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Caderno Judiciário do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO

DIÁRIO ELETRÔNICO DA JUSTIÇA DO TRABALHO
PODER JUDICIÁRIO

REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL

Nº1317/2013

Data da disponibilização: Segunda-feira, 23 de Setembro de 2013.

DEJT Nacional

Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO MARCELLO MACIEL MANCILHA Desembargador Presidente e Corregedor ANA PAULA TAUCEDA BRANCO Desembargadora Vice-Presidente Rua Pietrângelo de Biase, 33 Centro Vitória/ES CEP: 29010190 Telefone(s) : (27) 3321-2400

SECRETARIA DO TRIBUNAL Acórdão Acórdão
Processo Nº AACC-3500-27.2013.5.17.0000
Processo Nº AACC-3500/2013-000-17-00.9

Autor

Réu

Plurima Réu Advogado

MINISTERIO PUBLICO DO TRABALHO - PROCURADORIA REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIAO SINDICATO DOS TRABALHADORES EM TRANSPORTES RODOVIARIOS DO EST. ES - SINDIRODOVIARIOS VIACAO AGUIA BRANCA S A John Aluisio Uliana(OAB: 006519 ES)

ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0003500-27.2013.5.17.0000 Ação Anulatória de Cláusulas Convencionais Autor: MINISTERIO PUBLICO DO TRABALHO - PROCURADORIA REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIAO Réus: SINDICATO DOS TRABALHADORES EM TRANSPORTES RODOVIARIOS DO EST. ES - SINDIRODOVIARIOS VIACAO AGUIA BRANCA S A Origem: TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO - ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Revisor: DESEMBARGADOR JOSÉ LUIZ SERAFINI ACORDO COLETIVO DE TRABALHO. CLÁUSULA QUE AUTORIZA REGIME DE COMPENSAÇÃO 12X36. VALIDADE. A Carta Política de 1988 fomenta a negociação coletiva, com reconhecimento expresso das convenções e dos acordos coletivos de trabalho, sendo certo que o inciso XIII do art. 7º da Carta Magna autoriza a flexibilização da jornada de trabalho, via instrumento negocial. Reputa-se válida, pois, a escala de 12x36 fixada em norma coletiva, Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

quando o excesso da jornada é compensado por folgas mais elásticas, hipótese, inclusive, que encontra paralelo no banco de horas estabelecido pelo § 2º do art. 59 da CLT e respaldo nos princípios do conglobamento e da norma mais favorável. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de Ação Anulatória de Cláusulas Convencionais, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO Trata-se de Ação Anulatória proposta pelo MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO em face do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Espírito Santo – SINDIRODOVIÁRIOS; Viação Águia Branca S.A, visando à anulação das seguintes cláusulas: Décima Sétima – Parágrafo Primeiro, Vigésima Quinta e Vigésima Sexta, do Acordo Coletivo de Trabalho 2011/2012 firmado pelos réus. As Cláusulas tratam, respectivamente, da escala de revezamento 12 x 36, do empregado reabilitado e da rescisão contratual. Com a inicial vieram os documentos de fls. 12/40. Decisão desta Relatora, à fl. 44, reconhecendo, por disciplina judiciária, a competência funcional deste Tribunal para apreciar e julgar a presente ação e determinando a citação dos réus. Apesar de regularmente intimado (fl. 42) não houve manifestação do 1.º reclamado, Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Espírito Santo – SINDIRODOVIÁRIOS. Contestação da 2.ª ré, Viação Águia Branca S.A., às fls. 45-v.º/53 e às fls. 54/69, alegando preliminar de carência de ação por perda superveniente do interesse processual do requerente. No mérito, pleiteia sejam julgados improcedentes os pedidos relativos à anulação das cláusulas, anuindo, todavia, à adequação de sua redação aos limites propostos pelo Autor, resguardada, no caso do parágrafo primeiro da Cláusula Décima Sétima, a adoção da jornada 12 x 36 para alguns trabalhadores, porque permitida pela jurisprudência sumulada do C. TST. Razões finais apresentadas pelo Ministério Público do Trabalho, às fls. 102/106, pugnando pela procedência dos pedidos. Razões finais do 2.º réu, às fls. 107/109, reportando-se às razões lançadas na peça de defesa. Não foram apresentadas razões finais pelo sindicato demandado. É o relatório. FUNDAMENTAÇÃO 2.1. PRELIMINAR – INEXISTÊNCIA DE INTERESSE – CARÊNCIA DE AÇÃO – EXPIRAÇÃO DO PRAZO DE VIGÊNCIA DA NORMA COLETIVA IMPUGNADA – ARGUIDA PELA 2.ª DEMANDADA Assevera a 2.ª demandada (Viação Águia Branca S.A.) estarem caracterizadas a falta de interesse processual e carência de ação, uma vez que o autor pretende a anulação de cláusulas de instrumento coletivo de trabalho cujo prazo de vigência expirou em 31 de maio de 2012. Destarte, pleiteia o acolhimento da referida preliminar, com a consequente extinção da presente ação anulatória sem resolução do mérito, nos termos dos artigos 301, X e 267, VI do Código de Processo Civil. Com efeito, em que pese seja incontroverso o término da vigência do instrumento coletivo em questão, a jurisprudência da SDC do C.

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TST tem reconhecido a subsistência do interesse do Ministério Público do Trabalho na anulação de cláusulas coletivas por perdurarem, no plano normativo, seus efeitos, uma vez que integram os contratos individuais de todos os integrantes da categoria profissional. Nesse sentido, os seguintes julgados: “AÇÃO ANULATÓRIA. CLÁUSULA DE CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO. PERDA DE OBJETO - O entendimento da Seção Especializada em Dissídios Coletivos desta Corte, em relação à matéria, pacificou-se no sentido de que, não obstante tenha se exaurido o período de vigência do Acordo Coletivo, o Tribunal deve manifestar-se sobre o pedido, ou seja, acerca da nulidade da cláusula constante no ajuste coletivo, pois a conclusão possibilitará, em caso de procedência do pleito, que os empregados atingidos pelo cumprimento do acordado possam pleitear a restituição dos valores relativos aos descontos efetuados em seus salários a tal título. Recurso conhecido e provido” (TST-ROAA-735.256/2001.0, Rel. Min. José Luciano de Castilho Pereira, DJ de 06/09/01). “EXTINÇÃO DO PROCESSO SEM JULGAMENTO DO MÉRITO. INTERESSE DE AGIR REMANESCENTE. I - Remanesce o interesse de agir do recorrente para declaração de nulidade das cláusulas indicadas na inicial, visto que o Termo Aditivo ao Acordo Coletivo, pelo qual foram regularizadas as cláusulas impugnadas, tem vigência futura, a partir da data da sua celebração, não desfrutando de efeito retroativo de modo que, a persistir a extinção do processo sem exame do mérito, as cláusulas então pactuadas manterão sua normatividade no hiato de tempo compreendido entre a vigência do acordo e a superveniência do Termo Aditivo” (TSTROAA-111/2005-000-24-00.8, Rel. Min. Barros Levenhagen, DJ de 27/10/06). “RECURSO ORDINÁRIO EM AÇÃO ANULATÓRIA. VIGÊNCIA DA CONVENÇÃO COLETIVA. DA FALTA DE INTERESSE DE AGIR. Mesmo não estando mais em vigor a convenção coletiva, permanece o interesse de agir do Parquet que, ao propor a anulação de cláusulas convencionais via ação anulatória, não busca somente interromper seus efeitos presentes e futuros, objetiva também resguardar o direito dos trabalhadores de buscar no Poder Judiciário o que lhes foi incorretamente imposto pelas cláusulas impugnadas na presente ação anulatória” (TST-ROAA815.783/2001.3, Rel. Min. Vieira De Mello Filho, DJ de 02/03/07). “PRELIMINAR DE IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DO PEDIDO PELA PERDA DE OBJETO. I - A preliminar de impossibilidade jurídica do pedido não decorre de eventual perda de objeto. Ela diz respeito à vedação por lei à pretensão deduzida em juízo. II - A circunstância de ter expirado o prazo de vigência do instrumento normativo não implica perda de objeto ou falta de interesse processual superveniente. É que enquanto esteve em vigor produziu efeitos relativamente às cláusulas objeto da ação anulatória, cuja decisão que acolher a sua nulidade tem efeito retroativo, contemporâneo à celebração daquele instrumento. Preliminar rejeitada” (TST-ROAA-269/2006-000-08-00.6, Rel. Min. Barros Levenhagen, DJ de 26/10/07). Destarte, rejeito a preliminar. 2.2. ESGOTAMENTO DA VIA ADMINISTRATIVA – ARGUIDA PELA 2.ª DEMANDADA A 2.ª requerida, em defesa, aduz que, notificada da instauração do procedimento administrativo pelo representante do Ministério Público do Trabalho para verificação da licitude das três cláusulas em destaque, (PP n.º 00014.2012.17.0000) e para que se manifestasse sobre a eventual existência de interesse em uma solução negociada para a questão, aquiesceu quanto à solução negociada das cláusulas 25.ª e 26.ª, manifestando-se, outrossim, Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

quanto à legalidade do parágrafo décimo primeiro da Cláusula 17.ª. Assevera que após a realização de audiência de conciliação, mesmo tendo apresentado texto com alterações ao referido parágrafo, no intuito de encontrar uma solução negociada para o caso, foi surpreendida com o ajuizamento da presente Ação Anulatória. Argumenta, pois, que a presente ação não poderia ser ajuizada antes que houvesse uma tentativa definitiva e final de solução negociada da questão pela via administrativa, pois sempre se colocou à disposição para resolver as questões suscitadas. Afirma, ainda, que não tomou ciência do despacho que rejeitou a proposta de redação formulada administrativamente. Com efeito, o Ministério Público do Trabalho, ao refutar tais alegações, assevera que em 08.02.2013 foram expedidas notificações de n.º 34412 e 34412, documentos que foram regularmente colacionadas aos autos. Ainda que assim não fosse, o esgotamento da via administrativa não se qualifica como pressuposto processual ou condição da ação, não sendo requisito intransponível para admissibilidade da ação anulatória. Rejeito. 2.3. DESCONSIDERAÇÃO DA CONTESTAÇÃO – ARGUIDA PELO MPT Pleiteia o Ministério Público do Trabalho, em razões finais, a desconsideração da contestação de fls. 54/69, apresentada pela 2.ª ré, ao argumento de que esta incorreu em preclusão lógica/consumativa, pois já havia apresentado, no mesmo dia, a referida defesa, subscrita pela mesma advogada. Acolho, todavia, a argumentação da requerida, porque razoável a argumentação de que a apresentação de duas peças contestatórias tenha sido materializada por excesso de zelo, devida à insegurança quanto ao seu regular recebimento por meio do sistema de peticionamento eletrônico. Tanto é assim, que as peças foram apresentadas no mesmo dia, com o mesmo teor, com apenas trinta minutos de diferença, subscritas pelo mesmo procurador. Rejeito. 2.3. ADMISSIBILIDADE Atendidas as condições da ação e estando presentes os pressupostos processuais de desenvolvimento válido e regular do processo, admito a ação anulatória. 2.3. MÉRITO 2.3.1. PARÁGRAFO DÉCIMO PRIMEIRO DA CLÁUSULA 17.ª DO ACORDO COLETIVO DE TRABALHO A primeira cláusula cuja declaração de nulidade se pretende é a seguinte, in verbis: “Cláusula Décima Sétima – A jornada normal de trabalho para todos os empregados, com atividades nas linhas interestaduais de passageiros, fica fixada em 44 (quarenta e quatro) horas semanais, observando o disposto nos parágrafos desta cláusula. Parágrafo Décimo Primeiro – É ainda facultado à empresa empregadora a adoção de carga horária diferenciada para os empregados vinculados a serviços do pessoal de apoio logístico, a exemplo dos vigilantes, executável, em tal serviço, com regime de trabalho, a sistemática de escala de 12 (doze) horas de serviço por 36 (trinta e seis) horas de descanso.” Sustenta o d. Ministério Público do Trabalho que a permissão, em branco, para a realização de escala de revezamento de 12 x 36, sem qualquer ressalva de setores eventualmente perigosos e insalubres e/ou atividades de risco, contraria a Constituição Federal (incisos XIII, IIV e XXII, do art. 7.º e o art. 195 c/c art. 59, 60 e 61 da CLT e Súmula n.º 423 do C. TST).

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Expõe que a negociação coletiva está adstrita às mínimas garantias instituídas por lei, e que a redação da Súmula n.º 444, editada, recentemente, pelo C. Tribunal Superior do Trabalho, não deixa dúvidas quanto à excepcionalidade da utilização de tal jornada e à exigência de critérios objetivos para a sua fixação. Afirma, pois, que essa fixação não pode ficar ao arbítrio do empregador e de suas necessidades, mormente quando em voga atividades insalubres, perigosas e de risco, sob pena de transformar o instrumento coletivo em ato unilateral. Pleiteia a anulação do parágrafo Décimo Primeiro da Cláusula 17.ª, relativamente à jornada de trabalho em turnos ininterruptos de revezamento, com relação às atividades insalubres, perigosas/de risco, em virtude de contrariedade ao disposto nos incisos XIII, XIV, XXII e XXIII do art. 7.º e art. 195 da CRFB, além dos princípios da dignidade da pessoal humana, valores sociais do trabalho e a busca do pleno emprego, e, finalmente, da Súmula 423 do C. TST, além da dubiedade quanto à fixação da carga horária mensal, podendo inclusive acarretar a quitação proporcional do piso salarial e, ainda, a limitação do adicional noturno (Cláusula 8.ª). Aduz a requerida, que apresentou, com base nas orientações passadas na audiência realizada no MPT, que apresentou novo texto discriminando as funções que poderiam fazer a jornada de trabalho 12x36, conforme abaixo: Parágrafo Décimo Primeiro – É ainda facultado à empresa empregadora a adoção de carga horária diferenciada para o motorista em conformidade com o disposto contido no Arrigo 235-F da CLT e cobradores, bem como os empregados vinculados a serviços do pessoal de apoio logísticos, a exemplo dos assistentes de operação, agentes de vendas, manuten~ção, despachantes de pista e trafego, vistoriadores de veículos, porteiros, vigias, seguranças e lavadores, executável, em tal situação, com regime de trabalho, a sistemática de ecala de 12 (doze)horas de serviço por 36 (trinta e seis) horas de descanso, nos termos da súmula 444 do Tribunal Superior do Trabalho. Aduz que não possui mais em seu quadro de funcionários a função de vigilante, pois todo o serviço hoje encontra-se terceirizado, e que não possui em seus quadros nenhum funcionário que trabalhe em áreas eventualmente perigosas e insalubres e/ou atividades de risco na escala de 12x36, pois todos os que laboram nessas condições estão submetidos à jornada normal de trabalho estabelecida pela CLT, CRFB e outros dispositivos legais. Tanto é assim, que concordou em alterar tal cláusula, mas que sempre deixou clara a necessidade de manutenção dessas jornadas, com os devidos ajustes, pois está pacificado pelo TST que é possível a sua adoção, a teor da Sumula 444 do C. TST. Com efeito, esta Relatora possui convencimento firmado sobre a questão, no tocante ao reconhecimento das Convenções e Acordos Coletivos de trabalho, em atenção ao inciso XXVI, do artigo 7º, da Constituição Federal de 1988. Ressalto que a Carta Constitucional prestigia a flexibilização de certas regras do Direito do Trabalho, no intuito de harmonizar as fontes autônomas e heterônomas, a fim de garantir, por um lado, melhores condições de trabalho e, por outro, a sobrevivência da empresa, sempre com a interveniência da entidade sindical, na defesa dos interesses de seus representados. Não se pode olvidar, ainda, que a interpretação da norma coletiva obedece ao princípio do conglobamento, onde a conquista da categoria não é aquilatada pela análise isolada de uma só cláusula, mas do seu conjunto. Ademais, não se pode olvidar que ninguém melhor do que a própria categoria profissional, personificada pelo Sindicato, para avaliar as vantagens e desvantagens de um pacto. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

Ressalte-se que entendimento contrário estimula cômoda irresponsabilidade por parte das entidades sindicais que não se sentem cobradas pela categoria que representam a entabular verdadeiras negociações coletivas. Na medida em que o Judiciário, com o escopo de proteger o trabalhador hipossuficiente, nega validade aos acordos firmados, na verdade contribui para o enfraquecimento dos sindicatos e a perpetuação da condição de inferioridade dos trabalhadores. Com efeito, as jornadas realizadas nesses tipos de escalas são estabelecidas em razão das peculiaridades das funções desempenhadas pelos trabalhadores que a elas se submetem, trazendo vantagens para o trabalhador, que passa a dispor de mais tempo para a família, convívio social, lazer, descanso, participação em cursos de qualificação profissional ou até o desenvolvimento de outra atividade, com possibilidade de maiores ganhos. Tais benefícios, quando contrapostos à extrapolação da jornada normal, evidenciam um maior ganho ao obreiro. Nesse diapasão, o excesso de jornada é compensado por folgas mais elásticas, hipótese que encontra paralelo no banco de horas estabelecido pelo § 2º, do art. 59, da CLT. Logo, julgo improcedente o pedido de anulação do Parágrafo Primeiro da Cláusula Décima Sétima. 2.3.2. CLÁUSULA 25.ª DO ACORDO COLETIVO DE TRABALHO – DO EMPREGADO REABILITADO Abaixo a redação da Cláusula impugnada, in verbis: “Cláusula 25.ª – DO EMPREGADO REABILITADO O empregado afastado, em função de doença e/ou acidente de trabalho, que vier a ser reabilitado pelo Órgão previdenciário, para função diversa daquela que anteriormente exercia e com remuneração inferior, ficará passível de alteração salarial, para função diversa daquela que anteriormente exercia e com remuneração inferior, ficará passível de alteração salarial, para adequação à função a ser pelo mesmo exercida.” Sustenta o d. Ministério Público do Trabalho que é patente o caráter discriminatório da estipulação, ante a pactuação da redução da remuneração do trabalhador reabilitado pela Previdência Social algumas vezes até mesmo em decorrência de doença ou acidente de trabalho sofrido na própria empresa – para adequação à função a ser pelo mesmo exercida (grifou-se no original), ocorrendo afronta ao disposto no inciso XXXI do art. 7.º da CRFB. A requerida assevera que ainda que este seja o texto da norma coletiva, não procede desta forma, e que, portanto, não há qualquer objeção a que a mesma seja adequada à legislação em vigor, ou que haja a retirada de qualquer texto que possa evidenciar intuito discriminatório. Aqui, tem razão o parquet. Com efeito, ainda que seja considerada a anuência da 2.ª reclamada à adequação do conteúdo da norma coletiva e à retirada de texto que possa evidenciar caráter discriminatório, impõe-se o registro de que a reabilitação do trabalhador não pode implicar em prejuízo ao seu patamar salarial, sem que se vislumbre ofensa ao disposto no art. 7.º, VI da Constituição Federal, mormente se a impossibilidade do exercício da função decorre de fatos alheios à sua vontade. Destarte, julgo procedente o pedido para anular a Cláusula Vigésima quinta. 2.3.1. CLÁUSULA 26.ª DO ACORDO COLETIVO DE TRABALHO – RESCISÃO CONTRATUAL Abaixo a redação da Cláusula impugnada, in verbis: “Cláusula 26.ª – RESCISÃO CONTRATUAL Na ocorrência de dissolução contratual, a empresa deverá efetuar o pagamento das verbas rescisórias devidas ao empregado, no prazo

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máximo de 10 (dez) dias úteis contados do desfazimento do vínculo, sob pena de, em não fazendo, pagar ao trabalhador o débito devidamente corrigido, de conformidade com os índices legais. Parágrafo único – Ocorrendo recusa por parte do empregado em proceder o recebimento das parcelas oferecidas, a empresa poderá liberar-se da sanção acima estipulada, desde que comunique o fato ao sindicato acordante, no prazo fixado nesta cláusula para pagamento, anexando à comunicação o instrumento de rescisão contratual com o qual não concordou o trabalhador. Alega o Ministério Público do Trabalho que o poder de negociação das partes não pode flexibilizar a lei e, simplesmente, aviltar o direito individual do trabalhador, via norma coletiva. Nada obsta a que o Sindicato forneça documento comprobatório da ausência do trabalhador, mas, não podem os convenentes pactuar a isenção do empregador à multa prevista em lei (art. 477 da CLT), cabendo à empresa tomar as providências cabíveis previstas legalmente, para resguardar seus direitos. Requer, pois, a declaração de nulidade do disposto no parágrafo único da Cláusula 26.ª por afronta ao art. 477 e seus parágrafos da CLT. Afirma a requerida que jamais deixou de proceder à rescisão contratual de seus funcionários conforme o disposto no art. 477 da CLT, tampouco pretendeu, através da referida Cláusula, revogá-lo. Em face disso, e como já havia asseverado durante o procedimento administrativo perante o MPT, coloca-se à disposição para proceder às adequações necessárias e, para tanto, sugere o seguinte teor: “Na ocorrência de dissolução contratual, a empresa deverá efetuar o pagamento das verbas rescisórias devidas ao empregado no prazo legal, em conformidade com o artigo 477 e seus parágrafos, especialmente o 6.º, letras “a” e “b”, da Consolidação das Leis do Trabalho. Parágrafo único – Ocorrendo recusa por parte do empregado em proceder ao recebimento das parcelas oferecidas, a empresa poderá efetuar o depósito na conta corrente ou poupança, no prazo estabelecido pelo Artigo 477 e seus parágrafos da CLT, comunicando o fato ao sindicato acordante, no prazo fixado nesta cláusula para pagamento, anexando uma cópia no instrumento de rescisão contratual com o qual não concordou o trabalhador.” Vejamos. O fato de a 2.ª requerida aquiescer à adequação dos termos da referida Cláusula também impõe a procedência do pedido, no particular, mormente porque a flexibilização dos direitos trabalhistas não pode afrontar as disposições legais mínimas de proteção ao trabalhador. Julgo procedente o pedido para anular o parágrafo único da Cláusula Vigésima Sexta. 3 CONCLUSÃO ACORDAM os Desembargadores do Tribunal Pleno da 17ª Região, por unanimidade, rejeitar as preliminares de carência de ação e falta de interesse e inobservância do esgotamento da via administrativa, arguidas pela 2.ª demandada em contestação; rejeitar a preliminar de desconsideração da contestação pelo Ministério Público do Trabalho, admitir a ação anulatória; e, no mérito, por maioria, julgar parcialmente procedentes os pedidos formulados na ação para anular as cláusulas vigésima quinta e vigésima sexta do Acordo Coletivo de Trabalho 2011/2012 firmado entre o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Espírito Santo – SINDIRODOVIÁRIOS e a Viação Águia Branca S.A. Custas pro-rata pelos réus, no valor de R$ 700,00 (setecentos reais). Vencidos, quanto à anulação do parágrafo primeiro da cláusula décima sétima, os Desembargadores Carlos Henrique Bezerra Leite e Carmen Vilma Garisto. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

Suspeição do Desembargador Lino Faria Petelinkar. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 18 de setembro de 2013: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente), Desembargador José Luiz Serafini, Desembargadora Claudia Cardoso de Souza, Desembargador Carlos Henrique Bezerra Leite, Desembargador Jailson Pereira da Silva, Desembargadora Carmen Vilma Garisto e Juíza Sônia das Dores Dionísio. Procurador: João Hilário Valentim. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora

Acórdão
Processo Nº MS-15600-14.2013.5.17.0000
Processo Nº MS-15600/2013-000-17-00.0

Impetrante Advogado Impetrado Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor

ADENIR CUSTODIO Joaquim Augusto de Azevedo Sampaio Netto(OAB: 009624 ES) JUIZ TITULAR DA 6ª VARA DO TRABALHO DE VITORIA - ES JOSE LOVATI LUIZ CARLOS DARIVA LUIS CARLOS CORREA DA PENHA VALENTIM ACERBI ANDRADE SEBASTIAO JOSE WELLINGTON DIAS DA SILVA

ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0015600-14.2013.5.17.0000 MANDADO DE SEGURANÇA Impetrante: ADENIR CUSTODIO E OUTROS Impetrado: JUIZ TITULAR DA 6ª VARA DO TRABALHO DE VITORIA - ES Litisconsorte: COMPANHIA DOCAS DO ESPIRITO SANTO CODESA Origem: TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO - ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA. MANDADO DE SEGURANÇA. EXECUÇÃO DEFINITIVA. DECISÃO QUE INDEFERE A LIBERAÇÃO DOS VALORES INCONTROVERSOS ATÉ O JULGAMENTO DO AGRAVO DE PETIÇÃO. ILEGALIDADE. Se o art. 897 § 1.º da CLT autoriza a imediata execução de parcela dos cálculos eventualmente incontroversa, reputa-se ilegal a decisão que, em execução definitiva, indefere a liberação de qualquer valor até o trânsito em julgado da decisão proferida nos embargos à execução. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de MANDADO DE SEGURANÇA, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO Trata-se de Mandado de Segurança impetrado por ADEMIR CUSTODIO E OUTROS, contra ato jurisdicional praticado pelo MM. Juízo da MMª 6ª Vara do Trabalho de Vitória/ES, que indeferiu o pedido de liberação dos valores incontroversos aos exequentes, determinando que estes aguardassem o trânsito em julgado da r. sentença que julgou os embargos à execução/impugnação à sentença de liquidação. Sustentam que o indeferimento da liberação de valores avilta seu direito líquido e certo ao imediato recebimento dos valores incontroversos, bem como viola o inciso I do art. 655 do CPC e o § 1º do art. 897 da CLT, e ainda, fulminam o direito fundamental à razoável duração do processo, consagrado no art. 5.º LXXVIII da CRFB, mormente porque já aguardam por 13 anos o recebimento dos haveres que pleitearam, ressaltando que, no processo

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trabalhista, os recursos possuem efeito meramente devolutivo, a teor do art. 899 da CLT. Inicial (fls. 02/07) e documentos (fls. 08/386). Tendo sido observada a irregularidade de representação dos impetrantes e determinada a sua regularização, vieram aos autos os instrumentos procuratórios, à exceção do autor JOSÉ LOVATI, que não o apresentou, o que importou a extinção do feito sem resolução do mérito, na forma do artigo 267, inciso IV c/c art. 284, parágrafo único, do Código de Processo Civil, em relação ao impetrante. Liminar deferida por esta Relatora, conforme decisão proferida às fls. 424/425. Apesar de regularmente citada (fl. 428) não houve manifestação da litisconsorte. Informações prestadas pela Autoridade Coatora à fl. 430 sem a vista dos autos físicos, uma vez que estes se encontravam neste E. Tribunal para julgamento do agravo de petição interposto. Mencionou-se que o indeferimento da liberação dos valores incontroversos deveu-se à tentativa de evitar tumulto processual, haja vista que a apuração dos valores incontroversos deveria ser operacionalizada por meio próprio, qual seja, a carta de sentença. Parecer do i. Representante do Ministério Público do Trabalho às fls. 433/435, oficiando pelo não cabimento do mandamus, haja vista a existência de recurso próprio – agravo de petição – o qual, inclusive, foi regularmente interposto. Em relação ao mérito, oficia pela concessão da segurança, ou seja, pela definitividade da liminar. FUNDAMENTAÇÃO 2.1. JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE Presentes os pressupostos de admissibilidade, impõe-se a admissibilidade do mandamus. Com efeito, em que pese o agravo de petição seja cabível das decisões proferidas na execução, é certo que, se a liberação dos valores incontroversos foi postergada para momento posterior ao trânsito em julgado da decisão proferida nos embargos à execução, é forçoso concluir que a veiculação dessa pretensão no agravo de petição não atingiria o fim colimado pelos exeqüentes, pois não permitiria a execução imediata da parte remanescente antes da remessa dos autos a este Tribunal, conforme preceitua o § 1.º do art. 897 da CLT. 2.2. MÉRITO Aduzem os impetrantes que, na indigitada reclamação trabalhista, pleitearam a reintegração no emprego, pagamento de horas extras, salário produção, etc., e que liquidada a conta, apresentaram impugnação à sentença de liquidação, sendo que a reclamada também opôs embargos à execução. Apreciadas ambas na mesma sentença, interpuseram os autores agravo de petição, tendo requerido, outrossim, a liberação dos valores incontroversos antes da remessa dos autos a este Tribunal para julgamento do apelo. Sustentam que o indeferimento da liberação de valores avilta seu direito líquido e certo ao imediato recebimento dos valores incontroversos. Além disso, viola o inciso I do art. 655 do CPC e o § 1º do art. 897 da CLT, e ainda, fulminam o direito fundamental à razoável duração do processo, consagrado no art. 5.º LXXVIII da CRFB, mormente porque já aguardam há 13 anos o recebimento dos haveres que pleitearam. Ressaltam, finalmente, que no processo trabalhista, os recursos possuem efeito meramente devolutivo, a teor do art. 899 da CLT. À análise. Cumpre destacar que o ato inquinado de ilegal e de que cuida a ação mandamental foi proferido em execução definitiva, o que se constata por meio da certidão de trânsito em julgado, à fl. 145. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

Na hipótese ora examinada, conforme já salientado por ocasião da apreciação da liminar, reputo justificado o deferimento da providência requerida pelos autores, uma vez demonstrada, em juízo sumário, a presença dos pressupostos autorizativos – fumus boni iuris e periculum in mora. Ainda que a liminar deferida tenha possuído efeito satisfativo, mormente porque permitiu a liberação, por alvará, dos valores incontroversos – o que já foi materializado, consoante se infere do andamento processual consultado no Portal do Tribunal - pelo que pude depreender da documentação anexada aos autos, inferi que as alegações possuem fundamento. Com efeito, apresentados os cálculos de liquidação pelos autores, a ré, a tempo e modo, impugnou os valores (fls. 148/158), o que, após manifestação conclusiva da contadoria (fl. 227) quanto à pertinência de suas alegações, ensejou a atualização de seus cálculos, vide despacho de fl. 228. Ora, os cálculos atualizados, portanto, foram os apresentados pela ré, os quais perfaziam em 01/04/2011 o montante de R$ 135.059,55, sendo que a majoração destes, ocorrida posteriormente, decorreu de impugnação apresentada pela União no tocante à conta de liquidação previdenciária. Apenas isso. Tanto é assim que os embargos à execução/agravo de petição manejados pela terceira interessada veiculam indignação quanto à conta previdenciária, em particular. Impende ressaltar, por oportuno, que a pretensão aqui veiculada encontra-se disciplinada pelo art. 897 § 1.º da CLT, que autoriza a imediata execução de parcela dos cálculos eventualmente incontroversa, o que implica concluir pela ilegalidade da decisão que indeferiu “...a liberação de qualquer valor até o trânsito em julgado da decisão de fls. 1247/1252 ...”, ou seja, que postergou a liberação de qualquer valor para momento posterior ao julgamento dos agravos de petição interpostos. Noutro giro, não há necessidade de maiores digressões quanto à premência da questão aqui veiculada, mormente se considerada a data do ajuizamento da reclamação trabalhista: 21/06/2000. Há 13 (treze) anos, pois. Por tais fundamentos, infiro que o ato dito coator padece de ilegalidade e, porquanto relevantes os fundamentos afirmados, ante a existência de direito líquido e certo dos impetrantes, torna-se imperiosa a concessão da segurança. Pelo exposto, concede-se a segurança pleiteada, mantendo-se a liminar deferida. Custas no importe de R$ 20,00, considerando o valor da causa, R$1.000,00, pela União, dispensada. 3. CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região, por maioria, admitir o mandado de segurança e, no mérito, por unanimidade, conceder a segurança pleiteada. Custas no importe de R$20,00 (vinte reais), considerando o valor da causa, R$1.000,00 (mil reais), pela União, dispensada do recolhimento. Vencidos, na admissibilidade, os Desembargadores Gerson Fernando da Sylveira Novais e Jailson Pereira da Silva. Impedimento das Desembargadoras Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi e Ana Paula Tauceda Branco. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 18 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente), Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais, Desembargadora Claudia Cardoso de Souza, Desembargador Jailson Pereira da Silva, Desembargador Lino Faria Petelinkar, Desembargadora Carmen Vilma Garisto e Juíza Sônia das Dores

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Dionísio. Procurador: João Hilário Valentim. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora

Acórdão
Processo Nº ED-23200-86.2013.5.17.0000
Processo Nº ED-23200/2013-000-17-00.8

Embargante Advogado Embargado

Advogado

T V V - TERMINAL DE VILA VELHA S.A Rodolfo Gomes Amadeo(OAB: 012493 ES) SINDICATO TRAB PORT PORT AVULSO VINCULO EMP PORTOS E S - SUPORT André Luiz Moreira(OAB: 007851 ES)

PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0023200-86.2013.5.17.0000 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: T V V - TERMINAL DE VILA VELHA S.A Embargado: O V. ACÓRDÃO DE FLS. 384/388-v - TRT 17ª. REGIÃO SINDICATO TRAB PORT PORT AVULSO VINCULO EMP PORTOS E S - SUPORT Origem: TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO - ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Se os embargos não demonstram a existência de omissão, de contradição, ou de obscuridade e revelam mero inconformismo da parte com o conteúdo meritório do acórdão, não merecem ser providos. Vistos, relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de DISSÍDIO COLETIVO - GREVE, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos por TVV – TERMINAL DE VILA VELHA S.A, em face do v. acórdão de fls. 348/388-v, sustentando omissão no julgado. FUNDAMENTAÇÃO 2.1.CONHECIMENTO Conheço dos embargos, pois presentes seus pressupostos de admissibilidade. 2.2.OMISSÃO Alega a embargante que no v. acórdão constou que houve paralisação por 48 horas, a partir do dia 24 de julho, contudo, não observou que também houve paralisação anterior, em 17 de Julho. Diz, ainda, que o v. acórdão é omisso, pois não houve nenhuma manifestação do embargado nas duas audiências de conciliação em relação à negativa de ajuizamento do dissídio coletivo. Por fim, aduz que na assembléia realizada em 19 de julho, a categoria profissional declarou que concordava com o dissídio coletivo ajuizado com relação à extensão do INPC sobre as demais cláusulas econômicas. Sem razão. Quanto à paralisação do dia 17 de junho, a sua ocorrência ou não em nada alteraria a conclusão do v. acórdão acerca da existência de greve. Em relação a não concordância da classe trabalhadora com o ajuizamento do dissídio coletivo, verifico que os argumentos apresentados pela embargante apenas rebatem a fundamentação Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

do julgado. Logo, não há qualquer um dos vícios previstos no art. 535, do CPC, no julgado embargado, sendo inapropriada a via dos embargos de declaração para o fim almejado. Deste modo, ante a total ausência do vício alegado, nego provimento aos Embargos de Declaração. 3.CONCLUSÃO Acordam os Magistrados do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região, por unanimidade, conhecer e negar provimento aos embargos de declaração. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 18 de setembro de 2013: Desembargadora Ana Paula Tauceda Branco (Presidente), Desembargador José Luiz Serafini, Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi, Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais, Desembargadora Claudia Cardoso de Souza, Desembargador Carlos Henrique Bezerra Leite, Desembargador Jailson Pereira da Silva, Desembargador Lino Faria Petelinkar, Desembargadora Carmen Vilma Garisto e Juíza Sônia das Dores Dionísio. Procurador: João Hilário Valentim. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora

Acórdão
Processo Nº MS-24500-83.2013.5.17.0000
Processo Nº MS-24500/2013-000-17-00.7

Impetrante Advogado Impetrado Plurima Autor Advogado

TRANSPORTADORA ITAPEMIRIM S/A Marlilson Machado Sueiro de Carvalho(OAB: 009931 ES) JUIZ TITULAR DA 4ª VARA DO TRABALHO DE VITORIA - ES VIAÇÃO ITAPEMIRIM S.A. Marilene Nicolau(OAB: 005946 ES)

ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0024500-83.2013.5.17.0000 MANDADO DE SEGURANÇA Impetrante: TRANSPORTADORA ITAPEMIRIM S/A E OUTRO Impetrado: JUIZ TITULAR DA 4ª VARA DO TRABALHO DE VITORIA - ES Litisconsorte: ANACLETO BERGAMIN Origem: TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO - ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA CONVÊNIO RENAJUD – RESTRIÇÃO DE CIRCULAÇÃO DE VEÍCULOS. CONCESSÃO PARCIAL DA SEGURANÇA. As hipóteses de restrição que compreendam a circulação de veículos deve reservar-se para situações que justifiquem tão extrema providência, quando evidenciado temor de alienação irregular, em hipóteses como as de fraude à execução ou contra credores. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de MANDADO DE SEGURANÇA, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO Trata-se de Mandado de Segurança impetrado por TRANSPORTADORA ITAPEMIRIM S/A e VIAÇÃO ITEPEMIRIM S/A, contra ato jurisdicional praticado pela MM. Juíza da 4.ª Vara do Trabalho de Vitória/ES, consistente, segundo relato inicial, no indeferimento do pedido de urgência para liberação imediata da restrição e circulação de todos os veículos constritos das impetrantes.

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Sustentam que a decisão atacada viola seu direito líquido e certo à propriedade privada, bem como revela ofensa aos princípios da livre iniciativa e do devido processo legal, violação ao valor social do trabalho e à função social da empresa, além de malferir seu direito líquido e certo a que a execução se processe pelo modo menos gravoso, mormente porque há outros mecanismos de satisfação do crédito. Aduzem que uma vez quitado o débito em relação ao exeqüente, a execução processada refere-se apenas ao pagamento de contribuições previdenciárias, cujos valores, segundo alegam, não guardam consonância com o comando sentencial, pois além de majorados, incluem multa de 20% (vinte por cento) arbitrada pelo Juízo “por ato atentatório à dignidade da justiça”. Asseveram que após a realização infrutífera do BacenJud nas contas bancárias da 1.ª impetrante, foram lançadas tais restrições em 20 (vinte) de seus veículos, inclusive de circulação, mesmo tendo oferecido bem à penhora suficiente para garantir a execução, o que culminou com a apreensão de um veículo no dia 16/05/2013, pela Polícia Rodoviária Federal. Requereram então, as demandantes, a reconsideração da decisão que havia rejeitado o bem oferecido à penhora, bem como o cancelamento imediato das restrições lançadas nos veículos, o que foi indeferido pela autoridade dita coatora. Ressaltam que o impedimento de circulação dos veículos não afeta apenas o seu direito à propriedade e o exercício de sua atividade econômica, mas também, toda a coletividade. Em se tratando de empresas de transporte público de passageiros, além de estarem impedidas de operar, seus empregados também estão impedidos de trabalhar, o que implica prejuízo aos usuários. Pleiteiam, finalmente, a concessão de liminar inaudita altera pars, no intuito de que seja reformado o r. despacho atacado e determinada a liberação da restrição nos veículos constritos. Inicial acompanhada de procuração (fls. 18/19) e documentos (fls. 20/945). Liminar parcialmente deferida por esta Relatora, conforme decisão proferida às fls. 949/951, determinando a liberação da restrição apenas quanto à circulação dos veículos constritos através do RenaJud, mantendo, todavia, a restrição à sua transferência. Informações prestadas pela Autoridade Coatora às fls. 955/955-v.º, informando o cumprimento da ordem e asseverando que [...] melhor analisando os autos constatei que não se justifica a manutenção do impedimento de licenciamento e de transferência em TODOS os veículos descritos às fls. 885, ante o valor devido nos autos, razão pela qual determinarei a retirada de tais gravames, devendo permanecer a restrição APENAS em bem de valor equivalente ao débito, conforme apuração a ser efetuada pela contadoria[...]. Parecer do i. Representante do Ministério Público do Trabalho às fls. 958/960, oficiando pelo prosseguimento do feito, não havendo justificativa para a intervenção ministerial. É o relatório. FUNDAMENTAÇÃO 2.1. JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE Presentes os pressupostos de admissibilidade, admite-se a presente ação mandamental. 2.2. MÉRITO Pleiteiam as impetrantes a concessão de segurança que lhes assegure a liberação das constrições judiciais incidentes sobre os veículos relacionados às fls. 864/865, inclusive e precipuamente no tocante à circulação dos veículos, pois entendem que estas, além de excessivas, implicam uma execução mais gravosa, além de inviabilizarem sua atividade econômica. As impetrantes noticiam que ofereceram à penhora bem suficiente Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

para garantir a execução (fl. 08) e que tal bem – 20 mil litros de óleo diesel, avaliado em R$ 41.258,40 - foi rejeitado pela autoridade coatora, porquanto além de não obedecer à gradação legal, seria de difícil liquidez. Afirmam, outrossim (fl. 10), que ainda que por outros meios, quiçá pela constrição dos próprios veículos – haja vista inexistir penhora válida nos autos, ao menos nos documentos colacionados - a execução encontra-se garantida. Por ocasião da apreciação da liminar requerida – em juízo sumário, portanto – inferi que, ao menos pela constrição da totalidade dos veículos, a execução estaria garantida. Tal conclusão não pode, todavia, subsistir, ante a informação em sentido contrário, prestada pela autoridade coatora, que justificou a negativa de liberação dos veículos solicitada pela impetrante, sobretudo porque a execução ainda não se encontrava garantida. De qualquer sorte, segundo informado por aquele Juízo, a própria autoridade coatora, após melhor análise dos autos, constatou ser injustificada a manutenção do impedimento de licenciamento e transferência em relação a todos os veículos descritos pelas impetrantes - porque excessivo, em relação ao valor do débito razão pela qual determinou a retirada de tais gravames que reputou excessivos, o que, segundo informações obtidas no andamento processual, já foi materializado. Nessa linha de raciocínio, ultrapassada a alegação de excesso nas restrições, asseverada pela própria autoridade coatora, resta a esta Relatora, apenas, ratificar os fundamentos esposados para o deferimento da liminar conferida parcialmente. Com efeito, infiro que as hipóteses de restrição que abarquem não apenas a alienação, mas também a circulação dos veículos deve reservar-se para situações tais que justifiquem tão extrema providência, quando evidenciado temor de alienação irregular de veículos, em casos de fraude à execução ou contra credores, o que não restou sequer ventilado na hipótese em apreço. Acresça-se a tais fundamentos, a atividade empreendida pelas impetrantes, a imprescindibilidade da circulação dos veículos para o exercício da atividade empresarial, além de eventuais prejuízos possivelmente extensivos aos usuários, mormente ante o possível recolhimento de veículo destinado a transporte de passageiros em viagens intermunicipais/interestaduais. Neste sentido, já decidiu esta E. Corte, no MS 004390020.2012.5.17.0000, de relatoria do Exmo. Desembargador Lino Faria Petelinkar, in verbis: RESTRIÇÃO DE CIRCULAÇÃO - EXCESSO É excessiva a restrição da circulação dos veículos da empresa executada. O convênio Renajud possibilita a restrição da transferência de bens penhorados, medida suficiente para garantir o sucesso da execução em desfavor da impetrante. De toda sorte, conforme ressaltado pelo Juízo da execução, a restrição à alienação/licenciamento dos veículos pertencentes às impetrantes subsistirá apenas em número equivalente ao débito, conforme apuração procedida pela Contadoria daquele Juízo. Por tais fundamentos, ante a existência de direito líquido e certo das impetrantes, torna-se imperiosa a concessão da ordem para confirmar a r. decisão liminar. Concede-se parcialmente a segurança pleiteada, para manter a restrição de transferência/licenciamento de veículos cujo valor, apurado pela Contadoria do Juízo, seja equivalente ao débito. Custas no importe de R$20,00, considerando o valor da causa, R$1.000,00, pela União, isenta. Dê-se ciência desta decisão à MM. magistrada Titular da 4ª Vara do Trabalho de Vitória, na forma do art. 3º da Lei nº 12.016/09. 3. CONCLUSÃO

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A C O R D A M os Magistrados do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região, por maioria, admitir o mandado de segurança e, no mérito, conceder parcialmente a ordem. Custas no importe de R$20,00 (vinte reais), considerando o valor da causa, R$1.000,00 (mil reais), pela União, dispensada. Vencidos, na admissibilidade, o Desembargador Carlos Henrique Bezerra Leite e a Juíza Sônia das Dores Dionísio e, no mérito, a Juíza Sônia das Dores Dionísio. Suspeição da Desembargadora Ana Paula Tauceda Branco. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 18 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente), Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi, Desembargadora Claudia Cardoso de Souza, Desembargador Carlos Henrique Bezerra Leite, Desembargador Jailson Pereira da Silva, Desembargador Lino Faria Petelinkar, Desembargadora Carmen Vilma Garisto e Juíza Sônia das Dores Dionísio. Procurador: João Hilário Valentim. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora

Vitória-ES, nos autos da Reclamação Trabalhista de nº. 012870045.2012.5.17.0011, que indeferiu o pedido de devolução de prazo para interposição de recurso ordinário. Aduz a impetrante que a notificação para ciência da sentença nos autos da reclamação trabalhista subjacente se deu na pessoa do Dr. Guilherme Rodrigues Dias, advogado que não atua no processo, em detrimento daqueles que, expressamente, estão na condução do feito. Entende, assim, que a referida notificação é inválida, sendo que a decisão impetrada, ao rejeitar o seu pedido de nulidade dos atos processuais a partir da sentença, bem como a devolução do prazo para interposição de recurso, incorreu em violação ao seu direito à ampla defesa, porquanto restringiu seu acesso ao duplo grau de jurisdição. Em defesa do cabimento do writ, sustenta que a decisão impugnada é interlocutória, insuscetível de ser atacada por recurso próprio e imediato. Para corroborar sua tese, destaca arestos da SBDI-II, do E. TST. Sustentando presentes o fumus boni iuris e o periculum in mora, consubstanciados, respectivamente, na relevância dos fundamentos e na iminência da execução se voltar em seu desfavor, postula, em caráter liminar, o acolhimento da nulidade processual e, consequentemente, seja determinada a reabertura do prazo recursal. Em caráter definitivo, pede a procedência do mandamus. A decisão impetrada está vazada nos seguintes termos: “DESPACHO Vistos. A Petrobras Distribuidora S/A. requer o chamamento do feito a ordem e a declaração de nulidade dos atos posteriores à prolação da sentença, ao argumento de que não existe intimação da mesma por meio dos advogados devidamente constituídos nos autos. Requer, por fim, a devolução do prazo para manifestação nos autos, sob pena de cerceamento de defesa e vista dos autos fora do Cartório. No entanto, ao contrário do que alega a aludida empresa, as publicações em nome da mesma tem sido veiculadas em nome de advogado devidamente constituído, conforme instrumento de procuração juntado à fl. 67. Na hipótese em que uma causa é patrocinada por mais de um advogado, é legítima a intimação em nome de qualquer um deles (art. 236, § 1º do CPC). Cumpriria à reclamada requerer expressamente a este Juízo qual advogado dentre os tantos que figuram nos instrumento de procuração e respectivos substabelecimentos, encabeçaria as intimações para todos os efeitos legais. No entanto, somente neste ato é feito tal requerimento de maneira que há preclusão total quanto a este requerimento. Sem embargo, determino a retificação do cadastro para incluir o nome de um dos advogados substabelecidos no instrumento de fl. 69 dos autos e defiro vista, fora dos autos, por cinco dias, conforme requerido à fl. 484. Intime-se. Em 04/07/2013. João de Oliveira Batista Juiz do Trabalho Substituto” Pois bem. Em que pese a bem abalizada jurisprudência oriunda da SBDI-II, do Egrégio TST, destacada pela impetrante na peça de ingresso, segundo a qual, o manejo do writ é possível em casos como o que ora examino, filio-me àqueles que entendem de forma diversa.

Acórdão
Processo Nº AgR-25700-28.2013.5.17.0000
Processo Nº AgR-25700/2013-000-17-00.1

Agravante Advogado Agravado

PETROBRAS DISTRIBUIDORA S A Luciana Beatriz Passamani(OAB: 008491 ES) GILCEMAR FERREIRA DE FREITAS

ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0025700-28.2013.5.17.0000 AGRAVO REGIMENTAL Agravante: PETROBRAS DISTRIBUIDORA S A Agravado: GILCEMAR FERREIRA DE FREITAS Origem: TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO - ES Relatora: DESEMBARGADORA CARMEN VILMA GARISTO Entendendo o Tribunal que a decisão agravada não merece reparos, há que ser negado provimento ao agravo regimental. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de AGRAVO REGIMENTAL, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO Trata-se de Agravo Regimental oposto em face da decisão de fls. 47-48, de lavra desta Relatora, que indeferiu a petição inicial do Mandado de Segurança. Razões do agravante às fls. 539-561. Instrumento procuratório à fl. 562-567. Mantida a decisão agravada consoante despacho de fl. 570. O digno Ministério Público do Trabalho, em parecer da lavra do ilustre Procurador Djailson Martins Rocha, oficia pelo conhecimento e desprovimento do agravo. É o Relatório. 2.FUNDAMENTAÇÃO 2.1CONHECIMENTO O Tribunal Pleno, entendendo presentes os pressupostos de admissibilidade, conheceu do Agravo regimental. 2.2MÉRITO O Tribunal, manteve a decisão agravada que indeferiu a petição inicial do Mandado de Segurança por incabível, por seus próprios fundamentos, in verbis: “Tratam os autos de Mandado de Segurança impetrado por PETROBRÁS DISTRIBUIDORA S.A, contra a r. decisão proferida pelo MM. Juiz do Trabalho em exercício na 11ª Vara do Trabalho de Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

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Com efeito, a questão veiculada na presente ação, no meu entender, não é apropriada à estreita via do mandado de segurança. Uma vez ciente da fase processual que se encontrava a reclamação trabalhista subjacente, incumbia à impetrante interpor recurso ordinário e, nele, suscitar a nulidade processual veiculada no writ, a fim de defender a tempestividade da medida. Ainda que a subida do remédio processual supra mencionado encontrasse resistência na instância inferior, não é demais lembrar, que a decisão que nega seguimento a recurso ordinário enseja para o recorrente a possibilidade de manejo do recurso de agravo de instrumento, assegurando ao recorrente o acesso ao segundo grau de jurisdição. Assim, na hipótese vertente, o que se verifica é que a impetrante, a pretexto de salvaguardar direito liquido e certo, utiliza o mandando de segurança como sucedâneo de recurso, o que não é possível, segundo o entendimento sedimentado na Orientação Jurisprudencial nº 92, do E. TST, verbis: 92. MANDADO DE SEGURANÇA. EXISTÊNCIA DE RECURSO PRÓPRIO(inserida em 27.05.2002) Não cabe mandado de segurança contra decisão judicial passível de reforma mediante recurso próprio, ainda que com efeito diferido. Nesse mesmo sentido já decidiu o E. TST, verbis: RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. REABERTURA DE PRAZO RECURSAL. NÃO CABIMENTO. NÃO PROVIMENTO. A alegação da Impetrante é que fora impedida de ter acesso aos autos quando ainda em curso o prazo para a apresentação de Recurso Ordinário. Ora, tal celeuma é mesmo imprópria à via do Mandado de Segurança. Competia à Impetrante, logo que tomou ciência do ato, interpor recurso ao TRT de origem, demonstrando, via preliminar de nulidade, o prejuízo sofrido, independente do estado em que se encontra o processo (teoria das nulidades), na forma dos arts. 795 e 896 da CLT e 245 do CPC. Eventual não conhecimento do recurso por parte do Juiz, a pretexto de extemporâneo, remeteria esta discussão ao Agravo de Instrumento (interposto pela Impetrante, inclusive). Assim, o cabimento de Recurso próprio afasta a possibilidade de discussão da matéria por meio de Mandado de Segurança, nos termos da Orientação Jurisprudencial n.º 92 da SBDI-2. Precedentes. Recurso Ordinário desprovido. (RO - 455-40.2011.5.15.0000 , Relatora Ministra: Maria de Assis Calsing, Data de Julgamento: 24/04/2012, Subseção II Especializada em Dissídios Individuais, Data de Publicação: 27/04/2012) Destarte, impõe-se, de plano, o indeferimento da inicial, com extinção do feito, sem resolução meritória, a teor do art. 10, da Lei 12.016/2009. A inicial será desde logo indeferida, por decisão motivada, quando não for o caso de mandado de segurança ou lhe faltar algum dos requisitos legais ou quando decorrido o prazo legal para a impetração.(destaquei) Ante o exposto, indefiro a inicial e declaro extinto o feito, sem resolução de mérito. Custas pela Impetrante, no valor de R$20,00 (vinte reais), calculadas sobre R$1.000,00 (mil reais), valor dado à causa. Dê-se ciência. Vitória-ES, 17 de julho de 2013.” 3 CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados do Egrégio Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região, por unanimidade, conhecer do agravo e, Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

no mérito, negar o provimento. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 18 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente), Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi, Desembargadora Claudia Cardoso de Souza, Desembargador Carlos Henrique Bezerra Leite, Desembargador Jailson Pereira da Silva, Desembargador Lino Faria Petelinkar, Desembargadora Carmen Vilma Garisto e Juíza Sônia das Dores Dionísio. Procurador: João Hilário Valentin. DESEMBARGADORA CARMEN VILMA GARISTO Relatora

Acórdão
Processo Nº MS-53300-58.2012.5.17.0000
Processo Nº MS-53300/2012-000-17-00.0

Impetrante Advogado Impetrado

LIRIO DOS VALES TRANSPORTES E FRETAMENTO LTDA - ME Flávio Augusto Cruz Nogueira(OAB: 004791 ES) JUIZ TITULAR DA 3ª VARA DO TRABALHO DE VITORIA - ES

ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0053300-58.2012.5.17.0000 MANDADO DE SEGURANÇA Impetrante: LIRIO DOS VALES TRANSPORTES E FRETAMENTO LTDA - ME Impetrado: JUIZ TITULAR DA 3ª VARA DO TRABALHO DE VITORIA - ES Litisconsorte: GILSON CAMPOS Origem: TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO - ES Relatora: DESEMBARGADORA CARMEN VILMA GARISTO MANDADO DE SEGURANÇA. ANTECIPAÇÃO DE TUTELA. SUPERVENIENCIA DA SENTENÇA. PERDA DE OBJETO. Proferida sentença nos autos da ação originária, incide na hipótese o entendimento consubstanciado no item III, da Súmula 414, do E. TST. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de MANDADO DE SEGURANÇA, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO LIRIO DOS VALES TRANSPORTES E FRETAMENTO LTDA – ME impetra mandado de segurança contra o indeferimento de pedido de antecipação da tutela formulado em ação revisional, na qual o impetrante pretendia a suspensão da execução do título executivo judicial revisando. Entendendo presentes o fumus boni iuris e o periculum in mora, requer, liminarmente, a suspensão da decisão hostilizada, que indeferiu o pedido de tutela antecipada nos autos da RT nº 0039700 -34.2007.5.17.0003, até o julgamento final de ação revisional. Em caráter definitivo, pede a procedência do writ, com a confirmação da liminar. Pedido liminar indeferido, consoante decisão das folhas 264-265. Informações prestadas pela digna autoridade apontada como coatora à fl. 269. Embora devidamente notificado (edital das fl. 280), o litisconsorte não apresentou manifestação. Parecer ministerial às fls. 320-321, oficiando pelo prosseguimento do feito. É o relatório. FUNDAMENTAÇÃO 2.1.ADMISSIBILIDADE Presentes os requisitos processuais de sua interposição, admito o

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mandado de segurança. 2.2.PERDA DE OBJETO. FALTA DE INTERESSE DE AGIR. Em pesquisa junto ao Sistema de Acompanhamento Processual deste Regional, constata-se que foi proferida sentença nos autos da ação revisional em 22/08/2013. Como se vê, há carência de ação por perda superveniente de interesse de agir. Com efeito, considerando que a tutela pretendida pela impetrante era a antecipação da tutela invocada nos autos da ação revisional supra referenciada, proferida sentença, tem-se que houve perda superveniente do interesse de agir. O Código Processual pátrio determina, em seu art. 3º, que "para propor ou contestar ação é necessário ter interesse e legitimidade". Com efeito, a noção mais assentada a propósito desta condição da ação, é a de que, da necessidade do provimento jurisdicional para evitar-se um dano é que surge o interesse de agir. Vale dizer, o interesse processual consiste na necessidade e utilidade do provimento jurisdicional, ou seja, na indispensabilidade de intervenção do Poder Judiciário para que a parte não sofra um dano, vinculado à existência de uma lide com a outra parte. Segundo Alexandre Freitas Câmara (Lições de Direito Processual Civil, vol. I, 20ª ed., Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2010, pág. 127), “pode-se definir o interesse de agir como a utilidade do provimento jurisdicional pretendido pelo demandante”. Assim, proferida a sentença, incide na hipótese o entendimento consubstanciado no item III, da Súmula 414, do E. TST: MANDADO DE SEGURANÇA. ANTECIPAÇÃO DE TUTELA (OU LIMINAR) CONCEDIDA ANTES OU NA SENTENÇA I - A antecipação da tutela concedida na sentença não comporta impugnação pela via do mandado de segurança, por ser impugnável mediante recurso ordinário. A ação cautelar é o meio próprio para se obter efeito suspensivo a recurso. (ex-OJ nº 51 da SBDI-2 inserida em 20.09.2000) II - No caso da tutela antecipada (ou liminar) ser concedida antes da sentença, cabe a impetração do mandado de segurança, em face da inexistência de recurso próprio. (ex-OJs nºs 50 e 58 da SBDI-2 inseridas em 20.09.2000) III - A superveniência da sentença, nos autos originários, faz perder o objeto do mandado de segurança que impugnava a concessão da tutela antecipada (ou liminar). (ex-Ojs da SBDI-2 nºs 86 - inserida em 13.03.2002 - e 139 - DJ 04.05.2004) Destarte, ante a perda de objeto, extingue-se o feito, sem julgamento do mérito, na forma do disposto no art. 267, VI do CPC. Custas de R$ 20,00 (vinte reais), pela União, calculadas sobre o valor dado à causa, de R$ 1.000,00 (mil reais), das quais está isenta. 3.CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados do Egrégio Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região, por unanimidade, extinguir o feito sem julgamento do mérito, na forma do disposto no art. 267, VI do CPC. Custas de R$ 20,00 (vinte reais), pela União, calculadas sobre o valor dado à causa, de R$ 1.000,00 (mil reais), das quais está isenta. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 18 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente), Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi, Desembargadora Claudia Cardoso de Souza, Desembargador Carlos Henrique Bezerra Leite, Desembargador Jailson Pereira da Silva, Desembargador Lino Faria Petelinkar, Desembargadora Carmen Vilma Garisto e Juíza Sônia das Dores Dionísio. Procurador: João Hilário Valentin. DESEMBARGADORA CARMEN VILMA GARISTO Relatora Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

Edital Edital
Processo Nº MS-20400-85.2013.5.17.0000
Processo Nº MS-204/2013-000-17-00.0

IMPTE : ADVOGADO(A) IMPDO :

LIT :

VANAMA TRANSPORTES EIRELI ME Alexandre Abel Xavier Aragão(OAB: 011315 ES) JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO 13ª VARA DO TRABALHO DE VITORIA - ES RODRIGO SUELA

- Decisão da folha 47: "Vistos, etc. Vindo os autos para apreciação, verifico que há perda superveniente do objeto da presente demanda, o que acarreta na falta de interesse no prosseguimento do feito, porquanto, conforme informações da Impetrante (fl. 46) já foi realizado o depósito dos honorários periciais prévios. Ademais, a própria Impetrante pugna, na manifestação de fl. 46, pelo arquivamento da ação. Pelo exposto, extingo o processo sem julgamento do mérito, por falta de interesse no prosseguimento da demanda, com fulcro no inciso VI do artigo 267 do CPC. Sem custas. Intimem-se as partes. Publique-se. Vitória, 19 de setembro de 2013. Desembargadora Ana Paula Tauceda Branco Relatora".

Edital
Processo Nº MS-33900-24.2013.5.17.0000
Processo Nº MS-339/2013-000-17-00.6

IMPTE :

ADVOGADO(A) IMPDO :

LIT :

SIND DOS EMP EM ESTABELECIMENTOS BANCARIOS NO ES DO ESP SANTO ROGERIO FERREIRA BORGES(OAB: 017590 ES) JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO 14ª VARA DO TRABALHO DE VITORIA - ES BANESTES SA BANCO DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO

- Decisão das folhas 662/663: "Trata-se de Mandado de Segurança impetrado por SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS NO ESTADO DO ESTPÍRITO SANTO, contra ato jurisdicional praticado pelo Juízo da MM.ª 14.ª Vara do Trabalho de Vitória/ES, que, nos autos da Ação Coletiva n.º 0024400-86.2013.5.17.0014, teria determinado que as partes depositassem - inclusive o impetrante - a importância de R$ 6.000,00 (seis mil reais) a título de honorários periciais prévios, sob pena de bloqueio de valores via BacenJud. Argumenta que a perícia foi requerida pelo banco réu, e que muito embora tenha interposto embargos declaratórios, a autoridade coatora preferiu manter a decisão impugnada. Sustenta que a ordem atacada é ilegal e abusiva e viola o artigo 333 do CPC, cuja interpretação enseja a conclusão de que a distribuição do ônus da prova assegura à parte o direito de não se onerar com prova alheia. Afirma, ainda, que a cominação de imposição de penhora via BacenJud implica em verdadeira "execução de honorários periciais prévios", sendo, portanto, incabível e ilegal. Sustenta, finalmente, ser uma entidade sem fins lucrativos e que, decisões dessa natureza, se mantidas, acabarão por gerar sua absoluta inviabilidade financeira de assistência e que não possui condições de arcar com honorários de tão elevada monta, sobretudo porque atua em milhares de processos prestando assistência judiciária. Por reputar presentes os requisitos essenciais à concessão liminar da segurança pleiteada - mormente porque a realização da penhora via BacenJud pode ser realizada a qualquer momento - postula seja deferida a imediata cassação da ordem proferida, e que seja determinado que o depósito de honorários periciais prévios seja de

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responsabilidade exclusiva de quem requereu a prova pericial, in casu, o litisconsorte - BANESTES S/A.. À análise. Encontram-se preenchidos os requisitos dos artigos 282 e 283 do Código de Processo Civil, bem como o requisito do artigo 6.º da Lei n.º 12.016/09. Não obstante os respeitáveis entendimentos em sentido contrário, depreendo que os encargos financeiros das despesas do processo constituem matéria que dispõe de regras específicas no ordenamento jurídico. E, nesse aspecto, infiro que a responsabilidade pelo depósito prévio dos honorários periciais é da parte que requer o exame, a quem incumbe o ônus da prova, conforme preceituam os artigos 19, 33 e 331 do Código de Processo Civil e 818 da Consolidação das Leis do Trabalho - no caso, o reclamado. Neste sentido, a jurisprudência ora transcrita: EXAMES PERICIAIS - Não cabe o ônus da prova pericial à impetrante, pois a argüição de insalubridade partiu do autor. Interpretação sistemática do art. 818, com o art. 195, § 2º, todos da CLT e 19, § 2º do CPC. Mandado de segurança procedente. (TRT 11ª R. - MS 0104/2001 - (765/2002) - Rel. Juiz Othílio Francisco Tino - J. 07.02.2002) Ainda que assim não fosse, impõe-se observar que, in casu, não há sequer título executivo que justifique o meio coercitivo utilizado pela autoridade dita coatora, revelando-se incabível o bloqueio on line, sob pena de ofensa ao devido processo legal (art. 5.º, LIV, CRFB). Por tais fundamentos, concluo, em juízo sumário, que o ato dito coator padece de ilegalidade e, à primeira vista, considero relevantes os fundamentos afirmados, razão pela qual concedo a liminar, em conformidade com o artigo 7º, inciso III da Lei 12.016/09, para revogar a ordem de bloqueio. Dê-se ciência, com urgência - via correio eletrônico - à autoridade coatora, para que se abstenha de efetuar a noticiada constrição via BacenJud e para que para que preste as informações necessárias, no prazo de 10 (dez) dias, ex vi legis do disposto no art. 7º, I, da Lei n.º 12.016/09, dando-lhe ciência do inteiro teor desta decisão. Dê-se ciência à Impetrante, via correio eletrônico, do conteúdo desta decisão e para que traga mais uma via da inicial, para intimação do litisconsorte, em 48 horas, sob pena de extinção. Após, notifique-se o TERCEIRO INTERESSADO para integrar a presente lide na qualidade de litisconsorte necessário, apresentando defesa, se desejar. Finalmente, ao Ministério Público do Trabalho. Vitória/ES, 18 de setembro de 2013. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora".

Edital
Processo Nº MS-34000-76.2013.5.17.0000
Processo Nº MS-340/2013-000-17-00.0

IMPTE : ADVOGADO(A) IMPDO : LIT :

VALE S.A. Rodolfo Gomes Amadeo(OAB: 012493 ES) JUIZ TITULAR DA 3ª VARA DO TRABALHO DE VITORIA - ES WALLACE EVANGELISTA DOS SANTOS

- DECISÃO DE FLS. 147/149: Trata-se de Mandado de Segurança impetrado por VALE S.A., com pedido de liminar inaudita altera pars, contra ato judicial exarado pelo Exmº. Juiz do Trabalho da 3ª Vara do Trabalho de Vitória/ES que, nos autos da RT n. 011620068.2012.5.17.0003, em que são partes o impetrante e o litisconsorte, determinou (fls. 143), em sede de tutela antecipada, a reintegração do reclamante, sob pena de multa diária de R$ 2.000,00. A autora requer, em suma, entendendo presentes o fumus boni iuris e o periculum in mora, a concessão da liminar inaudita altera pars, para suspender os efeitos do ato judicial impugnado. Ressalta, para efeitos de comprovação do fumus boni iuris, que: 1)

não há, nos autos, qualquer prova a determinar que a dispensa do empregado possa ser classificada como abusiva; 2) o empregado encontra-se apto para o labor; 3) detém o direito de não ser submetida à antecipação de tutela quando ausentes os requisitos legais permissivos de sua concessão, especialmente quando a decisão tem natureza satisfativa, esvaziando o provimento final a ser proferido em sentença. Invoca, ainda, o art. 5º, II, CF. Destaca, como fundamento a ensejar o periculum in mora, o fato de que: 1) a decisão atacada tornará inútil a decisão a ser proferida; 2) o dano é grave, porque implica na percepção de vantagens ou direitos indevidos, pois difícil reaver o que foi pago; 3) não há suporte legal para a antecipação, ante a ausência de previsão no art. 659, CLT. Passo a decidir. A r. decisão impetrada determinou a reintegração do trabalhador, com os seguintes fundamentos, in verbis: Pressionado diuturnamente pelo enredo social, comovido pelo depoimento do autor, além do depoimento da presposta que deixou claro que a empresa tem programa definido para recuperação de empregados com problemas de drogas e álcool, entendo que, como todo ser humano, o reclamante merece mais uma chance. É de bom senso que a empresa ofereça também tal oportunidade, lembrando que hoje em dia a propriedade também é obrigada, ou seja, a propriedade também tem função social. Ademais, trata-se de uma das mairoes mineradoras do mundo e além de disso, repito, tem programa para tal fim. Da leitura da referida decisão denota-se que a d. autoridade impetrada não deferiu o pedido de antecipação da tutela, requerido em reconvenção apresentada pelo empregado, interessado nessa ação mandamental, pelo fato de o trabalhador encontrar-se apto ou não para o trabalho, estável ou não no emprego, pela caracterização ou não do abuso de direito ao demitir o trabalhador, mas em razão da condição de degradação humana em que se encontra o litisconsorte, pois, inequivocamente, é dependente químico (ver documentos de fls. 70, 117 e 130), fazendo uso de drogas psicoativas (crack e cocaína), necessitando de tratamento para retomar sua vida e cidadania, sendo certo que, conforme admitido pelo preposta da ora impetrante (depoimento de fls. 143), esta possui "serviço de integração das pessoas com problemas tanto de drogas quanto de álcool". Ora, não há dúvida de que o empregador que se propõe a estabelecer um programa de recuperação de dependência, por certo busca, não só recuperar a força produtiva de seus empregados, como também atender ao princípio da função socioambiental da empresa, que, sabidamente, possui densidade constitucional (art. 170, III, da CF). Assim, a efetivação de tal princípio constitucional, norteador da ordem econômica em nosso ordenamento jurídico, somente ocorrerá se o trabalhador tiver acesso ao serviço de recuperação de dependência oferecido pelo empregador, sob pena de torná-lo mera retórica, sem qualquer efetividade concreta. Por isso, a decisão hostilizada se funda na efetivação do próprio serviço de integração oferecido pela empresa e na sua função social, não havendo, pelo menos em sede de análise perfunctória, falar em ilegalidade do ato impugnado. Pontua-se que, diferentemente da medida cautelar, que visa garantir o resultado eficaz do provimento jurisdicional final a ser proferido, a antecipação de tutela, não limitada às hipóteses do art. 659 da CLT, possui, indiscutivelmente, natureza satisfativa, pois destina-se, quando presente os requisitos legais, como no particular, a possibilitar a fruição do próprio bem da vida em discussão, o que, a meu ver, não tornará inútil a prolação da sentença, que poderá ou não confirmar o tutela antecipada. No mesmo sentido, não há falar em irreparabilidade do dano, pois a probabilidade de recuperação do empregado, por si só, já contemplará os custos e benefícios visualizados pela empresa impetrante. Vale dizer, se a empresa oferece um programa de alta

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23 de Setembro de 2013 12 relevância social como o que ora se examina.ES WEDERSON GOMES DE ANDRADE . ingressar no feito.31/32 É o essencial a relatar.Cumprido o item anterior. 2." (DINAMARCO. oficie-se. Pede a Impetrante seja concedida a segurança. sem o processo e sem o exercício da jurisdição.. na exata medida em que o recurso descrito sistematicamente cabível tiver condições de tutelar eficaz e prontamente o direito do recorrente. à digna autoridade impetrada para prestar as informações que achar necessárias. Cássio Scarpinela. no decêndio legal. Edital Processo Nº MS-34400-90. em relação à perícia. ressalvadas as lides decorrentes da relação de emprego. ora Impetrante. a Impetrante pretende que seja cassada a determinação do Juízo da MMª 13ª Vara do Trabalho de Vitória para que procedesse com o depósito de honorários periciais prévios. conforme registro na cópia da ata de fls. para. e. Juízo da 13ª Vara do Trabalho de Vitória. TST. querendo. 12. no tocante ao objeto da perícia". o que infelizmente vem acontecendo em algumas decisões do gênero. em face de ato jurisdicional praticado pelo MMº. 2009 p. de imediato. em sede de cognição perfunctória. efetuasse o depósito dos honorários periciais prévios no valor de R$ 750. se manifestar. "pois na Justiça do Trabalho os honorários periciais são pagos somente ao final da ação. com a recuperação de trabalhador acometido de uma doença social. querendo. Entender diferente é alterar o modelo processual trabalhista. da CLT.31/32. salvo se beneficiária da justiça gratuita. não vislumbro ilegalidade ou abuso de poder na r. inclusive liminarmente. Segundo o professor Dinamarco: "Existem dois fatores sistemáticos muito úteis para a aferição do interesse de agir. Portanto qualquer ilegalidade praticada pelo Juiz só pode ser contornada no recurso final. implicitamente. sobre o teor do presente mandamus. porquanto prolatada. 273 e 461 do CPC aplicado subsidiariamente ao processo do trabalho (CLT. A Nova Lei de Mandado de Segurança São Paulo : Saraiva. o sujeito seria incapaz de obter o bem desejado. II.0000 Processo Nº MS-344/2013-000-17-00." (BUENO.na impetração. após. ora Impetrante. no sentido de que a reclamada. 5. determinando-se o Juízo impetrado que seja feita a perícia independentemente do depósito". como também de toda a sociedade. da qual a empresa também faz parte. alínea b. salvo se esta for beneficiária da justiça gratuita".5. 6º Os honorários periciais serão suportados pela parte sucumbente na pretensão objeto da perícia. sentença de mérito que julgar procedente o pedido por falta de prova técnica.INDEFIRO a liminar requerida. em sede de cognição primária.9 depósito prévio dos honorários. Faculta-se ao juiz.016/09. Vol II ." Entendo não ser possível a impetração de mandado de segurança para a hipótese sob exame. 311) (grifos nossos) Nas palavras do professor Cássio Scarpinela Bueno: "Cabíveis os recursos indicados no sistema processual e desde que a ilegalidade ou a abusividade que fundamenta sua interposição não tenha aptidão para produzir qualquer efeito imediato em prejuízo do recorrente. Não há necessidade . Destaca a Impetrante que "o ato impugnado por este mandado de segurança versa exatamente sobre relação de emprego". verbis: Art. razão porque é vedada a recorribilidade das decisões judiciais na fase de conhecimento. 4. No caso dos autos. p.00 (setecentos e cinqüenta reais). manejando o recurso adequado. Nesse contexto. ainda que a prova tenha sido requerida pela própria reclamada. pela parte sucumbente. contribuindo para o desencontro científico do trato da matéria. aplicar-se a confissão.TST.17. Alega a Impetrante que o ato do Juízo é ilegal. Parágrafo único. no prazo de 10 (dez) dias. 45/46:"Vistos etc.na modalidade necessidade . "quando se decide qual a parte sucumbente no objeto da perícia (artigo 790B da CLT). nos termos do artigo 790. ao argumento de que na Justiça do Trabalho os honorários periciais são pagos somente ao final com a prolação da sentença. decisão de primeiro grau. cuja inobservância pode lhe resultar prejuízo.Ciência do despacho de fls. para que. artigo 6º e parágrafo único. nos termos da Instrução Normativa nº 27 do C. 7º. cite-se o litisconsorte. exigir Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . em momento próprio.Ciência à impetrante. 18 de setembro de 2013. para a realização de perícia. conforme previsão da Orientação Jurisprudencial nº 387 da SDI-I do C. enviando-lhe. cópia da inicial sem documentos.interesse jurídico . 3. Trata-se de Mandado de Segurança impetrado por Juiz de Fora Empresa de Vigilância Ltda.Dê-se ciência à Advocacia Geral da União. da Lei n. ainda que à parte seja imposto ônus processual. albergada nos arts. Vitória/ES.para o manejo do presente mandamus. cuja superação é dever não apenas responsabilidade do Estado. Cândido Rangel. entendendo "não ser possível a exigência de depósito prévio dos honorários periciais". "sob pena de não o fazendo. É de se registrar que a perícia foi requerida pela reclamada. 769). presumindo-se verdadeiros os fatos narrados pelo reclamante na inicial. para a cassação da "decisão que determinou antecipação de honorários periciais.5. nos termos do art. Só há interesse-necessidade quando. consistente na determinação exarada pelo Magistrado em audiência realizada nos autos da Reclamação Trabalhista 0111400-30. Instituições de Direito Processual.0013. sob pena de confissão. art. 20) (grifos nossos) IMPTE : ADVOGADO(A) IMPDO : LIT : JUIZ DE FORA-EMPRESA DE VIGILANCIA LTDA PAULA ECHAMENDE LINDOSO BAUMANN(OAB: 019273 ES) JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO 13ª VARA DO TRABALHO DE VITORIA . econômica ou não. no endereço de fl.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. conforme cópia da ata a fls. cabendo à parte registrar protesto (o agravo retido do cível) para eventual reforma da decisão no momento adequado. 23.São Paulo : Malheiros. à luz da verossimilhança das alegações do reclamante e dos documentos colacionados aos autos da ação originária. não cabe o mandado de segurança.2013.17. DO CABIMENTO Sabe-se que entre os princípios mais importantes que norteiam o processo do trabalho estão a celeridade e a concentração dos atos processuais.2013. carece a Impetrante de interesse processual . Portanto. como indicadores da presença deles: a necessidade da realização do processo e a adequação do provimento jurisdicional postulado. qual seja. no prazo de quinze dias. CARLOS HENRIQUE BEZERRA LEITE Desembargador do Trabalho Relator. Em face de todo o exposto: 1. vista ao ilustrado Ministério Público do Trabalho. considerando que a parte poderá se insurgir contra as decisões proferidas durante a instrução processual. ora impugnada. parece-me lógico que ela desfrutará de alguma vantagem. ou criar exceção de forma casuística. hipótese em que o pagamento dos honorários periciais será de responsabilidade da União. 2009.Após.

ora embargado. pela Impetrante. 241/243 . No tocante à omissão. a questão foge dos limites de cabimento dos embargos de declaração. primeira reclamada. no mérito.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA EMBARGOS DECLARATÓRIOS conhecidos e não providos. caso dos autos. 242): “Quanto à segunda alegação e ao documento juntado. 2. conhecer dos embargos declaratórios e. trazidas oportunamente aos autos. como alegado pela parte. diante do indubitável caráter protelatório dos embargos. Fato. apontando vícios no julgado. pois cuidam de inovação em sede de embargos de declaração. tão-somente. os quais visam. tampouco em matéria não prequestionada. igualmente. aduz que o próprio reclamante emitiu declaração atestando que “não desejava se vincular a plano oferecido pela BRADESCO SEGUROS. Pelo exposto. Desembargador JAILSON PEREIRA DA SILVA Relator SECRETARIA DA 1ª TURMA Acórdão Acórdão Processo Nº ED-5600-52. MÉRITO Aduz a embargante que o acórdão embargado foi contraditório e omisso quanto ao fato de que a Apólice de Seguro-Saúde. bem como visando ao prequestionamento da matéria. importante repisar que o objeto da ação cautelar. Custas de R$ 10. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). Pelo caráter protelatório. REGIÃO . foi cancelada a pedido da própria estipulante. se é verdade que cautelar pode ser revogada. Diante do indubitável caráter protelatório dos embargos. Assim. negar-lhes provimento. não há omissão no julgado. 2.17. dispensada. os fundamentos já externados no acórdão respectivo (fl. 10 da Lei 12. 245/255) opostos pelo segundo reclamado em face do v. Repete o embargante todas as alegações dos primeiros embargos. Inicialmente. FUNDAMENTAÇÃO 2. Ademais. nos termos dos artigos 897-A da CLT e 535 do CPC.64 (dez reais e sessenta e quatro centavos). porque presentes os pressupostos legais de admissibilidade. Com efeito.2013. este. em 01/02/2013. a par de lhes negar provimento. o que torna sem substrato fático o acautelamento deferido na ação inominada ajuizada. 23 de Setembro de 2013 13 Assim. argui que o julgado olvidou-se de apreciar a declaração emitida pelo próprio reclamante que externava seu desinteresse em manter-se filiado ao plano ofertado pelo embargante. que descaracteriza o interesse processual que condiciona o feito. Acresce-se que carece de razão a alegação de cerceio de defesa e de negativa ao processo legal aviltadas pelo reclamado embargante. Intime-se. Por outro lado. é tão-somente imprimir efeito suspensivo ao recurso ordinário ajuizado pelo reclamante. portanto.ADILSON ANDRADE DE MORAES PARANAPANEMA S/A Origem: TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO . sobre o valor dado à causa.1. valendo-se de sua persuasão racional. sendo partes as acima citadas.0000 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: BRADESCO SAÚDE S/A Embargados: O V. 3. 241/243.TRT 17ª Região . o documento protocolado em conjunto com os declaratórios não foi juntado na ocasião da interposição da contestação. por unanimidade. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . Pois bem. eis que já vinculado ao plano empresarial da AMIL”. o que se infere é que o reclamado renova nesses embargos as mesmas razões despendidas no recurso anterior.0000 Processo Nº ED-5600/2013-000-17-00. sequer devem ser apreciados. também o é que pode ser confirmada.5. tendo em vista a impossibilidade lógica de a Turma se pronunciar acerca de fundamentos e documentos não trazidos aos autos antes do julgamento. Portanto não há de se falar em contradição. INDEFIRO a petição inicial e julgo EXTINTO O PROCESSO. sua intenção de procrastinar o feito e retardar a marcha processual ao opor os presentes embargos de maneira infundada em relação às suas hipóteses de cabimento. CONHECIMENTO Conheço dos embargos. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de AÇÃO CAUTELAR. cominar à embargante multa de 1% sobre o valor da condenação. ACÓRDÃO DE FLS. comino à embargante multa de 1% sobre o valor da condenação. Este Tribunal não se furtou de apreciar a questão do cancelamento da apólice. firmou seu entendimento baseado nas informações e documentos. Outrossim.TRT 17ª. sem resolução do mérito. Assim. embora o documento supramencionado possua data posterior à apresentação da contestação.17. Em 19 de setembro de 2013.4 Embargante Advogado Embargado Advogado Plurima Réu Advogado BRADESCO SAÚDE S/A Bianca Vallory Limonge Ramos(OAB: 007785 ES) ADILSON ANDRADE DE MORAES Esdras Elioenai Pedro Pires(OAB: 014613 ES) PARANAPANEMA S/A Rodolfo Gomes Amadeo(OAB: 012493 ES) ACÓRDÃO . com base no art. Pelo contrário. não se pode reputar omisso o acórdão.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.2013. cuja natureza é meramente instrumental.2. Portanto.0005600-52. apenas reputou que tal fato compete ao juízo pelo qual tramita a ação principal. não há que se falar em vícios no julgado. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. o que não é permitido. RELATÓRIO Trata-se de embargos de embargos de declaração (fls. A injustificada beligerância processual da embargante revela. acórdão de fls. de todas as partes.5. multa de 1% sobre o valor da condenação Vistos. a sanar eventuais vícios constantes no julgado.016/09. Repito. a qual vinculava as reclamadas. indiscutivelmente. haja vista que o magistrado.

0008 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: ESTADO DO ESPIRITO SANTO Recorridos: .ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DAS PARTES conhecidos e não providos ante a inexistência de vício no julgado. ainda que não tenham sido citados os dispositivos de lei que o recorrente.0 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Réu ESTADO DO ESPIRITO SANTO Gustavo Sipolatti(OAB: 010589 ES) ALEXANDRE SOARES DE OLIVEIRA ODILIO GONCALVES DIAS NETO(OAB: 019519 ES) MASTER PETRO SERVICOS INDUSTRIAIS LTDA ACÓRDÃO . RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos pelas partes em face do v. horas extras posteriores a 8ª e a 10ª diária. negar-lhes provimento.2 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DO RECLAMANTE O autor embarga de declaração requerendo manifestação deste Regional quanto a violação ao art. demonstra a natureza indenizatória da parcela.TRT 17ª.0007600-56. 260/265 alegando vício no julgado.5. é desnecessária a referência expressa aos dispositivos legais apontados pela parte para que se considere atendido o pressuposto do prequestionamento.5. 71§4º da CLT e a Súmula 437 do TST. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). no seu entender.17. Pois bem. a Turma Julgadora entendeu que a presunção relativa de veracidade da alegação inicial.0 Embargante Advogado Embargado Plurima Autor Advogado Plurima Réu GIL ROSSINI VITORIA Flavio de Assis Nicchio(OAB: 016179 ES) CJF DE VIGILANCIA LTDA CJF DE VIGILANCIA LTDA Orcy Pimenta Rocio(OAB: 009989 ES) GIL ROSSINI VITORIA ACÓRDÃO . João Hilário Valentim.0001 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargantes: GIL ROSSINI VITORIA CJF DE VIGILANCIA LTDA Embargados: O V.TRT 17ª Região . juntou os contracheques do autor nos quais constam descontos no salário do autor a este título o que. Diz que não está vinculado às CCTs juntadas pela ré e que o pagamento mencionado no acórdão só quita as escalas normais. ainda. Vistos. ACÓRDÃO DE FLS.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. O acórdão foi claro quanto a existência de prova de quitação do intervalo intrajornada e ausência de indicação. por unanimidade.5. ora embargante. Diz. diminuição da hora noturna e adicional noturno na prorrogação da jornada e. REGIÃO . concluindo que para executá-la o autor não consumia mais do que 10 minutos diários. O acórdão foi claro quanto ao entendimento adotado de que somente nos casos em que a empresa comprovar sua filiação ao PAT é que se pode imprimir ao auxílio-alimentação o caráter de verba indenizatória. Nego provimento. 3. labor aos domingos. 2.CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região.17.0007900-60. foi elidida pela prova testemunhal que afirmou que a única tarefa desempenhada era de averiguação das condições de luz. não houve pedido na inicial. Elenca enumeros dispositivos legais que entende terem sido violados pelo v. entendeu que foram violados. Ademais. da existência de diferença a seu favor. conhecer de ambos os embargos declaratórios e. Quanto aos minutos anteriores à jornada. 2. deve-se observar que o magistrado não tem o dever de rebater um a um os dispositivos legais invocados pelas partes. juntado prova de inscrição no PAT. Nego provimento. sendo partes as acima citadas. Por fim. quando a decisão recorrida adotar tese explícita sobre a matéria.0008 Processo Nº RO-7900/2013-008-17-00. FUNDAMENTAÇÃO 2.2013. em relação aos honorários advocatícios. decorrente do fato da reclamada ter juntado cartões de ponto Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 britânicos. que há omissão em relação ao pedido de compensação. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-7900-60.CJF DE VIGILANCIA LTDA GIL ROSSINI VITORIA Origem: 1ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA .5.17.TRT 17ª Região . relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO.2013. por parte do reclamante. 260/265 . Em relação aos domingos e feriados foi adotada expressamente a tese de que a escala 12x36 compensa o domingo trabalho e. João Hilário Valentim. acórdão em especial os que tratam das matérias relativas minutos anteriores a jornada contratual nas escalas extras. Procurador do Trabalho: Dr.1 CONHECIMENTO Conheço dos embargos de declaração eis que ambos são tempestivos e encontram-se regulares as representações. no mérito. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. por fim.3 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DA RECLAMADA A reclamada alega contradição no tocante a integração do tíquete alimentação aduzindo que embora não tenha.2012. acórdão de fls. E por se tratar de integração de verba ao salário do autor não há compensação a ser autorizada.0001 Processo Nº ED-7600/2012-001-17-00. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-7600-56. segundo a Orientação Jurisprudencial nº 118 da SDI-I e Enunciado nº 297 do Colendo Tribunal Superior do Trabalho. de fato.2012. Procurador do Trabalho: Dr. Não contradição a ser sanada. quanto aos feriados.17. 23 de Setembro de 2013 14 Convocada Sônia das Dores Dionísio. e que mesmo a previsão em norma coletiva não possui o condão de transmudar o caráter do auxílio-alimentação. afirmando que as provas não registram qualquer intervalo de descanso nas escalas extras.

ÔNUS DO EMPREGADO. há que prevalecer a alegação da peça de ingresso.1 CONHECIMENTO Conheço do recurso do 2º reclamado.17. o Juízo de Origem firmou a conclusão de que a reclamada. 465-469. De fato. Procurador do Trabalho: Dr.TRT 17ª Região . 417-419. dou provimento ao apelo para excluir a responsabilidade subsidiária do 2º reclamado.0010 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: AMERICA GARCIA DA SILVA Embargado: . por exemplo. às fls. por outro lado. 105). 107). 434-465. FUNDAMENTAÇÃO 2.2012. por isso. dar provimento ao apelo da reclamada para excluir a responsabilidade subsidiária do ente público. com absoluta certeza. concernente na alegação de que teria trabalhado no CRE metropolitano de Jardim América. pois não necessariamente os vínculos de todos os trabalhadores se encerraram ao mesmo tempo.17.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DE ENTE PÚBLICO. é que o ônus era do autor. inclusive. mas disso ele não se desincumbiu. Vistos. que o obreiro lhe tenha prestado serviço (fl.17. I do CPC c/c o art. MASTER PETRO. não permite concluir.2012.0009 (vide documento de fls. porém.98). como ex-colega de serviço. NÃO COMPROVAÇÃO DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. 105). em Cariacica. no mérito. O mais relevante. que julgou parcialmente procedentes os pedidos formulados na inicial. considero que a conclusão alcançada na Origem é inadequada ao caso e. em audiência.2012. restando prejudicadas as demais matérias tratadas no recurso. 2. Nesse contexto. João Hilário Valentim. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 A reclamada. A esse respeito. “deveria ter trazido o rol de trabalhadores que lhe prestaram” (fl. todavia. nos termos do art. pois simples testemunha. É o relatório. sendo declarada a sua revelia. I do CPC c/c o art. o aludido documento foi impugnado (fl. postularam o pagamento das verbas rescisórias junto a MASTER PETRO na reclamatória nº 000940095. afinal. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). negando. 818 da CLT. segundo o entendimento do magistrado sentenciante. em Cariacica. deveria o autor.0010 Processo Nº ED-8400/2012-010-17-00. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. A 1ª reclamada. no entanto. não se pode negar o reforço argumentativo que a prova documental representa à defesa do 2ª reclamado. A confissão ficta daí resultante. por si só. ter comprovado que laborou nas dependências CRE metropolitano de Jardim América. quedou-se inerte. 818 da CLT. No rol apresentado não constou o nome do reclamante. oriunda da 8ª Vara do Trabalho de Vitória-ES. este é fato constitutivo do pedido. frise-se. Ressalto que o Estado do Espírito Santo não negou a celebração de contrato com a MASTER PETRO. À análise. Diligente que foi. Não o fazendo.0008400-57. com a devida vênia. Assim não procedeu o autor. poderia ter prestado as necessárias informações em juízo. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. 333.5. não prejudica o 2º reclamado. 417v). por unanimidade. cuidou de acostar aos autos a relação de empregados que trabalharam na SESA (secretaria de saúde) e que. Mas isso não induz a presunção de veracidade das alegações da inicial.8 Embargante Advogado Embargado Advogado AMERICA GARCIA DA SILVA Maíra Dancos Barbosa Ribeiro(OAB: 010800 ES) FUNDACAO VALE DO RIO DOCE DE SEGURIDADE SOCIAL VALIA Sandoval Zigoni Junior(OAB: 004715 ES) PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO .5. 122 e seguintes. concernente ao labor desempenhado no CRE metropolitano de Jardim América. em Cariacica. que consentiu com o encerramento da instrução sem evidenciar a pertinência de suas alegações (fl. pugnando pela exclusão da responsabilidade subsidiária do Estado do Espírito Santo. restando prejudicadas as demais matérias tratadas no recurso. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-8400-57. não se reconhece a responsabilidade subsidiária por ausência de prova quanto ao fato constitutivo do pedido. 255-302). Contraminuta. 23 de Setembro de 2013 15 ALEXANDRE SOARES DE OLIVEIRA MASTER PETRO SERVICOS INDUSTRIAIS LTDA Origem: 8ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . que o obreiro não prestou serviço ao Estado. FATO CONSTITUTIVO DO PEDIDO. conhecer do recurso ordinário e. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO.2 RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA A questão crucial à determinação da responsabilidade subsidiária do 2º reclamado exige. não sendo o fato incontroverso. 122 e seguintes). mesmo diante da revelia da 1ª ré. por ter negado a prestação dos serviços do reclamante em suas dependências. cujo ônus da prova recai sobre o empregado. regularmente citada por edital (fl. Não comprovando o empregado o efetivo labor para o ente público tomador de serviço. num primeiro momento. ônus que lhe cabia por força do artigo 333. pelo não provimento do recurso. eis que presentes os pressupostos de admissibilidade. Por todas essas razões. a análise do fato constitutivo do pedido do autor.5. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo 2º reclamado em face da sentença de fls. fato específico que necessita também de prova específica. representados pelo sindicato. Foi justamente por isso que. Esse é o objeto inicial do recurso do Estado do Espírito Santo. sendo partes as acima citadas. Razões recursais. que contestou a pretensão autoral de responsabilização subsidiária. Não obstante. às fls. a documentação de fls. E nem se fale que o empregado não tinha condições de produzir tal prova. não apenas negou a prestação de serviços.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. tanto que juntou cópia do que pactuado (fls.

RELATÓRIO Trata-se de embargos declaratórios opostos pela Reclamante. 554/569. a via escolhida é totalmente incompatível com tal objetivo. acórdão de fls.BNDES AFEQUE SERVICOS DE VIGILANCIA LTDA . merece respeito. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim. da CF e os artigos 186. sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinários interpostos pelo segundo reclamado (fls. conhecer dos embargos declaratórios. 927 e 1090 do CC. e não reprodução da lei. ainda. firmar norma coletiva de trabalho pactuando jornada especial de 12x36. Vistos. em face do v. OMISSÃO – CONTRADIÇÃO . O que se exige é adoção de tese. OJ 24 do TST.2010. o que não significa obrigação de reproduzir textos legais. não merecem ser providos.5.0009200-48. também.BNDES RONILSO CRUZ PAULO VIDAL Recorridos: RONILSO CRUZ PAULO VIDAL BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONOMICO E SOCIAL . que a Corte não está obrigada a apreciar. contradição ou obscuridade e revelam mero inconformismo da parte com o conteúdo meritório do acórdão. se os embargos confundem julgamento contrário ao seu interesse com omissão em julgar. 554/569 .2013. prequestiona a Súmula 321 do STJ.TRT 17ª. na forma autorizada pelo art.BNDES AFEQUE SERVICOS DE VIGILANCIA LTDA . ponto a ponto. 23 de Setembro de 2013 16 O V. do art.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Por fim. 7o da Constituição Federal. além de objetivar o prequestionamento.05. Não lhe assiste qualquer razão. Se a parte pretende ter uma nova apreciação do mérito já decidido pelo acórdão de fls. presumindo-se o não-acolhimento das teses divergentes. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. mas sim de índice proveniente de revisão da renda total da suplementação do falecido. sendo partes as acima citadas. 538. porquanto se constitui em manifestação expressa da vontade dos interessados na solução dos seus próprios conflitos.0011 Processo Nº RO-9200/2013-011-17-00. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). que julgou procedente em parte o pedido. FUNDAMENTAÇÃO 2. acórdão que recebia da Valia a pensão por morte desde 26. (Recurso desprovido). 47 do CDC. em razão da tipicidade da função.1. 481-490v) e pelo reclamante (fls.0011 RECURSO ORDINÁRIO Recorrentes: BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONOMICO E SOCIAL . não merecem ser providos. art. acórdão é contraditório.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: JORNADA DE 12X36. o prequestionamento a que se refere a Súmula 297 do TST só tem pertinência e cabimento quando o julgado não haja adotado fundamento explícito sobre o tema ou sobre a questão submetida. o que evidentemente. e tendo em vista o manifesto caráter protelatório dos Embargos. que o v. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. está convalidado pelo inciso XXVI. negar-lhes provimento e condenar a Embargante a pagar a multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa. Se os embargos não demonstram a existência de omissão. Ademais. Basta uma leitura dos presentes embargos declaratórios para constatar que eles estão sendo utilizados com o único intuito de reapreciar matéria já devidamente rebatida. 475-477. apontando a existência de omissão e contradição no julgado embargado. CONHECIMENTO Conheço dos embargos. 500-517) em face da sentença de fls. pois presentes seus pressupostos de admissibilidade.EPP Origem: 11ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . todos os argumentos e fatos abordados pelas partes. REGIÃO FUNDACAO VALE DO RIO DOCE DE SEGURIDADE SOCIAL VALIA Origem: 10ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . devendo a parte manifestar sua irresignação por meio de recurso próprio.5. HORAS EXTRAS – PREVALÊNCIA DA CONVENÇÃO COLETIVA. Deste modo. por unanimidade. parágrafo único. 496.BNDES Décio Freire(OAB: 012082 ES) RONILSO CRUZ PAULO VIDAL RONILSO CRUZ PAULO VIDAL José Alcides de Souza Junior(OAB: 013144 ES) BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONOMICO E SOCIAL .EPP Marcos Antonio Fonseca Medeiros(OAB: 069144 RJ) ACÓRDÃO . 554/569. 5º. XXXVI. uma vez que ficou comprovado que o percentual auferido pelo de cujus não se trata de ganho real e muito menos de antecipação. Vistos. do CPC. impondo respeito aos acordos e convenções coletivas de trabalho. ante a total ausência dos vícios alegados.PREQUESTIONAMENTO Aduz o embargante que deve ser registrado no v. nego-lhes provimento e imponho a embargante multa de 1% sobre o valor da causa. na forma autorizada pelo art. o legislador ao editar a Carta de 1988 procurou conferir primazia à autocomposição dos dissídios.TRT 17ª Região . Contrarrazões apresentadas pelo segundo reclamado às fls.2013. O só ato de o sindicato representante da categoria profissional. Ora. CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. 520- . relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. 884. O respeito ao pactuado na negociação coletiva deve se tornar um primado dessa forma de autocomposição dos dissídios. inclusive para forjar um necessário processo de amadurecimento das relações entre o capital e o trabalho. art. complementada pela decisão de embargos de declaração de fls. Afirma. ACÓRDÃO DE FLS.17. Saliente-se. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora Acórdão Processo Nº RO-9200-48. Basta que fundamente o entendimento adotado. 538 do CPC.1 Recorrente Advogado Recorrido Plurima Autor Advogado Plurima Réu Plurima Réu Advogado BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONOMICO E SOCIAL . 3. Atendendo a esse imperativo.17.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO.

2. §2º. nos termos do artigo 7º. 512). se a convenção coletiva. o que a torna inválida. 59. e. é que o legislador. Alega que não havia regime de compensação das horas extras trabalhadas. Argumenta. do art. Sucessivamente. firmar norma coletiva de trabalho. sendo. Também quanto às escalas extras (evasivamente alegadas pelo reclamante). Logo.2 RECURSO DO RECLAMANTE 2. da CLT e art. ainda. do TST. não se cogita de aplicação dos limites referidos no artigo 59. o respeito ao pactuado na negociação coletiva deve se tornar um primado dessa forma de autocomposição dos dissídios. § 2. dispõe sobre o trabalho em jornada de 12x36 não há falar-se no pagamento das horas extras excedentes à 8ª e 10ª. respeito aos acordos e convenções coletivas de trabalho. inciso IV. Não lhe assiste razão. 59 § 2º da CLT. O regime de trabalho por escalas de 12 por 36 horas é identificado pelas seguintes peculiaridades: i)revezamento de cargas semanais de 36 horas com 48 horas. sem que seja devido o adicional de horas extras. uma vez que se trata de cópia fiel da petição inicial. da Carta Magna. atribuiu o percentual diferenciado de 40% sobre a hora normal (cláusula 10ª. não foram elas comprovadas. pois além de a redução ficta prevista no §2º do art. porque perfilho o entendimento segundo o qual. que os minutos diários reconhecidos em sentença. Aponta o previsto na OJ 93. da CLT. inclusive com o objetivo de forjar um necessário processo de amadurecimento das relações entre o capital e o trabalho. 7o da Constituição Federal. 7º. do TST. 5. Requer.601/98. a jornada tem o respaldo da CF/88. à margem daquela estabelecida ordinariamente pela Constituição da República. Dele não conheço quanto ao tópico “a) Acordo escrito e homologado pelo sindicato profissional” (fls. e em relação ao tópico “do descanso remunerado e seus reflexos” (fls. a matéria já foi pacificada pelo TST. necessariamente. da Carta Magna. inciso XXVI e 8º. buscou o legislador mitigar as chances de eventual abuso de direito por parte do empregador. sejam consideradas nulas as cláusulas convencionais e condenadas as reclamadas ao pagamento como extras das horas trabalhadas após a 8ª diária ou 44ª semanal. da CF. insuscetível do abuso a que o dispositivo visa resguardar.1 HORAS EXTRAS – ESCALA 12X36 – FERIADOS – REDUÇÃO FICTA DA HORA NOTURNA . § 2º. e não ao trabalhador que tem jornada especial prevista em cláusula de convenção coletiva inferior à duração prevista na lei. E o só fato de o sindicato representante da categoria a que pertence o autor. todo um dia de descanso. inciso XIII. DA CLT. da Lei 605/49 e Súmula 444. art.VIGILANTE Da sentença que reconheceu válidas as normas coletivas e julgou improcedente as horas extras. 4. por se tratar de hipótese em que o trabalho é prédefinido. nos termos do art. Pugna. Maria Cristina Irigoyen Peduzi. 23 de Setembro de 2013 17 523v e pelo reclamante às fls. Além disso. Quanto ao argumento de que a empresa não observou a redução ficta da hora noturna. conforme consta fartamente nos presentes autos (fls. 3. ao editar a Carta de 1988 procurou conferir primazia à autocomposição dos dissídios. por preenchidos os pressupostos de admissibilidade. induz à presunção de que sua intenção foi a de adequar as condições de trabalho à peculiaridade da atividade econômica. como compensação.fls. Invoca os arts. por outro lado.102/83). estabelecendo limites a serem observados. não são capazes de descaracterizar a jornada em escala. . por inovação. ainda. pois irrenunciáveis e que não são válidas as normas coletivas que contrariem a lei ou violem garantias fundamentais do trabalhador. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 A redatora designada. de toda a Justiça do Trabalho. a reforma da sentença quanto à duração da hora noturna. em afronta ao art. ou seja. Em se tratando de determinação de jornada especial de trabalho. XIII. Por isso. da CLT e 7º. portanto. Dessa forma. iii) intervalo interjornada que compreende. Considerando as peculiaridades do regime por escalas de 12 por 36 horas. 525-532. 1. tendo em vista a manutenção dos níveis de emprego impondo por isso. 41). porque além de a profissão do Recorrido estar regulamentada em lei especial (7. 2. que comprovada a necessidade de apresentação antecipada em 30 minutos a cada início de jornada e a ausência de gozo do intervalo intrajornada. 9º. SDI-I. 73.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. merece respeito porquanto se constitui em manifestação expressa da vontade dos interessados na solução dos seus próprios conflitos. ainda. Confirmação da jurisprudência francamente preponderante e histórica. ligada à compensação de prorrogações a jornada determinadas pelo empregador. também. também. pelo pagamento em dobro dos feriados trabalhados. requer a condenação após da 10ª diária. ser anterior à Lei 9. Registro. quando há observância da carga horária de 44 horas semanais. por ausência de dialeticidade. Min. Conheço do recurso do segundo reclamado. ii) jornadas exercidas sempre em um mesmo turno (horário de trabalho). portanto. recorre o reclamante. DJ de 19/06/2009). se encontra convalidada pelo inciso XXVI. do TST. parágrafo 1º . prevista nas CCTs. evidentemente que o reclamante também não tem razão. ementou assim a decisão da Seção I de Dissídio Individual: EMBARGOS REGIME DE DURAÇÃO DO TRABALHO POR ESCALAS DE 12 HORAS DE TRABALHO POR 36 DE DESCANSO (12X36) VALIDADE INAPLICABILIDADE DA RESTRIÇÃO DO ARTIGO 59. da CLT. A compensação de jornada a que se refere o artigo 59. da CLT. § 2º. é aquela relativa a excessos de trabalho em relação à jornada contratada. sendo irrelevante a circunstância de o limite previsto no art. nulas. superior ao limite diário e semanal de carga horária.situação que evidentemente. ante a prevalência da norma constitucional. Em conseqüência disso. através da SDI-1. 59.1 CONHECIMENTO Conheço em parte do recurso do reclamante. por consequência. se o reclamante trabalhava em escala de 12x36 é evidente que o trabalho em tais dias eram seguidos de folga nos dias . FUNDAMENTAÇÃO 2. Embargos conhecidos e desprovidos (E-RR-3154/2006. com os reflexos legais. o pedido de pagamento dos feriados trabalhados porque. apenas por meio de prévia negociação coletiva é válido o ajuste. Postula. 73 da CLT só se aplicar a trabalhador que cumpre jornada de 220 mensais. 503). portanto. descaracterizada a escala 12X36. que decidiu pela validade de acordo coletivo que estabeleça turnos de revezamento de 12 x 36 de descanso.2. Afirma que trabalhava em escala 12X36. a própria norma coletiva é suficientemente clara ao dispor que a hora noturna tem duração de 60 minutos e. 40-76). Sustenta que alguns direitos não são negociáveis. nos termos da Súmula 85. apresentando-se fixo e imutável. Indevido.

.5 ADICIONAL DE RISCO DE VIDA O reclamante requer a reforma da sentença quanto à incorporação do adicional de risco de vida à sua remuneração. conforme dispõe a Lei 605/49.7. eis que a CCT apenas definiu a base de cálculo. conforme as normas coletivas. Fica convencionado que na hipótese do empregador deixar de conceder integralmente ao trabalhador o horário do intervalo intrajornada. nego provimento. como as normas coletivas que regulam o trabalho do reclamante prevêem como hora noturna a hora correspondente “até o término do trabalho do dia seguinte”. eis que. conforme os cálculos indicados na tabela de apuração das diferenças de fls. inclusive com tabela demonstrando as diferenças. pois a escala do reclamante se estendia até tal hora.” (CCT de 2012/202 – cláusula 11ª.2. Tendo em vista que a qualidade de segurado independe da existência ou inexistência de mora por parte do empregador. 455). pela remuneração do adicional noturno (dobro do previsto no caput do artigo 73 da CLT). não tem direito de recebê-los em dobro. por isso as partes resolvem estabelecer a hora noturna em 60 (sessenta) minutos.11. devido o adicional noturno até as 7 horas. A não concessão do intervalo intrajornada restou comprovada. por amostragem. em que o adicional noturno (R$ 228. conforme previsto nas CCTs.” Assim. pois tomando-se como referência a norma coletiva transcrita. Dou provimento parcial. 7º. ante suas naturezas salariais. TST. Parágrafo Único. §4º. para a hipótese de sonegação do intervalo em questão: “Cláusula Vigésima Quarta – Do Intervalo Intrajornada Fica estabelecido que em qualquer escala é obrigatória a concessão do intervalo intrajornada. nos termos do Decreto 3048/99 e Súmula 368 do TST.2 ADICIONAL NOTURNO – PRORROGAÇÃO DA JORNADA NOTURNA Busca o reclamante a reforma da sentença quanto ao pagamento do adicional noturno sobre as horas trabalhadas após as 5 horas. A norma coletiva assim dispõe. 2. 2. Por todo o exposto. com o pagamento de uma hora extra. 01 (uma) hora para repouso e alimentação. da Súmula 60. XXII. A hora noturna será remunerada pelo percentual de 40% (quarenta por cento). parágrafo terceiro – fls.6 INSS Requer o reclamante que os descontos previdenciários sejam calculados sobre o valor histórico e que as reclamadas sejam condenadas no seu recolhimento. 86-87. O cálculo das horas extras deve observar a evolução do salário e os adicionais de risco e noturno. o valor indicado pelo reclamante está correto.” (fls. recorre o reclamante. por exemplo.2.2. . pelo valor histórico.2. 23 de Setembro de 2013 18 subseqüentes e por isso. da SDI-I. . 2. dou provimento para determinar o pagamento do intervalo intrajornada sonegado. As duas CCTs vigentes durante o contrato de trabalho estabeleceram que: “Fica convencionado entre as partes que o adicional de risco de vida integra a remuneração dos empregados para todos os fins de direito. quanto pela primeira reclamada. Dessa tabela. nos termos da Súmula 264 do c. 2.2. 71. razão assiste ao autor. Assim sendo.3 INTERVALO INTRAJORNADA Insurge-se o reclamante em face da sentença que considerou quitado o intervalo intrajornada sonegado. pois eles integram a base de cálculo. parágrafo primeiro – fls. ao se manifestar sobre os documentos juntados com a defesa.67) foi calculado apenas sobre o salário base (R$ 931. da CLT. o que resultaria no valor de adicional noturno de R$ 256. Assim sendo. apresentou (fls. estabelecem normas referentes ao adicional noturno na cláusula décima (fls. 176-185). pois “seguia a determinação contida na CLÁUSULA DÉCIMA segunda-feira e seu parágrafo único. dou provimento parcial. Alega que quando da manifestação sobre a defesa apresentou impugnação específica. a OJ 307. 455. Assim sendo. do TST. Dou provimento para determinar o pagamento do adicional noturno sobre as horas trabalhadas após as 5 horas. do TST. Da mesma forma.. no período entre às 22h e 5h. O reclamante. 95). afirma que pagava o adicional noturno de forma correta. Aponta o previsto no item II. 2. Pugna que a base de cálculo seja a sua remuneração. como.79). em sua defesa.” (fls. as CCTs juntadas tanto pelo reclamante. Parágrafo 2º. 41 e 104). a exemplo do mês de fevereiro/2012. constante dos recebidos de pagamento juntados aos autos. Sustenta que os valores pagos são inferiores aos devidos. A primeira reclamada. do TST e o art. A decisão recorrida indeferiu o pleito. à exceção do primeiro mês de Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 contrato. No entanto. Com razão. que fixa a hora noturna em 60 minutos. 54) Dos recibos de pagamento colhe-se. de no mínimo. 2. Dou provimento para determinar que o adicional de risco de vida integre a remuneração do autor para todos os fins. que assim estabelece: “CLÁUSULA DÉCIMA – DO ADICIONAL NOTURNO Considera-se hora noturna aquela trabalhada das 22 (vinte e duas) horas de um dia até o término do trabalho do dia seguinte. O valor da hora apura-se pelo salário acrescido dos seus consectários legais e também o adicional de risco de vida. entendo devidos os reflexos indicados na mesma tabela (fls. nos termos da fundamentação supra. verifico que as diferenças apontadas são pertinentes. eis que não pagos durante o contrato de trabalho. é evidente que o empregado tem responsabilidade pelo pagamento da parcela previdenciária. 180). Aponta a Súmula 264.62) e não sobre ele mais o adicional de risco de vida (R$ 111. nos termos das normas coletivas citadas. Afirma que são devidos os reflexos. Em razão do efetivo benefício propiciado aos empregados. 41v e CCT de 2011/2011 – cláusula 12ª. ficará obrigado a remunerar 01 (uma) hora normal do intervalo intrajornada com o acréscimo de 60% (sessenta por cento) sobre o valor da hora normal acrescido do adicional de risco de vida. sob o fundamento de que constam dos recibos de pagamento colacionados aos autos o pagamento do adicional de risco de vida. pois causadoras da mora. no mês de março/2012 (fls. Parágrafo 1º. sem retirar o caráter salarial da verba em questão. 44v) Nos recibos de pagamento consta o pagamento da rubrica “intrajornada 60% ES” (fls.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. da CF. que não houve a integração determinada. 455) tabela demonstrando mês a mês as diferenças entre o valor pago a título de intervalo intrajornada e o que entende devido.4 BASE DE CÁLCULOS DAS HORAS EXTRAS Da sentença que determinou que as horas extras fossem calculadas sobre o salário base. conforme depoimento da testemunha de fls. Invoca o art.2. é devida a integração pretendida. IMPOSTO DE RENDA Pugna o reclamante que os descontos fiscais sejam calculados sobre o seu valor histórico e faixas correspondentes e que as reclamadas suportem seu pagamento.

quando confrontado com a culpa de que cogita o art. dever-se-á observar a IN 1.8 ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA E GRATUIDADE DA JUSTIÇA Busca o reclamante a reforma da sentença quanto à assistência judiciária e à gratuidade da Justiça.1 PRESCRIÇÃO Renova o segundo reclamado sua arguição de prescrição parcial. se a Administração Pública tem o dever de fiscalizar o cumprimento dos contratos por ela firmados (inciso XXI e parágrafo 6º. §1º e 6º. por meio da Súmula 219. Assim sendo. como a própria recorrente comprovou que tinha acesso aos recibos de pagamento do autor. a ação foi proposta em 28/01/2013. anoto que o fato gerador nasce no momento do pagamento. ainda que o recorrente sustente que sempre fiscalizou o cumprimento das obrigações trabalhistas. LXXIV. Nego provimento. defiro-lhe. especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora. E quanto à gratuidade de justiça de que cogita o §3º do art. na condição de beneficiária e tomadora dos serviços. uma empresa Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 pública. 5º. repito. Nesse diapasão. a douta maioria deu provimento ao apelo. pois foi beneficiária direta dos serviços prestados. Tem razão. Ressalto que não se aplica ao Processo Trabalhista a Lei 1. 2. não o fez de forma a impedir que a empregadora do reclamante deixasse de sonegar-lhes direitos durante toda a sua contratualidade. inciso LXXIV. sociedades de economia mista e autarquias. dou provimento para excluir da condenação os honorários advocatícios. nos termos da Súmula 219. 4º. artigo 37 da CF/88). mas. Ora. responsabilidade subsidiária pelo adimplemento das obrigações contraídas pela empresa contratada. que.2. Alega que o STF no julgamento da ADC 16 declarou a constitucionalidade do art. No caso em particular. 516) que está desempregado. de 21. o princípio da legalidade impede a transferência de responsabilidade tributária ao empregador. como o autor está assistido por advogado particular. 790. 186 do Código Civil. do TST. Postula. aplica a legislação vigente.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. A aludida responsabilidade não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa regularmente contratada. destaco que o reconhecimento da responsabilidade subsidiária da ora recorrente não implica em afronta a qualquer dispositivo legal ou constitucional. portanto. nego provimento. não impediu que o juiz. A matéria está sumulada pelo TST. da SDI-I. Portanto. por entender que a concessão do benefício independe da assistência sindical e constitui direito fundamental. foi dado provimento ao recurso do Reclamante para conceder-lhe os benefícios da assistência judiciária. §1º. Dessa forma. em que pese a declaração de miserabilidade jurídica feita em recurso. Logo. da CF/88 a todos os brasileiros e estrangeiros residentes no Brasil que comprovarem a insuficiência de recursos. conforme inciso IV desse mesmo verbete sumular. I. da CLT e OJ 269.” Acresça-se ainda. como já citado. O contrato do autor foi de outubro/2011 a setembro/2011. Assim sendo. com duas coordenações para tal fim. como o reclamante afirmou em seu recurso (fls. portanto. Alega que a declaração de precariedade econômica.3. 485v) não gera sua responsabilidade subsidiária. 186 do Código Civil). razão pela qual deve ser responsabilizado subsidiariamente pelas obrigações trabalhistas não adimplidas pela primeira demandada. restou incontroverso que o autor trabalhou em prol do segundo reclamado. Invoca os arts. Por todo o exposto. inclusive para verificar a integral satisfação das obrigações do trabalho assalariado. 37 da CF/88) possa aplicar as leis da República e condená-lo a reparar o dano que causou ao terceiro. Não há dúvidas. Também sustenta que a primeira reclamada foi contratada por meio de pregão eletrônico e licitação. deve ser aplicado o item V da súmula 331 do TST. previsto no artigo 5º. que impede a responsabilidade subsidiária das empresas públicas. caput. a responsabilidade subsidiária a si imputada decorre tanto do disposto na lei comum (art. caso evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei n. Sem razão. do TST. não impugnada pelas reclamadas. 2. da CLT. dado que este apenas atribuiu uma faculdade ao juiz. da Lei 7115/83. Assim. Nego provimento. 71 da Lei 8. 790 da CLT. é fundamento para concessão da assistência judiciária. II. de aplicação imediata. Não lhe assiste razão. de que o recorrente se beneficiou dos serviços prestados pelo autor. terceiro em relação ao contrato que foi firmado por ele (§6º do art. em sua estrutura organizacional. de forma sucessiva. fiscalizando o cumprimento das obrigações trabalhistas e previdenciárias.3.06. 790. cuja obrigação é tão-somente a de deduzir o imposto.584/70. pela gratuidade da Justiça. ao contrário. Aponta a nova redação da Súmula 331. portanto indevida tal verba. da CF. A assistência judiciária só é cabível no Processo do Trabalho quando preenchidos todos os requisitos exigidos na Lei 5. 2. pois não é suficiente para comprovar a ocorrência de culpa in vigilando ou in eligendo. §3º. ante a existência de norma de regência própria. estava ciente do não pagamento correto das verbas a que ele tinha direito. Aponta violação aos arts.666/93 frente à aplicação irrestrita da Súmula 331 do TST. 71. não tem direito à assistência judiciária. como. quanto do entendimento contido no item V Súmula 331 do TST. Alega que o “simples inadimplemento de obrigações trabalhistas pela primeira ré” (fls. dou provimento parcial para conceder ao reclamante a gratuidade da justiça.º 8.060/50.3 HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS O segundo reclamado pretende a reforma da sentença quanto aos honorários advocatícios. por razão óbvia. por exemplo. Todavia. Logo. não obstante a decisão proferida nos autos da ADC 16-DF a Corte Suprema tenha se manifestado sobre a constitucionalidade do art.1993. mais do evidenciada a sua culpa in vigilando. 2. a integração do adicional noturno nos moldes estipulados nas normas coletivas.127/2011 da RCFB. . do art. Pois bem.2 RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA Refuta o ora recorrente sua condenação subsidiária. Além disso. sob o argumento de que o reclamante constitui advogado particular. portanto não há falar em prescrição. 1º e 2º. 2º e 5º. Todavia. do TST. 23 de Setembro de 2013 19 Quanto ao Imposto de Renda. a qual não foi revogada pelo §3º.3. da Lei 1060/50. ao prejuízo que o ente público causou ao trabalhador. por meio de duas coordenações e exigindo todos os documentos individuais dos trabalhadores. ou senão. nos termos daquele enunciado jurisprudencial possui este. CF. nas mesmas condições do item IV. in verbis: “os entes integrantes da Administração Pública direta e indireta respondem subsidiariamente. Por fim. Afirma que sempre agiu de forma diligente.666.3 RECURSO DO SEGUNDO RECLAMADO 2. A discussão aqui travada reside no respaldo de lei para a responsabilização subsidiária do segundo reclamado. da Lei 8666/93.

em face do teor do v. tudo nos termos do voto da Relatora. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim. Ao que parece.5.TRT 17ª.000. sentença. Logo.0011700-02. José Alcides de Souza Júnior. quanto ao intervalo intrajornada. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais. haja vista que não tem condições de arcar com as custas do processo. FUNDAMENTAÇÃO 2. e dar parcial provimento ao recurso patronal para excluir da condenação os honorários advocatícios. Ademais.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA . Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.EPP Origem: 11ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . quanto à verba honorária. acórdão. conhecer em parte do recurso do reclamante e integralmente do recurso do segundo reclamado. além de conceder o benefício da assistência judiciária gratuita.. com custas de R$ 700. não merecem ser providos. sem apreciar o pedido de isenção da condenação do Reclamante ao pagamento das custas processuais no importe de R$ 1.5.0011 Processo Nº ED-11500/2013-011-17-00. no apelo obreiro.5. CONHECIMENTO Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Conheço dos embargos declaratórios.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.EPP Euclides Nuno Ribeiro Neto(OAB: 006279 ES) ACÓRDÃO .a douta maioria entendeu que a declaração de miserabilidade se constitui em requisito suficiente para o deferimento da gratuidade da justiça ( § 3º do artigo 790 da CLT) e isentou o recolhimento das custas” Ora. no recurso patronal. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora Acórdão Processo Nº ED-11500-80.TRT 17ª Região .17.000.00 (trinta e cinco mil reais). determinar que o adicional de risco integre a remuneração do autor. 3. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). O v. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). por unanimidade. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora Acórdão Processo Nº RO-11700-02. conhecer dos embargos e negar-lhes provimento. Presença do Dr. no julgado embargado. não se vislumbrando quaisquer dos vícios do artigo 535. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO.1. acórdão. Vencidos. o autor não leu com a atenção necessária o julgado embargado. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim. Se os embargos não demonstram a existência de omissão. Majorado o valor da condenação para R$ 35. do CPC. pois.0007 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: ROZALIA DE JESUS PEREIRA Recorrido: CHOCOLATES GAROTO SA Origem: 7ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA .. por maioria. 175/177v .17. acórdão incorreu em contradição e omissão no julgado. modificar a base de cálculo das horas extras. sem prejuízo de seu sustento e de sua família. ao analisar o conhecimento do recurso do Reclamante. ou de obscuridade e revelam mero inconformismo da parte com o conteúdo meritório do acórdão. ACÓRDÃO DE FLS.2013.0011 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: GERALDO CARLOS DE OLIVEIRA Embargado: O V.2013.2013. advogado do reclamante.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. autorizar os descontos previdenciários pelo valor histórico. se o julgado embargado isentou o Reclamante do recolhimento das custas processuais. RELATÓRIO Trata-se de embargos declaratórios opostos pelo Reclamante em face do v.0011500-80. assim se manifestou: “. por preenchidos os pressupostos para a sua admissibilidade.8 Recorrente Advogado Recorrido Advogado ROZALIA DE JESUS PEREIRA Luis Fernando Nogueira Moreira(OAB: 006942 ES) CHOCOLATES GAROTO SA Stephan Eduard Schneebeli(OAB: 004097 ES) ACÓRDÃO . sendo partes as acima citadas. no tocante à assistência judiciária gratuita.17. pelas reclamadas. é o óbvio ululante que. nego provimento aos embargos.2013. por unanimidade.TRT 17ª Região . Vistos. Não lhe assiste razão.5. 175/177v. acórdão de fls. no mérito. este Regional isentou o Recorrente do recolhimento das custas processuais e conheceu do recurso.VIMAQ METALURGICA LTDA . sentença. por óbvio. dar parcial provimento ao apelo obreiro para condenar a reclamada no pagamento do adicional noturno e intervalo intrajornada.0007 Processo Nº RO-11700/2013-007-17-00. no decorrer da fundamentação. o autor não terá qualquer prejuízo com as custas fixadas na r. posto que o julgado de 2º grau dispensou o Reclamante de recolhê-las. MÉRITO Sustenta o embargante que o v. o Desembargador José Luiz Serafini. Alega que o pagamento das custas em tal importe pode ocasionar ao embargante enorme prejuízo.00 (setecentos reais). de contradição. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.8 Embargante Advogado Embargado Advogado GERALDO CARLOS DE OLIVEIRA Maria de Fatima Monteiro(OAB: 00269B ES) VIMAQ METALURGICA LTDA . 23 de Setembro de 2013 20 CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. apreciou o pedido de isenção da condenação do pagamento das custas processuais fixadas na r.17. a Juíza Sônia das Dores Dionísio.00 (hum mil reais). REGIÃO .

que reconheceu a incompetência da Justiça do Trabalho para julgar lide em que se discute diferenças de complementação de aposentadoria. em suma. 20). AÇÃO PROPOSTA EM FACE SOMENTE DO EMPREGADOR O Juízo de origem – considerando que o Plenário do Supremo Tribunal Federal decidiu que cabe à Justiça Comum julgar processos decorrentes de contrato de previdência complementar privada. entendeu que a competência para apreciar a matéria é da Justiça Comum em razão da inexistência de relação trabalhista entre o beneficiário e a entidade fechada de previdência complementar. AÇÃO PROPOSTA EM FACE SOMENTE DO EMPREGADOR. FUNDAMENTAÇÃO 2. como ocorre no presente caso. 23 de Setembro de 2013 21 NOVAIS EMENTA COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO..0006 Processo Nº ED-13700/2013-006-17-00. o pagamento de uma renda mensal vitalícia equivalente a 70% de uma rubrica denominada B1. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.1979. igualmente prevista naquele regulamento. 328. O pedido inicial é.1 CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário. pretende a autora receber a complementação de aposentadoria.2007 e pede a condenação da reclamada ao pagamento de uma renda mensal vitalícia tal como previsto no regulamento interno vigente na época de sua contratação. como entender de direito.10. como no caso dos autos. alegando. 331-334. no mérito. que a decisão do STF somente se aplica às ações que discutem a complementação de previdência privada e não àquelas ações em que se discute a indenização pelo descumprimento do regulamento interno do empregador. modulando os efeitos dessa decisão e definindo que deverão permanecer na Justiça do Trabalho todos os processos com sentença de mérito até o dia 20/02/2013 e considerando que o mérito do presente feito não foi apreciado – reconheceu a incompetência da Justiça do Trabalho para julgar casos de previdência complementar privada e determinou a remessa dos autos à Justiça Comum. evitando-se a supressão de instância.17. a competência da Justiça Comum é restrita para o julgamento de lides decorrentes de contrato de previdência complementar privada entre o beneficiário e a entidade fechada de previdência complementar e não quando a lide é proposta somente em face do empregador. Dou provimento. estar-se-ia transferindo para a Justiça Comum as lides entre patrões e empregados. porque preenchidos os pressupostos de admissibilidade. A decisão ocorreu nos Recursos Extraordinários (REs) 586453 e 583050.2013. Como relatora do RE 586453. para Fundação Garoto. no caso de aposentadoria por invalidez. o que vai de encontro ao art. O reclamante se insurge. ou seja. a competência da Justiça Comum é restrita ao julgamento das demandas movidas em face a entidade de previdência complementar. como se pode perceber do teor do julgamento do RE 586453. em sua inicial. a ex-ministra Ellen Gracie. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. 337-341. que foi contratado pela reclamada em 29. Razões recursais. De outro modo. época em que vigia um Regulamento Interno prevendo. de diferença de complementação de aposentadoria. Em outras palavras. A decisão ocorreu nos Recursos Extraordinários (REs) 586453 e 583050. com dedução dos valores já pagos a título de pensão pela Fundação Garoto (alínea “B” de fl. O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que cabe à Justiça Comum julgar processos decorrentes de contrato de previdência complementar privada. prossigo. Vistos. posteriormente. No entanto. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Alega que em janeiro de 1992 houve alteração nas regras da previdência privada transferindo-se a administração desta para a Fundação Bradesco e. sendo partes as acima citadas. por unanimidade. declaro a competência da Justiça do Trabalho e determino a baixa dos autos à Vara de origem para reabertura da instrução e novo julgamento. 2. inaplicáveis. estar-se -ia transferindo para a Justiça Comum as lides entre patrões e empregados. às fls. dar-lhe provimento para declarar a competência da Justiça do Trabalho e determinar a baixa dos autos à Vara de origem para reabertura da instrução e novo julgamento.10. No entanto. 114 da CF/88. 114 da CF/88. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante em face da sentença de fl. como entender de direito. Vejamos. pelo não provimento do apelo. como se pode perceber do teor do julgamento do RE 586453. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. evitando-se a supressão de instância. com o reconhecimento da competência da Justiça do Trabalho e o prosseguimento do feito no Juízo de primeiro grau.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.2 . Portanto. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Certidão de Julgamento de ROS Processo Nº ED-13700-75. o que vai de encontro ao art. a ex-ministra Ellen Gracie. entendeu que a competência para apreciar a matéria é da Justiça Comum em razão da inexistência de relação trabalhista entre o beneficiário e a entidade fechada de previdência complementar. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. João Hilário Valentim. não se estendendo aos casos em que a reclamação é proposta exclusivamente em face do empregador. portanto. É o relatório. Contraminuta da reclamada. a 10% do valor do salário da reclamante quando esta entrou em gozo de benefício do INSS. ainda. Feitas as ponderações acima. pugnando pela reforma da sentença. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. que se aposentou por invalidez em 16. tal como previsto no Regulamento Interno da empresa na época de sua contratação. Aduz que as alterações lhes foram prejudiciais e. Narra o reclamante.5. portanto. consubstanciada na renda mensal vitalícia correspondente a 70% do que o regulamento interno denomina por B. Procurador do Trabalho: Dr. às fls. em 1994. conhecer do recurso ordinário e. Como relatora do RE 586453. independentemente da ação ter sido proposta somente em face do empregador. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que cabe à Justiça Comum julgar processos decorrentes de contrato de previdência complementar privada. Informa.1. De outro modo. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO.2.

