Caderno Judiciário do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO

DIÁRIO ELETRÔNICO DA JUSTIÇA DO TRABALHO
PODER JUDICIÁRIO

REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL

Nº1317/2013

Data da disponibilização: Segunda-feira, 23 de Setembro de 2013.

DEJT Nacional

Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO MARCELLO MACIEL MANCILHA Desembargador Presidente e Corregedor ANA PAULA TAUCEDA BRANCO Desembargadora Vice-Presidente Rua Pietrângelo de Biase, 33 Centro Vitória/ES CEP: 29010190 Telefone(s) : (27) 3321-2400

SECRETARIA DO TRIBUNAL Acórdão Acórdão
Processo Nº AACC-3500-27.2013.5.17.0000
Processo Nº AACC-3500/2013-000-17-00.9

Autor

Réu

Plurima Réu Advogado

MINISTERIO PUBLICO DO TRABALHO - PROCURADORIA REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIAO SINDICATO DOS TRABALHADORES EM TRANSPORTES RODOVIARIOS DO EST. ES - SINDIRODOVIARIOS VIACAO AGUIA BRANCA S A John Aluisio Uliana(OAB: 006519 ES)

ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0003500-27.2013.5.17.0000 Ação Anulatória de Cláusulas Convencionais Autor: MINISTERIO PUBLICO DO TRABALHO - PROCURADORIA REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIAO Réus: SINDICATO DOS TRABALHADORES EM TRANSPORTES RODOVIARIOS DO EST. ES - SINDIRODOVIARIOS VIACAO AGUIA BRANCA S A Origem: TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO - ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Revisor: DESEMBARGADOR JOSÉ LUIZ SERAFINI ACORDO COLETIVO DE TRABALHO. CLÁUSULA QUE AUTORIZA REGIME DE COMPENSAÇÃO 12X36. VALIDADE. A Carta Política de 1988 fomenta a negociação coletiva, com reconhecimento expresso das convenções e dos acordos coletivos de trabalho, sendo certo que o inciso XIII do art. 7º da Carta Magna autoriza a flexibilização da jornada de trabalho, via instrumento negocial. Reputa-se válida, pois, a escala de 12x36 fixada em norma coletiva, Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

quando o excesso da jornada é compensado por folgas mais elásticas, hipótese, inclusive, que encontra paralelo no banco de horas estabelecido pelo § 2º do art. 59 da CLT e respaldo nos princípios do conglobamento e da norma mais favorável. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de Ação Anulatória de Cláusulas Convencionais, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO Trata-se de Ação Anulatória proposta pelo MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO em face do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Espírito Santo – SINDIRODOVIÁRIOS; Viação Águia Branca S.A, visando à anulação das seguintes cláusulas: Décima Sétima – Parágrafo Primeiro, Vigésima Quinta e Vigésima Sexta, do Acordo Coletivo de Trabalho 2011/2012 firmado pelos réus. As Cláusulas tratam, respectivamente, da escala de revezamento 12 x 36, do empregado reabilitado e da rescisão contratual. Com a inicial vieram os documentos de fls. 12/40. Decisão desta Relatora, à fl. 44, reconhecendo, por disciplina judiciária, a competência funcional deste Tribunal para apreciar e julgar a presente ação e determinando a citação dos réus. Apesar de regularmente intimado (fl. 42) não houve manifestação do 1.º reclamado, Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Espírito Santo – SINDIRODOVIÁRIOS. Contestação da 2.ª ré, Viação Águia Branca S.A., às fls. 45-v.º/53 e às fls. 54/69, alegando preliminar de carência de ação por perda superveniente do interesse processual do requerente. No mérito, pleiteia sejam julgados improcedentes os pedidos relativos à anulação das cláusulas, anuindo, todavia, à adequação de sua redação aos limites propostos pelo Autor, resguardada, no caso do parágrafo primeiro da Cláusula Décima Sétima, a adoção da jornada 12 x 36 para alguns trabalhadores, porque permitida pela jurisprudência sumulada do C. TST. Razões finais apresentadas pelo Ministério Público do Trabalho, às fls. 102/106, pugnando pela procedência dos pedidos. Razões finais do 2.º réu, às fls. 107/109, reportando-se às razões lançadas na peça de defesa. Não foram apresentadas razões finais pelo sindicato demandado. É o relatório. FUNDAMENTAÇÃO 2.1. PRELIMINAR – INEXISTÊNCIA DE INTERESSE – CARÊNCIA DE AÇÃO – EXPIRAÇÃO DO PRAZO DE VIGÊNCIA DA NORMA COLETIVA IMPUGNADA – ARGUIDA PELA 2.ª DEMANDADA Assevera a 2.ª demandada (Viação Águia Branca S.A.) estarem caracterizadas a falta de interesse processual e carência de ação, uma vez que o autor pretende a anulação de cláusulas de instrumento coletivo de trabalho cujo prazo de vigência expirou em 31 de maio de 2012. Destarte, pleiteia o acolhimento da referida preliminar, com a consequente extinção da presente ação anulatória sem resolução do mérito, nos termos dos artigos 301, X e 267, VI do Código de Processo Civil. Com efeito, em que pese seja incontroverso o término da vigência do instrumento coletivo em questão, a jurisprudência da SDC do C.

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TST tem reconhecido a subsistência do interesse do Ministério Público do Trabalho na anulação de cláusulas coletivas por perdurarem, no plano normativo, seus efeitos, uma vez que integram os contratos individuais de todos os integrantes da categoria profissional. Nesse sentido, os seguintes julgados: “AÇÃO ANULATÓRIA. CLÁUSULA DE CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO. PERDA DE OBJETO - O entendimento da Seção Especializada em Dissídios Coletivos desta Corte, em relação à matéria, pacificou-se no sentido de que, não obstante tenha se exaurido o período de vigência do Acordo Coletivo, o Tribunal deve manifestar-se sobre o pedido, ou seja, acerca da nulidade da cláusula constante no ajuste coletivo, pois a conclusão possibilitará, em caso de procedência do pleito, que os empregados atingidos pelo cumprimento do acordado possam pleitear a restituição dos valores relativos aos descontos efetuados em seus salários a tal título. Recurso conhecido e provido” (TST-ROAA-735.256/2001.0, Rel. Min. José Luciano de Castilho Pereira, DJ de 06/09/01). “EXTINÇÃO DO PROCESSO SEM JULGAMENTO DO MÉRITO. INTERESSE DE AGIR REMANESCENTE. I - Remanesce o interesse de agir do recorrente para declaração de nulidade das cláusulas indicadas na inicial, visto que o Termo Aditivo ao Acordo Coletivo, pelo qual foram regularizadas as cláusulas impugnadas, tem vigência futura, a partir da data da sua celebração, não desfrutando de efeito retroativo de modo que, a persistir a extinção do processo sem exame do mérito, as cláusulas então pactuadas manterão sua normatividade no hiato de tempo compreendido entre a vigência do acordo e a superveniência do Termo Aditivo” (TSTROAA-111/2005-000-24-00.8, Rel. Min. Barros Levenhagen, DJ de 27/10/06). “RECURSO ORDINÁRIO EM AÇÃO ANULATÓRIA. VIGÊNCIA DA CONVENÇÃO COLETIVA. DA FALTA DE INTERESSE DE AGIR. Mesmo não estando mais em vigor a convenção coletiva, permanece o interesse de agir do Parquet que, ao propor a anulação de cláusulas convencionais via ação anulatória, não busca somente interromper seus efeitos presentes e futuros, objetiva também resguardar o direito dos trabalhadores de buscar no Poder Judiciário o que lhes foi incorretamente imposto pelas cláusulas impugnadas na presente ação anulatória” (TST-ROAA815.783/2001.3, Rel. Min. Vieira De Mello Filho, DJ de 02/03/07). “PRELIMINAR DE IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DO PEDIDO PELA PERDA DE OBJETO. I - A preliminar de impossibilidade jurídica do pedido não decorre de eventual perda de objeto. Ela diz respeito à vedação por lei à pretensão deduzida em juízo. II - A circunstância de ter expirado o prazo de vigência do instrumento normativo não implica perda de objeto ou falta de interesse processual superveniente. É que enquanto esteve em vigor produziu efeitos relativamente às cláusulas objeto da ação anulatória, cuja decisão que acolher a sua nulidade tem efeito retroativo, contemporâneo à celebração daquele instrumento. Preliminar rejeitada” (TST-ROAA-269/2006-000-08-00.6, Rel. Min. Barros Levenhagen, DJ de 26/10/07). Destarte, rejeito a preliminar. 2.2. ESGOTAMENTO DA VIA ADMINISTRATIVA – ARGUIDA PELA 2.ª DEMANDADA A 2.ª requerida, em defesa, aduz que, notificada da instauração do procedimento administrativo pelo representante do Ministério Público do Trabalho para verificação da licitude das três cláusulas em destaque, (PP n.º 00014.2012.17.0000) e para que se manifestasse sobre a eventual existência de interesse em uma solução negociada para a questão, aquiesceu quanto à solução negociada das cláusulas 25.ª e 26.ª, manifestando-se, outrossim, Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

quanto à legalidade do parágrafo décimo primeiro da Cláusula 17.ª. Assevera que após a realização de audiência de conciliação, mesmo tendo apresentado texto com alterações ao referido parágrafo, no intuito de encontrar uma solução negociada para o caso, foi surpreendida com o ajuizamento da presente Ação Anulatória. Argumenta, pois, que a presente ação não poderia ser ajuizada antes que houvesse uma tentativa definitiva e final de solução negociada da questão pela via administrativa, pois sempre se colocou à disposição para resolver as questões suscitadas. Afirma, ainda, que não tomou ciência do despacho que rejeitou a proposta de redação formulada administrativamente. Com efeito, o Ministério Público do Trabalho, ao refutar tais alegações, assevera que em 08.02.2013 foram expedidas notificações de n.º 34412 e 34412, documentos que foram regularmente colacionadas aos autos. Ainda que assim não fosse, o esgotamento da via administrativa não se qualifica como pressuposto processual ou condição da ação, não sendo requisito intransponível para admissibilidade da ação anulatória. Rejeito. 2.3. DESCONSIDERAÇÃO DA CONTESTAÇÃO – ARGUIDA PELO MPT Pleiteia o Ministério Público do Trabalho, em razões finais, a desconsideração da contestação de fls. 54/69, apresentada pela 2.ª ré, ao argumento de que esta incorreu em preclusão lógica/consumativa, pois já havia apresentado, no mesmo dia, a referida defesa, subscrita pela mesma advogada. Acolho, todavia, a argumentação da requerida, porque razoável a argumentação de que a apresentação de duas peças contestatórias tenha sido materializada por excesso de zelo, devida à insegurança quanto ao seu regular recebimento por meio do sistema de peticionamento eletrônico. Tanto é assim, que as peças foram apresentadas no mesmo dia, com o mesmo teor, com apenas trinta minutos de diferença, subscritas pelo mesmo procurador. Rejeito. 2.3. ADMISSIBILIDADE Atendidas as condições da ação e estando presentes os pressupostos processuais de desenvolvimento válido e regular do processo, admito a ação anulatória. 2.3. MÉRITO 2.3.1. PARÁGRAFO DÉCIMO PRIMEIRO DA CLÁUSULA 17.ª DO ACORDO COLETIVO DE TRABALHO A primeira cláusula cuja declaração de nulidade se pretende é a seguinte, in verbis: “Cláusula Décima Sétima – A jornada normal de trabalho para todos os empregados, com atividades nas linhas interestaduais de passageiros, fica fixada em 44 (quarenta e quatro) horas semanais, observando o disposto nos parágrafos desta cláusula. Parágrafo Décimo Primeiro – É ainda facultado à empresa empregadora a adoção de carga horária diferenciada para os empregados vinculados a serviços do pessoal de apoio logístico, a exemplo dos vigilantes, executável, em tal serviço, com regime de trabalho, a sistemática de escala de 12 (doze) horas de serviço por 36 (trinta e seis) horas de descanso.” Sustenta o d. Ministério Público do Trabalho que a permissão, em branco, para a realização de escala de revezamento de 12 x 36, sem qualquer ressalva de setores eventualmente perigosos e insalubres e/ou atividades de risco, contraria a Constituição Federal (incisos XIII, IIV e XXII, do art. 7.º e o art. 195 c/c art. 59, 60 e 61 da CLT e Súmula n.º 423 do C. TST).

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Expõe que a negociação coletiva está adstrita às mínimas garantias instituídas por lei, e que a redação da Súmula n.º 444, editada, recentemente, pelo C. Tribunal Superior do Trabalho, não deixa dúvidas quanto à excepcionalidade da utilização de tal jornada e à exigência de critérios objetivos para a sua fixação. Afirma, pois, que essa fixação não pode ficar ao arbítrio do empregador e de suas necessidades, mormente quando em voga atividades insalubres, perigosas e de risco, sob pena de transformar o instrumento coletivo em ato unilateral. Pleiteia a anulação do parágrafo Décimo Primeiro da Cláusula 17.ª, relativamente à jornada de trabalho em turnos ininterruptos de revezamento, com relação às atividades insalubres, perigosas/de risco, em virtude de contrariedade ao disposto nos incisos XIII, XIV, XXII e XXIII do art. 7.º e art. 195 da CRFB, além dos princípios da dignidade da pessoal humana, valores sociais do trabalho e a busca do pleno emprego, e, finalmente, da Súmula 423 do C. TST, além da dubiedade quanto à fixação da carga horária mensal, podendo inclusive acarretar a quitação proporcional do piso salarial e, ainda, a limitação do adicional noturno (Cláusula 8.ª). Aduz a requerida, que apresentou, com base nas orientações passadas na audiência realizada no MPT, que apresentou novo texto discriminando as funções que poderiam fazer a jornada de trabalho 12x36, conforme abaixo: Parágrafo Décimo Primeiro – É ainda facultado à empresa empregadora a adoção de carga horária diferenciada para o motorista em conformidade com o disposto contido no Arrigo 235-F da CLT e cobradores, bem como os empregados vinculados a serviços do pessoal de apoio logísticos, a exemplo dos assistentes de operação, agentes de vendas, manuten~ção, despachantes de pista e trafego, vistoriadores de veículos, porteiros, vigias, seguranças e lavadores, executável, em tal situação, com regime de trabalho, a sistemática de ecala de 12 (doze)horas de serviço por 36 (trinta e seis) horas de descanso, nos termos da súmula 444 do Tribunal Superior do Trabalho. Aduz que não possui mais em seu quadro de funcionários a função de vigilante, pois todo o serviço hoje encontra-se terceirizado, e que não possui em seus quadros nenhum funcionário que trabalhe em áreas eventualmente perigosas e insalubres e/ou atividades de risco na escala de 12x36, pois todos os que laboram nessas condições estão submetidos à jornada normal de trabalho estabelecida pela CLT, CRFB e outros dispositivos legais. Tanto é assim, que concordou em alterar tal cláusula, mas que sempre deixou clara a necessidade de manutenção dessas jornadas, com os devidos ajustes, pois está pacificado pelo TST que é possível a sua adoção, a teor da Sumula 444 do C. TST. Com efeito, esta Relatora possui convencimento firmado sobre a questão, no tocante ao reconhecimento das Convenções e Acordos Coletivos de trabalho, em atenção ao inciso XXVI, do artigo 7º, da Constituição Federal de 1988. Ressalto que a Carta Constitucional prestigia a flexibilização de certas regras do Direito do Trabalho, no intuito de harmonizar as fontes autônomas e heterônomas, a fim de garantir, por um lado, melhores condições de trabalho e, por outro, a sobrevivência da empresa, sempre com a interveniência da entidade sindical, na defesa dos interesses de seus representados. Não se pode olvidar, ainda, que a interpretação da norma coletiva obedece ao princípio do conglobamento, onde a conquista da categoria não é aquilatada pela análise isolada de uma só cláusula, mas do seu conjunto. Ademais, não se pode olvidar que ninguém melhor do que a própria categoria profissional, personificada pelo Sindicato, para avaliar as vantagens e desvantagens de um pacto. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

Ressalte-se que entendimento contrário estimula cômoda irresponsabilidade por parte das entidades sindicais que não se sentem cobradas pela categoria que representam a entabular verdadeiras negociações coletivas. Na medida em que o Judiciário, com o escopo de proteger o trabalhador hipossuficiente, nega validade aos acordos firmados, na verdade contribui para o enfraquecimento dos sindicatos e a perpetuação da condição de inferioridade dos trabalhadores. Com efeito, as jornadas realizadas nesses tipos de escalas são estabelecidas em razão das peculiaridades das funções desempenhadas pelos trabalhadores que a elas se submetem, trazendo vantagens para o trabalhador, que passa a dispor de mais tempo para a família, convívio social, lazer, descanso, participação em cursos de qualificação profissional ou até o desenvolvimento de outra atividade, com possibilidade de maiores ganhos. Tais benefícios, quando contrapostos à extrapolação da jornada normal, evidenciam um maior ganho ao obreiro. Nesse diapasão, o excesso de jornada é compensado por folgas mais elásticas, hipótese que encontra paralelo no banco de horas estabelecido pelo § 2º, do art. 59, da CLT. Logo, julgo improcedente o pedido de anulação do Parágrafo Primeiro da Cláusula Décima Sétima. 2.3.2. CLÁUSULA 25.ª DO ACORDO COLETIVO DE TRABALHO – DO EMPREGADO REABILITADO Abaixo a redação da Cláusula impugnada, in verbis: “Cláusula 25.ª – DO EMPREGADO REABILITADO O empregado afastado, em função de doença e/ou acidente de trabalho, que vier a ser reabilitado pelo Órgão previdenciário, para função diversa daquela que anteriormente exercia e com remuneração inferior, ficará passível de alteração salarial, para função diversa daquela que anteriormente exercia e com remuneração inferior, ficará passível de alteração salarial, para adequação à função a ser pelo mesmo exercida.” Sustenta o d. Ministério Público do Trabalho que é patente o caráter discriminatório da estipulação, ante a pactuação da redução da remuneração do trabalhador reabilitado pela Previdência Social algumas vezes até mesmo em decorrência de doença ou acidente de trabalho sofrido na própria empresa – para adequação à função a ser pelo mesmo exercida (grifou-se no original), ocorrendo afronta ao disposto no inciso XXXI do art. 7.º da CRFB. A requerida assevera que ainda que este seja o texto da norma coletiva, não procede desta forma, e que, portanto, não há qualquer objeção a que a mesma seja adequada à legislação em vigor, ou que haja a retirada de qualquer texto que possa evidenciar intuito discriminatório. Aqui, tem razão o parquet. Com efeito, ainda que seja considerada a anuência da 2.ª reclamada à adequação do conteúdo da norma coletiva e à retirada de texto que possa evidenciar caráter discriminatório, impõe-se o registro de que a reabilitação do trabalhador não pode implicar em prejuízo ao seu patamar salarial, sem que se vislumbre ofensa ao disposto no art. 7.º, VI da Constituição Federal, mormente se a impossibilidade do exercício da função decorre de fatos alheios à sua vontade. Destarte, julgo procedente o pedido para anular a Cláusula Vigésima quinta. 2.3.1. CLÁUSULA 26.ª DO ACORDO COLETIVO DE TRABALHO – RESCISÃO CONTRATUAL Abaixo a redação da Cláusula impugnada, in verbis: “Cláusula 26.ª – RESCISÃO CONTRATUAL Na ocorrência de dissolução contratual, a empresa deverá efetuar o pagamento das verbas rescisórias devidas ao empregado, no prazo

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máximo de 10 (dez) dias úteis contados do desfazimento do vínculo, sob pena de, em não fazendo, pagar ao trabalhador o débito devidamente corrigido, de conformidade com os índices legais. Parágrafo único – Ocorrendo recusa por parte do empregado em proceder o recebimento das parcelas oferecidas, a empresa poderá liberar-se da sanção acima estipulada, desde que comunique o fato ao sindicato acordante, no prazo fixado nesta cláusula para pagamento, anexando à comunicação o instrumento de rescisão contratual com o qual não concordou o trabalhador. Alega o Ministério Público do Trabalho que o poder de negociação das partes não pode flexibilizar a lei e, simplesmente, aviltar o direito individual do trabalhador, via norma coletiva. Nada obsta a que o Sindicato forneça documento comprobatório da ausência do trabalhador, mas, não podem os convenentes pactuar a isenção do empregador à multa prevista em lei (art. 477 da CLT), cabendo à empresa tomar as providências cabíveis previstas legalmente, para resguardar seus direitos. Requer, pois, a declaração de nulidade do disposto no parágrafo único da Cláusula 26.ª por afronta ao art. 477 e seus parágrafos da CLT. Afirma a requerida que jamais deixou de proceder à rescisão contratual de seus funcionários conforme o disposto no art. 477 da CLT, tampouco pretendeu, através da referida Cláusula, revogá-lo. Em face disso, e como já havia asseverado durante o procedimento administrativo perante o MPT, coloca-se à disposição para proceder às adequações necessárias e, para tanto, sugere o seguinte teor: “Na ocorrência de dissolução contratual, a empresa deverá efetuar o pagamento das verbas rescisórias devidas ao empregado no prazo legal, em conformidade com o artigo 477 e seus parágrafos, especialmente o 6.º, letras “a” e “b”, da Consolidação das Leis do Trabalho. Parágrafo único – Ocorrendo recusa por parte do empregado em proceder ao recebimento das parcelas oferecidas, a empresa poderá efetuar o depósito na conta corrente ou poupança, no prazo estabelecido pelo Artigo 477 e seus parágrafos da CLT, comunicando o fato ao sindicato acordante, no prazo fixado nesta cláusula para pagamento, anexando uma cópia no instrumento de rescisão contratual com o qual não concordou o trabalhador.” Vejamos. O fato de a 2.ª requerida aquiescer à adequação dos termos da referida Cláusula também impõe a procedência do pedido, no particular, mormente porque a flexibilização dos direitos trabalhistas não pode afrontar as disposições legais mínimas de proteção ao trabalhador. Julgo procedente o pedido para anular o parágrafo único da Cláusula Vigésima Sexta. 3 CONCLUSÃO ACORDAM os Desembargadores do Tribunal Pleno da 17ª Região, por unanimidade, rejeitar as preliminares de carência de ação e falta de interesse e inobservância do esgotamento da via administrativa, arguidas pela 2.ª demandada em contestação; rejeitar a preliminar de desconsideração da contestação pelo Ministério Público do Trabalho, admitir a ação anulatória; e, no mérito, por maioria, julgar parcialmente procedentes os pedidos formulados na ação para anular as cláusulas vigésima quinta e vigésima sexta do Acordo Coletivo de Trabalho 2011/2012 firmado entre o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Espírito Santo – SINDIRODOVIÁRIOS e a Viação Águia Branca S.A. Custas pro-rata pelos réus, no valor de R$ 700,00 (setecentos reais). Vencidos, quanto à anulação do parágrafo primeiro da cláusula décima sétima, os Desembargadores Carlos Henrique Bezerra Leite e Carmen Vilma Garisto. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

Suspeição do Desembargador Lino Faria Petelinkar. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 18 de setembro de 2013: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente), Desembargador José Luiz Serafini, Desembargadora Claudia Cardoso de Souza, Desembargador Carlos Henrique Bezerra Leite, Desembargador Jailson Pereira da Silva, Desembargadora Carmen Vilma Garisto e Juíza Sônia das Dores Dionísio. Procurador: João Hilário Valentim. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora

Acórdão
Processo Nº MS-15600-14.2013.5.17.0000
Processo Nº MS-15600/2013-000-17-00.0

Impetrante Advogado Impetrado Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor

ADENIR CUSTODIO Joaquim Augusto de Azevedo Sampaio Netto(OAB: 009624 ES) JUIZ TITULAR DA 6ª VARA DO TRABALHO DE VITORIA - ES JOSE LOVATI LUIZ CARLOS DARIVA LUIS CARLOS CORREA DA PENHA VALENTIM ACERBI ANDRADE SEBASTIAO JOSE WELLINGTON DIAS DA SILVA

ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0015600-14.2013.5.17.0000 MANDADO DE SEGURANÇA Impetrante: ADENIR CUSTODIO E OUTROS Impetrado: JUIZ TITULAR DA 6ª VARA DO TRABALHO DE VITORIA - ES Litisconsorte: COMPANHIA DOCAS DO ESPIRITO SANTO CODESA Origem: TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO - ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA. MANDADO DE SEGURANÇA. EXECUÇÃO DEFINITIVA. DECISÃO QUE INDEFERE A LIBERAÇÃO DOS VALORES INCONTROVERSOS ATÉ O JULGAMENTO DO AGRAVO DE PETIÇÃO. ILEGALIDADE. Se o art. 897 § 1.º da CLT autoriza a imediata execução de parcela dos cálculos eventualmente incontroversa, reputa-se ilegal a decisão que, em execução definitiva, indefere a liberação de qualquer valor até o trânsito em julgado da decisão proferida nos embargos à execução. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de MANDADO DE SEGURANÇA, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO Trata-se de Mandado de Segurança impetrado por ADEMIR CUSTODIO E OUTROS, contra ato jurisdicional praticado pelo MM. Juízo da MMª 6ª Vara do Trabalho de Vitória/ES, que indeferiu o pedido de liberação dos valores incontroversos aos exequentes, determinando que estes aguardassem o trânsito em julgado da r. sentença que julgou os embargos à execução/impugnação à sentença de liquidação. Sustentam que o indeferimento da liberação de valores avilta seu direito líquido e certo ao imediato recebimento dos valores incontroversos, bem como viola o inciso I do art. 655 do CPC e o § 1º do art. 897 da CLT, e ainda, fulminam o direito fundamental à razoável duração do processo, consagrado no art. 5.º LXXVIII da CRFB, mormente porque já aguardam por 13 anos o recebimento dos haveres que pleitearam, ressaltando que, no processo

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trabalhista, os recursos possuem efeito meramente devolutivo, a teor do art. 899 da CLT. Inicial (fls. 02/07) e documentos (fls. 08/386). Tendo sido observada a irregularidade de representação dos impetrantes e determinada a sua regularização, vieram aos autos os instrumentos procuratórios, à exceção do autor JOSÉ LOVATI, que não o apresentou, o que importou a extinção do feito sem resolução do mérito, na forma do artigo 267, inciso IV c/c art. 284, parágrafo único, do Código de Processo Civil, em relação ao impetrante. Liminar deferida por esta Relatora, conforme decisão proferida às fls. 424/425. Apesar de regularmente citada (fl. 428) não houve manifestação da litisconsorte. Informações prestadas pela Autoridade Coatora à fl. 430 sem a vista dos autos físicos, uma vez que estes se encontravam neste E. Tribunal para julgamento do agravo de petição interposto. Mencionou-se que o indeferimento da liberação dos valores incontroversos deveu-se à tentativa de evitar tumulto processual, haja vista que a apuração dos valores incontroversos deveria ser operacionalizada por meio próprio, qual seja, a carta de sentença. Parecer do i. Representante do Ministério Público do Trabalho às fls. 433/435, oficiando pelo não cabimento do mandamus, haja vista a existência de recurso próprio – agravo de petição – o qual, inclusive, foi regularmente interposto. Em relação ao mérito, oficia pela concessão da segurança, ou seja, pela definitividade da liminar. FUNDAMENTAÇÃO 2.1. JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE Presentes os pressupostos de admissibilidade, impõe-se a admissibilidade do mandamus. Com efeito, em que pese o agravo de petição seja cabível das decisões proferidas na execução, é certo que, se a liberação dos valores incontroversos foi postergada para momento posterior ao trânsito em julgado da decisão proferida nos embargos à execução, é forçoso concluir que a veiculação dessa pretensão no agravo de petição não atingiria o fim colimado pelos exeqüentes, pois não permitiria a execução imediata da parte remanescente antes da remessa dos autos a este Tribunal, conforme preceitua o § 1.º do art. 897 da CLT. 2.2. MÉRITO Aduzem os impetrantes que, na indigitada reclamação trabalhista, pleitearam a reintegração no emprego, pagamento de horas extras, salário produção, etc., e que liquidada a conta, apresentaram impugnação à sentença de liquidação, sendo que a reclamada também opôs embargos à execução. Apreciadas ambas na mesma sentença, interpuseram os autores agravo de petição, tendo requerido, outrossim, a liberação dos valores incontroversos antes da remessa dos autos a este Tribunal para julgamento do apelo. Sustentam que o indeferimento da liberação de valores avilta seu direito líquido e certo ao imediato recebimento dos valores incontroversos. Além disso, viola o inciso I do art. 655 do CPC e o § 1º do art. 897 da CLT, e ainda, fulminam o direito fundamental à razoável duração do processo, consagrado no art. 5.º LXXVIII da CRFB, mormente porque já aguardam há 13 anos o recebimento dos haveres que pleitearam. Ressaltam, finalmente, que no processo trabalhista, os recursos possuem efeito meramente devolutivo, a teor do art. 899 da CLT. À análise. Cumpre destacar que o ato inquinado de ilegal e de que cuida a ação mandamental foi proferido em execução definitiva, o que se constata por meio da certidão de trânsito em julgado, à fl. 145. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

Na hipótese ora examinada, conforme já salientado por ocasião da apreciação da liminar, reputo justificado o deferimento da providência requerida pelos autores, uma vez demonstrada, em juízo sumário, a presença dos pressupostos autorizativos – fumus boni iuris e periculum in mora. Ainda que a liminar deferida tenha possuído efeito satisfativo, mormente porque permitiu a liberação, por alvará, dos valores incontroversos – o que já foi materializado, consoante se infere do andamento processual consultado no Portal do Tribunal - pelo que pude depreender da documentação anexada aos autos, inferi que as alegações possuem fundamento. Com efeito, apresentados os cálculos de liquidação pelos autores, a ré, a tempo e modo, impugnou os valores (fls. 148/158), o que, após manifestação conclusiva da contadoria (fl. 227) quanto à pertinência de suas alegações, ensejou a atualização de seus cálculos, vide despacho de fl. 228. Ora, os cálculos atualizados, portanto, foram os apresentados pela ré, os quais perfaziam em 01/04/2011 o montante de R$ 135.059,55, sendo que a majoração destes, ocorrida posteriormente, decorreu de impugnação apresentada pela União no tocante à conta de liquidação previdenciária. Apenas isso. Tanto é assim que os embargos à execução/agravo de petição manejados pela terceira interessada veiculam indignação quanto à conta previdenciária, em particular. Impende ressaltar, por oportuno, que a pretensão aqui veiculada encontra-se disciplinada pelo art. 897 § 1.º da CLT, que autoriza a imediata execução de parcela dos cálculos eventualmente incontroversa, o que implica concluir pela ilegalidade da decisão que indeferiu “...a liberação de qualquer valor até o trânsito em julgado da decisão de fls. 1247/1252 ...”, ou seja, que postergou a liberação de qualquer valor para momento posterior ao julgamento dos agravos de petição interpostos. Noutro giro, não há necessidade de maiores digressões quanto à premência da questão aqui veiculada, mormente se considerada a data do ajuizamento da reclamação trabalhista: 21/06/2000. Há 13 (treze) anos, pois. Por tais fundamentos, infiro que o ato dito coator padece de ilegalidade e, porquanto relevantes os fundamentos afirmados, ante a existência de direito líquido e certo dos impetrantes, torna-se imperiosa a concessão da segurança. Pelo exposto, concede-se a segurança pleiteada, mantendo-se a liminar deferida. Custas no importe de R$ 20,00, considerando o valor da causa, R$1.000,00, pela União, dispensada. 3. CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região, por maioria, admitir o mandado de segurança e, no mérito, por unanimidade, conceder a segurança pleiteada. Custas no importe de R$20,00 (vinte reais), considerando o valor da causa, R$1.000,00 (mil reais), pela União, dispensada do recolhimento. Vencidos, na admissibilidade, os Desembargadores Gerson Fernando da Sylveira Novais e Jailson Pereira da Silva. Impedimento das Desembargadoras Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi e Ana Paula Tauceda Branco. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 18 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente), Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais, Desembargadora Claudia Cardoso de Souza, Desembargador Jailson Pereira da Silva, Desembargador Lino Faria Petelinkar, Desembargadora Carmen Vilma Garisto e Juíza Sônia das Dores

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Dionísio. Procurador: João Hilário Valentim. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora

Acórdão
Processo Nº ED-23200-86.2013.5.17.0000
Processo Nº ED-23200/2013-000-17-00.8

Embargante Advogado Embargado

Advogado

T V V - TERMINAL DE VILA VELHA S.A Rodolfo Gomes Amadeo(OAB: 012493 ES) SINDICATO TRAB PORT PORT AVULSO VINCULO EMP PORTOS E S - SUPORT André Luiz Moreira(OAB: 007851 ES)

PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0023200-86.2013.5.17.0000 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: T V V - TERMINAL DE VILA VELHA S.A Embargado: O V. ACÓRDÃO DE FLS. 384/388-v - TRT 17ª. REGIÃO SINDICATO TRAB PORT PORT AVULSO VINCULO EMP PORTOS E S - SUPORT Origem: TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO - ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Se os embargos não demonstram a existência de omissão, de contradição, ou de obscuridade e revelam mero inconformismo da parte com o conteúdo meritório do acórdão, não merecem ser providos. Vistos, relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de DISSÍDIO COLETIVO - GREVE, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos por TVV – TERMINAL DE VILA VELHA S.A, em face do v. acórdão de fls. 348/388-v, sustentando omissão no julgado. FUNDAMENTAÇÃO 2.1.CONHECIMENTO Conheço dos embargos, pois presentes seus pressupostos de admissibilidade. 2.2.OMISSÃO Alega a embargante que no v. acórdão constou que houve paralisação por 48 horas, a partir do dia 24 de julho, contudo, não observou que também houve paralisação anterior, em 17 de Julho. Diz, ainda, que o v. acórdão é omisso, pois não houve nenhuma manifestação do embargado nas duas audiências de conciliação em relação à negativa de ajuizamento do dissídio coletivo. Por fim, aduz que na assembléia realizada em 19 de julho, a categoria profissional declarou que concordava com o dissídio coletivo ajuizado com relação à extensão do INPC sobre as demais cláusulas econômicas. Sem razão. Quanto à paralisação do dia 17 de junho, a sua ocorrência ou não em nada alteraria a conclusão do v. acórdão acerca da existência de greve. Em relação a não concordância da classe trabalhadora com o ajuizamento do dissídio coletivo, verifico que os argumentos apresentados pela embargante apenas rebatem a fundamentação Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

do julgado. Logo, não há qualquer um dos vícios previstos no art. 535, do CPC, no julgado embargado, sendo inapropriada a via dos embargos de declaração para o fim almejado. Deste modo, ante a total ausência do vício alegado, nego provimento aos Embargos de Declaração. 3.CONCLUSÃO Acordam os Magistrados do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região, por unanimidade, conhecer e negar provimento aos embargos de declaração. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 18 de setembro de 2013: Desembargadora Ana Paula Tauceda Branco (Presidente), Desembargador José Luiz Serafini, Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi, Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais, Desembargadora Claudia Cardoso de Souza, Desembargador Carlos Henrique Bezerra Leite, Desembargador Jailson Pereira da Silva, Desembargador Lino Faria Petelinkar, Desembargadora Carmen Vilma Garisto e Juíza Sônia das Dores Dionísio. Procurador: João Hilário Valentim. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora

Acórdão
Processo Nº MS-24500-83.2013.5.17.0000
Processo Nº MS-24500/2013-000-17-00.7

Impetrante Advogado Impetrado Plurima Autor Advogado

TRANSPORTADORA ITAPEMIRIM S/A Marlilson Machado Sueiro de Carvalho(OAB: 009931 ES) JUIZ TITULAR DA 4ª VARA DO TRABALHO DE VITORIA - ES VIAÇÃO ITAPEMIRIM S.A. Marilene Nicolau(OAB: 005946 ES)

ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0024500-83.2013.5.17.0000 MANDADO DE SEGURANÇA Impetrante: TRANSPORTADORA ITAPEMIRIM S/A E OUTRO Impetrado: JUIZ TITULAR DA 4ª VARA DO TRABALHO DE VITORIA - ES Litisconsorte: ANACLETO BERGAMIN Origem: TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO - ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA CONVÊNIO RENAJUD – RESTRIÇÃO DE CIRCULAÇÃO DE VEÍCULOS. CONCESSÃO PARCIAL DA SEGURANÇA. As hipóteses de restrição que compreendam a circulação de veículos deve reservar-se para situações que justifiquem tão extrema providência, quando evidenciado temor de alienação irregular, em hipóteses como as de fraude à execução ou contra credores. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de MANDADO DE SEGURANÇA, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO Trata-se de Mandado de Segurança impetrado por TRANSPORTADORA ITAPEMIRIM S/A e VIAÇÃO ITEPEMIRIM S/A, contra ato jurisdicional praticado pela MM. Juíza da 4.ª Vara do Trabalho de Vitória/ES, consistente, segundo relato inicial, no indeferimento do pedido de urgência para liberação imediata da restrição e circulação de todos os veículos constritos das impetrantes.

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Sustentam que a decisão atacada viola seu direito líquido e certo à propriedade privada, bem como revela ofensa aos princípios da livre iniciativa e do devido processo legal, violação ao valor social do trabalho e à função social da empresa, além de malferir seu direito líquido e certo a que a execução se processe pelo modo menos gravoso, mormente porque há outros mecanismos de satisfação do crédito. Aduzem que uma vez quitado o débito em relação ao exeqüente, a execução processada refere-se apenas ao pagamento de contribuições previdenciárias, cujos valores, segundo alegam, não guardam consonância com o comando sentencial, pois além de majorados, incluem multa de 20% (vinte por cento) arbitrada pelo Juízo “por ato atentatório à dignidade da justiça”. Asseveram que após a realização infrutífera do BacenJud nas contas bancárias da 1.ª impetrante, foram lançadas tais restrições em 20 (vinte) de seus veículos, inclusive de circulação, mesmo tendo oferecido bem à penhora suficiente para garantir a execução, o que culminou com a apreensão de um veículo no dia 16/05/2013, pela Polícia Rodoviária Federal. Requereram então, as demandantes, a reconsideração da decisão que havia rejeitado o bem oferecido à penhora, bem como o cancelamento imediato das restrições lançadas nos veículos, o que foi indeferido pela autoridade dita coatora. Ressaltam que o impedimento de circulação dos veículos não afeta apenas o seu direito à propriedade e o exercício de sua atividade econômica, mas também, toda a coletividade. Em se tratando de empresas de transporte público de passageiros, além de estarem impedidas de operar, seus empregados também estão impedidos de trabalhar, o que implica prejuízo aos usuários. Pleiteiam, finalmente, a concessão de liminar inaudita altera pars, no intuito de que seja reformado o r. despacho atacado e determinada a liberação da restrição nos veículos constritos. Inicial acompanhada de procuração (fls. 18/19) e documentos (fls. 20/945). Liminar parcialmente deferida por esta Relatora, conforme decisão proferida às fls. 949/951, determinando a liberação da restrição apenas quanto à circulação dos veículos constritos através do RenaJud, mantendo, todavia, a restrição à sua transferência. Informações prestadas pela Autoridade Coatora às fls. 955/955-v.º, informando o cumprimento da ordem e asseverando que [...] melhor analisando os autos constatei que não se justifica a manutenção do impedimento de licenciamento e de transferência em TODOS os veículos descritos às fls. 885, ante o valor devido nos autos, razão pela qual determinarei a retirada de tais gravames, devendo permanecer a restrição APENAS em bem de valor equivalente ao débito, conforme apuração a ser efetuada pela contadoria[...]. Parecer do i. Representante do Ministério Público do Trabalho às fls. 958/960, oficiando pelo prosseguimento do feito, não havendo justificativa para a intervenção ministerial. É o relatório. FUNDAMENTAÇÃO 2.1. JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE Presentes os pressupostos de admissibilidade, admite-se a presente ação mandamental. 2.2. MÉRITO Pleiteiam as impetrantes a concessão de segurança que lhes assegure a liberação das constrições judiciais incidentes sobre os veículos relacionados às fls. 864/865, inclusive e precipuamente no tocante à circulação dos veículos, pois entendem que estas, além de excessivas, implicam uma execução mais gravosa, além de inviabilizarem sua atividade econômica. As impetrantes noticiam que ofereceram à penhora bem suficiente Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

para garantir a execução (fl. 08) e que tal bem – 20 mil litros de óleo diesel, avaliado em R$ 41.258,40 - foi rejeitado pela autoridade coatora, porquanto além de não obedecer à gradação legal, seria de difícil liquidez. Afirmam, outrossim (fl. 10), que ainda que por outros meios, quiçá pela constrição dos próprios veículos – haja vista inexistir penhora válida nos autos, ao menos nos documentos colacionados - a execução encontra-se garantida. Por ocasião da apreciação da liminar requerida – em juízo sumário, portanto – inferi que, ao menos pela constrição da totalidade dos veículos, a execução estaria garantida. Tal conclusão não pode, todavia, subsistir, ante a informação em sentido contrário, prestada pela autoridade coatora, que justificou a negativa de liberação dos veículos solicitada pela impetrante, sobretudo porque a execução ainda não se encontrava garantida. De qualquer sorte, segundo informado por aquele Juízo, a própria autoridade coatora, após melhor análise dos autos, constatou ser injustificada a manutenção do impedimento de licenciamento e transferência em relação a todos os veículos descritos pelas impetrantes - porque excessivo, em relação ao valor do débito razão pela qual determinou a retirada de tais gravames que reputou excessivos, o que, segundo informações obtidas no andamento processual, já foi materializado. Nessa linha de raciocínio, ultrapassada a alegação de excesso nas restrições, asseverada pela própria autoridade coatora, resta a esta Relatora, apenas, ratificar os fundamentos esposados para o deferimento da liminar conferida parcialmente. Com efeito, infiro que as hipóteses de restrição que abarquem não apenas a alienação, mas também a circulação dos veículos deve reservar-se para situações tais que justifiquem tão extrema providência, quando evidenciado temor de alienação irregular de veículos, em casos de fraude à execução ou contra credores, o que não restou sequer ventilado na hipótese em apreço. Acresça-se a tais fundamentos, a atividade empreendida pelas impetrantes, a imprescindibilidade da circulação dos veículos para o exercício da atividade empresarial, além de eventuais prejuízos possivelmente extensivos aos usuários, mormente ante o possível recolhimento de veículo destinado a transporte de passageiros em viagens intermunicipais/interestaduais. Neste sentido, já decidiu esta E. Corte, no MS 004390020.2012.5.17.0000, de relatoria do Exmo. Desembargador Lino Faria Petelinkar, in verbis: RESTRIÇÃO DE CIRCULAÇÃO - EXCESSO É excessiva a restrição da circulação dos veículos da empresa executada. O convênio Renajud possibilita a restrição da transferência de bens penhorados, medida suficiente para garantir o sucesso da execução em desfavor da impetrante. De toda sorte, conforme ressaltado pelo Juízo da execução, a restrição à alienação/licenciamento dos veículos pertencentes às impetrantes subsistirá apenas em número equivalente ao débito, conforme apuração procedida pela Contadoria daquele Juízo. Por tais fundamentos, ante a existência de direito líquido e certo das impetrantes, torna-se imperiosa a concessão da ordem para confirmar a r. decisão liminar. Concede-se parcialmente a segurança pleiteada, para manter a restrição de transferência/licenciamento de veículos cujo valor, apurado pela Contadoria do Juízo, seja equivalente ao débito. Custas no importe de R$20,00, considerando o valor da causa, R$1.000,00, pela União, isenta. Dê-se ciência desta decisão à MM. magistrada Titular da 4ª Vara do Trabalho de Vitória, na forma do art. 3º da Lei nº 12.016/09. 3. CONCLUSÃO

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A C O R D A M os Magistrados do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região, por maioria, admitir o mandado de segurança e, no mérito, conceder parcialmente a ordem. Custas no importe de R$20,00 (vinte reais), considerando o valor da causa, R$1.000,00 (mil reais), pela União, dispensada. Vencidos, na admissibilidade, o Desembargador Carlos Henrique Bezerra Leite e a Juíza Sônia das Dores Dionísio e, no mérito, a Juíza Sônia das Dores Dionísio. Suspeição da Desembargadora Ana Paula Tauceda Branco. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 18 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente), Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi, Desembargadora Claudia Cardoso de Souza, Desembargador Carlos Henrique Bezerra Leite, Desembargador Jailson Pereira da Silva, Desembargador Lino Faria Petelinkar, Desembargadora Carmen Vilma Garisto e Juíza Sônia das Dores Dionísio. Procurador: João Hilário Valentim. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora

Vitória-ES, nos autos da Reclamação Trabalhista de nº. 012870045.2012.5.17.0011, que indeferiu o pedido de devolução de prazo para interposição de recurso ordinário. Aduz a impetrante que a notificação para ciência da sentença nos autos da reclamação trabalhista subjacente se deu na pessoa do Dr. Guilherme Rodrigues Dias, advogado que não atua no processo, em detrimento daqueles que, expressamente, estão na condução do feito. Entende, assim, que a referida notificação é inválida, sendo que a decisão impetrada, ao rejeitar o seu pedido de nulidade dos atos processuais a partir da sentença, bem como a devolução do prazo para interposição de recurso, incorreu em violação ao seu direito à ampla defesa, porquanto restringiu seu acesso ao duplo grau de jurisdição. Em defesa do cabimento do writ, sustenta que a decisão impugnada é interlocutória, insuscetível de ser atacada por recurso próprio e imediato. Para corroborar sua tese, destaca arestos da SBDI-II, do E. TST. Sustentando presentes o fumus boni iuris e o periculum in mora, consubstanciados, respectivamente, na relevância dos fundamentos e na iminência da execução se voltar em seu desfavor, postula, em caráter liminar, o acolhimento da nulidade processual e, consequentemente, seja determinada a reabertura do prazo recursal. Em caráter definitivo, pede a procedência do mandamus. A decisão impetrada está vazada nos seguintes termos: “DESPACHO Vistos. A Petrobras Distribuidora S/A. requer o chamamento do feito a ordem e a declaração de nulidade dos atos posteriores à prolação da sentença, ao argumento de que não existe intimação da mesma por meio dos advogados devidamente constituídos nos autos. Requer, por fim, a devolução do prazo para manifestação nos autos, sob pena de cerceamento de defesa e vista dos autos fora do Cartório. No entanto, ao contrário do que alega a aludida empresa, as publicações em nome da mesma tem sido veiculadas em nome de advogado devidamente constituído, conforme instrumento de procuração juntado à fl. 67. Na hipótese em que uma causa é patrocinada por mais de um advogado, é legítima a intimação em nome de qualquer um deles (art. 236, § 1º do CPC). Cumpriria à reclamada requerer expressamente a este Juízo qual advogado dentre os tantos que figuram nos instrumento de procuração e respectivos substabelecimentos, encabeçaria as intimações para todos os efeitos legais. No entanto, somente neste ato é feito tal requerimento de maneira que há preclusão total quanto a este requerimento. Sem embargo, determino a retificação do cadastro para incluir o nome de um dos advogados substabelecidos no instrumento de fl. 69 dos autos e defiro vista, fora dos autos, por cinco dias, conforme requerido à fl. 484. Intime-se. Em 04/07/2013. João de Oliveira Batista Juiz do Trabalho Substituto” Pois bem. Em que pese a bem abalizada jurisprudência oriunda da SBDI-II, do Egrégio TST, destacada pela impetrante na peça de ingresso, segundo a qual, o manejo do writ é possível em casos como o que ora examino, filio-me àqueles que entendem de forma diversa.

Acórdão
Processo Nº AgR-25700-28.2013.5.17.0000
Processo Nº AgR-25700/2013-000-17-00.1

Agravante Advogado Agravado

PETROBRAS DISTRIBUIDORA S A Luciana Beatriz Passamani(OAB: 008491 ES) GILCEMAR FERREIRA DE FREITAS

ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0025700-28.2013.5.17.0000 AGRAVO REGIMENTAL Agravante: PETROBRAS DISTRIBUIDORA S A Agravado: GILCEMAR FERREIRA DE FREITAS Origem: TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO - ES Relatora: DESEMBARGADORA CARMEN VILMA GARISTO Entendendo o Tribunal que a decisão agravada não merece reparos, há que ser negado provimento ao agravo regimental. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de AGRAVO REGIMENTAL, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO Trata-se de Agravo Regimental oposto em face da decisão de fls. 47-48, de lavra desta Relatora, que indeferiu a petição inicial do Mandado de Segurança. Razões do agravante às fls. 539-561. Instrumento procuratório à fl. 562-567. Mantida a decisão agravada consoante despacho de fl. 570. O digno Ministério Público do Trabalho, em parecer da lavra do ilustre Procurador Djailson Martins Rocha, oficia pelo conhecimento e desprovimento do agravo. É o Relatório. 2.FUNDAMENTAÇÃO 2.1CONHECIMENTO O Tribunal Pleno, entendendo presentes os pressupostos de admissibilidade, conheceu do Agravo regimental. 2.2MÉRITO O Tribunal, manteve a decisão agravada que indeferiu a petição inicial do Mandado de Segurança por incabível, por seus próprios fundamentos, in verbis: “Tratam os autos de Mandado de Segurança impetrado por PETROBRÁS DISTRIBUIDORA S.A, contra a r. decisão proferida pelo MM. Juiz do Trabalho em exercício na 11ª Vara do Trabalho de Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

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Com efeito, a questão veiculada na presente ação, no meu entender, não é apropriada à estreita via do mandado de segurança. Uma vez ciente da fase processual que se encontrava a reclamação trabalhista subjacente, incumbia à impetrante interpor recurso ordinário e, nele, suscitar a nulidade processual veiculada no writ, a fim de defender a tempestividade da medida. Ainda que a subida do remédio processual supra mencionado encontrasse resistência na instância inferior, não é demais lembrar, que a decisão que nega seguimento a recurso ordinário enseja para o recorrente a possibilidade de manejo do recurso de agravo de instrumento, assegurando ao recorrente o acesso ao segundo grau de jurisdição. Assim, na hipótese vertente, o que se verifica é que a impetrante, a pretexto de salvaguardar direito liquido e certo, utiliza o mandando de segurança como sucedâneo de recurso, o que não é possível, segundo o entendimento sedimentado na Orientação Jurisprudencial nº 92, do E. TST, verbis: 92. MANDADO DE SEGURANÇA. EXISTÊNCIA DE RECURSO PRÓPRIO(inserida em 27.05.2002) Não cabe mandado de segurança contra decisão judicial passível de reforma mediante recurso próprio, ainda que com efeito diferido. Nesse mesmo sentido já decidiu o E. TST, verbis: RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. REABERTURA DE PRAZO RECURSAL. NÃO CABIMENTO. NÃO PROVIMENTO. A alegação da Impetrante é que fora impedida de ter acesso aos autos quando ainda em curso o prazo para a apresentação de Recurso Ordinário. Ora, tal celeuma é mesmo imprópria à via do Mandado de Segurança. Competia à Impetrante, logo que tomou ciência do ato, interpor recurso ao TRT de origem, demonstrando, via preliminar de nulidade, o prejuízo sofrido, independente do estado em que se encontra o processo (teoria das nulidades), na forma dos arts. 795 e 896 da CLT e 245 do CPC. Eventual não conhecimento do recurso por parte do Juiz, a pretexto de extemporâneo, remeteria esta discussão ao Agravo de Instrumento (interposto pela Impetrante, inclusive). Assim, o cabimento de Recurso próprio afasta a possibilidade de discussão da matéria por meio de Mandado de Segurança, nos termos da Orientação Jurisprudencial n.º 92 da SBDI-2. Precedentes. Recurso Ordinário desprovido. (RO - 455-40.2011.5.15.0000 , Relatora Ministra: Maria de Assis Calsing, Data de Julgamento: 24/04/2012, Subseção II Especializada em Dissídios Individuais, Data de Publicação: 27/04/2012) Destarte, impõe-se, de plano, o indeferimento da inicial, com extinção do feito, sem resolução meritória, a teor do art. 10, da Lei 12.016/2009. A inicial será desde logo indeferida, por decisão motivada, quando não for o caso de mandado de segurança ou lhe faltar algum dos requisitos legais ou quando decorrido o prazo legal para a impetração.(destaquei) Ante o exposto, indefiro a inicial e declaro extinto o feito, sem resolução de mérito. Custas pela Impetrante, no valor de R$20,00 (vinte reais), calculadas sobre R$1.000,00 (mil reais), valor dado à causa. Dê-se ciência. Vitória-ES, 17 de julho de 2013.” 3 CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados do Egrégio Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região, por unanimidade, conhecer do agravo e, Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

no mérito, negar o provimento. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 18 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente), Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi, Desembargadora Claudia Cardoso de Souza, Desembargador Carlos Henrique Bezerra Leite, Desembargador Jailson Pereira da Silva, Desembargador Lino Faria Petelinkar, Desembargadora Carmen Vilma Garisto e Juíza Sônia das Dores Dionísio. Procurador: João Hilário Valentin. DESEMBARGADORA CARMEN VILMA GARISTO Relatora

Acórdão
Processo Nº MS-53300-58.2012.5.17.0000
Processo Nº MS-53300/2012-000-17-00.0

Impetrante Advogado Impetrado

LIRIO DOS VALES TRANSPORTES E FRETAMENTO LTDA - ME Flávio Augusto Cruz Nogueira(OAB: 004791 ES) JUIZ TITULAR DA 3ª VARA DO TRABALHO DE VITORIA - ES

ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0053300-58.2012.5.17.0000 MANDADO DE SEGURANÇA Impetrante: LIRIO DOS VALES TRANSPORTES E FRETAMENTO LTDA - ME Impetrado: JUIZ TITULAR DA 3ª VARA DO TRABALHO DE VITORIA - ES Litisconsorte: GILSON CAMPOS Origem: TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO - ES Relatora: DESEMBARGADORA CARMEN VILMA GARISTO MANDADO DE SEGURANÇA. ANTECIPAÇÃO DE TUTELA. SUPERVENIENCIA DA SENTENÇA. PERDA DE OBJETO. Proferida sentença nos autos da ação originária, incide na hipótese o entendimento consubstanciado no item III, da Súmula 414, do E. TST. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de MANDADO DE SEGURANÇA, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO LIRIO DOS VALES TRANSPORTES E FRETAMENTO LTDA – ME impetra mandado de segurança contra o indeferimento de pedido de antecipação da tutela formulado em ação revisional, na qual o impetrante pretendia a suspensão da execução do título executivo judicial revisando. Entendendo presentes o fumus boni iuris e o periculum in mora, requer, liminarmente, a suspensão da decisão hostilizada, que indeferiu o pedido de tutela antecipada nos autos da RT nº 0039700 -34.2007.5.17.0003, até o julgamento final de ação revisional. Em caráter definitivo, pede a procedência do writ, com a confirmação da liminar. Pedido liminar indeferido, consoante decisão das folhas 264-265. Informações prestadas pela digna autoridade apontada como coatora à fl. 269. Embora devidamente notificado (edital das fl. 280), o litisconsorte não apresentou manifestação. Parecer ministerial às fls. 320-321, oficiando pelo prosseguimento do feito. É o relatório. FUNDAMENTAÇÃO 2.1.ADMISSIBILIDADE Presentes os requisitos processuais de sua interposição, admito o

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mandado de segurança. 2.2.PERDA DE OBJETO. FALTA DE INTERESSE DE AGIR. Em pesquisa junto ao Sistema de Acompanhamento Processual deste Regional, constata-se que foi proferida sentença nos autos da ação revisional em 22/08/2013. Como se vê, há carência de ação por perda superveniente de interesse de agir. Com efeito, considerando que a tutela pretendida pela impetrante era a antecipação da tutela invocada nos autos da ação revisional supra referenciada, proferida sentença, tem-se que houve perda superveniente do interesse de agir. O Código Processual pátrio determina, em seu art. 3º, que "para propor ou contestar ação é necessário ter interesse e legitimidade". Com efeito, a noção mais assentada a propósito desta condição da ação, é a de que, da necessidade do provimento jurisdicional para evitar-se um dano é que surge o interesse de agir. Vale dizer, o interesse processual consiste na necessidade e utilidade do provimento jurisdicional, ou seja, na indispensabilidade de intervenção do Poder Judiciário para que a parte não sofra um dano, vinculado à existência de uma lide com a outra parte. Segundo Alexandre Freitas Câmara (Lições de Direito Processual Civil, vol. I, 20ª ed., Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2010, pág. 127), “pode-se definir o interesse de agir como a utilidade do provimento jurisdicional pretendido pelo demandante”. Assim, proferida a sentença, incide na hipótese o entendimento consubstanciado no item III, da Súmula 414, do E. TST: MANDADO DE SEGURANÇA. ANTECIPAÇÃO DE TUTELA (OU LIMINAR) CONCEDIDA ANTES OU NA SENTENÇA I - A antecipação da tutela concedida na sentença não comporta impugnação pela via do mandado de segurança, por ser impugnável mediante recurso ordinário. A ação cautelar é o meio próprio para se obter efeito suspensivo a recurso. (ex-OJ nº 51 da SBDI-2 inserida em 20.09.2000) II - No caso da tutela antecipada (ou liminar) ser concedida antes da sentença, cabe a impetração do mandado de segurança, em face da inexistência de recurso próprio. (ex-OJs nºs 50 e 58 da SBDI-2 inseridas em 20.09.2000) III - A superveniência da sentença, nos autos originários, faz perder o objeto do mandado de segurança que impugnava a concessão da tutela antecipada (ou liminar). (ex-Ojs da SBDI-2 nºs 86 - inserida em 13.03.2002 - e 139 - DJ 04.05.2004) Destarte, ante a perda de objeto, extingue-se o feito, sem julgamento do mérito, na forma do disposto no art. 267, VI do CPC. Custas de R$ 20,00 (vinte reais), pela União, calculadas sobre o valor dado à causa, de R$ 1.000,00 (mil reais), das quais está isenta. 3.CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados do Egrégio Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região, por unanimidade, extinguir o feito sem julgamento do mérito, na forma do disposto no art. 267, VI do CPC. Custas de R$ 20,00 (vinte reais), pela União, calculadas sobre o valor dado à causa, de R$ 1.000,00 (mil reais), das quais está isenta. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 18 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente), Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi, Desembargadora Claudia Cardoso de Souza, Desembargador Carlos Henrique Bezerra Leite, Desembargador Jailson Pereira da Silva, Desembargador Lino Faria Petelinkar, Desembargadora Carmen Vilma Garisto e Juíza Sônia das Dores Dionísio. Procurador: João Hilário Valentin. DESEMBARGADORA CARMEN VILMA GARISTO Relatora Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

Edital Edital
Processo Nº MS-20400-85.2013.5.17.0000
Processo Nº MS-204/2013-000-17-00.0

IMPTE : ADVOGADO(A) IMPDO :

LIT :

VANAMA TRANSPORTES EIRELI ME Alexandre Abel Xavier Aragão(OAB: 011315 ES) JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO 13ª VARA DO TRABALHO DE VITORIA - ES RODRIGO SUELA

- Decisão da folha 47: "Vistos, etc. Vindo os autos para apreciação, verifico que há perda superveniente do objeto da presente demanda, o que acarreta na falta de interesse no prosseguimento do feito, porquanto, conforme informações da Impetrante (fl. 46) já foi realizado o depósito dos honorários periciais prévios. Ademais, a própria Impetrante pugna, na manifestação de fl. 46, pelo arquivamento da ação. Pelo exposto, extingo o processo sem julgamento do mérito, por falta de interesse no prosseguimento da demanda, com fulcro no inciso VI do artigo 267 do CPC. Sem custas. Intimem-se as partes. Publique-se. Vitória, 19 de setembro de 2013. Desembargadora Ana Paula Tauceda Branco Relatora".

Edital
Processo Nº MS-33900-24.2013.5.17.0000
Processo Nº MS-339/2013-000-17-00.6

IMPTE :

ADVOGADO(A) IMPDO :

LIT :

SIND DOS EMP EM ESTABELECIMENTOS BANCARIOS NO ES DO ESP SANTO ROGERIO FERREIRA BORGES(OAB: 017590 ES) JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO 14ª VARA DO TRABALHO DE VITORIA - ES BANESTES SA BANCO DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO

- Decisão das folhas 662/663: "Trata-se de Mandado de Segurança impetrado por SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS NO ESTADO DO ESTPÍRITO SANTO, contra ato jurisdicional praticado pelo Juízo da MM.ª 14.ª Vara do Trabalho de Vitória/ES, que, nos autos da Ação Coletiva n.º 0024400-86.2013.5.17.0014, teria determinado que as partes depositassem - inclusive o impetrante - a importância de R$ 6.000,00 (seis mil reais) a título de honorários periciais prévios, sob pena de bloqueio de valores via BacenJud. Argumenta que a perícia foi requerida pelo banco réu, e que muito embora tenha interposto embargos declaratórios, a autoridade coatora preferiu manter a decisão impugnada. Sustenta que a ordem atacada é ilegal e abusiva e viola o artigo 333 do CPC, cuja interpretação enseja a conclusão de que a distribuição do ônus da prova assegura à parte o direito de não se onerar com prova alheia. Afirma, ainda, que a cominação de imposição de penhora via BacenJud implica em verdadeira "execução de honorários periciais prévios", sendo, portanto, incabível e ilegal. Sustenta, finalmente, ser uma entidade sem fins lucrativos e que, decisões dessa natureza, se mantidas, acabarão por gerar sua absoluta inviabilidade financeira de assistência e que não possui condições de arcar com honorários de tão elevada monta, sobretudo porque atua em milhares de processos prestando assistência judiciária. Por reputar presentes os requisitos essenciais à concessão liminar da segurança pleiteada - mormente porque a realização da penhora via BacenJud pode ser realizada a qualquer momento - postula seja deferida a imediata cassação da ordem proferida, e que seja determinado que o depósito de honorários periciais prévios seja de

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responsabilidade exclusiva de quem requereu a prova pericial, in casu, o litisconsorte - BANESTES S/A.. À análise. Encontram-se preenchidos os requisitos dos artigos 282 e 283 do Código de Processo Civil, bem como o requisito do artigo 6.º da Lei n.º 12.016/09. Não obstante os respeitáveis entendimentos em sentido contrário, depreendo que os encargos financeiros das despesas do processo constituem matéria que dispõe de regras específicas no ordenamento jurídico. E, nesse aspecto, infiro que a responsabilidade pelo depósito prévio dos honorários periciais é da parte que requer o exame, a quem incumbe o ônus da prova, conforme preceituam os artigos 19, 33 e 331 do Código de Processo Civil e 818 da Consolidação das Leis do Trabalho - no caso, o reclamado. Neste sentido, a jurisprudência ora transcrita: EXAMES PERICIAIS - Não cabe o ônus da prova pericial à impetrante, pois a argüição de insalubridade partiu do autor. Interpretação sistemática do art. 818, com o art. 195, § 2º, todos da CLT e 19, § 2º do CPC. Mandado de segurança procedente. (TRT 11ª R. - MS 0104/2001 - (765/2002) - Rel. Juiz Othílio Francisco Tino - J. 07.02.2002) Ainda que assim não fosse, impõe-se observar que, in casu, não há sequer título executivo que justifique o meio coercitivo utilizado pela autoridade dita coatora, revelando-se incabível o bloqueio on line, sob pena de ofensa ao devido processo legal (art. 5.º, LIV, CRFB). Por tais fundamentos, concluo, em juízo sumário, que o ato dito coator padece de ilegalidade e, à primeira vista, considero relevantes os fundamentos afirmados, razão pela qual concedo a liminar, em conformidade com o artigo 7º, inciso III da Lei 12.016/09, para revogar a ordem de bloqueio. Dê-se ciência, com urgência - via correio eletrônico - à autoridade coatora, para que se abstenha de efetuar a noticiada constrição via BacenJud e para que para que preste as informações necessárias, no prazo de 10 (dez) dias, ex vi legis do disposto no art. 7º, I, da Lei n.º 12.016/09, dando-lhe ciência do inteiro teor desta decisão. Dê-se ciência à Impetrante, via correio eletrônico, do conteúdo desta decisão e para que traga mais uma via da inicial, para intimação do litisconsorte, em 48 horas, sob pena de extinção. Após, notifique-se o TERCEIRO INTERESSADO para integrar a presente lide na qualidade de litisconsorte necessário, apresentando defesa, se desejar. Finalmente, ao Ministério Público do Trabalho. Vitória/ES, 18 de setembro de 2013. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora".

Edital
Processo Nº MS-34000-76.2013.5.17.0000
Processo Nº MS-340/2013-000-17-00.0

IMPTE : ADVOGADO(A) IMPDO : LIT :

VALE S.A. Rodolfo Gomes Amadeo(OAB: 012493 ES) JUIZ TITULAR DA 3ª VARA DO TRABALHO DE VITORIA - ES WALLACE EVANGELISTA DOS SANTOS

- DECISÃO DE FLS. 147/149: Trata-se de Mandado de Segurança impetrado por VALE S.A., com pedido de liminar inaudita altera pars, contra ato judicial exarado pelo Exmº. Juiz do Trabalho da 3ª Vara do Trabalho de Vitória/ES que, nos autos da RT n. 011620068.2012.5.17.0003, em que são partes o impetrante e o litisconsorte, determinou (fls. 143), em sede de tutela antecipada, a reintegração do reclamante, sob pena de multa diária de R$ 2.000,00. A autora requer, em suma, entendendo presentes o fumus boni iuris e o periculum in mora, a concessão da liminar inaudita altera pars, para suspender os efeitos do ato judicial impugnado. Ressalta, para efeitos de comprovação do fumus boni iuris, que: 1)

não há, nos autos, qualquer prova a determinar que a dispensa do empregado possa ser classificada como abusiva; 2) o empregado encontra-se apto para o labor; 3) detém o direito de não ser submetida à antecipação de tutela quando ausentes os requisitos legais permissivos de sua concessão, especialmente quando a decisão tem natureza satisfativa, esvaziando o provimento final a ser proferido em sentença. Invoca, ainda, o art. 5º, II, CF. Destaca, como fundamento a ensejar o periculum in mora, o fato de que: 1) a decisão atacada tornará inútil a decisão a ser proferida; 2) o dano é grave, porque implica na percepção de vantagens ou direitos indevidos, pois difícil reaver o que foi pago; 3) não há suporte legal para a antecipação, ante a ausência de previsão no art. 659, CLT. Passo a decidir. A r. decisão impetrada determinou a reintegração do trabalhador, com os seguintes fundamentos, in verbis: Pressionado diuturnamente pelo enredo social, comovido pelo depoimento do autor, além do depoimento da presposta que deixou claro que a empresa tem programa definido para recuperação de empregados com problemas de drogas e álcool, entendo que, como todo ser humano, o reclamante merece mais uma chance. É de bom senso que a empresa ofereça também tal oportunidade, lembrando que hoje em dia a propriedade também é obrigada, ou seja, a propriedade também tem função social. Ademais, trata-se de uma das mairoes mineradoras do mundo e além de disso, repito, tem programa para tal fim. Da leitura da referida decisão denota-se que a d. autoridade impetrada não deferiu o pedido de antecipação da tutela, requerido em reconvenção apresentada pelo empregado, interessado nessa ação mandamental, pelo fato de o trabalhador encontrar-se apto ou não para o trabalho, estável ou não no emprego, pela caracterização ou não do abuso de direito ao demitir o trabalhador, mas em razão da condição de degradação humana em que se encontra o litisconsorte, pois, inequivocamente, é dependente químico (ver documentos de fls. 70, 117 e 130), fazendo uso de drogas psicoativas (crack e cocaína), necessitando de tratamento para retomar sua vida e cidadania, sendo certo que, conforme admitido pelo preposta da ora impetrante (depoimento de fls. 143), esta possui "serviço de integração das pessoas com problemas tanto de drogas quanto de álcool". Ora, não há dúvida de que o empregador que se propõe a estabelecer um programa de recuperação de dependência, por certo busca, não só recuperar a força produtiva de seus empregados, como também atender ao princípio da função socioambiental da empresa, que, sabidamente, possui densidade constitucional (art. 170, III, da CF). Assim, a efetivação de tal princípio constitucional, norteador da ordem econômica em nosso ordenamento jurídico, somente ocorrerá se o trabalhador tiver acesso ao serviço de recuperação de dependência oferecido pelo empregador, sob pena de torná-lo mera retórica, sem qualquer efetividade concreta. Por isso, a decisão hostilizada se funda na efetivação do próprio serviço de integração oferecido pela empresa e na sua função social, não havendo, pelo menos em sede de análise perfunctória, falar em ilegalidade do ato impugnado. Pontua-se que, diferentemente da medida cautelar, que visa garantir o resultado eficaz do provimento jurisdicional final a ser proferido, a antecipação de tutela, não limitada às hipóteses do art. 659 da CLT, possui, indiscutivelmente, natureza satisfativa, pois destina-se, quando presente os requisitos legais, como no particular, a possibilitar a fruição do próprio bem da vida em discussão, o que, a meu ver, não tornará inútil a prolação da sentença, que poderá ou não confirmar o tutela antecipada. No mesmo sentido, não há falar em irreparabilidade do dano, pois a probabilidade de recuperação do empregado, por si só, já contemplará os custos e benefícios visualizados pela empresa impetrante. Vale dizer, se a empresa oferece um programa de alta

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6º Os honorários periciais serão suportados pela parte sucumbente na pretensão objeto da perícia. para a cassação da "decisão que determinou antecipação de honorários periciais. sobre o teor do presente mandamus. enviando-lhe. à digna autoridade impetrada para prestar as informações que achar necessárias. decisão de primeiro grau.Dê-se ciência à Advocacia Geral da União. econômica ou não. o sujeito seria incapaz de obter o bem desejado. Pede a Impetrante seja concedida a segurança. Em face de todo o exposto: 1. determinando-se o Juízo impetrado que seja feita a perícia independentemente do depósito". Alega a Impetrante que o ato do Juízo é ilegal.2013. 20) (grifos nossos) IMPTE : ADVOGADO(A) IMPDO : LIT : JUIZ DE FORA-EMPRESA DE VIGILANCIA LTDA PAULA ECHAMENDE LINDOSO BAUMANN(OAB: 019273 ES) JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO 13ª VARA DO TRABALHO DE VITORIA . se manifestar. DO CABIMENTO Sabe-se que entre os princípios mais importantes que norteiam o processo do trabalho estão a celeridade e a concentração dos atos processuais. cabendo à parte registrar protesto (o agravo retido do cível) para eventual reforma da decisão no momento adequado.ES WEDERSON GOMES DE ANDRADE . em sede de cognição perfunctória. não vislumbro ilegalidade ou abuso de poder na r. salvo se esta for beneficiária da justiça gratuita". na exata medida em que o recurso descrito sistematicamente cabível tiver condições de tutelar eficaz e prontamente o direito do recorrente. 2." (DINAMARCO.31/32 É o essencial a relatar. nos termos do art." Entendo não ser possível a impetração de mandado de segurança para a hipótese sob exame.TST. Entender diferente é alterar o modelo processual trabalhista. Não há necessidade . 5.17. art. ou criar exceção de forma casuística. 23 de Setembro de 2013 12 relevância social como o que ora se examina. artigo 6º e parágrafo único. nos termos do artigo 790.17. ora Impetrante. conforme previsão da Orientação Jurisprudencial nº 387 da SDI-I do C. no decêndio legal. com a recuperação de trabalhador acometido de uma doença social. Vol II . vista ao ilustrado Ministério Público do Trabalho. sob pena de confissão. o que infelizmente vem acontecendo em algumas decisões do gênero. querendo.São Paulo : Malheiros. ainda que a prova tenha sido requerida pela própria reclamada. Nesse contexto. conforme registro na cópia da ata de fls.2013.Cumprido o item anterior. consistente na determinação exarada pelo Magistrado em audiência realizada nos autos da Reclamação Trabalhista 0111400-30. "pois na Justiça do Trabalho os honorários periciais são pagos somente ao final da ação. razão porque é vedada a recorribilidade das decisões judiciais na fase de conhecimento.INDEFIRO a liminar requerida.5. oficie-se.00 (setecentos e cinqüenta reais). Parágrafo único. da CLT. Destaca a Impetrante que "o ato impugnado por este mandado de segurança versa exatamente sobre relação de emprego". exigir Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . 18 de setembro de 2013. A Nova Lei de Mandado de Segurança São Paulo : Saraiva. 769). No caso dos autos. Portanto. Juízo da 13ª Vara do Trabalho de Vitória. verbis: Art. Cândido Rangel. em face de ato jurisdicional praticado pelo MMº. a Impetrante pretende que seja cassada a determinação do Juízo da MMª 13ª Vara do Trabalho de Vitória para que procedesse com o depósito de honorários periciais prévios. em relação à perícia. como indicadores da presença deles: a necessidade da realização do processo e a adequação do provimento jurisdicional postulado. para a realização de perícia. Segundo o professor Dinamarco: "Existem dois fatores sistemáticos muito úteis para a aferição do interesse de agir. da qual a empresa também faz parte. sem o processo e sem o exercício da jurisdição.31/32. alínea b. sentença de mérito que julgar procedente o pedido por falta de prova técnica. ingressar no feito. para que. carece a Impetrante de interesse processual . da Lei n. 23. 2009 p. presumindo-se verdadeiros os fatos narrados pelo reclamante na inicial. após. TST. não cabe o mandado de segurança. ora impugnada. p. em momento próprio.interesse jurídico . CARLOS HENRIQUE BEZERRA LEITE Desembargador do Trabalho Relator. "quando se decide qual a parte sucumbente no objeto da perícia (artigo 790B da CLT). entendendo "não ser possível a exigência de depósito prévio dos honorários periciais". como também de toda a sociedade. ainda que à parte seja imposto ônus processual. para. cuja superação é dever não apenas responsabilidade do Estado. em sede de cognição primária..na impetração. pela parte sucumbente. conforme cópia da ata a fls. salvo se beneficiária da justiça gratuita.9 depósito prévio dos honorários.Após. albergada nos arts. no sentido de que a reclamada. 4. manejando o recurso adequado. efetuasse o depósito dos honorários periciais prévios no valor de R$ 750. "sob pena de não o fazendo. 7º.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. no prazo de quinze dias.Ciência à impetrante. 12. nos termos da Instrução Normativa nº 27 do C. de imediato. à luz da verossimilhança das alegações do reclamante e dos documentos colacionados aos autos da ação originária. Cássio Scarpinela. Instituições de Direito Processual. cite-se o litisconsorte. Vitória/ES. Trata-se de Mandado de Segurança impetrado por Juiz de Fora Empresa de Vigilância Ltda. hipótese em que o pagamento dos honorários periciais será de responsabilidade da União. querendo. Portanto qualquer ilegalidade praticada pelo Juiz só pode ser contornada no recurso final.para o manejo do presente mandamus. no tocante ao objeto da perícia". no prazo de 10 (dez) dias.Ciência do despacho de fls. 45/46:"Vistos etc. Só há interesse-necessidade quando.0013. parece-me lógico que ela desfrutará de alguma vantagem. ao argumento de que na Justiça do Trabalho os honorários periciais são pagos somente ao final com a prolação da sentença. 2009. II." (BUENO. inclusive liminarmente. cuja inobservância pode lhe resultar prejuízo. ora Impetrante. porquanto prolatada. aplicar-se a confissão. 3. É de se registrar que a perícia foi requerida pela reclamada. contribuindo para o desencontro científico do trato da matéria. implicitamente. ressalvadas as lides decorrentes da relação de emprego. no endereço de fl. Edital Processo Nº MS-34400-90.0000 Processo Nº MS-344/2013-000-17-00.5. e. 311) (grifos nossos) Nas palavras do professor Cássio Scarpinela Bueno: "Cabíveis os recursos indicados no sistema processual e desde que a ilegalidade ou a abusividade que fundamenta sua interposição não tenha aptidão para produzir qualquer efeito imediato em prejuízo do recorrente.016/09. considerando que a parte poderá se insurgir contra as decisões proferidas durante a instrução processual. cópia da inicial sem documentos. qual seja. 273 e 461 do CPC aplicado subsidiariamente ao processo do trabalho (CLT. Faculta-se ao juiz.na modalidade necessidade .

