por maioria. o reclamado interpôs Agravo de Petição. Segundo dispõe o artigo 884 da CLT a matéria arguível via Embargos à Execução deve ser restrita às “alegações de cumprimento da decisão ou do acordo. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante ELTON DE JESUS BEDIM. o atraso no pagamento da 4ª parcela por motivo de força maior é circunstância que não descaracteriza o cumprimento integral do acordo celebrado entre as partes. pelo agravado e da Dra. A indicação de labor extraordinário.052. dou provimento ao apelo. Sendo assim. por unanimidade. qual seja.17. em 30/01/2013 (quarta-feira). pois. 225/231. o prazo para oposição dos Embargos à Execução somente teve início com a sua intimação.5. a fim de apreciar o conteúdo dos Embargos à Execução.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA INÉPCIA DA INICIAL. publicado no . revela-se suficiente à delimitação do pedido e ao seu julgamento. Vencida a Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi. Em atendimento ao Provimento Consolidado da CGJT. (caput) Sucede que. Desembargadora Claudia Cardoso de Souza e Desembargador Lino Faria Petelinkar. no momento em que o autor foi intimado pela primeira vez. sem que fosse necessária a realização de dobras pelos funcionários.TRT 17ª Região . teria havido motivo justificado de força maior para a mora no cumprimento da 4ª parcela do acordo. O termo inicial do prazo para oposição de embargos à execução é a data da intimação da parte. dar provimento ao apelo para determinar o retorno ao juízo de origem. 199/203. tal qual dispõe o artigo 89 Parágrafo único da Consolidação dos Provimentos da Corregedoria-Geral da Justiça do Trabalho (divulgada no DEJT de 17/8/2012). 1. ante os termos da fundamentação supra. NÃO CONFIGURAÇÃO. tendo oposto os Embargos à Execução em 04/02/2013 (sexta-feira). 23 de Setembro de 2013 120 Contudo. HORAS EXTRAS. com relação às horas extras. segundo o réu. pelo agravante. Assim.0004 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: ELTON DE JESUS BEDIM Recorridos: VIGSERV SERVICOS DE VIGILANCIA E SEGURANCA LTDA MUNICIPIO DE SERRA Origem: 4ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA .2012. deixo de admitir os embargos à execução. Procurador: Estanislau Tallon Bozi DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº RO-94300-26. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. Portanto. à fl. ao receber as respostas das instituições financeiras.5. quitação ou prescrição da divida” (§1º) ou também poderá impugnar a sentença de liquidação (§2º). O juiz. à rescisão indireta do contrato de trabalho. no tocante à inépcia da petição inicial. a fim de apreciar o conteúdo dos Embargos à Execução.7 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Réu Advogado ELTON DE JESUS BEDIM Luciene de Oliveira(OAB: 006081 ES) VIGSERV SERVICOS DE VIGILANCIA E SEGURANCA LTDA Roberto Lança Junior(OAB: 016691 ES) MUNICIPIO DE SERRA Anabela Galvão(OAB: 005670 ES) ACÓRDÃO . observo que o questionamento do reclamado subsume-se estritamente na hipótese de “cumprimento da decisão ou do acordo” prevista no artigo 884 §1º da CLT. Razões recursais do reclamante às fls. segundo o reclamado. Porém. atendidos os requisitos do artigo 840 da CLT. no mérito.

possibilitar que a demandada se defenda das alegações. que representa uma mitigação à Teoria da Substanciação que informa o art. e. fazendo um breve histórico. realizava uma média de 10 DOBRAS ao mês em ESCALA EXTRA. no que é pertinente ao pedido de pagamento de horas extras. entendo que houve causa de pedir. INÉPCIA DA PETIÇÃO INICIAL. acrescentando que “a empresa dispõe de pessoa em caráter fixo em situação de “stand by”.5. com o retorno dos autos à Vara de origem. mas não quanto ao pagamento de horas extras. há causa de pedir. o contraditório. nos termos do artigo 515. portanto. bem como se consagra o Princípio da Simplicidade nos termos do art..1. como entender de direito.. inclusive aquelas decorrentes da supressão do intervalo intrajornada e pagamento pelos feriados e domingos laborados em dobro. Procurador: Estanislau Tallon Bozi DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº RO-94800-20. no tocante às dobras supostamente realizadas em escalas extras. nos termos do § 3º. conhecer do recurso ordinário interposto pelo reclamante e. Acolho. O autor. Pelo exposto. vale ressaltar que. verifico que a reclamada. Há apenas causa de pedir quanto ao pagamento de horas extras pela supressão do intervalo intrajornada. insurge-se o autor. do CPC.17. como entender de direito. embora de forma sucinta. ambos do CPC.realização de 10 dobras ao mês em escala extra. remanejado Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 para a RESERVA. em decorrência das dobras. Desse modo. . para declarar a inépcia da inicial. à disposição como reserva operacional destinada à cobertura eventuais necessidades em postos de trabalho. (. quanto ao pedido de pagamento em dobro pelos domingos e feriados laborados (letra h da exordial) e de pagamento de horas extras efetivamente laboradas pelo autor. No caso dos autos. do artigo 515. em defesa. asseverou o obreiro.2.) No que tange ao pedido de pagamento de horas extras efetivamente laboradas pelo autor. não sendo necessária a utilização de pessoal em regime de sobrejornada (o que se daria em caráter de horário extraordinário além do horário do término da escala ou em dia de folga) para tal finalidade”. de 08:00 as 18:00 em escala 5X2. evidencia a exordial a ausência de causa de pedir nesse sentido também.2. sentença de origem acolheu parcialmente a preliminar de inépcia da petição inicial. e da Informalidade. no tocante ao labor extraordinário. na inicial. faltas programadas ou imprevistas. sem resolução do mérito. a fim de que julgue o pleito. Ademais. Desembargadora Claudia Cardoso de Souza e Desembargador José Luiz Serafini. § 3º. deve. CONHECIMENTO Conheço o recurso ordinário interposto pelo reclamante.. nos termos do artigo 267. estando a exordial trabalhista em perfeita harmonia com o art. I. nos termos do artigo 515. não ocorre qualquer das hipóteses abstratamente previstas na norma processual. no tocante às dobras supostamente realizadas em escalas extras. pois tempestivas e regulares. A r. na justiça do trabalho.1. com a remessa dos autos à Vara de Origem. porquanto presentes os pressupostos legais de admissibilidade recursal.0007 Processo Nº RO-94800/2011-007-17-00.. determinar o retorno dos autos à Vara de origem. As demais matérias impugnadas no recurso ordinário do reclamante serão analisadas oportunamente. (. É o relatório. sem a efetiva contraprestação pecuniária pela reclamada. § único.8 Recorrente Advogado Recorrido Plurima Autor Advogado Plurima Réu L. ao contrário do apontado no decisum. conforme se infere da inicial. no tocante às dobras supostamente realizadas em escalas extras.labor em feriados. Com relação ao pedido de condenação da reclamada ao pagamento de horas extras. com suas narrações. 282/CPC. o que também impede o pleno exercício da ampla defesa pela parte ré. sob os seguintes argumentos: “Arguiu a reclamada a inépcia da inicial no que alcança os pedidos de pagamento de horas extras. em defesa. revelando-se respeitado. MÉRITO 2. deve a petição ser indeferida. 3.) In casu. dar provimento ao apelo obreiro para afastar a inépcia da inicial.CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. o que foi alterado tão somente a partir de JANEIRO/2012.C MARCON ADVOGADOS ASSOCIADOS . não houve remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho para emissão de parecer. portanto. férias e/ou outras eventuais ausências. a fim de que proceda ao julgamento do referido pedido. tendo o rte. Considero as contrarrazões apresentadas pela reclamada. Bom. não havendo qualquer motivo. jornadas extras. por unanimidade. obstando a elaboração satisfatória da peça de resistência. quando realizava escalas extras. argüida pela ré. § 1º da CLT. do CPC.2011. por três razões: . como entender de direito. 2. por elastecimento da jornada. Aliás. quando asseverou que “realizava uma média de 10 dobras por mês em ESCALA EXTRA”.supressão do intervalo intrajornada.” Dessa decisão. a fim de que proceda ao julgamento do referido pleito. a preliminar e extingo o processo. FUNDAMENTAÇÃO 2. às fls. no mérito. inclusive quanto àquelas decorrentes da supressão do intervalo intrajornada.C MARCON ADVOGADOS ASSOCIADOS Aretusa Pollianna Araujo(OAB: 010163 ES) KARYNNA FRANCO ESPINOSO BRASCOBRA CENTER LTDA Aretusa Pollianna Araujo(OAB: 010163 ES) L. alegando que. 23 de Setembro de 2013 121 DEJT de 08 de Agosto de 2012.” Sendo assim. o autor postulou o pagamento de horas extras. do CPC. 840. dou provimento ao recurso obreiro para afastar a inépcia do pedido de horas extras. ao declinar os fatos elencados na inicial. IV c/c art 295. tendo em vista tratar de matéria de fato. . que: “Inobstante a jornada acima. afasta-se a inépcia do pedido de horas extras. § 3º. Se há situações em que a narrativa dos fatos não propiciar a impugnação específica por parte da ré. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19/09/13: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente). HORAS EXTRAS.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. não há o rigor formal do processo civil. asseverou que todas horas extras foram devidamente registradas e pagas. parcialmente. 840/CLT. 04 e 05 da inicial. o rte. Suspeição do Desembargador Lino Faria Petelinkar. in casu. permanecido em escala 12X36 das 06:00 as 18:00horas sem intervalo e. na medida em que sustentou a realização de 10 dobras ao mês. no tocante ao labor em sobrejornada.

Estando o pagamento da parcela pelo empregador. acrescentando que as reclamadas confessaram que a reclamante sempre batia suas metas e recebia por elas. da lavra da eminente Juíza Rosaly Stange Azevedo. e que pode ter como critério a produtividade do trabalhador. 201-205v. tratando-se de mera liberalidade dos sócios da empresa. como a cópia de sua declaração de imposto de renda. 231-242. em virtude de começarem a pagar comissões em razão de metas de produtividade.” Aduziu que sempre bateu todas as metas. aos lucros da empresa.0007 RECURSO ORDINÁRIO Recorrentes: L. razão pela qual improcede o Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . Indeferiu.C MARCON ADVOGADOS ASSOCIADOS E OUTRO KARYNNA FRANCO ESPINOSO Recorridos: KARYNNA FRANCO ESPINOSO L. não houve remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho para emissão de parecer. de um valor para a equipe do jurídico – R$ 700. cuja natureza é indiscutivelmente salarial. o que totalizava o valor de R$ 700. Razões do recurso ordinário da reclamante. ainda.00 (setecentos reais) por mês. à majoração da indenização por dano moral decorrente de assédio moral e aos honorários advocatícios. que o pagamento extrafolha deve ser corroborado por prova contundente.00 (setecentos reais) no caso da reclamante .ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA RECURSO ORDINÁRIO DA RECLAMADA.5. e. JORNADA DE TRABALHO. em face da r. Em atendimento ao Provimento Consolidado da CGJT.que não se confundia com salário ou comissão. ante a manobra da 1ª reclamada para burlar a legislação trabalhista e evitar o pagamento de impostos. Considero as contrarrazões apresentadas pela reclamante e pelas reclamadas. prolatada pela MM.00 (duzentos e cinqüenta reais) pela quarta semana. A primeira delas consistia em uma dobra do salário. narrou a reclamante ter sido contratada pela 1ª ré em 05/11/07. paga quando a reclamante batia a meta mensal. propugnando pela manutenção da sentença. 25/253.2011. as reclamadas negaram a existência de pagamento “por fora”. Aduziram que esta distribuição de lucros parou de ser paga a partir de maio de 2008. FUNDAMENTAÇÃO CONHECIMENTO Conheço dos recursos ordinários interpostos pelas partes. 214-214v. PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS. sendo dispensada sem justa causa em 02/07/09. pois presentes os pressupostos legais de admissibilidade. R$ 150. R$ 200. no particular. o que não foi feito.00 (duzentos reais) pela terceira semana e R$ 250. complementada pela r.200. de modo que. ante a confissão das rés quanto ao pagamento da bonificação de R$ 700. 229. às fls. DESCARACTERIZAÇÃO. pretendendo a reforma do julgado. enquanto a gratificação configura parcela fixa. Alegou que durante todo o contrato de trabalho recebeu duas complementações salariais pagas por fora. às fls. como advogada.TRT 17ª Região . Em manifestação à contestação. resta evidente o regime de dedicação exclusiva. na medida que a prova oral demonstrou que o seu pagamento era realizado no contracheque. a segunda. esta passou a ser paga no contracheque. decisum. Instrumentos de mandato. recorrem as reclamadas. A participação nos lucros encontra-se vinculada a um único critério. 230. estes faziam o repasse.17. Incidência do princípio da primazia da realidade. deferiu a integração do referido valor na remuneração da autora. sentença de fls. VINCULAÇÃO À PRODUTIVIDADE.C MARCON ADVOGADOS ASSOCIADOS E OUTRO Origem: 7ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA .00 (mil e duzentos reais). publicado no DEJT de 08 de Agosto de 2012. Em defesa. relativamente à participação nos lucros. É o relatório. na realidade. Vistos. a integração da suposta dobra salarial. paga da seguinte forma: “Se batesse a meta semanal recebia R$ 100.00 (cem reais) pela primeira semana. mormente por tornar inviável o exercício de outras atividades. cujos valores constavam nos contracheques e se incorporavam ao salário para todos os fins. Alegaram que. 261-268. DEDICAÇÃO EXCLUSIVA. decisão dos embargos declaratórios de fls. às fls. condicionado ao trabalho e a produtividade. a reclamante reiterou os argumentos da inicial. 7ª Vara do Trabalho de Vitória/ES.0094800-20. percebendo salário mensal de R$ 1. às horas extras. à fl. pleiteando a reforma do r.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.00 (setecentos reais) e diante dos depoimentos das testemunhas. Estabelecendo o contrato de trabalho firmado pela reclamante uma jornada diária de 8 horas. O Juízo de origem. à responsabilidade pelos encargos decorrentes da contribuição previdenciária e à assistência judiciária gratuita. Sustentaram. porquanto tempestivas e regulares. sendo partes as acima citadas. resta configurada a gratificação. qual seja. ao dano moral. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. RECURSO ORDINÁRIO DA RECLAMANTE. dividida entre comissão e DSR. alegando que as parcelas de R$ 700. às fls. quando da distribuição mensal dos lucros aos sócios. que julgou procedentes em parte os pedidos formulados na inicial. e de custas processuais. no tocante ao pagamento do repouso semanal remunerado sobre gratificação. 245-251v.2. ADVOGADO EMPREGADO. requerendo seja negado provimento ao apelo obreiro. sendo que a partir de fevereiro de 2009. 23 de Setembro de 2013 122 Plurima Réu Advogado Plurima Autor Advogado BRASCOBRA CENTER LTDA Aretusa Pollianna Araujo(OAB: 010163 ES) KARYNNA FRANCO ESPINOSO Carla Cibien Guaitolini(OAB: 012530 ES) ACÓRDÃO . bem como do DSR suprimido. contudo. 218/228.00 (cento e cinqüenta reais) pela segunda semana. paga com habitualidade. Contrarrazões apresentadas pelo reclamante. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelas reclamadas LC MARCON ADVOGADOS ASSOCIADOS e BRASCOBRA CENTER LTDA e de recurso ordinário interposto pela reclamante KARYNNA FRANCO ESPINOSO. MÉRITO DO RECURSO ORDINÁRIO DAS RECLAMADAS 2. às fls. ou extratos bancários. Contrarrazões apresentadas pelas reclamadas. à fl. correspondente ao alcance de metas semanais. Comprovantes de recolhimento de depósito recursal. caso todos as metas fossem batidas.00 (setecentos reais) pagas à reclamante correspondem à participação nos lucros da empresa. Razões recursais das reclamadas.1PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS Na exordial. a título de produtividade. Inconformadas. requereu a condenação desta ao pagamento das diferenças da real remuneração em todas as verbas rescisórias.

2.)” Assim. (. não inferior a R$ 31.. pelos quais ficou demonstrada a cobrança excessiva para atingimento de metas. colaciono o arresto do TRT da 14ª Região: “GRATIFICAÇAO POR PRODUÇAO. As reclamadas. conforme lição de Maurício Godinho delgado consiste em. ao argumento de se tratar de participação nos lucros. assume o caráter salarial e. mobbing significa todos aqueles atos comissivos ou omissivos. de natureza salarial. e todos os seus direitos rescisórios foram devidamente pagos. XI.. fato que não se pode atribuir mais do que mero aborrecimento. com trabalhos exaustivos e sob a vigilância constante dos sócios das reclamadas. de gerente. por exemplo) ou fatos empresarialmente considerados significativos (elevação excepcional dos lucros em determinado exercício. Sustentou que todos os dias recebia e-mails cobrando produção. a partir de eventos socialmente considerados relevantes (festas de fim de ano. sem relatar um caso concreto. a reclamante noticiou que era diariamente pressionada a bater as metas exigidas.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. que dispõe que a participação nos lucros não possui qualquer vinculação com o salário. gestos e comportamentos do patrão. Assim. e de Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 forma benéfica à trabalhadora. Aduziram que as metas não eram inatingíveis. Vilja Marques (in Um fenômeno chamado psicoterrorismo. que o fato trazido pela reclamante para fundamentar seu pleito nada mais é do que mera exigência para o alcance de metas empresariais. porquanto seu pagamento é condicionado unicamente à produção da autora.. sustentam que. que recebe comissões/prêmios em razão do alcance de resultados. 7º. deverá integrar a remuneração do empregado para todos os efeitos legais.. Contudo. a reclamante. Informaram que a autora foi demitida em razão de corte de pessoal e redução do quadro de colaboradores. A participação nos lucros.” Desta forma.00 (trinta e um mil reais). Sustentam. sentença vergastada. Em manifestação à contestação.) parcelas contraprestativas pagas pelo empregador ao empregado em decorrência de um evento ou circunstância tida como relevante pelo empregador (gratificações convencionais) ou por norma jurídica (gratificações normativas). e que pode ter como critério a produtividade do trabalhador. justificam sua não integração.) método de remuneração complementar do empregado. para que seja concedida no valor mínimo de 10 (dez) vezes o salário recebido. redução de custos. arbitrou em favor da reclamante indenização no valor de R$ 2. de maneira geral. 23 de Setembro de 2013 123 deferimento de sua integração ao salário. (Processo nº 0001066. o pagamento mensal à reclamante do valor de R$ 700. na prática trabalhista como atos empresariais de liberalidade em favor dos respectivos empregados. chefe. e nexo de causalidade entre a conduta ilícita e o dano experimentado. da CF/88.000. 32). até maio de 2008. consiste em "(.00 (dois mil reais). segundo Arnaldo Süssekind. sem qualquer particularidade no que se refere à pessoa da reclamante.2. degradando as condições de trabalho e comprometendo o desenvolvimento da atividade laboral. que se caracteriza.. atitudes. por exemplo). pela prática sistemática e reiterada de atos hostis e abusivos por parte do empregador ou dos demais colegas de trabalho. em defesa. prejuízo suportado pelo empregado. 2ª ed. o valor recebido pela reclamante não se configura em participação nos lucros. Aduzem que não estão presentes os requisitos caracterizadores do assédio moral. portanto.. em face de determinado trabalhador. com excessos e humilhações. qual seja. Por sua vez. desprovida. da direção da empresa.. Muito se discute atualmente sobre o assédio moral no ambiente de trabalho. psíquicas. Embora ainda não tipificado na legislação federal trabalhista.2ASSÉDIO MORAL. o . dos depoimentos das testemunhas. mediante o alcance das metas estatuídas. alegaram não existir qualquer comprovação de assédio ou dano causado. paga com habitualidade. Sem razão. em suas razões recursais. INTEGRAÇAO AO SALÁRIO. publicado em 31/05/2011). com o qual se lhe garante uma parcela dos lucros auferidos pelo empreendimento econômico do qual participa. jul. que traduzem uma atitude contínua e ostensiva perseguição que possa acarretar danos relevantes às condições físicas. como almejam as reclamadas. 819). aos lucros da empresa. Juiz Federal do Trabalho Convocado Shikou Sadahiro. As reclamadas não negam ter havido. 68-07. superior hierárquico ou dos colegas. prova disto é que a reclamante recebia comissão em quase todos os meses. depreende-se que a cobrança foi realizada de forma geral e igualitária a todos os empregados. a teor do art. Neste sentido. caso não fossem alcançados os objetivos traçados. Dessa decisão. morais e existenciais da vítima. que a sentença de origem não se fundamentou em prova robusta. “in verbis”: “(. p.. Além disso. consistindo suas alegações em afirmações evasivas. por sua vez. decorrente do assédio moral sofrido. com exposição de sua honra. insurgem-se as partes.)" Já a gratificação. p. requereu indenização a título de danos morais. (. nos meses em que as metas foram alcançadas. (. e sim em gratificação. em seu apelo. enquanto a gratificação configura parcela fixa. Rel. paga habitualmente. No caso dos autos. a caracterização do dano na esfera moral ainda exige o preenchimento de outros requisitos: ato ilícito decorrente de conduta praticada pelo empregador ou seu preposto.. mas sim a forma como as reclamadas procedem a essa cobrança. HABITUALIDADE. ainda. dignidade e imagem. Nego provimento. leciona que psicoterrorismo ou assédio moral “é a exposição dos trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes e constrangedoras. O dano moral pressupõe um ato ilícito que afete a esfera psíquica do autor. Conforme lições de Márcia Novaes Guedes: "No mundo do trabalho.. incólume a r. Revista LTr.00 (setecentos reais). LTR. ou seja. como tal. 2004. a reclamante aduziu que ilegal não é cobrança de resultados. DANO MORAL (matéria analisada em conjunto com o recurso ordinário da reclamante) Na inicial. a participação nos lucros encontra-se vinculada a um único critério. A gratificação denominada pela empresa de "prêmio produção". baseado nos depoimentos das testemunhas. Pois bem. repetitivas e prolongadas. O Juízo de origem. Sustentaram que a cobrança de resultados não é ilegal.” (Terror Psicológico no Trabalho. Vejamos.000. sendo promovida dentro dos limites da lei e da ética profissional.. As reclamadas. além de ameaça de dispensa. durante a jornada de trabalho e no exercício das funções profissionais”.) As gratificações surgiram. com o objetivo de atingir sua integridade física e/ou psicológica. pugna pela majoração da indenização decorrente do assédio moral. exigindo que a agressão ultrapasse as barreiras da normalidade e dos fatos corriqueiros possíveis de acontecimento no cotidiano.