II. que a embargante sequer cita a existência dos vícios exigidos pelo artigo 535 do CPC. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais.5. como base de cálculo. se os embargos confundem julgamento contrário ao seu interesse com omissão em julgar. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. ainda. Majorado o valor da condenação para R$ 9. que deferiu parcialmente o pagamento de adicional de insalubridade. REGIÃO .0006 RECURSO ORDINÁRIO SUMARÍSSIMO Recorrente: ANILSON DE FREITAS SANTOS Recorrido: INCOPRE INDUSTRIA E COMERCIO S/A Origem: 6ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA .2 Recorrente Advogado Recorrido Advogado PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO CERTIDÃO DE JULGAMENTO 33ª SESSÃO ORDINÁRIA . 23 de Setembro de 2013 22 Embargante Advogado Embargado Advogado ORGAO DE GESTAO DE MAO-DEOBRA DO TRAB.1.3. negar-lhes provimento e condenar a embargante a pagar a multa de 1% sobre o valor da causa. CONHECIMENTO.5. Quanto ao agente físico ruído.0006 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: ORGAO DE GESTAO DE MAO-DE-OBRA DO TRAB.2. 1.TRT 17ª Região 0013700-75. pois diz “não ser possível afastar-se pura e simples a vigência de qualquer artigo de lei.PORTUARIO AVULSO . nos termos da fundamentação que se segue.TRT 17ª Região 0016600-02. além de os embargos denotarem mero inconformismo com o conteúdo meritório do julgado. 27.PORTUARIO AVULSO . por maioria. sendo certo que eventual desacerto com a normativa constitucional somente pode ser pronunciada no campo da declaração da inconstitucionalidade.000. no mérito.0006 Processo Nº RO-16600/2011-006-17-00. o que deve ser manejado na via recursal própria.OGMO Embargado: O V. não se prestando os embargos para tal pleito. 1.2009. no tocante à base de cálculo do adicional. relativamente aos honorários advocatícios. mesmo que de forma incidental”.17.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Certifico que a 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. a Juíza Sônia das Dores Dionísio. OMISSÃO. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. ACÓRDÃO DE FLS. quanto ao adicional de insalubridade. 1. §3º da Lei 8. dar parcial provimento ao apelo para deferir o pagamento do adicional de insalubridade em razão da exposição ao agente ruído até 16. o perito informou que “Os níveis . é nítida a intenção da parte de dilatar o prazo recursal. em suas razões. em grau médio.630/93. Conheço dos embargos declaratórios. Sem razão. nego-lhes provimento e imponho ao Embargante multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa. com custas de R$ 180. por unanimidade. Deste modo. conhecer dos embargos declaratórios e. que adotava a nova redação da Súmula 228 do C.1. 139/140 . FUNDAMENTAÇÃO. Logo. verifico que os argumentos apresentados pela embargante revelam mero inconformismo com o resultado do julgamento. não sendo prerrogativa das partes. uma vez que se utiliza dos presentes embargos com o intuito de rediscutir questão apreciada no acórdão. na forma autorizada pelo artigo 535. Insta frisar. pois preenchidos os pressupostos para sua admissibilidade. O Ministério Público manifestou-se pelo prosseguimento do feito. 514.2. parágrafo único.139-v/140. determinarem o que os julgadores deverão fazer constar do acórdão. 1. ante a apuração do voto médio. e dizendo que a ré não comprovou a existência de inspeção do Ministério Público e a adoção de medidas que conservem o ambiente de trabalho dentro dos limites de tolerância.17.00 (nove mil reais). Aduz pelo enfrentamento do referido dispositivo. e o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais. mantendo-se o grau deferido na sentença. do CPC. ademais. por violação ao princípio da dialeticidade (art. nesta data resolveu. conhecer parcialmente do recurso ordinário. o salário base do reclamante. recorre o autor alegando que os equipamentos não neutralizaram os agentes insalubres. E da leitura do v. 514. 1. conforme conclusão do laudo pericial. pela reclamada. que fixava.2013. do CPC e Súmula 422 do TST).5.2011. tendo em vista que o autor.2011. do CPC. porque considerou que a partir de junho de 2008 houve o fornecimento de EPIs que atenuaram os agentes.17. FUNDAMENTAÇÃO. por unanimidade. Procurador: Dr. Certidão de Julgamento de ROS Processo Nº RO-16600-02. às fl. nesta data resolveu. TST. João Hilário Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 ANILSON DE FREITAS SANTOS Cláudio Leite de Almeida(OAB: 005526 ES) INCOPRE INDUSTRIA E COMERCIO S/A Josânia Pretto Couto(OAB: 008279 ES) PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO CERTIDÃO DE JULGAMENTO 33ª SESSÃO ORDINÁRIA . Vencidos. não o conhecendo quanto ao pedido de assistência judiciária. Conheço parcialmente do recurso. não merecem ser providos. Vejamos. II do CPC e Súmula 422 do TST). Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: o Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). no mérito. nada fala sobre o fato de o juízo ter entendido prejudicado o pedido. 538. por violação ao princípio da dialeticidade (art. Assim. Da sentença. acórdão.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Certifico que a 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região.00 (cento e oitenta reais).OGMO Luciano Kelly do Nascimento(OAB: 005205 ES) CARLOS VIEIRA CRATZ Marcelo Mazarim Fernandes(OAB: 009281 ES) Valentim. o Desembargador José Luiz Serafini. Turma não analisou a matéria de seu recurso ordinário sob a luz do art.06. Inicialmente. Nesse passo. pede reforma do decisum para que o adicional seja deferido por todo o período laborado e em grau máximo.CARLOS VIEIRA CRATZ Origem: 6ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . ante a total ausência dos vícios alegados e o caráter manifestamente protelatório dos embargos. na forma autorizada pelo art. CONHECIMENTO.TRT 17ª. Dele não conheço quanto ao pedido de assistência judiciária. Alega a embargante que a C. 1. o que demonstra seu real objetivo de reformar o decisum. extrai-se que a matéria foi amplamente analisada no tópico 2.

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encontrados nas medições realizadas por este Perito nos locais vistoriados, ficaram com médias variáveis de Ruído entre, 88,0 dB(A) a 92,0 dB(A), portanto, acima do Limite de Tolerância permitido”. E conquanto o juízo tenha concluído que o uso de EPIs no período posteiror a 24.03.2008 tenha atenuado o agente insalubre, perfilho o entendimento segundo o qual o fornecimento de EPI não exclui o direito à percepção do adicional de insalubridade decorrente do agente ruído, pois tal direito só cessa se o empregador eliminar as condições insalutíferas, tal como previsto no art. 194 da CLT. Ora, o ruído se constitui em um agente agressor que, dada a sua constância, causa enormes danos no sistema auditivo do trabalhador, e o uso do protetor auricular apenas atenua e retarda os efeitos futuros causados pela submissão ao impacto, ou seja, só mais tarde é que a lesão à saúde do trabalhador se manifestará, pois nesta hipótese o protetor só funciona como um agente retardador dessa lesão. À vista disso, o autor tem direito ao adicional de insalubridade em grau médio, conforme indicado pelo expert (fl. 212), por todo o período laborado, respeitando-se, entretanto, o marco prescricional. No que se refere ao álcalis cáustico, decorrente do cimento, anoto que as “luvas de tivex” fornecidas pela empresa a partir de 13.06.2008, nos moldes assentados na sentença, a qual mantenho neste ponto, protegia o trabalhador no processo produtivo do qual participava. À vista do exposto, dou parcial provimento para deferir o pagamento do adicional de insalubridade em razão da exposição ao agente ruído até 16.06.2009, mantendo-se o grau deferido na sentença. No que se refere aos reflexos, o interesse recursal existe apenas quanto ao RSR, o qual indefiro, porque o adicional é mensal. Logo, o dia destinado ao repouso já se encontra incluído, tal como disposto na Lei 605/49. 1.3. BASE DE CÁLCULO DO ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. A Primeira Turma decidiu, por maioria, ante a apuração do voto médio, negar provimento ao apelo, nos termos do voto do Desembargador José Luiz Serafini, que assim dispõe: “BASE DE CÁLCULO DO ADICIONAL DE INSALUBRIDADE Entendo que o adicional de insalubridade, mesmo após a vigência da Constituição Federal de 1988, incide sobre o salário mínimo, por força do artigo 192 da CLT. É certo que a Súmula Vinculante n. 4 do Supremo Tribunal Federal afastou a possibilidade de se utilizar o salário mínimo como indexador de base de cálculo, o que, inclusive, ensejou nova redação à Súmula 228 do C. TST. No entanto, referida súmula da Corte Superior Trabalhista foi objeto da Reclamação Constitucional n.º 6266 perante o Excelso Pretório, tendo o Exmo. Ministro Gilmar Mendes assim decidido, in verbis: (...) "À primeira vista, a pretensão do reclamante afigura-se plausível no sentido de que a decisão reclamada teria afrontado a Súmula Vinculante n° 4 desta Corte: "Salvo nos casos previstos na Constituição, o salário mínimo não pode ser usado como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado, nem ser substituído por decisão judicial." Com efeito, no julgamento que deu origem à mencionada Súmula Vinculante n° 4 (RE 565.714/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, Sessão de 30.4.2008 Informativo nº 510/STF), esta Corte entendeu que o adicional de insalubridade deve continuar sendo calculado com base no salário mínimo, enquanto não superada a inconstitucionalidade por meio de lei ou convenção coletiva. Dessa forma, com base no que ficou decidido no RE 565.714/SP e fixado na Súmula Vinculante n° 4, este Tribunal entendeu que não é possível a substituição do salário mínimo, seja como base de cálculo, seja como indexador, antes da edição de lei ou celebração de convenção coletiva que regule o adicional de insalubridade. Logo, à primeira vista, a nova redação estabelecida para a Súmula n° 228/TST revela aplicação indevida da Súmula Vinculante n° 4, porquanto permite a substituição do Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

salário mínimo pelo salário básico no cálculo do adicional de insalubridade sem base normativa. Ante o exposto, defiro a medida liminar para suspender a aplicação da Súmula n° 228/TST na parte em que permite a utilização do salário básico para calcular o adicional de insalubridade. " (...) Sendo assim, fixa-se como base de cálculo do adicional de insalubridade o salário mínimo. Nego provimento.” 1.4. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. Invocando a Lei 10.537/02, o art. 790, §3.º, da CLT e a Súmula 450 do STF, pede o recorrente a concessão de honorários advocatícios. Não tem a mais pálida razão. A matéria está sumulada pelo TST, por meio da Súmula 219, I. Nestes termos, nego provimento. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente), Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim.

Acórdão
Processo Nº RO-17200-95.2012.5.17.0003
Processo Nº RO-17200/2012-003-17-00.1

Recorrente Advogado Recorrido Advogado

ARTUR BATISTA DE ALMEIDA Glauber Arrivabene Alves(OAB: 012730 ES) SC2 SHOPPING MESTRE ALVARO LTDA. Tulio Claudio Ideses(OAB: 095180 RJ)

ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0017200-95.2012.5.17.0003 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: ARTUR BATISTA DE ALMEIDA Recorrido: SC2 SHOPPING MESTRE ALVARO LTDA. Origem: 3ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA - ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA ACIDENTE DE TRABALHO. ESTABILIDADE. ÔNUS DA PROVA. O ônus da prova do fato constitutivo do direito pleiteado é do autor, a teor do disposto nos artigos 333, I, do CPC, e 818 da CLT, razão pela qual a ele competia comprovar a alegada fraude praticada pela reclamada que o impediu gozar do benefício previdenciário, ônus do qual não se desincumbiu. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário do reclamante, em face da sentença do MM. Juízo da 3ª Vara do Trabalho de Vitória/ES, que julgou parcialmente procedentes os pedidos da inicial. Razões recursais, às fls. 466-93, pretendendo a aplicação da confissão ficta da reclamada, bem como a reforma no tocante à estabilidade acidentária, horas extras, adicional de insalubridade, danos morais, multas dos artigos 467 e 477, ambos da CLT, honorários advocatícios e descontos fiscais e previdenciários. Contrarrazões da reclamada (fls. 498-508/v.) para que seja mantida a sentença, na parte impugnada pelo autor. Não foram recolhidas as custas processuais, por ser o reclamante beneficiário da assistência judiciária gratuita. É o relatório. FUNDAMENTAÇÃO CONHECIMENTO Conheço parcialmente do recurso do reclamante, dele não

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conhecendo das matérias “contribuições previdenciárias”, por ausência de interesse recursal e “horas extras”, por não atacar os fundamentos da decisão. Com efeito, as razões do recorrente estão dissociadas da sentença. O juízo considerou as afirmações da testemunha acerca do labor até as 22h; considerou que os cartões de ponto consignam o afirmado; observou que a reclamada efetuava o pagamento das extras, e concluiu que o reclamante não comprovou o exercício de horas extras não pagas. O recorrente, todavia, sustenta nas razões recursais ter afirmado o juízo que o autor não se desincumbiu do ônus de provar as horas extras prestadas. No mais, conheço, por presentes os pressupostos de admissibilidade recursal. As contrarrazões são tempestivas. Considero-as. MÉRITO 2.2.1Confissão ficta. Preposto não laborou no mesmo período do reclamante O recorrente pede a declaração de confissão ficta, porque o preposto não laborou no mesmo período do reclamante. Afirma que o preposto não tem conhecimento dos fatos, notadamente acerca do acidente de trabalho sofrido pelo reclamante, bem como ter, o reclamante, ficado encostado na empresa, sem trabalhar, com o intuito de burlar a legislação e afastar o direito à estabilidade. Pois bem. Não há falar em aplicação da confissão ficta pelo fato do preposto não ter laborado no mesmo período do reclamante. É necessário que o preposto tenha conhecimento dos fatos, pois a admissão após a dispensa do reclamante não é pressuposto capaz de gerar a confissão ficta. Por sua vez, a incerteza da reclamada acerca do acidente denota desconhecimento quanto aos fatos do litígio, o que importaria em confissão ficta. Por outro lado, a confissão ficta tem presunção iuris tantum, que pode ser ilidida por prova em contrário, motivo pelo qual não se há aplicá-la, notadamente neste caso. Neste sentido é pacífica a Jurisprudência, in verbis: RECURSO ORDINÁRIO – 1- PREPOSTO – DESCONHECIMENTO DOS FATOS DA LIDE – CONFISSÃO FICTA – A pena de confissão ficta prevista no §1º, do art. 843, da CLT, aplicada ao reclamado pelo desconhecimento dos fatos da lide pelo preposto, abrange, dentro da litiscontestação, quaisquer fatos, revestindo-os com o manto da verdade, desde que verossímeis e coerentes com a prova já produzida, nos autos, contra a parte confitente. (TRT 7ª R. – RO 1174/2008-007-07-00.1 – 2ª T. – Relª Dulcina de Holanda Palhano – DJe 16.06.2009 – p. 26) Desse modo, nego provimento. 2.2.2Estabilidade acidentária. Afastamento por mais de 15 dias O reclamante noticia no aditamento à inicial que sofreu grave lesão no antebraço no dia 30.4.2011, ficando afastado por 15 dias em razão do acidente sofrido. Afirma que a empresa emitiu a CAT (fl. 119), porém, após o período de afastamento (fl. 183) ficou, na empresa, “encostado” sem nenhuma função, tendo a empresa prometido recompensá-lo nas férias, ocasião em que poderia realizar a cirurgia sem ser afastado pelo INSS. Alega que a empresa não cumpriu o acordo bem como obstou o direito de receber o benefício previdenciário, além do desrespeitado o disposto no art. 168 da CLT. Requereu a nulidade da dispensa com a consequente reintegração, com os pagamentos devidos desde a dispensa arbitrária ou, sucessivamente, o pagamento da indenização compensatória de todo o período estabilitário. A sentença indeferiu o pedido, por concluir que o autor não se desincumbiu do ônus de provar a fraude que teria impossibilitado o gozo da estabilidade provisória. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

O reclamante pede a reforma da sentença afirmando que o preposto não tinha conhecimento dos fatos narrados na inicial, e que a testemunha foi clara ao afirmar que após o acidente e o afastamento por 15 dias, o recorrente ficou “encostado” sem prestar serviços. Renova as alegações da inicial de que a reclamada burlou a legislação, impedindo que o autor fosse detentor de estabilidade decorrente de acidente de trabalho. Vejamos. Ao contrário do alegado pelo reclamante, o depoimento de sua testemunha não teve o condão de validar sua assertiva. Com efeito, a testemunha afirmou que o reclamante exerceu inicialmente a função de operador de máquinas e equipamentos era responsável pelo elevador. Disse que o reclamante ficou afastado por mais de 10 dias e que quando retornou não exerceu sua função, pois sofreu acidente na mão; que ficava sentado no reservatório. Afirmou que após o retorno do acidente passou a exercer a função de encarregado, mas que tal função não foi registrada na carteira; disse que ficou na função de encarregado por volta de 7 meses. Pois bem. Realmente o autor não se desincumbiu do ônus que lhe competia. Nesse sentido, como dito em linhas pretéritas, não há como acolher o pedido de confissão ficta, uma vez que os elementos dos autos vêm elidir a pretensão obreira. Infere-se dos contracheques carreados aos autos, que no período imediatamente após o retorno ao trabalho, o autor fez e recebeu o pagamento de horas extras: maio/junho/agosto (fls. 184-9). Os cartões de ponto também consignam o labor em horas extraordinárias, notadamente no período de retorno, após o afastamento em gozo de licença médica (fl. 192-3). Isso já basta. Ademais, a testemunha afirma que o autor ficou na função de encarregado por volta de 7 meses, o que também afasta a alegação de ter ficado “encostado” em razão do acidente, sem exercer qualquer atividade, considerando que o afastamento se deu no dia 16.01.2012. Também deve ser considerado que o autor afirmou que sofreu acidente no antebraço. Por fim, causa estranheza as alegações do reclamante de ter retornado ao trabalho com a promessa de cirurgia futura, pois em momento algum foi mencionado impossibilidade ou dificuldade no desempenho de quaisquer atividades decorrentes da alegada “sequela”. Desse modo, não cumprindo o autor o ônus de provar o fato constitutivo do direito pleiteado, a teor do disposto nos artigos 333, I, do CPC, e 818 da CLT, não se há reformar a sentença. Nego provimento. 2.2.3Adicional de insalubridade A Primeira Turma decidiu, por maioria, vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais, negar provimento ao apelo, nos termos do voto do Desembargador José Luiz Serafin, que assim dispõe: Pretende o reclamante a reforma da r. sentença, afirmando que estava exposto a ruídos permanentes e contínuos e que o uso efetivo de EPI’s não elimina a insalubridade no ambiente de trabalho, apenas ameniza, fazendo jus, portanto, ao adicional de insalubridade. Sem razão, contudo. Restou provado nos autos, através da perícia realizada, que o reclamante recebeu os EPIs necessários e participou dos treinamentos quanto ao uso correto dos equipamentos, tendo desta forma sido neutralizada a insalubridade alegada pelo autor. O louvado ainda acrescentou que o nível de ruído da área de labor era de 86,7 db(a), sendo certo que o EPI fornecido pelo empregador tem certificado de aprovação do MTE e é suficiente a reduzir o

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agente insalutífero para baixo do limite de tolerância que é de 85 db(a) para uma jornada de 8 horas. Assim, entendo que não merece reforma a r. sentença, motivo pelo qual peço vênia ao eminente magistrado a quo adotar como razões de decidir, os fundamentos ali consignados, in verbis: “O laudo pericial foi claro ao apontar que apesar de as atividade desenvolvidas pelo reclamante serem caracterizadoras da insalubridade em grau médio (pelo ruído), havia a entrega de EPIs com o certificado de aprovação do MTE, especialmente com a proteção auditiva, e ainda que há comprovação de participação do autor em treinamentos quanto ao uso correto, guarda e conservação do EPI. (fls. 266) Logo se o EPI foi capaz de neutralizar a insalubridade existente no local de trabalho, não há razões para condenar a reclamada no adicional pretendido pelo reclamante. Assim, julgo improcedente o pedido “e” da inicial.” Nego provimento. 2.2.4Base de cálculo do adicional de insalubridade Prejudicada a análise. 2.2.5Danos morais O reclamante pede a reforma da sentença que indeferiu a condenação da reclamada no pagamento de dano moral, porque não teve devidamente registrada na CTPS sua real remuneração, violando o disposto no art. 29 da CLT. A sentença não merece reforma. Perfilho o entendimento de que o simples inadimplemento contratual, ilustrado pela ausência de correta anotação da remuneração na CTPS e não pagamento das verbas trabalhistas, embora denote prática que deva ser combatida pelas autoridades constituídas e pela sociedade, não enseja, por si só, a configuração do dano moral. Entendo que essas lesões contratuais ensejam, via de regra, reparação material, tal como já deferido na sentença recorrida. Nego provimento. 2.2.6Multa do art. 467 da CLT O reclamante pugna pelo pagamento da multa do artigo 467 da CLT. Sem razão. O dispositivo legal mencionado é claro. A inexistência de controvérsia é pressuposto para a fixação da multa. Tendo sido impugnados todos os pleitos formulados pelo reclamante na inicial, não se pode cogitar de parcelas incontroversas a autorizar a aplicação da penalidade. Nego provimento. 2.2.7Multa do art. 477 da CLT A Primeira Turma decidiu, por maioria, vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais, negar provimento ao apelo, nos termos do voto do Desembargador José Luiz Serafin, que assim dispõe: O pagamento das parcelas rescisórias foi realizado no prazo legal, sendo que eventuais diferenças alcançadas em Juízo não são suficientes para gerar a mora do empregador capaz de desafiar a aplicação do dispositivo legal em epígrafe, pois não se pode cogitar da disponibilidade jurídica do crédito antes do trânsito em julgado. Nego provimento. 2.2.8Honorários advocatícios A Primeira Turma decidiu, por maioria, vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais, negar provimento ao apelo, nos termos do voto do Desembargador José Luiz Serafin, que assim dispõe: A teor das Súmulas 219 e 329 do e. Tribunal Superior do Trabalho, somente são devidos honorários advocatícios quando presentes os Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

requisitos cumulativos da assistência sindical e precariedade econômica. O obreiro, embora declare a precariedade econômica (22), não se encontra assistido pela entidade de classe. Nego provimento. 2.2.9Descontos fiscais Sempre considerei que o empregador deveria arcar com o ônus do imposto de renda incidente sobre parcelas decorrentes de condenação trabalhista, por ser ele o responsável solidário no recolhimento, e porque o empregado não poderia ser penalizado com uma tributação que não haveria, caso seus créditos tivessem sido adimplidos a tempo e modo, mensalmente, pela empresa devedora. Revejo meu entendimento, entretanto, em decorrência da inovação promovida pela Lei n.º 12.350/2010, que acrescentou o art. 12-A e seus parágrafos à Lei n.º 7.713/1988, cujas disposições foram regulamentadas pela Instrução Normativa RFB n.º 1.127, de 7 de fevereiro de 2011. Com essa alteração legislativa, não há mais prejuízo para o empregado, porque o imposto de renda será calculado levando em consideração a quantidade de meses a que se referem os rendimentos, observando a tabela progressiva constante do anexo do referido ato normativo, cujo art. 3.º assim dispõe: Art. 3.º O imposto será retido, pela pessoa física ou jurídica obrigada ao pagamento ou pela instituição financeira depositária do crédito, e calculado sobre o montante dos rendimentos pagos, mediante a utilização de tabela progressiva resultante da multiplicação da quantidade de meses a que se referem os rendimentos pelos valores constantes da tabela progressiva mensal correspondente ao mês do recebimento ou crédito. Também foi alterada na Sessão do Tribunal Pleno do TST do dia 16.04.2012, o item II da Súmula 368 do TST, que passa a contemplar exatamente o cálculo do imposto de renda pelo regime de competência, verbis: II. É do empregador a responsabilidade pelo recolhimento das contribuições previdenciárias e fiscais, resultante de crédito do empregado oriundo de condenação judicial, devendo ser calculadas, em relação à incidência dos descontos fiscais, mês a mês, nos termos do art. 12-A da Lei n.º 7.713, de 22/12/1988, com a redação dada pela Lei nº 12.350/2010. (grifei) Em razão do exposto, nego provimento. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região, por unanimidade, conhecer parcialmente do recurso do reclamante, dele não conhecendo das matérias "contribuições previdenciárias", por ausência de interesse recursal e "horas extras", por não atacar os fundamentos da decisão; no mérito, negar provimento ao apelo, ficando prejudicada a análise atinente à base de cálculo do adicional de insalubridade, Vencidos, quanto ao adicional de insalubridade, à multa do art. 477, da CLT, e aos honorários advocatícios, o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais Participaram da Sessão de Julgamento em 10 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente), Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi, convocada para compor quorum. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator

Acórdão

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Processo Nº RO-18300-18.2013.5.17.0014
Processo Nº RO-18300/2013-014-17-00.6

Recorrente Advogado Recorrido Advogado

ROSSINI VOGAS MENEZES Rodolfo Abdala Brandao da Costa(OAB: 009206 ES) VALEC ENGENHARIA CONSTRUCOES E FERROVIAS S/A Vera Maria Pessanha da Silva(OAB: 018383 RJ)

ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0018300-18.2013.5.17.0014 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: ROSSINI VOGAS MENEZES Recorrido: VALEC ENGENHARIA CONSTRUCOES E FERROVIAS S/A Origem: 14ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA - ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA ISONOMIA. DIFERENÇAS SALARIAIS. Não há falar em malferimento do princípio da isonomia quando a evolução salarial do autor obedece o PCS da extinta RFFSA, nos exatos termos do § 2.º da Lei n.º 11.483/07, que regulamenta a matéria. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante, inconformado com a sentença, de fls. 253-255, v.º, da 14.ª Vara do Trabalho de Vitória/ES, que julgou improcedentes os pedidos. Razões do recurso, às fls. 258-266, pleiteando a reforma quanto à isonomia salarial, horas extras referentes ao intervalo interjornada e indenização de horas extras. Contrarrazões, às fls. 270-274. FUNDAMENTAÇÃO 2.1. CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário do reclamante, por presentes os pressupostos de admissibilidade. ISONOMIA SALARIAL O reclamante narra na inicial que é empregado da reclamada por sucessão trabalhista desde 14/01/1980, exercendo a função de advogado desde 1986, estando no último nível da tabela salarial – advogado sênior. Diz que foi surpresado por um edital de Concurso a ser realizado pela reclamada para a contratação de novos advogados em que o salário básico inicial é de quase o dobro do seu salário após 27 anos de prestação de serviços. Requer as diferenças salariais, invocando o princípio da isonomia. A sentença indeferiu o pedido de isonomia salarial, pleiteado pelo autor, por entender que o plano de cargos e salários da RFFSA, aplicável ao Autor, não se comunica com o plano de cargos e salários da Reclamada, de modo que não há que se falar em aplicação do salário inicial dos advogados desta aos advogados daquela, principalmente na hipótese dos autos em que é incontroverso o fato de que a partir da sucessão trabalhista o Autor sempre prestou serviços para a inventariança da RFFSA e atualmente para o DNIT. Não merece reforma a sentença. O contrato de trabalho do reclamante foi transferido da RFFSA para a reclamada por força do artigo 17 da Lei n.º 11.483/07, que dispõe: Art. 17. Ficam transferidos para a Valec: I - sendo alocados em quadros de pessoal especiais, os contratos

de trabalho dos empregados ativos da extinta RFFSA integrantes: a) do quadro de pessoal próprio, preservando-se a condição de ferroviário e os direitos assegurados pelas Leis nºs 8.186, de 21 de maio de 1991, e 10.478, de 28 de junho de 2002; ........... § 1º A transferência de que trata o inciso I do caput deste artigo darse-á por sucessão trabalhista e não caracterizará rescisão contratual. § 2º Os empregados transferidos na forma do disposto no inciso I do caput deste artigo terão seus valores remuneratórios inalterados no ato da sucessão e seu desenvolvimento na carreira observará o estabelecido nos respectivos planos de cargos e salários, não se comunicando, em qualquer hipótese, com o plano de cargos e salários da Valec. (gn) Dessa forma, a evolução salarial do autor obedeceu o PCS da extinta RFFSA, não havendo falar em ofensa ao princípio da isonomia. Nego provimento. INTERVALO INTERJORNADA/JORNADA FIXADA EM OUTROS AUTOS O autor pleiteia o pagamento de uma hora extra diária a título de intervalo interjornada, com base na jornada fixada em outra reclamação trabalhista, em trâmite na 6.ª Vara do Trabalho de Vitória/ES, que está em fase de execução. A decisão recorrida indeferiu o pedido por entender que a sentença invocada pelo autor, proferida em outros autos e em relação a pedido diverso não vincula este Juízo do presente processo, no qual devem ser produzidas as provas necessárias ao julgamento da lide (fl. 255) Merece reforma. A sentença invocada pelo autor (Proc. n.º 014350030.2011.517.0006), cuja cópia encontra-se às fls. 48 e o andamento processual da reclamação mostram que a jornada do reclamante foi fixada naqueles autos como de 8h às 22h, de segunda a sexta-feira. Não houve recurso e o processo encontra-se em fase de execução. Dessa forma, há trânsito em julgado em relação à jornada, não sendo possível ao reclamante rediscutir a matéria nestes autos. A prova que ele poderia fazer e fez, foi trazer aos autos a sentença transitada em julgado. Pelo exposto, dou provimento ao apelo para determinar o pagamento como extra, de uma hora por dia, de segunda a sexta feira, observando-se a prescrição quinquenal já declarada nestes autos. Isto é, como a sentença transitada em julgado fixou essa jornada para o período de novembro de 2006 a dezembro de 2010 e nestes autos a prescrição foi acolhida para as verbas anteriores a 20/02/2008, a verba será devida somente de 20/02/2008 a dezembro de 2010. Dou provimento nos termos acima. 2.4. HORAS EXTRAS/INDENIZAÇÃO Requer o autor indenização por ter prestado horas extras com habitualidade por mais de 15 anos. Não tem razão. A sentença, que mantenho por seus próprios fundamentos, reconheceu a existência de coisa julgada, nos termos abaixo: Pretende o Autor a condenação da Ré ao pagamento de indenização pela supressão de horas extras, ao fundamento de que prestou horas extras com habitualidade por mais de 15 anos até 31/12/2010. Aduz que as horas extras foram reconhecidas no processo nº 1435/2011 - 6ª Vara de Vitória/ES. Embora a inicial do referido processo não tenha vindo aos autos, omitiu o Autor que a matéria relativa à supressão das horas extras também fora apreciada pelo Juízo da 6ª Vara (fls. 46), tendo aquele

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Juízo indeferido a incorporação dessas horas, ao fundamento de que: “Indefiro, ainda, o pedido de incorporação. As horas extras são devidas quando trabalhadas. Há um descompasso gigantesco entre a teoria que prevalecia do respeito à estabilidade remuneratória e a atual vertente de preocupação com a saúde do trabalhador. Com efeito, a s obrigar o empregador a não suprimir as horas extras mesmo quando não precisa do trabalho, automaticamente se dá a este empregador uma justificativa para manter o empregado executando atividades , já que na lógica capitalista, se ele terá de pagar, então que obtenha a contraprestação... Note-se que as decisões devem conter um respeito aos princípios que sejam mais caros à sociedade e adotar um discurso único. Não me permito adotar uma decisão que difira desse princípio de respeito à saúde do trabalhador – e que devo aplicar a todo caso similar – somente porque o autor já não faz mais horas extras . Com efeito, a mesma solução jurídica deveria ser utilizada para quem ainda estivesse submetido a uma tal jornada. O discurso não pode mudar somente porque de um lado se tem um advogado que parou de prestar horas extras e de outro um hipotético operário da construção civil ainda envolvido em estafante atividade física.” Assim, considerando que a matéria objeto da presente lide já foi julgada em outros autos, forçoso é reconhecer-se a ocorrência de coisa julgada, extinguindo-se o feito sem julgamento de mérito no tocante a tal matéria, nos termos do artigo 267, V, do CPC. Nego provimento. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região, por unanimidade, conhecer do recurso ordinário do reclamante e dar-lhe provimento parcial para condenar a ré no pagamento de uma hora extra por dia, referente ao intervalo interjornada, no período de 20/02/2008 a dezembro de 2010 (referente ao intervalo interjornada). Presença do advogado Rossini Vogas Menezes, pelo recorrente. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente), Desembargador Gerson Fernando Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Procurador do Trabalho: Dr. João Hilário Valentim DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator

Acórdão
Processo Nº ED-19700-85.2012.5.17.0181
Processo Nº ED-19700/2012-181-17-00.9

Embargante Advogado Embargado Advogado

SEBASTIAO DELEVIDOVE MARIM Antonio de Oliveira Neto(OAB: 007745 ES) CONSTRUTORA PADILHA LTDA EPP Sander Gosser Polchera(OAB: 015457 ES)

PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0019700-85.2012.5.17.0181 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: SEBASTIAO DELEVIDOVE MARIM Embargado: O V. ACÓRDÃO DE FLS. 225/227 - TRT 17ª. REGIÃO CONSTRUTORA PADILHA LTDA - EPP

Origem: VARA DO TRABALHO DE NOVA VENÉCIA - ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Se os embargos não demonstram a existência de omissão, de contradição, ou de obscuridade e revelam mero inconformismo da parte com o conteúdo meritório do acórdão, não merecem ser providos. Vistos, relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos pelo reclamante em face do v. acórdão de fls. 225/227, alegando omissão no julgado. FUNDAMENTAÇÃO 2.1CONHECIMENTO Conheço dos embargos declaratórios, por preenchidos os pressupostos para a sua admissibilidade. 2.2OMISSÃO Alega o embargante que há omissão no v. acórdão ao argumento de “não há no acórdão a definição e a posição desse E. Tribunal se é possível ou não a quitação de direitos rescisórios sem a assistência sindical ou de outra autoridade competente, bem assim, a prestabilidade de recibos de papelaria em substituição ao TRCT” . Assim, requer seja sanado o vício e prequestionada a matéria, inclusive quanto ao art. 477 da CLT. Sem razão. Da leitura atenta dos embargos declaratórios, verifico que os argumentos apresentados pelo embargante revelam seu claro inconformismo com o resultado do julgamento, uma vez que utiliza dos presentes embargos com o intuito de rediscutir questão amplamente apreciada no acórdão, por lhe ter sido desfavorável a decisão. E da leitura do v. acórdão, extrai-se que a matéria foi amplamente analisada no tópico “2.3 QUITAÇÃO – INVALIDADE DOS RECIBOS DE PAGAMENTO” (fl. 225-v/226), não sendo prerrogativa das partes, ademais, determinarem o que os julgadores deverão fazer constar do acórdão. Ora, se os embargos confundem julgamento contrário ao seu interesse com omissão em julgar, não merecem ser providos. Quanto ao prequestionamento a que se refere a Súmula 297 do TST, só tem pertinência e cabimento quando o julgado não haja adotado fundamento explícito sobre o tema ou sobre a questão submetida, o que não significa obrigação de reproduzir textos legais. O que se exige é adoção de tese, e não reprodução da lei. Assim, além de os embargos denotarem mero inconformismo com o conteúdo meritório do julgado, o que deve ser manejado na via recursal própria, é nítida a intenção da parte de dilatar o prazo recursal. Deste modo, ante a total ausência dos vícios alegados e o caráter manifestamente protelatório dos embargos, nego-lhes provimento e imponho ao Embargante multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa, na forma autorizada pelo art. 538, parágrafo único, do CPC. 3.CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região, por unanimidade, conhecer dos embargos declaratórios, negar-lhes provimento e condenar o Embargante a pagar a multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa, na forma autorizada pelo art. 538, parágrafo único, do CPC. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente),

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Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora

Acórdão
Processo Nº RO-23600-70.2013.5.17.0010
Processo Nº RO-23600/2013-010-17-00.3

Recorrente Advogado Recorrido Plurima Réu Advogado

DEIVID GERHARDT BARBOSA LIMA Gualter Loureiro Malacarne(OAB: 013548 ES) TELEMASTERS TELEINFORMATICA COMERCIO E SERVICOS LTDA - ME EMBRATEL TVSAT TELECOMUNICAÇÕES S.A Rodolfo Gomes Amadeo(OAB: 012493 ES)

ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0023600-70.2013.5.17.0010 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: DEIVID GERHARDT BARBOSA LIMA Recorridos: TELEMASTERS TELEINFORMATICA COMERCIO E SERVICOS LTDA - ME EMBRATEL TVSAT TELECOMUNICAÇÕES S.A Origem: 10ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA - ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA UTILIZAÇÃO DE VEÍCULO PRÓPRIO. DESPESAS COM MANUTENÇÃO E COMBUSTÍVEL – ALUGUEL DE VEÍCULO. Ao empregador cumpre os riscos do negócio (CLT, art. 2.º) e, por conseqüência, a ele cabe o fornecimento de todos os meios necessários à execução de sua atividade empresarial. Ao empregado cumpre prestar o labor para que foi contratado. Transferir-lhe o ônus financeiro pelos gastos decorrentes dos bens utilizados na realização desse serviço é exonerar o empregador de suas responsabilidades essenciais, reduzindo ilegalmente o salário obreiro. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo autor em face da sentença de fls. 80/81 que julgou improcedentes os pedido iniciais. Razões recursais de fls. 88/92 nas quais o reclamante renova os pedidos relativos a aluguel do veículo e ressarcimento das despesas com combustível e depreciação do automóvel, bem como honorários advocatícios. A decisão de fls. 93 negando seguimento ao recurso ordinário foi reformada com o provimento do agravo de instrumento, conforme certidão de fls. 117. Contrarrazões às fls. 106/112. FUNDAMENTAÇÃO 2.1 CONHECIMENTO Conforme consta da certidão de fls. 117 a questão relativa ao preparo do recurso ordinário restou superada com o provimento do agravo de instrumento cuja decisão foi proferida nos seguintes termos: “2.1 CONHECIMENTO Conheço do agravo de instrumento interposto pelo reclamante porque presentes os pressupostos objetivos e subjetivos de Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

admissibilidade. 2.2 MÉRITO 2.2.1 NÃO CONHECIMENTO DO RECURSO ORDINÁRIO POR FALTA DE PAGAMENTO DE CUSTAS PROCESSUAIS O juízo de primeiro grau negou provimento ao recurso ordinário interposto pelo reclamante, por falta de preparo. O reclamante, ora agravante, alega que juntou aos autos declaração de hipossuficiência (fls.08) pediu a assistência judiciária gratuita, está desempregado e não tem condições de arcar com as custas do processo, nos moldes do § 3º, do artigo 790 d CLT. Requer o seguimento do recurso ordinário. Vê-se que o julgador determinou o recolhimento de cutas pelo reclamante no importe de R$600,00 (fls. 81,v) Com razão o reclamante. A assistência judiciária gratuita àqueles que não possuem recursos suficientes para demandar em juízo sem prejuízo do seu próprio sustento ou de sua família constitui direito fundamental, de aplicação imediata, ex vi da Constituição Federal, art. 5.º, inciso LXXIV e § 1.º. Nesse sentido, a previsão do art. 790, §3º da CLT: Art. 790. Nas Varas do Trabalho, nos Juízos de Direito, nos Tribunais e no Tribunal Superior do Trabalho, a forma de pagamento das custas e emolumentos obedecerá às instruções que serão expedidas pelo Tribunal Superior do Trabalho. [...] § 3o É facultado aos juízes, órgãos julgadores e presidentes dos tribunais do trabalho de qualquer instância conceder, a requerimento ou de ofício, o benefício da justiça gratuita, inclusive quanto a traslados e instrumentos, àqueles que perceberem salário igual ou inferior ao dobro do mínimo legal, ou declararem, sob as penas da lei, que não estão em condições de pagar as custas do processo sem prejuízo do sustento próprio ou de sua família. E há nos autos declaração do reclamante (fls.08) de que não tem condições de arcar com as despesas do processo sem prejuízo de seu sustento e de sua família. É o que basta. O fato de ter percebido, durante o contrato de trabalho, remuneração superior ao dobro do mínimo legal não afasta essa conclusão. Ademais, não há notícia nos autos de que esteja empregado. Mesmo porque afirma que a empresa fechou e não assinou sua CTPS nem lhe pagou as verbas rescisórias. Além disso, ausente a primeira reclamada, como bem observou o julgador de primeiro grau, às fls. 80. É que a Lei n.º 7.115/83 revogou os §§2º e 3º do artigo 14, da Lei n.º 5.584/70, no que tange à comprovação dessa miserabilidade, e o §1º do referido artigo 14 não exclui a possibilidade de concessão do benefício a trabalhadores que recebam mais de dois salários mínimos. Esclareça-se, ainda, que tendo sido demonstrada a insuficiência de recursos o patrocínio da causa por advogado particular, por si só, não tem o condão de afastar essa garantia, sob pena de violação do texto constitucional. Ressalto também que a Lei 10.537/2002 modificou os artigos 789 e 790 da CLT, sendo que o § 3.º do art. 790 passou a assim dispor: É facultado aos juízes, órgãos julgadores e presidentes dos tribunais do trabalho de qualquer instância conceder, a requerimento ou de ofício, o benefício da justiça gratuita, inclusive quanto a traslados e instrumentos, àqueles que perceberem salário igual ou inferior ao dobro do mínimo legal, ou declararem, sob as penas da lei, que não estão em condições de pagar as custas do processo sem prejuízo do sustento próprio ou de sua família. Como se vê, o dispositivo transcrito não estabelece momento para que seja feita essa declaração.

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Assim, se o autor, em qualquer fase do processo, declara não estar em condições de arcar com as despesas decorrentes da demanda, ou ainda que não haja tal declaração, postula a dispensa de recolhimento das custas na inicial e reitera em um outro momento processual demonstrando fazer jus ao benefício da justiça gratuita, tenho como atendidos os requisitos previstos no § 3.º do art. 790 da CLT, para a concessão do pedido de isenção do pagamento. No caso em apreço, analisando a r. sentença de fls. 81, vê-se que o pleito de justiça gratuita foi indeferido sob o fundamento de que “ ...não se encaixa o autor, por sua média salarial, no perfil estabelecido pelo legislador, miserável, para auferir tal benefício.” Certo é que o reclamante, alegou, na petição inicial, que recebia remuneração, em média de R$4.756,00, sendo que R$756,00 anotados na sua CTPS e os R$4.000,00 eram pagos “por fora”. Contudo, foi indeferido o pedido de justiça gratuita pela r. sentença. Vê-se, por outro lado, que o reclamante apresentou com a petição inicial a sua declaração de hiposssuficiência às fls. 08. Nesse cenário, deve ser deferida a assistência judiciária. Repito: há declaração de hipossuficiência financeira nos autos e não há notícia de que o autor está empregado. Neste caso é imperioso ressaltar que mesmo não estando assistido por sindicato, o reclamante tem direito a recorrer sem recolhimento das custas. Dou provimento, portanto, para conceder o benefício da assistência judiciária gratuita ao agravante, dispensando-o do recolhimento de custas processuais e determinar o destrancamento do recurso ordinário interposto. Sendo assim, conheço do recurso ordinário eis que preenchidos todos os pressupostos de admissibilidade. 2.2 MÉRITO 2.2.1 ALUGUEL DE VEÍCULO, DESPESAS COM COMBUSTÍVEL E MANUTENÇÃO DO VEÍCULO Narra o autor em sua inicial que foi contratado para a função de Supervisor Técnico e que para o exercício de suas atividades era exigido pelas reclamadas que ele utilizasse de veículo próprio para “rodar” os pontos de vendas, fazer apoio aos técnicos de instalação, fazer o transporte de equipamentos, além de ir até a casa de vários clientes fazer instalações e manutenções de aparelhos. Diz que, na verdade, entre as partes existiu um contrato de aluguel de veículo, já que este era usado para serviços exclusivamente da Segunda ré. Pede a condenação das reclamadas no pagamento de indenização pelo aluguel do veículo, no valor de R$87,00 por dia trabalhado e o ressarcimento das despesas com combustível e manutenção no valor de 700,00 por mês. Pois bem. O autor não cuidou de produzir prova no sentido de que era exigido pela reclamada, como condição da contratação, que o empregado possuísse veículo próprio para desempenho de suas atribuições, fato que foi negado pela defesa. Também restou afastada, pelo teor do depoimento pessoal do autor, a alegação inicial de existência de um contrato, ainda que verbal, de aluguel do veículo. O próprio reclamante afirmou que não foi acordado o pagamento de qualquer valor pela utilização do automóvel. No entanto, o fato que não foi negado pela defesa é o de que o reclamante efetivamente utilizava de veículo próprio para execução das tarefas afetas ao contrato de trabalho e para atender as necessidades de serviço da empresa. Ora, na condição de Supervisor Técnico e com a função de acompanhar as instalações de ponto de TV a cabo, carregando as ferramentas e equipamentos necessários para o desempenho destas tarefas, a utilização de veículo próprio não se dava por opção do empregado ou para o seu próprio deleite, mas como Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

verdadeira ferramenta de trabalho. Com efeito, ao empregador cumpre os riscos do negócio (CLT, art. 2.º) e, por conseqüência, a ele cabe o fornecimento de todos os bens necessários à execução de sua atividade empresarial. Ao empregado cumpre prestar o labor para que foi contratado. Transferir-lhe o ônus financeiro pelos gastos decorrentes dos bens utilizados na realização desse serviço é exonerar o empregador de suas responsabilidades essenciais, reduzindo ilegalmente o salário obreiro. E se a reclamada, para atender as necessidades do empreendimento, precisava utilizar-se de veículo, deveria ter uma frota própria ou ter feito contrato de locação de veículo com pessoa jurídica que desenvolvesse tal objetivo social. E aqui peço vênia para transcrever a seguinte ementa do v. acórdão da lavra da Exmª. Juíza Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi: PRESTADORAS DE SERVIÇO DE INSTALAÇÃO DE LINHAS TELEFÔNICAS – ALUGUEL DO VEÍCULO DO EMPREGADO – VERBA DE NATUREZA SALARIAL – A prática forense tem demonstrado que a maioria das empresas que se utilizam de instaladores de linhas telefônicas exigem que o empregado tenha carro e, paralelamente ao contrato de trabalho, encetam um contrato de aluguel de veículo. Com isso, essas empresas evitam os problemas inerentes a administrar uma frota própria, à contratação do seguro respectivo, enfim, todas as situações que a aquisição de veículos normalmente acarreta. E, nesta confortável situação, dividem com o empregado o risco e ônus do negócio, cujo lucro, contudo, não é compartilhado. Neste passo, não é justo e nem jurídico que essas empresas obriguem os empregados à utilização de seu próprio veículo, "para" a prestação de serviços, sem qualquer benefício ao trabalhador. Portanto, deve ser reconhecida a natureza salarial da verba. (TRT 17ª R. – RO 9760085.2010.5.17.0191 – Relª Desª Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi – DJe 23.08.2012 – p. 170) Sendo assim, em razão da revelia a aplicada à Primeira Ré e, por falta de contestação específica por parte da Segunda Reclamada, acolho os valores apontados pelo autor em sua inicial: R$87,00 por dia de trabalho a título de aluguel do veículo e R$700,00 por mês para ressarcir as despesas com combustível e manutenção do automóvel. Dou provimento para reformar a sentença e deferir os pedidos “a” e “b” da petição inicial. 2.2.2 RESPONSABILIDADE DAS RECLAMADAS O autor alegou, na sua inicial, que durante todo o contrato de trabalho prestou serviços em prol da Segunda Ré. Junto com a contestação vieram aos autos o contrato celebrado entre as reclamadas no qual consta, como objeto da avença, o seguinte: “O objeto do presente contrato é a prestação pelo parceiro de (i) serviços de representação comercial promovendo e intermediando a venda de assinaturas da Via Embratel, (ii) instalação, distribuição e retirada de equipamentos Via Embratel e (iii) serviços de assistência técnica aos assinantes Via Embratel” (fls. 50). Por falta de contestação específica, tem-se por incontroverso que as tarefas do reclamante, na qualidade de Supervisor Técnico, estavam relacionadas às instalação de pontos de TV a cabo e assistência técnica de produtos da Segunda Reclamada, ou seja, tarefa diretamente afetas ao objeto do contrato celebrado entre as empresas. A situação é a típica versada na Súmula 331 do TST, suficiente a fazer emergir a responsabilidade subsidiária do beneficiário final do trabalho desenvolvido pelo reclamante. Assim, a teor do que dispõe o item IV da Súmula 331 do C. TST, que estabelece a responsabilidade da tomadora de serviços com a

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empresa intermediadora da mão-de-obra, entendo que o tomador de serviços responde subsidiariamente pelos débitos trabalhistas do empregador. Tendo a tomadora dos serviços agido com culpa in eligendo e in vigilando, responde pela falta de idoneidade da prestadora de serviços, já que, mais do que realizar a escolha da empresa devidamente, tinha a segunda reclamada o dever de manter constante vigilância quanto ao cumprimento das obrigações trabalhistas em relação ao reclamante que prestou seus serviços diretamente à empresa tomadora. In casu, evidenciando-se haveres trabalhistas do reclamante não pagos pela 1.ª ré, configurada está a culpa da 2.ª demandada, de cunho objetivo. Nem se diga que somente a 1.ª reclamada é responsável pelas obrigações contratuais. Cumpre asseverar que a responsabilidade subsidiária nada mais é que uma garantia a mais aos empregados que já prestaram seus serviços, no caso de eventual inadimplemento por parte da prestadora, ou seja, serão executados todos os bens da 1.ª ré para, depois, persistindo a inadimplência, executar a tomadora dos serviços, não havendo que se falar, então, em necessidade de se comprovar, imediatamente, eventual situação de insolvência, para poder-se condenar o tomador no cumprimento subsidiário das obrigações impostas em sentença, posto que a subsidiariedade não tem por escopo onerar despropositada e irresponsavelmente o condenado subsidiário. Não é plausível que após utilizar-se do trabalho do trabalhador a tomadora dos serviços lave as suas mãos, deixando o trabalhador entregue a sua própria sorte junto à empresa prestadora, como in casu, menosprezando todos os postulados jurídicos de proteção ao empregado. Dessa forma, uma vez que a empregadora torne-se inadimplente em relação às verbas devidas ao empregado, em razão do contrato de trabalho, o tomador dos serviços responde subsidiariamente pelo pagamento de toda a condenação que for imposta. Indiscutível, portanto, a responsabilidade subsidiária da recorrente, inexistindo violação do art. 5º, II e LIV, da Constituição da República. Dou provimento para condenar, de forma subsidiária, a Segunda Reclamada ao pagamento de toda a condenação que foi imposta à Primeira Ré. 2.2.3 HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS (não há assistência sindical) A Primeira Turma decidiu, por maioria, vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais, negar provimento ao apelo, nos termos do voto da Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio, que assim dispõe: Neste procedimento especializado, não se aplica o disposto no artigo 20 do CPC, eis que o Processo do Trabalho tem norma de regência própria. Logo, se a parte não preenche os requisitos exigidos na Lei 5.584/70, impossível o deferimento do pedido. Destaco ainda que o artigo 133 da Constituição Federal de 1988, bem como a Lei 8.906/94 não revogou o jus postulandi das partes. Por isso, continuam em vigor os arts. 791 e 839 da CLT. Desse modo, prevalece o entendimento consubstanciado no item I, da Súmula 219 do C. TST. Em razão disso, nego provimento ao recurso do Reclamante.” Custas de R$400,00 pelas reclamadas, calculadas sobre R$20.000,00 valor atribuído à condenação. 3. CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região, superada a questão relativa ao preparo pelo julgamento do agravo de instrumento conforme consta Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

na certidão de fls. 117 e preenchidos os demais pressupostos de admissibilidade, por unanimidade, conhecer do recurso ordinário e, no mérito, por maioria, dar-lhe parcial provimento para reformar a sentença e deferir os pedidos “a” e “b” da petição inicial; condenar, de forma subsidiária, a Segunda Reclamada ao pagamento de toda a condenação que foi imposta à Primeira Ré. Custas de R$400,00 pelas reclamadas, calculadas sobre R$20.000,00 valor atribuído à condenação. Vencidos, no tocante ao aluguel de veículo, despesas com combustível e manutenção do veículo, o Desembargador José Luiz Serafini; quanto aos honorários advocatícios, o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente), Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Procurador do Trabalho: Dr. João Hilário Valentim. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator

Acórdão
Processo Nº RO-24000-42.2013.5.17.0121
Processo Nº RO-24000/2013-121-17-00.3

Recorrente Advogado Recorrido Plurima Réu Plurima Réu

JOAQUIM ARTUR DUARTE BRANCO Rosilene Teixeira(OAB: 009352 ES) ARUS FUNDACAO ARACRUZ DE SEGURIDADE SOCIAL FIBRIA CELULOSE S/A FUNDACAO SEN JOSE ERMIRIO DE MORAES

ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0024000-42.2013.5.17.0121 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: JOAQUIM ARTUR DUARTE BRANCO Recorridos: ARUS FUNDACAO ARACRUZ DE SEGURIDADE SOCIAL FIBRIA CELULOSE S/A FUNDACAO SEN JOSE ERMIRIO DE MORAES Origem: VARA DO TRABALHO DE ARACRUZ - ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que cabe à Justiça Comum julgar processos decorrentes de contrato de previdência complementar privada. A decisão ocorreu nos Recursos Extraordinários (REs) 586453 e 583050. Como relatora do RE 586453, a ministra Ellen Gracie, entendeu que a competência para apreciar a matéria é da Justiça Comum em razão da inexistência de relação trabalhista entre o beneficiário e a entidade fechada de previdência complementar. A decisão do STF, ao modular os efeitos da repercussão geral declarada, limitou a permanência das ações ajuizadas que versem sobre complementação nessa Justiça do Trabalho àquelas que possuam decisão de mérito até 20/02/2013. Assim, proposta a ação após esta data e, obviamente, havendo prolação de sentença em data ainda posterior, a competência para julgar a demanda é da Justiça Comum. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO

1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira, 23 de Setembro de 2013

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Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante, contra a sentença de fls. 72-72v, complementada pela decisão de embargos de declaração de fls. 77-77v, que declarou a incompetência absoluta da Justiça do Trabalho para julgar a presente ação, ajuizada em face de entidade de previdência privada, e determinou a remessa dos autos à Justiça Comum. Razões recursais do reclamante às fls. 79-83, pugnando seja afastada a declaração de incompetência, determinando-se o prosseguimento da instrução processual e novo julgamento do feito pela Origem ou diretamente por esta E. Corte. Conforme certidão de fls. 97, decorreu o prazo legal sem que as reclamadas apresentassem contrarrazões ao apelo autoral. É o relatório. FUNDAMENTAÇÃO 2.1.CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário interposto pelo reclamante, pois presentes os pressupostos legais de admissibilidade. Ressalte-se que foi concedido ao autor o benefício da assistência judiciária gratuita, dispensando-o do recolhimento das custas processuais, fixadas em R$100,00. 2.2. INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. Insurge-se o reclamante contra a sentença que declarou a incompetência absoluta da Justiça do Trabalho para julgar a presente ação, ajuizada em face de entidade de previdência privada, e determinou a remessa dos autos à Justiça Comum. Sem razão, entretanto. A presente ação trata tão somente de questões relacionadas às regras aplicadas pelo plano de previdência privada do autor, tais como, os valores percentuais das contribuições dos empregados/empregadores e a recomposição da reserva matemática do fundo. Trata-se, portanto, de questões decorrentes do contrato de previdência complementar privada. Em recente julgamento, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que cabe à Justiça Comum julgar processos decorrentes de contrato de previdência complementar privada. A decisão ocorreu nos Recursos Extraordinários (REs) 586453 e 583050. Como relatora do RE 586453, a ex-ministra Ellen Gracie, entendeu que a competência para apreciar a matéria não seria desta Justiça especializada, em razão da inexistência de relação trabalhista entre o beneficiário e a entidade fechada de previdência complementar. Entretanto, nesse mesmo julgamento, o STF modulou os efeitos da decisão para que os processos com sentença de mérito proferida até 20 de fevereiro de 2013 permaneçam na Justiça do Trabalho, o que não é o caso dos presentes autos cuja ação foi proposta em 06 de março de 2013 e a decisão, ora recorrida, foi prolatada em 14 de março de 2013. Sendo assim, entendo tal como o Juízo de origem e mantenho a declaração de incompetência da Justiça do Trabalho para julgar a presente ação. Nego provimento. CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região, por unanimidade, conhecer do recurso ordinário interposto pelo reclamante e, no mérito, negar-lhe provimento. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente), Desembargador Gerson Fernando Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Procurador do Trabalho: Dr. João Hilário Valentim Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator

Acórdão
Processo Nº RO-24500-27.2011.5.17.0009
Processo Nº RO-24500/2011-009-17-00.2

Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Réu Advogado

CARLOS SOARES GONCALVES Analton Loxe Júnior(OAB: 013761 ES) FADEL TRANSPORTES E LOGISTICA LTDA Elias Melotti Junior(OAB: 008692 ES) COMPANHIA DE BEBIDAS DAS AMERICAS - AMBEV RAFAEL SGANZERLA DURAND(OAB: 015112 ES)

ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0024500-27.2011.5.17.0009 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: CARLOS SOARES GONCALVES Recorridos: FADEL TRANSPORTES E LOGISTICA LTDA COMPANHIA DE BEBIDAS DAS AMERICAS - AMBEV Origem: 9ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA - ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA HORAS EXTRAS. DIFERENÇAS. ÔNUS DA PROVA. Se existem diferenças de horas extras a serem quitadas, é do autor o ônus de prová-las, por se tratar de fato constitutivo de seu direito (inciso I do art. 333 do CPC c/c art. 818 da CLT). HONORÁRIOS PERICIAIS. ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA. A assistência judiciária gratuita ou a gratuidade de justiça não alcançam os honorários periciais, uma vez que tais benefícios somente abrangem despesas e taxas judiciais devidas ao Estado. Não obstante, comprovada a hipossuficiência econômico -financeira, pode-se autorizar o recebimento dos honorários periciais diretamente deste Regional, nos termos do Provimento TRT.17.ª SECOR 03/2007. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO O reclamante interpõe recurso ordinário em face da r. sentença de fls. 528/533, complementada pela r. decisão de embargos declaratórios de fl. 549, da MM. 9ª Vara do Trabalho de Vitória-ES, a qual julgou procedentes em parte os pedidos e condenou a 1ª reclamada, e a 2ª subsidiariamente, ao pagamento das parcelas deferidas ao reclamante. Razões do recurso às fls. 538/542, pleiteando a reforma da r. sentença quanto à integração do salário in natura na remuneração, quanto às horas extras, quanto ao dano moral, quanto aos honorários advocatícios contratuais e sucumbenciais, quanto aos descontos fiscais e previdenciários e ainda quanto à Justiça gratuita/honorários periciais. Contrarrazões da 1ª reclamada às fls. 553/557-vº, pela manutenção da r. sentença. Devidamente intimada à fl. 552, a 2ª reclamada não apresentou contrarrazões ao recurso. FUNDAMENTAÇÃO 2.1. CONHECIMENTO Conheço apenas parcialmente do recurso, não o conhecendo

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quanto aos descontos fiscais e previdenciários, por ausência de interesse, e quanto aos honorários advocatícios contratuais, por preclusão. Quanto aos descontos fiscais e previdenciários, a reclamante pretende que estes se processem nos termos da Súmula 368 do C. TST. No entanto, tal pleito já foi deferido pelo Juízo primevo, senão vejamos. Em relação aos descontos previdenciários, foi determinado que o reclamante deve apenas arcar com o valor principal de sua cotaparte, ficando os encargos decorrentes da mora patronal a cargo da reclamada. Ou seja, o Juízo de origem determinou o que preceitua o item III da Súmula nº 368 do C. TST. Em relação aos descontos fiscais, foi determinado que a reclamada deve arcar integralmente com os acréscimos legais moratórios. Já a Súmula 368, II, do C. TST faz expressa menção ao art. 46 da Lei nº 8.541/92 e ainda ao Prov. 03/2005 da CGJT, onde consta que deverá haver a retenção do imposto devido pela pessoa física ou jurídica obrigada ao pagamento (leia-se pagamento de verba trabalhista) e não que esta seja obrigada ao pagamento do imposto devido pelo beneficiário em decorrência do pagamento de tal verba trabalhista. Ou seja, se fosse observada a Súmula 368 do C. TST, como pretende o autor em seu recurso, haveria reformatio in pejus, pois o reclamante ficaria em pior situação do que a anterior, o que é vedado pelo ordenamento jurídico. Quanto aos honorários advocatícios contratuais, não houve apreciação pelo Juízo de origem no particular e o reclamante não opôs embargos declaratórios visando sanar a omissão, pelo que se operou a preclusão sobre a matéria. Quanto ao mais, conheço do recurso ordinário interposto pelo reclamante, porque próprio e tempestivo, atendendo aos pressupostos de admissibilidade. 2.2. MÉRITO 2.2.1. Integração do Salário In Natura na Remuneração O Juízo a quo determinou – no período em que o reclamante era Ajudante de Cargas e respeitada a prescrição reconhecida na sentença – a integração do pagamento das recargas em latinhas de cerveja na remuneração no período de 28/06/2006 a 10/06/2006, com repercussão no repouso semanal remunerado, nas gratificações natalinas, nas férias mais 1/3, nas horas extras, no FGTS e na indenização compensatória de 40%. Determinou ainda que deverá ser considerado o valor de R$ 5,00 por cada caixa de cerveja, sendo duas caixas de cerveja por cada recarga e seis recargas por semana. O reclamante se insurge, alegando, em suma, que o pleito de integração das parcelas de natureza salarial (salário in natura por recebimento de valores em cerveja), denominado recarga, foi declarado improcedente pelo Juízo a quo, mas que, de acordo com o art. 458 da CLT, o salário in natura deve integrar a remuneração para todos os efeitos legais. Alega ainda que tal verba foi paga durante todo o vínculo de trabalho e não apenas quando realizava a primeira função. Sem razão. Ab initio, cumpre ressaltar que, diferentemente do que alegado pelo autor, o Juízo de origem não indeferiu o pleito de integração do salário in natura à remuneração, mas, no entanto, deferiu-o apenas no período de 28/06/2006 a 10/06/2006. Já no que tange ao pagamento do salário in natura por todo o período do vínculo de trabalho, também não assiste razão ao reclamante, pois o próprio reclamante, na inicial (fl. 3), somente se refere a pagamento em cerveja no período em que fazia a recarga, qual seja, entre 09/06/2005 e 10/06/2006, esta última data quando sofreu acidente de trabalho, sendo certo que, quando retornou ao Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

trabalho, já não mais exerceu a função de recarga. E o pagamento de salário in natura apenas na função de recarga foi corroborado pela prova emprestada (proc. 0010954.2011.5.17.0003), em que o reclamante daqueles autos (fl. 523) também menciona que as caixas de cerveja em utilizadas como parte do pagamento quando havia recarga, o mesmo ocorrendo com a testemunha de fl. 524. Portanto, nego provimento. 2.2.2. Horas Extras O Juízo de origem, considerando que a reclamada apresentou recibos onde consta o pagamento de horas extras – inclusive no período em que a 1ª reclamada alega que não havia controle de jornada – e o reclamante não apontou as diferenças que entende devidas, julgou improcedente o pleito de pagamento de diferenças de horas extras. O reclamante recorre, alegando, em síntese, que a prova testemunhal indica que os valores não foram adimplidos, refutando por completo o controle de ponto. Assim, entende que o magistrado deveria ter deferido os valores devidos e determinado a compensação daqueles já pagos, mas não o indeferimento do pleito autoral. Por fim, ressalta que não há valores a serem compensados, ante a impugnação específica dos contracheques e do TRCT. Sem razão. Como afirmado pelo Juízo a quo, a reclamada apresentou recibos onde consta o pagamento de horas extras – inclusive no período em que a 1ª reclamada alega que não havia controle de jornada – e o reclamante não apontou as diferenças que entende devidas. Ora, se existem horas extras não pagas, deveria o reclamante ter apresentado o respectivo demonstrativo, o que não fez, aquiescendo com os argumentos da defesa quanto à inexistência de labor em sobrejornada não pago. Ressalte-se que, diferentemente do que alegado pelo autor, não houve impugnação específica aos contracheques e ao TRCT, como se pode verificar às fls. 406/408. Aliás, não houve qualquer menção aos contracheques e ao TRCT na impugnação à defesa. Assim, se há diferenças a serem apuradas, não bastam simples alegações, mas necessária seria a apresentação de demonstrativo de diferença, senão detalhado, ao menos capaz de apontar a existência de horário extraordinário e horário noturno não remunerados, cabendo este ônus ao reclamante, nos termos do art. 333, I, do CPC e do art. 818, da CLT, do qual não se desincumbiu. Portanto, nego provimento. 2.2.3. Dano Moral Pretende o reclamante a reforma do julgado quanto ao dano moral, alegando que quitou os valores do débito com a empresa relativo ao plano de saúde e que a empresa sequer comprovou o inadimplemento, ônus que lhe pertencia. Além disso, alega que sequer lhe foi dada ciência de que deveria arcar com os valores devidos em virtude do seu afastamento da empresa por motivo de saúde. Sem razão. Como afirmado pelo Juízo de origem, a reclamada agiu em conformidade com o que disposto nas normas coletivas, sem qualquer abusividade ou ilicitude em sua conduta a autorizar a indenização por danos morais. E, por plenamente esclarecedora e por medida de economia processual, peço vênia para transcrever o entendimento do Juízo primevo, in verbis: Alega o reclamante que, ao retornar pela terceira vez ao trabalho, recebeu a notícia do cancelamento de seu plano de saúde, o que lhe impediu de dar a continuidade ao tratamento de saúde que necessitava. Postula indenização por danos morais em razão do cancelamento do plano de saúde.

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A Ré empregadora alega que o plano de saúde foi cancelado em virtude da cláusula 17ª da CCT 2008/2009, que prevê a perda do benefício pelo empregado afastado e que deixa de pagar a parcela do plano de saúde por mais de três meses. A referida cláusula prevê, ainda, que no caso de afastamento do empregado em gozo de benefício previdenciário, o empregador continuará a pagar a parcela que lhe cabe, sendo que a parcela de responsabilidade do empregado deverá por este ser paga na sede da empresa, impreterivelmente, até o 5ª dia útil de cada mês, sob pena de perda do benefício. Portanto, a Ré empregadora agiu em conformidade ao disposto nas normas coletivas, sem qualquer ilicitude ou abusividade em sua conduta a autorizar a indenização por danos morais. O cancelamento adveio do inadimplemento do próprio reclamante. Improcedente. (g.n.) Ressalto que não tem qualquer pertinência a alegação autoral de que sequer lhe foi dada ciência de que deveria arcar com os valores devidos em virtude do seu afastamento da empresa por motivo de saúde. É que, conforme consta do Parágrafo Oitavo da Cláusula Décima Sétima da CCT 2008/2009 (fls. 312/313), o pagamento da cota-parte do empregado é de sua responsabilidade e não mais será descontada em seu contracheque, o que se pode constatar dos contracheques colacionados aos autos. Assim, se o reclamante tinha de pagar sua cota-parte na empresa quando estava trabalhando, não há justificativa plausível para que assim não o fizesse quando estava afastado. Nem há qualquer justificativa para que, no afastamento, seja suspenso o pagamento do plano de saúde. Nesse sentido é o que preceitua o Parágrafo Nono da supracitada Cláusula Décima Sétima. Por fim, cumpre ainda ressaltar que a comprovação do pagamento do plano de saúde é ônus do reclamante, pois não se pode exigir que a reclamada faça prova de fato negativo. Aquele que paga deve exigir a quitação regular (art. 319 do código civil), tendo o ônus de comprovar o pagamento mediante termo de quitação, nos termos art. 320 do CC. Assim, não há falar em dano moral, pois a empresa agiu de acordo com o que previsto na norma coletiva. Portanto, nego provimento. 2.2.4. Honorários Advocatícios Sucumbenciais A Primeira Turma decidiu, por maioria, vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais, negar provimento ao apelo, nos termos do voto da Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio, que assim dispõe: Neste procedimento especializado, não se aplica o disposto no artigo 20 do CPC, eis que o Processo do Trabalho tem norma de regência própria. Logo, se a parte não preenche os requisitos exigidos na Lei 5.584/70, impossível o deferimento do pedido. Destaco ainda que o artigo 133 da Constituição Federal de 1988, bem como a Lei 8.906/94 não revogou o jus postulandi das partes. Por isso, continuam em vigor os arts. 791 e 839 da CLT. Desse modo, prevalece o entendimento consubstanciado no item I, da Súmula 219 do C. TST. Em razão disso, nego provimento ao recurso do Reclamante.” 2.2.5. Justiça Gratuita – Honorários Periciais Em primeiro lugar, ressalte-se que o benefício da Justiça gratuita, considerada em sentido estrito, compreende apenas a isenção das custas, nos termos do art. 790-A da CLT, e não a assistência judiciária gratuita, instituto mais amplo e que inclui também a isenção das demais despesas processuais, sendo a segunda o gênero e a primeira a espécie. Assim, apesar de o reclamante ter pleiteado na inicial a assistência Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

judiciária gratuita, que foi o que Juízo a quo indeferiu, pleiteou a reforma apenas para que seja deferida a Justiça Gratuita. Ora, a assistência judiciária gratuita aos que não têm recursos suficientes para demandar sem prejuízo do próprio sustento ou do de sua família constitui direito fundamental, de aplicação imediata, ex vi da Constituição Federal (art. 5.º, inc. LXXIV e § 1.º). Se a insuficiência de recursos foi demonstrada, o patrocínio da causa por advogado particular, por si só, não tem o condão de afastar essa garantia, sob pena de violação do texto constitucional. É importante destacar que a Orientação Jurisprudencial n.° 304 do C. TST reza que “para a concessão da assistência judiciária, basta a simples afirmação de hipossuficiência do declarante ou de seu advogado, na petição inicial, para se considerar configurada a sua situação econômica (art. 4º, § 1º, da Lei n.º 7.510/86, que deu nova redação à Lei n.º 1.060/50)”. E não poderia ser diferente, tendo em vista que o art. 1º da Lei n.º 7.115/83 dispõe que se presume verdadeira, até que se prove o contrário, a declaração de pobreza. Ressalto que o reclamante não está assistido pelo Sindicato de sua Categoria, mas declarou não ter condições de arcar com as despesas do processo, sem prejuízo do próprio sustento e do de sua família (fl. 9). Assim, se são cabíveis os benefícios da assistência judiciária gratuita, cabíveis também os benefícios da Justiça gratuita, já que, como acima mencionado, o primeiro instituto é mais abrangente que o segundo. Desse modo, defiro os benefícios da Justiça gratuita ao reclamante. E embora concedidos os benefícios da Justiça gratuita ao reclamante, considero que nem a assistência judiciária gratuita nem a gratuidade da Justiça alcançam os honorários periciais, uma vez que tal benefício somente abrange despesas e taxas judiciais devidas ao Estado (art. 3º da Lei n.º 1.060/50). Acrescente-se que a Justiça do Trabalho não conta com peritos próprios, socorrendo-se de profissionais particulares, terceiros estranhos ao processo, que não podem trabalhar sem receber a devida contraprestação, a ser paga pela parte sucumbente no objeto da perícia, de modo que o deferimento da Justiça gratuita não socorre o autor, nesse aspecto. De toda sorte, nos termos do Provimento TRT 17.ª SECOR 03/2007, que deu nova redação aos artigos 159, 160 e 161 do Prov. 01/2005, o pagamento dos honorários de perito será efetuado com os recursos vinculados ao custeio da assistência judiciária aos necessitados, quando houver sucumbência do beneficiário de justiça gratuita na pretensão relativa ao objeto da perícia. No caso, a sentença condenou o reclamante ao pagamento dos honorários periciais de R$ 1.500,00, em razão da sucumbência, autorizando a dedução do valor depositado a título de honorários periciais prévios (R$ 300,00, fl. 416), o que perfaz um valor complementar de R$ 1.200,00; mas em face da hipossuficiência do reclamante, reduzo o valor dos honorários periciais complementares para R$ 800,00 (oitocentos reais) e determino que o pagamento seja feito com recursos existentes no Orçamento da União, destinados aos beneficiários de assistência judiciária, autorizando o perito a receber a importância diretamente do Tribunal, nos termos dos artigos 158 a 162 do Provimento TRT.17.ª.SECOR.N.º 01/2005. Portanto, dou provimento, nos termos da fundamentação supra. Mantido o valor da condenação e das custas. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região, por unanimidade, conhecer parcialmente do recurso ordinário, não o conhecendo quanto aos descontos fiscais e previdenciários, por ausência de interesse, e quanto aos honorários advocatícios contratuais, por preclusão e, no

no tocante aos honorários advocatícios sucumbenciais. sentença às fls 401v determina a liquidação por cálculos.º 01/2005. em conformidade ao permissivo disposto no artigo 538. a embargante não aponta qualquer vício apto a ensejar a utilização da via processual escolhida. sobre o valor da condenação. do CPC. MULTA PELA REINCIDÊNCIA PROTELATÓRIA. ao opor os presentes embargos de maneira infundada em relação às suas hipóteses de cabimento. DOU 14. Somente retarda a marcha processual.17.TRT 17ª.ª. 23 de Setembro de 2013 34 mérito. diante da reincidência dos embargos de indubitável caráter protelatório. FUNDAMENTAÇÃO 2. com efeitos a partir de sessenta dias após a data de sua publicação). fica condicionada a interposição de qualquer outro recurso ao depósito do valor respectivo.5. ou seja. em conformidade ao permissivo disposto no artigo 538. 594/596). a par de lhes negar provimento. não consta erro material no valor da condenação.1 Embargante Advogado Embargado Advogado Plurima Réu Advogado MR. sobre o valor da condenação.950.1994. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). segunda parte. Os embargos de declaração interrompem o prazo para a interposição de outros recursos. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-26800-28.17.2007.SECOR. 2. por qualquer das partes.17. O que se nota é o mero inconformismo da parte embargante. (g.1994. COM INFORMATICA LTDA . conhecer dos embargos declaratórios e. do CPC Vistos. dar parcial provimento ao apelo do reclamante para deferir os benefícios da Justiça gratuita ao reclamante. destinados aos beneficiários de assistência judiciária. segunda parte. parágrafo único. por maioria.2012. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). negar-lhes provimento. em conformidade ao permissivo disposto no artigo 538. 578v.EPP Embargados: O V. (Redação dada ao caput pela Lei nº 8. Por todo o exposto.00 (oitocentos reais) e determinar que o pagamento seja feito com recursos existentes no Orçamento da União. segunda parte. Comina-se à embargante multa de 10% (dez por cento).N. opostos pela reclamada.2012.5.EPP Rafael Libardi Comarela(OAB: 011323 ES) CARLOS ALBERTO PINTO Cristovão Colombo de Paiva Pinheiro Sobrinho(OAB: 008964 ES) NET SERVICOS DE COMUNICACAO S/A Stephan Eduard Schneebeli(OAB: 004097 ES) ACÓRDÃO . por unanimidade. Mantido o valor da condenação e das custas.2.0026800-28. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. Parágrafo único. Diante da reincidência dos embargos de indubitável caráter protelatório. COM INFORMATICA LTDA .CARLOS ALBERTO PINTO NET SERVICOS DE COMUNICACAO S/A Origem: 8ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Procurador do Trabalho: Dr. sobre o valor da condenação. 538. condenará o embargante a pagar ao embargado multa não excedente de um por cento sobre o valor da causa. 591/592 . Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. reduzir o valor dos honorários periciais complementares para R$ 800. a par de lhes negar provimento. mesmo porque a r. REGIÃO . a multa é elevada a até dez por cento. quanto à justiça gratuita. Observe-se: Art. Como bem elucidado nas decisões dos embargos de fs. MÉRITO Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 A embargante interpõe pela quarta vez os embargos declaratórios aduzindo que não houve o enfrentamento da matéria suscitada nos embargos anteriores. João Hilário Valentim. Conforme acima exposto. Sustenta que há necessidade de correção do valor dado à condenação. Sem razão. bem como o intuito de protelar o feito. 3. Procurador do Trabalho: Dr.n). nos termos dos artigos 158 a 162 do Provimento TRT. ACÓRDÃO DE FLS. de 13. autorizando o perito a receber a importância diretamente do Tribunal. comino à embargante multa de 10% (dez por cento). João Hilário Valentim. Na reiteração de embargos protelatórios. declarando que o são. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais. ficando condicionada a interposição de qualquer outro recurso ao depósito do valor respectivo. cominar à embargante multa de 10% (dez por cento).0008 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: MR.1.0 Recorrente Advogado Recorrido SIND TRAB IND C CIVIL M E P PAVIMENTACAO E TERRAPLANAGE Rafael de Anchieta Piza Pimentel(OAB: 008890 ES) PARANASA ENGENHARIA E COMERCIO S/A . sendo partes as acima citadas.12. considerando os títulos deferidos ao reclamante e nem há falar em valor líquido.17. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-27000-17. no mérito. a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. RELATÓRIO Trata-se do 4º embargos declaratórios (fls. parágrafo único. sob o argumento de omissão.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DA RECLAMADA. Conhecidos e não providos. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. CONHECIMENTO Conheço dos embargos de declaração. porque presentes os pressupostos legais de admissibilidade.TRT 17ª Região . natureza estranha à via recursal utilizada.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Vencidos.5. pois os valores serão apurados em liquidação na fase de execução. parágrafo único. Quando manifestamente protelatórios os embargos. do CPC.12.0006 Processo Nº RO-27000/2007-006-17-00.0008 Processo Nº ED-26800/2012-008-17-00. o juiz ou o tribunal.

2. NÃO FORNECIMENTO DE EPI’S ADEQUADOS A sentença de origem. Ademais. condenou a ré ao pagamento de adicional de insalubridade. AGENTE FÍSICO CALOR. 195 da CLT e Anexo 7 da NR 15 da Portaria Nº 3214/78 do MTE). ante a exposição ao agente químico poeira minerais. RELATÓRIO Trata-se de recursos ordinários interpostos pelo Sindicato autor e pela primeira reclamada. inverto a ordem de julgamento dos recursos e passo a análise do apelo patronal em primeiro lugar. ainda.º 173 da SBDI-1 do TST.A. MÉRITO DO RECURSO ORDINÁRIO DA PRIMEIRA RECLAMADA 2. Requer. a parte dos substituídos relacionados às fls. assim. pois presentes os pressupostos de admissibilidade. A primeira reclamada recorre desta decisão.VALE S.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. aquele que exerce atividade exposto ao calor acima dos limites de tolerância. com redação recentemente alterada.09. (redação alterada na sessão do Tribunal Pleno realizada em 14.2012 I – Ausente previsão legal. No entanto.CONHECIMENTO Conheço dos recursos ordinários interpostos pelo Sindicato autor e pela primeira reclamada . inclusive em ambiente externo com carga solar. Contrarrazões do Sindicato às fls.às fls. Razões recursais do Sindicato às fls. Tendo em vista a existência de matéria prejudicial no recurso da primeira reclamada.PARANASA ENGENHARIA E COMERCIO S/A. cabe destacar os termos da Orientação Jurisprudencial n. Comprovantes de recolhimento do depósito recursal e das custas processuais às fls. que a eventual exposição ao calor proveniente do sol não é fonte caracterizadora de insalubridade e que não havia fonte artificial de calor radiante no local de trabalho dos substituídos. aos substituídos que exerciam a função de pedreiros. em grau médio. mas sim das medições de IBUTG realizadas no local do trabalho. 26 e 27. tendo em vista a ausência de previsão legal (Anexo 7 da NR 15). por sujeição à radiação solar (art. 1260-1262v. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. condenou a primeira reclamada ao pagamento de adicional de insalubridade. EXPOSIÇÃO AO SOL E AO CALOR.17. nas condições previstas no Anexo 3 da NR 15. 23 de Setembro de 2013 35 Plurima Autor Advogado Plurima Réu Plurima Réu Advogado PARANASA ENGENHARIA E COMERCIO S/A Elisabete Maria Ravani Gaspar(OAB: 006523 ES) SIND TRAB IND C CIVIL M E P PAVIMENTACAO E TERRAPLANAGE VALE S. . em grau máximo. indevido o adicional de insalubridade ao trabalhador em atividade a céu aberto. onde requer a reforma da sentença no que concerne ao adicional de insalubridade. EXPOSIÇÃO À LUZ SOLAR. e ainda realizava a fiscalização do uso dos mesmos. naturalmente. nos termos da supracitada OJ. no que concerne à exposição a poeiras minerais. AGENTE QUÍMICO POEIRA. 1289-1292v. sentença quanto às seguintes matérias: base de cálculo do adicional de insalubridade. 1285-1285v respectivamente. da NR 15 do MTE. 07/08. A insalubridade constatada não decorre de mera exposição à radiação solar.A. pugnando pela reforma da r.5. FUNDAMENTAÇÃO 2. complementado às fls. ante a exposição ao agente físico calor. Vejamos. sendo partes as acima citadas. 1306v. Em virtude do contrato celebrado com a prestadora de serviços.PARANASA ENGENHARIA E COMERCIO S/A . com fulcro no laudo pericial constante dos autos (fls. advindo tal responsabilidade das culpas in eligendo e in vigilando. que não há falar em insalubridade decorrente de radiações não ionizantes. em face da sentença de fls. AGENTE FÍSICO CALOR. .09.0006 RECURSO ORDINÁRIO Recorrentes: SIND TRAB IND C CIVIL M E P PAVIMENTACAO E TERRAPLANAGE PARANASA ENGENHARIA E COMERCIO S/A Recorridos: PARANASA ENGENHARIA E COMERCIO S/A SIND TRAB IND C CIVIL M E P PAVIMENTACAO E TERRAPLANAGE VALE S.A.0027000-17. Inadimplente a empresa prestadora no que concerne às obrigações trabalhistas. Contrarrazões da segunda reclamada . ATIVIDADE A CÉU ABERTO. que possuíam CA. Vistos. conforme prevê o item II.2007. EXPOSIÇÃO À LUZ SOLAR. faz jus ao recebimento do adicional de insalubridade. o dever de fiscalizar o cumprimento das obrigações trabalhistas.às fls. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 É o relatório. a reforma da sentença de origem para que seja afastada a condenação ao pagamento do adicional de insalubridade. nos termos definidos no Anexo 3 da NR 15. 1279-1284v. exerce a tomadora poder diretivo sobre os serviços prestados. Razões recursais da primeira reclamada . SÚMULA 331. 186/2012.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. em atividades a céu aberto. nas condições previstas no Anexo 3 da NR 15 da Portaria Nº 3214/78 do MTE. o que pressupõe. 1265-1278. 12931297v. deve a tomadora de serviços responder por esse ônus. uma vez que o sol não possui enquadramento legal no Anexo 7. o que se revela suficiente para a constatação da insalubridade por exposição ao calor.2012) – Res. por sujeição à radiação solar. responsabilidade subsidiária e honorários advocatícios. Com efeito. 1245-1246). Inicialmente. Rodolfo Gomes Amadeo(OAB: 012493 ES) ACÓRDÃO .1. Origem: 6ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . inclusive quando o labor se dá em ambiente externo com carga solar. a primeira reclamada não apresentou contrarrazões. que julgou parcialmente procedentes os pedidos iniciais. já que é quem diretamente se beneficia da força de trabalho despendida pelos obreiros. sustenta a recorrente que a concentração do agente não ultrapassava o limite de tolerância e que fornecia os EPI’s necessários. de modo a ensejar o deferimento do adicional pretendido. DO TST. 987-1022. Sustenta.1. em suma. Afirma.TRT 17ª Região . é indevido o adicional de insalubridade em decorrência de exposição a raios solares. IV. in verbis: ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. Conforme certidão de fls. De outro giro. DEJT divulgado em 25. II – Tem direito ao adicional de insalubridade o trabalhador que exerce atividade exposto ao calor acima dos limites de tolerância.ADICIONAL DE INSALUBRIDADE.

O SALÁRIO MÍNIMO NÃO PODE SER USADO COMO INDEXADOR DE BASE DE CÁLCULO DE VANTAGEM DE SERVIDOR PÚBLICO OU DE EMPREGADO. E o fez sob o fundamento de cuidar de ação de repercussão geral. neste aspecto. indeferiu o pedido de responsabilidade subsidiária. Essa decisão. Concluiu-se pela presença de insalubridade. para estabelecer como base de cálculo do adicional de insalubridade o salário básico do empregado. Porém.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Contudo. 2. Considerando que a primeira reclamada não demonstrou o fornecimento do EPI adequado para proteção contra a sílica livre cristalizada. ato do Senado Federal para expungir o artigo da legislação em vigor. ao julgar o Recurso Extraordinário n. máscara PFF1. conforme avaliação laboratorial. Em vista disso. 7º. perito em seu laudo constam da documentação fornecida pela própria reclamada (fls. Conforme ressaltou o expert. para os policiais militares. o valor de dois salários mínimos. preferindo manter. dependendo do Legislativo Federal apenas o advento de nova lei fixando. descrita às fls. o STF negou o pedido dos recorrentes de aplicação da remuneração como base de cálculo. É por isso que. tomada com o cuidado de se tratar de ação com repercussão geral. 1003 e 1029-1031. Vejamos.º da CLT.3. 192 da CLT. o valor dos dois salários mínimos. 277300). dou provimento parcial para fixar o salário básico do empregado como base de cálculo do adicional de insalubridade. pela Constituição Federal. adotou posição definitiva acerca da matéria. da Constituição da República. qual seja. pelo que o adicional é devido. a Suprema Corte também deixou assentado que o fato de não haver uma lei fixando outra base de cálculo que não o salário mínimo não permitiria que o Judiciário a fixasse como sendo a remuneração. utilizando-se as equações que definem o denominado “Índice de Bulbo Úmido – Termômetro de Globo” (IBUTG) e com o emprego dos aparelhos discriminados na mencionada norma. Ressalte-se que os dados técnicos utilizados pelo d. Obras Civis e Automação de instalações. Ocorre que o Excelso Supremo Tribunal Federal. porque a CF/88. razão pela qual me parece perfeitamente possível dar o mesmo tratamento tanto a um como a outro caso.RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA O Juízo de origem. essa parte do dispositivo celetista deixa de existir no mundo jurídico. que tinha como objeto a execução dos serviços de Montagem.860/65. conforme aponta o laudo pericial (fl. decorrentes de levantamento realizado à época da execução da obra. com reajuste automático e pelos mesmos índices estabelecidos pelo Governo Federal. 7. não era possível realizar qualquer medição físico-química no local de labor. O Sindicato autor recorre desta decisão. Todavia. De início.BASE DE CÁLCULO DO ADICIONAL DE INSALUBRIDADE A sentença de origem fixou como base de cálculo do adicional de insalubridade o salário mínimo legal. no RE 565714. porém. 192 da CLT.º 565714. Portanto. conforme previsão do art. no art. nos termos definidos no Anexo 3 da NR 15. o que se revela suficiente para a constatação da insalubridade por exposição ao calor. 1009). o fornecimento de materiais e equipamentos descritos no próprio contrato. no caso específico da Lei nº 4. nego provimento ao apelo patronal. sob pena de afronta ao art. É que ambos os artigos cuidam de agentes agressivos à saúde do trabalhador. Portanto. O Sindicato autor pugna pela reforma da referida sentença. outra base de cálculo. entendendo que a segunda reclamada figura no contrato celebrado com a primeira na qualidade de dona da obra. de acordo com a metodologia adotada. Até o dia 30 de abril de 2008 este Relator sempre adotou os termos da antiga redação da Súmula 228 do C.2. até nova lei estadual. continua. MÉRITO DO RECURSO ORDINÁRIO DO SINDICATO AUTOR 2. a decisão de origem também deve ser mantida. Vejamos. além dos servidores públicos. tendo em vista que os valores apurados ultrapassavam o limite de tolerância apontado pela norma. que considerou constitucional norma de lei estadual que fixou como base de cálculo do adicional de insalubridade.860/65. considerando o interesse das categorias econômicas e profissionais. Tomo por modelo o que dispõem os artigos 193 da CLT e 14 da Lei n. mas apenas estatuiu que o adicional comporia a remuneração do trabalhador. de modo a ensejar o deferimento do adicional pretendido. de forma a não adotar uma decisão in pejus. TJSP. que restou lavrada nos seguintes termos: SÚMULA VINCULANTE 4 SALVO NOS CASOS PREVISTOS NA CONSTITUIÇÃO. Apurou-se na perícia que. caracterizada a insalubridade. nos termos do referido Anexo 3 da NR 15. cuja relatora foi a eminente Ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha. IV. Com a decisão do STF. 1023 e seguintes). a sentença não merece reforma neste aspecto. mas sim das medições de IBUTG realizadas no local do trabalho. a poeira respirável em suspensão encontrava-se além do limite de tolerância estabelecido no Anexo 12 da NR15. inciso XXIII da CRFB. de que exceto naqueles casos em que a própria Constituição havia excepcionado. 23 de Setembro de 2013 36 No presente caso. A expressão "vedada sua vinculação para qualquer fim" levou ao entendimento. mesmo julgando inconstitucional a norma estadual.3.º 4. buscou o recorrente obter da mais alta Corte a reforma do v. não podem os trabalhadores ficar desprovidos de um direito que lhes é assegurado na própria Constituição Federal. como autorizado no art. curvo-me à referida decisão. NEM SER SUBSTITUÍDO POR DECISÃO JUDICIAL. à insalubridade. não há cogitar na neutralização do agente insalubre. houve avaliação quantitativa da exposição ao calor. parte final. a norma legal refere-se. Com efeito. o art. Todavia. Logo. com reajustes aplicados pelo Estado de São Paulo. no qual antagonizaram Carlos Eduardo Junqueira e Governo do Estado de São Paulo. para a atividade de Pedreiro. sendo que. faço uso da analogia. no regime constitucional atual. 192 da CLT a mencionar o salário mínimo como base de cálculo do adicional de insalubridade. Em vista disso. bem como. inclusive. 8. que estabelecia a recepção do art. ou seja. a insalubridade constatada não decorre de mera exposição à radiação solar. deu ensejo a uma das primeiras súmulas vinculantes adotadas pelo Excelso Tribunal. tendo em vista tratar-se de obra já finalizada. vez por todas. TST.1. com base no art. frise-se que é incontroverso que a segunda reclamada firmou com a primeira ré contrato de prestação de serviços (fls. Desta forma. sendo desnecessário. sem Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 controvérsia. não estabeleceu base de cálculo sobre a remuneração. 7º. ainda. Por todo exposto. em nenhum outro caso poderia o legislador infraconstitucional utilizar o salário mínimo como indexador. para que seja estabelecida a remuneração como base de cálculo. no que se refere à base de cálculo do adicional de insalubridade. Acórdão proferido pelo E. No que concerne ao adicional de insalubridade decorrente da exposição a poeiras minerais. com a finalidade de substituir o sistema de adição e moagem de calcário calcítico/dolomítico (Cláusula primeira). . com fulcro na OJ 191 da SDI-1 do TST. entendeu o STF que o salário mínimo não poderia ser usado como base de cálculo.º. XXIII.

'Compêndio universitário'). ainda que indiretamente. avaliar o tempo transcorrido e as demais circunstâncias.. que certo é que as orientações jurisprudenciais não vinculam o julgador. ressalta Maurício Godinho. mesmo admitindo a boa-fé do dono da obra. Sobre o tema." (Manual . para poder-se condenar o tomador no cumprimento subsidiário das obrigações impostas em sentença.. deve responder subsidiariamente pelos débitos trabalhistas não adimplidos pela contratada. entendo que o tomador de serviços responde subsidiariamente pelos débitos trabalhistas do empregador. In casu. a respectiva liquidação. o que propicia. É esta a situação a ser protegida. que for diretamente beneficiada pela força de trabalho despendida pelos obreiros. dono da obra.. através de execução contra ele intentada. É o caso dos autos. in verbis: Excluir. condômino de unidade imobiliária. Não há qualquer dúvida quanto à sua responsabilidade pelas verbas trabalhistas não quitadas pelo empreiteiro. que dispõe: "Na aplicação da lei. Se a empresa contratada não adimplir todas as obrigações assumidas com os trabalhadores. ao menos indiretamente. naturalmente. o juiz atenderá aos fins sociais a que ela se dirige e às exigências do bem comum.. beneficia-se da força de trabalho despendida e se a obra realizada teve como objetivo o aumento da área produtiva. esporadicamente. atendendo. Em suma. eventual situação de insolvência. servindo. registrese.) A maior parte dos autores afasta a responsabilidade do proprietário (Russomano. firmou-se jurisprudência consistente em perceber a responsabilidade subsidiária do proprietário ou condômino em vista da inadimplência do construtor. A segunda hipótese é a do proprietário de imóvel que. proveniente da execução de contrato de construção de obra. simulações etc. FGTS. Nesse sentido. tinha a segunda reclamada o dever de manter constante vigilância quanto ao cumprimento das obrigações trabalhistas em relação aos reclamantes. situação típica versada na Súmula 331 do TST. estas mesmas razões devem impor cautela ao juiz. a expansão dos negócios. no caso de eventual inadimplemento por parte da prestadora. E não se pode olvidar que a segunda reclamada." (Comentários . da SDI-I. Cumpre ressaltar que é preciso afastar a interpretação que vem sendo dada ao art. ou seja. 16 da Lei nº 6.019/74. tendo a tomadora dos serviços agido com culpa in eligendo e in vigilando.. imprescindível ao bom desempenho da empresa na sua atividadefim. pela baixa categoria do intermediário. posto que a subsidiariedade não . o que pressupõe. nos termos do art. A atividade não possui natureza lucrativa. ou. LTr). Assim. verbis: Há tendência. o dever de fiscalizar o cumprimento das obrigações trabalhistas. No Direito Previdenciário. a lição de Ísis de Almeida. Deve-se. verbis: O caráter subsidiário da responsabilidade inerente a relações jurídicas similares a essa relação justrabalhista já era reconhecido Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 em outros ramos jurídicos.. evidenciando-se haveres trabalhistas não pagos pela primeira ré. LTr. separar duas situações completamente distintas. que prestaram serviços diretamente à empresa tomadora. tendo se beneficiado da força de trabalho despendida pelos obreiros. suficiente a fazer emergir a responsabilidade subsidiária dos beneficiários finais do trabalho desenvolvido pelos reclamantes. aplicando analogicamente o art. construtora ou incorporadora. A primeira refere-se à empresa que desenvolve atividades relacionadas à construção civil e que contrata outra empresa/empreiteiro para realizar determinada obra. senão a delegação para terceiro de tarefas do empreendimento indispensáveis à consecução dos fins econômicos e sociais dos negócios geridos pelas tomadoras. PIS etc. (Curso. no caso.". tão somente. o chamado 'dono da obra' da responsabilidade. dessa forma. no sentido de atribuir as responsabilidades trabalhistas ao dono da obra.). também não pode ser aplicada indiscriminadamente. Na Súmula 126 do antigo TFR estabelecia-se: 'Na cobrança de crédito previdenciário..) Seguindo essa linha de raciocínio. Desta forma. eis que as obras realizadas tiveram como objetivo a montagem/obras civis/automação de instalações afetas ao sistema de adição e moagem de calcário. a tomadora dos serviços. a orientação jurisprudencial supramencionada. a manutenção da lucratividade da empresa. pelas características da prestação dos serviços é fácil observar que não houve execução de obras. no caso de empreiteiro insolvente.) Por isso.TST. concluímos que a OJ 191.' . Esta visão teleológica da norma não é faculdade. mas sim dever do julgador. que contrata o trabalho diretamente e de responsabilizá-lo. eis que. 5º da Lei de Introdução ao Código Civil. o proprietário..TST. Ou. a fim de não transformar sua hermenêutica em ignomínia de outras humildes famílias pelos ônus desproporcionais que podem resultar (previdência. a teor do que dispõe o item IV da Súmula 331 do C. responde ela pela falta de idoneidade da prestadora de serviços. por exemplo. Saraiva). Ouso dizer que. no sentido jurídico da palavra. arcando com as conseqüências advindas da má escolha. o aumento da lucratividade da empresa. pura e simplesmente... depois. concluímos ainda que a OJ 191 da SDI-I. 23 de Setembro de 2013 37 Ou seja. para firmar seu convencimento. exercia poder diretivo sobre os serviços prestados pela primeira. sempre. ao fim social a que se destina. inclusive. em virtude do contrato celebrado. não é aplicável in casu. contratando empreiteiro para tanto. invocando. Por oportuno. É que a construção gera lucro para o proprietário. ou seja. devem ser lembradas as palavras de Carrion. 'Curso'. se é compreensível a extensão do princípio por razões sociais. que estabelece a responsabilidade do tomador de serviços com a empresa intermediadora da mão-de-obra. quando não ocorresse fraude. a montagem/obras civis/automação de instalações afetas ao sistema de adição e moagem de calcário. Este tipo de "dono da obra" não pode ser responsabilizado por dívidas trabalhistas deixadas pelo empreiteiro relativamente aos trabalhadores por ele contratados. em necessidade de se comprovar. para não atingir particulares que constróem seu próprio domicílio sem poder econômico. do C. pessoa física. a negligência na escolha do seu construtor. como dito alhures. configurada está a culpa da segunda demandada. seria propiciar. do C. vício sempre difícil de se comprovar. ou na procura de mão-de-obra de custo inferior.. então. subsidiariamente. Cumpre asseverar que a responsabilidade subsidiária nada mais é que uma garantia a mais aos empregados que já prestaram seus serviços. também deve assumir esse ônus. imediatamente. não havendo falar.. Ora. executar a tomadora dos serviços. constitui atividade-meio. 455 da CLT. mais do que realizar a escolha da empresa devidamente. TST e. se o dono da obra explora atividade com fins lucrativos. a fim de conferir-lhe alcance mais amplo.. Catharino. por considerá-la atividade não lucrativa. somente será acionado quando não for possível lograr do construtor. a segunda reclamada explora atividades com fins lucrativos. (.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. a este. persistindo a inadimplência. à custa do prejuízo do operário.. seria estimular justamente a prática de fraudes. Seguindo essa linha de raciocínio. serão executados todos os bens da primeira ré para. constrói ou reforma seu próprio domicílio. em prejuízo do trabalhador. embora não seja atividade-fim da empresa. A propósito. não majoritária. efetivo e justo. (.

João Hilário Valentim. ou seja.º 310. salariais e indenizatórias. exigidos pela Lei nº 5.584/70.” Dou provimento parcial para deferir os honorários advocatícios. no mérito. na hipótese vertente. Cumpre registrar ainda que a responsabilidade subsidiária alcança todas as obrigações. preceitua que “são devidos os honorários advocatícios nas causas em que o ente sindical figure como substituto processual e nas lides que não derivem da relação de emprego.2011. TST. no que concerne aos honorários advocatícios. sofre o inarredável risco de responder pelas obrigações trabalhistas que vierem a ser descumpridas pela empresa prestadora do serviço.º da CF.º 331. na medida em que. à tomadora dos serviços os artigos 186 c/c 927 do Código Civil. 455 da CLT e o disposto no inciso IV do Enunciado n. dou provimento para reconhecer a responsabilidade subsidiária da segunda reclamada. que carece da sua labuta pessoal para custear sua sobrevivência. com muito mais razão. TST. faz jus ao pagamento de honorários advocatícios. conseqüências que são regras latentes nesses mesmos textos.0014 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: IBRAR . no tocante à base de cálculo do adicional de insalubridade o. uma vez que a empregadora torne-se inadimplente em relação às verbas devidas ao empregado. Desembargado Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza convocada Sônia das Dores Dionísio. 82/83 . Assegurando a Constituição da República o direito de exercício da profissão àqueles que tenham efetivamente a habilitação exigida em lei e dispondo o art.0014 Processo Nº ED-31301/2011-014-17-01. em causa própria ou como substituto processual. instâncias ou tribunais.17. CAL E GESSO. 2.SINTRACICAL Suzete Silva Pereira(OAB: 007563 ES) PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO . a Resolução n.05. o trabalhador. miserabilidade jurídica ou salário inferior ao dobro do salário mínimo. Procurador do Trabalho: Dr. a substituição processual. em suas aplicações. Mantido o valor da condenação. mas igualmente porque. 14 da Lei n. REGIÃO .0031301-41. como ensinava o ilustre mestre João Mendes de Almeida Júnior. não há qualquer afronta ao disposto no inciso II do art. CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. LADRILHOS . do TST. Vencido. preferindo a realização das tarefas que lhe são afetas mediante a contratação de empresa interposta.584/70 é a que considera a expressão "assistência judiciária" como defesa prestada pelo Sindicato profissional.º 5.2011. 5.PARANASA ENGENHARIA E COMERCIO S/A e. não faz qualquer ressalva quando atribui ao beneficiário da mão-de-obra a responsabilidade pelo cumprimento das obrigações trabalhistas na hipótese de inadimplemento por parte do devedor principal. o que não pode ser tolerado. pois. do que não pode furtar-se a segunda reclamada.3. da CF/88. Rafael de Anchieta Piza Pimentel. no percentual de 15% sobre o valor da condenação. 30 e 31. dar provimento parcial ao apelo do Sindicato para fixar o salário básico do empregado como base de cálculo do adicional de insalubridade. não há dúvidas de que não mais vigora o art.17. Afinal. o Sindicato. Em sua exordial.10. pelo Sindicato. TST.INDUSTRIA BRASILEIRA DE ARGAMASSAS LTDA Embargado: O V. Por fim. Assim. com a redação dada pela Res.5. Assim. a melhor interpretação do art. alcançando. "a Lei positiva. e por maioria.2003. entendo irrelevante.TRT 17ª Região . utilizandose do direito de contratar com o intuito de burlar a legislação trabalhista. 791 da CLT. a assistência sindical. sob pena de estar agindo com abuso de direito. 23 de Setembro de 2013 38 tem por escopo onerar despropositada e irresponsavelmente o condenado subsidiário. Se assim não fosse. CAL E GESSO. esclareça-se que. defendendo direitos dos trabalhadores. 174/2011 (DEJT divulgado em 27.TRT 17ª. de 01. independentemente de comprovação acerca da inidoneidade ou da inexistência de patrimônio da prestadora. o recorrente pleiteia a condenação das rés no pagamento da referida verba. São aplicáveis. em seu inciso IV.º. a qual impedia a concessão de honorários de advogado quando o sindicato é o autor na demanda. A propósito. para reconhecer a responsabilidade subsidiária da segunda reclamada e para deferir os honorários advocatícios. 133 acerca da essencialidade da atuação do advogado em quaisquer processos. Desembargador José Luiz Serafini. é devido o pagamento de honorários advocatícios. o item III da Súmula 219 do TST.3. 1. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente).1 Embargante Advogado Embargado Advogado IBRAR . ACÓRDÃO DE FLS.INDUSTRIA BRASILEIRA DE ARGAMASSAS LTDA Jeronymo de Barros Zanandrea(OAB: 004204 ES) SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDUSTRIAS DE CIMENTO. A liberdade na contratação e a livre iniciativa devem estar sempre em consonância com valores sociais do trabalho insculpidos no art. Pelo exposto. por unanimidade. Assim. CERAMICA PARA CONSTRUÇÃO. no recurso do Sindicato. no percentual de 15% sobre o valor da condenação.". Inicialmente. conhecer dos recursos ordinários interpostos pelo Sindicato autor e pela primeira reclamada . LADRILHOS HIDRAULICOS E ARTEFATOS DE CIMENTO DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO . e assim optando por não manter empregados para atender as necessidades permanentes do seu empreendimento. do C. quando atua na condição de parte na defesa Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 dos interesses dos trabalhadores. 331 do C. estando o Sindicato em Juízo. cancelou a Súmula n. Sustentação oral do Dr. portanto. Vejamos. o tomador dos serviços responde subsidiariamente pelo pagamento de toda a condenação que for imposta. não só pela teoria do abuso de direito perpetrado. Por outro lado. e mesmo as Súmulas 219 e 329 do C. em razão do contrato de trabalho.SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDUSTRIAS DE CIMENTO.º 119. Tal se justifica. rege minudências não previstas e exige do magistrado a prudência necessária para tirar as legítimas conseqüências do texto. no montante de 20% sobre o valor da condenação. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-31301-41. negar provimento ao apelo patronal. em nome próprio ou não. para apreciação do pedido de honorários advocatícios.HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS O Sindicato autor pugna pela reforma da sentença de origem. correria o risco de não receber qualquer pagamento pela força de trabalho despendida. IV. o art.5. na medida em que a Súmula n.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. CERAMICA PARA CONSTRUÇÃO.2011).

ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA AGRAVO DE INSTRUMENTO. não merecem ser providos.2.1. Ausência de Recolhimento do Depósito Recursal do Agravo de Instrumento. antes que se alegue negativa de prestação jurisdicional. que o Tribunal poderia acessar as peças do processo eletronicamente. I. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. por deserção. ante o não recolhimento de 50% do valor do depósito recursal do recurso que se busca destrancar. sendo que ela determina a observância das mesmas regras contidas no artigo 897. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. ela ainda está em vigor e. conhecer dos embargos declaratórios. 2. Inteligência dos arts. 151). RELATÓRIO Trata-se de embargos declaratórios opostos pelo agravante.1 Agravante Advogado Agravado Advogado DROGARIA CORTELETTE LTDA .17.17. em face do v. sendo partes as acima citadas. que sequer foram apontandos pela parte.ME Francisco de Assis Pozzatto Rodrigues(OAB: 003967 ES) GILMAR ANTONIO MONICO Airton Iduardo de Souza(OAB: 003684 ES) ACÓRDÃO . §5º. § 5º.2013. Razoes do agravo de instrumento. DESERÇÃO. ser cumprida e observada pela parte quando da formação do instrumento. 535 do CPC. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora Acórdão Processo Nº AIRO-40300-12.1. 23 de Setembro de 2013 39 HIDRAULICOS E ARTEFATOS DE CIMENTO DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO . o art.0040300-12. pugnando pela reforma da r.1. o preparo.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. trazidos à discussão em face do teor do julgamento proferido às fls. o reclamante não apresentou contraminuta (fls. destaco que a embargante não aponta qualquer vício a que se refere o art. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim. parágrafo único. 2. ou de obscuridade e revelam mero inconformismo da parte com o conteúdo meritório do acórdão. 148-150.177/91. FUNDAMENTAÇÃO 2. do CPC. por unanimidade. inapropriada a via dos embargos de declaração para o fim almejado. Agravo de Instrumento não conhecido. esta restaria impossibilitada pela não digitalização das peças mencionadas. 897. verifica-se que a inicial e a contestação não foram digitalizados. o que inviabilizaria a consulta eletrônica das mesmas.0014 Processo Nº AIRO-40300/2013-014-17-00.5.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Vistos. na forma Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 autorizada pelo art. além de os embargos denotarem mero inconformismo com o conteúdo meritório do julgado. Suscitada de Ofício pelo Relator Não conheço do agravo de instrumento. apesar de o embargante sustentar. relatados e discutidos os presentes autos de AGRAVO DE INSTRUMENTO. §7º. sendo. CONHECIMENTO Conheço dos embargos declaratórios. seja declarado. 82/83. sendo partes as acima citadas. por detectar. da CLT. 538 do CPC. nego-lhes provimento e imponho à embargante multa de 1% sobre o valor da causa. como não revogada. permanece em vigor e deve.1. já que seus inovadores argumentos. 153). por preenchidos os pressupostos para a sua admissibilidade. Assim. NÃO CONHECIMENTO.5.2013. 87) Os embargos não merecem ser providos! De início. no mérito. FUNDAMENTAÇÃO 2. RELATÓRIO Trata-se de agravo de instrumento processado nos mesmos autos e interposto pela reclamada em face da r. 141 e 146. de contradição. às fls. veementemente. Deste modo. analisandose os documentos digitalizados dos autos do processo que originaram o presente agravo. a deserção deste recurso. do C.0014 AGRAVO DE INSTRUMENTO Agravante: DROGARIA CORTELETTE LTDA . e 899. Inicialmente. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de AGRAVO DE INSTRUMENTO. também. pois. 538. na forma autorizada pelo art. Vistos. se existe ou não a possibilidade de acesso aos documentos eletrônicos dos autos ou se a negativa de conhecimento aconteceu somente por não cumprimento de uma formalidade de uma norma infralegal e desnecessária com o advento do processo eletrônico” (fl. TST é uma norma processual infralegal do século passado. CONHECIMENTO 2.ME Agravado: GILMAR ANTONIO MONICO Origem: 14ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . decisão. 3. de ofício. dispõe . ainda que possível a execução da “pretensão” da embargante. e estas peças estão entre o rol cujo traslado não foi efetuado para os autos do presente agravo e que levaram ao não conhecimento do apelo por deficiência de traslado.SINTRACICAL Origem: 14ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . e do item IV da Instrução Normativa nº 3 do TST. I. o que deve ser manejado na via recursal própria. acórdão de fls. da CLT. qual seja. com conseqüente destrancamento e processamento do recurso ordinário. que também é fundamento da decisão embargada. somente demonstram sua intenção de modificação do julgado embargado. Assim. é nítida a intenção da parte de dilatar o prazo recursal. 40 da Lei 8. deve ser observada. negar-lhes provimento e condenar a embargante a pagar ao embargado a multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa. MÉRITO Pretende a embargante que “depois de cumpridas as formalidades do devido processo legal. que negou seguimento ao recurso ordinário eis que ausente um dos pressupostos de admissibilidade. Se os embargos não demonstram a existência de omissão. 82/83. em seu parágrafo 2º. e tendo em vista o manifesto caráter protelatório dos embargos. No mais. Embora intimado (fl. decisão de fls. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente).TRT 17ª Região . Preliminar de Não Conhecimento do Recurso por Deserção. ante a total ausência de vícios. portanto. não é norma infralegal e. em texto integrativo. Se a Instrução Normativa nº 16.

