Caderno Judiciário do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO

DIÁRIO ELETRÔNICO DA JUSTIÇA DO TRABALHO
PODER JUDICIÁRIO

REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL

Nº1317/2013

Data da disponibilização: Segunda-feira, 23 de Setembro de 2013.

DEJT Nacional

Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO MARCELLO MACIEL MANCILHA Desembargador Presidente e Corregedor ANA PAULA TAUCEDA BRANCO Desembargadora Vice-Presidente Rua Pietrângelo de Biase, 33 Centro Vitória/ES CEP: 29010190 Telefone(s) : (27) 3321-2400

SECRETARIA DO TRIBUNAL Acórdão Acórdão
Processo Nº AACC-3500-27.2013.5.17.0000
Processo Nº AACC-3500/2013-000-17-00.9

Autor

Réu

Plurima Réu Advogado

MINISTERIO PUBLICO DO TRABALHO - PROCURADORIA REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIAO SINDICATO DOS TRABALHADORES EM TRANSPORTES RODOVIARIOS DO EST. ES - SINDIRODOVIARIOS VIACAO AGUIA BRANCA S A John Aluisio Uliana(OAB: 006519 ES)

ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0003500-27.2013.5.17.0000 Ação Anulatória de Cláusulas Convencionais Autor: MINISTERIO PUBLICO DO TRABALHO - PROCURADORIA REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIAO Réus: SINDICATO DOS TRABALHADORES EM TRANSPORTES RODOVIARIOS DO EST. ES - SINDIRODOVIARIOS VIACAO AGUIA BRANCA S A Origem: TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO - ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Revisor: DESEMBARGADOR JOSÉ LUIZ SERAFINI ACORDO COLETIVO DE TRABALHO. CLÁUSULA QUE AUTORIZA REGIME DE COMPENSAÇÃO 12X36. VALIDADE. A Carta Política de 1988 fomenta a negociação coletiva, com reconhecimento expresso das convenções e dos acordos coletivos de trabalho, sendo certo que o inciso XIII do art. 7º da Carta Magna autoriza a flexibilização da jornada de trabalho, via instrumento negocial. Reputa-se válida, pois, a escala de 12x36 fixada em norma coletiva, Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

quando o excesso da jornada é compensado por folgas mais elásticas, hipótese, inclusive, que encontra paralelo no banco de horas estabelecido pelo § 2º do art. 59 da CLT e respaldo nos princípios do conglobamento e da norma mais favorável. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de Ação Anulatória de Cláusulas Convencionais, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO Trata-se de Ação Anulatória proposta pelo MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO em face do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Espírito Santo – SINDIRODOVIÁRIOS; Viação Águia Branca S.A, visando à anulação das seguintes cláusulas: Décima Sétima – Parágrafo Primeiro, Vigésima Quinta e Vigésima Sexta, do Acordo Coletivo de Trabalho 2011/2012 firmado pelos réus. As Cláusulas tratam, respectivamente, da escala de revezamento 12 x 36, do empregado reabilitado e da rescisão contratual. Com a inicial vieram os documentos de fls. 12/40. Decisão desta Relatora, à fl. 44, reconhecendo, por disciplina judiciária, a competência funcional deste Tribunal para apreciar e julgar a presente ação e determinando a citação dos réus. Apesar de regularmente intimado (fl. 42) não houve manifestação do 1.º reclamado, Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Espírito Santo – SINDIRODOVIÁRIOS. Contestação da 2.ª ré, Viação Águia Branca S.A., às fls. 45-v.º/53 e às fls. 54/69, alegando preliminar de carência de ação por perda superveniente do interesse processual do requerente. No mérito, pleiteia sejam julgados improcedentes os pedidos relativos à anulação das cláusulas, anuindo, todavia, à adequação de sua redação aos limites propostos pelo Autor, resguardada, no caso do parágrafo primeiro da Cláusula Décima Sétima, a adoção da jornada 12 x 36 para alguns trabalhadores, porque permitida pela jurisprudência sumulada do C. TST. Razões finais apresentadas pelo Ministério Público do Trabalho, às fls. 102/106, pugnando pela procedência dos pedidos. Razões finais do 2.º réu, às fls. 107/109, reportando-se às razões lançadas na peça de defesa. Não foram apresentadas razões finais pelo sindicato demandado. É o relatório. FUNDAMENTAÇÃO 2.1. PRELIMINAR – INEXISTÊNCIA DE INTERESSE – CARÊNCIA DE AÇÃO – EXPIRAÇÃO DO PRAZO DE VIGÊNCIA DA NORMA COLETIVA IMPUGNADA – ARGUIDA PELA 2.ª DEMANDADA Assevera a 2.ª demandada (Viação Águia Branca S.A.) estarem caracterizadas a falta de interesse processual e carência de ação, uma vez que o autor pretende a anulação de cláusulas de instrumento coletivo de trabalho cujo prazo de vigência expirou em 31 de maio de 2012. Destarte, pleiteia o acolhimento da referida preliminar, com a consequente extinção da presente ação anulatória sem resolução do mérito, nos termos dos artigos 301, X e 267, VI do Código de Processo Civil. Com efeito, em que pese seja incontroverso o término da vigência do instrumento coletivo em questão, a jurisprudência da SDC do C.

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TST tem reconhecido a subsistência do interesse do Ministério Público do Trabalho na anulação de cláusulas coletivas por perdurarem, no plano normativo, seus efeitos, uma vez que integram os contratos individuais de todos os integrantes da categoria profissional. Nesse sentido, os seguintes julgados: “AÇÃO ANULATÓRIA. CLÁUSULA DE CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO. PERDA DE OBJETO - O entendimento da Seção Especializada em Dissídios Coletivos desta Corte, em relação à matéria, pacificou-se no sentido de que, não obstante tenha se exaurido o período de vigência do Acordo Coletivo, o Tribunal deve manifestar-se sobre o pedido, ou seja, acerca da nulidade da cláusula constante no ajuste coletivo, pois a conclusão possibilitará, em caso de procedência do pleito, que os empregados atingidos pelo cumprimento do acordado possam pleitear a restituição dos valores relativos aos descontos efetuados em seus salários a tal título. Recurso conhecido e provido” (TST-ROAA-735.256/2001.0, Rel. Min. José Luciano de Castilho Pereira, DJ de 06/09/01). “EXTINÇÃO DO PROCESSO SEM JULGAMENTO DO MÉRITO. INTERESSE DE AGIR REMANESCENTE. I - Remanesce o interesse de agir do recorrente para declaração de nulidade das cláusulas indicadas na inicial, visto que o Termo Aditivo ao Acordo Coletivo, pelo qual foram regularizadas as cláusulas impugnadas, tem vigência futura, a partir da data da sua celebração, não desfrutando de efeito retroativo de modo que, a persistir a extinção do processo sem exame do mérito, as cláusulas então pactuadas manterão sua normatividade no hiato de tempo compreendido entre a vigência do acordo e a superveniência do Termo Aditivo” (TSTROAA-111/2005-000-24-00.8, Rel. Min. Barros Levenhagen, DJ de 27/10/06). “RECURSO ORDINÁRIO EM AÇÃO ANULATÓRIA. VIGÊNCIA DA CONVENÇÃO COLETIVA. DA FALTA DE INTERESSE DE AGIR. Mesmo não estando mais em vigor a convenção coletiva, permanece o interesse de agir do Parquet que, ao propor a anulação de cláusulas convencionais via ação anulatória, não busca somente interromper seus efeitos presentes e futuros, objetiva também resguardar o direito dos trabalhadores de buscar no Poder Judiciário o que lhes foi incorretamente imposto pelas cláusulas impugnadas na presente ação anulatória” (TST-ROAA815.783/2001.3, Rel. Min. Vieira De Mello Filho, DJ de 02/03/07). “PRELIMINAR DE IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DO PEDIDO PELA PERDA DE OBJETO. I - A preliminar de impossibilidade jurídica do pedido não decorre de eventual perda de objeto. Ela diz respeito à vedação por lei à pretensão deduzida em juízo. II - A circunstância de ter expirado o prazo de vigência do instrumento normativo não implica perda de objeto ou falta de interesse processual superveniente. É que enquanto esteve em vigor produziu efeitos relativamente às cláusulas objeto da ação anulatória, cuja decisão que acolher a sua nulidade tem efeito retroativo, contemporâneo à celebração daquele instrumento. Preliminar rejeitada” (TST-ROAA-269/2006-000-08-00.6, Rel. Min. Barros Levenhagen, DJ de 26/10/07). Destarte, rejeito a preliminar. 2.2. ESGOTAMENTO DA VIA ADMINISTRATIVA – ARGUIDA PELA 2.ª DEMANDADA A 2.ª requerida, em defesa, aduz que, notificada da instauração do procedimento administrativo pelo representante do Ministério Público do Trabalho para verificação da licitude das três cláusulas em destaque, (PP n.º 00014.2012.17.0000) e para que se manifestasse sobre a eventual existência de interesse em uma solução negociada para a questão, aquiesceu quanto à solução negociada das cláusulas 25.ª e 26.ª, manifestando-se, outrossim, Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

quanto à legalidade do parágrafo décimo primeiro da Cláusula 17.ª. Assevera que após a realização de audiência de conciliação, mesmo tendo apresentado texto com alterações ao referido parágrafo, no intuito de encontrar uma solução negociada para o caso, foi surpreendida com o ajuizamento da presente Ação Anulatória. Argumenta, pois, que a presente ação não poderia ser ajuizada antes que houvesse uma tentativa definitiva e final de solução negociada da questão pela via administrativa, pois sempre se colocou à disposição para resolver as questões suscitadas. Afirma, ainda, que não tomou ciência do despacho que rejeitou a proposta de redação formulada administrativamente. Com efeito, o Ministério Público do Trabalho, ao refutar tais alegações, assevera que em 08.02.2013 foram expedidas notificações de n.º 34412 e 34412, documentos que foram regularmente colacionadas aos autos. Ainda que assim não fosse, o esgotamento da via administrativa não se qualifica como pressuposto processual ou condição da ação, não sendo requisito intransponível para admissibilidade da ação anulatória. Rejeito. 2.3. DESCONSIDERAÇÃO DA CONTESTAÇÃO – ARGUIDA PELO MPT Pleiteia o Ministério Público do Trabalho, em razões finais, a desconsideração da contestação de fls. 54/69, apresentada pela 2.ª ré, ao argumento de que esta incorreu em preclusão lógica/consumativa, pois já havia apresentado, no mesmo dia, a referida defesa, subscrita pela mesma advogada. Acolho, todavia, a argumentação da requerida, porque razoável a argumentação de que a apresentação de duas peças contestatórias tenha sido materializada por excesso de zelo, devida à insegurança quanto ao seu regular recebimento por meio do sistema de peticionamento eletrônico. Tanto é assim, que as peças foram apresentadas no mesmo dia, com o mesmo teor, com apenas trinta minutos de diferença, subscritas pelo mesmo procurador. Rejeito. 2.3. ADMISSIBILIDADE Atendidas as condições da ação e estando presentes os pressupostos processuais de desenvolvimento válido e regular do processo, admito a ação anulatória. 2.3. MÉRITO 2.3.1. PARÁGRAFO DÉCIMO PRIMEIRO DA CLÁUSULA 17.ª DO ACORDO COLETIVO DE TRABALHO A primeira cláusula cuja declaração de nulidade se pretende é a seguinte, in verbis: “Cláusula Décima Sétima – A jornada normal de trabalho para todos os empregados, com atividades nas linhas interestaduais de passageiros, fica fixada em 44 (quarenta e quatro) horas semanais, observando o disposto nos parágrafos desta cláusula. Parágrafo Décimo Primeiro – É ainda facultado à empresa empregadora a adoção de carga horária diferenciada para os empregados vinculados a serviços do pessoal de apoio logístico, a exemplo dos vigilantes, executável, em tal serviço, com regime de trabalho, a sistemática de escala de 12 (doze) horas de serviço por 36 (trinta e seis) horas de descanso.” Sustenta o d. Ministério Público do Trabalho que a permissão, em branco, para a realização de escala de revezamento de 12 x 36, sem qualquer ressalva de setores eventualmente perigosos e insalubres e/ou atividades de risco, contraria a Constituição Federal (incisos XIII, IIV e XXII, do art. 7.º e o art. 195 c/c art. 59, 60 e 61 da CLT e Súmula n.º 423 do C. TST).

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Expõe que a negociação coletiva está adstrita às mínimas garantias instituídas por lei, e que a redação da Súmula n.º 444, editada, recentemente, pelo C. Tribunal Superior do Trabalho, não deixa dúvidas quanto à excepcionalidade da utilização de tal jornada e à exigência de critérios objetivos para a sua fixação. Afirma, pois, que essa fixação não pode ficar ao arbítrio do empregador e de suas necessidades, mormente quando em voga atividades insalubres, perigosas e de risco, sob pena de transformar o instrumento coletivo em ato unilateral. Pleiteia a anulação do parágrafo Décimo Primeiro da Cláusula 17.ª, relativamente à jornada de trabalho em turnos ininterruptos de revezamento, com relação às atividades insalubres, perigosas/de risco, em virtude de contrariedade ao disposto nos incisos XIII, XIV, XXII e XXIII do art. 7.º e art. 195 da CRFB, além dos princípios da dignidade da pessoal humana, valores sociais do trabalho e a busca do pleno emprego, e, finalmente, da Súmula 423 do C. TST, além da dubiedade quanto à fixação da carga horária mensal, podendo inclusive acarretar a quitação proporcional do piso salarial e, ainda, a limitação do adicional noturno (Cláusula 8.ª). Aduz a requerida, que apresentou, com base nas orientações passadas na audiência realizada no MPT, que apresentou novo texto discriminando as funções que poderiam fazer a jornada de trabalho 12x36, conforme abaixo: Parágrafo Décimo Primeiro – É ainda facultado à empresa empregadora a adoção de carga horária diferenciada para o motorista em conformidade com o disposto contido no Arrigo 235-F da CLT e cobradores, bem como os empregados vinculados a serviços do pessoal de apoio logísticos, a exemplo dos assistentes de operação, agentes de vendas, manuten~ção, despachantes de pista e trafego, vistoriadores de veículos, porteiros, vigias, seguranças e lavadores, executável, em tal situação, com regime de trabalho, a sistemática de ecala de 12 (doze)horas de serviço por 36 (trinta e seis) horas de descanso, nos termos da súmula 444 do Tribunal Superior do Trabalho. Aduz que não possui mais em seu quadro de funcionários a função de vigilante, pois todo o serviço hoje encontra-se terceirizado, e que não possui em seus quadros nenhum funcionário que trabalhe em áreas eventualmente perigosas e insalubres e/ou atividades de risco na escala de 12x36, pois todos os que laboram nessas condições estão submetidos à jornada normal de trabalho estabelecida pela CLT, CRFB e outros dispositivos legais. Tanto é assim, que concordou em alterar tal cláusula, mas que sempre deixou clara a necessidade de manutenção dessas jornadas, com os devidos ajustes, pois está pacificado pelo TST que é possível a sua adoção, a teor da Sumula 444 do C. TST. Com efeito, esta Relatora possui convencimento firmado sobre a questão, no tocante ao reconhecimento das Convenções e Acordos Coletivos de trabalho, em atenção ao inciso XXVI, do artigo 7º, da Constituição Federal de 1988. Ressalto que a Carta Constitucional prestigia a flexibilização de certas regras do Direito do Trabalho, no intuito de harmonizar as fontes autônomas e heterônomas, a fim de garantir, por um lado, melhores condições de trabalho e, por outro, a sobrevivência da empresa, sempre com a interveniência da entidade sindical, na defesa dos interesses de seus representados. Não se pode olvidar, ainda, que a interpretação da norma coletiva obedece ao princípio do conglobamento, onde a conquista da categoria não é aquilatada pela análise isolada de uma só cláusula, mas do seu conjunto. Ademais, não se pode olvidar que ninguém melhor do que a própria categoria profissional, personificada pelo Sindicato, para avaliar as vantagens e desvantagens de um pacto. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

Ressalte-se que entendimento contrário estimula cômoda irresponsabilidade por parte das entidades sindicais que não se sentem cobradas pela categoria que representam a entabular verdadeiras negociações coletivas. Na medida em que o Judiciário, com o escopo de proteger o trabalhador hipossuficiente, nega validade aos acordos firmados, na verdade contribui para o enfraquecimento dos sindicatos e a perpetuação da condição de inferioridade dos trabalhadores. Com efeito, as jornadas realizadas nesses tipos de escalas são estabelecidas em razão das peculiaridades das funções desempenhadas pelos trabalhadores que a elas se submetem, trazendo vantagens para o trabalhador, que passa a dispor de mais tempo para a família, convívio social, lazer, descanso, participação em cursos de qualificação profissional ou até o desenvolvimento de outra atividade, com possibilidade de maiores ganhos. Tais benefícios, quando contrapostos à extrapolação da jornada normal, evidenciam um maior ganho ao obreiro. Nesse diapasão, o excesso de jornada é compensado por folgas mais elásticas, hipótese que encontra paralelo no banco de horas estabelecido pelo § 2º, do art. 59, da CLT. Logo, julgo improcedente o pedido de anulação do Parágrafo Primeiro da Cláusula Décima Sétima. 2.3.2. CLÁUSULA 25.ª DO ACORDO COLETIVO DE TRABALHO – DO EMPREGADO REABILITADO Abaixo a redação da Cláusula impugnada, in verbis: “Cláusula 25.ª – DO EMPREGADO REABILITADO O empregado afastado, em função de doença e/ou acidente de trabalho, que vier a ser reabilitado pelo Órgão previdenciário, para função diversa daquela que anteriormente exercia e com remuneração inferior, ficará passível de alteração salarial, para função diversa daquela que anteriormente exercia e com remuneração inferior, ficará passível de alteração salarial, para adequação à função a ser pelo mesmo exercida.” Sustenta o d. Ministério Público do Trabalho que é patente o caráter discriminatório da estipulação, ante a pactuação da redução da remuneração do trabalhador reabilitado pela Previdência Social algumas vezes até mesmo em decorrência de doença ou acidente de trabalho sofrido na própria empresa – para adequação à função a ser pelo mesmo exercida (grifou-se no original), ocorrendo afronta ao disposto no inciso XXXI do art. 7.º da CRFB. A requerida assevera que ainda que este seja o texto da norma coletiva, não procede desta forma, e que, portanto, não há qualquer objeção a que a mesma seja adequada à legislação em vigor, ou que haja a retirada de qualquer texto que possa evidenciar intuito discriminatório. Aqui, tem razão o parquet. Com efeito, ainda que seja considerada a anuência da 2.ª reclamada à adequação do conteúdo da norma coletiva e à retirada de texto que possa evidenciar caráter discriminatório, impõe-se o registro de que a reabilitação do trabalhador não pode implicar em prejuízo ao seu patamar salarial, sem que se vislumbre ofensa ao disposto no art. 7.º, VI da Constituição Federal, mormente se a impossibilidade do exercício da função decorre de fatos alheios à sua vontade. Destarte, julgo procedente o pedido para anular a Cláusula Vigésima quinta. 2.3.1. CLÁUSULA 26.ª DO ACORDO COLETIVO DE TRABALHO – RESCISÃO CONTRATUAL Abaixo a redação da Cláusula impugnada, in verbis: “Cláusula 26.ª – RESCISÃO CONTRATUAL Na ocorrência de dissolução contratual, a empresa deverá efetuar o pagamento das verbas rescisórias devidas ao empregado, no prazo

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máximo de 10 (dez) dias úteis contados do desfazimento do vínculo, sob pena de, em não fazendo, pagar ao trabalhador o débito devidamente corrigido, de conformidade com os índices legais. Parágrafo único – Ocorrendo recusa por parte do empregado em proceder o recebimento das parcelas oferecidas, a empresa poderá liberar-se da sanção acima estipulada, desde que comunique o fato ao sindicato acordante, no prazo fixado nesta cláusula para pagamento, anexando à comunicação o instrumento de rescisão contratual com o qual não concordou o trabalhador. Alega o Ministério Público do Trabalho que o poder de negociação das partes não pode flexibilizar a lei e, simplesmente, aviltar o direito individual do trabalhador, via norma coletiva. Nada obsta a que o Sindicato forneça documento comprobatório da ausência do trabalhador, mas, não podem os convenentes pactuar a isenção do empregador à multa prevista em lei (art. 477 da CLT), cabendo à empresa tomar as providências cabíveis previstas legalmente, para resguardar seus direitos. Requer, pois, a declaração de nulidade do disposto no parágrafo único da Cláusula 26.ª por afronta ao art. 477 e seus parágrafos da CLT. Afirma a requerida que jamais deixou de proceder à rescisão contratual de seus funcionários conforme o disposto no art. 477 da CLT, tampouco pretendeu, através da referida Cláusula, revogá-lo. Em face disso, e como já havia asseverado durante o procedimento administrativo perante o MPT, coloca-se à disposição para proceder às adequações necessárias e, para tanto, sugere o seguinte teor: “Na ocorrência de dissolução contratual, a empresa deverá efetuar o pagamento das verbas rescisórias devidas ao empregado no prazo legal, em conformidade com o artigo 477 e seus parágrafos, especialmente o 6.º, letras “a” e “b”, da Consolidação das Leis do Trabalho. Parágrafo único – Ocorrendo recusa por parte do empregado em proceder ao recebimento das parcelas oferecidas, a empresa poderá efetuar o depósito na conta corrente ou poupança, no prazo estabelecido pelo Artigo 477 e seus parágrafos da CLT, comunicando o fato ao sindicato acordante, no prazo fixado nesta cláusula para pagamento, anexando uma cópia no instrumento de rescisão contratual com o qual não concordou o trabalhador.” Vejamos. O fato de a 2.ª requerida aquiescer à adequação dos termos da referida Cláusula também impõe a procedência do pedido, no particular, mormente porque a flexibilização dos direitos trabalhistas não pode afrontar as disposições legais mínimas de proteção ao trabalhador. Julgo procedente o pedido para anular o parágrafo único da Cláusula Vigésima Sexta. 3 CONCLUSÃO ACORDAM os Desembargadores do Tribunal Pleno da 17ª Região, por unanimidade, rejeitar as preliminares de carência de ação e falta de interesse e inobservância do esgotamento da via administrativa, arguidas pela 2.ª demandada em contestação; rejeitar a preliminar de desconsideração da contestação pelo Ministério Público do Trabalho, admitir a ação anulatória; e, no mérito, por maioria, julgar parcialmente procedentes os pedidos formulados na ação para anular as cláusulas vigésima quinta e vigésima sexta do Acordo Coletivo de Trabalho 2011/2012 firmado entre o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Espírito Santo – SINDIRODOVIÁRIOS e a Viação Águia Branca S.A. Custas pro-rata pelos réus, no valor de R$ 700,00 (setecentos reais). Vencidos, quanto à anulação do parágrafo primeiro da cláusula décima sétima, os Desembargadores Carlos Henrique Bezerra Leite e Carmen Vilma Garisto. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

Suspeição do Desembargador Lino Faria Petelinkar. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 18 de setembro de 2013: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente), Desembargador José Luiz Serafini, Desembargadora Claudia Cardoso de Souza, Desembargador Carlos Henrique Bezerra Leite, Desembargador Jailson Pereira da Silva, Desembargadora Carmen Vilma Garisto e Juíza Sônia das Dores Dionísio. Procurador: João Hilário Valentim. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora

Acórdão
Processo Nº MS-15600-14.2013.5.17.0000
Processo Nº MS-15600/2013-000-17-00.0

Impetrante Advogado Impetrado Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor

ADENIR CUSTODIO Joaquim Augusto de Azevedo Sampaio Netto(OAB: 009624 ES) JUIZ TITULAR DA 6ª VARA DO TRABALHO DE VITORIA - ES JOSE LOVATI LUIZ CARLOS DARIVA LUIS CARLOS CORREA DA PENHA VALENTIM ACERBI ANDRADE SEBASTIAO JOSE WELLINGTON DIAS DA SILVA

ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0015600-14.2013.5.17.0000 MANDADO DE SEGURANÇA Impetrante: ADENIR CUSTODIO E OUTROS Impetrado: JUIZ TITULAR DA 6ª VARA DO TRABALHO DE VITORIA - ES Litisconsorte: COMPANHIA DOCAS DO ESPIRITO SANTO CODESA Origem: TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO - ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA. MANDADO DE SEGURANÇA. EXECUÇÃO DEFINITIVA. DECISÃO QUE INDEFERE A LIBERAÇÃO DOS VALORES INCONTROVERSOS ATÉ O JULGAMENTO DO AGRAVO DE PETIÇÃO. ILEGALIDADE. Se o art. 897 § 1.º da CLT autoriza a imediata execução de parcela dos cálculos eventualmente incontroversa, reputa-se ilegal a decisão que, em execução definitiva, indefere a liberação de qualquer valor até o trânsito em julgado da decisão proferida nos embargos à execução. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de MANDADO DE SEGURANÇA, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO Trata-se de Mandado de Segurança impetrado por ADEMIR CUSTODIO E OUTROS, contra ato jurisdicional praticado pelo MM. Juízo da MMª 6ª Vara do Trabalho de Vitória/ES, que indeferiu o pedido de liberação dos valores incontroversos aos exequentes, determinando que estes aguardassem o trânsito em julgado da r. sentença que julgou os embargos à execução/impugnação à sentença de liquidação. Sustentam que o indeferimento da liberação de valores avilta seu direito líquido e certo ao imediato recebimento dos valores incontroversos, bem como viola o inciso I do art. 655 do CPC e o § 1º do art. 897 da CLT, e ainda, fulminam o direito fundamental à razoável duração do processo, consagrado no art. 5.º LXXVIII da CRFB, mormente porque já aguardam por 13 anos o recebimento dos haveres que pleitearam, ressaltando que, no processo

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trabalhista, os recursos possuem efeito meramente devolutivo, a teor do art. 899 da CLT. Inicial (fls. 02/07) e documentos (fls. 08/386). Tendo sido observada a irregularidade de representação dos impetrantes e determinada a sua regularização, vieram aos autos os instrumentos procuratórios, à exceção do autor JOSÉ LOVATI, que não o apresentou, o que importou a extinção do feito sem resolução do mérito, na forma do artigo 267, inciso IV c/c art. 284, parágrafo único, do Código de Processo Civil, em relação ao impetrante. Liminar deferida por esta Relatora, conforme decisão proferida às fls. 424/425. Apesar de regularmente citada (fl. 428) não houve manifestação da litisconsorte. Informações prestadas pela Autoridade Coatora à fl. 430 sem a vista dos autos físicos, uma vez que estes se encontravam neste E. Tribunal para julgamento do agravo de petição interposto. Mencionou-se que o indeferimento da liberação dos valores incontroversos deveu-se à tentativa de evitar tumulto processual, haja vista que a apuração dos valores incontroversos deveria ser operacionalizada por meio próprio, qual seja, a carta de sentença. Parecer do i. Representante do Ministério Público do Trabalho às fls. 433/435, oficiando pelo não cabimento do mandamus, haja vista a existência de recurso próprio – agravo de petição – o qual, inclusive, foi regularmente interposto. Em relação ao mérito, oficia pela concessão da segurança, ou seja, pela definitividade da liminar. FUNDAMENTAÇÃO 2.1. JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE Presentes os pressupostos de admissibilidade, impõe-se a admissibilidade do mandamus. Com efeito, em que pese o agravo de petição seja cabível das decisões proferidas na execução, é certo que, se a liberação dos valores incontroversos foi postergada para momento posterior ao trânsito em julgado da decisão proferida nos embargos à execução, é forçoso concluir que a veiculação dessa pretensão no agravo de petição não atingiria o fim colimado pelos exeqüentes, pois não permitiria a execução imediata da parte remanescente antes da remessa dos autos a este Tribunal, conforme preceitua o § 1.º do art. 897 da CLT. 2.2. MÉRITO Aduzem os impetrantes que, na indigitada reclamação trabalhista, pleitearam a reintegração no emprego, pagamento de horas extras, salário produção, etc., e que liquidada a conta, apresentaram impugnação à sentença de liquidação, sendo que a reclamada também opôs embargos à execução. Apreciadas ambas na mesma sentença, interpuseram os autores agravo de petição, tendo requerido, outrossim, a liberação dos valores incontroversos antes da remessa dos autos a este Tribunal para julgamento do apelo. Sustentam que o indeferimento da liberação de valores avilta seu direito líquido e certo ao imediato recebimento dos valores incontroversos. Além disso, viola o inciso I do art. 655 do CPC e o § 1º do art. 897 da CLT, e ainda, fulminam o direito fundamental à razoável duração do processo, consagrado no art. 5.º LXXVIII da CRFB, mormente porque já aguardam há 13 anos o recebimento dos haveres que pleitearam. Ressaltam, finalmente, que no processo trabalhista, os recursos possuem efeito meramente devolutivo, a teor do art. 899 da CLT. À análise. Cumpre destacar que o ato inquinado de ilegal e de que cuida a ação mandamental foi proferido em execução definitiva, o que se constata por meio da certidão de trânsito em julgado, à fl. 145. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

Na hipótese ora examinada, conforme já salientado por ocasião da apreciação da liminar, reputo justificado o deferimento da providência requerida pelos autores, uma vez demonstrada, em juízo sumário, a presença dos pressupostos autorizativos – fumus boni iuris e periculum in mora. Ainda que a liminar deferida tenha possuído efeito satisfativo, mormente porque permitiu a liberação, por alvará, dos valores incontroversos – o que já foi materializado, consoante se infere do andamento processual consultado no Portal do Tribunal - pelo que pude depreender da documentação anexada aos autos, inferi que as alegações possuem fundamento. Com efeito, apresentados os cálculos de liquidação pelos autores, a ré, a tempo e modo, impugnou os valores (fls. 148/158), o que, após manifestação conclusiva da contadoria (fl. 227) quanto à pertinência de suas alegações, ensejou a atualização de seus cálculos, vide despacho de fl. 228. Ora, os cálculos atualizados, portanto, foram os apresentados pela ré, os quais perfaziam em 01/04/2011 o montante de R$ 135.059,55, sendo que a majoração destes, ocorrida posteriormente, decorreu de impugnação apresentada pela União no tocante à conta de liquidação previdenciária. Apenas isso. Tanto é assim que os embargos à execução/agravo de petição manejados pela terceira interessada veiculam indignação quanto à conta previdenciária, em particular. Impende ressaltar, por oportuno, que a pretensão aqui veiculada encontra-se disciplinada pelo art. 897 § 1.º da CLT, que autoriza a imediata execução de parcela dos cálculos eventualmente incontroversa, o que implica concluir pela ilegalidade da decisão que indeferiu “...a liberação de qualquer valor até o trânsito em julgado da decisão de fls. 1247/1252 ...”, ou seja, que postergou a liberação de qualquer valor para momento posterior ao julgamento dos agravos de petição interpostos. Noutro giro, não há necessidade de maiores digressões quanto à premência da questão aqui veiculada, mormente se considerada a data do ajuizamento da reclamação trabalhista: 21/06/2000. Há 13 (treze) anos, pois. Por tais fundamentos, infiro que o ato dito coator padece de ilegalidade e, porquanto relevantes os fundamentos afirmados, ante a existência de direito líquido e certo dos impetrantes, torna-se imperiosa a concessão da segurança. Pelo exposto, concede-se a segurança pleiteada, mantendo-se a liminar deferida. Custas no importe de R$ 20,00, considerando o valor da causa, R$1.000,00, pela União, dispensada. 3. CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região, por maioria, admitir o mandado de segurança e, no mérito, por unanimidade, conceder a segurança pleiteada. Custas no importe de R$20,00 (vinte reais), considerando o valor da causa, R$1.000,00 (mil reais), pela União, dispensada do recolhimento. Vencidos, na admissibilidade, os Desembargadores Gerson Fernando da Sylveira Novais e Jailson Pereira da Silva. Impedimento das Desembargadoras Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi e Ana Paula Tauceda Branco. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 18 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente), Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais, Desembargadora Claudia Cardoso de Souza, Desembargador Jailson Pereira da Silva, Desembargador Lino Faria Petelinkar, Desembargadora Carmen Vilma Garisto e Juíza Sônia das Dores

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Dionísio. Procurador: João Hilário Valentim. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora

Acórdão
Processo Nº ED-23200-86.2013.5.17.0000
Processo Nº ED-23200/2013-000-17-00.8

Embargante Advogado Embargado

Advogado

T V V - TERMINAL DE VILA VELHA S.A Rodolfo Gomes Amadeo(OAB: 012493 ES) SINDICATO TRAB PORT PORT AVULSO VINCULO EMP PORTOS E S - SUPORT André Luiz Moreira(OAB: 007851 ES)

PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0023200-86.2013.5.17.0000 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: T V V - TERMINAL DE VILA VELHA S.A Embargado: O V. ACÓRDÃO DE FLS. 384/388-v - TRT 17ª. REGIÃO SINDICATO TRAB PORT PORT AVULSO VINCULO EMP PORTOS E S - SUPORT Origem: TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO - ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Se os embargos não demonstram a existência de omissão, de contradição, ou de obscuridade e revelam mero inconformismo da parte com o conteúdo meritório do acórdão, não merecem ser providos. Vistos, relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de DISSÍDIO COLETIVO - GREVE, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos por TVV – TERMINAL DE VILA VELHA S.A, em face do v. acórdão de fls. 348/388-v, sustentando omissão no julgado. FUNDAMENTAÇÃO 2.1.CONHECIMENTO Conheço dos embargos, pois presentes seus pressupostos de admissibilidade. 2.2.OMISSÃO Alega a embargante que no v. acórdão constou que houve paralisação por 48 horas, a partir do dia 24 de julho, contudo, não observou que também houve paralisação anterior, em 17 de Julho. Diz, ainda, que o v. acórdão é omisso, pois não houve nenhuma manifestação do embargado nas duas audiências de conciliação em relação à negativa de ajuizamento do dissídio coletivo. Por fim, aduz que na assembléia realizada em 19 de julho, a categoria profissional declarou que concordava com o dissídio coletivo ajuizado com relação à extensão do INPC sobre as demais cláusulas econômicas. Sem razão. Quanto à paralisação do dia 17 de junho, a sua ocorrência ou não em nada alteraria a conclusão do v. acórdão acerca da existência de greve. Em relação a não concordância da classe trabalhadora com o ajuizamento do dissídio coletivo, verifico que os argumentos apresentados pela embargante apenas rebatem a fundamentação Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

do julgado. Logo, não há qualquer um dos vícios previstos no art. 535, do CPC, no julgado embargado, sendo inapropriada a via dos embargos de declaração para o fim almejado. Deste modo, ante a total ausência do vício alegado, nego provimento aos Embargos de Declaração. 3.CONCLUSÃO Acordam os Magistrados do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região, por unanimidade, conhecer e negar provimento aos embargos de declaração. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 18 de setembro de 2013: Desembargadora Ana Paula Tauceda Branco (Presidente), Desembargador José Luiz Serafini, Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi, Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais, Desembargadora Claudia Cardoso de Souza, Desembargador Carlos Henrique Bezerra Leite, Desembargador Jailson Pereira da Silva, Desembargador Lino Faria Petelinkar, Desembargadora Carmen Vilma Garisto e Juíza Sônia das Dores Dionísio. Procurador: João Hilário Valentim. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora

Acórdão
Processo Nº MS-24500-83.2013.5.17.0000
Processo Nº MS-24500/2013-000-17-00.7

Impetrante Advogado Impetrado Plurima Autor Advogado

TRANSPORTADORA ITAPEMIRIM S/A Marlilson Machado Sueiro de Carvalho(OAB: 009931 ES) JUIZ TITULAR DA 4ª VARA DO TRABALHO DE VITORIA - ES VIAÇÃO ITAPEMIRIM S.A. Marilene Nicolau(OAB: 005946 ES)

ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0024500-83.2013.5.17.0000 MANDADO DE SEGURANÇA Impetrante: TRANSPORTADORA ITAPEMIRIM S/A E OUTRO Impetrado: JUIZ TITULAR DA 4ª VARA DO TRABALHO DE VITORIA - ES Litisconsorte: ANACLETO BERGAMIN Origem: TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO - ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA CONVÊNIO RENAJUD – RESTRIÇÃO DE CIRCULAÇÃO DE VEÍCULOS. CONCESSÃO PARCIAL DA SEGURANÇA. As hipóteses de restrição que compreendam a circulação de veículos deve reservar-se para situações que justifiquem tão extrema providência, quando evidenciado temor de alienação irregular, em hipóteses como as de fraude à execução ou contra credores. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de MANDADO DE SEGURANÇA, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO Trata-se de Mandado de Segurança impetrado por TRANSPORTADORA ITAPEMIRIM S/A e VIAÇÃO ITEPEMIRIM S/A, contra ato jurisdicional praticado pela MM. Juíza da 4.ª Vara do Trabalho de Vitória/ES, consistente, segundo relato inicial, no indeferimento do pedido de urgência para liberação imediata da restrição e circulação de todos os veículos constritos das impetrantes.

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Sustentam que a decisão atacada viola seu direito líquido e certo à propriedade privada, bem como revela ofensa aos princípios da livre iniciativa e do devido processo legal, violação ao valor social do trabalho e à função social da empresa, além de malferir seu direito líquido e certo a que a execução se processe pelo modo menos gravoso, mormente porque há outros mecanismos de satisfação do crédito. Aduzem que uma vez quitado o débito em relação ao exeqüente, a execução processada refere-se apenas ao pagamento de contribuições previdenciárias, cujos valores, segundo alegam, não guardam consonância com o comando sentencial, pois além de majorados, incluem multa de 20% (vinte por cento) arbitrada pelo Juízo “por ato atentatório à dignidade da justiça”. Asseveram que após a realização infrutífera do BacenJud nas contas bancárias da 1.ª impetrante, foram lançadas tais restrições em 20 (vinte) de seus veículos, inclusive de circulação, mesmo tendo oferecido bem à penhora suficiente para garantir a execução, o que culminou com a apreensão de um veículo no dia 16/05/2013, pela Polícia Rodoviária Federal. Requereram então, as demandantes, a reconsideração da decisão que havia rejeitado o bem oferecido à penhora, bem como o cancelamento imediato das restrições lançadas nos veículos, o que foi indeferido pela autoridade dita coatora. Ressaltam que o impedimento de circulação dos veículos não afeta apenas o seu direito à propriedade e o exercício de sua atividade econômica, mas também, toda a coletividade. Em se tratando de empresas de transporte público de passageiros, além de estarem impedidas de operar, seus empregados também estão impedidos de trabalhar, o que implica prejuízo aos usuários. Pleiteiam, finalmente, a concessão de liminar inaudita altera pars, no intuito de que seja reformado o r. despacho atacado e determinada a liberação da restrição nos veículos constritos. Inicial acompanhada de procuração (fls. 18/19) e documentos (fls. 20/945). Liminar parcialmente deferida por esta Relatora, conforme decisão proferida às fls. 949/951, determinando a liberação da restrição apenas quanto à circulação dos veículos constritos através do RenaJud, mantendo, todavia, a restrição à sua transferência. Informações prestadas pela Autoridade Coatora às fls. 955/955-v.º, informando o cumprimento da ordem e asseverando que [...] melhor analisando os autos constatei que não se justifica a manutenção do impedimento de licenciamento e de transferência em TODOS os veículos descritos às fls. 885, ante o valor devido nos autos, razão pela qual determinarei a retirada de tais gravames, devendo permanecer a restrição APENAS em bem de valor equivalente ao débito, conforme apuração a ser efetuada pela contadoria[...]. Parecer do i. Representante do Ministério Público do Trabalho às fls. 958/960, oficiando pelo prosseguimento do feito, não havendo justificativa para a intervenção ministerial. É o relatório. FUNDAMENTAÇÃO 2.1. JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE Presentes os pressupostos de admissibilidade, admite-se a presente ação mandamental. 2.2. MÉRITO Pleiteiam as impetrantes a concessão de segurança que lhes assegure a liberação das constrições judiciais incidentes sobre os veículos relacionados às fls. 864/865, inclusive e precipuamente no tocante à circulação dos veículos, pois entendem que estas, além de excessivas, implicam uma execução mais gravosa, além de inviabilizarem sua atividade econômica. As impetrantes noticiam que ofereceram à penhora bem suficiente Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

para garantir a execução (fl. 08) e que tal bem – 20 mil litros de óleo diesel, avaliado em R$ 41.258,40 - foi rejeitado pela autoridade coatora, porquanto além de não obedecer à gradação legal, seria de difícil liquidez. Afirmam, outrossim (fl. 10), que ainda que por outros meios, quiçá pela constrição dos próprios veículos – haja vista inexistir penhora válida nos autos, ao menos nos documentos colacionados - a execução encontra-se garantida. Por ocasião da apreciação da liminar requerida – em juízo sumário, portanto – inferi que, ao menos pela constrição da totalidade dos veículos, a execução estaria garantida. Tal conclusão não pode, todavia, subsistir, ante a informação em sentido contrário, prestada pela autoridade coatora, que justificou a negativa de liberação dos veículos solicitada pela impetrante, sobretudo porque a execução ainda não se encontrava garantida. De qualquer sorte, segundo informado por aquele Juízo, a própria autoridade coatora, após melhor análise dos autos, constatou ser injustificada a manutenção do impedimento de licenciamento e transferência em relação a todos os veículos descritos pelas impetrantes - porque excessivo, em relação ao valor do débito razão pela qual determinou a retirada de tais gravames que reputou excessivos, o que, segundo informações obtidas no andamento processual, já foi materializado. Nessa linha de raciocínio, ultrapassada a alegação de excesso nas restrições, asseverada pela própria autoridade coatora, resta a esta Relatora, apenas, ratificar os fundamentos esposados para o deferimento da liminar conferida parcialmente. Com efeito, infiro que as hipóteses de restrição que abarquem não apenas a alienação, mas também a circulação dos veículos deve reservar-se para situações tais que justifiquem tão extrema providência, quando evidenciado temor de alienação irregular de veículos, em casos de fraude à execução ou contra credores, o que não restou sequer ventilado na hipótese em apreço. Acresça-se a tais fundamentos, a atividade empreendida pelas impetrantes, a imprescindibilidade da circulação dos veículos para o exercício da atividade empresarial, além de eventuais prejuízos possivelmente extensivos aos usuários, mormente ante o possível recolhimento de veículo destinado a transporte de passageiros em viagens intermunicipais/interestaduais. Neste sentido, já decidiu esta E. Corte, no MS 004390020.2012.5.17.0000, de relatoria do Exmo. Desembargador Lino Faria Petelinkar, in verbis: RESTRIÇÃO DE CIRCULAÇÃO - EXCESSO É excessiva a restrição da circulação dos veículos da empresa executada. O convênio Renajud possibilita a restrição da transferência de bens penhorados, medida suficiente para garantir o sucesso da execução em desfavor da impetrante. De toda sorte, conforme ressaltado pelo Juízo da execução, a restrição à alienação/licenciamento dos veículos pertencentes às impetrantes subsistirá apenas em número equivalente ao débito, conforme apuração procedida pela Contadoria daquele Juízo. Por tais fundamentos, ante a existência de direito líquido e certo das impetrantes, torna-se imperiosa a concessão da ordem para confirmar a r. decisão liminar. Concede-se parcialmente a segurança pleiteada, para manter a restrição de transferência/licenciamento de veículos cujo valor, apurado pela Contadoria do Juízo, seja equivalente ao débito. Custas no importe de R$20,00, considerando o valor da causa, R$1.000,00, pela União, isenta. Dê-se ciência desta decisão à MM. magistrada Titular da 4ª Vara do Trabalho de Vitória, na forma do art. 3º da Lei nº 12.016/09. 3. CONCLUSÃO

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A C O R D A M os Magistrados do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região, por maioria, admitir o mandado de segurança e, no mérito, conceder parcialmente a ordem. Custas no importe de R$20,00 (vinte reais), considerando o valor da causa, R$1.000,00 (mil reais), pela União, dispensada. Vencidos, na admissibilidade, o Desembargador Carlos Henrique Bezerra Leite e a Juíza Sônia das Dores Dionísio e, no mérito, a Juíza Sônia das Dores Dionísio. Suspeição da Desembargadora Ana Paula Tauceda Branco. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 18 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente), Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi, Desembargadora Claudia Cardoso de Souza, Desembargador Carlos Henrique Bezerra Leite, Desembargador Jailson Pereira da Silva, Desembargador Lino Faria Petelinkar, Desembargadora Carmen Vilma Garisto e Juíza Sônia das Dores Dionísio. Procurador: João Hilário Valentim. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora

Vitória-ES, nos autos da Reclamação Trabalhista de nº. 012870045.2012.5.17.0011, que indeferiu o pedido de devolução de prazo para interposição de recurso ordinário. Aduz a impetrante que a notificação para ciência da sentença nos autos da reclamação trabalhista subjacente se deu na pessoa do Dr. Guilherme Rodrigues Dias, advogado que não atua no processo, em detrimento daqueles que, expressamente, estão na condução do feito. Entende, assim, que a referida notificação é inválida, sendo que a decisão impetrada, ao rejeitar o seu pedido de nulidade dos atos processuais a partir da sentença, bem como a devolução do prazo para interposição de recurso, incorreu em violação ao seu direito à ampla defesa, porquanto restringiu seu acesso ao duplo grau de jurisdição. Em defesa do cabimento do writ, sustenta que a decisão impugnada é interlocutória, insuscetível de ser atacada por recurso próprio e imediato. Para corroborar sua tese, destaca arestos da SBDI-II, do E. TST. Sustentando presentes o fumus boni iuris e o periculum in mora, consubstanciados, respectivamente, na relevância dos fundamentos e na iminência da execução se voltar em seu desfavor, postula, em caráter liminar, o acolhimento da nulidade processual e, consequentemente, seja determinada a reabertura do prazo recursal. Em caráter definitivo, pede a procedência do mandamus. A decisão impetrada está vazada nos seguintes termos: “DESPACHO Vistos. A Petrobras Distribuidora S/A. requer o chamamento do feito a ordem e a declaração de nulidade dos atos posteriores à prolação da sentença, ao argumento de que não existe intimação da mesma por meio dos advogados devidamente constituídos nos autos. Requer, por fim, a devolução do prazo para manifestação nos autos, sob pena de cerceamento de defesa e vista dos autos fora do Cartório. No entanto, ao contrário do que alega a aludida empresa, as publicações em nome da mesma tem sido veiculadas em nome de advogado devidamente constituído, conforme instrumento de procuração juntado à fl. 67. Na hipótese em que uma causa é patrocinada por mais de um advogado, é legítima a intimação em nome de qualquer um deles (art. 236, § 1º do CPC). Cumpriria à reclamada requerer expressamente a este Juízo qual advogado dentre os tantos que figuram nos instrumento de procuração e respectivos substabelecimentos, encabeçaria as intimações para todos os efeitos legais. No entanto, somente neste ato é feito tal requerimento de maneira que há preclusão total quanto a este requerimento. Sem embargo, determino a retificação do cadastro para incluir o nome de um dos advogados substabelecidos no instrumento de fl. 69 dos autos e defiro vista, fora dos autos, por cinco dias, conforme requerido à fl. 484. Intime-se. Em 04/07/2013. João de Oliveira Batista Juiz do Trabalho Substituto” Pois bem. Em que pese a bem abalizada jurisprudência oriunda da SBDI-II, do Egrégio TST, destacada pela impetrante na peça de ingresso, segundo a qual, o manejo do writ é possível em casos como o que ora examino, filio-me àqueles que entendem de forma diversa.

Acórdão
Processo Nº AgR-25700-28.2013.5.17.0000
Processo Nº AgR-25700/2013-000-17-00.1

Agravante Advogado Agravado

PETROBRAS DISTRIBUIDORA S A Luciana Beatriz Passamani(OAB: 008491 ES) GILCEMAR FERREIRA DE FREITAS

ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0025700-28.2013.5.17.0000 AGRAVO REGIMENTAL Agravante: PETROBRAS DISTRIBUIDORA S A Agravado: GILCEMAR FERREIRA DE FREITAS Origem: TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO - ES Relatora: DESEMBARGADORA CARMEN VILMA GARISTO Entendendo o Tribunal que a decisão agravada não merece reparos, há que ser negado provimento ao agravo regimental. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de AGRAVO REGIMENTAL, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO Trata-se de Agravo Regimental oposto em face da decisão de fls. 47-48, de lavra desta Relatora, que indeferiu a petição inicial do Mandado de Segurança. Razões do agravante às fls. 539-561. Instrumento procuratório à fl. 562-567. Mantida a decisão agravada consoante despacho de fl. 570. O digno Ministério Público do Trabalho, em parecer da lavra do ilustre Procurador Djailson Martins Rocha, oficia pelo conhecimento e desprovimento do agravo. É o Relatório. 2.FUNDAMENTAÇÃO 2.1CONHECIMENTO O Tribunal Pleno, entendendo presentes os pressupostos de admissibilidade, conheceu do Agravo regimental. 2.2MÉRITO O Tribunal, manteve a decisão agravada que indeferiu a petição inicial do Mandado de Segurança por incabível, por seus próprios fundamentos, in verbis: “Tratam os autos de Mandado de Segurança impetrado por PETROBRÁS DISTRIBUIDORA S.A, contra a r. decisão proferida pelo MM. Juiz do Trabalho em exercício na 11ª Vara do Trabalho de Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

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Com efeito, a questão veiculada na presente ação, no meu entender, não é apropriada à estreita via do mandado de segurança. Uma vez ciente da fase processual que se encontrava a reclamação trabalhista subjacente, incumbia à impetrante interpor recurso ordinário e, nele, suscitar a nulidade processual veiculada no writ, a fim de defender a tempestividade da medida. Ainda que a subida do remédio processual supra mencionado encontrasse resistência na instância inferior, não é demais lembrar, que a decisão que nega seguimento a recurso ordinário enseja para o recorrente a possibilidade de manejo do recurso de agravo de instrumento, assegurando ao recorrente o acesso ao segundo grau de jurisdição. Assim, na hipótese vertente, o que se verifica é que a impetrante, a pretexto de salvaguardar direito liquido e certo, utiliza o mandando de segurança como sucedâneo de recurso, o que não é possível, segundo o entendimento sedimentado na Orientação Jurisprudencial nº 92, do E. TST, verbis: 92. MANDADO DE SEGURANÇA. EXISTÊNCIA DE RECURSO PRÓPRIO(inserida em 27.05.2002) Não cabe mandado de segurança contra decisão judicial passível de reforma mediante recurso próprio, ainda que com efeito diferido. Nesse mesmo sentido já decidiu o E. TST, verbis: RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. REABERTURA DE PRAZO RECURSAL. NÃO CABIMENTO. NÃO PROVIMENTO. A alegação da Impetrante é que fora impedida de ter acesso aos autos quando ainda em curso o prazo para a apresentação de Recurso Ordinário. Ora, tal celeuma é mesmo imprópria à via do Mandado de Segurança. Competia à Impetrante, logo que tomou ciência do ato, interpor recurso ao TRT de origem, demonstrando, via preliminar de nulidade, o prejuízo sofrido, independente do estado em que se encontra o processo (teoria das nulidades), na forma dos arts. 795 e 896 da CLT e 245 do CPC. Eventual não conhecimento do recurso por parte do Juiz, a pretexto de extemporâneo, remeteria esta discussão ao Agravo de Instrumento (interposto pela Impetrante, inclusive). Assim, o cabimento de Recurso próprio afasta a possibilidade de discussão da matéria por meio de Mandado de Segurança, nos termos da Orientação Jurisprudencial n.º 92 da SBDI-2. Precedentes. Recurso Ordinário desprovido. (RO - 455-40.2011.5.15.0000 , Relatora Ministra: Maria de Assis Calsing, Data de Julgamento: 24/04/2012, Subseção II Especializada em Dissídios Individuais, Data de Publicação: 27/04/2012) Destarte, impõe-se, de plano, o indeferimento da inicial, com extinção do feito, sem resolução meritória, a teor do art. 10, da Lei 12.016/2009. A inicial será desde logo indeferida, por decisão motivada, quando não for o caso de mandado de segurança ou lhe faltar algum dos requisitos legais ou quando decorrido o prazo legal para a impetração.(destaquei) Ante o exposto, indefiro a inicial e declaro extinto o feito, sem resolução de mérito. Custas pela Impetrante, no valor de R$20,00 (vinte reais), calculadas sobre R$1.000,00 (mil reais), valor dado à causa. Dê-se ciência. Vitória-ES, 17 de julho de 2013.” 3 CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados do Egrégio Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região, por unanimidade, conhecer do agravo e, Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

no mérito, negar o provimento. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 18 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente), Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi, Desembargadora Claudia Cardoso de Souza, Desembargador Carlos Henrique Bezerra Leite, Desembargador Jailson Pereira da Silva, Desembargador Lino Faria Petelinkar, Desembargadora Carmen Vilma Garisto e Juíza Sônia das Dores Dionísio. Procurador: João Hilário Valentin. DESEMBARGADORA CARMEN VILMA GARISTO Relatora

Acórdão
Processo Nº MS-53300-58.2012.5.17.0000
Processo Nº MS-53300/2012-000-17-00.0

Impetrante Advogado Impetrado

LIRIO DOS VALES TRANSPORTES E FRETAMENTO LTDA - ME Flávio Augusto Cruz Nogueira(OAB: 004791 ES) JUIZ TITULAR DA 3ª VARA DO TRABALHO DE VITORIA - ES

ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0053300-58.2012.5.17.0000 MANDADO DE SEGURANÇA Impetrante: LIRIO DOS VALES TRANSPORTES E FRETAMENTO LTDA - ME Impetrado: JUIZ TITULAR DA 3ª VARA DO TRABALHO DE VITORIA - ES Litisconsorte: GILSON CAMPOS Origem: TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO - ES Relatora: DESEMBARGADORA CARMEN VILMA GARISTO MANDADO DE SEGURANÇA. ANTECIPAÇÃO DE TUTELA. SUPERVENIENCIA DA SENTENÇA. PERDA DE OBJETO. Proferida sentença nos autos da ação originária, incide na hipótese o entendimento consubstanciado no item III, da Súmula 414, do E. TST. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de MANDADO DE SEGURANÇA, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO LIRIO DOS VALES TRANSPORTES E FRETAMENTO LTDA – ME impetra mandado de segurança contra o indeferimento de pedido de antecipação da tutela formulado em ação revisional, na qual o impetrante pretendia a suspensão da execução do título executivo judicial revisando. Entendendo presentes o fumus boni iuris e o periculum in mora, requer, liminarmente, a suspensão da decisão hostilizada, que indeferiu o pedido de tutela antecipada nos autos da RT nº 0039700 -34.2007.5.17.0003, até o julgamento final de ação revisional. Em caráter definitivo, pede a procedência do writ, com a confirmação da liminar. Pedido liminar indeferido, consoante decisão das folhas 264-265. Informações prestadas pela digna autoridade apontada como coatora à fl. 269. Embora devidamente notificado (edital das fl. 280), o litisconsorte não apresentou manifestação. Parecer ministerial às fls. 320-321, oficiando pelo prosseguimento do feito. É o relatório. FUNDAMENTAÇÃO 2.1.ADMISSIBILIDADE Presentes os requisitos processuais de sua interposição, admito o

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mandado de segurança. 2.2.PERDA DE OBJETO. FALTA DE INTERESSE DE AGIR. Em pesquisa junto ao Sistema de Acompanhamento Processual deste Regional, constata-se que foi proferida sentença nos autos da ação revisional em 22/08/2013. Como se vê, há carência de ação por perda superveniente de interesse de agir. Com efeito, considerando que a tutela pretendida pela impetrante era a antecipação da tutela invocada nos autos da ação revisional supra referenciada, proferida sentença, tem-se que houve perda superveniente do interesse de agir. O Código Processual pátrio determina, em seu art. 3º, que "para propor ou contestar ação é necessário ter interesse e legitimidade". Com efeito, a noção mais assentada a propósito desta condição da ação, é a de que, da necessidade do provimento jurisdicional para evitar-se um dano é que surge o interesse de agir. Vale dizer, o interesse processual consiste na necessidade e utilidade do provimento jurisdicional, ou seja, na indispensabilidade de intervenção do Poder Judiciário para que a parte não sofra um dano, vinculado à existência de uma lide com a outra parte. Segundo Alexandre Freitas Câmara (Lições de Direito Processual Civil, vol. I, 20ª ed., Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2010, pág. 127), “pode-se definir o interesse de agir como a utilidade do provimento jurisdicional pretendido pelo demandante”. Assim, proferida a sentença, incide na hipótese o entendimento consubstanciado no item III, da Súmula 414, do E. TST: MANDADO DE SEGURANÇA. ANTECIPAÇÃO DE TUTELA (OU LIMINAR) CONCEDIDA ANTES OU NA SENTENÇA I - A antecipação da tutela concedida na sentença não comporta impugnação pela via do mandado de segurança, por ser impugnável mediante recurso ordinário. A ação cautelar é o meio próprio para se obter efeito suspensivo a recurso. (ex-OJ nº 51 da SBDI-2 inserida em 20.09.2000) II - No caso da tutela antecipada (ou liminar) ser concedida antes da sentença, cabe a impetração do mandado de segurança, em face da inexistência de recurso próprio. (ex-OJs nºs 50 e 58 da SBDI-2 inseridas em 20.09.2000) III - A superveniência da sentença, nos autos originários, faz perder o objeto do mandado de segurança que impugnava a concessão da tutela antecipada (ou liminar). (ex-Ojs da SBDI-2 nºs 86 - inserida em 13.03.2002 - e 139 - DJ 04.05.2004) Destarte, ante a perda de objeto, extingue-se o feito, sem julgamento do mérito, na forma do disposto no art. 267, VI do CPC. Custas de R$ 20,00 (vinte reais), pela União, calculadas sobre o valor dado à causa, de R$ 1.000,00 (mil reais), das quais está isenta. 3.CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados do Egrégio Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região, por unanimidade, extinguir o feito sem julgamento do mérito, na forma do disposto no art. 267, VI do CPC. Custas de R$ 20,00 (vinte reais), pela União, calculadas sobre o valor dado à causa, de R$ 1.000,00 (mil reais), das quais está isenta. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 18 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente), Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi, Desembargadora Claudia Cardoso de Souza, Desembargador Carlos Henrique Bezerra Leite, Desembargador Jailson Pereira da Silva, Desembargador Lino Faria Petelinkar, Desembargadora Carmen Vilma Garisto e Juíza Sônia das Dores Dionísio. Procurador: João Hilário Valentin. DESEMBARGADORA CARMEN VILMA GARISTO Relatora Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

Edital Edital
Processo Nº MS-20400-85.2013.5.17.0000
Processo Nº MS-204/2013-000-17-00.0

IMPTE : ADVOGADO(A) IMPDO :

LIT :

VANAMA TRANSPORTES EIRELI ME Alexandre Abel Xavier Aragão(OAB: 011315 ES) JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO 13ª VARA DO TRABALHO DE VITORIA - ES RODRIGO SUELA

- Decisão da folha 47: "Vistos, etc. Vindo os autos para apreciação, verifico que há perda superveniente do objeto da presente demanda, o que acarreta na falta de interesse no prosseguimento do feito, porquanto, conforme informações da Impetrante (fl. 46) já foi realizado o depósito dos honorários periciais prévios. Ademais, a própria Impetrante pugna, na manifestação de fl. 46, pelo arquivamento da ação. Pelo exposto, extingo o processo sem julgamento do mérito, por falta de interesse no prosseguimento da demanda, com fulcro no inciso VI do artigo 267 do CPC. Sem custas. Intimem-se as partes. Publique-se. Vitória, 19 de setembro de 2013. Desembargadora Ana Paula Tauceda Branco Relatora".

Edital
Processo Nº MS-33900-24.2013.5.17.0000
Processo Nº MS-339/2013-000-17-00.6

IMPTE :

ADVOGADO(A) IMPDO :

LIT :

SIND DOS EMP EM ESTABELECIMENTOS BANCARIOS NO ES DO ESP SANTO ROGERIO FERREIRA BORGES(OAB: 017590 ES) JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO 14ª VARA DO TRABALHO DE VITORIA - ES BANESTES SA BANCO DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO

- Decisão das folhas 662/663: "Trata-se de Mandado de Segurança impetrado por SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS NO ESTADO DO ESTPÍRITO SANTO, contra ato jurisdicional praticado pelo Juízo da MM.ª 14.ª Vara do Trabalho de Vitória/ES, que, nos autos da Ação Coletiva n.º 0024400-86.2013.5.17.0014, teria determinado que as partes depositassem - inclusive o impetrante - a importância de R$ 6.000,00 (seis mil reais) a título de honorários periciais prévios, sob pena de bloqueio de valores via BacenJud. Argumenta que a perícia foi requerida pelo banco réu, e que muito embora tenha interposto embargos declaratórios, a autoridade coatora preferiu manter a decisão impugnada. Sustenta que a ordem atacada é ilegal e abusiva e viola o artigo 333 do CPC, cuja interpretação enseja a conclusão de que a distribuição do ônus da prova assegura à parte o direito de não se onerar com prova alheia. Afirma, ainda, que a cominação de imposição de penhora via BacenJud implica em verdadeira "execução de honorários periciais prévios", sendo, portanto, incabível e ilegal. Sustenta, finalmente, ser uma entidade sem fins lucrativos e que, decisões dessa natureza, se mantidas, acabarão por gerar sua absoluta inviabilidade financeira de assistência e que não possui condições de arcar com honorários de tão elevada monta, sobretudo porque atua em milhares de processos prestando assistência judiciária. Por reputar presentes os requisitos essenciais à concessão liminar da segurança pleiteada - mormente porque a realização da penhora via BacenJud pode ser realizada a qualquer momento - postula seja deferida a imediata cassação da ordem proferida, e que seja determinado que o depósito de honorários periciais prévios seja de

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responsabilidade exclusiva de quem requereu a prova pericial, in casu, o litisconsorte - BANESTES S/A.. À análise. Encontram-se preenchidos os requisitos dos artigos 282 e 283 do Código de Processo Civil, bem como o requisito do artigo 6.º da Lei n.º 12.016/09. Não obstante os respeitáveis entendimentos em sentido contrário, depreendo que os encargos financeiros das despesas do processo constituem matéria que dispõe de regras específicas no ordenamento jurídico. E, nesse aspecto, infiro que a responsabilidade pelo depósito prévio dos honorários periciais é da parte que requer o exame, a quem incumbe o ônus da prova, conforme preceituam os artigos 19, 33 e 331 do Código de Processo Civil e 818 da Consolidação das Leis do Trabalho - no caso, o reclamado. Neste sentido, a jurisprudência ora transcrita: EXAMES PERICIAIS - Não cabe o ônus da prova pericial à impetrante, pois a argüição de insalubridade partiu do autor. Interpretação sistemática do art. 818, com o art. 195, § 2º, todos da CLT e 19, § 2º do CPC. Mandado de segurança procedente. (TRT 11ª R. - MS 0104/2001 - (765/2002) - Rel. Juiz Othílio Francisco Tino - J. 07.02.2002) Ainda que assim não fosse, impõe-se observar que, in casu, não há sequer título executivo que justifique o meio coercitivo utilizado pela autoridade dita coatora, revelando-se incabível o bloqueio on line, sob pena de ofensa ao devido processo legal (art. 5.º, LIV, CRFB). Por tais fundamentos, concluo, em juízo sumário, que o ato dito coator padece de ilegalidade e, à primeira vista, considero relevantes os fundamentos afirmados, razão pela qual concedo a liminar, em conformidade com o artigo 7º, inciso III da Lei 12.016/09, para revogar a ordem de bloqueio. Dê-se ciência, com urgência - via correio eletrônico - à autoridade coatora, para que se abstenha de efetuar a noticiada constrição via BacenJud e para que para que preste as informações necessárias, no prazo de 10 (dez) dias, ex vi legis do disposto no art. 7º, I, da Lei n.º 12.016/09, dando-lhe ciência do inteiro teor desta decisão. Dê-se ciência à Impetrante, via correio eletrônico, do conteúdo desta decisão e para que traga mais uma via da inicial, para intimação do litisconsorte, em 48 horas, sob pena de extinção. Após, notifique-se o TERCEIRO INTERESSADO para integrar a presente lide na qualidade de litisconsorte necessário, apresentando defesa, se desejar. Finalmente, ao Ministério Público do Trabalho. Vitória/ES, 18 de setembro de 2013. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora".

Edital
Processo Nº MS-34000-76.2013.5.17.0000
Processo Nº MS-340/2013-000-17-00.0

IMPTE : ADVOGADO(A) IMPDO : LIT :

VALE S.A. Rodolfo Gomes Amadeo(OAB: 012493 ES) JUIZ TITULAR DA 3ª VARA DO TRABALHO DE VITORIA - ES WALLACE EVANGELISTA DOS SANTOS

- DECISÃO DE FLS. 147/149: Trata-se de Mandado de Segurança impetrado por VALE S.A., com pedido de liminar inaudita altera pars, contra ato judicial exarado pelo Exmº. Juiz do Trabalho da 3ª Vara do Trabalho de Vitória/ES que, nos autos da RT n. 011620068.2012.5.17.0003, em que são partes o impetrante e o litisconsorte, determinou (fls. 143), em sede de tutela antecipada, a reintegração do reclamante, sob pena de multa diária de R$ 2.000,00. A autora requer, em suma, entendendo presentes o fumus boni iuris e o periculum in mora, a concessão da liminar inaudita altera pars, para suspender os efeitos do ato judicial impugnado. Ressalta, para efeitos de comprovação do fumus boni iuris, que: 1)

não há, nos autos, qualquer prova a determinar que a dispensa do empregado possa ser classificada como abusiva; 2) o empregado encontra-se apto para o labor; 3) detém o direito de não ser submetida à antecipação de tutela quando ausentes os requisitos legais permissivos de sua concessão, especialmente quando a decisão tem natureza satisfativa, esvaziando o provimento final a ser proferido em sentença. Invoca, ainda, o art. 5º, II, CF. Destaca, como fundamento a ensejar o periculum in mora, o fato de que: 1) a decisão atacada tornará inútil a decisão a ser proferida; 2) o dano é grave, porque implica na percepção de vantagens ou direitos indevidos, pois difícil reaver o que foi pago; 3) não há suporte legal para a antecipação, ante a ausência de previsão no art. 659, CLT. Passo a decidir. A r. decisão impetrada determinou a reintegração do trabalhador, com os seguintes fundamentos, in verbis: Pressionado diuturnamente pelo enredo social, comovido pelo depoimento do autor, além do depoimento da presposta que deixou claro que a empresa tem programa definido para recuperação de empregados com problemas de drogas e álcool, entendo que, como todo ser humano, o reclamante merece mais uma chance. É de bom senso que a empresa ofereça também tal oportunidade, lembrando que hoje em dia a propriedade também é obrigada, ou seja, a propriedade também tem função social. Ademais, trata-se de uma das mairoes mineradoras do mundo e além de disso, repito, tem programa para tal fim. Da leitura da referida decisão denota-se que a d. autoridade impetrada não deferiu o pedido de antecipação da tutela, requerido em reconvenção apresentada pelo empregado, interessado nessa ação mandamental, pelo fato de o trabalhador encontrar-se apto ou não para o trabalho, estável ou não no emprego, pela caracterização ou não do abuso de direito ao demitir o trabalhador, mas em razão da condição de degradação humana em que se encontra o litisconsorte, pois, inequivocamente, é dependente químico (ver documentos de fls. 70, 117 e 130), fazendo uso de drogas psicoativas (crack e cocaína), necessitando de tratamento para retomar sua vida e cidadania, sendo certo que, conforme admitido pelo preposta da ora impetrante (depoimento de fls. 143), esta possui "serviço de integração das pessoas com problemas tanto de drogas quanto de álcool". Ora, não há dúvida de que o empregador que se propõe a estabelecer um programa de recuperação de dependência, por certo busca, não só recuperar a força produtiva de seus empregados, como também atender ao princípio da função socioambiental da empresa, que, sabidamente, possui densidade constitucional (art. 170, III, da CF). Assim, a efetivação de tal princípio constitucional, norteador da ordem econômica em nosso ordenamento jurídico, somente ocorrerá se o trabalhador tiver acesso ao serviço de recuperação de dependência oferecido pelo empregador, sob pena de torná-lo mera retórica, sem qualquer efetividade concreta. Por isso, a decisão hostilizada se funda na efetivação do próprio serviço de integração oferecido pela empresa e na sua função social, não havendo, pelo menos em sede de análise perfunctória, falar em ilegalidade do ato impugnado. Pontua-se que, diferentemente da medida cautelar, que visa garantir o resultado eficaz do provimento jurisdicional final a ser proferido, a antecipação de tutela, não limitada às hipóteses do art. 659 da CLT, possui, indiscutivelmente, natureza satisfativa, pois destina-se, quando presente os requisitos legais, como no particular, a possibilitar a fruição do próprio bem da vida em discussão, o que, a meu ver, não tornará inútil a prolação da sentença, que poderá ou não confirmar o tutela antecipada. No mesmo sentido, não há falar em irreparabilidade do dano, pois a probabilidade de recuperação do empregado, por si só, já contemplará os custos e benefícios visualizados pela empresa impetrante. Vale dizer, se a empresa oferece um programa de alta

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Pede a Impetrante seja concedida a segurança. no sentido de que a reclamada. ainda que a prova tenha sido requerida pela própria reclamada. albergada nos arts.00 (setecentos e cinqüenta reais). da CLT. artigo 6º e parágrafo único. Segundo o professor Dinamarco: "Existem dois fatores sistemáticos muito úteis para a aferição do interesse de agir. econômica ou não. porquanto prolatada.Dê-se ciência à Advocacia Geral da União. cabendo à parte registrar protesto (o agravo retido do cível) para eventual reforma da decisão no momento adequado. "quando se decide qual a parte sucumbente no objeto da perícia (artigo 790B da CLT). consistente na determinação exarada pelo Magistrado em audiência realizada nos autos da Reclamação Trabalhista 0111400-30. em relação à perícia. cite-se o litisconsorte.016/09. 45/46:"Vistos etc. para. no tocante ao objeto da perícia".na impetração. 12.17. Só há interesse-necessidade quando. 20) (grifos nossos) IMPTE : ADVOGADO(A) IMPDO : LIT : JUIZ DE FORA-EMPRESA DE VIGILANCIA LTDA PAULA ECHAMENDE LINDOSO BAUMANN(OAB: 019273 ES) JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO 13ª VARA DO TRABALHO DE VITORIA . 18 de setembro de 2013.ES WEDERSON GOMES DE ANDRADE . presumindo-se verdadeiros os fatos narrados pelo reclamante na inicial. ora Impetrante. TST. ainda que à parte seja imposto ônus processual. a Impetrante pretende que seja cassada a determinação do Juízo da MMª 13ª Vara do Trabalho de Vitória para que procedesse com o depósito de honorários periciais prévios. de imediato. verbis: Art. em momento próprio. ingressar no feito. em sede de cognição perfunctória. qual seja. ou criar exceção de forma casuística. razão porque é vedada a recorribilidade das decisões judiciais na fase de conhecimento. 7º. nos termos do artigo 790. Instituições de Direito Processual. no decêndio legal." (DINAMARCO. É de se registrar que a perícia foi requerida pela reclamada. sobre o teor do presente mandamus.interesse jurídico . CARLOS HENRIQUE BEZERRA LEITE Desembargador do Trabalho Relator. 2. Portanto qualquer ilegalidade praticada pelo Juiz só pode ser contornada no recurso final. 23 de Setembro de 2013 12 relevância social como o que ora se examina. Trata-se de Mandado de Segurança impetrado por Juiz de Fora Empresa de Vigilância Ltda. conforme cópia da ata a fls. Em face de todo o exposto: 1. alínea b. DO CABIMENTO Sabe-se que entre os princípios mais importantes que norteiam o processo do trabalho estão a celeridade e a concentração dos atos processuais. Juízo da 13ª Vara do Trabalho de Vitória. conforme previsão da Orientação Jurisprudencial nº 387 da SDI-I do C.0013. sentença de mérito que julgar procedente o pedido por falta de prova técnica. no endereço de fl. Entender diferente é alterar o modelo processual trabalhista. inclusive liminarmente. 273 e 461 do CPC aplicado subsidiariamente ao processo do trabalho (CLT. e. A Nova Lei de Mandado de Segurança São Paulo : Saraiva. hipótese em que o pagamento dos honorários periciais será de responsabilidade da União. 769). Cássio Scarpinela.Cumprido o item anterior." (BUENO. cuja inobservância pode lhe resultar prejuízo. carece a Impetrante de interesse processual . no prazo de 10 (dez) dias. 2009 p. após.INDEFIRO a liminar requerida.2013.9 depósito prévio dos honorários.31/32 É o essencial a relatar.Após. 23.para o manejo do presente mandamus. para que.Ciência à impetrante. manejando o recurso adequado.São Paulo : Malheiros. se manifestar. à digna autoridade impetrada para prestar as informações que achar necessárias. vista ao ilustrado Ministério Público do Trabalho. da qual a empresa também faz parte. Portanto. determinando-se o Juízo impetrado que seja feita a perícia independentemente do depósito". cópia da inicial sem documentos." Entendo não ser possível a impetração de mandado de segurança para a hipótese sob exame. 4.na modalidade necessidade .Ciência do despacho de fls. cuja superação é dever não apenas responsabilidade do Estado. ao argumento de que na Justiça do Trabalho os honorários periciais são pagos somente ao final com a prolação da sentença. decisão de primeiro grau. Vol II . ora impugnada.17. sob pena de confissão. o sujeito seria incapaz de obter o bem desejado. contribuindo para o desencontro científico do trato da matéria. nos termos do art. salvo se esta for beneficiária da justiça gratuita". Faculta-se ao juiz. Alega a Impetrante que o ato do Juízo é ilegal. à luz da verossimilhança das alegações do reclamante e dos documentos colacionados aos autos da ação originária.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Cândido Rangel. Edital Processo Nº MS-34400-90. não vislumbro ilegalidade ou abuso de poder na r. em sede de cognição primária. pela parte sucumbente. Destaca a Impetrante que "o ato impugnado por este mandado de segurança versa exatamente sobre relação de emprego". como também de toda a sociedade. para a realização de perícia. 311) (grifos nossos) Nas palavras do professor Cássio Scarpinela Bueno: "Cabíveis os recursos indicados no sistema processual e desde que a ilegalidade ou a abusividade que fundamenta sua interposição não tenha aptidão para produzir qualquer efeito imediato em prejuízo do recorrente.5. considerando que a parte poderá se insurgir contra as decisões proferidas durante a instrução processual. da Lei n. II. sem o processo e sem o exercício da jurisdição. exigir Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . na exata medida em que o recurso descrito sistematicamente cabível tiver condições de tutelar eficaz e prontamente o direito do recorrente. aplicar-se a confissão. art. 6º Os honorários periciais serão suportados pela parte sucumbente na pretensão objeto da perícia.31/32. querendo. ora Impetrante. p. não cabe o mandado de segurança. enviando-lhe. implicitamente. entendendo "não ser possível a exigência de depósito prévio dos honorários periciais". o que infelizmente vem acontecendo em algumas decisões do gênero. Vitória/ES.5. parece-me lógico que ela desfrutará de alguma vantagem. 2009. ressalvadas as lides decorrentes da relação de emprego. no prazo de quinze dias. conforme registro na cópia da ata de fls. 5. oficie-se.0000 Processo Nº MS-344/2013-000-17-00. "sob pena de não o fazendo.TST. efetuasse o depósito dos honorários periciais prévios no valor de R$ 750. nos termos da Instrução Normativa nº 27 do C. Nesse contexto. "pois na Justiça do Trabalho os honorários periciais são pagos somente ao final da ação. No caso dos autos. 3.2013. salvo se beneficiária da justiça gratuita. Não há necessidade . Parágrafo único. querendo. para a cassação da "decisão que determinou antecipação de honorários periciais. como indicadores da presença deles: a necessidade da realização do processo e a adequação do provimento jurisdicional postulado. em face de ato jurisdicional praticado pelo MMº.. com a recuperação de trabalhador acometido de uma doença social.

sendo partes as acima citadas.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA EMBARGOS DECLARATÓRIOS conhecidos e não providos. Intime-se.016/09.TRT 17ª Região . em 01/02/2013. sua intenção de procrastinar o feito e retardar a marcha processual ao opor os presentes embargos de maneira infundada em relação às suas hipóteses de cabimento.1. os fundamentos já externados no acórdão respectivo (fl. Portanto. MÉRITO Aduz a embargante que o acórdão embargado foi contraditório e omisso quanto ao fato de que a Apólice de Seguro-Saúde. CONHECIMENTO Conheço dos embargos.17. ora embargado. firmou seu entendimento baseado nas informações e documentos. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. REGIÃO . se é verdade que cautelar pode ser revogada. caso dos autos. argui que o julgado olvidou-se de apreciar a declaração emitida pelo próprio reclamante que externava seu desinteresse em manter-se filiado ao plano ofertado pelo embargante. 3. acórdão de fls. 241/243 .17. Com efeito. 241/243. indiscutivelmente. a questão foge dos limites de cabimento dos embargos de declaração. diante do indubitável caráter protelatório dos embargos. tampouco em matéria não prequestionada. Pelo exposto. os quais visam. 23 de Setembro de 2013 13 Assim. Assim. Outrossim. igualmente. cominar à embargante multa de 1% sobre o valor da condenação.2013. a qual vinculava as reclamadas. não há que se falar em vícios no julgado.2013.TRT 17ª. Inicialmente. pois cuidam de inovação em sede de embargos de declaração. Pois bem. eis que já vinculado ao plano empresarial da AMIL”. como alegado pela parte. Portanto não há de se falar em contradição. Em 19 de setembro de 2013. bem como visando ao prequestionamento da matéria. Repete o embargante todas as alegações dos primeiros embargos. A injustificada beligerância processual da embargante revela. 2.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. aduz que o próprio reclamante emitiu declaração atestando que “não desejava se vincular a plano oferecido pela BRADESCO SEGUROS. ACÓRDÃO DE FLS.4 Embargante Advogado Embargado Advogado Plurima Réu Advogado BRADESCO SAÚDE S/A Bianca Vallory Limonge Ramos(OAB: 007785 ES) ADILSON ANDRADE DE MORAES Esdras Elioenai Pedro Pires(OAB: 014613 ES) PARANAPANEMA S/A Rodolfo Gomes Amadeo(OAB: 012493 ES) ACÓRDÃO . nos termos dos artigos 897-A da CLT e 535 do CPC.2. Desembargador JAILSON PEREIRA DA SILVA Relator SECRETARIA DA 1ª TURMA Acórdão Acórdão Processo Nº ED-5600-52. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de AÇÃO CAUTELAR. Por outro lado. Ademais. trazidas oportunamente aos autos. valendo-se de sua persuasão racional. porque presentes os pressupostos legais de admissibilidade. por unanimidade. apontando vícios no julgado. o documento protocolado em conjunto com os declaratórios não foi juntado na ocasião da interposição da contestação. é tão-somente imprimir efeito suspensivo ao recurso ordinário ajuizado pelo reclamante. o que se infere é que o reclamado renova nesses embargos as mesmas razões despendidas no recurso anterior. No tocante à omissão. 10 da Lei 12. com base no art. a par de lhes negar provimento. Pelo caráter protelatório. Acresce-se que carece de razão a alegação de cerceio de defesa e de negativa ao processo legal aviltadas pelo reclamado embargante. a sanar eventuais vícios constantes no julgado. este. sem resolução do mérito. apenas reputou que tal fato compete ao juízo pelo qual tramita a ação principal. FUNDAMENTAÇÃO 2. que descaracteriza o interesse processual que condiciona o feito. primeira reclamada. 245/255) opostos pelo segundo reclamado em face do v. sequer devem ser apreciados. Assim. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). portanto.0000 Processo Nº ED-5600/2013-000-17-00. não se pode reputar omisso o acórdão. no mérito. multa de 1% sobre o valor da condenação Vistos.5. o que não é permitido. dispensada. tão-somente. negar-lhes provimento. Repito. INDEFIRO a petição inicial e julgo EXTINTO O PROCESSO. Pelo contrário. de todas as partes. também o é que pode ser confirmada. 2. o que torna sem substrato fático o acautelamento deferido na ação inominada ajuizada. pela Impetrante. sobre o valor dado à causa.ADILSON ANDRADE DE MORAES PARANAPANEMA S/A Origem: TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO .0005600-52. foi cancelada a pedido da própria estipulante. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . Diante do indubitável caráter protelatório dos embargos.5. RELATÓRIO Trata-se de embargos de embargos de declaração (fls. embora o documento supramencionado possua data posterior à apresentação da contestação. importante repisar que o objeto da ação cautelar. 242): “Quanto à segunda alegação e ao documento juntado. conhecer dos embargos declaratórios e. Custas de R$ 10. Fato.0000 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: BRADESCO SAÚDE S/A Embargados: O V.64 (dez reais e sessenta e quatro centavos). Este Tribunal não se furtou de apreciar a questão do cancelamento da apólice. cuja natureza é meramente instrumental. comino à embargante multa de 1% sobre o valor da condenação. haja vista que o magistrado. não há omissão no julgado. tendo em vista a impossibilidade lógica de a Turma se pronunciar acerca de fundamentos e documentos não trazidos aos autos antes do julgamento.

Nego provimento. é desnecessária a referência expressa aos dispositivos legais apontados pela parte para que se considere atendido o pressuposto do prequestionamento. ainda que não tenham sido citados os dispositivos de lei que o recorrente. Vistos. deve-se observar que o magistrado não tem o dever de rebater um a um os dispositivos legais invocados pelas partes.2012. João Hilário Valentim. Pois bem. 2. Diz. e que mesmo a previsão em norma coletiva não possui o condão de transmudar o caráter do auxílio-alimentação.3 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DA RECLAMADA A reclamada alega contradição no tocante a integração do tíquete alimentação aduzindo que embora não tenha. Procurador do Trabalho: Dr. por fim.2012. entendeu que foram violados. segundo a Orientação Jurisprudencial nº 118 da SDI-I e Enunciado nº 297 do Colendo Tribunal Superior do Trabalho. 71§4º da CLT e a Súmula 437 do TST. no mérito.0007600-56. 3. quando a decisão recorrida adotar tese explícita sobre a matéria.2 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DO RECLAMANTE O autor embarga de declaração requerendo manifestação deste Regional quanto a violação ao art.5.0001 Processo Nº ED-7600/2012-001-17-00. Diz que não está vinculado às CCTs juntadas pela ré e que o pagamento mencionado no acórdão só quita as escalas normais.17. da existência de diferença a seu favor.5. Quanto aos minutos anteriores à jornada.1 CONHECIMENTO Conheço dos embargos de declaração eis que ambos são tempestivos e encontram-se regulares as representações. REGIÃO . conhecer de ambos os embargos declaratórios e.2013.17.17. 260/265 . Não contradição a ser sanada. horas extras posteriores a 8ª e a 10ª diária.0008 Processo Nº RO-7900/2013-008-17-00. diminuição da hora noturna e adicional noturno na prorrogação da jornada e.0 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Réu ESTADO DO ESPIRITO SANTO Gustavo Sipolatti(OAB: 010589 ES) ALEXANDRE SOARES DE OLIVEIRA ODILIO GONCALVES DIAS NETO(OAB: 019519 ES) MASTER PETRO SERVICOS INDUSTRIAIS LTDA ACÓRDÃO . sendo partes as acima citadas. em relação aos honorários advocatícios. não houve pedido na inicial.CJF DE VIGILANCIA LTDA GIL ROSSINI VITORIA Origem: 1ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . juntado prova de inscrição no PAT. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-7900-60. acórdão de fls.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. E por se tratar de integração de verba ao salário do autor não há compensação a ser autorizada. no seu entender.0008 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: ESTADO DO ESPIRITO SANTO Recorridos: . concluindo que para executá-la o autor não consumia mais do que 10 minutos diários. Procurador do Trabalho: Dr. decorrente do fato da reclamada ter juntado cartões de ponto Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 britânicos. quanto aos feriados. foi elidida pela prova testemunhal que afirmou que a única tarefa desempenhada era de averiguação das condições de luz. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-7600-56. FUNDAMENTAÇÃO 2. labor aos domingos. afirmando que as provas não registram qualquer intervalo de descanso nas escalas extras.CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. negar-lhes provimento.5. juntou os contracheques do autor nos quais constam descontos no salário do autor a este título o que. de fato. a Turma Julgadora entendeu que a presunção relativa de veracidade da alegação inicial.2013. João Hilário Valentim. demonstra a natureza indenizatória da parcela. ACÓRDÃO DE FLS. Ademais. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. acórdão em especial os que tratam das matérias relativas minutos anteriores a jornada contratual nas escalas extras.TRT 17ª. 2. por parte do reclamante.17. O acórdão foi claro quanto a existência de prova de quitação do intervalo intrajornada e ausência de indicação.TRT 17ª Região . Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos pelas partes em face do v.0 Embargante Advogado Embargado Plurima Autor Advogado Plurima Réu GIL ROSSINI VITORIA Flavio de Assis Nicchio(OAB: 016179 ES) CJF DE VIGILANCIA LTDA CJF DE VIGILANCIA LTDA Orcy Pimenta Rocio(OAB: 009989 ES) GIL ROSSINI VITORIA ACÓRDÃO .TRT 17ª Região . ainda. O acórdão foi claro quanto ao entendimento adotado de que somente nos casos em que a empresa comprovar sua filiação ao PAT é que se pode imprimir ao auxílio-alimentação o caráter de verba indenizatória. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). ora embargante.0001 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargantes: GIL ROSSINI VITORIA CJF DE VIGILANCIA LTDA Embargados: O V. Nego provimento. 260/265 alegando vício no julgado. por unanimidade.0007900-60.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DAS PARTES conhecidos e não providos ante a inexistência de vício no julgado.5. Elenca enumeros dispositivos legais que entende terem sido violados pelo v. 23 de Setembro de 2013 14 Convocada Sônia das Dores Dionísio. que há omissão em relação ao pedido de compensação. Por fim. Em relação aos domingos e feriados foi adotada expressamente a tese de que a escala 12x36 compensa o domingo trabalho e.

cujo ônus da prova recai sobre o empregado. em Cariacica. como ex-colega de serviço.98).ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DE ENTE PÚBLICO. representados pelo sindicato. em Cariacica.17. com absoluta certeza. Nesse contexto. Esse é o objeto inicial do recurso do Estado do Espírito Santo. Mas isso não induz a presunção de veracidade das alegações da inicial. 333.17. por exemplo. Vistos. dar provimento ao apelo da reclamada para excluir a responsabilidade subsidiária do ente público.17. E nem se fale que o empregado não tinha condições de produzir tal prova. Assim não procedeu o autor.2012.5. em audiência. mesmo diante da revelia da 1ª ré. segundo o entendimento do magistrado sentenciante. a análise do fato constitutivo do pedido do autor. todavia. Não obstante.TRT 17ª Região . às fls. Foi justamente por isso que. Ressalto que o Estado do Espírito Santo não negou a celebração de contrato com a MASTER PETRO.0008400-57. 107). João Hilário Valentim. 465-469. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO.1 CONHECIMENTO Conheço do recurso do 2º reclamado. deveria o autor. pois não necessariamente os vínculos de todos os trabalhadores se encerraram ao mesmo tempo. 818 da CLT.5. porém. sendo declarada a sua revelia. 2. À análise. nos termos do art. Não o fazendo.0009 (vide documento de fls.2 RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA A questão crucial à determinação da responsabilidade subsidiária do 2º reclamado exige. ônus que lhe cabia por força do artigo 333. não prejudica o 2º reclamado. sendo partes as acima citadas. o Juízo de Origem firmou a conclusão de que a reclamada. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 A reclamada. que contestou a pretensão autoral de responsabilização subsidiária. não permite concluir. às fls. I do CPC c/c o art. MASTER PETRO. frise-se. No rol apresentado não constou o nome do reclamante. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-8400-57. no mérito. há que prevalecer a alegação da peça de ingresso. Por todas essas razões. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo 2º reclamado em face da sentença de fls. Contraminuta. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. oriunda da 8ª Vara do Trabalho de Vitória-ES. conhecer do recurso ordinário e. por unanimidade. Procurador do Trabalho: Dr. 23 de Setembro de 2013 15 ALEXANDRE SOARES DE OLIVEIRA MASTER PETRO SERVICOS INDUSTRIAIS LTDA Origem: 8ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . que o obreiro não prestou serviço ao Estado. restando prejudicadas as demais matérias tratadas no recurso. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Não comprovando o empregado o efetivo labor para o ente público tomador de serviço. dou provimento ao apelo para excluir a responsabilidade subsidiária do 2º reclamado.2012. 417v). Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). A 1ª reclamada. não sendo o fato incontroverso. por outro lado. cuidou de acostar aos autos a relação de empregados que trabalharam na SESA (secretaria de saúde) e que. pois simples testemunha.5. não apenas negou a prestação de serviços. quedou-se inerte.8 Embargante Advogado Embargado Advogado AMERICA GARCIA DA SILVA Maíra Dancos Barbosa Ribeiro(OAB: 010800 ES) FUNDACAO VALE DO RIO DOCE DE SEGURIDADE SOCIAL VALIA Sandoval Zigoni Junior(OAB: 004715 ES) PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO .0010 Processo Nº ED-8400/2012-010-17-00. 255-302). 434-465. 122 e seguintes. 105). 818 da CLT. que julgou parcialmente procedentes os pedidos formulados na inicial. ter comprovado que laborou nas dependências CRE metropolitano de Jardim América. concernente ao labor desempenhado no CRE metropolitano de Jardim América. que o obreiro lhe tenha prestado serviço (fl. por ter negado a prestação dos serviços do reclamante em suas dependências. tanto que juntou cópia do que pactuado (fls. não se pode negar o reforço argumentativo que a prova documental representa à defesa do 2ª reclamado. pugnando pela exclusão da responsabilidade subsidiária do Estado do Espírito Santo. não se reconhece a responsabilidade subsidiária por ausência de prova quanto ao fato constitutivo do pedido.2012. “deveria ter trazido o rol de trabalhadores que lhe prestaram” (fl. FATO CONSTITUTIVO DO PEDIDO. com a devida vênia. A confissão ficta daí resultante. 417-419. poderia ter prestado as necessárias informações em juízo. I do CPC c/c o art. negando. afinal. pelo não provimento do recurso. a documentação de fls. restando prejudicadas as demais matérias tratadas no recurso. por isso. O mais relevante. fato específico que necessita também de prova específica. 105). FUNDAMENTAÇÃO 2. concernente na alegação de que teria trabalhado no CRE metropolitano de Jardim América. por si só. Diligente que foi. 122 e seguintes). De fato. o aludido documento foi impugnado (fl. regularmente citada por edital (fl. postularam o pagamento das verbas rescisórias junto a MASTER PETRO na reclamatória nº 000940095. este é fato constitutivo do pedido. considero que a conclusão alcançada na Origem é inadequada ao caso e. mas disso ele não se desincumbiu. é que o ônus era do autor. no entanto. inclusive. em Cariacica. A esse respeito.0010 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: AMERICA GARCIA DA SILVA Embargado: . NÃO COMPROVAÇÃO DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. eis que presentes os pressupostos de admissibilidade. num primeiro momento. É o relatório. que consentiu com o encerramento da instrução sem evidenciar a pertinência de suas alegações (fl.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. ÔNUS DO EMPREGADO. Razões recursais.

Ora.2013. se os embargos confundem julgamento contrário ao seu interesse com omissão em julgar. em face do v. 538.PREQUESTIONAMENTO Aduz o embargante que deve ser registrado no v. na forma autorizada pelo art. complementada pela decisão de embargos de declaração de fls. Atendendo a esse imperativo. CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. Vistos. acórdão que recebia da Valia a pensão por morte desde 26. na forma autorizada pelo art.BNDES AFEQUE SERVICOS DE VIGILANCIA LTDA .TRT 17ª. RELATÓRIO Trata-se de embargos declaratórios opostos pela Reclamante. sendo partes as acima citadas. 520- . art.5. contradição ou obscuridade e revelam mero inconformismo da parte com o conteúdo meritório do acórdão. do CPC. negar-lhes provimento e condenar a Embargante a pagar a multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa.1. devendo a parte manifestar sua irresignação por meio de recurso próprio. 927 e 1090 do CC. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. o prequestionamento a que se refere a Súmula 297 do TST só tem pertinência e cabimento quando o julgado não haja adotado fundamento explícito sobre o tema ou sobre a questão submetida.BNDES Décio Freire(OAB: 012082 ES) RONILSO CRUZ PAULO VIDAL RONILSO CRUZ PAULO VIDAL José Alcides de Souza Junior(OAB: 013144 ES) BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONOMICO E SOCIAL . além de objetivar o prequestionamento. Saliente-se.EPP Origem: 11ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . 538 do CPC. 500-517) em face da sentença de fls. nego-lhes provimento e imponho a embargante multa de 1% sobre o valor da causa.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.BNDES RONILSO CRUZ PAULO VIDAL Recorridos: RONILSO CRUZ PAULO VIDAL BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONOMICO E SOCIAL . 554/569. 554/569. da CF e os artigos 186. apontando a existência de omissão e contradição no julgado embargado.0009200-48.05. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinários interpostos pelo segundo reclamado (fls. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim. a via escolhida é totalmente incompatível com tal objetivo.0011 RECURSO ORDINÁRIO Recorrentes: BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONOMICO E SOCIAL .1 Recorrente Advogado Recorrido Plurima Autor Advogado Plurima Réu Plurima Réu Advogado BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONOMICO E SOCIAL . conhecer dos embargos declaratórios. Basta que fundamente o entendimento adotado. uma vez que ficou comprovado que o percentual auferido pelo de cujus não se trata de ganho real e muito menos de antecipação.17. sendo partes as acima citadas. CONHECIMENTO Conheço dos embargos. impondo respeito aos acordos e convenções coletivas de trabalho. Ademais. FUNDAMENTAÇÃO 2. presumindo-se o não-acolhimento das teses divergentes. está convalidado pelo inciso XXVI. mas sim de índice proveniente de revisão da renda total da suplementação do falecido.TRT 17ª Região .ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: JORNADA DE 12X36. O só ato de o sindicato representante da categoria profissional. 7o da Constituição Federal. firmar norma coletiva de trabalho pactuando jornada especial de 12x36. acórdão de fls.BNDES AFEQUE SERVICOS DE VIGILANCIA LTDA . inclusive para forjar um necessário processo de amadurecimento das relações entre o capital e o trabalho. XXXVI. acórdão é contraditório. Contrarrazões apresentadas pelo segundo reclamado às fls. que julgou procedente em parte o pedido. que a Corte não está obrigada a apreciar. 5º. ainda. parágrafo único. 23 de Setembro de 2013 16 O V. REGIÃO FUNDACAO VALE DO RIO DOCE DE SEGURIDADE SOCIAL VALIA Origem: 10ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . O que se exige é adoção de tese. do art. Afirma. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora Acórdão Processo Nº RO-9200-48. porquanto se constitui em manifestação expressa da vontade dos interessados na solução dos seus próprios conflitos. Vistos. OMISSÃO – CONTRADIÇÃO . o legislador ao editar a Carta de 1988 procurou conferir primazia à autocomposição dos dissídios. O respeito ao pactuado na negociação coletiva deve se tornar um primado dessa forma de autocomposição dos dissídios. 496. 3. em razão da tipicidade da função. todos os argumentos e fatos abordados pelas partes. pois presentes seus pressupostos de admissibilidade. OJ 24 do TST. prequestiona a Súmula 321 do STJ. ponto a ponto.17. 475-477. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. Não lhe assiste qualquer razão. por unanimidade. 47 do CDC. o que não significa obrigação de reproduzir textos legais. não merecem ser providos. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. 884. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). art. Se os embargos não demonstram a existência de omissão. (Recurso desprovido). e tendo em vista o manifesto caráter protelatório dos Embargos.5.EPP Marcos Antonio Fonseca Medeiros(OAB: 069144 RJ) ACÓRDÃO .0011 Processo Nº RO-9200/2013-011-17-00. Basta uma leitura dos presentes embargos declaratórios para constatar que eles estão sendo utilizados com o único intuito de reapreciar matéria já devidamente rebatida. o que evidentemente. Por fim. e não reprodução da lei.2013. 554/569 . ante a total ausência dos vícios alegados. também. HORAS EXTRAS – PREVALÊNCIA DA CONVENÇÃO COLETIVA. merece respeito. não merecem ser providos. Deste modo.2010. ACÓRDÃO DE FLS. Se a parte pretende ter uma nova apreciação do mérito já decidido pelo acórdão de fls. que o v. 481-490v) e pelo reclamante (fls.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO.

art. por consequência. 2. ser anterior à Lei 9. e não ao trabalhador que tem jornada especial prevista em cláusula de convenção coletiva inferior à duração prevista na lei. inclusive com o objetivo de forjar um necessário processo de amadurecimento das relações entre o capital e o trabalho. Sucessivamente. Por isso. se encontra convalidada pelo inciso XXVI. portanto. Aponta o previsto na OJ 93.102/83). que os minutos diários reconhecidos em sentença. e. . e em relação ao tópico “do descanso remunerado e seus reflexos” (fls. iii) intervalo interjornada que compreende. 40-76). 7o da Constituição Federal. A compensação de jornada a que se refere o artigo 59. todo um dia de descanso. Requer. por preenchidos os pressupostos de admissibilidade. 59. o que a torna inválida. que comprovada a necessidade de apresentação antecipada em 30 minutos a cada início de jornada e a ausência de gozo do intervalo intrajornada. Alega que não havia regime de compensação das horas extras trabalhadas.2 RECURSO DO RECLAMANTE 2. evidentemente que o reclamante também não tem razão. a matéria já foi pacificada pelo TST. Argumenta. Registro. 41). O regime de trabalho por escalas de 12 por 36 horas é identificado pelas seguintes peculiaridades: i)revezamento de cargas semanais de 36 horas com 48 horas. não são capazes de descaracterizar a jornada em escala. do TST. nos termos da Súmula 85. 73. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 A redatora designada. DA CLT. à margem daquela estabelecida ordinariamente pela Constituição da República. sendo. quando há observância da carga horária de 44 horas semanais. em afronta ao art. de toda a Justiça do Trabalho. buscou o legislador mitigar as chances de eventual abuso de direito por parte do empregador. da Lei 605/49 e Súmula 444. por outro lado. Embargos conhecidos e desprovidos (E-RR-3154/2006. DJ de 19/06/2009). sem que seja devido o adicional de horas extras. uma vez que se trata de cópia fiel da petição inicial. 3. Postula. 23 de Setembro de 2013 17 523v e pelo reclamante às fls. não foram elas comprovadas. Em conseqüência disso. 512). se a convenção coletiva. por se tratar de hipótese em que o trabalho é prédefinido. Logo. pois irrenunciáveis e que não são válidas as normas coletivas que contrariem a lei ou violem garantias fundamentais do trabalhador. ainda. o pedido de pagamento dos feriados trabalhados porque. Dessa forma. Dele não conheço quanto ao tópico “a) Acordo escrito e homologado pelo sindicato profissional” (fls. 4. com os reflexos legais. 1. superior ao limite diário e semanal de carga horária. recorre o reclamante. ainda.2. da CF. pois além de a redução ficta prevista no §2º do art. Pugna. Confirmação da jurisprudência francamente preponderante e histórica. apresentando-se fixo e imutável. dispõe sobre o trabalho em jornada de 12x36 não há falar-se no pagamento das horas extras excedentes à 8ª e 10ª. por ausência de dialeticidade. o respeito ao pactuado na negociação coletiva deve se tornar um primado dessa forma de autocomposição dos dissídios. portanto. prevista nas CCTs. é que o legislador.1 HORAS EXTRAS – ESCALA 12X36 – FERIADOS – REDUÇÃO FICTA DA HORA NOTURNA . como compensação. Indevido. da Carta Magna. respeito aos acordos e convenções coletivas de trabalho. § 2º. Em se tratando de determinação de jornada especial de trabalho. Quanto ao argumento de que a empresa não observou a redução ficta da hora noturna. merece respeito porquanto se constitui em manifestação expressa da vontade dos interessados na solução dos seus próprios conflitos. conforme consta fartamente nos presentes autos (fls. ou seja. atribuiu o percentual diferenciado de 40% sobre a hora normal (cláusula 10ª.situação que evidentemente. tendo em vista a manutenção dos níveis de emprego impondo por isso. induz à presunção de que sua intenção foi a de adequar as condições de trabalho à peculiaridade da atividade econômica. que decidiu pela validade de acordo coletivo que estabeleça turnos de revezamento de 12 x 36 de descanso. se o reclamante trabalhava em escala de 12x36 é evidente que o trabalho em tais dias eram seguidos de folga nos dias . 525-532. XIII. do TST. parágrafo 1º . Conheço do recurso do segundo reclamado. inciso XXVI e 8º. nos termos do artigo 7º. 59 § 2º da CLT. ainda. sendo irrelevante a circunstância de o limite previsto no art. da CLT e 7º. porque perfilho o entendimento segundo o qual. § 2º. Sustenta que alguns direitos não são negociáveis. do TST. ligada à compensação de prorrogações a jornada determinadas pelo empregador. não se cogita de aplicação dos limites referidos no artigo 59. estabelecendo limites a serem observados. ii) jornadas exercidas sempre em um mesmo turno (horário de trabalho). Não lhe assiste razão. 503). ao editar a Carta de 1988 procurou conferir primazia à autocomposição dos dissídios.1 CONHECIMENTO Conheço em parte do recurso do reclamante. 9º. ante a prevalência da norma constitucional. Invoca os arts. Considerando as peculiaridades do regime por escalas de 12 por 36 horas. Além disso. 5. 2. da CLT e art. requer a condenação após da 10ª diária. a própria norma coletiva é suficientemente clara ao dispor que a hora noturna tem duração de 60 minutos e. 73 da CLT só se aplicar a trabalhador que cumpre jornada de 220 mensais. porque além de a profissão do Recorrido estar regulamentada em lei especial (7. Maria Cristina Irigoyen Peduzi. apenas por meio de prévia negociação coletiva é válido o ajuste. nulas. 7º. da CLT. do art. a jornada tem o respaldo da CF/88. inciso XIII. por inovação. E o só fato de o sindicato representante da categoria a que pertence o autor. ementou assim a decisão da Seção I de Dissídio Individual: EMBARGOS REGIME DE DURAÇÃO DO TRABALHO POR ESCALAS DE 12 HORAS DE TRABALHO POR 36 DE DESCANSO (12X36) VALIDADE INAPLICABILIDADE DA RESTRIÇÃO DO ARTIGO 59. Min.VIGILANTE Da sentença que reconheceu válidas as normas coletivas e julgou improcedente as horas extras. da CLT. §2º. nos termos do art. pelo pagamento em dobro dos feriados trabalhados. a reforma da sentença quanto à duração da hora noturna. é aquela relativa a excessos de trabalho em relação à jornada contratada. descaracterizada a escala 12X36. também. Afirma que trabalhava em escala 12X36. também. § 2. portanto. 59.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. necessariamente.601/98. através da SDI-1. FUNDAMENTAÇÃO 2. firmar norma coletiva de trabalho.fls. sejam consideradas nulas as cláusulas convencionais e condenadas as reclamadas ao pagamento como extras das horas trabalhadas após a 8ª diária ou 44ª semanal. da Carta Magna. da CLT. Também quanto às escalas extras (evasivamente alegadas pelo reclamante). insuscetível do abuso a que o dispositivo visa resguardar. SDI-I. inciso IV.

nos termos da Súmula 264 do c. a exemplo do mês de fevereiro/2012. eis que. Fica convencionado que na hipótese do empregador deixar de conceder integralmente ao trabalhador o horário do intervalo intrajornada.. verifico que as diferenças apontadas são pertinentes.2 ADICIONAL NOTURNO – PRORROGAÇÃO DA JORNADA NOTURNA Busca o reclamante a reforma da sentença quanto ao pagamento do adicional noturno sobre as horas trabalhadas após as 5 horas. quanto pela primeira reclamada. as CCTs juntadas tanto pelo reclamante. estabelecem normas referentes ao adicional noturno na cláusula décima (fls.6 INSS Requer o reclamante que os descontos previdenciários sejam calculados sobre o valor histórico e que as reclamadas sejam condenadas no seu recolhimento. não tem direito de recebê-los em dobro. Afirma que são devidos os reflexos. que não houve a integração determinada. .11..” (CCT de 2012/202 – cláusula 11ª. pelo valor histórico. a OJ 307. parágrafo terceiro – fls. Tendo em vista que a qualidade de segurado independe da existência ou inexistência de mora por parte do empregador. XXII. 01 (uma) hora para repouso e alimentação. IMPOSTO DE RENDA Pugna o reclamante que os descontos fiscais sejam calculados sobre o seu valor histórico e faixas correspondentes e que as reclamadas suportem seu pagamento. Parágrafo 2º. recorre o reclamante. pela remuneração do adicional noturno (dobro do previsto no caput do artigo 73 da CLT). 23 de Setembro de 2013 18 subseqüentes e por isso. 2. pois a escala do reclamante se estendia até tal hora. O valor da hora apura-se pelo salário acrescido dos seus consectários legais e também o adicional de risco de vida.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Alega que quando da manifestação sobre a defesa apresentou impugnação específica. Dou provimento para determinar que o adicional de risco de vida integre a remuneração do autor para todos os fins. No entanto. A não concessão do intervalo intrajornada restou comprovada. em que o adicional noturno (R$ 228. em sua defesa. no mês de março/2012 (fls. do TST. nego provimento.3 INTERVALO INTRAJORNADA Insurge-se o reclamante em face da sentença que considerou quitado o intervalo intrajornada sonegado. como as normas coletivas que regulam o trabalho do reclamante prevêem como hora noturna a hora correspondente “até o término do trabalho do dia seguinte”. 176-185). Aponta o previsto no item II.2. As duas CCTs vigentes durante o contrato de trabalho estabeleceram que: “Fica convencionado entre as partes que o adicional de risco de vida integra a remuneração dos empregados para todos os fins de direito.2. A hora noturna será remunerada pelo percentual de 40% (quarenta por cento). inclusive com tabela demonstrando as diferenças. por exemplo. Assim sendo. Parágrafo Único. 2. por amostragem. A norma coletiva assim dispõe. à exceção do primeiro mês de Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 contrato. Em razão do efetivo benefício propiciado aos empregados. da CF. 2. 41 e 104). devido o adicional noturno até as 7 horas. conforme dispõe a Lei 605/49.79). Com razão. Aponta a Súmula 264. Por todo o exposto. Pugna que a base de cálculo seja a sua remuneração. sob o fundamento de que constam dos recibos de pagamento colacionados aos autos o pagamento do adicional de risco de vida. Dou provimento parcial. 71. O cálculo das horas extras deve observar a evolução do salário e os adicionais de risco e noturno. TST. Dessa tabela. do TST. 455) tabela demonstrando mês a mês as diferenças entre o valor pago a título de intervalo intrajornada e o que entende devido. que assim estabelece: “CLÁUSULA DÉCIMA – DO ADICIONAL NOTURNO Considera-se hora noturna aquela trabalhada das 22 (vinte e duas) horas de um dia até o término do trabalho do dia seguinte. dou provimento para determinar o pagamento do intervalo intrajornada sonegado. pois eles integram a base de cálculo. para a hipótese de sonegação do intervalo em questão: “Cláusula Vigésima Quarta – Do Intervalo Intrajornada Fica estabelecido que em qualquer escala é obrigatória a concessão do intervalo intrajornada. O reclamante. conforme depoimento da testemunha de fls. 2. eis que não pagos durante o contrato de trabalho. da SDI-I. é evidente que o empregado tem responsabilidade pelo pagamento da parcela previdenciária. nos termos da fundamentação supra. ao se manifestar sobre os documentos juntados com a defesa. conforme previsto nas CCTs.2. da CLT. Parágrafo 1º.67) foi calculado apenas sobre o salário base (R$ 931. apresentou (fls. A decisão recorrida indeferiu o pleito. pois “seguia a determinação contida na CLÁUSULA DÉCIMA segunda-feira e seu parágrafo único.” (fls. 455).2. 41v e CCT de 2011/2011 – cláusula 12ª. o valor indicado pelo reclamante está correto. conforme as normas coletivas. com o pagamento de uma hora extra. nos termos das normas coletivas citadas.5 ADICIONAL DE RISCO DE VIDA O reclamante requer a reforma da sentença quanto à incorporação do adicional de risco de vida à sua remuneração. ficará obrigado a remunerar 01 (uma) hora normal do intervalo intrajornada com o acréscimo de 60% (sessenta por cento) sobre o valor da hora normal acrescido do adicional de risco de vida. 86-87. 95). 7º. entendo devidos os reflexos indicados na mesma tabela (fls. 455. afirma que pagava o adicional noturno de forma correta. Da mesma forma. 180). 44v) Nos recibos de pagamento consta o pagamento da rubrica “intrajornada 60% ES” (fls. ante suas naturezas salariais.4 BASE DE CÁLCULOS DAS HORAS EXTRAS Da sentença que determinou que as horas extras fossem calculadas sobre o salário base. da Súmula 60. no período entre às 22h e 5h. A primeira reclamada. razão assiste ao autor.2. nos termos do Decreto 3048/99 e Súmula 368 do TST. constante dos recebidos de pagamento juntados aos autos. Invoca o art. eis que a CCT apenas definiu a base de cálculo. o que resultaria no valor de adicional noturno de R$ 256. por isso as partes resolvem estabelecer a hora noturna em 60 (sessenta) minutos. Dou provimento para determinar o pagamento do adicional noturno sobre as horas trabalhadas após as 5 horas. como.” (fls. que fixa a hora noturna em 60 minutos. .2. 2. do TST e o art. sem retirar o caráter salarial da verba em questão.7. Assim sendo.” Assim. Assim sendo. dou provimento parcial. conforme os cálculos indicados na tabela de apuração das diferenças de fls. é devida a integração pretendida. de no mínimo. §4º. 54) Dos recibos de pagamento colhe-se.62) e não sobre ele mais o adicional de risco de vida (R$ 111. parágrafo primeiro – fls. 2. Sustenta que os valores pagos são inferiores aos devidos. pois tomando-se como referência a norma coletiva transcrita. pois causadoras da mora.

não tem direito à assistência judiciária. §3º. da Lei 1060/50. terceiro em relação ao contrato que foi firmado por ele (§6º do art. dever-se-á observar a IN 1. Todavia. foi dado provimento ao recurso do Reclamante para conceder-lhe os benefícios da assistência judiciária. como o autor está assistido por advogado particular. nos termos da Súmula 219. A matéria está sumulada pelo TST. A assistência judiciária só é cabível no Processo do Trabalho quando preenchidos todos os requisitos exigidos na Lei 5.3. 71 da Lei 8. defiro-lhe. . portanto. Por fim. Todavia. destaco que o reconhecimento da responsabilidade subsidiária da ora recorrente não implica em afronta a qualquer dispositivo legal ou constitucional. 790 da CLT. Postula. como já citado. não obstante a decisão proferida nos autos da ADC 16-DF a Corte Suprema tenha se manifestado sobre a constitucionalidade do art. 485v) não gera sua responsabilidade subsidiária. é fundamento para concessão da assistência judiciária. por meio de duas coordenações e exigindo todos os documentos individuais dos trabalhadores.” Acresça-se ainda. previsto no artigo 5º. uma empresa Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 pública. na condição de beneficiária e tomadora dos serviços. 2º e 5º. Nego provimento. do TST. a ação foi proposta em 28/01/2013. se a Administração Pública tem o dever de fiscalizar o cumprimento dos contratos por ela firmados (inciso XXI e parágrafo 6º. pois foi beneficiária direta dos serviços prestados. 2. 71. Não há dúvidas.060/50. A discussão aqui travada reside no respaldo de lei para a responsabilização subsidiária do segundo reclamado.584/70. 5º. §1º. Alega que o STF no julgamento da ADC 16 declarou a constitucionalidade do art. Por todo o exposto. Logo.8 ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA E GRATUIDADE DA JUSTIÇA Busca o reclamante a reforma da sentença quanto à assistência judiciária e à gratuidade da Justiça. Ora. da CLT.3. Aponta violação aos arts.666. a douta maioria deu provimento ao apelo. nos termos daquele enunciado jurisprudencial possui este. fiscalizando o cumprimento das obrigações trabalhistas e previdenciárias. 4º. A aludida responsabilidade não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa regularmente contratada. razão pela qual deve ser responsabilizado subsidiariamente pelas obrigações trabalhistas não adimplidas pela primeira demandada. do TST. estava ciente do não pagamento correto das verbas a que ele tinha direito. Nesse diapasão. inciso LXXIV. portanto não há falar em prescrição. I. 2. de que o recorrente se beneficiou dos serviços prestados pelo autor. repito.06. mais do evidenciada a sua culpa in vigilando. a integração do adicional noturno nos moldes estipulados nas normas coletivas. por razão óbvia. responsabilidade subsidiária pelo adimplemento das obrigações contraídas pela empresa contratada. com duas coordenações para tal fim. 186 do Código Civil). Não lhe assiste razão. do art. artigo 37 da CF/88).127/2011 da RCFB. O contrato do autor foi de outubro/2011 a setembro/2011. Alega que a declaração de precariedade econômica. restou incontroverso que o autor trabalhou em prol do segundo reclamado. a qual não foi revogada pelo §3º. dou provimento parcial para conceder ao reclamante a gratuidade da justiça.2. de 21. da Lei 8666/93. §1º e 6º. de aplicação imediata. dou provimento para excluir da condenação os honorários advocatícios. portanto. caso evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei n. 186 do Código Civil. No caso em particular. Portanto. em sua estrutura organizacional. Assim. da SDI-I. E quanto à gratuidade de justiça de que cogita o §3º do art. mas. nego provimento. conforme inciso IV desse mesmo verbete sumular. ao prejuízo que o ente público causou ao trabalhador. aplica a legislação vigente. Sem razão. Tem razão. pois não é suficiente para comprovar a ocorrência de culpa in vigilando ou in eligendo. Além disso. Invoca os arts. ou senão. sociedades de economia mista e autarquias. por meio da Súmula 219. Dessa forma. 37 da CF/88) possa aplicar as leis da República e condená-lo a reparar o dano que causou ao terceiro. CF. a responsabilidade subsidiária a si imputada decorre tanto do disposto na lei comum (art. sob o argumento de que o reclamante constitui advogado particular. como. in verbis: “os entes integrantes da Administração Pública direta e indireta respondem subsidiariamente. Aponta a nova redação da Súmula 331. da CF.1 PRESCRIÇÃO Renova o segundo reclamado sua arguição de prescrição parcial. Assim sendo. da CF/88 a todos os brasileiros e estrangeiros residentes no Brasil que comprovarem a insuficiência de recursos. como a própria recorrente comprovou que tinha acesso aos recibos de pagamento do autor. como o reclamante afirmou em seu recurso (fls. portanto indevida tal verba. quanto do entendimento contido no item V Súmula 331 do TST. Afirma que sempre agiu de forma diligente. deve ser aplicado o item V da súmula 331 do TST.1993. ante a existência de norma de regência própria. 790. 2. ao contrário. LXXIV.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. da CLT e OJ 269. 23 de Setembro de 2013 19 Quanto ao Imposto de Renda.3. não o fez de forma a impedir que a empregadora do reclamante deixasse de sonegar-lhes direitos durante toda a sua contratualidade. que. Logo. Nego provimento. o princípio da legalidade impede a transferência de responsabilidade tributária ao empregador. não impugnada pelas reclamadas. cuja obrigação é tão-somente a de deduzir o imposto. Alega que o “simples inadimplemento de obrigações trabalhistas pela primeira ré” (fls. da Lei 7115/83. não impediu que o juiz. pela gratuidade da Justiça. anoto que o fato gerador nasce no momento do pagamento. inclusive para verificar a integral satisfação das obrigações do trabalho assalariado. 516) que está desempregado.2 RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA Refuta o ora recorrente sua condenação subsidiária. especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora. do TST. Também sustenta que a primeira reclamada foi contratada por meio de pregão eletrônico e licitação. ainda que o recorrente sustente que sempre fiscalizou o cumprimento das obrigações trabalhistas. 2. 1º e 2º. Ressalto que não se aplica ao Processo Trabalhista a Lei 1. II. por entender que a concessão do benefício independe da assistência sindical e constitui direito fundamental. caput.º 8. 790.666/93 frente à aplicação irrestrita da Súmula 331 do TST. de forma sucessiva. que impede a responsabilidade subsidiária das empresas públicas. quando confrontado com a culpa de que cogita o art. nas mesmas condições do item IV. em que pese a declaração de miserabilidade jurídica feita em recurso.3 HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS O segundo reclamado pretende a reforma da sentença quanto aos honorários advocatícios. dado que este apenas atribuiu uma faculdade ao juiz. Assim sendo. por exemplo. Pois bem.3 RECURSO DO SEGUNDO RECLAMADO 2.

no julgado embargado. este Regional isentou o Recorrente do recolhimento das custas processuais e conheceu do recurso. FUNDAMENTAÇÃO 2. é o óbvio ululante que.000. RELATÓRIO Trata-se de embargos declaratórios opostos pelo Reclamante em face do v. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. MÉRITO Sustenta o embargante que o v. Presença do Dr. 175/177v.0011 Processo Nº ED-11500/2013-011-17-00.00 (setecentos reais). o autor não terá qualquer prejuízo com as custas fixadas na r.5.5. CONHECIMENTO Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Conheço dos embargos declaratórios. apreciou o pedido de isenção da condenação do pagamento das custas processuais fixadas na r.17. autorizar os descontos previdenciários pelo valor histórico. com custas de R$ 700.5. em face do teor do v. Ademais.5. Não lhe assiste razão. sentença.00 (hum mil reais). ao analisar o conhecimento do recurso do Reclamante. por óbvio.8 Embargante Advogado Embargado Advogado GERALDO CARLOS DE OLIVEIRA Maria de Fatima Monteiro(OAB: 00269B ES) VIMAQ METALURGICA LTDA . se o julgado embargado isentou o Reclamante do recolhimento das custas processuais. conhecer dos embargos e negar-lhes provimento. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.1.0007 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: ROZALIA DE JESUS PEREIRA Recorrido: CHOCOLATES GAROTO SA Origem: 7ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . Ao que parece. 3. modificar a base de cálculo das horas extras.VIMAQ METALURGICA LTDA .a douta maioria entendeu que a declaração de miserabilidade se constitui em requisito suficiente para o deferimento da gratuidade da justiça ( § 3º do artigo 790 da CLT) e isentou o recolhimento das custas” Ora.0011700-02. determinar que o adicional de risco integre a remuneração do autor. REGIÃO . Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente).TRT 17ª.17. Alega que o pagamento das custas em tal importe pode ocasionar ao embargante enorme prejuízo.000. acórdão. ACÓRDÃO DE FLS. por unanimidade. 175/177v . do CPC.. no tocante à assistência judiciária gratuita. sentença.TRT 17ª Região .1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.0011500-80.00 (trinta e cinco mil reais).0011 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: GERALDO CARLOS DE OLIVEIRA Embargado: O V. acórdão incorreu em contradição e omissão no julgado. ou de obscuridade e revelam mero inconformismo da parte com o conteúdo meritório do acórdão.0007 Processo Nº RO-11700/2013-007-17-00. posto que o julgado de 2º grau dispensou o Reclamante de recolhê-las.2013.2013. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim. pois.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA . José Alcides de Souza Júnior. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. tudo nos termos do voto da Relatora.EPP Origem: 11ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . O v. não merecem ser providos.17. sendo partes as acima citadas.8 Recorrente Advogado Recorrido Advogado ROZALIA DE JESUS PEREIRA Luis Fernando Nogueira Moreira(OAB: 006942 ES) CHOCOLATES GAROTO SA Stephan Eduard Schneebeli(OAB: 004097 ES) ACÓRDÃO . quanto à verba honorária. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais. Majorado o valor da condenação para R$ 35. no decorrer da fundamentação. por unanimidade. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora Acórdão Processo Nº ED-11500-80. nego provimento aos embargos. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim. no apelo obreiro.17. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora Acórdão Processo Nº RO-11700-02. sem prejuízo de seu sustento e de sua família.. dar parcial provimento ao apelo obreiro para condenar a reclamada no pagamento do adicional noturno e intervalo intrajornada.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Vistos. o autor não leu com a atenção necessária o julgado embargado. Se os embargos não demonstram a existência de omissão. por maioria. 23 de Setembro de 2013 20 CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. pelas reclamadas. acórdão. Vencidos.2013. e dar parcial provimento ao recurso patronal para excluir da condenação os honorários advocatícios. de contradição. não se vislumbrando quaisquer dos vícios do artigo 535. Logo. conhecer em parte do recurso do reclamante e integralmente do recurso do segundo reclamado.EPP Euclides Nuno Ribeiro Neto(OAB: 006279 ES) ACÓRDÃO . quanto ao intervalo intrajornada.2013. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). advogado do reclamante. no recurso patronal. o Desembargador José Luiz Serafini.TRT 17ª Região . por preenchidos os pressupostos para a sua admissibilidade. haja vista que não tem condições de arcar com as custas do processo. sem apreciar o pedido de isenção da condenação do Reclamante ao pagamento das custas processuais no importe de R$ 1. assim se manifestou: “. a Juíza Sônia das Dores Dionísio. além de conceder o benefício da assistência judiciária gratuita. acórdão de fls. no mérito.