Em 19 de setembro de 2013. que descaracteriza o interesse processual que condiciona o feito. os quais visam. sem resolução do mérito. Portanto. Acresce-se que carece de razão a alegação de cerceio de defesa e de negativa ao processo legal aviltadas pelo reclamado embargante. bem como visando ao prequestionamento da matéria. INDEFIRO a petição inicial e julgo EXTINTO O PROCESSO. acórdão de fls. pois cuidam de inovação em sede de embargos de declaração. 3. também o é que pode ser confirmada. eis que já vinculado ao plano empresarial da AMIL”. 245/255) opostos pelo segundo reclamado em face do v.2. tão-somente. sequer devem ser apreciados. caso dos autos. cominar à embargante multa de 1% sobre o valor da condenação.0000 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: BRADESCO SAÚDE S/A Embargados: O V. nos termos dos artigos 897-A da CLT e 535 do CPC. a par de lhes negar provimento. por unanimidade. Custas de R$ 10. sua intenção de procrastinar o feito e retardar a marcha processual ao opor os presentes embargos de maneira infundada em relação às suas hipóteses de cabimento. ora embargado.TRT 17ª.4 Embargante Advogado Embargado Advogado Plurima Réu Advogado BRADESCO SAÚDE S/A Bianca Vallory Limonge Ramos(OAB: 007785 ES) ADILSON ANDRADE DE MORAES Esdras Elioenai Pedro Pires(OAB: 014613 ES) PARANAPANEMA S/A Rodolfo Gomes Amadeo(OAB: 012493 ES) ACÓRDÃO .0000 Processo Nº ED-5600/2013-000-17-00. multa de 1% sobre o valor da condenação Vistos. trazidas oportunamente aos autos. 241/243 . igualmente.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Repete o embargante todas as alegações dos primeiros embargos. negar-lhes provimento. conhecer dos embargos declaratórios e. dispensada. a sanar eventuais vícios constantes no julgado. em 01/02/2013. sendo partes as acima citadas.17. Inicialmente. Portanto não há de se falar em contradição. aduz que o próprio reclamante emitiu declaração atestando que “não desejava se vincular a plano oferecido pela BRADESCO SEGUROS. Com efeito. Repito. Desembargador JAILSON PEREIRA DA SILVA Relator SECRETARIA DA 1ª TURMA Acórdão Acórdão Processo Nº ED-5600-52. apenas reputou que tal fato compete ao juízo pelo qual tramita a ação principal. importante repisar que o objeto da ação cautelar. ACÓRDÃO DE FLS.1. é tão-somente imprimir efeito suspensivo ao recurso ordinário ajuizado pelo reclamante.5. firmou seu entendimento baseado nas informações e documentos. FUNDAMENTAÇÃO 2. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . sobre o valor dado à causa. A injustificada beligerância processual da embargante revela. tampouco em matéria não prequestionada.2013. Por outro lado. No tocante à omissão. 2. argui que o julgado olvidou-se de apreciar a declaração emitida pelo próprio reclamante que externava seu desinteresse em manter-se filiado ao plano ofertado pelo embargante. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). no mérito. cuja natureza é meramente instrumental. o que não é permitido. Pelo exposto. não há que se falar em vícios no julgado. 23 de Setembro de 2013 13 Assim. diante do indubitável caráter protelatório dos embargos. 241/243. REGIÃO . Ademais. CONHECIMENTO Conheço dos embargos. haja vista que o magistrado.2013. embora o documento supramencionado possua data posterior à apresentação da contestação. pela Impetrante. primeira reclamada. MÉRITO Aduz a embargante que o acórdão embargado foi contraditório e omisso quanto ao fato de que a Apólice de Seguro-Saúde.17.TRT 17ª Região . o que torna sem substrato fático o acautelamento deferido na ação inominada ajuizada. Pelo contrário. Intime-se. valendo-se de sua persuasão racional.016/09. comino à embargante multa de 1% sobre o valor da condenação. portanto. de todas as partes. indiscutivelmente. Assim. a qual vinculava as reclamadas. Outrossim. com base no art.0005600-52.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA EMBARGOS DECLARATÓRIOS conhecidos e não providos. a questão foge dos limites de cabimento dos embargos de declaração. 242): “Quanto à segunda alegação e ao documento juntado. Assim.5. como alegado pela parte. não se pode reputar omisso o acórdão. porque presentes os pressupostos legais de admissibilidade. este.ADILSON ANDRADE DE MORAES PARANAPANEMA S/A Origem: TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO . Este Tribunal não se furtou de apreciar a questão do cancelamento da apólice. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de AÇÃO CAUTELAR. não há omissão no julgado. 10 da Lei 12. 2.64 (dez reais e sessenta e quatro centavos). tendo em vista a impossibilidade lógica de a Turma se pronunciar acerca de fundamentos e documentos não trazidos aos autos antes do julgamento. os fundamentos já externados no acórdão respectivo (fl. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. foi cancelada a pedido da própria estipulante. Fato. apontando vícios no julgado. Pois bem. o documento protocolado em conjunto com os declaratórios não foi juntado na ocasião da interposição da contestação. se é verdade que cautelar pode ser revogada. RELATÓRIO Trata-se de embargos de embargos de declaração (fls. Diante do indubitável caráter protelatório dos embargos. Pelo caráter protelatório. o que se infere é que o reclamado renova nesses embargos as mesmas razões despendidas no recurso anterior.

ainda. FUNDAMENTAÇÃO 2. Pois bem. Em relação aos domingos e feriados foi adotada expressamente a tese de que a escala 12x36 compensa o domingo trabalho e. O acórdão foi claro quanto a existência de prova de quitação do intervalo intrajornada e ausência de indicação. conhecer de ambos os embargos declaratórios e. 71§4º da CLT e a Súmula 437 do TST. 2. Não contradição a ser sanada.2 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DO RECLAMANTE O autor embarga de declaração requerendo manifestação deste Regional quanto a violação ao art.CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. Nego provimento. RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos pelas partes em face do v. quando a decisão recorrida adotar tese explícita sobre a matéria.3 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DA RECLAMADA A reclamada alega contradição no tocante a integração do tíquete alimentação aduzindo que embora não tenha.5. Quanto aos minutos anteriores à jornada.2013. 3. Elenca enumeros dispositivos legais que entende terem sido violados pelo v. ACÓRDÃO DE FLS. E por se tratar de integração de verba ao salário do autor não há compensação a ser autorizada. labor aos domingos.1 CONHECIMENTO Conheço dos embargos de declaração eis que ambos são tempestivos e encontram-se regulares as representações. acórdão em especial os que tratam das matérias relativas minutos anteriores a jornada contratual nas escalas extras. negar-lhes provimento. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-7600-56.17.5. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. 23 de Setembro de 2013 14 Convocada Sônia das Dores Dionísio. REGIÃO .17. Vistos. da existência de diferença a seu favor. por fim.0008 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: ESTADO DO ESPIRITO SANTO Recorridos: .TRT 17ª Região . Nego provimento. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-7900-60. 2. demonstra a natureza indenizatória da parcela. João Hilário Valentim. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. a Turma Julgadora entendeu que a presunção relativa de veracidade da alegação inicial. juntado prova de inscrição no PAT.0007900-60. deve-se observar que o magistrado não tem o dever de rebater um a um os dispositivos legais invocados pelas partes.0001 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargantes: GIL ROSSINI VITORIA CJF DE VIGILANCIA LTDA Embargados: O V. quanto aos feriados. decorrente do fato da reclamada ter juntado cartões de ponto Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 britânicos. Procurador do Trabalho: Dr. sendo partes as acima citadas.5.17.0 Embargante Advogado Embargado Plurima Autor Advogado Plurima Réu GIL ROSSINI VITORIA Flavio de Assis Nicchio(OAB: 016179 ES) CJF DE VIGILANCIA LTDA CJF DE VIGILANCIA LTDA Orcy Pimenta Rocio(OAB: 009989 ES) GIL ROSSINI VITORIA ACÓRDÃO .0008 Processo Nº RO-7900/2013-008-17-00.TRT 17ª Região . segundo a Orientação Jurisprudencial nº 118 da SDI-I e Enunciado nº 297 do Colendo Tribunal Superior do Trabalho. ainda que não tenham sido citados os dispositivos de lei que o recorrente.17. por parte do reclamante.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DAS PARTES conhecidos e não providos ante a inexistência de vício no julgado. no mérito. foi elidida pela prova testemunhal que afirmou que a única tarefa desempenhada era de averiguação das condições de luz. horas extras posteriores a 8ª e a 10ª diária. ora embargante. João Hilário Valentim. O acórdão foi claro quanto ao entendimento adotado de que somente nos casos em que a empresa comprovar sua filiação ao PAT é que se pode imprimir ao auxílio-alimentação o caráter de verba indenizatória. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). é desnecessária a referência expressa aos dispositivos legais apontados pela parte para que se considere atendido o pressuposto do prequestionamento. concluindo que para executá-la o autor não consumia mais do que 10 minutos diários.CJF DE VIGILANCIA LTDA GIL ROSSINI VITORIA Origem: 1ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . que há omissão em relação ao pedido de compensação. diminuição da hora noturna e adicional noturno na prorrogação da jornada e. Diz. Diz que não está vinculado às CCTs juntadas pela ré e que o pagamento mencionado no acórdão só quita as escalas normais. 260/265 .5. no seu entender.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. por unanimidade.0001 Processo Nº ED-7600/2012-001-17-00.2013. Procurador do Trabalho: Dr.0 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Réu ESTADO DO ESPIRITO SANTO Gustavo Sipolatti(OAB: 010589 ES) ALEXANDRE SOARES DE OLIVEIRA ODILIO GONCALVES DIAS NETO(OAB: 019519 ES) MASTER PETRO SERVICOS INDUSTRIAIS LTDA ACÓRDÃO . Ademais.2012. em relação aos honorários advocatícios.2012.0007600-56. juntou os contracheques do autor nos quais constam descontos no salário do autor a este título o que. não houve pedido na inicial. acórdão de fls. e que mesmo a previsão em norma coletiva não possui o condão de transmudar o caráter do auxílio-alimentação. afirmando que as provas não registram qualquer intervalo de descanso nas escalas extras. entendeu que foram violados. de fato. 260/265 alegando vício no julgado. Por fim.TRT 17ª.

RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo 2º reclamado em face da sentença de fls. representados pelo sindicato. não permite concluir. não apenas negou a prestação de serviços. tanto que juntou cópia do que pactuado (fls. o Juízo de Origem firmou a conclusão de que a reclamada. o aludido documento foi impugnado (fl. em Cariacica. segundo o entendimento do magistrado sentenciante.0008400-57. é que o ônus era do autor. 122 e seguintes. 105). A confissão ficta daí resultante. Vistos.TRT 17ª Região . que julgou parcialmente procedentes os pedidos formulados na inicial.5. a documentação de fls.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 417-419. 333. considero que a conclusão alcançada na Origem é inadequada ao caso e. todavia.17. num primeiro momento. não sendo o fato incontroverso. sendo partes as acima citadas. não se reconhece a responsabilidade subsidiária por ausência de prova quanto ao fato constitutivo do pedido.0010 Processo Nº ED-8400/2012-010-17-00.1 CONHECIMENTO Conheço do recurso do 2º reclamado. porém. 465-469. há que prevalecer a alegação da peça de ingresso.17. A 1ª reclamada. MASTER PETRO. no mérito. sendo declarada a sua revelia. afinal. Contraminuta. dar provimento ao apelo da reclamada para excluir a responsabilidade subsidiária do ente público. ÔNUS DO EMPREGADO. por si só. Nesse contexto. quedou-se inerte. Ressalto que o Estado do Espírito Santo não negou a celebração de contrato com a MASTER PETRO. mesmo diante da revelia da 1ª ré. Procurador do Trabalho: Dr. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 A reclamada. este é fato constitutivo do pedido. por exemplo. De fato. eis que presentes os pressupostos de admissibilidade. ônus que lhe cabia por força do artigo 333. em Cariacica. 105). Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente).17. Por todas essas razões. postularam o pagamento das verbas rescisórias junto a MASTER PETRO na reclamatória nº 000940095. 818 da CLT.0010 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: AMERICA GARCIA DA SILVA Embargado: . No rol apresentado não constou o nome do reclamante. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-8400-57. I do CPC c/c o art.98). 434-465.2 RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA A questão crucial à determinação da responsabilidade subsidiária do 2º reclamado exige. pois não necessariamente os vínculos de todos os trabalhadores se encerraram ao mesmo tempo. pois simples testemunha. em audiência.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DE ENTE PÚBLICO. cuidou de acostar aos autos a relação de empregados que trabalharam na SESA (secretaria de saúde) e que. É o relatório. João Hilário Valentim. ter comprovado que laborou nas dependências CRE metropolitano de Jardim América. cujo ônus da prova recai sobre o empregado. frise-se. às fls. dou provimento ao apelo para excluir a responsabilidade subsidiária do 2º reclamado. por unanimidade. não prejudica o 2º reclamado. 2. mas disso ele não se desincumbiu. fato específico que necessita também de prova específica. Mas isso não induz a presunção de veracidade das alegações da inicial. conhecer do recurso ordinário e. Esse é o objeto inicial do recurso do Estado do Espírito Santo. Diligente que foi.5. por outro lado. nos termos do art. I do CPC c/c o art.2012. pugnando pela exclusão da responsabilidade subsidiária do Estado do Espírito Santo. que o obreiro não prestou serviço ao Estado. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. que contestou a pretensão autoral de responsabilização subsidiária. às fls. a análise do fato constitutivo do pedido do autor. não se pode negar o reforço argumentativo que a prova documental representa à defesa do 2ª reclamado. concernente ao labor desempenhado no CRE metropolitano de Jardim América. NÃO COMPROVAÇÃO DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. Não o fazendo. que consentiu com o encerramento da instrução sem evidenciar a pertinência de suas alegações (fl. por isso. restando prejudicadas as demais matérias tratadas no recurso. com a devida vênia. FATO CONSTITUTIVO DO PEDIDO. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Foi justamente por isso que. “deveria ter trazido o rol de trabalhadores que lhe prestaram” (fl. O mais relevante. 107). 255-302). que o obreiro lhe tenha prestado serviço (fl. 122 e seguintes). poderia ter prestado as necessárias informações em juízo. Não obstante.2012. 417v). FUNDAMENTAÇÃO 2.0009 (vide documento de fls. Assim não procedeu o autor. A esse respeito. negando. concernente na alegação de que teria trabalhado no CRE metropolitano de Jardim América. como ex-colega de serviço. Não comprovando o empregado o efetivo labor para o ente público tomador de serviço. no entanto. E nem se fale que o empregado não tinha condições de produzir tal prova. oriunda da 8ª Vara do Trabalho de Vitória-ES.2012. pelo não provimento do recurso.5. 23 de Setembro de 2013 15 ALEXANDRE SOARES DE OLIVEIRA MASTER PETRO SERVICOS INDUSTRIAIS LTDA Origem: 8ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . À análise. em Cariacica. inclusive. com absoluta certeza. 818 da CLT. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. Razões recursais. por ter negado a prestação dos serviços do reclamante em suas dependências. deveria o autor.8 Embargante Advogado Embargado Advogado AMERICA GARCIA DA SILVA Maíra Dancos Barbosa Ribeiro(OAB: 010800 ES) FUNDACAO VALE DO RIO DOCE DE SEGURIDADE SOCIAL VALIA Sandoval Zigoni Junior(OAB: 004715 ES) PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO . regularmente citada por edital (fl. restando prejudicadas as demais matérias tratadas no recurso.

ponto a ponto. e tendo em vista o manifesto caráter protelatório dos Embargos. se os embargos confundem julgamento contrário ao seu interesse com omissão em julgar. acórdão é contraditório. não merecem ser providos.17. Se a parte pretende ter uma nova apreciação do mérito já decidido pelo acórdão de fls. complementada pela decisão de embargos de declaração de fls. em face do v. Basta que fundamente o entendimento adotado.0011 RECURSO ORDINÁRIO Recorrentes: BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONOMICO E SOCIAL . negar-lhes provimento e condenar a Embargante a pagar a multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa. na forma autorizada pelo art. uma vez que ficou comprovado que o percentual auferido pelo de cujus não se trata de ganho real e muito menos de antecipação. presumindo-se o não-acolhimento das teses divergentes. OMISSÃO – CONTRADIÇÃO . 520- .2013.05. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim. contradição ou obscuridade e revelam mero inconformismo da parte com o conteúdo meritório do acórdão. 481-490v) e pelo reclamante (fls. e não reprodução da lei. parágrafo único. art. (Recurso desprovido). 554/569 .BNDES AFEQUE SERVICOS DE VIGILANCIA LTDA . 496. XXXVI. 927 e 1090 do CC.PREQUESTIONAMENTO Aduz o embargante que deve ser registrado no v. a via escolhida é totalmente incompatível com tal objetivo. conhecer dos embargos declaratórios. além de objetivar o prequestionamento. o legislador ao editar a Carta de 1988 procurou conferir primazia à autocomposição dos dissídios. 7o da Constituição Federal. da CF e os artigos 186.BNDES RONILSO CRUZ PAULO VIDAL Recorridos: RONILSO CRUZ PAULO VIDAL BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONOMICO E SOCIAL . por unanimidade. o que não significa obrigação de reproduzir textos legais. o que evidentemente. Afirma. 538 do CPC. ACÓRDÃO DE FLS. 475-477. acórdão de fls.0011 Processo Nº RO-9200/2013-011-17-00. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). HORAS EXTRAS – PREVALÊNCIA DA CONVENÇÃO COLETIVA. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinários interpostos pelo segundo reclamado (fls. inclusive para forjar um necessário processo de amadurecimento das relações entre o capital e o trabalho. 47 do CDC.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Atendendo a esse imperativo. nego-lhes provimento e imponho a embargante multa de 1% sobre o valor da causa. sendo partes as acima citadas.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Ademais. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO.EPP Marcos Antonio Fonseca Medeiros(OAB: 069144 RJ) ACÓRDÃO . mas sim de índice proveniente de revisão da renda total da suplementação do falecido. CONHECIMENTO Conheço dos embargos. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora Acórdão Processo Nº RO-9200-48. está convalidado pelo inciso XXVI.5. do art.1 Recorrente Advogado Recorrido Plurima Autor Advogado Plurima Réu Plurima Réu Advogado BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONOMICO E SOCIAL . 554/569. FUNDAMENTAÇÃO 2. sendo partes as acima citadas. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. 500-517) em face da sentença de fls.2013. 554/569. firmar norma coletiva de trabalho pactuando jornada especial de 12x36. Basta uma leitura dos presentes embargos declaratórios para constatar que eles estão sendo utilizados com o único intuito de reapreciar matéria já devidamente rebatida. 884. em razão da tipicidade da função.BNDES Décio Freire(OAB: 012082 ES) RONILSO CRUZ PAULO VIDAL RONILSO CRUZ PAULO VIDAL José Alcides de Souza Junior(OAB: 013144 ES) BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONOMICO E SOCIAL .1. apontando a existência de omissão e contradição no julgado embargado. Vistos.0009200-48.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: JORNADA DE 12X36. que julgou procedente em parte o pedido.17. 538. porquanto se constitui em manifestação expressa da vontade dos interessados na solução dos seus próprios conflitos. O que se exige é adoção de tese. que o v. prequestiona a Súmula 321 do STJ. todos os argumentos e fatos abordados pelas partes.BNDES AFEQUE SERVICOS DE VIGILANCIA LTDA .TRT 17ª Região . Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. 5º.EPP Origem: 11ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . do CPC. pois presentes seus pressupostos de admissibilidade. não merecem ser providos.5. ainda. RELATÓRIO Trata-se de embargos declaratórios opostos pela Reclamante. 23 de Setembro de 2013 16 O V. art. Ora. Por fim. REGIÃO FUNDACAO VALE DO RIO DOCE DE SEGURIDADE SOCIAL VALIA Origem: 10ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . merece respeito. Contrarrazões apresentadas pelo segundo reclamado às fls. Se os embargos não demonstram a existência de omissão. impondo respeito aos acordos e convenções coletivas de trabalho. na forma autorizada pelo art. ante a total ausência dos vícios alegados.2010. Saliente-se.TRT 17ª. 3. que a Corte não está obrigada a apreciar. acórdão que recebia da Valia a pensão por morte desde 26. Vistos. devendo a parte manifestar sua irresignação por meio de recurso próprio. OJ 24 do TST. também. Não lhe assiste qualquer razão. CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. o prequestionamento a que se refere a Súmula 297 do TST só tem pertinência e cabimento quando o julgado não haja adotado fundamento explícito sobre o tema ou sobre a questão submetida. O só ato de o sindicato representante da categoria profissional. O respeito ao pactuado na negociação coletiva deve se tornar um primado dessa forma de autocomposição dos dissídios. Deste modo.

parágrafo 1º . se encontra convalidada pelo inciso XXVI. portanto. §2º. 59. FUNDAMENTAÇÃO 2. pois além de a redução ficta prevista no §2º do art. pelo pagamento em dobro dos feriados trabalhados. tendo em vista a manutenção dos níveis de emprego impondo por isso. 525-532. da Lei 605/49 e Súmula 444. E o só fato de o sindicato representante da categoria a que pertence o autor. não são capazes de descaracterizar a jornada em escala. que comprovada a necessidade de apresentação antecipada em 30 minutos a cada início de jornada e a ausência de gozo do intervalo intrajornada. através da SDI-1. apresentando-se fixo e imutável. 2. é aquela relativa a excessos de trabalho em relação à jornada contratada. 3. e. ante a prevalência da norma constitucional. do TST. do TST. insuscetível do abuso a que o dispositivo visa resguardar. uma vez que se trata de cópia fiel da petição inicial. § 2º. nulas. Em conseqüência disso. inciso IV. Registro. buscou o legislador mitigar as chances de eventual abuso de direito por parte do empregador. ao editar a Carta de 1988 procurou conferir primazia à autocomposição dos dissídios. a reforma da sentença quanto à duração da hora noturna. ainda. como compensação. sendo irrelevante a circunstância de o limite previsto no art. o que a torna inválida. 73 da CLT só se aplicar a trabalhador que cumpre jornada de 220 mensais. da CLT.fls. Maria Cristina Irigoyen Peduzi. 23 de Setembro de 2013 17 523v e pelo reclamante às fls. e em relação ao tópico “do descanso remunerado e seus reflexos” (fls. 41). Embargos conhecidos e desprovidos (E-RR-3154/2006. Sustenta que alguns direitos não são negociáveis. XIII. Não lhe assiste razão. porque perfilho o entendimento segundo o qual. Em se tratando de determinação de jornada especial de trabalho. ou seja. Postula. em afronta ao art.situação que evidentemente. 503). inclusive com o objetivo de forjar um necessário processo de amadurecimento das relações entre o capital e o trabalho. 1. sejam consideradas nulas as cláusulas convencionais e condenadas as reclamadas ao pagamento como extras das horas trabalhadas após a 8ª diária ou 44ª semanal. 512). 7º. nos termos do artigo 7º. Sucessivamente. quando há observância da carga horária de 44 horas semanais.601/98. conforme consta fartamente nos presentes autos (fls. portanto. por ausência de dialeticidade. portanto. 4. do art. à margem daquela estabelecida ordinariamente pela Constituição da República. Argumenta. ii) jornadas exercidas sempre em um mesmo turno (horário de trabalho). se a convenção coletiva. atribuiu o percentual diferenciado de 40% sobre a hora normal (cláusula 10ª. ementou assim a decisão da Seção I de Dissídio Individual: EMBARGOS REGIME DE DURAÇÃO DO TRABALHO POR ESCALAS DE 12 HORAS DE TRABALHO POR 36 DE DESCANSO (12X36) VALIDADE INAPLICABILIDADE DA RESTRIÇÃO DO ARTIGO 59.2. Aponta o previsto na OJ 93. da CLT. também. evidentemente que o reclamante também não tem razão. ligada à compensação de prorrogações a jornada determinadas pelo empregador. se o reclamante trabalhava em escala de 12x36 é evidente que o trabalho em tais dias eram seguidos de folga nos dias . Pugna.1 HORAS EXTRAS – ESCALA 12X36 – FERIADOS – REDUÇÃO FICTA DA HORA NOTURNA . requer a condenação após da 10ª diária. da CLT e art. e não ao trabalhador que tem jornada especial prevista em cláusula de convenção coletiva inferior à duração prevista na lei. Afirma que trabalhava em escala 12X36. descaracterizada a escala 12X36. respeito aos acordos e convenções coletivas de trabalho. Dessa forma. do TST. não se cogita de aplicação dos limites referidos no artigo 59. pois irrenunciáveis e que não são válidas as normas coletivas que contrariem a lei ou violem garantias fundamentais do trabalhador. ainda. Min. da Carta Magna. a própria norma coletiva é suficientemente clara ao dispor que a hora noturna tem duração de 60 minutos e. .1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. da CF. 40-76). por consequência. estabelecendo limites a serem observados. a jornada tem o respaldo da CF/88. iii) intervalo interjornada que compreende. não foram elas comprovadas. ser anterior à Lei 9. por se tratar de hipótese em que o trabalho é prédefinido. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 A redatora designada. inciso XXVI e 8º. que os minutos diários reconhecidos em sentença. Quanto ao argumento de que a empresa não observou a redução ficta da hora noturna. 5. Logo. ainda.2 RECURSO DO RECLAMANTE 2. necessariamente. é que o legislador. Requer. a matéria já foi pacificada pelo TST. sem que seja devido o adicional de horas extras. da Carta Magna. da CLT. DJ de 19/06/2009). dispõe sobre o trabalho em jornada de 12x36 não há falar-se no pagamento das horas extras excedentes à 8ª e 10ª. art. por preenchidos os pressupostos de admissibilidade. firmar norma coletiva de trabalho. Dele não conheço quanto ao tópico “a) Acordo escrito e homologado pelo sindicato profissional” (fls. inciso XIII. o pedido de pagamento dos feriados trabalhados porque. por inovação. com os reflexos legais. de toda a Justiça do Trabalho. 7o da Constituição Federal. Alega que não havia regime de compensação das horas extras trabalhadas. induz à presunção de que sua intenção foi a de adequar as condições de trabalho à peculiaridade da atividade econômica. recorre o reclamante. A compensação de jornada a que se refere o artigo 59. Invoca os arts. apenas por meio de prévia negociação coletiva é válido o ajuste. superior ao limite diário e semanal de carga horária. nos termos do art. todo um dia de descanso. SDI-I. da CLT e 7º. Por isso.VIGILANTE Da sentença que reconheceu válidas as normas coletivas e julgou improcedente as horas extras. DA CLT. porque além de a profissão do Recorrido estar regulamentada em lei especial (7. o respeito ao pactuado na negociação coletiva deve se tornar um primado dessa forma de autocomposição dos dissídios. por outro lado. 2. Indevido. 59. merece respeito porquanto se constitui em manifestação expressa da vontade dos interessados na solução dos seus próprios conflitos. Também quanto às escalas extras (evasivamente alegadas pelo reclamante). Confirmação da jurisprudência francamente preponderante e histórica. também. 73. Além disso.1 CONHECIMENTO Conheço em parte do recurso do reclamante. O regime de trabalho por escalas de 12 por 36 horas é identificado pelas seguintes peculiaridades: i)revezamento de cargas semanais de 36 horas com 48 horas.102/83). 9º. sendo. nos termos da Súmula 85. que decidiu pela validade de acordo coletivo que estabeleça turnos de revezamento de 12 x 36 de descanso. § 2. 59 § 2º da CLT. § 2º. prevista nas CCTs. Considerando as peculiaridades do regime por escalas de 12 por 36 horas. Conheço do recurso do segundo reclamado.

a exemplo do mês de fevereiro/2012. O reclamante. nego provimento.2 ADICIONAL NOTURNO – PRORROGAÇÃO DA JORNADA NOTURNA Busca o reclamante a reforma da sentença quanto ao pagamento do adicional noturno sobre as horas trabalhadas após as 5 horas. A hora noturna será remunerada pelo percentual de 40% (quarenta por cento). XXII. IMPOSTO DE RENDA Pugna o reclamante que os descontos fiscais sejam calculados sobre o seu valor histórico e faixas correspondentes e que as reclamadas suportem seu pagamento.2. conforme dispõe a Lei 605/49. 2. 455. estabelecem normas referentes ao adicional noturno na cláusula décima (fls.7. como as normas coletivas que regulam o trabalho do reclamante prevêem como hora noturna a hora correspondente “até o término do trabalho do dia seguinte”. eis que a CCT apenas definiu a base de cálculo. conforme as normas coletivas. Tendo em vista que a qualidade de segurado independe da existência ou inexistência de mora por parte do empregador. Parágrafo 2º. Com razão. razão assiste ao autor.” (fls. devido o adicional noturno até as 7 horas. ante suas naturezas salariais.2. o valor indicado pelo reclamante está correto. 176-185).5 ADICIONAL DE RISCO DE VIDA O reclamante requer a reforma da sentença quanto à incorporação do adicional de risco de vida à sua remuneração.3 INTERVALO INTRAJORNADA Insurge-se o reclamante em face da sentença que considerou quitado o intervalo intrajornada sonegado.2. Pugna que a base de cálculo seja a sua remuneração. 01 (uma) hora para repouso e alimentação. da SDI-I. nos termos da Súmula 264 do c. o que resultaria no valor de adicional noturno de R$ 256. é evidente que o empregado tem responsabilidade pelo pagamento da parcela previdenciária. 2. A norma coletiva assim dispõe. 2. pois eles integram a base de cálculo. afirma que pagava o adicional noturno de forma correta. 455). que fixa a hora noturna em 60 minutos.4 BASE DE CÁLCULOS DAS HORAS EXTRAS Da sentença que determinou que as horas extras fossem calculadas sobre o salário base.. Afirma que são devidos os reflexos. ao se manifestar sobre os documentos juntados com a defesa.2. verifico que as diferenças apontadas são pertinentes. Sustenta que os valores pagos são inferiores aos devidos. Parágrafo 1º. pois “seguia a determinação contida na CLÁUSULA DÉCIMA segunda-feira e seu parágrafo único.11. Dou provimento para determinar que o adicional de risco de vida integre a remuneração do autor para todos os fins. que assim estabelece: “CLÁUSULA DÉCIMA – DO ADICIONAL NOTURNO Considera-se hora noturna aquela trabalhada das 22 (vinte e duas) horas de um dia até o término do trabalho do dia seguinte. pela remuneração do adicional noturno (dobro do previsto no caput do artigo 73 da CLT). 41v e CCT de 2011/2011 – cláusula 12ª. como. 86-87. nos termos das normas coletivas citadas. Dou provimento para determinar o pagamento do adicional noturno sobre as horas trabalhadas após as 5 horas. TST.” (CCT de 2012/202 – cláusula 11ª. em sua defesa. pois causadoras da mora. . As duas CCTs vigentes durante o contrato de trabalho estabeleceram que: “Fica convencionado entre as partes que o adicional de risco de vida integra a remuneração dos empregados para todos os fins de direito. No entanto.” (fls. Dou provimento parcial. no mês de março/2012 (fls. por isso as partes resolvem estabelecer a hora noturna em 60 (sessenta) minutos. 2. quanto pela primeira reclamada. no período entre às 22h e 5h. apresentou (fls. 71. 180). Aponta a Súmula 264. Em razão do efetivo benefício propiciado aos empregados. pois tomando-se como referência a norma coletiva transcrita. O valor da hora apura-se pelo salário acrescido dos seus consectários legais e também o adicional de risco de vida. conforme os cálculos indicados na tabela de apuração das diferenças de fls. Fica convencionado que na hipótese do empregador deixar de conceder integralmente ao trabalhador o horário do intervalo intrajornada. 2. não tem direito de recebê-los em dobro. conforme depoimento da testemunha de fls. pois a escala do reclamante se estendia até tal hora.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. à exceção do primeiro mês de Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 contrato. da CLT. §4º. Da mesma forma. inclusive com tabela demonstrando as diferenças. Invoca o art. da Súmula 60. sob o fundamento de que constam dos recibos de pagamento colacionados aos autos o pagamento do adicional de risco de vida. Aponta o previsto no item II. A decisão recorrida indeferiu o pleito. Assim sendo. . que não houve a integração determinada. parágrafo primeiro – fls. com o pagamento de uma hora extra. nos termos do Decreto 3048/99 e Súmula 368 do TST. Parágrafo Único. eis que. A não concessão do intervalo intrajornada restou comprovada. 2. A primeira reclamada. conforme previsto nas CCTs. 95). 54) Dos recibos de pagamento colhe-se. de no mínimo. O cálculo das horas extras deve observar a evolução do salário e os adicionais de risco e noturno. 23 de Setembro de 2013 18 subseqüentes e por isso. em que o adicional noturno (R$ 228. do TST. constante dos recebidos de pagamento juntados aos autos. sem retirar o caráter salarial da verba em questão.6 INSS Requer o reclamante que os descontos previdenciários sejam calculados sobre o valor histórico e que as reclamadas sejam condenadas no seu recolhimento. dou provimento parcial. do TST. Dessa tabela. por amostragem.79).62) e não sobre ele mais o adicional de risco de vida (R$ 111. recorre o reclamante. para a hipótese de sonegação do intervalo em questão: “Cláusula Vigésima Quarta – Do Intervalo Intrajornada Fica estabelecido que em qualquer escala é obrigatória a concessão do intervalo intrajornada.. as CCTs juntadas tanto pelo reclamante. Assim sendo. Por todo o exposto. ficará obrigado a remunerar 01 (uma) hora normal do intervalo intrajornada com o acréscimo de 60% (sessenta por cento) sobre o valor da hora normal acrescido do adicional de risco de vida. nos termos da fundamentação supra. 7º. a OJ 307.2.” Assim. pelo valor histórico. da CF. é devida a integração pretendida. Assim sendo. 455) tabela demonstrando mês a mês as diferenças entre o valor pago a título de intervalo intrajornada e o que entende devido.67) foi calculado apenas sobre o salário base (R$ 931. do TST e o art. 44v) Nos recibos de pagamento consta o pagamento da rubrica “intrajornada 60% ES” (fls. dou provimento para determinar o pagamento do intervalo intrajornada sonegado. Alega que quando da manifestação sobre a defesa apresentou impugnação específica. por exemplo.2. eis que não pagos durante o contrato de trabalho. 41 e 104). entendo devidos os reflexos indicados na mesma tabela (fls. parágrafo terceiro – fls.

3 HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS O segundo reclamado pretende a reforma da sentença quanto aos honorários advocatícios. do TST. dou provimento parcial para conceder ao reclamante a gratuidade da justiça. o princípio da legalidade impede a transferência de responsabilidade tributária ao empregador. caso evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei n. uma empresa Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 pública. não o fez de forma a impedir que a empregadora do reclamante deixasse de sonegar-lhes direitos durante toda a sua contratualidade. terceiro em relação ao contrato que foi firmado por ele (§6º do art. por exemplo. quanto do entendimento contido no item V Súmula 331 do TST. da CF. fiscalizando o cumprimento das obrigações trabalhistas e previdenciárias. Não lhe assiste razão. §1º. conforme inciso IV desse mesmo verbete sumular. Nesse diapasão. a ação foi proposta em 28/01/2013. CF. como. quando confrontado com a culpa de que cogita o art. 2. Dessa forma. portanto indevida tal verba. inciso LXXIV. sociedades de economia mista e autarquias. Todavia. cuja obrigação é tão-somente a de deduzir o imposto. Nego provimento. da Lei 8666/93.060/50. a douta maioria deu provimento ao apelo. Alega que a declaração de precariedade econômica. destaco que o reconhecimento da responsabilidade subsidiária da ora recorrente não implica em afronta a qualquer dispositivo legal ou constitucional. razão pela qual deve ser responsabilizado subsidiariamente pelas obrigações trabalhistas não adimplidas pela primeira demandada. defiro-lhe.127/2011 da RCFB.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. A aludida responsabilidade não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa regularmente contratada.3 RECURSO DO SEGUNDO RECLAMADO 2.8 ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA E GRATUIDADE DA JUSTIÇA Busca o reclamante a reforma da sentença quanto à assistência judiciária e à gratuidade da Justiça. 23 de Setembro de 2013 19 Quanto ao Imposto de Renda. Ressalto que não se aplica ao Processo Trabalhista a Lei 1. 4º.666/93 frente à aplicação irrestrita da Súmula 331 do TST. II. como a própria recorrente comprovou que tinha acesso aos recibos de pagamento do autor. Alega que o STF no julgamento da ADC 16 declarou a constitucionalidade do art. Não há dúvidas. dou provimento para excluir da condenação os honorários advocatícios. 485v) não gera sua responsabilidade subsidiária. .1 PRESCRIÇÃO Renova o segundo reclamado sua arguição de prescrição parcial. pela gratuidade da Justiça. que. 2. da SDI-I.” Acresça-se ainda. por meio de duas coordenações e exigindo todos os documentos individuais dos trabalhadores. não obstante a decisão proferida nos autos da ADC 16-DF a Corte Suprema tenha se manifestado sobre a constitucionalidade do art. como o autor está assistido por advogado particular. Aponta violação aos arts. Portanto. a integração do adicional noturno nos moldes estipulados nas normas coletivas. de aplicação imediata. mais do evidenciada a sua culpa in vigilando. da Lei 1060/50. Ora. a qual não foi revogada pelo §3º. Assim.584/70. anoto que o fato gerador nasce no momento do pagamento. artigo 37 da CF/88).06.666. sob o argumento de que o reclamante constitui advogado particular. com duas coordenações para tal fim. dado que este apenas atribuiu uma faculdade ao juiz. por entender que a concessão do benefício independe da assistência sindical e constitui direito fundamental. nos termos da Súmula 219. 71 da Lei 8. ao prejuízo que o ente público causou ao trabalhador. não impediu que o juiz. previsto no artigo 5º. que impede a responsabilidade subsidiária das empresas públicas. 186 do Código Civil). 2. 186 do Código Civil. da CLT. aplica a legislação vigente. Assim sendo. 5º. de 21. por razão óbvia. §3º. Por fim. 2.3. I. especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora. Todavia. portanto. Logo. ainda que o recorrente sustente que sempre fiscalizou o cumprimento das obrigações trabalhistas. Além disso. Logo. portanto. in verbis: “os entes integrantes da Administração Pública direta e indireta respondem subsidiariamente. Pois bem. Invoca os arts. restou incontroverso que o autor trabalhou em prol do segundo reclamado. do TST. Alega que o “simples inadimplemento de obrigações trabalhistas pela primeira ré” (fls. §1º e 6º. Assim sendo. da CLT e OJ 269. nas mesmas condições do item IV. Nego provimento. de que o recorrente se beneficiou dos serviços prestados pelo autor. O contrato do autor foi de outubro/2011 a setembro/2011. responsabilidade subsidiária pelo adimplemento das obrigações contraídas pela empresa contratada. ante a existência de norma de regência própria. não impugnada pelas reclamadas. Afirma que sempre agiu de forma diligente. repito.2 RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA Refuta o ora recorrente sua condenação subsidiária. A assistência judiciária só é cabível no Processo do Trabalho quando preenchidos todos os requisitos exigidos na Lei 5.1993.º 8. Por todo o exposto. inclusive para verificar a integral satisfação das obrigações do trabalho assalariado. por meio da Súmula 219. Também sustenta que a primeira reclamada foi contratada por meio de pregão eletrônico e licitação. 790. caput. como já citado. Tem razão. da Lei 7115/83. de forma sucessiva. 516) que está desempregado. 790. a responsabilidade subsidiária a si imputada decorre tanto do disposto na lei comum (art. é fundamento para concessão da assistência judiciária. Postula. em sua estrutura organizacional. nos termos daquele enunciado jurisprudencial possui este. No caso em particular. na condição de beneficiária e tomadora dos serviços. ao contrário.3. ou senão. dever-se-á observar a IN 1. pois foi beneficiária direta dos serviços prestados. do TST. 71.3. Aponta a nova redação da Súmula 331.2. E quanto à gratuidade de justiça de que cogita o §3º do art. deve ser aplicado o item V da súmula 331 do TST. se a Administração Pública tem o dever de fiscalizar o cumprimento dos contratos por ela firmados (inciso XXI e parágrafo 6º. LXXIV. portanto não há falar em prescrição. nego provimento. como o reclamante afirmou em seu recurso (fls. da CF/88 a todos os brasileiros e estrangeiros residentes no Brasil que comprovarem a insuficiência de recursos. mas. 790 da CLT. A discussão aqui travada reside no respaldo de lei para a responsabilização subsidiária do segundo reclamado. A matéria está sumulada pelo TST. 1º e 2º. não tem direito à assistência judiciária. do art. 2º e 5º. em que pese a declaração de miserabilidade jurídica feita em recurso. Sem razão. estava ciente do não pagamento correto das verbas a que ele tinha direito. pois não é suficiente para comprovar a ocorrência de culpa in vigilando ou in eligendo. 37 da CF/88) possa aplicar as leis da República e condená-lo a reparar o dano que causou ao terceiro. foi dado provimento ao recurso do Reclamante para conceder-lhe os benefícios da assistência judiciária.

.TRT 17ª. no decorrer da fundamentação. sentença. por preenchidos os pressupostos para a sua admissibilidade. haja vista que não tem condições de arcar com as custas do processo. este Regional isentou o Recorrente do recolhimento das custas processuais e conheceu do recurso.5. por maioria. nego provimento aos embargos. dar parcial provimento ao apelo obreiro para condenar a reclamada no pagamento do adicional noturno e intervalo intrajornada.TRT 17ª Região .1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.VIMAQ METALURGICA LTDA .2013. não se vislumbrando quaisquer dos vícios do artigo 535. em face do teor do v. acórdão. ou de obscuridade e revelam mero inconformismo da parte com o conteúdo meritório do acórdão. do CPC. Majorado o valor da condenação para R$ 35.. não merecem ser providos. acórdão. Ao que parece. REGIÃO . quanto ao intervalo intrajornada. Se os embargos não demonstram a existência de omissão.17. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente).TRT 17ª Região . quanto à verba honorária. no tocante à assistência judiciária gratuita. MÉRITO Sustenta o embargante que o v. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim.EPP Euclides Nuno Ribeiro Neto(OAB: 006279 ES) ACÓRDÃO . no recurso patronal.17. ao analisar o conhecimento do recurso do Reclamante. 3.8 Embargante Advogado Embargado Advogado GERALDO CARLOS DE OLIVEIRA Maria de Fatima Monteiro(OAB: 00269B ES) VIMAQ METALURGICA LTDA . com custas de R$ 700.17.2013. o autor não leu com a atenção necessária o julgado embargado.0011 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: GERALDO CARLOS DE OLIVEIRA Embargado: O V. CONHECIMENTO Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Conheço dos embargos declaratórios. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. RELATÓRIO Trata-se de embargos declaratórios opostos pelo Reclamante em face do v.0011 Processo Nº ED-11500/2013-011-17-00. e dar parcial provimento ao recurso patronal para excluir da condenação os honorários advocatícios. se o julgado embargado isentou o Reclamante do recolhimento das custas processuais. autorizar os descontos previdenciários pelo valor histórico. posto que o julgado de 2º grau dispensou o Reclamante de recolhê-las.0011500-80. por unanimidade.0007 Processo Nº RO-11700/2013-007-17-00. modificar a base de cálculo das horas extras.00 (setecentos reais). no julgado embargado. Não lhe assiste razão.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA . JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora Acórdão Processo Nº RO-11700-02. de contradição. sem prejuízo de seu sustento e de sua família. por óbvio.1. 23 de Setembro de 2013 20 CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. por unanimidade. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora Acórdão Processo Nº ED-11500-80. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO.2013. Logo. 175/177v.0011700-02.EPP Origem: 11ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA .000. José Alcides de Souza Júnior.00 (hum mil reais). além de conceder o benefício da assistência judiciária gratuita. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). é o óbvio ululante que. o Desembargador José Luiz Serafini. sentença. conhecer em parte do recurso do reclamante e integralmente do recurso do segundo reclamado. determinar que o adicional de risco integre a remuneração do autor. conhecer dos embargos e negar-lhes provimento. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais. advogado do reclamante. Ademais.17. apreciou o pedido de isenção da condenação do pagamento das custas processuais fixadas na r.000. pois. o autor não terá qualquer prejuízo com as custas fixadas na r. ACÓRDÃO DE FLS. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. sendo partes as acima citadas. Presença do Dr.5. tudo nos termos do voto da Relatora. acórdão incorreu em contradição e omissão no julgado. Vencidos.2013. sem apreciar o pedido de isenção da condenação do Reclamante ao pagamento das custas processuais no importe de R$ 1. no apelo obreiro. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. assim se manifestou: “. Vistos.0007 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: ROZALIA DE JESUS PEREIRA Recorrido: CHOCOLATES GAROTO SA Origem: 7ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . 175/177v . O v. acórdão de fls. pelas reclamadas.a douta maioria entendeu que a declaração de miserabilidade se constitui em requisito suficiente para o deferimento da gratuidade da justiça ( § 3º do artigo 790 da CLT) e isentou o recolhimento das custas” Ora. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim. a Juíza Sônia das Dores Dionísio.00 (trinta e cinco mil reais).8 Recorrente Advogado Recorrido Advogado ROZALIA DE JESUS PEREIRA Luis Fernando Nogueira Moreira(OAB: 006942 ES) CHOCOLATES GAROTO SA Stephan Eduard Schneebeli(OAB: 004097 ES) ACÓRDÃO .5.5. Alega que o pagamento das custas em tal importe pode ocasionar ao embargante enorme prejuízo. FUNDAMENTAÇÃO 2. no mérito.

às fls. O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que cabe à Justiça Comum julgar processos decorrentes de contrato de previdência complementar privada. ainda. No entanto. como no caso dos autos. de diferença de complementação de aposentadoria. 20). a competência da Justiça Comum é restrita para o julgamento de lides decorrentes de contrato de previdência complementar privada entre o beneficiário e a entidade fechada de previdência complementar e não quando a lide é proposta somente em face do empregador. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante em face da sentença de fl.2 . Como relatora do RE 586453. AÇÃO PROPOSTA EM FACE SOMENTE DO EMPREGADOR O Juízo de origem – considerando que o Plenário do Supremo Tribunal Federal decidiu que cabe à Justiça Comum julgar processos decorrentes de contrato de previdência complementar privada. às fls. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. AÇÃO PROPOSTA EM FACE SOMENTE DO EMPREGADOR. que se aposentou por invalidez em 16. em 1994. a ex-ministra Ellen Gracie. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO.17. no caso de aposentadoria por invalidez. Contraminuta da reclamada. em suma. De outro modo. prossigo.10. Razões recursais. a ex-ministra Ellen Gracie. evitando-se a supressão de instância. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. consubstanciada na renda mensal vitalícia correspondente a 70% do que o regulamento interno denomina por B. conhecer do recurso ordinário e.1979. para Fundação Garoto. no mérito. estar-se -ia transferindo para a Justiça Comum as lides entre patrões e empregados. entendeu que a competência para apreciar a matéria é da Justiça Comum em razão da inexistência de relação trabalhista entre o beneficiário e a entidade fechada de previdência complementar. De outro modo. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Alega que em janeiro de 1992 houve alteração nas regras da previdência privada transferindo-se a administração desta para a Fundação Bradesco e. ou seja. posteriormente. sendo partes as acima citadas. 114 da CF/88. Vistos. João Hilário Valentim.10. que a decisão do STF somente se aplica às ações que discutem a complementação de previdência privada e não àquelas ações em que se discute a indenização pelo descumprimento do regulamento interno do empregador. FUNDAMENTAÇÃO 2.2013. pretende a autora receber a complementação de aposentadoria. como se pode perceber do teor do julgamento do RE 586453. não se estendendo aos casos em que a reclamação é proposta exclusivamente em face do empregador. evitando-se a supressão de instância.1.. pelo não provimento do apelo. Como relatora do RE 586453. Informa. entendeu que a competência para apreciar a matéria é da Justiça Comum em razão da inexistência de relação trabalhista entre o beneficiário e a entidade fechada de previdência complementar. que foi contratado pela reclamada em 29. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). alegando. No entanto.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Feitas as ponderações acima. declaro a competência da Justiça do Trabalho e determino a baixa dos autos à Vara de origem para reabertura da instrução e novo julgamento. igualmente prevista naquele regulamento. Portanto. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. como se pode perceber do teor do julgamento do RE 586453. 328. O pedido inicial é. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. como ocorre no presente caso. O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que cabe à Justiça Comum julgar processos decorrentes de contrato de previdência complementar privada. 114 da CF/88. o que vai de encontro ao art.5. estar-se-ia transferindo para a Justiça Comum as lides entre patrões e empregados.2007 e pede a condenação da reclamada ao pagamento de uma renda mensal vitalícia tal como previsto no regulamento interno vigente na época de sua contratação. porque preenchidos os pressupostos de admissibilidade. portanto.2. Procurador do Trabalho: Dr. A decisão ocorreu nos Recursos Extraordinários (REs) 586453 e 583050. dar-lhe provimento para declarar a competência da Justiça do Trabalho e determinar a baixa dos autos à Vara de origem para reabertura da instrução e novo julgamento. Aduz que as alterações lhes foram prejudiciais e. 337-341. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. 2. que reconheceu a incompetência da Justiça do Trabalho para julgar lide em que se discute diferenças de complementação de aposentadoria. 23 de Setembro de 2013 21 NOVAIS EMENTA COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. Em outras palavras. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Certidão de Julgamento de ROS Processo Nº ED-13700-75. época em que vigia um Regulamento Interno prevendo. por unanimidade. modulando os efeitos dessa decisão e definindo que deverão permanecer na Justiça do Trabalho todos os processos com sentença de mérito até o dia 20/02/2013 e considerando que o mérito do presente feito não foi apreciado – reconheceu a incompetência da Justiça do Trabalho para julgar casos de previdência complementar privada e determinou a remessa dos autos à Justiça Comum. tal como previsto no Regulamento Interno da empresa na época de sua contratação.1 CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário. Narra o reclamante. como entender de direito. inaplicáveis. A decisão ocorreu nos Recursos Extraordinários (REs) 586453 e 583050. portanto. independentemente da ação ter sido proposta somente em face do empregador.0006 Processo Nº ED-13700/2013-006-17-00. a competência da Justiça Comum é restrita ao julgamento das demandas movidas em face a entidade de previdência complementar. como entender de direito. com dedução dos valores já pagos a título de pensão pela Fundação Garoto (alínea “B” de fl. Dou provimento. Vejamos. o pagamento de uma renda mensal vitalícia equivalente a 70% de uma rubrica denominada B1. com o reconhecimento da competência da Justiça do Trabalho e o prosseguimento do feito no Juízo de primeiro grau. em sua inicial. O reclamante se insurge. pugnando pela reforma da sentença. o que vai de encontro ao art. a 10% do valor do salário da reclamante quando esta entrou em gozo de benefício do INSS. 331-334. É o relatório.

Insta frisar.TRT 17ª. Majorado o valor da condenação para R$ 9. pede reforma do decisum para que o adicional seja deferido por todo o período laborado e em grau máximo.5. na forma autorizada pelo artigo 535. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. Certidão de Julgamento de ROS Processo Nº RO-16600-02. com custas de R$ 180.2009. REGIÃO . ACÓRDÃO DE FLS. ante a apuração do voto médio. além de os embargos denotarem mero inconformismo com o conteúdo meritório do julgado.139-v/140. o perito informou que “Os níveis . dar parcial provimento ao apelo para deferir o pagamento do adicional de insalubridade em razão da exposição ao agente ruído até 16. 1.2 Recorrente Advogado Recorrido Advogado PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO CERTIDÃO DE JULGAMENTO 33ª SESSÃO ORDINÁRIA . na forma autorizada pelo art. FUNDAMENTAÇÃO. Procurador: Dr.TRT 17ª Região 0013700-75. é nítida a intenção da parte de dilatar o prazo recursal. relativamente aos honorários advocatícios. às fl. não merecem ser providos. Vencidos.00 (nove mil reais). por maioria. recorre o autor alegando que os equipamentos não neutralizaram os agentes insalubres.PORTUARIO AVULSO . por unanimidade.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Certifico que a 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. ademais. II. sendo certo que eventual desacerto com a normativa constitucional somente pode ser pronunciada no campo da declaração da inconstitucionalidade.PORTUARIO AVULSO . no mérito. OMISSÃO.0006 Processo Nº RO-16600/2011-006-17-00.630/93.CARLOS VIEIRA CRATZ Origem: 6ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . Vejamos. 139/140 .1. mantendo-se o grau deferido na sentença. 1. nego-lhes provimento e imponho ao Embargante multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa.2. quanto ao adicional de insalubridade. Logo. 1. TST. mesmo que de forma incidental”. CONHECIMENTO. o salário base do reclamante. §3º da Lei 8. 514. O Ministério Público manifestou-se pelo prosseguimento do feito.0006 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: ORGAO DE GESTAO DE MAO-DE-OBRA DO TRAB.2011. como base de cálculo.17. por violação ao princípio da dialeticidade (art. porque considerou que a partir de junho de 2008 houve o fornecimento de EPIs que atenuaram os agentes.3.17. verifico que os argumentos apresentados pela embargante revelam mero inconformismo com o resultado do julgamento. a Juíza Sônia das Dores Dionísio.2011. Dele não conheço quanto ao pedido de assistência judiciária. 538. tendo em vista que o autor.2013.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Turma não analisou a matéria de seu recurso ordinário sob a luz do art. Aduz pelo enfrentamento do referido dispositivo. pela reclamada.TRT 17ª Região 0016600-02. nesta data resolveu. Inicialmente. ante a total ausência dos vícios alegados e o caráter manifestamente protelatório dos embargos. Nesse passo. uma vez que se utiliza dos presentes embargos com o intuito de rediscutir questão apreciada no acórdão.17. pois diz “não ser possível afastar-se pura e simples a vigência de qualquer artigo de lei. pois preenchidos os pressupostos para sua admissibilidade.00 (cento e oitenta reais). em grau médio. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais. se os embargos confundem julgamento contrário ao seu interesse com omissão em julgar. Assim. 23 de Setembro de 2013 22 Embargante Advogado Embargado Advogado ORGAO DE GESTAO DE MAO-DEOBRA DO TRAB. do CPC. nos termos da fundamentação que se segue. extrai-se que a matéria foi amplamente analisada no tópico 2. não o conhecendo quanto ao pedido de assistência judiciária. o que demonstra seu real objetivo de reformar o decisum.000.5.0006 RECURSO ORDINÁRIO SUMARÍSSIMO Recorrente: ANILSON DE FREITAS SANTOS Recorrido: INCOPRE INDUSTRIA E COMERCIO S/A Origem: 6ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . Sem razão. no tocante à base de cálculo do adicional. por violação ao princípio da dialeticidade (art. Deste modo. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: o Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). nesta data resolveu.2. Conheço dos embargos declaratórios. e o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais. em suas razões. ainda. negar-lhes provimento e condenar a embargante a pagar a multa de 1% sobre o valor da causa. II do CPC e Súmula 422 do TST). Conheço parcialmente do recurso. que fixava. 27. Da sentença. conforme conclusão do laudo pericial.06. determinarem o que os julgadores deverão fazer constar do acórdão. não se prestando os embargos para tal pleito. e dizendo que a ré não comprovou a existência de inspeção do Ministério Público e a adoção de medidas que conservem o ambiente de trabalho dentro dos limites de tolerância. acórdão.1. parágrafo único. que deferiu parcialmente o pagamento de adicional de insalubridade. do CPC e Súmula 422 do TST). que adotava a nova redação da Súmula 228 do C. por unanimidade. do CPC. João Hilário Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 ANILSON DE FREITAS SANTOS Cláudio Leite de Almeida(OAB: 005526 ES) INCOPRE INDUSTRIA E COMERCIO S/A Josânia Pretto Couto(OAB: 008279 ES) PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO CERTIDÃO DE JULGAMENTO 33ª SESSÃO ORDINÁRIA . o que deve ser manejado na via recursal própria. o Desembargador José Luiz Serafini. FUNDAMENTAÇÃO. conhecer parcialmente do recurso ordinário. conhecer dos embargos declaratórios e. E da leitura do v. 1.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Certifico que a 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região.5. não sendo prerrogativa das partes. no mérito. nada fala sobre o fato de o juízo ter entendido prejudicado o pedido.OGMO Luciano Kelly do Nascimento(OAB: 005205 ES) CARLOS VIEIRA CRATZ Marcelo Mazarim Fernandes(OAB: 009281 ES) Valentim. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Quanto ao agente físico ruído. CONHECIMENTO.OGMO Embargado: O V. 1. que a embargante sequer cita a existência dos vícios exigidos pelo artigo 535 do CPC. 514. 1. Alega a embargante que a C.

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encontrados nas medições realizadas por este Perito nos locais vistoriados, ficaram com médias variáveis de Ruído entre, 88,0 dB(A) a 92,0 dB(A), portanto, acima do Limite de Tolerância permitido”. E conquanto o juízo tenha concluído que o uso de EPIs no período posteiror a 24.03.2008 tenha atenuado o agente insalubre, perfilho o entendimento segundo o qual o fornecimento de EPI não exclui o direito à percepção do adicional de insalubridade decorrente do agente ruído, pois tal direito só cessa se o empregador eliminar as condições insalutíferas, tal como previsto no art. 194 da CLT. Ora, o ruído se constitui em um agente agressor que, dada a sua constância, causa enormes danos no sistema auditivo do trabalhador, e o uso do protetor auricular apenas atenua e retarda os efeitos futuros causados pela submissão ao impacto, ou seja, só mais tarde é que a lesão à saúde do trabalhador se manifestará, pois nesta hipótese o protetor só funciona como um agente retardador dessa lesão. À vista disso, o autor tem direito ao adicional de insalubridade em grau médio, conforme indicado pelo expert (fl. 212), por todo o período laborado, respeitando-se, entretanto, o marco prescricional. No que se refere ao álcalis cáustico, decorrente do cimento, anoto que as “luvas de tivex” fornecidas pela empresa a partir de 13.06.2008, nos moldes assentados na sentença, a qual mantenho neste ponto, protegia o trabalhador no processo produtivo do qual participava. À vista do exposto, dou parcial provimento para deferir o pagamento do adicional de insalubridade em razão da exposição ao agente ruído até 16.06.2009, mantendo-se o grau deferido na sentença. No que se refere aos reflexos, o interesse recursal existe apenas quanto ao RSR, o qual indefiro, porque o adicional é mensal. Logo, o dia destinado ao repouso já se encontra incluído, tal como disposto na Lei 605/49. 1.3. BASE DE CÁLCULO DO ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. A Primeira Turma decidiu, por maioria, ante a apuração do voto médio, negar provimento ao apelo, nos termos do voto do Desembargador José Luiz Serafini, que assim dispõe: “BASE DE CÁLCULO DO ADICIONAL DE INSALUBRIDADE Entendo que o adicional de insalubridade, mesmo após a vigência da Constituição Federal de 1988, incide sobre o salário mínimo, por força do artigo 192 da CLT. É certo que a Súmula Vinculante n. 4 do Supremo Tribunal Federal afastou a possibilidade de se utilizar o salário mínimo como indexador de base de cálculo, o que, inclusive, ensejou nova redação à Súmula 228 do C. TST. No entanto, referida súmula da Corte Superior Trabalhista foi objeto da Reclamação Constitucional n.º 6266 perante o Excelso Pretório, tendo o Exmo. Ministro Gilmar Mendes assim decidido, in verbis: (...) "À primeira vista, a pretensão do reclamante afigura-se plausível no sentido de que a decisão reclamada teria afrontado a Súmula Vinculante n° 4 desta Corte: "Salvo nos casos previstos na Constituição, o salário mínimo não pode ser usado como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado, nem ser substituído por decisão judicial." Com efeito, no julgamento que deu origem à mencionada Súmula Vinculante n° 4 (RE 565.714/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, Sessão de 30.4.2008 Informativo nº 510/STF), esta Corte entendeu que o adicional de insalubridade deve continuar sendo calculado com base no salário mínimo, enquanto não superada a inconstitucionalidade por meio de lei ou convenção coletiva. Dessa forma, com base no que ficou decidido no RE 565.714/SP e fixado na Súmula Vinculante n° 4, este Tribunal entendeu que não é possível a substituição do salário mínimo, seja como base de cálculo, seja como indexador, antes da edição de lei ou celebração de convenção coletiva que regule o adicional de insalubridade. Logo, à primeira vista, a nova redação estabelecida para a Súmula n° 228/TST revela aplicação indevida da Súmula Vinculante n° 4, porquanto permite a substituição do Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

salário mínimo pelo salário básico no cálculo do adicional de insalubridade sem base normativa. Ante o exposto, defiro a medida liminar para suspender a aplicação da Súmula n° 228/TST na parte em que permite a utilização do salário básico para calcular o adicional de insalubridade. " (...) Sendo assim, fixa-se como base de cálculo do adicional de insalubridade o salário mínimo. Nego provimento.” 1.4. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. Invocando a Lei 10.537/02, o art. 790, §3.º, da CLT e a Súmula 450 do STF, pede o recorrente a concessão de honorários advocatícios. Não tem a mais pálida razão. A matéria está sumulada pelo TST, por meio da Súmula 219, I. Nestes termos, nego provimento. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente), Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim.

Acórdão
Processo Nº RO-17200-95.2012.5.17.0003
Processo Nº RO-17200/2012-003-17-00.1

Recorrente Advogado Recorrido Advogado

ARTUR BATISTA DE ALMEIDA Glauber Arrivabene Alves(OAB: 012730 ES) SC2 SHOPPING MESTRE ALVARO LTDA. Tulio Claudio Ideses(OAB: 095180 RJ)

ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0017200-95.2012.5.17.0003 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: ARTUR BATISTA DE ALMEIDA Recorrido: SC2 SHOPPING MESTRE ALVARO LTDA. Origem: 3ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA - ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA ACIDENTE DE TRABALHO. ESTABILIDADE. ÔNUS DA PROVA. O ônus da prova do fato constitutivo do direito pleiteado é do autor, a teor do disposto nos artigos 333, I, do CPC, e 818 da CLT, razão pela qual a ele competia comprovar a alegada fraude praticada pela reclamada que o impediu gozar do benefício previdenciário, ônus do qual não se desincumbiu. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário do reclamante, em face da sentença do MM. Juízo da 3ª Vara do Trabalho de Vitória/ES, que julgou parcialmente procedentes os pedidos da inicial. Razões recursais, às fls. 466-93, pretendendo a aplicação da confissão ficta da reclamada, bem como a reforma no tocante à estabilidade acidentária, horas extras, adicional de insalubridade, danos morais, multas dos artigos 467 e 477, ambos da CLT, honorários advocatícios e descontos fiscais e previdenciários. Contrarrazões da reclamada (fls. 498-508/v.) para que seja mantida a sentença, na parte impugnada pelo autor. Não foram recolhidas as custas processuais, por ser o reclamante beneficiário da assistência judiciária gratuita. É o relatório. FUNDAMENTAÇÃO CONHECIMENTO Conheço parcialmente do recurso do reclamante, dele não

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conhecendo das matérias “contribuições previdenciárias”, por ausência de interesse recursal e “horas extras”, por não atacar os fundamentos da decisão. Com efeito, as razões do recorrente estão dissociadas da sentença. O juízo considerou as afirmações da testemunha acerca do labor até as 22h; considerou que os cartões de ponto consignam o afirmado; observou que a reclamada efetuava o pagamento das extras, e concluiu que o reclamante não comprovou o exercício de horas extras não pagas. O recorrente, todavia, sustenta nas razões recursais ter afirmado o juízo que o autor não se desincumbiu do ônus de provar as horas extras prestadas. No mais, conheço, por presentes os pressupostos de admissibilidade recursal. As contrarrazões são tempestivas. Considero-as. MÉRITO 2.2.1Confissão ficta. Preposto não laborou no mesmo período do reclamante O recorrente pede a declaração de confissão ficta, porque o preposto não laborou no mesmo período do reclamante. Afirma que o preposto não tem conhecimento dos fatos, notadamente acerca do acidente de trabalho sofrido pelo reclamante, bem como ter, o reclamante, ficado encostado na empresa, sem trabalhar, com o intuito de burlar a legislação e afastar o direito à estabilidade. Pois bem. Não há falar em aplicação da confissão ficta pelo fato do preposto não ter laborado no mesmo período do reclamante. É necessário que o preposto tenha conhecimento dos fatos, pois a admissão após a dispensa do reclamante não é pressuposto capaz de gerar a confissão ficta. Por sua vez, a incerteza da reclamada acerca do acidente denota desconhecimento quanto aos fatos do litígio, o que importaria em confissão ficta. Por outro lado, a confissão ficta tem presunção iuris tantum, que pode ser ilidida por prova em contrário, motivo pelo qual não se há aplicá-la, notadamente neste caso. Neste sentido é pacífica a Jurisprudência, in verbis: RECURSO ORDINÁRIO – 1- PREPOSTO – DESCONHECIMENTO DOS FATOS DA LIDE – CONFISSÃO FICTA – A pena de confissão ficta prevista no §1º, do art. 843, da CLT, aplicada ao reclamado pelo desconhecimento dos fatos da lide pelo preposto, abrange, dentro da litiscontestação, quaisquer fatos, revestindo-os com o manto da verdade, desde que verossímeis e coerentes com a prova já produzida, nos autos, contra a parte confitente. (TRT 7ª R. – RO 1174/2008-007-07-00.1 – 2ª T. – Relª Dulcina de Holanda Palhano – DJe 16.06.2009 – p. 26) Desse modo, nego provimento. 2.2.2Estabilidade acidentária. Afastamento por mais de 15 dias O reclamante noticia no aditamento à inicial que sofreu grave lesão no antebraço no dia 30.4.2011, ficando afastado por 15 dias em razão do acidente sofrido. Afirma que a empresa emitiu a CAT (fl. 119), porém, após o período de afastamento (fl. 183) ficou, na empresa, “encostado” sem nenhuma função, tendo a empresa prometido recompensá-lo nas férias, ocasião em que poderia realizar a cirurgia sem ser afastado pelo INSS. Alega que a empresa não cumpriu o acordo bem como obstou o direito de receber o benefício previdenciário, além do desrespeitado o disposto no art. 168 da CLT. Requereu a nulidade da dispensa com a consequente reintegração, com os pagamentos devidos desde a dispensa arbitrária ou, sucessivamente, o pagamento da indenização compensatória de todo o período estabilitário. A sentença indeferiu o pedido, por concluir que o autor não se desincumbiu do ônus de provar a fraude que teria impossibilitado o gozo da estabilidade provisória. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

O reclamante pede a reforma da sentença afirmando que o preposto não tinha conhecimento dos fatos narrados na inicial, e que a testemunha foi clara ao afirmar que após o acidente e o afastamento por 15 dias, o recorrente ficou “encostado” sem prestar serviços. Renova as alegações da inicial de que a reclamada burlou a legislação, impedindo que o autor fosse detentor de estabilidade decorrente de acidente de trabalho. Vejamos. Ao contrário do alegado pelo reclamante, o depoimento de sua testemunha não teve o condão de validar sua assertiva. Com efeito, a testemunha afirmou que o reclamante exerceu inicialmente a função de operador de máquinas e equipamentos era responsável pelo elevador. Disse que o reclamante ficou afastado por mais de 10 dias e que quando retornou não exerceu sua função, pois sofreu acidente na mão; que ficava sentado no reservatório. Afirmou que após o retorno do acidente passou a exercer a função de encarregado, mas que tal função não foi registrada na carteira; disse que ficou na função de encarregado por volta de 7 meses. Pois bem. Realmente o autor não se desincumbiu do ônus que lhe competia. Nesse sentido, como dito em linhas pretéritas, não há como acolher o pedido de confissão ficta, uma vez que os elementos dos autos vêm elidir a pretensão obreira. Infere-se dos contracheques carreados aos autos, que no período imediatamente após o retorno ao trabalho, o autor fez e recebeu o pagamento de horas extras: maio/junho/agosto (fls. 184-9). Os cartões de ponto também consignam o labor em horas extraordinárias, notadamente no período de retorno, após o afastamento em gozo de licença médica (fl. 192-3). Isso já basta. Ademais, a testemunha afirma que o autor ficou na função de encarregado por volta de 7 meses, o que também afasta a alegação de ter ficado “encostado” em razão do acidente, sem exercer qualquer atividade, considerando que o afastamento se deu no dia 16.01.2012. Também deve ser considerado que o autor afirmou que sofreu acidente no antebraço. Por fim, causa estranheza as alegações do reclamante de ter retornado ao trabalho com a promessa de cirurgia futura, pois em momento algum foi mencionado impossibilidade ou dificuldade no desempenho de quaisquer atividades decorrentes da alegada “sequela”. Desse modo, não cumprindo o autor o ônus de provar o fato constitutivo do direito pleiteado, a teor do disposto nos artigos 333, I, do CPC, e 818 da CLT, não se há reformar a sentença. Nego provimento. 2.2.3Adicional de insalubridade A Primeira Turma decidiu, por maioria, vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais, negar provimento ao apelo, nos termos do voto do Desembargador José Luiz Serafin, que assim dispõe: Pretende o reclamante a reforma da r. sentença, afirmando que estava exposto a ruídos permanentes e contínuos e que o uso efetivo de EPI’s não elimina a insalubridade no ambiente de trabalho, apenas ameniza, fazendo jus, portanto, ao adicional de insalubridade. Sem razão, contudo. Restou provado nos autos, através da perícia realizada, que o reclamante recebeu os EPIs necessários e participou dos treinamentos quanto ao uso correto dos equipamentos, tendo desta forma sido neutralizada a insalubridade alegada pelo autor. O louvado ainda acrescentou que o nível de ruído da área de labor era de 86,7 db(a), sendo certo que o EPI fornecido pelo empregador tem certificado de aprovação do MTE e é suficiente a reduzir o

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agente insalutífero para baixo do limite de tolerância que é de 85 db(a) para uma jornada de 8 horas. Assim, entendo que não merece reforma a r. sentença, motivo pelo qual peço vênia ao eminente magistrado a quo adotar como razões de decidir, os fundamentos ali consignados, in verbis: “O laudo pericial foi claro ao apontar que apesar de as atividade desenvolvidas pelo reclamante serem caracterizadoras da insalubridade em grau médio (pelo ruído), havia a entrega de EPIs com o certificado de aprovação do MTE, especialmente com a proteção auditiva, e ainda que há comprovação de participação do autor em treinamentos quanto ao uso correto, guarda e conservação do EPI. (fls. 266) Logo se o EPI foi capaz de neutralizar a insalubridade existente no local de trabalho, não há razões para condenar a reclamada no adicional pretendido pelo reclamante. Assim, julgo improcedente o pedido “e” da inicial.” Nego provimento. 2.2.4Base de cálculo do adicional de insalubridade Prejudicada a análise. 2.2.5Danos morais O reclamante pede a reforma da sentença que indeferiu a condenação da reclamada no pagamento de dano moral, porque não teve devidamente registrada na CTPS sua real remuneração, violando o disposto no art. 29 da CLT. A sentença não merece reforma. Perfilho o entendimento de que o simples inadimplemento contratual, ilustrado pela ausência de correta anotação da remuneração na CTPS e não pagamento das verbas trabalhistas, embora denote prática que deva ser combatida pelas autoridades constituídas e pela sociedade, não enseja, por si só, a configuração do dano moral. Entendo que essas lesões contratuais ensejam, via de regra, reparação material, tal como já deferido na sentença recorrida. Nego provimento. 2.2.6Multa do art. 467 da CLT O reclamante pugna pelo pagamento da multa do artigo 467 da CLT. Sem razão. O dispositivo legal mencionado é claro. A inexistência de controvérsia é pressuposto para a fixação da multa. Tendo sido impugnados todos os pleitos formulados pelo reclamante na inicial, não se pode cogitar de parcelas incontroversas a autorizar a aplicação da penalidade. Nego provimento. 2.2.7Multa do art. 477 da CLT A Primeira Turma decidiu, por maioria, vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais, negar provimento ao apelo, nos termos do voto do Desembargador José Luiz Serafin, que assim dispõe: O pagamento das parcelas rescisórias foi realizado no prazo legal, sendo que eventuais diferenças alcançadas em Juízo não são suficientes para gerar a mora do empregador capaz de desafiar a aplicação do dispositivo legal em epígrafe, pois não se pode cogitar da disponibilidade jurídica do crédito antes do trânsito em julgado. Nego provimento. 2.2.8Honorários advocatícios A Primeira Turma decidiu, por maioria, vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais, negar provimento ao apelo, nos termos do voto do Desembargador José Luiz Serafin, que assim dispõe: A teor das Súmulas 219 e 329 do e. Tribunal Superior do Trabalho, somente são devidos honorários advocatícios quando presentes os Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

requisitos cumulativos da assistência sindical e precariedade econômica. O obreiro, embora declare a precariedade econômica (22), não se encontra assistido pela entidade de classe. Nego provimento. 2.2.9Descontos fiscais Sempre considerei que o empregador deveria arcar com o ônus do imposto de renda incidente sobre parcelas decorrentes de condenação trabalhista, por ser ele o responsável solidário no recolhimento, e porque o empregado não poderia ser penalizado com uma tributação que não haveria, caso seus créditos tivessem sido adimplidos a tempo e modo, mensalmente, pela empresa devedora. Revejo meu entendimento, entretanto, em decorrência da inovação promovida pela Lei n.º 12.350/2010, que acrescentou o art. 12-A e seus parágrafos à Lei n.º 7.713/1988, cujas disposições foram regulamentadas pela Instrução Normativa RFB n.º 1.127, de 7 de fevereiro de 2011. Com essa alteração legislativa, não há mais prejuízo para o empregado, porque o imposto de renda será calculado levando em consideração a quantidade de meses a que se referem os rendimentos, observando a tabela progressiva constante do anexo do referido ato normativo, cujo art. 3.º assim dispõe: Art. 3.º O imposto será retido, pela pessoa física ou jurídica obrigada ao pagamento ou pela instituição financeira depositária do crédito, e calculado sobre o montante dos rendimentos pagos, mediante a utilização de tabela progressiva resultante da multiplicação da quantidade de meses a que se referem os rendimentos pelos valores constantes da tabela progressiva mensal correspondente ao mês do recebimento ou crédito. Também foi alterada na Sessão do Tribunal Pleno do TST do dia 16.04.2012, o item II da Súmula 368 do TST, que passa a contemplar exatamente o cálculo do imposto de renda pelo regime de competência, verbis: II. É do empregador a responsabilidade pelo recolhimento das contribuições previdenciárias e fiscais, resultante de crédito do empregado oriundo de condenação judicial, devendo ser calculadas, em relação à incidência dos descontos fiscais, mês a mês, nos termos do art. 12-A da Lei n.º 7.713, de 22/12/1988, com a redação dada pela Lei nº 12.350/2010. (grifei) Em razão do exposto, nego provimento. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região, por unanimidade, conhecer parcialmente do recurso do reclamante, dele não conhecendo das matérias "contribuições previdenciárias", por ausência de interesse recursal e "horas extras", por não atacar os fundamentos da decisão; no mérito, negar provimento ao apelo, ficando prejudicada a análise atinente à base de cálculo do adicional de insalubridade, Vencidos, quanto ao adicional de insalubridade, à multa do art. 477, da CLT, e aos honorários advocatícios, o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais Participaram da Sessão de Julgamento em 10 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente), Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi, convocada para compor quorum. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator

Acórdão

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Processo Nº RO-18300-18.2013.5.17.0014
Processo Nº RO-18300/2013-014-17-00.6

Recorrente Advogado Recorrido Advogado

ROSSINI VOGAS MENEZES Rodolfo Abdala Brandao da Costa(OAB: 009206 ES) VALEC ENGENHARIA CONSTRUCOES E FERROVIAS S/A Vera Maria Pessanha da Silva(OAB: 018383 RJ)

ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0018300-18.2013.5.17.0014 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: ROSSINI VOGAS MENEZES Recorrido: VALEC ENGENHARIA CONSTRUCOES E FERROVIAS S/A Origem: 14ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA - ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA ISONOMIA. DIFERENÇAS SALARIAIS. Não há falar em malferimento do princípio da isonomia quando a evolução salarial do autor obedece o PCS da extinta RFFSA, nos exatos termos do § 2.º da Lei n.º 11.483/07, que regulamenta a matéria. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante, inconformado com a sentença, de fls. 253-255, v.º, da 14.ª Vara do Trabalho de Vitória/ES, que julgou improcedentes os pedidos. Razões do recurso, às fls. 258-266, pleiteando a reforma quanto à isonomia salarial, horas extras referentes ao intervalo interjornada e indenização de horas extras. Contrarrazões, às fls. 270-274. FUNDAMENTAÇÃO 2.1. CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário do reclamante, por presentes os pressupostos de admissibilidade. ISONOMIA SALARIAL O reclamante narra na inicial que é empregado da reclamada por sucessão trabalhista desde 14/01/1980, exercendo a função de advogado desde 1986, estando no último nível da tabela salarial – advogado sênior. Diz que foi surpresado por um edital de Concurso a ser realizado pela reclamada para a contratação de novos advogados em que o salário básico inicial é de quase o dobro do seu salário após 27 anos de prestação de serviços. Requer as diferenças salariais, invocando o princípio da isonomia. A sentença indeferiu o pedido de isonomia salarial, pleiteado pelo autor, por entender que o plano de cargos e salários da RFFSA, aplicável ao Autor, não se comunica com o plano de cargos e salários da Reclamada, de modo que não há que se falar em aplicação do salário inicial dos advogados desta aos advogados daquela, principalmente na hipótese dos autos em que é incontroverso o fato de que a partir da sucessão trabalhista o Autor sempre prestou serviços para a inventariança da RFFSA e atualmente para o DNIT. Não merece reforma a sentença. O contrato de trabalho do reclamante foi transferido da RFFSA para a reclamada por força do artigo 17 da Lei n.º 11.483/07, que dispõe: Art. 17. Ficam transferidos para a Valec: I - sendo alocados em quadros de pessoal especiais, os contratos

de trabalho dos empregados ativos da extinta RFFSA integrantes: a) do quadro de pessoal próprio, preservando-se a condição de ferroviário e os direitos assegurados pelas Leis nºs 8.186, de 21 de maio de 1991, e 10.478, de 28 de junho de 2002; ........... § 1º A transferência de que trata o inciso I do caput deste artigo darse-á por sucessão trabalhista e não caracterizará rescisão contratual. § 2º Os empregados transferidos na forma do disposto no inciso I do caput deste artigo terão seus valores remuneratórios inalterados no ato da sucessão e seu desenvolvimento na carreira observará o estabelecido nos respectivos planos de cargos e salários, não se comunicando, em qualquer hipótese, com o plano de cargos e salários da Valec. (gn) Dessa forma, a evolução salarial do autor obedeceu o PCS da extinta RFFSA, não havendo falar em ofensa ao princípio da isonomia. Nego provimento. INTERVALO INTERJORNADA/JORNADA FIXADA EM OUTROS AUTOS O autor pleiteia o pagamento de uma hora extra diária a título de intervalo interjornada, com base na jornada fixada em outra reclamação trabalhista, em trâmite na 6.ª Vara do Trabalho de Vitória/ES, que está em fase de execução. A decisão recorrida indeferiu o pedido por entender que a sentença invocada pelo autor, proferida em outros autos e em relação a pedido diverso não vincula este Juízo do presente processo, no qual devem ser produzidas as provas necessárias ao julgamento da lide (fl. 255) Merece reforma. A sentença invocada pelo autor (Proc. n.º 014350030.2011.517.0006), cuja cópia encontra-se às fls. 48 e o andamento processual da reclamação mostram que a jornada do reclamante foi fixada naqueles autos como de 8h às 22h, de segunda a sexta-feira. Não houve recurso e o processo encontra-se em fase de execução. Dessa forma, há trânsito em julgado em relação à jornada, não sendo possível ao reclamante rediscutir a matéria nestes autos. A prova que ele poderia fazer e fez, foi trazer aos autos a sentença transitada em julgado. Pelo exposto, dou provimento ao apelo para determinar o pagamento como extra, de uma hora por dia, de segunda a sexta feira, observando-se a prescrição quinquenal já declarada nestes autos. Isto é, como a sentença transitada em julgado fixou essa jornada para o período de novembro de 2006 a dezembro de 2010 e nestes autos a prescrição foi acolhida para as verbas anteriores a 20/02/2008, a verba será devida somente de 20/02/2008 a dezembro de 2010. Dou provimento nos termos acima. 2.4. HORAS EXTRAS/INDENIZAÇÃO Requer o autor indenização por ter prestado horas extras com habitualidade por mais de 15 anos. Não tem razão. A sentença, que mantenho por seus próprios fundamentos, reconheceu a existência de coisa julgada, nos termos abaixo: Pretende o Autor a condenação da Ré ao pagamento de indenização pela supressão de horas extras, ao fundamento de que prestou horas extras com habitualidade por mais de 15 anos até 31/12/2010. Aduz que as horas extras foram reconhecidas no processo nº 1435/2011 - 6ª Vara de Vitória/ES. Embora a inicial do referido processo não tenha vindo aos autos, omitiu o Autor que a matéria relativa à supressão das horas extras também fora apreciada pelo Juízo da 6ª Vara (fls. 46), tendo aquele

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Juízo indeferido a incorporação dessas horas, ao fundamento de que: “Indefiro, ainda, o pedido de incorporação. As horas extras são devidas quando trabalhadas. Há um descompasso gigantesco entre a teoria que prevalecia do respeito à estabilidade remuneratória e a atual vertente de preocupação com a saúde do trabalhador. Com efeito, a s obrigar o empregador a não suprimir as horas extras mesmo quando não precisa do trabalho, automaticamente se dá a este empregador uma justificativa para manter o empregado executando atividades , já que na lógica capitalista, se ele terá de pagar, então que obtenha a contraprestação... Note-se que as decisões devem conter um respeito aos princípios que sejam mais caros à sociedade e adotar um discurso único. Não me permito adotar uma decisão que difira desse princípio de respeito à saúde do trabalhador – e que devo aplicar a todo caso similar – somente porque o autor já não faz mais horas extras . Com efeito, a mesma solução jurídica deveria ser utilizada para quem ainda estivesse submetido a uma tal jornada. O discurso não pode mudar somente porque de um lado se tem um advogado que parou de prestar horas extras e de outro um hipotético operário da construção civil ainda envolvido em estafante atividade física.” Assim, considerando que a matéria objeto da presente lide já foi julgada em outros autos, forçoso é reconhecer-se a ocorrência de coisa julgada, extinguindo-se o feito sem julgamento de mérito no tocante a tal matéria, nos termos do artigo 267, V, do CPC. Nego provimento. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região, por unanimidade, conhecer do recurso ordinário do reclamante e dar-lhe provimento parcial para condenar a ré no pagamento de uma hora extra por dia, referente ao intervalo interjornada, no período de 20/02/2008 a dezembro de 2010 (referente ao intervalo interjornada). Presença do advogado Rossini Vogas Menezes, pelo recorrente. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente), Desembargador Gerson Fernando Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Procurador do Trabalho: Dr. João Hilário Valentim DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator

Acórdão
Processo Nº ED-19700-85.2012.5.17.0181
Processo Nº ED-19700/2012-181-17-00.9

Embargante Advogado Embargado Advogado

SEBASTIAO DELEVIDOVE MARIM Antonio de Oliveira Neto(OAB: 007745 ES) CONSTRUTORA PADILHA LTDA EPP Sander Gosser Polchera(OAB: 015457 ES)

PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0019700-85.2012.5.17.0181 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: SEBASTIAO DELEVIDOVE MARIM Embargado: O V. ACÓRDÃO DE FLS. 225/227 - TRT 17ª. REGIÃO CONSTRUTORA PADILHA LTDA - EPP

Origem: VARA DO TRABALHO DE NOVA VENÉCIA - ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Se os embargos não demonstram a existência de omissão, de contradição, ou de obscuridade e revelam mero inconformismo da parte com o conteúdo meritório do acórdão, não merecem ser providos. Vistos, relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos pelo reclamante em face do v. acórdão de fls. 225/227, alegando omissão no julgado. FUNDAMENTAÇÃO 2.1CONHECIMENTO Conheço dos embargos declaratórios, por preenchidos os pressupostos para a sua admissibilidade. 2.2OMISSÃO Alega o embargante que há omissão no v. acórdão ao argumento de “não há no acórdão a definição e a posição desse E. Tribunal se é possível ou não a quitação de direitos rescisórios sem a assistência sindical ou de outra autoridade competente, bem assim, a prestabilidade de recibos de papelaria em substituição ao TRCT” . Assim, requer seja sanado o vício e prequestionada a matéria, inclusive quanto ao art. 477 da CLT. Sem razão. Da leitura atenta dos embargos declaratórios, verifico que os argumentos apresentados pelo embargante revelam seu claro inconformismo com o resultado do julgamento, uma vez que utiliza dos presentes embargos com o intuito de rediscutir questão amplamente apreciada no acórdão, por lhe ter sido desfavorável a decisão. E da leitura do v. acórdão, extrai-se que a matéria foi amplamente analisada no tópico “2.3 QUITAÇÃO – INVALIDADE DOS RECIBOS DE PAGAMENTO” (fl. 225-v/226), não sendo prerrogativa das partes, ademais, determinarem o que os julgadores deverão fazer constar do acórdão. Ora, se os embargos confundem julgamento contrário ao seu interesse com omissão em julgar, não merecem ser providos. Quanto ao prequestionamento a que se refere a Súmula 297 do TST, só tem pertinência e cabimento quando o julgado não haja adotado fundamento explícito sobre o tema ou sobre a questão submetida, o que não significa obrigação de reproduzir textos legais. O que se exige é adoção de tese, e não reprodução da lei. Assim, além de os embargos denotarem mero inconformismo com o conteúdo meritório do julgado, o que deve ser manejado na via recursal própria, é nítida a intenção da parte de dilatar o prazo recursal. Deste modo, ante a total ausência dos vícios alegados e o caráter manifestamente protelatório dos embargos, nego-lhes provimento e imponho ao Embargante multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa, na forma autorizada pelo art. 538, parágrafo único, do CPC. 3.CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região, por unanimidade, conhecer dos embargos declaratórios, negar-lhes provimento e condenar o Embargante a pagar a multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa, na forma autorizada pelo art. 538, parágrafo único, do CPC. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente),

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Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora

Acórdão
Processo Nº RO-23600-70.2013.5.17.0010
Processo Nº RO-23600/2013-010-17-00.3

Recorrente Advogado Recorrido Plurima Réu Advogado

DEIVID GERHARDT BARBOSA LIMA Gualter Loureiro Malacarne(OAB: 013548 ES) TELEMASTERS TELEINFORMATICA COMERCIO E SERVICOS LTDA - ME EMBRATEL TVSAT TELECOMUNICAÇÕES S.A Rodolfo Gomes Amadeo(OAB: 012493 ES)

ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0023600-70.2013.5.17.0010 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: DEIVID GERHARDT BARBOSA LIMA Recorridos: TELEMASTERS TELEINFORMATICA COMERCIO E SERVICOS LTDA - ME EMBRATEL TVSAT TELECOMUNICAÇÕES S.A Origem: 10ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA - ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA UTILIZAÇÃO DE VEÍCULO PRÓPRIO. DESPESAS COM MANUTENÇÃO E COMBUSTÍVEL – ALUGUEL DE VEÍCULO. Ao empregador cumpre os riscos do negócio (CLT, art. 2.º) e, por conseqüência, a ele cabe o fornecimento de todos os meios necessários à execução de sua atividade empresarial. Ao empregado cumpre prestar o labor para que foi contratado. Transferir-lhe o ônus financeiro pelos gastos decorrentes dos bens utilizados na realização desse serviço é exonerar o empregador de suas responsabilidades essenciais, reduzindo ilegalmente o salário obreiro. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo autor em face da sentença de fls. 80/81 que julgou improcedentes os pedido iniciais. Razões recursais de fls. 88/92 nas quais o reclamante renova os pedidos relativos a aluguel do veículo e ressarcimento das despesas com combustível e depreciação do automóvel, bem como honorários advocatícios. A decisão de fls. 93 negando seguimento ao recurso ordinário foi reformada com o provimento do agravo de instrumento, conforme certidão de fls. 117. Contrarrazões às fls. 106/112. FUNDAMENTAÇÃO 2.1 CONHECIMENTO Conforme consta da certidão de fls. 117 a questão relativa ao preparo do recurso ordinário restou superada com o provimento do agravo de instrumento cuja decisão foi proferida nos seguintes termos: “2.1 CONHECIMENTO Conheço do agravo de instrumento interposto pelo reclamante porque presentes os pressupostos objetivos e subjetivos de Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

admissibilidade. 2.2 MÉRITO 2.2.1 NÃO CONHECIMENTO DO RECURSO ORDINÁRIO POR FALTA DE PAGAMENTO DE CUSTAS PROCESSUAIS O juízo de primeiro grau negou provimento ao recurso ordinário interposto pelo reclamante, por falta de preparo. O reclamante, ora agravante, alega que juntou aos autos declaração de hipossuficiência (fls.08) pediu a assistência judiciária gratuita, está desempregado e não tem condições de arcar com as custas do processo, nos moldes do § 3º, do artigo 790 d CLT. Requer o seguimento do recurso ordinário. Vê-se que o julgador determinou o recolhimento de cutas pelo reclamante no importe de R$600,00 (fls. 81,v) Com razão o reclamante. A assistência judiciária gratuita àqueles que não possuem recursos suficientes para demandar em juízo sem prejuízo do seu próprio sustento ou de sua família constitui direito fundamental, de aplicação imediata, ex vi da Constituição Federal, art. 5.º, inciso LXXIV e § 1.º. Nesse sentido, a previsão do art. 790, §3º da CLT: Art. 790. Nas Varas do Trabalho, nos Juízos de Direito, nos Tribunais e no Tribunal Superior do Trabalho, a forma de pagamento das custas e emolumentos obedecerá às instruções que serão expedidas pelo Tribunal Superior do Trabalho. [...] § 3o É facultado aos juízes, órgãos julgadores e presidentes dos tribunais do trabalho de qualquer instância conceder, a requerimento ou de ofício, o benefício da justiça gratuita, inclusive quanto a traslados e instrumentos, àqueles que perceberem salário igual ou inferior ao dobro do mínimo legal, ou declararem, sob as penas da lei, que não estão em condições de pagar as custas do processo sem prejuízo do sustento próprio ou de sua família. E há nos autos declaração do reclamante (fls.08) de que não tem condições de arcar com as despesas do processo sem prejuízo de seu sustento e de sua família. É o que basta. O fato de ter percebido, durante o contrato de trabalho, remuneração superior ao dobro do mínimo legal não afasta essa conclusão. Ademais, não há notícia nos autos de que esteja empregado. Mesmo porque afirma que a empresa fechou e não assinou sua CTPS nem lhe pagou as verbas rescisórias. Além disso, ausente a primeira reclamada, como bem observou o julgador de primeiro grau, às fls. 80. É que a Lei n.º 7.115/83 revogou os §§2º e 3º do artigo 14, da Lei n.º 5.584/70, no que tange à comprovação dessa miserabilidade, e o §1º do referido artigo 14 não exclui a possibilidade de concessão do benefício a trabalhadores que recebam mais de dois salários mínimos. Esclareça-se, ainda, que tendo sido demonstrada a insuficiência de recursos o patrocínio da causa por advogado particular, por si só, não tem o condão de afastar essa garantia, sob pena de violação do texto constitucional. Ressalto também que a Lei 10.537/2002 modificou os artigos 789 e 790 da CLT, sendo que o § 3.º do art. 790 passou a assim dispor: É facultado aos juízes, órgãos julgadores e presidentes dos tribunais do trabalho de qualquer instância conceder, a requerimento ou de ofício, o benefício da justiça gratuita, inclusive quanto a traslados e instrumentos, àqueles que perceberem salário igual ou inferior ao dobro do mínimo legal, ou declararem, sob as penas da lei, que não estão em condições de pagar as custas do processo sem prejuízo do sustento próprio ou de sua família. Como se vê, o dispositivo transcrito não estabelece momento para que seja feita essa declaração.