98 e vº) que concluiu que a execução das contribuições previdenciárias decorrentes do vínculo empregatício declara em Juízo não está incluída na competência da Justiça do Trabalho. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO.457/07 e artigos 43 e 44.2. 3. ante a ausência de recolhimento do deposito recursal de que tratam os arts. 114 da Constituição da República e da Lei 11. A União. 899. entendendo que a presente execução deve ficar restrita às contribuições sociais incidentes sobre os valores/parcelas objeto do acordo entabulado pelas partes. as contribuições sociais previstas no artigo 195. prevê que o depósito judicial será de responsabilidade da parte.00-2.2012. Procurador presente à sessão de julgamento entenda conveniente e oportuno.2003. para constar o recurso ordinário do autor e portanto. o recorrente não recolheu o depósito recursal de 50% do valor do depósito do recurso ordinário. o item VIII da Instrução Normativa nº 3 do TST de 1993. caso o e. aos embargos. não conheço do agravo de instrumento. também.2. I e 899. Por fim. em agravo de petição. parágrafo único. quanto à comprovação nos autos. FUNDAMENTAÇÃO 2. no julgamento do AP 0386. para constar o recurso ordinário do autor e portanto. CONHECIMENTO Conheço do agravo de petição porque presentes os pressupostos objetivos e subjetivos de admissibilidade. da Lei nº 8. 112-113) oficiando pelo prosseguimento do feito. 23 de Setembro de 2013 40 que “a exigência de depósito aplica-se. da CRFB/88. com redação dada pela Lei 11. 100-104vº). I da CLT. atendendo ao disposto no art. no entanto. da CLT.212/91. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº AP-42100-46. VÍNCULO DE EMPREGO RECONHECIDO EM JUÍZO. após lavratura do acórdão.5. Ressalta-se que. sob pena de não conhecimento. conforme dispõe o art.2012. Por sua vez. João Hilário Valentim. decorrentes das sentenças que proferir. 897.1. busca a reforma da decisão sob a alegação de que é competente a Justiça do Trabalho para executar as contribuições previdenciárias decorrentes do reconhecimento de vínculo de emprego. não excluindo aquelas de cunho Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . 2106-108). É da Justiça do Trabalho a competência para execução de contribuições previdenciárias incidentes sobre parcelas relativas a período de vínculo de emprego reconhecido em Juízo. de ofício. retorno dos autos para relatá-lo. e seus acréscimos legais. nos termos do art. decisão quanto à execução das contribuições sociais sobre salários pagos durante a relação de emprego reconhecidas judicialmente. relatados e discutidos os presentes autos de AGRAVO DE PETIÇÃO. §5º. EXECUÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS SOBRE SALÁRIOS PAGOS DURANTE A RELAÇÃO DE EMPREGO RECONHECIDAS JUDICIALMENTE.TRT 17ª Região . Sustenta também que o pleno deste Egrégio TRT. no caso. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. VIII e 195. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. outrossim. no ato de interposição do agravo de instrumento. por deserção. sendo partes as acima citadas.17. decisão (fls. da CLT e. o recurso ordinário. com fulcro na Constituição da República Federativa do Brasil nos moldes dos artigos 144. com as alterações introduzidas pela Resolução nº 168. declarou a constitucionalidade do parágrafo único do art. o art.17.2 Agravante Advogado Agravado Advogado Plurima Réu Advogado UNIAO (CONTRIBUICOES PREVIDENCIARIAS/IRRF) Juliana Barbosa Antunes(OAB: 012353 ES) GECIEL ALMEIDA TAVORA Amós Xavier da Cruz(OAB: 014226 ES) ADRIANO DE CASTRO BRANDAO Valber Cruz Cereza(OAB: 016751 ES) ACÓRDÃO . a e II.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.0132 AGRAVO DE PETIÇÃO Agravante: UNIAO (CONTRIBUICOES PREVIDENCIARIAS/IRRF) Agravados: GECIEL ALMEIDA TAVORA ADRIANO DE CASTRO BRANDAO Origem: 2ª VARA DO TRABALHO DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM . após lavratura do acórdão. inciso VIII. I.101. 97 da CF/988 e ao mandamento contido na Súmula Vinculante n. Determino. à execução e a qualquer recurso subsequente do devedor” (sublinhei). 876 da CLT. outrossim. por deserção. Vistos. 897. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). 10 do STF. ressalvando o direito de manifestação posterior.0042100-46. 897. ao interpor o presente agravo de instrumento. 899 da referida Consolidação. §5º. da Carta Magna refere-se. inciso VIII. Procurador do Trabalho: Dr. buscando a reforma da r. a reautuação. RELATÓRIO Trata-se de agravo de petição interposto pela União em face da r. por unanimidade.0132 Processo Nº AP-42100/2012-132-17-00. desrespeitando os preceitos legais supramencionados. Assiste razão à agravante. Ministério Público do Trabalho (fls. a "sentenças".5. igualmente. O artigo 114. Contraminuta (fls. determinar. ante a ausência de recolhimento do deposito recursal de que tratam os arts. No caso em tela. genericamente. §5º. da CLF/88 e na legislação específica (artigos 876.1. de 07 de março de 2012.457/2007. pelo recorrente. da CLT preceitua que. O Juízo de origem concluiu que a execução das contribuições previdenciárias decorrentes do vínculo empregatício declara em Juízo não está incluída na competência da Justiça do Trabalho. o agravante deverá recolher o valor correspondente a 50% (cinquenta por cento) do valor do depósito do recurso que se pretender. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Parecer do d.17. O referido artigo 114.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA EXECUÇÃO DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. Diante do exposto. da CLT. 2. estabelece a competência da Justiça do Trabalho para executar. não conhecer do agravo de instrumento. a reautuação. retorno dos autos para relatá-lo. I e 899. §7º. MÉRITO 2. as partes deverão instruir obrigatoriamente a petição com a comprovação do recolhimento das custas e do depósito recursal a que se refere o §7º do art. Minuta de agravo (fls. §7º. §7º.

e II. Razões de embargos da reclamada. a competência é desta Justiça Especializada para executar a contribuição incidente sobre as parcelas pagas no curso da relação de emprego. 114. processo nº 386. inciso I.1. apontando vícios no julgado e visando ao prequestionamento. não obstante as partes façam acordo superveniente. Ora. quanto à execução das contribuições previdenciárias. FUNDAMENTAÇÃO 2. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Trabalho da Décima Sétima Região.5 Embargante Advogado Embargado Plurima Autor Advogado Plurima Réu BENEDITO VASSOLER Wellington Ribeiro Vieira(OAB: 008115 ES) VIX LOCADORA E TRANSPORTES LTDA VIX LOCADORA E TRANSPORTES LTDA Sandro Vieira de Moraes(OAB: 006725 ES) BENEDITO VASSOLER ACÓRDÃO .0046200-77. RELATÓRIO O reclamante e a reclamada interpõem embargos de declaração em face do v.2012. então. por meio de seu art. nem se diga acerca da ausência de título executivo a embasar a execução. que passou a dizer o seguinte. que a Constituição Federal atribuiu eficácia condenatória imediata às sentenças declaratórias de vínculo. 546-549.TRT 17ª. cuja redação passou a ser: "Parágrafo único. resultantes de condenação ou homologação de acordo. são devidas as contribuições previdenciárias decorrentes. na esteira do disposto no art. Serão executadas ex-officio as contribuições sociais devidas em decorrência de decisão proferida pelos Juízes e Tribunais do Trabalho. 538-542 . da CLT. dar provimento ao apelo da reclamada para declarar a competência da Justiça do Trabalho para executar de ofício as contribuições previdenciárias incidentes sobre as parcelas oriundas do vínculo de emprego reconhecido e. no presente caso. 544v-545. ao modificar o texto do parágrafo único do art. assim. objeto de acordo homologado.2003. ante a inexistência de vícios alegados.TRT 17ª Região . entretanto. 2. a despeito da natureza declaratória da sentença que reconhece a existência da relação de emprego. do art. O entendimento que sempre adotei. às fls. Demais disso.5. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-46200-77.0121 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargantes: BENEDITO VASSOLER VIX LOCADORA E TRANSPORTES LTDA Embargados: O V.457/2007. MÉRITO 2. este não produz efeitos contra o crédito do INSS. da Constituição Federal e do parágrafo único. especialmente depois da modificação. in verbis: "A Justiça do Trabalho é competente para determinar o recolhimento das contribuições fiscais. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DA RECLAMADA conhecidos e parcialmente providos para prestar esclarecimentos. que integrem o salário-decontribuição".2.VIX LOCADORA E TRANSPORTES LTDA BENEDITO VASSOLER Origem: VARA DO TRABALHO DE ARACRUZ . caput. especificamente no tocante às contribuições previdenciárias relativas a todo o período laboral reconhecido pelo Judiciário Trabalhista. pelo C.º 11. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO.17. cobrável judicialmente perante a Justiça do Trabalho. dou provimento ao agravo de petição da União para declarar a competência da Justiça do Trabalho para executar de ofício as contribuições previdenciárias incidentes sobre as parcelas oriundas do vínculo de emprego reconhecido e. uma vez que o texto constitucional não restringe a referida execução apenas sobre sentenças condenatórias com repercussão pecuniária. "a". a contribuição previdenciária devida) nasce com o trânsito em julgado da sentença. 538-542. Vistos. no mérito. Procurador do Trabalho: Dr.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DO RECLAMANTE conhecidos e não providos. Assim. agora vem consagrado por alteração legislativa. 42.17. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). A competência da Justiça do Trabalho. é importante registrar que o Pleno deste Regional declarou a constitucionalidade do art. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DO RECLAMANTE . 195. por conseguinte. 876 da CLT.2. determinar o prosseguimento da execução das sobreditas contribuições. tanto é que. com efeito meramente declaratório. daí decorrendo. ACÓRDÃO DE FLS. Refiro-me à Lei n. A simples declaração do vínculo já basta para caracterizar a obrigação previdenciária.2007). Pode-se observar. 876 da CLT na sessão realizada no dia 25/03/2009. CONHECIMENTO Conheço dos dois embargos de declaração opostos. é incontestável que tal decisão atribui aos pagamentos realizados no curso dessa relação a condição de fato gerador de obrigação previdenciária (art. por unanimidade. sepultou de vez a celeuma. João Hilário Valentim.117. da Constituição da República). Razões de embargos do reclamante.101. 876. da redação do item I da Súmula nº 368. sendo partes as acima citadas. inclusive sobre os salários pagos durante o período contratual reconhecido" (in verbis). ainda que o acordo celebrado entre as partes e homologado pelo Juízo tenha se limitado a reconhecer o vínculo empregatício.5. pois se houve reconhecimento de vínculo. Isso porque o nascimento da obrigação tributária (in casu. Pelo exposto.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. REGIÃO . TST. em sentido diverso do enunciado na Súmula transcrita.3. determinar o prosseguimento da execução das sobreditas contribuições. no DOU de 19. a qual. a constituição de um crédito previdenciário. 23 de Setembro de 2013 41 declaratório. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. A propósito. o qual dota a referida sentença de induvidosa força executiva.1. conhecer do agravo de petição e. pois presentes os pressupostos de admissibilidade. limita-se às sentenças condenatórias em pecúnia que proferir e aos valores. Ressalto que essa matéria sempre encerrou certa polêmica.2012. inciso VIII. acórdão de fls. por conseguinte. sem aplicação de efeito modificativo.00-2. de 16 de março de 2007 (publ. às fls.0121 Processo Nº ED-46200/2012-121-17-00.

contra o voto deste Relator. Oportuno destacar que esse é o entendimento cristalizado pelo C. excluir da condenação as horas extras deferidas pelo juízo de primeiro grau. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DA RECLAMADA 2. entendendo por satisfatoriamente prequestionadas no julgado hostilizado. De qualquer modo. afasta todas as outras teses que com a do decisum são conflitantes. hora noturna reduzida e reflexos ( item 3 de fls. do TST: Prequestionamento.941/2009. b) Se essa Corte Regional entende pela constitucionalidade da alteração promovida pela Lei 11. e foi negado provimento quanto os descontos previdenciários e assistência judiciária gratuita. Não há falar em omissão. também as custas de R$600.2. uma vez que estes não se Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 prestam à reparação de error in iudicando. a título de prequestionamento. E. E.213/91. acórdão. ADICIONAL NOTURNO REDUZIDA e. mas tão somente a sanar os vícios expressamente previstos nos artigos 535 do CPC e/ou 897-A da CLT. nos termos da OJ 118.2. a título de esclarecimento acerca do fato gerador das contribuições previdenciárias: os descontos relativos à Previdência Social deverão ser calculados mês a mês. por consequência lógica. se o pagamento fosse efetuado na ocasião oportuna sem necessidade de demanda judicial. não há falar em inversão do ônus da sucumbência. razão pela qual requereu a inversão do ônus da sucumbência. O julgamento não é um diálogo entre partes e juiz.2 PREQUESTIONAMENTO. mas não de fazê-lo da forma que a parte entenda ser a mais adequada. acórdão quanto ao requerimento de inversão do ônus da sucumbência.00. também negado provimento quanto ao INTERVALO INTRAJORNADA. acórdão que: foi negado provimento quanto à matéria HORAS EXTRAS EXCEDENTES À 12ª HORA COM ADICIONAIS E REFLEXOS. com fulcro no artigo 195 da CF e outros dispositivos. 20. conforme o v. o magistrado tem o dever tão somente de consignar o entendimento adotado. nos termos da OJ 118. da forma mais conveniente à parte". é que sejam rebatidas uma a uma as suas teses e dispositivos. não remanesce nenhum pedido autoral. Forçoso concluir que o que pretende o embargante. na decisão recorrida. ou seja.vê-se que quanto ao apelo da reclamada foi dado provimento parcial para: contra o voto deste Relator. quanto ao recurso do reclamante. nos termos do art.1. permaneceu tão somente a condenação da reclamada ao pagamento quanto às contribuições previdenciárias. JORNADA LABORAL. sentença quanto ao intervalo intrajornada e hora noturna reduzida. vê-se que: quanto ao turno ininterrupto de revezamento foram deferidas: horas extras e reflexos (item 1 de fls. imperioso ressaltar que. sob a ótica do fato de ser ultrapassado o limite constitucional da jornada constante do artigo 7º.” Oportuno esclarecer que o fato gerador da contribuição .212/91. A reclamada requer o prequestionamento de dispositivos e teses sobre as seguintes matérias: a) fato gerador das contribuições previdenciárias. INVBERSÃO DO ÔNUS DA SUCUMBÊNCIA. Analisando a r. os juros e multa das contribuições previdênciárias pela reclamada e. não teve a Corte por ocorridas as violações alegadas pela parte. Passo. 10). o que foi feito in casu. no dia 31/07/2013. Portanto. artigo 879.1997): Havendo tese explícita sobre a matéria. Nesse mesmo sentido é também o entendimento deste E. a tecer alguns esclarecimentos no particular. 2.11. considerando que o empregado não deve suportar deduções maiores do que aquelas que teria. da SDI-I. verbis: CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. Registro. Ademais o juiz não está obrigado a rebater uma a uma as teses lançadas pelas partes. §4º do decreto 3. em se adotando a tese exposta no julgado. como feito in casu. Há robusta manifestação expressa no v. consta no v. bastando ao julgador explicitar de forma fundamentada sua tese de julgamento que. É evidente que em se adotando a tese exposta no julgado. 23 de Setembro de 2013 42 2. do TST: Prequestionamento. TURNO ININTERRUPTO DE REVEZAMENTO. nego provimento. desde que a matéria tenha sido apreciada no acórdão embargado.11.1 PREQUESTIONAMENTO.10) e intervalo repouso e alimentação e reflexos (item 4 de fls. “a” da CF. c) as alterações promovidas no artigo 43 da Lei 8. Todavia. incisos XIII e XIV da Constituição da República Federativa do Brasil. acórdão acerca da matéria. Sustenta que com a reforma da decisão quanto à validade do acordo coletivo e da jornada de 12 horas. Registro que prequestionar não é "sinônimo de dizer aquilo que se quer que diga. No tocante às contribuições previdenciárias decorrentes de créditos reconhecidos em sentença. desse modo. 10).048/99. da SDI-I. publicada no Diário Oficial do TRT-17ª Região nº 1202. deve o reclamante arcar somente com o pagamento da contribuição previdenciária em seus valores históricos. Inteligência da Súmula Nº 297 (inserida em 20. artigo 195. ser evidente que. Tribunal. Vê-se que a embargante buscar rediscutir a matéria. corrigir erro material na r.2. OJ 363 da SDI-1 do TST. todas as matérias foram devidamente analisadas e os fundamentos robustamente expendidos. ficando a cargo da empresa o pagamento de juros. conforme se depreende da leitura do julgado.2. Dou provimento tão somente para prestar esclarecimentos sem imprimir efeito modificativo ao v. A reclamada aponta omissão no v.1997): Havendo tese explícita sobre a matéria. Em síntese. não teve a Corte por ocorridas as violações alegadas pela parte. E.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. horas excedente à sexta e reflexos (item 2 de fls. para onde se lê deferimento leia-se indeferimento. entretanto. Contudo. às fls. Esclareço que a correção ou incorreção do julgado não pode ser sanada via embargos declaratórios. desnecessário contenha nela referência expressa do dispositivo legal para ter-se como prequestionado este. §4º da CLT e 276. na tentativa de reforma do julgado. também. portanto.17.2. da Lei 8. bom como a apreciação da sumula 368 do TST. acórdão ora embargado.2. sentença. Tese Explícita. Inteligência da Súmula Nº 297 (inserida em 20. entendendo por satisfatoriamente prequestionadas no julgado hostilizado. As partes adversas interpuseram recurso. conforme sedimentado na Súmula n. 10). em face de seu inconformismo com o desfecho do julgamento. Tese Explícita. o magistrado tem o dever legal de expor os motivos de seu convencimento. O chamado "prequestionamento" não constrange o julgador a fundamentar nos exatos moldes pretendidos pela parte. TST no item III da Súmula nº 368. 471-481. 2. O eventual inconformismo da embargante com o resultado do julgamento deverá ser apresentado por intermédio da via recursal adequada. O reclamante requer manifestação expressa acerca necessidade de prequestionamento acerca da jornada de turno ininterrupto de revezamento. atualização monetária e multas.1 OMISSÃO. I. desnecessário contenha nela referência expressa do dispositivo legal para ter-se como prequestionado este. na decisão recorrida. pois permanece a condenação no particular.2.

sentença de fls. a situação pretérita originada em uma violação da lei. FUNDAMENTAÇÃO 2. para tanto. 2.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA NULIDADE DO PEDIDO DE DEMISSÃO. A Ordem de Serviço INSS/DAF/DSS n.2013. Entre a incerteza da demissão sem justa causa ou da transferência de local de trabalho (os dois destinos possíveis.10. particularmente. devem ser deduzidos do empregado apenas os valores que seriam devidos mês a mês. que foi coagida a fazê-lo para ser contratada pela nova empresa prestadora de serviço que viria substituir a sua empregadora no contrato firmado com o Segundo Réu. Alega que lhe foi apresentado um modelo de pedido de demissão que deveria ser escrito de próprio punho e que o fez porque temia ficar desempregada. Contudo. é clara ao dispor que os cálculos de liquidação deverão consignar. acórdão. 23 de Setembro de 2013 43 Udno Zandonade(OAB: 009141 ES) previdenciária é a data da prestação do serviço. de 10. apenas “trocou de uniforme”).. infere-se a clara intenção em permanecer empregada e.5. fez reunião com seus empregados pretendendo se ver livre do maior número possível de dispensas sem justa causa.0050500-14. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Procurador do Trabalho: Dr. 35 e notadamente no § 2º do art. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). dada pela Lei nº 11.3 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Réu TANIA MARA GONCALVES ANTUNES Rosemary Machado de Paula(OAB: 00294B ES) 5 ESTRELAS SPECIAL SERVICE LIMP E SERV AUXILIARES LTDA Angela Martins da Cruz(OAB: 024074 GO) BANCO SANTANDER (BRASIL) S. O art.” Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO.) comprometendo a alegação da Reclamante. 35 da Lei n.º 8. mês a mês. restou comprovado que a empresa prestadora de serviço ao perder a licitação com o Município. pois de acordo com a nova redação da Lei 8212/91 nos artigos 34. 281/312 renovando os pedidos relativos a nulidade do pedido de demissão. que garantiu a permanência no emprego.º 66.17. enquanto o § 4. não há como imputar ao reclamante o pagamento de multa. 316/326 e 345/366. multas dos art. por sua vez. 43. envolvendo.2. Portanto. se pretende dizer que somente a partir do efetivo pagamento do crédito trabalhista ao empregado é que passam a ser exigíveis as contribuições previdenciárias. 477 e 467 da CLT.. Origem: 3ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA .0003 Processo Nº RO-50500/2013-003-17-00. Vistos. Isso porque ao se afirmar que o fato gerador das contribuições previdenciárias seria o pagamento. João Hilário Valentim. 276 do Decreto nº 3.0003 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: TANIA MARA GONCALVES ANTUNES Recorridos: 5 ESTRELAS SPECIAL SERVICE LIMP E SERV AUXILIARES LTDA BANCO SANTANDER (BRASIL) S.2 MÉRITO 2. A lei é claríssima ao estabelecer que a “atualização do crédito devido à Previdência Social obedecerá os critérios estabelecidos na legislação previdenciária” (CLT. pois. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. no tópico anterior já foi robustamente esclarecida a questão das contribuições previdenciárias. nego provimento. 879. descontos fiscais e previdenciários.A.º). ao ser admitida pela CONSYSTEM. no mérito. se mantido o vínculo com a 1ª Reclamada) e a possibilidade de continuar empregada e no mesmo local (onde trabalhava há três anos). 277/279 que julgou improcedentes os pedidos iniciais. Razões recursais de fls. No caso dos autos. na época da prestação de serviços. Contrarrazões às fls.A. correção monetária e juros de mora.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.º prevê o procedimento a ser adotado para o seu cálculo. “Considera o fato gerador das contribuições sociais a data da prestação do serviço”. conhecer de ambos os embargos declaratórios e. A base de cálculo de tais contribuições leva em consideração a época própria em que as mesmas seriam devidas. A sentença julgou improcedente o pedido entendendo que: “(. ainda que velada. A reclamada. Logo. no caso em apreço. nos termos do art. danos morais.1 CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário eis que presentes os pressupostos de admissibilidade.17. art.212/91 e devem ser aplicados desde a data da prestação dos serviços. por unanimidade. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo autor em face da r.5. obviamente.TRT 17ª Região . ACÓRDÃO . nega a coação e diz que a autora tomou a iniciativa de extinguir o contrato de trabalho por vontade própria. a matéria já não comporta grandes discussões. tanto a multa quanto os juros são devidos. no mesmo posto de trabalho (segundo a Reclamante. O pedido de demissão foi conveniente para a Reclamante. a Reclamante fez a sua opção. os valores das contribuições previdenciárias do segurado empregado e os valores de base de apuração da contribuição previdenciária a cargo da empresa. Dessa forma. Nulo é o pedido de demissão formulado sob coação.1 NULIDADE DO PEDIDO DE DEMISSÃO – PROMESSA DE REAPROVEITAMENTO PELA NOVA EMPRESA PRESTADORA DE SERVIÇO A autora pretende seja declarado nulo o seu pedido de demissão aduzindo. §4.1997. negar provimento ao apelo do reclamante.941/09. na verdade.048/99 estipula o prazo em que deve ser feito o recolhimento decorrente das verbas reconhecidas em Juízo. induzindo os seus empregados a pedirem demissão.2013. honorários advocatícios e responsabilidade subsidiária da segunda reclamada. sendo partes as acima citadas. De toda sorte. dar parcial provimento ao recurso da reclamada para prestar esclarecimentos sem imprimir efeito modificativo ao v. pelo não provimento do apelo. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Advogado Acórdão Processo Nº RO-50500-14.

guias para liberação do FGTS. sendo irrelevante o fato de o liame empregatício ter sido reconhecido em audiência ou mesmo em razão da existência de controvérsia quanto aos créditos rescisórios. A inexistência de controvérsia é pressuposto para a fixação da multa. 75-179).. conforme cópia do TRCT – fl. estar-se-ia beneficiando o mau empregador. 304-305. por exemplo.2012. por considerar que houve coação para o pedido de dispensa. portanto. negar provimento ao apelo. o induzimento ao pedido de demissão. e a 1ª Reclamada sequer compareceu à audiência para maiores explicações (fls. julgado pela 3ª Turma deste E. o texto legal não faz qualquer ressalva quanto à relação jurídica controvertida. limitando-se a isentar o empregador do pagamento da multa. O mesmo ocorreu com as férias e 13º salário. importa em mora salarial. milita. pois o art. e na qual se discutia a nulidade dos pedidos de demissão dos empregados da Primeira Ré.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. dou provimento. Sem razão. mais especificamente. Rel. ante o teor do depoimento testemunhal gravado em vídeo.0011. induzindo os seus empregados a pedirem demissão. nos termos do voto do Desembargador José Luiz Serafini. em juízo.ª T. Nesse sentido. ainda que velada.projeção do aviso prévio para pagamento de férias proporcionais e 13º salário proporcional. Dessa forma. para a conversão do pedido de dispensa. tenham manifestado a mesma vontade. para reconhecer o direito à conversão do desligamento à pedido dos empregados. como se vê. Tribunal. o encarregado de nome João apresentou às empregadas da Primeira Reclamada um modelo de pedido de demissão para que as mesmas o redigissem de próprio punho. não se pode cogitar de parcelas incontroversas a autorizar a aplicação da penalidade. A Primeira Reclamada.) o cerne da questão está na ausência da homologação do pedido de demissão pelo Sindicato. no aresto a seguir transcrito. Tendo sido impugnados todos os pleitos formulados pelo reclamante na inicial.161 (na ata de fls. A quitação incompleta dos valores pecuniários devidos ao trabalhador. por oportuno. coação. da mesma empresa.. o fato de que a própria Reclamada faz prova.aviso prévio indenizado. que passo a discriminar: . §8.2. . como exposto acima.ª Eneida Melo Correia de Araújo . reconhecida. Relatora: “ (.2.ART. E aqui aponto. a reclamante não tinha interesse na rescisão do contrato de trabalho. O dispositivo legal mencionado é claro. para resilição imotivada”. considero nulo o pedido de demissão formulado sob coação. de fato. . Nego provimento. pretendeu se ver livre do maior número possível de dispensas sem justa causa.2.5. Informou a testemunha que não lhe foi ofertado. sentença para que seja deferida a indenização decorrente de danos morais. Ademais. Assim. por maioria. A própria reclamante narra em sua inicial que foi admitida em novo emprego no mesmo dia de tal dispensa. (TST RR 578167/1999. em tão curto lapso temporal. 23 de Setembro de 2013 44 Dessa decisão recorre a reclamante renovando os pedidos iniciais.04.94. nota-se. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Quanto ao pedido de saldo de salário. A ação é a de nº 0091300. Ademais. o que não é o caso dos autos.DJU 05. Do exame. no pedido de demissão dos empregados da empresa 5 Estrelas. tendo como Relatora a Exma Desembargadora Ana Paula Tauceda Branco. para a decisão proferida na ação ajuizada pelo Sindicato dos Trabalhadores das Empresas de Asseio. dou provimento ao apelo. 2. pois não é crível que vários empregados.2002).º da CLT é devida quando o pagamento das verbas rescisórias é realizado fora do prazo ou a menor. Restou comprovado nos autos. esse já foi quitado no momento da dispensa.3. não tendo sido pagas as verbas rescisórias próprias da dispensa sem justa causa devida a multa do artigo 477 da CLT A multa do artigo 477. Dou parcial provimento. inclusive. Já em relação ao seguro-desemprego. noto que as provas constantes nos autos somada e à prática vivificada nas empresas prestadoras de serviços de limpeza. de que os pedidos de demissão se deram no mesmo período. por sua vez. apenas quando o trabalhador der causa à mora. estranheza.multa de 40% incidente sobre o FGTS. a tese sindical. pela sua empregadora. vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais. Transcrevo trecho do voto proferido pela Exma. mas se sentiu coagida a pedir a demissão porque sua empregadora não tinha outro posto de trabalho para remanejá-la e ficou claro que. Pois bem. sendo devido apenas.4 Danos Morais A Primeira Turma decidiu. Ora. no aspecto. a ausência do pagamento do. sendo devidas as verbas rescisórias decorrentes da dispensa injustificada realizada pela empresa. 477 DA CLT . que assim dispõe: "DANOS MORAIS Requer a reclamante a reforma da r.Relação de emprego controvertida. Na ocasião foi informado que esta seria a única forma de serem admitidas pela nova empresa e permanecerem trabalhando nos postos em que se encontravam.17. O dano moral somente se verifica quando a vítima experimenta . Assim. 2. às fls. Por todo o exposto. sem um motivo certo e determinado. o que ocorre com o reconhecimento. Ora. A testemunha ouvida em Juízo informou que em razão da extinção do contrato de prestação de serviço celebrado entre a Primeira Reclamada e o Segundo Réu. 60 a autora pede que da condenação sejam deduzidos os valores ali descriminados). é devido o pagamento da multa. Conservação e Limpeza em face dos mesmos reclamados desta demanda. por ocasião da rescisão contratual. À vista da análise discorrida. 2. Ressalte-se.ª Min. tem decidido o TST. Não lhe assiste razão. quando a controvérsia foi colocada ao discernimento da Comissão de Conciliação Prévia. a projeção do aviso prévio em tais parcelas. e . in verbis: MULTA . que o exaurimento das vias administrativas. de parcelas não quitadas pela reclamada por ocasião da rescisão contratual. exalam a existência de vício de consentimento. o pedido de demissão seria a única forma de vir a ser aproveitada no novo contrato de prestação de serviço. a favor dos empregados. não faz a autor jus a tal parcela. por meio de sentença. um outro posto de trabalho e entendeu que caso não fizesse o pedido de demissão ficaria desempregada. o que causa.3 MULTA DO ARTIGO 467 DA CLT A reclamante pugna pelo pagamento da multa do artigo 467 da CLT. impondo-se a aplicação da multa. Corroborando.2 MULTA DO ARTIGO 477 DA CLT Reconhecida no tópico anterior a invalidade do pedido de demissão e. que é irrelevante para o deferimento ou não da referida multa a existência de controvérsia sobre o pagamento das verbas rescisórias. tem-se que não foram pagas corretamente as verbas rescisórias. 477 da CLT não faz qualquer ressalva a esse respeito.0 .

Encerrada a relação comercial entre os réus conforme comprovado nos autos (veja-se fls. como fez certo o documento de fls. pois. a honra e a imagem das pessoas.º 1. cujo art. Veja-se que quando os fatos narrados na inicial ocorreram oura Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 empresa já estava prestando serviços ao segundo réu. inciso X. ao meu ver. entretanto. portanto. mensalmente. que a autora prestou serviço ao Banco Réu por força deste contrato. Os descontos relativos à Previdência Social deverão ser calculados mês a mês.713/1988. não há como imputar a reclamante o pagamento de multa.00 pelos reclamados. não se subsume ao que prevê a Súmula 331 do TST. sobretudo no tocante à dação doe aviso prévio. (grifei) Portanto.2. TST. por ser ele o responsável solidário no recolhimento e porque o empregado não poderia ser penalizado com uma tributação que não haveria caso seus créditos tivessem sido adimplidos a tempo e modo. na Sessão do Tribunal Pleno do TST do dia 16.5 Responsabilidade Subsidiária do Segundo Réu Incontroverso que a Primeira Ré foi contratada pelo Segundo Reclamado para prestar serviços de limpeza e conservação.º O imposto será retido. a burla provocada pela reclamada para não sofrer os efeitos pecuniários da dispensa imotivada. julgou ser conveniente se manter empregada.2. mediante a utilização de tabela progressiva resultante da multiplicação da quantidade de meses a que se referem os rendimentos pelos valores constantes da tabela progressiva mensal correspondente ao mês do recebimento ou crédito. Ou seja. a qual passa a contemplar exatamente o cálculo do imposto de renda pelo regime de competência.2. Na realidade. Vários colegas passaram pela mesma situação junto com a autora que." 2. registre-se que. por maioria. no mesmo posto de trabalho.º assim dispõe: Art.º 7. 12-A e seus parágrafos à Lei n. TST. A propósito.350/2010.º 7. consoante a inteligência do artigo 5º. em relação à incidência dos descontos fiscais. É de se destacar que a reclamante irá perceber as verbas do distrato (conforme item 2. 2. em decorrência da inovação promovida pela Lei n.Descontos Previdenciários Pretende a recorrente que a reclamada arque integralmente com o recolhimento previdenciário. de 22/12/1988. Dessa forma.2. segundo a média das expectativas normais do homem. determinando que os descontos previdenciários deverão ser apurados na forma do item III da Súmula nº 368." 2. 3. Pois bem. frise-se. que se a reclamante optou pela contratação de advogado particular. Fixo valor da condenação em R$20. foi aprovada a alteração do item II da Súmula 368 do TST. ainda. ou seja. cujas disposições foram regulamentadas pela Instrução Normativa RFB n.são invioláveis a intimidade. Incontroverso. no mérito. 3. nego provimento. Com essa alteração legislativa. não estando presente a hipótese que ensejaria ao juízo deferir-lhe a verba honorária. A hipótese.350/2010. também. sendo certo. Nego provimento. de 7 de fevereiro de 2011. que acrescentou o art. em curso o contrato comercial entre os réus o que atrairia. 3 da inicial). Ora. mostram-se irrelevantes. não lhes dispensando o ordenamento jurídico qualquer proteção. não teria o Segundo Réu como fiscalizar e controlar a relação de trabalho entre a empresa prestadora e seus empregados. como dito em linhas transatas. negar provimento ao apelo.00 e custas de R$400. a reclamante foi instada a pedir demissão com vista a garantir ser reempregada pela nova prestadora de serviços.7. A hipótese. nos termos do art. contingências inerentes à vida em sociedade. sendo certo que seu contorno jurídico está indissociavelmente ligado aos direitos da personalidade. a reclamante constituiu advogado particular. com a redação dada pela Lei nº 12. pela pessoa física ou jurídica obrigada ao pagamento ou pela instituição financeira depositária do crédito. por maioria. pelo que considero que a coação havida não é grave o suficiente a causar transtorno de ordem moral na obreira. pela empresa devedora. Revejo meu entendimento. assim. troca-se apenas o uniforme. ainda. resultante de crédito do empregado oriundo de condenação judicial. No caso vertente. da Magna Carta. Nego provimento. que na Justiça do Trabalho vigora o jus postulandi.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.2012.6 Descontos Fiscais Sempre entendi que o empregador deveria arcar com o ônus do imposto de renda incidente sobre parcelas decorrentes de condenação trabalhista. desfazendo. Vale lembrar. trata-se de uma espécie de “acordo extrajudicial” firmado entre os trabalhadores e a empregadora para manter a continuidade da prestação de serviços no mesmo posto de trabalho com a nova empregadora. senão vejamos: II. considerando que o empregado não deve suportar deduções maiores do que aquelas que teria se o pagamento fosse efetuado na ocasião oportuna sem necessidade de demanda judicial.5 Honorários Advocatícios (Não há assistência sindical) A Primeira Turma decidiu. mês a mês.127. deve arcar com referida despesa. deduzindo-se da autora apenas os valores que seriam devidos mês a mês. contratempos. dou provimento parcial. O entendimento acerca dos honorários advocatícios está em consonância com as Súmulas 219 e 329 do E. do C. CONCLUSAO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. duradouro ou não. correção monetária e juros de mora. sem dúvida a obrigação in vigilando por parte do tomador de serviço. não há mais prejuízo para o empregado porque o imposto de renda será calculado levando em consideração a quantidade de meses a que se referem os rendimentos.º 12. Portanto. por unanimidade. observando a tabela progressiva constante do anexo do referido ato normativo. assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação. na época da prestação de serviços. 21.04. devendo ser calculadas. não ficou desempregada. irritações. 23 de Setembro de 2013 45 profundo e grave sofrimento. in verbis: "X ." Pequenos aborrecimentos. 2. nego provimento. vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais. que assim dispõe: "HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS Pretende a reclamante o deferimento de honorários advocatícios.2. dar parcial provimento ao apelo para declarar a nulidade do pedido de demissão formulado pela autora e condenar a primeira reclamada no pagamento de . É do empregador a responsabilidade pelo recolhimento das contribuições previdenciárias e fiscais. a vida privada.713. aqui não é de ruptura de contrato de trabalho estando.000. conhecer do recurso ordinário.1 supra). nos termos do voto do Desembargador José Luiz Serafini. 12-A da Lei n. e calculado sobre o montante dos rendimentos pagos.

OMISSÃO Aduz o embargante que em sua peça recursal invocou o art. Embargado: O V. 138-139.0005 Processo Nº RO-62000/2013-005-17-00. ainda. RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos pela reclamada em face do v. No caso dos autos. mas de consignar os fundamentos que serviram de substrato à decisão consignada. ACÓRDÃO DE FLS. pois presentes os pressupostos de admissibilidade.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. quanto aos danos morais e aos honorários advocatícios. dou parcial provimento aos embargos declaratórios apenas para esclarecer que a invocação do art. apontando vício no julgado.101/2000 não se trata de inovação recursal nos primeiros embargos declaratórios mas sim. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). conforme preconizado no item I da Súmula nº 297 do C. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim.17. Vencidos. TST e OJ nº 118 da SDI-I/TST.2. 6º da Lei 10.00. Todavia. Assim.1. de que a concessão do descanso semanal remunerado após o sétimo dia consecutivo de trabalho viola a Convenção nº 106 da OIT. e. Fixado o valor da condenação em R$ 20.TRT 17ª. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. projeção do aviso prévio no pagamento das férias proporcionais e 13º salário proporcional. MÉRITO 2. no tocante à responsabilidade subsidiária. é certo que houve fundamentação expressa quanto ao entendimento adotado. acórdão de fls.2011.17. esclareço não se tratar de inovação recursal nos primeiros embargos declaratórios mas sim.6º da Lei 10101/2000 e que ao opor embargos declaratórios visando Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 sanar omissão no julgado. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. De toda sorte. 6º da Lei 10. Procurador do Trabalho: Dr. Insurge-se o embargante contra o v. na época da prestação de serviços.101/2000. Portanto. conhecer dos embargos declaratórios e.0057600-67. Portanto. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais. pelos reclamados. no mérito. verifico que o embargante invocou tal dispositivo em suas razões recursais porém a peça impressa. 6º da Lei 10.SIND DOS EMPREGADOS NO COMERCIO NO EST DO ESP SANTO Origem: 10ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . não registrou o tópico em referência. bem como vai de encontro ao entendimento sedimentado na OJ nº 410 da SDI-I do C. conhecidos e parcialmente providos. Sergio Carlos de Souza(OAB: 005462 ES) SIND DOS EMPREGADOS NO COMERCIO NO EST DO ESP SANTO Valdek Gazzoli(OAB: 013774 ES) ACÓRDÃO . 138-139. alegando que o julgado contém o vício alegado pois não apreciou o artigo 6º da Lei nº 10.17. Vistos.0010 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: LOJAS AMERICANAS S. acórdão dos aclaratórios assentou em sua fundamentação tratar-se de inovação recursal. acórdão de fls. 6º da Lei 10. Vejamos. falha na impressão da petição recursal protocolizada via e-DOC. para determinar que os descontos previdenciários sejam apurados na forma do item III da Súmula nº 368. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-57600-67. dar-lhes parcial provimento apenas para esclarecer que a invocação do art. TST. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-62000-71. De uma análise do arquivo no Sistema Integrado de Protocolização e Fluxo de Documentos Eletrônicos. deste Regional. João Hilário Valentim. ratificada pelo Brasil através do Decreto 58.101/2000 não se trata de inovação recursal nos primeiros embargos declaratórios mas sim.2.0010 Processo Nº ED-57600/2011-010-17-00.0 Recorrente Advogado DARIO SORIANO FEITOZA Airton Iduardo de Souza(OAB: 003684 ES) .5.5. deduzindo-se da autora apenas os valores que seriam devidos mês a mês. com custas. o v. do C. REGIÃO . Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. de falha na impressão da petição recursal protocolizada via e-DOC.A. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi. sendo partes as acima citadas. multa de 40% incidente sobre o FGTS. de R$ 400. convocada para compor quorum.823/1966.101/2000. qual seja.5. 138-139 . acórdão de fls. CONHECIMENTO Conheço dos embargos de declaração opostos pela reclamada.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO opostos pela reclamada. apenas para esclarecer que a invocação do art. acórdão de fls.2011.2013. tem-se por prequestionada a matéria. Participaram da Sessão de Julgamento em 10 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). 2.TRT 17ª Região .101/2000 não se trata de inovação recursal nos primeiros embargos declaratórios mas sim.000. 477 da CLT. referente ao art. havendo tese expressa no julgado.1. 23 de Setembro de 2013 46 aviso prévio indenizado. invocado no tópico 15 do recurso ordinário. de falha na impressão da petição recursal protocolizada via e-DOC. reporto-me à fundamentação exarada no v.2 Embargante Advogado Embargado Advogado LOJAS AMERICANAS S. FUNDAMENTAÇÃO 2.00. e-DOC. 138-139 que houve manifestação acerca da alegada omissão contida nos primeiros embargos declaratórios. verifico do v. constante dos autos. no caso. a Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi. constante da versão protocolizada via E-DOC.A. guias para liberação do FGTS e multa do art. por unanimidade. 138-139 para destacar que a necessidade de prequestionamento não impõe ao magistrado o dever de fundamentar nos moldes pretendidos pelas partes. visando sanar eventual obscuridade no julgado. TST. de falha na impressão da petição recursal protocolizada via e-DOC.

Razões recursais de fls.00 (três mil reais). no mérito. dar-lhe provimento para condenar a reclamada ao pagamento de indenização por danos morais. Logo.2 DANOS MORAIS – EXTRAVIO DA CTPS DO AUTOR O reclamante narra.0005 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: DARIO SORIANO FEITOZA Recorrido: GENESIO SOARES DIAS CANDEEIRO FUNERARIA . Vistos. fixando -a em R$3. As CTPS anotadas são o curriculum vitae do trabalhador.00. solicitar a emissão de um novo documento e comprovar. Alega que perdeu uma excelente oportunidade de emprego por não estar com sua CTPS tendo sido desclassificado. fato que.TRT 17ª Região . relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. Não foi devolvida a CTPS ao autor que informou ao Juízo ter providenciado uma nova Carteira de Trabalho em maio de 2013 (ata de fls. 23 de Setembro de 2013 47 Recorrido Advogado GENESIO SOARES DIAS CANDEEIRO FUNERARIA . ante a perda das informações contidas em sua CTPS. Diz que até a data do ajuizamento da ação a reclamada não havia lhe devolvido a Carteira de Trabalho. dou provimento ao apelo para condenar a reclamada ao pagamento de indenização por danos morais. Sendo assim. situação de estresse a que deu causa. a qualquer momento. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. fixando-a em R$3.900. Por isto. lhe traria dissabores não só na obtenção de novo emprego como também para a aposentadoria. CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. a tentativa do trabalhador de obter todas as anotações devidas e perdidas. esta deverá incidir sobre o quantum debeatur nos termos da Resolução n. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). FUNDAMENTAÇÃO 2. sem dúvida.000. No entanto. verifico que o salário do reclamante à época de sua dispensa era de R$1. No que concerne ao valor devido a título de indenização por danos morais.37 (vide TRCT de fl. o que configura o dano moral. 56/60 pelo não provimento do apelo. deve ser observado o disposto no artigo 39 da Lei 8. Pede a condenação da ré no pagamento de R$33. o réu não compareceu à audiência inicial. por esta razão. do C. 29. o extravio é muito mais grave do que o atraso na entrega.1 CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário eis que presentes os pressupostos de admissibilidade. entendo que é razoável concluir ter havido angústia por parte do autor. sendo partes as acima citadas. por cartas de recomendação de antigos empregadores ou extrato de tempo de contribuição emitido pelo INSS. lhe traria dissabores não só para demonstrar sua experiência na obtenção de um novo emprego quanto também para a aposentadoria. que determina a aplicação de juros de mora de um por cento (1%) ao mês. Assim. Contraminuta às fls. ou seja. seria difícil e demorado e até mesmo de resultado total incerto. com juros de mora a partir do ajuizamento da ação e correção monetária a partir da publicação desta decisão.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. a existência de vínculos de empregos anteriores. Procurador do Trabalho: Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . 14). principalmente por se tratar de uma CTPS já anotada.5. No caso.0062000-71. conhecer do recurso ordinário e. Logo. TST. tendo sido entregue a defesa pela advogada que estava presente. 40/42 que julgou parcialmente procedentes os pedidos iniciais.00 (três mil reais).º 8. a tentativa do trabalhador de obter todas as anotações devidas e perdidas. sentença de fls. e ante aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade. unicamente.000. na sua inicial.possui capital social de R$5. Inteligência da Súmula nº 52 da 1ª Jornada de Direito Material e Processual na Justiça do Trabalho. ante a perda das informações contidas em sua CTPS. 2.000.ME Raquel Cola Greggio(OAB: 013820 ES) ACÓRDÃO . Em vista disso. porque a carteira atesta a veracidade da vida profissional de quem a apresenta. com juros de mora a partir do ajuizamento da ação e correção monetária a partir da publicação desta decisão. Logo. 09) e que a reclamada – uma microempresa . 49/52 renovando o pedido de condenação da ré no pagamento de danos morais decorrentes do extravio da sua CTPS. que foi admitido pela reclamada para exercer a função de Agente Funerário em 30/10/2012 e dispensado em 08/01/2013 (TRCT de fls. seria difícil e demorado e até mesmo de resultado total incerto. contados a partir da data do ajuizamento da reclamatória e aplicados pro rata die. entendo que é razoável concluir ter havido angústia por parte do autor. seu nível salarial e a capacidade financeira e patrimonial da empresa.000.310. considerando a magnitude do sofrimento psicológico do autor. Mas não um curriculum vitae qualquer. a reclamada. conforme consta do documento de fls. 09). fato que. a partir da data em que foi fixada a indenização por danos morais. configurado está o dever de indenizar os danos morais sofridos pela reclamante.00 (50 vezes o salário mínimo) a título de indenização por danos morais. A sentença julgou improcedente o pedido de danos morais entendendo que nos casos de extravio da CTPS o trabalhador pode. é certo que este deverá variar de acordo com o caso concreto. o extravio é muito mais grave do que o atraso na devolução. principalmente por se tratar de uma CTPS já anotada. porque a carteira atesta a veracidade da vida profissional de quem a apresenta. Pois bem. guardando proporção entre a magnitude da ofensa e a capacidade financeira e patrimonial do ofensor. da data da publicação da decisão.ME Origem: 5ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . Mas não um curriculum vitae qualquer. do processo seletivo que participava. EXTRAVIO DE CTPS. sem dúvida. entendo adequado fixar o valor da condenação em R$3.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. e ainda de forma a não ensejar enriquecimento do ofendido. E isso é difícil de mensurar.2013.00 (três mil reais). mas apenas a compensação financeira. quanto à correção monetária incidente sobre a indenização por danos morais.177/91. No que concerne aos juros de mora incidentes sobre a indenização por danos morais. Por isto.17. Perfilho o entendimento de que as CTPS anotadas são o curriculum vitae do trabalhador. Em vista disso. sem dúvida. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo autor em face da r. Regularmente citado. por unanimidade.

05). 62 da CLT se aplica aos casos em que pela natureza das atividades atribuídas ao empregado. 62.A.17.I – HORAS EXTRAS – SERVIÇO EXTERNO – POSSIBILIDADE DE CONTROLE DA JORNADA – INOCORRÊNCIA DA HIPÓTESE DO ART. E. sentença quanto: horas extras. – RO 125100-17. – RO 12960065. concluiu o julgador que o autor está inserto na exceção do artigo 62.2 MÉRITO 2.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.5. apesar de externa a atividade prestada. em síntese. Vistos.1 HORAS EXTRAS. Des. razão por que. 35.5. Restando provado que havia controle sobre a jornada.17.62. proferida pela MM. O juízo indeferiu o pleito de horas extras sob o entendimento. a reclamada em defesa alegou. 128000041744 JCLT. sustenta que a reclamada juntou aos autos os itinerários de viagens que aliados ao rastreamento do caminhão. complementada às fls. I.0001 – Rel. são devidas as horas extras. 334-343. 25)v92. – Rel. Juiz Mauricio J. sendo partes as acima citadas. E. DA CLT – Havendo possibilidade de controle do horário de trabalho.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA HORAS EXTRAS. Por outro lado. Então. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. às Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . 62 da CLT.2. há duas hipóteses.2012. é devido o pagamento de horas extras. Origem: VARA DO TRABALHO DE ARACRUZ . (TRT 17ª R. não incide a regra de exceção do inciso I do art. Juliana Coutinho Piol(OAB: 009436 ES) ACÓRDÃO . I. há hipóteses em que mesmo desenvolvendo atividades externas. da CLT.1 CONHECIMENTO Conheço do recurso do reclamante porque presentes os pressupostos objetivos e subjetivos de admissibilidade.62.17. nesse caso. às fls. DA CLT.323-329 e. 128000031347 JCLT. sentença de fls.I – TRABALHO EXTERNO – HORAS EXTRAS – VIABILIDADE – O empregado apenas se enquadra na hipótese de que trata o art. Merece reforma a r. extrapolada a jornada contratual. nesse caso. TRABALHO EXTERNO. da CLT.2011 – p. razão por que.62 JCLT. a reclamada tinha condições de fiscalizar seus horários. – RO 000552004-042-03-00-7 – 1ª T. pela reclamada. como no caso dos representantes comerciais. pelo fato de possuírem afazeres externos.17. da CLT. 62.62. POSSIBILIDADE DE CONTROLE DA JORNADA. I do art. 62 da CLT. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-63000-83.62 JCLT. TRABALHO EXTERNO. pois aquele trabalho externo que permite o controle de jornada não se enquadra na citada exceção e. quanto à aplicação da exceção prevista no inc. 42) v97 Pois bem. nesse caso. de que o reclamante não se desincumbiu da prova de que. 62 da CLT. O reclamante alega que a prova oral e os discos do tacógrafo comprovam a sua real jornada. repouso semanal remunerado e demais encargos remuneratórios e honorários advocatícios. I do art.Havendo possibilidade de controle do horário de trabalho.5. Gerson Fernando da Sylveira Novais – DJe 08. Além disso.62 JCLT. apesar de externa a atividade prestada. I. ante a impossibilidade de controlar os horários. a saber.2 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Réu Advogado Plurima Réu Advogado WAGNER MIGUEL Vanessa Maria Barros Gurgel(OAB: 008304 ES) SUZANO PAPEL E CELULOSE S. TRANSPORTADORA TRANS VARZEA LTDA SASIL COMERCIAL E INDUSTRIAL DE PETROQUIMICOS LTDA. Des. às fls. I. INOCORRÊNCIA DA HIPÓTESE DO ART. devidas são as horas extras. não se podendo falar na excludente do artigo 62. RELATÓRIO O reclamante interpõe recurso ordinário em face da r. impõe-se o pagamento de horas extras. embora externo o seu labor.2012 – p. DA CLT . FGTS § 40% de todo o período laborado. Ou seja. trabalho externo e incompatível com a fixação de jornada de trabalho. Contrarrazões.2012. é devido o pagamento de horas extras.09.TRT 17ª Região . em que mesmo em labor externo o empregador tem meios de controlar a jornada desses trabalhadores. para localização do veículo possibilitavam o controle de sua jornada.0010 – Rel.I – HORAS EXTRAS – TRABALHO EXTERNO – POSSIBILIDADE DE CONTROLE DE JORNADA – Ainda que o trabalho seja externo.2011. além de ser difícil verificar qual o tempo efetivamente à disposição do empregador. I. aí. Observe-se os arestos: 220517 JCLT.2004 – p. se for possível o controle de jornada. José Luiz Serafini – DJe 17. 62. extrapolada a jornada contratual. se restar comprovada a existência de dois requisitos essenciais e cumulativos. A exceção prevista no inc. (TRT 03ª R. estes não estão sujeitos ao controle de jornada de trabalho. 62. No caso em apreço. intervalo intrajornada.0063000-83. buscando a reforma da r. I. as horas extras são indevidas. há que se observar que nem todo trabalho externo enseja tal aplicação. 23 de Setembro de 2013 48 João Hilário Valentim. horas extras à disposição com adicional de 50% da hora normal e 100% da hora normal em feriados nacionais e municipais e reflexos de todas estas parcelas no aviso prévio férias. pela empresa Jabur Onixsat. adicional noturno.0121 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: WAGNER MIGUEL Recorridos: SUZANO PAPEL E CELULOSE S. devida é a paga das horas extraordinárias comprovadamente prestadas pelo trabalhador.11. INOCORRÊNCIA DA HIPÓTESE DO ART. não incide a regra de exceção do inciso I do art. 13º salário.08. POSSIBILIDADE DE CONTROLE DA JORNADA. Vara do Trabalho de Aracruz que julgou procedente em parte a ação que rejeitou os embargos de declaração. vejamos com mais detalhes. (TRT 17ª R.2010.A. sentença. É cediço que. 2. FUNDAMENTAÇÃO 2. Razões do recurso do reclamante.5. Lorena de Souza Ferreira(OAB: 33299X BA) TRANSPORTADORA TRANS VARZEA LTDA Wellington Ribeiro Vieira(OAB: 008115 ES) SASIL COMERCIAL E INDUSTRIAL DE PETROQUIMICOS LTDA. por conseguinte. Godinho Delgado – DJMG 10. 350-353 e 354-358.0121 Processo Nº RO-63000/2012-121-17-00.

por conseguinte. Ressalto que o reclamante. conforme se constata. nos moldes do artigo 71 celetizado. a norma do art. que assim dispõe: "INTERVALO INTRAJORNADA Pretende o reclamante o pagamento do intervalo intrajornada. Min. do Código de Processo Civil. (TST – E-RR 423. por natureza insuscetível de propiciar aferição da efetiva jornada de labor.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 2. como desejou o reclamante. uma vez por semana de efetivo labor o reclamante laborava até às 22h.. 17:46 no campo “Tempo Oper.. I. devidas as horas extras além da 8ª trabalhada. na petição inicial requereu a juntada dos discos de tacógrafos sob as penas do art. O reclamante afirmou. às fls. terminava o trabalho às 19/20/21:00 [. Desse modo. sob o argumento de que usufruía apenas de 30 minutos. caso contrário. a reclamada não impugnou o documento de fls. forçoso concluir que a reclamada tinha. Colhe-se da prova oral (fl. desde que não extrapolasse o horário das 05 às 22 horas. I. e que confirma o controle que a reclamada alegou fazer quanto às viagens para entrega dos produtos e.0Km. afirmou que a reclamada exigia que os motoristas iniciassem a viagem às 05h.3 INTERVALO INTRAJORNADA. 2. em seu depoimento pessoal. de 12:08 no campo “Tempo Mov. deve-se concluir que os registros dos discos de tacógrafos eram aqueles efetivamente cumpridos. em que pese o entendimento da OJ 307 da SBI-I do TST.”. pela recorrida. em boa hermenêutica. desnecessário que viessem aos autos. Nesse cenário do acervo probatório dos autos. sem se insurgir contra a validade dessa prova documental. Sendo certo que laborou também nos dias nos dias 25 e 27.4Km. posterior aos primeiros 90 dias. Isto corrobora a tese de que a reclamada.I – HORAS EXTRAS – Motorista carreteiro. comprovou que além do tempo gasto com as viagens havia também aquele referente ao descarregamento de material químico. efetivamente. Com efeito.”.128): no dia 26/01/2012. Vê-se também que. haja vista que somente este tempo foi efetivamente extirpado do trabalhador. A prova oral por sua vez. mesmo quando o obreiro goza de parte do referido intervalo. pelos motoristas. na empresa Suzano Papel e Celulose S. colacionados aos autos pelo autor. especificamente a testemunha ouvida. bem como a jornada do reclamante. 62.62 JCLT.4 HORAS EXTRAS À DISPOSIÇÃO. em 20 dias de labor e 4 dias de folgas e. da CLT que exclui o empregado do direito às horas extras.2 ADICIONAL NOTURNO.”. atual Súmula 437 do TST. A norma do art. ainda que de forma indireta.2003)RST+169+2003+Jul+86+01/94v92 De tudo que foi exposto. 23 de Setembro de 2013 49 fls. 112 que: “sempre existiu uma programação na empresa sobre as viagens para entrega de produto. E. seja pela determinação de cumprimento de Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 rotas previamente conhecidas e com possibilidade de previsão da duração das viagens. Quanto ao tempo em que o motorista ficava aguardando o descarregamento de produto a prova pericial trouxe aos autos fotografias que comprovam que havia sala específica para a espera da descarga.510/1998. 62. 128 e seguintes. negar provimento ao apelo. ambos do CPC. 306) que. às fls. realmente. fixo a jornada laboral para apuração das horas extras da seguinte forma: das 5h às 19h. FGTS + 40% e adicional noturno.” E percorridos 795. os registros dos tacógrafos. demais documentos acima citados e o fato de que o autor além das viagens tinha que esperar pelo descarregamento da carga na empresa cliente. Por outro lado. no dia 09/03/2012. 93-94 e contestação. comprovam a movimentação do veículo. a prova oral. como aferir a jornada laboral do autor.” Forçoso concluir que a reclamada tinha. então. pois. Portanto.. 14:46 no campo “Tempo Oper. e sequer se cogitaria da pena prevista no artigo 359. RSR. Nego provimento. observe-se o aresto a seguir: 250900019482 JCLT. chegada deste à empresa cliente. O reclamante alega que gastava 1h30min para chegar em Aracruz e . desde que estivesse programado para isso. Considerando. sob pena de admitir-se o enriquecimento ilícito do empregado que estaria recebendo horas extras por tempo não trabalhado. 13º salário. às fls. entendo que o empregador somente deve pagar o tempo não usufruído a título de intervalo intrajornada e não sempre 1h. Nego provimento. nos primeiros 90 dias de contrato de trabalho. como afirmou também o autor. Art. Com efeito. não há falar em deferimento de adicional noturno. saída da empresa cliente e chegada à reclamada. Controle de jornada. dou provimento. 62. ainda que de forma indireta. 51 que diz respeito ao controle. afasta-se.0 – (SBDI-1) – Rel. por maioria. fazia uma programação e controle quanto à entrega dos produtos. entendo que o reclamante só tem direito ao período remanescente do intervalo. em 16 dias de labor e 4 dias de folgas.62. pois. dia a dia (Resolução nº 816/86.] que a reclamada determinava o retorno no mesmo dia. que: “. observe-se relatório sintético dos tacógrafos (fls.2.. mas também a distância percorrida e a data e hora do início da operação. como já dito a possibilidade de controle de jornada do reclamante. da CLT.. nos termos do voto do Desembargador José Luiz Serafini. em média. Dilatada a jornada normal.04.A (cliente). o intervalo era parcialmente concedido (aproximadamente 30 minutos por dia). A Primeira Turma decidiu.2. Assim. do CONTRAN). 22-24 que registram os horários de chegada e saída. Esta mesma testemunha também corroborou a tese do autor de que usufruía tão somente de 30 minutos para refeição. A reclamada também não impugnou especificamente os documentos de fls. em Ata de fls. 305.. devidos também os reflexos sobre aviso prévio indenizado. João Oreste Dalazen – DJU 04. O pagamento do adicional noturno deve atender ao pleito referente a inobservância da redução ficta da hora que enseja minutos extras de trabalho a cada hora laborada das 22 às 5 horas. às fls. Além disso. que a reclamada alegou fazer controlar. ou quando desenvolva atividade externa. férias + 1/3. 306. seja pela presença de tacógrafo." 2. a possibilidade de controlar indiretamente o tempo gasto pelo autor nessas viagens. quanto aos horários de saída do caminhão da reclamada. 359. Desse modo.2. da CLT exclui o empregado do direito às horas extras quando incompatível o controle de horário. que durava 3h/4h ou podia chegar até 10h. paradas e quilometragem. vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais. de 12:04 no campo “Tempo Mov. então. O tacógrafo é mecanismo que enseja a apuração não apenas da velocidade do veículo. o autor somente faz jus ao tempo remanescente de intervalo não usufruído (30 minutos diários). ademais. 253255. das 5h às 19h.” E percorridos 692. há de ser interpretado restritivamente. Preceito excepcional. faz jus às horas extras o motorista carreteiro cuja jornada de labor é controlada pelo empregador. nos termos do artigo 71 da CLT. o que também possibilita em cotejo com a programação. não só a movimentação do veículo e entrega dos produtos. in casu. na inicial e em depoimento pessoal. No entanto. I.

que o autor sequer pediu horas in itinere. quanto ao intervalo intrajornada e aos honorários advocatícios. Desse modo.” Não obstante o registrado pelo nobre Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais. vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais. OMISSÃO . convocada para compor quorum. que foi declarado no documento constante às fls. Custas de R$400. 818 da CLT e o art. inclusive.17. O entendimento acerca dos honorários advocatícios está em consonância com as Súmulas 219 e 329 do E.000. RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos pelo reclamado em face do v. 91/93. Se os embargos não demonstram a existência de omissão.1. portanto. o que torna presumível a situação econômica que não lhe permite demandar sem prejuízo do próprio sustento ou de sua família. que na Justiça do Trabalho vigora o jus postulandi.2.2012. TST. devidos também os reflexos sobre aviso prévio indenizado. sob o argumento de que caberia ao reclamante demonstrar sua existência. nos termos do voto do Desembargador José Luiz Serafini. calculadas sobre o valor da condenação. férias + 1/3. servida por transporte público. dar parcial provimento ao recurso para deferir as horas extras além da 8ª trabalhada. Não é. percebia salário R$1. alegando omissão no julgado.CONHECIMENTO Conheço dos embargos.5 Embargante Advogado Embargado Advogado MUNICIPIO DE VENDA NOVA DO IMIGRANTE Evandro SantAnna Soncim(OAB: 009810 ES) SEBASTIAO LOIOLA DA SILVA Frederico Rodrigues Silva(OAB: 014435 ES) PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO . ACÓRDÃO DE FLS. que se a reclamante optou pela contratação de advogado particular. REGIÃO . Esclareço que não há falar em se considerar como in itinere o tempo despendido pelo empregado no deslocamento de sua residência até o local de trabalho. importante consignar que o empregado. à época da contratação. sendo certo. o que afasta a pretensão do autor. verifico que os argumentos apresentados pelo embargante revelam mero inconformismo com o resultado do julgamento.17. no percurso de sua residência ao local de trabalho. ante os limites impostos pelo legislador no art. por maioria. Sem razão. Vencido. ressalto. nego provimento.5. 333 do CPC. no mérito. A Primeira Turma decidiu. Custas.000.00. FGTS + 40% e adicional noturno.6 HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. presumindo-se o não acolhimento das teses divergentes. por unanimidade. por maioria.00 (vinte mil reais). não há notícias de que o autor encontra-se empregado. 05 de abril de 2012. de contradição. Basta que fundamente o entendimento adotado. Sendo certo. todos os argumentos abordados pelas partes. ponto a ponto. Indevidas as horas extras à disposição pretendidas pelo reclamante. acórdão de fls. 16.TRT 17ª Região . arbitrado em R$ 20. 2. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi. ou seja. Requer o pagamento de horas à disposição da empresa com adicional de 50% da hora normal e 100% da hora normal em feriados nacionais e municipais Sem razão. salienta-se que a Corte não está obrigada a apreciar. Quanto ao prequestionamento a que se refere à Súmula 297 do . conhecer do recurso do reclamante. que assim dispõe: "HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS Pretende o reclamante o deferimento de honorários advocatícios. para que seja concedido efeito modificativo ao julgado. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-68000-27.00. o reclamante constituiu advogado particular. no caso vertente. Portanto. Nego provimento. 91/ 93 . Procurador: Dr. pois o tempo gasto. pois presentes seus pressupostos de admissibilidade. ou de obscuridade e revelam mero inconformismo da parte com o conteúdo meritório do acórdão. valor superior ao dobro do salário mínimo legal. FUNDAMENTAÇÃO 2. 13º salário. e. negar provimento ao apelo.0101 Processo Nº ED-68000/2012-101-17-00. Inicialmente. CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região.0068000-27. pois. Vale lembrar. nos termos do voto do Relator. Vistos. ainda. não pode ser computado como à disposição do empregador. pela reclamada. uma vez que se utiliza dos presentes embargos com o intuito de rediscutir matéria fática sobre o seu prisma.5. da CLT. 58.2012. concernente à violação do art. fato.SEBASTIAO LOIOLA DA SILVA Origem: VARA DO TRABALHO DE VENDA NOVA DO IMIGRANTE .0101 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: MUNICIPIO DE VENDA NOVA DO IMIGRANTE Embargado: O V. Ademais.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. pois a área é de fácil acesso. o Desembargador Relator.PREQUESTIONAMENTO Aduz o embargante que o v. João Hilário Valentim. deve arcar com referida despesa. sendo partes as acima citadas. o que não ocorreu. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO.263. acórdão é omisso em sua decisão quanto à inversão do ônus da prova em relação ao vínculo de emprego. bem como a necessidade de prequestionamento.00 (quatrocentos reais). não estando presente a hipótese que ensejaria ao juízo deferir-lhe a verba honorária. Entretanto.TRT 17ª. Consignou o eminente Relator o seguinte: “Primeiramente.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. de R$ 400. por unanimidade. requer sejam explicitadas as questões suscitadas. não merecem ser providos. inclusive para fins de prequestionamento. § 2º. RSR. prerrogativa das partes determinarem o que os julgadores deverão fazer constar do acórdão.00 (fls." Fixo o valor da condenação em R$20. 23 de Setembro de 2013 50 quando deveria ir de sua residência até Itabatã gastava 3h. Participaram da Sessão de Julgamento em 10 de setembro de 2013: o Desembargador José Luiz Serafini (Presidente).19).

ao pagamento das parcelas deferidas à reclamante. 837).5. sentença quanto à responsabilidade subsidiária. Vara do Trabalho de Venda Nova do Imigrante-ES.5 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Réu INSTITUTO CAPIXABA DE PESQUISA. além de os embargos denotarem mero inconformismo com o conteúdo meritório do julgado. que isso não significa que eventual omissão no dever de fiscalizar as obrigações do contratado não possa gerar essa responsabilidade para o ente público.TRT 17ª Região . Nessa linha de raciocínio.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. FUNDAMENTAÇÃO 2. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora Acórdão Processo Nº RO-69100-17. a simples oposição de embargos de declaração interrompe o prazo para interposição do recurso adequado. e mesmo não tendo sido conhecidos pelo Juízo a quo por inadequação. 524 pela via editalícia. em suma.17. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. o que deve ser manejado na via recursal própria. 538 do CPC. pelo não conhecimento do recurso e. por unanimidade. pontifica que: Cumpre advertir. assim.0069100-17. e tendo em vista o manifesto caráter protelatório dos embargos. p.0101 Processo Nº RO-69100/2012-101-17-00. 2008. em 24. 354/371 foram tempestivamente opostos em 29/01/2013. da MM. no caso o recurso ordinário. parágrafo único. sendo partes as acima citadas. ainda que não conhecidos os embargos por inadequação. do CPC. sem razão a reclamante quando sustenta a intempestividade do recurso ordinário. é intempestivo o recurso ordinário interposto apenas depois de os embargos declaratórios não terem sido conhecidos. Diante disso. art. Deste modo. Dessa forma. senão vejamos. CULPA IN VIGILANDO. Devidamente intimada às fls. renovando a preliminar de litispendência entre a ação coletiva e a ação individual. CONHECIMENTO Argui a reclamante a preliminar de não conhecimento do recurso interposto pelo 2º reclamado por intempestividade. deste Egrégio Tribunal Regional do Trabalho.2010. 23 de Setembro de 2013 51 TST. 538. complementada pela r. do CPC. forçosa a conclusão de que a oposição dos embargos declaratórios interrompeu o prazo para o recurso ordinário de fls.666/93. ante a total ausência do vício alegado. ASSISTENCIA TECNICA E EXTENSAO RURAL Recorridos: DAYANE MONTEIRO DA SILVA FERREIRA MASTER PETRO SERVICOS INDUSTRIAIS LTDA Origem: VARA DO TRABALHO DE VENDA NOVA DO IMIGRANTE . Desse modo. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim. ressalvando-se. Isso porque. o prazo é interrompido pelo período compreendido da Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . sentença de fls. 527/538-vº.11. Vistos. LTr. 429/429-vº. RELATÓRIO O 2º reclamado interpõe recurso ordinário em face da r. PODER PÚBLICO. 71. Na linha do item V da Súmula n. negar-lhes provimento e condenar o embargante a pagar a multa de 1% sobre o valor da causa. o que não significa a obrigação de reproduzir textos legais.17. em excelente obra. nego-lhes provimento e imponho ao Embargante multa de 1% sobre o valor da causa. 331 do TST. Nesse sentido. se conhecido. o Desembargador Carlos Henrique Bezerra Leite (Curso de Direito Processual do Trabalho. cuja edição foi inspirada no resultado do julgamento. interromperam o prazo para a interposição de recursos. e a 2ª reclamada subsidiariamente.º). pelo seu não provimento. Sem razão a reclamante. entretanto. 438/470. o prazo para interposição do recurso cabível. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). 350) e os embargos de declaração de fls. 16. que a mera inadimplência do contratado não poderia transferir à Administração Pública a responsabilidade subsidiária pelo pagamento dos encargos trabalhistas (Lei 8. já que a r. sendo certo que alguns julgados admitem que tanto a intempestividade quanto a irregularidade de representação nos embargos declaratórios não produzem o efeito interruptivo.5. exceto quando intempestiva. 438/470. da ADC n. não interrompendo. os embargos de declaração são tempestivos.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA.2012.1. que embargos declaratórios não conhecidos equivalem à inexistência da medida. sentença foi publicada no dia 21/01/2013 e o recurso ordinário foi interposto apenas em 25/06/2013. na forma autorizada pelo art. Conclui-se que. anoto que só tem pertinência e cabimento quando o julgado não haja adotado fundamento explícito sobre o tema ou sobre a questão submetida. a qual julgou procedentes os pedidos e condenou o 1º reclamada. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.2012. passou-se a entender. Contrarrazões da reclamante às fls. A meu ver. No mérito. conforme a inteligência do caput do art. § 1. por encontrarse em lugar incerto e não sabido. parágrafo único. 538. CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. decisão de embargos declaratórios de fls. pleiteia a reforma da r. na forma autorizada pelo art. A sentença foi publicada no Diário Eletrônico da Justiça do Trabalho no dia 21/01/2013 (fl. pelo Supremo Tribunal Federal. quanto às multas dos artigos 467 e 477 da CLT e ainda quanto aos honorários advocatícios e assistência judiciária gratuita. O que se exige é a adoção de tese e não de reprodução da lei. Razões do recurso às fls. alegando. a 1ª reclamada não apresentou contrarrazões ao recurso. quanto às horas extras e salário do mês de abril/12 e de 9 dias de maio/12. por disciplina judiciária. conhecer dos embargos declaratórios. ASSISTENCIA TECNICA E EXTENSAO RURAL Marcio Candido Costa de Souza(OAB: 011722 ES) DAYANE MONTEIRO DA SILVA FERREIRA Antonio Jose Pereira de Souza(OAB: 006639 ES) MASTER PETRO SERVICOS INDUSTRIAIS LTDA ACÓRDÃO . é nítida a intenção da parte de dilatar o prazo recursal. no entanto. 338/349.0101 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: INSTITUTO CAPIXABA DE PESQUISA. que a jurisprudência é unânime em afirmar que somente os embargos de declaração intempestivos não interrompem o prazo para a interposição de outros recursos.

1993. salário de abril e 09 dias de maio de 2012. Preliminar de nãoconhecimento.1.0003) e a ação individual. Com efeito. O tema central do recurso do 2º reclamado diz respeito à caracterização ou não da responsabilidade subsidiária do ente público em casos de relação de prestação de serviços.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. na impossibilidade de a autora vir a se beneficiar da decisão que lá for proferida. como o recurso ordinário foi interposto em 29/05/2013. os embargos interrompem o prazo para a apresentação de outros recursos. o que ocorreu na realidade consistiu em delegação para terceiro de tarefas do empreendimento necessárias à consecução dos fins estruturais do "negócio estatal". a propositura de demanda individual pela reclamante.06. No entanto. e a que se dá provimento. ainda que deles não se venha a conhecer.17. citem-se os seguintes arestos: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO .A legitimidade extraordinária conferida ao Ministério Público e às associações de classe para propositura de ação civil pública ou ações coletivas (art.05.” No caso sub judice. 477 da CLT e honorários advocatícios. a contar da ciência nos autos do ajuizamento da ação coletiva.Rel. se não for requerida sua suspensão no prazo de 30 (trinta) dias. do CPC. Responsabilidade Subsidiária A sentença julgou procedentes os pedidos e condenou os réus. conheço apenas parcialmente do recurso ordinário interposto pelo 2º reclamado.INTERRUPÇÃO DE PRAZO PARA AJUIZAMENTO DE OUTROS RECURSOS A análise dos fundamentos de omissão. interrompe o prazo para interposição de outros recursos. Recurso de revista de que se conhece. que não restou evidenciada qualquer conduta culposa a ensejar sua responsabilidade subsidiária. 2. do parágrafo único. rejeito a preliminar. ART.º 8.O inadimplemento das obrigações trabalhistas. Dessa decisão recorre a autarquia estadual INCAPER alegando. No caso. 174/2011. findando-se o prazo recursal no dia 29/05/2013. Incontroverso nos autos que a reclamante foi contratado pela 1ª reclamada MASTER PETRO para prestar serviços em favor da INCAPER como Auxiliar Administrativo. Min. a pagar à autora horas extras.DOESP 26. sem o pedido de suspensão do prazo até o julgamento definitivo daquela demanda coletiva.5. Dessa forma. MÉRITO 2.08. já que a recorrente é Autarquia Estadual e possui prazo em dobro para interpor recurso. O ajuizamento dos embargos. nos termos do Decreto-Lei 779/69 e do art. POR QUALQUER DAS PARTES. 769 da CLT) tem por objetivo facilitar o acesso à Justiça e não criar obstáculo ao trabalhador que opta pelo exercício individual do direito de ação constitucionalmente garantido (art. p/o Ac. 93).º 8. . 23 de Setembro de 2013 52 data da sua apresentação até a intimação do embargante da decisão dos embargos. que é rejeitada. pelo que não cabe considerar outras hipóteses. especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora.2. mormente quando a ausência do pedido de suspensão foi corroborado pela opção da autora pelo prosseguimento da presente ação individual de forma Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 inequívoca em audiência (ata de fl. sem o recolhimento de depósito recursal e custas. não induzem litispendência para as ações individuais. por violação do art. O legislador processual não excepcionou.078/90 preconiza que as ações coletivas não induzem litispendência para as ações individuais. divulgada no DEJT em 27. Carlos Fernando Berardo . sendo esse item V inserido por força da Res. A propósito. 104 da Lei n. 82 do Código de Defesa do Consumidor.EMBARGOS DE DECLARAÇÃO INTERRUPÇÃO DO PRAZO PARA INTERPOSIÇÃO DE OUTROS RECURSOS. 13º salário proporcional. (TST . nem foram concedidos à reclamante os benefícios da assistência judiciária gratuita. Conv. o qual dispõe que: “As ações coletivas. na hipótese. 104 da Lei n.Rel. (TRT 2ª R. (TST . Portanto.2001 .DJU 12. suficiente a fazer emergir a responsabilidade subsidiária do beneficiário final do trabalho desenvolvido pela reclamante. por esse fundamento.DJU 31. o seguinte aresto: AÇÃO CIVIL PÚBLICA E AÇÃO INDIVIDUAL . 511. Juiz Paulo Augusto Câmara .RR 413060 . Sem razão. V . Gelson de Azevedo . rejeito a preliminar. A aludida responsabilidade não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa regularmente contratada" (verbis) Esse entendimento está em consonância com o resultado da ADC . é válido trazer à baila o disposto nos itens IV e V da Súmula nº 331 do TST.Rel. Salvo quando manifestamente intempestivos ou quando não há representação regular.3ª Turma . A higidez do pronunciamento jurisdicional. cujo artigo 103 estabelece os contornos da coisa no âmbito da coletivização de direitos. resultando.p. impõe-se reconhecer sua tempestividade.05. 30 e 31. é garantida pela Lei sob comento. No mesmo sentido. Assim. como relatado pelo Juízo de origem na sentença (fl. Aplico subsidiariamente o art. do artigo 81. . mas os efeitos da coisa julgada erga omnes ou ultra partes a que aludem os incisos II e III do artigo anterior não beneficiarão os autores das ações individuais. 538 do CPC.LITISPENDÊNCIA NÃO CARACTERIZADA . isento de eventual contradição com outros julgados. como a ação que caracterizaria a litispendência é coletiva. 617).3. PRELIMINAR DE LITISPEDÊNCIA ENTRE A AÇÃO COLETIVA E A AÇÃO INDIVIDUAL Renova o 2º reclamado a arguição de litispendência entre a ação coletiva (RT 0114900-71. ou seja. nas mesmas condições do item IV.5ª Turma .2005). uma vez que não houve condenação das reclamadas na supracitada multa. o 2º de forma subsidiária.(20050515084) 4ª T. argüida pela reclamante. mula do art. 2. cujo teor peço vênia para transcrever: IV .º 8. 340-vº). por parte do empregador. implica a responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços quanto àquelas obrigações. Min. aviso prévio. situação típica versada na Súmula nº 331 do TST.2011. apenas. em síntese. 467 da CLT e quanto à assistência judiciária gratuita por ausência de interesse.078/90 (Código de Defesa do Consumidor).p. 424).2000 .º. O art. caso evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei n. § 1.RR 590786 . RECURSO DE REVISTA .3. previstas nos incisos I e II. ainda que equivocadamente não tenham sido conhecidos. contradição ou obscuridade importa decisão sobre o mérito dos embargos de declaração. XXXV da Constituição Federal em vigor). Pois bem. dele não conhecendo quanto à multa do art. aplicável subsidiariamente ao processo trabalhista por força do art. desde que haja participado da relação processual e conste também do título executivo judicial.RO 02132-2001-302-02-00 .2012. Amparando o entendimento aqui adotado.Os entes integrantes da Administração Pública direta e indireta respondem subsidiariamente. 5º. a decisão dos embargos de declaração foi publicada em 13/05/2013. não induzem o efeito pretendido pelo recorrente. de 21.08.666.538/CPC. de não conhecimento do recurso interposto pelo 2º reclamado por intempestividade. inc.

Isso equivale a dizer que. §1º. E o ônus de provar a efetiva fiscalização da execução do contrato é da Administração Pública." A figura da terceirização é uma realidade. § 6º. as decorrentes da legislação laboral). Na hipótese dos autos. III. inclusive trabalhistas. o disposto no art. Desse modo.666/93. . Nesse sentido. diretamente envolvidos na execução do contrato. a INCAPER não logrou êxito em comprovar a efetiva fiscalização referente às obrigações da 1ª reclamada junto a seus empregados.§1º. causarem a terceiros. Não tendo sido produzidas outras provas nesse sentido.666/83). conforme se depreende dos artigos 58.º 8. caput e § 1º. por óbvio. II. dos direitos trabalhistas dos empregados que trabalharam em benefício do 2º Réu. da Lei nº 8. a qual declarou como responsável subsidiária a INCAPER para efetivar o cumprimento da decisão com o pagamento de todas as verbas devidas ao obreiro. senão vejamos: AGRAVO DE INSTRUMENTO DESPROVIDO – TERCEIRIZAÇÃO – DEVER DE FISCALIZAÇÃO ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA – OMISSÃO – “CULPA IN VIGILANDO” – RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA – DECISÃO DO STF NA ADC 16 No julgamento da ADC 16. caput e §1º. mais do que realizar a escolha da empresa devidamente. caput. portanto. A efetiva fiscalização da execução do contrato de prestação de serviços da 1ª reclamada.2010. 71. à luz da diretriz sedimentada pelo STF. E também. verifica-se a conduta culposa. teria o condão de evitar infortúnios relacionados ao inadimplemento de verbas trabalhistas da contratada junto aos seus trabalhadores. e 67. em juízo. de acordo com os artigos 58. eis que. concluo que o 2º Reclamado foi culpado pelo inadimplemento. 333. do CPC e 818 da CLT). compete ao ente público. da Lei nº 8. é necessário que se constate a diligência do tomador dos serviços. no caso dos autos. III. com fundamento nos artigos 186 e 927.2008. apresentar as provas necessárias à demonstração de que cumpriu a obrigação prevista em lei. o Supremo Tribunal Federal. sem que a mesma tivesse recebido as verbas rescisórias. trazer os elementos necessários à formação do convencimento do magistrado (arts. principalmente porque o Estado é que obteve proveito do labor do reclamante. sob pena de restar caracterizada a culpa in vigilando da Administração Pública. da Lei nº 8. Agravo de Instrumento a que se nega provimento.666/93. inexistindo violação do art. e 67. Ministro Carlos Alberto Reis de Paula. nesta qualidade. ao declarar a constitucionalidade do art.11. 8ª Turma. E durante o desempenho dessa função. é apenas um paliativo sem qualquer eficácia fiscalizatória. pela 1ª reclamada. II. § 1º. da Administração Pública (culpa in vigilando). inobservadas pelo contratado. III.666/93. correta a sentença. por omissão. verifico que a INCAPER participava da relação de emprego na medida em que era tomador da mão-de-obra da reclamante. Mas. convenhamos. sobretudo no que atine ao cumprimento dos direitos trabalhistas dos empregados da empresa contratada. caberia à entidade estatal. (PROCESSO Nº TST-AIRR-123240-14. inclusive. assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. 5º. Ressalte-se que o 2º reclamado somente em janeiro de 2012 tomou a iniciativa de cobrar da 1ª reclamada a comprovação dos depósitos fundiários dos seus empregados. ressalvou a possibilidade de a justiça do Trabalho constatar. para se cogitar da exclusão da responsabilidade subsidiária dos entes públicos. tendo em vista que. decorrente da omissão quanto ao dever de fiscalização da execução do contrato administrativo. a culpa in vigilando da Administração Pública e. 71. Também cumpre asseverar que a ação inibitória que o recorrente noticia com documento juntado às fls.2011) (grifos nossos) Entretanto. 183. reconheceram que isso não significa que eventual omissão no dever de fiscalizar as obrigações do contratado não possa gerar essa responsabilidade para o ente público. conforme ofício de fl. 71. mormente quando a própria tomadora de serviços relata no ofício sob comento que desde setembro de 2010 não havia depósitos fundiários. a responsabilidade subsidiária da recorrente. diante disso. DJ 23. amparada por lei. da Constituição da República e dos demais dispositivos legais invocados. pelo pagamento dos encargos trabalhistas devidos. 176/181 foi ajuizada somente em abril/2012. não afasta a responsabilidade subsidiária. atribui responsabilidades primárias ao contratado. ou seja. consoante tem decidido o próprio Tribunal Superior do Trabalho. mas sim.666/93. devendo responder pela falta de idoneidade da prestadora de serviços. quando pleiteada em juízo sua responsabilização pelos créditos trabalhistas inadimplidos pelo contratado.5. os Ministros da Corte Suprema. especialmente no que concerne à fiscalização do adimplemento. conforme preceito contido no artigo 37.03. notadamente quanto ao dever de fiscalizar a execução do objeto contratual. no caso concreto. A legalidade da contratação por si só. pois não trouxe aos autos qualquer elemento que permitisse ao Juízo aferir se houve efetivo acompanhamento do contrato de prestação de serviços. conforme o segundo reclamado deseja demonstrar. A própria Lei de Licitações impõe à Administração Pública o dever de fiscalizar a execução dos contratos administrativos. tinha o recorrente o dever de manter constante vigilância quanto ao cumprimento das obrigações trabalhistas em relação aos trabalhadores que lhe prestaram serviços diretamente. Além disso. razão pela qual se atribui Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 a responsabilidade subsidiária ao ente público. o trabalhador não pode ser apenado pela inexecução contratual. Ressalte-se que as parcas guias relativas ao FGTS colacionadas aos autos revelam apenas e tão somente a irregularidade dos depósitos fundiários sem que o 2º reclamado tivesse procedido a uma escorreita fiscalização quanto ao descumprimento das obrigações trabalhistas ao longo da prestação de serviços da autora a favor da tomadora. no mérito dessa ação constitucional. apesar de entenderem que a mera inadimplência do contratado não poderia transferir à Administração Pública a responsabilidade pelo pagamento dos encargos trabalhistas (art.11. Assim. em 24. sob o prisma da aptidão para a prova.0002. Nesse ponto. agiu com culpa in vigilando. a responsabilidade subsidiária do Estado decorre da própria Constituição Federal. atribuir responsabilidade ao ente público pelas obrigações.666/93 não desobriga o tomador de serviços de responsabilidades subsidiárias. do CC. Rel. in verbis: "As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes. o ente público não aponta qualquer elemento ou indício no sentido de que cumpriu a obrigação legal que lhe é imposta (artigos 58. Partindo dessas premissas.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. a exemplo do ocorrido no que concerne aos direitos trabalhistas não pagos à reclamante. 23 de Setembro de 2013 53 n° 16. e 67. da Lei nº 8. Indiscutível. da Lei n. o que. inclusive quanto às obrigações trabalhistas. da Lei nº 8. que impõem à administração pública o ônus de fiscalizar o cumprimento de todas as obrigações assumidas pelo vencedor da licitação (dentre elas. julgada procedente pelo Supremo Tribunal Federal (STF). apenas um mês antes de ter sido rescindido o contrato de trabalho da reclamante em maio de 2012.

que assim dispõe: “HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS Neste procedimento especializado. Destaco ainda que o artigo 133 da Constituição Federal de 1988. nos termos da fundamentação supra.703. dou provimento ao recurso. nego provimento. do pagamento respectivo. dentre outros. Vejamos. 789. 477 da CLT e excluir da condenação os honorários advocatícios. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. há nos autos comprovação. por unanimidade. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais.4. Em razão disso. não se aplica o disposto no artigo 20 do CPC. excedeu a legalmente definida em 30 minutos por dia. do salário do mês de abril de 2012 e de 9 dias de salário do mês de maio de 2012). da CLT. TST. que. deve ser expungido da condenação o pagamento das horas extras. quanto à multa do art. dar parcial provimento ao apelo para excluir da condenação as horas extras. como se pode verificar à fl. Desse modo.703. 2. com razão a recorrente. o salário do mês de abril de 2012 e de 9 dias de salário do mês de maio de 2012. Por isso. 789. nos termos do voto da Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.2.não ensejando o pagamento da multa. continuam em vigor os arts. que assim dispõe: "MULTA DO ARTIGO 477 DA CLT No caso do artigo 477 da CLT. Logo. conforme a jornada de trabalho informada na inicial (das 07h30min às 17h. Assim. Dou provimento. com 01h30min de intervalo intrajornada. cumpre registrar que a responsabilidade subsidiária alcança todas as obrigações.º 331. conhecer apenas parcialmente do recurso ordinário interposto pelo 2º reclamado.906/94 não revogou o jus postulandi partes. de não conhecimento do recurso ordinário interposto pelo 2º reclamado por intempestividade. sendo certo que. posto que a referida Súmula se refere a casos de contratação ilegal de servidor sem concurso público. por maioria. Reduzido o valor da condenação para R$ 3. eis que o Processo do Trabalho tem norma de regência própria. em referência. setecentos e três reais e sessenta e cinco centavos). No que tange às horas extras. 477. na medida em que a Súmula n. Multa do art. o salário do mês de abril de 2012 e 9 dias de salário do mês de maio de 2012. e que foi confirmada pela defesa da 2ª reclamada. inclusive a multa prevista no art. reduzo o valor da condenação para R$ 3. vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais. por maioria. considerando que não foi provada sua escorreita quitação. Portanto.3. 345. rejeitar a preliminar arguida pela reclamante. da Súmula 219 do C.4. 2. pois laborava 8 horas por dia e 40 horas por semana. I.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. do TST. 330/336-vº). Honorários Advocatícios A Primeira Turma decidiu. Desta forma.3. dar provimento ao apelo. Por fim. a disposição do parágrafo 8º é no sentido de que a inobservância dos prazos estabelecidos pelo parágrafo 6º sujeita o empregador ao pagamento da multa. setecentos e três reais e sessenta e cinco centavos). não impugnou tais documentos. salariais e indenizatórias. o que. redução esta que corresponde à exclusão das horas extras e. a reforma do julgado importou em causa de redução da condenação (exclusão da condenação das horas extras. do salário do mês de abril de 2012 e de 9 dias de salário do mês de maio de 2012. Vencido. evidentemente. nos termos do art. da CLT. conforme relatado na própria inicial. TST. por maioria. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim. o trabalhador der causa à mora". em síntese. § 8º.65 (três mil. de segunda a sexta-feira feira).” 2. eventual pagamento a menor. uma vez que. como informado no item 2. da CLT A Primeira Turma decidiu. Portanto. dar provimento ao Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 apelo. alegando. no mérito.07 (setenta e quatro reais e sete centavos). 477 da CLT. a reclamante prestava apenas 8 horas diárias e 40 horas semanais. "salvo quando. 345. CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. Como se vê. o texto legal fala em inobservância do prazo. I. a reclamante não fazia horas extras. Quanto ao salário do mês de abril de 2012 e de 9 dias de salário do mês de maio de 2012. 467 da CLT e quanto à assistência judiciária gratuita. por consequência. não vem a ser a hipótese dos autos. Deferiu ainda o pagamento das horas extras postuladas por entender que a jornada prestada pela autora. se a parte não preenche os requisitos exigidos na Lei 5. Horas Extras e Salário do Mês de Abril/12 e de 09 Dias de Maio/12 O Juízo de origem.3. O 2º reclamado se insurge. vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais.584/70. dou provimento. prevalece o entendimento consubstanciado no item I. reduzo também as custas processuais para R$ 74. nos termos do art.3. com custas de R$ 74. VALOR DA CONDENAÇÃO E DAS CUSTAS É certo que o valor da condenação deve guardar proporção com a expressão econômica do bem da vida pretendido (inteligência dos artigos 258 e seguintes do CPC)." 2.3 supra. para o pagamento . Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). comprovadamente. 477 da CLT e à verba honorária. nos termos do voto da Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.3.07 (setenta e quatro reais e sete centavos).65 (três mil. em favor do empregado. 791 e 839 da CLT. ressaltando que a Contadoria do Juízo já excluiu da conta de liquidação o salário do mês de abril de 2012 e 9 dias de salário do mês de maio de 2012. em sua manifestação sobre a contestação e documentos (fls. pelos documentos de fls. deferiu. em seu inciso IV. a Contadoria do Juízo já excluiu da conta de liquidação o salário do mês de abril de 2012 e 9 dias de salário do mês de maio de 2012. 205/210. afastar a multa do art. bem como a Lei 8. Cumpre ressaltar que a Contadoria do Juízo já excluiu da conta de liquidação o salário do mês de abril de 2012 e 9 dias de salário do mês de maio de 2012. dele não conhecendo quanto à multa do art. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão . rejeitar a preliminar de litispendência entre a ação coletiva e a ação individual. impossível o deferimento do pedido. 23 de Setembro de 2013 54 Ressalto ser inaplicável a Súmula 363 do C. não faz qualquer ressalva quando atribui ao beneficiário da mão-de-obra a responsabilidade pelo cumprimento das obrigações trabalhistas na hipótese de inadimplemento por parte do devedor principal. como se pode verificar à fl. Alega ainda que o pagamento do salário do mês de abril de 2012 e de 9 dias de maio de 2012 foi devidamente efetuado através de cheque administrativo colacionado aos autos. sendo certo que o reclamante. por ausência de interesse. In casu.

relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. 71. FUNDAMENTAÇÃO 2. presentes os demais pressupostos de admissibilidade do recurso.2010. A aludida responsabilidade não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa regularmente contratada" (verbis) Esse entendimento está em consonância com o resultado da ADC n° 16.2012. sentença o abono anual do PIS Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 (fls. cooperando no levantamento e disponibilização de créditos devidos à 1ª ré para quitação dos débitos trabalhistas. 279-281. § 1. ou seja. especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora. tendo em vista que. que isso não significa que eventual omissão no dever de fiscalizar as obrigações do contratado não possa gerar essa responsabilidade para o ente público.2012.º).2011.0069600-87. No caso em apreço.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA.1993. verifico que o Estado do Espírito Santo participava da relação de emprego na medida em que era tomador da mão de . buscando a reforma da r. dele conheço. E pelo fato de que: “ Em ação ajuizada pelo MPT. 293-294.06. exercendo a função de Auxiliar de Serviços Gerais nas dependências da Superintendência Regional de Saúde de Cachoeiro de Itapemirim. pelo menos da petição de apresentação do recurso. sendo esse item V inserido por força da Res. julgada procedente pelo Supremo Tribunal Federal (STF).0132 Processo Nº RO-69600/2012-132-17-00. 279.1 CONHECIMENTO Ressalto que a assinatura. da Lei nº 8. 2. reconheceram que isso não significa que eventual omissão no dever de fiscalizar as obrigações do contratado não possa gerar essa responsabilidade para o ente público. 283v-288. é válido trazer à baila o disposto nos itens IV e V da Súmula nº 331 do TST. ressalvando-se. 2ª Vara do Trabalho de Vitória que rejeitou as preliminares e julgou procedentes em parte os pedidos. registre-se. 174/2011. 203-215 atestam que o Estado fiscalizou o cumprimento das obrigações trabalhistas pela 1ª reclamada durante a execução do contrato celebrado entre as partes. diretamente envolvidos na execução do contrato. em 24.” Das razões recursais conclui-se que a recorrente busca a reforma da r. cujo teor peço vênia para transcrever: IV .º 8. desde que haja participado da relação processual e conste também do título executivo judicial. Centro de Atendimento Psiquiátrico Aristides Alexandre Campos – CAPAAC.2010. é incontroverso nos autos que a reclamante foi contratado pela 1ª reclamada para prestar serviços em favor do Estado do Espírito Santo. PODER PÚBLICO. passou-se a entender. Com efeito. Vê-se que foi deferido pela r. nas mesmas condições do item IV. cuja edição foi inspirada no resultado do julgamento. os Ministros da Corte Suprema. sentença quanto à responsabilidade subsidiária do 2º reclamado referente ao abono PIS.5. suficiente a fazer emergir a responsabilidade subsidiária do beneficiário final do trabalho desenvolvido pela reclamante. RELATÓRIO A reclamante interpõe recurso ordinário em face da r.0132 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: HELOISA HELENA DA SILVA CURCIO Recorridos: ESTADO DO ESPIRITO SANTO MASTER PETRO SERVICOS INDUSTRIAIS LTDA Origem: 2ª VARA DO TRABALHO DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM . Oficia o Douto Ministério Público do Trabalho pelo prosseguimento do feito. também em Cachoeiro de Itapemirim. em 24. contudo. à luz da diretriz sedimentada pelo STF. por disciplina judiciária.17. O abono.§1º.11. às fls. pelo Supremo Tribunal Federal. às fls. A propósito.5. sendo partes as acima citadas. contudo não foi deferido o pleito de condenação subsidiária do Estado do Espírito Santo. 23 de Setembro de 2013 55 Processo Nº RO-69600-87. implica a responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços quanto àquelas obrigações. Merece reforma a r. situação típica versada na Súmula nº 331 do TST. para se cogitar da exclusão da responsabilidade subsidiária dos entes públicos. bem como no Fórum Horta de Araújo. Portanto.666. que a mera inadimplência do contratado não poderia transferir à Administração Pública a responsabilidade subsidiária pelo pagamento dos encargos trabalhistas (Lei 8. V . Vistos. 16.O inadimplemento das obrigações trabalhistas. sob o fundamento de que os documentos de fls. Razões do recurso. foi deferido pelo juízo de origem. art.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Contrarrazões. Isso equivale a dizer que. 71. como já dito em linhas pretéritas. inclusive. sentença quanto à responsabilidade subsidiária do Estado do Espírito Santo. caso evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei n. sentença.17.2 MÉRITO 2. às fls.2.11. CULPA IN VIGILANDO.666/93. notadamente quanto ao dever de fiscalizar a execução do objeto contratual. sobretudo no que atine ao cumprimento dos direitos trabalhistas dos empregados da empresa contratada. de 21.Os entes integrantes da Administração Pública direta e indireta respondem subsidiariamente. apesar de entenderem que a mera inadimplência do contratado não poderia transferir à Administração Pública a responsabilidade pelo pagamento dos encargos trabalhistas (art. vê-se que as razões de recurso está apócrifa. entretanto.6 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Réu Advogado HELOISA HELENA DA SILVA CURCIO Mario Sergio Araujo Pimentel(OAB: 013099 ES) ESTADO DO ESPIRITO SANTO Flávio Augusto Cruz Nogueira(OAB: 004791 ES) MASTER PETRO SERVICOS INDUSTRIAIS LTDA Mariana Sperandio Zortea(OAB: 016513 ES) ACÓRDÃO . Na linha do item V da Súmula n.TRT 17ª Região . o Estado do Espírito Santo foi admitido à lide como assistente litisconsorcial do polo ativo. O que ocorreu consiste em delegação para terceiro de tarefas do empreendimento necessárias à consecução dos fins estruturais do "negócio estatal". sentença de fls. 30 e 31.00. está assinada pelo patrono da reclamante. é necessário que se constate a diligência do tomador dos serviços.05. às fls. por parte do empregador.273-274 proferida pela MM.1 RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO QUANTO AO ABONO ANUAL DO PIS NO VALOR DE R$622. é requisito indispensável à existência do recurso ordinário. Nesse sentido.666/83). 331 do TST. divulgada no DEJT em 27.273v-274). a petição de sua apresentação. no mérito dessa ação constitucional. da ADC n.

apresentar as provas necessárias à demonstração de que cumpriu a obrigação prevista em lei. 203-215 – notificação à 1ª reclamada de que o contrato de prestação de serviços com o Estado havia sido rescindindo. tinha o recorrente o dever de manter constante vigilância quanto ao cumprimento das obrigações trabalhistas em relação aos trabalhadores que lhe prestaram serviços diretamente. inexiste violação do art.03. inclusive trabalhistas. saliento que estes não foram condenados na fase de conhecimento e só no caso de não haver devedor subsidiário é que se justificaria aplicar. Na hipótese dos autos. da Lei nº 8. De modo que. uma vez que a subsidiariedade não tem por escopo onerar despropositada e irresponsavelmente o condenado subsidiário. dentre outras. o Estado não logrou êxito em comprovar a efetiva fiscalização referente às obrigações da 1ª reclamada junto a seus empregados. o Supremo Tribunal Federal. persistindo a inadimplência. é integral e substitutiva. depois. Esclareço desde já que. constitui forma anômala de prosseguimento da execução. do CPC e 818 da CLT). 8ª Turma.666/93. da Constituição da República ou qualquer outro dispositivo legal. Assim. da Administração Pública (culpa in vigilando). Não tendo sido produzidas outras provas nesse sentido. (PROCESSO Nº TST-AIRR-123240-14. por omissão. que impõem à administração pública o ônus de fiscalizar o cumprimento de todas as obrigações assumidas pelo vencedor da licitação (dentre elas. consoante tem decidido o próprio Tribunal Superior do Trabalho. já que o documento de fls. não há qualquer comprovação de que o 2º reclamado fiscalizou efetivamente o cumprimento das obrigações trabalhistas anteriormente ao término da prestação laboral da autora. em determinadas hipóteses. da Lei nº 8. Essa desconsideração da personalidade jurídica (disregard doctrine) é possível e tem sido utilizada amiúde nesta Especializada. III. Também deixo esclarecido que. conforme se depreende dos artigos 58. uma vez declarada. mas o encerramento do contrato de trabalho da reclamante se deu em 28/12/2011 conforme fls. do CC. como sustentado acima. quando impossível executar a sociedade devedora. § 1º. verifica-se a conduta culposa. especialmente no que concerne à fiscalização do adimplemento. A própria Lei de Licitações impõe à Administração Pública o dever de fiscalizar a execução dos contratos administrativos. caput e § 1º. atribuir responsabilidade ao ente público pelas obrigações. Assento. deve-se. a exemplo do ocorrido no que concerne às verbas rescisórias não pagas à reclamante. a culpa in vigilando da Administração Pública e. sendo mais fácil ao exequente voltar-se contra o devedor subsidiário. e 67. por unanimidade. E durante o desempenho dessa função. II. III. eis que. Pondero. §1º. da Lei nº 8. a despersonalização da pessoa jurídica. dou provimento para condenar subsidiariamente do Estado do Espírito Santo quanto ao abono anual do PIS no valor de R$622. 333. as decorrentes da legislação laboral). embora seja possível. trazer os elementos necessários à formação do convencimento do magistrado (arts. caberia à entidade estatal. no que se refere ao benefício de ordem. DJ 23. eventual situação de insolvência. teria o condão de evitar infortúnios relacionados ao inadimplemento de verbas trabalhistas da contratada junto aos seus trabalhadores. III. Rel.5. No entanto. esclareço não haver necessidade de se comprovar. alcançar o patrimônio daqueles que participaram como réus na fase de conhecimento.0002. inclusive quanto às obrigações trabalhistas. sob o prisma da aptidão para a prova. primeiro. razão pela qual se atribui a responsabilidade subsidiária ao ente público. TST é claro quando afirma que a responsabilidade subsidiária do tomador de serviços abrange todas as verbas decorrentes da condenação.00. O item IV da Súmula n. decorrente da omissão quanto ao dever de fiscalização da execução do contrato administrativo. caput. de imediato. diante disso.2011) Entretanto. 23 de Setembro de 2013 56 obra da reclamante. Assim. da Lei nº 8. pela 1ª Reclamada. de ordinário. Partindo dessas premissas. o 2º reclamado não trouxe aos autos qualquer elemento que permitisse ao Juízo aferir se houve efetivo acompanhamento do contrato de prestação de serviços. 5º. compete ao ente público. caput e §1º.16. ainda. 71. para efetivar o cumprimento da decisão.666/93. já em relação à desconsideração da personalidade jurídica e execução do patrimônio dos sócios da 1ª reclamada. o descumprimento de obrigações trabalhistas – é datado de 07/11/2011. Desde aí se conclui que. agiu com culpa in vigilando. para condenar o tomador no cumprimento subsidiário das obrigações impostas em sentença. concluo que o 2º reclamado foi culpada pelo inadimplemento.º 331 do C. e 67. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região.2008. não constitui um direito do devedor e sim do credor. o ente público não aponta qualquer elemento ou indício no sentido de que cumpriu a obrigação legal que lhe é imposta (artigos 58. dos direitos trabalhistas dos empregados que trabalharam em benefício do 2º reclamado. Desse modo. com pagamento de toda verba devida à reclamante. II.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Portanto. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Assim. Desse modo. relatando como causas. Todavia. Agravo de Instrumento a que se nega provimento. ao declarar a constitucionalidade do art. por atender aos princípios de celeridade e economia processuais na fase de execução. e 67. que a execução contra o sócio que não foi diretamente demandado na fase de conhecimento. senão vejamos: AGRAVO DE INSTRUMENTO DESPROVIDO – TERCEIRIZAÇÃO – DEVER DE FISCALIZAÇÃO ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA – OMISSÃO – “CULPA IN VIGILANDO” – RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA – DECISÃO DO STF NA ADC 16 No julgamento da ADC 16.666/93. quando pleiteada em juízo sua responsabilização pelos créditos trabalhistas inadimplidos pelo contratado. ressalvou a possibilidade de a justiça do Trabalho constatar. E o ônus de provar a efetiva fiscalização da execução do contrato é da Administração Pública. E também. sob pena de restar caracterizada a culpa in vigilando da Administração Pública. A efetiva fiscalização da execução do contrato de prestação de serviços da 1ª reclamada. imediatamente. de acordo com os artigos 58. em juízo. por óbvio. inobservadas pelo contratado. mais do que realizar a escolha da empresa devidamente. devendo responder pela falta de idoneidade da prestadora de serviços.666/93. a condenação subsidiária não excepciona qualquer parcela. conhecer do .11. pois não há qualquer ressalva quanto à extensão objetiva da responsabilidade subsidiária. serão executados todos os bens da 1ª reclamada para. por fim. que a responsabilidade subsidiária. no caso concreto. é responsável subsidiário o Estado do Espírito Santo. com fundamento nos artigos 186 e 927. executar a tomadora dos serviços. a não ser a notificação supramencionada. abrangendo todas as verbas devidas não adimplidas pela 1ª reclamada. Ministro Carlos Alberto Reis de Paula. ante a insolvência notória do principal. pelo pagamento dos encargos trabalhistas devidos. isso não deve ser obstado.

878 da CLT permite que a execução trabalhista seja promovida ex officio pelo juiz. às fls. Contraminuta do reclamante. oriunda da 1ª Vara do Trabalho de Guarapari-ES. Invoca os artigos 128 e 460 do CPC. POSSIBILIDADE.1 ANTECIPAÇÃO DE TUTELA DE OFÍCIO.2 Recorrente Advogado Recorrido Plurima Autor Advogado Plurima Réu JOSUE DE JESUS SANTOS Luiz Carlos Gomes Pereira(OAB: 015897 ES) MCE ENGENHARIA LTDA MCE ENGENHARIA LTDA Tasso Luiz Pereira da Silva(OAB: 178403 SP) JOSUE DE JESUS SANTOS ACÓRDÃO . de ofício. sem que isso caracterize vício de sentença ultra petita. 276-279. Veja-se: o título condenou a ré ao cumprimento de obrigação de fazer (reintegração) e. aprecio primeiramente o referido recurso. Há. Em razão da prejudicialidade do apelo patronal. XXIV e LIV da CF. as normas do processo comum apenas são aproveitadas na seara laboral no caso de inexistência de regra específica e desde que haja compatibilidade com as normas previstas no texto consolidado. pode o magistrado determinar as providência necessárias a assegurar o resultado prático equivalente ao adimplemento. Também alega que violadas as garantias constitucionais previstas no artigo 5º.0151 RECURSO ORDINÁRIO Recorrentes: JOSUE DE JESUS SANTOS MCE ENGENHARIA LTDA Recorridos: MCE ENGENHARIA LTDA JOSUE DE JESUS SANTOS Origem: 1ª VARA DO TRABALHO DE GUARAPARI .TRT 17ª Região . Ora. agravo retido interposto pelo autor em face do despacho de fl.17. às fls. PROCESSO DO TRABALHO. pode o menos”. posse como membro da CIPA e honorários advocatícios.2. sendo clara a limitação ao princípio da demanda. acerca da possibilidade de antecipação. o que se dirá. todavia.5. 2. com nítido caráter satisfativo. 273 do CPC prevê a necessidade de requerimento do interessado para que tal provimento jurisdicional seja concedido.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. o art. Não se pode esquecer. afinal. Nesse passo. 164-174. o juiz não está autorizado a antecipar. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). postulando a reforma do julgado quanto aos danos morais. Razões do recurso ordinário do empregado. Razões do agravo retido. a partir disso. Contraminuta da reclamada. que ataca o reconhecimento de nulidade da dispensa do empregado. c/c os artigos 769 e 878 da CLT. pois presentes os pressupostos de admissibilidade. de ofício se iniciou a execução. então. do poder geral de cautela de que goza o juiz (artigos 798 e 799 do CPC). pelo não provimento do apelo do empregado. 23 de Setembro de 2013 57 recurso e. 461.2011. saliento que tal recurso é estranho ao processo do trabalho. a concessão ex officio da tutela antecipada. Na verdade. Essa regra. CABIMENTO A reclamada argui a nulidade da sentença por vício de julgamento ultra petita. 221-222. Aduz que o Juízo de origem não poderia ter deferido reintegração do autor em sede de tutela antecipada. às fls.1 CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário do reclamante e também do recurso ordinário da reclamada. Essa conclusão encontra amparo até mesmo no art. Inteligência da interpretação sistemática dos artigos 273. que regula o cumprimento das obrigações de fazer e não fazer.2011. PROCESSO DO TRABALHO. nada mais retrata do que a simples execução ex officio da sentença proferida. arguindo vício de sentença ultra petita e se insurgindo quanto ao reconhecimento de nulidade da dispensa.5. É que o art. Ora. 769 da CLT. os efeitos da tutela. 204-206.2 RECURSO ORDINÁRIO DA RECLAMADA 2. 271-275.00. sendo partes as acima citadas. Admite-se. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. de ofício. 259-264). porque não houve expresso requerimento nesse sentido. No processo civil. ainda. que julgou parcialmente procedentes os pedidos formulados na inicial. sendo a respectiva Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 contraminuta acostada às fls. Um conhecido jargão traduz bem o que se estar a dizer: “quem pode o mais. de tutela já requerida pela parte. pelo não provimento do apelo patronal. julgado procedente o pedido. não estando previsto no rol do artigo 893 da CLT. Razões do recurso ordinário da ré.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA ANTECIPAÇÃO DE TUTELA DE OFÍCIO. João Hilário Valentim DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-69800-71. nos termos do art.17. Vejamos. às fls. se o ordenamento juslaboralista admite o início de um novo procedimento sem provocação do interessado. É o relatório. há que ter em mente a amplitude de atuação que o processo do trabalho confere ao magistrado condutor da relação jurídica processual. o julgador tem atividade mais destacada do que nos demais ramos do direito. no caso. às fls. total ou parcialmente. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante e de recurso ordinário interposto pela reclamada em face da sentença de fls. Desembargador Gerson Fernando Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Aqui. 256. A exemplo disso. 266). no mérito. dar-lhe provimento para condenar subsidiariamente o Estado do Espírito Santo quanto ao abono anual do PIS no valor de R$622. No que respeita ao agravo retido (fls. Procurador do Trabalho: Dr.0069800-71. FUNDAMENTAÇÃO 2. sendo esta intitulada como antecipação de tutela. incisos XXII. do resultou o seu não recebimento na origem (fl. 259-264. 461 do CPC. também. Vistos. 176-186. no processo do trabalho. 798 e 799 do CPC.0151 Processo Nº RO-69800/2011-151-17-00. a tutela antecipada ao trabalhador. não pode ser transportado ao processo do trabalho sem as devidas adaptações à principiologia própria desse ramo do direito. Conquanto a tutela antecipada. concernente na determinação de reintegração do .