10. para Fundação Garoto. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. como no caso dos autos. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. no caso de aposentadoria por invalidez. em sua inicial. Vejamos. como ocorre no presente caso. 337-341. Procurador do Trabalho: Dr. O pedido inicial é. pretende a autora receber a complementação de aposentadoria. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. o pagamento de uma renda mensal vitalícia equivalente a 70% de uma rubrica denominada B1. a competência da Justiça Comum é restrita para o julgamento de lides decorrentes de contrato de previdência complementar privada entre o beneficiário e a entidade fechada de previdência complementar e não quando a lide é proposta somente em face do empregador. estar-se-ia transferindo para a Justiça Comum as lides entre patrões e empregados. igualmente prevista naquele regulamento. 2. como entender de direito. pugnando pela reforma da sentença. posteriormente. 23 de Setembro de 2013 21 NOVAIS EMENTA COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO.2 . com dedução dos valores já pagos a título de pensão pela Fundação Garoto (alínea “B” de fl. entendeu que a competência para apreciar a matéria é da Justiça Comum em razão da inexistência de relação trabalhista entre o beneficiário e a entidade fechada de previdência complementar.5. em 1994. A decisão ocorreu nos Recursos Extraordinários (REs) 586453 e 583050. Contraminuta da reclamada. portanto. consubstanciada na renda mensal vitalícia correspondente a 70% do que o regulamento interno denomina por B. AÇÃO PROPOSTA EM FACE SOMENTE DO EMPREGADOR. A decisão ocorreu nos Recursos Extraordinários (REs) 586453 e 583050. não se estendendo aos casos em que a reclamação é proposta exclusivamente em face do empregador. em suma. De outro modo. prossigo. Portanto. 114 da CF/88. com o reconhecimento da competência da Justiça do Trabalho e o prosseguimento do feito no Juízo de primeiro grau. a 10% do valor do salário da reclamante quando esta entrou em gozo de benefício do INSS. ainda. É o relatório. dar-lhe provimento para declarar a competência da Justiça do Trabalho e determinar a baixa dos autos à Vara de origem para reabertura da instrução e novo julgamento.1. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Certidão de Julgamento de ROS Processo Nº ED-13700-75. portanto. como se pode perceber do teor do julgamento do RE 586453. como se pode perceber do teor do julgamento do RE 586453.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Como relatora do RE 586453. tal como previsto no Regulamento Interno da empresa na época de sua contratação. que a decisão do STF somente se aplica às ações que discutem a complementação de previdência privada e não àquelas ações em que se discute a indenização pelo descumprimento do regulamento interno do empregador. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO.. Dou provimento. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. Aduz que as alterações lhes foram prejudiciais e. inaplicáveis. época em que vigia um Regulamento Interno prevendo.2013. No entanto. alegando. o que vai de encontro ao art.2007 e pede a condenação da reclamada ao pagamento de uma renda mensal vitalícia tal como previsto no regulamento interno vigente na época de sua contratação. 328. O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que cabe à Justiça Comum julgar processos decorrentes de contrato de previdência complementar privada. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante em face da sentença de fl. estar-se -ia transferindo para a Justiça Comum as lides entre patrões e empregados. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). 20). às fls.10. 114 da CF/88. Narra o reclamante. Informa.17. De outro modo. como entender de direito. que foi contratado pela reclamada em 29. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Alega que em janeiro de 1992 houve alteração nas regras da previdência privada transferindo-se a administração desta para a Fundação Bradesco e.1 CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário. evitando-se a supressão de instância. Em outras palavras.0006 Processo Nº ED-13700/2013-006-17-00. O reclamante se insurge. O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que cabe à Justiça Comum julgar processos decorrentes de contrato de previdência complementar privada. que se aposentou por invalidez em 16. no mérito.2. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. João Hilário Valentim. Como relatora do RE 586453. a ex-ministra Ellen Gracie. de diferença de complementação de aposentadoria. a ex-ministra Ellen Gracie. independentemente da ação ter sido proposta somente em face do empregador. declaro a competência da Justiça do Trabalho e determino a baixa dos autos à Vara de origem para reabertura da instrução e novo julgamento. ou seja. Feitas as ponderações acima. evitando-se a supressão de instância. pelo não provimento do apelo. FUNDAMENTAÇÃO 2. 331-334. AÇÃO PROPOSTA EM FACE SOMENTE DO EMPREGADOR O Juízo de origem – considerando que o Plenário do Supremo Tribunal Federal decidiu que cabe à Justiça Comum julgar processos decorrentes de contrato de previdência complementar privada. conhecer do recurso ordinário e. sendo partes as acima citadas. No entanto. o que vai de encontro ao art. porque preenchidos os pressupostos de admissibilidade. Vistos. por unanimidade. que reconheceu a incompetência da Justiça do Trabalho para julgar lide em que se discute diferenças de complementação de aposentadoria.1979. às fls. entendeu que a competência para apreciar a matéria é da Justiça Comum em razão da inexistência de relação trabalhista entre o beneficiário e a entidade fechada de previdência complementar. a competência da Justiça Comum é restrita ao julgamento das demandas movidas em face a entidade de previdência complementar. modulando os efeitos dessa decisão e definindo que deverão permanecer na Justiça do Trabalho todos os processos com sentença de mérito até o dia 20/02/2013 e considerando que o mérito do presente feito não foi apreciado – reconheceu a incompetência da Justiça do Trabalho para julgar casos de previdência complementar privada e determinou a remessa dos autos à Justiça Comum. Razões recursais.

em suas razões. nada fala sobre o fato de o juízo ter entendido prejudicado o pedido. Assim.2013. conhecer parcialmente do recurso ordinário. Alega a embargante que a C. FUNDAMENTAÇÃO. nos termos da fundamentação que se segue. o que demonstra seu real objetivo de reformar o decisum. TST.000. sendo certo que eventual desacerto com a normativa constitucional somente pode ser pronunciada no campo da declaração da inconstitucionalidade. ademais. a Juíza Sônia das Dores Dionísio. CONHECIMENTO.TRT 17ª Região 0013700-75. 27.3. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. por unanimidade. 514. Dele não conheço quanto ao pedido de assistência judiciária.OGMO Luciano Kelly do Nascimento(OAB: 005205 ES) CARLOS VIEIRA CRATZ Marcelo Mazarim Fernandes(OAB: 009281 ES) Valentim. Inicialmente.00 (nove mil reais). 1. FUNDAMENTAÇÃO. 1.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Certifico que a 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. Certidão de Julgamento de ROS Processo Nº RO-16600-02. é nítida a intenção da parte de dilatar o prazo recursal. por maioria. que a embargante sequer cita a existência dos vícios exigidos pelo artigo 535 do CPC.1.06. determinarem o que os julgadores deverão fazer constar do acórdão.1. em grau médio.2011. Turma não analisou a matéria de seu recurso ordinário sob a luz do art. §3º da Lei 8.2. Vencidos. verifico que os argumentos apresentados pela embargante revelam mero inconformismo com o resultado do julgamento. que deferiu parcialmente o pagamento de adicional de insalubridade.PORTUARIO AVULSO .630/93. 538. não sendo prerrogativa das partes.2011. o perito informou que “Os níveis . ante a apuração do voto médio. e o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais.00 (cento e oitenta reais).5. Deste modo.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Certifico que a 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. 514. conhecer dos embargos declaratórios e. se os embargos confundem julgamento contrário ao seu interesse com omissão em julgar.2009. II. 1. 1. ACÓRDÃO DE FLS. quanto ao adicional de insalubridade. na forma autorizada pelo art. parágrafo único. Vejamos.5. Insta frisar. dar parcial provimento ao apelo para deferir o pagamento do adicional de insalubridade em razão da exposição ao agente ruído até 16. acórdão. conforme conclusão do laudo pericial. no mérito. o salário base do reclamante. tendo em vista que o autor. que adotava a nova redação da Súmula 228 do C. por violação ao princípio da dialeticidade (art. recorre o autor alegando que os equipamentos não neutralizaram os agentes insalubres.139-v/140. pois diz “não ser possível afastar-se pura e simples a vigência de qualquer artigo de lei.17. porque considerou que a partir de junho de 2008 houve o fornecimento de EPIs que atenuaram os agentes. que fixava. ante a total ausência dos vícios alegados e o caráter manifestamente protelatório dos embargos. não merecem ser providos. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: o Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). o Desembargador José Luiz Serafini. Da sentença. nego-lhes provimento e imponho ao Embargante multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa. Conheço parcialmente do recurso. por violação ao princípio da dialeticidade (art. por unanimidade. o que deve ser manejado na via recursal própria. nesta data resolveu. pois preenchidos os pressupostos para sua admissibilidade.2 Recorrente Advogado Recorrido Advogado PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO CERTIDÃO DE JULGAMENTO 33ª SESSÃO ORDINÁRIA . uma vez que se utiliza dos presentes embargos com o intuito de rediscutir questão apreciada no acórdão.17.TRT 17ª Região 0016600-02. com custas de R$ 180. como base de cálculo. Logo. pela reclamada. 1.2. pede reforma do decisum para que o adicional seja deferido por todo o período laborado e em grau máximo. mesmo que de forma incidental”. 1. REGIÃO . Aduz pelo enfrentamento do referido dispositivo. às fl.0006 RECURSO ORDINÁRIO SUMARÍSSIMO Recorrente: ANILSON DE FREITAS SANTOS Recorrido: INCOPRE INDUSTRIA E COMERCIO S/A Origem: 6ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . além de os embargos denotarem mero inconformismo com o conteúdo meritório do julgado. extrai-se que a matéria foi amplamente analisada no tópico 2.0006 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: ORGAO DE GESTAO DE MAO-DE-OBRA DO TRAB. Nesse passo. negar-lhes provimento e condenar a embargante a pagar a multa de 1% sobre o valor da causa. Conheço dos embargos declaratórios. Procurador: Dr. relativamente aos honorários advocatícios. João Hilário Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 ANILSON DE FREITAS SANTOS Cláudio Leite de Almeida(OAB: 005526 ES) INCOPRE INDUSTRIA E COMERCIO S/A Josânia Pretto Couto(OAB: 008279 ES) PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO CERTIDÃO DE JULGAMENTO 33ª SESSÃO ORDINÁRIA . no mérito.TRT 17ª. mantendo-se o grau deferido na sentença.5.17. nesta data resolveu. OMISSÃO.OGMO Embargado: O V. II do CPC e Súmula 422 do TST). do CPC e Súmula 422 do TST). Quanto ao agente físico ruído. O Ministério Público manifestou-se pelo prosseguimento do feito.0006 Processo Nº RO-16600/2011-006-17-00. Majorado o valor da condenação para R$ 9. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. na forma autorizada pelo artigo 535. do CPC. Sem razão. 139/140 . ainda. E da leitura do v. e dizendo que a ré não comprovou a existência de inspeção do Ministério Público e a adoção de medidas que conservem o ambiente de trabalho dentro dos limites de tolerância. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais. 23 de Setembro de 2013 22 Embargante Advogado Embargado Advogado ORGAO DE GESTAO DE MAO-DEOBRA DO TRAB.PORTUARIO AVULSO .CARLOS VIEIRA CRATZ Origem: 6ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . do CPC. não se prestando os embargos para tal pleito. CONHECIMENTO. não o conhecendo quanto ao pedido de assistência judiciária. no tocante à base de cálculo do adicional.

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encontrados nas medições realizadas por este Perito nos locais vistoriados, ficaram com médias variáveis de Ruído entre, 88,0 dB(A) a 92,0 dB(A), portanto, acima do Limite de Tolerância permitido”. E conquanto o juízo tenha concluído que o uso de EPIs no período posteiror a 24.03.2008 tenha atenuado o agente insalubre, perfilho o entendimento segundo o qual o fornecimento de EPI não exclui o direito à percepção do adicional de insalubridade decorrente do agente ruído, pois tal direito só cessa se o empregador eliminar as condições insalutíferas, tal como previsto no art. 194 da CLT. Ora, o ruído se constitui em um agente agressor que, dada a sua constância, causa enormes danos no sistema auditivo do trabalhador, e o uso do protetor auricular apenas atenua e retarda os efeitos futuros causados pela submissão ao impacto, ou seja, só mais tarde é que a lesão à saúde do trabalhador se manifestará, pois nesta hipótese o protetor só funciona como um agente retardador dessa lesão. À vista disso, o autor tem direito ao adicional de insalubridade em grau médio, conforme indicado pelo expert (fl. 212), por todo o período laborado, respeitando-se, entretanto, o marco prescricional. No que se refere ao álcalis cáustico, decorrente do cimento, anoto que as “luvas de tivex” fornecidas pela empresa a partir de 13.06.2008, nos moldes assentados na sentença, a qual mantenho neste ponto, protegia o trabalhador no processo produtivo do qual participava. À vista do exposto, dou parcial provimento para deferir o pagamento do adicional de insalubridade em razão da exposição ao agente ruído até 16.06.2009, mantendo-se o grau deferido na sentença. No que se refere aos reflexos, o interesse recursal existe apenas quanto ao RSR, o qual indefiro, porque o adicional é mensal. Logo, o dia destinado ao repouso já se encontra incluído, tal como disposto na Lei 605/49. 1.3. BASE DE CÁLCULO DO ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. A Primeira Turma decidiu, por maioria, ante a apuração do voto médio, negar provimento ao apelo, nos termos do voto do Desembargador José Luiz Serafini, que assim dispõe: “BASE DE CÁLCULO DO ADICIONAL DE INSALUBRIDADE Entendo que o adicional de insalubridade, mesmo após a vigência da Constituição Federal de 1988, incide sobre o salário mínimo, por força do artigo 192 da CLT. É certo que a Súmula Vinculante n. 4 do Supremo Tribunal Federal afastou a possibilidade de se utilizar o salário mínimo como indexador de base de cálculo, o que, inclusive, ensejou nova redação à Súmula 228 do C. TST. No entanto, referida súmula da Corte Superior Trabalhista foi objeto da Reclamação Constitucional n.º 6266 perante o Excelso Pretório, tendo o Exmo. Ministro Gilmar Mendes assim decidido, in verbis: (...) "À primeira vista, a pretensão do reclamante afigura-se plausível no sentido de que a decisão reclamada teria afrontado a Súmula Vinculante n° 4 desta Corte: "Salvo nos casos previstos na Constituição, o salário mínimo não pode ser usado como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado, nem ser substituído por decisão judicial." Com efeito, no julgamento que deu origem à mencionada Súmula Vinculante n° 4 (RE 565.714/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, Sessão de 30.4.2008 Informativo nº 510/STF), esta Corte entendeu que o adicional de insalubridade deve continuar sendo calculado com base no salário mínimo, enquanto não superada a inconstitucionalidade por meio de lei ou convenção coletiva. Dessa forma, com base no que ficou decidido no RE 565.714/SP e fixado na Súmula Vinculante n° 4, este Tribunal entendeu que não é possível a substituição do salário mínimo, seja como base de cálculo, seja como indexador, antes da edição de lei ou celebração de convenção coletiva que regule o adicional de insalubridade. Logo, à primeira vista, a nova redação estabelecida para a Súmula n° 228/TST revela aplicação indevida da Súmula Vinculante n° 4, porquanto permite a substituição do Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

salário mínimo pelo salário básico no cálculo do adicional de insalubridade sem base normativa. Ante o exposto, defiro a medida liminar para suspender a aplicação da Súmula n° 228/TST na parte em que permite a utilização do salário básico para calcular o adicional de insalubridade. " (...) Sendo assim, fixa-se como base de cálculo do adicional de insalubridade o salário mínimo. Nego provimento.” 1.4. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. Invocando a Lei 10.537/02, o art. 790, §3.º, da CLT e a Súmula 450 do STF, pede o recorrente a concessão de honorários advocatícios. Não tem a mais pálida razão. A matéria está sumulada pelo TST, por meio da Súmula 219, I. Nestes termos, nego provimento. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente), Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim.

Acórdão
Processo Nº RO-17200-95.2012.5.17.0003
Processo Nº RO-17200/2012-003-17-00.1

Recorrente Advogado Recorrido Advogado

ARTUR BATISTA DE ALMEIDA Glauber Arrivabene Alves(OAB: 012730 ES) SC2 SHOPPING MESTRE ALVARO LTDA. Tulio Claudio Ideses(OAB: 095180 RJ)

ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0017200-95.2012.5.17.0003 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: ARTUR BATISTA DE ALMEIDA Recorrido: SC2 SHOPPING MESTRE ALVARO LTDA. Origem: 3ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA - ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA ACIDENTE DE TRABALHO. ESTABILIDADE. ÔNUS DA PROVA. O ônus da prova do fato constitutivo do direito pleiteado é do autor, a teor do disposto nos artigos 333, I, do CPC, e 818 da CLT, razão pela qual a ele competia comprovar a alegada fraude praticada pela reclamada que o impediu gozar do benefício previdenciário, ônus do qual não se desincumbiu. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário do reclamante, em face da sentença do MM. Juízo da 3ª Vara do Trabalho de Vitória/ES, que julgou parcialmente procedentes os pedidos da inicial. Razões recursais, às fls. 466-93, pretendendo a aplicação da confissão ficta da reclamada, bem como a reforma no tocante à estabilidade acidentária, horas extras, adicional de insalubridade, danos morais, multas dos artigos 467 e 477, ambos da CLT, honorários advocatícios e descontos fiscais e previdenciários. Contrarrazões da reclamada (fls. 498-508/v.) para que seja mantida a sentença, na parte impugnada pelo autor. Não foram recolhidas as custas processuais, por ser o reclamante beneficiário da assistência judiciária gratuita. É o relatório. FUNDAMENTAÇÃO CONHECIMENTO Conheço parcialmente do recurso do reclamante, dele não

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conhecendo das matérias “contribuições previdenciárias”, por ausência de interesse recursal e “horas extras”, por não atacar os fundamentos da decisão. Com efeito, as razões do recorrente estão dissociadas da sentença. O juízo considerou as afirmações da testemunha acerca do labor até as 22h; considerou que os cartões de ponto consignam o afirmado; observou que a reclamada efetuava o pagamento das extras, e concluiu que o reclamante não comprovou o exercício de horas extras não pagas. O recorrente, todavia, sustenta nas razões recursais ter afirmado o juízo que o autor não se desincumbiu do ônus de provar as horas extras prestadas. No mais, conheço, por presentes os pressupostos de admissibilidade recursal. As contrarrazões são tempestivas. Considero-as. MÉRITO 2.2.1Confissão ficta. Preposto não laborou no mesmo período do reclamante O recorrente pede a declaração de confissão ficta, porque o preposto não laborou no mesmo período do reclamante. Afirma que o preposto não tem conhecimento dos fatos, notadamente acerca do acidente de trabalho sofrido pelo reclamante, bem como ter, o reclamante, ficado encostado na empresa, sem trabalhar, com o intuito de burlar a legislação e afastar o direito à estabilidade. Pois bem. Não há falar em aplicação da confissão ficta pelo fato do preposto não ter laborado no mesmo período do reclamante. É necessário que o preposto tenha conhecimento dos fatos, pois a admissão após a dispensa do reclamante não é pressuposto capaz de gerar a confissão ficta. Por sua vez, a incerteza da reclamada acerca do acidente denota desconhecimento quanto aos fatos do litígio, o que importaria em confissão ficta. Por outro lado, a confissão ficta tem presunção iuris tantum, que pode ser ilidida por prova em contrário, motivo pelo qual não se há aplicá-la, notadamente neste caso. Neste sentido é pacífica a Jurisprudência, in verbis: RECURSO ORDINÁRIO – 1- PREPOSTO – DESCONHECIMENTO DOS FATOS DA LIDE – CONFISSÃO FICTA – A pena de confissão ficta prevista no §1º, do art. 843, da CLT, aplicada ao reclamado pelo desconhecimento dos fatos da lide pelo preposto, abrange, dentro da litiscontestação, quaisquer fatos, revestindo-os com o manto da verdade, desde que verossímeis e coerentes com a prova já produzida, nos autos, contra a parte confitente. (TRT 7ª R. – RO 1174/2008-007-07-00.1 – 2ª T. – Relª Dulcina de Holanda Palhano – DJe 16.06.2009 – p. 26) Desse modo, nego provimento. 2.2.2Estabilidade acidentária. Afastamento por mais de 15 dias O reclamante noticia no aditamento à inicial que sofreu grave lesão no antebraço no dia 30.4.2011, ficando afastado por 15 dias em razão do acidente sofrido. Afirma que a empresa emitiu a CAT (fl. 119), porém, após o período de afastamento (fl. 183) ficou, na empresa, “encostado” sem nenhuma função, tendo a empresa prometido recompensá-lo nas férias, ocasião em que poderia realizar a cirurgia sem ser afastado pelo INSS. Alega que a empresa não cumpriu o acordo bem como obstou o direito de receber o benefício previdenciário, além do desrespeitado o disposto no art. 168 da CLT. Requereu a nulidade da dispensa com a consequente reintegração, com os pagamentos devidos desde a dispensa arbitrária ou, sucessivamente, o pagamento da indenização compensatória de todo o período estabilitário. A sentença indeferiu o pedido, por concluir que o autor não se desincumbiu do ônus de provar a fraude que teria impossibilitado o gozo da estabilidade provisória. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

O reclamante pede a reforma da sentença afirmando que o preposto não tinha conhecimento dos fatos narrados na inicial, e que a testemunha foi clara ao afirmar que após o acidente e o afastamento por 15 dias, o recorrente ficou “encostado” sem prestar serviços. Renova as alegações da inicial de que a reclamada burlou a legislação, impedindo que o autor fosse detentor de estabilidade decorrente de acidente de trabalho. Vejamos. Ao contrário do alegado pelo reclamante, o depoimento de sua testemunha não teve o condão de validar sua assertiva. Com efeito, a testemunha afirmou que o reclamante exerceu inicialmente a função de operador de máquinas e equipamentos era responsável pelo elevador. Disse que o reclamante ficou afastado por mais de 10 dias e que quando retornou não exerceu sua função, pois sofreu acidente na mão; que ficava sentado no reservatório. Afirmou que após o retorno do acidente passou a exercer a função de encarregado, mas que tal função não foi registrada na carteira; disse que ficou na função de encarregado por volta de 7 meses. Pois bem. Realmente o autor não se desincumbiu do ônus que lhe competia. Nesse sentido, como dito em linhas pretéritas, não há como acolher o pedido de confissão ficta, uma vez que os elementos dos autos vêm elidir a pretensão obreira. Infere-se dos contracheques carreados aos autos, que no período imediatamente após o retorno ao trabalho, o autor fez e recebeu o pagamento de horas extras: maio/junho/agosto (fls. 184-9). Os cartões de ponto também consignam o labor em horas extraordinárias, notadamente no período de retorno, após o afastamento em gozo de licença médica (fl. 192-3). Isso já basta. Ademais, a testemunha afirma que o autor ficou na função de encarregado por volta de 7 meses, o que também afasta a alegação de ter ficado “encostado” em razão do acidente, sem exercer qualquer atividade, considerando que o afastamento se deu no dia 16.01.2012. Também deve ser considerado que o autor afirmou que sofreu acidente no antebraço. Por fim, causa estranheza as alegações do reclamante de ter retornado ao trabalho com a promessa de cirurgia futura, pois em momento algum foi mencionado impossibilidade ou dificuldade no desempenho de quaisquer atividades decorrentes da alegada “sequela”. Desse modo, não cumprindo o autor o ônus de provar o fato constitutivo do direito pleiteado, a teor do disposto nos artigos 333, I, do CPC, e 818 da CLT, não se há reformar a sentença. Nego provimento. 2.2.3Adicional de insalubridade A Primeira Turma decidiu, por maioria, vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais, negar provimento ao apelo, nos termos do voto do Desembargador José Luiz Serafin, que assim dispõe: Pretende o reclamante a reforma da r. sentença, afirmando que estava exposto a ruídos permanentes e contínuos e que o uso efetivo de EPI’s não elimina a insalubridade no ambiente de trabalho, apenas ameniza, fazendo jus, portanto, ao adicional de insalubridade. Sem razão, contudo. Restou provado nos autos, através da perícia realizada, que o reclamante recebeu os EPIs necessários e participou dos treinamentos quanto ao uso correto dos equipamentos, tendo desta forma sido neutralizada a insalubridade alegada pelo autor. O louvado ainda acrescentou que o nível de ruído da área de labor era de 86,7 db(a), sendo certo que o EPI fornecido pelo empregador tem certificado de aprovação do MTE e é suficiente a reduzir o

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agente insalutífero para baixo do limite de tolerância que é de 85 db(a) para uma jornada de 8 horas. Assim, entendo que não merece reforma a r. sentença, motivo pelo qual peço vênia ao eminente magistrado a quo adotar como razões de decidir, os fundamentos ali consignados, in verbis: “O laudo pericial foi claro ao apontar que apesar de as atividade desenvolvidas pelo reclamante serem caracterizadoras da insalubridade em grau médio (pelo ruído), havia a entrega de EPIs com o certificado de aprovação do MTE, especialmente com a proteção auditiva, e ainda que há comprovação de participação do autor em treinamentos quanto ao uso correto, guarda e conservação do EPI. (fls. 266) Logo se o EPI foi capaz de neutralizar a insalubridade existente no local de trabalho, não há razões para condenar a reclamada no adicional pretendido pelo reclamante. Assim, julgo improcedente o pedido “e” da inicial.” Nego provimento. 2.2.4Base de cálculo do adicional de insalubridade Prejudicada a análise. 2.2.5Danos morais O reclamante pede a reforma da sentença que indeferiu a condenação da reclamada no pagamento de dano moral, porque não teve devidamente registrada na CTPS sua real remuneração, violando o disposto no art. 29 da CLT. A sentença não merece reforma. Perfilho o entendimento de que o simples inadimplemento contratual, ilustrado pela ausência de correta anotação da remuneração na CTPS e não pagamento das verbas trabalhistas, embora denote prática que deva ser combatida pelas autoridades constituídas e pela sociedade, não enseja, por si só, a configuração do dano moral. Entendo que essas lesões contratuais ensejam, via de regra, reparação material, tal como já deferido na sentença recorrida. Nego provimento. 2.2.6Multa do art. 467 da CLT O reclamante pugna pelo pagamento da multa do artigo 467 da CLT. Sem razão. O dispositivo legal mencionado é claro. A inexistência de controvérsia é pressuposto para a fixação da multa. Tendo sido impugnados todos os pleitos formulados pelo reclamante na inicial, não se pode cogitar de parcelas incontroversas a autorizar a aplicação da penalidade. Nego provimento. 2.2.7Multa do art. 477 da CLT A Primeira Turma decidiu, por maioria, vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais, negar provimento ao apelo, nos termos do voto do Desembargador José Luiz Serafin, que assim dispõe: O pagamento das parcelas rescisórias foi realizado no prazo legal, sendo que eventuais diferenças alcançadas em Juízo não são suficientes para gerar a mora do empregador capaz de desafiar a aplicação do dispositivo legal em epígrafe, pois não se pode cogitar da disponibilidade jurídica do crédito antes do trânsito em julgado. Nego provimento. 2.2.8Honorários advocatícios A Primeira Turma decidiu, por maioria, vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais, negar provimento ao apelo, nos termos do voto do Desembargador José Luiz Serafin, que assim dispõe: A teor das Súmulas 219 e 329 do e. Tribunal Superior do Trabalho, somente são devidos honorários advocatícios quando presentes os Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

requisitos cumulativos da assistência sindical e precariedade econômica. O obreiro, embora declare a precariedade econômica (22), não se encontra assistido pela entidade de classe. Nego provimento. 2.2.9Descontos fiscais Sempre considerei que o empregador deveria arcar com o ônus do imposto de renda incidente sobre parcelas decorrentes de condenação trabalhista, por ser ele o responsável solidário no recolhimento, e porque o empregado não poderia ser penalizado com uma tributação que não haveria, caso seus créditos tivessem sido adimplidos a tempo e modo, mensalmente, pela empresa devedora. Revejo meu entendimento, entretanto, em decorrência da inovação promovida pela Lei n.º 12.350/2010, que acrescentou o art. 12-A e seus parágrafos à Lei n.º 7.713/1988, cujas disposições foram regulamentadas pela Instrução Normativa RFB n.º 1.127, de 7 de fevereiro de 2011. Com essa alteração legislativa, não há mais prejuízo para o empregado, porque o imposto de renda será calculado levando em consideração a quantidade de meses a que se referem os rendimentos, observando a tabela progressiva constante do anexo do referido ato normativo, cujo art. 3.º assim dispõe: Art. 3.º O imposto será retido, pela pessoa física ou jurídica obrigada ao pagamento ou pela instituição financeira depositária do crédito, e calculado sobre o montante dos rendimentos pagos, mediante a utilização de tabela progressiva resultante da multiplicação da quantidade de meses a que se referem os rendimentos pelos valores constantes da tabela progressiva mensal correspondente ao mês do recebimento ou crédito. Também foi alterada na Sessão do Tribunal Pleno do TST do dia 16.04.2012, o item II da Súmula 368 do TST, que passa a contemplar exatamente o cálculo do imposto de renda pelo regime de competência, verbis: II. É do empregador a responsabilidade pelo recolhimento das contribuições previdenciárias e fiscais, resultante de crédito do empregado oriundo de condenação judicial, devendo ser calculadas, em relação à incidência dos descontos fiscais, mês a mês, nos termos do art. 12-A da Lei n.º 7.713, de 22/12/1988, com a redação dada pela Lei nº 12.350/2010. (grifei) Em razão do exposto, nego provimento. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região, por unanimidade, conhecer parcialmente do recurso do reclamante, dele não conhecendo das matérias "contribuições previdenciárias", por ausência de interesse recursal e "horas extras", por não atacar os fundamentos da decisão; no mérito, negar provimento ao apelo, ficando prejudicada a análise atinente à base de cálculo do adicional de insalubridade, Vencidos, quanto ao adicional de insalubridade, à multa do art. 477, da CLT, e aos honorários advocatícios, o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais Participaram da Sessão de Julgamento em 10 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente), Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi, convocada para compor quorum. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator

Acórdão

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Processo Nº RO-18300-18.2013.5.17.0014
Processo Nº RO-18300/2013-014-17-00.6

Recorrente Advogado Recorrido Advogado

ROSSINI VOGAS MENEZES Rodolfo Abdala Brandao da Costa(OAB: 009206 ES) VALEC ENGENHARIA CONSTRUCOES E FERROVIAS S/A Vera Maria Pessanha da Silva(OAB: 018383 RJ)

ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0018300-18.2013.5.17.0014 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: ROSSINI VOGAS MENEZES Recorrido: VALEC ENGENHARIA CONSTRUCOES E FERROVIAS S/A Origem: 14ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA - ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA ISONOMIA. DIFERENÇAS SALARIAIS. Não há falar em malferimento do princípio da isonomia quando a evolução salarial do autor obedece o PCS da extinta RFFSA, nos exatos termos do § 2.º da Lei n.º 11.483/07, que regulamenta a matéria. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante, inconformado com a sentença, de fls. 253-255, v.º, da 14.ª Vara do Trabalho de Vitória/ES, que julgou improcedentes os pedidos. Razões do recurso, às fls. 258-266, pleiteando a reforma quanto à isonomia salarial, horas extras referentes ao intervalo interjornada e indenização de horas extras. Contrarrazões, às fls. 270-274. FUNDAMENTAÇÃO 2.1. CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário do reclamante, por presentes os pressupostos de admissibilidade. ISONOMIA SALARIAL O reclamante narra na inicial que é empregado da reclamada por sucessão trabalhista desde 14/01/1980, exercendo a função de advogado desde 1986, estando no último nível da tabela salarial – advogado sênior. Diz que foi surpresado por um edital de Concurso a ser realizado pela reclamada para a contratação de novos advogados em que o salário básico inicial é de quase o dobro do seu salário após 27 anos de prestação de serviços. Requer as diferenças salariais, invocando o princípio da isonomia. A sentença indeferiu o pedido de isonomia salarial, pleiteado pelo autor, por entender que o plano de cargos e salários da RFFSA, aplicável ao Autor, não se comunica com o plano de cargos e salários da Reclamada, de modo que não há que se falar em aplicação do salário inicial dos advogados desta aos advogados daquela, principalmente na hipótese dos autos em que é incontroverso o fato de que a partir da sucessão trabalhista o Autor sempre prestou serviços para a inventariança da RFFSA e atualmente para o DNIT. Não merece reforma a sentença. O contrato de trabalho do reclamante foi transferido da RFFSA para a reclamada por força do artigo 17 da Lei n.º 11.483/07, que dispõe: Art. 17. Ficam transferidos para a Valec: I - sendo alocados em quadros de pessoal especiais, os contratos

de trabalho dos empregados ativos da extinta RFFSA integrantes: a) do quadro de pessoal próprio, preservando-se a condição de ferroviário e os direitos assegurados pelas Leis nºs 8.186, de 21 de maio de 1991, e 10.478, de 28 de junho de 2002; ........... § 1º A transferência de que trata o inciso I do caput deste artigo darse-á por sucessão trabalhista e não caracterizará rescisão contratual. § 2º Os empregados transferidos na forma do disposto no inciso I do caput deste artigo terão seus valores remuneratórios inalterados no ato da sucessão e seu desenvolvimento na carreira observará o estabelecido nos respectivos planos de cargos e salários, não se comunicando, em qualquer hipótese, com o plano de cargos e salários da Valec. (gn) Dessa forma, a evolução salarial do autor obedeceu o PCS da extinta RFFSA, não havendo falar em ofensa ao princípio da isonomia. Nego provimento. INTERVALO INTERJORNADA/JORNADA FIXADA EM OUTROS AUTOS O autor pleiteia o pagamento de uma hora extra diária a título de intervalo interjornada, com base na jornada fixada em outra reclamação trabalhista, em trâmite na 6.ª Vara do Trabalho de Vitória/ES, que está em fase de execução. A decisão recorrida indeferiu o pedido por entender que a sentença invocada pelo autor, proferida em outros autos e em relação a pedido diverso não vincula este Juízo do presente processo, no qual devem ser produzidas as provas necessárias ao julgamento da lide (fl. 255) Merece reforma. A sentença invocada pelo autor (Proc. n.º 014350030.2011.517.0006), cuja cópia encontra-se às fls. 48 e o andamento processual da reclamação mostram que a jornada do reclamante foi fixada naqueles autos como de 8h às 22h, de segunda a sexta-feira. Não houve recurso e o processo encontra-se em fase de execução. Dessa forma, há trânsito em julgado em relação à jornada, não sendo possível ao reclamante rediscutir a matéria nestes autos. A prova que ele poderia fazer e fez, foi trazer aos autos a sentença transitada em julgado. Pelo exposto, dou provimento ao apelo para determinar o pagamento como extra, de uma hora por dia, de segunda a sexta feira, observando-se a prescrição quinquenal já declarada nestes autos. Isto é, como a sentença transitada em julgado fixou essa jornada para o período de novembro de 2006 a dezembro de 2010 e nestes autos a prescrição foi acolhida para as verbas anteriores a 20/02/2008, a verba será devida somente de 20/02/2008 a dezembro de 2010. Dou provimento nos termos acima. 2.4. HORAS EXTRAS/INDENIZAÇÃO Requer o autor indenização por ter prestado horas extras com habitualidade por mais de 15 anos. Não tem razão. A sentença, que mantenho por seus próprios fundamentos, reconheceu a existência de coisa julgada, nos termos abaixo: Pretende o Autor a condenação da Ré ao pagamento de indenização pela supressão de horas extras, ao fundamento de que prestou horas extras com habitualidade por mais de 15 anos até 31/12/2010. Aduz que as horas extras foram reconhecidas no processo nº 1435/2011 - 6ª Vara de Vitória/ES. Embora a inicial do referido processo não tenha vindo aos autos, omitiu o Autor que a matéria relativa à supressão das horas extras também fora apreciada pelo Juízo da 6ª Vara (fls. 46), tendo aquele

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Juízo indeferido a incorporação dessas horas, ao fundamento de que: “Indefiro, ainda, o pedido de incorporação. As horas extras são devidas quando trabalhadas. Há um descompasso gigantesco entre a teoria que prevalecia do respeito à estabilidade remuneratória e a atual vertente de preocupação com a saúde do trabalhador. Com efeito, a s obrigar o empregador a não suprimir as horas extras mesmo quando não precisa do trabalho, automaticamente se dá a este empregador uma justificativa para manter o empregado executando atividades , já que na lógica capitalista, se ele terá de pagar, então que obtenha a contraprestação... Note-se que as decisões devem conter um respeito aos princípios que sejam mais caros à sociedade e adotar um discurso único. Não me permito adotar uma decisão que difira desse princípio de respeito à saúde do trabalhador – e que devo aplicar a todo caso similar – somente porque o autor já não faz mais horas extras . Com efeito, a mesma solução jurídica deveria ser utilizada para quem ainda estivesse submetido a uma tal jornada. O discurso não pode mudar somente porque de um lado se tem um advogado que parou de prestar horas extras e de outro um hipotético operário da construção civil ainda envolvido em estafante atividade física.” Assim, considerando que a matéria objeto da presente lide já foi julgada em outros autos, forçoso é reconhecer-se a ocorrência de coisa julgada, extinguindo-se o feito sem julgamento de mérito no tocante a tal matéria, nos termos do artigo 267, V, do CPC. Nego provimento. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região, por unanimidade, conhecer do recurso ordinário do reclamante e dar-lhe provimento parcial para condenar a ré no pagamento de uma hora extra por dia, referente ao intervalo interjornada, no período de 20/02/2008 a dezembro de 2010 (referente ao intervalo interjornada). Presença do advogado Rossini Vogas Menezes, pelo recorrente. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente), Desembargador Gerson Fernando Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Procurador do Trabalho: Dr. João Hilário Valentim DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator

Acórdão
Processo Nº ED-19700-85.2012.5.17.0181
Processo Nº ED-19700/2012-181-17-00.9

Embargante Advogado Embargado Advogado

SEBASTIAO DELEVIDOVE MARIM Antonio de Oliveira Neto(OAB: 007745 ES) CONSTRUTORA PADILHA LTDA EPP Sander Gosser Polchera(OAB: 015457 ES)

PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0019700-85.2012.5.17.0181 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: SEBASTIAO DELEVIDOVE MARIM Embargado: O V. ACÓRDÃO DE FLS. 225/227 - TRT 17ª. REGIÃO CONSTRUTORA PADILHA LTDA - EPP

Origem: VARA DO TRABALHO DE NOVA VENÉCIA - ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Se os embargos não demonstram a existência de omissão, de contradição, ou de obscuridade e revelam mero inconformismo da parte com o conteúdo meritório do acórdão, não merecem ser providos. Vistos, relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos pelo reclamante em face do v. acórdão de fls. 225/227, alegando omissão no julgado. FUNDAMENTAÇÃO 2.1CONHECIMENTO Conheço dos embargos declaratórios, por preenchidos os pressupostos para a sua admissibilidade. 2.2OMISSÃO Alega o embargante que há omissão no v. acórdão ao argumento de “não há no acórdão a definição e a posição desse E. Tribunal se é possível ou não a quitação de direitos rescisórios sem a assistência sindical ou de outra autoridade competente, bem assim, a prestabilidade de recibos de papelaria em substituição ao TRCT” . Assim, requer seja sanado o vício e prequestionada a matéria, inclusive quanto ao art. 477 da CLT. Sem razão. Da leitura atenta dos embargos declaratórios, verifico que os argumentos apresentados pelo embargante revelam seu claro inconformismo com o resultado do julgamento, uma vez que utiliza dos presentes embargos com o intuito de rediscutir questão amplamente apreciada no acórdão, por lhe ter sido desfavorável a decisão. E da leitura do v. acórdão, extrai-se que a matéria foi amplamente analisada no tópico “2.3 QUITAÇÃO – INVALIDADE DOS RECIBOS DE PAGAMENTO” (fl. 225-v/226), não sendo prerrogativa das partes, ademais, determinarem o que os julgadores deverão fazer constar do acórdão. Ora, se os embargos confundem julgamento contrário ao seu interesse com omissão em julgar, não merecem ser providos. Quanto ao prequestionamento a que se refere a Súmula 297 do TST, só tem pertinência e cabimento quando o julgado não haja adotado fundamento explícito sobre o tema ou sobre a questão submetida, o que não significa obrigação de reproduzir textos legais. O que se exige é adoção de tese, e não reprodução da lei. Assim, além de os embargos denotarem mero inconformismo com o conteúdo meritório do julgado, o que deve ser manejado na via recursal própria, é nítida a intenção da parte de dilatar o prazo recursal. Deste modo, ante a total ausência dos vícios alegados e o caráter manifestamente protelatório dos embargos, nego-lhes provimento e imponho ao Embargante multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa, na forma autorizada pelo art. 538, parágrafo único, do CPC. 3.CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região, por unanimidade, conhecer dos embargos declaratórios, negar-lhes provimento e condenar o Embargante a pagar a multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa, na forma autorizada pelo art. 538, parágrafo único, do CPC. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente),

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Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora

Acórdão
Processo Nº RO-23600-70.2013.5.17.0010
Processo Nº RO-23600/2013-010-17-00.3

Recorrente Advogado Recorrido Plurima Réu Advogado

DEIVID GERHARDT BARBOSA LIMA Gualter Loureiro Malacarne(OAB: 013548 ES) TELEMASTERS TELEINFORMATICA COMERCIO E SERVICOS LTDA - ME EMBRATEL TVSAT TELECOMUNICAÇÕES S.A Rodolfo Gomes Amadeo(OAB: 012493 ES)

ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0023600-70.2013.5.17.0010 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: DEIVID GERHARDT BARBOSA LIMA Recorridos: TELEMASTERS TELEINFORMATICA COMERCIO E SERVICOS LTDA - ME EMBRATEL TVSAT TELECOMUNICAÇÕES S.A Origem: 10ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA - ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA UTILIZAÇÃO DE VEÍCULO PRÓPRIO. DESPESAS COM MANUTENÇÃO E COMBUSTÍVEL – ALUGUEL DE VEÍCULO. Ao empregador cumpre os riscos do negócio (CLT, art. 2.º) e, por conseqüência, a ele cabe o fornecimento de todos os meios necessários à execução de sua atividade empresarial. Ao empregado cumpre prestar o labor para que foi contratado. Transferir-lhe o ônus financeiro pelos gastos decorrentes dos bens utilizados na realização desse serviço é exonerar o empregador de suas responsabilidades essenciais, reduzindo ilegalmente o salário obreiro. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo autor em face da sentença de fls. 80/81 que julgou improcedentes os pedido iniciais. Razões recursais de fls. 88/92 nas quais o reclamante renova os pedidos relativos a aluguel do veículo e ressarcimento das despesas com combustível e depreciação do automóvel, bem como honorários advocatícios. A decisão de fls. 93 negando seguimento ao recurso ordinário foi reformada com o provimento do agravo de instrumento, conforme certidão de fls. 117. Contrarrazões às fls. 106/112. FUNDAMENTAÇÃO 2.1 CONHECIMENTO Conforme consta da certidão de fls. 117 a questão relativa ao preparo do recurso ordinário restou superada com o provimento do agravo de instrumento cuja decisão foi proferida nos seguintes termos: “2.1 CONHECIMENTO Conheço do agravo de instrumento interposto pelo reclamante porque presentes os pressupostos objetivos e subjetivos de Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

admissibilidade. 2.2 MÉRITO 2.2.1 NÃO CONHECIMENTO DO RECURSO ORDINÁRIO POR FALTA DE PAGAMENTO DE CUSTAS PROCESSUAIS O juízo de primeiro grau negou provimento ao recurso ordinário interposto pelo reclamante, por falta de preparo. O reclamante, ora agravante, alega que juntou aos autos declaração de hipossuficiência (fls.08) pediu a assistência judiciária gratuita, está desempregado e não tem condições de arcar com as custas do processo, nos moldes do § 3º, do artigo 790 d CLT. Requer o seguimento do recurso ordinário. Vê-se que o julgador determinou o recolhimento de cutas pelo reclamante no importe de R$600,00 (fls. 81,v) Com razão o reclamante. A assistência judiciária gratuita àqueles que não possuem recursos suficientes para demandar em juízo sem prejuízo do seu próprio sustento ou de sua família constitui direito fundamental, de aplicação imediata, ex vi da Constituição Federal, art. 5.º, inciso LXXIV e § 1.º. Nesse sentido, a previsão do art. 790, §3º da CLT: Art. 790. Nas Varas do Trabalho, nos Juízos de Direito, nos Tribunais e no Tribunal Superior do Trabalho, a forma de pagamento das custas e emolumentos obedecerá às instruções que serão expedidas pelo Tribunal Superior do Trabalho. [...] § 3o É facultado aos juízes, órgãos julgadores e presidentes dos tribunais do trabalho de qualquer instância conceder, a requerimento ou de ofício, o benefício da justiça gratuita, inclusive quanto a traslados e instrumentos, àqueles que perceberem salário igual ou inferior ao dobro do mínimo legal, ou declararem, sob as penas da lei, que não estão em condições de pagar as custas do processo sem prejuízo do sustento próprio ou de sua família. E há nos autos declaração do reclamante (fls.08) de que não tem condições de arcar com as despesas do processo sem prejuízo de seu sustento e de sua família. É o que basta. O fato de ter percebido, durante o contrato de trabalho, remuneração superior ao dobro do mínimo legal não afasta essa conclusão. Ademais, não há notícia nos autos de que esteja empregado. Mesmo porque afirma que a empresa fechou e não assinou sua CTPS nem lhe pagou as verbas rescisórias. Além disso, ausente a primeira reclamada, como bem observou o julgador de primeiro grau, às fls. 80. É que a Lei n.º 7.115/83 revogou os §§2º e 3º do artigo 14, da Lei n.º 5.584/70, no que tange à comprovação dessa miserabilidade, e o §1º do referido artigo 14 não exclui a possibilidade de concessão do benefício a trabalhadores que recebam mais de dois salários mínimos. Esclareça-se, ainda, que tendo sido demonstrada a insuficiência de recursos o patrocínio da causa por advogado particular, por si só, não tem o condão de afastar essa garantia, sob pena de violação do texto constitucional. Ressalto também que a Lei 10.537/2002 modificou os artigos 789 e 790 da CLT, sendo que o § 3.º do art. 790 passou a assim dispor: É facultado aos juízes, órgãos julgadores e presidentes dos tribunais do trabalho de qualquer instância conceder, a requerimento ou de ofício, o benefício da justiça gratuita, inclusive quanto a traslados e instrumentos, àqueles que perceberem salário igual ou inferior ao dobro do mínimo legal, ou declararem, sob as penas da lei, que não estão em condições de pagar as custas do processo sem prejuízo do sustento próprio ou de sua família. Como se vê, o dispositivo transcrito não estabelece momento para que seja feita essa declaração.

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Assim, se o autor, em qualquer fase do processo, declara não estar em condições de arcar com as despesas decorrentes da demanda, ou ainda que não haja tal declaração, postula a dispensa de recolhimento das custas na inicial e reitera em um outro momento processual demonstrando fazer jus ao benefício da justiça gratuita, tenho como atendidos os requisitos previstos no § 3.º do art. 790 da CLT, para a concessão do pedido de isenção do pagamento. No caso em apreço, analisando a r. sentença de fls. 81, vê-se que o pleito de justiça gratuita foi indeferido sob o fundamento de que “ ...não se encaixa o autor, por sua média salarial, no perfil estabelecido pelo legislador, miserável, para auferir tal benefício.” Certo é que o reclamante, alegou, na petição inicial, que recebia remuneração, em média de R$4.756,00, sendo que R$756,00 anotados na sua CTPS e os R$4.000,00 eram pagos “por fora”. Contudo, foi indeferido o pedido de justiça gratuita pela r. sentença. Vê-se, por outro lado, que o reclamante apresentou com a petição inicial a sua declaração de hiposssuficiência às fls. 08. Nesse cenário, deve ser deferida a assistência judiciária. Repito: há declaração de hipossuficiência financeira nos autos e não há notícia de que o autor está empregado. Neste caso é imperioso ressaltar que mesmo não estando assistido por sindicato, o reclamante tem direito a recorrer sem recolhimento das custas. Dou provimento, portanto, para conceder o benefício da assistência judiciária gratuita ao agravante, dispensando-o do recolhimento de custas processuais e determinar o destrancamento do recurso ordinário interposto. Sendo assim, conheço do recurso ordinário eis que preenchidos todos os pressupostos de admissibilidade. 2.2 MÉRITO 2.2.1 ALUGUEL DE VEÍCULO, DESPESAS COM COMBUSTÍVEL E MANUTENÇÃO DO VEÍCULO Narra o autor em sua inicial que foi contratado para a função de Supervisor Técnico e que para o exercício de suas atividades era exigido pelas reclamadas que ele utilizasse de veículo próprio para “rodar” os pontos de vendas, fazer apoio aos técnicos de instalação, fazer o transporte de equipamentos, além de ir até a casa de vários clientes fazer instalações e manutenções de aparelhos. Diz que, na verdade, entre as partes existiu um contrato de aluguel de veículo, já que este era usado para serviços exclusivamente da Segunda ré. Pede a condenação das reclamadas no pagamento de indenização pelo aluguel do veículo, no valor de R$87,00 por dia trabalhado e o ressarcimento das despesas com combustível e manutenção no valor de 700,00 por mês. Pois bem. O autor não cuidou de produzir prova no sentido de que era exigido pela reclamada, como condição da contratação, que o empregado possuísse veículo próprio para desempenho de suas atribuições, fato que foi negado pela defesa. Também restou afastada, pelo teor do depoimento pessoal do autor, a alegação inicial de existência de um contrato, ainda que verbal, de aluguel do veículo. O próprio reclamante afirmou que não foi acordado o pagamento de qualquer valor pela utilização do automóvel. No entanto, o fato que não foi negado pela defesa é o de que o reclamante efetivamente utilizava de veículo próprio para execução das tarefas afetas ao contrato de trabalho e para atender as necessidades de serviço da empresa. Ora, na condição de Supervisor Técnico e com a função de acompanhar as instalações de ponto de TV a cabo, carregando as ferramentas e equipamentos necessários para o desempenho destas tarefas, a utilização de veículo próprio não se dava por opção do empregado ou para o seu próprio deleite, mas como Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

verdadeira ferramenta de trabalho. Com efeito, ao empregador cumpre os riscos do negócio (CLT, art. 2.º) e, por conseqüência, a ele cabe o fornecimento de todos os bens necessários à execução de sua atividade empresarial. Ao empregado cumpre prestar o labor para que foi contratado. Transferir-lhe o ônus financeiro pelos gastos decorrentes dos bens utilizados na realização desse serviço é exonerar o empregador de suas responsabilidades essenciais, reduzindo ilegalmente o salário obreiro. E se a reclamada, para atender as necessidades do empreendimento, precisava utilizar-se de veículo, deveria ter uma frota própria ou ter feito contrato de locação de veículo com pessoa jurídica que desenvolvesse tal objetivo social. E aqui peço vênia para transcrever a seguinte ementa do v. acórdão da lavra da Exmª. Juíza Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi: PRESTADORAS DE SERVIÇO DE INSTALAÇÃO DE LINHAS TELEFÔNICAS – ALUGUEL DO VEÍCULO DO EMPREGADO – VERBA DE NATUREZA SALARIAL – A prática forense tem demonstrado que a maioria das empresas que se utilizam de instaladores de linhas telefônicas exigem que o empregado tenha carro e, paralelamente ao contrato de trabalho, encetam um contrato de aluguel de veículo. Com isso, essas empresas evitam os problemas inerentes a administrar uma frota própria, à contratação do seguro respectivo, enfim, todas as situações que a aquisição de veículos normalmente acarreta. E, nesta confortável situação, dividem com o empregado o risco e ônus do negócio, cujo lucro, contudo, não é compartilhado. Neste passo, não é justo e nem jurídico que essas empresas obriguem os empregados à utilização de seu próprio veículo, "para" a prestação de serviços, sem qualquer benefício ao trabalhador. Portanto, deve ser reconhecida a natureza salarial da verba. (TRT 17ª R. – RO 9760085.2010.5.17.0191 – Relª Desª Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi – DJe 23.08.2012 – p. 170) Sendo assim, em razão da revelia a aplicada à Primeira Ré e, por falta de contestação específica por parte da Segunda Reclamada, acolho os valores apontados pelo autor em sua inicial: R$87,00 por dia de trabalho a título de aluguel do veículo e R$700,00 por mês para ressarcir as despesas com combustível e manutenção do automóvel. Dou provimento para reformar a sentença e deferir os pedidos “a” e “b” da petição inicial. 2.2.2 RESPONSABILIDADE DAS RECLAMADAS O autor alegou, na sua inicial, que durante todo o contrato de trabalho prestou serviços em prol da Segunda Ré. Junto com a contestação vieram aos autos o contrato celebrado entre as reclamadas no qual consta, como objeto da avença, o seguinte: “O objeto do presente contrato é a prestação pelo parceiro de (i) serviços de representação comercial promovendo e intermediando a venda de assinaturas da Via Embratel, (ii) instalação, distribuição e retirada de equipamentos Via Embratel e (iii) serviços de assistência técnica aos assinantes Via Embratel” (fls. 50). Por falta de contestação específica, tem-se por incontroverso que as tarefas do reclamante, na qualidade de Supervisor Técnico, estavam relacionadas às instalação de pontos de TV a cabo e assistência técnica de produtos da Segunda Reclamada, ou seja, tarefa diretamente afetas ao objeto do contrato celebrado entre as empresas. A situação é a típica versada na Súmula 331 do TST, suficiente a fazer emergir a responsabilidade subsidiária do beneficiário final do trabalho desenvolvido pelo reclamante. Assim, a teor do que dispõe o item IV da Súmula 331 do C. TST, que estabelece a responsabilidade da tomadora de serviços com a

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empresa intermediadora da mão-de-obra, entendo que o tomador de serviços responde subsidiariamente pelos débitos trabalhistas do empregador. Tendo a tomadora dos serviços agido com culpa in eligendo e in vigilando, responde pela falta de idoneidade da prestadora de serviços, já que, mais do que realizar a escolha da empresa devidamente, tinha a segunda reclamada o dever de manter constante vigilância quanto ao cumprimento das obrigações trabalhistas em relação ao reclamante que prestou seus serviços diretamente à empresa tomadora. In casu, evidenciando-se haveres trabalhistas do reclamante não pagos pela 1.ª ré, configurada está a culpa da 2.ª demandada, de cunho objetivo. Nem se diga que somente a 1.ª reclamada é responsável pelas obrigações contratuais. Cumpre asseverar que a responsabilidade subsidiária nada mais é que uma garantia a mais aos empregados que já prestaram seus serviços, no caso de eventual inadimplemento por parte da prestadora, ou seja, serão executados todos os bens da 1.ª ré para, depois, persistindo a inadimplência, executar a tomadora dos serviços, não havendo que se falar, então, em necessidade de se comprovar, imediatamente, eventual situação de insolvência, para poder-se condenar o tomador no cumprimento subsidiário das obrigações impostas em sentença, posto que a subsidiariedade não tem por escopo onerar despropositada e irresponsavelmente o condenado subsidiário. Não é plausível que após utilizar-se do trabalho do trabalhador a tomadora dos serviços lave as suas mãos, deixando o trabalhador entregue a sua própria sorte junto à empresa prestadora, como in casu, menosprezando todos os postulados jurídicos de proteção ao empregado. Dessa forma, uma vez que a empregadora torne-se inadimplente em relação às verbas devidas ao empregado, em razão do contrato de trabalho, o tomador dos serviços responde subsidiariamente pelo pagamento de toda a condenação que for imposta. Indiscutível, portanto, a responsabilidade subsidiária da recorrente, inexistindo violação do art. 5º, II e LIV, da Constituição da República. Dou provimento para condenar, de forma subsidiária, a Segunda Reclamada ao pagamento de toda a condenação que foi imposta à Primeira Ré. 2.2.3 HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS (não há assistência sindical) A Primeira Turma decidiu, por maioria, vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais, negar provimento ao apelo, nos termos do voto da Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio, que assim dispõe: Neste procedimento especializado, não se aplica o disposto no artigo 20 do CPC, eis que o Processo do Trabalho tem norma de regência própria. Logo, se a parte não preenche os requisitos exigidos na Lei 5.584/70, impossível o deferimento do pedido. Destaco ainda que o artigo 133 da Constituição Federal de 1988, bem como a Lei 8.906/94 não revogou o jus postulandi das partes. Por isso, continuam em vigor os arts. 791 e 839 da CLT. Desse modo, prevalece o entendimento consubstanciado no item I, da Súmula 219 do C. TST. Em razão disso, nego provimento ao recurso do Reclamante.” Custas de R$400,00 pelas reclamadas, calculadas sobre R$20.000,00 valor atribuído à condenação. 3. CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região, superada a questão relativa ao preparo pelo julgamento do agravo de instrumento conforme consta Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

na certidão de fls. 117 e preenchidos os demais pressupostos de admissibilidade, por unanimidade, conhecer do recurso ordinário e, no mérito, por maioria, dar-lhe parcial provimento para reformar a sentença e deferir os pedidos “a” e “b” da petição inicial; condenar, de forma subsidiária, a Segunda Reclamada ao pagamento de toda a condenação que foi imposta à Primeira Ré. Custas de R$400,00 pelas reclamadas, calculadas sobre R$20.000,00 valor atribuído à condenação. Vencidos, no tocante ao aluguel de veículo, despesas com combustível e manutenção do veículo, o Desembargador José Luiz Serafini; quanto aos honorários advocatícios, o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente), Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Procurador do Trabalho: Dr. João Hilário Valentim. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator

Acórdão
Processo Nº RO-24000-42.2013.5.17.0121
Processo Nº RO-24000/2013-121-17-00.3

Recorrente Advogado Recorrido Plurima Réu Plurima Réu

JOAQUIM ARTUR DUARTE BRANCO Rosilene Teixeira(OAB: 009352 ES) ARUS FUNDACAO ARACRUZ DE SEGURIDADE SOCIAL FIBRIA CELULOSE S/A FUNDACAO SEN JOSE ERMIRIO DE MORAES

ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0024000-42.2013.5.17.0121 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: JOAQUIM ARTUR DUARTE BRANCO Recorridos: ARUS FUNDACAO ARACRUZ DE SEGURIDADE SOCIAL FIBRIA CELULOSE S/A FUNDACAO SEN JOSE ERMIRIO DE MORAES Origem: VARA DO TRABALHO DE ARACRUZ - ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que cabe à Justiça Comum julgar processos decorrentes de contrato de previdência complementar privada. A decisão ocorreu nos Recursos Extraordinários (REs) 586453 e 583050. Como relatora do RE 586453, a ministra Ellen Gracie, entendeu que a competência para apreciar a matéria é da Justiça Comum em razão da inexistência de relação trabalhista entre o beneficiário e a entidade fechada de previdência complementar. A decisão do STF, ao modular os efeitos da repercussão geral declarada, limitou a permanência das ações ajuizadas que versem sobre complementação nessa Justiça do Trabalho àquelas que possuam decisão de mérito até 20/02/2013. Assim, proposta a ação após esta data e, obviamente, havendo prolação de sentença em data ainda posterior, a competência para julgar a demanda é da Justiça Comum. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO

1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira, 23 de Setembro de 2013

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Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante, contra a sentença de fls. 72-72v, complementada pela decisão de embargos de declaração de fls. 77-77v, que declarou a incompetência absoluta da Justiça do Trabalho para julgar a presente ação, ajuizada em face de entidade de previdência privada, e determinou a remessa dos autos à Justiça Comum. Razões recursais do reclamante às fls. 79-83, pugnando seja afastada a declaração de incompetência, determinando-se o prosseguimento da instrução processual e novo julgamento do feito pela Origem ou diretamente por esta E. Corte. Conforme certidão de fls. 97, decorreu o prazo legal sem que as reclamadas apresentassem contrarrazões ao apelo autoral. É o relatório. FUNDAMENTAÇÃO 2.1.CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário interposto pelo reclamante, pois presentes os pressupostos legais de admissibilidade. Ressalte-se que foi concedido ao autor o benefício da assistência judiciária gratuita, dispensando-o do recolhimento das custas processuais, fixadas em R$100,00. 2.2. INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. Insurge-se o reclamante contra a sentença que declarou a incompetência absoluta da Justiça do Trabalho para julgar a presente ação, ajuizada em face de entidade de previdência privada, e determinou a remessa dos autos à Justiça Comum. Sem razão, entretanto. A presente ação trata tão somente de questões relacionadas às regras aplicadas pelo plano de previdência privada do autor, tais como, os valores percentuais das contribuições dos empregados/empregadores e a recomposição da reserva matemática do fundo. Trata-se, portanto, de questões decorrentes do contrato de previdência complementar privada. Em recente julgamento, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que cabe à Justiça Comum julgar processos decorrentes de contrato de previdência complementar privada. A decisão ocorreu nos Recursos Extraordinários (REs) 586453 e 583050. Como relatora do RE 586453, a ex-ministra Ellen Gracie, entendeu que a competência para apreciar a matéria não seria desta Justiça especializada, em razão da inexistência de relação trabalhista entre o beneficiário e a entidade fechada de previdência complementar. Entretanto, nesse mesmo julgamento, o STF modulou os efeitos da decisão para que os processos com sentença de mérito proferida até 20 de fevereiro de 2013 permaneçam na Justiça do Trabalho, o que não é o caso dos presentes autos cuja ação foi proposta em 06 de março de 2013 e a decisão, ora recorrida, foi prolatada em 14 de março de 2013. Sendo assim, entendo tal como o Juízo de origem e mantenho a declaração de incompetência da Justiça do Trabalho para julgar a presente ação. Nego provimento. CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região, por unanimidade, conhecer do recurso ordinário interposto pelo reclamante e, no mérito, negar-lhe provimento. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente), Desembargador Gerson Fernando Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Procurador do Trabalho: Dr. João Hilário Valentim Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator

Acórdão
Processo Nº RO-24500-27.2011.5.17.0009
Processo Nº RO-24500/2011-009-17-00.2

Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Réu Advogado

CARLOS SOARES GONCALVES Analton Loxe Júnior(OAB: 013761 ES) FADEL TRANSPORTES E LOGISTICA LTDA Elias Melotti Junior(OAB: 008692 ES) COMPANHIA DE BEBIDAS DAS AMERICAS - AMBEV RAFAEL SGANZERLA DURAND(OAB: 015112 ES)

ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0024500-27.2011.5.17.0009 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: CARLOS SOARES GONCALVES Recorridos: FADEL TRANSPORTES E LOGISTICA LTDA COMPANHIA DE BEBIDAS DAS AMERICAS - AMBEV Origem: 9ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA - ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA HORAS EXTRAS. DIFERENÇAS. ÔNUS DA PROVA. Se existem diferenças de horas extras a serem quitadas, é do autor o ônus de prová-las, por se tratar de fato constitutivo de seu direito (inciso I do art. 333 do CPC c/c art. 818 da CLT). HONORÁRIOS PERICIAIS. ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA. A assistência judiciária gratuita ou a gratuidade de justiça não alcançam os honorários periciais, uma vez que tais benefícios somente abrangem despesas e taxas judiciais devidas ao Estado. Não obstante, comprovada a hipossuficiência econômico -financeira, pode-se autorizar o recebimento dos honorários periciais diretamente deste Regional, nos termos do Provimento TRT.17.ª SECOR 03/2007. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO O reclamante interpõe recurso ordinário em face da r. sentença de fls. 528/533, complementada pela r. decisão de embargos declaratórios de fl. 549, da MM. 9ª Vara do Trabalho de Vitória-ES, a qual julgou procedentes em parte os pedidos e condenou a 1ª reclamada, e a 2ª subsidiariamente, ao pagamento das parcelas deferidas ao reclamante. Razões do recurso às fls. 538/542, pleiteando a reforma da r. sentença quanto à integração do salário in natura na remuneração, quanto às horas extras, quanto ao dano moral, quanto aos honorários advocatícios contratuais e sucumbenciais, quanto aos descontos fiscais e previdenciários e ainda quanto à Justiça gratuita/honorários periciais. Contrarrazões da 1ª reclamada às fls. 553/557-vº, pela manutenção da r. sentença. Devidamente intimada à fl. 552, a 2ª reclamada não apresentou contrarrazões ao recurso. FUNDAMENTAÇÃO 2.1. CONHECIMENTO Conheço apenas parcialmente do recurso, não o conhecendo

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quanto aos descontos fiscais e previdenciários, por ausência de interesse, e quanto aos honorários advocatícios contratuais, por preclusão. Quanto aos descontos fiscais e previdenciários, a reclamante pretende que estes se processem nos termos da Súmula 368 do C. TST. No entanto, tal pleito já foi deferido pelo Juízo primevo, senão vejamos. Em relação aos descontos previdenciários, foi determinado que o reclamante deve apenas arcar com o valor principal de sua cotaparte, ficando os encargos decorrentes da mora patronal a cargo da reclamada. Ou seja, o Juízo de origem determinou o que preceitua o item III da Súmula nº 368 do C. TST. Em relação aos descontos fiscais, foi determinado que a reclamada deve arcar integralmente com os acréscimos legais moratórios. Já a Súmula 368, II, do C. TST faz expressa menção ao art. 46 da Lei nº 8.541/92 e ainda ao Prov. 03/2005 da CGJT, onde consta que deverá haver a retenção do imposto devido pela pessoa física ou jurídica obrigada ao pagamento (leia-se pagamento de verba trabalhista) e não que esta seja obrigada ao pagamento do imposto devido pelo beneficiário em decorrência do pagamento de tal verba trabalhista. Ou seja, se fosse observada a Súmula 368 do C. TST, como pretende o autor em seu recurso, haveria reformatio in pejus, pois o reclamante ficaria em pior situação do que a anterior, o que é vedado pelo ordenamento jurídico. Quanto aos honorários advocatícios contratuais, não houve apreciação pelo Juízo de origem no particular e o reclamante não opôs embargos declaratórios visando sanar a omissão, pelo que se operou a preclusão sobre a matéria. Quanto ao mais, conheço do recurso ordinário interposto pelo reclamante, porque próprio e tempestivo, atendendo aos pressupostos de admissibilidade. 2.2. MÉRITO 2.2.1. Integração do Salário In Natura na Remuneração O Juízo a quo determinou – no período em que o reclamante era Ajudante de Cargas e respeitada a prescrição reconhecida na sentença – a integração do pagamento das recargas em latinhas de cerveja na remuneração no período de 28/06/2006 a 10/06/2006, com repercussão no repouso semanal remunerado, nas gratificações natalinas, nas férias mais 1/3, nas horas extras, no FGTS e na indenização compensatória de 40%. Determinou ainda que deverá ser considerado o valor de R$ 5,00 por cada caixa de cerveja, sendo duas caixas de cerveja por cada recarga e seis recargas por semana. O reclamante se insurge, alegando, em suma, que o pleito de integração das parcelas de natureza salarial (salário in natura por recebimento de valores em cerveja), denominado recarga, foi declarado improcedente pelo Juízo a quo, mas que, de acordo com o art. 458 da CLT, o salário in natura deve integrar a remuneração para todos os efeitos legais. Alega ainda que tal verba foi paga durante todo o vínculo de trabalho e não apenas quando realizava a primeira função. Sem razão. Ab initio, cumpre ressaltar que, diferentemente do que alegado pelo autor, o Juízo de origem não indeferiu o pleito de integração do salário in natura à remuneração, mas, no entanto, deferiu-o apenas no período de 28/06/2006 a 10/06/2006. Já no que tange ao pagamento do salário in natura por todo o período do vínculo de trabalho, também não assiste razão ao reclamante, pois o próprio reclamante, na inicial (fl. 3), somente se refere a pagamento em cerveja no período em que fazia a recarga, qual seja, entre 09/06/2005 e 10/06/2006, esta última data quando sofreu acidente de trabalho, sendo certo que, quando retornou ao Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

trabalho, já não mais exerceu a função de recarga. E o pagamento de salário in natura apenas na função de recarga foi corroborado pela prova emprestada (proc. 0010954.2011.5.17.0003), em que o reclamante daqueles autos (fl. 523) também menciona que as caixas de cerveja em utilizadas como parte do pagamento quando havia recarga, o mesmo ocorrendo com a testemunha de fl. 524. Portanto, nego provimento. 2.2.2. Horas Extras O Juízo de origem, considerando que a reclamada apresentou recibos onde consta o pagamento de horas extras – inclusive no período em que a 1ª reclamada alega que não havia controle de jornada – e o reclamante não apontou as diferenças que entende devidas, julgou improcedente o pleito de pagamento de diferenças de horas extras. O reclamante recorre, alegando, em síntese, que a prova testemunhal indica que os valores não foram adimplidos, refutando por completo o controle de ponto. Assim, entende que o magistrado deveria ter deferido os valores devidos e determinado a compensação daqueles já pagos, mas não o indeferimento do pleito autoral. Por fim, ressalta que não há valores a serem compensados, ante a impugnação específica dos contracheques e do TRCT. Sem razão. Como afirmado pelo Juízo a quo, a reclamada apresentou recibos onde consta o pagamento de horas extras – inclusive no período em que a 1ª reclamada alega que não havia controle de jornada – e o reclamante não apontou as diferenças que entende devidas. Ora, se existem horas extras não pagas, deveria o reclamante ter apresentado o respectivo demonstrativo, o que não fez, aquiescendo com os argumentos da defesa quanto à inexistência de labor em sobrejornada não pago. Ressalte-se que, diferentemente do que alegado pelo autor, não houve impugnação específica aos contracheques e ao TRCT, como se pode verificar às fls. 406/408. Aliás, não houve qualquer menção aos contracheques e ao TRCT na impugnação à defesa. Assim, se há diferenças a serem apuradas, não bastam simples alegações, mas necessária seria a apresentação de demonstrativo de diferença, senão detalhado, ao menos capaz de apontar a existência de horário extraordinário e horário noturno não remunerados, cabendo este ônus ao reclamante, nos termos do art. 333, I, do CPC e do art. 818, da CLT, do qual não se desincumbiu. Portanto, nego provimento. 2.2.3. Dano Moral Pretende o reclamante a reforma do julgado quanto ao dano moral, alegando que quitou os valores do débito com a empresa relativo ao plano de saúde e que a empresa sequer comprovou o inadimplemento, ônus que lhe pertencia. Além disso, alega que sequer lhe foi dada ciência de que deveria arcar com os valores devidos em virtude do seu afastamento da empresa por motivo de saúde. Sem razão. Como afirmado pelo Juízo de origem, a reclamada agiu em conformidade com o que disposto nas normas coletivas, sem qualquer abusividade ou ilicitude em sua conduta a autorizar a indenização por danos morais. E, por plenamente esclarecedora e por medida de economia processual, peço vênia para transcrever o entendimento do Juízo primevo, in verbis: Alega o reclamante que, ao retornar pela terceira vez ao trabalho, recebeu a notícia do cancelamento de seu plano de saúde, o que lhe impediu de dar a continuidade ao tratamento de saúde que necessitava. Postula indenização por danos morais em razão do cancelamento do plano de saúde.

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A Ré empregadora alega que o plano de saúde foi cancelado em virtude da cláusula 17ª da CCT 2008/2009, que prevê a perda do benefício pelo empregado afastado e que deixa de pagar a parcela do plano de saúde por mais de três meses. A referida cláusula prevê, ainda, que no caso de afastamento do empregado em gozo de benefício previdenciário, o empregador continuará a pagar a parcela que lhe cabe, sendo que a parcela de responsabilidade do empregado deverá por este ser paga na sede da empresa, impreterivelmente, até o 5ª dia útil de cada mês, sob pena de perda do benefício. Portanto, a Ré empregadora agiu em conformidade ao disposto nas normas coletivas, sem qualquer ilicitude ou abusividade em sua conduta a autorizar a indenização por danos morais. O cancelamento adveio do inadimplemento do próprio reclamante. Improcedente. (g.n.) Ressalto que não tem qualquer pertinência a alegação autoral de que sequer lhe foi dada ciência de que deveria arcar com os valores devidos em virtude do seu afastamento da empresa por motivo de saúde. É que, conforme consta do Parágrafo Oitavo da Cláusula Décima Sétima da CCT 2008/2009 (fls. 312/313), o pagamento da cota-parte do empregado é de sua responsabilidade e não mais será descontada em seu contracheque, o que se pode constatar dos contracheques colacionados aos autos. Assim, se o reclamante tinha de pagar sua cota-parte na empresa quando estava trabalhando, não há justificativa plausível para que assim não o fizesse quando estava afastado. Nem há qualquer justificativa para que, no afastamento, seja suspenso o pagamento do plano de saúde. Nesse sentido é o que preceitua o Parágrafo Nono da supracitada Cláusula Décima Sétima. Por fim, cumpre ainda ressaltar que a comprovação do pagamento do plano de saúde é ônus do reclamante, pois não se pode exigir que a reclamada faça prova de fato negativo. Aquele que paga deve exigir a quitação regular (art. 319 do código civil), tendo o ônus de comprovar o pagamento mediante termo de quitação, nos termos art. 320 do CC. Assim, não há falar em dano moral, pois a empresa agiu de acordo com o que previsto na norma coletiva. Portanto, nego provimento. 2.2.4. Honorários Advocatícios Sucumbenciais A Primeira Turma decidiu, por maioria, vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais, negar provimento ao apelo, nos termos do voto da Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio, que assim dispõe: Neste procedimento especializado, não se aplica o disposto no artigo 20 do CPC, eis que o Processo do Trabalho tem norma de regência própria. Logo, se a parte não preenche os requisitos exigidos na Lei 5.584/70, impossível o deferimento do pedido. Destaco ainda que o artigo 133 da Constituição Federal de 1988, bem como a Lei 8.906/94 não revogou o jus postulandi das partes. Por isso, continuam em vigor os arts. 791 e 839 da CLT. Desse modo, prevalece o entendimento consubstanciado no item I, da Súmula 219 do C. TST. Em razão disso, nego provimento ao recurso do Reclamante.” 2.2.5. Justiça Gratuita – Honorários Periciais Em primeiro lugar, ressalte-se que o benefício da Justiça gratuita, considerada em sentido estrito, compreende apenas a isenção das custas, nos termos do art. 790-A da CLT, e não a assistência judiciária gratuita, instituto mais amplo e que inclui também a isenção das demais despesas processuais, sendo a segunda o gênero e a primeira a espécie. Assim, apesar de o reclamante ter pleiteado na inicial a assistência Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

judiciária gratuita, que foi o que Juízo a quo indeferiu, pleiteou a reforma apenas para que seja deferida a Justiça Gratuita. Ora, a assistência judiciária gratuita aos que não têm recursos suficientes para demandar sem prejuízo do próprio sustento ou do de sua família constitui direito fundamental, de aplicação imediata, ex vi da Constituição Federal (art. 5.º, inc. LXXIV e § 1.º). Se a insuficiência de recursos foi demonstrada, o patrocínio da causa por advogado particular, por si só, não tem o condão de afastar essa garantia, sob pena de violação do texto constitucional. É importante destacar que a Orientação Jurisprudencial n.° 304 do C. TST reza que “para a concessão da assistência judiciária, basta a simples afirmação de hipossuficiência do declarante ou de seu advogado, na petição inicial, para se considerar configurada a sua situação econômica (art. 4º, § 1º, da Lei n.º 7.510/86, que deu nova redação à Lei n.º 1.060/50)”. E não poderia ser diferente, tendo em vista que o art. 1º da Lei n.º 7.115/83 dispõe que se presume verdadeira, até que se prove o contrário, a declaração de pobreza. Ressalto que o reclamante não está assistido pelo Sindicato de sua Categoria, mas declarou não ter condições de arcar com as despesas do processo, sem prejuízo do próprio sustento e do de sua família (fl. 9). Assim, se são cabíveis os benefícios da assistência judiciária gratuita, cabíveis também os benefícios da Justiça gratuita, já que, como acima mencionado, o primeiro instituto é mais abrangente que o segundo. Desse modo, defiro os benefícios da Justiça gratuita ao reclamante. E embora concedidos os benefícios da Justiça gratuita ao reclamante, considero que nem a assistência judiciária gratuita nem a gratuidade da Justiça alcançam os honorários periciais, uma vez que tal benefício somente abrange despesas e taxas judiciais devidas ao Estado (art. 3º da Lei n.º 1.060/50). Acrescente-se que a Justiça do Trabalho não conta com peritos próprios, socorrendo-se de profissionais particulares, terceiros estranhos ao processo, que não podem trabalhar sem receber a devida contraprestação, a ser paga pela parte sucumbente no objeto da perícia, de modo que o deferimento da Justiça gratuita não socorre o autor, nesse aspecto. De toda sorte, nos termos do Provimento TRT 17.ª SECOR 03/2007, que deu nova redação aos artigos 159, 160 e 161 do Prov. 01/2005, o pagamento dos honorários de perito será efetuado com os recursos vinculados ao custeio da assistência judiciária aos necessitados, quando houver sucumbência do beneficiário de justiça gratuita na pretensão relativa ao objeto da perícia. No caso, a sentença condenou o reclamante ao pagamento dos honorários periciais de R$ 1.500,00, em razão da sucumbência, autorizando a dedução do valor depositado a título de honorários periciais prévios (R$ 300,00, fl. 416), o que perfaz um valor complementar de R$ 1.200,00; mas em face da hipossuficiência do reclamante, reduzo o valor dos honorários periciais complementares para R$ 800,00 (oitocentos reais) e determino que o pagamento seja feito com recursos existentes no Orçamento da União, destinados aos beneficiários de assistência judiciária, autorizando o perito a receber a importância diretamente do Tribunal, nos termos dos artigos 158 a 162 do Provimento TRT.17.ª.SECOR.N.º 01/2005. Portanto, dou provimento, nos termos da fundamentação supra. Mantido o valor da condenação e das custas. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região, por unanimidade, conhecer parcialmente do recurso ordinário, não o conhecendo quanto aos descontos fiscais e previdenciários, por ausência de interesse, e quanto aos honorários advocatícios contratuais, por preclusão e, no

MÉRITO Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 A embargante interpõe pela quarta vez os embargos declaratórios aduzindo que não houve o enfrentamento da matéria suscitada nos embargos anteriores. condenará o embargante a pagar ao embargado multa não excedente de um por cento sobre o valor da causa. autorizando o perito a receber a importância diretamente do Tribunal. 594/596). 23 de Setembro de 2013 34 mérito. natureza estranha à via recursal utilizada. comino à embargante multa de 10% (dez por cento). Mantido o valor da condenação e das custas. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. João Hilário Valentim.TRT 17ª. Como bem elucidado nas decisões dos embargos de fs. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. segunda parte. COM INFORMATICA LTDA . no mérito.2012. Vencidos.17. Conforme acima exposto. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. O que se nota é o mero inconformismo da parte embargante. ficando condicionada a interposição de qualquer outro recurso ao depósito do valor respectivo. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-26800-28. Observe-se: Art. Na reiteração de embargos protelatórios.5. do CPC. do CPC. parágrafo único. FUNDAMENTAÇÃO 2. a multa é elevada a até dez por cento. por qualquer das partes. sobre o valor da condenação. sob o argumento de omissão. do CPC Vistos.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DA RECLAMADA. segunda parte.ª. de 13.17. no tocante aos honorários advocatícios sucumbenciais. ou seja. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-27000-17. João Hilário Valentim. Procurador do Trabalho: Dr. em conformidade ao permissivo disposto no artigo 538.2012.950. a par de lhes negar provimento.EPP Embargados: O V. Sustenta que há necessidade de correção do valor dado à condenação. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais. dar parcial provimento ao apelo do reclamante para deferir os benefícios da Justiça gratuita ao reclamante.CARLOS ALBERTO PINTO NET SERVICOS DE COMUNICACAO S/A Origem: 8ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . RELATÓRIO Trata-se do 4º embargos declaratórios (fls. por unanimidade.5. porque presentes os pressupostos legais de admissibilidade. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). bem como o intuito de protelar o feito.12. parágrafo único.º 01/2005.0026800-28. não consta erro material no valor da condenação. fica condicionada a interposição de qualquer outro recurso ao depósito do valor respectivo. CONHECIMENTO Conheço dos embargos de declaração. 538.SECOR. Sem razão.1 Embargante Advogado Embargado Advogado Plurima Réu Advogado MR. a par de lhes negar provimento.TRT 17ª Região . cominar à embargante multa de 10% (dez por cento).2. MULTA PELA REINCIDÊNCIA PROTELATÓRIA. ACÓRDÃO DE FLS. DOU 14. considerando os títulos deferidos ao reclamante e nem há falar em valor líquido. destinados aos beneficiários de assistência judiciária. Os embargos de declaração interrompem o prazo para a interposição de outros recursos. em conformidade ao permissivo disposto no artigo 538.5.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. opostos pela reclamada.0008 Processo Nº ED-26800/2012-008-17-00. a embargante não aponta qualquer vício apto a ensejar a utilização da via processual escolhida.0006 Processo Nº RO-27000/2007-006-17-00. Parágrafo único.1994. o juiz ou o tribunal. Procurador do Trabalho: Dr. 578v. por maioria. Quando manifestamente protelatórios os embargos. REGIÃO . segunda parte. mesmo porque a r. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente).0 Recorrente Advogado Recorrido SIND TRAB IND C CIVIL M E P PAVIMENTACAO E TERRAPLANAGE Rafael de Anchieta Piza Pimentel(OAB: 008890 ES) PARANASA ENGENHARIA E COMERCIO S/A . quanto à justiça gratuita. nos termos dos artigos 158 a 162 do Provimento TRT.2007.17.17. sobre o valor da condenação. (Redação dada ao caput pela Lei nº 8. com efeitos a partir de sessenta dias após a data de sua publicação). conhecer dos embargos declaratórios e.00 (oitocentos reais) e determinar que o pagamento seja feito com recursos existentes no Orçamento da União. em conformidade ao permissivo disposto no artigo 538.1994.12.N. COM INFORMATICA LTDA .EPP Rafael Libardi Comarela(OAB: 011323 ES) CARLOS ALBERTO PINTO Cristovão Colombo de Paiva Pinheiro Sobrinho(OAB: 008964 ES) NET SERVICOS DE COMUNICACAO S/A Stephan Eduard Schneebeli(OAB: 004097 ES) ACÓRDÃO . (g. sendo partes as acima citadas. Diante da reincidência dos embargos de indubitável caráter protelatório.1. reduzir o valor dos honorários periciais complementares para R$ 800. pois os valores serão apurados em liquidação na fase de execução. declarando que o são.0008 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: MR. 2. sobre o valor da condenação. 591/592 . sentença às fls 401v determina a liquidação por cálculos. 3. Comina-se à embargante multa de 10% (dez por cento). Conhecidos e não providos.n). diante da reincidência dos embargos de indubitável caráter protelatório. ao opor os presentes embargos de maneira infundada em relação às suas hipóteses de cabimento. a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Por todo o exposto. parágrafo único. negar-lhes provimento. Somente retarda a marcha processual.

1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. ante a exposição ao agente químico poeira minerais. 26 e 27. com fulcro no laudo pericial constante dos autos (fls.às fls. 186/2012.09. 07/08. sendo partes as acima citadas. 195 da CLT e Anexo 7 da NR 15 da Portaria Nº 3214/78 do MTE). exerce a tomadora poder diretivo sobre os serviços prestados. em grau máximo. Ademais. Contrarrazões da segunda reclamada . conforme prevê o item II. II – Tem direito ao adicional de insalubridade o trabalhador que exerce atividade exposto ao calor acima dos limites de tolerância.A. aos substituídos que exerciam a função de pedreiros. nas condições previstas no Anexo 3 da NR 15 da Portaria Nº 3214/78 do MTE. Vistos. nos termos da supracitada OJ. DO TST. EXPOSIÇÃO À LUZ SOLAR.17. MÉRITO DO RECURSO ORDINÁRIO DA PRIMEIRA RECLAMADA 2. condenou a primeira reclamada ao pagamento de adicional de insalubridade.TRT 17ª Região . IV. nos termos definidos no Anexo 3 da NR 15. Inadimplente a empresa prestadora no que concerne às obrigações trabalhistas. DEJT divulgado em 25. onde requer a reforma da sentença no que concerne ao adicional de insalubridade. De outro giro. responsabilidade subsidiária e honorários advocatícios. . EXPOSIÇÃO AO SOL E AO CALOR. (redação alterada na sessão do Tribunal Pleno realizada em 14. de modo a ensejar o deferimento do adicional pretendido. in verbis: ADICIONAL DE INSALUBRIDADE.PARANASA ENGENHARIA E COMERCIO S/A . o que pressupõe. que a eventual exposição ao calor proveniente do sol não é fonte caracterizadora de insalubridade e que não havia fonte artificial de calor radiante no local de trabalho dos substituídos. Rodolfo Gomes Amadeo(OAB: 012493 ES) ACÓRDÃO . que julgou parcialmente procedentes os pedidos iniciais.2007.5. Razões recursais da primeira reclamada . em atividades a céu aberto. 1265-1278. com redação recentemente alterada. deve a tomadora de serviços responder por esse ônus. assim.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. indevido o adicional de insalubridade ao trabalhador em atividade a céu aberto. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 É o relatório. por sujeição à radiação solar. advindo tal responsabilidade das culpas in eligendo e in vigilando. que possuíam CA. Conforme certidão de fls. RELATÓRIO Trata-se de recursos ordinários interpostos pelo Sindicato autor e pela primeira reclamada. 12931297v.1. NÃO FORNECIMENTO DE EPI’S ADEQUADOS A sentença de origem. por sujeição à radiação solar (art. sustenta a recorrente que a concentração do agente não ultrapassava o limite de tolerância e que fornecia os EPI’s necessários. é indevido o adicional de insalubridade em decorrência de exposição a raios solares. sentença quanto às seguintes matérias: base de cálculo do adicional de insalubridade. inverto a ordem de julgamento dos recursos e passo a análise do apelo patronal em primeiro lugar.às fls. Afirma. Comprovantes de recolhimento do depósito recursal e das custas processuais às fls. . Vejamos. uma vez que o sol não possui enquadramento legal no Anexo 7. Com efeito. inclusive quando o labor se dá em ambiente externo com carga solar. em face da sentença de fls. inclusive em ambiente externo com carga solar. o que se revela suficiente para a constatação da insalubridade por exposição ao calor. tendo em vista a ausência de previsão legal (Anexo 7 da NR 15). aquele que exerce atividade exposto ao calor acima dos limites de tolerância. 1285-1285v respectivamente.2012) – Res. naturalmente.º 173 da SBDI-1 do TST. Razões recursais do Sindicato às fls.VALE S.0006 RECURSO ORDINÁRIO Recorrentes: SIND TRAB IND C CIVIL M E P PAVIMENTACAO E TERRAPLANAGE PARANASA ENGENHARIA E COMERCIO S/A Recorridos: PARANASA ENGENHARIA E COMERCIO S/A SIND TRAB IND C CIVIL M E P PAVIMENTACAO E TERRAPLANAGE VALE S.PARANASA ENGENHARIA E COMERCIO S/A. 1289-1292v. 1306v.09.0027000-17.A. Tendo em vista a existência de matéria prejudicial no recurso da primeira reclamada. AGENTE FÍSICO CALOR. ainda. complementado às fls. a primeira reclamada não apresentou contrarrazões. EXPOSIÇÃO À LUZ SOLAR. cabe destacar os termos da Orientação Jurisprudencial n. em suma.ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. 987-1022. o dever de fiscalizar o cumprimento das obrigações trabalhistas. 1245-1246). Contrarrazões do Sindicato às fls.2012 I – Ausente previsão legal. AGENTE QUÍMICO POEIRA. e ainda realizava a fiscalização do uso dos mesmos. Requer. Origem: 6ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . da NR 15 do MTE. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA.2.A. ante a exposição ao agente físico calor. que não há falar em insalubridade decorrente de radiações não ionizantes. A insalubridade constatada não decorre de mera exposição à radiação solar. no que concerne à exposição a poeiras minerais. ATIVIDADE A CÉU ABERTO. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. a reforma da sentença de origem para que seja afastada a condenação ao pagamento do adicional de insalubridade. 1260-1262v.1. FUNDAMENTAÇÃO 2. Em virtude do contrato celebrado com a prestadora de serviços. condenou a ré ao pagamento de adicional de insalubridade.CONHECIMENTO Conheço dos recursos ordinários interpostos pelo Sindicato autor e pela primeira reclamada . pugnando pela reforma da r. pois presentes os pressupostos de admissibilidade. faz jus ao recebimento do adicional de insalubridade. a parte dos substituídos relacionados às fls. No entanto. nas condições previstas no Anexo 3 da NR 15. Inicialmente. Sustenta. 1279-1284v. mas sim das medições de IBUTG realizadas no local do trabalho. 23 de Setembro de 2013 35 Plurima Autor Advogado Plurima Réu Plurima Réu Advogado PARANASA ENGENHARIA E COMERCIO S/A Elisabete Maria Ravani Gaspar(OAB: 006523 ES) SIND TRAB IND C CIVIL M E P PAVIMENTACAO E TERRAPLANAGE VALE S. SÚMULA 331. A primeira reclamada recorre desta decisão. AGENTE FÍSICO CALOR. já que é quem diretamente se beneficia da força de trabalho despendida pelos obreiros. em grau médio.

De início. Vejamos. Com efeito. indeferiu o pedido de responsabilidade subsidiária. Em vista disso. nos termos definidos no Anexo 3 da NR 15. pela Constituição Federal. da Constituição da República. à insalubridade. Todavia. no qual antagonizaram Carlos Eduardo Junqueira e Governo do Estado de São Paulo. no caso específico da Lei nº 4. Contudo. Portanto. no regime constitucional atual. inclusive. o art. 1003 e 1029-1031. mas sim das medições de IBUTG realizadas no local do trabalho. 277300). deu ensejo a uma das primeiras súmulas vinculantes adotadas pelo Excelso Tribunal. a insalubridade constatada não decorre de mera exposição à radiação solar. conforme previsão do art. caracterizada a insalubridade. nos termos do referido Anexo 3 da NR 15. em nenhum outro caso poderia o legislador infraconstitucional utilizar o salário mínimo como indexador. não estabeleceu base de cálculo sobre a remuneração. sendo que. tendo em vista que os valores apurados ultrapassavam o limite de tolerância apontado pela norma. com base no art. não era possível realizar qualquer medição físico-química no local de labor. Desta forma. frise-se que é incontroverso que a segunda reclamada firmou com a primeira ré contrato de prestação de serviços (fls. além dos servidores públicos. utilizando-se as equações que definem o denominado “Índice de Bulbo Úmido – Termômetro de Globo” (IBUTG) e com o emprego dos aparelhos discriminados na mencionada norma. No que concerne ao adicional de insalubridade decorrente da exposição a poeiras minerais. o fornecimento de materiais e equipamentos descritos no próprio contrato.º da CLT. porque a CF/88. 7º. Conforme ressaltou o expert. sob pena de afronta ao art. Considerando que a primeira reclamada não demonstrou o fornecimento do EPI adequado para proteção contra a sílica livre cristalizada. o valor de dois salários mínimos. 2. porém.º 4. curvo-me à referida decisão. conforme avaliação laboratorial. Até o dia 30 de abril de 2008 este Relator sempre adotou os termos da antiga redação da Súmula 228 do C. 1023 e seguintes). no RE 565714. Essa decisão. Logo.º. que restou lavrada nos seguintes termos: SÚMULA VINCULANTE 4 SALVO NOS CASOS PREVISTOS NA CONSTITUIÇÃO. que considerou constitucional norma de lei estadual que fixou como base de cálculo do adicional de insalubridade. máscara PFF1. o STF negou o pedido dos recorrentes de aplicação da remuneração como base de cálculo. Portanto. 8. inciso XXIII da CRFB. com fulcro na OJ 191 da SDI-1 do TST. até nova lei estadual. ato do Senado Federal para expungir o artigo da legislação em vigor. Obras Civis e Automação de instalações. 192 da CLT. Acórdão proferido pelo E. A expressão "vedada sua vinculação para qualquer fim" levou ao entendimento. mesmo julgando inconstitucional a norma estadual. Tomo por modelo o que dispõem os artigos 193 da CLT e 14 da Lei n. ainda. entendeu o STF que o salário mínimo não poderia ser usado como base de cálculo.º 565714. adotou posição definitiva acerca da matéria. O Sindicato autor pugna pela reforma da referida sentença. E o fez sob o fundamento de cuidar de ação de repercussão geral. Ocorre que o Excelso Supremo Tribunal Federal. tomada com o cuidado de se tratar de ação com repercussão geral. tendo em vista tratar-se de obra já finalizada. 7.1. Apurou-se na perícia que. a poeira respirável em suspensão encontrava-se além do limite de tolerância estabelecido no Anexo 12 da NR15.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. pelo que o adicional é devido. 23 de Setembro de 2013 36 No presente caso. faço uso da analogia. O SALÁRIO MÍNIMO NÃO PODE SER USADO COMO INDEXADOR DE BASE DE CÁLCULO DE VANTAGEM DE SERVIDOR PÚBLICO OU DE EMPREGADO. MÉRITO DO RECURSO ORDINÁRIO DO SINDICATO AUTOR 2. de que exceto naqueles casos em que a própria Constituição havia excepcionado. entendendo que a segunda reclamada figura no contrato celebrado com a primeira na qualidade de dona da obra. a Suprema Corte também deixou assentado que o fato de não haver uma lei fixando outra base de cálculo que não o salário mínimo não permitiria que o Judiciário a fixasse como sendo a remuneração. cuja relatora foi a eminente Ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha. perito em seu laudo constam da documentação fornecida pela própria reclamada (fls. 1009). que estabelecia a recepção do art. Todavia. IV. NEM SER SUBSTITUÍDO POR DECISÃO JUDICIAL. decorrentes de levantamento realizado à época da execução da obra. TJSP. sem Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 controvérsia. de acordo com a metodologia adotada. neste aspecto.860/65. Vejamos. Porém. considerando o interesse das categorias econômicas e profissionais. XXIII. buscou o recorrente obter da mais alta Corte a reforma do v. no que se refere à base de cálculo do adicional de insalubridade. mas apenas estatuiu que o adicional comporia a remuneração do trabalhador. houve avaliação quantitativa da exposição ao calor. para os policiais militares. para a atividade de Pedreiro. de forma a não adotar uma decisão in pejus. 192 da CLT. É por isso que. ou seja. Ressalte-se que os dados técnicos utilizados pelo d.860/65. sendo desnecessário. a norma legal refere-se. para que seja estabelecida a remuneração como base de cálculo. parte final. ao julgar o Recurso Extraordinário n. 7º.RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA O Juízo de origem.2. no art. continua. para estabelecer como base de cálculo do adicional de insalubridade o salário básico do empregado. Em vista disso. não podem os trabalhadores ficar desprovidos de um direito que lhes é assegurado na própria Constituição Federal. de modo a ensejar o deferimento do adicional pretendido. não há cogitar na neutralização do agente insalubre. O Sindicato autor recorre desta decisão. nego provimento ao apelo patronal.3. TST. preferindo manter. razão pela qual me parece perfeitamente possível dar o mesmo tratamento tanto a um como a outro caso. a decisão de origem também deve ser mantida. conforme aponta o laudo pericial (fl. 192 da CLT a mencionar o salário mínimo como base de cálculo do adicional de insalubridade.BASE DE CÁLCULO DO ADICIONAL DE INSALUBRIDADE A sentença de origem fixou como base de cálculo do adicional de insalubridade o salário mínimo legal. vez por todas. que tinha como objeto a execução dos serviços de Montagem. o valor dos dois salários mínimos. Com a decisão do STF. com reajuste automático e pelos mesmos índices estabelecidos pelo Governo Federal. descrita às fls. com a finalidade de substituir o sistema de adição e moagem de calcário calcítico/dolomítico (Cláusula primeira). com reajustes aplicados pelo Estado de São Paulo. dependendo do Legislativo Federal apenas o advento de nova lei fixando. outra base de cálculo. como autorizado no art. Concluiu-se pela presença de insalubridade. essa parte do dispositivo celetista deixa de existir no mundo jurídico. dou provimento parcial para fixar o salário básico do empregado como base de cálculo do adicional de insalubridade. Por todo exposto.3. . qual seja. o que se revela suficiente para a constatação da insalubridade por exposição ao calor. É que ambos os artigos cuidam de agentes agressivos à saúde do trabalhador. a sentença não merece reforma neste aspecto. bem como.

Nesse sentido. Sobre o tema. através de execução contra ele intentada. que dispõe: "Na aplicação da lei. constrói ou reforma seu próprio domicílio. se é compreensível a extensão do princípio por razões sociais. subsidiariamente. 'Curso'.. Cumpre asseverar que a responsabilidade subsidiária nada mais é que uma garantia a mais aos empregados que já prestaram seus serviços. FGTS. para não atingir particulares que constróem seu próprio domicílio sem poder econômico. pela baixa categoria do intermediário. proveniente da execução de contrato de construção de obra. no caso de eventual inadimplemento por parte da prestadora. verbis: Há tendência. concluímos ainda que a OJ 191 da SDI-I.) A maior parte dos autores afasta a responsabilidade do proprietário (Russomano. para poder-se condenar o tomador no cumprimento subsidiário das obrigações impostas em sentença. como dito alhures. configurada está a culpa da segunda demandada. ou na procura de mão-de-obra de custo inferior. o aumento da lucratividade da empresa. suficiente a fazer emergir a responsabilidade subsidiária dos beneficiários finais do trabalho desenvolvido pelos reclamantes. pura e simplesmente.. tendo a tomadora dos serviços agido com culpa in eligendo e in vigilando." (Comentários .) Seguindo essa linha de raciocínio. 455 da CLT. se o dono da obra explora atividade com fins lucrativos. o proprietário. Saraiva). verbis: O caráter subsidiário da responsabilidade inerente a relações jurídicas similares a essa relação justrabalhista já era reconhecido Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 em outros ramos jurídicos.. tão somente. a expansão dos negócios.TST. serão executados todos os bens da primeira ré para. Por oportuno. eventual situação de insolvência.. condômino de unidade imobiliária. a este. servindo. depois. atendendo.. Se a empresa contratada não adimplir todas as obrigações assumidas com os trabalhadores. a segunda reclamada explora atividades com fins lucrativos. Seguindo essa linha de raciocínio. situação típica versada na Súmula 331 do TST. ao menos indiretamente. vício sempre difícil de se comprovar. quando não ocorresse fraude. a teor do que dispõe o item IV da Súmula 331 do C. TST e. mesmo admitindo a boa-fé do dono da obra. persistindo a inadimplência. exercia poder diretivo sobre os serviços prestados pela primeira.TST. estas mesmas razões devem impor cautela ao juiz. seria propiciar. avaliar o tempo transcorrido e as demais circunstâncias. não majoritária.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.). devem ser lembradas as palavras de Carrion. do C. por exemplo. É que a construção gera lucro para o proprietário. ou seja. Ou.. in verbis: Excluir.. É o caso dos autos. Em suma. contratando empreiteiro para tanto. a manutenção da lucratividade da empresa. Este tipo de "dono da obra" não pode ser responsabilizado por dívidas trabalhistas deixadas pelo empreiteiro relativamente aos trabalhadores por ele contratados. ou seja. nos termos do art. esporadicamente. pelas características da prestação dos serviços é fácil observar que não houve execução de obras. construtora ou incorporadora. executar a tomadora dos serviços. eis que as obras realizadas tiveram como objetivo a montagem/obras civis/automação de instalações afetas ao sistema de adição e moagem de calcário. que estabelece a responsabilidade do tomador de serviços com a empresa intermediadora da mão-de-obra. para firmar seu convencimento. a fim de não transformar sua hermenêutica em ignomínia de outras humildes famílias pelos ônus desproporcionais que podem resultar (previdência. dono da obra.". em necessidade de se comprovar. constitui atividade-meio. também não pode ser aplicada indiscriminadamente.. o dever de fiscalizar o cumprimento das obrigações trabalhistas. a fim de conferir-lhe alcance mais amplo. Assim. deve responder subsidiariamente pelos débitos trabalhistas não adimplidos pela contratada. 23 de Setembro de 2013 37 Ou seja. o que pressupõe. efetivo e justo. naturalmente. a respectiva liquidação. pessoa física. simulações etc. mas sim dever do julgador. tendo se beneficiado da força de trabalho despendida pelos obreiros. no caso. invocando. LTr.' . o chamado 'dono da obra' da responsabilidade. 5º da Lei de Introdução ao Código Civil. não havendo falar. não é aplicável in casu. (. por considerá-la atividade não lucrativa. firmou-se jurisprudência consistente em perceber a responsabilidade subsidiária do proprietário ou condômino em vista da inadimplência do construtor. LTr). no sentido de atribuir as responsabilidades trabalhistas ao dono da obra. à custa do prejuízo do operário. a negligência na escolha do seu construtor.019/74. o que propicia. PIS etc. que certo é que as orientações jurisprudenciais não vinculam o julgador. arcando com as conseqüências advindas da má escolha. É esta a situação a ser protegida. entendo que o tomador de serviços responde subsidiariamente pelos débitos trabalhistas do empregador. posto que a subsidiariedade não . que contrata o trabalho diretamente e de responsabilizá-lo. ainda que indiretamente.. A primeira refere-se à empresa que desenvolve atividades relacionadas à construção civil e que contrata outra empresa/empreiteiro para realizar determinada obra.. evidenciando-se haveres trabalhistas não pagos pela primeira ré. beneficia-se da força de trabalho despendida e se a obra realizada teve como objetivo o aumento da área produtiva. 16 da Lei nº 6.. somente será acionado quando não for possível lograr do construtor. da SDI-I. ao fim social a que se destina. In casu. a montagem/obras civis/automação de instalações afetas ao sistema de adição e moagem de calcário." (Manual . separar duas situações completamente distintas. Ora. Cumpre ressaltar que é preciso afastar a interpretação que vem sendo dada ao art. 'Compêndio universitário'). Catharino. senão a delegação para terceiro de tarefas do empreendimento indispensáveis à consecução dos fins econômicos e sociais dos negócios geridos pelas tomadoras. também deve assumir esse ônus. ressalta Maurício Godinho. imprescindível ao bom desempenho da empresa na sua atividadefim. em prejuízo do trabalhador. Na Súmula 126 do antigo TFR estabelecia-se: 'Na cobrança de crédito previdenciário. mais do que realizar a escolha da empresa devidamente. que prestaram serviços diretamente à empresa tomadora. embora não seja atividade-fim da empresa. no sentido jurídico da palavra. a orientação jurisprudencial supramencionada. inclusive. imediatamente. sempre. A segunda hipótese é a do proprietário de imóvel que. Ouso dizer que. Não há qualquer dúvida quanto à sua responsabilidade pelas verbas trabalhistas não quitadas pelo empreiteiro. A propósito. ou.) Por isso. em virtude do contrato celebrado. dessa forma. Desta forma. então. do C. (Curso. (. A atividade não possui natureza lucrativa. a lição de Ísis de Almeida. tinha a segunda reclamada o dever de manter constante vigilância quanto ao cumprimento das obrigações trabalhistas em relação aos reclamantes.. concluímos que a OJ 191. registrese. E não se pode olvidar que a segunda reclamada. no caso de empreiteiro insolvente.. que for diretamente beneficiada pela força de trabalho despendida pelos obreiros. responde ela pela falta de idoneidade da prestadora de serviços.. a tomadora dos serviços. No Direito Previdenciário. Esta visão teleológica da norma não é faculdade. Deve-se. eis que. aplicando analogicamente o art. o juiz atenderá aos fins sociais a que ela se dirige e às exigências do bem comum. seria estimular justamente a prática de fraudes.

TST. sob pena de estar agindo com abuso de direito. no mérito. Por outro lado. pois.SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDUSTRIAS DE CIMENTO. que carece da sua labuta pessoal para custear sua sobrevivência. na hipótese vertente. o recorrente pleiteia a condenação das rés no pagamento da referida verba.INDUSTRIA BRASILEIRA DE ARGAMASSAS LTDA Jeronymo de Barros Zanandrea(OAB: 004204 ES) SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDUSTRIAS DE CIMENTO. o tomador dos serviços responde subsidiariamente pelo pagamento de toda a condenação que for imposta. preceitua que “são devidos os honorários advocatícios nas causas em que o ente sindical figure como substituto processual e nas lides que não derivem da relação de emprego. o item III da Súmula 219 do TST.10.5. para apreciação do pedido de honorários advocatícios.HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS O Sindicato autor pugna pela reforma da sentença de origem. CERAMICA PARA CONSTRUÇÃO. Vejamos. o art. Vencido. e por maioria. CAL E GESSO. e mesmo as Súmulas 219 e 329 do C. Rafael de Anchieta Piza Pimentel. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-31301-41. no que concerne aos honorários advocatícios.TRT 17ª Região . salariais e indenizatórias. com a redação dada pela Res. 30 e 31. no montante de 20% sobre o valor da condenação. pelo Sindicato.584/70. Assim. a assistência sindical.INDUSTRIA BRASILEIRA DE ARGAMASSAS LTDA Embargado: O V. utilizandose do direito de contratar com o intuito de burlar a legislação trabalhista. 174/2011 (DEJT divulgado em 27. por unanimidade.584/70 é a que considera a expressão "assistência judiciária" como defesa prestada pelo Sindicato profissional. rege minudências não previstas e exige do magistrado a prudência necessária para tirar as legítimas conseqüências do texto.3. Tal se justifica. conseqüências que são regras latentes nesses mesmos textos. em suas aplicações.2011. Em sua exordial.º 119. Se assim não fosse. e assim optando por não manter empregados para atender as necessidades permanentes do seu empreendimento.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.". do TST. em seu inciso IV. em causa própria ou como substituto processual. é devido o pagamento de honorários advocatícios.2003.17. João Hilário Valentim. TST. preferindo a realização das tarefas que lhe são afetas mediante a contratação de empresa interposta. mas igualmente porque. negar provimento ao apelo patronal. 14 da Lei n. exigidos pela Lei nº 5.0014 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: IBRAR . do C.5. no tocante à base de cálculo do adicional de insalubridade o. instâncias ou tribunais. TST. A liberdade na contratação e a livre iniciativa devem estar sempre em consonância com valores sociais do trabalho insculpidos no art. Afinal. Inicialmente. 1. 791 da CLT. esclareça-se que.º 310. de 01. o que não pode ser tolerado. sofre o inarredável risco de responder pelas obrigações trabalhistas que vierem a ser descumpridas pela empresa prestadora do serviço. entendo irrelevante.º 5. ou seja.2011). Procurador do Trabalho: Dr.TRT 17ª. não só pela teoria do abuso de direito perpetrado.17. Sustentação oral do Dr. faz jus ao pagamento de honorários advocatícios. dar provimento parcial ao apelo do Sindicato para fixar o salário básico do empregado como base de cálculo do adicional de insalubridade. a melhor interpretação do art. "a Lei positiva.PARANASA ENGENHARIA E COMERCIO S/A e. Pelo exposto. CERAMICA PARA CONSTRUÇÃO. LADRILHOS HIDRAULICOS E ARTEFATOS DE CIMENTO DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO . correria o risco de não receber qualquer pagamento pela força de trabalho despendida. A propósito. da CF/88. no recurso do Sindicato. não há dúvidas de que não mais vigora o art. Mantido o valor da condenação. CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. cancelou a Súmula n. IV. 331 do C. não há qualquer afronta ao disposto no inciso II do art. a substituição processual. LADRILHOS . não faz qualquer ressalva quando atribui ao beneficiário da mão-de-obra a responsabilidade pelo cumprimento das obrigações trabalhistas na hipótese de inadimplemento por parte do devedor principal.” Dou provimento parcial para deferir os honorários advocatícios. CAL E GESSO. REGIÃO . na medida em que.05.2011. São aplicáveis. estando o Sindicato em Juízo. dou provimento para reconhecer a responsabilidade subsidiária da segunda reclamada. no percentual de 15% sobre o valor da condenação. o Sindicato. portanto. em razão do contrato de trabalho.0014 Processo Nº ED-31301/2011-014-17-01.º 331. com muito mais razão. o trabalhador. em nome próprio ou não. 5. do que não pode furtar-se a segunda reclamada.º da CF. no percentual de 15% sobre o valor da condenação. miserabilidade jurídica ou salário inferior ao dobro do salário mínimo. como ensinava o ilustre mestre João Mendes de Almeida Júnior. Desembargado Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza convocada Sônia das Dores Dionísio. 82/83 . Cumpre registrar ainda que a responsabilidade subsidiária alcança todas as obrigações. conhecer dos recursos ordinários interpostos pelo Sindicato autor e pela primeira reclamada . independentemente de comprovação acerca da inidoneidade ou da inexistência de patrimônio da prestadora. Desembargador José Luiz Serafini. para reconhecer a responsabilidade subsidiária da segunda reclamada e para deferir os honorários advocatícios. na medida em que a Súmula n.0031301-41. à tomadora dos serviços os artigos 186 c/c 927 do Código Civil.SINTRACICAL Suzete Silva Pereira(OAB: 007563 ES) PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO .º.1 Embargante Advogado Embargado Advogado IBRAR . Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). Assim. 455 da CLT e o disposto no inciso IV do Enunciado n. alcançando. 133 acerca da essencialidade da atuação do advogado em quaisquer processos. defendendo direitos dos trabalhadores. Assegurando a Constituição da República o direito de exercício da profissão àqueles que tenham efetivamente a habilitação exigida em lei e dispondo o art. quando atua na condição de parte na defesa Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 dos interesses dos trabalhadores. 2.3. Por fim. uma vez que a empregadora torne-se inadimplente em relação às verbas devidas ao empregado. a Resolução n. 23 de Setembro de 2013 38 tem por escopo onerar despropositada e irresponsavelmente o condenado subsidiário. Assim. a qual impedia a concessão de honorários de advogado quando o sindicato é o autor na demanda. ACÓRDÃO DE FLS.

SINTRACICAL Origem: 14ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . CONHECIMENTO 2. inapropriada a via dos embargos de declaração para o fim almejado. o que inviabilizaria a consulta eletrônica das mesmas. relatados e discutidos os presentes autos de AGRAVO DE INSTRUMENTO.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ser cumprida e observada pela parte quando da formação do instrumento.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. da CLT. negar-lhes provimento e condenar a embargante a pagar ao embargado a multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa. por deserção. nego-lhes provimento e imponho à embargante multa de 1% sobre o valor da causa.TRT 17ª Região . § 5º. Razoes do agravo de instrumento. acórdão de fls. em texto integrativo.1. que também é fundamento da decisão embargada. deve ser observada. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de AGRAVO DE INSTRUMENTO. seja declarado.1 Agravante Advogado Agravado Advogado DROGARIA CORTELETTE LTDA .2013. o reclamante não apresentou contraminuta (fls. 535 do CPC. sendo. por preenchidos os pressupostos para a sua admissibilidade. §5º. além de os embargos denotarem mero inconformismo com o conteúdo meritório do julgado. FUNDAMENTAÇÃO 2. ainda que possível a execução da “pretensão” da embargante. de ofício. 2. TST é uma norma processual infralegal do século passado.0014 AGRAVO DE INSTRUMENTO Agravante: DROGARIA CORTELETTE LTDA . apesar de o embargante sustentar. Se a Instrução Normativa nº 16. Assim. e do item IV da Instrução Normativa nº 3 do TST. decisão de fls. FUNDAMENTAÇÃO 2. às fls. somente demonstram sua intenção de modificação do julgado embargado. verifica-se que a inicial e a contestação não foram digitalizados. conhecer dos embargos declaratórios. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente).ME Francisco de Assis Pozzatto Rodrigues(OAB: 003967 ES) GILMAR ANTONIO MONICO Airton Iduardo de Souza(OAB: 003684 ES) ACÓRDÃO . qual seja. DESERÇÃO. antes que se alegue negativa de prestação jurisdicional. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. o que deve ser manejado na via recursal própria. 151).17. da CLT. I. CONHECIMENTO Conheço dos embargos declaratórios. ela ainda está em vigor e.0040300-12. Se os embargos não demonstram a existência de omissão. que sequer foram apontandos pela parte.2013. RELATÓRIO Trata-se de agravo de instrumento processado nos mesmos autos e interposto pela reclamada em face da r. de contradição. pugnando pela reforma da r. e tendo em vista o manifesto caráter protelatório dos embargos.17. Vistos. o preparo. por unanimidade. o art. em seu parágrafo 2º. 538 do CPC. e 899. Inteligência dos arts. permanece em vigor e deve. 3. analisandose os documentos digitalizados dos autos do processo que originaram o presente agravo. na forma Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 autorizada pelo art. 82/83. parágrafo único. 82/83. em face do v. Agravo de Instrumento não conhecido. não é norma infralegal e. Assim. §7º.2. Vistos. 40 da Lei 8. sendo que ela determina a observância das mesmas regras contidas no artigo 897.1. 23 de Setembro de 2013 39 HIDRAULICOS E ARTEFATOS DE CIMENTO DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO . Inicialmente. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim. que o Tribunal poderia acessar as peças do processo eletronicamente. sendo partes as acima citadas. como não revogada. 141 e 146. Suscitada de Ofício pelo Relator Não conheço do agravo de instrumento. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora Acórdão Processo Nº AIRO-40300-12. I. destaco que a embargante não aponta qualquer vício a que se refere o art. pois. no mérito. não merecem ser providos. ante o não recolhimento de 50% do valor do depósito recursal do recurso que se busca destrancar.177/91.1. Embora intimado (fl. se existe ou não a possibilidade de acesso aos documentos eletrônicos dos autos ou se a negativa de conhecimento aconteceu somente por não cumprimento de uma formalidade de uma norma infralegal e desnecessária com o advento do processo eletrônico” (fl. Ausência de Recolhimento do Depósito Recursal do Agravo de Instrumento. portanto. e estas peças estão entre o rol cujo traslado não foi efetuado para os autos do presente agravo e que levaram ao não conhecimento do apelo por deficiência de traslado. trazidos à discussão em face do teor do julgamento proferido às fls. 87) Os embargos não merecem ser providos! De início. veementemente. do C. por detectar. RELATÓRIO Trata-se de embargos declaratórios opostos pelo agravante.5. 2. Preliminar de Não Conhecimento do Recurso por Deserção. No mais. Deste modo. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. esta restaria impossibilitada pela não digitalização das peças mencionadas.1. 148-150. MÉRITO Pretende a embargante que “depois de cumpridas as formalidades do devido processo legal. 897. 538. com conseqüente destrancamento e processamento do recurso ordinário. ante a total ausência de vícios.0014 Processo Nº AIRO-40300/2013-014-17-00. decisão.5.ME Agravado: GILMAR ANTONIO MONICO Origem: 14ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . dispõe . sendo partes as acima citadas.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA AGRAVO DE INSTRUMENTO. a deserção deste recurso. do CPC. 153). é nítida a intenção da parte de dilatar o prazo recursal. NÃO CONHECIMENTO. também. na forma autorizada pelo art. já que seus inovadores argumentos. que negou seguimento ao recurso ordinário eis que ausente um dos pressupostos de admissibilidade. ou de obscuridade e revelam mero inconformismo da parte com o conteúdo meritório do acórdão.

COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. caso o e.17.5. ao interpor o presente agravo de instrumento. as contribuições sociais previstas no artigo 195. I da CLT. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. ante a ausência de recolhimento do deposito recursal de que tratam os arts.457/2007. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região.17. para constar o recurso ordinário do autor e portanto. Por fim. §7º. VIII e 195. não conheço do agravo de instrumento. da Lei nº 8. §5º. no caso.2. Minuta de agravo (fls. e seus acréscimos legais. relatados e discutidos os presentes autos de AGRAVO DE PETIÇÃO. MÉRITO 2. igualmente.0042100-46. Ressalta-se que. também.212/91. VÍNCULO DE EMPREGO RECONHECIDO EM JUÍZO. não excluindo aquelas de cunho Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . 10 do STF. RELATÓRIO Trata-se de agravo de petição interposto pela União em face da r. 897. CONHECIMENTO Conheço do agravo de petição porque presentes os pressupostos objetivos e subjetivos de admissibilidade. as partes deverão instruir obrigatoriamente a petição com a comprovação do recolhimento das custas e do depósito recursal a que se refere o §7º do art. o recorrente não recolheu o depósito recursal de 50% do valor do depósito do recurso ordinário. 899. João Hilário Valentim. Ministério Público do Trabalho (fls.1.2012. no julgamento do AP 0386. quanto à comprovação nos autos. buscando a reforma da r. 3. à execução e a qualquer recurso subsequente do devedor” (sublinhei). com fulcro na Constituição da República Federativa do Brasil nos moldes dos artigos 144. 897. o agravante deverá recolher o valor correspondente a 50% (cinquenta por cento) do valor do depósito do recurso que se pretender. Vistos. decorrentes das sentenças que proferir. após lavratura do acórdão. 98 e vº) que concluiu que a execução das contribuições previdenciárias decorrentes do vínculo empregatício declara em Juízo não está incluída na competência da Justiça do Trabalho. No caso em tela. Procurador presente à sessão de julgamento entenda conveniente e oportuno. EXECUÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS SOBRE SALÁRIOS PAGOS DURANTE A RELAÇÃO DE EMPREGO RECONHECIDAS JUDICIALMENTE. §5º. ressalvando o direito de manifestação posterior. outrossim. Parecer do d. entendendo que a presente execução deve ficar restrita às contribuições sociais incidentes sobre os valores/parcelas objeto do acordo entabulado pelas partes. determinar. 100-104vº). em agravo de petição. O referido artigo 114. retorno dos autos para relatá-lo. sob pena de não conhecimento. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. Sustenta também que o pleno deste Egrégio TRT.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA EXECUÇÃO DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. o item VIII da Instrução Normativa nº 3 do TST de 1993. com redação dada pela Lei 11. a reautuação. 114 da Constituição da República e da Lei 11. outrossim. da CLT. FUNDAMENTAÇÃO 2. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº AP-42100-46.0132 AGRAVO DE PETIÇÃO Agravante: UNIAO (CONTRIBUICOES PREVIDENCIARIAS/IRRF) Agravados: GECIEL ALMEIDA TAVORA ADRIANO DE CASTRO BRANDAO Origem: 2ª VARA DO TRABALHO DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM . da CLT. I. prevê que o depósito judicial será de responsabilidade da parte. por unanimidade. genericamente. da CRFB/88. busca a reforma da decisão sob a alegação de que é competente a Justiça do Trabalho para executar as contribuições previdenciárias decorrentes do reconhecimento de vínculo de emprego.0132 Processo Nº AP-42100/2012-132-17-00. ante a ausência de recolhimento do deposito recursal de que tratam os arts. no ato de interposição do agravo de instrumento. 876 da CLT. pelo recorrente. declarou a constitucionalidade do parágrafo único do art. para constar o recurso ordinário do autor e portanto. Assiste razão à agravante. Procurador do Trabalho: Dr.457/07 e artigos 43 e 44. atendendo ao disposto no art. O Juízo de origem concluiu que a execução das contribuições previdenciárias decorrentes do vínculo empregatício declara em Juízo não está incluída na competência da Justiça do Trabalho. no entanto. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). conforme dispõe o art. da CLT preceitua que. por deserção. Por sua vez. Diante do exposto. Determino.5.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. inciso VIII. parágrafo único. §5º. 2. decisão quanto à execução das contribuições sociais sobre salários pagos durante a relação de emprego reconhecidas judicialmente. estabelece a competência da Justiça do Trabalho para executar. nos termos do art. §7º. a reautuação. após lavratura do acórdão.2003. o art. aos embargos. da CLT e. o recurso ordinário. 2106-108).2. a e II. Contraminuta (fls.TRT 17ª Região . da CLF/88 e na legislação específica (artigos 876. 899 da referida Consolidação. decisão (fls. desrespeitando os preceitos legais supramencionados. É da Justiça do Trabalho a competência para execução de contribuições previdenciárias incidentes sobre parcelas relativas a período de vínculo de emprego reconhecido em Juízo.17. A União. não conhecer do agravo de instrumento. 23 de Setembro de 2013 40 que “a exigência de depósito aplica-se. da Carta Magna refere-se.00-2. de ofício. retorno dos autos para relatá-lo.2 Agravante Advogado Agravado Advogado Plurima Réu Advogado UNIAO (CONTRIBUICOES PREVIDENCIARIAS/IRRF) Juliana Barbosa Antunes(OAB: 012353 ES) GECIEL ALMEIDA TAVORA Amós Xavier da Cruz(OAB: 014226 ES) ADRIANO DE CASTRO BRANDAO Valber Cruz Cereza(OAB: 016751 ES) ACÓRDÃO .2012. I e 899. com as alterações introduzidas pela Resolução nº 168. 97 da CF/988 e ao mandamento contido na Súmula Vinculante n. sendo partes as acima citadas. 897.1. §7º. I e 899. de 07 de março de 2012.101. inciso VIII. a "sentenças". por deserção. O artigo 114. 112-113) oficiando pelo prosseguimento do feito.

Assim. 876 da CLT. A simples declaração do vínculo já basta para caracterizar a obrigação previdenciária. objeto de acordo homologado. FUNDAMENTAÇÃO 2.2. daí decorrendo. Ressalto que essa matéria sempre encerrou certa polêmica. é incontestável que tal decisão atribui aos pagamentos realizados no curso dessa relação a condição de fato gerador de obrigação previdenciária (art. e II. Isso porque o nascimento da obrigação tributária (in casu.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DO RECLAMANTE conhecidos e não providos. por unanimidade. TST. por conseguinte. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. por meio de seu art. 2. são devidas as contribuições previdenciárias decorrentes.TRT 17ª Região . Vistos. 114. REGIÃO . no presente caso.2012. que integrem o salário-decontribuição". a qual. cuja redação passou a ser: "Parágrafo único. da Constituição da República). ao modificar o texto do parágrafo único do art. sepultou de vez a celeuma. às fls.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 42. resultantes de condenação ou homologação de acordo. ante a inexistência de vícios alegados.2012. este não produz efeitos contra o crédito do INSS. especialmente depois da modificação. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. o qual dota a referida sentença de induvidosa força executiva. a competência é desta Justiça Especializada para executar a contribuição incidente sobre as parcelas pagas no curso da relação de emprego.117. de 16 de março de 2007 (publ.2003.1. não obstante as partes façam acordo superveniente. pois presentes os pressupostos de admissibilidade. é importante registrar que o Pleno deste Regional declarou a constitucionalidade do art. às fls.0121 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargantes: BENEDITO VASSOLER VIX LOCADORA E TRANSPORTES LTDA Embargados: O V. inciso I. que a Constituição Federal atribuiu eficácia condenatória imediata às sentenças declaratórias de vínculo. dou provimento ao agravo de petição da União para declarar a competência da Justiça do Trabalho para executar de ofício as contribuições previdenciárias incidentes sobre as parcelas oriundas do vínculo de emprego reconhecido e. agora vem consagrado por alteração legislativa. cobrável judicialmente perante a Justiça do Trabalho. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DO RECLAMANTE .17.0046200-77. do art. no DOU de 19. pois se houve reconhecimento de vínculo.5. 23 de Setembro de 2013 41 declaratório. Razões de embargos do reclamante. RELATÓRIO O reclamante e a reclamada interpõem embargos de declaração em face do v. a despeito da natureza declaratória da sentença que reconhece a existência da relação de emprego.0121 Processo Nº ED-46200/2012-121-17-00. Refiro-me à Lei n. 538-542. com efeito meramente declaratório. pelo C. da Constituição Federal e do parágrafo único. conhecer do agravo de petição e. da CLT. a constituição de um crédito previdenciário. a contribuição previdenciária devida) nasce com o trânsito em julgado da sentença.17. determinar o prosseguimento da execução das sobreditas contribuições. Pode-se observar.5. em sentido diverso do enunciado na Súmula transcrita. inclusive sobre os salários pagos durante o período contratual reconhecido" (in verbis). 546-549. Razões de embargos da reclamada. limita-se às sentenças condenatórias em pecúnia que proferir e aos valores. in verbis: "A Justiça do Trabalho é competente para determinar o recolhimento das contribuições fiscais. 544v-545. tanto é que. MÉRITO 2. 876. assim. quanto à execução das contribuições previdenciárias. Demais disso. Serão executadas ex-officio as contribuições sociais devidas em decorrência de decisão proferida pelos Juízes e Tribunais do Trabalho. A competência da Justiça do Trabalho.00-2. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Trabalho da Décima Sétima Região. O entendimento que sempre adotei. CONHECIMENTO Conheço dos dois embargos de declaração opostos. então. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). 195. ainda que o acordo celebrado entre as partes e homologado pelo Juízo tenha se limitado a reconhecer o vínculo empregatício. entretanto. "a".2. inciso VIII. sendo partes as acima citadas. 538-542 . EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DA RECLAMADA conhecidos e parcialmente providos para prestar esclarecimentos.5 Embargante Advogado Embargado Plurima Autor Advogado Plurima Réu BENEDITO VASSOLER Wellington Ribeiro Vieira(OAB: 008115 ES) VIX LOCADORA E TRANSPORTES LTDA VIX LOCADORA E TRANSPORTES LTDA Sandro Vieira de Moraes(OAB: 006725 ES) BENEDITO VASSOLER ACÓRDÃO . dar provimento ao apelo da reclamada para declarar a competência da Justiça do Trabalho para executar de ofício as contribuições previdenciárias incidentes sobre as parcelas oriundas do vínculo de emprego reconhecido e. acórdão de fls. Procurador do Trabalho: Dr.101. Pelo exposto. caput. apontando vícios no julgado e visando ao prequestionamento. determinar o prosseguimento da execução das sobreditas contribuições.457/2007. sem aplicação de efeito modificativo. uma vez que o texto constitucional não restringe a referida execução apenas sobre sentenças condenatórias com repercussão pecuniária.º 11. da redação do item I da Súmula nº 368. no mérito. nem se diga acerca da ausência de título executivo a embasar a execução. processo nº 386. especificamente no tocante às contribuições previdenciárias relativas a todo o período laboral reconhecido pelo Judiciário Trabalhista. ACÓRDÃO DE FLS.2007). que passou a dizer o seguinte. por conseguinte. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-46200-77.3. na esteira do disposto no art.1. Ora. A propósito. 876 da CLT na sessão realizada no dia 25/03/2009.VIX LOCADORA E TRANSPORTES LTDA BENEDITO VASSOLER Origem: VARA DO TRABALHO DE ARACRUZ .TRT 17ª. João Hilário Valentim.

entendendo por satisfatoriamente prequestionadas no julgado hostilizado. o magistrado tem o dever tão somente de consignar o entendimento adotado. nego provimento. 10). atualização monetária e multas. ADICIONAL NOTURNO REDUZIDA e. acórdão acerca da matéria. Oportuno destacar que esse é o entendimento cristalizado pelo C. como feito in casu. da forma mais conveniente à parte". Todavia. também as custas de R$600. todas as matérias foram devidamente analisadas e os fundamentos robustamente expendidos. É evidente que em se adotando a tese exposta no julgado. a título de prequestionamento. horas excedente à sexta e reflexos (item 2 de fls. em face de seu inconformismo com o desfecho do julgamento. desse modo. quanto ao recurso do reclamante. Registro.2. a tecer alguns esclarecimentos no particular. O eventual inconformismo da embargante com o resultado do julgamento deverá ser apresentado por intermédio da via recursal adequada.17. contra o voto deste Relator. §4º do decreto 3. sob a ótica do fato de ser ultrapassado o limite constitucional da jornada constante do artigo 7º. O chamado "prequestionamento" não constrange o julgador a fundamentar nos exatos moldes pretendidos pela parte. 2. Tese Explícita. entretanto. Tese Explícita. imperioso ressaltar que. da Lei 8. na decisão recorrida.00. ficando a cargo da empresa o pagamento de juros. “a” da CF. conforme o v. na decisão recorrida. A reclamada requer o prequestionamento de dispositivos e teses sobre as seguintes matérias: a) fato gerador das contribuições previdenciárias.2. e foi negado provimento quanto os descontos previdenciários e assistência judiciária gratuita. mas tão somente a sanar os vícios expressamente previstos nos artigos 535 do CPC e/ou 897-A da CLT.213/91. Tribunal. em se adotando a tese exposta no julgado. considerando que o empregado não deve suportar deduções maiores do que aquelas que teria. permaneceu tão somente a condenação da reclamada ao pagamento quanto às contribuições previdenciárias. Em síntese. Analisando a r.2 PREQUESTIONAMENTO. pois permanece a condenação no particular.1997): Havendo tese explícita sobre a matéria. por consequência lógica. As partes adversas interpuseram recurso. nos termos da OJ 118. mas não de fazê-lo da forma que a parte entenda ser a mais adequada. na tentativa de reforma do julgado. Não há falar em omissão. OJ 363 da SDI-1 do TST. Contudo. Portanto. nos termos do art. não teve a Corte por ocorridas as violações alegadas pela parte. artigo 879.2. Forçoso concluir que o que pretende o embargante. entendendo por satisfatoriamente prequestionadas no julgado hostilizado. no dia 31/07/2013. os juros e multa das contribuições previdênciárias pela reclamada e. ser evidente que. o magistrado tem o dever legal de expor os motivos de seu convencimento. da SDI-I. Inteligência da Súmula Nº 297 (inserida em 20. também negado provimento quanto ao INTERVALO INTRAJORNADA. sentença. conforme se depreende da leitura do julgado.2. às fls. 10).2. é que sejam rebatidas uma a uma as suas teses e dispositivos. artigo 195. c) as alterações promovidas no artigo 43 da Lei 8. 23 de Setembro de 2013 42 2. para onde se lê deferimento leia-se indeferimento. acórdão quanto ao requerimento de inversão do ônus da sucumbência. O julgamento não é um diálogo entre partes e juiz. bom como a apreciação da sumula 368 do TST.2.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DA RECLAMADA 2. §4º da CLT e 276. Registro que prequestionar não é "sinônimo de dizer aquilo que se quer que diga.11. 471-481. Esclareço que a correção ou incorreção do julgado não pode ser sanada via embargos declaratórios. 2. acórdão. TST no item III da Súmula nº 368. publicada no Diário Oficial do TRT-17ª Região nº 1202. incisos XIII e XIV da Constituição da República Federativa do Brasil. Dou provimento tão somente para prestar esclarecimentos sem imprimir efeito modificativo ao v. E. Sustenta que com a reforma da decisão quanto à validade do acordo coletivo e da jornada de 12 horas. Há robusta manifestação expressa no v. desde que a matéria tenha sido apreciada no acórdão embargado. com fulcro no artigo 195 da CF e outros dispositivos. De qualquer modo. conforme sedimentado na Súmula n. hora noturna reduzida e reflexos ( item 3 de fls. do TST: Prequestionamento.1. corrigir erro material na r. a título de esclarecimento acerca do fato gerador das contribuições previdenciárias: os descontos relativos à Previdência Social deverão ser calculados mês a mês. não remanesce nenhum pedido autoral. Vê-se que a embargante buscar rediscutir a matéria. I. ou seja. O reclamante requer manifestação expressa acerca necessidade de prequestionamento acerca da jornada de turno ininterrupto de revezamento. Inteligência da Súmula Nº 297 (inserida em 20.941/2009. excluir da condenação as horas extras deferidas pelo juízo de primeiro grau.048/99. bastando ao julgador explicitar de forma fundamentada sua tese de julgamento que. desnecessário contenha nela referência expressa do dispositivo legal para ter-se como prequestionado este. razão pela qual requereu a inversão do ônus da sucumbência. INVBERSÃO DO ÔNUS DA SUCUMBÊNCIA. A reclamada aponta omissão no v. do TST: Prequestionamento. não teve a Corte por ocorridas as violações alegadas pela parte.2. Ademais o juiz não está obrigado a rebater uma a uma as teses lançadas pelas partes.11. JORNADA LABORAL. vê-se que: quanto ao turno ininterrupto de revezamento foram deferidas: horas extras e reflexos (item 1 de fls. afasta todas as outras teses que com a do decisum são conflitantes. 10). E. 20. uma vez que estes não se Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 prestam à reparação de error in iudicando.1 PREQUESTIONAMENTO. acórdão que: foi negado provimento quanto à matéria HORAS EXTRAS EXCEDENTES À 12ª HORA COM ADICIONAIS E REFLEXOS.212/91. acórdão ora embargado. não há falar em inversão do ônus da sucumbência. desnecessário contenha nela referência expressa do dispositivo legal para ter-se como prequestionado este. nos termos da OJ 118.vê-se que quanto ao apelo da reclamada foi dado provimento parcial para: contra o voto deste Relator. b) Se essa Corte Regional entende pela constitucionalidade da alteração promovida pela Lei 11.” Oportuno esclarecer que o fato gerador da contribuição . verbis: CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. deve o reclamante arcar somente com o pagamento da contribuição previdenciária em seus valores históricos.1997): Havendo tese explícita sobre a matéria. se o pagamento fosse efetuado na ocasião oportuna sem necessidade de demanda judicial. Nesse mesmo sentido é também o entendimento deste E. portanto. da SDI-I. consta no v. TURNO ININTERRUPTO DE REVEZAMENTO. Passo. sentença quanto ao intervalo intrajornada e hora noturna reduzida. E.1 OMISSÃO.10) e intervalo repouso e alimentação e reflexos (item 4 de fls. também. o que foi feito in casu. No tocante às contribuições previdenciárias decorrentes de créditos reconhecidos em sentença.

CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. que foi coagida a fazê-lo para ser contratada pela nova empresa prestadora de serviço que viria substituir a sua empregadora no contrato firmado com o Segundo Réu. ACÓRDÃO .0003 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: TANIA MARA GONCALVES ANTUNES Recorridos: 5 ESTRELAS SPECIAL SERVICE LIMP E SERV AUXILIARES LTDA BANCO SANTANDER (BRASIL) S. Contudo. 316/326 e 345/366. A reclamada. para tanto. devem ser deduzidos do empregado apenas os valores que seriam devidos mês a mês. no caso em apreço. FUNDAMENTAÇÃO 2.17. é clara ao dispor que os cálculos de liquidação deverão consignar. A sentença julgou improcedente o pedido entendendo que: “(. os valores das contribuições previdenciárias do segurado empregado e os valores de base de apuração da contribuição previdenciária a cargo da empresa. tanto a multa quanto os juros são devidos. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). O art. Razões recursais de fls.º). Dessa forma. não há como imputar ao reclamante o pagamento de multa. de 10. descontos fiscais e previdenciários. conhecer de ambos os embargos declaratórios e. danos morais.TRT 17ª Região . mês a mês. “Considera o fato gerador das contribuições sociais a data da prestação do serviço”.” Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . infere-se a clara intenção em permanecer empregada e. 23 de Setembro de 2013 43 Udno Zandonade(OAB: 009141 ES) previdenciária é a data da prestação do serviço. apenas “trocou de uniforme”).3 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Réu TANIA MARA GONCALVES ANTUNES Rosemary Machado de Paula(OAB: 00294B ES) 5 ESTRELAS SPECIAL SERVICE LIMP E SERV AUXILIARES LTDA Angela Martins da Cruz(OAB: 024074 GO) BANCO SANTANDER (BRASIL) S. Entre a incerteza da demissão sem justa causa ou da transferência de local de trabalho (os dois destinos possíveis. sentença de fls. 276 do Decreto nº 3.941/09. a situação pretérita originada em uma violação da lei. no tópico anterior já foi robustamente esclarecida a questão das contribuições previdenciárias.048/99 estipula o prazo em que deve ser feito o recolhimento decorrente das verbas reconhecidas em Juízo. se mantido o vínculo com a 1ª Reclamada) e a possibilidade de continuar empregada e no mesmo local (onde trabalhava há três anos). RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo autor em face da r. §4. Alega que lhe foi apresentado um modelo de pedido de demissão que deveria ser escrito de próprio punho e que o fez porque temia ficar desempregada. ao ser admitida pela CONSYSTEM. pois de acordo com a nova redação da Lei 8212/91 nos artigos 34. fez reunião com seus empregados pretendendo se ver livre do maior número possível de dispensas sem justa causa. na verdade. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. nego provimento. art.1 CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário eis que presentes os pressupostos de admissibilidade.5.1 NULIDADE DO PEDIDO DE DEMISSÃO – PROMESSA DE REAPROVEITAMENTO PELA NOVA EMPRESA PRESTADORA DE SERVIÇO A autora pretende seja declarado nulo o seu pedido de demissão aduzindo.2.212/91 e devem ser aplicados desde a data da prestação dos serviços.A. por unanimidade.10. João Hilário Valentim.. no mesmo posto de trabalho (segundo a Reclamante. por sua vez. 281/312 renovando os pedidos relativos a nulidade do pedido de demissão.º 66. nos termos do art. Vistos.º 8.0050500-14.. sendo partes as acima citadas. Nulo é o pedido de demissão formulado sob coação.2 MÉRITO 2. multas dos art.5. Procurador do Trabalho: Dr. pois.0003 Processo Nº RO-50500/2013-003-17-00. dada pela Lei nº 11. acórdão. negar provimento ao apelo do reclamante. Origem: 3ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . 43. Contrarrazões às fls. pelo não provimento do apelo. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. A lei é claríssima ao estabelecer que a “atualização do crédito devido à Previdência Social obedecerá os critérios estabelecidos na legislação previdenciária” (CLT. nega a coação e diz que a autora tomou a iniciativa de extinguir o contrato de trabalho por vontade própria.2013. no mérito. 35 da Lei n. Isso porque ao se afirmar que o fato gerador das contribuições previdenciárias seria o pagamento. na época da prestação de serviços.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA NULIDADE DO PEDIDO DE DEMISSÃO. se pretende dizer que somente a partir do efetivo pagamento do crédito trabalhista ao empregado é que passam a ser exigíveis as contribuições previdenciárias. honorários advocatícios e responsabilidade subsidiária da segunda reclamada. que garantiu a permanência no emprego. De toda sorte. enquanto o § 4.2013. induzindo os seus empregados a pedirem demissão. 277/279 que julgou improcedentes os pedidos iniciais. 477 e 467 da CLT. A Ordem de Serviço INSS/DAF/DSS n.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 35 e notadamente no § 2º do art. envolvendo. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Advogado Acórdão Processo Nº RO-50500-14. particularmente. a matéria já não comporta grandes discussões. Portanto. Logo. A base de cálculo de tais contribuições leva em consideração a época própria em que as mesmas seriam devidas. restou comprovado que a empresa prestadora de serviço ao perder a licitação com o Município. correção monetária e juros de mora. a Reclamante fez a sua opção. O pedido de demissão foi conveniente para a Reclamante. obviamente.A. 2.º prevê o procedimento a ser adotado para o seu cálculo. ainda que velada.17.) comprometendo a alegação da Reclamante. No caso dos autos.1997. 879. dar parcial provimento ao recurso da reclamada para prestar esclarecimentos sem imprimir efeito modificativo ao v.

coação. conforme cópia do TRCT – fl. por meio de sentença. Dessa forma. pretendeu se ver livre do maior número possível de dispensas sem justa causa.projeção do aviso prévio para pagamento de férias proporcionais e 13º salário proporcional. sendo irrelevante o fato de o liame empregatício ter sido reconhecido em audiência ou mesmo em razão da existência de controvérsia quanto aos créditos rescisórios. a ausência do pagamento do. quando a controvérsia foi colocada ao discernimento da Comissão de Conciliação Prévia. ainda que velada. no pedido de demissão dos empregados da empresa 5 Estrelas.) o cerne da questão está na ausência da homologação do pedido de demissão pelo Sindicato. de fato.multa de 40% incidente sobre o FGTS.3. tem decidido o TST.5. Restou comprovado nos autos. O mesmo ocorreu com as férias e 13º salário. À vista da análise discorrida. para a conversão do pedido de dispensa. como exposto acima.DJU 05. Na ocasião foi informado que esta seria a única forma de serem admitidas pela nova empresa e permanecerem trabalhando nos postos em que se encontravam. por sua vez.2. em juízo. ante o teor do depoimento testemunhal gravado em vídeo. que o exaurimento das vias administrativas. sendo devido apenas. §8.2. impondo-se a aplicação da multa. por maioria. milita.guias para liberação do FGTS. dou provimento.aviso prévio indenizado. Por todo o exposto. tem-se que não foram pagas corretamente as verbas rescisórias. e a 1ª Reclamada sequer compareceu à audiência para maiores explicações (fls. A testemunha ouvida em Juízo informou que em razão da extinção do contrato de prestação de serviço celebrado entre a Primeira Reclamada e o Segundo Réu. apenas quando o trabalhador der causa à mora. 2. . . o encarregado de nome João apresentou às empregadas da Primeira Reclamada um modelo de pedido de demissão para que as mesmas o redigissem de próprio punho. é devido o pagamento da multa. Rel. Dou parcial provimento. O dispositivo legal mencionado é claro. 23 de Setembro de 2013 44 Dessa decisão recorre a reclamante renovando os pedidos iniciais. no aspecto. dou provimento ao apelo. inclusive.2002). o induzimento ao pedido de demissão.ART.17.4 Danos Morais A Primeira Turma decidiu. tenham manifestado a mesma vontade. não se pode cogitar de parcelas incontroversas a autorizar a aplicação da penalidade.2012.161 (na ata de fls. 304-305. A própria reclamante narra em sua inicial que foi admitida em novo emprego no mesmo dia de tal dispensa. o fato de que a própria Reclamada faz prova. Nesse sentido. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Quanto ao pedido de saldo de salário. Relatora: “ (. A inexistência de controvérsia é pressuposto para a fixação da multa. tendo como Relatora a Exma Desembargadora Ana Paula Tauceda Branco. estranheza. Assim. o que não é o caso dos autos. A quitação incompleta dos valores pecuniários devidos ao trabalhador. Tendo sido impugnados todos os pleitos formulados pelo reclamante na inicial. a reclamante não tinha interesse na rescisão do contrato de trabalho..2. exalam a existência de vício de consentimento. pois não é crível que vários empregados. o que causa.ª T. por exemplo.2 MULTA DO ARTIGO 477 DA CLT Reconhecida no tópico anterior a invalidade do pedido de demissão e. para reconhecer o direito à conversão do desligamento à pedido dos empregados. 2. Ademais. vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais.94.3 MULTA DO ARTIGO 467 DA CLT A reclamante pugna pelo pagamento da multa do artigo 467 da CLT. um outro posto de trabalho e entendeu que caso não fizesse o pedido de demissão ficaria desempregada. Do exame. sentença para que seja deferida a indenização decorrente de danos morais. Pois bem. para resilição imotivada”. Tribunal. Ora. por oportuno.ª Eneida Melo Correia de Araújo . E aqui aponto. da mesma empresa. O dano moral somente se verifica quando a vítima experimenta . 75-179). in verbis: MULTA . 60 a autora pede que da condenação sejam deduzidos os valores ali descriminados).0 . esse já foi quitado no momento da dispensa. o que ocorre com o reconhecimento. por considerar que houve coação para o pedido de dispensa. A ação é a de nº 0091300. mais especificamente. Nego provimento. Conservação e Limpeza em face dos mesmos reclamados desta demanda. Informou a testemunha que não lhe foi ofertado. nos termos do voto do Desembargador José Luiz Serafini. negar provimento ao apelo. reconhecida. portanto.04. o texto legal não faz qualquer ressalva quanto à relação jurídica controvertida.ª Min. a tese sindical. Não lhe assiste razão. nota-se. estar-se-ia beneficiando o mau empregador. Já em relação ao seguro-desemprego. para a decisão proferida na ação ajuizada pelo Sindicato dos Trabalhadores das Empresas de Asseio. limitando-se a isentar o empregador do pagamento da multa.º da CLT é devida quando o pagamento das verbas rescisórias é realizado fora do prazo ou a menor. A Primeira Reclamada. no aresto a seguir transcrito. por ocasião da rescisão contratual. Corroborando. Ora. sendo devidas as verbas rescisórias decorrentes da dispensa injustificada realizada pela empresa. 2. e . induzindo os seus empregados a pedirem demissão. de parcelas não quitadas pela reclamada por ocasião da rescisão contratual. 477 DA CLT . Assim. Ademais. pois o art. importa em mora salarial. às fls. a projeção do aviso prévio em tais parcelas. Ressalte-se.. como se vê.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. mas se sentiu coagida a pedir a demissão porque sua empregadora não tinha outro posto de trabalho para remanejá-la e ficou claro que. o pedido de demissão seria a única forma de vir a ser aproveitada no novo contrato de prestação de serviço. que é irrelevante para o deferimento ou não da referida multa a existência de controvérsia sobre o pagamento das verbas rescisórias. que assim dispõe: "DANOS MORAIS Requer a reclamante a reforma da r. não faz a autor jus a tal parcela. pela sua empregadora.0011. (TST RR 578167/1999. a favor dos empregados. que passo a discriminar: . Transcrevo trecho do voto proferido pela Exma. noto que as provas constantes nos autos somada e à prática vivificada nas empresas prestadoras de serviços de limpeza. 477 da CLT não faz qualquer ressalva a esse respeito. considero nulo o pedido de demissão formulado sob coação. sem um motivo certo e determinado.Relação de emprego controvertida. Sem razão. julgado pela 3ª Turma deste E. de que os pedidos de demissão se deram no mesmo período. não tendo sido pagas as verbas rescisórias próprias da dispensa sem justa causa devida a multa do artigo 477 da CLT A multa do artigo 477. em tão curto lapso temporal. e na qual se discutia a nulidade dos pedidos de demissão dos empregados da Primeira Ré.

não há mais prejuízo para o empregado porque o imposto de renda será calculado levando em consideração a quantidade de meses a que se referem os rendimentos. ao meu ver. 23 de Setembro de 2013 45 profundo e grave sofrimento. TST. mensalmente." 2.1 supra). No caso vertente. por ser ele o responsável solidário no recolhimento e porque o empregado não poderia ser penalizado com uma tributação que não haveria caso seus créditos tivessem sido adimplidos a tempo e modo. Os descontos relativos à Previdência Social deverão ser calculados mês a mês.7. na época da prestação de serviços. É do empregador a responsabilidade pelo recolhimento das contribuições previdenciárias e fiscais. O entendimento acerca dos honorários advocatícios está em consonância com as Súmulas 219 e 329 do E. cujo art. consoante a inteligência do artigo 5º. determinando que os descontos previdenciários deverão ser apurados na forma do item III da Súmula nº 368. Na realidade. no mérito. sobretudo no tocante à dação doe aviso prévio. no mesmo posto de trabalho.º 7. não se subsume ao que prevê a Súmula 331 do TST. TST. Vários colegas passaram pela mesma situação junto com a autora que. 12-A da Lei n. como fez certo o documento de fls. dou provimento parcial.350/2010.2012.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Incontroverso. não teria o Segundo Réu como fiscalizar e controlar a relação de trabalho entre a empresa prestadora e seus empregados. mostram-se irrelevantes. ainda. conhecer do recurso ordinário.2. não lhes dispensando o ordenamento jurídico qualquer proteção. Nego provimento. de 7 de fevereiro de 2011. É de se destacar que a reclamante irá perceber as verbas do distrato (conforme item 2. deve arcar com referida despesa. duradouro ou não. com a redação dada pela Lei nº 12. a reclamante foi instada a pedir demissão com vista a garantir ser reempregada pela nova prestadora de serviços. a honra e a imagem das pessoas. deduzindo-se da autora apenas os valores que seriam devidos mês a mês. em relação à incidência dos descontos fiscais. assim. nego provimento. contratempos. nego provimento. irritações. pela empresa devedora. a vida privada.713/1988.º 7. foi aprovada a alteração do item II da Súmula 368 do TST. troca-se apenas o uniforme.00 e custas de R$400. mediante a utilização de tabela progressiva resultante da multiplicação da quantidade de meses a que se referem os rendimentos pelos valores constantes da tabela progressiva mensal correspondente ao mês do recebimento ou crédito.713. CONCLUSAO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. A hipótese. nos termos do art. Com essa alteração legislativa. cujas disposições foram regulamentadas pela Instrução Normativa RFB n.2. inciso X. e calculado sobre o montante dos rendimentos pagos.6 Descontos Fiscais Sempre entendi que o empregador deveria arcar com o ônus do imposto de renda incidente sobre parcelas decorrentes de condenação trabalhista. não há como imputar a reclamante o pagamento de multa. senão vejamos: II. A hipótese. Encerrada a relação comercial entre os réus conforme comprovado nos autos (veja-se fls. 2. Ora. aqui não é de ruptura de contrato de trabalho estando. dar parcial provimento ao apelo para declarar a nulidade do pedido de demissão formulado pela autora e condenar a primeira reclamada no pagamento de . como dito em linhas transatas. que acrescentou o art. Veja-se que quando os fatos narrados na inicial ocorreram oura Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 empresa já estava prestando serviços ao segundo réu. considerando que o empregado não deve suportar deduções maiores do que aquelas que teria se o pagamento fosse efetuado na ocasião oportuna sem necessidade de demanda judicial. também.2. contingências inerentes à vida em sociedade.º 12. mês a mês. Pois bem. devendo ser calculadas.5 Responsabilidade Subsidiária do Segundo Réu Incontroverso que a Primeira Ré foi contratada pelo Segundo Reclamado para prestar serviços de limpeza e conservação. Revejo meu entendimento.04. que a autora prestou serviço ao Banco Réu por força deste contrato. vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais.5 Honorários Advocatícios (Não há assistência sindical) A Primeira Turma decidiu.º O imposto será retido. em decorrência da inovação promovida pela Lei n. que se a reclamante optou pela contratação de advogado particular. que na Justiça do Trabalho vigora o jus postulandi. Portanto.2. frise-se. observando a tabela progressiva constante do anexo do referido ato normativo. 3. a burla provocada pela reclamada para não sofrer os efeitos pecuniários da dispensa imotivada. 12-A e seus parágrafos à Lei n.º assim dispõe: Art. por maioria. ainda.são invioláveis a intimidade. em curso o contrato comercial entre os réus o que atrairia. de 22/12/1988. portanto. (grifei) Portanto.Descontos Previdenciários Pretende a recorrente que a reclamada arque integralmente com o recolhimento previdenciário.000. a qual passa a contemplar exatamente o cálculo do imposto de renda pelo regime de competência. sendo certo. pelo que considero que a coação havida não é grave o suficiente a causar transtorno de ordem moral na obreira. entretanto. ou seja. julgou ser conveniente se manter empregada. negar provimento ao apelo." Pequenos aborrecimentos. desfazendo. Nego provimento. correção monetária e juros de mora." 2. sem dúvida a obrigação in vigilando por parte do tomador de serviço. trata-se de uma espécie de “acordo extrajudicial” firmado entre os trabalhadores e a empregadora para manter a continuidade da prestação de serviços no mesmo posto de trabalho com a nova empregadora. pela pessoa física ou jurídica obrigada ao pagamento ou pela instituição financeira depositária do crédito. a reclamante constituiu advogado particular.350/2010. da Magna Carta. nos termos do voto do Desembargador José Luiz Serafini. A propósito. segundo a média das expectativas normais do homem. resultante de crédito do empregado oriundo de condenação judicial. registre-se que. Vale lembrar. 3. por unanimidade. 3 da inicial). Ou seja.2. que assim dispõe: "HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS Pretende a reclamante o deferimento de honorários advocatícios. do C.127. in verbis: "X . 21. 2. na Sessão do Tribunal Pleno do TST do dia 16. Dessa forma. por maioria. Fixo valor da condenação em R$20. sendo certo que seu contorno jurídico está indissociavelmente ligado aos direitos da personalidade. não estando presente a hipótese que ensejaria ao juízo deferir-lhe a verba honorária. não ficou desempregada.00 pelos reclamados. pois. assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação.º 1.

A.101/2000 não se trata de inovação recursal nos primeiros embargos declaratórios mas sim. é certo que houve fundamentação expressa quanto ao entendimento adotado. de falha na impressão da petição recursal protocolizada via e-DOC.2 Embargante Advogado Embargado Advogado LOJAS AMERICANAS S. conhecer dos embargos declaratórios e. acórdão dos aclaratórios assentou em sua fundamentação tratar-se de inovação recursal. TST e OJ nº 118 da SDI-I/TST.2011. de R$ 400. falha na impressão da petição recursal protocolizada via e-DOC. 6º da Lei 10. ratificada pelo Brasil através do Decreto 58.TRT 17ª. Portanto. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-57600-67.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO opostos pela reclamada.2.A. Fixado o valor da condenação em R$ 20. CONHECIMENTO Conheço dos embargos de declaração opostos pela reclamada. do C. projeção do aviso prévio no pagamento das férias proporcionais e 13º salário proporcional. alegando que o julgado contém o vício alegado pois não apreciou o artigo 6º da Lei nº 10. Embargado: O V. multa de 40% incidente sobre o FGTS. Portanto. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim.0005 Processo Nº RO-62000/2013-005-17-00. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. 138-139. o v. 477 da CLT. Vejamos. De toda sorte. verifico que o embargante invocou tal dispositivo em suas razões recursais porém a peça impressa. com custas. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. acórdão de fls. dar-lhes parcial provimento apenas para esclarecer que a invocação do art. 138-139 . não registrou o tópico em referência.0057600-67. invocado no tópico 15 do recurso ordinário.00. de falha na impressão da petição recursal protocolizada via e-DOC. deste Regional. Sergio Carlos de Souza(OAB: 005462 ES) SIND DOS EMPREGADOS NO COMERCIO NO EST DO ESP SANTO Valdek Gazzoli(OAB: 013774 ES) ACÓRDÃO .1. de falha na impressão da petição recursal protocolizada via e-DOC.5.5. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais.0 Recorrente Advogado DARIO SORIANO FEITOZA Airton Iduardo de Souza(OAB: 003684 ES) . Procurador do Trabalho: Dr. 2. MÉRITO 2. no caso. no tocante à responsabilidade subsidiária. ainda.2013.000. acórdão de fls.101/2000. deduzindo-se da autora apenas os valores que seriam devidos mês a mês. por unanimidade.0010 Processo Nº ED-57600/2011-010-17-00.6º da Lei 10101/2000 e que ao opor embargos declaratórios visando Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 sanar omissão no julgado.823/1966. dou parcial provimento aos embargos declaratórios apenas para esclarecer que a invocação do art. visando sanar eventual obscuridade no julgado. Vistos. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). Participaram da Sessão de Julgamento em 10 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente).17. quanto aos danos morais e aos honorários advocatícios. referente ao art. havendo tese expressa no julgado. OMISSÃO Aduz o embargante que em sua peça recursal invocou o art. de que a concessão do descanso semanal remunerado após o sétimo dia consecutivo de trabalho viola a Convenção nº 106 da OIT.17. ACÓRDÃO DE FLS. qual seja. acórdão de fls. constante da versão protocolizada via E-DOC. acórdão de fls. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. apenas para esclarecer que a invocação do art. reporto-me à fundamentação exarada no v.2011. Insurge-se o embargante contra o v.1. REGIÃO . a Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi.17. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-62000-71. na época da prestação de serviços. 6º da Lei 10. apontando vício no julgado. 6º da Lei 10. e-DOC. 6º da Lei 10. constante dos autos. esclareço não se tratar de inovação recursal nos primeiros embargos declaratórios mas sim.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Vencidos. no mérito. João Hilário Valentim.00. bem como vai de encontro ao entendimento sedimentado na OJ nº 410 da SDI-I do C. pois presentes os pressupostos de admissibilidade. RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos pela reclamada em face do v. TST. FUNDAMENTAÇÃO 2.101/2000 não se trata de inovação recursal nos primeiros embargos declaratórios mas sim. verifico do v. sendo partes as acima citadas.SIND DOS EMPREGADOS NO COMERCIO NO EST DO ESP SANTO Origem: 10ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . tem-se por prequestionada a matéria. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi. mas de consignar os fundamentos que serviram de substrato à decisão consignada. Assim. Todavia. TST.5. 138-139. pelos reclamados. para determinar que os descontos previdenciários sejam apurados na forma do item III da Súmula nº 368. conhecidos e parcialmente providos. 23 de Setembro de 2013 46 aviso prévio indenizado. 138-139 para destacar que a necessidade de prequestionamento não impõe ao magistrado o dever de fundamentar nos moldes pretendidos pelas partes. guias para liberação do FGTS e multa do art. e.2.TRT 17ª Região . De uma análise do arquivo no Sistema Integrado de Protocolização e Fluxo de Documentos Eletrônicos.0010 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: LOJAS AMERICANAS S. 138-139 que houve manifestação acerca da alegada omissão contida nos primeiros embargos declaratórios.101/2000 não se trata de inovação recursal nos primeiros embargos declaratórios mas sim. convocada para compor quorum. No caso dos autos.101/2000. conforme preconizado no item I da Súmula nº 297 do C.

fixando-a em R$3. No que concerne ao valor devido a título de indenização por danos morais. que foi admitido pela reclamada para exercer a função de Agente Funerário em 30/10/2012 e dispensado em 08/01/2013 (TRCT de fls. Razões recursais de fls. 40/42 que julgou parcialmente procedentes os pedidos iniciais. seu nível salarial e a capacidade financeira e patrimonial da empresa.5.37 (vide TRCT de fl. da data da publicação da decisão. 56/60 pelo não provimento do apelo. do processo seletivo que participava. Inteligência da Súmula nº 52 da 1ª Jornada de Direito Material e Processual na Justiça do Trabalho. Mas não um curriculum vitae qualquer. Por isto.000. e ainda de forma a não ensejar enriquecimento do ofendido. Mas não um curriculum vitae qualquer.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Logo.1 CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário eis que presentes os pressupostos de admissibilidade.ME Origem: 5ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . Em vista disso. a existência de vínculos de empregos anteriores. ante a perda das informações contidas em sua CTPS. a qualquer momento. fato que. entendo que é razoável concluir ter havido angústia por parte do autor. 29. 09) e que a reclamada – uma microempresa . contados a partir da data do ajuizamento da reclamatória e aplicados pro rata die. Procurador do Trabalho: Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . o extravio é muito mais grave do que o atraso na devolução. a partir da data em que foi fixada a indenização por danos morais. seria difícil e demorado e até mesmo de resultado total incerto. fato que. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). esta deverá incidir sobre o quantum debeatur nos termos da Resolução n.00 (50 vezes o salário mínimo) a título de indenização por danos morais. Logo. considerando a magnitude do sofrimento psicológico do autor.00. unicamente.000. fixando -a em R$3. a reclamada. com juros de mora a partir do ajuizamento da ação e correção monetária a partir da publicação desta decisão. dou provimento ao apelo para condenar a reclamada ao pagamento de indenização por danos morais.0062000-71. Por isto. do C. a tentativa do trabalhador de obter todas as anotações devidas e perdidas. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. mas apenas a compensação financeira. Pede a condenação da ré no pagamento de R$33. E isso é difícil de mensurar. 49/52 renovando o pedido de condenação da ré no pagamento de danos morais decorrentes do extravio da sua CTPS. quanto à correção monetária incidente sobre a indenização por danos morais.00 (três mil reais). As CTPS anotadas são o curriculum vitae do trabalhador. no mérito. lhe traria dissabores não só para demonstrar sua experiência na obtenção de um novo emprego quanto também para a aposentadoria. sem dúvida. tendo sido entregue a defesa pela advogada que estava presente. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. conforme consta do documento de fls. No caso. No que concerne aos juros de mora incidentes sobre a indenização por danos morais. e ante aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade.TRT 17ª Região . o réu não compareceu à audiência inicial.17.0005 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: DARIO SORIANO FEITOZA Recorrido: GENESIO SOARES DIAS CANDEEIRO FUNERARIA . No entanto. Em vista disso. CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. a tentativa do trabalhador de obter todas as anotações devidas e perdidas. seria difícil e demorado e até mesmo de resultado total incerto. por esta razão. Vistos. porque a carteira atesta a veracidade da vida profissional de quem a apresenta. guardando proporção entre a magnitude da ofensa e a capacidade financeira e patrimonial do ofensor.º 8. 2. A sentença julgou improcedente o pedido de danos morais entendendo que nos casos de extravio da CTPS o trabalhador pode. com juros de mora a partir do ajuizamento da ação e correção monetária a partir da publicação desta decisão.177/91. verifico que o salário do reclamante à época de sua dispensa era de R$1. sentença de fls. 14).900.ME Raquel Cola Greggio(OAB: 013820 ES) ACÓRDÃO .ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. Diz que até a data do ajuizamento da ação a reclamada não havia lhe devolvido a Carteira de Trabalho.000. configurado está o dever de indenizar os danos morais sofridos pela reclamante. ante a perda das informações contidas em sua CTPS. entendo adequado fixar o valor da condenação em R$3. é certo que este deverá variar de acordo com o caso concreto. deve ser observado o disposto no artigo 39 da Lei 8. Alega que perdeu uma excelente oportunidade de emprego por não estar com sua CTPS tendo sido desclassificado.possui capital social de R$5. na sua inicial. que determina a aplicação de juros de mora de um por cento (1%) ao mês.00 (três mil reais). RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo autor em face da r. 23 de Setembro de 2013 47 Recorrido Advogado GENESIO SOARES DIAS CANDEEIRO FUNERARIA . lhe traria dissabores não só na obtenção de novo emprego como também para a aposentadoria. FUNDAMENTAÇÃO 2.2 DANOS MORAIS – EXTRAVIO DA CTPS DO AUTOR O reclamante narra. dar-lhe provimento para condenar a reclamada ao pagamento de indenização por danos morais. sem dúvida. sendo partes as acima citadas. entendo que é razoável concluir ter havido angústia por parte do autor. o que configura o dano moral. por cartas de recomendação de antigos empregadores ou extrato de tempo de contribuição emitido pelo INSS. solicitar a emissão de um novo documento e comprovar. principalmente por se tratar de uma CTPS já anotada.2013. o extravio é muito mais grave do que o atraso na entrega. EXTRAVIO DE CTPS. conhecer do recurso ordinário e. Contraminuta às fls. Regularmente citado.00 (três mil reais). por unanimidade.000.310. Perfilho o entendimento de que as CTPS anotadas são o curriculum vitae do trabalhador. Sendo assim. porque a carteira atesta a veracidade da vida profissional de quem a apresenta. TST. Pois bem. ou seja. situação de estresse a que deu causa. 09). Assim. principalmente por se tratar de uma CTPS já anotada. Logo. Não foi devolvida a CTPS ao autor que informou ao Juízo ter providenciado uma nova Carteira de Trabalho em maio de 2013 (ata de fls. sem dúvida.

62 da CLT. 23 de Setembro de 2013 48 João Hilário Valentim. Origem: VARA DO TRABALHO DE ARACRUZ . A exceção prevista no inc.08. em que mesmo em labor externo o empregador tem meios de controlar a jornada desses trabalhadores. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. razão por que. sustenta que a reclamada juntou aos autos os itinerários de viagens que aliados ao rastreamento do caminhão. Contrarrazões. razão por que. a reclamada em defesa alegou.2012.2012 – p. buscando a reforma da r.2 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Réu Advogado Plurima Réu Advogado WAGNER MIGUEL Vanessa Maria Barros Gurgel(OAB: 008304 ES) SUZANO PAPEL E CELULOSE S. No caso em apreço. Restando provado que havia controle sobre a jornada. pela empresa Jabur Onixsat. são devidas as horas extras. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-63000-83.17. O juízo indeferiu o pleito de horas extras sob o entendimento. (TRT 03ª R.323-329 e. Des. há duas hipóteses. complementada às fls. 128000031347 JCLT. nesse caso.2. – Rel. nesse caso. sentença de fls. FUNDAMENTAÇÃO 2. 25)v92. Observe-se os arestos: 220517 JCLT. a reclamada tinha condições de fiscalizar seus horários. I. DA CLT. às fls.17. Vistos.2011 – p. 62.1 CONHECIMENTO Conheço do recurso do reclamante porque presentes os pressupostos objetivos e subjetivos de admissibilidade. Des. 62. TRABALHO EXTERNO. por conseguinte.Havendo possibilidade de controle do horário de trabalho. 62. 2. Juiz Mauricio J. pelo fato de possuírem afazeres externos. Gerson Fernando da Sylveira Novais – DJe 08. as horas extras são indevidas. horas extras à disposição com adicional de 50% da hora normal e 100% da hora normal em feriados nacionais e municipais e reflexos de todas estas parcelas no aviso prévio férias. estes não estão sujeitos ao controle de jornada de trabalho. apesar de externa a atividade prestada. devida é a paga das horas extraordinárias comprovadamente prestadas pelo trabalhador. DA CLT .2012. 62 da CLT se aplica aos casos em que pela natureza das atividades atribuídas ao empregado. repouso semanal remunerado e demais encargos remuneratórios e honorários advocatícios. a saber. nesse caso. INOCORRÊNCIA DA HIPÓTESE DO ART.A.2 MÉRITO 2. TRANSPORTADORA TRANS VARZEA LTDA SASIL COMERCIAL E INDUSTRIAL DE PETROQUIMICOS LTDA. quanto à aplicação da exceção prevista no inc. proferida pela MM. I. TRABALHO EXTERNO.17.I – TRABALHO EXTERNO – HORAS EXTRAS – VIABILIDADE – O empregado apenas se enquadra na hipótese de que trata o art.I – HORAS EXTRAS – SERVIÇO EXTERNO – POSSIBILIDADE DE CONTROLE DA JORNADA – INOCORRÊNCIA DA HIPÓTESE DO ART. da CLT.2011. da CLT. POSSIBILIDADE DE CONTROLE DA JORNADA.TRT 17ª Região .62. (TRT 17ª R. às fls. Ou seja. extrapolada a jornada contratual. I.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA HORAS EXTRAS.2010. sendo partes as acima citadas. I.A. 128000041744 JCLT. Merece reforma a r. 62 da CLT.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. apesar de externa a atividade prestada.62 JCLT. – RO 000552004-042-03-00-7 – 1ª T. I. não se podendo falar na excludente do artigo 62. é devido o pagamento de horas extras. 62 da CLT.5. Razões do recurso do reclamante. I do art. não incide a regra de exceção do inciso I do art. Então.0010 – Rel. sentença.62 JCLT.5.17. se for possível o controle de jornada.I – HORAS EXTRAS – TRABALHO EXTERNO – POSSIBILIDADE DE CONTROLE DE JORNADA – Ainda que o trabalho seja externo.1 HORAS EXTRAS. além de ser difícil verificar qual o tempo efetivamente à disposição do empregador. E. – RO 12960065. aí.62. DA CLT – Havendo possibilidade de controle do horário de trabalho. 13º salário. RELATÓRIO O reclamante interpõe recurso ordinário em face da r. ante a impossibilidade de controlar os horários. POSSIBILIDADE DE CONTROLE DA JORNADA.0001 – Rel.0121 Processo Nº RO-63000/2012-121-17-00. Godinho Delgado – DJMG 10. 350-353 e 354-358. se restar comprovada a existência de dois requisitos essenciais e cumulativos. impõe-se o pagamento de horas extras.11. pois aquele trabalho externo que permite o controle de jornada não se enquadra na citada exceção e. às Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . trabalho externo e incompatível com a fixação de jornada de trabalho. Vara do Trabalho de Aracruz que julgou procedente em parte a ação que rejeitou os embargos de declaração.0121 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: WAGNER MIGUEL Recorridos: SUZANO PAPEL E CELULOSE S. adicional noturno. embora externo o seu labor. FGTS § 40% de todo o período laborado. extrapolada a jornada contratual. há hipóteses em que mesmo desenvolvendo atividades externas. Juliana Coutinho Piol(OAB: 009436 ES) ACÓRDÃO . José Luiz Serafini – DJe 17. não incide a regra de exceção do inciso I do art. concluiu o julgador que o autor está inserto na exceção do artigo 62. É cediço que. como no caso dos representantes comerciais.09. 42) v97 Pois bem.62. em síntese. há que se observar que nem todo trabalho externo enseja tal aplicação.0063000-83. Além disso. 334-343. I do art. vejamos com mais detalhes.5. Lorena de Souza Ferreira(OAB: 33299X BA) TRANSPORTADORA TRANS VARZEA LTDA Wellington Ribeiro Vieira(OAB: 008115 ES) SASIL COMERCIAL E INDUSTRIAL DE PETROQUIMICOS LTDA. E. 35.62 JCLT. INOCORRÊNCIA DA HIPÓTESE DO ART. O reclamante alega que a prova oral e os discos do tacógrafo comprovam a sua real jornada. (TRT 17ª R. 05). de que o reclamante não se desincumbiu da prova de que. para localização do veículo possibilitavam o controle de sua jornada. é devido o pagamento de horas extras.2004 – p. intervalo intrajornada.5. 62. sentença quanto: horas extras. da CLT. – RO 125100-17. I. devidas são as horas extras. pela reclamada. Por outro lado.

demais documentos acima citados e o fato de que o autor além das viagens tinha que esperar pelo descarregamento da carga na empresa cliente. então. A Primeira Turma decidiu. o intervalo era parcialmente concedido (aproximadamente 30 minutos por dia). Desse modo.128): no dia 26/01/2012. sem se insurgir contra a validade dessa prova documental. deve-se concluir que os registros dos discos de tacógrafos eram aqueles efetivamente cumpridos. às fls. férias + 1/3. negar provimento ao apelo.2.. nos moldes do artigo 71 celetizado. Além disso.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. seja pela determinação de cumprimento de Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 rotas previamente conhecidas e com possibilidade de previsão da duração das viagens..] que a reclamada determinava o retorno no mesmo dia. por natureza insuscetível de propiciar aferição da efetiva jornada de labor. entendo que o empregador somente deve pagar o tempo não usufruído a título de intervalo intrajornada e não sempre 1h. 2. Com efeito. (TST – E-RR 423.” E percorridos 692.510/1998. mesmo quando o obreiro goza de parte do referido intervalo. efetivamente. quanto aos horários de saída do caminhão da reclamada. de 12:08 no campo “Tempo Mov. 14:46 no campo “Tempo Oper. saída da empresa cliente e chegada à reclamada. desde que não extrapolasse o horário das 05 às 22 horas. dia a dia (Resolução nº 816/86.2. devidos também os reflexos sobre aviso prévio indenizado.0Km. fixo a jornada laboral para apuração das horas extras da seguinte forma: das 5h às 19h. pelos motoristas. O reclamante alega que gastava 1h30min para chegar em Aracruz e . 112 que: “sempre existiu uma programação na empresa sobre as viagens para entrega de produto. forçoso concluir que a reclamada tinha.62. ainda que de forma indireta. que a reclamada alegou fazer controlar. A norma do art." 2. Colhe-se da prova oral (fl. pois. I. em 16 dias de labor e 4 dias de folgas. Controle de jornada.”. Nesse cenário do acervo probatório dos autos. 62. sob pena de admitir-se o enriquecimento ilícito do empregado que estaria recebendo horas extras por tempo não trabalhado. Min. comprovou que além do tempo gasto com as viagens havia também aquele referente ao descarregamento de material químico. 62. afirmou que a reclamada exigia que os motoristas iniciassem a viagem às 05h.4 HORAS EXTRAS À DISPOSIÇÃO. 22-24 que registram os horários de chegada e saída. Isto corrobora a tese de que a reclamada. Desse modo. Sendo certo que laborou também nos dias nos dias 25 e 27. por maioria. devidas as horas extras além da 8ª trabalhada... que durava 3h/4h ou podia chegar até 10h. paradas e quilometragem. ainda que de forma indireta. in casu. e sequer se cogitaria da pena prevista no artigo 359. na petição inicial requereu a juntada dos discos de tacógrafos sob as penas do art.3 INTERVALO INTRAJORNADA. nos termos do voto do Desembargador José Luiz Serafini.2003)RST+169+2003+Jul+86+01/94v92 De tudo que foi exposto. Art. às fls. 13º salário. desnecessário que viessem aos autos.62 JCLT. 128 e seguintes. Dilatada a jornada normal. 93-94 e contestação. ou quando desenvolva atividade externa. Nego provimento. especificamente a testemunha ouvida. na inicial e em depoimento pessoal. que: “. ademais. do Código de Processo Civil. 306. a reclamada não impugnou o documento de fls. E. 306) que. João Oreste Dalazen – DJU 04. pela recorrida. faz jus às horas extras o motorista carreteiro cuja jornada de labor é controlada pelo empregador. os registros dos tacógrafos. chegada deste à empresa cliente. haja vista que somente este tempo foi efetivamente extirpado do trabalhador. da CLT. 62. das 5h às 19h. Ressalto que o reclamante. em Ata de fls. como já dito a possibilidade de controle de jornada do reclamante.0 – (SBDI-1) – Rel. Quanto ao tempo em que o motorista ficava aguardando o descarregamento de produto a prova pericial trouxe aos autos fotografias que comprovam que havia sala específica para a espera da descarga. conforme se constata. observe-se relatório sintético dos tacógrafos (fls. Preceito excepcional. em 20 dias de labor e 4 dias de folgas e. nos termos do artigo 71 da CLT.”. atual Súmula 437 do TST. A reclamada também não impugnou especificamente os documentos de fls..”. O tacógrafo é mecanismo que enseja a apuração não apenas da velocidade do veículo. caso contrário. No entanto. 2.A (cliente). Vê-se também que. Por outro lado. em que pese o entendimento da OJ 307 da SBI-I do TST. em média. nos primeiros 90 dias de contrato de trabalho. 359. comprovam a movimentação do veículo. em boa hermenêutica. Considerando. I. por conseguinte. posterior aos primeiros 90 dias. do CONTRAN). Com efeito. afasta-se.2 ADICIONAL NOTURNO. A prova oral por sua vez. RSR. FGTS + 40% e adicional noturno. às fls. 305. que assim dispõe: "INTERVALO INTRAJORNADA Pretende o reclamante o pagamento do intervalo intrajornada. e que confirma o controle que a reclamada alegou fazer quanto às viagens para entrega dos produtos e. dou provimento. a prova oral. fazia uma programação e controle quanto à entrega dos produtos. 51 que diz respeito ao controle. Assim.” E percorridos 795. não só a movimentação do veículo e entrega dos produtos. seja pela presença de tacógrafo. a possibilidade de controlar indiretamente o tempo gasto pelo autor nessas viagens. em seu depoimento pessoal. mas também a distância percorrida e a data e hora do início da operação. realmente. o que também possibilita em cotejo com a programação. observe-se o aresto a seguir: 250900019482 JCLT. Nego provimento. uma vez por semana de efetivo labor o reclamante laborava até às 22h. O pagamento do adicional noturno deve atender ao pleito referente a inobservância da redução ficta da hora que enseja minutos extras de trabalho a cada hora laborada das 22 às 5 horas. O reclamante afirmou. Portanto. 17:46 no campo “Tempo Oper. pois. como afirmou também o autor. então. desde que estivesse programado para isso. na empresa Suzano Papel e Celulose S. sob o argumento de que usufruía apenas de 30 minutos.04. terminava o trabalho às 19/20/21:00 [. vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais. I. a norma do art. de 12:04 no campo “Tempo Mov. da CLT que exclui o empregado do direito às horas extras. colacionados aos autos pelo autor. bem como a jornada do reclamante. ambos do CPC.” Forçoso concluir que a reclamada tinha..I – HORAS EXTRAS – Motorista carreteiro. 253255. como desejou o reclamante. Esta mesma testemunha também corroborou a tese do autor de que usufruía tão somente de 30 minutos para refeição. há de ser interpretado restritivamente. o autor somente faz jus ao tempo remanescente de intervalo não usufruído (30 minutos diários). entendo que o reclamante só tem direito ao período remanescente do intervalo. 23 de Setembro de 2013 49 fls.2.4Km. no dia 09/03/2012. às fls. como aferir a jornada laboral do autor. da CLT exclui o empregado do direito às horas extras quando incompatível o controle de horário. não há falar em deferimento de adicional noturno.

19). ou seja. Quanto ao prequestionamento a que se refere à Súmula 297 do . Sem razão. CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. alegando omissão no julgado. sob o argumento de que caberia ao reclamante demonstrar sua existência. não há notícias de que o autor encontra-se empregado." Fixo o valor da condenação em R$20. FUNDAMENTAÇÃO 2. Custas. Inicialmente. pois o tempo gasto. para que seja concedido efeito modificativo ao julgado.1. arbitrado em R$ 20. 2.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. não estando presente a hipótese que ensejaria ao juízo deferir-lhe a verba honorária. 58. que foi declarado no documento constante às fls. verifico que os argumentos apresentados pelo embargante revelam mero inconformismo com o resultado do julgamento. o que não ocorreu. concernente à violação do art. 23 de Setembro de 2013 50 quando deveria ir de sua residência até Itabatã gastava 3h. o Desembargador Relator. nos termos do voto do Desembargador José Luiz Serafini.00.263. por maioria. importante consignar que o empregado.5. ainda. ressalto. que o autor sequer pediu horas in itinere.TRT 17ª Região . Nego provimento. Ademais. Esclareço que não há falar em se considerar como in itinere o tempo despendido pelo empregado no deslocamento de sua residência até o local de trabalho. bem como a necessidade de prequestionamento. não pode ser computado como à disposição do empregador. que na Justiça do Trabalho vigora o jus postulandi. dar parcial provimento ao recurso para deferir as horas extras além da 8ª trabalhada. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi. o reclamante constituiu advogado particular. no caso vertente. salienta-se que a Corte não está obrigada a apreciar. Participaram da Sessão de Julgamento em 10 de setembro de 2013: o Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). não merecem ser providos. à época da contratação. prerrogativa das partes determinarem o que os julgadores deverão fazer constar do acórdão.TRT 17ª.17. deve arcar com referida despesa.2. acórdão é omisso em sua decisão quanto à inversão do ônus da prova em relação ao vínculo de emprego. Portanto. da CLT.6 HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. de R$ 400. férias + 1/3. nos termos do voto do Relator. por unanimidade. ponto a ponto. negar provimento ao apelo. devidos também os reflexos sobre aviso prévio indenizado.00.” Não obstante o registrado pelo nobre Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais. O entendimento acerca dos honorários advocatícios está em consonância com as Súmulas 219 e 329 do E. o que afasta a pretensão do autor. 13º salário. no percurso de sua residência ao local de trabalho. ou de obscuridade e revelam mero inconformismo da parte com o conteúdo meritório do acórdão. 16. presumindo-se o não acolhimento das teses divergentes. sendo partes as acima citadas. todos os argumentos abordados pelas partes. servida por transporte público. Entretanto. A Primeira Turma decidiu. fato. quanto ao intervalo intrajornada e aos honorários advocatícios. calculadas sobre o valor da condenação. 05 de abril de 2012. sendo certo. 91/ 93 . vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais.PREQUESTIONAMENTO Aduz o embargante que o v. uma vez que se utiliza dos presentes embargos com o intuito de rediscutir matéria fática sobre o seu prisma. Indevidas as horas extras à disposição pretendidas pelo reclamante.0101 Processo Nº ED-68000/2012-101-17-00. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO.0068000-27. convocada para compor quorum. portanto. 91/93.00 (quatrocentos reais). § 2º. RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos pelo reclamado em face do v. João Hilário Valentim.2012. que assim dispõe: "HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS Pretende o reclamante o deferimento de honorários advocatícios.00 (fls.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. conhecer do recurso do reclamante. de contradição. pela reclamada. Não é. Procurador: Dr. pois presentes seus pressupostos de admissibilidade. pois.5 Embargante Advogado Embargado Advogado MUNICIPIO DE VENDA NOVA DO IMIGRANTE Evandro SantAnna Soncim(OAB: 009810 ES) SEBASTIAO LOIOLA DA SILVA Frederico Rodrigues Silva(OAB: 014435 ES) PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO . o que torna presumível a situação econômica que não lhe permite demandar sem prejuízo do próprio sustento ou de sua família. Custas de R$400. acórdão de fls. requer sejam explicitadas as questões suscitadas.CONHECIMENTO Conheço dos embargos. Vale lembrar. ante os limites impostos pelo legislador no art. TST. Se os embargos não demonstram a existência de omissão. pois a área é de fácil acesso. RSR.SEBASTIAO LOIOLA DA SILVA Origem: VARA DO TRABALHO DE VENDA NOVA DO IMIGRANTE . no mérito. inclusive. Vistos. e. ACÓRDÃO DE FLS.2012. Basta que fundamente o entendimento adotado.0101 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: MUNICIPIO DE VENDA NOVA DO IMIGRANTE Embargado: O V. por unanimidade. Consignou o eminente Relator o seguinte: “Primeiramente. Vencido.000. Desse modo. OMISSÃO . valor superior ao dobro do salário mínimo legal.000. percebia salário R$1. inclusive para fins de prequestionamento. Requer o pagamento de horas à disposição da empresa com adicional de 50% da hora normal e 100% da hora normal em feriados nacionais e municipais Sem razão. Sendo certo. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-68000-27. REGIÃO .00 (vinte mil reais). 818 da CLT e o art. nego provimento.5. FGTS + 40% e adicional noturno. que se a reclamante optou pela contratação de advogado particular.17. por maioria. 333 do CPC.

837). na forma autorizada pelo art. § 1. pleiteia a reforma da r. além de os embargos denotarem mero inconformismo com o conteúdo meritório do julgado. por disciplina judiciária. conforme a inteligência do caput do art. não interrompendo. 538. LTr. que a mera inadimplência do contratado não poderia transferir à Administração Pública a responsabilidade subsidiária pelo pagamento dos encargos trabalhistas (Lei 8. interromperam o prazo para a interposição de recursos.17. Na linha do item V da Súmula n. ante a total ausência do vício alegado. conhecer dos embargos declaratórios.666/93. no caso o recurso ordinário. que embargos declaratórios não conhecidos equivalem à inexistência da medida. quanto às multas dos artigos 467 e 477 da CLT e ainda quanto aos honorários advocatícios e assistência judiciária gratuita. Sem razão a reclamante. o que deve ser manejado na via recursal própria. alegando. em 24. Deste modo. 71.17. ao pagamento das parcelas deferidas à reclamante. pontifica que: Cumpre advertir. O que se exige é a adoção de tese e não de reprodução da lei. que a jurisprudência é unânime em afirmar que somente os embargos de declaração intempestivos não interrompem o prazo para a interposição de outros recursos. a qual julgou procedentes os pedidos e condenou o 1º reclamada. Nessa linha de raciocínio. o Desembargador Carlos Henrique Bezerra Leite (Curso de Direito Processual do Trabalho. é intempestivo o recurso ordinário interposto apenas depois de os embargos declaratórios não terem sido conhecidos. sentença foi publicada no dia 21/01/2013 e o recurso ordinário foi interposto apenas em 25/06/2013.0101 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: INSTITUTO CAPIXABA DE PESQUISA. 438/470. Conclui-se que. assim. A sentença foi publicada no Diário Eletrônico da Justiça do Trabalho no dia 21/01/2013 (fl. que isso não significa que eventual omissão no dever de fiscalizar as obrigações do contratado não possa gerar essa responsabilidade para o ente público.2012. No mérito. Razões do recurso às fls.1. ressalvando-se. pelo Supremo Tribunal Federal.0101 Processo Nº RO-69100/2012-101-17-00. forçosa a conclusão de que a oposição dos embargos declaratórios interrompeu o prazo para o recurso ordinário de fls. RELATÓRIO O 2º reclamado interpõe recurso ordinário em face da r.2010. Vara do Trabalho de Venda Nova do Imigrante-ES. em excelente obra. na forma autorizada pelo art. anoto que só tem pertinência e cabimento quando o julgado não haja adotado fundamento explícito sobre o tema ou sobre a questão submetida. sentença quanto à responsabilidade subsidiária. e mesmo não tendo sido conhecidos pelo Juízo a quo por inadequação. nego-lhes provimento e imponho ao Embargante multa de 1% sobre o valor da causa.5 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Réu INSTITUTO CAPIXABA DE PESQUISA. 23 de Setembro de 2013 51 TST. se conhecido. deste Egrégio Tribunal Regional do Trabalho. do CPC. ASSISTENCIA TECNICA E EXTENSAO RURAL Recorridos: DAYANE MONTEIRO DA SILVA FERREIRA MASTER PETRO SERVICOS INDUSTRIAIS LTDA Origem: VARA DO TRABALHO DE VENDA NOVA DO IMIGRANTE . da MM. o que não significa a obrigação de reproduzir textos legais. quanto às horas extras e salário do mês de abril/12 e de 9 dias de maio/12. sendo certo que alguns julgados admitem que tanto a intempestividade quanto a irregularidade de representação nos embargos declaratórios não produzem o efeito interruptivo. da ADC n. a 1ª reclamada não apresentou contrarrazões ao recurso. 429/429-vº. decisão de embargos declaratórios de fls. parágrafo único. Dessa forma. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim. do CPC.TRT 17ª Região . cuja edição foi inspirada no resultado do julgamento. e tendo em vista o manifesto caráter protelatório dos embargos. CULPA IN VIGILANDO. em suma. por encontrarse em lugar incerto e não sabido. ASSISTENCIA TECNICA E EXTENSAO RURAL Marcio Candido Costa de Souza(OAB: 011722 ES) DAYANE MONTEIRO DA SILVA FERREIRA Antonio Jose Pereira de Souza(OAB: 006639 ES) MASTER PETRO SERVICOS INDUSTRIAIS LTDA ACÓRDÃO . é nítida a intenção da parte de dilatar o prazo recursal. 527/538-vº. pelo seu não provimento. FUNDAMENTAÇÃO 2. 338/349. renovando a preliminar de litispendência entre a ação coletiva e a ação individual. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. já que a r. 438/470. 538.5. ainda que não conhecidos os embargos por inadequação. 354/371 foram tempestivamente opostos em 29/01/2013. 2008. sem razão a reclamante quando sustenta a intempestividade do recurso ordinário. Contrarrazões da reclamante às fls. Nesse sentido.11. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). A meu ver. senão vejamos. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. 16.0069100-17. 350) e os embargos de declaração de fls. sendo partes as acima citadas. o prazo é interrompido pelo período compreendido da Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . pelo não conhecimento do recurso e. Diante disso. Desse modo. exceto quando intempestiva. complementada pela r. Devidamente intimada às fls. entretanto. o prazo para interposição do recurso cabível.º).ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA.2012. sentença de fls. passou-se a entender. no entanto. por unanimidade. negar-lhes provimento e condenar o embargante a pagar a multa de 1% sobre o valor da causa. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora Acórdão Processo Nº RO-69100-17. PODER PÚBLICO. 331 do TST. art. CONHECIMENTO Argui a reclamante a preliminar de não conhecimento do recurso interposto pelo 2º reclamado por intempestividade. CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. os embargos de declaração são tempestivos. p. 538 do CPC. e a 2ª reclamada subsidiariamente.5. parágrafo único. a simples oposição de embargos de declaração interrompe o prazo para interposição do recurso adequado. Isso porque. 524 pela via editalícia.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Vistos.

30 e 31. O legislador processual não excepcionou. Amparando o entendimento aqui adotado. ainda que equivocadamente não tenham sido conhecidos.Rel.3.05. 511. findando-se o prazo recursal no dia 29/05/2013.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. o qual dispõe que: “As ações coletivas. do CPC. aplicável subsidiariamente ao processo trabalhista por força do art. sendo esse item V inserido por força da Res. na hipótese. nos termos do Decreto-Lei 779/69 e do art. Com efeito. Pois bem. já que a recorrente é Autarquia Estadual e possui prazo em dobro para interpor recurso.Rel.º. interrompe o prazo para interposição de outros recursos.RR 590786 . se não for requerida sua suspensão no prazo de 30 (trinta) dias. PRELIMINAR DE LITISPEDÊNCIA ENTRE A AÇÃO COLETIVA E A AÇÃO INDIVIDUAL Renova o 2º reclamado a arguição de litispendência entre a ação coletiva (RT 0114900-71. o 2º de forma subsidiária.2000 . impõe-se reconhecer sua tempestividade. 477 da CLT e honorários advocatícios. como a ação que caracterizaria a litispendência é coletiva.2. do artigo 81. apenas. (TST . como relatado pelo Juízo de origem na sentença (fl. MÉRITO 2. 467 da CLT e quanto à assistência judiciária gratuita por ausência de interesse. Incontroverso nos autos que a reclamante foi contratado pela 1ª reclamada MASTER PETRO para prestar serviços em favor da INCAPER como Auxiliar Administrativo.1993.3. do parágrafo único.2012.INTERRUPÇÃO DE PRAZO PARA AJUIZAMENTO DE OUTROS RECURSOS A análise dos fundamentos de omissão. Juiz Paulo Augusto Câmara . dele não conhecendo quanto à multa do art.1. O tema central do recurso do 2º reclamado diz respeito à caracterização ou não da responsabilidade subsidiária do ente público em casos de relação de prestação de serviços. Recurso de revista de que se conhece. Portanto. RECURSO DE REVISTA . Conv. 174/2011. é garantida pela Lei sob comento. aviso prévio. não induzem o efeito pretendido pelo recorrente. 424). conheço apenas parcialmente do recurso ordinário interposto pelo 2º reclamado. 93). XXXV da Constituição Federal em vigor). argüida pela reclamante.2005). Aplico subsidiariamente o art. por esse fundamento. § 1.p. No mesmo sentido.DOESP 26. rejeito a preliminar. isento de eventual contradição com outros julgados.08. 340-vº). os embargos interrompem o prazo para a apresentação de outros recursos.2011.DJU 12.5. em síntese. (TST .078/90 preconiza que as ações coletivas não induzem litispendência para as ações individuais. O ajuizamento dos embargos. de não conhecimento do recurso interposto pelo 2º reclamado por intempestividade.DJU 31. suficiente a fazer emergir a responsabilidade subsidiária do beneficiário final do trabalho desenvolvido pela reclamante. salário de abril e 09 dias de maio de 2012. divulgada no DEJT em 27. 769 da CLT) tem por objetivo facilitar o acesso à Justiça e não criar obstáculo ao trabalhador que opta pelo exercício individual do direito de ação constitucionalmente garantido (art. situação típica versada na Súmula nº 331 do TST. como o recurso ordinário foi interposto em 29/05/2013. uma vez que não houve condenação das reclamadas na supracitada multa. 23 de Setembro de 2013 52 data da sua apresentação até a intimação do embargante da decisão dos embargos.º 8. resultando. Sem razão. O art. No entanto. 2. e a que se dá provimento. que não restou evidenciada qualquer conduta culposa a ensejar sua responsabilidade subsidiária. mas os efeitos da coisa julgada erga omnes ou ultra partes a que aludem os incisos II e III do artigo anterior não beneficiarão os autores das ações individuais.06.17. Dessa decisão recorre a autarquia estadual INCAPER alegando. a propositura de demanda individual pela reclamante. Gelson de Azevedo . pelo que não cabe considerar outras hipóteses. por violação do art. 104 da Lei n. a contar da ciência nos autos do ajuizamento da ação coletiva. ainda que deles não se venha a conhecer. Dessa forma.666.0003) e a ação individual.2001 . p/o Ac.p. desde que haja participado da relação processual e conste também do título executivo judicial. .Rel. 2. não induzem litispendência para as ações individuais. caso evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei n. o que ocorreu na realidade consistiu em delegação para terceiro de tarefas do empreendimento necessárias à consecução dos fins estruturais do "negócio estatal". Min.O inadimplemento das obrigações trabalhistas.Os entes integrantes da Administração Pública direta e indireta respondem subsidiariamente. previstas nos incisos I e II. sem o pedido de suspensão do prazo até o julgamento definitivo daquela demanda coletiva. Salvo quando manifestamente intempestivos ou quando não há representação regular.538/CPC. sem o recolhimento de depósito recursal e custas. Preliminar de nãoconhecimento. na impossibilidade de a autora vir a se beneficiar da decisão que lá for proferida. . o seguinte aresto: AÇÃO CIVIL PÚBLICA E AÇÃO INDIVIDUAL . mormente quando a ausência do pedido de suspensão foi corroborado pela opção da autora pelo prosseguimento da presente ação individual de forma Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 inequívoca em audiência (ata de fl. 104 da Lei n.08. a decisão dos embargos de declaração foi publicada em 13/05/2013. 5º. por parte do empregador. (TRT 2ª R.LITISPENDÊNCIA NÃO CARACTERIZADA . inc. implica a responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços quanto àquelas obrigações. cujo artigo 103 estabelece os contornos da coisa no âmbito da coletivização de direitos. mula do art. nas mesmas condições do item IV. 617). 538 do CPC. 13º salário proporcional. de 21.078/90 (Código de Defesa do Consumidor).A legitimidade extraordinária conferida ao Ministério Público e às associações de classe para propositura de ação civil pública ou ações coletivas (art. nem foram concedidos à reclamante os benefícios da assistência judiciária gratuita. Carlos Fernando Berardo . contradição ou obscuridade importa decisão sobre o mérito dos embargos de declaração.EMBARGOS DE DECLARAÇÃO INTERRUPÇÃO DO PRAZO PARA INTERPOSIÇÃO DE OUTROS RECURSOS. é válido trazer à baila o disposto nos itens IV e V da Súmula nº 331 do TST. cujo teor peço vênia para transcrever: IV . Min. citem-se os seguintes arestos: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO . Responsabilidade Subsidiária A sentença julgou procedentes os pedidos e condenou os réus. 82 do Código de Defesa do Consumidor. No caso. que é rejeitada.” No caso sub judice.RR 413060 .3ª Turma . A aludida responsabilidade não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa regularmente contratada" (verbis) Esse entendimento está em consonância com o resultado da ADC . rejeito a preliminar.05. especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora. a pagar à autora horas extras. V .RO 02132-2001-302-02-00 .5ª Turma . ou seja. Assim. ART. A higidez do pronunciamento jurisdicional. A propósito.º 8.(20050515084) 4ª T. POR QUALQUER DAS PARTES.º 8.

da Lei nº 8. E também. principalmente porque o Estado é que obteve proveito do labor do reclamante. 71. e 67. é necessário que se constate a diligência do tomador dos serviços. não afasta a responsabilidade subsidiária. por omissão. §1º. Além disso. da Lei nº 8. sob o prisma da aptidão para a prova. III. a responsabilidade subsidiária da recorrente. § 1º. a responsabilidade subsidiária do Estado decorre da própria Constituição Federal. Desse modo. razão pela qual se atribui Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 a responsabilidade subsidiária ao ente público. pelo pagamento dos encargos trabalhistas devidos. conforme se depreende dos artigos 58.2008. caput e §1º. agiu com culpa in vigilando. por óbvio. eis que. o que. sobretudo no que atine ao cumprimento dos direitos trabalhistas dos empregados da empresa contratada. convenhamos. Agravo de Instrumento a que se nega provimento. o trabalhador não pode ser apenado pela inexecução contratual. III. III. o ente público não aponta qualquer elemento ou indício no sentido de que cumpriu a obrigação legal que lhe é imposta (artigos 58. assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. reconheceram que isso não significa que eventual omissão no dever de fiscalizar as obrigações do contratado não possa gerar essa responsabilidade para o ente público. correta a sentença.666/93. apesar de entenderem que a mera inadimplência do contratado não poderia transferir à Administração Pública a responsabilidade pelo pagamento dos encargos trabalhistas (art. caput e § 1º. causarem a terceiros. teria o condão de evitar infortúnios relacionados ao inadimplemento de verbas trabalhistas da contratada junto aos seus trabalhadores. trazer os elementos necessários à formação do convencimento do magistrado (arts. A própria Lei de Licitações impõe à Administração Pública o dever de fiscalizar a execução dos contratos administrativos. conforme preceito contido no artigo 37. compete ao ente público. que impõem à administração pública o ônus de fiscalizar o cumprimento de todas as obrigações assumidas pelo vencedor da licitação (dentre elas. pela 1ª reclamada. atribuir responsabilidade ao ente público pelas obrigações. Ressalte-se que o 2º reclamado somente em janeiro de 2012 tomou a iniciativa de cobrar da 1ª reclamada a comprovação dos depósitos fundiários dos seus empregados. 183. apresentar as provas necessárias à demonstração de que cumpriu a obrigação prevista em lei. a qual declarou como responsável subsidiária a INCAPER para efetivar o cumprimento da decisão com o pagamento de todas as verbas devidas ao obreiro. decorrente da omissão quanto ao dever de fiscalização da execução do contrato administrativo. § 6º.º 8. 71. diante disso. consoante tem decidido o próprio Tribunal Superior do Trabalho. concluo que o 2º Reclamado foi culpado pelo inadimplemento. conforme o segundo reclamado deseja demonstrar. verifica-se a conduta culposa. da Lei nº 8. inexistindo violação do art. senão vejamos: AGRAVO DE INSTRUMENTO DESPROVIDO – TERCEIRIZAÇÃO – DEVER DE FISCALIZAÇÃO ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA – OMISSÃO – “CULPA IN VIGILANDO” – RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA – DECISÃO DO STF NA ADC 16 No julgamento da ADC 16. tendo em vista que. conforme ofício de fl. 176/181 foi ajuizada somente em abril/2012. e 67. as decorrentes da legislação laboral). a culpa in vigilando da Administração Pública e. amparada por lei. nesta qualidade. da Constituição da República e dos demais dispositivos legais invocados. à luz da diretriz sedimentada pelo STF.5. Isso equivale a dizer que. verifico que a INCAPER participava da relação de emprego na medida em que era tomador da mão-de-obra da reclamante. julgada procedente pelo Supremo Tribunal Federal (STF).11. II. inclusive trabalhistas. portanto. especialmente no que concerne à fiscalização do adimplemento. Nesse sentido. Indiscutível. Rel. Assim. ao declarar a constitucionalidade do art. da Lei nº 8. é apenas um paliativo sem qualquer eficácia fiscalizatória.666/93. 5º. Mas. o disposto no art. no caso concreto. para se cogitar da exclusão da responsabilidade subsidiária dos entes públicos.0002. E durante o desempenho dessa função. Nesse ponto. pois não trouxe aos autos qualquer elemento que permitisse ao Juízo aferir se houve efetivo acompanhamento do contrato de prestação de serviços. os Ministros da Corte Suprema. caput.2010. Também cumpre asseverar que a ação inibitória que o recorrente noticia com documento juntado às fls. . e 67. da Lei nº 8.§1º.666/93.11. do CPC e 818 da CLT). sem que a mesma tivesse recebido as verbas rescisórias. Na hipótese dos autos. A efetiva fiscalização da execução do contrato de prestação de serviços da 1ª reclamada. mormente quando a própria tomadora de serviços relata no ofício sob comento que desde setembro de 2010 não havia depósitos fundiários. A legalidade da contratação por si só. com fundamento nos artigos 186 e 927. tinha o recorrente o dever de manter constante vigilância quanto ao cumprimento das obrigações trabalhistas em relação aos trabalhadores que lhe prestaram serviços diretamente. (PROCESSO Nº TST-AIRR-123240-14. II. mas sim. Não tendo sido produzidas outras provas nesse sentido." A figura da terceirização é uma realidade. 71. o Supremo Tribunal Federal.666/83). quando pleiteada em juízo sua responsabilização pelos créditos trabalhistas inadimplidos pelo contratado. inclusive quanto às obrigações trabalhistas. caberia à entidade estatal. no mérito dessa ação constitucional. ressalvou a possibilidade de a justiça do Trabalho constatar. dos direitos trabalhistas dos empregados que trabalharam em benefício do 2º Réu. atribui responsabilidades primárias ao contratado.2011) (grifos nossos) Entretanto. 8ª Turma. ou seja. 23 de Setembro de 2013 53 n° 16. notadamente quanto ao dever de fiscalizar a execução do objeto contratual. Partindo dessas premissas. diretamente envolvidos na execução do contrato. devendo responder pela falta de idoneidade da prestadora de serviços. inclusive. inobservadas pelo contratado.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. mais do que realizar a escolha da empresa devidamente. do CC. em juízo. a INCAPER não logrou êxito em comprovar a efetiva fiscalização referente às obrigações da 1ª reclamada junto a seus empregados. in verbis: "As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes. da Administração Pública (culpa in vigilando).03. sob pena de restar caracterizada a culpa in vigilando da Administração Pública. E o ônus de provar a efetiva fiscalização da execução do contrato é da Administração Pública. 333. no caso dos autos. Ressalte-se que as parcas guias relativas ao FGTS colacionadas aos autos revelam apenas e tão somente a irregularidade dos depósitos fundiários sem que o 2º reclamado tivesse procedido a uma escorreita fiscalização quanto ao descumprimento das obrigações trabalhistas ao longo da prestação de serviços da autora a favor da tomadora.666/93. de acordo com os artigos 58. Ministro Carlos Alberto Reis de Paula.666/93 não desobriga o tomador de serviços de responsabilidades subsidiárias. em 24. apenas um mês antes de ter sido rescindido o contrato de trabalho da reclamante em maio de 2012. a exemplo do ocorrido no que concerne aos direitos trabalhistas não pagos à reclamante. da Lei n. DJ 23.

em favor do empregado. 477 da CLT e à verba honorária. de segunda a sexta-feira feira). cumpre registrar que a responsabilidade subsidiária alcança todas as obrigações. dar provimento ao Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 apelo. CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. nego provimento. Horas Extras e Salário do Mês de Abril/12 e de 09 Dias de Maio/12 O Juízo de origem. do salário do mês de abril de 2012 e de 9 dias de salário do mês de maio de 2012). nos termos da fundamentação supra. a reclamante prestava apenas 8 horas diárias e 40 horas semanais. vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais. 789. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais.07 (setenta e quatro reais e sete centavos). nos termos do voto da Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. em síntese. 791 e 839 da CLT.3. como se pode verificar à fl. a Contadoria do Juízo já excluiu da conta de liquidação o salário do mês de abril de 2012 e 9 dias de salário do mês de maio de 2012. 2. conforme relatado na própria inicial.4. o trabalhador der causa à mora".65 (três mil. In casu. 345. e que foi confirmada pela defesa da 2ª reclamada. por consequência.º 331. quanto à multa do art. o salário do mês de abril de 2012 e 9 dias de salário do mês de maio de 2012. como informado no item 2.3. Cumpre ressaltar que a Contadoria do Juízo já excluiu da conta de liquidação o salário do mês de abril de 2012 e 9 dias de salário do mês de maio de 2012. setecentos e três reais e sessenta e cinco centavos). vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais. há nos autos comprovação. a reclamante não fazia horas extras. do TST." 2. impossível o deferimento do pedido. 330/336-vº). Desta forma. pois laborava 8 horas por dia e 40 horas por semana.3. Deferiu ainda o pagamento das horas extras postuladas por entender que a jornada prestada pela autora. em sua manifestação sobre a contestação e documentos (fls. "salvo quando. não se aplica o disposto no artigo 20 do CPC. 477 da CLT e excluir da condenação os honorários advocatícios. do salário do mês de abril de 2012 e de 9 dias de salário do mês de maio de 2012.584/70. Como se vê. dar parcial provimento ao apelo para excluir da condenação as horas extras. Quanto ao salário do mês de abril de 2012 e de 9 dias de salário do mês de maio de 2012.2.07 (setenta e quatro reais e sete centavos). Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim. a disposição do parágrafo 8º é no sentido de que a inobservância dos prazos estabelecidos pelo parágrafo 6º sujeita o empregador ao pagamento da multa. comprovadamente. Vencido. 2.” 2. 467 da CLT e quanto à assistência judiciária gratuita. se a parte não preenche os requisitos exigidos na Lei 5. Vejamos. o salário do mês de abril de 2012 e de 9 dias de salário do mês de maio de 2012. sendo certo que. reduzo também as custas processuais para R$ 74.3. de não conhecimento do recurso ordinário interposto pelo 2º reclamado por intempestividade. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. pelos documentos de fls. em referência. nos termos do voto da Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. bem como a Lei 8. no mérito. em seu inciso IV. TST. da CLT. dou provimento ao recurso. com 01h30min de intervalo intrajornada. como se pode verificar à fl. Em razão disso. dele não conhecendo quanto à multa do art. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão .65 (três mil. Portanto. No que tange às horas extras. por ausência de interesse. posto que a referida Súmula se refere a casos de contratação ilegal de servidor sem concurso público. nos termos do art. setecentos e três reais e sessenta e cinco centavos). o texto legal fala em inobservância do prazo. Reduzido o valor da condenação para R$ 3. da Súmula 219 do C. 477. Logo. não faz qualquer ressalva quando atribui ao beneficiário da mão-de-obra a responsabilidade pelo cumprimento das obrigações trabalhistas na hipótese de inadimplemento por parte do devedor principal. com razão a recorrente. do pagamento respectivo. por unanimidade. continuam em vigor os arts. Assim.703. alegando. redução esta que corresponde à exclusão das horas extras e. 345. Dou provimento. o que. inclusive a multa prevista no art. 477 da CLT. prevalece o entendimento consubstanciado no item I. I.3 supra. excedeu a legalmente definida em 30 minutos por dia. na medida em que a Súmula n.703. que. da CLT. dar provimento ao apelo.3. não vem a ser a hipótese dos autos.não ensejando o pagamento da multa. TST. da CLT A Primeira Turma decidiu. que assim dispõe: “HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS Neste procedimento especializado. deve ser expungido da condenação o pagamento das horas extras. Multa do art. conforme a jornada de trabalho informada na inicial (das 07h30min às 17h. 789. considerando que não foi provada sua escorreita quitação. Por isso. ressaltando que a Contadoria do Juízo já excluiu da conta de liquidação o salário do mês de abril de 2012 e 9 dias de salário do mês de maio de 2012. nos termos do art. por maioria. salariais e indenizatórias. que assim dispõe: "MULTA DO ARTIGO 477 DA CLT No caso do artigo 477 da CLT. Honorários Advocatícios A Primeira Turma decidiu. Destaco ainda que o artigo 133 da Constituição Federal de 1988. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). Portanto. I. Alega ainda que o pagamento do salário do mês de abril de 2012 e de 9 dias de maio de 2012 foi devidamente efetuado através de cheque administrativo colacionado aos autos. deferiu. a reforma do julgado importou em causa de redução da condenação (exclusão da condenação das horas extras. dou provimento. uma vez que.906/94 não revogou o jus postulandi partes. sendo certo que o reclamante. eis que o Processo do Trabalho tem norma de regência própria. rejeitar a preliminar de litispendência entre a ação coletiva e a ação individual. VALOR DA CONDENAÇÃO E DAS CUSTAS É certo que o valor da condenação deve guardar proporção com a expressão econômica do bem da vida pretendido (inteligência dos artigos 258 e seguintes do CPC).1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 205/210. por maioria. Desse modo. Por fim. afastar a multa do art. evidentemente.4. não impugnou tais documentos. § 8º. com custas de R$ 74. dentre outros. por maioria. rejeitar a preliminar arguida pela reclamante. reduzo o valor da condenação para R$ 3. O 2º reclamado se insurge. eventual pagamento a menor. conhecer apenas parcialmente do recurso ordinário interposto pelo 2º reclamado. para o pagamento . 23 de Setembro de 2013 54 Ressalto ser inaplicável a Súmula 363 do C.

por disciplina judiciária. reconheceram que isso não significa que eventual omissão no dever de fiscalizar as obrigações do contratado não possa gerar essa responsabilidade para o ente público. verifico que o Estado do Espírito Santo participava da relação de emprego na medida em que era tomador da mão de . julgada procedente pelo Supremo Tribunal Federal (STF). sentença.2012. 16. às fls. de 21. divulgada no DEJT em 27. sentença de fls.” Das razões recursais conclui-se que a recorrente busca a reforma da r. especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora.666/93. Isso equivale a dizer que.º). RELATÓRIO A reclamante interpõe recurso ordinário em face da r. Centro de Atendimento Psiquiátrico Aristides Alexandre Campos – CAPAAC.273v-274). 2. E pelo fato de que: “ Em ação ajuizada pelo MPT. pelo Supremo Tribunal Federal. também em Cachoeiro de Itapemirim. sob o fundamento de que os documentos de fls. para se cogitar da exclusão da responsabilidade subsidiária dos entes públicos. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO.273-274 proferida pela MM. sendo esse item V inserido por força da Res.TRT 17ª Região . O abono. é incontroverso nos autos que a reclamante foi contratado pela 1ª reclamada para prestar serviços em favor do Estado do Espírito Santo. é válido trazer à baila o disposto nos itens IV e V da Súmula nº 331 do TST.666.2011.05. cuja edição foi inspirada no resultado do julgamento.0069600-87.17. 331 do TST. pelo menos da petição de apresentação do recurso.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.666/83). às fls. Vê-se que foi deferido pela r. 203-215 atestam que o Estado fiscalizou o cumprimento das obrigações trabalhistas pela 1ª reclamada durante a execução do contrato celebrado entre as partes. suficiente a fazer emergir a responsabilidade subsidiária do beneficiário final do trabalho desenvolvido pela reclamante.Os entes integrantes da Administração Pública direta e indireta respondem subsidiariamente. Oficia o Douto Ministério Público do Trabalho pelo prosseguimento do feito. contudo. caso evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei n. Portanto. art. contudo não foi deferido o pleito de condenação subsidiária do Estado do Espírito Santo.O inadimplemento das obrigações trabalhistas. cooperando no levantamento e disponibilização de créditos devidos à 1ª ré para quitação dos débitos trabalhistas.0132 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: HELOISA HELENA DA SILVA CURCIO Recorridos: ESTADO DO ESPIRITO SANTO MASTER PETRO SERVICOS INDUSTRIAIS LTDA Origem: 2ª VARA DO TRABALHO DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM .2010. registre-se. o Estado do Espírito Santo foi admitido à lide como assistente litisconsorcial do polo ativo.17. ressalvando-se. está assinada pelo patrono da reclamante. que a mera inadimplência do contratado não poderia transferir à Administração Pública a responsabilidade subsidiária pelo pagamento dos encargos trabalhistas (Lei 8. exercendo a função de Auxiliar de Serviços Gerais nas dependências da Superintendência Regional de Saúde de Cachoeiro de Itapemirim. passou-se a entender. § 1. Contrarrazões. PODER PÚBLICO. da Lei nº 8. 279. às fls. nas mesmas condições do item IV.00.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. vê-se que as razões de recurso está apócrifa. sentença o abono anual do PIS Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 (fls. é requisito indispensável à existência do recurso ordinário. sendo partes as acima citadas. em 24. Na linha do item V da Súmula n. Merece reforma a r. 71.2 MÉRITO 2. Vistos. diretamente envolvidos na execução do contrato.1993. às fls. Razões do recurso. 174/2011. que isso não significa que eventual omissão no dever de fiscalizar as obrigações do contratado não possa gerar essa responsabilidade para o ente público. O que ocorreu consiste em delegação para terceiro de tarefas do empreendimento necessárias à consecução dos fins estruturais do "negócio estatal". V .06.5. FUNDAMENTAÇÃO 2. Nesse sentido. inclusive.11.11.6 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Réu Advogado HELOISA HELENA DA SILVA CURCIO Mario Sergio Araujo Pimentel(OAB: 013099 ES) ESTADO DO ESPIRITO SANTO Flávio Augusto Cruz Nogueira(OAB: 004791 ES) MASTER PETRO SERVICOS INDUSTRIAIS LTDA Mariana Sperandio Zortea(OAB: 016513 ES) ACÓRDÃO . foi deferido pelo juízo de origem.0132 Processo Nº RO-69600/2012-132-17-00. à luz da diretriz sedimentada pelo STF.º 8.2012.1 RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO QUANTO AO ABONO ANUAL DO PIS NO VALOR DE R$622. situação típica versada na Súmula nº 331 do TST.2010. cujo teor peço vênia para transcrever: IV . No caso em apreço. 293-294.5. tendo em vista que. presentes os demais pressupostos de admissibilidade do recurso. 71. sobretudo no que atine ao cumprimento dos direitos trabalhistas dos empregados da empresa contratada. CULPA IN VIGILANDO. implica a responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços quanto àquelas obrigações. em 24. buscando a reforma da r. sentença quanto à responsabilidade subsidiária do 2º reclamado referente ao abono PIS. 279-281. 283v-288. A aludida responsabilidade não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa regularmente contratada" (verbis) Esse entendimento está em consonância com o resultado da ADC n° 16. 2ª Vara do Trabalho de Vitória que rejeitou as preliminares e julgou procedentes em parte os pedidos. como já dito em linhas pretéritas. da ADC n. A propósito. os Ministros da Corte Suprema.1 CONHECIMENTO Ressalto que a assinatura. desde que haja participado da relação processual e conste também do título executivo judicial. 30 e 31. no mérito dessa ação constitucional. ou seja. Com efeito. apesar de entenderem que a mera inadimplência do contratado não poderia transferir à Administração Pública a responsabilidade pelo pagamento dos encargos trabalhistas (art. bem como no Fórum Horta de Araújo. por parte do empregador. é necessário que se constate a diligência do tomador dos serviços. notadamente quanto ao dever de fiscalizar a execução do objeto contratual. dele conheço. a petição de sua apresentação.2. sentença quanto à responsabilidade subsidiária do Estado do Espírito Santo. entretanto. 23 de Setembro de 2013 55 Processo Nº RO-69600-87.§1º.

mas o encerramento do contrato de trabalho da reclamante se deu em 28/12/2011 conforme fls. as decorrentes da legislação laboral). 203-215 – notificação à 1ª reclamada de que o contrato de prestação de serviços com o Estado havia sido rescindindo. para efetivar o cumprimento da decisão. caput e §1º. a culpa in vigilando da Administração Pública e. da Lei nº 8. uma vez declarada. conforme se depreende dos artigos 58.666/93. em determinadas hipóteses. §1º. Também deixo esclarecido que. no que se refere ao benefício de ordem.º 331 do C. ante a insolvência notória do principal. E também. E durante o desempenho dessa função. o ente público não aponta qualquer elemento ou indício no sentido de que cumpriu a obrigação legal que lhe é imposta (artigos 58. especialmente no que concerne à fiscalização do adimplemento. Ministro Carlos Alberto Reis de Paula. esclareço não haver necessidade de se comprovar. inexiste violação do art. § 1º. não constitui um direito do devedor e sim do credor. saliento que estes não foram condenados na fase de conhecimento e só no caso de não haver devedor subsidiário é que se justificaria aplicar. eventual situação de insolvência. Partindo dessas premissas. (PROCESSO Nº TST-AIRR-123240-14. de acordo com os artigos 58. Não tendo sido produzidas outras provas nesse sentido. Essa desconsideração da personalidade jurídica (disregard doctrine) é possível e tem sido utilizada amiúde nesta Especializada. de imediato. sob o prisma da aptidão para a prova. razão pela qual se atribui a responsabilidade subsidiária ao ente público. ainda. já em relação à desconsideração da personalidade jurídica e execução do patrimônio dos sócios da 1ª reclamada. não há qualquer comprovação de que o 2º reclamado fiscalizou efetivamente o cumprimento das obrigações trabalhistas anteriormente ao término da prestação laboral da autora. o Estado não logrou êxito em comprovar a efetiva fiscalização referente às obrigações da 1ª reclamada junto a seus empregados. o Supremo Tribunal Federal.2011) Entretanto. Portanto. para condenar o tomador no cumprimento subsidiário das obrigações impostas em sentença. sendo mais fácil ao exequente voltar-se contra o devedor subsidiário. conhecer do . persistindo a inadimplência. 71. quando pleiteada em juízo sua responsabilização pelos créditos trabalhistas inadimplidos pelo contratado. serão executados todos os bens da 1ª reclamada para. que a execução contra o sócio que não foi diretamente demandado na fase de conhecimento. da Lei nº 8. Agravo de Instrumento a que se nega provimento. dentre outras. e 67.16. A própria Lei de Licitações impõe à Administração Pública o dever de fiscalizar a execução dos contratos administrativos. pois não há qualquer ressalva quanto à extensão objetiva da responsabilidade subsidiária.666/93. é responsável subsidiário o Estado do Espírito Santo. a exemplo do ocorrido no que concerne às verbas rescisórias não pagas à reclamante. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Assim. por fim. inclusive quanto às obrigações trabalhistas. Pondero. dou provimento para condenar subsidiariamente do Estado do Espírito Santo quanto ao abono anual do PIS no valor de R$622. a não ser a notificação supramencionada. por unanimidade. Rel. Esclareço desde já que. verifica-se a conduta culposa. O item IV da Súmula n. inclusive trabalhistas. por óbvio.5.11. atribuir responsabilidade ao ente público pelas obrigações. agiu com culpa in vigilando. trazer os elementos necessários à formação do convencimento do magistrado (arts. Na hipótese dos autos. abrangendo todas as verbas devidas não adimplidas pela 1ª reclamada. imediatamente. no caso concreto. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. II. No entanto. por omissão. Desse modo. como sustentado acima. eis que. em juízo. inobservadas pelo contratado.0002.03. devendo responder pela falta de idoneidade da prestadora de serviços. Desde aí se conclui que. a condenação subsidiária não excepciona qualquer parcela. pela 1ª Reclamada. e 67. compete ao ente público.00. de ordinário. depois. apresentar as provas necessárias à demonstração de que cumpriu a obrigação prevista em lei. da Lei nº 8. uma vez que a subsidiariedade não tem por escopo onerar despropositada e irresponsavelmente o condenado subsidiário. por atender aos princípios de celeridade e economia processuais na fase de execução. Desse modo. com pagamento de toda verba devida à reclamante. senão vejamos: AGRAVO DE INSTRUMENTO DESPROVIDO – TERCEIRIZAÇÃO – DEVER DE FISCALIZAÇÃO ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA – OMISSÃO – “CULPA IN VIGILANDO” – RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA – DECISÃO DO STF NA ADC 16 No julgamento da ADC 16. quando impossível executar a sociedade devedora. da Constituição da República ou qualquer outro dispositivo legal. 8ª Turma. da Lei nº 8. com fundamento nos artigos 186 e 927. Todavia. alcançar o patrimônio daqueles que participaram como réus na fase de conhecimento. o descumprimento de obrigações trabalhistas – é datado de 07/11/2011. é integral e substitutiva. TST é claro quando afirma que a responsabilidade subsidiária do tomador de serviços abrange todas as verbas decorrentes da condenação. já que o documento de fls. 23 de Setembro de 2013 56 obra da reclamante. mais do que realizar a escolha da empresa devidamente. ao declarar a constitucionalidade do art. pelo pagamento dos encargos trabalhistas devidos. o 2º reclamado não trouxe aos autos qualquer elemento que permitisse ao Juízo aferir se houve efetivo acompanhamento do contrato de prestação de serviços. decorrente da omissão quanto ao dever de fiscalização da execução do contrato administrativo. do CPC e 818 da CLT). e 67. teria o condão de evitar infortúnios relacionados ao inadimplemento de verbas trabalhistas da contratada junto aos seus trabalhadores. a despersonalização da pessoa jurídica. consoante tem decidido o próprio Tribunal Superior do Trabalho. isso não deve ser obstado. da Administração Pública (culpa in vigilando). A efetiva fiscalização da execução do contrato de prestação de serviços da 1ª reclamada. tinha o recorrente o dever de manter constante vigilância quanto ao cumprimento das obrigações trabalhistas em relação aos trabalhadores que lhe prestaram serviços diretamente. caput. sob pena de restar caracterizada a culpa in vigilando da Administração Pública. relatando como causas.666/93. III. executar a tomadora dos serviços. primeiro. dos direitos trabalhistas dos empregados que trabalharam em benefício do 2º reclamado. ressalvou a possibilidade de a justiça do Trabalho constatar. 5º. III. deve-se. DJ 23. do CC. II. E o ônus de provar a efetiva fiscalização da execução do contrato é da Administração Pública. 333. que impõem à administração pública o ônus de fiscalizar o cumprimento de todas as obrigações assumidas pelo vencedor da licitação (dentre elas. Assim.666/93.2008. caput e § 1º. caberia à entidade estatal. que a responsabilidade subsidiária. De modo que. constitui forma anômala de prosseguimento da execução. diante disso. Assento.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. III. concluo que o 2º reclamado foi culpada pelo inadimplemento. Assim. embora seja possível.