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Assim, se o autor, em qualquer fase do processo, declara não estar em condições de arcar com as despesas decorrentes da demanda, ou ainda que não haja tal declaração, postula a dispensa de recolhimento das custas na inicial e reitera em um outro momento processual demonstrando fazer jus ao benefício da justiça gratuita, tenho como atendidos os requisitos previstos no § 3.º do art. 790 da CLT, para a concessão do pedido de isenção do pagamento. No caso em apreço, analisando a r. sentença de fls. 81, vê-se que o pleito de justiça gratuita foi indeferido sob o fundamento de que “ ...não se encaixa o autor, por sua média salarial, no perfil estabelecido pelo legislador, miserável, para auferir tal benefício.” Certo é que o reclamante, alegou, na petição inicial, que recebia remuneração, em média de R$4.756,00, sendo que R$756,00 anotados na sua CTPS e os R$4.000,00 eram pagos “por fora”. Contudo, foi indeferido o pedido de justiça gratuita pela r. sentença. Vê-se, por outro lado, que o reclamante apresentou com a petição inicial a sua declaração de hiposssuficiência às fls. 08. Nesse cenário, deve ser deferida a assistência judiciária. Repito: há declaração de hipossuficiência financeira nos autos e não há notícia de que o autor está empregado. Neste caso é imperioso ressaltar que mesmo não estando assistido por sindicato, o reclamante tem direito a recorrer sem recolhimento das custas. Dou provimento, portanto, para conceder o benefício da assistência judiciária gratuita ao agravante, dispensando-o do recolhimento de custas processuais e determinar o destrancamento do recurso ordinário interposto. Sendo assim, conheço do recurso ordinário eis que preenchidos todos os pressupostos de admissibilidade. 2.2 MÉRITO 2.2.1 ALUGUEL DE VEÍCULO, DESPESAS COM COMBUSTÍVEL E MANUTENÇÃO DO VEÍCULO Narra o autor em sua inicial que foi contratado para a função de Supervisor Técnico e que para o exercício de suas atividades era exigido pelas reclamadas que ele utilizasse de veículo próprio para “rodar” os pontos de vendas, fazer apoio aos técnicos de instalação, fazer o transporte de equipamentos, além de ir até a casa de vários clientes fazer instalações e manutenções de aparelhos. Diz que, na verdade, entre as partes existiu um contrato de aluguel de veículo, já que este era usado para serviços exclusivamente da Segunda ré. Pede a condenação das reclamadas no pagamento de indenização pelo aluguel do veículo, no valor de R$87,00 por dia trabalhado e o ressarcimento das despesas com combustível e manutenção no valor de 700,00 por mês. Pois bem. O autor não cuidou de produzir prova no sentido de que era exigido pela reclamada, como condição da contratação, que o empregado possuísse veículo próprio para desempenho de suas atribuições, fato que foi negado pela defesa. Também restou afastada, pelo teor do depoimento pessoal do autor, a alegação inicial de existência de um contrato, ainda que verbal, de aluguel do veículo. O próprio reclamante afirmou que não foi acordado o pagamento de qualquer valor pela utilização do automóvel. No entanto, o fato que não foi negado pela defesa é o de que o reclamante efetivamente utilizava de veículo próprio para execução das tarefas afetas ao contrato de trabalho e para atender as necessidades de serviço da empresa. Ora, na condição de Supervisor Técnico e com a função de acompanhar as instalações de ponto de TV a cabo, carregando as ferramentas e equipamentos necessários para o desempenho destas tarefas, a utilização de veículo próprio não se dava por opção do empregado ou para o seu próprio deleite, mas como Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

verdadeira ferramenta de trabalho. Com efeito, ao empregador cumpre os riscos do negócio (CLT, art. 2.º) e, por conseqüência, a ele cabe o fornecimento de todos os bens necessários à execução de sua atividade empresarial. Ao empregado cumpre prestar o labor para que foi contratado. Transferir-lhe o ônus financeiro pelos gastos decorrentes dos bens utilizados na realização desse serviço é exonerar o empregador de suas responsabilidades essenciais, reduzindo ilegalmente o salário obreiro. E se a reclamada, para atender as necessidades do empreendimento, precisava utilizar-se de veículo, deveria ter uma frota própria ou ter feito contrato de locação de veículo com pessoa jurídica que desenvolvesse tal objetivo social. E aqui peço vênia para transcrever a seguinte ementa do v. acórdão da lavra da Exmª. Juíza Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi: PRESTADORAS DE SERVIÇO DE INSTALAÇÃO DE LINHAS TELEFÔNICAS – ALUGUEL DO VEÍCULO DO EMPREGADO – VERBA DE NATUREZA SALARIAL – A prática forense tem demonstrado que a maioria das empresas que se utilizam de instaladores de linhas telefônicas exigem que o empregado tenha carro e, paralelamente ao contrato de trabalho, encetam um contrato de aluguel de veículo. Com isso, essas empresas evitam os problemas inerentes a administrar uma frota própria, à contratação do seguro respectivo, enfim, todas as situações que a aquisição de veículos normalmente acarreta. E, nesta confortável situação, dividem com o empregado o risco e ônus do negócio, cujo lucro, contudo, não é compartilhado. Neste passo, não é justo e nem jurídico que essas empresas obriguem os empregados à utilização de seu próprio veículo, "para" a prestação de serviços, sem qualquer benefício ao trabalhador. Portanto, deve ser reconhecida a natureza salarial da verba. (TRT 17ª R. – RO 9760085.2010.5.17.0191 – Relª Desª Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi – DJe 23.08.2012 – p. 170) Sendo assim, em razão da revelia a aplicada à Primeira Ré e, por falta de contestação específica por parte da Segunda Reclamada, acolho os valores apontados pelo autor em sua inicial: R$87,00 por dia de trabalho a título de aluguel do veículo e R$700,00 por mês para ressarcir as despesas com combustível e manutenção do automóvel. Dou provimento para reformar a sentença e deferir os pedidos “a” e “b” da petição inicial. 2.2.2 RESPONSABILIDADE DAS RECLAMADAS O autor alegou, na sua inicial, que durante todo o contrato de trabalho prestou serviços em prol da Segunda Ré. Junto com a contestação vieram aos autos o contrato celebrado entre as reclamadas no qual consta, como objeto da avença, o seguinte: “O objeto do presente contrato é a prestação pelo parceiro de (i) serviços de representação comercial promovendo e intermediando a venda de assinaturas da Via Embratel, (ii) instalação, distribuição e retirada de equipamentos Via Embratel e (iii) serviços de assistência técnica aos assinantes Via Embratel” (fls. 50). Por falta de contestação específica, tem-se por incontroverso que as tarefas do reclamante, na qualidade de Supervisor Técnico, estavam relacionadas às instalação de pontos de TV a cabo e assistência técnica de produtos da Segunda Reclamada, ou seja, tarefa diretamente afetas ao objeto do contrato celebrado entre as empresas. A situação é a típica versada na Súmula 331 do TST, suficiente a fazer emergir a responsabilidade subsidiária do beneficiário final do trabalho desenvolvido pelo reclamante. Assim, a teor do que dispõe o item IV da Súmula 331 do C. TST, que estabelece a responsabilidade da tomadora de serviços com a

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empresa intermediadora da mão-de-obra, entendo que o tomador de serviços responde subsidiariamente pelos débitos trabalhistas do empregador. Tendo a tomadora dos serviços agido com culpa in eligendo e in vigilando, responde pela falta de idoneidade da prestadora de serviços, já que, mais do que realizar a escolha da empresa devidamente, tinha a segunda reclamada o dever de manter constante vigilância quanto ao cumprimento das obrigações trabalhistas em relação ao reclamante que prestou seus serviços diretamente à empresa tomadora. In casu, evidenciando-se haveres trabalhistas do reclamante não pagos pela 1.ª ré, configurada está a culpa da 2.ª demandada, de cunho objetivo. Nem se diga que somente a 1.ª reclamada é responsável pelas obrigações contratuais. Cumpre asseverar que a responsabilidade subsidiária nada mais é que uma garantia a mais aos empregados que já prestaram seus serviços, no caso de eventual inadimplemento por parte da prestadora, ou seja, serão executados todos os bens da 1.ª ré para, depois, persistindo a inadimplência, executar a tomadora dos serviços, não havendo que se falar, então, em necessidade de se comprovar, imediatamente, eventual situação de insolvência, para poder-se condenar o tomador no cumprimento subsidiário das obrigações impostas em sentença, posto que a subsidiariedade não tem por escopo onerar despropositada e irresponsavelmente o condenado subsidiário. Não é plausível que após utilizar-se do trabalho do trabalhador a tomadora dos serviços lave as suas mãos, deixando o trabalhador entregue a sua própria sorte junto à empresa prestadora, como in casu, menosprezando todos os postulados jurídicos de proteção ao empregado. Dessa forma, uma vez que a empregadora torne-se inadimplente em relação às verbas devidas ao empregado, em razão do contrato de trabalho, o tomador dos serviços responde subsidiariamente pelo pagamento de toda a condenação que for imposta. Indiscutível, portanto, a responsabilidade subsidiária da recorrente, inexistindo violação do art. 5º, II e LIV, da Constituição da República. Dou provimento para condenar, de forma subsidiária, a Segunda Reclamada ao pagamento de toda a condenação que foi imposta à Primeira Ré. 2.2.3 HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS (não há assistência sindical) A Primeira Turma decidiu, por maioria, vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais, negar provimento ao apelo, nos termos do voto da Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio, que assim dispõe: Neste procedimento especializado, não se aplica o disposto no artigo 20 do CPC, eis que o Processo do Trabalho tem norma de regência própria. Logo, se a parte não preenche os requisitos exigidos na Lei 5.584/70, impossível o deferimento do pedido. Destaco ainda que o artigo 133 da Constituição Federal de 1988, bem como a Lei 8.906/94 não revogou o jus postulandi das partes. Por isso, continuam em vigor os arts. 791 e 839 da CLT. Desse modo, prevalece o entendimento consubstanciado no item I, da Súmula 219 do C. TST. Em razão disso, nego provimento ao recurso do Reclamante.” Custas de R$400,00 pelas reclamadas, calculadas sobre R$20.000,00 valor atribuído à condenação. 3. CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região, superada a questão relativa ao preparo pelo julgamento do agravo de instrumento conforme consta Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

na certidão de fls. 117 e preenchidos os demais pressupostos de admissibilidade, por unanimidade, conhecer do recurso ordinário e, no mérito, por maioria, dar-lhe parcial provimento para reformar a sentença e deferir os pedidos “a” e “b” da petição inicial; condenar, de forma subsidiária, a Segunda Reclamada ao pagamento de toda a condenação que foi imposta à Primeira Ré. Custas de R$400,00 pelas reclamadas, calculadas sobre R$20.000,00 valor atribuído à condenação. Vencidos, no tocante ao aluguel de veículo, despesas com combustível e manutenção do veículo, o Desembargador José Luiz Serafini; quanto aos honorários advocatícios, o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente), Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Procurador do Trabalho: Dr. João Hilário Valentim. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator

Acórdão
Processo Nº RO-24000-42.2013.5.17.0121
Processo Nº RO-24000/2013-121-17-00.3

Recorrente Advogado Recorrido Plurima Réu Plurima Réu

JOAQUIM ARTUR DUARTE BRANCO Rosilene Teixeira(OAB: 009352 ES) ARUS FUNDACAO ARACRUZ DE SEGURIDADE SOCIAL FIBRIA CELULOSE S/A FUNDACAO SEN JOSE ERMIRIO DE MORAES

ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0024000-42.2013.5.17.0121 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: JOAQUIM ARTUR DUARTE BRANCO Recorridos: ARUS FUNDACAO ARACRUZ DE SEGURIDADE SOCIAL FIBRIA CELULOSE S/A FUNDACAO SEN JOSE ERMIRIO DE MORAES Origem: VARA DO TRABALHO DE ARACRUZ - ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que cabe à Justiça Comum julgar processos decorrentes de contrato de previdência complementar privada. A decisão ocorreu nos Recursos Extraordinários (REs) 586453 e 583050. Como relatora do RE 586453, a ministra Ellen Gracie, entendeu que a competência para apreciar a matéria é da Justiça Comum em razão da inexistência de relação trabalhista entre o beneficiário e a entidade fechada de previdência complementar. A decisão do STF, ao modular os efeitos da repercussão geral declarada, limitou a permanência das ações ajuizadas que versem sobre complementação nessa Justiça do Trabalho àquelas que possuam decisão de mérito até 20/02/2013. Assim, proposta a ação após esta data e, obviamente, havendo prolação de sentença em data ainda posterior, a competência para julgar a demanda é da Justiça Comum. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO

1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira, 23 de Setembro de 2013

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Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante, contra a sentença de fls. 72-72v, complementada pela decisão de embargos de declaração de fls. 77-77v, que declarou a incompetência absoluta da Justiça do Trabalho para julgar a presente ação, ajuizada em face de entidade de previdência privada, e determinou a remessa dos autos à Justiça Comum. Razões recursais do reclamante às fls. 79-83, pugnando seja afastada a declaração de incompetência, determinando-se o prosseguimento da instrução processual e novo julgamento do feito pela Origem ou diretamente por esta E. Corte. Conforme certidão de fls. 97, decorreu o prazo legal sem que as reclamadas apresentassem contrarrazões ao apelo autoral. É o relatório. FUNDAMENTAÇÃO 2.1.CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário interposto pelo reclamante, pois presentes os pressupostos legais de admissibilidade. Ressalte-se que foi concedido ao autor o benefício da assistência judiciária gratuita, dispensando-o do recolhimento das custas processuais, fixadas em R$100,00. 2.2. INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. Insurge-se o reclamante contra a sentença que declarou a incompetência absoluta da Justiça do Trabalho para julgar a presente ação, ajuizada em face de entidade de previdência privada, e determinou a remessa dos autos à Justiça Comum. Sem razão, entretanto. A presente ação trata tão somente de questões relacionadas às regras aplicadas pelo plano de previdência privada do autor, tais como, os valores percentuais das contribuições dos empregados/empregadores e a recomposição da reserva matemática do fundo. Trata-se, portanto, de questões decorrentes do contrato de previdência complementar privada. Em recente julgamento, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que cabe à Justiça Comum julgar processos decorrentes de contrato de previdência complementar privada. A decisão ocorreu nos Recursos Extraordinários (REs) 586453 e 583050. Como relatora do RE 586453, a ex-ministra Ellen Gracie, entendeu que a competência para apreciar a matéria não seria desta Justiça especializada, em razão da inexistência de relação trabalhista entre o beneficiário e a entidade fechada de previdência complementar. Entretanto, nesse mesmo julgamento, o STF modulou os efeitos da decisão para que os processos com sentença de mérito proferida até 20 de fevereiro de 2013 permaneçam na Justiça do Trabalho, o que não é o caso dos presentes autos cuja ação foi proposta em 06 de março de 2013 e a decisão, ora recorrida, foi prolatada em 14 de março de 2013. Sendo assim, entendo tal como o Juízo de origem e mantenho a declaração de incompetência da Justiça do Trabalho para julgar a presente ação. Nego provimento. CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região, por unanimidade, conhecer do recurso ordinário interposto pelo reclamante e, no mérito, negar-lhe provimento. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente), Desembargador Gerson Fernando Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Procurador do Trabalho: Dr. João Hilário Valentim Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator

Acórdão
Processo Nº RO-24500-27.2011.5.17.0009
Processo Nº RO-24500/2011-009-17-00.2

Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Réu Advogado

CARLOS SOARES GONCALVES Analton Loxe Júnior(OAB: 013761 ES) FADEL TRANSPORTES E LOGISTICA LTDA Elias Melotti Junior(OAB: 008692 ES) COMPANHIA DE BEBIDAS DAS AMERICAS - AMBEV RAFAEL SGANZERLA DURAND(OAB: 015112 ES)

ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0024500-27.2011.5.17.0009 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: CARLOS SOARES GONCALVES Recorridos: FADEL TRANSPORTES E LOGISTICA LTDA COMPANHIA DE BEBIDAS DAS AMERICAS - AMBEV Origem: 9ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA - ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA HORAS EXTRAS. DIFERENÇAS. ÔNUS DA PROVA. Se existem diferenças de horas extras a serem quitadas, é do autor o ônus de prová-las, por se tratar de fato constitutivo de seu direito (inciso I do art. 333 do CPC c/c art. 818 da CLT). HONORÁRIOS PERICIAIS. ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA. A assistência judiciária gratuita ou a gratuidade de justiça não alcançam os honorários periciais, uma vez que tais benefícios somente abrangem despesas e taxas judiciais devidas ao Estado. Não obstante, comprovada a hipossuficiência econômico -financeira, pode-se autorizar o recebimento dos honorários periciais diretamente deste Regional, nos termos do Provimento TRT.17.ª SECOR 03/2007. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO O reclamante interpõe recurso ordinário em face da r. sentença de fls. 528/533, complementada pela r. decisão de embargos declaratórios de fl. 549, da MM. 9ª Vara do Trabalho de Vitória-ES, a qual julgou procedentes em parte os pedidos e condenou a 1ª reclamada, e a 2ª subsidiariamente, ao pagamento das parcelas deferidas ao reclamante. Razões do recurso às fls. 538/542, pleiteando a reforma da r. sentença quanto à integração do salário in natura na remuneração, quanto às horas extras, quanto ao dano moral, quanto aos honorários advocatícios contratuais e sucumbenciais, quanto aos descontos fiscais e previdenciários e ainda quanto à Justiça gratuita/honorários periciais. Contrarrazões da 1ª reclamada às fls. 553/557-vº, pela manutenção da r. sentença. Devidamente intimada à fl. 552, a 2ª reclamada não apresentou contrarrazões ao recurso. FUNDAMENTAÇÃO 2.1. CONHECIMENTO Conheço apenas parcialmente do recurso, não o conhecendo

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quanto aos descontos fiscais e previdenciários, por ausência de interesse, e quanto aos honorários advocatícios contratuais, por preclusão. Quanto aos descontos fiscais e previdenciários, a reclamante pretende que estes se processem nos termos da Súmula 368 do C. TST. No entanto, tal pleito já foi deferido pelo Juízo primevo, senão vejamos. Em relação aos descontos previdenciários, foi determinado que o reclamante deve apenas arcar com o valor principal de sua cotaparte, ficando os encargos decorrentes da mora patronal a cargo da reclamada. Ou seja, o Juízo de origem determinou o que preceitua o item III da Súmula nº 368 do C. TST. Em relação aos descontos fiscais, foi determinado que a reclamada deve arcar integralmente com os acréscimos legais moratórios. Já a Súmula 368, II, do C. TST faz expressa menção ao art. 46 da Lei nº 8.541/92 e ainda ao Prov. 03/2005 da CGJT, onde consta que deverá haver a retenção do imposto devido pela pessoa física ou jurídica obrigada ao pagamento (leia-se pagamento de verba trabalhista) e não que esta seja obrigada ao pagamento do imposto devido pelo beneficiário em decorrência do pagamento de tal verba trabalhista. Ou seja, se fosse observada a Súmula 368 do C. TST, como pretende o autor em seu recurso, haveria reformatio in pejus, pois o reclamante ficaria em pior situação do que a anterior, o que é vedado pelo ordenamento jurídico. Quanto aos honorários advocatícios contratuais, não houve apreciação pelo Juízo de origem no particular e o reclamante não opôs embargos declaratórios visando sanar a omissão, pelo que se operou a preclusão sobre a matéria. Quanto ao mais, conheço do recurso ordinário interposto pelo reclamante, porque próprio e tempestivo, atendendo aos pressupostos de admissibilidade. 2.2. MÉRITO 2.2.1. Integração do Salário In Natura na Remuneração O Juízo a quo determinou – no período em que o reclamante era Ajudante de Cargas e respeitada a prescrição reconhecida na sentença – a integração do pagamento das recargas em latinhas de cerveja na remuneração no período de 28/06/2006 a 10/06/2006, com repercussão no repouso semanal remunerado, nas gratificações natalinas, nas férias mais 1/3, nas horas extras, no FGTS e na indenização compensatória de 40%. Determinou ainda que deverá ser considerado o valor de R$ 5,00 por cada caixa de cerveja, sendo duas caixas de cerveja por cada recarga e seis recargas por semana. O reclamante se insurge, alegando, em suma, que o pleito de integração das parcelas de natureza salarial (salário in natura por recebimento de valores em cerveja), denominado recarga, foi declarado improcedente pelo Juízo a quo, mas que, de acordo com o art. 458 da CLT, o salário in natura deve integrar a remuneração para todos os efeitos legais. Alega ainda que tal verba foi paga durante todo o vínculo de trabalho e não apenas quando realizava a primeira função. Sem razão. Ab initio, cumpre ressaltar que, diferentemente do que alegado pelo autor, o Juízo de origem não indeferiu o pleito de integração do salário in natura à remuneração, mas, no entanto, deferiu-o apenas no período de 28/06/2006 a 10/06/2006. Já no que tange ao pagamento do salário in natura por todo o período do vínculo de trabalho, também não assiste razão ao reclamante, pois o próprio reclamante, na inicial (fl. 3), somente se refere a pagamento em cerveja no período em que fazia a recarga, qual seja, entre 09/06/2005 e 10/06/2006, esta última data quando sofreu acidente de trabalho, sendo certo que, quando retornou ao Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

trabalho, já não mais exerceu a função de recarga. E o pagamento de salário in natura apenas na função de recarga foi corroborado pela prova emprestada (proc. 0010954.2011.5.17.0003), em que o reclamante daqueles autos (fl. 523) também menciona que as caixas de cerveja em utilizadas como parte do pagamento quando havia recarga, o mesmo ocorrendo com a testemunha de fl. 524. Portanto, nego provimento. 2.2.2. Horas Extras O Juízo de origem, considerando que a reclamada apresentou recibos onde consta o pagamento de horas extras – inclusive no período em que a 1ª reclamada alega que não havia controle de jornada – e o reclamante não apontou as diferenças que entende devidas, julgou improcedente o pleito de pagamento de diferenças de horas extras. O reclamante recorre, alegando, em síntese, que a prova testemunhal indica que os valores não foram adimplidos, refutando por completo o controle de ponto. Assim, entende que o magistrado deveria ter deferido os valores devidos e determinado a compensação daqueles já pagos, mas não o indeferimento do pleito autoral. Por fim, ressalta que não há valores a serem compensados, ante a impugnação específica dos contracheques e do TRCT. Sem razão. Como afirmado pelo Juízo a quo, a reclamada apresentou recibos onde consta o pagamento de horas extras – inclusive no período em que a 1ª reclamada alega que não havia controle de jornada – e o reclamante não apontou as diferenças que entende devidas. Ora, se existem horas extras não pagas, deveria o reclamante ter apresentado o respectivo demonstrativo, o que não fez, aquiescendo com os argumentos da defesa quanto à inexistência de labor em sobrejornada não pago. Ressalte-se que, diferentemente do que alegado pelo autor, não houve impugnação específica aos contracheques e ao TRCT, como se pode verificar às fls. 406/408. Aliás, não houve qualquer menção aos contracheques e ao TRCT na impugnação à defesa. Assim, se há diferenças a serem apuradas, não bastam simples alegações, mas necessária seria a apresentação de demonstrativo de diferença, senão detalhado, ao menos capaz de apontar a existência de horário extraordinário e horário noturno não remunerados, cabendo este ônus ao reclamante, nos termos do art. 333, I, do CPC e do art. 818, da CLT, do qual não se desincumbiu. Portanto, nego provimento. 2.2.3. Dano Moral Pretende o reclamante a reforma do julgado quanto ao dano moral, alegando que quitou os valores do débito com a empresa relativo ao plano de saúde e que a empresa sequer comprovou o inadimplemento, ônus que lhe pertencia. Além disso, alega que sequer lhe foi dada ciência de que deveria arcar com os valores devidos em virtude do seu afastamento da empresa por motivo de saúde. Sem razão. Como afirmado pelo Juízo de origem, a reclamada agiu em conformidade com o que disposto nas normas coletivas, sem qualquer abusividade ou ilicitude em sua conduta a autorizar a indenização por danos morais. E, por plenamente esclarecedora e por medida de economia processual, peço vênia para transcrever o entendimento do Juízo primevo, in verbis: Alega o reclamante que, ao retornar pela terceira vez ao trabalho, recebeu a notícia do cancelamento de seu plano de saúde, o que lhe impediu de dar a continuidade ao tratamento de saúde que necessitava. Postula indenização por danos morais em razão do cancelamento do plano de saúde.

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A Ré empregadora alega que o plano de saúde foi cancelado em virtude da cláusula 17ª da CCT 2008/2009, que prevê a perda do benefício pelo empregado afastado e que deixa de pagar a parcela do plano de saúde por mais de três meses. A referida cláusula prevê, ainda, que no caso de afastamento do empregado em gozo de benefício previdenciário, o empregador continuará a pagar a parcela que lhe cabe, sendo que a parcela de responsabilidade do empregado deverá por este ser paga na sede da empresa, impreterivelmente, até o 5ª dia útil de cada mês, sob pena de perda do benefício. Portanto, a Ré empregadora agiu em conformidade ao disposto nas normas coletivas, sem qualquer ilicitude ou abusividade em sua conduta a autorizar a indenização por danos morais. O cancelamento adveio do inadimplemento do próprio reclamante. Improcedente. (g.n.) Ressalto que não tem qualquer pertinência a alegação autoral de que sequer lhe foi dada ciência de que deveria arcar com os valores devidos em virtude do seu afastamento da empresa por motivo de saúde. É que, conforme consta do Parágrafo Oitavo da Cláusula Décima Sétima da CCT 2008/2009 (fls. 312/313), o pagamento da cota-parte do empregado é de sua responsabilidade e não mais será descontada em seu contracheque, o que se pode constatar dos contracheques colacionados aos autos. Assim, se o reclamante tinha de pagar sua cota-parte na empresa quando estava trabalhando, não há justificativa plausível para que assim não o fizesse quando estava afastado. Nem há qualquer justificativa para que, no afastamento, seja suspenso o pagamento do plano de saúde. Nesse sentido é o que preceitua o Parágrafo Nono da supracitada Cláusula Décima Sétima. Por fim, cumpre ainda ressaltar que a comprovação do pagamento do plano de saúde é ônus do reclamante, pois não se pode exigir que a reclamada faça prova de fato negativo. Aquele que paga deve exigir a quitação regular (art. 319 do código civil), tendo o ônus de comprovar o pagamento mediante termo de quitação, nos termos art. 320 do CC. Assim, não há falar em dano moral, pois a empresa agiu de acordo com o que previsto na norma coletiva. Portanto, nego provimento. 2.2.4. Honorários Advocatícios Sucumbenciais A Primeira Turma decidiu, por maioria, vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais, negar provimento ao apelo, nos termos do voto da Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio, que assim dispõe: Neste procedimento especializado, não se aplica o disposto no artigo 20 do CPC, eis que o Processo do Trabalho tem norma de regência própria. Logo, se a parte não preenche os requisitos exigidos na Lei 5.584/70, impossível o deferimento do pedido. Destaco ainda que o artigo 133 da Constituição Federal de 1988, bem como a Lei 8.906/94 não revogou o jus postulandi das partes. Por isso, continuam em vigor os arts. 791 e 839 da CLT. Desse modo, prevalece o entendimento consubstanciado no item I, da Súmula 219 do C. TST. Em razão disso, nego provimento ao recurso do Reclamante.” 2.2.5. Justiça Gratuita – Honorários Periciais Em primeiro lugar, ressalte-se que o benefício da Justiça gratuita, considerada em sentido estrito, compreende apenas a isenção das custas, nos termos do art. 790-A da CLT, e não a assistência judiciária gratuita, instituto mais amplo e que inclui também a isenção das demais despesas processuais, sendo a segunda o gênero e a primeira a espécie. Assim, apesar de o reclamante ter pleiteado na inicial a assistência Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

judiciária gratuita, que foi o que Juízo a quo indeferiu, pleiteou a reforma apenas para que seja deferida a Justiça Gratuita. Ora, a assistência judiciária gratuita aos que não têm recursos suficientes para demandar sem prejuízo do próprio sustento ou do de sua família constitui direito fundamental, de aplicação imediata, ex vi da Constituição Federal (art. 5.º, inc. LXXIV e § 1.º). Se a insuficiência de recursos foi demonstrada, o patrocínio da causa por advogado particular, por si só, não tem o condão de afastar essa garantia, sob pena de violação do texto constitucional. É importante destacar que a Orientação Jurisprudencial n.° 304 do C. TST reza que “para a concessão da assistência judiciária, basta a simples afirmação de hipossuficiência do declarante ou de seu advogado, na petição inicial, para se considerar configurada a sua situação econômica (art. 4º, § 1º, da Lei n.º 7.510/86, que deu nova redação à Lei n.º 1.060/50)”. E não poderia ser diferente, tendo em vista que o art. 1º da Lei n.º 7.115/83 dispõe que se presume verdadeira, até que se prove o contrário, a declaração de pobreza. Ressalto que o reclamante não está assistido pelo Sindicato de sua Categoria, mas declarou não ter condições de arcar com as despesas do processo, sem prejuízo do próprio sustento e do de sua família (fl. 9). Assim, se são cabíveis os benefícios da assistência judiciária gratuita, cabíveis também os benefícios da Justiça gratuita, já que, como acima mencionado, o primeiro instituto é mais abrangente que o segundo. Desse modo, defiro os benefícios da Justiça gratuita ao reclamante. E embora concedidos os benefícios da Justiça gratuita ao reclamante, considero que nem a assistência judiciária gratuita nem a gratuidade da Justiça alcançam os honorários periciais, uma vez que tal benefício somente abrange despesas e taxas judiciais devidas ao Estado (art. 3º da Lei n.º 1.060/50). Acrescente-se que a Justiça do Trabalho não conta com peritos próprios, socorrendo-se de profissionais particulares, terceiros estranhos ao processo, que não podem trabalhar sem receber a devida contraprestação, a ser paga pela parte sucumbente no objeto da perícia, de modo que o deferimento da Justiça gratuita não socorre o autor, nesse aspecto. De toda sorte, nos termos do Provimento TRT 17.ª SECOR 03/2007, que deu nova redação aos artigos 159, 160 e 161 do Prov. 01/2005, o pagamento dos honorários de perito será efetuado com os recursos vinculados ao custeio da assistência judiciária aos necessitados, quando houver sucumbência do beneficiário de justiça gratuita na pretensão relativa ao objeto da perícia. No caso, a sentença condenou o reclamante ao pagamento dos honorários periciais de R$ 1.500,00, em razão da sucumbência, autorizando a dedução do valor depositado a título de honorários periciais prévios (R$ 300,00, fl. 416), o que perfaz um valor complementar de R$ 1.200,00; mas em face da hipossuficiência do reclamante, reduzo o valor dos honorários periciais complementares para R$ 800,00 (oitocentos reais) e determino que o pagamento seja feito com recursos existentes no Orçamento da União, destinados aos beneficiários de assistência judiciária, autorizando o perito a receber a importância diretamente do Tribunal, nos termos dos artigos 158 a 162 do Provimento TRT.17.ª.SECOR.N.º 01/2005. Portanto, dou provimento, nos termos da fundamentação supra. Mantido o valor da condenação e das custas. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região, por unanimidade, conhecer parcialmente do recurso ordinário, não o conhecendo quanto aos descontos fiscais e previdenciários, por ausência de interesse, e quanto aos honorários advocatícios contratuais, por preclusão e, no

0008 Processo Nº ED-26800/2012-008-17-00.12. Os embargos de declaração interrompem o prazo para a interposição de outros recursos. por qualquer das partes. (Redação dada ao caput pela Lei nº 8. por unanimidade. 3. mesmo porque a r. Mantido o valor da condenação e das custas. destinados aos beneficiários de assistência judiciária. COM INFORMATICA LTDA . segunda parte. Vencidos. Como bem elucidado nas decisões dos embargos de fs. Procurador do Trabalho: Dr.12.00 (oitocentos reais) e determinar que o pagamento seja feito com recursos existentes no Orçamento da União.17. a multa é elevada a até dez por cento.5.2. Observe-se: Art. ficando condicionada a interposição de qualquer outro recurso ao depósito do valor respectivo. por maioria. reduzir o valor dos honorários periciais complementares para R$ 800. Diante da reincidência dos embargos de indubitável caráter protelatório. negar-lhes provimento. declarando que o são. sobre o valor da condenação. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. no tocante aos honorários advocatícios sucumbenciais. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). o juiz ou o tribunal.1994. FUNDAMENTAÇÃO 2. fica condicionada a interposição de qualquer outro recurso ao depósito do valor respectivo. MÉRITO Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 A embargante interpõe pela quarta vez os embargos declaratórios aduzindo que não houve o enfrentamento da matéria suscitada nos embargos anteriores.5. Conforme acima exposto. MULTA PELA REINCIDÊNCIA PROTELATÓRIA. Comina-se à embargante multa de 10% (dez por cento). Sustenta que há necessidade de correção do valor dado à condenação. sobre o valor da condenação. REGIÃO .0026800-28. 538. de 13. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. O que se nota é o mero inconformismo da parte embargante. pois os valores serão apurados em liquidação na fase de execução. sendo partes as acima citadas.1 Embargante Advogado Embargado Advogado Plurima Réu Advogado MR.0 Recorrente Advogado Recorrido SIND TRAB IND C CIVIL M E P PAVIMENTACAO E TERRAPLANAGE Rafael de Anchieta Piza Pimentel(OAB: 008890 ES) PARANASA ENGENHARIA E COMERCIO S/A . nos termos dos artigos 158 a 162 do Provimento TRT. porque presentes os pressupostos legais de admissibilidade.17. do CPC Vistos. condenará o embargante a pagar ao embargado multa não excedente de um por cento sobre o valor da causa. Procurador do Trabalho: Dr. bem como o intuito de protelar o feito.2012. João Hilário Valentim. não consta erro material no valor da condenação. Conhecidos e não providos. considerando os títulos deferidos ao reclamante e nem há falar em valor líquido. 2. 594/596). parágrafo único.1. Parágrafo único.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-27000-17.2007. a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais. dar parcial provimento ao apelo do reclamante para deferir os benefícios da Justiça gratuita ao reclamante. diante da reincidência dos embargos de indubitável caráter protelatório. sob o argumento de omissão. CONHECIMENTO Conheço dos embargos de declaração. quanto à justiça gratuita. COM INFORMATICA LTDA . ou seja. ACÓRDÃO DE FLS. (g. cominar à embargante multa de 10% (dez por cento).º 01/2005. a par de lhes negar provimento. com efeitos a partir de sessenta dias após a data de sua publicação).SECOR. João Hilário Valentim. 23 de Setembro de 2013 34 mérito. 591/592 . do CPC. segunda parte. Na reiteração de embargos protelatórios. segunda parte. Somente retarda a marcha processual. sentença às fls 401v determina a liquidação por cálculos.17. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. autorizando o perito a receber a importância diretamente do Tribunal.ª. opostos pela reclamada. comino à embargante multa de 10% (dez por cento).5. parágrafo único. 578v.950. em conformidade ao permissivo disposto no artigo 538. Por todo o exposto.0008 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: MR. DOU 14. no mérito.TRT 17ª. Sem razão.2012. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). sobre o valor da condenação.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DA RECLAMADA. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. ao opor os presentes embargos de maneira infundada em relação às suas hipóteses de cabimento.EPP Rafael Libardi Comarela(OAB: 011323 ES) CARLOS ALBERTO PINTO Cristovão Colombo de Paiva Pinheiro Sobrinho(OAB: 008964 ES) NET SERVICOS DE COMUNICACAO S/A Stephan Eduard Schneebeli(OAB: 004097 ES) ACÓRDÃO . em conformidade ao permissivo disposto no artigo 538. Quando manifestamente protelatórios os embargos. parágrafo único. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-26800-28.n). a embargante não aponta qualquer vício apto a ensejar a utilização da via processual escolhida.1994.EPP Embargados: O V.N. natureza estranha à via recursal utilizada. RELATÓRIO Trata-se do 4º embargos declaratórios (fls.CARLOS ALBERTO PINTO NET SERVICOS DE COMUNICACAO S/A Origem: 8ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . do CPC. a par de lhes negar provimento.17.0006 Processo Nº RO-27000/2007-006-17-00. conhecer dos embargos declaratórios e.TRT 17ª Região . em conformidade ao permissivo disposto no artigo 538.

Conforme certidão de fls. A insalubridade constatada não decorre de mera exposição à radiação solar. in verbis: ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 É o relatório. Contrarrazões do Sindicato às fls. Em virtude do contrato celebrado com a prestadora de serviços. da NR 15 do MTE. . AGENTE FÍSICO CALOR. . mas sim das medições de IBUTG realizadas no local do trabalho. sustenta a recorrente que a concentração do agente não ultrapassava o limite de tolerância e que fornecia os EPI’s necessários. (redação alterada na sessão do Tribunal Pleno realizada em 14. MÉRITO DO RECURSO ORDINÁRIO DA PRIMEIRA RECLAMADA 2. complementado às fls. deve a tomadora de serviços responder por esse ônus. responsabilidade subsidiária e honorários advocatícios. o que se revela suficiente para a constatação da insalubridade por exposição ao calor. Vejamos. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO.PARANASA ENGENHARIA E COMERCIO S/A.1. Rodolfo Gomes Amadeo(OAB: 012493 ES) ACÓRDÃO . que não há falar em insalubridade decorrente de radiações não ionizantes.às fls.TRT 17ª Região .º 173 da SBDI-1 do TST. Razões recursais do Sindicato às fls. RELATÓRIO Trata-se de recursos ordinários interpostos pelo Sindicato autor e pela primeira reclamada. Inicialmente. 26 e 27. Tendo em vista a existência de matéria prejudicial no recurso da primeira reclamada. em grau máximo.2012) – Res. pugnando pela reforma da r. IV.ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. o que pressupõe. 23 de Setembro de 2013 35 Plurima Autor Advogado Plurima Réu Plurima Réu Advogado PARANASA ENGENHARIA E COMERCIO S/A Elisabete Maria Ravani Gaspar(OAB: 006523 ES) SIND TRAB IND C CIVIL M E P PAVIMENTACAO E TERRAPLANAGE VALE S. 1265-1278.A. onde requer a reforma da sentença no que concerne ao adicional de insalubridade. nos termos da supracitada OJ.0006 RECURSO ORDINÁRIO Recorrentes: SIND TRAB IND C CIVIL M E P PAVIMENTACAO E TERRAPLANAGE PARANASA ENGENHARIA E COMERCIO S/A Recorridos: PARANASA ENGENHARIA E COMERCIO S/A SIND TRAB IND C CIVIL M E P PAVIMENTACAO E TERRAPLANAGE VALE S. em grau médio. a parte dos substituídos relacionados às fls. Requer. o dever de fiscalizar o cumprimento das obrigações trabalhistas. Comprovantes de recolhimento do depósito recursal e das custas processuais às fls.às fls. 987-1022.0027000-17.09. A primeira reclamada recorre desta decisão. No entanto. conforme prevê o item II. a primeira reclamada não apresentou contrarrazões. DO TST. de modo a ensejar o deferimento do adicional pretendido.PARANASA ENGENHARIA E COMERCIO S/A . a reforma da sentença de origem para que seja afastada a condenação ao pagamento do adicional de insalubridade. inclusive quando o labor se dá em ambiente externo com carga solar.17. em face da sentença de fls. que a eventual exposição ao calor proveniente do sol não é fonte caracterizadora de insalubridade e que não havia fonte artificial de calor radiante no local de trabalho dos substituídos. com redação recentemente alterada. Sustenta.CONHECIMENTO Conheço dos recursos ordinários interpostos pelo Sindicato autor e pela primeira reclamada . 1260-1262v. condenou a primeira reclamada ao pagamento de adicional de insalubridade. Afirma. ante a exposição ao agente químico poeira minerais. advindo tal responsabilidade das culpas in eligendo e in vigilando. 12931297v. 195 da CLT e Anexo 7 da NR 15 da Portaria Nº 3214/78 do MTE). Ademais. que possuíam CA. condenou a ré ao pagamento de adicional de insalubridade. Contrarrazões da segunda reclamada . por sujeição à radiação solar. em suma. uma vez que o sol não possui enquadramento legal no Anexo 7. nos termos definidos no Anexo 3 da NR 15.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.VALE S. com fulcro no laudo pericial constante dos autos (fls. aquele que exerce atividade exposto ao calor acima dos limites de tolerância. aos substituídos que exerciam a função de pedreiros. em atividades a céu aberto. DEJT divulgado em 25. Vistos.1. Origem: 6ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . 1306v. naturalmente. Inadimplente a empresa prestadora no que concerne às obrigações trabalhistas. pois presentes os pressupostos de admissibilidade. De outro giro. II – Tem direito ao adicional de insalubridade o trabalhador que exerce atividade exposto ao calor acima dos limites de tolerância. 186/2012. 1285-1285v respectivamente. ante a exposição ao agente físico calor. ainda. sendo partes as acima citadas. inverto a ordem de julgamento dos recursos e passo a análise do apelo patronal em primeiro lugar. sentença quanto às seguintes matérias: base de cálculo do adicional de insalubridade. 1289-1292v. assim. faz jus ao recebimento do adicional de insalubridade.5.A.2007.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. que julgou parcialmente procedentes os pedidos iniciais.09. tendo em vista a ausência de previsão legal (Anexo 7 da NR 15). EXPOSIÇÃO À LUZ SOLAR. e ainda realizava a fiscalização do uso dos mesmos. SÚMULA 331. 1279-1284v. exerce a tomadora poder diretivo sobre os serviços prestados. indevido o adicional de insalubridade ao trabalhador em atividade a céu aberto. é indevido o adicional de insalubridade em decorrência de exposição a raios solares. AGENTE FÍSICO CALOR. 07/08. Com efeito. 1245-1246). EXPOSIÇÃO À LUZ SOLAR. ATIVIDADE A CÉU ABERTO.2. inclusive em ambiente externo com carga solar. por sujeição à radiação solar (art. cabe destacar os termos da Orientação Jurisprudencial n.2012 I – Ausente previsão legal. NÃO FORNECIMENTO DE EPI’S ADEQUADOS A sentença de origem.A. Razões recursais da primeira reclamada . já que é quem diretamente se beneficia da força de trabalho despendida pelos obreiros. EXPOSIÇÃO AO SOL E AO CALOR. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. no que concerne à exposição a poeiras minerais. FUNDAMENTAÇÃO 2. nas condições previstas no Anexo 3 da NR 15. AGENTE QUÍMICO POEIRA. nas condições previstas no Anexo 3 da NR 15 da Portaria Nº 3214/78 do MTE.

entendeu o STF que o salário mínimo não poderia ser usado como base de cálculo. o valor de dois salários mínimos. razão pela qual me parece perfeitamente possível dar o mesmo tratamento tanto a um como a outro caso. O SALÁRIO MÍNIMO NÃO PODE SER USADO COMO INDEXADOR DE BASE DE CÁLCULO DE VANTAGEM DE SERVIDOR PÚBLICO OU DE EMPREGADO. em nenhum outro caso poderia o legislador infraconstitucional utilizar o salário mínimo como indexador. deu ensejo a uma das primeiras súmulas vinculantes adotadas pelo Excelso Tribunal. sem Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 controvérsia. Todavia. a Suprema Corte também deixou assentado que o fato de não haver uma lei fixando outra base de cálculo que não o salário mínimo não permitiria que o Judiciário a fixasse como sendo a remuneração. a decisão de origem também deve ser mantida. nos termos do referido Anexo 3 da NR 15. Acórdão proferido pelo E. ato do Senado Federal para expungir o artigo da legislação em vigor. com fulcro na OJ 191 da SDI-1 do TST.2. 192 da CLT. nos termos definidos no Anexo 3 da NR 15. qual seja. não era possível realizar qualquer medição físico-química no local de labor. cuja relatora foi a eminente Ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha. Por todo exposto. máscara PFF1. no RE 565714. inclusive. a insalubridade constatada não decorre de mera exposição à radiação solar. Em vista disso. no caso específico da Lei nº 4. conforme avaliação laboratorial. sendo desnecessário. pela Constituição Federal. no art. porque a CF/88.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 1009).º. parte final. 23 de Setembro de 2013 36 No presente caso. Com efeito. mesmo julgando inconstitucional a norma estadual. faço uso da analogia. conforme aponta o laudo pericial (fl. a sentença não merece reforma neste aspecto. tendo em vista que os valores apurados ultrapassavam o limite de tolerância apontado pela norma. de modo a ensejar o deferimento do adicional pretendido. Apurou-se na perícia que. adotou posição definitiva acerca da matéria. que tinha como objeto a execução dos serviços de Montagem. o que se revela suficiente para a constatação da insalubridade por exposição ao calor. ou seja. TJSP. com reajustes aplicados pelo Estado de São Paulo. vez por todas. 1003 e 1029-1031. preferindo manter. bem como. da Constituição da República. Todavia. para a atividade de Pedreiro. 2. com base no art. pelo que o adicional é devido. Porém. com reajuste automático e pelos mesmos índices estabelecidos pelo Governo Federal. no qual antagonizaram Carlos Eduardo Junqueira e Governo do Estado de São Paulo. para os policiais militares. sob pena de afronta ao art. mas apenas estatuiu que o adicional comporia a remuneração do trabalhador. que restou lavrada nos seguintes termos: SÚMULA VINCULANTE 4 SALVO NOS CASOS PREVISTOS NA CONSTITUIÇÃO. perito em seu laudo constam da documentação fornecida pela própria reclamada (fls. De início. utilizando-se as equações que definem o denominado “Índice de Bulbo Úmido – Termômetro de Globo” (IBUTG) e com o emprego dos aparelhos discriminados na mencionada norma. Vejamos. ainda. 8. Vejamos. que estabelecia a recepção do art. É por isso que. para que seja estabelecida a remuneração como base de cálculo. essa parte do dispositivo celetista deixa de existir no mundo jurídico. A expressão "vedada sua vinculação para qualquer fim" levou ao entendimento. entendendo que a segunda reclamada figura no contrato celebrado com a primeira na qualidade de dona da obra. O Sindicato autor pugna pela reforma da referida sentença. como autorizado no art. o STF negou o pedido dos recorrentes de aplicação da remuneração como base de cálculo. indeferiu o pedido de responsabilidade subsidiária. não estabeleceu base de cálculo sobre a remuneração. 7º. com a finalidade de substituir o sistema de adição e moagem de calcário calcítico/dolomítico (Cláusula primeira). Considerando que a primeira reclamada não demonstrou o fornecimento do EPI adequado para proteção contra a sílica livre cristalizada. tomada com o cuidado de se tratar de ação com repercussão geral. de forma a não adotar uma decisão in pejus. dependendo do Legislativo Federal apenas o advento de nova lei fixando. houve avaliação quantitativa da exposição ao calor. Tomo por modelo o que dispõem os artigos 193 da CLT e 14 da Lei n. 7. No que concerne ao adicional de insalubridade decorrente da exposição a poeiras minerais. 192 da CLT. 1023 e seguintes). NEM SER SUBSTITUÍDO POR DECISÃO JUDICIAL.º 4. decorrentes de levantamento realizado à época da execução da obra. mas sim das medições de IBUTG realizadas no local do trabalho.1. TST. MÉRITO DO RECURSO ORDINÁRIO DO SINDICATO AUTOR 2. o fornecimento de materiais e equipamentos descritos no próprio contrato. Obras Civis e Automação de instalações. Desta forma. Contudo.BASE DE CÁLCULO DO ADICIONAL DE INSALUBRIDADE A sentença de origem fixou como base de cálculo do adicional de insalubridade o salário mínimo legal. continua. o art. Ocorre que o Excelso Supremo Tribunal Federal. de que exceto naqueles casos em que a própria Constituição havia excepcionado. Concluiu-se pela presença de insalubridade. neste aspecto. buscou o recorrente obter da mais alta Corte a reforma do v. 277300).860/65.º 565714. no regime constitucional atual. dou provimento parcial para fixar o salário básico do empregado como base de cálculo do adicional de insalubridade. Essa decisão. Portanto. não há cogitar na neutralização do agente insalubre. sendo que. frise-se que é incontroverso que a segunda reclamada firmou com a primeira ré contrato de prestação de serviços (fls.3.RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA O Juízo de origem. descrita às fls.º da CLT. no que se refere à base de cálculo do adicional de insalubridade. O Sindicato autor recorre desta decisão.860/65. . Em vista disso.3. a poeira respirável em suspensão encontrava-se além do limite de tolerância estabelecido no Anexo 12 da NR15. considerando o interesse das categorias econômicas e profissionais. É que ambos os artigos cuidam de agentes agressivos à saúde do trabalhador. Conforme ressaltou o expert. tendo em vista tratar-se de obra já finalizada. de acordo com a metodologia adotada. nego provimento ao apelo patronal. Até o dia 30 de abril de 2008 este Relator sempre adotou os termos da antiga redação da Súmula 228 do C. IV. XXIII. E o fez sob o fundamento de cuidar de ação de repercussão geral. porém. 7º. Com a decisão do STF. 192 da CLT a mencionar o salário mínimo como base de cálculo do adicional de insalubridade. à insalubridade. que considerou constitucional norma de lei estadual que fixou como base de cálculo do adicional de insalubridade. além dos servidores públicos. não podem os trabalhadores ficar desprovidos de um direito que lhes é assegurado na própria Constituição Federal. conforme previsão do art. Ressalte-se que os dados técnicos utilizados pelo d. outra base de cálculo. curvo-me à referida decisão. o valor dos dois salários mínimos. inciso XXIII da CRFB. Portanto. até nova lei estadual. ao julgar o Recurso Extraordinário n. caracterizada a insalubridade. Logo. a norma legal refere-se. para estabelecer como base de cálculo do adicional de insalubridade o salário básico do empregado.

a teor do que dispõe o item IV da Súmula 331 do C. Ouso dizer que. que estabelece a responsabilidade do tomador de serviços com a empresa intermediadora da mão-de-obra. E não se pode olvidar que a segunda reclamada." (Comentários . em virtude do contrato celebrado. eventual situação de insolvência. imprescindível ao bom desempenho da empresa na sua atividadefim. nos termos do art. eis que.. à custa do prejuízo do operário. Sobre o tema.. Desta forma. 16 da Lei nº 6. entendo que o tomador de serviços responde subsidiariamente pelos débitos trabalhistas do empregador. do C. não majoritária. serão executados todos os bens da primeira ré para. simulações etc. (. que prestaram serviços diretamente à empresa tomadora. tendo a tomadora dos serviços agido com culpa in eligendo e in vigilando.. tendo se beneficiado da força de trabalho despendida pelos obreiros. estas mesmas razões devem impor cautela ao juiz. o que propicia. evidenciando-se haveres trabalhistas não pagos pela primeira ré. quando não ocorresse fraude. Saraiva). o dever de fiscalizar o cumprimento das obrigações trabalhistas. avaliar o tempo transcorrido e as demais circunstâncias. mas sim dever do julgador. Catharino. a respectiva liquidação. atendendo. Cumpre asseverar que a responsabilidade subsidiária nada mais é que uma garantia a mais aos empregados que já prestaram seus serviços. a segunda reclamada explora atividades com fins lucrativos. que certo é que as orientações jurisprudenciais não vinculam o julgador. verbis: O caráter subsidiário da responsabilidade inerente a relações jurídicas similares a essa relação justrabalhista já era reconhecido Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 em outros ramos jurídicos. invocando. ainda que indiretamente. exercia poder diretivo sobre os serviços prestados pela primeira. constitui atividade-meio. contratando empreiteiro para tanto. arcando com as conseqüências advindas da má escolha. PIS etc. persistindo a inadimplência.' . ou seja. No Direito Previdenciário. A propósito. proveniente da execução de contrato de construção de obra. A primeira refere-se à empresa que desenvolve atividades relacionadas à construção civil e que contrata outra empresa/empreiteiro para realizar determinada obra. concluímos ainda que a OJ 191 da SDI-I.. que for diretamente beneficiada pela força de trabalho despendida pelos obreiros. dono da obra. senão a delegação para terceiro de tarefas do empreendimento indispensáveis à consecução dos fins econômicos e sociais dos negócios geridos pelas tomadoras. Em suma. in verbis: Excluir. pura e simplesmente. não havendo falar. a fim de conferir-lhe alcance mais amplo.". a manutenção da lucratividade da empresa. 5º da Lei de Introdução ao Código Civil. condômino de unidade imobiliária. para poder-se condenar o tomador no cumprimento subsidiário das obrigações impostas em sentença. tinha a segunda reclamada o dever de manter constante vigilância quanto ao cumprimento das obrigações trabalhistas em relação aos reclamantes. por considerá-la atividade não lucrativa. dessa forma. a lição de Ísis de Almeida. que contrata o trabalho diretamente e de responsabilizá-lo. In casu. (Curso. É que a construção gera lucro para o proprietário. seria propiciar.. A atividade não possui natureza lucrativa. efetivo e justo. beneficia-se da força de trabalho despendida e se a obra realizada teve como objetivo o aumento da área produtiva. como dito alhures. ao fim social a que se destina. o juiz atenderá aos fins sociais a que ela se dirige e às exigências do bem comum. Por oportuno. ou na procura de mão-de-obra de custo inferior. verbis: Há tendência.TST. a fim de não transformar sua hermenêutica em ignomínia de outras humildes famílias pelos ônus desproporcionais que podem resultar (previdência. no sentido jurídico da palavra. A segunda hipótese é a do proprietário de imóvel que.) Por isso. firmou-se jurisprudência consistente em perceber a responsabilidade subsidiária do proprietário ou condômino em vista da inadimplência do construtor. registrese. a montagem/obras civis/automação de instalações afetas ao sistema de adição e moagem de calcário. Seguindo essa linha de raciocínio. (. deve responder subsidiariamente pelos débitos trabalhistas não adimplidos pela contratada. se é compreensível a extensão do princípio por razões sociais. da SDI-I. LTr. a negligência na escolha do seu construtor. Ou. então. Esta visão teleológica da norma não é faculdade. a orientação jurisprudencial supramencionada. mais do que realizar a escolha da empresa devidamente. do C. Se a empresa contratada não adimplir todas as obrigações assumidas com os trabalhadores. Assim." (Manual .. concluímos que a OJ 191. construtora ou incorporadora.. não é aplicável in casu. constrói ou reforma seu próprio domicílio. para não atingir particulares que constróem seu próprio domicílio sem poder econômico.. no caso. eis que as obras realizadas tiveram como objetivo a montagem/obras civis/automação de instalações afetas ao sistema de adição e moagem de calcário. TST e. a este. pela baixa categoria do intermediário. Ora. por exemplo. 23 de Setembro de 2013 37 Ou seja. ao menos indiretamente. servindo.. Cumpre ressaltar que é preciso afastar a interpretação que vem sendo dada ao art. aplicando analogicamente o art. mesmo admitindo a boa-fé do dono da obra. naturalmente. Este tipo de "dono da obra" não pode ser responsabilizado por dívidas trabalhistas deixadas pelo empreiteiro relativamente aos trabalhadores por ele contratados. tão somente. executar a tomadora dos serviços. pelas características da prestação dos serviços é fácil observar que não houve execução de obras. somente será acionado quando não for possível lograr do construtor. em necessidade de se comprovar. através de execução contra ele intentada. 'Curso'. depois. suficiente a fazer emergir a responsabilidade subsidiária dos beneficiários finais do trabalho desenvolvido pelos reclamantes. pessoa física. ressalta Maurício Godinho. também deve assumir esse ônus. a expansão dos negócios. no caso de eventual inadimplemento por parte da prestadora. o aumento da lucratividade da empresa. inclusive.). Nesse sentido. Não há qualquer dúvida quanto à sua responsabilidade pelas verbas trabalhistas não quitadas pelo empreiteiro. 455 da CLT. Deve-se. em prejuízo do trabalhador. a tomadora dos serviços.) Seguindo essa linha de raciocínio...1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. responde ela pela falta de idoneidade da prestadora de serviços. subsidiariamente. se o dono da obra explora atividade com fins lucrativos. que dispõe: "Na aplicação da lei. FGTS. o que pressupõe. É o caso dos autos.) A maior parte dos autores afasta a responsabilidade do proprietário (Russomano. É esta a situação a ser protegida.. posto que a subsidiariedade não .. embora não seja atividade-fim da empresa. para firmar seu convencimento. ou. LTr). configurada está a culpa da segunda demandada. no sentido de atribuir as responsabilidades trabalhistas ao dono da obra.TST. ou seja. no caso de empreiteiro insolvente. separar duas situações completamente distintas. imediatamente. sempre. também não pode ser aplicada indiscriminadamente. devem ser lembradas as palavras de Carrion. esporadicamente. vício sempre difícil de se comprovar. o proprietário. 'Compêndio universitário').. situação típica versada na Súmula 331 do TST.019/74. Na Súmula 126 do antigo TFR estabelecia-se: 'Na cobrança de crédito previdenciário. seria estimular justamente a prática de fraudes. o chamado 'dono da obra' da responsabilidade.

584/70 é a que considera a expressão "assistência judiciária" como defesa prestada pelo Sindicato profissional. a substituição processual. Afinal. pelo Sindicato. 174/2011 (DEJT divulgado em 27.584/70. CAL E GESSO. para reconhecer a responsabilidade subsidiária da segunda reclamada e para deferir os honorários advocatícios.". Rafael de Anchieta Piza Pimentel.TRT 17ª. instâncias ou tribunais.TRT 17ª Região . 1. da CF/88. o tomador dos serviços responde subsidiariamente pelo pagamento de toda a condenação que for imposta. e mesmo as Súmulas 219 e 329 do C. LADRILHOS . alcançando. 14 da Lei n.1 Embargante Advogado Embargado Advogado IBRAR .2003. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). "a Lei positiva.SINTRACICAL Suzete Silva Pereira(OAB: 007563 ES) PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO . Procurador do Trabalho: Dr. de 01.INDUSTRIA BRASILEIRA DE ARGAMASSAS LTDA Embargado: O V. Mantido o valor da condenação. o Sindicato.05. a Resolução n.2011. 2. a assistência sindical. o item III da Súmula 219 do TST. 23 de Setembro de 2013 38 tem por escopo onerar despropositada e irresponsavelmente o condenado subsidiário.º da CF. Pelo exposto. quando atua na condição de parte na defesa Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 dos interesses dos trabalhadores.0014 Processo Nº ED-31301/2011-014-17-01. exigidos pela Lei nº 5. na medida em que a Súmula n.SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDUSTRIAS DE CIMENTO. negar provimento ao apelo patronal. Assim. Se assim não fosse. 331 do C. na hipótese vertente. 30 e 31. e por maioria. Por fim. não há dúvidas de que não mais vigora o art. esclareça-se que. mas igualmente porque. Tal se justifica. 133 acerca da essencialidade da atuação do advogado em quaisquer processos. TST.HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS O Sindicato autor pugna pela reforma da sentença de origem. Sustentação oral do Dr. em nome próprio ou não.2011). o recorrente pleiteia a condenação das rés no pagamento da referida verba.INDUSTRIA BRASILEIRA DE ARGAMASSAS LTDA Jeronymo de Barros Zanandrea(OAB: 004204 ES) SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDUSTRIAS DE CIMENTO. em suas aplicações. em causa própria ou como substituto processual.17. do TST. 5.” Dou provimento parcial para deferir os honorários advocatícios. utilizandose do direito de contratar com o intuito de burlar a legislação trabalhista. na medida em que.º 119. cancelou a Súmula n.º 331. ou seja. pois. preferindo a realização das tarefas que lhe são afetas mediante a contratação de empresa interposta. Assim. é devido o pagamento de honorários advocatícios. no que concerne aos honorários advocatícios. o que não pode ser tolerado.º. 455 da CLT e o disposto no inciso IV do Enunciado n. como ensinava o ilustre mestre João Mendes de Almeida Júnior. A liberdade na contratação e a livre iniciativa devem estar sempre em consonância com valores sociais do trabalho insculpidos no art.2011.º 5. sofre o inarredável risco de responder pelas obrigações trabalhistas que vierem a ser descumpridas pela empresa prestadora do serviço.º 310. CERAMICA PARA CONSTRUÇÃO. conseqüências que são regras latentes nesses mesmos textos. do C.17. para apreciação do pedido de honorários advocatícios. o trabalhador. Assegurando a Constituição da República o direito de exercício da profissão àqueles que tenham efetivamente a habilitação exigida em lei e dispondo o art.0014 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: IBRAR . defendendo direitos dos trabalhadores. a melhor interpretação do art. A propósito. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-31301-41. Cumpre registrar ainda que a responsabilidade subsidiária alcança todas as obrigações. entendo irrelevante. no recurso do Sindicato.10. Vencido. Vejamos. uma vez que a empregadora torne-se inadimplente em relação às verbas devidas ao empregado. com muito mais razão. Desembargado Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza convocada Sônia das Dores Dionísio. que carece da sua labuta pessoal para custear sua sobrevivência. ACÓRDÃO DE FLS. dar provimento parcial ao apelo do Sindicato para fixar o salário básico do empregado como base de cálculo do adicional de insalubridade. não há qualquer afronta ao disposto no inciso II do art. no montante de 20% sobre o valor da condenação. o art. João Hilário Valentim. miserabilidade jurídica ou salário inferior ao dobro do salário mínimo. no percentual de 15% sobre o valor da condenação. CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região.PARANASA ENGENHARIA E COMERCIO S/A e. Assim. em seu inciso IV. no mérito. LADRILHOS HIDRAULICOS E ARTEFATOS DE CIMENTO DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO . Inicialmente. preceitua que “são devidos os honorários advocatícios nas causas em que o ente sindical figure como substituto processual e nas lides que não derivem da relação de emprego.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Por outro lado. à tomadora dos serviços os artigos 186 c/c 927 do Código Civil. faz jus ao pagamento de honorários advocatícios. dou provimento para reconhecer a responsabilidade subsidiária da segunda reclamada. em razão do contrato de trabalho. não faz qualquer ressalva quando atribui ao beneficiário da mão-de-obra a responsabilidade pelo cumprimento das obrigações trabalhistas na hipótese de inadimplemento por parte do devedor principal. rege minudências não previstas e exige do magistrado a prudência necessária para tirar as legítimas conseqüências do texto.5. independentemente de comprovação acerca da inidoneidade ou da inexistência de patrimônio da prestadora. TST. Em sua exordial. e assim optando por não manter empregados para atender as necessidades permanentes do seu empreendimento. CAL E GESSO. IV. com a redação dada pela Res. no tocante à base de cálculo do adicional de insalubridade o. portanto. sob pena de estar agindo com abuso de direito. CERAMICA PARA CONSTRUÇÃO. TST. 791 da CLT. REGIÃO .5. no percentual de 15% sobre o valor da condenação. correria o risco de não receber qualquer pagamento pela força de trabalho despendida. salariais e indenizatórias. por unanimidade. Desembargador José Luiz Serafini.3. a qual impedia a concessão de honorários de advogado quando o sindicato é o autor na demanda. do que não pode furtar-se a segunda reclamada. estando o Sindicato em Juízo. São aplicáveis.3. conhecer dos recursos ordinários interpostos pelo Sindicato autor e pela primeira reclamada . 82/83 .0031301-41. não só pela teoria do abuso de direito perpetrado.

decisão de fls. Embora intimado (fl. ou de obscuridade e revelam mero inconformismo da parte com o conteúdo meritório do acórdão. nego-lhes provimento e imponho à embargante multa de 1% sobre o valor da causa. o art. sendo partes as acima citadas. na forma Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 autorizada pelo art. relatados e discutidos os presentes autos de AGRAVO DE INSTRUMENTO. §5º. Suscitada de Ofício pelo Relator Não conheço do agravo de instrumento. do CPC. não é norma infralegal e. de ofício. e 899.1. portanto. sendo. em face do v. Assim.1. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim. o que deve ser manejado na via recursal própria.0014 AGRAVO DE INSTRUMENTO Agravante: DROGARIA CORTELETTE LTDA . RELATÓRIO Trata-se de embargos declaratórios opostos pelo agravante. decisão. a deserção deste recurso. Vistos. no mérito. de contradição.ME Agravado: GILMAR ANTONIO MONICO Origem: 14ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA .1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.0014 Processo Nº AIRO-40300/2013-014-17-00. que também é fundamento da decisão embargada. NÃO CONHECIMENTO. dispõe .17. parágrafo único. 148-150. 82/83.1 Agravante Advogado Agravado Advogado DROGARIA CORTELETTE LTDA . Inicialmente.ME Francisco de Assis Pozzatto Rodrigues(OAB: 003967 ES) GILMAR ANTONIO MONICO Airton Iduardo de Souza(OAB: 003684 ES) ACÓRDÃO . Razoes do agravo de instrumento. Assim. Ausência de Recolhimento do Depósito Recursal do Agravo de Instrumento.1. se existe ou não a possibilidade de acesso aos documentos eletrônicos dos autos ou se a negativa de conhecimento aconteceu somente por não cumprimento de uma formalidade de uma norma infralegal e desnecessária com o advento do processo eletrônico” (fl. sendo que ela determina a observância das mesmas regras contidas no artigo 897. No mais.0040300-12. por unanimidade. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). é nítida a intenção da parte de dilatar o prazo recursal. deve ser observada. qual seja. ela ainda está em vigor e. apesar de o embargante sustentar. somente demonstram sua intenção de modificação do julgado embargado. trazidos à discussão em face do teor do julgamento proferido às fls. § 5º. antes que se alegue negativa de prestação jurisdicional. 535 do CPC. e do item IV da Instrução Normativa nº 3 do TST. 3. que o Tribunal poderia acessar as peças do processo eletronicamente. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de AGRAVO DE INSTRUMENTO.SINTRACICAL Origem: 14ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . pois. da CLT. permanece em vigor e deve. Preliminar de Não Conhecimento do Recurso por Deserção. e tendo em vista o manifesto caráter protelatório dos embargos. 538 do CPC. o reclamante não apresentou contraminuta (fls. às fls. esta restaria impossibilitada pela não digitalização das peças mencionadas.2. pugnando pela reforma da r. analisandose os documentos digitalizados dos autos do processo que originaram o presente agravo. do C. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região.17. já que seus inovadores argumentos. por preenchidos os pressupostos para a sua admissibilidade.5. FUNDAMENTAÇÃO 2.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Vistos. conhecer dos embargos declaratórios. 87) Os embargos não merecem ser providos! De início. RELATÓRIO Trata-se de agravo de instrumento processado nos mesmos autos e interposto pela reclamada em face da r. MÉRITO Pretende a embargante que “depois de cumpridas as formalidades do devido processo legal. CONHECIMENTO 2. 40 da Lei 8. negar-lhes provimento e condenar a embargante a pagar ao embargado a multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa. que negou seguimento ao recurso ordinário eis que ausente um dos pressupostos de admissibilidade. ante o não recolhimento de 50% do valor do depósito recursal do recurso que se busca destrancar. como não revogada. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.5. DESERÇÃO. Agravo de Instrumento não conhecido. por detectar. também.2013. ainda que possível a execução da “pretensão” da embargante. I. CONHECIMENTO Conheço dos embargos declaratórios.177/91. inapropriada a via dos embargos de declaração para o fim almejado. em seu parágrafo 2º. acórdão de fls.2013. ser cumprida e observada pela parte quando da formação do instrumento. por deserção. que sequer foram apontandos pela parte. 23 de Setembro de 2013 39 HIDRAULICOS E ARTEFATOS DE CIMENTO DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO . Se a Instrução Normativa nº 16.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA AGRAVO DE INSTRUMENTO. sendo partes as acima citadas. 2. ante a total ausência de vícios. 538. TST é uma norma processual infralegal do século passado. da CLT. o preparo. com conseqüente destrancamento e processamento do recurso ordinário. §7º. em texto integrativo. Se os embargos não demonstram a existência de omissão. 151). 2. Inteligência dos arts. veementemente. 897. além de os embargos denotarem mero inconformismo com o conteúdo meritório do julgado. 141 e 146. e estas peças estão entre o rol cujo traslado não foi efetuado para os autos do presente agravo e que levaram ao não conhecimento do apelo por deficiência de traslado. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora Acórdão Processo Nº AIRO-40300-12. o que inviabilizaria a consulta eletrônica das mesmas. não merecem ser providos. FUNDAMENTAÇÃO 2. 153). verifica-se que a inicial e a contestação não foram digitalizados. Deste modo. destaco que a embargante não aponta qualquer vício a que se refere o art.1.TRT 17ª Região . 82/83. seja declarado. na forma autorizada pelo art. I.

EXECUÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS SOBRE SALÁRIOS PAGOS DURANTE A RELAÇÃO DE EMPREGO RECONHECIDAS JUDICIALMENTE.2. nos termos do art. de ofício. parágrafo único.2012. Procurador do Trabalho: Dr.0042100-46. Ministério Público do Trabalho (fls. VÍNCULO DE EMPREGO RECONHECIDO EM JUÍZO.17. 114 da Constituição da República e da Lei 11. o item VIII da Instrução Normativa nº 3 do TST de 1993. declarou a constitucionalidade do parágrafo único do art. no entanto. a reautuação. para constar o recurso ordinário do autor e portanto. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região.5. 899 da referida Consolidação.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. decisão quanto à execução das contribuições sociais sobre salários pagos durante a relação de emprego reconhecidas judicialmente. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. por deserção.0132 AGRAVO DE PETIÇÃO Agravante: UNIAO (CONTRIBUICOES PREVIDENCIARIAS/IRRF) Agravados: GECIEL ALMEIDA TAVORA ADRIANO DE CASTRO BRANDAO Origem: 2ª VARA DO TRABALHO DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM .101. o art. §7º. Por sua vez.00-2. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.212/91. É da Justiça do Trabalho a competência para execução de contribuições previdenciárias incidentes sobre parcelas relativas a período de vínculo de emprego reconhecido em Juízo. 897. determinar. a e II. não conheço do agravo de instrumento. 897. 2106-108). quanto à comprovação nos autos.0132 Processo Nº AP-42100/2012-132-17-00. desrespeitando os preceitos legais supramencionados. aos embargos. igualmente. não excluindo aquelas de cunho Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . 2. decisão (fls. retorno dos autos para relatá-lo. da CLT e. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº AP-42100-46. RELATÓRIO Trata-se de agravo de petição interposto pela União em face da r.2 Agravante Advogado Agravado Advogado Plurima Réu Advogado UNIAO (CONTRIBUICOES PREVIDENCIARIAS/IRRF) Juliana Barbosa Antunes(OAB: 012353 ES) GECIEL ALMEIDA TAVORA Amós Xavier da Cruz(OAB: 014226 ES) ADRIANO DE CASTRO BRANDAO Valber Cruz Cereza(OAB: 016751 ES) ACÓRDÃO . Sustenta também que o pleno deste Egrégio TRT. inciso VIII. 899.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA EXECUÇÃO DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. buscando a reforma da r. caso o e. Vistos. após lavratura do acórdão. I. I e 899.2003. O artigo 114. da CRFB/88. o recurso ordinário. outrossim. Assiste razão à agravante. Minuta de agravo (fls. genericamente. estabelece a competência da Justiça do Trabalho para executar. da Carta Magna refere-se.2012. decorrentes das sentenças que proferir. VIII e 195. com redação dada pela Lei 11. retorno dos autos para relatá-lo. §7º.17. o agravante deverá recolher o valor correspondente a 50% (cinquenta por cento) do valor do depósito do recurso que se pretender. Por fim. §5º.TRT 17ª Região . 897. 100-104vº). 23 de Setembro de 2013 40 que “a exigência de depósito aplica-se.457/2007. da CLT preceitua que. para constar o recurso ordinário do autor e portanto. não conhecer do agravo de instrumento. Diante do exposto. a reautuação. à execução e a qualquer recurso subsequente do devedor” (sublinhei). da CLT. O Juízo de origem concluiu que a execução das contribuições previdenciárias decorrentes do vínculo empregatício declara em Juízo não está incluída na competência da Justiça do Trabalho.5. e seus acréscimos legais. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). 10 do STF. ressalvando o direito de manifestação posterior. §5º. inciso VIII. prevê que o depósito judicial será de responsabilidade da parte. ante a ausência de recolhimento do deposito recursal de que tratam os arts. CONHECIMENTO Conheço do agravo de petição porque presentes os pressupostos objetivos e subjetivos de admissibilidade. a "sentenças". 97 da CF/988 e ao mandamento contido na Súmula Vinculante n. Ressalta-se que. o recorrente não recolheu o depósito recursal de 50% do valor do depósito do recurso ordinário. conforme dispõe o art. I e 899. com as alterações introduzidas pela Resolução nº 168. I da CLT. atendendo ao disposto no art. §5º. da Lei nº 8. por unanimidade. da CLF/88 e na legislação específica (artigos 876. FUNDAMENTAÇÃO 2. Contraminuta (fls. O referido artigo 114. sob pena de não conhecimento. outrossim. de 07 de março de 2012. Determino. busca a reforma da decisão sob a alegação de que é competente a Justiça do Trabalho para executar as contribuições previdenciárias decorrentes do reconhecimento de vínculo de emprego. 3. ante a ausência de recolhimento do deposito recursal de que tratam os arts. em agravo de petição. após lavratura do acórdão. Procurador presente à sessão de julgamento entenda conveniente e oportuno. no ato de interposição do agravo de instrumento. da CLT. com fulcro na Constituição da República Federativa do Brasil nos moldes dos artigos 144. João Hilário Valentim. pelo recorrente. §7º.1. Parecer do d. sendo partes as acima citadas.2. 112-113) oficiando pelo prosseguimento do feito. as partes deverão instruir obrigatoriamente a petição com a comprovação do recolhimento das custas e do depósito recursal a que se refere o §7º do art.457/07 e artigos 43 e 44. as contribuições sociais previstas no artigo 195. no julgamento do AP 0386. entendendo que a presente execução deve ficar restrita às contribuições sociais incidentes sobre os valores/parcelas objeto do acordo entabulado pelas partes. também. ao interpor o presente agravo de instrumento. relatados e discutidos os presentes autos de AGRAVO DE PETIÇÃO. 98 e vº) que concluiu que a execução das contribuições previdenciárias decorrentes do vínculo empregatício declara em Juízo não está incluída na competência da Justiça do Trabalho. por deserção. No caso em tela. 876 da CLT. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. MÉRITO 2. A União.1.17. no caso.

daí decorrendo.2012. inclusive sobre os salários pagos durante o período contratual reconhecido" (in verbis). 538-542 . no presente caso. ante a inexistência de vícios alegados. então. da CLT. a contribuição previdenciária devida) nasce com o trânsito em julgado da sentença.17. a competência é desta Justiça Especializada para executar a contribuição incidente sobre as parcelas pagas no curso da relação de emprego. do art. especialmente depois da modificação.5 Embargante Advogado Embargado Plurima Autor Advogado Plurima Réu BENEDITO VASSOLER Wellington Ribeiro Vieira(OAB: 008115 ES) VIX LOCADORA E TRANSPORTES LTDA VIX LOCADORA E TRANSPORTES LTDA Sandro Vieira de Moraes(OAB: 006725 ES) BENEDITO VASSOLER ACÓRDÃO . Procurador do Trabalho: Dr. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DA RECLAMADA conhecidos e parcialmente providos para prestar esclarecimentos.TRT 17ª.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DO RECLAMANTE conhecidos e não providos. 195. uma vez que o texto constitucional não restringe a referida execução apenas sobre sentenças condenatórias com repercussão pecuniária. caput. por conseguinte.101. cuja redação passou a ser: "Parágrafo único. acórdão de fls. quanto à execução das contribuições previdenciárias. CONHECIMENTO Conheço dos dois embargos de declaração opostos. pois se houve reconhecimento de vínculo. sendo partes as acima citadas. in verbis: "A Justiça do Trabalho é competente para determinar o recolhimento das contribuições fiscais. às fls. apontando vícios no julgado e visando ao prequestionamento. que integrem o salário-decontribuição". no mérito. dou provimento ao agravo de petição da União para declarar a competência da Justiça do Trabalho para executar de ofício as contribuições previdenciárias incidentes sobre as parcelas oriundas do vínculo de emprego reconhecido e. 546-549. entretanto. no DOU de 19. ao modificar o texto do parágrafo único do art. por conseguinte. e II. determinar o prosseguimento da execução das sobreditas contribuições. da Constituição da República). sepultou de vez a celeuma. é importante registrar que o Pleno deste Regional declarou a constitucionalidade do art. o qual dota a referida sentença de induvidosa força executiva. 2.457/2007. ACÓRDÃO DE FLS. 876 da CLT. FUNDAMENTAÇÃO 2.0121 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargantes: BENEDITO VASSOLER VIX LOCADORA E TRANSPORTES LTDA Embargados: O V. tanto é que. dar provimento ao apelo da reclamada para declarar a competência da Justiça do Trabalho para executar de ofício as contribuições previdenciárias incidentes sobre as parcelas oriundas do vínculo de emprego reconhecido e. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Trabalho da Décima Sétima Região. em sentido diverso do enunciado na Súmula transcrita. Vistos. a constituição de um crédito previdenciário. Refiro-me à Lei n. são devidas as contribuições previdenciárias decorrentes.VIX LOCADORA E TRANSPORTES LTDA BENEDITO VASSOLER Origem: VARA DO TRABALHO DE ARACRUZ . 23 de Setembro de 2013 41 declaratório.1.3. O entendimento que sempre adotei. RELATÓRIO O reclamante e a reclamada interpõem embargos de declaração em face do v.5. inciso VIII.17. MÉRITO 2. da redação do item I da Súmula nº 368. Ora. Razões de embargos do reclamante.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. João Hilário Valentim. 114. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. 42. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-46200-77. não obstante as partes façam acordo superveniente. A simples declaração do vínculo já basta para caracterizar a obrigação previdenciária. objeto de acordo homologado. ainda que o acordo celebrado entre as partes e homologado pelo Juízo tenha se limitado a reconhecer o vínculo empregatício.2. a qual. agora vem consagrado por alteração legislativa.2012. por meio de seu art. por unanimidade. 538-542. às fls. Assim. REGIÃO . especificamente no tocante às contribuições previdenciárias relativas a todo o período laboral reconhecido pelo Judiciário Trabalhista. 544v-545. Pelo exposto.117. Demais disso.TRT 17ª Região . determinar o prosseguimento da execução das sobreditas contribuições.5.0046200-77.0121 Processo Nº ED-46200/2012-121-17-00. nem se diga acerca da ausência de título executivo a embasar a execução. A competência da Justiça do Trabalho. A propósito. Razões de embargos da reclamada. este não produz efeitos contra o crédito do INSS. Serão executadas ex-officio as contribuições sociais devidas em decorrência de decisão proferida pelos Juízes e Tribunais do Trabalho. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DO RECLAMANTE . Ressalto que essa matéria sempre encerrou certa polêmica. inciso I. que passou a dizer o seguinte. conhecer do agravo de petição e.00-2. na esteira do disposto no art. pois presentes os pressupostos de admissibilidade.2. que a Constituição Federal atribuiu eficácia condenatória imediata às sentenças declaratórias de vínculo. 876 da CLT na sessão realizada no dia 25/03/2009. "a". a despeito da natureza declaratória da sentença que reconhece a existência da relação de emprego. com efeito meramente declaratório. da Constituição Federal e do parágrafo único. TST.2003. processo nº 386. resultantes de condenação ou homologação de acordo. limita-se às sentenças condenatórias em pecúnia que proferir e aos valores. pelo C.º 11. sem aplicação de efeito modificativo. 876. é incontestável que tal decisão atribui aos pagamentos realizados no curso dessa relação a condição de fato gerador de obrigação previdenciária (art. Pode-se observar. Isso porque o nascimento da obrigação tributária (in casu. cobrável judicialmente perante a Justiça do Trabalho.1.2007). assim. de 16 de março de 2007 (publ.

1 OMISSÃO. acórdão quanto ao requerimento de inversão do ônus da sucumbência. a título de prequestionamento. A reclamada aponta omissão no v. 471-481. TST no item III da Súmula nº 368.2. De qualquer modo. 20. OJ 363 da SDI-1 do TST. Contudo. da SDI-I. todas as matérias foram devidamente analisadas e os fundamentos robustamente expendidos. a tecer alguns esclarecimentos no particular.048/99. Todavia. razão pela qual requereu a inversão do ônus da sucumbência. I. Há robusta manifestação expressa no v.1997): Havendo tese explícita sobre a matéria. vê-se que: quanto ao turno ininterrupto de revezamento foram deferidas: horas extras e reflexos (item 1 de fls. Passo. acórdão acerca da matéria. com fulcro no artigo 195 da CF e outros dispositivos. As partes adversas interpuseram recurso. conforme se depreende da leitura do julgado. JORNADA LABORAL. atualização monetária e multas. a título de esclarecimento acerca do fato gerador das contribuições previdenciárias: os descontos relativos à Previdência Social deverão ser calculados mês a mês. considerando que o empregado não deve suportar deduções maiores do que aquelas que teria. também negado provimento quanto ao INTERVALO INTRAJORNADA.2. A reclamada requer o prequestionamento de dispositivos e teses sobre as seguintes matérias: a) fato gerador das contribuições previdenciárias.00. do TST: Prequestionamento.1. pois permanece a condenação no particular. conforme sedimentado na Súmula n. o magistrado tem o dever legal de expor os motivos de seu convencimento. e foi negado provimento quanto os descontos previdenciários e assistência judiciária gratuita. Forçoso concluir que o que pretende o embargante. na decisão recorrida. Tese Explícita. O eventual inconformismo da embargante com o resultado do julgamento deverá ser apresentado por intermédio da via recursal adequada. 10). uma vez que estes não se Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 prestam à reparação de error in iudicando. se o pagamento fosse efetuado na ocasião oportuna sem necessidade de demanda judicial. deve o reclamante arcar somente com o pagamento da contribuição previdenciária em seus valores históricos. também as custas de R$600.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. em se adotando a tese exposta no julgado. desse modo. o magistrado tem o dever tão somente de consignar o entendimento adotado. 2. desnecessário contenha nela referência expressa do dispositivo legal para ter-se como prequestionado este. §4º do decreto 3.” Oportuno esclarecer que o fato gerador da contribuição . na decisão recorrida. ou seja.1 PREQUESTIONAMENTO. O julgamento não é um diálogo entre partes e juiz. Tese Explícita. contra o voto deste Relator. TURNO ININTERRUPTO DE REVEZAMENTO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DA RECLAMADA 2. Não há falar em omissão. Sustenta que com a reforma da decisão quanto à validade do acordo coletivo e da jornada de 12 horas. Oportuno destacar que esse é o entendimento cristalizado pelo C. sentença. O chamado "prequestionamento" não constrange o julgador a fundamentar nos exatos moldes pretendidos pela parte. da Lei 8. entendendo por satisfatoriamente prequestionadas no julgado hostilizado. desde que a matéria tenha sido apreciada no acórdão embargado. ficando a cargo da empresa o pagamento de juros. 2. artigo 879. Portanto.vê-se que quanto ao apelo da reclamada foi dado provimento parcial para: contra o voto deste Relator. também. não teve a Corte por ocorridas as violações alegadas pela parte. Inteligência da Súmula Nº 297 (inserida em 20. portanto. na tentativa de reforma do julgado. imperioso ressaltar que.2.11. c) as alterações promovidas no artigo 43 da Lei 8. Em síntese. Ademais o juiz não está obrigado a rebater uma a uma as teses lançadas pelas partes.941/2009. bom como a apreciação da sumula 368 do TST. em face de seu inconformismo com o desfecho do julgamento. sentença quanto ao intervalo intrajornada e hora noturna reduzida. desnecessário contenha nela referência expressa do dispositivo legal para ter-se como prequestionado este. como feito in casu. §4º da CLT e 276. bastando ao julgador explicitar de forma fundamentada sua tese de julgamento que. Esclareço que a correção ou incorreção do julgado não pode ser sanada via embargos declaratórios. Dou provimento tão somente para prestar esclarecimentos sem imprimir efeito modificativo ao v. acórdão ora embargado. permaneceu tão somente a condenação da reclamada ao pagamento quanto às contribuições previdenciárias. publicada no Diário Oficial do TRT-17ª Região nº 1202. os juros e multa das contribuições previdênciárias pela reclamada e. o que foi feito in casu. É evidente que em se adotando a tese exposta no julgado.212/91. da forma mais conveniente à parte".17. não há falar em inversão do ônus da sucumbência. sob a ótica do fato de ser ultrapassado o limite constitucional da jornada constante do artigo 7º. no dia 31/07/2013. b) Se essa Corte Regional entende pela constitucionalidade da alteração promovida pela Lei 11. “a” da CF. horas excedente à sexta e reflexos (item 2 de fls. por consequência lógica.2. do TST: Prequestionamento. artigo 195.2 PREQUESTIONAMENTO. 23 de Setembro de 2013 42 2. nos termos do art. consta no v. não remanesce nenhum pedido autoral. No tocante às contribuições previdenciárias decorrentes de créditos reconhecidos em sentença. ser evidente que. E. 10).11. Vê-se que a embargante buscar rediscutir a matéria.2.213/91. nego provimento. entendendo por satisfatoriamente prequestionadas no julgado hostilizado. hora noturna reduzida e reflexos ( item 3 de fls. para onde se lê deferimento leia-se indeferimento. nos termos da OJ 118. acórdão que: foi negado provimento quanto à matéria HORAS EXTRAS EXCEDENTES À 12ª HORA COM ADICIONAIS E REFLEXOS.2. nos termos da OJ 118. mas tão somente a sanar os vícios expressamente previstos nos artigos 535 do CPC e/ou 897-A da CLT. da SDI-I. Tribunal. mas não de fazê-lo da forma que a parte entenda ser a mais adequada. E. acórdão. Registro. é que sejam rebatidas uma a uma as suas teses e dispositivos. ADICIONAL NOTURNO REDUZIDA e. incisos XIII e XIV da Constituição da República Federativa do Brasil. entretanto. quanto ao recurso do reclamante.1997): Havendo tese explícita sobre a matéria. conforme o v. O reclamante requer manifestação expressa acerca necessidade de prequestionamento acerca da jornada de turno ininterrupto de revezamento. E. Inteligência da Súmula Nº 297 (inserida em 20.2. corrigir erro material na r. não teve a Corte por ocorridas as violações alegadas pela parte.10) e intervalo repouso e alimentação e reflexos (item 4 de fls. excluir da condenação as horas extras deferidas pelo juízo de primeiro grau. afasta todas as outras teses que com a do decisum são conflitantes. verbis: CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. Registro que prequestionar não é "sinônimo de dizer aquilo que se quer que diga. às fls. Analisando a r. INVBERSÃO DO ÔNUS DA SUCUMBÊNCIA. Nesse mesmo sentido é também o entendimento deste E. 10).

multas dos art. sendo partes as acima citadas. particularmente. correção monetária e juros de mora.5.2. que garantiu a permanência no emprego. a matéria já não comporta grandes discussões. negar provimento ao apelo do reclamante. Alega que lhe foi apresentado um modelo de pedido de demissão que deveria ser escrito de próprio punho e que o fez porque temia ficar desempregada.0003 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: TANIA MARA GONCALVES ANTUNES Recorridos: 5 ESTRELAS SPECIAL SERVICE LIMP E SERV AUXILIARES LTDA BANCO SANTANDER (BRASIL) S. nos termos do art.1997. Vistos. pois. 2.17. a Reclamante fez a sua opção. enquanto o § 4. no mesmo posto de trabalho (segundo a Reclamante. pois de acordo com a nova redação da Lei 8212/91 nos artigos 34. por sua vez. descontos fiscais e previdenciários. Nulo é o pedido de demissão formulado sob coação. induzindo os seus empregados a pedirem demissão. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região.212/91 e devem ser aplicados desde a data da prestação dos serviços. Logo.º 8.º prevê o procedimento a ser adotado para o seu cálculo. nego provimento.3 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Réu TANIA MARA GONCALVES ANTUNES Rosemary Machado de Paula(OAB: 00294B ES) 5 ESTRELAS SPECIAL SERVICE LIMP E SERV AUXILIARES LTDA Angela Martins da Cruz(OAB: 024074 GO) BANCO SANTANDER (BRASIL) S..” Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 .941/09. não há como imputar ao reclamante o pagamento de multa. restou comprovado que a empresa prestadora de serviço ao perder a licitação com o Município.2 MÉRITO 2. João Hilário Valentim. que foi coagida a fazê-lo para ser contratada pela nova empresa prestadora de serviço que viria substituir a sua empregadora no contrato firmado com o Segundo Réu. A Ordem de Serviço INSS/DAF/DSS n. sentença de fls. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). A lei é claríssima ao estabelecer que a “atualização do crédito devido à Previdência Social obedecerá os critérios estabelecidos na legislação previdenciária” (CLT. FUNDAMENTAÇÃO 2. se pretende dizer que somente a partir do efetivo pagamento do crédito trabalhista ao empregado é que passam a ser exigíveis as contribuições previdenciárias. no mérito. devem ser deduzidos do empregado apenas os valores que seriam devidos mês a mês. nega a coação e diz que a autora tomou a iniciativa de extinguir o contrato de trabalho por vontade própria. obviamente. §4.1 CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário eis que presentes os pressupostos de admissibilidade. Entre a incerteza da demissão sem justa causa ou da transferência de local de trabalho (os dois destinos possíveis. 35 e notadamente no § 2º do art.. 879.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA NULIDADE DO PEDIDO DE DEMISSÃO. Origem: 3ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . honorários advocatícios e responsabilidade subsidiária da segunda reclamada. infere-se a clara intenção em permanecer empregada e. Portanto. Isso porque ao se afirmar que o fato gerador das contribuições previdenciárias seria o pagamento. ACÓRDÃO . RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo autor em face da r. A base de cálculo de tais contribuições leva em consideração a época própria em que as mesmas seriam devidas. “Considera o fato gerador das contribuições sociais a data da prestação do serviço”.10. envolvendo.A. pelo não provimento do apelo.2013.º 66. 316/326 e 345/366. Procurador do Trabalho: Dr.A. fez reunião com seus empregados pretendendo se ver livre do maior número possível de dispensas sem justa causa. 23 de Setembro de 2013 43 Udno Zandonade(OAB: 009141 ES) previdenciária é a data da prestação do serviço. por unanimidade. A reclamada. O pedido de demissão foi conveniente para a Reclamante. Contudo. 281/312 renovando os pedidos relativos a nulidade do pedido de demissão. no caso em apreço. De toda sorte. 277/279 que julgou improcedentes os pedidos iniciais. Contrarrazões às fls. acórdão. é clara ao dispor que os cálculos de liquidação deverão consignar.17. Dessa forma. mês a mês. na verdade. dar parcial provimento ao recurso da reclamada para prestar esclarecimentos sem imprimir efeito modificativo ao v. no tópico anterior já foi robustamente esclarecida a questão das contribuições previdenciárias. conhecer de ambos os embargos declaratórios e. tanto a multa quanto os juros são devidos. 477 e 467 da CLT. No caso dos autos. art. ao ser admitida pela CONSYSTEM. ainda que velada. a situação pretérita originada em uma violação da lei.5. apenas “trocou de uniforme”). DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Advogado Acórdão Processo Nº RO-50500-14. 35 da Lei n.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. na época da prestação de serviços. O art. 43. Razões recursais de fls. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.) comprometendo a alegação da Reclamante. A sentença julgou improcedente o pedido entendendo que: “(. dada pela Lei nº 11. os valores das contribuições previdenciárias do segurado empregado e os valores de base de apuração da contribuição previdenciária a cargo da empresa. danos morais.0050500-14.1 NULIDADE DO PEDIDO DE DEMISSÃO – PROMESSA DE REAPROVEITAMENTO PELA NOVA EMPRESA PRESTADORA DE SERVIÇO A autora pretende seja declarado nulo o seu pedido de demissão aduzindo. de 10.0003 Processo Nº RO-50500/2013-003-17-00.2013.º). 276 do Decreto nº 3. se mantido o vínculo com a 1ª Reclamada) e a possibilidade de continuar empregada e no mesmo local (onde trabalhava há três anos).TRT 17ª Região .048/99 estipula o prazo em que deve ser feito o recolhimento decorrente das verbas reconhecidas em Juízo. para tanto.

negar provimento ao apelo. Tendo sido impugnados todos os pleitos formulados pelo reclamante na inicial. em juízo. 477 da CLT não faz qualquer ressalva a esse respeito. sentença para que seja deferida a indenização decorrente de danos morais.DJU 05. Corroborando. tenham manifestado a mesma vontade. o pedido de demissão seria a única forma de vir a ser aproveitada no novo contrato de prestação de serviço.94. Ora. O dano moral somente se verifica quando a vítima experimenta . A inexistência de controvérsia é pressuposto para a fixação da multa. o encarregado de nome João apresentou às empregadas da Primeira Reclamada um modelo de pedido de demissão para que as mesmas o redigissem de próprio punho. o induzimento ao pedido de demissão.2012. sendo devidas as verbas rescisórias decorrentes da dispensa injustificada realizada pela empresa. 477 DA CLT . por ocasião da rescisão contratual. por meio de sentença. Relatora: “ (.Relação de emprego controvertida. um outro posto de trabalho e entendeu que caso não fizesse o pedido de demissão ficaria desempregada.0 . 2. ante o teor do depoimento testemunhal gravado em vídeo. sem um motivo certo e determinado. Não lhe assiste razão.) o cerne da questão está na ausência da homologação do pedido de demissão pelo Sindicato.161 (na ata de fls. Restou comprovado nos autos. 60 a autora pede que da condenação sejam deduzidos os valores ali descriminados). para a decisão proferida na ação ajuizada pelo Sindicato dos Trabalhadores das Empresas de Asseio. a reclamante não tinha interesse na rescisão do contrato de trabalho. sendo irrelevante o fato de o liame empregatício ter sido reconhecido em audiência ou mesmo em razão da existência de controvérsia quanto aos créditos rescisórios. que passo a discriminar: . dou provimento.17. mas se sentiu coagida a pedir a demissão porque sua empregadora não tinha outro posto de trabalho para remanejá-la e ficou claro que. pretendeu se ver livre do maior número possível de dispensas sem justa causa. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Quanto ao pedido de saldo de salário.projeção do aviso prévio para pagamento de férias proporcionais e 13º salário proporcional. a tese sindical. a ausência do pagamento do. estar-se-ia beneficiando o mau empregador. 2.04.aviso prévio indenizado. para reconhecer o direito à conversão do desligamento à pedido dos empregados. o que não é o caso dos autos.2. que é irrelevante para o deferimento ou não da referida multa a existência de controvérsia sobre o pagamento das verbas rescisórias. para resilição imotivada”. Nego provimento. nos termos do voto do Desembargador José Luiz Serafini. Sem razão. 23 de Setembro de 2013 44 Dessa decisão recorre a reclamante renovando os pedidos iniciais. e .. induzindo os seus empregados a pedirem demissão. exalam a existência de vício de consentimento. noto que as provas constantes nos autos somada e à prática vivificada nas empresas prestadoras de serviços de limpeza. O mesmo ocorreu com as férias e 13º salário. Ademais. o que causa.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Ademais. Conservação e Limpeza em face dos mesmos reclamados desta demanda.guias para liberação do FGTS. 2. ainda que velada. Tribunal.multa de 40% incidente sobre o FGTS. A Primeira Reclamada. conforme cópia do TRCT – fl. da mesma empresa. §8.3 MULTA DO ARTIGO 467 DA CLT A reclamante pugna pelo pagamento da multa do artigo 467 da CLT. a projeção do aviso prévio em tais parcelas. estranheza. Nesse sentido. apenas quando o trabalhador der causa à mora. sendo devido apenas. impondo-se a aplicação da multa. limitando-se a isentar o empregador do pagamento da multa.4 Danos Morais A Primeira Turma decidiu. À vista da análise discorrida. para a conversão do pedido de dispensa.0011. tem-se que não foram pagas corretamente as verbas rescisórias. mais especificamente. 304-305. por considerar que houve coação para o pedido de dispensa.2. pela sua empregadora..5. no aresto a seguir transcrito. inclusive. pois o art.ª Eneida Melo Correia de Araújo . A própria reclamante narra em sua inicial que foi admitida em novo emprego no mesmo dia de tal dispensa. por oportuno.ART. em tão curto lapso temporal. de fato. Assim. nota-se. dou provimento ao apelo. quando a controvérsia foi colocada ao discernimento da Comissão de Conciliação Prévia. a favor dos empregados. (TST RR 578167/1999. considero nulo o pedido de demissão formulado sob coação. A testemunha ouvida em Juízo informou que em razão da extinção do contrato de prestação de serviço celebrado entre a Primeira Reclamada e o Segundo Réu. milita. Na ocasião foi informado que esta seria a única forma de serem admitidas pela nova empresa e permanecerem trabalhando nos postos em que se encontravam. o fato de que a própria Reclamada faz prova. às fls. 75-179). O dispositivo legal mencionado é claro. no pedido de demissão dos empregados da empresa 5 Estrelas. Do exame. Pois bem. tem decidido o TST. Transcrevo trecho do voto proferido pela Exma. Por todo o exposto. Dou parcial provimento.ª T. in verbis: MULTA . por sua vez. que o exaurimento das vias administrativas.2. . por maioria.º da CLT é devida quando o pagamento das verbas rescisórias é realizado fora do prazo ou a menor. esse já foi quitado no momento da dispensa. não tendo sido pagas as verbas rescisórias próprias da dispensa sem justa causa devida a multa do artigo 477 da CLT A multa do artigo 477. importa em mora salarial. A ação é a de nº 0091300. Assim. Ressalte-se. e na qual se discutia a nulidade dos pedidos de demissão dos empregados da Primeira Ré. como exposto acima. de que os pedidos de demissão se deram no mesmo período. julgado pela 3ª Turma deste E. Ora. tendo como Relatora a Exma Desembargadora Ana Paula Tauceda Branco. não faz a autor jus a tal parcela. E aqui aponto.2002). é devido o pagamento da multa. não se pode cogitar de parcelas incontroversas a autorizar a aplicação da penalidade. A quitação incompleta dos valores pecuniários devidos ao trabalhador. como se vê. Rel. pois não é crível que vários empregados. Já em relação ao seguro-desemprego.3. o que ocorre com o reconhecimento. o texto legal não faz qualquer ressalva quanto à relação jurídica controvertida.2 MULTA DO ARTIGO 477 DA CLT Reconhecida no tópico anterior a invalidade do pedido de demissão e. de parcelas não quitadas pela reclamada por ocasião da rescisão contratual. coação. no aspecto. que assim dispõe: "DANOS MORAIS Requer a reclamante a reforma da r.ª Min. Dessa forma. vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais. portanto. e a 1ª Reclamada sequer compareceu à audiência para maiores explicações (fls. reconhecida. por exemplo. . Informou a testemunha que não lhe foi ofertado.

foi aprovada a alteração do item II da Súmula 368 do TST. registre-se que. 2. Incontroverso. contratempos.2. na época da prestação de serviços. consoante a inteligência do artigo 5º. que se a reclamante optou pela contratação de advogado particular. ainda. Encerrada a relação comercial entre os réus conforme comprovado nos autos (veja-se fls. no mesmo posto de trabalho. em curso o contrato comercial entre os réus o que atrairia. TST. determinando que os descontos previdenciários deverão ser apurados na forma do item III da Súmula nº 368.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. TST. ou seja. a burla provocada pela reclamada para não sofrer os efeitos pecuniários da dispensa imotivada. ainda. pela pessoa física ou jurídica obrigada ao pagamento ou pela instituição financeira depositária do crédito.127.350/2010. dar parcial provimento ao apelo para declarar a nulidade do pedido de demissão formulado pela autora e condenar a primeira reclamada no pagamento de . mostram-se irrelevantes.5 Honorários Advocatícios (Não há assistência sindical) A Primeira Turma decidiu. mensalmente. É de se destacar que a reclamante irá perceber as verbas do distrato (conforme item 2. desfazendo. cujas disposições foram regulamentadas pela Instrução Normativa RFB n. por ser ele o responsável solidário no recolhimento e porque o empregado não poderia ser penalizado com uma tributação que não haveria caso seus créditos tivessem sido adimplidos a tempo e modo. que assim dispõe: "HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS Pretende a reclamante o deferimento de honorários advocatícios. não há mais prejuízo para o empregado porque o imposto de renda será calculado levando em consideração a quantidade de meses a que se referem os rendimentos. frise-se.2. da Magna Carta.º 7. trata-se de uma espécie de “acordo extrajudicial” firmado entre os trabalhadores e a empregadora para manter a continuidade da prestação de serviços no mesmo posto de trabalho com a nova empregadora. nego provimento. A hipótese. em relação à incidência dos descontos fiscais.Descontos Previdenciários Pretende a recorrente que a reclamada arque integralmente com o recolhimento previdenciário. 12-A e seus parágrafos à Lei n. de 22/12/1988. Ou seja.713.º O imposto será retido. 23 de Setembro de 2013 45 profundo e grave sofrimento. em decorrência da inovação promovida pela Lei n. 12-A da Lei n. não ficou desempregada. entretanto. sendo certo. resultante de crédito do empregado oriundo de condenação judicial. observando a tabela progressiva constante do anexo do referido ato normativo.2. nego provimento. a qual passa a contemplar exatamente o cálculo do imposto de renda pelo regime de competência. Na realidade. cujo art. Portanto.00 e custas de R$400. aqui não é de ruptura de contrato de trabalho estando. como fez certo o documento de fls. Com essa alteração legislativa. Nego provimento. senão vejamos: II.04. por maioria. Dessa forma. assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação. e calculado sobre o montante dos rendimentos pagos. irritações. julgou ser conveniente se manter empregada." 2. É do empregador a responsabilidade pelo recolhimento das contribuições previdenciárias e fiscais. portanto. Veja-se que quando os fatos narrados na inicial ocorreram oura Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 empresa já estava prestando serviços ao segundo réu. não lhes dispensando o ordenamento jurídico qualquer proteção. ao meu ver.2012.º 7. a reclamante foi instada a pedir demissão com vista a garantir ser reempregada pela nova prestadora de serviços. Vale lembrar." Pequenos aborrecimentos. no mérito. nos termos do art. A hipótese. do C. a honra e a imagem das pessoas. Nego provimento.000. que na Justiça do Trabalho vigora o jus postulandi. 3 da inicial). de 7 de fevereiro de 2011. também. sendo certo que seu contorno jurídico está indissociavelmente ligado aos direitos da personalidade. devendo ser calculadas.1 supra). inciso X.6 Descontos Fiscais Sempre entendi que o empregador deveria arcar com o ônus do imposto de renda incidente sobre parcelas decorrentes de condenação trabalhista. troca-se apenas o uniforme.º 12. No caso vertente.350/2010.º 1. in verbis: "X . 21. considerando que o empregado não deve suportar deduções maiores do que aquelas que teria se o pagamento fosse efetuado na ocasião oportuna sem necessidade de demanda judicial.2. não teria o Segundo Réu como fiscalizar e controlar a relação de trabalho entre a empresa prestadora e seus empregados. a reclamante constituiu advogado particular. pois. 3.5 Responsabilidade Subsidiária do Segundo Réu Incontroverso que a Primeira Ré foi contratada pelo Segundo Reclamado para prestar serviços de limpeza e conservação. CONCLUSAO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. assim. não há como imputar a reclamante o pagamento de multa. a vida privada. Fixo valor da condenação em R$20. mediante a utilização de tabela progressiva resultante da multiplicação da quantidade de meses a que se referem os rendimentos pelos valores constantes da tabela progressiva mensal correspondente ao mês do recebimento ou crédito. duradouro ou não. na Sessão do Tribunal Pleno do TST do dia 16. vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais. Ora. Revejo meu entendimento. mês a mês.são invioláveis a intimidade. sem dúvida a obrigação in vigilando por parte do tomador de serviço. 2. nos termos do voto do Desembargador José Luiz Serafini.00 pelos reclamados.º assim dispõe: Art. deduzindo-se da autora apenas os valores que seriam devidos mês a mês." 2. como dito em linhas transatas. sobretudo no tocante à dação doe aviso prévio. Pois bem. pelo que considero que a coação havida não é grave o suficiente a causar transtorno de ordem moral na obreira. que a autora prestou serviço ao Banco Réu por força deste contrato. 3.2. negar provimento ao apelo. O entendimento acerca dos honorários advocatícios está em consonância com as Súmulas 219 e 329 do E. Vários colegas passaram pela mesma situação junto com a autora que. (grifei) Portanto. por maioria. não se subsume ao que prevê a Súmula 331 do TST.713/1988. contingências inerentes à vida em sociedade. correção monetária e juros de mora. que acrescentou o art. A propósito. não estando presente a hipótese que ensejaria ao juízo deferir-lhe a verba honorária. segundo a média das expectativas normais do homem. dou provimento parcial. com a redação dada pela Lei nº 12. deve arcar com referida despesa. por unanimidade.7. Os descontos relativos à Previdência Social deverão ser calculados mês a mês. conhecer do recurso ordinário. pela empresa devedora.

823/1966. Portanto.17. De uma análise do arquivo no Sistema Integrado de Protocolização e Fluxo de Documentos Eletrônicos.0005 Processo Nº RO-62000/2013-005-17-00.17. Vistos.2013. e-DOC.17. sendo partes as acima citadas. bem como vai de encontro ao entendimento sedimentado na OJ nº 410 da SDI-I do C. mas de consignar os fundamentos que serviram de substrato à decisão consignada.101/2000 não se trata de inovação recursal nos primeiros embargos declaratórios mas sim. Embargado: O V.1. Vencidos.SIND DOS EMPREGADOS NO COMERCIO NO EST DO ESP SANTO Origem: 10ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA .5. para determinar que os descontos previdenciários sejam apurados na forma do item III da Súmula nº 368. tem-se por prequestionada a matéria. 138-139. Vejamos.00. conhecidos e parcialmente providos. pelos reclamados.0 Recorrente Advogado DARIO SORIANO FEITOZA Airton Iduardo de Souza(OAB: 003684 ES) . acórdão dos aclaratórios assentou em sua fundamentação tratar-se de inovação recursal. constante da versão protocolizada via E-DOC. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-62000-71. João Hilário Valentim.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. de falha na impressão da petição recursal protocolizada via e-DOC. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-57600-67. 23 de Setembro de 2013 46 aviso prévio indenizado. 138-139.101/2000 não se trata de inovação recursal nos primeiros embargos declaratórios mas sim. TST. Todavia. de R$ 400. conforme preconizado no item I da Súmula nº 297 do C. no mérito. RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos pela reclamada em face do v. 138-139 para destacar que a necessidade de prequestionamento não impõe ao magistrado o dever de fundamentar nos moldes pretendidos pelas partes. TST. de que a concessão do descanso semanal remunerado após o sétimo dia consecutivo de trabalho viola a Convenção nº 106 da OIT. acórdão de fls. Portanto. quanto aos danos morais e aos honorários advocatícios. havendo tese expressa no julgado. dou parcial provimento aos embargos declaratórios apenas para esclarecer que a invocação do art. referente ao art. ratificada pelo Brasil através do Decreto 58.6º da Lei 10101/2000 e que ao opor embargos declaratórios visando Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 sanar omissão no julgado.0010 Processo Nº ED-57600/2011-010-17-00. deduzindo-se da autora apenas os valores que seriam devidos mês a mês.5. visando sanar eventual obscuridade no julgado. e. No caso dos autos.2. invocado no tópico 15 do recurso ordinário. do C. TST e OJ nº 118 da SDI-I/TST. 6º da Lei 10. deste Regional. acórdão de fls. não registrou o tópico em referência.TRT 17ª Região . verifico do v. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). esclareço não se tratar de inovação recursal nos primeiros embargos declaratórios mas sim. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais. de falha na impressão da petição recursal protocolizada via e-DOC.101/2000. verifico que o embargante invocou tal dispositivo em suas razões recursais porém a peça impressa. convocada para compor quorum.TRT 17ª. pois presentes os pressupostos de admissibilidade. por unanimidade. apenas para esclarecer que a invocação do art.5. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi. reporto-me à fundamentação exarada no v. OMISSÃO Aduz o embargante que em sua peça recursal invocou o art. 138-139 que houve manifestação acerca da alegada omissão contida nos primeiros embargos declaratórios. Sergio Carlos de Souza(OAB: 005462 ES) SIND DOS EMPREGADOS NO COMERCIO NO EST DO ESP SANTO Valdek Gazzoli(OAB: 013774 ES) ACÓRDÃO . 6º da Lei 10. falha na impressão da petição recursal protocolizada via e-DOC. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim. Assim.101/2000 não se trata de inovação recursal nos primeiros embargos declaratórios mas sim.0057600-67. MÉRITO 2. 2. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. dar-lhes parcial provimento apenas para esclarecer que a invocação do art. acórdão de fls. no tocante à responsabilidade subsidiária. 6º da Lei 10. multa de 40% incidente sobre o FGTS.2011. Participaram da Sessão de Julgamento em 10 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). projeção do aviso prévio no pagamento das férias proporcionais e 13º salário proporcional.A. ainda. Fixado o valor da condenação em R$ 20. FUNDAMENTAÇÃO 2. constante dos autos.A. CONHECIMENTO Conheço dos embargos de declaração opostos pela reclamada.0010 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: LOJAS AMERICANAS S. Insurge-se o embargante contra o v.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO opostos pela reclamada. apontando vício no julgado. alegando que o julgado contém o vício alegado pois não apreciou o artigo 6º da Lei nº 10. REGIÃO . 6º da Lei 10. 138-139 . ACÓRDÃO DE FLS.2011. de falha na impressão da petição recursal protocolizada via e-DOC. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO.1. o v. qual seja. é certo que houve fundamentação expressa quanto ao entendimento adotado. na época da prestação de serviços. no caso.2. com custas. conhecer dos embargos declaratórios e. De toda sorte. guias para liberação do FGTS e multa do art. acórdão de fls.00. a Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi.000.2 Embargante Advogado Embargado Advogado LOJAS AMERICANAS S.101/2000. Procurador do Trabalho: Dr. 477 da CLT.

fato que. da data da publicação da decisão. 09).1 CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário eis que presentes os pressupostos de admissibilidade. 23 de Setembro de 2013 47 Recorrido Advogado GENESIO SOARES DIAS CANDEEIRO FUNERARIA . verifico que o salário do reclamante à época de sua dispensa era de R$1. 40/42 que julgou parcialmente procedentes os pedidos iniciais. dar-lhe provimento para condenar a reclamada ao pagamento de indenização por danos morais. sem dúvida. Logo. o réu não compareceu à audiência inicial. sentença de fls. ante a perda das informações contidas em sua CTPS.37 (vide TRCT de fl. ante a perda das informações contidas em sua CTPS. com juros de mora a partir do ajuizamento da ação e correção monetária a partir da publicação desta decisão. o que configura o dano moral. a reclamada. por unanimidade. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo autor em face da r. CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. com juros de mora a partir do ajuizamento da ação e correção monetária a partir da publicação desta decisão. Logo. do processo seletivo que participava. sem dúvida. principalmente por se tratar de uma CTPS já anotada. sendo partes as acima citadas. seu nível salarial e a capacidade financeira e patrimonial da empresa. o extravio é muito mais grave do que o atraso na entrega. 2. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.000.00. 29. Pede a condenação da ré no pagamento de R$33. fixando -a em R$3.00 (três mil reais). entendo que é razoável concluir ter havido angústia por parte do autor. tendo sido entregue a defesa pela advogada que estava presente. Diz que até a data do ajuizamento da ação a reclamada não havia lhe devolvido a Carteira de Trabalho. No que concerne ao valor devido a título de indenização por danos morais. dou provimento ao apelo para condenar a reclamada ao pagamento de indenização por danos morais. entendo adequado fixar o valor da condenação em R$3.0005 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: DARIO SORIANO FEITOZA Recorrido: GENESIO SOARES DIAS CANDEEIRO FUNERARIA .0062000-71. Vistos. a partir da data em que foi fixada a indenização por danos morais. situação de estresse a que deu causa.possui capital social de R$5. quanto à correção monetária incidente sobre a indenização por danos morais. Pois bem.2013.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.ME Origem: 5ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . lhe traria dissabores não só na obtenção de novo emprego como também para a aposentadoria. na sua inicial. 56/60 pelo não provimento do apelo.000.º 8. Regularmente citado. que foi admitido pela reclamada para exercer a função de Agente Funerário em 30/10/2012 e dispensado em 08/01/2013 (TRCT de fls. considerando a magnitude do sofrimento psicológico do autor. seria difícil e demorado e até mesmo de resultado total incerto. no mérito. que determina a aplicação de juros de mora de um por cento (1%) ao mês.00 (três mil reais). Em vista disso. o extravio é muito mais grave do que o atraso na devolução. guardando proporção entre a magnitude da ofensa e a capacidade financeira e patrimonial do ofensor. porque a carteira atesta a veracidade da vida profissional de quem a apresenta. seria difícil e demorado e até mesmo de resultado total incerto. solicitar a emissão de um novo documento e comprovar. do C.00 (três mil reais). e ainda de forma a não ensejar enriquecimento do ofendido. No que concerne aos juros de mora incidentes sobre a indenização por danos morais. FUNDAMENTAÇÃO 2. Não foi devolvida a CTPS ao autor que informou ao Juízo ter providenciado uma nova Carteira de Trabalho em maio de 2013 (ata de fls. No caso. por cartas de recomendação de antigos empregadores ou extrato de tempo de contribuição emitido pelo INSS. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. EXTRAVIO DE CTPS. Mas não um curriculum vitae qualquer. a existência de vínculos de empregos anteriores. porque a carteira atesta a veracidade da vida profissional de quem a apresenta. 49/52 renovando o pedido de condenação da ré no pagamento de danos morais decorrentes do extravio da sua CTPS. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). a tentativa do trabalhador de obter todas as anotações devidas e perdidas. Contraminuta às fls. contados a partir da data do ajuizamento da reclamatória e aplicados pro rata die. 09) e que a reclamada – uma microempresa . No entanto. Por isto.ME Raquel Cola Greggio(OAB: 013820 ES) ACÓRDÃO . por esta razão. deve ser observado o disposto no artigo 39 da Lei 8. lhe traria dissabores não só para demonstrar sua experiência na obtenção de um novo emprego quanto também para a aposentadoria.177/91.310. unicamente.000. sem dúvida.TRT 17ª Região . Procurador do Trabalho: Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . Sendo assim.2 DANOS MORAIS – EXTRAVIO DA CTPS DO AUTOR O reclamante narra. conhecer do recurso ordinário e. Alega que perdeu uma excelente oportunidade de emprego por não estar com sua CTPS tendo sido desclassificado. a qualquer momento. Logo. configurado está o dever de indenizar os danos morais sofridos pela reclamante. 14). Perfilho o entendimento de que as CTPS anotadas são o curriculum vitae do trabalhador. esta deverá incidir sobre o quantum debeatur nos termos da Resolução n.5. Razões recursais de fls. mas apenas a compensação financeira. e ante aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade. entendo que é razoável concluir ter havido angústia por parte do autor.00 (50 vezes o salário mínimo) a título de indenização por danos morais. Assim. Mas não um curriculum vitae qualquer. é certo que este deverá variar de acordo com o caso concreto.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. ou seja. A sentença julgou improcedente o pedido de danos morais entendendo que nos casos de extravio da CTPS o trabalhador pode. principalmente por se tratar de uma CTPS já anotada. Inteligência da Súmula nº 52 da 1ª Jornada de Direito Material e Processual na Justiça do Trabalho. Por isto. a tentativa do trabalhador de obter todas as anotações devidas e perdidas. E isso é difícil de mensurar. Em vista disso. As CTPS anotadas são o curriculum vitae do trabalhador. fato que. fixando-a em R$3.17. conforme consta do documento de fls.000.900. TST.

2. O reclamante alega que a prova oral e os discos do tacógrafo comprovam a sua real jornada. intervalo intrajornada. da CLT. as horas extras são indevidas. não incide a regra de exceção do inciso I do art. – RO 125100-17. DA CLT. – RO 000552004-042-03-00-7 – 1ª T. TRANSPORTADORA TRANS VARZEA LTDA SASIL COMERCIAL E INDUSTRIAL DE PETROQUIMICOS LTDA.I – HORAS EXTRAS – TRABALHO EXTERNO – POSSIBILIDADE DE CONTROLE DE JORNADA – Ainda que o trabalho seja externo. Vara do Trabalho de Aracruz que julgou procedente em parte a ação que rejeitou os embargos de declaração. I. da CLT.0010 – Rel. embora externo o seu labor.62 JCLT. quanto à aplicação da exceção prevista no inc. I do art. Gerson Fernando da Sylveira Novais – DJe 08. – RO 12960065. além de ser difícil verificar qual o tempo efetivamente à disposição do empregador. vejamos com mais detalhes.2012. 62. Por outro lado. nesse caso.09. Contrarrazões. concluiu o julgador que o autor está inserto na exceção do artigo 62. 2. 334-343. em síntese. devidas são as horas extras. nesse caso. sentença. impõe-se o pagamento de horas extras.62. extrapolada a jornada contratual. A exceção prevista no inc.2011 – p. apesar de externa a atividade prestada. 62 da CLT se aplica aos casos em que pela natureza das atividades atribuídas ao empregado.1 CONHECIMENTO Conheço do recurso do reclamante porque presentes os pressupostos objetivos e subjetivos de admissibilidade. devida é a paga das horas extraordinárias comprovadamente prestadas pelo trabalhador. 128000031347 JCLT.2012 – p. 62.17. (TRT 17ª R. a reclamada em defesa alegou.2011.0121 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: WAGNER MIGUEL Recorridos: SUZANO PAPEL E CELULOSE S. há que se observar que nem todo trabalho externo enseja tal aplicação. FUNDAMENTAÇÃO 2.17. Razões do recurso do reclamante.I – HORAS EXTRAS – SERVIÇO EXTERNO – POSSIBILIDADE DE CONTROLE DA JORNADA – INOCORRÊNCIA DA HIPÓTESE DO ART. INOCORRÊNCIA DA HIPÓTESE DO ART. Ou seja. se restar comprovada a existência de dois requisitos essenciais e cumulativos. I.0063000-83. 62 da CLT. horas extras à disposição com adicional de 50% da hora normal e 100% da hora normal em feriados nacionais e municipais e reflexos de todas estas parcelas no aviso prévio férias. 350-353 e 354-358. DA CLT . pela reclamada. adicional noturno. Des. às fls. Lorena de Souza Ferreira(OAB: 33299X BA) TRANSPORTADORA TRANS VARZEA LTDA Wellington Ribeiro Vieira(OAB: 008115 ES) SASIL COMERCIAL E INDUSTRIAL DE PETROQUIMICOS LTDA. apesar de externa a atividade prestada. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. 62 da CLT.2 MÉRITO 2.62. INOCORRÊNCIA DA HIPÓTESE DO ART. sustenta que a reclamada juntou aos autos os itinerários de viagens que aliados ao rastreamento do caminhão. pela empresa Jabur Onixsat.2004 – p. 62 da CLT. são devidas as horas extras. da CLT. por conseguinte. 62.2012. 42) v97 Pois bem.11. pois aquele trabalho externo que permite o controle de jornada não se enquadra na citada exceção e. 35.0001 – Rel. de que o reclamante não se desincumbiu da prova de que. 128000041744 JCLT. TRABALHO EXTERNO. nesse caso. 13º salário. ante a impossibilidade de controlar os horários. Des. a reclamada tinha condições de fiscalizar seus horários.17. José Luiz Serafini – DJe 17. razão por que. há duas hipóteses.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA HORAS EXTRAS.5. – Rel.1 HORAS EXTRAS. O juízo indeferiu o pleito de horas extras sob o entendimento. às Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . FGTS § 40% de todo o período laborado. 23 de Setembro de 2013 48 João Hilário Valentim. em que mesmo em labor externo o empregador tem meios de controlar a jornada desses trabalhadores. 62. se for possível o controle de jornada.08. I. repouso semanal remunerado e demais encargos remuneratórios e honorários advocatícios. buscando a reforma da r. No caso em apreço. Observe-se os arestos: 220517 JCLT. proferida pela MM.5. TRABALHO EXTERNO. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-63000-83.17. Além disso. Juliana Coutinho Piol(OAB: 009436 ES) ACÓRDÃO . estes não estão sujeitos ao controle de jornada de trabalho. RELATÓRIO O reclamante interpõe recurso ordinário em face da r.0121 Processo Nº RO-63000/2012-121-17-00. extrapolada a jornada contratual. é devido o pagamento de horas extras. 25)v92.2 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Réu Advogado Plurima Réu Advogado WAGNER MIGUEL Vanessa Maria Barros Gurgel(OAB: 008304 ES) SUZANO PAPEL E CELULOSE S. não incide a regra de exceção do inciso I do art.62 JCLT. como no caso dos representantes comerciais. é devido o pagamento de horas extras. POSSIBILIDADE DE CONTROLE DA JORNADA. a saber. pelo fato de possuírem afazeres externos. E.2010. para localização do veículo possibilitavam o controle de sua jornada. POSSIBILIDADE DE CONTROLE DA JORNADA. E. Merece reforma a r. DA CLT – Havendo possibilidade de controle do horário de trabalho.5.A. É cediço que.TRT 17ª Região . razão por que.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. I. (TRT 03ª R. (TRT 17ª R. complementada às fls. I do art. às fls. Restando provado que havia controle sobre a jornada. Godinho Delgado – DJMG 10. Então. trabalho externo e incompatível com a fixação de jornada de trabalho.62 JCLT. sendo partes as acima citadas.Havendo possibilidade de controle do horário de trabalho. sentença de fls. sentença quanto: horas extras.323-329 e. aí. há hipóteses em que mesmo desenvolvendo atividades externas.62.A.I – TRABALHO EXTERNO – HORAS EXTRAS – VIABILIDADE – O empregado apenas se enquadra na hipótese de que trata o art.5. I. não se podendo falar na excludente do artigo 62. Vistos. Juiz Mauricio J. Origem: VARA DO TRABALHO DE ARACRUZ . 05). I.

Desse modo.. da CLT. sem se insurgir contra a validade dessa prova documental... efetivamente. não só a movimentação do veículo e entrega dos produtos. entendo que o empregador somente deve pagar o tempo não usufruído a título de intervalo intrajornada e não sempre 1h. em 20 dias de labor e 4 dias de folgas e. por natureza insuscetível de propiciar aferição da efetiva jornada de labor. ademais. em média. fixo a jornada laboral para apuração das horas extras da seguinte forma: das 5h às 19h. 13º salário. realmente. 62. saída da empresa cliente e chegada à reclamada. o intervalo era parcialmente concedido (aproximadamente 30 minutos por dia).2.2. (TST – E-RR 423. negar provimento ao apelo.” E percorridos 795. Além disso. Colhe-se da prova oral (fl.4 HORAS EXTRAS À DISPOSIÇÃO. como aferir a jornada laboral do autor. Nego provimento. O reclamante alega que gastava 1h30min para chegar em Aracruz e . FGTS + 40% e adicional noturno. às fls. 62. às fls. I. em que pese o entendimento da OJ 307 da SBI-I do TST. como já dito a possibilidade de controle de jornada do reclamante. ou quando desenvolva atividade externa. 51 que diz respeito ao controle. do CONTRAN). como afirmou também o autor. de 12:08 no campo “Tempo Mov. seja pela presença de tacógrafo.3 INTERVALO INTRAJORNADA. dou provimento. a reclamada não impugnou o documento de fls. O tacógrafo é mecanismo que enseja a apuração não apenas da velocidade do veículo.62. mesmo quando o obreiro goza de parte do referido intervalo. Por outro lado. ainda que de forma indireta. 62. 306) que. Desse modo. colacionados aos autos pelo autor. 2. Ressalto que o reclamante. Sendo certo que laborou também nos dias nos dias 25 e 27.. terminava o trabalho às 19/20/21:00 [.2.2 ADICIONAL NOTURNO.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. nos termos do voto do Desembargador José Luiz Serafini. devidas as horas extras além da 8ª trabalhada. pela recorrida. não há falar em deferimento de adicional noturno.] que a reclamada determinava o retorno no mesmo dia. como desejou o reclamante.. dia a dia (Resolução nº 816/86.510/1998. uma vez por semana de efetivo labor o reclamante laborava até às 22h. que: “. 22-24 que registram os horários de chegada e saída. Isto corrobora a tese de que a reclamada. pois. 93-94 e contestação.I – HORAS EXTRAS – Motorista carreteiro. 305. e que confirma o controle que a reclamada alegou fazer quanto às viagens para entrega dos produtos e. comprovam a movimentação do veículo. do Código de Processo Civil. por maioria. E. comprovou que além do tempo gasto com as viagens havia também aquele referente ao descarregamento de material químico. devidos também os reflexos sobre aviso prévio indenizado. seja pela determinação de cumprimento de Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 rotas previamente conhecidas e com possibilidade de previsão da duração das viagens. I. entendo que o reclamante só tem direito ao período remanescente do intervalo. nos moldes do artigo 71 celetizado. Preceito excepcional. forçoso concluir que a reclamada tinha. O reclamante afirmou.4Km. em 16 dias de labor e 4 dias de folgas. Nego provimento. na empresa Suzano Papel e Celulose S. desnecessário que viessem aos autos. A norma do art. férias + 1/3. Considerando. deve-se concluir que os registros dos discos de tacógrafos eram aqueles efetivamente cumpridos. haja vista que somente este tempo foi efetivamente extirpado do trabalhador. 17:46 no campo “Tempo Oper. Dilatada a jornada normal. observe-se o aresto a seguir: 250900019482 JCLT. Assim. a prova oral. I. que assim dispõe: "INTERVALO INTRAJORNADA Pretende o reclamante o pagamento do intervalo intrajornada. A reclamada também não impugnou especificamente os documentos de fls. in casu.04. que durava 3h/4h ou podia chegar até 10h..” Forçoso concluir que a reclamada tinha. atual Súmula 437 do TST. sob o argumento de que usufruía apenas de 30 minutos. então. no dia 09/03/2012. João Oreste Dalazen – DJU 04. em Ata de fls. os registros dos tacógrafos. especificamente a testemunha ouvida. da CLT que exclui o empregado do direito às horas extras. A Primeira Turma decidiu. fazia uma programação e controle quanto à entrega dos produtos. de 12:04 no campo “Tempo Mov. Com efeito. caso contrário. Quanto ao tempo em que o motorista ficava aguardando o descarregamento de produto a prova pericial trouxe aos autos fotografias que comprovam que havia sala específica para a espera da descarga. 14:46 no campo “Tempo Oper. afasta-se. em boa hermenêutica. que a reclamada alegou fazer controlar. pois.0 – (SBDI-1) – Rel. Nesse cenário do acervo probatório dos autos. e sequer se cogitaria da pena prevista no artigo 359. Com efeito. A prova oral por sua vez. bem como a jornada do reclamante. 112 que: “sempre existiu uma programação na empresa sobre as viagens para entrega de produto. 2. O pagamento do adicional noturno deve atender ao pleito referente a inobservância da redução ficta da hora que enseja minutos extras de trabalho a cada hora laborada das 22 às 5 horas. às fls. chegada deste à empresa cliente. na inicial e em depoimento pessoal.A (cliente). Art. 306. então.2003)RST+169+2003+Jul+86+01/94v92 De tudo que foi exposto. afirmou que a reclamada exigia que os motoristas iniciassem a viagem às 05h. Vê-se também que. 359. ainda que de forma indireta. sob pena de admitir-se o enriquecimento ilícito do empregado que estaria recebendo horas extras por tempo não trabalhado. ambos do CPC. da CLT exclui o empregado do direito às horas extras quando incompatível o controle de horário.”. a norma do art. na petição inicial requereu a juntada dos discos de tacógrafos sob as penas do art. faz jus às horas extras o motorista carreteiro cuja jornada de labor é controlada pelo empregador. posterior aos primeiros 90 dias. paradas e quilometragem.0Km. 23 de Setembro de 2013 49 fls. quanto aos horários de saída do caminhão da reclamada. por conseguinte.” E percorridos 692. vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais. observe-se relatório sintético dos tacógrafos (fls. No entanto." 2. das 5h às 19h. mas também a distância percorrida e a data e hora do início da operação. Portanto. há de ser interpretado restritivamente. às fls.”. o que também possibilita em cotejo com a programação.62 JCLT. Controle de jornada. Esta mesma testemunha também corroborou a tese do autor de que usufruía tão somente de 30 minutos para refeição. pelos motoristas. desde que estivesse programado para isso. conforme se constata. desde que não extrapolasse o horário das 05 às 22 horas. 128 e seguintes. Min. a possibilidade de controlar indiretamente o tempo gasto pelo autor nessas viagens.128): no dia 26/01/2012.”. o autor somente faz jus ao tempo remanescente de intervalo não usufruído (30 minutos diários). nos termos do artigo 71 da CLT. 253255. RSR. em seu depoimento pessoal. nos primeiros 90 dias de contrato de trabalho. demais documentos acima citados e o fato de que o autor além das viagens tinha que esperar pelo descarregamento da carga na empresa cliente.

no percurso de sua residência ao local de trabalho. quanto ao intervalo intrajornada e aos honorários advocatícios. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO.00 (quatrocentos reais). importante consignar que o empregado. requer sejam explicitadas as questões suscitadas.” Não obstante o registrado pelo nobre Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais.00 (fls. Esclareço que não há falar em se considerar como in itinere o tempo despendido pelo empregado no deslocamento de sua residência até o local de trabalho. por maioria.263. que assim dispõe: "HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS Pretende o reclamante o deferimento de honorários advocatícios.SEBASTIAO LOIOLA DA SILVA Origem: VARA DO TRABALHO DE VENDA NOVA DO IMIGRANTE . dar parcial provimento ao recurso para deferir as horas extras além da 8ª trabalhada. à época da contratação. concernente à violação do art. Sendo certo. Indevidas as horas extras à disposição pretendidas pelo reclamante. 05 de abril de 2012. que na Justiça do Trabalho vigora o jus postulandi. Sem razão. ante os limites impostos pelo legislador no art.0068000-27.19). percebia salário R$1. RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos pelo reclamado em face do v. presumindo-se o não acolhimento das teses divergentes. 818 da CLT e o art. Vale lembrar. 333 do CPC. que se a reclamante optou pela contratação de advogado particular. CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. pois. todos os argumentos abordados pelas partes. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi.TRT 17ª. não estando presente a hipótese que ensejaria ao juízo deferir-lhe a verba honorária. vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais. Não é." Fixo o valor da condenação em R$20. de contradição. fato. nos termos do voto do Desembargador José Luiz Serafini. no caso vertente. de R$ 400. 58.2012. sendo certo. inclusive para fins de prequestionamento. Ademais.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. § 2º. arbitrado em R$ 20. devidos também os reflexos sobre aviso prévio indenizado.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. conhecer do recurso do reclamante. sob o argumento de que caberia ao reclamante demonstrar sua existência. 2.00 (vinte mil reais). 16. verifico que os argumentos apresentados pelo embargante revelam mero inconformismo com o resultado do julgamento. Vencido. Se os embargos não demonstram a existência de omissão. RSR. e. por unanimidade. ressalto. pois o tempo gasto. acórdão é omisso em sua decisão quanto à inversão do ônus da prova em relação ao vínculo de emprego. valor superior ao dobro do salário mínimo legal. que o autor sequer pediu horas in itinere. Portanto.TRT 17ª Região . prerrogativa das partes determinarem o que os julgadores deverão fazer constar do acórdão. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-68000-27. negar provimento ao apelo. 23 de Setembro de 2013 50 quando deveria ir de sua residência até Itabatã gastava 3h. bem como a necessidade de prequestionamento. Consignou o eminente Relator o seguinte: “Primeiramente. João Hilário Valentim. Requer o pagamento de horas à disposição da empresa com adicional de 50% da hora normal e 100% da hora normal em feriados nacionais e municipais Sem razão. 13º salário. acórdão de fls. não pode ser computado como à disposição do empregador. Inicialmente. uma vez que se utiliza dos presentes embargos com o intuito de rediscutir matéria fática sobre o seu prisma.1. 91/ 93 . ponto a ponto.17. pela reclamada. alegando omissão no julgado. portanto. férias + 1/3. deve arcar com referida despesa. servida por transporte público. FGTS + 40% e adicional noturno. TST. Custas de R$400.17. OMISSÃO . REGIÃO . Nego provimento.2. Custas. Participaram da Sessão de Julgamento em 10 de setembro de 2013: o Desembargador José Luiz Serafini (Presidente).5. 91/93. o reclamante constituiu advogado particular. por maioria.6 HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. Vistos. que foi declarado no documento constante às fls. sendo partes as acima citadas. A Primeira Turma decidiu.PREQUESTIONAMENTO Aduz o embargante que o v. pois a área é de fácil acesso. não há notícias de que o autor encontra-se empregado. ACÓRDÃO DE FLS. no mérito.0101 Processo Nº ED-68000/2012-101-17-00. o que torna presumível a situação econômica que não lhe permite demandar sem prejuízo do próprio sustento ou de sua família.0101 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: MUNICIPIO DE VENDA NOVA DO IMIGRANTE Embargado: O V. convocada para compor quorum. inclusive. o Desembargador Relator. para que seja concedido efeito modificativo ao julgado. calculadas sobre o valor da condenação. ou de obscuridade e revelam mero inconformismo da parte com o conteúdo meritório do acórdão. ou seja. o que afasta a pretensão do autor. Desse modo. salienta-se que a Corte não está obrigada a apreciar. Basta que fundamente o entendimento adotado.5 Embargante Advogado Embargado Advogado MUNICIPIO DE VENDA NOVA DO IMIGRANTE Evandro SantAnna Soncim(OAB: 009810 ES) SEBASTIAO LOIOLA DA SILVA Frederico Rodrigues Silva(OAB: 014435 ES) PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO . Quanto ao prequestionamento a que se refere à Súmula 297 do . nos termos do voto do Relator.000.5. O entendimento acerca dos honorários advocatícios está em consonância com as Súmulas 219 e 329 do E.2012.00. nego provimento. da CLT. não merecem ser providos. Entretanto.CONHECIMENTO Conheço dos embargos. pois presentes seus pressupostos de admissibilidade.000. Procurador: Dr. ainda. o que não ocorreu. por unanimidade. FUNDAMENTAÇÃO 2.00.

CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. pelo não conhecimento do recurso e. além de os embargos denotarem mero inconformismo com o conteúdo meritório do julgado. § 1. Desse modo. ASSISTENCIA TECNICA E EXTENSAO RURAL Recorridos: DAYANE MONTEIRO DA SILVA FERREIRA MASTER PETRO SERVICOS INDUSTRIAIS LTDA Origem: VARA DO TRABALHO DE VENDA NOVA DO IMIGRANTE . Nessa linha de raciocínio. pelo seu não provimento. o que não significa a obrigação de reproduzir textos legais. por encontrarse em lugar incerto e não sabido. é nítida a intenção da parte de dilatar o prazo recursal. 527/538-vº. passou-se a entender.2012. já que a r.11. do CPC. 71. Dessa forma. que embargos declaratórios não conhecidos equivalem à inexistência da medida. A meu ver. sem razão a reclamante quando sustenta a intempestividade do recurso ordinário. No mérito. a qual julgou procedentes os pedidos e condenou o 1º reclamada. ressalvando-se.2012. O que se exige é a adoção de tese e não de reprodução da lei.1. forçosa a conclusão de que a oposição dos embargos declaratórios interrompeu o prazo para o recurso ordinário de fls. interromperam o prazo para a interposição de recursos. Razões do recurso às fls. que isso não significa que eventual omissão no dever de fiscalizar as obrigações do contratado não possa gerar essa responsabilidade para o ente público. parágrafo único. a simples oposição de embargos de declaração interrompe o prazo para interposição do recurso adequado. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. ao pagamento das parcelas deferidas à reclamante. no caso o recurso ordinário. p.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. pleiteia a reforma da r. A sentença foi publicada no Diário Eletrônico da Justiça do Trabalho no dia 21/01/2013 (fl. o Desembargador Carlos Henrique Bezerra Leite (Curso de Direito Processual do Trabalho. 837). Conclui-se que. nego-lhes provimento e imponho ao Embargante multa de 1% sobre o valor da causa.5 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Réu INSTITUTO CAPIXABA DE PESQUISA.º). Vara do Trabalho de Venda Nova do Imigrante-ES. da ADC n. ante a total ausência do vício alegado. anoto que só tem pertinência e cabimento quando o julgado não haja adotado fundamento explícito sobre o tema ou sobre a questão submetida. 429/429-vº. 350) e os embargos de declaração de fls. 2008.5. o que deve ser manejado na via recursal própria. LTr. deste Egrégio Tribunal Regional do Trabalho.0101 Processo Nº RO-69100/2012-101-17-00. no entanto. Diante disso. 354/371 foram tempestivamente opostos em 29/01/2013. em 24. os embargos de declaração são tempestivos.2010. do CPC. ainda que não conhecidos os embargos por inadequação. conforme a inteligência do caput do art. entretanto. decisão de embargos declaratórios de fls. ASSISTENCIA TECNICA E EXTENSAO RURAL Marcio Candido Costa de Souza(OAB: 011722 ES) DAYANE MONTEIRO DA SILVA FERREIRA Antonio Jose Pereira de Souza(OAB: 006639 ES) MASTER PETRO SERVICOS INDUSTRIAIS LTDA ACÓRDÃO . 23 de Setembro de 2013 51 TST. por unanimidade. Nesse sentido. art. se conhecido.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente).5.17. Na linha do item V da Súmula n. sentença de fls. a 1ª reclamada não apresentou contrarrazões ao recurso.0101 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: INSTITUTO CAPIXABA DE PESQUISA. Deste modo. alegando. Vistos. 331 do TST. e tendo em vista o manifesto caráter protelatório dos embargos. PODER PÚBLICO. na forma autorizada pelo art. em suma. pelo Supremo Tribunal Federal. renovando a preliminar de litispendência entre a ação coletiva e a ação individual.666/93. sendo certo que alguns julgados admitem que tanto a intempestividade quanto a irregularidade de representação nos embargos declaratórios não produzem o efeito interruptivo. parágrafo único. sendo partes as acima citadas. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. assim. por disciplina judiciária. exceto quando intempestiva. sentença foi publicada no dia 21/01/2013 e o recurso ordinário foi interposto apenas em 25/06/2013. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim.17. quanto às multas dos artigos 467 e 477 da CLT e ainda quanto aos honorários advocatícios e assistência judiciária gratuita. 16. cuja edição foi inspirada no resultado do julgamento. em excelente obra. 538. Isso porque. negar-lhes provimento e condenar o embargante a pagar a multa de 1% sobre o valor da causa. é intempestivo o recurso ordinário interposto apenas depois de os embargos declaratórios não terem sido conhecidos.0069100-17. Devidamente intimada às fls.TRT 17ª Região . sentença quanto à responsabilidade subsidiária. conhecer dos embargos declaratórios. 338/349. 538. FUNDAMENTAÇÃO 2. na forma autorizada pelo art. senão vejamos. CONHECIMENTO Argui a reclamante a preliminar de não conhecimento do recurso interposto pelo 2º reclamado por intempestividade. que a jurisprudência é unânime em afirmar que somente os embargos de declaração intempestivos não interrompem o prazo para a interposição de outros recursos. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora Acórdão Processo Nº RO-69100-17. Contrarrazões da reclamante às fls. que a mera inadimplência do contratado não poderia transferir à Administração Pública a responsabilidade subsidiária pelo pagamento dos encargos trabalhistas (Lei 8. e mesmo não tendo sido conhecidos pelo Juízo a quo por inadequação. não interrompendo. e a 2ª reclamada subsidiariamente. o prazo é interrompido pelo período compreendido da Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . complementada pela r. 438/470. quanto às horas extras e salário do mês de abril/12 e de 9 dias de maio/12. CULPA IN VIGILANDO. Sem razão a reclamante. RELATÓRIO O 2º reclamado interpõe recurso ordinário em face da r. o prazo para interposição do recurso cabível. 538 do CPC. pontifica que: Cumpre advertir. 524 pela via editalícia. da MM. 438/470.

Incontroverso nos autos que a reclamante foi contratado pela 1ª reclamada MASTER PETRO para prestar serviços em favor da INCAPER como Auxiliar Administrativo. aplicável subsidiariamente ao processo trabalhista por força do art. como a ação que caracterizaria a litispendência é coletiva. de 21. o que ocorreu na realidade consistiu em delegação para terceiro de tarefas do empreendimento necessárias à consecução dos fins estruturais do "negócio estatal". 769 da CLT) tem por objetivo facilitar o acesso à Justiça e não criar obstáculo ao trabalhador que opta pelo exercício individual do direito de ação constitucionalmente garantido (art.LITISPENDÊNCIA NÃO CARACTERIZADA . cujo teor peço vênia para transcrever: IV .2012.08.2011. MÉRITO 2. por violação do art. do artigo 81. ou seja. 617). Aplico subsidiariamente o art. por esse fundamento. como o recurso ordinário foi interposto em 29/05/2013.Rel.DJU 31. mas os efeitos da coisa julgada erga omnes ou ultra partes a que aludem os incisos II e III do artigo anterior não beneficiarão os autores das ações individuais. que não restou evidenciada qualquer conduta culposa a ensejar sua responsabilidade subsidiária. do CPC. argüida pela reclamante.” No caso sub judice. Min. Preliminar de nãoconhecimento.5. divulgada no DEJT em 27.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Recurso de revista de que se conhece. especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora. 30 e 31.p.3. rejeito a preliminar. cujo artigo 103 estabelece os contornos da coisa no âmbito da coletivização de direitos.2000 . 104 da Lei n. a pagar à autora horas extras.INTERRUPÇÃO DE PRAZO PARA AJUIZAMENTO DE OUTROS RECURSOS A análise dos fundamentos de omissão. V . Pois bem. previstas nos incisos I e II. (TST . dele não conhecendo quanto à multa do art. . PRELIMINAR DE LITISPEDÊNCIA ENTRE A AÇÃO COLETIVA E A AÇÃO INDIVIDUAL Renova o 2º reclamado a arguição de litispendência entre a ação coletiva (RT 0114900-71. se não for requerida sua suspensão no prazo de 30 (trinta) dias. nos termos do Decreto-Lei 779/69 e do art. Com efeito.(20050515084) 4ª T. § 1.5ª Turma . 2.EMBARGOS DE DECLARAÇÃO INTERRUPÇÃO DO PRAZO PARA INTERPOSIÇÃO DE OUTROS RECURSOS. o qual dispõe que: “As ações coletivas. implica a responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços quanto àquelas obrigações. nem foram concedidos à reclamante os benefícios da assistência judiciária gratuita.05. a contar da ciência nos autos do ajuizamento da ação coletiva. resultando.3ª Turma . citem-se os seguintes arestos: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO .RR 590786 . Responsabilidade Subsidiária A sentença julgou procedentes os pedidos e condenou os réus. caso evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei n. ainda que deles não se venha a conhecer. 13º salário proporcional. ainda que equivocadamente não tenham sido conhecidos. os embargos interrompem o prazo para a apresentação de outros recursos. isento de eventual contradição com outros julgados. apenas. Conv. situação típica versada na Súmula nº 331 do TST. Gelson de Azevedo .DOESP 26. 340-vº). A propósito.Rel.O inadimplemento das obrigações trabalhistas. Sem razão. O tema central do recurso do 2º reclamado diz respeito à caracterização ou não da responsabilidade subsidiária do ente público em casos de relação de prestação de serviços. Juiz Paulo Augusto Câmara . como relatado pelo Juízo de origem na sentença (fl. O ajuizamento dos embargos. No mesmo sentido.2005). salário de abril e 09 dias de maio de 2012. 538 do CPC. na hipótese. não induzem litispendência para as ações individuais. mula do art. Min. ART.RR 413060 . impõe-se reconhecer sua tempestividade.1. inc. a decisão dos embargos de declaração foi publicada em 13/05/2013.º 8. contradição ou obscuridade importa decisão sobre o mérito dos embargos de declaração.08. p/o Ac. O art. A higidez do pronunciamento jurisdicional.Rel. em síntese.º 8. Dessa forma. do parágrafo único. 467 da CLT e quanto à assistência judiciária gratuita por ausência de interesse.05. findando-se o prazo recursal no dia 29/05/2013.17. Assim. mormente quando a ausência do pedido de suspensão foi corroborado pela opção da autora pelo prosseguimento da presente ação individual de forma Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 inequívoca em audiência (ata de fl. já que a recorrente é Autarquia Estadual e possui prazo em dobro para interpor recurso. suficiente a fazer emergir a responsabilidade subsidiária do beneficiário final do trabalho desenvolvido pela reclamante.06. aviso prévio.2001 . Amparando o entendimento aqui adotado.538/CPC. Salvo quando manifestamente intempestivos ou quando não há representação regular. No caso. 477 da CLT e honorários advocatícios. (TRT 2ª R. rejeito a preliminar. não induzem o efeito pretendido pelo recorrente.º.RO 02132-2001-302-02-00 . . A aludida responsabilidade não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa regularmente contratada" (verbis) Esse entendimento está em consonância com o resultado da ADC .3. o 2º de forma subsidiária. 174/2011. na impossibilidade de a autora vir a se beneficiar da decisão que lá for proferida. 2. 104 da Lei n. sem o pedido de suspensão do prazo até o julgamento definitivo daquela demanda coletiva. 511. desde que haja participado da relação processual e conste também do título executivo judicial. POR QUALQUER DAS PARTES. O legislador processual não excepcionou. 5º.666. pelo que não cabe considerar outras hipóteses. é válido trazer à baila o disposto nos itens IV e V da Súmula nº 331 do TST. RECURSO DE REVISTA . conheço apenas parcialmente do recurso ordinário interposto pelo 2º reclamado. por parte do empregador. interrompe o prazo para interposição de outros recursos.2.DJU 12.078/90 (Código de Defesa do Consumidor). sendo esse item V inserido por força da Res. é garantida pela Lei sob comento.1993. 23 de Setembro de 2013 52 data da sua apresentação até a intimação do embargante da decisão dos embargos. 93). o seguinte aresto: AÇÃO CIVIL PÚBLICA E AÇÃO INDIVIDUAL . nas mesmas condições do item IV. a propositura de demanda individual pela reclamante. 424). Portanto.º 8. uma vez que não houve condenação das reclamadas na supracitada multa.0003) e a ação individual.A legitimidade extraordinária conferida ao Ministério Público e às associações de classe para propositura de ação civil pública ou ações coletivas (art.Os entes integrantes da Administração Pública direta e indireta respondem subsidiariamente.078/90 preconiza que as ações coletivas não induzem litispendência para as ações individuais. Carlos Fernando Berardo . sem o recolhimento de depósito recursal e custas. No entanto. e a que se dá provimento. (TST . de não conhecimento do recurso interposto pelo 2º reclamado por intempestividade. XXXV da Constituição Federal em vigor).p. 82 do Código de Defesa do Consumidor. que é rejeitada. Dessa decisão recorre a autarquia estadual INCAPER alegando.