165 da sentença). que assim dispõe: O reclamante requer a reforma da sentença quanto aos honorários advocatícios invocando a aplicação dos artigos 133 da Constituição Federal. (fl.. verifica-se que o obreiro não se encontra assistido por seu Sindicato de Classe. A causa de pedir do pleito de danos morais.2 NULIDADE DA DISPENSA. nos termos do comando sentencial abaixo transcrito: “Por fim.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.3 HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS A Primeira Turma decidiu. das atividades descritas. transcrevo o seguinte trecho da sentença: “Outrossim. no sentido de sanar o seu quadro. diante da vacância de suplentes. 23 de Setembro de 2013 58 reclamante ao emprego. conforme documento da fl. estava inapto para o trabalho. em face do afastamento da origem ocupacional da moléstia. de plano julgo IMPROCEDENTE o pedido”.1 DANOS MORAIS. e também com indicação de cirurgia 01 dia antes de sua demissão. Porém. 50. não havendo qualquer alegação de irregularidade nesse sentido. ainda. bem como o pedido de danos morais veiculado nos itens 9 e 10 da inicial. os honorários advocatícios não decorrem da mera sucumbência. que. Diante de todo exposto. mas sim sob a alegação de preterição na ordem de nomeação.” (fl. diante dos limites da pretensão. em função da atividade empresarial e número de empregados da empresa (item 5. fl. titulares e suplentes). o pedido de nomeação como membro da CIPA. a prova testemunhal aponta que “os membros da CIPA que atuam na reclamada são. os quatro titulares e os três suplentes eleitos originalmente. restando para tanto. estava inapto para o trabalho quando demitido e provavelmente teria dificuldade em prover o seu sustento e o de sua família. 11). reconhecendo o perito a inexistência de nexo causal entre a moléstia e as atividades que o reclamante desempenhava na ré. determinada pela causa de pedir e pelo pedido.)” (sem destaque no original. o laudo pericial foi taxativo na conclusão de que o mal que acomete o empregado não tem nexo de causalidade com as atividades desempenhadas na ré (fls. a empresa ré deveria ter quatro titulares e quatro suplentes. pois admitida. portanto. I da Lei 8. ou mesmo trabalhadores que não participaram do processo eleitoral. de uma melhor avaliação clínica do reclamante por parte da reclamada. a alegação da inicial de que outros candidatos. assim. tanto que o pedido de reconhecimento da estabilidade foi julgado improcedente. o que não se verificou. Nego provimento. quando inquirido. sem que isso caracterize vício de sentença ultra petita. a pretensão de pagamento de indenização por danos morais possui breve causa de pedir e que está atrelada às ‘repercussões que o acidente de trabalho lhe causou’ (sic. Nesse sentido foi a conclusão do perito. além de superficial. nego provimento. nego provimento. que foi eleito no mesmo processo do qual participou o autor. conforme fl. onde a reclamada era sabedora de seu quadro. 2.44 da NR 5)” (fl.. portanto. que tiveram número de votos inferior. Sr. como já descrito. inclusive no que tange ao malferimento dos dispositivos legais e constitucionais citados no recurso. embora tenha apresentado . 154-155). negar provimento ao apelo. do exame físico. não tenha índole cautelar visível num primeiro plano. Em reforço. o pleito de danos morais foi condicionado ao não acolhimento da reintegração do autor (fl. 09). Diante disso. que são os representantes da CIPA na ré. art.) que é membro da CIPA no cargo de suplente. verifica-se inexistir razão para a reforma da sentença. cientificamente. é que. estão fundamentados na preterição do reclamante em sua nomeação para integrar a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes. cabe registrar que a causa de pedir apresentada na petição inicial não versa sobre dimensionamento de CIPA (número de membros da CIPA. 158). de maneira que somente são devidos quando o empregado litiga assistido por seu Sindicato de Classe. 170) Vale acrescer. ou seja. (com destaque no original. É isso que se percebe claramente da leitura da peça de ingresso. o que foi deferido em sentença.3 RECURSO ORDINÁRIO DO RECLAMANTE 2. que o incapacitava de trabalhar. 389 e 404 do CC/02 e o artigo 1°.. Sem razão. por maioria. o perito conclui que o reclamante é portador de Hérnia Umbilical volumosa. A pretensão não foi formulada ao fundamento de que a CIPA deve ser integrada por idêntico número de titulares e suplentes. de que “segundo” o sindicato. O pleito de posse como membro suplente da CIPA. Nego provimento. que confirma os membros do documento da fl. que. afirmou o seguinte: “(. assim como o pleito de dano moral decorrente dessa postulação. 143-155). No caso vertente. certo é que o procedimento adotado na origem algum cunho assecuratório tem. muito embora. com indicação cirúrgica. Jorge Augusto Oliveira Jesus. o que me parece correto. a concessão ex officio da tutela antecipada. 2. que empatou com o terceiro suplente (a testemunha Jorge Augusto Oliveira Jesus) e não tomou posse por ter menos tempo de serviço (item 5. Na verdade.3 da NR 5). cai por terra a tese da reclamada. não se enquadre como de origem ocupacional”.. O que se Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 alegou.2. dos laudos médicos. É que a testemunha do autor. da história clínica e ocupacional. na hipótese contemplada no artigo 14 da Lei nº 5. (. afastando. a época da demissão. vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais. que são 4 titulares e 3 suplentes. Esclarecido esse ponto.6. ressalte-se.3. a dignidade da pessoa do empregado.906/94. dos documentos acostados aos autos. conforme fls.584/70. veiculado no item 6 da inicial (fl. sobretudo.3. O Juízo de origem bem avaliou os limites lide. o reconhecimento da nulidade da dispensa está fundamentado na tese de que o reclamante. Por essas razões. 2. está atrelada à origem ocupacional da doença que acomete o obreiro.2 POSSE COMO MEMBRO DA CIPA. não interfere no julgamento da lide. Procurou-se tutelar. Nesse passo. senão vejamos: “Após análise dos autos. tendo em vista os atestados médicos apensados aos autos. foram chamados a nomeação e posse na CIPA em detrimento do autor. não tendo sido reconhecida a natureza ocupacional da doença do autor. 158) Como se nota. de modo que a declaração da testemunha Jorge Augusto Oliveira Jesus. no entanto. conforme a peça de ingresso. não foi nisso em que a sentença se apoiou para determinar a reintegração do trabalhador. REINTEGRAÇÃO De fato. segundo juízo da magistrada sentenciante. 10). 165) Improcede.. O preenchimento da vaga por outros trabalhadores que tiveram número menor de votos ou sequer se habilitaram no processo eleitoral é que motivou.3. a insurgência do reclamante. não demandado apreciação conforme a delimitação processual (artigos 128 e 460 do CPC). 50 (termo da fl.. Assim. nos termos do voto do Desembargador José Luiz Serafin. 2. exatamente. todavia. no processo do trabalho. No processo trabalhista. não há que prevalecer o pleito do autor. a empresa procedeu de forma irregular ao não nomear o autor. que era o suplente imediato. portanto.

negar provimento ao apelo patronal e. é apenas e tão somente a insatisfação da reclamada quanto ao resultado do laudo pericial. 23 de Setembro de 2013 59 declaração de miserabilidade jurídica (fl. Outrossim.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 839-855 e os esclarecimentos de fls. Tal raciocínio não viola o disposto nos arts. 918-928) alegando preliminarmente.1. RELATÓRIO Trata-se de recursos ordinários da reclamada e do reclamante em face da r. o simples fato de a testemunha arrolada pelo reclamante estar litigando com a reclamada. FUNDAMENTAÇÃO 2. nulidade da sentença por cerceio do direito de defesa e. quanto aos honorários advocatícios.2012. Desembargador Gerson Fernando Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. in casu. vez que elaborado por profissional qualificado. PRELIMINARES DE NULIDADE DA SENTENÇA POR CERCEIO DO DIREITO DE DEFESA 2.2012. “na Justiça do Trabalho. 951-989). quantitativo de horas in itinere. Contrarrazões da reclamada (fls. 20). 5º. o que não tem o condão de invalidá-lo. sendo partes as acima citadas.0071100-11. por unanimidade. o que se constata.5. respondendo satisfatoriamente a todas as questões levantadas pelas partes. devem ser observadas as peculiaridades inerentes a esta Especializada anteriormente explicitadas. atento às normas constantes da NR-15. LV). não há que se falar em inobservância à ampla defesa (CF. insurgindo-se quanto a horas in itinere. Nego provimento. LITIGÂNCIA CONTRA A RECLAMADA.0191 Processo Nº RO-71100/2012-191-17-00. 3. Vencido. no mérito. Quanto à nova prova pericial. 909-917) que julgou procedentes em parte os pedidos aforados pelo autor. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. NÃO CARACTERIZAÇÃO. não apresentando quaisquer contradições ou omissões. descontos fiscais e previdenciários. Ora. Razões da reclamada (fls. João Hilário Valentim DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-71100-11. Respondeu satisfatoriamente à impugnação da reclamada acerca de que a mediação do agente insalubre “vibração de corpo inteiro” é feita de .17. acerca da questão apontada pela ré quanto ao pretendido esclarecimento ao laudo pericial no que diz respeito à avaliação quantitativa e análise da ISO 2631 invocada pela reclamada. que inclusive já se encontravam desativadas.1.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA TESTEMUNHA CONTRADITADA.5.0191 RECURSO ORDINÁRIO Recorrentes: FIBRIA CELULOSE S/A JOQUIMAR SANTOS DE SOUZA Recorridos: JOQUIMAR SANTOS DE SOUZA FIBRIA CELULOSE S/A Origem: VARA DO TRABALHO DE SÃO MATEUS . Procurador do Trabalho: Dr.2. bem como da Orientação Jurisprudencial 304 da SDI-I do C. de confiança do juízo e dentro das exigências legais. INDEFERIMENTO DE REQUERIMENTO DE NOVA PERÍCIA E DE PRODUÇÃO DE PROVA TESTEMUNHAL ARGUÍDA PELA RECLAMADA Argúi a reclamada a nulidade da sentença aduzindo que teve cerceado seu direito de defesa ao ver indeferido pelo Juízo seu requerimento de produção de nova perícia. TST. vez que. No mérito. 2. 133 da CF/88 e 20 do CPC. SUSPEIÇÃO. Ressalte-se que o laudo pericial de fls. Aduz que a prova pericial realizada é nula pois efetuada sem realização de qualquer medição de existência de vibração produzida pela máquina operada pelo obreiro. esse é o entendimento que se extrai dos Enunciados 219 e 329. no recurso do reclamante.17. vê-se que o perito valeu-se da legislação em vigor ao elaborar o laudo pericial. Assim sendo. Presentes os demais pressupostos de admissibilidade do apelo obreiro. Acolho a preliminar argüida em contrarrazões pela reclamada de não conhecimento do apelo obreiro quanto à matéria “descontos fiscais e previdenciários” por inovação recursal. a todo o momento restou garantido ao autor manifestar-se nos autos.TRT 17ª Região . sentença (fls. compensação e adicional de insalubridade. conheço parcialmente do recurso ordinário do reclamante. Por certo. 943-950) alegando não conhecimento do recurso obreiro quanto a descontos fiscais e previdenciários por inovação recursal. CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário da reclamada porque preenchidos os pressupostos de admissibilidade. exceto quanto à matéria “descontos fiscais e previdenciários” por inovação recursal. Razões do reclamante (fls. ainda que em ação com idêntico pedido. não é suficiente para torná-la suspeita (Súmula 357 do TST). Anexo 8. 934-938vº) argüindo preliminarmente. conhecer do recurso ordinário do autor e também do recurso ordinário da reclamada. para produção dessa prova. 874-878 são detalhados e conclusivos. segundo a Orientação Jurisprudencial nº 305 da SDI-I do C. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. Contrarrazões do reclamante (fls. TST. no mérito. Ademais. não havendo qualquer prejuízo em suas manifestações. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais. INIMIGA CAPITAL.3 Recorrente Advogado Recorrido Plurima Autor Advogado Plurima Réu FIBRIA CELULOSE S/A André Luiz Pacheco Carreira(OAB: 003679 ES) JOQUIMAR SANTOS DE SOUZA JOQUIMAR SANTOS DE SOUZA Carlos Magno Barcelos(OAB: 008163 ES) FIBRIA CELULOSE S/A ACÓRDÃO . bem ainda. visto que. pretendendo a reforma do julgado quanto a horas in itinere. cerceio do direito de defesa e.2. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). negar provimento ao apelo do reclamante. não faz jus aos honorários de advogado. art. Vistos. NULIDADE DO LAUDO PERICIAL. Há entendimento sumulado pela Colenda Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Corte Superior Trabalhista no sentido de que. por maioria. o deferimento de honorários advocatícios sujeita-se à constatação da ocorrência concomitante de dois requisitos: o benefício da justiça gratuita e a assistência por sindicato". tampouco inimiga capital da parte. embora o advogado seja imprescindível na administração da Justiça.

§3º. Não mera desavença. porquanto vale mais a qualidade que a quantidade. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Aduz em seu apelo que “O cerceio do direito de defesa. com total capacidade de aferição do agente insalubre na atividade laboral do reclamante em estrita observância à norma vigente. ainda que em ação com idêntico pedido. ainda.” Pois bem. no que revela-se desnecessária a produção de prova oral. elaborado por profissional qualificado. não é suficiente para torná-la suspeita (Súmula 357 do TST).. mas profundo ódio. de confiança do juízo e dentro das exigências legais. a qual está diretamente ligado ao princípio do livre convencimento.2. Manuel Antônio Teixeira Filho. professor na Universidade de Heidelberg. grada a inimizade capital. Tampouco de que seja seja suspeita por ter em andamento ação contra a reclamada. In casu. o juiz procederá livremente para apreciar a prova. o laudo pericial produzido foi suficiente a elucidar a questão. A inspeção realizada in loco pelo i. Paulo Henrique Nunes Rezende. não se pode falar em cerceio ao direito de defesa por indeferimento de oitiva de testemunha. e ficar consignado em julgamento que o recorrente não deve ser contraditado somente por haver demandas. 902 apontam que a ré pretendia fazer prova testemunhal “. do assistente técnico e do técnico em segurança do trabalho. sendo válido seu testemunho. e o segundo à possibilidade de nova perícia na hipótese do juiz entender que a primeira perícia não elucidou a causa. já que. 405. 1997. que o disposto nos artigos 436 e 437 do CPC conferem apenas uma faculdade do juiz. intencionalmente praticados por outra. Não vislumbro no fato da testemunha litigar em face da reclamada a caracterização de que a mesma seja dela inimiga capital. o cerceamento do direito de defesa alegado. cuja causa subsista ainda. não se vislumbra qualquer vício a macular o trabalho do perito. ACOLHIMENTO DE CONTRADITA DE TESTEMUNHA E DECLARAÇÃO PELO JUÍZO DE INIMIGA CAPITAL ARGUÍDA PELO RECLAMANTE Argúi o reclamante cerceio do direito de defesa cerceado em razão do juízo ter acolhido a contradita de sua testemunha e declarado a mesma inimiga capital da parte. No mais. Não é suficiente. não vislumbro a necessidade de realização de nova perícia. § 3º do CPC.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. o juízo de origem acolheu a contradita argüida pela reclamada em face da testemunha arrolada pelo autor. no intento de descaracterizar a conclusão do laudo pericial. para comprovação de que as máquinas são ergonômicas e equipadas com dispositivos que evitam ou que reduzem a vibração. Ao analisar os elementos existentes sentiu-se em condições de proferir a decisão. Assim. os protestos registrados em ata de fl. quiçá desavença decorrente do fato da testemunha litigar em face da ora reclamada. repita-se. o simples fato de a testemunha arrolada pelo reclamante estar litigando com a reclamada. 1997. conforme entendimento jurisprudencial vertido no Enunciado Nº 357 do TST. inclusive com postulação de indenização por danos morais. considerando-a inimiga capital da reclamada em razão de possuir várias demandas em face da reclamada. com a presença do reclamante. Todavia. há entendimento sumulado pela Colenda Corte Superior Trabalhista no sentido de que.” No mesmo sentido adianta C. nem mesmo mero desagrado ou antipatia. Resta apontar. Nota-se que a pretensão da ré é fazer prova com a oitiva de testemunha daquilo para o que a lei determina especificamente a produção de prova pericial. a insurgência da reclamada guarda consonância com o resultado do laudo que lhe foi desfavorável. 130 do CPC).2. Ressalte-se. expert declinado fundamentação suficiente a embasar suas conclusões. inimizade furiosa e incontida. uma desunião passageira e por motivos pouco graves.” (BookSeller.”. a parêmia testis unus testis nullus. in A Prova no Processo do Trabalho. 264). pp. consoante aquele dispositivo fixa no inciso III. que existem paradas durante a jornada. Todavia. Do exposto.J. Neste sentido. tem-se que os peritos são profissionais com conhecimentos técnicos que os habilitam a responder aos quesitos apresentados e esclarecimentos posteriores. Por outro lado nada obstante seja inaplicável. LTr. Mittermaier. do CP.. que a lei nas hipóteses elencadas no art. deve ser levada em conta na aferição do depoimento. no seu Tratado da Prova em Matéria Criminal.. bem comprovar a natureza do trabalho do autor e comprovar elementos que autorizam a impugnação do laudo pericial. No que se refere à oitiva de testemunhas. In casu. inclusive com as fotografias das máquinas operadas ao tempo da vigência do contrato de trabalho. salvo exceções de outros fatos a serem apurados em audiência. nesse sentido. colho o seguinte aresto: TESTEMUNHA QUE LITIGA CONTRA O MESMO EMPREGADOR – SUSPEIÇÃO – O fato de uma das testemunhas da parte Reclamante ser ex-empregada da parte Reclamada e estar litigando contra ele não a impede de depor. é de somente para extrair o termo de que o Sr. entendendo que o laudo pericial era suficiente para formar seu convencimento. Ademais. Assim. inexistindo. Inimizade séria e inafastável. 2. cabe ao juiz dirigir o processo e indeferir a produção de provas que julgar desnecessárias (art. ou representante da parte. atendendo aos fatos e circunstâncias constantes dos autos. portanto. Paulo Henrique Nunes Rezende ser inimigo capital. tendo o i. assevera com propriedade: "O fato de o empregado haver . 405. uma vez que o laudo apresentado foi plenamente satisfatório. mormente considerando que a avaliação do agente nocivo vibração é qualitativa e não quantitativa e a ausência de fornecimento de EPIs. ambos da reclamada. Exige a lei inimizade capital. Da leitura do laudo e de seus esclarecimentos. Aliás. 7ª ED. por concluir que a mesma não tem isenção de ânimo para depor na presente ação. Sr. 23 de Setembro de 2013 60 modo qualitativo e não quantitativo como alega a reclamada. Data vênia do Juízo de origem. entretanto. pág. não aponta desavença. 318/319. que não se mostra simples malquerença ou animosidade.A. evidenciados publicamente em atos de maldade ou prejudiciais à pessoa. rancor incontido. em razão de não existir justa causa para acolher a contradita. aplicando o art. hoje em dia. de que se gera ou surge o inimigo capital.. tratando o primeiro da valoração da prova. Assim esclarece De Plácito e Silva: “Se a inimizade assoma tal estado de intensidade. outra não pode ser a conclusão de que o perito analisou o caso específico do reclamante. perito. Rejeito. Desta forma. III. aliás na mesma esteira de Malatesta: “pode a testemunha achar uma satisfação de vingança em seu depoimento desfavorável. sobre a questão. Isto porque a lei exige que o depoente seja inimigo capital da parte. aqui também inocorreu o alegado cerceio do direito de defesa. certo é que a desavença pessoal entre depoente e parte. levou em consideração a avaliação do ambiente de trabalho. para que mereça a atenção do juiz. quando o convencimento do julgador a quo já se formara com os elementos já constantes dos autos. não vejo nos fatos uma caracterização de inimizade capital. mas para que assim seja é preciso um ódio inveterado.

Quanto ao tempo percorrido. então. tendo a testemunha da ré. Alega que a atividade do reclamante de operador de máquinas não está inserida no rol daquelas classificadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego como insalubre. Pela instrução probatória. sendo estes tanto às margens da BR 101 quanto em locais onde não passa transporte público regular. prevista nos acordos coletivos. (TRT 04ª R. 196 da CLT e como acentua a Súmula . pois estas já estão desativadas. 5º. portanto. deferindo um total de 50 (cinquenta) minutos diários de horas in itinere. art. resulta de uma confusão entre os significados distintos de adversário e de inimigo. da CF/88. A testemunha da reclamada mencionou de 15 a 25 minutos. contrariando o art. estando.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.1. E o preposto da reclamada. nesta hipótese.12. À análise. A ação é um direito público. pois. II. mencionada pela reclamada em sua contestação. via de conseqüência. Inconformada.3. tem-se por provada a prestação em serviços em local de difícil acesso. 03. 2. Sustenta que a condenação em 50 minutos diários extrapola os termos do depoimento da única testemunha ouvida. Não havendo argüição de nulidade da sentença. devem ser compensadas as horas deduzidas da jornada semanal do autor (4 horas semanais) daquelas objeto da condenação. 905 e 907). embora tenha mencionado o mesmo tempo de 20 minutos para o trajeto de ida e igual tempo de volta. após afirmar que o tempo médio gasto era de 10 a 20 minutos. Aduz que embora a escala do autor fosse de 4x2. HORAS IN ITINERE O autor postulou o pagamento de 04 (quatro) horas in itinere. em depoimento. especialmente aqueles que contêm cláusula que autoriza a redução DAC jornada normal para compensação das horas de trajeto. Sustenta que a perícia foi realizada em outras máquinas e não naquelas usadas pela reclamante. realmente. a reclamada confessou em sua petição inicial que o percurso demandaria 40 (quarenta minutos) diários. conforme disposição expressa.3. conforme consta na peça de ingresso.3. qualquer violação ao art. estando portanto abrangido pelos termos dos acordos coletivos. XXXV). revelado que poderia chegar a 25 minutos o tempo gasto no descolamento até as frentes de trabalho. 7º. por percurso. automaticamente. nasce o direito do reclamante ao pagamento das horas do percurso percorrido. 23 de Setembro de 2013 61 provocado o exercício da função jurisdicional do estado-Juiz. réu na ação. Assim. 189 da CLT e art. uma vez que exagerados se cotejado com os horários afirmados pela prova testemunhal produzida pela reclamada. Por outro lado. não soube precisar em quais áreas laborou o reclamante. entendo correta a condenação imposta em sentença quanto a 50 minutos diários (25 minutos no percurso para ida e igual tempo para volta) a título de horas in itinere. A reclamada defendeu-se aduzindo que o local de trabalho do autor era de fácil acesso. o que não é o caso do reclamante. os requisitos necessários à caracterização das horas in itinere. variando de acordo com o local da frente de trabalho. do que recorre a reclamada alegando que o perito não efetuou qualquer medição para constar a presença do agente físico vibração. em inimigo capital da parte que fez constar como ré". nos termos do §2º do art. de segunda-feira a sábado. a reclamada sustenta que a decisão merece reforma. Não se divisa. buscando a tutela dos direitos subjetivos que afirma terem sido lesados. estando preenchidos. acaso mantida a sentença. A cláusula décima do ACT 1988/1989. Tanto o preposto quanto a testemunha da reclamada afirmaram que o reclamante trabalhou em várias áreas.028/99-8 – 3ª T. era compensado pela redução da jornada de trabalho. apenas por este motivo. demonstram que tal compensação se destina aos trabalhadores que executavam suas tarefas em regime normal. aplica -se. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE A sentença condenou a reclamada no pagamento de adicional de insalubridade no grau médio. é certo que o tempo despendido de 4(quatro) horas diárias descrito na inicial não merece prestígio. da CF/88. o que revela a alternatividade entre os requisitos. Juiz Conv. Com base na prova testemunhal produzida arbitrou o tempo médio de horas in itinere de 25 minutos para ida e 25 minutos para volta. 5º. Manuel Cid Jardon – J. fora da hipótese normativa que abarca tãosomente os trabalhadores em regime normal. Ainda. 2. de que o tempo despendido era em média de 15 a 20 minutos. ou seja. sob o argumento de que embarcava em veículo da empresa. Sr. Reporto-me à sentença: “Os instrumentos normativos acostados com a defesa. tampouco o horário declinado no depoimento pessoal do autor. – Rel. não o torna. servido por condução do empregador. Constituiria absurdo. aqueles que laboravam fora das instalações prediais. de 40 minutos para ida e igual tempo para volta.3. unicamente aos trabalhadores sujeitos a jornada de trabalho de 44 horas semanais. sendo válido destacar que a lei menciona “local de difícil acesso ou não servido por transporte público”. tempo apurado pela média. por dia de trabalho. (fls.” Nego provimento. e também considerando o total de horas reconhecidas no Acordo Coletivo 2010/2011 (fls. Não se vislumbra qualquer controvérsia quanto ao fato do reclamante laborar em regime de escala de quatro dias de trabalho por dois dias de folga (4x2). 58 Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 da CLT. de 40 minutos diários. passo ao exame meritório dos apelos. Restou apurado nos autos que o reclamante laborou como operador de máquina e processador florestal nas áreas de colheita de eucalipto na zona rural de Conceição da Barra e São Mateus. Quer nos parecer que a contradita. que determina a avaliação quantitativa. inciso XXVI.2003) Acolho a arguição de cerceio do direito de defesa argüida pelo reclamante para afastar a contradita da testemunha e de conseqüência. sustentou que o tempo real gasto. Argumenta. incorrendo em violação ao art. Em relação à pretendida compensação. Destaque-se que. 664-674) no qual estabelecido na cláusula 23ª o pagamento de 20 horas extras a título de horas in itinere. como se infere da prova pericial produzida. Paulo Henrique Nunes Rezende. inimigo capital do empregador. sendo conduzido para ir e voltar às frentes de trabalho. a reclamada não se desincumbiu do ônus de provar que o local era servido por transporte público regular em horário compatível com o horário de trabalho do reclamante. não atendendo o Anexo 8 da NR 15. O juízo de primeiro grau rejeitou a tese da empresa concluindo que os instrumentos normativos que contém cláusula de compensação das horas de trajeto na jornada do empregado não se aplicam ao reclamante. não há falar que as horas in itenere estariam compensadas pela redução da jornada de trabalho prevista em normas coletivas. e servido em todo trajeto por transporte público e por vias asfálticas. subjetivo. Provado que o local é de difícil acesso e servido por transporte do empregador em horário compatível com o do trabalho do autor. supor-se que a pessoa que viesse a exercitar esse direito se transformasse. MÉRITO 2. bem ainda afastar a declaração de inimigo capital da reclamada imputada à testemunha.2. despendendo 02 horas na ida e outras 02 na volta. de índole constitucional (CF. sua jornada era de 44 horas semanais. – RO 00376. RECURSO DA RECLAMADA 2. nos moldes da contestação.1.

2011.o que foi feito pela Perito exatamente na forma prevista na legislação. II.ISO. No mérito. serão caracterizadas como insalubres. (grifo nosso) Ocorre que a ISO 2631-1: 1997(E) (vibrações de corpo inteiro) e também a Amd." “Os valores aceitáveis de magnitude de vibração para conforto conforme o item 8. não existe ate o presente nenhuma relação quantitativa Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 disponível. Nego provimento. 194 da CLT e Súmula 80 do C. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. a declaração de que a mesma. não havendo falar em violação ao art. por unanimidade. pinçamos da referida ISO os seguintes termos pertinentes a matéria: "Para simplicidade." "Não existe dados suficientes para mostrar a uma relação quantitativa entre exposição a vibração e riscos de efeito a saúde. 5. de prova testemunhal e de nulidade do laudo pericial argüida pela reclamada. de operador de máquinas e processador florestal. 11 e 12”. na forma do art. 23 de Setembro de 2013 62 460 do STF ser necessária. Portanto. Nesse sentido dispôs o perito nos esclarecimentos de fls. um limite não é definido nesta parte da ISO 2631. No Anexo 8 – Vibração temos a seguinte redação: ANEXO Nº 8 VIBRAÇÕES 1. a dependência em duração de exposição dos vários efeitos nas pessoas tinham sido assumidos na ISO 26311:1985 para ser o mesmo para diferentes efeitos (saúde. Sr. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-76200-39. em suas normas ISO 2631 e ISO/DIS 5349 ou suas substitutas. com base no Anexo 8. que acolheu a preliminar na sessão do dia 10/09/2013. 2.0010 Processo Nº RO-76200/2011-010-17-00. Mantenho a sentença.” (os grifos não constam no texto original) Logo. João Hilário Valentim. o Anexo 8 encontra-se inserido no item 15. “Acima dos limites de tolerância prvistos nos Anexos nº.1. 5º. Para que não fique somente na palavra do Perito. com dispositivo anti-vibração que elimina o risco. 3. conforme esclareceu o perito. Conclui-se portanto que o reclamante estava exposto ao agente físico vibração de corpo inteiro. CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região.1.3. Quanto à obrigatoriedade de medir a intensidade das vibrações. sem a proteção adequada. habilidade de trabalho e conforto). conhecer do recurso ordinário da reclamada. Procurador: Dr. avaliação qualitativa sem mensuração e/ou quantificação diferente daquelas contidas no item 15. conforme pedido na inicial Alega que a ré não se desincumbiu do ônus da prova que lhe pertencia. em grau médio. as vibrações localizadas ou de corpo inteiro. inocorrendo portanto a alegada violação ao art.17. com base no Anexo 8. ISO 2631-1:1985 e também a 2631-3:1985.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. NR-15. mas tão somente a comprovação da existência da exposição. caracterizandose portanto como atividade insalubre. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: o Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). 196 da CLT e Súmula 460 do STF. 1:2010 (Amendment) substitui e cancela suas anteriores.3. sem que a ré fornecesse qualquer equipamento de proteção individual capaz de neutralizar o agente insalubre. Paulo Henrique Nunes de Rezende é “inimiga capital” da reclamada. 839-855 que a atividade laboral do reclamante. Este conceito não foi sustentado pelos resultados de pesquisa no laboratório e consequentemente foi removido. Pelas razões expostas.1. em razão daquelas que efetivamente usadas já se encontrarem desativadas. 2. visando a comprovação ou não da exposição.2 dependem muito de fatores que variam com cada aplicação. Vencida. exceto quanto à matéria “descontos fiscais e previdenciários”. rejeitar a preliminar de nulidade da sentença por cerceio do direito de defesa argüida por indeferimento de produção de nova prova pericial. acolher a preliminar argüida em contrarrazões pela ré de não conhecimento do apelo obreiro quanto à matéria “descontos fiscais e previdenciários” por inovação recursal e conhecer parcialmente do recurso ordinário do reclamante. Por maioria. através de pericia realizada no local de trabalho. acolher a alegação de cerceio do direito de defesa argüida pelo reclamante para afastar a contradita da testemunha e de conseqüência. TST. As atividades e operações que exponham os trabalhadores. pelos fundamentos já expendidos no tópico 2. Nota-se que o perito registrou em laudo que a inspeção deu-se com base nas máquinas iguais àquelas que o autor usava à época do contrato de trabalho.4 como de "comprovadas através de laudo de inspeção do local de trabalho" logo. mantenho a sentença que condenou a ré no pagamento de adicional de insalubridade em grau médio. está dentre aquelas que acarretam vibrações de corpo inteiro. 189 da CLT e art. não soube informar em qual área o reclamante laborou. perito constatou através do laudo pericial de fls. TST. tampouco há nos autos qualquer documento de fornecimento de EPI’s ao reclamante. 194 da CLT e Súmula 80 do C. Aduz que as cabines das máquinas são ergonômicas. RECURSO DO RECLAMANTE Pretende o reclamante a reforma do julgado para majorar o quantitativo de horas in itinere para 4 horas diárias. da NR-15. deve tomar por base os limites de tolerância definidos pela Organização Internacional para a Normalização . quanto à preliminar de nulidade da sentença por cerceio de defesa.2. da CF/88. não havendo falar em violação ao art. sendo indevido o adicional. ou seja." "Esta parte da ISO não contém limites de exposição vibração" "Embora uma relação de efeito de dose esteja geralmente assumida. através de laudo de inspeção do local de trabalho. E também registrou que não houve participação do autor em treinamento de segurança obrigatório em obediência à NR-06. não existe LIMITE DE TOLERÂNCIA para a exposição. uma vez que o preposto.1 Recorrente Advogado DEMERVAL BARBOSA LIMA Luis Fernando Nogueira Moreira(OAB: 006942 ES) . Nesta atualização. em depoimento. de maneira habitual e permanente. quando da análise do recurso da reclamada.” “O Anexo esta preocupado em fornecer um método uniforme e conveniente de indicar a severidade subjetiva da vibração mas não apresenta limites.1. uma vez que não existe limite de tolerância na norma vigente. não há atualmente a referida necessidade de mensurar a intensidade das vibrações. a Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi. O i. por inovação recursal. por unanimidade. 2. passando a avaliação a ser total mente qualitativa. 874-878: “Como pode se verificar. A pericia. 1. 3. Nego provimento. é de clareza solar que não existe mais qualquer avaliação ou instrumento a ser utilizado no tocante a insalubridade por vibração. convocada para compor quorum. negar provimento a ambos os recursos.5.

COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. independentemente da ação ter sido proposta somente em face do empregador. prossigo. 23 de Setembro de 2013 63 Recorrido Advogado CHOCOLATES GAROTO SA Wilma Chequer Bou-Habib(OAB: 005584 ES) ACÓRDÃO . declaro a competência da Justiça do Trabalho e determino a baixa dos autos à Vara de origem para reabertura da instrução e novo julgamento. a competência da Justiça Comum é restrita para o julgamento de lides decorrentes de contrato de previdência complementar privada entre o beneficiário e a entidade fechada de previdência complementar e não quando a lide é proposta somente em face do empregador. evitando-se a supressão de instância. Em primeiro lugar. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante em face da sentença de fls. Como relatora do RE 586453. Em segundo lugar. a ex-ministra Ellen Gracie. porque preenchidos os pressupostos de admissibilidade.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. em sua inicial. que a decisão do Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 STF não foi publicada e ainda que tal decisão somente se aplica às ações que discutem a complementação de previdência privada e não àquelas ações em que se discute a indenização pelo descumprimento do regulamento interno do empregador.TRT 17ª Região . estar-se -ia transferindo para a Justiça Comum as lides entre patrões e empregados. entendeu que a competência para apreciar a matéria é da Justiça Comum em razão da inexistência de relação trabalhista entre o beneficiário e a entidade fechada de previdência complementar. e que corresponde ao benefício pago aos empregados que se aposentassem por tempo de contribuição. 484/486. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO.. o autor. Portanto. Feitas as ponderações acima. modulando os efeitos dessa decisão e definindo que deverão permanecer na Justiça do Trabalho todos os processos com sentença de mérito até o dia 20/02/2013 e considerando que o mérito do presente feito não foi apreciado – reconheceu a incompetência da Justiça do Trabalho para julgar casos de previdência complementar privada e determinou a remessa dos autos à Justiça Comum. entendeu que a competência para apreciar a matéria é da Justiça Comum em razão da inexistência de relação trabalhista entre o beneficiário e a entidade fechada de previdência complementar. Como relatora do RE 586453. com o reconhecimento da competência da Justiça do Trabalho. que reconheceu a incompetência da Justiça do Trabalho para julgar casos de previdência complementar privada e determinou a remessa dos autos à Justiça Comum. posteriormente. Em outras palavras. tal como previsto no Regulamento Interno da empresa na época de sua contratação.1. sentença e o prosseguimento do feito no Juízo de primeiro grau. Aduz que as alterações lhes foram prejudiciais e. a supracitada decisão do STF foi publicada no DJ no dia 06/03/2013.0076200-39. a reclamada não apresentou contrarrazões. CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região.2008 e pede a condenação da reclamada ao pagamento de uma renda mensal vitalícia tal como previsto no regulamento interno vigente na época de sua contratação. Alega que em janeiro de 1992 houve alteração nas regras da previdência privada transferindo-se a administração desta para a Fundação Bradesco e.5. ou seja. a anulação da r. O pedido inicial é. O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que cabe à Justiça Comum julgar processos decorrentes de contrato de previdência complementar privada. o pagamento de uma renda mensal vitalícia equivalente a 70% de uma rubrica denominada B1. época em que vigia um Regulamento Interno prevendo. portanto.COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO O Juízo de origem – considerando que o Plenário do Supremo Tribunal Federal decidiu que cabe à Justiça Comum julgar processos decorrentes de contrato de previdência complementar privada. No entanto. 480/482-vº. como ocorre no presente caso. portanto. o que vai de encontro ao art. pretende a autora receber a complementação de aposentadoria.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. 16). alegando.2. em 1994 para Fundação Garoto. A decisão ocorreu nos Recursos Extraordinários (REs) 586453 e 583050. no caso de aposentadoria por invalidez. como se pode constatar através de pesquisa no sítio do STF.02. 114 da CF/88. Vejamos. diferentemente do que afirmou o reclamante. consubstanciada na renda mensal vitalícia correspondente a 70% do que o regulamento interno denomina por B. a ex-ministra Ellen Gracie. Devidamente intimada à fl. a competência da Justiça Comum é restrita para o julgamento de lides decorrentes de contrato de previdência complementar privada entre o beneficiário e a entidade fechada de previdência complementar e não quando a lide é proposta somente em face do empregador. A decisão ocorreu nos Recursos Extraordinários (REs) 586453 e 583050. Razões do reclamante às fls. em suma. Vistos. 2. igualmente prevista naquele regulamento. de diferença de complementação de aposentadoria. como entender de direito. 114 da CF/88. com dedução dos valores já pagos a título de pensão pela Fundação Garoto (alínea “B” de fls.2011.1. declarar a competência da Justiça do Trabalho e determinar a baixa dos autos à Vara de origem para reabertura da . AÇÃO PROPOSTA EM FACE SOMENTE DO EMPREGADOR.17. conhecer do recurso.1989. o que vai de encontro ao art. Informa o reclamante que se aposentou por invalidez em 28. estar-se-ia transferindo para a Justiça Comum as lides entre patrões e empregados. No entanto. narra que foi contratado pela reclamada em 04. De outro modo.09. como se pode perceber do teor do julgamento do RE 586453. pugnando pela reforma da sentença. 488. sendo partes as acima citadas. CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário. O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que cabe à Justiça Comum julgar processos decorrentes de contrato de previdência complementar privada.0010 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: DEMERVAL BARBOSA LIMA Recorrido: CHOCOLATES GAROTO SA Origem: 10ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . De outro modo. como se pode perceber do teor do julgamento do RE 586453. a 10% do valor do salário da reclamante quando esta entrou em gozo de benefício do INSS. FUNDAMENTAÇÃO 2. por unanimidade. inaplicáveis. O reclamante se insurge.

dando-lhe outra interpretação. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. Por todo o exposto.25.5. Procurador do Trabalho: Dr. 3. Alega omissão na análise do fato de que as horas extras eram compensadas de forma diversa daquela estabelecida no norma coletiva. que houve equívoco na análise do depoimento da reclamante prestado na RT0088900. tendo ocorrido o correto lançamento de débitos e créditos no sistema. até porque a Súmula 85 não se aplica à hipótese do banco de horas. Em relação ao intervalo intrajornada pugna pelo enfrentamento da teoria do ônus da prova (art. Na fl. 307 ficou registrado que a autora assim declarou.TRT 17ª. Prequestiona a Sumula nº 85 do TST. do julgado que o banco de horas adotado estava regularmente previsto na Convenção Coletiva do Trabalho. evitando-se a supressão de instância. 23 de Setembro de 2013 64 instrução e novo julgamento. por unanimidade. João Hilário Valentim. quanto ao intervalo intrajornada.2012. RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos pela autora em face do v. ainda.5.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.0003 Processo Nº ED-78800/2012-003-17-00. Cabe ressaltar. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). em resumo. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. não havendo qualquer vício capaz de macular o julgado.TRT 17ª Região . nego provimento aos embargos de declaração.0078800-20.14.17. Constou. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim.0003 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: LUANA CASSANI LEAL Embargado: O V.0006 e utilizados nestes autos como depoimento pessoal. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. E tendo sido considerado regular o regime compensatório na modalidade "banco de horas" não há que se falar em aplicação da Súmula nº 85 do TST. não havendo razão para se declarar a nulidade do Banco de Horas.5. 306/309 . omissão. no mérito. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). Extrai-se dos embargos de declaração que a parte pretende rediscutir o mérito da demanda. Vistos.TRT 17ª Região . o que é impossível nos estreitos contornos que delineiam a moldura dos embargos de declaração. FUNDAMENTAÇÃO 2. que foram posteriormente compensadas com folgas. pagamento das horas extras e inclusão de parte destas no banco de horas.2012. que nosso ordenamento jurídico aplica o princípio da persuasão racional segundo o qual cabe ao julgador a valoração do conjunto probatório consoante seu livre convencimento. 2.2 Embargante Advogado Embargado Advogado LUANA CASSANI LEAL Udno Zandonade(OAB: 009141 ES) TRIP .2012.17. chegando-se a tal conclusão com base no depoimento que a testemunha Juliany Dekleva Cosme prestou perante o Juízo da presente ação. pois. adentrando em argumentos cuja a finalidade é a reapreciação de provas. Pois bem.0010 RECURSO ORDINÁRIO Recorrentes: ROGERIO RAMOS DE ASSIS JOUSELI RODRIGUES BARBOSA Recorridos: JOUSELI RODRIGUES BARBOSA ROGERIO RAMOS DE ASSIS CONDOMINIO DO SHOPPING VITORIA Origem: .0095200-88.LINHAS AEREAS S/A NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES(OAB: 015111 ES) ACÓRDÃO . Por fim.0010 Processo Nº RO-95200/2012-010-17-00. 818 da CLT e Súmula 338 do TST). na qualidade de testemunha em outro processo: “podendo atestar que no caso da depoente todas as horas do banco de horas foram compensadas pela depoente”.2012.TRIP LINHAS AEREAS S/A Origem: 3ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA .ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DA RECLAMANTE Conhecidos e não providos ante a inexistência de vício capaz de macular o julgado. conhecer dos embargos declaratórios e. ainda. em especial à prova oral.2 MÉRITO Afirma a embargante.17. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-78800-20.2012. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-95200-88. 306/609 alegando vício no julgado.5. o entendimento adotado pela Turma Julgadora foi no sentido de que o intervalo era integralmente gozado.1 CONHECIMENTO Conheço dos embargos de declaração eis que tempestivos e regular a sua representação. sob compromisso. acórdão de fls.5. negar-lhes provimento.0 Recorrente Advogado Recorrido Plurima Autor Advogado Plurima Réu Plurima Réu Advogado ROGERIO RAMOS DE ASSIS João Batista Dalapíccola Sampaio(OAB: 004367 ES) JOUSELI RODRIGUES BARBOSA JOUSELI RODRIGUES BARBOSA João Batista Dalapíccola Sampaio(OAB: 004367 ES) ROGERIO RAMOS DE ASSIS CONDOMINIO DO SHOPPING VITORIA Stephan Eduard Schneebeli(OAB: 004097 ES) ACÓRDÃO . REGIÃO . sendo partes as acima citadas. Não há. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. como entender de direito. O acórdão foi claro quanto ao entendimento adotado de que houve confissão da autora no tocante o regular controle de horário de Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 trabalho.17. ACÓRDÃO DE FLS.

Ademais. O que se constata. Com razão. em shopping center da capital. o juiz procederá livremente para apreciar as provas. uma vez que o laudo apresentado foi plenamente satisfatório. LV da CRFB/88. de confiança do juízo e dentro das exigências legais. NULIDADE DA DISPENSA. In casu. ao analisar os elementos existentes. porque presentes os pressupostos objetivos e subjetivos de admissibilidade. não é considerada doença do trabalho. entendendo que o laudo pericial era bastante para formar seu convencimento. .1. em nada prejudica a avaliação e a conclusão feitas pelo expert. as características de sua função. salários devidos no período de afastamento e dano moral decorrente. 342-349 e 350-372. 300-301. contudo. Vistos. o direito à reintegração. §1º da Lei n. seja declarada a nulidade do julgado. que julgou totalmente improcedentes os pedidos iniciais. sentiu-se em condições de proferir a decisão.2. o cerceamento do direito de defesa alegado. não se vislumbra qualquer vício a macular o trabalho do perito. O mesmo se diga quanto ao recurso ordinário apresentado pela advogada do reclamante. Razões recursais da advogada do reclamante às fls. perito qual a sua jornada de trabalho. consequentemente. por expressa disposição legal do art. inexistindo. portanto. a insurgência do reclamante guarda consonância com o resultado do laudo. a análise acerca da matéria será realizada no mérito do recurso. assim. Contudo. é apenas e tão somente a insatisfação do autor quanto ao laudo pericial. entendo que tais elementos se mostraram suficientes para elaboração do laudo. INDEFERIMENTO DA IMPUGNAÇÃO AO LAUDO Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 PERICIAL O reclamante sustenta que a negativa ao pedido de produção de nova prova pericial acarreta o cerceio ao direito de defesa. Assim. onde recorre quanto à condenação ao pagamento de multa e indenização por litigância de má-fé. local este de conhecimento notório. A carência de ação decorre da ausência das condições da ação. o que não tem o condão de invalidá-lo. in casu.2. na inexistência de vedação no ordenamento jurídico quanto ao pedido formulado pelo autor. o interesse processual na solução jurídica pleiteada.1. e que o autor esclareceu ao i. Alega.º 8. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. atendendo aos fatos e circunstâncias constantes dos autos. De outro norte. e a possibilidade jurídica.PRELIMINAR DE NULIDADE DA SENTENÇA POR CERCEIO DE DEFESA. nulidade da dispensa. complementada pela decisão de embargos de declaração de fls. considerando que a alegação do obreiro é de que há doença ocupacional. pois se refere a recurso interposto pelo reclamado e sua advogada e não pelo reclamante e sua advogada. Contrarrazões da reclamada às fls. Portanto. Desta forma. 326-335. 23 de Setembro de 2013 65 10ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . carência de ação quanto aos descontos fiscais. perito não respondem satisfatoriamente às indagações feitas pelo autor. que apresentou tempestivamente suas contrarrazões. e as circunstâncias de sua doença. eis que elaborado por profissional qualificado. que lhe foi desfavorável. Ressalte-se que o laudo pericial (fls. alegando a nulidade da sentença por cerceio de defesa e pugnando pela reforma do decisum quanto às seguintes matérias: assistência judiciária gratuita. repita-se. que é necessária para corrigir o mal de que o autor se queixa. considerando que os pleitos iniciais foram julgados improcedentes. o pedido de indenização ou recolhimento pela reclamada dos valores devidos a título de imposto de renda. Rejeito. Contudo. honorários advocatícios e litigância de má-fé. que o perito respondeu satisfatoriamente a todas as questões levantadas pelas partes. no caso em tela. o que caracteriza “total incongruência do laudo pericial com a verdade real dos fatos”. Assim. ESTABILIDADE.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA DOENÇA OCUPACIONAL. as quais. não vislumbro a necessidade de realização de nova perícia.213/91. ainda. Sem razão. Todavia. 237-254) e os esclarecimentos prestados (fls. O reclamante recorre desta decisão.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Requer. É o relatório. não restando caracterizada a nulidade da dispensa e. no presente caso. sendo que o expert não verificou as condições do local de trabalho do obreiro. já que. pois a legitimidade se verifica no âmbito das meras alegações. não há como reconhecer ao autor à estabilidade prevista no art. que o disposto no art. sendo partes as acima citadas. INDENIZAÇÃO PELO PAGAMENTO DE IMPOSTO DE RENDA A sentença julgou extinto. indenização por danos morais e materiais decorrentes de doença ocupacional. tal erro material não trouxe qualquer prejuízo à ré. honorários periciai. Sendo assim. elaborado por profissional qualificado. O laudo pericial realizado nos autos foi taxativo em sua conclusão de que o reclamante apresenta patologia degenerativa no joelho direito. 288-291. sem julgamento de mérito. que os esclarecimentos prestados pelo d. observa-se que o Juízo de admissibilidade realizado pela origem contém erro material. 5º.CARÊNCIA DE AÇÃO. tendo em vista que o autor exercia a função de Inspetor de Segurança. 437 do CPC prevê a possibilidade de nova perícia na hipótese do juiz entender que a primeira perícia não elucidou a causa. deve ser conhecido o apelo para decisão quanto às referidas matérias. FUNDAMENTAÇÃO 2. nos moldes do artigo 267. em face da sentença de fls. de confiança do juízo e dentro das exigências legais. Note-se que o não comparecimento do perito ao local de trabalho do reclamante. 118 da Lei nº 8. Além disso.CONHECIMENTO O autor apresentou recurso ordinário sem comprovar o recolhimento das custas processuais a que foi condenado. restando violado o art. são objetos de seu recurso ordinário os pedidos de isenção de custas e de assistência judiciária gratuita. Portanto. Ressalte-se. ter qualquer nexo de causalidade ou concausalidade entre a patologia e as atividades desempenhadas na reclamada. RELATÓRIO Trata-se de recursos ordinários interpostos pelo reclamante e por sua advogada. sem. não há notícia sequer de que a atividade laboral tenha atuado como concausa para o aparecimento da doença. REINTEGRAÇÃO. Entendo. inclusive. Do exposto.213/91. 2. encontram-se presentes. Ressalte-se que doença degenerativa. RECURSO ORDINÁRIO DO RECLAMANTE 2. 20.2. 272-273) são detalhados e conclusivos. ainda. não apresentam quaisquer contradições ou omissões. conheço dos recursos ordinários interpostos pelo reclamante e pela advogada do reclamante. 303-325. Razões recursais do reclamante às fls. inciso VI do CPC. que pretende a concessão dos benefícios da assistência judiciária gratuita.

Portanto. DANO MORAL O Juízo a quo. Ressalte-se que doença degenerativa. Outrossim. O reclamante gozou de benefício previdenciário (auxílio doença comum – B31) no período de 20/06/2011 a 16/09/2011. 2.º 8. não restou demonstrado que a doença do autor tenha origem ocupacional. 186 do Código Civil. pelo sobrepeso do autor. em suma. que as lesões suportadas pelo obreiro são decorrentes das atividades laborais realizadas em prol da reclamada.2. o reclamante foi admitido em 04/05/2010. por expressa disposição legal do art. DANOS MORAIS E MATERIAIS A sentença de origem. código B31. decorrentes da doença ocupacional. E. contudo. Sendo assim. Pelo exposto. Além disso. Assim. 21). Conforme exposto anteriormente. portanto. não há notícia sequer de que a atividade laboral tenha atuado como concausa para o aparecimento da doença. destacando que o reclamante apresenta incapacidade parcial permanente para realizar atividades que requeiram impacto ou sobrecarga dos membros inferiores. vindo a laborar na escala 12x36h. se objetiva ou subjetiva. ESTABILIDADE. desde que em outra função compatível.5. que “o autor apresenta alterações degenerativas no joelho direito. ou seja. em síntese. conforme exame físico. 118 da Lei nº 8.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. não restando caracterizada a nulidade da dispensa e. 22-23). complementado às fls. sugeria repouso por 90 (noventa) dias.90 cm de altura. conforme se vê à fl. não há falar no dever de indenizar eventuais danos morais e materiais sofridos. 20. nego provimento.DOENÇA OCUPACIONAL. Logo. 2. 23. Restou constatado. considerando que a doença que acomete o autor é de origem degenerativa e agravou-se de maneira crônica em razão do sobrepeso do reclamante que. Requer. pesa 140 kg e mede 1. no período de 20/06/2011 a 16/09/2011. com suspensão do pagamento do benefício a partir de 03/10/2011 (fls. Alega. tendo em vista que o autor permanecia em pé ao longo de toda a jornada de trabalho. por intermédio do laudo pericial de fls. não é considerada doença do trabalho. a natureza ocupacional da doença também não foi reconhecida pelo INSS. ainda de acordo com o laudo. na função por ele desempenhada. Assim. Mantenho a sentença. ter qualquer nexo de causalidade ou concausalidade entre a patologia e as atividades desempenhadas na reclamada. O autor recorre desta decisão. consequentemente. Aduz. SALÁRIOS NO PERÍODO DE AFASTAMENTO. de indenização por danos morais. bem como. em gozo de auxílio doença comum (código B31). vê-se que as condições laborais que limitam as atividades a serem exercidas pelo autor não ocorrem no labor em prol da reclamada. e dispensado sem justa causa em 15/06/2012. datado de 14/09/2011. O laudo médico de fls. não há nexo causal.2. não restou demonstrada a doença ocupacional. A prorrogação deste benefício foi negada ao autor pelo INSS. entendendo que. Portanto. sim. Sustenta que. Considerando que não restou demonstrado o nexo causal entre a doença do reclamante e a atividade laboral. à luz do princípio da função social do contrato. O autor recorreu desta decisão perante a autarquia previdenciária. Sem razão. qual seja. 236-254. a condenação da ré ao pagamento de indenização por danos morais e materiais decorrentes da doença ocupacional. E. ao tempo de sua demissão.3. o autor encontra-se apto ao labor anteriormente exercido. sem. ao longo dos anos. em face da inexistência de vedação expressa no ordenamento.DOENÇA OCUPACIONAL. NULIDADE DA DISPENSA.213/91. 242). ainda que não se admita o nexo causal direto. no caso. mantendo-se o pagamento até o dia 03/10/2011. sentença no que concerne ao pedido de nulidade da dispensa em razão de estabilidade acidentária e reintegração no emprego. interesse processual na solução que busca em juízo para a questão controvertida. . que foi admitido na reclamada apto para o trabalho e que. a reclamada o manteve afastado por considerá-lo inapto e não efetuou o pagamento de salários. assim. não obstante a conclusão do d. conforme comunicação de fl. Verificou-se que as sequelas apresentadas são derivadas da sobrecarga ocorrida nos joelhos. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 não há perquirir acerca da responsabilidade da ré. Logo. O reclamante recorre desta decisão. Frise-se que o d. possui origem degenerativa. não sendo. não há como reconhecer ao autor à estabilidade prevista no art. nos termos do art. o autor não laborou no período entre a alta previdenciária e a sua dispensa. nos moldes dos artigos 421 e 422 do CC/02. 25.213/91. julgou improcedentes os pedidos de indenização por danos morais e materiais. Contudo. 2. sustenta que deve ser reconhecida a concausalidade. conclui-se que há. requer a condenação da ré ao pagamento dos salários devidos no período de 03/10/2011 a 15/06/2012. Cabe ainda destacar que o reclamante permaneceu afastado do labor. na função de Inspetor de Segurança. pelo que não cabe à reclamada o dever de indenizar eventuais danos sofridos em razão da doença que. não havendo relação de causa ou concausa com as atividades exercidas pelo reclamante. e o pedido é juridicamente possível. A prova documental aponta que o autor esteve em gozo de benefício previdenciário por auxílio doença comum. sob o fundamento de que não restou demonstrado o nexo. consequentemente. de 03/10/2011 a 15/06/2012. O laudo pericial realizado nos autos foi taxativo em sua conclusão de que o reclamante apresenta patologia degenerativa no joelho direito. 23 de Setembro de 2013 66 O reclamante pretende a responsabilização da reclamada pelos descontos fiscais incidentes sobre as parcelas eventualmente deferidas. encontrava-se acometido de doença ocupacional decorrente da atividade que exercia na empresa. perito afasta inclusive a caracterização da concausa. Portanto. o direito à reintegração. Dou provimento para afastar a carência de ação declarada pelo juízo a quo. 31. agravadas pela obesidade. §1º da Lei n. o dano e a culpa da ré quanto à doença que acomete o autor. por não se considerar apto para o exercício de suas funções.2. Ressalte-se que o pedido de indenização por danos morais e materiais tem como fulcro a doença ocupacional. REINTEGRAÇÃO O autor pretende a reforma da r. nego provimento. O reclamante foi contratado pela reclamada em 04/05/2010. no período de 20/06/2011 a 16/09/2011 (fl. Vejamos. decorrentes do trabalho executado na ré” (fl. 272-273. por não se considerar apto ao labor e por discutir com o órgão previdenciário o direito à percepção de novo auxílio doença.4. que não fosse capaz de ocasionar o agravamento de suas lesões. perito no sentido de que o autor apresenta incapacidade parcial permanente para realizar atividades que requeiram impacto ou sobrecarga de membros inferiores. Não há falar em carência de ação no particular. quando da reapresentação à empresa após a alta previdenciária. não se negou a trabalhar. julgou improcedente o pedido de pagamento de salários referentes a este período. por decisão própria.

declarou não ter condições de arcar com as despesas do processo sem prejuízo do próprio sustento e de sua família (fls. 2. o que. tal como o Juízo a quo. que não podem trabalhar sem receber a devida contraprestação. dou provimento ao recurso do autor para deferir-lhe os Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 benefícios da assistência judiciária gratuita. Em novo exame. no valor de R$250. e indenização. apesar de ter o reclamante constituído patrono a título oneroso.115/83 dispõe que se presume verdadeira. o reclamante. a mesma é devida caso haja prejuízo à parte contrária. nos termos do artigo 1º do Provimento supracitado. incorrido em qualquer das hipóteses previstas no artigo 17 do CPC. no valor de R$2. não ocorreu. uma vez que tal benefício somente abrange despesas e taxas judiciais devidas ao Estado (art.º 7. essa situação não pode ser imputada à reclamada. que para ela não concorreu. 3º da Lei n. e § 1. Ora. entendo que não deve ser imputado a reclamada o dever de arcar com a remuneração do obreiro se não deu causa a este evento. Ademais. Desse modo. no caso. Nego provimento.º 1. por si só. tendo em vista que o art.º 7. considerando a existência de laudo médico particular apontando a sua incapacidade laboral. Desse modo. ex vi da Constituição da República (Art. porém. 23 de Setembro de 2013 67 Em exame de retorno ao trabalho. LXXIV.00. isentando-o do pagamento de custas processuais. reduzo o valor dos honorários para R$ 800. ainda. Conforme se observa dos autos. De toda sorte. uma vez que apenas exerceu seu direito de ação.2. de aplicação imediata. teria direito à gratuidade de Justiça.00. Portanto. visto que teve seu benefício previdenciário suspenso pelo INSS. realizado em 01/11/2011. Com razão. constitucionalmente garantido. não havia impedimento para sua dispensa. 4º. É o que basta.6. considerando-o apto. que deu nova redação à Lei n. vez que permaneceu afastado de seu labor.500. Contudo. nos termos do Provimento TRT 17. 790 da CLT. destinados aos beneficiários de assistência judiciária. razão pela qual dispensado está do recolhimento das custas processuais. Nego provimento. nem a gratuidade de justiça alcançam os honorários periciais. revertidas em benefício da reclamada. 2. sob pena de violação do texto constitucional. compareceu a reclamada. No caso dos autos. Após esta data. Logo. Pois bem. No caso. nesse aspecto. ao requerer a produção de prova oral para comprovar a existência de doença ocupacional. por intermédio de sua patrona. É de se destacar. ao requerer a produção de prova oral. 13). HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS Considerando a sucumbência do reclamante. no que concerne à indenização prevista na parte final do art. E não poderia ser diferente. a ser paga pela parte sucumbente no objeto da perícia. tanto quanto ao indeferimento dos salários. se a insuficiência de recursos foi demonstrada. ainda que o autor não fizesse jus à assistência judiciária.9. o patrocínio da causa por advogado particular. 2. após o período de afastamento deferido pelo INSS. sendo considerado apto e foi dispensado sem justa causa em 15/06/2012.2. o pagamento dos honorários de perito será efetuado com os recursos vinculados ao custeio da assistência judiciária aos necessitados. em 01/11/2011. em face da hipossuficiência do reclamante. VI e 18. praticou ato desnecessário.00) informo que caberá ao autor restituir a ré. Desta feita. a reclamada considerou que o autor encontrava-se inapto (fl.060/50). nos presentes autos.2. da Lei n. O autor retornou ao trabalho em 14/06/2012. 01/2005. no valor de R$2. Quanto aos honorários periciais prévios (R$ 500.º 1. terceiros estranhos ao processo.ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA A assistência judiciária gratuita aos que não possuem recursos suficientes para demandar sem prejuízo do próprio sustento ou de sua família constitui direito fundamental. não tem o condão de afastar essa garantia.ª SECOR 03/2007. data da alta previdenciária.º). Não vislumbro. Ressalte-se que o ato da reclamada que. em um primeiro momento.00 (oitocentos reais).2.° 304 do TST reza que para a concessão da assistência judiciária basta a simples declaração de hipossuficiência do declarante ou de seu advogado. que deu nova redação aos artigos 159. que a doença que acomete o autor não tem origem ocupacional. vislumbro que o transtorno causado ao autor foi fruto da resistência do INSS em reconhecer que a sua incapacidade para o trabalho não havia cessado em 16/09/2011. Insurgem-se o reclamante e sua advogada contra esta decisão. criando incidente manifestamente infundado. a sentença condenou o reclamante ao pagamento dos honorários periciais. autorizando o perito a receber a importância diretamente do Tribunal. não há falar em pagamento de honorários advocatícios.7. o obreiro foi novamente considerado inapto e encaminhado ao INSS para perícia (fl. Reconheço que a situação vivenciada pelo autor é delicada. até que se prove o contrário. para se considerar configurada a sua situação econômica (art. não percebeu sua remuneração. 2. O reclamante recorreu da decisão da autarquia previdenciária em 16/11/2011. § 1º. realizado em 04/10/2011.000. até mesmo em razão do . atestou a incapacidade do autor e o encaminhou para nova perícia no INSS demonstra cautela em relação à saúde do reclamante. a declaração de pobreza. Após. determino que o pagamento da importância complementar seja feito com recursos existentes no Orçamento da União. É importante destacar que a Orientação Jurisprudencial n. considero que nem a assistência judiciária gratuita.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. com fulcro nos artigos 17. Contudo. 1º da Lei n.00 (dois mil reais). mesmo havendo nos autos laudo pericial concluindo pela ausência de nexo causal. 143).8. Ademais. em razão da sucumbência. 141). caput e § 2º do CPC. Acrescente-se que a Justiça do Trabalho não conta com peritos próprios. pugnando pela exclusão da multa e da indenização.060/50). LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. 18 do CPC. MULTA E INDENIZAÇÃO. não há notícia quanto à decisão do INSS. 5. socorrendo-se de profissionais particulares.510/86.HONORÁRIOS PERICIAIS Embora concedida a assistência judiciária gratuita ao reclamante. 160 e 161 do Prov. a sentença de origem deve ser mantida. quando houver sucumbência do beneficiário de justiça gratuita na pretensão relativa ao objeto da perícia. ter o reclamante. na petição inicial. nos moldes do §3º do art. quanto ao dano moral eventualmente decorrente. condenou o autor e sua advogada à multa por litigância de má-fé. Assim. Não obstante. A reclamada atestou a incapacidade do reclamante e o encaminhou ao INSS para nova perícia. dou provimento parcial. nos termos da fundamentação supra. (APRECIAÇÃO CONJUNTA DOS RECURSOS DO RECLAMANTE E DE SUA ADVOGADA) O Juízo de origem concluiu que o reclamante e sua patrona que o acompanhava em audiência.º. de modo que o deferimento da assistência judiciária gratuita não socorre o autor.

DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Certidão de Julgamento de ROS Processo Nº ED-97000-57. 538. ou se a paralisação fosse considerada abusiva. Da leitura do v.5.2012. O que se exige é adoção de tese. IX. é nítida a intenção da parte de dilatar o prazo recursal. sendo que a via escolhida é totalmente incompatível com tal objetivo. conhecer dos embargos declaratórios. REGIÃO RAIMUNDO NONATO PEREIRA NASCIMENTO Origem: 9ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA .17.00). Procurador do Trabalho: Dr. sentença de piso no que tange ao pleito autoral de restituição dos valores descontados a título de faltas. verifico que suas alegações demonstram. quais sejam. devendo. na forma autorizada pelo art.0131 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: SUPERMERCADOS CASAGRANDE LTDA Recorrido: ADRIANO MONTEIRO DOS SANTOS Origem: 1ª VARA DO TRABALHO DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM .0131 Processo Nº RO-98600/2012-131-17-00. 255/256-v. o prequestionamento da matéria em relação aos dispositivos invocados.SECOR. nesta data resolveu.PREQUESTIONAMENTO Alega a embargante que “o E.ES Relator: DESEMBARGADOR JOSÉ LUIZ SERAFINI .FUNDAMENTAÇÃO 1. no tocante à assistência judiciária gratuita. pelo Condomínio do Shopping Vitória. art. no mérito.2012. acórdão à fl. dar parcial provimento ao apelo do reclamante para afastar a carência de ação declarada pelo juízo a quo. Não tem a mais pálida razão.5. Ana Carolina Machado Lima. rejeitar a preliminar de nulidade da sentença por cerceio de defesa e. por unanimidade. ticket e adicional de assiduidade. por preenchidos os pressupostos para a sua admissibilidade. parágrafo único. Dou provimento para excluir a multa e a indenização por litigância de má-fé.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.17. por maioria. nego-lhes provimento e imponho a Embargante multa de 1% sobre o valor da causa. deferir os benefícios da assistência judiciária gratuita.Em verdade. Logo. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente).5. 255/v extrai-se que a matéria foi amplamente analisada ao dispor que “a empresa somente poderia descontar os dias parados se houvesse expressa determinação no dissídio coletivo.ª. TRT reformou a r.0097000-57.1 Embargante Advogado Embargado Advogado CARIOCA CHRISTIANI NIELSEN ENGENHARIA S A Stephan Eduard Schneebeli(OAB: 004097 ES) RAIMUNDO NONATO PEREIRA NASCIMENTO Rafael de Anchieta Piza Pimentel(OAB: 008890 ES) condenar a Embargante a pagar a multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa. Além de os embargos denotarem mero inconformismo com o conteúdo meritório do julgado.0098600-38.TRT 17ª Região .2012. Presença da Dra. respeitando-se o limite previsto no art. dar provimento ao recurso da advogada do reclamante para excluir a multa e a indenização por litigância de má-fé. 538.TRT 17ª. a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. 832 da CLT. sua irresignação com o resultado do julgamento proferido. isentando-o do pagamento de custas processuais.OMISSÃO . o art. negar-lhes provimento e Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Recorrente Advogado Recorrido Advogado SUPERMERCADOS CASAGRANDE LTDA Washington Luiz da Silva Barroso(OAB: 006608 ES) ADRIANO MONTEIRO DOS SANTOS Leonardo Valle Soares(OAB: 009614 ES) ACÓRDÃO . ante a total ausência dos vícios alegados. favorável à reclamada.17.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Certifico que a 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. ACÓRDÃO DE FLS.3 PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO CERTIDÃO DE JULGAMENTO .Deste modo. litigância de má-fé. não há. a meu ver. neste aspecto. conhecer dos recursos ordinários interpostos pelo reclamante e pela advogada do reclamante. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). tão somente. do CPC. o que deve ser manejado na via recursal própria. parágrafo único. Requer. XXXV e art. Procurador do Trabalho: Dr. ainda. o que não é o caso”. foi omisso no que tange a ausência de lei que preveja o pagamento de tais parcelas na ausência de prestação de serviços”. só tem pertinência e cabimento quando o julgado não haja adotado fundamento explícito sobre o tema ou sobre a questão submetida. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. e tendo em vista o manifesto caráter protelatório dos embargos.5. Mantido o valor da condenação.1.0009 Processo Nº ED-97000/2012-009-17-00. 5º. pois. João Hilário Valentim. Vencida. 159 do referido Provimento (R$ 800. a parte manifestar sua irresignação por meio de recurso próprio.º 01/2005. aos honorários periciais e a litigância de má-fé.2012. João Hilário Valentim Acórdão Processo Nº RO-98600-38.17. a parte pretende obter uma nova apreciação do mérito já decidido pelo acórdão de fls. nos termos dos artigos 158 a 162 do Provimento TRT.Assim. contudo. na forma autorizada pelo art. 23 de Setembro de 2013 68 resultado da demanda. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. do CPC. Quanto ao prequestionamento a que se refere a Súmula 297 do TST.17.CONHECIMENTO Conheço dos embargos declaratórios. pelo que a sentença de origem merece reforma. por unanimidade.0009 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: CARIOCA CHRISTIANI NIELSEN ENGENHARIA S A Embargado: O V. autorizar o Perito a receber a importância relativa aos honorários periciais diretamente do Tribunal. Neste sentido não merece prosperar os argumentos aduzidos pela embargante no que tange à ausência de lei acerca do assunto. ambos da Constituição Federal. Desembargador Gerson Fernando Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. o que não significa obrigação de reproduzir textos legais.TRT 17ª Região . excluir a multa e a indenização por litigância de má-fé. 255/256 . e não reprodução da lei. 93.N.

TST. 345-346. Insurge-se a reclamada contra a decisão que fixou o salário normativo do autor como base de cálculo do adicional de insalubridade. outra base de cálculo. no regime constitucional atual. porque a CF/88. de que exceto naqueles casos em que a própria Constituição havia excepcionado. até o dia 30 de abril de 2008 este Redator Designado sempre adotou os termos da antiga redação da Súmula 228 do C. 7º. no art.º 4. Em vista disso. no RE 565714. curvo-me à referida decisão. o valor de dois salários mínimos. 7. dependendo do Legislativo Federal apenas o advento de nova lei para fixar. XXIII. a norma legal refere -se. 192 da CLT a mencionar o salário mínimo como base de cálculo do adicional de insalubridade. continua. Essa decisão. preferindo manter. Contudo. XXVI. o valor dos dois salários mínimos. IV. 92 do Regimento Interno deste Tribunal. É que ambos os artigos cuidam de agentes agressivos à saúde do trabalhador. sendo desnecessário. faço uso da analogia. 192 da CLT. NEM SER SUBSTITUÍDO POR DECISÃO JUDICIAL. parte final.º 565714. deu ensejo a uma das primeiras súmulas vinculantes adotadas pelo Excelso Tribunal. 7. Contrarrazões do autor às 350-352. CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região.1.MÉRITO BASE DE CÁLCULO DO ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. o Desembargador Relator. nego provimento e mantenho a sentença que fixou o salário normativo como base de cálculo do adicional. sendo que. não podem os trabalhadores ficar desprovidos de um direito que lhes é assegurado na própria Constituição Federal.º 4 do STF. IV. no que se refere à base de cálculo do adicional de insalubridade. negar-lhe provimento. Acórdão proferido pelo E. TJSP. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais (Presidente). além dos servidores públicos.2.CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário. essa parte do dispositivo celetista deixa de existir no mundo jurídico.º 4. 8. no mérito. É por isso que. no mérito. sob pena de afronta ao art. porém. que estabelecia a recepção do art. à insalubridade. mesmo julgando inconstitucional a norma estadual. Tomo por modelo o que dispõem os artigos 193 da CLT e 14 da Lei n. faz-se uso da analogia com os artigos 193 da CLT e 14 da Lei n. adotou posição definitiva acerca da matéria.º da CLT. não podem os trabalhadores ficar desprovidos de um direito que lhes é assegurado na própria Constituição Federal. 336-337da lavra do eminente Juiz Roque Messias Calsoni. Ocorre que o Excelso Supremo Tribunal Federal. Todavia. por unanimidade.º da CLT. E o fez sob o fundamento de cuidar de ação de repercussão geral. razão pela qual parece-me perfeitamente possível dar o mesmo tratamento tanto a um quanto ao outro caso. Com o advento da Súmula Vinculante n. Todavia. vez por todas. de forma a não adotar uma decisão in peius. tomada com o cuidado de se tratar de ação com repercussão geral. eis que satisfeitos os pressupostos de admissibilidade. o art.º. da CF/88) não autoriza que estas mesmas normas não observem a vedação constitucional inserida no art.860/65. Ora. dependendo do Legislativo Federal apenas o advento de nova lei fixando. Com efeito. o STF negou o pedido dos recorrentes de aplicação da remuneração como base de cálculo. para estabelecer como base de cálculo do adicional de insalubridade o salário normativo do empregado. parte final. como autorizado no art. 23 de Setembro de 2013 69 Redator Designado: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. para estabelecer como base de cálculo do adicional de insalubridade o salário básico. como autorizado no art." FUNDAMENTAÇÃO 2. Vencido. cuja relatora foi a eminente Ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha. por maioria. a teor do art. Vistos. Razões recursais da reclamada às fls. com reajuste automático e pelos mesmos índices estabelecidos pelo Governo Federal. Com a decisão do STF. entendeu o STF que o salário mínimo não poderia ser usado como base de cálculo. 7º. considerando o interesse das categorias econômicas e profissionais. Contudo. ao julgar o Recurso Extraordinário n. 3. da Constituição da República. buscou o recorrente obter da mais alta Corte a reforma do v. 192 da CLT que estabelecia o salário mínimo como base de cálculo do adicional de insalubridade deixa de existir no mundo jurídico.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Em vista disso. no qual antagonizaram Carlos Eduardo Junqueira e Governo do Estado de São Paulo. no caso específico da Lei 4. pela Constituição Federal. não estabeleceu base de cálculo sobre a remuneração. 8. RELATÓRIO Adoto relatório do Exmo. para os policiais militares. sem Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 controvérsia. pugnando pela fixação do salário mínimo. a Suprema Corte também deixou assentado que o fato de não haver uma lei fixando outra base de cálculo que não o salário mínimo não permitiria que o Judiciário a fixasse como sendo a remuneração. o Desembargador José Luiz Serafini e a Juíza .º. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. Porém. da Carta Magna. Em vista disso. O SALÁRIO MÍNIMO NÃO PODE SER USADO COMO INDEXADOR DE BASE DE CÁLCULO DE VANTAGEM DE SERVIDOR PÚBLICO OU DE EMPREGADO. que julgou procedentes em parte os pedidos contidos na inicial. a parte do art.860/65. em nenhum outro caso poderia o legislador infraconstitucional utilizar o salário mínimo como indexador. sendo partes as acima citadas. sentença de fls. conhecer do recurso e. ato do Senado Federal para expungir o artigo da legislação em vigor. inclusive. com reajustes aplicados pelo Estado de São Paulo. Pelo exposto.860/65. vez por todas. Comprovante do recolhimento das custas e do depósito recursal às fls. 192 da CLT quanto as normas coletivas. BASE DE CÁLCULO. É o relatório. que considerou constitucional norma de lei estadual que fixou como base de cálculo do adicional de insalubridade. 2. O reconhecimento das normas coletivas pela Constituição Federal (art. A expressão “vedada sua vinculação para qualquer fim” levou ao entendimento. Ressalto que a vedação constitucional da utilização do salário mínimo como indexador atinge tanto o art. 341-344. mas apenas estatuiu que o adicional comporia a remuneração do trabalhador. Desnecessária a remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho. até nova lei estadual. outra base de cálculo. Desembargador Relator: "Trata-se de recurso ordinário interposto pela reclamada em face da r. ainda. que restou lavrada nos seguintes termos: SÚMULA VINCULANTE 4 SALVO NOS CASOS PREVISTOS NA CONSTITUIÇÃO. Não merece reforma a sentença.

caracteriza-se quando observados os requisitos previstos no art. Procurador: Dr. divulgado pelo Governo Federal. .EPP LANCHONETE PALLADIUM LTDA .5. Vejamos.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA VÍNCULO DE EMPREGO. comparecia diariamente à empresa e lá cumpria jornada de trabalho de 7:30h de segunda a sexta-feira.1 PRELIMINAR DE INTEMPESTIVIDADE DO RECURSO ARGUÍDA PELAS RECORRIDAS EM CONTRARRAZÕES Alegam as reclamadas ser intempestivo o recurso ordinário do autor tendo em vista que foi interposto após o decurso do prazo de oito dias contado a partir da primeira intimação para ciência da sentença. laborava na sede da empresa. a relação entre as partes sempre foi.2 MÉRITO 2.TRT 17ª Região . Rejeito a preliminar de intempestividade do recurso arguído pela reclamada em contrarrazões. sendo depositados na Caixa Econômica Federal. Assim. desde 25/09/2006 até 14/07/2011. A sentença julgou improcedentes os pedidos entendendo que não ter sido provado o elemento subordinação jurídica. espécie qualificada da relação de trabalho. Conheço do recurso ordinário do autor eis que presentes os pressupostos de admissibilidade. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo autor face a r. portanto. Aduz o autor. Já a cláusula 2ª do contrato. verdadeira relação empregatícia. 2305/2309 e 2310/2317. as partes acordaram: Honorários Profissionais O contratado receberá como honorários de advogado o valor mensal de dois salários mínimos. 2270 publicada no dia 25/04/2013 porque dirigida ao advogado que não mais representava o autor nestes autos. não há falar em reconhecimento do vínculo de emprego. nesta última alegando a preliminar de intempestividade do apelo. Em seu depoimento pessoal o autor afirmou que o contrato de prestação de serviços de advocacia de fls. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Redator Acórdão Processo Nº RO-99600-66.2012.1 VÍNCULO DE EMPREGO ENTRE ADVOGADO E GRUPO ECONÔMICO FORMADO POR EMPRESAS DO RAMO DE ALIMENTAÇÃO Narra o autor. 2277).2264/2269 que julgou improcedentes os pedidos iniciais. em suma.5. cujo objeto era a prestação de serviços judiciais e extrajudiciais. O recurso protocolado no dia 20/05/2013 é.8 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Réu Advogado Plurima Réu Advogado LEO FELIX VIANNA Adão Carlos Pereira Pinto(OAB: 008225 ES) SB COMERCIAL LTDA Sara Dias Barros(OAB: 011337 ES) RESTAURANTE PALLADIUM LTDA EPP Renan Sales Vanderlei(OAB: 015452 ES) LANCHONETE PALLADIUM LTDA ME Renan Sales Vanderlei(OAB: 015452 ES) ACÓRDÃO . A correta publicação da sentença. sendo partes as acima citadas. Dizem ser apenas clientes do autor e que a relação entre eles era de um típico contrato de “advocacia de partido”. Pede a nulidade do contrato de prestação de serviços jurídicos firmado. despacho retro”. significando tão somente prestação de serviço na área de serviços jurídicos. sentença de fls. anualmente. a onerosidade e a subordinação jurídica. 3º da CLT. 23 de Setembro de 2013 70 Convocada Sônia das Dores Dionísio. Nega a relação de emprego. quais sejam. A cláusula 6ª do referido contrato dispõe: Negativa de Relação de Emprego A presente contratação não guarda qualquer relação com vínculo empregatício. agência 662. que apesar de ter firmado com as reclamadas um contrato de “Prestação de Serviços de Advocacia”. O prazo de oito dias começou a fluir no dia 14/05/2013 findando no dia 21/05/2013. 2275 tornou sem efeito a intimação de fls.0004 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: LEO FELIX VIANNA Recorridos: SB COMERCIAL LTDA RESTAURANTE PALLADIUM LTDA . 39/43). conta corrente 21000-3. 1991/1995 (cópia daquele juntado com a inicial às fls. 2. O despacho de fls. 2270 que determinara a renovação do ato de publicação da sentença. A segunda e a terceira reclamada apresentam defesa conjunta. cuja nulidade se pretende. que dispõe sobre a remuneração dos serviços contratados. sem prejuízo do prazo recursal. que recebia remuneração mensal no valor de 2 salários mínimos.17. Ausente qualquer um destes requisitos. Razões recursais de fls. como a primeira. reajustáveis sempre que houver aumento dos mesmos. Aduz que o autor prestoulhe serviços advocatícios em apenas um processo judicial. ou seja. tempestivo.2. A relação empregatícia. FUNDAMENTAÇÃO 2. o reconhecimento do vínculo de emprego e a condenação das rés no pagamento das verbas dele decorrentes. foi por ele mesmo redigido em comum acordo com o Sr. se deu em 13/05/2012 pelo Diário Eletrônico (certidão de fls.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Esta decisão determinou. recebia ordens diretas dos sócios das rés. pagos todo dia 25 de cada mês. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 ainda. requisito indispensável para o reconhecimento do vínculo de emprego. conforme determinado pelo Juízo. em sua inicial. a pessoalidade. a não eventualidade. Dessa decisão recorre o autor renovando os pedidos iniciais. João Hilário Valentim. Onesvaldo. negam a formação do grupo econômico. No dia 02/05/2013 o advogado do autor compareceu ao balcão da secretaria e deu o seu “ciente do r.0099600-66. ciência daquela decisão de fls. 2278/2301 renovando o pedido de reconhecimento de vínculo de emprego e a condenação solidária dos réus no pagamento das verbas pleiteadas na inicial.2012. Vistos. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO.0004 Processo Nº RO-99600/2012-004-17-00. a renovação do ato de publicação da sentença ao atual patrono do autor.17.ME Origem: 4ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . Contrarrazões das reclamadas às fls. A primeira ré apresenta sua defesa negando a existência de grupo econômico com as demais reclamadas. Vejamos.

.17.2005.. vindo da rua” e “. ainda.costumava chegar para almoçar no horário de retirada da comida por volta das 15h. José Carlos Rizk – j. Por tais razões. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). que o autor sempre possuiu escritório próprio localizado no Ed. Em caso análogo ao presente. pois o princípio da fungibilidade não comporta aplicação neste caso..1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 123/124. Ou seja. Há de se destacar.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: RECURSO. pelo desprovimento do apelo. Mantida a sentença.. no qual fez crer que o Autor tinha dias e horários rígidos de trabalho no estabelecimento dos contratantes (fls. que quando não comparecia no estabelecimento dos Réus era chamado ao local. Se o erro é grosseiro. que foi confeccionado pelo próprio reclamante.17. para a caracterização do vínculo de emprego necessária se faz a presença de todos aqueles requisitos previstos pelo art. mas nem todos os dia. Aliás. 02/21. o autor comparecia ao seu escritório particular. 3.5. os documentos de fls. Para declaração de nulidade de um contrato é necessário que haja comprovação do vício de consentimento. que a sentença reconheceu a existência de grupo econômico entre as Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 reclamadas. mantenho a sentença que julgou improcedente o pedido de reconhecimento de vínculo de emprego entre autor e demandadas. PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE. negando a existência do vínculo de emprego e. depois de rescindido seu contrato com as reclamadas. por exemplo. No caso dos autos. (RO 0096100-21. conforme contrato de natureza cível acostado aos autos. Alexandre Nascimento de Carvalho (fls. Observa-se que o reclamante foi contratado para prestar serviços de assessoria jurídica e advocacia.CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região.depois do almoço o reclamante ia embora” (fls. por corolário lógico. § 1º.17. que está demonstrado o contrato de prestação de serviço e não a relação de emprego nos moldes celetistas. tendo o autor patrocinado outras causas de clientes seus. às fls. no mesmo interrogatório o Autor confessou.5.2012. em face do que dispõe o artigo 897. indicada pela própria parte ativa. pleiteando. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº AIRO-99800-43.0099800-43. registro que as reclamadas apresentaram contestação específica contra os fatos alegados na inicial. com a mesma freqüência com que comparece atualmente. em síntese. uma vez que a interposição de recurso ordinário contra a decisão que julga os embargos de terceiro constitui erro grosseiro. conhecer do recurso ordinário e. mas que tal fato não altera o deslinde da demanda.. Por fim. quais sejam: subordinação. “. Rel. rejeitar a preliminar de intempestividade do recurso arguído pela reclamada em contrarrazões. 2260)”. onerosidade. no mérito. tanto mais quando comparado com o testemunho de Maria da Penha Redigueri Regatieri. 23 de Setembro de 2013 71 Havendo êxito na demanda. a testemunha do reclamante Sr. decisão de fl. os honorários sucumbenciais devidos pela parte contraria serão repassados integralmente ao CONTRATADO. 183. em conjunto com o exame de outros elementos dos autos. Nenhum desses elementos restou comprovado nos autos. como porteiro. fato que infirma o testemunho de Nael Lisboa Barbosa. João Hilário Valentim. erro ou coação. repita-se.. pugnando.4 Agravante Advogado Agravado Advogado Plurima Réu ASSOCIACAO DESPORTIVA FERROVIARIA VALE DO RIO DOCE Allyson Marcello SantAna(OAB: 012312 ES) LUIZ GUILHERME CARVALHO ROCHA Eduardo Neves Gomes(OAB: 010064 ES) DESPORTIVA CAPIXABA S/A PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO .2012. as verbas cujo pedido se amparava naquela declaração. Procurador do Trabalho: Dr. na época em que prestava serviços às rés.0014 Processo Nº AIRO-99800/2012-014-17-00. 3º da CLT. ainda que se encontrem presentes os três últimos elementos.”. no particular. também. caracterizado pelo dolo.TRT 17ª Região . relatados e discutidos os presentes autos de AGRAVO DE INSTRUMENTO. o vínculo empregatício não será reconhecido ante a inexistência de subordinação jurídica.0014 AGRAVO DE INSTRUMENTO Agravante: ASSOCIACAO DESPORTIVA FERROVIARIA VALE DO RIO DOCE Agravados: LUIZ GUILHERME CARVALHO ROCHA DESPORTIVA CAPIXABA S/A Origem: 14ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . a aplicação do princípio da fungibilidade para processamento do recurso ordinário como agravo de petição.. o recurso interposto não deve ser conhecido. o de incidência de multa de 15% em caso de atraso no pagamento dos seus honorários (a partir da terceira parcela). Des. durante o período em que perdurou seu contrato com a reclamada. no qual disse sem hesitar que o Autor “. o contrato foi redigido pelo próprio reclamante que cuidou de estipular cláusulas que lhe asseguravam direitos como. Neste aspecto. 2259). Além disso. da CLT. local em que trabalha. segundo seu depoimento pessoal. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. não eventualidade e pessoalidade. por inadequação. Contraminuta. RELATÓRIO Trata-se de agravo de instrumento interposto pela terceira embargante contra a r. Vistos. 2258).costumava almoçar no restaurante. Nego provimento. já decidiu este Tribunal: VÍNCULO DE EMPREGO – ADVOGADO. em condição indiscutivelmente autônoma. Razões do agravo.0009. Ricamar. 25/01/2006) Ademais. transcrevo trecho da sentença: “Outrossim.5. 2041/2057 comprovam que o autor atuou como advogado de outras empresas em inúmeros processos judiciais em tramite nesta Especializada.. deixando agora clara a sua liberdade de dias e horários. não havia exclusividade na prestação de serviço em prol das rés. negar -lhe provimento. Infere-se do seu depoimento. em autêntico ato falho.. que denegou seguimento ao recurso ordinário interposto contra a decisão que apreciou os embargos de terceiro. Destaco. sendo partes as acima citadas. às fls. em síntese. E do que se extrai do depoimento da referida testemunha. por unanimidade.

2007. por inadequado. que denegou seguimento ao recurso ordinário interposto contra a decisão que apreciou a ação de embargos de terceiro. incabível a interposição de recurso ordinário para atacar a decisão proferida às fls. alínea. no prazo de 8 (oito) dias: a) de petição. 171). por unanimidade. 3. o artigo 897. conhecer do agravo e negar-lhe provimento. Neste sentido. 117/120. já que. das decisões do Juiz ou Presidente. é claro ao dispor que: “Cabe Agravo. 2.5.1996.” Logo. por incabível. nos termos do art. pois. caracteriza erro grosseiro. Desembargador Gerson Fernando Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.249) – Rel. Não lhe assiste razão. que o juízo de primeiro grau não deveria ter considerado a interposição de recurso ordinário no caso em tela como erro grosseiro. já na fase de execução. e não recurso ordinário. (TRT 24ª R. da CLT.2. MÉRITO Insurge-se o agravante contra a decisão de fl. o agravante incorreu em erro grosseiro. nego provimento ao agravo. atacando a decisão que apreciou os embargos de terceiro. 59) – destaquei. – RO 0239/1999-066-24-00-4 – Relª Juíza Dalma Diamante Gouveia – J. consoante dicção do art. bem como a ausência de erro grosseiro e de má-fé objetiva. ante as disposições do artigo 897. Na espécie. Assim. Recurso ordinário não conhecido. não merece qualquer reforma a decisão agravada. 897. há que se observar a existência de dúvida razoável. pois a interposição de recurso ordinário buscando a reforma da decisão que apreciou os embargos de terceiro. 117/120. (TRT 21ª R. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. – RO 11850050. da CLT. Tal princípio não exige apenas o cumprimento do prazo do recurso devido. Desta forma. Analisando-se os autos. NÃO CONHECIMENTO – ERRO GROSSEIRO – Das decisões proferidas na fase de execução.2003) RECURSO ORDINÁRIO – Interposição contra Decisão prolatada em execução (TERMO DE CONCILIAÇÃO). verifica-se que a decisão de fls. "a".09. Des. Inaplicável. caput. Ora. constituindo-se erro grosseiro a interposição em seu lugar de recurso ordinário. em síntese.IDAF ALVARO JOAO BRIDI ANIZIO BLUNK NETO ANTONIA APARECIDA A TEIXEIRA ANTONIO ESTEVAO MOREIRA BITTENCOURT ARTUR BALDESSIN AUGUSTO CARLOS GARCIA DE OLIVEIRA CARLOS ROBERTO LUZIA DE FREITAS CELSO ALVES BARBOSA CESAR SANTOS CARVALHO CLAUDIO LUCIO RAMOS DAURO CALDAS LYRA EDITH FERNANDES DOS SANTOS EDITH MARIA BOTELHO DELBONI EDUARDO SAAD GERMANO ELIO CARLOS RODRIGUES VIEIRA ENILDO DONATO EVANI MANOEL DOS REIS EZRON LEITE THOMPSON FABIO CORREA GONCALVES FERNANDO CARLOS BARBOSA CAMPOS GILMAR GAIGHER GILSONEI BOLDRIN BONOMO ILZANIR VIEIRA LIMA IVAN DA SILVA MOTTA IZAURINO BOROTO JAIDER VANDERLEI JOAO BATISTA MACHADO CAMPOS JOSE ALONSO PINTO JOSE ANTONIO RODRIGUES JOSE CARLOS NASCIMENTO JOSE LUIZ DEMONER DE ALMEIDA JOSE MARCO BERGER JOSE MARIA DE CARVALHO NETO ALVARO FERES MEDINA ALVARO JOAO BRIDI ANIZIO BLUNK NETO ANTONIA APARECIDA A TEIXEIRA ANTONIO ESTEVAO MOREIRA BITTENCOURT ARTUR BALDESSIN AUGUSTO CARLOS GARCIA DE OLIVEIRA CARLOS ROBERTO LUZIA DE FREITAS CELSO ALVES BARBOSA CESAR SANTOS CARVALHO CLAUDIO LUCIO RAMOS DAURO CALDAS LYRA EDITH FERNANDES DOS SANTOS . Foram opostos embargos declaratórios e intimado da decisão deste (fl. já na fase de execução. vale citar a jurisprudência: FASE DE EXECUÇÃO – RECURSO ORDINÁRIO – ERRO GROSSEIRO – NÃO-CONHECIMENTO – Decisão proferida na fase de execução desafia agravo de petição. o agravante interpôs recurso ordinário.0004 Processo Nº AP-102500/1996-004-17-00. o recurso oponível é o agravo de petição.0008 – (111.11. nas execuções. a interposição de recurso ordinário configura erro grosseiro. ante a expressa previsão legal. 183.5. de modo que deveria ser aplicado o princípio da fungibilidade recursal. por preenchidos os pressupostos para a sua admissibilidade. Procurador do Trabalho: Dr. o princípio da fungibilidade. haja vista a divergência jurisprudencial e doutrinária a respeito da matéria. da CLT.17. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). 897. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 João Hilário Valentim JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora Acórdão Processo Nº AP-102500-81.2011 – p.4 Agravante Advogado Agravado Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu ALVARO FERES MEDINA Joaquim Ferreira Silva Filho(OAB: 002814 ES) INSTITUTO DE DEFESA AGROPECUARIA E FLORESTAL DO ESPIRITO SANTO . O princípio da fungibilidade não comporta aplicação nas hipóteses de erro grosseiro e esta é a hipótese dos autos. 26.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.21. 23 de Setembro de 2013 72 FUNDAMENTAÇÃO 2. a da CLT. julgou improcedentes os embargos de terceiro. Sustenta em seu agravo. CONHECIMENTO Conheço do agravo de instrumento. Eridson João Fernandes Medeiros – DJe 06.1.

2001. 803-806. julgou parcialmente procedentes os embargos à execução interpostos pelo IDAF e declarou a competência da Justiça do Trabalho para processar a presente execução somente até o advento da LC 187/2000 e consequentemente a multa (astreintes) aplicada. 23 de Setembro de 2013 73 Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Autor Advogado EDITH MARIA BOTELHO DELBONI EDUARDO SAAD GERMANO ELIO CARLOS RODRIGUES VIEIRA ENILDO DONATO EVANI MANOEL DOS REIS EZRON LEITE THOMPSON FABIO CORREA GONCALVES FERNANDO CARLOS BARBOSA CAMPOS GILMAR GAIGHER GILSONEI BOLDRIN BONOMO ILZANIR VIEIRA LIMA IVAN DA SILVA MOTTA IZAURINO BOROTO JAIDER VANDERLEI JOAO BATISTA MACHADO CAMPOS JOSE ALONSO PINTO JOSE ANTONIO RODRIGUES JOSE CARLOS NASCIMENTO JOSE LUIZ DEMONER DE ALMEIDA JOSE MARCO BERGER JOSE MARIA DE CARVALHO NETO INSTITUTO DE DEFESA AGROPECUARIA E FLORESTAL DO ESPIRITO SANTO .TRT 17ª Região .2.17.1 DEMANDA ANTERIOR À ADOÇÃO DO REGIME JURÍDICO ÚNICO. O Estado (IDAF) requer a reforma da decisão agravada. Gerson Fernando da Sylveira Novais – DJe 25. MÉRITO 2. 557.1996.0004 AGRAVO DE PETIÇÃO Agravantes: ALVARO FERES MEDINA E OUTROS ESTADO DO ESPIRITO SANTO Agravados: ESTADO DO ESPIRITO SANTO ALVARO FERES MEDINA E OUTROS Origem: 4ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . Conheço dos agravos de petição porque presentes os pressupostos objetivos e subjetivos de admissibilidade. 766/769. em obediência à coisa julgada. (TRT 17ª R. 2. 557. TST. às fls. sustenta a incompetência absoluta da Justiça do Trabalho para processar e julgar a lide que importa na transformação de vínculo de trabalho com a Administração Pública Estadual. decisão sob o argumento de que deve ser mantida a decisão de fls.1.0131 – Rel.IDAF Maria Thereza Silva Marques(OAB: 016633 ES) ACÓRDÃO . Parecer do Douto Ministério Público do Trabalho. relatados e discutidos os presentes autos de AGRAVO DE PETIÇÃO. às fls. proferida pela MM. ANÁLISE CONJUNTA DOS AGRAVOS DE PETIÇÃO. de modo que não se pode falar em incompetência. 795-797. objetos dos autos. mas sim o IDAF – Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo. sendo partes as acima citadas. para que seja determinada a exclusão da multa diária no período anterior a 12/09/2000. que afastou expressamente a limitação da execução. CONHECIMENTO Chamo o feito à ordem para atender à solicitação do Douto Ministério Público do Trabalho quanto ao equívoco na autuação. porque se trata de parcelas decorrentes da relação jurídica celetista antes mantida entre os exequentes e o Estado do Espírito Santo. no período anterior a 12/09/2000. como revelam os termos da Orientação .5.5. COMPETÊNCIA RESIDUAL DA JUSTIÇA DO TRABALHO.17. Contraminuta.771-774. entendeu que somente a partir da vigência da LC 187/2000 é que se configura a incompetência material da Justiça do Trabalho e que como os pedidos. da lavra deste Relator: PERÍODO ANTERIOR AO REGIME JURÍDICO ÚNICO – COMPETÊNCIA RESIDUAL DA JUSTIÇA DO TRABALHO – Compete à Justiça do Trabalho julgar pedidos de direitos e vantagens previstos na legislação trabalhista referente a período anterior à implantação de regime jurídico único estatutário. oficiando pelo conhecimento e não provimento dos agravos de petição interpostos pelo IDAF e pelos trabalhadores. Os exequentes buscam a reforma da r. se reportam ao período de contratação dos reclamantes em regime celetista.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. sentença exequenda. FUNDAMENTAÇÃO 2. por meio da Lei Complementar 187/2000. às fls.2. buscando a reforma da r. busca também a exclusão da multa astreintes. E. em decisão ora agravada. 119)v96 Resta claro nos autos que a execução é relativa a créditos anteriores à implantação do Regime Jurídico Único. Observe-se o aresto a seguir transcrito. 777-789. que julgou procedente em parte a ação de embargos à execução determinando a apuração do valor da multa por descumprimento de ordem judicial. Sem razão os agravantes. TST. que se coaduna com a exceção prevista na súmula 06 do C. Compete à Justiça do Trabalho julgar pedidos de direitos e vantagens previstos na legislação trabalhista referente a período anterior à implantação de regime jurídico único estatutário. Razões do agravo de petição do Estado do Espírito Santo. às fls. decisão agravada pelos seus próprios e jurídicos fundamentos. COMPETÊNCIA RESIDUAL DA JUSTIÇA DO TRABALHO. decisão quanto à limitação da execução para restabelecer a decisão de fls.2012 – p.0102500-81.06. ocasionado pela Lei Complementar Nº187/2000. mesmo que a ação tenha sido ajuizada após a edição da lei que disciplina a conversão de regime. Razões do agravo de petição do exequente. mantendo-se a r. 4ª Vara do Trabalho de Vitória. chamando o feito à ordem para que seja retificado equívoco na autuação. Des. mesmo que a ação tenha sido ajuizada após a edição da lei que disciplina a conversão de regime.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA PERÍODO ANTERIOR AO REGIME JURÍDICO ÚNICO. – AP 188500-18. Vistos. O entendimento sobre essa questão há muito já foi pacificado no âmbito do C. pois quem opôs embargos à execução não foi o Estado do Espírito Santo. O julgador a quo. buscando a reforma da decisão agravada quanto à Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 impossibilidade fática e jurídica para cumprimento da obrigação de fazer determinada na r. Alega que deve ser respeitada a coisa julgada. RELATÓRIO Os exequentes e o Estado do Espírito Santo (IDAF) interpõem agravo de petição em face da decisão de fls.

0006 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: COMPANHIA ESPIRITO SANTENSE DE SANEAMENTO CESAN Embargado: O V. Por fim. Pelos fundamentos antes expendidos e transcritos. Da análise dos autos. em parte.98.ex-OJ nº 138 da SDI-1 . observa-se que antes da LC 187/2000 a matéria era inequivocadamente peculiar à Justiça do Trabalho e que se restringe ao período em que os Reclamantes eram regidos pelo regime celetista. LIMITAÇÃO DA EXECUÇÃO (nova redação em decorrência da incorporação da Orientação Jurisprudencial nº 249 da SBDI-1) . inclusive em observância à previsão contida do art.TRT 17ª. De fato. 312/314 . não carecendo de qualquer prova neste sentido e. não merecem ser providos. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-105800-20.CONHECIMENTO Conheço dos embargos declaratórios. o caso dos autos evidencia uma situação peculiar.ex-OJ nº 249 . com a devida vênia. bem como das Justiças Estaduais. Com efeito. no mérito.5. Juízo da Execução “após o marco fixado em 12. REGIME JURÍDICO ÚNICO. negar-lhes provimento. a questão da competência para apreciar e julgar as demandas entre a Administração Pública e seus servidores estatutários ficou resolvida.09. alegando omissão no julgado. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. eis que prolatada em período em que a Justiça Especializada era competente limitando-se a execução a este período. não há outro entendimento possível à matéria. em face do v. (1ª parte . Com efeito. OMISSÃO Alega a ora embargante que o v. inclusive. in verbis: 138. REGIÃO . Vistos. conhecer de Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 ambos os agravos de petição e.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO.inserida em 27. Sustenta a reclamada que o julgado fundamentou-se no laudo pericial sem. do contrário. de contradição ou de obscuridade e revelam mero inconformismo da parte com o conteúdo meritório do acórdão.TRT 17ª Região .17..2005.0006 Processo Nº ED-105800/2011-006-17-00. 23 de Setembro de 2013 74 Jurisprudencial n. razão pela qual é indevida a multa aplicada à embargante” (fls. a almejada celeridade processual vislumbrada na reforma. 767-verso). A superveniência de regime estatutário em substituição ao celetista. não resta dúvida de que.2011. 312/314-v. Todavia. nego provimento a ambos os agravos de petição.CESAN.7 Embargante Advogado Embargado Advogado COMPANHIA ESPIRITO SANTENSE DE SANEAMENTO CESAN Stephan Eduard Schneebeli(OAB: 004097 ES) LOZIVAL PEREIRA PASSOS André Luiz Moreira(OAB: 007851 ES) PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO . mesmo que a ação tenha sido ajuizada após a edição da referida lei. 14 e seguintes da Lei nº 5. a matéria não foi analisada sob os requisitos previstos no art.2000. a extensão do regime estatutário (Lei Complementar estadual Nº46/94) pelo Estado do Espírito Santo via Lei Complementar estadual Nº187/2000 é fato público e notório. representaria a falência da Justiça do Trabalho já tão assoberbada. pois. simplesmente.11.04. Compete à Justiça do Trabalho julgar pedidos de direitos e vantagens previstos na legislação trabalhista referente a período anterior à Lei nº 8. qual seja.112/90. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. Aliás. diferentemente do alegado pelo estado (IDAF) em seu Agravo de Petição a decisão agravada não extrapola a sua competência.]. não havendo fundamento legal para excluir a condenação do Estado do Espírito quanto à multa astreinte aplicada em período anterior a LC 187/2000 e limitada a esta data ou prorrogá-la além deste período como pleiteado pelo Exequente. não podendo aplicar-se ao caso a Súmula 06/TST [. a seguir: Atualmente. nada tendo a ver com o regime estatutário posteriormente vigente.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. todavia.DJ 20. Portanto.LOZIVAL PEREIRA PASSOS Origem: 6ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . a mudança de regime – de celetista para estatutário – ocorrida no Estado do espírito Santo por meio da Lei Complementar Nº187/2000.17.584/1970. a fim de constar no decisium o perfeito enquadramento fático da matéria. 131 e 436 do CPC”. observa-se que os embargos declaratórios interpostos pela embargante estão sendo utilizados com o único . acórdão padece de omissão que necessita ser sanada. com o deferimento da liminar concedido na ADIN Nº3395-3. RELATÓRIO Trata-se de embargos declaratórios interpostos por Companhia Espírito Santense de Saneamento . Procurador do Trabalho: Dr. resta evidente a competência desta especializada para executar o título que embasa a presente execução.2011. sendo partes as acima citadas. João Hilário Valentim. por preenchidos os pressupostos para a sua admissibilidade.5.03. entender-se que caberia à Justiça do Trabalho dirimir as controvérsias decorrentes dos liames estatutários ou jurídicoadministrativos seria. sendo daquele livre de qualquer mácula e plenamente exigível. Aduz que quanto aos honorários advocatícios. 2ª parte . FUNDAMENTAÇÃO 2. 138 da SDI-1. 804806 que transcrevo. requer o prequestionamento da matéria. não sendo essa a discussão a que se reportam os autos. ACÓRDÃO DE FLS. Conforme bem destacado pelo d. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). COMPETÊNCIA RESIDUAL. Se os embargos não demonstram a existência de omissão.02) Nesse sentido também é o parecer do Douto Paquert.. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. por unanimidade. acórdão de fls. “analisar as demais alegações e provas trazidas aos autos. não há que se falar em descumprimento de ordem judicial. ficariam ociosas e. mesmo após a sentença. dizer que toda a super estrutura da Justiça Federal. seria buscada tão-somente na abarrotada Justiça do Trabalho. Não tem a mais pálida razão.1. às fls. limita a execução ao período celetista.inserida em 13.0105800-20.

5º da CF/88. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais. Origem: 5ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . 538. sendo certo que o referido alvará foi extraído do depósito de fl. na forma autorizada pelo art. do CPC. Não o fazendo no momento adequado. o que deve ser manejado na via recursal própria. Deste modo. alegando. nos termos do art. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora Acórdão Processo Nº AP-107800-64.5. No que tange aos honorários advocatícios. O que se exige é a adoção de tese e não de reprodução da lei. a qual julgou extinta a execução. Vistos. 538. relatados e discutidos os presentes autos de AGRAVO DE PETIÇÃO. AUSÊNCIA DE MANIFESTAÇÃO OPORTUNA. 794. Dessa forma. decisão de fl. parágrafo único. na hipótese de alegar existência de crédito remanescente. RELATÓRIO A exequente interpõe agravo de petição em face da r. como quer a embargante. ressalto que a reclamada se utiliza dos presentes embargos com o intuito de obter uma nova apreciação de seu apelo. TST. Contraminuta do agravado às fls. na forma como procedeu o magistrado . A exeqüente se insurge. é nítida a intenção da parte de dilatar o prazo recursal. 411/416. alega que o Juízo a quo considerou satisfeita a obrigação sem.2009.5. negar-lhes provimento e condenar a embargante a pagar a multa de 1% sobre o valor da causa. o julgado adotou tese expressa quanto à matéria. e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. na forma autorizada pelo art.CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. Insta frisar que a Corte não está adstrita a fundamentar sua decisão com base nas alegações e provas trazidas pelas partes. Além disso. ponto a ponto. Alega ainda houve violação de literal dispositivo de lei.0107800-64. o agravado efetivou o depósito de tal valor remanescente à fl. 23 de Setembro de 2013 75 intuito de reapreciar matéria já devidamente rebatida no tópico “2. FUNDAMENTAÇÃO 2. todos os argumentos abordados pelas partes. CONHECIMENTO Conheço do agravo de petição. o Juízo primevo determinou que os cálculos fossem adequados aos termos do acórdão de fls. o Juízo primevo julgou extinta a execução. ADICIONAL DE PERICULOSIDADE” do v. do CPC e determinou que. outra solução não há senão a declaração da extinção da execução. após o decurso do prazo. 389) do valor relativo ao principal (vide planilha de fl. pois não teria ocorrido nenhuma das hipóteses de extinção da execução. do CPC. que seja concedido prazo de pelo menos 15 dias para verificação da existência de crédito remanescente. no julgado embargado. 435.A. 436. 375). Por fim. Logo.0005 AGRAVO DE PETIÇÃO Agravante: LUCIA HELENA CARDOSO Agravado: ITAU UNIBANCO S. 535. CRÉDITO REMANESCENTE NÃO ESPECIFICADO.7 Agravante Advogado Agravado Advogado LUCIA HELENA CARDOSO Esmeraldo Augusto Lucchesi Ramacciotti(OAB: 00232B ES) ITAU UNIBANCO S. Razões do agravo às fls. Não lhe assiste razão.2. conhecer dos embargos declaratórios. pleiteando a reforma da r. 420/421. ante o pagamento da integralidade do valor homologado e atualizado.A. decisão de fl. ao tomar ciência da extinção da execução. do CPC. porque satisfeitos os pressupostos extrínsecos e intrínsecos de admissibilidade. 794. o qual acresceu honorários advocatícios de 15% sobre o valor da condenação. I. 3. ou. 411/416. o que não significa a obrigação de reproduzir textos legais. Além de os embargos denotarem mero inconformismo com o conteúdo meritório do julgado. em suma. o art. João Hilário Valentim. onde se pode constatar que o valor remanescente relativo aos honorários advocatícios e às custas foi obtido abatendo-se o valor remanescente do depósito judicial de fl. 392). 5ª Vara do Trabalho de Vitória-ES. e tendo em vista o manifesto caráter protelatório dos embargos. 2. necessita de indicar o valor que entende ser devido. fundamentando sua decisão na Súmula 219 do TST. no entanto. na remota hipótese de que seja mantida a decisão agravada. conferir prazo para a exequente verificar a existência de eventual crédito remanescente. o que foi feito às fls. Quanto ao prequestionamento a que se refere à Súmula 297 do TST. PRECLUSÃO. da MM. 794 do CPC.17. com o que concordou expressamente a exeqüente (fl. 387 e do depósito recursal de fl.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Beresford Martins Moreira Neto(OAB: 008737 ES) ACÓRDÃO . quando ainda pendente recurso de revista no C. 436 para prosseguimento da execução. 439/447. fossem expedidos alvarás na proporção e a quem de direito. O agravante. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). qual seja. Procurador do Trabalho: Dr. tendo sido expedido alvará judicial (fl. nego-lhes provimento e imponho a Embargante multa de 1% sobre o valor da causa. homologou os cálculos apresentados pela reclamada. e a reclamada ter efetuado o depósito do valor remanescente apurado pela Contadoria. Basta que fundamente o entendimento adotado. pelo não provimento do agravo de petição.0005 Processo Nº AP-107800/2009-005-17-00.TRT 17ª Região . MÉRITO Após a Contadoria ter adequado os cálculos de liquidação aos termos do acórdão de fls. O Juízo de primeiro grau. 450/453. Todavia. ante a total ausência do vício alegado.1. 378). presumindo-se o não acolhimento das teses divergentes. caracteriza-se a preclusão.2. com as retificações realizadas pela contadoria do Juízo (fl. sendo partes as acima citadas.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 NOVAIS EMENTA EXTINÇÃO DA EXECUÇÃO. anoto que só tem pertinência e cabimento quando o julgado não haja adotado fundamento explícito sobre o tema ou sobre a questão submetida. do CPC. I. por unanimidade. nos termos do art. bem como violação da coisa julgada e violação direta aos incisos XXXVI e LIV do art. sendo inapropriada a via dos embargos de declaração para o fim almejado. o qual acresceu honorários advocatícios de 15% sobre o valor da condenação. 216.17. parágrafo único. que a execução estaria sendo extinta sem qualquer certeza quanto ao valor devido a título de honorários advocatícios. pois não está obrigada a apreciar.2009. não há qualquer um dos vícios previstos no art. acórdão. Por outro lado. 387.

no presente caso. pois se limita a descrever as atividades da reclamante na empresa. nos moldes do art. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. já que o auxíliodoença concedido foi de caráter previdenciário (espécie 31). 411.3 DOENÇA OCUPACIONAL – NULIDADE DA DISPENSA – REINTEGRAÇÃO – DANOS MATERIAL E MORAL – CONFISSÃO FICTA Da sentença. igualmente. 343. do TST. II. Não tem razão. 334. Logo.5. E não é caso de incidência da hipótese categórica prevista no item II da Súmula 74 do TST. 2. art. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. o que desencadeou doença de origem ocupacional e redução da capacidade laborativa. em condições inadequadas. 29/72) não comprova o nexo de causalidade entre a doença e as condições de trabalho. sentença. Se a autora. Juiz Roberto José Ferreira de Almada. Não tem razão. e o consequente encerramento da instrução processual sem a realização da prova pericial anteriormente deferida para apuração da doença ocupacional. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA.5.0108700-85. Bom. 794). nos termos do art. ainda que nulidade houvesse. b. sendo partes as acima citadas. Não constitui cerceamento de defesa a aplicação da confissão quanto à matéria de fato e o consequente encerramento da instrução àquele reclamante que deixa de comparecer em audiência para a qual foi intimado sob pena de confissão. apesar de não ter sido realizada a prova técnica.CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA – PROVA TÉCNICA – DOENÇA OCUPACIONAL Sustenta a autora que o encerramento da instrução processual sem a realização da prova pericial médica para apuração da doença ocupacional anteriormente deferida lhe trouxe prejuízos e constitui cerceamento do direito de defesa.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: CONFISSÃO FICTA. conhecer do agravo de petição e.3 Recorrente Advogado Recorrido Advogado KARLA KELLY BOMFIM TRISTAO GUSMAN Domingos Salis de Araujo(OAB: 007529 ES) UNIMED VITORIA COOPERATIVA DE TRABALHO MEDICO Stephan Eduard Schneebeli(OAB: 004097 ES) PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO .4. só resta a expedição dos alvarás nas proporção e a quem de direito. do TST.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 342/355. Assim. §2. e não ao juízo. 62/69 demonstram que o INSS não reconheceu o nexo da doença manifestada pela autora e suas atividades na ré. FUNDAMENTAÇÃO Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 2. em face da r.5 e b. I. nos termos da Súmula 74. ENCERRAMENTO DA INSTTRUÇÃO. É bom ressaltar que o prejuízo alegado pela autora só pode ser imputado a ela própria. conforme bem destacado na r.6 formulados na petição inicial. Nesse passo. do CPC. Aliás. que lhe oportunizou a prova do pretenso direito. que julgou improcedentes os pedidos formulados na peça de ingresso. João Hilário Valentim. a prova documental que veio com a petição inicial (fls. já que o devedor satisfez a obrigação.2011. 369-404. deixou de comparecer à audiência para a qual foi intimada sob pena de confissão (conforme intimação de fl. a conduta ilícita da empresa e a incapacidade laborativa. a prova pré-constituída caminha em sentido contrário às pretensões obreira. foi aplicada à autora a pena de confissão quanto à matéria de fato. requer sejam deferidos os pedidos dos itens b. incisos LIV e LV.º. e invocando os artigos 131 do CPC e 5. que indeferiu os pedidos decorrentes de suposta doença ocupacional. às fls. 23 de Setembro de 2013 76 sentenciante. 338/340-v.0002 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: KARLA KELLY BOMFIM TRISTAO GUSMAN Recorrido: UNIMED VITORIA COOPERATIVA DE TRABALHO MEDICO Origem: 2ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . recorre a autora alegando que. a mesma não seria digna de reconhecimento. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-108700-85. por unanimidade. I. negar provimento ao apelo. além de não se enquadrar nos exatos contornos de prova pré-constituída. porque ausente a demonstração de manifesto prejuízo à parte (CLT. do CPC e da Súmula 74. de uma breve leitura do laudo constata-se que a prova técnica não evidencia as supostas “condições inadequadas de trabalho”. por problemas pessoais.2. nego provimento. inclusive porque.º. genericamente. é que na própria minuta de agravo o exequente sequer apontou objetivamente a existência de crédito remanescente a ser apurado. Digno de nota.3. requer a nulidade da sentença e o retorno dos autos à Vara de origem para realização da prova técnica. b. não dependem de prova “os fatos afirmados por uma parte e confessados pela parte contrária”. Contrarrazões apresentadas. pois. 2. Quanto à perícia realizada para apuração da insalubridade.17. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente).2011. INOCORRÊNCIA. apesar do meu entendimento de que a prova pericial constitui pressuposto indispensável para o conhecimento dos pedidos formulados na petição inicial. no mérito. não constitui cerceio ao direito de defesa a aplicação da pena de confissão quanto à matéria de fato. aplicada a ficta confessio e não existindo prova pré- .17.TRT 17ª Região . Logo. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. da lavra do Exmo.0002 Processo Nº RO-108700/2011-002-17-00. Portanto. o conjunto probatório demonstra que laborou por quase 10 anos com digitação e trabalhos repetitivos. nos termos da Certidão de fl. como determinado pelo Juízo a quo. sentença de fls. Nesse contexto. a vindicar prazo para análise de “eventual” crédito remanescente. às fls. Vistos. b. visto que os documentos de fls. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pela reclamante. nego provimento. 331).2NULIDADE .1CONHECIMENTO Recurso conhecido por força do julgamento do agravo de instrumento. Procurador do Trabalho: Dr. Limitou-se. e não acidentário (espécie 91). Assim. da CF/88.

o referido documento há de ser admitido como meio hábil de prova. a reclamante não compareceu à audiência para a qual foi regularmente notificada. além da inexistência de relação da moléstia apresentada pela reclamante com o trabalho desenvolvido em suas instalações. conforme fartamente explanado acima. 30/11/2009 (fl. não restou provado nos autos o nexo de causalidade entre a doença e as condições de trabalho. em razão da incapacidade laborativa. Destarte. sofreu danos materiais e morais.09. cumpre registrar que a reclamante não impugnou o documento de fl. não assiste razão à recorrente. a indenização substitutiva dos salários.) INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS A reclamante afirmou que as condições de trabalho a que foi submetida fizeram com que fosse acometida por doença laborativa (síndrome cervicobraquial. que se falar em reintegração ao trabalho. a teor do artigo 186 do Código Civil. que a reclamante não gozou auxílio-doença acidentário. razão porque passou a sentir fortes dores no ombro direito. e muito menos conduta ilícita patronal a justificar a reparação correlata. 69). é indevida a declaração de nulidade da demissão. no pescoço. em decorrência da prática de atos repetitivos e da utilização de equipamentos inadequados ao seu tipo físico. A reclamante não faz jus à garantia provisória de emprego prevista no artigo 118 da Lei número 8. Visando a apuração. 67). atraindo. 7º. Quanto à pretendida nulidade da demissão levada a efeito pela reclamada. do CPC. não há qualquer dano a ser ressarcido. Aduz. De outro tanto. da Constituição Federal). com o pagamento de indenização substitutiva pelos salários e consectários legais desde a data da demissão. não restou demonstrado o nexo de causalidade e a responsabilidade aquiliana do empregador. Contudo. parágrafo 2º.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. assim. presumem-se verdadeiros os fatos articulados na defesa. não comprovada a incapacidade da reclamante para o trabalho na data de sua demissão. contrario sensu dos arts. a incapacidade ocupacional. ocorrendo. na etiologia dela. não havendo nexo causal e que a autora não padece de doença ocupacional. 2. 68). 29/72. Por corolário lógico. fazendo uso de medicamentos para alívio de dor. torna-se impossível a responsabilização do empregador pela indenização respectiva. bem assim. Pretende. além de passar a ter dificuldades com toda e qualquer atividade manual. a fim de se evitar seguidas nomeações sem resultado. Pois bem.. não compareceu à audiência na qual deveria prestar depoimento. razão pela qual mantenho a bem lançada sentença. pois não há nos autos qualquer amparo técnico normativo para considerá-las como tais. A reclamada rechaçou os pleitos. a situação controvertida se concentra na apuração da natureza da moléstia que acomete a reclamante. A reclamada contesta as alegações autorais. sendo a reclamante regularmente intimada. síndrome costoclavicular e síndrome do túnel de carpo). 125 – Atestado de Saúde Ocupacional – ASO – que data de 28/03/2011 e atesta a sua aptidão na época da demissão.03. O pedido constante na inicial relativo à indenização por danos morais e materiais encontra respaldo na culpa da reclamada pela doença ocupacional que teria sido desenvolvida pela reclamante. ou coisa afim. quando de sua demissão. que diante da ausência da reclamante à audiência. alegando que sofre de doença ocupacional decorrente das condições de trabalho a que foi submetida na reclamada a partir de 2006. O reclamado contestou os pedidos. ou qualquer nexo de causalidade entre a doença que a reclamante alega ser portadora e as condições de trabalho mantidas pela reclamada. além da exigência de execução do trabalho com rapidez também incompatível com a condição física e material. tudo desde sua demissão. findando-se em 22/09/2010 (fl. também por esse motivo. ainda. 30/01/2010 (fl. a nulidade da dispensa. Esclarece que em razão de tais moléstias.2010. quer de ordem material quer de ordem moral. além de fisioterapia e hidroterapia. 331 – comprovação de entrega à fl. haja vista não terem sido preenchidos todos os requisitos ensejadores da reparação civil. 186 e 927 do Código Civil. 22/02/2010 (fl. se paute por dolo ou culpa (art. conquanto comprovem que a reclamante apresentou o quadro clínico narrado na inicial. 66). pelos quais pugna pela reparação. nego provimento. 50 a 55 que à reclamante foi deferido auxílio doença no período de 27/03/2009 a 09/03/2010. 331-verso). desde que seja atestado o dano e. Ausente qualquer um destes requisitos. sob pena de confissão (fl. foi designada audiência. que indeferiu o pedido de adicional de insalubridade com arrimo no laudo pericial.” Logo. É sabido que o empregador só assume juridicamente a obrigação de indenizar o seu empregado em caso de acidente de trabalho. Frise-se que os documentos de fls. sustenta a autora que na época da dispensa não se encontrava apta para o trabalho. recorre a reclamante dizendo que o . Improcede o pedido. 65). Frise-se que não se pode pretender que o Juízo conclua com base nos elementos dos autos que as lesões indicadas pela autora não sejam de caráter degenerativo e que estejam catalogadas no manual de procedimentos para os serviços de saúde – Doenças Relacionadas ao trabalho. razão pela qual toma por nula sua dispensa e pugna pela reintegração ao trabalho. firmando-se nos exames Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 periódicos que atestaram as condições de trabalho da reclamante durante o vínculo de emprego e o exame demissional que constatou a aptidão. portanto. Vale frisar. Feitas essas ponderações. cujos abalizados fundamentos adoto in totum: “REINTEGRAÇÃO AO TRABALHO – NULIDADE DA DISPENSA Pretende a reclamante a reintegração ao emprego e condenação da reclamada em parcelas salariais vencidas.213/1991. Ademais. restando patente nos autos que ela se beneficiou de auxílio-doença. bem assim. Inicialmente. afirmando que a doença alegada não teve origem nas condições de trabalho. 306). 08/07/2009 (fl. ficando afastada do trabalho. aduzindo que não há comprovação de qualquer dos danos alegados pela autora. não havendo. ainda. tampouco em ressarcimento de despesas médicas. hospitalares. injustificadamente. nas mãos. e a derradeira. 09/03/2010 (fl. 63). Não restou comprovado. Acrescenta que até a data do ajuizamento da ação ainda continuava em tratamento da moléstia que lhe foi acometida. No caso destes autos. 23 de Setembro de 2013 77 constituída a sustentar os pretensos direitos. Nesse contexto. além disso. a reclamante. e que em 2009 submeteu-se a cirurgia da mão esquerda e em 2010 da mão direita.. por conta de esforços repetitivos e risco ergonômicos existentes no ambiente da faina.4ADICIONAL DE INSALUBRIDADE Da sentença. recebendo benefício previdenciário de 27. as cirurgias a que foi submetida e os tratamentos posteriores. sessões de fisioterapia e hidroterapia. (. no interstício as seguintes prorrogações: DE 20/05/2009 até 30/06/2009 (fl. inciso XXVIII. portanto. em face das dificuldades de se nomear um perito. foi deferida a realização de perícia técnica médica (fl. os pedidos de pagamento das parcelas salariais pretendidas ou qualquer indenização correspondente. os efeitos da confissão ficta quanto à matéria de fato. a teor do artigo 343. extrai-se dos documentos de fls. contudo. e ainda. 64). são improcedentes também. que não agiu com dolo ou culpa. em relação aos quais não haja prova em sentido contrário nos autos.2009 até 22.