212/93 não prevê qualquer teto a ser respeitado. observado o limite máximo do . as parcelas fiscais e previdenciárias não foram recolhidas corretamente e que.. Sr. revendo entendimento anterior. curvo-me ao julgamento pacificado pelo C.212/1991. Deuzivam da Silva Souza. caput. que a depoente era vigiada e diziam que nos outros setores o mesmo acontecia. in verbis: “[. Ante o exposto. Quanto à aplicação do valor histórico à cota parte devida pelo reclamante. o obreiro não se eximiria da incidência dos descontos previdenciários. 395 do CC [. vexame. seja calculada mês a mês. causando-lhe aflições. que regulamentou a Lei nº 8. Desse modo. pois. nego provimento ao recurso da reclamante e dou provimento ao recurso das rés.. [. Requereu. o art. tenha sido vítima de perseguição ostensiva. O i. referido comportamento não era direcionado à pessoa da reclamante. aborrecimento. vexame ou desprezo. sendo tal postura encarada como uma forma de pressão pela depoente [. condenando as reclamadas a arcarem somente com os juros. para afastar a condenação em danos morais decorrentes de assédio moral. que causava pressão psicológica nos empregados. ainda. por ato ou omissão das reclamadas.. TST.. In casu. do C. como alega. Lídia Maria da Silva santos. o que culminou com o arquivamento dos mesmos”.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Assim.]” Insurgem-se as reclamadas.. em conformidade com o disposto no art.. fugindo à normalidade. TST. transferindo o respectivo encargo financeiro com o tributo para terceiros (art. 128 do CTN)..]” Assim. constrangimento. também indicada pela reclamante: “[. angústia e desequilíbrio em seu bem estar. uma vez que o art. as próprias testemunha da autora foram claras e uníssonas ao afirmar que a cobrança pelo cumprimento de metas era realizada de forma geral e homogênea a todos os empregados. Além disso.. segundo o Prof. 2. por disciplina judiciária. que não acolhia a tese de que os descontos previdenciários devidos pelo empregado fossem feitos apenas pelo valor histórico.2.] nunca presenciou nenhuma situação em que a autora tenha sido desrespeitada ou tratada de forma humilhante. [. mágoa. no caso de ações trabalhistas. desde que o empregador comprovasse o recolhimento da parte que lhe coubesse. a prova oral demonstrou que. foi o depoimento da Sra.] 19) não recebiam advertência caso não cumprissem metas. e não apenas a do reclamado.... 276. corriqueira e repetitiva no ambiente de trabalho. Alega que a súmula 368 do TST atribui o ônus do pagamento da quota previdenciária às partes respectivas. devendo o autor somente sofrer o desconto pelo valor histórico da contribuição. o assédio moral caracteriza-se como uma injustificada conduta de perseguição contínua. ocasionando graves transtornos à saúde do trabalhador e dificuldades para a realização do serviço. notadamente. como argumento para comprovação da existência de assédio. Primeiro. da súmula 368. 5º..048/1999. pleiteando a reforma da sentença. fazendo expressa referência ao valor total apurado em liquidação de sentença. determina que a contribuição previdenciária devida pelo empregado. Neste diapasão. Carlos Alberto Gonçalves. da súmula 368. CF). como o Imposto de Renda. para a configuração do dano. ao bem estar e à justiça (Preâmbulo da Constituição). à vida e à segurança (art. havia uma cobrança exacerbada para o alcance de metas. 23 de Setembro de 2013 124 assédio moral e seus efeitos indenizatórios derivam diretamente da Constituição da República.. se tivesse recebido as parcelas ora postuladas mês a mês. 20) nunca presenciou a autora sendo ameaçada de dispensa caso não batesse metas [. III..] que havia metas a cumprir estabelecidas pelo superior imediato (gerente) que ameaçava constantemente de demissão os advogados que não as cumprisse. as agressões morais devem ocorrer de forma direcionada. não há nos autos prova de que a autora tenha sofrido. 13) nunca viu ninguém vigiando o trabalho da autora mais do que o trabalho dos demais advogados. a reclamante aduziu que. Contudo. multas e correção monetária decorrentes do atraso no recolhimento das contribuições previdenciárias. não havendo qualquer ressalva quanto aos encargos (multas. Sem razão. assim.3CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA Na inicial. irritação ou sensibilidade exacerbada estão fora da órbita do da moral". CF). que firma como seus princípios cardeais o respeito à dignidade da pessoa humana (art. sofrimento ou humilhação que. do C. no item III. com base nos artigos 186 e 927 do Código Civil. Mero dissabor. Conforme dito anteriormente. porquanto somente por disposição expressa de lei é possível excluir a responsabilidade do contribuinte. sobre elas não incidiriam tributos. sentenciante de piso acolheu parcialmente o pedido. mas se estendia a todos os empregados das rés. a segunda testemunha das rés. juros e correção monetária). do Decreto n º 3. 1º. o encargo financeiro do empregado não pode ser transferido para o empregador. por não ter sido o contrato de trabalho devidamente registrado. Laura Clara Nascimento Perim. 12) pelo que o depoente percebia a autora tinha uma cobrança de metas igual a dos demais advogados. 198. TST.. tanto na vigência do contrato de trabalho ou fora dele. que as reclamadas arquem com os encargos fiscais e previdenciários devidos. aplicando -se as alíquotas previstas no art. porque não há provas nesse sentido. de fato..] que nunca viu alguém falando para a reclamante que se não produzisse seria demitida” (grifei) No mesmo sentido. Vejamos o que disse a Sra.] Os empregados não podem ser responsabilizados pelos encargos decorrentes do atraso da empregadora no recolhimento das contribuições previdenciárias. arrolada como testemunha pela reclamante: “[.. "Só se deve reputar como dano moral a dor. No caso em apreço. o referido desconto deve levar em consideração as cotas de responsabilidade de ambos os litigantes. para que seja excluída da condenação a responsabilidade pelo pagamento dos encargos decorrentes das contribuições previdenciárias. não havendo qualquer notícia de perseguição direta contra a reclamante. independente do seu valor. condeno a reclamada a arcar com os juros. porém não haveria uma punição por este motivo. E nem se alegue. que “o desligamento da reclamante se deu sob a acusação de que teria deixado alguns processo de busca e apreensão e reintegração de posse sem andamento. De acordo com o item III. ou. interfira intensamente no comportamento psicológico Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 do indivíduo. 43 da Lei 8.] que havia uma pressão geral na empresa de que se o funcionário não atingisse as metas seria demitido. voltada contra um indivíduo específico..]” Ademais. Em se tratando de contribuição previdenciária incidente sobre as verbas deferidas em decisão judicial. pois estas situações são efêmeras e não chegam ao ponto de romper o equilíbrio psicológico. §4º. a multa e a correção monetária sobre tais contribuições. alegou nunca ter presenciado qualquer atitude humilhante e desrespeitosa para com a reclamante e tampouco perseguição: “[. que o referido gerente também circulava pelo escritório surpreendendo os empregados constantemente por ficar parado atrás dos mesmos enquanto estes desempenhavam suas atividades.

dou provimento parcial para determinar que.584/70. quanto ao período do contrato de trabalho que antecede a alteração do artigo 43 da Lei n. § 6º. fato suficiente para o deferimento do benefício da justiça gratuita. sentença prolatada: “A justiça gratuita tem previsão no artigo 790.4. 457. Assim.2003 As gratificações por tempo de serviço e produtividade. ante o princípio da irretroatividade. do art. o artigo 195. que alterou o artigo 43 da Lei 8. Desta decisão. 2. TST. devidas por força de avença em contrato de trabalho. Com efeito. que seu horário contratual de trabalho era das 8h às 18h. sentença. Alega que a r. 790. Asseveram. Contudo. do art.Res. Ademais. considerando que o contrato de trabalho do reclamante abrange período anterior e posterior à vigência da Lei 11.941/2009). com relação ao repouso semanal remunerado.584/70. TST.941/2009.00 (setecentos reais). em sua peça de ingresso. 276 do Decreto 3. 605/49 dispõe que a parcela paga mensalmente já remunera o repouso semanal.212/91. 8. Vejamos. norma coletiva ou mera liberalidade do empregador. estabelece que as contribuições previdenciárias somente poderão ser exigidas após decorridos 90 (noventa) dias da data da publicação da lei que as houver instituído ou modificado. na liquidação da sentença. Nesse sentido. nos termos do art. §3º. Quanto à apuração dos juros e multa. parágrafo 3º da CLT. GRATIFICAÇÕES POR TEMPO DE SERVIÇO E PRODUTIVIDADE (mantida) . mas que. Preenchidos os requisitos legais. alínea “a”. pois agrava a situação do contribuinte. de maneira que a nova regra previdenciária somente será aplicada às prestações de serviço realizadas a partir de 03 de março de 2009 (90 dias após a publicação da MP). Pois bem. somente pode ser aplicável aos fatos ocorridos após a sua vigência. Em primeiro lugar. quais sejam. da Constituição da República. recorre a reclamante. (ex-OJs nºs 32 e 228 da SBDI-1 – inseridas. 8. a partir de 03/03/2009. extrafolha.212/91. ficando a cargo da empresa o pagamento de juros.00 (setecentos reais). atualização monetária e multas. Segue a r. na liquidação da sentença. ou seja. de segunda a sexta. Isso posto. Tribunal: Contribuição previdenciária. não ter condições de pagar as custas processuais do processo sem prejuízo do seu sustento próprio ou de sua família. a necessidade de reforma da r. ou declaração. e das 8h30min às 12h. a assistência judiciária gratuita será prestada pelo sindicato da categoria profissional a que pertencer o trabalhador. sentença de primeiro grau. defiro-lhe o requerimento. Assim. Destarte.212/91 (05/11/2007 a 02/07/2009). deveria também ter deferido o pagamento do RSR sobre a gratificação de R$ 700. 2.3. implicaria em duplo pagamento (bis in idem). em 14. Nego provimento. 5. da Lei 8. o art. §1º. As gratificações são parcelas salariais pagas em razão de condições especiais. esclareço que o que foi deferido à reclamante foi benefício da justiça gratuita e não a assistência judiciária gratuita. importando somente na isenção de custas. àquele que perceber salário igual ou inferior ao dobro do mínimo Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 legal ou comprovar que sua situação econômica não lhe permite demandar sem prejuízo. bastando prova de percebimento de salário igual ou inferior ao dobro do mínimo legal. a assistência sindical e miserabilidade jurídica. .1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Em suma. nos termos do § 3º.2001). pagas mensalmente. Nesse sentido. 790 da CLT. O requisito foi observado pela autora à fl.03. o Juízo de origem indeferiu a repercussão sobre o repouso semanal remunerado da gratificação de R$ 700. a recente Súmula 17 deste E. No presente caso.00 Com fulcro na Súmula 225 de C. Nego provimento. 121/2003. assim.2HORAS EXTRAS APÓS A 4ª DIÁRIA Sustentou a reclamante. como férias. de fato. o benefício da justiça gratuita. não repercutem no cálculo do repouso semanal remunerado. Contudo. publicada em 04/12/2008. que considerou a data da prestação de serviços como fato gerador das contribuições previdenciárias incidentes sobre as verbas resultantes de decisões em reclamatórias trabalhistas. tratando-se de institutos diversos. multas e correção monetária. tendo a autora apresentado declaração de sua insuficiência econômico-financeira. da Lei nº 8. eventual reflexo.00 (setecentos reais). por ter deferido o pagamento do RSR referente às comissões constantes nos contracheques. indevido o reflexo no RSR. da Constituição da República. incólume a r. 20. e convertida na Lei 11.1PAGAMENTO DO REPOUSO SEMANAL REMUNERADO SOBRE A GRATIFICAÇÃO DE R$ 700. MÉRITO DO RECURSO ORDINÁRIO DA RECLAMANTE 2. a incidência dos juros e multa sobre as contribuições previdenciárias observe o prazo estipulado no artigo art. deve o reclamante arcar somente com o pagamento da contribuição previdenciária em seus valores históricos. nos termos do art.º 5. exige apenas a declaração de miserabilidade jurídica e podendo ser concedido até mesmo de ofício. para fins de aplicação dos juros e multa sobre as contribuições previdenciárias. porquanto a reclamante não atende a ambos requisitos legais. deverá ser observado. o prazo do artigo 276 do Decreto 3. 26. 23 de Setembro de 2013 125 salário de contribuição. e a regra deste último para aquele a partir de sua vigência.1994 e 20. respectivamente. na prática. pagas mensalmente à reclamante. declarou. Pela natureza jurídica que ostenta.048/99. o reclamante não preenche os requisitos da Lei n. nas demais verbas trabalhistas. nos termos do art. décimo terceiro. à fl. de acepção mais restrita. 20 e 21. No tocante às contribuições previdenciárias decorrentes de créditos reconhecidos em sentença. DJ 19. a Súmula 225 do C. Desta forma. sentença de piso.” Sustentam em seu apelo que.212/91.048/99 para o período do contrato de trabalho que antecede a alteração do artigo 43 da Lei n. ante o princípio da anterioridade. que não está em condições de pagar as custas do processo sem prejuízo do sustento próprio ou da família. um sábado sim e o outro não. ensejando o enriquecimento sem causa. incumbe ao empregador o pagamento de juros. 14 da Lei n. enquanto a assistência judiciária gratuita exige a presença dos requisitos do art. sob as penas da lei. III. reflete. da CLT. FGTS e aviso prévio. 14 da Lei n.212/91 (inserida com o advento da Medida Provisória 449/2008. 5.11. nos termos do art. verbis: SUM-225 REPOUSO SEMANAL. nos termos do artigo 150. trabalhava três dias da semana até às 19h e os outros dois até às 20h. da CLT. sendo a contribuição previdenciária do empregado calculada pelo valor histórico.06. sendo incontroversa a periodicidade mensal da gratificação de R$ 700. 26. ressalto que a regra do § 2º. 43. 7º da Lei n.2. CÁLCULO. e a regra deste último para aquele que abrange o período de sua vigência (a partir de 03/03/2009). com intervalo de almoço de 1h15min. concedeu à reclamante o benefício da justiça gratuita.ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA Pretendem as reclamadas a reforma da decisão que.3.584/70.

o art. que deu azo à edição da referida regulamentação. O art. continua a cumprir a jornada inicialmente avençada. 5. Min. mesmo havendo contrato escrito. com o patrocínio de causas de terceiro. Registre-se. consoante artigo 12 do Regulamento Geral do Estatuto da Advocacia e da Ordem dos Advogados do Brasil. autorizado pelo acordo coletivo de trabalho. 8. 20 da lei 8. com adicional de 100% (cem por cento).906/1994 (Estatuto da Advocacia).1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. no seu escritório ou em atividades externas.05. que o horário da reclamante era o mesmo. ADMISSÃO ANTERIOR À LEI N. Dessa forma. Assim. conforme jurisprudência dominante da Corte Superior Trabalhista. a jornada reduzida de 4h. Os controles de jornada trazidos pela ré registram horários de entrada e saída variáveis durante todo o período de trabalho. Rel. os seguintes precedentes da SBDI-1.. Lelio Bentes Corrêa. SBDI-1. Laura Clara Nascimento Perim. e. O insigne sentenciante julgou improcedente o pleito.º 8. não poderá exceder a duração diária de quatro horas contínuas e a de vinte horas semanais. Esbarra na atual .5. ADVOGADO. de forma intercalada (a cada 15 dias). 2. Em contestação. quatro horas diárias ou vinte horas semanais. 8. verifica-se que as horas extras trabalhadas foram devidamente registradas e pagas em contracheque ou inseridas no banco de horas.. por entender quadrar-se a reclamante na exceção contida no art. mediante sistema de banco de horas. A reclamada comprovou que havia compensação mediante banco de horas. que quando havia necessidade autorizavam as horas extras e a depoente recebia por elas. que a prática de advocacia de forma paralela. Quanto ao adicional. do TST: EMBARGOS. no sentido de não conhecer da revista obreira.. além de dois intervalos de 15min para lanche. que o seu horário de saída era as 18h00min. Encontra-se vinculado a regime de dedicação exclusiva o advogado que se compromete. afirmou que registrava o horário de saída corretamente.(TST-E-ED-RR-13940095. além das respectivas integrações. Recurso de Embargos de que se conhece em parte e a que se dá provimento. 20 da Lei n. previsto em acordo coletivo. Nesse sentido. fazendo jus às horas extras além da quarta. § 2º As horas trabalhadas que excederem a jornada normal são remuneradas por um adicional não inferior a cem por cento sobre o valor da hora normal. ADVOGADO EMPREGADO. observados os limites do pactuado. 3. não devem ser consideradas como extras as horas excedentes à quarta diária. Alegou que. Vejamos decisão da SBDI-1: HORAS EXTRAORDINÁRIAS. 20 da Lei 8.906/94. ou oito horas diárias. para que sejam consideradas como extras e remuneradas com adicional de 100% (cem por cento) as horas além da quarta hora diária. João Batista Brito Pereira.0001.906/1994. de per si. Além disso. permitindo a fixação de jornada diversa na hipótese de acordo ou convenção coletiva ou.2002. já que pela jornada afirmada na própria exordial. sendo de 100% em qualquer hipótese. cumprida da forma supracitada. comprovou-se que o reclamante laborava em sistema de compensação de jornada. 20 do Estatuto da OAB dispõe: “A jornada de trabalho do advogado empregado. a percepção. se o profissional da advocacia. no máximo. não afasta a dedicação exclusiva. em tais circunstâncias. inexistindo diferença a ser paga. 4.906/94. evidenciando o regime de dedicação exclusiva. não sendo comprovado pela autora que os cartões não espelham a jornada diária efetivamente cumprida.º 8. Indevida. RECURSO DE REVISTA. DJ de 5/3/2010) Assim. as partes estabeleceram acordo coletivo prevendo jornada de trabalho para os advogados de 8:15min diárias e 44h semanais. estando todas as horas extras registradas devidamente quitadas. Rel. 1.) No caso dos autos.” Dessa decisão. tendo que pedir ao chefe autorização para liberar as horas extras.906/94 fixou a jornada de trabalho do advogado empregado em. A testemunha trazida pela autora. 1. 20 da Lei n° 8. com 15 minutos para lanche. tendo comprovado na exordial que realizava advocacia particular. ainda. DEDICAÇÃO EXCLUSIVA. Recurso de embargos não conhecido. devidamente autorizado pela norma coletiva. com 1h15min de intervalo para refeição e descanso. no exercício da profissão. Vejamos.(TST-E-RR-578031/1999. a reclamada aduziu que o horário de trabalho da reclamante era das 8h30min às 18h. considera-se como período de trabalho o tempo em que o advogado estiver à disposição do empregador. § 1º Para efeitos deste artigo. com base no princípio da primazia da realidade. é de se presumir a validade de referidos controles. de dedicação exclusiva. Sustentou que dos cartões de ponto. CONFIGURAÇÃO. Alega que não tinha contrato de exclusividade. 23 de Setembro de 2013 126 Aduziu que não tinha contrato de exclusividade com as reclamadas. afastando a jornada de 4horas diárias. mas as vezes ficava até mais tarde. In verbis: “(. CONFIGURAÇÃO. que torna inviável o exercício de outras atividades pelo obreiro. O fato de ter sido contratada para cumprir jornada diária de 8h já descaracteriza. as horas extras registradas estão devidamente quitadas. outrossim. por meio de contrato de emprego. 20 da Lei n. conforme art. a não constância expressa no contrato de trabalho de cláusula de dedicação exclusiva não tem o condão de desnaturar o referido regime. salvo acordo ou convenção Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 coletiva ou em caso de dedicação exclusiva. afasta a hipótese de jornada reduzida de quatro horas como prevista no art. das horas trabalhadas após a quarta diária. porquanto já configurado pela própria jornada estipulada contratualmente. SBDI-1. Assim. entre 01/05/2008 e 30/04/2009. sendo-lhe reembolsadas as despesas feitas com transporte. Precedentes da Corte. o labor era das 8h30min às 12h. DJ de 18/9/2009) ADVOGADO. Sra. Min. inexistindo nos autos qualquer prova da inexatidão dos dados registrados nos documentos colacionados com a defesa. insurge-se a reclamante. após o advento da lei nova. A previsão de uma jornada de 6 (seis) horas em contrato de trabalho de advogado. o parágrafo segundo do referido artigo não apresenta exceções. com apoio na jurisprudência desta Corte uniformizadora. pleiteando a reforma da sentença. restou clara a dedicação exclusiva da autora. aguardando ou executando ordens. hospedagem e alimentação. Não interfere na caracterização do regime de dedicação exclusiva a circunstância de o contrato haver sido firmado anteriormente à edição da Lei n.. VIOLAÇÃO DO ARTIGO 896 DA CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO NÃO EVIDENCIADA. DEDICAÇÃO EXCLUSIVA. DEDICAÇÃO EXCLUSIVA. JORNADA CONTRATUAL DE SEIS HORAS. de mais de 10 horas diárias. como labor extraordinário.906/94. E é nessa última hipótese que se inclui a autora. entendo ser aplicável a exceção contida no caput do art. que nesses casos conseguia anotar a jornada corretamente. ao cumprimento de carga horária correspondente a quarenta horas semanais. Irretocável a decisão proferida pela Turma. HORAS EXTRAORDINÁRIAS.906/94.” Com efeito. aos sábados.

Ademais. as quais foram devidamente quitadas ou compensadas por meio de banco de horas.SBDI-1 .584/70. TST... juros e atualizações monetárias. a reclamante requereu honorários advocatícios no importe de 20% (vinte por cento) do valor da condenação.. Sustentou assim que. teve o condão de derrogar os arts. 14 e 16 da Lei n. o princípio da sucumbência no Processo Trabalhista. O art. as reclamadas alegaram que.E-ED-RR 681/2001-001-19-00. Superada esta questão.] que a depoente cumpria jornada das 08:00 às 19/20:00 hora. tendo que pedir ao chefe autorização para liberar as horas extras.. a qual deve ser suprimida por fontes subsidiárias. . condições de prover à demanda. de segunda a sexta-feira e em sábados alternados das 8:00 horas às 12:00 horas [. para que seja concedida a verba honorária.. surgiu uma lacuna. 389 do CC. 22 da Lei 8.] que no setor da depoente quando havia necessidade autorizavam as horas extras e a depoente recebia [. entendo que a concessão de honorários advocatícios na Justiça do Trabalho.. o depoimento da Sra.060/50 não limita a concessão de honorários apenas ao sindicato assistente. reconhecendo o cabimento dos honorários advocatícios.. indeferiu o pedido. bem como a reclamante [. Sra. conquanto a segunda testemunha da autora tenha alegado “[. 5. TST. há expressa previsão de acréscimo de honorários advocatícios em casos de inadimplemento de obrigações. Quadra salientar. inclusive a reclamante e a depoente registravam corretamente a jornada. os honorários advocatícios.288/01. devem ser esgotados os requisitos da Lei n. Não se adota. e perceber salário inferior a dois salários mínimos ou declarar que não possui.º 5. 305. a Lei n. Alega que comprovou o preenchimento do requisito necessário a sua concessão. Pelo exposto. além de perdas e danos. a reclamante não está assistida pelo sindicato de classe (fl. não se pode olvidar que a própria Corte Suprema possui a Súmula n. 45/04. da SDI-I. sentença de piso. independentemente de o obreiro receber ou não salário superior ao dobro do mínimo legal. a r. que o horário de saída da depoente era as 18:00 (dezoito horas) e se não batesse o ponto até 18:10 horas não conseguiria pois o sistema travava. Aduziu que. 5.537/02.º 5. para fazer jus aos honorários advocatícios. em consonância com a linha traçada pelas Súmulas n. pleiteando a reforma da sentença. restringindo-se o pagamento dos honorários advocatícios ao disposto na Lei n. 219 e 329. 25). Em que pese o respeito pelas abalizadas opiniões em contrário. nos temos do acordo coletivo firmado. Laura Clara Nascimento Perim: “[. não obstante o estatuído no art.. que às vezes a reclamante saía no mesmo horário da depoente. não britânicos e assinados pela autora – constata-se que havia sim o registro de horas extras. são devidos quando a parte estiver assistida por seu sindicato de classe. aplicável subsidiariamente na forma do art. 10. seja por ser fora da realidade imaginar o manejo de uma ação trabalhista diretamente pelas partes. Inteligência das Súmulas n. revogando o § 10º. não merecendo reforma. Insta frisar que os indigitados verbetes jurisprudenciais trabalhistas não autorizam a ilação de que a simples apresentação de declaração de pobreza seria suficiente para o deferimento de honorários advocatícios. que tanto a reclamante quanto a depoente trabalhavam 08:15/08:20 horas até as 18:00 horas. às vezes ficava até mais tarde [.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Alegou que a manutenção do jus postulandi não impede o reconhecimento da existência de sucumbência no processo do Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 trabalho. não logrou êxito a autora em demonstrar a existência de horas extras laboradas e não pagas. vale destacar as declarações da primeira testemunha da reclamante.. Por fim. Relator Ministro Guilherme Augusto Caputo Bastos.584/70. qual seja. Entretanto. à realidade e. ambos do Código Civil/2002. em se tratando de relação de emprego. portanto. Em sua peça de resistência. ao acrescentar ao art. 20 do CPC e nos artigos 389 e 404. todas do C.584/70.. mas sim que esta declaração viabilizaria o cumprimento do requisito da miserabilidade jurídica. cumpre aferir se existem horas laboradas e não quitadas após a 8ª hora diária. uma vez que revela norma de eficácia contida.584/70. Luciana dos Santos Rodrigues.º 450 preconiza o pagamento de honorários advocatícios sempre que o vencedor for beneficiário de justiça gratuita. ante a inexistência de efeito repristinatório tácito em nosso ordenamento jurídico. No presente caso. Alegou que a Lei n.]” Vê-se. e OJ n. Destarte. Embargos de que não se conhece (TST ... que. a lei de regência exige o preenchimento concomitante desses dois requisitos. diante da ausência de assistência sindical. de fato. quando a lide versar sobre relação de emprego. alegou que no art.. Vejamos. Nesse particular. 789 da CLT o § 10º. nego provimento. ambas do C. também. nesta Especializada. não obstante tenha apresentado declaração de insuficiência econômica. DEJT 15/05/2009). assim. o de se encontrar em situação econômica que não lhe permita demandar sem prejuízo do próprio sustento ou da respectiva família.584/70. com a Emenda Constitucional n. em razão dos encargos próprios e familiares. Aduziu que a Lei n. também prestava serviços a terceiros particulares. não trouxe qualquer disposição específica acerca da assistência judiciária gratuita em sede trabalhista. porquanto relacionada diretamente com a fixação de uma jornada contratual de 8 (oito) horas diárias ou de 40 (quarenta) horas semanais. 2.] que todos os funcionários. o que é compatível com as obrigações trabalhistas. e. O Juízo de origem. Entretanto. pode-se concluir que o princípio da sucumbência aplica-se a todos os tipos de relações de trabalho. ao efetuar nova modificação no art. apenas nas hipóteses previstas na Lei n.8. Esta Corte Superior entende que a exclusividade não deriva da prestação de serviços a um único empregador. tal afirmação não é suficiente para ilidir as demais provas constantes nos autos e tampouco invalidar os controles de pontos.º 633.906/94. primeira testemunha da ré: “[. 1. 133 da Constituição Federal não revogou o jus postulandi. não prescinde do preenchimento dos requisitos estabelecidos na Lei n.3. 5. que o horário da reclamante era o mesmo da depoente.3HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS Na inicial. 8º da CLT. na condição de advogado empregado.]” De forma semelhante. seja porque o direito de postular sem advogado é uma faculdade. 23 de Setembro de 2013 127 jurisprudência do TST pretensão do ora embargante em afastar a configuração da hipótese de dedicação exclusiva. Nego provimento. 2. 789 da CLT. que a jornada registrada nos controles de ponto correspondem. Precedentes da SBDI-1. no processo do trabalho. portanto. pela análise destes controles – frise-se. O verbete jurisprudencial editado pelo Excelso Pretório sob o n..] que a depoente registrava o horário de saída corretamente. 10. Recorre a reclamante. ao argumento de que. com uma hora e 15 min de intervalo. no art.]”. 219 e 329. segunda a sexta.