03. a responsabilidade subsidiária da recorrente. a exemplo do ocorrido no que concerne aos direitos trabalhistas não pagos à reclamante. causarem a terceiros. a culpa in vigilando da Administração Pública e. no mérito dessa ação constitucional.666/93.0002. caberia à entidade estatal. em 24. atribui responsabilidades primárias ao contratado. inclusive. caput e § 1º. §1º. da Constituição da República e dos demais dispositivos legais invocados. 333. Rel. E também. por omissão. Não tendo sido produzidas outras provas nesse sentido. atribuir responsabilidade ao ente público pelas obrigações. verifica-se a conduta culposa. ressalvou a possibilidade de a justiça do Trabalho constatar. diretamente envolvidos na execução do contrato. 183. inobservadas pelo contratado. conforme preceito contido no artigo 37. Desse modo. de acordo com os artigos 58. inexistindo violação do art. a responsabilidade subsidiária do Estado decorre da própria Constituição Federal.º 8.666/93 não desobriga o tomador de serviços de responsabilidades subsidiárias.666/93. eis que. III. Nesse sentido. 71.2010. II. apresentar as provas necessárias à demonstração de que cumpriu a obrigação prevista em lei. A legalidade da contratação por si só. nesta qualidade. da Lei nº 8. razão pela qual se atribui Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 a responsabilidade subsidiária ao ente público.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Ressalte-se que as parcas guias relativas ao FGTS colacionadas aos autos revelam apenas e tão somente a irregularidade dos depósitos fundiários sem que o 2º reclamado tivesse procedido a uma escorreita fiscalização quanto ao descumprimento das obrigações trabalhistas ao longo da prestação de serviços da autora a favor da tomadora. Indiscutível. é necessário que se constate a diligência do tomador dos serviços. consoante tem decidido o próprio Tribunal Superior do Trabalho.5. da Lei nº 8. com fundamento nos artigos 186 e 927. o que. e 67. portanto.2011) (grifos nossos) Entretanto. julgada procedente pelo Supremo Tribunal Federal (STF).§1º. ao declarar a constitucionalidade do art. sem que a mesma tivesse recebido as verbas rescisórias. da Lei nº 8. verifico que a INCAPER participava da relação de emprego na medida em que era tomador da mão-de-obra da reclamante. teria o condão de evitar infortúnios relacionados ao inadimplemento de verbas trabalhistas da contratada junto aos seus trabalhadores. E o ônus de provar a efetiva fiscalização da execução do contrato é da Administração Pública. para se cogitar da exclusão da responsabilidade subsidiária dos entes públicos. Agravo de Instrumento a que se nega provimento. devendo responder pela falta de idoneidade da prestadora de serviços. caput e §1º.666/93. Partindo dessas premissas. principalmente porque o Estado é que obteve proveito do labor do reclamante. quando pleiteada em juízo sua responsabilização pelos créditos trabalhistas inadimplidos pelo contratado. em juízo. da Administração Pública (culpa in vigilando). o Supremo Tribunal Federal. amparada por lei. especialmente no que concerne à fiscalização do adimplemento. notadamente quanto ao dever de fiscalizar a execução do objeto contratual. 71. 23 de Setembro de 2013 53 n° 16. o disposto no art. E durante o desempenho dessa função. Ministro Carlos Alberto Reis de Paula. Assim. sobretudo no que atine ao cumprimento dos direitos trabalhistas dos empregados da empresa contratada. da Lei n. concluo que o 2º Reclamado foi culpado pelo inadimplemento. à luz da diretriz sedimentada pelo STF. diante disso. decorrente da omissão quanto ao dever de fiscalização da execução do contrato administrativo. III. a qual declarou como responsável subsidiária a INCAPER para efetivar o cumprimento da decisão com o pagamento de todas as verbas devidas ao obreiro. no caso concreto. Ressalte-se que o 2º reclamado somente em janeiro de 2012 tomou a iniciativa de cobrar da 1ª reclamada a comprovação dos depósitos fundiários dos seus empregados. § 1º. mais do que realizar a escolha da empresa devidamente. Na hipótese dos autos. conforme se depreende dos artigos 58.2008. correta a sentença. assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa." A figura da terceirização é uma realidade. reconheceram que isso não significa que eventual omissão no dever de fiscalizar as obrigações do contratado não possa gerar essa responsabilidade para o ente público. do CC. 5º. DJ 23. agiu com culpa in vigilando. 8ª Turma.11. tendo em vista que. 71. compete ao ente público. II. pois não trouxe aos autos qualquer elemento que permitisse ao Juízo aferir se houve efetivo acompanhamento do contrato de prestação de serviços. senão vejamos: AGRAVO DE INSTRUMENTO DESPROVIDO – TERCEIRIZAÇÃO – DEVER DE FISCALIZAÇÃO ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA – OMISSÃO – “CULPA IN VIGILANDO” – RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA – DECISÃO DO STF NA ADC 16 No julgamento da ADC 16.666/93. o ente público não aponta qualquer elemento ou indício no sentido de que cumpriu a obrigação legal que lhe é imposta (artigos 58. Também cumpre asseverar que a ação inibitória que o recorrente noticia com documento juntado às fls. inclusive trabalhistas. 176/181 foi ajuizada somente em abril/2012. § 6º. tinha o recorrente o dever de manter constante vigilância quanto ao cumprimento das obrigações trabalhistas em relação aos trabalhadores que lhe prestaram serviços diretamente. (PROCESSO Nº TST-AIRR-123240-14. pela 1ª reclamada. é apenas um paliativo sem qualquer eficácia fiscalizatória. ou seja. apenas um mês antes de ter sido rescindido o contrato de trabalho da reclamante em maio de 2012. mormente quando a própria tomadora de serviços relata no ofício sob comento que desde setembro de 2010 não havia depósitos fundiários. apesar de entenderem que a mera inadimplência do contratado não poderia transferir à Administração Pública a responsabilidade pelo pagamento dos encargos trabalhistas (art.11. conforme o segundo reclamado deseja demonstrar. no caso dos autos. conforme ofício de fl. Isso equivale a dizer que. a INCAPER não logrou êxito em comprovar a efetiva fiscalização referente às obrigações da 1ª reclamada junto a seus empregados. dos direitos trabalhistas dos empregados que trabalharam em benefício do 2º Réu. A efetiva fiscalização da execução do contrato de prestação de serviços da 1ª reclamada. sob o prisma da aptidão para a prova.666/83). por óbvio. os Ministros da Corte Suprema. Nesse ponto. caput. A própria Lei de Licitações impõe à Administração Pública o dever de fiscalizar a execução dos contratos administrativos. sob pena de restar caracterizada a culpa in vigilando da Administração Pública. . do CPC e 818 da CLT). pelo pagamento dos encargos trabalhistas devidos. o trabalhador não pode ser apenado pela inexecução contratual. mas sim. e 67. não afasta a responsabilidade subsidiária. Mas. III. as decorrentes da legislação laboral). da Lei nº 8. da Lei nº 8. inclusive quanto às obrigações trabalhistas. que impõem à administração pública o ônus de fiscalizar o cumprimento de todas as obrigações assumidas pelo vencedor da licitação (dentre elas. e 67. Além disso. in verbis: "As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes. convenhamos. trazer os elementos necessários à formação do convencimento do magistrado (arts.

vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.3. rejeitar a preliminar de litispendência entre a ação coletiva e a ação individual. reduzo também as custas processuais para R$ 74. cumpre registrar que a responsabilidade subsidiária alcança todas as obrigações. Portanto. inclusive a multa prevista no art. não faz qualquer ressalva quando atribui ao beneficiário da mão-de-obra a responsabilidade pelo cumprimento das obrigações trabalhistas na hipótese de inadimplemento por parte do devedor principal.3. TST. conforme relatado na própria inicial. Quanto ao salário do mês de abril de 2012 e de 9 dias de salário do mês de maio de 2012.º 331. da CLT. o texto legal fala em inobservância do prazo. VALOR DA CONDENAÇÃO E DAS CUSTAS É certo que o valor da condenação deve guardar proporção com a expressão econômica do bem da vida pretendido (inteligência dos artigos 258 e seguintes do CPC). o trabalhador der causa à mora".584/70. Cumpre ressaltar que a Contadoria do Juízo já excluiu da conta de liquidação o salário do mês de abril de 2012 e 9 dias de salário do mês de maio de 2012. Desse modo. 345. conhecer apenas parcialmente do recurso ordinário interposto pelo 2º reclamado. a disposição do parágrafo 8º é no sentido de que a inobservância dos prazos estabelecidos pelo parágrafo 6º sujeita o empregador ao pagamento da multa. 789. não impugnou tais documentos. Horas Extras e Salário do Mês de Abril/12 e de 09 Dias de Maio/12 O Juízo de origem. o salário do mês de abril de 2012 e de 9 dias de salário do mês de maio de 2012.07 (setenta e quatro reais e sete centavos). Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. sendo certo que. em síntese. 477 da CLT e à verba honorária. da CLT. do pagamento respectivo. a reclamante não fazia horas extras. Destaco ainda que o artigo 133 da Constituição Federal de 1988. considerando que não foi provada sua escorreita quitação. 23 de Setembro de 2013 54 Ressalto ser inaplicável a Súmula 363 do C. deferiu. 205/210. sendo certo que o reclamante. não se aplica o disposto no artigo 20 do CPC. o que. dentre outros. na medida em que a Súmula n.3. a Contadoria do Juízo já excluiu da conta de liquidação o salário do mês de abril de 2012 e 9 dias de salário do mês de maio de 2012. afastar a multa do art. vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais. Multa do art.não ensejando o pagamento da multa. CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. dou provimento.3. No que tange às horas extras.703. ressaltando que a Contadoria do Juízo já excluiu da conta de liquidação o salário do mês de abril de 2012 e 9 dias de salário do mês de maio de 2012. o salário do mês de abril de 2012 e 9 dias de salário do mês de maio de 2012. evidentemente. por unanimidade.4. bem como a Lei 8. pelos documentos de fls. prevalece o entendimento consubstanciado no item I. do salário do mês de abril de 2012 e de 9 dias de salário do mês de maio de 2012). reduzo o valor da condenação para R$ 3. da Súmula 219 do C. setecentos e três reais e sessenta e cinco centavos). por maioria. por maioria. rejeitar a preliminar arguida pela reclamante. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais. Por isso. 477 da CLT. quanto à multa do art. dou provimento ao recurso. com razão a recorrente. em referência. "salvo quando. dar provimento ao Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 apelo. impossível o deferimento do pedido. nos termos da fundamentação supra. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente).3 supra. Como se vê. Alega ainda que o pagamento do salário do mês de abril de 2012 e de 9 dias de maio de 2012 foi devidamente efetuado através de cheque administrativo colacionado aos autos. por maioria. dele não conhecendo quanto à multa do art. por consequência. eis que o Processo do Trabalho tem norma de regência própria.703. com 01h30min de intervalo intrajornada. pois laborava 8 horas por dia e 40 horas por semana. do salário do mês de abril de 2012 e de 9 dias de salário do mês de maio de 2012. Desta forma. In casu. setecentos e três reais e sessenta e cinco centavos). Deferiu ainda o pagamento das horas extras postuladas por entender que a jornada prestada pela autora. 791 e 839 da CLT. 2. salariais e indenizatórias. que. Portanto. 477. I.4. nos termos do voto da Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.07 (setenta e quatro reais e sete centavos). dar parcial provimento ao apelo para excluir da condenação as horas extras. 477 da CLT e excluir da condenação os honorários advocatícios. continuam em vigor os arts. 789. no mérito. há nos autos comprovação. da CLT A Primeira Turma decidiu. 2. Em razão disso. redução esta que corresponde à exclusão das horas extras e. Honorários Advocatícios A Primeira Turma decidiu. nos termos do art. por ausência de interesse. Dou provimento. conforme a jornada de trabalho informada na inicial (das 07h30min às 17h. como se pode verificar à fl. a reclamante prestava apenas 8 horas diárias e 40 horas semanais. I. em sua manifestação sobre a contestação e documentos (fls. nos termos do voto da Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. nos termos do art. em seu inciso IV. TST. Por fim. eventual pagamento a menor. § 8º. a reforma do julgado importou em causa de redução da condenação (exclusão da condenação das horas extras. posto que a referida Súmula se refere a casos de contratação ilegal de servidor sem concurso público. Assim. excedeu a legalmente definida em 30 minutos por dia.65 (três mil. em favor do empregado. alegando. 345. O 2º reclamado se insurge. que assim dispõe: “HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS Neste procedimento especializado. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão . 467 da CLT e quanto à assistência judiciária gratuita. Reduzido o valor da condenação para R$ 3. com custas de R$ 74. Vencido.” 2. e que foi confirmada pela defesa da 2ª reclamada." 2.65 (três mil. nego provimento. que assim dispõe: "MULTA DO ARTIGO 477 DA CLT No caso do artigo 477 da CLT. deve ser expungido da condenação o pagamento das horas extras. 330/336-vº). de não conhecimento do recurso ordinário interposto pelo 2º reclamado por intempestividade. comprovadamente. como informado no item 2.3. uma vez que. como se pode verificar à fl. dar provimento ao apelo.2. não vem a ser a hipótese dos autos. para o pagamento . de segunda a sexta-feira feira). do TST.906/94 não revogou o jus postulandi partes. Vejamos. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim. Logo. se a parte não preenche os requisitos exigidos na Lei 5.

17.2 MÉRITO 2. inclusive.11.666. caso evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei n. 293-294.2012. divulgada no DEJT em 27. O que ocorreu consiste em delegação para terceiro de tarefas do empreendimento necessárias à consecução dos fins estruturais do "negócio estatal". RELATÓRIO A reclamante interpõe recurso ordinário em face da r. à luz da diretriz sedimentada pelo STF. 23 de Setembro de 2013 55 Processo Nº RO-69600-87. ressalvando-se. CULPA IN VIGILANDO. é necessário que se constate a diligência do tomador dos serviços.2010. Isso equivale a dizer que. 30 e 31. às fls. sobretudo no que atine ao cumprimento dos direitos trabalhistas dos empregados da empresa contratada. § 1. presentes os demais pressupostos de admissibilidade do recurso. Vistos. 279-281. apesar de entenderem que a mera inadimplência do contratado não poderia transferir à Administração Pública a responsabilidade pelo pagamento dos encargos trabalhistas (art. 203-215 atestam que o Estado fiscalizou o cumprimento das obrigações trabalhistas pela 1ª reclamada durante a execução do contrato celebrado entre as partes. implica a responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços quanto àquelas obrigações. Nesse sentido. 279. verifico que o Estado do Espírito Santo participava da relação de emprego na medida em que era tomador da mão de . No caso em apreço. é requisito indispensável à existência do recurso ordinário. é incontroverso nos autos que a reclamante foi contratado pela 1ª reclamada para prestar serviços em favor do Estado do Espírito Santo.2. contudo não foi deferido o pleito de condenação subsidiária do Estado do Espírito Santo. da Lei nº 8. em 24.11. cujo teor peço vênia para transcrever: IV . está assinada pelo patrono da reclamante.666/83). relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO.273v-274). sentença o abono anual do PIS Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 (fls. buscando a reforma da r. exercendo a função de Auxiliar de Serviços Gerais nas dependências da Superintendência Regional de Saúde de Cachoeiro de Itapemirim.6 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Réu Advogado HELOISA HELENA DA SILVA CURCIO Mario Sergio Araujo Pimentel(OAB: 013099 ES) ESTADO DO ESPIRITO SANTO Flávio Augusto Cruz Nogueira(OAB: 004791 ES) MASTER PETRO SERVICOS INDUSTRIAIS LTDA Mariana Sperandio Zortea(OAB: 016513 ES) ACÓRDÃO . sentença de fls.1993.0132 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: HELOISA HELENA DA SILVA CURCIO Recorridos: ESTADO DO ESPIRITO SANTO MASTER PETRO SERVICOS INDUSTRIAIS LTDA Origem: 2ª VARA DO TRABALHO DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM . nas mesmas condições do item IV. Centro de Atendimento Psiquiátrico Aristides Alexandre Campos – CAPAAC. pelo menos da petição de apresentação do recurso.º 8. sendo esse item V inserido por força da Res.5. V .2010. é válido trazer à baila o disposto nos itens IV e V da Súmula nº 331 do TST. 174/2011.666/93.1 RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO QUANTO AO ABONO ANUAL DO PIS NO VALOR DE R$622. que isso não significa que eventual omissão no dever de fiscalizar as obrigações do contratado não possa gerar essa responsabilidade para o ente público. desde que haja participado da relação processual e conste também do título executivo judicial. dele conheço. Contrarrazões. também em Cachoeiro de Itapemirim. Razões do recurso. cuja edição foi inspirada no resultado do julgamento. art. diretamente envolvidos na execução do contrato. 71. reconheceram que isso não significa que eventual omissão no dever de fiscalizar as obrigações do contratado não possa gerar essa responsabilidade para o ente público.00. 2ª Vara do Trabalho de Vitória que rejeitou as preliminares e julgou procedentes em parte os pedidos. O abono.” Das razões recursais conclui-se que a recorrente busca a reforma da r.273-274 proferida pela MM. registre-se. por parte do empregador. por disciplina judiciária.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 2. vê-se que as razões de recurso está apócrifa.2011. Vê-se que foi deferido pela r. A propósito.1 CONHECIMENTO Ressalto que a assinatura.2012. contudo. como já dito em linhas pretéritas. 283v-288. cooperando no levantamento e disponibilização de créditos devidos à 1ª ré para quitação dos débitos trabalhistas. Com efeito. para se cogitar da exclusão da responsabilidade subsidiária dos entes públicos.17. foi deferido pelo juízo de origem. no mérito dessa ação constitucional. sentença.5. a petição de sua apresentação. sendo partes as acima citadas. às fls.06.TRT 17ª Região . Merece reforma a r. sentença quanto à responsabilidade subsidiária do 2º reclamado referente ao abono PIS. sentença quanto à responsabilidade subsidiária do Estado do Espírito Santo. de 21. sob o fundamento de que os documentos de fls.º). FUNDAMENTAÇÃO 2. E pelo fato de que: “ Em ação ajuizada pelo MPT. julgada procedente pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Portanto. situação típica versada na Súmula nº 331 do TST. PODER PÚBLICO.Os entes integrantes da Administração Pública direta e indireta respondem subsidiariamente. 331 do TST. A aludida responsabilidade não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa regularmente contratada" (verbis) Esse entendimento está em consonância com o resultado da ADC n° 16. os Ministros da Corte Suprema. notadamente quanto ao dever de fiscalizar a execução do objeto contratual.§1º. bem como no Fórum Horta de Araújo. pelo Supremo Tribunal Federal. 71.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora.O inadimplemento das obrigações trabalhistas. às fls. às fls. ou seja. 16. Na linha do item V da Súmula n. da ADC n. passou-se a entender.0132 Processo Nº RO-69600/2012-132-17-00. Oficia o Douto Ministério Público do Trabalho pelo prosseguimento do feito. que a mera inadimplência do contratado não poderia transferir à Administração Pública a responsabilidade subsidiária pelo pagamento dos encargos trabalhistas (Lei 8. em 24.05. suficiente a fazer emergir a responsabilidade subsidiária do beneficiário final do trabalho desenvolvido pela reclamante. entretanto. o Estado do Espírito Santo foi admitido à lide como assistente litisconsorcial do polo ativo. tendo em vista que.0069600-87.

trazer os elementos necessários à formação do convencimento do magistrado (arts. Ministro Carlos Alberto Reis de Paula. já que o documento de fls. o Supremo Tribunal Federal. a despersonalização da pessoa jurídica. e 67. mas o encerramento do contrato de trabalho da reclamante se deu em 28/12/2011 conforme fls. ao declarar a constitucionalidade do art. 5º.2008. do CPC e 818 da CLT). Assim. teria o condão de evitar infortúnios relacionados ao inadimplemento de verbas trabalhistas da contratada junto aos seus trabalhadores. a condenação subsidiária não excepciona qualquer parcela. é integral e substitutiva. Também deixo esclarecido que. de ordinário. relatando como causas. Partindo dessas premissas.666/93. ressalvou a possibilidade de a justiça do Trabalho constatar. ainda. sendo mais fácil ao exequente voltar-se contra o devedor subsidiário. 203-215 – notificação à 1ª reclamada de que o contrato de prestação de serviços com o Estado havia sido rescindindo. diante disso. A efetiva fiscalização da execução do contrato de prestação de serviços da 1ª reclamada. DJ 23. a culpa in vigilando da Administração Pública e. dentre outras. sob pena de restar caracterizada a culpa in vigilando da Administração Pública. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Assim. constitui forma anômala de prosseguimento da execução. O item IV da Súmula n. da Lei nº 8. de acordo com os artigos 58. mais do que realizar a escolha da empresa devidamente. no caso concreto. Agravo de Instrumento a que se nega provimento. caput e § 1º. não constitui um direito do devedor e sim do credor. consoante tem decidido o próprio Tribunal Superior do Trabalho. executar a tomadora dos serviços. saliento que estes não foram condenados na fase de conhecimento e só no caso de não haver devedor subsidiário é que se justificaria aplicar.0002. III. não há qualquer comprovação de que o 2º reclamado fiscalizou efetivamente o cumprimento das obrigações trabalhistas anteriormente ao término da prestação laboral da autora. Pondero. o 2º reclamado não trouxe aos autos qualquer elemento que permitisse ao Juízo aferir se houve efetivo acompanhamento do contrato de prestação de serviços. eventual situação de insolvência. pelo pagamento dos encargos trabalhistas devidos. deve-se. uma vez que a subsidiariedade não tem por escopo onerar despropositada e irresponsavelmente o condenado subsidiário. ante a insolvência notória do principal. No entanto. Rel.º 331 do C. E durante o desempenho dessa função. tinha o recorrente o dever de manter constante vigilância quanto ao cumprimento das obrigações trabalhistas em relação aos trabalhadores que lhe prestaram serviços diretamente. 333. caberia à entidade estatal. eis que. A própria Lei de Licitações impõe à Administração Pública o dever de fiscalizar a execução dos contratos administrativos. dos direitos trabalhistas dos empregados que trabalharam em benefício do 2º reclamado. Esclareço desde já que. é responsável subsidiário o Estado do Espírito Santo. 8ª Turma. por óbvio. o Estado não logrou êxito em comprovar a efetiva fiscalização referente às obrigações da 1ª reclamada junto a seus empregados. decorrente da omissão quanto ao dever de fiscalização da execução do contrato administrativo. inclusive trabalhistas. Portanto. o descumprimento de obrigações trabalhistas – é datado de 07/11/2011. com pagamento de toda verba devida à reclamante. De modo que. as decorrentes da legislação laboral). Todavia. pela 1ª Reclamada. que a execução contra o sócio que não foi diretamente demandado na fase de conhecimento. compete ao ente público. inexiste violação do art.666/93. caput. como sustentado acima.666/93. a não ser a notificação supramencionada. Desde aí se conclui que. II. para efetivar o cumprimento da decisão. Na hipótese dos autos. depois. que a responsabilidade subsidiária. Desse modo. e 67. a exemplo do ocorrido no que concerne às verbas rescisórias não pagas à reclamante. Assento.03. §1º. e 67. especialmente no que concerne à fiscalização do adimplemento. primeiro.5. Essa desconsideração da personalidade jurídica (disregard doctrine) é possível e tem sido utilizada amiúde nesta Especializada. apresentar as provas necessárias à demonstração de que cumpriu a obrigação prevista em lei. III. para condenar o tomador no cumprimento subsidiário das obrigações impostas em sentença. por omissão. que impõem à administração pública o ônus de fiscalizar o cumprimento de todas as obrigações assumidas pelo vencedor da licitação (dentre elas. devendo responder pela falta de idoneidade da prestadora de serviços. Não tendo sido produzidas outras provas nesse sentido. da Lei nº 8. razão pela qual se atribui a responsabilidade subsidiária ao ente público. agiu com culpa in vigilando. imediatamente. já em relação à desconsideração da personalidade jurídica e execução do patrimônio dos sócios da 1ª reclamada.2011) Entretanto. em juízo. da Administração Pública (culpa in vigilando). senão vejamos: AGRAVO DE INSTRUMENTO DESPROVIDO – TERCEIRIZAÇÃO – DEVER DE FISCALIZAÇÃO ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA – OMISSÃO – “CULPA IN VIGILANDO” – RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA – DECISÃO DO STF NA ADC 16 No julgamento da ADC 16. abrangendo todas as verbas devidas não adimplidas pela 1ª reclamada. E o ônus de provar a efetiva fiscalização da execução do contrato é da Administração Pública. II. dou provimento para condenar subsidiariamente do Estado do Espírito Santo quanto ao abono anual do PIS no valor de R$622. inclusive quanto às obrigações trabalhistas. III.00. do CC. atribuir responsabilidade ao ente público pelas obrigações. conforme se depreende dos artigos 58. (PROCESSO Nº TST-AIRR-123240-14. 71. verifica-se a conduta culposa. esclareço não haver necessidade de se comprovar.16. em determinadas hipóteses. TST é claro quando afirma que a responsabilidade subsidiária do tomador de serviços abrange todas as verbas decorrentes da condenação. da Constituição da República ou qualquer outro dispositivo legal. por fim. de imediato. sob o prisma da aptidão para a prova. com fundamento nos artigos 186 e 927.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. isso não deve ser obstado. quando impossível executar a sociedade devedora. 23 de Setembro de 2013 56 obra da reclamante. Assim.666/93. quando pleiteada em juízo sua responsabilização pelos créditos trabalhistas inadimplidos pelo contratado. caput e §1º. o ente público não aponta qualquer elemento ou indício no sentido de que cumpriu a obrigação legal que lhe é imposta (artigos 58. por atender aos princípios de celeridade e economia processuais na fase de execução. persistindo a inadimplência. pois não há qualquer ressalva quanto à extensão objetiva da responsabilidade subsidiária. concluo que o 2º reclamado foi culpada pelo inadimplemento. uma vez declarada. da Lei nº 8. E também. serão executados todos os bens da 1ª reclamada para. da Lei nº 8. § 1º. no que se refere ao benefício de ordem. alcançar o patrimônio daqueles que participaram como réus na fase de conhecimento. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região.11. por unanimidade. embora seja possível. inobservadas pelo contratado. Desse modo. conhecer do .

PROCESSO DO TRABALHO. João Hilário Valentim DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-69800-71. às fls. às fls. 259-264). todavia. Vejamos. Admite-se. Contraminuta da reclamada. Há. dar-lhe provimento para condenar subsidiariamente o Estado do Espírito Santo quanto ao abono anual do PIS no valor de R$622. 221-222. 266). Essa regra. 798 e 799 do CPC. aprecio primeiramente o referido recurso. que julgou parcialmente procedentes os pedidos formulados na inicial. No que respeita ao agravo retido (fls. a tutela antecipada ao trabalhador.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA ANTECIPAÇÃO DE TUTELA DE OFÍCIO. 176-186. No processo civil. do poder geral de cautela de que goza o juiz (artigos 798 e 799 do CPC). não estando previsto no rol do artigo 893 da CLT. pois presentes os pressupostos de admissibilidade. porque não houve expresso requerimento nesse sentido. 23 de Setembro de 2013 57 recurso e. Vistos. então. 204-206. Procurador do Trabalho: Dr. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). de tutela já requerida pela parte. o julgador tem atividade mais destacada do que nos demais ramos do direito. Conquanto a tutela antecipada. de ofício. Ora. não pode ser transportado ao processo do trabalho sem as devidas adaptações à principiologia própria desse ramo do direito. CABIMENTO A reclamada argui a nulidade da sentença por vício de julgamento ultra petita.5.17. o que se dirá. 256. incisos XXII. no caso. saliento que tal recurso é estranho ao processo do trabalho. Também alega que violadas as garantias constitucionais previstas no artigo 5º. total ou parcialmente. de ofício se iniciou a execução. Razões do agravo retido. o juiz não está autorizado a antecipar. É o relatório.2011. que regula o cumprimento das obrigações de fazer e não fazer. julgado procedente o pedido. concernente na determinação de reintegração do . Invoca os artigos 128 e 460 do CPC. pelo não provimento do apelo patronal. Aqui. a partir disso. 259-264.TRT 17ª Região . de ofício. Desembargador Gerson Fernando Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. sem que isso caracterize vício de sentença ultra petita. 2.0151 RECURSO ORDINÁRIO Recorrentes: JOSUE DE JESUS SANTOS MCE ENGENHARIA LTDA Recorridos: MCE ENGENHARIA LTDA JOSUE DE JESUS SANTOS Origem: 1ª VARA DO TRABALHO DE GUARAPARI .17.2011.0069800-71. as normas do processo comum apenas são aproveitadas na seara laboral no caso de inexistência de regra específica e desde que haja compatibilidade com as normas previstas no texto consolidado. Inteligência da interpretação sistemática dos artigos 273. afinal.2 RECURSO ORDINÁRIO DA RECLAMADA 2. agravo retido interposto pelo autor em face do despacho de fl. FUNDAMENTAÇÃO 2. 164-174. 878 da CLT permite que a execução trabalhista seja promovida ex officio pelo juiz. ainda. c/c os artigos 769 e 878 da CLT. do resultou o seu não recebimento na origem (fl. pelo não provimento do apelo do empregado. sendo a respectiva Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 contraminuta acostada às fls. Ora. no mérito. nos termos do art. XXIV e LIV da CF. a concessão ex officio da tutela antecipada. 271-275. no processo do trabalho. Veja-se: o título condenou a ré ao cumprimento de obrigação de fazer (reintegração) e.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 273 do CPC prevê a necessidade de requerimento do interessado para que tal provimento jurisdicional seja concedido. arguindo vício de sentença ultra petita e se insurgindo quanto ao reconhecimento de nulidade da dispensa.00. que ataca o reconhecimento de nulidade da dispensa do empregado. Na verdade.2 Recorrente Advogado Recorrido Plurima Autor Advogado Plurima Réu JOSUE DE JESUS SANTOS Luiz Carlos Gomes Pereira(OAB: 015897 ES) MCE ENGENHARIA LTDA MCE ENGENHARIA LTDA Tasso Luiz Pereira da Silva(OAB: 178403 SP) JOSUE DE JESUS SANTOS ACÓRDÃO . 769 da CLT. às fls. há que ter em mente a amplitude de atuação que o processo do trabalho confere ao magistrado condutor da relação jurídica processual. às fls. Não se pode esquecer. POSSIBILIDADE. sendo clara a limitação ao princípio da demanda.2. 276-279. Razões do recurso ordinário da ré. pode o magistrado determinar as providência necessárias a assegurar o resultado prático equivalente ao adimplemento. posse como membro da CIPA e honorários advocatícios. PROCESSO DO TRABALHO. A exemplo disso. Essa conclusão encontra amparo até mesmo no art. Um conhecido jargão traduz bem o que se estar a dizer: “quem pode o mais. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO.1 CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário do reclamante e também do recurso ordinário da reclamada. sendo esta intitulada como antecipação de tutela. com nítido caráter satisfativo.0151 Processo Nº RO-69800/2011-151-17-00. também. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante e de recurso ordinário interposto pela reclamada em face da sentença de fls.1 ANTECIPAÇÃO DE TUTELA DE OFÍCIO. Aduz que o Juízo de origem não poderia ter deferido reintegração do autor em sede de tutela antecipada. Contraminuta do reclamante. Em razão da prejudicialidade do apelo patronal. 461. pode o menos”. É que o art. postulando a reforma do julgado quanto aos danos morais. às fls.5. os efeitos da tutela. o art. se o ordenamento juslaboralista admite o início de um novo procedimento sem provocação do interessado. sendo partes as acima citadas. nada mais retrata do que a simples execução ex officio da sentença proferida. 461 do CPC. oriunda da 1ª Vara do Trabalho de Guarapari-ES. Nesse passo. acerca da possibilidade de antecipação. Razões do recurso ordinário do empregado.

Jorge Augusto Oliveira Jesus. os honorários advocatícios não decorrem da mera sucumbência. de plano julgo IMPROCEDENTE o pedido”.. certo é que o procedimento adotado na origem algum cunho assecuratório tem. Procurou-se tutelar. verifica-se que o obreiro não se encontra assistido por seu Sindicato de Classe. que. Sem razão. está atrelada à origem ocupacional da doença que acomete o obreiro. dos documentos acostados aos autos. sobretudo. não interfere no julgamento da lide. a concessão ex officio da tutela antecipada. 50. (. assim. 165 da sentença). na hipótese contemplada no artigo 14 da Lei nº 5. 2. que o incapacitava de trabalhar.3 da NR 5).44 da NR 5)” (fl. Diante de todo exposto. não demandado apreciação conforme a delimitação processual (artigos 128 e 460 do CPC).906/94. com indicação cirúrgica. restando para tanto. assim como o pleito de dano moral decorrente dessa postulação. ressalte-se. art. Nego provimento.. que. O pleito de posse como membro suplente da CIPA. em função da atividade empresarial e número de empregados da empresa (item 5. que confirma os membros do documento da fl. REINTEGRAÇÃO De fato. não havendo qualquer alegação de irregularidade nesse sentido. Assim. segundo juízo da magistrada sentenciante. de maneira que somente são devidos quando o empregado litiga assistido por seu Sindicato de Classe. 23 de Setembro de 2013 58 reclamante ao emprego. a insurgência do reclamante. nos termos do comando sentencial abaixo transcrito: “Por fim. como já descrito. de uma melhor avaliação clínica do reclamante por parte da reclamada.3. os quatro titulares e os três suplentes eleitos originalmente. 143-155). 389 e 404 do CC/02 e o artigo 1°. tendo em vista os atestados médicos apensados aos autos. a dignidade da pessoa do empregado. Nesse sentido foi a conclusão do perito.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. é que. nego provimento.1 DANOS MORAIS. a empresa ré deveria ter quatro titulares e quatro suplentes. tanto que o pedido de reconhecimento da estabilidade foi julgado improcedente. 11). todavia. portanto. É isso que se percebe claramente da leitura da peça de ingresso. de que “segundo” o sindicato. determinada pela causa de pedir e pelo pedido.) que é membro da CIPA no cargo de suplente. Esclarecido esse ponto. (fl. veiculado no item 6 da inicial (fl. e também com indicação de cirurgia 01 dia antes de sua demissão. No caso vertente. vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais. estava inapto para o trabalho. a época da demissão.3 HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS A Primeira Turma decidiu. o que não se verificou. nego provimento. por maioria. o laudo pericial foi taxativo na conclusão de que o mal que acomete o empregado não tem nexo de causalidade com as atividades desempenhadas na ré (fls. diante dos limites da pretensão. a empresa procedeu de forma irregular ao não nomear o autor. muito embora. 2. 50 (termo da fl. embora tenha apresentado . conforme fls. 165) Improcede. Diante disso. que assim dispõe: O reclamante requer a reforma da sentença quanto aos honorários advocatícios invocando a aplicação dos artigos 133 da Constituição Federal. o perito conclui que o reclamante é portador de Hérnia Umbilical volumosa. sem que isso caracterize vício de sentença ultra petita. fl. cientificamente. 09). portanto. exatamente. diante da vacância de suplentes. nos termos do voto do Desembargador José Luiz Serafin. afastando. inclusive no que tange ao malferimento dos dispositivos legais e constitucionais citados no recurso. de modo que a declaração da testemunha Jorge Augusto Oliveira Jesus. estão fundamentados na preterição do reclamante em sua nomeação para integrar a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes. ou seja.. pois admitida. negar provimento ao apelo. Em reforço. não tendo sido reconhecida a natureza ocupacional da doença do autor. 158). que tiveram número de votos inferior. o reconhecimento da nulidade da dispensa está fundamentado na tese de que o reclamante. que são 4 titulares e 3 suplentes. verifica-se inexistir razão para a reforma da sentença. conforme a peça de ingresso. I da Lei 8. 2. o pedido de nomeação como membro da CIPA. além de superficial. que são os representantes da CIPA na ré. A pretensão não foi formulada ao fundamento de que a CIPA deve ser integrada por idêntico número de titulares e suplentes. No processo trabalhista. transcrevo o seguinte trecho da sentença: “Outrossim. no sentido de sanar o seu quadro. É que a testemunha do autor. portanto.2. ainda. dos laudos médicos. O preenchimento da vaga por outros trabalhadores que tiveram número menor de votos ou sequer se habilitaram no processo eleitoral é que motivou. do exame físico. O que se Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 alegou. em face do afastamento da origem ocupacional da moléstia. 170) Vale acrescer. não se enquadre como de origem ocupacional”. Porém.” (fl. Na verdade.3. foram chamados a nomeação e posse na CIPA em detrimento do autor. 154-155). não foi nisso em que a sentença se apoiou para determinar a reintegração do trabalhador. Sr. mas sim sob a alegação de preterição na ordem de nomeação. no entanto. que empatou com o terceiro suplente (a testemunha Jorge Augusto Oliveira Jesus) e não tomou posse por ter menos tempo de serviço (item 5. senão vejamos: “Após análise dos autos. o que me parece correto. reconhecendo o perito a inexistência de nexo causal entre a moléstia e as atividades que o reclamante desempenhava na ré..2 POSSE COMO MEMBRO DA CIPA. (com destaque no original..3 RECURSO ORDINÁRIO DO RECLAMANTE 2. A causa de pedir do pleito de danos morais. o pleito de danos morais foi condicionado ao não acolhimento da reintegração do autor (fl. cai por terra a tese da reclamada. a prova testemunhal aponta que “os membros da CIPA que atuam na reclamada são. onde a reclamada era sabedora de seu quadro. estava inapto para o trabalho quando demitido e provavelmente teria dificuldade em prover o seu sustento e o de sua família. no processo do trabalho. 10). a pretensão de pagamento de indenização por danos morais possui breve causa de pedir e que está atrelada às ‘repercussões que o acidente de trabalho lhe causou’ (sic.6.584/70. das atividades descritas. quando inquirido.3.)” (sem destaque no original. cabe registrar que a causa de pedir apresentada na petição inicial não versa sobre dimensionamento de CIPA (número de membros da CIPA. não há que prevalecer o pleito do autor. que era o suplente imediato. Nego provimento. conforme documento da fl. a alegação da inicial de que outros candidatos. o que foi deferido em sentença. que foi eleito no mesmo processo do qual participou o autor.2 NULIDADE DA DISPENSA. bem como o pedido de danos morais veiculado nos itens 9 e 10 da inicial. conforme fl. 158) Como se nota. Nesse passo. O Juízo de origem bem avaliou os limites lide. ou mesmo trabalhadores que não participaram do processo eleitoral. titulares e suplentes). Por essas razões. da história clínica e ocupacional.. não tenha índole cautelar visível num primeiro plano. afirmou o seguinte: “(. 2.

de confiança do juízo e dentro das exigências legais. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. respondendo satisfatoriamente a todas as questões levantadas pelas partes. Ademais.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.5. 133 da CF/88 e 20 do CPC. NULIDADE DO LAUDO PERICIAL. não há que se falar em inobservância à ampla defesa (CF. nulidade da sentença por cerceio do direito de defesa e. 943-950) alegando não conhecimento do recurso obreiro quanto a descontos fiscais e previdenciários por inovação recursal. esse é o entendimento que se extrai dos Enunciados 219 e 329. sentença (fls. vez que. por unanimidade. sendo partes as acima citadas. não faz jus aos honorários de advogado. conheço parcialmente do recurso ordinário do reclamante. conhecer do recurso ordinário do autor e também do recurso ordinário da reclamada. o deferimento de honorários advocatícios sujeita-se à constatação da ocorrência concomitante de dois requisitos: o benefício da justiça gratuita e a assistência por sindicato". 918-928) alegando preliminarmente. FUNDAMENTAÇÃO 2. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). para produção dessa prova. o simples fato de a testemunha arrolada pelo reclamante estar litigando com a reclamada. no mérito. segundo a Orientação Jurisprudencial nº 305 da SDI-I do C. não é suficiente para torná-la suspeita (Súmula 357 do TST). 909-917) que julgou procedentes em parte os pedidos aforados pelo autor.1.3 Recorrente Advogado Recorrido Plurima Autor Advogado Plurima Réu FIBRIA CELULOSE S/A André Luiz Pacheco Carreira(OAB: 003679 ES) JOQUIMAR SANTOS DE SOUZA JOQUIMAR SANTOS DE SOUZA Carlos Magno Barcelos(OAB: 008163 ES) FIBRIA CELULOSE S/A ACÓRDÃO . CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. é apenas e tão somente a insatisfação da reclamada quanto ao resultado do laudo pericial. INIMIGA CAPITAL. não apresentando quaisquer contradições ou omissões. no mérito. INDEFERIMENTO DE REQUERIMENTO DE NOVA PERÍCIA E DE PRODUÇÃO DE PROVA TESTEMUNHAL ARGUÍDA PELA RECLAMADA Argúi a reclamada a nulidade da sentença aduzindo que teve cerceado seu direito de defesa ao ver indeferido pelo Juízo seu requerimento de produção de nova perícia. por maioria. embora o advogado seja imprescindível na administração da Justiça. Ora. 874-878 são detalhados e conclusivos. 3. Há entendimento sumulado pela Colenda Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Corte Superior Trabalhista no sentido de que. negar provimento ao apelo patronal e. 5º.2012.5. que inclusive já se encontravam desativadas. Quanto à nova prova pericial.0071100-11. Acolho a preliminar argüida em contrarrazões pela reclamada de não conhecimento do apelo obreiro quanto à matéria “descontos fiscais e previdenciários” por inovação recursal. não havendo qualquer prejuízo em suas manifestações. pretendendo a reforma do julgado quanto a horas in itinere. quantitativo de horas in itinere. TST.2. Por certo. Desembargador Gerson Fernando Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. 951-989). Ressalte-se que o laudo pericial de fls. João Hilário Valentim DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-71100-11. Presentes os demais pressupostos de admissibilidade do apelo obreiro. cerceio do direito de defesa e. exceto quanto à matéria “descontos fiscais e previdenciários” por inovação recursal. bem como da Orientação Jurisprudencial 304 da SDI-I do C. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais. CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário da reclamada porque preenchidos os pressupostos de admissibilidade. No mérito. Respondeu satisfatoriamente à impugnação da reclamada acerca de que a mediação do agente insalubre “vibração de corpo inteiro” é feita de .17. vez que elaborado por profissional qualificado. Contrarrazões do reclamante (fls.17. acerca da questão apontada pela ré quanto ao pretendido esclarecimento ao laudo pericial no que diz respeito à avaliação quantitativa e análise da ISO 2631 invocada pela reclamada. SUSPEIÇÃO. Vistos. a todo o momento restou garantido ao autor manifestar-se nos autos. “na Justiça do Trabalho. tampouco inimiga capital da parte.2. Razões da reclamada (fls. visto que. o que não tem o condão de invalidá-lo. o que se constata. negar provimento ao apelo do reclamante. compensação e adicional de insalubridade. PRELIMINARES DE NULIDADE DA SENTENÇA POR CERCEIO DO DIREITO DE DEFESA 2. quanto aos honorários advocatícios. 23 de Setembro de 2013 59 declaração de miserabilidade jurídica (fl. vê-se que o perito valeu-se da legislação em vigor ao elaborar o laudo pericial.TRT 17ª Região . 839-855 e os esclarecimentos de fls. insurgindo-se quanto a horas in itinere.0191 Processo Nº RO-71100/2012-191-17-00. Outrossim. LITIGÂNCIA CONTRA A RECLAMADA. in casu.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA TESTEMUNHA CONTRADITADA. Assim sendo. Tal raciocínio não viola o disposto nos arts.1. Aduz que a prova pericial realizada é nula pois efetuada sem realização de qualquer medição de existência de vibração produzida pela máquina operada pelo obreiro. TST. Anexo 8. RELATÓRIO Trata-se de recursos ordinários da reclamada e do reclamante em face da r. descontos fiscais e previdenciários. Contrarrazões da reclamada (fls. Nego provimento. ainda que em ação com idêntico pedido. art. NÃO CARACTERIZAÇÃO. 20). no recurso do reclamante. Razões do reclamante (fls. LV).0191 RECURSO ORDINÁRIO Recorrentes: FIBRIA CELULOSE S/A JOQUIMAR SANTOS DE SOUZA Recorridos: JOQUIMAR SANTOS DE SOUZA FIBRIA CELULOSE S/A Origem: VARA DO TRABALHO DE SÃO MATEUS . Procurador do Trabalho: Dr. atento às normas constantes da NR-15. bem ainda. 934-938vº) argüindo preliminarmente. 2. devem ser observadas as peculiaridades inerentes a esta Especializada anteriormente explicitadas. Vencido.2012.

pp. e o segundo à possibilidade de nova perícia na hipótese do juiz entender que a primeira perícia não elucidou a causa. evidenciados publicamente em atos de maldade ou prejudiciais à pessoa. Mittermaier. que a lei nas hipóteses elencadas no art. grada a inimizade capital. o simples fato de a testemunha arrolada pelo reclamante estar litigando com a reclamada. não é suficiente para torná-la suspeita (Súmula 357 do TST). Inimizade séria e inafastável. Assim. quiçá desavença decorrente do fato da testemunha litigar em face da ora reclamada. Todavia. outra não pode ser a conclusão de que o perito analisou o caso específico do reclamante. ambos da reclamada. Do exposto. o juízo de origem acolheu a contradita argüida pela reclamada em face da testemunha arrolada pelo autor. Isto porque a lei exige que o depoente seja inimigo capital da parte. 1997. que o disposto nos artigos 436 e 437 do CPC conferem apenas uma faculdade do juiz.A. aqui também inocorreu o alegado cerceio do direito de defesa.J. colho o seguinte aresto: TESTEMUNHA QUE LITIGA CONTRA O MESMO EMPREGADOR – SUSPEIÇÃO – O fato de uma das testemunhas da parte Reclamante ser ex-empregada da parte Reclamada e estar litigando contra ele não a impede de depor. Neste sentido. Resta apontar. Data vênia do Juízo de origem. 264). em razão de não existir justa causa para acolher a contradita. não vejo nos fatos uma caracterização de inimizade capital. uma vez que o laudo apresentado foi plenamente satisfatório.. 1997. aplicando o art. cuja causa subsista ainda. por concluir que a mesma não tem isenção de ânimo para depor na presente ação. entretanto. 902 apontam que a ré pretendia fazer prova testemunhal “. é de somente para extrair o termo de que o Sr. consoante aquele dispositivo fixa no inciso III. mas profundo ódio. que existem paradas durante a jornada. o juiz procederá livremente para apreciar a prova. conforme entendimento jurisprudencial vertido no Enunciado Nº 357 do TST. Ressalte-se.2. Não é suficiente. considerando-a inimiga capital da reclamada em razão de possuir várias demandas em face da reclamada. §3º.2.. tendo o i. perito. Desta forma. Manuel Antônio Teixeira Filho. III. ainda. portanto. o cerceamento do direito de defesa alegado. elaborado por profissional qualificado. certo é que a desavença pessoal entre depoente e parte.”. Não mera desavença. 23 de Setembro de 2013 60 modo qualitativo e não quantitativo como alega a reclamada. Não vislumbro no fato da testemunha litigar em face da reclamada a caracterização de que a mesma seja dela inimiga capital. Aliás. inclusive com as fotografias das máquinas operadas ao tempo da vigência do contrato de trabalho. Assim esclarece De Plácito e Silva: “Se a inimizade assoma tal estado de intensidade. inclusive com postulação de indenização por danos morais. Exige a lei inimizade capital. Paulo Henrique Nunes Rezende ser inimigo capital. § 3º do CPC. no que revela-se desnecessária a produção de prova oral. intencionalmente praticados por outra. bem comprovar a natureza do trabalho do autor e comprovar elementos que autorizam a impugnação do laudo pericial. nesse sentido. não vislumbro a necessidade de realização de nova perícia. de confiança do juízo e dentro das exigências legais. Assim. não aponta desavença. sendo válido seu testemunho. sobre a questão. de que se gera ou surge o inimigo capital. no seu Tratado da Prova em Matéria Criminal. porquanto vale mais a qualidade que a quantidade.” No mesmo sentido adianta C. aliás na mesma esteira de Malatesta: “pode a testemunha achar uma satisfação de vingança em seu depoimento desfavorável. professor na Universidade de Heidelberg. Por outro lado nada obstante seja inaplicável. ou representante da parte. 405. Ademais. LTr. Ao analisar os elementos existentes sentiu-se em condições de proferir a decisão. com a presença do reclamante. in A Prova no Processo do Trabalho. com total capacidade de aferição do agente insalubre na atividade laboral do reclamante em estrita observância à norma vigente. nem mesmo mero desagrado ou antipatia. hoje em dia. assevera com propriedade: "O fato de o empregado haver . 318/319.. do assistente técnico e do técnico em segurança do trabalho. tem-se que os peritos são profissionais com conhecimentos técnicos que os habilitam a responder aos quesitos apresentados e esclarecimentos posteriores. In casu. já que. pág. atendendo aos fatos e circunstâncias constantes dos autos. 405. Rejeito. A inspeção realizada in loco pelo i. ainda que em ação com idêntico pedido.” (BookSeller. os protestos registrados em ata de fl. 2. no intento de descaracterizar a conclusão do laudo pericial.. No que se refere à oitiva de testemunhas. expert declinado fundamentação suficiente a embasar suas conclusões. repita-se. Sr. Da leitura do laudo e de seus esclarecimentos. In casu. mas para que assim seja é preciso um ódio inveterado. uma desunião passageira e por motivos pouco graves. inexistindo. a insurgência da reclamada guarda consonância com o resultado do laudo que lhe foi desfavorável. há entendimento sumulado pela Colenda Corte Superior Trabalhista no sentido de que. Todavia. tratando o primeiro da valoração da prova. quando o convencimento do julgador a quo já se formara com os elementos já constantes dos autos. que não se mostra simples malquerença ou animosidade. No mais. deve ser levada em conta na aferição do depoimento. Paulo Henrique Nunes Rezende. não se vislumbra qualquer vício a macular o trabalho do perito. Tampouco de que seja seja suspeita por ter em andamento ação contra a reclamada. cabe ao juiz dirigir o processo e indeferir a produção de provas que julgar desnecessárias (art.” Pois bem. levou em consideração a avaliação do ambiente de trabalho.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. salvo exceções de outros fatos a serem apurados em audiência. entendendo que o laudo pericial era suficiente para formar seu convencimento. 130 do CPC). mormente considerando que a avaliação do agente nocivo vibração é qualitativa e não quantitativa e a ausência de fornecimento de EPIs. para que mereça a atenção do juiz. rancor incontido. inimizade furiosa e incontida. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Aduz em seu apelo que “O cerceio do direito de defesa. a qual está diretamente ligado ao princípio do livre convencimento. o laudo pericial produzido foi suficiente a elucidar a questão. 7ª ED. não se pode falar em cerceio ao direito de defesa por indeferimento de oitiva de testemunha. para comprovação de que as máquinas são ergonômicas e equipadas com dispositivos que evitam ou que reduzem a vibração. e ficar consignado em julgamento que o recorrente não deve ser contraditado somente por haver demandas. a parêmia testis unus testis nullus. ACOLHIMENTO DE CONTRADITA DE TESTEMUNHA E DECLARAÇÃO PELO JUÍZO DE INIMIGA CAPITAL ARGUÍDA PELO RECLAMANTE Argúi o reclamante cerceio do direito de defesa cerceado em razão do juízo ter acolhido a contradita de sua testemunha e declarado a mesma inimiga capital da parte. Nota-se que a pretensão da ré é fazer prova com a oitiva de testemunha daquilo para o que a lei determina especificamente a produção de prova pericial. do CP.

(TRT 04ª R. 905 e 907). Paulo Henrique Nunes Rezende. A testemunha da reclamada mencionou de 15 a 25 minutos. Não havendo argüição de nulidade da sentença. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE A sentença condenou a reclamada no pagamento de adicional de insalubridade no grau médio. e também considerando o total de horas reconhecidas no Acordo Coletivo 2010/2011 (fls. demonstram que tal compensação se destina aos trabalhadores que executavam suas tarefas em regime normal. de 40 minutos para ida e igual tempo para volta. apenas por este motivo. de 40 minutos diários. portanto. buscando a tutela dos direitos subjetivos que afirma terem sido lesados. 5º. qualquer violação ao art. Argumenta. pois estas já estão desativadas. Quer nos parecer que a contradita. Não se divisa. supor-se que a pessoa que viesse a exercitar esse direito se transformasse. despendendo 02 horas na ida e outras 02 na volta. 2. II. Pela instrução probatória. ou seja. sendo estes tanto às margens da BR 101 quanto em locais onde não passa transporte público regular. o que não é o caso do reclamante. revelado que poderia chegar a 25 minutos o tempo gasto no descolamento até as frentes de trabalho. tampouco o horário declinado no depoimento pessoal do autor. é certo que o tempo despendido de 4(quatro) horas diárias descrito na inicial não merece prestígio. acaso mantida a sentença. A cláusula décima do ACT 1988/1989. do que recorre a reclamada alegando que o perito não efetuou qualquer medição para constar a presença do agente físico vibração.1. nesta hipótese. Reporto-me à sentença: “Os instrumentos normativos acostados com a defesa.3. realmente. Não se vislumbra qualquer controvérsia quanto ao fato do reclamante laborar em regime de escala de quatro dias de trabalho por dois dias de folga (4x2). 23 de Setembro de 2013 61 provocado o exercício da função jurisdicional do estado-Juiz. Constituiria absurdo. Em relação à pretendida compensação. Sr.2. servido por condução do empregador. como se infere da prova pericial produzida. nos termos do §2º do art. réu na ação. conforme consta na peça de ingresso. inimigo capital do empregador. 664-674) no qual estabelecido na cláusula 23ª o pagamento de 20 horas extras a título de horas in itinere.2003) Acolho a arguição de cerceio do direito de defesa argüida pelo reclamante para afastar a contradita da testemunha e de conseqüência.1. especialmente aqueles que contêm cláusula que autoriza a redução DAC jornada normal para compensação das horas de trajeto. sustentou que o tempo real gasto. Sustenta que a condenação em 50 minutos diários extrapola os termos do depoimento da única testemunha ouvida. devem ser compensadas as horas deduzidas da jornada semanal do autor (4 horas semanais) daquelas objeto da condenação. 03. Inconformada. Tanto o preposto quanto a testemunha da reclamada afirmaram que o reclamante trabalhou em várias áreas. estando preenchidos. pois. da CF/88. art. A reclamada defendeu-se aduzindo que o local de trabalho do autor era de fácil acesso.028/99-8 – 3ª T. nos moldes da contestação. por dia de trabalho. deferindo um total de 50 (cinquenta) minutos diários de horas in itinere. o que revela a alternatividade entre os requisitos. E o preposto da reclamada. entendo correta a condenação imposta em sentença quanto a 50 minutos diários (25 minutos no percurso para ida e igual tempo para volta) a título de horas in itinere. fora da hipótese normativa que abarca tãosomente os trabalhadores em regime normal. Juiz Conv. de índole constitucional (CF. variando de acordo com o local da frente de trabalho. tem-se por provada a prestação em serviços em local de difícil acesso. os requisitos necessários à caracterização das horas in itinere. Aduz que embora a escala do autor fosse de 4x2. não soube precisar em quais áreas laborou o reclamante. em depoimento. resulta de uma confusão entre os significados distintos de adversário e de inimigo. tempo apurado pela média. não atendendo o Anexo 8 da NR 15. A ação é um direito público. MÉRITO 2.” Nego provimento. Restou apurado nos autos que o reclamante laborou como operador de máquina e processador florestal nas áreas de colheita de eucalipto na zona rural de Conceição da Barra e São Mateus. incorrendo em violação ao art. 58 Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 da CLT. mencionada pela reclamada em sua contestação. a reclamada sustenta que a decisão merece reforma. – Rel.3. aqueles que laboravam fora das instalações prediais. Provado que o local é de difícil acesso e servido por transporte do empregador em horário compatível com o do trabalho do autor. RECURSO DA RECLAMADA 2. (fls. era compensado pela redução da jornada de trabalho. aplica -se. HORAS IN ITINERE O autor postulou o pagamento de 04 (quatro) horas in itinere. contrariando o art. 196 da CLT e como acentua a Súmula . após afirmar que o tempo médio gasto era de 10 a 20 minutos. em inimigo capital da parte que fez constar como ré". da CF/88. então. via de conseqüência. automaticamente. Ainda. Assim. sendo conduzido para ir e voltar às frentes de trabalho.3. passo ao exame meritório dos apelos. que determina a avaliação quantitativa. nasce o direito do reclamante ao pagamento das horas do percurso percorrido.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. XXXV). não o torna. por percurso. sob o argumento de que embarcava em veículo da empresa. 5º. e servido em todo trajeto por transporte público e por vias asfálticas. 7º. inciso XXVI.12. sua jornada era de 44 horas semanais.3. uma vez que exagerados se cotejado com os horários afirmados pela prova testemunhal produzida pela reclamada. Sustenta que a perícia foi realizada em outras máquinas e não naquelas usadas pela reclamante. subjetivo. a reclamada não se desincumbiu do ônus de provar que o local era servido por transporte público regular em horário compatível com o horário de trabalho do reclamante. À análise. sendo válido destacar que a lei menciona “local de difícil acesso ou não servido por transporte público”. 2. prevista nos acordos coletivos. estando portanto abrangido pelos termos dos acordos coletivos. conforme disposição expressa. Alega que a atividade do reclamante de operador de máquinas não está inserida no rol daquelas classificadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego como insalubre. Quanto ao tempo percorrido. de segunda-feira a sábado. Com base na prova testemunhal produzida arbitrou o tempo médio de horas in itinere de 25 minutos para ida e 25 minutos para volta. O juízo de primeiro grau rejeitou a tese da empresa concluindo que os instrumentos normativos que contém cláusula de compensação das horas de trajeto na jornada do empregado não se aplicam ao reclamante. de que o tempo despendido era em média de 15 a 20 minutos. não há falar que as horas in itenere estariam compensadas pela redução da jornada de trabalho prevista em normas coletivas. Manuel Cid Jardon – J. a reclamada confessou em sua petição inicial que o percurso demandaria 40 (quarenta minutos) diários. unicamente aos trabalhadores sujeitos a jornada de trabalho de 44 horas semanais. embora tenha mencionado o mesmo tempo de 20 minutos para o trajeto de ida e igual tempo de volta. Por outro lado. 189 da CLT e art. estando. bem ainda afastar a declaração de inimigo capital da reclamada imputada à testemunha. – RO 00376. tendo a testemunha da ré. Destaque-se que.

2. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-76200-39. por unanimidade. Aduz que as cabines das máquinas são ergonômicas. de prova testemunhal e de nulidade do laudo pericial argüida pela reclamada. 2. é de clareza solar que não existe mais qualquer avaliação ou instrumento a ser utilizado no tocante a insalubridade por vibração. II. conforme esclareceu o perito. a dependência em duração de exposição dos vários efeitos nas pessoas tinham sido assumidos na ISO 26311:1985 para ser o mesmo para diferentes efeitos (saúde. Paulo Henrique Nunes de Rezende é “inimiga capital” da reclamada. 2. Quanto à obrigatoriedade de medir a intensidade das vibrações.4 como de "comprovadas através de laudo de inspeção do local de trabalho" logo.o que foi feito pela Perito exatamente na forma prevista na legislação. No mérito. rejeitar a preliminar de nulidade da sentença por cerceio do direito de defesa argüida por indeferimento de produção de nova prova pericial. mas tão somente a comprovação da existência da exposição. uma vez que o preposto. 1. TST. com base no Anexo 8. Nego provimento. Vencida. João Hilário Valentim. Portanto. conhecer do recurso ordinário da reclamada. não há atualmente a referida necessidade de mensurar a intensidade das vibrações. não soube informar em qual área o reclamante laborou. por unanimidade. 194 da CLT e Súmula 80 do C. em depoimento. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: o Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). caracterizandose portanto como atividade insalubre. quando da análise do recurso da reclamada. não existe LIMITE DE TOLERÂNCIA para a exposição. NR-15. Por maioria. Nota-se que o perito registrou em laudo que a inspeção deu-se com base nas máquinas iguais àquelas que o autor usava à época do contrato de trabalho." “Os valores aceitáveis de magnitude de vibração para conforto conforme o item 8. 1:2010 (Amendment) substitui e cancela suas anteriores.1. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. através de pericia realizada no local de trabalho.ISO.1. ISO 2631-1:1985 e também a 2631-3:1985. quanto à preliminar de nulidade da sentença por cerceio de defesa. Procurador: Dr. Conclui-se portanto que o reclamante estava exposto ao agente físico vibração de corpo inteiro. Nesta atualização. “Acima dos limites de tolerância prvistos nos Anexos nº. 3. visando a comprovação ou não da exposição. 194 da CLT e Súmula 80 do C.0010 Processo Nº RO-76200/2011-010-17-00. 5º. 5." "Esta parte da ISO não contém limites de exposição vibração" "Embora uma relação de efeito de dose esteja geralmente assumida. pelos fundamentos já expendidos no tópico 2. Para que não fique somente na palavra do Perito. não havendo falar em violação ao art. acolher a alegação de cerceio do direito de defesa argüida pelo reclamante para afastar a contradita da testemunha e de conseqüência. a declaração de que a mesma.17. da CF/88. Nego provimento.2. em grau médio. deve tomar por base os limites de tolerância definidos pela Organização Internacional para a Normalização . que acolheu a preliminar na sessão do dia 10/09/2013. As atividades e operações que exponham os trabalhadores. CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. E também registrou que não houve participação do autor em treinamento de segurança obrigatório em obediência à NR-06. Pelas razões expostas. inocorrendo portanto a alegada violação ao art. perito constatou através do laudo pericial de fls. conforme pedido na inicial Alega que a ré não se desincumbiu do ônus da prova que lhe pertencia.1. convocada para compor quorum.3. com dispositivo anti-vibração que elimina o risco. Mantenho a sentença. TST. um limite não é definido nesta parte da ISO 2631. negar provimento a ambos os recursos. mantenho a sentença que condenou a ré no pagamento de adicional de insalubridade em grau médio.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.2 dependem muito de fatores que variam com cada aplicação. 11 e 12”. 189 da CLT e art.” “O Anexo esta preocupado em fornecer um método uniforme e conveniente de indicar a severidade subjetiva da vibração mas não apresenta limites. da NR-15.5. as vibrações localizadas ou de corpo inteiro.1 Recorrente Advogado DEMERVAL BARBOSA LIMA Luis Fernando Nogueira Moreira(OAB: 006942 ES) . ou seja.3. passando a avaliação a ser total mente qualitativa. Sr. tampouco há nos autos qualquer documento de fornecimento de EPI’s ao reclamante. No Anexo 8 – Vibração temos a seguinte redação: ANEXO Nº 8 VIBRAÇÕES 1.” (os grifos não constam no texto original) Logo. Nesse sentido dispôs o perito nos esclarecimentos de fls. de operador de máquinas e processador florestal. 874-878: “Como pode se verificar. serão caracterizadas como insalubres. o Anexo 8 encontra-se inserido no item 15. RECURSO DO RECLAMANTE Pretende o reclamante a reforma do julgado para majorar o quantitativo de horas in itinere para 4 horas diárias. 196 da CLT e Súmula 460 do STF.2011. O i. pinçamos da referida ISO os seguintes termos pertinentes a matéria: "Para simplicidade. em suas normas ISO 2631 e ISO/DIS 5349 ou suas substitutas.1. de maneira habitual e permanente. acolher a preliminar argüida em contrarrazões pela ré de não conhecimento do apelo obreiro quanto à matéria “descontos fiscais e previdenciários” por inovação recursal e conhecer parcialmente do recurso ordinário do reclamante. sendo indevido o adicional. através de laudo de inspeção do local de trabalho. 839-855 que a atividade laboral do reclamante. A pericia. sem a proteção adequada. não existe ate o presente nenhuma relação quantitativa Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 disponível. sem que a ré fornecesse qualquer equipamento de proteção individual capaz de neutralizar o agente insalubre. habilidade de trabalho e conforto). uma vez que não existe limite de tolerância na norma vigente. Este conceito não foi sustentado pelos resultados de pesquisa no laboratório e consequentemente foi removido. está dentre aquelas que acarretam vibrações de corpo inteiro. em razão daquelas que efetivamente usadas já se encontrarem desativadas. na forma do art. a Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi. não havendo falar em violação ao art. avaliação qualitativa sem mensuração e/ou quantificação diferente daquelas contidas no item 15." "Não existe dados suficientes para mostrar a uma relação quantitativa entre exposição a vibração e riscos de efeito a saúde. 3. com base no Anexo 8. exceto quanto à matéria “descontos fiscais e previdenciários”. por inovação recursal. (grifo nosso) Ocorre que a ISO 2631-1: 1997(E) (vibrações de corpo inteiro) e também a Amd. 23 de Setembro de 2013 62 460 do STF ser necessária.

diferentemente do que afirmou o reclamante. A decisão ocorreu nos Recursos Extraordinários (REs) 586453 e 583050.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. como se pode perceber do teor do julgamento do RE 586453. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. consubstanciada na renda mensal vitalícia correspondente a 70% do que o regulamento interno denomina por B. 114 da CF/88. O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que cabe à Justiça Comum julgar processos decorrentes de contrato de previdência complementar privada. modulando os efeitos dessa decisão e definindo que deverão permanecer na Justiça do Trabalho todos os processos com sentença de mérito até o dia 20/02/2013 e considerando que o mérito do presente feito não foi apreciado – reconheceu a incompetência da Justiça do Trabalho para julgar casos de previdência complementar privada e determinou a remessa dos autos à Justiça Comum.1989.09. Devidamente intimada à fl. a ex-ministra Ellen Gracie. em sua inicial. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante em face da sentença de fls.1. pugnando pela reforma da sentença. a reclamada não apresentou contrarrazões.0010 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: DEMERVAL BARBOSA LIMA Recorrido: CHOCOLATES GAROTO SA Origem: 10ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . De outro modo. 480/482-vº.2011. a 10% do valor do salário da reclamante quando esta entrou em gozo de benefício do INSS. Razões do reclamante às fls. inaplicáveis. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. que reconheceu a incompetência da Justiça do Trabalho para julgar casos de previdência complementar privada e determinou a remessa dos autos à Justiça Comum. Como relatora do RE 586453. de diferença de complementação de aposentadoria. O pedido inicial é. o que vai de encontro ao art. Como relatora do RE 586453. prossigo. entendeu que a competência para apreciar a matéria é da Justiça Comum em razão da inexistência de relação trabalhista entre o beneficiário e a entidade fechada de previdência complementar. pretende a autora receber a complementação de aposentadoria.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. com dedução dos valores já pagos a título de pensão pela Fundação Garoto (alínea “B” de fls. Em outras palavras. AÇÃO PROPOSTA EM FACE SOMENTE DO EMPREGADOR. No entanto. Aduz que as alterações lhes foram prejudiciais e. evitando-se a supressão de instância. Vejamos. tal como previsto no Regulamento Interno da empresa na época de sua contratação.5. como ocorre no presente caso. 2. Em segundo lugar. declaro a competência da Justiça do Trabalho e determino a baixa dos autos à Vara de origem para reabertura da instrução e novo julgamento. entendeu que a competência para apreciar a matéria é da Justiça Comum em razão da inexistência de relação trabalhista entre o beneficiário e a entidade fechada de previdência complementar. declarar a competência da Justiça do Trabalho e determinar a baixa dos autos à Vara de origem para reabertura da . o que vai de encontro ao art. FUNDAMENTAÇÃO 2. a anulação da r. como se pode perceber do teor do julgamento do RE 586453. Feitas as ponderações acima. O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que cabe à Justiça Comum julgar processos decorrentes de contrato de previdência complementar privada. posteriormente. estar-se -ia transferindo para a Justiça Comum as lides entre patrões e empregados. a competência da Justiça Comum é restrita para o julgamento de lides decorrentes de contrato de previdência complementar privada entre o beneficiário e a entidade fechada de previdência complementar e não quando a lide é proposta somente em face do empregador. Portanto.. em 1994 para Fundação Garoto. o pagamento de uma renda mensal vitalícia equivalente a 70% de uma rubrica denominada B1. 488. Vistos. 23 de Setembro de 2013 63 Recorrido Advogado CHOCOLATES GAROTO SA Wilma Chequer Bou-Habib(OAB: 005584 ES) ACÓRDÃO . independentemente da ação ter sido proposta somente em face do empregador. em suma. no caso de aposentadoria por invalidez. a competência da Justiça Comum é restrita para o julgamento de lides decorrentes de contrato de previdência complementar privada entre o beneficiário e a entidade fechada de previdência complementar e não quando a lide é proposta somente em face do empregador. que a decisão do Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 STF não foi publicada e ainda que tal decisão somente se aplica às ações que discutem a complementação de previdência privada e não àquelas ações em que se discute a indenização pelo descumprimento do regulamento interno do empregador. e que corresponde ao benefício pago aos empregados que se aposentassem por tempo de contribuição. 16). o autor. época em que vigia um Regulamento Interno prevendo. CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário. a supracitada decisão do STF foi publicada no DJ no dia 06/03/2013.1. igualmente prevista naquele regulamento. O reclamante se insurge. conhecer do recurso. 484/486.2008 e pede a condenação da reclamada ao pagamento de uma renda mensal vitalícia tal como previsto no regulamento interno vigente na época de sua contratação. ou seja. A decisão ocorreu nos Recursos Extraordinários (REs) 586453 e 583050.02. Alega que em janeiro de 1992 houve alteração nas regras da previdência privada transferindo-se a administração desta para a Fundação Bradesco e.2. como entender de direito. portanto. como se pode constatar através de pesquisa no sítio do STF. alegando.0076200-39. narra que foi contratado pela reclamada em 04. Informa o reclamante que se aposentou por invalidez em 28. porque preenchidos os pressupostos de admissibilidade. sendo partes as acima citadas. por unanimidade. CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. 114 da CF/88.17. No entanto. Em primeiro lugar. De outro modo.TRT 17ª Região . estar-se-ia transferindo para a Justiça Comum as lides entre patrões e empregados. sentença e o prosseguimento do feito no Juízo de primeiro grau.COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO O Juízo de origem – considerando que o Plenário do Supremo Tribunal Federal decidiu que cabe à Justiça Comum julgar processos decorrentes de contrato de previdência complementar privada. portanto. a ex-ministra Ellen Gracie. com o reconhecimento da competência da Justiça do Trabalho.

na qualidade de testemunha em outro processo: “podendo atestar que no caso da depoente todas as horas do banco de horas foram compensadas pela depoente”. 2. o que é impossível nos estreitos contornos que delineiam a moldura dos embargos de declaração. Por todo o exposto. 3.2012.2012. Vistos.2 Embargante Advogado Embargado Advogado LUANA CASSANI LEAL Udno Zandonade(OAB: 009141 ES) TRIP . o entendimento adotado pela Turma Julgadora foi no sentido de que o intervalo era integralmente gozado.2 MÉRITO Afirma a embargante. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente).ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DA RECLAMANTE Conhecidos e não providos ante a inexistência de vício capaz de macular o julgado. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. omissão. Constou.LINHAS AEREAS S/A NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES(OAB: 015111 ES) ACÓRDÃO . pois. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-78800-20.0010 RECURSO ORDINÁRIO Recorrentes: ROGERIO RAMOS DE ASSIS JOUSELI RODRIGUES BARBOSA Recorridos: JOUSELI RODRIGUES BARBOSA ROGERIO RAMOS DE ASSIS CONDOMINIO DO SHOPPING VITORIA Origem: .0 Recorrente Advogado Recorrido Plurima Autor Advogado Plurima Réu Plurima Réu Advogado ROGERIO RAMOS DE ASSIS João Batista Dalapíccola Sampaio(OAB: 004367 ES) JOUSELI RODRIGUES BARBOSA JOUSELI RODRIGUES BARBOSA João Batista Dalapíccola Sampaio(OAB: 004367 ES) ROGERIO RAMOS DE ASSIS CONDOMINIO DO SHOPPING VITORIA Stephan Eduard Schneebeli(OAB: 004097 ES) ACÓRDÃO .TRT 17ª Região . ainda.2012.0003 Processo Nº ED-78800/2012-003-17-00. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos pela autora em face do v.5. sob compromisso.17. por unanimidade. Extrai-se dos embargos de declaração que a parte pretende rediscutir o mérito da demanda. em especial à prova oral. quanto ao intervalo intrajornada.5.14. até porque a Súmula 85 não se aplica à hipótese do banco de horas.0003 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: LUANA CASSANI LEAL Embargado: O V.0078800-20. do julgado que o banco de horas adotado estava regularmente previsto na Convenção Coletiva do Trabalho. não havendo razão para se declarar a nulidade do Banco de Horas.0095200-88.17. pagamento das horas extras e inclusão de parte destas no banco de horas. Cabe ressaltar. FUNDAMENTAÇÃO 2.2012. 307 ficou registrado que a autora assim declarou. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. negar-lhes provimento. que nosso ordenamento jurídico aplica o princípio da persuasão racional segundo o qual cabe ao julgador a valoração do conjunto probatório consoante seu livre convencimento. 306/609 alegando vício no julgado. nego provimento aos embargos de declaração. Pois bem. Por fim. ACÓRDÃO DE FLS.0006 e utilizados nestes autos como depoimento pessoal. evitando-se a supressão de instância. REGIÃO . chegando-se a tal conclusão com base no depoimento que a testemunha Juliany Dekleva Cosme prestou perante o Juízo da presente ação. no mérito. tendo ocorrido o correto lançamento de débitos e créditos no sistema.25. conhecer dos embargos declaratórios e.TRT 17ª. 23 de Setembro de 2013 64 instrução e novo julgamento. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-95200-88.TRT 17ª Região . Na fl. Procurador do Trabalho: Dr. Alega omissão na análise do fato de que as horas extras eram compensadas de forma diversa daquela estabelecida no norma coletiva.17. Prequestiona a Sumula nº 85 do TST.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.5. 818 da CLT e Súmula 338 do TST). que houve equívoco na análise do depoimento da reclamante prestado na RT0088900.1 CONHECIMENTO Conheço dos embargos de declaração eis que tempestivos e regular a sua representação. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim. em resumo. ainda.0010 Processo Nº RO-95200/2012-010-17-00. sendo partes as acima citadas.5.5. que foram posteriormente compensadas com folgas. como entender de direito. João Hilário Valentim. acórdão de fls. E tendo sido considerado regular o regime compensatório na modalidade "banco de horas" não há que se falar em aplicação da Súmula nº 85 do TST.2012. 306/309 . Não há. Em relação ao intervalo intrajornada pugna pelo enfrentamento da teoria do ônus da prova (art.17. não havendo qualquer vício capaz de macular o julgado. adentrando em argumentos cuja a finalidade é a reapreciação de provas. dando-lhe outra interpretação.TRIP LINHAS AEREAS S/A Origem: 3ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . O acórdão foi claro quanto ao entendimento adotado de que houve confissão da autora no tocante o regular controle de horário de Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 trabalho.

O reclamante recorre desta decisão. uma vez que o laudo apresentado foi plenamente satisfatório. a análise acerca da matéria será realizada no mérito do recurso. Assim. Desta forma. Entendo. que o disposto no art. sendo que o expert não verificou as condições do local de trabalho do obreiro. Razões recursais do reclamante às fls. Contrarrazões da reclamada às fls. REINTEGRAÇÃO. não vislumbro a necessidade de realização de nova perícia. já que. não há como reconhecer ao autor à estabilidade prevista no art. que apresentou tempestivamente suas contrarrazões. 300-301. honorários advocatícios e litigância de má-fé. considerando que os pleitos iniciais foram julgados improcedentes. perito não respondem satisfatoriamente às indagações feitas pelo autor. as características de sua função. indenização por danos morais e materiais decorrentes de doença ocupacional. que o perito respondeu satisfatoriamente a todas as questões levantadas pelas partes. ao analisar os elementos existentes. Com razão.CONHECIMENTO O autor apresentou recurso ordinário sem comprovar o recolhimento das custas processuais a que foi condenado. sentiu-se em condições de proferir a decisão. pois se refere a recurso interposto pelo reclamado e sua advogada e não pelo reclamante e sua advogada. 5º. inexistindo. o cerceamento do direito de defesa alegado. não se vislumbra qualquer vício a macular o trabalho do perito. deve ser conhecido o apelo para decisão quanto às referidas matérias. de confiança do juízo e dentro das exigências legais. que é necessária para corrigir o mal de que o autor se queixa. De outro norte. por expressa disposição legal do art. Além disso. em nada prejudica a avaliação e a conclusão feitas pelo expert. porque presentes os pressupostos objetivos e subjetivos de admissibilidade. tal erro material não trouxe qualquer prejuízo à ré.º 8. Vistos. sem. conheço dos recursos ordinários interpostos pelo reclamante e pela advogada do reclamante. salários devidos no período de afastamento e dano moral decorrente. tendo em vista que o autor exercia a função de Inspetor de Segurança. e que o autor esclareceu ao i. Razões recursais da advogada do reclamante às fls. Contudo. que lhe foi desfavorável. entendendo que o laudo pericial era bastante para formar seu convencimento. In casu. 272-273) são detalhados e conclusivos. contudo. o juiz procederá livremente para apreciar as provas. Portanto. Ressalte-se que doença degenerativa. alegando a nulidade da sentença por cerceio de defesa e pugnando pela reforma do decisum quanto às seguintes matérias: assistência judiciária gratuita. Requer. que os esclarecimentos prestados pelo d. §1º da Lei n. que julgou totalmente improcedentes os pedidos iniciais. Note-se que o não comparecimento do perito ao local de trabalho do reclamante. Sendo assim. entendo que tais elementos se mostraram suficientes para elaboração do laudo. inciso VI do CPC. inclusive. A carência de ação decorre da ausência das condições da ação. assim. considerando que a alegação do obreiro é de que há doença ocupacional. INDENIZAÇÃO PELO PAGAMENTO DE IMPOSTO DE RENDA A sentença julgou extinto. 2. honorários periciai. não apresentam quaisquer contradições ou omissões. NULIDADE DA DISPENSA. FUNDAMENTAÇÃO 2. o pedido de indenização ou recolhimento pela reclamada dos valores devidos a título de imposto de renda. 20.1. Rejeito. Alega. o que caracteriza “total incongruência do laudo pericial com a verdade real dos fatos”. em face da sentença de fls. não há notícia sequer de que a atividade laboral tenha atuado como concausa para o aparecimento da doença.CARÊNCIA DE AÇÃO. ainda. 342-349 e 350-372. são objetos de seu recurso ordinário os pedidos de isenção de custas e de assistência judiciária gratuita. carência de ação quanto aos descontos fiscais.213/91. LV da CRFB/88. onde recorre quanto à condenação ao pagamento de multa e indenização por litigância de má-fé. 437 do CPC prevê a possibilidade de nova perícia na hipótese do juiz entender que a primeira perícia não elucidou a causa.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. eis que elaborado por profissional qualificado. RELATÓRIO Trata-se de recursos ordinários interpostos pelo reclamante e por sua advogada. Contudo. a insurgência do reclamante guarda consonância com o resultado do laudo. no presente caso. RECURSO ORDINÁRIO DO RECLAMANTE 2. elaborado por profissional qualificado. 288-291. perito qual a sua jornada de trabalho. INDEFERIMENTO DA IMPUGNAÇÃO AO LAUDO Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 PERICIAL O reclamante sustenta que a negativa ao pedido de produção de nova prova pericial acarreta o cerceio ao direito de defesa. não é considerada doença do trabalho. 237-254) e os esclarecimentos prestados (fls. ter qualquer nexo de causalidade ou concausalidade entre a patologia e as atividades desempenhadas na reclamada. ainda. O laudo pericial realizado nos autos foi taxativo em sua conclusão de que o reclamante apresenta patologia degenerativa no joelho direito. 118 da Lei nº 8.2. in casu. e as circunstâncias de sua doença.2. Ademais. é apenas e tão somente a insatisfação do autor quanto ao laudo pericial. consequentemente. o interesse processual na solução jurídica pleiteada. Portanto. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. Todavia. 303-325. atendendo aos fatos e circunstâncias constantes dos autos. o que não tem o condão de invalidá-lo. Sem razão. observa-se que o Juízo de admissibilidade realizado pela origem contém erro material. encontram-se presentes. sem julgamento de mérito. 326-335.PRELIMINAR DE NULIDADE DA SENTENÇA POR CERCEIO DE DEFESA. restando violado o art. O mesmo se diga quanto ao recurso ordinário apresentado pela advogada do reclamante. Assim. de confiança do juízo e dentro das exigências legais. na inexistência de vedação no ordenamento jurídico quanto ao pedido formulado pelo autor. as quais. não restando caracterizada a nulidade da dispensa e. seja declarada a nulidade do julgado. ESTABILIDADE.213/91. 23 de Setembro de 2013 65 10ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . Ressalte-se que o laudo pericial (fls. É o relatório. nulidade da dispensa. em shopping center da capital. Do exposto.2. e a possibilidade jurídica. o direito à reintegração. Ressalte-se.1. local este de conhecimento notório. que pretende a concessão dos benefícios da assistência judiciária gratuita. repita-se.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA DOENÇA OCUPACIONAL. . portanto. pois a legitimidade se verifica no âmbito das meras alegações. O que se constata. complementada pela decisão de embargos de declaração de fls. sendo partes as acima citadas. nos moldes do artigo 267. no caso em tela.