Inverto o ônus da sucumbência quanto aos honorários periciais. com revezamento de atividade administrativa e de atendimento aos clientes entre as recepcionistas do turno. 790-B. não havendo norma coletiva dispondo acerca desta base de cálculo. 3. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: o Desembargador José Luiz Serafini (Presidente).1BASE DE CÁLCULO DO ADICIONAL DE INSALUBRIDADE SV 4. 148/2008. conforme LTCAT. Pela eventualidade. contra meu voto. da CLT. por maioria. o seguinte adendo: “SÚMULA N.05. apresentam a conclusão de que foi detectada a “possibilidade” de exposição habitual e permanente dos atendentes de recepção da emergência.05. de acordo com a redação conferida à Súmula Vinculante 4 do C.º 228.2008 o adicional de insalubridade seja calculado com base no salário mínimo e daí até outubro de 2010 seja calculado com base em seu salário-base. o que já seria suficiente para concluir pela existência do direito. ou seja. o cálculo da insalubridade. 2. aplicada por analogia ao caso in análise: A Reclamante laborou como Atendente em Emergência Adulto e Pediátrico da Reclamada e desenvolvia suas atividades atendendo a pacientes ou acompanhantes para a elaboração de ficha cadastral e encaminhamento ao atendimento necessário. e por não haver relatos de entrega e uso de equipamentos de proteção. até a edição de lei versando sobre o tema. com reflexos. e não quantitativa. 274/280). apesar de não ter sido alterada a função da obreira. 790-B. ao fundamento de que. foi pago até 2003 e voltou a ser pago em novembro de 2010. Não bastasse isso.00 pela reclamada. o qual. conhecer do recurso. em grau médio. Vejamos. férias acrescidas de 1/3. BASE DE CÁLCULO (redação alterada na sessão do Tribunal Pleno em 26. em vista da impossibilidade de substituição por meio de decisão judicial. gratificação natalina. do STF – EFEITOS x SÚMULA 228 DO TST . O contato se dava de forma intermitente. pela recorrida. pediátrica e adulta. nada a deferir. em grau médio.4.00. esclareço que. no grau reconhecido no LTCAT. Logo. Inicialmente.2006 (marco prescricional fixado na sentença) e outubro de 2010. tenho perfilhado entendimento de que ante a omissão da Corte quanto à modulação quanto à sua eficácia. STF e a interpretação dada a ela. por unanimidade. que acrescentou à Súmula 228. nos termo do art. os Laudos Técnicos de Condições Ambientais do Trabalho (LTCAT) da reclamada. prevaleceu entendimento de aplicação do salário mínimo como base de cálculo do adicional de insalubridade em todo o período.2008 se faz pelo salário mínimo. e FGTS com indenização de 40%. tendo em vista que a insalubridade é caracterizada pela avaliação qualitativa. pelo salário-base do empregado. 2. mister fixá-la. tanto que ele foi pago até 2003 e voltou a ser pago em novembro de 2010. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Desde a edição da SV-04 pelo STF. Sustentação oral da advogada Ana Carolina Machado Vieira. 23 de Setembro de 2013 78 LTCAT apresentado pela empresa demonstra que suas atividades eram ensejadoras do adicional pleiteado. determino que de 30. ao pedido de pagamento do adicional de insalubridade. a Juíza Relatora. E após. o adicional de insalubridade será calculado sobre o salário básico.REDAÇÃO DADA PELA RESOLUÇÃO 185/2012 Apesar de a reclamante silenciar em suas razões recursais sobre a base de cálculo do adicional de insalubridade. Prejudicada a análise da assistência judiciária.2006 a 09. Logo. anexados ao laudo pericial (fls. determinar que a base de cálculo do adicional de insalubridade seja o salário mínimo. No mérito. requer reforma do decisum para que lhe seja deferido o adicional de insalubridade. em razão da aplicação analógica do § 1º do art. dou parcial provimento ao pedido de pagamento do adicional de insalubridade.08. Súmula cuja eficácia está suspensa por decisão liminar do Supremo Tribunal Federal A partir de 9 de maio de 2008. Tal entendimento foi consagrado pela Resolução 185.2008 . Assim. salvo critério mais vantajoso fixado em instrumento coletivo”.08. seus efeitos se dão em caráter ex nunc. DJ 04 e 07. 24/28.07. 09 e 10.Res. inverter o ônus da sucumbência quanto aos honorários periciais. e que tal condição enseja adicional de insalubridade em grau médio. por força do julgamento do agravo de instrumento. como a matéria depende de prova técnica e que esta foi realizada nos autos. nos termos do art. no grau reconhecido no LTCAT. a agentes biológicos. Alega que também não foi apresentado o PPRA e produzida prova de neutralização do agente por meio de fornecimento de EPI ou treinamento. quanto à base de cálculo do adicional de insalubridade.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. inclusive. até 09. que dava provimento nos termos da nova redação da Súmula 228 do TST e o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais que fixava como base de cálculo o salário base durante todo período. ante a apuração do voto médio. Desse modo. e se a parcela é devida mensalmente. gratificação natalina.07. com custas de R$100.000.2008) . já se encontra incluída no dia de descanso. não resta dúvida de que a reclamante faz jus ao adicional pleiteado. E apesar de o expert concluir que a atividade da reclamante não ensejava o adicional de insalubridade por exposição a agentes biológicos. Quanto ao RSR. e no período compreendido entre 30. devendo o adicional integrar aos seus salários para fins de aviso prévio. dar parcial provimento. O adicional se integra aos seus salários para fins de aviso prévio. da Súmula 74 do TST. aplica-se o salário mínimo. Todavia. A Reclamada em seus documentos LTCAT apresentados ao Perito (anexo ao laudo) reconhece o risco biológico na função da autora e atividades da Reclamante por se tratar de ambiente hospitalar. da CLT.06.CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. conforme por ela relatado e comprovado pelos contracheques de fls. ou seja. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. de 14/09/2012 do TST. Procurador: Dr. porque a autora recebia salário mensal. em grau médio.5ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA Prejudicada a análise da assistência judiciária. nos termos do Anexo 14 da NR-15. há de prevalecer sobre a confessio de que cogita o item I. e FGTS com indenização de 40%.Republicada DJ 08.2008. Diante do exposto. na forma da Súmula 364. argumenta que a exposição eventual não exclui o direito pretendido. férias acrescidas de 1/3. Vencidos.08. e no período compreendido entre 30. tal qual previsto na Lei 605/49. tendo em vista a sua concessão em sede de agravo de instrumento.2006 (marco prescricional fixado na sentença) e outubro de 2010. Arbitrar o valor da condenação em R$5. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora . deixa claro que ela ficava exposta de forma intermitente a agentes biológicos. 193 da CLT. João Hilário Valentim. data da publicação da Súmula Vinculante nº 4 do Supremo Tribunal Federal.

1. Dele não conheço quanto aos juros de mora.O § 2º do art. sendo válida a quitação. complementada pela decisão de embargos de fls.17. prestava serviços nas dependências da DACASA FINANCEIRA.2007. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 2. sentença de fls. em síntese.GRUPO ECONÔMICO . se a ação foi ajuizada em 19/11/2011. arguindo preliminar de carência de ação.0132 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: DADALTO ADMINISTRACAO E PARTICIPACOES S/A E OUTRO Recorrido: SIMONI NASCIMENTO TEMPORIM Origem: 2ª VARA DO TRABALHO DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM . EQUIPARAÇÃO. que dispõe. Aliás. ao enquadramento da reclamante como financiária. 576/585. por isso. 526/527v. expressamente. Alegam que esse fato não gerou vínculo com a DACASA FINANCEIRA. 23 de Setembro de 2013 79 Acórdão Processo Nº RO-114500-92. sentença (fls. Assim sendo. 526/526v).0114500-92.11. sendo que em ambos os períodos. 511. defendendo. nem fora contratada por empresa desta atividade econômica. 2ª Vara do Trabalho de Cachoeiro de Itapemirim – ES. e em relação à “alteração contratual” ocorrida em 2008. Nego provimento ao recurso. a tese defendida não tem pertinência temática com o objeto da pretensão. nenhuma quitação geral se pode extrair do termo rescisório colacionado aos autos. Nego provimento. ainda que em outra empresa do mesmo grupo econômico. uma vez que nunca exerceu operações financeiras. ATIVIDADE TÍPICA FINANCEIRA. pois quando exerceu a . §3º.3. ressaltam que a Súmula 129 do TST ampara a existência de uma empresa com o intuito de fornecer mão-de-obra para outras do mesmo grupo econômico. 477 Consolidado. CONHECIMENTO Conheço parcialmente do recurso ordinário. Pois bem. GRUPO ECONÔMICO. relativamente. atuando como Financiária e não como Comerciária.INOCORRÊNCIA As empresas propagam a prescrição total em relação ao contrato de estágio.QUITAÇÃO GERAL . 477 da Consolidação das Leis do Trabalho foi a que lhe deu o Colendo Tribunal Superior do Trabalho com o Enunciado nº 41.2011. 529 e ss. Razões recursais. mantenho a sentença. a DACASA FINANCEIRA S. Vistos. Se o reclamante exerce atividade típica financeira. Não lhe assiste razão. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. que o instrumento de rescisão deve ter especificada a natureza de cada parcela paga ao empregado. II .A SOCIEDADE DE CRÉDITO FINANCEIRO E INVESTIMENTO. FUNDAMENTAÇÃO 2. prolatada pela MM. O laudo pericial (fls.CARÊNCIA DE AÇÃO As reclamadas renovam a argüição de carência de ação.5. que foi contratada pela DADALTO ADMINISTRAÇÃO (1ª reclamada). propagando prática de “ato único”. postulou a reforma da decisão quanto à prescrição. já que se encontra em plena vigência o § 2º do art. posto que os recorrentes postulam a sua incidência a partir do ajuizamento da reclamação. Acrescem que suas reais empregadoras foram a DADALTO e PROMOV. cuja dispensa se deu em 1/9/2006. a manutenção da decisão recorrida. Quanto à “alteração contratual” não há nenhum pedido fundado em alteração de norma interna do empregador. Ora. 571/573. pois a terceirização de serviços da área meio é permitida por lei.2008. desde o início de sua contratação. por ausência de ressalvas no TRCT. sendo válida a quitação. 285/305) confirma as alegações da reclamante e demonstra que ela.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. e não apenas à DACASA FINANCEIRA. que julgou procedentes em parte os pedidos contidos na peça exordial.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: I . às horas extras.PARCELAS CONSTANTES DO TRCT – AUSÊNCIA DE EFICÁCIA LIBERATÓRIA . que o instrumento de rescisão deve ter especificada a natureza de cada parcela paga ao empregado. TST. apenas. sendo partes as acima citadas. Comprovantes do recolhimento das custas processuais e do depósito recursal. por falta de interesse recursal. no mérito.4.ATIVIDADE FINANCEIRA – JORNADA DE SEIS HORAS. mas apenas parcial tal como reconhecido na sentença.2. Contrarrazões às fls. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelas Reclamadas em face da r. As reclamadas requerem seja a reclamante enquadrada na categoria dos comerciários. relativamente às parcelas nele especificadas. Todavia. e. FINANCIÁRIOS. e se o fundamento da pretensão é a soma de períodos descontínuos (unicidade contratual) é evidente que não há prescrição total. à época própria para aplicação dos juros e correção monetária e à assistência judiciária gratuita. expressamente. sendo transferida para a PROMOV (2ª reclamada) em 01. alegando não ser possível o enquadramento como financiária.17.TRT 17ª Região . como “caixa 1". apenas. às fls.9 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Autor Advogado DADALTO ADMINISTRACAO E PARTICIPACOES S/A José Hildo Sarcinelli Garcia(OAB: 001174 ES) SIMONI NASCIMENTO TEMPORIM Ary Rabelo Paulucio(OAB: 002452 ES) PROMOV SISTEMA DE VENDAS E SERVICOS LTDA José Hildo Sarcinelli Garcia(OAB: 001174 ES) PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO .2011. tem direito ao enquadramento sindical na categoria dos financiários (art. 518 e ss. menos ainda com os fatos que envolvem o presente processo. 2. alegando haver quitação geral das parcelas trabalhistas.0132 Processo Nº RO-114500/2011-132-17-00. às fls. a melhor exegese do art. à luz da interpretação do Enunciado 330 do E. às mesmas parcelas.ENQUADRAMENTO SINDICAL.PRESCRIÇÃO TOTAL . Por fim. prestou serviços em favor de outra empresa do grupo. 2. na exordial. da CLT). mesmo sob o enfoque do Enunciado nº 330.ENQUADRAMENTO SINDICAL – FINANCIÁRIO .10. A reclamante sustenta.5. que a contrataram para prestar serviços na área administrativa a todas as empresas do grupo. da lavra da magistrada Angela Baptista Balliana Kock. 477 Consolidado dispõe. em 10. exatamente o critério fixado pela r. já que nele não há registro de pagamento de qualquer das parcelas postuladas nestes autos.

Afora isso. dado o intuito de atender aos interesses e as necessidades do Grupo. ‘A analogia legis implica no reconhecimento de que a questão sub . validamente. há se fixar alguns parâmetros jurídicos. a súmula 239 nos serve para mostrar que a criação pela empresa principal de empresas satélites com o escopo de lhe prestar serviços que numa visão estreita escapariam da sua finalidade (na verdade a cadeia produtiva é tão complexa que dizer que uma atividade não é essencial representa um risco de gafe produtiva ou tecnológica) não pode jamais representar prejuízo para os trabalhadores. Vale notar que o estudo em referência até sustenta a tese dos autores de declaração de vínculo diretamente com o tomador dos serviços. nos autos da RT1367. o que corrobora a tese esposada na sentença e atrai a aplicação da Súmula 55. (INCORPORADAS AS ORIENTAÇÕES JURISPRUDENCIAIS NºS 64 E 126 DA SDI-1) É bancário o empregado de empresa de processamento de dados que presta serviço a banco integrante do mesmo grupo econômico. exceto quando a empresa de processamento de dados presta serviços a banco e a empresas não bancárias do mesmo grupo econômico ou a terceiros. 0045700-15.. A propósito.DJMG 29. São as seguintes as considerações de Souto Maior que aproveito: ‘A implementação desta ‘técnica administrativa’ não pode. a CVRD era a maior acionista e é inegável que teve participação ativa na decisão da sua paralisação por não apresentar bons resultados. nos acórdãos proferidos nos autos das RT's 004430072. Jorge Luiz Souto Maior.5. função ínsita à exercida pela atividade financeira. 05430032.17. 009020069. Além disso.2011. ou em acirrar a sociedade injusta para atrair a prevalência de menor custo em detrimento do trabalhador com aumento de lucratividade do empreendimento. Utilizá-la para pagar salários menores que os observados pela tomadora quanto aos seus empregados que exercem a mesma atividade é ilegítimo.2007.2007. é pois. 0095500-27. Aliás. a sua inserção no âmbito da administração do grupo econômico.2010.17.0161.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. representar a impossibilidade dos trabalhadores adquirirem e receberem integralmente os seus direitos trabalhistas pelos serviços que prestem’. afastando-os dos direitos garantidos aos que são formalmente contratados pela empresa principal.b). Juiz Ney Álvares Pimenta Filho. o grupo econômico tem tradição em fraudar a lei trabalhista.2ª T . chamados de limites civilizatórios por Gabriela Neves Delgado.0131. Disse sua Excelência que: “(. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Mutatis mutandis. Ricardo A. a autora trabalhava como financiária. em que pese ser dotada de personalidade jurídica própria e. desde logo. constituindo-se em prática voltada à distorção dos preceitos protetivos da legislação trabalhista. a empresa confessa outra fraude. implicar em desigualdade social. A ilicitude surge quando essa criação leva à lesão de direitos trabalhistas e ao afastamento de garantias aos trabalhadores. Desse modo. me convenci de que o melhor caminho é o respeito à proteção do trabalho e não a sua alteração formal ou declarações de nulidades dos atos formais e registros executados pelo grupo econômico.17. Os objetivos da terceirização não se lastreiam em lucro maior ou menor. fato que obviamente se constitui em fraude.RO nº 16763/95 Rel. de modo que a intenção das rés se mostra irrelevante. evidente. Ainda que se entenda que esses serviços eram atividade-meio. Ao julgar processo semelhante (RT 0888. em hipótese alguma. ícone do pensamento jurídico-trabalhista brasileiro. do bimestre Julho-Agosto de 2004. O empregado de terceirizante.0008. vali-me dos fundamentos expostos pelo Exmº. deixo claro que o critério é objetivo. ainda que se admita administração autônoma (a averiguação disso é irrelevante. 23 de Setembro de 2013 80 função de caixa I realizava: “recebimento do público em geral de prestações que não estejam vencidas. pois o direito brasileiro só admite a criação de empresa fornecedora de mão-de-obra temporária na forma do artigo 2º da Lei 6.5. 40). no qual traz valiosos subsídios para a compreensão da matéria. Dentre as suas vantagens não se inclui a diversidade salarial ou de direitos individuais do empregado e independente da pessoa que seja seu empregador. a realidade é que ela atua como mero prolongamento das várias atividades da segunda ré. No entanto.5. Analisar e liberar crédito direto nos caixas para clientes pré-selecionados denominados Promoção Fidelidade. como v.2010. E. ante a objetividade da matéria tratada). faz cair sobre ela uma evidente ingerência direta. “ A Norpel integra o mesmo grupo econômico da CVRD e prestava serviços exclusivamente para esse grupo econômico.) Em princípio. não cabe perquirir se ela quis ou não. com isso.011. embora o verdadeiro empregador seja a Dacasa Financeira. tem os mesmos direitos individuais e salários dos empregados da tomadora dos serviços exercentes da mesma função. boletos bancários diversos que tenha código de barra.0010. através da intermediação ilegal de mão-de-obra. por razões que abordarei adiante. considerando que o trabalhador seja empregado da empresa prestadora e não da empresa tomadora.g.5. ainda que se permita a terceirização. para impedir que a terceirização aniquile toda a história de conquistas da classe trabalhadora. Ou seja.03. eis que em seu objeto não consta o exercício de atividades financeiras. analisar e liberar a quantia referente ao empréstimo efetuado através do Termo de adesão de crédito pessoal.2011. nos termos das seguintes Ementas: ‘A evolução que admite a terceirização não pode. o grupo econômico se vale da intermediação das reclamadas para fraudar a lei e frustar os direitos trabalhistas de seus empregados. já que a análise e liberação de crédito não constitui atividade típica de comerciário e sim de financiário. há confissão de que está havendo fraude contra o próprio contrato social de ambas as empresas. O primeiro efeito jurídico a ser fixado é o de que se devem respeitar os mesmos direitos para os trabalhadores da empresa tomadora e os da empresa prestadora. Logo.17.3ª R . conferindo os documentos e valores monetários encaminhados pela Tesouraria e vice versa. que desenvolve seu trabalho em atividade terceirizada. realizar fechamento de caixa. elaborou trabalho científico para a revista virtual Júris Síntese nº 48. Mohallem .0131. dentre outros. A fraude. a qual foi rechaçada por esse TRT através de dezenas de decisões. EMPREGADO DE EMPRESA DE PROCESSAMENTO DE DADOS. A jurisprudência trabalhista já vem se firmando no sentido de destinar a trabalhadores apanhados dentro dessas situações os mesmos direitos destinados aos empregados formais das empresas tomadoras dos seus serviços. 423/424 – quesito 1. luz.006 e o faço também neste caso.pág.00-6).019/74.. já que são inúmeros os casos já apreciados por esta Corte Trabalhista Regional em que trabalhadores são contratados pela Dadalto para laborar na DACASA. do TST. a meu ver. causar prejuízos à classe obreira. como nos mostra a Súmula 239 do Tribunal Superior do Trabalho: Nº 239 . Como conseqüência.BANCÁRIO.’ (TRT . qual seja. a de que a holding teria sido criada com o fim de fornecer mão-de-obra para as suas controladas. a criação de empresas para atuação no mesmo ramo não representa qualquer ilegalidade.17. tais como: pagamento de água. braço financeiro do grupo. é o que ocorre no presente caso e. efetuar atendimentos aos clientes DACASA sobre dúvidas nos pagamentos” (fls.2011.96 . Portanto.

A estes o valor individual pouco ou nada interessa. em si. cujo “único” limite é o respeito aos direitos de terceiros. eventualmente. o trabalhador desamparado não oferece riscos quanto ao exacerbamento do espírito indicatório. por não serem enquadrados sindicalmente. O trabalhador é transformado em mero objeto. acresço que ao julgar o RO 01930. Assim. Tais contratos coonestam a ilegalidade dos agentes da marchandage no Brasil destruindo assim. me pronunciei: “TRABALHADOR QUE DESENVOLVE ATIVIDADES TIPICAMENTE BANCÁRIAS. dispensam-se ofícios à Previdência Social e à CEF para alteração de dados (e com isso reduzem-se as chances de problemas no encontro de informações futuras nos sistemas desses órgãos) e. o juiz Guilherme Piveti. destina-se a todo tipo de relação idêntica e que decisão idêntica deve ser tomada mesmo em eventual Ação Civil Pública ou substituição processual ampla e. deve cair sob sua égide por semelhança de razão (ubi eadem legis ratio. corretíssima a pretensão de que a eles se apliquem todas as benesses dos empregados da CVRD. com muito maior razão os trabalhadores contratados de forma permanente por empresa interposta para a prestação de serviços essenciais à empresa cliente terão direito a todas as vantagens asseguradas à categoria dos empregados da mesma. 01434/2006. de resultado financeiro em nada diferente da posição que abraço.56). por isso. integra categoria diferenciada. de 17. no caso concreto. Dionísio. in fine da CF/88. da Organização Internacional do Trabalho reunida em Filadélfia em 1944. nos termos do § 3º do art. porque este representaria melhoria salarial. reputando. ENQUADRAMENTO COMO BANCÁRIO. não só por força dos dispositivos legais citados. como bem jurídico da pessoa humana. apresentou os fundamentos. É a continuidade na empresa que assegura direitos ao trabalhador como promoção na carreira. 23 de Setembro de 2013 81 judice. nos autos 1667/97.95.2006). a exploração do trabalho alheio. Se não se vinculam ao estabelecimento. representa a semiescravidão. representando um retrocesso legal. A burla. porque. da Lei nº 6. na categoria profissional para a qual estão trabalhando. norma consagrada também pela Conferência Internacional do Trabalho. de forma apenas um pouco mais amena. diminui ou praticamente anula as possibilidades de acesso à carreira. se não respeitados. a. garanti pelas mesmas razões. a partir daí. teria sido praticada por várias empresas financeiras e. indefiro o pedido dos autores de declaração de que o vínculo se formou diretamente com a segunda ré. até a estabilidade.019/74. são apenas nove trabalhadores. como não poderia deixar de ser. sentença em face do seu efetivo labor como financiária. Com efeito. Por essas razões. seja porque impede o acesso à categoria profissional de que cogita o artigo 511 da CLT. a Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 profissionalidade do empregado e lhe conferi todos direitos que a lei e as normas coletivas concedem aos bancários.” Ainda que desnecessário. a consequência mais nefasta está na seara do direito coletivo. seja por reduzir o nível salarial do cidadão que ingressa no mercado de trabalho e em consequência reduz a circulação de riquezas. os aspectos práticos são muitos e justificam a opção.RO nº 08157/94 . não obstante a regularidade do contrato firmado com a reclamada.00-8 em que contendiam Bruno Fernandes Poncio x Transpev Processamento e Serviços Ltda. Simplesmente não há na legislação impedimento a que o façam se respeitados os direitos de seus trabalhadores. Logo.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.17. sem possibilidade de maior acesso. A história empresarial no Brasil é farta de notícias de modestos contínuos que chegaram altas direções de grandes grupos. de deixá-la ao desamparo das normas coletivas aplicáveis. evitam-se gastos com a implementação e a fiscalização junto à empresa principal em relação a tais alterações. é. Se os trabalhadores temporários.Rel. a legislação social”. tais empregados ficam condenados à marginalização salarial. não pode servir de instrumento de redução dos custos de mão-de-obra se isto implicar em violação do princípio constitucional da isonomia’. limitando-as. em que se enquadra a hipótese versada. àquelas expressamente postuladas na presente ação e que adiante serão examinadas. porque são alugados por terceiros. eis que o contrato social não permite que a empresa tenha por objeto o fornecimento de mão-de- . os quais louvo a presente decisão: “A marchandage. sem condições de reivindicações. inciso XXXII. DJMG. porque esse ato configura concorrência desleal. a nulidade afeta exclusivamente as cláusulas contratuais prejudiciais e não a formação do contrato em si. fundir. data venia dos judiciosos argumentos em prol da nulidade da contratação e formação do vínculo diretamente com o tomador. mas objeto de especial tutela do Estado. melhores postos. mesmo quando lícita.08. E. Freire Pimenta. ante o disposto nos artigos 128 e 460 do Código de Processo Civil. visto que tal ato configura violação direta ao art. todavia. da CLT. além do abuso da personalidade jurídica. DO. gradativamente. é importante registrar que a praxe. que são para mim relevantes. a mais condenada forma de comércio. razão pela qual tem o direito de ver seu contrato de trabalho regido pela Convenção Coletiva do Sindicato dos Profissionais Bancários”(Ac. mas também à toda a coletividade. em regra. que se pratica. salário compensador e. mas. desde que não cause prejuízos aos trabalhadores. §2º. E além desses aspectos práticos.2004. etc. apesar de não se enquadrar no dispositivo legal. há o amparo jurídico à livre estruturação interna das empresas. diante da prática de fraude ao artigo 511. 511 da CLT. essa ótica. É condenada pelo mundo inteiro. Tal ementa. Juíza Sônia das D. impende imaginar a sorte e variedade de problemas com esses atos. Não devemos nos esquecer que.3ª T . pois. p. que causa grave dano não só ao trabalhador. ao qual realmente servem. me parece a mais correta sempre que as empresas envolvidas sejam integrantes do mesmo grupo econômico. não estando a ré autorizada a proceder a discriminação de lhe pagar direitos inferiores aos que são outorgados à sua categoria e muito menos.02. Além da fraude aos direitos individuais dos trabalhadores. têm seu valor e trabalho menosprezados. mas também porque a empresa DACASA FINANCEIRA é a única receptora dos serviços e das energias despendidas pela autora. 29. Desde o tratado de Versailles se declara que o trabalho não é mercadoria. Não participando dos dissídios coletivos das categorias a que efetivamente deveriam pertencer. a autora tem direito. por força do artigo 12. Evitam-se rasuras na CTPS. sem dúvida. a tese.3ª R . mudando o que deve ser mudado. (TRT . incompatível com o espírito mercantilista que envolve tais contratações. Vale dizer. ibi eadem dispositio). A terceirização de mão-deobra. Rel. segundo investigação do Ministério Público do Trabalho. trocar de nomes. não há impedimento legal a que as empresas se organizem juridicamente e isso significa dizer que nesses termos elas podem se dividir. demonstra que apesar de manter a regularidade formal do contrato havido entre o empregado e sua empregadora.006. Se o reclamante exercia atividade tipicamente bancária. 7º. fazem jus a remuneração equivalente à paga aos empregados da mesma categoria profissional da empresa tomadora de seus serviços. a perceber os direitos reconhecidos pela r. Como coloquei anteriormente. A respeito deste tipo de fraude.

Sem razão. que a autora está assistida por advogado particular e.12. constatando que a autora não tem condições de pagar as custas do processo sem prejuízo do sustento próprio ou da família. no mérito. CORREÇÃO MONETÁRIA. autorizam a instituição de correspondentes bancários pelas instituições financeiras. ao qual me reporto. devido o pagamento dos benefícios previstos nas CCT aplicáveis à categoria. Quanto ao fato de que as Reclamadas não foram signatárias da convenção coletiva dos financiários. XXVI da CF/88.584/70 para a concessão do benefício. Alega que. como as empresas se utilizaram da mão-de-obra da autora em clara fraude à aplicação da lei trabalhista. é óbvio que as horas extras serão calculadas utilizando-se o divisor 180.110/03. não obstante existência de Súmula mais favorável ao que foi pedido na inicial. da CLT. conforme deferido pela r. 3. pela recorrida. por não exercer atividade bancária. tal como postulado. ou seja. e pedido de reconhecimento de direitos previstos em norma coletiva própria. não houve nenhuma violação aos textos legais e aos verbetes sumulares mencionados pelas Recorrentes. JUSTIÇA GRATUITA Pugnam as Reclamadas pela reforma da r. se manifestou: “ENQUADRAMENTO SINDICAL. Rel. Cláudio Armando Couce de Menezes. O pagamento dos salários até o 5º dia útil do mês subseqüente ao vencido não está sujeito à correção monetária. como a autora não teria direito à jornada de seis horas diárias. Fábio Silva Rabelo. 2. alegando. eis que a sua constituição e funcionamento visa não expandir geograficamente o sistema de meios de pagamentos. pois. dessa forma. Nego provimento. com fulcro no artigo 790. ajuda alimentação. da CLT. conforme jurisprudência sumulada pelo TST: SÚMULA 381. Presença do Dr. participação nos lucros e gratificação de caixa). HORÁRIO REDUZIDO (ART.3. As reclamados pretendem a reforma da sentença que as condenou a pagar à reclamante horas extras após a 6ª diária. A constituição e o funcionamento de pessoa jurídica que tenha por fim a intermediação de acesso a crédito criado por bancos múltiplos ou sócios deles devem ser consideradas. a partir do dia 1º”. devido é o enquadramento da autora na categoria de Financiária. sob o argumento de que a autora não teria direito à jornada de seis horas Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 diárias. TST. incidirá o índice da correção monetária do mês subseqüente ao da prestação dos serviços. examinando ação envolvendo as mesmas reclamadas. TST. mantenho a sentença.4. 7º. JORNADA DE TRABALHO . (conversão da Orientação Jurisprudencial nº 124 da SDI-1) Res. a norma se sobrepõe à jurisprudência. representações das instituições bancárias em pequenos estabelecimentos comerciais varejistas. para fins trabalhistas. é evidente que se o sábado está previsto na norma coletiva como dia de Repouso. pleiteando a reforma da decisão que determinou a aplicação da Súmula 381. pelo recorrente.5. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. e. do Banco Central. 224 DA CLT). não estão presentes os requisitos previstos na Lei 5. é a aplicação das disposições convencionais dos financiários aos empregados dessas prestadoras de serviços”(RO-01314.010. Desta forma. Nego. ART. por conseguinte. mas tão-somente obviar a exigência e controle da autoridade monetária. 7º.2010). 2. conhecer parcialmente do recurso ordinário. sentença. 459 DA CLT.00.04. Se essa data limite for ultrapassada. da CLT conferiu uma faculdade ao Juiz. POSSIBILIDADE.7ª e 8ª HORA. Sendo assim. Por corolário lógico do reconhecimento ao enquadramento da reclamante na categoria dos financiários e.DJ 20. SALÁRIO. 2. Além disso. De início. do direito à jornada de seis horas diárias. CLT). que preleciona: "reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho. provimento ao recurso. 2. sentença atacada não deferiu à trabalhadora a assistência judiciária gratuita e sim os benefícios da justiça gratuita. do C. José Hildo S.2008.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. DOE. § 3º. nego provimento. e uso abusivo do direito de exercer sua atividade econômica (artigo 187 do Código Civil). Ainda que seja despiciendo. 2.707/00 e 3. Além do que já foi decidido no item 2. sociedades de crédito. Não tem a mais pálida razão.3. 9º da CLT. O artigo 790. 2ª t. Por corolário lógico do reconhecimento do enquadramento na categoria de financiários.17.2005. pois apenas o pagamento espontâneo dos salários é que se sujeita ao prazo do artigo 459. bem como elidir a aplicação das normas coletivas dos financiários aos seus empregados. §3º. nos termos do voto da Relatora. XXVI. da SDI-1. da CF. prevê que a época própria para aplicação da correção monetária é o quinto dia útil do mês subseqüente ao vencido. Assim. Por óbvio deverá ser observado o marco prescricional. Garcia. não podem elas beneficiar-se de suas próprias torpezas (artigo 9º. alegando a impossibilidade de equiparação a essa categoria. Mantido o valor da condenação. As Resoluções nº 2. não pode ser adotado o divisor 180 para o cálculos das horas extras. e do Dr. Des. tal como desenhado pelo art. constituindo fraude à legislação do trabalho a teor do art. Não tem nenhuma razão. destaco que a r.0. Des. acertada é a sentença que lhe concedeu o benefício da justiça gratuita. do C. 1. em tempos recentes. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de . pelos fundamentos já expostos no item anterior. é incontroverso que a reclamante foi contratada para cumprir 8 (oito) horas diárias.3. sentença que deferiu à Reclamante os benefícios da justiça gratuita. a teor do art. Sustentam também que a CCT dos financiários é inaplicável pelo fato de as reclamadas não serem partes convenentes desse instrumento coletivo. o mesmo pedido de enquadramento. EQUIPARAÇÃO DAS ATIVIDADES DAS PRESTADORAS DE SERVIÇOS A SOCIEDADE DE CRÉDITO. Sem razão. 03. FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO. 23 de Setembro de 2013 82 obra. em seu apelo. BENEFÍCIOS PREVISTOS NA CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO As reclamadas requerem a exclusão da condenação do pagamento dos benefícios da CCT dos financiários (auxílio refeição. Nego provimento. 3.6. da CLT e na Orientação Jurisprudencial nº 304. financiamento e investimento. negar-lhe provimento. o Tribunal. 129/2005 . CORREÇÃO MONETÁRIA Os recorrentes alegam que o artigo 459. Consectário da fraude. Logo. de modo a proporcionar a facilidade de acesso da população de rincões do Brasil ou de locais cuja instalação de agência se mostre desaconselhável ao sistema de meios de pagamento. conforme item 2. Nego provimento. diante da ausência de labor para instituição financeira e de exercício de operações financeiras.

ou não.4 Recorrente Advogado Recorrido Advogado SIND TRAB IND MET MEC MATELETR E ELETRONICO E ESP SANTO Elcio Teixeira de Almeida(OAB: 001640 ES) SOCOBRAS PARTICIPACOES LTDA Aldimara Guarnieri de Vasconcellos(OAB: 009158 ES) ACÓRDÃO .0014.TRT 17ª Região . João Hilário Valentim. a arguição é inovadora e tardia. o que restou incontroverso. CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. João Hilário Valentim. da parcela postulada. que julgou parcialmente procedentes os pedidos formulados na inicial. às fls.17. Vistos. por unanimidade.17. se não houve pedido.3 ESCLARECIMENTOS No exame do apelo. Ocorre. QUITAÇÃO NÃO COMPROVADA. do fato de ser incontroverso o desrespeito ao intervalo interjornada de 11 horas. 66 da CLT. conhecer do recurso ordinário. com o adicional de 100% e reflexos. pelo não provimento do apelo.17. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-121100-43. nego provimento.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA INTERVALO INTERJORNADA.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Procurador do Trabalho: Dr. Procurador: Dr.2012. impossível que a ré tenha quitado referida parcela na forma alegada. Contraminuta. multa prevista na legislação de regência. 2.0 Recorrente Advogado Recorrido Advogado VALEC ENGENHARIA CONSTRUCOES E FERROVIAS S/A Gabriel Miranda Coelho(OAB: 043502 RJ) EZEDEQUIAS ALVES DA SILVA Rodolfo Abdala Brandao da Costa(OAB: 009206 ES) ACÓRDÃO .5. A prova dos autos corrobora essa conclusão.0151 Processo Nº RO-121100/2009-151-17-00. sobretudo. Nesse passo. Como dito. No mérito. O reclamante acostou cópia da petição inicial do processo acima citado. é pleito de indenização por conta da supressão de horas extras habituais. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora Acórdão Processo Nº RO-116400-57. a procedência do pretensão autoral decorre.17. onde a empresa foi condenada ao pagamento de 129 horas extras mensais. que concerne na quitação. pois inexiste pedido neste sentido. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: o Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). 337-339. oriunda da 9ª Vara do Trabalho de VitóriaES. observo que a reclamada argumenta ser indevida a “incorporação das horas extras” (fl. O que há. caso evidenciada a natureza protelatória do recurso. a análise deve se ater ao ponto controvertido. pugnando pela reforma da sentença no que atine ao intervalo interjornada e a “incorporação das horas extras”.0009 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: VALEC ENGENHARIA CONSTRUCOES E FERROVIAS S/A Recorrido: EZEDEQUIAS ALVES DA SILVA Origem: 9ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . sendo partes as acima citadas.2011. mas o recurso não cuidou especificamente do assunto.0116400-57. Assim. FUNDAMENTAÇÃO 2. quanto ao mérito.5. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Vencida. 23 de Setembro de 2013 83 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). Razões recursais.17.5. Se a empregadora se contrapõe ao pedido de horas extras por inobservância do intervalo interjornada de 11 horas alegando apenas que procedeu a quitação da parcela em demanda ajuizada anteriormente e não comprova esta alegação. negar-lhe provimento. inclusive. mas não consta ali causa de pedir e pedido relacionado à inobservância do tempo de repouso previsto no art. 341-344. No entanto. 2. Vale destacar que a condenação da recorrente nestes autos não se socorre da confissão ficta do preposto da ré na reclamação transitada em julgado na 14ª Vara.0009 Processo Nº RO-116400/2012-009-17-00. Tal esclarecimento é pertinente a fim se de evitar o manejo desnecessário de embargos declaratórios.2 INTERVALO INTERJORNADA A reclamada assenta a sua defesa na tese de que a hora de intervalo interjornada postulada pelo reclamante já foi quitada no bojo da reclamatória 0131600-26. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pela reclamada em face da sentença de fls.0121100-43. nem mesmo dos efeitos da coisa julgada produzida naquele contexto. que essa matéria é estranha aos autos. fundamentado na súmula 291 do TST.0014. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. Apenas em recurso a ré sustentou que o reclamante não logrou comprovar os fatos alegados. 66 da CLT. todavia. por maioria. A esse respeito.5. pois presentes os pressupostos de admissibilidade.2009.TRT 17ª Região .5. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. 3749. Não se contestou o fato de que o autor laborava das 8 às 22 horas.0151 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: SIND TRAB IND MET MEC MATELETR E ELETRONICO E ESP SANTO Recorrido: SOCOBRAS PARTICIPACOES LTDA Origem: Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 .17. Em razão do exposto.1 CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário da reclamada. sem a observância da pausa 11 horas prevista no art. 344). É o relatório. portanto. a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.5. 348-350. conforme fls. o que pode ensejar.2011. faz jus o empregado ao pagamento da verba vindicada. a sentença concluiu que “as horas relativas ao intervalo interjornada não estão embutidas no somatório das horas deferidas” na RT 0131600-26. de fato.2012. às fls.2009.

que o depoente não fez a carta porque tinha interesse de que o Sindicato o representasse. deve existir autorização do empregado para que o empregador efetue descontos a título de contribuições devidas ao Sindicato. pela manutenção da r. em razão dos princípios protetivos que regem o salário e sua integralidade. são ofensivas ao direito de livre associação e sindicalização. Tratando-se de ação sujeita ao rito sumaríssimo. (g. Isto demonstra que os trabalhadores não se sentiram coagidos. INEXISTÊNCIA DE COAÇÃO DA EMPRESA. não há falar em atitude anti-sindical.5. qualquer coação da reclamada. que tivesse redigido a carta de oposição.07.. TST. Cabe à empregadora alertar seus empregados quanto ao desconto e à possibilidade de se oporem. As cláusulas coletivas que estabeleçam contribuição em favor de entidade sindical.n). o desconto de contribuição assistencial de empregado não-sindicalizado é ilegal. xx. às fls. Sustenta que não é de se estranhar o fato de que os empregados espontaneamente tenham aderido às cartas de oposição. Destaco que é esta a causa de pedir. Nesse cenário. a reclamada. exceto quanto à contribuição sindical. que participou de várias reuniões do Sindicato na empresa. mas como representante da CIPA pesquisou para saber qual Sindicato pertenciam e a empresa os comunicou que quem não quisesse sofrer desconto em benefício do Sindicado deveria fazer uma carta de próprio punho para que não houvesse o desconto. correto o comportamento da reclamada. espécie de contribuição assistencial. portanto. Como transcrito acima. às fls. – Proc. O juízo a quo entendeu que não há prova da conduta anti-sindical da reclamada.. que quando fez contato com o Sr. Entendo que é assegurado ao empregado o livre exercício do direito de oposição ao desconto da taxa negocial. ainda que estipulada em convenção coletiva de trabalho.0316 – Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 (20120766250) – Relª Regina Maria Vasconcelos Dubugras – DJe 10.1 CARTA DE OPOSIÇÃO À TAXA NEGOCIAL. este passou a ser mais atuante na empresa. Observe-se o aresto: CONTRIBUIÇÃO NEGOCIAL DE EMPREGADOS NÃO FILIADOS AO RESPECTIVO SINDICATO – INCONSTITUCIONALIDADE – PN Nº 119 DO C.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. sentença. nos autos. 5º. bem como o disposto no art. sentença quanto à taxa coletiva mensal/conduta anti-sindical. uma perseguição àqueles sindicalizados. que não sabe a que Sindicato a empresa recolhia as contribuições. Vê-se que a própria testemunha arrolada pelo Sindicato autor. em respeito aos princípios de proteção do salário somente após a não oposição dos trabalhadores ao desconto. viciando a manifestação de vontade dos trabalhadores e promovendo.empregados que se sindicalizaram sofreram represálias. Ressalto que o fato de esta mesma testemunha ter.os trabalhadores não conseguiam identificar a que categoria pertenciam.. INCONSTITUCIONALIDADE DE SUA EXTENSÃO A NÃO ASSOCIADOS.2. 354-358. Com efeito. os respectivos valores eventualmente descontados. 1ª Vara do Trabalho de Guarapari que julgou improcedentes os pedidos. Contrarrazões.2012)v96. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. sendo partes as acima citadas. que a partir do momento em que os trabalhadores não fizeram oposição começaram os descontos. que às vezes a empresa permitia que reuniões fossem feitas dentro de seu refeitório e outras vezes na portaria. 0002050-93. assim. destaco que a testemunha afirmou que não conhecia ninguém que tivesse se oposto ao desconto. nos moldes do artigo 545 da CLT.2 MÉRITO 2. Em razões recursais. Vistos. TST – A cobrança da "contribuição negocial" dos nãosindicalizados. nem caracteriza campanha anti-sindical. sem que se tenha comprovado. Desde já esclareço que. ou seja. em seguida. em face da conduta anti-sindical da reclamada. afirmado que ocorreram represálias aos empregados que não fizeram a carta de oposição estas supostas represálias não constam como causa de pedir da petição inicial. Pois bem. da CF. 2. Entendo que deve ser assegurado ao empregado o livre exercício do direito de oposição. por via própria. o Sindicato alega que a reclamada coagiu seus empregados a redigirem uma carta em oposição a “Taxa Negocial”. E mais. 23 de Setembro de 2013 84 1ª VARA DO TRABALHO DE GUARAPARI . Na petição inicial.2010. V. e 8º. viola o direito de ampla liberdade e filiação previsto nos arts. a qualquer título. Não merece reforma a r. constitucionalmente assegurado. Recurso ordinário a que se nega provimento.349-352 proferida pela MM. FUNDAMENTAÇÃO 2. às fls. 295.. conforme o entendimento sedimentado no C. não restando comprovado qualquer tipo de coação por parte da reclamada quanto ao alerta aos seus empregados.º 17 da Seção de Dissídios Coletivos: CONTRIBUIÇÕES PARA ENTIDADES SINDICAIS. nulas. deixou evidente que não ocorreu coação por parte da reclamada em face de seus empregados para que redigissem a carta de oposição à “Taxa Negocial”. que condiciona o desconto em folha de pagamento à autorização dos empregados. Observe-se as afirmativas da testemunha: . que não conhece ninguém que tenha apresentado oposição ao desconto.02. Observe-se: . que passou a ser sindicalizado a partir do momento em que procurou saber qual o seu sindicato.1 CONHECIMENTO Conheço do recurso do Sindicato autor porque presentes os pressupostos objetivos e subjetivos de admissibilidade. via carta de oposição. obrigando trabalhadores não sindicalizados. o que ocorreu in casu. realizada na portaria da empresa para que voltassem ao seu posto de trabalho [. RELATÓRIO O Sindicato autor interpõe recurso ordinário em face da r. sentença. às fls. o que não importa na conclusão de exercício de coação sobre os trabalhadores e. a qual independe dessas formalidades. passou a efetuá-lo. 13-14. Guerra do Sindicato. mesmo porque todos os descontos em salário devem ser esclarecidos aos empregados. que como represália muitas vezes eram retirados de dentro da assembléia do Sindicato. o Sindicato autor alega que a reclamada obrigou seus empregados a redigirem uma carta de oposição à taxa coletiva mensal. COAÇÃO DA EMPRESA. e. (TRT 02ª R. sob o fundamento de que a própria testemunha arrolada pelo Sindicato autor o levou a concluir que a empresa tão somente alertou seus empregados acerca da possibilidade do desconto quanto à taxa coletiva mensal facultativa. nos termos da OJ n. assim. desse modo não considero. as afirmativas no particular. buscando a reforma da r. 545 da CLT. que isto ocorreu após 08 meses após sua admissão. sendo passíveis de devolução.] que também considera como represália o fato de o diretor ter estado em uma dessas . assim como muitos fizeram. deixase de elaborar o. sentença de fls.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA CARTA DE OPOSIÇÃO À TAXA NEGOCIAL. 361-367. Restando. como bem observou o julgador de primeiro grau.. in casu.. Razões do recurso.

1. Comprovantes de recolhimento das custas processuais e do depósito recursal às fls. Razões recursais às fls. deve-se observar a regra de transição disposta no art. a empresa simplesmente avisou aos seus empregados que caso não desejassem o desconto referente à taxa negocial era necessária a apresentação de uma carta de oposição. V. XXIX da CRFB c/c art. portanto. Ademais. XXIX.. nos arraiais da Justiça Comum. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.0122900-73.1.0141 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: METALOSA INDUSTRIA METALURGICA SA Recorrido: ADEVAL RIBEIRO DOS SANTOS Origem: VARA DO TRABALHO DE COLATINA . É o relatório. negar provimento ao apelo. com relação ao pedido de indenização por danos morais e materiais decorrentes do alegado acidente de trabalho. – Relª Viviane Colucci – DJe 30. Procurador: Dr.. sentença quanto às seguintes matérias: indenização por danos morais decorrentes da dispensa discriminatória e valor da indenização. até para grassar respeito ao direito individual de livre associação sindical preconizada pelo art.0039 – 1ª C. Assim. muitos trabalhadores optaram por não fazer a carta. aqueles decorrentes de acidente/doença do trabalho. Sustenta que o instituto da prescrição trabalhista possui regramento próprio. pugna pela reforma da r.2. pois a indenização pleiteada tem origem no contrato de trabalho e. CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região.CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário interposto pela reclamada.. como dito antes pela mesma testemunha “. que às vezes a empresa permitia que reuniões fossem feitas dentro de seu refeitório e outras vezes na portaria. 7º. forçoso concluir que não restou comprovado qualquer coação por parte da reclamada em relação aos seus empregados no que se refere à carta de oposição. 815-820v. em especial. contados a partir da data do acidente. Vistos. indenização por danos morais e materiais decorrentes do acidente de trabalho e valor da indenização. Presença da advogada Aldimara Guarnieri de Vasconcellos.5. desde que lhes seja facultado o efetivo exercício do direito de oposição.17. Observe-se o aresto a seguir: TAXA NEGOCIAL – DESCONTO DOS TRABALHADORES NÃO ASSOCIADOS AO SINDICATO – DIREITO DE OPOSIÇÃO – Mostra-se admissível o desconto das contribuições assistenciais dos trabalhadores não associados ao sindicato. Nos casos em que o direito material deduzido pela parte autora é de reparação civil. tem natureza de crédito trabalhista. restou comprovado que a reclamada apenas assegurou aos seus empregados o livre exercício do direito de oposição. deve-se aplicar a prescrição de 20 anos (art. contra a sentença de fls. – RO 0003317-79. 753-762. a meu ver. nego provimento. pela recorrida. por unanimidade. Em síntese. (TRT 12ª R. 2.17..º 45/2004.028 do CC. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. as ações que poderiam ser ajuizadas perante a Justiça Comum e que não o foram em razão da EC 45/2004. considerando que na data de 10/01/2003 havia transcorrido mais de dez anos do prazo prescricional. 23 de Setembro de 2013 85 assembléias realizadas na portaria da empresa.12.8 Recorrente Advogado Recorrido Advogado METALOSA INDUSTRIA METALURGICA SA Ricardo Barros Brum(OAB: 008793 ES) ADEVAL RIBEIRO DOS SANTOS Ubirajara Douglas Vianna(OAB: 005105 ES) ACÓRDÃO . Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: o Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). com a modificação introduzida na Carta por meio da Emenda Constitucional n. a Constituição da República. conhecer do recurso ordinário. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pela reclamada. decorrentes do acidente de trabalho e suscita a preliminar de nulidade da sentença por cerceamento de defesa.5. Sem razão.TRT 17ª Região . ao lado de fora. Assim. que a reclamada atuava de forma oposta ao que seja taxado de represália. em seu artigo 7º.2008. CC de 1916). 462 da CLT.” demonstra. 8º. que dispõe acerca da vedação da realização de desconto.11. estão sujeitas à prescrição do Código Civil. que sempre foi a norma aplicável. previsto no art.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA PRAZO PRESCRIOCIONAL. sem desnaturar o instituto em que se insere o pedido de indenização e.0141 Processo Nº RO-122900/2008-141-17-00. sendo certo que a do caso presente não se enquadra em nenhuma delas. é certo que somente a competência restou deslocada da Justiça Comum para a Justiça do Trabalho. e no mérito.que participou de várias reuniões do Sindicato na empresa. pois presentes os pressupostos legais de admissibilidade. ACIDENTE DE TRABALHO.2010. E. Portanto. Nos casos em que o acidente de trabalho ocorreu antes da vigência da EC 45/2004 (08/12/2004) e do advento do Código Civil de 2002 (10/01/2003).PRELIMINARES SUSCITADAS PELA RECLAMADA 2. ante a ausência de intimação para acompanhamento da perícia técnica e face ao indeferimento da oitiva de testemunha. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-122900-73. da Constituição da República. FUNDAMENTAÇÃO 2..PRAZO PRESCRICIONAL.2. 11 da CLT. Pelo exposto e nos limites delineados na petição inicial quanto à causa de pedir. que julgou parcialmente procedentes os pedidos iniciais. Desse modo. João Hilário Valentim. salvo em algumas hipóteses. não haveria falar na aplicação da prescrição prevista no ordenamento civil. sem sombra de dúvida. ACIDENTE DE TRABALHO A reclamada pugna pela reforma da sentença de origem para que seja reconhecida a prescrição. 803v-804v. Com efeito.5. sendo partes as acima citadas. que a presença dela ali deixava os colegas com medo.2011)v93 Pelo exposto. 117. onde a ré argúi a prescrição quanto à indenização por danos morais e materiais. "a" Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . 2.2008. Ademais. Contrarrazões do reclamante às fls.. 769-803. nos termos do art. em respeito aos princípios de proteção ao salário.

ciente da tentativa frustrada de realizar a perícia. por maioria. e novo julgamento acerca da matéria. considerando que o resultado da perícia foi desfavorável à reclamada. CONCLUSÃO: ACORDAM os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. o perito afirmou que notificou as partes acerca da nova data da perícia por mensagem de email. em que pese a indicação de assistente técnico. tendo em vista que na data de 10/01/2003 havia transcorrido mais de dez anos do prazo prescricional.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.br . Assim. Nada há que justifique ao assistente técnico tomar a iniciativa de marcar com o autor exame antes ou depois daquela data marcada pelo perito. não se encontra nenhum dos endereços de e-mail fornecidos pela ré para notificação acerca da nova data da perícia. entendo que as ações que poderiam ser ajuizadas perante a Justiça Comum e que não o foram em razão da EC 45/2004. 3º: “Os exames periciais serão realizados por perito único designado pelo Juiz. A reclamada sustenta que o endereço de e-mail para o qual o perito enviou a notificação não corresponde ao do patrono da ré à época da perícia e. LV da CRFB e determinar o retorno dos autos à Vara de Origem para realização de nova perícia. Na primeira. Assim. 750). Nesta ocasião. pedido este reiterado na audiência de encerramento e indeferido pelo Juízo a quo (fl. diz a Lei nº 5. A reclamada. Em decorrência. Pois bem. entendo que deve ser declarada a nulidade do laudo pericial e. deve-se aplicar a prescrição de 20 anos (art. Em síntese. em seu art.adv. da sentença quanto a este aspecto. data e local dos trabalhos periciais. 431-A do CPC é aplicável ao processo do trabalho de forma subsidiária. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Parágrafo único.br. no presente caso. 715-718). alegando que indicou assistente técnico. 431-A prevê que “as partes terão ciência da data e local designados pelo juiz ou indicados pelo perito para ter início a produção da prova. não há prescrição a ser declarada. 683. AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO PARA ACOMPANHAMENTO DA PERÍCIA TÉCNICA.NULIDADE DA SENTENÇA. Assim. ficando sobrestada a análise dos demais tópicos do recurso. hora e local da perícia realizada acerca do acidente de trabalho. 683). aqueles decorrentes de acidente/doença do trabalho. 719).2012. 311/312. note-se que foram agendadas duas perícias. sem sombra de dúvida. 691-702. nos casos em que o acidente de trabalho ocorreu antes da vigência da EC 45/2004 (08/12/2004) e do advento do Código Civil de 2002 (10/01/2003). a designação de nova data para realização da perícia. sob pena de ser desentranhado dos autos. Rejeito. Em 01/06/1990.” Isto significa que. afirmando que não havia sido notificada acerca da perícia marcada anteriormente e requereu que. 679. A reclamada alega que. e. o reclamante não compareceu. Realizada a perícia. consequentemente. o prazo de 20 (vinte) anos. tratando -se de típica hipótese de acidente de trabalho. O acidente que acometeu o reclamante é típico. a reclamada peticionou (fls.br . CC de 1916). em seu art. 769 da CLT. no que concerne ao acidente de trabalho. teve sua mão esquerda atingida pelo equipamento.2. nos arraiais da Justiça Comum. 23 de Setembro de 2013 86 e a CLT. Portanto. conforme entender de direito. Pelo exposto. 5º.ara@slp. ocasionando a amputação de quatro dedos da mão. que fixará o prazo para entrega do laudo. em 10/01/2003. consequentemente. novamente.º 45/2004. indicado o assistente.584/70. de fato. 680-681. uma vez que não se trata de crédito trabalhista stricto sensu. na linha da regra de transição prevista no art. a perícia foi realizada sem notificação da ré ou de seu assistente acerca da hora. requer seja declarada a nulidade da perícia (fls. art. entendo que a ré e seu assistente técnico. 2. Frise-se que o art. Nos casos em que se pede a condenação da empresa em danos morais. peticionou nos autos. 249. Fixada a premissa de que a prescrição aplicável é aquela prevista no direito civil. (fl. nos moldes do art. da sentença. sendo certo que somente a competência restou deslocada da Justiça Comum para a Justiça do Trabalho. no mesmo prazo assinado ao perito.2. por unanimidade.04. a falta de intimação da parte ou do seu assistente para acompanhar a prova técnica importa em cerceio do direito de defesa.com. §2º do CPC. a data deste é o marco inicial para contagem da prescrição. Destarte. conforme fl. não foram notificados quanto à data. conhecer do recurso ordinário interposto pela reclamada. com fulcro nos artigos 431-A e 249. sem desnaturar o instituto em que se insere o pedido de indenização e. a prescrição não pode ser a trabalhista. já havia transcorrido mais da metade do referido prazo prescricional. deve-se observar a regra de transição disposta no art. observo que. §2º do CPC e art. o prazo prescricional aplicável. no caso. cujo laudo terá que ser apresentado no mesmo prazo assinado para o perito. CERCEAMENTO DE DEFESA POR VIOLAÇÃO AO DEVIDO PROCESSO LEGAL. quando o Código Civil de 2002 entrou em vigor.028 do CC. contados a partir da data do acidente. ele tem o direito de participar da perícia de forma a apresentar seu próprio laudo. quando laborava em prol da ré e realizava operação com prensa hidráulica. 117 do Código Civil de 1916. 719). acolho a preliminar para declarar a nulidade da sentença. trazendo aos autos cópia da mensagem (fl. uma vez que. O direito material deduzido pelo autor é de reparação civil. Pois bem. fosse comunicada à ré por intermédio dos seguintes endereços de e-mail: juliana@slp. em especial. 117. fixam um prazo específico para o empregado propor na Justiça Trabalhista ações referentes a créditos resultantes das relações de trabalho. Pugnou pela declaração de nulidade do laudo pericial. com a modificação introduzida na Carta por meio da Emenda Constitucional n. enviada no dia 25. dentre os destinatários da mensagem. que sempre foi a norma aplicável. Vejamos. as partes foram cientificadas pelo Juízo para manifestação quanto ao laudo de fls. Em seus esclarecimentos (fls. Notese que a reclamada indicou assistente técnico às fls. E considerando que o prazo prescricional encerrar-se-ia em 01/06/2010 e que o autor ajuizou a presente ação em 07/11/2008.adv. estão sujeitas à prescrição do Código Civil.028 do Código Civil de 2002. 731-733). cumpre agora estabelecer o critério para a contagem do prazo. com a devida intimação das partes. 707-713). 2. Permitir-se-á a cada parte a indicação de um assistente. No presente caso. é o do art. e solicitou o agendamento de nova data às fls. no que concerne ao acidente de trabalho. perito (fl. 2. conforme se vê à fl. da cópia do email enviado pelo d. Sustenta que a ausência de intimação fere o seu direito de defesa. marcone@metalosa. slp. O art. qual seja. no caso concreto. 11. Assim. com fulcro nos artigos 5º LV da CRFB e 431-A do CPC. e tendo em vista a previsão do art. O CPC é taxativo quanto à determinação de que as partes sejam intimadas da perícia. pelo que requer seja declarada a nulidade do laudo pericial e. rejeitar a . mas nem a ré e nem seu assistente foram comunicados acerca da data e local da perícia. De fato.” Ademais.

TRT 17ª.5. 23 de Setembro de 2013 87 argüição de prescrição quanto ao acidente de trabalho e acolher a preliminar para declarar a nulidade da sentença.2012. descabida é a pretensão do embargante.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA Embargos Declaratórios das Partes conhecidos e não providos. conforme entender de direito. não há de se falar em omissão. Aduz ser omisso. pela recorrente. mas não guarda qualquer relação de acordo com a dispensa do reclamante”.0003 Processo Nº ED-123400/2012-003-17-00. Por fim. ante a inexistência dos vícios alegados. 741/746 .0012 que decidiu. o Ex. §2º do CPC e art. não merece acolhida a alegação da embargante no tocante à contradição. no que tange à análise do instrumento procuratório. ACÓRDÃO DE FLS.3 .0003 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargantes: PEIU SOCIEDADE DE PROPOSITO ESPECIFICO SOLANGELO SIMPLICIO BITTENCOURT Embargados: O V. Por oportuno. João Hilário Valentim.2010.2 – EMBARGOS DA RECLAMADA Aduz a reclamada que o decisium embargado foi contraditório e Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 omisso. 748/756 e 757/770) opostos.17.5. 742-vº e seguinte. desde 2008 vinha exercendo o cargo de dirigente sindical do SEANMES”. uma vez que não é essa a função dos embargos de declaração.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. in verbis: A contradição. deve se encontrar no corpo da sentença. o julgado tratou em pormenor a matéria quando aduziu que “a sentença proferida na RT nº 008700. 2. decisões. desconsiderou que na ação tombada sob nº 0008700-81. 2008. 6ª ed. que o SUPORT era o sindicato representativo dos empregados da reclamada ainda não transitou em julgado.17. nego provimento. o decisium assim se pronunciou: “o fato dos diretores terem assinados conjuntamente a procuração dando poderes ao patrono que assina a peça defesa poderes para representar a empresa em Juízo só nos leva à conclusão de que a outorga de poderes foi válida. reconhecendo a estabilidade provisória do reclamante. haja vista que no último parágrafo da fl. a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. mister esclarecer que a contradição apta a ser sanada por esta via é apenas aquela porventura existente entre partes do próprio texto do acórdão. 833). Em sendo assim. acórdão de fls. em 27. desejando o reexame da matéria. 897-A da CLT.0012 ficou assentado. a categoria preponderante da empresa é representada pela SUPORT. Assim.1 – CONHECIMENTO Conheço de ambos os embargos de declaração. apontando supostos vícios. porque presentes os pressupostos legais de admissibilidade.mo Desembargador Carlos Henrique Bezerra Leite deste Egrégio Tribunal ensina. mas também entre quaisquer partes da sentença ou do acórdão. Vencida.0123400-29. por este mesmo Tribunal. os quais se prestam apenas para sanar os vícios elencados no art. com fulcro nos artigos 431-A e 249. Vistos. Com efeito. a nulidade da dispensa. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. sendo partes as acima citadas. em face ao v. Nesta senda. e novo julgamento acerca da matéria. na medida em que. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-123400-29. porque eleito como suplente na entidade sindical SEANMES.5.2010. 741/746. o Juízo ao prestar a tutela jurisdicional deferindo pedido autoral por fundamento diverso do apresentado pela parte está apenas aplicando o brocardo da mihi factum dabo tibi ius (“Dá-me os fatos. Outrossim. teses ou provas eventualmente existentes.TRT 17ª Região .2 Embargante Advogado Embargado Plurima Autor Advogado Plurima Réu PEIU SOCIEDADE DE PROPOSITO ESPECIFICO Roberto Garcia Mercon(OAB: 006445 ES) SOLANGELO SIMPLICIO BITTENCOURT SOLANGELO SIMPLICIO BITTENCOURT Erildo Pinto(OAB: 004621 ES) PEIU SOCIEDADE DE PROPOSITO ESPECIFICO - ACÓRDÃO . para fins de embargos de declaração. patente o mero inconformismo. LV da CRFB e determinar o retorno dos autos à Vara de Origem para realização de nova perícia. p.17. REGIÃO SOLANGELO SIMPLICIO BITTENCOURT PEIU SOCIEDADE DE PROPOSITO ESPECIFICO Origem: 3ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: o Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). RELATÓRIO Trata-se de embargos declaratórios (fls.81. no que concerne ao acidente de trabalho. porque olvidou o fato de que o instrumento procuratório de defesa foi assinado por ambos sócios. FUNDAMENTAÇÃO 2. 2.17. registre-se que tampouco houve omissão. deverá o embargante valer-se de via recursal própria. pela reclamada e pelo reclamante.2012. dispositivos legais. ato contínuo. estando pendente de julgamento pelo Tribunal Superior do Trabalho o agravo de instrumento interposto” e que “antes do ajuizamento da ação acima mencionada a reclamada firmava acordos coletivos com a SEANMES e só a partir de 09/12/2009 passou a firmar acordo coletivo com o SUPORT e que o autor. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. Contraditório. com a devida intimação das partes. Nesse sentido. ficando sobrestada a análise dos demais tópicos do recurso. 5º. Inicialmente. porque no corpo da decisão não se vislumbra nenhuma oposição de motivos ou idéia.5.EMBARGOS DO RECLAMANTE .12. Procurador: Dr. quanto às preliminares.Diz que o acórdão inovou no fundamento que não foi ventilado pela parte em sua petição inicial e que mesmo sendo Administrador. o que descaracterizaria suposto conflito societário e. bem como visando ao prequestionamento da matéria. que o sindicato SUPORT é quem efetivamente representa a categoria abarcada pela reclamada. respectivamente. São Paulo: LTr. (Curso de Direito Processual do Trabalho.2010. Presença da advogada Thyara Destefani Stelzer. e não entre o julgado embargado e outros documentos. uma vez que. que eu te darei o direito”). Pode ocorrer contradição não apenas entre o relatório e a fundamentação ou entre essa e o decisum. À análise.

DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-123400-96.2. mas não de fazê-lo da forma que a parte entenda ser a mais adequada. 897-A da CLT e 535 do CPC. o magistrado tem o dever legal de expor os motivos de seu convencimento. em se adotando a tese exposta no julgado.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DA RECLAMADA. em face do v. Ademais. conhecer de ambos os embargos declaratórios e. sem a devida análise de suas atribuições. Pois bem. Registro. sendo partes as acima citadas. Insurge-se a reclamada contra o v. não implica o exercício da função de administrador. alega que não há nos autos prova real de que possuísse poder de mando e/ou gestão. No que pertine às horas extras. importante repisar a exposição dos fundamentos do julgado cujo teor versa que o exercício como membro do Conselho Administrativo da empresa. desde que a matéria tenha sido apreciada no acórdão embargado. não há de se falar em omissão quanto às horas de sobreaviso. Igualmente.2. Sobre a matéria. Conhecidos e não providos. ante a inexistência de vícios alegados. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. LV da CF. à luz do livre convencimento motivado. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. Portanto. uma vez que os embargos declaratórios não se prestam para corrigir justiça ou injustiça da decisão. deve-se ter em mente. como feito in casu. Cabe à parte insatisfeita com o resultado do julgamento manejar a via processual adequada para externar sua irresignação. aponta que a condição de plantonista. negar-lhes provimento. sendo que não há falar em vícios em virtude do não acolhimento de alegações das partes.0013 Processo Nº ED-123400/2012-013-17-00. Portanto.17. ACÓRDÃO DE FLS. gozar da prerrogativa de apreciar os autos segundo seu discernimento. pois presentes os pressupostos de admissibilidade. FUNDAMENTAÇÃO 2.2012. Concernente às horas de sobreaviso. unidas às que permaneceu aquém (descritas no acórdão). da SDI-I. uma vez que. endossou a posicionamento esposado no acórdão. sob o fundamento de que o documento utilizado como prova emprestada foi reformulado pelo próprio perito e que o referido sequer foi juntado aos autos. entendendo por satisfatoriamente prequestionadas no julgado hostilizado.5. Procurador do Trabalho: Dr. requerendo ainda a manifestação expressa quanto à oportunidade que o laudo fora juntado aos autos. 346-347 . ser evidente que. não fazendo jus à quitação de horas extraordinárias. João Hilário Valentim. na decisão recorrida.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Vistos. O chamado "prequestionamento" não constrange o julgador a fundamentar nos exatos moldes pretendidos pela parte. conhecer dos Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . 2. bem como o detalhamento de ligações recebidas no seu telefone funcional foram negligenciadas para efeitos de concessão das verbas em comento.1997): Havendo tese explícita sobre a matéria. Tese Explícita.0 Embargante Advogado Embargado Advogado FUNDACAO VALE DO RIO DOCE DE SEGURIDADE SOCIAL VALIA Sandoval Zigoni Junior(OAB: 004715 ES) SHERLIS RODRIGUES DE FARIA Maíra Dancos Barbosa Ribeiro(OAB: 010800 ES) ACÓRDÃO . frise-se. Ademais. a relação de dias e horas que o reclamante permaneceu além da jornada normal de trabalho (elencadas nos embargos). também. MÉRITO 2.0013 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: FUNDACAO VALE DO RIO DOCE DE SEGURIDADE SOCIAL VALIA Embargado: O V. especificamente sobre o deferimento do índice de reajuste de 1993. no mérito.1 OMISSÃO E PREQUESTIONAMENTO. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). porquanto o magistrado. nos termos da OJ 118. do TST: Prequestionamento. reitera-se. Sustenta que.SHERLIS RODRIGUES DE FARIA Origem: 13ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . por unanimidade. a revisão do mérito da decisão é providência estranha aos propósitos dos embargos de declaração. acórdão.5.17. não teve a Corte por ocorridas as violações alegadas pela parte. aponta que o acórdão foi omisso aos argumentos que lhe garantiriam a concessão das horas extras e horas de sobreaviso não reconhecidas por este Tribunal.11. Nestes termos.TRT 17ª Região . os magistrados são amparados pelo princípio do livre convencimento motivado. RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos pela reclamada. Pois bem. 23 de Setembro de 2013 88 O ora embargante. apontando vícios no julgado e visando ao prequestionamento. ante os limites estreitos dos arts.TRT 17ª. por unanimidade. CONHECIMENTO Conheço dos embargos de declaração opostos. como o fez. REGIÃO . todas as razões recursais. da forma mais conveniente à parte". a qual. não sendo constrangido a confrontar em seu decisium. aduz que o nome do cargo.2012. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. Inteligência da Súmula Nº 297 (inserida em 20.0123400-96. 3. acórdão de fls. nego provimento. observo que o embargante lastreia argumentos tipicamente recursais que conduzem à reapreciação de conteúdo meritório. desnecessário contenha nela referência expressa do dispositivo legal para ter-se como prequestionado este. enquanto no plano de emergência individual. À luz do exposto. Com efeito. Não se vislumbra qualquer vício no julgado.1. para fins de prequestionamento. uma a uma. ou seja. corroboram à tese da irregularidade do horário. Vejamos. a remuneração auferida pelo obreiro e a comprovada flexibilização de seu horário de trabalho demonstram que o reclamante exercia cargo de gestão. 346-347. nego provimento. que prequestionar não é "sinônimo de dizer aquilo que se quer que diga. há violação aos artigos 398 do CPC e 5º.

ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA REDISCUSSÃO DE MATÉRIA COBERTA PELA COISA JULGADA. da Constituição da República Federativa do Brasil. Procurador do Trabalho: Dr. julgou improcedente o pedido da 1ª reclamada.2. 452-471 determinou a apuração das horas extras conforme a jornada informada na petição inicial. da Constituição da República. pois a decisão judicial já sedimentada pela coisa julgada é imutável e. A decisão agravada sob o entendimento de que o v. às fls. tanto no que pertine aos dias normais (fl. decisão de fls. Danielle de Castro Nogueira(OAB: 006462 ES) MARIA HELENA CARVALHO NIKOLIC Esmeraldo Augusto Lucchesi Ramacciotti(OAB: 00232B ES) UNIAO (CONTRIBUICOES PREVIDENCIARIAS/IRRF) Bento Adeodato Porto(OAB: 007486 ES) ACÓRDÃO . no dia 31/07/2013.0128100-75. considerando que o empregado não deve suportar deduções maiores do que aquelas que teria. seja pela prova testemunhal. atualização monetária e multas. No tocante às contribuições previdenciárias decorrentes de créditos reconhecidos em sentença. RELATÓRIO A executada interpõe agravo de petição em face da r.2. IMPOSSIBILIDADE .17. E.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.. do Código de Processo Civil e art. forçoso concluir que existe.seja pela ausência parcial dos cartões de ponto.2008. às fls. FATO GERADOR. Agravados: MARIA HELENA CARVALHO NIKOLIC UNIAO (CONTRIBUICOES PREVIDENCIARIAS/IRRF) Origem: 7ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . Os descontos relativos à Previdência Social deverão ser calculados mês a mês. Sem razão a agravante.08). Logo. na verdade. às fls. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). INCIDÊNCIA DE JUROS DE MORA E MULTA. art.2 DESCONTOS PREVIDENCIÁRIOS.TRT 17ª Região . Tribunal.5. obstáculo que qualquer juízo venha a exercer nova cognição. negar-lhes provimento. ora agravante. 637-642. publicada no Diário Oficial do TRT-17ª Região nº 1202. estes controles devem ser utilizados para o cálculo correto das horas extras. 23 de Setembro de 2013 89 embargos declaratórios e. 2. para todo o pacto de trabalho. da Lei 8. no mérito. 879.17.5 Agravante Advogado Agravado Advogado Plurima Réu Advogado FRONTIER DRILLING DO BRASIL LTDA. 7ª Vara do Trabalho de Vitória que julgou improcedentes os embargos à execução. Sustenta a agravante que quanto aos meses de junho de 2007 e agosto de 2008 os cálculos das horas extras foram majorados. Desse modo. não há qualquer comando no sentido de que devam ser considerados os cartões de ponto colacionados aos autos. ).2 MÉRITO 2. in verbis: .. buscando a reforma da r. Razões do agravo de petição. 634-635 do volume apenso da execução provisória proferida pela MM. apuradas nos dias normais ou nos dias de pico. indiscutível (artigos 5º. definitivamente.1 CONHECIMENTO Conheço do agravo de petição da executada porque presentes os pressupostos objetivos e subjetivos de admissibilidade. pois a decisão judicial já sedimentada pela coisa julgada é imutável e. não há falar em retificação dos cálculos quanto às horas extras. 879. ressalto. conforme sedimentado na Súmula n. . definitivamente.1 QUANTIDADE DE HORAS EXTRAS COM 50%. Esta é a hipótese dos autos. do Código de Processo Civil e art. Oportuno destacar que esse é o entendimento cristalizado pelo C.07). considerando que juntou aos autos os controles de frequência de junho/2007 a agosto/2008. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 CONTROLES DE PONTO. Se há coisa julgada material quanto à matéria objeto do agravo de petição. 468. Alega que foram deferidas horas extras com 50% de conformidade com os horários indicados na petição inicial tão somente quanto aos meses que não foram colacionados aos autos os controles de frequência. XXXVI.). nego provimento. relatados e discutidos os presentes autos de AGRAVO DE PETIÇÃO. nos termos do art. Pelo exposto. Observe-se que a coisa julgada é claríssima quanto às horas extras. portanto. 468. acórdão de fls. 20. de que fossem retificados os cálculos homologados quanto aos meses de junho de 2007 e agosto de 2008. 2163-2169.212/91. portanto. Nesse mesmo sentido é também o entendimento deste E. indiscutível (artigos 5º. sendo partes as acima citadas. se o pagamento fosse efetuado na ocasião oportuna sem necessidade de demanda judicial.0007 Processo Nº AP-128100/2008-007-17-00. Isso porque ao se afirmar que o fato gerador das contribuições previdenciárias seria o pagamento. João Hilário Valentim. pela manutenção da decisão. verbis: CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. Vistos. forçoso concluir que existe. Contraminuta apresentada pela União. Oportuno esclarecer que o fato gerador da contribuição previdenciária é a data da prestação do serviço. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº AP-128100-75.Se há coisa julgada material quanto à matéria objeto do agravo de petição. art. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. quanto no que pertine aos dias de pico (fl. Busca a retificação dos cálculos. 2031v. resta à evidência que quanto ao deferimento das horas extraordinárias a res iudicata determina o cálculo conforme os horários de labor informados pela reclamante na petição inicial. razão pela qual devem ser retificados. FUNDAMENTAÇÃO 2. obstáculo que qualquer juízo venha a exercer nova cognição. 2.5. Assim. deve o reclamante arcar somente com o pagamento da contribuição previdenciária em seus valores históricos. se pretende dizer que somente a partir do efetivo pagamento do crédito trabalhista ao empregado é que passam a ser exigíveis as contribuições previdenciárias. § 1º. da CLT. decisão quanto à quantidade de horas extras com 50% e quanto ao fato gerador de contribuição previdenciária/incidência de juros de mora e multa. tenho como válido os horários de labor que a reclamante informa na inicial.2008.0007 AGRAVO DE PETIÇÃO Agravante: FRONTIER DRILLING DO BRASIL LTDA.17. ficando a cargo da empresa o pagamento de juros. § 1º. TST no item III da Súmula nº 368. XXXVI. da CLT.

e extinguiu o processo. Alega que a prescrição bienal não se sustenta. pois os serviços que desempenha se ultimam ao fim de cada requisição que atende (Recurso a que se nega provimento) Vistos. pois a inteligência do inciso XXIX do art. Dessa forma. não se verifica o lapso temporal de 10 (dez) anos. está sujeito à prescrição bienal. E quanto ao argumento do Reclamante no sentido de que de que se aplicaria a prescrição decenal prevista na regra de transição de que cogita o art. FUNDAMENTAÇÃO 2.4 Recorrente Advogado Recorrido Advogado JOSE CARLOS DA SILVA(ESPOLIO DE) REP ROSA MARIA STOCO DA SILVA Flávia Aquino dos Santos(OAB: 008887 ES) MULTILIFT LOGISTICA LTDA Laura Maria de Souza Pessoa(OAB: 011153 ES) PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO . negar-lhe provimento. com resolução de mérito (CPC. devem ser deduzidos do empregado apenas os valores que seriam devidos mês a mês.1997. ou de 20 anos.5. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-129500-65.0129500-65.10. 23 de Setembro de 2013 90 A base de cálculo de tais contribuições leva em consideração a época própria em que as mesmas seriam devidas. do Código Civil) e o princípio do in dúbio pró-operário. ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. Afirma que. TRABALHADOR PORTUÁRIO AVULSO. conforme o art.º prevê o procedimento a ser adotado para o seu cálculo. no mérito. o acidente sofrido pelo autor ocorreu em 06/10/2006 e a presente reclamação trabalhista foi ajuizada em 04/11/2010. sendo partes as acima citadas. 705/712v). XXIX. dada pela Lei nº 11. De toda sorte.2010. Não tem razão. por maioria. art. 2028 do Código Civil. é clara ao dispor que os cálculos de liquidação deverão consignar. Conforme declarado na peça exordial (fl. CONHECIMENTO Presentes os pressupostos de admissibilidade. 2. na época da prestação de serviços.028 do Código Civil de 2002). pois os serviços que desempenha se ultimam ao fim de cada requisição que atende. nos moldes do art.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: PRESCRIÇÃO BIENAL. A Ordem de Serviço INSS/DAF/DSS n. Nego provimento. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. 7º. Sempre perfilhei o entendimento de que o portuário avulso que presta seus serviços sem vínculo de emprego. INDENIZAÇÃO POR DANO MATERIAL E MORAL Não se conforma o recorrente com a sentença que declarou a prescrição bienal nos termos da OJ 384. O art. 35 da Lei n. pede a aplicação do princípio da norma mais favorável (art.TRT 17ª Região . 701/703. que presta seus serviços sem vínculo de emprego. sendo certo que o acidente de trabalho ocorreu em 06/10/2006 e tendo a ação sido ajuizada em 04/11/2010.212/91 e devem ser aplicados desde a data da prestação dos serviços. tanto a multa quanto os juros são devidos. mês a mês. 205.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.2010. art.17.2. os valores das contribuições previdenciárias do segurado empregado e os valores de base de apuração da contribuição previdenciária a cargo da empresa.941/09. 3). Procurador do Trabalho: Dr. João Hilário Valentim. da lavra do Exma. nos termos do art. 269. pois. ACIDENTE TÍPICO DE TRABALHO. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). até porque – afirma – a OJ 384 foi cancelada. Logo. Por último.º).0004 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: JOSE CARLOS DA SILVA(ESPOLIO DE) REP ROSA MARIA STOCO DA SILVA Recorrido: Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 MULTILIFT LOGISTICA LTDA Origem: 4ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . “Considera o fato gerador das contribuições sociais a data da prestação do serviço”. no mérito. às fls. da CRFB. XXIX e XXXIV da CF/88. 879. não há como imputar ao reclamante o pagamento de multa. prevista no artigo 7º. além de não ser possível aplicá-la porque entre 2006 – data do acidente . que extinguiu o processo com julgamento de mérito. obviamente. sempre perfilhei o entendimento de que ao trabalhador avulso aplica-se a prescrição constitucional prevista no art. por unanimidade. A lei é claríssima ao estabelecer que a “atualização do crédito devido à Previdência Social obedecerá os critérios estabelecidos na legislação previdenciária” (CLT. a matéria já não comporta grandes discussões.1. 276 do Decreto nº 3. enquanto o § 4. às fls. quando já decorridos os dois anos. 43. Custas dispensadas (fl. §4.17. como a ação foi ajuizada após a EC 45. . 35 e notadamente no § 2º do art.048/99 estipula o prazo em que deve ser feito o recolhimento decorrente das verbas reconhecidas em Juízo. da CRFB. 205. Juíza Denise Marsico do Couto. Contrarrazões apresentadas. de 10. prevista no artigo 7º. CONCLUSÃO Conhecer do agravo de petição e. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. sentença de fls. como é o caso presente. tendo em vista o prazo decenal previsto no Enunciado nº 45 da 1ª Jornada de Direito Material e Processual na Justiça do Trabalho (prescrição de 10 anos. envolvendo. pois de acordo com a nova redação da Lei 8212/91 nos artigos 34. Vencido. correção monetária e juros de mora. IV). TRABALHADOR PORTUÁRIO AVULSO. Ao trabalhador portuário avulso. o prazo a ser aplicado é o quinquenal. 3. o Desembargador José Luiz Serafini. PRESCRIÇÃO BIENAL. negar-lhe provimento. 702v).º 8. aplica-se a prescrição bienal. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante. conhecer do agravo de petição e.a 2010. Aduz que.5. e não a da lei infraconstitucional.0004 Processo Nº RO-129500/2010-004-17-00. o contrato de trabalho com o OGMO somente veio a ser extinto com o falecimento do reclamante ocorrido em 25/03/2012. no tocante aos descontos previdenciários. 2.º 66. conheço do recurso. XXIX. em face da r. 715/728. 7º da CF/88 não autoriza que se aplique aos trabalhadores avulsos a regra da prescrição bienal. a situação pretérita originada em uma violação da lei. ACIDENTE TÍPICO DO TRABALHO.

0010 Processo Nº ED-136700/2012-010-17-00. no mérito.TRT 17ª.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. sob a fundamentação de que o mesmo não fora apreciado. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente).1. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim. Razão não lhe assiste. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. 115-117 . Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). negar-lhe provimento. por unanimidade.TRT 17ª Região . 23 de Setembro de 2013 91 Registro. Nego provimento.2012. Procurador do Trabalho: Dr. acórdão de fls. esta Corte entendeu que “a interposição do recurso ordinário adesivo.ORTENG SPE PROJETOS E MONTAGENS LTDA Origem: 14ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . em verdade a parte insurge-se quanto o resultado do julgamento. nego provimento. que o cancelamento da OJ 384. DA CONTRADIÇÃO O reclamante aponta contradição no v. sendo partes as acima citadas. de minha relatoria. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora Acórdão Processo Nº ED-135900-94.5. o qual também foi denegado seguimento.1997): Havendo tese explícita sobre a matéria. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-136700-37. Assim. negar-lhes provimento. pois inexistentes os vícios alegados. já que intempestivo. mesmo com a denegação de seguimento do primeiro. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. verifica-se que a reclamada buscou rediscutir matéria que já foi objeto de decisão do v.0014. sob a fundamentação de que este Regional não observou o procedente normativo 98 do TST. TST: Prequestionamento.17. às fls.2. FUNDAMENTAÇÃO 2. Sob a alegação de contradição.2012. da SBDI-1/TST (Resolução 186/2012). Inteligência da Súmula Nº 297 (inserida em 20. Nego provimento. não podendo ser instrumento para suprir a intempestividade de recurso anterior. Num breve histórico. 115-118. CONHECIMENTO Conheço dos embargos de declaração opostos. validamente ou não. Desse modo. pois presentes os pressupostos de admissibilidade. por unanimidade. sob o fundamentação de que o intuito da adesividade se presta tão somente àquele que não pretendia recorrer. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Insta frisar. apontando vícios no julgado.5. constitui ofensa ao principio da unirrecorribilidade. DO RECURSO ORDINÁRIO ADESIVO. João Hilário Valentim.0014 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: EDILSON ALVES DE OLIVEIRA Embargado: O V. acórdão quanto à multa pela retenção da CTPS. conforme despacho de fls. Da simples análise dos embargos. entende esta Corte que satisfatoriamente prequestionadas as matérias trazidas nos embargos. Em razão do juízo de admissibilidade negativo de seu recurso ordinário. por preclusão consumativa.17. formulado pela advogada do recorrente.2. por maioria.2008. quando a parte já havia interposto recurso ordinário anterior.5. quanto à prescrição bienal. 90.0014 Processo Nº ED-135900/2012-014-17-00. na sessão de 09/05/2013. Não satisfeito. havendo tese explícita quanto ao entendimento adotado.1. o reclamante interpôs agravo de instrumento na tentativa de destrancar o recurso ordinário adesivo. todavia. na decisão recorrida.0135900-94. acórdão quanto ao recurso adesivo do obreiro. Ademais.2012. Se a faculdade processual já foi exercida. 2. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. que já exposto no julgamento do RO 0136200-95. por fim.2. uma vez que os embargos de declaração anteriormente opostos não foram conhecidos e portanto. tem-se que o recurso ordinário do reclamante foi negado provimento.11. Entretanto. Insurge-se o reclamante alegando omissão no v. desnecessário contenha nela referência expressa do dispositivo legal para ter-se como prequestionado este.” Portanto. Tese Explícita. eventual erro de julgamento existente no julgado deve ser argüido pela via recursal própria. Pois bem. o reclamante.7 Embargante Advogado WAL MART BRASIL LTDA Maria Helena Villela Autuori(OAB: 102684 SP) Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . da 2ª Turma. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. conhecer dos embargos declaratórios e. conhecer do recurso e.6 Embargante Advogado Embargado Advogado EDILSON ALVES DE OLIVEIRA Ernandes Gomes Pinheiro(OAB: 004443 ES) ORTENG SPE PROJETOS E MONTAGENS LTDA Jason Soares de Albergaria Neto(OAB: 046631 MG) ACÓRDÃO . acórdão. RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos pelo reclamante em face do v. torna-se inadmissível a sua renovação. Não se vislumbra qualquer omissão no julgado. em nada modifica meu entendimento.2. no mérito. conforme OJ nº 118 da SDI-1 do C. 2. que a via recursal eleita não se presta ao fim almejado. DA OMISSÃO.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO opostos pela reclamada conhecidos e não providos. não interromperam o prazo para recurso.5. não há falar em omissão quanto a não apreciação do recurso ordinário adesivo do reclamante. 83-86. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais. ACÓRDÃO DE FLS. interpôs recurso ordinário adesivo.17. MÉRITO 2. REGIÃO . indeferir o pedido de adiamento do feito.17. Vencido. Vistos. pois os aclaratórios destinam-se ao saneamento dos vícios elencados no artigo 897-A da CLT.

sentença quanto à assistência judiciária gratuita e à responsabilidade subsidiária.2. MÉRITO . efetivamente. a embargante reputa o v. R$ 34. Conforme certidão de fls. ENTE PÚBLICO.0010 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: WAL MART BRASIL LTDA Embargado: O V. indiscutivelmente. contra a sentença de fls.TRT 17ª. por ente público que não tem dentre suas atividades a construção civil.17.TRT 17ª Região . o v. Insta esclarecer que este órgão julgador ao assim decidir considerou para fixação do valor da condenação exata relação com as verbas deferidas. comina-se a embargante multa de 1% (um por cento) sobre o valor da condenação. a par de lhes negar provimento. Por todo o exposto. Contrarrazões do segundo reclamado às fls.00 (trinta e quatro mil reais). pois não é caso de terceirização. o que é lamentável. deve ser aplicada a OJ 191. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-136800-14. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. mas de empreitada. 136-141. sob a alegação de que a r.5. negar-lhes provimento.2012. 147-148. oficiando pelo conhecimento e não provimento do recurso ordinário do reclamante. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante. pois presentes os pressupostos legais de admissibilidade. sentença não fixou o valor da condenação. 124-126. É o relatório. esta Corte se referia ao valor da causa arbitrado pelo Juízo “a quo”. diante do indubitável caráter protelatório dos embargos.CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário interposto pelo reclamante. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. apontando vícios no julgado. sendo o tomador de serviços. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. Vistos. qual seja. ao opor os presentes embargos de maneira infundada em relação às suas hipóteses de cabimento.5.TRT 17ª Região . apenas se reportou ao valor da causa.ME ACÓRDÃO .1.7 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Réu LUIZ GONZAGA BARBOSA DA SILVA Breno Fajardo Lima(OAB: 010888 ES) MUNICIPIO DE ITAPEMIRIM Zacarias Carrareto Filho(OAB: 011878 ES) GOL CONSTRUTORA INCORPORADORA LTDA . sendo partes as acima citadas. Ministério Público do Trabalho às fls. no prazo legal. 143v. Somente retarda a marcha processual.0136700-37.5.17. ACÓRDÃO DE FLS. RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos pela reclamada. FUNDAMENTAÇÃO 2. Diante do indubitável caráter protelatório dos embargos.1 OMISSÃO. dono de obra. sua intenção de procrastinar o feito. Diante do indubitável caráter protelatório dos embargos. a primeira reclamada não apresentou contrarrazões ao apelo do autor. A injustificada beligerância processual da embargante revela. Não se vislumbra qualquer omissão no julgado. acórdão de fls.2012.ME Origem: 2ª VARA DO TRABALHO DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM . Tratando-se de obra contratada. Conhecidos e não providos por ausência de vícios no julgado. Procurador do Trabalho: Dr.2012.0132 Processo Nº RO-136800/2012-132-17-00. no valor de R$ 680.1. João Hilário Valentim. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Trabalho da Décima Sétima Região. 277-280.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. sobre o qual serão calculadas as custas devidas. 2. em face do v. que julgou parcialmente procedentes os pedidos iniciais.0132 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: LUIZ GONZAGA BARBOSA DA SILVA Recorridos: MUNICIPIO DE ITAPEMIRIM GOL CONSTRUTORA INCORPORADORA LTDA .1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. acórdão. da SDI-I. eis que houve improcedência dos pedidos formulados pelo obreiro. sem a finalidade de lucro. foi omisso ao manter inalterado o referido valor. logo. pugnando o autor pela reforma da r. conhecer dos embargos declaratórios e. Conforme acima exposto.2. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). 128-133. Ante a reforma parcial da sentença. porque se utiliza da via processual escolhida tão somente com o intuito de retardar a entrega da prestação jurisdicional. no mérito. 23 de Setembro de 2013 92 Embargado Advogado RODRIGO SABADINI PRATES Gustavo Souza Fraga(OAB: 015339 ES) ACÓRDÃO . Razão não lhe assiste. a embargante não aponta qualquer vício apto a ensejar a utilização da via processual escolhida.00 (seiscentos e oitenta reais). CONHECIMENTO Conheço dos embargos de declaração opostos pela reclamada. por unanimidade. Vistos. Registra-se que. FUNDAMENTAÇÃO 2. Parecer do d. MÉRITO 2. acórdão omisso quanto ao valor da condenação e das custas.000.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DA RECLAMADA. cominar à embargante multa de 1% sobre o valor da condenação. do TST. VALOR DA CONDENAÇÃO. 277-280 . no percentual de 2%. comino à embargante multa de 1% sobre o valor da condenação. Razões recursais às fls.17.0136800-14. pois presentes os pressupostos de admissibilidade. sendo partes as acima citadas. REGIÃO . OBRA SEM FINALIDADE DE LUCRO.RODRIGO SABADINI PRATES Origem: 10ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . ao manter o valor da condenação.

ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA A sentença de origem julgou improcedente o pedido de assistência judiciária gratuita. Dessa forma.510/86. O reclamante recorre deste decisão. TST reza que “para a concessão da assistência judiciária. a declaração de pobreza.115/83 dispõe que se presume verdadeira.º 1. TST.17. A assistência judiciária gratuita aos que não têm recursos suficientes para demandar sem prejuízo do próprio sustento ou do de sua família constitui direito fundamental. A ressalva decorre do fato de que a construção civil se insere nas atividades desenvolvidas por essas empresas. de aplicação imediata.0149900-76. tendo em vista que o art. Deve.º). na localidade de Garrafão em Itapemirim/ES”.0151 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargantes: MARIA DA CONCEICAO MIRANDA PASCOAL JOSE FRANCISCO DOS SANTOS E OUTRO Embargados: O V.00 Diante da inexistência de previsão legal. 115-119).060/50)”. no sentido de que não há dispositivo legal que determine a responsabilização solidária ou subsidiária do dono da obra pelo inadimplemento das Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 verbas trabalhistas do empreiteiro em face de seus contratados. in verbis: DONO DA OBRA. com capacidade para 600 pessoas. sem fins de lucro. 1º da Lei n. dentre suas atividades. em suma. Assim. Sustenta. o patrocínio da causa por advogado particular. Face à análise do conjunto probatório. RESPONSABILIDADE.17. dar-lhe parcial provimento para conceder ao autor os benefícios da assistência judiciária gratuita. Contudo. Pelo exposto. 2. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-149900-76.5. ex vi da Constituição Federal (art. Portanto. não parece razoável aplicar o mesmo raciocínio para responsabilizar o Município. porque esta não se subsume às peculiaridades do caso. E não poderia ser diferente. 5.TRT 17ª.º 7.º 7. CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. não tem o condão de afastar essa garantia. por maioria. Thiago Pereira(OAB: 004955 ES) NORMA LUCIA DOS SANTOS GOMES MARIA DA CONCEICAO MIRANDA PASCOAL NORMA LUCIA DOS SANTOS GOMES PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO . há ainda que se considerar o disposto no art. não ocorrendo terceirização típica capaz de atrair a responsabilidade em tela. TST. dono de obra. que deve ser aplicado ao presente caso o entendimento consubstanciado na Súmula nº 331. até que se prove o contrário. 71. salvo sendo o dono da obra uma empresa construtora ou incorporadora. mas de empreitada.2. 10. Sem razão o recorrente. não pode a empresa incorporadora ou construtora usufruir da mão de obra do trabalhador. Vê-se que o objeto do contrato era a execução de “serviços de conclusão de obra de construção do ginásio poliesportivo.JOSE FRANCISCO DOS SANTOS E OUTRO MARIA DA CONCEICAO MIRANDA PASCOAL Origem: 1ª VARA DO TRABALHO DE GUARAPARI . nego provimento. ressalvados os casos em que o dono da obra seja empresa construtora ou incorporadora. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim. já que se trata de obra contratada por ente público que não tem. para se considerar configurada a sua situação econômica (art.º. No caso do ente público. inc. V. no mérito.TRT 17ª Região . assumir os riscos de sua atividade. O Município colacionou aos autos o contrato de prestação de serviço firmado com a primeira reclamada (fls. portanto.0151 Processo Nº ED-149900/2012-151-17-00. devendo.° 304 do C. sendo o segundo reclamado. entendo que deve ser aplicada ao caso a previsão contida na OJ nº 191 da SDI-1 do C. o contrato de empreitada entre o dono da obra e o empreiteiro não enseja responsabilidade solidária ou subsidiária nas obrigações trabalhistas contraídas pelo empreiteiro. 4º.2. ser declarada a sua responsabilização subsidiária. Cumpre destacar a ressalva contida na referida OJ 191. Inserida em 08.2012. na petição inicial.RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA A sentença de origem julgou improcedente o pedido de responsabilidade subsidiária do segundo reclamado.11. Se a insuficiência de recursos foi demonstrada. quanto à assistência judiciária gratuita.1. Vencida. É importante destacar que a Orientação Jurisprudencial n. § 1º. por entender que o Município de Itapemirim figurou na relação como “dono da obra”. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). que figura como dono da obra em contrato de empreitada. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. terceirizando parte de sua atividade. efetivamente. conhecer do recurso ordinário interposto pelo reclamante e. sob pena de violação do texto constitucional.2 Embargante Advogado Embargado Plurima Autor Advogado Plurima Autor Plurima Réu Plurima Réu MARIA DA CONCEICAO MIRANDA PASCOAL José Carlos Rosestolato Rezende(OAB: 006168 ES) JOSE FRANCISCO DOS SANTOS JOSE FRANCISCO DOS SANTOS Marcelo S. Ressalto que o reclamante não está assistido pelo Sindicato de sua Categoria. o caso não é de terceirização. as quais visam à obtenção de lucro. do C. mas declarou não ter condições de arcar com as despesas do processo. da Lei n. a Juíza Sônia das Dores Dionísio. a construção.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. dou provimento ao apelo para conceder ao autor os benefícios da assistência judiciária gratuita. O reclamante recorre desta decisão. auferir lucro e deixá-lo a mercê da própria sorte diante do inadimplemento do empreiteiro. basta a simples afirmação de hipossuficiência do declarante ou de seu advogado. Assiste-lhe razão.5. § 1º da Lei nº 8. LXXIV e § 1. 23 de Setembro de 2013 93 2. Com efeito. REGIÃO . sob o fundamento de que não estão presentes os requisitos legais pertinentes à espécie. não há falar na aplicação da Súmula nº 331 do C. TST. ACÓRDÃO DE FLS.2. 282/286-v . de forma a afastar a responsabilidade do Município. por si só. que deu nova redação à Lei n. portanto.ES Relatora: . sem prejuízo do próprio sustento e do de sua família à fl.2012. Alega que o ente público agiu com culpa in eligendo e in vigilando.666/93. por unanimidade.

acórdão que entendeu por manter a sentença. . Quanto ao prequestionamento a que se refere a Súmula 297 do TST. negar-lhes provimento. que não foi levado em consideração às alegações da embargante.CONHECIMENTO Conheço dos embargos da reclamada de fls. em razão do princípio da unirecorribilidade das decisões e da preclusão consumativa. 538.0181100-04. além de os Embargos denotarem mero inconformismo com o conteúdo meritório do julgado.5. do CPC. sendo partes as acima citadas. 477 da CLT. se os embargos confundem julgamento contrário ao seu interesse. ante a total ausência do vício alegado.17. João Hilário Valentim. Por fim. se verifica que os produtos de limpeza por ele manuseados são de uso doméstico e. e tendo em vista o manifesto caráter protelatório dos Embargos. Em verdade. afirma que o v. 3. por ter-lhe sido desfavorável a decisão. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: o Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). os embargos não demonstram existência concreta de omissão. negativa de prestação jurisdicional”. o que deve ser manejado na via recursal própria. Além disso. O que se exige é adoção de tese e não reprodução da lei. Diz. não se constata no julgado. parágrafo único. depreende-se que o que deseja realmente a embargante é revolver toda a argumentação apresentada em suas razões recursais. requer o prequestionamento do art. Logo. os vícios alegados. o que não significa obrigação de reproduzir textos legais. Portanto. complementada pela decisão de embargos de declaração de fls. 96 do Estatuto da Terra. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. 376. e aduz afronta ao art. de contradição ou de obscuridade e revelam mero inconformismo da parte com o conteúdo meritório do acórdão. 294/300. má apreciação da norma. da CF. por estarem presentes os pressupostos de admissibilidade. Procurador: Dr. contêm baixa concentração de substâncias químicas. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora Acórdão Processo Nº RO-181100-04.§8º da CLT. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO.17. acórdão de fls. Vistos.2012. já que o v. sendo partes as acima citadas. Deste modo. não merecem ser providos. 288/293.TRT 17ª Região .5. obscuridade ou contradição no julgamento. FUNDAMENTAÇÃO 2. contradição e obscuridade no julgado. porque diluídos. Não se reconhece direito do trabalhador ao adicional de insalubridade quando.OMISSÃO – OBSCURIDADE – CONTRADIÇÃO No corpo dos embargos. e também aponta omissão no que tange a matéria relativa à reconvenção. como demonstra inconformismo com a decisão proferida. na forma autorizada pelo art. para condenar a reclamada ao pagamento da multa prevista no art.8 Recorrente Advogado Recorrido Advogado CILTA FERREIRA MARCOS ANTONIO BITENCOURT DE OLIVEIRA(OAB: 019259 ES) INSTITUTO NACIONAL DE ADMINISTRAÇÃO PRISIONAL Sergio Carlos de Souza(OAB: 005462 ES) ACÓRDÃO .ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pela reclamante. Se os embargos não demonstram a existência de omissão. 23 de Setembro de 2013 94 JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. do CPC. ou outra hipótese Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 que refuja aos seus limites. ainda. não conhecer da petição de fls. nego-lhes provimento e imponho a Embargante multa de 1% sobre o valor da causa. 282/286-v. pois diz que houve julgamento contrário às provas produzidas nos autos. Da leitura das alegações apresentadas na peça de embargos de fls. 477. Aduz omissão em relação à preliminar de incompetência da Justiça do Trabalho. não merecem ser providos. Ademais. em face da sentença de fls. Sustenta que “o acórdão é tão obscuro que nem mesmo a questão levantada no recurso acerca da rescisão contratual foi analisada a contento. não sobejando dúvidas quanto ao entendimento das matérias nele aduzidas.2012. é nítida a intenção da parte de dilatar o prazo recursal.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. e condenar a Embargante a pagar a multa de 1% sobre o valor da causa. Não tem a mais pálida razão. 5º. que julgou procedentes em parte os pedidos iniciais. anoto que só tem pertinência e cabimento quando o julgado não haja adotado fundamento explícito sobre o tema ou sobre a questão submetida. havendo na visão da Embargante.CONCLUSÃO Acordam os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. Vistos. 282/286-v é de clareza solar e coerente em toda a sua fundamentação.1. acórdão e. bem como no tocante as horas extras. deve ser apresentada através do meio processual adequado para impugnar a decisão desta Corte Regional. RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos pela Reclamada em face do v.0151 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: CILTA FERREIRA Recorrido: INSTITUTO NACIONAL DE ADMINISTRAÇÃO PRISIONAL Origem: 1ª VARA DO TRABALHO DE GUARAPARI . alega a embargante que o julgado é omisso. e entende que houve falta de fundamentação no v. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.2. parágrafo único. na forma autorizada pelo art. 538. por unanimidade. portanto. 2. 294/300. das provas. 288/300. Assim. nem há comprovação de exposição a qualquer outro agente insalubre que enseje tal pagamento. 288/293. dela não conheço em razão do princípio da unirecorribilidade das decisões e da preclusão consumativa. acórdão é contraditório em relação à multa do art. acórdão de fls. 349-364.0151 Processo Nº RO-181100/2012-151-17-00. inciso LV. com base na prova pericial. Quanto à petição de fls. com o intuito de rediscutir questão amplamente apreciada no acórdão. alegando omissão. conhecer dos embargos da reclamada de fls. verifico que as alegações da embargante apenas impugnam o v.

produtos químicos de limpeza com finalidade de uso domiciliar” (fls. (fl. locomoção. 318). executava tarefas de limpeza dos sanitários dos setores onde exercia suas atividades” (fl. desenvolvendo as seguintes atividades: varrição.DIFERENÇAS DAS VERBAS RESCISÓRIAS. irrelevante as condições de saúde dos detentos ou as doenças às quais eram acometidos. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE INDEVIDO. MÉRITO 2. ou mesmo de varrição e limpeza de outros ambientes da reclamada onde laborava a autora não se enquadram em nenhuma das hipóteses previstas no referido anexo da norma regulamentadora ministerial. Este prevê como causa do pagamento de insalubridade. frise-se que a atividade desempenhada pela autora que. 320) Conforme apontado anteriormente. Assim. Neste sentido. Nego provimento. esclareceu o d. pêlos e dejeções de animais portadores de doenças infectocontagiosas (carbunculose. não previamente esterilizados. nem mesmo atuava na enfermaria. LIMPEZA E HIGIENIZAÇÃO DE SANITÁRIOS. INTEGRAÇÃO DAS HORAS EXTRAS A sentença de origem julgou improcedente o pedido de integração das horas extras no cálculo das verbas rescisórias. brucelose." Dessa forma. A reclamante recorre desta decisão. já que não se trata de contato permanente com: pacientes em isolamento por doenças infecto-contagiosas ou contato com lixo urbano. Pois bem. lixo urbano (coleta e industrialização). a reclamante não apresenta qualquer demonstrativo que aponte o quanto entende ser . vísceras. os produtos utilizados. pois durante o período em que a autora laborou em prol da ré não mantinha contato com os detentos.CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário interposto pela reclamante. manter limpo o ambiente de trabalho e executar outras tarefas afins e correlatas (fl. Ainda de acordo com a perícia. no tema. esgotos (galerias e tanques). utilizado para recebimento de novos detentos. Aloysio Corrêa da Veiga. informa o perito que a autora “executava tarefa de limpeza dos sanitários dos setores onde exercia suas atividades”. a reclamante laborou nos seguintes ambientes: Posto Delta.2. na acepção contida na referido norma. Recurso de Embargos conhecido e provido. SDI-I. R$622. ou seja.04. perito: “Dados apurados não indicam o setor de enfermaria como ambiente laboral da autora” (fl. A autora foi admitida pela reclamada em 05/01/2011. 320) A prova testemunhal nada aponta acerca das atividades exercidas pela reclamante e dos setores onde ela laborava. sem caracterização de contato com agente insalubre. Outrossim. Também concluiu o laudo pericial que não havia exposição permanente à agente biológico. Sendo assim. Ademais. RECURSO DE REVISTA. por entender que as atividades desenvolvidas pela reclamante poderiam submetê-la a agentes biológicos apenas de forma eventual. bem como recolhia e separava roupas de uso pessoal dos internos” (fl. integração das horas extras. 2.5555. 319) “Quando no exercício da função de Auxiliar de serviços gerais. honorários periciais e honorários advocatícios. julgou improcedente o pedido de adicional de insalubridade. na função de auxiliar de serviços gerais e pediu demissão em 10/04/2012. poderia ensejar o adicional de insalubridade. bem como. é a jurisprudência do Colendo TST. 320) “A RCTE. pois presentes os pressupostos legais de admissibilidade.ADICIONAL DE INSALUBRIDADE A sentença. no Setor de Inclusão.2. a obreira não tinha contato com detentos ou objetos de uso pessoal” (fl. 321). seria a de limpeza dos banheiros. contêm baixa concentração de substâncias químicas. 23 de Setembro de 2013 95 Razões recursais às fls. porque diluídos. 378-381v. Consta do laudo pericial que a reclamante “estaria exposta a agentes biológicos de forma eventual quando no exercício da tarefa de limpeza dos sanitários”. não se constata que as atividades desenvolvidas pela reclamante se enquadrem no disposto no Anexo 14 da NR-15 da Portaria nº 3.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. a princípio. revista e troca de celas. glândulas. verbis: "RECURSO DE EMBARGOS. lavagem de banheiros. ossos. PROVIMENTO. DJ-26/09/2008). recebimento de novos detentos.2. a reclamante exerceu a função de Auxiliar de Serviços Gerais. não se reconhece direito da trabalhadora ao adicional de insalubridade quando. É o relatório. tem-se que a atividade de limpeza de banheiro. Não obstante o pedido seja de diferenças. de acordo com o que restou apurado pela perícia. Posto de Triagem. Vejamos. bem como objetos de seu uso. A recorrente afirma que “restou comprovado nos autos que a reclamante efetuava a limpeza da enfermaria. carnes. eram “produtos químicos diluídos. Em resposta aos quesitos formulados pelas partes. couros. Min. utilizado para fins de monitoramento dos detentos. cuja nova redação incorporou o teor da Orientação Jurisprudencial nº 170. 366-373. revista e troca de celas. passar pano de chão. De outro norte.00. locomoção. pacificou entendimento no sentido de que a limpeza e a coleta de lixo de sanitários não podem ser enquadradas como atividades insalubres. Rel. os setores onde a reclamante Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 laborou eram utilizados para fins de monitoramento dos detentos. pugnando a autora pela reforma da r. Portanto. ante ao que restou apurado por intermédio do laudo pericial. transferência. vê-se que a reclamante não efetuava a limpeza da enfermaria e não tinha contato direto com os detentos ou com roupas e objetos de uso pessoal dos mesmos. por entender que a ré utilizou para o referido cálculo a mesma média remuneratória apontada pela reclamante. com base no laudo pericial. sangue.214/78 do Ministério do Trabalho. Com efeito.1. sentença quanto às seguintes matérias: adicional de insalubridade. A reclamante pugna pela reforma desta decisão.1. transferência. (TST-E-ED-RR-673432-89. não ocorria a limpeza de banheiros de celas ou enfermarias pela reclamante. como alega na inicial. capaz de ensejar o direito ao adicional de insalubridade. Esta C. qual seja. onde ocorria o recebimento de novos detentos. Portanto. executar tarefas de limpeza em geral. Corte Superior por meio da Orientação Jurisprudencial nº 4 da SDI-1. em grau máximo o seguinte: "trabalho ou operações em contato permanente com: pacientes em isolamento por doenças infecto-contagiosas. tuberculose). segundo consta da perícia. porque não se encontram entre as classificadas como lixo urbano no Anexo 14 da NR-15 da Portaria nº 3214/78 do Ministério do Trabalho. se verifica que os produtos de limpeza por ela manuseados são de uso doméstico e.2000. FUNDAMENTAÇÃO 2. 368) Contudo. Contrarrazões da reclamada às fls. Alega que suas as horas extras habitualmente prestadas e pagas não integraram sua remuneração para fins de cálculos das verbas rescisórias e requer a condenação da ré no pagamento das diferenças das verbas da rescisão. com base na prova pericial.5.