048/99. Portanto. na hipótese de relação de trabalho não submetida ao regime do FGTS. a partir de 01. TST. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº RO-99500-93.18. no tocante ao vínculo empregatício. pugnando pelo improvimento do apelo da reclamada. e de custas processuais. arguindo preliminar de nulidade por negativa de prestação jurisdicional. É o relatório.” Logo. FUNDAMENTAÇÃO Não conheço do recurso ordinário interposto pela reclamada.GFIP. 30 e 31.” . Procurador: Estanislau Tallon Bozi. GUIA DE DEPÓSITO JUDICIAL. RECOLHIMENTO. Com efeito. admitido o depósito judicial.0010 Processo Nº RO-99500/2012-010-17-00. sentença de fls.408. no valor de R$ 70. O § 4º do artigo 899 da CLT estabelece que o depósito recursal deverá ser feito na conta vinculada do empregado. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19.418/1. publicado no DJE de 09. nas Instruções Normativas 03. restando deserto o apelo da reclamada. ao adicional noturno e à quebra de caixa. o recolhimento do depósito recursal (fl. através da guia GFIP.00 (setenta reais). inclusive. em face da r.383/1.Res. Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente). da CLT e das Instruções Normativas 20/2002 e 26/2004 do C.5. gerada pelo aplicativo da Caixa Econômica Federal denominado "Sistema Empresa de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social SEFIP" (GFIP emitida eletronicamente). aos ditames do artigo 899.00 (três mil e quinhentos reais). para afastar a condenação em danos morais decorrentes de assédio moral e determinar que. 8. A teor do disposto no art.2006.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. DEJT divulgado em 27. por deserto.500. 1. DANCING BAR LTDA GUSTAVO SILVERIO DA FONSECA(OAB: 016982 ES) KIRLIA AGUIAR DE OLIVEIRA Juliana Arivabene Guimarães(OAB: 015765 ES) ACÓRDÃO . Reduzido o valor da condenação para R$ 3.12.2010.2012. às fls. na liquidação da sentença.2011 Nos dissídios individuais o depósito recursal será efetivado mediante a utilização da Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social – GFIP. TST. DESERÇÃO. 899 da CLT. 899. TST.0010 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: P. e pretendendo a reforma do julgado. DESERÇÃO. que deve ser feito na conta vinculada do FGTS.392. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pela reclamada.2011. publicado no DEJT de 08 de Agosto de 2012.09. mediante a Súmula 426.O depósito recursal previsto no art.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA DEPÓSITO RECURSAL RECOLHIDO EM GUIA DE DEPÓSITO JUDICIAL. deserto é o recurso cujas custas foram recolhidas por meio de depósito judicial. ao realizar o recolhimento do depósito recursal em GUIA DE DEPÓSITO JUDICIAL VIA BOLETO DE COBRANÇA não atendeu ao fim a que se destina. o que não é o caso dos autos.385. UTILIZAÇÃO DA GUIA GFIP.2013: Des. 1. Des. realizado na sede do juízo e à disposição deste. admitindo o recolhimento na guia de depósito judicial somente quando se tratar de relação de trabalho não submetida ao regime do FGTS.410) e das custas (fl.429. in verbis: “I . Vencido o Desembargador Lino Faria Petelinkar quanto ao INSS. 1.212/91. quanto ao período do contrato de trabalho que antecede a alteração do artigo 43 da Lei n. Aliás.5 Recorrente Advogado Recorrido Advogado P. disponível no comércio e no sítio da Caixa Econômica Federal (Anexo 2). 1. por maioria. TST. 23 de Setembro de 2013 128 CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. Comprovantes de recolhimento de depósito recursal. complementada pela decisão de Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Embargos de Declaração de fl. Recurso não conhecido. Contrarrazões às fls. A teor do Ato Conjunto 21/2010. por meio de Guia para Recolhimento do FGTS.01. Lino Faria Petelinkar e Desembargadora Claudia Cardoso de Souza. nos termos dos §§ 4º e 5º do art. CUSTAS PROCESSUAIS. à fl. já se posicionou quanto à matéria em questão. conhecer do recurso interposto pelas reclamadas e do recurso interposto pela reclamante. em estabelecimento bancário oficial. L. Custas. 899 da CLT poderá ser efetuado mediante a utilização da Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social . o C. não atendendo. que julgou procedentes em parte os pedidos formulados na inicial. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. 18 e 69. pois o exercício do direito de recorrer não exime a parte do dever de observar as disposições legais vigentes alusivas à admissibilidade do recurso. não houve remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho para emissão de parecer. a incidência dos juros e multa sobre as contribuições previdenciárias observe o prazo estipulado no artigo art. 1. as Instruções Normativas nº 03. por unanimidade.TRT 17ª Região . dar parcial provimento as recurso das reclamadas.17. DANCING BAR LTDA Recorrido: KIRLIA AGUIAR DE OLIVEIRA Origem: 10ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . conforme Anexo 1. Vistos. Instrumentos de mandato. à fl. Razões da reclamada às fls. assim. e a regra deste último para aquele que abrange o período de sua vigência (a partir de 03/03/2009).05. 1. MEIO INADEQUADO.5. a guia de depósito judicial trabalhista não serve à comprovação de depósito recursal. Explico.409) foi feito em guia imprópria.394/1. L. ou por intermédio da GFIP avulsa.0099500-93. o recolhimento das custas processuais passou a ser realizado exclusivamente mediante Guia de Recolhimento da União – GRU. da lavra do eminente Juiz Luís Claudio dos Santos Branco.17. 10ª Vara do Trabalho de Vitória/ES. no mérito. OBRIGA-TORIEDADE (editada em decorrência do julgamento do processo TST-IUJEEDRR 91700-09. 15 e 26 e na Súmula 426 do C. 15 e 26 do C. por deserto. sendo que o item I desta última deixa claro que os recolhimentos a título de depósito recursal devem ser realizados por meio de Guia para Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (GFIP). sendo partes as acima citadas. 174/2011.0006) . Em atendimento ao Provimento Consolidado da CGJT. E nem se argumente que estaria havendo malferimento ao princípio do amplo acesso ao judiciário. 276 do Decreto 3. § 4º.410. pelas reclamadas. No mesmo sentido. 1. prolatada pela MM.5. in verbis: “SUM-426 DEPÓSITO RECURSAL. da CLT.409.2012. ao intervalo intrajornada. e negar provimento ao recurso da reclamante. 1.

Se a parte abstemse de juntar aos autos a guia GRU relativa ao pagamento das custas judiciais. São cabíveis embargos de declaração no caso de padecer a sentença ou o acórdão de omissão. mediante Guia de Recolhimento da União -. 326-328v .09. devendo ser recolhidas como o são os tributos a ela devidos. por deserto. (RR 111300-56. é imprópria a utilização de GUIA DE DEPÓSITO JUDICIAL VIA BOLETO DE COBRANÇA. campo específico a essa informação.5.2012.2007. AUSÊNCIA DA -GRU JUDICIAL-. padece o recurso ordinário do óbice da deserção. 4. destacam-se os seguintes precedentes desta Corte Superior. Vistos.2007. a partir de 1° de janeiro de 2011. quanto à apreciação de matéria constante no Recurso. torna deserto o recurso interposto. ACÓRDÃO DE FLS. Explico. mediante Guia de Recolhimento da União – GRU Judicial. que não coloca as custas à disposição da União no prazo legal e. in verbis: “RECURSO ORDINÁRIO NÃO CONHECIDO. Data de Julgamento: 14/08/2013. a reclamada incidiu no mesmo equívoco. quando já se encontrava em vigor o Ato Conjunto nº 21/2010 do TST/CSJT/GP/SG. de 7 de dezembro de 2010. por conseguinte. cujo artigo 1º determina a sua realização exclusivamente medianteGuiade Recolhimento da União – GRU.0129 . em que se reputou deserto o recurso ordinário interposto pela reclamada. NÃO COMPROVAÇÃO DO RECOLHIMENTO DE CUSTAS. tendo em vista inexistir. ATO CONJUNTO Nº 21/TST. em seu artigo 1º.SG.0020 . Relator Ministro: José Roberto Freire Pimenta.CSJT.SG. sendo ônus da parte interessada efetuar seu correto preenchimento.GP. estabeleceu o limite até 31/12/2010 para que se considerassem válidos os recolhimentos efetuados por meio da guia DARF. JUNTADA DE RECIBO DE RECOLHIMENTO DE CUSTAS. desse modo. Recurso de revista não conhecido. modo inadequado que. RECURSO ORDINÁRIO. em seu artigo 4º. publicado no DEJT em 09/12/2010. Na hipótese vertente. dispondo que. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de AGRAVO DE PETIÇÃO. Assim. editou-se o Ato Conjunto nº 21/TST. (C. que. Data de Publicação: 28/06/2013) Por não atendidas as Instruções Normativas acima citadas. tanto que o referido Ato.17. Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente).” (RR .5. A partir de 01. REGIÃO . naquele modelo. TST). estabelece clara disposição de que. número do processo. Não se pode olvidar que as custas são taxas decorrentes da movimentação do aparelho jurisdicional do Estado.2013: Des.5 Embargante Advogado Embargado Advogado Plurima Réu Advogado Plurima Réu GIOVANI COLODETTE Rodrigo Marangoanha Colodette(OAB: 009080 ES) TADEU PAGANI José Carlos Rizk Filho(OAB: 010995 ES) UNIÃO (FAZENDA NACIONAL) Daniel de Souza Nascimento da Silva(OAB: 012273 ES) INSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR PROF NELSON A DE ALMEIDA ACÓRDÃO . 3. 2ª Turma. a partir de janeiro de 2011. é inválido o pagamento de custas efetuado por outro meio que não a Guia de Recolhimento da União (GRU).2011. mas apenas recibo do suposto pagamento. Dessa forma. o pagamento das custas e dos emolumentos no âmbito da Justiça Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 do Trabalho será realizado.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. sendo partes as acima citadas. Em atenção à diretriz legal. DE 7 DE DEZEMBRO DE 2010 O art. 23 de Setembro de 2013 129 Quanto às custas judiciais. recolheu as custas processuais por meio de GUIA DE DEPÓSITO JUDICIAL VIA BOLETO DE COBRANÇA (fls. designação do juízo e o valor depositados. o pagamento das custas e dos emolumentos no âmbito da Justiça do Trabalho deverá ser realizado. para a correção da falha apontada. ante a sua flagrante deserção. Revelase correta a decisão regional.GP. que não anexou a guia GRU relativa ao pagamento das custas judiciais.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. a reclamada. cingindo-se a exibir o comprovante bancário do suposto pagamento. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19. Procurador: Estanislau Tallon Bozi.04. NÃO APRESENTAÇÃO DA GUIA GRU. a existência de omissão. Relator Ministro: João Oreste Dalazen.18. o recolhimento de custas passou a ser regido pelo Ato Conjunto 21/2010. sendo ônus da parte interessada efetuar seu correto preenchimento. Lino Faria Petelinkar e Desembargadora Claudia Cardoso de Souza.0101300-38.GRU Judicial.2009. DESERÇÃO. verbis: “Art. Vencido o Desembargador Lino Faria Petelinkar.CSJT. por maioria.0009 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: GIOVANI COLODETTE Embargados: O V. 1° A partir de 1° de janeiro de 2011. e possuem natureza tributária. Data de Publicação: 23/08/2013) “RECURSO DE REVISTA. OMISSÃO CONSTATADA. não sendo suficiente que estejam consignados o nome do recorrente e do recorrido. exclusivamente. 4ª Turma. Nesse sentido. 373/374). gera a deserção do recurso.CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. ora recorrente. não conhecer do recurso ordinário interposto pela reclamada. autoriza o acolhimento de Embargos Declaratórios.0009 Processo Nº ED-101300/2007-009-17-00.12. Des.TRT 17ª. 790 da CLT dispõe que a forma de pagamento das custas e emolumentos no âmbito da Justiça do Trabalho obedecerá às instruções expedidas pelo Tribunal Superior do Trabalho. as custas processuais eram recolhidas por meio de Documento de Arrecadação de Receitas Federais – DARF. Recurso de revista de que não se conhece. Data de Julgamento: 29/05/2013. CUSTAS PROCESSUAIS. nem mesmo o código da receita foi especificado. obscuridade ou contradição. em face da ausência de um dos pressupostos extrínsecos de admissibilidade recursal. RELATÓRIO .TADEU PAGANI UNIÃO (FAZENDA NACIONAL) INSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR PROF NELSON A DE ALMEIDA Origem: 9ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA .2010.01. conforme preconiza a IN nº 18.5.TRT 17ª Região . publicado no DJE de 09.17. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº ED-101300-38.41893. exclusivamente. Afinal. mesmo antes dessa modificação. não conheço o Recurso Ordinário interposto pela reclamada.5.” (grifos) Ademais. DESERÇÃO.

sanando a omissão apontada.CONHECIMENTO . ainda que a teor do novel art. FUNDAMENTAÇÃO 2. acórdão de fls. ou seja. dou provimento aos embargos declaratórios. um pronunciamento citra petita pois a apreciação do órgão foi. LIV e LV.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.” Isto posto.0009 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: R CARVALHO CONSTRUCOES E EMPREENDIMENTOS LTDA EM RECUPERACAO JUDICIAL Embargados: O V. mas também de todo o bem. RELATÓRIO Trata-se de embargos declaratórios opostos pela primeira reclamada (R CARVALHO CONSTRUÇÕES E EMPREENDIMENTOS LTDA). Tânia Maria Bastos Pagani. 3. destarte. no mérito. MÉRITO 2.2011. verifico que o julgado mantevese silente quanto à análise do pedido sucessivo formulado.5. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 05/09/2013: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (presidente). Alega o embargante que o v. da Constituição da República. caso ainda seja meeira do imóvel.São Paulo: LTr. TST.2011.EM RECUPERACAO JUDICIAL José Roberto Cajado de Menezes(OAB: 011332 BA) CAIXA ECONOMICA FEDERAL Isaac Pandolfi(OAB: 010550 ES) ANTONIO CARLOS CARVALHO MAGALHAES Lislie Rodrigues Bayer(OAB: 008666 ES) UNIAO Marcos Dupin Coutinho(OAB: 098389 MG) ACÓRDÃO . Acórdão a fundamentação exposta acima. por unanimidade. pois. como litisconsorte passivo na execução. nos termos da fundamentação acima. 332). realizando-se a reserva da metade do produto da alienação judicial do bem para repasse à mesma. nos quais poderia discutir a própria ‘causa debendi’. Consoante magistério de Manoel Antonio Teixeira Filho: "Sentença omissa é a que deixa de pronunciar-se sobre um ou mais pedidos formulados pelas partes (. gerando sua ausência nulidade ‘pleno iure’. conforme artigo 655-B do CPC. restando. o pleito sucessivo de remessa dos autos à Vara de origem para intimação da Sra. porquanto. mantendo-se a arrematação regularmente procedida e. bem como acerca da violação do artigo 5º. OMISSÃO. no tocante a não apreciação do pedido sucessivo formulado. porquanto não atendido o princípio da dialeticidade recursal.2. nos termos do artigo 796 da CLT . Ademais. sendo partes as acima citadas. acrescendo fundamentos. Não merecem ser conhecidos os embargos declaratórios cujas razões não correspondem aos fundamentos da decisão impugnada. . para fins de prequestionamento do pedido de suspensão do processo. mas apenas fazem referência a matérias invocadas em recurso que sequer foi conhecido. 7ª ed.p. É o relatório. REGIÃO .. tenha assegurada sua meação. de fato.e em razão dos princípios da celeridade e economia processual. Desembargadora Claudia Cardoso de Souza (relatora) e Desembargador Lino Faria Petelinkar. patente o prejuízo. FUNDAMENTAÇÃO 2. Acórdão não apreciou o pedido sucessivo de “descida dos autos para a r.0101400-51.TRT 17ª.2.TRT 17ª Região . DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº ED-101400-51.. apontando omissão no julgado. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO.1. PRINCÍPIO DA DIALETICIDADE RECURSAL. 2.que reza que a nulidade não será pronunciada quando for possível suprir-se a falta ou repetir-se o ato . de certa maneira. Pois bem. para acrescentar ao julgado a seguinte fundamentação: “Indefiro. não se pode olvidar que a intimação do cônjuge é imprescindível. a falta de intimação privou-a de oferecer embargos do executado. em face do v. Como se vê. 278/282. Vistos.1. a intimação do cônjuge não objetiva apenas a preservação da metade que lhe cabe sobre o patrimônio. Tânia Maria Bastos Pagani. DESCUMPRIMENTO. 655-B do CPC. É o relatório.5. 278/282 . Vara de origem para que fosse realizada a intimação da Sra. E. Tânea Maria Bastos Pagani a informar se detém algum interesse no imóvel penhorado. NÃO APRECIAÇÃO DO PEDIDO SUCESSIVO. dar-lhes provimento. em relação aos pedidos deduzidos na causa.17. 326-328V.6 Embargante Advogado Embargado Advogado Plurima Réu Advogado Plurima Réu Advogado R CARVALHO CONSTRUCOES E EMPREENDIMENTOS LTDA . visando informar se mantém a qualidade de coproprietária do imóvel constrito. em face do v. sem a necessidade de anulação da arrematação procedida. quantitativamente inferior à que se deveria ter sido realizada" ("Sistema dos Recursos Trabalhistas".1. 1993 . em razão da recuperação judicial. Sendo assim. para sanar a omissão apontada. em caso de comprovação de tal condição. A sentença (bem assim o acórdão) omissa contém. incisos XXXV. passo a sanar a referida omissão. é perfeitamente possível a intimação da Sra. expondo suas razões e comprovando eventualmente ainda ser coproprietária do mesmo e meeira do Segundo-Agravado. acórdão de fls. ACÓRDÃO DE FLS. 23 de Setembro de 2013 130 Trata-se de embargos declaratórios opostos pelo arrematante GIOVANI COLODETTE. Aplicação analógica da Súmula 422 do C. CONHECIMENTO Conheço dos embargos declaratórios opostos pelo arrematante. para.17.0009 Processo Nº ED-101400/2011-009-17-00.CAIXA ECONOMICA FEDERAL ANTONIO CARLOS CARVALHO MAGALHAES UNIAO Origem: 9ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA .ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA EMBARGOS DECLARATÓRIOS. a dívida em si ou a higidez do título executivo que aparelha a execução. acrescer ao v.). analisando o v. terá direito à reserva da metade do produto da alienação judicial do bem. ainda. conhecer dos embargos declaratórios e.” Assevera que. Acórdão. CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Trabalho da 17ª Região. porquanto presentes os pressupostos legais de admissibilidade. como dantes consignado. Procurador: Levi Scatolin.

a primeira reclamada requer apenas o prequestionamento de matérias impugnadas no recurso ordinário. corretamente denegado. RECURSO DE REVISTA.3164169.584/70 e do artigo 2º da Lei n 1. além de não alegar vício no julgado. revela-se deserto o recurso de revista interposto. do CPC. 514. por falta de dialeticidade recursal.5. verbis: AGRAVO DE INSTRUMENTO. bem como quanto à violação do artigo 5º. A decisão agravada. para fins de prequestionamento. DEJT 26/06/2013) AGRAVO DE INSTRUMENTO. Não-conhecimento. (Ag-AIRR . TST. A ausência desses elementos na peça recursal mostra-se dissociada da boa técnica processual e determina a impossibilidade de análise do que se quer alcançar através do ato de recorrer.INAPLICABILIDADE DA SÚMULA/TST Nº 86. Isso posto. Agravo não provido. quando as razões do recorrente não impugnam os fundamentos da decisão recorrida. porquanto não tem natureza de taxa.0031.04. não estendeu o benefício aos empregadores. EMPRESA EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL.5. (AIRR .101/2005). Em que pesem os argumentos oferecidos pela Agravante. DEPÓSITO RECURSAL. previsto na Súmula nº 86 desta Corte.09.º 5. em virtude da recuperação judicial (art. Agravo de Instrumento não provido. EMPRESA EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL. 514. A prerrogativa de isenção do recolhimento das custas e do depósito recursal da massa falida não se estende à empresa privada que se encontra em processo de recuperação judicial (Súmula nº 86 do TST). Ademais. II. por ausência do requisito de admissibilidade inscrito no art. as razões dos embargos declaratórios sequer mantêm relação com os fundamentos da decisão objeto de impugnação. acórdão embargado. deve ele ser mantido por seus próprios e jurídicos fundamentos.DESERÇÃO . incisos XXXV. que trata do conhecimento do recurso ordinário de competência do TST. Relator Ministro: Walmir Oliveira da Costa.5. Consoante o entendimento majoritário do Tribunal Superior do Trabalho.21. DESERÇÃO. Precedentes desta Corte superior. A presente medida processual revela-se.INSUFICIÊNCIA DE DEPÓSITO RECURSAL .CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. por analogia à hipótese da Súmula nº 422 do C. segundo a jurisprudência sedimentada do TST. II. Apelo que não destaca os fundamentos da decisão recorrida.106300-54. Assim. O fato de a empresa se encontrar em recuperação judicial não atrai a aplicação analógica do entendimento contido na Súmula n. não conhecer dos embargos declaratórios opostos pela primeira reclamada. José Roberto Freire Pimenta.2006. Desembargadora Cláudia Cardoso de Souza e Desembargador Lino .01. II. que isenta somente a massa falida do preparo recursal. A interpretação do art. por unanimidade. 3. nesta Justiça Especializada.0006. tem como único beneficiário o trabalhador. o privilégio de isenção do pagamento de custas e depósito recursal aplicável à massa falida. às empresas em recuperação judicial não se aplica a súmula 86 daquela Corte. SÚMULA 86/TST. haja vista a sua finalidade ser a garantia do juízo. 1ª Turma. EXIGIBILIDADE. 4ª Turma.2007.5. por deserto.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 6º da Lei 11. Relator Ministro Renato de Lacerda Paiva. DESERÇÃO DO RECURSO DE REVISTA. Portanto. DEJT 15/06/2012) AGRAVO EM EMBARGOS EM EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECURSO DE REVISTA.2009.2008. (AIRR-16514139.) Convém notar que. verbis: O legislador brasileiro. Depreende-se do v. Rel.0000.0019 . Além disso. AUSÊNCIA DE DEPÓSITO RECURSAL. DEJT 28/10/2011) AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. Maria de Assis Calsing. despacho que negou seguimento aos embargos. Nesse sentido. não conheço dos embargos declaratórios. Ministro Relator Hugo Carlos Scheuermann. o recurso permaneceria deserto por ausência do depósito recursal. DESERÇÃO.º 86 desta Corte superior. (AIRR-2899-48. Relator Ministro: Lelio Bentes Corrêa. Min. que o recurso ordinário interposto pela embargante não foi conhecido.2007. AUSÊNCIA DE DEPÓSITO RECURSAL. por entender que o privilégio estabelecido pela Súmula/TST nº 86 não se aplica à ora embargante.060/50 evidencia que a concessão da assistência judiciária gratuita. 2ª Turma. RECURSO DE REVISTA. pelo que. EMPRESA EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL . por deserto. nos termos do artigo 899 da CLT. (grs. AGRAVO DE INSTRUMENTO. mas não o fez para o recurso de revista. aplicada por analogia. Constatada a ausência do indispensável recolhimento do depósito recursal pela reclamada.5.A. AIRR159000-13. que não foi conhecido.) por deserto em face da ausência do recolhimento do depósito recursal devido. Art. quanto ao pedido de suspensão do processo. sem questionar o próprio conhecimento do apelo. EMPRESA EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL. por falta de dialeticidade recursal. Agravo de instrumento a que se nega provimento. não é extensível às empresas em recuperação judicial. LIV e LV da Constituição da República. verbis: Recurso ordinário.09. nos termos da Súmula 422 do C. 14 da Lei n. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19/09/2013: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite (Presidente).1720540 -80. o aresto abaixo transcrito. DESERÇÃO. do CPC. manifestamente infundada.09. Nesse sentido. a assistência judiciária gratuita não abrange o recolhimento do depósito recursal. não conheço dos embargos declaratórios opostos pela primeira ré. ainda que se concedesse o benefício ao recorrente. Não se conhece de recurso ordinário para o TST. Não demonstrado o desacerto do r. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 portanto. 1ª Turma. (Ag-E-ED-RR . ao negar seguimento ao recurso de revista da reclamada (Varig Logística S.2010. DEJT 23/3/2012) AGRAVO. 23 de Setembro de 2013 131 A primeira reclamada opõe embargos declaratórios. caminho outro não há senão declarálo deserto. Agravo a que se nega provimento. encontra-se em consonância com o entendimento desta Corte no sentido de que às empresas que se encontrem em recuperação judicial não se aplica a Súmula nº 86 deste Tribunal (TST – 1ª Turma. Agravo de instrumento desprovido. TST. EMPRESA EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL.0661 . DJ de 10/6/2011) AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. empresa em recuperação judicial. não realizado o depósito recursal relativo ao recurso de revista. no mérito dos embargos declaratórios.0651. ns. do CPC. DJ de 3/6/2011) Não conheço do recurso ordinário interposto pela primeira ré. ao dispor sobre a gratuidade da justiça. Vejamos.5. INAPLICABILIDADE DA SÚMULA Nº 86 DESTA CORTE. Min. 514. por deserção. porquanto a reclamada efetuou o depósito para o recurso ordinário. Rel. DEPÓSITO RECURSAL NÃO REALIZADO. pela ausência de requisito de admissibilidade inscrito no art. DESERÇÃO. nos termos em que fora proposta. SDI1. esta Corte já sedimentou entendimento de que as empresas em recuperação judicial não estão dispensadas do depósito recursal.