REINTEGRAÇÃO O autor pretende a reforma da r. bem como. Não há falar em carência de ação no particular. ao tempo de sua demissão. o direito à reintegração. contudo. pelo que não cabe à reclamada o dever de indenizar eventuais danos sofridos em razão da doença que. A prorrogação deste benefício foi negada ao autor pelo INSS. no caso. a condenação da ré ao pagamento de indenização por danos morais e materiais decorrentes da doença ocupacional. Restou constatado. e dispensado sem justa causa em 15/06/2012. 186 do Código Civil. sem. Mantenho a sentença. NULIDADE DA DISPENSA. O reclamante recorre desta decisão. nos termos do art. não havendo relação de causa ou concausa com as atividades exercidas pelo reclamante.4. 25. por expressa disposição legal do art. o autor encontra-se apto ao labor anteriormente exercido. complementado às fls. ao longo dos anos. que foi admitido na reclamada apto para o trabalho e que. Logo. código B31. 118 da Lei nº 8. agravadas pela obesidade. O autor recorre desta decisão. não restou demonstrada a doença ocupacional. destacando que o reclamante apresenta incapacidade parcial permanente para realizar atividades que requeiram impacto ou sobrecarga dos membros inferiores. tendo em vista que o autor permanecia em pé ao longo de toda a jornada de trabalho. consequentemente. E. de indenização por danos morais. por não se considerar apto ao labor e por discutir com o órgão previdenciário o direito à percepção de novo auxílio doença. 22-23).DOENÇA OCUPACIONAL. Aduz. sentença no que concerne ao pedido de nulidade da dispensa em razão de estabilidade acidentária e reintegração no emprego. 20. a natureza ocupacional da doença também não foi reconhecida pelo INSS.5. em gozo de auxílio doença comum (código B31). Pelo exposto. não sendo. de 03/10/2011 a 15/06/2012. §1º da Lei n. a reclamada o manteve afastado por considerá-lo inapto e não efetuou o pagamento de salários. vê-se que as condições laborais que limitam as atividades a serem exercidas pelo autor não ocorrem no labor em prol da reclamada. 2. à luz do princípio da função social do contrato. Portanto. conclui-se que há. sim.213/91. sustenta que deve ser reconhecida a concausalidade. que as lesões suportadas pelo obreiro são decorrentes das atividades laborais realizadas em prol da reclamada.213/91. com suspensão do pagamento do benefício a partir de 03/10/2011 (fls. 272-273. no período de 20/06/2011 a 16/09/2011. não há notícia sequer de que a atividade laboral tenha atuado como concausa para o aparecimento da doença. 2.DOENÇA OCUPACIONAL. não há falar no dever de indenizar eventuais danos morais e materiais sofridos.º 8. se objetiva ou subjetiva. 21). nos moldes dos artigos 421 e 422 do CC/02. E. vindo a laborar na escala 12x36h. Conforme exposto anteriormente. ESTABILIDADE. conforme comunicação de fl. portanto. não é considerada doença do trabalho.2. ou seja. DANOS MORAIS E MATERIAIS A sentença de origem. qual seja. não obstante a conclusão do d. que “o autor apresenta alterações degenerativas no joelho direito. Logo. Portanto. Portanto. Dou provimento para afastar a carência de ação declarada pelo juízo a quo. Outrossim. em síntese. 236-254. encontrava-se acometido de doença ocupacional decorrente da atividade que exercia na empresa. O autor recorreu desta decisão perante a autarquia previdenciária. 242). pelo sobrepeso do autor. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 não há perquirir acerca da responsabilidade da ré. Alega. O laudo pericial realizado nos autos foi taxativo em sua conclusão de que o reclamante apresenta patologia degenerativa no joelho direito. interesse processual na solução que busca em juízo para a questão controvertida. assim. consequentemente. SALÁRIOS NO PERÍODO DE AFASTAMENTO. por decisão própria. Sem razão. perito afasta inclusive a caracterização da concausa. por não se considerar apto para o exercício de suas funções.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. ainda de acordo com o laudo. 2. mantendo-se o pagamento até o dia 03/10/2011.2. conforme se vê à fl. entendendo que. julgou improcedentes os pedidos de indenização por danos morais e materiais. Assim. Requer. quando da reapresentação à empresa após a alta previdenciária. possui origem degenerativa. 23. Sendo assim. na função por ele desempenhada. Além disso. nego provimento. datado de 14/09/2011. sugeria repouso por 90 (noventa) dias. 31. decorrentes do trabalho executado na ré” (fl. 23 de Setembro de 2013 66 O reclamante pretende a responsabilização da reclamada pelos descontos fiscais incidentes sobre as parcelas eventualmente deferidas. A prova documental aponta que o autor esteve em gozo de benefício previdenciário por auxílio doença comum. O reclamante foi contratado pela reclamada em 04/05/2010. nego provimento. decorrentes da doença ocupacional. não há como reconhecer ao autor à estabilidade prevista no art.90 cm de altura. Contudo. sob o fundamento de que não restou demonstrado o nexo. pesa 140 kg e mede 1. considerando que a doença que acomete o autor é de origem degenerativa e agravou-se de maneira crônica em razão do sobrepeso do reclamante que. O reclamante gozou de benefício previdenciário (auxílio doença comum – B31) no período de 20/06/2011 a 16/09/2011. conforme exame físico. não há nexo causal. não restando caracterizada a nulidade da dispensa e. em face da inexistência de vedação expressa no ordenamento. o dano e a culpa da ré quanto à doença que acomete o autor. Verificou-se que as sequelas apresentadas são derivadas da sobrecarga ocorrida nos joelhos. ainda que não se admita o nexo causal direto.3. o autor não laborou no período entre a alta previdenciária e a sua dispensa. julgou improcedente o pedido de pagamento de salários referentes a este período. . no período de 20/06/2011 a 16/09/2011 (fl. e o pedido é juridicamente possível. Ressalte-se que doença degenerativa. Considerando que não restou demonstrado o nexo causal entre a doença do reclamante e a atividade laboral. Ressalte-se que o pedido de indenização por danos morais e materiais tem como fulcro a doença ocupacional. DANO MORAL O Juízo a quo. requer a condenação da ré ao pagamento dos salários devidos no período de 03/10/2011 a 15/06/2012. em suma. Frise-se que o d. por intermédio do laudo pericial de fls. não restou demonstrado que a doença do autor tenha origem ocupacional. Assim. Vejamos. Sustenta que. desde que em outra função compatível. o reclamante foi admitido em 04/05/2010.2. Cabe ainda destacar que o reclamante permaneceu afastado do labor. não se negou a trabalhar. que não fosse capaz de ocasionar o agravamento de suas lesões. O laudo médico de fls. ter qualquer nexo de causalidade ou concausalidade entre a patologia e as atividades desempenhadas na reclamada. na função de Inspetor de Segurança. perito no sentido de que o autor apresenta incapacidade parcial permanente para realizar atividades que requeiram impacto ou sobrecarga de membros inferiores.

data da alta previdenciária. incorrido em qualquer das hipóteses previstas no artigo 17 do CPC. Em novo exame. com fulcro nos artigos 17.500. a sentença condenou o reclamante ao pagamento dos honorários periciais. autorizando o perito a receber a importância diretamente do Tribunal. 4º. ex vi da Constituição da República (Art. reduzo o valor dos honorários para R$ 800. nos termos do artigo 1º do Provimento supracitado. razão pela qual dispensado está do recolhimento das custas processuais. tendo em vista que o art. compareceu a reclamada. uma vez que apenas exerceu seu direito de ação.115/83 dispõe que se presume verdadeira. 160 e 161 do Prov. quanto ao dano moral eventualmente decorrente. que para ela não concorreu.HONORÁRIOS PERICIAIS Embora concedida a assistência judiciária gratuita ao reclamante. vislumbro que o transtorno causado ao autor foi fruto da resistência do INSS em reconhecer que a sua incapacidade para o trabalho não havia cessado em 16/09/2011. § 1º. porém. não tem o condão de afastar essa garantia.00 (dois mil reais). determino que o pagamento da importância complementar seja feito com recursos existentes no Orçamento da União. No caso. caput e § 2º do CPC. por si só. LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. No caso dos autos. Logo. Ademais. nem a gratuidade de justiça alcançam os honorários periciais. 790 da CLT.º. que deu nova redação aos artigos 159.060/50). Ressalte-se que o ato da reclamada que. no valor de R$250. ter o reclamante. realizado em 01/11/2011. e indenização.º 7.6. o que. É importante destacar que a Orientação Jurisprudencial n. nos termos do Provimento TRT 17.ª SECOR 03/2007. que deu nova redação à Lei n. essa situação não pode ser imputada à reclamada. Não vislumbro. nos moldes do §3º do art. Portanto. MULTA E INDENIZAÇÃO. (APRECIAÇÃO CONJUNTA DOS RECURSOS DO RECLAMANTE E DE SUA ADVOGADA) O Juízo de origem concluiu que o reclamante e sua patrona que o acompanhava em audiência. dou provimento ao recurso do autor para deferir-lhe os Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 benefícios da assistência judiciária gratuita. uma vez que tal benefício somente abrange despesas e taxas judiciais devidas ao Estado (art. não há falar em pagamento de honorários advocatícios. por intermédio de sua patrona. Acrescente-se que a Justiça do Trabalho não conta com peritos próprios. Após esta data. a ser paga pela parte sucumbente no objeto da perícia. Nego provimento. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS Considerando a sucumbência do reclamante. para se considerar configurada a sua situação econômica (art.º 1. atestou a incapacidade do autor e o encaminhou para nova perícia no INSS demonstra cautela em relação à saúde do reclamante.2. visto que teve seu benefício previdenciário suspenso pelo INSS. Após. considerando a existência de laudo médico particular apontando a sua incapacidade laboral. 23 de Setembro de 2013 67 Em exame de retorno ao trabalho. nos termos da fundamentação supra. declarou não ter condições de arcar com as despesas do processo sem prejuízo do próprio sustento e de sua família (fls. a mesma é devida caso haja prejuízo à parte contrária.8. Assim. Não obstante. Insurgem-se o reclamante e sua advogada contra esta decisão. 13). sendo considerado apto e foi dispensado sem justa causa em 15/06/2012. 01/2005.00.2. o reclamante. 2. Com razão.7. e § 1.2.000. até mesmo em razão do . até que se prove o contrário. A reclamada atestou a incapacidade do reclamante e o encaminhou ao INSS para nova perícia. ainda que o autor não fizesse jus à assistência judiciária. a reclamada considerou que o autor encontrava-se inapto (fl. quando houver sucumbência do beneficiário de justiça gratuita na pretensão relativa ao objeto da perícia.510/86.º). ao requerer a produção de prova oral para comprovar a existência de doença ocupacional. em razão da sucumbência. no que concerne à indenização prevista na parte final do art. 1º da Lei n. Conforme se observa dos autos. Contudo. 2. após o período de afastamento deferido pelo INSS. apesar de ter o reclamante constituído patrono a título oneroso. vez que permaneceu afastado de seu labor. não ocorreu. praticou ato desnecessário. pugnando pela exclusão da multa e da indenização. VI e 18. tal como o Juízo a quo. 2. O autor retornou ao trabalho em 14/06/2012. no caso. a sentença de origem deve ser mantida. de modo que o deferimento da assistência judiciária gratuita não socorre o autor. que não podem trabalhar sem receber a devida contraprestação. não há notícia quanto à decisão do INSS. na petição inicial. Desse modo. Desta feita.ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA A assistência judiciária gratuita aos que não possuem recursos suficientes para demandar sem prejuízo do próprio sustento ou de sua família constitui direito fundamental. da Lei n. entendo que não deve ser imputado a reclamada o dever de arcar com a remuneração do obreiro se não deu causa a este evento. LXXIV. socorrendo-se de profissionais particulares. Desse modo.060/50). em um primeiro momento. realizado em 04/10/2011.º 7. condenou o autor e sua advogada à multa por litigância de má-fé. em 01/11/2011. Contudo. nesse aspecto. ainda. teria direito à gratuidade de Justiça. sob pena de violação do texto constitucional.00) informo que caberá ao autor restituir a ré. o pagamento dos honorários de perito será efetuado com os recursos vinculados ao custeio da assistência judiciária aos necessitados. revertidas em benefício da reclamada. a declaração de pobreza. criando incidente manifestamente infundado. É o que basta. 143). E não poderia ser diferente. não percebeu sua remuneração. que a doença que acomete o autor não tem origem ocupacional. De toda sorte. considero que nem a assistência judiciária gratuita. dou provimento parcial. isentando-o do pagamento de custas processuais. 2. tanto quanto ao indeferimento dos salários.° 304 do TST reza que para a concessão da assistência judiciária basta a simples declaração de hipossuficiência do declarante ou de seu advogado. Quanto aos honorários periciais prévios (R$ 500.00. se a insuficiência de recursos foi demonstrada. 3º da Lei n.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. em face da hipossuficiência do reclamante. o patrocínio da causa por advogado particular. 5. constitucionalmente garantido.00 (oitocentos reais). O reclamante recorreu da decisão da autarquia previdenciária em 16/11/2011. no valor de R$2. Ora. 141). considerando-o apto. Ademais. ao requerer a produção de prova oral. É de se destacar. não havia impedimento para sua dispensa. Reconheço que a situação vivenciada pelo autor é delicada. nos presentes autos.9.º 1. de aplicação imediata. o obreiro foi novamente considerado inapto e encaminhado ao INSS para perícia (fl. mesmo havendo nos autos laudo pericial concluindo pela ausência de nexo causal. Nego provimento. 18 do CPC. Pois bem. terceiros estranhos ao processo. destinados aos beneficiários de assistência judiciária.2. no valor de R$2.

Mantido o valor da condenação.0131 Processo Nº RO-98600/2012-131-17-00. 538.0131 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: SUPERMERCADOS CASAGRANDE LTDA Recorrido: ADRIANO MONTEIRO DOS SANTOS Origem: 1ª VARA DO TRABALHO DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM . litigância de má-fé. dar provimento ao recurso da advogada do reclamante para excluir a multa e a indenização por litigância de má-fé. Requer.5.3 PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO CERTIDÃO DE JULGAMENTO . autorizar o Perito a receber a importância relativa aos honorários periciais diretamente do Tribunal.TRT 17ª Região . 93. parágrafo único. Além de os embargos denotarem mero inconformismo com o conteúdo meritório do julgado. 23 de Setembro de 2013 68 resultado da demanda. e não reprodução da lei. a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. João Hilário Valentim. Procurador do Trabalho: Dr. contudo. e tendo em vista o manifesto caráter protelatório dos embargos. a parte manifestar sua irresignação por meio de recurso próprio. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Certidão de Julgamento de ROS Processo Nº ED-97000-57. devendo. ticket e adicional de assiduidade. o que não é o caso”. nesta data resolveu.SECOR. Logo. o prequestionamento da matéria em relação aos dispositivos invocados.Assim.1 Embargante Advogado Embargado Advogado CARIOCA CHRISTIANI NIELSEN ENGENHARIA S A Stephan Eduard Schneebeli(OAB: 004097 ES) RAIMUNDO NONATO PEREIRA NASCIMENTO Rafael de Anchieta Piza Pimentel(OAB: 008890 ES) condenar a Embargante a pagar a multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa. 159 do referido Provimento (R$ 800. pois. isentando-o do pagamento de custas processuais. negar-lhes provimento e Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Recorrente Advogado Recorrido Advogado SUPERMERCADOS CASAGRANDE LTDA Washington Luiz da Silva Barroso(OAB: 006608 ES) ADRIANO MONTEIRO DOS SANTOS Leonardo Valle Soares(OAB: 009614 ES) ACÓRDÃO .1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. por unanimidade.CONHECIMENTO Conheço dos embargos declaratórios. neste aspecto.OMISSÃO .17.PREQUESTIONAMENTO Alega a embargante que “o E. a meu ver. na forma autorizada pelo art.2012. foi omisso no que tange a ausência de lei que preveja o pagamento de tais parcelas na ausência de prestação de serviços”. dar parcial provimento ao apelo do reclamante para afastar a carência de ação declarada pelo juízo a quo. a parte pretende obter uma nova apreciação do mérito já decidido pelo acórdão de fls.º 01/2005.5. art. não há. conhecer dos recursos ordinários interpostos pelo reclamante e pela advogada do reclamante. ambos da Constituição Federal. deferir os benefícios da assistência judiciária gratuita. João Hilário Valentim Acórdão Processo Nº RO-98600-38. parágrafo único. 255/v extrai-se que a matéria foi amplamente analisada ao dispor que “a empresa somente poderia descontar os dias parados se houvesse expressa determinação no dissídio coletivo.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Certifico que a 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. respeitando-se o limite previsto no art.00).2012. no tocante à assistência judiciária gratuita.0098600-38. REGIÃO RAIMUNDO NONATO PEREIRA NASCIMENTO Origem: 9ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . Quanto ao prequestionamento a que se refere a Súmula 297 do TST. Procurador do Trabalho: Dr.2012. é nítida a intenção da parte de dilatar o prazo recursal.FUNDAMENTAÇÃO 1.17. Presença da Dra. conhecer dos embargos declaratórios. na forma autorizada pelo art.TRT 17ª Região . por preenchidos os pressupostos para a sua admissibilidade. 538. o que deve ser manejado na via recursal própria. sendo que a via escolhida é totalmente incompatível com tal objetivo.ES Relator: DESEMBARGADOR JOSÉ LUIZ SERAFINI . Da leitura do v. nos termos dos artigos 158 a 162 do Provimento TRT. o que não significa obrigação de reproduzir textos legais.5. 255/256 . Neste sentido não merece prosperar os argumentos aduzidos pela embargante no que tange à ausência de lei acerca do assunto. pelo Condomínio do Shopping Vitória.Em verdade.17. excluir a multa e a indenização por litigância de má-fé. quais sejam.17. rejeitar a preliminar de nulidade da sentença por cerceio de defesa e. nego-lhes provimento e imponho a Embargante multa de 1% sobre o valor da causa. TRT reformou a r. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. do CPC. acórdão à fl. IX.1. por maioria.17. 255/256-v. ACÓRDÃO DE FLS. sentença de piso no que tange ao pleito autoral de restituição dos valores descontados a título de faltas.ª. favorável à reclamada.N. O que se exige é adoção de tese. o art.Deste modo. 5º. aos honorários periciais e a litigância de má-fé. ante a total ausência dos vícios alegados. Desembargador Gerson Fernando Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. ou se a paralisação fosse considerada abusiva. Não tem a mais pálida razão.5. por unanimidade. verifico que suas alegações demonstram. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). Dou provimento para excluir a multa e a indenização por litigância de má-fé.0009 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: CARIOCA CHRISTIANI NIELSEN ENGENHARIA S A Embargado: O V. no mérito.TRT 17ª. só tem pertinência e cabimento quando o julgado não haja adotado fundamento explícito sobre o tema ou sobre a questão submetida. ainda. sua irresignação com o resultado do julgamento proferido. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região.0097000-57. Ana Carolina Machado Lima.0009 Processo Nº ED-97000/2012-009-17-00. pelo que a sentença de origem merece reforma. tão somente. XXXV e art.2012. 832 da CLT. do CPC. Vencida.

vez por todas. CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. por maioria. preferindo manter. Porém.2. pela Constituição Federal. Essa decisão. de que exceto naqueles casos em que a própria Constituição havia excepcionado. IV. 7. 192 da CLT que estabelecia o salário mínimo como base de cálculo do adicional de insalubridade deixa de existir no mundo jurídico. ato do Senado Federal para expungir o artigo da legislação em vigor. Vencido. como autorizado no art. IV. Vistos. 192 da CLT quanto as normas coletivas. não estabeleceu base de cálculo sobre a remuneração. como autorizado no art. até o dia 30 de abril de 2008 este Redator Designado sempre adotou os termos da antiga redação da Súmula 228 do C. sendo desnecessário.º da CLT. porque a CF/88. no regime constitucional atual. sob pena de afronta ao art. outra base de cálculo.MÉRITO BASE DE CÁLCULO DO ADICIONAL DE INSALUBRIDADE.º. Razões recursais da reclamada às fls. adotou posição definitiva acerca da matéria. buscou o recorrente obter da mais alta Corte a reforma do v. Ora. com reajustes aplicados pelo Estado de São Paulo. Tomo por modelo o que dispõem os artigos 193 da CLT e 14 da Lei n. NEM SER SUBSTITUÍDO POR DECISÃO JUDICIAL. Insurge-se a reclamada contra a decisão que fixou o salário normativo do autor como base de cálculo do adicional de insalubridade. Contrarrazões do autor às 350-352. deu ensejo a uma das primeiras súmulas vinculantes adotadas pelo Excelso Tribunal. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. o STF negou o pedido dos recorrentes de aplicação da remuneração como base de cálculo. além dos servidores públicos. para estabelecer como base de cálculo do adicional de insalubridade o salário normativo do empregado. não podem os trabalhadores ficar desprovidos de um direito que lhes é assegurado na própria Constituição Federal. Com a decisão do STF. à insalubridade. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais (Presidente). conhecer do recurso e. BASE DE CÁLCULO. outra base de cálculo. negar-lhe provimento.860/65. Acórdão proferido pelo E. TJSP. no que se refere à base de cálculo do adicional de insalubridade. sendo que. considerando o interesse das categorias econômicas e profissionais. Ressalto que a vedação constitucional da utilização do salário mínimo como indexador atinge tanto o art. Contudo. Pelo exposto. ao julgar o Recurso Extraordinário n.CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário. razão pela qual parece-me perfeitamente possível dar o mesmo tratamento tanto a um quanto ao outro caso. Comprovante do recolhimento das custas e do depósito recursal às fls. XXIII. a teor do art. mas apenas estatuiu que o adicional comporia a remuneração do trabalhador. para estabelecer como base de cálculo do adicional de insalubridade o salário básico. 345-346. 7. faz-se uso da analogia com os artigos 193 da CLT e 14 da Lei n. parte final. que considerou constitucional norma de lei estadual que fixou como base de cálculo do adicional de insalubridade. 192 da CLT. pugnando pela fixação do salário mínimo. no caso específico da Lei 4. Todavia. o art. RELATÓRIO Adoto relatório do Exmo. o valor de dois salários mínimos. mesmo julgando inconstitucional a norma estadual. de forma a não adotar uma decisão in peius. ainda.860/65. sendo partes as acima citadas. que estabelecia a recepção do art. Desembargador Relator: "Trata-se de recurso ordinário interposto pela reclamada em face da r. 8.1. 2. Desnecessária a remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho. da Constituição da República.860/65.º da CLT. Não merece reforma a sentença. no mérito. Todavia. em nenhum outro caso poderia o legislador infraconstitucional utilizar o salário mínimo como indexador. Em vista disso. Ocorre que o Excelso Supremo Tribunal Federal.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. com reajuste automático e pelos mesmos índices estabelecidos pelo Governo Federal. 341-344. que restou lavrada nos seguintes termos: SÚMULA VINCULANTE 4 SALVO NOS CASOS PREVISTOS NA CONSTITUIÇÃO. É o relatório. no qual antagonizaram Carlos Eduardo Junqueira e Governo do Estado de São Paulo. 336-337da lavra do eminente Juiz Roque Messias Calsoni. eis que satisfeitos os pressupostos de admissibilidade." FUNDAMENTAÇÃO 2.º 4 do STF. 7º. sentença de fls. Com efeito. Em vista disso. 23 de Setembro de 2013 69 Redator Designado: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. porém. por unanimidade.º 565714. que julgou procedentes em parte os pedidos contidos na inicial. Contudo. O reconhecimento das normas coletivas pela Constituição Federal (art. A expressão “vedada sua vinculação para qualquer fim” levou ao entendimento. XXVI. 8. cuja relatora foi a eminente Ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha. no RE 565714. continua. essa parte do dispositivo celetista deixa de existir no mundo jurídico. a parte do art. o Desembargador Relator. o Desembargador José Luiz Serafini e a Juíza . parte final. o valor dos dois salários mínimos. Em vista disso. vez por todas. 192 da CLT a mencionar o salário mínimo como base de cálculo do adicional de insalubridade. 7º. nego provimento e mantenho a sentença que fixou o salário normativo como base de cálculo do adicional. da CF/88) não autoriza que estas mesmas normas não observem a vedação constitucional inserida no art. no art. a norma legal refere -se. sem Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 controvérsia. no mérito. TST. dependendo do Legislativo Federal apenas o advento de nova lei fixando. É que ambos os artigos cuidam de agentes agressivos à saúde do trabalhador. E o fez sob o fundamento de cuidar de ação de repercussão geral. da Carta Magna. O SALÁRIO MÍNIMO NÃO PODE SER USADO COMO INDEXADOR DE BASE DE CÁLCULO DE VANTAGEM DE SERVIDOR PÚBLICO OU DE EMPREGADO.º 4. a Suprema Corte também deixou assentado que o fato de não haver uma lei fixando outra base de cálculo que não o salário mínimo não permitiria que o Judiciário a fixasse como sendo a remuneração. para os policiais militares. faço uso da analogia. 3. até nova lei estadual.º. É por isso que. não podem os trabalhadores ficar desprovidos de um direito que lhes é assegurado na própria Constituição Federal. Com o advento da Súmula Vinculante n.º 4. dependendo do Legislativo Federal apenas o advento de nova lei para fixar. 92 do Regimento Interno deste Tribunal. tomada com o cuidado de se tratar de ação com repercussão geral. curvo-me à referida decisão. inclusive. entendeu o STF que o salário mínimo não poderia ser usado como base de cálculo.

Nega a relação de emprego. sentença de fls. como a primeira. agência 662. a onerosidade e a subordinação jurídica. conforme determinado pelo Juízo. Pede a nulidade do contrato de prestação de serviços jurídicos firmado. nesta última alegando a preliminar de intempestividade do apelo. A cláusula 6ª do referido contrato dispõe: Negativa de Relação de Emprego A presente contratação não guarda qualquer relação com vínculo empregatício. 2270 que determinara a renovação do ato de publicação da sentença. No dia 02/05/2013 o advogado do autor compareceu ao balcão da secretaria e deu o seu “ciente do r.2. sem prejuízo do prazo recursal. negam a formação do grupo econômico. a pessoalidade. a não eventualidade. 1991/1995 (cópia daquele juntado com a inicial às fls. Esta decisão determinou. 2278/2301 renovando o pedido de reconhecimento de vínculo de emprego e a condenação solidária dos réus no pagamento das verbas pleiteadas na inicial. caracteriza-se quando observados os requisitos previstos no art. Aduz o autor. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Redator Acórdão Processo Nº RO-99600-66. Razões recursais de fls. O despacho de fls. portanto.2264/2269 que julgou improcedentes os pedidos iniciais. quais sejam.17. pagos todo dia 25 de cada mês. espécie qualificada da relação de trabalho. 2277). A sentença julgou improcedentes os pedidos entendendo que não ter sido provado o elemento subordinação jurídica.2012. 2275 tornou sem efeito a intimação de fls. Vejamos. que dispõe sobre a remuneração dos serviços contratados. cuja nulidade se pretende. reajustáveis sempre que houver aumento dos mesmos. se deu em 13/05/2012 pelo Diário Eletrônico (certidão de fls. divulgado pelo Governo Federal. 2. comparecia diariamente à empresa e lá cumpria jornada de trabalho de 7:30h de segunda a sexta-feira.1 PRELIMINAR DE INTEMPESTIVIDADE DO RECURSO ARGUÍDA PELAS RECORRIDAS EM CONTRARRAZÕES Alegam as reclamadas ser intempestivo o recurso ordinário do autor tendo em vista que foi interposto após o decurso do prazo de oito dias contado a partir da primeira intimação para ciência da sentença. A relação empregatícia. o reconhecimento do vínculo de emprego e a condenação das rés no pagamento das verbas dele decorrentes. 3º da CLT. Rejeito a preliminar de intempestividade do recurso arguído pela reclamada em contrarrazões. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo autor face a r. Assim. Vistos.5. Dizem ser apenas clientes do autor e que a relação entre eles era de um típico contrato de “advocacia de partido”. a relação entre as partes sempre foi. foi por ele mesmo redigido em comum acordo com o Sr.0099600-66. em sua inicial.0004 Processo Nº RO-99600/2012-004-17-00. não há falar em reconhecimento do vínculo de emprego. 39/43). Em seu depoimento pessoal o autor afirmou que o contrato de prestação de serviços de advocacia de fls. O prazo de oito dias começou a fluir no dia 14/05/2013 findando no dia 21/05/2013. ciência daquela decisão de fls. 2270 publicada no dia 25/04/2013 porque dirigida ao advogado que não mais representava o autor nestes autos. A correta publicação da sentença.2012. . significando tão somente prestação de serviço na área de serviços jurídicos. em suma. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 ainda.5. Aduz que o autor prestoulhe serviços advocatícios em apenas um processo judicial.17.0004 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: LEO FELIX VIANNA Recorridos: SB COMERCIAL LTDA RESTAURANTE PALLADIUM LTDA . anualmente. O recurso protocolado no dia 20/05/2013 é.EPP LANCHONETE PALLADIUM LTDA . verdadeira relação empregatícia. A primeira ré apresenta sua defesa negando a existência de grupo econômico com as demais reclamadas. sendo depositados na Caixa Econômica Federal. Ausente qualquer um destes requisitos. ou seja.1 VÍNCULO DE EMPREGO ENTRE ADVOGADO E GRUPO ECONÔMICO FORMADO POR EMPRESAS DO RAMO DE ALIMENTAÇÃO Narra o autor. as partes acordaram: Honorários Profissionais O contratado receberá como honorários de advogado o valor mensal de dois salários mínimos. recebia ordens diretas dos sócios das rés.8 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Réu Advogado Plurima Réu Advogado LEO FELIX VIANNA Adão Carlos Pereira Pinto(OAB: 008225 ES) SB COMERCIAL LTDA Sara Dias Barros(OAB: 011337 ES) RESTAURANTE PALLADIUM LTDA EPP Renan Sales Vanderlei(OAB: 015452 ES) LANCHONETE PALLADIUM LTDA ME Renan Sales Vanderlei(OAB: 015452 ES) ACÓRDÃO .ME Origem: 4ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . despacho retro”. 2305/2309 e 2310/2317. João Hilário Valentim. Conheço do recurso ordinário do autor eis que presentes os pressupostos de admissibilidade. Contrarrazões das reclamadas às fls. Já a cláusula 2ª do contrato. cujo objeto era a prestação de serviços judiciais e extrajudiciais.TRT 17ª Região . A segunda e a terceira reclamada apresentam defesa conjunta. conta corrente 21000-3. Onesvaldo. que recebia remuneração mensal no valor de 2 salários mínimos. tempestivo. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. a renovação do ato de publicação da sentença ao atual patrono do autor. sendo partes as acima citadas. requisito indispensável para o reconhecimento do vínculo de emprego. Dessa decisão recorre o autor renovando os pedidos iniciais. 23 de Setembro de 2013 70 Convocada Sônia das Dores Dionísio. laborava na sede da empresa.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA VÍNCULO DE EMPREGO. FUNDAMENTAÇÃO 2. desde 25/09/2006 até 14/07/2011. Vejamos.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Procurador: Dr.2 MÉRITO 2. que apesar de ter firmado com as reclamadas um contrato de “Prestação de Serviços de Advocacia”.

José Carlos Rizk – j. pois o princípio da fungibilidade não comporta aplicação neste caso. relatados e discutidos os presentes autos de AGRAVO DE INSTRUMENTO. mas nem todos os dia. Razões do agravo. Ou seja. 123/124. Rel. 3. tanto mais quando comparado com o testemunho de Maria da Penha Redigueri Regatieri. em conjunto com o exame de outros elementos dos autos. 183. Observa-se que o reclamante foi contratado para prestar serviços de assessoria jurídica e advocacia. na época em que prestava serviços às rés.17.. . às fls. a testemunha do reclamante Sr.0099800-43. durante o período em que perdurou seu contrato com a reclamada. às fls..costumava almoçar no restaurante. Destaco. Ricamar. Nenhum desses elementos restou comprovado nos autos. local em que trabalha. 2041/2057 comprovam que o autor atuou como advogado de outras empresas em inúmeros processos judiciais em tramite nesta Especializada. Vistos. indicada pela própria parte ativa.17. Há de se destacar. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº AIRO-99800-43. ainda.. o recurso interposto não deve ser conhecido. conforme contrato de natureza cível acostado aos autos. João Hilário Valentim.depois do almoço o reclamante ia embora” (fls. Além disso.4 Agravante Advogado Agravado Advogado Plurima Réu ASSOCIACAO DESPORTIVA FERROVIARIA VALE DO RIO DOCE Allyson Marcello SantAna(OAB: 012312 ES) LUIZ GUILHERME CARVALHO ROCHA Eduardo Neves Gomes(OAB: 010064 ES) DESPORTIVA CAPIXABA S/A PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO . por corolário lógico. quais sejam: subordinação. negar -lhe provimento. 2258). Contraminuta. pelo desprovimento do apelo.. registro que as reclamadas apresentaram contestação específica contra os fatos alegados na inicial. o autor comparecia ao seu escritório particular. E do que se extrai do depoimento da referida testemunha.5. tendo o autor patrocinado outras causas de clientes seus. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente).”. Neste aspecto. 2260)”. caracterizado pelo dolo. por unanimidade. 23 de Setembro de 2013 71 Havendo êxito na demanda.. para a caracterização do vínculo de emprego necessária se faz a presença de todos aqueles requisitos previstos pelo art. que quando não comparecia no estabelecimento dos Réus era chamado ao local.5. no mérito. Mantida a sentença. deixando agora clara a sua liberdade de dias e horários. os honorários sucumbenciais devidos pela parte contraria serão repassados integralmente ao CONTRATADO. o de incidência de multa de 15% em caso de atraso no pagamento dos seus honorários (a partir da terceira parcela).CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. as verbas cujo pedido se amparava naquela declaração. que a sentença reconheceu a existência de grupo econômico entre as Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 reclamadas. no qual fez crer que o Autor tinha dias e horários rígidos de trabalho no estabelecimento dos contratantes (fls. os documentos de fls. não havia exclusividade na prestação de serviço em prol das rés.. repita-se. PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. no mesmo interrogatório o Autor confessou. que denegou seguimento ao recurso ordinário interposto contra a decisão que apreciou os embargos de terceiro. 25/01/2006) Ademais. Nego provimento.0014 Processo Nº AIRO-99800/2012-014-17-00. em autêntico ato falho. transcrevo trecho da sentença: “Outrossim. com a mesma freqüência com que comparece atualmente. RELATÓRIO Trata-se de agravo de instrumento interposto pela terceira embargante contra a r. que foi confeccionado pelo próprio reclamante. Por fim.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: RECURSO. Procurador do Trabalho: Dr. em síntese.2005. onerosidade. como porteiro. conhecer do recurso ordinário e. 3º da CLT. (RO 0096100-21. o contrato foi redigido pelo próprio reclamante que cuidou de estipular cláusulas que lhe asseguravam direitos como. ainda que se encontrem presentes os três últimos elementos. fato que infirma o testemunho de Nael Lisboa Barbosa. No caso dos autos. § 1º. Des. depois de rescindido seu contrato com as reclamadas. Alexandre Nascimento de Carvalho (fls. sendo partes as acima citadas. decisão de fl.0014 AGRAVO DE INSTRUMENTO Agravante: ASSOCIACAO DESPORTIVA FERROVIARIA VALE DO RIO DOCE Agravados: LUIZ GUILHERME CARVALHO ROCHA DESPORTIVA CAPIXABA S/A Origem: 14ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA .2012.costumava chegar para almoçar no horário de retirada da comida por volta das 15h. 2259).2012. rejeitar a preliminar de intempestividade do recurso arguído pela reclamada em contrarrazões. da CLT. também. negando a existência do vínculo de emprego e. Aliás. em síntese. no qual disse sem hesitar que o Autor “. Por tais razões.0009. que o autor sempre possuiu escritório próprio localizado no Ed. uma vez que a interposição de recurso ordinário contra a decisão que julga os embargos de terceiro constitui erro grosseiro. Para declaração de nulidade de um contrato é necessário que haja comprovação do vício de consentimento. vindo da rua” e “. que está demonstrado o contrato de prestação de serviço e não a relação de emprego nos moldes celetistas. pleiteando.TRT 17ª Região . erro ou coação. Em caso análogo ao presente. por inadequação. 02/21. “.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. por exemplo.17. segundo seu depoimento pessoal.. não eventualidade e pessoalidade. em condição indiscutivelmente autônoma.. mas que tal fato não altera o deslinde da demanda.5. já decidiu este Tribunal: VÍNCULO DE EMPREGO – ADVOGADO. no particular. a aplicação do princípio da fungibilidade para processamento do recurso ordinário como agravo de petição. pugnando. o vínculo empregatício não será reconhecido ante a inexistência de subordinação jurídica. Infere-se do seu depoimento. mantenho a sentença que julgou improcedente o pedido de reconhecimento de vínculo de emprego entre autor e demandadas. Se o erro é grosseiro. em face do que dispõe o artigo 897.

pois a interposição de recurso ordinário buscando a reforma da decisão que apreciou os embargos de terceiro. 23 de Setembro de 2013 72 FUNDAMENTAÇÃO 2. caput. por inadequado.21. Analisando-se os autos. vale citar a jurisprudência: FASE DE EXECUÇÃO – RECURSO ORDINÁRIO – ERRO GROSSEIRO – NÃO-CONHECIMENTO – Decisão proferida na fase de execução desafia agravo de petição. por incabível. 59) – destaquei. por unanimidade. atacando a decisão que apreciou os embargos de terceiro. 2.2007. 117/120. que o juízo de primeiro grau não deveria ter considerado a interposição de recurso ordinário no caso em tela como erro grosseiro. o agravante interpôs recurso ordinário.5. conhecer do agravo e negar-lhe provimento. Neste sentido. 897. Des. e não recurso ordinário. nas execuções.2003) RECURSO ORDINÁRIO – Interposição contra Decisão prolatada em execução (TERMO DE CONCILIAÇÃO). o princípio da fungibilidade. o artigo 897. das decisões do Juiz ou Presidente.0008 – (111. julgou improcedentes os embargos de terceiro. (TRT 21ª R. de modo que deveria ser aplicado o princípio da fungibilidade recursal. 171). a interposição de recurso ordinário configura erro grosseiro.2. que denegou seguimento ao recurso ordinário interposto contra a decisão que apreciou a ação de embargos de terceiro. CONHECIMENTO Conheço do agravo de instrumento. pois. Procurador do Trabalho: Dr. Não lhe assiste razão. Na espécie. por preenchidos os pressupostos para a sua admissibilidade. 117/120. ante a expressa previsão legal. o agravante incorreu em erro grosseiro. (TRT 24ª R. 3. da CLT. MÉRITO Insurge-se o agravante contra a decisão de fl. o recurso oponível é o agravo de petição. Tal princípio não exige apenas o cumprimento do prazo do recurso devido. 26. verifica-se que a decisão de fls. no prazo de 8 (oito) dias: a) de petição. caracteriza erro grosseiro. "a".IDAF ALVARO JOAO BRIDI ANIZIO BLUNK NETO ANTONIA APARECIDA A TEIXEIRA ANTONIO ESTEVAO MOREIRA BITTENCOURT ARTUR BALDESSIN AUGUSTO CARLOS GARCIA DE OLIVEIRA CARLOS ROBERTO LUZIA DE FREITAS CELSO ALVES BARBOSA CESAR SANTOS CARVALHO CLAUDIO LUCIO RAMOS DAURO CALDAS LYRA EDITH FERNANDES DOS SANTOS EDITH MARIA BOTELHO DELBONI EDUARDO SAAD GERMANO ELIO CARLOS RODRIGUES VIEIRA ENILDO DONATO EVANI MANOEL DOS REIS EZRON LEITE THOMPSON FABIO CORREA GONCALVES FERNANDO CARLOS BARBOSA CAMPOS GILMAR GAIGHER GILSONEI BOLDRIN BONOMO ILZANIR VIEIRA LIMA IVAN DA SILVA MOTTA IZAURINO BOROTO JAIDER VANDERLEI JOAO BATISTA MACHADO CAMPOS JOSE ALONSO PINTO JOSE ANTONIO RODRIGUES JOSE CARLOS NASCIMENTO JOSE LUIZ DEMONER DE ALMEIDA JOSE MARCO BERGER JOSE MARIA DE CARVALHO NETO ALVARO FERES MEDINA ALVARO JOAO BRIDI ANIZIO BLUNK NETO ANTONIA APARECIDA A TEIXEIRA ANTONIO ESTEVAO MOREIRA BITTENCOURT ARTUR BALDESSIN AUGUSTO CARLOS GARCIA DE OLIVEIRA CARLOS ROBERTO LUZIA DE FREITAS CELSO ALVES BARBOSA CESAR SANTOS CARVALHO CLAUDIO LUCIO RAMOS DAURO CALDAS LYRA EDITH FERNANDES DOS SANTOS . 183. há que se observar a existência de dúvida razoável. Sustenta em seu agravo. – RO 11850050. já na fase de execução. em síntese. da CLT.2011 – p. constituindo-se erro grosseiro a interposição em seu lugar de recurso ordinário.1. Recurso ordinário não conhecido. é claro ao dispor que: “Cabe Agravo.4 Agravante Advogado Agravado Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu ALVARO FERES MEDINA Joaquim Ferreira Silva Filho(OAB: 002814 ES) INSTITUTO DE DEFESA AGROPECUARIA E FLORESTAL DO ESPIRITO SANTO .09. Foram opostos embargos declaratórios e intimado da decisão deste (fl.1996.0004 Processo Nº AP-102500/1996-004-17-00. Desta forma. Inaplicável. a da CLT. consoante dicção do art. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). Assim. ante as disposições do artigo 897. da CLT. Eridson João Fernandes Medeiros – DJe 06. já que. haja vista a divergência jurisprudencial e doutrinária a respeito da matéria. não merece qualquer reforma a decisão agravada.” Logo.17. alínea.249) – Rel. O princípio da fungibilidade não comporta aplicação nas hipóteses de erro grosseiro e esta é a hipótese dos autos.11. incabível a interposição de recurso ordinário para atacar a decisão proferida às fls. bem como a ausência de erro grosseiro e de má-fé objetiva. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 João Hilário Valentim JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora Acórdão Processo Nº AP-102500-81. já na fase de execução. nego provimento ao agravo. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Desembargador Gerson Fernando Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Ora. 897.5. nos termos do art. – RO 0239/1999-066-24-00-4 – Relª Juíza Dalma Diamante Gouveia – J. NÃO CONHECIMENTO – ERRO GROSSEIRO – Das decisões proferidas na fase de execução.

Conheço dos agravos de petição porque presentes os pressupostos objetivos e subjetivos de admissibilidade.1996.2. 119)v96 Resta claro nos autos que a execução é relativa a créditos anteriores à implantação do Regime Jurídico Único. sentença exequenda. Parecer do Douto Ministério Público do Trabalho. 795-797.IDAF Maria Thereza Silva Marques(OAB: 016633 ES) ACÓRDÃO . da lavra deste Relator: PERÍODO ANTERIOR AO REGIME JURÍDICO ÚNICO – COMPETÊNCIA RESIDUAL DA JUSTIÇA DO TRABALHO – Compete à Justiça do Trabalho julgar pedidos de direitos e vantagens previstos na legislação trabalhista referente a período anterior à implantação de regime jurídico único estatutário.0102500-81. mesmo que a ação tenha sido ajuizada após a edição da lei que disciplina a conversão de regime.0004 AGRAVO DE PETIÇÃO Agravantes: ALVARO FERES MEDINA E OUTROS ESTADO DO ESPIRITO SANTO Agravados: ESTADO DO ESPIRITO SANTO ALVARO FERES MEDINA E OUTROS Origem: 4ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . que julgou procedente em parte a ação de embargos à execução determinando a apuração do valor da multa por descumprimento de ordem judicial.17. COMPETÊNCIA RESIDUAL DA JUSTIÇA DO TRABALHO. 766/769. para que seja determinada a exclusão da multa diária no período anterior a 12/09/2000. 557. 777-789. COMPETÊNCIA RESIDUAL DA JUSTIÇA DO TRABALHO. Contraminuta. TST.771-774. relatados e discutidos os presentes autos de AGRAVO DE PETIÇÃO. como revelam os termos da Orientação . proferida pela MM. buscando a reforma da r. Os exequentes buscam a reforma da r. entendeu que somente a partir da vigência da LC 187/2000 é que se configura a incompetência material da Justiça do Trabalho e que como os pedidos. às fls. decisão sob o argumento de que deve ser mantida a decisão de fls. Razões do agravo de petição do Estado do Espírito Santo. às fls. chamando o feito à ordem para que seja retificado equívoco na autuação. RELATÓRIO Os exequentes e o Estado do Espírito Santo (IDAF) interpõem agravo de petição em face da decisão de fls. 4ª Vara do Trabalho de Vitória. pois quem opôs embargos à execução não foi o Estado do Espírito Santo. que se coaduna com a exceção prevista na súmula 06 do C. O julgador a quo. às fls. Compete à Justiça do Trabalho julgar pedidos de direitos e vantagens previstos na legislação trabalhista referente a período anterior à implantação de regime jurídico único estatutário. oficiando pelo conhecimento e não provimento dos agravos de petição interpostos pelo IDAF e pelos trabalhadores. 803-806.1.5. Observe-se o aresto a seguir transcrito. de modo que não se pode falar em incompetência.0131 – Rel. E. decisão quanto à limitação da execução para restabelecer a decisão de fls. – AP 188500-18. ANÁLISE CONJUNTA DOS AGRAVOS DE PETIÇÃO.17. decisão agravada pelos seus próprios e jurídicos fundamentos. objetos dos autos. buscando a reforma da decisão agravada quanto à Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 impossibilidade fática e jurídica para cumprimento da obrigação de fazer determinada na r. mesmo que a ação tenha sido ajuizada após a edição da lei que disciplina a conversão de regime. (TRT 17ª R. que afastou expressamente a limitação da execução. CONHECIMENTO Chamo o feito à ordem para atender à solicitação do Douto Ministério Público do Trabalho quanto ao equívoco na autuação. busca também a exclusão da multa astreintes. TST. sustenta a incompetência absoluta da Justiça do Trabalho para processar e julgar a lide que importa na transformação de vínculo de trabalho com a Administração Pública Estadual. Gerson Fernando da Sylveira Novais – DJe 25. sendo partes as acima citadas. 23 de Setembro de 2013 73 Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Autor Advogado EDITH MARIA BOTELHO DELBONI EDUARDO SAAD GERMANO ELIO CARLOS RODRIGUES VIEIRA ENILDO DONATO EVANI MANOEL DOS REIS EZRON LEITE THOMPSON FABIO CORREA GONCALVES FERNANDO CARLOS BARBOSA CAMPOS GILMAR GAIGHER GILSONEI BOLDRIN BONOMO ILZANIR VIEIRA LIMA IVAN DA SILVA MOTTA IZAURINO BOROTO JAIDER VANDERLEI JOAO BATISTA MACHADO CAMPOS JOSE ALONSO PINTO JOSE ANTONIO RODRIGUES JOSE CARLOS NASCIMENTO JOSE LUIZ DEMONER DE ALMEIDA JOSE MARCO BERGER JOSE MARIA DE CARVALHO NETO INSTITUTO DE DEFESA AGROPECUARIA E FLORESTAL DO ESPIRITO SANTO . por meio da Lei Complementar 187/2000.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA PERÍODO ANTERIOR AO REGIME JURÍDICO ÚNICO. O Estado (IDAF) requer a reforma da decisão agravada.1 DEMANDA ANTERIOR À ADOÇÃO DO REGIME JURÍDICO ÚNICO.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. mantendo-se a r. porque se trata de parcelas decorrentes da relação jurídica celetista antes mantida entre os exequentes e o Estado do Espírito Santo. no período anterior a 12/09/2000. se reportam ao período de contratação dos reclamantes em regime celetista. 557.06. MÉRITO 2. O entendimento sobre essa questão há muito já foi pacificado no âmbito do C. em decisão ora agravada. Alega que deve ser respeitada a coisa julgada.2012 – p. Razões do agravo de petição do exequente. FUNDAMENTAÇÃO 2.TRT 17ª Região . Des. 2. Vistos.2001. em obediência à coisa julgada. julgou parcialmente procedentes os embargos à execução interpostos pelo IDAF e declarou a competência da Justiça do Trabalho para processar a presente execução somente até o advento da LC 187/2000 e consequentemente a multa (astreintes) aplicada. mas sim o IDAF – Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo.5. ocasionado pela Lei Complementar Nº187/2000. às fls.2. Sem razão os agravantes.

por unanimidade.17.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. conhecer de Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 ambos os agravos de petição e.584/1970. REGIME JURÍDICO ÚNICO. Juízo da Execução “após o marco fixado em 12. inclusive em observância à previsão contida do art. acórdão padece de omissão que necessita ser sanada. 804806 que transcrevo. não carecendo de qualquer prova neste sentido e. Todavia. diferentemente do alegado pelo estado (IDAF) em seu Agravo de Petição a decisão agravada não extrapola a sua competência.inserida em 13.11. 23 de Setembro de 2013 74 Jurisprudencial n. nada tendo a ver com o regime estatutário posteriormente vigente. não resta dúvida de que. Sustenta a reclamada que o julgado fundamentou-se no laudo pericial sem. não há outro entendimento possível à matéria. sendo daquele livre de qualquer mácula e plenamente exigível. João Hilário Valentim. 131 e 436 do CPC”. 312/314 . Procurador do Trabalho: Dr. às fls.inserida em 27. não havendo fundamento legal para excluir a condenação do Estado do Espírito quanto à multa astreinte aplicada em período anterior a LC 187/2000 e limitada a esta data ou prorrogá-la além deste período como pleiteado pelo Exequente. 138 da SDI-1. simplesmente.02) Nesse sentido também é o parecer do Douto Paquert. eis que prolatada em período em que a Justiça Especializada era competente limitando-se a execução a este período. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. nego provimento a ambos os agravos de petição. a fim de constar no decisium o perfeito enquadramento fático da matéria.04.2000.2005. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. em parte.0105800-20. Portanto.7 Embargante Advogado Embargado Advogado COMPANHIA ESPIRITO SANTENSE DE SANEAMENTO CESAN Stephan Eduard Schneebeli(OAB: 004097 ES) LOZIVAL PEREIRA PASSOS André Luiz Moreira(OAB: 007851 ES) PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO . limita a execução ao período celetista. no mérito. observa-se que os embargos declaratórios interpostos pela embargante estão sendo utilizados com o único . LIMITAÇÃO DA EXECUÇÃO (nova redação em decorrência da incorporação da Orientação Jurisprudencial nº 249 da SBDI-1) .1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. seria buscada tão-somente na abarrotada Justiça do Trabalho. acórdão de fls.17.TRT 17ª Região . RELATÓRIO Trata-se de embargos declaratórios interpostos por Companhia Espírito Santense de Saneamento . Com efeito. 2ª parte . a matéria não foi analisada sob os requisitos previstos no art.LOZIVAL PEREIRA PASSOS Origem: 6ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . negar-lhes provimento.ex-OJ nº 138 da SDI-1 . resta evidente a competência desta especializada para executar o título que embasa a presente execução.].DJ 20. Pelos fundamentos antes expendidos e transcritos. Com efeito. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). Compete à Justiça do Trabalho julgar pedidos de direitos e vantagens previstos na legislação trabalhista referente a período anterior à Lei nº 8. ficariam ociosas e. sendo partes as acima citadas. com a devida vênia. Por fim.TRT 17ª. inclusive. bem como das Justiças Estaduais. Conforme bem destacado pelo d. a seguir: Atualmente. A superveniência de regime estatutário em substituição ao celetista. Se os embargos não demonstram a existência de omissão. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-105800-20. não sendo essa a discussão a que se reportam os autos. a questão da competência para apreciar e julgar as demandas entre a Administração Pública e seus servidores estatutários ficou resolvida. entender-se que caberia à Justiça do Trabalho dirimir as controvérsias decorrentes dos liames estatutários ou jurídicoadministrativos seria. a almejada celeridade processual vislumbrada na reforma.CONHECIMENTO Conheço dos embargos declaratórios. representaria a falência da Justiça do Trabalho já tão assoberbada. Da análise dos autos. todavia. a mudança de regime – de celetista para estatutário – ocorrida no Estado do espírito Santo por meio da Lei Complementar Nº187/2000. De fato. Aliás. 14 e seguintes da Lei nº 5. não merecem ser providos.98. razão pela qual é indevida a multa aplicada à embargante” (fls. “analisar as demais alegações e provas trazidas aos autos. Não tem a mais pálida razão.112/90. 312/314-v. Vistos. por preenchidos os pressupostos para a sua admissibilidade. OMISSÃO Alega a ora embargante que o v.CESAN. de contradição ou de obscuridade e revelam mero inconformismo da parte com o conteúdo meritório do acórdão. Aduz que quanto aos honorários advocatícios. (1ª parte . em face do v.1. in verbis: 138. 767-verso). REGIÃO .0006 Processo Nº ED-105800/2011-006-17-00. não há que se falar em descumprimento de ordem judicial. a extensão do regime estatutário (Lei Complementar estadual Nº46/94) pelo Estado do Espírito Santo via Lei Complementar estadual Nº187/2000 é fato público e notório.5. pois.2011. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.2011. requer o prequestionamento da matéria.09. qual seja. mesmo que a ação tenha sido ajuizada após a edição da referida lei.5. observa-se que antes da LC 187/2000 a matéria era inequivocadamente peculiar à Justiça do Trabalho e que se restringe ao período em que os Reclamantes eram regidos pelo regime celetista.. não podendo aplicar-se ao caso a Súmula 06/TST [.03. do contrário. COMPETÊNCIA RESIDUAL.ex-OJ nº 249 . mesmo após a sentença. com o deferimento da liminar concedido na ADIN Nº3395-3. dizer que toda a super estrutura da Justiça Federal..0006 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: COMPANHIA ESPIRITO SANTENSE DE SANEAMENTO CESAN Embargado: O V. ACÓRDÃO DE FLS. o caso dos autos evidencia uma situação peculiar. alegando omissão no julgado. FUNDAMENTAÇÃO 2.

387 e do depósito recursal de fl. alegando. Dessa forma. Contraminuta do agravado às fls. 411/416. sendo inapropriada a via dos embargos de declaração para o fim almejado. onde se pode constatar que o valor remanescente relativo aos honorários advocatícios e às custas foi obtido abatendo-se o valor remanescente do depósito judicial de fl. Origem: 5ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . não há qualquer um dos vícios previstos no art. do CPC. qual seja. O agravante.A. o que foi feito às fls. Além disso. Vistos. 538.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. relatados e discutidos os presentes autos de AGRAVO DE PETIÇÃO. do CPC.A. parágrafo único. como quer a embargante. 435. pois não teria ocorrido nenhuma das hipóteses de extinção da execução. I. Todavia.0005 Processo Nº AP-107800/2009-005-17-00. 392). Basta que fundamente o entendimento adotado. na forma como procedeu o magistrado . RELATÓRIO A exequente interpõe agravo de petição em face da r. parágrafo único. quando ainda pendente recurso de revista no C. na forma autorizada pelo art. que seja concedido prazo de pelo menos 15 dias para verificação da existência de crédito remanescente. por unanimidade. Deste modo. Além de os embargos denotarem mero inconformismo com o conteúdo meritório do julgado. outra solução não há senão a declaração da extinção da execução. pleiteando a reforma da r. e tendo em vista o manifesto caráter protelatório dos embargos. o qual acresceu honorários advocatícios de 15% sobre o valor da condenação. acórdão. FUNDAMENTAÇÃO 2. e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. A exeqüente se insurge.1. 387. CONHECIMENTO Conheço do agravo de petição. presumindo-se o não acolhimento das teses divergentes. com o que concordou expressamente a exeqüente (fl. ante a total ausência do vício alegado. 794. João Hilário Valentim. 375). ao tomar ciência da extinção da execução. é nítida a intenção da parte de dilatar o prazo recursal. necessita de indicar o valor que entende ser devido. alega que o Juízo a quo considerou satisfeita a obrigação sem. TST. em suma.5.2009. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais. PRECLUSÃO. 794. ou. 538. No que tange aos honorários advocatícios. O Juízo de primeiro grau. o julgado adotou tese expressa quanto à matéria. 411/416. o art.2. o Juízo primevo julgou extinta a execução. caracteriza-se a preclusão. do CPC. nos termos do art. o qual acresceu honorários advocatícios de 15% sobre o valor da condenação. O que se exige é a adoção de tese e não de reprodução da lei. Razões do agravo às fls. 389) do valor relativo ao principal (vide planilha de fl. bem como violação da coisa julgada e violação direta aos incisos XXXVI e LIV do art. 794 do CPC. Insta frisar que a Corte não está adstrita a fundamentar sua decisão com base nas alegações e provas trazidas pelas partes. homologou os cálculos apresentados pela reclamada.17. 436 para prosseguimento da execução. ADICIONAL DE PERICULOSIDADE” do v. 23 de Setembro de 2013 75 intuito de reapreciar matéria já devidamente rebatida no tópico “2. sendo certo que o referido alvará foi extraído do depósito de fl.7 Agravante Advogado Agravado Advogado LUCIA HELENA CARDOSO Esmeraldo Augusto Lucchesi Ramacciotti(OAB: 00232B ES) ITAU UNIBANCO S. 5ª Vara do Trabalho de Vitória-ES. conhecer dos embargos declaratórios. Não lhe assiste razão.2. ponto a ponto. 216. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). Procurador do Trabalho: Dr. AUSÊNCIA DE MANIFESTAÇÃO OPORTUNA.5. nego-lhes provimento e imponho a Embargante multa de 1% sobre o valor da causa. Alega ainda houve violação de literal dispositivo de lei. o Juízo primevo determinou que os cálculos fossem adequados aos termos do acórdão de fls. anoto que só tem pertinência e cabimento quando o julgado não haja adotado fundamento explícito sobre o tema ou sobre a questão submetida. Quanto ao prequestionamento a que se refere à Súmula 297 do TST. fundamentando sua decisão na Súmula 219 do TST. Beresford Martins Moreira Neto(OAB: 008737 ES) ACÓRDÃO . com as retificações realizadas pela contadoria do Juízo (fl. ante o pagamento da integralidade do valor homologado e atualizado. ressalto que a reclamada se utiliza dos presentes embargos com o intuito de obter uma nova apreciação de seu apelo. 3. que a execução estaria sendo extinta sem qualquer certeza quanto ao valor devido a título de honorários advocatícios.0107800-64. no entanto. 420/421. na hipótese de alegar existência de crédito remanescente.17.TRT 17ª Região . conferir prazo para a exequente verificar a existência de eventual crédito remanescente.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 NOVAIS EMENTA EXTINÇÃO DA EXECUÇÃO. na remota hipótese de que seja mantida a decisão agravada. todos os argumentos abordados pelas partes. 436. decisão de fl. e a reclamada ter efetuado o depósito do valor remanescente apurado pela Contadoria. 378). Por outro lado. 2. 535.0005 AGRAVO DE PETIÇÃO Agravante: LUCIA HELENA CARDOSO Agravado: ITAU UNIBANCO S. o que deve ser manejado na via recursal própria. Não o fazendo no momento adequado. Por fim. MÉRITO Após a Contadoria ter adequado os cálculos de liquidação aos termos do acórdão de fls. do CPC e determinou que. CRÉDITO REMANESCENTE NÃO ESPECIFICADO. da MM. no julgado embargado. pelo não provimento do agravo de petição. 5º da CF/88. 439/447. tendo sido expedido alvará judicial (fl. sendo partes as acima citadas. após o decurso do prazo. o agravado efetivou o depósito de tal valor remanescente à fl. I. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora Acórdão Processo Nº AP-107800-64. porque satisfeitos os pressupostos extrínsecos e intrínsecos de admissibilidade. 450/453. a qual julgou extinta a execução. pois não está obrigada a apreciar.2009. fossem expedidos alvarás na proporção e a quem de direito. decisão de fl.CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. na forma autorizada pelo art. do CPC. Logo. o que não significa a obrigação de reproduzir textos legais. negar-lhes provimento e condenar a embargante a pagar a multa de 1% sobre o valor da causa. nos termos do art.

no mérito. apesar de não ter sido realizada a prova técnica. e invocando os artigos 131 do CPC e 5. INOCORRÊNCIA. Contrarrazões apresentadas. 369-404. a prova pré-constituída caminha em sentido contrário às pretensões obreira. I. é que na própria minuta de agravo o exequente sequer apontou objetivamente a existência de crédito remanescente a ser apurado. às fls. que indeferiu os pedidos decorrentes de suposta doença ocupacional. sentença. como determinado pelo Juízo a quo. em condições inadequadas. da CF/88. ainda que nulidade houvesse. sentença de fls. do TST. Juiz Roberto José Ferreira de Almada. I. 411. Assim. II. 23 de Setembro de 2013 76 sentenciante. no presente caso.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 342/355. nego provimento. do TST.CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA – PROVA TÉCNICA – DOENÇA OCUPACIONAL Sustenta a autora que o encerramento da instrução processual sem a realização da prova pericial médica para apuração da doença ocupacional anteriormente deferida lhe trouxe prejuízos e constitui cerceamento do direito de defesa. nos termos do art. inclusive porque. pois. Vistos. Quanto à perícia realizada para apuração da insalubridade.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: CONFISSÃO FICTA. Se a autora. Logo. aplicada a ficta confessio e não existindo prova pré- .2011. Digno de nota. o que desencadeou doença de origem ocupacional e redução da capacidade laborativa. b. a conduta ilícita da empresa e a incapacidade laborativa. o conjunto probatório demonstra que laborou por quase 10 anos com digitação e trabalhos repetitivos. a mesma não seria digna de reconhecimento.17. e não ao juízo. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. Procurador do Trabalho: Dr. da lavra do Exmo.2011. Portanto. igualmente.17. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. a prova documental que veio com a petição inicial (fls. e não acidentário (espécie 91). recorre a autora alegando que. sendo partes as acima citadas. Limitou-se. deixou de comparecer à audiência para a qual foi intimada sob pena de confissão (conforme intimação de fl. 331). §2. Logo. genericamente. requer a nulidade da sentença e o retorno dos autos à Vara de origem para realização da prova técnica.3.TRT 17ª Região . do CPC e da Súmula 74. não dependem de prova “os fatos afirmados por uma parte e confessados pela parte contrária”.3 Recorrente Advogado Recorrido Advogado KARLA KELLY BOMFIM TRISTAO GUSMAN Domingos Salis de Araujo(OAB: 007529 ES) UNIMED VITORIA COOPERATIVA DE TRABALHO MEDICO Stephan Eduard Schneebeli(OAB: 004097 ES) PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO . apesar do meu entendimento de que a prova pericial constitui pressuposto indispensável para o conhecimento dos pedidos formulados na petição inicial. Bom.5 e b.0002 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: KARLA KELLY BOMFIM TRISTAO GUSMAN Recorrido: UNIMED VITORIA COOPERATIVA DE TRABALHO MEDICO Origem: 2ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . 334. não constitui cerceio ao direito de defesa a aplicação da pena de confissão quanto à matéria de fato. 62/69 demonstram que o INSS não reconheceu o nexo da doença manifestada pela autora e suas atividades na ré. nos moldes do art. 2. 794). João Hilário Valentim. às fls. pois se limita a descrever as atividades da reclamante na empresa. nos termos da Certidão de fl.6 formulados na petição inicial. que julgou improcedentes os pedidos formulados na peça de ingresso. foi aplicada à autora a pena de confissão quanto à matéria de fato.5.5. Não tem razão. a vindicar prazo para análise de “eventual” crédito remanescente. além de não se enquadrar nos exatos contornos de prova pré-constituída.1CONHECIMENTO Recurso conhecido por força do julgamento do agravo de instrumento.3 DOENÇA OCUPACIONAL – NULIDADE DA DISPENSA – REINTEGRAÇÃO – DANOS MATERIAL E MORAL – CONFISSÃO FICTA Da sentença. conforme bem destacado na r.0108700-85.º. porque ausente a demonstração de manifesto prejuízo à parte (CLT. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente).2NULIDADE . nego provimento. visto que os documentos de fls. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-108700-85. ENCERRAMENTO DA INSTTRUÇÃO. negar provimento ao apelo. já que o auxíliodoença concedido foi de caráter previdenciário (espécie 31).2. Nesse passo. e o consequente encerramento da instrução processual sem a realização da prova pericial anteriormente deferida para apuração da doença ocupacional. que lhe oportunizou a prova do pretenso direito. 343. conhecer do agravo de petição e. Assim. Não constitui cerceamento de defesa a aplicação da confissão quanto à matéria de fato e o consequente encerramento da instrução àquele reclamante que deixa de comparecer em audiência para a qual foi intimado sob pena de confissão. b. incisos LIV e LV. Aliás. FUNDAMENTAÇÃO Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 2. É bom ressaltar que o prejuízo alegado pela autora só pode ser imputado a ela própria. 338/340-v. b. 29/72) não comprova o nexo de causalidade entre a doença e as condições de trabalho. em face da r. Não tem razão. requer sejam deferidos os pedidos dos itens b. já que o devedor satisfez a obrigação. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. só resta a expedição dos alvarás nas proporção e a quem de direito. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pela reclamante. nos termos da Súmula 74. 2.4. E não é caso de incidência da hipótese categórica prevista no item II da Súmula 74 do TST. Nesse contexto.º. do CPC. por problemas pessoais.0002 Processo Nº RO-108700/2011-002-17-00. de uma breve leitura do laudo constata-se que a prova técnica não evidencia as supostas “condições inadequadas de trabalho”. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. por unanimidade. art.

Por corolário lógico. Vale frisar. do CPC. 2. De outro tanto. não havendo. ou qualquer nexo de causalidade entre a doença que a reclamante alega ser portadora e as condições de trabalho mantidas pela reclamada.” Logo. cujos abalizados fundamentos adoto in totum: “REINTEGRAÇÃO AO TRABALHO – NULIDADE DA DISPENSA Pretende a reclamante a reintegração ao emprego e condenação da reclamada em parcelas salariais vencidas. ficando afastada do trabalho. restando patente nos autos que ela se beneficiou de auxílio-doença. 23 de Setembro de 2013 77 constituída a sustentar os pretensos direitos. foi designada audiência. recorre a reclamante dizendo que o . a reclamante não compareceu à audiência para a qual foi regularmente notificada. Visando a apuração. sob pena de confissão (fl.) INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS A reclamante afirmou que as condições de trabalho a que foi submetida fizeram com que fosse acometida por doença laborativa (síndrome cervicobraquial. e a derradeira. em face das dificuldades de se nomear um perito. No caso destes autos. além de passar a ter dificuldades com toda e qualquer atividade manual. 186 e 927 do Código Civil. Quanto à pretendida nulidade da demissão levada a efeito pela reclamada. não comprovada a incapacidade da reclamante para o trabalho na data de sua demissão. Contudo. a reclamante. Destarte.4ADICIONAL DE INSALUBRIDADE Da sentença. A reclamada rechaçou os pleitos. Não restou comprovado. ainda. 50 a 55 que à reclamante foi deferido auxílio doença no período de 27/03/2009 a 09/03/2010. bem assim. afirmando que a doença alegada não teve origem nas condições de trabalho. conquanto comprovem que a reclamante apresentou o quadro clínico narrado na inicial.03. que se falar em reintegração ao trabalho.2009 até 22. tudo desde sua demissão. ainda. são improcedentes também. 09/03/2010 (fl. A reclamada contesta as alegações autorais. a teor do artigo 343. contudo. não restou provado nos autos o nexo de causalidade entre a doença e as condições de trabalho. sendo a reclamante regularmente intimada. recebendo benefício previdenciário de 27.2010. É sabido que o empregador só assume juridicamente a obrigação de indenizar o seu empregado em caso de acidente de trabalho.213/1991. conforme fartamente explanado acima. é indevida a declaração de nulidade da demissão. 65). Feitas essas ponderações. em relação aos quais não haja prova em sentido contrário nos autos. da Constituição Federal). injustificadamente. não havendo nexo causal e que a autora não padece de doença ocupacional. tampouco em ressarcimento de despesas médicas. razão pela qual toma por nula sua dispensa e pugna pela reintegração ao trabalho. Pretende. Improcede o pedido. firmando-se nos exames Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 periódicos que atestaram as condições de trabalho da reclamante durante o vínculo de emprego e o exame demissional que constatou a aptidão. a teor do artigo 186 do Código Civil. os efeitos da confissão ficta quanto à matéria de fato. a fim de se evitar seguidas nomeações sem resultado. 331-verso). Aduz. desde que seja atestado o dano e. contrario sensu dos arts. quando de sua demissão. ou coisa afim. além disso. 64). o referido documento há de ser admitido como meio hábil de prova.09. não compareceu à audiência na qual deveria prestar depoimento. que a reclamante não gozou auxílio-doença acidentário. com o pagamento de indenização substitutiva pelos salários e consectários legais desde a data da demissão. 125 – Atestado de Saúde Ocupacional – ASO – que data de 28/03/2011 e atesta a sua aptidão na época da demissão. a nulidade da dispensa. a situação controvertida se concentra na apuração da natureza da moléstia que acomete a reclamante. em decorrência da prática de atos repetitivos e da utilização de equipamentos inadequados ao seu tipo físico. Pois bem. quer de ordem material quer de ordem moral. síndrome costoclavicular e síndrome do túnel de carpo). sustenta a autora que na época da dispensa não se encontrava apta para o trabalho. 306). também por esse motivo. os pedidos de pagamento das parcelas salariais pretendidas ou qualquer indenização correspondente. atraindo. O reclamado contestou os pedidos. não restou demonstrado o nexo de causalidade e a responsabilidade aquiliana do empregador. no pescoço. na etiologia dela. que indeferiu o pedido de adicional de insalubridade com arrimo no laudo pericial. O pedido constante na inicial relativo à indenização por danos morais e materiais encontra respaldo na culpa da reclamada pela doença ocupacional que teria sido desenvolvida pela reclamante. sessões de fisioterapia e hidroterapia. Nesse contexto. 7º. não assiste razão à recorrente.. 69). ocorrendo. e ainda. assim. que não agiu com dolo ou culpa. 29/72. 66). pois não há nos autos qualquer amparo técnico normativo para considerá-las como tais. razão porque passou a sentir fortes dores no ombro direito. Esclarece que em razão de tais moléstias. e que em 2009 submeteu-se a cirurgia da mão esquerda e em 2010 da mão direita. extrai-se dos documentos de fls.. no interstício as seguintes prorrogações: DE 20/05/2009 até 30/06/2009 (fl. nas mãos. Ausente qualquer um destes requisitos. 30/11/2009 (fl. em razão da incapacidade laborativa. foi deferida a realização de perícia técnica médica (fl. Ademais. sofreu danos materiais e morais. 22/02/2010 (fl. 67).1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. além da inexistência de relação da moléstia apresentada pela reclamante com o trabalho desenvolvido em suas instalações. nego provimento. além da exigência de execução do trabalho com rapidez também incompatível com a condição física e material. razão pela qual mantenho a bem lançada sentença. aduzindo que não há comprovação de qualquer dos danos alegados pela autora. Frise-se que os documentos de fls. Acrescenta que até a data do ajuizamento da ação ainda continuava em tratamento da moléstia que lhe foi acometida. não há qualquer dano a ser ressarcido. 331 – comprovação de entrega à fl. por conta de esforços repetitivos e risco ergonômicos existentes no ambiente da faina. haja vista não terem sido preenchidos todos os requisitos ensejadores da reparação civil. 08/07/2009 (fl. 63). alegando que sofre de doença ocupacional decorrente das condições de trabalho a que foi submetida na reclamada a partir de 2006. presumem-se verdadeiros os fatos articulados na defesa. torna-se impossível a responsabilização do empregador pela indenização respectiva. bem assim. Inicialmente. a incapacidade ocupacional. fazendo uso de medicamentos para alívio de dor. findando-se em 22/09/2010 (fl. (. A reclamante não faz jus à garantia provisória de emprego prevista no artigo 118 da Lei número 8. 30/01/2010 (fl. a indenização substitutiva dos salários. cumpre registrar que a reclamante não impugnou o documento de fl. e muito menos conduta ilícita patronal a justificar a reparação correlata. inciso XXVIII. as cirurgias a que foi submetida e os tratamentos posteriores. parágrafo 2º. portanto. além de fisioterapia e hidroterapia. que diante da ausência da reclamante à audiência. Frise-se que não se pode pretender que o Juízo conclua com base nos elementos dos autos que as lesões indicadas pela autora não sejam de caráter degenerativo e que estejam catalogadas no manual de procedimentos para os serviços de saúde – Doenças Relacionadas ao trabalho. 68). pelos quais pugna pela reparação. se paute por dolo ou culpa (art. hospitalares. portanto.

ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. seus efeitos se dão em caráter ex nunc. aplica-se o salário mínimo. tanto que ele foi pago até 2003 e voltou a ser pago em novembro de 2010. anexados ao laudo pericial (fls. 24/28. Inicialmente. 148/2008. e no período compreendido entre 30.2008 . e por não haver relatos de entrega e uso de equipamentos de proteção. determinar que a base de cálculo do adicional de insalubridade seja o salário mínimo. em vista da impossibilidade de substituição por meio de decisão judicial.06. apesar de não ter sido alterada a função da obreira. gratificação natalina. como a matéria depende de prova técnica e que esta foi realizada nos autos. Vencidos. Quanto ao RSR. ao fundamento de que. e não quantitativa. tendo em vista que a insalubridade é caracterizada pela avaliação qualitativa.5ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA Prejudicada a análise da assistência judiciária. com reflexos. 2. na forma da Súmula 364.2006 (marco prescricional fixado na sentença) e outubro de 2010. e FGTS com indenização de 40%. em razão da aplicação analógica do § 1º do art. do STF – EFEITOS x SÚMULA 228 DO TST . O adicional se integra aos seus salários para fins de aviso prévio. nos termo do art. gratificação natalina. Arbitrar o valor da condenação em R$5. STF e a interpretação dada a ela. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora . com custas de R$100.05. em grau médio. 09 e 10. inclusive. conforme por ela relatado e comprovado pelos contracheques de fls.08. nos termos do Anexo 14 da NR-15. no grau reconhecido no LTCAT. Assim. os Laudos Técnicos de Condições Ambientais do Trabalho (LTCAT) da reclamada. em grau médio. 274/280). que dava provimento nos termos da nova redação da Súmula 228 do TST e o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais que fixava como base de cálculo o salário base durante todo período. foi pago até 2003 e voltou a ser pago em novembro de 2010. Súmula cuja eficácia está suspensa por decisão liminar do Supremo Tribunal Federal A partir de 9 de maio de 2008. e se a parcela é devida mensalmente. Tal entendimento foi consagrado pela Resolução 185. E após. já se encontra incluída no dia de descanso.2006 a 09. inverter o ônus da sucumbência quanto aos honorários periciais. ou seja.07. devendo o adicional integrar aos seus salários para fins de aviso prévio. Procurador: Dr. de acordo com a redação conferida à Súmula Vinculante 4 do C. Logo. quanto à base de cálculo do adicional de insalubridade. e que tal condição enseja adicional de insalubridade em grau médio. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Desde a edição da SV-04 pelo STF. a agentes biológicos.000. mister fixá-la. pelo salário-base do empregado.REDAÇÃO DADA PELA RESOLUÇÃO 185/2012 Apesar de a reclamante silenciar em suas razões recursais sobre a base de cálculo do adicional de insalubridade. 3. Desse modo. em grau médio. não resta dúvida de que a reclamante faz jus ao adicional pleiteado.º 228.CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região.2006 (marco prescricional fixado na sentença) e outubro de 2010. ante a apuração do voto médio. E apesar de o expert concluir que a atividade da reclamante não ensejava o adicional de insalubridade por exposição a agentes biológicos. DJ 04 e 07. da Súmula 74 do TST. Sustentação oral da advogada Ana Carolina Machado Vieira. 23 de Setembro de 2013 78 LTCAT apresentado pela empresa demonstra que suas atividades eram ensejadoras do adicional pleiteado. aplicada por analogia ao caso in análise: A Reclamante laborou como Atendente em Emergência Adulto e Pediátrico da Reclamada e desenvolvia suas atividades atendendo a pacientes ou acompanhantes para a elaboração de ficha cadastral e encaminhamento ao atendimento necessário. férias acrescidas de 1/3. contra meu voto. 2. nada a deferir. João Hilário Valentim. com revezamento de atividade administrativa e de atendimento aos clientes entre as recepcionistas do turno. deixa claro que ela ficava exposta de forma intermitente a agentes biológicos. Pela eventualidade. ao pedido de pagamento do adicional de insalubridade.08. porque a autora recebia salário mensal.05. há de prevalecer sobre a confessio de que cogita o item I. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. dar parcial provimento. Inverto o ônus da sucumbência quanto aos honorários periciais. tenho perfilhado entendimento de que ante a omissão da Corte quanto à modulação quanto à sua eficácia. tal qual previsto na Lei 605/49. tendo em vista a sua concessão em sede de agravo de instrumento.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. no grau reconhecido no LTCAT. Vejamos. determino que de 30. da CLT. férias acrescidas de 1/3. BASE DE CÁLCULO (redação alterada na sessão do Tribunal Pleno em 26. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: o Desembargador José Luiz Serafini (Presidente).2008 se faz pelo salário mínimo. o seguinte adendo: “SÚMULA N.1BASE DE CÁLCULO DO ADICIONAL DE INSALUBRIDADE SV 4. conforme LTCAT. A Reclamada em seus documentos LTCAT apresentados ao Perito (anexo ao laudo) reconhece o risco biológico na função da autora e atividades da Reclamante por se tratar de ambiente hospitalar. da CLT. data da publicação da Súmula Vinculante nº 4 do Supremo Tribunal Federal. até a edição de lei versando sobre o tema. nos termos do art. esclareço que. a Juíza Relatora. apresentam a conclusão de que foi detectada a “possibilidade” de exposição habitual e permanente dos atendentes de recepção da emergência.2008. Logo. 790-B. até 09. de 14/09/2012 do TST. pela recorrida. Prejudicada a análise da assistência judiciária. o qual. por unanimidade.Res. 790-B. pediátrica e adulta.Republicada DJ 08. não havendo norma coletiva dispondo acerca desta base de cálculo. conhecer do recurso. Alega que também não foi apresentado o PPRA e produzida prova de neutralização do agente por meio de fornecimento de EPI ou treinamento.2008) . argumenta que a exposição eventual não exclui o direito pretendido. ou seja. Todavia. e FGTS com indenização de 40%.2008 o adicional de insalubridade seja calculado com base no salário mínimo e daí até outubro de 2010 seja calculado com base em seu salário-base. 193 da CLT. salvo critério mais vantajoso fixado em instrumento coletivo”. o cálculo da insalubridade.00 pela reclamada. que acrescentou à Súmula 228. o que já seria suficiente para concluir pela existência do direito. O contato se dava de forma intermitente. prevaleceu entendimento de aplicação do salário mínimo como base de cálculo do adicional de insalubridade em todo o período. por força do julgamento do agravo de instrumento. requer reforma do decisum para que lhe seja deferido o adicional de insalubridade. Não bastasse isso.08.00. o adicional de insalubridade será calculado sobre o salário básico. e no período compreendido entre 30. dou parcial provimento ao pedido de pagamento do adicional de insalubridade. Diante do exposto.4. No mérito. por maioria.07.