01/2005. formulado pela autora às fls. Assim. no valor total de R$1. dou provimento parcial. em face da decisão de fls. nos termos do artigo 1º do Provimento TRT 17. 177.00 complementares). conhecer do recurso ordinário interposto pela reclamante e. que não podem trabalhar sem receber a devida contraprestação. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº AP-184800-94. de modo que o deferimento da justiça gratuita não socorre o autor. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais. nesse aspecto. defiro a expedição do ofício requerido. no mérito. no presente caso. 791 e 839 da CLT. a sentença condenou o reclamante ao pagamento dos honorários periciais. Portanto. se a parte não preenche os requisitos exigidos na Lei 5. bem como. por entender que não restam preenchidos os requisitos da Lei nº 5. continuam em vigor os arts.º 1. 01/2005. 3º da Lei n. A reclamante recorre desta decisão.5. que indeferiu o requerimento de expedição de ofício ao INCRA – Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária. indicá-los ao Juízo da execução.0006 Processo Nº AP-184800/1996-006-17-00.00. nos termos da fundamentação supra.5. negar provimento ao apelo. No caso.1996. Logo. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). sendo partes as acima citadas.00 prévios e R$750. no presente caso. vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais.00). impossível o deferimento do pedido. por maioria. observando-se que o valor estipulado não ultrapassa o limite de R$ 800.” CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. que deu nova redação aos artigos 159. a ser paga pela parte sucumbente no objeto da perícia.ª SECOR 03/2007. que assim dispõe: “HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS Neste procedimento especializado.ª SECOR 03/2007.060/50). Por isso. nego provimento ao recurso do Reclamante. prevalece o entendimento consubstanciado no item I. Vistos. A parte interessada tem o dever de diligenciar para localizar os bens passíveis de expropriação. dar-lhe provimento parcial para determinar que o Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 pagamento dos honorários periciais complementares seja feito com recursos existentes no Orçamento da União.HONORÁRIOS PERICIAIS Embora concedida a gratuidade de justiça à reclamante. não se aplica o disposto no artigo 20 do CPC. uma vez que tal benefício somente abrange despesas e taxas judiciais devidas ao Estado (art.000. 160 e 161 do Prov. 2. Nego provimento. determino que o pagamento dos honorários periciais complementares seja feito com recursos existentes no Orçamento da União.17. A Primeira Turma decidiu. Em razão disso. quando houver sucumbência do beneficiário de justiça gratuita na pretensão relativa ao objeto da perícia. Vencido. destinados aos beneficiários de assistência judiciária. 2. Quanto aos honorários periciais prévios (R$250. relatados e discutidos os presentes autos de AGRAVO DE PETIÇÃO. Destaco ainda que o artigo 133 da Constituição Federal de 1988. considero que nem a assistência judiciária gratuita nem a gratuidade de justiça alcançam os honorários periciais. Desse modo. com a finalidade de que .00 (R$250.584/70.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.906/94 não revogou o jus postulandi partes. quanto aos honorários advocatícios.TRT 17ª Região . EXPEDIÇÃO DE OFÍCIO AO INCRA.3. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. eis que o Processo do Trabalho tem norma de regência própria. por unanimidade. da Súmula 219 do C.4. terceiros estranhos ao processo. passados mais de 16 (dezesseis) anos do início da presente execução e restando frustradas todas as tentativas de localização de bens dos executados. TST. autorizando o perito a receber a importância diretamente do Tribunal. nos termos do Provimento TRT 17. Procurador do Trabalho: José Hilário Valentim.584/70. Portanto. destinados aos beneficiários de assistência judiciária.0184800-94.HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS A sentença julgou improcedente o pedido de honorários advocatícios. Acrescente-se que a Justiça do Trabalho não conta com peritos próprios. RELATÓRIO Trata-se de agravo de petição interposto pela exequente. nos termos do voto da Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.2 Agravante Advogado Agravado EVANY SILVA DOS SANTOS Dalton Luiz Borges Lopes(OAB: 003267 ES) COLIMPRE CONSERVACAO LIMPEZA E PRESTACAO DE SERV LTDA ACÓRDÃO . autorizando o perito a receber a importância diretamente do Tribunal.17.2. que deu nova redação aos artigos 159. 23 de Setembro de 2013 96 devido a este título ou qual base de cálculo entende ser correta. por maioria.2. em face da hipossuficiência do reclamante. Somente em hipóteses excepcionais poderá o Magistrado determinar a expedição de ofícios a instituições públicas e privadas com o objetivo da busca de bens do executado. em razão da sucumbência.1996. Desse modo. a sentença de origem deve ser mantida para que a autora restitua ao réu o valor já pago. Contudo.0006 AGRAVO DE PETIÇÃO Agravante: EVANY SILVA DOS SANTOS Agravado: COLIMPRE CONSERVACAO LIMPEZA E PRESTACAO DE SERV LTDA Origem: 6ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . quando já houverem sido esgotados todos os meios de levantamento de bens de que dispõe a parte interessada. De toda sorte. não há como deferir o pagamento de diferenças das verbas rescisórias. Ao Juízo de execução cabe acolher certas providências requeridas pelo interessado apenas em situações extremas. 181. socorrendo-se de profissionais particulares. nos termos do artigo 1º do Provimento supracitado. o pagamento dos honorários de perito será efetuado com os recursos vinculados ao custeio da assistência judiciária aos necessitados.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA AGRAVO DE PETIÇÃO. entendo estar diante de uma situação extrema que justifique a atuação do Magistrado e das Varas do Trabalho na busca de satisfação do crédito do trabalhador e a conseqüente extinção da execução. 160 e 161 do Prov. bem como a Lei 8.

em sua obra "Direito Processual do Trabalho" (17. 181. por entender que cabe pessoalmente à reclamante obter as informações que pretende (fl. com a expedição do mandado de citação. b) suscetível de impugnação mediante recurso para o mesmo Tribunal. pois terminativa quanto a essa questão. admitindo-se a apreciação do merecimento das decisões interlocutórias somente em recursos da decisão definitiva. E entendo ser esse o Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 caso dos autos. Com razão. que a decisão objeto do agravo de petição possui natureza definitiva pois. alcançar o sucesso da execução.Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária para que informasse se os executados possuem imóveis rurais cadastrados no referido instituto. Afirma que o referido órgão não fornece informações a terceiros e alega que seu requerimento encontra-se amparado nos artigos 5º. A reclamante recorreu desta decisão.12. in verbis: Art. inconformada. § 1º. 893 c/c §2º do art. das decisões interlocutórias. por não obedecer à ordem legal. No caso em análise. será possível localizar o cartório onde suposto imóvel em nome dos sócios da ré esteja registrado.07. Minuta de agravo às fls. nos termos do art.1. as decisões interlocutórias não ensejam recurso imediato. INFOJUD E RENAJUD.1998 a 08. sendo dado provimento ao agravo de petição da autora para determinar o prosseguimento da execução. A exequente recorre desta decisão. com a remessa dos autos para Tribunal Regional distinto daquele a que se vincula o juízo excepcionado. o que foi indeferido pela origem e ora é objeto do presente agravo de petição. por conseguinte.” Destaque-se o disposto no art. dos despachos de mero expediente. formulado pela exequente às fls. Sendo assim. 799. Por outro lado..2009. 893. de outro norte. diversas providências foram tomadas pela exequente com a finalidade de ver seu crédito adimplido. ainda. isto é. O agravante alega. o qual restou infrutífero. a inércia do exequente implicaria em preclusão quanto a tal matéria. porém. a decisão hostilizada enseja o manejo de agravo de petição. conforme acórdão de fls. EXPEDIÇÃO DE OFÍCIO AO INCRA O Juízo a quo indeferiu o requerimento de expedição de ofício ao INCRA – Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária. 399). Aduz que. 30. 149). a qual foi indeferida.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. DJ 14. incluindo a diligência requerida às fl. De fato. pelo destrancamento do agravo de petição. forçoso concluir que a decisão causa gravame autônomo ao exequente. o agravante alega não possuir condições de arcar com tal diligência. inclusive daquelas proferidas em sede de execução.CONHECIMENTO A questão do conhecimento do agravo de petição restou superada pela decisão proferida no agravo de instrumento. 214 do TST). a Súmula 214 do TST: SUM-214 DECISÃO INTERLOCUTÓRIA. p. caso haja resposta positiva.. causará gravame autônomo à parte. caso mantida. da que recusa a nomeação de bens à penhora.1.2005: Na Justiça do Trabalho.] §1º . Atlas. Nesse sentido preleciona o jurista Sérgio Pinto Martins. não sendo cabível contra decisão meramente interlocutória ou meros despachos (fl. XXXIII e XXXIV da CRFB. FUNDAMENTAÇÃO 2. Prosseguindo-se com a execução. 191). . poderá localizar imóveis dos executados e. efetuando-se. pugnando a reclamante pela reforma desta decisão. c) que acolhe exceção de incompetência territorial. em face dos sócios da reclamada. §1º da CLT. É o relatório. IRRECORRIBILIDADE (nova redação) .ª ed. da CLT. interpôs agravo de petição sustentando que o INCRA não repassa informações a terceiros. Observa-se que a presente execução teve início em 21.177. RECORRIBILIDADE “O Juízo a quo negou seguimento ao agravo de petição do exequente sob o fundamento de que só é cabível a interposição do referido recurso contra decisões terminativas e definitivas. 399 do CPC e 735 da CLT. que não tem condições de arcar com as despesas da execução.. A exequente. é vigente no processo do trabalho o princípio da irrecorribilidade imediata das decisões interlocutórias. sendo adequada a interposição de agravo de petição.10. O exequente recorre desta decisão. portanto.184-188. assim. Portanto. a penhora. § 2º. Não se admitirá agravo de petição. em desfavor dos sócios da ré. Pugna. consoante o disposto no art. 23 de Setembro de 2013 97 este órgão informe a existência de imóveis rurais em nome dos sócios da executada.1997. por pedido da autora. não obstante a natureza meramente declaratória das informações eventualmente fornecidas pelo INCRA. voltandose a execução. Ed. haja vista que não será possível revertê-la em momento posterior. os autos permaneceram arquivados. entendo ser cabível a interposição de agravo de petição em face de decisões interlocutórias que causem gravame autônomo à parte. que somente serão recorríveis quando da apreciação do merecimento das decisões definitivas (§1º do art. em suma. bem como. na decisão de fls. sem êxito até o momento. Tal providência não foi determinada pelo Juízo de origem que.Os incidentes do processo serão resolvidos pelo próprio Juízo ou Tribunal. 169-171. o julgador a quo indeferiu o requerimento de expedição de ofício ao INCRA . assim. De outro modo. in verbis: AGRAVO DE PETIÇÃO. Após o desarquivamento. com a finalidade de que este órgão informe a existência de imóveis rurais em nome dos sócios da executada.Res. Dou provimento ao agravo de instrumento para destrancar o agravo de petição. 15 e 16. MÉRITO 2. da CLT. sendo do Juízo o dever de impulsionar a execução. a meu ver. que acarretem ônus cuja correção não possa ser efetuada em momento posterior.” Sendo assim e estando presentes os demais pressupostos legais de admissibilidade. DECISÃO INTERLOCUTÓRIA QUE CAUSA GRAVAME AUTÔNOMO. 893.2. ainda. Vejamos. determinou a expedição de certidão de dívida trabalhista e o arquivamento do feito (fls. salvo nas hipóteses de decisão: a) de Tribunal Regional do Trabalho contrária à Súmula ou Orientação Jurisprudencial do Tribunal Superior do Trabalho. Juízo a quo. do despacho que determinou ou não a perícia contábil. 893 . segundo o qual: “Não caberá agravo de petição contra decisões interlocutórias na execução.03. 181). inclusive. penhora e avaliação de fl. conheço do agravo de petição interposto pela exequente. a autora requereu a expedição de ofício ao INCRA. No período de 16. A partir desta data. Sustenta. Além disso. E. sendo necessária a expedição do ofício pelo I. 799 da CLT e En. 177. a exequente solicitou a atualização do seu crédito e a utilização dos convênios BACENJUD. alegando que. da decisão que entende não ser o caso da produção de determinada prova na execução.Das decisões são cabíveis os seguintes recursos: [. Não há contraminuta. 127/2005. sendo positiva a resposta do Instituto.

sentença de fls.1 CONHECIMENTO 2. 23 de Setembro de 2013 98 Pois bem. julga-os PROCEDENTES EM PARTE. Dou provimento. na verdade. na forma da fundamentação que passa a integrar este decisum”. Razões recursais às fls. Vistos. então. dar-lhe provimento para determinar a expedição de ofício ao INCRA . no presente caso. Procurador do Trabalho: Dr. Ressalta-se que a parte interessada tem o dever de diligenciar para localizar os bens passíveis de expropriação. Sob essa ótica. na verdade. Contraminuta às fls. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). Intimados desta decisão. A decisão de fls.5. 629 julgou parcialmente procedente os embargos de declaração e determinou a atualização dos registros processuais incluindo como autores as pessoas indicadas e ao final a expressão “Sucessor de Carlos Gonçalves da Silva”. bem como indicá-los ao Juízo da execução. no mérito.17.5.2009.Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária. os autores apresentaram os segundos embargos de declaração alegando haver obscuridade na decisão de fls. renova os pedidos formulados na inicial. bem assim para esclarecer o termo ‘unanimidade’ inserto na parte dispositiva da sentença integrativa embargada”.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. a Vara a quo deve providenciar a obtenção das informações solicitadas. 645/682 alegando erro material no julgamento e no conhecimento dos embargos de declaração. Os autores.0191 Processo Nº RO-288500/2009-191-17-00.1. 622/623 que julgou improcedentes os pedidos iniciais.0191 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: VANUZIA PEREIRA DA SILVA E OUTROS Recorrido: FIBRIA CELULOSE S/A Origem: VARA DO TRABALHO DE SÃO MATEUS . RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pela parte autora em face da r. para que este órgão informe a existência ou não de bens imóveis cadastrados em nome dos executados. Em que pese a parte ter intitulado sua peça de “embargos de declaração” o seu teor era. Aduziram os autores que a publicação novamente Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 .TRT 17ª Região . Jacyellen Pereira da Silva e Carlos Eduardo Pereira da Silva. vencida a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Parecer do d. conhece os presentes embargos e. a peça só porque denominada pela parte de “embargos de declaração” não têm o condão de interromper o prazo recursal. por maioria. desta vez apontando equívoco na publicação e não vício no julgado. na busca desses bens. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. João Hilário Valentim.0288500-59.2009.Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária. para que este órgão informe a existência ou não de bens imóveis cadastrados em nome dos executados.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA RECURSO ORDINÁRIO. Nesse contexto. 622/623 que julgou improcedentes os pedidos iniciais. no mérito. entendo estar diante de uma situação extrema que justifique a atuação do Magistrado e das Varas do Trabalho na busca de satisfação do crédito do trabalhador e a conseqüente extinção da execução. CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. sendo partes as acima citadas. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-288500-59. INTEMPESTIVIDADE. Somente em hipóteses excepcionais poderá o Magistrado determinar a expedição de ofícios a instituições públicas e privadas com o objetivo da busca de bens do executado. por unanimidade. apresentaram os terceiros embargos de declaração. a ação tem no pólo ativo as pessoas: Vanuzia Pereira da Silva. expedindo ofício ao INCRA .5 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Autor Plurima Autor VANUZIA PEREIRA DA SILVA João Paulo Cardoso Cordeiro(OAB: 013853 ES) FIBRIA CELULOSE S/A André Luiz Pacheco Carreira(OAB: 003679 ES) JACYELLEN PEREIRA DA SILVA CARLOS EDUARDO PEREIRA DA SILVA ACÓRDÃO . Ao Juízo de execução cabe. quando já houverem sido esgotados todos os meios de levantamento de bens de que dispõe a parte interessada. Intimados da sentença de fls. com vistas a viabilizar a execução. no mérito. 629 que em sua parte dispositiva fez constar “Pelo exposto. passados mais de 16 (dezesseis) anos do início da presente execução e restando frustradas todas as tentativas de localização de bens dos executados.626/628 aduzindo que no relatório da sentença consta que a ação foi proposta por “Espólio de Carlos Gonçalves da Silva” no entanto. portanto. sócios da reclamada. O Juízo a quo às fls. de mero requerimento de retificação de autuação e não apontava qualquer vício no julgado.1 PRELIMINAR DE INTEMPESTIVIDADE DO RECURSO – ARGUIDA PELA RECLAMADA EM CONTRARRAZÕES A reclamada alega que o recuso ordinário apresentado pelos autores é intempestivo uma vez que a decisão de fls. extirpando da conclusão da decisão o termo “unanimidade”. Ministério Público do Trabalho oficiando pelo conhecimento do recurso e manifestando-se pela inexistência de nulidade da sentença afastando a hipótese do artigo 793 da CLT. por unanimidade. Assim. 687/698 alegando a preliminar de intempestividade do apelo. FUNDAMENTAÇÃO 2. sócios da reclamada. os autores apresentaram os primeiros embargos de declaração de fls. conhecer do agravo de petição e. Pedem seja esclarecido “quais Juízes e de que forma participaram do julgamento dos Embargos. 634 deu provimento aos embargos de declaração para sanar erro material. nulidade da sentença por falta de intimação do MPT. cerceamento do direito de defesa e. acolher certas providências requeridas pelo interessado apenas em situações extremas. 641 não conheceu dos embargos de declaração apresentados pela parte e. o prazo para interposição do recurso ordinário não restou interrompido. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. a Vara do Trabalho de São Mateus – ES. Vejamos.17.

pelo tomador de serviços. embora contratados pela primeira ré. A segunda ré. na inicial. às fls.0003 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: RONILSON BRASIL AUGUSTO E OUTROS Recorridos: UNIAO A4 SERVICOS LTDA . apesar da intimação ter sido publicada constando o nome de Espolio de Carlos Gonçalves da Silva (autor original da demanda que faleceu no curso da ação) o ato atingiu a finalidade que era cientificar a parte autora da decisão de embargos de declaração. I da CLT é claro ao determinar o prazo de 8 dias para a interposição do recurso ordinário. pelo provimento do recurso. inclusive. Note-se que na decisão de embargos de declaração não há qualquer erro em relação ao pólo ativo da demanda que pudesse ser sanado por meio de novos embargos. Além disso. 629 já havia sanado o erro material existente na sentença e concluiu pela perda do objeto dos embargos opostos. da lavra do eminente Juiz Alvino Marchiori Junior. 274/282. MÉRITO 2. Procurador do Trabalho: José Hilário Valentim. oficiando pelo conhecimento do recurso e.2. do C. que julgou parcialmente procedentes o pedidos da inicial. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. INEXISTÊNCIA. pela condenação subsidiária da União.0003 Processo Nº RO-29500/2012-003-17-00. agiu de forma diligente. A comprovação da fiscalização. V. sentença de fls.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA.TRT 17ª Região . 895. pugnando pela reforma da r. Razões recursais dos autores. em relação às obrigações contratuais e legais da contratada. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto por RONILSON BRASIL AUGUSTO E OUTROS. ao argumento de que. arguida pela reclamada em contrarrazões. Ora. requerendo que seja negado provimento ao apelo obreiro. prolatada pela MM. no tocante à responsabilidade subsidiária da 2ª reclamada. Este vício já havia sido sanada em decisão de embargos declaratórios anterior. às fls. CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. 3.17. TST. Contrarrazões apresentadas pela segunda reclamada. acolher a preliminar de intempestividade do recurso ordinário. FISCALIZAÇÃO DO CUMPRIMENTO DO CONTRATO. TST. Parecer do Ministério Público do Trabalho. Nesse contexto. 286/288. 23 de Setembro de 2013 99 Maria Claudia Barros Pereira(OAB: 012854 ES) DARILTO RIBEIRO LAIOLA Maria Claudia Barros Pereira(OAB: 012854 ES) JOSE AUGUSTO SURLO PEGORETTI Maria Claudia Barros Pereira(OAB: 012854 ES) A4 SERVICOS LTDA .ME saiu em nome de “Espólio de Carlos Gonçalves da Silva” o que revela que a determinação anterior do Juízo não foi observado pela Secretaria. multa e suspensão do direito de contratar com a Administração Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . e não conhecer do apelo dos autores. Até porque a publicação foi feita em nome do advogado que representa a parte. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente).2 Recorrente Advogado Recorrido Plurima Autor RONILSON BRASIL AUGUSTO Maria Claudia Barros Pereira(OAB: 012854 ES) UNIAO ANDERSON RODRIGUES DA SILVA ACÓRDÃO . no mérito. aplicando. a peça só porque denominada pela parte de “embargos de declaração” não têm o condão de interromper o prazo recursal. não se tratava pois de nulidade de ato já que atingida a finalidade e ausente o prejuízo.5. do cumprimento do contrato de prestação de serviços. o requerimento de retificação da publicação (ou retificação da autuação e cadastro processual) deveria ter sido apresentado por simples petição e não por meio de embargos de declaração já que não aponta um vício no julgado. afasta a responsabilidade subsidiária da Administração Pública. 3ª Vara do Trabalho de Vitória-ES.ME Origem: 3ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . tais como advertência. Acolho a preliminar de intempestividade do recurso ordinário argüida pela reclamada em contrarrazões e deixo de conhecer do apelo dos autores. em defesa. Ora. FUNDAMENTAÇÃO CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário interposto pelos reclamantes. que por sua própria natureza é peremptório. pois tempestivas e regulares. 260/269. Pugnam os autores. conforme entendimento da nova redação da Súmula 331.17. de mero requerimento. Considero as contrarrazões apresentadas pela segunda ré. sentença.5. por unanimidade.1. na verdade. ENTE PÚBLICO. do C. às fls. em face da r. no decorrer da vigência do contrato com a 1ª reclamada. Caso contrário. porquanto presentes os pressupostos legais de admissibilidade recursal. sendo que mero pedido retificação da autuação dirigida não tem o condão de ressuscitar o prazo recursal. sendo partes as acima citadas. desempenharam suas atividades em prol da segunda reclamada (tomadora dos serviços). RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. nos termos da Súmula 331. asseverou que.2012. O Juízo de Origem não conheceu destes embargos de declaração sob o fundamento de que a decisão de fls.0029500-89. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Advogado Plurima Autor Advogado Plurima Autor Advogado Plurima Réu SECRETARIA DA 2ª TURMA Acórdão Acórdão Processo Nº RO-29500-89. diversas penalidades à empresa.2012. o art. o “embargante” teria em mãos uma arma poderosa para procrastinar o feito ao seu bel-prazer. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Vistos. Em que pese a parte ter intitulado sua peça de “embargos de declaração” o seu teor era. É o relatório. 232/237.

a primeira reclamada não vinha cumprindo com as obrigações trabalhistas. houve a rescisão unilateral do contrato. ressaltou o seguinte: "a mera inadimplência do contratado não poderia transferir à Administração Pública a responsabilidade pelo pagamento dos encargos. TST. TST alterou a redação da Súmula 331 do C.º 16. para garantir o efetivo cumprimento da avença. §6º.Em 26/09/2011.Em 25/03/2011. dentre outros. demonstrada a ausência de culpa do Ente Público. mas reconheceu-se que isso não significaria que eventual omissão da Administração Pública.666/93. verifico que. ao contrário do alegado pelos recorrentes. o C. com a inserção do item V. para. a segunda reclamada comprovou que houve fiscalização contínua do contrato de prestação de serviços. o que ocorreu posteriormente (fls.06. houve notificação para que a empresa apresentasse os comprovantes de pagamento de salários. É cediço que a contratação promovida pela Administração Pública deve seguir as regras do processo licitatório. durante todo prazo contratual. em razão da ausência de garantia contratual.2011. julgou improcedente o pedido de responsabilização subsidiária da União.Por fim. trabalhistas.00-9. Esse é o entendimento extraído dos arestos abaixo transcritos.Os entes integrantes da Administração Pública direta e indireta respondem subsidiariamente. que a ADC nº 16 tem efeito vinculante e erga omnes. fiscais e comerciais da contratada. houve nova notificação para que a empresa apresentasse a comprovação de pagamento das obrigações trabalhistas. houve notificação para apresentação de comprovantes da concessão de aumento de salário aos trabalhadores. a teor do disposto no item IV da súmula 331 do C.028. conforme se infere das diversas notificações encaminhadas à contratada. copeiras e telefonistas (fls. Vejamos. em 2011.Em 15/07/2011. foi firmado contrato de prestação de serviços com a primeira reclamada (A4 Serviços Ltda-ME). somente. verbis: TERCEIRIZAÇÃO – ENTE PÚBLICO – RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA – SÚMULA Nº 331 DO TST – Conforme entendimento consagrado pela mais alta Corte trabalhista na Súmula nº 331 do TST. O Juízo de origem. declarou a constitucionalidade do artigo 71 da Lei 8. como visto. apesar da União ter adotado providências no curso do contrato. execução de Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 serviços de apoio administrativo. 71 da Lei 8. Ressaltou que reteve R$ 169. folhas de pontos. no importe de R$ 169. o Supremo Tribunal Federal. Registre-se. recepcionistas. é forçoso concluir pela aplicabilidade do art. mesmo em sua nova redação.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. para apresentação de defesa no prazo legal. previstas na Lei 8. A segunda ré. fiscalizou o cumprimento das obrigações contratuais pela primeira ré. sob pena de não pagamento das notas fiscais de serviços (fl. a segunda ré utilizou de todas as sanções previstas na legislação (advertência. . Dessa decisão. 211). na obrigação de fiscalizar as obrigações do contratado. Sustentou. notificou-se a contratada de que.666/93. 223/229). dentre as quais destaco as seguintes: . em 31/10/2011.666/93 e. 215). que houve bloqueio de créditos da primeira ré junto à segunda ré. a legalidade do contrato ajustado não impede que se reconheça a responsabilidade subsidiária do segundo reclamado. 37. 221/222). 23 de Setembro de 2013 100 Pública." Para acompanhar o entendimento do Excelso Pretório. Nesse sentido. (fl. Na hipótese vertente. suspensão do direito de contratar com a Administração). . comprovou efetivamente que. também. por fim. de 21. depósito no FGTS e pagamento de férias de um funcionário. inclusive. TST. Em outras palavras. por força de liminar proferida nos autos da ação cautelar ajuizada pelo Sindicato autor.46 (cento e sessenta e nove mil e vinte e oito reais e quarenta e seis centavos) de créditos contratuais da 1ª reclamada para resguardar os direitos dos empregados terceirizados. E nem se argumente que o fato da segunda ré ter rescindido o contrato somente em 2011 seria suficiente para caracterizar a desídia da contratante. 201). razão pela qual.17. a . a se eximir de sua responsabilidade pela má contratação de empresa que não cumpre suas obrigações trabalhistas. de repasse do PIS dos empregados. 231/260). verbis: V .1993.Em 02/03/2011. TST. inclusive em matérias que abrangiam os ilícitos noticiados na petição inicial. Portanto. nas funções de motorista. da CRFB. aplicou-se advertência e multa de 10% do valor anual do contrato (fls. houve aplicação de multa de 5% (cinco por cento) à contratada. por seu turno. por ausência de fornecimento de uniforme aos colaboradores (fl. inclusive deste E. em decorrência do descumprimento de diversas obrigações contratuais por parte da 1ª reclamada (fls. assim como o pagamento dos valores retroativos à Janeiro/2011 (fl. V. não há como negar que a segunda reclamada cumpriu seu dever de fiscalizar o cumprimento das obrigações trabalhistas devidas pela contratada. 216) . em recente julgamento. por seu turno. especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora. nos termos da Súmula 331. do C. A aludida responsabilidade não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa regularmente contratada. ao mesmo tempo.Em 17/05/2011.46 (cento e sessenta e nove mil vinte e oito reais e quarenta e seis centavos).Em 06/07/2011. no prazo de 12 meses. o que afasta a sua responsabilidade subsidiária. sobretudo quanto à fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais da contratada. alegando que desde o início do contrato de prestação de serviços. em decorrência dos diversos descumprimentos contratuais. não viesse a gerar essa responsabilidade. a fim de garantir eventuais execuções a serem movidas pelos empregados. antes de adotar a medida máxima. vale-alimentação. rescindindo o contrato unilateralmente. tombada sob o nº 1362. na medida em que. sendo certo que. sob pena de aplicação da penalidade de suspensão de contratação com a administração pública. porque contratou segundo as normas relativas à licitação. diante do descumprimento contratual da contratada. em 01/05/2010. . segundo o qual a responsabilidade subsidiária da Administração Pública é permitida quando evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações previstas na Lei 8.º 8. nas mesmas condições do item IV. . insurgem-se os reclamantes. decorrente da culpa in eligendo e mesmo in vigilando.014.028. os salários do mês de junho/2011. Tribunal. sendo incabível a responsabilização do ente público ao pagamento dos encargos trabalhistas. Sendo assim. que foi a resilição unilateral do contrato. multa. houve rescisão unilateral pela segunda reclamada.666.666/1993 e art. incorreu em culpa in vigilando e in eligendo. por entender que o Ente Público comprovou a efetiva fiscalização do contrato de prestação de serviços firmado com a primeira reclamada. Todavia. a Administração Pública não está autorizada. em especial. 208/216). . caso evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei n. logo. o atraso no pagamento dos funcionários. em especial. nos autos da Ação Direta de Constitucionalidade n.

sendo partes as acima citadas. por meio de farta documentação. nos moldes da Lei 12. requerendo seja negado provimento do Apelo autoral.0004 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: CILDES LELES CONCEICAO E OUTROS Recorrido: FANTON SERVICOS LTDA Origem: 4ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA .666/93 permite impor ao ente público a responsabilidade subsidiária pelo descumprimento dos encargos trabalhistas das empresas que contrata. 146/148. sentença de fls.5.17. contudo.07.5. seja a reclamada condenada ao pagamento da multa do art. 4ª Vara do Trabalho de Vitória/ES. à multa do artigo 477. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. no mérito. Marcello Maciel Mancilha – DJe 11. (TRT 17ª R.12.0007 – Rel. CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 2ª Turma do Egrégio Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. por ausência de impugnação aos fundamentos da sentença. TST. a diligência do tomador no acompanhamento da regularidade das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora. negarlhe provimento.0050900-25. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 .ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA AVISO PRÉVIO.0018 – 6ª C.5. tão somente. Suspeição do Desembargador Lino Faria Petelinkar. publicado no DEJT de 08 de Agosto de 2012. deve ser considerada dona da obra e não responde subsidiariamente por dívidas trabalhistas da empresa contratada para a edificação de prédio do laboratório de anatomia pertencente à entidade superior pública de ensino. da lavra da eminente Juíza Valéria Lemos Fernandes Assad. não houve remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho para emissão de parecer. não pode ser confundida com empresa construtora ou incorporadora. Vistos. conhecer do recurso ordinário interposto pelos reclamantes e. pretendendo a reforma do julgado. insurgem-se os reclamantes.2013. Desembargadora Claudia Cardoso de Souza e Desembargador José Luiz Serafini. 23 de Setembro de 2013 101 ARTUR LUNIS DA SILVA ANTIDIO ALVES DE SOUZA JOSE AVELINO DOS SANTOS ODEIR BRAZ CATIA DE ALMEIDA BORGES NAZIR DA COSTA SILVA IZABEL DOS SANTOS interpretação sistemática da Lei nº 8. que julgou improcedentes os pedidos formulados na inicial. 477.08. fiscais e previdenciárias pela contratada. – RO 113000-42.17. Inteligência do inciso V da Súmula nº 331 do C. NÃO CONHEÇO do apelo. da CLT.2011. TST.17.0004 Processo Nº RO-50900/2013-004-17-00. Ainda que assim não fosse. em sentença. da CLT. na esteira do item "V" da aludida disposição sumular. verbis: “Além de inexistir irregularidade ou ilegalidade no procedimento adotado pela reclamada. É o relatório. Des. Razões recursais. Em atendimento ao Provimento Consolidado da CGJT. (TRT 17ª R. 159/164. se comprovar a efetiva fiscalização da avença.2012) RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA – PESSOA JURÍDICA DE DIREITO PÚBLICO – DONO DA OBRA – FISCALIZAÇÃO QUANTO AO CUMPRIMENTO DAS OBRIGAÇÕES TRABALHISTAS DA CONTRATADA – INEXISTÊNCIA – A instituição pública de ensino. LEI 12. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19/09/13: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente).506/11. 07). Assim. Contrarrazões apresentadas pela reclamada.2013. Dela será excetuado. FUNDAMENTAÇÃO 2.2010. Improcedente o pleito inserto na alínea “c” (f. no tocante à multa do art. RELATÓRIO Trata-se de recursos ordinários interpostos pelos autores. 72) Por todo o exposto.1. (TRT 12ª R.07. TST – Não há responsabilidade subsidiária do ente público tomador de serviços quando comprovado nos autos que houve fiscalização por parte da contratante quanto ao cumprimento das obrigações trabalhistas pela contratada. Com efeito. não há responsabilidade subsidiária do ente público tomador de serviços quando comprovado nos autos que houve fiscalização por parte da contratante quanto ao cumprimento das obrigações trabalhistas. por unanimidade. Não há se falar em nulidade do aviso prévio proporcional concedido. no tocante ao aviso prévio. o Juízo de origem julgou improcedente a pretensão autoral relativa à aplicação da multa prevista no art.17. da CLT e aos honorários advocatícios. Marcello Maciel Mancilha – DJe 30.506/2011. 417) RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA – EMPRESA PÚBLICA – INEXISTÊNCIA – NOVA REDAÇÃO DA SÚMULA Nº 331 DO C. da CLT. constatada. Des.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.2012 – p.TRT 17ª Região . sendo que o eventual reconhecimento. 150/154. VANTAGEM EXCLUSIVA DO TRABALHADOR DISPENSADO. não sendo correto o entendimento de que a empregadora deve indenizar o período que ultrapassar os 30 dias. – RO 45800-51. CONHECIMENTO Conheço parcialmente do recurso ordinário interposto pelos reclamantes. as parcelas rescisórias constantes dos TRCT´s acostados aos autos foram quitadas dentro do prazo legal. – Relª Ligia Maria Teixeira Gouvêa – DJe 09. Inteligência da nova redação do inciso V da Súmula nº 331 do C.0191 – Rel. às fls. PROPORCIONALIDADE. às fls.8 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor CILDES LELES CONCEICAO ODILIO GONCALVES DIAS NETO(OAB: 019519 ES) FANTON SERVICOS LTDA Luiz Otavio Rodrigues Coelho(OAB: 003242 ES) LUIZ CARLOS SOUZA MARIA RODRIGUES SOUZA OSMAR BATISTA SOARES ACÓRDÃO . prolatada pela MM. no exercício de suas funções administrativas. 477.2012 – p.” Dessa decisão.5. por configurar vantagem benéfica ao trabalhador dispensado.5. da procedência de outras parcelas de natureza contratual não torna devida a multa do §8º do artigo 477 da CLT. nego provimento. 477.2011. Procurador: Estanislau Tallon Bozi DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Acórdão Processo Nº RO-50900-25. em face da r. não há falar na conduta culposa capaz de sujeitá-lo à responsabilização subsidiária. – RO 000230207. Portanto. conforme fundamentação expendida no tópico anterior. sob o fundamento de que as parcelas rescisórias constantes no TRCT foram quitadas no prazo legal. postulando.

7º. 120. TST. o recorrente não traçou uma linha sequer sobre os fundamentos adotados pelo Juízo a quo.2. nos termos da lei. contido no artigo intitulado "Apontamentos Sobre o Sistema Recursal Vigente no Direito Processual Civil Brasileiro. da CRFB. conforme documentos às fs. 104. II. Contudo. além de outros que visem à melhoria de sua condição social: [. PROPORCIONALIDADE. em tese. II e 541.] Assim. Alegaram os autores. com a percepção de salário. pela ausência de requisito de admissibilidade inscrito no art. Porém. v. Pois bem. dispõe que o aviso prévio de 30 dias é uma garantia do trabalhador e. ainda que o aviso prévio seja trabalhado. Argumentaram que o art. mencionando que “os avisos prévios dos reclamantes ocorreram todos na modalidade trabalhada”.g. instalando o contraditório com a amplitude que lhe garante o Texto Constitucional.aviso prévio proporcional ao tempo de serviço. por iniciativa do empregador. razão pela qual não poderia exigir o seu cumprimento na forma elastecida. 524. Desse modo. Também inexiste. Não se pode deixar de mencionar. AVISO PRÉVIO. conheço do recurso autoral. valho-me do magistério de Eduardo Arruda Alvim e Cristiano Zanin Martins. MÉRITO DO RECURSO DO RECLAMANTE 2. em suas razões recursais. o recurso de apelação interposto contra sentença que tenha extinto o feito sem julgamento de mérito que trate apenas do mérito da demanda. ao invés de indenizá-los. 514. é forçoso concluir pelo não conhecimento do apelo neste tópico.. nos termos em que fora proposta. bem como manifesta seu inconformismo contra os fundamentos da decisão e apresenta as razões para tanto. em defesa. 108.g.II. Não atende o princípio ora examinado. por sua vez. o empregado pode optar pela redução da jornada e assim terá mais tempo para procurar nova colocação no mercado de trabalho. entendo que não há irregularidade ou ilegalidade no procedimento adotado pela ré e julgo improcedente o pedido constante da alínea “b” (f. nos termos da lei. os fundamentos do decisum vergastado não terão sido impugnados pelo recorrente. O inciso XXI. dos princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa. O princípio em tela. mostra-se dissociada da boa técnica processual e determina a impossibilidade da revisão do que se quer alcançar através do ato de recorrer. nos autos. entendo que a alteração promovida pela Lei 12. apenas. 12. do art. os seus respectivos vícios. a nulidade do aviso prévio concedido e seu pagamento na forma indenizada. tratando-se de dispensa imotivada. nesse caso específico em que o desligamento é de interesse do empregado. 7º. do CPC.506/11. inc. II. 128. além de encontrar guarida em diversos dispositivos legais. cumpriu o que determina a legislação vigente (Lei n. remetendo a regularização do dispositivo à Lei. o recorrente terá de consignar.” Dessa decisão. não há. ns. possibilitando ao trabalhador despedido a procura de novo emprego. ao conceder o aviso prévio proporcional a cada empregado. O Juízo de origem.2." (sem grifos no original). XXI. que não formalizou a opção – f.506/2011 atua somente em benefício do trabalhador. 116. deflui. sobretudo aquelas "padronizadas". Com efeito. 2. sendo no mínimo de trinta dias. demonstração concreta de prejuízo sofrido por qualquer dos autores. Já a Lei 12.) A edição da Lei 12. pois. um direito do empregador. garantindo-lhe sua remuneração durante este período. Convém notar que o ato de recorrer é aquele através do qual a parte mostra a ilegalidade da sentença.506/2011.506/2011).. na inicial. in verbis: "Em atenção ao princípio da dialeticidade dos recursos. que a ré determinou o cumprimento de aviso prévio proporcional. com os devidos reflexos nas demais verbas trabalhistas. indeferiu a pretensão autoral. os motivos pelos quais a decisão impugnada deverá ser reformada ou cassada pelo órgão ad quem. não havendo qualquer ilegalidade na concessão do aviso prévio proporcional. exigindo que trabalhassem os dias acrescidos para cada ano de serviços.. ao final. III. que não observam as peculiaridades do caso concreto. 7º. os quais optaram pela redução da jornada. também. antes de ter seu contrato rescindido definitivamente. coordenada por Nelson Nery Júnior e Tereza Arruda Alvim Wambier. prejuízo ao trabalhador pelo cumprimento de prazo maior de aviso prévio no trabalho. não vislumbro vedação à aplicação do aviso prévio proporcional ao aviso prévio trabalhado. Não-conhecimento. 07). 23 de Setembro de 2013 102 Como se vê. bem como a integração do período ao tempo de serviço. Sustentou que foi a reclamada quem dispensou os reclamantes. 112). 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. Art. 139 e 144 (à exceção do reclamante LUIZ CARLOS SOUZA. insurgem-se os autores. Não se conhece de recurso ordinário para o TST.506/11. 514. por fim. à luz da Lei nº 10. LEI 12. todos do CPC. renovando os mesmos argumentos da inicial. A finalidade do aviso prévio é evitar a surpresa na ruptura do contratado de trabalho. não pode o empregador exigir do empregado o cumprimento de aviso prévio maior que 30 dias nos casos em que a iniciativa da dispensa for do empregado (“pedido de demissão”). Apelo que não destaca os fundamentos da decisão recorrida." Quanto aos demais pedidos. o que violaria os ditames da Lei 12. nessa hipótese.352/01". eis que presentes os pressupostos de admissibilidade recursal. 132. a diretriz contida na Súmula nº 422 do C. pois o recorrido somente poderá apresentar suas contra-razões recursais. já que o cumprimento de prazo maior que os trinta dias representaria ônus maior ao trabalhador. 514. sob os seguintes argumentos: “A Constituição da República. sendo o mínimo de trinta dias. arrola o “aviso prévio proporcional ao tempo de serviço” como um dos direitos dos trabalhadores. 123. da Constituição da República dispõe ser direito dos trabalhadores o aviso prévio proporcional ao tempo de serviço. in verbis: Art. não.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Faz-se necessário destacar que o princípio ora examinado exige correspondência entre os temas decididos (ou não decididos) pela decisão recorrida e as razões recursais.1. deve-se aplicar a proporcionalidade prevista na referida Lei... ciente dos motivos pelos quais o recorrente se insurge contra a decisão recorrida. Diante do exposto.. logo. publicado na obra "Aspectos Polêmicos e Atuais dos Recursos". A ausência desses elementos na peça recursal.] XXI . do CPC. observando o aumento de 3 dias para cada ano de serviço prestado. Ao contrário. em seu art. Da mesma forma. que aplico à hipótese dos autos: "Recurso ordinário.506/2011 dispõe: [. Considero as contrarrazões apresentadas pelas partes. A reclamada. v. Acerca da necessidade de motivação dos recursos. pois tempestivas e regulares. 136. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Requereram. quando as razões do recorrente não impugnam os fundamentos da decisão recorrida. não atendem ao princípio em questão as razões recursais genericamente aduzidas. (grs. alegou que. os arts. cujo escopo foi regulamentar o aviso .

ADITIVO À CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO 2008/2009. entretanto. verbis: Art.2013: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente).1.17. não merece qualquer reforma a r. perfazendo um total de até 90 (noventa) dias.6 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Sindicato dos Trabalhadores no Comércio do Estado do Espírito Santo Vitor Henrique Piovesan(OAB: 006071 ES) Ivoxx Comercial Ltda . requerendo a reforma in totum da sentença. portanto. SUSCITADA PELA EMPRESA RÉ EM CONTRARRAZÕES A empresa ré suscita o não conhecimento do recurso ordinário interposto pelo Sindicato autor. de que trata o Capítulo VI do Título IV da Consolidação das Leis do Trabalho . a leitura da sentença foi designada para o dia 22/07/2009 (quarta-feira). como pretendem os reclamantes. Razões recursais. de modo que o prazo recursal encerrou-se em 30/07/2009 (quinta-feira). porquanto tempestivas e regulares. 312/317. por intempestividade.1. 319). sendo partes as acima citadas. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19.TRT 17ª Região . Denise Marsico do Couto.5. com vencimento no dia 30/07/2009. INTEMPESTIVIDADE. em face da r. nego provimento. suscitando o não conhecimento do recurso ordinário do Sindicato autor. perfazendo um total de até 90 (noventa) dias.ME Thyago Brito de Mello(OAB: 012642 ES) ACÓRDÃO .00565. que julgou improcedentes os pedidos constantes da ação de cumprimento. determinando que. conforme ata de fls.CLT. sem que houvesse qualquer labor nesse período.MÉRITO 2. Parágrafo único. que a referida lei beneficiou exclusivamente os empregados.ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . dispôs a respeito de sua proporcionalidade. É o relatório. 380/414.ME Origem: 4. PRELIMINAR DE NÃO CONHECIMENTO. conforme ATO TRT 17ª PRESI 38/2009. os prazos processuais dos feitos em trâmite no 2º grau deste Regional. aprovada pelo DecretoLei no 5. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. sentença de piso. 2. Em outras palavras. 7º. pugnando pela manutenção da sentença. porquanto presentes os pressupostos de admissibilidade recursal.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.452. como um prazo elastecido para a procura de uma nova colocação no mercado de trabalho. às fls. tempestivo o recurso ordinário interposto pelo Sindicato autor. possibilitando não só a ciência antecipada da rescisão.0004 Processo Nº RO-56500/2009-004-17-00. por intempestivo. definiu as regras quanto à duração mínima do aviso (30 dias) e o pagamento proporcional ao tempo de serviço.1. a inclusão de parágrafo dispondo sobre a vedação do trabalho nos domingos do ano de 2009 extrapolou o próprio fim a que se propôs a norma coletiva.) Vê-se. para cada ano trabalhado.2.2.1. pois protocolizado em 31/07/2009 (fls. não há se falar em honorários advocatícios. Ante a total improcedência dos pedidos autorais.2009.6 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: Sindicato dos Trabalhadores no Comércio do Estado do Espírito Santo Recorrido: Ivoxx Comercial Ltda . Sendo assim. tendo em vista que a leitura da sentença foi designada para o dia 22/07/2009 e o apelo somente fora protocolizado em 31/07/2009.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLÁUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA AÇÃO DE CUMPRIMENTO. Vejamos. que a Constituição da República e a Lei 12. sobretudo porque inserido em cláusula cuja matéria tratava apenas da remuneração. alimentação e transporte. Considerando que o objeto do aditivo à Convenção Coletiva 2008/2009 referia-se à regulamentação e autorização dos trabalhos nos domingos e no mês de dezembro de 2008. 95/96. Entretanto. da CLT. são acrescidos 03 (três) dias ao aviso prévio. não existe amparo jurídico para a tese de que o tempo excedente aos trinta dias de aviso seriam obrigatoriamente indenizados.09. FUNDAMENTAÇÃO 2. Sentença que se mantém. às fls. às fls. da lavra da eminente juíza. foram prorrogados para o primeiro dia útil subsequente.506/2011 não estabeleceram o limite de 30 dias para o aviso prévio trabalhado. 1º O aviso prévio.17. ADITIVO À CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO 2008/2009. PROIBIÇÃO DE TRABALHO AOS DOMINGOS O SINDICOMERCIÁRIOS – Sindicato dos Empregados no Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . exceto quanto à multa do art. Logo.00. no mérito. 31/07/2009. Com efeito. apenas. (grs.CONHECIMENTO 2. inciso XXI da Constituição Federal. O legislador ordinário. ou seja. Desembargadora Cláudia Cardoso de Souza e Desembargador Lino Faria Petelinkar. Vistos. até o máximo de 60 (sessenta dias). o que implicaria na indenização necessária do que ultrapassar esse tempo. 319/374. Ao aviso prévio previsto neste artigo serão acrescidos 3 (três) dias por ano de serviço prestado na mesma empresa.2009. Considero as contrarrazões. CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região.2. Comprovante de recolhimento das custas processuais. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo Sindicato autor. sentença de fls. no mérito. Registre-se.004.2. conhecer parcialmente do recurso ordinário interposto. proferida pela MMª 4ª Vara do Trabalho de Vitória/ES. Procurador: Estanislau Tallon Bozi. Nego provimento. Contrarrazões apresentadas pela ré. até o máximo de 60 (sessenta) dias. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº RO-56500-66. e. será concedido na proporção de 30 (trinta) dias aos empregados que contem até 1 (um) ano de serviço na mesma empresa. negar-lhe provimento. Por todo o exposto. 477. 376. Rejeito a preliminar e conheço o recurso ordinário interposto pelo Sindicato autor. 23 de Setembro de 2013 103 prévio previsto no art. em especial do período que antecede o natal. que passaram a contar com um período maior de aviso prévio. por unanimidade. complementando a norma constitucional. de 1º de maio de 1943. 2. ns.

como registrado na sentença utilizada como fundamentação do convencimento do juízo de origem. Por fim. sem que tenham sido objeto de efetiva negociação. seja porque teria extrapolado os objetivos da própria norma. não impugnou a alegação de que vem exigindo labor de seus empregados em Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 domingos.00 (cinquenta e quatro reais). bem como os domingos. das lojas situadas em shopping center. que trata da remuneração e alimentação. sindicato da categoria aqui representada. como se infere dos §§ 4º. observa-se que o objeto daquela norma coletiva foi a regulamentação e autorização do trabalho dos empregados lojistas no município de Vitória.00 (quatro reais) referentes ao transporte. compreende os dias e horários a seguir: Domingo: dias 14 e 21/12/2008 – das 10:00 às 18:00 horas. nos domingos e no mês de dezembro de 2008. sem concordância com o Sindicato dos Empregados do Comércio no Estado do Espírito Santo: Cláusula Segunda – Da remuneração. Não obstante o objeto do aditivo referir-se à regulamentação e autorização do trabalho aos domingos e no mês de dezembro de 2008.. no período que antecede o natal. Logo. dispondo sobre o labor aos domingos durante todo o ano de 2009. segundo se extrai da sua defesa. deveria ter indicado os dias na cláusula primeira. nos domingos. frise-se. no período que antecede o natal (caput da cláusula 1ª . 140/141).] Parágrafo Quarto: A empresa não poderá exigir o labor do (s) seu (s) empregado (s) nos demais domingos de 2009. que tratava do assunto. título atribuído à cláusula segunda da referida norma coletiva. portanto. se a pretensão do Sindicato era restringir a autorização do trabalho em algum domingo de 2009. outrossim. ao vedar o labor nos domingos de 2009. Nesse sentido. A alegação de que a regra teria sido incluída maliciosamente pelo sindicato. com vigência entre 09/12/2008 a 30/11/2009. eis que a empresa efetuou o pagamento por sua livre iniciativa. 41): Cláusula Primeira – do objeto: A presente Convenção Coletiva de Trabalho tem por objeto a regulamentação e autorização do trabalho dos empregados lojistas no município de Vitória. da cláusula segunda. cuja matéria “Da remuneração. limitando-se a questionar a validade da norma coletiva que vedou o trabalho aos domingos de todo o ano de 2009. obter êxito. que as cláusulas convencionais possuem interpretação restritiva. com a matéria tratada no caput da própria cláusula da qual faz parte. bem como em cumprimento à obrigação contratual firmada com o Shopping Vitória. regulamentava e autorizava o trabalho nos domingos e no mês de dezembro de 2008. ao argumento de que a regra do ônus da prova não foi observada pelo juízo de origem. 6º . Alimentação e Transporte: [. alimentação e transporte. conforme prescrito na redação do parágrafo quarto. no prazo de 15 (quinze) dias.00 (quarenta reais). Alimentação”. a empresa requerida pagava R$ 40. Alimentação e Transporte” não tem pertinência direta com o assunto propriamente dito. Soma-se a isso o fato de ser notório o funcionamento. acolhendo a tese da defesa. Ora. embora de início pareça pouco provável. e R$ 4.00 (dez reais) a título de alimentação. conforme exigido na Cláusula Quinta sem. segundo a cláusula 1ª da norma coletiva. asseverou que notificou a empresa requerida. como o fez para os domingos de 2008. O juízo de origem. no Município de Vitória/ES. Insurge-se o Sindicato autor contra a r. que. o Sindicato extrapolou o próprio objetivo do aditivo da Convenção Coletiva 2008/2009. o objetivo era regular e autorizar apenas o horário especial de natal e ano novo de 2008. como também não mostra coerência com a matéria regulada na cláusula segunda. do aditivo da Convenção Coletiva de Trabalho. informou que. contudo. no parágrafo quarto. da cláusula segunda em exame também regular o trabalho aos domingos do mês de fevereiro de 2009 e não somente do período do natal de 2008. Sábado: dia 13/12/2008 – das 8:30 às 18:00 horas. porquanto dirigido especificamente para regular o trabalho aos domingos do mês de dezembro de 2008. e em especial. além de gozarem de 01 (um) dia de folga durante a semana seguinte. pois vem exigindo labor de seus empregados em domingos não autorizados. que regulamentou o trabalho da categoria comerciária. não obstante estivesse impedida de exigir o labor de seus empregados. do Regimento Interno do Shopping Vitória (fls. que o aludido parágrafo quarto foi incluído na cláusula segunda. quanto à remuneração pelo labor aos domingos. Por fim. com adicional de 100%. extrapolou o objeto do próprio acordo. Parágrafo Primeiro: O período especial do mês de dezembro de 2008 mencionado no “caput” a serem cumpridos pelos empregados lojistas do município de Vitória. sob pena de multa: Art. antecedentes ao natal. sob o fundamento de que a inclusão do parágrafo quarto. no período que antecede o natal. para que houvesse a assinatura do acordo sem a consciência da ré. e em especial. e não em parágrafo da cláusula segunda. acrescidos de R$ 10. sob a orientação do Sindicato dos Lojistas de Vitória (Sindilojistas). seja porque a regra encontrava-se inserida em cláusula cuja matéria não se coaduna com o assunto. com a declaração incidental de nulidade do parágrafo 4º. conforme previsto na cláusula segunda mencionada.. na cláusula segunda. totalizando a quantia de R$ 54. a proibição de se exigir o labor do empregado nos demais domingos de 2009. não vem cumprindo a norma coletiva acima citada. intitulada “Da remuneração. Em defesa. Alegou que a loja da ré localizada no Shopping Vitória/ES. tampouco o fato do parágrafo terceiro. Semana: dias 08 a 12/12/2008 – das 8:30 às 21:00 horas. que exigem o funcionamento da empresa ré aos domingos. assim. foi incluída. nos domingos e no mês de dezembro de 2008. da leitura do aditivo à Convenção Coletiva 2008/2009. do artigo 6º. portanto. sentença. se mostra plenamente razoável. ressaltando. pois. 23 de Setembro de 2013 104 Comércio do Estado do Espírito Santo ajuizou a presente Ação de Cumprimento em face da empresa Ivoxx Comercial Ltda – ME. sem qualquer relação.Os portões do SV serão abertos e franqueado o acesso ao público de segunda e domingo às 10:00 horas e fechados às 22:00 . ressaltando. Vê-se.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. a fim de que sanasse as irregularidades. todos os domingos de 2009. com a compensação das horas pagas a idêntico título. Semana: dias 15 a 23/12/2008 – das 8:30 às 21:00 horas. Quarta Feira: dia 24 e 31/12/2008 – das 08:30 às 18:00 horas. ao tratar da remuneração. razão pela qual deve ser condenada em obrigação de não fazer. Também asseverou que abria a loja aos domingos em atendimento ao pedido dos próprios empregados da empresa. letra “a” e 6º. julgou improcedente o pedido. às fls. À análise. Sábado: dia 20/12/2008 – das 8:30 às 18:00 horas. 315. além de sustentar a validade da norma coletiva. não abrangendo. visando ao cumprimento da Convenção Coletiva do Trabalho firmada com os Sindicatos Lojistas de Vitória/ES. sem acordo com o Sindicato dos Empregados do Comércio no Estado do Espírito Santo. A reclamada. da cláusula 2ª.fls. a empresa ré alegou que as cláusulas foram incluídas maliciosamente no acordo pelo Sindicomerciários. ainda. do 1º Aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho 2008/2009. na verdade. que. bem como no pagamento das horas extras.

permanecerão obrigatoriamente abertas para o público. sendo partes as acima citadas. 2. por maioria. conforme alegado pela ré. Procurador: Estanislau Tallon Bozi. mantendo-se a sentença por seus próprios e jurídicos fundamentos.2009. das 10:00 às 22:00 horas. Os pedidos deverão ser formalizados por meio de formulário próprio (Solicitação de Fechamento Temporário de Lojas) justificando os motivos para o ato. 3. da CF/88. o que não se mostrou nos autos. sobretudo as lojas localizadas em shopping center.1. CONVÊNIO CELEBRADO PARA VIABILIZAÇÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS. V. Sendo que os da ÁREA DE ALIMENTAÇÃO E LAZER ficarão abertos até às 23:00 horas de quinta à sábado.. Os embargos de declaração têm cabimento quando presentes alguns dos vícios previstos no art. Nego provimento. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. 535 do CPC. Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente).17. OMISSÃO.5. 23 de Setembro de 2013 105 horas. No mérito. por conseguinte. apontando omissões no julgado e pugnando pelo prequestionamento da matéria. que.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. poderá a Administração do SV aplicar as penalidades previstas no respectivo contrato de locação. 213/216. DESEMBARGADORA CLÁUDIA CARDOSO DE SOUZA Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Relatora Acórdão Processo Nº ED-66600-96. Lino Faria Petelinkar e Desembargadora Claudia Cardoso de Souza. 30.3. nego provimento. interesse das empresas lojistas o trabalho aos domingos. 2.2.] § 4º . encontrando-se toda a matéria exaustivamente enfrentada. Evidencia-se o caráter protelatório dos embargos.09.. INCISO V. ante a improcedência do pedido principal. nos termos autorizados pelo art. Tribunal não se manifestou a respeito da celebração do convênio com o fito de viabilizar a prestação de serviços públicos. evidente o vício de manifestação das partes no instrumento coletivo em exame. (grs.3.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. e até às 22:00 horas de domingo à quarta-feira. 213/216 .5.0191 Processo Nº ED-66600/2012-191-17-00. [. Acórdão foi omisso quanto ao fato de que o convênio realizado entre as reclamadas foi firmado em conformidade com as normas que regem a matéria – Lei 8. Nego provimento. Nego provimento. 30. 535 DO CPC. Por fim. Des. e. sendo. negar-lhe provimento. LOJAS SATÉLITES E STANDS Segunda a Sábado. rejeitar a preliminar de intempestividade arguida pela ré e conhecer o recurso ordinário interposto pelo Sindicato autor. CONHECIMENTO Conheço os embargos declaratórios opostos pela segunda reclamada. Vistos. DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.4. Tribunal. Mantido o valor da condenação.1. obedecidos eventuais acordos sindicais ou determinação da Administração.17. Isso posto. ainda aguarda julgamento. quando inexistem falhas formais. FUNDAMENTAÇÃO 2.) Assim. IMPOSSIBILIDADE.Durante o horário de funcionamento do SV. 30. tampouco necessidade de prequestionamento. .HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS Indevidos os honorários advocatícios.CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 2ª Turma do Egrégio Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região.2013: Des. Aduz que este E.00-6. Acórdão de fls..5. Domingo. por unanimidade.2. 2.17.2012.000. revelando-se improcedentes quando as questões levantadas traduzem inconformismo com o teor da decisão embargada. das 15:00 às 21:00 horas. sem demonstrar omissão.0066600-96.3. PREQUESTIONAMENTO Sustenta a embargante que o v.O SHOPPING VITÓRIA e as lojas dele integrantes.TRT 17ª. ns.MULTA CONVENCIONAL Não há que se falar em multa convencional. Vencida a Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi quanto ao aditivo à Convenção Coletiva.7 Embargante Advogado Embargado Advogado Plurima Réu Advogado COMPANHIA ESPIRITO SANTENSE DE SANEAMENTO CESAN Álvaro José Gimenes de Faria(OAB: 005013 ES) ADEMIR DE JESUS PEREIRA Regina de Castro Borges Abreu(OAB: 007970 ES) MUNICIPIO DE PEDRO CANARIO Diego Rufino Torres de Azevedo Griffo(OAB: 014819 ES) ACÓRDÃO . RELATÓRIO Trata-se de embargos declaratórios opostos pela CESAN.666/93 e art. Eventual verificação posterior que venha a comprovar a inveracidade dos motivos alegados pelo lojista para o fechamento de sua loja. atraindo a aplicação da multa de 1% prevista no parágrafo único do art. MÉRITO 2.2012. contradição ou obscuridade. e os CINEMAS até às 23:30 horas. REGIÃO . nos seguintes horários mínimos: a) GRANDES LOJAS (ÂNCORAS). em razão da manutenção da sentença que indeferiu os pedidos. É o relatório. registra-se que a nulidade da cláusula também é objeto da Ação Anulatória aforada sob o nº 152.] § 6º . ainda mais considerando-se tratar de assunto fora do objeto da norma coletiva.ADEMIR DE JESUS PEREIRA MUNICIPIO DE PEDRO CANARIO Origem: VARA DO TRABALHO DE SÃO MATEUS . nenhuma loja poderá se manter fechada sem a prévia e expressa autorização da Administração do SV.0191 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: COMPANHIA ESPIRITO SANTENSE DE SANEAMENTO CESAN Embargados: O V. por óbvio. 2.. INEXISTÊNCIA DE QUAISQUER DOS VÍCIOS DO ART. pretendendo rediscutir matérias já decididas.3. consoante consulta no Sistema de Acompanhamento de Processo deste E. [. em face do v. ACÓRDÃO DE FLS. porquanto presentes os pressupostos legais de admissibilidade recursal. 538 do CPC. REDISCUSSÃO DE QUESTÕES DE MÉRITO.TUTELA ANTECIPADA Análise prejudicada. ART. pois não é crível que os lojistas concordassem com cláusula que contraria seus próprios interesses.TRT 17ª Região . necessário um debate exaustivo sobre o trabalho aos domingos. tendo em vista a sucumbência total do Sindicato autor.

com o intuito de disponibilizar trabalhadores para atuarem na atividade-fim da 1ª reclamada. Segundo o parágrafo único do art. E nem há se falar em prequestionamento da matéria. condenará o embargante a pagar ao embargado multa não excedente de 1% (um por cento) sobre o valor da causa". encontrando-se toda a matéria exaustivamente enfrentada. declarando que o são. Configuração. embora suscitado no recurso.VIACAO TABUAZEIRO LTDA JOÃO BATISTA DALLAPICOLLA SAMPAIO Origem: 10ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . tampouco necessidade de prequestionamento. aliás.TRT 17ª. ante a evidente intenção de burlar a legislação trabalhista. portanto.” Como se vê. sendo certo que a não-manifestação acerca de todos os dispositivos legais apontados como violados não configura omissão no julgado. puramente. IMPOSSIBILIDADE. Na verdade. da Constituição. Havendo tese explícita sobre a matéria.0078900-51. ao final. 256. 332). "quando manifestamente protelatórios os embargos.5. 370-376 . em flagrante contratação irregular. do CPC. A Súmula 297 do C. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº ED-78900-51. pois a apreciação do órgão foi. quantitativamente inferior à que se deveria ter sido realizada" ("Sistema dos Recursos Trabalhistas". pressupõe. Procurador: Estanislau Tallon Bozi.17. não foi objeto de pronunciamento no acórdão. De tal sorte. reconheceu que os trabalhadores eram contratados exclusivamente para prestarem serviços para a Cesan. pretendendo rediscutir matérias já decididas. 538 do CPC.. TST. impõe à parte prequestionar tema que. é a diretriz traçada pelas Orientações Jurisprudenciais nº 118 e 256 da SDI-I do Colendo TST. Consoante magistério de Manoel Antonio Teixeira Filho: "Sentença omissa é a que deixa de pronunciar-se sobre um ou mais pedidos formulados pelas partes (. Inteligência da Súmula 297. Ou seja. tal permissão não pode ser utilizada como meio de burlar a legislação trabalhista. em omissão.666/93 e Lei 11. Os embargos de declaração têm cabimento quando presentes alguns dos vícios previstos no art. ante o evidente caráter protelatório dos embargos interpostos. por unanimidade. 297.107/2005) autorize a realização de convênios de cooperação entre os entes da Administração Pública. ainda que contrária ao entendimento da parte. desnecessário contenha nela referência expressa do dispositivo legal para ter-se como prequestionado este. para fins de interposição de recurso de revista. nego provimento. REDISCUSSÃO DE QUESTÕES DE MÉRITO. considerá-los protelatórios e aplicar à embargante multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa.São Paulo: LTr. acórdão. sem demonstrar omissão.) Observe-se. revelando-se improcedentes quando as questões levantadas traduzem inconformismo com o teor da decisão embargada. tenha havido omissão com relação a este mesmo tópico.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Pugna. Prequestionamento. 23 de Setembro de 2013 106 V. Evidencia-se o caráter protelatório dos embargos. de maneira clara. de certa maneira.17. . Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Para fins do requisito do prequestionamento de que trata a Súmula n. Desembargadora Cláudia Cardoso de Souza e Desembargador Lino Faria Petelinkar. CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. não havendo se falar. 535 DO CPC.5. por oportuno. inclusive. o convênio de cooperação celebrado entre os réus. Tese explícita. Da mesma forma. Esta. contradição ou obscuridade. Prequestionamento. 7ª ed. inconformismo com o julgado. REGIÃO .TRT 17ª Região . ao consignar que incumbe à parte opor embargos declaratórios visando o prequestionamento de matéria. ACÓRDÃO DE FLS. Vistos. em relação aos pedidos deduzidos na causa. afigura-se ilegal. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE .. embora o julgado não tenha consignado expressamente todos os dispositivos apontados como violados pelo recorrente." Destarte.2012. nestes termos: "118. A existência de tese específica sobre a matéria debatida.2012.5 Embargante Advogado Embargado Advogado Plurima Réu VALMINANDES DE AGUIAR João Batista Dalapíccola Sampaio(OAB: 004367 ES) VIACAO TABUAZEIRO LTDA Katherine Rodnitzky Nunes(OAB: 010395 ES) JOÃO BATISTA DALLAPICOLLA SAMPAIO ACÓRDÃO . que tratou de forma clara e precisa acerca do tema. 538 do CPC. há necessidade de que haja. portanto. evidentemente. negar-lhes provimento. satisfaz o requisito de fundamentação da decisão e caracteriza a devida prestação jurisdicional. afirmando. 535 do CPC.p.0010 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: VALMINANDES DE AGUIAR Embargados: O V. elementos que levem à conclusão de que o Regional adotou uma tese contrária à lei ou à Súmula. Tese explícita.0010 Processo Nº ED-78900/2012-010-17-00. um pronunciamento citra petita. quando inexistem falhas formais. em suas razões de defesa. a reconheceu. tendo demonstrado. 1993 . a referida questão foi devidamente abordada no decisum. destacando que o convênio foi uma imposição da Cesan para o plano de investimento na sede e nos distritos da municipalidade. Súmula 297. atraindo a aplicação da multa de 1% prevista no parágrafo único do art. o juiz ou tribunal. Sem razão. que era a própria reclamada quem determinava quais servidores seriam contratados.. conhecer dos embargos declaratórios e. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19/09/2013: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite (Presidente). A nulidade é tão evidente que o próprio Município. condeno a embargante ao pagamento de 1% sobre o valor da causa. pelo prequestionamento dos dispositivos invocados. Ao contrário do que sustenta a embargante. não há qualquer omissão no v.). sendo certo que os embargos declaratórios não são meio idôneo a corrigir eventual erro de julgamento. A sentença (bem assim o acórdão) omissa contém. no mérito. que embora o ordenamento jurídico (Lei 8. sem que houvesse a realização de concurso público.. na decisão recorrida. nos moldes do artigo 535. no acórdão.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Desse modo. in verbis: “(. mas tão somente falhas formais porventura havidas no julgado. a embargante pretende revolver questões já decididas. INEXISTÊNCIA DE QUAISQUER DOS VÍCIOS DO ART.

ao menos. ainda. como é o caso dos peritos do INSS e das Universidades Federais. o art. 256. 157. 402. no tocante à causalidade e/ou concausalidade. RELATÓRIO Trata-se de Embargos de Declaração opostos pelo reclamante VALMINANDES DE AGUIAR. A Súmula 297 do C. com o intuito de revolver matéria já decidida. nestes termos: "118. Inteligência da Súmula 297. em omissão. não havendo que se falar em responsabilidade. CONHECIMENTO Conheço dos embargos de declaração opostos. No tocante à responsabilidade objetiva. 422. I e 21. dispensando o reclamante do pagamento dos honorários periciais. o embargante pretende revolver questões já decididas. todavia. negar-lhes provimento. mesmo estando o obreiro afastado de suas funções como motorista por tempo significativo. por unanimidade. apenas manifesta seu inconformismo. da Lei 8. 166 e 790-B da CLT. XXXIV e 133 da Constituição Federal. sob a pecha de vício no julgado. III. que não ficou comprovada a doença ocupacional. Afinal.. Consoante se infere do v. deixa clara a impossibilidade de responsabilização da reclamada. observa-se que o v. há necessidade de que haja. a doença vem se agravando. entendeu a 2ª Turma. ao consignar que incumbe à parte opor embargos declaratórios visando o prequestionamento de matéria. 927. apesar de não tratar especificamente do tema da responsabilidade civil. 950. em relação à causa e/ou concausa para o início ou progressão da doença ocupacional. nos moldes dos artigos 897-A da CLT e 535 do CPC. 33. tendo demonstrado. 3º. a referida questão foi devidamente abordada no decisio. satisfaz o requisito de fundamentação da decisão e caracteriza a devida prestação jurisdicional. baseada no laudo pericial. Também sustenta omissão em relação ao artigo 5º. é a diretriz traçada pelas Orientações Jurisprudenciais nº 118 e 256 da SDI-I do Colendo TST. Na verdade. mas tão somente falhas formais porventura havidas no julgado. nexo de causalidade. ainda que contrária ao entendimento da parte. bem como aplico multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa. acórdão. acórdão. Em relação aos honorários periciais prévios. sendo certo que a não-manifestação acerca de todos os dispositivos legais apontados como violados não configura omissão no julgado. que. fez alusão ao técnico custeado pelos cofres públicos. o d. §§1º e 3º.cujos benefícios são mais amplos que os da gratuidade da justiça .o reclamante ficaria dispensado do pagamento dos honorários periciais. mas responsabilizou-o por restituir à reclamada o valor dos honorários prévios. embora suscitado no recurso.213/91. aliás. A meu ver. § 5º da Lei 8. que deu parcial provimento ao recurso ordinário interposto pelo autor. 23 de Setembro de 2013 107 DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. TST. Súmula 450 do STF e art. 2. tampouco a relação de nexo causal ou concausa entre a enfermidade sofrida pelo obreiro e o labor desenvolvido na reclamada. Lei 8. acórdão. ao contrário do que sustenta o embargante. sendo partes as acima citadas.906/94. Versam os Embargos sobre supostas omissões no julgado.1. do CPC. art. Diante de tais considerações. de acordo com o laudo pericial e os laudos juntados aos autos pelo próprio reclamante. Súmula 219 do TST. 949. nos moldes do artigo 535. Prequestionamento. ante o caráter protelatório dos embargos. Destacou. finalidade que não se coaduna com a da via recursal eleita. 944. 297. Quanto à doença ocupacional. tenha havido omissão com relação a este mesmo tópico. Vejamos. Acórdão de fls. 436 e 437 do CPC. Como se vê. XXVIII. no mérito. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19/09/2013: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite (Presidente). § único e 389 do Código Civil. elementos que levem à conclusão de que o Regional adotou uma tese contrária à lei ou à Súmula. 186. Tese explícita. no acórdão. porquanto foi sucumbente em relação ao objeto da perícia. 932. arts. porquanto preenchidos os pressupostos legais de admissibilidade. FUNDAMENTAÇÃO 2.2012/91. ao se referir ao perito. sendo certo que os embargos declaratórios não são meio idôneo a corrigir eventual erro de julgamento. caput. § único. Aduz que houve violação dos artigos 19. Configuração. o que confirma não se tratar de doença ocupacional. na verdade.) Com a manutenção da sentença que julgou improcedente o pedido de reconhecimento da doença ocupacional. I.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. acórdão. da Lei n. 131. XXII. puramente. porquanto o perito concluiu que o reclamante é portador de doença degenerativa e que o trabalho desenvolvido pelo autor não contribuiu nem agravou as lesões na coluna. Juízo de origem determinou a requisição de verba própria do Tribunal. embora o julgado não tenha consignado expressamente o dispositivo apontado como violado pelo recorrente. Ou seja. impõe à parte prequestionar tema que.. A existência de tese específica sobre a matéria debatida. Súmula 297. de maneira clara. 20. Esta. sem que exista.060/50. à responsabilidade objetiva e aos honorários periciais prévios. É o relatório. que tratou de forma clara e precisa acerca do tema. por unanimidade. Havendo tese explícita sobre a matéria. não há qualquer omissão no v. ante a inexistência da doença ocupacional." Destarte. subjetiva ou objetivamente. E nem há se falar em prequestionamento da matéria. CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. Procurador: Estanislau Tallon Bozi. 370/376. V e X. Tese explícita. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA . nem mesmo quando concedida a assistência judiciária gratuita . inconformismo com o julgado. e não ao perito privado”. o embargante. pressupõe.2. quanto aos dispositivos legais e constitucionais invocados no recurso ordinário. considerá-los protelatórios e aplicar ao embargante multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa. 435. Desembargadora Cláudia Cardoso de Souza e Desembargador Lino Faria Petelinkar. não foi objeto de pronunciamento no acórdão. desnecessário contenha nela referência expressa do dispositivo legal para ter-se como prequestionado este. 20 do CPC. portanto. o laudo pericial comprovou a inexistência de nexo de causa ou concausalidade com o labor. MÉRITO O reclamante alega existência de omissão no v. No caso dos autos. não havendo se falar. arts. Para fins do requisito do prequestionamento de que trata a Súmula n. nego provimento. in verbis: “(. I e II. caberia ao reclamante Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 arcar com os honorários periciais. evidentemente. à responsabilidade objetiva e aos honorários periciais prévios. na decisão recorrida. portanto. conhecer dos embargos declaratórios e.º 1. Prequestionamento. em face do v. 7º.

17. sentença.. sentença. à responsabilidade subsidiária.5. às fls. sendo partes as acima citadas. por fim. Contrarrazões apresentadas pelo reclamante ao recurso ordinário da 1. MÉRITO DO RECURSO ORDINÁRIO DA PRIMEIRA RECLAMADA (INVERSÃO DA ORDEM DE JULGAMENTO EM VIRTUDE DE QUESTÃO DE PREJUDICIALIDADE) 2. a ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho foi originalmente distribuída para a 14ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro.ª reclamada ao recurso do reclamante às fls. Comprovantes de recolhimento de depósito recursal.0132 Processo Nº RO-87400/2010-132-17-00. diferenças dos tíquetes alimentação. 973/1032.2. publicado no DEJT de 08 de Agosto de 2012. UTILIZAÇÃO DE TELEFONE CELULAR. TERCEIRIZAÇÃO LÍCITA. à prescrição do FGTS. Vistos. sem os acréscimos de gratificações e outros. às horas extras. auxílio refeição em horas extras e cesta básica). TST. 1083/verso).1. TST. pugnando pela reforma da r. aos honorários periciais. 193. não há falar em violação à súmula 331 do C. §1º. Razões da 1ª reclamada. 94 da Lei nº 9. INSTALAÇÃO E REPARAÇÃO LINHAS TELEFÔNICAS. aos pedidos decorrentes desta declaração (jornada Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 de trabalho. Conheço parcialmente do recurso ordinário interposto pela primeira reclamada.472/97 permite à concessionária de telecomunicação a contratação de terceiros para o desenvolvimento de atividades inerentes.. não houve remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho para emissão de parecer. pois a simples possibilidade de vir a ser contactado pela ré. preliminar de coisa julgada. 1073/1082. uma vez que. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. às fls. Portanto. RECURSO ORDINÁRIO DO RECLAMANTE. O art. 193. condena-se as reclamadas a pagar ao obreiro o adicional de periculosidade durante o contrato de trabalho. à multa do art. da lavra da eminente Juíza Angela Baptista Balliana Kock. que a base de cálculo do adicional de periculosidade seja o salário. conforme se denota do trecho abaixo transcrito. Não comprovada a limitação de locomoção do trabalhador. da CLT. em recurso ordinário. Segundo aduziu.ª reclamada às fls. CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário interposto pelo reclamante. Razões do reclamante. sentença de fls. à fl. pois a Ação Civil Pública teria reconhecido a possibilidade da terceirização em sua atividade-fim. (. não autoriza o reconhecimento do regime de sobreaviso.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.0132 RECURSO ORDINÁRIO Recorrentes: WANDERLEY DE OLIVEIRA SIMOES TELEMAR NORTE LESTE S/A Recorridos: TELEMAR NORTE LESTE S/A WANDERLEY DE OLIVEIRA SIMOES VITELCO ENGENHARIA S/A GECEL S/A Origem: 2ª VARA DO TRABALHO DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM . Embora intimadas..5. a 1ª reclamada requer. nos termos do § 1º do art. nos termos do art. 1056/1072.º 130 da SDI-1 do C. CLT e Súmula 191/TST. à assistência judiciária gratuita. emissão ou recepção de sinais ou sons. EMPRESA DE TELECOMUNICAÇÃO. pois tempestivas e regulares. no tocante à base de cálculo do adicional de periculosidade. 1046. 477 da CLT. porquanto preenchidos os pressupostos legais de admissibilidade. Com efeito. 966/972. sendo certo que o juízo de origem deferiu nos exatos termos requeridos. às horas extras e. Inteligência da Súmula 428 do C. 1046/verso. requerendo seja negado provimento ao recurso obreiro. 475-J do CPC.)” Quanto às demais matérias do recurso ordinário da 1ª ré. acessórias ou complementares ao serviço de transmissão. 2. à multa do art. sendo. ao adicional de periculosidade e à base de cálculo. no tocante à coisa julgada material. por meio de telefone celular. à fl. NÃO CONFIGURAÇÃO.2010. quanto ao reconhecimento do vínculo empregatício direto com a Telemar. que permanece com a possibilidade de usar seu tempo livremente. aos honorários advocatícios e aos descontos fiscais e previdenciários. Instrumentos de mandato. É o relatório.0087400-02. remetida para uma das Varas do Trabalho do Distrito Federal. em recurso ordinário. 1033/1045. AÇÃO CIVIL PÚBLICA IMPROCEDENTE A 2ª reclamada arguiu. porque preenchidos os pressupostos legais de admissibilidade. Os serviços de instalação e de reparação de linhas telefônicas são serviços auxiliares ou acessórios à transmissão de dados. às fls. posteriormente. por ausência de interesse recursal. HORAS DE SOBREAVISO. no percentual de 30% sobre o salário.TRT 17ª Região .2010. COISA JULGADA MATERIAL. Contrarrazões apresentadas pela 1. em face da r. respeitada a prescrição declarada.) Assim. à hipoteca judiciária. RELATÓRIO Trata-se de recursos ordinários interpostos pelo reclamante e pela primeira reclamada (Telemar Norte Leste S/A). Em atendimento ao Provimento Consolidado da CGJT. 23 de Setembro de 2013 108 Relatora Acórdão Processo Nº RO-87400-02.17. . in verbis: “(.. que julgou procedentes em parte os pedidos formulados na inicial. Considero as contrarrazões apresentadas pelo reclamante e pela 1ª reclamada. não há como ser reconhecido o sobreaviso. não o conhecendo. FUNDAMENTAÇÃO 2.ª Vara do Trabalho de Cachoeiro de Itapemirim/ES. requerendo o não provimento do recurso. prolatada pela MMª 2. não se encaixam no conceito legal de transmissão de sinais ou sons.2.1.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA RECURDO ORDINÁRIO DA PRIMEIRA RECLAMADA (TELEMAR NORTE LESTE S/A). conheçoo. TST. e de custas processuais.7 Recorrente Advogado Recorrido Plurima Autor Advogado Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Advogado WANDERLEY DE OLIVEIRA SIMOES Wéliton Roger Altoé(OAB: 007070 ES) TELEMAR NORTE LESTE S/A TELEMAR NORTE LESTE S/A Décio Freire(OAB: 012082 ES) WANDERLEY DE OLIVEIRA SIMOES VITELCO ENGENHARIA S/A GECEL S/A Luiz Eduardo Santos Salomão(OAB: 014510 ES) ACÓRDÃO . embora possibilite a consecução do serviço de telefonia. 251). 44 e 252 (substabelecimento fl. requerendo a reforma da r. a segunda e a terceira reclamada não apresentaram contrarrazões aos recursos apresentados (certidão de fl. nos tópicos levantados pela referida ré. por força da Orientação Jurisprudencial n.

à fl. auxílio refeição em horas extras e cesta básica. da Lei 8. Explico. auxílio refeição em .2. conforme dispõe o artigo 103. direitos previstos em Convenção Coletiva de Trabalho. era subordinado. Vejamos. formando-se o vínculo empregatício diretamente com o tomador de serviços (Súmula 331. por inexistir culpa in eligendo e in vigilando. A improcedência da ação civil pública proposta pelo Ministério Público do Trabalho. ainda que todas as afirmações prestadas pela 2ª reclamada. a recorrente anexa o v. acórdão de improcedência da ACP. a sua condenação subsidiária e a equiparação do autor com seus funcionários.078/90. por si só. consequentemente. referente à jornada semanal de 40 horas. de modo que não exerce mais tais funções por meio de seus próprios empregados. não verifico a ocorrência de coisa julgada material apta a obstaculizar o prosseguimento da ação individual. serviços para a 1ª reclamada (TELEMAR NORTE E LESTE S/A). Também afirmou ser empresa do ramo de telecomunicações. regulamentada e fiscalizada pela ANATEL (Agência Nacional de Telecomunicações). Portanto. que permitiu a terceirização na atividade-fim e. Assim. transferência de linhas de assinantes e instalação de telefones). afirmou que as funções desempenhadas pelo reclamante (instalação e remoção de fios telefônicos. sem vislumbrar qualquer fraude no vínculo empregatício. no sentido de que não houve oposição de recurso contra a decisão que negou seguimento ao agravo de instrumento em recurso de revista. a decisão proferida em sede de ação civil pública não tem efeitos dúplices. § 2º.2. remunerado. impugnou a responsabilidade subsidiária. o que não é o caso dos autos. Portanto. Argumentou não existir nenhum profissional em seus quadros que exerça a atividade do reclamante. Lei 8. por meio da desconsideração da personalidade jurídica. jornada de trabalho. exclusivamente. junta a certidão do TST. na função de cabista. em contestação. Lei 7. requereu sua equiparação aos empregados da Telemar. por eventuais débitos reconhecidos nesta ação. não sendo. tíquete alimentação. não prejudicando as pretensões individuais. mesmo que não haja insuficiência de provas. inclusive. Argumentou que a Lei Geral de Telecomunicações não autoriza a terceirização na atividade fim da empresa. pelas obrigações da empresa contratada. 267 do CPC. De qualquer sorte.078/90. quais sejam. Mencionou que o inciso IV da Súmula 331 do C. com ou sem hipossuficiência de provas (artigo 103 §1º do CDC). ainda. Esse é o sentido estabelecido no microssistema de processo coletivo (formado pela Constituição da República.º 9. da Lei 8. 1054/verso. para reconhecer (rectius: declarar) a ilegalidade de determinada conduta da reclamada. requereu o reconhecimento do vínculo empregatício Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 diretamente com a tomadora dos serviços (Telemar) e. mediante terceirização. o tomador de serviços não está sujeito a responder. para a presente demanda. do mesmo diploma. inciso I. já que terceirizou todas as atividades secundárias (instalador. do C. somente faz coisa julgada ultra partes a procedência da ação. 23 de Setembro de 2013 109 Por conta do deslocamento de competência. Assim. sendo ilícita a terceirização em análise. Assim. Alegou. § 1º. e. cujos efeitos se estendem para todo o território nacional. Ressaltou que a prestação de serviços para a 1ª reclamada ocorreu em virtude de contratação entre as reclamadas para atender às suas necessidades empresariais.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. do C. excutir-se primeiro os bens dos sócios da GECEL. laborando ininterruptamente através das interpostas (VITELCO e GECEL).492/97) permite a contratação de atividades relacionadas com seu objeto principal. enquanto que as atividades-meio estão ligadas à manutenção e instalação de linhas telefônicas. O juízo a quo indeferiu o pedido de reconhecimento do vínculo de emprego diretamente com a Telemar. devendo eventual crédito trabalhista recair sobre sua real empregadora. por jamais ter contratado. em 07/04/2010. que foi admitido pela 1ª reclamada (TELEMAR NORTE LESTE S/A). mesmo que esteja em trâmite ação civil pública com o mesmo objeto (artigo 104 do CDC) ou tenha havido decisão de improcedência. mesmo que subsidiariamente. com base no princípio da igualdade. ou seja. na inicial. em 10/02/2002. caso incida a condenação subsidiária.47297 – Lei Geral das Telecomunicações). nos termos da Súmula 331. em sede de contestação. julgou improcedentes os pedidos decorrentes da declaração do reconhecimento do vínculo de emprego. sendo que sua atividadefim é aquela ligada diretamente à transmissão. TST apenas é aplicado quando a terceirização é realizada com fraude e com intuito de prejudicar o empregado e. quando tiver integrado a lide coletiva como litisconsorte. Às fls. cuja legislação própria (artigo 94 da Lei 9. Assim. I. requerendo. sob o fundamento de que o autor foi regularmente contratado pelas 2ª e 3ª reclamadas. EQUIPARAÇÃO (ANÁLISE EM CONJUNTO COM O RECURSO ORDINÁRIO DO RECLAMANTE) Alegou o reclamante. 2. caso indeferido o pedido de reconhecimento do vínculo empregatício. o reconhecimento legal da conduta da reclamada. não se equiparam àquelas desempenhadas pelos empregados da 1ª ré (Telemar). na execução. A TELEMAR. defendeu que a coisa julgada na aludida ação possui efeitos erga omnes. no caso de improcedência da ação coletiva. ser empresa do ramo das telecomunicações. TST. dispensado. sendo dispensado. por qualquer meio. segundo o artigo 103.078/90. para os limites da coisa julgada na ação coletiva. de fato. sem justa causa. estejam corretas. Ainda. A única ressalva que o microssistema de tutelas coletivas dispõe sobre a coisa julgada atingir o tutelado individualmente reside no artigo 103. fiscalizado ou comandado a prestação de serviços do reclamante. TST). com legislação própria (Lei n. Pelo princípio da eventualidade. a aplicação do inciso V do art. emissão ou recepção de informações. diferenças dos tíquetes alimentação. a coisa julgada ficará limitada aos legitimados da ação coletiva. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. e. que inclusive não possui funcionários que desenvolvem esta atividade. requereu a condenação das prestadoras de serviços solidária ou subsidiariamente. possível a alegada equiparação. assim. a coisa julgada da improcedência da ação coletiva ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho não teria efeitos na esfera individual. em sua atividadefim. 1043/1052. a fim de ver apreciada a sua pretensão. ausentes tais requisitos. não induz. A GECEL.347/85 e LC 75/93). Defendeu que prestava. VÍNCULO EMPREGATÍCIO. a sentença coletiva de improcedência do pedido não produz efeitos na esfera individual. Ressaltou ser de conhecimento notório que a empresa terceirizou totalmente as atividades de instalação e manutenção de linhas telefônicas. pois. deve-se observar o benefício de ordem para. aduziu não ser possível o reconhecimento do vínculo empregatício e. reparador e cabista) a empresas especializadas. Rejeito a preliminar. tampouco. aquele que se sentir lesado individualmente poderá procurar o Judiciário. então. sendo desta que recebia as ordens.

Por fim. de pulverização da atividade sindical. sobreaviso. que a primeira reclamada não mais realiza os serviços de instalação e reparação de linhas telefônicas por meio de seus próprios empregados e que. o que incluía. por fio. nego provimento aos recursos ordinários interpostos pela 1ª ré (Telemar) e pelo reclamante.. estando inserido em sua atividade fim. então. IV. estivessem tais atividades inseridas no conceito restrito de atividade de telecomunicação. estabelece expressamente que no cumprimento de seus deveres.2. a concessionária poderá.(. horas extras. reiterando os argumentos da defesa para afastar a responsabilidade subsidiária. do C. Ainda. que ". requereu o deferimento dos pedidos decorrentes da declaração do vínculo. por seu turno. Pelo princípio da eventualidade. habitual ou mesmo intermitente com equipamentos energizados aptos a provocar choques elétricos... TST. IV. requereu a incidência do salário base do reclamante para fins de cálculo do . diversos estudos estão sendo realizados. sucessivamente. não obstante possibilite a consecução do serviço de telefonia. ainda. contra o qual resistem os trabalhadores. pois. apenas em caso de frustrado o pagamento pelos executados. 23 de Setembro de 2013 110 horas extras e cesta básica.. Ressaltou que o reclamante participou de diversos cursos de “Noções Básicas de Segurança do Trabalho”. poder diretivo dos serviços prestados.472/97. bem como reflexos sobre aviso prévio. naturalmente. de desemprego. Isso posto. ao argumento de que prestava serviços diretamente para a Telemar. considero que os serviços de instalação e reparação de linhas telefônicas são serviços auxiliares ou acessórios à transmissão de dados. a transferência açodada de parte das atividades empresariais para outras empresas tem sido sinônimo. desde que inexistente a pessoalidade e a subordinação. II . amparado pelo princípio constitucional da isonomia e em alegações de precarização de mão-de-obra. não há empregados exercendo as mesmas atividades do reclamante. sendo certo. caracteres. do C. que não há qualquer prova de trabalho com subordinação direta à tomadora dos serviços. TST. destinadas a propiciar a prestação do serviço principal. em regra. a partir de abril/2009. Nesse aspecto. O empresariado. em virtude do contrato pactuado. ADICIONAL DE PERICULOSIDADE Na inicial. art. meios ópticos ou qualquer outro processo eletromagnético. entre nós.estratégia da focalização . a 2ª reclamada sustentou que o reclamante. já que a licitude da terceirização é tratada pela Súmula 331 do C. Todavia.não se forma vínculo de emprego com o tomador a contratação de serviços de vigilância (Lei nº 7. para que sejam excutidos os bens dos sócios da primeira ré. portanto. bem como o de equiparação com os empregados da tomadora dos serviços. férias acrescidas de 1/3. em primeiro lugar.472/97. imagens. diferenças dos tíquetes alimentação. Aliás. 94. Nessa linha de raciocínio.contratar com terceiros o desenvolvimento de atividades inerentes. bem como a de serviços especializados ligados à atividade meio do tomador. direito ao adicional de periculosidade. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Cumpre notar que a Lei nº 9. Requereu o pagamento do adicional de periculosidade no percentual de 30%. até maio/2008. por isso.Anatel. Inconformada. O reclamante. de retrocesso nas condições de trabalho e de diminuição de salários. o percentual foi alterado para 15%. em virtude da proximidade com os cabos elétricos energizados de alta tensão. Mencionou que a ré. patrocinados pelo empregador. de símbolos. escritos. não se encaixam no conceito legal de transmissão de sinais ou sons. recorre a 1ª reclamada. a sua atividade-fim e. além de fornecer equipamentos de proteção individual. Por fim. o que possibilita a redução dos custos e o melhor controle de qualidade. contínuo. calculado sobre a remuneração. sendo certo.). o que é definido pela Lei nº 9. outrossim. A Telemar Norte Leste é uma empresa de telecomunicação. todas as outras atividades (não previstas no transcrito dispositivo legal) são consideradas atividades-meio. Passemos. o requerimento do vínculo empregatício. acessórias ou complementares ao serviço. 477 da CLT. TST. à análise do caso em tela. principal e subsidiário. sinais. emissão ou recepção. os bens dos sócios da GECEL e da VITELCO. de conservação e limpeza. que encontra óbice no inciso II do art. qualquer ilicitude na terceirização do serviço. Abriu-se. portanto. DSR. no exercício da função de instalador. radioeletricidade. TST. sons ou informações de qualquer natureza (§1º. passou a receber 5% referente ao adicional de periculosidade e. observadas as condições e limites estabelecidos pela Agência: I . 2. Em defesa. por força da desconsideração da personalidade jurídica. assim.472/97 como sendo a transmissão. Afasta-se. seja observado o benefício de ordem.102/83). o reclamante alegou que exercia atividade em área de alto risco.. presente a hipótese prevista na Súmula 331. nos termos da Súmula 331. o que prejudica a quem incumbia o ônus de demonstrar. A questão tratada nos autos diz respeito ao fenômeno denominado de "terceirização". pendendo a jurisprudência trabalhista ora para a rejeição de tão controvertido instituto ora para o seu temperamento. nos termos da Súmula 191 do C. o tomador dos serviços é responsável subsidiário pelo descumprimento das obrigações trabalhistas assumidas pela 2ª e 3ª rés e não cumpridas. defende a tese da concentração das atividades naquilo que é o núcleo de sua atividade . condenou a 1ª reclamada a responder subsidiariamente pelas verbas devidas. em seu art. campo para o entendimento lúcido que considera válida a "terceirização" de atividades quando estas não integram a atividade-fim do empreendimento econômico e.. principalmente. Editou-se a Súmula nº 331 da Súmula do Colendo TST que enuncia.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. uma vez que. 13º salário. Não vislumbro. argumentou que o adicional de periculosidade observou o percentual previsto em norma coletiva. a multa de 40% e multa do art. nunca lhe pagou o valor referente ao adicional de insalubridade e. 60). auxílio refeição em horas extras e cesta básica). seria imprescindível que o exercício das mesmas fosse precedido de autorização da Agência Nacional de Telecomunicações . É esta. na hipótese de ausência de pessoalidade e subordinação. E não há falar em benefício de ordem. já que. Diz que a LTG não se aplica no campo das relações empregatícias. pugna pelo reconhecimento do vínculo empregatício diretamente com a tomadora dos serviços. na medida em que a primeira reclamada exercia sobre a segunda e terceira. no sentido de que sejam excutidos. benefícios previstos nas CCT’s e ACT’s aplicados aos trabalhadores da Telemar (jornada de trabalho. o FGTS. 94 da Lei 9.3. então. em seu item III. apenas a partir de junho/2008. outrossim. não havendo. em recurso ordinário. não trabalhou em contato direto.". pois a desconsideração da personalidade jurídica é excepcional. ainda que inferior ao estabelecido na lei. bem como a implementação de projetos associados. o poder de fiscalizar o cumprimento das obrigações trabalhistas. então.com o escopo de diminuir a diversidade das formas de organização da produção e do trabalho. Vejamos. requerendo.

Disse. embora o reclamante não laborasse no sistema elétrico de potência. os reflexos do adicional de periculosidade nas seguintes verbas: férias mais 1/3. razão pela qual suas atividades e de suas prestadoras não estão submetidas à Lei 7. uma vez que adoto o entendimento segundo o qual o decreto regulamentador.369/85. SISTEMA ELÉTRICO DE POTÊNCIA. e o sinistro pode acontecer ainda que se mantenha contato habitual por alguns minutos. reiterando os argumentos expendidos na contestação.4. Ademais. 22/23). do C. ADICIONAL DE PERICULOSIDADE. Tribunal.412/86 extrapolou o objetivo já fixado na Lei nº 7. área de risco: 1 .412/86. O perito concluiu.2010) O pagamento de adicional de periculosidade efetuado por mera liberalidade da empresa. TST. que fez o enquadramento da respectiva periculosidade conforme o quadro de atividades e área de risco anexo ao Decreto. 25 e 26. dispensa a realização da prova técnica exigida pelo art. 7. Não pode o decreto distinguir onde a lei não o faz. às fls. Aliás. CLT e Súmula 191/TST. 93. baseado na prova pericial. Ainda. Como o reclamante atuava bem próximo dessas linhas aéreas. De igual modo. conforme transcreve a Orientação Jurisprudencial 406.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. o expert foi categórico ao afirmar que o reclamante ficava exposto ao risco de acidentes de forma habitual e permanente. A 1ª ré. durante todo seu período laboral.09. fazendo jus ao adicional de periculosidade no percentual de 30%. Deferem-se.412. que a partir de junho/2008 o reclamante passou a receber 5% do adicional de periculosidade. dá direito ao empregado a receber o adicional de periculosidade de forma integral. que as atividades obreiras não caracterizam periculosidade. faz jus a perceber o adicional previsto na Lei n. da SDI-1. que regulamentou a Lei nº 7. DE 20. respeitada a prescrição declarada. décimo terceiro salário. no período imprescrito. recorre a primeira ré. verbis: OJ-SDI1-406 ADICIONAL DE PERICULOSIDADE. 195 da CLT. Ademais. de 20. REGULAMENTADA Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 PELO DECRETO Nº 93. a OJ nº 347. no exercício de suas funções. esse entendimento já foi cristalizado na súmula 361 do C. 20 e 21.2003 O trabalho exercido em condições perigosas. tampouco.1985. aviso prévio e horas extras. perito.412. que era somente o de especificar a atividade considerada perigosa. in verbis: “A prova pericial produzida foi no sentido de que o trabalho do reclamante era periculoso.10. ELETRICITÁRIOS. certo é que. conforme previsão técnica legal dada pelo Decreto 93. LEI N° 7.369. instaladores e reparadores de linhas de empresas de telefonia. Vejamos. EXPOSIÇÃO INTERMITENTE (mantida) . (grs. dessa forma. de 14. DESNECESSÁRIA A PERÍCIA DE QUE TRATA O ART.369/85.412/86. subtransmissão e distribuição. nego provimento. Indevido o reflexo sobre o RSR uma vez que mensalista. incluindo plataforma e cestos aéreos usados para execução dos trabalhos. DJ 19. julgou procedente o pedido de pagamento do adicional de periculosidade.369. ainda que de forma proporcional.1986. que laboram próximo ao sistema elétrico de potência. verbis: REDES DE TELEFONIA.2. 23 de Setembro de 2013 111 adicional de periculosidade. CARACTERIZAÇÃO DE FATO INCONTROVERSO. O decreto regulamentar deve cingir-se ao que a lei contém e. pois torna incontroversa a existência do trabalho em condições perigosas. 638/654. sim. considero que a incidência do percentual de 30% não comporta fracionamento. ns. FGTS mais 40%. DJ 25. 121/2003.1985. as declarações do autor na inicial: que não recebia o adicional de periculosidade até maio/2008. condena-se as reclamadas a pagar ao obreiro o adicional de periculosidade durante o contrato de trabalho. HONORÁRIOS PERICIAIS . embora de forma intermitente. Asseverou o i. 2.86. já que a lei o estipulou de forma fixa sobre o salário do obreiro. o pagamento espontâneo do adicional de periculosidade. 451/495). 195 da CLT. Isso posto. ainda. Deve-se observar. nos termos do Decreto n. da SDI-1.412/86. 195 DA CLT. nos seguintes termos. conforme informado pelo perito. Corrobora essa conclusão o fato de que o risco não escolhe hora nem lugar. EXTENSÃO DO DIREITO AOS CABISTAS. TST.) Nesse aspecto. instaladores e reparadores de linhas e aparelhos de empresas de telefonia. (DEJT divulgado em 22. O trabalho desenvolvido em redes de telefonia não integrantes do sistema elétrico de potência. o qual enumera dentre as atividades periculosas a manutenção de fontes de alimentação de sistemas de comunicação. O juízo de origem.09. caracteriza-se como atividade em condições de periculosidade. ainda. uma vez que o mesmo laborava em sistemas integrantes ao Sistema Elétrico de Potência e com a possibilidade de energização acidental ou por falha operacional. do C. sujeito ao risco de contatos com a rede energizada. nos moldes preconizados pelo Decreto nº 93. condutores e equipamentos de linhas aéreas de transmissão. E nem se argumente que o adicional seria proporcional ao tempo de exposição ao risco. TST considera devido o adicional de periculosidade aos empregados cabistas. mas exposto às suas condições de risco.369/85. INSTALADORES E REPARADORES DE LINHAS E APARELHOS EM EMPRESA DE TELEFONIA. verbis: SUM-361 ADICIONAL DE PERICULOSIDADE. o trabalho desenvolvido pelo obreiro encontra-se. ainda.Res. DE 14. dirigida ao setor de energia elétrica.04.2007.369/88 (conforme previsto nos acordos coletivos – fls. em abril/2009 o adicional foi modificado para 15% (fls. não pode contrariá-la ou ir além do que ela permite e. abrangido pelo quadro anexo do Decreto nº 93. 193. não estabeleceu nenhuma proporcionalidade em relação ao seu pagamento. restringi-la. por ser ato inferior à lei. por sua vez. PAGAMENTO ESPONTÂNEO.10. ainda. defendeu o pagamento do adicional proporcional ao tempo efetivo de exposição ao risco. Nesse sentido. desde que. Na eventual hipótese de condenação. fiquem expostos a condições de risco equivalente ao do trabalho exercido em contato com sistema elétrico de potência. que as atividades exercidas pelo reclamante são ensejadoras de periculosidade. como é o caso dos autos. dispensaria a realização da prova técnica exigida pelo art. é fácil concluir que o Decreto nº 93. É devido o adicional de periculosidade aos empregados cabistas.11.10. Assim. ainda que de forma proporcional ao tempo de exposição ao risco ou em percentual inferior ao máximo legalmente previsto.Estruturas.369/85. o entendimento sedimentado na Súmula nº 07 deste E. no percentual de 30% sobre o salário. nos termos do § 1º do art. pois torna incontroversa a existência do trabalho em condições perigosas. suas atividades eram bem próximas a este.” Inconformada. verbis: ADICIONAL DE PERICULOSIDADE. Assim. porque a Lei nº 7. LEI Nº 7. correndo altos riscos. argumentou ser empresa concessionária de serviços de telecomunicações.

com uma hora de intervalo intrajornada . Assim. o reclamante ficava de sobreaviso” (fl. quando estava trabalhando em Cachoeiro. LABOR EM SÁBADOS. Igualmente. DOMINGOS E FERIADOS. “Trabalhava um feriado sim e outro não. sentença quanto ao adicional de periculosidade. já que na média não há excesso de jornada. com o mesmo intervalo dos dias normais. devendo ser examinados. a testemunha Eliandro Zanivan Breda (fl. Registra-se que todas as testemunhas ouvidas (provas emprestadas). bem como que usufruiu do intervalo intrajornada. sobretudo porque cumpria a sua rota da maneira que lhe conviesse. I. ainda. com sobreaviso das 17:30 às 8:00 horas do dia seguinte”. Asseverou que. que. que quando viajava. sábado não). que a reclamada não juntou os registros de ponto de todo o período contratual (faltam registros do período anterior a 20/11/2007).entre as 12h e 13h30min. que as horas extras. passou a controlar a jornada do reclamante e a pagar eventuais horas extras trabalhadas. em razão da grande liberdade na execução das funções. que podiam anotar as horas extras trabalhadas e que as horas excedentes a duas por dia eram anotadas nos dias que saiam no horário contratual. Destaca-se. nos seguintes termos. os instaladores de linhas telefônicas chegavam a realizar serviços “por fora” durante o dia de trabalho. improcede o pedido de pagamento de “domingos”. aos sábados e domingos” (fl. da CLT.5. I. Por fim. eventualmente apuradas.”. até janeiro de 2008. folgando 02 domingos por mês (domingos alternados)” (fl. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 A reclamada trouxe aos autos os cartões de ponto no período de 21/11/2007 a 07/04/2010 (fls. por cautela. que este tempo envolve tanto a parte interna quanto externa. a testemunha Eliandro Zanivan Breda (fl. tem-se que em uma semana o autor laborava 40 horas (08h às 17h30min. Em média. com relação aos domingos laborados no período sem registro de ponto. Aduziu que “trabalhava nos feriados de forma alternada. Isso. todos os dias da semana. de acordo com a escala de plantão” (fl. alegou que “além de participar dos plantões normais (finais de semana alternados. Por determinação da empresa. assim. afirmou que a jornada semanal é de 44 horas e o divisor 220. A 1ª reclamada (TELEMAR) também afirmou que o serviço era externo e que o horário de trabalho do reclamante era das 08h às 17h30min. de segunda a sexta-feira) e. 847) afirma que “na instalação mais fácil se gasta de 20/25min e na mais demorada 40min. 14). . 2. não há de se falar em pagamento de horas extras na semana em que o labor foi de 48 horas. A segunda reclamada (GECEL). Assim. e como as razões recursais se limitaram à eventual reforma do julgado neste particular. INTERVALO INTRAJORNADA. da CLT. Quanto aos sábados. que efetivamente as horas extras laboradas foram consignadas nos registros de ponto. nego provimento ao apelo. de segunda a segunda. Nos finais de semana era a equipe que estava de plantão a responsável pelo sobreaviso. assim. na inicial. isto é. porém. Refutou o trabalho em dias de domingos e feriados. em sede de contestação. a prova testemunhal revelou que o trabalho nesses dias dava-se de forma alternada (sábado sim. possuem ações em face da reclamada com idênticos pedidos e mesmo advogado.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. razão pela qual. porque. Não obstante. nos registros de ponto observa-se que o autor sempre teve uma folga semanal. também. As testemunhas Walace Ovidio Matias (fl. das 17:30h do sábado até às 07:30h do domingo. com 1h30min de intervalo. das 17:30h de sexta até 07:30h do sábado. Informou. que “realizava plantão a cada 15 (quinze) dias. inciso XIII da CF. Assim. Os contracheques colacionados aos autos (fls. em média. que não havia extrapolação de jornada todos os dias. Refutou. se afastada a exceção do artigo 62. Não havendo que se falar em pagamento de horas extras nos meses em que a reclamada juntou os cartões de ponto. que as horas extras trabalhadas além das duas horas eram lançadas em outros dias em que saia do serviço no horário contratual. in verbis: “Pleiteia o reclamante o pagamento de horas extras a partir da 40ª hora semanal. Ora. domingos e feriados. nos termos do art. 753) e Eliandro Zanivan Breda (fl. não gozava do intervalo intrajornada. ainda.2. não gerando direito a pagamento de horas extras. não fazia intervalo para almoço. reinquirido quatro vezes. além de argumentar que eventual trabalho extraordinário foi devidamente remunerado. […] que o depoente fazia aproximadamente de 8 a 10 instalações e reparos por dia”. que “iniciava sua jornada de trabalho às 07:30 horas e encerrava em média às 19:30 horas (deixavam o trabalho entre 18:00 – mais raramente – e 23:00 horas). Sobre esse fato. também. PLANTÕES. Verifica-se. aduziu que. 18). A testemunha Marcos Queiroz Sardinha (fl. 788) afirmou que “trabalhavam em regime de escala durante o período do dia no sábado e domingo e folgavam na semana subsequente”. indefere-se o pedido de pagamento de horas extras e respectivos reflexos no período para o qual não foi juntado controle de jornada. além de ter afirmado que os cartões de ponto demonstram que em diversos feriados o reclamante não trabalhou. 788) declararam que não tinham que retornar na reclamada ao final do expediente. 7º. não havia o controle de jornada. pois o reclamante estava enquadrado na exceção do artigo 62. o labor em plantões e em sobreaviso. no mesmo sistema de plantão: das 8:00 às 17:30 horas. Logo. SOBREAVISO (ANÁLISE EM CONJUNTO COM O RECURSO DO RECLAMANTE) O reclamante alegou. em todos os dias trabalhados. ante o pedido de reconhecimento da isonomia com os empregados da 1ª reclamada (pedido não acolhido em item anterior). os plantões iniciavam-se na sexta-feira às 17:30 horas e encerravam-se às 08:00 horas da segunda-feira. sem labor aos sábados. improcede o pedido. mais cinco dias no mês. da forma pretendida pelo autor. 23 de Setembro de 2013 112 Uma vez mantida a r. a compensação da jornada na semana subsequente (intersemanal) é legal. 13). em confronto com os demais elementos dos autos. Quanto à alegação de inexatidão da marcação dos cartões de ponto. Frise-se. Disse. a média de tempo gasto para as instalações e reparos diários – isso quando realizada a quantidade máxima apontada – não demonstra a necessidade de extrapolação da jornada contratual. ainda. a partir de janeiro de 2008. 62/70) demonstram o pagamento de horas extras. Pelo princípio da eventualidade.” “Efetivamente trabalhava das 08:00 às 17:30. O juízo de origem julgou parcialmente procedente o pedido autoral. as testemunhas não lograram desconstituir a prova documental juntada. 358/372). são devidas a partir da 44ª semanal. HORAS EXTRAS. esclareceu “que até duas horas extras por dia poderia anotar no cartão de ponto. 788) declarou que a empresa tinha banco de horas e que as horas extras eram compensadas. 48 horas (a jornada supracitada + as 8 horas do sábado). em média de três a quatro dias por semana. na seguinte. Alegou. Por seu turno. A testemunha Eliandro afirma. bem como das 17:30h do domingo às 07:30h da segunda-feira. Quanto a esses. 13).

pois não refletem a real jornada de trabalho. Corrobora a conclusão esposada observar que. pugnando. caso não acolhido os argumentos supra. O adicional é de 100%. vejamos o seguinte depoimento. como quer crer o reclamante (de 07:30h às 19:30h. abrangido pelo regime de horário de trabalho. Entretanto. não há falar em enquadramento na exceção prevista no inciso I. mesmo se considerarmos 10 (dez) instalações por dia. em um longo arrazoado (fl.” Inconformada.. foi devidamente pago. passou a instituir o controle de ponto (fls.. a .5 horas. conforme Súmula n. renovando a tese no sentido que o labor era externo. da CLT. às fls. Vejamos. TST. após essa data. sentença quanto às horas extras. demonstrada a possibilidade do controle da jornada do empregado que executava trabalho externo. Faz-se necessário analisar a possibilidade de controle da jornada de trabalho do reclamante antes de janeiro de 2008. se as atividades laborais do reclamante permaneceram as mesmas ao longo de todo o contrato de trabalho e a segunda reclamada demonstrou a compatibilidade do labor externo com a fixação de horário de trabalho. SDI-1) e habitualidade. Por conseguinte. 62. mormente diante do tempo gasto em cada instalação.] que iam na empresa pegar a ordem de serviço e ao término do serviço ligavam para o encarregado para saber se havia outro serviço. por dia. estava submetido ao controle da jornada de trabalho pelo empregador e.. com 1h30min de intervalo. deferem-se também os reflexos das horas extras acima deferidas nas seguintes parcelas: 13º salário. 788) confirmou que o horário de almoço não era controlado. que este tempo envolve tanto a parte interna quanto externa. embora o serviço do reclamante tenha sido executado externamente. mais ou menos 6. como narrada na inicial. Quanto ao pedido de pagamento do adicional de sobreaviso. como o trabalho era externo. tal entendimento ser aplicado no período em que teve registro de ponto. que comprovariam a jornada do reclamante. Ao contrário. a prova dos autos é no sentido de que o obreiro tinha autonomia para definir seus próprios horários para alimentação. Improcedente. alegando que os prepostos são uníssonos ao afirmar que não houve qualquer alteração no trabalho. que. Não é difícil descaracterizar a tese da reclamada acerca da impossibilidade do controle da jornada por se tratar de trabalho externo quando a própria empresa. na peça de ingresso. por fim. aviso prévio e RSR. portanto. TST. bem como a efetiva remuneração do obreiro (Súmula 264/TST). asseverando. Improcedem os demais reflexos vindicados por falta de amparo legal. Para cálculo. embora inalteradas as funções do reclamante. Assim. este é o teor do depoimento da testemunha. sequer há testemunhas que informem referida jornada em todos os dias. ainda. devendo. FGTS + 40%. Em outras palavras.. a segunda reclamada (GECEL) reconheceu que havia o controle da jornada. Argumenta que a jornada de trabalho era controlada pelos sistemas das reclamadas ou pelas ordens de serviços. o que impossibilita o controle de jornada pelo empregador. Também inconformado. Sustenta que o ônus da prova era do autor e que eventual labor extraordinário ocorrido. 428. Ainda. a testemunha Eliandro Zanivan Breda (fl. fls. Relativamente à ausência de concessão de intervalos intrajornada nas viagens. o reclamante deveria entrar em contato com a empresa no início dos trabalhos. recorre a 1ª reclamada. já que não anexaram aos autos tais documentos. do artigo 62. Sustenta que as reclamadas não juntaram os cartões de pontos do período anterior a 21/11/2007. Senão vejamos: [. teremos 400 minutos. Todavia. que o encarregado da OI poderia passar aonde estavam trabalhando e determinar outras atividades . que o encarregado era da GECEL. assim como o reclamante. in verbis: “(. 845) Dessa forma. que.. o labor em feriado. requerendo a aplicação dos termos da Súmula 338 do C. restou incontroverso que estes eram trabalhados de forma alternada. nesse particular. o próprio autor determinava o tempo de intervalo para suas refeições. É certo que constam testemunhas (provas emprestadas) que informaram que. em face da inserção do registro. Nesse sentido. como bem asseverado pelo Juízo de origem. Aduz. 1001/1025).. em média. as testemunhas não demonstraram que havia a exaustiva jornada de trabalho narrada pelo reclamante na inicial. pela reforma da r.. deferem-se as horas extras laboradas em feriados (um trabalhado e o outro não) no período em que não foram juntados os registros de ponto.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. [. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Defende que a prova oral produzida nos autos confirma a jornada narrada na petição inicial. que o valor das horas extras seja pago pela média das horas extraordinárias já pagas e demonstradas em Juízo. pois. ainda que se considere o tempo de percurso para uma instalação e outra.) que na instalação mais fácil se gasta de 20/25min e na mais demorada 40min. fl.. férias + 1/3. (. asseverando que os cartões de ponto juntados foram impugnados desde a petição inicial. observe-se o divisor 220. 23 de Setembro de 2013 113 Assim. A ré concedeu folga compensatória e poucos foram os feriados laborados.. multiplicá-la por 40 minutos (tempo máximo de cada instalação). e não pelo acolhimento da alegação autoral. assiste-lhe razão. Quanto à alegação autoral no sentido de que os cartões de ponto juntados (após janeiro de 2008) não servem para apontar a real jornada do reclamante. Improcede o pedido. devendo o ônus ser das rés. é devido o pagamento em dobro e não labor extraordinário. inclusive com o pagamento de horas extras a partir de janeiro de 2008. ainda. evidenciado que não havia a extrapolação da jornada. Aliás. relativamente aos períodos sem registro. Fixa-se a jornada nestes dias de 8h as 17h30min. pois há prova testemunhal no sentido de que os cartões eram anotados uma única vez no mês (testemunha Eliandro Zanivan Breda (prova emprestada. O simples uso de aparelho de telefone celular apenas facilita a convocação do obreiro para atender a emergência e não configura o sobreaviso. todos os dias da semana).] Assim. para a execução dos serviços. da CLT no período anterior a janeiro de 2008.) que o depoente fazia aproximadamente de 8 a 10 instalações e reparos por dia”. assim. (Depoimento de Marcos Queiroz Sardinha – prova emprestada. Assim. recorre o autor. 753 (prova emprestada). não há que se falar em pagamento de “domingos” também nos períodos sem comprovação de controle de jornada. se não compensado em outro dia. Assim. por três vezes na semana. 788/789). No tocante ao pedido de pagamento de feriados a prova documental não socorre o obreiro. em virtude da natureza salarial (OJ 354. 358/372). que portava celular para atendimento a eventual chamada. que os cabistas iam para a empresa no mesmo horário pela manhã. Não havia controles dos horários de almoço e. o autor afirma. nos termos do art. As testemunhas ouvidas para tal fim não convenceram o Juízo e não comprovaram a quase ininterrupta jornada apontada pelo autor..

mas por advogado particular (fl. também com razão o reclamante.. pelo tempo de instalação narrado pela testemunha Marcos Queiroz Sardinha. não obstante a possibilidade de controle da jornada autoral. e é devida a todo aquele que receber salário igual ou inferior ao dobro do mínimo legal.)” (Depoimento de Gilson Quirino da Silva – prova emprestada) “(. nego provimento ao recurso da 1ª ré e dou parcial provimento ao recurso obreiro para determinar o pagamento de horas extras em relação ao labor em sábados. domingos e feriados era o mesmo dos dias da semana. 320/357) contém pagamento a título de horas extras. quando comprovada que sua situação econômica não lhe permite demandar sem prejuízo do sustento próprio ou de sua família. do art. do art. domingos e feriados alternados. muito embora algumas testemunhas (provas emprestadas) tenham aludido que. fl. fl.) que ficavam de plantão final de semana sim final de semana não e nos feriados de forma alternada (. que o horário de sábados. como no artigo 3º da Lei n. devo registrar que a assistência judiciária gratuita e o benefício da justiça gratuita não se confundem. que às vezes não havia folga na semana subsequente. não houve comprovação da limitação da locomoção. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 É certo que a simples possibilidade de vir a ser contactado pela empresa por meio de telefone celular.º 5. § 2º DA CLT (redação alterada na sessão do Tribunal Pleno realizada em 14. não .2012) . e não se confunde com o benefício da justiça gratuita. ficando. previsto no § 3º. ainda. a assistência judiciária gratuita é devida apenas na hipótese prevista na Lei n. (. permanecer em regime de plantão ou equivalente. quando preenchidos os requisitos previstos no próprio artigo. não caracteriza o regime de sobreaviso. pois.. mas. 23 de Setembro de 2013 114 jornada era estendida até às 19:30h. a parte deve estar assistida por seu Sindicato de classe. diferentemente do que ocorre quando há concessão do benefício da justiça gratuita. 790 da CLT. quando em viagem (três vezes) por semana. posto que o ordinário se presume.)” (Depoimento da testemunha Eliandro Zanivan Breda – prova emprestada) “(.. na hipótese em tela. não havia necessidade de tal jornada para o cumprimento das instalações.584/70. férias + 1/3. ou seja. Verifico que o autor laborava final de semana sim e final de semana não. Nesse sentido. domingos e feriados era o mesmo dos dias da semana. Este é uma faculdade do juiz. 244. não autoriza a aplicação da norma. Vejamos os seguintes depoimentos: "(. Não se pode olvidar. permanecendo.. devem ser pagos os feriados alternados de todo o período laborado. 13º salário.. não se pode olvidar que o trabalho externo longe das vistas do empregador não permite saber exatamente o tempo despendido para descanso e alimentação.2012 I . Ante todo o exposto. Quanto à alegação de plantões a cada quinze dias. de acepção mais restrita. 5.. repisa-se.O uso de instrumentos telemáticos ou informatizados fornecidos pela empresa ao empregado. conforme depoimentos que seguem.6. das 08h às 17:30h.” Sustenta em seu apelo que não foram preenchidos os requisitos mínimos do art. destacando que o reclamante não se assistido pelo sindicato de sua categoria profissional. Na hipótese vertente. in verbis: "(. 14 da Lei n. 14 da Lei n. melhor sorte não possui o reclamante. no âmbito desta Especializada.584/70. não há qualquer elemento que sinalize no sentido da ocorrência de carga de trabalho que impedisse o gozo do intervalo intrajornada. pois restou provado nos autos que o reclamante laborava de forma alternada nos feriados. então. que em vários contracheques do reclamante (fls. Afinal.. não prescinde dos requisitos da Lei n. Aliás.. pois não foi apontada qualquer razão que justifique a impossibilidade de gozo do intervalo. 753) “(. FGTS + 40% e DSR. por si só.Considera-se em sobreaviso o empregado que. Com efeito. sem a devida comprovação da folga. não havendo efetiva prova da compensação dos domingos.. a redação atribuída ao referido parágrafo pela Lei 10. Assim. como limitado pelo julgado de origem.) que trabalhavam em regime de escala durante o período do dia no sábado e domingo e folgavam na semana subsequente.584/70. 2. extensivo a quem não esteja assistido por Sindicato (prevista no § 3º. nos seguintes termos: “Defere-se o requerimento de assistência judiciária. 790. a possibilidade de usar o tempo livremente. Em primeiro lugar.. no Processo do Trabalho. que o horário de sábados. também. importando somente na isenção de custas. enquanto aquela.º 1. a assistência judiciária gratuita tem previsão tanto no art. o reclamante não está assistido por Sindicato de classe. em respeito à aventada precariedade econômica do reclamante – artigo 790. da Consolidação das Leis do Trabalho – vide OJ SDI 1269 e OJ SDI 1331.) que na parte de cabo havia plantão aos sábados e domingos e era difícil ter a folga prometida.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.º 5. que às vezes não havia folga na semana subsequente. não gozava do intervalo de 1 hora para descanso e refeição. ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA Pretende a 1ª reclamada a reforma da decisão que deferiu o requerimento de assistência judiciária gratuita. Quanto ao intervalo intrajornada. 185/2012. quanto ao alegado sobreaviso. portanto. com adicional de 75% (previsão em ACT) para o labor extraordinário prestado nos sábado e de 100% aos domingos e feriados. com 1 hora de intervalo. melhor sorte não assiste ao autor.09. § 3º. que havia a possibilidade de gozo do intervalo intrajornada de 1 hora.. não apenas do período sem anotação nos registros.2.)” (Depoimento da testemunha Eliandro Zanivan Breda – prova emprestada) Dessa forma. II . à distância e submetido a controle patronal por instrumentos telemáticos ou informatizados.)” (Depoimento da testemunha Walace Ovídio Matias – prova emprestada. ainda...) que trabalhava em regime de plantão um final de semana sim outro não (. (. embora haja prova no sentido de que os trabalhadores cabistas permaneciam com telefones celulares nos finais de semana que estavam de plantão.. 44) e.. (.584/70.. Diz. então. por si só.Res. No que se refere aos requisitos de concessão da assistência judiciária. 26 e 27. nos sábados e domingos.. da CLT)..º 5. DEJT divulgado em 25. assegurado igual benefício ao trabalhador de maior salário.. 822) No que tange aos feriados. aguardando a qualquer momento o chamado para o serviço durante o período de descanso”. com reflexos no aviso prévio. com razão o reclamante.. Pois bem.537/2002 revogou os termos correlatos inseridos na Lei 5.584/70. Por fim.) que trabalhavam em regime de escala durante o período do dia no sábado e domingo e folgavam na semana subsequente. que autor possui condições de arcar com eventuais despesas processuais.)” (Depoimento da testemunha Fábio Gasparino Martins – prova emprestada. Considero.09. a Súmula 428 do TST: "SOBREAVISO APLICAÇÃO ANALÓGICA DO ART.060/50.

in verbis: FGTS. tratando-se de inovação recursal. 477. XXIX. colaciono aresto do TRT da 3. alegando que a prescrição do FGTS é especial. não lhe assiste razão. (Processo 000001034.0021 . tantos quantos bastem ao pagamento da importância da condenação. Data de Julgamento: 14/11/2012. Precedentes da Corte. da CLT. Página 17) Ademais. durante todo o vínculo de emprego. pois a CLT possui regra específica aplicável quando não ocorre o pagamento espontâneo da dívida advinda de condenação judicial. Com efeito. pois o reclamante não requereu em sua inicial. de multa. com ressalva do entendimento pessoal do Relator. No mesmo sentido do ora decidido a Súmula n. pois concede ao devedor o prazo de quinze dias. MULTA DO ARTIGO 475-J DO CPC Contra a r. aquele incidente sobre parcelas deferidas no julgado (adicional de periculosidade e horas extras). 880 da CLT obriga ao devedor que efetue o pagamento da dívida ou garanta a execução em 48 horas. recorre o autor. Contudo. Órgão Julgador: Primeira Turma. 2.2010.3. A . da CLT. pois o texto legal se refere expressamente a valor equivalente ao "salário" do empregado. constando a data do recebimento no dia 14. de 30 anos. Todavia. INAPLICABILIDADE AO PROCESSO DO TRABALHO. INCIDÊNCIA SOBRE PARCELAS PRESCRITAS. BASE DE CÁLCULO. ante a ausência de pagamento de horas extras. Embora a multa em questão não seja devida em razão do reconhecimento ao direito ao pagamento de diferenças. 54 (juntado pelo autor) e 397 (juntado pela 2ª ré). A base de cálculo da multa prevista no artigo 477. da CF/88. IMPOSSIBILIDADE. conforme pugnou em recurso ordinário.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. tratando-se.2010.º 206 do C. na forma do art.ª Região. do CPC. mantendo o benefício da gratuidade de justiça ao reclamante.2. MULTA DO ARTIGO 477 DA CLT O autor requereu o pagamento da multa do artigo 477 da CLT. Publicação 20/07/2012. 41). sentença que indeferiu a aplicação da multa do art. que preconiza que não havendo pagamento ou garantia da execução. “RECURSO DE REVISTA. PRESCRIÇÃO DO FGTS O Juízo a quo acolheu a prejudicial de prescrição suscitada pela ré e declarou prescritos todos os créditos constituídos anteriormente a 28. ao passo que o art. relatou que segue a sorte do principal Recorre o autor. à fl. recorre o reclamante. 2. da CLT (até o 1. não comportando o dispositivo de natureza punitiva interpretação ampliativa. §8. da CLT.º do art. ao argumento de que não é o caso típico de atraso na quitação das parcelas rescisórias. 475-J DO CPC. O Juízo de origem indeferiu o pedido de pagamento da multa do art. 477. o pagamento da multa a favor do empregado. MULTA DO ART. no âmbito do processo do trabalho.1. com base na declaração de miserabilidade jurídica. para reformar a r. Pelo exposto. requer a aplicação da prescrição trintenária com relação ao FGTS. 23 de Setembro de 2013 115 estão atendidos os pressupostos previstos na Lei n. bem como que recebeu a menor.3. terminou o cumprimento do aviso prévio em 07. decorre do preenchimento de dois requisitos. quanto ao pedido de reflexo do FGTS.2010 a 07. já recebida ou pleiteada nesta demanda. qual seja.98100-05. da CLT.”(RR .04. no pedido n. para determinar o pagamento da multa do art. Inconformado.584/70 para a concessão da assistência judiciária gratuita. artigo 790.5. calculada sobre a remuneração do obreiro.5.2010. Recurso de revista conhecido e provido. sob pena de penhora. DEJT. nos termos do §8. será “em valor equivalente ao seu salário”.03. como se vê nos seguintes julgados: “PROCESSO NA FASE DE CONHECIMENTO. Relator: Emerson Jose Alves Lage. diversa é a hipótese dos autos. ao argumento de que é perfeitamente aplicável a regra em comento ao processo do trabalho. a existência de lacuna no Texto Consolidado e a existência de compatibilidade entre a norma que se pretende aplicar analogicamente e a sistemática principiológica do processo do trabalho. Relator Ministro: Lelio Bentes Corrêa. uma vez que. 477 DA CLT. e não sobre a maior remuneração recebida.2009. 5. e. Pois bem. APLICAÇÃO ÀS EXECUÇÕES NO PROCESSO DO TRABALHO. Divulgação 19/07/2012. pois.3. serguir-se-á a penhora dos bens. de acordo com o TRCT de fl. 54.º 17 da inicial (fl.º dia útil imediato ao término do contrato). TST adota esse entendimento. com base na maior remuneração recebida.04. e não. quanto ao requerimento de que a multa seja com base na maior remuneração recebida.º. 475J. por constituir parcela acessória. A prescrição da pretensão relativa às parcelas remuneratórias alcança o respectivo recolhimento da contribuição para o FGTS. 790. dou parcial provimento ao apelo. de inovação recursal. da CLT. § 8º.04. verifico que no Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho (TRCT). 477.03. inarredáveis.2011. Em primeiro lugar.04. e não à remuneração. Data de Publicação: 23/11/2012). pois acompanha o principal. os depósitos reflexos. nesta Especializada. (grifos nossos) Nego provimento. ou seja. o reclamante requereu a condenação das reclamadas ao pagamento da multa do art. não há se falar em FGTS incidente sobre todos os valores pagos no curso do contrato de trabalho – e aí sim a prescrição é trintenária –. 7º. alegando que. sem ressalva quanto à observância de qualquer outro prazo prescricional para a pretensão de créditos fundiários. Pelo exposto.08. do art. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 fora do prazo previsto no art.º. 477. dou parcial provimento ao apelo. A aplicação de norma processual de caráter supletivo. mantenho o benefício da justiça gratuita. 477. de fl. in verbis: EMENTA: MULTA DO ART. A 2ª reclamada (GECEL) afirmou que a dispensa foi feita regularmente. No entanto. nos termos do §3º. a prescrição não é trintenária e sim parcial. 2. Com efeito. com pagamento das verbas no prazo. RECURSO ORDINÁRIO DO RECLAMANTE 2. resultando inaplicável a multa prevista no artigo 475-J do Código de Processo Civil ao Processo do Trabalho. MULTA PREVISTA NO ARTIGO 475-J DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. Pois bem. sentença quanto ao deferimento da assistência judiciária gratuita. sob o fundamento de que recebeu fora do prazo os valores do TRCT. 1ª Turma. Vejamos. Encontra-se firmado nesta Corte superior entendimento no sentido de que a Consolidação das Leis do Trabalho traz regramento específico quanto à execução.21. 45. O C. mas recebeu os valores apenas no dia 14. que deverá incidir sobre toda a remuneração do obreiro. da CLT. TST. é o salário base do empregado. quais sejam.3. da CLT. Assim. o artigo 883 da CLT. §6.2010.2005. fazendo jus a multa do artigo em análise.3. nos termos do § 3º. inexiste lacuna normativa.0104 RO. o reclamante cumpriu aviso prévio no período de 09. Além do mais. Nesse sentido. essa regra não se revela compatível com a orientação normativa do processo do trabalho.

exatamente como prevê os artigos 466 do CPC e 899 da CLT que tratam.69000-73. o artigo 880 da CLT impõe prazo de 48 horas para que o executado pague o débito ou garanta a execução. autorizando a expedição de mandado para registro de hipoteca judiciária junto ao Cartório do Registro de Imóveis. o eg. o posicionamento do Relator. em efeito secundário e imediato da sentença que condena a parte ao pagamento de uma prestação em dinheiro ou em coisa. (. 23 de Setembro de 2013 116 jurisprudência desta Corte firmou entendimento no sentido de que o processo do trabalho deve seguir as normas específicas contidas na CLT quanto à execução de suas decisões. insculpidos no art.0052. da hipoteca judiciária e da garantia do juízo recursal na esfera trabalhista.0052.09.2006.20152.5.0031. inaplicável ao processo do trabalho a multa do art. III . no entanto. não se pode olvidar que a fixação de penalidade não pertinente ao Processo do Trabalho importa em ofensa aos princípios do devido processo legal e da legalidade. 3ª Turma. sem amparo legal. II . Subseção I Especializada em Dissídios Individuais.. portanto. Subseção em 29/06/2010. Precedentes.5. independe de pedido da parte. A controvérsia foi pacificada por esta e. Rel. do CPC. Recurso de embargos conhecido e não provido. 6. sendo perfeitamente aplicável ao processo do trabalho.. nos termos do art.6. DEJT 01/07/2011) (. Nesse sentido. pois "enquanto a regra do artigo 475-J do CPC fixa prazo de 15 dias para o executado saldar a dívida sob pena de ter que pagar multa de dez por cento sobre a quantia da condenação. Ao lançar mão do instituto da hipoteca judiciária. 466 do CPC é subsidiariamente aplicável ao processo do trabalho (art. Parágrafo único. até que atinja o montante suficiente para garantir a execução dos créditos devidos a si. no julgamento do processo nº TST-ERR-38300-47.. ao julgar o processo E-RR-38300-47. O Juízo de origem indeferiu o pleito. . consistente em dinheiro ou em coisa.) . da Constituição da República. a SBDI-I do TST se pronunciou.. Dessa forma. 2) das hipotecas legais. Visa. porque promove.0031. Ressalva-se.5. autorizando o credor a perseguir o bem onde quer que se encontre (direito de sequela). I. LXXVIII..5.2010. 7ª T. da Lei n. Recorre o autor. é a jurisprudência dominante no C. Segundo o relator.) HIPOTECA JUDICIÁRIA.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Ademais.2009. sendo.1188-32. Pedro Paulo Manus. além da matrícula. mesmo antes do trânsito em julgado da sentença.015/73 (Lei de Registros Públicos). assegurando-se.. assim.5. por um lado. tenho que o art.0052.Rel. esta medida é oportuna e adequada nesta Justiça Especializada. colaciono aresto recente da SBDI-I: RECURSO DE EMBARGOS EM RECURSO DE REVISTA.03. 769. que decorre apenas da existência desta e da condenação a uma prestação em dinheiro ou em coisa..2005..2005. assim. Mesmo se o julgador fixar prazo de 15 dias para pagar o débito sob pena de receber multa. judiciais e convencionais. prevista no art. 466. Não demonstrada violação literal de dispositivos de lei e da Constituição Federal. 475-J do CPC é inaplicável ao processo trabalhista. notadamente em face do princípio da celeridade e da duração razoável do processo. nem . da Constituição Federal. Min. Recurso de revista não conhecido. na exordial. (. meios eficazes para execução. A sentença que condenar o réu no pagamento de uma prestação. Lei 6.2005. CPC.01.0000 . TRT visou à garantia dos créditos devidos à reclamante em que foi condenada a reclamado.4. Relator Ministro: Mauricio Godinho Delgado..º E-RR-3830047. Recurso de revista conhecido e provido. (E-RR .. insculpidos no artigo 5º. Nego provimento.. ACÓRDÃO PUBLICADO NA VIGÊNCIA DA LEI Nº 11. Data de Julgamento: 22/03/2012.01. 466 do CPC. O entendimento majoritário desta Corte é no sentido de que a hipoteca judiciária. ante a omissão do texto obreiro e por não haver contrariedade aos princípios e normas que regem o direito do trabalho.3. Relator Ministro: Horácio Raymundo de Senna Pires.) HIPOTECA JUDICIÁRIA.pendente arresto de bens do devedor.No Registro de Imóveis. incisos LIV e XXXIX. para sua decretação. Nesse sentido.015/73.5. em julgamento referente ao processo n. 475-J. Ministro João Batista Brito Pereira.. TST: (. Nesse diapasão. cuja inscrição será ordenada pelo juiz na forma prescrita na Lei de Registros Públicos. consoante artigo 466 do CPC. MULTA DO ARTIGO 475-J DO CPC. sob pena de penhora". a hipoteca judiciária se afigura como medida extremamente eficaz para assegurar o resultado útil de futura execução. Dora Maria da Costa.2010. a teor do art. (. 475-J do CPC. estará ampliando o prazo celetista de 48 horas. em 26.ainda quando o credor possa promover a execução. A sentença condenatória produz a hipoteca judiciária: I . O instituto da hipoteca judicial encontra-se previsto no artigo 466 do CPC e no artigo 167. Relator que "a aplicação da multa de 10% em caso de não pagamento em 48 horas contraria os dois dispositivos legais. pela inaplicabilidade do art. 167.5. dessa forma. Precedentes. e tem por finalidade garantir o efetivo cumprimento da decisão condenatória.. Min.0671. não se exigindo.o registro: 1) da instituição de bem de família. HIPOTECA JUDICIÁRIA Requereu o autor. acrescenta sanção inexistente na CLT. por outro. porquanto inaplicável ao processo do trabalho.. Segundo a lição de Fredie Didier Junior. renovando o pedido inicial. 769 da CLT. decidiu que a multa do art. Examino. A hipoteca judiciária é consectária da condenação a dinheiro ou coisa.) HIPOTECA JUDICIÁRIA. 466. haja vista a predominância de lides que têm por objeto verbas de natureza alimentar.(RR154700-22. TST. a hipoteca judiciária sobre os imóveis pertencentes às reclamadas. e sua inscrição pode ser determinada de ofício pelo juiz ou tribunal. INAPLICABILIDADE AO PROCESSO DO TRABALHO. Data de Publicação: 11/05/2012).” (RR . I . as normas insertas no CPC e na CLT são incompatíveis. Argumenta o Exmo. a redução do prazo de quitação do débito previsto no CPC e. Ademais. Art. não havendo impedimento para que o juiz do trabalho adote as práticas do direito processual para garantir às partes a efetividade da decisão proferida. tendo como principal objetivo prevenir a fraude à execução. 2.) Consiste.03. valerá como Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 título constitutivo de hipoteca judiciária. DEJT 1º/7/2011) (.embora a condenação seja genérica. 8ª T. que as partes a requeiram. quando se decidiu que a multa do artigo 475-J do CPC é incompatível com o processo trabalhista. 5º. A fim de consolidar os entendimentos já manifestados no âmbito das Turmas do C. serão feitos. a Seção I Especializada em Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho (SBDI-I).) (RR . que assim preceituam: Art. Data de Julgamento: 12/12/2012. Data de Publicação: 14/12/2012).496/07. à garantia do efetivo cumprimento da decisão condenatória.24. é um efeito secundário e imediato da sentença.2010. 2. respectivamente." Nesse sentido. da CLT).01.