2. E. o que se visa é impugnar o raciocínio do magistrado. no tocante à responsabilidade subsidiária. na condição de tomador de serviços.666/1993. ("A Sentença no Processo do Trabalho". uma vez que.1 Embargante Advogado Embargado Advogado Plurima Réu PETROLEO BRASILEIRO S A PETROBRAS Sofia Varejão Filgueiras(OAB: 009754 ES) LORENA CRUZ RIBEIRO Paula Wanessa L. sendo partes as acima citadas. nesse aspecto. que negou provimento ao recurso ordinário interposto pela 2ª reclamada. LEGALIDADE (nova redação do item IV e inseridos os itens V e VI à redação) . 23 de Setembro de 2013 132 Faria Petelinkar. omissa. no tocante à responsabilidade subsidiária. por óbvio. 535 do CPC.0009 Processo Nº ED-102600/2012-009-17-00. da Lei das Licitações (Lei 8. sendo indispensável a demonstração de que incorreu em culpa in vigilando. . Portanto. o STF. MÉRITO 2.17. o C. quantitativamente inferior à que se deveria ter sido realizada". 30 e 31. devendo ser demonstrada. 704/709 . o qual isenta a Administração Pública de responsabilidade nos casos de mera inadimplência dos encargos trabalhistas de empresas terceirizadas. enfim. ou. Leciona o supracitado mestre: "enquanto a finalidade dos recursos típicos reside na modificação ('reforma') da sentença. entrementes. que diga por qual das proposições. pelo dano sofrido pelo obreiro.LORENA CRUZ RIBEIRO TRANSUR RECURSOS HUMANOS LTDA. 1996 . Insistamos: nos recursos.. entre si inconciliáveis. porquanto preenchidos os pressupostos legais de admissibilidade.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. no que tange à nova redação dada à Súmula 331 do E. bem como ao adesivo do reclamante. que se apresenta obscura. atraindo a aplicação da multa de 1% prevista no parágrafo único do art. Vejamos.5. Evidencia-se o caráter protelatório dos embargos. §1º da Lei nº 8. o dos embargos declaratórios. tampouco necessidade de prequestionamento. REDISCUSSÃO DE QUESTÕES DE MÉRITO. não responderia pelo simples inadimplemento das obrigações assumidas pela empresa regularmente contratada. Desta maneira. Acórdão de fls. declarou. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº ED-102600-59. por meio da Ação Direta de Constitucionalidade n. 427/428) Inicialmente.. REGIÃO . parágrafo 1º. descumpriu com seu dever de fiscalização”. em relação aos pedidos deduzidos na causa. optou (contraditoriedade) ou complemente a entrega da prestação jurisdicional (omissão)". entendeu o Regional que restou comprovada a culpa da segunda reclamada.1. ou seja. INEXISTÊNCIA DE QUAISQUER DOS VÍCIOS DO ART. Vistos. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA Sustenta a embargante haver omissão e contradição no julgado.2012. e não presumida. que defina qual. dentre dois ou mais sentidos que a sua dicção comporta. CONTRADIÇÃO. a sua vontade (obscuridade). pois a apreciação do órgão foi. em novembro de 2010. em conseqüência. em princípio. o resultado do julgamento.º 16. um pronunciamento citra petita. aquele que reflete. eventual conduta omissiva. contradição ou obscuridade. DEJT divulgado em 27. ME Origem: 9ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . em sede de embargos de declaração.1.A. e o entendimento manifestado pelo STF na ADC 16. que conferiu constitucionalidade ao art.05. condenou a 2ª ré como responsável subsidiária. em face do v.0009 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: PETROLEO BRASILEIRO S A PETROBRAS Embargados: O V. de certa maneira. A sentença (bem assim o acórdão) omissa contém. é imperioso ressaltar que o v. o julgamento da Egrégia Turma foi no sentido de que a responsabilidade subsidiária da Administração Pública restringe-se à hipótese de inadimplência de fiscalização das obrigações trabalhistas da empresa terceirizada. Procurador: Estanislau Tallon Bozi.Res. 2.2. pois.LTr. FUNDAMENTAÇÃO 2. . até mesmo. requerendo a aplicação de efeito modificativo. 538 do CPC.PETROBRÁS. quando inexistem falhas formais. Os embargos de declaração têm cabimento quando presentes alguns dos vícios previstos no art.) Destarte. CONHECIMENTO Conheço dos embargos de declaração opostos. a principal modificação foi o reconhecimento de que a Administração Pública.TRT 17ª Região . relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. como se vê do seguinte trecho: “Todavia.2012. a omissão não se confunde com eventual erro de julgamento resultante de uma análise equivocada dos elementos dos autos. a constitucionalidade do artigo 71. pretendendo rediscutir matérias já decididas. 2ª ed. Bastos(OAB: 010024 ES) TRANSUR RECURSOS HUMANOS LTDA. Posteriormente. sem demonstrar omissão.2011 (. pois não . nada mais se pede ao juízo proferidor da sentença que aclare o que pretendeu dizer (obscuridade). em sua invalidação (em decorrência de nulidade não suprível).pp.TRT 17ª.0102600-59. encontrando-se toda a matéria exaustivamente enfrentada.17. TST. ACÓRDÃO DE FLS. e. in verbis : “SUM-331 CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Aduz que o reclamante não logrou provar que houve culpa na contratação da 1ª reclamada. apesar de atestar a existência de fiscalização efetiva em face da contratada. ME ACÓRDÃO . 704/709. RELATÓRIO Trata-se de Embargos de Declaração opostos por PETRÓLEO BRASILEIRO S. 71. Consoante magistério de Manoel Antonio Teixeira Filho: "Sentença omissa é a que deixa de pronunciar-se sobre um ou mais pedidos formulados pelas partes (.5. Versam os Embargos sobre suposta omissão e/ou contradição no julgado. É o relatório. não vai além da sanação de falhas da dicção jurisdicional.TST alterou a redação da Súmula 331 para enquadrá-la devidamente ao entendimento do STF. Acórdão consignou claramente sua posição em consonância com a decisão do STF. IMPOSSIBILIDADE. 174/2011. do acórdão ou do despacho (agravo de instrumento).ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. contraditória ou anfibológica..666/1993).. 535 DO CPC.). revelando-se improcedentes quando as questões levantadas traduzem inconformismo com o teor da decisão embargada. o seu convencimento jurídico. ora embargante.

Em atendimento ao Provimento Consolidado da CGJT. declarando que o são. Ainda que conste dos autos vasta documentação relativa à suposta fiscalização. puramente. da lavra da eminente Juíza Márcia Frainer Miura Leibel.17.2011. não é essa a função dos embargos declaratórios. Em que pese a segunda reclamada ter afirmado que procedeu à diligente fiscalização. 574/577. Havendo tese explícita sobre a matéria. faz-se necessária a condenação subsidiária da PETROBRÁS ao pagamento das verbas trabalhistas deferidas”. durante o período de vigência do contrato de prestação de serviços mantido entre as reclamadas. Procurador: Estanislau Tallon Bozi. 23 de Setembro de 2013 133 procedeu à devida fiscalização da primeira reclamada.5. sentença de fls. TST. do CPC. portanto. TST. naturalmente. não houve remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho para emissão de parecer. não vislumbro efetividade em seu dever de fiscalização. Nego provimento. as medidas levadas a efeito não foram suficientes para ilidir a inadimplência perpetrada pela primeira reclamada.0002 Processo Nº RO-114000/2011-002-17-00. 256. o que se nota pelo seguinte trecho: “Além disso. às fls. requerendo a concessão de efeitos modificativos. inclusive tendo aplicado diversas multas contratuais à 1ª ré. em virtude do contrato pactuado. prolatada pela MM. tem-se que não cuidou de provar o alegado.0114000-28. 563/566. Quanto ao prequestionamento. Para fins do requisito do prequestionamento de que trata a Súmula n. CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. impõe à parte prequestionar tema que.6 Recorrente Advogado Recorrido Advogado JOSE MATTOS VICENTE Maria Madalena Selvatici Baltazar(OAB: 005240 ES) IRMANDADE DA SANTA CASA DE MISERICORDIA DE VITORIA (HOSPITAL DA SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE VITÓRIA) Luciano Rodrigues Machado(OAB: 004198 ES) ACÓRDÃO . uma vez que. ao consignar que incumbe à parte opor embargos declaratórios visando o prequestionamento de matéria. na medida em que exercia sobre a mesma. pugnando pelo seu improvimento. Tese explícita. o cumprimento da devida fiscalização que lhe é incumbida. em face da r. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº RO-114000-28. 2ª Vara do Trabalho de Vitória/ES. tendo demonstrado. Prequestionamento. não foram cumpridas as obrigações contratuais. condenará o embargante a pagar ao embargado multa não excedente de 1% (um por cento) sobre o valor da causa". Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19/09/2013: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite (Presidente). condeno a embargante ao pagamento de 1% sobre o valor da causa. contradição ou obscuridade. contradição ou prequestionamento. Portanto. elementos que levem à conclusão de que o Regional adotou uma tese contrária à lei ou à Súmula. Inteligência da Súmula 297. tenha havido omissão com relação a este mesmo tópico.5. pressupõe. verificada negligência do ente público quanto à vigilância da prestadora de serviço. no mérito. não foi objeto de pronunciamento no acórdão.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. em omissão. O empregado que se submete ao regime de trabalho especial 12 x 36 tem direito ao pagamento em dobro pelos dias de feriados trabalhados e não compensados. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. seu inconformismo com o julgado. embora suscitado no recurso. "quando manifestamente protelatórios os embargos. muito menos de violação aos dispositivos citados. evidentemente. adequados para a supressão de omissão. Vistos. e. No presente caso. é a diretriz traçada pelas Orientações Jurisprudenciais nº 118 e 256 da SDI-I do Colendo TST. o tomador de serviços é responsável pelo descumprimento das obrigações trabalhistas assumidas pela primeira ré e não cumpridas.0002 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: JOSE MATTOS VICENTE Recorrido: IRMANDADE DA SANTA CASA DE MISERICORDIA DE VITORIA (HOSPITAL DA SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE VITÓRIA) Origem: 2ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . CONHECIMENTO 2. Súmula 297.TRT 17ª Região . sendo partes as acima citadas. 05 e 34. não se observa. há necessidade de que haja. no mérito." Não há que se falar. Todavia. restando evidente que o dever de vigilância do ente público foi insuficiente. de maneira clara.17. FUNDAMENTAÇÃO 2. ante o evidente caráter protelatório Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 dos embargos interpostos.1. por unanimidade. desnecessário contenha nela referência expressa do dispositivo legal para ter-se como prequestionado este. que julgou procedentes em parte os pedidos formulados na inicial. PRELIMINAR DE NÃO CONHECIMENTO DO APELO . a embargante pretende revolver questões já decididas. Prequestionamento. Ou seja.) Desta feita. De tal sorte.1. no tocante ao adicional de insalubridade e aos feriados laborados.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA FERIADOS TRABALHADOS. Configuração. Tese explícita. Segundo o parágrafo único do art. o juiz ou tribunal. pretendendo a reforma do julgado.. arguindo preliminar de não conhecimento do apelo obreiro. É o relatório. Desembargadora Cláudia Cardoso de Souza e Desembargador Lino Faria Petelinkar. Contrarrazões apresentada pela reclamada às fls.1. 3. considerálos protelatórios e aplicar à embargante multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa. 538 do CPC. poder diretivo dos serviços prestados. no acórdão. conforme dispõem os artigos 897-A da CLT e 535. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante.2011. 297. negar provimento. nos termos da Súmula 444 do C. publicado no DEJT de 08 de Agosto de 2012. na decisão recorrida. aliás. JORNADA 12x36. Neste contexto. haja vista os descumprimentos de obrigações por parte da primeira reclamada. por parte da PETROBRÁS. 582/589. Esta. (.. Razões do reclamante às fls. conhecer dos embargos declaratórios e. Instrumentos de mandato. o poder de fiscalizar o cumprimento das obrigações trabalhistas. nestes termos: "118. a Súmula 297 do C. o que incluía.

. sentença. poderão ser suscitadas na apelação. com animais destinados ao preparo de soro. conforme comprovam o Laudo Técnico das Condições de Trabalho e o Perfil Profissiográfico Previdenciário. lixo urbano. se a parte provar que deixou de fazê-lo por motivo de força maior. em contato permanente. O reclamante alegou na inicial que foi admitido pela reclamada em 01/10/1998. tem razão a reclamada.realizava a retirada de cadáver do IML (necrotério) .laboratórios de análise clínica e histopatologia (aplica-se tão-só ao pessoal técnico). não previamente esterilizadas. que ocorreu em setembro de 2011. .1. . aplicável na categoria do reclamante. ambulatórios. tendo desenvolvido suas atividades nas dependências da funerária da reclamada. uma vez que. de aplicação da súmula 444 do C.” No caso dos autos é incontroverso que o reclamante era motorista. . com fundamento no laudo pericial. Segundo a reclamada. a referida exposição não é exclusiva a insalubridade de grau máximo. Aduziu que desenvolvia sua atividade junto ao necrotério da reclamada. conheço em parte do recurso ordinário interposto pelo reclamante. sendo caso.realizava a preparação do corpo – cadáver (troca-se a roupa do defunto. estando a pretensão limitada a gastos com deslocamento. enfermarias. ao fundamento de que.º 15. ambulatórios. segundo o qual “as questões de fato. TST. proposta pelo Ministério Público do Trabalho (0010200-58. .17. sem mencionar. porquanto presentes os pressupostos legais de admissibilidade. sem o pagamento em dobro dos feriados laborados. traz três fundamentos que não foram suscitados na petição inicial. inicialmente. que permitia o labor em escala 12x36. adicional de insalubridade. Anexo 14. circunstância apta para a caracterização da insalubridade em grau máximo. a insalubridade em grau médio também é caracterizada nos casos de trabalho ou operações. afirmou que o reclamante trabalhou em contato com agente insalubre de grau médio. o fato de ter havido ou não acordo nos autos da ação anulatória não pode ser considerado fato novo. o preposto da reclamada e a prova testemunhal relataram o contato direto com pacientes portadores de doenças infectocontagiosas. com materiais infectocontagiantes. segundo a Norma Regulamentadora n.º 15 do Ministério do Trabalho e Emprego. mais de um ano depois da propositura da presente demanda.resíduos de animais deteriorados. esgotos. efetua-se tamponamento do nariz e boca. ossos. visto que o próprio conteúdo da aludida ação foi objeto de debate por ambas as partes (inclusive pela reclamada). postos de vacinação e outros estabelecimentos destinados ao atendimento e tratamento de animais (aplica-se apenas ao pessoal que tenha contato com tais animais). que trata da relação das atividades que envolvem agentes biológicos. fazendo jus. 2.cemitérios (exumação de corpos).2009. Considero as respectivas contrarrazões eis que tempestivas e regulares. in verbis: . em sede de contestação. para exercer a função de motorista. o pagamento das horas extras a partir da oitava diária e do décimo sexto plantão.0000). ao adicional de insalubridade em grau máximo.contato em laboratórios. sendo suas atribuições listadas pelo i. feriados laborados e intervalo intrajornada. portanto.hospitais. a reclamada argumenta que o pedido de feriados laborados foi feito com fulcro na Ação Anulatória de Cláusulas Convencionais. de anatomia e histoanatomopatologia (aplica-se somente ao pessoal técnico). e. pois. bem como aos que manuseiam objetos de uso desses pacientes. bem como junto à residências e hospitais quando solicitado por clientes. Enquanto que a insalubridade de grau máximo se caracteriza pela exposição com: pacientes em isolamento por doenças infectocontagiosas.pedido de pagamento das horas extras a partir da 8ª diária e do 16º plantão. TST ao ajuizar a demanda. não previamente esterilizados). Analisando a petição inicial. anulando a cláusula em questão. com a condução de veículo para transporte de cadáveres. postos de vacinação e outros estabelecimentos destinados aos cuidados da saúde humana (aplica-se unicamente ao pessoal que tenha contato com os pacientes.5. a existência de acordo entabulado nos autos. A r. por inovação recursal.” Sendo assim. não conhecendo quanto ao pedido de horas excedentes a 8ª diária ou ao 16º plantão.2. todavia. quanto às horas acima da 8ª diária ou do 16º plantão. conforme dispõe a Norma Regulamentadora n. 23 de Setembro de 2013 134 OBREIRO SUSCITADO PELA RECLAMADA. pêlos e dejeções de animais portadores de doenças infectocontagiosas.aplicação da súmula 444 do C. portanto. de aplicação de aplicação analógica do artigo 517 do CPC. sangue. sendo que.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. em contato permanente com sangue. TST. em que se questionou a (in)validade da cláusula normativa. glândulas. porém. por inovação recursal. quais sejam: . A reclamada. no que tange ao último fundamento. carnes. coloca algodão com silicone na boca e nariz. couros. MÉRITO.realizava o atendimento à solicitações de busca de cadáveres junto ao Hospital Santa Rita (conveniado da Reclamada). . durante todo o pacto empregatício recebeu o aludido adicional. não conheço do recurso. segundo o qual o reclamante pleiteia. não podendo sua conclusão ser tratada como matéria inovadora. Quanto ao primeiro fundamento. o reclamante disse apenas que foi proferida decisão favorável aos trabalhadores. Assim. fezes.hospitais. vísceras. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. Vejamos. serviços de emergência. Inconformado. que o aludido verbete jurisprudencial do C. Vejamos. não era possível ao autor se valer da referida súmula do C. 2. Em que pese o fundamento da reclamada. diferencia-se quanto ao local de exposição. registro.acordo nos autos da ação anulatória de cláusula da convenção coletiva. e . . Assim. TST foi publicado em novembro de 2012.estábulos e cavalariças. cadáveres Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 e outros agentes biológicos. o reclamante recorre ordinariamente. INOVAÇÃO RECURSAL Sustenta a reclamada que o apelo obreiro não deve ser conhecido por inovação recursal. perito. uma vez que ficou caracterizada somente a exposição ao agente insalubre em grau médio. . na insalubridade em grau médio o contato deve ser em: “. Já no tocante ao segundo argumento.2. . já recebido ao longo do trato empregatício. julgou improcedente o pleito do reclamante. Embora o argumento do reclamante seja de que trabalhou em contato com doenças infectocontagiosas. não propostas no juízo inferior.gabinetes de autópsias. bem como objetos de seu uso. verifico que não houve qualquer pedido relativo a jornada de trabalho de 12 horas. no capítulo referente aos “feriados laborados”. . vacinas e outros produtos. Por fim. cola-se a boca – quando necessário). em sede de recurso ordinário. sendo demitido sem justa causa em 17/06/2011.

” Inconformado.2009. A jurisprudência da Corte Superior Trabalhista pacificou-se no sentido de que o empregado sujeito ao regime de 12 horas de trabalho por 36 de descanso. NOS TERMOS DO ART. sem o pagamento em dobro dos feriados laborados. TENDO EM VISTA O PROVIMENTO DO RECURSO DO RECLAMANTE. a compensar o ocorrido labor. in verbis: “SÚM-444. tenho que prevalecem os termos da convenção coletiva. EM R$ 2. caracteriza a insalubridade em grau médio. tem direito à dobra salarial pelos feriados trabalhados. 1º de maio. 444 do TST. sendo que.Res. uma vez que Ação Anulatória de Cláusulas Convencionais proposta pelo Ministério Público do Trabalho (0010200-58. sexta feira da Paixão. algodão. curvome ao entendimento sufragado na Súmula n. 0010200-58. Por fim. FERIADOS LABORADOS. sempre laborou nos dias considerados como feriado nacional (1º de janeiro. que o acordo não foi juntado aos autos. devido o pagamento dos feriados laborados. trata-se de processo público. Alegou o autor na exordial que trabalhou durante todo o contrato de trabalho em escala 12x36. TST. mantinha contato com cadáveres e/ou objetos destes sem prévia esterilização. festa de N. pois. 12 de outubro. tal como ajustada pelas partes. dar provimento parcial ao apelo do reclamante. LEI. requereu a condenação da reclamada no pagamento dos aludidos feriados.5. JORNADA DE TRABALHO. Por fim. que foi julgada procedente pelo TRT da 17a Região. É valida. que se encontra pendente de julgamento neste E. concomitantemente.2. e a manutenção da decisão que anulou a cláusula em questão. da Cláusula 7a – Trabalhos nos Domingos e Feriados. independentemente da existência de norma coletiva autorizando o labor nestes dias. nos exatos termos em que foi pactuada pelos sindicatos signatários. extrai-se que o autor laborou em feriados. diferentemente dos domingos.2009.17. 2. Assim. declarando nula a cláusula em questão. ficando exposto a AGENTES BIOLÓGICOS. restabelecendo as cláusulas 4a – Aumento e Redução da Jornada.09.” Nesse diapasão.2. 07 de setembro. nego provimento ao apelo. em R$ 2. nos autos da ação anulatória.000. circunstância prevista na norma regulamentar para caracterização da insalubridade em grau máximo. portanto. 185/2012. sentença julgou improcedente o pleito do reclamante. no horário das 07:00hs às 19:00hs. fixado em norma coletiva. Dou provimento ao apelo. em sede de contestação. . Vejamos. 02 de novembro e 25 de dezembro). Nesse passo. NORMA COLETIVA. foram elucidativas e analíticas a respeito do ambiente de trabalho do autor.2012. a retirada de secreções com a utilização de uma seringa e agulha. in verbis: “As atividades exercidas pelo Reclamante são ensejadoras de Insalubridade. A r. argumentou que é plenamente válida cláusula coletiva que permite o labor em escala 12x36.realizava a arrumação do caixão (colocava jornal em volta do corpo. a jornada de doze horas de trabalho por trinta e seis de descanso. diversa da escala.realizava quando necessário. além de ter suspendido a decisão do TRT da 17a Região. deverá ser concedida uma folga a mais. e. ESCALA DE 12 POR 36. revendo posicionamento anterior. Cláusulas 10a – Jornada 11 x 36 e 23a Indenização Adicional. Portaria 3214/78”. conforme já mencionado no capítulo 2. foi ajuizada ação cautelar no C.0000. que declarou nulos o parágrafo 2o. e custas . com fez em sede de contrarrazões. podendo seu conteúdo ser verificado pelo andamento processual do processo na internet. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 mantendo incólume. Ministro Presidente do TST. embora estivesse exposto a doença infectocontagiante.17.5. Além disso. Sra. 26 e 27. compulsando as folhas de ponto. E nem argumente a reclamada. 444 do TST. TST confere direito ao pagamento em dobro dos feriados. Sendo assim. flores e véu). sem a devida folga compensatória. 3CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. a decisão que declarou nula a aludida cláusula coletiva.2 – DEJT divulgado em 26. constato do documento de fls. no tocante a Ação Anulatória de Cláusulas Convencionais proposta pelo Ministério Público do Trabalho. O empregado não tem direito ao pagamento de adicional referente ao labor prestado na décima primeira e décima segunda horas. Milton de Moura França. por unanimidade. no caso de labor em escala 12x36. nos seguintes termos: “Por outro lado. Portanto.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Nessa linha de raciocínio. da NR 15. da Penha. 23 de Setembro de 2013 135 . FIXO NOVO VALOR À CONDENAÇÃO. prevista em lei ou ajustada exclusivamente mediante acordo coletivo de trabalho ou convenção coletiva de trabalho.0000) foi julgada procedente. Porém. concluindo pela insalubridade em grau médio. onde houve desistência do recurso interposto. E CUSTAS RESPECTIVAS NO IMPORTE DE R$ 40. a reclamada não negou o trabalho obreiro em feriados. as conclusões do i. A reclamada. o entendimento consagrado pelo C. Contudo. (grifos) Diante do exposto. e.2012 – republicada em decorrência do despacho proferido no processo TST-PA-504280/2012. também por esse fundamento. até o julgamento do recurso ordinário interposto nos autos da Ação Anulatória n. aduziu que a nova redação da súmula 444 do C. perito. de forma habitual.11. conhecer parcialmente do recurso ordinário. Portanto. Ademais.00 (DOIS MIL REAIS). 420/432 que o Exmo. serragem. concedeu liminar. Também não ficou comprovado o contato com pacientes em isolamento. disse que foi interposto Recurso Ordinário. as folgas oriundas do regime de escala não têm o condão de compensar naturalmente os feriados laborados.2. Quanto a Ação Anulatória proposta pelo Ministério Público do Trabalho.000. TST é no sentido de que as horas laboradas em feriados sem a correspondente folga compensatória deverão ser pagas com o adicional de 100%.00 (dois mil reais). que conferiu efeito suspensivo ao Recurso Ordinário. sendo que. por unanimidade. Eis o teor da novel Súmula n. ocorrendo a hipótese. que possui o conhecimento técnico necessário. no mérito. o reclamante recorre ordinariamente. em dobro. DEJT divulgado em 25. ou remunerar em dobro as horas trabalhadas. o local em que ocorria o labor (hospitais e necrotério).00 (QUARENTA REAIS). com a efetiva prestação de trabalho em dia de feriado. 789 DA CLT. verifico que o Ministério Público do Trabalho propôs ação anulatória em relação às cláusulas que permitiam a jornada em escala de 11 x 36 horas. em grau médio. PELA RECLAMADA. uma vez que. com a desistência dos recursos interpostos.1 foi entabulado acordo nos autos. aduziu que. 21 de abril. em caráter excepcional. Fixado novo valor à condenação. nas fichas financeiras não consta qualquer pagamento a esse título. para condenar a reclamada ao pagamento em dobro dos feriados laborados. VALIDADE . In casu. sendo o enquadramento técnico dado pelo Anexo 14. Regional. assegurada a remuneração em dobro dos feriados trabalhados. alegando que foi firmado acordo com o Ministério Público do Trabalho.