204-206.TRT 17ª Região . Não se pode esquecer. Em razão da prejudicialidade do apelo patronal. porque não houve expresso requerimento nesse sentido. ainda. sendo a respectiva Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 contraminuta acostada às fls. aprecio primeiramente o referido recurso. nada mais retrata do que a simples execução ex officio da sentença proferida. Invoca os artigos 128 e 460 do CPC. sendo clara a limitação ao princípio da demanda. afinal. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. 769 da CLT. 276-279. às fls. Razões do agravo retido. No que respeita ao agravo retido (fls. 221-222. concernente na determinação de reintegração do . Essa conclusão encontra amparo até mesmo no art. 259-264). pelo não provimento do apelo patronal.5. 271-275. CABIMENTO A reclamada argui a nulidade da sentença por vício de julgamento ultra petita. então. 461 do CPC.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. A exemplo disso. É o relatório. saliento que tal recurso é estranho ao processo do trabalho. no caso. Desembargador Gerson Fernando Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. a tutela antecipada ao trabalhador. pode o magistrado determinar as providência necessárias a assegurar o resultado prático equivalente ao adimplemento. FUNDAMENTAÇÃO 2. Vistos. todavia. sendo partes as acima citadas. 2. É que o art. sem que isso caracterize vício de sentença ultra petita. de tutela já requerida pela parte. Contraminuta do reclamante. PROCESSO DO TRABALHO. há que ter em mente a amplitude de atuação que o processo do trabalho confere ao magistrado condutor da relação jurídica processual. pois presentes os pressupostos de admissibilidade. pelo não provimento do apelo do empregado. PROCESSO DO TRABALHO. 176-186. 256. Conquanto a tutela antecipada. que regula o cumprimento das obrigações de fazer e não fazer. o julgador tem atividade mais destacada do que nos demais ramos do direito. as normas do processo comum apenas são aproveitadas na seara laboral no caso de inexistência de regra específica e desde que haja compatibilidade com as normas previstas no texto consolidado. também. às fls. sendo esta intitulada como antecipação de tutela. de ofício. não estando previsto no rol do artigo 893 da CLT.0069800-71. Aqui. Um conhecido jargão traduz bem o que se estar a dizer: “quem pode o mais. Há. total ou parcialmente.1 CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário do reclamante e também do recurso ordinário da reclamada. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). incisos XXII.17. João Hilário Valentim DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-69800-71. o art. acerca da possibilidade de antecipação. que ataca o reconhecimento de nulidade da dispensa do empregado. Razões do recurso ordinário do empregado. com nítido caráter satisfativo. de ofício se iniciou a execução. no processo do trabalho. 273 do CPC prevê a necessidade de requerimento do interessado para que tal provimento jurisdicional seja concedido. 461. pode o menos”. se o ordenamento juslaboralista admite o início de um novo procedimento sem provocação do interessado. o que se dirá. os efeitos da tutela. no mérito. XXIV e LIV da CF. c/c os artigos 769 e 878 da CLT.2011. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante e de recurso ordinário interposto pela reclamada em face da sentença de fls. às fls. posse como membro da CIPA e honorários advocatícios. 266). julgado procedente o pedido. Ora.0151 RECURSO ORDINÁRIO Recorrentes: JOSUE DE JESUS SANTOS MCE ENGENHARIA LTDA Recorridos: MCE ENGENHARIA LTDA JOSUE DE JESUS SANTOS Origem: 1ª VARA DO TRABALHO DE GUARAPARI . Razões do recurso ordinário da ré.17. Na verdade. Aduz que o Juízo de origem não poderia ter deferido reintegração do autor em sede de tutela antecipada. não pode ser transportado ao processo do trabalho sem as devidas adaptações à principiologia própria desse ramo do direito. de ofício.2 Recorrente Advogado Recorrido Plurima Autor Advogado Plurima Réu JOSUE DE JESUS SANTOS Luiz Carlos Gomes Pereira(OAB: 015897 ES) MCE ENGENHARIA LTDA MCE ENGENHARIA LTDA Tasso Luiz Pereira da Silva(OAB: 178403 SP) JOSUE DE JESUS SANTOS ACÓRDÃO .2.1 ANTECIPAÇÃO DE TUTELA DE OFÍCIO.2011. nos termos do art. Admite-se. Nesse passo.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA ANTECIPAÇÃO DE TUTELA DE OFÍCIO. que julgou parcialmente procedentes os pedidos formulados na inicial. Contraminuta da reclamada. arguindo vício de sentença ultra petita e se insurgindo quanto ao reconhecimento de nulidade da dispensa. Vejamos. às fls. Ora. Essa regra. dar-lhe provimento para condenar subsidiariamente o Estado do Espírito Santo quanto ao abono anual do PIS no valor de R$622.5. 259-264. 23 de Setembro de 2013 57 recurso e.0151 Processo Nº RO-69800/2011-151-17-00. POSSIBILIDADE. oriunda da 1ª Vara do Trabalho de Guarapari-ES. Inteligência da interpretação sistemática dos artigos 273. No processo civil. 878 da CLT permite que a execução trabalhista seja promovida ex officio pelo juiz. postulando a reforma do julgado quanto aos danos morais. Também alega que violadas as garantias constitucionais previstas no artigo 5º. do resultou o seu não recebimento na origem (fl. Procurador do Trabalho: Dr. 164-174. a partir disso. agravo retido interposto pelo autor em face do despacho de fl. 798 e 799 do CPC.00. a concessão ex officio da tutela antecipada. às fls. Veja-se: o título condenou a ré ao cumprimento de obrigação de fazer (reintegração) e.2 RECURSO ORDINÁRIO DA RECLAMADA 2. o juiz não está autorizado a antecipar. do poder geral de cautela de que goza o juiz (artigos 798 e 799 do CPC).

mas sim sob a alegação de preterição na ordem de nomeação. a empresa procedeu de forma irregular ao não nomear o autor. que empatou com o terceiro suplente (a testemunha Jorge Augusto Oliveira Jesus) e não tomou posse por ter menos tempo de serviço (item 5. (com destaque no original. afastando. 10). transcrevo o seguinte trecho da sentença: “Outrossim. pois admitida. tendo em vista os atestados médicos apensados aos autos. onde a reclamada era sabedora de seu quadro. a alegação da inicial de que outros candidatos.584/70. a empresa ré deveria ter quatro titulares e quatro suplentes. nos termos do voto do Desembargador José Luiz Serafin. certo é que o procedimento adotado na origem algum cunho assecuratório tem. a época da demissão. diante dos limites da pretensão. assim como o pleito de dano moral decorrente dessa postulação. 2. art. das atividades descritas. estava inapto para o trabalho. 158) Como se nota. de uma melhor avaliação clínica do reclamante por parte da reclamada. conforme documento da fl.906/94. Nego provimento. que o incapacitava de trabalhar. tanto que o pedido de reconhecimento da estabilidade foi julgado improcedente. ressalte-se. estão fundamentados na preterição do reclamante em sua nomeação para integrar a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes. quando inquirido. não se enquadre como de origem ocupacional”. e também com indicação de cirurgia 01 dia antes de sua demissão.1 DANOS MORAIS. que são os representantes da CIPA na ré. embora tenha apresentado . 23 de Setembro de 2013 58 reclamante ao emprego. vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais. Esclarecido esse ponto. cientificamente. inclusive no que tange ao malferimento dos dispositivos legais e constitucionais citados no recurso. conforme fl.” (fl.. a dignidade da pessoa do empregado. 170) Vale acrescer. 2.) que é membro da CIPA no cargo de suplente. todavia. muito embora. ou mesmo trabalhadores que não participaram do processo eleitoral. Nego provimento.6. Sr. portanto. é que. sem que isso caracterize vício de sentença ultra petita. senão vejamos: “Após análise dos autos. está atrelada à origem ocupacional da doença que acomete o obreiro. que. 09). portanto. por maioria. 50 (termo da fl. no entanto. a insurgência do reclamante. que são 4 titulares e 3 suplentes. não há que prevalecer o pleito do autor. em função da atividade empresarial e número de empregados da empresa (item 5. afirmou o seguinte: “(. no processo do trabalho. ou seja. titulares e suplentes). no sentido de sanar o seu quadro. cai por terra a tese da reclamada.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.3. veiculado no item 6 da inicial (fl. que confirma os membros do documento da fl. sobretudo.3 da NR 5).. 154-155). o que me parece correto. Nesse sentido foi a conclusão do perito. 11). nego provimento. assim.3 RECURSO ORDINÁRIO DO RECLAMANTE 2. É que a testemunha do autor. o que não se verificou. I da Lei 8. a concessão ex officio da tutela antecipada. não havendo qualquer alegação de irregularidade nesse sentido. exatamente. verifica-se inexistir razão para a reforma da sentença. bem como o pedido de danos morais veiculado nos itens 9 e 10 da inicial. 2. 143-155). restando para tanto. na hipótese contemplada no artigo 14 da Lei nº 5. 2.2 NULIDADE DA DISPENSA.. não foi nisso em que a sentença se apoiou para determinar a reintegração do trabalhador. que tiveram número de votos inferior. ainda. 165 da sentença). como já descrito. conforme fls. É isso que se percebe claramente da leitura da peça de ingresso. nego provimento. dos laudos médicos. além de superficial. segundo juízo da magistrada sentenciante. (fl. cabe registrar que a causa de pedir apresentada na petição inicial não versa sobre dimensionamento de CIPA (número de membros da CIPA. de que “segundo” o sindicato. dos documentos acostados aos autos. diante da vacância de suplentes.3. os honorários advocatícios não decorrem da mera sucumbência. o reconhecimento da nulidade da dispensa está fundamentado na tese de que o reclamante.3 HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS A Primeira Turma decidiu. 165) Improcede.2. No processo trabalhista. que assim dispõe: O reclamante requer a reforma da sentença quanto aos honorários advocatícios invocando a aplicação dos artigos 133 da Constituição Federal. com indicação cirúrgica. Procurou-se tutelar. o perito conclui que o reclamante é portador de Hérnia Umbilical volumosa. conforme a peça de ingresso. O Juízo de origem bem avaliou os limites lide. negar provimento ao apelo. não interfere no julgamento da lide. foram chamados a nomeação e posse na CIPA em detrimento do autor. Em reforço. portanto. O que se Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 alegou. que foi eleito no mesmo processo do qual participou o autor. 158). 50. REINTEGRAÇÃO De fato. A causa de pedir do pleito de danos morais. Diante disso. o pleito de danos morais foi condicionado ao não acolhimento da reintegração do autor (fl. Assim. Diante de todo exposto. que era o suplente imediato. não tenha índole cautelar visível num primeiro plano. a prova testemunhal aponta que “os membros da CIPA que atuam na reclamada são. Porém. a pretensão de pagamento de indenização por danos morais possui breve causa de pedir e que está atrelada às ‘repercussões que o acidente de trabalho lhe causou’ (sic.. No caso vertente.. O pleito de posse como membro suplente da CIPA. não demandado apreciação conforme a delimitação processual (artigos 128 e 460 do CPC). o que foi deferido em sentença. de modo que a declaração da testemunha Jorge Augusto Oliveira Jesus. A pretensão não foi formulada ao fundamento de que a CIPA deve ser integrada por idêntico número de titulares e suplentes. em face do afastamento da origem ocupacional da moléstia. não tendo sido reconhecida a natureza ocupacional da doença do autor.2 POSSE COMO MEMBRO DA CIPA. da história clínica e ocupacional. Na verdade. o pedido de nomeação como membro da CIPA. (. de maneira que somente são devidos quando o empregado litiga assistido por seu Sindicato de Classe. Jorge Augusto Oliveira Jesus. verifica-se que o obreiro não se encontra assistido por seu Sindicato de Classe. Nesse passo. reconhecendo o perito a inexistência de nexo causal entre a moléstia e as atividades que o reclamante desempenhava na ré. Sem razão.44 da NR 5)” (fl. fl. 389 e 404 do CC/02 e o artigo 1°. determinada pela causa de pedir e pelo pedido. do exame físico. de plano julgo IMPROCEDENTE o pedido”. o laudo pericial foi taxativo na conclusão de que o mal que acomete o empregado não tem nexo de causalidade com as atividades desempenhadas na ré (fls..3. os quatro titulares e os três suplentes eleitos originalmente. O preenchimento da vaga por outros trabalhadores que tiveram número menor de votos ou sequer se habilitaram no processo eleitoral é que motivou. estava inapto para o trabalho quando demitido e provavelmente teria dificuldade em prover o seu sustento e o de sua família. que. Por essas razões. nos termos do comando sentencial abaixo transcrito: “Por fim.)” (sem destaque no original.

vê-se que o perito valeu-se da legislação em vigor ao elaborar o laudo pericial. embora o advogado seja imprescindível na administração da Justiça. pretendendo a reforma do julgado quanto a horas in itinere. “na Justiça do Trabalho. art. TST. negar provimento ao apelo patronal e. Acolho a preliminar argüida em contrarrazões pela reclamada de não conhecimento do apelo obreiro quanto à matéria “descontos fiscais e previdenciários” por inovação recursal. cerceio do direito de defesa e. 918-928) alegando preliminarmente.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA TESTEMUNHA CONTRADITADA. não havendo qualquer prejuízo em suas manifestações. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais.2012. não faz jus aos honorários de advogado.5. Outrossim.2012. FUNDAMENTAÇÃO 2. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. que inclusive já se encontravam desativadas. o simples fato de a testemunha arrolada pelo reclamante estar litigando com a reclamada. quantitativo de horas in itinere. 2. Quanto à nova prova pericial. sentença (fls. 839-855 e os esclarecimentos de fls. 874-878 são detalhados e conclusivos.0071100-11. 23 de Setembro de 2013 59 declaração de miserabilidade jurídica (fl.1. in casu. SUSPEIÇÃO. 3. Respondeu satisfatoriamente à impugnação da reclamada acerca de que a mediação do agente insalubre “vibração de corpo inteiro” é feita de . 5º. 909-917) que julgou procedentes em parte os pedidos aforados pelo autor. 943-950) alegando não conhecimento do recurso obreiro quanto a descontos fiscais e previdenciários por inovação recursal.1. é apenas e tão somente a insatisfação da reclamada quanto ao resultado do laudo pericial. conhecer do recurso ordinário do autor e também do recurso ordinário da reclamada. bem como da Orientação Jurisprudencial 304 da SDI-I do C. Presentes os demais pressupostos de admissibilidade do apelo obreiro. LV). vez que elaborado por profissional qualificado. não há que se falar em inobservância à ampla defesa (CF. de confiança do juízo e dentro das exigências legais.17. esse é o entendimento que se extrai dos Enunciados 219 e 329. INDEFERIMENTO DE REQUERIMENTO DE NOVA PERÍCIA E DE PRODUÇÃO DE PROVA TESTEMUNHAL ARGUÍDA PELA RECLAMADA Argúi a reclamada a nulidade da sentença aduzindo que teve cerceado seu direito de defesa ao ver indeferido pelo Juízo seu requerimento de produção de nova perícia. no recurso do reclamante. o deferimento de honorários advocatícios sujeita-se à constatação da ocorrência concomitante de dois requisitos: o benefício da justiça gratuita e a assistência por sindicato". conheço parcialmente do recurso ordinário do reclamante. Ressalte-se que o laudo pericial de fls.5. NULIDADE DO LAUDO PERICIAL. atento às normas constantes da NR-15. ainda que em ação com idêntico pedido. Anexo 8. CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário da reclamada porque preenchidos os pressupostos de admissibilidade. por maioria. respondendo satisfatoriamente a todas as questões levantadas pelas partes. compensação e adicional de insalubridade. o que se constata.3 Recorrente Advogado Recorrido Plurima Autor Advogado Plurima Réu FIBRIA CELULOSE S/A André Luiz Pacheco Carreira(OAB: 003679 ES) JOQUIMAR SANTOS DE SOUZA JOQUIMAR SANTOS DE SOUZA Carlos Magno Barcelos(OAB: 008163 ES) FIBRIA CELULOSE S/A ACÓRDÃO . tampouco inimiga capital da parte.2. Vencido. bem ainda. Há entendimento sumulado pela Colenda Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Corte Superior Trabalhista no sentido de que. Tal raciocínio não viola o disposto nos arts. segundo a Orientação Jurisprudencial nº 305 da SDI-I do C. não apresentando quaisquer contradições ou omissões. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). descontos fiscais e previdenciários. Ora. Por certo. não é suficiente para torná-la suspeita (Súmula 357 do TST). LITIGÂNCIA CONTRA A RECLAMADA. Ademais. Vistos. Contrarrazões do reclamante (fls. NÃO CARACTERIZAÇÃO. 20). exceto quanto à matéria “descontos fiscais e previdenciários” por inovação recursal. TST.TRT 17ª Região . RELATÓRIO Trata-se de recursos ordinários da reclamada e do reclamante em face da r. Aduz que a prova pericial realizada é nula pois efetuada sem realização de qualquer medição de existência de vibração produzida pela máquina operada pelo obreiro. Desembargador Gerson Fernando Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. nulidade da sentença por cerceio do direito de defesa e.0191 RECURSO ORDINÁRIO Recorrentes: FIBRIA CELULOSE S/A JOQUIMAR SANTOS DE SOUZA Recorridos: JOQUIMAR SANTOS DE SOUZA FIBRIA CELULOSE S/A Origem: VARA DO TRABALHO DE SÃO MATEUS . acerca da questão apontada pela ré quanto ao pretendido esclarecimento ao laudo pericial no que diz respeito à avaliação quantitativa e análise da ISO 2631 invocada pela reclamada. no mérito. por unanimidade. devem ser observadas as peculiaridades inerentes a esta Especializada anteriormente explicitadas. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. quanto aos honorários advocatícios.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. João Hilário Valentim DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-71100-11. 934-938vº) argüindo preliminarmente. insurgindo-se quanto a horas in itinere. negar provimento ao apelo do reclamante. INIMIGA CAPITAL. PRELIMINARES DE NULIDADE DA SENTENÇA POR CERCEIO DO DIREITO DE DEFESA 2. Contrarrazões da reclamada (fls. a todo o momento restou garantido ao autor manifestar-se nos autos. 133 da CF/88 e 20 do CPC. Razões da reclamada (fls. vez que.0191 Processo Nº RO-71100/2012-191-17-00. o que não tem o condão de invalidá-lo. Nego provimento. Razões do reclamante (fls. Procurador do Trabalho: Dr. visto que. sendo partes as acima citadas. No mérito. 951-989). para produção dessa prova. Assim sendo.2. no mérito.17.

nesse sentido. rancor incontido. Não mera desavença. certo é que a desavença pessoal entre depoente e parte. 264). uma desunião passageira e por motivos pouco graves. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Aduz em seu apelo que “O cerceio do direito de defesa. elaborado por profissional qualificado.” (BookSeller. Da leitura do laudo e de seus esclarecimentos. inexistindo. entendendo que o laudo pericial era suficiente para formar seu convencimento. ainda. do CP. perito. Assim esclarece De Plácito e Silva: “Se a inimizade assoma tal estado de intensidade. há entendimento sumulado pela Colenda Corte Superior Trabalhista no sentido de que. do assistente técnico e do técnico em segurança do trabalho. no que revela-se desnecessária a produção de prova oral. A inspeção realizada in loco pelo i. ACOLHIMENTO DE CONTRADITA DE TESTEMUNHA E DECLARAÇÃO PELO JUÍZO DE INIMIGA CAPITAL ARGUÍDA PELO RECLAMANTE Argúi o reclamante cerceio do direito de defesa cerceado em razão do juízo ter acolhido a contradita de sua testemunha e declarado a mesma inimiga capital da parte. por concluir que a mesma não tem isenção de ânimo para depor na presente ação. 23 de Setembro de 2013 60 modo qualitativo e não quantitativo como alega a reclamada. para comprovação de que as máquinas são ergonômicas e equipadas com dispositivos que evitam ou que reduzem a vibração. no seu Tratado da Prova em Matéria Criminal. Do exposto. a qual está diretamente ligado ao princípio do livre convencimento. não se vislumbra qualquer vício a macular o trabalho do perito. Rejeito. de que se gera ou surge o inimigo capital. grada a inimizade capital. bem comprovar a natureza do trabalho do autor e comprovar elementos que autorizam a impugnação do laudo pericial. Neste sentido. Aliás. in A Prova no Processo do Trabalho. Ao analisar os elementos existentes sentiu-se em condições de proferir a decisão. em razão de não existir justa causa para acolher a contradita. com a presença do reclamante. inimizade furiosa e incontida. Paulo Henrique Nunes Rezende ser inimigo capital. que a lei nas hipóteses elencadas no art. Inimizade séria e inafastável. Ressalte-se. Nota-se que a pretensão da ré é fazer prova com a oitiva de testemunha daquilo para o que a lei determina especificamente a produção de prova pericial. evidenciados publicamente em atos de maldade ou prejudiciais à pessoa.. No mais. mas profundo ódio. aliás na mesma esteira de Malatesta: “pode a testemunha achar uma satisfação de vingança em seu depoimento desfavorável. quando o convencimento do julgador a quo já se formara com os elementos já constantes dos autos. Exige a lei inimizade capital. aplicando o art. § 3º do CPC. ainda que em ação com idêntico pedido. Tampouco de que seja seja suspeita por ter em andamento ação contra a reclamada. não aponta desavença. 130 do CPC). conforme entendimento jurisprudencial vertido no Enunciado Nº 357 do TST. professor na Universidade de Heidelberg. §3º. 318/319. que não se mostra simples malquerença ou animosidade. Sr. ambos da reclamada. Resta apontar.”. entretanto. salvo exceções de outros fatos a serem apurados em audiência. e ficar consignado em julgamento que o recorrente não deve ser contraditado somente por haver demandas. o simples fato de a testemunha arrolada pelo reclamante estar litigando com a reclamada. Paulo Henrique Nunes Rezende. In casu. Mittermaier. inclusive com as fotografias das máquinas operadas ao tempo da vigência do contrato de trabalho. III. Por outro lado nada obstante seja inaplicável. Não vislumbro no fato da testemunha litigar em face da reclamada a caracterização de que a mesma seja dela inimiga capital. o cerceamento do direito de defesa alegado. atendendo aos fatos e circunstâncias constantes dos autos.. Data vênia do Juízo de origem.J. tratando o primeiro da valoração da prova. tendo o i. pág. não vejo nos fatos uma caracterização de inimizade capital. cabe ao juiz dirigir o processo e indeferir a produção de provas que julgar desnecessárias (art. outra não pode ser a conclusão de que o perito analisou o caso específico do reclamante.” Pois bem. uma vez que o laudo apresentado foi plenamente satisfatório. No que se refere à oitiva de testemunhas. Não é suficiente. expert declinado fundamentação suficiente a embasar suas conclusões. 7ª ED. hoje em dia. 1997.2. não é suficiente para torná-la suspeita (Súmula 357 do TST). pp. mormente considerando que a avaliação do agente nocivo vibração é qualitativa e não quantitativa e a ausência de fornecimento de EPIs. o juízo de origem acolheu a contradita argüida pela reclamada em face da testemunha arrolada pelo autor. o laudo pericial produzido foi suficiente a elucidar a questão. já que. cuja causa subsista ainda.A. os protestos registrados em ata de fl. portanto. levou em consideração a avaliação do ambiente de trabalho. 1997. aqui também inocorreu o alegado cerceio do direito de defesa. porquanto vale mais a qualidade que a quantidade. para que mereça a atenção do juiz. o juiz procederá livremente para apreciar a prova. repita-se. assevera com propriedade: "O fato de o empregado haver . Todavia. considerando-a inimiga capital da reclamada em razão de possuir várias demandas em face da reclamada.” No mesmo sentido adianta C. Todavia. quiçá desavença decorrente do fato da testemunha litigar em face da ora reclamada. não se pode falar em cerceio ao direito de defesa por indeferimento de oitiva de testemunha. Assim. 405. a parêmia testis unus testis nullus. não vislumbro a necessidade de realização de nova perícia. Assim.. Manuel Antônio Teixeira Filho. de confiança do juízo e dentro das exigências legais. com total capacidade de aferição do agente insalubre na atividade laboral do reclamante em estrita observância à norma vigente. é de somente para extrair o termo de que o Sr. nem mesmo mero desagrado ou antipatia. 902 apontam que a ré pretendia fazer prova testemunhal “. colho o seguinte aresto: TESTEMUNHA QUE LITIGA CONTRA O MESMO EMPREGADOR – SUSPEIÇÃO – O fato de uma das testemunhas da parte Reclamante ser ex-empregada da parte Reclamada e estar litigando contra ele não a impede de depor. sendo válido seu testemunho.. LTr. que existem paradas durante a jornada. no intento de descaracterizar a conclusão do laudo pericial. Ademais.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. consoante aquele dispositivo fixa no inciso III. Isto porque a lei exige que o depoente seja inimigo capital da parte. intencionalmente praticados por outra. In casu. Desta forma. ou representante da parte. mas para que assim seja é preciso um ódio inveterado. e o segundo à possibilidade de nova perícia na hipótese do juiz entender que a primeira perícia não elucidou a causa. a insurgência da reclamada guarda consonância com o resultado do laudo que lhe foi desfavorável. que o disposto nos artigos 436 e 437 do CPC conferem apenas uma faculdade do juiz.2. sobre a questão. deve ser levada em conta na aferição do depoimento. 405. 2. tem-se que os peritos são profissionais com conhecimentos técnicos que os habilitam a responder aos quesitos apresentados e esclarecimentos posteriores. inclusive com postulação de indenização por danos morais.

Argumenta. de índole constitucional (CF. conforme consta na peça de ingresso. Manuel Cid Jardon – J.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Reporto-me à sentença: “Os instrumentos normativos acostados com a defesa. a reclamada confessou em sua petição inicial que o percurso demandaria 40 (quarenta minutos) diários. em inimigo capital da parte que fez constar como ré". sob o argumento de que embarcava em veículo da empresa. Sustenta que a perícia foi realizada em outras máquinas e não naquelas usadas pela reclamante. via de conseqüência. de segunda-feira a sábado. prevista nos acordos coletivos. Alega que a atividade do reclamante de operador de máquinas não está inserida no rol daquelas classificadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego como insalubre. unicamente aos trabalhadores sujeitos a jornada de trabalho de 44 horas semanais. não há falar que as horas in itenere estariam compensadas pela redução da jornada de trabalho prevista em normas coletivas. XXXV).2003) Acolho a arguição de cerceio do direito de defesa argüida pelo reclamante para afastar a contradita da testemunha e de conseqüência. revelado que poderia chegar a 25 minutos o tempo gasto no descolamento até as frentes de trabalho. A ação é um direito público. A testemunha da reclamada mencionou de 15 a 25 minutos. 7º.2. Sr. pois estas já estão desativadas. HORAS IN ITINERE O autor postulou o pagamento de 04 (quatro) horas in itinere. aplica -se.1. nos termos do §2º do art. fora da hipótese normativa que abarca tãosomente os trabalhadores em regime normal. Constituiria absurdo. passo ao exame meritório dos apelos. demonstram que tal compensação se destina aos trabalhadores que executavam suas tarefas em regime normal. 5º.12. do que recorre a reclamada alegando que o perito não efetuou qualquer medição para constar a presença do agente físico vibração. Por outro lado. 23 de Setembro de 2013 61 provocado o exercício da função jurisdicional do estado-Juiz.3. Juiz Conv. variando de acordo com o local da frente de trabalho. por percurso. Restou apurado nos autos que o reclamante laborou como operador de máquina e processador florestal nas áreas de colheita de eucalipto na zona rural de Conceição da Barra e São Mateus. portanto. por dia de trabalho. estando. Ainda. Não havendo argüição de nulidade da sentença. A reclamada defendeu-se aduzindo que o local de trabalho do autor era de fácil acesso. 2. após afirmar que o tempo médio gasto era de 10 a 20 minutos. que determina a avaliação quantitativa. sendo estes tanto às margens da BR 101 quanto em locais onde não passa transporte público regular.3. então. Com base na prova testemunhal produzida arbitrou o tempo médio de horas in itinere de 25 minutos para ida e 25 minutos para volta. 664-674) no qual estabelecido na cláusula 23ª o pagamento de 20 horas extras a título de horas in itinere. contrariando o art. nos moldes da contestação. estando portanto abrangido pelos termos dos acordos coletivos. realmente. resulta de uma confusão entre os significados distintos de adversário e de inimigo. estando preenchidos. II. Pela instrução probatória. em depoimento. e servido em todo trajeto por transporte público e por vias asfálticas. Tanto o preposto quanto a testemunha da reclamada afirmaram que o reclamante trabalhou em várias áreas. Paulo Henrique Nunes Rezende. servido por condução do empregador. buscando a tutela dos direitos subjetivos que afirma terem sido lesados. o que revela a alternatividade entre os requisitos. E o preposto da reclamada. não atendendo o Anexo 8 da NR 15. nesta hipótese. Quanto ao tempo percorrido. – RO 00376. Assim. a reclamada não se desincumbiu do ônus de provar que o local era servido por transporte público regular em horário compatível com o horário de trabalho do reclamante. bem ainda afastar a declaração de inimigo capital da reclamada imputada à testemunha. não soube precisar em quais áreas laborou o reclamante. (fls. tendo a testemunha da ré. da CF/88. era compensado pela redução da jornada de trabalho. Inconformada. é certo que o tempo despendido de 4(quatro) horas diárias descrito na inicial não merece prestígio. entendo correta a condenação imposta em sentença quanto a 50 minutos diários (25 minutos no percurso para ida e igual tempo para volta) a título de horas in itinere. (TRT 04ª R. despendendo 02 horas na ida e outras 02 na volta. 5º. o que não é o caso do reclamante. de 40 minutos diários. 58 Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 da CLT.028/99-8 – 3ª T. apenas por este motivo. e também considerando o total de horas reconhecidas no Acordo Coletivo 2010/2011 (fls. não o torna. subjetivo.” Nego provimento. 03. a reclamada sustenta que a decisão merece reforma. acaso mantida a sentença. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE A sentença condenou a reclamada no pagamento de adicional de insalubridade no grau médio. – Rel. de que o tempo despendido era em média de 15 a 20 minutos. deferindo um total de 50 (cinquenta) minutos diários de horas in itinere. sendo conduzido para ir e voltar às frentes de trabalho. aqueles que laboravam fora das instalações prediais. supor-se que a pessoa que viesse a exercitar esse direito se transformasse. RECURSO DA RECLAMADA 2.3. devem ser compensadas as horas deduzidas da jornada semanal do autor (4 horas semanais) daquelas objeto da condenação. MÉRITO 2. Em relação à pretendida compensação. incorrendo em violação ao art. Não se divisa. automaticamente. especialmente aqueles que contêm cláusula que autoriza a redução DAC jornada normal para compensação das horas de trajeto. art. pois. 905 e 907). Não se vislumbra qualquer controvérsia quanto ao fato do reclamante laborar em regime de escala de quatro dias de trabalho por dois dias de folga (4x2). Destaque-se que. A cláusula décima do ACT 1988/1989. O juízo de primeiro grau rejeitou a tese da empresa concluindo que os instrumentos normativos que contém cláusula de compensação das horas de trajeto na jornada do empregado não se aplicam ao reclamante. conforme disposição expressa. sustentou que o tempo real gasto. embora tenha mencionado o mesmo tempo de 20 minutos para o trajeto de ida e igual tempo de volta. sendo válido destacar que a lei menciona “local de difícil acesso ou não servido por transporte público”. da CF/88. nasce o direito do reclamante ao pagamento das horas do percurso percorrido. tampouco o horário declinado no depoimento pessoal do autor. réu na ação. qualquer violação ao art. ou seja. Quer nos parecer que a contradita. 189 da CLT e art. mencionada pela reclamada em sua contestação. como se infere da prova pericial produzida. uma vez que exagerados se cotejado com os horários afirmados pela prova testemunhal produzida pela reclamada. sua jornada era de 44 horas semanais. tempo apurado pela média.3. 196 da CLT e como acentua a Súmula . Sustenta que a condenação em 50 minutos diários extrapola os termos do depoimento da única testemunha ouvida. Provado que o local é de difícil acesso e servido por transporte do empregador em horário compatível com o do trabalho do autor. À análise. 2. inciso XXVI. os requisitos necessários à caracterização das horas in itinere. Aduz que embora a escala do autor fosse de 4x2. tem-se por provada a prestação em serviços em local de difícil acesso. inimigo capital do empregador. de 40 minutos para ida e igual tempo para volta.1.

" "Não existe dados suficientes para mostrar a uma relação quantitativa entre exposição a vibração e riscos de efeito a saúde. a declaração de que a mesma. com base no Anexo 8. RECURSO DO RECLAMANTE Pretende o reclamante a reforma do julgado para majorar o quantitativo de horas in itinere para 4 horas diárias. acolher a alegação de cerceio do direito de defesa argüida pelo reclamante para afastar a contradita da testemunha e de conseqüência. Este conceito não foi sustentado pelos resultados de pesquisa no laboratório e consequentemente foi removido.1. não há atualmente a referida necessidade de mensurar a intensidade das vibrações. As atividades e operações que exponham os trabalhadores.5. 194 da CLT e Súmula 80 do C. TST. de prova testemunhal e de nulidade do laudo pericial argüida pela reclamada. uma vez que não existe limite de tolerância na norma vigente. por unanimidade. pelos fundamentos já expendidos no tópico 2. (grifo nosso) Ocorre que a ISO 2631-1: 1997(E) (vibrações de corpo inteiro) e também a Amd. Nego provimento. Paulo Henrique Nunes de Rezende é “inimiga capital” da reclamada. sendo indevido o adicional." “Os valores aceitáveis de magnitude de vibração para conforto conforme o item 8. negar provimento a ambos os recursos. 3. 23 de Setembro de 2013 62 460 do STF ser necessária. “Acima dos limites de tolerância prvistos nos Anexos nº. 194 da CLT e Súmula 80 do C. 5º. sem que a ré fornecesse qualquer equipamento de proteção individual capaz de neutralizar o agente insalubre. não existe LIMITE DE TOLERÂNCIA para a exposição.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.1. 874-878: “Como pode se verificar. não soube informar em qual área o reclamante laborou.1.0010 Processo Nº RO-76200/2011-010-17-00. conhecer do recurso ordinário da reclamada. Quanto à obrigatoriedade de medir a intensidade das vibrações. exceto quanto à matéria “descontos fiscais e previdenciários”.2. tampouco há nos autos qualquer documento de fornecimento de EPI’s ao reclamante.4 como de "comprovadas através de laudo de inspeção do local de trabalho" logo. 1:2010 (Amendment) substitui e cancela suas anteriores.2 dependem muito de fatores que variam com cada aplicação. II. acolher a preliminar argüida em contrarrazões pela ré de não conhecimento do apelo obreiro quanto à matéria “descontos fiscais e previdenciários” por inovação recursal e conhecer parcialmente do recurso ordinário do reclamante. quando da análise do recurso da reclamada. na forma do art. Conclui-se portanto que o reclamante estava exposto ao agente físico vibração de corpo inteiro. Procurador: Dr. Sr. João Hilário Valentim.1 Recorrente Advogado DEMERVAL BARBOSA LIMA Luis Fernando Nogueira Moreira(OAB: 006942 ES) . com base no Anexo 8. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: o Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. 1. 2. Nesta atualização. Vencida. ISO 2631-1:1985 e também a 2631-3:1985. A pericia. visando a comprovação ou não da exposição. Aduz que as cabines das máquinas são ergonômicas. O i. CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. 5. da NR-15. sem a proteção adequada. a Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi. em suas normas ISO 2631 e ISO/DIS 5349 ou suas substitutas. em depoimento. Mantenho a sentença.2011. convocada para compor quorum. ou seja. através de laudo de inspeção do local de trabalho. Nota-se que o perito registrou em laudo que a inspeção deu-se com base nas máquinas iguais àquelas que o autor usava à época do contrato de trabalho." "Esta parte da ISO não contém limites de exposição vibração" "Embora uma relação de efeito de dose esteja geralmente assumida. Nego provimento. de operador de máquinas e processador florestal. 2. um limite não é definido nesta parte da ISO 2631. que acolheu a preliminar na sessão do dia 10/09/2013. Por maioria. de maneira habitual e permanente. serão caracterizadas como insalubres. não existe ate o presente nenhuma relação quantitativa Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 disponível. por inovação recursal. Nesse sentido dispôs o perito nos esclarecimentos de fls. perito constatou através do laudo pericial de fls.1.3.ISO. a dependência em duração de exposição dos vários efeitos nas pessoas tinham sido assumidos na ISO 26311:1985 para ser o mesmo para diferentes efeitos (saúde.17. não havendo falar em violação ao art. o Anexo 8 encontra-se inserido no item 15. inocorrendo portanto a alegada violação ao art. 189 da CLT e art. deve tomar por base os limites de tolerância definidos pela Organização Internacional para a Normalização . uma vez que o preposto. em grau médio. E também registrou que não houve participação do autor em treinamento de segurança obrigatório em obediência à NR-06. está dentre aquelas que acarretam vibrações de corpo inteiro. é de clareza solar que não existe mais qualquer avaliação ou instrumento a ser utilizado no tocante a insalubridade por vibração. da CF/88. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-76200-39. 2. as vibrações localizadas ou de corpo inteiro. através de pericia realizada no local de trabalho.” “O Anexo esta preocupado em fornecer um método uniforme e conveniente de indicar a severidade subjetiva da vibração mas não apresenta limites. No mérito. 11 e 12”. 3.3. avaliação qualitativa sem mensuração e/ou quantificação diferente daquelas contidas no item 15. com dispositivo anti-vibração que elimina o risco. No Anexo 8 – Vibração temos a seguinte redação: ANEXO Nº 8 VIBRAÇÕES 1. por unanimidade. 196 da CLT e Súmula 460 do STF. quanto à preliminar de nulidade da sentença por cerceio de defesa. em razão daquelas que efetivamente usadas já se encontrarem desativadas. caracterizandose portanto como atividade insalubre. Portanto. Pelas razões expostas. mas tão somente a comprovação da existência da exposição. Para que não fique somente na palavra do Perito. conforme esclareceu o perito. mantenho a sentença que condenou a ré no pagamento de adicional de insalubridade em grau médio. passando a avaliação a ser total mente qualitativa. 839-855 que a atividade laboral do reclamante. conforme pedido na inicial Alega que a ré não se desincumbiu do ônus da prova que lhe pertencia.” (os grifos não constam no texto original) Logo. rejeitar a preliminar de nulidade da sentença por cerceio do direito de defesa argüida por indeferimento de produção de nova prova pericial.o que foi feito pela Perito exatamente na forma prevista na legislação. pinçamos da referida ISO os seguintes termos pertinentes a matéria: "Para simplicidade. habilidade de trabalho e conforto). TST. NR-15. não havendo falar em violação ao art.

pretende a autora receber a complementação de aposentadoria. 114 da CF/88.TRT 17ª Região . de diferença de complementação de aposentadoria. com dedução dos valores já pagos a título de pensão pela Fundação Garoto (alínea “B” de fls. narra que foi contratado pela reclamada em 04. como entender de direito. e que corresponde ao benefício pago aos empregados que se aposentassem por tempo de contribuição. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. De outro modo. posteriormente. Devidamente intimada à fl. inaplicáveis. a ex-ministra Ellen Gracie. 16). declarar a competência da Justiça do Trabalho e determinar a baixa dos autos à Vara de origem para reabertura da . conhecer do recurso. O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que cabe à Justiça Comum julgar processos decorrentes de contrato de previdência complementar privada. em sua inicial.2008 e pede a condenação da reclamada ao pagamento de uma renda mensal vitalícia tal como previsto no regulamento interno vigente na época de sua contratação. época em que vigia um Regulamento Interno prevendo.2. Portanto. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante em face da sentença de fls. como se pode perceber do teor do julgamento do RE 586453. O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que cabe à Justiça Comum julgar processos decorrentes de contrato de previdência complementar privada. sendo partes as acima citadas. ou seja. No entanto. evitando-se a supressão de instância. A decisão ocorreu nos Recursos Extraordinários (REs) 586453 e 583050. consubstanciada na renda mensal vitalícia correspondente a 70% do que o regulamento interno denomina por B. modulando os efeitos dessa decisão e definindo que deverão permanecer na Justiça do Trabalho todos os processos com sentença de mérito até o dia 20/02/2013 e considerando que o mérito do presente feito não foi apreciado – reconheceu a incompetência da Justiça do Trabalho para julgar casos de previdência complementar privada e determinou a remessa dos autos à Justiça Comum. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. alegando. prossigo. 488. AÇÃO PROPOSTA EM FACE SOMENTE DO EMPREGADOR. Vistos.0076200-39. CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário. o pagamento de uma renda mensal vitalícia equivalente a 70% de uma rubrica denominada B1. No entanto. De outro modo. que reconheceu a incompetência da Justiça do Trabalho para julgar casos de previdência complementar privada e determinou a remessa dos autos à Justiça Comum. Informa o reclamante que se aposentou por invalidez em 28. independentemente da ação ter sido proposta somente em face do empregador. entendeu que a competência para apreciar a matéria é da Justiça Comum em razão da inexistência de relação trabalhista entre o beneficiário e a entidade fechada de previdência complementar. Feitas as ponderações acima. a competência da Justiça Comum é restrita para o julgamento de lides decorrentes de contrato de previdência complementar privada entre o beneficiário e a entidade fechada de previdência complementar e não quando a lide é proposta somente em face do empregador. entendeu que a competência para apreciar a matéria é da Justiça Comum em razão da inexistência de relação trabalhista entre o beneficiário e a entidade fechada de previdência complementar. portanto. como se pode perceber do teor do julgamento do RE 586453. Em outras palavras. a competência da Justiça Comum é restrita para o julgamento de lides decorrentes de contrato de previdência complementar privada entre o beneficiário e a entidade fechada de previdência complementar e não quando a lide é proposta somente em face do empregador. estar-se-ia transferindo para a Justiça Comum as lides entre patrões e empregados. portanto. igualmente prevista naquele regulamento. por unanimidade. como ocorre no presente caso. O reclamante se insurge. tal como previsto no Regulamento Interno da empresa na época de sua contratação. o autor. 480/482-vº. Alega que em janeiro de 1992 houve alteração nas regras da previdência privada transferindo-se a administração desta para a Fundação Bradesco e. a ex-ministra Ellen Gracie. pugnando pela reforma da sentença. a supracitada decisão do STF foi publicada no DJ no dia 06/03/2013. CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. 2. 23 de Setembro de 2013 63 Recorrido Advogado CHOCOLATES GAROTO SA Wilma Chequer Bou-Habib(OAB: 005584 ES) ACÓRDÃO .17. em suma. como se pode constatar através de pesquisa no sítio do STF. FUNDAMENTAÇÃO 2.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. Aduz que as alterações lhes foram prejudiciais e. Como relatora do RE 586453. o que vai de encontro ao art. a anulação da r. estar-se -ia transferindo para a Justiça Comum as lides entre patrões e empregados. que a decisão do Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 STF não foi publicada e ainda que tal decisão somente se aplica às ações que discutem a complementação de previdência privada e não àquelas ações em que se discute a indenização pelo descumprimento do regulamento interno do empregador. 484/486. O pedido inicial é. porque preenchidos os pressupostos de admissibilidade.2011. Em segundo lugar. com o reconhecimento da competência da Justiça do Trabalho. no caso de aposentadoria por invalidez. Como relatora do RE 586453..1.09.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Vejamos. Em primeiro lugar. o que vai de encontro ao art.1. diferentemente do que afirmou o reclamante.COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO O Juízo de origem – considerando que o Plenário do Supremo Tribunal Federal decidiu que cabe à Justiça Comum julgar processos decorrentes de contrato de previdência complementar privada. A decisão ocorreu nos Recursos Extraordinários (REs) 586453 e 583050. Razões do reclamante às fls.0010 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: DEMERVAL BARBOSA LIMA Recorrido: CHOCOLATES GAROTO SA Origem: 10ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . a reclamada não apresentou contrarrazões. declaro a competência da Justiça do Trabalho e determino a baixa dos autos à Vara de origem para reabertura da instrução e novo julgamento. 114 da CF/88.02. em 1994 para Fundação Garoto. sentença e o prosseguimento do feito no Juízo de primeiro grau.1989. a 10% do valor do salário da reclamante quando esta entrou em gozo de benefício do INSS.5.

5. Constou. Não há. do julgado que o banco de horas adotado estava regularmente previsto na Convenção Coletiva do Trabalho. sendo partes as acima citadas. como entender de direito.0010 Processo Nº RO-95200/2012-010-17-00.1 CONHECIMENTO Conheço dos embargos de declaração eis que tempestivos e regular a sua representação. Alega omissão na análise do fato de que as horas extras eram compensadas de forma diversa daquela estabelecida no norma coletiva. O acórdão foi claro quanto ao entendimento adotado de que houve confissão da autora no tocante o regular controle de horário de Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 trabalho. chegando-se a tal conclusão com base no depoimento que a testemunha Juliany Dekleva Cosme prestou perante o Juízo da presente ação.0010 RECURSO ORDINÁRIO Recorrentes: ROGERIO RAMOS DE ASSIS JOUSELI RODRIGUES BARBOSA Recorridos: JOUSELI RODRIGUES BARBOSA ROGERIO RAMOS DE ASSIS CONDOMINIO DO SHOPPING VITORIA Origem: . em especial à prova oral.5.0078800-20. Procurador do Trabalho: Dr. REGIÃO . E tendo sido considerado regular o regime compensatório na modalidade "banco de horas" não há que se falar em aplicação da Súmula nº 85 do TST.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DA RECLAMANTE Conhecidos e não providos ante a inexistência de vício capaz de macular o julgado.2012. FUNDAMENTAÇÃO 2. 23 de Setembro de 2013 64 instrução e novo julgamento. ainda. 818 da CLT e Súmula 338 do TST).TRIP LINHAS AEREAS S/A Origem: 3ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . no mérito. Cabe ressaltar. dando-lhe outra interpretação.0006 e utilizados nestes autos como depoimento pessoal. acórdão de fls. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-78800-20.TRT 17ª Região . tendo ocorrido o correto lançamento de débitos e créditos no sistema. Por fim. Pois bem.2012.0003 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: LUANA CASSANI LEAL Embargado: O V.17. conhecer dos embargos declaratórios e.0 Recorrente Advogado Recorrido Plurima Autor Advogado Plurima Réu Plurima Réu Advogado ROGERIO RAMOS DE ASSIS João Batista Dalapíccola Sampaio(OAB: 004367 ES) JOUSELI RODRIGUES BARBOSA JOUSELI RODRIGUES BARBOSA João Batista Dalapíccola Sampaio(OAB: 004367 ES) ROGERIO RAMOS DE ASSIS CONDOMINIO DO SHOPPING VITORIA Stephan Eduard Schneebeli(OAB: 004097 ES) ACÓRDÃO .0095200-88. adentrando em argumentos cuja a finalidade é a reapreciação de provas. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). Vistos.0003 Processo Nº ED-78800/2012-003-17-00. Em relação ao intervalo intrajornada pugna pelo enfrentamento da teoria do ônus da prova (art. omissão. Na fl.17.5. pois. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-95200-88. Prequestiona a Sumula nº 85 do TST. que foram posteriormente compensadas com folgas. até porque a Súmula 85 não se aplica à hipótese do banco de horas.17. 306/609 alegando vício no julgado.5. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. quanto ao intervalo intrajornada. sob compromisso.14. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. em resumo. Extrai-se dos embargos de declaração que a parte pretende rediscutir o mérito da demanda. negar-lhes provimento. o entendimento adotado pela Turma Julgadora foi no sentido de que o intervalo era integralmente gozado. nego provimento aos embargos de declaração. 306/309 . RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos pela autora em face do v. 3. não havendo qualquer vício capaz de macular o julgado. o que é impossível nos estreitos contornos que delineiam a moldura dos embargos de declaração. 2. pagamento das horas extras e inclusão de parte destas no banco de horas.2 Embargante Advogado Embargado Advogado LUANA CASSANI LEAL Udno Zandonade(OAB: 009141 ES) TRIP .17. Por todo o exposto. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. ACÓRDÃO DE FLS. João Hilário Valentim. 307 ficou registrado que a autora assim declarou. evitando-se a supressão de instância. por unanimidade. não havendo razão para se declarar a nulidade do Banco de Horas. que nosso ordenamento jurídico aplica o princípio da persuasão racional segundo o qual cabe ao julgador a valoração do conjunto probatório consoante seu livre convencimento.25. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente).2012.LINHAS AEREAS S/A NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES(OAB: 015111 ES) ACÓRDÃO . que houve equívoco na análise do depoimento da reclamante prestado na RT0088900.TRT 17ª.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim.5.2012. na qualidade de testemunha em outro processo: “podendo atestar que no caso da depoente todas as horas do banco de horas foram compensadas pela depoente”. ainda.2 MÉRITO Afirma a embargante.2012. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.TRT 17ª Região .

em face da sentença de fls. ter qualquer nexo de causalidade ou concausalidade entre a patologia e as atividades desempenhadas na reclamada. e as circunstâncias de sua doença. §1º da Lei n. INDEFERIMENTO DA IMPUGNAÇÃO AO LAUDO Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 PERICIAL O reclamante sustenta que a negativa ao pedido de produção de nova prova pericial acarreta o cerceio ao direito de defesa. o direito à reintegração. pois a legitimidade se verifica no âmbito das meras alegações. em nada prejudica a avaliação e a conclusão feitas pelo expert. Portanto. Requer. no presente caso. A carência de ação decorre da ausência das condições da ação. entendo que tais elementos se mostraram suficientes para elaboração do laudo. sentiu-se em condições de proferir a decisão. in casu. seja declarada a nulidade do julgado. salários devidos no período de afastamento e dano moral decorrente. Alega. Sendo assim. sem julgamento de mérito. não há notícia sequer de que a atividade laboral tenha atuado como concausa para o aparecimento da doença. 437 do CPC prevê a possibilidade de nova perícia na hipótese do juiz entender que a primeira perícia não elucidou a causa. o cerceamento do direito de defesa alegado. Todavia. as quais. Ademais. restando violado o art. REINTEGRAÇÃO. não há como reconhecer ao autor à estabilidade prevista no art. o que caracteriza “total incongruência do laudo pericial com a verdade real dos fatos”. não restando caracterizada a nulidade da dispensa e. Entendo. não se vislumbra qualquer vício a macular o trabalho do perito. em shopping center da capital. Note-se que o não comparecimento do perito ao local de trabalho do reclamante. Contrarrazões da reclamada às fls. elaborado por profissional qualificado. sem. Além disso. de confiança do juízo e dentro das exigências legais. 118 da Lei nº 8. Sem razão. a análise acerca da matéria será realizada no mérito do recurso. O mesmo se diga quanto ao recurso ordinário apresentado pela advogada do reclamante. no caso em tela. sendo que o expert não verificou as condições do local de trabalho do obreiro. Assim. uma vez que o laudo apresentado foi plenamente satisfatório. Contudo. de confiança do juízo e dentro das exigências legais.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. De outro norte. carência de ação quanto aos descontos fiscais. 272-273) são detalhados e conclusivos. In casu. LV da CRFB/88. considerando que os pleitos iniciais foram julgados improcedentes. não é considerada doença do trabalho. Razões recursais do reclamante às fls. Rejeito. indenização por danos morais e materiais decorrentes de doença ocupacional. Contudo. ESTABILIDADE. tendo em vista que o autor exercia a função de Inspetor de Segurança. que é necessária para corrigir o mal de que o autor se queixa. contudo. que apresentou tempestivamente suas contrarrazões. O laudo pericial realizado nos autos foi taxativo em sua conclusão de que o reclamante apresenta patologia degenerativa no joelho direito. RECURSO ORDINÁRIO DO RECLAMANTE 2.CARÊNCIA DE AÇÃO. que lhe foi desfavorável. Razões recursais da advogada do reclamante às fls. que julgou totalmente improcedentes os pedidos iniciais.1. entendendo que o laudo pericial era bastante para formar seu convencimento.2.2. e que o autor esclareceu ao i. inclusive. nulidade da dispensa. não vislumbro a necessidade de realização de nova perícia. INDENIZAÇÃO PELO PAGAMENTO DE IMPOSTO DE RENDA A sentença julgou extinto. ao analisar os elementos existentes. 342-349 e 350-372. Assim.PRELIMINAR DE NULIDADE DA SENTENÇA POR CERCEIO DE DEFESA. 288-291. assim. O reclamante recorre desta decisão. complementada pela decisão de embargos de declaração de fls. Ressalte-se que o laudo pericial (fls. encontram-se presentes. consequentemente. por expressa disposição legal do art. O que se constata.º 8. e a possibilidade jurídica. eis que elaborado por profissional qualificado. alegando a nulidade da sentença por cerceio de defesa e pugnando pela reforma do decisum quanto às seguintes matérias: assistência judiciária gratuita. onde recorre quanto à condenação ao pagamento de multa e indenização por litigância de má-fé. observa-se que o Juízo de admissibilidade realizado pela origem contém erro material. sendo partes as acima citadas. honorários advocatícios e litigância de má-fé. tal erro material não trouxe qualquer prejuízo à ré. que os esclarecimentos prestados pelo d. repita-se. É o relatório. são objetos de seu recurso ordinário os pedidos de isenção de custas e de assistência judiciária gratuita. é apenas e tão somente a insatisfação do autor quanto ao laudo pericial. Ressalte-se. pois se refere a recurso interposto pelo reclamado e sua advogada e não pelo reclamante e sua advogada. 303-325. Ressalte-se que doença degenerativa. o juiz procederá livremente para apreciar as provas. conheço dos recursos ordinários interpostos pelo reclamante e pela advogada do reclamante. porque presentes os pressupostos objetivos e subjetivos de admissibilidade. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. o interesse processual na solução jurídica pleiteada. RELATÓRIO Trata-se de recursos ordinários interpostos pelo reclamante e por sua advogada. . inciso VI do CPC.2. ainda. portanto. perito não respondem satisfatoriamente às indagações feitas pelo autor. não apresentam quaisquer contradições ou omissões. na inexistência de vedação no ordenamento jurídico quanto ao pedido formulado pelo autor. considerando que a alegação do obreiro é de que há doença ocupacional. local este de conhecimento notório. 20. Desta forma.213/91. Vistos. ainda. que o perito respondeu satisfatoriamente a todas as questões levantadas pelas partes. NULIDADE DA DISPENSA. perito qual a sua jornada de trabalho. 23 de Setembro de 2013 65 10ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . a insurgência do reclamante guarda consonância com o resultado do laudo. já que. as características de sua função. nos moldes do artigo 267. 326-335. o que não tem o condão de invalidá-lo. que pretende a concessão dos benefícios da assistência judiciária gratuita.CONHECIMENTO O autor apresentou recurso ordinário sem comprovar o recolhimento das custas processuais a que foi condenado. honorários periciai. FUNDAMENTAÇÃO 2.213/91.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA DOENÇA OCUPACIONAL. Portanto. Com razão. que o disposto no art. Do exposto. 237-254) e os esclarecimentos prestados (fls. atendendo aos fatos e circunstâncias constantes dos autos. deve ser conhecido o apelo para decisão quanto às referidas matérias. o pedido de indenização ou recolhimento pela reclamada dos valores devidos a título de imposto de renda. 5º. 2. inexistindo. 300-301.1.

o autor encontra-se apto ao labor anteriormente exercido. Sem razão. datado de 14/09/2011. decorrentes da doença ocupacional. 25. que não fosse capaz de ocasionar o agravamento de suas lesões. por decisão própria. nego provimento.90 cm de altura.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. no caso. na função de Inspetor de Segurança. no período de 20/06/2011 a 16/09/2011. E. ainda de acordo com o laudo. com suspensão do pagamento do benefício a partir de 03/10/2011 (fls. entendendo que. código B31. Ressalte-se que o pedido de indenização por danos morais e materiais tem como fulcro a doença ocupacional.2. Alega. Ressalte-se que doença degenerativa. Vejamos.4.213/91. de indenização por danos morais. 186 do Código Civil. conclui-se que há. . não restando caracterizada a nulidade da dispensa e. Pelo exposto. que as lesões suportadas pelo obreiro são decorrentes das atividades laborais realizadas em prol da reclamada. na função por ele desempenhada. Logo. perito no sentido de que o autor apresenta incapacidade parcial permanente para realizar atividades que requeiram impacto ou sobrecarga de membros inferiores.2. Cabe ainda destacar que o reclamante permaneceu afastado do labor. possui origem degenerativa. qual seja. assim. Verificou-se que as sequelas apresentadas são derivadas da sobrecarga ocorrida nos joelhos. não havendo relação de causa ou concausa com as atividades exercidas pelo reclamante. que foi admitido na reclamada apto para o trabalho e que. 23 de Setembro de 2013 66 O reclamante pretende a responsabilização da reclamada pelos descontos fiscais incidentes sobre as parcelas eventualmente deferidas. não há como reconhecer ao autor à estabilidade prevista no art. encontrava-se acometido de doença ocupacional decorrente da atividade que exercia na empresa. e dispensado sem justa causa em 15/06/2012. a condenação da ré ao pagamento de indenização por danos morais e materiais decorrentes da doença ocupacional. Não há falar em carência de ação no particular. sustenta que deve ser reconhecida a concausalidade. julgou improcedente o pedido de pagamento de salários referentes a este período. em face da inexistência de vedação expressa no ordenamento. vindo a laborar na escala 12x36h. pelo que não cabe à reclamada o dever de indenizar eventuais danos sofridos em razão da doença que. por não se considerar apto ao labor e por discutir com o órgão previdenciário o direito à percepção de novo auxílio doença. sob o fundamento de que não restou demonstrado o nexo. o dano e a culpa da ré quanto à doença que acomete o autor. Outrossim. por não se considerar apto para o exercício de suas funções. 236-254. Frise-se que o d. pelo sobrepeso do autor. não é considerada doença do trabalho. SALÁRIOS NO PERÍODO DE AFASTAMENTO.3.º 8. sugeria repouso por 90 (noventa) dias. O reclamante gozou de benefício previdenciário (auxílio doença comum – B31) no período de 20/06/2011 a 16/09/2011. tendo em vista que o autor permanecia em pé ao longo de toda a jornada de trabalho. perito afasta inclusive a caracterização da concausa. 21). Sustenta que. sentença no que concerne ao pedido de nulidade da dispensa em razão de estabilidade acidentária e reintegração no emprego. Contudo. o autor não laborou no período entre a alta previdenciária e a sua dispensa. O autor recorreu desta decisão perante a autarquia previdenciária. E. quando da reapresentação à empresa após a alta previdenciária. Portanto. ou seja. O laudo pericial realizado nos autos foi taxativo em sua conclusão de que o reclamante apresenta patologia degenerativa no joelho direito. ESTABILIDADE.2. 118 da Lei nº 8. agravadas pela obesidade. desde que em outra função compatível. Dou provimento para afastar a carência de ação declarada pelo juízo a quo. ter qualquer nexo de causalidade ou concausalidade entre a patologia e as atividades desempenhadas na reclamada. Aduz. A prova documental aponta que o autor esteve em gozo de benefício previdenciário por auxílio doença comum. sem. portanto. sim. conforme comunicação de fl. O autor recorre desta decisão. a natureza ocupacional da doença também não foi reconhecida pelo INSS. 23. Conforme exposto anteriormente. REINTEGRAÇÃO O autor pretende a reforma da r. mantendo-se o pagamento até o dia 03/10/2011. conforme se vê à fl. destacando que o reclamante apresenta incapacidade parcial permanente para realizar atividades que requeiram impacto ou sobrecarga dos membros inferiores. não sendo. por intermédio do laudo pericial de fls. 31. ao tempo de sua demissão. 242). Portanto. 22-23). em gozo de auxílio doença comum (código B31). DANOS MORAIS E MATERIAIS A sentença de origem. ao longo dos anos. Além disso. O reclamante recorre desta decisão.213/91. e o pedido é juridicamente possível. 2. Considerando que não restou demonstrado o nexo causal entre a doença do reclamante e a atividade laboral. que “o autor apresenta alterações degenerativas no joelho direito. bem como. O reclamante foi contratado pela reclamada em 04/05/2010. considerando que a doença que acomete o autor é de origem degenerativa e agravou-se de maneira crônica em razão do sobrepeso do reclamante que. não restou demonstrada a doença ocupacional. Portanto. Assim. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 não há perquirir acerca da responsabilidade da ré. por expressa disposição legal do art. A prorrogação deste benefício foi negada ao autor pelo INSS. não obstante a conclusão do d. em suma. 2. no período de 20/06/2011 a 16/09/2011 (fl. não há notícia sequer de que a atividade laboral tenha atuado como concausa para o aparecimento da doença. em síntese. 20. decorrentes do trabalho executado na ré” (fl. conforme exame físico. não restou demonstrado que a doença do autor tenha origem ocupacional. 2. O laudo médico de fls.DOENÇA OCUPACIONAL. requer a condenação da ré ao pagamento dos salários devidos no período de 03/10/2011 a 15/06/2012. consequentemente. Logo.DOENÇA OCUPACIONAL. não há falar no dever de indenizar eventuais danos morais e materiais sofridos. NULIDADE DA DISPENSA. Assim. julgou improcedentes os pedidos de indenização por danos morais e materiais. Mantenho a sentença. se objetiva ou subjetiva. o direito à reintegração. Restou constatado. DANO MORAL O Juízo a quo. pesa 140 kg e mede 1. a reclamada o manteve afastado por considerá-lo inapto e não efetuou o pagamento de salários. §1º da Lei n. ainda que não se admita o nexo causal direto. consequentemente. não há nexo causal. nos moldes dos artigos 421 e 422 do CC/02. interesse processual na solução que busca em juízo para a questão controvertida. contudo. à luz do princípio da função social do contrato. não se negou a trabalhar. Requer. nos termos do art. complementado às fls. o reclamante foi admitido em 04/05/2010. 272-273. nego provimento. de 03/10/2011 a 15/06/2012. vê-se que as condições laborais que limitam as atividades a serem exercidas pelo autor não ocorrem no labor em prol da reclamada. Sendo assim.5.

em face da hipossuficiência do reclamante. até que se prove o contrário. ao requerer a produção de prova oral para comprovar a existência de doença ocupacional. considerando a existência de laudo médico particular apontando a sua incapacidade laboral. VI e 18. o obreiro foi novamente considerado inapto e encaminhado ao INSS para perícia (fl. de aplicação imediata. É de se destacar. ainda que o autor não fizesse jus à assistência judiciária. até mesmo em razão do . compareceu a reclamada. Após esta data. data da alta previdenciária. realizado em 01/11/2011. a reclamada considerou que o autor encontrava-se inapto (fl.2. não há falar em pagamento de honorários advocatícios. Ademais. 2. na petição inicial. a mesma é devida caso haja prejuízo à parte contrária. que a doença que acomete o autor não tem origem ocupacional. dou provimento parcial. 790 da CLT. Contudo. Contudo. § 1º. nesse aspecto. Não vislumbro. nos termos da fundamentação supra.ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA A assistência judiciária gratuita aos que não possuem recursos suficientes para demandar sem prejuízo do próprio sustento ou de sua família constitui direito fundamental. ainda. 2. nos moldes do §3º do art. destinados aos beneficiários de assistência judiciária. Portanto.00 (oitocentos reais). Assim. nos termos do artigo 1º do Provimento supracitado. que deu nova redação à Lei n. apesar de ter o reclamante constituído patrono a título oneroso. Quanto aos honorários periciais prévios (R$ 500.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Não obstante.2. que não podem trabalhar sem receber a devida contraprestação. Reconheço que a situação vivenciada pelo autor é delicada. nos presentes autos. MULTA E INDENIZAÇÃO. (APRECIAÇÃO CONJUNTA DOS RECURSOS DO RECLAMANTE E DE SUA ADVOGADA) O Juízo de origem concluiu que o reclamante e sua patrona que o acompanhava em audiência.HONORÁRIOS PERICIAIS Embora concedida a assistência judiciária gratuita ao reclamante. tal como o Juízo a quo. no que concerne à indenização prevista na parte final do art. Conforme se observa dos autos. sendo considerado apto e foi dispensado sem justa causa em 15/06/2012. Insurgem-se o reclamante e sua advogada contra esta decisão. mesmo havendo nos autos laudo pericial concluindo pela ausência de nexo causal. considerando-o apto. no valor de R$250. No caso. em razão da sucumbência. ao requerer a produção de prova oral. Nego provimento.115/83 dispõe que se presume verdadeira. razão pela qual dispensado está do recolhimento das custas processuais.7.2. se a insuficiência de recursos foi demonstrada.2. quando houver sucumbência do beneficiário de justiça gratuita na pretensão relativa ao objeto da perícia. isentando-o do pagamento de custas processuais. constitucionalmente garantido. dou provimento ao recurso do autor para deferir-lhe os Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 benefícios da assistência judiciária gratuita. O reclamante recorreu da decisão da autarquia previdenciária em 16/11/2011.9. nos termos do Provimento TRT 17. É o que basta. terceiros estranhos ao processo. Nego provimento. o pagamento dos honorários de perito será efetuado com os recursos vinculados ao custeio da assistência judiciária aos necessitados. Desse modo. teria direito à gratuidade de Justiça. para se considerar configurada a sua situação econômica (art.º 1. 01/2005. não tem o condão de afastar essa garantia. da Lei n. revertidas em benefício da reclamada. Com razão. O autor retornou ao trabalho em 14/06/2012. tendo em vista que o art. não ocorreu.º. ter o reclamante. considero que nem a assistência judiciária gratuita. criando incidente manifestamente infundado. Em novo exame. essa situação não pode ser imputada à reclamada.ª SECOR 03/2007. após o período de afastamento deferido pelo INSS.00.8. a declaração de pobreza. tanto quanto ao indeferimento dos salários. não há notícia quanto à decisão do INSS. realizado em 04/10/2011. É importante destacar que a Orientação Jurisprudencial n. e § 1. vez que permaneceu afastado de seu labor.º). que deu nova redação aos artigos 159. não percebeu sua remuneração. incorrido em qualquer das hipóteses previstas no artigo 17 do CPC. 143). Após. Desse modo. reduzo o valor dos honorários para R$ 800. LXXIV. 2. por intermédio de sua patrona. uma vez que apenas exerceu seu direito de ação.° 304 do TST reza que para a concessão da assistência judiciária basta a simples declaração de hipossuficiência do declarante ou de seu advogado.º 7. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS Considerando a sucumbência do reclamante. 5. nem a gratuidade de justiça alcançam os honorários periciais. Ora. 13). no caso. Acrescente-se que a Justiça do Trabalho não conta com peritos próprios. no valor de R$2. Ademais.00. Ressalte-se que o ato da reclamada que. Logo. declarou não ter condições de arcar com as despesas do processo sem prejuízo do próprio sustento e de sua família (fls. caput e § 2º do CPC.00 (dois mil reais). o que. E não poderia ser diferente. sob pena de violação do texto constitucional. Pois bem. no valor de R$2. que para ela não concorreu. uma vez que tal benefício somente abrange despesas e taxas judiciais devidas ao Estado (art.060/50). o patrocínio da causa por advogado particular.º 7. 23 de Setembro de 2013 67 Em exame de retorno ao trabalho. a sentença condenou o reclamante ao pagamento dos honorários periciais. ex vi da Constituição da República (Art. em 01/11/2011. com fulcro nos artigos 17.500. Desta feita. No caso dos autos. 160 e 161 do Prov. condenou o autor e sua advogada à multa por litigância de má-fé. De toda sorte. a sentença de origem deve ser mantida.000. entendo que não deve ser imputado a reclamada o dever de arcar com a remuneração do obreiro se não deu causa a este evento.6. 2. e indenização. 18 do CPC.00) informo que caberá ao autor restituir a ré. visto que teve seu benefício previdenciário suspenso pelo INSS. vislumbro que o transtorno causado ao autor foi fruto da resistência do INSS em reconhecer que a sua incapacidade para o trabalho não havia cessado em 16/09/2011. de modo que o deferimento da assistência judiciária gratuita não socorre o autor. 3º da Lei n. pugnando pela exclusão da multa e da indenização. autorizando o perito a receber a importância diretamente do Tribunal.510/86.º 1. por si só. praticou ato desnecessário. 1º da Lei n. 141). LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. não havia impedimento para sua dispensa. 4º. socorrendo-se de profissionais particulares.060/50). determino que o pagamento da importância complementar seja feito com recursos existentes no Orçamento da União. em um primeiro momento. atestou a incapacidade do autor e o encaminhou para nova perícia no INSS demonstra cautela em relação à saúde do reclamante. quanto ao dano moral eventualmente decorrente. A reclamada atestou a incapacidade do reclamante e o encaminhou ao INSS para nova perícia. a ser paga pela parte sucumbente no objeto da perícia. porém. o reclamante.

respeitando-se o limite previsto no art. XXXV e art. só tem pertinência e cabimento quando o julgado não haja adotado fundamento explícito sobre o tema ou sobre a questão submetida. Neste sentido não merece prosperar os argumentos aduzidos pela embargante no que tange à ausência de lei acerca do assunto.0009 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: CARIOCA CHRISTIANI NIELSEN ENGENHARIA S A Embargado: O V. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente).5.Deste modo.3 PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO CERTIDÃO DE JULGAMENTO .2012. ACÓRDÃO DE FLS. do CPC. tão somente. Vencida. pelo que a sentença de origem merece reforma.2012. Procurador do Trabalho: Dr. negar-lhes provimento e Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Recorrente Advogado Recorrido Advogado SUPERMERCADOS CASAGRANDE LTDA Washington Luiz da Silva Barroso(OAB: 006608 ES) ADRIANO MONTEIRO DOS SANTOS Leonardo Valle Soares(OAB: 009614 ES) ACÓRDÃO . art. ambos da Constituição Federal. favorável à reclamada. autorizar o Perito a receber a importância relativa aos honorários periciais diretamente do Tribunal. foi omisso no que tange a ausência de lei que preveja o pagamento de tais parcelas na ausência de prestação de serviços”.ª. Da leitura do v. Requer.17. conhecer dos recursos ordinários interpostos pelo reclamante e pela advogada do reclamante. 23 de Setembro de 2013 68 resultado da demanda. o prequestionamento da matéria em relação aos dispositivos invocados. TRT reformou a r. sentença de piso no que tange ao pleito autoral de restituição dos valores descontados a título de faltas. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região.Em verdade. nesta data resolveu. parágrafo único. nego-lhes provimento e imponho a Embargante multa de 1% sobre o valor da causa. quais sejam. ante a total ausência dos vícios alegados. 255/256 . rejeitar a preliminar de nulidade da sentença por cerceio de defesa e. contudo. ainda.17.PREQUESTIONAMENTO Alega a embargante que “o E. o que deve ser manejado na via recursal própria. Desembargador Gerson Fernando Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Certifico que a 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. não há. 255/v extrai-se que a matéria foi amplamente analisada ao dispor que “a empresa somente poderia descontar os dias parados se houvesse expressa determinação no dissídio coletivo. 538.5. por maioria. Quanto ao prequestionamento a que se refere a Súmula 297 do TST.5. João Hilário Valentim Acórdão Processo Nº RO-98600-38. na forma autorizada pelo art.TRT 17ª Região .17. Dou provimento para excluir a multa e a indenização por litigância de má-fé. dar parcial provimento ao apelo do reclamante para afastar a carência de ação declarada pelo juízo a quo. e tendo em vista o manifesto caráter protelatório dos embargos. Mantido o valor da condenação. a parte pretende obter uma nova apreciação do mérito já decidido pelo acórdão de fls. Procurador do Trabalho: Dr. pois.1 Embargante Advogado Embargado Advogado CARIOCA CHRISTIANI NIELSEN ENGENHARIA S A Stephan Eduard Schneebeli(OAB: 004097 ES) RAIMUNDO NONATO PEREIRA NASCIMENTO Rafael de Anchieta Piza Pimentel(OAB: 008890 ES) condenar a Embargante a pagar a multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa. por preenchidos os pressupostos para a sua admissibilidade. sua irresignação com o resultado do julgamento proferido. no mérito. 538. O que se exige é adoção de tese. João Hilário Valentim. na forma autorizada pelo art. 159 do referido Provimento (R$ 800.17. Além de os embargos denotarem mero inconformismo com o conteúdo meritório do julgado. o que não é o caso”.1. IX.0131 Processo Nº RO-98600/2012-131-17-00. a meu ver. acórdão à fl. o art.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.TRT 17ª.0097000-57. é nítida a intenção da parte de dilatar o prazo recursal.0009 Processo Nº ED-97000/2012-009-17-00.Assim. e não reprodução da lei.TRT 17ª Região . 5º.2012. pelo Condomínio do Shopping Vitória.5. verifico que suas alegações demonstram. sendo que a via escolhida é totalmente incompatível com tal objetivo. 832 da CLT.0098600-38. Não tem a mais pálida razão.OMISSÃO .N. devendo.FUNDAMENTAÇÃO 1. isentando-o do pagamento de custas processuais. conhecer dos embargos declaratórios. ticket e adicional de assiduidade. 255/256-v. no tocante à assistência judiciária gratuita.º 01/2005. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Certidão de Julgamento de ROS Processo Nº ED-97000-57. a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.00). parágrafo único. por unanimidade. REGIÃO RAIMUNDO NONATO PEREIRA NASCIMENTO Origem: 9ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA .17. Ana Carolina Machado Lima. 93. dar provimento ao recurso da advogada do reclamante para excluir a multa e a indenização por litigância de má-fé. aos honorários periciais e a litigância de má-fé. do CPC. por unanimidade. neste aspecto. deferir os benefícios da assistência judiciária gratuita.0131 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: SUPERMERCADOS CASAGRANDE LTDA Recorrido: ADRIANO MONTEIRO DOS SANTOS Origem: 1ª VARA DO TRABALHO DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM . Presença da Dra. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente).CONHECIMENTO Conheço dos embargos declaratórios. litigância de má-fé.2012. Logo.ES Relator: DESEMBARGADOR JOSÉ LUIZ SERAFINI . Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. o que não significa obrigação de reproduzir textos legais.SECOR. nos termos dos artigos 158 a 162 do Provimento TRT. ou se a paralisação fosse considerada abusiva. a parte manifestar sua irresignação por meio de recurso próprio. excluir a multa e a indenização por litigância de má-fé.

Todavia.º 4.º 565714. ato do Senado Federal para expungir o artigo da legislação em vigor. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. E o fez sob o fundamento de cuidar de ação de repercussão geral. no caso específico da Lei 4. no regime constitucional atual. curvo-me à referida decisão. nego provimento e mantenho a sentença que fixou o salário normativo como base de cálculo do adicional. Com o advento da Súmula Vinculante n. 23 de Setembro de 2013 69 Redator Designado: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. cuja relatora foi a eminente Ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha. Em vista disso. ao julgar o Recurso Extraordinário n. sem Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 controvérsia. Insurge-se a reclamada contra a decisão que fixou o salário normativo do autor como base de cálculo do adicional de insalubridade. com reajustes aplicados pelo Estado de São Paulo. à insalubridade. 192 da CLT que estabelecia o salário mínimo como base de cálculo do adicional de insalubridade deixa de existir no mundo jurídico. até o dia 30 de abril de 2008 este Redator Designado sempre adotou os termos da antiga redação da Súmula 228 do C. no art. tomada com o cuidado de se tratar de ação com repercussão geral.º 4. sendo desnecessário. pela Constituição Federal. Desnecessária a remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho. Razões recursais da reclamada às fls. parte final. BASE DE CÁLCULO. RELATÓRIO Adoto relatório do Exmo. TST. faz-se uso da analogia com os artigos 193 da CLT e 14 da Lei n. da CF/88) não autoriza que estas mesmas normas não observem a vedação constitucional inserida no art. parte final. A expressão “vedada sua vinculação para qualquer fim” levou ao entendimento. Desembargador Relator: "Trata-se de recurso ordinário interposto pela reclamada em face da r. o Desembargador José Luiz Serafini e a Juíza . pugnando pela fixação do salário mínimo. O SALÁRIO MÍNIMO NÃO PODE SER USADO COMO INDEXADOR DE BASE DE CÁLCULO DE VANTAGEM DE SERVIDOR PÚBLICO OU DE EMPREGADO. o valor de dois salários mínimos. o Desembargador Relator. outra base de cálculo. por maioria. no mérito. IV. 345-346. 8. adotou posição definitiva acerca da matéria. preferindo manter." FUNDAMENTAÇÃO 2. não podem os trabalhadores ficar desprovidos de um direito que lhes é assegurado na própria Constituição Federal. Vistos. É por isso que. Contrarrazões do autor às 350-352. como autorizado no art. Ocorre que o Excelso Supremo Tribunal Federal. Em vista disso. É o relatório. vez por todas. para estabelecer como base de cálculo do adicional de insalubridade o salário normativo do empregado. a teor do art. além dos servidores públicos. que restou lavrada nos seguintes termos: SÚMULA VINCULANTE 4 SALVO NOS CASOS PREVISTOS NA CONSTITUIÇÃO. que estabelecia a recepção do art. conhecer do recurso e. Acórdão proferido pelo E. o art. da Constituição da República. Com a decisão do STF. que julgou procedentes em parte os pedidos contidos na inicial.º da CLT. Ora. no qual antagonizaram Carlos Eduardo Junqueira e Governo do Estado de São Paulo. de que exceto naqueles casos em que a própria Constituição havia excepcionado. razão pela qual parece-me perfeitamente possível dar o mesmo tratamento tanto a um quanto ao outro caso.860/65. Essa decisão.MÉRITO BASE DE CÁLCULO DO ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. a norma legal refere -se. por unanimidade. a Suprema Corte também deixou assentado que o fato de não haver uma lei fixando outra base de cálculo que não o salário mínimo não permitiria que o Judiciário a fixasse como sendo a remuneração. Com efeito. como autorizado no art. mesmo julgando inconstitucional a norma estadual. dependendo do Legislativo Federal apenas o advento de nova lei para fixar. em nenhum outro caso poderia o legislador infraconstitucional utilizar o salário mínimo como indexador. 192 da CLT. XXIII. mas apenas estatuiu que o adicional comporia a remuneração do trabalhador. com reajuste automático e pelos mesmos índices estabelecidos pelo Governo Federal.º. para os policiais militares. O reconhecimento das normas coletivas pela Constituição Federal (art. IV. 3. essa parte do dispositivo celetista deixa de existir no mundo jurídico. É que ambos os artigos cuidam de agentes agressivos à saúde do trabalhador. vez por todas. Porém. XXVI. Não merece reforma a sentença. o valor dos dois salários mínimos.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. no mérito. Tomo por modelo o que dispõem os artigos 193 da CLT e 14 da Lei n. CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. 7. da Carta Magna. Pelo exposto. sob pena de afronta ao art. negar-lhe provimento. no que se refere à base de cálculo do adicional de insalubridade. NEM SER SUBSTITUÍDO POR DECISÃO JUDICIAL. porque a CF/88. entendeu o STF que o salário mínimo não poderia ser usado como base de cálculo. a parte do art. sendo que. 192 da CLT quanto as normas coletivas. inclusive. de forma a não adotar uma decisão in peius. 7º. eis que satisfeitos os pressupostos de admissibilidade. 8. que considerou constitucional norma de lei estadual que fixou como base de cálculo do adicional de insalubridade. Vencido. faço uso da analogia.º 4 do STF. outra base de cálculo. considerando o interesse das categorias econômicas e profissionais. no RE 565714. o STF negou o pedido dos recorrentes de aplicação da remuneração como base de cálculo. 7º. Todavia.º da CLT. buscou o recorrente obter da mais alta Corte a reforma do v. dependendo do Legislativo Federal apenas o advento de nova lei fixando. Ressalto que a vedação constitucional da utilização do salário mínimo como indexador atinge tanto o art. 341-344. deu ensejo a uma das primeiras súmulas vinculantes adotadas pelo Excelso Tribunal.CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário. sendo partes as acima citadas.º. sentença de fls. continua. ainda.860/65. não podem os trabalhadores ficar desprovidos de um direito que lhes é assegurado na própria Constituição Federal. 192 da CLT a mencionar o salário mínimo como base de cálculo do adicional de insalubridade.860/65. TJSP. Contudo. 92 do Regimento Interno deste Tribunal. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais (Presidente). Contudo. 7. porém. 2. 336-337da lavra do eminente Juiz Roque Messias Calsoni.1. Comprovante do recolhimento das custas e do depósito recursal às fls. não estabeleceu base de cálculo sobre a remuneração.2. Em vista disso. até nova lei estadual. para estabelecer como base de cálculo do adicional de insalubridade o salário básico.

17. A correta publicação da sentença. em sua inicial. em suma. desde 25/09/2006 até 14/07/2011. Em seu depoimento pessoal o autor afirmou que o contrato de prestação de serviços de advocacia de fls. Já a cláusula 2ª do contrato. negam a formação do grupo econômico.1 VÍNCULO DE EMPREGO ENTRE ADVOGADO E GRUPO ECONÔMICO FORMADO POR EMPRESAS DO RAMO DE ALIMENTAÇÃO Narra o autor. tempestivo. A sentença julgou improcedentes os pedidos entendendo que não ter sido provado o elemento subordinação jurídica. Vistos. caracteriza-se quando observados os requisitos previstos no art. 1991/1995 (cópia daquele juntado com a inicial às fls.5. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo autor face a r. a relação entre as partes sempre foi. A segunda e a terceira reclamada apresentam defesa conjunta. o reconhecimento do vínculo de emprego e a condenação das rés no pagamento das verbas dele decorrentes.5. a renovação do ato de publicação da sentença ao atual patrono do autor. 2270 que determinara a renovação do ato de publicação da sentença. sem prejuízo do prazo recursal. Onesvaldo. sentença de fls. Procurador: Dr.2 MÉRITO 2. Esta decisão determinou. ciência daquela decisão de fls.2012. 2305/2309 e 2310/2317. O despacho de fls. a não eventualidade. que dispõe sobre a remuneração dos serviços contratados. 2275 tornou sem efeito a intimação de fls. comparecia diariamente à empresa e lá cumpria jornada de trabalho de 7:30h de segunda a sexta-feira. portanto.2264/2269 que julgou improcedentes os pedidos iniciais. despacho retro”. anualmente. Aduz o autor. que apesar de ter firmado com as reclamadas um contrato de “Prestação de Serviços de Advocacia”. Dessa decisão recorre o autor renovando os pedidos iniciais. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. A relação empregatícia. 23 de Setembro de 2013 70 Convocada Sônia das Dores Dionísio. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Redator Acórdão Processo Nº RO-99600-66. verdadeira relação empregatícia. Pede a nulidade do contrato de prestação de serviços jurídicos firmado. . 2.8 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Réu Advogado Plurima Réu Advogado LEO FELIX VIANNA Adão Carlos Pereira Pinto(OAB: 008225 ES) SB COMERCIAL LTDA Sara Dias Barros(OAB: 011337 ES) RESTAURANTE PALLADIUM LTDA EPP Renan Sales Vanderlei(OAB: 015452 ES) LANCHONETE PALLADIUM LTDA ME Renan Sales Vanderlei(OAB: 015452 ES) ACÓRDÃO . 2277). Vejamos. A primeira ré apresenta sua defesa negando a existência de grupo econômico com as demais reclamadas.0004 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: LEO FELIX VIANNA Recorridos: SB COMERCIAL LTDA RESTAURANTE PALLADIUM LTDA .TRT 17ª Região . Conheço do recurso ordinário do autor eis que presentes os pressupostos de admissibilidade.0099600-66. Nega a relação de emprego. cujo objeto era a prestação de serviços judiciais e extrajudiciais.2012. que recebia remuneração mensal no valor de 2 salários mínimos.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA VÍNCULO DE EMPREGO. a pessoalidade. foi por ele mesmo redigido em comum acordo com o Sr. 39/43). Contrarrazões das reclamadas às fls. A cláusula 6ª do referido contrato dispõe: Negativa de Relação de Emprego A presente contratação não guarda qualquer relação com vínculo empregatício. sendo partes as acima citadas. Rejeito a preliminar de intempestividade do recurso arguído pela reclamada em contrarrazões. reajustáveis sempre que houver aumento dos mesmos. Assim. não há falar em reconhecimento do vínculo de emprego. 2278/2301 renovando o pedido de reconhecimento de vínculo de emprego e a condenação solidária dos réus no pagamento das verbas pleiteadas na inicial.1 PRELIMINAR DE INTEMPESTIVIDADE DO RECURSO ARGUÍDA PELAS RECORRIDAS EM CONTRARRAZÕES Alegam as reclamadas ser intempestivo o recurso ordinário do autor tendo em vista que foi interposto após o decurso do prazo de oito dias contado a partir da primeira intimação para ciência da sentença. pagos todo dia 25 de cada mês. cuja nulidade se pretende. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 ainda. recebia ordens diretas dos sócios das rés.2. O prazo de oito dias começou a fluir no dia 14/05/2013 findando no dia 21/05/2013.0004 Processo Nº RO-99600/2012-004-17-00. O recurso protocolado no dia 20/05/2013 é. João Hilário Valentim. sendo depositados na Caixa Econômica Federal. laborava na sede da empresa. ou seja. No dia 02/05/2013 o advogado do autor compareceu ao balcão da secretaria e deu o seu “ciente do r. significando tão somente prestação de serviço na área de serviços jurídicos. Dizem ser apenas clientes do autor e que a relação entre eles era de um típico contrato de “advocacia de partido”. quais sejam.ME Origem: 4ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . espécie qualificada da relação de trabalho. como a primeira. conta corrente 21000-3.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. conforme determinado pelo Juízo. 3º da CLT.17. nesta última alegando a preliminar de intempestividade do apelo. Vejamos. a onerosidade e a subordinação jurídica. se deu em 13/05/2012 pelo Diário Eletrônico (certidão de fls. agência 662. as partes acordaram: Honorários Profissionais O contratado receberá como honorários de advogado o valor mensal de dois salários mínimos.EPP LANCHONETE PALLADIUM LTDA . divulgado pelo Governo Federal. 2270 publicada no dia 25/04/2013 porque dirigida ao advogado que não mais representava o autor nestes autos. Aduz que o autor prestoulhe serviços advocatícios em apenas um processo judicial. requisito indispensável para o reconhecimento do vínculo de emprego. Ausente qualquer um destes requisitos. FUNDAMENTAÇÃO 2. Razões recursais de fls.

negando a existência do vínculo de emprego e. Aliás.5.. (RO 0096100-21.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. o vínculo empregatício não será reconhecido ante a inexistência de subordinação jurídica. Razões do agravo. ainda. Em caso análogo ao presente. mantenho a sentença que julgou improcedente o pedido de reconhecimento de vínculo de emprego entre autor e demandadas.costumava chegar para almoçar no horário de retirada da comida por volta das 15h.4 Agravante Advogado Agravado Advogado Plurima Réu ASSOCIACAO DESPORTIVA FERROVIARIA VALE DO RIO DOCE Allyson Marcello SantAna(OAB: 012312 ES) LUIZ GUILHERME CARVALHO ROCHA Eduardo Neves Gomes(OAB: 010064 ES) DESPORTIVA CAPIXABA S/A PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO . em autêntico ato falho.0014 Processo Nº AIRO-99800/2012-014-17-00. o autor comparecia ao seu escritório particular. por inadequação.. o contrato foi redigido pelo próprio reclamante que cuidou de estipular cláusulas que lhe asseguravam direitos como. Mantida a sentença. conhecer do recurso ordinário e. o recurso interposto não deve ser conhecido. 3º da CLT. vindo da rua” e “. Destaco.2012. que o autor sempre possuiu escritório próprio localizado no Ed. 02/21. pugnando. decisão de fl. Por tais razões. João Hilário Valentim. 3. pleiteando. negar -lhe provimento. Infere-se do seu depoimento. José Carlos Rizk – j. Neste aspecto. 2041/2057 comprovam que o autor atuou como advogado de outras empresas em inúmeros processos judiciais em tramite nesta Especializada.0099800-43.17. tendo o autor patrocinado outras causas de clientes seus. em síntese. Contraminuta. em condição indiscutivelmente autônoma. onerosidade. 2258). depois de rescindido seu contrato com as reclamadas.. deixando agora clara a sua liberdade de dias e horários. Para declaração de nulidade de um contrato é necessário que haja comprovação do vício de consentimento. que foi confeccionado pelo próprio reclamante. Rel. que denegou seguimento ao recurso ordinário interposto contra a decisão que apreciou os embargos de terceiro.2005. em face do que dispõe o artigo 897. as verbas cujo pedido se amparava naquela declaração. em síntese. 23 de Setembro de 2013 71 Havendo êxito na demanda. os honorários sucumbenciais devidos pela parte contraria serão repassados integralmente ao CONTRATADO..TRT 17ª Região . relatados e discutidos os presentes autos de AGRAVO DE INSTRUMENTO. mas que tal fato não altera o deslinde da demanda. Há de se destacar. Nenhum desses elementos restou comprovado nos autos. segundo seu depoimento pessoal.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: RECURSO. PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE. por exemplo. § 1º. durante o período em que perdurou seu contrato com a reclamada. com a mesma freqüência com que comparece atualmente. sendo partes as acima citadas.17. no mesmo interrogatório o Autor confessou. 25/01/2006) Ademais. 2259).2012. Des. repita-se. local em que trabalha. erro ou coação. no mérito. 123/124. em conjunto com o exame de outros elementos dos autos. Vistos. na época em que prestava serviços às rés. no particular.17. às fls. tanto mais quando comparado com o testemunho de Maria da Penha Redigueri Regatieri. 183. Por fim. Além disso.5. o de incidência de multa de 15% em caso de atraso no pagamento dos seus honorários (a partir da terceira parcela). fato que infirma o testemunho de Nael Lisboa Barbosa. mas nem todos os dia. registro que as reclamadas apresentaram contestação específica contra os fatos alegados na inicial.. que está demonstrado o contrato de prestação de serviço e não a relação de emprego nos moldes celetistas. . pelo desprovimento do apelo. como porteiro.5..0009. Ou seja. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº AIRO-99800-43. para a caracterização do vínculo de emprego necessária se faz a presença de todos aqueles requisitos previstos pelo art. Ricamar. uma vez que a interposição de recurso ordinário contra a decisão que julga os embargos de terceiro constitui erro grosseiro. por unanimidade. Procurador do Trabalho: Dr. indicada pela própria parte ativa. transcrevo trecho da sentença: “Outrossim.depois do almoço o reclamante ia embora” (fls. 2260)”. “. a aplicação do princípio da fungibilidade para processamento do recurso ordinário como agravo de petição. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. RELATÓRIO Trata-se de agravo de instrumento interposto pela terceira embargante contra a r. Alexandre Nascimento de Carvalho (fls. que quando não comparecia no estabelecimento dos Réus era chamado ao local.CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. da CLT. Se o erro é grosseiro. conforme contrato de natureza cível acostado aos autos. já decidiu este Tribunal: VÍNCULO DE EMPREGO – ADVOGADO.. Observa-se que o reclamante foi contratado para prestar serviços de assessoria jurídica e advocacia. ainda que se encontrem presentes os três últimos elementos. pois o princípio da fungibilidade não comporta aplicação neste caso. no qual disse sem hesitar que o Autor “.”.costumava almoçar no restaurante. rejeitar a preliminar de intempestividade do recurso arguído pela reclamada em contrarrazões. quais sejam: subordinação. por corolário lógico. caracterizado pelo dolo. às fls. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). no qual fez crer que o Autor tinha dias e horários rígidos de trabalho no estabelecimento dos contratantes (fls. que a sentença reconheceu a existência de grupo econômico entre as Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 reclamadas. não havia exclusividade na prestação de serviço em prol das rés. a testemunha do reclamante Sr.0014 AGRAVO DE INSTRUMENTO Agravante: ASSOCIACAO DESPORTIVA FERROVIARIA VALE DO RIO DOCE Agravados: LUIZ GUILHERME CARVALHO ROCHA DESPORTIVA CAPIXABA S/A Origem: 14ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA .. Nego provimento. também. não eventualidade e pessoalidade. No caso dos autos. E do que se extrai do depoimento da referida testemunha. os documentos de fls.

MÉRITO Insurge-se o agravante contra a decisão de fl. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente).1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. verifica-se que a decisão de fls. 2. da CLT. caput. o agravante incorreu em erro grosseiro. o princípio da fungibilidade. Não lhe assiste razão.5.1996. "a". Foram opostos embargos declaratórios e intimado da decisão deste (fl. Neste sentido. (TRT 24ª R. vale citar a jurisprudência: FASE DE EXECUÇÃO – RECURSO ORDINÁRIO – ERRO GROSSEIRO – NÃO-CONHECIMENTO – Decisão proferida na fase de execução desafia agravo de petição. CONHECIMENTO Conheço do agravo de instrumento. 117/120. por unanimidade. Ora. – RO 11850050. Recurso ordinário não conhecido. conhecer do agravo e negar-lhe provimento. 3.2011 – p.0004 Processo Nº AP-102500/1996-004-17-00. 59) – destaquei. Inaplicável.5. das decisões do Juiz ou Presidente. Tal princípio não exige apenas o cumprimento do prazo do recurso devido.11. Procurador do Trabalho: Dr. é claro ao dispor que: “Cabe Agravo.249) – Rel.4 Agravante Advogado Agravado Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu ALVARO FERES MEDINA Joaquim Ferreira Silva Filho(OAB: 002814 ES) INSTITUTO DE DEFESA AGROPECUARIA E FLORESTAL DO ESPIRITO SANTO . o agravante interpôs recurso ordinário. O princípio da fungibilidade não comporta aplicação nas hipóteses de erro grosseiro e esta é a hipótese dos autos. caracteriza erro grosseiro. 171). Na espécie.2.2007. o recurso oponível é o agravo de petição. nos termos do art. que o juízo de primeiro grau não deveria ter considerado a interposição de recurso ordinário no caso em tela como erro grosseiro. Analisando-se os autos. 26. ante as disposições do artigo 897. alínea. da CLT. que denegou seguimento ao recurso ordinário interposto contra a decisão que apreciou a ação de embargos de terceiro.1. 117/120.IDAF ALVARO JOAO BRIDI ANIZIO BLUNK NETO ANTONIA APARECIDA A TEIXEIRA ANTONIO ESTEVAO MOREIRA BITTENCOURT ARTUR BALDESSIN AUGUSTO CARLOS GARCIA DE OLIVEIRA CARLOS ROBERTO LUZIA DE FREITAS CELSO ALVES BARBOSA CESAR SANTOS CARVALHO CLAUDIO LUCIO RAMOS DAURO CALDAS LYRA EDITH FERNANDES DOS SANTOS EDITH MARIA BOTELHO DELBONI EDUARDO SAAD GERMANO ELIO CARLOS RODRIGUES VIEIRA ENILDO DONATO EVANI MANOEL DOS REIS EZRON LEITE THOMPSON FABIO CORREA GONCALVES FERNANDO CARLOS BARBOSA CAMPOS GILMAR GAIGHER GILSONEI BOLDRIN BONOMO ILZANIR VIEIRA LIMA IVAN DA SILVA MOTTA IZAURINO BOROTO JAIDER VANDERLEI JOAO BATISTA MACHADO CAMPOS JOSE ALONSO PINTO JOSE ANTONIO RODRIGUES JOSE CARLOS NASCIMENTO JOSE LUIZ DEMONER DE ALMEIDA JOSE MARCO BERGER JOSE MARIA DE CARVALHO NETO ALVARO FERES MEDINA ALVARO JOAO BRIDI ANIZIO BLUNK NETO ANTONIA APARECIDA A TEIXEIRA ANTONIO ESTEVAO MOREIRA BITTENCOURT ARTUR BALDESSIN AUGUSTO CARLOS GARCIA DE OLIVEIRA CARLOS ROBERTO LUZIA DE FREITAS CELSO ALVES BARBOSA CESAR SANTOS CARVALHO CLAUDIO LUCIO RAMOS DAURO CALDAS LYRA EDITH FERNANDES DOS SANTOS . já na fase de execução. há que se observar a existência de dúvida razoável.21. NÃO CONHECIMENTO – ERRO GROSSEIRO – Das decisões proferidas na fase de execução. a interposição de recurso ordinário configura erro grosseiro. por incabível. Assim. não merece qualquer reforma a decisão agravada. Eridson João Fernandes Medeiros – DJe 06. Desembargador Gerson Fernando Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. e não recurso ordinário. Desta forma. Des. (TRT 21ª R. nego provimento ao agravo. o artigo 897. 183. Sustenta em seu agravo. atacando a decisão que apreciou os embargos de terceiro.2003) RECURSO ORDINÁRIO – Interposição contra Decisão prolatada em execução (TERMO DE CONCILIAÇÃO). 23 de Setembro de 2013 72 FUNDAMENTAÇÃO 2. constituindo-se erro grosseiro a interposição em seu lugar de recurso ordinário. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 João Hilário Valentim JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora Acórdão Processo Nº AP-102500-81. ante a expressa previsão legal. haja vista a divergência jurisprudencial e doutrinária a respeito da matéria. pois. nas execuções. no prazo de 8 (oito) dias: a) de petição. já que. da CLT. por preenchidos os pressupostos para a sua admissibilidade. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região.09. consoante dicção do art. em síntese.0008 – (111. bem como a ausência de erro grosseiro e de má-fé objetiva. já na fase de execução. 897. incabível a interposição de recurso ordinário para atacar a decisão proferida às fls. 897.17. de modo que deveria ser aplicado o princípio da fungibilidade recursal.” Logo. a da CLT. julgou improcedentes os embargos de terceiro. por inadequado. – RO 0239/1999-066-24-00-4 – Relª Juíza Dalma Diamante Gouveia – J. pois a interposição de recurso ordinário buscando a reforma da decisão que apreciou os embargos de terceiro.

5.06. Razões do agravo de petição do Estado do Espírito Santo. em obediência à coisa julgada. oficiando pelo conhecimento e não provimento dos agravos de petição interpostos pelo IDAF e pelos trabalhadores. ANÁLISE CONJUNTA DOS AGRAVOS DE PETIÇÃO. no período anterior a 12/09/2000. por meio da Lei Complementar 187/2000. COMPETÊNCIA RESIDUAL DA JUSTIÇA DO TRABALHO. que julgou procedente em parte a ação de embargos à execução determinando a apuração do valor da multa por descumprimento de ordem judicial. MÉRITO 2. mesmo que a ação tenha sido ajuizada após a edição da lei que disciplina a conversão de regime. porque se trata de parcelas decorrentes da relação jurídica celetista antes mantida entre os exequentes e o Estado do Espírito Santo. Os exequentes buscam a reforma da r. 119)v96 Resta claro nos autos que a execução é relativa a créditos anteriores à implantação do Regime Jurídico Único. O julgador a quo.1. Conheço dos agravos de petição porque presentes os pressupostos objetivos e subjetivos de admissibilidade. proferida pela MM. sustenta a incompetência absoluta da Justiça do Trabalho para processar e julgar a lide que importa na transformação de vínculo de trabalho com a Administração Pública Estadual. 795-797. em decisão ora agravada.IDAF Maria Thereza Silva Marques(OAB: 016633 ES) ACÓRDÃO . TST. ocasionado pela Lei Complementar Nº187/2000. COMPETÊNCIA RESIDUAL DA JUSTIÇA DO TRABALHO. Compete à Justiça do Trabalho julgar pedidos de direitos e vantagens previstos na legislação trabalhista referente a período anterior à implantação de regime jurídico único estatutário.2. sendo partes as acima citadas. como revelam os termos da Orientação . 557. mantendo-se a r. mesmo que a ação tenha sido ajuizada após a edição da lei que disciplina a conversão de regime.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Contraminuta.771-774. O entendimento sobre essa questão há muito já foi pacificado no âmbito do C. 557. busca também a exclusão da multa astreintes. às fls. CONHECIMENTO Chamo o feito à ordem para atender à solicitação do Douto Ministério Público do Trabalho quanto ao equívoco na autuação. – AP 188500-18.0131 – Rel.17. 777-789.5. 23 de Setembro de 2013 73 Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Autor Advogado EDITH MARIA BOTELHO DELBONI EDUARDO SAAD GERMANO ELIO CARLOS RODRIGUES VIEIRA ENILDO DONATO EVANI MANOEL DOS REIS EZRON LEITE THOMPSON FABIO CORREA GONCALVES FERNANDO CARLOS BARBOSA CAMPOS GILMAR GAIGHER GILSONEI BOLDRIN BONOMO ILZANIR VIEIRA LIMA IVAN DA SILVA MOTTA IZAURINO BOROTO JAIDER VANDERLEI JOAO BATISTA MACHADO CAMPOS JOSE ALONSO PINTO JOSE ANTONIO RODRIGUES JOSE CARLOS NASCIMENTO JOSE LUIZ DEMONER DE ALMEIDA JOSE MARCO BERGER JOSE MARIA DE CARVALHO NETO INSTITUTO DE DEFESA AGROPECUARIA E FLORESTAL DO ESPIRITO SANTO . RELATÓRIO Os exequentes e o Estado do Espírito Santo (IDAF) interpõem agravo de petição em face da decisão de fls. que se coaduna com a exceção prevista na súmula 06 do C. Alega que deve ser respeitada a coisa julgada. chamando o feito à ordem para que seja retificado equívoco na autuação. buscando a reforma da decisão agravada quanto à Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 impossibilidade fática e jurídica para cumprimento da obrigação de fazer determinada na r.17. 2. para que seja determinada a exclusão da multa diária no período anterior a 12/09/2000. mas sim o IDAF – Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo. Des. FUNDAMENTAÇÃO 2.1996. Sem razão os agravantes. objetos dos autos.1 DEMANDA ANTERIOR À ADOÇÃO DO REGIME JURÍDICO ÚNICO. que afastou expressamente a limitação da execução.0004 AGRAVO DE PETIÇÃO Agravantes: ALVARO FERES MEDINA E OUTROS ESTADO DO ESPIRITO SANTO Agravados: ESTADO DO ESPIRITO SANTO ALVARO FERES MEDINA E OUTROS Origem: 4ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . E. Razões do agravo de petição do exequente. às fls. Parecer do Douto Ministério Público do Trabalho.TRT 17ª Região . decisão sob o argumento de que deve ser mantida a decisão de fls. TST. sentença exequenda.2. Gerson Fernando da Sylveira Novais – DJe 25. O Estado (IDAF) requer a reforma da decisão agravada. decisão quanto à limitação da execução para restabelecer a decisão de fls. da lavra deste Relator: PERÍODO ANTERIOR AO REGIME JURÍDICO ÚNICO – COMPETÊNCIA RESIDUAL DA JUSTIÇA DO TRABALHO – Compete à Justiça do Trabalho julgar pedidos de direitos e vantagens previstos na legislação trabalhista referente a período anterior à implantação de regime jurídico único estatutário. 766/769. julgou parcialmente procedentes os embargos à execução interpostos pelo IDAF e declarou a competência da Justiça do Trabalho para processar a presente execução somente até o advento da LC 187/2000 e consequentemente a multa (astreintes) aplicada. buscando a reforma da r. (TRT 17ª R. pois quem opôs embargos à execução não foi o Estado do Espírito Santo. Observe-se o aresto a seguir transcrito. relatados e discutidos os presentes autos de AGRAVO DE PETIÇÃO.2012 – p.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA PERÍODO ANTERIOR AO REGIME JURÍDICO ÚNICO. 4ª Vara do Trabalho de Vitória. 803-806. entendeu que somente a partir da vigência da LC 187/2000 é que se configura a incompetência material da Justiça do Trabalho e que como os pedidos.2001. às fls. às fls. se reportam ao período de contratação dos reclamantes em regime celetista. Vistos. decisão agravada pelos seus próprios e jurídicos fundamentos. de modo que não se pode falar em incompetência.0102500-81.

não merecem ser providos.11.0105800-20. conhecer de Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 ambos os agravos de petição e. representaria a falência da Justiça do Trabalho já tão assoberbada. não podendo aplicar-se ao caso a Súmula 06/TST [.ex-OJ nº 138 da SDI-1 . às fls. bem como das Justiças Estaduais. acórdão de fls. limita a execução ao período celetista. 138 da SDI-1. Juízo da Execução “após o marco fixado em 12. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). Se os embargos não demonstram a existência de omissão. a mudança de regime – de celetista para estatutário – ocorrida no Estado do espírito Santo por meio da Lei Complementar Nº187/2000.04. observa-se que os embargos declaratórios interpostos pela embargante estão sendo utilizados com o único .ex-OJ nº 249 . Com efeito. ACÓRDÃO DE FLS. Todavia. 767-verso). FUNDAMENTAÇÃO 2. Aliás. Sustenta a reclamada que o julgado fundamentou-se no laudo pericial sem. não carecendo de qualquer prova neste sentido e.1. Não tem a mais pálida razão. não havendo fundamento legal para excluir a condenação do Estado do Espírito quanto à multa astreinte aplicada em período anterior a LC 187/2000 e limitada a esta data ou prorrogá-la além deste período como pleiteado pelo Exequente. razão pela qual é indevida a multa aplicada à embargante” (fls.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. REGIME JURÍDICO ÚNICO. Aduz que quanto aos honorários advocatícios. A superveniência de regime estatutário em substituição ao celetista.inserida em 13. Por fim.584/1970. por unanimidade. nada tendo a ver com o regime estatutário posteriormente vigente. 2ª parte .03. simplesmente. 312/314-v. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.2005. com a devida vênia. nego provimento a ambos os agravos de petição. requer o prequestionamento da matéria. “analisar as demais alegações e provas trazidas aos autos.LOZIVAL PEREIRA PASSOS Origem: 6ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . João Hilário Valentim. diferentemente do alegado pelo estado (IDAF) em seu Agravo de Petição a decisão agravada não extrapola a sua competência. REGIÃO .1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. qual seja.0006 Processo Nº ED-105800/2011-006-17-00. eis que prolatada em período em que a Justiça Especializada era competente limitando-se a execução a este período. sendo partes as acima citadas. Procurador do Trabalho: Dr..7 Embargante Advogado Embargado Advogado COMPANHIA ESPIRITO SANTENSE DE SANEAMENTO CESAN Stephan Eduard Schneebeli(OAB: 004097 ES) LOZIVAL PEREIRA PASSOS André Luiz Moreira(OAB: 007851 ES) PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO . 23 de Setembro de 2013 74 Jurisprudencial n.TRT 17ª Região .2011. a questão da competência para apreciar e julgar as demandas entre a Administração Pública e seus servidores estatutários ficou resolvida. in verbis: 138. o caso dos autos evidencia uma situação peculiar.]. não há outro entendimento possível à matéria.02) Nesse sentido também é o parecer do Douto Paquert.CONHECIMENTO Conheço dos embargos declaratórios. a extensão do regime estatutário (Lei Complementar estadual Nº46/94) pelo Estado do Espírito Santo via Lei Complementar estadual Nº187/2000 é fato público e notório. todavia. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. (1ª parte . a almejada celeridade processual vislumbrada na reforma. 14 e seguintes da Lei nº 5.CESAN. RELATÓRIO Trata-se de embargos declaratórios interpostos por Companhia Espírito Santense de Saneamento . não resta dúvida de que. mesmo que a ação tenha sido ajuizada após a edição da referida lei. Da análise dos autos.2000.inserida em 27. não há que se falar em descumprimento de ordem judicial. em face do v.112/90. em parte. De fato.09.5.5. Vistos. LIMITAÇÃO DA EXECUÇÃO (nova redação em decorrência da incorporação da Orientação Jurisprudencial nº 249 da SBDI-1) . mesmo após a sentença. Pelos fundamentos antes expendidos e transcritos. pois. do contrário. inclusive em observância à previsão contida do art. alegando omissão no julgado. Com efeito. acórdão padece de omissão que necessita ser sanada. a matéria não foi analisada sob os requisitos previstos no art.98. dizer que toda a super estrutura da Justiça Federal. Conforme bem destacado pelo d.2011.17. 804806 que transcrevo. a fim de constar no decisium o perfeito enquadramento fático da matéria. resta evidente a competência desta especializada para executar o título que embasa a presente execução. COMPETÊNCIA RESIDUAL. a seguir: Atualmente.DJ 20. sendo daquele livre de qualquer mácula e plenamente exigível. entender-se que caberia à Justiça do Trabalho dirimir as controvérsias decorrentes dos liames estatutários ou jurídicoadministrativos seria. ficariam ociosas e. no mérito. inclusive. seria buscada tão-somente na abarrotada Justiça do Trabalho. Portanto.. OMISSÃO Alega a ora embargante que o v.17. de contradição ou de obscuridade e revelam mero inconformismo da parte com o conteúdo meritório do acórdão. com o deferimento da liminar concedido na ADIN Nº3395-3. 131 e 436 do CPC”.TRT 17ª. por preenchidos os pressupostos para a sua admissibilidade. 312/314 . não sendo essa a discussão a que se reportam os autos.0006 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: COMPANHIA ESPIRITO SANTENSE DE SANEAMENTO CESAN Embargado: O V. Compete à Justiça do Trabalho julgar pedidos de direitos e vantagens previstos na legislação trabalhista referente a período anterior à Lei nº 8. observa-se que antes da LC 187/2000 a matéria era inequivocadamente peculiar à Justiça do Trabalho e que se restringe ao período em que os Reclamantes eram regidos pelo regime celetista. negar-lhes provimento. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-105800-20.

Basta que fundamente o entendimento adotado. onde se pode constatar que o valor remanescente relativo aos honorários advocatícios e às custas foi obtido abatendo-se o valor remanescente do depósito judicial de fl. do CPC. bem como violação da coisa julgada e violação direta aos incisos XXXVI e LIV do art. anoto que só tem pertinência e cabimento quando o julgado não haja adotado fundamento explícito sobre o tema ou sobre a questão submetida. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais. 389) do valor relativo ao principal (vide planilha de fl. Dessa forma. pelo não provimento do agravo de petição. 794.17. 392). que seja concedido prazo de pelo menos 15 dias para verificação da existência de crédito remanescente. o julgado adotou tese expressa quanto à matéria. quando ainda pendente recurso de revista no C. TST. 387. no entanto. 5ª Vara do Trabalho de Vitória-ES. ADICIONAL DE PERICULOSIDADE” do v. Insta frisar que a Corte não está adstrita a fundamentar sua decisão com base nas alegações e provas trazidas pelas partes. a qual julgou extinta a execução. Origem: 5ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . 439/447. I. necessita de indicar o valor que entende ser devido. RELATÓRIO A exequente interpõe agravo de petição em face da r. e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. na forma autorizada pelo art.2.2009. Procurador do Trabalho: Dr. pleiteando a reforma da r. o art.TRT 17ª Região . nos termos do art. Além de os embargos denotarem mero inconformismo com o conteúdo meritório do julgado. do CPC. em suma.2009. conhecer dos embargos declaratórios. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora Acórdão Processo Nº AP-107800-64.0107800-64. 794 do CPC. com as retificações realizadas pela contadoria do Juízo (fl. porque satisfeitos os pressupostos extrínsecos e intrínsecos de admissibilidade. Não o fazendo no momento adequado. I. 435. Deste modo. AUSÊNCIA DE MANIFESTAÇÃO OPORTUNA. não há qualquer um dos vícios previstos no art. conferir prazo para a exequente verificar a existência de eventual crédito remanescente. O Juízo de primeiro grau. após o decurso do prazo. 535. ou. No que tange aos honorários advocatícios.0005 AGRAVO DE PETIÇÃO Agravante: LUCIA HELENA CARDOSO Agravado: ITAU UNIBANCO S. e a reclamada ter efetuado o depósito do valor remanescente apurado pela Contadoria. presumindo-se o não acolhimento das teses divergentes. 420/421.0005 Processo Nº AP-107800/2009-005-17-00. da MM. tendo sido expedido alvará judicial (fl.A. é nítida a intenção da parte de dilatar o prazo recursal. Todavia.1. O agravante. 450/453. no julgado embargado. sendo inapropriada a via dos embargos de declaração para o fim almejado. decisão de fl.5. decisão de fl. 3. 411/416. Não lhe assiste razão. Quanto ao prequestionamento a que se refere à Súmula 297 do TST. homologou os cálculos apresentados pela reclamada. Contraminuta do agravado às fls. Razões do agravo às fls. Beresford Martins Moreira Neto(OAB: 008737 ES) ACÓRDÃO . 387 e do depósito recursal de fl. pois não teria ocorrido nenhuma das hipóteses de extinção da execução. com o que concordou expressamente a exeqüente (fl. 5º da CF/88. 23 de Setembro de 2013 75 intuito de reapreciar matéria já devidamente rebatida no tópico “2.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. na forma autorizada pelo art. pois não está obrigada a apreciar. ao tomar ciência da extinção da execução. o que deve ser manejado na via recursal própria. o qual acresceu honorários advocatícios de 15% sobre o valor da condenação. do CPC. ponto a ponto. 216. CRÉDITO REMANESCENTE NÃO ESPECIFICADO.2. outra solução não há senão a declaração da extinção da execução.7 Agravante Advogado Agravado Advogado LUCIA HELENA CARDOSO Esmeraldo Augusto Lucchesi Ramacciotti(OAB: 00232B ES) ITAU UNIBANCO S. na forma como procedeu o magistrado . ressalto que a reclamada se utiliza dos presentes embargos com o intuito de obter uma nova apreciação de seu apelo. Alega ainda houve violação de literal dispositivo de lei.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 NOVAIS EMENTA EXTINÇÃO DA EXECUÇÃO. A exeqüente se insurge. 2. caracteriza-se a preclusão. o qual acresceu honorários advocatícios de 15% sobre o valor da condenação. MÉRITO Após a Contadoria ter adequado os cálculos de liquidação aos termos do acórdão de fls. Logo. 436 para prosseguimento da execução. nego-lhes provimento e imponho a Embargante multa de 1% sobre o valor da causa. do CPC. na remota hipótese de que seja mantida a decisão agravada. alegando. o que foi feito às fls. parágrafo único. o agravado efetivou o depósito de tal valor remanescente à fl. 794. o Juízo primevo julgou extinta a execução. fundamentando sua decisão na Súmula 219 do TST. 538.CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. João Hilário Valentim. na hipótese de alegar existência de crédito remanescente. alega que o Juízo a quo considerou satisfeita a obrigação sem. parágrafo único. PRECLUSÃO.17. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). e tendo em vista o manifesto caráter protelatório dos embargos. CONHECIMENTO Conheço do agravo de petição. todos os argumentos abordados pelas partes. O que se exige é a adoção de tese e não de reprodução da lei. 375). ante a total ausência do vício alegado. por unanimidade. 436. 378). ante o pagamento da integralidade do valor homologado e atualizado. negar-lhes provimento e condenar a embargante a pagar a multa de 1% sobre o valor da causa. o Juízo primevo determinou que os cálculos fossem adequados aos termos do acórdão de fls. FUNDAMENTAÇÃO 2. qual seja. relatados e discutidos os presentes autos de AGRAVO DE PETIÇÃO. fossem expedidos alvarás na proporção e a quem de direito. Além disso.A. sendo partes as acima citadas. acórdão. como quer a embargante. sendo certo que o referido alvará foi extraído do depósito de fl. que a execução estaria sendo extinta sem qualquer certeza quanto ao valor devido a título de honorários advocatícios. Por fim. Por outro lado.5. o que não significa a obrigação de reproduzir textos legais. 538. nos termos do art. Vistos. do CPC e determinou que. 411/416.

a conduta ilícita da empresa e a incapacidade laborativa. Aliás.2011.3 Recorrente Advogado Recorrido Advogado KARLA KELLY BOMFIM TRISTAO GUSMAN Domingos Salis de Araujo(OAB: 007529 ES) UNIMED VITORIA COOPERATIVA DE TRABALHO MEDICO Stephan Eduard Schneebeli(OAB: 004097 ES) PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO . em condições inadequadas. que indeferiu os pedidos decorrentes de suposta doença ocupacional.6 formulados na petição inicial. pois se limita a descrever as atividades da reclamante na empresa. o que desencadeou doença de origem ocupacional e redução da capacidade laborativa. em face da r. Juiz Roberto José Ferreira de Almada. foi aplicada à autora a pena de confissão quanto à matéria de fato. por unanimidade. apesar do meu entendimento de que a prova pericial constitui pressuposto indispensável para o conhecimento dos pedidos formulados na petição inicial. art.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: CONFISSÃO FICTA. Digno de nota. §2. nego provimento. Procurador do Trabalho: Dr. E não é caso de incidência da hipótese categórica prevista no item II da Súmula 74 do TST. inclusive porque. já que o devedor satisfez a obrigação. conhecer do agravo de petição e. no presente caso. de uma breve leitura do laudo constata-se que a prova técnica não evidencia as supostas “condições inadequadas de trabalho”. 338/340-v. apesar de não ter sido realizada a prova técnica. Não tem razão. recorre a autora alegando que. a vindicar prazo para análise de “eventual” crédito remanescente. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. Nesse passo. e não acidentário (espécie 91).5. FUNDAMENTAÇÃO Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 2. às fls. sentença. I. Se a autora. incisos LIV e LV. não dependem de prova “os fatos afirmados por uma parte e confessados pela parte contrária”. requer a nulidade da sentença e o retorno dos autos à Vara de origem para realização da prova técnica. pois. e não ao juízo. e invocando os artigos 131 do CPC e 5. negar provimento ao apelo. como determinado pelo Juízo a quo. Bom. Assim. 334.0002 Processo Nº RO-108700/2011-002-17-00. da CF/88. Assim.4.17. o conjunto probatório demonstra que laborou por quase 10 anos com digitação e trabalhos repetitivos. que lhe oportunizou a prova do pretenso direito. a mesma não seria digna de reconhecimento. 23 de Setembro de 2013 76 sentenciante. 29/72) não comprova o nexo de causalidade entre a doença e as condições de trabalho. do TST. ENCERRAMENTO DA INSTTRUÇÃO. do CPC. Não constitui cerceamento de defesa a aplicação da confissão quanto à matéria de fato e o consequente encerramento da instrução àquele reclamante que deixa de comparecer em audiência para a qual foi intimado sob pena de confissão.5. 2. às fls. porque ausente a demonstração de manifesto prejuízo à parte (CLT. Limitou-se. igualmente. nos moldes do art. 411.CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA – PROVA TÉCNICA – DOENÇA OCUPACIONAL Sustenta a autora que o encerramento da instrução processual sem a realização da prova pericial médica para apuração da doença ocupacional anteriormente deferida lhe trouxe prejuízos e constitui cerceamento do direito de defesa. II.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 331). além de não se enquadrar nos exatos contornos de prova pré-constituída. Vistos. a prova documental que veio com a petição inicial (fls. sendo partes as acima citadas. INOCORRÊNCIA.2. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pela reclamante. e o consequente encerramento da instrução processual sem a realização da prova pericial anteriormente deferida para apuração da doença ocupacional. I. da lavra do Exmo. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA.5 e b.º. que julgou improcedentes os pedidos formulados na peça de ingresso. 794).3 DOENÇA OCUPACIONAL – NULIDADE DA DISPENSA – REINTEGRAÇÃO – DANOS MATERIAL E MORAL – CONFISSÃO FICTA Da sentença.2NULIDADE . nego provimento. nos termos da Certidão de fl.2011. b. nos termos da Súmula 74. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente).3. requer sejam deferidos os pedidos dos itens b. a prova pré-constituída caminha em sentido contrário às pretensões obreira.º. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. Contrarrazões apresentadas.17. 2. nos termos do art. Portanto. do CPC e da Súmula 74. b. Logo. É bom ressaltar que o prejuízo alegado pela autora só pode ser imputado a ela própria. no mérito. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. genericamente. já que o auxíliodoença concedido foi de caráter previdenciário (espécie 31). do TST. aplicada a ficta confessio e não existindo prova pré- . só resta a expedição dos alvarás nas proporção e a quem de direito. não constitui cerceio ao direito de defesa a aplicação da pena de confissão quanto à matéria de fato.TRT 17ª Região . Nesse contexto.1CONHECIMENTO Recurso conhecido por força do julgamento do agravo de instrumento.0108700-85. deixou de comparecer à audiência para a qual foi intimada sob pena de confissão (conforme intimação de fl. ainda que nulidade houvesse. conforme bem destacado na r. é que na própria minuta de agravo o exequente sequer apontou objetivamente a existência de crédito remanescente a ser apurado. 342/355. João Hilário Valentim. sentença de fls. Logo. Não tem razão. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-108700-85.0002 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: KARLA KELLY BOMFIM TRISTAO GUSMAN Recorrido: UNIMED VITORIA COOPERATIVA DE TRABALHO MEDICO Origem: 2ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . 343. 369-404. por problemas pessoais. b. visto que os documentos de fls. Quanto à perícia realizada para apuração da insalubridade. 62/69 demonstram que o INSS não reconheceu o nexo da doença manifestada pela autora e suas atividades na ré.

não há qualquer dano a ser ressarcido. com o pagamento de indenização substitutiva pelos salários e consectários legais desde a data da demissão. é indevida a declaração de nulidade da demissão. ou coisa afim. Contudo. 306). sustenta a autora que na época da dispensa não se encontrava apta para o trabalho. 64). que indeferiu o pedido de adicional de insalubridade com arrimo no laudo pericial. a reclamante não compareceu à audiência para a qual foi regularmente notificada. na etiologia dela. portanto. são improcedentes também. nego provimento. parágrafo 2º.2010. injustificadamente. sofreu danos materiais e morais.. Improcede o pedido. ou qualquer nexo de causalidade entre a doença que a reclamante alega ser portadora e as condições de trabalho mantidas pela reclamada. contudo. Frise-se que não se pode pretender que o Juízo conclua com base nos elementos dos autos que as lesões indicadas pela autora não sejam de caráter degenerativo e que estejam catalogadas no manual de procedimentos para os serviços de saúde – Doenças Relacionadas ao trabalho. restando patente nos autos que ela se beneficiou de auxílio-doença. que não agiu com dolo ou culpa. 68). a fim de se evitar seguidas nomeações sem resultado. não assiste razão à recorrente. A reclamante não faz jus à garantia provisória de emprego prevista no artigo 118 da Lei número 8. tudo desde sua demissão. não restou demonstrado o nexo de causalidade e a responsabilidade aquiliana do empregador. razão pela qual toma por nula sua dispensa e pugna pela reintegração ao trabalho. Vale frisar. bem assim. a situação controvertida se concentra na apuração da natureza da moléstia que acomete a reclamante. as cirurgias a que foi submetida e os tratamentos posteriores. bem assim. contrario sensu dos arts. em relação aos quais não haja prova em sentido contrário nos autos. não restou provado nos autos o nexo de causalidade entre a doença e as condições de trabalho. em face das dificuldades de se nomear um perito. Esclarece que em razão de tais moléstias. razão porque passou a sentir fortes dores no ombro direito. Frise-se que os documentos de fls. 331-verso). quer de ordem material quer de ordem moral. da Constituição Federal).) INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS A reclamante afirmou que as condições de trabalho a que foi submetida fizeram com que fosse acometida por doença laborativa (síndrome cervicobraquial. aduzindo que não há comprovação de qualquer dos danos alegados pela autora. em razão da incapacidade laborativa. Aduz. Acrescenta que até a data do ajuizamento da ação ainda continuava em tratamento da moléstia que lhe foi acometida. que diante da ausência da reclamante à audiência.213/1991. a teor do artigo 343. torna-se impossível a responsabilização do empregador pela indenização respectiva.. 65). 186 e 927 do Código Civil. não compareceu à audiência na qual deveria prestar depoimento. (. conforme fartamente explanado acima. 69). ainda. a nulidade da dispensa. haja vista não terem sido preenchidos todos os requisitos ensejadores da reparação civil. Ademais. que se falar em reintegração ao trabalho.03. nas mãos. a incapacidade ocupacional. se paute por dolo ou culpa (art. foi designada audiência. 67). em decorrência da prática de atos repetitivos e da utilização de equipamentos inadequados ao seu tipo físico. 2. razão pela qual mantenho a bem lançada sentença. extrai-se dos documentos de fls. além de passar a ter dificuldades com toda e qualquer atividade manual. desde que seja atestado o dano e. O pedido constante na inicial relativo à indenização por danos morais e materiais encontra respaldo na culpa da reclamada pela doença ocupacional que teria sido desenvolvida pela reclamante.2009 até 22. A reclamada contesta as alegações autorais. portanto. afirmando que a doença alegada não teve origem nas condições de trabalho. a reclamante. Quanto à pretendida nulidade da demissão levada a efeito pela reclamada. De outro tanto. recorre a reclamante dizendo que o . 08/07/2009 (fl.” Logo. a indenização substitutiva dos salários. alegando que sofre de doença ocupacional decorrente das condições de trabalho a que foi submetida na reclamada a partir de 2006.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. além de fisioterapia e hidroterapia. 50 a 55 que à reclamante foi deferido auxílio doença no período de 27/03/2009 a 09/03/2010. por conta de esforços repetitivos e risco ergonômicos existentes no ambiente da faina. Feitas essas ponderações. ocorrendo. É sabido que o empregador só assume juridicamente a obrigação de indenizar o seu empregado em caso de acidente de trabalho. no pescoço. A reclamada rechaçou os pleitos. hospitalares. que a reclamante não gozou auxílio-doença acidentário. e a derradeira. presumem-se verdadeiros os fatos articulados na defesa. Ausente qualquer um destes requisitos. do CPC. sendo a reclamante regularmente intimada. fazendo uso de medicamentos para alívio de dor. síndrome costoclavicular e síndrome do túnel de carpo). 125 – Atestado de Saúde Ocupacional – ASO – que data de 28/03/2011 e atesta a sua aptidão na época da demissão. pelos quais pugna pela reparação. Pois bem. pois não há nos autos qualquer amparo técnico normativo para considerá-las como tais. cujos abalizados fundamentos adoto in totum: “REINTEGRAÇÃO AO TRABALHO – NULIDADE DA DISPENSA Pretende a reclamante a reintegração ao emprego e condenação da reclamada em parcelas salariais vencidas. não havendo nexo causal e que a autora não padece de doença ocupacional. foi deferida a realização de perícia técnica médica (fl. e ainda. os efeitos da confissão ficta quanto à matéria de fato. 7º. recebendo benefício previdenciário de 27. atraindo. além disso. No caso destes autos. ainda. firmando-se nos exames Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 periódicos que atestaram as condições de trabalho da reclamante durante o vínculo de emprego e o exame demissional que constatou a aptidão. tampouco em ressarcimento de despesas médicas. não comprovada a incapacidade da reclamante para o trabalho na data de sua demissão. 30/11/2009 (fl. conquanto comprovem que a reclamante apresentou o quadro clínico narrado na inicial. 30/01/2010 (fl. 29/72. Destarte. quando de sua demissão. 22/02/2010 (fl. assim. 09/03/2010 (fl. 331 – comprovação de entrega à fl. além da inexistência de relação da moléstia apresentada pela reclamante com o trabalho desenvolvido em suas instalações. Inicialmente. e que em 2009 submeteu-se a cirurgia da mão esquerda e em 2010 da mão direita. Visando a apuração. Por corolário lógico. cumpre registrar que a reclamante não impugnou o documento de fl. ficando afastada do trabalho. 66). no interstício as seguintes prorrogações: DE 20/05/2009 até 30/06/2009 (fl. também por esse motivo.4ADICIONAL DE INSALUBRIDADE Da sentença. sob pena de confissão (fl. Nesse contexto. 63). Não restou comprovado. inciso XXVIII. os pedidos de pagamento das parcelas salariais pretendidas ou qualquer indenização correspondente. Pretende. O reclamado contestou os pedidos. sessões de fisioterapia e hidroterapia.09. a teor do artigo 186 do Código Civil. além da exigência de execução do trabalho com rapidez também incompatível com a condição física e material. o referido documento há de ser admitido como meio hábil de prova. não havendo. 23 de Setembro de 2013 77 constituída a sustentar os pretensos direitos. findando-se em 22/09/2010 (fl. e muito menos conduta ilícita patronal a justificar a reparação correlata.

ante a apuração do voto médio.06. Arbitrar o valor da condenação em R$5. gratificação natalina. com revezamento de atividade administrativa e de atendimento aos clientes entre as recepcionistas do turno. A Reclamada em seus documentos LTCAT apresentados ao Perito (anexo ao laudo) reconhece o risco biológico na função da autora e atividades da Reclamante por se tratar de ambiente hospitalar. Assim. tal qual previsto na Lei 605/49. Prejudicada a análise da assistência judiciária. o qual. Pela eventualidade. O adicional se integra aos seus salários para fins de aviso prévio. 274/280).08. Procurador: Dr. Inicialmente. há de prevalecer sobre a confessio de que cogita o item I. E após. data da publicação da Súmula Vinculante nº 4 do Supremo Tribunal Federal. aplica-se o salário mínimo. tanto que ele foi pago até 2003 e voltou a ser pago em novembro de 2010. determinar que a base de cálculo do adicional de insalubridade seja o salário mínimo. nos termos do Anexo 14 da NR-15. férias acrescidas de 1/3.2008 .2008) . ADICIONAL DE INSALUBRIDADE.00. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: o Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). em grau médio.07. o adicional de insalubridade será calculado sobre o salário básico. dar parcial provimento. e FGTS com indenização de 40%. Tal entendimento foi consagrado pela Resolução 185. nos termo do art. de 14/09/2012 do TST. Súmula cuja eficácia está suspensa por decisão liminar do Supremo Tribunal Federal A partir de 9 de maio de 2008. devendo o adicional integrar aos seus salários para fins de aviso prévio. Inverto o ônus da sucumbência quanto aos honorários periciais. Alega que também não foi apresentado o PPRA e produzida prova de neutralização do agente por meio de fornecimento de EPI ou treinamento.2006 a 09. No mérito. apesar de não ter sido alterada a função da obreira. da CLT. 3. conhecer do recurso.08. seus efeitos se dão em caráter ex nunc.2008. Vejamos. tenho perfilhado entendimento de que ante a omissão da Corte quanto à modulação quanto à sua eficácia. porque a autora recebia salário mensal. da Súmula 74 do TST. a Juíza Relatora. 23 de Setembro de 2013 78 LTCAT apresentado pela empresa demonstra que suas atividades eram ensejadoras do adicional pleiteado. 2. já se encontra incluída no dia de descanso. da CLT. e no período compreendido entre 30. tendo em vista que a insalubridade é caracterizada pela avaliação qualitativa.º 228. deixa claro que ela ficava exposta de forma intermitente a agentes biológicos. inverter o ônus da sucumbência quanto aos honorários periciais.05. anexados ao laudo pericial (fls. 24/28. que acrescentou à Súmula 228. salvo critério mais vantajoso fixado em instrumento coletivo”. em grau médio. o cálculo da insalubridade. BASE DE CÁLCULO (redação alterada na sessão do Tribunal Pleno em 26. em grau médio. Todavia. Diante do exposto. Quanto ao RSR. mister fixá-la.08. 193 da CLT. nos termos do art. conforme por ela relatado e comprovado pelos contracheques de fls.1BASE DE CÁLCULO DO ADICIONAL DE INSALUBRIDADE SV 4. ou seja. ao fundamento de que. prevaleceu entendimento de aplicação do salário mínimo como base de cálculo do adicional de insalubridade em todo o período. O contato se dava de forma intermitente.00 pela reclamada. tendo em vista a sua concessão em sede de agravo de instrumento. gratificação natalina.Republicada DJ 08. Desse modo.2008 se faz pelo salário mínimo. ou seja. e não quantitativa. os Laudos Técnicos de Condições Ambientais do Trabalho (LTCAT) da reclamada. determino que de 30. 790-B. a agentes biológicos.2006 (marco prescricional fixado na sentença) e outubro de 2010. na forma da Súmula 364. E apesar de o expert concluir que a atividade da reclamante não ensejava o adicional de insalubridade por exposição a agentes biológicos.2006 (marco prescricional fixado na sentença) e outubro de 2010. e no período compreendido entre 30. 148/2008. e se a parcela é devida mensalmente. e FGTS com indenização de 40%. Logo. por maioria. pediátrica e adulta. dou parcial provimento ao pedido de pagamento do adicional de insalubridade. não resta dúvida de que a reclamante faz jus ao adicional pleiteado. por unanimidade. quanto à base de cálculo do adicional de insalubridade. conforme LTCAT. em vista da impossibilidade de substituição por meio de decisão judicial. férias acrescidas de 1/3. nada a deferir. João Hilário Valentim. no grau reconhecido no LTCAT. inclusive. em razão da aplicação analógica do § 1º do art. argumenta que a exposição eventual não exclui o direito pretendido. e por não haver relatos de entrega e uso de equipamentos de proteção. com reflexos. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora . do STF – EFEITOS x SÚMULA 228 DO TST . 790-B. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.07. ao pedido de pagamento do adicional de insalubridade. de acordo com a redação conferida à Súmula Vinculante 4 do C. 2.REDAÇÃO DADA PELA RESOLUÇÃO 185/2012 Apesar de a reclamante silenciar em suas razões recursais sobre a base de cálculo do adicional de insalubridade. apresentam a conclusão de que foi detectada a “possibilidade” de exposição habitual e permanente dos atendentes de recepção da emergência. até a edição de lei versando sobre o tema. o que já seria suficiente para concluir pela existência do direito. DJ 04 e 07. no grau reconhecido no LTCAT.4. como a matéria depende de prova técnica e que esta foi realizada nos autos.5ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA Prejudicada a análise da assistência judiciária.000. não havendo norma coletiva dispondo acerca desta base de cálculo. requer reforma do decisum para que lhe seja deferido o adicional de insalubridade.Res. o seguinte adendo: “SÚMULA N. contra meu voto. até 09. foi pago até 2003 e voltou a ser pago em novembro de 2010. e que tal condição enseja adicional de insalubridade em grau médio. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Desde a edição da SV-04 pelo STF. Logo. que dava provimento nos termos da nova redação da Súmula 228 do TST e o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais que fixava como base de cálculo o salário base durante todo período. STF e a interpretação dada a ela. com custas de R$100.2008 o adicional de insalubridade seja calculado com base no salário mínimo e daí até outubro de 2010 seja calculado com base em seu salário-base.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Não bastasse isso. aplicada por analogia ao caso in análise: A Reclamante laborou como Atendente em Emergência Adulto e Pediátrico da Reclamada e desenvolvia suas atividades atendendo a pacientes ou acompanhantes para a elaboração de ficha cadastral e encaminhamento ao atendimento necessário. esclareço que. Vencidos. pela recorrida.05.CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. pelo salário-base do empregado. 09 e 10. por força do julgamento do agravo de instrumento. Sustentação oral da advogada Ana Carolina Machado Vieira.

RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelas Reclamadas em face da r. Não lhe assiste razão. e não apenas à DACASA FINANCEIRA. exatamente o critério fixado pela r. Comprovantes do recolhimento das custas processuais e do depósito recursal. EQUIPARAÇÃO. já que nele não há registro de pagamento de qualquer das parcelas postuladas nestes autos. expressamente. já que se encontra em plena vigência o § 2º do art. nem fora contratada por empresa desta atividade econômica. posto que os recorrentes postulam a sua incidência a partir do ajuizamento da reclamação. à luz da interpretação do Enunciado 330 do E. Pois bem. 518 e ss. que o instrumento de rescisão deve ter especificada a natureza de cada parcela paga ao empregado. por isso. Quanto à “alteração contratual” não há nenhum pedido fundado em alteração de norma interna do empregador. alegando haver quitação geral das parcelas trabalhistas.3. prestou serviços em favor de outra empresa do grupo. da lavra da magistrada Angela Baptista Balliana Kock. sendo válida a quitação.TRT 17ª Região . 2. como “caixa 1". A reclamante sustenta. à época própria para aplicação dos juros e correção monetária e à assistência judiciária gratuita.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: I . Ora. às horas extras. cuja dispensa se deu em 1/9/2006.0114500-92. às fls. a DACASA FINANCEIRA S. 526/527v. CONHECIMENTO Conheço parcialmente do recurso ordinário. Aliás.A SOCIEDADE DE CRÉDITO FINANCEIRO E INVESTIMENTO. Nego provimento ao recurso. alegando não ser possível o enquadramento como financiária. e. sendo que em ambos os períodos. na exordial. 526/526v). FUNDAMENTAÇÃO 2.ENQUADRAMENTO SINDICAL. às mesmas parcelas.ATIVIDADE FINANCEIRA – JORNADA DE SEIS HORAS.0132 Processo Nº RO-114500/2011-132-17-00. e se o fundamento da pretensão é a soma de períodos descontínuos (unicidade contratual) é evidente que não há prescrição total. Vistos. 2. expressamente. sentença de fls. que julgou procedentes em parte os pedidos contidos na peça exordial.INOCORRÊNCIA As empresas propagam a prescrição total em relação ao contrato de estágio.2011. prestava serviços nas dependências da DACASA FINANCEIRA. a manutenção da decisão recorrida. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. que a contrataram para prestar serviços na área administrativa a todas as empresas do grupo. Razões recursais. da CLT). TST.9 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Autor Advogado DADALTO ADMINISTRACAO E PARTICIPACOES S/A José Hildo Sarcinelli Garcia(OAB: 001174 ES) SIMONI NASCIMENTO TEMPORIM Ary Rabelo Paulucio(OAB: 002452 ES) PROMOV SISTEMA DE VENDAS E SERVICOS LTDA José Hildo Sarcinelli Garcia(OAB: 001174 ES) PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO . nenhuma quitação geral se pode extrair do termo rescisório colacionado aos autos.11.2. a melhor exegese do art. Contrarrazões às fls. apenas. 285/305) confirma as alegações da reclamante e demonstra que ela. e em relação à “alteração contratual” ocorrida em 2008. apenas. Por fim. 477 Consolidado dispõe. Assim sendo. atuando como Financiária e não como Comerciária. Todavia. FINANCIÁRIOS. relativamente. O laudo pericial (fls. ressaltam que a Súmula 129 do TST ampara a existência de uma empresa com o intuito de fornecer mão-de-obra para outras do mesmo grupo econômico. uma vez que nunca exerceu operações financeiras. arguindo preliminar de carência de ação. pois a terceirização de serviços da área meio é permitida por lei.4. mantenho a sentença. se a ação foi ajuizada em 19/11/2011. 23 de Setembro de 2013 79 Acórdão Processo Nº RO-114500-92. As reclamadas requerem seja a reclamante enquadrada na categoria dos comerciários.1.2008. GRUPO ECONÔMICO.2011.PARCELAS CONSTANTES DO TRCT – AUSÊNCIA DE EFICÁCIA LIBERATÓRIA . Se o reclamante exerce atividade típica financeira.ENQUADRAMENTO SINDICAL – FINANCIÁRIO . tem direito ao enquadramento sindical na categoria dos financiários (art. Alegam que esse fato não gerou vínculo com a DACASA FINANCEIRA. às fls. II . desde o início de sua contratação.CARÊNCIA DE AÇÃO As reclamadas renovam a argüição de carência de ação.PRESCRIÇÃO TOTAL .2007.5. 529 e ss. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 2. postulou a reforma da decisão quanto à prescrição. por falta de interesse recursal. sendo transferida para a PROMOV (2ª reclamada) em 01. prolatada pela MM. que o instrumento de rescisão deve ter especificada a natureza de cada parcela paga ao empregado. 477 da Consolidação das Leis do Trabalho foi a que lhe deu o Colendo Tribunal Superior do Trabalho com o Enunciado nº 41. sendo válida a quitação.O § 2º do art.17. relativamente às parcelas nele especificadas. a tese defendida não tem pertinência temática com o objeto da pretensão. 571/573. ao enquadramento da reclamante como financiária. que dispõe. ainda que em outra empresa do mesmo grupo econômico. no mérito. sendo partes as acima citadas. Acrescem que suas reais empregadoras foram a DADALTO e PROMOV. defendendo. 2ª Vara do Trabalho de Cachoeiro de Itapemirim – ES.17. Nego provimento. complementada pela decisão de embargos de fls. sentença (fls. por ausência de ressalvas no TRCT. propagando prática de “ato único”.5. em síntese.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. em 10. 477 Consolidado. §3º. 511.10. 576/585.QUITAÇÃO GERAL . menos ainda com os fatos que envolvem o presente processo. pois quando exerceu a . Dele não conheço quanto aos juros de mora.GRUPO ECONÔMICO . mas apenas parcial tal como reconhecido na sentença. ATIVIDADE TÍPICA FINANCEIRA.0132 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: DADALTO ADMINISTRACAO E PARTICIPACOES S/A E OUTRO Recorrido: SIMONI NASCIMENTO TEMPORIM Origem: 2ª VARA DO TRABALHO DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM . que foi contratada pela DADALTO ADMINISTRAÇÃO (1ª reclamada). mesmo sob o enfoque do Enunciado nº 330.

‘A analogia legis implica no reconhecimento de que a questão sub . ante a objetividade da matéria tratada). São as seguintes as considerações de Souto Maior que aproveito: ‘A implementação desta ‘técnica administrativa’ não pode. ou em acirrar a sociedade injusta para atrair a prevalência de menor custo em detrimento do trabalhador com aumento de lucratividade do empreendimento. o grupo econômico se vale da intermediação das reclamadas para fraudar a lei e frustar os direitos trabalhistas de seus empregados. pois o direito brasileiro só admite a criação de empresa fornecedora de mão-de-obra temporária na forma do artigo 2º da Lei 6.0131. Disse sua Excelência que: “(. realizar fechamento de caixa.5.. 423/424 – quesito 1. a autora trabalhava como financiária. Utilizá-la para pagar salários menores que os observados pela tomadora quanto aos seus empregados que exercem a mesma atividade é ilegítimo. de modo que a intenção das rés se mostra irrelevante. dentre outros. Ao julgar processo semelhante (RT 0888. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Mutatis mutandis. A propósito. Ainda que se entenda que esses serviços eram atividade-meio. Mohallem . elaborou trabalho científico para a revista virtual Júris Síntese nº 48.b). (INCORPORADAS AS ORIENTAÇÕES JURISPRUDENCIAIS NºS 64 E 126 DA SDI-1) É bancário o empregado de empresa de processamento de dados que presta serviço a banco integrante do mesmo grupo econômico.17. Vale notar que o estudo em referência até sustenta a tese dos autores de declaração de vínculo diretamente com o tomador dos serviços. que desenvolve seu trabalho em atividade terceirizada. exceto quando a empresa de processamento de dados presta serviços a banco e a empresas não bancárias do mesmo grupo econômico ou a terceiros. por razões que abordarei adiante.17. tais como: pagamento de água. Os objetivos da terceirização não se lastreiam em lucro maior ou menor. para impedir que a terceirização aniquile toda a história de conquistas da classe trabalhadora.pág. a de que a holding teria sido criada com o fim de fornecer mão-de-obra para as suas controladas. causar prejuízos à classe obreira. desde logo.DJMG 29. nos autos da RT1367.011.5. nos acórdãos proferidos nos autos das RT's 004430072. Jorge Luiz Souto Maior. No entanto. fato que obviamente se constitui em fraude.BANCÁRIO.0008. como v. deixo claro que o critério é objetivo. braço financeiro do grupo.2007.g. afastando-os dos direitos garantidos aos que são formalmente contratados pela empresa principal.0131. dado o intuito de atender aos interesses e as necessidades do Grupo. já que são inúmeros os casos já apreciados por esta Corte Trabalhista Regional em que trabalhadores são contratados pela Dadalto para laborar na DACASA. há confissão de que está havendo fraude contra o próprio contrato social de ambas as empresas.3ª R . ícone do pensamento jurídico-trabalhista brasileiro. Afora isso. boletos bancários diversos que tenha código de barra.5. eis que em seu objeto não consta o exercício de atividades financeiras. 23 de Setembro de 2013 80 função de caixa I realizava: “recebimento do público em geral de prestações que não estejam vencidas. efetuar atendimentos aos clientes DACASA sobre dúvidas nos pagamentos” (fls. Portanto. ainda que se permita a terceirização. nos termos das seguintes Ementas: ‘A evolução que admite a terceirização não pode. já que a análise e liberação de crédito não constitui atividade típica de comerciário e sim de financiário.006 e o faço também neste caso.2011. Desse modo. a qual foi rechaçada por esse TRT através de dezenas de decisões. O primeiro efeito jurídico a ser fixado é o de que se devem respeitar os mesmos direitos para os trabalhadores da empresa tomadora e os da empresa prestadora. E. implicar em desigualdade social.17. considerando que o trabalhador seja empregado da empresa prestadora e não da empresa tomadora. Logo. a sua inserção no âmbito da administração do grupo econômico. função ínsita à exercida pela atividade financeira. O empregado de terceirizante. 009020069. a criação de empresas para atuação no mesmo ramo não representa qualquer ilegalidade. me convenci de que o melhor caminho é o respeito à proteção do trabalho e não a sua alteração formal ou declarações de nulidades dos atos formais e registros executados pelo grupo econômico. 0095500-27. em hipótese alguma. analisar e liberar a quantia referente ao empréstimo efetuado através do Termo de adesão de crédito pessoal. 40).17.2011. faz cair sobre ela uma evidente ingerência direta. “ A Norpel integra o mesmo grupo econômico da CVRD e prestava serviços exclusivamente para esse grupo econômico. é o que ocorre no presente caso e. A fraude.03.17. ainda que se admita administração autônoma (a averiguação disso é irrelevante. a súmula 239 nos serve para mostrar que a criação pela empresa principal de empresas satélites com o escopo de lhe prestar serviços que numa visão estreita escapariam da sua finalidade (na verdade a cadeia produtiva é tão complexa que dizer que uma atividade não é essencial representa um risco de gafe produtiva ou tecnológica) não pode jamais representar prejuízo para os trabalhadores. do bimestre Julho-Agosto de 2004. vali-me dos fundamentos expostos pelo Exmº. Dentre as suas vantagens não se inclui a diversidade salarial ou de direitos individuais do empregado e independente da pessoa que seja seu empregador. A ilicitude surge quando essa criação leva à lesão de direitos trabalhistas e ao afastamento de garantias aos trabalhadores. 05430032. a CVRD era a maior acionista e é inegável que teve participação ativa na decisão da sua paralisação por não apresentar bons resultados.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. o que corrobora a tese esposada na sentença e atrai a aplicação da Súmula 55. Analisar e liberar crédito direto nos caixas para clientes pré-selecionados denominados Promoção Fidelidade. embora o verdadeiro empregador seja a Dacasa Financeira. Como conseqüência. 0045700-15.2010.) Em princípio.019/74. luz.0161. A jurisprudência trabalhista já vem se firmando no sentido de destinar a trabalhadores apanhados dentro dessas situações os mesmos direitos destinados aos empregados formais das empresas tomadoras dos seus serviços. constituindo-se em prática voltada à distorção dos preceitos protetivos da legislação trabalhista. em que pese ser dotada de personalidade jurídica própria e. não cabe perquirir se ela quis ou não. através da intermediação ilegal de mão-de-obra. conferindo os documentos e valores monetários encaminhados pela Tesouraria e vice versa.. é pois. a empresa confessa outra fraude. no qual traz valiosos subsídios para a compreensão da matéria. Aliás. Juiz Ney Álvares Pimenta Filho.5.2007.00-6). a realidade é que ela atua como mero prolongamento das várias atividades da segunda ré.0010. do TST.’ (TRT . a meu ver. validamente. Além disso. evidente. Ou seja. como nos mostra a Súmula 239 do Tribunal Superior do Trabalho: Nº 239 . EMPREGADO DE EMPRESA DE PROCESSAMENTO DE DADOS. tem os mesmos direitos individuais e salários dos empregados da tomadora dos serviços exercentes da mesma função.2011. qual seja. Ricardo A. representar a impossibilidade dos trabalhadores adquirirem e receberem integralmente os seus direitos trabalhistas pelos serviços que prestem’.96 .2ª T . com isso.RO nº 16763/95 Rel.2010. chamados de limites civilizatórios por Gabriela Neves Delgado. há se fixar alguns parâmetros jurídicos. o grupo econômico tem tradição em fraudar a lei trabalhista.

02.56). A história empresarial no Brasil é farta de notícias de modestos contínuos que chegaram altas direções de grandes grupos. essa ótica. de deixá-la ao desamparo das normas coletivas aplicáveis. sem dúvida. apesar de não se enquadrar no dispositivo legal. sem condições de reivindicações. inciso XXXII. mudando o que deve ser mudado. Se o reclamante exercia atividade tipicamente bancária. impende imaginar a sorte e variedade de problemas com esses atos. não há impedimento legal a que as empresas se organizem juridicamente e isso significa dizer que nesses termos elas podem se dividir. eis que o contrato social não permite que a empresa tenha por objeto o fornecimento de mão-de- . são apenas nove trabalhadores. a nulidade afeta exclusivamente as cláusulas contratuais prejudiciais e não a formação do contrato em si. deve cair sob sua égide por semelhança de razão (ubi eadem legis ratio. acresço que ao julgar o RO 01930. garanti pelas mesmas razões. como não poderia deixar de ser. por força do artigo 12. os aspectos práticos são muitos e justificam a opção. nos termos do § 3º do art. àquelas expressamente postuladas na presente ação e que adiante serão examinadas. A respeito deste tipo de fraude. Juíza Sônia das D. fazem jus a remuneração equivalente à paga aos empregados da mesma categoria profissional da empresa tomadora de seus serviços. teria sido praticada por várias empresas financeiras e. diante da prática de fraude ao artigo 511. por isso.” Ainda que desnecessário. porque. p. mas também porque a empresa DACASA FINANCEIRA é a única receptora dos serviços e das energias despendidas pela autora. porque esse ato configura concorrência desleal. a mais condenada forma de comércio. mas objeto de especial tutela do Estado. que são para mim relevantes.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 511 da CLT. há o amparo jurídico à livre estruturação interna das empresas. limitando-as. Dionísio. a Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 profissionalidade do empregado e lhe conferi todos direitos que a lei e as normas coletivas concedem aos bancários. como bem jurídico da pessoa humana.17. a exploração do trabalho alheio. Com efeito. é importante registrar que a praxe. na categoria profissional para a qual estão trabalhando. corretíssima a pretensão de que a eles se apliquem todas as benesses dos empregados da CVRD. §2º. DJMG. ENQUADRAMENTO COMO BANCÁRIO. A terceirização de mão-deobra. indefiro o pedido dos autores de declaração de que o vínculo se formou diretamente com a segunda ré. todavia. trocar de nomes. desde que não cause prejuízos aos trabalhadores. em regra. (TRT . dispensam-se ofícios à Previdência Social e à CEF para alteração de dados (e com isso reduzem-se as chances de problemas no encontro de informações futuras nos sistemas desses órgãos) e. Além da fraude aos direitos individuais dos trabalhadores. sem possibilidade de maior acesso. no caso concreto. mas. a consequência mais nefasta está na seara do direito coletivo. Não participando dos dissídios coletivos das categorias a que efetivamente deveriam pertencer. Freire Pimenta. têm seu valor e trabalho menosprezados. com muito maior razão os trabalhadores contratados de forma permanente por empresa interposta para a prestação de serviços essenciais à empresa cliente terão direito a todas as vantagens asseguradas à categoria dos empregados da mesma. é. não estando a ré autorizada a proceder a discriminação de lhe pagar direitos inferiores aos que são outorgados à sua categoria e muito menos. porque são alugados por terceiros. eventualmente. segundo investigação do Ministério Público do Trabalho. A burla. a tese. DO. Assim. não só por força dos dispositivos legais citados. data venia dos judiciosos argumentos em prol da nulidade da contratação e formação do vínculo diretamente com o tomador. ao qual realmente servem. ibi eadem dispositio). gradativamente. representando um retrocesso legal. seja por reduzir o nível salarial do cidadão que ingressa no mercado de trabalho e em consequência reduz a circulação de riquezas. nos autos 1667/97. os quais louvo a presente decisão: “A marchandage. Vale dizer. me pronunciei: “TRABALHADOR QUE DESENVOLVE ATIVIDADES TIPICAMENTE BANCÁRIAS. Simplesmente não há na legislação impedimento a que o façam se respeitados os direitos de seus trabalhadores. apresentou os fundamentos. que se pratica. em si. mesmo quando lícita. não obstante a regularidade do contrato firmado com a reclamada. Por essas razões. que causa grave dano não só ao trabalhador.3ª R . a. O trabalhador é transformado em mero objeto. destina-se a todo tipo de relação idêntica e que decisão idêntica deve ser tomada mesmo em eventual Ação Civil Pública ou substituição processual ampla e. além do abuso da personalidade jurídica.RO nº 08157/94 . de resultado financeiro em nada diferente da posição que abraço. da CLT. razão pela qual tem o direito de ver seu contrato de trabalho regido pela Convenção Coletiva do Sindicato dos Profissionais Bancários”(Ac. se não respeitados. mas também à toda a coletividade.00-8 em que contendiam Bruno Fernandes Poncio x Transpev Processamento e Serviços Ltda. tais empregados ficam condenados à marginalização salarial. de 17.2004.019/74. in fine da CF/88. diminui ou praticamente anula as possibilidades de acesso à carreira. É condenada pelo mundo inteiro. Rel. pois.Rel. melhores postos. a autora tem direito. não pode servir de instrumento de redução dos custos de mão-de-obra se isto implicar em violação do princípio constitucional da isonomia’.2006). salário compensador e. visto que tal ato configura violação direta ao art.95. Logo. até a estabilidade. seja porque impede o acesso à categoria profissional de que cogita o artigo 511 da CLT. de forma apenas um pouco mais amena. demonstra que apesar de manter a regularidade formal do contrato havido entre o empregado e sua empregadora. Tais contratos coonestam a ilegalidade dos agentes da marchandage no Brasil destruindo assim. reputando. sentença em face do seu efetivo labor como financiária. integra categoria diferenciada. a partir daí. 29. Não devemos nos esquecer que. 01434/2006. etc. Se não se vinculam ao estabelecimento. evitam-se gastos com a implementação e a fiscalização junto à empresa principal em relação a tais alterações. E além desses aspectos práticos. fundir. da Lei nº 6.006. Tal ementa. a perceber os direitos reconhecidos pela r. Desde o tratado de Versailles se declara que o trabalho não é mercadoria. a legislação social”. o juiz Guilherme Piveti.3ª T . ante o disposto nos artigos 128 e 460 do Código de Processo Civil. 7º. É a continuidade na empresa que assegura direitos ao trabalhador como promoção na carreira. porque este representaria melhoria salarial. E. A estes o valor individual pouco ou nada interessa. por não serem enquadrados sindicalmente. Como coloquei anteriormente.08. representa a semiescravidão. o trabalhador desamparado não oferece riscos quanto ao exacerbamento do espírito indicatório. norma consagrada também pela Conferência Internacional do Trabalho. incompatível com o espírito mercantilista que envolve tais contratações. Se os trabalhadores temporários. Evitam-se rasuras na CTPS. em que se enquadra a hipótese versada. 23 de Setembro de 2013 81 judice. cujo “único” limite é o respeito aos direitos de terceiros. da Organização Internacional do Trabalho reunida em Filadélfia em 1944. me parece a mais correta sempre que as empresas envolvidas sejam integrantes do mesmo grupo econômico.

o mesmo pedido de enquadramento. é incontroverso que a reclamante foi contratada para cumprir 8 (oito) horas diárias. Nego provimento.00. Des. por conseguinte. pelo recorrente.3.110/03. sociedades de crédito. Logo. se manifestou: “ENQUADRAMENTO SINDICAL.7ª e 8ª HORA. 224 DA CLT). TST. Ainda que seja despiciendo. não podem elas beneficiar-se de suas próprias torpezas (artigo 9º. Alega que. do direito à jornada de seis horas diárias.584/70 para a concessão do benefício. ao qual me reporto. o Tribunal. e pedido de reconhecimento de direitos previstos em norma coletiva própria. não houve nenhuma violação aos textos legais e aos verbetes sumulares mencionados pelas Recorrentes. do Banco Central. representações das instituições bancárias em pequenos estabelecimentos comerciais varejistas. prevê que a época própria para aplicação da correção monetária é o quinto dia útil do mês subseqüente ao vencido. Quanto ao fato de que as Reclamadas não foram signatárias da convenção coletiva dos financiários. BENEFÍCIOS PREVISTOS NA CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO As reclamadas requerem a exclusão da condenação do pagamento dos benefícios da CCT dos financiários (auxílio refeição. Por óbvio deverá ser observado o marco prescricional. não pode ser adotado o divisor 180 para o cálculos das horas extras. CORREÇÃO MONETÁRIA Os recorrentes alegam que o artigo 459. é a aplicação das disposições convencionais dos financiários aos empregados dessas prestadoras de serviços”(RO-01314. não obstante existência de Súmula mais favorável ao que foi pedido na inicial. A constituição e o funcionamento de pessoa jurídica que tenha por fim a intermediação de acesso a crédito criado por bancos múltiplos ou sócios deles devem ser consideradas. financiamento e investimento. 2. 129/2005 . Rel.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.3. diante da ausência de labor para instituição financeira e de exercício de operações financeiras. acertada é a sentença que lhe concedeu o benefício da justiça gratuita. SALÁRIO. JORNADA DE TRABALHO . ART. Fábio Silva Rabelo. EQUIPARAÇÃO DAS ATIVIDADES DAS PRESTADORAS DE SERVIÇOS A SOCIEDADE DE CRÉDITO. bem como elidir a aplicação das normas coletivas dos financiários aos seus empregados. Nego provimento. examinando ação envolvendo as mesmas reclamadas. conforme item 2. da CF. sentença. sob o argumento de que a autora não teria direito à jornada de seis horas Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 diárias. constatando que a autora não tem condições de pagar as custas do processo sem prejuízo do sustento próprio ou da família. Sustentam também que a CCT dos financiários é inaplicável pelo fato de as reclamadas não serem partes convenentes desse instrumento coletivo. Sem razão. Por corolário lógico do reconhecimento ao enquadramento da reclamante na categoria dos financiários e. JUSTIÇA GRATUITA Pugnam as Reclamadas pela reforma da r. que a autora está assistida por advogado particular e. Desta forma. conforme jurisprudência sumulada pelo TST: SÚMULA 381. em seu apelo. é óbvio que as horas extras serão calculadas utilizando-se o divisor 180. 2. Sendo assim. pois apenas o pagamento espontâneo dos salários é que se sujeita ao prazo do artigo 459. §3º. com fulcro no artigo 790. participação nos lucros e gratificação de caixa). da CLT e na Orientação Jurisprudencial nº 304. nos termos do voto da Relatora. Sem razão. pelos fundamentos já expostos no item anterior.12. e uso abusivo do direito de exercer sua atividade econômica (artigo 187 do Código Civil). Além disso. sentença atacada não deferiu à trabalhadora a assistência judiciária gratuita e sim os benefícios da justiça gratuita. Des. 9º da CLT. do C. CORREÇÃO MONETÁRIA.2010). 23 de Setembro de 2013 82 obra. FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO. TST. 3. José Hildo S.707/00 e 3. (conversão da Orientação Jurisprudencial nº 124 da SDI-1) Res. mantenho a sentença. mas tão-somente obviar a exigência e controle da autoridade monetária. é evidente que se o sábado está previsto na norma coletiva como dia de Repouso. sentença que deferiu à Reclamante os benefícios da justiça gratuita. conforme deferido pela r. 459 DA CLT. do C. Nego provimento.0. em tempos recentes. não estão presentes os requisitos previstos na Lei 5. As reclamados pretendem a reforma da sentença que as condenou a pagar à reclamante horas extras após a 6ª diária. que preleciona: "reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho.6. 2. como as empresas se utilizaram da mão-de-obra da autora em clara fraude à aplicação da lei trabalhista. provimento ao recurso. destaco que a r. O pagamento dos salários até o 5º dia útil do mês subseqüente ao vencido não está sujeito à correção monetária. ajuda alimentação. O artigo 790. da CLT. autorizam a instituição de correspondentes bancários pelas instituições financeiras. ou seja. Nego.4. tal como postulado. constituindo fraude à legislação do trabalho a teor do art. 3. 2. no mérito. nego provimento. 7º. incidirá o índice da correção monetária do mês subseqüente ao da prestação dos serviços. POSSIBILIDADE. de modo a proporcionar a facilidade de acesso da população de rincões do Brasil ou de locais cuja instalação de agência se mostre desaconselhável ao sistema de meios de pagamento. alegando a impossibilidade de equiparação a essa categoria. 1. HORÁRIO REDUZIDO (ART. Presença do Dr. Além do que já foi decidido no item 2. como a autora não teria direito à jornada de seis horas diárias. § 3º. Não tem nenhuma razão. Cláudio Armando Couce de Menezes. dessa forma. 2. Garcia.04. a norma se sobrepõe à jurisprudência. devido o pagamento dos benefícios previstos nas CCT aplicáveis à categoria. Se essa data limite for ultrapassada. Consectário da fraude. para fins trabalhistas. por não exercer atividade bancária. pois. eis que a sua constituição e funcionamento visa não expandir geograficamente o sistema de meios de pagamentos.5.DJ 20. conhecer parcialmente do recurso ordinário. Por corolário lógico do reconhecimento do enquadramento na categoria de financiários. DOE. e. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de . da SDI-1. pela recorrida. tal como desenhado pelo art. Mantido o valor da condenação. 2ª t. e do Dr. 7º. pleiteando a reforma da decisão que determinou a aplicação da Súmula 381. De início. XXVI da CF/88. devido é o enquadramento da autora na categoria de Financiária. Assim. Não tem a mais pálida razão.2008. XXVI.3.17. CLT). CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região.2005. alegando.010. 03. As Resoluções nº 2. a partir do dia 1º”. negar-lhe provimento. a teor do art. da CLT conferiu uma faculdade ao Juiz. da CLT.

No entanto. sobretudo. impossível que a ré tenha quitado referida parcela na forma alegada. é pleito de indenização por conta da supressão de horas extras habituais. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-121100-43. inclusive.2 INTERVALO INTERJORNADA A reclamada assenta a sua defesa na tese de que a hora de intervalo interjornada postulada pelo reclamante já foi quitada no bojo da reclamatória 0131600-26. No mérito. A esse respeito. o que restou incontroverso. Vale destacar que a condenação da recorrente nestes autos não se socorre da confissão ficta do preposto da ré na reclamação transitada em julgado na 14ª Vara.0014. Ocorre. nego provimento. sem a observância da pausa 11 horas prevista no art. 348-350.17. multa prevista na legislação de regência. QUITAÇÃO NÃO COMPROVADA. a procedência do pretensão autoral decorre. Razões recursais. por unanimidade.0009 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: VALEC ENGENHARIA CONSTRUCOES E FERROVIAS S/A Recorrido: EZEDEQUIAS ALVES DA SILVA Origem: 9ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . 337-339.17. Em razão do exposto. fundamentado na súmula 291 do TST.17. por maioria. observo que a reclamada argumenta ser indevida a “incorporação das horas extras” (fl. às fls. O reclamante acostou cópia da petição inicial do processo acima citado. Vistos. negar-lhe provimento. que essa matéria é estranha aos autos. Apenas em recurso a ré sustentou que o reclamante não logrou comprovar os fatos alegados.5.3 ESCLARECIMENTOS No exame do apelo. portanto. Procurador do Trabalho: Dr. Tal esclarecimento é pertinente a fim se de evitar o manejo desnecessário de embargos declaratórios. Como dito. mas o recurso não cuidou especificamente do assunto. faz jus o empregado ao pagamento da verba vindicada. João Hilário Valentim. 344). que julgou parcialmente procedentes os pedidos formulados na inicial. mas não consta ali causa de pedir e pedido relacionado à inobservância do tempo de repouso previsto no art. 66 da CLT. de fato.2012. 341-344.4 Recorrente Advogado Recorrido Advogado SIND TRAB IND MET MEC MATELETR E ELETRONICO E ESP SANTO Elcio Teixeira de Almeida(OAB: 001640 ES) SOCOBRAS PARTICIPACOES LTDA Aldimara Guarnieri de Vasconcellos(OAB: 009158 ES) ACÓRDÃO .17.2009. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.0009 Processo Nº RO-116400/2012-009-17-00. quanto ao mérito. Se a empregadora se contrapõe ao pedido de horas extras por inobservância do intervalo interjornada de 11 horas alegando apenas que procedeu a quitação da parcela em demanda ajuizada anteriormente e não comprova esta alegação.2009. 66 da CLT. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora Acórdão Processo Nº RO-116400-57. a arguição é inovadora e tardia.17. com o adicional de 100% e reflexos. oriunda da 9ª Vara do Trabalho de VitóriaES. Vencida.TRT 17ª Região .5.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. É o relatório.1 CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário da reclamada. a sentença concluiu que “as horas relativas ao intervalo interjornada não estão embutidas no somatório das horas deferidas” na RT 0131600-26. Assim. João Hilário Valentim. Não se contestou o fato de que o autor laborava das 8 às 22 horas.5.5. conhecer do recurso ordinário.0 Recorrente Advogado Recorrido Advogado VALEC ENGENHARIA CONSTRUCOES E FERROVIAS S/A Gabriel Miranda Coelho(OAB: 043502 RJ) EZEDEQUIAS ALVES DA SILVA Rodolfo Abdala Brandao da Costa(OAB: 009206 ES) ACÓRDÃO . CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região.0014. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. do fato de ser incontroverso o desrespeito ao intervalo interjornada de 11 horas. pois inexiste pedido neste sentido.5. pelo não provimento do apelo. da parcela postulada. pugnando pela reforma da sentença no que atine ao intervalo interjornada e a “incorporação das horas extras”. A prova dos autos corrobora essa conclusão. caso evidenciada a natureza protelatória do recurso. o que pode ensejar. 2. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pela reclamada em face da sentença de fls. conforme fls.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA INTERVALO INTERJORNADA. nem mesmo dos efeitos da coisa julgada produzida naquele contexto. Contraminuta. 3749. se não houve pedido.2011. às fls. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: o Desembargador José Luiz Serafini (Presidente).17. onde a empresa foi condenada ao pagamento de 129 horas extras mensais. pois presentes os pressupostos de admissibilidade. 23 de Setembro de 2013 83 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). O que há.0151 Processo Nº RO-121100/2009-151-17-00. FUNDAMENTAÇÃO 2. ou não. todavia. Nesse passo. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. 2.5.0151 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: SIND TRAB IND MET MEC MATELETR E ELETRONICO E ESP SANTO Recorrido: SOCOBRAS PARTICIPACOES LTDA Origem: Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . Procurador: Dr.0121100-43. sendo partes as acima citadas. que concerne na quitação.2011.0116400-57.2012. a análise deve se ater ao ponto controvertido.TRT 17ª Região .

Como transcrito acima.. Vê-se que a própria testemunha arrolada pelo Sindicato autor. Recurso ordinário a que se nega provimento.empregados que se sindicalizaram sofreram represálias.07. afirmado que ocorreram represálias aos empregados que não fizeram a carta de oposição estas supostas represálias não constam como causa de pedir da petição inicial.º 17 da Seção de Dissídios Coletivos: CONTRIBUIÇÕES PARA ENTIDADES SINDICAIS.1 CARTA DE OPOSIÇÃO À TAXA NEGOCIAL.349-352 proferida pela MM.5. Com efeito. deixou evidente que não ocorreu coação por parte da reclamada em face de seus empregados para que redigissem a carta de oposição à “Taxa Negocial”. E mais. Observe-se o aresto: CONTRIBUIÇÃO NEGOCIAL DE EMPREGADOS NÃO FILIADOS AO RESPECTIVO SINDICATO – INCONSTITUCIONALIDADE – PN Nº 119 DO C. conforme o entendimento sedimentado no C. FUNDAMENTAÇÃO 2. por via própria.. que passou a ser sindicalizado a partir do momento em que procurou saber qual o seu sindicato. que tivesse redigido a carta de oposição. o que ocorreu in casu. Cabe à empregadora alertar seus empregados quanto ao desconto e à possibilidade de se oporem. via carta de oposição. 295. constitucionalmente assegurado. Observe-se: . às fls. sem que se tenha comprovado. em face da conduta anti-sindical da reclamada.os trabalhadores não conseguiam identificar a que categoria pertenciam. RELATÓRIO O Sindicato autor interpõe recurso ordinário em face da r.1 CONHECIMENTO Conheço do recurso do Sindicato autor porque presentes os pressupostos objetivos e subjetivos de admissibilidade. as afirmativas no particular.. sentença quanto à taxa coletiva mensal/conduta anti-sindical. Em razões recursais. mas como representante da CIPA pesquisou para saber qual Sindicato pertenciam e a empresa os comunicou que quem não quisesse sofrer desconto em benefício do Sindicado deveria fazer uma carta de próprio punho para que não houvesse o desconto. sentença de fls. (TRT 02ª R. Guerra do Sindicato. não há falar em atitude anti-sindical. que isto ocorreu após 08 meses após sua admissão. o desconto de contribuição assistencial de empregado não-sindicalizado é ilegal.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA CARTA DE OPOSIÇÃO À TAXA NEGOCIAL. Destaco que é esta a causa de pedir. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. que não sabe a que Sindicato a empresa recolhia as contribuições. que o depoente não fez a carta porque tinha interesse de que o Sindicato o representasse. exceto quanto à contribuição sindical. portanto. sentença. ainda que estipulada em convenção coletiva de trabalho. INEXISTÊNCIA DE COAÇÃO DA EMPRESA. 5º. realizada na portaria da empresa para que voltassem ao seu posto de trabalho [. (g. desse modo não considero. 13-14. Desde já esclareço que.2. como bem observou o julgador de primeiro grau. a qual independe dessas formalidades. V. e. os respectivos valores eventualmente descontados. são ofensivas ao direito de livre associação e sindicalização. este passou a ser mais atuante na empresa..02. in casu.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. espécie de contribuição assistencial.. o Sindicato alega que a reclamada coagiu seus empregados a redigirem uma carta em oposição a “Taxa Negocial”. buscando a reforma da r. Observe-se as afirmativas da testemunha: . que a partir do momento em que os trabalhadores não fizeram oposição começaram os descontos. Nesse cenário. Sustenta que não é de se estranhar o fato de que os empregados espontaneamente tenham aderido às cartas de oposição. nem caracteriza campanha anti-sindical. Vistos. Restando. deve existir autorização do empregado para que o empregador efetue descontos a título de contribuições devidas ao Sindicato. não restando comprovado qualquer tipo de coação por parte da reclamada quanto ao alerta aos seus empregados. Tratando-se de ação sujeita ao rito sumaríssimo. sendo partes as acima citadas. 23 de Setembro de 2013 84 1ª VARA DO TRABALHO DE GUARAPARI . obrigando trabalhadores não sindicalizados. 354-358. uma perseguição àqueles sindicalizados. assim. qualquer coação da reclamada. 0002050-93.. nulas. e 8º. sendo passíveis de devolução. passou a efetuá-lo. 545 da CLT. correto o comportamento da reclamada. que quando fez contato com o Sr. TST. 361-367. xx. às fls.0316 – Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 (20120766250) – Relª Regina Maria Vasconcelos Dubugras – DJe 10. Ressalto que o fato de esta mesma testemunha ter. As cláusulas coletivas que estabeleçam contribuição em favor de entidade sindical. Contrarrazões. que como represália muitas vezes eram retirados de dentro da assembléia do Sindicato. destaco que a testemunha afirmou que não conhecia ninguém que tivesse se oposto ao desconto. nos autos.2012)v96. em respeito aos princípios de proteção do salário somente após a não oposição dos trabalhadores ao desconto. nos termos da OJ n. mesmo porque todos os descontos em salário devem ser esclarecidos aos empregados. nos moldes do artigo 545 da CLT. bem como o disposto no art. Entendo que deve ser assegurado ao empregado o livre exercício do direito de oposição. sentença. ou seja. às fls. viciando a manifestação de vontade dos trabalhadores e promovendo. em seguida. que participou de várias reuniões do Sindicato na empresa. da CF. INCONSTITUCIONALIDADE DE SUA EXTENSÃO A NÃO ASSOCIADOS. Pois bem. – Proc. TST – A cobrança da "contribuição negocial" dos nãosindicalizados. o que não importa na conclusão de exercício de coação sobre os trabalhadores e. Entendo que é assegurado ao empregado o livre exercício do direito de oposição ao desconto da taxa negocial. às fls. pela manutenção da r.2010. 2. assim como muitos fizeram. Isto demonstra que os trabalhadores não se sentiram coagidos.] que também considera como represália o fato de o diretor ter estado em uma dessas . a reclamada. Não merece reforma a r. COAÇÃO DA EMPRESA. assim. Na petição inicial. viola o direito de ampla liberdade e filiação previsto nos arts. a qualquer título.2 MÉRITO 2. em razão dos princípios protetivos que regem o salário e sua integralidade. sob o fundamento de que a própria testemunha arrolada pelo Sindicato autor o levou a concluir que a empresa tão somente alertou seus empregados acerca da possibilidade do desconto quanto à taxa coletiva mensal facultativa. O juízo a quo entendeu que não há prova da conduta anti-sindical da reclamada. deixase de elaborar o. o Sindicato autor alega que a reclamada obrigou seus empregados a redigirem uma carta de oposição à taxa coletiva mensal.n). que não conhece ninguém que tenha apresentado oposição ao desconto. Razões do recurso. que condiciona o desconto em folha de pagamento à autorização dos empregados. que às vezes a empresa permitia que reuniões fossem feitas dentro de seu refeitório e outras vezes na portaria. 1ª Vara do Trabalho de Guarapari que julgou improcedentes os pedidos.

. como dito antes pela mesma testemunha “.5.028 do CC. que dispõe acerca da vedação da realização de desconto. 8º. CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região.11. desde que lhes seja facultado o efetivo exercício do direito de oposição. estão sujeitas à prescrição do Código Civil. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. 2.. É o relatório. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: o Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). decorrentes do acidente de trabalho e suscita a preliminar de nulidade da sentença por cerceamento de defesa. negar provimento ao apelo. XXIX da CRFB c/c art.. 815-820v. 11 da CLT. Nos casos em que o direito material deduzido pela parte autora é de reparação civil.0122900-73. – Relª Viviane Colucci – DJe 30. Observe-se o aresto a seguir: TAXA NEGOCIAL – DESCONTO DOS TRABALHADORES NÃO ASSOCIADOS AO SINDICATO – DIREITO DE OPOSIÇÃO – Mostra-se admissível o desconto das contribuições assistenciais dos trabalhadores não associados ao sindicato. nos termos do art. a empresa simplesmente avisou aos seus empregados que caso não desejassem o desconto referente à taxa negocial era necessária a apresentação de uma carta de oposição.. forçoso concluir que não restou comprovado qualquer coação por parte da reclamada em relação aos seus empregados no que se refere à carta de oposição. 753-762. aqueles decorrentes de acidente/doença do trabalho. V. Em síntese. contados a partir da data do acidente. deve-se observar a regra de transição disposta no art. as ações que poderiam ser ajuizadas perante a Justiça Comum e que não o foram em razão da EC 45/2004. conhecer do recurso ordinário. 803v-804v. ACIDENTE DE TRABALHO.” demonstra. em respeito aos princípios de proteção ao salário.CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário interposto pela reclamada.12. João Hilário Valentim. FUNDAMENTAÇÃO 2. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. Portanto. pois a indenização pleiteada tem origem no contrato de trabalho e. Contrarrazões do reclamante às fls.2. (TRT 12ª R.0141 Processo Nº RO-122900/2008-141-17-00.2008.1. Razões recursais às fls. portanto. sem desnaturar o instituto em que se insere o pedido de indenização e. pois presentes os pressupostos legais de admissibilidade. ACIDENTE DE TRABALHO A reclamada pugna pela reforma da sentença de origem para que seja reconhecida a prescrição. Assim. XXIX.17. ante a ausência de intimação para acompanhamento da perícia técnica e face ao indeferimento da oitiva de testemunha. onde a ré argúi a prescrição quanto à indenização por danos morais e materiais. 462 da CLT. contra a sentença de fls.2008. Ademais. Procurador: Dr. Desse modo. é certo que somente a competência restou deslocada da Justiça Comum para a Justiça do Trabalho. que às vezes a empresa permitia que reuniões fossem feitas dentro de seu refeitório e outras vezes na portaria. tem natureza de crédito trabalhista. nos arraiais da Justiça Comum.TRT 17ª Região . sendo partes as acima citadas. deve-se aplicar a prescrição de 20 anos (art. sentença quanto às seguintes matérias: indenização por danos morais decorrentes da dispensa discriminatória e valor da indenização. com relação ao pedido de indenização por danos morais e materiais decorrentes do alegado acidente de trabalho.5. por unanimidade. Com efeito. não haveria falar na aplicação da prescrição prevista no ordenamento civil.2011)v93 Pelo exposto.PRELIMINARES SUSCITADAS PELA RECLAMADA 2. a meu ver.17. indenização por danos morais e materiais decorrentes do acidente de trabalho e valor da indenização.0039 – 1ª C. e no mérito.. pugna pela reforma da r. "a" Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . 117.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. a Constituição da República.2.. Ademais. Assim. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-122900-73. da Constituição da República. Pelo exposto e nos limites delineados na petição inicial quanto à causa de pedir. ao lado de fora. que sempre foi a norma aplicável. Presença da advogada Aldimara Guarnieri de Vasconcellos. em especial. Sem razão. Vistos. considerando que na data de 10/01/2003 havia transcorrido mais de dez anos do prazo prescricional. Comprovantes de recolhimento das custas processuais e do depósito recursal às fls. 7º. CC de 1916).2010. que a reclamada atuava de forma oposta ao que seja taxado de represália. sendo certo que a do caso presente não se enquadra em nenhuma delas.1. que a presença dela ali deixava os colegas com medo. Nos casos em que o acidente de trabalho ocorreu antes da vigência da EC 45/2004 (08/12/2004) e do advento do Código Civil de 2002 (10/01/2003). até para grassar respeito ao direito individual de livre associação sindical preconizada pelo art.8 Recorrente Advogado Recorrido Advogado METALOSA INDUSTRIA METALURGICA SA Ricardo Barros Brum(OAB: 008793 ES) ADEVAL RIBEIRO DOS SANTOS Ubirajara Douglas Vianna(OAB: 005105 ES) ACÓRDÃO . salvo em algumas hipóteses. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pela reclamada. em seu artigo 7º. restou comprovado que a reclamada apenas assegurou aos seus empregados o livre exercício do direito de oposição.0141 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: METALOSA INDUSTRIA METALURGICA SA Recorrido: ADEVAL RIBEIRO DOS SANTOS Origem: VARA DO TRABALHO DE COLATINA .ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA PRAZO PRESCRIOCIONAL. sem sombra de dúvida. 2. previsto no art. Sustenta que o instituto da prescrição trabalhista possui regramento próprio. 23 de Setembro de 2013 85 assembléias realizadas na portaria da empresa. que julgou parcialmente procedentes os pedidos iniciais. pela recorrida.5. com a modificação introduzida na Carta por meio da Emenda Constitucional n. – RO 0003317-79. muitos trabalhadores optaram por não fazer a carta. 769-803. nego provimento.que participou de várias reuniões do Sindicato na empresa.º 45/2004.PRAZO PRESCRICIONAL. E.

sob pena de ser desentranhado dos autos. em 10/01/2003. diz a Lei nº 5. é o do art. não se encontra nenhum dos endereços de e-mail fornecidos pela ré para notificação acerca da nova data da perícia. nos casos em que o acidente de trabalho ocorreu antes da vigência da EC 45/2004 (08/12/2004) e do advento do Código Civil de 2002 (10/01/2003). e.028 do CC. em seu art. que fixará o prazo para entrega do laudo.2. 117. 249. a reclamada peticionou (fls. no que concerne ao acidente de trabalho. Nesta ocasião. sem sombra de dúvida. de fato. entendo que deve ser declarada a nulidade do laudo pericial e. Pois bem. peticionou nos autos. §2º do CPC. note-se que foram agendadas duas perícias. ocasionando a amputação de quatro dedos da mão. a data deste é o marco inicial para contagem da prescrição. observo que. A reclamada alega que. e tendo em vista a previsão do art. Nada há que justifique ao assistente técnico tomar a iniciativa de marcar com o autor exame antes ou depois daquela data marcada pelo perito.com.028 do Código Civil de 2002. Assim. A reclamada. deve-se aplicar a prescrição de 20 anos (art. no que concerne ao acidente de trabalho. E considerando que o prazo prescricional encerrar-se-ia em 01/06/2010 e que o autor ajuizou a presente ação em 07/11/2008. o prazo prescricional aplicável. 719). 3º: “Os exames periciais serão realizados por perito único designado pelo Juiz. 23 de Setembro de 2013 86 e a CLT. entendo que a ré e seu assistente técnico. 311/312. AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO PARA ACOMPANHAMENTO DA PERÍCIA TÉCNICA. qual seja. alegando que indicou assistente técnico. uma vez que não se trata de crédito trabalhista stricto sensu. enviada no dia 25. e solicitou o agendamento de nova data às fls.NULIDADE DA SENTENÇA. pedido este reiterado na audiência de encerramento e indeferido pelo Juízo a quo (fl.” Isto significa que.” Ademais. Portanto. no mesmo prazo assinado ao perito. 683). 431-A do CPC é aplicável ao processo do trabalho de forma subsidiária. 117 do Código Civil de 1916. nos moldes do art. O CPC é taxativo quanto à determinação de que as partes sejam intimadas da perícia. requer seja declarada a nulidade da perícia (fls. No presente caso. acolho a preliminar para declarar a nulidade da sentença. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Parágrafo único. Assim. art. ele tem o direito de participar da perícia de forma a apresentar seu próprio laudo. mas nem a ré e nem seu assistente foram comunicados acerca da data e local da perícia. nos arraiais da Justiça Comum. §2º do CPC e art. quando o Código Civil de 2002 entrou em vigor. pelo que requer seja declarada a nulidade do laudo pericial e. a falta de intimação da parte ou do seu assistente para acompanhar a prova técnica importa em cerceio do direito de defesa. na linha da regra de transição prevista no art. estão sujeitas à prescrição do Código Civil.2012. 715-718). rejeitar a .br . fosse comunicada à ré por intermédio dos seguintes endereços de e-mail: juliana@slp. trazendo aos autos cópia da mensagem (fl. 680-681.adv. A reclamada sustenta que o endereço de e-mail para o qual o perito enviou a notificação não corresponde ao do patrono da ré à época da perícia e. Rejeito. 2. 679. (fl.ara@slp. 2. 719).04. uma vez que. não há prescrição a ser declarada.º 45/2004. 5º. Frise-se que o art. perito (fl. o prazo de 20 (vinte) anos. consequentemente. O direito material deduzido pelo autor é de reparação civil. 11. sem desnaturar o instituto em que se insere o pedido de indenização e. fixam um prazo específico para o empregado propor na Justiça Trabalhista ações referentes a créditos resultantes das relações de trabalho. a perícia foi realizada sem notificação da ré ou de seu assistente acerca da hora. conforme fl. não foram notificados quanto à data. Realizada a perícia. quando laborava em prol da ré e realizava operação com prensa hidráulica. cujo laudo terá que ser apresentado no mesmo prazo assinado para o perito. tendo em vista que na data de 10/01/2003 havia transcorrido mais de dez anos do prazo prescricional. marcone@metalosa. com a devida intimação das partes. O art. aqueles decorrentes de acidente/doença do trabalho. Em seus esclarecimentos (fls. Vejamos. De fato. com a modificação introduzida na Carta por meio da Emenda Constitucional n. sendo certo que somente a competência restou deslocada da Justiça Comum para a Justiça do Trabalho. no caso concreto. dentre os destinatários da mensagem. Em decorrência.br . entendo que as ações que poderiam ser ajuizadas perante a Justiça Comum e que não o foram em razão da EC 45/2004. 2. CERCEAMENTO DE DEFESA POR VIOLAÇÃO AO DEVIDO PROCESSO LEGAL. CC de 1916). conhecer do recurso ordinário interposto pela reclamada. Pois bem. novamente. ficando sobrestada a análise dos demais tópicos do recurso. Em 01/06/1990. da sentença. data e local dos trabalhos periciais. com fulcro nos artigos 431-A e 249. Na primeira. Destarte. ciente da tentativa frustrada de realizar a perícia. conforme se vê à fl. Permitir-se-á a cada parte a indicação de um assistente. 683.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. e novo julgamento acerca da matéria. da sentença quanto a este aspecto. Notese que a reclamada indicou assistente técnico às fls. deve-se observar a regra de transição disposta no art. teve sua mão esquerda atingida pelo equipamento. conforme entender de direito. indicado o assistente. afirmando que não havia sido notificada acerca da perícia marcada anteriormente e requereu que.adv. 431-A prevê que “as partes terão ciência da data e local designados pelo juiz ou indicados pelo perito para ter início a produção da prova. em especial. 691-702. Pelo exposto. por maioria. cumpre agora estabelecer o critério para a contagem do prazo. consequentemente. LV da CRFB e determinar o retorno dos autos à Vara de Origem para realização de nova perícia. O acidente que acometeu o reclamante é típico. contados a partir da data do acidente. slp. Sustenta que a ausência de intimação fere o seu direito de defesa. tratando -se de típica hipótese de acidente de trabalho. da cópia do email enviado pelo d. CONCLUSÃO: ACORDAM os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. em seu art. Em síntese. hora e local da perícia realizada acerca do acidente de trabalho. Nos casos em que se pede a condenação da empresa em danos morais.br. em que pese a indicação de assistente técnico. a prescrição não pode ser a trabalhista. considerando que o resultado da perícia foi desfavorável à reclamada. no presente caso. já havia transcorrido mais da metade do referido prazo prescricional. Pugnou pela declaração de nulidade do laudo pericial. 707-713). o perito afirmou que notificou as partes acerca da nova data da perícia por mensagem de email.2. as partes foram cientificadas pelo Juízo para manifestação quanto ao laudo de fls. 731-733). Assim. a designação de nova data para realização da perícia. que sempre foi a norma aplicável. Assim. o reclamante não compareceu. por unanimidade. com fulcro nos artigos 5º LV da CRFB e 431-A do CPC. 769 da CLT.584/70. no caso. Fixada a premissa de que a prescrição aplicável é aquela prevista no direito civil. 750).

Procurador: Dr. porque no corpo da decisão não se vislumbra nenhuma oposição de motivos ou idéia. deve se encontrar no corpo da sentença. teses ou provas eventualmente existentes. a categoria preponderante da empresa é representada pela SUPORT. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-123400-29.0123400-29. e novo julgamento acerca da matéria.17. o Ex. 742-vº e seguinte. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: o Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). em face ao v. 833). nego provimento. no que concerne ao acidente de trabalho.5. RELATÓRIO Trata-se de embargos declaratórios (fls. Inicialmente. Com efeito. 2. sendo partes as acima citadas. quanto às preliminares. in verbis: A contradição. porque eleito como suplente na entidade sindical SEANMES. LV da CRFB e determinar o retorno dos autos à Vara de Origem para realização de nova perícia.2 Embargante Advogado Embargado Plurima Autor Advogado Plurima Réu PEIU SOCIEDADE DE PROPOSITO ESPECIFICO Roberto Garcia Mercon(OAB: 006445 ES) SOLANGELO SIMPLICIO BITTENCOURT SOLANGELO SIMPLICIO BITTENCOURT Erildo Pinto(OAB: 004621 ES) PEIU SOCIEDADE DE PROPOSITO ESPECIFICO - ACÓRDÃO . 741/746 . São Paulo: LTr. desejando o reexame da matéria.12. uma vez que. haja vista que no último parágrafo da fl.5. ficando sobrestada a análise dos demais tópicos do recurso. 5º. João Hilário Valentim. na medida em que. Nesse sentido. descabida é a pretensão do embargante. mas também entre quaisquer partes da sentença ou do acórdão. porque presentes os pressupostos legais de admissibilidade. uma vez que não é essa a função dos embargos de declaração. (Curso de Direito Processual do Trabalho.0012 ficou assentado. que eu te darei o direito”).17. o decisium assim se pronunciou: “o fato dos diretores terem assinados conjuntamente a procuração dando poderes ao patrono que assina a peça defesa poderes para representar a empresa em Juízo só nos leva à conclusão de que a outorga de poderes foi válida. o que descaracterizaria suposto conflito societário e.2010. e não entre o julgado embargado e outros documentos. estando pendente de julgamento pelo Tribunal Superior do Trabalho o agravo de instrumento interposto” e que “antes do ajuizamento da ação acima mencionada a reclamada firmava acordos coletivos com a SEANMES e só a partir de 09/12/2009 passou a firmar acordo coletivo com o SUPORT e que o autor.mo Desembargador Carlos Henrique Bezerra Leite deste Egrégio Tribunal ensina. FUNDAMENTAÇÃO 2. Vistos. deverá o embargante valer-se de via recursal própria. Contraditório. 2. patente o mero inconformismo. p. que o sindicato SUPORT é quem efetivamente representa a categoria abarcada pela reclamada.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA Embargos Declaratórios das Partes conhecidos e não providos. 897-A da CLT. não há de se falar em omissão. por este mesmo Tribunal.3 . relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. Outrossim.2010. Em sendo assim.2 – EMBARGOS DA RECLAMADA Aduz a reclamada que o decisium embargado foi contraditório e Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 omisso. Por fim. a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. decisões. mas não guarda qualquer relação de acordo com a dispensa do reclamante”. ato contínuo. conforme entender de direito. no que tange à análise do instrumento procuratório. pela reclamada e pelo reclamante. desconsiderou que na ação tombada sob nº 0008700-81. para fins de embargos de declaração.0003 Processo Nº ED-123400/2012-003-17-00. 2008. 748/756 e 757/770) opostos.0012 que decidiu.0003 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargantes: PEIU SOCIEDADE DE PROPOSITO ESPECIFICO SOLANGELO SIMPLICIO BITTENCOURT Embargados: O V.TRT 17ª.Diz que o acórdão inovou no fundamento que não foi ventilado pela parte em sua petição inicial e que mesmo sendo Administrador. REGIÃO SOLANGELO SIMPLICIO BITTENCOURT PEIU SOCIEDADE DE PROPOSITO ESPECIFICO Origem: 3ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . bem como visando ao prequestionamento da matéria. registre-se que tampouco houve omissão. reconhecendo a estabilidade provisória do reclamante. 6ª ed.1 – CONHECIMENTO Conheço de ambos os embargos de declaração. os quais se prestam apenas para sanar os vícios elencados no art. §2º do CPC e art. Presença da advogada Thyara Destefani Stelzer. Aduz ser omisso. a nulidade da dispensa. 741/746. com fulcro nos artigos 431-A e 249. respectivamente. Assim. mister esclarecer que a contradição apta a ser sanada por esta via é apenas aquela porventura existente entre partes do próprio texto do acórdão. Pode ocorrer contradição não apenas entre o relatório e a fundamentação ou entre essa e o decisum. que o SUPORT era o sindicato representativo dos empregados da reclamada ainda não transitou em julgado.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.81.2012. ante a inexistência dos vícios alegados.2010.TRT 17ª Região . o julgado tratou em pormenor a matéria quando aduziu que “a sentença proferida na RT nº 008700.5. não merece acolhida a alegação da embargante no tocante à contradição. pela recorrente. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. porque olvidou o fato de que o instrumento procuratório de defesa foi assinado por ambos sócios. desde 2008 vinha exercendo o cargo de dirigente sindical do SEANMES”. com a devida intimação das partes. em 27.17.EMBARGOS DO RECLAMANTE . apontando supostos vícios. Vencida.17. acórdão de fls.2012.5. À análise. o Juízo ao prestar a tutela jurisdicional deferindo pedido autoral por fundamento diverso do apresentado pela parte está apenas aplicando o brocardo da mihi factum dabo tibi ius (“Dá-me os fatos. Por oportuno. ACÓRDÃO DE FLS. 23 de Setembro de 2013 87 argüição de prescrição quanto ao acidente de trabalho e acolher a preliminar para declarar a nulidade da sentença. dispositivos legais. Nesta senda.

da SDI-I.2012. não há de se falar em omissão quanto às horas de sobreaviso. pois presentes os pressupostos de admissibilidade. a revisão do mérito da decisão é providência estranha aos propósitos dos embargos de declaração. aduz que o nome do cargo. Sustenta que. Concernente às horas de sobreaviso. acórdão de fls. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO.1 OMISSÃO E PREQUESTIONAMENTO. não fazendo jus à quitação de horas extraordinárias. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). por unanimidade. em se adotando a tese exposta no julgado. nos termos da OJ 118.TRT 17ª. REGIÃO . importante repisar a exposição dos fundamentos do julgado cujo teor versa que o exercício como membro do Conselho Administrativo da empresa. no mérito. Não se vislumbra qualquer vício no julgado. especificamente sobre o deferimento do índice de reajuste de 1993. nego provimento. 346-347. não implica o exercício da função de administrador. ser evidente que. desnecessário contenha nela referência expressa do dispositivo legal para ter-se como prequestionado este. observo que o embargante lastreia argumentos tipicamente recursais que conduzem à reapreciação de conteúdo meritório. uma vez que os embargos declaratórios não se prestam para corrigir justiça ou injustiça da decisão. o magistrado tem o dever legal de expor os motivos de seu convencimento. O chamado "prequestionamento" não constrange o julgador a fundamentar nos exatos moldes pretendidos pela parte. Vejamos. corroboram à tese da irregularidade do horário.17.0123400-96. deve-se ter em mente. como o fez. para fins de prequestionamento. 346-347 . frise-se. por unanimidade. sem a devida análise de suas atribuições. 3. No que pertine às horas extras. entendendo por satisfatoriamente prequestionadas no julgado hostilizado. requerendo ainda a manifestação expressa quanto à oportunidade que o laudo fora juntado aos autos.TRT 17ª Região . Ademais. Procurador do Trabalho: Dr. uma vez que. mas não de fazê-lo da forma que a parte entenda ser a mais adequada. endossou a posicionamento esposado no acórdão. À luz do exposto.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DA RECLAMADA.0 Embargante Advogado Embargado Advogado FUNDACAO VALE DO RIO DOCE DE SEGURIDADE SOCIAL VALIA Sandoval Zigoni Junior(OAB: 004715 ES) SHERLIS RODRIGUES DE FARIA Maíra Dancos Barbosa Ribeiro(OAB: 010800 ES) ACÓRDÃO . MÉRITO 2. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. da forma mais conveniente à parte". conhecer dos Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . conhecer de ambos os embargos declaratórios e. que prequestionar não é "sinônimo de dizer aquilo que se quer que diga. em face do v. Ademais. do TST: Prequestionamento. a remuneração auferida pelo obreiro e a comprovada flexibilização de seu horário de trabalho demonstram que o reclamante exercia cargo de gestão. os magistrados são amparados pelo princípio do livre convencimento motivado.5. acórdão. alega que não há nos autos prova real de que possuísse poder de mando e/ou gestão. 2. a relação de dias e horas que o reclamante permaneceu além da jornada normal de trabalho (elencadas nos embargos). não sendo constrangido a confrontar em seu decisium. aponta que o acórdão foi omisso aos argumentos que lhe garantiriam a concessão das horas extras e horas de sobreaviso não reconhecidas por este Tribunal. como feito in casu.17.11. sendo que não há falar em vícios em virtude do não acolhimento de alegações das partes. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. FUNDAMENTAÇÃO 2. Pois bem. aponta que a condição de plantonista. Portanto. Sobre a matéria. Portanto.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Pois bem. João Hilário Valentim. na decisão recorrida. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-123400-96. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. desde que a matéria tenha sido apreciada no acórdão embargado. Registro. Tese Explícita.2012.2. ACÓRDÃO DE FLS. reitera-se. há violação aos artigos 398 do CPC e 5º.5. negar-lhes provimento. enquanto no plano de emergência individual. Conhecidos e não providos. Cabe à parte insatisfeita com o resultado do julgamento manejar a via processual adequada para externar sua irresignação. sendo partes as acima citadas. ante os limites estreitos dos arts. à luz do livre convencimento motivado. ou seja. porquanto o magistrado. uma a uma.0013 Processo Nº ED-123400/2012-013-17-00. Igualmente. todas as razões recursais. LV da CF. 23 de Setembro de 2013 88 O ora embargante.2. a qual. Com efeito. gozar da prerrogativa de apreciar os autos segundo seu discernimento. Vistos. bem como o detalhamento de ligações recebidas no seu telefone funcional foram negligenciadas para efeitos de concessão das verbas em comento. nego provimento. não teve a Corte por ocorridas as violações alegadas pela parte. RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos pela reclamada. Inteligência da Súmula Nº 297 (inserida em 20.1997): Havendo tese explícita sobre a matéria.1. CONHECIMENTO Conheço dos embargos de declaração opostos. Nestes termos. Insurge-se a reclamada contra o v.0013 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: FUNDACAO VALE DO RIO DOCE DE SEGURIDADE SOCIAL VALIA Embargado: O V. também.SHERLIS RODRIGUES DE FARIA Origem: 13ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . ante a inexistência de vícios alegados. unidas às que permaneceu aquém (descritas no acórdão). 897-A da CLT e 535 do CPC. apontando vícios no julgado e visando ao prequestionamento. sob o fundamento de que o documento utilizado como prova emprestada foi reformulado pelo próprio perito e que o referido sequer foi juntado aos autos.

2 MÉRITO 2. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). se o pagamento fosse efetuado na ocasião oportuna sem necessidade de demanda judicial. nos termos do art. Nesse mesmo sentido é também o entendimento deste E.TRT 17ª Região . . se pretende dizer que somente a partir do efetivo pagamento do crédito trabalhista ao empregado é que passam a ser exigíveis as contribuições previdenciárias. relatados e discutidos os presentes autos de AGRAVO DE PETIÇÃO. Oportuno esclarecer que o fato gerador da contribuição previdenciária é a data da prestação do serviço.17.1 CONHECIMENTO Conheço do agravo de petição da executada porque presentes os pressupostos objetivos e subjetivos de admissibilidade. da Constituição da República. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.0128100-75.0007 Processo Nº AP-128100/2008-007-17-00. pela manutenção da decisão. considerando que juntou aos autos os controles de frequência de junho/2007 a agosto/2008. Procurador do Trabalho: Dr. Assim.0007 AGRAVO DE PETIÇÃO Agravante: FRONTIER DRILLING DO BRASIL LTDA.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA REDISCUSSÃO DE MATÉRIA COBERTA PELA COISA JULGADA. Contraminuta apresentada pela União.08). pois a decisão judicial já sedimentada pela coisa julgada é imutável e. às fls. 20. IMPOSSIBILIDADE . no mérito. da CLT.. 7ª Vara do Trabalho de Vitória que julgou improcedentes os embargos à execução. XXXVI. TST no item III da Súmula nº 368. portanto.2. no dia 31/07/2013. julgou improcedente o pedido da 1ª reclamada. às fls. 468. ). Os descontos relativos à Previdência Social deverão ser calculados mês a mês. Tribunal. João Hilário Valentim. obstáculo que qualquer juízo venha a exercer nova cognição. Danielle de Castro Nogueira(OAB: 006462 ES) MARIA HELENA CARVALHO NIKOLIC Esmeraldo Augusto Lucchesi Ramacciotti(OAB: 00232B ES) UNIAO (CONTRIBUICOES PREVIDENCIARIAS/IRRF) Bento Adeodato Porto(OAB: 007486 ES) ACÓRDÃO . de que fossem retificados os cálculos homologados quanto aos meses de junho de 2007 e agosto de 2008. 634-635 do volume apenso da execução provisória proferida pela MM. quanto no que pertine aos dias de pico (fl. seja pela prova testemunhal. na verdade. FATO GERADOR. 879. para todo o pacto de trabalho. 2. 879. Sem razão a agravante. E. atualização monetária e multas.212/91. Isso porque ao se afirmar que o fato gerador das contribuições previdenciárias seria o pagamento. § 1º. não há qualquer comando no sentido de que devam ser considerados os cartões de ponto colacionados aos autos. Razões do agravo de petição. definitivamente. do Código de Processo Civil e art.2008.. da CLT. tenho como válido os horários de labor que a reclamante informa na inicial. publicada no Diário Oficial do TRT-17ª Região nº 1202. nego provimento. 2031v. Oportuno destacar que esse é o entendimento cristalizado pelo C. indiscutível (artigos 5º.5 Agravante Advogado Agravado Advogado Plurima Réu Advogado FRONTIER DRILLING DO BRASIL LTDA. 23 de Setembro de 2013 89 embargos declaratórios e.17. Sustenta a agravante que quanto aos meses de junho de 2007 e agosto de 2008 os cálculos das horas extras foram majorados.seja pela ausência parcial dos cartões de ponto.5. buscando a reforma da r. art. forçoso concluir que existe. portanto.2.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. ressalto.2008.Se há coisa julgada material quanto à matéria objeto do agravo de petição. às fls. 452-471 determinou a apuração das horas extras conforme a jornada informada na petição inicial. forçoso concluir que existe. da Lei 8. Esta é a hipótese dos autos. estes controles devem ser utilizados para o cálculo correto das horas extras. in verbis: . da Constituição da República Federativa do Brasil. Agravados: MARIA HELENA CARVALHO NIKOLIC UNIAO (CONTRIBUICOES PREVIDENCIARIAS/IRRF) Origem: 7ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . Se há coisa julgada material quanto à matéria objeto do agravo de petição. § 1º. Vistos. FUNDAMENTAÇÃO 2. XXXVI. verbis: CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. decisão quanto à quantidade de horas extras com 50% e quanto ao fato gerador de contribuição previdenciária/incidência de juros de mora e multa.17. do Código de Processo Civil e art. 2163-2169. Busca a retificação dos cálculos. razão pela qual devem ser retificados. 637-642. Pelo exposto. definitivamente. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº AP-128100-75. deve o reclamante arcar somente com o pagamento da contribuição previdenciária em seus valores históricos. art. Alega que foram deferidas horas extras com 50% de conformidade com os horários indicados na petição inicial tão somente quanto aos meses que não foram colacionados aos autos os controles de frequência. A decisão agravada sob o entendimento de que o v. indiscutível (artigos 5º. decisão de fls.2 DESCONTOS PREVIDENCIÁRIOS. obstáculo que qualquer juízo venha a exercer nova cognição. Observe-se que a coisa julgada é claríssima quanto às horas extras. 468. tanto no que pertine aos dias normais (fl. conforme sedimentado na Súmula n.1 QUANTIDADE DE HORAS EXTRAS COM 50%. resta à evidência que quanto ao deferimento das horas extraordinárias a res iudicata determina o cálculo conforme os horários de labor informados pela reclamante na petição inicial. considerando que o empregado não deve suportar deduções maiores do que aquelas que teria. ficando a cargo da empresa o pagamento de juros. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 CONTROLES DE PONTO. ora agravante. Desse modo.). INCIDÊNCIA DE JUROS DE MORA E MULTA. apuradas nos dias normais ou nos dias de pico. Logo. No tocante às contribuições previdenciárias decorrentes de créditos reconhecidos em sentença. RELATÓRIO A executada interpõe agravo de petição em face da r. 2. pois a decisão judicial já sedimentada pela coisa julgada é imutável e.07).5. não há falar em retificação dos cálculos quanto às horas extras. sendo partes as acima citadas. negar-lhes provimento. acórdão de fls.

702v). não se verifica o lapso temporal de 10 (dez) anos. XXIX e XXXIV da CF/88.17. De toda sorte. pois os serviços que desempenha se ultimam ao fim de cada requisição que atende. aplica-se a prescrição bienal. Custas dispensadas (fl. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. da CRFB. 715/728. E quanto ao argumento do Reclamante no sentido de que de que se aplicaria a prescrição decenal prevista na regra de transição de que cogita o art.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: PRESCRIÇÃO BIENAL.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. que presta seus serviços sem vínculo de emprego.a 2010. 43. 7º da CF/88 não autoriza que se aplique aos trabalhadores avulsos a regra da prescrição bienal. 23 de Setembro de 2013 90 A base de cálculo de tais contribuições leva em consideração a época própria em que as mesmas seriam devidas. FUNDAMENTAÇÃO 2.941/09. 35 e notadamente no § 2º do art. CONHECIMENTO Presentes os pressupostos de admissibilidade. negar-lhe provimento. a situação pretérita originada em uma violação da lei. Vencido. no mérito.048/99 estipula o prazo em que deve ser feito o recolhimento decorrente das verbas reconhecidas em Juízo. prevista no artigo 7º.º 66.10. A Ordem de Serviço INSS/DAF/DSS n. João Hilário Valentim. 3). devem ser deduzidos do empregado apenas os valores que seriam devidos mês a mês. conforme o art. ACIDENTE TÍPICO DE TRABALHO. 3.TRT 17ª Região . Contrarrazões apresentadas. tendo em vista o prazo decenal previsto no Enunciado nº 45 da 1ª Jornada de Direito Material e Processual na Justiça do Trabalho (prescrição de 10 anos.212/91 e devem ser aplicados desde a data da prestação dos serviços. prevista no artigo 7º. nos termos do art. no tocante aos descontos previdenciários. CONCLUSÃO Conhecer do agravo de petição e. “Considera o fato gerador das contribuições sociais a data da prestação do serviço”. 2. Nego provimento. com resolução de mérito (CPC. quando já decorridos os dois anos. Juíza Denise Marsico do Couto. Sempre perfilhei o entendimento de que o portuário avulso que presta seus serviços sem vínculo de emprego. Aduz que. correção monetária e juros de mora. e extinguiu o processo. está sujeito à prescrição bienal. o Desembargador José Luiz Serafini. TRABALHADOR PORTUÁRIO AVULSO. 705/712v). art.º). pois os serviços que desempenha se ultimam ao fim de cada requisição que atende (Recurso a que se nega provimento) Vistos. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante. PRESCRIÇÃO BIENAL. enquanto o § 4. sendo certo que o acidente de trabalho ocorreu em 06/10/2006 e tendo a ação sido ajuizada em 04/11/2010. 35 da Lei n. 2. pois.º 8. tanto a multa quanto os juros são devidos. 879. 2028 do Código Civil. é clara ao dispor que os cálculos de liquidação deverão consignar. ou de 20 anos.2. Afirma que.0004 Processo Nº RO-129500/2010-004-17-00. . IV). envolvendo. negar-lhe provimento. Conforme declarado na peça exordial (fl.5.º prevê o procedimento a ser adotado para o seu cálculo.1. 276 do Decreto nº 3.2010. em face da r. como é o caso presente. pois a inteligência do inciso XXIX do art. 701/703. mês a mês. às fls. do Código Civil) e o princípio do in dúbio pró-operário. 269. sentença de fls. Por último. nos moldes do art. dada pela Lei nº 11. INDENIZAÇÃO POR DANO MATERIAL E MORAL Não se conforma o recorrente com a sentença que declarou a prescrição bienal nos termos da OJ 384.028 do Código Civil de 2002). XXIX. os valores das contribuições previdenciárias do segurado empregado e os valores de base de apuração da contribuição previdenciária a cargo da empresa.5. art. no mérito. não há como imputar ao reclamante o pagamento de multa. ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. como a ação foi ajuizada após a EC 45. a matéria já não comporta grandes discussões. pois de acordo com a nova redação da Lei 8212/91 nos artigos 34. sendo partes as acima citadas. pede a aplicação do princípio da norma mais favorável (art. §4.2010.1997. até porque – afirma – a OJ 384 foi cancelada. obviamente. 7º.0129500-65. Não tem razão. da CRFB. além de não ser possível aplicá-la porque entre 2006 – data do acidente . de 10. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). e não a da lei infraconstitucional. por unanimidade. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-129500-65. XXIX. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. o contrato de trabalho com o OGMO somente veio a ser extinto com o falecimento do reclamante ocorrido em 25/03/2012. na época da prestação de serviços. Dessa forma. 205. conhecer do agravo de petição e. da lavra do Exma. Procurador do Trabalho: Dr. conheço do recurso. ACIDENTE TÍPICO DO TRABALHO. que extinguiu o processo com julgamento de mérito.0004 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: JOSE CARLOS DA SILVA(ESPOLIO DE) REP ROSA MARIA STOCO DA SILVA Recorrido: Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 MULTILIFT LOGISTICA LTDA Origem: 4ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA .17. TRABALHADOR PORTUÁRIO AVULSO. o acidente sofrido pelo autor ocorreu em 06/10/2006 e a presente reclamação trabalhista foi ajuizada em 04/11/2010. o prazo a ser aplicado é o quinquenal. Alega que a prescrição bienal não se sustenta. Logo.4 Recorrente Advogado Recorrido Advogado JOSE CARLOS DA SILVA(ESPOLIO DE) REP ROSA MARIA STOCO DA SILVA Flávia Aquino dos Santos(OAB: 008887 ES) MULTILIFT LOGISTICA LTDA Laura Maria de Souza Pessoa(OAB: 011153 ES) PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO . por maioria. O art. às fls. sempre perfilhei o entendimento de que ao trabalhador avulso aplica-se a prescrição constitucional prevista no art. 205. Ao trabalhador portuário avulso. A lei é claríssima ao estabelecer que a “atualização do crédito devido à Previdência Social obedecerá os critérios estabelecidos na legislação previdenciária” (CLT.

no mérito. Pois bem. 2. por maioria. eventual erro de julgamento existente no julgado deve ser argüido pela via recursal própria. DO RECURSO ORDINÁRIO ADESIVO.5. quanto à prescrição bienal. não há falar em omissão quanto a não apreciação do recurso ordinário adesivo do reclamante. o qual também foi denegado seguimento. todavia. mesmo com a denegação de seguimento do primeiro.1. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. quando a parte já havia interposto recurso ordinário anterior. REGIÃO . sob o fundamentação de que o intuito da adesividade se presta tão somente àquele que não pretendia recorrer. por fim.5. sob a fundamentação de que este Regional não observou o procedente normativo 98 do TST. Razão não lhe assiste. na sessão de 09/05/2013.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.2008.2012. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. acórdão quanto ao recurso adesivo do obreiro. por preclusão consumativa. no mérito. Inteligência da Súmula Nº 297 (inserida em 20. 115-118. 23 de Setembro de 2013 91 Registro. acórdão quanto à multa pela retenção da CTPS. desnecessário contenha nela referência expressa do dispositivo legal para ter-se como prequestionado este. uma vez que os embargos de declaração anteriormente opostos não foram conhecidos e portanto. não podendo ser instrumento para suprir a intempestividade de recurso anterior. que a via recursal eleita não se presta ao fim almejado. Se a faculdade processual já foi exercida.2.7 Embargante Advogado WAL MART BRASIL LTDA Maria Helena Villela Autuori(OAB: 102684 SP) Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . pois inexistentes os vícios alegados. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. negar-lhe provimento. João Hilário Valentim. validamente ou não.TRT 17ª. verifica-se que a reclamada buscou rediscutir matéria que já foi objeto de decisão do v. conforme OJ nº 118 da SDI-1 do C. apontando vícios no julgado. na decisão recorrida. acórdão de fls. ACÓRDÃO DE FLS. por unanimidade.0014. TST: Prequestionamento. já que intempestivo. Num breve histórico. Vistos. Tese Explícita. Não se vislumbra qualquer omissão no julgado.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO opostos pela reclamada conhecidos e não providos. Insta frisar. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-136700-37.2.” Portanto. por unanimidade. conforme despacho de fls. acórdão. Ademais. em nada modifica meu entendimento. RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos pelo reclamante em face do v. entende esta Corte que satisfatoriamente prequestionadas as matérias trazidas nos embargos.2. esta Corte entendeu que “a interposição do recurso ordinário adesivo. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais.5. Insurge-se o reclamante alegando omissão no v. sendo partes as acima citadas. pois os aclaratórios destinam-se ao saneamento dos vícios elencados no artigo 897-A da CLT.11. Nego provimento. não interromperam o prazo para recurso.17.6 Embargante Advogado Embargado Advogado EDILSON ALVES DE OLIVEIRA Ernandes Gomes Pinheiro(OAB: 004443 ES) ORTENG SPE PROJETOS E MONTAGENS LTDA Jason Soares de Albergaria Neto(OAB: 046631 MG) ACÓRDÃO . Nego provimento.1997): Havendo tese explícita sobre a matéria. DA OMISSÃO.TRT 17ª Região . o reclamante interpôs agravo de instrumento na tentativa de destrancar o recurso ordinário adesivo. Sob a alegação de contradição. formulado pela advogada do recorrente. 2.2012.2012. torna-se inadmissível a sua renovação. Desse modo. conhecer dos embargos declaratórios e. nego provimento. de minha relatoria. Entretanto.0010 Processo Nº ED-136700/2012-010-17-00. que o cancelamento da OJ 384. Assim. Procurador do Trabalho: Dr.1. interpôs recurso ordinário adesivo. Não satisfeito. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região.17. da 2ª Turma. MÉRITO 2. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora Acórdão Processo Nº ED-135900-94. o reclamante. pois presentes os pressupostos de admissibilidade.17. constitui ofensa ao principio da unirrecorribilidade. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). indeferir o pedido de adiamento do feito. às fls. conhecer do recurso e.0014 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: EDILSON ALVES DE OLIVEIRA Embargado: O V. tem-se que o recurso ordinário do reclamante foi negado provimento. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim. 115-117 . FUNDAMENTAÇÃO 2.5. havendo tese explícita quanto ao entendimento adotado. negar-lhes provimento. Em razão do juízo de admissibilidade negativo de seu recurso ordinário.17. CONHECIMENTO Conheço dos embargos de declaração opostos. da SBDI-1/TST (Resolução 186/2012).ORTENG SPE PROJETOS E MONTAGENS LTDA Origem: 14ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA .0014 Processo Nº ED-135900/2012-014-17-00. em verdade a parte insurge-se quanto o resultado do julgamento. 90. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região.2. 83-86. que já exposto no julgamento do RO 0136200-95. Vencido. DA CONTRADIÇÃO O reclamante aponta contradição no v. sob a fundamentação de que o mesmo não fora apreciado.0135900-94. Da simples análise dos embargos.

2.1 OMISSÃO. 23 de Setembro de 2013 92 Embargado Advogado RODRIGO SABADINI PRATES Gustavo Souza Fraga(OAB: 015339 ES) ACÓRDÃO .0136800-14. Parecer do d. porque se utiliza da via processual escolhida tão somente com o intuito de retardar a entrega da prestação jurisdicional. Conforme acima exposto. ao opor os presentes embargos de maneira infundada em relação às suas hipóteses de cabimento.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 147-148. VALOR DA CONDENAÇÃO. a par de lhes negar provimento.00 (trinta e quatro mil reais).0136700-37. Razões recursais às fls. pois presentes os pressupostos legais de admissibilidade. dono de obra. sem a finalidade de lucro. Não se vislumbra qualquer omissão no julgado.2012. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). no valor de R$ 680.ME ACÓRDÃO . FUNDAMENTAÇÃO 2. Por todo o exposto. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante.CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário interposto pelo reclamante. por unanimidade.TRT 17ª Região . 143v. sentença não fixou o valor da condenação. ENTE PÚBLICO. em face do v. Insta esclarecer que este órgão julgador ao assim decidir considerou para fixação do valor da condenação exata relação com as verbas deferidas. OBRA SEM FINALIDADE DE LUCRO. contra a sentença de fls. É o relatório. João Hilário Valentim.000. 277-280. R$ 34. Conhecidos e não providos por ausência de vícios no julgado. comino à embargante multa de 1% sobre o valor da condenação. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. 2. eis que houve improcedência dos pedidos formulados pelo obreiro. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. REGIÃO . Diante do indubitável caráter protelatório dos embargos. acórdão. CONHECIMENTO Conheço dos embargos de declaração opostos pela reclamada. comina-se a embargante multa de 1% (um por cento) sobre o valor da condenação. sentença quanto à assistência judiciária gratuita e à responsabilidade subsidiária. A injustificada beligerância processual da embargante revela. logo. sob a alegação de que a r. pois presentes os pressupostos de admissibilidade. do TST. pugnando o autor pela reforma da r. no prazo legal. Ministério Público do Trabalho às fls. 124-126.TRT 17ª Região . a embargante reputa o v.1.TRT 17ª. no mérito. MÉRITO 2.2012.7 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Réu LUIZ GONZAGA BARBOSA DA SILVA Breno Fajardo Lima(OAB: 010888 ES) MUNICIPIO DE ITAPEMIRIM Zacarias Carrareto Filho(OAB: 011878 ES) GOL CONSTRUTORA INCORPORADORA LTDA . 277-280 . conhecer dos embargos declaratórios e. Ante a reforma parcial da sentença. Vistos. 136-141. sua intenção de procrastinar o feito. que julgou parcialmente procedentes os pedidos iniciais.RODRIGO SABADINI PRATES Origem: 10ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . efetivamente.17. deve ser aplicada a OJ 191.5. a embargante não aponta qualquer vício apto a ensejar a utilização da via processual escolhida. acórdão omisso quanto ao valor da condenação e das custas.5. Contrarrazões do segundo reclamado às fls.17. no percentual de 2%.0132 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: LUIZ GONZAGA BARBOSA DA SILVA Recorridos: MUNICIPIO DE ITAPEMIRIM GOL CONSTRUTORA INCORPORADORA LTDA . sendo partes as acima citadas. Tratando-se de obra contratada. RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos pela reclamada.ME Origem: 2ª VARA DO TRABALHO DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM . mas de empreitada. 128-133. negar-lhes provimento.5.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DA RECLAMADA. MÉRITO . foi omisso ao manter inalterado o referido valor. qual seja. FUNDAMENTAÇÃO 2. Conforme certidão de fls. Somente retarda a marcha processual.0010 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: WAL MART BRASIL LTDA Embargado: O V. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Trabalho da Décima Sétima Região.2. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO.17. ACÓRDÃO DE FLS. Razão não lhe assiste. cominar à embargante multa de 1% sobre o valor da condenação. diante do indubitável caráter protelatório dos embargos. Registra-se que. apenas se reportou ao valor da causa. a primeira reclamada não apresentou contrarrazões ao apelo do autor. sendo o tomador de serviços. Diante do indubitável caráter protelatório dos embargos. esta Corte se referia ao valor da causa arbitrado pelo Juízo “a quo”. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-136800-14. pois não é caso de terceirização. sendo partes as acima citadas. ao manter o valor da condenação.2012.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. indiscutivelmente. Procurador do Trabalho: Dr.1. oficiando pelo conhecimento e não provimento do recurso ordinário do reclamante.0132 Processo Nº RO-136800/2012-132-17-00. apontando vícios no julgado. o v. o que é lamentável. por ente público que não tem dentre suas atividades a construção civil. sobre o qual serão calculadas as custas devidas. da SDI-I.00 (seiscentos e oitenta reais). acórdão de fls. Vistos.

salvo sendo o dono da obra uma empresa construtora ou incorporadora.º 7. na petição inicial. efetivamente. 10. mas declarou não ter condições de arcar com as despesas do processo. não parece razoável aplicar o mesmo raciocínio para responsabilizar o Município. já que se trata de obra contratada por ente público que não tem. o contrato de empreitada entre o dono da obra e o empreiteiro não enseja responsabilidade solidária ou subsidiária nas obrigações trabalhistas contraídas pelo empreiteiro. conhecer do recurso ordinário interposto pelo reclamante e. não pode a empresa incorporadora ou construtora usufruir da mão de obra do trabalhador. as quais visam à obtenção de lucro. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim. E não poderia ser diferente. portanto. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). por entender que o Município de Itapemirim figurou na relação como “dono da obra”. TST. por si só. de forma a afastar a responsabilidade do Município. Alega que o ente público agiu com culpa in eligendo e in vigilando.° 304 do C. de aplicação imediata.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. dentre suas atividades. § 1º da Lei nº 8. Vencida. Sustenta. a Juíza Sônia das Dores Dionísio.00 Diante da inexistência de previsão legal. Cumpre destacar a ressalva contida na referida OJ 191. Sem razão o recorrente. Assim.0151 Processo Nº ED-149900/2012-151-17-00. terceirizando parte de sua atividade. 2. da Lei n. LXXIV e § 1. basta a simples afirmação de hipossuficiência do declarante ou de seu advogado. mas de empreitada. Pelo exposto. assumir os riscos de sua atividade.5. Com efeito.2 Embargante Advogado Embargado Plurima Autor Advogado Plurima Autor Plurima Réu Plurima Réu MARIA DA CONCEICAO MIRANDA PASCOAL José Carlos Rosestolato Rezende(OAB: 006168 ES) JOSE FRANCISCO DOS SANTOS JOSE FRANCISCO DOS SANTOS Marcelo S. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-149900-76. 115-119). O reclamante recorre desta decisão.ES Relatora: . devendo. TST. O reclamante recorre deste decisão. Deve. com capacidade para 600 pessoas. dono de obra. É importante destacar que a Orientação Jurisprudencial n. por unanimidade. nego provimento. Thiago Pereira(OAB: 004955 ES) NORMA LUCIA DOS SANTOS GOMES MARIA DA CONCEICAO MIRANDA PASCOAL NORMA LUCIA DOS SANTOS GOMES PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO . sem fins de lucro. in verbis: DONO DA OBRA.2. Inserida em 08. não há falar na aplicação da Súmula nº 331 do C. dar-lhe parcial provimento para conceder ao autor os benefícios da assistência judiciária gratuita. até que se prove o contrário. porque esta não se subsume às peculiaridades do caso.2012. auferir lucro e deixá-lo a mercê da própria sorte diante do inadimplemento do empreiteiro.ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA A sentença de origem julgou improcedente o pedido de assistência judiciária gratuita. Se a insuficiência de recursos foi demonstrada. não tem o condão de afastar essa garantia. não ocorrendo terceirização típica capaz de atrair a responsabilidade em tela. a construção.TRT 17ª Região . ex vi da Constituição Federal (art. na localidade de Garrafão em Itapemirim/ES”. V.2. Assiste-lhe razão. no mérito.11. A assistência judiciária gratuita aos que não têm recursos suficientes para demandar sem prejuízo do próprio sustento ou do de sua família constitui direito fundamental. 1º da Lei n. § 1º.º. REGIÃO . Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Contudo. No caso do ente público. do C. Ressalto que o reclamante não está assistido pelo Sindicato de sua Categoria. que deu nova redação à Lei n.17.0151 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargantes: MARIA DA CONCEICAO MIRANDA PASCOAL JOSE FRANCISCO DOS SANTOS E OUTRO Embargados: O V. RESPONSABILIDADE. 71.JOSE FRANCISCO DOS SANTOS E OUTRO MARIA DA CONCEICAO MIRANDA PASCOAL Origem: 1ª VARA DO TRABALHO DE GUARAPARI .510/86.2012. ressalvados os casos em que o dono da obra seja empresa construtora ou incorporadora. Dessa forma. sob o fundamento de que não estão presentes os requisitos legais pertinentes à espécie.º 1.0149900-76. TST reza que “para a concessão da assistência judiciária. 23 de Setembro de 2013 93 2. no sentido de que não há dispositivo legal que determine a responsabilização solidária ou subsidiária do dono da obra pelo inadimplemento das Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 verbas trabalhistas do empreiteiro em face de seus contratados. O Município colacionou aos autos o contrato de prestação de serviço firmado com a primeira reclamada (fls. ser declarada a sua responsabilização subsidiária. tendo em vista que o art.º 7. sob pena de violação do texto constitucional. para se considerar configurada a sua situação econômica (art. por maioria. A ressalva decorre do fato de que a construção civil se insere nas atividades desenvolvidas por essas empresas. 282/286-v . que deve ser aplicado ao presente caso o entendimento consubstanciado na Súmula nº 331. inc. CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região.1. TST.666/93. há ainda que se considerar o disposto no art. ACÓRDÃO DE FLS.TRT 17ª.17. 5. Portanto. em suma. Vê-se que o objeto do contrato era a execução de “serviços de conclusão de obra de construção do ginásio poliesportivo.060/50)”. sendo o segundo reclamado. entendo que deve ser aplicada ao caso a previsão contida na OJ nº 191 da SDI-1 do C.RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA A sentença de origem julgou improcedente o pedido de responsabilidade subsidiária do segundo reclamado.º).115/83 dispõe que se presume verdadeira. 4º.5. a declaração de pobreza. o caso não é de terceirização. que figura como dono da obra em contrato de empreitada.2. Face à análise do conjunto probatório. o patrocínio da causa por advogado particular. quanto à assistência judiciária gratuita. sem prejuízo do próprio sustento e do de sua família à fl. dou provimento ao apelo para conceder ao autor os benefícios da assistência judiciária gratuita. portanto.

inciso LV.2012. ante a total ausência do vício alegado. nem há comprovação de exposição a qualquer outro agente insalubre que enseje tal pagamento. por unanimidade.2012. do CPC. se os embargos confundem julgamento contrário ao seu interesse. Não se reconhece direito do trabalhador ao adicional de insalubridade quando. requer o prequestionamento do art. 538. e entende que houve falta de fundamentação no v. 288/300. O que se exige é adoção de tese e não reprodução da lei.TRT 17ª Região . havendo na visão da Embargante. Por fim. o que não significa obrigação de reproduzir textos legais. com o intuito de rediscutir questão amplamente apreciada no acórdão. afirma que o v. Da leitura das alegações apresentadas na peça de embargos de fls. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. de contradição ou de obscuridade e revelam mero inconformismo da parte com o conteúdo meritório do acórdão. parágrafo único. os embargos não demonstram existência concreta de omissão. 282/286-v. se verifica que os produtos de limpeza por ele manuseados são de uso doméstico e. má apreciação da norma.5. obscuridade ou contradição no julgamento. alega a embargante que o julgado é omisso. porque diluídos. Sustenta que “o acórdão é tão obscuro que nem mesmo a questão levantada no recurso acerca da rescisão contratual foi analisada a contento. 288/293.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. sendo partes as acima citadas. conhecer dos embargos da reclamada de fls.17. contêm baixa concentração de substâncias químicas. Deste modo.5. acórdão é contraditório em relação à multa do art. parágrafo único. Em verdade.2. 538. por estarem presentes os pressupostos de admissibilidade.17. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora Acórdão Processo Nº RO-181100-04. na forma autorizada pelo art. Diz.8 Recorrente Advogado Recorrido Advogado CILTA FERREIRA MARCOS ANTONIO BITENCOURT DE OLIVEIRA(OAB: 019259 ES) INSTITUTO NACIONAL DE ADMINISTRAÇÃO PRISIONAL Sergio Carlos de Souza(OAB: 005462 ES) ACÓRDÃO . Portanto. acórdão de fls. o que deve ser manejado na via recursal própria. sendo partes as acima citadas. para condenar a reclamada ao pagamento da multa prevista no art. além de os Embargos denotarem mero inconformismo com o conteúdo meritório do julgado. do CPC. 477 da CLT. em razão do princípio da unirecorribilidade das decisões e da preclusão consumativa.0181100-04. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pela reclamante. 282/286-v é de clareza solar e coerente em toda a sua fundamentação. os vícios alegados. acórdão de fls. e tendo em vista o manifesto caráter protelatório dos Embargos. que não foi levado em consideração às alegações da embargante.1. bem como no tocante as horas extras. não sobejando dúvidas quanto ao entendimento das matérias nele aduzidas. com base na prova pericial. Aduz omissão em relação à preliminar de incompetência da Justiça do Trabalho. não se constata no julgado. 23 de Setembro de 2013 94 JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. 477. é nítida a intenção da parte de dilatar o prazo recursal. na forma autorizada pelo art. Vistos. contradição e obscuridade no julgado. 5º. não merecem ser providos. Além disso. das provas. 294/300. Assim. dela não conheço em razão do princípio da unirecorribilidade das decisões e da preclusão consumativa. FUNDAMENTAÇÃO 2. pois diz que houve julgamento contrário às provas produzidas nos autos. verifico que as alegações da embargante apenas impugnam o v.OMISSÃO – OBSCURIDADE – CONTRADIÇÃO No corpo dos embargos. RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos pela Reclamada em face do v. não merecem ser providos. Vistos. 376.0151 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: CILTA FERREIRA Recorrido: INSTITUTO NACIONAL DE ADMINISTRAÇÃO PRISIONAL Origem: 1ª VARA DO TRABALHO DE GUARAPARI . e aduz afronta ao art. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. Ademais. por ter-lhe sido desfavorável a decisão. Procurador: Dr. 3. Quanto ao prequestionamento a que se refere a Súmula 297 do TST. portanto. 2. acórdão que entendeu por manter a sentença. ainda. Se os embargos não demonstram a existência de omissão. em face da sentença de fls. e também aponta omissão no que tange a matéria relativa à reconvenção. nego-lhes provimento e imponho a Embargante multa de 1% sobre o valor da causa. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. ou outra hipótese Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 que refuja aos seus limites. deve ser apresentada através do meio processual adequado para impugnar a decisão desta Corte Regional. . como demonstra inconformismo com a decisão proferida.CONHECIMENTO Conheço dos embargos da reclamada de fls. 288/293. Não tem a mais pálida razão. da CF. alegando omissão. depreende-se que o que deseja realmente a embargante é revolver toda a argumentação apresentada em suas razões recursais. anoto que só tem pertinência e cabimento quando o julgado não haja adotado fundamento explícito sobre o tema ou sobre a questão submetida. Logo. não conhecer da petição de fls. já que o v.§8º da CLT. 349-364. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: o Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). complementada pela decisão de embargos de declaração de fls. e condenar a Embargante a pagar a multa de 1% sobre o valor da causa. acórdão e.CONCLUSÃO Acordam os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. João Hilário Valentim. negativa de prestação jurisdicional”.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. Quanto à petição de fls.0151 Processo Nº RO-181100/2012-151-17-00. 294/300. 96 do Estatuto da Terra. negar-lhes provimento. que julgou procedentes em parte os pedidos iniciais.

frise-se que a atividade desempenhada pela autora que. Recurso de Embargos conhecido e provido. A reclamante pugna pela reforma desta decisão. Alega que suas as horas extras habitualmente prestadas e pagas não integraram sua remuneração para fins de cálculos das verbas rescisórias e requer a condenação da ré no pagamento das diferenças das verbas da rescisão. Portanto.2. (fl. Rel. 320) “A RCTE. por entender que a ré utilizou para o referido cálculo a mesma média remuneratória apontada pela reclamante.DIFERENÇAS DAS VERBAS RESCISÓRIAS. PROVIMENTO. revista e troca de celas.5555. R$622. julgou improcedente o pedido de adicional de insalubridade. de acordo com o que restou apurado pela perícia. executava tarefas de limpeza dos sanitários dos setores onde exercia suas atividades” (fl. 368) Contudo. vê-se que a reclamante não efetuava a limpeza da enfermaria e não tinha contato direto com os detentos ou com roupas e objetos de uso pessoal dos mesmos. como alega na inicial. INTEGRAÇÃO DAS HORAS EXTRAS A sentença de origem julgou improcedente o pedido de integração das horas extras no cálculo das verbas rescisórias. qual seja.5. RECURSO DE REVISTA. Min. Esta C. com base no laudo pericial. 366-373. glândulas. couros. porque não se encontram entre as classificadas como lixo urbano no Anexo 14 da NR-15 da Portaria nº 3214/78 do Ministério do Trabalho. 320) A prova testemunhal nada aponta acerca das atividades exercidas pela reclamante e dos setores onde ela laborava. segundo consta da perícia. onde ocorria o recebimento de novos detentos. lixo urbano (coleta e industrialização). transferência. Contrarrazões da reclamada às fls. ou mesmo de varrição e limpeza de outros ambientes da reclamada onde laborava a autora não se enquadram em nenhuma das hipóteses previstas no referido anexo da norma regulamentadora ministerial. bem como.2. pacificou entendimento no sentido de que a limpeza e a coleta de lixo de sanitários não podem ser enquadradas como atividades insalubres. manter limpo o ambiente de trabalho e executar outras tarefas afins e correlatas (fl. É o relatório. esgotos (galerias e tanques). vísceras. a reclamante laborou nos seguintes ambientes: Posto Delta. capaz de ensejar o direito ao adicional de insalubridade. Outrossim. a reclamante exerceu a função de Auxiliar de Serviços Gerais. tem-se que a atividade de limpeza de banheiro. utilizado para fins de monitoramento dos detentos. a reclamante não apresenta qualquer demonstrativo que aponte o quanto entende ser . Posto de Triagem. poderia ensejar o adicional de insalubridade. verbis: "RECURSO DE EMBARGOS. por entender que as atividades desenvolvidas pela reclamante poderiam submetê-la a agentes biológicos apenas de forma eventual. passar pano de chão. SDI-I. nem mesmo atuava na enfermaria. 378-381v. revista e troca de celas. pêlos e dejeções de animais portadores de doenças infectocontagiosas (carbunculose. porque diluídos. FUNDAMENTAÇÃO 2. desenvolvendo as seguintes atividades: varrição. 320) Conforme apontado anteriormente. carnes. pugnando a autora pela reforma da r. produtos químicos de limpeza com finalidade de uso domiciliar” (fls.ADICIONAL DE INSALUBRIDADE A sentença.1. transferência. DJ-26/09/2008). locomoção. Não obstante o pedido seja de diferenças. com base na prova pericial. Vejamos. Sendo assim. LIMPEZA E HIGIENIZAÇÃO DE SANITÁRIOS.1. esclareceu o d. 319) “Quando no exercício da função de Auxiliar de serviços gerais. (TST-E-ED-RR-673432-89. os produtos utilizados. não se reconhece direito da trabalhadora ao adicional de insalubridade quando. a princípio.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Consta do laudo pericial que a reclamante “estaria exposta a agentes biológicos de forma eventual quando no exercício da tarefa de limpeza dos sanitários”. Este prevê como causa do pagamento de insalubridade. perito: “Dados apurados não indicam o setor de enfermaria como ambiente laboral da autora” (fl. é a jurisprudência do Colendo TST. De outro norte.214/78 do Ministério do Trabalho. Com efeito. recebimento de novos detentos.00. seria a de limpeza dos banheiros. Neste sentido. Nego provimento. eram “produtos químicos diluídos. Também concluiu o laudo pericial que não havia exposição permanente à agente biológico. ou seja. locomoção. cuja nova redação incorporou o teor da Orientação Jurisprudencial nº 170. A recorrente afirma que “restou comprovado nos autos que a reclamante efetuava a limpeza da enfermaria. Em resposta aos quesitos formulados pelas partes. executar tarefas de limpeza em geral.04.2. sangue. lavagem de banheiros. informa o perito que a autora “executava tarefa de limpeza dos sanitários dos setores onde exercia suas atividades”. bem como recolhia e separava roupas de uso pessoal dos internos” (fl. MÉRITO 2. A autora foi admitida pela reclamada em 05/01/2011. a obreira não tinha contato com detentos ou objetos de uso pessoal” (fl. na função de auxiliar de serviços gerais e pediu demissão em 10/04/2012. honorários periciais e honorários advocatícios. contêm baixa concentração de substâncias químicas. integração das horas extras. no Setor de Inclusão. A reclamante recorre desta decisão. tuberculose). não previamente esterilizados. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE INDEVIDO.2000. 321). 2. brucelose. bem como objetos de seu uso. 318). pois durante o período em que a autora laborou em prol da ré não mantinha contato com os detentos. Ainda de acordo com a perícia. não se constata que as atividades desenvolvidas pela reclamante se enquadrem no disposto no Anexo 14 da NR-15 da Portaria nº 3. Portanto. pois presentes os pressupostos legais de admissibilidade. já que não se trata de contato permanente com: pacientes em isolamento por doenças infecto-contagiosas ou contato com lixo urbano. em grau máximo o seguinte: "trabalho ou operações em contato permanente com: pacientes em isolamento por doenças infecto-contagiosas. sentença quanto às seguintes matérias: adicional de insalubridade. os setores onde a reclamante Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 laborou eram utilizados para fins de monitoramento dos detentos. se verifica que os produtos de limpeza por ela manuseados são de uso doméstico e. Ademais. utilizado para recebimento de novos detentos. no tema. na acepção contida na referido norma. Corte Superior por meio da Orientação Jurisprudencial nº 4 da SDI-1.CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário interposto pela reclamante. irrelevante as condições de saúde dos detentos ou as doenças às quais eram acometidos. ossos. ante ao que restou apurado por intermédio do laudo pericial. não ocorria a limpeza de banheiros de celas ou enfermarias pela reclamante." Dessa forma. Aloysio Corrêa da Veiga. Assim. Pois bem. sem caracterização de contato com agente insalubre. 23 de Setembro de 2013 95 Razões recursais às fls.

00 prévios e R$750. Destaco ainda que o artigo 133 da Constituição Federal de 1988. 23 de Setembro de 2013 96 devido a este título ou qual base de cálculo entende ser correta.HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS A sentença julgou improcedente o pedido de honorários advocatícios. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº AP-184800-94.0006 Processo Nº AP-184800/1996-006-17-00.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. não se aplica o disposto no artigo 20 do CPC.3. da Súmula 219 do C.1996. Somente em hipóteses excepcionais poderá o Magistrado determinar a expedição de ofícios a instituições públicas e privadas com o objetivo da busca de bens do executado. negar provimento ao apelo. impossível o deferimento do pedido.2. quanto aos honorários advocatícios. Em razão disso. quando houver sucumbência do beneficiário de justiça gratuita na pretensão relativa ao objeto da perícia. socorrendo-se de profissionais particulares.2. conhecer do recurso ordinário interposto pela reclamante e. Desse modo. no valor total de R$1. nos termos do artigo 1º do Provimento supracitado. prevalece o entendimento consubstanciado no item I. RELATÓRIO Trata-se de agravo de petição interposto pela exequente. nego provimento ao recurso do Reclamante.00. com a finalidade de que .1996. autorizando o perito a receber a importância diretamente do Tribunal. Ao Juízo de execução cabe acolher certas providências requeridas pelo interessado apenas em situações extremas. no presente caso. 2.00). não há como deferir o pagamento de diferenças das verbas rescisórias. de modo que o deferimento da justiça gratuita não socorre o autor. que deu nova redação aos artigos 159. que não podem trabalhar sem receber a devida contraprestação. formulado pela autora às fls. destinados aos beneficiários de assistência judiciária. No caso. relatados e discutidos os presentes autos de AGRAVO DE PETIÇÃO.00 complementares). Por isso. 160 e 161 do Prov. a ser paga pela parte sucumbente no objeto da perícia. a sentença de origem deve ser mantida para que a autora restitua ao réu o valor já pago.000. 01/2005. passados mais de 16 (dezesseis) anos do início da presente execução e restando frustradas todas as tentativas de localização de bens dos executados. 01/2005. 3º da Lei n. Acrescente-se que a Justiça do Trabalho não conta com peritos próprios. uma vez que tal benefício somente abrange despesas e taxas judiciais devidas ao Estado (art. eis que o Processo do Trabalho tem norma de regência própria. autorizando o perito a receber a importância diretamente do Tribunal.TRT 17ª Região . nos termos da fundamentação supra. por maioria. em face da hipossuficiência do reclamante. bem como. continuam em vigor os arts. a sentença condenou o reclamante ao pagamento dos honorários periciais. nos termos do artigo 1º do Provimento TRT 17. vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais.5. Procurador do Trabalho: José Hilário Valentim. em face da decisão de fls. 160 e 161 do Prov.584/70. se a parte não preenche os requisitos exigidos na Lei 5. dou provimento parcial. em razão da sucumbência. Logo. 177. determino que o pagamento dos honorários periciais complementares seja feito com recursos existentes no Orçamento da União.ª SECOR 03/2007. observando-se que o valor estipulado não ultrapassa o limite de R$ 800. TST. 791 e 839 da CLT. Portanto. entendo estar diante de uma situação extrema que justifique a atuação do Magistrado e das Varas do Trabalho na busca de satisfação do crédito do trabalhador e a conseqüente extinção da execução. De toda sorte.” CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. que indeferiu o requerimento de expedição de ofício ao INCRA – Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária. Quanto aos honorários periciais prévios (R$250. Nego provimento. destinados aos beneficiários de assistência judiciária. considero que nem a assistência judiciária gratuita nem a gratuidade de justiça alcançam os honorários periciais.2 Agravante Advogado Agravado EVANY SILVA DOS SANTOS Dalton Luiz Borges Lopes(OAB: 003267 ES) COLIMPRE CONSERVACAO LIMPEZA E PRESTACAO DE SERV LTDA ACÓRDÃO . Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.060/50). A reclamante recorre desta decisão.5. indicá-los ao Juízo da execução. por entender que não restam preenchidos os requisitos da Lei nº 5. dar-lhe provimento parcial para determinar que o Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 pagamento dos honorários periciais complementares seja feito com recursos existentes no Orçamento da União.584/70. 2. bem como a Lei 8. 181. Vencido. A parte interessada tem o dever de diligenciar para localizar os bens passíveis de expropriação. Portanto. quando já houverem sido esgotados todos os meios de levantamento de bens de que dispõe a parte interessada. EXPEDIÇÃO DE OFÍCIO AO INCRA.4. que deu nova redação aos artigos 159. por maioria. A Primeira Turma decidiu. que assim dispõe: “HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS Neste procedimento especializado.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA AGRAVO DE PETIÇÃO. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente).0006 AGRAVO DE PETIÇÃO Agravante: EVANY SILVA DOS SANTOS Agravado: COLIMPRE CONSERVACAO LIMPEZA E PRESTACAO DE SERV LTDA Origem: 6ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA .17. defiro a expedição do ofício requerido. nesse aspecto. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais.17. nos termos do voto da Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.0184800-94. o pagamento dos honorários de perito será efetuado com os recursos vinculados ao custeio da assistência judiciária aos necessitados. terceiros estranhos ao processo. no presente caso. Assim. nos termos do Provimento TRT 17. no mérito.º 1.ª SECOR 03/2007. Desse modo. por unanimidade. sendo partes as acima citadas.00 (R$250.906/94 não revogou o jus postulandi partes. Contudo. Vistos.HONORÁRIOS PERICIAIS Embora concedida a gratuidade de justiça à reclamante.

DJ 14. nos termos do art.1997. p. por conseguinte.Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária para que informasse se os executados possuem imóveis rurais cadastrados no referido instituto. No período de 16. inclusive daquelas proferidas em sede de execução. a Súmula 214 do TST: SUM-214 DECISÃO INTERLOCUTÓRIA. a inércia do exequente implicaria em preclusão quanto a tal matéria. b) suscetível de impugnação mediante recurso para o mesmo Tribunal. portanto. Por outro lado.1. voltandose a execução. A exequente. FUNDAMENTAÇÃO 2. o qual restou infrutífero. pelo destrancamento do agravo de petição. inconformada.03.12.1998 a 08.2. a exequente solicitou a atualização do seu crédito e a utilização dos convênios BACENJUD.CONHECIMENTO A questão do conhecimento do agravo de petição restou superada pela decisão proferida no agravo de instrumento. interpôs agravo de petição sustentando que o INCRA não repassa informações a terceiros. formulado pela exequente às fls. com a remessa dos autos para Tribunal Regional distinto daquele a que se vincula o juízo excepcionado. Prosseguindo-se com a execução. Nesse sentido preleciona o jurista Sérgio Pinto Martins. não obstante a natureza meramente declaratória das informações eventualmente fornecidas pelo INCRA. poderá localizar imóveis dos executados e. Aduz que. 23 de Setembro de 2013 97 este órgão informe a existência de imóveis rurais em nome dos sócios da executada. que não tem condições de arcar com as despesas da execução. alegando que. 399 do CPC e 735 da CLT. Portanto. O agravante alega. O exequente recorre desta decisão. será possível localizar o cartório onde suposto imóvel em nome dos sócios da ré esteja registrado..” Destaque-se o disposto no art. que a decisão objeto do agravo de petição possui natureza definitiva pois. 15 e 16. em suma. em desfavor dos sócios da ré. em sua obra "Direito Processual do Trabalho" (17. isto é. do despacho que determinou ou não a perícia contábil. a penhora. Não se admitirá agravo de petição. pugnando a reclamante pela reforma desta decisão. sendo necessária a expedição do ofício pelo I. Atlas. c) que acolhe exceção de incompetência territorial.Res. 127/2005. Sendo assim. Não há contraminuta. Dou provimento ao agravo de instrumento para destrancar o agravo de petição. a decisão hostilizada enseja o manejo de agravo de petição. ainda. sendo do Juízo o dever de impulsionar a execução. 177. 893 . dos despachos de mero expediente. E entendo ser esse o Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 caso dos autos. entendo ser cabível a interposição de agravo de petição em face de decisões interlocutórias que causem gravame autônomo à parte. A partir desta data. o julgador a quo indeferiu o requerimento de expedição de ofício ao INCRA . §1º da CLT. da que recusa a nomeação de bens à penhora. Após o desarquivamento. com a expedição do mandado de citação. efetuando-se.1. MÉRITO 2.” Sendo assim e estando presentes os demais pressupostos legais de admissibilidade. 893. caso mantida. § 2º. Sustenta. o agravante alega não possuir condições de arcar com tal diligência. penhora e avaliação de fl. De outro modo. a autora requereu a expedição de ofício ao INCRA. os autos permaneceram arquivados. 214 do TST). 191). causará gravame autônomo à parte. XXXIII e XXXIV da CRFB.184-188.07. o que foi indeferido pela origem e ora é objeto do presente agravo de petição. porém. Afirma que o referido órgão não fornece informações a terceiros e alega que seu requerimento encontra-se amparado nos artigos 5º.2005: Na Justiça do Trabalho.2009. determinou a expedição de certidão de dívida trabalhista e o arquivamento do feito (fls. 893. 893 c/c §2º do art. assim. IRRECORRIBILIDADE (nova redação) . sendo positiva a resposta do Instituto. De fato. que somente serão recorríveis quando da apreciação do merecimento das decisões definitivas (§1º do art. Com razão. não sendo cabível contra decisão meramente interlocutória ou meros despachos (fl. 799. EXPEDIÇÃO DE OFÍCIO AO INCRA O Juízo a quo indeferiu o requerimento de expedição de ofício ao INCRA – Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária. com a finalidade de que este órgão informe a existência de imóveis rurais em nome dos sócios da executada. conforme acórdão de fls. alcançar o sucesso da execução.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. sendo dado provimento ao agravo de petição da autora para determinar o prosseguimento da execução. segundo o qual: “Não caberá agravo de petição contra decisões interlocutórias na execução. . § 1º. salvo nas hipóteses de decisão: a) de Tribunal Regional do Trabalho contrária à Súmula ou Orientação Jurisprudencial do Tribunal Superior do Trabalho. pois terminativa quanto a essa questão. caso haja resposta positiva.. a qual foi indeferida. incluindo a diligência requerida às fl. Juízo a quo. in verbis: AGRAVO DE PETIÇÃO. Minuta de agravo às fls. diversas providências foram tomadas pela exequente com a finalidade de ver seu crédito adimplido. na decisão de fls. in verbis: Art. bem como. é vigente no processo do trabalho o princípio da irrecorribilidade imediata das decisões interlocutórias. Ed. por não obedecer à ordem legal. consoante o disposto no art. Observa-se que a presente execução teve início em 21.ª ed. da decisão que entende não ser o caso da produção de determinada prova na execução. 799 da CLT e En. de outro norte. ainda. conheço do agravo de petição interposto pela exequente. 149). Além disso. sem êxito até o momento. RECORRIBILIDADE “O Juízo a quo negou seguimento ao agravo de petição do exequente sob o fundamento de que só é cabível a interposição do referido recurso contra decisões terminativas e definitivas.Das decisões são cabíveis os seguintes recursos: [. Vejamos. das decisões interlocutórias. É o relatório.. 169-171.10. Tal providência não foi determinada pelo Juízo de origem que. assim. da CLT. por entender que cabe pessoalmente à reclamante obter as informações que pretende (fl. 181. a meu ver. em face dos sócios da reclamada. inclusive.177. A exequente recorre desta decisão. 30. admitindo-se a apreciação do merecimento das decisões interlocutórias somente em recursos da decisão definitiva. por pedido da autora. INFOJUD E RENAJUD. sendo adequada a interposição de agravo de petição. haja vista que não será possível revertê-la em momento posterior. A reclamante recorreu desta decisão. 399). que acarretem ônus cuja correção não possa ser efetuada em momento posterior. Pugna. forçoso concluir que a decisão causa gravame autônomo ao exequente. da CLT. E. 181). DECISÃO INTERLOCUTÓRIA QUE CAUSA GRAVAME AUTÔNOMO. No caso em análise. as decisões interlocutórias não ensejam recurso imediato.] §1º .Os incidentes do processo serão resolvidos pelo próprio Juízo ou Tribunal.