Rel. desde que realizada a inscrição da hipoteca judiciária no cartório de registro de imóveis. Rel. para determinar a hipoteca judiciária dos bens alienáveis pertencentes às reclamadas. mesmo. consistindo dever do julgador determinar sua efetivação. ainda. e sobre seus bens imóveis e certos móveis. HIPOTECA JUDICIÁRIA.. APLICAÇÃO NO DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO. Precedentes. Min. no processo do trabalho. independentemente de requerimento da parte interessada. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS Recorre o autor contra a r. IV/455)..) (RR . impõe-se a aplicação subsidiária da norma do artigo 466 do CPC. Significa dizer que a decisão constitui título suficiente para que o vencedor da demanda venha a ter. A hipoteca judiciária é uma consequência inarredável da decisão condenatória. Em que pese o respeito pelas abalizadas opiniões em contrário. e OJ nº 305. Horácio Raymundo de Senna Pires. pelo só fato da publicação da decisão do magistrado ou do Tribunal. e tampouco exige a comprovação de dilapidação do patrimônio. todas do C. 466 DO CPC. nem tampouco que o órgão jurisdicional sobre ela decida.584/70. DEJT 3/6/2011) HIPOTECA JUDICIÁRIA. 466 do CPC. o reclamante está assistido por advogado particular (fl. Maria de Assis Calsing..º 5. Min. Trata-se de um dos efeitos secundários ou acessórios da sentença condenatória e se manifesta de forma automática. 466 do CPC. HIPOTECA JUDICIÁRIA. Por disciplina judiciária. vale como meio preventivo da fraude à execução . A hipoteca judiciária é instituto asseguratório Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 estabelecido pela lei em favor da parte vencedora. nasce para o vencedor a faculdade de fazê-la inscrever . 824 do Código Civil e no art. 5ª T.03. cuja inscrição será ordenada pelo juiz na forma prescrita na Lei de Registros Públicos-.74. APLICABILIDADE.e da compatibilidade com a principiologia do processo do trabalho. dou provimento ao recurso. 45.0110. Violações de lei e da Constituição e divergência jurisprudencial não configuradas. Rel.. 1ª T. que tal medida processual não tem relação com a solvibilidade ou não da empresa ré.5. sentença que indeferiu a verba honorária. 896. 6ª T. O art.. curvo-me ao entendimento desta colenda Corte no sentido de que não há incompatibilidade do instituto da hipoteca judiciária com as normas que regem o direito do trabalho e. Min.º 5. Recurso de revista não conhecido.2009..2009.(Com. em conformidade com a Súmula 450 do C. § 4º. da CLT.. para a sua decretação.0042. portanto. (.0048. Rel. ART. JULGAMENTO EXTRA PETITA. 769 da CLT). mas sim que esta declaração viabiliza o cumprimento do requisito da miserabilidade jurídica. (RR-203600-95. Recurso de revista de que não se conhece.(RR-43400-96.03.5. 2.5. inclusive para assegurar o direito de sequela.3.. quando outra utilidade não tenha. APLICABILIDADE AO PROCESSO DO TRABALHO E CONCESSÃO DE OFÍCIO. Embora seja efeito automático do próprio fato da sentença. entendo que a concessão de honorários advocatícios na Justiça do Trabalho não prescinde do preenchimento dos requisitos estabelecidos na Lei nº 5. Rel. que a parte a requeira. alegando que os honorários advocatícios lhe são devidos. EXECUÇÃO PROVISÓRIA. APLICABILIDADE NA JUSTIÇA DO TRABALHO. Vejamos.ex vi legis. ARTIGO 466 DO CPC. podendo ser determinada de ofício. DEJT 1º/7/2011) RECURSO DE REVISTA. há um direito do autor de inscrevê-la.) HIPOTECA JUDICIÁRIA. a qual supre apenas o requisito da miserabilidade jurídica.. nos termos previstos no artigo 466 do CPC. Não se exige. No presente caso.consistente em dinheiro ou em coisa. STF.03.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.584/70. Incidência da Súmula nº 333 e do art. Insta frisar que os indigitados verbetes jurisprudenciais trabalhistas não autorizam a ilação de que a simples apresentação de declaração de pobreza seria suficiente para o deferimento de honorários advocatícios. Moacyr Amaral Santos assegura que.2009. Precedentes. na medida em que representa garantia de satisfação do crédito na futura execução do título judicial. HIPOTECA JUDICIÁRIA. contra o vencido.0008. DEJT 24/6/2011)” Frise-se. ao disposto na Lei n. muito embora seu uso não tenha sido uma constante nesta Justiça Especializada.5. a hipoteca judiciária. nesta Justiça Especializada. O verbete jurisprudencial editado pelo Excelso Pretório sob o n.º 450 preconiza o pagamento de honorários advocatícios sempre que o vencedor for beneficiário de justiça gratuita. 133 da Constituição Federal não revogou o jus postulandi. Entretanto. DEJT 1º/7/2011) (. o que o torna relevante em processo do trabalho. restringindo-se o pagamento dos honorários advocatícios..A sentença que condenar o réu no pagamento de uma prestação.0139. independentemente de o obreiro receber ou não salário superior ao dobro do mínimo legal. Recurso de revista não conhecido. 3ª T.03.2007. 2ª T. nos termos do art.5. por força da lei. TST.584/70.) (RR-199700-07.que não prevê nenhuma forma de garantia integral da condenação antes de seu trânsito em julgado . Guilherme Augusto Caputo Bastos. Min. mas não o da assistência sindical. em consonância com a linha traçada pelas Súmulas nºs 219 e 329. uma vez que revela norma de eficácia contida.) 2. Institui-se a hipoteca judiciária e. artigo 133 da CF e artigo 20 do CPC. (RR-194-21.(RR-61100. o instituto comporta aplicação nesta Justiça Especializada (art. Por se tratar de imposição legal. eminentemente processual. A lei de . como querem alguns doutrinadores. ao CPC. reconhecendo o cabimento dos honorários advocatícios. Min. Por se tratar de efeito anexo da sentença. Em razão da lacuna na CLT . pedido da parte ou pronunciamento do Juiz.5. Recurso de Revista não conhecido. sendo a CLT omissa. 23 de Setembro de 2013 117 divergência jurisprudencial.. Precedentes. Aloysio Corrêa da Veiga.2008.. direito real de garantia. 4ª T. A medida tem fundamento no art.. Não se adota. o que se fará por simples mandado do Juiz. Kátia Magalhães Arruda.03. apenas nas hipóteses previstas na Lei n. que deve ser ordenada pelo juiz por meio de expedição de mandado em atenção a requerimento de especialização dos bens feito pela parte favorecida mediante decisão condenatória. 44) e apresentou declaração de insuficiência econômica à fl.18700-98. como conseqüência do efeito principal e dispensa. A decisão proferida pelo Tribunal Regional está em conformidade com a jurisprudência desta Corte Superior. da SDI-I. DEJT 24/6/2011) RECURSO DE REVISTA. Este tem o seguinte texto: . Afastando o caráter obsoleto do instituto. 2ª ed.º 633. que tem se firmado ao preconizar que é cabível a declaração de ofício da hipoteca judiciária para garantia da execução.03. Recurso de revista não conhecido. (. Min. Rel. consequentemente. Destaca-se que a hipoteca judiciária pode ser declarada pelo Magistrado. DEJT 3/6/2011) (. prescinde de pedido ou requerimento da parte interessada. inclusive de ofício.. não se pode olvidar que a própria Corte Suprema possui a Súmula n. limitada ao montante da condenação. Nesse passo. valerá como título constitutivo de hipoteca judiciária.5.0042.2010.. Recurso de revista não conhecido. Lelio Bentes Corrêa. prescinde até mesmo de pedido ou requerimento da parte interessada. o princípio da sucumbência no Processo Trabalhista.

se as verbas tivessem sido quitadas integralmente em suas épocas próprias.713. limitada ao montante da condenação. TST. transferindo o respectivo encargo financeiro com o tributo para terceiros (art. sentença quanto ao deferimento da assistência judiciária gratuita. nego provimento. no tocante à base de cálculo do adicional de periculosidade.2012) . FGTS + 40% e DSR. se as verbas tivessem sido quitadas integralmente em suas épocas próprias. da Lei nº 8.00 (trinta mil reais). no mérito. o obreiro não se eximiria da incidência dos descontos previdenciários. conhecer do recurso ordinário do reclamante e conhecer parcialmente do recurso ordinário interposto pela primeira reclamada (TELEMAR). 3. no momento em que. em 14.º. Novo valor da condenação arbitrado em R$ 30. nos termos do §3º. determina que a contribuição previdenciária devida pelo empregado. nos termos do art. de 22/12/1988. em relação à incidência dos descontos fiscais. 186 do CC. alegando que.212/1991. para o Fisco. é de se compreender que o imposto incidente sobre os rendimentos pagos. de 22/12/1988. no caso de ações trabalhistas.000. Em outras palavras. o Imposto de Renda incidente sobre os rendimentos pagos em cumprimento da decisão judicial será retido pela pessoa obrigada ao pagamento. pelas reclamadas. porquanto somente por disposição expressa de lei é possível excluir a responsabilidade do contribuinte. segundo o artigo 12-A da Lei n. Custas no valor de R$ 600. Esse foi justamente o entendimento aplicado pelo juízo de origem. por maioria. e. Por sua vez.000. nos termos do art. 23 de Setembro de 2013 118 regência exige a demonstração concomitante dos dois requisitos. férias + 1/3. independente do seu valor. não havendo como transferir-se para a reclamada este ônus tributário. mês a mês. inclusive quanto aos rendimentos recebidos acumuladamente em virtude de decisão judicial. o referido desconto deve levar em consideração as cotas de responsabilidade de ambos os litigantes.00 (trinta mil reais). são indevidos os honorários advocatícios vindicados pelo recorrente. artigo 790. Vejamos. com a redação dada pela Lei nº 12. devendo ser calculadas. o encargo financeiro do empregado não pode ser transferido para o empregador. Em conformidade com o artigo 46. Conforme exposto no dispositivo retro. portanto. §4º.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. nos termos dos artigos 43 e 45 do Código Tributário Nacional. realiza a hipótese de incidência do imposto. da súmula 368. que regulamentou a Lei nº 8. (ex-OJs nºs 32 e 228 da SBDI-1 – inseridas.1994 e 20.048/1999. 276. caso fosse paga à época própria.350/2010. observado o limite máximo do salário de contribuição. CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região.00 (seiscentos reais). inclusive quanto às alíquotas a serem utilizadas para o cálculo do tributo. será retido na fonte no momento em que esses rendimentos se tornarem disponíveis para o reclamante. não há mais razão para se falar em base de cálculo dos descontos fiscais sobre o montante das verbas trabalhistas Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 deferidas judicialmente. nos termos do art. sendo assim. requerendo. dar parcial provimento ao recurso da 1ª reclamada para reformar a r. não importando. Vencidos os Desembargador Lino Faria Petelinkar e Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi quanto aos tópicos vínculo . do Decreto n º 3. seja calculada mês a mês.º 7. Assim sendo. Recorre o autor. caberá ao juízo da execução calcular o recolhimento imposto de renda de tais verbas levando em consideração o percentual que incidiria sobre cada parcela. De qualquer sorte. em execução de decisão judicial. a legislação fiscal vigente à época desse fato é que deve ser aplicada. portanto. que é de quem aufere a renda e. Vejamos.04.3. Isso posto. por qualquer forma. em virtude de reconhecimento de créditos trabalhistas nesta Especializada. Assim. dar parcial provimento ao recurso do reclamante para determinar o pagamento de horas extras em relação ao labor em sábados. estas não ultrapassariam o valor mínimo da contribuição. 2. por unanimidade. no decorrer da relação empregatícia. de tal arte que o reconhecimento de créditos trabalhistas não importará prejuízo ao trabalhador. rejeitar a preliminar de coisa julgada e. 198. 20 e 23.º 7. mantendo o benefício da gratuidade de justiça ao reclamante. o item II. alegando que. §8. com adicional de 75% (previsão em ACT) para o labor extraordinário prestado nos sábado e de 100% aos domingos e feriados.350/2010. FORMA DE CÁLCULO (redação do item II alterada na sessão do Tribunal Pleno realizada em 16. pelas reclamadas. domingos e feriados alternados. É do empregador a responsabilidade pelo recolhimento das contribuições previdenciárias e fiscais. nego provimento. a incidência do imposto de renda deve obedecer ao regime de competência (mês em que a parcela deveria efetivamente ter sido paga). da CLT e para determinar a hipoteca judiciária dos bens alienáveis pertencentes às reclamadas.7. omissis II. Custas no valor de R$ 600. 13º salário. tanto na vigência do contrato de trabalho ou fora dele. respectivamente. 128 do CTN). TST. da CLT e. Nesse sentido. Novo valor da condenação arbitrado em R$ 30. Recorre o autor. mesmo que o trabalhador receba os haveres trabalhistas de uma só vez. verbis: SUM-368 DESCONTOS PREVIDENCIÁRIOS E FISCAIS. pois. Nego provimento. DEJT divulgado em 19. Em se tratando de contribuição previdenciária incidente sobre as verbas deferidas em decisão judicial. requerendo. se esse montante diz respeito a títulos contratuais devidos no passado e não adimplidos. ocorre apenas no momento do pagamento do crédito trabalhista ao reclamante.541/92.Res. com a redação dada pela Lei nº 12. resultante de crédito do empregado oriundo de condenação judicial.06. aplicando -se as alíquotas previstas no art. a condenação das reclamadas no pagamento dos encargos previdenciários.04. portanto. do C. do C.713. o ônus de seu pagamento. bem como para determinar o pagamento da multa do art. com reflexos no aviso prévio.3. COMPETÊNCIA. sendo de responsabilidade do empregador o seu recolhimento (repasse ao Fisco) e não. que será tributado como se tivesse recebido corretamente seus direitos.6. 12-A da Lei n. RESPONSABILIDADE PELO PAGAMENTO. estas não ultrapassariam o valor mínimo da contribuição. a condenação das reclamadas no pagamento dos encargos fiscais. Isso posto. IMPOSTO DE RENDA O Juízo de origem determinou a observância da Súmula 368 do TST quanto ao tema em análise. DESCONTOS PREVIDENCIÁRIOS O Juízo de origem determinou a observância da Súmula 368 do TST quanto ao tema em análise. 477.2012 I. da Súmula 368. e não apenas a do reclamado.03. sem dúvida. 186 do CC. é o trabalhador. o art. o sujeito passivo. não o conhecendo.2001). 2. o recebimento se torne disponível para o beneficiário. 181/2012. O fato gerador do tributo. De acordo com o item III.00 (seiscentos reais).

Expeçam-se os alvarás devidos pela guia de fls.032. assim decidiu à fl.116/1. conforme estipulado no acordo homologado. Razões da reclamada às fls. 1. DESCUMPRIMENTO DE ACORDO. o afastamento da multa em virtude da mora ter ocorrido por motivo devidamente justificado (força maior). pretendendo a reforma do julgado.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA EMBARGOS À EXECUÇÃO. o reclamante informou que o reclamado incorreu em mora relativamente à 4ª parcela da avença. também. 3 .2013: Des. IMPOSIÇÃO DE PENALIDADE. Contraminuta do reclamante às fls. dizendo que o escritório reclamado teve problemas no setor financeiro e que houve pane no sistema de informática do Bando Santander. à fl. totalizando o valor de R$ 126. em razão de pane no sistema de informática do Banco Santander. o juízo exequendo. sendo partes as acima citadas. Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente). I. do CPC. a aplicação da penalidade nos moldes do despacho de fl. 2.1. proferiu sentença extinguindo a execução.156/1.5. postulando. julgo extinta a presente execução. relatados e discutidos os presentes autos de AGRAVO DE PETIÇÃO.Assim. execute-se. inciso I do Código de Processo Civil. instituição bancária do reclamante. À Contadoria para elaboração da conta. Justifica. 1. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . às fls. os autos foram encaminhados para a contadoria do juízo.Após. então.2. 1. procedimento que observa a gradação legal do artigo 655/CPC.000. 1. Analisando o caso. pois presentes os pressupostos legais de admissibilidade recursal. in verbis: “Vistos. Des.Tratam os autos de execução de acordo descumprido. em face de RAMACCIOTTI ADVOGADOS ASSOCIADOS.026/1. Vistos.161. 1005/1006.1125. Procurador: Estanislau Tallon Bozi.0014 AGRAVO DE PETIÇÃO Agravante: RAMACCIOTTI ADVOGADOS ASSOCIADOS . Insatisfeito. 23 de Setembro de 2013 119 empregatício no recurso do reclamante e multa do 475-J. e.00 (cento e vinte e seis mil reais). 2 .09. O réu não foi intimado deste despacho. já devidamente penhorado. em face da r. 1. 1.116/1. publicado no DEJT de 08 de Agosto de 2012.168 pugnando pelo improvimento do apelo da reclamada.0014 Processo Nº AP-88900/2011-014-17-00. o reclamado foi intimado em 30/01/2013 (fl. etc. 5 . instituição bancária do reclamante. ou no primeiro dia subsequente.2011.118.126. em síntese.035. Após o aludido despacho de fls. prolatada pela MM. Logo após.118. 35 e 167. postulando o reconhecimento de vínculo empregatício e consectários legais. 1. 1. 2. EXECUÇÃO. a reclamada não comprova nenhuma de suas alegações.165/1. outrossim. intimem-se as partes.EPP Agravado: JAYME FERNANDES JUNIOR Origem: 14ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . sem. porque satisfeita a obrigação.2011. PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO. no tocante à admissibilidade dos Embargos à Execução.00 (doze mil reais). Alega o autor atraso na quarta parcela do acordo. em 03/12/2012. requerendo a reconsideração do despacho de fls. procedendo. 1030/1034 a reclamada comprova o pagamento da quarta parcela. Às fls.6 Agravante Advogado Agravado Advogado RAMACCIOTTI ADVOGADOS ASSOCIADOS .152. 1. Instrumentos de mandato. Às fls. após a garantia integral da execução. concernente ao cumprimento da quarta parcela referente ao acordo. a começar em 10/07/2012. às fls.2. Não obstante.045/1.EPP Sandro Vieira de Moraes(OAB: 006725 ES) JAYME FERNANDES JUNIOR Carlos Eduardo Amaral de Souza(OAB: 010107 ES) ACÓRDÃO . decisão de fl.027. o próprio reclamado noticiou que incorreu em mora. Assim. efetuado com atraso. nos termos do artigo 794. tendo sido determinada. 4 . 1. A decisão que impõe o pagamento de multa pelo descumprimento do acordo é impugnável via Embargos à Execução. pleiteou o vencimento antecipado das demais parcelas e o pagamento de multa equivalente a 50%. em 10 parcelas de R$ 12. Em 26/10/2012.128). em razão disso. nos termos do artigo 794. 1. MÉRITO. da lavra da eminente Juíza Marise Medeiros Cavalcanti Chamberlain.TRT 17ª Região . cuja ordem de bloqueio de ativos financeiros do devedor. respectivamente. Lino Faria Petelinkar e Desembargadora Claudia Cardoso de Souza. ensejando a aplicação da multa e acarretando o vencimento das parcelas subsequentes. em que o reclamado se comprometeu. dentre outras obrigações.” Desta decisão. nos moldes do artigo 884 caput da CLT. considero que o atraso no pagamento caracteriza o inadimplemento do acordo. agora. Em audiência realizada no dia 22/06/2012 foi celebrado acordo entre as partes.17. CONHECIMENTO Conheço do agravo de petição interposto pela reclamada. in verbis: “SENTENÇA 1 .Nada sendo requerido.000. a pagar ao autor a importância líquida de R$ 120. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19.00 (cento e vinte mil reais). arquivem-se os autos com baixa na distribuição. às fls.035. Com o valor do débito.5. RELATÓRIO Trata-se de agravo de petição interposto pela reclamada. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº AP-88900-35. que apurou o débito remanescente.030/1.17.035. a penhora on line do aludido valor. 1. Após. Em atendimento ao Provimento Consolidado da CGJT.0088900-35. É o relatório.” (grifos) Irresignado. A controvérsia tem origem em reclamação trabalhista proposta por JAYME FERNANDES JÚNIOR. CABIMENTO.1. Em 22/01/2013. FUNDAMENTAÇÃO 2. o réu peticionou. 1. 14ª Vara do Trabalho de Vitória/ES. o juízo a quo. logrou êxito em arrecadar o valor remanescente da dívida.050. haver intimação do reclamado acerca do bloqueio realizado. consoante decisão de fls.000.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. que não admitiu os Embargos à Execução opostos pela reclamada. todo o dia 10. não houve remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho para emissão de parecer. que foi indeferido pelo juízo de origem às fls. insurgiu-se via Embargos à Execução.

Sendo assim. pelo agravado e da Dra. Tatiana Aarão de Moraes. Sustentação oral do Dr. 3CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 do Trabalho da 17ª Região. com relação às horas extras. em face da r.2012. 1. ao receber as respostas das instituições financeiras. Segundo dispõe o artigo 884 da CLT a matéria arguível via Embargos à Execução deve ser restrita às “alegações de cumprimento da decisão ou do acordo. para oposição do remédio previsto no artigo 884 da CLT. observo que o questionamento do reclamado subsume-se estritamente na hipótese de “cumprimento da decisão ou do acordo” prevista no artigo 884 §1º da CLT. dar provimento ao apelo para determinar o retorno ao juízo de origem. revela-se suficiente à delimitação do pedido e ao seu julgamento. prolatada pela MM. o reclamado interpôs Agravo de Petição. o atraso no pagamento da 4ª parcela por motivo de força maior é circunstância que não descaracteriza o cumprimento integral do acordo celebrado entre as partes. a garantia integral da execução através da penhora de bens. que julgou procedentes em parte os pedidos formulados na inicial. por ocasião da realização de escalas extras.” Irresignado. NÃO CONFIGURAÇÃO. da lavra da eminente Juíza Denise Marsico do Couto. tal qual dispõe o artigo 89 Parágrafo único da Consolidação dos Provimentos da Corregedoria-Geral da Justiça do Trabalho (divulgada no DEJT de 17/8/2012). (caput) Sucede que. Em atendimento ao Provimento Consolidado da CGJT. em 30/01/2013 (quarta-feira). segundo o reclamado. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. 23 de Setembro de 2013 120 Contudo. sendo. o reclamado somente teve ciência do bloqueio do saldo remanescente quando foi intimado da decisão que extinguiu a execução. ante os termos da fundamentação supra. quitação ou prescrição da divida” (§1º) ou também poderá impugnar a sentença de liquidação (§2º). O juiz.052. 199/203. Vencida a Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi. a fim de apreciar o conteúdo dos Embargos à Execução. qual seja. Contrarrazões apresentadas pela reclamada.17.0094300-26. visto que o recurso em tela não é o adequado para reformar a decisão impugnada. à rescisão indireta do contrato de trabalho.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA INÉPCIA DA INICIAL. deixo de admitir os embargos à execução. Carlos Eduardo Amaral de Souza. emitirá ordem judicial eletrônica de transferência do valor da condenação para conta judicial. 1. teria havido motivo justificado de força maior para a mora no cumprimento da 4ª parcela do acordo.” (grifos) Conforme anteriormente narrado. tendo oposto os Embargos à Execução em 04/02/2013 (sexta-feira). a decisão que impõe o pagamento de multa pelo descumprimento do acordo é impugnável via Embargos à Execução. às fls. 116/118. a fim de apreciar o conteúdo dos Embargos à Execução. em despacho de fl. in verbis: “O Executado apresenta Embargos à Execução com o intuito de contestar a decisão proferida por este Juízo às fls.TRT 17ª Região . sem que fosse necessária a realização de dobras pelos funcionários. o prazo para oposição dos Embargos à Execução somente teve início com a sua intimação. devendo o Embargante se valer do meio correto presente no ordenamento jurídico. O termo inicial do prazo para oposição de embargos à execução é a data da intimação da parte. portanto. por maioria. pelo juiz. ou providenciará o desbloqueio do valor. Portanto. Não merece admissão. atendidos os requisitos do artigo 840 da CLT. HORAS EXTRAS. 4ª Vara do Trabalho de Vitória/ES.7 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Réu Advogado ELTON DE JESUS BEDIM Luciene de Oliveira(OAB: 006081 ES) VIGSERV SERVICOS DE VIGILANCIA E SEGURANCA LTDA Roberto Lança Junior(OAB: 016691 ES) MUNICIPIO DE SERRA Anabela Galvão(OAB: 005670 ES) ACÓRDÃO . no mérito. Procurador: Estanislau Tallon Bozi DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº RO-94300-26. Ou melhor. por unanimidade. no tocante à inépcia da petição inicial. sobre a imposição da penalidade. pretendendo a reforma do julgado. Porém. à responsabilidade subsidiária e aos honorários advocatícios. ou seja. pois.0004 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: ELTON DE JESUS BEDIM Recorridos: VIGSERV SERVICOS DE VIGILANCIA E SEGURANCA LTDA MUNICIPIO DE SERRA Origem: 4ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . Assim. Como a garantia integral do juízo deu-se com o bloqueio on line da conta do reclamado. não admitiu os Embargos à Execução opostos pela reclamada. dou provimento ao apelo. sustentando que os Embargos à Execução são o meio adequado para impugnação da decisão que impôs multa. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante ELTON DE JESUS BEDIM. e. 213/218. vencimento antecipado e bloqueio de conta bancária. Vistos. Assim. Portanto. in verbis: “Art. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19/09/13: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente). não há falar em inépcia da inicial. sendo partes as acima citadas.035. segundo o réu. o juízo a quo. o juízo ainda não se encontrava integralmente garantido.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. pelo agravante. na média de dez dobras ao mês. é necessário o preenchimento de requisito inafastável. motivo obstaculizador para oposição dos Embargos. requerendo seja negado provimento ao Apelo obreiro. Vejamos. sobretudo quando o empregador alega a existência de empregados para eventuais substituições. por entender tratarse do meio de impugnação incorreto.0004 Processo Nº RO-94300/2012-004-17-00. 89. conhecer do agravo de petição.5. Parágrafo único. publicado no . à fl.17. Desembargadora Claudia Cardoso de Souza e Desembargador Lino Faria Petelinkar. no momento em que o autor foi intimado pela primeira vez. sentença de fls. Razões recursais do reclamante às fls. A indicação de labor extraordinário.2012. e que eventual labor extraordinário era registrado no controle e freqüência e devidamente pago ao final do mês. de que se efetivou bloqueio de numerário em sua conta. dentro do quinquídio legal. para determinar o retorno ao juízo de origem. em estabelecimento oficial de crédito. 225/231.5.

Com relação ao pedido de condenação da reclamada ao pagamento de horas extras. no tocante ao labor extraordinário. conforme se infere da inicial. Há apenas causa de pedir quanto ao pagamento de horas extras pela supressão do intervalo intrajornada. do artigo 515. afasta-se a inépcia do pedido de horas extras. no tocante às dobras supostamente realizadas em escalas extras. do CPC. IV c/c art 295. jornadas extras. como entender de direito. não há o rigor formal do processo civil. a fim de que proceda ao julgamento do referido pedido. 282/CPC. parcialmente. não ocorre qualquer das hipóteses abstratamente previstas na norma processual. fazendo um breve histórico. o contraditório. não havendo qualquer motivo. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19/09/13: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente).2. o autor postulou o pagamento de horas extras.5. e. por elastecimento da jornada. No caso dos autos.) No que tange ao pedido de pagamento de horas extras efetivamente laboradas pelo autor. verifico que a reclamada. à disposição como reserva operacional destinada à cobertura eventuais necessidades em postos de trabalho. o que foi alterado tão somente a partir de JANEIRO/2012. na inicial. estando a exordial trabalhista em perfeita harmonia com o art.. portanto. nos termos do artigo 515. § único. ao contrário do apontado no decisum. de 08:00 as 18:00 em escala 5X2.. Aliás. como entender de direito.” Sendo assim. quando asseverou que “realizava uma média de 10 dobras por mês em ESCALA EXTRA”. 23 de Setembro de 2013 121 DEJT de 08 de Agosto de 2012. para declarar a inépcia da inicial. no mérito. . em defesa.17. que: “Inobstante a jornada acima. Acolho. § 1º da CLT. revelando-se respeitado. sem resolução do mérito.2. nos termos do § 3º. faltas programadas ou imprevistas.” Dessa decisão. porquanto presentes os pressupostos legais de admissibilidade recursal. por unanimidade.1. que representa uma mitigação à Teoria da Substanciação que informa o art. quando realizava escalas extras. não sendo necessária a utilização de pessoal em regime de sobrejornada (o que se daria em caráter de horário extraordinário além do horário do término da escala ou em dia de folga) para tal finalidade”. 840. A r.8 Recorrente Advogado Recorrido Plurima Autor Advogado Plurima Réu L. evidencia a exordial a ausência de causa de pedir nesse sentido também. (.CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. ao declinar os fatos elencados na inicial. Ademais. portanto. o que também impede o pleno exercício da ampla defesa pela parte ré. não houve remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho para emissão de parecer.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. do CPC.2011. quanto ao pedido de pagamento em dobro pelos domingos e feriados laborados (letra h da exordial) e de pagamento de horas extras efetivamente laboradas pelo autor. Desse modo. asseverou que todas horas extras foram devidamente registradas e pagas. tendo em vista tratar de matéria de fato. Bom. 04 e 05 da inicial. na justiça do trabalho.labor em feriados. MÉRITO 2. 3. 840/CLT. deve a petição ser indeferida. acrescentando que “a empresa dispõe de pessoa em caráter fixo em situação de “stand by”. obstando a elaboração satisfatória da peça de resistência. (. na medida em que sustentou a realização de 10 dobras ao mês. no tocante ao labor em sobrejornada. no tocante às dobras supostamente realizadas em escalas extras. com o retorno dos autos à Vara de origem. § 3º. sob os seguintes argumentos: “Arguiu a reclamada a inépcia da inicial no que alcança os pedidos de pagamento de horas extras. 2. às fls. Pelo exposto.1. por três razões: . a preliminar e extingo o processo. inclusive quanto àquelas decorrentes da supressão do intervalo intrajornada. argüida pela ré.supressão do intervalo intrajornada. Desembargadora Claudia Cardoso de Souza e Desembargador José Luiz Serafini. permanecido em escala 12X36 das 06:00 as 18:00horas sem intervalo e. em defesa. inclusive aquelas decorrentes da supressão do intervalo intrajornada e pagamento pelos feriados e domingos laborados em dobro. pois tempestivas e regulares. com suas narrações. a fim de que julgue o pleito. sem a efetiva contraprestação pecuniária pela reclamada.realização de 10 dobras ao mês em escala extra. entendo que houve causa de pedir. nos termos do artigo 267. .) In casu. FUNDAMENTAÇÃO 2. I. a fim de que proceda ao julgamento do referido pleito. ambos do CPC.0007 Processo Nº RO-94800/2011-007-17-00.C MARCON ADVOGADOS ASSOCIADOS . nos termos do artigo 515. CONHECIMENTO Conheço o recurso ordinário interposto pelo reclamante. Suspeição do Desembargador Lino Faria Petelinkar. há causa de pedir.. como entender de direito. em decorrência das dobras. É o relatório. no que é pertinente ao pedido de pagamento de horas extras. férias e/ou outras eventuais ausências. dar provimento ao apelo obreiro para afastar a inépcia da inicial. As demais matérias impugnadas no recurso ordinário do reclamante serão analisadas oportunamente. dou provimento ao recurso obreiro para afastar a inépcia do pedido de horas extras. asseverou o obreiro. sentença de origem acolheu parcialmente a preliminar de inépcia da petição inicial. e da Informalidade. deve. determinar o retorno dos autos à Vara de origem. no tocante às dobras supostamente realizadas em escalas extras. embora de forma sucinta. possibilitar que a demandada se defenda das alegações. o rte. in casu. do CPC. bem como se consagra o Princípio da Simplicidade nos termos do art. O autor. com a remessa dos autos à Vara de Origem. alegando que. insurge-se o autor.. HORAS EXTRAS. tendo o rte. § 3º. Procurador: Estanislau Tallon Bozi DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº RO-94800-20. INÉPCIA DA PETIÇÃO INICIAL.C MARCON ADVOGADOS ASSOCIADOS Aretusa Pollianna Araujo(OAB: 010163 ES) KARYNNA FRANCO ESPINOSO BRASCOBRA CENTER LTDA Aretusa Pollianna Araujo(OAB: 010163 ES) L. mas não quanto ao pagamento de horas extras. realizava uma média de 10 DOBRAS ao mês em ESCALA EXTRA. Se há situações em que a narrativa dos fatos não propiciar a impugnação específica por parte da ré. remanejado Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 para a RESERVA. Considero as contrarrazões apresentadas pela reclamada. conhecer do recurso ordinário interposto pelo reclamante e. vale ressaltar que.

Comprovantes de recolhimento de depósito recursal. em virtude de começarem a pagar comissões em razão de metas de produtividade. 245-251v. Razões recursais das reclamadas.00 (mil e duzentos reais).00 (setecentos reais) por mês. qual seja.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA RECURSO ORDINÁRIO DA RECLAMADA. quando da distribuição mensal dos lucros aos sócios. às fls. 25/253. a reclamante reiterou os argumentos da inicial.C MARCON ADVOGADOS ASSOCIADOS E OUTRO KARYNNA FRANCO ESPINOSO Recorridos: KARYNNA FRANCO ESPINOSO L. FUNDAMENTAÇÃO CONHECIMENTO Conheço dos recursos ordinários interpostos pelas partes. Considero as contrarrazões apresentadas pela reclamante e pelas reclamadas. alegando que as parcelas de R$ 700.200. 231-242.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.” Aduziu que sempre bateu todas as metas. PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS. 229. Sustentaram. decisão dos embargos declaratórios de fls. 23 de Setembro de 2013 122 Plurima Réu Advogado Plurima Autor Advogado BRASCOBRA CENTER LTDA Aretusa Pollianna Araujo(OAB: 010163 ES) KARYNNA FRANCO ESPINOSO Carla Cibien Guaitolini(OAB: 012530 ES) ACÓRDÃO . e que pode ter como critério a produtividade do trabalhador. às fls. mormente por tornar inviável o exercício de outras atividades. relativamente à participação nos lucros.2011.TRT 17ª Região . complementada pela r. enquanto a gratificação configura parcela fixa. às fls. propugnando pela manutenção da sentença. Alegaram que. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelas reclamadas LC MARCON ADVOGADOS ASSOCIADOS e BRASCOBRA CENTER LTDA e de recurso ordinário interposto pela reclamante KARYNNA FRANCO ESPINOSO. resta configurada a gratificação. acrescentando que as reclamadas confessaram que a reclamante sempre batia suas metas e recebia por elas.00 (cento e cinqüenta reais) pela segunda semana. Estabelecendo o contrato de trabalho firmado pela reclamante uma jornada diária de 8 horas. à fl. pleiteando a reforma do r. de modo que. deferiu a integração do referido valor na remuneração da autora.00 (setecentos reais) no caso da reclamante . contudo.C MARCON ADVOGADOS ASSOCIADOS E OUTRO Origem: 7ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . Aduziram que esta distribuição de lucros parou de ser paga a partir de maio de 2008. sentença de fls. sendo dispensada sem justa causa em 02/07/09. cujos valores constavam nos contracheques e se incorporavam ao salário para todos os fins. Indeferiu. a segunda. paga com habitualidade. na realidade. R$ 200. condicionado ao trabalho e a produtividade. no particular. o que não foi feito. Inconformadas. Estando o pagamento da parcela pelo empregador.00 (setecentos reais) e diante dos depoimentos das testemunhas. recorrem as reclamadas. à majoração da indenização por dano moral decorrente de assédio moral e aos honorários advocatícios. percebendo salário mensal de R$ 1. a integração da suposta dobra salarial. decisum. A participação nos lucros encontra-se vinculada a um único critério. Em defesa. e de custas processuais. esta passou a ser paga no contracheque. ainda. como advogada.00 (duzentos reais) pela terceira semana e R$ 250.17. ao dano moral. às horas extras. resta evidente o regime de dedicação exclusiva. tratando-se de mera liberalidade dos sócios da empresa. requereu a condenação desta ao pagamento das diferenças da real remuneração em todas as verbas rescisórias. estes faziam o repasse. 230. caso todos as metas fossem batidas. as reclamadas negaram a existência de pagamento “por fora”. A primeira delas consistia em uma dobra do salário. não houve remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho para emissão de parecer. DEDICAÇÃO EXCLUSIVA.0007 RECURSO ORDINÁRIO Recorrentes: L. Contrarrazões apresentadas pelas reclamadas. que o pagamento extrafolha deve ser corroborado por prova contundente. Alegou que durante todo o contrato de trabalho recebeu duas complementações salariais pagas por fora. o que totalizava o valor de R$ 700.1PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS Na exordial. narrou a reclamante ter sido contratada pela 1ª ré em 05/11/07.5. O Juízo de origem. razão pela qual improcede o Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . que julgou procedentes em parte os pedidos formulados na inicial. VINCULAÇÃO À PRODUTIVIDADE. na medida que a prova oral demonstrou que o seu pagamento era realizado no contracheque. 218/228. DESCARACTERIZAÇÃO. R$ 150. Instrumentos de mandato. ante a confissão das rés quanto ao pagamento da bonificação de R$ 700. MÉRITO DO RECURSO ORDINÁRIO DAS RECLAMADAS 2. Incidência do princípio da primazia da realidade. Contrarrazões apresentadas pelo reclamante. publicado no DEJT de 08 de Agosto de 2012. sendo partes as acima citadas.que não se confundia com salário ou comissão. pretendendo a reforma do julgado.0094800-20. 7ª Vara do Trabalho de Vitória/ES. sendo que a partir de fevereiro de 2009. É o relatório.00 (setecentos reais) pagas à reclamante correspondem à participação nos lucros da empresa. dividida entre comissão e DSR. ante a manobra da 1ª reclamada para burlar a legislação trabalhista e evitar o pagamento de impostos. Razões do recurso ordinário da reclamante. às fls. ou extratos bancários. à responsabilidade pelos encargos decorrentes da contribuição previdenciária e à assistência judiciária gratuita. à fl. bem como do DSR suprimido. 201-205v. prolatada pela MM. Em atendimento ao Provimento Consolidado da CGJT. ADVOGADO EMPREGADO. cuja natureza é indiscutivelmente salarial.2. de um valor para a equipe do jurídico – R$ 700. paga quando a reclamante batia a meta mensal. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. 214-214v. 261-268. a título de produtividade. paga da seguinte forma: “Se batesse a meta semanal recebia R$ 100. no tocante ao pagamento do repouso semanal remunerado sobre gratificação. JORNADA DE TRABALHO. em face da r. e. Em manifestação à contestação. requerendo seja negado provimento ao apelo obreiro. porquanto tempestivas e regulares. como a cópia de sua declaração de imposto de renda. aos lucros da empresa.00 (duzentos e cinqüenta reais) pela quarta semana. às fls. pois presentes os pressupostos legais de admissibilidade. Vistos. da lavra da eminente Juíza Rosaly Stange Azevedo.00 (cem reais) pela primeira semana. correspondente ao alcance de metas semanais. RECURSO ORDINÁRIO DA RECLAMANTE.

2.. 23 de Setembro de 2013 123 deferimento de sua integração ao salário. com excessos e humilhações.” (Terror Psicológico no Trabalho. sentença vergastada.)" Já a gratificação. 2. em face de determinado trabalhador. 32). a caracterização do dano na esfera moral ainda exige o preenchimento de outros requisitos: ato ilícito decorrente de conduta praticada pelo empregador ou seu preposto.00 (dois mil reais). dignidade e imagem. superior hierárquico ou dos colegas. repetitivas e prolongadas. não inferior a R$ 31. Vejamos. nos meses em que as metas foram alcançadas. Além disso. “in verbis”: “(. Neste sentido. HABITUALIDADE. Aduziram que as metas não eram inatingíveis. o . que a sentença de origem não se fundamentou em prova robusta.” Desta forma. INTEGRAÇAO AO SALÁRIO. Por sua vez. Muito se discute atualmente sobre o assédio moral no ambiente de trabalho. o pagamento mensal à reclamante do valor de R$ 700.. atitudes. gestos e comportamentos do patrão. a reclamante noticiou que era diariamente pressionada a bater as metas exigidas.. com o qual se lhe garante uma parcela dos lucros auferidos pelo empreendimento econômico do qual participa. por sua vez.. assume o caráter salarial e. como tal. mediante o alcance das metas estatuídas.2ASSÉDIO MORAL. O dano moral pressupõe um ato ilícito que afete a esfera psíquica do autor.00 (setecentos reais). Sustentam. sem qualquer particularidade no que se refere à pessoa da reclamante..000. (. por exemplo) ou fatos empresarialmente considerados significativos (elevação excepcional dos lucros em determinado exercício. jul. Conforme lições de Márcia Novaes Guedes: "No mundo do trabalho. portanto. 2ª ed. LTR. e de Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 forma benéfica à trabalhadora. Assim. além de ameaça de dispensa. decorrente do assédio moral sofrido. baseado nos depoimentos das testemunhas. sendo promovida dentro dos limites da lei e da ética profissional. O Juízo de origem. pelos quais ficou demonstrada a cobrança excessiva para atingimento de metas. Vilja Marques (in Um fenômeno chamado psicoterrorismo. mobbing significa todos aqueles atos comissivos ou omissivos. consistindo suas alegações em afirmações evasivas.. depreende-se que a cobrança foi realizada de forma geral e igualitária a todos os empregados. caso não fossem alcançados os objetivos traçados. publicado em 31/05/2011).00 (trinta e um mil reais). porquanto seu pagamento é condicionado unicamente à produção da autora. na prática trabalhista como atos empresariais de liberalidade em favor dos respectivos empregados. em suas razões recursais. As reclamadas não negam ter havido. Revista LTr. de maneira geral. enquanto a gratificação configura parcela fixa. justificam sua não integração. e todos os seus direitos rescisórios foram devidamente pagos. Embora ainda não tipificado na legislação federal trabalhista. Sustentaram que a cobrança de resultados não é ilegal. a partir de eventos socialmente considerados relevantes (festas de fim de ano. a reclamante. p. XI. ou seja. (. e que pode ter como critério a produtividade do trabalhador. a participação nos lucros encontra-se vinculada a um único critério.000. Nego provimento. Sem razão. a reclamante aduziu que ilegal não é cobrança de resultados. exigindo que a agressão ultrapasse as barreiras da normalidade e dos fatos corriqueiros possíveis de acontecimento no cotidiano. A participação nos lucros. p. 68-07. paga com habitualidade. Dessa decisão. como almejam as reclamadas. com o objetivo de atingir sua integridade física e/ou psicológica. que recebe comissões/prêmios em razão do alcance de resultados. requereu indenização a título de danos morais. degradando as condições de trabalho e comprometendo o desenvolvimento da atividade laboral.) parcelas contraprestativas pagas pelo empregador ao empregado em decorrência de um evento ou circunstância tida como relevante pelo empregador (gratificações convencionais) ou por norma jurídica (gratificações normativas). durante a jornada de trabalho e no exercício das funções profissionais”. Juiz Federal do Trabalho Convocado Shikou Sadahiro. ao argumento de se tratar de participação nos lucros. paga habitualmente. psíquicas.) método de remuneração complementar do empregado. pugna pela majoração da indenização decorrente do assédio moral. Informaram que a autora foi demitida em razão de corte de pessoal e redução do quadro de colaboradores. DANO MORAL (matéria analisada em conjunto com o recurso ordinário da reclamante) Na inicial. aos lucros da empresa. segundo Arnaldo Süssekind. colaciono o arresto do TRT da 14ª Região: “GRATIFICAÇAO POR PRODUÇAO. leciona que psicoterrorismo ou assédio moral “é a exposição dos trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes e constrangedoras. da CF/88..) As gratificações surgiram. As reclamadas. alegaram não existir qualquer comprovação de assédio ou dano causado. dos depoimentos das testemunhas. por exemplo). fato que não se pode atribuir mais do que mero aborrecimento. conforme lição de Maurício Godinho delgado consiste em. prejuízo suportado pelo empregado. sustentam que. sem relatar um caso concreto. As reclamadas. em seu apelo. 7º. Sustentou que todos os dias recebia e-mails cobrando produção. morais e existenciais da vítima. Aduzem que não estão presentes os requisitos caracterizadores do assédio moral. com exposição de sua honra. arbitrou em favor da reclamante indenização no valor de R$ 2. que o fato trazido pela reclamante para fundamentar seu pleito nada mais é do que mera exigência para o alcance de metas empresariais.. qual seja. que dispõe que a participação nos lucros não possui qualquer vinculação com o salário.)” Assim. 2004. prova disto é que a reclamante recebia comissão em quase todos os meses. Pois bem. A gratificação denominada pela empresa de "prêmio produção". em defesa. que traduzem uma atitude contínua e ostensiva perseguição que possa acarretar danos relevantes às condições físicas. Contudo. ainda. pela prática sistemática e reiterada de atos hostis e abusivos por parte do empregador ou dos demais colegas de trabalho. Em manifestação à contestação.. chefe.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 819). a teor do art. de natureza salarial. insurgem-se as partes. consiste em "(. incólume a r.. Rel. até maio de 2008. redução de custos. deverá integrar a remuneração do empregado para todos os efeitos legais. o valor recebido pela reclamante não se configura em participação nos lucros. com trabalhos exaustivos e sob a vigilância constante dos sócios das reclamadas. e sim em gratificação. desprovida. (Processo nº 0001066. mas sim a forma como as reclamadas procedem a essa cobrança. para que seja concedida no valor mínimo de 10 (dez) vezes o salário recebido. da direção da empresa. e nexo de causalidade entre a conduta ilícita e o dano experimentado. que se caracteriza. No caso dos autos. de gerente.. (.

Sem razão.. 2. Assim. Desse modo.] nunca presenciou nenhuma situação em que a autora tenha sido desrespeitada ou tratada de forma humilhante. 276. revendo entendimento anterior. 43 da Lei 8.. Sr. em conformidade com o disposto no art. devendo o autor somente sofrer o desconto pelo valor histórico da contribuição.] 19) não recebiam advertência caso não cumprissem metas. Contudo..] que havia uma pressão geral na empresa de que se o funcionário não atingisse as metas seria demitido.. por disciplina judiciária. de fato. 20) nunca presenciou a autora sendo ameaçada de dispensa caso não batesse metas [. que firma como seus princípios cardeais o respeito à dignidade da pessoa humana (art.] que havia metas a cumprir estabelecidas pelo superior imediato (gerente) que ameaçava constantemente de demissão os advogados que não as cumprisse. não havendo qualquer notícia de perseguição direta contra a reclamante. No caso em apreço. que a depoente era vigiada e diziam que nos outros setores o mesmo acontecia. porquanto somente por disposição expressa de lei é possível excluir a responsabilidade do contribuinte. in verbis: “[. [. determina que a contribuição previdenciária devida pelo empregado... vexame. da súmula 368. voltada contra um indivíduo específico. pleiteando a reforma da sentença.. fugindo à normalidade. constrangimento. Primeiro. Em se tratando de contribuição previdenciária incidente sobre as verbas deferidas em decisão judicial. condeno a reclamada a arcar com os juros. 13) nunca viu ninguém vigiando o trabalho da autora mais do que o trabalho dos demais advogados. observado o limite máximo do . Laura Clara Nascimento Perim.. Neste diapasão. Requereu.2.] que nunca viu alguém falando para a reclamante que se não produzisse seria demitida” (grifei) No mesmo sentido. III. sentenciante de piso acolheu parcialmente o pedido. a multa e a correção monetária sobre tais contribuições. porque não há provas nesse sentido. como alega. como argumento para comprovação da existência de assédio. nego provimento ao recurso da reclamante e dou provimento ao recurso das rés. sofrimento ou humilhação que. Ante o exposto. o referido desconto deve levar em consideração as cotas de responsabilidade de ambos os litigantes.. curvo-me ao julgamento pacificado pelo C. aplicando -se as alíquotas previstas no art. Quanto à aplicação do valor histórico à cota parte devida pelo reclamante. pois. as parcelas fiscais e previdenciárias não foram recolhidas corretamente e que. §4º. no item III.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. para que seja excluída da condenação a responsabilidade pelo pagamento dos encargos decorrentes das contribuições previdenciárias. mágoa. fazendo expressa referência ao valor total apurado em liquidação de sentença. Mero dissabor. para a configuração do dano. caput. e não apenas a do reclamado. que o referido gerente também circulava pelo escritório surpreendendo os empregados constantemente por ficar parado atrás dos mesmos enquanto estes desempenhavam suas atividades.. que regulamentou a Lei nº 8. referido comportamento não era direcionado à pessoa da reclamante. pois estas situações são efêmeras e não chegam ao ponto de romper o equilíbrio psicológico.. E nem se alegue. multas e correção monetária decorrentes do atraso no recolhimento das contribuições previdenciárias.] Os empregados não podem ser responsabilizados pelos encargos decorrentes do atraso da empregadora no recolhimento das contribuições previdenciárias. que as reclamadas arquem com os encargos fiscais e previdenciários devidos. 198. havia uma cobrança exacerbada para o alcance de metas. condenando as reclamadas a arcarem somente com os juros. à vida e à segurança (art. como o Imposto de Renda. TST. foi o depoimento da Sra. para afastar a condenação em danos morais decorrentes de assédio moral.. o obreiro não se eximiria da incidência dos descontos previdenciários. as agressões morais devem ocorrer de forma direcionada. ainda. segundo o Prof. Além disso. notadamente. do Decreto n º 3. CF). mas se estendia a todos os empregados das rés. que não acolhia a tese de que os descontos previdenciários devidos pelo empregado fossem feitos apenas pelo valor histórico. irritação ou sensibilidade exacerbada estão fora da órbita do da moral". ocasionando graves transtornos à saúde do trabalhador e dificuldades para a realização do serviço. interfira intensamente no comportamento psicológico Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 do indivíduo. causando-lhe aflições. 5º. Vejamos o que disse a Sra. o que culminou com o arquivamento dos mesmos”.212/93 não prevê qualquer teto a ser respeitado. a prova oral demonstrou que. seja calculada mês a mês.. CF). a reclamante aduziu que. TST. ou. assim. Deuzivam da Silva Souza. In casu. Lídia Maria da Silva santos. o art. corriqueira e repetitiva no ambiente de trabalho. do C. da súmula 368. 128 do CTN). por não ter sido o contrato de trabalho devidamente registrado. arrolada como testemunha pela reclamante: “[. alegou nunca ter presenciado qualquer atitude humilhante e desrespeitosa para com a reclamante e tampouco perseguição: “[. uma vez que o art. TST.212/1991. juros e correção monetária). com base nos artigos 186 e 927 do Código Civil.048/1999.. sendo tal postura encarada como uma forma de pressão pela depoente [. desde que o empregador comprovasse o recolhimento da parte que lhe coubesse. 12) pelo que o depoente percebia a autora tinha uma cobrança de metas igual a dos demais advogados. no caso de ações trabalhistas. o assédio moral caracteriza-se como uma injustificada conduta de perseguição contínua. 395 do CC [. [. a segunda testemunha das rés. do C. que causava pressão psicológica nos empregados. vexame ou desprezo. 1º. o encargo financeiro do empregado não pode ser transferido para o empregador. angústia e desequilíbrio em seu bem estar. ao bem estar e à justiça (Preâmbulo da Constituição). também indicada pela reclamante: “[. transferindo o respectivo encargo financeiro com o tributo para terceiros (art. tanto na vigência do contrato de trabalho ou fora dele. se tivesse recebido as parcelas ora postuladas mês a mês. porém não haveria uma punição por este motivo. Conforme dito anteriormente. sobre elas não incidiriam tributos. 23 de Setembro de 2013 124 assédio moral e seus efeitos indenizatórios derivam diretamente da Constituição da República. tenha sido vítima de perseguição ostensiva. Alega que a súmula 368 do TST atribui o ônus do pagamento da quota previdenciária às partes respectivas.. por ato ou omissão das reclamadas. não havendo qualquer ressalva quanto aos encargos (multas.]” Insurgem-se as reclamadas.]” Assim. as próprias testemunha da autora foram claras e uníssonas ao afirmar que a cobrança pelo cumprimento de metas era realizada de forma geral e homogênea a todos os empregados. que “o desligamento da reclamante se deu sob a acusação de que teria deixado alguns processo de busca e apreensão e reintegração de posse sem andamento... aborrecimento.. Carlos Alberto Gonçalves. não há nos autos prova de que a autora tenha sofrido.]” Ademais. independente do seu valor. De acordo com o item III. O i. "Só se deve reputar como dano moral a dor.3CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA Na inicial.

As gratificações são parcelas salariais pagas em razão de condições especiais. ante o princípio da irretroatividade. incólume a r. eventual reflexo.06. ensejando o enriquecimento sem causa. a incidência dos juros e multa sobre as contribuições previdenciárias observe o prazo estipulado no artigo art. 20. Nesse sentido. da Lei 8. 8. respectivamente. ressalto que a regra do § 2º. Nesse sentido. em 14. multas e correção monetária. TST. 14 da Lei n.048/99. incumbe ao empregador o pagamento de juros. dou provimento parcial para determinar que. da CLT. ou seja. deveria também ter deferido o pagamento do RSR sobre a gratificação de R$ 700. Vejamos. §3º. devidas por força de avença em contrato de trabalho.584/70. nos termos do art. da Lei nº 8. sentença. esclareço que o que foi deferido à reclamante foi benefício da justiça gratuita e não a assistência judiciária gratuita. Pois bem. sendo incontroversa a periodicidade mensal da gratificação de R$ 700. ante o princípio da anterioridade. como férias. Isso posto. 5. e a regra deste último para aquele a partir de sua vigência. sentença de piso. Tribunal: Contribuição previdenciária. que alterou o artigo 43 da Lei 8. bastando prova de percebimento de salário igual ou inferior ao dobro do mínimo legal. 5. na prática. quanto ao período do contrato de trabalho que antecede a alteração do artigo 43 da Lei n. com intervalo de almoço de 1h15min.2. No tocante às contribuições previdenciárias decorrentes de créditos reconhecidos em sentença. atualização monetária e multas. assim. Em suma. nos termos do art. a assistência sindical e miserabilidade jurídica. Assim. não repercutem no cálculo do repouso semanal remunerado. nas demais verbas trabalhistas. Contudo. e das 8h30min às 12h. fato suficiente para o deferimento do benefício da justiça gratuita. nos termos do art. à fl. FGTS e aviso prévio. Asseveram. a necessidade de reforma da r. pois agrava a situação do contribuinte. que considerou a data da prestação de serviços como fato gerador das contribuições previdenciárias incidentes sobre as verbas resultantes de decisões em reclamatórias trabalhistas. sentença de primeiro grau. 8. o benefício da justiça gratuita. CÁLCULO.3. ou declaração. ficando a cargo da empresa o pagamento de juros. 790.º 5.1994 e 20.2HORAS EXTRAS APÓS A 4ª DIÁRIA Sustentou a reclamante. 2. porquanto a reclamante não atende a ambos requisitos legais.1PAGAMENTO DO REPOUSO SEMANAL REMUNERADO SOBRE A GRATIFICAÇÃO DE R$ 700. não ter condições de pagar as custas processuais do processo sem prejuízo do seu sustento próprio ou de sua família. recorre a reclamante. de maneira que a nova regra previdenciária somente será aplicada às prestações de serviço realizadas a partir de 03 de março de 2009 (90 dias após a publicação da MP). décimo terceiro. a partir de 03/03/2009.212/91. pagas mensalmente à reclamante. No presente caso.2001).584/70. na liquidação da sentença. 26.212/91 (05/11/2007 a 02/07/2009). declarou. tendo a autora apresentado declaração de sua insuficiência econômico-financeira. o art. 23 de Setembro de 2013 125 salário de contribuição. àquele que perceber salário igual ou inferior ao dobro do mínimo Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 legal ou comprovar que sua situação econômica não lhe permite demandar sem prejuízo.03.941/2009.212/91. de acepção mais restrita. parágrafo 3º da CLT. Nego provimento. para fins de aplicação dos juros e multa sobre as contribuições previdenciárias. GRATIFICAÇÕES POR TEMPO DE SERVIÇO E PRODUTIVIDADE (mantida) . deve o reclamante arcar somente com o pagamento da contribuição previdenciária em seus valores históricos. Contudo. por ter deferido o pagamento do RSR referente às comissões constantes nos contracheques. implicaria em duplo pagamento (bis in idem). nos termos do art. a Súmula 225 do C. 121/2003.941/2009). 43. Em primeiro lugar. o Juízo de origem indeferiu a repercussão sobre o repouso semanal remunerado da gratificação de R$ 700. O requisito foi observado pela autora à fl. do art. quais sejam. Destarte. §1º. Ademais. extrafolha. exige apenas a declaração de miserabilidade jurídica e podendo ser concedido até mesmo de ofício. da Constituição da República. alínea “a”. verbis: SUM-225 REPOUSO SEMANAL. pagas mensalmente. 14 da Lei n. Com efeito.584/70. nos termos do artigo 150.3.00 (setecentos reais).4. Assim. III. a recente Súmula 17 deste E. 605/49 dispõe que a parcela paga mensalmente já remunera o repouso semanal. Desta decisão.2003 As gratificações por tempo de serviço e produtividade. Segue a r. concedeu à reclamante o benefício da justiça gratuita. o prazo do artigo 276 do Decreto 3. considerando que o contrato de trabalho do reclamante abrange período anterior e posterior à vigência da Lei 11. Pela natureza jurídica que ostenta. trabalhava três dias da semana até às 19h e os outros dois até às 20h.00 (setecentos reais). 790 da CLT. de fato. indevido o reflexo no RSR. Preenchidos os requisitos legais.00 (setecentos reais). Desta forma. sob as penas da lei.212/91 (inserida com o advento da Medida Provisória 449/2008. defiro-lhe o requerimento. (ex-OJs nºs 32 e 228 da SBDI-1 – inseridas. importando somente na isenção de custas. 20 e 21. o reclamante não preenche os requisitos da Lei n. deverá ser observado. mas que. TST. e a regra deste último para aquele que abrange o período de sua vigência (a partir de 03/03/2009).ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA Pretendem as reclamadas a reforma da decisão que. o artigo 195.11. 2.048/99 para o período do contrato de trabalho que antecede a alteração do artigo 43 da Lei n. norma coletiva ou mera liberalidade do empregador. publicada em 04/12/2008. um sábado sim e o outro não. tratando-se de institutos diversos. que não está em condições de pagar as custas do processo sem prejuízo do sustento próprio ou da família. 7º da Lei n. 276 do Decreto 3.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. com relação ao repouso semanal remunerado. 26. estabelece que as contribuições previdenciárias somente poderão ser exigidas após decorridos 90 (noventa) dias da data da publicação da lei que as houver instituído ou modificado. que seu horário contratual de trabalho era das 8h às 18h. da Constituição da República. Alega que a r. em sua peça de ingresso. 457. sendo a contribuição previdenciária do empregado calculada pelo valor histórico.00 Com fulcro na Súmula 225 de C. somente pode ser aplicável aos fatos ocorridos após a sua vigência. MÉRITO DO RECURSO ORDINÁRIO DA RECLAMANTE 2.Res. da CLT. na liquidação da sentença. enquanto a assistência judiciária gratuita exige a presença dos requisitos do art. . sentença prolatada: “A justiça gratuita tem previsão no artigo 790. DJ 19. e convertida na Lei 11. nos termos do § 3º. § 6º.” Sustentam em seu apelo que.212/91. Quanto à apuração dos juros e multa. do art. Nego provimento. de segunda a sexta. a assistência judiciária gratuita será prestada pelo sindicato da categoria profissional a que pertencer o trabalhador. reflete.

por meio de contrato de emprego. para que sejam consideradas como extras e remuneradas com adicional de 100% (cem por cento) as horas além da quarta hora diária. no sentido de não conhecer da revista obreira. Registre-se.º 8. observados os limites do pactuado. as partes estabeleceram acordo coletivo prevendo jornada de trabalho para os advogados de 8:15min diárias e 44h semanais. como labor extraordinário. conforme art. Os controles de jornada trazidos pela ré registram horários de entrada e saída variáveis durante todo o período de trabalho. estando todas as horas extras registradas devidamente quitadas. a jornada reduzida de 4h. porquanto já configurado pela própria jornada estipulada contratualmente. § 2º As horas trabalhadas que excederem a jornada normal são remuneradas por um adicional não inferior a cem por cento sobre o valor da hora normal. ainda. mediante sistema de banco de horas. 20 da Lei 8. conforme jurisprudência dominante da Corte Superior Trabalhista. 8. no exercício da profissão. 2. tendo comprovado na exordial que realizava advocacia particular. RECURSO DE REVISTA. restou clara a dedicação exclusiva da autora. Irretocável a decisão proferida pela Turma. em tais circunstâncias. Alega que não tinha contrato de exclusividade.. que o seu horário de saída era as 18h00min. inexistindo nos autos qualquer prova da inexatidão dos dados registrados nos documentos colacionados com a defesa. as horas extras registradas estão devidamente quitadas. E é nessa última hipótese que se inclui a autora.906/94.º 8. 8. ao cumprimento de carga horária correspondente a quarenta horas semanais.(TST-E-ED-RR-13940095. sendo-lhe reembolsadas as despesas feitas com transporte. ADMISSÃO ANTERIOR À LEI N.906/94.5. das horas trabalhadas após a quarta diária.. CONFIGURAÇÃO. pleiteando a reforma da sentença. Vejamos. que deu azo à edição da referida regulamentação. mesmo havendo contrato escrito. Vejamos decisão da SBDI-1: HORAS EXTRAORDINÁRIAS. com 15 minutos para lanche. A previsão de uma jornada de 6 (seis) horas em contrato de trabalho de advogado. Dessa forma. Recurso de embargos não conhecido. no seu escritório ou em atividades externas. Em contestação. Encontra-se vinculado a regime de dedicação exclusiva o advogado que se compromete. com adicional de 100% (cem por cento). não sendo comprovado pela autora que os cartões não espelham a jornada diária efetivamente cumprida. ou oito horas diárias. não devem ser consideradas como extras as horas excedentes à quarta diária. com apoio na jurisprudência desta Corte uniformizadora. que a prática de advocacia de forma paralela. de per si. Min. O insigne sentenciante julgou improcedente o pleito. tendo que pedir ao chefe autorização para liberar as horas extras. além das respectivas integrações. do TST: EMBARGOS. é de se presumir a validade de referidos controles. comprovou-se que o reclamante laborava em sistema de compensação de jornada. e. JORNADA CONTRATUAL DE SEIS HORAS. DEDICAÇÃO EXCLUSIVA. Nesse sentido. 20 do Estatuto da OAB dispõe: “A jornada de trabalho do advogado empregado. mas as vezes ficava até mais tarde. 20 da Lei n. Sra. salvo acordo ou convenção Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 coletiva ou em caso de dedicação exclusiva. cumprida da forma supracitada. sendo de 100% em qualquer hipótese. In verbis: “(. Assim. 3.906/1994. por entender quadrar-se a reclamante na exceção contida no art. A testemunha trazida pela autora. § 1º Para efeitos deste artigo. entendo ser aplicável a exceção contida no caput do art. DJ de 18/9/2009) ADVOGADO. Sustentou que dos cartões de ponto. a reclamada aduziu que o horário de trabalho da reclamante era das 8h30min às 18h. que quando havia necessidade autorizavam as horas extras e a depoente recebia por elas.” Dessa decisão. além de dois intervalos de 15min para lanche.” Com efeito. se o profissional da advocacia. aguardando ou executando ordens. de dedicação exclusiva. insurge-se a reclamante. entre 01/05/2008 e 30/04/2009. 4. 20 da Lei n. devidamente autorizado pela norma coletiva. que o horário da reclamante era o mesmo. previsto em acordo coletivo. afirmou que registrava o horário de saída corretamente.906/94. 20 da lei 8. Min.. 5. após o advento da lei nova. CONFIGURAÇÃO. outrossim.2002. Alegou que. 23 de Setembro de 2013 126 Aduziu que não tinha contrato de exclusividade com as reclamadas. Esbarra na atual . Laura Clara Nascimento Perim.906/94. com 1h15min de intervalo para refeição e descanso.906/94 fixou a jornada de trabalho do advogado empregado em. continua a cumprir a jornada inicialmente avençada.. HORAS EXTRAORDINÁRIAS. afasta a hipótese de jornada reduzida de quatro horas como prevista no art. DJ de 5/3/2010) Assim. com o patrocínio de causas de terceiro. que nesses casos conseguia anotar a jornada corretamente. fazendo jus às horas extras além da quarta. o labor era das 8h30min às 12h. hospedagem e alimentação. os seguintes precedentes da SBDI-1. Não interfere na caracterização do regime de dedicação exclusiva a circunstância de o contrato haver sido firmado anteriormente à edição da Lei n. O fato de ter sido contratada para cumprir jornada diária de 8h já descaracteriza. não poderá exceder a duração diária de quatro horas contínuas e a de vinte horas semanais. 1. a não constância expressa no contrato de trabalho de cláusula de dedicação exclusiva não tem o condão de desnaturar o referido regime. 20 da Lei n° 8. João Batista Brito Pereira. consoante artigo 12 do Regulamento Geral do Estatuto da Advocacia e da Ordem dos Advogados do Brasil.0001. afastando a jornada de 4horas diárias. de forma intercalada (a cada 15 dias). com base no princípio da primazia da realidade. SBDI-1.) No caso dos autos. Quanto ao adicional.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 1. a percepção. ADVOGADO. Além disso. A reclamada comprovou que havia compensação mediante banco de horas. Indevida.906/1994 (Estatuto da Advocacia). quatro horas diárias ou vinte horas semanais. DEDICAÇÃO EXCLUSIVA. aos sábados.(TST-E-RR-578031/1999. ADVOGADO EMPREGADO. Recurso de Embargos de que se conhece em parte e a que se dá provimento. O art. Assim. no máximo. verifica-se que as horas extras trabalhadas foram devidamente registradas e pagas em contracheque ou inseridas no banco de horas. Rel. evidenciando o regime de dedicação exclusiva. o parágrafo segundo do referido artigo não apresenta exceções. permitindo a fixação de jornada diversa na hipótese de acordo ou convenção coletiva ou. Lelio Bentes Corrêa. VIOLAÇÃO DO ARTIGO 896 DA CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO NÃO EVIDENCIADA. SBDI-1. Rel. Precedentes da Corte. DEDICAÇÃO EXCLUSIVA. autorizado pelo acordo coletivo de trabalho. não afasta a dedicação exclusiva. o art. inexistindo diferença a ser paga. que torna inviável o exercício de outras atividades pelo obreiro.05. já que pela jornada afirmada na própria exordial. considera-se como período de trabalho o tempo em que o advogado estiver à disposição do empregador. de mais de 10 horas diárias.

a r. Em que pese o respeito pelas abalizadas opiniões em contrário. condições de prover à demanda. Pelo exposto. independentemente de o obreiro receber ou não salário superior ao dobro do mínimo legal. restringindo-se o pagamento dos honorários advocatícios ao disposto na Lei n. Nego provimento. o que é compatível com as obrigações trabalhistas. Vejamos. 1. conquanto a segunda testemunha da autora tenha alegado “[. pleiteando a reforma da sentença. mas sim que esta declaração viabilizaria o cumprimento do requisito da miserabilidade jurídica. em consonância com a linha traçada pelas Súmulas n. assim. devem ser esgotados os requisitos da Lei n. 10.. a reclamante requereu honorários advocatícios no importe de 20% (vinte por cento) do valor da condenação.] que todos os funcionários. segunda a sexta. em razão dos encargos próprios e familiares. O Juízo de origem. a reclamante não está assistida pelo sindicato de classe (fl. e OJ n. para que seja concedida a verba honorária. que o horário de saída da depoente era as 18:00 (dezoito horas) e se não batesse o ponto até 18:10 horas não conseguiria pois o sistema travava.]”. tal afirmação não é suficiente para ilidir as demais provas constantes nos autos e tampouco invalidar os controles de pontos. seja porque o direito de postular sem advogado é uma faculdade. Recorre a reclamante. TST. no processo do trabalho. que às vezes a reclamante saía no mesmo horário da depoente.. em se tratando de relação de emprego.]” De forma semelhante.. Entretanto. também. O verbete jurisprudencial editado pelo Excelso Pretório sob o n. de fato. uma vez que revela norma de eficácia contida. Em sua peça de resistência. tendo que pedir ao chefe autorização para liberar as horas extras. a Lei n. Alega que comprovou o preenchimento do requisito necessário a sua concessão. que. não trouxe qualquer disposição específica acerca da assistência judiciária gratuita em sede trabalhista. com a Emenda Constitucional n. não obstante tenha apresentado declaração de insuficiência econômica.584/70. DEJT 15/05/2009). primeira testemunha da ré: “[. 133 da Constituição Federal não revogou o jus postulandi. entendo que a concessão de honorários advocatícios na Justiça do Trabalho. o princípio da sucumbência no Processo Trabalhista. ..584/70. no art. portanto. inclusive a reclamante e a depoente registravam corretamente a jornada. na condição de advogado empregado. o depoimento da Sra. Inteligência das Súmulas n.º 633. aplicável subsidiariamente na forma do art. Não se adota. são devidos quando a parte estiver assistida por seu sindicato de classe.. há expressa previsão de acréscimo de honorários advocatícios em casos de inadimplemento de obrigações. não britânicos e assinados pela autora – constata-se que havia sim o registro de horas extras. cumpre aferir se existem horas laboradas e não quitadas após a 8ª hora diária. não se pode olvidar que a própria Corte Suprema possui a Súmula n. pela análise destes controles – frise-se.584/70. a lei de regência exige o preenchimento concomitante desses dois requisitos. 20 do CPC e nos artigos 389 e 404. Laura Clara Nascimento Perim: “[. Destarte.. ao acrescentar ao art.584/70. alegou que no art. 389 do CC. revogando o § 10º. Entretanto.. Nesse particular. de segunda a sexta-feira e em sábados alternados das 8:00 horas às 12:00 horas [.SBDI-1 . ao argumento de que. não obstante o estatuído no art. não prescinde do preenchimento dos requisitos estabelecidos na Lei n. 25).]” Vê-se. e. portanto.906/94. não merecendo reforma. teve o condão de derrogar os arts. vale destacar as declarações da primeira testemunha da reclamante. Insta frisar que os indigitados verbetes jurisprudenciais trabalhistas não autorizam a ilação de que a simples apresentação de declaração de pobreza seria suficiente para o deferimento de honorários advocatícios.] que no setor da depoente quando havia necessidade autorizavam as horas extras e a depoente recebia [. Superada esta questão. Embargos de que não se conhece (TST . 219 e 329. Luciana dos Santos Rodrigues.3HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS Na inicial.8.537/02.º 5.288/01. ambos do Código Civil/2002. também prestava serviços a terceiros particulares.. nego provimento. que a jornada registrada nos controles de ponto correspondem. 14 e 16 da Lei n. surgiu uma lacuna. o de se encontrar em situação econômica que não lhe permita demandar sem prejuízo do próprio sustento ou da respectiva família. os honorários advocatícios. à realidade e. apenas nas hipóteses previstas na Lei n.] que a depoente cumpria jornada das 08:00 às 19/20:00 hora. as quais foram devidamente quitadas ou compensadas por meio de banco de horas. pode-se concluir que o princípio da sucumbência aplica-se a todos os tipos de relações de trabalho. as reclamadas alegaram que.. nos temos do acordo coletivo firmado. que o horário da reclamante era o mesmo da depoente. ambas do C.060/50 não limita a concessão de honorários apenas ao sindicato assistente.. Sustentou assim que. não logrou êxito a autora em demonstrar a existência de horas extras laboradas e não pagas. para fazer jus aos honorários advocatícios. 2. a qual deve ser suprimida por fontes subsidiárias. seja por ser fora da realidade imaginar o manejo de uma ação trabalhista diretamente pelas partes. Alegou que a manutenção do jus postulandi não impede o reconhecimento da existência de sucumbência no processo do Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 trabalho. 789 da CLT. sentença de piso. todas do C. indeferiu o pedido.º 5. Aduziu que. quando a lide versar sobre relação de emprego. 45/04. Quadra salientar. da SDI-I. 22 da Lei 8. 5.. diante da ausência de assistência sindical. juros e atualizações monetárias. Sra. 305.584/70. 2. além de perdas e danos. às vezes ficava até mais tarde [.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. ante a inexistência de efeito repristinatório tácito em nosso ordenamento jurídico.] que a depoente registrava o horário de saída corretamente. 8º da CLT. 23 de Setembro de 2013 127 jurisprudência do TST pretensão do ora embargante em afastar a configuração da hipótese de dedicação exclusiva. bem como a reclamante [. Esta Corte Superior entende que a exclusividade não deriva da prestação de serviços a um único empregador.. Ademais. Precedentes da SBDI-1.º 450 preconiza o pagamento de honorários advocatícios sempre que o vencedor for beneficiário de justiça gratuita. No presente caso. 789 da CLT o § 10º. e perceber salário inferior a dois salários mínimos ou declarar que não possui.. Relator Ministro Guilherme Augusto Caputo Bastos. com uma hora e 15 min de intervalo. ao efetuar nova modificação no art. reconhecendo o cabimento dos honorários advocatícios. Alegou que a Lei n. TST. 5.E-ED-RR 681/2001-001-19-00. Aduziu que a Lei n. que tanto a reclamante quanto a depoente trabalhavam 08:15/08:20 horas até as 18:00 horas. 10. 5. nesta Especializada. Por fim. 219 e 329. porquanto relacionada diretamente com a fixação de uma jornada contratual de 8 (oito) horas diárias ou de 40 (quarenta) horas semanais. qual seja. O art..3.

sendo que o item I desta última deixa claro que os recolhimentos a título de depósito recursal devem ser realizados por meio de Guia para Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (GFIP). disponível no comércio e no sítio da Caixa Econômica Federal (Anexo 2). 276 do Decreto 3.408.17. RECOLHIMENTO. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19.18. DEJT divulgado em 27. admitindo o recolhimento na guia de depósito judicial somente quando se tratar de relação de trabalho não submetida ao regime do FGTS. não houve remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho para emissão de parecer.383/1.2012.” . quanto ao período do contrato de trabalho que antecede a alteração do artigo 43 da Lei n. dar parcial provimento as recurso das reclamadas. DESERÇÃO. gerada pelo aplicativo da Caixa Econômica Federal denominado "Sistema Empresa de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social SEFIP" (GFIP emitida eletronicamente). 30 e 31. da CLT. TST.09. Vistos. no mérito. que julgou procedentes em parte os pedidos formulados na inicial. CUSTAS PROCESSUAIS.0010 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: P.418/1. conforme Anexo 1. sentença de fls. TST. às fls. FUNDAMENTAÇÃO Não conheço do recurso ordinário interposto pela reclamada.GFIP. Razões da reclamada às fls.410) e das custas (fl.5 Recorrente Advogado Recorrido Advogado P.TRT 17ª Região . Comprovantes de recolhimento de depósito recursal. pelas reclamadas. publicado no DJE de 09. 899 da CLT.00 (setenta reais). É o relatório. deserto é o recurso cujas custas foram recolhidas por meio de depósito judicial. a partir de 01. A teor do Ato Conjunto 21/2010. 1.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA DEPÓSITO RECURSAL RECOLHIDO EM GUIA DE DEPÓSITO JUDICIAL. e a regra deste último para aquele que abrange o período de sua vigência (a partir de 03/03/2009). prolatada pela MM. no tocante ao vínculo empregatício. aos ditames do artigo 899.Res. ao adicional noturno e à quebra de caixa. Reduzido o valor da condenação para R$ 3. § 4º. 15 e 26 do C. 18 e 69.12.0006) .O depósito recursal previsto no art.2010. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº RO-99500-93.048/99. Contrarrazões às fls.5. Portanto.17. complementada pela decisão de Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Embargos de Declaração de fl. que deve ser feito na conta vinculada do FGTS.00 (três mil e quinhentos reais). Instrumentos de mandato. Aliás.385. 1. L. DESERÇÃO. E nem se argumente que estaria havendo malferimento ao princípio do amplo acesso ao judiciário. à fl. Lino Faria Petelinkar e Desembargadora Claudia Cardoso de Souza. 174/2011.392. por meio de Guia para Recolhimento do FGTS. 899 da CLT poderá ser efetuado mediante a utilização da Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social .409. No mesmo sentido. inclusive. ao intervalo intrajornada. por deserto. Vencido o Desembargador Lino Faria Petelinkar quanto ao INSS.429. 1. através da guia GFIP. no valor de R$ 70. restando deserto o apelo da reclamada. TST. A teor do disposto no art. 1.2013: Des. a guia de depósito judicial trabalhista não serve à comprovação de depósito recursal. ou por intermédio da GFIP avulsa. 15 e 26 e na Súmula 426 do C. sendo partes as acima citadas. 23 de Setembro de 2013 128 CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. publicado no DEJT de 08 de Agosto de 2012.2011. DANCING BAR LTDA Recorrido: KIRLIA AGUIAR DE OLIVEIRA Origem: 10ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA .05.410. admitido o depósito judicial.5.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. Procurador: Estanislau Tallon Bozi. na hipótese de relação de trabalho não submetida ao regime do FGTS.5. as Instruções Normativas nº 03. 899. L. da lavra do eminente Juiz Luís Claudio dos Santos Branco. Explico. UTILIZAÇÃO DA GUIA GFIP. e de custas processuais. Com efeito. já se posicionou quanto à matéria em questão.394/1.500. na liquidação da sentença. assim. Recurso não conhecido. 1. o C. MEIO INADEQUADO.0010 Processo Nº RO-99500/2012-010-17-00.0099500-93. mediante a Súmula 426. nas Instruções Normativas 03. 10ª Vara do Trabalho de Vitória/ES. Custas. a incidência dos juros e multa sobre as contribuições previdenciárias observe o prazo estipulado no artigo art. por maioria. OBRIGA-TORIEDADE (editada em decorrência do julgamento do processo TST-IUJEEDRR 91700-09. 1. em estabelecimento bancário oficial. O § 4º do artigo 899 da CLT estabelece que o depósito recursal deverá ser feito na conta vinculada do empregado. 1. arguindo preliminar de nulidade por negativa de prestação jurisdicional.212/91.2006. GUIA DE DEPÓSITO JUDICIAL. 1. realizado na sede do juízo e à disposição deste. in verbis: “I . TST. e negar provimento ao recurso da reclamante.409) foi feito em guia imprópria. pugnando pelo improvimento do apelo da reclamada. Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente). in verbis: “SUM-426 DEPÓSITO RECURSAL. 8. nos termos dos §§ 4º e 5º do art. o recolhimento das custas processuais passou a ser realizado exclusivamente mediante Guia de Recolhimento da União – GRU. da CLT e das Instruções Normativas 20/2002 e 26/2004 do C. e pretendendo a reforma do julgado. por deserto. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pela reclamada. pois o exercício do direito de recorrer não exime a parte do dever de observar as disposições legais vigentes alusivas à admissibilidade do recurso. DANCING BAR LTDA GUSTAVO SILVERIO DA FONSECA(OAB: 016982 ES) KIRLIA AGUIAR DE OLIVEIRA Juliana Arivabene Guimarães(OAB: 015765 ES) ACÓRDÃO . por unanimidade. Des. para afastar a condenação em danos morais decorrentes de assédio moral e determinar que.2011 Nos dissídios individuais o depósito recursal será efetivado mediante a utilização da Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social – GFIP. o recolhimento do depósito recursal (fl. conhecer do recurso interposto pelas reclamadas e do recurso interposto pela reclamante. Em atendimento ao Provimento Consolidado da CGJT.01.2012. em face da r.” Logo. o que não é o caso dos autos. não atendendo. ao realizar o recolhimento do depósito recursal em GUIA DE DEPÓSITO JUDICIAL VIA BOLETO DE COBRANÇA não atendeu ao fim a que se destina. à fl.

Data de Publicação: 28/06/2013) Por não atendidas as Instruções Normativas acima citadas. Des. gera a deserção do recurso. 2ª Turma.2007. ante a sua flagrante deserção. quando já se encontrava em vigor o Ato Conjunto nº 21/2010 do TST/CSJT/GP/SG. campo específico a essa informação. que não anexou a guia GRU relativa ao pagamento das custas judiciais. recolheu as custas processuais por meio de GUIA DE DEPÓSITO JUDICIAL VIA BOLETO DE COBRANÇA (fls. (C. DESERÇÃO. por maioria. REGIÃO . e possuem natureza tributária. em que se reputou deserto o recurso ordinário interposto pela reclamada.18. conforme preconiza a IN nº 18. não conheço o Recurso Ordinário interposto pela reclamada.2009. verbis: “Art.0129 . exclusivamente. Relator Ministro: João Oreste Dalazen. o recolhimento de custas passou a ser regido pelo Ato Conjunto 21/2010.17.5 Embargante Advogado Embargado Advogado Plurima Réu Advogado Plurima Réu GIOVANI COLODETTE Rodrigo Marangoanha Colodette(OAB: 009080 ES) TADEU PAGANI José Carlos Rizk Filho(OAB: 010995 ES) UNIÃO (FAZENDA NACIONAL) Daniel de Souza Nascimento da Silva(OAB: 012273 ES) INSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR PROF NELSON A DE ALMEIDA ACÓRDÃO . a existência de omissão.CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região.0101300-38. Relator Ministro: José Roberto Freire Pimenta. 23 de Setembro de 2013 129 Quanto às custas judiciais.2013: Des. designação do juízo e o valor depositados. destacam-se os seguintes precedentes desta Corte Superior. que não coloca as custas à disposição da União no prazo legal e. Data de Julgamento: 29/05/2013. sendo ônus da parte interessada efetuar seu correto preenchimento. tendo em vista inexistir.2012. RELATÓRIO . é inválido o pagamento de custas efetuado por outro meio que não a Guia de Recolhimento da União (GRU).2007. mediante Guia de Recolhimento da União – GRU Judicial.2011.CSJT.5. OMISSÃO CONSTATADA. 4ª Turma. cingindo-se a exibir o comprovante bancário do suposto pagamento. autoriza o acolhimento de Embargos Declaratórios. Data de Julgamento: 14/08/2013. de 7 de dezembro de 2010. mesmo antes dessa modificação. Lino Faria Petelinkar e Desembargadora Claudia Cardoso de Souza. padece o recurso ordinário do óbice da deserção. a partir de janeiro de 2011. que.09. Recurso de revista de que não se conhece. dispondo que. publicado no DEJT em 09/12/2010. São cabíveis embargos de declaração no caso de padecer a sentença ou o acórdão de omissão. Vencido o Desembargador Lino Faria Petelinkar. a partir de 1° de janeiro de 2011. é imprópria a utilização de GUIA DE DEPÓSITO JUDICIAL VIA BOLETO DE COBRANÇA. em face da ausência de um dos pressupostos extrínsecos de admissibilidade recursal. RECURSO ORDINÁRIO. Vistos. TST).GP. por deserto. sendo ônus da parte interessada efetuar seu correto preenchimento. (RR 111300-56. Se a parte abstemse de juntar aos autos a guia GRU relativa ao pagamento das custas judiciais.SG. DE 7 DE DEZEMBRO DE 2010 O art.” (grifos) Ademais. 790 da CLT dispõe que a forma de pagamento das custas e emolumentos no âmbito da Justiça do Trabalho obedecerá às instruções expedidas pelo Tribunal Superior do Trabalho. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº ED-101300-38.17. devendo ser recolhidas como o são os tributos a ela devidos.SG. Dessa forma. 1° A partir de 1° de janeiro de 2011. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19. ora recorrente. Assim. mediante Guia de Recolhimento da União -.04. número do processo.TADEU PAGANI UNIÃO (FAZENDA NACIONAL) INSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR PROF NELSON A DE ALMEIDA Origem: 9ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . Não se pode olvidar que as custas são taxas decorrentes da movimentação do aparelho jurisdicional do Estado.0020 .TRT 17ª. Em atenção à diretriz legal. Procurador: Estanislau Tallon Bozi. torna deserto o recurso interposto.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. 326-328v . Revelase correta a decisão regional. Na hipótese vertente. o pagamento das custas e dos emolumentos no âmbito da Justiça Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 do Trabalho será realizado. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de AGRAVO DE PETIÇÃO. NÃO APRESENTAÇÃO DA GUIA GRU.0009 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: GIOVANI COLODETTE Embargados: O V. ACÓRDÃO DE FLS. Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente). cujo artigo 1º determina a sua realização exclusivamente medianteGuiade Recolhimento da União – GRU. Nesse sentido. em seu artigo 4º.CSJT. exclusivamente. JUNTADA DE RECIBO DE RECOLHIMENTO DE CUSTAS.2010. desse modo. a reclamada incidiu no mesmo equívoco. Afinal. Recurso de revista não conhecido.12. não conhecer do recurso ordinário interposto pela reclamada.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Explico. 4. ATO CONJUNTO Nº 21/TST.TRT 17ª Região .GP. estabelece clara disposição de que. a reclamada. A partir de 01. in verbis: “RECURSO ORDINÁRIO NÃO CONHECIDO. 3. Data de Publicação: 23/08/2013) “RECURSO DE REVISTA. modo inadequado que.01.” (RR . editou-se o Ato Conjunto nº 21/TST. CUSTAS PROCESSUAIS. nem mesmo o código da receita foi especificado. tanto que o referido Ato. AUSÊNCIA DA -GRU JUDICIAL-.41893. 373/374). quanto à apreciação de matéria constante no Recurso.5. as custas processuais eram recolhidas por meio de Documento de Arrecadação de Receitas Federais – DARF. estabeleceu o limite até 31/12/2010 para que se considerassem válidos os recolhimentos efetuados por meio da guia DARF.GRU Judicial. por conseguinte.5.0009 Processo Nº ED-101300/2007-009-17-00. não sendo suficiente que estejam consignados o nome do recorrente e do recorrido. DESERÇÃO. em seu artigo 1º. publicado no DJE de 09. o pagamento das custas e dos emolumentos no âmbito da Justiça do Trabalho deverá ser realizado. para a correção da falha apontada. naquele modelo. obscuridade ou contradição.5. sendo partes as acima citadas. NÃO COMPROVAÇÃO DO RECOLHIMENTO DE CUSTAS. mas apenas recibo do suposto pagamento.

. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 05/09/2013: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (presidente).2011.1. Como se vê. em razão da recuperação judicial. no tocante a não apreciação do pedido sucessivo formulado. Sendo assim. caso ainda seja meeira do imóvel. em face do v.2.).São Paulo: LTr. da Constituição da República.1. ACÓRDÃO DE FLS. ou seja. 7ª ed. Não merecem ser conhecidos os embargos declaratórios cujas razões não correspondem aos fundamentos da decisão impugnada. a dívida em si ou a higidez do título executivo que aparelha a execução.2.0009 Processo Nº ED-101400/2011-009-17-00. mas também de todo o bem. Acórdão não apreciou o pedido sucessivo de “descida dos autos para a r. para. bem como acerca da violação do artigo 5º. sanando a omissão apontada. conhecer dos embargos declaratórios e. 23 de Setembro de 2013 130 Trata-se de embargos declaratórios opostos pelo arrematante GIOVANI COLODETTE. CONHECIMENTO Conheço dos embargos declaratórios opostos pelo arrematante. PRINCÍPIO DA DIALETICIDADE RECURSAL.” Assevera que. ainda que a teor do novel art. DESCUMPRIMENTO.TRT 17ª. TST.e em razão dos princípios da celeridade e economia processual. 278/282 . . mas apenas fazem referência a matérias invocadas em recurso que sequer foi conhecido. É o relatório. a intimação do cônjuge não objetiva apenas a preservação da metade que lhe cabe sobre o patrimônio. para fins de prequestionamento do pedido de suspensão do processo.EM RECUPERACAO JUDICIAL José Roberto Cajado de Menezes(OAB: 011332 BA) CAIXA ECONOMICA FEDERAL Isaac Pandolfi(OAB: 010550 ES) ANTONIO CARLOS CARVALHO MAGALHAES Lislie Rodrigues Bayer(OAB: 008666 ES) UNIAO Marcos Dupin Coutinho(OAB: 098389 MG) ACÓRDÃO . nos termos do artigo 796 da CLT .5.0009 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: R CARVALHO CONSTRUCOES E EMPREENDIMENTOS LTDA EM RECUPERACAO JUDICIAL Embargados: O V. Desembargadora Claudia Cardoso de Souza (relatora) e Desembargador Lino Faria Petelinkar. destarte. Alega o embargante que o v. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. Vara de origem para que fosse realizada a intimação da Sra. CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Trabalho da 17ª Região. MÉRITO 2. É o relatório. acórdão de fls. acórdão de fls. no mérito.que reza que a nulidade não será pronunciada quando for possível suprir-se a falta ou repetir-se o ato . verifico que o julgado mantevese silente quanto à análise do pedido sucessivo formulado. porquanto.17. quantitativamente inferior à que se deveria ter sido realizada" ("Sistema dos Recursos Trabalhistas".. por unanimidade. REGIÃO . Tânia Maria Bastos Pagani. 3. terá direito à reserva da metade do produto da alienação judicial do bem.p. FUNDAMENTAÇÃO 2. Tânia Maria Bastos Pagani.2011. de certa maneira. não se pode olvidar que a intimação do cônjuge é imprescindível. porquanto presentes os pressupostos legais de admissibilidade. o pleito sucessivo de remessa dos autos à Vara de origem para intimação da Sra. em relação aos pedidos deduzidos na causa.0101400-51.TRT 17ª Região . conforme artigo 655-B do CPC. incisos XXXV. visando informar se mantém a qualidade de coproprietária do imóvel constrito. sendo partes as acima citadas. Acórdão. A sentença (bem assim o acórdão) omissa contém. expondo suas razões e comprovando eventualmente ainda ser coproprietária do mesmo e meeira do Segundo-Agravado. acrescer ao v. Vistos. apontando omissão no julgado.CAIXA ECONOMICA FEDERAL ANTONIO CARLOS CARVALHO MAGALHAES UNIAO Origem: 9ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA .1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. realizando-se a reserva da metade do produto da alienação judicial do bem para repasse à mesma. dou provimento aos embargos declaratórios. FUNDAMENTAÇÃO 2. E. 332).CONHECIMENTO . nos termos da fundamentação acima.5. Procurador: Levi Scatolin. dar-lhes provimento.17. gerando sua ausência nulidade ‘pleno iure’. porquanto não atendido o princípio da dialeticidade recursal. 278/282. como litisconsorte passivo na execução. em caso de comprovação de tal condição. analisando o v. a falta de intimação privou-a de oferecer embargos do executado.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA EMBARGOS DECLARATÓRIOS. Acórdão a fundamentação exposta acima. 326-328V. 1993 . é perfeitamente possível a intimação da Sra. Consoante magistério de Manoel Antonio Teixeira Filho: "Sentença omissa é a que deixa de pronunciar-se sobre um ou mais pedidos formulados pelas partes (. mantendo-se a arrematação regularmente procedida e.” Isto posto. pois. passo a sanar a referida omissão. como dantes consignado. restando. sem a necessidade de anulação da arrematação procedida. RELATÓRIO Trata-se de embargos declaratórios opostos pela primeira reclamada (R CARVALHO CONSTRUÇÕES E EMPREENDIMENTOS LTDA).1. acrescendo fundamentos. patente o prejuízo. Aplicação analógica da Súmula 422 do C. tenha assegurada sua meação. NÃO APRECIAÇÃO DO PEDIDO SUCESSIVO. 2. Ademais. 655-B do CPC. ainda.6 Embargante Advogado Embargado Advogado Plurima Réu Advogado Plurima Réu Advogado R CARVALHO CONSTRUCOES E EMPREENDIMENTOS LTDA . um pronunciamento citra petita pois a apreciação do órgão foi. de fato. para sanar a omissão apontada. LIV e LV. em face do v. para acrescentar ao julgado a seguinte fundamentação: “Indefiro. Tânea Maria Bastos Pagani a informar se detém algum interesse no imóvel penhorado. OMISSÃO. nos quais poderia discutir a própria ‘causa debendi’. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº ED-101400-51. Pois bem.

0651. que trata do conhecimento do recurso ordinário de competência do TST. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 portanto.5. aplicada por analogia. DESERÇÃO. EMPRESA EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL . EMPRESA EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL. que não foi conhecido. EMPRESA EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL. A presente medida processual revela-se. DEJT 28/10/2011) AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. Depreende-se do v. incisos XXXV. despacho que negou seguimento aos embargos. AUSÊNCIA DE DEPÓSITO RECURSAL. II.º 5.5. verbis: Recurso ordinário. Desembargadora Cláudia Cardoso de Souza e Desembargador Lino . (AIRR-16514139. bem como quanto à violação do artigo 5º. as razões dos embargos declaratórios sequer mantêm relação com os fundamentos da decisão objeto de impugnação.3164169. por falta de dialeticidade recursal. 14 da Lei n.5. além de não alegar vício no julgado. revela-se deserto o recurso de revista interposto. verbis: AGRAVO DE INSTRUMENTO. o privilégio de isenção do pagamento de custas e depósito recursal aplicável à massa falida.º 86 desta Corte superior. em virtude da recuperação judicial (art. RECURSO DE REVISTA. pela ausência de requisito de admissibilidade inscrito no art. 23 de Setembro de 2013 131 A primeira reclamada opõe embargos declaratórios. esta Corte já sedimentou entendimento de que as empresas em recuperação judicial não estão dispensadas do depósito recursal. por ausência do requisito de admissibilidade inscrito no art. nos termos da Súmula 422 do C.1720540 -80. do CPC. Relator Ministro Renato de Lacerda Paiva. DEJT 15/06/2012) AGRAVO EM EMBARGOS EM EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECURSO DE REVISTA. DESERÇÃO. 3. 4ª Turma.INAPLICABILIDADE DA SÚMULA/TST Nº 86. Portanto.060/50 evidencia que a concessão da assistência judiciária gratuita. Min. (AIRR . Constatada a ausência do indispensável recolhimento do depósito recursal pela reclamada. sem questionar o próprio conhecimento do apelo. 6º da Lei 11. DESERÇÃO. quanto ao pedido de suspensão do processo. DESERÇÃO. DEJT 26/06/2013) AGRAVO DE INSTRUMENTO. (Ag-E-ED-RR . DEJT 23/3/2012) AGRAVO. Nesse sentido. que isenta somente a massa falida do preparo recursal. não conheço dos embargos declaratórios. (Ag-AIRR .01.0006. Apelo que não destaca os fundamentos da decisão recorrida.584/70 e do artigo 2º da Lei n 1.2010. Ademais. não é extensível às empresas em recuperação judicial. do CPC. Agravo a que se nega provimento. Rel. previsto na Súmula nº 86 desta Corte. TST. Vejamos. ao negar seguimento ao recurso de revista da reclamada (Varig Logística S.2007. não realizado o depósito recursal relativo ao recurso de revista. TST.) Convém notar que. ainda que se concedesse o benefício ao recorrente. deve ele ser mantido por seus próprios e jurídicos fundamentos. ao dispor sobre a gratuidade da justiça. DESERÇÃO DO RECURSO DE REVISTA. II.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.) por deserto em face da ausência do recolhimento do depósito recursal devido. A prerrogativa de isenção do recolhimento das custas e do depósito recursal da massa falida não se estende à empresa privada que se encontra em processo de recuperação judicial (Súmula nº 86 do TST).0000. por analogia à hipótese da Súmula nº 422 do C. segundo a jurisprudência sedimentada do TST. Nesse sentido.101/2005). por unanimidade.2009.04. EXIGIBILIDADE.0661 . LIV e LV da Constituição da República. mas não o fez para o recurso de revista. (AIRR-2899-48. acórdão embargado. A decisão agravada. A ausência desses elementos na peça recursal mostra-se dissociada da boa técnica processual e determina a impossibilidade de análise do que se quer alcançar através do ato de recorrer. Min.DESERÇÃO . empresa em recuperação judicial.09. 1ª Turma. Ministro Relator Hugo Carlos Scheuermann. para fins de prequestionamento. DEPÓSITO RECURSAL NÃO REALIZADO. O fato de a empresa se encontrar em recuperação judicial não atrai a aplicação analógica do entendimento contido na Súmula n. Agravo de instrumento a que se nega provimento.09.5. verbis: O legislador brasileiro. encontra-se em consonância com o entendimento desta Corte no sentido de que às empresas que se encontrem em recuperação judicial não se aplica a Súmula nº 86 deste Tribunal (TST – 1ª Turma. do CPC. Consoante o entendimento majoritário do Tribunal Superior do Trabalho. que o recurso ordinário interposto pela embargante não foi conhecido. DJ de 3/6/2011) Não conheço do recurso ordinário interposto pela primeira ré. DJ de 10/6/2011) AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. por deserto. Art. o aresto abaixo transcrito.5. Maria de Assis Calsing.0019 . AUSÊNCIA DE DEPÓSITO RECURSAL. haja vista a sua finalidade ser a garantia do juízo.09. Isso posto. por entender que o privilégio estabelecido pela Súmula/TST nº 86 não se aplica à ora embargante. porquanto a reclamada efetuou o depósito para o recurso ordinário. Não-conhecimento. Agravo de Instrumento não provido. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19/09/2013: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite (Presidente). porquanto não tem natureza de taxa.5.CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. INAPLICABILIDADE DA SÚMULA Nº 86 DESTA CORTE. AIRR159000-13. 2ª Turma. 514. SDI1. Precedentes desta Corte superior. 1ª Turma. Rel. não conhecer dos embargos declaratórios opostos pela primeira reclamada.INSUFICIÊNCIA DE DEPÓSITO RECURSAL . Relator Ministro: Walmir Oliveira da Costa. às empresas em recuperação judicial não se aplica a súmula 86 daquela Corte. nos termos em que fora proposta. no mérito dos embargos declaratórios. não estendeu o benefício aos empregadores. Não se conhece de recurso ordinário para o TST. não conheço dos embargos declaratórios opostos pela primeira ré. Agravo de instrumento desprovido. DEPÓSITO RECURSAL. A interpretação do art. Não demonstrado o desacerto do r. AGRAVO DE INSTRUMENTO. Assim. José Roberto Freire Pimenta. pelo que. (grs. EMPRESA EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL.2007.0031. quando as razões do recorrente não impugnam os fundamentos da decisão recorrida. por deserto. por falta de dialeticidade recursal. Agravo não provido.2006. caminho outro não há senão declarálo deserto. SÚMULA 86/TST. nesta Justiça Especializada. tem como único beneficiário o trabalhador. 514. Relator Ministro: Lelio Bentes Corrêa. por deserção. a assistência judiciária gratuita não abrange o recolhimento do depósito recursal.106300-54. RECURSO DE REVISTA.2008. ns. a primeira reclamada requer apenas o prequestionamento de matérias impugnadas no recurso ordinário. corretamente denegado. Em que pesem os argumentos oferecidos pela Agravante.21.A. nos termos do artigo 899 da CLT. Além disso. o recurso permaneceria deserto por ausência do depósito recursal. EMPRESA EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL. manifestamente infundada. II. 514.

em relação aos pedidos deduzidos na causa. ("A Sentença no Processo do Trabalho".º 16. descumpriu com seu dever de fiscalização”. em princípio. ora embargante. Portanto. que diga por qual das proposições. 2. Acórdão de fls. enfim. como se vê do seguinte trecho: “Todavia. 704/709 . declarou. aquele que reflete. do acórdão ou do despacho (agravo de instrumento). de certa maneira.1. dentre dois ou mais sentidos que a sua dicção comporta.666/1993). MÉRITO 2. Versam os Embargos sobre suposta omissão e/ou contradição no julgado.). Vistos. e. a constitucionalidade do artigo 71.pp.666/1993.LORENA CRUZ RIBEIRO TRANSUR RECURSOS HUMANOS LTDA.A. entendeu o Regional que restou comprovada a culpa da segunda reclamada.. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO.17. atraindo a aplicação da multa de 1% prevista no parágrafo único do art. encontrando-se toda a matéria exaustivamente enfrentada. em sua invalidação (em decorrência de nulidade não suprível). sem demonstrar omissão. ACÓRDÃO DE FLS. Consoante magistério de Manoel Antonio Teixeira Filho: "Sentença omissa é a que deixa de pronunciar-se sobre um ou mais pedidos formulados pelas partes (.17. entre si inconciliáveis. em conseqüência. na condição de tomador de serviços.. nesse aspecto. que defina qual. o que se visa é impugnar o raciocínio do magistrado. o resultado do julgamento. um pronunciamento citra petita.TRT 17ª Região .0009 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: PETROLEO BRASILEIRO S A PETROBRAS Embargados: O V. que conferiu constitucionalidade ao art. ME ACÓRDÃO . CONTRADIÇÃO. pretendendo rediscutir matérias já decididas. por óbvio. REGIÃO . e não presumida. por meio da Ação Direta de Constitucionalidade n. no tocante à responsabilidade subsidiária. o qual isenta a Administração Pública de responsabilidade nos casos de mera inadimplência dos encargos trabalhistas de empresas terceirizadas. não responderia pelo simples inadimplemento das obrigações assumidas pela empresa regularmente contratada. Posteriormente. quantitativamente inferior à que se deveria ter sido realizada". 174/2011. o STF. Evidencia-se o caráter protelatório dos embargos.2012.1 Embargante Advogado Embargado Advogado Plurima Réu PETROLEO BRASILEIRO S A PETROBRAS Sofia Varejão Filgueiras(OAB: 009754 ES) LORENA CRUZ RIBEIRO Paula Wanessa L. ou. Vejamos. em novembro de 2010.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. §1º da Lei nº 8. apesar de atestar a existência de fiscalização efetiva em face da contratada. o C.TST alterou a redação da Súmula 331 para enquadrá-la devidamente ao entendimento do STF. sendo partes as acima citadas. É o relatório.LTr. eventual conduta omissiva.2011 (.1. o julgamento da Egrégia Turma foi no sentido de que a responsabilidade subsidiária da Administração Pública restringe-se à hipótese de inadimplência de fiscalização das obrigações trabalhistas da empresa terceirizada. em face do v. é imperioso ressaltar que o v. Os embargos de declaração têm cabimento quando presentes alguns dos vícios previstos no art. pelo dano sofrido pelo obreiro.0009 Processo Nº ED-102600/2012-009-17-00.. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Aduz que o reclamante não logrou provar que houve culpa na contratação da 1ª reclamada. INEXISTÊNCIA DE QUAISQUER DOS VÍCIOS DO ART. 1996 . nada mais se pede ao juízo proferidor da sentença que aclare o que pretendeu dizer (obscuridade). Insistamos: nos recursos. tampouco necessidade de prequestionamento.2. parágrafo 1º. até mesmo.5.PETROBRÁS. FUNDAMENTAÇÃO 2. . contradição ou obscuridade. condenou a 2ª ré como responsável subsidiária.. devendo ser demonstrada. a sua vontade (obscuridade). 538 do CPC. DEJT divulgado em 27. a omissão não se confunde com eventual erro de julgamento resultante de uma análise equivocada dos elementos dos autos.5. 71. Acórdão consignou claramente sua posição em consonância com a decisão do STF. da Lei das Licitações (Lei 8. ME Origem: 9ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA .) Destarte.2012. ou seja. entrementes. 427/428) Inicialmente. revelando-se improcedentes quando as questões levantadas traduzem inconformismo com o teor da decisão embargada. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA Sustenta a embargante haver omissão e contradição no julgado.Res. omissa. e o entendimento manifestado pelo STF na ADC 16.05. TST. . CONHECIMENTO Conheço dos embargos de declaração opostos. 30 e 31. porquanto preenchidos os pressupostos legais de admissibilidade. Desta maneira. bem como ao adesivo do reclamante. no tocante à responsabilidade subsidiária. em sede de embargos de declaração. IMPOSSIBILIDADE. no que tange à nova redação dada à Súmula 331 do E. que negou provimento ao recurso ordinário interposto pela 2ª reclamada. LEGALIDADE (nova redação do item IV e inseridos os itens V e VI à redação) . Leciona o supracitado mestre: "enquanto a finalidade dos recursos típicos reside na modificação ('reforma') da sentença. 704/709. pois a apreciação do órgão foi.2.TRT 17ª. A sentença (bem assim o acórdão) omissa contém.0102600-59. requerendo a aplicação de efeito modificativo. o seu convencimento jurídico. contraditória ou anfibológica. 535 DO CPC. sendo indispensável a demonstração de que incorreu em culpa in vigilando. o dos embargos declaratórios. 2ª ed. pois. não vai além da sanação de falhas da dicção jurisdicional. quando inexistem falhas formais. 535 do CPC. Bastos(OAB: 010024 ES) TRANSUR RECURSOS HUMANOS LTDA. Procurador: Estanislau Tallon Bozi. pois não . DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº ED-102600-59.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. RELATÓRIO Trata-se de Embargos de Declaração opostos por PETRÓLEO BRASILEIRO S. REDISCUSSÃO DE QUESTÕES DE MÉRITO. que se apresenta obscura. 23 de Setembro de 2013 132 Faria Petelinkar. E. optou (contraditoriedade) ou complemente a entrega da prestação jurisdicional (omissão)". uma vez que. a principal modificação foi o reconhecimento de que a Administração Pública. in verbis : “SUM-331 CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS.