Procurador: Estanislau Tallon Bozi DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº ED-123000-18. condenando o autor ao pagamento da importância de R$ 130. diferentemente do que ocorre quando há concessão do benefício da justiça gratuita. no tocante à assistência judiciária gratuita. art.8 Embargante Advogado Embargado Advogado RONALDO SEABRA MILAGRE Euclerio de Azevedo Sampaio Junior(OAB: 007583 ES) UNIFORME INDUSTRIA E COMERCIO DE ROUPAS LTDA EPP Dalton Almeida Ribeiro(OAB: 011359 ES) ACÓRDÃO . por entender ausentes os requisitos da Lei 5. do art.00 a título de custas processuais. sendo partes as acima citadas.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO.584/70. pela concessão do benefício da assistência judiciária gratuita. quais sejam. 186 e 927 do Código Civil. responsabilidade objetiva. analisando o v.584/70 para a concessão da assistência judiciária gratuita.584/70 c/c §3º. acórdão de fls.2012.0002 Processo Nº ED-123000/2012-002-17-00. a assistência judiciária gratuita é devida apenas na hipótese prevista na Lei n. De fato. 2. ou seja. 09) e. bem como em relação aos honorários advocatícios sucumbenciais. No entanto. devo registrar. todavia. por sua vez. DESCONTOS FISCAIS E PREVIDENCIÁRIOS Alega o embargante omissão quanto à responsabilidade objetiva da reclamada. por fim.060/50 e art. os beneficiários da assistência judiciária gratuita.º 5. da CLT. dou provimento aos embargos declaratórios.2. Suspeição do Desembargador Lino Faria Petelinkar. da CLT. Na hipótese vertente. dar provimento parcial para dispensar o reclamante do recolhimento das custas. de acepção mais restrita. por força do Agravo de Instrumento. embora tenha sido consignado que foi superada a deserção. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . da CLT). a parte deve estar assistida por seu Sindicato de classe. à fl. pela apreciação dos argumentos contidos no recurso ordinário acerca dos encargos fiscais e previdenciários e. no Processo do Trabalho.584/70. a existência de omissão. § 3º. OMISSÃO. para a correção da falha apontada. 20 do CPC e Súmula 219 do TST. 790. em face do v. quando preenchidos os requisitos previstos no próprio artigo. 790. há necessidade da ocorrência dos dois requisitos para o deferimento da assistência judiciária. 790. primeiramente. assistência por Sindicato de classe e percepção de remuneração igual ou menor que o dobro do salário mínimo ou impossibilidade de demandar sem prejuízo do sustento próprio ou da família. que a assistência judiciária gratuita e o benefício da justiça gratuita não se confundem.5. 790.17. assegurado igual benefício ao trabalhador de maior salário uma vez provado que a sua situação econômica não lhe permite demandar sem prejuízo do sustento próprio ou de sua família. conforme arts. MÉRITO 2. OMISSÃO CONSTATADA.0002 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: RONALDO SEABRA MILAGRE Embargado: O V. honorários advocatícios e descontos fiscais e previdenciários.584/70. Sendo assim.TRT 17ª Região . ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA Aponta o embargante omissão no v. Nesse particular. do art. e não se confunde com o benefício da justiça gratuita previsto no § 3º. da CLT.º 5.” Isto posto. REGIÃO UNIFORME INDUSTRIA E COMERCIO DE ROUPAS LTDA EPP Origem: 2ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . importando somente na isenção de custas. OMISSÃO.17. a luz do art. No âmbito desta Especializada. para. ficando. não procedeu ao recolhimento das custas. o reclamante não está assistido por Sindicato de classe. O obreiro.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.060/50. Com razão. Assim. da CLT. apontando omissão no julgado.º 5.1. do art. verifico que. para acrescentar ao recurso a seguinte fundamentação: “A r. 2. Pugna. RESPONSABILIDADE OBJETVA. que envolve também os honorários advocatícios. Dou parcial provimento.º 5. defiro o benefício da justiça gratuita. não estão atendidos os pressupostos previstos na Lei n. como se percebe. aos descontos fiscais e previdenciários. 790. § 3º.0123000-18. FUNDAMENTAÇÃO 2. quanto à apreciação de matéria constante no Recurso.5. 23 de Setembro de 2013 136 respectivas no importe de R$ 40. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. portanto. Tribunal não se manifestou quanto à responsabilidade objetiva da reclamada pelos atos de seus empregados. extensivo a quem não esteja assistido por Sindicato (prevista no § 3º. Desembargadora Claudia Cardoso de Souza e Desembargador José Luiz Serafini.2.00 (quarenta reais).584/70. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19/09/13: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente). passo a sanar a referida omissão. ACÓRDÃO DE FLS. nos termos do § 3º. A assistência judiciária gratuita tem previsão tanto no art. É o relatório. São cabíveis embargos de declaração no caso de padecer a sentença ou o acórdão de omissão.º 5. não prescinde dos requisitos da Lei n. 207/209v. Vistos. com fundamento na Lei 1. no tocante ao pedido de concessão dos benefícios da assistência judiciária gratuita e justiça gratuita. aos honorários advocatícios.TRT 17ª. sentença de origem indeferiu os benefícios da assistência judiciária gratuita. sanando a omissão apontada. Aduz que o E. enquanto aquela. 790. são os que preenchem os requisitos da Lei n. Acórdão. também. como no artigo 3º da Lei n. CONHECIMENTO Conheço os embargos declaratórios opostos pelo reclamante. RELATÓRIO Trata-se de embargos declaratórios opostos pelo reclamante. nas razões recursais. com base na declaração de miserabilidade jurídica. Este é uma faculdade do juiz. 207-209v . 14 da Lei n.2. para fins de isenção das custas processuais e conhecimento do Apelo. pela reclamada.1.2. Portanto. obscuridade ou contradição. da CLT. 133 da Constituição. mas por advogado particular (fl. Acórdão. na acepção mais ampla.2012. Assim. o julgado foi omisso quanto ao pedido de concessão dos benefícios da assistência judiciária gratuita. pugnou. do art.º 1. porquanto presentes os pressupostos legais de admissibilidade. 10. à luz dos arts. autoriza o acolhimento de Embargos Declaratórios. e é devida a todo aquele que receber salário igual ou inferior ao dobro do mínimo legal.

elementos que levem à conclusão de que o Regional adotou uma tese contrária à lei ou à Súmula. ao sobreaviso. conforme dispõem os artigos 897-A da CLT e 535. mas tão somente falhas formais porventura havidas no julgado. seu inconformismo com o julgado. do CPC. 189/190. às fls.17. Nego provimento. não foi objeto de pronunciamento no acórdão. às horas extras. satisfaz o requisito de fundamentação da decisão e caracteriza a devida prestação jurisdicional. na decisão recorrida. vê-se que nas aludidas matérias elencadas. requerendo a reforma da r. FUNDAMENTAÇÃO 2. 297. proferida pela MMª 2ª Vara do Trabalho de Vitória/ES.São Paulo: LTr. puramente. Se os documentos constantes dos autos não são capazes de comprovar a relação de emprego em período anterior ao registrado na CTPS. pressupõe. consignadas no julgado. Não há se falar. nos moldes do artigo 535. 332). Súmula 297. em face da r. Consoante magistério de Manoel Antonio Teixeira Filho: "Sentença omissa é a que deixa de pronunciar-se sobre um ou mais pedidos formulados pelas partes (.0002 Processo Nº RO-125100/2011-002-17-00. que julgou improcedentes os pedidos formulados na inicial. presume-se verdadeira a data de registro da admissão do obreiro. do CPC. devidamente. RECONHECIMENTO DE VÍNCULO EMPREGATÍCIO. tampouco. 256. de certa maneira. é a diretriz traçada pelas Orientações Jurisprudenciais nº 118 e 256 da SDI-I do Colendo TST. a reclamada não apresentou contrarrazões ao recurso obreiro. evidentemente. sendo certo que os embargos declaratórios não são meio idôneo a corrigir eventual erro de julgamento. ante a sucumbência total do reclamante.. Tese explícita. Razões recursais. adequados para a supressão de omissão. tendo demonstrado. Acórdão embargado. Inteligência da Súmula 297. portanto. o qual. ainda que contrária ao entendimento da parte. portanto.p. A existência de tese específica sobre a matéria debatida. Nesse aspecto. em razão da confissão ficta do autor. A sentença (bem assim o acórdão) omissa contém. 1993 . DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº RO-125100-77. tenha havido omissão com relação a este mesmo tópico. Havendo tese explícita sobre a matéria. Tese explícita. por unanimidade. no mérito. no acórdão.2011. FUNDAMENTAÇÃO 2. ao contrário do afirmado. desnecessário contenha nela referência expressa do dispositivo legal para ter-se como prequestionado este. as razões de julgamento encontram-se. TST. pelo prequestionamento dos dispositivos mencionados.1. Prequestionamento. conhecer dos embargos declaratórios e. sendo partes as acima citadas.5. PROVA PRÉ-CONSTITUÍDA. ao intervalo intrajornada. nestes termos: 118.CONHECIMENTO Deserção superada pelo julgamento do agravo de instrumento.17. Ou seja. ao consignar que incumbe à parte opor embargos declaratórios visando o prequestionamento de matéria. às comissões e à multa do artigo 477 da CLT.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA CONFISSÃO FICTA. Configuração. Esta. A presunção relativa de veracidade dos fatos alegados pelo empregador. impõe à parte prequestionar tema que. não é essa a função dos embargos declaratórios. NÃO COMPROVAÇÃO.).. 243. A Súmula 297 do C. em prequestionamento dos dispositivos legais e constitucionais mencionados. embora suscitado no recurso. resta claro que a embargante pretende revolver questões já decididas. sentença. sendo certo que a não-manifestação acerca de todos os dispositivos legais apontados como violados não configura omissão no julgado. porquanto presentes . há necessidade de que haja. À análise. Acórdão.5. à retificação da CTPS. em relação aos pedidos deduzidos na causa. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19/09/2013: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite (Presidente).1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 3. não há qualquer omissão no julgado. CONHECIMENTO Conheço o Agravo de Instrumento interposto. Vistos. 23 de Setembro de 2013 137 ainda. decorrente da ausência injustificada na audiência que deveria depor. nos termos da certidão de fls. Conforme se infere do v. que isentou o reclamante do pagamento das custas processuais. verbis: 2. bem como prejudicada a análise relativa aos descontos fiscais e previdenciários. assentando expressamente estarem “ausentes todos os pressupostos a ensejar a responsabilidade civil”. quanto à assistência judiciária gratuita.TRT 17ª Região . julgou indevidos os honorários advocatícios. É o relatório.2 Recorrente Advogado Recorrido Advogado ADEMIR OLMO SERRI JUNIOR Vilmar de Oliveira Silva(OAB: 013154 ES) UNIAO NACIONAL DOS PROPRIETARIOS DE VEICULOS AUTOMOTORES-UNION CAIO DA CRUZ FERRAZ(OAB: 017973 ES) ACÓRDÃO . um pronunciamento citra petita pois a apreciação do órgão foi. Para fins do requisito do prequestionamento de que trata a Súmula n.0002 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: ADEMIR OLMO SERRI JUNIOR Recorrido: UNIAO NACIONAL DOS PROPRIETARIOS DE VEICULOS AUTOMOTORES-UNION Origem: 2ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . pode ser elidida por prova pré-constituída (Súmula 74 do C. negou provimento ao pedido de dano moral decorrente de suposta perseguição perpetrada pela empregadora e.0125100-77. 194/216. CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. subjetiva ou objetiva. sentença de fls. em omissão no julgado e. de maneira clara. aliás. Procurador: Estanislau Tallon Bozi.1. dar-lhes parcial provimento. da lavra do eminente juiz Roberto José Ferreira Almada. TST).2011. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 para sanar a omissão apontada e dar provimento parcial para dispensar o reclamante do recolhimento das custas. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante. Analisando o v. Embora devidamente notificada. contradição ou obscuridade. Desembargadora Cláudia Cardoso de Souza e Desembargador Lino Faria Petelinkar. à confissão. Todavia. . 7ª ed. Prequestionamento. quantitativamente inferior à que se deveria ter sido realizada" ("Sistema dos Recursos Trabalhistas".

podendo ser elidida por prova em contrário.2.584/70. Na hipótese vertente. Vejamos. pois não foram infirmados pela prova constituída. basta que a parte. devendo os autos ser encaminhados a SECAU para reautuação. do art.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. para a concessão do referido benefício. fixadas pelo Juízo de origem. então.º 5. ficando. o juízo de origem considerou que os documentos colacionados às fls. em primeiro lugar devo registrar que a assistência judiciária gratuita e o benefício da justiça gratuita não se confundem. o recolhimento das custas processuais. E os pedidos de horas extras e intervalo intrajornada. § 2º. 790. renovando o pleito da assistência judiciária gratuita. o que levou ao não conhecimento do recurso pelo Juízo a quo. com competente compensação na distribuição. portanto. nos termos do § 3º. Pois bem. não estão atendidos os pressupostos previstos na Lei n. em razão da confissão do reclamante. defiro ex oficio o benefício da justiça gratuita. por considerá-lo deserto. pois. na acepção mais ampla. deixou de fazê-lo. da CLT. ou indenização por depreciação de veículo utilizado em serviço por reles três meses.2. mas simplesmente reputoulhe confesso e julgou improcedentes os pedidos formulados na inicial.CONFISSÃO O juízo de origem reputou o reclamante confesso quanto à matéria fática debatida nos autos. 2. enquanto aquela. indeferidos. No entanto. a teor da Lei 1.584/70. ao argumento de que a presunção de veracidade decorrente da pena de confissão é apenas a relativa. no Processo do Trabalho. o que torna descabida a integração salarial dessas rubricas. informe que não possui condições de pagar as custas do processo e os honorários advocatícios. importando somente na isenção de custas. assegurado igual benefício ao trabalhador de maior salário uma vez provado que a sua situação econômica não lhe permite demandar sem prejuízo do sustento próprio ou de sua família. 790. afastando a deserção.2. o ora Agravante não procedeu ao recolhimento das custas processuais no valor de R$ 440. De fato. 24/98 dos autos não comprovaram o direito postulado. no caso. 23 de Setembro de 2013 138 os requisitos de admissibilidade recursal.584/70. a parte deve estar assistida por seu Sindicato de classe. o reclamante. a assistência judiciária gratuita é devida apenas na hipótese prevista na Lei n. não prescinde dos requisitos da Lei n. além da presunção relativa de veracidade da tese de defesa. determinar o processamento do Recurso Ordinário interposto pelo autor. há necessidade da ocorrência dos dois requisitos para o deferimento da assistência judiciária. na petição inicial e em suas razões recursais requereu a concessão do benefício da assistência judiciária gratuita para fins de isenção das custas processuais. com base na declaração de miserabilidade jurídica.º 5. e não se confunde com o benefício da justiça gratuita previsto no § 3º. afastando a deserção. O pedido de pagamento das verbas decorrentes da dispensa sem justa causa foi indeferido em razão do pedido de demissão assinado pelo próprio autor.060/50 e da Lei 5. No âmbito desta Especializada. decorrente da confissão do autor. os beneficiários da assistência judiciária gratuita. o juízo de primeiro grau entendeu que o próprio reclamante admitiu ter recebido prêmios ou comissões da ré. Salienta que o princípio da busca da verdade real é superior à pena de confissão. de acepção mais restrita. recorre o reclamante.00 (quatrocentos e quarenta reais). MÉRITO 2. TST. mediante simples afirmação na petição. porquanto. com nítida afronta ao artigo 5°. Dessa decisão.CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 2ª Turma do Egrégio Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. são os que preenchem os requisitos da Lei n. Quanto ao pedido de pagamento de prêmios e comissões. 13) e.º 5.00 (quatrocentos e quarenta reais). conhecer do Agravo de Instrumento e. também. o reclamante interpôs recurso ordinário. todos consagraram a condição autônoma do emitente.º 1. calculados sobre o valor da causa. com base no artigo 343.º 5. Todavia. sob pena de confissão. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 14.060/50. sem realizar. que envolve também os honorários advocatícios. Inconformado. insurge-se o reclamante. Após. assistência por Sindicato de classe e percepção de remuneração igual ou menor que o dobro do salário mínimo ou impossibilidade de demandar sem prejuízo do sustento próprio ou da família. como se percebe. extensivo a quem não esteja assistido por Sindicato (prevista no § 3º.1ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA. Nesse aspecto. os autos deverão ser remetido a Relatora. Assim. quando preenchidos os requisitos previstos no próprio artigo. Inconformado. e é devida a todo aquele que receber salário igual ou inferior ao dobro do mínimo legal. dispenso o reclamante do recolhimento das custas processuais e dou provimento ao Agravo de Instrumento interposto pelo reclamante para. uma vez que se encontram preenchidos os pressupostos de admissibilidade. ainda.584/70 para a concessão da assistência judiciária gratuita. 14 da Lei n. da CLT). do CPC e Súmula 74 do C. também. por unanimidade. fundamentou a improcedência de cada pedido nas provas documental e oral existentes nos autos. Quanto ao pedido de depósitos do FGTS. diferentemente do que ocorre quando há concessão do benefício da justiça gratuita. do art. ou seja. mas por advogado particular (fl. Inicialmente. mesmo advertido que deveria comparecer ao ato para depor. Para o pedido de reconhecimento do vínculo empregatício no período não anotado na CTPS. A assistência judiciária gratuita tem previsão tanto no art. no mérito. Considerou verdadeiros os fatos alegados na defesa. Nesse contexto. além de alguns terem sido emitidos por terceiros. entendeu que foram . que o indeferimento da assistência judiciária gratuita prejudica o reclamante exercer seu direito de interpor recursos aos tribunais superiores. argumentado que.1. XXXV e LXXIV da Constituição Federal. o reclamante não está assistido por Sindicato de classe. 2. além de ressaltar ausência de justificativa para o reembolso de combustível em valor superior ao praticado no curso do breve tempo do contrato.584/70. capazes de elidir a confissão aplicada. o juízo a quo. do art.º 5. contudo. alega que o juízo de origem não considerou todo o conjunto probatório existente nos autos. 790. Nessa linha de raciocínio. 3. DESERÇÃO DO RECURSO ORDINÁRIO Diante da improcedência total dos pedidos expostos na exordial. o Juízo a quo condenou o autor ao pagamento das custas processuais no importe de R$ 440.2.584/70. determinar o processamento do Recurso Ordinário interposto pelo obreiro. como no artigo 3º da Lei n. Portanto. da CLT. quais sejam. Sustenta. dar provimento para.MÉRITO 2. observo que o reclamante limita sua impugnação à suposta falta de apreciação das provas constituídas nos autos. à fl. Este é uma faculdade do juiz. Nesse aspecto.

FGTS. § 2º. Requereu o reconhecimento do vínculo empregatício com a ré. bem como da multa do artigo 477 da CLT. Vejamos. TST. do C. Embora os documentos apresentados pelo reclamante. A prova da relação de emprego depende da presença dos requisitos do artigo 3º da CLT e estes não foram demonstrados nos autos. com 01h de intervalo intrajornada. O reclamante manifesta sua irresignação com a r. a título de remuneração mensal. não se pode olvidar que a confissão aplicada ao reclamante favorece a tese da ré. das 07h45min às 22h. (nova redação do item I e inserido o item III à redação em decorrência do julgamento do processo TST-IUJEEDRR 801385 -77. A reclamada.Res. Requereu o pagamento das horas extras excedentes da 8ª diária e da 44ª semanal. decorrente da confissão aplicada ao autor. a ré negou o labor em período anterior ao registrado na CTPS do autor. nos autos. sem labor aos sábados e domingos. HORAS EXTRAS E INTERVALO INTRAJORNADA O reclamante alegou que possuía como jornada habitual. o vínculo empregatício postulado. Insurge-se o reclamante. mesmo durante o trabalho externo. o que será efetivamente tratado nos próximos tópicos. em 10/12/2010. Portanto. Desse modo. conforme comprovam os documentos anexados à contestação. os documentos apontados pelo recorrente não confrontam a presunção de veracidade dos fatos alegados na contestação. e dispensado. 154. a condição de empregado alegada. multa de 40%. diante dos documentos juntados com a inicial. 24/98 conferem ao emitente. nos termos do artigo 74. 24/50 demonstram o labor no período não anotado na CTPS e. da CLT. indiquem que prestou serviços para a reclamada. 400. da Súmula 74. férias + 1/3. a verdade real não se revela pela presunção relativa decorrente da falta de exibição dos cartões de ponto de terminando período. até porque o autor foi considerado confesso em relação aos fatos alegados pela defesa. a confissão ficta do reclamante desonera o empregador do seu ônus. 2. A reclamada contestou o pedido. Disse que era acionado. de segunda a sexta-feira. não há falar em aplicação da confissão sem apreciação das provas constantes dos autos. 174/2011. inclusive nos sábados. diante da ausência de prova.11. Insurge-se o reclamante. para exercer a função de consultor de vendas. pois. domingos e feriados. na forma do documento de fls. O juízo de origem indeferiu o pleito. com a retificação da data de admissão da CTPS e o pagamento das férias + 1/3. do poder/dever de conduzir o processo. iniciou o labor na reclamada. O reclamante se manifesta sobre os documentos apresentados pela ré. sem receber as horas extras devidas. por si só. sob a alegação de que a empresa não pratica atividades de vendas aos sábados e aos domingos. gerando a presunção relativa de veracidade da jornada de trabalho indicada na inicial. três finais de semana por mês (sábado e domingo).2011 I – Aplica-se a confissão à parte que. DEJT divulgado em 27.0017) . Asseverou que. além de alegar que exercia trabalho externo.RETIFICAÇÃO CTPS. quando laborava cerca de 05 a 06 horas.RA 69/1978. I.A vedação à produção de prova posterior pela parte confessa somente a ela se aplica. Vejamos. não afetando o exercício.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Ainda que os formulários de pedidos de clientes apresentados pelo reclamante possam coincidir com dias de sábados. o autor pretende o reexame de cada pedido indeferido. 23 de Setembro de 2013 139 devidamente adimplidos. por meio de celular. no período de 04/01/2010 a 08/09/2010. na realidade. por ausência dos requisitos legais. quanto ao período sem controle de jornada nos autos. ao argumento de que a reclamada não apresentou os cartões de ponto de todo o período contratual. O juízo de origem julgou o pedido de hora extra e intervalo intrajornada. por sua vez.94. em 04/01/2010.2.2000) III. PERÍODO SEM ANOTAÇÃO Na inicial. domingos e feriados.05.02. portanto. não comprovam. CPC). Embora a reclamada tenha o dever legal de apresentar os cartões de ponto.2. Vejamos. em média.SOBREAVISO O autor aduziu. portanto. dispõe que a prova pré-constituída nos autos pode ser levada em conta para confronto com a confissão ficta. ao argumento de que os referidos documentos demonstram o labor para a reclamada antes do registro da CTPS. sob o fundamento de que os documentos acostados às fls. quando percebia R$ 686. Em defesa. DJ 26. na qual deveria depor.não prospera.2. Na verdade. frisa-se que o reclamante não questiona a confissão ficta aplicada em razão da sua ausência injustificada na audiência que deveria depor. 2. 2. Nessa linha. com cerca e 20min a 30min de intervalo intrajornada. Nego provimento. 30 e 31. FGTS e multa de 40%. no sentido de que aqueles juntados às fls. sua jornada era controlada. em relação ao período sem registro na CTPS.3. Ademais.09.A prova pré-constituída nos autos pode ser levada em conta para confronto com a confissão ficta (art. mesmo que se possa presumir a subordinação no período anterior ao registrado na CTPS pelo simples fato de ter havido a prestação de serviços para a reclamada. o item II. sem qualquer controle por parte da empresa. prevalecendo a jornada de trabalho apontada na contestação. não impugnados pela ré. não ilidem a presunção de veracidade da contestação. 13º salário. o reclamante alegou que foi contratado. RSR. não comparecer à audiência em prosseguimento. Inicialmente. de ausência de trabalho em regime de sobreaviso. no período anterior ao registro da CTPS – 04/01/2010 a 08/09/2010. verbis: SÚMULA 74 CONFISSÃO.4. que revelam labor aos sábados.1978) II . às fls. 24/98. em 04/01/2010. ante a confissão aplicada ao reclamante. pelo magistrado.inserida em 08.2. embora a CTPS tenha sido registrada em 09/09/2010. domingos e feriados.2001. 13º salário. expressamente intimada com aquela cominação. a condição de representante autônomo e. Nego provimento. RSR. bem como reflexos sobre o aviso prévio. (ex-Súmula nº 74 . não comprovam que o reclamante estava de sobreaviso naqueles dias. Nego provimento. Indeferiu o pagamento do seguro-desemprego. (ex-OJ nº 184 da SBDI-1 . . E nem se diga que o registro da condição de representante autônomo ao signatário dos referidos documentos constavam mesmo no período do contrato de trabalho anotado na CTPS. que elida a presunção de veracidade decorrente da confissão. Disse que. no caso o reclamante. ao argumento de que a tese de defesa de ausência de labor aos sábados e domingos . sentença. não implicando cerceamento de defesa o indeferimento de provas posteriores. sustentou que o horário de trabalho do Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 reclamante era das 08h às 17h. que era obrigado a permanecer com o celular ligado 24h.5.

ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA O juízo de origem indeferiu o pedido de assistência judiciária gratuita. Mantido o valor da condenação. Procurador: Estanislau Tallon Bozi.584/70. ao argumento de que a Lei 10.17. o reclamante postulou a condenação da reclamada no pagamento da multa do art. 23 de Setembro de 2013 140 Nego provimento. ou impossibilidade de demandar sem prejuízo do sustento próprio ou da família). DA CLT.00 a R$ 1. apesar de sempre ter sido um dos melhores e mais produtivos consultores da ré. na forma da fundamentação supra. Ressalta que a assistência judiciária gratuita pode ser concedida.500. apenas com a comprovação da miserabilidade jurídica. o que foi cumprido às fls.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.00. impede a procedência do pedido. Todavia. comissões. TST: RECURSO DE REVISTA. 14. Nesse sentido. Embora o Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho registre o pagamento de comissões referentes ao mês anterior ao da rescisão. RSR. Argumenta que as verbas trabalhistas devidas não foram pagas no prazo legal. Data deDivulgação:DEJT09/04/2010. FGTS. nego provimento. O juízo de origem entendeu não haver motivo para aplicação da multa do art. que alterou o artigo 790. Também sustenta não ser a assistência judiciária gratuita privativa do sindicato de classe. no mérito. da CLT tem pertinência quando o empregador não cumpre o prazo estabelecido para a quitação das verbas rescisórias. 477 da CLT. da CLT.MULTA DO ARTIGO 477. Mantido o valor da condenação. na hipótese de atraso no pagamento das verbas rescisórias constantes do termo de rescisão. pois a lei de regência exige a concomitância dos pressupostos. Tribunal Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Regional. Vejamos. inclusive de ofício. de acepção mais ampla. de acepção mais restrita. envolvendo também os honorários advocatícios. horas extras e verbas resilitórias. da CLT. 2. No âmbito desta Especializada. jamais recebeu as comissões prometidas. comprovando.4 . A multa do artigo 477 da CLT é devida. aduziu que também lhe foi garantido o recebimento de premiações que variavam em torno de R$ 1. Insurge-se o reclamante.2.09.0008 Data de Julgamento: 17/03/2010. Nego provimento. 13) e a declaração de insuficiência econômica. sendo incontroverso que o pagamento das verbas rescisórias ocorreu dentro do prazo previsto no § 6º do art. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº RO-138400-48. por unanimidade. cumpre ressaltar que a justiça gratuita foi deferida ao autor em sede de agravo de instrumento.COMISSÕES. § 8º. exclusivamente. PREMIAÇÕES Na inicial. os beneficiários da assistência judiciária gratuita. 3ª Turma. Lino Faria Petelinkar e Desembargadora Claudia Cardoso de Souza. Nesse diapasão. 790. § 8º. Des.5. sob o fundamento de que o próprio reclamante admitiu jamais ter recebido prêmios ou comissões. Em primeiro lugar. Nesse sentido.2. 14. por conseguinte. DA CLT Na inicial. multa de 40%.5. Relator Ministro: Horácio Raymundo de Senna Pires. Insiste o reclamante. O reclamante reitera o direito ao recebimento das comissões e premiações. da CLT).000. 5. Na hipótese vertente.537/2002. mas não dispensa a assistência sindical. a mera existência de diferenças em favor do empregado não torna devido o pagamento da multa.CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. Assim. 477.6. § 8º. são os que preenchem os requisitos da Lei 5. não elide a confissão do autor e. bem como a sua integração ao salário. não há prova de que o reclamante alcançou as metas ao longo de todo o contrato de trabalho.5. 3. por não ter computado as horas extras.2012. §3º. diferentemente do que ocorre com o benefício da justiça gratuita. Vencido o Desembargador Lino Faria Petelinkar quanto à assistência judiciária gratuita. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19.2003. mas sim pagamento a menor (diferenças de verbas rescisórias reconhecidas ex judicis).09. MULTA DO ART. quanto ao direito à multa prevista no § 8º. Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente). a qual o reclamante jamais atingiu. Assim. Recurso de revista parcialmente conhecido e provido. 14 da Lei 5. conhecer do recurso ordinário do reclamante e. e limitado à dispensa do recolhimento de custas processuais. assim. por ausência dos requisitos do art. PAGAMENTO A MENOR . a assistência judiciária gratuita é cabível apenas se preenchidos os pressupostos da Lei n.A aplicação da multa de que cogita o art. o reclamante alegou que lhe foi prometido o pagamento de comissões na razão de 10% sobre cada contrato de adesão celebrado. Pelo que se depreende do acórdão do e.7. premiações e seus reflexos no pagamento das verbas resilitórias. pois o próprio Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho indica que recebia comissões. com reflexos sobre férias + 1/3. não houve o alegado atraso no pagamento da rescisão. § 3º.) Ante o exposto. Nego provimento. 477. se atingisse a meta de trinta contratos de adesão celebrados. não sendo o pagamento a menor das verbas rescisórias motivo a ensejar a sua aplicação.584/70. pelas provas constantes dos autos. até porque as diferenças foram reconhecidas somente em juízo. não sendo possível ampliar o seu alcance para a hipótese de pagamento a menor daquelas parcelas.584/70. Requereu o pagamento de todas as comissões.2013: Des. no percentual de 10% sobre cada contrato de adesão celebrado. A ré argumentou que as comissões e premiações somente eram pagas aos vendedores que atingissem determinada meta. sem a necessidade de poderes especiais para tanto. negar-lhe provimento. do artigo 477. da CLT. 477 da CLT. 477.584/70 (assistência sindical e percepção de remuneração igual ou inferior ao dobro do salário mínimo legal. 2. a ausência de comprovação do direito alegado. O juízo de origem indeferiu o pedido. Vejamos. 13º salário. manifestou-se o C. constante às fls. por maioria. Além das comissões. o reclamante está assistido por advogado particular (fls. supre apenas o requisito inerente à miserabilidade jurídica. indevida a multa em comento quando as verbas rescisórias registradas no Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho foram pagas no prazo estabelecido do artigo 477 da CLT. para fins de recebimento de comissões e prêmios. § 8º. podendo o advogado declarar a hipossuficiência do reclamante.2. o atingimento das metas Vejamos.0010 Processo Nº RO-138400/2012-010-17-00. (Processo: RR . 2. revogou o artigo 14 da Lei 5. extensivo a quem não esteja assistido por Sindicato (prevista no art.1302000-77.

não importando. Primeiramente. que é de quem aufere a renda e. nos termos dos artigos 43 e 45 do Código Tributário Nacional. § 3º. Se houve ou não dano material ou se a autora. por falta de interesse de agir. no momento em que.IMPOSTO DE RENDA. exigindo que a agressão ultrapasse as barreiras da normalidade e dos fatos corriqueiros possíveis de acontecimento no cotidiano. precisamente como requerido em recurso. proferida pela MMª 10ª Vara do Trabalho de Vitória/ES. Por sua vez. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante. será indenizada por responsabilidade da ré em razão de tais danos. se isso ocorrer. DANOS MORAIS. Entretanto. é o trabalhador. da Súmula 368. à integração do auxílio alimentação. razão pela qual passo à análise da questão de mérito. o que somente poderá ocorrer após o surgimento do dano. sentença de piso autorizou a dedução dos valores efetivamente já recebidos a tal título. O dano moral pressupõe um ato ilícito que afete a esfera psíquica do autor. inciso VI. O fato gerador do tributo.713.2.2012. razão pela qual pleiteia o afastamento da extinção do processo. FUNDAMENTAÇÃO 2.12”. sentença de fls. Portanto. Insurge-se o reclamante em face do decisum. para o Fisco.0010 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: FABIO VICENTE DE SOUZA Recorrido: RODOVIARIO RAMOS LTDA N/P DE MARCELO SILVA RAMOS Origem: 10ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . 2.MÉRITO 2.0138400-48. do CPC. verbis: . em execução de decisão judicial. portanto. do CPC.00 mensais.CONHECIMENTO Conheço parcialmente do recurso ordinário interposto pela reclamante. Não demonstrada ofensa moral dirigida ao trabalhador.00 já integrados ao salário -base por essa decisão. na peça de ingresso. se esse montante diz respeito a títulos contratuais devidos no passado e não adimplidos. no mérito. INTERESSE DE AGIR. Vejamos. portanto. ora recorrente. com base nas alegações da exordial. excetuado os R$ 70. a responsabilidade exclusiva da reclamada pelo pagamento do imposto de renda. 515. o item II. Razões recursais. a legislação fiscal vigente à época desse fato é que deve ser aplicada. o sujeito passivo.TRT 17ª Região . Nas razões recursais. 208/219. às fls. à multa do art.5. em face do empregador.541/92. do C.º 7. o Imposto de Renda incidente sobre os rendimentos pagos em cumprimento da decisão judicial será retido pela pessoa obrigada ao pagamento. Vistos. 23 de Setembro de 2013 141 Recorrente Advogado Recorrido FABIO VICENTE DE SOUZA EDIMARIO ARAUJO DA CUNHA(OAB: 017761 ES) RODOVIARIO RAMOS LTDA N/P DE MARCELO SILVA RAMOS ACÓRDÃO . é de se compreender que o imposto incidente sobre os rendimentos pagos. de que haverá tributação diferenciada em razão do recebimento concentrado das parcelas. Como é cediço. da lavra do eminente juiz Mauricio Côrtes Neves Leal. por sua vez. a incidência do imposto de renda deve obedecer ao regime de competência (mês em que a parcela deveria efetivamente ter sido paga). com fulcro no art. ocorre apenas no momento do pagamento do crédito trabalhista ao reclamante. sem julgamento do mérito. aos honorários advocatícios sucumbenciais e contratuais e à hipoteca judicial. o reclamante postula seja afastado o abatimento dos salários remunerados “por fora” no importe de R$ 70. de uma cognição superficial em relação à titularidade do direito pleiteado. o recebimento se torne disponível para o beneficiário. Fundamentou que a indenização por ato ilícito não pode ser reconhecida pelo fato de se presumir a possibilidade de um prejuízo. da Lei nº 8. inclusive quanto às alíquotas a serem utilizadas para o cálculo do tributo. conheço do recurso. em relação ao pedido “3. incide a hipótese do art. 189/199. 267. por qualquer forma. indenização por supostos danos materiais decorrentes de ato ilícito. dou provimento para afastar a extinção do processo. no que tange ao imposto de renda. sendo de responsabilidade do empregador o seu recolhimento (repasse ao Fisco) e não. alegando a existência de patente prejuízo.1. do CPC e. CONFIGURAÇÃO. verifico que a r. 248-v. sem resolução do mérito. a partir. julgou parcialmente procedentes os pedidos. sendo assim. não há se falar em qualquer indenização. em face da r. na parcela atinente ao imposto de renda. do CPC. no particular e. Nesse sentido. realiza a hipótese de incidência do imposto. aos reflexos do salário extrafolha em RSR. Da dedução das horas extras”. e. das horas extras. por falta de interesse recursal.350/2010. Aduz que “como a recorrida descumpriu suas obrigações legais de reter na fonte e repassar ao Estado.1. tratando-se de matéria de direito. no que tange ao item “2. ou seja. conforme certidão de fl. requerendo a reforma da r. sendo partes as acima citadas. 475-J.3. são questões a serem analisadas no mérito.2.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. portanto. as condições da ação são aferidas in status assertionis. ao dano moral. à dedução das horas extras. com a redação dada pela Lei nº 12. levando ao acolhimento ou rejeição do pedido e não à carência do direito de ação.2. segundo o artigo 12-A da Lei n. inclusive quanto aos rendimentos recebidos acumuladamente em virtude de decisão judicial. extinguiu o processo.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA RECURSO ORDINÁRIO DO RECLAMANTE. De qualquer sorte. Conforme exposto no dispositivo retro. do artigo 267. Embora devidamente intimada por edital. Postulou o reclamante. Quanto às demais matérias. em relação ao pedido de indenização pela reclamada dos valores devidos a título de imposto de renda sobre Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 as rubricas a serem deferidas. porquanto preenchidos os pressupostos de admissibilidade recursal. impõe-se dizer que não há vedação no Ordenamento Jurídico para que se postule. a reclamada não apresentou contrarrazões. que extinguiu o processo. nos moldes dos artigos 186 e 927 do Código Civil. de 22/12/1988. NÃO CONHEÇO do apelo.17. deverá assumir sozinha a responsabilidade pelo pagamento das contribuições fiscais do recorrente”. sem dúvida. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. com base no inciso VI. será retido na fonte no momento em que esses rendimentos se tornarem disponíveis para o reclamante. Em conformidade com o artigo 46. o ônus de seu pagamento. O juízo de origem. TST. sentença. É o relatório. não havendo como transferir-se para as reclamadas este ônus tributário. uma vez que incorrerá em percentuais maiores do que se as verbas tivessem sido remuneradas mensalmente ao tempo correto pela empregadora.

da CLT. Assim. de 22/12/1988.Res. sentença de piso. que é de aquisição semanal. por não ser a alimentação inerente ao trabalho. Argumenta que “como a alimentação fornecida pela recorrida em desacordo com o PAT. 20 e 21. 241. na redação que lhe foi dada pela Res. razão pela qual não merece reforma a r. no montante de R$ 70.. REFLEXOS NO REPOUSO SEMANAL REMUNERADO. Contudo. nos termos do art. já inclui essa parcela. mensalmente. 121/03: “O vale para refeição. passou a conceder auxílio alimentação em dinheiro. razão pela qual requereu a integração ao salário dos valores pagos a título de alimentação. postulando a reforma do julgado. não devendo que compor o salário-base.3.. não está contemplada no § 2º do art. 7º da Lei n. O Juízo de piso deferiu a integração ao salário de quantia paga “por fora”.04. 2. 605/49 e da Súmula n.º 7.” No caso dos autos.713. como sendo espécie de gratificação. defiro a integração ao salário apenas da parcela de R$70. 147/161) afasta a natureza salarial do benefício concedido pela reclamada.” (cf. férias mais o terço. que será tributado como se tivesse recebido corretamente seus direitos. Assim. não há mais razão para se falar em base de cálculo dos descontos fiscais sobre o montante das verbas trabalhistas deferidas judicialmente. o entendimento sumulado pelo c. AUXÍLIO ALIMENTAÇÃO. ou se houver previsão em cláusula de Convenção ou Acordo Coletivo. por ser a parcela deferida adquirida com periodicidade mensal. Na inicial. embora haja previsão na norma coletiva acerca da natureza indenizatória da parcela. o pagamento dos reflexos sobre 13º salário. tendo em vista que a norma coletiva criou obrigação de pagamento de verba que não existiria sem a sua existência. décimo terceiro. sob os seguintes fundamentos: “[.00 inicialmente paga sem registro. 172.” Insurge-se o reclamante em face do julgado. INTEGRAÇÃO. 181/2012. Regra geral. desde a sua contratação até dezembro/2010. Em face do exposto.” (original sem grifo) Recorre o reclamante. É do empregador a responsabilidade pelo recolhimento das contribuições previdenciárias e fiscais. a norma coletiva da categoria (fs. sentença de piso indeferiu o pleito autoral. com relação ao repouso semanal remunerado. §1º. Desta forma. se for concedido gratuitamente. 148).10.2012 I. nego provimento. Portanto. FGTS mais 40% e aviso prévio durante todo o contrato. Vejamos. no decorrer da relação empregatícia. 457. mais do que isso. a reclamada fornecia tíquete alimentação. reforçando que a natureza indenizatória do auxílio alimentação está condicionada à regularidade da sua inscrição junto ao PAT. concluiu-se que os aumentos foram concedidos à título de remuneração das horas extras prestadas. (. com o pagamento de reflexos nos títulos intercorrentes do contrato de trabalho.00 (setenta reais). 23 de Setembro de 2013 142 SUM-368 DESCONTOS PREVIDENCIÁRIOS E FISCAIS.2012) . Diante disso.00 (quatorze reais).Res. 2. para todos os efeitos legais. Em outras palavras. a integração ao salário da parcela paga “por fora” ao trabalhador. 20 e 23.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. inclusive. RESPONSABILIDADE PELO PAGAMENTO. Com efeito.. em relação à incidência dos descontos fiscais. resultante de crédito do empregado oriundo de condenação judicial. caput e parágrafo terceiro. uma vez que. TST. 458 da CLT e. tickets alimentação e/ou refeição no valor . a alimentação fornecida habitualmente pelo empregador possui natureza salarial. no período entre janeiro/2011 a setembro/2012. o art. Alegou que. de tal arte que o reconhecimento de créditos trabalhistas não importará prejuízo ao trabalhador. em virtude de reconhecimento de créditos trabalhistas nesta Especializada. reflete nas demais verbas trabalhistas.. ao argumento de que é devida a repercussão no repouso semanal remunerado. possui natureza jurídica salarial. a rigor. para condenar a reclamada a pagar os reflexos do salário sem registro de R$70. DJ 19. TST. omissis II. FGTS mais 40%. fls. (cf. da Lei n.04. eventual reflexo. Todavia. DEJT divulgado em 19. caso fosse paga à época própria.2. propiciou melhora remuneratória e não prejuízo.2. No presente caso. férias mais o terço..350/2010. com os reflexos devidos. por dia. TST na Súm. integrará o salário do trabalhador. não repercutem no cálculo do repouso semanal remunerado.) No caso dos autos.] No caso dos autos. GRATIFICAÇÕES POR TEMPO DE SERVIÇO E PRODUTIVIDADE (mantida) . pagas mensalmente. mas não quanto ao repouso semanal remunerado. verbis: “[. como férias. 605/49 dispõe que a parcela paga mensalmente já remunera o repouso semanal. Nesse sentido. indefiro o pleito 3. fatalmente não será prestada para possibilitar o trabalho. pela natureza jurídica que ostenta. COMPETÊNCIA. aduziu o reclamante que. mês a mês.00 “foi sendo aumentado pela empresa a medida em que os funcionários reclamavam em razão de estarem passando muito do horário. deve integrar os salários do recorrente para todos os efeitos legais”. mas necessário a suprir necessidade de qualquer pessoa. sendo devido assim. uma vez que. porém. nego provimento. “a”. é até mesmo evidente que não pode haver nulidade. portanto. aliás. a partir de 01/05/2012. 121/2003. 169). Eis o que dispõe a cláusula quinta. tem caráter salarial. Isso posto. fornecido por força do contrato de trabalho. Esse é.2. já que a norma. caberá ao juízo da execução calcular o recolhimento imposto de renda de tais verbas levando em consideração o percentual que incidiria sobre cada parcela. Desse modo.] Quanto à alimentação. no período entre janeiro/2011 a setembro/2012. como requereu o reclamante em sua inicial.5. 7º. indevido o reflexo no RSR. FORMA DE CÁLCULO (redação do item II alterada na sessão do Tribunal Pleno realizada em 16. devendo ser calculadas. no importe de R$ 14. nos termos do art. tal não ocorre caso a empresa esteja inscrita no PAT. com a redação dada pela Lei nº 12. sendo incontroversa a periodicidade mensal da verba recebida pelo obreiro. defiro em parte o pedido 3. CÁLCULO. implicaria em duplo Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 pagamento (bis in idem).11. A r.2003 As gratificações por tempo de serviço e produtividade. em razão da habitualidade. aviso prévio. hora extra. integrando a remuneração do empregado.00 mensais sobre 13º salário. a Súmula 225 do C. FGTS e aviso prévio. a reclamada não estava devidamente inscrita no Programa de Alimentação do Trabalhador – PAT. exceto no repouso semanal remunerado. verbis: SUM-225 REPOUSO SEMANAL. sendo que.. na forma do art. ensejando o enriquecimento sem causa. Pois bem. Assim sendo. 12-A da Lei n. o reclamante informou em seu depoimento pessoal que o valor da gratificação inicial de R$70. fls. há previsão convencional excluindo a natureza salarial de tal verba. mesmo que o trabalhador receba os haveres trabalhistas de uma só vez. do C. da CCT 2012/2013: “CLÁUSULA QUINTA – TICKET ALIMENTAÇÃO As empresas concederão aos seus empregados. e da CCT.

sofrimento ou humilhação que. em vista do dano. O juízo de origem indeferiu a multa em epígrafe. a existência de lacuna no Texto Consolidado e a existência de compatibilidade entre a norma que se pretende aplicar analogicamente e a sistemática principiológica do processo do trabalho.2. 77/80 e 82. (. na medida que a conduta da ré. serguir-se-á a penhora dos bens. no entanto. 73. "Só se deve reputar como dano moral a dor.5. é preciso que fique comprovado o dano efetivamente moral e não somente material. dano moral. A aplicação de norma processual de caráter supletivo. Segundo o Prof. Vejamos notícia veiculada por tal Tribunal. inarredáveis. nesta Especializada. descontar dos salários dos empregados beneficiados por esta cláusula. in verbis: “(. para arcar com despesas cotidianas.. Vale lembrar que não se deve vincular a reparação a título de danos morais à existência de aborrecimento ou mal-estar. DO CPC.. por dia efetivamente trabalhado. essa dor. como se vê nos seguintes julgados: “PROCESSO NA FASE DE CONHECIMENTO. o percentual de 01 % (hum por cento) do custo do benefício. interfira intensamente no comportamento psicológico do indivíduo. o artigo 883 da CLT. Dessa decisão. efetivamente. APLICAÇÃO ÀS EXECUÇÕES NO PROCESSO DO TRABALHO. praticado pelo empregador ou por seu preposto.” Conquanto não haja prova nos autos acerca da inscrição da reclamada junto ao PAT. uma vez que a documentação acostada aos autos.321 de 14. Mero dissabor.11. consubstanciado em erro de conduta ou abuso de direito. o que lhe causou constrangimento e humilhação perante terceiros. nexo de causalidade entre a conduta ilícita do agente e o dano experimentado pela vítima. IMPOSSIBILIDADE.) Para que haja condenação em indenização por dano moral. vexame. tutelar a esfera de direitos não patrimoniais dos indivíduos. Ademais. prejuízo suportado pelo empregado. inexiste lacuna normativa. postulou a condenação da reclamada ao pagamento de indenização a título de danos morais. com aviso prévio indenizado. que preconiza que não havendo pagamento ou garantia da execução. de multa. fugindo à normalidade. TST adota esse entendimento... a meu ver. juntada pelo próprio reclamante. conforme fls. aborrecimento.. (. pois estas situações são efêmeras e não chegam ao ponto de romper o equilíbrio psicológico.) Além disso. reiterando as alegações trazidas na inicial. TST. nego provimento. O fato de o autor não ter recebido. à dignidade. se existiu. MULTA DO ART. no âmbito do processo do trabalho.00 (quatorze reais). DANO MORAL. causando-lhe aflições. Vejamos. à primeira vista. em 05/10/2012. no caso dos autos. O Juízo de origem indeferiu o pleito autoral. TST e deste E. indica que o obreiro já havia realizado empréstimos pessoais antes mesmo da data da sua dispensa. pois a CLT possui regra específica aplicável quando não ocorre o pagamento espontâneo da dívida advinda de condenação judicial. Assim. em razão do descumprimento de obrigações trabalhistas pela ré. sob pena de penhora. quais sejam. com fulcro na Jurisprudência do C.76 – Programa de Alimentação do Trabalhador e seus decretos regulamentadores.2. direitos trabalhistas não configura. angústia e desequilíbrio em seu bem estar. pois inaplicável nesta Especializada. a meu ver. não há se falar em qualquer indenização. Logo. quais Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 sejam: ato ilícito. 2. insurge-se o reclamante. o pleito 3. Pois bem. o reclamante recorre ordinariamente. não seria em intensidade maior do que os dissabores comuns da vida moderna. decorre do preenchimento de dois requisitos. permitindo às empresas que optarem pelo sistema PAT . na análise do quantum a ser arbitrado a título indenizatório. à intimidade ou à imagem. não restou cabalmente comprovada lesão à honra ou à moral do reclamante capaz de ensejar a indenização pretendida. Além do mais. há que se sopesar se a intensidade do dano não é por demais tênue para justificar qualquer valor indenizatório e. Com efeito. à época própria.) PARÁGRAFO TERCEIRO – Os benefícios constantes desta cláusula. Regional. não tendo recebido corretamente suas verbas resilitórias. 6. A falta de pagamento de haveres trabalhistas. face o previsto na Lei n.. exigindo que a agressão ultrapasse as barreiras da normalidade e dos fatos corriqueiros possíveis de acontecimento no cotidiano. ao passo que o art. O dano moral pressupõe um ato ilícito que afete a esfera psíquica do autor. mágoa. 475-J do CPC é aplicável na Justiça do Trabalho. salvo se objetivada. não causa dano moral. Aduziu que os salários representam sua única fonte de renda e que teve que realizar empréstimo pessoal. Encontra-se firmado nesta Corte superior entendimento no sentido de que a Consolidação das Leis do Trabalho traz regramento específico quanto à execução. pois concede ao devedor o prazo de quinze dias. essa regra não se revela compatível com a orientação normativa do processo do trabalho.Programa de Alimentação do Trabalhador. 475-J.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. MULTA PREVISTA NO ARTIGO 475-J DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. com a exposição de seus valores subjetivos relativos à honra. A caracterização do dano moral pressupõe alguns requisitos. em montante não inferior a 40 vezes a sua última remuneração. a existência de previsão convencional. não tendo sido sequer alegado pelo reclamante qualquer fato concreto que demonstrasse sua dor moral. Diante disso. por não demonstrada a alegada ofensa moral dirigida ao autor. tantos quantos bastem ao pagamento da importância da condenação. cujo dano é recomposto pelo simples pagamento das verbas devidas. irritação ou sensibilidade exacerbada estão fora da órbita do dano moral". pois o ordenamento objetiva. pelo que não seria indenizável. Na hipótese dos autos. resultando inaplicável a multa prevista no artigo 475-J do Código de Processo . em condições normais e sem a prova da intenção deliberada de causar prejuízo ao trabalhador. Nego provimento. Na petição de ingresso. têm caráter indenizatório e não tem natureza salarial. o nexo causal e a culpa ou dolo. O C. alegou o reclamante que foi dispensado sem justa causa em 21/09/2012. igualmente não merece prosperar a alegação autoral de que foi obrigado a contrair empréstimos.04. indefiro. e não. e por fim. 880 da CLT obriga ao devedor que efetue o pagamento da dívida ou garanta a execução em 48 horas. sob quaisquer das formas previstas. atinge a sua esfera material. como vem decidindo o c.4. qual seja. por si só. alegando que o art. Sendo assim. 23 de Setembro de 2013 143 unitário de R$ 14. por ser compatível com o Processo do Trabalho.” Inconformado. Carlos Alberto Gonçalves. a qual não é atingida por intempéries pelas quais se pode passar. afasta a natureza salarial da parcela. 2. pois. o único dano que se poderia confirmar seria no próprio íntimo do obreiro e.