PRESCRIÇÃO TOTAL .2007. FUNDAMENTAÇÃO 2. a DACASA FINANCEIRA S. desde o início de sua contratação. Contrarrazões às fls.ENQUADRAMENTO SINDICAL. Dele não conheço quanto aos juros de mora. ao enquadramento da reclamante como financiária. FINANCIÁRIOS.0114500-92. às horas extras. 23 de Setembro de 2013 79 Acórdão Processo Nº RO-114500-92. Não lhe assiste razão. ressaltam que a Súmula 129 do TST ampara a existência de uma empresa com o intuito de fornecer mão-de-obra para outras do mesmo grupo econômico. relativamente. Ora. como “caixa 1". e não apenas à DACASA FINANCEIRA.0132 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: DADALTO ADMINISTRACAO E PARTICIPACOES S/A E OUTRO Recorrido: SIMONI NASCIMENTO TEMPORIM Origem: 2ª VARA DO TRABALHO DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM . tem direito ao enquadramento sindical na categoria dos financiários (art. 477 Consolidado. às fls.5. 518 e ss. Comprovantes do recolhimento das custas processuais e do depósito recursal. A reclamante sustenta.5.9 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Autor Advogado DADALTO ADMINISTRACAO E PARTICIPACOES S/A José Hildo Sarcinelli Garcia(OAB: 001174 ES) SIMONI NASCIMENTO TEMPORIM Ary Rabelo Paulucio(OAB: 002452 ES) PROMOV SISTEMA DE VENDAS E SERVICOS LTDA José Hildo Sarcinelli Garcia(OAB: 001174 ES) PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO . expressamente. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO.3. 477 Consolidado dispõe. Acrescem que suas reais empregadoras foram a DADALTO e PROMOV. Nego provimento. mantenho a sentença. que dispõe. pois quando exerceu a . Pois bem.2008. a tese defendida não tem pertinência temática com o objeto da pretensão. sendo válida a quitação. alegando não ser possível o enquadramento como financiária. propagando prática de “ato único”. Assim sendo. que o instrumento de rescisão deve ter especificada a natureza de cada parcela paga ao empregado. defendendo.A SOCIEDADE DE CRÉDITO FINANCEIRO E INVESTIMENTO. a manutenção da decisão recorrida. Nego provimento ao recurso. cuja dispensa se deu em 1/9/2006. alegando haver quitação geral das parcelas trabalhistas. Vistos. da CLT). e. §3º. mas apenas parcial tal como reconhecido na sentença. 2ª Vara do Trabalho de Cachoeiro de Itapemirim – ES. 477 da Consolidação das Leis do Trabalho foi a que lhe deu o Colendo Tribunal Superior do Trabalho com o Enunciado nº 41.2011.0132 Processo Nº RO-114500/2011-132-17-00.17.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: I . 529 e ss. II . sendo válida a quitação. a melhor exegese do art. relativamente às parcelas nele especificadas.ATIVIDADE FINANCEIRA – JORNADA DE SEIS HORAS. em síntese. Se o reclamante exerce atividade típica financeira. já que nele não há registro de pagamento de qualquer das parcelas postuladas nestes autos. e em relação à “alteração contratual” ocorrida em 2008.TRT 17ª Região . sendo transferida para a PROMOV (2ª reclamada) em 01. prestou serviços em favor de outra empresa do grupo. 526/527v.INOCORRÊNCIA As empresas propagam a prescrição total em relação ao contrato de estágio. em 10. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelas Reclamadas em face da r. Todavia. apenas. nenhuma quitação geral se pode extrair do termo rescisório colacionado aos autos.GRUPO ECONÔMICO . Quanto à “alteração contratual” não há nenhum pedido fundado em alteração de norma interna do empregador. por isso.QUITAÇÃO GERAL . sendo que em ambos os períodos. posto que os recorrentes postulam a sua incidência a partir do ajuizamento da reclamação. sendo partes as acima citadas. na exordial. às fls. expressamente. que julgou procedentes em parte os pedidos contidos na peça exordial. atuando como Financiária e não como Comerciária. 511. CONHECIMENTO Conheço parcialmente do recurso ordinário. ainda que em outra empresa do mesmo grupo econômico. Por fim. Aliás. nem fora contratada por empresa desta atividade econômica. apenas. à época própria para aplicação dos juros e correção monetária e à assistência judiciária gratuita. 285/305) confirma as alegações da reclamante e demonstra que ela. prestava serviços nas dependências da DACASA FINANCEIRA.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.CARÊNCIA DE AÇÃO As reclamadas renovam a argüição de carência de ação.O § 2º do art. às mesmas parcelas.10. que a contrataram para prestar serviços na área administrativa a todas as empresas do grupo. O laudo pericial (fls. menos ainda com os fatos que envolvem o presente processo. já que se encontra em plena vigência o § 2º do art. exatamente o critério fixado pela r. que foi contratada pela DADALTO ADMINISTRAÇÃO (1ª reclamada).2. arguindo preliminar de carência de ação. à luz da interpretação do Enunciado 330 do E. 2. da lavra da magistrada Angela Baptista Balliana Kock. por falta de interesse recursal. 576/585. uma vez que nunca exerceu operações financeiras. GRUPO ECONÔMICO. no mérito. prolatada pela MM. TST.ENQUADRAMENTO SINDICAL – FINANCIÁRIO . As reclamadas requerem seja a reclamante enquadrada na categoria dos comerciários.4. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 2.17. EQUIPARAÇÃO.11. sentença (fls. se a ação foi ajuizada em 19/11/2011. Alegam que esse fato não gerou vínculo com a DACASA FINANCEIRA.PARCELAS CONSTANTES DO TRCT – AUSÊNCIA DE EFICÁCIA LIBERATÓRIA .1. postulou a reforma da decisão quanto à prescrição. pois a terceirização de serviços da área meio é permitida por lei. mesmo sob o enfoque do Enunciado nº 330. Razões recursais. e se o fundamento da pretensão é a soma de períodos descontínuos (unicidade contratual) é evidente que não há prescrição total. ATIVIDADE TÍPICA FINANCEIRA. por ausência de ressalvas no TRCT. 2. 571/573.2011. 526/526v). complementada pela decisão de embargos de fls. que o instrumento de rescisão deve ter especificada a natureza de cada parcela paga ao empregado. sentença de fls.

através da intermediação ilegal de mão-de-obra. Portanto. tem os mesmos direitos individuais e salários dos empregados da tomadora dos serviços exercentes da mesma função. Os objetivos da terceirização não se lastreiam em lucro maior ou menor.2011. ícone do pensamento jurídico-trabalhista brasileiro. boletos bancários diversos que tenha código de barra.17. em hipótese alguma. realizar fechamento de caixa. O empregado de terceirizante.2010. O primeiro efeito jurídico a ser fixado é o de que se devem respeitar os mesmos direitos para os trabalhadores da empresa tomadora e os da empresa prestadora. causar prejuízos à classe obreira. 0045700-15. do bimestre Julho-Agosto de 2004.00-6). o grupo econômico se vale da intermediação das reclamadas para fraudar a lei e frustar os direitos trabalhistas de seus empregados. fato que obviamente se constitui em fraude. implicar em desigualdade social. chamados de limites civilizatórios por Gabriela Neves Delgado.2007. Desse modo. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Mutatis mutandis.0131.3ª R . Vale notar que o estudo em referência até sustenta a tese dos autores de declaração de vínculo diretamente com o tomador dos serviços. A fraude. o grupo econômico tem tradição em fraudar a lei trabalhista. Ou seja. Além disso.’ (TRT . analisar e liberar a quantia referente ao empréstimo efetuado através do Termo de adesão de crédito pessoal. a sua inserção no âmbito da administração do grupo econômico. Juiz Ney Álvares Pimenta Filho.5.BANCÁRIO. por razões que abordarei adiante. 009020069. no qual traz valiosos subsídios para a compreensão da matéria. “ A Norpel integra o mesmo grupo econômico da CVRD e prestava serviços exclusivamente para esse grupo econômico. constituindo-se em prática voltada à distorção dos preceitos protetivos da legislação trabalhista.2010. Ainda que se entenda que esses serviços eram atividade-meio. nos termos das seguintes Ementas: ‘A evolução que admite a terceirização não pode. é pois..2007.RO nº 16763/95 Rel. conferindo os documentos e valores monetários encaminhados pela Tesouraria e vice versa.011. Jorge Luiz Souto Maior. ainda que se admita administração autônoma (a averiguação disso é irrelevante. não cabe perquirir se ela quis ou não. São as seguintes as considerações de Souto Maior que aproveito: ‘A implementação desta ‘técnica administrativa’ não pode. A ilicitude surge quando essa criação leva à lesão de direitos trabalhistas e ao afastamento de garantias aos trabalhadores. com isso. já que a análise e liberação de crédito não constitui atividade típica de comerciário e sim de financiário. vali-me dos fundamentos expostos pelo Exmº. nos acórdãos proferidos nos autos das RT's 004430072.2011. braço financeiro do grupo. 423/424 – quesito 1. como nos mostra a Súmula 239 do Tribunal Superior do Trabalho: Nº 239 . Mohallem . a meu ver. Analisar e liberar crédito direto nos caixas para clientes pré-selecionados denominados Promoção Fidelidade.0131. Como conseqüência. Ao julgar processo semelhante (RT 0888. afastando-os dos direitos garantidos aos que são formalmente contratados pela empresa principal. ou em acirrar a sociedade injusta para atrair a prevalência de menor custo em detrimento do trabalhador com aumento de lucratividade do empreendimento.96 .0010. há se fixar alguns parâmetros jurídicos. considerando que o trabalhador seja empregado da empresa prestadora e não da empresa tomadora. para impedir que a terceirização aniquile toda a história de conquistas da classe trabalhadora.DJMG 29.b). Aliás.17.5.0008.5.) Em princípio.0161. luz. a súmula 239 nos serve para mostrar que a criação pela empresa principal de empresas satélites com o escopo de lhe prestar serviços que numa visão estreita escapariam da sua finalidade (na verdade a cadeia produtiva é tão complexa que dizer que uma atividade não é essencial representa um risco de gafe produtiva ou tecnológica) não pode jamais representar prejuízo para os trabalhadores.g. dado o intuito de atender aos interesses e as necessidades do Grupo. ‘A analogia legis implica no reconhecimento de que a questão sub . Dentre as suas vantagens não se inclui a diversidade salarial ou de direitos individuais do empregado e independente da pessoa que seja seu empregador. 23 de Setembro de 2013 80 função de caixa I realizava: “recebimento do público em geral de prestações que não estejam vencidas. a qual foi rechaçada por esse TRT através de dezenas de decisões. a CVRD era a maior acionista e é inegável que teve participação ativa na decisão da sua paralisação por não apresentar bons resultados. do TST. elaborou trabalho científico para a revista virtual Júris Síntese nº 48. função ínsita à exercida pela atividade financeira. qual seja.5. representar a impossibilidade dos trabalhadores adquirirem e receberem integralmente os seus direitos trabalhistas pelos serviços que prestem’. A propósito. é o que ocorre no presente caso e. Logo. como v. pois o direito brasileiro só admite a criação de empresa fornecedora de mão-de-obra temporária na forma do artigo 2º da Lei 6. tais como: pagamento de água. embora o verdadeiro empregador seja a Dacasa Financeira. E. ante a objetividade da matéria tratada). me convenci de que o melhor caminho é o respeito à proteção do trabalho e não a sua alteração formal ou declarações de nulidades dos atos formais e registros executados pelo grupo econômico. em que pese ser dotada de personalidade jurídica própria e. 0095500-27.2011. A jurisprudência trabalhista já vem se firmando no sentido de destinar a trabalhadores apanhados dentro dessas situações os mesmos direitos destinados aos empregados formais das empresas tomadoras dos seus serviços. Disse sua Excelência que: “(.2ª T . deixo claro que o critério é objetivo.17. o que corrobora a tese esposada na sentença e atrai a aplicação da Súmula 55.17. ainda que se permita a terceirização. a empresa confessa outra fraude. 40).pág. dentre outros. eis que em seu objeto não consta o exercício de atividades financeiras.17. Afora isso. a criação de empresas para atuação no mesmo ramo não representa qualquer ilegalidade. EMPREGADO DE EMPRESA DE PROCESSAMENTO DE DADOS. há confissão de que está havendo fraude contra o próprio contrato social de ambas as empresas.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. exceto quando a empresa de processamento de dados presta serviços a banco e a empresas não bancárias do mesmo grupo econômico ou a terceiros.019/74. efetuar atendimentos aos clientes DACASA sobre dúvidas nos pagamentos” (fls.006 e o faço também neste caso. Utilizá-la para pagar salários menores que os observados pela tomadora quanto aos seus empregados que exercem a mesma atividade é ilegítimo. (INCORPORADAS AS ORIENTAÇÕES JURISPRUDENCIAIS NºS 64 E 126 DA SDI-1) É bancário o empregado de empresa de processamento de dados que presta serviço a banco integrante do mesmo grupo econômico. a autora trabalhava como financiária. já que são inúmeros os casos já apreciados por esta Corte Trabalhista Regional em que trabalhadores são contratados pela Dadalto para laborar na DACASA. 05430032. No entanto. evidente. Ricardo A.03. a de que a holding teria sido criada com o fim de fornecer mão-de-obra para as suas controladas. de modo que a intenção das rés se mostra irrelevante.. faz cair sobre ela uma evidente ingerência direta. nos autos da RT1367. que desenvolve seu trabalho em atividade terceirizada. a realidade é que ela atua como mero prolongamento das várias atividades da segunda ré. desde logo. validamente.

há o amparo jurídico à livre estruturação interna das empresas. a exploração do trabalho alheio. por não serem enquadrados sindicalmente. 01434/2006. por isso. Logo. nos termos do § 3º do art.006. os quais louvo a presente decisão: “A marchandage. etc. incompatível com o espírito mercantilista que envolve tais contratações. Como coloquei anteriormente. de forma apenas um pouco mais amena. Tais contratos coonestam a ilegalidade dos agentes da marchandage no Brasil destruindo assim. a autora tem direito.56). não há impedimento legal a que as empresas se organizem juridicamente e isso significa dizer que nesses termos elas podem se dividir. a tese.3ª R . àquelas expressamente postuladas na presente ação e que adiante serão examinadas. na categoria profissional para a qual estão trabalhando. 511 da CLT. limitando-as. 23 de Setembro de 2013 81 judice. mas também porque a empresa DACASA FINANCEIRA é a única receptora dos serviços e das energias despendidas pela autora. a consequência mais nefasta está na seara do direito coletivo.02. a perceber os direitos reconhecidos pela r. mesmo quando lícita. em si. eventualmente. até a estabilidade. têm seu valor e trabalho menosprezados. ante o disposto nos artigos 128 e 460 do Código de Processo Civil. integra categoria diferenciada. segundo investigação do Ministério Público do Trabalho. data venia dos judiciosos argumentos em prol da nulidade da contratação e formação do vínculo diretamente com o tomador. garanti pelas mesmas razões. visto que tal ato configura violação direta ao art. Se os trabalhadores temporários. corretíssima a pretensão de que a eles se apliquem todas as benesses dos empregados da CVRD. A terceirização de mão-deobra.08. o trabalhador desamparado não oferece riscos quanto ao exacerbamento do espírito indicatório. são apenas nove trabalhadores. ao qual realmente servem. A estes o valor individual pouco ou nada interessa.2006). como não poderia deixar de ser. Dionísio. reputando. diante da prática de fraude ao artigo 511. em que se enquadra a hipótese versada. representando um retrocesso legal. a. com muito maior razão os trabalhadores contratados de forma permanente por empresa interposta para a prestação de serviços essenciais à empresa cliente terão direito a todas as vantagens asseguradas à categoria dos empregados da mesma. mas também à toda a coletividade. 7º. no caso concreto. o juiz Guilherme Piveti. não só por força dos dispositivos legais citados. §2º.019/74. que se pratica. a Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 profissionalidade do empregado e lhe conferi todos direitos que a lei e as normas coletivas concedem aos bancários. de deixá-la ao desamparo das normas coletivas aplicáveis. essa ótica. todavia.2004. da CLT.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. in fine da CF/88.95.Rel. Não participando dos dissídios coletivos das categorias a que efetivamente deveriam pertencer. Se o reclamante exercia atividade tipicamente bancária. sem dúvida. A burla. da Lei nº 6. porque este representaria melhoria salarial. 29. demonstra que apesar de manter a regularidade formal do contrato havido entre o empregado e sua empregadora. porque esse ato configura concorrência desleal. apesar de não se enquadrar no dispositivo legal. não pode servir de instrumento de redução dos custos de mão-de-obra se isto implicar em violação do princípio constitucional da isonomia’. não estando a ré autorizada a proceder a discriminação de lhe pagar direitos inferiores aos que são outorgados à sua categoria e muito menos. me parece a mais correta sempre que as empresas envolvidas sejam integrantes do mesmo grupo econômico. diminui ou praticamente anula as possibilidades de acesso à carreira. de 17. que são para mim relevantes. DJMG. ibi eadem dispositio). fazem jus a remuneração equivalente à paga aos empregados da mesma categoria profissional da empresa tomadora de seus serviços.3ª T . da Organização Internacional do Trabalho reunida em Filadélfia em 1944.00-8 em que contendiam Bruno Fernandes Poncio x Transpev Processamento e Serviços Ltda. razão pela qual tem o direito de ver seu contrato de trabalho regido pela Convenção Coletiva do Sindicato dos Profissionais Bancários”(Ac. a partir daí. O trabalhador é transformado em mero objeto. Por essas razões. impende imaginar a sorte e variedade de problemas com esses atos. Simplesmente não há na legislação impedimento a que o façam se respeitados os direitos de seus trabalhadores. mudando o que deve ser mudado. deve cair sob sua égide por semelhança de razão (ubi eadem legis ratio. se não respeitados. desde que não cause prejuízos aos trabalhadores. inciso XXXII. trocar de nomes.RO nº 08157/94 . Tal ementa. porque são alugados por terceiros. É a continuidade na empresa que assegura direitos ao trabalhador como promoção na carreira. por força do artigo 12. me pronunciei: “TRABALHADOR QUE DESENVOLVE ATIVIDADES TIPICAMENTE BANCÁRIAS. E além desses aspectos práticos. porque.17. destina-se a todo tipo de relação idêntica e que decisão idêntica deve ser tomada mesmo em eventual Ação Civil Pública ou substituição processual ampla e. evitam-se gastos com a implementação e a fiscalização junto à empresa principal em relação a tais alterações. a mais condenada forma de comércio. mas. E. A história empresarial no Brasil é farta de notícias de modestos contínuos que chegaram altas direções de grandes grupos. apresentou os fundamentos. pois. p. Com efeito. representa a semiescravidão. de resultado financeiro em nada diferente da posição que abraço. como bem jurídico da pessoa humana. salário compensador e. Desde o tratado de Versailles se declara que o trabalho não é mercadoria. dispensam-se ofícios à Previdência Social e à CEF para alteração de dados (e com isso reduzem-se as chances de problemas no encontro de informações futuras nos sistemas desses órgãos) e. DO. Juíza Sônia das D. seja porque impede o acesso à categoria profissional de que cogita o artigo 511 da CLT. é importante registrar que a praxe.” Ainda que desnecessário. que causa grave dano não só ao trabalhador. Rel. teria sido praticada por várias empresas financeiras e. cujo “único” limite é o respeito aos direitos de terceiros. além do abuso da personalidade jurídica. norma consagrada também pela Conferência Internacional do Trabalho. (TRT . sem condições de reivindicações. melhores postos. Vale dizer. não obstante a regularidade do contrato firmado com a reclamada. seja por reduzir o nível salarial do cidadão que ingressa no mercado de trabalho e em consequência reduz a circulação de riquezas. Freire Pimenta. gradativamente. ENQUADRAMENTO COMO BANCÁRIO. Além da fraude aos direitos individuais dos trabalhadores. a legislação social”. os aspectos práticos são muitos e justificam a opção. É condenada pelo mundo inteiro. é. a nulidade afeta exclusivamente as cláusulas contratuais prejudiciais e não a formação do contrato em si. em regra. Evitam-se rasuras na CTPS. sentença em face do seu efetivo labor como financiária. tais empregados ficam condenados à marginalização salarial. acresço que ao julgar o RO 01930. Se não se vinculam ao estabelecimento. A respeito deste tipo de fraude. Não devemos nos esquecer que. eis que o contrato social não permite que a empresa tenha por objeto o fornecimento de mão-de- . indefiro o pedido dos autores de declaração de que o vínculo se formou diretamente com a segunda ré. Assim. sem possibilidade de maior acesso. fundir. mas objeto de especial tutela do Estado. nos autos 1667/97.

ART. autorizam a instituição de correspondentes bancários pelas instituições financeiras. § 3º. Consectário da fraude.5.584/70 para a concessão do benefício. Assim.0. em tempos recentes. mantenho a sentença. a teor do art. JUSTIÇA GRATUITA Pugnam as Reclamadas pela reforma da r. Por corolário lógico do reconhecimento ao enquadramento da reclamante na categoria dos financiários e. Ainda que seja despiciendo. da CF. 2. Se essa data limite for ultrapassada. destaco que a r.DJ 20. pelos fundamentos já expostos no item anterior. CORREÇÃO MONETÁRIA. Logo. da CLT e na Orientação Jurisprudencial nº 304. O artigo 790. Alega que. Sem razão. Nego provimento. Sem razão. Presença do Dr. Por óbvio deverá ser observado o marco prescricional. 2. XXVI da CF/88. negar-lhe provimento. Sendo assim. Des.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Des. sob o argumento de que a autora não teria direito à jornada de seis horas Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 diárias.3. De início. não houve nenhuma violação aos textos legais e aos verbetes sumulares mencionados pelas Recorrentes. não obstante existência de Súmula mais favorável ao que foi pedido na inicial. JORNADA DE TRABALHO . representações das instituições bancárias em pequenos estabelecimentos comerciais varejistas. 2. participação nos lucros e gratificação de caixa). é a aplicação das disposições convencionais dos financiários aos empregados dessas prestadoras de serviços”(RO-01314. nos termos do voto da Relatora. CORREÇÃO MONETÁRIA Os recorrentes alegam que o artigo 459. Sustentam também que a CCT dos financiários é inaplicável pelo fato de as reclamadas não serem partes convenentes desse instrumento coletivo. de modo a proporcionar a facilidade de acesso da população de rincões do Brasil ou de locais cuja instalação de agência se mostre desaconselhável ao sistema de meios de pagamento. Mantido o valor da condenação. pelo recorrente. Garcia. que a autora está assistida por advogado particular e. da CLT. e do Dr. TST. para fins trabalhistas. sociedades de crédito. tal como desenhado pelo art. conforme item 2. a partir do dia 1º”. sentença.2008. 23 de Setembro de 2013 82 obra. 7º. tal como postulado. da CLT. 03. 2.3. do C. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de . constatando que a autora não tem condições de pagar as custas do processo sem prejuízo do sustento próprio ou da família. Rel. 2ª t. Nego provimento. POSSIBILIDADE.7ª e 8ª HORA. sentença atacada não deferiu à trabalhadora a assistência judiciária gratuita e sim os benefícios da justiça gratuita. 1. da CLT conferiu uma faculdade ao Juiz. constituindo fraude à legislação do trabalho a teor do art. pois. ou seja. 3. e pedido de reconhecimento de direitos previstos em norma coletiva própria. 2. 129/2005 . José Hildo S. Quanto ao fato de que as Reclamadas não foram signatárias da convenção coletiva dos financiários. incidirá o índice da correção monetária do mês subseqüente ao da prestação dos serviços. conforme deferido pela r. com fulcro no artigo 790. diante da ausência de labor para instituição financeira e de exercício de operações financeiras.2005. em seu apelo. XXVI. Nego. nego provimento. financiamento e investimento. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. é incontroverso que a reclamante foi contratada para cumprir 8 (oito) horas diárias. As reclamados pretendem a reforma da sentença que as condenou a pagar à reclamante horas extras após a 6ª diária. ao qual me reporto. e uso abusivo do direito de exercer sua atividade econômica (artigo 187 do Código Civil).04. 224 DA CLT). dessa forma. não podem elas beneficiar-se de suas próprias torpezas (artigo 9º. que preleciona: "reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho. eis que a sua constituição e funcionamento visa não expandir geograficamente o sistema de meios de pagamentos. pleiteando a reforma da decisão que determinou a aplicação da Súmula 381. (conversão da Orientação Jurisprudencial nº 124 da SDI-1) Res. HORÁRIO REDUZIDO (ART.6. CLT). prevê que a época própria para aplicação da correção monetária é o quinto dia útil do mês subseqüente ao vencido. do direito à jornada de seis horas diárias.3. como as empresas se utilizaram da mão-de-obra da autora em clara fraude à aplicação da lei trabalhista. do Banco Central. BENEFÍCIOS PREVISTOS NA CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO As reclamadas requerem a exclusão da condenação do pagamento dos benefícios da CCT dos financiários (auxílio refeição. alegando a impossibilidade de equiparação a essa categoria. Desta forma. o mesmo pedido de enquadramento. conhecer parcialmente do recurso ordinário. Nego provimento. devido é o enquadramento da autora na categoria de Financiária. §3º. 3. 459 DA CLT. Cláudio Armando Couce de Menezes. As Resoluções nº 2. pela recorrida. Não tem a mais pálida razão.010.4. Além disso.707/00 e 3. O pagamento dos salários até o 5º dia útil do mês subseqüente ao vencido não está sujeito à correção monetária. se manifestou: “ENQUADRAMENTO SINDICAL. a norma se sobrepõe à jurisprudência. 9º da CLT. devido o pagamento dos benefícios previstos nas CCT aplicáveis à categoria. como a autora não teria direito à jornada de seis horas diárias. Por corolário lógico do reconhecimento do enquadramento na categoria de financiários. pois apenas o pagamento espontâneo dos salários é que se sujeita ao prazo do artigo 459. por conseguinte. Não tem nenhuma razão. FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO. A constituição e o funcionamento de pessoa jurídica que tenha por fim a intermediação de acesso a crédito criado por bancos múltiplos ou sócios deles devem ser consideradas. mas tão-somente obviar a exigência e controle da autoridade monetária. EQUIPARAÇÃO DAS ATIVIDADES DAS PRESTADORAS DE SERVIÇOS A SOCIEDADE DE CRÉDITO. não estão presentes os requisitos previstos na Lei 5. o Tribunal. alegando. examinando ação envolvendo as mesmas reclamadas. 7º. ajuda alimentação. não pode ser adotado o divisor 180 para o cálculos das horas extras. é evidente que se o sábado está previsto na norma coletiva como dia de Repouso. no mérito.00. é óbvio que as horas extras serão calculadas utilizando-se o divisor 180. SALÁRIO.110/03. acertada é a sentença que lhe concedeu o benefício da justiça gratuita. Fábio Silva Rabelo. TST. da SDI-1. provimento ao recurso. por não exercer atividade bancária. do C. bem como elidir a aplicação das normas coletivas dos financiários aos seus empregados.12. e. conforme jurisprudência sumulada pelo TST: SÚMULA 381.17. sentença que deferiu à Reclamante os benefícios da justiça gratuita.2010). Além do que já foi decidido no item 2. DOE.

conhecer do recurso ordinário.1 CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário da reclamada. por maioria. faz jus o empregado ao pagamento da verba vindicada.0151 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: SIND TRAB IND MET MEC MATELETR E ELETRONICO E ESP SANTO Recorrido: SOCOBRAS PARTICIPACOES LTDA Origem: Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . Se a empregadora se contrapõe ao pedido de horas extras por inobservância do intervalo interjornada de 11 horas alegando apenas que procedeu a quitação da parcela em demanda ajuizada anteriormente e não comprova esta alegação. oriunda da 9ª Vara do Trabalho de VitóriaES. Vale destacar que a condenação da recorrente nestes autos não se socorre da confissão ficta do preposto da ré na reclamação transitada em julgado na 14ª Vara.5. Nesse passo. 66 da CLT. pois presentes os pressupostos de admissibilidade. Ocorre.2 INTERVALO INTERJORNADA A reclamada assenta a sua defesa na tese de que a hora de intervalo interjornada postulada pelo reclamante já foi quitada no bojo da reclamatória 0131600-26.17. FUNDAMENTAÇÃO 2.TRT 17ª Região .2011. Vencida. é pleito de indenização por conta da supressão de horas extras habituais. Não se contestou o fato de que o autor laborava das 8 às 22 horas.2011. 66 da CLT. pelo não provimento do apelo. que essa matéria é estranha aos autos.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Em razão do exposto. Tal esclarecimento é pertinente a fim se de evitar o manejo desnecessário de embargos declaratórios. se não houve pedido. negar-lhe provimento. 341-344. sendo partes as acima citadas. A esse respeito.2012. 2. portanto. quanto ao mérito. QUITAÇÃO NÃO COMPROVADA.17. CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região.0009 Processo Nº RO-116400/2012-009-17-00.2009. fundamentado na súmula 291 do TST. todavia.5. O que há. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora Acórdão Processo Nº RO-116400-57.2012.5. Como dito. 23 de Setembro de 2013 83 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente).0009 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: VALEC ENGENHARIA CONSTRUCOES E FERROVIAS S/A Recorrido: EZEDEQUIAS ALVES DA SILVA Origem: 9ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.5.0014. que julgou parcialmente procedentes os pedidos formulados na inicial.0116400-57. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pela reclamada em face da sentença de fls. às fls. 344). João Hilário Valentim. É o relatório.17. A prova dos autos corrobora essa conclusão. com o adicional de 100% e reflexos. multa prevista na legislação de regência. o que restou incontroverso. às fls. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Apenas em recurso a ré sustentou que o reclamante não logrou comprovar os fatos alegados.5. pois inexiste pedido neste sentido.5. a procedência do pretensão autoral decorre. O reclamante acostou cópia da petição inicial do processo acima citado. 3749. inclusive. ou não. observo que a reclamada argumenta ser indevida a “incorporação das horas extras” (fl.0151 Processo Nº RO-121100/2009-151-17-00. sem a observância da pausa 11 horas prevista no art. de fato. da parcela postulada.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA INTERVALO INTERJORNADA. Razões recursais. caso evidenciada a natureza protelatória do recurso. o que pode ensejar.0 Recorrente Advogado Recorrido Advogado VALEC ENGENHARIA CONSTRUCOES E FERROVIAS S/A Gabriel Miranda Coelho(OAB: 043502 RJ) EZEDEQUIAS ALVES DA SILVA Rodolfo Abdala Brandao da Costa(OAB: 009206 ES) ACÓRDÃO . Procurador do Trabalho: Dr. sobretudo. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. a arguição é inovadora e tardia. 337-339. Procurador: Dr.17. pugnando pela reforma da sentença no que atine ao intervalo interjornada e a “incorporação das horas extras”. Assim.2009. nego provimento. Contraminuta. a sentença concluiu que “as horas relativas ao intervalo interjornada não estão embutidas no somatório das horas deferidas” na RT 0131600-26.17. João Hilário Valentim. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: o Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). No mérito.4 Recorrente Advogado Recorrido Advogado SIND TRAB IND MET MEC MATELETR E ELETRONICO E ESP SANTO Elcio Teixeira de Almeida(OAB: 001640 ES) SOCOBRAS PARTICIPACOES LTDA Aldimara Guarnieri de Vasconcellos(OAB: 009158 ES) ACÓRDÃO . nem mesmo dos efeitos da coisa julgada produzida naquele contexto. No entanto. a análise deve se ater ao ponto controvertido.TRT 17ª Região . 2. 348-350. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-121100-43. mas não consta ali causa de pedir e pedido relacionado à inobservância do tempo de repouso previsto no art. do fato de ser incontroverso o desrespeito ao intervalo interjornada de 11 horas.0014. Vistos.17. por unanimidade. que concerne na quitação. conforme fls. impossível que a ré tenha quitado referida parcela na forma alegada. onde a empresa foi condenada ao pagamento de 129 horas extras mensais.3 ESCLARECIMENTOS No exame do apelo. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO.0121100-43. mas o recurso não cuidou especificamente do assunto.

a qualquer título. sendo partes as acima citadas. FUNDAMENTAÇÃO 2. às fls. 23 de Setembro de 2013 84 1ª VARA DO TRABALHO DE GUARAPARI . em seguida. sentença. que tivesse redigido a carta de oposição. correto o comportamento da reclamada. via carta de oposição. pela manutenção da r. COAÇÃO DA EMPRESA. V. As cláusulas coletivas que estabeleçam contribuição em favor de entidade sindical. constitucionalmente assegurado. O juízo a quo entendeu que não há prova da conduta anti-sindical da reclamada. sem que se tenha comprovado. Isto demonstra que os trabalhadores não se sentiram coagidos. Observe-se o aresto: CONTRIBUIÇÃO NEGOCIAL DE EMPREGADOS NÃO FILIADOS AO RESPECTIVO SINDICATO – INCONSTITUCIONALIDADE – PN Nº 119 DO C. ou seja. TST – A cobrança da "contribuição negocial" dos nãosindicalizados. o Sindicato autor alega que a reclamada obrigou seus empregados a redigirem uma carta de oposição à taxa coletiva mensal. 2. às fls. a reclamada. não restando comprovado qualquer tipo de coação por parte da reclamada quanto ao alerta aos seus empregados. Contrarrazões.1 CARTA DE OPOSIÇÃO À TAXA NEGOCIAL. Pois bem. INEXISTÊNCIA DE COAÇÃO DA EMPRESA. que participou de várias reuniões do Sindicato na empresa. o desconto de contribuição assistencial de empregado não-sindicalizado é ilegal. in casu. – Proc. Nesse cenário. 1ª Vara do Trabalho de Guarapari que julgou improcedentes os pedidos.0316 – Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 (20120766250) – Relª Regina Maria Vasconcelos Dubugras – DJe 10. nos termos da OJ n. qualquer coação da reclamada. nos autos. que passou a ser sindicalizado a partir do momento em que procurou saber qual o seu sindicato.5. Recurso ordinário a que se nega provimento. passou a efetuá-lo.349-352 proferida pela MM. que isto ocorreu após 08 meses após sua admissão. assim. RELATÓRIO O Sindicato autor interpõe recurso ordinário em face da r. o Sindicato alega que a reclamada coagiu seus empregados a redigirem uma carta em oposição a “Taxa Negocial”. 0002050-93. e 8º. a qual independe dessas formalidades.. 545 da CLT. realizada na portaria da empresa para que voltassem ao seu posto de trabalho [. Não merece reforma a r. (g. xx. e.2 MÉRITO 2. buscando a reforma da r. 13-14. (TRT 02ª R.. ainda que estipulada em convenção coletiva de trabalho.º 17 da Seção de Dissídios Coletivos: CONTRIBUIÇÕES PARA ENTIDADES SINDICAIS. mas como representante da CIPA pesquisou para saber qual Sindicato pertenciam e a empresa os comunicou que quem não quisesse sofrer desconto em benefício do Sindicado deveria fazer uma carta de próprio punho para que não houvesse o desconto. que o depoente não fez a carta porque tinha interesse de que o Sindicato o representasse. que às vezes a empresa permitia que reuniões fossem feitas dentro de seu refeitório e outras vezes na portaria. sentença quanto à taxa coletiva mensal/conduta anti-sindical. exceto quanto à contribuição sindical. Destaco que é esta a causa de pedir. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. sendo passíveis de devolução. destaco que a testemunha afirmou que não conhecia ninguém que tivesse se oposto ao desconto. Vistos. uma perseguição àqueles sindicalizados. Ressalto que o fato de esta mesma testemunha ter. Guerra do Sindicato. obrigando trabalhadores não sindicalizados. Entendo que deve ser assegurado ao empregado o livre exercício do direito de oposição.. às fls. viola o direito de ampla liberdade e filiação previsto nos arts. 354-358. os respectivos valores eventualmente descontados.n). às fls. portanto. conforme o entendimento sedimentado no C. nem caracteriza campanha anti-sindical. que a partir do momento em que os trabalhadores não fizeram oposição começaram os descontos. que condiciona o desconto em folha de pagamento à autorização dos empregados. Cabe à empregadora alertar seus empregados quanto ao desconto e à possibilidade de se oporem. sentença.2010. Vê-se que a própria testemunha arrolada pelo Sindicato autor. afirmado que ocorreram represálias aos empregados que não fizeram a carta de oposição estas supostas represálias não constam como causa de pedir da petição inicial. Com efeito. Razões do recurso. Tratando-se de ação sujeita ao rito sumaríssimo. sentença de fls.1 CONHECIMENTO Conheço do recurso do Sindicato autor porque presentes os pressupostos objetivos e subjetivos de admissibilidade. este passou a ser mais atuante na empresa.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. TST. o que ocorreu in casu. 295. Em razões recursais. em respeito aos princípios de proteção do salário somente após a não oposição dos trabalhadores ao desconto. que como represália muitas vezes eram retirados de dentro da assembléia do Sindicato. 5º. desse modo não considero. INCONSTITUCIONALIDADE DE SUA EXTENSÃO A NÃO ASSOCIADOS. mesmo porque todos os descontos em salário devem ser esclarecidos aos empregados. por via própria.02.07. espécie de contribuição assistencial. Sustenta que não é de se estranhar o fato de que os empregados espontaneamente tenham aderido às cartas de oposição. bem como o disposto no art.. viciando a manifestação de vontade dos trabalhadores e promovendo. as afirmativas no particular. 361-367. sob o fundamento de que a própria testemunha arrolada pelo Sindicato autor o levou a concluir que a empresa tão somente alertou seus empregados acerca da possibilidade do desconto quanto à taxa coletiva mensal facultativa. assim. Observe-se: .ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA CARTA DE OPOSIÇÃO À TAXA NEGOCIAL.. Na petição inicial.empregados que se sindicalizaram sofreram represálias. o que não importa na conclusão de exercício de coação sobre os trabalhadores e. Como transcrito acima. assim como muitos fizeram. são ofensivas ao direito de livre associação e sindicalização. em face da conduta anti-sindical da reclamada. nulas. como bem observou o julgador de primeiro grau. da CF. Observe-se as afirmativas da testemunha: . que não sabe a que Sindicato a empresa recolhia as contribuições.. Desde já esclareço que. Entendo que é assegurado ao empregado o livre exercício do direito de oposição ao desconto da taxa negocial. nos moldes do artigo 545 da CLT.] que também considera como represália o fato de o diretor ter estado em uma dessas . deixase de elaborar o. que não conhece ninguém que tenha apresentado oposição ao desconto.os trabalhadores não conseguiam identificar a que categoria pertenciam. que quando fez contato com o Sr. deve existir autorização do empregado para que o empregador efetue descontos a título de contribuições devidas ao Sindicato. E mais. Restando.2012)v96. não há falar em atitude anti-sindical. deixou evidente que não ocorreu coação por parte da reclamada em face de seus empregados para que redigissem a carta de oposição à “Taxa Negocial”. em razão dos princípios protetivos que regem o salário e sua integralidade.2.

DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-122900-73. pugna pela reforma da r.5.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA PRAZO PRESCRIOCIONAL.028 do CC. Pelo exposto e nos limites delineados na petição inicial quanto à causa de pedir. 7º.0141 Processo Nº RO-122900/2008-141-17-00. conhecer do recurso ordinário.12. Desse modo. Presença da advogada Aldimara Guarnieri de Vasconcellos. Procurador: Dr. Comprovantes de recolhimento das custas processuais e do depósito recursal às fls.1. "a" Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . considerando que na data de 10/01/2003 havia transcorrido mais de dez anos do prazo prescricional. muitos trabalhadores optaram por não fazer a carta. com relação ao pedido de indenização por danos morais e materiais decorrentes do alegado acidente de trabalho.17..PRELIMINARES SUSCITADAS PELA RECLAMADA 2. Nos casos em que o direito material deduzido pela parte autora é de reparação civil. que a reclamada atuava de forma oposta ao que seja taxado de represália. deve-se observar a regra de transição disposta no art.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. previsto no art. em respeito aos princípios de proteção ao salário. tem natureza de crédito trabalhista. João Hilário Valentim.2. 462 da CLT. Com efeito. negar provimento ao apelo.0122900-73.. Em síntese. indenização por danos morais e materiais decorrentes do acidente de trabalho e valor da indenização. em especial. contra a sentença de fls. Assim. com a modificação introduzida na Carta por meio da Emenda Constitucional n. que julgou parcialmente procedentes os pedidos iniciais. ante a ausência de intimação para acompanhamento da perícia técnica e face ao indeferimento da oitiva de testemunha. Observe-se o aresto a seguir: TAXA NEGOCIAL – DESCONTO DOS TRABALHADORES NÃO ASSOCIADOS AO SINDICATO – DIREITO DE OPOSIÇÃO – Mostra-se admissível o desconto das contribuições assistenciais dos trabalhadores não associados ao sindicato.” demonstra. 2.17. sendo certo que a do caso presente não se enquadra em nenhuma delas. Sustenta que o instituto da prescrição trabalhista possui regramento próprio. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pela reclamada. 8º. é certo que somente a competência restou deslocada da Justiça Comum para a Justiça do Trabalho.2008. XXIX da CRFB c/c art. – RO 0003317-79. até para grassar respeito ao direito individual de livre associação sindical preconizada pelo art. sem sombra de dúvida. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. 11 da CLT. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. Vistos. decorrentes do acidente de trabalho e suscita a preliminar de nulidade da sentença por cerceamento de defesa. FUNDAMENTAÇÃO 2.PRAZO PRESCRICIONAL. desde que lhes seja facultado o efetivo exercício do direito de oposição. ACIDENTE DE TRABALHO.2.5.. XXIX.. deve-se aplicar a prescrição de 20 anos (art. 803v-804v. como dito antes pela mesma testemunha “. nos arraiais da Justiça Comum.0039 – 1ª C. 2. aqueles decorrentes de acidente/doença do trabalho. ao lado de fora. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: o Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). estão sujeitas à prescrição do Código Civil.2010. Ademais..0141 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: METALOSA INDUSTRIA METALURGICA SA Recorrido: ADEVAL RIBEIRO DOS SANTOS Origem: VARA DO TRABALHO DE COLATINA . nego provimento. V. ACIDENTE DE TRABALHO A reclamada pugna pela reforma da sentença de origem para que seja reconhecida a prescrição. restou comprovado que a reclamada apenas assegurou aos seus empregados o livre exercício do direito de oposição. que às vezes a empresa permitia que reuniões fossem feitas dentro de seu refeitório e outras vezes na portaria. da Constituição da República. que sempre foi a norma aplicável. contados a partir da data do acidente. CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. onde a ré argúi a prescrição quanto à indenização por danos morais e materiais. pois a indenização pleiteada tem origem no contrato de trabalho e. – Relª Viviane Colucci – DJe 30.2008. 815-820v. Sem razão.1. a meu ver. E. em seu artigo 7º. não haveria falar na aplicação da prescrição prevista no ordenamento civil. sendo partes as acima citadas. 117. portanto.5. 23 de Setembro de 2013 85 assembléias realizadas na portaria da empresa. Assim.2011)v93 Pelo exposto. sem desnaturar o instituto em que se insere o pedido de indenização e. nos termos do art. por unanimidade. salvo em algumas hipóteses.º 45/2004. Nos casos em que o acidente de trabalho ocorreu antes da vigência da EC 45/2004 (08/12/2004) e do advento do Código Civil de 2002 (10/01/2003). É o relatório. 753-762. a empresa simplesmente avisou aos seus empregados que caso não desejassem o desconto referente à taxa negocial era necessária a apresentação de uma carta de oposição. Contrarrazões do reclamante às fls. (TRT 12ª R.. que a presença dela ali deixava os colegas com medo. Portanto. pela recorrida. e no mérito. que dispõe acerca da vedação da realização de desconto. pois presentes os pressupostos legais de admissibilidade. forçoso concluir que não restou comprovado qualquer coação por parte da reclamada em relação aos seus empregados no que se refere à carta de oposição. as ações que poderiam ser ajuizadas perante a Justiça Comum e que não o foram em razão da EC 45/2004.11. 769-803.TRT 17ª Região . a Constituição da República. Razões recursais às fls.que participou de várias reuniões do Sindicato na empresa.8 Recorrente Advogado Recorrido Advogado METALOSA INDUSTRIA METALURGICA SA Ricardo Barros Brum(OAB: 008793 ES) ADEVAL RIBEIRO DOS SANTOS Ubirajara Douglas Vianna(OAB: 005105 ES) ACÓRDÃO . Ademais. CC de 1916).CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário interposto pela reclamada. sentença quanto às seguintes matérias: indenização por danos morais decorrentes da dispensa discriminatória e valor da indenização.

1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. diz a Lei nº 5. Assim. Rejeito. No presente caso. mas nem a ré e nem seu assistente foram comunicados acerca da data e local da perícia. pedido este reiterado na audiência de encerramento e indeferido pelo Juízo a quo (fl. pelo que requer seja declarada a nulidade do laudo pericial e. a reclamada peticionou (fls. trazendo aos autos cópia da mensagem (fl. CERCEAMENTO DE DEFESA POR VIOLAÇÃO AO DEVIDO PROCESSO LEGAL. deve-se aplicar a prescrição de 20 anos (art. ele tem o direito de participar da perícia de forma a apresentar seu próprio laudo. art. 769 da CLT. consequentemente. sem sombra de dúvida. Nos casos em que se pede a condenação da empresa em danos morais. Pugnou pela declaração de nulidade do laudo pericial. qual seja. novamente. o perito afirmou que notificou as partes acerca da nova data da perícia por mensagem de email. 431-A prevê que “as partes terão ciência da data e local designados pelo juiz ou indicados pelo perito para ter início a produção da prova. por unanimidade. consequentemente. 683). Permitir-se-á a cada parte a indicação de um assistente. Em decorrência. 680-681. Notese que a reclamada indicou assistente técnico às fls. por maioria. a prescrição não pode ser a trabalhista. ocasionando a amputação de quatro dedos da mão. CC de 1916). 11. A reclamada. LV da CRFB e determinar o retorno dos autos à Vara de Origem para realização de nova perícia. 707-713).ara@slp. Em síntese. conforme se vê à fl. Em 01/06/1990.adv. Portanto. de fato. O direito material deduzido pelo autor é de reparação civil. Pelo exposto. já havia transcorrido mais da metade do referido prazo prescricional.584/70. 23 de Setembro de 2013 86 e a CLT. nos casos em que o acidente de trabalho ocorreu antes da vigência da EC 45/2004 (08/12/2004) e do advento do Código Civil de 2002 (10/01/2003). Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Parágrafo único. 2. nos moldes do art. Pois bem. a designação de nova data para realização da perícia. as partes foram cientificadas pelo Juízo para manifestação quanto ao laudo de fls.br . conforme fl. ficando sobrestada a análise dos demais tópicos do recurso. A reclamada sustenta que o endereço de e-mail para o qual o perito enviou a notificação não corresponde ao do patrono da ré à época da perícia e. e novo julgamento acerca da matéria. 719). quando o Código Civil de 2002 entrou em vigor. peticionou nos autos. Fixada a premissa de que a prescrição aplicável é aquela prevista no direito civil. no que concerne ao acidente de trabalho. 715-718). 311/312. em seu art. Sustenta que a ausência de intimação fere o seu direito de defesa. hora e local da perícia realizada acerca do acidente de trabalho. em seu art. fosse comunicada à ré por intermédio dos seguintes endereços de e-mail: juliana@slp. considerando que o resultado da perícia foi desfavorável à reclamada. na linha da regra de transição prevista no art.028 do Código Civil de 2002. sob pena de ser desentranhado dos autos. o reclamante não compareceu. CONCLUSÃO: ACORDAM os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região.NULIDADE DA SENTENÇA. O CPC é taxativo quanto à determinação de que as partes sejam intimadas da perícia. enviada no dia 25. da sentença. não foram notificados quanto à data.br. não há prescrição a ser declarada. no que concerne ao acidente de trabalho. Realizada a perícia. em 10/01/2003.028 do CC. e solicitou o agendamento de nova data às fls. 431-A do CPC é aplicável ao processo do trabalho de forma subsidiária. 117. em especial. 731-733). Vejamos. afirmando que não havia sido notificada acerca da perícia marcada anteriormente e requereu que. uma vez que não se trata de crédito trabalhista stricto sensu. De fato.br . O acidente que acometeu o reclamante é típico.adv. E considerando que o prazo prescricional encerrar-se-ia em 01/06/2010 e que o autor ajuizou a presente ação em 07/11/2008. dentre os destinatários da mensagem. conforme entender de direito. Assim. AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO PARA ACOMPANHAMENTO DA PERÍCIA TÉCNICA. quando laborava em prol da ré e realizava operação com prensa hidráulica.º 45/2004. note-se que foram agendadas duas perícias. é o do art. 249. 679. Na primeira. 2. a perícia foi realizada sem notificação da ré ou de seu assistente acerca da hora. 750). em que pese a indicação de assistente técnico.com. ciente da tentativa frustrada de realizar a perícia. no caso. §2º do CPC e art. acolho a preliminar para declarar a nulidade da sentença. tratando -se de típica hipótese de acidente de trabalho. cumpre agora estabelecer o critério para a contagem do prazo. O art. a falta de intimação da parte ou do seu assistente para acompanhar a prova técnica importa em cerceio do direito de defesa. Nada há que justifique ao assistente técnico tomar a iniciativa de marcar com o autor exame antes ou depois daquela data marcada pelo perito. não se encontra nenhum dos endereços de e-mail fornecidos pela ré para notificação acerca da nova data da perícia. 719). slp. §2º do CPC. 691-702. perito (fl. e. da cópia do email enviado pelo d. entendo que deve ser declarada a nulidade do laudo pericial e. alegando que indicou assistente técnico. com fulcro nos artigos 5º LV da CRFB e 431-A do CPC.2012. 5º. no presente caso. e tendo em vista a previsão do art. 2. conhecer do recurso ordinário interposto pela reclamada. uma vez que. que sempre foi a norma aplicável. tendo em vista que na data de 10/01/2003 havia transcorrido mais de dez anos do prazo prescricional. indicado o assistente. sem desnaturar o instituto em que se insere o pedido de indenização e. observo que. contados a partir da data do acidente. fixam um prazo específico para o empregado propor na Justiça Trabalhista ações referentes a créditos resultantes das relações de trabalho. sendo certo que somente a competência restou deslocada da Justiça Comum para a Justiça do Trabalho.2. no caso concreto. cujo laudo terá que ser apresentado no mesmo prazo assinado para o perito. Em seus esclarecimentos (fls.” Isto significa que. entendo que a ré e seu assistente técnico. 3º: “Os exames periciais serão realizados por perito único designado pelo Juiz. deve-se observar a regra de transição disposta no art. Destarte. nos arraiais da Justiça Comum. com a devida intimação das partes. com fulcro nos artigos 431-A e 249. A reclamada alega que. com a modificação introduzida na Carta por meio da Emenda Constitucional n. Assim. Pois bem. rejeitar a . que fixará o prazo para entrega do laudo. 683. o prazo prescricional aplicável. da sentença quanto a este aspecto. 117 do Código Civil de 1916. teve sua mão esquerda atingida pelo equipamento. Assim. data e local dos trabalhos periciais. Frise-se que o art.2.” Ademais. no mesmo prazo assinado ao perito. marcone@metalosa. a data deste é o marco inicial para contagem da prescrição. (fl. o prazo de 20 (vinte) anos. Nesta ocasião.04. aqueles decorrentes de acidente/doença do trabalho. estão sujeitas à prescrição do Código Civil. entendo que as ações que poderiam ser ajuizadas perante a Justiça Comum e que não o foram em razão da EC 45/2004. requer seja declarada a nulidade da perícia (fls.

acórdão de fls. porque presentes os pressupostos legais de admissibilidade. uma vez que não é essa a função dos embargos de declaração. registre-se que tampouco houve omissão. Presença da advogada Thyara Destefani Stelzer. deverá o embargante valer-se de via recursal própria. 741/746 . haja vista que no último parágrafo da fl. LV da CRFB e determinar o retorno dos autos à Vara de Origem para realização de nova perícia. sendo partes as acima citadas. FUNDAMENTAÇÃO 2. ACÓRDÃO DE FLS. p. Assim. 6ª ed. ante a inexistência dos vícios alegados. Nesta senda. João Hilário Valentim.2 – EMBARGOS DA RECLAMADA Aduz a reclamada que o decisium embargado foi contraditório e Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 omisso.2 Embargante Advogado Embargado Plurima Autor Advogado Plurima Réu PEIU SOCIEDADE DE PROPOSITO ESPECIFICO Roberto Garcia Mercon(OAB: 006445 ES) SOLANGELO SIMPLICIO BITTENCOURT SOLANGELO SIMPLICIO BITTENCOURT Erildo Pinto(OAB: 004621 ES) PEIU SOCIEDADE DE PROPOSITO ESPECIFICO - ACÓRDÃO . 5º.Diz que o acórdão inovou no fundamento que não foi ventilado pela parte em sua petição inicial e que mesmo sendo Administrador. que o sindicato SUPORT é quem efetivamente representa a categoria abarcada pela reclamada.2012. uma vez que. Inicialmente. estando pendente de julgamento pelo Tribunal Superior do Trabalho o agravo de instrumento interposto” e que “antes do ajuizamento da ação acima mencionada a reclamada firmava acordos coletivos com a SEANMES e só a partir de 09/12/2009 passou a firmar acordo coletivo com o SUPORT e que o autor. 2008.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA Embargos Declaratórios das Partes conhecidos e não providos. Contraditório. 2. (Curso de Direito Processual do Trabalho. 2.0003 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargantes: PEIU SOCIEDADE DE PROPOSITO ESPECIFICO SOLANGELO SIMPLICIO BITTENCOURT Embargados: O V. respectivamente. pela reclamada e pelo reclamante. patente o mero inconformismo.2010. desconsiderou que na ação tombada sob nº 0008700-81.81.0012 ficou assentado.12. decisões. Vencida. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. 23 de Setembro de 2013 87 argüição de prescrição quanto ao acidente de trabalho e acolher a preliminar para declarar a nulidade da sentença. mister esclarecer que a contradição apta a ser sanada por esta via é apenas aquela porventura existente entre partes do próprio texto do acórdão. em 27. no que concerne ao acidente de trabalho. Pode ocorrer contradição não apenas entre o relatório e a fundamentação ou entre essa e o decisum.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. o que descaracterizaria suposto conflito societário e. apontando supostos vícios. in verbis: A contradição. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. descabida é a pretensão do embargante. quanto às preliminares. §2º do CPC e art. REGIÃO SOLANGELO SIMPLICIO BITTENCOURT PEIU SOCIEDADE DE PROPOSITO ESPECIFICO Origem: 3ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA .EMBARGOS DO RECLAMANTE .2012. a categoria preponderante da empresa é representada pela SUPORT. pela recorrente. mas também entre quaisquer partes da sentença ou do acórdão. 833). porque no corpo da decisão não se vislumbra nenhuma oposição de motivos ou idéia. São Paulo: LTr. o decisium assim se pronunciou: “o fato dos diretores terem assinados conjuntamente a procuração dando poderes ao patrono que assina a peça defesa poderes para representar a empresa em Juízo só nos leva à conclusão de que a outorga de poderes foi válida. e novo julgamento acerca da matéria. teses ou provas eventualmente existentes. com fulcro nos artigos 431-A e 249. desde 2008 vinha exercendo o cargo de dirigente sindical do SEANMES”.0003 Processo Nº ED-123400/2012-003-17-00. 741/746. o julgado tratou em pormenor a matéria quando aduziu que “a sentença proferida na RT nº 008700. porque eleito como suplente na entidade sindical SEANMES. que eu te darei o direito”). ficando sobrestada a análise dos demais tópicos do recurso. Procurador: Dr. o Juízo ao prestar a tutela jurisdicional deferindo pedido autoral por fundamento diverso do apresentado pela parte está apenas aplicando o brocardo da mihi factum dabo tibi ius (“Dá-me os fatos. À análise. Com efeito.3 . DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-123400-29.17.17. Aduz ser omisso. bem como visando ao prequestionamento da matéria. a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. a nulidade da dispensa. porque olvidou o fato de que o instrumento procuratório de defesa foi assinado por ambos sócios. Outrossim.mo Desembargador Carlos Henrique Bezerra Leite deste Egrégio Tribunal ensina. não há de se falar em omissão. reconhecendo a estabilidade provisória do reclamante. com a devida intimação das partes. conforme entender de direito.TRT 17ª.2010. em face ao v. desejando o reexame da matéria.5. para fins de embargos de declaração. 748/756 e 757/770) opostos. que o SUPORT era o sindicato representativo dos empregados da reclamada ainda não transitou em julgado.2010. o Ex. por este mesmo Tribunal. no que tange à análise do instrumento procuratório. ato contínuo.5. dispositivos legais.5.0012 que decidiu. os quais se prestam apenas para sanar os vícios elencados no art. Em sendo assim. Por fim. 742-vº e seguinte. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: o Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). Por oportuno.5. deve se encontrar no corpo da sentença. não merece acolhida a alegação da embargante no tocante à contradição.0123400-29. 897-A da CLT. mas não guarda qualquer relação de acordo com a dispensa do reclamante”. Nesse sentido.17.TRT 17ª Região .1 – CONHECIMENTO Conheço de ambos os embargos de declaração. e não entre o julgado embargado e outros documentos.17. Vistos. nego provimento. RELATÓRIO Trata-se de embargos declaratórios (fls. na medida em que.

da forma mais conveniente à parte". negar-lhes provimento. LV da CF. uma vez que. bem como o detalhamento de ligações recebidas no seu telefone funcional foram negligenciadas para efeitos de concessão das verbas em comento. Sobre a matéria. a qual. corroboram à tese da irregularidade do horário. Vistos.17. nego provimento. especificamente sobre o deferimento do índice de reajuste de 1993.2012. 2. apontando vícios no julgado e visando ao prequestionamento. todas as razões recursais. desnecessário contenha nela referência expressa do dispositivo legal para ter-se como prequestionado este. o magistrado tem o dever legal de expor os motivos de seu convencimento. enquanto no plano de emergência individual.1. sob o fundamento de que o documento utilizado como prova emprestada foi reformulado pelo próprio perito e que o referido sequer foi juntado aos autos. 3. ante os limites estreitos dos arts. Sustenta que. à luz do livre convencimento motivado. também. os magistrados são amparados pelo princípio do livre convencimento motivado.TRT 17ª. desde que a matéria tenha sido apreciada no acórdão embargado. Com efeito. gozar da prerrogativa de apreciar os autos segundo seu discernimento. no mérito. não implica o exercício da função de administrador. ante a inexistência de vícios alegados. não sendo constrangido a confrontar em seu decisium. 897-A da CLT e 535 do CPC. Pois bem. alega que não há nos autos prova real de que possuísse poder de mando e/ou gestão. Procurador do Trabalho: Dr. Concernente às horas de sobreaviso. sendo que não há falar em vícios em virtude do não acolhimento de alegações das partes. uma a uma. por unanimidade. Inteligência da Súmula Nº 297 (inserida em 20. Registro. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. por unanimidade.SHERLIS RODRIGUES DE FARIA Origem: 13ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . da SDI-I. Cabe à parte insatisfeita com o resultado do julgamento manejar a via processual adequada para externar sua irresignação. 23 de Setembro de 2013 88 O ora embargante. mas não de fazê-lo da forma que a parte entenda ser a mais adequada. que prequestionar não é "sinônimo de dizer aquilo que se quer que diga. O chamado "prequestionamento" não constrange o julgador a fundamentar nos exatos moldes pretendidos pela parte. acórdão de fls. Ademais.1 OMISSÃO E PREQUESTIONAMENTO. na decisão recorrida. Conhecidos e não providos.5. ACÓRDÃO DE FLS. Portanto. observo que o embargante lastreia argumentos tipicamente recursais que conduzem à reapreciação de conteúdo meritório.17.0013 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: FUNDACAO VALE DO RIO DOCE DE SEGURIDADE SOCIAL VALIA Embargado: O V.2012. do TST: Prequestionamento. aponta que o acórdão foi omisso aos argumentos que lhe garantiriam a concessão das horas extras e horas de sobreaviso não reconhecidas por este Tribunal. Insurge-se a reclamada contra o v. Não se vislumbra qualquer vício no julgado. pois presentes os pressupostos de admissibilidade. aponta que a condição de plantonista. ser evidente que. aduz que o nome do cargo. 346-347. como o fez. Vejamos. não fazendo jus à quitação de horas extraordinárias. não teve a Corte por ocorridas as violações alegadas pela parte. em se adotando a tese exposta no julgado. importante repisar a exposição dos fundamentos do julgado cujo teor versa que o exercício como membro do Conselho Administrativo da empresa. FUNDAMENTAÇÃO 2. No que pertine às horas extras. RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos pela reclamada. entendendo por satisfatoriamente prequestionadas no julgado hostilizado.0013 Processo Nº ED-123400/2012-013-17-00.TRT 17ª Região . não há de se falar em omissão quanto às horas de sobreaviso. deve-se ter em mente. requerendo ainda a manifestação expressa quanto à oportunidade que o laudo fora juntado aos autos. uma vez que os embargos declaratórios não se prestam para corrigir justiça ou injustiça da decisão. REGIÃO . MÉRITO 2. conhecer de ambos os embargos declaratórios e. sendo partes as acima citadas. frise-se.11. Pois bem.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. conhecer dos Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . Ademais. ou seja.1997): Havendo tese explícita sobre a matéria. endossou a posicionamento esposado no acórdão. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-123400-96. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. para fins de prequestionamento. CONHECIMENTO Conheço dos embargos de declaração opostos. a revisão do mérito da decisão é providência estranha aos propósitos dos embargos de declaração.5. Nestes termos.2. nego provimento. há violação aos artigos 398 do CPC e 5º. porquanto o magistrado. reitera-se. acórdão.2. como feito in casu. Portanto. À luz do exposto. a remuneração auferida pelo obreiro e a comprovada flexibilização de seu horário de trabalho demonstram que o reclamante exercia cargo de gestão. 346-347 . a relação de dias e horas que o reclamante permaneceu além da jornada normal de trabalho (elencadas nos embargos). João Hilário Valentim. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.0123400-96. em face do v. unidas às que permaneceu aquém (descritas no acórdão). sem a devida análise de suas atribuições.0 Embargante Advogado Embargado Advogado FUNDACAO VALE DO RIO DOCE DE SEGURIDADE SOCIAL VALIA Sandoval Zigoni Junior(OAB: 004715 ES) SHERLIS RODRIGUES DE FARIA Maíra Dancos Barbosa Ribeiro(OAB: 010800 ES) ACÓRDÃO . Igualmente.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DA RECLAMADA. Tese Explícita. nos termos da OJ 118.

E.1 QUANTIDADE DE HORAS EXTRAS COM 50%. Observe-se que a coisa julgada é claríssima quanto às horas extras. Vistos. atualização monetária e multas. ora agravante.08). forçoso concluir que existe. ressalto. Desse modo. 2031v. considerando que juntou aos autos os controles de frequência de junho/2007 a agosto/2008. de que fossem retificados os cálculos homologados quanto aos meses de junho de 2007 e agosto de 2008. às fls.2 MÉRITO 2. forçoso concluir que existe. Oportuno destacar que esse é o entendimento cristalizado pelo C.5 Agravante Advogado Agravado Advogado Plurima Réu Advogado FRONTIER DRILLING DO BRASIL LTDA. Nesse mesmo sentido é também o entendimento deste E. indiscutível (artigos 5º.2008. FUNDAMENTAÇÃO 2.TRT 17ª Região .1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 637-642. ficando a cargo da empresa o pagamento de juros. 879. às fls. decisão de fls. ). do Código de Processo Civil e art. XXXVI.1 CONHECIMENTO Conheço do agravo de petição da executada porque presentes os pressupostos objetivos e subjetivos de admissibilidade. considerando que o empregado não deve suportar deduções maiores do que aquelas que teria. João Hilário Valentim. INCIDÊNCIA DE JUROS DE MORA E MULTA. pois a decisão judicial já sedimentada pela coisa julgada é imutável e. § 1º. às fls. . para todo o pacto de trabalho.2008. 452-471 determinou a apuração das horas extras conforme a jornada informada na petição inicial. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). não há falar em retificação dos cálculos quanto às horas extras.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA REDISCUSSÃO DE MATÉRIA COBERTA PELA COISA JULGADA. Sustenta a agravante que quanto aos meses de junho de 2007 e agosto de 2008 os cálculos das horas extras foram majorados. razão pela qual devem ser retificados. 634-635 do volume apenso da execução provisória proferida pela MM. Oportuno esclarecer que o fato gerador da contribuição previdenciária é a data da prestação do serviço. Esta é a hipótese dos autos. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 CONTROLES DE PONTO. pela manutenção da decisão. conforme sedimentado na Súmula n. 23 de Setembro de 2013 89 embargos declaratórios e. se o pagamento fosse efetuado na ocasião oportuna sem necessidade de demanda judicial. deve o reclamante arcar somente com o pagamento da contribuição previdenciária em seus valores históricos. portanto. 2. da Constituição da República Federativa do Brasil.07). nego provimento. negar-lhes provimento. RELATÓRIO A executada interpõe agravo de petição em face da r. acórdão de fls. Os descontos relativos à Previdência Social deverão ser calculados mês a mês.. resta à evidência que quanto ao deferimento das horas extraordinárias a res iudicata determina o cálculo conforme os horários de labor informados pela reclamante na petição inicial. buscando a reforma da r. 2163-2169.2 DESCONTOS PREVIDENCIÁRIOS. verbis: CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. pois a decisão judicial já sedimentada pela coisa julgada é imutável e. No tocante às contribuições previdenciárias decorrentes de créditos reconhecidos em sentença. Alega que foram deferidas horas extras com 50% de conformidade com os horários indicados na petição inicial tão somente quanto aos meses que não foram colacionados aos autos os controles de frequência.Se há coisa julgada material quanto à matéria objeto do agravo de petição. quanto no que pertine aos dias de pico (fl. não há qualquer comando no sentido de que devam ser considerados os cartões de ponto colacionados aos autos. Se há coisa julgada material quanto à matéria objeto do agravo de petição. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Pelo exposto.2. Procurador do Trabalho: Dr. sendo partes as acima citadas. seja pela prova testemunhal.seja pela ausência parcial dos cartões de ponto. A decisão agravada sob o entendimento de que o v.17. definitivamente. relatados e discutidos os presentes autos de AGRAVO DE PETIÇÃO. na verdade. Razões do agravo de petição. Tribunal. da Constituição da República. XXXVI. Assim. 468. FATO GERADOR..0128100-75.5. Isso porque ao se afirmar que o fato gerador das contribuições previdenciárias seria o pagamento.212/91. no dia 31/07/2013. 468. Busca a retificação dos cálculos. tenho como válido os horários de labor que a reclamante informa na inicial. in verbis: . 20. indiscutível (artigos 5º. se pretende dizer que somente a partir do efetivo pagamento do crédito trabalhista ao empregado é que passam a ser exigíveis as contribuições previdenciárias.0007 AGRAVO DE PETIÇÃO Agravante: FRONTIER DRILLING DO BRASIL LTDA. Sem razão a agravante. Logo. 879. decisão quanto à quantidade de horas extras com 50% e quanto ao fato gerador de contribuição previdenciária/incidência de juros de mora e multa. apuradas nos dias normais ou nos dias de pico. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº AP-128100-75. Contraminuta apresentada pela União. portanto. Danielle de Castro Nogueira(OAB: 006462 ES) MARIA HELENA CARVALHO NIKOLIC Esmeraldo Augusto Lucchesi Ramacciotti(OAB: 00232B ES) UNIAO (CONTRIBUICOES PREVIDENCIARIAS/IRRF) Bento Adeodato Porto(OAB: 007486 ES) ACÓRDÃO . da CLT. do Código de Processo Civil e art. 2. 7ª Vara do Trabalho de Vitória que julgou improcedentes os embargos à execução.0007 Processo Nº AP-128100/2008-007-17-00. da Lei 8. publicada no Diário Oficial do TRT-17ª Região nº 1202. definitivamente. art.17. julgou improcedente o pedido da 1ª reclamada.). obstáculo que qualquer juízo venha a exercer nova cognição. tanto no que pertine aos dias normais (fl. nos termos do art. no mérito. TST no item III da Súmula nº 368. § 1º. IMPOSSIBILIDADE . Agravados: MARIA HELENA CARVALHO NIKOLIC UNIAO (CONTRIBUICOES PREVIDENCIARIAS/IRRF) Origem: 7ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA .2. da CLT. obstáculo que qualquer juízo venha a exercer nova cognição. estes controles devem ser utilizados para o cálculo correto das horas extras. art.5.17.

relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. O art. é clara ao dispor que os cálculos de liquidação deverão consignar. por unanimidade. da lavra do Exma. correção monetária e juros de mora. os valores das contribuições previdenciárias do segurado empregado e os valores de base de apuração da contribuição previdenciária a cargo da empresa. às fls. que extinguiu o processo com julgamento de mérito. Sempre perfilhei o entendimento de que o portuário avulso que presta seus serviços sem vínculo de emprego. nos moldes do art. “Considera o fato gerador das contribuições sociais a data da prestação do serviço”.1997. Contrarrazões apresentadas. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. E quanto ao argumento do Reclamante no sentido de que de que se aplicaria a prescrição decenal prevista na regra de transição de que cogita o art.17. com resolução de mérito (CPC. sendo partes as acima citadas. João Hilário Valentim. 7º.º 8. por maioria. pois os serviços que desempenha se ultimam ao fim de cada requisição que atende. De toda sorte. de 10.4 Recorrente Advogado Recorrido Advogado JOSE CARLOS DA SILVA(ESPOLIO DE) REP ROSA MARIA STOCO DA SILVA Flávia Aquino dos Santos(OAB: 008887 ES) MULTILIFT LOGISTICA LTDA Laura Maria de Souza Pessoa(OAB: 011153 ES) PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO . . 35 da Lei n. o contrato de trabalho com o OGMO somente veio a ser extinto com o falecimento do reclamante ocorrido em 25/03/2012. XXIX. 2028 do Código Civil.º prevê o procedimento a ser adotado para o seu cálculo. no mérito. Vencido. IV). envolvendo.10.1.TRT 17ª Região . até porque – afirma – a OJ 384 foi cancelada.048/99 estipula o prazo em que deve ser feito o recolhimento decorrente das verbas reconhecidas em Juízo. que presta seus serviços sem vínculo de emprego. Juíza Denise Marsico do Couto. enquanto o § 4. e extinguiu o processo. Alega que a prescrição bienal não se sustenta. 205. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-129500-65. a matéria já não comporta grandes discussões. CONCLUSÃO Conhecer do agravo de petição e.º 66. 3. pois de acordo com a nova redação da Lei 8212/91 nos artigos 34.2. Afirma que. ACIDENTE TÍPICO DE TRABALHO. conforme o art. 701/703. na época da prestação de serviços. 715/728. 705/712v).5. INDENIZAÇÃO POR DANO MATERIAL E MORAL Não se conforma o recorrente com a sentença que declarou a prescrição bienal nos termos da OJ 384. FUNDAMENTAÇÃO 2. Aduz que.941/09.212/91 e devem ser aplicados desde a data da prestação dos serviços. Logo.2010. negar-lhe provimento. o Desembargador José Luiz Serafini. Ao trabalhador portuário avulso. Dessa forma. A lei é claríssima ao estabelecer que a “atualização do crédito devido à Previdência Social obedecerá os critérios estabelecidos na legislação previdenciária” (CLT. pois a inteligência do inciso XXIX do art. 879. 2. 7º da CF/88 não autoriza que se aplique aos trabalhadores avulsos a regra da prescrição bienal. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante. sentença de fls.0004 Processo Nº RO-129500/2010-004-17-00. a situação pretérita originada em uma violação da lei. prevista no artigo 7º. art.2010.5. XXIX e XXXIV da CF/88. da CRFB.0129500-65. o prazo a ser aplicado é o quinquenal. TRABALHADOR PORTUÁRIO AVULSO. 23 de Setembro de 2013 90 A base de cálculo de tais contribuições leva em consideração a época própria em que as mesmas seriam devidas.a 2010. CONHECIMENTO Presentes os pressupostos de admissibilidade. A Ordem de Serviço INSS/DAF/DSS n. 3).028 do Código Civil de 2002). o acidente sofrido pelo autor ocorreu em 06/10/2006 e a presente reclamação trabalhista foi ajuizada em 04/11/2010. conheço do recurso. aplica-se a prescrição bienal. sempre perfilhei o entendimento de que ao trabalhador avulso aplica-se a prescrição constitucional prevista no art. dada pela Lei nº 11. TRABALHADOR PORTUÁRIO AVULSO. em face da r. no tocante aos descontos previdenciários. prevista no artigo 7º. negar-lhe provimento. nos termos do art. 205. 43. além de não ser possível aplicá-la porque entre 2006 – data do acidente . mês a mês. tendo em vista o prazo decenal previsto no Enunciado nº 45 da 1ª Jornada de Direito Material e Processual na Justiça do Trabalho (prescrição de 10 anos. ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: PRESCRIÇÃO BIENAL. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). obviamente.0004 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: JOSE CARLOS DA SILVA(ESPOLIO DE) REP ROSA MARIA STOCO DA SILVA Recorrido: Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 MULTILIFT LOGISTICA LTDA Origem: 4ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . 269. 35 e notadamente no § 2º do art. pede a aplicação do princípio da norma mais favorável (art. conhecer do agravo de petição e. da CRFB. está sujeito à prescrição bienal. devem ser deduzidos do empregado apenas os valores que seriam devidos mês a mês. Custas dispensadas (fl.17. PRESCRIÇÃO BIENAL. 276 do Decreto nº 3. Nego provimento. tanto a multa quanto os juros são devidos. pois. Por último. pois os serviços que desempenha se ultimam ao fim de cada requisição que atende (Recurso a que se nega provimento) Vistos. e não a da lei infraconstitucional. quando já decorridos os dois anos. não se verifica o lapso temporal de 10 (dez) anos. art. XXIX. como a ação foi ajuizada após a EC 45. §4. do Código Civil) e o princípio do in dúbio pró-operário. ou de 20 anos. às fls.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 2. Procurador do Trabalho: Dr.º). no mérito. sendo certo que o acidente de trabalho ocorreu em 06/10/2006 e tendo a ação sido ajuizada em 04/11/2010. não há como imputar ao reclamante o pagamento de multa. Conforme declarado na peça exordial (fl. ACIDENTE TÍPICO DO TRABALHO. Não tem razão. como é o caso presente. 702v).

sob a fundamentação de que o mesmo não fora apreciado. 83-86. 115-118. não podendo ser instrumento para suprir a intempestividade de recurso anterior. Procurador do Trabalho: Dr. validamente ou não. no mérito. 2. FUNDAMENTAÇÃO 2. havendo tese explícita quanto ao entendimento adotado. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente).2.1997): Havendo tese explícita sobre a matéria.2. na sessão de 09/05/2013.17. que a via recursal eleita não se presta ao fim almejado. Vistos. Em razão do juízo de admissibilidade negativo de seu recurso ordinário. Entretanto.0014 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: EDILSON ALVES DE OLIVEIRA Embargado: O V.1. da 2ª Turma. eventual erro de julgamento existente no julgado deve ser argüido pela via recursal própria. em nada modifica meu entendimento. 115-117 . pois os aclaratórios destinam-se ao saneamento dos vícios elencados no artigo 897-A da CLT.17. por fim. TST: Prequestionamento.5. pois inexistentes os vícios alegados. Tese Explícita. da SBDI-1/TST (Resolução 186/2012). torna-se inadmissível a sua renovação. Insta frisar. no mérito. Vencido. Se a faculdade processual já foi exercida. já que intempestivo. apontando vícios no julgado. conforme OJ nº 118 da SDI-1 do C.2012. formulado pela advogada do recorrente. Assim. conforme despacho de fls. por unanimidade. acórdão de fls. constitui ofensa ao principio da unirrecorribilidade.TRT 17ª. sob o fundamentação de que o intuito da adesividade se presta tão somente àquele que não pretendia recorrer. João Hilário Valentim.5. que o cancelamento da OJ 384. Da simples análise dos embargos. às fls. acórdão. ACÓRDÃO DE FLS.TRT 17ª Região . tem-se que o recurso ordinário do reclamante foi negado provimento. RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos pelo reclamante em face do v. que já exposto no julgamento do RO 0136200-95. mesmo com a denegação de seguimento do primeiro.0010 Processo Nº ED-136700/2012-010-17-00. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora Acórdão Processo Nº ED-135900-94.11. o reclamante interpôs agravo de instrumento na tentativa de destrancar o recurso ordinário adesivo. DA CONTRADIÇÃO O reclamante aponta contradição no v. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. DA OMISSÃO. quanto à prescrição bienal. na decisão recorrida. negar-lhe provimento. conhecer do recurso e.17. sob a fundamentação de que este Regional não observou o procedente normativo 98 do TST. Inteligência da Súmula Nº 297 (inserida em 20. por preclusão consumativa. Nego provimento. Insurge-se o reclamante alegando omissão no v. quando a parte já havia interposto recurso ordinário anterior. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim. Num breve histórico. conhecer dos embargos declaratórios e. entende esta Corte que satisfatoriamente prequestionadas as matérias trazidas nos embargos.” Portanto. Não satisfeito. Sob a alegação de contradição. Pois bem.5.2012. DO RECURSO ORDINÁRIO ADESIVO. interpôs recurso ordinário adesivo. esta Corte entendeu que “a interposição do recurso ordinário adesivo. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. por maioria. Ademais. CONHECIMENTO Conheço dos embargos de declaração opostos. acórdão quanto à multa pela retenção da CTPS. Desse modo.5. por unanimidade. verifica-se que a reclamada buscou rediscutir matéria que já foi objeto de decisão do v. não há falar em omissão quanto a não apreciação do recurso ordinário adesivo do reclamante. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-136700-37.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO opostos pela reclamada conhecidos e não providos. sendo partes as acima citadas. desnecessário contenha nela referência expressa do dispositivo legal para ter-se como prequestionado este. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região.6 Embargante Advogado Embargado Advogado EDILSON ALVES DE OLIVEIRA Ernandes Gomes Pinheiro(OAB: 004443 ES) ORTENG SPE PROJETOS E MONTAGENS LTDA Jason Soares de Albergaria Neto(OAB: 046631 MG) ACÓRDÃO . de minha relatoria.2008. todavia.2. Nego provimento. REGIÃO . indeferir o pedido de adiamento do feito.0014. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais. o qual também foi denegado seguimento. negar-lhes provimento.0135900-94. MÉRITO 2. pois presentes os pressupostos de admissibilidade.7 Embargante Advogado WAL MART BRASIL LTDA Maria Helena Villela Autuori(OAB: 102684 SP) Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . não interromperam o prazo para recurso.2012. 2. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO.ORTENG SPE PROJETOS E MONTAGENS LTDA Origem: 14ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . acórdão quanto ao recurso adesivo do obreiro. Não se vislumbra qualquer omissão no julgado. uma vez que os embargos de declaração anteriormente opostos não foram conhecidos e portanto.17. o reclamante.1. nego provimento. 90. em verdade a parte insurge-se quanto o resultado do julgamento.2. 23 de Setembro de 2013 91 Registro.0014 Processo Nº ED-135900/2012-014-17-00. Razão não lhe assiste.