538 do CPC. declarando que o são.1. no mérito. Ou seja. No presente caso.1. Procurador: Estanislau Tallon Bozi. no mérito. Desembargadora Cláudia Cardoso de Souza e Desembargador Lino Faria Petelinkar. Quanto ao prequestionamento. 582/589. o juiz ou tribunal. do CPC. JORNADA 12x36. às fls. contradição ou obscuridade." Não há que se falar. requerendo a concessão de efeitos modificativos. CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. negar provimento. 563/566. tenha havido omissão com relação a este mesmo tópico. Contrarrazões apresentada pela reclamada às fls. "quando manifestamente protelatórios os embargos. Neste contexto. condenará o embargante a pagar ao embargado multa não excedente de 1% (um por cento) sobre o valor da causa". faz-se necessária a condenação subsidiária da PETROBRÁS ao pagamento das verbas trabalhistas deferidas”. não foram cumpridas as obrigações contratuais. O empregado que se submete ao regime de trabalho especial 12 x 36 tem direito ao pagamento em dobro pelos dias de feriados trabalhados e não compensados. seu inconformismo com o julgado. e. Portanto.2011. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. nestes termos: "118. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº RO-114000-28. muito menos de violação aos dispositivos citados. o que incluía. evidentemente. não vislumbro efetividade em seu dever de fiscalização.0002 Processo Nº RO-114000/2011-002-17-00. CONHECIMENTO 2. Esta. o poder de fiscalizar o cumprimento das obrigações trabalhistas. É o relatório. no tocante ao adicional de insalubridade e aos feriados laborados. portanto. (. Tese explícita. em virtude do contrato pactuado. a embargante pretende revolver questões já decididas. TST. ao consignar que incumbe à parte opor embargos declaratórios visando o prequestionamento de matéria. na medida em que exercia sobre a mesma. a Súmula 297 do C. FUNDAMENTAÇÃO 2.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. da lavra da eminente Juíza Márcia Frainer Miura Leibel. 256. inclusive tendo aplicado diversas multas contratuais à 1ª ré. não se observa. o que se nota pelo seguinte trecho: “Além disso. na decisão recorrida. impõe à parte prequestionar tema que. 574/577. sentença de fls. 3. há necessidade de que haja. Instrumentos de mandato. que julgou procedentes em parte os pedidos formulados na inicial. pretendendo a reforma do julgado.2011. Inteligência da Súmula 297. PRELIMINAR DE NÃO CONHECIMENTO DO APELO . em omissão. 297. Súmula 297. prolatada pela MM. Tese explícita. contradição ou prequestionamento. considerálos protelatórios e aplicar à embargante multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa.5. Nego provimento. verificada negligência do ente público quanto à vigilância da prestadora de serviço. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19/09/2013: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite (Presidente). aliás. adequados para a supressão de omissão. De tal sorte. pressupõe. não foi objeto de pronunciamento no acórdão. não é essa a função dos embargos declaratórios.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA FERIADOS TRABALHADOS. condeno a embargante ao pagamento de 1% sobre o valor da causa. 23 de Setembro de 2013 133 procedeu à devida fiscalização da primeira reclamada. arguindo preliminar de não conhecimento do apelo obreiro. Vistos. durante o período de vigência do contrato de prestação de serviços mantido entre as reclamadas. por parte da PETROBRÁS. poder diretivo dos serviços prestados. Ainda que conste dos autos vasta documentação relativa à suposta fiscalização. uma vez que. no acórdão. por unanimidade. Segundo o parágrafo único do art. 05 e 34.TRT 17ª Região .1.17.6 Recorrente Advogado Recorrido Advogado JOSE MATTOS VICENTE Maria Madalena Selvatici Baltazar(OAB: 005240 ES) IRMANDADE DA SANTA CASA DE MISERICORDIA DE VITORIA (HOSPITAL DA SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE VITÓRIA) Luciano Rodrigues Machado(OAB: 004198 ES) ACÓRDÃO . conhecer dos embargos declaratórios e. Razões do reclamante às fls.0114000-28. Em que pese a segunda reclamada ter afirmado que procedeu à diligente fiscalização. puramente. restando evidente que o dever de vigilância do ente público foi insuficiente. tem-se que não cuidou de provar o alegado. as medidas levadas a efeito não foram suficientes para ilidir a inadimplência perpetrada pela primeira reclamada. 2ª Vara do Trabalho de Vitória/ES. nos termos da Súmula 444 do C. publicado no DEJT de 08 de Agosto de 2012. Prequestionamento. desnecessário contenha nela referência expressa do dispositivo legal para ter-se como prequestionado este. sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante.0002 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: JOSE MATTOS VICENTE Recorrido: IRMANDADE DA SANTA CASA DE MISERICORDIA DE VITORIA (HOSPITAL DA SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE VITÓRIA) Origem: 2ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . embora suscitado no recurso. Para fins do requisito do prequestionamento de que trata a Súmula n. o cumprimento da devida fiscalização que lhe é incumbida.17. ante o evidente caráter protelatório Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 dos embargos interpostos. Todavia. de maneira clara. em face da r. é a diretriz traçada pelas Orientações Jurisprudenciais nº 118 e 256 da SDI-I do Colendo TST. elementos que levem à conclusão de que o Regional adotou uma tese contrária à lei ou à Súmula.. Configuração. Prequestionamento. pugnando pelo seu improvimento. naturalmente. TST. Em atendimento ao Provimento Consolidado da CGJT. conforme dispõem os artigos 897-A da CLT e 535.5.. haja vista os descumprimentos de obrigações por parte da primeira reclamada. não houve remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho para emissão de parecer. o tomador de serviços é responsável pelo descumprimento das obrigações trabalhistas assumidas pela primeira ré e não cumpridas. Havendo tese explícita sobre a matéria.) Desta feita. tendo demonstrado.

segundo o qual o reclamante pleiteia.º 15 do Ministério do Trabalho e Emprego. no capítulo referente aos “feriados laborados”. Considero as respectivas contrarrazões eis que tempestivas e regulares. não previamente esterilizados). bem como objetos de seu uso. porém. . de aplicação da súmula 444 do C.acordo nos autos da ação anulatória de cláusula da convenção coletiva. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. ossos. . que trata da relação das atividades que envolvem agentes biológicos. e. a insalubridade em grau médio também é caracterizada nos casos de trabalho ou operações. TST. Vejamos. vacinas e outros produtos. Enquanto que a insalubridade de grau máximo se caracteriza pela exposição com: pacientes em isolamento por doenças infectocontagiosas. ao adicional de insalubridade em grau máximo. o reclamante disse apenas que foi proferida decisão favorável aos trabalhadores. postos de vacinação e outros estabelecimentos destinados ao atendimento e tratamento de animais (aplica-se apenas ao pessoal que tenha contato com tais animais). sendo que.aplicação da súmula 444 do C. . não previamente esterilizadas.realizava o atendimento à solicitações de busca de cadáveres junto ao Hospital Santa Rita (conveniado da Reclamada). .gabinetes de autópsias. o preposto da reclamada e a prova testemunhal relataram o contato direto com pacientes portadores de doenças infectocontagiosas. segundo a Norma Regulamentadora n. pois. afirmou que o reclamante trabalhou em contato com agente insalubre de grau médio. . esgotos. sangue. conheço em parte do recurso ordinário interposto pelo reclamante. de anatomia e histoanatomopatologia (aplica-se somente ao pessoal técnico).cemitérios (exumação de corpos). o pagamento das horas extras a partir da oitava diária e do décimo sexto plantão. in verbis: . Assim. .laboratórios de análise clínica e histopatologia (aplica-se tão-só ao pessoal técnico).17. 2. todavia. TST. fazendo jus. tendo desenvolvido suas atividades nas dependências da funerária da reclamada. o fato de ter havido ou não acordo nos autos da ação anulatória não pode ser considerado fato novo. a reclamada argumenta que o pedido de feriados laborados foi feito com fulcro na Ação Anulatória de Cláusulas Convencionais. adicional de insalubridade. sentença. . registro. conforme dispõe a Norma Regulamentadora n. .” No caso dos autos é incontroverso que o reclamante era motorista. segundo o qual “as questões de fato. MÉRITO. que o aludido verbete jurisprudencial do C. sem mencionar. A reclamada. TST ao ajuizar a demanda. Já no tocante ao segundo argumento. não podendo sua conclusão ser tratada como matéria inovadora. efetua-se tamponamento do nariz e boca. vísceras. perito.” Sendo assim. já recebido ao longo do trato empregatício. com animais destinados ao preparo de soro. mais de um ano depois da propositura da presente demanda. com a condução de veículo para transporte de cadáveres. julgou improcedente o pleito do reclamante.2. estando a pretensão limitada a gastos com deslocamento. inicialmente. porquanto presentes os pressupostos legais de admissibilidade. não conhecendo quanto ao pedido de horas excedentes a 8ª diária ou ao 16º plantão. quanto às horas acima da 8ª diária ou do 16º plantão. cola-se a boca – quando necessário). circunstância apta para a caracterização da insalubridade em grau máximo. com materiais infectocontagiantes. proposta pelo Ministério Público do Trabalho (0010200-58. cadáveres Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 e outros agentes biológicos. fezes. portanto. sendo suas atribuições listadas pelo i. que permitia o labor em escala 12x36. postos de vacinação e outros estabelecimentos destinados aos cuidados da saúde humana (aplica-se unicamente ao pessoal que tenha contato com os pacientes. no que tange ao último fundamento. Analisando a petição inicial. O reclamante alegou na inicial que foi admitido pela reclamada em 01/10/1998.2009. ao fundamento de que.estábulos e cavalariças. anulando a cláusula em questão. em contato permanente. Assim. couros. ambulatórios. traz três fundamentos que não foram suscitados na petição inicial. TST foi publicado em novembro de 2012. Quanto ao primeiro fundamento. em contato permanente com sangue. A r. por inovação recursal. 23 de Setembro de 2013 134 OBREIRO SUSCITADO PELA RECLAMADA. Por fim. carnes. em sede de contestação. com fundamento no laudo pericial. durante todo o pacto empregatício recebeu o aludido adicional.realizava a retirada de cadáver do IML (necrotério) . em sede de recurso ordinário. ambulatórios. pêlos e dejeções de animais portadores de doenças infectocontagiosas. que ocorreu em setembro de 2011. o reclamante recorre ordinariamente. Aduziu que desenvolvia sua atividade junto ao necrotério da reclamada. INOVAÇÃO RECURSAL Sustenta a reclamada que o apelo obreiro não deve ser conhecido por inovação recursal.hospitais. glândulas. se a parte provar que deixou de fazê-lo por motivo de força maior. . serviços de emergência. Em que pese o fundamento da reclamada. sem o pagamento em dobro dos feriados laborados. de aplicação de aplicação analógica do artigo 517 do CPC. Inconformado. tem razão a reclamada. não conheço do recurso. 2. lixo urbano.pedido de pagamento das horas extras a partir da 8ª diária e do 16º plantão. .hospitais. a referida exposição não é exclusiva a insalubridade de grau máximo. a existência de acordo entabulado nos autos. não era possível ao autor se valer da referida súmula do C. Segundo a reclamada. conforme comprovam o Laudo Técnico das Condições de Trabalho e o Perfil Profissiográfico Previdenciário. Embora o argumento do reclamante seja de que trabalhou em contato com doenças infectocontagiosas.resíduos de animais deteriorados. uma vez que ficou caracterizada somente a exposição ao agente insalubre em grau médio.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Vejamos. portanto. em que se questionou a (in)validade da cláusula normativa. sendo demitido sem justa causa em 17/06/2011. por inovação recursal. verifico que não houve qualquer pedido relativo a jornada de trabalho de 12 horas. sendo caso. para exercer a função de motorista.0000).realizava a preparação do corpo – cadáver (troca-se a roupa do defunto. poderão ser suscitadas na apelação. Anexo 14. uma vez que.1.2. diferencia-se quanto ao local de exposição. coloca algodão com silicone na boca e nariz. enfermarias. bem como junto à residências e hospitais quando solicitado por clientes. e .contato em laboratórios. feriados laborados e intervalo intrajornada. visto que o próprio conteúdo da aludida ação foi objeto de debate por ambas as partes (inclusive pela reclamada). não propostas no juízo inferior. na insalubridade em grau médio o contato deve ser em: “. quais sejam: . aplicável na categoria do reclamante.5.º 15. bem como aos que manuseiam objetos de uso desses pacientes.

que possui o conhecimento técnico necessário.” Inconformado. Nesse passo. o local em que ocorria o labor (hospitais e necrotério). Porém. 3CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. ou remunerar em dobro as horas trabalhadas. no caso de labor em escala 12x36. Sra. Quanto a Ação Anulatória proposta pelo Ministério Público do Trabalho. com a desistência dos recursos interpostos. In casu. sendo que. deverá ser concedida uma folga a mais. tenho que prevalecem os termos da convenção coletiva. diversa da escala. onde houve desistência do recurso interposto. 26 e 27. portanto. Dou provimento ao apelo. E nem argumente a reclamada. ficando exposto a AGENTES BIOLÓGICOS. Milton de Moura França. e. por unanimidade. sem a devida folga compensatória. 444 do TST. É valida. Vejamos. FERIADOS LABORADOS. 02 de novembro e 25 de dezembro). TST é no sentido de que as horas laboradas em feriados sem a correspondente folga compensatória deverão ser pagas com o adicional de 100%. TST confere direito ao pagamento em dobro dos feriados. serragem. Por fim. VALIDADE . Eis o teor da novel Súmula n. sentença julgou improcedente o pleito do reclamante. conforme já mencionado no capítulo 2. A r.17.17.realizava a arrumação do caixão (colocava jornal em volta do corpo. até o julgamento do recurso ordinário interposto nos autos da Ação Anulatória n. Cláusulas 10a – Jornada 11 x 36 e 23a Indenização Adicional. por unanimidade. a reclamada não negou o trabalho obreiro em feriados. 185/2012. a retirada de secreções com a utilização de uma seringa e agulha.2 – DEJT divulgado em 26.2009. 23 de Setembro de 2013 135 . (grifos) Diante do exposto. E CUSTAS RESPECTIVAS NO IMPORTE DE R$ 40. in verbis: “As atividades exercidas pelo Reclamante são ensejadoras de Insalubridade. DEJT divulgado em 25.Res. circunstância prevista na norma regulamentar para caracterização da insalubridade em grau máximo. TENDO EM VISTA O PROVIMENTO DO RECURSO DO RECLAMANTE. perito.5. PELA RECLAMADA. com a efetiva prestação de trabalho em dia de feriado. sempre laborou nos dias considerados como feriado nacional (1º de janeiro. A reclamada. pois. aduziu que a nova redação da súmula 444 do C. nos exatos termos em que foi pactuada pelos sindicatos signatários. Ademais. ocorrendo a hipótese. podendo seu conteúdo ser verificado pelo andamento processual do processo na internet.00 (dois mil reais). compulsando as folhas de ponto. Ministro Presidente do TST. requereu a condenação da reclamada no pagamento dos aludidos feriados. sendo que. assegurada a remuneração em dobro dos feriados trabalhados. revendo posicionamento anterior. 420/432 que o Exmo. e.0000) foi julgada procedente. O empregado não tem direito ao pagamento de adicional referente ao labor prestado na décima primeira e décima segunda horas. independentemente da existência de norma coletiva autorizando o labor nestes dias.2012 – republicada em decorrência do despacho proferido no processo TST-PA-504280/2012. as folgas oriundas do regime de escala não têm o condão de compensar naturalmente os feriados laborados. o reclamante recorre ordinariamente. a compensar o ocorrido labor.2. da NR 15. de forma habitual. 789 DA CLT. constato do documento de fls. nos autos da ação anulatória. as conclusões do i. . FIXO NOVO VALOR À CONDENAÇÃO.000. Além disso. a jornada de doze horas de trabalho por trinta e seis de descanso. in verbis: “SÚM-444. em caráter excepcional. embora estivesse exposto a doença infectocontagiante. Por fim. NOS TERMOS DO ART. restabelecendo as cláusulas 4a – Aumento e Redução da Jornada.0000. argumentou que é plenamente válida cláusula coletiva que permite o labor em escala 12x36. no tocante a Ação Anulatória de Cláusulas Convencionais proposta pelo Ministério Público do Trabalho. EM R$ 2. sexta feira da Paixão.” Nesse diapasão. e custas .09.11. sem o pagamento em dobro dos feriados laborados. alegando que foi firmado acordo com o Ministério Público do Trabalho.2.realizava quando necessário. 21 de abril. NORMA COLETIVA. que conferiu efeito suspensivo ao Recurso Ordinário. 444 do TST. LEI. Nessa linha de raciocínio. 0010200-58. nas fichas financeiras não consta qualquer pagamento a esse título. concedeu liminar. a decisão que declarou nula a aludida cláusula coletiva. verifico que o Ministério Público do Trabalho propôs ação anulatória em relação às cláusulas que permitiam a jornada em escala de 11 x 36 horas. Assim. 12 de outubro. concomitantemente. 2. TST. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 mantendo incólume.1 foi entabulado acordo nos autos.5. caracteriza a insalubridade em grau médio. flores e véu). para condenar a reclamada ao pagamento em dobro dos feriados laborados. que declarou nulos o parágrafo 2o. da Penha. declarando nula a cláusula em questão. o entendimento consagrado pelo C. Portaria 3214/78”. uma vez que. que se encontra pendente de julgamento neste E. tal como ajustada pelas partes. que o acordo não foi juntado aos autos. JORNADA DE TRABALHO. algodão. aduziu que. mantinha contato com cadáveres e/ou objetos destes sem prévia esterilização. A jurisprudência da Corte Superior Trabalhista pacificou-se no sentido de que o empregado sujeito ao regime de 12 horas de trabalho por 36 de descanso. e a manutenção da decisão que anulou a cláusula em questão. Alegou o autor na exordial que trabalhou durante todo o contrato de trabalho em escala 12x36. uma vez que Ação Anulatória de Cláusulas Convencionais proposta pelo Ministério Público do Trabalho (0010200-58. conhecer parcialmente do recurso ordinário. 1º de maio. em sede de contestação. no mérito. Também não ficou comprovado o contato com pacientes em isolamento. 07 de setembro. extrai-se que o autor laborou em feriados.00 (DOIS MIL REAIS). no horário das 07:00hs às 19:00hs. que foi julgada procedente pelo TRT da 17a Região.00 (QUARENTA REAIS). ESCALA DE 12 POR 36. também por esse fundamento. além de ter suspendido a decisão do TRT da 17a Região. em dobro. Portanto. curvome ao entendimento sufragado na Súmula n. Fixado novo valor à condenação. fixado em norma coletiva. Regional.2009. foram elucidativas e analíticas a respeito do ambiente de trabalho do autor. disse que foi interposto Recurso Ordinário. diferentemente dos domingos.2012. dar provimento parcial ao apelo do reclamante.000. foi ajuizada ação cautelar no C. concluindo pela insalubridade em grau médio. festa de N. sendo o enquadramento técnico dado pelo Anexo 14. nego provimento ao apelo. nos seguintes termos: “Por outro lado. em grau médio. Sendo assim. em R$ 2.2. trata-se de processo público. Contudo. devido o pagamento dos feriados laborados. Portanto. da Cláusula 7a – Trabalhos nos Domingos e Feriados. prevista em lei ou ajustada exclusivamente mediante acordo coletivo de trabalho ou convenção coletiva de trabalho. tem direito à dobra salarial pelos feriados trabalhados. com fez em sede de contrarrazões.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.

com fundamento na Lei 1. Acórdão. OMISSÃO. Procurador: Estanislau Tallon Bozi DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº ED-123000-18. no tocante à assistência judiciária gratuita.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. para acrescentar ao recurso a seguinte fundamentação: “A r.0123000-18. porquanto presentes os pressupostos legais de admissibilidade.º 5. 133 da Constituição. para a correção da falha apontada. 09) e. a assistência judiciária gratuita é devida apenas na hipótese prevista na Lei n. A assistência judiciária gratuita tem previsão tanto no art. são os que preenchem os requisitos da Lei n. da CLT. por sua vez. e não se confunde com o benefício da justiça gratuita previsto no § 3º. não procedeu ao recolhimento das custas. enquanto aquela. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. No âmbito desta Especializada. da CLT. sendo partes as acima citadas. Suspeição do Desembargador Lino Faria Petelinkar.º 5. 23 de Setembro de 2013 136 respectivas no importe de R$ 40. Dou parcial provimento. bem como em relação aos honorários advocatícios sucumbenciais. RELATÓRIO Trata-se de embargos declaratórios opostos pelo reclamante. analisando o v.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. autoriza o acolhimento de Embargos Declaratórios. Acórdão. dou provimento aos embargos declaratórios. não estão atendidos os pressupostos previstos na Lei n.1. por fim.2. e é devida a todo aquele que receber salário igual ou inferior ao dobro do mínimo legal. nas razões recursais. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . 790. quando preenchidos os requisitos previstos no próprio artigo. que envolve também os honorários advocatícios. responsabilidade objetiva. quais sejam. 186 e 927 do Código Civil.584/70. De fato. 790. verifico que. como se percebe. No entanto. Assim. de acepção mais restrita. 2. do art. primeiramente.584/70 c/c §3º. 790. sentença de origem indeferiu os benefícios da assistência judiciária gratuita.00 a título de custas processuais. no Processo do Trabalho. pela reclamada.00 (quarenta reais). Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19/09/13: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente). É o relatório. Com razão. acórdão de fls. ACÓRDÃO DE FLS.0002 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: RONALDO SEABRA MILAGRE Embargado: O V.2. a existência de omissão. que a assistência judiciária gratuita e o benefício da justiça gratuita não se confundem. devo registrar. Aduz que o E. há necessidade da ocorrência dos dois requisitos para o deferimento da assistência judiciária.1.º 5. 20 do CPC e Súmula 219 do TST. os beneficiários da assistência judiciária gratuita. assistência por Sindicato de classe e percepção de remuneração igual ou menor que o dobro do salário mínimo ou impossibilidade de demandar sem prejuízo do sustento próprio ou da família. da CLT.2. à fl. 790.º 1.584/70. honorários advocatícios e descontos fiscais e previdenciários. § 3º. mas por advogado particular (fl. MÉRITO 2.8 Embargante Advogado Embargado Advogado RONALDO SEABRA MILAGRE Euclerio de Azevedo Sampaio Junior(OAB: 007583 ES) UNIFORME INDUSTRIA E COMERCIO DE ROUPAS LTDA EPP Dalton Almeida Ribeiro(OAB: 011359 ES) ACÓRDÃO . em face do v. dar provimento parcial para dispensar o reclamante do recolhimento das custas.TRT 17ª. Na hipótese vertente.2. Vistos.TRT 17ª Região . 2. diferentemente do que ocorre quando há concessão do benefício da justiça gratuita. Tribunal não se manifestou quanto à responsabilidade objetiva da reclamada pelos atos de seus empregados. condenando o autor ao pagamento da importância de R$ 130.584/70 para a concessão da assistência judiciária gratuita. o julgado foi omisso quanto ao pedido de concessão dos benefícios da assistência judiciária gratuita. FUNDAMENTAÇÃO 2.17.060/50. do art. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. pugnou. no tocante ao pedido de concessão dos benefícios da assistência judiciária gratuita e justiça gratuita. defiro o benefício da justiça gratuita. importando somente na isenção de custas. do art.584/70. aos honorários advocatícios. São cabíveis embargos de declaração no caso de padecer a sentença ou o acórdão de omissão. § 3º. 207-209v . quanto à apreciação de matéria constante no Recurso. Este é uma faculdade do juiz. Assim.” Isto posto. art. para fins de isenção das custas processuais e conhecimento do Apelo. REGIÃO UNIFORME INDUSTRIA E COMERCIO DE ROUPAS LTDA EPP Origem: 2ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . pela apreciação dos argumentos contidos no recurso ordinário acerca dos encargos fiscais e previdenciários e. Portanto. a parte deve estar assistida por seu Sindicato de classe. do art.5. OMISSÃO CONSTATADA. não prescinde dos requisitos da Lei n. da CLT. passo a sanar a referida omissão. conforme arts. OMISSÃO. à luz dos arts. 14 da Lei n. também. Desembargadora Claudia Cardoso de Souza e Desembargador José Luiz Serafini. o reclamante não está assistido por Sindicato de classe. 790. por entender ausentes os requisitos da Lei 5. embora tenha sido consignado que foi superada a deserção. na acepção mais ampla. com base na declaração de miserabilidade jurídica. apontando omissão no julgado.2012.2012. sanando a omissão apontada. por força do Agravo de Instrumento.0002 Processo Nº ED-123000/2012-002-17-00. O obreiro. pela concessão do benefício da assistência judiciária gratuita.5.º 5. 790. nos termos do § 3º. CONHECIMENTO Conheço os embargos declaratórios opostos pelo reclamante. a luz do art. Nesse particular. RESPONSABILIDADE OBJETVA. para. Sendo assim. obscuridade ou contradição. Pugna. DESCONTOS FISCAIS E PREVIDENCIÁRIOS Alega o embargante omissão quanto à responsabilidade objetiva da reclamada.060/50 e art. extensivo a quem não esteja assistido por Sindicato (prevista no § 3º. da CLT.17. como no artigo 3º da Lei n. aos descontos fiscais e previdenciários. ficando.584/70. assegurado igual benefício ao trabalhador de maior salário uma vez provado que a sua situação econômica não lhe permite demandar sem prejuízo do sustento próprio ou de sua família. ou seja.º 5. ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA Aponta o embargante omissão no v. 10. portanto. da CLT). 207/209v. todavia.

À análise. julgou indevidos os honorários advocatícios. o qual. sendo partes as acima citadas. 23 de Setembro de 2013 137 ainda. a reclamada não apresentou contrarrazões ao recurso obreiro. é a diretriz traçada pelas Orientações Jurisprudenciais nº 118 e 256 da SDI-I do Colendo TST. em omissão no julgado e. A existência de tese específica sobre a matéria debatida. ao contrário do afirmado. conforme dispõem os artigos 897-A da CLT e 535. sentença. de certa maneira. negou provimento ao pedido de dano moral decorrente de suposta perseguição perpetrada pela empregadora e. ao consignar que incumbe à parte opor embargos declaratórios visando o prequestionamento de matéria.. pressupõe. ao sobreaviso. satisfaz o requisito de fundamentação da decisão e caracteriza a devida prestação jurisdicional. às fls. Embora devidamente notificada. à confissão. Se os documentos constantes dos autos não são capazes de comprovar a relação de emprego em período anterior ao registrado na CTPS. nos termos da certidão de fls. 3. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº RO-125100-77. 7ª ed. sentença de fls. Tese explícita. Esta. FUNDAMENTAÇÃO 2. Inteligência da Súmula 297. É o relatório.São Paulo: LTr. de maneira clara.17. quanto à assistência judiciária gratuita.1.0125100-77.CONHECIMENTO Deserção superada pelo julgamento do agravo de instrumento. seu inconformismo com o julgado. CONHECIMENTO Conheço o Agravo de Instrumento interposto. em face da r. aliás. presume-se verdadeira a data de registro da admissão do obreiro. no acórdão.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.0002 Processo Nº RO-125100/2011-002-17-00. consignadas no julgado. da lavra do eminente juiz Roberto José Ferreira Almada.5. em prequestionamento dos dispositivos legais e constitucionais mencionados. portanto.2 Recorrente Advogado Recorrido Advogado ADEMIR OLMO SERRI JUNIOR Vilmar de Oliveira Silva(OAB: 013154 ES) UNIAO NACIONAL DOS PROPRIETARIOS DE VEICULOS AUTOMOTORES-UNION CAIO DA CRUZ FERRAZ(OAB: 017973 ES) ACÓRDÃO . devidamente. Para fins do requisito do prequestionamento de que trata a Súmula n. requerendo a reforma da r. Havendo tese explícita sobre a matéria. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante. proferida pela MMª 2ª Vara do Trabalho de Vitória/ES. NÃO COMPROVAÇÃO. há necessidade de que haja. 189/190. assentando expressamente estarem “ausentes todos os pressupostos a ensejar a responsabilidade civil”. 332). A Súmula 297 do C. Ou seja. PROVA PRÉ-CONSTITUÍDA. mas tão somente falhas formais porventura havidas no julgado. Prequestionamento. à retificação da CTPS. nos moldes do artigo 535. vê-se que nas aludidas matérias elencadas. elementos que levem à conclusão de que o Regional adotou uma tese contrária à lei ou à Súmula. Acórdão. 194/216. RECONHECIMENTO DE VÍNCULO EMPREGATÍCIO.17. . Analisando o v. ainda que contrária ao entendimento da parte. 243. verbis: 2. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. 1993 . que julgou improcedentes os pedidos formulados na inicial.2011. as razões de julgamento encontram-se.2011. dar-lhes parcial provimento. tendo demonstrado. Não há se falar. no mérito. ao intervalo intrajornada. por unanimidade. Vistos. TST. conhecer dos embargos declaratórios e. do CPC. A presunção relativa de veracidade dos fatos alegados pelo empregador. pode ser elidida por prova pré-constituída (Súmula 74 do C. não há qualquer omissão no julgado.. ante a sucumbência total do reclamante. não foi objeto de pronunciamento no acórdão. sendo certo que os embargos declaratórios não são meio idôneo a corrigir eventual erro de julgamento.TRT 17ª Região .1. Todavia.). Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19/09/2013: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite (Presidente).ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA CONFISSÃO FICTA. impõe à parte prequestionar tema que. Consoante magistério de Manoel Antonio Teixeira Filho: "Sentença omissa é a que deixa de pronunciar-se sobre um ou mais pedidos formulados pelas partes (. na decisão recorrida. adequados para a supressão de omissão. Tese explícita. Configuração.5. decorrente da ausência injustificada na audiência que deveria depor. Súmula 297. subjetiva ou objetiva. em razão da confissão ficta do autor. porquanto presentes . Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 para sanar a omissão apontada e dar provimento parcial para dispensar o reclamante do recolhimento das custas.0002 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: ADEMIR OLMO SERRI JUNIOR Recorrido: UNIAO NACIONAL DOS PROPRIETARIOS DE VEICULOS AUTOMOTORES-UNION Origem: 2ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . A sentença (bem assim o acórdão) omissa contém. TST). evidentemente. tampouco. 256. um pronunciamento citra petita pois a apreciação do órgão foi. não é essa a função dos embargos declaratórios. quantitativamente inferior à que se deveria ter sido realizada" ("Sistema dos Recursos Trabalhistas". tenha havido omissão com relação a este mesmo tópico. Acórdão embargado. 297. embora suscitado no recurso. bem como prejudicada a análise relativa aos descontos fiscais e previdenciários. contradição ou obscuridade. portanto. FUNDAMENTAÇÃO 2. que isentou o reclamante do pagamento das custas processuais. do CPC. Desembargadora Cláudia Cardoso de Souza e Desembargador Lino Faria Petelinkar. pelo prequestionamento dos dispositivos mencionados. Nesse aspecto. Prequestionamento. CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. às comissões e à multa do artigo 477 da CLT. Conforme se infere do v. Razões recursais. resta claro que a embargante pretende revolver questões já decididas. em relação aos pedidos deduzidos na causa. Procurador: Estanislau Tallon Bozi. Nego provimento.p. sendo certo que a não-manifestação acerca de todos os dispositivos legais apontados como violados não configura omissão no julgado. puramente. às horas extras. nestes termos: 118. desnecessário contenha nela referência expressa do dispositivo legal para ter-se como prequestionado este.

º 5. XXXV e LXXIV da Constituição Federal. 24/98 dos autos não comprovaram o direito postulado. além de ressaltar ausência de justificativa para o reembolso de combustível em valor superior ao praticado no curso do breve tempo do contrato. Inconformado. todos consagraram a condição autônoma do emitente. o reclamante interpôs recurso ordinário. do art. 2. De fato. o recolhimento das custas processuais. § 2º. entendeu que foram . a assistência judiciária gratuita é devida apenas na hipótese prevista na Lei n. pois não foram infirmados pela prova constituída. pois. no caso. ou seja. para a concessão do referido benefício. Portanto. No âmbito desta Especializada.00 (quatrocentos e quarenta reais). No entanto. mas por advogado particular (fl. diferentemente do que ocorre quando há concessão do benefício da justiça gratuita. podendo ser elidida por prova em contrário. Assim. Todavia. a teor da Lei 1. porquanto. Dessa decisão. O pedido de pagamento das verbas decorrentes da dispensa sem justa causa foi indeferido em razão do pedido de demissão assinado pelo próprio autor. Salienta que o princípio da busca da verdade real é superior à pena de confissão. o reclamante não está assistido por Sindicato de classe. calculados sobre o valor da causa. que o indeferimento da assistência judiciária gratuita prejudica o reclamante exercer seu direito de interpor recursos aos tribunais superiores. recorre o reclamante. 790. TST. da CLT). Quanto ao pedido de pagamento de prêmios e comissões. Este é uma faculdade do juiz. informe que não possui condições de pagar as custas do processo e os honorários advocatícios. além de alguns terem sido emitidos por terceiros. Considerou verdadeiros os fatos alegados na defesa. Para o pedido de reconhecimento do vínculo empregatício no período não anotado na CTPS. afastando a deserção. MÉRITO 2. contudo.º 5. 23 de Setembro de 2013 138 os requisitos de admissibilidade recursal. assistência por Sindicato de classe e percepção de remuneração igual ou menor que o dobro do salário mínimo ou impossibilidade de demandar sem prejuízo do sustento próprio ou da família.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. também. Nesse aspecto. 14 da Lei n. uma vez que se encontram preenchidos os pressupostos de admissibilidade.2. Vejamos. capazes de elidir a confissão aplicada. Nessa linha de raciocínio. afastando a deserção.584/70. o juízo de primeiro grau entendeu que o próprio reclamante admitiu ter recebido prêmios ou comissões da ré. 790. Nesse aspecto.584/70. a parte deve estar assistida por seu Sindicato de classe. 13) e. na petição inicial e em suas razões recursais requereu a concessão do benefício da assistência judiciária gratuita para fins de isenção das custas processuais. alega que o juízo de origem não considerou todo o conjunto probatório existente nos autos.1ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA.584/70. basta que a parte. além da presunção relativa de veracidade da tese de defesa. no Processo do Trabalho. que envolve também os honorários advocatícios.060/50.00 (quatrocentos e quarenta reais). ou indenização por depreciação de veículo utilizado em serviço por reles três meses. sob pena de confissão. os autos deverão ser remetido a Relatora. mesmo advertido que deveria comparecer ao ato para depor. importando somente na isenção de custas.584/70. decorrente da confissão do autor.º 5. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 14. há necessidade da ocorrência dos dois requisitos para o deferimento da assistência judiciária. o juízo de origem considerou que os documentos colacionados às fls. por unanimidade. dar provimento para. da CLT. também.1. no mérito. ao argumento de que a presunção de veracidade decorrente da pena de confissão é apenas a relativa. o juízo a quo. 790. insurge-se o reclamante. do art. 3. A assistência judiciária gratuita tem previsão tanto no art. e não se confunde com o benefício da justiça gratuita previsto no § 3º.CONFISSÃO O juízo de origem reputou o reclamante confesso quanto à matéria fática debatida nos autos.2. do CPC e Súmula 74 do C.584/70 para a concessão da assistência judiciária gratuita. deixou de fazê-lo. Sustenta.º 5. à fl. defiro ex oficio o benefício da justiça gratuita. ficando. determinar o processamento do Recurso Ordinário interposto pelo obreiro. o ora Agravante não procedeu ao recolhimento das custas processuais no valor de R$ 440. então. portanto. assegurado igual benefício ao trabalhador de maior salário uma vez provado que a sua situação econômica não lhe permite demandar sem prejuízo do sustento próprio ou de sua família. Na hipótese vertente. de acepção mais restrita. como no artigo 3º da Lei n. não estão atendidos os pressupostos previstos na Lei n. por considerá-lo deserto.º 5. renovando o pleito da assistência judiciária gratuita. o que levou ao não conhecimento do recurso pelo Juízo a quo. argumentado que. são os que preenchem os requisitos da Lei n. DESERÇÃO DO RECURSO ORDINÁRIO Diante da improcedência total dos pedidos expostos na exordial. fundamentou a improcedência de cada pedido nas provas documental e oral existentes nos autos. Nesse contexto. mediante simples afirmação na petição. enquanto aquela. Inconformado. da CLT. como se percebe.CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 2ª Turma do Egrégio Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. mas simplesmente reputoulhe confesso e julgou improcedentes os pedidos formulados na inicial.2.º 1. do art. com base no artigo 343. Após. conhecer do Agravo de Instrumento e. Quanto ao pedido de depósitos do FGTS. Pois bem. com competente compensação na distribuição. em primeiro lugar devo registrar que a assistência judiciária gratuita e o benefício da justiça gratuita não se confundem. E os pedidos de horas extras e intervalo intrajornada.584/70. quando preenchidos os requisitos previstos no próprio artigo. indeferidos. os beneficiários da assistência judiciária gratuita. com nítida afronta ao artigo 5°. sem realizar. 2. nos termos do § 3º. fixadas pelo Juízo de origem. na acepção mais ampla. o que torna descabida a integração salarial dessas rubricas. em razão da confissão do reclamante. ainda. observo que o reclamante limita sua impugnação à suposta falta de apreciação das provas constituídas nos autos. determinar o processamento do Recurso Ordinário interposto pelo autor. e é devida a todo aquele que receber salário igual ou inferior ao dobro do mínimo legal. o reclamante.060/50 e da Lei 5. quais sejam. o Juízo a quo condenou o autor ao pagamento das custas processuais no importe de R$ 440. extensivo a quem não esteja assistido por Sindicato (prevista no § 3º.MÉRITO 2. dispenso o reclamante do recolhimento das custas processuais e dou provimento ao Agravo de Instrumento interposto pelo reclamante para.2. Inicialmente. com base na declaração de miserabilidade jurídica. não prescinde dos requisitos da Lei n. devendo os autos ser encaminhados a SECAU para reautuação.

Vejamos. 24/98 conferem ao emitente. Ademais. § 2º.1978) II . 2.2. CPC). quanto ao período sem controle de jornada nos autos. o item II. não ilidem a presunção de veracidade da contestação.A prova pré-constituída nos autos pode ser levada em conta para confronto com a confissão ficta (art. não há falar em aplicação da confissão sem apreciação das provas constantes dos autos. Disse que era acionado. além de alegar que exercia trabalho externo. da CLT.02. Requereu o reconhecimento do vínculo empregatício com a ré. na realidade. TST. no caso o reclamante.5. domingos e feriados. com a retificação da data de admissão da CTPS e o pagamento das férias + 1/3.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. iniciou o labor na reclamada. embora a CTPS tenha sido registrada em 09/09/2010.2.4. bem como reflexos sobre o aviso prévio.2. Insurge-se o reclamante. por sua vez. inclusive nos sábados. (ex-OJ nº 184 da SBDI-1 .inserida em 08. dispõe que a prova pré-constituída nos autos pode ser levada em conta para confronto com a confissão ficta. com 01h de intervalo intrajornada. quando laborava cerca de 05 a 06 horas.94. 24/98. 400. 30 e 31. gerando a presunção relativa de veracidade da jornada de trabalho indicada na inicial.SOBREAVISO O autor aduziu. DEJT divulgado em 27. não comprovam que o reclamante estava de sobreaviso naqueles dias. ao argumento de que a tese de defesa de ausência de labor aos sábados e domingos .RETIFICAÇÃO CTPS. que elida a presunção de veracidade decorrente da confissão. a verdade real não se revela pela presunção relativa decorrente da falta de exibição dos cartões de ponto de terminando período. por meio de celular. Disse que.2001. não comparecer à audiência em prosseguimento. a título de remuneração mensal. decorrente da confissão aplicada ao autor. a condição de representante autônomo e. Embora a reclamada tenha o dever legal de apresentar os cartões de ponto. Vejamos.0017) . indiquem que prestou serviços para a reclamada. 2.2011 I – Aplica-se a confissão à parte que. a condição de empregado alegada. das 07h45min às 22h.2000) III.2. o vínculo empregatício postulado. pois. portanto. três finais de semana por mês (sábado e domingo). Vejamos. em 10/12/2010. sustentou que o horário de trabalho do Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 reclamante era das 08h às 17h. mesmo durante o trabalho externo. O juízo de origem julgou o pedido de hora extra e intervalo intrajornada. bem como da multa do artigo 477 da CLT.3. da Súmula 74. 24/50 demonstram o labor no período não anotado na CTPS e. em 04/01/2010. Nego provimento.09. do C. pelo magistrado.RA 69/1978. O reclamante manifesta sua irresignação com a r. para exercer a função de consultor de vendas. 13º salário. 13º salário. conforme comprovam os documentos anexados à contestação. o que será efetivamente tratado nos próximos tópicos. que era obrigado a permanecer com o celular ligado 24h. de ausência de trabalho em regime de sobreaviso. Asseverou que. não impugnados pela ré. O juízo de origem indeferiu o pleito. Embora os documentos apresentados pelo reclamante. (ex-Súmula nº 74 . do poder/dever de conduzir o processo. por si só. os documentos apontados pelo recorrente não confrontam a presunção de veracidade dos fatos alegados na contestação. diante da ausência de prova. em média. ao argumento de que a reclamada não apresentou os cartões de ponto de todo o período contratual. férias + 1/3. não comprovam. a confissão ficta do reclamante desonera o empregador do seu ônus. Inicialmente. frisa-se que o reclamante não questiona a confissão ficta aplicada em razão da sua ausência injustificada na audiência que deveria depor. RSR. no período anterior ao registro da CTPS – 04/01/2010 a 08/09/2010. Nessa linha. não implicando cerceamento de defesa o indeferimento de provas posteriores.Res. em relação ao período sem registro na CTPS. 23 de Setembro de 2013 139 devidamente adimplidos. A reclamada. Em defesa. Requereu o pagamento das horas extras excedentes da 8ª diária e da 44ª semanal.05. 2. RSR. Insurge-se o reclamante. Portanto. até porque o autor foi considerado confesso em relação aos fatos alegados pela defesa. Ainda que os formulários de pedidos de clientes apresentados pelo reclamante possam coincidir com dias de sábados. A reclamada contestou o pedido. às fls. expressamente intimada com aquela cominação. HORAS EXTRAS E INTERVALO INTRAJORNADA O reclamante alegou que possuía como jornada habitual. que revelam labor aos sábados. diante dos documentos juntados com a inicial. a ré negou o labor em período anterior ao registrado na CTPS do autor. verbis: SÚMULA 74 CONFISSÃO. 174/2011. na qual deveria depor. sem qualquer controle por parte da empresa. na forma do documento de fls. o autor pretende o reexame de cada pedido indeferido. mesmo que se possa presumir a subordinação no período anterior ao registrado na CTPS pelo simples fato de ter havido a prestação de serviços para a reclamada. . multa de 40%. no sentido de que aqueles juntados às fls. portanto. E nem se diga que o registro da condição de representante autônomo ao signatário dos referidos documentos constavam mesmo no período do contrato de trabalho anotado na CTPS. domingos e feriados. Nego provimento. sem receber as horas extras devidas. sob o fundamento de que os documentos acostados às fls. Na verdade. (nova redação do item I e inserido o item III à redação em decorrência do julgamento do processo TST-IUJEEDRR 801385 -77. por ausência dos requisitos legais. Indeferiu o pagamento do seguro-desemprego. sob a alegação de que a empresa não pratica atividades de vendas aos sábados e aos domingos. I. A prova da relação de emprego depende da presença dos requisitos do artigo 3º da CLT e estes não foram demonstrados nos autos. não se pode olvidar que a confissão aplicada ao reclamante favorece a tese da ré. nos autos. DJ 26.não prospera. não afetando o exercício. o reclamante alegou que foi contratado. em 04/01/2010. sua jornada era controlada. domingos e feriados. ao argumento de que os referidos documentos demonstram o labor para a reclamada antes do registro da CTPS. nos termos do artigo 74. 154. PERÍODO SEM ANOTAÇÃO Na inicial. no período de 04/01/2010 a 08/09/2010. FGTS.11. FGTS e multa de 40%.A vedação à produção de prova posterior pela parte confessa somente a ela se aplica. quando percebia R$ 686. sentença. O reclamante se manifesta sobre os documentos apresentados pela ré. prevalecendo a jornada de trabalho apontada na contestação. sem labor aos sábados e domingos. ante a confissão aplicada ao reclamante. de segunda a sexta-feira. e dispensado. Nego provimento. com cerca e 20min a 30min de intervalo intrajornada. Desse modo.

comprovando. 2.A aplicação da multa de que cogita o art. e limitado à dispensa do recolhimento de custas processuais. inclusive de ofício. Requereu o pagamento de todas as comissões. Assim. impede a procedência do pedido.5. Procurador: Estanislau Tallon Bozi. O reclamante reitera o direito ao recebimento das comissões e premiações. A multa do artigo 477 da CLT é devida. § 8º. no mérito. ou impossibilidade de demandar sem prejuízo do sustento próprio ou da família). a qual o reclamante jamais atingiu. Todavia. até porque as diferenças foram reconhecidas somente em juízo. 23 de Setembro de 2013 140 Nego provimento.7. por maioria. não houve o alegado atraso no pagamento da rescisão. DA CLT. quanto ao direito à multa prevista no § 8º. exclusivamente. 2. Insiste o reclamante. que alterou o artigo 790. 477. na forma da fundamentação supra. da CLT. Des.2.1302000-77. Pelo que se depreende do acórdão do e. A ré argumentou que as comissões e premiações somente eram pagas aos vendedores que atingissem determinada meta. horas extras e verbas resilitórias. nego provimento. § 3º.584/70. (Processo: RR . Insurge-se o reclamante. Relator Ministro: Horácio Raymundo de Senna Pires.5. da CLT).2.MULTA DO ARTIGO 477. §3º. PAGAMENTO A MENOR . multa de 40%. Vejamos. Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente). O juízo de origem entendeu não haver motivo para aplicação da multa do art.4 . manifestou-se o C.COMISSÕES. conhecer do recurso ordinário do reclamante e. constante às fls. da CLT tem pertinência quando o empregador não cumpre o prazo estabelecido para a quitação das verbas rescisórias. por conseguinte. da CLT. o reclamante está assistido por advogado particular (fls.0010 Processo Nº RO-138400/2012-010-17-00. § 8º. não elide a confissão do autor e. § 8º. Mantido o valor da condenação.584/70. o reclamante alegou que lhe foi prometido o pagamento de comissões na razão de 10% sobre cada contrato de adesão celebrado.537/2002. ao argumento de que a Lei 10.2013: Des. o reclamante postulou a condenação da reclamada no pagamento da multa do art. indevida a multa em comento quando as verbas rescisórias registradas no Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho foram pagas no prazo estabelecido do artigo 477 da CLT.0008 Data de Julgamento: 17/03/2010. por unanimidade. supre apenas o requisito inerente à miserabilidade jurídica. para fins de recebimento de comissões e prêmios. de acepção mais ampla. mas não dispensa a assistência sindical. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19. são os que preenchem os requisitos da Lei 5. por ausência dos requisitos do art. Nego provimento. a ausência de comprovação do direito alegado.2. Em primeiro lugar. Nesse diapasão.000. Ressalta que a assistência judiciária gratuita pode ser concedida. No âmbito desta Especializada. 14. mas sim pagamento a menor (diferenças de verbas rescisórias reconhecidas ex judicis).584/70. 3. MULTA DO ART. Além das comissões.6.2012. a mera existência de diferenças em favor do empregado não torna devido o pagamento da multa. Nego provimento. 477. da CLT. 477 da CLT. se atingisse a meta de trinta contratos de adesão celebrados. no percentual de 10% sobre cada contrato de adesão celebrado. sendo incontroverso que o pagamento das verbas rescisórias ocorreu dentro do prazo previsto no § 6º do art. Nesse sentido. § 8º. aduziu que também lhe foi garantido o recebimento de premiações que variavam em torno de R$ 1. Também sustenta não ser a assistência judiciária gratuita privativa do sindicato de classe. jamais recebeu as comissões prometidas.00. pois a lei de regência exige a concomitância dos pressupostos. apenas com a comprovação da miserabilidade jurídica. 5. envolvendo também os honorários advocatícios.) Ante o exposto. Data deDivulgação:DEJT09/04/2010. bem como a sua integração ao salário. sob o fundamento de que o próprio reclamante admitiu jamais ter recebido prêmios ou comissões. Na hipótese vertente. pois o próprio Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho indica que recebia comissões. podendo o advogado declarar a hipossuficiência do reclamante. diferentemente do que ocorre com o benefício da justiça gratuita.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. pelas provas constantes dos autos. os beneficiários da assistência judiciária gratuita. 3ª Turma. 2. comissões.ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA O juízo de origem indeferiu o pedido de assistência judiciária gratuita. não sendo o pagamento a menor das verbas rescisórias motivo a ensejar a sua aplicação. na hipótese de atraso no pagamento das verbas rescisórias constantes do termo de rescisão. 477.584/70 (assistência sindical e percepção de remuneração igual ou inferior ao dobro do salário mínimo legal.17. Mantido o valor da condenação. Recurso de revista parcialmente conhecido e provido. não há prova de que o reclamante alcançou as metas ao longo de todo o contrato de trabalho. Vejamos. com reflexos sobre férias + 1/3. Argumenta que as verbas trabalhistas devidas não foram pagas no prazo legal. PREMIAÇÕES Na inicial. 790. negar-lhe provimento. 13) e a declaração de insuficiência econômica. sem a necessidade de poderes especiais para tanto.5. Tribunal Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Regional. a assistência judiciária gratuita é cabível apenas se preenchidos os pressupostos da Lei n. Nesse sentido. por não ter computado as horas extras. cumpre ressaltar que a justiça gratuita foi deferida ao autor em sede de agravo de instrumento. o atingimento das metas Vejamos.CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. O juízo de origem indeferiu o pedido. RSR.00 a R$ 1. revogou o artigo 14 da Lei 5. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº RO-138400-48. assim. 477 da CLT. extensivo a quem não esteja assistido por Sindicato (prevista no art. 14. de acepção mais restrita.500. TST: RECURSO DE REVISTA. não sendo possível ampliar o seu alcance para a hipótese de pagamento a menor daquelas parcelas.09. Vencido o Desembargador Lino Faria Petelinkar quanto à assistência judiciária gratuita. Assim.2003. premiações e seus reflexos no pagamento das verbas resilitórias. o que foi cumprido às fls. do artigo 477. 14 da Lei 5. Lino Faria Petelinkar e Desembargadora Claudia Cardoso de Souza. FGTS. Embora o Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho registre o pagamento de comissões referentes ao mês anterior ao da rescisão. DA CLT Na inicial.09. apesar de sempre ter sido um dos melhores e mais produtivos consultores da ré. 13º salário.

ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA RECURSO ORDINÁRIO DO RECLAMANTE.0138400-48. incide a hipótese do art. Nesse sentido. 2. sem resolução do mérito. Primeiramente. sentença de piso autorizou a dedução dos valores efetivamente já recebidos a tal título. Entretanto. indenização por supostos danos materiais decorrentes de ato ilícito. à integração do auxílio alimentação. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante. será retido na fonte no momento em que esses rendimentos se tornarem disponíveis para o reclamante. Embora devidamente intimada por edital. exigindo que a agressão ultrapasse as barreiras da normalidade e dos fatos corriqueiros possíveis de acontecimento no cotidiano. ocorre apenas no momento do pagamento do crédito trabalhista ao reclamante.2012. são questões a serem analisadas no mérito. em execução de decisão judicial. uma vez que incorrerá em percentuais maiores do que se as verbas tivessem sido remuneradas mensalmente ao tempo correto pela empregadora.541/92. de uma cognição superficial em relação à titularidade do direito pleiteado.350/2010.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. DANOS MORAIS. Vejamos. inclusive quanto aos rendimentos recebidos acumuladamente em virtude de decisão judicial.0010 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: FABIO VICENTE DE SOUZA Recorrido: RODOVIARIO RAMOS LTDA N/P DE MARCELO SILVA RAMOS Origem: 10ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . em relação ao pedido de indenização pela reclamada dos valores devidos a título de imposto de renda sobre Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 as rubricas a serem deferidas. não há se falar em qualquer indenização. 23 de Setembro de 2013 141 Recorrente Advogado Recorrido FABIO VICENTE DE SOUZA EDIMARIO ARAUJO DA CUNHA(OAB: 017761 ES) RODOVIARIO RAMOS LTDA N/P DE MARCELO SILVA RAMOS ACÓRDÃO . a responsabilidade exclusiva da reclamada pelo pagamento do imposto de renda. Razões recursais. portanto. requerendo a reforma da r. Não demonstrada ofensa moral dirigida ao trabalhador. excetuado os R$ 70. Em conformidade com o artigo 46. o que somente poderá ocorrer após o surgimento do dano. a incidência do imposto de renda deve obedecer ao regime de competência (mês em que a parcela deveria efetivamente ter sido paga). portanto. com base nas alegações da exordial. as condições da ação são aferidas in status assertionis. verbis: .12”. o Imposto de Renda incidente sobre os rendimentos pagos em cumprimento da decisão judicial será retido pela pessoa obrigada ao pagamento.2. Fundamentou que a indenização por ato ilícito não pode ser reconhecida pelo fato de se presumir a possibilidade de um prejuízo. por sua vez. com base no inciso VI. ora recorrente. sendo partes as acima citadas. da Lei nº 8. CONFIGURAÇÃO.5. sem julgamento do mérito. à multa do art. se isso ocorrer. não havendo como transferir-se para as reclamadas este ônus tributário. Como é cediço. Por sua vez.CONHECIMENTO Conheço parcialmente do recurso ordinário interposto pela reclamante. com fulcro no art.º 7. 189/199. da Súmula 368. deverá assumir sozinha a responsabilidade pelo pagamento das contribuições fiscais do recorrente”. aos reflexos do salário extrafolha em RSR. segundo o artigo 12-A da Lei n. se esse montante diz respeito a títulos contratuais devidos no passado e não adimplidos. nos moldes dos artigos 186 e 927 do Código Civil. por qualquer forma. com a redação dada pela Lei nº 12. precisamente como requerido em recurso. Quanto às demais matérias. em face do empregador. e. em face da r. 248-v. das horas extras. INTERESSE DE AGIR. § 3º. no que tange ao imposto de renda. conheço do recurso. sentença de fls.1. porquanto preenchidos os pressupostos de admissibilidade recursal. levando ao acolhimento ou rejeição do pedido e não à carência do direito de ação.IMPOSTO DE RENDA. conforme certidão de fl. a reclamada não apresentou contrarrazões. sendo de responsabilidade do empregador o seu recolhimento (repasse ao Fisco) e não. do CPC. que é de quem aufere a renda e. 515. é de se compreender que o imposto incidente sobre os rendimentos pagos.713.17. o reclamante postula seja afastado o abatimento dos salários remunerados “por fora” no importe de R$ 70. tratando-se de matéria de direito. NÃO CONHEÇO do apelo. Postulou o reclamante. no mérito. TST. na parcela atinente ao imposto de renda. inciso VI. em relação ao pedido “3.3. no que tange ao item “2. Vistos. sem dúvida. no particular e.2. julgou parcialmente procedentes os pedidos. o ônus de seu pagamento. o sujeito passivo.00 já integrados ao salário -base por essa decisão. ou seja.TRT 17ª Região . às fls. inclusive quanto às alíquotas a serem utilizadas para o cálculo do tributo. o item II. 208/219. que extinguiu o processo. não importando. Portanto. O dano moral pressupõe um ato ilícito que afete a esfera psíquica do autor. É o relatório. O juízo de origem.MÉRITO 2. Insurge-se o reclamante em face do decisum. para o Fisco. ao dano moral. do C. proferida pela MMª 10ª Vara do Trabalho de Vitória/ES. 475-J. Se houve ou não dano material ou se a autora. sentença.1. De qualquer sorte. portanto.2. verifico que a r. do CPC e. Conforme exposto no dispositivo retro. sendo assim. do CPC. do artigo 267. Nas razões recursais. é o trabalhador. impõe-se dizer que não há vedação no Ordenamento Jurídico para que se postule. na peça de ingresso. Da dedução das horas extras”. à dedução das horas extras. alegando a existência de patente prejuízo. dou provimento para afastar a extinção do processo. O fato gerador do tributo. FUNDAMENTAÇÃO 2. nos termos dos artigos 43 e 45 do Código Tributário Nacional. a legislação fiscal vigente à época desse fato é que deve ser aplicada. Aduz que “como a recorrida descumpriu suas obrigações legais de reter na fonte e repassar ao Estado. de 22/12/1988. razão pela qual passo à análise da questão de mérito. no momento em que. o recebimento se torne disponível para o beneficiário.00 mensais. realiza a hipótese de incidência do imposto. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. aos honorários advocatícios sucumbenciais e contratuais e à hipoteca judicial. razão pela qual pleiteia o afastamento da extinção do processo. de que haverá tributação diferenciada em razão do recebimento concentrado das parcelas. por falta de interesse de agir. do CPC. extinguiu o processo. a partir. por falta de interesse recursal. da lavra do eminente juiz Mauricio Côrtes Neves Leal. será indenizada por responsabilidade da ré em razão de tais danos. 267.

como férias. Em face do exposto. O Juízo de piso deferiu a integração ao salário de quantia paga “por fora”. não há mais razão para se falar em base de cálculo dos descontos fiscais sobre o montante das verbas trabalhistas deferidas judicialmente.5. aliás. que será tributado como se tivesse recebido corretamente seus direitos. da CLT. para todos os efeitos legais. AUXÍLIO ALIMENTAÇÃO.2012) . sendo incontroversa a periodicidade mensal da verba recebida pelo obreiro. nos termos do art. Eis o que dispõe a cláusula quinta. INTEGRAÇÃO. concluiu-se que os aumentos foram concedidos à título de remuneração das horas extras prestadas. Nesse sentido. TST. CÁLCULO. Na inicial. Em outras palavras. tickets alimentação e/ou refeição no valor . FGTS mais 40% e aviso prévio durante todo o contrato. resultante de crédito do empregado oriundo de condenação judicial.04. do C. férias mais o terço. embora haja previsão na norma coletiva acerca da natureza indenizatória da parcela.713. porém. de 22/12/1988. indefiro o pleito 3. fls. com o pagamento de reflexos nos títulos intercorrentes do contrato de trabalho. pagas mensalmente.00 (setenta reais). mas não quanto ao repouso semanal remunerado.04. o entendimento sumulado pelo c. em relação à incidência dos descontos fiscais.3. verbis: SUM-225 REPOUSO SEMANAL. (. deve integrar os salários do recorrente para todos os efeitos legais”. §1º. 20 e 21. nos termos do art. sob os seguintes fundamentos: “[. Argumenta que “como a alimentação fornecida pela recorrida em desacordo com o PAT. no período entre janeiro/2011 a setembro/2012. Regra geral. Assim..] No caso dos autos. 172. no importe de R$ 14. sendo devido assim. portanto. 7º. da CCT 2012/2013: “CLÁUSULA QUINTA – TICKET ALIMENTAÇÃO As empresas concederão aos seus empregados. 605/49 dispõe que a parcela paga mensalmente já remunera o repouso semanal. Todavia.2. no decorrer da relação empregatícia. fornecido por força do contrato de trabalho. a Súmula 225 do C. RESPONSABILIDADE PELO PAGAMENTO. o art.2. a reclamada não estava devidamente inscrita no Programa de Alimentação do Trabalhador – PAT.10. fatalmente não será prestada para possibilitar o trabalho. TST. 181/2012. hora extra. mais do que isso.. é até mesmo evidente que não pode haver nulidade. se for concedido gratuitamente. caso fosse paga à época própria. 121/03: “O vale para refeição. tal não ocorre caso a empresa esteja inscrita no PAT.2003 As gratificações por tempo de serviço e produtividade..1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. décimo terceiro. sendo que. aduziu o reclamante que. sentença de piso indeferiu o pleito autoral.00 (quatorze reais). tem caráter salarial. FGTS e aviso prévio. 23 de Setembro de 2013 142 SUM-368 DESCONTOS PREVIDENCIÁRIOS E FISCAIS. Alegou que. Diante disso. a rigor. 169). da Lei n. FORMA DE CÁLCULO (redação do item II alterada na sessão do Tribunal Pleno realizada em 16.º 7. defiro a integração ao salário apenas da parcela de R$70.11. por não ser a alimentação inerente ao trabalho. 605/49 e da Súmula n. Portanto. GRATIFICAÇÕES POR TEMPO DE SERVIÇO E PRODUTIVIDADE (mantida) . Assim. TST na Súm. No presente caso. de tal arte que o reconhecimento de créditos trabalhistas não importará prejuízo ao trabalhador. omissis II.” (cf. indevido o reflexo no RSR. como requereu o reclamante em sua inicial. sentença de piso. (cf. e da CCT.. verbis: “[. o pagamento dos reflexos sobre 13º salário. tendo em vista que a norma coletiva criou obrigação de pagamento de verba que não existiria sem a sua existência. na forma do art. propiciou melhora remuneratória e não prejuízo. Vejamos. 121/2003. já que a norma. caput e parágrafo terceiro. fls. razão pela qual requereu a integração ao salário dos valores pagos a título de alimentação. Contudo. FGTS mais 40%. no período entre janeiro/2011 a setembro/2012. como sendo espécie de gratificação. ao argumento de que é devida a repercussão no repouso semanal remunerado. não está contemplada no § 2º do art. que é de aquisição semanal. Isso posto. por dia. uma vez que. por ser a parcela deferida adquirida com periodicidade mensal. possui natureza jurídica salarial. não repercutem no cálculo do repouso semanal remunerado. 2. para condenar a reclamada a pagar os reflexos do salário sem registro de R$70. implicaria em duplo Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 pagamento (bis in idem). 458 da CLT e. ou se houver previsão em cláusula de Convenção ou Acordo Coletivo. não devendo que compor o salário-base.. 20 e 23. o reclamante informou em seu depoimento pessoal que o valor da gratificação inicial de R$70.” No caso dos autos.2012 I.. caberá ao juízo da execução calcular o recolhimento imposto de renda de tais verbas levando em consideração o percentual que incidiria sobre cada parcela.00 mensais sobre 13º salário.” (original sem grifo) Recorre o reclamante. integrando a remuneração do empregado.Res. 7º da Lei n. A r. 12-A da Lei n. a integração ao salário da parcela paga “por fora” ao trabalhador. mesmo que o trabalhador receba os haveres trabalhistas de uma só vez. com os reflexos devidos. exceto no repouso semanal remunerado. com a redação dada pela Lei nº 12. Desta forma. a norma coletiva da categoria (fs. 2. DEJT divulgado em 19. aviso prévio. nego provimento. 457. nego provimento. eventual reflexo. postulando a reforma do julgado. 147/161) afasta a natureza salarial do benefício concedido pela reclamada. desde a sua contratação até dezembro/2010. pela natureza jurídica que ostenta. em razão da habitualidade. inclusive. É do empregador a responsabilidade pelo recolhimento das contribuições previdenciárias e fiscais. Desse modo. há previsão convencional excluindo a natureza salarial de tal verba. uma vez que. 241. a partir de 01/05/2012. mês a mês. no montante de R$ 70. a reclamada fornecia tíquete alimentação. ensejando o enriquecimento sem causa. mensalmente. COMPETÊNCIA.) No caso dos autos. reflete nas demais verbas trabalhistas. mas necessário a suprir necessidade de qualquer pessoa.Res. com relação ao repouso semanal remunerado.350/2010. integrará o salário do trabalhador. DJ 19. passou a conceder auxílio alimentação em dinheiro. já inclui essa parcela.00 “foi sendo aumentado pela empresa a medida em que os funcionários reclamavam em razão de estarem passando muito do horário.” Insurge-se o reclamante em face do julgado.] Quanto à alimentação. devendo ser calculadas. em virtude de reconhecimento de créditos trabalhistas nesta Especializada. na redação que lhe foi dada pela Res. razão pela qual não merece reforma a r.00 inicialmente paga sem registro. Assim sendo.2. férias mais o terço. 148). Pois bem. a alimentação fornecida habitualmente pelo empregador possui natureza salarial. Esse é. “a”. defiro em parte o pedido 3. REFLEXOS NO REPOUSO SEMANAL REMUNERADO. Com efeito. reforçando que a natureza indenizatória do auxílio alimentação está condicionada à regularidade da sua inscrição junto ao PAT.

e não. nego provimento. prejuízo suportado pelo empregado. 77/80 e 82. direitos trabalhistas não configura. interfira intensamente no comportamento psicológico do indivíduo. MULTA DO ART.4. em montante não inferior a 40 vezes a sua última remuneração. o pleito 3. à dignidade. IMPOSSIBILIDADE. indefiro. Assim. em 05/10/2012. nesta Especializada. o percentual de 01 % (hum por cento) do custo do benefício. Na petição de ingresso. pois o ordenamento objetiva. têm caráter indenizatório e não tem natureza salarial. não há se falar em qualquer indenização. 73. à época própria. TST e deste E. serguir-se-á a penhora dos bens. a existência de previsão convencional. angústia e desequilíbrio em seu bem estar. exigindo que a agressão ultrapasse as barreiras da normalidade e dos fatos corriqueiros possíveis de acontecimento no cotidiano. Vejamos notícia veiculada por tal Tribunal.. Com efeito.5.) Além disso. pois.. alegando que o art. TST adota esse entendimento. inarredáveis.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. não restou cabalmente comprovada lesão à honra ou à moral do reclamante capaz de ensejar a indenização pretendida. como se vê nos seguintes julgados: “PROCESSO NA FASE DE CONHECIMENTO.2. no entanto. o único dano que se poderia confirmar seria no próprio íntimo do obreiro e.) PARÁGRAFO TERCEIRO – Os benefícios constantes desta cláusula. nexo de causalidade entre a conduta ilícita do agente e o dano experimentado pela vítima. (. insurge-se o reclamante. Pois bem.. para arcar com despesas cotidianas. a meu ver.” Inconformado. mágoa. no caso dos autos. Ademais. igualmente não merece prosperar a alegação autoral de que foi obrigado a contrair empréstimos. não tendo recebido corretamente suas verbas resilitórias. permitindo às empresas que optarem pelo sistema PAT . o reclamante recorre ordinariamente. praticado pelo empregador ou por seu preposto. sob pena de penhora. qual seja. A caracterização do dano moral pressupõe alguns requisitos. in verbis: “(. salvo se objetivada. O juízo de origem indeferiu a multa em epígrafe. Vale lembrar que não se deve vincular a reparação a título de danos morais à existência de aborrecimento ou mal-estar. uma vez que a documentação acostada aos autos. no âmbito do processo do trabalho. vexame. conforme fls. juntada pelo próprio reclamante. a qual não é atingida por intempéries pelas quais se pode passar. a existência de lacuna no Texto Consolidado e a existência de compatibilidade entre a norma que se pretende aplicar analogicamente e a sistemática principiológica do processo do trabalho. TST. reiterando as alegações trazidas na inicial. não tendo sido sequer alegado pelo reclamante qualquer fato concreto que demonstrasse sua dor moral. em vista do dano. A falta de pagamento de haveres trabalhistas. como vem decidindo o c. Carlos Alberto Gonçalves. atinge a sua esfera material. quais Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 sejam: ato ilícito. O dano moral pressupõe um ato ilícito que afete a esfera psíquica do autor. 475-J do CPC é aplicável na Justiça do Trabalho. à primeira vista. APLICAÇÃO ÀS EXECUÇÕES NO PROCESSO DO TRABALHO. por não demonstrada a alegada ofensa moral dirigida ao autor. DANO MORAL. resultando inaplicável a multa prevista no artigo 475-J do Código de Processo . na análise do quantum a ser arbitrado a título indenizatório. e por fim.2. afasta a natureza salarial da parcela. com fulcro na Jurisprudência do C. inexiste lacuna normativa. alegou o reclamante que foi dispensado sem justa causa em 21/09/2012. 880 da CLT obriga ao devedor que efetue o pagamento da dívida ou garanta a execução em 48 horas. o artigo 883 da CLT. pelo que não seria indenizável. O C.76 – Programa de Alimentação do Trabalhador e seus decretos regulamentadores. "Só se deve reputar como dano moral a dor. pois estas situações são efêmeras e não chegam ao ponto de romper o equilíbrio psicológico. essa dor. que preconiza que não havendo pagamento ou garantia da execução. causando-lhe aflições. consubstanciado em erro de conduta ou abuso de direito. (. Encontra-se firmado nesta Corte superior entendimento no sentido de que a Consolidação das Leis do Trabalho traz regramento específico quanto à execução. A aplicação de norma processual de caráter supletivo.00 (quatorze reais). postulou a condenação da reclamada ao pagamento de indenização a título de danos morais. o nexo causal e a culpa ou dolo. há que se sopesar se a intensidade do dano não é por demais tênue para justificar qualquer valor indenizatório e. quais sejam. de multa.04. Aduziu que os salários representam sua única fonte de renda e que teve que realizar empréstimo pessoal. o que lhe causou constrangimento e humilhação perante terceiros. Nego provimento. MULTA PREVISTA NO ARTIGO 475-J DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. cujo dano é recomposto pelo simples pagamento das verbas devidas. 2. por si só. 475-J. pois a CLT possui regra específica aplicável quando não ocorre o pagamento espontâneo da dívida advinda de condenação judicial. na medida que a conduta da ré. ao passo que o art. essa regra não se revela compatível com a orientação normativa do processo do trabalho. a meu ver. Regional. O fato de o autor não ter recebido. Sendo assim... efetivamente. descontar dos salários dos empregados beneficiados por esta cláusula. Na hipótese dos autos. em razão do descumprimento de obrigações trabalhistas pela ré. Dessa decisão. Vejamos. fugindo à normalidade. sob quaisquer das formas previstas. com aviso prévio indenizado. Logo. 6. decorre do preenchimento de dois requisitos. por ser compatível com o Processo do Trabalho..) Para que haja condenação em indenização por dano moral. se existiu. irritação ou sensibilidade exacerbada estão fora da órbita do dano moral". por dia efetivamente trabalhado. pois inaplicável nesta Especializada. é preciso que fique comprovado o dano efetivamente moral e não somente material. tantos quantos bastem ao pagamento da importância da condenação. dano moral. pois concede ao devedor o prazo de quinze dias. Diante disso. Além do mais. não seria em intensidade maior do que os dissabores comuns da vida moderna. O Juízo de origem indeferiu o pleito autoral. com a exposição de seus valores subjetivos relativos à honra. Mero dissabor.Programa de Alimentação do Trabalhador. não causa dano moral. sofrimento ou humilhação que.321 de 14. 2.” Conquanto não haja prova nos autos acerca da inscrição da reclamada junto ao PAT. Segundo o Prof. à intimidade ou à imagem.11. face o previsto na Lei n. 23 de Setembro de 2013 143 unitário de R$ 14. DO CPC. aborrecimento. em condições normais e sem a prova da intenção deliberada de causar prejuízo ao trabalhador. tutelar a esfera de direitos não patrimoniais dos indivíduos. indica que o obreiro já havia realizado empréstimos pessoais antes mesmo da data da sua dispensa.

sentença. ante a contratação de advogado particular.2. da Constituição da República.09. MULTA DO ARTIGO 475-J DO CPC. ACÓRDÃO PUBLICADO NA VIGÊNCIA DA LEI Nº 11.”(RR . sendo. pois desatendidos os requisitos do artigo 14. não se pode olvidar que a própria Corte Suprema possui a Súmula n. com ressalva do entendimento pessoal do Relator. TST. não havendo que se falar em violação aos arts.01. o posicionamento do Relator.0000 . O art.0052.01. 56. Insurge-se o autor em face desta r. no art. da SDI-I. incisos LIV e XXXIX. o STF no julgamento da ADI n. Data de Julgamento: 22/03/2012. do Código Civil. em razão dos encargos próprios e familiares. restringindo-se o pagamento dos honorários advocatícios ao disposto na Lei n.0052. por um lado. no julgamento do processo nº TST-ERR-38300-47. Na inicial.98100-05.5. e perceber salário inferior a dois salários mínimos ou declarar que não possui. inaplicável ao processo do trabalho a multa do art. são devidos quando a parte estiver assistida por seu sindicato de classe. 3ª Turma.5.5. Data de Julgamento: 12/12/2012. decidiu que a multa do art.0021 . que. 475-J do CPC é inaplicável ao processo trabalhista. os honorários advocatícios. Em face do exposto. A jurisprudência desta Corte firmou entendimento no sentido de que o processo do trabalho deve seguir as normas específicas contidas na CLT quanto à execução de suas decisões. o artigo 880 da CLT impõe prazo de 48 horas para que o executado pague o débito ou garanta a execução.01.0052. com fundamento nos artigos 22. nos moldes do art.5. o reclamante está assistido por advogado particular (fl. nesta Especializada. em julgamento referente ao processo n.6. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS CONTRATUAIS.496/07. da Lei nº 5. renovando as alegações da exordial.2009. Relator Ministro: Lelio Bentes Corrêa. INAPLICABILIDADE AO PROCESSO DO TRABALHO. por outro. nego provimento.24. LV e 133 da CF/88. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS SUCUMBENCIAIS. não se pode olvidar que a fixação de penalidade não pertinente ao Processo do Trabalho importa em ofensa aos princípios do devido processo legal e da legalidade.2. Entretanto.906/94. Ressalva-se. portanto. TST. da Constituição Federal de 1988. mas sim que esta declaração viabilizaria o cumprimento do requisito da miserabilidade jurídica. diante do jus postulandi." Nesse sentido. 305. no entanto. Subseção em 29/06/2010. A fim de consolidar os entendimentos já manifestados no âmbito das Turmas do C. Em face do exposto. sob pena de penhora".” (E-RR . Relator Ministro: Horácio Raymundo de Senna Pires. Inteligência das Súmulas n. estará ampliando o prazo celetista de 48 horas. 22 da Lei 8. Sem razão.º 5. “RECURSO DE REVISTA. a Seção I Especializada em Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho (SBDI-I). 2.2010. quando a lide versar sobre relação de emprego. INAPLICABILIDADE AO PROCESSO DO TRABALHO. O verbete jurisprudencial editado pelo Excelso Pretório sob o n. no processo do trabalho. Em que pese o respeito pelas abalizadas opiniões em contrário. com base nos artigos 389. O juízo de origem indeferiu os honorários advocatícios. a . sem amparo legal. em consonância com a linha traçada pelas Súmulas n. pugnando pela reforma da r.1188-32. porque promove. da Lei nº 5. No presente caso. nego provimento. reconhecendo o cabimento dos honorários advocatícios. Nesse sentido. 475-J DO CPC. 219 e 329. Sendo assim.21. 5. já que deu causa a instauração dessa presente demanda. Quadra salientar. ao argumento de que a reclamada deve suportar os custos da contratação de advogado particular. uma vez que revela norma de eficácia contida. portanto. Recurso de embargos conhecido e não provido. entendo que a concessão de honorários advocatícios na Justiça do Trabalho.584/70. Recurso de revista conhecido e provido. Relator Ministro: Mauricio Godinho Delgado. Apesar de vozes dissonantes. Relator que "a aplicação da multa de 10% em caso de não pagamento em 48 horas contraria os dois dispositivos legais. 395 e 404. Argumenta o Exmo. Segundo o relator. O Juízo de origem indeferiu os honorários advocatícios. as normas insertas no CPC e na CLT são incompatíveis. ambas do C. mas não o da assistência sindical. ao julgar o processo E-RR-38300-47.2005. o autor requereu a condenação da reclamada. o reclamante requereu a condenação da reclamada ao pagamento de honorários advocatícios. 475-J do CPC.2005.127-8 firmou entendimento pela constitucionalidade do referido dispositivo.º 1. no pagamento de honorários advocatícios. a qual supre apenas o requisito da miserabilidade jurídica. portanto.584/70. considerando que. decisão. todas do C. colaciono aresto recente da SBDI-I: “RECURSO DE EMBARGOS EM RECURSO DE REVISTA. A controvérsia foi pacificada por esta e. são indevidos os honorários advocatícios vindicados pelo autor. condições de prover à demanda.5. da Lei nº 8. Subseção I Especializada em Dissídios Individuais. Bom.0671. Recurso de revista conhecido e provido. TST. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Recorre o autor. o princípio da sucumbência no Processo Trabalhista.º 5. 475-J.º E-RR-3830047. Ministro João Batista Brito Pereira. 219 e 329. pois "enquanto a regra do artigo 475-J do CPC fixa prazo de 15 dias para o executado saldar a dívida sob pena de ter que pagar multa de dez por cento sobre a quantia da condenação. 389 do Código Civil/2002.º 633. 2. a SBDI-I do TST se pronunciou. Insta frisar que os indigitados verbetes jurisprudenciais trabalhistas não autorizam a ilação de que a simples apresentação de declaração de pobreza seria suficiente para o deferimento de honorários advocatícios. em se tratando de relação de emprego. pela inaplicabilidade do art. e OJ n. Não se adota. Ademais. insculpidos no artigo 5º. quando se decidiu que a multa do artigo 475-J do CPC é incompatível com o processo trabalhista. do CPC e 133. Data de Julgamento: 14/11/2012. 55) e apresentou declaração de insuficiência econômica à fl. 20 do CPC e no art.” (RR . Data de Publicação: 23/11/2012). apenas nas hipóteses previstas na Lei n. 133 da Constituição Federal não revogou o jus postulandi.2005.5.2010. pois desatendidos os requisitos do artigo 14. Data de Publicação: 11/05/2012).906/94. em 26.7. também. MULTA DO ART. 5º.2010. no importe de 15%.20152. A lei de regência exige a demonstração concomitante dos dois requisitos.584/70.584/70. Mesmo se o julgador fixar prazo de 15 dias para pagar o débito sob pena de receber multa. não prescinde do preenchimento dos requisitos estabelecidos na Lei n. Na inicial. 1ª Turma. No âmbito do processo do trabalho a capacidade postulatória é facultada às partes. a redução do prazo de quitação do débito previsto no CPC e. Data de Publicação: 14/12/2012).584/70.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. independentemente de o obreiro receber ou não salário superior ao dobro do mínimo legal. Precedentes da Corte. acrescenta sanção inexistente na CLT.º 450 preconiza o pagamento de honorários advocatícios sempre que o vencedor for beneficiário de justiça gratuita. 791 da CLT. 20. 23 de Setembro de 2013 144 Civil ao Processo do Trabalho.6. não obstante o estatuído no art.

dispõe o inciso I da súmula n. Ademais. 7ª T. Não demonstrada violação literal de dispositivos de lei e da Constituição Federal.Res.09. Min. APLICABILIDADE AO PROCESSO DO TRABALHO E CONCESSÃO DE OFÍCIO.ainda quando o credor possa promover a execução.. serão feitos. CPC. consistente em dinheiro ou em coisa. judiciais e convencionais.0110. TRT visou à garantia dos créditos devidos à reclamante em que foi condenada a reclamado.03. Dessa forma. 6ª T. dessa forma. DEJT 01/07/2011) (. é a jurisprudência dominante no C.) HIPOTECA JUDICIÁRIA. Min. autorizando a expedição de mandado para registro de hipoteca judiciária junto ao Cartório do Registro de Imóveis. 167. A decisão proferida pelo Tribunal Regional está em conformidade com a jurisprudência desta Corte Superior.2. Pelo exposto. Lei 6.2008. em que pese a declaração de não ter condições de arcar com os ônus do processo sem prejuízo do sustento de sua família. o eg. A sentença que condenar o réu no pagamento de uma prestação.) HIPOTECA JUDICIÁRIA. HIPOTECA JUDICIAL. devendo a parte estar assistida por sindicato da categoria profissional e comprovar a percepção de salário inferior ao dobro do salário mínimo ou encontrar-se em situação econômica que não lhe permita demandar sem prejuízo do próprio sustento ou da respectiva família.0042.0031. sempre que provar que sua situação econômica não lhe permite demandar. na exordial. 23 de Setembro de 2013 145 contratação de advogado torna-se mera opção da parte. nos termos do art.. sendo garantido idêntico benefício àquele de maior salário.2009. 14/1985. DEJT 1º/7/2011) (. prescinde de pedido ou requerimento da parte interessada..03. a teor do art. 896. não se exigindo.03. Dora Maria da Costa.o registro: 1) da instituição de bem de família. Nesse sentido. renovando o pedido inicial. Aloysio Corrêa da Veiga. 466 DO CPC. Ao lançar mão do instituto da hipoteca judiciária. 466 do CPC é subsidiariamente aplicável ao processo do trabalho (art. à garantia do efetivo cumprimento da decisão condenatória.embora a condenação seja genérica.5.5. a condenação ao pagamento de honorários advocatícios. sem prejuízo do sustento próprio ou da família. em se tratando de demanda envolvendo relação empregatícia. (. II . (.. assim. a hipoteca judiciária sobre os imóveis pertencentes às reclamadas. DEJT 24/6/2011) RECURSO DE REVISTA. respectivamente. 769 da CLT.5.. prevista no art. I. 5ª T. Diante do exposto. independe de pedido da parte. autorizando o credor a perseguir o bem onde quer que se encontre (direito de sequela). Min. mesmo antes do trânsito em julgado da sentença. quando o trabalhador estiver assistido pelo sindicato da categoria profissional e comprovar a percepção de salário igual ou inferior ao dobro do mínimo legal. a hipoteca judiciária se afigura como medida extremamente eficaz para assegurar o resultado útil de futura execução. nos termos do art.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 2. Segundo a lição de Fredie Didier Junior.) HIPOTECA JUDICIÁRIA. Rel..No Registro de Imóveis. cuja inscrição será ordenada pelo juiz na forma prescrita na Lei de Registros Públicos. valerá como título constitutivo de hipoteca judiciária. Ademais.. Kátia Magalhães Arruda. (. ART. não merece prosperar a pretensão do autor relativamente aos honorários advocatícios contratuais. Incidência da Súmula nº 333 e do art. (.. Recurso de revista de que não se conhece. não decorre pura e simplesmente da sucumbência. Precedentes. TST: (. assegurando-se. tendo como principal objetivo Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 prevenir a fraude à execução. notadamente em face do princípio da celeridade e da duração razoável do processo. consistindo dever do julgador determinar sua efetivação. Recurso de revista não conhecido. Corroborando o arrazoado. muito embora o reclamante tenha oposto embargos de declaração acerca da omissão.015/73.. sendo perfeitamente aplicável ao processo do trabalho. da hipoteca judiciária e da garantia do juízo recursal na esfera trabalhista. Recorre o autor. que tem se firmado ao preconizar que é cabível a declaração de ofício da hipoteca judiciária para garantia da execução. Recurso de revista não conhecido.pendente arresto de bens do devedor. assim.) . insculpidos no art.03. (exSúmula nº 219 . 2. Pedro Paulo Manus. ser determinada de ofício. Precedentes. do CPC. A sentença condenatória produz a hipoteca judiciária: I . 769. além da matrícula... como já dito no tópico anterior. nego provimento.69000-73.º 219 do TST que: Na Justiça do Trabalho.) (RR . muito embora seu uso não tenha sido uma constante nesta Justiça Especializada. temse que só são devidos os honorários advocatícios. LXXVIII. O Juízo de origem não examinou tal pedido. Nesse diapasão. tenho que o art. que as partes a requeiram. 466 do CPC. esta medida é oportuna e adequada nesta Justiça Especializada. A hipoteca judiciária é consectária da condenação a dinheiro ou coisa. 2) das hipotecas legais.0031. Em razão . haja vista a predominância de lides que têm por objeto verbas de natureza alimentar. 8ª T. 5º. 6.1985). nem divergência jurisprudencial.. § 4º.) (RR . 466. O entendimento majoritário desta Corte é no sentido de que a hipoteca judiciária. Parágrafo único.8. da CLT. em efeito secundário e imediato da sentença que condena a parte ao pagamento de uma prestação em dinheiro ou em coisa e pode. 466. .584/70. 14 da Lei 5. III .. Por se tratar de imposição legal. exatamente como prevê os artigos 466 do CPC e 899 da CLT que tratam. até que atinja o montante suficiente para garantir a execução dos créditos devidos a si. Art.. HIPOTECA JUDICIÁRIA. nos termos do §1º do art. a ausência de assistência do sindicato inviabiliza a condenação da ré ao pagamento de honorários advocatícios em favor do autor. que assim preceituam: Art.(RR154700-22. Rel. e sua inscrição pode ser determinada de ofício pelo juiz ou tribunal.18700-98. meios eficazes para execução... DJ 26.. consoante artigo 466 do CPC. na Justiça do Trabalho..) (RR-199700-07.Rel. (.) HIPOTECA JUDICIÁRIA. da Lei n. Precedentes.2009.015/73 (Lei de Registros Públicos). que decorre apenas da existência desta e da condenação a uma prestação em dinheiro ou em coisa. Min. 466 do CPC. Rel. A hipoteca judiciária é uma consequência inarredável da decisão condenatória. O instituto da hipoteca judicial encontra-se previsto no artigo 466 do CPC e no artigo 167. não havendo impedimento para que o juiz do trabalho adote as práticas do direito processual para garantir às partes a efetividade da decisão proferida. para sua decretação.) Consiste. e tem por finalidade garantir o efetivo cumprimento da decisão condenatória. DEJT 3/6/2011) (.. é um efeito secundário e imediato da sentença. da CLT)... nunca superiores a 15% (quinze por cento). EXECUÇÃO PROVISÓRIA. I . inclusive.2006.. Visa. Pois bem. ante a omissão do texto obreiro e por não haver contrariedade aos princípios e normas que regem o direito do trabalho. Requereu o autor.5. da Constituição Federal.

por força da lei.5. vale como meio preventivo da fraude à execução . consequentemente. pedido da parte ou pronunciamento do Juiz. nasce para o vencedor a faculdade de fazê-la inscrever . CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região.2007. Rel. 2ª ed.2009.. para determinar a hipoteca judiciária dos bens alienáveis pertencentes à reclamada. Não se exige.A sentença que condenar o réu no pagamento de uma prestação. Significa dizer que a decisão constitui título suficiente para que o vencedor da demanda venha a ter. como conseqüência do efeito principal e dispensa. Recurso de revista não conhecido. que deve ser ordenada pelo juiz por meio de expedição de mandado em atenção a requerimento de especialização dos bens feito pela parte favorecida mediante decisão condenatória. o instituto comporta aplicação nesta Justiça Especializada (art. Recurso de Revista não conhecido.2011. que a parte a requeira. Mantido o valor da condenação.2011. Recurso de revista não conhecido. Por se tratar de efeito anexo da sentença. valerá como título constitutivo de hipoteca judiciária. Por disciplina judiciária. impõe-se a aplicação subsidiária da norma do artigo 466 do CPC. CORREÇÃO MONETÁRIA. cuja inscrição será ordenada pelo juiz na forma prescrita na Lei de Registros Públicos-. Precedentes. TST. dar-lhe parcial provimento para determinar a hipoteca judiciária dos bens alienáveis pertencentes à reclamada.(RR-19421. APLICABILIDADE NA JUSTIÇA DO TRABALHO.17. a hipoteca judiciária. A hipoteca judiciária é instituto asseguratório estabelecido pela lei em favor da parte vencedora. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. 459 da CLT não obriga. para a sua decretação. 2ª T. Vistos. Precedentes.5.EPP João Batista de Oliveira(OAB: 006118 ES) RICARDO DE SOUZA LUIZ Fausto Henrique Cunha Gomes(OAB: 014577 ES) SKY BRASIL SERVICOS LTDA João Batista de Oliveira(OAB: 006118 ES) ACÓRDÃO . IV/455).consistente em dinheiro ou em coisa.) 2. Nesse passo.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA RECURSO ORDINÁRIO DA RECLAMADA. 769 da CLT).. sobre as parcelas deferidas judicialmente não pagas na época própria.74.. DEJT 1º/7/2011) (. JULGAMENTO EXTRA PETITA. dou provimento ao recurso. Min. Lelio Bentes Corrêa.5. ARTIGO 466 DO CPC. Institui-se a hipoteca judiciária e. prescinde até mesmo de pedido ou requerimento da parte interessada.5. o que o torna relevante em processo do trabalho.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Assim.0140300-03. Trata-se de um dos efeitos secundários ou acessórios da sentença condenatória e se manifesta de forma automática.03.1 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Réu Advogado CONEXAO DIGITAL COMERCIO & SERVICO LTDA . Horácio Raymundo de Senna Pires. no mérito. nem tampouco que o órgão jurisdicional sobre ela decida. que tal medida processual não tem relação com a solvibilidade ou não da empresa ré.. Moacyr Amaral Santos assegura que. pois o parágrafo único do art. Maria de Assis Calsing. nos termos previstos no artigo 466 do CPC. A medida tem fundamento no art. ainda. sendo a CLT omissa. HIPOTECA JUDICIÁRIA. Guilherme Augusto Caputo Bastos. .. Este tem o seguinte texto: . Recurso de revista não conhecido. e tampouco exige a Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 comprovação de dilapidação do patrimônio. eminentemente processual. mas apenas faculta.(RR-61100. APLICABILIDADE. Afastando o caráter obsoleto do instituto.2013: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente).EPP. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº RO-140300-03.03. curvo-me ao entendimento desta colenda Corte no sentido de que não há incompatibilidade do instituto da hipoteca judiciária com as normas que regem o direito do trabalho e. Inteligência da Súmula 381 do C.0042. Min. Rel.EPP Recorridos: RICARDO DE SOUZA LUIZ SKY BRASIL SERVICOS LTDA Origem: 10ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA .09. há um direito do autor de inscrevê-la. contra o vencido.03. CONEXÃO DIGITAL COMERCIO & SERVIÇO LTDA . como querem alguns doutrinadores.0010 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: CONEXAO DIGITAL COMERCIO & SERVICO LTDA . inclusive de ofício. e sobre seus bens imóveis e certos móveis. inclusive para assegurar o direito de sequela. conhecer parcialmente do recurso ordinário e. ao empregador efetuar o pagamento do mês vencido até o 5º dia útil do mês subsequente.0139. Mantido o valor da condenação. limitada ao montante da condenação. por unanimidade. Rel. Desembargadora Cláudia Cardoso de Souza e Desembargador Lino Faria Petelinkar. DEJT 24/6/2011)” Frise-se.2009.(Com. em face da r.(RR-43400-96.0008. Violações de lei e da Constituição e divergência jurisprudencial não configuradas. DEJT 1º/7/2011) RECURSO DE REVISTA. 3ª T.ex vi legis. o que se fará por simples mandado do Juiz.e da compatibilidade com a principiologia do processo do trabalho. 23 de Setembro de 2013 146 da lacuna na CLT . Embora seja efeito automático do próprio fato da sentença. o que importa é a data de vencimento da obrigação. Procurador: Estanislau Tallon Bozi. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pela reclamada. ao CPC.03. APLICAÇÃO NO DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO. Em matéria de correção monetária. pelo só fato da publicação da decisão do magistrado ou do Tribunal. incide a correção monetária a partir do 1º dia útil do mês subseqüente à prestação dos serviços. Rel. mesmo. 466 do CPC. Min. independentemente de requerimento da parte interessada. 1ª T.5. . sendo partes as acima citadas.2010. limitada ao montante da condenação. na medida em que representa garantia de satisfação do crédito na futura execução do título judicial.. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19. 824 do Código Civil e no art.TRT 17ª Região .5. quando outra utilidade não tenha.17. desde que realizada a inscrição da hipoteca judiciária no cartório de registro de imóveis. podendo ser determinada de ofício. ÉPOCA PRÓPRIA. DEJT 3/6/2011) HIPOTECA JUDICIÁRIA.0010 Processo Nº RO-140300/2011-010-17-00. (RR-20360095.que não prevê nenhuma forma de garantia integral da condenação antes de seu trânsito em julgado . Destaca-se que a hipoteca judiciária pode ser declarada pelo Magistrado. 4ª T. a qual não necessariamente ocorre no 5º dia útil. Min. HIPOTECA JUDICIÁRIA. direito real de garantia.0048..

da CLT referese apenas à atividade externa do empregado. sendo necessária a demonstração de que o serviço se desenvolve desvinculado de qualquer possibilidade de controle efetivo quanto à jornada a ser cumprida. Disse que.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. da CLT. Insta frisar. prolatada pela MM. São devidas as horas extras posteriores a 8ª diária e 44ª semanal. na peça de ingresso. no que tange às horas extras. Assim. ao passo que à reclamada incumbe o fato impeditivo do direito. das 07:00h às 19:00h. sendo possível o controle de jornada. quando passou a ser vendedor. sem qualquer fiscalização da demandada. à fl. que exerceu a . renovando a argumentação de impossibilidade de controle da jornada de trabalho. Assim. Com efeito. sempre com CTPS assinada. 201. É fato incontroverso que o autor não trabalhava externamente.] As testemunhas ouvidas dispuseram que o autor laborava em local fixo e com horário de trabalho pré determinado. conforme inicial. da CLT.” Inconformada. cujo horário de prestação é insuscetível de controle pelo empregador. das 9h às 19h.. O reclamante aduziu. Em seu depoimento. o labor em jornada extraordinária. da Consolidação das Leis do Trabalho. tendo sido dispensado em 15/12/2010. porque sujeita à discrição exclusiva do obreiro ou porque materialmente impossível o controle efetivo da jornada. O juízo de origem assim decidiu: “[. não consta a ressalva de trabalho externo.1HORAS EXTRAS. Tal entendimento restou definitivamente esclarecido com a redação dada ao referido preceito consolidado pela Lei nº 8. Coordenador de Vendas e Supervisor de Vendas.] Ocorre que a testemunha da reclamada alegou que laborou para a primeira reclamada de setembro de 2001 a outubro de 2009. fls. 10ª Vara do Trabalho de Vitória/ES. Assim. fixa-se a jornada do autor no primeiro ano de Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 trabalho das 7h às 19h. inclusive pela própria testemunha patronal. do art. As assertivas do autor quanto a seu contrato de trabalho em contrariedade com as anotações de sua CTPS. para aferir se. que trabalhava das 07h00m às 19h00 com 01 hora de intervalo. pleiteando a reforma do r. nos demais dias. que foi admitido na primeira reclamada (CONEXÃO DIGITAL COMERCIO & SERVIÇO LTDA – EPP) em 05/03/2007.2. sustentando que o número de visitas diárias e os roteiros eram traçados exclusivamente pelo obreiro.. artigo 62. a exceção prevista no artigo 62. Sucessivamente. da lavra da eminente Juíza Andrea Carla Zani. três dias na semana e das 9h às 22h. 62 da CLT. à fl. entendo que ao autor cabe comprovar o fato constitutivo de seu direito. por si só. à fl. observando-se a limitação de 22 horas extras semanais. cumpre analisar a jornada do autor no Shopping para saber efetivamente se existiam horas extras. TST. porquanto presentes os pressupostos legais de admissibilidade recursal. não se computando na apuração do módulo semanal as horas já computadas na apuração do diário. Fixada essa premissa acerca da inversão do ônus probatório. das 09:00h às 22:00h. Asseverou que sua jornada de trabalho jamais sofreu qualquer controle ou interferência patronal. de segunda a sexta e após. Desse modo. sendo certo que a jornada do autor não excedia 8 horas diárias e/ou 44 semanais. um ano depois. no caso em tela. eis que se encontra inserido na exceção legal prevista no inciso I. a Súmula 338 do C. 97. havia labor extraordinário. sem folga semanal e com 20 minutos de intervalo. trabalhando das 09h0mm às 22h00 com 20 minutos de intervalo. 202. requisito constante do inciso I. Vejamos. É o relatório. Comprovantes de recolhimento de depósito recursal. decisum.. conforme confirmado pelas testemunhas. e de custas processuais. 135. Ademais. sendo certo também que não há notícia tivesse a Ré mais de 10 empregados. passando. laborava de segunda a segunda. Instrumentos de mandato. com base nos horários declinados no depoimento do autor e sua testemunha. inciso I. à fl. maculam seu depoimento. que excepciona do regime geral de duração do trabalho estabelecido pela Consolidação apenas a "atividade externa incompatível com a fixação de horário de trabalho". que após passou à função de Vendedor. não houve remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho para emissão de parecer. artigo 62. eis que por todos foi indicado que o autor trabalhava internamente nos shoppings. ao intervalo intrajornada. então. 23 de Setembro de 2013 147 sentença de fls. 176/191. o reclamante e a 2ª reclamada não apresentaram contrarrazões. razão pela qual requereu a condenação das reclamadas ao aludido pagamento. Quanto ao enquadramento da hipótese no disposto no inciso I do art. 140/145 aponta dois contratos com a reclamada 27/06/2005 a 28/08/2005 e 01/02/2007 a 14/05/2009. ao INSS e ao IRRF. para exercer. demonstrar que o trabalho realizado enquadra-se na hipótese de que trata o inciso I do art. com base nas jornadas supra fixadas. ou seja. aduzindo que nunca recebeu horas extras. Razões recursais da reclamada. Embora regularmente intimados. com uma folga semanal. [. e. ainda que tal circunstância esteja anotada na CTPS do obreiro. que julgou procedentes em parte os pedidos formulados na inicial. recorre a reclamada. na CTPS do autor. a primeira ré disse não proceder as alegações do autor. passo a análise do caso em concreto. que não foram acostados cartões de pontos aos autos. 62 da CLT. Em atendimento ao Provimento Consolidado da CGJT. aos honorários advocatícios. a exercer a função de vendedor. não se aplicando. o autor assim externou: “que exerceu a função de Estoquista junta à primeira reclamada por um ano. ou seja. sobretudo em virtude da alegação patronal de impossibilidade de controle. como vendedor e supervisor de vendas. à correção monetária. não tem o condão de convencer esta Relatora acerca do enquadramento na hipótese excepcional prevista no inciso I. inicialmente. deixando esta Magistrada de imputar credibilidade ao mesmo. Em sede de contestação. seja suficiente para afastar o direito ao pagamento de horas extras. Na análise do ônus da prova. à gratuidade de justiça. com 1 hora de intervalo. sob pena de ensejar pagamento dobrado. às fls. mas a sua CTPS. o fato de o trabalhador prestar serviços externos. quando estoquista.966/94. publicado no DEJT de 08 de Agosto de 2012. não considero que o simples trabalho externo. o cargo de estoquista. afirma que o reclamante usufruía 1 hora de intervalo. salientando que o autor não comprovou a jornada declinada na inicial. requerendo a reforma do julgado para exclusão das horas extras deferidas. nos pontos de venda da reclamada.. MÉRITO 2. com intervalo intrajornada de apenas 15 minutos. como Vendedor. 62. a solução será a análise acurada dos depoimentos prestados. FUNDAMENTAÇÃO CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário interposto pela reclamada. 147/152v. inicialmente. respectivamente.

a testemunha do reclamante. podendo trabalhar em shoppings diferentes. também. 23 de Setembro de 2013 148 função de Vendedor no Shopping Vitória. por isso. inclusive quanto ao horário. A testemunha da reclamada. pugnando pela reforma do julgado. que em média trabalhavam de dois a três Vendedores no mesmo shopping. que o horário de atendimento era das 10h00 às 22h00. que o reclamante passou a exercer a função de vendedor. razão pela qual não são devidas horas extras alusivas ao mencionado período. que trabalhou junto com Diana. bem como com o que disse a testemunha do obreiro. Sr. que laborou como Vendedor. a testemunha afirmou que foi. que não era Supervisor do Reclamante. sendo devidas as horas extras acima da 44ª semanal. laborando os vendedores em turnos (manhã ou tarde).2INTERVALO INTRAJORNADA. que a condenação deve limitar-se ao tempo restante para completar o intervalo legal. não pode prevalecer. em seu depoimento. Quanto ao intervalo intrajornada. Tal depoimento. Coordenador de Vendas e Supervisor de Vendas. que o Vendedor poderia trabalhar no turno da manhã ou da tarde. ou seja. que quando retornou à empresa em 2008. em seu depoimento. na medida em que a CTPS da testemunha evidencia que o seu contrato de trabalho não foi ininterrupto. ora diz que o autor normalmente ficava até às 19:00h. O que se extrai. válido ratificar a natureza salarial da parcela referente ao intervalo intrajornada não usufruído em sua integralidade. dou parcial provimento ao apelo. Deyvid Wesley de Freitas Mello.” Recorre a reclamada. nos moldes acima descritos. que tais Vendedores trabalharam com o autor sendo que a Sra Kelly trabalhou durante todo o período. que mesmo diante de tais fatos o depoente confirma as funções exercidas pelo senhor Alexandre. Deyvid. que não sabe informar o horário de trabalho do senhor Alexandre Antunes. que o Reclamante normalmente laborava de 09h00mm às 19h00m. e a testemunha da ré se reporta apenas à realidade fática de quando o autor já estava exercendo a função de vendedor. que neste ato foi exibida a CTPS do senhor Alexandre com a admissão em 06/5/2008 na função de Supervisor de Vendas. de 09:00h às 19:00h. quanto ao período em que o autor trabalhou no almoxarifado (até agosto de 2008). descontando-se o tempo utilizado pelo reclamante. podendo os horários serem elastecidos. Kelly e Ronaldo. que o senhor Alexandre Antunes exercia a função de Gerente Comercial tendo exercido anteriormente a função de Vendedor. não há prova do labor extraordinário. Por sua vez. devendo sofrer acréscimo de 50%. nos termos da OJ 354/SDI- . durante o primeiro ano de contrato. entendo que se mostra mais razoável a jornada apontada até às 19:00h. Primeiramente. Coordenador de Vendas e com a saída do depoente passou a Supervisor. com 30 minutos de intervalo intrajornada. que sempre foi o responsável pela área comercial e atuando como Supervisor do autor. também não sabendo o horário de trabalho. era exercida pelo proprietário. são devidos os reflexos do intervalo intrajornada não concedido. eis que foi a primeira afirmação da testemunha. com possibilidade de elastecimento. o mesmo laborou no Shopping Vitória. cumpre salientar que a própria testemunha patronal. ao entender que não houve a concessão integral do intervalo intrajornada. Por derradeiro. aduzindo que o intervalo intrajornada tem natureza indenizatória e. Pois bem. assim detalhou: “que trabalhou na Reclamada de maio de 2008 até dezembro de 2010. Desta forma.” (grifo nosso). Neste particular. ratificou que o intervalo intrajornada. aquém do intervalo legalmente fixado para a carga horária a qual se submetia o obreiro. que havia mais dois Vendedores no mesmo local. já que a testemunha do autor nada soube dizer acerca da realidade de labor de quando o reclamante exercia a indigitada função. por determinação da reclamada. não havendo elastecimento de jornada. tendo retornado em maio de 2008 como Supervisor. e.2.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Sr. pois trabalhavam em áreas separadas (comercial e técnica). 2. Alega. que o senhor Alexandre trabalhou como Vendedor. de inequívoco. férias integrais e proporcionais. o que retira a credibilidade das informações prestadas. que em um primeiro contrato com a primeira Reclamada de agosto de 2007 a novembro/dezembro de 2007 exerceu a função de Vendedor. devidos os reflexos pretendidos na exordial e concedidos no decisum de piso. OJ 354 do TST. ora diz que ficava até 22:00h. por conseguinte. que a empresa determina a realização de no mínimo trinta minutos de intervalo. de agosto de 2008 a 15/12/2010. o Reclamante trabalhava no Almoxarifado. é que o horário de funcionamento da reclamada nos shoppings era de 09:00h às 22:00h.” (grifo nosso). que a primeira Reclamada sempre assinou sua CTPS. de segunda a sábado. entretanto. que o senhor Ronaldo trabalhou com o autor por pouco tempo. que os Vendedores trabalhavam no Shopping em que o autor prestou serviço das 09h00 às 22:00m com apenas 15 minutos de lanche. a partir de março de 2008. enquanto o reclamante. Em face do exposto. Alexandre Ribeiro Nunes. que trabalha interna e externamente realizando visitas nos pontos de venda. não há falar em reflexos. o que levou. disse: “que trabalhou na Reclamada de setembro de 2001 a outubro de 2009. repousos semanais remunerados e feriados. Sr. que os demais Vendedores eram Diana. que não sabe informar tempo de duração de cada turno. que trabalhavam nos shoppings. Gize-se algumas incoerências no depoimento da testemunha do reclamante. que trabalhou como Supervisor do Reclamante. que o autor exerceu as funções de Auxiliar de Estoque. que a maior parte do contrato do autor. a magistrada de piso a fixar jornada de trabalho diferente a partir do primeiro ano. artigo 71. ficou comprovada a não fruição do intervalo legal de 1 hora. afirma que. inclusive. Diante das incongruências da testemunha Alexandre. Por habituais. Em que pese suscitarem duração distintas (15 e 30 minutos). que não sabe informar o que o autor fazia no Almoxarifado. que no caso do Shopping Vitória trabalhavam três Vendedores em turnos das 10h00m às 16h00m. condenou a ré ao pagamento de uma hora extra diária a esse título. que não havia escala de trabalho entre os Vendedores. sempre na função de Supervisor de Vendas.” (grifo nosso). aviso prévio e FGTS com 40%. era de 30 minutos. Estoquista e Vendedor. esposando que “Tendo em vista a habitualidade das horas deferidas devidas as repercussões no 13º salário. nos temos do §4º. que se recorda que a Sra Diana trabalhou com o autor no terceiro turno. da CLT. que o Supervisor de Vendas é o responsável por verificar o trabalho do Vendedor inclusive quanto ao horário. Ronaldo. foi Estoquista. O juízo de piso. fixo a jornada do obreiro. das 13h00m às 19h00m. Kelly. sendo estes que recorda o nome. na inicial e em seu depoimento. a partir de agosto de 2008. Além disso. que a princípio ficava um Vendedor no turno da manhã e um Vendedor no turno da tarde. que o Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 normal era o autor trabalhar até às 22h00m. sendo que a coordenação do serviço. sendo que no mês de Agosto passou à função de Vendedor. ou seja. conforme determinação da reclamada. É certo que a declaração da citada testemunha está em consonância com o que disse o autor.

§ 4º.2. 1. 185/2012. 08). do art. repercutindo.060/50. nos termos do § 3º. do artigo 790.º 5. não prescinde do preenchimento concomitante dos requisitos estabelecidos na Lei n. § 4º. o reclamante não está assistido por Sindicato de classe. e é devida a todo aquele que receber salário igual ou inferior ao dobro do mínimo legal. citando o Enunciado 79 da 1ª jornada de Direito Material e Processual na Justiça do Trabalho. o art. 354. não estão atendidos os pressupostos previstos na Lei n. saúde e segurança do trabalho. Em primeiro lugar. vindicando reforma do julgado que concedeu o benefício ao autor. enquanto aquela.5. este profissional deve receber pelos trabalhos realizados.584/70 e Súmulas 219 e 329 do C. no mínimo. 71 da CLT e art.2. recorre a demandada. ART. em se tratando de relação de emprego. de 27 de julho de 1994.Após a edição da Lei nº 8. portanto. não prescinde dos requisitos da Lei n.923. com base na declaração de miserabilidade jurídica. asseverando que os honorários somente são devidos nas hipóteses da Lei 5. NATUREZA JURÍDICA SALARIAL (DJ 14. Não se adota. 09) comprova apenas o requisito da miserabilidade jurídica. sentença de piso que. da CLT).584/70. Portanto. sem prejuízo do cômputo da efetiva jornada de labor para efeito de remuneração. garantido por norma pública (art. com acréscimo de. Quanto à argumentação alusiva ao pagamento somente dos minutos restantes. da CLT. 7º. da CLT. todas do C.03. em consonância com a linha traçada pelas Súmulas ns. da CLT. II – É inválida cláusula de acordo ou convenção coletiva de trabalho contemplando a supressão ou redução do intervalo intrajornada porque este constitui medida de higiene. andou bem o juízo de origem ao deferir o benefício da justiça gratuita. Destarte. TST. 50% sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho (art. 5. Nego provimento ao apelo.060/50. 5. da CLT.584/70 e 7. implica o pagamento total do período correspondente. TST. da CF/1988). CORREÇÃO MONETÁRIA. quando não concedido ou reduzido pelo empregador o intervalo mínimo intrajornada para repouso e alimentação. para excluir da condenação os honorários advocatícios. também por disciplina judiciária. bem como pelo artigo 790 §3º. 71. indevido o pagamento de honorários advocatícios. o princípio da sucumbência no Processo Trabalhista. como se percebe. como redação introduzida pela Lei nº 8. Na hipótese vertente. para reconhecer que a concessão parcial do intervalo intrajornada mínimo. §4º. com o advento da Lei nº 8. em conformidade com o disposto na lei civil. quando preenchidos os requisitos previstos no próprio artigo. e não se confunde com o benefício da justiça gratuita previsto no § 3º. também.º 5. restringindo-se o pagamento dos honorários advocatícios ao disposto na Lei n. mas por advogado particular (f.º 5.2. e não apenas daquele suprimido. Salienta que a correção deve incidir a partir da época própria para . À luz do expendido. portanto. a não concessão ou a concessão parcial do intervalo intrajornada mínimo. devo registrar que a assistência judiciária gratuita e o benefício da justiça gratuita não se confundem. uma vez que revela norma de eficácia contida. infenso à negociação coletiva (grifo nosso) Mesmo entendendo que a melhor interpretação da regra contida no artigo 71. Este é uma faculdade do juiz.4. para repouso e alimentação. 790. A reclamada alega que a justiça gratuita só pode ser deferida com o preenchimento de todos os requisitos elencados pelas Leis nº.923/1994.º 1. 305. 219 e 329 e pela OJ n. O juízo de origem condenou a ré em honorários sucumbenciais de 15% sobre o valor da causa. da Súmula n. Com razão. do artigo 790. ficando. em seu recurso. e não apenas daquele suprimido. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 assegurado igual benefício ao trabalhador de maior salário uma vez provado que a sua situação econômica não lhe permite demandar sem prejuízo do sustento próprio ou de sua família. 5. que assim preceitua: 354. 08) e. 2. ressalto que é sabido o entendimento sufragado pelo Egrégio Tribunal Superior Trabalho no sentido de que.º 437 do C. o C. de acepção mais restrita. APLICAÇÃO DO ART. quando a lide versar sobre relação de emprego. há necessidade da ocorrência dos dois requisitos para o deferimento da assistência judiciária.584/70 para a concessão da assistência judiciária gratuita. 133 da Constituição Federal não revogou o jus postulandi. 71 DA CLT (conversão das Orientações Jurisprudenciais nºs 307. XXII. 2. 380 e 381 da SBDI1) . a concessão parcial do intervalo intrajornada implica o pagamento da integralidade do período de repouso.3.º 437. A assistência judiciária gratuita tem previsão tanto no artigo 14 da Lei n. diferentemente do que ocorre quando há concessão do benefício da justiça gratuita. quais seja. nego provimento. determinou que o seu cálculo fosse realizado a partir do primeiro dia útil do mês subseqüente. a empregados urbanos e rurais.2012 I . a parte deve estar assistida por seu Sindicato de classe. importando somente na isenção de custas. GRATUIDADE DE JUSTIÇA. 09. Irresignada. Recentemente. SÚM-437 INTERVALO INTRAJORNADA PARA REPOUSO E ALIMENTAÇÃO. e a apresentação de declaração de hipossuficiência econômica (fl. da SDI-1. Ademais.584/70. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. No entanto. implica o pagamento do total correspondente. como no artigo 3º da Lei n.º 5. 23 de Setembro de 2013 149 1/TST. 5. da CLT. no cálculo de outras parcelas salariais. NÃO CONCESSÃO OU REDUÇÃO.923/94. da SDI-I. na acepção mais ampla. a concessão de honorários advocatícios na Justiça do Trabalho. 26 e 27. que envolve também os honorários advocatícios. como o reclamante está assistido por advogado particular (vide fl.584/70. DEJT divulgado em 25. ao argumento de que se há a contratação de advogado. os beneficiários da assistência judiciária gratuita. dou provimento ao Recurso Ordinário. Aduz a reclamada.584/70. extensivo a quem não esteja assistido por Sindicato (prevista no § 3º. quanto à correção monetária. a assistência judiciária gratuita é devida apenas na hipótese prevista na Lei n. para repouso e alimentação.2008) Possui natureza salarial a parcela prevista no art.584/70. 71. DA CLT. que merece reforma a r.115/83. Assim. quais sejam. Assim.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.Res. ou seja. INTERVALO INTRAJORNADA. TST. preconiza a remuneração apenas do tempo efetivamente não concedido. Em que pese o respeito pelas abalizadas opiniões em contrário. assim. a assistência sindical e a comprovação da miserabilidade jurídica. 2.584/70. Sem razão.º 307. 71 da CLT).09. assistência por Sindicato de classe e percepção de remuneração igual ou menor que o dobro do salário mínimo ou impossibilidade de demandar sem prejuízo do sustento próprio ou da família. são os que preenchem os requisitos da Lei n. No âmbito desta Especializada. no Processo do Trabalho. à fl. curvome ao posicionamento insculpido no item I. 342. TST cristalizou a intelecção antes insculpida na OJ n. por meio da edição de sua novel Súmula n.

quando não satisfeitos pelo empregador nas épocas próprias assim definidas em lei. pág. pois agrava a situação do contribuinte. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. e convertida na Lei 11.11.). (.177/91. À análise.212/91. não há falar em responsabilidade do empregador pela contribuição previdenciária devida pelo obreiro. para fins de aplicação dos juros e multa sobre as contribuições previdenciárias.Res. 459 da CLT. vez que as parcelas. TST. o prazo do artigo 276 do Decreto 3. Assim sendo. 186 do Código Civil.177/91. entendo que deve ser mantida a r. SALÁRIO.212/91 (inserida com o advento da Medida Provisória 449/2008. TST. ou seja. não restou comprovado que a recorrente se utilizava da faculdade legal. Em se tratando de contribuição previdenciária incidente sobre verbas deferidas em decisão judicial. nos termos da fundamentação acima. o encargo financeiro do empregado não pode ser transferido para o empregador. Na hipótese vertente. Em matéria de correção monetária. de maneira que a nova regra previdenciária somente será aplicada às prestações de serviço realizadas a partir de 03 de março de 2009 (90 dias após a publicação da MP). 459 DA CLT (conversão da Orientação Jurisprudencial nº 124 da SBDI-1) . seja qual fosse seu valor. a culpa do empregador pelo inadimplemento das verbas remuneratórias não exime a responsabilidade do empregado pelos pagamentos do imposto de renda devido e da contribuição previdenciária que recaia sobre sua quota-parte. 22 e 25.05. Isso posto. ressalto que a regra do § 2º.04. 8. 8. III.Ac.2005. no parágrafo único do art.7. Nesse sentido. sentença que condenou-a a proceder ao pagamento da contribuição previdenciária incidente sobre a cota patronal e pela quota do empregado. ART. na liquidação da sentença. ante o princípio da irretroatividade. Contudo. sendo oportuno observar que o argumento de pagamento tardio não justifica a responsabilização exclusiva do empregador. perfilho-me à jurisprudência dominante do C. 129/2005. a faculdade de efetuar o pagamento do mês vencido até o 5º dia útil do mês subseqüente. DJU 7. o que importa é a data de vencimento da obrigação. Sim. vez que somente por disposição expressa de lei é que se pode excluir a responsabilidade do contribuinte. que determinou a incidência da correção monetária na forma da lei.. a seguir transcrito é nesse sentido: "(. Se essa data limite for ultrapassada. O pagamento dos salários até o 5º dia útil do mês subseqüente ao vencido não está sujeito à correção monetária. Vejamos. sentença hostilizada. 23 de Setembro de 2013 150 pagamento. da Lei 8. o referido desconto deve levar em consideração as cotas de responsabilidade de ambos os litigantes. dou parcial provimento para determinar a aplicação do valor histórico à cota parte da contribuição previdenciária devida pelo reclamante. Insurge-se a reclamada contra a r. e a regra deste último para aquele que abrange o período de sua vigência (a partir de 03/03/2009). DJ 20. resultante de condenação judicial referente a verbas remuneratórias. não foram pagas na época própria. quanto ao período do contrato de trabalho que antecede a alteração do artigo 43 da Lei n. acordo ou convenção coletiva. é do empregador e incide sobre o total da condenação. bem como para determinar a incidência dos juros e multa sobre as contribuições previdenciárias observe o prazo estipulado no artigo art. (ex-OJ nº 124 da SBDI-1 .1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.2. incidirá o índice da correção monetária do mês subseqüente ao da prestação dos serviços. da Constituição da República.Esta Corte Superior tem posicionamento pacífico no sentido de que a época própria para a incidência dos índices de correção monetária dos débitos trabalhista é a do mês subseqüente ao da prestação de serviços.941/2009). § 6º. sofrerão juros de mora equivalentes à TRD acumulada no período compreendido entre a data de vencimento da obrigação e seu efetivo pagamento'. pois. transferindo o respectivo encargo financeiro com o tributo para terceiros (art. a partir do 1º dia útil do mês subseqüente à prestação dos serviços. considerando que o contrato de trabalho do reclamante abrange período anterior e posterior à vigência do artigo 43 da Lei 8. Emmanuel Pereira.212/91 (05/03/2007 a 15/12/2010). ante o princípio da anterioridade. 2.1998)” Nego provimento. nos exatos termos em que preceitua o artigo 39 da Lei n. Min. consagrada na Orientação Jurisprudencial nº 363. do art. IMPOSTO DE RENDA. Incidência da Orientação Jurisprudencial n. Quanto à responsabilização calcada no art.04. e não apenas a do reclamado. porque o legislador. ou seja.2008) A responsabilidade pelo recolhimento das contribuições social e fiscal. que seia o 5º dia útil do mês subseqüente ao vencido. Contudo. Ademais. ABRANGÊNCIA (DJ 20. Argumenta que a lei fixa o termo final para cumprimento das obrigações de pagamento de salário. da Constituição da República. in verbis: “SUM-381 CORREÇÃO MONETÁRIA. ( TSTRR-612. CONDENA-ÇÃO DO EMPREGADOR EM RAZÃO DO INADIMPLEMENTO DE VER-BAS REMUNERATÓRIAS.6. a partir do dia 1º. não se podendo retroagir a data do vencimento da obrigação para o dia primeiro do mês de competência para cômputo de correção monetária. RESPONSABILIDADE DO EMPREGADO PE-LO PAGAMENTO.) 3. vez que. Em suma. deferidas judicialmente. 128 do CTN). o disposto na Súmula 381 do C. a partir de 03/03/2009. que considerou a data da prestação de serviços como fato gerador das contribuições previdenciárias incidentes sobre as verbas resultantes de decisões em reclamatórias trabalhistas. mas apenas concede ao empregador. estabelece que as contribuições previdenciárias somente poderão ser exigidas após decorridos 90 (noventa) dias da data da publicação da lei que as houver instituído ou modificado. alínea “a”.Época própria . da Lei nº 8. TST. 21 e 23.03. que informa que a culpa do empregador pelo inadimplemento das verbas remuneratórias não elide a responsabilidade do empregado pelo pagamento da totalidade do Imposto de Renda e da quota-parte que lhe cabe da contribuição previdenciária. Ademais. deverá ser observado.0 . nos termos do artigo 150. o artigo 195.. 43. 124 do Tribunal Superior do trabalho.