Parecer do d.5 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Autor Plurima Autor VANUZIA PEREIRA DA SILVA João Paulo Cardoso Cordeiro(OAB: 013853 ES) FIBRIA CELULOSE S/A André Luiz Pacheco Carreira(OAB: 003679 ES) JACYELLEN PEREIRA DA SILVA CARLOS EDUARDO PEREIRA DA SILVA ACÓRDÃO . Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente).Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária. os autores apresentaram os primeiros embargos de declaração de fls. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. na verdade. vencida a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. por unanimidade. bem assim para esclarecer o termo ‘unanimidade’ inserto na parte dispositiva da sentença integrativa embargada”. no mérito.17. os autores apresentaram os segundos embargos de declaração alegando haver obscuridade na decisão de fls. renova os pedidos formulados na inicial. no mérito. Intimados desta decisão. INTEMPESTIVIDADE. 23 de Setembro de 2013 98 Pois bem. cerceamento do direito de defesa e. para que este órgão informe a existência ou não de bens imóveis cadastrados em nome dos executados. Vistos. Assim. Intimados da sentença de fls.0191 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: VANUZIA PEREIRA DA SILVA E OUTROS Recorrido: FIBRIA CELULOSE S/A Origem: VARA DO TRABALHO DE SÃO MATEUS . quando já houverem sido esgotados todos os meios de levantamento de bens de que dispõe a parte interessada. 645/682 alegando erro material no julgamento e no conhecimento dos embargos de declaração. 641 não conheceu dos embargos de declaração apresentados pela parte e.0288500-59. expedindo ofício ao INCRA . nulidade da sentença por falta de intimação do MPT.1.Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária. Os autores. acolher certas providências requeridas pelo interessado apenas em situações extremas. julga-os PROCEDENTES EM PARTE. 634 deu provimento aos embargos de declaração para sanar erro material. dar-lhe provimento para determinar a expedição de ofício ao INCRA . Ao Juízo de execução cabe. extirpando da conclusão da decisão o termo “unanimidade”. desta vez apontando equívoco na publicação e não vício no julgado. Nesse contexto. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pela parte autora em face da r. na verdade.2009. de mero requerimento de retificação de autuação e não apontava qualquer vício no julgado. Contraminuta às fls. no mérito.626/628 aduzindo que no relatório da sentença consta que a ação foi proposta por “Espólio de Carlos Gonçalves da Silva” no entanto. com vistas a viabilizar a execução.TRT 17ª Região . Pedem seja esclarecido “quais Juízes e de que forma participaram do julgamento dos Embargos. sentença de fls. conhece os presentes embargos e. Ministério Público do Trabalho oficiando pelo conhecimento do recurso e manifestando-se pela inexistência de nulidade da sentença afastando a hipótese do artigo 793 da CLT. 629 que em sua parte dispositiva fez constar “Pelo exposto.17. portanto. O Juízo a quo às fls. bem como indicá-los ao Juízo da execução. a Vara do Trabalho de São Mateus – ES.5. na forma da fundamentação que passa a integrar este decisum”. sendo partes as acima citadas. CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. Razões recursais às fls.0191 Processo Nº RO-288500/2009-191-17-00. a Vara a quo deve providenciar a obtenção das informações solicitadas. Jacyellen Pereira da Silva e Carlos Eduardo Pereira da Silva. passados mais de 16 (dezesseis) anos do início da presente execução e restando frustradas todas as tentativas de localização de bens dos executados. Aduziram os autores que a publicação novamente Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . a ação tem no pólo ativo as pessoas: Vanuzia Pereira da Silva. apresentaram os terceiros embargos de declaração. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-288500-59. sócios da reclamada. João Hilário Valentim. por maioria. 629 julgou parcialmente procedente os embargos de declaração e determinou a atualização dos registros processuais incluindo como autores as pessoas indicadas e ao final a expressão “Sucessor de Carlos Gonçalves da Silva”.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.5. Dou provimento. FUNDAMENTAÇÃO 2. por unanimidade.1 PRELIMINAR DE INTEMPESTIVIDADE DO RECURSO – ARGUIDA PELA RECLAMADA EM CONTRARRAZÕES A reclamada alega que o recuso ordinário apresentado pelos autores é intempestivo uma vez que a decisão de fls. Em que pese a parte ter intitulado sua peça de “embargos de declaração” o seu teor era. A decisão de fls. entendo estar diante de uma situação extrema que justifique a atuação do Magistrado e das Varas do Trabalho na busca de satisfação do crédito do trabalhador e a conseqüente extinção da execução. no presente caso. o prazo para interposição do recurso ordinário não restou interrompido.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA RECURSO ORDINÁRIO.2009. na busca desses bens. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. a peça só porque denominada pela parte de “embargos de declaração” não têm o condão de interromper o prazo recursal. Procurador do Trabalho: Dr. conhecer do agravo de petição e. Ressalta-se que a parte interessada tem o dever de diligenciar para localizar os bens passíveis de expropriação. 622/623 que julgou improcedentes os pedidos iniciais. então. 622/623 que julgou improcedentes os pedidos iniciais.1 CONHECIMENTO 2. Sob essa ótica. 687/698 alegando a preliminar de intempestividade do apelo. para que este órgão informe a existência ou não de bens imóveis cadastrados em nome dos executados. sócios da reclamada. Vejamos. Somente em hipóteses excepcionais poderá o Magistrado determinar a expedição de ofícios a instituições públicas e privadas com o objetivo da busca de bens do executado.

no decorrer da vigência do contrato com a 1ª reclamada. o requerimento de retificação da publicação (ou retificação da autuação e cadastro processual) deveria ter sido apresentado por simples petição e não por meio de embargos de declaração já que não aponta um vício no julgado. Razões recursais dos autores. do C. ao argumento de que. acolher a preliminar de intempestividade do recurso ordinário. afasta a responsabilidade subsidiária da Administração Pública. ENTE PÚBLICO. Ora. sendo que mero pedido retificação da autuação dirigida não tem o condão de ressuscitar o prazo recursal. o “embargante” teria em mãos uma arma poderosa para procrastinar o feito ao seu bel-prazer. e não conhecer do apelo dos autores. prolatada pela MM. da lavra do eminente Juiz Alvino Marchiori Junior. 286/288. tais como advertência. Este vício já havia sido sanada em decisão de embargos declaratórios anterior. em relação às obrigações contratuais e legais da contratada. É o relatório. O Juízo de Origem não conheceu destes embargos de declaração sob o fundamento de que a decisão de fls. FISCALIZAÇÃO DO CUMPRIMENTO DO CONTRATO.17. conforme entendimento da nova redação da Súmula 331. 232/237. Nesse contexto. pois tempestivas e regulares. 3. diversas penalidades à empresa.2012. INEXISTÊNCIA. TST.2 Recorrente Advogado Recorrido Plurima Autor RONILSON BRASIL AUGUSTO Maria Claudia Barros Pereira(OAB: 012854 ES) UNIAO ANDERSON RODRIGUES DA SILVA ACÓRDÃO . porquanto presentes os pressupostos legais de admissibilidade recursal. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto por RONILSON BRASIL AUGUSTO E OUTROS. A segunda ré. Contrarrazões apresentadas pela segunda reclamada. embora contratados pela primeira ré. MÉRITO 2. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.17. I da CLT é claro ao determinar o prazo de 8 dias para a interposição do recurso ordinário. pelo provimento do recurso.ME Origem: 3ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . Até porque a publicação foi feita em nome do advogado que representa a parte.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.1. TST. Considero as contrarrazões apresentadas pela segunda ré. requerendo que seja negado provimento ao apelo obreiro. na inicial. multa e suspensão do direito de contratar com a Administração Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 .5. na verdade. do C. Em que pese a parte ter intitulado sua peça de “embargos de declaração” o seu teor era. 629 já havia sanado o erro material existente na sentença e concluiu pela perda do objeto dos embargos opostos. não se tratava pois de nulidade de ato já que atingida a finalidade e ausente o prejuízo. às fls. asseverou que. em defesa. pela condenação subsidiária da União. FUNDAMENTAÇÃO CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário interposto pelos reclamantes. 895. em face da r. às fls. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Advogado Plurima Autor Advogado Plurima Autor Advogado Plurima Réu SECRETARIA DA 2ª TURMA Acórdão Acórdão Processo Nº RO-29500-89.5. pelo tomador de serviços.0003 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: RONILSON BRASIL AUGUSTO E OUTROS Recorridos: UNIAO A4 SERVICOS LTDA . apesar da intimação ter sido publicada constando o nome de Espolio de Carlos Gonçalves da Silva (autor original da demanda que faleceu no curso da ação) o ato atingiu a finalidade que era cientificar a parte autora da decisão de embargos de declaração. Pugnam os autores.0029500-89.TRT 17ª Região . no tocante à responsabilidade subsidiária da 2ª reclamada. sentença de fls. a peça só porque denominada pela parte de “embargos de declaração” não têm o condão de interromper o prazo recursal. A comprovação da fiscalização. de mero requerimento. sendo partes as acima citadas. Procurador do Trabalho: José Hilário Valentim. que por sua própria natureza é peremptório. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. aplicando. desempenharam suas atividades em prol da segunda reclamada (tomadora dos serviços). Parecer do Ministério Público do Trabalho. pugnando pela reforma da r. agiu de forma diligente. arguida pela reclamada em contrarrazões. 3ª Vara do Trabalho de Vitória-ES. Note-se que na decisão de embargos de declaração não há qualquer erro em relação ao pólo ativo da demanda que pudesse ser sanado por meio de novos embargos. V. inclusive.0003 Processo Nº RO-29500/2012-003-17-00. o art. no mérito. Acolho a preliminar de intempestividade do recurso ordinário argüida pela reclamada em contrarrazões e deixo de conhecer do apelo dos autores. às fls.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. oficiando pelo conhecimento do recurso e. sentença. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. que julgou parcialmente procedentes o pedidos da inicial.2. por unanimidade. do cumprimento do contrato de prestação de serviços. CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. 260/269. nos termos da Súmula 331. Vistos. 23 de Setembro de 2013 99 Maria Claudia Barros Pereira(OAB: 012854 ES) DARILTO RIBEIRO LAIOLA Maria Claudia Barros Pereira(OAB: 012854 ES) JOSE AUGUSTO SURLO PEGORETTI Maria Claudia Barros Pereira(OAB: 012854 ES) A4 SERVICOS LTDA . Ora.2012.ME saiu em nome de “Espólio de Carlos Gonçalves da Silva” o que revela que a determinação anterior do Juízo não foi observado pela Secretaria. Caso contrário. 274/282. Além disso.

a Administração Pública não está autorizada. segundo o qual a responsabilidade subsidiária da Administração Pública é permitida quando evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações previstas na Lei 8. 215). O Juízo de origem. como visto. mas reconheceu-se que isso não significaria que eventual omissão da Administração Pública.00-9. apesar da União ter adotado providências no curso do contrato. razão pela qual. ressaltou o seguinte: "a mera inadimplência do contratado não poderia transferir à Administração Pública a responsabilidade pelo pagamento dos encargos. Dessa decisão. não há como negar que a segunda reclamada cumpriu seu dever de fiscalizar o cumprimento das obrigações trabalhistas devidas pela contratada. a se eximir de sua responsabilidade pela má contratação de empresa que não cumpre suas obrigações trabalhistas. 23 de Setembro de 2013 100 Pública. vale-alimentação. que houve bloqueio de créditos da primeira ré junto à segunda ré. sendo incabível a responsabilização do ente público ao pagamento dos encargos trabalhistas. comprovou efetivamente que. nos termos da Súmula 331. trabalhistas. TST. sob pena de não pagamento das notas fiscais de serviços (fl." Para acompanhar o entendimento do Excelso Pretório. a teor do disposto no item IV da súmula 331 do C. no prazo de 12 meses. com a inserção do item V. Sendo assim. somente. sobretudo quanto à fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais da contratada. verbis: V .666/93. na medida em que.666/1993 e art. o C. 223/229). caso evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei n. por fim. de repasse do PIS dos empregados. em decorrência dos diversos descumprimentos contratuais. houve nova notificação para que a empresa apresentasse a comprovação de pagamento das obrigações trabalhistas.17. 201). logo. A aludida responsabilidade não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa regularmente contratada. Ressaltou que reteve R$ 169. o que afasta a sua responsabilidade subsidiária. por ausência de fornecimento de uniforme aos colaboradores (fl. incorreu em culpa in vigilando e in eligendo.Em 15/07/2011. ao contrário do alegado pelos recorrentes.º 16. decorrente da culpa in eligendo e mesmo in vigilando. recepcionistas.46 (cento e sessenta e nove mil vinte e oito reais e quarenta e seis centavos). Esse é o entendimento extraído dos arestos abaixo transcritos. A segunda ré. Registre-se. ao mesmo tempo. .1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. E nem se argumente que o fato da segunda ré ter rescindido o contrato somente em 2011 seria suficiente para caracterizar a desídia da contratante. verbis: TERCEIRIZAÇÃO – ENTE PÚBLICO – RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA – SÚMULA Nº 331 DO TST – Conforme entendimento consagrado pela mais alta Corte trabalhista na Súmula nº 331 do TST. antes de adotar a medida máxima. verifico que. que a ADC nº 16 tem efeito vinculante e erga omnes.06. folhas de pontos. TST alterou a redação da Súmula 331 do C. a . a segunda reclamada comprovou que houve fiscalização contínua do contrato de prestação de serviços.028. da CRFB. em decorrência do descumprimento de diversas obrigações contratuais por parte da 1ª reclamada (fls. para. Tribunal. que foi a resilição unilateral do contrato. fiscais e comerciais da contratada. 37. . inclusive em matérias que abrangiam os ilícitos noticiados na petição inicial. em 31/10/2011.1993. para apresentação de defesa no prazo legal. (fl. Na hipótese vertente. nos autos da Ação Direta de Constitucionalidade n. multa. a segunda ré utilizou de todas as sanções previstas na legislação (advertência. sob pena de aplicação da penalidade de suspensão de contratação com a administração pública. os salários do mês de junho/2011. mesmo em sua nova redação. inclusive. fiscalizou o cumprimento das obrigações contratuais pela primeira ré. notificou-se a contratada de que. V. sendo certo que. 208/216). .666. houve aplicação de multa de 5% (cinco por cento) à contratada. É cediço que a contratação promovida pela Administração Pública deve seguir as regras do processo licitatório.Por fim. em 2011.46 (cento e sessenta e nove mil e vinte e oito reais e quarenta e seis centavos) de créditos contratuais da 1ª reclamada para resguardar os direitos dos empregados terceirizados. por seu turno. é forçoso concluir pela aplicabilidade do art.014. para garantir o efetivo cumprimento da avença. . insurgem-se os reclamantes. julgou improcedente o pedido de responsabilização subsidiária da União. depósito no FGTS e pagamento de férias de um funcionário.Em 06/07/2011. por entender que o Ente Público comprovou a efetiva fiscalização do contrato de prestação de serviços firmado com a primeira reclamada. demonstrada a ausência de culpa do Ente Público. assim como o pagamento dos valores retroativos à Janeiro/2011 (fl. dentre as quais destaco as seguintes: . Vejamos. o Supremo Tribunal Federal. Todavia. houve rescisão unilateral pela segunda reclamada. TST. o que ocorreu posteriormente (fls. nas funções de motorista. diante do descumprimento contratual da contratada.Em 17/05/2011. foi firmado contrato de prestação de serviços com a primeira reclamada (A4 Serviços Ltda-ME). Portanto. rescindindo o contrato unilateralmente. em especial. de 21. em especial. execução de Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 serviços de apoio administrativo.666/93 e. . em 01/05/2010. porque contratou segundo as normas relativas à licitação. não viesse a gerar essa responsabilidade. houve a rescisão unilateral do contrato. Nesse sentido. dentre outros. no importe de R$ 169. Sustentou. 71 da Lei 8. especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora. do C. a primeira reclamada não vinha cumprindo com as obrigações trabalhistas. também. Em outras palavras. por força de liminar proferida nos autos da ação cautelar ajuizada pelo Sindicato autor.Em 02/03/2011. TST. declarou a constitucionalidade do artigo 71 da Lei 8. alegando que desde o início do contrato de prestação de serviços. a fim de garantir eventuais execuções a serem movidas pelos empregados. suspensão do direito de contratar com a Administração). durante todo prazo contratual. o atraso no pagamento dos funcionários.666/93. previstas na Lei 8.Em 25/03/2011.Os entes integrantes da Administração Pública direta e indireta respondem subsidiariamente. inclusive deste E.º 8. por seu turno. 231/260). houve notificação para que a empresa apresentasse os comprovantes de pagamento de salários. em razão da ausência de garantia contratual. a legalidade do contrato ajustado não impede que se reconheça a responsabilidade subsidiária do segundo reclamado. 216) .Em 26/09/2011. nas mesmas condições do item IV.028. aplicou-se advertência e multa de 10% do valor anual do contrato (fls. 221/222). em recente julgamento. conforme se infere das diversas notificações encaminhadas à contratada. na obrigação de fiscalizar as obrigações do contratado. §6º. copeiras e telefonistas (fls.2011. 211). houve notificação para apresentação de comprovantes da concessão de aumento de salário aos trabalhadores. tombada sob o nº 1362.

Com efeito.17. TST – Não há responsabilidade subsidiária do ente público tomador de serviços quando comprovado nos autos que houve fiscalização por parte da contratante quanto ao cumprimento das obrigações trabalhistas pela contratada. 477. Marcello Maciel Mancilha – DJe 11. Razões recursais. Portanto.12.0004 Processo Nº RO-50900/2013-004-17-00.2012 – p. o Juízo de origem julgou improcedente a pretensão autoral relativa à aplicação da multa prevista no art. FUNDAMENTAÇÃO 2. da CLT.2012) RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA – PESSOA JURÍDICA DE DIREITO PÚBLICO – DONO DA OBRA – FISCALIZAÇÃO QUANTO AO CUMPRIMENTO DAS OBRIGAÇÕES TRABALHISTAS DA CONTRATADA – INEXISTÊNCIA – A instituição pública de ensino. verbis: “Além de inexistir irregularidade ou ilegalidade no procedimento adotado pela reclamada.5.17. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. Inteligência do inciso V da Súmula nº 331 do C. por ausência de impugnação aos fundamentos da sentença. no mérito. conhecer do recurso ordinário interposto pelos reclamantes e. pretendendo a reforma do julgado. PROPORCIONALIDADE. (TRT 17ª R. insurgem-se os reclamantes. 07).0191 – Rel. em face da r. Improcedente o pleito inserto na alínea “c” (f.8 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor CILDES LELES CONCEICAO ODILIO GONCALVES DIAS NETO(OAB: 019519 ES) FANTON SERVICOS LTDA Luiz Otavio Rodrigues Coelho(OAB: 003242 ES) LUIZ CARLOS SOUZA MARIA RODRIGUES SOUZA OSMAR BATISTA SOARES ACÓRDÃO . não sendo correto o entendimento de que a empregadora deve indenizar o período que ultrapassar os 30 dias. Assim.0007 – Rel.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA AVISO PRÉVIO. negarlhe provimento.2013. Vistos. na esteira do item "V" da aludida disposição sumular. 146/148. – RO 000230207. Desembargadora Claudia Cardoso de Souza e Desembargador José Luiz Serafini. não pode ser confundida com empresa construtora ou incorporadora. – Relª Ligia Maria Teixeira Gouvêa – DJe 09.07. sendo partes as acima citadas.666/93 permite impor ao ente público a responsabilidade subsidiária pelo descumprimento dos encargos trabalhistas das empresas que contrata. (TRT 17ª R.2011. da CLT e aos honorários advocatícios.17. da lavra da eminente Juíza Valéria Lemos Fernandes Assad.07. no tocante à multa do art. (TRT 12ª R. CONHECIMENTO Conheço parcialmente do recurso ordinário interposto pelos reclamantes. requerendo seja negado provimento do Apelo autoral. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19/09/13: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente). VANTAGEM EXCLUSIVA DO TRABALHADOR DISPENSADO. 72) Por todo o exposto. 417) RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA – EMPRESA PÚBLICA – INEXISTÊNCIA – NOVA REDAÇÃO DA SÚMULA Nº 331 DO C. às fls.2013. a diligência do tomador no acompanhamento da regularidade das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora.506/2011.0004 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: CILDES LELES CONCEICAO E OUTROS Recorrido: FANTON SERVICOS LTDA Origem: 4ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . da CLT. nego provimento.0018 – 6ª C. 150/154. publicado no DEJT de 08 de Agosto de 2012. – RO 45800-51.TRT 17ª Região . se comprovar a efetiva fiscalização da avença.2012 – p. NÃO CONHEÇO do apelo. Dela será excetuado.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. – RO 113000-42. Des. Ainda que assim não fosse. em sentença. sentença de fls. nos moldes da Lei 12. Inteligência da nova redação do inciso V da Súmula nº 331 do C. contudo. Em atendimento ao Provimento Consolidado da CGJT. não há falar na conduta culposa capaz de sujeitá-lo à responsabilização subsidiária.” Dessa decisão. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . por configurar vantagem benéfica ao trabalhador dispensado.5. da CLT. Marcello Maciel Mancilha – DJe 30. da procedência de outras parcelas de natureza contratual não torna devida a multa do §8º do artigo 477 da CLT. não houve remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho para emissão de parecer. que julgou improcedentes os pedidos formulados na inicial.5.5. 477. as parcelas rescisórias constantes dos TRCT´s acostados aos autos foram quitadas dentro do prazo legal. 4ª Vara do Trabalho de Vitória/ES. É o relatório. sendo que o eventual reconhecimento. no tocante ao aviso prévio. por meio de farta documentação. não há responsabilidade subsidiária do ente público tomador de serviços quando comprovado nos autos que houve fiscalização por parte da contratante quanto ao cumprimento das obrigações trabalhistas. tão somente.08. deve ser considerada dona da obra e não responde subsidiariamente por dívidas trabalhistas da empresa contratada para a edificação de prédio do laboratório de anatomia pertencente à entidade superior pública de ensino. 477.2011. CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 2ª Turma do Egrégio Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. seja a reclamada condenada ao pagamento da multa do art.17. postulando. à multa do artigo 477. às fls. TST. constatada. 23 de Setembro de 2013 101 ARTUR LUNIS DA SILVA ANTIDIO ALVES DE SOUZA JOSE AVELINO DOS SANTOS ODEIR BRAZ CATIA DE ALMEIDA BORGES NAZIR DA COSTA SILVA IZABEL DOS SANTOS interpretação sistemática da Lei nº 8. no exercício de suas funções administrativas.0050900-25. fiscais e previdenciárias pela contratada. 159/164.1.2010. RELATÓRIO Trata-se de recursos ordinários interpostos pelos autores. sob o fundamento de que as parcelas rescisórias constantes no TRCT foram quitadas no prazo legal. Procurador: Estanislau Tallon Bozi DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Acórdão Processo Nº RO-50900-25. por unanimidade.506/11. conforme fundamentação expendida no tópico anterior. Des. LEI 12. Suspeição do Desembargador Lino Faria Petelinkar.5. prolatada pela MM. Contrarrazões apresentadas pela reclamada. Não há se falar em nulidade do aviso prévio proporcional concedido. TST.

Sustentou que foi a reclamada quem dispensou os reclamantes. Porém.506/2011 dispõe: [. nos autos. não vislumbro vedação à aplicação do aviso prévio proporcional ao aviso prévio trabalhado. a diretriz contida na Súmula nº 422 do C. 128. 2. A ausência desses elementos na peça recursal. do art. III. os arts. ciente dos motivos pelos quais o recorrente se insurge contra a decisão recorrida. Já a Lei 12. II e 541. cumpriu o que determina a legislação vigente (Lei n. logo. Alegaram os autores. bem como manifesta seu inconformismo contra os fundamentos da decisão e apresenta as razões para tanto. o que violaria os ditames da Lei 12. conforme documentos às fs. por sua vez.1. Contudo. Apelo que não destaca os fundamentos da decisão recorrida. sendo no mínimo de trinta dias.. in verbis: Art. TST. v. na inicial. é forçoso concluir pelo não conhecimento do apelo neste tópico.] XXI . o recorrente não traçou uma linha sequer sobre os fundamentos adotados pelo Juízo a quo. indeferiu a pretensão autoral. arrola o “aviso prévio proporcional ao tempo de serviço” como um dos direitos dos trabalhadores.506/2011. Convém notar que o ato de recorrer é aquele através do qual a parte mostra a ilegalidade da sentença. o empregado pode optar pela redução da jornada e assim terá mais tempo para procurar nova colocação no mercado de trabalho.506/2011). do CPC. ao invés de indenizá-los. eis que presentes os pressupostos de admissibilidade recursal. inc. não há. remetendo a regularização do dispositivo à Lei..) A edição da Lei 12. os quais optaram pela redução da jornada.506/11. Com efeito. Não se conhece de recurso ordinário para o TST. Da mesma forma. v.g. Faz-se necessário destacar que o princípio ora examinado exige correspondência entre os temas decididos (ou não decididos) pela decisão recorrida e as razões recursais. do CPC. ns. Não atende o princípio ora examinado.aviso prévio proporcional ao tempo de serviço. em seu art. sobretudo aquelas "padronizadas". 12.2. 514. Desse modo. XXI. O princípio em tela. razão pela qual não poderia exigir o seu cumprimento na forma elastecida. não havendo qualquer ilegalidade na concessão do aviso prévio proporcional. II. mencionando que “os avisos prévios dos reclamantes ocorreram todos na modalidade trabalhada”. os motivos pelos quais a decisão impugnada deverá ser reformada ou cassada pelo órgão ad quem. a nulidade do aviso prévio concedido e seu pagamento na forma indenizada. apenas. que a ré determinou o cumprimento de aviso prévio proporcional. além de encontrar guarida em diversos dispositivos legais. insurgem-se os autores. quando as razões do recorrente não impugnam os fundamentos da decisão recorrida. 120. o recurso de apelação interposto contra sentença que tenha extinto o feito sem julgamento de mérito que trate apenas do mérito da demanda. 514. 07). cujo escopo foi regulamentar o aviso . 108. AVISO PRÉVIO.352/01". PROPORCIONALIDADE. contido no artigo intitulado "Apontamentos Sobre o Sistema Recursal Vigente no Direito Processual Civil Brasileiro. pela ausência de requisito de admissibilidade inscrito no art. Diante do exposto. que não observam as peculiaridades do caso concreto. Considero as contrarrazões apresentadas pelas partes. Não se pode deixar de mencionar. um direito do empregador. à luz da Lei nº 10. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. pois. instalando o contraditório com a amplitude que lhe garante o Texto Constitucional.. alegou que. observando o aumento de 3 dias para cada ano de serviço prestado. tratando-se de dispensa imotivada. renovando os mesmos argumentos da inicial.II. exigindo que trabalhassem os dias acrescidos para cada ano de serviços. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Requereram. deve-se aplicar a proporcionalidade prevista na referida Lei. publicado na obra "Aspectos Polêmicos e Atuais dos Recursos". sendo o mínimo de trinta dias. 123. Ao contrário.. nos termos da lei. (grs. A finalidade do aviso prévio é evitar a surpresa na ruptura do contratado de trabalho.” Dessa decisão. antes de ter seu contrato rescindido definitivamente.2. ainda que o aviso prévio seja trabalhado. da Constituição da República dispõe ser direito dos trabalhadores o aviso prévio proporcional ao tempo de serviço. sob os seguintes argumentos: “A Constituição da República. o recorrente terá de consignar. além de outros que visem à melhoria de sua condição social: [.. em defesa. A reclamada. por iniciativa do empregador. garantindo-lhe sua remuneração durante este período.506/2011 atua somente em benefício do trabalhador. pois tempestivas e regulares. Art. II. Pois bem. valho-me do magistério de Eduardo Arruda Alvim e Cristiano Zanin Martins. não. que aplico à hipótese dos autos: "Recurso ordinário.] Assim. nesse caso específico em que o desligamento é de interesse do empregado. os fundamentos do decisum vergastado não terão sido impugnados pelo recorrente.g. não pode o empregador exigir do empregado o cumprimento de aviso prévio maior que 30 dias nos casos em que a iniciativa da dispensa for do empregado (“pedido de demissão”). in verbis: "Em atenção ao princípio da dialeticidade dos recursos. por fim. deflui. todos do CPC. Acerca da necessidade de motivação dos recursos. mostra-se dissociada da boa técnica processual e determina a impossibilidade da revisão do que se quer alcançar através do ato de recorrer. Não-conhecimento. Argumentaram que o art. MÉRITO DO RECURSO DO RECLAMANTE 2.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Também inexiste. 7º. em tese. possibilitando ao trabalhador despedido a procura de novo emprego. nos termos em que fora proposta. conheço do recurso autoral. não atendem ao princípio em questão as razões recursais genericamente aduzidas. demonstração concreta de prejuízo sofrido por qualquer dos autores. ao conceder o aviso prévio proporcional a cada empregado. nessa hipótese. dispõe que o aviso prévio de 30 dias é uma garantia do trabalhador e. com a percepção de salário. 23 de Setembro de 2013 102 Como se vê. com os devidos reflexos nas demais verbas trabalhistas. que não formalizou a opção – f. 524. LEI 12. já que o cumprimento de prazo maior que os trinta dias representaria ônus maior ao trabalhador. nos termos da lei." (sem grifos no original). entendo que não há irregularidade ou ilegalidade no procedimento adotado pela ré e julgo improcedente o pedido constante da alínea “b” (f. 112)." Quanto aos demais pedidos. O inciso XXI. 132. O Juízo de origem. dos princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa. 7º. prejuízo ao trabalhador pelo cumprimento de prazo maior de aviso prévio no trabalho. da CRFB. ao final. 136. bem como a integração do período ao tempo de serviço.506/11. os seus respectivos vícios. 116. pois o recorrido somente poderá apresentar suas contra-razões recursais. 139 e 144 (à exceção do reclamante LUIZ CARLOS SOUZA.. entendo que a alteração promovida pela Lei 12. também. 7º. 514. 104. em suas razões recursais. coordenada por Nelson Nery Júnior e Tereza Arruda Alvim Wambier.

Em outras palavras. porquanto tempestivas e regulares.0004 Processo Nº RO-56500/2009-004-17-00. 7º. por intempestividade. que a referida lei beneficiou exclusivamente os empregados. CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. e. 31/07/2009. no mérito.2.17. Entretanto. às fls. 312/317. às fls. pugnando pela manutenção da sentença. até o máximo de 60 (sessenta) dias. não há se falar em honorários advocatícios. requerendo a reforma in totum da sentença. até o máximo de 60 (sessenta dias). 477. determinando que. ADITIVO À CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO 2008/2009.17.00. da lavra da eminente juíza. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo Sindicato autor. 319). sobretudo porque inserido em cláusula cuja matéria tratava apenas da remuneração. 380/414. não existe amparo jurídico para a tese de que o tempo excedente aos trinta dias de aviso seriam obrigatoriamente indenizados.6 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: Sindicato dos Trabalhadores no Comércio do Estado do Espírito Santo Recorrido: Ivoxx Comercial Ltda . de 1º de maio de 1943. sem que houvesse qualquer labor nesse período. como um prazo elastecido para a procura de uma nova colocação no mercado de trabalho. suscitando o não conhecimento do recurso ordinário do Sindicato autor. 1º O aviso prévio. Comprovante de recolhimento das custas processuais.2. Vejamos.) Vê-se.5. de modo que o prazo recursal encerrou-se em 30/07/2009 (quinta-feira).1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Considero as contrarrazões. o que implicaria na indenização necessária do que ultrapassar esse tempo. 319/374.ME Thyago Brito de Mello(OAB: 012642 ES) ACÓRDÃO . Sentença que se mantém. possibilitando não só a ciência antecipada da rescisão. inciso XXI da Constituição Federal. que julgou improcedentes os pedidos constantes da ação de cumprimento. 2. sentença de fls. perfazendo um total de até 90 (noventa) dias. Parágrafo único. às fls. ADITIVO À CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO 2008/2009.2013: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente). negar-lhe provimento. tempestivo o recurso ordinário interposto pelo Sindicato autor. verbis: Art. Vistos.00565.CLT. Sendo assim. que a Constituição da República e a Lei 12. nego provimento.506/2011 não estabeleceram o limite de 30 dias para o aviso prévio trabalhado. Registre-se. de que trata o Capítulo VI do Título IV da Consolidação das Leis do Trabalho .1. entretanto. Com efeito. 23 de Setembro de 2013 103 prévio previsto no art. exceto quanto à multa do art. Ante a total improcedência dos pedidos autorais. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. a inclusão de parágrafo dispondo sobre a vedação do trabalho nos domingos do ano de 2009 extrapolou o próprio fim a que se propôs a norma coletiva. definiu as regras quanto à duração mínima do aviso (30 dias) e o pagamento proporcional ao tempo de serviço. porquanto presentes os pressupostos de admissibilidade recursal. Logo. em especial do período que antecede o natal. Razões recursais. dispôs a respeito de sua proporcionalidade. os prazos processuais dos feitos em trâmite no 2º grau deste Regional.09. conhecer parcialmente do recurso ordinário interposto. Rejeito a preliminar e conheço o recurso ordinário interposto pelo Sindicato autor. PROIBIÇÃO DE TRABALHO AOS DOMINGOS O SINDICOMERCIÁRIOS – Sindicato dos Empregados no Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . por intempestivo. será concedido na proporção de 30 (trinta) dias aos empregados que contem até 1 (um) ano de serviço na mesma empresa.MÉRITO 2. Procurador: Estanislau Tallon Bozi. Desembargadora Cláudia Cardoso de Souza e Desembargador Lino Faria Petelinkar. Nego provimento. com vencimento no dia 30/07/2009. conforme ata de fls. por unanimidade.CONHECIMENTO 2.2009.TRT 17ª Região . INTEMPESTIVIDADE.1. É o relatório. a leitura da sentença foi designada para o dia 22/07/2009 (quarta-feira).004. PRELIMINAR DE NÃO CONHECIMENTO. no mérito. conforme ATO TRT 17ª PRESI 38/2009.2009. tendo em vista que a leitura da sentença foi designada para o dia 22/07/2009 e o apelo somente fora protocolizado em 31/07/2009. complementando a norma constitucional. que passaram a contar com um período maior de aviso prévio. Por todo o exposto. Considerando que o objeto do aditivo à Convenção Coletiva 2008/2009 referia-se à regulamentação e autorização dos trabalhos nos domingos e no mês de dezembro de 2008. Ao aviso prévio previsto neste artigo serão acrescidos 3 (três) dias por ano de serviço prestado na mesma empresa. aprovada pelo DecretoLei no 5. sentença de piso.1. foram prorrogados para o primeiro dia útil subsequente.452. SUSCITADA PELA EMPRESA RÉ EM CONTRARRAZÕES A empresa ré suscita o não conhecimento do recurso ordinário interposto pelo Sindicato autor.ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº RO-56500-66. 95/96. apenas. proferida pela MMª 4ª Vara do Trabalho de Vitória/ES.2. FUNDAMENTAÇÃO 2. 2.6 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Sindicato dos Trabalhadores no Comércio do Estado do Espírito Santo Vitor Henrique Piovesan(OAB: 006071 ES) Ivoxx Comercial Ltda . (grs.ME Origem: 4. não merece qualquer reforma a r. alimentação e transporte. ou seja. pois protocolizado em 31/07/2009 (fls. 376.1. O legislador ordinário.2.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLÁUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA AÇÃO DE CUMPRIMENTO. da CLT. em face da r. para cada ano trabalhado. Contrarrazões apresentadas pela ré. perfazendo um total de até 90 (noventa) dias. sendo partes as acima citadas. são acrescidos 03 (três) dias ao aviso prévio. Denise Marsico do Couto. ns. como pretendem os reclamantes. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19. portanto.

e em especial. Nesse sentido. limitando-se a questionar a validade da norma coletiva que vedou o trabalho aos domingos de todo o ano de 2009. porquanto dirigido especificamente para regular o trabalho aos domingos do mês de dezembro de 2008. do aditivo da Convenção Coletiva de Trabalho. a proibição de se exigir o labor do empregado nos demais domingos de 2009. antecedentes ao natal. todos os domingos de 2009. com adicional de 100%.00 (quarenta reais). das lojas situadas em shopping center. nos domingos. acolhendo a tese da defesa. seja porque teria extrapolado os objetivos da própria norma. não obstante estivesse impedida de exigir o labor de seus empregados. não abrangendo. 41): Cláusula Primeira – do objeto: A presente Convenção Coletiva de Trabalho tem por objeto a regulamentação e autorização do trabalho dos empregados lojistas no município de Vitória. que as cláusulas convencionais possuem interpretação restritiva. e em especial. tampouco o fato do parágrafo terceiro. sob a orientação do Sindicato dos Lojistas de Vitória (Sindilojistas). bem como em cumprimento à obrigação contratual firmada com o Shopping Vitória. bem como os domingos. sob o fundamento de que a inclusão do parágrafo quarto. não vem cumprindo a norma coletiva acima citada. embora de início pareça pouco provável. no período que antecede o natal. pois vem exigindo labor de seus empregados em domingos não autorizados. totalizando a quantia de R$ 54. frise-se. o objetivo era regular e autorizar apenas o horário especial de natal e ano novo de 2008. Parágrafo Primeiro: O período especial do mês de dezembro de 2008 mencionado no “caput” a serem cumpridos pelos empregados lojistas do município de Vitória. da leitura do aditivo à Convenção Coletiva 2008/2009. À análise.00 (cinquenta e quatro reais). acrescidos de R$ 10. como se infere dos §§ 4º. sentença. no prazo de 15 (quinze) dias. assim. sob pena de multa: Art. e não em parágrafo da cláusula segunda. Por fim. a empresa requerida pagava R$ 40. como o fez para os domingos de 2008. às fls. dispondo sobre o labor aos domingos durante todo o ano de 2009. sem concordância com o Sindicato dos Empregados do Comércio no Estado do Espírito Santo: Cláusula Segunda – Da remuneração. que regulamentou o trabalho da categoria comerciária. que o aludido parágrafo quarto foi incluído na cláusula segunda. Em defesa. compreende os dias e horários a seguir: Domingo: dias 14 e 21/12/2008 – das 10:00 às 18:00 horas. asseverou que notificou a empresa requerida. intitulada “Da remuneração. da cláusula 2ª.fls.] Parágrafo Quarto: A empresa não poderá exigir o labor do (s) seu (s) empregado (s) nos demais domingos de 2009. Insurge-se o Sindicato autor contra a r. sem que tenham sido objeto de efetiva negociação. regulamentava e autorizava o trabalho nos domingos e no mês de dezembro de 2008. ressaltando. sem acordo com o Sindicato dos Empregados do Comércio no Estado do Espírito Santo. informou que. ao argumento de que a regra do ônus da prova não foi observada pelo juízo de origem. Semana: dias 08 a 12/12/2008 – das 8:30 às 21:00 horas. do Regimento Interno do Shopping Vitória (fls. contudo. além de gozarem de 01 (um) dia de folga durante a semana seguinte. Semana: dias 15 a 23/12/2008 – das 8:30 às 21:00 horas. da cláusula segunda em exame também regular o trabalho aos domingos do mês de fevereiro de 2009 e não somente do período do natal de 2008. como também não mostra coerência com a matéria regulada na cláusula segunda. ao tratar da remuneração. nos domingos e no mês de dezembro de 2008. que. A reclamada. não impugnou a alegação de que vem exigindo labor de seus empregados em Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 domingos. quanto à remuneração pelo labor aos domingos. nos domingos e no mês de dezembro de 2008. com a declaração incidental de nulidade do parágrafo 4º. alimentação e transporte. no período que antecede o natal (caput da cláusula 1ª . se mostra plenamente razoável. Sábado: dia 20/12/2008 – das 8:30 às 18:00 horas. julgou improcedente o pedido. Vê-se. outrossim.. O juízo de origem. Alegou que a loja da ré localizada no Shopping Vitória/ES. na verdade. como registrado na sentença utilizada como fundamentação do convencimento do juízo de origem. que exigem o funcionamento da empresa ré aos domingos. bem como no pagamento das horas extras. Por fim. o Sindicato extrapolou o próprio objetivo do aditivo da Convenção Coletiva 2008/2009. conforme prescrito na redação do parágrafo quarto. deveria ter indicado os dias na cláusula primeira. Também asseverou que abria a loja aos domingos em atendimento ao pedido dos próprios empregados da empresa. 6º . visando ao cumprimento da Convenção Coletiva do Trabalho firmada com os Sindicatos Lojistas de Vitória/ES. pois. Sábado: dia 13/12/2008 – das 8:30 às 18:00 horas. na cláusula segunda. com a matéria tratada no caput da própria cláusula da qual faz parte. do artigo 6º. A alegação de que a regra teria sido incluída maliciosamente pelo sindicato. Quarta Feira: dia 24 e 31/12/2008 – das 08:30 às 18:00 horas. conforme previsto na cláusula segunda mencionada. sindicato da categoria aqui representada.. com a compensação das horas pagas a idêntico título.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. extrapolou o objeto do próprio acordo. portanto. Ora. seja porque a regra encontrava-se inserida em cláusula cuja matéria não se coaduna com o assunto. que tratava do assunto. obter êxito. 140/141). a fim de que sanasse as irregularidades. além de sustentar a validade da norma coletiva. 23 de Setembro de 2013 104 Comércio do Estado do Espírito Santo ajuizou a presente Ação de Cumprimento em face da empresa Ivoxx Comercial Ltda – ME. segundo se extrai da sua defesa. observa-se que o objeto daquela norma coletiva foi a regulamentação e autorização do trabalho dos empregados lojistas no município de Vitória. portanto. Alimentação e Transporte” não tem pertinência direta com o assunto propriamente dito. ao vedar o labor nos domingos de 2009. ressaltando.Os portões do SV serão abertos e franqueado o acesso ao público de segunda e domingo às 10:00 horas e fechados às 22:00 . da cláusula segunda. razão pela qual deve ser condenada em obrigação de não fazer. sem qualquer relação. que trata da remuneração e alimentação. foi incluída. 315. conforme exigido na Cláusula Quinta sem. Não obstante o objeto do aditivo referir-se à regulamentação e autorização do trabalho aos domingos e no mês de dezembro de 2008. ainda. segundo a cláusula 1ª da norma coletiva.00 (quatro reais) referentes ao transporte. Logo. eis que a empresa efetuou o pagamento por sua livre iniciativa. título atribuído à cláusula segunda da referida norma coletiva.00 (dez reais) a título de alimentação. e R$ 4. para que houvesse a assinatura do acordo sem a consciência da ré. Soma-se a isso o fato de ser notório o funcionamento. do 1º Aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho 2008/2009. letra “a” e 6º. que. Alimentação”. Alimentação e Transporte: [. no período que antecede o natal. no parágrafo quarto. a empresa ré alegou que as cláusulas foram incluídas maliciosamente no acordo pelo Sindicomerciários. com vigência entre 09/12/2008 a 30/11/2009. cuja matéria “Da remuneração. se a pretensão do Sindicato era restringir a autorização do trabalho em algum domingo de 2009. no Município de Vitória/ES.

CONVÊNIO CELEBRADO PARA VIABILIZAÇÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS. Aduz que este E. Nego provimento. Tribunal.TUTELA ANTECIPADA Análise prejudicada. Os embargos de declaração têm cabimento quando presentes alguns dos vícios previstos no art. quando inexistem falhas formais.HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS Indevidos os honorários advocatícios.00-6.TRT 17ª. Vistos. revelando-se improcedentes quando as questões levantadas traduzem inconformismo com o teor da decisão embargada. Eventual verificação posterior que venha a comprovar a inveracidade dos motivos alegados pelo lojista para o fechamento de sua loja.MULTA CONVENCIONAL Não há que se falar em multa convencional. MÉRITO 2. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19. IMPOSSIBILIDADE.1. ACÓRDÃO DE FLS.5. LOJAS SATÉLITES E STANDS Segunda a Sábado. nenhuma loja poderá se manter fechada sem a prévia e expressa autorização da Administração do SV.0191 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: COMPANHIA ESPIRITO SANTENSE DE SANEAMENTO CESAN Embargados: O V. Isso posto. em razão da manutenção da sentença que indeferiu os pedidos. registra-se que a nulidade da cláusula também é objeto da Ação Anulatória aforada sob o nº 152. 30. 30. tampouco necessidade de prequestionamento.17. 2. Nego provimento. por óbvio. 3..0066600-96. 535 do CPC.666/93 e art. 2.000. ante a improcedência do pedido principal. atraindo a aplicação da multa de 1% prevista no parágrafo único do art. da CF/88. DESEMBARGADORA CLÁUDIA CARDOSO DE SOUZA Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Relatora Acórdão Processo Nº ED-66600-96. 535 DO CPC. e os CINEMAS até às 23:30 horas.3. ainda mais considerando-se tratar de assunto fora do objeto da norma coletiva.2. Procurador: Estanislau Tallon Bozi. sendo. Acórdão foi omisso quanto ao fato de que o convênio realizado entre as reclamadas foi firmado em conformidade com as normas que regem a matéria – Lei 8.09. e.. Nego provimento. [. mantendo-se a sentença por seus próprios e jurídicos fundamentos. rejeitar a preliminar de intempestividade arguida pela ré e conhecer o recurso ordinário interposto pelo Sindicato autor.3. pois não é crível que os lojistas concordassem com cláusula que contraria seus próprios interesses. 30. Des. 2.2012.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. conforme alegado pela ré. Mantido o valor da condenação.Durante o horário de funcionamento do SV. por unanimidade.7 Embargante Advogado Embargado Advogado Plurima Réu Advogado COMPANHIA ESPIRITO SANTENSE DE SANEAMENTO CESAN Álvaro José Gimenes de Faria(OAB: 005013 ES) ADEMIR DE JESUS PEREIRA Regina de Castro Borges Abreu(OAB: 007970 ES) MUNICIPIO DE PEDRO CANARIO Diego Rufino Torres de Azevedo Griffo(OAB: 014819 ES) ACÓRDÃO .O SHOPPING VITÓRIA e as lojas dele integrantes. DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. nos seguintes horários mínimos: a) GRANDES LOJAS (ÂNCORAS).17. interesse das empresas lojistas o trabalho aos domingos.3. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. sobretudo as lojas localizadas em shopping center.2012. RELATÓRIO Trata-se de embargos declaratórios opostos pela CESAN.. . Tribunal não se manifestou a respeito da celebração do convênio com o fito de viabilizar a prestação de serviços públicos. FUNDAMENTAÇÃO 2. 538 do CPC. porquanto presentes os pressupostos legais de admissibilidade recursal. Por fim. CONHECIMENTO Conheço os embargos declaratórios opostos pela segunda reclamada. tendo em vista a sucumbência total do Sindicato autor. Acórdão de fls. apontando omissões no julgado e pugnando pelo prequestionamento da matéria. sendo partes as acima citadas. [. Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente). Evidencia-se o caráter protelatório dos embargos. nos termos autorizados pelo art.2009.0191 Processo Nº ED-66600/2012-191-17-00. necessário um debate exaustivo sobre o trabalho aos domingos.3. negar-lhe provimento.) Assim. permanecerão obrigatoriamente abertas para o público. REDISCUSSÃO DE QUESTÕES DE MÉRITO. ns. por maioria. REGIÃO . 213/216.. sem demonstrar omissão.2.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO.5. nego provimento.CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 2ª Turma do Egrégio Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. ART. É o relatório. o que não se mostrou nos autos. Domingo. No mérito. Sendo que os da ÁREA DE ALIMENTAÇÃO E LAZER ficarão abertos até às 23:00 horas de quinta à sábado. 2. Vencida a Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi quanto ao aditivo à Convenção Coletiva. que. consoante consulta no Sistema de Acompanhamento de Processo deste E. 213/216 . 23 de Setembro de 2013 105 horas. ainda aguarda julgamento. das 10:00 às 22:00 horas. INCISO V. INEXISTÊNCIA DE QUAISQUER DOS VÍCIOS DO ART. contradição ou obscuridade. pretendendo rediscutir matérias já decididas. (grs. em face do v.1. V. OMISSÃO.4. por conseguinte. encontrando-se toda a matéria exaustivamente enfrentada.17. Lino Faria Petelinkar e Desembargadora Claudia Cardoso de Souza. PREQUESTIONAMENTO Sustenta a embargante que o v. Os pedidos deverão ser formalizados por meio de formulário próprio (Solicitação de Fechamento Temporário de Lojas) justificando os motivos para o ato.ADEMIR DE JESUS PEREIRA MUNICIPIO DE PEDRO CANARIO Origem: VARA DO TRABALHO DE SÃO MATEUS . das 15:00 às 21:00 horas. e até às 22:00 horas de domingo à quarta-feira. evidente o vício de manifestação das partes no instrumento coletivo em exame. obedecidos eventuais acordos sindicais ou determinação da Administração.TRT 17ª Região .2013: Des.] § 6º . poderá a Administração do SV aplicar as penalidades previstas no respectivo contrato de locação.] § 4º .5.

acórdão. Desembargadora Cláudia Cardoso de Souza e Desembargador Lino Faria Petelinkar.. 538 do CPC. para fins de interposição de recurso de revista. do CPC. Prequestionamento. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE . Súmula 297. reconheceu que os trabalhadores eram contratados exclusivamente para prestarem serviços para a Cesan.2012.).ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. 535 do CPC. tal permissão não pode ser utilizada como meio de burlar a legislação trabalhista.VIACAO TABUAZEIRO LTDA JOÃO BATISTA DALLAPICOLLA SAMPAIO Origem: 10ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região.5. nestes termos: "118. quando inexistem falhas formais. declarando que o são. nos moldes do artigo 535. 535 DO CPC.. encontrando-se toda a matéria exaustivamente enfrentada. 538 do CPC.5. ao consignar que incumbe à parte opor embargos declaratórios visando o prequestionamento de matéria. ante o evidente caráter protelatório dos embargos interpostos. tenha havido omissão com relação a este mesmo tópico. na decisão recorrida. Desse modo. Havendo tese explícita sobre a matéria. A nulidade é tão evidente que o próprio Município. A sentença (bem assim o acórdão) omissa contém. sem demonstrar omissão. ante a evidente intenção de burlar a legislação trabalhista. TST. por oportuno. que tratou de forma clara e precisa acerca do tema.” Como se vê. Segundo o parágrafo único do art. revelando-se improcedentes quando as questões levantadas traduzem inconformismo com o teor da decisão embargada.p." Destarte. quantitativamente inferior à que se deveria ter sido realizada" ("Sistema dos Recursos Trabalhistas". De tal sorte. pois a apreciação do órgão foi. puramente. A Súmula 297 do C. da Constituição. afigura-se ilegal. não havendo se falar. por unanimidade. mas tão somente falhas formais porventura havidas no julgado. 332). em suas razões de defesa. aliás. in verbis: “(. inclusive. 23 de Setembro de 2013 106 V.São Paulo: LTr. nego provimento. no acórdão. Esta. satisfaz o requisito de fundamentação da decisão e caracteriza a devida prestação jurisdicional. desnecessário contenha nela referência expressa do dispositivo legal para ter-se como prequestionado este. a embargante pretende revolver questões já decididas. 7ª ed. no mérito.TRT 17ª Região .. "quando manifestamente protelatórios os embargos. ao final.666/93 e Lei 11. ACÓRDÃO DE FLS. pretendendo rediscutir matérias já decididas. Na verdade. de maneira clara. em relação aos pedidos deduzidos na causa. em omissão. considerá-los protelatórios e aplicar à embargante multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa. não foi objeto de pronunciamento no acórdão.0010 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: VALMINANDES DE AGUIAR Embargados: O V. 1993 . IMPOSSIBILIDADE. destacando que o convênio foi uma imposição da Cesan para o plano de investimento na sede e nos distritos da municipalidade. Evidencia-se o caráter protelatório dos embargos. atraindo a aplicação da multa de 1% prevista no parágrafo único do art. REGIÃO . Ao contrário do que sustenta a embargante. pelo prequestionamento dos dispositivos invocados. Configuração.0078900-51. com o intuito de disponibilizar trabalhadores para atuarem na atividade-fim da 1ª reclamada. Da mesma forma. afirmando. portanto. um pronunciamento citra petita. E nem há se falar em prequestionamento da matéria.0010 Processo Nº ED-78900/2012-010-17-00. Pugna. de certa maneira. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº ED-78900-51.5 Embargante Advogado Embargado Advogado Plurima Réu VALMINANDES DE AGUIAR João Batista Dalapíccola Sampaio(OAB: 004367 ES) VIACAO TABUAZEIRO LTDA Katherine Rodnitzky Nunes(OAB: 010395 ES) JOÃO BATISTA DALLAPICOLLA SAMPAIO ACÓRDÃO . condenará o embargante a pagar ao embargado multa não excedente de 1% (um por cento) sobre o valor da causa". impõe à parte prequestionar tema que. o juiz ou tribunal. Procurador: Estanislau Tallon Bozi. Os embargos de declaração têm cabimento quando presentes alguns dos vícios previstos no art.. tendo demonstrado.2012. ainda que contrária ao entendimento da parte. Sem razão. a referida questão foi devidamente abordada no decisum. Inteligência da Súmula 297. elementos que levem à conclusão de que o Regional adotou uma tese contrária à lei ou à Súmula. Prequestionamento. INEXISTÊNCIA DE QUAISQUER DOS VÍCIOS DO ART.107/2005) autorize a realização de convênios de cooperação entre os entes da Administração Pública. Tese explícita. 297. condeno a embargante ao pagamento de 1% sobre o valor da causa.17. que era a própria reclamada quem determinava quais servidores seriam contratados. pressupõe. contradição ou obscuridade. portanto. o convênio de cooperação celebrado entre os réus. Tese explícita. A existência de tese específica sobre a matéria debatida.) Observe-se. Ou seja. a reconheceu. conhecer dos embargos declaratórios e. embora o julgado não tenha consignado expressamente todos os dispositivos apontados como violados pelo recorrente.17. é a diretriz traçada pelas Orientações Jurisprudenciais nº 118 e 256 da SDI-I do Colendo TST. há necessidade de que haja. sendo certo que os embargos declaratórios não são meio idôneo a corrigir eventual erro de julgamento. sem que houvesse a realização de concurso público. sendo certo que a não-manifestação acerca de todos os dispositivos legais apontados como violados não configura omissão no julgado. Consoante magistério de Manoel Antonio Teixeira Filho: "Sentença omissa é a que deixa de pronunciar-se sobre um ou mais pedidos formulados pelas partes (. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19/09/2013: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite (Presidente).TRT 17ª. negar-lhes provimento. não há qualquer omissão no v. em flagrante contratação irregular. Vistos. 256.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. evidentemente. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Para fins do requisito do prequestionamento de que trata a Súmula n. 370-376 . . tampouco necessidade de prequestionamento. inconformismo com o julgado. embora suscitado no recurso. que embora o ordenamento jurídico (Lei 8. REDISCUSSÃO DE QUESTÕES DE MÉRITO.

porquanto o perito concluiu que o reclamante é portador de doença degenerativa e que o trabalho desenvolvido pelo autor não contribuiu nem agravou as lesões na coluna. ante a inexistência da doença ocupacional. Destacou. caput.. Desembargadora Cláudia Cardoso de Souza e Desembargador Lino Faria Petelinkar. aliás. fez alusão ao técnico custeado pelos cofres públicos. tendo demonstrado. ao contrário do que sustenta o embargante. Súmula 219 do TST. Aduz que houve violação dos artigos 19. em face do v. subjetiva ou objetivamente. por unanimidade. Vejamos. não foi objeto de pronunciamento no acórdão. § único e 389 do Código Civil. em relação à causa e/ou concausa para o início ou progressão da doença ocupacional. é a diretriz traçada pelas Orientações Jurisprudenciais nº 118 e 256 da SDI-I do Colendo TST. 949. finalidade que não se coaduna com a da via recursal eleita. 20 do CPC. não há qualquer omissão no v. inconformismo com o julgado. Na verdade. acórdão. apesar de não tratar especificamente do tema da responsabilidade civil. impõe à parte prequestionar tema que. Afinal. embora o julgado não tenha consignado expressamente o dispositivo apontado como violado pelo recorrente. Lei 8. 932. Prequestionamento. Como se vê. TST. Juízo de origem determinou a requisição de verba própria do Tribunal. art.cujos benefícios são mais amplos que os da gratuidade da justiça . negar-lhes provimento. I. satisfaz o requisito de fundamentação da decisão e caracteriza a devida prestação jurisdicional. A Súmula 297 do C. mas tão somente falhas formais porventura havidas no julgado. sob a pecha de vício no julgado. baseada no laudo pericial. ao se referir ao perito. à responsabilidade objetiva e aos honorários periciais prévios. Para fins do requisito do prequestionamento de que trata a Súmula n. Ou seja. sendo certo que a não-manifestação acerca de todos os dispositivos legais apontados como violados não configura omissão no julgado. 157. ainda. a doença vem se agravando. o embargante pretende revolver questões já decididas. Prequestionamento. todavia. pressupõe. Consoante se infere do v. da Lei n. 20. Havendo tese explícita sobre a matéria. Diante de tais considerações.1. nestes termos: "118. elementos que levem à conclusão de que o Regional adotou uma tese contrária à lei ou à Súmula. Súmula 450 do STF e art. considerá-los protelatórios e aplicar ao embargante multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa. ainda que contrária ao entendimento da parte. entendeu a 2ª Turma. Súmula 297. o laudo pericial comprovou a inexistência de nexo de causa ou concausalidade com o labor. evidentemente. No caso dos autos. 166 e 790-B da CLT. nos moldes dos artigos 897-A da CLT e 535 do CPC. há necessidade de que haja. dispensando o reclamante do pagamento dos honorários periciais. III. puramente. 402. portanto. por unanimidade. §§1º e 3º. no acórdão. 370/376. 256. Em relação aos honorários periciais prévios. tenha havido omissão com relação a este mesmo tópico. FUNDAMENTAÇÃO 2. observa-se que o v. acórdão. Tese explícita. ante o caráter protelatório dos embargos. sendo partes as acima citadas. 23 de Setembro de 2013 107 DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA .213/91. deixa clara a impossibilidade de responsabilização da reclamada. que deu parcial provimento ao recurso ordinário interposto pelo autor. acórdão. A meu ver. CONHECIMENTO Conheço dos embargos de declaração opostos. o que confirma não se tratar de doença ocupacional. 436 e 437 do CPC. XXXIV e 133 da Constituição Federal. 7º. in verbis: “(. RELATÓRIO Trata-se de Embargos de Declaração opostos pelo reclamante VALMINANDES DE AGUIAR. arts. CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região.2. com o intuito de revolver matéria já decidida. que." Destarte. MÉRITO O reclamante alega existência de omissão no v. tampouco a relação de nexo causal ou concausa entre a enfermidade sofrida pelo obreiro e o labor desenvolvido na reclamada. do CPC. sendo certo que os embargos declaratórios não são meio idôneo a corrigir eventual erro de julgamento. mesmo estando o obreiro afastado de suas funções como motorista por tempo significativo. No tocante à responsabilidade objetiva.º 1. 435. na verdade. ao consignar que incumbe à parte opor embargos declaratórios visando o prequestionamento de matéria. Quanto à doença ocupacional. o art. 131.060/50. que não ficou comprovada a doença ocupacional. conhecer dos embargos declaratórios e. à responsabilidade objetiva e aos honorários periciais prévios. porquanto preenchidos os pressupostos legais de admissibilidade. Esta. desnecessário contenha nela referência expressa do dispositivo legal para ter-se como prequestionado este. XXII. sem que exista. 3º. embora suscitado no recurso. em omissão. Acórdão de fls. 927. E nem há se falar em prequestionamento da matéria.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. não havendo se falar. 422. no mérito. A existência de tese específica sobre a matéria debatida. porquanto foi sucumbente em relação ao objeto da perícia. nego provimento. nem mesmo quando concedida a assistência judiciária gratuita . acórdão. nexo de causalidade. na decisão recorrida. Versam os Embargos sobre supostas omissões no julgado. Configuração. como é o caso dos peritos do INSS e das Universidades Federais. portanto. Também sustenta omissão em relação ao artigo 5º. 186. I e II. 944. o d. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19/09/2013: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite (Presidente). É o relatório. arts. quanto aos dispositivos legais e constitucionais invocados no recurso ordinário. que tratou de forma clara e precisa acerca do tema. bem como aplico multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa. e não ao perito privado”. § 5º da Lei 8. 2. da Lei 8. não havendo que se falar em responsabilidade. caberia ao reclamante Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 arcar com os honorários periciais. XXVIII. no tocante à causalidade e/ou concausalidade. Tese explícita. Inteligência da Súmula 297. 33. de maneira clara.. nos moldes do artigo 535. a referida questão foi devidamente abordada no decisio. 297.2012/91. o embargante. V e X. I e 21. ao menos. § único.) Com a manutenção da sentença que julgou improcedente o pedido de reconhecimento da doença ocupacional. de acordo com o laudo pericial e os laudos juntados aos autos pelo próprio reclamante. apenas manifesta seu inconformismo. 950.o reclamante ficaria dispensado do pagamento dos honorários periciais.906/94. Procurador: Estanislau Tallon Bozi. mas responsabilizou-o por restituir à reclamada o valor dos honorários prévios.

à fl. aos pedidos decorrentes desta declaração (jornada Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 de trabalho. 1033/1045. da CLT. Instrumentos de mandato. nos tópicos levantados pela referida ré. Comprovantes de recolhimento de depósito recursal. Conheço parcialmente do recurso ordinário interposto pela primeira reclamada.0132 Processo Nº RO-87400/2010-132-17-00. pois a Ação Civil Pública teria reconhecido a possibilidade da terceirização em sua atividade-fim. acessórias ou complementares ao serviço de transmissão. RECURSO ORDINÁRIO DO RECLAMANTE. que permanece com a possibilidade de usar seu tempo livremente. por meio de telefone celular. em face da r..ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA RECURDO ORDINÁRIO DA PRIMEIRA RECLAMADA (TELEMAR NORTE LESTE S/A). sentença. à multa do art. embora possibilite a consecução do serviço de telefonia. nos termos do § 1º do art. COISA JULGADA MATERIAL.7 Recorrente Advogado Recorrido Plurima Autor Advogado Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Advogado WANDERLEY DE OLIVEIRA SIMOES Wéliton Roger Altoé(OAB: 007070 ES) TELEMAR NORTE LESTE S/A TELEMAR NORTE LESTE S/A Décio Freire(OAB: 012082 ES) WANDERLEY DE OLIVEIRA SIMOES VITELCO ENGENHARIA S/A GECEL S/A Luiz Eduardo Santos Salomão(OAB: 014510 ES) ACÓRDÃO . por fim. RELATÓRIO Trata-se de recursos ordinários interpostos pelo reclamante e pela primeira reclamada (Telemar Norte Leste S/A). não há falar em violação à súmula 331 do C. 251). diferenças dos tíquetes alimentação. por força da Orientação Jurisprudencial n. 1046.TRT 17ª Região . que a base de cálculo do adicional de periculosidade seja o salário. Não comprovada a limitação de locomoção do trabalhador. Inteligência da Súmula 428 do C.472/97 permite à concessionária de telecomunicação a contratação de terceiros para o desenvolvimento de atividades inerentes. publicado no DEJT de 08 de Agosto de 2012. TST. HORAS DE SOBREAVISO. às horas extras e. à multa do art.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. no percentual de 30% sobre o salário. uma vez que. ao adicional de periculosidade e à base de cálculo. Contrarrazões apresentadas pela 1. 1073/1082. 193.1. por ausência de interesse recursal. conforme se denota do trecho abaixo transcrito. requerendo a reforma da r. sendo certo que o juízo de origem deferiu nos exatos termos requeridos. nos termos do art. in verbis: “(. FUNDAMENTAÇÃO 2. NÃO CONFIGURAÇÃO.)” Quanto às demais matérias do recurso ordinário da 1ª ré. não se encaixam no conceito legal de transmissão de sinais ou sons.0132 RECURSO ORDINÁRIO Recorrentes: WANDERLEY DE OLIVEIRA SIMOES TELEMAR NORTE LESTE S/A Recorridos: TELEMAR NORTE LESTE S/A WANDERLEY DE OLIVEIRA SIMOES VITELCO ENGENHARIA S/A GECEL S/A Origem: 2ª VARA DO TRABALHO DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM . É o relatório. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO.2. pois a simples possibilidade de vir a ser contactado pela ré. 193. Com efeito. requerendo seja negado provimento ao recurso obreiro.17. à prescrição do FGTS.ª reclamada às fls.1. aos honorários advocatícios e aos descontos fiscais e previdenciários. .. 44 e 252 (substabelecimento fl. Vistos.2010. Embora intimadas. porque preenchidos os pressupostos legais de admissibilidade. à assistência judiciária gratuita. condena-se as reclamadas a pagar ao obreiro o adicional de periculosidade durante o contrato de trabalho. emissão ou recepção de sinais ou sons. 1046/verso. 23 de Setembro de 2013 108 Relatora Acórdão Processo Nº RO-87400-02. Razões do reclamante. pois tempestivas e regulares.ª Vara do Trabalho de Cachoeiro de Itapemirim/ES. sentença. às fls. sentença de fls. à hipoteca judiciária. no tocante à coisa julgada material. Considero as contrarrazões apresentadas pelo reclamante e pela 1ª reclamada. a segunda e a terceira reclamada não apresentaram contrarrazões aos recursos apresentados (certidão de fl. à fl. O art. porquanto preenchidos os pressupostos legais de admissibilidade. §1º.2.0087400-02.5. auxílio refeição em horas extras e cesta básica). Portanto. da lavra da eminente Juíza Angela Baptista Balliana Kock. TERCEIRIZAÇÃO LÍCITA. MÉRITO DO RECURSO ORDINÁRIO DA PRIMEIRA RECLAMADA (INVERSÃO DA ORDEM DE JULGAMENTO EM VIRTUDE DE QUESTÃO DE PREJUDICIALIDADE) 2. às horas extras. não houve remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho para emissão de parecer. não há como ser reconhecido o sobreaviso.17. 475-J do CPC.. em recurso ordinário. Em atendimento ao Provimento Consolidado da CGJT. não o conhecendo. Razões da 1ª reclamada. às fls. 973/1032. a 1ª reclamada requer. pugnando pela reforma da r. no tocante à base de cálculo do adicional de periculosidade.) Assim. CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário interposto pelo reclamante. 1056/1072. (. e de custas processuais. sem os acréscimos de gratificações e outros. UTILIZAÇÃO DE TELEFONE CELULAR. quanto ao reconhecimento do vínculo empregatício direto com a Telemar. Os serviços de instalação e de reparação de linhas telefônicas são serviços auxiliares ou acessórios à transmissão de dados. sendo partes as acima citadas. aos honorários periciais. remetida para uma das Varas do Trabalho do Distrito Federal.2010. preliminar de coisa julgada. requerendo o não provimento do recurso.. a ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho foi originalmente distribuída para a 14ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro. às fls.ª reclamada ao recurso do reclamante às fls. TST. à responsabilidade subsidiária. TST.º 130 da SDI-1 do C. 966/972.5. INSTALAÇÃO E REPARAÇÃO LINHAS TELEFÔNICAS. CLT e Súmula 191/TST. 2. 94 da Lei nº 9. EMPRESA DE TELECOMUNICAÇÃO. posteriormente. respeitada a prescrição declarada. Segundo aduziu. não autoriza o reconhecimento do regime de sobreaviso. prolatada pela MMª 2. conheçoo. Contrarrazões apresentadas pelo reclamante ao recurso ordinário da 1. que julgou procedentes em parte os pedidos formulados na inicial. sendo. 1083/verso). AÇÃO CIVIL PÚBLICA IMPROCEDENTE A 2ª reclamada arguiu. 477 da CLT. em recurso ordinário.

não prejudicando as pretensões individuais. § 1º. em 07/04/2010. com legislação própria (Lei n. em sede de contestação. caso incida a condenação subsidiária. sendo ilícita a terceirização em análise. a decisão proferida em sede de ação civil pública não tem efeitos dúplices. Explico. caso indeferido o pedido de reconhecimento do vínculo empregatício. segundo o artigo 103. sendo desta que recebia as ordens. em sua atividadefim.2. pelas obrigações da empresa contratada. enquanto que as atividades-meio estão ligadas à manutenção e instalação de linhas telefônicas. na inicial. sob o fundamento de que o autor foi regularmente contratado pelas 2ª e 3ª reclamadas. cuja legislação própria (artigo 94 da Lei 9. junta a certidão do TST. serviços para a 1ª reclamada (TELEMAR NORTE E LESTE S/A). Ainda. que foi admitido pela 1ª reclamada (TELEMAR NORTE LESTE S/A). por si só. para os limites da coisa julgada na ação coletiva.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. requereu sua equiparação aos empregados da Telemar. no caso de improcedência da ação coletiva. mesmo que esteja em trâmite ação civil pública com o mesmo objeto (artigo 104 do CDC) ou tenha havido decisão de improcedência. devendo eventual crédito trabalhista recair sobre sua real empregadora. transferência de linhas de assinantes e instalação de telefones). requereu a condenação das prestadoras de serviços solidária ou subsidiariamente. afirmou que as funções desempenhadas pelo reclamante (instalação e remoção de fios telefônicos. Argumentou que a Lei Geral de Telecomunicações não autoriza a terceirização na atividade fim da empresa. por jamais ter contratado. 2. O juízo a quo indeferiu o pedido de reconhecimento do vínculo de emprego diretamente com a Telemar. De qualquer sorte. Rejeito a preliminar. somente faz coisa julgada ultra partes a procedência da ação. reparador e cabista) a empresas especializadas. requerendo. Mencionou que o inciso IV da Súmula 331 do C. formando-se o vínculo empregatício diretamente com o tomador de serviços (Súmula 331. conforme dispõe o artigo 103. por meio da desconsideração da personalidade jurídica. na função de cabista. à fl. deve-se observar o benefício de ordem para. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA.º 9. do C. remunerado. no sentido de que não houve oposição de recurso contra a decisão que negou seguimento ao agravo de instrumento em recurso de revista. inciso I.347/85 e LC 75/93). do C. TST. TST). Argumentou não existir nenhum profissional em seus quadros que exerça a atividade do reclamante. possível a alegada equiparação. com ou sem hipossuficiência de provas (artigo 103 §1º do CDC). laborando ininterruptamente através das interpostas (VITELCO e GECEL). 1054/verso.078/90. da Lei 8. auxílio refeição em . sendo dispensado. mesmo que subsidiariamente.47297 – Lei Geral das Telecomunicações). julgou improcedentes os pedidos decorrentes da declaração do reconhecimento do vínculo de emprego. por qualquer meio. Pelo princípio da eventualidade. estejam corretas. dispensado. da Lei 8. Portanto.078/90. fiscalizado ou comandado a prestação de serviços do reclamante. a sua condenação subsidiária e a equiparação do autor com seus funcionários. defendeu que a coisa julgada na aludida ação possui efeitos erga omnes. regulamentada e fiscalizada pela ANATEL (Agência Nacional de Telecomunicações). a coisa julgada da improcedência da ação coletiva ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho não teria efeitos na esfera individual. Esse é o sentido estabelecido no microssistema de processo coletivo (formado pela Constituição da República. para reconhecer (rectius: declarar) a ilegalidade de determinada conduta da reclamada. 267 do CPC. quando tiver integrado a lide coletiva como litisconsorte. tampouco. e. Portanto. Lei 8. Defendeu que prestava. que inclusive não possui funcionários que desenvolvem esta atividade. com base no princípio da igualdade. § 2º. então.2. de modo que não exerce mais tais funções por meio de seus próprios empregados. acórdão de improcedência da ACP.492/97) permite a contratação de atividades relacionadas com seu objeto principal. 1043/1052. Ressaltou que a prestação de serviços para a 1ª reclamada ocorreu em virtude de contratação entre as reclamadas para atender às suas necessidades empresariais. emissão ou recepção de informações. Às fls. auxílio refeição em horas extras e cesta básica. mediante terceirização. o que não é o caso dos autos. era subordinado. I. Ressaltou ser de conhecimento notório que a empresa terceirizou totalmente as atividades de instalação e manutenção de linhas telefônicas. TST apenas é aplicado quando a terceirização é realizada com fraude e com intuito de prejudicar o empregado e. nos termos da Súmula 331. Assim. sendo que sua atividadefim é aquela ligada diretamente à transmissão. ou seja. na execução. EQUIPARAÇÃO (ANÁLISE EM CONJUNTO COM O RECURSO ORDINÁRIO DO RECLAMANTE) Alegou o reclamante. diferenças dos tíquetes alimentação. a recorrente anexa o v. para a presente demanda. não sendo. impugnou a responsabilidade subsidiária. o tomador de serviços não está sujeito a responder. por eventuais débitos reconhecidos nesta ação. Lei 7. quais sejam. a coisa julgada ficará limitada aos legitimados da ação coletiva. Assim. aquele que se sentir lesado individualmente poderá procurar o Judiciário. em contestação. em 10/02/2002. ainda. não se equiparam àquelas desempenhadas pelos empregados da 1ª ré (Telemar). A improcedência da ação civil pública proposta pelo Ministério Público do Trabalho. Assim. 23 de Setembro de 2013 109 Por conta do deslocamento de competência. a aplicação do inciso V do art. A TELEMAR. sem justa causa. Alegou. requereu o reconhecimento do vínculo empregatício Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 diretamente com a tomadora dos serviços (Telemar) e. consequentemente. mesmo que não haja insuficiência de provas. por inexistir culpa in eligendo e in vigilando. não induz. a sentença coletiva de improcedência do pedido não produz efeitos na esfera individual.078/90. sem vislumbrar qualquer fraude no vínculo empregatício. ainda que todas as afirmações prestadas pela 2ª reclamada. A GECEL. referente à jornada semanal de 40 horas. A única ressalva que o microssistema de tutelas coletivas dispõe sobre a coisa julgada atingir o tutelado individualmente reside no artigo 103. a fim de ver apreciada a sua pretensão. ausentes tais requisitos. VÍNCULO EMPREGATÍCIO. jornada de trabalho. tíquete alimentação. o reconhecimento legal da conduta da reclamada. não verifico a ocorrência de coisa julgada material apta a obstaculizar o prosseguimento da ação individual. assim. inclusive. aduziu não ser possível o reconhecimento do vínculo empregatício e. ser empresa do ramo das telecomunicações. e. já que terceirizou todas as atividades secundárias (instalador. Também afirmou ser empresa do ramo de telecomunicações. de fato. que permitiu a terceirização na atividade-fim e. excutir-se primeiro os bens dos sócios da GECEL. exclusivamente. pois. do mesmo diploma. Assim. Vejamos. cujos efeitos se estendem para todo o território nacional. direitos previstos em Convenção Coletiva de Trabalho.

seria imprescindível que o exercício das mesmas fosse precedido de autorização da Agência Nacional de Telecomunicações . de retrocesso nas condições de trabalho e de diminuição de salários.2. caracteres. seja observado o benefício de ordem. Em defesa. Requereu o pagamento do adicional de periculosidade no percentual de 30%. pugna pelo reconhecimento do vínculo empregatício diretamente com a tomadora dos serviços. O empresariado. estabelece expressamente que no cumprimento de seus deveres. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Cumpre notar que a Lei nº 9. pois. recorre a 1ª reclamada. no exercício da função de instalador. emissão ou recepção.com o escopo de diminuir a diversidade das formas de organização da produção e do trabalho. não obstante possibilite a consecução do serviço de telefonia. para que sejam excutidos os bens dos sócios da primeira ré. 23 de Setembro de 2013 110 horas extras e cesta básica. Afasta-se. Não vislumbro.3. imagens. Nesse aspecto. a multa de 40% e multa do art. bem como a implementação de projetos associados. contra o qual resistem os trabalhadores. TST. IV. do C..Anatel. nego provimento aos recursos ordinários interpostos pela 1ª ré (Telemar) e pelo reclamante.. benefícios previstos nas CCT’s e ACT’s aplicados aos trabalhadores da Telemar (jornada de trabalho. amparado pelo princípio constitucional da isonomia e em alegações de precarização de mão-de-obra. apenas em caso de frustrado o pagamento pelos executados. diversos estudos estão sendo realizados. diferenças dos tíquetes alimentação. a partir de abril/2009. acessórias ou complementares ao serviço. DSR. por fio. portanto. habitual ou mesmo intermitente com equipamentos energizados aptos a provocar choques elétricos. em seu art. qualquer ilicitude na terceirização do serviço. não se encaixam no conceito legal de transmissão de sinais ou sons.. Aliás. sendo certo. requereu o deferimento dos pedidos decorrentes da declaração do vínculo. bem como o de equiparação com os empregados da tomadora dos serviços. TST. férias acrescidas de 1/3. então. a transferência açodada de parte das atividades empresariais para outras empresas tem sido sinônimo. O reclamante. não havendo. a 2ª reclamada sustentou que o reclamante. observadas as condições e limites estabelecidos pela Agência: I . não há empregados exercendo as mesmas atividades do reclamante. ao argumento de que prestava serviços diretamente para a Telemar. II . argumentou que o adicional de periculosidade observou o percentual previsto em norma coletiva. Pelo princípio da eventualidade. que a primeira reclamada não mais realiza os serviços de instalação e reparação de linhas telefônicas por meio de seus próprios empregados e que. A questão tratada nos autos diz respeito ao fenômeno denominado de "terceirização". de conservação e limpeza. não trabalhou em contato direto. direito ao adicional de periculosidade. A Telemar Norte Leste é uma empresa de telecomunicação. portanto. estando inserido em sua atividade fim. art. calculado sobre a remuneração. por isso. Isso posto. Por fim. 13º salário. em regra. requereu a incidência do salário base do reclamante para fins de cálculo do . outrossim. que ". TST.472/97. Diz que a LTG não se aplica no campo das relações empregatícias. que não há qualquer prova de trabalho com subordinação direta à tomadora dos serviços. na medida em que a primeira reclamada exercia sobre a segunda e terceira. por seu turno. até maio/2008. horas extras. o que é definido pela Lei nº 9. na hipótese de ausência de pessoalidade e subordinação. os bens dos sócios da GECEL e da VITELCO. o que incluía. uma vez que. o que prejudica a quem incumbia o ônus de demonstrar. Editou-se a Súmula nº 331 da Súmula do Colendo TST que enuncia. então. o poder de fiscalizar o cumprimento das obrigações trabalhistas. Vejamos. Passemos. pendendo a jurisprudência trabalhista ora para a rejeição de tão controvertido instituto ora para o seu temperamento. Nessa linha de raciocínio. no sentido de que sejam excutidos. em recurso ordinário. entre nós. TST. estivessem tais atividades inseridas no conceito restrito de atividade de telecomunicação. em primeiro lugar. escritos. meios ópticos ou qualquer outro processo eletromagnético. requerendo. naturalmente. Abriu-se. bem como reflexos sobre aviso prévio. de desemprego. Ainda.estratégia da focalização .".(. já que. pois a desconsideração da personalidade jurídica é excepcional. presente a hipótese prevista na Súmula 331. de pulverização da atividade sindical. radioeletricidade. 94 da Lei 9. 477 da CLT.. à análise do caso em tela. contínuo. Mencionou que a ré. bem como a de serviços especializados ligados à atividade meio do tomador. É esta.472/97. sendo certo.. 94. o requerimento do vínculo empregatício. sinais. campo para o entendimento lúcido que considera válida a "terceirização" de atividades quando estas não integram a atividade-fim do empreendimento econômico e. que encontra óbice no inciso II do art. a concessionária poderá. poder diretivo dos serviços prestados. o que possibilita a redução dos custos e o melhor controle de qualidade. principal e subsidiário. ADICIONAL DE PERICULOSIDADE Na inicial. 2. em seu item III. além de fornecer equipamentos de proteção individual. defende a tese da concentração das atividades naquilo que é o núcleo de sua atividade . por força da desconsideração da personalidade jurídica. 60). auxílio refeição em horas extras e cesta básica). sobreaviso. destinadas a propiciar a prestação do serviço principal. a sua atividade-fim e. nos termos da Súmula 331. principalmente. Por fim. reiterando os argumentos da defesa para afastar a responsabilidade subsidiária. ainda.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. IV. o FGTS. condenou a 1ª reclamada a responder subsidiariamente pelas verbas devidas. o percentual foi alterado para 15%. passou a receber 5% referente ao adicional de periculosidade e. de símbolos. em virtude do contrato pactuado.não se forma vínculo de emprego com o tomador a contratação de serviços de vigilância (Lei nº 7. patrocinados pelo empregador. todas as outras atividades (não previstas no transcrito dispositivo legal) são consideradas atividades-meio.). Ressaltou que o reclamante participou de diversos cursos de “Noções Básicas de Segurança do Trabalho”. sucessivamente. desde que inexistente a pessoalidade e a subordinação..contratar com terceiros o desenvolvimento de atividades inerentes. Inconformada. E não há falar em benefício de ordem. assim. já que a licitude da terceirização é tratada pela Súmula 331 do C. outrossim. apenas a partir de junho/2008. considero que os serviços de instalação e reparação de linhas telefônicas são serviços auxiliares ou acessórios à transmissão de dados. o tomador dos serviços é responsável subsidiário pelo descumprimento das obrigações trabalhistas assumidas pela 2ª e 3ª rés e não cumpridas. nos termos da Súmula 191 do C. em virtude da proximidade com os cabos elétricos energizados de alta tensão. o reclamante alegou que exercia atividade em área de alto risco. Todavia. ainda que inferior ao estabelecido na lei. sons ou informações de qualquer natureza (§1º. nunca lhe pagou o valor referente ao adicional de insalubridade e. do C. então.102/83).472/97 como sendo a transmissão.

por sua vez. ainda. da SDI-1. Deve-se observar. Assim. correndo altos riscos. que fez o enquadramento da respectiva periculosidade conforme o quadro de atividades e área de risco anexo ao Decreto. TST considera devido o adicional de periculosidade aos empregados cabistas. conforme transcreve a Orientação Jurisprudencial 406. tampouco. no período imprescrito. 22/23). restringi-la. no percentual de 30% sobre o salário. julgou procedente o pedido de pagamento do adicional de periculosidade. nos termos do § 1º do art. REGULAMENTADA Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 PELO DECRETO Nº 93. já que a lei o estipulou de forma fixa sobre o salário do obreiro. O perito concluiu. esse entendimento já foi cristalizado na súmula 361 do C. suas atividades eram bem próximas a este.412. embora o reclamante não laborasse no sistema elétrico de potência.09.369/85.369/85. fazendo jus ao adicional de periculosidade no percentual de 30%. 195 da CLT.369/85. LEI N° 7. não estabeleceu nenhuma proporcionalidade em relação ao seu pagamento. verbis: ADICIONAL DE PERICULOSIDADE. sim. é fácil concluir que o Decreto nº 93. 451/495). O decreto regulamentar deve cingir-se ao que a lei contém e. o trabalho desenvolvido pelo obreiro encontra-se. Tribunal. nos moldes preconizados pelo Decreto nº 93.369. de 14. Disse. respeitada a prescrição declarada. baseado na prova pericial. sujeito ao risco de contatos com a rede energizada. argumentou ser empresa concessionária de serviços de telecomunicações. ainda. 195 DA CLT. nos termos do Decreto n. que as atividades obreiras não caracterizam periculosidade. as declarações do autor na inicial: que não recebia o adicional de periculosidade até maio/2008.Res. ainda. DJ 19. A 1ª ré.2010) O pagamento de adicional de periculosidade efetuado por mera liberalidade da empresa. CLT e Súmula 191/TST. a OJ nº 347. HONORÁRIOS PERICIAIS . dispensa a realização da prova técnica exigida pelo art. dirigida ao setor de energia elétrica. condena-se as reclamadas a pagar ao obreiro o adicional de periculosidade durante o contrato de trabalho.412/86. DJ 25. Corrobora essa conclusão o fato de que o risco não escolhe hora nem lugar.2003 O trabalho exercido em condições perigosas. razão pela qual suas atividades e de suas prestadoras não estão submetidas à Lei 7. desde que. Ainda. dispensaria a realização da prova técnica exigida pelo art. Como o reclamante atuava bem próximo dessas linhas aéreas.) Nesse aspecto. 7.1985. LEI Nº 7. em abril/2009 o adicional foi modificado para 15% (fls. (grs.10. fiquem expostos a condições de risco equivalente ao do trabalho exercido em contato com sistema elétrico de potência. que regulamentou a Lei nº 7. dá direito ao empregado a receber o adicional de periculosidade de forma integral. 20 e 21. 195 da CLT. DE 14. certo é que. INSTALADORES E REPARADORES DE LINHAS E APARELHOS EM EMPRESA DE TELEFONIA. 2. nos seguintes termos. 25 e 26. verbis: OJ-SDI1-406 ADICIONAL DE PERICULOSIDADE. 121/2003. no exercício de suas funções. Aliás.369/88 (conforme previsto nos acordos coletivos – fls. área de risco: 1 . defendeu o pagamento do adicional proporcional ao tempo efetivo de exposição ao risco. ainda que de forma proporcional. embora de forma intermitente. condutores e equipamentos de linhas aéreas de transmissão. incluindo plataforma e cestos aéreos usados para execução dos trabalhos. porque a Lei nº 7. reiterando os argumentos expendidos na contestação. da SDI-1. e o sinistro pode acontecer ainda que se mantenha contato habitual por alguns minutos. o pagamento espontâneo do adicional de periculosidade. do C. instaladores e reparadores de linhas e aparelhos de empresas de telefonia. DE 20. os reflexos do adicional de periculosidade nas seguintes verbas: férias mais 1/3.1985.412. o entendimento sedimentado na Súmula nº 07 deste E. considero que a incidência do percentual de 30% não comporta fracionamento. de 20.369/85. 23 de Setembro de 2013 111 adicional de periculosidade. mas exposto às suas condições de risco. nego provimento.412/86 extrapolou o objetivo já fixado na Lei nº 7. caracteriza-se como atividade em condições de periculosidade. PAGAMENTO ESPONTÂNEO. ainda que de forma proporcional ao tempo de exposição ao risco ou em percentual inferior ao máximo legalmente previsto. O juízo de origem. EXPOSIÇÃO INTERMITENTE (mantida) . que laboram próximo ao sistema elétrico de potência. Assim. 93. ns. subtransmissão e distribuição. que era somente o de especificar a atividade considerada perigosa. O trabalho desenvolvido em redes de telefonia não integrantes do sistema elétrico de potência. durante todo seu período laboral. dessa forma.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. ELETRICITÁRIOS. décimo terceiro salário. ADICIONAL DE PERICULOSIDADE. É devido o adicional de periculosidade aos empregados cabistas. Isso posto. EXTENSÃO DO DIREITO AOS CABISTAS. o expert foi categórico ao afirmar que o reclamante ficava exposto ao risco de acidentes de forma habitual e permanente. às fls.4. 638/654. faz jus a perceber o adicional previsto na Lei n. E nem se argumente que o adicional seria proporcional ao tempo de exposição ao risco. FGTS mais 40%. Vejamos. in verbis: “A prova pericial produzida foi no sentido de que o trabalho do reclamante era periculoso. como é o caso dos autos. Ademais. não pode contrariá-la ou ir além do que ela permite e. conforme previsão técnica legal dada pelo Decreto 93.369.09.” Inconformada. recorre a primeira ré. SISTEMA ELÉTRICO DE POTÊNCIA. pois torna incontroversa a existência do trabalho em condições perigosas. aviso prévio e horas extras.86. Deferem-se.2007. Ademais. que as atividades exercidas pelo reclamante são ensejadoras de periculosidade. Asseverou o i.412/86. pois torna incontroversa a existência do trabalho em condições perigosas. verbis: SUM-361 ADICIONAL DE PERICULOSIDADE. por ser ato inferior à lei. uma vez que adoto o entendimento segundo o qual o decreto regulamentador. abrangido pelo quadro anexo do Decreto nº 93. conforme informado pelo perito. Nesse sentido.04.11. DESNECESSÁRIA A PERÍCIA DE QUE TRATA O ART. o qual enumera dentre as atividades periculosas a manutenção de fontes de alimentação de sistemas de comunicação. do C.10. ainda.1986. TST.10.412/86. Na eventual hipótese de condenação. instaladores e reparadores de linhas de empresas de telefonia. 193. CARACTERIZAÇÃO DE FATO INCONTROVERSO. que a partir de junho/2008 o reclamante passou a receber 5% do adicional de periculosidade. (DEJT divulgado em 22. uma vez que o mesmo laborava em sistemas integrantes ao Sistema Elétrico de Potência e com a possibilidade de energização acidental ou por falha operacional. TST. perito. Não pode o decreto distinguir onde a lei não o faz.2. De igual modo. Indevido o reflexo sobre o RSR uma vez que mensalista.Estruturas. verbis: REDES DE TELEFONIA.

”. Isso. 13). da CLT. 753) e Eliandro Zanivan Breda (fl. com sobreaviso das 17:30 às 8:00 horas do dia seguinte”. a compensação da jornada na semana subsequente (intersemanal) é legal. que as horas extras. bem como das 17:30h do domingo às 07:30h da segunda-feira. 2. da CLT. em média de três a quatro dias por semana.5. o labor em plantões e em sobreaviso. tem-se que em uma semana o autor laborava 40 horas (08h às 17h30min. além de argumentar que eventual trabalho extraordinário foi devidamente remunerado. SOBREAVISO (ANÁLISE EM CONJUNTO COM O RECURSO DO RECLAMANTE) O reclamante alegou. HORAS EXTRAS. a média de tempo gasto para as instalações e reparos diários – isso quando realizada a quantidade máxima apontada – não demonstra a necessidade de extrapolação da jornada contratual. Por seu turno. bem como que usufruiu do intervalo intrajornada. 788) declararam que não tinham que retornar na reclamada ao final do expediente. passou a controlar a jornada do reclamante e a pagar eventuais horas extras trabalhadas. 48 horas (a jornada supracitada + as 8 horas do sábado).2. aos sábados e domingos” (fl. que este tempo envolve tanto a parte interna quanto externa. . Asseverou que. Em média. possuem ações em face da reclamada com idênticos pedidos e mesmo advogado. Verifica-se. porém. a testemunha Eliandro Zanivan Breda (fl. que não havia extrapolação de jornada todos os dias. se afastada a exceção do artigo 62. Frise-se. que. já que na média não há excesso de jornada. que as horas extras trabalhadas além das duas horas eram lançadas em outros dias em que saia do serviço no horário contratual. de segunda a segunda. também. nos termos do art. alegou que “além de participar dos plantões normais (finais de semana alternados. I. I. Pelo princípio da eventualidade. esclareceu “que até duas horas extras por dia poderia anotar no cartão de ponto. de segunda a sexta-feira) e. improcede o pedido de pagamento de “domingos”. assim. A testemunha Eliandro afirma. nos seguintes termos. 7º. das 17:30h do sábado até às 07:30h do domingo. porque. Por determinação da empresa. Logo. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 A reclamada trouxe aos autos os cartões de ponto no período de 21/11/2007 a 07/04/2010 (fls. 23 de Setembro de 2013 112 Uma vez mantida a r. que quando viajava. Alegou. devendo ser examinados. as testemunhas não lograram desconstituir a prova documental juntada. sobretudo porque cumpria a sua rota da maneira que lhe conviesse. que efetivamente as horas extras laboradas foram consignadas nos registros de ponto. razão pela qual. sentença quanto ao adicional de periculosidade. Não obstante. a testemunha Eliandro Zanivan Breda (fl. com o mesmo intervalo dos dias normais. todos os dias da semana.” “Efetivamente trabalhava das 08:00 às 17:30. As testemunhas Walace Ovidio Matias (fl. Disse. a prova testemunhal revelou que o trabalho nesses dias dava-se de forma alternada (sábado sim. não há de se falar em pagamento de horas extras na semana em que o labor foi de 48 horas. o reclamante ficava de sobreaviso” (fl. na seguinte. que podiam anotar as horas extras trabalhadas e que as horas excedentes a duas por dia eram anotadas nos dias que saiam no horário contratual. A testemunha Marcos Queiroz Sardinha (fl. improcede o pedido. domingos e feriados. A 1ª reclamada (TELEMAR) também afirmou que o serviço era externo e que o horário de trabalho do reclamante era das 08h às 17h30min. os instaladores de linhas telefônicas chegavam a realizar serviços “por fora” durante o dia de trabalho. 847) afirma que “na instalação mais fácil se gasta de 20/25min e na mais demorada 40min. Refutou. ante o pedido de reconhecimento da isonomia com os empregados da 1ª reclamada (pedido não acolhido em item anterior). são devidas a partir da 44ª semanal. Assim.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. reinquirido quatro vezes. no mesmo sistema de plantão: das 8:00 às 17:30 horas. aduziu que. Quanto aos sábados. mais cinco dias no mês. pois o reclamante estava enquadrado na exceção do artigo 62. ainda. não fazia intervalo para almoço. Os contracheques colacionados aos autos (fls. afirmou que a jornada semanal é de 44 horas e o divisor 220.entre as 12h e 13h30min. 788) declarou que a empresa tinha banco de horas e que as horas extras eram compensadas. 18). 13). nego provimento ao apelo. sábado não). ainda. até janeiro de 2008. quando estava trabalhando em Cachoeiro. Destaca-se. das 17:30h de sexta até 07:30h do sábado. não gozava do intervalo intrajornada. que “realizava plantão a cada 15 (quinze) dias. Nos finais de semana era a equipe que estava de plantão a responsável pelo sobreaviso. da forma pretendida pelo autor. por cautela. Registra-se que todas as testemunhas ouvidas (provas emprestadas). indefere-se o pedido de pagamento de horas extras e respectivos reflexos no período para o qual não foi juntado controle de jornada. Quanto à alegação de inexatidão da marcação dos cartões de ponto. 14). inciso XIII da CF. em sede de contestação. LABOR EM SÁBADOS. ainda. Sobre esse fato. em razão da grande liberdade na execução das funções. folgando 02 domingos por mês (domingos alternados)” (fl. isto é. com relação aos domingos laborados no período sem registro de ponto. INTERVALO INTRAJORNADA. que “iniciava sua jornada de trabalho às 07:30 horas e encerrava em média às 19:30 horas (deixavam o trabalho entre 18:00 – mais raramente – e 23:00 horas). PLANTÕES. não havia o controle de jornada. de acordo com a escala de plantão” (fl. em média. in verbis: “Pleiteia o reclamante o pagamento de horas extras a partir da 40ª hora semanal. Assim. assim. Ora. Quanto a esses. que a reclamada não juntou os registros de ponto de todo o período contratual (faltam registros do período anterior a 20/11/2007). 788) afirmou que “trabalhavam em regime de escala durante o período do dia no sábado e domingo e folgavam na semana subsequente”. eventualmente apuradas. nos registros de ponto observa-se que o autor sempre teve uma folga semanal. 358/372). Não havendo que se falar em pagamento de horas extras nos meses em que a reclamada juntou os cartões de ponto. além de ter afirmado que os cartões de ponto demonstram que em diversos feriados o reclamante não trabalhou. com 1h30min de intervalo. Igualmente. em confronto com os demais elementos dos autos. na inicial. Aduziu que “trabalhava nos feriados de forma alternada. DOMINGOS E FERIADOS. Assim. 62/70) demonstram o pagamento de horas extras. em todos os dias trabalhados. a partir de janeiro de 2008. O juízo de origem julgou parcialmente procedente o pedido autoral. “Trabalhava um feriado sim e outro não. não gerando direito a pagamento de horas extras. e como as razões recursais se limitaram à eventual reforma do julgado neste particular. A segunda reclamada (GECEL). sem labor aos sábados. […] que o depoente fazia aproximadamente de 8 a 10 instalações e reparos por dia”. os plantões iniciavam-se na sexta-feira às 17:30 horas e encerravam-se às 08:00 horas da segunda-feira. Informou. também. Por fim. com uma hora de intervalo intrajornada . Refutou o trabalho em dias de domingos e feriados.

in verbis: “(. requerendo a aplicação dos termos da Súmula 338 do C. O simples uso de aparelho de telefone celular apenas facilita a convocação do obreiro para atender a emergência e não configura o sobreaviso. este é o teor do depoimento da testemunha. Quanto ao pedido de pagamento do adicional de sobreaviso. o próprio autor determinava o tempo de intervalo para suas refeições. a . teremos 400 minutos. sequer há testemunhas que informem referida jornada em todos os dias.. pela reforma da r. nos termos do art. para a execução dos serviços. Nesse sentido. não há falar em enquadramento na exceção prevista no inciso I. (Depoimento de Marcos Queiroz Sardinha – prova emprestada. ainda. ainda que se considere o tempo de percurso para uma instalação e outra. 62.] Assim. multiplicá-la por 40 minutos (tempo máximo de cada instalação). fl. relativamente aos períodos sem registro. renovando a tese no sentido que o labor era externo.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. deferem-se também os reflexos das horas extras acima deferidas nas seguintes parcelas: 13º salário. A ré concedeu folga compensatória e poucos foram os feriados laborados. alegando que os prepostos são uníssonos ao afirmar que não houve qualquer alteração no trabalho. o labor em feriado. o que impossibilita o controle de jornada pelo empregador. se não compensado em outro dia. Não é difícil descaracterizar a tese da reclamada acerca da impossibilidade do controle da jornada por se tratar de trabalho externo quando a própria empresa. nesse particular. da CLT. embora inalteradas as funções do reclamante. deferem-se as horas extras laboradas em feriados (um trabalhado e o outro não) no período em que não foram juntados os registros de ponto. portanto. com 1h30min de intervalo. pois não refletem a real jornada de trabalho. Sustenta que as reclamadas não juntaram os cartões de pontos do período anterior a 21/11/2007.) que na instalação mais fácil se gasta de 20/25min e na mais demorada 40min. por fim. que os cabistas iam para a empresa no mesmo horário pela manhã. devendo o ônus ser das rés. Improcedente. assiste-lhe razão. conforme Súmula n. É certo que constam testemunhas (provas emprestadas) que informaram que. O adicional é de 100%. que o encarregado da OI poderia passar aonde estavam trabalhando e determinar outras atividades . Também inconformado. que o encarregado era da GECEL. se as atividades laborais do reclamante permaneceram as mesmas ao longo de todo o contrato de trabalho e a segunda reclamada demonstrou a compatibilidade do labor externo com a fixação de horário de trabalho. mormente diante do tempo gasto em cada instalação. recorre a 1ª reclamada. a segunda reclamada (GECEL) reconheceu que havia o controle da jornada. Entretanto. aviso prévio e RSR. assim como o reclamante. Corrobora a conclusão esposada observar que. não há que se falar em pagamento de “domingos” também nos períodos sem comprovação de controle de jornada. Quanto à alegação autoral no sentido de que os cartões de ponto juntados (após janeiro de 2008) não servem para apontar a real jornada do reclamante. que portava celular para atendimento a eventual chamada. pugnando. Ao contrário. 788/789). Senão vejamos: [. 1001/1025). observe-se o divisor 220. tal entendimento ser aplicado no período em que teve registro de ponto. foi devidamente pago. Assim. Aliás. vejamos o seguinte depoimento. assim. as testemunhas não demonstraram que havia a exaustiva jornada de trabalho narrada pelo reclamante na inicial. 23 de Setembro de 2013 113 Assim. como o trabalho era externo. a prova dos autos é no sentido de que o obreiro tinha autonomia para definir seus próprios horários para alimentação. a testemunha Eliandro Zanivan Breda (fl. 428. mesmo se considerarmos 10 (dez) instalações por dia. em um longo arrazoado (fl. pois. asseverando. Fixa-se a jornada nestes dias de 8h as 17h30min. em virtude da natureza salarial (OJ 354. Ainda. TST. 845) Dessa forma. Sustenta que o ônus da prova era do autor e que eventual labor extraordinário ocorrido. asseverando que os cartões de ponto juntados foram impugnados desde a petição inicial. como narrada na inicial. Faz-se necessário analisar a possibilidade de controle da jornada de trabalho do reclamante antes de janeiro de 2008. devendo. Improcede o pedido.... o reclamante deveria entrar em contato com a empresa no início dos trabalhos. o autor afirma.) que o depoente fazia aproximadamente de 8 a 10 instalações e reparos por dia”.] que iam na empresa pegar a ordem de serviço e ao término do serviço ligavam para o encarregado para saber se havia outro serviço. como quer crer o reclamante (de 07:30h às 19:30h.. estava submetido ao controle da jornada de trabalho pelo empregador e. férias + 1/3... Argumenta que a jornada de trabalho era controlada pelos sistemas das reclamadas ou pelas ordens de serviços. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Defende que a prova oral produzida nos autos confirma a jornada narrada na petição inicial. 753 (prova emprestada). do artigo 62. Para cálculo. Não havia controles dos horários de almoço e. Assim. mais ou menos 6.” Inconformada. abrangido pelo regime de horário de trabalho. sentença quanto às horas extras. e não pelo acolhimento da alegação autoral. em média. Por conseguinte. As testemunhas ouvidas para tal fim não convenceram o Juízo e não comprovaram a quase ininterrupta jornada apontada pelo autor. TST. 788) confirmou que o horário de almoço não era controlado. (. em face da inserção do registro.. que. Em outras palavras. fls. já que não anexaram aos autos tais documentos. 358/372). bem como a efetiva remuneração do obreiro (Súmula 264/TST). às fls.. Assim. que comprovariam a jornada do reclamante. evidenciado que não havia a extrapolação da jornada. inclusive com o pagamento de horas extras a partir de janeiro de 2008. FGTS + 40%. na peça de ingresso. após essa data. por dia. da CLT no período anterior a janeiro de 2008. demonstrada a possibilidade do controle da jornada do empregado que executava trabalho externo. embora o serviço do reclamante tenha sido executado externamente. [. é devido o pagamento em dobro e não labor extraordinário. ainda. por três vezes na semana. Aduz.. Todavia. restou incontroverso que estes eram trabalhados de forma alternada. passou a instituir o controle de ponto (fls. que. pois há prova testemunhal no sentido de que os cartões eram anotados uma única vez no mês (testemunha Eliandro Zanivan Breda (prova emprestada. Improcedem os demais reflexos vindicados por falta de amparo legal. todos os dias da semana). que este tempo envolve tanto a parte interna quanto externa. recorre o autor. caso não acolhido os argumentos supra.5 horas. que o valor das horas extras seja pago pela média das horas extraordinárias já pagas e demonstradas em Juízo. Relativamente à ausência de concessão de intervalos intrajornada nas viagens. No tocante ao pedido de pagamento de feriados a prova documental não socorre o obreiro. como bem asseverado pelo Juízo de origem. SDI-1) e habitualidade. Vejamos.