98100-05.5. Data de Julgamento: 22/03/2012. 5. 219 e 329. considerando que. 305. quando a lide versar sobre relação de emprego.º E-RR-3830047. diante do jus postulandi. ao argumento de que a reclamada deve suportar os custos da contratação de advogado particular. Recurso de revista conhecido e provido. 2. a redução do prazo de quitação do débito previsto no CPC e. 22 da Lei 8. o princípio da sucumbência no Processo Trabalhista. as normas insertas no CPC e na CLT são incompatíveis. reconhecendo o cabimento dos honorários advocatícios.2.0021 . 1ª Turma.0052. nego provimento. condições de prover à demanda. Ministro João Batista Brito Pereira. no julgamento do processo nº TST-ERR-38300-47. não se pode olvidar que a própria Corte Suprema possui a Súmula n. os honorários advocatícios. da Lei nº 5. 219 e 329. independentemente de o obreiro receber ou não salário superior ao dobro do mínimo legal. sem amparo legal. O verbete jurisprudencial editado pelo Excelso Pretório sob o n. em razão dos encargos próprios e familiares.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Relator que "a aplicação da multa de 10% em caso de não pagamento em 48 horas contraria os dois dispositivos legais. Recurso de embargos conhecido e não provido. 55) e apresentou declaração de insuficiência econômica à fl. a . pela inaplicabilidade do art. com base nos artigos 389. portanto.127-8 firmou entendimento pela constitucionalidade do referido dispositivo. mas sim que esta declaração viabilizaria o cumprimento do requisito da miserabilidade jurídica. 56.5. Mesmo se o julgador fixar prazo de 15 dias para pagar o débito sob pena de receber multa. renovando as alegações da exordial. TST.0052. Data de Publicação: 23/11/2012).2005. Em face do exposto.”(RR . do CPC e 133. com ressalva do entendimento pessoal do Relator. 475-J DO CPC. LV e 133 da CF/88. No presente caso. no processo do trabalho. da Lei nº 5. Quadra salientar. Segundo o relator. colaciono aresto recente da SBDI-I: “RECURSO DE EMBARGOS EM RECURSO DE REVISTA.01. 5º. incisos LIV e XXXIX. da SDI-I. em consonância com a linha traçada pelas Súmulas n.584/70. pois "enquanto a regra do artigo 475-J do CPC fixa prazo de 15 dias para o executado saldar a dívida sob pena de ter que pagar multa de dez por cento sobre a quantia da condenação. nesta Especializada. a Seção I Especializada em Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho (SBDI-I). em julgamento referente ao processo n. o reclamante requereu a condenação da reclamada ao pagamento de honorários advocatícios. A fim de consolidar os entendimentos já manifestados no âmbito das Turmas do C. quando se decidiu que a multa do artigo 475-J do CPC é incompatível com o processo trabalhista. o autor requereu a condenação da reclamada. O juízo de origem indeferiu os honorários advocatícios.584/70. acrescenta sanção inexistente na CLT. porque promove. Em face do exposto. pois desatendidos os requisitos do artigo 14. no entanto. A jurisprudência desta Corte firmou entendimento no sentido de que o processo do trabalho deve seguir as normas específicas contidas na CLT quanto à execução de suas decisões. no importe de 15%. A controvérsia foi pacificada por esta e.5. 2. Subseção I Especializada em Dissídios Individuais.º 1. 475-J do CPC é inaplicável ao processo trabalhista. a SBDI-I do TST se pronunciou.09. mas não o da assistência sindical. não prescinde do preenchimento dos requisitos estabelecidos na Lei n.2005. Nesse sentido. Data de Julgamento: 12/12/2012. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Recorre o autor. MULTA DO ARTIGO 475-J DO CPC. Entretanto. uma vez que revela norma de eficácia contida. Recurso de revista conhecido e provido. restringindo-se o pagamento dos honorários advocatícios ao disposto na Lei n.5.2010. também. e OJ n.1188-32. por outro.2010.” (E-RR .5. 389 do Código Civil/2002.º 5. Apesar de vozes dissonantes. Data de Publicação: 14/12/2012).20152.6. INAPLICABILIDADE AO PROCESSO DO TRABALHO. Insta frisar que os indigitados verbetes jurisprudenciais trabalhistas não autorizam a ilação de que a simples apresentação de declaração de pobreza seria suficiente para o deferimento de honorários advocatícios.0671. Inteligência das Súmulas n. 20 do CPC e no art. No âmbito do processo do trabalho a capacidade postulatória é facultada às partes. por um lado. Data de Julgamento: 14/11/2012. ambas do C. o reclamante está assistido por advogado particular (fl. Ressalva-se.6. inaplicável ao processo do trabalho a multa do art.21. 791 da CLT. Sendo assim. O art. decidiu que a multa do art. MULTA DO ART. não havendo que se falar em violação aos arts. o posicionamento do Relator.2. sendo. pois desatendidos os requisitos do artigo 14. sentença. Relator Ministro: Mauricio Godinho Delgado. 20. no art. 133 da Constituição Federal não revogou o jus postulandi.584/70. Precedentes da Corte. em 26. da Constituição da República. entendo que a concessão de honorários advocatícios na Justiça do Trabalho. Relator Ministro: Lelio Bentes Corrêa. ACÓRDÃO PUBLICADO NA VIGÊNCIA DA LEI Nº 11. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS SUCUMBENCIAIS.24. Insurge-se o autor em face desta r. já que deu causa a instauração dessa presente demanda. não obstante o estatuído no art. Bom. TST. nos moldes do art. A lei de regência exige a demonstração concomitante dos dois requisitos. que.01. 23 de Setembro de 2013 144 Civil ao Processo do Trabalho. insculpidos no artigo 5º.2009. com fundamento nos artigos 22.496/07. decisão. a qual supre apenas o requisito da miserabilidade jurídica.01. apenas nas hipóteses previstas na Lei n. Argumenta o Exmo. em se tratando de relação de emprego.º 450 preconiza o pagamento de honorários advocatícios sempre que o vencedor for beneficiário de justiça gratuita. Sem razão.584/70. todas do C. Data de Publicação: 11/05/2012). HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS CONTRATUAIS. da Constituição Federal de 1988. TST. não se pode olvidar que a fixação de penalidade não pertinente ao Processo do Trabalho importa em ofensa aos princípios do devido processo legal e da legalidade. Na inicial. no pagamento de honorários advocatícios.º 5. INAPLICABILIDADE AO PROCESSO DO TRABALHO. portanto.” (RR . O Juízo de origem indeferiu os honorários advocatícios. são indevidos os honorários advocatícios vindicados pelo autor. pugnando pela reforma da r. 3ª Turma. 475-J do CPC." Nesse sentido.906/94.5. Na inicial.º 633. Subseção em 29/06/2010. são devidos quando a parte estiver assistida por seu sindicato de classe. “RECURSO DE REVISTA. Em que pese o respeito pelas abalizadas opiniões em contrário.2010. o STF no julgamento da ADI n. 475-J. ante a contratação de advogado particular. sob pena de penhora". 395 e 404. Não se adota. ao julgar o processo E-RR-38300-47.584/70.0052.2005. do Código Civil. da Lei nº 8. Relator Ministro: Horácio Raymundo de Senna Pires.0000 .906/94. nego provimento. o artigo 880 da CLT impõe prazo de 48 horas para que o executado pague o débito ou garanta a execução.7. portanto. e perceber salário inferior a dois salários mínimos ou declarar que não possui. Ademais. estará ampliando o prazo celetista de 48 horas.

. sempre que provar que sua situação econômica não lhe permite demandar. a condenação ao pagamento de honorários advocatícios. Ademais. a hipoteca judiciária se afigura como medida extremamente eficaz para assegurar o resultado útil de futura execução. Não demonstrada violação literal de dispositivos de lei e da Constituição Federal. nem divergência jurisprudencial.2009.03.o registro: 1) da instituição de bem de família. Nesse diapasão.) HIPOTECA JUDICIÁRIA. II . (.0110. O entendimento majoritário desta Corte é no sentido de que a hipoteca judiciária.Res. 167. Corroborando o arrazoado. 2.. Pedro Paulo Manus.03. 23 de Setembro de 2013 145 contratação de advogado torna-se mera opção da parte. EXECUÇÃO PROVISÓRIA. 466 do CPC. na Justiça do Trabalho. renovando o pedido inicial. A decisão proferida pelo Tribunal Regional está em conformidade com a jurisprudência desta Corte Superior. serão feitos. Visa.) Consiste. . Segundo a lição de Fredie Didier Junior. 466 do CPC. O Juízo de origem não examinou tal pedido. ser determinada de ofício. Recurso de revista de que não se conhece.) (RR .. à garantia do efetivo cumprimento da decisão condenatória. nego provimento. III . a ausência de assistência do sindicato inviabiliza a condenação da ré ao pagamento de honorários advocatícios em favor do autor. Lei 6.Rel.5. muito embora o reclamante tenha oposto embargos de declaração acerca da omissão. 466 DO CPC. 2. haja vista a predominância de lides que têm por objeto verbas de natureza alimentar. que as partes a requeiram... e tem por finalidade garantir o efetivo cumprimento da decisão condenatória. independe de pedido da parte. exatamente como prevê os artigos 466 do CPC e 899 da CLT que tratam. Recurso de revista não conhecido.015/73 (Lei de Registros Públicos). nunca superiores a 15% (quinze por cento).2009. a teor do art. 6ª T.. dispõe o inciso I da súmula n. temse que só são devidos os honorários advocatícios. consistindo dever do julgador determinar sua efetivação. a hipoteca judiciária sobre os imóveis pertencentes às reclamadas. em se tratando de demanda envolvendo relação empregatícia.03. Ao lançar mão do instituto da hipoteca judiciária. o eg. meios eficazes para execução. 466. que decorre apenas da existência desta e da condenação a uma prestação em dinheiro ou em coisa.. I. HIPOTECA JUDICIAL.. A hipoteca judiciária é uma consequência inarredável da decisão condenatória. ART. ante a omissão do texto obreiro e por não haver contrariedade aos princípios e normas que regem o direito do trabalho. na exordial. Min. sem prejuízo do sustento próprio ou da família. nos termos do art. A hipoteca judiciária é consectária da condenação a dinheiro ou coisa.5.. não merece prosperar a pretensão do autor relativamente aos honorários advocatícios contratuais.) (RR . da hipoteca judiciária e da garantia do juízo recursal na esfera trabalhista. em que pese a declaração de não ter condições de arcar com os ônus do processo sem prejuízo do sustento de sua família. da CLT). 769. prescinde de pedido ou requerimento da parte interessada.5.) . assim. (.. esta medida é oportuna e adequada nesta Justiça Especializada.09.. 14/1985. A sentença condenatória produz a hipoteca judiciária: I .69000-73. Art. não se exigindo. Pelo exposto. HIPOTECA JUDICIÁRIA. assegurando-se.) HIPOTECA JUDICIÁRIA. 769 da CLT. (exSúmula nº 219 . judiciais e convencionais. como já dito no tópico anterior.. 6.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. § 4º. A sentença que condenar o réu no pagamento de uma prestação. DJ 26. do CPC.. assim. 8ª T. 466 do CPC é subsidiariamente aplicável ao processo do trabalho (art. Precedentes. e sua inscrição pode ser determinada de ofício pelo juiz ou tribunal.) (RR-199700-07. Rel. prevista no art. cuja inscrição será ordenada pelo juiz na forma prescrita na Lei de Registros Públicos.2008. (. Aloysio Corrêa da Veiga. DEJT 24/6/2011) RECURSO DE REVISTA. Min. DEJT 1º/7/2011) (. autorizando o credor a perseguir o bem onde quer que se encontre (direito de sequela). 5ª T. 896.0031... é a jurisprudência dominante no C. sendo garantido idêntico benefício àquele de maior salário. Precedentes.. CPC. quando o trabalhador estiver assistido pelo sindicato da categoria profissional e comprovar a percepção de salário igual ou inferior ao dobro do mínimo legal.pendente arresto de bens do devedor. 466. para sua decretação.18700-98. nos termos do §1º do art. Kátia Magalhães Arruda.2006.(RR154700-22. da Constituição Federal. valerá como título constitutivo de hipoteca judiciária. Precedentes.) HIPOTECA JUDICIÁRIA.03.0042. Min.1985). Recorre o autor. Dessa forma. sendo perfeitamente aplicável ao processo do trabalho. da Lei n.) HIPOTECA JUDICIÁRIA. Diante do exposto. Rel. dessa forma. até que atinja o montante suficiente para garantir a execução dos créditos devidos a si. (.0031.. DEJT 3/6/2011) (. Nesse sentido. nos termos do art. TST: (.. Dora Maria da Costa. consoante artigo 466 do CPC.embora a condenação seja genérica. da CLT. Em razão . em efeito secundário e imediato da sentença que condena a parte ao pagamento de uma prestação em dinheiro ou em coisa e pode. Por se tratar de imposição legal. não decorre pura e simplesmente da sucumbência. devendo a parte estar assistida por sindicato da categoria profissional e comprovar a percepção de salário inferior ao dobro do salário mínimo ou encontrar-se em situação econômica que não lhe permita demandar sem prejuízo do próprio sustento ou da respectiva família.. APLICABILIDADE AO PROCESSO DO TRABALHO E CONCESSÃO DE OFÍCIO.584/70. não havendo impedimento para que o juiz do trabalho adote as práticas do direito processual para garantir às partes a efetividade da decisão proferida. notadamente em face do princípio da celeridade e da duração razoável do processo. (. 7ª T. Incidência da Súmula nº 333 e do art. consistente em dinheiro ou em coisa. 2) das hipotecas legais.015/73.8. respectivamente. O instituto da hipoteca judicial encontra-se previsto no artigo 466 do CPC e no artigo 167. Rel.º 219 do TST que: Na Justiça do Trabalho. que assim preceituam: Art. mesmo antes do trânsito em julgado da sentença.. tenho que o art.. muito embora seu uso não tenha sido uma constante nesta Justiça Especializada. Pois bem.2. inclusive.No Registro de Imóveis. 5º. I .5. Ademais. é um efeito secundário e imediato da sentença. Recurso de revista não conhecido. DEJT 01/07/2011) (. Min.. 14 da Lei 5. LXXVIII.ainda quando o credor possa promover a execução. insculpidos no art. tendo como principal objetivo Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 prevenir a fraude à execução. além da matrícula. TRT visou à garantia dos créditos devidos à reclamante em que foi condenada a reclamado. Parágrafo único. Requereu o autor. que tem se firmado ao preconizar que é cabível a declaração de ofício da hipoteca judiciária para garantia da execução. autorizando a expedição de mandado para registro de hipoteca judiciária junto ao Cartório do Registro de Imóveis.

Precedentes. A hipoteca judiciária é instituto asseguratório estabelecido pela lei em favor da parte vencedora. DEJT 1º/7/2011) (.. Por disciplina judiciária. 4ª T.2011.03. o que o torna relevante em processo do trabalho.03.17.0139. Min. Inteligência da Súmula 381 do C. HIPOTECA JUDICIÁRIA.. pois o parágrafo único do art. inclusive de ofício. que deve ser ordenada pelo juiz por meio de expedição de mandado em atenção a requerimento de especialização dos bens feito pela parte favorecida mediante decisão condenatória. Lelio Bentes Corrêa.0008. dar-lhe parcial provimento para determinar a hipoteca judiciária dos bens alienáveis pertencentes à reclamada.0042. Este tem o seguinte texto: .EPP. Horácio Raymundo de Senna Pires. eminentemente processual. Min. Maria de Assis Calsing.5.e da compatibilidade com a principiologia do processo do trabalho.EPP Recorridos: RICARDO DE SOUZA LUIZ SKY BRASIL SERVICOS LTDA Origem: 10ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . conhecer parcialmente do recurso ordinário e. Violações de lei e da Constituição e divergência jurisprudencial não configuradas. e sobre seus bens imóveis e certos móveis.consistente em dinheiro ou em coisa. DEJT 24/6/2011)” Frise-se.5. sendo a CLT omissa. APLICAÇÃO NO DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº RO-140300-03. pedido da parte ou pronunciamento do Juiz. para a sua decretação. 23 de Setembro de 2013 146 da lacuna na CLT . prescinde até mesmo de pedido ou requerimento da parte interessada. Recurso de Revista não conhecido.5. Institui-se a hipoteca judiciária e.) 2. Embora seja efeito automático do próprio fato da sentença. por unanimidade. limitada ao montante da condenação. ARTIGO 466 DO CPC.(RR-43400-96. DEJT 3/6/2011) HIPOTECA JUDICIÁRIA. valerá como título constitutivo de hipoteca judiciária. 2ª T. 466 do CPC. cuja inscrição será ordenada pelo juiz na forma prescrita na Lei de Registros Públicos-.2011. Recurso de revista não conhecido. no mérito.TRT 17ª Região . HIPOTECA JUDICIÁRIA. JULGAMENTO EXTRA PETITA. sobre as parcelas deferidas judicialmente não pagas na época própria.0140300-03.. ainda.2009. ÉPOCA PRÓPRIA. Nesse passo. 1ª T. 769 da CLT). mesmo. podendo ser determinada de ofício. Procurador: Estanislau Tallon Bozi. 824 do Código Civil e no art. para determinar a hipoteca judiciária dos bens alienáveis pertencentes à reclamada.2007. vale como meio preventivo da fraude à execução . .que não prevê nenhuma forma de garantia integral da condenação antes de seu trânsito em julgado . Recurso de revista não conhecido.2013: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente). Guilherme Augusto Caputo Bastos. (RR-20360095. desde que realizada a inscrição da hipoteca judiciária no cartório de registro de imóveis. que a parte a requeira.2009. CORREÇÃO MONETÁRIA. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pela reclamada. impõe-se a aplicação subsidiária da norma do artigo 466 do CPC. Mantido o valor da condenação. Não se exige. A medida tem fundamento no art. Moacyr Amaral Santos assegura que.. Por se tratar de efeito anexo da sentença. curvo-me ao entendimento desta colenda Corte no sentido de que não há incompatibilidade do instituto da hipoteca judiciária com as normas que regem o direito do trabalho e. IV/455).09. o instituto comporta aplicação nesta Justiça Especializada (art. TST. Desembargadora Cláudia Cardoso de Souza e Desembargador Lino Faria Petelinkar.EPP João Batista de Oliveira(OAB: 006118 ES) RICARDO DE SOUZA LUIZ Fausto Henrique Cunha Gomes(OAB: 014577 ES) SKY BRASIL SERVICOS LTDA João Batista de Oliveira(OAB: 006118 ES) ACÓRDÃO . contra o vencido. DEJT 1º/7/2011) RECURSO DE REVISTA..0048. a qual não necessariamente ocorre no 5º dia útil.74.2010.5. pelo só fato da publicação da decisão do magistrado ou do Tribunal.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. . inclusive para assegurar o direito de sequela. direito real de garantia. limitada ao montante da condenação.A sentença que condenar o réu no pagamento de uma prestação. como conseqüência do efeito principal e dispensa. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19.ex vi legis. CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. Rel. como querem alguns doutrinadores. ao empregador efetuar o pagamento do mês vencido até o 5º dia útil do mês subsequente.03..0010 Processo Nº RO-140300/2011-010-17-00. APLICABILIDADE. Min. CONEXÃO DIGITAL COMERCIO & SERVIÇO LTDA .5. Vistos.. Precedentes. 3ª T.(RR-61100. 2ª ed. mas apenas faculta. Destaca-se que a hipoteca judiciária pode ser declarada pelo Magistrado. Rel. que tal medida processual não tem relação com a solvibilidade ou não da empresa ré. Em matéria de correção monetária. Min. Mantido o valor da condenação. nasce para o vencedor a faculdade de fazê-la inscrever . Significa dizer que a decisão constitui título suficiente para que o vencedor da demanda venha a ter. em face da r. o que se fará por simples mandado do Juiz. e tampouco exige a Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 comprovação de dilapidação do patrimônio. nos termos previstos no artigo 466 do CPC. há um direito do autor de inscrevê-la. nem tampouco que o órgão jurisdicional sobre ela decida.(Com. por força da lei. 459 da CLT não obriga. Afastando o caráter obsoleto do instituto. ao CPC.0010 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: CONEXAO DIGITAL COMERCIO & SERVICO LTDA . dou provimento ao recurso. incide a correção monetária a partir do 1º dia útil do mês subseqüente à prestação dos serviços. na medida em que representa garantia de satisfação do crédito na futura execução do título judicial.(RR-19421. Rel.1 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Réu Advogado CONEXAO DIGITAL COMERCIO & SERVICO LTDA . Assim.03.5. quando outra utilidade não tenha. Recurso de revista não conhecido. a hipoteca judiciária. independentemente de requerimento da parte interessada. sendo partes as acima citadas.17. APLICABILIDADE NA JUSTIÇA DO TRABALHO. consequentemente.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA RECURSO ORDINÁRIO DA RECLAMADA. Trata-se de um dos efeitos secundários ou acessórios da sentença condenatória e se manifesta de forma automática. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. o que importa é a data de vencimento da obrigação. Rel.

não se aplicando. Quanto ao enquadramento da hipótese no disposto no inciso I do art. Em atendimento ao Provimento Consolidado da CGJT. demonstrar que o trabalho realizado enquadra-se na hipótese de que trata o inciso I do art. fixa-se a jornada do autor no primeiro ano de Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 trabalho das 7h às 19h. à fl. sob pena de ensejar pagamento dobrado. maculam seu depoimento. ainda que tal circunstância esteja anotada na CTPS do obreiro. 62 da CLT. na CTPS do autor. afirma que o reclamante usufruía 1 hora de intervalo. ao INSS e ao IRRF. quando passou a ser vendedor. para aferir se.966/94. eis que por todos foi indicado que o autor trabalhava internamente nos shoppings. Na análise do ônus da prova. passo a análise do caso em concreto. nos pontos de venda da reclamada. por si só. a primeira ré disse não proceder as alegações do autor.] Ocorre que a testemunha da reclamada alegou que laborou para a primeira reclamada de setembro de 2001 a outubro de 2009. de segunda a sexta e após. e. sem qualquer fiscalização da demandada. três dias na semana e das 9h às 22h. havia labor extraordinário. pleiteando a reforma do r. da lavra da eminente Juíza Andrea Carla Zani. que exerceu a . 97. TST.1HORAS EXTRAS. ou seja.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. decisum. quando estoquista. Asseverou que sua jornada de trabalho jamais sofreu qualquer controle ou interferência patronal. para exercer. seja suficiente para afastar o direito ao pagamento de horas extras. Com efeito. Assim. Razões recursais da reclamada. 201. um ano depois. requerendo a reforma do julgado para exclusão das horas extras deferidas. conforme confirmado pelas testemunhas. Em seu depoimento. como vendedor e supervisor de vendas. do art. mas a sua CTPS. FUNDAMENTAÇÃO CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário interposto pela reclamada. ao intervalo intrajornada. MÉRITO 2. sendo possível o controle de jornada.] As testemunhas ouvidas dispuseram que o autor laborava em local fixo e com horário de trabalho pré determinado. renovando a argumentação de impossibilidade de controle da jornada de trabalho. da Consolidação das Leis do Trabalho. não consta a ressalva de trabalho externo. cujo horário de prestação é insuscetível de controle pelo empregador. sustentando que o número de visitas diárias e os roteiros eram traçados exclusivamente pelo obreiro. o reclamante e a 2ª reclamada não apresentaram contrarrazões. fls. Vejamos. não houve remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho para emissão de parecer. às fls. então. publicado no DEJT de 08 de Agosto de 2012. 147/152v. artigo 62. aduzindo que nunca recebeu horas extras. 140/145 aponta dois contratos com a reclamada 27/06/2005 a 28/08/2005 e 01/02/2007 a 14/05/2009. sendo certo também que não há notícia tivesse a Ré mais de 10 empregados. a exceção prevista no artigo 62. Insta frisar. prolatada pela MM. da CLT. na peça de ingresso. inclusive pela própria testemunha patronal. trabalhando das 09h0mm às 22h00 com 20 minutos de intervalo. não considero que o simples trabalho externo. da CLT. É fato incontroverso que o autor não trabalhava externamente. que não foram acostados cartões de pontos aos autos. com uma folga semanal.2. Em sede de contestação. Disse que. Coordenador de Vendas e Supervisor de Vendas. Ademais. deixando esta Magistrada de imputar credibilidade ao mesmo. passando. É o relatório. a Súmula 338 do C. das 09:00h às 22:00h. razão pela qual requereu a condenação das reclamadas ao aludido pagamento. o fato de o trabalhador prestar serviços externos.. o labor em jornada extraordinária. cumpre analisar a jornada do autor no Shopping para saber efetivamente se existiam horas extras. Assim. O reclamante aduziu. O juízo de origem assim decidiu: “[. à fl. respectivamente. 135. porquanto presentes os pressupostos legais de admissibilidade recursal. Embora regularmente intimados. no que tange às horas extras. das 9h às 19h. que excepciona do regime geral de duração do trabalho estabelecido pela Consolidação apenas a "atividade externa incompatível com a fixação de horário de trabalho". sempre com CTPS assinada. São devidas as horas extras posteriores a 8ª diária e 44ª semanal. inciso I. a exercer a função de vendedor. entendo que ao autor cabe comprovar o fato constitutivo de seu direito. sobretudo em virtude da alegação patronal de impossibilidade de controle. 176/191. à gratuidade de justiça. Comprovantes de recolhimento de depósito recursal. com base nas jornadas supra fixadas. que após passou à função de Vendedor. Instrumentos de mandato. 62 da CLT. porque sujeita à discrição exclusiva do obreiro ou porque materialmente impossível o controle efetivo da jornada. tendo sido dispensado em 15/12/2010. 10ª Vara do Trabalho de Vitória/ES. e de custas processuais. salientando que o autor não comprovou a jornada declinada na inicial..” Inconformada. a solução será a análise acurada dos depoimentos prestados. requisito constante do inciso I.. observando-se a limitação de 22 horas extras semanais. ou seja. sendo certo que a jornada do autor não excedia 8 horas diárias e/ou 44 semanais. sem folga semanal e com 20 minutos de intervalo. Sucessivamente. conforme inicial. recorre a reclamada. eis que se encontra inserido na exceção legal prevista no inciso I. nos demais dias. com intervalo intrajornada de apenas 15 minutos. aos honorários advocatícios. das 07:00h às 19:00h. [. no caso em tela. artigo 62. não tem o condão de convencer esta Relatora acerca do enquadramento na hipótese excepcional prevista no inciso I. com 1 hora de intervalo. à fl. Tal entendimento restou definitivamente esclarecido com a redação dada ao referido preceito consolidado pela Lei nº 8.. ao passo que à reclamada incumbe o fato impeditivo do direito. que trabalhava das 07h00m às 19h00 com 01 hora de intervalo. à fl. As assertivas do autor quanto a seu contrato de trabalho em contrariedade com as anotações de sua CTPS. 62. Assim. Fixada essa premissa acerca da inversão do ônus probatório. como Vendedor. o autor assim externou: “que exerceu a função de Estoquista junta à primeira reclamada por um ano. inicialmente. sendo necessária a demonstração de que o serviço se desenvolve desvinculado de qualquer possibilidade de controle efetivo quanto à jornada a ser cumprida. da CLT referese apenas à atividade externa do empregado. laborava de segunda a segunda. com base nos horários declinados no depoimento do autor e sua testemunha. à correção monetária. não se computando na apuração do módulo semanal as horas já computadas na apuração do diário. que julgou procedentes em parte os pedidos formulados na inicial. 202. inicialmente. Desse modo. que foi admitido na primeira reclamada (CONEXÃO DIGITAL COMERCIO & SERVIÇO LTDA – EPP) em 05/03/2007. o cargo de estoquista. 23 de Setembro de 2013 147 sentença de fls.