5..)” (Depoimento de Gilson Quirino da Silva – prova emprestada) “(.584/70. Verifico que o autor laborava final de semana sim e final de semana não.)” (Depoimento da testemunha Fábio Gasparino Martins – prova emprestada.. aguardando a qualquer momento o chamado para o serviço durante o período de descanso”. não há qualquer elemento que sinalize no sentido da ocorrência de carga de trabalho que impedisse o gozo do intervalo intrajornada... mas por advogado particular (fl.2012 I . Afinal. a Súmula 428 do TST: "SOBREAVISO APLICAÇÃO ANALÓGICA DO ART. que em vários contracheques do reclamante (fls. a assistência judiciária gratuita tem previsão tanto no art.. a parte deve estar assistida por seu Sindicato de classe. devem ser pagos os feriados alternados de todo o período laborado. enquanto aquela. ainda. 14 da Lei n. in verbis: "(.º 1.º 5. fl. da Consolidação das Leis do Trabalho – vide OJ SDI 1269 e OJ SDI 1331. a possibilidade de usar o tempo livremente. (. nos seguintes termos: “Defere-se o requerimento de assistência judiciária. à distância e submetido a controle patronal por instrumentos telemáticos ou informatizados..537/2002 revogou os termos correlatos inseridos na Lei 5. Em primeiro lugar. § 2º DA CLT (redação alterada na sessão do Tribunal Pleno realizada em 14. quanto ao alegado sobreaviso.2. das 08h às 17:30h. Por fim. como limitado pelo julgado de origem. da CLT).. 790 da CLT. permanecer em regime de plantão ou equivalente.. Vejamos os seguintes depoimentos: "(. Não se pode olvidar. Considero. então. não apenas do período sem anotação nos registros. 753) “(. não se pode olvidar que o trabalho externo longe das vistas do empregador não permite saber exatamente o tempo despendido para descanso e alimentação. que às vezes não havia folga na semana subsequente.2012) . que autor possui condições de arcar com eventuais despesas processuais. diferentemente do que ocorre quando há concessão do benefício da justiça gratuita. II .) que trabalhavam em regime de escala durante o período do dia no sábado e domingo e folgavam na semana subsequente.. também. Este é uma faculdade do juiz. quando preenchidos os requisitos previstos no próprio artigo. por si só. Quanto ao intervalo intrajornada.6. muito embora algumas testemunhas (provas emprestadas) tenham aludido que.)” (Depoimento da testemunha Walace Ovídio Matias – prova emprestada. 2. Diz. sem a devida comprovação da folga. que havia a possibilidade de gozo do intervalo intrajornada de 1 hora. Com efeito. posto que o ordinário se presume. e é devida a todo aquele que receber salário igual ou inferior ao dobro do mínimo legal.)” (Depoimento da testemunha Eliandro Zanivan Breda – prova emprestada) “(. a assistência judiciária gratuita é devida apenas na hipótese prevista na Lei n. ainda. melhor sorte não assiste ao autor. não havendo efetiva prova da compensação dos domingos. Na hipótese vertente. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 É certo que a simples possibilidade de vir a ser contactado pela empresa por meio de telefone celular. em respeito à aventada precariedade econômica do reclamante – artigo 790.. 185/2012.. 14 da Lei n. Pois bem.. 244. e não se confunde com o benefício da justiça gratuita. FGTS + 40% e DSR. não obstante a possibilidade de controle da jornada autoral. que às vezes não havia folga na semana subsequente..584/70. § 3º. 320/357) contém pagamento a título de horas extras. com adicional de 75% (previsão em ACT) para o labor extraordinário prestado nos sábado e de 100% aos domingos e feriados.Considera-se em sobreaviso o empregado que.O uso de instrumentos telemáticos ou informatizados fornecidos pela empresa ao empregado. ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA Pretende a 1ª reclamada a reforma da decisão que deferiu o requerimento de assistência judiciária gratuita. 44) e. não caracteriza o regime de sobreaviso. ficando. 23 de Setembro de 2013 114 jornada era estendida até às 19:30h. Nesse sentido. nos sábados e domingos. DEJT divulgado em 25. 26 e 27. fl. ou seja. domingos e feriados era o mesmo dos dias da semana. então.584/70.09. embora haja prova no sentido de que os trabalhadores cabistas permaneciam com telefones celulares nos finais de semana que estavam de plantão. destacando que o reclamante não se assistido pelo sindicato de sua categoria profissional. portanto. (. que o horário de sábados. importando somente na isenção de custas. 13º salário. devo registrar que a assistência judiciária gratuita e o benefício da justiça gratuita não se confundem. Assim. repisa-se. pois não foi apontada qualquer razão que justifique a impossibilidade de gozo do intervalo. o reclamante não está assistido por Sindicato de classe.º 5. com razão o reclamante.) que trabalhavam em regime de escala durante o período do dia no sábado e domingo e folgavam na semana subsequente. também com razão o reclamante. do art. domingos e feriados alternados. domingos e feriados era o mesmo dos dias da semana. com reflexos no aviso prévio. conforme depoimentos que seguem. (.584/70. pois restou provado nos autos que o reclamante laborava de forma alternada nos feriados.) que ficavam de plantão final de semana sim final de semana não e nos feriados de forma alternada (. não autoriza a aplicação da norma..)” (Depoimento da testemunha Eliandro Zanivan Breda – prova emprestada) Dessa forma. quando em viagem (três vezes) por semana. no Processo do Trabalho. por si só. quando comprovada que sua situação econômica não lhe permite demandar sem prejuízo do sustento próprio ou de sua família.º 5. não houve comprovação da limitação da locomoção. mas.Res.) que na parte de cabo havia plantão aos sábados e domingos e era difícil ter a folga prometida. previsto no § 3º.584/70. não havia necessidade de tal jornada para o cumprimento das instalações.) que trabalhava em regime de plantão um final de semana sim outro não (. no âmbito desta Especializada. nego provimento ao recurso da 1ª ré e dou parcial provimento ao recurso obreiro para determinar o pagamento de horas extras em relação ao labor em sábados. pelo tempo de instalação narrado pela testemunha Marcos Queiroz Sardinha. Aliás. No que se refere aos requisitos de concessão da assistência judiciária.. assegurado igual benefício ao trabalhador de maior salário. Ante todo o exposto.. 822) No que tange aos feriados. não . 790. na hipótese em tela. permanecendo. Quanto à alegação de plantões a cada quinze dias. férias + 1/3. como no artigo 3º da Lei n. que o horário de sábados. do art. extensivo a quem não esteja assistido por Sindicato (prevista no § 3º.” Sustenta em seu apelo que não foram preenchidos os requisitos mínimos do art...09. de acepção mais restrita. não prescinde dos requisitos da Lei n. não gozava do intervalo de 1 hora para descanso e refeição..060/50. com 1 hora de intervalo. pois. a redação atribuída ao referido parágrafo pela Lei 10.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. melhor sorte não possui o reclamante..

decorre do preenchimento de dois requisitos. à fl. 475-J DO CPC. Embora a multa em questão não seja devida em razão do reconhecimento ao direito ao pagamento de diferenças. com ressalva do entendimento pessoal do Relator. DEJT. da CLT. Publicação 20/07/2012. quanto ao requerimento de que a multa seja com base na maior remuneração recebida. APLICAÇÃO ÀS EXECUÇÕES NO PROCESSO DO TRABALHO. Com efeito.º do art. não lhe assiste razão. constando a data do recebimento no dia 14. Página 17) Ademais. in verbis: FGTS. pois o reclamante não requereu em sua inicial. colaciono aresto do TRT da 3. 54. da CLT (até o 1. Precedentes da Corte. MULTA DO ARTIGO 477 DA CLT O autor requereu o pagamento da multa do artigo 477 da CLT. Além do mais. recorre o reclamante. Contudo. Pois bem. sentença quanto ao deferimento da assistência judiciária gratuita. mas recebeu os valores apenas no dia 14. nesta Especializada. Vejamos. No entanto.2005.21. quanto ao pedido de reflexo do FGTS. 54 (juntado pelo autor) e 397 (juntado pela 2ª ré). dou parcial provimento ao apelo. ao passo que o art. tantos quantos bastem ao pagamento da importância da condenação.º 17 da inicial (fl. não comportando o dispositivo de natureza punitiva interpretação ampliativa.04. A 2ª reclamada (GECEL) afirmou que a dispensa foi feita regularmente. do CPC. da CLT. Em primeiro lugar. com base na declaração de miserabilidade jurídica.3. fazendo jus a multa do artigo em análise. aquele incidente sobre parcelas deferidas no julgado (adicional de periculosidade e horas extras). Com efeito. Divulgação 19/07/2012.3. Nesse sentido. mantenho o benefício da justiça gratuita. da CLT. ao argumento de que não é o caso típico de atraso na quitação das parcelas rescisórias. Relator Ministro: Lelio Bentes Corrêa. MULTA PREVISTA NO ARTIGO 475-J DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL.”(RR . mantendo o benefício da gratuidade de justiça ao reclamante. 477. 2. 477. sentença que indeferiu a aplicação da multa do art. dou parcial provimento ao apelo. da CF/88. não há se falar em FGTS incidente sobre todos os valores pagos no curso do contrato de trabalho – e aí sim a prescrição é trintenária –. INAPLICABILIDADE AO PROCESSO DO TRABALHO. para reformar a r. e.03. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 fora do prazo previsto no art. 45.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. A aplicação de norma processual de caráter supletivo. o artigo 883 da CLT.2009. 5. de inovação recursal. calculada sobre a remuneração do obreiro. pois concede ao devedor o prazo de quinze dias.2. do art.º 206 do C.2011. O C.ª Região. recorre o autor. artigo 790. relatou que segue a sorte do principal Recorre o autor. já recebida ou pleiteada nesta demanda.04. requer a aplicação da prescrição trintenária com relação ao FGTS. (Processo 000001034. Órgão Julgador: Primeira Turma. A prescrição da pretensão relativa às parcelas remuneratórias alcança o respectivo recolhimento da contribuição para o FGTS. § 8º. Pelo exposto.08. inexiste lacuna normativa. tratando-se de inovação recursal.5.3. como se vê nos seguintes julgados: “PROCESSO NA FASE DE CONHECIMENTO. com pagamento das verbas no prazo. Encontra-se firmado nesta Corte superior entendimento no sentido de que a Consolidação das Leis do Trabalho traz regramento específico quanto à execução. MULTA DO ARTIGO 475-J DO CPC Contra a r. ante a ausência de pagamento de horas extras. alegando que. pois o texto legal se refere expressamente a valor equivalente ao "salário" do empregado. conforme pugnou em recurso ordinário. 41). da CLT. IMPOSSIBILIDADE. verifico que no Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho (TRCT). é o salário base do empregado. terminou o cumprimento do aviso prévio em 07. Inconformado.98100-05. bem como que recebeu a menor. pois. 23 de Setembro de 2013 115 estão atendidos os pressupostos previstos na Lei n. 477. por constituir parcela acessória. Pois bem. o pagamento da multa a favor do empregado. 880 da CLT obriga ao devedor que efetue o pagamento da dívida ou garanta a execução em 48 horas. os depósitos reflexos. diversa é a hipótese dos autos. O Juízo de origem indeferiu o pedido de pagamento da multa do art. que deverá incidir sobre toda a remuneração do obreiro. §8. 790.º dia útil imediato ao término do contrato). de multa. No mesmo sentido do ora decidido a Súmula n. A . a prescrição não é trintenária e sim parcial.1. ao argumento de que é perfeitamente aplicável a regra em comento ao processo do trabalho. 477. da CLT. serguir-se-á a penhora dos bens. INCIDÊNCIA SOBRE PARCELAS PRESCRITAS. Assim.3. XXIX.3. na forma do art. 1ª Turma. quais sejam. in verbis: EMENTA: MULTA DO ART. sob pena de penhora. §6. 477 DA CLT. 477. durante todo o vínculo de emprego.2010. Pelo exposto. Data de Publicação: 23/11/2012). “RECURSO DE REVISTA. e não sobre a maior remuneração recebida. ou seja. da CLT.0021 . MULTA DO ART. no pedido n.2010. Recurso de revista conhecido e provido. TST. alegando que a prescrição do FGTS é especial.2010 a 07. sem ressalva quanto à observância de qualquer outro prazo prescricional para a pretensão de créditos fundiários. de 30 anos. pois a CLT possui regra específica aplicável quando não ocorre o pagamento espontâneo da dívida advinda de condenação judicial. essa regra não se revela compatível com a orientação normativa do processo do trabalho. RECURSO ORDINÁRIO DO RECLAMANTE 2. Todavia. tratando-se.04. nos termos do §3º. (grifos nossos) Nego provimento. nos termos do §8. no âmbito do processo do trabalho. da CLT. com base na maior remuneração recebida. será “em valor equivalente ao seu salário”.04. nos termos do § 3º.03. 475J. que preconiza que não havendo pagamento ou garantia da execução. de acordo com o TRCT de fl. 2.0104 RO. resultando inaplicável a multa prevista no artigo 475-J do Código de Processo Civil ao Processo do Trabalho. inarredáveis. Data de Julgamento: 14/11/2012.º.2010.5. a existência de lacuna no Texto Consolidado e a existência de compatibilidade entre a norma que se pretende aplicar analogicamente e a sistemática principiológica do processo do trabalho. o reclamante requereu a condenação das reclamadas ao pagamento da multa do art. 2.2010. qual seja.584/70 para a concessão da assistência judiciária gratuita. pois acompanha o principal. PRESCRIÇÃO DO FGTS O Juízo a quo acolheu a prejudicial de prescrição suscitada pela ré e declarou prescritos todos os créditos constituídos anteriormente a 28. de fl. 7º. o reclamante cumpriu aviso prévio no período de 09. e não à remuneração. TST adota esse entendimento. uma vez que. Relator: Emerson Jose Alves Lage.º. para determinar o pagamento da multa do art. A base de cálculo da multa prevista no artigo 477. sob o fundamento de que recebeu fora do prazo os valores do TRCT. e não. BASE DE CÁLCULO.

judiciais e convencionais. o artigo 880 da CLT impõe prazo de 48 horas para que o executado pague o débito ou garanta a execução. da Lei n. haja vista a predominância de lides que têm por objeto verbas de natureza alimentar. Min.0052. da Constituição Federal. Segundo a lição de Fredie Didier Junior. 7ª T. A hipoteca judiciária é consectária da condenação a dinheiro ou coisa. 466. a hipoteca judiciária sobre os imóveis pertencentes às reclamadas. 769 da CLT. para sua decretação.2006.ainda quando o credor possa promover a execução. TST.. sendo perfeitamente aplicável ao processo do trabalho. CPC. decidiu que a multa do art. acrescenta sanção inexistente na CLT. Recurso de embargos conhecido e não provido. 2. por um lado.69000-73.2010. que assim preceituam: Art.0052. pois "enquanto a regra do artigo 475-J do CPC fixa prazo de 15 dias para o executado saldar a dívida sob pena de ter que pagar multa de dez por cento sobre a quantia da condenação.0000 . Visa. a SBDI-I do TST se pronunciou. 8ª T. 475-J do CPC é inaplicável ao processo trabalhista. O Juízo de origem indeferiu o pleito.5.5.. independe de pedido da parte.5. Pedro Paulo Manus. Recurso de revista não conhecido. ACÓRDÃO PUBLICADO NA VIGÊNCIA DA LEI Nº 11. Segundo o relator. em 26. respectivamente. assim. a Seção I Especializada em Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho (SBDI-I). Precedentes.) (RR . Nego provimento. 475-J.2005.3. não havendo impedimento para que o juiz do trabalho adote as práticas do direito processual para garantir às partes a efetividade da decisão proferida. valerá como Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 título constitutivo de hipoteca judiciária. Rel.4.015/73. Min. por outro. da Constituição da República. Recorre o autor. 5º. 3ª Turma. em efeito secundário e imediato da sentença que condena a parte ao pagamento de uma prestação em dinheiro ou em coisa.0052. Mesmo se o julgador fixar prazo de 15 dias para pagar o débito sob pena de receber multa. meios eficazes para execução. incisos LIV e XXXIX. I ..0031.No Registro de Imóveis. 6. Subseção I Especializada em Dissídios Individuais. Ademais. insculpidos no art. Data de Julgamento: 12/12/2012. em julgamento referente ao processo n. nem . 466 do CPC é subsidiariamente aplicável ao processo do trabalho (art. prevista no art. sendo. A sentença condenatória produz a hipoteca judiciária: I .2005. I.Rel.5. Nesse sentido.5. mesmo antes do trânsito em julgado da sentença. 466 do CPC. nos termos do art. as normas insertas no CPC e na CLT são incompatíveis. do CPC. é um efeito secundário e imediato da sentença.. e sua inscrição pode ser determinada de ofício pelo juiz ou tribunal. e tem por finalidade garantir o efetivo cumprimento da decisão condenatória.0671. da hipoteca judiciária e da garantia do juízo recursal na esfera trabalhista. assegurando-se.2010. 23 de Setembro de 2013 116 jurisprudência desta Corte firmou entendimento no sentido de que o processo do trabalho deve seguir as normas específicas contidas na CLT quanto à execução de suas decisões.01. Relator Ministro: Horácio Raymundo de Senna Pires. Parágrafo único.) Consiste. quando se decidiu que a multa do artigo 475-J do CPC é incompatível com o processo trabalhista. sob pena de penhora". Não demonstrada violação literal de dispositivos de lei e da Constituição Federal.0031. consoante artigo 466 do CPC. Data de Publicação: 14/12/2012). insculpidos no artigo 5º. 167. a hipoteca judiciária se afigura como medida extremamente eficaz para assegurar o resultado útil de futura execução. renovando o pedido inicial. estará ampliando o prazo celetista de 48 horas. assim. o eg. a teor do art.1188-32. Recurso de revista conhecido e provido. Art.. 769. Relator Ministro: Mauricio Godinho Delgado. serão feitos. A fim de consolidar os entendimentos já manifestados no âmbito das Turmas do C. (.2005. .1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. ao julgar o processo E-RR-38300-47. que as partes a requeiram. na exordial. Data de Publicação: 11/05/2012).. A controvérsia foi pacificada por esta e. DEJT 1º/7/2011) (. A sentença que condenar o réu no pagamento de uma prestação. inaplicável ao processo do trabalho a multa do art. HIPOTECA JUDICIÁRIA Requereu o autor. Dessa forma. a redução do prazo de quitação do débito previsto no CPC e. (. pela inaplicabilidade do art. porque promove. O instituto da hipoteca judicial encontra-se previsto no artigo 466 do CPC e no artigo 167. tenho que o art..(RR154700-22. (E-RR .20152.2010. III .o registro: 1) da instituição de bem de família. é a jurisprudência dominante no C. Lei 6. cuja inscrição será ordenada pelo juiz na forma prescrita na Lei de Registros Públicos. Ademais. exatamente como prevê os artigos 466 do CPC e 899 da CLT que tratam.03.embora a condenação seja genérica.) HIPOTECA JUDICIÁRIA.03. 466. à garantia do efetivo cumprimento da decisão condenatória. autorizando o credor a perseguir o bem onde quer que se encontre (direito de sequela).. ante a omissão do texto obreiro e por não haver contrariedade aos princípios e normas que regem o direito do trabalho.pendente arresto de bens do devedor. além da matrícula.015/73 (Lei de Registros Públicos). (. INAPLICABILIDADE AO PROCESSO DO TRABALHO.º E-RR-3830047. Relator que "a aplicação da multa de 10% em caso de não pagamento em 48 horas contraria os dois dispositivos legais. Precedentes.” (RR .5. LXXVIII. tendo como principal objetivo prevenir a fraude à execução. sem amparo legal.. Ministro João Batista Brito Pereira.2009.) HIPOTECA JUDICIÁRIA. Nesse sentido. porquanto inaplicável ao processo do trabalho. autorizando a expedição de mandado para registro de hipoteca judiciária junto ao Cartório do Registro de Imóveis. no entanto. da CLT). Dora Maria da Costa. dessa forma. O entendimento majoritário desta Corte é no sentido de que a hipoteca judiciária. II . TRT visou à garantia dos créditos devidos à reclamante em que foi condenada a reclamado.. 2) das hipotecas legais. DEJT 01/07/2011) (. notadamente em face do princípio da celeridade e da duração razoável do processo. até que atinja o montante suficiente para garantir a execução dos créditos devidos a si. portanto. Ressalva-se. 2.24. esta medida é oportuna e adequada nesta Justiça Especializada. 475-J do CPC.. não se exigindo..09.01..5. Data de Julgamento: 22/03/2012. no julgamento do processo nº TST-ERR-38300-47.01. Ao lançar mão do instituto da hipoteca judiciária. TST: (. Nesse diapasão.) HIPOTECA JUDICIÁRIA.6. Subseção em 29/06/2010. Argumenta o Exmo. Examino.) .496/07. consistente em dinheiro ou em coisa. que decorre apenas da existência desta e da condenação a uma prestação em dinheiro ou em coisa. colaciono aresto recente da SBDI-I: RECURSO DE EMBARGOS EM RECURSO DE REVISTA. o posicionamento do Relator. não se pode olvidar que a fixação de penalidade não pertinente ao Processo do Trabalho importa em ofensa aos princípios do devido processo legal e da legalidade.." Nesse sentido. MULTA DO ARTIGO 475-J DO CPC.

como conseqüência do efeito principal e dispensa. Embora seja efeito automático do próprio fato da sentença. DEJT 3/6/2011) HIPOTECA JUDICIÁRIA. como querem alguns doutrinadores.) HIPOTECA JUDICIÁRIA. prescinde de pedido ou requerimento da parte interessada.. No presente caso. A medida tem fundamento no art. cuja inscrição será ordenada pelo juiz na forma prescrita na Lei de Registros Públicos-. nasce para o vencedor a faculdade de fazê-la inscrever . eminentemente processual.0110. consequentemente.2009. ARTIGO 466 DO CPC. STF.5.. alegando que os honorários advocatícios lhe são devidos. 5ª T. DEJT 24/6/2011)” Frise-se. consistindo dever do julgador determinar sua efetivação. Aloysio Corrêa da Veiga. Não se adota. ao disposto na Lei n. Rel.03. O art. Maria de Assis Calsing.(Com. A hipoteca judiciária é uma consequência inarredável da decisão condenatória. Afastando o caráter obsoleto do instituto. Nesse passo. 466 do CPC. Recurso de Revista não conhecido. que tem se firmado ao preconizar que é cabível a declaração de ofício da hipoteca judiciária para garantia da execução. quando outra utilidade não tenha. Recurso de revista não conhecido. independentemente de o obreiro receber ou não salário superior ao dobro do mínimo legal.2010.584/70. 2ª ed. limitada ao montante da condenação. 896. Não se exige. 23 de Setembro de 2013 117 divergência jurisprudencial. O verbete jurisprudencial editado pelo Excelso Pretório sob o n. apenas nas hipóteses previstas na Lei n. o que o torna relevante em processo do trabalho. Por se tratar de efeito anexo da sentença. (. nem tampouco que o órgão jurisdicional sobre ela decida.. contra o vencido. Rel.03. e OJ nº 305. desde que realizada a inscrição da hipoteca judiciária no cartório de registro de imóveis.03. Este tem o seguinte texto: . mas sim que esta declaração viabiliza o cumprimento do requisito da miserabilidade jurídica.º 5. A decisão proferida pelo Tribunal Regional está em conformidade com a jurisprudência desta Corte Superior. vale como meio preventivo da fraude à execução .ex vi legis.18700-98. curvo-me ao entendimento desta colenda Corte no sentido de que não há incompatibilidade do instituto da hipoteca judiciária com as normas que regem o direito do trabalho e.. § 4º. muito embora seu uso não tenha sido uma constante nesta Justiça Especializada. Significa dizer que a decisão constitui título suficiente para que o vencedor da demanda venha a ter. Violações de lei e da Constituição e divergência jurisprudencial não configuradas. Min. (RR-203600-95.5. Vejamos.0008.03.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Por disciplina judiciária. mesmo. DEJT 24/6/2011) RECURSO DE REVISTA. Entretanto. entendo que a concessão de honorários advocatícios na Justiça do Trabalho não prescinde do preenchimento dos requisitos estabelecidos na Lei nº 5. Moacyr Amaral Santos assegura que. 466 do CPC. Destaca-se que a hipoteca judiciária pode ser declarada pelo Magistrado. 45.. Min. ainda.2007. e tampouco exige a comprovação de dilapidação do patrimônio. restringindo-se o pagamento dos honorários advocatícios. no processo do trabalho. HIPOTECA JUDICIÁRIA.5. TST.. independentemente de requerimento da parte interessada. reconhecendo o cabimento dos honorários advocatícios.03. Min. prescinde até mesmo de pedido ou requerimento da parte interessada. Rel. a hipoteca judiciária. Precedentes. da CLT. o instituto comporta aplicação nesta Justiça Especializada (art. que a parte a requeira. Incidência da Súmula nº 333 e do art. direito real de garantia.5. Guilherme Augusto Caputo Bastos. 44) e apresentou declaração de insuficiência econômica à fl. mas não o da assistência sindical. na medida em que representa garantia de satisfação do crédito na futura execução do título judicial.584/70. Insta frisar que os indigitados verbetes jurisprudenciais trabalhistas não autorizam a ilação de que a simples apresentação de declaração de pobreza seria suficiente para o deferimento de honorários advocatícios.5. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS Recorre o autor contra a r.que não prevê nenhuma forma de garantia integral da condenação antes de seu trânsito em julgado .(RR-61100. Recurso de revista não conhecido. Rel. Trata-se de um dos efeitos secundários ou acessórios da sentença condenatória e se manifesta de forma automática. para determinar a hipoteca judiciária dos bens alienáveis pertencentes às reclamadas. Rel.. 2ª T.3. Min. ao CPC. o que se fará por simples mandado do Juiz. por força da lei. Por se tratar de imposição legal. a qual supre apenas o requisito da miserabilidade jurídica. DEJT 1º/7/2011) (. Min. 6ª T. 1ª T.. EXECUÇÃO PROVISÓRIA. não se pode olvidar que a própria Corte Suprema possui a Súmula n.º 633. para a sua decretação. pedido da parte ou pronunciamento do Juiz. artigo 133 da CF e artigo 20 do CPC.0042. nesta Justiça Especializada. HIPOTECA JUDICIÁRIA. que tal medida processual não tem relação com a solvibilidade ou não da empresa ré.5.) (RR . 466 DO CPC.2009. 824 do Código Civil e no art. sentença que indeferiu a verba honorária. da SDI-I. ART. DEJT 1º/7/2011) RECURSO DE REVISTA.(RR-43400-96. IV/455). inclusive de ofício.consistente em dinheiro ou em coisa.) 2..2009. Em que pese o respeito pelas abalizadas opiniões em contrário. Rel. A lei de . que deve ser ordenada pelo juiz por meio de expedição de mandado em atenção a requerimento de especialização dos bens feito pela parte favorecida mediante decisão condenatória. há um direito do autor de inscrevê-la. o princípio da sucumbência no Processo Trabalhista... A hipoteca judiciária é instituto asseguratório Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 estabelecido pela lei em favor da parte vencedora. portanto.2008. 769 da CLT). APLICAÇÃO NO DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO. APLICABILIDADE AO PROCESSO DO TRABALHO E CONCESSÃO DE OFÍCIO. 133 da Constituição Federal não revogou o jus postulandi.º 5. APLICABILIDADE NA JUSTIÇA DO TRABALHO.) (RR-199700-07. Recurso de revista não conhecido. pelo só fato da publicação da decisão do magistrado ou do Tribunal.A sentença que condenar o réu no pagamento de uma prestação.0048. uma vez que revela norma de eficácia contida. Em razão da lacuna na CLT . e sobre seus bens imóveis e certos móveis. Recurso de revista não conhecido. (. APLICABILIDADE. impõe-se a aplicação subsidiária da norma do artigo 466 do CPC..74. o reclamante está assistido por advogado particular (fl. em conformidade com a Súmula 450 do C. podendo ser determinada de ofício. Horácio Raymundo de Senna Pires. Precedentes. nos termos previstos no artigo 466 do CPC.. HIPOTECA JUDICIÁRIA. sendo a CLT omissa. valerá como título constitutivo de hipoteca judiciária.0139.0042. JULGAMENTO EXTRA PETITA. Lelio Bentes Corrêa.5. dou provimento ao recurso. (RR-194-21. Precedentes. Recurso de revista de que não se conhece. 4ª T. Min.03. em consonância com a linha traçada pelas Súmulas nºs 219 e 329. Institui-se a hipoteca judiciária e. todas do C.584/70. 2.. DEJT 3/6/2011) (.e da compatibilidade com a principiologia do processo do trabalho. nos termos do art.º 450 preconiza o pagamento de honorários advocatícios sempre que o vencedor for beneficiário de justiça gratuita. 3ª T.. Kátia Magalhães Arruda. inclusive para assegurar o direito de sequela.

23 de Setembro de 2013 118 regência exige a demonstração concomitante dos dois requisitos. não importando. COMPETÊNCIA. 2.350/2010. a condenação das reclamadas no pagamento dos encargos fiscais. no decorrer da relação empregatícia. que é de quem aufere a renda e. Vencidos os Desembargador Lino Faria Petelinkar e Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi quanto aos tópicos vínculo . ocorre apenas no momento do pagamento do crédito trabalhista ao reclamante. Vejamos. tanto na vigência do contrato de trabalho ou fora dele. o recebimento se torne disponível para o beneficiário.000. Em outras palavras. Em se tratando de contribuição previdenciária incidente sobre as verbas deferidas em decisão judicial. se as verbas tivessem sido quitadas integralmente em suas épocas próprias.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. observado o limite máximo do salário de contribuição. sem dúvida. não o conhecendo. se as verbas tivessem sido quitadas integralmente em suas épocas próprias. que será tributado como se tivesse recebido corretamente seus direitos. caso fosse paga à época própria. nego provimento. o referido desconto deve levar em consideração as cotas de responsabilidade de ambos os litigantes. mês a mês. o ônus de seu pagamento. no momento em que.º 7.2012 I. portanto. alegando que. com a redação dada pela Lei nº 12. 2. de tal arte que o reconhecimento de créditos trabalhistas não importará prejuízo ao trabalhador. 13º salário.00 (seiscentos reais). da CLT e para determinar a hipoteca judiciária dos bens alienáveis pertencentes às reclamadas. Novo valor da condenação arbitrado em R$ 30. da Súmula 368. e.713.04. DESCONTOS PREVIDENCIÁRIOS O Juízo de origem determinou a observância da Súmula 368 do TST quanto ao tema em análise. sendo assim. Por sua vez. requerendo. pelas reclamadas. resultante de crédito do empregado oriundo de condenação judicial. Vejamos. (ex-OJs nºs 32 e 228 da SBDI-1 – inseridas. o obreiro não se eximiria da incidência dos descontos previdenciários.3. sentença quanto ao deferimento da assistência judiciária gratuita. inclusive quanto às alíquotas a serem utilizadas para o cálculo do tributo. o Imposto de Renda incidente sobre os rendimentos pagos em cumprimento da decisão judicial será retido pela pessoa obrigada ao pagamento. em virtude de reconhecimento de créditos trabalhistas nesta Especializada. 477. 186 do CC. são indevidos os honorários advocatícios vindicados pelo recorrente. estas não ultrapassariam o valor mínimo da contribuição. da súmula 368. portanto. 128 do CTN). no mérito. no caso de ações trabalhistas. por unanimidade. da Lei nº 8. mantendo o benefício da gratuidade de justiça ao reclamante. Custas no valor de R$ 600. Esse foi justamente o entendimento aplicado pelo juízo de origem. requerendo. verbis: SUM-368 DESCONTOS PREVIDENCIÁRIOS E FISCAIS.212/1991. por maioria. portanto. Assim. omissis II. em 14. nos termos do art. Conforme exposto no dispositivo retro. transferindo o respectivo encargo financeiro com o tributo para terceiros (art. com reflexos no aviso prévio.Res. férias + 1/3. TST.048/1999. nos termos do art. estas não ultrapassariam o valor mínimo da contribuição. 198. Nesse sentido. nos termos do §3º. 186 do CC. que regulamentou a Lei nº 8. O fato gerador do tributo. artigo 790. Recorre o autor. IMPOSTO DE RENDA O Juízo de origem determinou a observância da Súmula 368 do TST quanto ao tema em análise. aplicando -se as alíquotas previstas no art. 181/2012.541/92. dar parcial provimento ao recurso da 1ª reclamada para reformar a r. o encargo financeiro do empregado não pode ser transferido para o empregador. sendo de responsabilidade do empregador o seu recolhimento (repasse ao Fisco) e não.04.713. será retido na fonte no momento em que esses rendimentos se tornarem disponíveis para o reclamante. o item II. pois. o art. Novo valor da condenação arbitrado em R$ 30.2001).00 (trinta mil reais). pelas reclamadas. o sujeito passivo. mesmo que o trabalhador receba os haveres trabalhistas de uma só vez. rejeitar a preliminar de coisa julgada e. seja calculada mês a mês. DEJT divulgado em 19.º 7. é o trabalhador. Assim sendo. não há mais razão para se falar em base de cálculo dos descontos fiscais sobre o montante das verbas trabalhistas Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 deferidas judicialmente. dar parcial provimento ao recurso do reclamante para determinar o pagamento de horas extras em relação ao labor em sábados. a incidência do imposto de renda deve obedecer ao regime de competência (mês em que a parcela deveria efetivamente ter sido paga). FORMA DE CÁLCULO (redação do item II alterada na sessão do Tribunal Pleno realizada em 16. para o Fisco. nos termos do art. De acordo com o item III. caberá ao juízo da execução calcular o recolhimento imposto de renda de tais verbas levando em consideração o percentual que incidiria sobre cada parcela. com a redação dada pela Lei nº 12. É do empregador a responsabilidade pelo recolhimento das contribuições previdenciárias e fiscais. 276.3. não havendo como transferir-se para a reclamada este ônus tributário.7. em execução de decisão judicial.000. independente do seu valor. com adicional de 75% (previsão em ACT) para o labor extraordinário prestado nos sábado e de 100% aos domingos e feriados. Isso posto. CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. §4º. do C. 3. de 22/12/1988. em relação à incidência dos descontos fiscais.6. do Decreto n º 3. respectivamente. de 22/12/1988. De qualquer sorte. por qualquer forma. FGTS + 40% e DSR. Nego provimento. nego provimento.350/2010. segundo o artigo 12-A da Lei n. Isso posto. domingos e feriados alternados. é de se compreender que o imposto incidente sobre os rendimentos pagos. 12-A da Lei n. da CLT e. nos termos dos artigos 43 e 45 do Código Tributário Nacional.00 (trinta mil reais). Em conformidade com o artigo 46. e não apenas a do reclamado. limitada ao montante da condenação. bem como para determinar o pagamento da multa do art. Recorre o autor. porquanto somente por disposição expressa de lei é possível excluir a responsabilidade do contribuinte. devendo ser calculadas. determina que a contribuição previdenciária devida pelo empregado. no tocante à base de cálculo do adicional de periculosidade. RESPONSABILIDADE PELO PAGAMENTO. §8.06.1994 e 20. Custas no valor de R$ 600. TST. 20 e 23.00 (seiscentos reais). a condenação das reclamadas no pagamento dos encargos previdenciários. conhecer do recurso ordinário do reclamante e conhecer parcialmente do recurso ordinário interposto pela primeira reclamada (TELEMAR). alegando que.º. a legislação fiscal vigente à época desse fato é que deve ser aplicada. se esse montante diz respeito a títulos contratuais devidos no passado e não adimplidos.2012) .03. realiza a hipótese de incidência do imposto. do C. inclusive quanto aos rendimentos recebidos acumuladamente em virtude de decisão judicial.

00 (cento e vinte mil reais).Assim. ou no primeiro dia subsequente.118. Procurador: Estanislau Tallon Bozi. IMPOSIÇÃO DE PENALIDADE. logrou êxito em arrecadar o valor remanescente da dívida. porque satisfeita a obrigação. o juízo a quo. também. sem. A controvérsia tem origem em reclamação trabalhista proposta por JAYME FERNANDES JÚNIOR.116/1. Assim.6 Agravante Advogado Agravado Advogado RAMACCIOTTI ADVOGADOS ASSOCIADOS . procedimento que observa a gradação legal do artigo 655/CPC. 5 . Vistos. 2. 1. É o relatório.00 (cento e vinte e seis mil reais). Contraminuta do reclamante às fls. efetuado com atraso. Analisando o caso. Às fls. 23 de Setembro de 2013 119 empregatício no recurso do reclamante e multa do 475-J. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . nos termos do artigo 794. in verbis: “SENTENÇA 1 . 35 e 167. 1. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19.152. Em 26/10/2012. em que o reclamado se comprometeu. em 10 parcelas de R$ 12. proferiu sentença extinguindo a execução. que não admitiu os Embargos à Execução opostos pela reclamada.032. FUNDAMENTAÇÃO 2. que apurou o débito remanescente.026/1. o juízo exequendo. 1.5. I. haver intimação do reclamado acerca do bloqueio realizado. outrossim.035. inciso I do Código de Processo Civil. etc. 1. 1. todo o dia 10. RELATÓRIO Trata-se de agravo de petição interposto pela reclamada. postulando.128).035.TRT 17ª Região . arquivem-se os autos com baixa na distribuição. procedendo. às fls. prolatada pela MM.000.2. publicado no DEJT de 08 de Agosto de 2012. 1. consoante decisão de fls. às fls. e. agora. Não obstante. nos termos do artigo 794.0014 AGRAVO DE PETIÇÃO Agravante: RAMACCIOTTI ADVOGADOS ASSOCIADOS . MÉRITO. concernente ao cumprimento da quarta parcela referente ao acordo.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA EMBARGOS À EXECUÇÃO. Razões da reclamada às fls. pretendendo a reforma do julgado. CONHECIMENTO Conheço do agravo de petição interposto pela reclamada.1. dizendo que o escritório reclamado teve problemas no setor financeiro e que houve pane no sistema de informática do Bando Santander. o réu peticionou.116/1. em razão de pane no sistema de informática do Banco Santander.161. em razão disso. nos moldes do artigo 884 caput da CLT. do CPC. instituição bancária do reclamante. o próprio reclamado noticiou que incorreu em mora. À Contadoria para elaboração da conta.050. os autos foram encaminhados para a contadoria do juízo.17.09. Instrumentos de mandato. Em audiência realizada no dia 22/06/2012 foi celebrado acordo entre as partes. julgo extinta a presente execução.5. 1030/1034 a reclamada comprova o pagamento da quarta parcela. Des.17.Nada sendo requerido. o afastamento da multa em virtude da mora ter ocorrido por motivo devidamente justificado (força maior). após a garantia integral da execução. 2 . a reclamada não comprova nenhuma de suas alegações.000. 4 . a aplicação da penalidade nos moldes do despacho de fl.2. o reclamado foi intimado em 30/01/2013 (fl. conforme estipulado no acordo homologado. em síntese.2011. Em atendimento ao Provimento Consolidado da CGJT. em face da r. Lino Faria Petelinkar e Desembargadora Claudia Cardoso de Souza.00 (doze mil reais). instituição bancária do reclamante. a penhora on line do aludido valor. A decisão que impõe o pagamento de multa pelo descumprimento do acordo é impugnável via Embargos à Execução. 3 . 1. Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente). DESCUMPRIMENTO DE ACORDO. Insatisfeito.000. considero que o atraso no pagamento caracteriza o inadimplemento do acordo. o reclamante informou que o reclamado incorreu em mora relativamente à 4ª parcela da avença. insurgiu-se via Embargos à Execução. totalizando o valor de R$ 126. sendo partes as acima citadas. 1. EXECUÇÃO. O réu não foi intimado deste despacho. respectivamente. 1005/1006. assim decidiu à fl.2013: Des.EPP Sandro Vieira de Moraes(OAB: 006725 ES) JAYME FERNANDES JUNIOR Carlos Eduardo Amaral de Souza(OAB: 010107 ES) ACÓRDÃO . 2. às fls. da lavra da eminente Juíza Marise Medeiros Cavalcanti Chamberlain.165/1.030/1. Logo após. 1. Em 22/01/2013.Tratam os autos de execução de acordo descumprido.” (grifos) Irresignado. Alega o autor atraso na quarta parcela do acordo. 14ª Vara do Trabalho de Vitória/ES. cuja ordem de bloqueio de ativos financeiros do devedor.Expeçam-se os alvarás devidos pela guia de fls. em face de RAMACCIOTTI ADVOGADOS ASSOCIADOS.1125. tendo sido determinada. requerendo a reconsideração do despacho de fls.EPP Agravado: JAYME FERNANDES JUNIOR Origem: 14ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA .118. in verbis: “Vistos. intimem-se as partes. postulando o reconhecimento de vínculo empregatício e consectários legais.045/1. Justifica. execute-se.168 pugnando pelo improvimento do apelo da reclamada. então. Após.” Desta decisão.0088900-35. relatados e discutidos os presentes autos de AGRAVO DE PETIÇÃO. não houve remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho para emissão de parecer. Após o aludido despacho de fls.0014 Processo Nº AP-88900/2011-014-17-00. já devidamente penhorado. pleiteou o vencimento antecipado das demais parcelas e o pagamento de multa equivalente a 50%. PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO. em 03/12/2012.156/1.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. dentre outras obrigações. ensejando a aplicação da multa e acarretando o vencimento das parcelas subsequentes. 1. no tocante à admissibilidade dos Embargos à Execução. decisão de fl. a pagar ao autor a importância líquida de R$ 120.126.2011.Após.027. 1. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº AP-88900-35.1. 1. pois presentes os pressupostos legais de admissibilidade recursal. à fl. CABIMENTO. 1. Com o valor do débito. a começar em 10/07/2012.035. que foi indeferido pelo juízo de origem às fls. Às fls.

ao receber as respostas das instituições financeiras. sem que fosse necessária a realização de dobras pelos funcionários. Contrarrazões apresentadas pela reclamada. 213/218. dar provimento ao apelo para determinar o retorno ao juízo de origem. pois. à responsabilidade subsidiária e aos honorários advocatícios. qual seja. sustentando que os Embargos à Execução são o meio adequado para impugnação da decisão que impôs multa. Razões recursais do reclamante às fls. visto que o recurso em tela não é o adequado para reformar a decisão impugnada.2012. 199/203. o reclamado interpôs Agravo de Petição. Vencida a Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi. o juízo a quo. o prazo para oposição dos Embargos à Execução somente teve início com a sua intimação.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.035. Portanto. requerendo seja negado provimento ao Apelo obreiro. em estabelecimento oficial de crédito. a fim de apreciar o conteúdo dos Embargos à Execução. HORAS EXTRAS. in verbis: “O Executado apresenta Embargos à Execução com o intuito de contestar a decisão proferida por este Juízo às fls. tendo oposto os Embargos à Execução em 04/02/2013 (sexta-feira). dentro do quinquídio legal. conhecer do agravo de petição.0004 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: ELTON DE JESUS BEDIM Recorridos: VIGSERV SERVICOS DE VIGILANCIA E SEGURANCA LTDA MUNICIPIO DE SERRA Origem: 4ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA .17. emitirá ordem judicial eletrônica de transferência do valor da condenação para conta judicial. publicado no . ou seja. 116/118. sendo partes as acima citadas. Procurador: Estanislau Tallon Bozi DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº RO-94300-26. Parágrafo único.052. quitação ou prescrição da divida” (§1º) ou também poderá impugnar a sentença de liquidação (§2º).” (grifos) Conforme anteriormente narrado. Assim. em despacho de fl. que julgou procedentes em parte os pedidos formulados na inicial.0004 Processo Nº RO-94300/2012-004-17-00. Porém. o juízo ainda não se encontrava integralmente garantido. Carlos Eduardo Amaral de Souza.2012. a fim de apreciar o conteúdo dos Embargos à Execução. 1.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA INÉPCIA DA INICIAL. 89. não admitiu os Embargos à Execução opostos pela reclamada. Em atendimento ao Provimento Consolidado da CGJT. pelo agravante.7 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Réu Advogado ELTON DE JESUS BEDIM Luciene de Oliveira(OAB: 006081 ES) VIGSERV SERVICOS DE VIGILANCIA E SEGURANCA LTDA Roberto Lança Junior(OAB: 016691 ES) MUNICIPIO DE SERRA Anabela Galvão(OAB: 005670 ES) ACÓRDÃO . Não merece admissão. Segundo dispõe o artigo 884 da CLT a matéria arguível via Embargos à Execução deve ser restrita às “alegações de cumprimento da decisão ou do acordo. prolatada pela MM. por ocasião da realização de escalas extras. Vejamos. e que eventual labor extraordinário era registrado no controle e freqüência e devidamente pago ao final do mês. sobre a imposição da penalidade. na média de dez dobras ao mês. dou provimento ao apelo. às fls.5. segundo o reclamado. Sendo assim. à rescisão indireta do contrato de trabalho.” Irresignado. Desembargadora Claudia Cardoso de Souza e Desembargador Lino Faria Petelinkar. ante os termos da fundamentação supra. devendo o Embargante se valer do meio correto presente no ordenamento jurídico. (caput) Sucede que. pelo juiz.0094300-26. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19/09/13: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente). 3CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 do Trabalho da 17ª Região. sentença de fls. não há falar em inépcia da inicial.5. sendo. por unanimidade. 23 de Setembro de 2013 120 Contudo. sobretudo quando o empregador alega a existência de empregados para eventuais substituições. Ou melhor. à fl. Portanto. a garantia integral da execução através da penhora de bens. in verbis: “Art. ou providenciará o desbloqueio do valor. o atraso no pagamento da 4ª parcela por motivo de força maior é circunstância que não descaracteriza o cumprimento integral do acordo celebrado entre as partes. Como a garantia integral do juízo deu-se com o bloqueio on line da conta do reclamado. e. em face da r. Sustentação oral do Dr.17. O juiz. para oposição do remédio previsto no artigo 884 da CLT. para determinar o retorno ao juízo de origem. por entender tratarse do meio de impugnação incorreto. deixo de admitir os embargos à execução. no mérito. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante ELTON DE JESUS BEDIM. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. 4ª Vara do Trabalho de Vitória/ES. 1.TRT 17ª Região . revela-se suficiente à delimitação do pedido e ao seu julgamento. pretendendo a reforma do julgado. O termo inicial do prazo para oposição de embargos à execução é a data da intimação da parte. portanto. de que se efetivou bloqueio de numerário em sua conta. 225/231. no momento em que o autor foi intimado pela primeira vez. vencimento antecipado e bloqueio de conta bancária. da lavra da eminente Juíza Denise Marsico do Couto. A indicação de labor extraordinário. atendidos os requisitos do artigo 840 da CLT. por maioria. tal qual dispõe o artigo 89 Parágrafo único da Consolidação dos Provimentos da Corregedoria-Geral da Justiça do Trabalho (divulgada no DEJT de 17/8/2012). teria havido motivo justificado de força maior para a mora no cumprimento da 4ª parcela do acordo. no tocante à inépcia da petição inicial. observo que o questionamento do reclamado subsume-se estritamente na hipótese de “cumprimento da decisão ou do acordo” prevista no artigo 884 §1º da CLT. segundo o réu. Assim. motivo obstaculizador para oposição dos Embargos. em 30/01/2013 (quarta-feira). é necessário o preenchimento de requisito inafastável. pelo agravado e da Dra. a decisão que impõe o pagamento de multa pelo descumprimento do acordo é impugnável via Embargos à Execução. com relação às horas extras. Tatiana Aarão de Moraes. o reclamado somente teve ciência do bloqueio do saldo remanescente quando foi intimado da decisão que extinguiu a execução. NÃO CONFIGURAÇÃO. Vistos.

não ocorre qualquer das hipóteses abstratamente previstas na norma processual. há causa de pedir. No caso dos autos. IV c/c art 295. parcialmente. 840. 282/CPC.C MARCON ADVOGADOS ASSOCIADOS .2. no tocante às dobras supostamente realizadas em escalas extras. do CPC. acrescentando que “a empresa dispõe de pessoa em caráter fixo em situação de “stand by”. fazendo um breve histórico. nos termos do artigo 515. no tocante às dobras supostamente realizadas em escalas extras.0007 Processo Nº RO-94800/2011-007-17-00. evidencia a exordial a ausência de causa de pedir nesse sentido também. 04 e 05 da inicial. § 3º. portanto. com a remessa dos autos à Vara de Origem. conforme se infere da inicial. Há apenas causa de pedir quanto ao pagamento de horas extras pela supressão do intervalo intrajornada. nos termos do § 3º. em defesa. Pelo exposto. § 3º. como entender de direito.CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região.. tendo o rte. jornadas extras. Bom. às fls. deve.. embora de forma sucinta. inclusive quanto àquelas decorrentes da supressão do intervalo intrajornada. Desembargadora Claudia Cardoso de Souza e Desembargador José Luiz Serafini. INÉPCIA DA PETIÇÃO INICIAL. no que é pertinente ao pedido de pagamento de horas extras. Suspeição do Desembargador Lino Faria Petelinkar.. 3. Procurador: Estanislau Tallon Bozi DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº RO-94800-20. § 1º da CLT. dar provimento ao apelo obreiro para afastar a inépcia da inicial. na medida em que sustentou a realização de 10 dobras ao mês. nos termos do artigo 515. argüida pela ré. a fim de que proceda ao julgamento do referido pleito. por elastecimento da jornada. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19/09/13: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente). Se há situações em que a narrativa dos fatos não propiciar a impugnação específica por parte da ré. permanecido em escala 12X36 das 06:00 as 18:00horas sem intervalo e. o contraditório.8 Recorrente Advogado Recorrido Plurima Autor Advogado Plurima Réu L. É o relatório. MÉRITO 2. alegando que. vale ressaltar que. com o retorno dos autos à Vara de origem.2011. estando a exordial trabalhista em perfeita harmonia com o art. com suas narrações.” Sendo assim. no tocante às dobras supostamente realizadas em escalas extras. Considero as contrarrazões apresentadas pela reclamada.supressão do intervalo intrajornada. em defesa. conhecer do recurso ordinário interposto pelo reclamante e. . não há o rigor formal do processo civil. quando realizava escalas extras. pois tempestivas e regulares. entendo que houve causa de pedir. como entender de direito. bem como se consagra o Princípio da Simplicidade nos termos do art. inclusive aquelas decorrentes da supressão do intervalo intrajornada e pagamento pelos feriados e domingos laborados em dobro. tendo em vista tratar de matéria de fato. quando asseverou que “realizava uma média de 10 dobras por mês em ESCALA EXTRA”. (. verifico que a reclamada. possibilitar que a demandada se defenda das alegações. 840/CLT.) No que tange ao pedido de pagamento de horas extras efetivamente laboradas pelo autor. FUNDAMENTAÇÃO 2. afasta-se a inépcia do pedido de horas extras. dou provimento ao recurso obreiro para afastar a inépcia do pedido de horas extras. realizava uma média de 10 DOBRAS ao mês em ESCALA EXTRA. asseverou o obreiro. mas não quanto ao pagamento de horas extras.” Dessa decisão. não havendo qualquer motivo. ambos do CPC. . porquanto presentes os pressupostos legais de admissibilidade recursal. como entender de direito.2. remanejado Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 para a RESERVA. o rte.5. e. portanto. não sendo necessária a utilização de pessoal em regime de sobrejornada (o que se daria em caráter de horário extraordinário além do horário do término da escala ou em dia de folga) para tal finalidade”.17. não houve remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho para emissão de parecer. § único. do artigo 515. do CPC. a fim de que proceda ao julgamento do referido pedido. revelando-se respeitado. obstando a elaboração satisfatória da peça de resistência. a fim de que julgue o pleito. para declarar a inépcia da inicial. sob os seguintes argumentos: “Arguiu a reclamada a inépcia da inicial no que alcança os pedidos de pagamento de horas extras. o que também impede o pleno exercício da ampla defesa pela parte ré. Acolho. HORAS EXTRAS. CONHECIMENTO Conheço o recurso ordinário interposto pelo reclamante. I. nos termos do artigo 267. in casu. Desse modo. na inicial. que representa uma mitigação à Teoria da Substanciação que informa o art. por unanimidade. e da Informalidade.C MARCON ADVOGADOS ASSOCIADOS Aretusa Pollianna Araujo(OAB: 010163 ES) KARYNNA FRANCO ESPINOSO BRASCOBRA CENTER LTDA Aretusa Pollianna Araujo(OAB: 010163 ES) L. insurge-se o autor. determinar o retorno dos autos à Vara de origem. no mérito. Aliás. quanto ao pedido de pagamento em dobro pelos domingos e feriados laborados (letra h da exordial) e de pagamento de horas extras efetivamente laboradas pelo autor. férias e/ou outras eventuais ausências. (.realização de 10 dobras ao mês em escala extra. ao contrário do apontado no decisum. o autor postulou o pagamento de horas extras. que: “Inobstante a jornada acima. A r. o que foi alterado tão somente a partir de JANEIRO/2012. por três razões: . em decorrência das dobras. sentença de origem acolheu parcialmente a preliminar de inépcia da petição inicial. ao declinar os fatos elencados na inicial. na justiça do trabalho. de 08:00 as 18:00 em escala 5X2. faltas programadas ou imprevistas. sem resolução do mérito.) In casu. à disposição como reserva operacional destinada à cobertura eventuais necessidades em postos de trabalho. a preliminar e extingo o processo. do CPC. Ademais. Com relação ao pedido de condenação da reclamada ao pagamento de horas extras. O autor. 23 de Setembro de 2013 121 DEJT de 08 de Agosto de 2012.labor em feriados..1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. no tocante ao labor em sobrejornada. 2. deve a petição ser indeferida. sem a efetiva contraprestação pecuniária pela reclamada. no tocante ao labor extraordinário.1. asseverou que todas horas extras foram devidamente registradas e pagas. As demais matérias impugnadas no recurso ordinário do reclamante serão analisadas oportunamente.1.

MÉRITO DO RECURSO ORDINÁRIO DAS RECLAMADAS 2. 201-205v. de modo que. à fl.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.0007 RECURSO ORDINÁRIO Recorrentes: L. sendo que a partir de fevereiro de 2009. propugnando pela manutenção da sentença. paga com habitualidade. Razões do recurso ordinário da reclamante. tratando-se de mera liberalidade dos sócios da empresa. às horas extras. Em defesa.00 (duzentos e cinqüenta reais) pela quarta semana. correspondente ao alcance de metas semanais. ADVOGADO EMPREGADO. que o pagamento extrafolha deve ser corroborado por prova contundente.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA RECURSO ORDINÁRIO DA RECLAMADA.200. Alegou que durante todo o contrato de trabalho recebeu duas complementações salariais pagas por fora. relativamente à participação nos lucros. sendo partes as acima citadas.00 (cento e cinqüenta reais) pela segunda semana. Razões recursais das reclamadas. Aduziram que esta distribuição de lucros parou de ser paga a partir de maio de 2008. porquanto tempestivas e regulares. razão pela qual improcede o Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 .00 (mil e duzentos reais). decisum. enquanto a gratificação configura parcela fixa. narrou a reclamante ter sido contratada pela 1ª ré em 05/11/07. ou extratos bancários. FUNDAMENTAÇÃO CONHECIMENTO Conheço dos recursos ordinários interpostos pelas partes. em virtude de começarem a pagar comissões em razão de metas de produtividade. Incidência do princípio da primazia da realidade. Estabelecendo o contrato de trabalho firmado pela reclamante uma jornada diária de 8 horas. Sustentaram.00 (cem reais) pela primeira semana. Inconformadas. à responsabilidade pelos encargos decorrentes da contribuição previdenciária e à assistência judiciária gratuita.que não se confundia com salário ou comissão. Contrarrazões apresentadas pelas reclamadas. resta evidente o regime de dedicação exclusiva.2011.TRT 17ª Região . à majoração da indenização por dano moral decorrente de assédio moral e aos honorários advocatícios.17.00 (duzentos reais) pela terceira semana e R$ 250. 229. que julgou procedentes em parte os pedidos formulados na inicial. R$ 150. a integração da suposta dobra salarial. recorrem as reclamadas. e. 214-214v. a reclamante reiterou os argumentos da inicial. o que totalizava o valor de R$ 700.00 (setecentos reais) e diante dos depoimentos das testemunhas.00 (setecentos reais) por mês. condicionado ao trabalho e a produtividade. Em manifestação à contestação. as reclamadas negaram a existência de pagamento “por fora”. na medida que a prova oral demonstrou que o seu pagamento era realizado no contracheque. Alegaram que. requereu a condenação desta ao pagamento das diferenças da real remuneração em todas as verbas rescisórias. contudo. O Juízo de origem.00 (setecentos reais) pagas à reclamante correspondem à participação nos lucros da empresa.2. como a cópia de sua declaração de imposto de renda. JORNADA DE TRABALHO. 230. sendo dispensada sem justa causa em 02/07/09. Comprovantes de recolhimento de depósito recursal. caso todos as metas fossem batidas. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. publicado no DEJT de 08 de Agosto de 2012. ante a manobra da 1ª reclamada para burlar a legislação trabalhista e evitar o pagamento de impostos. PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS. pretendendo a reforma do julgado. complementada pela r. no tocante ao pagamento do repouso semanal remunerado sobre gratificação.00 (setecentos reais) no caso da reclamante . cujos valores constavam nos contracheques e se incorporavam ao salário para todos os fins. DESCARACTERIZAÇÃO. às fls. em face da r.” Aduziu que sempre bateu todas as metas. DEDICAÇÃO EXCLUSIVA. É o relatório. bem como do DSR suprimido. 25/253. alegando que as parcelas de R$ 700. quando da distribuição mensal dos lucros aos sócios. ainda. percebendo salário mensal de R$ 1. como advogada. no particular. A primeira delas consistia em uma dobra do salário. prolatada pela MM. Indeferiu. a título de produtividade. e de custas processuais. paga da seguinte forma: “Se batesse a meta semanal recebia R$ 100.0094800-20. pleiteando a reforma do r. dividida entre comissão e DSR. às fls. Instrumentos de mandato. qual seja.5. não houve remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho para emissão de parecer. e que pode ter como critério a produtividade do trabalhador.C MARCON ADVOGADOS ASSOCIADOS E OUTRO KARYNNA FRANCO ESPINOSO Recorridos: KARYNNA FRANCO ESPINOSO L. Considero as contrarrazões apresentadas pela reclamante e pelas reclamadas. Contrarrazões apresentadas pelo reclamante. acrescentando que as reclamadas confessaram que a reclamante sempre batia suas metas e recebia por elas. 231-242. RECURSO ORDINÁRIO DA RECLAMANTE. paga quando a reclamante batia a meta mensal. mormente por tornar inviável o exercício de outras atividades. A participação nos lucros encontra-se vinculada a um único critério. às fls.1PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS Na exordial. 245-251v. sentença de fls. à fl. às fls. Em atendimento ao Provimento Consolidado da CGJT. estes faziam o repasse. da lavra da eminente Juíza Rosaly Stange Azevedo.C MARCON ADVOGADOS ASSOCIADOS E OUTRO Origem: 7ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . deferiu a integração do referido valor na remuneração da autora. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelas reclamadas LC MARCON ADVOGADOS ASSOCIADOS e BRASCOBRA CENTER LTDA e de recurso ordinário interposto pela reclamante KARYNNA FRANCO ESPINOSO. pois presentes os pressupostos legais de admissibilidade. resta configurada a gratificação. 261-268. Vistos. a segunda. decisão dos embargos declaratórios de fls. ao dano moral. VINCULAÇÃO À PRODUTIVIDADE. requerendo seja negado provimento ao apelo obreiro. esta passou a ser paga no contracheque. ante a confissão das rés quanto ao pagamento da bonificação de R$ 700. cuja natureza é indiscutivelmente salarial. 218/228. na realidade. 7ª Vara do Trabalho de Vitória/ES. às fls. R$ 200. aos lucros da empresa. Estando o pagamento da parcela pelo empregador. o que não foi feito. de um valor para a equipe do jurídico – R$ 700. 23 de Setembro de 2013 122 Plurima Réu Advogado Plurima Autor Advogado BRASCOBRA CENTER LTDA Aretusa Pollianna Araujo(OAB: 010163 ES) KARYNNA FRANCO ESPINOSO Carla Cibien Guaitolini(OAB: 012530 ES) ACÓRDÃO .

A gratificação denominada pela empresa de "prêmio produção". jul. mas sim a forma como as reclamadas procedem a essa cobrança. colaciono o arresto do TRT da 14ª Região: “GRATIFICAÇAO POR PRODUÇAO. de gerente. sendo promovida dentro dos limites da lei e da ética profissional. em seu apelo. o pagamento mensal à reclamante do valor de R$ 700.000. na prática trabalhista como atos empresariais de liberalidade em favor dos respectivos empregados. da direção da empresa. com o objetivo de atingir sua integridade física e/ou psicológica.)" Já a gratificação. pelos quais ficou demonstrada a cobrança excessiva para atingimento de metas. de natureza salarial.. leciona que psicoterrorismo ou assédio moral “é a exposição dos trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes e constrangedoras. assume o caráter salarial e.” Desta forma. 68-07. Sustentaram que a cobrança de resultados não é ilegal. Sustentam. 2004. que recebe comissões/prêmios em razão do alcance de resultados. (Processo nº 0001066. HABITUALIDADE. As reclamadas. conforme lição de Maurício Godinho delgado consiste em. As reclamadas não negam ter havido.. Dessa decisão. ou seja.00 (dois mil reais). e de Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 forma benéfica à trabalhadora. dos depoimentos das testemunhas. Em manifestação à contestação. Pois bem. além de ameaça de dispensa. (. (. depreende-se que a cobrança foi realizada de forma geral e igualitária a todos os empregados. p.) parcelas contraprestativas pagas pelo empregador ao empregado em decorrência de um evento ou circunstância tida como relevante pelo empregador (gratificações convencionais) ou por norma jurídica (gratificações normativas). psíquicas. exigindo que a agressão ultrapasse as barreiras da normalidade e dos fatos corriqueiros possíveis de acontecimento no cotidiano. a teor do art. O Juízo de origem. a reclamante. consistindo suas alegações em afirmações evasivas. e que pode ter como critério a produtividade do trabalhador. o valor recebido pela reclamante não se configura em participação nos lucros. requereu indenização a título de danos morais.000.. como almejam as reclamadas. Nego provimento. Muito se discute atualmente sobre o assédio moral no ambiente de trabalho. insurgem-se as partes.. como tal. sentença vergastada. caso não fossem alcançados os objetivos traçados.00 (setecentos reais). gestos e comportamentos do patrão. A participação nos lucros. 7º. arbitrou em favor da reclamante indenização no valor de R$ 2. da CF/88. dignidade e imagem. com excessos e humilhações. por exemplo) ou fatos empresarialmente considerados significativos (elevação excepcional dos lucros em determinado exercício. consiste em "(.00 (trinta e um mil reais). por sua vez.. que traduzem uma atitude contínua e ostensiva perseguição que possa acarretar danos relevantes às condições físicas. qual seja.. As reclamadas.” (Terror Psicológico no Trabalho. repetitivas e prolongadas. a caracterização do dano na esfera moral ainda exige o preenchimento de outros requisitos: ato ilícito decorrente de conduta praticada pelo empregador ou seu preposto. mediante o alcance das metas estatuídas. até maio de 2008.. fato que não se pode atribuir mais do que mero aborrecimento. Juiz Federal do Trabalho Convocado Shikou Sadahiro. sem qualquer particularidade no que se refere à pessoa da reclamante. que a sentença de origem não se fundamentou em prova robusta. pela prática sistemática e reiterada de atos hostis e abusivos por parte do empregador ou dos demais colegas de trabalho. que dispõe que a participação nos lucros não possui qualquer vinculação com o salário. Aduziram que as metas não eram inatingíveis. Rel. enquanto a gratificação configura parcela fixa. a reclamante aduziu que ilegal não é cobrança de resultados. Revista LTr. Aduzem que não estão presentes os requisitos caracterizadores do assédio moral. No caso dos autos. sem relatar um caso concreto. e nexo de causalidade entre a conduta ilícita e o dano experimentado. paga com habitualidade. em face de determinado trabalhador. baseado nos depoimentos das testemunhas. em defesa.2. alegaram não existir qualquer comprovação de assédio ou dano causado. Embora ainda não tipificado na legislação federal trabalhista. nos meses em que as metas foram alcançadas. não inferior a R$ 31. O dano moral pressupõe um ato ilícito que afete a esfera psíquica do autor. Sustentou que todos os dias recebia e-mails cobrando produção. paga habitualmente. de maneira geral. aos lucros da empresa. Além disso. segundo Arnaldo Süssekind. que o fato trazido pela reclamante para fundamentar seu pleito nada mais é do que mera exigência para o alcance de metas empresariais. Por sua vez. Vilja Marques (in Um fenômeno chamado psicoterrorismo. sustentam que. chefe. (. Contudo. portanto. Assim. superior hierárquico ou dos colegas.. pugna pela majoração da indenização decorrente do assédio moral.2ASSÉDIO MORAL. Sem razão. com trabalhos exaustivos e sob a vigilância constante dos sócios das reclamadas.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. ainda. desprovida. 819).)” Assim. Conforme lições de Márcia Novaes Guedes: "No mundo do trabalho. 2ª ed. a partir de eventos socialmente considerados relevantes (festas de fim de ano. prejuízo suportado pelo empregado. mobbing significa todos aqueles atos comissivos ou omissivos. e todos os seus direitos rescisórios foram devidamente pagos. “in verbis”: “(. p. deverá integrar a remuneração do empregado para todos os efeitos legais..) As gratificações surgiram. com o qual se lhe garante uma parcela dos lucros auferidos pelo empreendimento econômico do qual participa. morais e existenciais da vítima.. 2. INTEGRAÇAO AO SALÁRIO.. publicado em 31/05/2011). em suas razões recursais. a reclamante noticiou que era diariamente pressionada a bater as metas exigidas. 32). decorrente do assédio moral sofrido. para que seja concedida no valor mínimo de 10 (dez) vezes o salário recebido. Informaram que a autora foi demitida em razão de corte de pessoal e redução do quadro de colaboradores. a participação nos lucros encontra-se vinculada a um único critério. DANO MORAL (matéria analisada em conjunto com o recurso ordinário da reclamante) Na inicial. XI.) método de remuneração complementar do empregado. atitudes. 23 de Setembro de 2013 123 deferimento de sua integração ao salário. que se caracteriza. incólume a r. o . e sim em gratificação. prova disto é que a reclamante recebia comissão em quase todos os meses. ao argumento de se tratar de participação nos lucros. com exposição de sua honra. durante a jornada de trabalho e no exercício das funções profissionais”. redução de custos. justificam sua não integração. LTR. Vejamos. Neste sentido. por exemplo). porquanto seu pagamento é condicionado unicamente à produção da autora. degradando as condições de trabalho e comprometendo o desenvolvimento da atividade laboral.

]” Ademais. as parcelas fiscais e previdenciárias não foram recolhidas corretamente e que.. observado o limite máximo do . referido comportamento não era direcionado à pessoa da reclamante.. devendo o autor somente sofrer o desconto pelo valor histórico da contribuição. sofrimento ou humilhação que. de fato.] 19) não recebiam advertência caso não cumprissem metas. por disciplina judiciária. Sr. [.]” Insurgem-se as reclamadas. Assim. sobre elas não incidiriam tributos. Contudo.. O i.212/93 não prevê qualquer teto a ser respeitado. Sem razão. curvo-me ao julgamento pacificado pelo C. e não apenas a do reclamado. caput. que a depoente era vigiada e diziam que nos outros setores o mesmo acontecia. [. do Decreto n º 3. irritação ou sensibilidade exacerbada estão fora da órbita do da moral". CF). arrolada como testemunha pela reclamante: “[.] que nunca viu alguém falando para a reclamante que se não produzisse seria demitida” (grifei) No mesmo sentido. aborrecimento.]” Assim. 128 do CTN). De acordo com o item III. uma vez que o art.048/1999.3CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA Na inicial. 13) nunca viu ninguém vigiando o trabalho da autora mais do que o trabalho dos demais advogados. determina que a contribuição previdenciária devida pelo empregado. a multa e a correção monetária sobre tais contribuições. à vida e à segurança (art. mas se estendia a todos os empregados das rés. no caso de ações trabalhistas. 1º. da súmula 368. pois estas situações são efêmeras e não chegam ao ponto de romper o equilíbrio psicológico. se tivesse recebido as parcelas ora postuladas mês a mês.. o obreiro não se eximiria da incidência dos descontos previdenciários. que firma como seus princípios cardeais o respeito à dignidade da pessoa humana (art. independente do seu valor. nego provimento ao recurso da reclamante e dou provimento ao recurso das rés. 276. não havendo qualquer ressalva quanto aos encargos (multas. do C.2.. Além disso. III. com base nos artigos 186 e 927 do Código Civil. ao bem estar e à justiça (Preâmbulo da Constituição). como o Imposto de Renda. interfira intensamente no comportamento psicológico Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 do indivíduo. que o referido gerente também circulava pelo escritório surpreendendo os empregados constantemente por ficar parado atrás dos mesmos enquanto estes desempenhavam suas atividades. o art. 12) pelo que o depoente percebia a autora tinha uma cobrança de metas igual a dos demais advogados. que causava pressão psicológica nos empregados. porquanto somente por disposição expressa de lei é possível excluir a responsabilidade do contribuinte. ocasionando graves transtornos à saúde do trabalhador e dificuldades para a realização do serviço. como argumento para comprovação da existência de assédio. Lídia Maria da Silva santos. Carlos Alberto Gonçalves. Primeiro. assim. condenando as reclamadas a arcarem somente com os juros. desde que o empregador comprovasse o recolhimento da parte que lhe coubesse.. vexame.] que havia metas a cumprir estabelecidas pelo superior imediato (gerente) que ameaçava constantemente de demissão os advogados que não as cumprisse. CF). Vejamos o que disse a Sra. 20) nunca presenciou a autora sendo ameaçada de dispensa caso não batesse metas [. que regulamentou a Lei nº 8. também indicada pela reclamante: “[. revendo entendimento anterior.. o referido desconto deve levar em consideração as cotas de responsabilidade de ambos os litigantes.. 395 do CC [. vexame ou desprezo. §4º. mágoa. havia uma cobrança exacerbada para o alcance de metas. In casu. Ante o exposto. 43 da Lei 8. a prova oral demonstrou que. as próprias testemunha da autora foram claras e uníssonas ao afirmar que a cobrança pelo cumprimento de metas era realizada de forma geral e homogênea a todos os empregados. 2. condeno a reclamada a arcar com os juros. porém não haveria uma punição por este motivo. para afastar a condenação em danos morais decorrentes de assédio moral.. que “o desligamento da reclamante se deu sob a acusação de que teria deixado alguns processo de busca e apreensão e reintegração de posse sem andamento. fazendo expressa referência ao valor total apurado em liquidação de sentença. foi o depoimento da Sra. para que seja excluída da condenação a responsabilidade pelo pagamento dos encargos decorrentes das contribuições previdenciárias. 23 de Setembro de 2013 124 assédio moral e seus efeitos indenizatórios derivam diretamente da Constituição da República.. que as reclamadas arquem com os encargos fiscais e previdenciários devidos. transferindo o respectivo encargo financeiro com o tributo para terceiros (art. que não acolhia a tese de que os descontos previdenciários devidos pelo empregado fossem feitos apenas pelo valor histórico... TST. porque não há provas nesse sentido.. No caso em apreço. não há nos autos prova de que a autora tenha sofrido. para a configuração do dano.] que havia uma pressão geral na empresa de que se o funcionário não atingisse as metas seria demitido. seja calculada mês a mês. 5º. fugindo à normalidade. o assédio moral caracteriza-se como uma injustificada conduta de perseguição contínua. constrangimento. Quanto à aplicação do valor histórico à cota parte devida pelo reclamante. E nem se alegue. sentenciante de piso acolheu parcialmente o pedido. ainda. juros e correção monetária). Alega que a súmula 368 do TST atribui o ônus do pagamento da quota previdenciária às partes respectivas. tanto na vigência do contrato de trabalho ou fora dele. por não ter sido o contrato de trabalho devidamente registrado. multas e correção monetária decorrentes do atraso no recolhimento das contribuições previdenciárias. Conforme dito anteriormente. Neste diapasão. o encargo financeiro do empregado não pode ser transferido para o empregador.] Os empregados não podem ser responsabilizados pelos encargos decorrentes do atraso da empregadora no recolhimento das contribuições previdenciárias. Deuzivam da Silva Souza. no item III. notadamente. Requereu. pois. angústia e desequilíbrio em seu bem estar. não havendo qualquer notícia de perseguição direta contra a reclamante. a segunda testemunha das rés... por ato ou omissão das reclamadas.212/1991. como alega. corriqueira e repetitiva no ambiente de trabalho. ou. da súmula 368.. sendo tal postura encarada como uma forma de pressão pela depoente [. o que culminou com o arquivamento dos mesmos”. "Só se deve reputar como dano moral a dor. voltada contra um indivíduo específico. causando-lhe aflições. do C. Desse modo.. a reclamante aduziu que. 198.] nunca presenciou nenhuma situação em que a autora tenha sido desrespeitada ou tratada de forma humilhante.. Mero dissabor. TST. Laura Clara Nascimento Perim. pleiteando a reforma da sentença. as agressões morais devem ocorrer de forma direcionada. Em se tratando de contribuição previdenciária incidente sobre as verbas deferidas em decisão judicial. segundo o Prof. TST. em conformidade com o disposto no art.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. alegou nunca ter presenciado qualquer atitude humilhante e desrespeitosa para com a reclamante e tampouco perseguição: “[. aplicando -se as alíquotas previstas no art. in verbis: “[. tenha sido vítima de perseguição ostensiva.

Contudo.048/99 para o período do contrato de trabalho que antecede a alteração do artigo 43 da Lei n. extrafolha. DJ 19. 2.941/2009).2003 As gratificações por tempo de serviço e produtividade. TST. e a regra deste último para aquele a partir de sua vigência. porquanto a reclamante não atende a ambos requisitos legais. 605/49 dispõe que a parcela paga mensalmente já remunera o repouso semanal. 14 da Lei n.º 5. sentença de primeiro grau. concedeu à reclamante o benefício da justiça gratuita. Preenchidos os requisitos legais. que seu horário contratual de trabalho era das 8h às 18h. o artigo 195. sendo incontroversa a periodicidade mensal da gratificação de R$ 700. § 6º. e convertida na Lei 11. nos termos do § 3º. sob as penas da lei. pagas mensalmente à reclamante. Destarte.212/91 (05/11/2007 a 02/07/2009). . não ter condições de pagar as custas processuais do processo sem prejuízo do seu sustento próprio ou de sua família. 8. importando somente na isenção de custas. 7º da Lei n. nos termos do art. norma coletiva ou mera liberalidade do empregador. bastando prova de percebimento de salário igual ou inferior ao dobro do mínimo legal. verbis: SUM-225 REPOUSO SEMANAL.ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA Pretendem as reclamadas a reforma da decisão que. a incidência dos juros e multa sobre as contribuições previdenciárias observe o prazo estipulado no artigo art. Vejamos. 457. da CLT. deve o reclamante arcar somente com o pagamento da contribuição previdenciária em seus valores históricos.212/91. o benefício da justiça gratuita. 14 da Lei n. nos termos do artigo 150. Tribunal: Contribuição previdenciária. não repercutem no cálculo do repouso semanal remunerado. quanto ao período do contrato de trabalho que antecede a alteração do artigo 43 da Lei n. de segunda a sexta. que alterou o artigo 43 da Lei 8.00 (setecentos reais). em sua peça de ingresso. e das 8h30min às 12h.Res. a partir de 03/03/2009. trabalhava três dias da semana até às 19h e os outros dois até às 20h. ante o princípio da irretroatividade. pois agrava a situação do contribuinte. a assistência sindical e miserabilidade jurídica. Isso posto. em 14. para fins de aplicação dos juros e multa sobre as contribuições previdenciárias. que considerou a data da prestação de serviços como fato gerador das contribuições previdenciárias incidentes sobre as verbas resultantes de decisões em reclamatórias trabalhistas.2. nos termos do art. III. publicada em 04/12/2008. tratando-se de institutos diversos. fato suficiente para o deferimento do benefício da justiça gratuita. ou declaração.06. ficando a cargo da empresa o pagamento de juros. esclareço que o que foi deferido à reclamante foi benefício da justiça gratuita e não a assistência judiciária gratuita. 23 de Setembro de 2013 125 salário de contribuição. ou seja. estabelece que as contribuições previdenciárias somente poderão ser exigidas após decorridos 90 (noventa) dias da data da publicação da lei que as houver instituído ou modificado. Nesse sentido. deverá ser observado. a Súmula 225 do C. Nesse sentido. da Constituição da República. 43. ante o princípio da anterioridade. No tocante às contribuições previdenciárias decorrentes de créditos reconhecidos em sentença. sentença de piso. 121/2003. defiro-lhe o requerimento. àquele que perceber salário igual ou inferior ao dobro do mínimo Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 legal ou comprovar que sua situação econômica não lhe permite demandar sem prejuízo. ensejando o enriquecimento sem causa. Assim.2HORAS EXTRAS APÓS A 4ª DIÁRIA Sustentou a reclamante. Nego provimento. devidas por força de avença em contrato de trabalho. declarou. 26.584/70. da CLT.212/91 (inserida com o advento da Medida Provisória 449/2008.00 (setecentos reais). 26. (ex-OJs nºs 32 e 228 da SBDI-1 – inseridas. multas e correção monetária.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. nos termos do art. Segue a r. alínea “a”. à fl. 790 da CLT.3. o prazo do artigo 276 do Decreto 3. No presente caso. atualização monetária e multas. a assistência judiciária gratuita será prestada pelo sindicato da categoria profissional a que pertencer o trabalhador. Contudo. um sábado sim e o outro não. nas demais verbas trabalhistas.584/70. Pois bem. 20. sentença prolatada: “A justiça gratuita tem previsão no artigo 790.2001). 276 do Decreto 3. recorre a reclamante. Pela natureza jurídica que ostenta. de acepção mais restrita. TST. tendo a autora apresentado declaração de sua insuficiência econômico-financeira.” Sustentam em seu apelo que. pagas mensalmente. Desta forma. Em suma. Em primeiro lugar. dou provimento parcial para determinar que. quais sejam. parágrafo 3º da CLT. Com efeito. implicaria em duplo pagamento (bis in idem). CÁLCULO.00 Com fulcro na Súmula 225 de C. como férias. que não está em condições de pagar as custas do processo sem prejuízo do sustento próprio ou da família. Ademais.1PAGAMENTO DO REPOUSO SEMANAL REMUNERADO SOBRE A GRATIFICAÇÃO DE R$ 700. reflete. o Juízo de origem indeferiu a repercussão sobre o repouso semanal remunerado da gratificação de R$ 700. Asseveram. a recente Súmula 17 deste E. na liquidação da sentença. 5. incólume a r. com intervalo de almoço de 1h15min.4. sentença. na liquidação da sentença. Nego provimento. mas que. As gratificações são parcelas salariais pagas em razão de condições especiais. Desta decisão.1994 e 20. por ter deferido o pagamento do RSR referente às comissões constantes nos contracheques. §1º. exige apenas a declaração de miserabilidade jurídica e podendo ser concedido até mesmo de ofício. da Constituição da República.584/70. O requisito foi observado pela autora à fl.212/91. nos termos do art. Alega que a r. o reclamante não preenche os requisitos da Lei n. respectivamente.941/2009. MÉRITO DO RECURSO ORDINÁRIO DA RECLAMANTE 2. deveria também ter deferido o pagamento do RSR sobre a gratificação de R$ 700. décimo terceiro. da Lei 8. do art.3. eventual reflexo. assim.11. da Lei nº 8. 790. com relação ao repouso semanal remunerado. Assim. o art. sendo a contribuição previdenciária do empregado calculada pelo valor histórico. 20 e 21. indevido o reflexo no RSR. 5. ressalto que a regra do § 2º. somente pode ser aplicável aos fatos ocorridos após a sua vigência. 2. e a regra deste último para aquele que abrange o período de sua vigência (a partir de 03/03/2009).03. incumbe ao empregador o pagamento de juros. §3º. a necessidade de reforma da r.048/99. FGTS e aviso prévio. considerando que o contrato de trabalho do reclamante abrange período anterior e posterior à vigência da Lei 11.00 (setecentos reais). na prática. GRATIFICAÇÕES POR TEMPO DE SERVIÇO E PRODUTIVIDADE (mantida) . Quanto à apuração dos juros e multa. enquanto a assistência judiciária gratuita exige a presença dos requisitos do art. do art.212/91. 8. de fato. de maneira que a nova regra previdenciária somente será aplicada às prestações de serviço realizadas a partir de 03 de março de 2009 (90 dias após a publicação da MP).

Não interfere na caracterização do regime de dedicação exclusiva a circunstância de o contrato haver sido firmado anteriormente à edição da Lei n. previsto em acordo coletivo. se o profissional da advocacia. a não constância expressa no contrato de trabalho de cláusula de dedicação exclusiva não tem o condão de desnaturar o referido regime. Sra. que o seu horário de saída era as 18h00min. do TST: EMBARGOS. que o horário da reclamante era o mesmo. Quanto ao adicional. Vejamos decisão da SBDI-1: HORAS EXTRAORDINÁRIAS. DEDICAÇÃO EXCLUSIVA. conforme jurisprudência dominante da Corte Superior Trabalhista.2002. 2. observados os limites do pactuado. ainda. hospedagem e alimentação. 3. ADVOGADO. com base no princípio da primazia da realidade. além de dois intervalos de 15min para lanche. ou oito horas diárias.906/94 fixou a jornada de trabalho do advogado empregado em. 20 da lei 8.906/1994 (Estatuto da Advocacia). Lelio Bentes Corrêa. aos sábados. Dessa forma. Min. Alega que não tinha contrato de exclusividade. 4. mesmo havendo contrato escrito. Rel. no sentido de não conhecer da revista obreira. afastando a jornada de 4horas diárias.º 8.906/94. 8. SBDI-1.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 20 do Estatuto da OAB dispõe: “A jornada de trabalho do advogado empregado. devidamente autorizado pela norma coletiva.906/1994. 5. Em contestação. HORAS EXTRAORDINÁRIAS. é de se presumir a validade de referidos controles. 20 da Lei n° 8. DEDICAÇÃO EXCLUSIVA. cumprida da forma supracitada. Recurso de embargos não conhecido. DJ de 5/3/2010) Assim.906/94. no máximo. porquanto já configurado pela própria jornada estipulada contratualmente. afirmou que registrava o horário de saída corretamente. 1. permitindo a fixação de jornada diversa na hipótese de acordo ou convenção coletiva ou.05. RECURSO DE REVISTA. das horas trabalhadas após a quarta diária. 8. entendo ser aplicável a exceção contida no caput do art. com o patrocínio de causas de terceiro. mediante sistema de banco de horas. Alegou que. as partes estabeleceram acordo coletivo prevendo jornada de trabalho para os advogados de 8:15min diárias e 44h semanais. conforme art.906/94.906/94. comprovou-se que o reclamante laborava em sistema de compensação de jornada. os seguintes precedentes da SBDI-1. Além disso. O fato de ter sido contratada para cumprir jornada diária de 8h já descaracteriza. pleiteando a reforma da sentença. A reclamada comprovou que havia compensação mediante banco de horas. O art.º 8. no exercício da profissão. tendo comprovado na exordial que realizava advocacia particular. 1. Os controles de jornada trazidos pela ré registram horários de entrada e saída variáveis durante todo o período de trabalho. as horas extras registradas estão devidamente quitadas. ADMISSÃO ANTERIOR À LEI N. tendo que pedir ao chefe autorização para liberar as horas extras. continua a cumprir a jornada inicialmente avençada. de per si. Laura Clara Nascimento Perim. JORNADA CONTRATUAL DE SEIS HORAS. DJ de 18/9/2009) ADVOGADO. 23 de Setembro de 2013 126 Aduziu que não tinha contrato de exclusividade com as reclamadas. de mais de 10 horas diárias.. § 2º As horas trabalhadas que excederem a jornada normal são remuneradas por um adicional não inferior a cem por cento sobre o valor da hora normal. Assim. que deu azo à edição da referida regulamentação. § 1º Para efeitos deste artigo. A testemunha trazida pela autora. restou clara a dedicação exclusiva da autora. inexistindo nos autos qualquer prova da inexatidão dos dados registrados nos documentos colacionados com a defesa. e. já que pela jornada afirmada na própria exordial. 20 da Lei 8. aguardando ou executando ordens. Registre-se. consoante artigo 12 do Regulamento Geral do Estatuto da Advocacia e da Ordem dos Advogados do Brasil. ao cumprimento de carga horária correspondente a quarenta horas semanais. inexistindo diferença a ser paga. que a prática de advocacia de forma paralela.5. que torna inviável o exercício de outras atividades pelo obreiro. a percepção.(TST-E-ED-RR-13940095. quatro horas diárias ou vinte horas semanais. A previsão de uma jornada de 6 (seis) horas em contrato de trabalho de advogado. E é nessa última hipótese que se inclui a autora. CONFIGURAÇÃO. autorizado pelo acordo coletivo de trabalho.0001. SBDI-1. Irretocável a decisão proferida pela Turma. estando todas as horas extras registradas devidamente quitadas. Min...) No caso dos autos. DEDICAÇÃO EXCLUSIVA. para que sejam consideradas como extras e remuneradas com adicional de 100% (cem por cento) as horas além da quarta hora diária. de forma intercalada (a cada 15 dias). o parágrafo segundo do referido artigo não apresenta exceções. sendo-lhe reembolsadas as despesas feitas com transporte. não sendo comprovado pela autora que os cartões não espelham a jornada diária efetivamente cumprida. Esbarra na atual . não poderá exceder a duração diária de quatro horas contínuas e a de vinte horas semanais. 20 da Lei n. VIOLAÇÃO DO ARTIGO 896 DA CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO NÃO EVIDENCIADA. outrossim. o labor era das 8h30min às 12h. com 1h15min de intervalo para refeição e descanso. Sustentou que dos cartões de ponto. com 15 minutos para lanche. em tais circunstâncias. que quando havia necessidade autorizavam as horas extras e a depoente recebia por elas. In verbis: “(. salvo acordo ou convenção Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 coletiva ou em caso de dedicação exclusiva. Recurso de Embargos de que se conhece em parte e a que se dá provimento. no seu escritório ou em atividades externas. evidenciando o regime de dedicação exclusiva. a reclamada aduziu que o horário de trabalho da reclamante era das 8h30min às 18h. Indevida. além das respectivas integrações.” Com efeito. ADVOGADO EMPREGADO. entre 01/05/2008 e 30/04/2009. Assim. por entender quadrar-se a reclamante na exceção contida no art. a jornada reduzida de 4h.(TST-E-RR-578031/1999. João Batista Brito Pereira. insurge-se a reclamante. fazendo jus às horas extras além da quarta. Nesse sentido. verifica-se que as horas extras trabalhadas foram devidamente registradas e pagas em contracheque ou inseridas no banco de horas. Encontra-se vinculado a regime de dedicação exclusiva o advogado que se compromete. O insigne sentenciante julgou improcedente o pleito. Precedentes da Corte. afasta a hipótese de jornada reduzida de quatro horas como prevista no art. Vejamos.” Dessa decisão. com apoio na jurisprudência desta Corte uniformizadora. Rel. com adicional de 100% (cem por cento). por meio de contrato de emprego. não devem ser consideradas como extras as horas excedentes à quarta diária. 20 da Lei n. de dedicação exclusiva. considera-se como período de trabalho o tempo em que o advogado estiver à disposição do empregador. que nesses casos conseguia anotar a jornada corretamente. não afasta a dedicação exclusiva. o art. mas as vezes ficava até mais tarde. após o advento da lei nova. sendo de 100% em qualquer hipótese.. CONFIGURAÇÃO. como labor extraordinário.

3HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS Na inicial.] que no setor da depoente quando havia necessidade autorizavam as horas extras e a depoente recebia [. DEJT 15/05/2009).. 8º da CLT. não logrou êxito a autora em demonstrar a existência de horas extras laboradas e não pagas. reconhecendo o cabimento dos honorários advocatícios. também prestava serviços a terceiros particulares. vale destacar as declarações da primeira testemunha da reclamante. o que é compatível com as obrigações trabalhistas. não merecendo reforma.]” De forma semelhante. quando a lide versar sobre relação de emprego. 133 da Constituição Federal não revogou o jus postulandi. em se tratando de relação de emprego. uma vez que revela norma de eficácia contida. no processo do trabalho. No presente caso.. Aduziu que a Lei n. 14 e 16 da Lei n.. ao efetuar nova modificação no art. . a r. mas sim que esta declaração viabilizaria o cumprimento do requisito da miserabilidade jurídica. Em sua peça de resistência. que.060/50 não limita a concessão de honorários apenas ao sindicato assistente. para fazer jus aos honorários advocatícios.º 5. Esta Corte Superior entende que a exclusividade não deriva da prestação de serviços a um único empregador. O Juízo de origem. Aduziu que. 25). TST. seja porque o direito de postular sem advogado é uma faculdade. 10. alegou que no art. 10.. Insta frisar que os indigitados verbetes jurisprudenciais trabalhistas não autorizam a ilação de que a simples apresentação de declaração de pobreza seria suficiente para o deferimento de honorários advocatícios. não prescinde do preenchimento dos requisitos estabelecidos na Lei n. porquanto relacionada diretamente com a fixação de uma jornada contratual de 8 (oito) horas diárias ou de 40 (quarenta) horas semanais. Embargos de que não se conhece (TST . tal afirmação não é suficiente para ilidir as demais provas constantes nos autos e tampouco invalidar os controles de pontos. Em que pese o respeito pelas abalizadas opiniões em contrário. Alega que comprovou o preenchimento do requisito necessário a sua concessão. ao argumento de que. diante da ausência de assistência sindical. de segunda a sexta-feira e em sábados alternados das 8:00 horas às 12:00 horas [. há expressa previsão de acréscimo de honorários advocatícios em casos de inadimplemento de obrigações. de fato. assim.] que a depoente registrava o horário de saída corretamente. Ademais. a qual deve ser suprimida por fontes subsidiárias. bem como a reclamante [. primeira testemunha da ré: “[. entendo que a concessão de honorários advocatícios na Justiça do Trabalho. Nesse particular. segunda a sexta. não se pode olvidar que a própria Corte Suprema possui a Súmula n.288/01. o princípio da sucumbência no Processo Trabalhista. tendo que pedir ao chefe autorização para liberar as horas extras. nego provimento. 23 de Setembro de 2013 127 jurisprudência do TST pretensão do ora embargante em afastar a configuração da hipótese de dedicação exclusiva. 2. surgiu uma lacuna. portanto. além de perdas e danos. ambos do Código Civil/2002. 5. não trouxe qualquer disposição específica acerca da assistência judiciária gratuita em sede trabalhista. Precedentes da SBDI-1. as reclamadas alegaram que. a lei de regência exige o preenchimento concomitante desses dois requisitos. cumpre aferir se existem horas laboradas e não quitadas após a 8ª hora diária.E-ED-RR 681/2001-001-19-00. a reclamante requereu honorários advocatícios no importe de 20% (vinte por cento) do valor da condenação. Não se adota. são devidos quando a parte estiver assistida por seu sindicato de classe. Entretanto.584/70. também. Superada esta questão. restringindo-se o pagamento dos honorários advocatícios ao disposto na Lei n. Recorre a reclamante. Alegou que a manutenção do jus postulandi não impede o reconhecimento da existência de sucumbência no processo do Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 trabalho. da SDI-I. O art. em razão dos encargos próprios e familiares. seja por ser fora da realidade imaginar o manejo de uma ação trabalhista diretamente pelas partes. 5. e OJ n. apenas nas hipóteses previstas na Lei n.. inclusive a reclamante e a depoente registravam corretamente a jornada. Luciana dos Santos Rodrigues. não obstante tenha apresentado declaração de insuficiência econômica.º 450 preconiza o pagamento de honorários advocatícios sempre que o vencedor for beneficiário de justiça gratuita. 1. que a jornada registrada nos controles de ponto correspondem.]” Vê-se.. nesta Especializada.SBDI-1 .] que todos os funcionários. independentemente de o obreiro receber ou não salário superior ao dobro do mínimo legal. Quadra salientar. 789 da CLT o § 10º. que tanto a reclamante quanto a depoente trabalhavam 08:15/08:20 horas até as 18:00 horas. os honorários advocatícios. Alegou que a Lei n. 2. teve o condão de derrogar os arts.] que a depoente cumpria jornada das 08:00 às 19/20:00 hora. ante a inexistência de efeito repristinatório tácito em nosso ordenamento jurídico.. Inteligência das Súmulas n. para que seja concedida a verba honorária. Nego provimento.]”.. 389 do CC.8. ambas do C. indeferiu o pedido. Vejamos.. aplicável subsidiariamente na forma do art. revogando o § 10º. 789 da CLT..3. todas do C. Laura Clara Nascimento Perim: “[. Sra. Por fim. não britânicos e assinados pela autora – constata-se que havia sim o registro de horas extras. Entretanto. em consonância com a linha traçada pelas Súmulas n. pleiteando a reforma da sentença. 219 e 329.º 633. a Lei n. não obstante o estatuído no art.. pela análise destes controles – frise-se.584/70. as quais foram devidamente quitadas ou compensadas por meio de banco de horas. com a Emenda Constitucional n. 22 da Lei 8. Sustentou assim que. e.584/70. nos temos do acordo coletivo firmado. 20 do CPC e nos artigos 389 e 404.. que o horário de saída da depoente era as 18:00 (dezoito horas) e se não batesse o ponto até 18:10 horas não conseguiria pois o sistema travava.584/70. Relator Ministro Guilherme Augusto Caputo Bastos. Destarte.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. conquanto a segunda testemunha da autora tenha alegado “[. no art. ao acrescentar ao art. juros e atualizações monetárias. O verbete jurisprudencial editado pelo Excelso Pretório sob o n. pode-se concluir que o princípio da sucumbência aplica-se a todos os tipos de relações de trabalho.537/02. a reclamante não está assistida pelo sindicato de classe (fl. devem ser esgotados os requisitos da Lei n. condições de prover à demanda. qual seja. à realidade e. com uma hora e 15 min de intervalo. o de se encontrar em situação econômica que não lhe permita demandar sem prejuízo do próprio sustento ou da respectiva família. portanto. 5.584/70. 45/04. sentença de piso. Pelo exposto. e perceber salário inferior a dois salários mínimos ou declarar que não possui. o depoimento da Sra. 219 e 329. TST. 305..906/94. que o horário da reclamante era o mesmo da depoente. às vezes ficava até mais tarde [. que às vezes a reclamante saía no mesmo horário da depoente.º 5. na condição de advogado empregado..

in verbis: “I . da CLT. 18 e 69.2011. DANCING BAR LTDA GUSTAVO SILVERIO DA FONSECA(OAB: 016982 ES) KIRLIA AGUIAR DE OLIVEIRA Juliana Arivabene Guimarães(OAB: 015765 ES) ACÓRDÃO .GFIP. CUSTAS PROCESSUAIS. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. o C. GUIA DE DEPÓSITO JUDICIAL. OBRIGA-TORIEDADE (editada em decorrência do julgamento do processo TST-IUJEEDRR 91700-09. mediante a Súmula 426. DANCING BAR LTDA Recorrido: KIRLIA AGUIAR DE OLIVEIRA Origem: 10ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . 1. em estabelecimento bancário oficial. por deserto. que deve ser feito na conta vinculada do FGTS. É o relatório. dar parcial provimento as recurso das reclamadas. Des. Recurso não conhecido. TST. MEIO INADEQUADO. e pretendendo a reforma do julgado.408. L. nas Instruções Normativas 03.418/1. § 4º. 1.17. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pela reclamada. e de custas processuais.409) foi feito em guia imprópria. ao intervalo intrajornada. DESERÇÃO.05. O § 4º do artigo 899 da CLT estabelece que o depósito recursal deverá ser feito na conta vinculada do empregado. o recolhimento do depósito recursal (fl. 1.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. gerada pelo aplicativo da Caixa Econômica Federal denominado "Sistema Empresa de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social SEFIP" (GFIP emitida eletronicamente).09. Vistos. não atendendo. as Instruções Normativas nº 03. RECOLHIMENTO. Vencido o Desembargador Lino Faria Petelinkar quanto ao INSS. Com efeito. 899. publicado no DEJT de 08 de Agosto de 2012. por meio de Guia para Recolhimento do FGTS. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº RO-99500-93. complementada pela decisão de Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Embargos de Declaração de fl. TST. 8.5. in verbis: “SUM-426 DEPÓSITO RECURSAL.383/1. nos termos dos §§ 4º e 5º do art.409. 1. realizado na sede do juízo e à disposição deste. na liquidação da sentença.2012. 15 e 26 do C.2006. não houve remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho para emissão de parecer. Explico. Em atendimento ao Provimento Consolidado da CGJT. o que não é o caso dos autos.2012.394/1. sentença de fls. e negar provimento ao recurso da reclamante. 1. aos ditames do artigo 899.2010. Reduzido o valor da condenação para R$ 3.5. A teor do disposto no art.O depósito recursal previsto no art.12. pugnando pelo improvimento do apelo da reclamada. conforme Anexo 1. que julgou procedentes em parte os pedidos formulados na inicial. disponível no comércio e no sítio da Caixa Econômica Federal (Anexo 2). No mesmo sentido. assim. por maioria.048/99. E nem se argumente que estaria havendo malferimento ao princípio do amplo acesso ao judiciário. da lavra do eminente Juiz Luís Claudio dos Santos Branco.429. 276 do Decreto 3. publicado no DJE de 09. Comprovantes de recolhimento de depósito recursal.01. 1. Portanto. admitido o depósito judicial.TRT 17ª Região . Procurador: Estanislau Tallon Bozi.00 (setenta reais). Custas.500. ou por intermédio da GFIP avulsa. deserto é o recurso cujas custas foram recolhidas por meio de depósito judicial. admitindo o recolhimento na guia de depósito judicial somente quando se tratar de relação de trabalho não submetida ao regime do FGTS. no valor de R$ 70. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19. 15 e 26 e na Súmula 426 do C.212/91. inclusive. 899 da CLT. DESERÇÃO.410. 1. Contrarrazões às fls. 10ª Vara do Trabalho de Vitória/ES.0099500-93. sendo partes as acima citadas. TST. o recolhimento das custas processuais passou a ser realizado exclusivamente mediante Guia de Recolhimento da União – GRU. Lino Faria Petelinkar e Desembargadora Claudia Cardoso de Souza. Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente).0010 Processo Nº RO-99500/2012-010-17-00. a partir de 01.17. quanto ao período do contrato de trabalho que antecede a alteração do artigo 43 da Lei n. FUNDAMENTAÇÃO Não conheço do recurso ordinário interposto pela reclamada. L.18.385. à fl. em face da r.2013: Des.” Logo. DEJT divulgado em 27.0010 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: P.00 (três mil e quinhentos reais). no mérito. para afastar a condenação em danos morais decorrentes de assédio moral e determinar que. no tocante ao vínculo empregatício.2011 Nos dissídios individuais o depósito recursal será efetivado mediante a utilização da Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social – GFIP. 30 e 31. Razões da reclamada às fls.410) e das custas (fl. à fl. pelas reclamadas. conhecer do recurso interposto pelas reclamadas e do recurso interposto pela reclamante. já se posicionou quanto à matéria em questão. 1. 899 da CLT poderá ser efetuado mediante a utilização da Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social . Aliás. por deserto.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA DEPÓSITO RECURSAL RECOLHIDO EM GUIA DE DEPÓSITO JUDICIAL. às fls. a guia de depósito judicial trabalhista não serve à comprovação de depósito recursal. Instrumentos de mandato. restando deserto o apelo da reclamada. UTILIZAÇÃO DA GUIA GFIP. sendo que o item I desta última deixa claro que os recolhimentos a título de depósito recursal devem ser realizados por meio de Guia para Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (GFIP). pois o exercício do direito de recorrer não exime a parte do dever de observar as disposições legais vigentes alusivas à admissibilidade do recurso.5. ao realizar o recolhimento do depósito recursal em GUIA DE DEPÓSITO JUDICIAL VIA BOLETO DE COBRANÇA não atendeu ao fim a que se destina. através da guia GFIP.5 Recorrente Advogado Recorrido Advogado P.Res.392. da CLT e das Instruções Normativas 20/2002 e 26/2004 do C. 23 de Setembro de 2013 128 CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. a incidência dos juros e multa sobre as contribuições previdenciárias observe o prazo estipulado no artigo art. na hipótese de relação de trabalho não submetida ao regime do FGTS. por unanimidade.0006) .” . prolatada pela MM. TST. 174/2011. e a regra deste último para aquele que abrange o período de sua vigência (a partir de 03/03/2009). arguindo preliminar de nulidade por negativa de prestação jurisdicional. A teor do Ato Conjunto 21/2010. ao adicional noturno e à quebra de caixa.

0009 Processo Nº ED-101300/2007-009-17-00. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19. gera a deserção do recurso. DE 7 DE DEZEMBRO DE 2010 O art. Relator Ministro: José Roberto Freire Pimenta. 2ª Turma. campo específico a essa informação. a partir de 1° de janeiro de 2011. que não anexou a guia GRU relativa ao pagamento das custas judiciais. Dessa forma.2007. CUSTAS PROCESSUAIS. a existência de omissão. cujo artigo 1º determina a sua realização exclusivamente medianteGuiade Recolhimento da União – GRU. JUNTADA DE RECIBO DE RECOLHIMENTO DE CUSTAS. tanto que o referido Ato.5. sendo ônus da parte interessada efetuar seu correto preenchimento. ante a sua flagrante deserção.2007.0009 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: GIOVANI COLODETTE Embargados: O V. quando já se encontrava em vigor o Ato Conjunto nº 21/2010 do TST/CSJT/GP/SG. Data de Publicação: 28/06/2013) Por não atendidas as Instruções Normativas acima citadas. NÃO COMPROVAÇÃO DO RECOLHIMENTO DE CUSTAS. TST). para a correção da falha apontada. editou-se o Ato Conjunto nº 21/TST. 326-328v . mediante Guia de Recolhimento da União -. desse modo. número do processo.0129 .ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. sendo partes as acima citadas. a partir de janeiro de 2011. que. não conhecer do recurso ordinário interposto pela reclamada. mediante Guia de Recolhimento da União – GRU Judicial. não conheço o Recurso Ordinário interposto pela reclamada. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº ED-101300-38.01.” (RR . de 7 de dezembro de 2010. mas apenas recibo do suposto pagamento. quanto à apreciação de matéria constante no Recurso. Na hipótese vertente. 4ª Turma. mesmo antes dessa modificação. Relator Ministro: João Oreste Dalazen.0101300-38. Data de Publicação: 23/08/2013) “RECURSO DE REVISTA. RECURSO ORDINÁRIO. em seu artigo 1º. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de AGRAVO DE PETIÇÃO. Recurso de revista de que não se conhece. Procurador: Estanislau Tallon Bozi. ATO CONJUNTO Nº 21/TST. 373/374). Vistos. recolheu as custas processuais por meio de GUIA DE DEPÓSITO JUDICIAL VIA BOLETO DE COBRANÇA (fls. 790 da CLT dispõe que a forma de pagamento das custas e emolumentos no âmbito da Justiça do Trabalho obedecerá às instruções expedidas pelo Tribunal Superior do Trabalho. torna deserto o recurso interposto. nem mesmo o código da receita foi especificado. destacam-se os seguintes precedentes desta Corte Superior. 1° A partir de 1° de janeiro de 2011. OMISSÃO CONSTATADA.09. RELATÓRIO . designação do juízo e o valor depositados.CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. em que se reputou deserto o recurso ordinário interposto pela reclamada. cingindo-se a exibir o comprovante bancário do suposto pagamento. (RR 111300-56. em seu artigo 4º.2009. o pagamento das custas e dos emolumentos no âmbito da Justiça Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 do Trabalho será realizado. Data de Julgamento: 14/08/2013. a reclamada incidiu no mesmo equívoco.” (grifos) Ademais. DESERÇÃO. Não se pode olvidar que as custas são taxas decorrentes da movimentação do aparelho jurisdicional do Estado. conforme preconiza a IN nº 18.17. Em atenção à diretriz legal. devendo ser recolhidas como o são os tributos a ela devidos. Recurso de revista não conhecido. publicado no DEJT em 09/12/2010. que não coloca as custas à disposição da União no prazo legal e. naquele modelo. ora recorrente.2010.CSJT.TRT 17ª Região .2012.5. dispondo que. Revelase correta a decisão regional. é imprópria a utilização de GUIA DE DEPÓSITO JUDICIAL VIA BOLETO DE COBRANÇA. Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente).41893.5.17. AUSÊNCIA DA -GRU JUDICIAL-. tendo em vista inexistir. 4. Des. a reclamada. publicado no DJE de 09. Nesse sentido. (C. é inválido o pagamento de custas efetuado por outro meio que não a Guia de Recolhimento da União (GRU). o recolhimento de custas passou a ser regido pelo Ato Conjunto 21/2010.TADEU PAGANI UNIÃO (FAZENDA NACIONAL) INSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR PROF NELSON A DE ALMEIDA Origem: 9ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . 3.SG. Afinal.GP. Lino Faria Petelinkar e Desembargadora Claudia Cardoso de Souza.GP. sendo ônus da parte interessada efetuar seu correto preenchimento. não sendo suficiente que estejam consignados o nome do recorrente e do recorrido.0020 . as custas processuais eram recolhidas por meio de Documento de Arrecadação de Receitas Federais – DARF. Vencido o Desembargador Lino Faria Petelinkar.SG.5 Embargante Advogado Embargado Advogado Plurima Réu Advogado Plurima Réu GIOVANI COLODETTE Rodrigo Marangoanha Colodette(OAB: 009080 ES) TADEU PAGANI José Carlos Rizk Filho(OAB: 010995 ES) UNIÃO (FAZENDA NACIONAL) Daniel de Souza Nascimento da Silva(OAB: 012273 ES) INSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR PROF NELSON A DE ALMEIDA ACÓRDÃO . Assim. por deserto. o pagamento das custas e dos emolumentos no âmbito da Justiça do Trabalho deverá ser realizado. Data de Julgamento: 29/05/2013. modo inadequado que. Explico. A partir de 01. Se a parte abstemse de juntar aos autos a guia GRU relativa ao pagamento das custas judiciais. verbis: “Art.GRU Judicial. São cabíveis embargos de declaração no caso de padecer a sentença ou o acórdão de omissão.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. por conseguinte.12. estabelece clara disposição de que.5. autoriza o acolhimento de Embargos Declaratórios.CSJT. NÃO APRESENTAÇÃO DA GUIA GRU. estabeleceu o limite até 31/12/2010 para que se considerassem válidos os recolhimentos efetuados por meio da guia DARF. e possuem natureza tributária. padece o recurso ordinário do óbice da deserção.2011. em face da ausência de um dos pressupostos extrínsecos de admissibilidade recursal. in verbis: “RECURSO ORDINÁRIO NÃO CONHECIDO. por maioria.18.2013: Des. 23 de Setembro de 2013 129 Quanto às custas judiciais. DESERÇÃO. REGIÃO . ACÓRDÃO DE FLS.04. obscuridade ou contradição.TRT 17ª. exclusivamente. exclusivamente.

nos termos do artigo 796 da CLT . da Constituição da República. bem como acerca da violação do artigo 5º. A sentença (bem assim o acórdão) omissa contém. . tenha assegurada sua meação. 332).17. 1993 . acrescendo fundamentos. conhecer dos embargos declaratórios e.17. 23 de Setembro de 2013 130 Trata-se de embargos declaratórios opostos pelo arrematante GIOVANI COLODETTE.TRT 17ª Região . um pronunciamento citra petita pois a apreciação do órgão foi. Tânea Maria Bastos Pagani a informar se detém algum interesse no imóvel penhorado. no tocante a não apreciação do pedido sucessivo formulado. Vara de origem para que fosse realizada a intimação da Sra. 326-328V. acrescer ao v. ou seja. quantitativamente inferior à que se deveria ter sido realizada" ("Sistema dos Recursos Trabalhistas". sem a necessidade de anulação da arrematação procedida.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA EMBARGOS DECLARATÓRIOS. como dantes consignado. 278/282 . Pois bem. incisos XXXV.São Paulo: LTr.. RELATÓRIO Trata-se de embargos declaratórios opostos pela primeira reclamada (R CARVALHO CONSTRUÇÕES E EMPREENDIMENTOS LTDA). Como se vê. TST. em caso de comprovação de tal condição.5. a falta de intimação privou-a de oferecer embargos do executado. no mérito. em razão da recuperação judicial. nos termos da fundamentação acima. o pleito sucessivo de remessa dos autos à Vara de origem para intimação da Sra. ainda que a teor do novel art. mas apenas fazem referência a matérias invocadas em recurso que sequer foi conhecido. gerando sua ausência nulidade ‘pleno iure’. Acórdão a fundamentação exposta acima. Tânia Maria Bastos Pagani. NÃO APRECIAÇÃO DO PEDIDO SUCESSIVO. para sanar a omissão apontada. patente o prejuízo.e em razão dos princípios da celeridade e economia processual. realizando-se a reserva da metade do produto da alienação judicial do bem para repasse à mesma. 655-B do CPC.1. porquanto presentes os pressupostos legais de admissibilidade. dou provimento aos embargos declaratórios. Ademais.” Isto posto. Aplicação analógica da Súmula 422 do C. OMISSÃO. de fato. É o relatório.0009 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: R CARVALHO CONSTRUCOES E EMPREENDIMENTOS LTDA EM RECUPERACAO JUDICIAL Embargados: O V. destarte. Alega o embargante que o v. Consoante magistério de Manoel Antonio Teixeira Filho: "Sentença omissa é a que deixa de pronunciar-se sobre um ou mais pedidos formulados pelas partes (. a dívida em si ou a higidez do título executivo que aparelha a execução. terá direito à reserva da metade do produto da alienação judicial do bem. em relação aos pedidos deduzidos na causa. visando informar se mantém a qualidade de coproprietária do imóvel constrito.5. pois. CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Trabalho da 17ª Região. de certa maneira. em face do v.TRT 17ª. dar-lhes provimento.1.2. Acórdão não apreciou o pedido sucessivo de “descida dos autos para a r. nos quais poderia discutir a própria ‘causa debendi’. 2. porquanto não atendido o princípio da dialeticidade recursal. por unanimidade. FUNDAMENTAÇÃO 2.. como litisconsorte passivo na execução. acórdão de fls. FUNDAMENTAÇÃO 2. sendo partes as acima citadas. restando. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. Vistos.2011. conforme artigo 655-B do CPC. não se pode olvidar que a intimação do cônjuge é imprescindível.0009 Processo Nº ED-101400/2011-009-17-00. ainda. para acrescentar ao julgado a seguinte fundamentação: “Indefiro. REGIÃO . LIV e LV.EM RECUPERACAO JUDICIAL José Roberto Cajado de Menezes(OAB: 011332 BA) CAIXA ECONOMICA FEDERAL Isaac Pandolfi(OAB: 010550 ES) ANTONIO CARLOS CARVALHO MAGALHAES Lislie Rodrigues Bayer(OAB: 008666 ES) UNIAO Marcos Dupin Coutinho(OAB: 098389 MG) ACÓRDÃO . sanando a omissão apontada.2. CONHECIMENTO Conheço dos embargos declaratórios opostos pelo arrematante. MÉRITO 2. é perfeitamente possível a intimação da Sra. passo a sanar a referida omissão. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº ED-101400-51.CONHECIMENTO . para fins de prequestionamento do pedido de suspensão do processo.p. mas também de todo o bem. expondo suas razões e comprovando eventualmente ainda ser coproprietária do mesmo e meeira do Segundo-Agravado. PRINCÍPIO DA DIALETICIDADE RECURSAL. DESCUMPRIMENTO. Sendo assim.0101400-51.” Assevera que.1. Desembargadora Claudia Cardoso de Souza (relatora) e Desembargador Lino Faria Petelinkar. Tânia Maria Bastos Pagani. mantendo-se a arrematação regularmente procedida e. apontando omissão no julgado. 278/282. para.CAIXA ECONOMICA FEDERAL ANTONIO CARLOS CARVALHO MAGALHAES UNIAO Origem: 9ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA .1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.que reza que a nulidade não será pronunciada quando for possível suprir-se a falta ou repetir-se o ato . É o relatório. analisando o v. E. 7ª ed. caso ainda seja meeira do imóvel.2011. verifico que o julgado mantevese silente quanto à análise do pedido sucessivo formulado.6 Embargante Advogado Embargado Advogado Plurima Réu Advogado Plurima Réu Advogado R CARVALHO CONSTRUCOES E EMPREENDIMENTOS LTDA . Não merecem ser conhecidos os embargos declaratórios cujas razões não correspondem aos fundamentos da decisão impugnada. em face do v. porquanto. ACÓRDÃO DE FLS.). Participaram da Sessão de Julgamento do dia 05/09/2013: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (presidente). Procurador: Levi Scatolin. Acórdão. a intimação do cônjuge não objetiva apenas a preservação da metade que lhe cabe sobre o patrimônio. 3. acórdão de fls.

TST. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19/09/2013: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite (Presidente). DESERÇÃO.A. Desembargadora Cláudia Cardoso de Souza e Desembargador Lino .584/70 e do artigo 2º da Lei n 1. às empresas em recuperação judicial não se aplica a súmula 86 daquela Corte. AIRR159000-13. (Ag-E-ED-RR . por entender que o privilégio estabelecido pela Súmula/TST nº 86 não se aplica à ora embargante.0006. (AIRR . a primeira reclamada requer apenas o prequestionamento de matérias impugnadas no recurso ordinário.) Convém notar que. haja vista a sua finalidade ser a garantia do juízo. o privilégio de isenção do pagamento de custas e depósito recursal aplicável à massa falida. acórdão embargado. Assim. 4ª Turma. Não demonstrado o desacerto do r.2009.5.º 5. aplicada por analogia. A decisão agravada. não conhecer dos embargos declaratórios opostos pela primeira reclamada. por falta de dialeticidade recursal. Rel. não conheço dos embargos declaratórios. EMPRESA EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL. AUSÊNCIA DE DEPÓSITO RECURSAL. DEPÓSITO RECURSAL NÃO REALIZADO. José Roberto Freire Pimenta. (grs. ainda que se concedesse o benefício ao recorrente.0651.01. encontra-se em consonância com o entendimento desta Corte no sentido de que às empresas que se encontrem em recuperação judicial não se aplica a Súmula nº 86 deste Tribunal (TST – 1ª Turma.21. DESERÇÃO.5. ao negar seguimento ao recurso de revista da reclamada (Varig Logística S. no mérito dos embargos declaratórios. nos termos em que fora proposta. que o recurso ordinário interposto pela embargante não foi conhecido. que isenta somente a massa falida do preparo recursal. manifestamente infundada. DEJT 26/06/2013) AGRAVO DE INSTRUMENTO.5. Consoante o entendimento majoritário do Tribunal Superior do Trabalho. sem questionar o próprio conhecimento do apelo. DEPÓSITO RECURSAL.2006. não conheço dos embargos declaratórios opostos pela primeira ré.5. EMPRESA EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL. EMPRESA EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL . corretamente denegado. Nesse sentido. Além disso.5. não estendeu o benefício aos empregadores. não é extensível às empresas em recuperação judicial. que trata do conhecimento do recurso ordinário de competência do TST. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 portanto. para fins de prequestionamento. O fato de a empresa se encontrar em recuperação judicial não atrai a aplicação analógica do entendimento contido na Súmula n. não realizado o depósito recursal relativo ao recurso de revista. 14 da Lei n. 514. A ausência desses elementos na peça recursal mostra-se dissociada da boa técnica processual e determina a impossibilidade de análise do que se quer alcançar através do ato de recorrer. DESERÇÃO DO RECURSO DE REVISTA. Agravo a que se nega provimento. verbis: O legislador brasileiro. DJ de 3/6/2011) Não conheço do recurso ordinário interposto pela primeira ré. do CPC. verbis: Recurso ordinário. nos termos do artigo 899 da CLT. esta Corte já sedimentou entendimento de que as empresas em recuperação judicial não estão dispensadas do depósito recursal. por ausência do requisito de admissibilidade inscrito no art. ao dispor sobre a gratuidade da justiça.0019 . (AIRR-2899-48. INAPLICABILIDADE DA SÚMULA Nº 86 DESTA CORTE. Precedentes desta Corte superior. DJ de 10/6/2011) AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA.2008. Não se conhece de recurso ordinário para o TST. por analogia à hipótese da Súmula nº 422 do C. (Ag-AIRR .060/50 evidencia que a concessão da assistência judiciária gratuita.) por deserto em face da ausência do recolhimento do depósito recursal devido. 1ª Turma.0000. Relator Ministro Renato de Lacerda Paiva. Min. Maria de Assis Calsing. Agravo de Instrumento não provido.0031. (AIRR-16514139.09. RECURSO DE REVISTA. Ministro Relator Hugo Carlos Scheuermann. quanto ao pedido de suspensão do processo. RECURSO DE REVISTA. tem como único beneficiário o trabalhador. DEJT 15/06/2012) AGRAVO EM EMBARGOS EM EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECURSO DE REVISTA. SDI1. 23 de Setembro de 2013 131 A primeira reclamada opõe embargos declaratórios. bem como quanto à violação do artigo 5º.106300-54. por falta de dialeticidade recursal. A presente medida processual revela-se. do CPC. Portanto.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. II. verbis: AGRAVO DE INSTRUMENTO. por deserto.101/2005). a assistência judiciária gratuita não abrange o recolhimento do depósito recursal.DESERÇÃO . que não foi conhecido. EMPRESA EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL. por deserção. EMPRESA EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL. A interpretação do art. pela ausência de requisito de admissibilidade inscrito no art.1720540 -80. nos termos da Súmula 422 do C. as razões dos embargos declaratórios sequer mantêm relação com os fundamentos da decisão objeto de impugnação. previsto na Súmula nº 86 desta Corte. pelo que. do CPC.2007. Agravo não provido. Ademais. caminho outro não há senão declarálo deserto. porquanto não tem natureza de taxa. ns. 2ª Turma. Agravo de instrumento desprovido. DESERÇÃO. Rel. 514.04. 1ª Turma. por unanimidade. despacho que negou seguimento aos embargos. incisos XXXV. por deserto.2007. Constatada a ausência do indispensável recolhimento do depósito recursal pela reclamada.2010. DEJT 28/10/2011) AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. Isso posto. TST.3164169. 514. além de não alegar vício no julgado. SÚMULA 86/TST. II.INAPLICABILIDADE DA SÚMULA/TST Nº 86. LIV e LV da Constituição da República. 6º da Lei 11. em virtude da recuperação judicial (art. Apelo que não destaca os fundamentos da decisão recorrida.0661 .09. Relator Ministro: Walmir Oliveira da Costa. A prerrogativa de isenção do recolhimento das custas e do depósito recursal da massa falida não se estende à empresa privada que se encontra em processo de recuperação judicial (Súmula nº 86 do TST). o recurso permaneceria deserto por ausência do depósito recursal. Vejamos.5.09.INSUFICIÊNCIA DE DEPÓSITO RECURSAL . mas não o fez para o recurso de revista. nesta Justiça Especializada.º 86 desta Corte superior. AGRAVO DE INSTRUMENTO. Nesse sentido. porquanto a reclamada efetuou o depósito para o recurso ordinário. quando as razões do recorrente não impugnam os fundamentos da decisão recorrida. empresa em recuperação judicial. revela-se deserto o recurso de revista interposto. segundo a jurisprudência sedimentada do TST. 3. Min. Relator Ministro: Lelio Bentes Corrêa. Depreende-se do v. EXIGIBILIDADE. o aresto abaixo transcrito. deve ele ser mantido por seus próprios e jurídicos fundamentos. II. DESERÇÃO. AUSÊNCIA DE DEPÓSITO RECURSAL.CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. Em que pesem os argumentos oferecidos pela Agravante. Art. Agravo de instrumento a que se nega provimento. Não-conhecimento. DEJT 23/3/2012) AGRAVO.

17. que se apresenta obscura. no que tange à nova redação dada à Súmula 331 do E. Vistos. e. 30 e 31. o que se visa é impugnar o raciocínio do magistrado. ora embargante. omissa. FUNDAMENTAÇÃO 2. pois. ME Origem: 9ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . aquele que reflete.PETROBRÁS.666/1993. apesar de atestar a existência de fiscalização efetiva em face da contratada. sem demonstrar omissão. tampouco necessidade de prequestionamento. pois não .TST alterou a redação da Súmula 331 para enquadrá-la devidamente ao entendimento do STF.pp. por óbvio.º 16. Procurador: Estanislau Tallon Bozi. ou seja. 538 do CPC. bem como ao adesivo do reclamante. pois a apreciação do órgão foi. condenou a 2ª ré como responsável subsidiária. no tocante à responsabilidade subsidiária.1.0009 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: PETROLEO BRASILEIRO S A PETROBRAS Embargados: O V. que conferiu constitucionalidade ao art. revelando-se improcedentes quando as questões levantadas traduzem inconformismo com o teor da decisão embargada.A. MÉRITO 2. entendeu o Regional que restou comprovada a culpa da segunda reclamada.666/1993). em sede de embargos de declaração. de certa maneira. Insistamos: nos recursos. §1º da Lei nº 8. em conseqüência. o julgamento da Egrégia Turma foi no sentido de que a responsabilidade subsidiária da Administração Pública restringe-se à hipótese de inadimplência de fiscalização das obrigações trabalhistas da empresa terceirizada. nada mais se pede ao juízo proferidor da sentença que aclare o que pretendeu dizer (obscuridade). nesse aspecto. da Lei das Licitações (Lei 8. Evidencia-se o caráter protelatório dos embargos. 71. no tocante à responsabilidade subsidiária. 2. enfim. pelo dano sofrido pelo obreiro. dentre dois ou mais sentidos que a sua dicção comporta.. o resultado do julgamento. o C. LEGALIDADE (nova redação do item IV e inseridos os itens V e VI à redação) . e o entendimento manifestado pelo STF na ADC 16.TRT 17ª Região . CONTRADIÇÃO. 174/2011. e não presumida. declarou. A sentença (bem assim o acórdão) omissa contém. Portanto. ME ACÓRDÃO . a sua vontade (obscuridade). na condição de tomador de serviços. in verbis : “SUM-331 CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS.5. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº ED-102600-59. a omissão não se confunde com eventual erro de julgamento resultante de uma análise equivocada dos elementos dos autos. RELATÓRIO Trata-se de Embargos de Declaração opostos por PETRÓLEO BRASILEIRO S. contradição ou obscuridade.LORENA CRUZ RIBEIRO TRANSUR RECURSOS HUMANOS LTDA. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Aduz que o reclamante não logrou provar que houve culpa na contratação da 1ª reclamada.. quantitativamente inferior à que se deveria ter sido realizada". a principal modificação foi o reconhecimento de que a Administração Pública. ACÓRDÃO DE FLS. o STF.) Destarte.2012.2012. o dos embargos declaratórios. devendo ser demonstrada.17. em face do v. REGIÃO . DEJT divulgado em 27. em relação aos pedidos deduzidos na causa. entrementes. é imperioso ressaltar que o v.. parágrafo 1º. Versam os Embargos sobre suposta omissão e/ou contradição no julgado. porquanto preenchidos os pressupostos legais de admissibilidade. ou. 535 do CPC.2011 (. por meio da Ação Direta de Constitucionalidade n.Res. 1996 .LTr. que diga por qual das proposições. Leciona o supracitado mestre: "enquanto a finalidade dos recursos típicos reside na modificação ('reforma') da sentença. Vejamos. uma vez que. 427/428) Inicialmente. contraditória ou anfibológica.). atraindo a aplicação da multa de 1% prevista no parágrafo único do art.TRT 17ª.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. 23 de Setembro de 2013 132 Faria Petelinkar. Consoante magistério de Manoel Antonio Teixeira Filho: "Sentença omissa é a que deixa de pronunciar-se sobre um ou mais pedidos formulados pelas partes (. optou (contraditoriedade) ou complemente a entrega da prestação jurisdicional (omissão)". ("A Sentença no Processo do Trabalho". sendo indispensável a demonstração de que incorreu em culpa in vigilando. Posteriormente. descumpriu com seu dever de fiscalização”. . É o relatório. como se vê do seguinte trecho: “Todavia. IMPOSSIBILIDADE. 2ª ed. 704/709 . o seu convencimento jurídico. 535 DO CPC. em sua invalidação (em decorrência de nulidade não suprível). Desta maneira. encontrando-se toda a matéria exaustivamente enfrentada.1 Embargante Advogado Embargado Advogado Plurima Réu PETROLEO BRASILEIRO S A PETROBRAS Sofia Varejão Filgueiras(OAB: 009754 ES) LORENA CRUZ RIBEIRO Paula Wanessa L. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA Sustenta a embargante haver omissão e contradição no julgado.1. eventual conduta omissiva. INEXISTÊNCIA DE QUAISQUER DOS VÍCIOS DO ART. CONHECIMENTO Conheço dos embargos de declaração opostos. até mesmo.. quando inexistem falhas formais. Acórdão consignou claramente sua posição em consonância com a decisão do STF. que defina qual.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. E. requerendo a aplicação de efeito modificativo. REDISCUSSÃO DE QUESTÕES DE MÉRITO. 704/709. . Os embargos de declaração têm cabimento quando presentes alguns dos vícios previstos no art. um pronunciamento citra petita. em novembro de 2010. sendo partes as acima citadas. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. Bastos(OAB: 010024 ES) TRANSUR RECURSOS HUMANOS LTDA. não responderia pelo simples inadimplemento das obrigações assumidas pela empresa regularmente contratada. entre si inconciliáveis. não vai além da sanação de falhas da dicção jurisdicional. em princípio.5. que negou provimento ao recurso ordinário interposto pela 2ª reclamada. o qual isenta a Administração Pública de responsabilidade nos casos de mera inadimplência dos encargos trabalhistas de empresas terceirizadas. do acórdão ou do despacho (agravo de instrumento).2.2. TST.0009 Processo Nº ED-102600/2012-009-17-00. Acórdão de fls.05. a constitucionalidade do artigo 71.0102600-59. pretendendo rediscutir matérias já decididas.

não é essa a função dos embargos declaratórios. não foram cumpridas as obrigações contratuais. uma vez que. impõe à parte prequestionar tema que. Inteligência da Súmula 297.2011. No presente caso. no tocante ao adicional de insalubridade e aos feriados laborados. em face da r. não foi objeto de pronunciamento no acórdão. o que se nota pelo seguinte trecho: “Além disso. restando evidente que o dever de vigilância do ente público foi insuficiente. na medida em que exercia sobre a mesma. considerálos protelatórios e aplicar à embargante multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa. "quando manifestamente protelatórios os embargos.2011. declarando que o são. e. elementos que levem à conclusão de que o Regional adotou uma tese contrária à lei ou à Súmula. Nego provimento. FUNDAMENTAÇÃO 2.17. sendo partes as acima citadas. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº RO-114000-28. haja vista os descumprimentos de obrigações por parte da primeira reclamada.TRT 17ª Região .) Desta feita. a embargante pretende revolver questões já decididas. sentença de fls. aliás. 582/589. (. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO.5. do CPC. 05 e 34. naturalmente. a Súmula 297 do C. tendo demonstrado. Tese explícita. é a diretriz traçada pelas Orientações Jurisprudenciais nº 118 e 256 da SDI-I do Colendo TST. evidentemente. por parte da PETROBRÁS. de maneira clara. verificada negligência do ente público quanto à vigilância da prestadora de serviço. nestes termos: "118. Em que pese a segunda reclamada ter afirmado que procedeu à diligente fiscalização. O empregado que se submete ao regime de trabalho especial 12 x 36 tem direito ao pagamento em dobro pelos dias de feriados trabalhados e não compensados. há necessidade de que haja. JORNADA 12x36. Ainda que conste dos autos vasta documentação relativa à suposta fiscalização. que julgou procedentes em parte os pedidos formulados na inicial. Esta. em virtude do contrato pactuado.0002 Processo Nº RO-114000/2011-002-17-00.0114000-28.1. Havendo tese explícita sobre a matéria. condenará o embargante a pagar ao embargado multa não excedente de 1% (um por cento) sobre o valor da causa". Razões do reclamante às fls. Vistos. CONHECIMENTO 2. às fls. por unanimidade. faz-se necessária a condenação subsidiária da PETROBRÁS ao pagamento das verbas trabalhistas deferidas”.6 Recorrente Advogado Recorrido Advogado JOSE MATTOS VICENTE Maria Madalena Selvatici Baltazar(OAB: 005240 ES) IRMANDADE DA SANTA CASA DE MISERICORDIA DE VITORIA (HOSPITAL DA SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE VITÓRIA) Luciano Rodrigues Machado(OAB: 004198 ES) ACÓRDÃO . pressupõe. conhecer dos embargos declaratórios e. É o relatório. em omissão.. conforme dispõem os artigos 897-A da CLT e 535. ante o evidente caráter protelatório Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 dos embargos interpostos. Prequestionamento. as medidas levadas a efeito não foram suficientes para ilidir a inadimplência perpetrada pela primeira reclamada. 256. o tomador de serviços é responsável pelo descumprimento das obrigações trabalhistas assumidas pela primeira ré e não cumpridas. o cumprimento da devida fiscalização que lhe é incumbida. arguindo preliminar de não conhecimento do apelo obreiro. Desembargadora Cláudia Cardoso de Souza e Desembargador Lino Faria Petelinkar. Todavia. De tal sorte. nos termos da Súmula 444 do C. desnecessário contenha nela referência expressa do dispositivo legal para ter-se como prequestionado este.. Súmula 297. negar provimento. o que incluía. não vislumbro efetividade em seu dever de fiscalização. condeno a embargante ao pagamento de 1% sobre o valor da causa. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante. Tese explícita.17. no mérito. Em atendimento ao Provimento Consolidado da CGJT. contradição ou prequestionamento. seu inconformismo com o julgado. Segundo o parágrafo único do art. muito menos de violação aos dispositivos citados. PRELIMINAR DE NÃO CONHECIMENTO DO APELO . pretendendo a reforma do julgado. TST. CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. pugnando pelo seu improvimento. embora suscitado no recurso. 297. puramente. Portanto. Ou seja. 563/566. 2ª Vara do Trabalho de Vitória/ES.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA FERIADOS TRABALHADOS. o poder de fiscalizar o cumprimento das obrigações trabalhistas. 538 do CPC. contradição ou obscuridade.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. TST. requerendo a concessão de efeitos modificativos.1. tenha havido omissão com relação a este mesmo tópico. 23 de Setembro de 2013 133 procedeu à devida fiscalização da primeira reclamada. portanto. ao consignar que incumbe à parte opor embargos declaratórios visando o prequestionamento de matéria. Para fins do requisito do prequestionamento de que trata a Súmula n. da lavra da eminente Juíza Márcia Frainer Miura Leibel. Neste contexto. Configuração. Contrarrazões apresentada pela reclamada às fls.1. Prequestionamento. o juiz ou tribunal. Procurador: Estanislau Tallon Bozi. prolatada pela MM. não se observa. não houve remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho para emissão de parecer." Não há que se falar. adequados para a supressão de omissão. na decisão recorrida.5.0002 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: JOSE MATTOS VICENTE Recorrido: IRMANDADE DA SANTA CASA DE MISERICORDIA DE VITORIA (HOSPITAL DA SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE VITÓRIA) Origem: 2ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . 3. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19/09/2013: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite (Presidente). poder diretivo dos serviços prestados. durante o período de vigência do contrato de prestação de serviços mantido entre as reclamadas. no mérito. inclusive tendo aplicado diversas multas contratuais à 1ª ré. no acórdão. Quanto ao prequestionamento. tem-se que não cuidou de provar o alegado. publicado no DEJT de 08 de Agosto de 2012. Instrumentos de mandato. 574/577.

Analisando a petição inicial. 2. em sede de recurso ordinário. feriados laborados e intervalo intrajornada.realizava o atendimento à solicitações de busca de cadáveres junto ao Hospital Santa Rita (conveniado da Reclamada). coloca algodão com silicone na boca e nariz. pois.17. por inovação recursal. de aplicação da súmula 444 do C. Enquanto que a insalubridade de grau máximo se caracteriza pela exposição com: pacientes em isolamento por doenças infectocontagiosas. o preposto da reclamada e a prova testemunhal relataram o contato direto com pacientes portadores de doenças infectocontagiosas. de aplicação de aplicação analógica do artigo 517 do CPC. 2. conforme comprovam o Laudo Técnico das Condições de Trabalho e o Perfil Profissiográfico Previdenciário.hospitais. sem mencionar. fezes. se a parte provar que deixou de fazê-lo por motivo de força maior. de anatomia e histoanatomopatologia (aplica-se somente ao pessoal técnico). Vejamos.aplicação da súmula 444 do C.cemitérios (exumação de corpos). Vejamos. serviços de emergência. conheço em parte do recurso ordinário interposto pelo reclamante. registro.pedido de pagamento das horas extras a partir da 8ª diária e do 16º plantão.º 15 do Ministério do Trabalho e Emprego. .hospitais. no que tange ao último fundamento. TST foi publicado em novembro de 2012. com fundamento no laudo pericial. esgotos.acordo nos autos da ação anulatória de cláusula da convenção coletiva. vacinas e outros produtos.2. TST ao ajuizar a demanda. sendo suas atribuições listadas pelo i. julgou improcedente o pleito do reclamante. o pagamento das horas extras a partir da oitava diária e do décimo sexto plantão. em contato permanente. . vísceras. segundo o qual o reclamante pleiteia. porém. Já no tocante ao segundo argumento. sendo demitido sem justa causa em 17/06/2011. que permitia o labor em escala 12x36. Aduziu que desenvolvia sua atividade junto ao necrotério da reclamada. cola-se a boca – quando necessário). no capítulo referente aos “feriados laborados”. não previamente esterilizadas. proposta pelo Ministério Público do Trabalho (0010200-58. MÉRITO. ossos. sentença. Embora o argumento do reclamante seja de que trabalhou em contato com doenças infectocontagiosas. . ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. Segundo a reclamada.resíduos de animais deteriorados. O reclamante alegou na inicial que foi admitido pela reclamada em 01/10/1998. A reclamada. Por fim. ambulatórios. carnes. por inovação recursal. não era possível ao autor se valer da referida súmula do C. . .0000). que o aludido verbete jurisprudencial do C.” No caso dos autos é incontroverso que o reclamante era motorista. não conhecendo quanto ao pedido de horas excedentes a 8ª diária ou ao 16º plantão. circunstância apta para a caracterização da insalubridade em grau máximo. com animais destinados ao preparo de soro. glândulas. para exercer a função de motorista.contato em laboratórios. o reclamante disse apenas que foi proferida decisão favorável aos trabalhadores. . todavia. bem como junto à residências e hospitais quando solicitado por clientes. . em sede de contestação. aplicável na categoria do reclamante. a existência de acordo entabulado nos autos. diferencia-se quanto ao local de exposição. Em que pese o fundamento da reclamada. sendo caso.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. verifico que não houve qualquer pedido relativo a jornada de trabalho de 12 horas. pêlos e dejeções de animais portadores de doenças infectocontagiosas.realizava a preparação do corpo – cadáver (troca-se a roupa do defunto. não conheço do recurso. . couros. o reclamante recorre ordinariamente. a reclamada argumenta que o pedido de feriados laborados foi feito com fulcro na Ação Anulatória de Cláusulas Convencionais.” Sendo assim. portanto.2009. com materiais infectocontagiantes. não propostas no juízo inferior. bem como objetos de seu uso. ambulatórios. perito. poderão ser suscitadas na apelação. já recebido ao longo do trato empregatício.º 15.5. tem razão a reclamada. Considero as respectivas contrarrazões eis que tempestivas e regulares. postos de vacinação e outros estabelecimentos destinados aos cuidados da saúde humana (aplica-se unicamente ao pessoal que tenha contato com os pacientes. que trata da relação das atividades que envolvem agentes biológicos. estando a pretensão limitada a gastos com deslocamento. sangue. cadáveres Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 e outros agentes biológicos. . traz três fundamentos que não foram suscitados na petição inicial. bem como aos que manuseiam objetos de uso desses pacientes. TST.laboratórios de análise clínica e histopatologia (aplica-se tão-só ao pessoal técnico). quanto às horas acima da 8ª diária ou do 16º plantão. . uma vez que ficou caracterizada somente a exposição ao agente insalubre em grau médio. anulando a cláusula em questão. Anexo 14.realizava a retirada de cadáver do IML (necrotério) . Assim. visto que o próprio conteúdo da aludida ação foi objeto de debate por ambas as partes (inclusive pela reclamada). em que se questionou a (in)validade da cláusula normativa. portanto. ao fundamento de que.estábulos e cavalariças. com a condução de veículo para transporte de cadáveres. inicialmente.2. o fato de ter havido ou não acordo nos autos da ação anulatória não pode ser considerado fato novo. que ocorreu em setembro de 2011. e . tendo desenvolvido suas atividades nas dependências da funerária da reclamada.gabinetes de autópsias. lixo urbano. A r. Inconformado. porquanto presentes os pressupostos legais de admissibilidade. em contato permanente com sangue. enfermarias. segundo a Norma Regulamentadora n. mais de um ano depois da propositura da presente demanda. segundo o qual “as questões de fato. in verbis: . a insalubridade em grau médio também é caracterizada nos casos de trabalho ou operações. e. afirmou que o reclamante trabalhou em contato com agente insalubre de grau médio. a referida exposição não é exclusiva a insalubridade de grau máximo. postos de vacinação e outros estabelecimentos destinados ao atendimento e tratamento de animais (aplica-se apenas ao pessoal que tenha contato com tais animais). adicional de insalubridade. não previamente esterilizados). INOVAÇÃO RECURSAL Sustenta a reclamada que o apelo obreiro não deve ser conhecido por inovação recursal.1. Assim. na insalubridade em grau médio o contato deve ser em: “. 23 de Setembro de 2013 134 OBREIRO SUSCITADO PELA RECLAMADA. ao adicional de insalubridade em grau máximo. durante todo o pacto empregatício recebeu o aludido adicional. sem o pagamento em dobro dos feriados laborados. não podendo sua conclusão ser tratada como matéria inovadora. efetua-se tamponamento do nariz e boca. uma vez que. TST. quais sejam: . conforme dispõe a Norma Regulamentadora n. fazendo jus. sendo que. Quanto ao primeiro fundamento.

o local em que ocorria o labor (hospitais e necrotério). para condenar a reclamada ao pagamento em dobro dos feriados laborados. Assim. . EM R$ 2. declarando nula a cláusula em questão. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 mantendo incólume.0000) foi julgada procedente. nego provimento ao apelo. que declarou nulos o parágrafo 2o. curvome ao entendimento sufragado na Súmula n. portanto. em grau médio. e a manutenção da decisão que anulou a cláusula em questão. com fez em sede de contrarrazões. in verbis: “SÚM-444. Nessa linha de raciocínio. que foi julgada procedente pelo TRT da 17a Região.2. também por esse fundamento. compulsando as folhas de ponto. embora estivesse exposto a doença infectocontagiante. a reclamada não negou o trabalho obreiro em feriados. 185/2012. sempre laborou nos dias considerados como feriado nacional (1º de janeiro. PELA RECLAMADA. até o julgamento do recurso ordinário interposto nos autos da Ação Anulatória n. 789 DA CLT. trata-se de processo público. DEJT divulgado em 25. Portanto. sendo o enquadramento técnico dado pelo Anexo 14. no tocante a Ação Anulatória de Cláusulas Convencionais proposta pelo Ministério Público do Trabalho. TENDO EM VISTA O PROVIMENTO DO RECURSO DO RECLAMANTE. FERIADOS LABORADOS. 26 e 27. sem o pagamento em dobro dos feriados laborados. tenho que prevalecem os termos da convenção coletiva. TST.000. Além disso. conforme já mencionado no capítulo 2.5. 1º de maio. em caráter excepcional. Também não ficou comprovado o contato com pacientes em isolamento. TST confere direito ao pagamento em dobro dos feriados. sentença julgou improcedente o pleito do reclamante. sem a devida folga compensatória. conhecer parcialmente do recurso ordinário. a retirada de secreções com a utilização de uma seringa e agulha. foram elucidativas e analíticas a respeito do ambiente de trabalho do autor. sendo que. dar provimento parcial ao apelo do reclamante. 02 de novembro e 25 de dezembro).2. Eis o teor da novel Súmula n. que se encontra pendente de julgamento neste E. no caso de labor em escala 12x36. A r. as folgas oriundas do regime de escala não têm o condão de compensar naturalmente os feriados laborados. Por fim. festa de N. Sra. que o acordo não foi juntado aos autos.5. tal como ajustada pelas partes.17. podendo seu conteúdo ser verificado pelo andamento processual do processo na internet. flores e véu). com a efetiva prestação de trabalho em dia de feriado.” Nesse diapasão. Portaria 3214/78”. por unanimidade. 21 de abril. as conclusões do i.00 (QUARENTA REAIS). VALIDADE . Quanto a Ação Anulatória proposta pelo Ministério Público do Trabalho. nos exatos termos em que foi pactuada pelos sindicatos signatários. 0010200-58. da NR 15. e. extrai-se que o autor laborou em feriados. (grifos) Diante do exposto. 12 de outubro. In casu. o reclamante recorre ordinariamente.000. algodão. Milton de Moura França. tem direito à dobra salarial pelos feriados trabalhados.realizava quando necessário. Sendo assim. ficando exposto a AGENTES BIOLÓGICOS. a decisão que declarou nula a aludida cláusula coletiva. O empregado não tem direito ao pagamento de adicional referente ao labor prestado na décima primeira e décima segunda horas.” Inconformado. NOS TERMOS DO ART. ocorrendo a hipótese. E nem argumente a reclamada. com a desistência dos recursos interpostos. aduziu que. ou remunerar em dobro as horas trabalhadas. verifico que o Ministério Público do Trabalho propôs ação anulatória em relação às cláusulas que permitiam a jornada em escala de 11 x 36 horas. no mérito.2. 2. a compensar o ocorrido labor. assegurada a remuneração em dobro dos feriados trabalhados. concedeu liminar. Por fim. in verbis: “As atividades exercidas pelo Reclamante são ensejadoras de Insalubridade. serragem. Dou provimento ao apelo. perito. Portanto. nas fichas financeiras não consta qualquer pagamento a esse título. requereu a condenação da reclamada no pagamento dos aludidos feriados. 444 do TST. argumentou que é plenamente válida cláusula coletiva que permite o labor em escala 12x36. Alegou o autor na exordial que trabalhou durante todo o contrato de trabalho em escala 12x36.realizava a arrumação do caixão (colocava jornal em volta do corpo. deverá ser concedida uma folga a mais.2009. concluindo pela insalubridade em grau médio. FIXO NOVO VALOR À CONDENAÇÃO.2012 – republicada em decorrência do despacho proferido no processo TST-PA-504280/2012. a jornada de doze horas de trabalho por trinta e seis de descanso. uma vez que. caracteriza a insalubridade em grau médio.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. por unanimidade.2 – DEJT divulgado em 26. além de ter suspendido a decisão do TRT da 17a Região. Vejamos. E CUSTAS RESPECTIVAS NO IMPORTE DE R$ 40. mantinha contato com cadáveres e/ou objetos destes sem prévia esterilização. sendo que. foi ajuizada ação cautelar no C. 3CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. circunstância prevista na norma regulamentar para caracterização da insalubridade em grau máximo. aduziu que a nova redação da súmula 444 do C. NORMA COLETIVA. da Cláusula 7a – Trabalhos nos Domingos e Feriados. de forma habitual.Res. constato do documento de fls. Contudo. 444 do TST.0000. restabelecendo as cláusulas 4a – Aumento e Redução da Jornada. 23 de Setembro de 2013 135 . que possui o conhecimento técnico necessário. Nesse passo. fixado em norma coletiva. TST é no sentido de que as horas laboradas em feriados sem a correspondente folga compensatória deverão ser pagas com o adicional de 100%.17. da Penha. nos autos da ação anulatória. Cláusulas 10a – Jornada 11 x 36 e 23a Indenização Adicional. pois. devido o pagamento dos feriados laborados.2012. em sede de contestação. em dobro. concomitantemente.2009. onde houve desistência do recurso interposto. em R$ 2. Porém. Regional. independentemente da existência de norma coletiva autorizando o labor nestes dias. Ministro Presidente do TST. É valida. A jurisprudência da Corte Superior Trabalhista pacificou-se no sentido de que o empregado sujeito ao regime de 12 horas de trabalho por 36 de descanso.09. e. e custas . ESCALA DE 12 POR 36. disse que foi interposto Recurso Ordinário. sexta feira da Paixão. alegando que foi firmado acordo com o Ministério Público do Trabalho. LEI. o entendimento consagrado pelo C. Ademais.00 (dois mil reais). 420/432 que o Exmo. A reclamada. que conferiu efeito suspensivo ao Recurso Ordinário. prevista em lei ou ajustada exclusivamente mediante acordo coletivo de trabalho ou convenção coletiva de trabalho. diversa da escala. diferentemente dos domingos.00 (DOIS MIL REAIS). 07 de setembro. nos seguintes termos: “Por outro lado. no horário das 07:00hs às 19:00hs. JORNADA DE TRABALHO. revendo posicionamento anterior. Fixado novo valor à condenação.11. uma vez que Ação Anulatória de Cláusulas Convencionais proposta pelo Ministério Público do Trabalho (0010200-58.1 foi entabulado acordo nos autos.

no tocante ao pedido de concessão dos benefícios da assistência judiciária gratuita e justiça gratuita. responsabilidade objetiva. Tribunal não se manifestou quanto à responsabilidade objetiva da reclamada pelos atos de seus empregados. com fundamento na Lei 1. verifico que. DESCONTOS FISCAIS E PREVIDENCIÁRIOS Alega o embargante omissão quanto à responsabilidade objetiva da reclamada. ou seja. Sendo assim. REGIÃO UNIFORME INDUSTRIA E COMERCIO DE ROUPAS LTDA EPP Origem: 2ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . FUNDAMENTAÇÃO 2. não procedeu ao recolhimento das custas. Aduz que o E. aos honorários advocatícios.” Isto posto. O obreiro.584/70 c/c §3º. acórdão de fls. analisando o v.2012.060/50 e art. e não se confunde com o benefício da justiça gratuita previsto no § 3º. quais sejam. 23 de Setembro de 2013 136 respectivas no importe de R$ 40. ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA Aponta o embargante omissão no v.º 5. A assistência judiciária gratuita tem previsão tanto no art. 2. dar provimento parcial para dispensar o reclamante do recolhimento das custas. por entender ausentes os requisitos da Lei 5. mas por advogado particular (fl. honorários advocatícios e descontos fiscais e previdenciários.TRT 17ª.17.1.2. do art. 790. Pugna. quanto à apreciação de matéria constante no Recurso. 790. de acepção mais restrita. a existência de omissão.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.5. Portanto. Assim. que a assistência judiciária gratuita e o benefício da justiça gratuita não se confundem. sentença de origem indeferiu os benefícios da assistência judiciária gratuita. 2. à fl. embora tenha sido consignado que foi superada a deserção. porquanto presentes os pressupostos legais de admissibilidade. para fins de isenção das custas processuais e conhecimento do Apelo.2. na acepção mais ampla. como se percebe. Acórdão. 133 da Constituição. MÉRITO 2. extensivo a quem não esteja assistido por Sindicato (prevista no § 3º. passo a sanar a referida omissão. art. da CLT. quando preenchidos os requisitos previstos no próprio artigo. para. RESPONSABILIDADE OBJETVA.584/70 para a concessão da assistência judiciária gratuita. os beneficiários da assistência judiciária gratuita. nas razões recursais. em face do v. Suspeição do Desembargador Lino Faria Petelinkar.0123000-18.8 Embargante Advogado Embargado Advogado RONALDO SEABRA MILAGRE Euclerio de Azevedo Sampaio Junior(OAB: 007583 ES) UNIFORME INDUSTRIA E COMERCIO DE ROUPAS LTDA EPP Dalton Almeida Ribeiro(OAB: 011359 ES) ACÓRDÃO . todavia. 10. para a correção da falha apontada. defiro o benefício da justiça gratuita.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. portanto. São cabíveis embargos de declaração no caso de padecer a sentença ou o acórdão de omissão. apontando omissão no julgado. § 3º. No âmbito desta Especializada. assistência por Sindicato de classe e percepção de remuneração igual ou menor que o dobro do salário mínimo ou impossibilidade de demandar sem prejuízo do sustento próprio ou da família. não prescinde dos requisitos da Lei n. Assim. ficando. pugnou. também.584/70. há necessidade da ocorrência dos dois requisitos para o deferimento da assistência judiciária. diferentemente do que ocorre quando há concessão do benefício da justiça gratuita. que envolve também os honorários advocatícios. não estão atendidos os pressupostos previstos na Lei n. 207-209v . Procurador: Estanislau Tallon Bozi DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº ED-123000-18. condenando o autor ao pagamento da importância de R$ 130. à luz dos arts. Com razão.2. por força do Agravo de Instrumento.17. pela apreciação dos argumentos contidos no recurso ordinário acerca dos encargos fiscais e previdenciários e. Vistos. primeiramente. da CLT. Este é uma faculdade do juiz. 20 do CPC e Súmula 219 do TST. Nesse particular.º 5. da CLT.1. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. devo registrar. nos termos do § 3º. sanando a omissão apontada.584/70. OMISSÃO. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19/09/13: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente). Acórdão.º 5. 09) e. OMISSÃO CONSTATADA.º 1. do art.0002 Processo Nº ED-123000/2012-002-17-00. 207/209v. da CLT).5. no Processo do Trabalho. Dou parcial provimento. 790. sendo partes as acima citadas.2012. Desembargadora Claudia Cardoso de Souza e Desembargador José Luiz Serafini. da CLT. o julgado foi omisso quanto ao pedido de concessão dos benefícios da assistência judiciária gratuita. bem como em relação aos honorários advocatícios sucumbenciais. por sua vez.2. aos descontos fiscais e previdenciários. OMISSÃO. 790.TRT 17ª Região . 186 e 927 do Código Civil. 790. assegurado igual benefício ao trabalhador de maior salário uma vez provado que a sua situação econômica não lhe permite demandar sem prejuízo do sustento próprio ou de sua família. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. o reclamante não está assistido por Sindicato de classe. do art. É o relatório. ACÓRDÃO DE FLS. como no artigo 3º da Lei n. para acrescentar ao recurso a seguinte fundamentação: “A r. Na hipótese vertente. § 3º. autoriza o acolhimento de Embargos Declaratórios. enquanto aquela. RELATÓRIO Trata-se de embargos declaratórios opostos pelo reclamante. são os que preenchem os requisitos da Lei n.060/50. no tocante à assistência judiciária gratuita. importando somente na isenção de custas.00 a título de custas processuais. conforme arts. obscuridade ou contradição. De fato. CONHECIMENTO Conheço os embargos declaratórios opostos pelo reclamante.00 (quarenta reais).º 5. 14 da Lei n. do art. a assistência judiciária gratuita é devida apenas na hipótese prevista na Lei n. a parte deve estar assistida por seu Sindicato de classe. pela concessão do benefício da assistência judiciária gratuita. a luz do art. pela reclamada. No entanto.0002 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: RONALDO SEABRA MILAGRE Embargado: O V. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 .584/70.º 5. dou provimento aos embargos declaratórios. 790. da CLT. e é devida a todo aquele que receber salário igual ou inferior ao dobro do mínimo legal.584/70. por fim. com base na declaração de miserabilidade jurídica.

presume-se verdadeira a data de registro da admissão do obreiro. conhecer dos embargos declaratórios e. o qual. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº RO-125100-77.. tendo demonstrado. A sentença (bem assim o acórdão) omissa contém. subjetiva ou objetiva. Acórdão. adequados para a supressão de omissão. 256. às horas extras. Havendo tese explícita sobre a matéria. elementos que levem à conclusão de que o Regional adotou uma tese contrária à lei ou à Súmula. TST). satisfaz o requisito de fundamentação da decisão e caracteriza a devida prestação jurisdicional. ao consignar que incumbe à parte opor embargos declaratórios visando o prequestionamento de matéria. Conforme se infere do v.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. não há qualquer omissão no julgado. Consoante magistério de Manoel Antonio Teixeira Filho: "Sentença omissa é a que deixa de pronunciar-se sobre um ou mais pedidos formulados pelas partes (. É o relatório. Se os documentos constantes dos autos não são capazes de comprovar a relação de emprego em período anterior ao registrado na CTPS. não foi objeto de pronunciamento no acórdão. um pronunciamento citra petita pois a apreciação do órgão foi. Ou seja. em prequestionamento dos dispositivos legais e constitucionais mencionados.17. pressupõe. em omissão no julgado e. 1993 . à confissão. Prequestionamento. NÃO COMPROVAÇÃO. verbis: 2. ao contrário do afirmado. CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. 23 de Setembro de 2013 137 ainda. Inteligência da Súmula 297. puramente. à retificação da CTPS. Analisando o v. 297. não é essa a função dos embargos declaratórios. A existência de tese específica sobre a matéria debatida. Tese explícita. do CPC. é a diretriz traçada pelas Orientações Jurisprudenciais nº 118 e 256 da SDI-I do Colendo TST. em relação aos pedidos deduzidos na causa. sendo certo que a não-manifestação acerca de todos os dispositivos legais apontados como violados não configura omissão no julgado. tenha havido omissão com relação a este mesmo tópico. as razões de julgamento encontram-se. de maneira clara. pelo prequestionamento dos dispositivos mencionados. FUNDAMENTAÇÃO 2. decorrente da ausência injustificada na audiência que deveria depor. Não há se falar. quantitativamente inferior à que se deveria ter sido realizada" ("Sistema dos Recursos Trabalhistas". assentando expressamente estarem “ausentes todos os pressupostos a ensejar a responsabilidade civil”.2011. na decisão recorrida. porquanto presentes . Prequestionamento. 3. nestes termos: 118. Embora devidamente notificada. ainda que contrária ao entendimento da parte. da lavra do eminente juiz Roberto José Ferreira Almada.0002 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: ADEMIR OLMO SERRI JUNIOR Recorrido: UNIAO NACIONAL DOS PROPRIETARIOS DE VEICULOS AUTOMOTORES-UNION Origem: 2ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . requerendo a reforma da r. ante a sucumbência total do reclamante.CONHECIMENTO Deserção superada pelo julgamento do agravo de instrumento. seu inconformismo com o julgado. A Súmula 297 do C. evidentemente. Esta. sendo certo que os embargos declaratórios não são meio idôneo a corrigir eventual erro de julgamento. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante. no mérito. portanto. que isentou o reclamante do pagamento das custas processuais. 332). A presunção relativa de veracidade dos fatos alegados pelo empregador.2 Recorrente Advogado Recorrido Advogado ADEMIR OLMO SERRI JUNIOR Vilmar de Oliveira Silva(OAB: 013154 ES) UNIAO NACIONAL DOS PROPRIETARIOS DE VEICULOS AUTOMOTORES-UNION CAIO DA CRUZ FERRAZ(OAB: 017973 ES) ACÓRDÃO . a reclamada não apresentou contrarrazões ao recurso obreiro. FUNDAMENTAÇÃO 2. Tese explícita. contradição ou obscuridade. À análise. 7ª ed.5. que julgou improcedentes os pedidos formulados na inicial. do CPC.0125100-77. consignadas no julgado. em razão da confissão ficta do autor. em face da r.. conforme dispõem os artigos 897-A da CLT e 535.0002 Processo Nº RO-125100/2011-002-17-00. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19/09/2013: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite (Presidente). Nego provimento. nos termos da certidão de fls. devidamente. sendo partes as acima citadas. ao intervalo intrajornada. no acórdão. 189/190. mas tão somente falhas formais porventura havidas no julgado. Razões recursais. Nesse aspecto. sentença. nos moldes do artigo 535. Configuração. portanto. julgou indevidos os honorários advocatícios. vê-se que nas aludidas matérias elencadas. CONHECIMENTO Conheço o Agravo de Instrumento interposto.São Paulo: LTr. 194/216. dar-lhes parcial provimento. Para fins do requisito do prequestionamento de que trata a Súmula n. proferida pela MMª 2ª Vara do Trabalho de Vitória/ES. PROVA PRÉ-CONSTITUÍDA.5. tampouco. Acórdão embargado. TST. quanto à assistência judiciária gratuita. de certa maneira.p. RECONHECIMENTO DE VÍNCULO EMPREGATÍCIO. pode ser elidida por prova pré-constituída (Súmula 74 do C. Desembargadora Cláudia Cardoso de Souza e Desembargador Lino Faria Petelinkar.1. Procurador: Estanislau Tallon Bozi. impõe à parte prequestionar tema que. Súmula 297.TRT 17ª Região . Todavia. . relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. Vistos. sentença de fls.).1. ao sobreaviso.17. bem como prejudicada a análise relativa aos descontos fiscais e previdenciários. às fls. por unanimidade. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 para sanar a omissão apontada e dar provimento parcial para dispensar o reclamante do recolhimento das custas. às comissões e à multa do artigo 477 da CLT. há necessidade de que haja. resta claro que a embargante pretende revolver questões já decididas.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA CONFISSÃO FICTA. desnecessário contenha nela referência expressa do dispositivo legal para ter-se como prequestionado este. negou provimento ao pedido de dano moral decorrente de suposta perseguição perpetrada pela empregadora e. aliás.2011. 243. embora suscitado no recurso.

nos termos do § 3º. Inicialmente. basta que a parte. § 2º. mediante simples afirmação na petição. não prescinde dos requisitos da Lei n. por unanimidade. com base no artigo 343. pois. Quanto ao pedido de pagamento de prêmios e comissões. da CLT. também. mas simplesmente reputoulhe confesso e julgou improcedentes os pedidos formulados na inicial. defiro ex oficio o benefício da justiça gratuita. com competente compensação na distribuição. 790. com base na declaração de miserabilidade jurídica. ao argumento de que a presunção de veracidade decorrente da pena de confissão é apenas a relativa. No âmbito desta Especializada. Todavia. Nessa linha de raciocínio.00 (quatrocentos e quarenta reais). Quanto ao pedido de depósitos do FGTS. como no artigo 3º da Lei n. sob pena de confissão.1. à fl.º 5. calculados sobre o valor da causa. 14 da Lei n. o que levou ao não conhecimento do recurso pelo Juízo a quo. alega que o juízo de origem não considerou todo o conjunto probatório existente nos autos. da CLT).584/70. ainda. que o indeferimento da assistência judiciária gratuita prejudica o reclamante exercer seu direito de interpor recursos aos tribunais superiores. devendo os autos ser encaminhados a SECAU para reautuação. do art. determinar o processamento do Recurso Ordinário interposto pelo obreiro. quando preenchidos os requisitos previstos no próprio artigo.º 5. também. 2. Na hipótese vertente. sem realizar. afastando a deserção. Vejamos. 3. além de alguns terem sido emitidos por terceiros.584/70. insurge-se o reclamante. na petição inicial e em suas razões recursais requereu a concessão do benefício da assistência judiciária gratuita para fins de isenção das custas processuais. Pois bem. mas por advogado particular (fl. capazes de elidir a confissão aplicada. ou indenização por depreciação de veículo utilizado em serviço por reles três meses. como se percebe. decorrente da confissão do autor. dar provimento para.MÉRITO 2. indeferidos.2. a parte deve estar assistida por seu Sindicato de classe.º 1. do art. Para o pedido de reconhecimento do vínculo empregatício no período não anotado na CTPS. 24/98 dos autos não comprovaram o direito postulado.2. no Processo do Trabalho. TST. na acepção mais ampla. afastando a deserção. pois não foram infirmados pela prova constituída. ou seja. os autos deverão ser remetido a Relatora. o reclamante não está assistido por Sindicato de classe. 23 de Setembro de 2013 138 os requisitos de admissibilidade recursal. o juízo de origem considerou que os documentos colacionados às fls. Inconformado. no caso. 2. o juízo de primeiro grau entendeu que o próprio reclamante admitiu ter recebido prêmios ou comissões da ré. 790. O pedido de pagamento das verbas decorrentes da dispensa sem justa causa foi indeferido em razão do pedido de demissão assinado pelo próprio autor. Nesse aspecto. Após. uma vez que se encontram preenchidos os pressupostos de admissibilidade. em razão da confissão do reclamante. o juízo a quo. diferentemente do que ocorre quando há concessão do benefício da justiça gratuita. XXXV e LXXIV da Constituição Federal. importando somente na isenção de custas. com nítida afronta ao artigo 5°. determinar o processamento do Recurso Ordinário interposto pelo autor. fixadas pelo Juízo de origem.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 790. conhecer do Agravo de Instrumento e. a assistência judiciária gratuita é devida apenas na hipótese prevista na Lei n. do art.584/70. dispenso o reclamante do recolhimento das custas processuais e dou provimento ao Agravo de Instrumento interposto pelo reclamante para. MÉRITO 2.º 5. contudo. todos consagraram a condição autônoma do emitente. de acepção mais restrita. da CLT. argumentado que.060/50 e da Lei 5. Nesse aspecto. que envolve também os honorários advocatícios. A assistência judiciária gratuita tem previsão tanto no art. no mérito.CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 2ª Turma do Egrégio Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. o reclamante. são os que preenchem os requisitos da Lei n.2. informe que não possui condições de pagar as custas do processo e os honorários advocatícios. quais sejam. Este é uma faculdade do juiz. entendeu que foram . Considerou verdadeiros os fatos alegados na defesa. além da presunção relativa de veracidade da tese de defesa.CONFISSÃO O juízo de origem reputou o reclamante confesso quanto à matéria fática debatida nos autos.º 5. 13) e. Portanto. os beneficiários da assistência judiciária gratuita. podendo ser elidida por prova em contrário. observo que o reclamante limita sua impugnação à suposta falta de apreciação das provas constituídas nos autos. do CPC e Súmula 74 do C.º 5. Sustenta. para a concessão do referido benefício. em primeiro lugar devo registrar que a assistência judiciária gratuita e o benefício da justiça gratuita não se confundem. Inconformado. De fato. recorre o reclamante. além de ressaltar ausência de justificativa para o reembolso de combustível em valor superior ao praticado no curso do breve tempo do contrato. a teor da Lei 1. e não se confunde com o benefício da justiça gratuita previsto no § 3º. por considerá-lo deserto. o reclamante interpôs recurso ordinário. E os pedidos de horas extras e intervalo intrajornada. o que torna descabida a integração salarial dessas rubricas. renovando o pleito da assistência judiciária gratuita. Dessa decisão.584/70 para a concessão da assistência judiciária gratuita. assegurado igual benefício ao trabalhador de maior salário uma vez provado que a sua situação econômica não lhe permite demandar sem prejuízo do sustento próprio ou de sua família. ficando. portanto. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 14. extensivo a quem não esteja assistido por Sindicato (prevista no § 3º. então. DESERÇÃO DO RECURSO ORDINÁRIO Diante da improcedência total dos pedidos expostos na exordial. porquanto. No entanto. Assim.584/70. Nesse contexto. assistência por Sindicato de classe e percepção de remuneração igual ou menor que o dobro do salário mínimo ou impossibilidade de demandar sem prejuízo do sustento próprio ou da família. enquanto aquela. Salienta que o princípio da busca da verdade real é superior à pena de confissão. o ora Agravante não procedeu ao recolhimento das custas processuais no valor de R$ 440. há necessidade da ocorrência dos dois requisitos para o deferimento da assistência judiciária. e é devida a todo aquele que receber salário igual ou inferior ao dobro do mínimo legal. o Juízo a quo condenou o autor ao pagamento das custas processuais no importe de R$ 440. mesmo advertido que deveria comparecer ao ato para depor.00 (quatrocentos e quarenta reais). deixou de fazê-lo.1ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA. não estão atendidos os pressupostos previstos na Lei n.060/50. o recolhimento das custas processuais.2.584/70. fundamentou a improcedência de cada pedido nas provas documental e oral existentes nos autos.

1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Requereu o reconhecimento do vínculo empregatício com a ré. iniciou o labor na reclamada. das 07h45min às 22h. 13º salário. PERÍODO SEM ANOTAÇÃO Na inicial. ante a confissão aplicada ao reclamante. por si só. domingos e feriados.RETIFICAÇÃO CTPS. quando percebia R$ 686. Asseverou que. portanto. de ausência de trabalho em regime de sobreaviso. não impugnados pela ré. no caso o reclamante. portanto. O reclamante se manifesta sobre os documentos apresentados pela ré. 2.02. HORAS EXTRAS E INTERVALO INTRAJORNADA O reclamante alegou que possuía como jornada habitual. A prova da relação de emprego depende da presença dos requisitos do artigo 3º da CLT e estes não foram demonstrados nos autos. pelo magistrado. diante dos documentos juntados com a inicial.3. em 10/12/2010. o que será efetivamente tratado nos próximos tópicos. gerando a presunção relativa de veracidade da jornada de trabalho indicada na inicial. sentença. Requereu o pagamento das horas extras excedentes da 8ª diária e da 44ª semanal. que elida a presunção de veracidade decorrente da confissão. o reclamante alegou que foi contratado. Nego provimento. ao argumento de que a reclamada não apresentou os cartões de ponto de todo o período contratual. quando laborava cerca de 05 a 06 horas. por sua vez. 174/2011. Vejamos.RA 69/1978. sustentou que o horário de trabalho do Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 reclamante era das 08h às 17h. além de alegar que exercia trabalho externo. FGTS. às fls. o autor pretende o reexame de cada pedido indeferido. o vínculo empregatício postulado. Portanto. não há falar em aplicação da confissão sem apreciação das provas constantes dos autos. a verdade real não se revela pela presunção relativa decorrente da falta de exibição dos cartões de ponto de terminando período. ao argumento de que os referidos documentos demonstram o labor para a reclamada antes do registro da CTPS.inserida em 08. CPC). indiquem que prestou serviços para a reclamada. FGTS e multa de 40%. não comprovam que o reclamante estava de sobreaviso naqueles dias. pois. em 04/01/2010. por meio de celular. Nessa linha. mesmo durante o trabalho externo. 24/50 demonstram o labor no período não anotado na CTPS e. bem como reflexos sobre o aviso prévio. não comparecer à audiência em prosseguimento. O reclamante manifesta sua irresignação com a r. nos autos. A reclamada contestou o pedido. frisa-se que o reclamante não questiona a confissão ficta aplicada em razão da sua ausência injustificada na audiência que deveria depor.2011 I – Aplica-se a confissão à parte que. inclusive nos sábados. sob a alegação de que a empresa não pratica atividades de vendas aos sábados e aos domingos. com a retificação da data de admissão da CTPS e o pagamento das férias + 1/3. no sentido de que aqueles juntados às fls. na realidade. quanto ao período sem controle de jornada nos autos.2. os documentos apontados pelo recorrente não confrontam a presunção de veracidade dos fatos alegados na contestação. dispõe que a prova pré-constituída nos autos pode ser levada em conta para confronto com a confissão ficta. (nova redação do item I e inserido o item III à redação em decorrência do julgamento do processo TST-IUJEEDRR 801385 -77.SOBREAVISO O autor aduziu. 400. três finais de semana por mês (sábado e domingo). O juízo de origem julgou o pedido de hora extra e intervalo intrajornada. de segunda a sexta-feira.94. prevalecendo a jornada de trabalho apontada na contestação. Ainda que os formulários de pedidos de clientes apresentados pelo reclamante possam coincidir com dias de sábados. multa de 40%. do C.09.2001.2.A vedação à produção de prova posterior pela parte confessa somente a ela se aplica. a título de remuneração mensal. férias + 1/3. DEJT divulgado em 27. E nem se diga que o registro da condição de representante autônomo ao signatário dos referidos documentos constavam mesmo no período do contrato de trabalho anotado na CTPS. TST. em média. conforme comprovam os documentos anexados à contestação. Nego provimento. não se pode olvidar que a confissão aplicada ao reclamante favorece a tese da ré. § 2º. ao argumento de que a tese de defesa de ausência de labor aos sábados e domingos . bem como da multa do artigo 477 da CLT. 13º salário. decorrente da confissão aplicada ao autor. Indeferiu o pagamento do seguro-desemprego. Em defesa. por ausência dos requisitos legais.2. para exercer a função de consultor de vendas. com cerca e 20min a 30min de intervalo intrajornada. 2.1978) II . embora a CTPS tenha sido registrada em 09/09/2010. a condição de empregado alegada. Nego provimento. 24/98. Inicialmente. no período anterior ao registro da CTPS – 04/01/2010 a 08/09/2010. no período de 04/01/2010 a 08/09/2010. até porque o autor foi considerado confesso em relação aos fatos alegados pela defesa.11. Na verdade. Vejamos. RSR.A prova pré-constituída nos autos pode ser levada em conta para confronto com a confissão ficta (art. Insurge-se o reclamante. a ré negou o labor em período anterior ao registrado na CTPS do autor. sob o fundamento de que os documentos acostados às fls.2000) III. 154. sem qualquer controle por parte da empresa. RSR. 30 e 31. (ex-OJ nº 184 da SBDI-1 . Embora os documentos apresentados pelo reclamante. em relação ao período sem registro na CTPS. (ex-Súmula nº 74 . o item II. 24/98 conferem ao emitente. da Súmula 74.05. não implicando cerceamento de defesa o indeferimento de provas posteriores. sem labor aos sábados e domingos. que era obrigado a permanecer com o celular ligado 24h. que revelam labor aos sábados. domingos e feriados. com 01h de intervalo intrajornada. domingos e feriados. e dispensado. Disse que era acionado. a condição de representante autônomo e. Disse que. expressamente intimada com aquela cominação.2. a confissão ficta do reclamante desonera o empregador do seu ônus. 23 de Setembro de 2013 139 devidamente adimplidos.5.0017) . não ilidem a presunção de veracidade da contestação. Ademais. verbis: SÚMULA 74 CONFISSÃO. na forma do documento de fls. diante da ausência de prova. sem receber as horas extras devidas. Desse modo. do poder/dever de conduzir o processo. Vejamos.Res. não afetando o exercício. DJ 26. nos termos do artigo 74. mesmo que se possa presumir a subordinação no período anterior ao registrado na CTPS pelo simples fato de ter havido a prestação de serviços para a reclamada. A reclamada. não comprovam. I. O juízo de origem indeferiu o pleito. sua jornada era controlada. Embora a reclamada tenha o dever legal de apresentar os cartões de ponto.não prospera.4. . da CLT. Insurge-se o reclamante. na qual deveria depor. em 04/01/2010. 2.

§ 8º. 3.) Ante o exposto. multa de 40%. Vejamos. Mantido o valor da condenação. 13º salário. Relator Ministro: Horácio Raymundo de Senna Pires. Embora o Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho registre o pagamento de comissões referentes ao mês anterior ao da rescisão. a assistência judiciária gratuita é cabível apenas se preenchidos os pressupostos da Lei n. bem como a sua integração ao salário. a ausência de comprovação do direito alegado. da CLT). Todavia. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19. o atingimento das metas Vejamos. envolvendo também os honorários advocatícios. sem a necessidade de poderes especiais para tanto. pelas provas constantes dos autos. horas extras e verbas resilitórias.0010 Processo Nº RO-138400/2012-010-17-00. Além das comissões.17. No âmbito desta Especializada. pois o próprio Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho indica que recebia comissões. Nesse diapasão. indevida a multa em comento quando as verbas rescisórias registradas no Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho foram pagas no prazo estabelecido do artigo 477 da CLT. e limitado à dispensa do recolhimento de custas processuais. Na hipótese vertente. Nego provimento. sob o fundamento de que o próprio reclamante admitiu jamais ter recebido prêmios ou comissões. §3º. 3ª Turma. 477 da CLT. Vejamos.00 a R$ 1. Tribunal Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Regional. 14. 2. assim. Argumenta que as verbas trabalhistas devidas não foram pagas no prazo legal. DA CLT.2003. que alterou o artigo 790. no percentual de 10% sobre cada contrato de adesão celebrado. 477. MULTA DO ART.COMISSÕES. 2. 5. mas não dispensa a assistência sindical.ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA O juízo de origem indeferiu o pedido de assistência judiciária gratuita.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. § 8º. Lino Faria Petelinkar e Desembargadora Claudia Cardoso de Souza.6. Também sustenta não ser a assistência judiciária gratuita privativa do sindicato de classe. ao argumento de que a Lei 10.2013: Des. não sendo o pagamento a menor das verbas rescisórias motivo a ensejar a sua aplicação. pois a lei de regência exige a concomitância dos pressupostos. § 3º. 2. a mera existência de diferenças em favor do empregado não torna devido o pagamento da multa. A ré argumentou que as comissões e premiações somente eram pagas aos vendedores que atingissem determinada meta. mas sim pagamento a menor (diferenças de verbas rescisórias reconhecidas ex judicis).5. extensivo a quem não esteja assistido por Sindicato (prevista no art. comprovando. sendo incontroverso que o pagamento das verbas rescisórias ocorreu dentro do prazo previsto no § 6º do art.4 .MULTA DO ARTIGO 477. 477. Ressalta que a assistência judiciária gratuita pode ser concedida. por ausência dos requisitos do art. ou impossibilidade de demandar sem prejuízo do sustento próprio ou da família). no mérito. Nesse sentido. não sendo possível ampliar o seu alcance para a hipótese de pagamento a menor daquelas parcelas. de acepção mais restrita. são os que preenchem os requisitos da Lei 5. da CLT. os beneficiários da assistência judiciária gratuita. Em primeiro lugar. § 8º.5. para fins de recebimento de comissões e prêmios. Assim.5. até porque as diferenças foram reconhecidas somente em juízo.A aplicação da multa de que cogita o art.09. § 8º. não há prova de que o reclamante alcançou as metas ao longo de todo o contrato de trabalho. supre apenas o requisito inerente à miserabilidade jurídica. RSR. a qual o reclamante jamais atingiu. O reclamante reitera o direito ao recebimento das comissões e premiações. FGTS. diferentemente do que ocorre com o benefício da justiça gratuita. por maioria. Nesse sentido. da CLT tem pertinência quando o empregador não cumpre o prazo estabelecido para a quitação das verbas rescisórias. quanto ao direito à multa prevista no § 8º. Data deDivulgação:DEJT09/04/2010.2. Procurador: Estanislau Tallon Bozi. 13) e a declaração de insuficiência econômica. aduziu que também lhe foi garantido o recebimento de premiações que variavam em torno de R$ 1.7.09. premiações e seus reflexos no pagamento das verbas resilitórias. impede a procedência do pedido. PREMIAÇÕES Na inicial. 477 da CLT. Requereu o pagamento de todas as comissões. exclusivamente. negar-lhe provimento. da CLT. Mantido o valor da condenação. Pelo que se depreende do acórdão do e. o reclamante postulou a condenação da reclamada no pagamento da multa do art. o reclamante alegou que lhe foi prometido o pagamento de comissões na razão de 10% sobre cada contrato de adesão celebrado. jamais recebeu as comissões prometidas. DA CLT Na inicial. apenas com a comprovação da miserabilidade jurídica. da CLT.CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº RO-138400-48.0008 Data de Julgamento: 17/03/2010. com reflexos sobre férias + 1/3. (Processo: RR .537/2002. conhecer do recurso ordinário do reclamante e. O juízo de origem entendeu não haver motivo para aplicação da multa do art. Vencido o Desembargador Lino Faria Petelinkar quanto à assistência judiciária gratuita. por unanimidade.2. TST: RECURSO DE REVISTA. do artigo 477. PAGAMENTO A MENOR . inclusive de ofício. comissões. constante às fls. revogou o artigo 14 da Lei 5.584/70.00. nego provimento.2012. se atingisse a meta de trinta contratos de adesão celebrados.584/70. na hipótese de atraso no pagamento das verbas rescisórias constantes do termo de rescisão. Nego provimento. na forma da fundamentação supra. Des.500. A multa do artigo 477 da CLT é devida. o reclamante está assistido por advogado particular (fls. 790.1302000-77. Insurge-se o reclamante. 14. cumpre ressaltar que a justiça gratuita foi deferida ao autor em sede de agravo de instrumento. 14 da Lei 5. Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente). apesar de sempre ter sido um dos melhores e mais produtivos consultores da ré. Assim. 23 de Setembro de 2013 140 Nego provimento.584/70 (assistência sindical e percepção de remuneração igual ou inferior ao dobro do salário mínimo legal. por conseguinte. podendo o advogado declarar a hipossuficiência do reclamante.2. Insiste o reclamante. manifestou-se o C. não houve o alegado atraso no pagamento da rescisão. por não ter computado as horas extras. 477. Recurso de revista parcialmente conhecido e provido.584/70. O juízo de origem indeferiu o pedido. não elide a confissão do autor e. de acepção mais ampla.000. o que foi cumprido às fls.

CONHECIMENTO Conheço parcialmente do recurso ordinário interposto pela reclamante. sendo assim. O juízo de origem. verifico que a r. 475-J. sentença de piso autorizou a dedução dos valores efetivamente já recebidos a tal título. verbis: . alegando a existência de patente prejuízo. o sujeito passivo. no momento em que. Nesse sentido.00 já integrados ao salário -base por essa decisão. TST. com a redação dada pela Lei nº 12. será retido na fonte no momento em que esses rendimentos se tornarem disponíveis para o reclamante. a responsabilidade exclusiva da reclamada pelo pagamento do imposto de renda. o item II. segundo o artigo 12-A da Lei n. deverá assumir sozinha a responsabilidade pelo pagamento das contribuições fiscais do recorrente”. Conforme exposto no dispositivo retro. Portanto. dou provimento para afastar a extinção do processo. em face do empregador. do CPC.º 7. é o trabalhador. porquanto preenchidos os pressupostos de admissibilidade recursal.2.2. indenização por supostos danos materiais decorrentes de ato ilícito. Não demonstrada ofensa moral dirigida ao trabalhador. as condições da ação são aferidas in status assertionis. Da dedução das horas extras”. do CPC. DANOS MORAIS. sendo de responsabilidade do empregador o seu recolhimento (repasse ao Fisco) e não. do CPC. sem resolução do mérito. conheço do recurso. à integração do auxílio alimentação. Primeiramente. de uma cognição superficial em relação à titularidade do direito pleiteado. nos termos dos artigos 43 e 45 do Código Tributário Nacional. Vejamos. INTERESSE DE AGIR.2012. uma vez que incorrerá em percentuais maiores do que se as verbas tivessem sido remuneradas mensalmente ao tempo correto pela empregadora. É o relatório. 2.TRT 17ª Região . 248-v. para o Fisco. 23 de Setembro de 2013 141 Recorrente Advogado Recorrido FABIO VICENTE DE SOUZA EDIMARIO ARAUJO DA CUNHA(OAB: 017761 ES) RODOVIARIO RAMOS LTDA N/P DE MARCELO SILVA RAMOS ACÓRDÃO . do C. NÃO CONHEÇO do apelo. da Súmula 368. tratando-se de matéria de direito. excetuado os R$ 70. ocorre apenas no momento do pagamento do crédito trabalhista ao reclamante. § 3º. Quanto às demais matérias. em face da r. o reclamante postula seja afastado o abatimento dos salários remunerados “por fora” no importe de R$ 70. será indenizada por responsabilidade da ré em razão de tais danos. das horas extras. em relação ao pedido “3. levando ao acolhimento ou rejeição do pedido e não à carência do direito de ação. da Lei nº 8. portanto. aos reflexos do salário extrafolha em RSR.2. e. portanto. razão pela qual passo à análise da questão de mérito. Como é cediço. do artigo 267.3. é de se compreender que o imposto incidente sobre os rendimentos pagos. extinguiu o processo. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante. no mérito. à multa do art.12”. no particular e. não há se falar em qualquer indenização. 267. à dedução das horas extras. sentença.MÉRITO 2.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA RECURSO ORDINÁRIO DO RECLAMANTE. Razões recursais. a legislação fiscal vigente à época desse fato é que deve ser aplicada. De qualquer sorte. sendo partes as acima citadas. em execução de decisão judicial. exigindo que a agressão ultrapasse as barreiras da normalidade e dos fatos corriqueiros possíveis de acontecimento no cotidiano.17. do CPC e. inclusive quanto aos rendimentos recebidos acumuladamente em virtude de decisão judicial. nos moldes dos artigos 186 e 927 do Código Civil. sentença de fls. julgou parcialmente procedentes os pedidos. no que tange ao imposto de renda. O dano moral pressupõe um ato ilícito que afete a esfera psíquica do autor. o Imposto de Renda incidente sobre os rendimentos pagos em cumprimento da decisão judicial será retido pela pessoa obrigada ao pagamento.00 mensais. são questões a serem analisadas no mérito. requerendo a reforma da r. conforme certidão de fl. CONFIGURAÇÃO.713. realiza a hipótese de incidência do imposto. Postulou o reclamante. Fundamentou que a indenização por ato ilícito não pode ser reconhecida pelo fato de se presumir a possibilidade de um prejuízo. por sua vez. Nas razões recursais.350/2010. Embora devidamente intimada por edital. o recebimento se torne disponível para o beneficiário. com fulcro no art. sem dúvida.5.1. Vistos. que é de quem aufere a renda e. Se houve ou não dano material ou se a autora. não importando.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.0010 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: FABIO VICENTE DE SOUZA Recorrido: RODOVIARIO RAMOS LTDA N/P DE MARCELO SILVA RAMOS Origem: 10ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . inclusive quanto às alíquotas a serem utilizadas para o cálculo do tributo.IMPOSTO DE RENDA. com base no inciso VI. o ônus de seu pagamento. Aduz que “como a recorrida descumpriu suas obrigações legais de reter na fonte e repassar ao Estado. aos honorários advocatícios sucumbenciais e contratuais e à hipoteca judicial. na parcela atinente ao imposto de renda. Em conformidade com o artigo 46. a partir. FUNDAMENTAÇÃO 2. impõe-se dizer que não há vedação no Ordenamento Jurídico para que se postule.1. o que somente poderá ocorrer após o surgimento do dano. precisamente como requerido em recurso. não havendo como transferir-se para as reclamadas este ônus tributário.541/92. sem julgamento do mérito. 515. a reclamada não apresentou contrarrazões. de 22/12/1988. a incidência do imposto de renda deve obedecer ao regime de competência (mês em que a parcela deveria efetivamente ter sido paga). incide a hipótese do art. se isso ocorrer. às fls. inciso VI. na peça de ingresso. no que tange ao item “2. Insurge-se o reclamante em face do decisum. em relação ao pedido de indenização pela reclamada dos valores devidos a título de imposto de renda sobre Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 as rubricas a serem deferidas. ou seja. ora recorrente. por falta de interesse recursal. que extinguiu o processo. Entretanto. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. portanto. ao dano moral. O fato gerador do tributo. de que haverá tributação diferenciada em razão do recebimento concentrado das parcelas.0138400-48. por falta de interesse de agir. 208/219. 189/199. proferida pela MMª 10ª Vara do Trabalho de Vitória/ES. Por sua vez. da lavra do eminente juiz Mauricio Côrtes Neves Leal. por qualquer forma. se esse montante diz respeito a títulos contratuais devidos no passado e não adimplidos. razão pela qual pleiteia o afastamento da extinção do processo. com base nas alegações da exordial.

hora extra. passou a conceder auxílio alimentação em dinheiro. o entendimento sumulado pelo c. pela natureza jurídica que ostenta. portanto. resultante de crédito do empregado oriundo de condenação judicial. Assim sendo. verbis: SUM-225 REPOUSO SEMANAL.” Insurge-se o reclamante em face do julgado. 458 da CLT e. 23 de Setembro de 2013 142 SUM-368 DESCONTOS PREVIDENCIÁRIOS E FISCAIS. integrará o salário do trabalhador. Contudo. Argumenta que “como a alimentação fornecida pela recorrida em desacordo com o PAT. no período entre janeiro/2011 a setembro/2012. eventual reflexo. FGTS mais 40% e aviso prévio durante todo o contrato. mensalmente. §1º. concluiu-se que os aumentos foram concedidos à título de remuneração das horas extras prestadas. omissis II. postulando a reforma do julgado. caberá ao juízo da execução calcular o recolhimento imposto de renda de tais verbas levando em consideração o percentual que incidiria sobre cada parcela.00 (setenta reais). sendo incontroversa a periodicidade mensal da verba recebida pelo obreiro... uma vez que. a norma coletiva da categoria (fs. a integração ao salário da parcela paga “por fora” ao trabalhador. aviso prévio. de 22/12/1988. caso fosse paga à época própria.2.00 inicialmente paga sem registro. férias mais o terço. Desse modo. na redação que lhe foi dada pela Res. Regra geral.2012 I. sendo devido assim. 147/161) afasta a natureza salarial do benefício concedido pela reclamada. 121/2003. indevido o reflexo no RSR. Vejamos. Com efeito. em relação à incidência dos descontos fiscais. É do empregador a responsabilidade pelo recolhimento das contribuições previdenciárias e fiscais. no decorrer da relação empregatícia. não devendo que compor o salário-base. GRATIFICAÇÕES POR TEMPO DE SERVIÇO E PRODUTIVIDADE (mantida) .3. TST. o art. Diante disso. da CLT. 7º da Lei n.04.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. o pagamento dos reflexos sobre 13º salário. pagas mensalmente. razão pela qual requereu a integração ao salário dos valores pagos a título de alimentação. deve integrar os salários do recorrente para todos os efeitos legais”. nego provimento. 605/49 e da Súmula n.04. reflete nas demais verbas trabalhistas. ao argumento de que é devida a repercussão no repouso semanal remunerado. uma vez que. razão pela qual não merece reforma a r. Alegou que. sob os seguintes fundamentos: “[.11. (cf. aduziu o reclamante que. se for concedido gratuitamente. Pois bem. a reclamada fornecia tíquete alimentação. fornecido por força do contrato de trabalho.] Quanto à alimentação. no montante de R$ 70. 2. com relação ao repouso semanal remunerado. a reclamada não estava devidamente inscrita no Programa de Alimentação do Trabalhador – PAT. férias mais o terço. fatalmente não será prestada para possibilitar o trabalho. No presente caso. 241. a rigor. ou se houver previsão em cláusula de Convenção ou Acordo Coletivo. indefiro o pleito 3. 7º. mas não quanto ao repouso semanal remunerado. Em face do exposto. mas necessário a suprir necessidade de qualquer pessoa. 169). DJ 19. mesmo que o trabalhador receba os haveres trabalhistas de uma só vez. não repercutem no cálculo do repouso semanal remunerado. defiro a integração ao salário apenas da parcela de R$70. caput e parágrafo terceiro. fls. 457. implicaria em duplo Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 pagamento (bis in idem). nego provimento. CÁLCULO. ensejando o enriquecimento sem causa. Isso posto. mais do que isso. Eis o que dispõe a cláusula quinta. exceto no repouso semanal remunerado. 12-A da Lei n. por não ser a alimentação inerente ao trabalho. fls. FORMA DE CÁLCULO (redação do item II alterada na sessão do Tribunal Pleno realizada em 16. com o pagamento de reflexos nos títulos intercorrentes do contrato de trabalho. 181/2012.” No caso dos autos.. defiro em parte o pedido 3. Assim. FGTS e aviso prévio.2.5. décimo terceiro.) No caso dos autos. (. tendo em vista que a norma coletiva criou obrigação de pagamento de verba que não existiria sem a sua existência.2003 As gratificações por tempo de serviço e produtividade. do C.º 7.350/2010.2012) . devendo ser calculadas. TST. 121/03: “O vale para refeição. o reclamante informou em seu depoimento pessoal que o valor da gratificação inicial de R$70.. desde a sua contratação até dezembro/2010. que é de aquisição semanal. DEJT divulgado em 19. REFLEXOS NO REPOUSO SEMANAL REMUNERADO. no período entre janeiro/2011 a setembro/2012.Res. como férias. aliás.” (original sem grifo) Recorre o reclamante. Portanto. reforçando que a natureza indenizatória do auxílio alimentação está condicionada à regularidade da sua inscrição junto ao PAT. sentença de piso. a partir de 01/05/2012.2. sentença de piso indeferiu o pleito autoral.00 (quatorze reais). RESPONSABILIDADE PELO PAGAMENTO. 605/49 dispõe que a parcela paga mensalmente já remunera o repouso semanal. mês a mês. já que a norma. COMPETÊNCIA. não está contemplada no § 2º do art. que será tributado como se tivesse recebido corretamente seus direitos. a Súmula 225 do C. A r. 172. integrando a remuneração do empregado. Esse é. Desta forma. Na inicial. Nesse sentido. nos termos do art. tickets alimentação e/ou refeição no valor . tal não ocorre caso a empresa esteja inscrita no PAT. Em outras palavras. de tal arte que o reconhecimento de créditos trabalhistas não importará prejuízo ao trabalhador. como sendo espécie de gratificação. “a”. como requereu o reclamante em sua inicial. possui natureza jurídica salarial. verbis: “[. há previsão convencional excluindo a natureza salarial de tal verba. da Lei n.] No caso dos autos. na forma do art. porém. sendo que.10. FGTS mais 40%... 20 e 21. por ser a parcela deferida adquirida com periodicidade mensal. Assim. nos termos do art. em razão da habitualidade. com a redação dada pela Lei nº 12. é até mesmo evidente que não pode haver nulidade. no importe de R$ 14. já inclui essa parcela. 20 e 23. inclusive. com os reflexos devidos. embora haja previsão na norma coletiva acerca da natureza indenizatória da parcela.00 “foi sendo aumentado pela empresa a medida em que os funcionários reclamavam em razão de estarem passando muito do horário. 148). da CCT 2012/2013: “CLÁUSULA QUINTA – TICKET ALIMENTAÇÃO As empresas concederão aos seus empregados.” (cf. por dia. INTEGRAÇÃO. a alimentação fornecida habitualmente pelo empregador possui natureza salarial. O Juízo de piso deferiu a integração ao salário de quantia paga “por fora”. tem caráter salarial. AUXÍLIO ALIMENTAÇÃO.00 mensais sobre 13º salário. em virtude de reconhecimento de créditos trabalhistas nesta Especializada. Todavia. e da CCT. propiciou melhora remuneratória e não prejuízo. para todos os efeitos legais.Res. TST na Súm.713. não há mais razão para se falar em base de cálculo dos descontos fiscais sobre o montante das verbas trabalhistas deferidas judicialmente. 2. para condenar a reclamada a pagar os reflexos do salário sem registro de R$70.

alegando que o art. pelo que não seria indenizável. O fato de o autor não ter recebido. Mero dissabor. Dessa decisão. inexiste lacuna normativa. sob pena de penhora. APLICAÇÃO ÀS EXECUÇÕES NO PROCESSO DO TRABALHO. fugindo à normalidade. 2.) Além disso. em vista do dano. em condições normais e sem a prova da intenção deliberada de causar prejuízo ao trabalhador. não causa dano moral.. por ser compatível com o Processo do Trabalho. MULTA PREVISTA NO ARTIGO 475-J DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL.” Conquanto não haja prova nos autos acerca da inscrição da reclamada junto ao PAT. de multa. DO CPC. consubstanciado em erro de conduta ou abuso de direito. descontar dos salários dos empregados beneficiados por esta cláusula. na medida que a conduta da ré.. permitindo às empresas que optarem pelo sistema PAT . a existência de previsão convencional. à época própria.321 de 14.. exigindo que a agressão ultrapasse as barreiras da normalidade e dos fatos corriqueiros possíveis de acontecimento no cotidiano. por não demonstrada a alegada ofensa moral dirigida ao autor. Ademais. em montante não inferior a 40 vezes a sua última remuneração. sofrimento ou humilhação que. 880 da CLT obriga ao devedor que efetue o pagamento da dívida ou garanta a execução em 48 horas.76 – Programa de Alimentação do Trabalhador e seus decretos regulamentadores. 2. direitos trabalhistas não configura. praticado pelo empregador ou por seu preposto.) PARÁGRAFO TERCEIRO – Os benefícios constantes desta cláusula. por dia efetivamente trabalhado. na análise do quantum a ser arbitrado a título indenizatório. Diante disso. decorre do preenchimento de dois requisitos.2. tantos quantos bastem ao pagamento da importância da condenação. ao passo que o art. (. essa regra não se revela compatível com a orientação normativa do processo do trabalho. não há se falar em qualquer indenização.Programa de Alimentação do Trabalhador. e não. resultando inaplicável a multa prevista no artigo 475-J do Código de Processo . 6. A caracterização do dano moral pressupõe alguns requisitos. Aduziu que os salários representam sua única fonte de renda e que teve que realizar empréstimo pessoal. mágoa. para arcar com despesas cotidianas. à intimidade ou à imagem. Na hipótese dos autos. face o previsto na Lei n. não tendo sido sequer alegado pelo reclamante qualquer fato concreto que demonstrasse sua dor moral. pois concede ao devedor o prazo de quinze dias. à dignidade. DANO MORAL. o reclamante recorre ordinariamente. O Juízo de origem indeferiu o pleito autoral. Vejamos. pois a CLT possui regra específica aplicável quando não ocorre o pagamento espontâneo da dívida advinda de condenação judicial. o nexo causal e a culpa ou dolo. o percentual de 01 % (hum por cento) do custo do benefício. dano moral. in verbis: “(. a qual não é atingida por intempéries pelas quais se pode passar.11. não tendo recebido corretamente suas verbas resilitórias. MULTA DO ART. O C.. "Só se deve reputar como dano moral a dor. Além do mais. nesta Especializada. com a exposição de seus valores subjetivos relativos à honra. A falta de pagamento de haveres trabalhistas. nexo de causalidade entre a conduta ilícita do agente e o dano experimentado pela vítima. angústia e desequilíbrio em seu bem estar. em 05/10/2012. (. 73. no caso dos autos. sob quaisquer das formas previstas.2. o que lhe causou constrangimento e humilhação perante terceiros. pois. pois o ordenamento objetiva. alegou o reclamante que foi dispensado sem justa causa em 21/09/2012. A aplicação de norma processual de caráter supletivo. IMPOSSIBILIDADE. é preciso que fique comprovado o dano efetivamente moral e não somente material. afasta a natureza salarial da parcela. Encontra-se firmado nesta Corte superior entendimento no sentido de que a Consolidação das Leis do Trabalho traz regramento específico quanto à execução. Carlos Alberto Gonçalves. indica que o obreiro já havia realizado empréstimos pessoais antes mesmo da data da sua dispensa. TST adota esse entendimento. por si só.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. a meu ver. pois inaplicável nesta Especializada. à primeira vista.” Inconformado.04.. interfira intensamente no comportamento psicológico do indivíduo. juntada pelo próprio reclamante. postulou a condenação da reclamada ao pagamento de indenização a título de danos morais. se existiu. com fulcro na Jurisprudência do C. o único dano que se poderia confirmar seria no próprio íntimo do obreiro e. a existência de lacuna no Texto Consolidado e a existência de compatibilidade entre a norma que se pretende aplicar analogicamente e a sistemática principiológica do processo do trabalho. Logo.. há que se sopesar se a intensidade do dano não é por demais tênue para justificar qualquer valor indenizatório e. o pleito 3. no âmbito do processo do trabalho. como se vê nos seguintes julgados: “PROCESSO NA FASE DE CONHECIMENTO. Pois bem. como vem decidindo o c. TST. quais Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 sejam: ato ilícito.00 (quatorze reais).5. não restou cabalmente comprovada lesão à honra ou à moral do reclamante capaz de ensejar a indenização pretendida. Com efeito. aborrecimento. qual seja. inarredáveis. 77/80 e 82. uma vez que a documentação acostada aos autos. efetivamente. com aviso prévio indenizado. O juízo de origem indeferiu a multa em epígrafe. Na petição de ingresso. que preconiza que não havendo pagamento ou garantia da execução. não seria em intensidade maior do que os dissabores comuns da vida moderna. nego provimento. TST e deste E. Assim.4. 475-J. serguir-se-á a penhora dos bens. atinge a sua esfera material. vexame. quais sejam. indefiro. o artigo 883 da CLT. 23 de Setembro de 2013 143 unitário de R$ 14. irritação ou sensibilidade exacerbada estão fora da órbita do dano moral". causando-lhe aflições. igualmente não merece prosperar a alegação autoral de que foi obrigado a contrair empréstimos. cujo dano é recomposto pelo simples pagamento das verbas devidas. no entanto. O dano moral pressupõe um ato ilícito que afete a esfera psíquica do autor. Nego provimento. conforme fls. e por fim. em razão do descumprimento de obrigações trabalhistas pela ré. Segundo o Prof. 475-J do CPC é aplicável na Justiça do Trabalho. Sendo assim. Vejamos notícia veiculada por tal Tribunal.) Para que haja condenação em indenização por dano moral. pois estas situações são efêmeras e não chegam ao ponto de romper o equilíbrio psicológico. essa dor. a meu ver. tutelar a esfera de direitos não patrimoniais dos indivíduos. salvo se objetivada. insurge-se o reclamante. Regional. prejuízo suportado pelo empregado. têm caráter indenizatório e não tem natureza salarial. Vale lembrar que não se deve vincular a reparação a título de danos morais à existência de aborrecimento ou mal-estar. reiterando as alegações trazidas na inicial.

nego provimento. pugnando pela reforma da r. Em que pese o respeito pelas abalizadas opiniões em contrário. apenas nas hipóteses previstas na Lei n. a SBDI-I do TST se pronunciou. Ressalva-se.584/70. Entretanto.5. e OJ n. Relator Ministro: Mauricio Godinho Delgado. 2. são indevidos os honorários advocatícios vindicados pelo autor. decisão. a redução do prazo de quitação do débito previsto no CPC e. Inteligência das Súmulas n. 395 e 404. o autor requereu a condenação da reclamada. da SDI-I. Apesar de vozes dissonantes. 5º. pois "enquanto a regra do artigo 475-J do CPC fixa prazo de 15 dias para o executado saldar a dívida sob pena de ter que pagar multa de dez por cento sobre a quantia da condenação.”(RR . Relator Ministro: Horácio Raymundo de Senna Pires. Na inicial. da Lei nº 8. LV e 133 da CF/88. Insta frisar que os indigitados verbetes jurisprudenciais trabalhistas não autorizam a ilação de que a simples apresentação de declaração de pobreza seria suficiente para o deferimento de honorários advocatícios. “RECURSO DE REVISTA. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Recorre o autor. Data de Publicação: 14/12/2012). quando se decidiu que a multa do artigo 475-J do CPC é incompatível com o processo trabalhista.20152. Data de Julgamento: 12/12/2012.1188-32. da Lei nº 5. com ressalva do entendimento pessoal do Relator.584/70. do Código Civil.º E-RR-3830047. 5. Subseção em 29/06/2010. ambas do C. da Constituição da República. os honorários advocatícios. uma vez que revela norma de eficácia contida.21. 475-J do CPC é inaplicável ao processo trabalhista. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS CONTRATUAIS. 23 de Setembro de 2013 144 Civil ao Processo do Trabalho. 22 da Lei 8. são devidos quando a parte estiver assistida por seu sindicato de classe. já que deu causa a instauração dessa presente demanda.01. 3ª Turma. No presente caso. Recurso de revista conhecido e provido. o reclamante requereu a condenação da reclamada ao pagamento de honorários advocatícios. estará ampliando o prazo celetista de 48 horas. em consonância com a linha traçada pelas Súmulas n. o artigo 880 da CLT impõe prazo de 48 horas para que o executado pague o débito ou garanta a execução. Subseção I Especializada em Dissídios Individuais.2. Quadra salientar. ao argumento de que a reclamada deve suportar os custos da contratação de advogado particular. Relator Ministro: Lelio Bentes Corrêa. TST. mas não o da assistência sindical. Sem razão. Sendo assim.584/70.5. o reclamante está assistido por advogado particular (fl.2005. ao julgar o processo E-RR-38300-47. Recurso de revista conhecido e provido.2005. considerando que. No âmbito do processo do trabalho a capacidade postulatória é facultada às partes. sob pena de penhora". da Lei nº 5. da Constituição Federal de 1988. a . não obstante o estatuído no art.906/94.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. em se tratando de relação de emprego.2010. 55) e apresentou declaração de insuficiência econômica à fl. com base nos artigos 389.01.5.º 1. 475-J do CPC. com fundamento nos artigos 22. quando a lide versar sobre relação de emprego.” (RR . A fim de consolidar os entendimentos já manifestados no âmbito das Turmas do C. diante do jus postulandi. renovando as alegações da exordial. as normas insertas no CPC e na CLT são incompatíveis. Ademais. a qual supre apenas o requisito da miserabilidade jurídica. ACÓRDÃO PUBLICADO NA VIGÊNCIA DA LEI Nº 11. Não se adota. pela inaplicabilidade do art. também. pois desatendidos os requisitos do artigo 14.0021 . INAPLICABILIDADE AO PROCESSO DO TRABALHO.º 450 preconiza o pagamento de honorários advocatícios sempre que o vencedor for beneficiário de justiça gratuita.º 633. portanto.7. 305. O juízo de origem indeferiu os honorários advocatícios. 20 do CPC e no art." Nesse sentido. insculpidos no artigo 5º. Relator que "a aplicação da multa de 10% em caso de não pagamento em 48 horas contraria os dois dispositivos legais. 389 do Código Civil/2002. sem amparo legal.” (E-RR .6. e perceber salário inferior a dois salários mínimos ou declarar que não possui. no processo do trabalho. o princípio da sucumbência no Processo Trabalhista. portanto. por outro. reconhecendo o cabimento dos honorários advocatícios. Ministro João Batista Brito Pereira. MULTA DO ARTIGO 475-J DO CPC. todas do C. A controvérsia foi pacificada por esta e. A jurisprudência desta Corte firmou entendimento no sentido de que o processo do trabalho deve seguir as normas específicas contidas na CLT quanto à execução de suas decisões. no importe de 15%.0671. 133 da Constituição Federal não revogou o jus postulandi. a Seção I Especializada em Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho (SBDI-I). o posicionamento do Relator.0052. MULTA DO ART. ante a contratação de advogado particular. que. independentemente de o obreiro receber ou não salário superior ao dobro do mínimo legal. do CPC e 133. 475-J DO CPC.0000 . em razão dos encargos próprios e familiares. no pagamento de honorários advocatícios. inaplicável ao processo do trabalho a multa do art. Data de Julgamento: 14/11/2012. 56.0052.2009.584/70. mas sim que esta declaração viabilizaria o cumprimento do requisito da miserabilidade jurídica. 20. colaciono aresto recente da SBDI-I: “RECURSO DE EMBARGOS EM RECURSO DE REVISTA.24. Bom. O verbete jurisprudencial editado pelo Excelso Pretório sob o n. restringindo-se o pagamento dos honorários advocatícios ao disposto na Lei n. Em face do exposto. o STF no julgamento da ADI n.2010. 219 e 329. não prescinde do preenchimento dos requisitos estabelecidos na Lei n. Argumenta o Exmo. não havendo que se falar em violação aos arts. O Juízo de origem indeferiu os honorários advocatícios. pois desatendidos os requisitos do artigo 14.2005. O art. porque promove.127-8 firmou entendimento pela constitucionalidade do referido dispositivo. em julgamento referente ao processo n.906/94.6. 1ª Turma.0052. TST. 475-J. Precedentes da Corte.5. Em face do exposto.584/70. sendo.09.5. 791 da CLT. Data de Publicação: 23/11/2012). acrescenta sanção inexistente na CLT.º 5. Insurge-se o autor em face desta r. no art. em 26. incisos LIV e XXXIX. Mesmo se o julgador fixar prazo de 15 dias para pagar o débito sob pena de receber multa. Data de Publicação: 11/05/2012). Nesse sentido. não se pode olvidar que a fixação de penalidade não pertinente ao Processo do Trabalho importa em ofensa aos princípios do devido processo legal e da legalidade. TST.98100-05. portanto.5. Data de Julgamento: 22/03/2012. 219 e 329. por um lado. nego provimento. A lei de regência exige a demonstração concomitante dos dois requisitos. nos moldes do art.2010. Segundo o relator. nesta Especializada. no entanto.496/07. Na inicial. entendo que a concessão de honorários advocatícios na Justiça do Trabalho. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS SUCUMBENCIAIS.º 5. no julgamento do processo nº TST-ERR-38300-47. decidiu que a multa do art. INAPLICABILIDADE AO PROCESSO DO TRABALHO.01. não se pode olvidar que a própria Corte Suprema possui a Súmula n. Recurso de embargos conhecido e não provido. condições de prover à demanda. sentença.2. 2.

Incidência da Súmula nº 333 e do art. (. quando o trabalhador estiver assistido pelo sindicato da categoria profissional e comprovar a percepção de salário igual ou inferior ao dobro do mínimo legal. Precedentes. Min. consoante artigo 466 do CPC. nem divergência jurisprudencial.2009. independe de pedido da parte. 23 de Setembro de 2013 145 contratação de advogado torna-se mera opção da parte. DJ 26.015/73.. Parágrafo único.. 6. não merece prosperar a pretensão do autor relativamente aos honorários advocatícios contratuais. 769 da CLT. 5ª T. Pois bem. e tem por finalidade garantir o efetivo cumprimento da decisão condenatória. Nesse diapasão. não decorre pura e simplesmente da sucumbência. muito embora seu uso não tenha sido uma constante nesta Justiça Especializada. O instituto da hipoteca judicial encontra-se previsto no artigo 466 do CPC e no artigo 167. 6ª T. A decisão proferida pelo Tribunal Regional está em conformidade com a jurisprudência desta Corte Superior. dessa forma.. autorizando a expedição de mandado para registro de hipoteca judiciária junto ao Cartório do Registro de Imóveis.5.2.. DEJT 24/6/2011) RECURSO DE REVISTA. Visa. 2. nego provimento.Res. (. Rel. (. HIPOTECA JUDICIÁRIA. DEJT 1º/7/2011) (. devendo a parte estar assistida por sindicato da categoria profissional e comprovar a percepção de salário inferior ao dobro do salário mínimo ou encontrar-se em situação econômica que não lhe permita demandar sem prejuízo do próprio sustento ou da respectiva família.2006.03. prevista no art.. é a jurisprudência dominante no C. 466. que decorre apenas da existência desta e da condenação a uma prestação em dinheiro ou em coisa. autorizando o credor a perseguir o bem onde quer que se encontre (direito de sequela). Art.. Ademais. A hipoteca judiciária é consectária da condenação a dinheiro ou coisa. Em razão . muito embora o reclamante tenha oposto embargos de declaração acerca da omissão. renovando o pedido inicial..Rel. Diante do exposto.. esta medida é oportuna e adequada nesta Justiça Especializada. 2.03.584/70.º 219 do TST que: Na Justiça do Trabalho. 466 do CPC. nunca superiores a 15% (quinze por cento). assim.) HIPOTECA JUDICIÁRIA.) .No Registro de Imóveis. Recurso de revista não conhecido.0110. exatamente como prevê os artigos 466 do CPC e 899 da CLT que tratam.) (RR . Precedentes. não havendo impedimento para que o juiz do trabalho adote as práticas do direito processual para garantir às partes a efetividade da decisão proferida.) HIPOTECA JUDICIÁRIA. serão feitos.5. Kátia Magalhães Arruda. sendo perfeitamente aplicável ao processo do trabalho. Recurso de revista de que não se conhece. Requereu o autor.ainda quando o credor possa promover a execução. a ausência de assistência do sindicato inviabiliza a condenação da ré ao pagamento de honorários advocatícios em favor do autor. Ademais. Pedro Paulo Manus. Rel. cuja inscrição será ordenada pelo juiz na forma prescrita na Lei de Registros Públicos. a teor do art.. Min.) (RR . (exSúmula nº 219 . notadamente em face do princípio da celeridade e da duração razoável do processo. Por se tratar de imposição legal. da Constituição Federal.) Consiste. A sentença que condenar o réu no pagamento de uma prestação. Ao lançar mão do instituto da hipoteca judiciária. da CLT). (. ser determinada de ofício. A sentença condenatória produz a hipoteca judiciária: I . Rel.) (RR-199700-07. 466 DO CPC.o registro: 1) da instituição de bem de família.0031.5.0031.. da Lei n.. em que pese a declaração de não ter condições de arcar com os ônus do processo sem prejuízo do sustento de sua família.(RR154700-22. até que atinja o montante suficiente para garantir a execução dos créditos devidos a si. 466 do CPC é subsidiariamente aplicável ao processo do trabalho (art. O entendimento majoritário desta Corte é no sentido de que a hipoteca judiciária. 896. nos termos do art. não se exigindo. é um efeito secundário e imediato da sentença. HIPOTECA JUDICIAL. EXECUÇÃO PROVISÓRIA. da CLT. LXXVIII. Lei 6. 14 da Lei 5. DEJT 01/07/2011) (. a hipoteca judiciária sobre os imóveis pertencentes às reclamadas. a condenação ao pagamento de honorários advocatícios. respectivamente.09.) HIPOTECA JUDICIÁRIA.. o eg.. (. haja vista a predominância de lides que têm por objeto verbas de natureza alimentar. II .. DEJT 3/6/2011) (. assegurando-se. TST: (. § 4º. em se tratando de demanda envolvendo relação empregatícia. Precedentes. A hipoteca judiciária é uma consequência inarredável da decisão condenatória. que as partes a requeiram. sempre que provar que sua situação econômica não lhe permite demandar. temse que só são devidos os honorários advocatícios. Recorre o autor. Pelo exposto.2009. mesmo antes do trânsito em julgado da sentença. à garantia do efetivo cumprimento da decisão condenatória. assim.. Min. Recurso de revista não conhecido. tendo como principal objetivo Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 prevenir a fraude à execução.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. valerá como título constitutivo de hipoteca judiciária. sendo garantido idêntico benefício àquele de maior salário. além da matrícula. APLICABILIDADE AO PROCESSO DO TRABALHO E CONCESSÃO DE OFÍCIO. 466. 466 do CPC. I.. da hipoteca judiciária e da garantia do juízo recursal na esfera trabalhista. para sua decretação. tenho que o art.015/73 (Lei de Registros Públicos). . 2) das hipotecas legais.03. 14/1985.. insculpidos no art. nos termos do §1º do art. prescinde de pedido ou requerimento da parte interessada. a hipoteca judiciária se afigura como medida extremamente eficaz para assegurar o resultado útil de futura execução. na Justiça do Trabalho.8. TRT visou à garantia dos créditos devidos à reclamante em que foi condenada a reclamado.0042. Dessa forma. CPC. que assim preceituam: Art. judiciais e convencionais.18700-98.. que tem se firmado ao preconizar que é cabível a declaração de ofício da hipoteca judiciária para garantia da execução.pendente arresto de bens do devedor.69000-73. na exordial.1985). Aloysio Corrêa da Veiga.5. do CPC. inclusive. ART.2008.. Corroborando o arrazoado. Dora Maria da Costa. dispõe o inciso I da súmula n. em efeito secundário e imediato da sentença que condena a parte ao pagamento de uma prestação em dinheiro ou em coisa e pode. como já dito no tópico anterior. 769. Nesse sentido. I . O Juízo de origem não examinou tal pedido. 167. ante a omissão do texto obreiro e por não haver contrariedade aos princípios e normas que regem o direito do trabalho. 5º. Segundo a lição de Fredie Didier Junior. meios eficazes para execução. consistente em dinheiro ou em coisa.embora a condenação seja genérica. Não demonstrada violação literal de dispositivos de lei e da Constituição Federal. III . e sua inscrição pode ser determinada de ofício pelo juiz ou tribunal. Min.03. nos termos do art.) HIPOTECA JUDICIÁRIA. 7ª T. sem prejuízo do sustento próprio ou da família. consistindo dever do julgador determinar sua efetivação.. 8ª T...

459 da CLT não obriga.que não prevê nenhuma forma de garantia integral da condenação antes de seu trânsito em julgado .ex vi legis..74. quando outra utilidade não tenha. DEJT 1º/7/2011) RECURSO DE REVISTA. Rel. HIPOTECA JUDICIÁRIA. em face da r.2011. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. limitada ao montante da condenação. Institui-se a hipoteca judiciária e. Destaca-se que a hipoteca judiciária pode ser declarada pelo Magistrado. pelo só fato da publicação da decisão do magistrado ou do Tribunal.2011.2013: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente). Horácio Raymundo de Senna Pires. nem tampouco que o órgão jurisdicional sobre ela decida. Min. Rel. Guilherme Augusto Caputo Bastos. que tal medida processual não tem relação com a solvibilidade ou não da empresa ré. 4ª T. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19. Por se tratar de efeito anexo da sentença. dar-lhe parcial provimento para determinar a hipoteca judiciária dos bens alienáveis pertencentes à reclamada. CONEXÃO DIGITAL COMERCIO & SERVIÇO LTDA . Violações de lei e da Constituição e divergência jurisprudencial não configuradas. APLICABILIDADE. 3ª T. como conseqüência do efeito principal e dispensa. Maria de Assis Calsing.A sentença que condenar o réu no pagamento de uma prestação. Embora seja efeito automático do próprio fato da sentença.03.17.5. CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. Afastando o caráter obsoleto do instituto.(RR-43400-96.0140300-03.5. ao empregador efetuar o pagamento do mês vencido até o 5º dia útil do mês subsequente. ainda. prescinde até mesmo de pedido ou requerimento da parte interessada. DEJT 1º/7/2011) (. Inteligência da Súmula 381 do C. Trata-se de um dos efeitos secundários ou acessórios da sentença condenatória e se manifesta de forma automática.. sendo partes as acima citadas.0010 Processo Nº RO-140300/2011-010-17-00. podendo ser determinada de ofício. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº RO-140300-03. .5. Recurso de revista não conhecido. sobre as parcelas deferidas judicialmente não pagas na época própria. APLICABILIDADE NA JUSTIÇA DO TRABALHO. vale como meio preventivo da fraude à execução . dou provimento ao recurso. independentemente de requerimento da parte interessada. 23 de Setembro de 2013 146 da lacuna na CLT . DEJT 24/6/2011)” Frise-se.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA RECURSO ORDINÁRIO DA RECLAMADA. mesmo.2009.2007. Procurador: Estanislau Tallon Bozi. mas apenas faculta. cuja inscrição será ordenada pelo juiz na forma prescrita na Lei de Registros Públicos-. (RR-20360095. incide a correção monetária a partir do 1º dia útil do mês subseqüente à prestação dos serviços. 2ª T. pois o parágrafo único do art.03. inclusive para assegurar o direito de sequela. A hipoteca judiciária é instituto asseguratório estabelecido pela lei em favor da parte vencedora. por unanimidade. 824 do Código Civil e no art. curvo-me ao entendimento desta colenda Corte no sentido de que não há incompatibilidade do instituto da hipoteca judiciária com as normas que regem o direito do trabalho e.. ARTIGO 466 DO CPC. consequentemente.17. Lelio Bentes Corrêa. Mantido o valor da condenação.consistente em dinheiro ou em coisa. o que importa é a data de vencimento da obrigação.03.TRT 17ª Região .(Com. que deve ser ordenada pelo juiz por meio de expedição de mandado em atenção a requerimento de especialização dos bens feito pela parte favorecida mediante decisão condenatória. ao CPC. Assim. inclusive de ofício. pedido da parte ou pronunciamento do Juiz.EPP João Batista de Oliveira(OAB: 006118 ES) RICARDO DE SOUZA LUIZ Fausto Henrique Cunha Gomes(OAB: 014577 ES) SKY BRASIL SERVICOS LTDA João Batista de Oliveira(OAB: 006118 ES) ACÓRDÃO .09.. Por disciplina judiciária.0048.0010 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: CONEXAO DIGITAL COMERCIO & SERVICO LTDA . conhecer parcialmente do recurso ordinário e. Significa dizer que a decisão constitui título suficiente para que o vencedor da demanda venha a ter. e tampouco exige a Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 comprovação de dilapidação do patrimônio. Recurso de revista não conhecido. contra o vencido. ÉPOCA PRÓPRIA. para determinar a hipoteca judiciária dos bens alienáveis pertencentes à reclamada. desde que realizada a inscrição da hipoteca judiciária no cartório de registro de imóveis. Recurso de Revista não conhecido. JULGAMENTO EXTRA PETITA. DEJT 3/6/2011) HIPOTECA JUDICIÁRIA. Mantido o valor da condenação. CORREÇÃO MONETÁRIA. sendo a CLT omissa. Nesse passo. que a parte a requeira. APLICAÇÃO NO DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO. 769 da CLT). a hipoteca judiciária.5.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.03. Desembargadora Cláudia Cardoso de Souza e Desembargador Lino Faria Petelinkar.EPP. Moacyr Amaral Santos assegura que. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pela reclamada.. 466 do CPC. TST. IV/455).2010. direito real de garantia.0139. há um direito do autor de inscrevê-la. Min. para a sua decretação. Rel. e sobre seus bens imóveis e certos móveis.0042. nasce para o vencedor a faculdade de fazê-la inscrever . a qual não necessariamente ocorre no 5º dia útil. Não se exige. Precedentes. Min.(RR-19421.(RR-61100. valerá como título constitutivo de hipoteca judiciária. 1ª T. Este tem o seguinte texto: .) 2. nos termos previstos no artigo 466 do CPC. . como querem alguns doutrinadores.. A medida tem fundamento no art. Rel. Precedentes. limitada ao montante da condenação.0008. Vistos.1 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Réu Advogado CONEXAO DIGITAL COMERCIO & SERVICO LTDA . impõe-se a aplicação subsidiária da norma do artigo 466 do CPC. Em matéria de correção monetária. o instituto comporta aplicação nesta Justiça Especializada (art. 2ª ed. no mérito. na medida em que representa garantia de satisfação do crédito na futura execução do título judicial.2009.EPP Recorridos: RICARDO DE SOUZA LUIZ SKY BRASIL SERVICOS LTDA Origem: 10ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . Recurso de revista não conhecido. por força da lei.. o que se fará por simples mandado do Juiz. o que o torna relevante em processo do trabalho. eminentemente processual.5.5.e da compatibilidade com a principiologia do processo do trabalho. Min. HIPOTECA JUDICIÁRIA.

Quanto ao enquadramento da hipótese no disposto no inciso I do art. Fixada essa premissa acerca da inversão do ônus probatório.] Ocorre que a testemunha da reclamada alegou que laborou para a primeira reclamada de setembro de 2001 a outubro de 2009. sobretudo em virtude da alegação patronal de impossibilidade de controle. de segunda a sexta e após. sempre com CTPS assinada.2. às fls. Vejamos. três dias na semana e das 9h às 22h. ou seja. aos honorários advocatícios. Desse modo. quando estoquista. da CLT. artigo 62. das 09:00h às 22:00h. Em sede de contestação. porque sujeita à discrição exclusiva do obreiro ou porque materialmente impossível o controle efetivo da jornada. sendo certo que a jornada do autor não excedia 8 horas diárias e/ou 44 semanais. a exceção prevista no artigo 62. sob pena de ensejar pagamento dobrado. As assertivas do autor quanto a seu contrato de trabalho em contrariedade com as anotações de sua CTPS. que trabalhava das 07h00m às 19h00 com 01 hora de intervalo. à fl. inclusive pela própria testemunha patronal.” Inconformada. ainda que tal circunstância esteja anotada na CTPS do obreiro. a Súmula 338 do C. MÉRITO 2. O juízo de origem assim decidiu: “[. laborava de segunda a segunda. observando-se a limitação de 22 horas extras semanais. sendo possível o controle de jornada. da Consolidação das Leis do Trabalho. o cargo de estoquista. 23 de Setembro de 2013 147 sentença de fls. Com efeito.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. que foi admitido na primeira reclamada (CONEXÃO DIGITAL COMERCIO & SERVIÇO LTDA – EPP) em 05/03/2007. não considero que o simples trabalho externo. tendo sido dispensado em 15/12/2010. sem folga semanal e com 20 minutos de intervalo. o labor em jornada extraordinária. Sucessivamente. requisito constante do inciso I. à fl. por si só. sustentando que o número de visitas diárias e os roteiros eram traçados exclusivamente pelo obreiro. como Vendedor. ao passo que à reclamada incumbe o fato impeditivo do direito. passo a análise do caso em concreto. mas a sua CTPS.. maculam seu depoimento. Asseverou que sua jornada de trabalho jamais sofreu qualquer controle ou interferência patronal.. Assim. o reclamante e a 2ª reclamada não apresentaram contrarrazões. não houve remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho para emissão de parecer. TST. 97. 202. Disse que. passando. Razões recursais da reclamada. ou seja. a primeira ré disse não proceder as alegações do autor. conforme inicial. requerendo a reforma do julgado para exclusão das horas extras deferidas. sendo necessária a demonstração de que o serviço se desenvolve desvinculado de qualquer possibilidade de controle efetivo quanto à jornada a ser cumprida. nos demais dias. das 9h às 19h. Em atendimento ao Provimento Consolidado da CGJT. à correção monetária. salientando que o autor não comprovou a jornada declinada na inicial. inciso I. trabalhando das 09h0mm às 22h00 com 20 minutos de intervalo. a exercer a função de vendedor. 62. fixa-se a jornada do autor no primeiro ano de Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 trabalho das 7h às 19h. das 07:00h às 19:00h. no que tange às horas extras. O reclamante aduziu. quando passou a ser vendedor. da CLT referese apenas à atividade externa do empregado. Insta frisar. Instrumentos de mandato. Ademais. à fl. Assim.. eis que por todos foi indicado que o autor trabalhava internamente nos shoppings. [. Embora regularmente intimados. não se computando na apuração do módulo semanal as horas já computadas na apuração do diário. ao INSS e ao IRRF. com 1 hora de intervalo. É o relatório. 135. publicado no DEJT de 08 de Agosto de 2012. a solução será a análise acurada dos depoimentos prestados. respectivamente. razão pela qual requereu a condenação das reclamadas ao aludido pagamento.. renovando a argumentação de impossibilidade de controle da jornada de trabalho. não consta a ressalva de trabalho externo. e de custas processuais. eis que se encontra inserido na exceção legal prevista no inciso I. deixando esta Magistrada de imputar credibilidade ao mesmo. com base nos horários declinados no depoimento do autor e sua testemunha. e. 62 da CLT. cumpre analisar a jornada do autor no Shopping para saber efetivamente se existiam horas extras. cujo horário de prestação é insuscetível de controle pelo empregador. 10ª Vara do Trabalho de Vitória/ES. da lavra da eminente Juíza Andrea Carla Zani. afirma que o reclamante usufruía 1 hora de intervalo.966/94. inicialmente. na peça de ingresso. 62 da CLT. sendo certo também que não há notícia tivesse a Ré mais de 10 empregados. havia labor extraordinário. com uma folga semanal. ao intervalo intrajornada. que exerceu a . conforme confirmado pelas testemunhas. no caso em tela. decisum. que não foram acostados cartões de pontos aos autos. um ano depois. Na análise do ônus da prova. com base nas jornadas supra fixadas. recorre a reclamada. pleiteando a reforma do r. São devidas as horas extras posteriores a 8ª diária e 44ª semanal. aduzindo que nunca recebeu horas extras. para aferir se. à gratuidade de justiça. inicialmente. 147/152v. para exercer. entendo que ao autor cabe comprovar o fato constitutivo de seu direito. demonstrar que o trabalho realizado enquadra-se na hipótese de que trata o inciso I do art. não tem o condão de convencer esta Relatora acerca do enquadramento na hipótese excepcional prevista no inciso I. então. artigo 62. Comprovantes de recolhimento de depósito recursal. da CLT. na CTPS do autor. à fl. FUNDAMENTAÇÃO CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário interposto pela reclamada. Em seu depoimento. não se aplicando. porquanto presentes os pressupostos legais de admissibilidade recursal. que julgou procedentes em parte os pedidos formulados na inicial. o autor assim externou: “que exerceu a função de Estoquista junta à primeira reclamada por um ano. 201. É fato incontroverso que o autor não trabalhava externamente.] As testemunhas ouvidas dispuseram que o autor laborava em local fixo e com horário de trabalho pré determinado. Tal entendimento restou definitivamente esclarecido com a redação dada ao referido preceito consolidado pela Lei nº 8. que excepciona do regime geral de duração do trabalho estabelecido pela Consolidação apenas a "atividade externa incompatível com a fixação de horário de trabalho". 176/191. Coordenador de Vendas e Supervisor de Vendas. nos pontos de venda da reclamada.1HORAS EXTRAS. que após passou à função de Vendedor. como vendedor e supervisor de vendas. do art. sem qualquer fiscalização da demandada. Assim. com intervalo intrajornada de apenas 15 minutos. fls. prolatada pela MM. o fato de o trabalhador prestar serviços externos. seja suficiente para afastar o direito ao pagamento de horas extras. 140/145 aponta dois contratos com a reclamada 27/06/2005 a 28/08/2005 e 01/02/2007 a 14/05/2009.

entretanto. o mesmo laborou no Shopping Vitória. Coordenador de Vendas e Supervisor de Vendas. nos moldes acima descritos. condenou a ré ao pagamento de uma hora extra diária a esse título. férias integrais e proporcionais. que não havia escala de trabalho entre os Vendedores. Desta forma. A testemunha da reclamada. a magistrada de piso a fixar jornada de trabalho diferente a partir do primeiro ano. ficou comprovada a não fruição do intervalo legal de 1 hora. artigo 71. em seu depoimento. OJ 354 do TST. sendo devidas as horas extras acima da 44ª semanal. em seu depoimento. a testemunha afirmou que foi. Além disso. sendo que a coordenação do serviço. pugnando pela reforma do julgado. e a testemunha da ré se reporta apenas à realidade fática de quando o autor já estava exercendo a função de vendedor. Neste particular. aviso prévio e FGTS com 40%. que trabalhou como Supervisor do Reclamante. não há prova do labor extraordinário. também não sabendo o horário de trabalho. sempre na função de Supervisor de Vendas. ora diz que ficava até 22:00h. Deyvid. que a princípio ficava um Vendedor no turno da manhã e um Vendedor no turno da tarde. repousos semanais remunerados e feriados. razão pela qual não são devidas horas extras alusivas ao mencionado período. que laborou como Vendedor. de agosto de 2008 a 15/12/2010. quanto ao período em que o autor trabalhou no almoxarifado (até agosto de 2008). que não sabe informar o que o autor fazia no Almoxarifado. por isso. tendo retornado em maio de 2008 como Supervisor. que o horário de atendimento era das 10h00 às 22h00. Tal depoimento. que trabalha interna e externamente realizando visitas nos pontos de venda. Por sua vez. Alexandre Ribeiro Nunes.2INTERVALO INTRAJORNADA. que o Vendedor poderia trabalhar no turno da manhã ou da tarde. disse: “que trabalhou na Reclamada de setembro de 2001 a outubro de 2009. que trabalhavam nos shoppings. assim detalhou: “que trabalhou na Reclamada de maio de 2008 até dezembro de 2010. aquém do intervalo legalmente fixado para a carga horária a qual se submetia o obreiro. nos termos da OJ 354/SDI- . Em face do exposto. dou parcial provimento ao apelo. É certo que a declaração da citada testemunha está em consonância com o que disse o autor. é que o horário de funcionamento da reclamada nos shoppings era de 09:00h às 22:00h. que o autor exerceu as funções de Auxiliar de Estoque. pois trabalhavam em áreas separadas (comercial e técnica). ao entender que não houve a concessão integral do intervalo intrajornada. que em um primeiro contrato com a primeira Reclamada de agosto de 2007 a novembro/dezembro de 2007 exerceu a função de Vendedor. que sempre foi o responsável pela área comercial e atuando como Supervisor do autor. conforme determinação da reclamada. que o senhor Alexandre Antunes exercia a função de Gerente Comercial tendo exercido anteriormente a função de Vendedor. já que a testemunha do autor nada soube dizer acerca da realidade de labor de quando o reclamante exercia a indigitada função. que o Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 normal era o autor trabalhar até às 22h00m. Sr. que tais Vendedores trabalharam com o autor sendo que a Sra Kelly trabalhou durante todo o período. que não era Supervisor do Reclamante. podendo trabalhar em shoppings diferentes. Sr. ou seja. enquanto o reclamante. de 09:00h às 19:00h. Deyvid Wesley de Freitas Mello. Kelly e Ronaldo. ora diz que o autor normalmente ficava até às 19:00h. que a empresa determina a realização de no mínimo trinta minutos de intervalo. nos temos do §4º. Gize-se algumas incoerências no depoimento da testemunha do reclamante. com possibilidade de elastecimento. a partir de agosto de 2008. com 30 minutos de intervalo intrajornada.” (grifo nosso). inclusive. devidos os reflexos pretendidos na exordial e concedidos no decisum de piso. que o reclamante passou a exercer a função de vendedor. O que se extrai. que em média trabalhavam de dois a três Vendedores no mesmo shopping. aduzindo que o intervalo intrajornada tem natureza indenizatória e. que no caso do Shopping Vitória trabalhavam três Vendedores em turnos das 10h00m às 16h00m. por determinação da reclamada. que a primeira Reclamada sempre assinou sua CTPS. que o Supervisor de Vendas é o responsável por verificar o trabalho do Vendedor inclusive quanto ao horário. o que retira a credibilidade das informações prestadas. Estoquista e Vendedor.2. podendo os horários serem elastecidos. inclusive quanto ao horário. na inicial e em seu depoimento. são devidos os reflexos do intervalo intrajornada não concedido. Sr. Pois bem. que o senhor Alexandre trabalhou como Vendedor. na medida em que a CTPS da testemunha evidencia que o seu contrato de trabalho não foi ininterrupto. cumpre salientar que a própria testemunha patronal. o que levou. que se recorda que a Sra Diana trabalhou com o autor no terceiro turno. entendo que se mostra mais razoável a jornada apontada até às 19:00h. que os demais Vendedores eram Diana. a testemunha do reclamante. que a maior parte do contrato do autor. que não sabe informar o horário de trabalho do senhor Alexandre Antunes.” (grifo nosso). que a condenação deve limitar-se ao tempo restante para completar o intervalo legal. que o Reclamante normalmente laborava de 09h00mm às 19h00m. da CLT. O juízo de piso. válido ratificar a natureza salarial da parcela referente ao intervalo intrajornada não usufruído em sua integralidade. Diante das incongruências da testemunha Alexandre. não havendo elastecimento de jornada. que os Vendedores trabalhavam no Shopping em que o autor prestou serviço das 09h00 às 22:00m com apenas 15 minutos de lanche. também. 23 de Setembro de 2013 148 função de Vendedor no Shopping Vitória. descontando-se o tempo utilizado pelo reclamante. laborando os vendedores em turnos (manhã ou tarde). não há falar em reflexos. Primeiramente. a partir de março de 2008. durante o primeiro ano de contrato. fixo a jornada do obreiro. Coordenador de Vendas e com a saída do depoente passou a Supervisor. e. Ronaldo. ratificou que o intervalo intrajornada. que mesmo diante de tais fatos o depoente confirma as funções exercidas pelo senhor Alexandre. Kelly. era exercida pelo proprietário. foi Estoquista.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. não pode prevalecer. que trabalhou junto com Diana. o Reclamante trabalhava no Almoxarifado. sendo estes que recorda o nome. que quando retornou à empresa em 2008. 2. Por habituais. Em que pese suscitarem duração distintas (15 e 30 minutos). por conseguinte.” Recorre a reclamada. sendo que no mês de Agosto passou à função de Vendedor.” (grifo nosso). ou seja. afirma que. devendo sofrer acréscimo de 50%. que o senhor Ronaldo trabalhou com o autor por pouco tempo. Quanto ao intervalo intrajornada. que havia mais dois Vendedores no mesmo local. bem como com o que disse a testemunha do obreiro. que não sabe informar tempo de duração de cada turno. de inequívoco. que neste ato foi exibida a CTPS do senhor Alexandre com a admissão em 06/5/2008 na função de Supervisor de Vendas. eis que foi a primeira afirmação da testemunha. de segunda a sábado. era de 30 minutos. das 13h00m às 19h00m. esposando que “Tendo em vista a habitualidade das horas deferidas devidas as repercussões no 13º salário. Alega. Por derradeiro.

Na hipótese vertente.º 437 do C.Res. ressalto que é sabido o entendimento sufragado pelo Egrégio Tribunal Superior Trabalho no sentido de que.584/70. assim. ou seja. uma vez que revela norma de eficácia contida. NÃO CONCESSÃO OU REDUÇÃO.5. 185/2012.º 437. 1. A reclamada alega que a justiça gratuita só pode ser deferida com o preenchimento de todos os requisitos elencados pelas Leis nº. Destarte. vindicando reforma do julgado que concedeu o benefício ao autor. e a apresentação de declaração de hipossuficiência econômica (fl. os beneficiários da assistência judiciária gratuita. do artigo 790. 7º.2. 71. 2.923/94. Quanto à argumentação alusiva ao pagamento somente dos minutos restantes. portanto. também por disciplina judiciária. da CLT. e não se confunde com o benefício da justiça gratuita previsto no § 3º. do art.º 5. NATUREZA JURÍDICA SALARIAL (DJ 14. quando a lide versar sobre relação de emprego. ficando. a concessão parcial do intervalo intrajornada implica o pagamento da integralidade do período de repouso. ao argumento de que se há a contratação de advogado. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 assegurado igual benefício ao trabalhador de maior salário uma vez provado que a sua situação econômica não lhe permite demandar sem prejuízo do sustento próprio ou de sua família. 5. A assistência judiciária gratuita tem previsão tanto no artigo 14 da Lei n.º 1. e não apenas daquele suprimido. da CLT. curvome ao posicionamento insculpido no item I. infenso à negociação coletiva (grifo nosso) Mesmo entendendo que a melhor interpretação da regra contida no artigo 71. na acepção mais ampla. 790. da CF/1988). SÚM-437 INTERVALO INTRAJORNADA PARA REPOUSO E ALIMENTAÇÃO. enquanto aquela. Portanto.923.º 5. 50% sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho (art. como o reclamante está assistido por advogado particular (vide fl. § 4º. quais seja.584/70.584/70. não prescinde do preenchimento concomitante dos requisitos estabelecidos na Lei n. No âmbito desta Especializada. são os que preenchem os requisitos da Lei n. §4º. a não concessão ou a concessão parcial do intervalo intrajornada mínimo. implica o pagamento do total correspondente.4. portanto.584/70 para a concessão da assistência judiciária gratuita. que envolve também os honorários advocatícios. a assistência judiciária gratuita é devida apenas na hipótese prevista na Lei n. Este é uma faculdade do juiz. e não apenas daquele suprimido. 380 e 381 da SBDI1) . 2. o C. do artigo 790.584/70. que assim preceitua: 354. determinou que o seu cálculo fosse realizado a partir do primeiro dia útil do mês subseqüente. diferentemente do que ocorre quando há concessão do benefício da justiça gratuita. em consonância com a linha traçada pelas Súmulas ns.584/70. no cálculo de outras parcelas salariais. como redação introduzida pela Lei nº 8.923/1994. não prescinde dos requisitos da Lei n. restringindo-se o pagamento dos honorários advocatícios ao disposto na Lei n. No entanto. que merece reforma a r.03. da CLT. preconiza a remuneração apenas do tempo efetivamente não concedido. XXII. 5. para reconhecer que a concessão parcial do intervalo intrajornada mínimo. asseverando que os honorários somente são devidos nas hipóteses da Lei 5. APLICAÇÃO DO ART. Irresignada. a parte deve estar assistida por seu Sindicato de classe.2. o reclamante não está assistido por Sindicato de classe. 08). para repouso e alimentação. em se tratando de relação de emprego. Assim. o princípio da sucumbência no Processo Trabalhista. quais sejam. garantido por norma pública (art. TST. Não se adota. por meio da edição de sua novel Súmula n. assistência por Sindicato de classe e percepção de remuneração igual ou menor que o dobro do salário mínimo ou impossibilidade de demandar sem prejuízo do sustento próprio ou da família.09. Ademais. à fl. a empregados urbanos e rurais. DEJT divulgado em 25.584/70 e Súmulas 219 e 329 do C. 23 de Setembro de 2013 149 1/TST. 09. Nego provimento ao apelo. sentença de piso que. para repouso e alimentação. não estão atendidos os pressupostos previstos na Lei n.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. ART. importando somente na isenção de custas. O juízo de origem condenou a ré em honorários sucumbenciais de 15% sobre o valor da causa. 08) e. com base na declaração de miserabilidade jurídica.115/83. a assistência sindical e a comprovação da miserabilidade jurídica. também. a concessão de honorários advocatícios na Justiça do Trabalho.060/50.Após a edição da Lei nº 8. DA CLT. CORREÇÃO MONETÁRIA. 71 DA CLT (conversão das Orientações Jurisprudenciais nºs 307. em seu recurso. da SDI-I. 5. 5. Sem razão. este profissional deve receber pelos trabalhos realizados. da Súmula n. 342. Em que pese o respeito pelas abalizadas opiniões em contrário. com o advento da Lei nº 8. Aduz a reclamada.2. nego provimento. extensivo a quem não esteja assistido por Sindicato (prevista no § 3º.2008) Possui natureza salarial a parcela prevista no art. no mínimo. Com razão. 305. citando o Enunciado 79 da 1ª jornada de Direito Material e Processual na Justiça do Trabalho.º 5. há necessidade da ocorrência dos dois requisitos para o deferimento da assistência judiciária. o art. quanto à correção monetária. TST. quando preenchidos os requisitos previstos no próprio artigo. recorre a demandada.584/70 e 7. II – É inválida cláusula de acordo ou convenção coletiva de trabalho contemplando a supressão ou redução do intervalo intrajornada porque este constitui medida de higiene. GRATUIDADE DE JUSTIÇA.584/70. no Processo do Trabalho. 26 e 27. 354. todas do C. Em primeiro lugar. devo registrar que a assistência judiciária gratuita e o benefício da justiça gratuita não se confundem. implica o pagamento total do período correspondente. TST cristalizou a intelecção antes insculpida na OJ n. como se percebe. sem prejuízo do cômputo da efetiva jornada de labor para efeito de remuneração.060/50. para excluir da condenação os honorários advocatícios.º 307. 71 da CLT e art.2012 I . da CLT. mas por advogado particular (f. andou bem o juízo de origem ao deferir o benefício da justiça gratuita. Recentemente. de acepção mais restrita. com acréscimo de. bem como pelo artigo 790 §3º. 71. dou provimento ao Recurso Ordinário. Assim. 219 e 329 e pela OJ n. saúde e segurança do trabalho. nos termos do § 3º. da SDI-1. da CLT). 71 da CLT). INTERVALO INTRAJORNADA. em conformidade com o disposto na lei civil. de 27 de julho de 1994. À luz do expendido.3.º 5. como no artigo 3º da Lei n. 09) comprova apenas o requisito da miserabilidade jurídica. § 4º. 2. quando não concedido ou reduzido pelo empregador o intervalo mínimo intrajornada para repouso e alimentação. e é devida a todo aquele que receber salário igual ou inferior ao dobro do mínimo legal. 133 da Constituição Federal não revogou o jus postulandi. da CLT. indevido o pagamento de honorários advocatícios. repercutindo. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. Salienta que a correção deve incidir a partir da época própria para . TST.

sentença normativa ou cláusula contratual. ao determinar que 'os débitos trabalhistas de qualquer natureza. a culpa do empregador pelo inadimplemento das verbas remuneratórias não exime a responsabilidade do empregado pelos pagamentos do imposto de renda devido e da contribuição previdenciária que recaia sobre sua quota-parte.048/99 para o período do contrato de trabalho que antecede a alteração do artigo 43 da Lei n. na súmula 381.Res. (ex-OJ nº 124 da SBDI-1 .Esta Corte Superior tem posicionamento pacífico no sentido de que a época própria para a incidência dos índices de correção monetária dos débitos trabalhista é a do mês subseqüente ao da prestação de serviços. até a prolação da decisão trabalhista e seu trânsito em julgado. vez que somente por disposição expressa de lei é que se pode excluir a responsabilidade do contribuinte.6. deverá ser observado. e a regra deste último para aquele a partir de sua vigência. a faculdade de efetuar o pagamento do mês vencido até o 5º dia útil do mês subseqüente. não foram pagas na época própria. não restou comprovado que a recorrente se utilizava da faculdade legal. sofrerão juros de mora equivalentes à TRD acumulada no período compreendido entre a data de vencimento da obrigação e seu efetivo pagamento'. . e não apenas a do reclamado. porque o legislador.. a partir de 03/03/2009. ABRANGÊNCIA (DJ 20. Insurge-se a reclamada contra a r. 459 da CLT. não se podendo retroagir a data do vencimento da obrigação para o dia primeiro do mês de competência para cômputo de correção monetária. da Constituição da República. 128 do CTN). ainda existe controvérsia sobre o crédito do trabalhador. pois agrava a situação do contribuinte. ante o princípio da irretroatividade. a qual não necessariamente ocorre no 5º dia útil.). Isso posto.2005. nos termos da fundamentação acima.2.212/91. ou seja. Contudo.05. o obreiro não se eximiria da incidência dos descontos Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 previdenciários. considerando que o contrato de trabalho do reclamante abrange período anterior e posterior à vigência do artigo 43 da Lei 8.1998)” Nego provimento. ( TSTRR-612. 124 do Tribunal Superior do trabalho. a partir do dia 1º. DJU 7. 8. quanto ao período do contrato de trabalho que antecede a alteração do artigo 43 da Lei n. 8.Ac." Assim. o encargo financeiro do empregado não pode ser transferido para o empregador. quanto aos juros e multa. in verbis: "OJ-SDI1-363 DESCONTOS PREVIDENCIÁRIOS E FISCAIS. publicada em 04/12/2008. Quanto à responsabilização calcada no art.) 3. o referido desconto deve levar em consideração as cotas de responsabilidade de ambos os litigantes. e convertida na Lei 11.0 . e a regra deste último para aquele que abrange o período de sua vigência (a partir de 03/03/2009). que considerou a data da prestação de serviços como fato gerador das contribuições previdenciárias incidentes sobre as verbas resultantes de decisões em reclamatórias trabalhistas. tanto na vigência do contrato de trabalho ou fora dele. inclusive conforme pacificado pelo C. 2. Se essa data limite for ultrapassada. 129/2005. a partir do 1º dia útil do mês subseqüente à prestação dos serviços. 22 e 25. 23 de Setembro de 2013 150 pagamento.Época própria . Assim sendo.941/2009). o prazo do artigo 276 do Decreto 3. estabelece que as contribuições previdenciárias somente poderão ser exigidas após decorridos 90 (noventa) dias da data da publicação da lei que as houver instituído ou modificado.04. que determinou a incidência da correção monetária na forma da lei. 8. sentença que condenou-a a proceder ao pagamento da contribuição previdenciária incidente sobre a cota patronal e pela quota do empregado. no parágrafo único do art. transferindo o respectivo encargo financeiro com o tributo para terceiros (art.177/91. Ademais. não há falar em responsabilidade do empregador pela contribuição previdenciária devida pelo obreiro. Na hipótese vertente. Emmanuel Pereira. in verbis: “SUM-381 CORREÇÃO MONETÁRIA. Min. somente pode ser aplicável aos fatos ocorridos após a sua vigência. Incidência da Orientação Jurisprudencial n. Nesse sentido. (. que seia o 5º dia útil do mês subseqüente ao vencido. o disposto na Súmula 381 do C. À análise. pág. Rel.212/91 (05/03/2007 a 15/12/2010).2008) A responsabilidade pelo recolhimento das contribuições social e fiscal. na liquidação da sentença.. alínea “a”. Correção monetária . ou seja.). bem como para determinar a incidência dos juros e multa sobre as contribuições previdenciárias observe o prazo estipulado no artigo art. entendo que deve ser mantida a r. Ademais.inserida em 20. que informa que a culpa do empregador pelo inadimplemento das verbas remuneratórias não elide a responsabilidade do empregado pelo pagamento da totalidade do Imposto de Renda e da quota-parte que lhe cabe da contribuição previdenciária. o que importa é a data de vencimento da obrigação. sentença hostilizada.04.212/91. Em matéria de correção monetária. TST. 276 do Decreto 3. 43. 459 DA CLT (conversão da Orientação Jurisprudencial nº 124 da SBDI-1) .2. Vejamos. SALÁRIO. não obriga. Sim.212/91 (inserida com o advento da Medida Provisória 449/2008. TST. nos exatos termos em que preceitua o artigo 39 da Lei n. a seguir transcrito é nesse sentido: "(.177/91.048/99. da Lei nº 8. CONDENA-ÇÃO DO EMPREGADOR EM RAZÃO DO INADIMPLEMENTO DE VER-BAS REMUNERATÓRIAS.03. Argumenta que a lei fixa o termo final para cumprimento das obrigações de pagamento de salário. dou parcial provimento para determinar a aplicação do valor histórico à cota parte da contribuição previdenciária devida pelo reclamante. consagrada na Orientação Jurisprudencial nº 363. de maneira que a nova regra previdenciária somente será aplicada às prestações de serviço realizadas a partir de 03 de março de 2009 (90 dias após a publicação da MP).. ressalto que a regra do § 2º.11. § 6º. como disposto no artigo 459 da CLT c/c artigo 39. ante o princípio da anterioridade. é do empregador e incide sobre o total da condenação. O pagamento dos salários até o 5º dia útil do mês subseqüente ao vencido não está sujeito à correção monetária. TST. incidirá o índice da correção monetária do mês subseqüente ao da prestação dos serviços. da Constituição da República. o artigo 195.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. perfilho-me à jurisprudência dominante do C. Contudo. RESPONSABILIDADE DO EMPREGADO PE-LO PAGAMENTO. O aresto do Colendo TST. por óbvio.351/99.. acordo ou convenção coletiva. DJ 20. sendo oportuno observar que o argumento de pagamento tardio não justifica a responsabilização exclusiva do empregador. IMPOSTO DE RENDA. deferidas judicialmente.7. pois. Em suma. 186 do Código Civil. do art. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. vez que as parcelas. Em se tratando de contribuição previdenciária incidente sobre verbas deferidas em decisão judicial. vez que. para fins de aplicação dos juros e multa sobre as contribuições previdenciárias. 1ªT . 2. III.2ª Reg. quando não satisfeitos pelo empregador nas épocas próprias assim definidas em lei. seja qual fosse seu valor. ART. nos termos do artigo 150. resultante de condenação judicial referente a verbas remuneratórias. da Lei 8. 715. mas apenas concede ao empregador. 21 e 23.

Recurso de embargos conhecido e provido.º 11. no decorrer da relação empregatícia. reduzindo a jornada de trabalho imposta na r. TST.541/92.541/1992. em face da sua incidência sobre a totalidade dos valores provenientes da decisão judicial. sem dúvida. por maioria. excluídos os juros da mora. o pagamento em decorrência de sentença judicial. Em outras palavras. entendo que não há falar em responsabilidade do empregador pelo Imposto de Renda. não há como atribuir a prática de ato ilícito ao empregador . não se vislumbra autorização legal para a imposição ao empregador do encargo de indenizar o obreiro. em execução de decisão judicial. DANO MATERIAL DECORRENTE DO CRITÉRIO DE RECOLHIMENTO Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 DO IMPOSTO DE RENDA. in verbis: (. não se vislumbra autorização legal para a imposição ao empregador do encargo de indenizar o obreiro. inclusive quanto às alíquotas a serem utilizadas para o cálculo do tributo. sentença. os artigos 159. o pagamento em decorrência de sentença judicial.. como hipótese de incidência da obrigação tributária. sendo devidas as horas extras acima da 44ª semanal. Consoante o artigo 46 da Lei n.5. o recebimento se torne disponível para o beneficiário.0004 . inclusive quanto aos rendimentos recebidos acumuladamente em virtude de decisão judicial. Recurso de embargos conhecido e provido. dar parcial provimento ao apelo. que informa que a culpa do empregador pelo inadimplemento das verbas remuneratórias não elide a responsabilidade do empregado pelo pagamento da sua quota-parte. excluindo da condenação a parcela atinente aos honorários advocatícios. Conforme o exposto no dispositivo retro é de se compreender que o imposto incidente sobre os rendimentos pagos.122200 -04. que é de quem aufere a renda e. Ainda que se admita que o pagamento das verbas trabalhistas no momento oportuno acarretaria para o empregado obrigação tributária menos gravosa. Aqui.requisito indispensável ao reconhecimento da obrigação de indenizar. O fato gerador do tributo. não havendo como transferir-se para o reclamado este ônus tributário.” Por sua vez. de 09:00h às 19:00h.requisito indispensável ao reconhecimento da obrigação de indenizar. como hipótese de incidência da obrigação tributária. resultante de condenação judicial referente a verbas remuneratórias é do empregador e incide sobre o total da condenação. II.º 368.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.00 (dez mil reais). da Lei nº 8. Precedentes da Corte.125560030.5.09. não importando. ocorre apenas no momento do pagamento do crédito trabalhista ao reclamante. INDENIZAÇÃO. o Imposto de Renda incidente sobre os rendiment