o que levou. É certo que a declaração da citada testemunha está em consonância com o que disse o autor. que não sabe informar o horário de trabalho do senhor Alexandre Antunes. que em média trabalhavam de dois a três Vendedores no mesmo shopping.” Recorre a reclamada. Sr. pois trabalhavam em áreas separadas (comercial e técnica). aduzindo que o intervalo intrajornada tem natureza indenizatória e.2INTERVALO INTRAJORNADA. ou seja. inclusive quanto ao horário. Coordenador de Vendas e Supervisor de Vendas. por isso. A testemunha da reclamada. férias integrais e proporcionais. devidos os reflexos pretendidos na exordial e concedidos no decisum de piso. ou seja. entendo que se mostra mais razoável a jornada apontada até às 19:00h. não havendo elastecimento de jornada. Neste particular. que o Vendedor poderia trabalhar no turno da manhã ou da tarde. fixo a jornada do obreiro. devendo sofrer acréscimo de 50%. que o senhor Alexandre trabalhou como Vendedor. que tais Vendedores trabalharam com o autor sendo que a Sra Kelly trabalhou durante todo o período. das 13h00m às 19h00m. quanto ao período em que o autor trabalhou no almoxarifado (até agosto de 2008). Em face do exposto. também. que laborou como Vendedor. que havia mais dois Vendedores no mesmo local. que neste ato foi exibida a CTPS do senhor Alexandre com a admissão em 06/5/2008 na função de Supervisor de Vendas. Alega. que o Reclamante normalmente laborava de 09h00mm às 19h00m. que em um primeiro contrato com a primeira Reclamada de agosto de 2007 a novembro/dezembro de 2007 exerceu a função de Vendedor. Ronaldo. Alexandre Ribeiro Nunes. que trabalhou junto com Diana. podendo os horários serem elastecidos. por conseguinte. é que o horário de funcionamento da reclamada nos shoppings era de 09:00h às 22:00h. com possibilidade de elastecimento. que o senhor Alexandre Antunes exercia a função de Gerente Comercial tendo exercido anteriormente a função de Vendedor. nos moldes acima descritos. disse: “que trabalhou na Reclamada de setembro de 2001 a outubro de 2009.” (grifo nosso). OJ 354 do TST. foi Estoquista. que sempre foi o responsável pela área comercial e atuando como Supervisor do autor. sempre na função de Supervisor de Vendas. que o horário de atendimento era das 10h00 às 22h00.2. nos temos do §4º. que os demais Vendedores eram Diana. que o autor exerceu as funções de Auxiliar de Estoque. que se recorda que a Sra Diana trabalhou com o autor no terceiro turno. que o Supervisor de Vendas é o responsável por verificar o trabalho do Vendedor inclusive quanto ao horário. a testemunha do reclamante. ratificou que o intervalo intrajornada. sendo que a coordenação do serviço. Deyvid Wesley de Freitas Mello. que no caso do Shopping Vitória trabalhavam três Vendedores em turnos das 10h00m às 16h00m. tendo retornado em maio de 2008 como Supervisor. bem como com o que disse a testemunha do obreiro. aviso prévio e FGTS com 40%. podendo trabalhar em shoppings diferentes.” (grifo nosso). que a condenação deve limitar-se ao tempo restante para completar o intervalo legal. a magistrada de piso a fixar jornada de trabalho diferente a partir do primeiro ano. o mesmo laborou no Shopping Vitória. que trabalha interna e externamente realizando visitas nos pontos de venda. que não havia escala de trabalho entre os Vendedores. que a princípio ficava um Vendedor no turno da manhã e um Vendedor no turno da tarde. laborando os vendedores em turnos (manhã ou tarde). que não sabe informar o que o autor fazia no Almoxarifado. 23 de Setembro de 2013 148 função de Vendedor no Shopping Vitória. de 09:00h às 19:00h. por determinação da reclamada. nos termos da OJ 354/SDI- . Gize-se algumas incoerências no depoimento da testemunha do reclamante. afirma que. em seu depoimento. o que retira a credibilidade das informações prestadas. da CLT. Tal depoimento. Diante das incongruências da testemunha Alexandre. repousos semanais remunerados e feriados. são devidos os reflexos do intervalo intrajornada não concedido. cumpre salientar que a própria testemunha patronal. e a testemunha da ré se reporta apenas à realidade fática de quando o autor já estava exercendo a função de vendedor. Por habituais. enquanto o reclamante. Sr. na medida em que a CTPS da testemunha evidencia que o seu contrato de trabalho não foi ininterrupto. que o reclamante passou a exercer a função de vendedor. Estoquista e Vendedor. O juízo de piso. o Reclamante trabalhava no Almoxarifado. Primeiramente. Quanto ao intervalo intrajornada. inclusive. de agosto de 2008 a 15/12/2010. assim detalhou: “que trabalhou na Reclamada de maio de 2008 até dezembro de 2010. sendo estes que recorda o nome. que trabalhavam nos shoppings. Por sua vez. sendo que no mês de Agosto passou à função de Vendedor. que não sabe informar tempo de duração de cada turno. Desta forma. a testemunha afirmou que foi. ao entender que não houve a concessão integral do intervalo intrajornada. que quando retornou à empresa em 2008. Por derradeiro. que os Vendedores trabalhavam no Shopping em que o autor prestou serviço das 09h00 às 22:00m com apenas 15 minutos de lanche. Coordenador de Vendas e com a saída do depoente passou a Supervisor. condenou a ré ao pagamento de uma hora extra diária a esse título. a partir de março de 2008. que não era Supervisor do Reclamante. de inequívoco. que a primeira Reclamada sempre assinou sua CTPS. que a maior parte do contrato do autor.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. razão pela qual não são devidas horas extras alusivas ao mencionado período. na inicial e em seu depoimento. que trabalhou como Supervisor do Reclamante. era exercida pelo proprietário. Em que pese suscitarem duração distintas (15 e 30 minutos). Além disso. que o senhor Ronaldo trabalhou com o autor por pouco tempo. eis que foi a primeira afirmação da testemunha. também não sabendo o horário de trabalho. que mesmo diante de tais fatos o depoente confirma as funções exercidas pelo senhor Alexandre. válido ratificar a natureza salarial da parcela referente ao intervalo intrajornada não usufruído em sua integralidade. O que se extrai. Deyvid.” (grifo nosso). não pode prevalecer. ora diz que o autor normalmente ficava até às 19:00h. Kelly e Ronaldo. e. Sr. em seu depoimento. durante o primeiro ano de contrato. que o Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 normal era o autor trabalhar até às 22h00m. 2. que a empresa determina a realização de no mínimo trinta minutos de intervalo. conforme determinação da reclamada. esposando que “Tendo em vista a habitualidade das horas deferidas devidas as repercussões no 13º salário. com 30 minutos de intervalo intrajornada. era de 30 minutos. não há prova do labor extraordinário. de segunda a sábado. a partir de agosto de 2008. já que a testemunha do autor nada soube dizer acerca da realidade de labor de quando o reclamante exercia a indigitada função. entretanto. sendo devidas as horas extras acima da 44ª semanal. pugnando pela reforma do julgado. não há falar em reflexos. ficou comprovada a não fruição do intervalo legal de 1 hora. Pois bem. dou parcial provimento ao apelo. Kelly. artigo 71. descontando-se o tempo utilizado pelo reclamante. ora diz que ficava até 22:00h. aquém do intervalo legalmente fixado para a carga horária a qual se submetia o obreiro.

º 1. a empregados urbanos e rurais. devo registrar que a assistência judiciária gratuita e o benefício da justiça gratuita não se confundem. infenso à negociação coletiva (grifo nosso) Mesmo entendendo que a melhor interpretação da regra contida no artigo 71. são os que preenchem os requisitos da Lei n. repercutindo. à fl.584/70 e Súmulas 219 e 329 do C. este profissional deve receber pelos trabalhos realizados.º 437. Não se adota. saúde e segurança do trabalho. 09) comprova apenas o requisito da miserabilidade jurídica. citando o Enunciado 79 da 1ª jornada de Direito Material e Processual na Justiça do Trabalho. 185/2012.923/1994. no cálculo de outras parcelas salariais.584/70 e 7. com acréscimo de. por meio da edição de sua novel Súmula n. não prescinde do preenchimento concomitante dos requisitos estabelecidos na Lei n. indevido o pagamento de honorários advocatícios. ficando. e não apenas daquele suprimido. assim.2012 I . com o advento da Lei nº 8. que merece reforma a r. o C. o princípio da sucumbência no Processo Trabalhista. 50% sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho (art. 5. 26 e 27. em seu recurso.060/50. XXII. TST cristalizou a intelecção antes insculpida na OJ n. sem prejuízo do cômputo da efetiva jornada de labor para efeito de remuneração. da CLT. recorre a demandada. § 4º. para reconhecer que a concessão parcial do intervalo intrajornada mínimo. 790.2. preconiza a remuneração apenas do tempo efetivamente não concedido.584/70. ou seja. o reclamante não está assistido por Sindicato de classe. Assim. À luz do expendido. INTERVALO INTRAJORNADA. 71 da CLT e art. § 4º. DEJT divulgado em 25. a assistência judiciária gratuita é devida apenas na hipótese prevista na Lei n. 133 da Constituição Federal não revogou o jus postulandi. o art. II – É inválida cláusula de acordo ou convenção coletiva de trabalho contemplando a supressão ou redução do intervalo intrajornada porque este constitui medida de higiene. 23 de Setembro de 2013 149 1/TST. NATUREZA JURÍDICA SALARIAL (DJ 14. também por disciplina judiciária. SÚM-437 INTERVALO INTRAJORNADA PARA REPOUSO E ALIMENTAÇÃO. a concessão de honorários advocatícios na Justiça do Trabalho. ao argumento de que se há a contratação de advogado. implica o pagamento total do período correspondente. em se tratando de relação de emprego.º 437 do C. APLICAÇÃO DO ART. enquanto aquela. Sem razão. 71. Ademais. e é devida a todo aquele que receber salário igual ou inferior ao dobro do mínimo legal.060/50. como se percebe. nego provimento.09. 1.2008) Possui natureza salarial a parcela prevista no art. implica o pagamento do total correspondente. da CLT. em consonância com a linha traçada pelas Súmulas ns. Destarte. como o reclamante está assistido por advogado particular (vide fl.584/70. a parte deve estar assistida por seu Sindicato de classe. e não apenas daquele suprimido. DA CLT. não estão atendidos os pressupostos previstos na Lei n. mas por advogado particular (f. para repouso e alimentação. 380 e 381 da SBDI1) . 5.4. quanto à correção monetária.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Assim. Irresignada. ART. andou bem o juízo de origem ao deferir o benefício da justiça gratuita. no mínimo. também. da CLT.584/70. da CF/1988). TST. a assistência sindical e a comprovação da miserabilidade jurídica. 354. 2. como redação introduzida pela Lei nº 8. 219 e 329 e pela OJ n.º 5.923/94. com base na declaração de miserabilidade jurídica. asseverando que os honorários somente são devidos nas hipóteses da Lei 5. importando somente na isenção de custas. CORREÇÃO MONETÁRIA. Aduz a reclamada. extensivo a quem não esteja assistido por Sindicato (prevista no § 3º.Res. quando a lide versar sobre relação de emprego. Salienta que a correção deve incidir a partir da época própria para . 08) e. 2. 71 da CLT). do artigo 790. em conformidade com o disposto na lei civil. da Súmula n.2. diferentemente do que ocorre quando há concessão do benefício da justiça gratuita. portanto. que envolve também os honorários advocatícios. que assim preceitua: 354. 09. a concessão parcial do intervalo intrajornada implica o pagamento da integralidade do período de repouso. restringindo-se o pagamento dos honorários advocatícios ao disposto na Lei n. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 assegurado igual benefício ao trabalhador de maior salário uma vez provado que a sua situação econômica não lhe permite demandar sem prejuízo do sustento próprio ou de sua família. quando preenchidos os requisitos previstos no próprio artigo. Portanto. portanto. A reclamada alega que a justiça gratuita só pode ser deferida com o preenchimento de todos os requisitos elencados pelas Leis nº. para repouso e alimentação. garantido por norma pública (art.584/70.584/70. A assistência judiciária gratuita tem previsão tanto no artigo 14 da Lei n. Nego provimento ao apelo. como no artigo 3º da Lei n. bem como pelo artigo 790 §3º.115/83. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS.584/70 para a concessão da assistência judiciária gratuita. sentença de piso que. da SDI-I. Em primeiro lugar. 71. de 27 de julho de 1994. todas do C. O juízo de origem condenou a ré em honorários sucumbenciais de 15% sobre o valor da causa. e a apresentação de declaração de hipossuficiência econômica (fl. 7º. §4º. Na hipótese vertente. da CLT). Em que pese o respeito pelas abalizadas opiniões em contrário. 71 DA CLT (conversão das Orientações Jurisprudenciais nºs 307. do art. do artigo 790. quais sejam. Recentemente. assistência por Sindicato de classe e percepção de remuneração igual ou menor que o dobro do salário mínimo ou impossibilidade de demandar sem prejuízo do sustento próprio ou da família. 5. uma vez que revela norma de eficácia contida. da CLT.º 307. ressalto que é sabido o entendimento sufragado pelo Egrégio Tribunal Superior Trabalho no sentido de que. nos termos do § 3º. 342.º 5. e não se confunde com o benefício da justiça gratuita previsto no § 3º.923. de acepção mais restrita. TST. quais seja. GRATUIDADE DE JUSTIÇA. a não concessão ou a concessão parcial do intervalo intrajornada mínimo. 305. para excluir da condenação os honorários advocatícios. Quanto à argumentação alusiva ao pagamento somente dos minutos restantes. TST. da CLT. os beneficiários da assistência judiciária gratuita. na acepção mais ampla. No entanto. curvome ao posicionamento insculpido no item I. No âmbito desta Especializada.Após a edição da Lei nº 8. 5. há necessidade da ocorrência dos dois requisitos para o deferimento da assistência judiciária. Este é uma faculdade do juiz. 2.03. 08). NÃO CONCESSÃO OU REDUÇÃO.2. da SDI-1. determinou que o seu cálculo fosse realizado a partir do primeiro dia útil do mês subseqüente. no Processo do Trabalho.º 5.5. vindicando reforma do julgado que concedeu o benefício ao autor. não prescinde dos requisitos da Lei n.584/70.3.º 5. Com razão. dou provimento ao Recurso Ordinário. quando não concedido ou reduzido pelo empregador o intervalo mínimo intrajornada para repouso e alimentação.

RESPONSABILIDADE DO EMPREGADO PE-LO PAGAMENTO. TST. ( TSTRR-612.04. 1ªT . considerando que o contrato de trabalho do reclamante abrange período anterior e posterior à vigência do artigo 43 da Lei 8. Ademais.0 . ao determinar que 'os débitos trabalhistas de qualquer natureza. acordo ou convenção coletiva. o obreiro não se eximiria da incidência dos descontos Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 previdenciários.. não foram pagas na época própria.2. como disposto no artigo 459 da CLT c/c artigo 39. inclusive conforme pacificado pelo C. 8. § 6º. vez que somente por disposição expressa de lei é que se pode excluir a responsabilidade do contribuinte. porque o legislador. dou parcial provimento para determinar a aplicação do valor histórico à cota parte da contribuição previdenciária devida pelo reclamante. a partir do 1º dia útil do mês subseqüente à prestação dos serviços. para fins de aplicação dos juros e multa sobre as contribuições previdenciárias. pág. da Constituição da República. 23 de Setembro de 2013 150 pagamento. 715. Incidência da Orientação Jurisprudencial n. Ademais.) 3. sofrerão juros de mora equivalentes à TRD acumulada no período compreendido entre a data de vencimento da obrigação e seu efetivo pagamento'. Em suma.2008) A responsabilidade pelo recolhimento das contribuições social e fiscal." Assim. pois. SALÁRIO. que considerou a data da prestação de serviços como fato gerador das contribuições previdenciárias incidentes sobre as verbas resultantes de decisões em reclamatórias trabalhistas. nos exatos termos em que preceitua o artigo 39 da Lei n.Época própria . bem como para determinar a incidência dos juros e multa sobre as contribuições previdenciárias observe o prazo estipulado no artigo art. e a regra deste último para aquele a partir de sua vigência. Nesse sentido.Esta Corte Superior tem posicionamento pacífico no sentido de que a época própria para a incidência dos índices de correção monetária dos débitos trabalhista é a do mês subseqüente ao da prestação de serviços. Emmanuel Pereira.03. . in verbis: "OJ-SDI1-363 DESCONTOS PREVIDENCIÁRIOS E FISCAIS. do art. não restou comprovado que a recorrente se utilizava da faculdade legal. Em se tratando de contribuição previdenciária incidente sobre verbas deferidas em decisão judicial. não obriga.Res. O aresto do Colendo TST. DJU 7. CONDENA-ÇÃO DO EMPREGADOR EM RAZÃO DO INADIMPLEMENTO DE VER-BAS REMUNERATÓRIAS. ainda existe controvérsia sobre o crédito do trabalhador. da Constituição da República. O pagamento dos salários até o 5º dia útil do mês subseqüente ao vencido não está sujeito à correção monetária. no parágrafo único do art. que informa que a culpa do empregador pelo inadimplemento das verbas remuneratórias não elide a responsabilidade do empregado pelo pagamento da totalidade do Imposto de Renda e da quota-parte que lhe cabe da contribuição previdenciária.048/99. 2. III. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. Contudo. vez que. transferindo o respectivo encargo financeiro com o tributo para terceiros (art.inserida em 20. Isso posto. nos termos da fundamentação acima. 124 do Tribunal Superior do trabalho. Quanto à responsabilização calcada no art. Na hipótese vertente. (. perfilho-me à jurisprudência dominante do C. nos termos do artigo 150. o referido desconto deve levar em consideração as cotas de responsabilidade de ambos os litigantes.. sendo oportuno observar que o argumento de pagamento tardio não justifica a responsabilização exclusiva do empregador. 128 do CTN). 276 do Decreto 3. Rel. resultante de condenação judicial referente a verbas remuneratórias. sentença hostilizada.177/91.177/91. Se essa data limite for ultrapassada. TST.351/99. na liquidação da sentença. Sim. DJ 20. vez que as parcelas. Assim sendo.2005. e convertida na Lei 11. sentença que condenou-a a proceder ao pagamento da contribuição previdenciária incidente sobre a cota patronal e pela quota do empregado. ressalto que a regra do § 2º.212/91. por óbvio. 8.). 8. de maneira que a nova regra previdenciária somente será aplicada às prestações de serviço realizadas a partir de 03 de março de 2009 (90 dias após a publicação da MP). 2.). TST. deferidas judicialmente. 186 do Código Civil. na súmula 381..212/91.212/91 (05/03/2007 a 15/12/2010). que determinou a incidência da correção monetária na forma da lei. Contudo. alínea “a”. ante o princípio da anterioridade. ou seja. deverá ser observado. é do empregador e incide sobre o total da condenação.212/91 (inserida com o advento da Medida Provisória 449/2008. a seguir transcrito é nesse sentido: "(. 459 DA CLT (conversão da Orientação Jurisprudencial nº 124 da SBDI-1) . quanto ao período do contrato de trabalho que antecede a alteração do artigo 43 da Lei n. ante o princípio da irretroatividade. Min.048/99 para o período do contrato de trabalho que antecede a alteração do artigo 43 da Lei n. Vejamos. mas apenas concede ao empregador.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. a qual não necessariamente ocorre no 5º dia útil. consagrada na Orientação Jurisprudencial nº 363..05.1998)” Nego provimento. o encargo financeiro do empregado não pode ser transferido para o empregador. publicada em 04/12/2008. não há falar em responsabilidade do empregador pela contribuição previdenciária devida pelo obreiro. entendo que deve ser mantida a r. Correção monetária . 129/2005. não se podendo retroagir a data do vencimento da obrigação para o dia primeiro do mês de competência para cômputo de correção monetária. pois agrava a situação do contribuinte. ou seja. somente pode ser aplicável aos fatos ocorridos após a sua vigência.04. da Lei nº 8. 459 da CLT. incidirá o índice da correção monetária do mês subseqüente ao da prestação dos serviços. sentença normativa ou cláusula contratual. o prazo do artigo 276 do Decreto 3. e não apenas a do reclamado. a partir de 03/03/2009. a partir do dia 1º. Em matéria de correção monetária. quanto aos juros e multa. a culpa do empregador pelo inadimplemento das verbas remuneratórias não exime a responsabilidade do empregado pelos pagamentos do imposto de renda devido e da contribuição previdenciária que recaia sobre sua quota-parte.11. o que importa é a data de vencimento da obrigação. ART. o artigo 195.6. 21 e 23. e a regra deste último para aquele que abrange o período de sua vigência (a partir de 03/03/2009). da Lei 8. Argumenta que a lei fixa o termo final para cumprimento das obrigações de pagamento de salário.2.941/2009). o disposto na Súmula 381 do C. até a prolação da decisão trabalhista e seu trânsito em julgado. estabelece que as contribuições previdenciárias somente poderão ser exigidas após decorridos 90 (noventa) dias da data da publicação da lei que as houver instituído ou modificado. quando não satisfeitos pelo empregador nas épocas próprias assim definidas em lei. ABRANGÊNCIA (DJ 20. que seia o 5º dia útil do mês subseqüente ao vencido. a faculdade de efetuar o pagamento do mês vencido até o 5º dia útil do mês subseqüente.2ª Reg. Insurge-se a reclamada contra a r. (ex-OJ nº 124 da SBDI-1 . 22 e 25. in verbis: “SUM-381 CORREÇÃO MONETÁRIA. seja qual fosse seu valor. IMPOSTO DE RENDA.Ac. À análise. tanto na vigência do contrato de trabalho ou fora dele.7. 43.

em face da sua incidência sobre a totalidade dos valores provenientes da decisão judicial. Relator Ministro: Lelio Bentes Corrêa.. INDENIZAÇÃO. entendo que não há falar em responsabilidade do empregador pelo Imposto de Renda.2000. quanto à responsabilização calcada no art. DESCONTOS FISCAIS. Consoante o artigo 46 da Lei n. em execução de decisão judicial.5. realiza a hipótese de incidência do imposto.127/2011 da Receita Federal. pugnando pela observância da IN 1. se esse montante diz respeito a títulos contratuais devidos no passado e não adimplidos. DESCONTOS FISCAIS. sendo devidas as horas extras acima da 44ª semanal. caso fosse paga à época própria. Recurso de embargos conhecido e provido. portanto. é o trabalhador.09. caberá ao juízo da execução calcular o recolhimento imposto de renda de tais verbas levando em consideração o percentual que incidiria sobre cada parcela. Relator Ministro: Lelio Bentes Corrêa.17. Data de Julgamento: 11/11/2010. Dou provimento. sendo de responsabilidade do empregador o seu recolhimento (repasse ao Fisco) e não.) (E-ED-RR .1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. o recolhimento da importância devida a título de imposto de renda deve incidir sobre todas as parcelas tributáveis a serem pagas ao autor.000. Ilesos. a qual passou a estabelecer que a incidência do imposto de renda deve obedecer ao regime de competência (mês em que a parcela deveria efetivamente ter sido paga). como hipótese de incidência da obrigação tributária. inclusive quanto às alíquotas a serem utilizadas para o cálculo do tributo. DANO MATERIAL DECORRENTE DO CRITÉRIO DE RECOLHIMENTO Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 DO IMPOSTO DE RENDA. A legislação prevê. de tal arte que o reconhecimento de créditos trabalhistas não importará prejuízo ao trabalhador. no momento em que. não há como atribuir a prática de ato ilícito ao empregador .0004 . da mesma forma. Nesse contexto. o sujeito passivo. Recurso de embargos conhecido e provido. não há como atribuir a prática de ato ilícito ao empregador .2002. será retido na fonte no momento em que esses rendimentos se tornarem disponíveis para o reclamante. perfilho-me à jurisprudência dominante do C. por unanimidade. no mérito. O fato gerador do tributo. no decorrer da relação empregatícia. inclusive quanto aos rendimentos recebidos acumuladamente em virtude de decisão judicial.º 368. Contudo. Erigindo o ordenamento jurídico o valor da sentença em base de cálculo. reduzindo a jornada de trabalho imposta na r.496/2007. portanto. não há mais razão para se falar em base de cálculo dos descontos fiscais sobre o montante das verbas trabalhistas deferidas judicialmente. o recebimento se torne disponível para o beneficiário. em face da sua incidência sobre a totalidade dos valores provenientes da decisão judicial. Conforme o exposto no dispositivo retro é de se compreender que o imposto incidente sobre os rendimentos pagos. Exegese dos artigos 186 e 297 do Código Civil.541/1992.requisito indispensável ao reconhecimento da obrigação de indenizar. excluindo da condenação a parcela atinente aos honorários advocatícios. portanto.. Assim s