ME ACÓRDÃO . Conforme certidão de fls.00 (seiscentos e oitenta reais). ao opor os presentes embargos de maneira infundada em relação às suas hipóteses de cabimento. efetivamente. apontando vícios no julgado. mas de empreitada. deve ser aplicada a OJ 191.1 OMISSÃO. RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos pela reclamada. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. Conhecidos e não providos por ausência de vícios no julgado. sua intenção de procrastinar o feito. no prazo legal. indiscutivelmente. acórdão.00 (trinta e quatro mil reais). RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante.ME Origem: 2ª VARA DO TRABALHO DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM . por unanimidade. FUNDAMENTAÇÃO 2. acórdão de fls. sentença quanto à assistência judiciária gratuita e à responsabilidade subsidiária. pois presentes os pressupostos legais de admissibilidade. comino à embargante multa de 1% sobre o valor da condenação. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Trabalho da Décima Sétima Região. contra a sentença de fls. porque se utiliza da via processual escolhida tão somente com o intuito de retardar a entrega da prestação jurisdicional. da SDI-I. 136-141. 277-280. João Hilário Valentim. OBRA SEM FINALIDADE DE LUCRO.TRT 17ª. a embargante reputa o v. ENTE PÚBLICO. a embargante não aponta qualquer vício apto a ensejar a utilização da via processual escolhida.2.1. sob a alegação de que a r. Vistos. a primeira reclamada não apresentou contrarrazões ao apelo do autor.5. logo. 277-280 . Vistos. conhecer dos embargos declaratórios e. pugnando o autor pela reforma da r. VALOR DA CONDENAÇÃO. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-136800-14. MÉRITO 2.17.1.17. Somente retarda a marcha processual. Razões recursais às fls. sem a finalidade de lucro.000. em face do v. 2. apenas se reportou ao valor da causa. acórdão omisso quanto ao valor da condenação e das custas.17. Ministério Público do Trabalho às fls.2. negar-lhes provimento. Razão não lhe assiste.0136800-14. pois não é caso de terceirização.CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário interposto pelo reclamante. Por todo o exposto. no percentual de 2%. sentença não fixou o valor da condenação. sobre o qual serão calculadas as custas devidas.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.7 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Réu LUIZ GONZAGA BARBOSA DA SILVA Breno Fajardo Lima(OAB: 010888 ES) MUNICIPIO DE ITAPEMIRIM Zacarias Carrareto Filho(OAB: 011878 ES) GOL CONSTRUTORA INCORPORADORA LTDA . no valor de R$ 680. no mérito. pois presentes os pressupostos de admissibilidade. 23 de Setembro de 2013 92 Embargado Advogado RODRIGO SABADINI PRATES Gustavo Souza Fraga(OAB: 015339 ES) ACÓRDÃO . oficiando pelo conhecimento e não provimento do recurso ordinário do reclamante. Não se vislumbra qualquer omissão no julgado.5. por ente público que não tem dentre suas atividades a construção civil. Insta esclarecer que este órgão julgador ao assim decidir considerou para fixação do valor da condenação exata relação com as verbas deferidas. Diante do indubitável caráter protelatório dos embargos.0136700-37. Tratando-se de obra contratada. que julgou parcialmente procedentes os pedidos iniciais.5. Registra-se que. do TST.0010 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: WAL MART BRASIL LTDA Embargado: O V. ACÓRDÃO DE FLS. FUNDAMENTAÇÃO 2. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO.0132 Processo Nº RO-136800/2012-132-17-00. qual seja. REGIÃO . 147-148. Parecer do d.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. o v. cominar à embargante multa de 1% sobre o valor da condenação. sendo partes as acima citadas. 124-126.2012.TRT 17ª Região . eis que houve improcedência dos pedidos formulados pelo obreiro. CONHECIMENTO Conheço dos embargos de declaração opostos pela reclamada. 128-133. comina-se a embargante multa de 1% (um por cento) sobre o valor da condenação. a par de lhes negar provimento. sendo o tomador de serviços.2012.RODRIGO SABADINI PRATES Origem: 10ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . R$ 34. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. ao manter o valor da condenação. foi omisso ao manter inalterado o referido valor. diante do indubitável caráter protelatório dos embargos.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DA RECLAMADA. 143v. A injustificada beligerância processual da embargante revela.0132 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: LUIZ GONZAGA BARBOSA DA SILVA Recorridos: MUNICIPIO DE ITAPEMIRIM GOL CONSTRUTORA INCORPORADORA LTDA . MÉRITO . dono de obra. Procurador do Trabalho: Dr. esta Corte se referia ao valor da causa arbitrado pelo Juízo “a quo”.2012. sendo partes as acima citadas. Contrarrazões do segundo reclamado às fls. Diante do indubitável caráter protelatório dos embargos. Conforme acima exposto. É o relatório. Ante a reforma parcial da sentença. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). o que é lamentável.TRT 17ª Região .

REGIÃO . Face à análise do conjunto probatório. ser declarada a sua responsabilização subsidiária. por unanimidade. em suma. assumir os riscos de sua atividade. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). no mérito. de forma a afastar a responsabilidade do Município. sendo o segundo reclamado. o patrocínio da causa por advogado particular. CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. ex vi da Constituição Federal (art.ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA A sentença de origem julgou improcedente o pedido de assistência judiciária gratuita.115/83 dispõe que se presume verdadeira.0149900-76.1. entendo que deve ser aplicada ao caso a previsão contida na OJ nº 191 da SDI-1 do C. Contudo. com capacidade para 600 pessoas.060/50)”. 115-119). dentre suas atividades.TRT 17ª Região . já que se trata de obra contratada por ente público que não tem. tendo em vista que o art. não há falar na aplicação da Súmula nº 331 do C. sob pena de violação do texto constitucional. É importante destacar que a Orientação Jurisprudencial n. por entender que o Município de Itapemirim figurou na relação como “dono da obra”.º).º 7.00 Diante da inexistência de previsão legal. terceirizando parte de sua atividade. há ainda que se considerar o disposto no art. 282/286-v . na petição inicial. não pode a empresa incorporadora ou construtora usufruir da mão de obra do trabalhador. Assiste-lhe razão. O Município colacionou aos autos o contrato de prestação de serviço firmado com a primeira reclamada (fls. salvo sendo o dono da obra uma empresa construtora ou incorporadora. TST. 10.5. portanto. conhecer do recurso ordinário interposto pelo reclamante e. até que se prove o contrário.JOSE FRANCISCO DOS SANTOS E OUTRO MARIA DA CONCEICAO MIRANDA PASCOAL Origem: 1ª VARA DO TRABALHO DE GUARAPARI . na localidade de Garrafão em Itapemirim/ES”. § 1º da Lei nº 8. O reclamante recorre deste decisão. Deve. sob o fundamento de que não estão presentes os requisitos legais pertinentes à espécie. que figura como dono da obra em contrato de empreitada. ressalvados os casos em que o dono da obra seja empresa construtora ou incorporadora. Vê-se que o objeto do contrato era a execução de “serviços de conclusão de obra de construção do ginásio poliesportivo. que deve ser aplicado ao presente caso o entendimento consubstanciado na Súmula nº 331.5. de aplicação imediata. Thiago Pereira(OAB: 004955 ES) NORMA LUCIA DOS SANTOS GOMES MARIA DA CONCEICAO MIRANDA PASCOAL NORMA LUCIA DOS SANTOS GOMES PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO . Alega que o ente público agiu com culpa in eligendo e in vigilando. Inserida em 08. por si só. dar-lhe parcial provimento para conceder ao autor os benefícios da assistência judiciária gratuita.510/86. devendo. dou provimento ao apelo para conceder ao autor os benefícios da assistência judiciária gratuita. dono de obra. mas de empreitada. E não poderia ser diferente.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.ES Relatora: . in verbis: DONO DA OBRA. a declaração de pobreza. TST reza que “para a concessão da assistência judiciária.° 304 do C.2012. da Lei n. 2. mas declarou não ter condições de arcar com as despesas do processo.17.º. 1º da Lei n. para se considerar configurada a sua situação econômica (art.2. basta a simples afirmação de hipossuficiência do declarante ou de seu advogado. sem fins de lucro. o caso não é de terceirização. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-149900-76.2012. A ressalva decorre do fato de que a construção civil se insere nas atividades desenvolvidas por essas empresas. não parece razoável aplicar o mesmo raciocínio para responsabilizar o Município. auferir lucro e deixá-lo a mercê da própria sorte diante do inadimplemento do empreiteiro. inc. sem prejuízo do próprio sustento e do de sua família à fl. não tem o condão de afastar essa garantia.2. porque esta não se subsume às peculiaridades do caso. do C. a construção.0151 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargantes: MARIA DA CONCEICAO MIRANDA PASCOAL JOSE FRANCISCO DOS SANTOS E OUTRO Embargados: O V. 4º. Sem razão o recorrente. Assim. no sentido de que não há dispositivo legal que determine a responsabilização solidária ou subsidiária do dono da obra pelo inadimplemento das Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 verbas trabalhistas do empreiteiro em face de seus contratados.2 Embargante Advogado Embargado Plurima Autor Advogado Plurima Autor Plurima Réu Plurima Réu MARIA DA CONCEICAO MIRANDA PASCOAL José Carlos Rosestolato Rezende(OAB: 006168 ES) JOSE FRANCISCO DOS SANTOS JOSE FRANCISCO DOS SANTOS Marcelo S. portanto. RESPONSABILIDADE. Vencida. que deu nova redação à Lei n. Com efeito. o contrato de empreitada entre o dono da obra e o empreiteiro não enseja responsabilidade solidária ou subsidiária nas obrigações trabalhistas contraídas pelo empreiteiro. TST.666/93. a Juíza Sônia das Dores Dionísio.17. Pelo exposto.TRT 17ª. Cumpre destacar a ressalva contida na referida OJ 191. Dessa forma. § 1º. A assistência judiciária gratuita aos que não têm recursos suficientes para demandar sem prejuízo do próprio sustento ou do de sua família constitui direito fundamental. as quais visam à obtenção de lucro. 23 de Setembro de 2013 93 2. TST. nego provimento. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA A sentença de origem julgou improcedente o pedido de responsabilidade subsidiária do segundo reclamado. No caso do ente público. Se a insuficiência de recursos foi demonstrada. 71. Ressalto que o reclamante não está assistido pelo Sindicato de sua Categoria.º 1. ACÓRDÃO DE FLS. Portanto.0151 Processo Nº ED-149900/2012-151-17-00. efetivamente.11.º 7. 5. não ocorrendo terceirização típica capaz de atrair a responsabilidade em tela. O reclamante recorre desta decisão. V. Sustenta.2. LXXIV e § 1. quanto à assistência judiciária gratuita. por maioria.

e tendo em vista o manifesto caráter protelatório dos Embargos. não merecem ser providos. João Hilário Valentim. por estarem presentes os pressupostos de admissibilidade.5. deve ser apresentada através do meio processual adequado para impugnar a decisão desta Corte Regional. como demonstra inconformismo com a decisão proferida. contradição e obscuridade no julgado. requer o prequestionamento do art.5. negativa de prestação jurisdicional”. não se constata no julgado. 538. Da leitura das alegações apresentadas na peça de embargos de fls. do CPC. 538. negar-lhes provimento. 288/293.17. ainda.0151 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: CILTA FERREIRA Recorrido: INSTITUTO NACIONAL DE ADMINISTRAÇÃO PRISIONAL Origem: 1ª VARA DO TRABALHO DE GUARAPARI . ante a total ausência do vício alegado. e aduz afronta ao art. Diz. 23 de Setembro de 2013 94 JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Não se reconhece direito do trabalhador ao adicional de insalubridade quando. acórdão é contraditório em relação à multa do art. parágrafo único. 3. em face da sentença de fls. e também aponta omissão no que tange a matéria relativa à reconvenção. por unanimidade. Sustenta que “o acórdão é tão obscuro que nem mesmo a questão levantada no recurso acerca da rescisão contratual foi analisada a contento. 294/300. 288/293. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pela reclamante. 376. sendo partes as acima citadas. que não foi levado em consideração às alegações da embargante. depreende-se que o que deseja realmente a embargante é revolver toda a argumentação apresentada em suas razões recursais. em razão do princípio da unirecorribilidade das decisões e da preclusão consumativa. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. afirma que o v. O que se exige é adoção de tese e não reprodução da lei. nem há comprovação de exposição a qualquer outro agente insalubre que enseje tal pagamento. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora Acórdão Processo Nº RO-181100-04. não conhecer da petição de fls.2012. RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos pela Reclamada em face do v. os vícios alegados. não merecem ser providos. Vistos. além de os Embargos denotarem mero inconformismo com o conteúdo meritório do julgado. 349-364. ou outra hipótese Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 que refuja aos seus limites. Vistos. Assim.1. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. acórdão de fls. 477. alega a embargante que o julgado é omisso. com base na prova pericial.CONCLUSÃO Acordam os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. obscuridade ou contradição no julgamento. porque diluídos. se verifica que os produtos de limpeza por ele manuseados são de uso doméstico e. do CPC. pois diz que houve julgamento contrário às provas produzidas nos autos. anoto que só tem pertinência e cabimento quando o julgado não haja adotado fundamento explícito sobre o tema ou sobre a questão submetida. má apreciação da norma. bem como no tocante as horas extras. dela não conheço em razão do princípio da unirecorribilidade das decisões e da preclusão consumativa. FUNDAMENTAÇÃO 2. de contradição ou de obscuridade e revelam mero inconformismo da parte com o conteúdo meritório do acórdão. o que não significa obrigação de reproduzir textos legais. das provas. Aduz omissão em relação à preliminar de incompetência da Justiça do Trabalho. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. parágrafo único. Ademais. para condenar a reclamada ao pagamento da multa prevista no art.0151 Processo Nº RO-181100/2012-151-17-00.17. se os embargos confundem julgamento contrário ao seu interesse. 5º. portanto. Por fim. não sobejando dúvidas quanto ao entendimento das matérias nele aduzidas. inciso LV. complementada pela decisão de embargos de declaração de fls. Quanto ao prequestionamento a que se refere a Súmula 297 do TST. Se os embargos não demonstram a existência de omissão.8 Recorrente Advogado Recorrido Advogado CILTA FERREIRA MARCOS ANTONIO BITENCOURT DE OLIVEIRA(OAB: 019259 ES) INSTITUTO NACIONAL DE ADMINISTRAÇÃO PRISIONAL Sergio Carlos de Souza(OAB: 005462 ES) ACÓRDÃO . Não tem a mais pálida razão. e condenar a Embargante a pagar a multa de 1% sobre o valor da causa. havendo na visão da Embargante. os embargos não demonstram existência concreta de omissão. 288/300. acórdão e. 96 do Estatuto da Terra.CONHECIMENTO Conheço dos embargos da reclamada de fls. na forma autorizada pelo art. Procurador: Dr. nego-lhes provimento e imponho a Embargante multa de 1% sobre o valor da causa. é nítida a intenção da parte de dilatar o prazo recursal. da CF. na forma autorizada pelo art. que julgou procedentes em parte os pedidos iniciais. já que o v. Deste modo.§8º da CLT.TRT 17ª Região .OMISSÃO – OBSCURIDADE – CONTRADIÇÃO No corpo dos embargos. acórdão que entendeu por manter a sentença. Portanto. conhecer dos embargos da reclamada de fls. alegando omissão. 477 da CLT. Quanto à petição de fls.2. verifico que as alegações da embargante apenas impugnam o v.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. 294/300. . acórdão de fls. Além disso. contêm baixa concentração de substâncias químicas.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.2012. e entende que houve falta de fundamentação no v. 282/286-v.0181100-04. Logo. 2. o que deve ser manejado na via recursal própria. 282/286-v é de clareza solar e coerente em toda a sua fundamentação. Em verdade. sendo partes as acima citadas. por ter-lhe sido desfavorável a decisão. com o intuito de rediscutir questão amplamente apreciada no acórdão. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: o Desembargador José Luiz Serafini (Presidente).

utilizado para recebimento de novos detentos. DJ-26/09/2008). A reclamante pugna pela reforma desta decisão. poderia ensejar o adicional de insalubridade. a princípio. Posto de Triagem. no Setor de Inclusão.00. Não obstante o pedido seja de diferenças. Este prevê como causa do pagamento de insalubridade. julgou improcedente o pedido de adicional de insalubridade. seria a de limpeza dos banheiros. revista e troca de celas. lavagem de banheiros. RECURSO DE REVISTA. pacificou entendimento no sentido de que a limpeza e a coleta de lixo de sanitários não podem ser enquadradas como atividades insalubres. não se constata que as atividades desenvolvidas pela reclamante se enquadrem no disposto no Anexo 14 da NR-15 da Portaria nº 3. 318). Com efeito. 368) Contudo. ou seja. os produtos utilizados. Portanto. com base no laudo pericial. não previamente esterilizados. 320) “A RCTE. A reclamante recorre desta decisão. 378-381v. por entender que a ré utilizou para o referido cálculo a mesma média remuneratória apontada pela reclamante.04. 320) Conforme apontado anteriormente. bem como objetos de seu uso. vê-se que a reclamante não efetuava a limpeza da enfermaria e não tinha contato direto com os detentos ou com roupas e objetos de uso pessoal dos mesmos. a reclamante exerceu a função de Auxiliar de Serviços Gerais. sentença quanto às seguintes matérias: adicional de insalubridade. bem como.2. honorários periciais e honorários advocatícios." Dessa forma. frise-se que a atividade desempenhada pela autora que. lixo urbano (coleta e industrialização). não se reconhece direito da trabalhadora ao adicional de insalubridade quando. por entender que as atividades desenvolvidas pela reclamante poderiam submetê-la a agentes biológicos apenas de forma eventual. couros. transferência. 320) A prova testemunhal nada aponta acerca das atividades exercidas pela reclamante e dos setores onde ela laborava. 23 de Setembro de 2013 95 Razões recursais às fls. integração das horas extras. revista e troca de celas. onde ocorria o recebimento de novos detentos.ADICIONAL DE INSALUBRIDADE A sentença. irrelevante as condições de saúde dos detentos ou as doenças às quais eram acometidos. pois presentes os pressupostos legais de admissibilidade. locomoção. tuberculose).1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. eram “produtos químicos diluídos. Sendo assim. A autora foi admitida pela reclamada em 05/01/2011. cuja nova redação incorporou o teor da Orientação Jurisprudencial nº 170. a reclamante laborou nos seguintes ambientes: Posto Delta. segundo consta da perícia. glândulas. 366-373. Min. em grau máximo o seguinte: "trabalho ou operações em contato permanente com: pacientes em isolamento por doenças infecto-contagiosas. É o relatório. não ocorria a limpeza de banheiros de celas ou enfermarias pela reclamante. Recurso de Embargos conhecido e provido. utilizado para fins de monitoramento dos detentos.2. ou mesmo de varrição e limpeza de outros ambientes da reclamada onde laborava a autora não se enquadram em nenhuma das hipóteses previstas no referido anexo da norma regulamentadora ministerial. carnes. perito: “Dados apurados não indicam o setor de enfermaria como ambiente laboral da autora” (fl. 321).DIFERENÇAS DAS VERBAS RESCISÓRIAS. é a jurisprudência do Colendo TST. na função de auxiliar de serviços gerais e pediu demissão em 10/04/2012. pois durante o período em que a autora laborou em prol da ré não mantinha contato com os detentos. sangue. Ademais. PROVIMENTO. Assim. transferência. Esta C. como alega na inicial. já que não se trata de contato permanente com: pacientes em isolamento por doenças infecto-contagiosas ou contato com lixo urbano. tem-se que a atividade de limpeza de banheiro. A recorrente afirma que “restou comprovado nos autos que a reclamante efetuava a limpeza da enfermaria. de acordo com o que restou apurado pela perícia.5555. os setores onde a reclamante Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 laborou eram utilizados para fins de monitoramento dos detentos. porque não se encontram entre as classificadas como lixo urbano no Anexo 14 da NR-15 da Portaria nº 3214/78 do Ministério do Trabalho. passar pano de chão. pêlos e dejeções de animais portadores de doenças infectocontagiosas (carbunculose.1. esclareceu o d. Alega que suas as horas extras habitualmente prestadas e pagas não integraram sua remuneração para fins de cálculos das verbas rescisórias e requer a condenação da ré no pagamento das diferenças das verbas da rescisão. vísceras.1. capaz de ensejar o direito ao adicional de insalubridade. (TST-E-ED-RR-673432-89. INTEGRAÇÃO DAS HORAS EXTRAS A sentença de origem julgou improcedente o pedido de integração das horas extras no cálculo das verbas rescisórias. Outrossim. R$622. produtos químicos de limpeza com finalidade de uso domiciliar” (fls. esgotos (galerias e tanques). no tema. recebimento de novos detentos.CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário interposto pela reclamante. Ainda de acordo com a perícia.5. com base na prova pericial. brucelose. Corte Superior por meio da Orientação Jurisprudencial nº 4 da SDI-1. a obreira não tinha contato com detentos ou objetos de uso pessoal” (fl. locomoção. (fl. Neste sentido. Rel. a reclamante não apresenta qualquer demonstrativo que aponte o quanto entende ser .2000. SDI-I. Em resposta aos quesitos formulados pelas partes. Também concluiu o laudo pericial que não havia exposição permanente à agente biológico. se verifica que os produtos de limpeza por ela manuseados são de uso doméstico e. FUNDAMENTAÇÃO 2. manter limpo o ambiente de trabalho e executar outras tarefas afins e correlatas (fl. ante ao que restou apurado por intermédio do laudo pericial. Aloysio Corrêa da Veiga.2. desenvolvendo as seguintes atividades: varrição.214/78 do Ministério do Trabalho. Nego provimento. contêm baixa concentração de substâncias químicas. qual seja. LIMPEZA E HIGIENIZAÇÃO DE SANITÁRIOS. 2. Contrarrazões da reclamada às fls. pugnando a autora pela reforma da r. informa o perito que a autora “executava tarefa de limpeza dos sanitários dos setores onde exercia suas atividades”. MÉRITO 2. porque diluídos. Consta do laudo pericial que a reclamante “estaria exposta a agentes biológicos de forma eventual quando no exercício da tarefa de limpeza dos sanitários”. 319) “Quando no exercício da função de Auxiliar de serviços gerais. Portanto. na acepção contida na referido norma. nem mesmo atuava na enfermaria. Vejamos. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE INDEVIDO. executar tarefas de limpeza em geral. Pois bem. De outro norte. verbis: "RECURSO DE EMBARGOS. executava tarefas de limpeza dos sanitários dos setores onde exercia suas atividades” (fl. ossos. sem caracterização de contato com agente insalubre. bem como recolhia e separava roupas de uso pessoal dos internos” (fl.

terceiros estranhos ao processo. nos termos do artigo 1º do Provimento TRT 17. nos termos do Provimento TRT 17. dar-lhe provimento parcial para determinar que o Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 pagamento dos honorários periciais complementares seja feito com recursos existentes no Orçamento da União. vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais. 23 de Setembro de 2013 96 devido a este título ou qual base de cálculo entende ser correta. entendo estar diante de uma situação extrema que justifique a atuação do Magistrado e das Varas do Trabalho na busca de satisfação do crédito do trabalhador e a conseqüente extinção da execução. se a parte não preenche os requisitos exigidos na Lei 5. por entender que não restam preenchidos os requisitos da Lei nº 5. Destaco ainda que o artigo 133 da Constituição Federal de 1988. o pagamento dos honorários de perito será efetuado com os recursos vinculados ao custeio da assistência judiciária aos necessitados.TRT 17ª Região .ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA AGRAVO DE PETIÇÃO. Logo. que indeferiu o requerimento de expedição de ofício ao INCRA – Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária. por unanimidade. não se aplica o disposto no artigo 20 do CPC. 160 e 161 do Prov.584/70. bem como. a sentença condenou o reclamante ao pagamento dos honorários periciais. no presente caso.º 1.00 complementares). EXPEDIÇÃO DE OFÍCIO AO INCRA. Por isso. A reclamante recorre desta decisão. quando houver sucumbência do beneficiário de justiça gratuita na pretensão relativa ao objeto da perícia. quando já houverem sido esgotados todos os meios de levantamento de bens de que dispõe a parte interessada.00. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais. bem como a Lei 8. Ao Juízo de execução cabe acolher certas providências requeridas pelo interessado apenas em situações extremas.3. prevalece o entendimento consubstanciado no item I. 2.HONORÁRIOS PERICIAIS Embora concedida a gratuidade de justiça à reclamante. no presente caso.ª SECOR 03/2007. 181. impossível o deferimento do pedido. autorizando o perito a receber a importância diretamente do Tribunal.000.060/50). De toda sorte. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente).1996. 177.1996. 3º da Lei n. da Súmula 219 do C. 791 e 839 da CLT. destinados aos beneficiários de assistência judiciária. defiro a expedição do ofício requerido. Vistos.ª SECOR 03/2007.2. no mérito.4. Procurador do Trabalho: José Hilário Valentim. socorrendo-se de profissionais particulares. nos termos do artigo 1º do Provimento supracitado.2 Agravante Advogado Agravado EVANY SILVA DOS SANTOS Dalton Luiz Borges Lopes(OAB: 003267 ES) COLIMPRE CONSERVACAO LIMPEZA E PRESTACAO DE SERV LTDA ACÓRDÃO .00 prévios e R$750. 01/2005. Acrescente-se que a Justiça do Trabalho não conta com peritos próprios.0006 Processo Nº AP-184800/1996-006-17-00. a ser paga pela parte sucumbente no objeto da perícia.584/70. em razão da sucumbência. não há como deferir o pagamento de diferenças das verbas rescisórias. negar provimento ao apelo. A parte interessada tem o dever de diligenciar para localizar os bens passíveis de expropriação.17. por maioria. Assim. Nego provimento. de modo que o deferimento da justiça gratuita não socorre o autor. uma vez que tal benefício somente abrange despesas e taxas judiciais devidas ao Estado (art. autorizando o perito a receber a importância diretamente do Tribunal. 160 e 161 do Prov.906/94 não revogou o jus postulandi partes. considero que nem a assistência judiciária gratuita nem a gratuidade de justiça alcançam os honorários periciais.0006 AGRAVO DE PETIÇÃO Agravante: EVANY SILVA DOS SANTOS Agravado: COLIMPRE CONSERVACAO LIMPEZA E PRESTACAO DE SERV LTDA Origem: 6ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . Em razão disso. no valor total de R$1. nos termos da fundamentação supra. 01/2005. Contudo. nesse aspecto. Quanto aos honorários periciais prévios (R$250.HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS A sentença julgou improcedente o pedido de honorários advocatícios. passados mais de 16 (dezesseis) anos do início da presente execução e restando frustradas todas as tentativas de localização de bens dos executados. dou provimento parcial.2. que deu nova redação aos artigos 159. conhecer do recurso ordinário interposto pela reclamante e. quanto aos honorários advocatícios.” CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. No caso. RELATÓRIO Trata-se de agravo de petição interposto pela exequente. que assim dispõe: “HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS Neste procedimento especializado.0184800-94. que não podem trabalhar sem receber a devida contraprestação. a sentença de origem deve ser mantida para que a autora restitua ao réu o valor já pago. Desse modo. A Primeira Turma decidiu. Portanto. continuam em vigor os arts. Portanto. eis que o Processo do Trabalho tem norma de regência própria.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 2. destinados aos beneficiários de assistência judiciária. Somente em hipóteses excepcionais poderá o Magistrado determinar a expedição de ofícios a instituições públicas e privadas com o objetivo da busca de bens do executado. que deu nova redação aos artigos 159. observando-se que o valor estipulado não ultrapassa o limite de R$ 800. nego provimento ao recurso do Reclamante.5. em face da hipossuficiência do reclamante. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. relatados e discutidos os presentes autos de AGRAVO DE PETIÇÃO. nos termos do voto da Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.5. em face da decisão de fls.00). formulado pela autora às fls.00 (R$250. indicá-los ao Juízo da execução. Vencido. com a finalidade de que . determino que o pagamento dos honorários periciais complementares seja feito com recursos existentes no Orçamento da União.17. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº AP-184800-94. TST. sendo partes as acima citadas. Desse modo. por maioria.

efetuando-se. A exequente. salvo nas hipóteses de decisão: a) de Tribunal Regional do Trabalho contrária à Súmula ou Orientação Jurisprudencial do Tribunal Superior do Trabalho.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. a exequente solicitou a atualização do seu crédito e a utilização dos convênios BACENJUD. Dou provimento ao agravo de instrumento para destrancar o agravo de petição. XXXIII e XXXIV da CRFB. O agravante alega. entendo ser cabível a interposição de agravo de petição em face de decisões interlocutórias que causem gravame autônomo à parte. na decisão de fls. Sustenta.10. da CLT.. 893 c/c §2º do art. a decisão hostilizada enseja o manejo de agravo de petição.ª ed. §1º da CLT. diversas providências foram tomadas pela exequente com a finalidade de ver seu crédito adimplido. in verbis: AGRAVO DE PETIÇÃO. § 1º. inclusive daquelas proferidas em sede de execução. não obstante a natureza meramente declaratória das informações eventualmente fornecidas pelo INCRA. sendo adequada a interposição de agravo de petição. Minuta de agravo às fls. IRRECORRIBILIDADE (nova redação) . a Súmula 214 do TST: SUM-214 DECISÃO INTERLOCUTÓRIA.03. 191). 127/2005. será possível localizar o cartório onde suposto imóvel em nome dos sócios da ré esteja registrado. No caso em análise. penhora e avaliação de fl. Por outro lado. de outro norte. não sendo cabível contra decisão meramente interlocutória ou meros despachos (fl. a penhora. em sua obra "Direito Processual do Trabalho" (17. porém. INFOJUD E RENAJUD. Juízo a quo. inconformada. conforme acórdão de fls.07. os autos permaneceram arquivados. que acarretem ônus cuja correção não possa ser efetuada em momento posterior. por entender que cabe pessoalmente à reclamante obter as informações que pretende (fl. 799 da CLT e En. ainda. Não se admitirá agravo de petição. 169-171. poderá localizar imóveis dos executados e. pelo destrancamento do agravo de petição. sendo do Juízo o dever de impulsionar a execução. Portanto. por conseguinte. bem como.Das decisões são cabíveis os seguintes recursos: [. 181. a meu ver. FUNDAMENTAÇÃO 2. 149). segundo o qual: “Não caberá agravo de petição contra decisões interlocutórias na execução. por pedido da autora. Não há contraminuta.Os incidentes do processo serão resolvidos pelo próprio Juízo ou Tribunal. o julgador a quo indeferiu o requerimento de expedição de ofício ao INCRA . EXPEDIÇÃO DE OFÍCIO AO INCRA O Juízo a quo indeferiu o requerimento de expedição de ofício ao INCRA – Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária. que a decisão objeto do agravo de petição possui natureza definitiva pois. que não tem condições de arcar com as despesas da execução. sendo positiva a resposta do Instituto.” Sendo assim e estando presentes os demais pressupostos legais de admissibilidade. 181). do despacho que determinou ou não a perícia contábil. Tal providência não foi determinada pelo Juízo de origem que. pois terminativa quanto a essa questão. formulado pela exequente às fls. in verbis: Art. o qual restou infrutífero. assim. DJ 14. 214 do TST). as decisões interlocutórias não ensejam recurso imediato. a qual foi indeferida. forçoso concluir que a decisão causa gravame autônomo ao exequente. RECORRIBILIDADE “O Juízo a quo negou seguimento ao agravo de petição do exequente sob o fundamento de que só é cabível a interposição do referido recurso contra decisões terminativas e definitivas. Observa-se que a presente execução teve início em 21. inclusive. Pugna. Além disso. a inércia do exequente implicaria em preclusão quanto a tal matéria. nos termos do art. dos despachos de mero expediente. conheço do agravo de petição interposto pela exequente. Sendo assim. com a expedição do mandado de citação. sem êxito até o momento. isto é. Atlas. A exequente recorre desta decisão. No período de 16. pugnando a reclamante pela reforma desta decisão. com a remessa dos autos para Tribunal Regional distinto daquele a que se vincula o juízo excepcionado. E entendo ser esse o Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 caso dos autos. c) que acolhe exceção de incompetência territorial. alcançar o sucesso da execução.Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária para que informasse se os executados possuem imóveis rurais cadastrados no referido instituto. . E. o que foi indeferido pela origem e ora é objeto do presente agravo de petição. sendo necessária a expedição do ofício pelo I. É o relatório. Prosseguindo-se com a execução. caso mantida. 15 e 16. em suma. A partir desta data.184-188.1. MÉRITO 2. § 2º. O exequente recorre desta decisão. por não obedecer à ordem legal. DECISÃO INTERLOCUTÓRIA QUE CAUSA GRAVAME AUTÔNOMO. De outro modo. 23 de Setembro de 2013 97 este órgão informe a existência de imóveis rurais em nome dos sócios da executada.Res. 893. consoante o disposto no art. das decisões interlocutórias. 799.2005: Na Justiça do Trabalho. voltandose a execução. é vigente no processo do trabalho o princípio da irrecorribilidade imediata das decisões interlocutórias. admitindo-se a apreciação do merecimento das decisões interlocutórias somente em recursos da decisão definitiva.2009.CONHECIMENTO A questão do conhecimento do agravo de petição restou superada pela decisão proferida no agravo de instrumento. da CLT. assim..177. com a finalidade de que este órgão informe a existência de imóveis rurais em nome dos sócios da executada. da decisão que entende não ser o caso da produção de determinada prova na execução. Após o desarquivamento. portanto. p. 177. em desfavor dos sócios da ré. o agravante alega não possuir condições de arcar com tal diligência. 399). ainda. alegando que. De fato. Nesse sentido preleciona o jurista Sérgio Pinto Martins. caso haja resposta positiva. Vejamos. haja vista que não será possível revertê-la em momento posterior. 893 . causará gravame autônomo à parte. 893. determinou a expedição de certidão de dívida trabalhista e o arquivamento do feito (fls.1998 a 08. Com razão. sendo dado provimento ao agravo de petição da autora para determinar o prosseguimento da execução. em face dos sócios da reclamada.” Destaque-se o disposto no art.12. A reclamante recorreu desta decisão. 30.] §1º . incluindo a diligência requerida às fl.2.. da que recusa a nomeação de bens à penhora.1997. Ed. Afirma que o referido órgão não fornece informações a terceiros e alega que seu requerimento encontra-se amparado nos artigos 5º. a autora requereu a expedição de ofício ao INCRA. b) suscetível de impugnação mediante recurso para o mesmo Tribunal. que somente serão recorríveis quando da apreciação do merecimento das decisões definitivas (§1º do art.1. interpôs agravo de petição sustentando que o INCRA não repassa informações a terceiros. Aduz que. 399 do CPC e 735 da CLT.

na forma da fundamentação que passa a integrar este decisum”. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.1. na busca desses bens. renova os pedidos formulados na inicial. Ressalta-se que a parte interessada tem o dever de diligenciar para localizar os bens passíveis de expropriação.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 622/623 que julgou improcedentes os pedidos iniciais. 629 que em sua parte dispositiva fez constar “Pelo exposto. o prazo para interposição do recurso ordinário não restou interrompido.Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária. Aduziram os autores que a publicação novamente Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 .1 PRELIMINAR DE INTEMPESTIVIDADE DO RECURSO – ARGUIDA PELA RECLAMADA EM CONTRARRAZÕES A reclamada alega que o recuso ordinário apresentado pelos autores é intempestivo uma vez que a decisão de fls. extirpando da conclusão da decisão o termo “unanimidade”. conhece os presentes embargos e. Vistos. com vistas a viabilizar a execução. julga-os PROCEDENTES EM PARTE. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pela parte autora em face da r. cerceamento do direito de defesa e. dar-lhe provimento para determinar a expedição de ofício ao INCRA .1 CONHECIMENTO 2. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. Intimados desta decisão. vencida a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Vejamos.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA RECURSO ORDINÁRIO.0191 Processo Nº RO-288500/2009-191-17-00.2009. passados mais de 16 (dezesseis) anos do início da presente execução e restando frustradas todas as tentativas de localização de bens dos executados. a ação tem no pólo ativo as pessoas: Vanuzia Pereira da Silva. na verdade. Dou provimento. sócios da reclamada. sócios da reclamada. apresentaram os terceiros embargos de declaração. Em que pese a parte ter intitulado sua peça de “embargos de declaração” o seu teor era.5. para que este órgão informe a existência ou não de bens imóveis cadastrados em nome dos executados. Nesse contexto. Assim. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-288500-59. Razões recursais às fls. conhecer do agravo de petição e.17. 687/698 alegando a preliminar de intempestividade do apelo. na verdade. Contraminuta às fls. quando já houverem sido esgotados todos os meios de levantamento de bens de que dispõe a parte interessada. 634 deu provimento aos embargos de declaração para sanar erro material. Somente em hipóteses excepcionais poderá o Magistrado determinar a expedição de ofícios a instituições públicas e privadas com o objetivo da busca de bens do executado.0288500-59. os autores apresentaram os segundos embargos de declaração alegando haver obscuridade na decisão de fls. Jacyellen Pereira da Silva e Carlos Eduardo Pereira da Silva. no mérito. no mérito. desta vez apontando equívoco na publicação e não vício no julgado. nulidade da sentença por falta de intimação do MPT. 645/682 alegando erro material no julgamento e no conhecimento dos embargos de declaração. sendo partes as acima citadas. para que este órgão informe a existência ou não de bens imóveis cadastrados em nome dos executados. por unanimidade. 629 julgou parcialmente procedente os embargos de declaração e determinou a atualização dos registros processuais incluindo como autores as pessoas indicadas e ao final a expressão “Sucessor de Carlos Gonçalves da Silva”. bem assim para esclarecer o termo ‘unanimidade’ inserto na parte dispositiva da sentença integrativa embargada”. os autores apresentaram os primeiros embargos de declaração de fls.5 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Autor Plurima Autor VANUZIA PEREIRA DA SILVA João Paulo Cardoso Cordeiro(OAB: 013853 ES) FIBRIA CELULOSE S/A André Luiz Pacheco Carreira(OAB: 003679 ES) JACYELLEN PEREIRA DA SILVA CARLOS EDUARDO PEREIRA DA SILVA ACÓRDÃO . a Vara do Trabalho de São Mateus – ES. sentença de fls.TRT 17ª Região . FUNDAMENTAÇÃO 2. acolher certas providências requeridas pelo interessado apenas em situações extremas. no presente caso. Ao Juízo de execução cabe. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). bem como indicá-los ao Juízo da execução. A decisão de fls.Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária. entendo estar diante de uma situação extrema que justifique a atuação do Magistrado e das Varas do Trabalho na busca de satisfação do crédito do trabalhador e a conseqüente extinção da execução. Os autores.17. Procurador do Trabalho: Dr.626/628 aduzindo que no relatório da sentença consta que a ação foi proposta por “Espólio de Carlos Gonçalves da Silva” no entanto. expedindo ofício ao INCRA .2009. INTEMPESTIVIDADE. CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. Parecer do d. por unanimidade.5. no mérito.0191 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: VANUZIA PEREIRA DA SILVA E OUTROS Recorrido: FIBRIA CELULOSE S/A Origem: VARA DO TRABALHO DE SÃO MATEUS . Sob essa ótica. Ministério Público do Trabalho oficiando pelo conhecimento do recurso e manifestando-se pela inexistência de nulidade da sentença afastando a hipótese do artigo 793 da CLT. Intimados da sentença de fls. por maioria. Pedem seja esclarecido “quais Juízes e de que forma participaram do julgamento dos Embargos. de mero requerimento de retificação de autuação e não apontava qualquer vício no julgado. O Juízo a quo às fls. João Hilário Valentim. 622/623 que julgou improcedentes os pedidos iniciais. portanto. 641 não conheceu dos embargos de declaração apresentados pela parte e. a Vara a quo deve providenciar a obtenção das informações solicitadas. então. 23 de Setembro de 2013 98 Pois bem. a peça só porque denominada pela parte de “embargos de declaração” não têm o condão de interromper o prazo recursal.

2 Recorrente Advogado Recorrido Plurima Autor RONILSON BRASIL AUGUSTO Maria Claudia Barros Pereira(OAB: 012854 ES) UNIAO ANDERSON RODRIGUES DA SILVA ACÓRDÃO . inclusive. Contrarrazões apresentadas pela segunda reclamada. sentença. que por sua própria natureza é peremptório. Vistos. FUNDAMENTAÇÃO CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário interposto pelos reclamantes. oficiando pelo conhecimento do recurso e. no mérito. aplicando. Este vício já havia sido sanada em decisão de embargos declaratórios anterior. na inicial.17. MÉRITO 2. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Advogado Plurima Autor Advogado Plurima Autor Advogado Plurima Réu SECRETARIA DA 2ª TURMA Acórdão Acórdão Processo Nº RO-29500-89.0003 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: RONILSON BRASIL AUGUSTO E OUTROS Recorridos: UNIAO A4 SERVICOS LTDA . em defesa. a peça só porque denominada pela parte de “embargos de declaração” não têm o condão de interromper o prazo recursal.0029500-89. Ora. do C. e não conhecer do apelo dos autores. afasta a responsabilidade subsidiária da Administração Pública.2012. no decorrer da vigência do contrato com a 1ª reclamada. 286/288. que julgou parcialmente procedentes o pedidos da inicial. ao argumento de que. TST. 3. O Juízo de Origem não conheceu destes embargos de declaração sob o fundamento de que a decisão de fls. arguida pela reclamada em contrarrazões.2. prolatada pela MM. TST. A comprovação da fiscalização. V. FISCALIZAÇÃO DO CUMPRIMENTO DO CONTRATO. embora contratados pela primeira ré. ENTE PÚBLICO. CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. pois tempestivas e regulares. Considero as contrarrazões apresentadas pela segunda ré. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. acolher a preliminar de intempestividade do recurso ordinário. do cumprimento do contrato de prestação de serviços. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. sendo partes as acima citadas. às fls. o “embargante” teria em mãos uma arma poderosa para procrastinar o feito ao seu bel-prazer. Pugnam os autores. pela condenação subsidiária da União. pelo tomador de serviços. 3ª Vara do Trabalho de Vitória-ES.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto por RONILSON BRASIL AUGUSTO E OUTROS. às fls. Parecer do Ministério Público do Trabalho.1. sendo que mero pedido retificação da autuação dirigida não tem o condão de ressuscitar o prazo recursal. 274/282. agiu de forma diligente. Além disso. pugnando pela reforma da r.ME Origem: 3ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . apesar da intimação ter sido publicada constando o nome de Espolio de Carlos Gonçalves da Silva (autor original da demanda que faleceu no curso da ação) o ato atingiu a finalidade que era cientificar a parte autora da decisão de embargos de declaração. de mero requerimento. às fls. do C. requerendo que seja negado provimento ao apelo obreiro. 23 de Setembro de 2013 99 Maria Claudia Barros Pereira(OAB: 012854 ES) DARILTO RIBEIRO LAIOLA Maria Claudia Barros Pereira(OAB: 012854 ES) JOSE AUGUSTO SURLO PEGORETTI Maria Claudia Barros Pereira(OAB: 012854 ES) A4 SERVICOS LTDA . A segunda ré. desempenharam suas atividades em prol da segunda reclamada (tomadora dos serviços). o requerimento de retificação da publicação (ou retificação da autuação e cadastro processual) deveria ter sido apresentado por simples petição e não por meio de embargos de declaração já que não aponta um vício no julgado. multa e suspensão do direito de contratar com a Administração Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . Nesse contexto. pelo provimento do recurso. Note-se que na decisão de embargos de declaração não há qualquer erro em relação ao pólo ativo da demanda que pudesse ser sanado por meio de novos embargos. diversas penalidades à empresa. Procurador do Trabalho: José Hilário Valentim. Até porque a publicação foi feita em nome do advogado que representa a parte. Caso contrário. da lavra do eminente Juiz Alvino Marchiori Junior. conforme entendimento da nova redação da Súmula 331. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. nos termos da Súmula 331.5.17. em relação às obrigações contratuais e legais da contratada. porquanto presentes os pressupostos legais de admissibilidade recursal. 260/269. 895.0003 Processo Nº RO-29500/2012-003-17-00.TRT 17ª Região . na verdade. Em que pese a parte ter intitulado sua peça de “embargos de declaração” o seu teor era. INEXISTÊNCIA. o art. 232/237. sentença de fls. no tocante à responsabilidade subsidiária da 2ª reclamada. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente).1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. É o relatório. 629 já havia sanado o erro material existente na sentença e concluiu pela perda do objeto dos embargos opostos. em face da r. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. I da CLT é claro ao determinar o prazo de 8 dias para a interposição do recurso ordinário. não se tratava pois de nulidade de ato já que atingida a finalidade e ausente o prejuízo. asseverou que. Ora. Razões recursais dos autores. por unanimidade.5. Acolho a preliminar de intempestividade do recurso ordinário argüida pela reclamada em contrarrazões e deixo de conhecer do apelo dos autores.ME saiu em nome de “Espólio de Carlos Gonçalves da Silva” o que revela que a determinação anterior do Juízo não foi observado pela Secretaria. tais como advertência.2012.

dentre outros. V. fiscalizou o cumprimento das obrigações contratuais pela primeira ré. decorrente da culpa in eligendo e mesmo in vigilando.666/93.Em 06/07/2011. somente.666. sob pena de não pagamento das notas fiscais de serviços (fl. 23 de Setembro de 2013 100 Pública. houve nova notificação para que a empresa apresentasse a comprovação de pagamento das obrigações trabalhistas. sendo incabível a responsabilização do ente público ao pagamento dos encargos trabalhistas. especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora.17. o Supremo Tribunal Federal. O Juízo de origem. §6º. houve notificação para que a empresa apresentasse os comprovantes de pagamento de salários. notificou-se a contratada de que. a segunda reclamada comprovou que houve fiscalização contínua do contrato de prestação de serviços. Nesse sentido.666/93 e. em especial. de repasse do PIS dos empregados. incorreu em culpa in vigilando e in eligendo. 231/260). porque contratou segundo as normas relativas à licitação. que a ADC nº 16 tem efeito vinculante e erga omnes. mesmo em sua nova redação. TST alterou a redação da Súmula 331 do C. sobretudo quanto à fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais da contratada.Em 25/03/2011. execução de Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 serviços de apoio administrativo. .028. multa.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. não há como negar que a segunda reclamada cumpriu seu dever de fiscalizar o cumprimento das obrigações trabalhistas devidas pela contratada. por força de liminar proferida nos autos da ação cautelar ajuizada pelo Sindicato autor. o que ocorreu posteriormente (fls. conforme se infere das diversas notificações encaminhadas à contratada. TST. previstas na Lei 8. da CRFB. a teor do disposto no item IV da súmula 331 do C. Sendo assim. de 21. 37. assim como o pagamento dos valores retroativos à Janeiro/2011 (fl. 208/216). A segunda ré. . 211). declarou a constitucionalidade do artigo 71 da Lei 8. que houve bloqueio de créditos da primeira ré junto à segunda ré. fiscais e comerciais da contratada.Em 26/09/2011. Sustentou.666/1993 e art. do C. não viesse a gerar essa responsabilidade. apesar da União ter adotado providências no curso do contrato. verifico que.46 (cento e sessenta e nove mil vinte e oito reais e quarenta e seis centavos). por fim.00-9.Em 02/03/2011. houve rescisão unilateral pela segunda reclamada. . Vejamos. no prazo de 12 meses. suspensão do direito de contratar com a Administração).º 16. dentre as quais destaco as seguintes: . ao mesmo tempo. E nem se argumente que o fato da segunda ré ter rescindido o contrato somente em 2011 seria suficiente para caracterizar a desídia da contratante. por seu turno. comprovou efetivamente que. 223/229). A aludida responsabilidade não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa regularmente contratada.2011. nas funções de motorista. TST. razão pela qual. é forçoso concluir pela aplicabilidade do art. Esse é o entendimento extraído dos arestos abaixo transcritos. folhas de pontos. sob pena de aplicação da penalidade de suspensão de contratação com a administração pública.Em 15/07/2011.666/93. antes de adotar a medida máxima. a Administração Pública não está autorizada. o C. em 2011. para garantir o efetivo cumprimento da avença. 221/222). em recente julgamento. Registre-se.1993. insurgem-se os reclamantes. nas mesmas condições do item IV. a primeira reclamada não vinha cumprindo com as obrigações trabalhistas. segundo o qual a responsabilidade subsidiária da Administração Pública é permitida quando evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações previstas na Lei 8. o que afasta a sua responsabilidade subsidiária. a se eximir de sua responsabilidade pela má contratação de empresa que não cumpre suas obrigações trabalhistas.014. copeiras e telefonistas (fls. logo. para. Portanto. por ausência de fornecimento de uniforme aos colaboradores (fl. . vale-alimentação. verbis: V . em razão da ausência de garantia contratual. em 31/10/2011. 215). inclusive deste E. Dessa decisão. inclusive em matérias que abrangiam os ilícitos noticiados na petição inicial. no importe de R$ 169. julgou improcedente o pedido de responsabilização subsidiária da União. É cediço que a contratação promovida pela Administração Pública deve seguir as regras do processo licitatório. demonstrada a ausência de culpa do Ente Público. caso evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei n. houve notificação para apresentação de comprovantes da concessão de aumento de salário aos trabalhadores. na obrigação de fiscalizar as obrigações do contratado.46 (cento e sessenta e nove mil e vinte e oito reais e quarenta e seis centavos) de créditos contratuais da 1ª reclamada para resguardar os direitos dos empregados terceirizados. aplicou-se advertência e multa de 10% do valor anual do contrato (fls. em 01/05/2010. a fim de garantir eventuais execuções a serem movidas pelos empregados. como visto. a legalidade do contrato ajustado não impede que se reconheça a responsabilidade subsidiária do segundo reclamado. alegando que desde o início do contrato de prestação de serviços.028. também. Na hipótese vertente. durante todo prazo contratual. ressaltou o seguinte: "a mera inadimplência do contratado não poderia transferir à Administração Pública a responsabilidade pelo pagamento dos encargos. 71 da Lei 8. nos autos da Ação Direta de Constitucionalidade n. por seu turno. TST." Para acompanhar o entendimento do Excelso Pretório. os salários do mês de junho/2011. houve aplicação de multa de 5% (cinco por cento) à contratada. Todavia. 201). Ressaltou que reteve R$ 169. (fl. nos termos da Súmula 331. com a inserção do item V.º 8. a . o atraso no pagamento dos funcionários. mas reconheceu-se que isso não significaria que eventual omissão da Administração Pública. rescindindo o contrato unilateralmente. inclusive.Em 17/05/2011. depósito no FGTS e pagamento de férias de um funcionário. na medida em que. em decorrência do descumprimento de diversas obrigações contratuais por parte da 1ª reclamada (fls. diante do descumprimento contratual da contratada. sendo certo que.06. em decorrência dos diversos descumprimentos contratuais. tombada sob o nº 1362.Os entes integrantes da Administração Pública direta e indireta respondem subsidiariamente. . trabalhistas. para apresentação de defesa no prazo legal. por entender que o Ente Público comprovou a efetiva fiscalização do contrato de prestação de serviços firmado com a primeira reclamada. houve a rescisão unilateral do contrato.Por fim. verbis: TERCEIRIZAÇÃO – ENTE PÚBLICO – RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA – SÚMULA Nº 331 DO TST – Conforme entendimento consagrado pela mais alta Corte trabalhista na Súmula nº 331 do TST. Em outras palavras. foi firmado contrato de prestação de serviços com a primeira reclamada (A4 Serviços Ltda-ME). recepcionistas. ao contrário do alegado pelos recorrentes. em especial. Tribunal. a segunda ré utilizou de todas as sanções previstas na legislação (advertência. que foi a resilição unilateral do contrato. 216) .

Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19/09/13: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente). não pode ser confundida com empresa construtora ou incorporadora.666/93 permite impor ao ente público a responsabilidade subsidiária pelo descumprimento dos encargos trabalhistas das empresas que contrata. por unanimidade. Inteligência do inciso V da Súmula nº 331 do C. PROPORCIONALIDADE. à multa do artigo 477.2013. Procurador: Estanislau Tallon Bozi DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Acórdão Processo Nº RO-50900-25. conhecer do recurso ordinário interposto pelos reclamantes e.5. às fls. não há falar na conduta culposa capaz de sujeitá-lo à responsabilização subsidiária.8 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor CILDES LELES CONCEICAO ODILIO GONCALVES DIAS NETO(OAB: 019519 ES) FANTON SERVICOS LTDA Luiz Otavio Rodrigues Coelho(OAB: 003242 ES) LUIZ CARLOS SOUZA MARIA RODRIGUES SOUZA OSMAR BATISTA SOARES ACÓRDÃO .0050900-25.0007 – Rel. que julgou improcedentes os pedidos formulados na inicial. deve ser considerada dona da obra e não responde subsidiariamente por dívidas trabalhistas da empresa contratada para a edificação de prédio do laboratório de anatomia pertencente à entidade superior pública de ensino. da CLT.07. – Relª Ligia Maria Teixeira Gouvêa – DJe 09. nego provimento. RELATÓRIO Trata-se de recursos ordinários interpostos pelos autores. Em atendimento ao Provimento Consolidado da CGJT.1. CONHECIMENTO Conheço parcialmente do recurso ordinário interposto pelos reclamantes.2011.” Dessa decisão.17. TST. sendo que o eventual reconhecimento. Portanto. as parcelas rescisórias constantes dos TRCT´s acostados aos autos foram quitadas dentro do prazo legal.5. Não há se falar em nulidade do aviso prévio proporcional concedido. se comprovar a efetiva fiscalização da avença. verbis: “Além de inexistir irregularidade ou ilegalidade no procedimento adotado pela reclamada. não houve remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho para emissão de parecer.0004 Processo Nº RO-50900/2013-004-17-00.2013. 150/154. negarlhe provimento. sendo partes as acima citadas. por configurar vantagem benéfica ao trabalhador dispensado.0191 – Rel.17. sob o fundamento de que as parcelas rescisórias constantes no TRCT foram quitadas no prazo legal. Des. no tocante ao aviso prévio.2010. da procedência de outras parcelas de natureza contratual não torna devida a multa do §8º do artigo 477 da CLT.5. Contrarrazões apresentadas pela reclamada. em face da r. 159/164. fiscais e previdenciárias pela contratada. Marcello Maciel Mancilha – DJe 11.0004 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: CILDES LELES CONCEICAO E OUTROS Recorrido: FANTON SERVICOS LTDA Origem: 4ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . prolatada pela MM. Suspeição do Desembargador Lino Faria Petelinkar. no exercício de suas funções administrativas. Com efeito. não há responsabilidade subsidiária do ente público tomador de serviços quando comprovado nos autos que houve fiscalização por parte da contratante quanto ao cumprimento das obrigações trabalhistas.17. seja a reclamada condenada ao pagamento da multa do art. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. Ainda que assim não fosse.TRT 17ª Região . tão somente. nos moldes da Lei 12. contudo. 477. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 .506/11.2012) RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA – PESSOA JURÍDICA DE DIREITO PÚBLICO – DONO DA OBRA – FISCALIZAÇÃO QUANTO AO CUMPRIMENTO DAS OBRIGAÇÕES TRABALHISTAS DA CONTRATADA – INEXISTÊNCIA – A instituição pública de ensino.08. 146/148. por ausência de impugnação aos fundamentos da sentença.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Vistos. 477. conforme fundamentação expendida no tópico anterior. na esteira do item "V" da aludida disposição sumular. da CLT. o Juízo de origem julgou improcedente a pretensão autoral relativa à aplicação da multa prevista no art.12.5. no tocante à multa do art. constatada.2012 – p. por meio de farta documentação. Marcello Maciel Mancilha – DJe 30. LEI 12.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA AVISO PRÉVIO. VANTAGEM EXCLUSIVA DO TRABALHADOR DISPENSADO. Desembargadora Claudia Cardoso de Souza e Desembargador José Luiz Serafini. requerendo seja negado provimento do Apelo autoral. da CLT e aos honorários advocatícios.17.2011.2012 – p. – RO 000230207. no mérito. Des. 23 de Setembro de 2013 101 ARTUR LUNIS DA SILVA ANTIDIO ALVES DE SOUZA JOSE AVELINO DOS SANTOS ODEIR BRAZ CATIA DE ALMEIDA BORGES NAZIR DA COSTA SILVA IZABEL DOS SANTOS interpretação sistemática da Lei nº 8. não sendo correto o entendimento de que a empregadora deve indenizar o período que ultrapassar os 30 dias. Inteligência da nova redação do inciso V da Súmula nº 331 do C. (TRT 12ª R. Dela será excetuado. (TRT 17ª R. – RO 113000-42. a diligência do tomador no acompanhamento da regularidade das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora. FUNDAMENTAÇÃO 2.5. Assim. 07). NÃO CONHEÇO do apelo. da CLT.07. sentença de fls. insurgem-se os reclamantes. Razões recursais. postulando. 4ª Vara do Trabalho de Vitória/ES. TST. publicado no DEJT de 08 de Agosto de 2012. 417) RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA – EMPRESA PÚBLICA – INEXISTÊNCIA – NOVA REDAÇÃO DA SÚMULA Nº 331 DO C. CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 2ª Turma do Egrégio Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. É o relatório. Improcedente o pleito inserto na alínea “c” (f. às fls. 477. pretendendo a reforma do julgado. – RO 45800-51. em sentença.0018 – 6ª C. da lavra da eminente Juíza Valéria Lemos Fernandes Assad.506/2011. 72) Por todo o exposto. (TRT 17ª R. TST – Não há responsabilidade subsidiária do ente público tomador de serviços quando comprovado nos autos que houve fiscalização por parte da contratante quanto ao cumprimento das obrigações trabalhistas pela contratada.

Não-conhecimento. o que violaria os ditames da Lei 12. O inciso XXI. que não formalizou a opção – f. sendo no mínimo de trinta dias.506/2011 atua somente em benefício do trabalhador. Faz-se necessário destacar que o princípio ora examinado exige correspondência entre os temas decididos (ou não decididos) pela decisão recorrida e as razões recursais. por sua vez. PROPORCIONALIDADE. razão pela qual não poderia exigir o seu cumprimento na forma elastecida. A ausência desses elementos na peça recursal. 128. já que o cumprimento de prazo maior que os trinta dias representaria ônus maior ao trabalhador. dos princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa.352/01". do CPC. 7º. pela ausência de requisito de admissibilidade inscrito no art. Diante do exposto. bem como manifesta seu inconformismo contra os fundamentos da decisão e apresenta as razões para tanto. não havendo qualquer ilegalidade na concessão do aviso prévio proporcional. mostra-se dissociada da boa técnica processual e determina a impossibilidade da revisão do que se quer alcançar através do ato de recorrer. 524. em defesa. Alegaram os autores. o recorrente terá de consignar. um direito do empregador. cumpriu o que determina a legislação vigente (Lei n.) A edição da Lei 12. prejuízo ao trabalhador pelo cumprimento de prazo maior de aviso prévio no trabalho. Ao contrário. do art.506/2011. III. a nulidade do aviso prévio concedido e seu pagamento na forma indenizada. garantindo-lhe sua remuneração durante este período.] Assim.. Pois bem. ns. Já a Lei 12. mencionando que “os avisos prévios dos reclamantes ocorreram todos na modalidade trabalhada”.g. 514.. Considero as contrarrazões apresentadas pelas partes. o recorrente não traçou uma linha sequer sobre os fundamentos adotados pelo Juízo a quo.aviso prévio proporcional ao tempo de serviço. na inicial. possibilitando ao trabalhador despedido a procura de novo emprego. exigindo que trabalhassem os dias acrescidos para cada ano de serviços. os fundamentos do decisum vergastado não terão sido impugnados pelo recorrente. que não observam as peculiaridades do caso concreto. dispõe que o aviso prévio de 30 dias é uma garantia do trabalhador e." (sem grifos no original). Não atende o princípio ora examinado. 7º. do CPC. 120. deve-se aplicar a proporcionalidade prevista na referida Lei. que aplico à hipótese dos autos: "Recurso ordinário. não atendem ao princípio em questão as razões recursais genericamente aduzidas. além de outros que visem à melhoria de sua condição social: [. Acerca da necessidade de motivação dos recursos. 23 de Setembro de 2013 102 Como se vê.. não há. cujo escopo foi regulamentar o aviso . 139 e 144 (à exceção do reclamante LUIZ CARLOS SOUZA. os quais optaram pela redução da jornada. os motivos pelos quais a decisão impugnada deverá ser reformada ou cassada pelo órgão ad quem. inc.2. Sustentou que foi a reclamada quem dispensou os reclamantes. em tese. que a ré determinou o cumprimento de aviso prévio proporcional. deflui. 2.] XXI . eis que presentes os pressupostos de admissibilidade recursal. os seus respectivos vícios. Argumentaram que o art. sobretudo aquelas "padronizadas".1. por fim. v. 7º. entendo que não há irregularidade ou ilegalidade no procedimento adotado pela ré e julgo improcedente o pedido constante da alínea “b” (f. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Requereram. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. (grs. Da mesma forma. II. a diretriz contida na Súmula nº 422 do C. O princípio em tela.506/11. nos termos da lei. em suas razões recursais. demonstração concreta de prejuízo sofrido por qualquer dos autores. Também inexiste. indeferiu a pretensão autoral. valho-me do magistério de Eduardo Arruda Alvim e Cristiano Zanin Martins. coordenada por Nelson Nery Júnior e Tereza Arruda Alvim Wambier. logo. 116. nos autos. 136. quando as razões do recorrente não impugnam os fundamentos da decisão recorrida. Porém. em seu art. 12. Convém notar que o ato de recorrer é aquele através do qual a parte mostra a ilegalidade da sentença. in verbis: Art.” Dessa decisão. arrola o “aviso prévio proporcional ao tempo de serviço” como um dos direitos dos trabalhadores. sendo o mínimo de trinta dias.. não. 07). XXI. renovando os mesmos argumentos da inicial. com a percepção de salário. nessa hipótese. instalando o contraditório com a amplitude que lhe garante o Texto Constitucional. é forçoso concluir pelo não conhecimento do apelo neste tópico. tratando-se de dispensa imotivada. observando o aumento de 3 dias para cada ano de serviço prestado. também. da CRFB. 132.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira." Quanto aos demais pedidos. Art. O Juízo de origem. 514.506/2011 dispõe: [. ao conceder o aviso prévio proporcional a cada empregado. antes de ter seu contrato rescindido definitivamente. todos do CPC. pois o recorrido somente poderá apresentar suas contra-razões recursais. ciente dos motivos pelos quais o recorrente se insurge contra a decisão recorrida. por iniciativa do empregador. conheço do recurso autoral. com os devidos reflexos nas demais verbas trabalhistas. LEI 12.2. ao invés de indenizá-los. alegou que. da Constituição da República dispõe ser direito dos trabalhadores o aviso prévio proporcional ao tempo de serviço. Com efeito. sob os seguintes argumentos: “A Constituição da República. 514. A reclamada. remetendo a regularização do dispositivo à Lei. MÉRITO DO RECURSO DO RECLAMANTE 2. II e 541. insurgem-se os autores. os arts. pois. Não se pode deixar de mencionar. TST. 123. apenas. nos termos da lei.506/2011). nesse caso específico em que o desligamento é de interesse do empregado. conforme documentos às fs. Contudo. o recurso de apelação interposto contra sentença que tenha extinto o feito sem julgamento de mérito que trate apenas do mérito da demanda. o empregado pode optar pela redução da jornada e assim terá mais tempo para procurar nova colocação no mercado de trabalho. II.II. 108. in verbis: "Em atenção ao princípio da dialeticidade dos recursos. não pode o empregador exigir do empregado o cumprimento de aviso prévio maior que 30 dias nos casos em que a iniciativa da dispensa for do empregado (“pedido de demissão”).506/11. AVISO PRÉVIO. pois tempestivas e regulares. nos termos em que fora proposta. à luz da Lei nº 10. Não se conhece de recurso ordinário para o TST. Desse modo.. v.. contido no artigo intitulado "Apontamentos Sobre o Sistema Recursal Vigente no Direito Processual Civil Brasileiro. ao final.g. não vislumbro vedação à aplicação do aviso prévio proporcional ao aviso prévio trabalhado. Apelo que não destaca os fundamentos da decisão recorrida. A finalidade do aviso prévio é evitar a surpresa na ruptura do contratado de trabalho. ainda que o aviso prévio seja trabalhado. bem como a integração do período ao tempo de serviço. além de encontrar guarida em diversos dispositivos legais. publicado na obra "Aspectos Polêmicos e Atuais dos Recursos". 104. entendo que a alteração promovida pela Lei 12. 112).

MÉRITO 2. de modo que o prazo recursal encerrou-se em 30/07/2009 (quinta-feira). dispôs a respeito de sua proporcionalidade. até o máximo de 60 (sessenta) dias. Nego provimento. Considerando que o objeto do aditivo à Convenção Coletiva 2008/2009 referia-se à regulamentação e autorização dos trabalhos nos domingos e no mês de dezembro de 2008. até o máximo de 60 (sessenta dias). HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. que passaram a contar com um período maior de aviso prévio. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO.00. no mérito.2009. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19. a leitura da sentença foi designada para o dia 22/07/2009 (quarta-feira).1. requerendo a reforma in totum da sentença. PRELIMINAR DE NÃO CONHECIMENTO. sentença de piso. inciso XXI da Constituição Federal.1. Em outras palavras. 376. entretanto. 1º O aviso prévio. Vistos. Parágrafo único. da CLT. Denise Marsico do Couto. em face da r. tendo em vista que a leitura da sentença foi designada para o dia 22/07/2009 e o apelo somente fora protocolizado em 31/07/2009.6 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: Sindicato dos Trabalhadores no Comércio do Estado do Espírito Santo Recorrido: Ivoxx Comercial Ltda .2. será concedido na proporção de 30 (trinta) dias aos empregados que contem até 1 (um) ano de serviço na mesma empresa. perfazendo um total de até 90 (noventa) dias. Considero as contrarrazões. sem que houvesse qualquer labor nesse período. o que implicaria na indenização necessária do que ultrapassar esse tempo. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo Sindicato autor. CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. portanto. definiu as regras quanto à duração mínima do aviso (30 dias) e o pagamento proporcional ao tempo de serviço. aprovada pelo DecretoLei no 5. Ao aviso prévio previsto neste artigo serão acrescidos 3 (três) dias por ano de serviço prestado na mesma empresa. INTEMPESTIVIDADE. O legislador ordinário. às fls.452.TRT 17ª Região .ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . que julgou improcedentes os pedidos constantes da ação de cumprimento. exceto quanto à multa do art.2009. Contrarrazões apresentadas pela ré. tempestivo o recurso ordinário interposto pelo Sindicato autor. apenas. e.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. ADITIVO À CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO 2008/2009. Comprovante de recolhimento das custas processuais. da lavra da eminente juíza. conforme ATO TRT 17ª PRESI 38/2009. É o relatório. 95/96. ADITIVO À CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO 2008/2009. 23 de Setembro de 2013 103 prévio previsto no art. 319/374.5. complementando a norma constitucional.6 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Sindicato dos Trabalhadores no Comércio do Estado do Espírito Santo Vitor Henrique Piovesan(OAB: 006071 ES) Ivoxx Comercial Ltda . não há se falar em honorários advocatícios. Sentença que se mantém. por intempestividade. Entretanto. SUSCITADA PELA EMPRESA RÉ EM CONTRARRAZÕES A empresa ré suscita o não conhecimento do recurso ordinário interposto pelo Sindicato autor. os prazos processuais dos feitos em trâmite no 2º grau deste Regional.00565. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº RO-56500-66. alimentação e transporte. pois protocolizado em 31/07/2009 (fls. Registre-se. Vejamos. proferida pela MMª 4ª Vara do Trabalho de Vitória/ES.17.2.ME Origem: 4.506/2011 não estabeleceram o limite de 30 dias para o aviso prévio trabalhado. pugnando pela manutenção da sentença. em especial do período que antecede o natal. ns. com vencimento no dia 30/07/2009. Com efeito. como um prazo elastecido para a procura de uma nova colocação no mercado de trabalho. Rejeito a preliminar e conheço o recurso ordinário interposto pelo Sindicato autor. de que trata o Capítulo VI do Título IV da Consolidação das Leis do Trabalho . para cada ano trabalhado.2. porquanto presentes os pressupostos de admissibilidade recursal. Desembargadora Cláudia Cardoso de Souza e Desembargador Lino Faria Petelinkar. 2. às fls. porquanto tempestivas e regulares. nego provimento. de 1º de maio de 1943. Sendo assim.17. conforme ata de fls. por unanimidade. 380/414. perfazendo um total de até 90 (noventa) dias.CONHECIMENTO 2. 31/07/2009. foram prorrogados para o primeiro dia útil subsequente. negar-lhe provimento. suscitando o não conhecimento do recurso ordinário do Sindicato autor. determinando que. verbis: Art. que a referida lei beneficiou exclusivamente os empregados.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLÁUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA AÇÃO DE CUMPRIMENTO. conhecer parcialmente do recurso ordinário interposto. por intempestivo. FUNDAMENTAÇÃO 2. como pretendem os reclamantes. no mérito.1.2013: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente).0004 Processo Nº RO-56500/2009-004-17-00. às fls.09. não merece qualquer reforma a r. que a Constituição da República e a Lei 12. a inclusão de parágrafo dispondo sobre a vedação do trabalho nos domingos do ano de 2009 extrapolou o próprio fim a que se propôs a norma coletiva. Ante a total improcedência dos pedidos autorais. possibilitando não só a ciência antecipada da rescisão.2. Por todo o exposto. sentença de fls. (grs. Razões recursais.ME Thyago Brito de Mello(OAB: 012642 ES) ACÓRDÃO .1.CLT. 2. ou seja. 477. Logo. 312/317. sendo partes as acima citadas. PROIBIÇÃO DE TRABALHO AOS DOMINGOS O SINDICOMERCIÁRIOS – Sindicato dos Empregados no Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . Procurador: Estanislau Tallon Bozi. 7º. são acrescidos 03 (três) dias ao aviso prévio. não existe amparo jurídico para a tese de que o tempo excedente aos trinta dias de aviso seriam obrigatoriamente indenizados. sobretudo porque inserido em cláusula cuja matéria tratava apenas da remuneração.004.) Vê-se. 319).

Por fim. ressaltando. Não obstante o objeto do aditivo referir-se à regulamentação e autorização do trabalho aos domingos e no mês de dezembro de 2008. Alimentação”. porquanto dirigido especificamente para regular o trabalho aos domingos do mês de dezembro de 2008. Sábado: dia 20/12/2008 – das 8:30 às 18:00 horas. informou que. que regulamentou o trabalho da categoria comerciária. foi incluída. no período que antecede o natal (caput da cláusula 1ª . Por fim. outrossim. 6º . contudo. Parágrafo Primeiro: O período especial do mês de dezembro de 2008 mencionado no “caput” a serem cumpridos pelos empregados lojistas do município de Vitória. segundo a cláusula 1ª da norma coletiva. Em defesa. seja porque teria extrapolado os objetivos da própria norma.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. eis que a empresa efetuou o pagamento por sua livre iniciativa. da cláusula segunda em exame também regular o trabalho aos domingos do mês de fevereiro de 2009 e não somente do período do natal de 2008.00 (cinquenta e quatro reais). ressaltando. sindicato da categoria aqui representada. deveria ter indicado os dias na cláusula primeira. sob pena de multa: Art. como se infere dos §§ 4º. sob o fundamento de que a inclusão do parágrafo quarto. a proibição de se exigir o labor do empregado nos demais domingos de 2009.00 (dez reais) a título de alimentação. o Sindicato extrapolou o próprio objetivo do aditivo da Convenção Coletiva 2008/2009. 41): Cláusula Primeira – do objeto: A presente Convenção Coletiva de Trabalho tem por objeto a regulamentação e autorização do trabalho dos empregados lojistas no município de Vitória. Quarta Feira: dia 24 e 31/12/2008 – das 08:30 às 18:00 horas. e em especial. todos os domingos de 2009. bem como os domingos. asseverou que notificou a empresa requerida. das lojas situadas em shopping center. portanto. do Regimento Interno do Shopping Vitória (fls. da leitura do aditivo à Convenção Coletiva 2008/2009. a empresa ré alegou que as cláusulas foram incluídas maliciosamente no acordo pelo Sindicomerciários. limitando-se a questionar a validade da norma coletiva que vedou o trabalho aos domingos de todo o ano de 2009. como também não mostra coerência com a matéria regulada na cláusula segunda. com a matéria tratada no caput da própria cláusula da qual faz parte. pois vem exigindo labor de seus empregados em domingos não autorizados. segundo se extrai da sua defesa. e R$ 4. nos domingos e no mês de dezembro de 2008. do aditivo da Convenção Coletiva de Trabalho.Os portões do SV serão abertos e franqueado o acesso ao público de segunda e domingo às 10:00 horas e fechados às 22:00 . frise-se. que trata da remuneração e alimentação. quanto à remuneração pelo labor aos domingos. totalizando a quantia de R$ 54. título atribuído à cláusula segunda da referida norma coletiva. no prazo de 15 (quinze) dias. conforme previsto na cláusula segunda mencionada. embora de início pareça pouco provável. Nesse sentido. não abrangendo. além de sustentar a validade da norma coletiva. alimentação e transporte. cuja matéria “Da remuneração. a empresa requerida pagava R$ 40. nos domingos e no mês de dezembro de 2008. sem concordância com o Sindicato dos Empregados do Comércio no Estado do Espírito Santo: Cláusula Segunda – Da remuneração. visando ao cumprimento da Convenção Coletiva do Trabalho firmada com os Sindicatos Lojistas de Vitória/ES. Soma-se a isso o fato de ser notório o funcionamento. para que houvesse a assinatura do acordo sem a consciência da ré. não impugnou a alegação de que vem exigindo labor de seus empregados em Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 domingos. ao vedar o labor nos domingos de 2009. pois. seja porque a regra encontrava-se inserida em cláusula cuja matéria não se coaduna com o assunto. Sábado: dia 13/12/2008 – das 8:30 às 18:00 horas. do 1º Aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho 2008/2009. o objetivo era regular e autorizar apenas o horário especial de natal e ano novo de 2008. letra “a” e 6º. sem acordo com o Sindicato dos Empregados do Comércio no Estado do Espírito Santo. 140/141). no parágrafo quarto. do artigo 6º.. Vê-se. À análise. sem que tenham sido objeto de efetiva negociação. acrescidos de R$ 10. com adicional de 100%. não obstante estivesse impedida de exigir o labor de seus empregados. Ora. sentença. bem como em cumprimento à obrigação contratual firmada com o Shopping Vitória. bem como no pagamento das horas extras. obter êxito. com a declaração incidental de nulidade do parágrafo 4º. que as cláusulas convencionais possuem interpretação restritiva. na verdade. Semana: dias 08 a 12/12/2008 – das 8:30 às 21:00 horas. que exigem o funcionamento da empresa ré aos domingos. na cláusula segunda. conforme exigido na Cláusula Quinta sem. observa-se que o objeto daquela norma coletiva foi a regulamentação e autorização do trabalho dos empregados lojistas no município de Vitória. no Município de Vitória/ES. ao argumento de que a regra do ônus da prova não foi observada pelo juízo de origem.00 (quarenta reais). com a compensação das horas pagas a idêntico título. intitulada “Da remuneração. além de gozarem de 01 (um) dia de folga durante a semana seguinte. Alimentação e Transporte” não tem pertinência direta com o assunto propriamente dito. acolhendo a tese da defesa. extrapolou o objeto do próprio acordo. razão pela qual deve ser condenada em obrigação de não fazer. como o fez para os domingos de 2008.] Parágrafo Quarto: A empresa não poderá exigir o labor do (s) seu (s) empregado (s) nos demais domingos de 2009.00 (quatro reais) referentes ao transporte. da cláusula segunda.fls. A alegação de que a regra teria sido incluída maliciosamente pelo sindicato. tampouco o fato do parágrafo terceiro. ainda. se a pretensão do Sindicato era restringir a autorização do trabalho em algum domingo de 2009. Alimentação e Transporte: [. a fim de que sanasse as irregularidades. que tratava do assunto. não vem cumprindo a norma coletiva acima citada. se mostra plenamente razoável.. dispondo sobre o labor aos domingos durante todo o ano de 2009. compreende os dias e horários a seguir: Domingo: dias 14 e 21/12/2008 – das 10:00 às 18:00 horas. Alegou que a loja da ré localizada no Shopping Vitória/ES. Semana: dias 15 a 23/12/2008 – das 8:30 às 21:00 horas. regulamentava e autorizava o trabalho nos domingos e no mês de dezembro de 2008. sem qualquer relação. sob a orientação do Sindicato dos Lojistas de Vitória (Sindilojistas). que. portanto. Logo. no período que antecede o natal. como registrado na sentença utilizada como fundamentação do convencimento do juízo de origem. e não em parágrafo da cláusula segunda. Insurge-se o Sindicato autor contra a r. antecedentes ao natal. e em especial. conforme prescrito na redação do parágrafo quarto. 315. que. às fls. 23 de Setembro de 2013 104 Comércio do Estado do Espírito Santo ajuizou a presente Ação de Cumprimento em face da empresa Ivoxx Comercial Ltda – ME. Também asseverou que abria a loja aos domingos em atendimento ao pedido dos próprios empregados da empresa. da cláusula 2ª. com vigência entre 09/12/2008 a 30/11/2009. assim. julgou improcedente o pedido. nos domingos. no período que antecede o natal. O juízo de origem. ao tratar da remuneração. que o aludido parágrafo quarto foi incluído na cláusula segunda. A reclamada.

17. 213/216. ante a improcedência do pedido principal. que.17. Nego provimento. Mantido o valor da condenação. REDISCUSSÃO DE QUESTÕES DE MÉRITO. Sendo que os da ÁREA DE ALIMENTAÇÃO E LAZER ficarão abertos até às 23:00 horas de quinta à sábado. Des. rejeitar a preliminar de intempestividade arguida pela ré e conhecer o recurso ordinário interposto pelo Sindicato autor. das 10:00 às 22:00 horas. por unanimidade.ADEMIR DE JESUS PEREIRA MUNICIPIO DE PEDRO CANARIO Origem: VARA DO TRABALHO DE SÃO MATEUS . 213/216 .Durante o horário de funcionamento do SV. mantendo-se a sentença por seus próprios e jurídicos fundamentos. contradição ou obscuridade.0191 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: COMPANHIA ESPIRITO SANTENSE DE SANEAMENTO CESAN Embargados: O V. (grs. revelando-se improcedentes quando as questões levantadas traduzem inconformismo com o teor da decisão embargada.. permanecerão obrigatoriamente abertas para o público. sem demonstrar omissão.0191 Processo Nº ED-66600/2012-191-17-00. Isso posto.TRT 17ª. Vencida a Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi quanto ao aditivo à Convenção Coletiva. 2. por conseguinte.] § 6º . nego provimento.MULTA CONVENCIONAL Não há que se falar em multa convencional. Nego provimento.1. quando inexistem falhas formais. CONHECIMENTO Conheço os embargos declaratórios opostos pela segunda reclamada. ns.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. das 15:00 às 21:00 horas. atraindo a aplicação da multa de 1% prevista no parágrafo único do art. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19. Procurador: Estanislau Tallon Bozi. V.TRT 17ª Região . 2.3. [. apontando omissões no julgado e pugnando pelo prequestionamento da matéria.HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS Indevidos os honorários advocatícios. porquanto presentes os pressupostos legais de admissibilidade recursal. Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente). FUNDAMENTAÇÃO 2.7 Embargante Advogado Embargado Advogado Plurima Réu Advogado COMPANHIA ESPIRITO SANTENSE DE SANEAMENTO CESAN Álvaro José Gimenes de Faria(OAB: 005013 ES) ADEMIR DE JESUS PEREIRA Regina de Castro Borges Abreu(OAB: 007970 ES) MUNICIPIO DE PEDRO CANARIO Diego Rufino Torres de Azevedo Griffo(OAB: 014819 ES) ACÓRDÃO . CONVÊNIO CELEBRADO PARA VIABILIZAÇÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS.2.CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 2ª Turma do Egrégio Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. por óbvio. registra-se que a nulidade da cláusula também é objeto da Ação Anulatória aforada sob o nº 152. da CF/88. necessário um debate exaustivo sobre o trabalho aos domingos. No mérito. OMISSÃO. nos seguintes horários mínimos: a) GRANDES LOJAS (ÂNCORAS). conforme alegado pela ré. Aduz que este E. Os pedidos deverão ser formalizados por meio de formulário próprio (Solicitação de Fechamento Temporário de Lojas) justificando os motivos para o ato. LOJAS SATÉLITES E STANDS Segunda a Sábado. ainda aguarda julgamento. Tribunal. [. sendo partes as acima citadas.00-6. Acórdão foi omisso quanto ao fato de que o convênio realizado entre as reclamadas foi firmado em conformidade com as normas que regem a matéria – Lei 8. evidente o vício de manifestação das partes no instrumento coletivo em exame. Nego provimento.. pois não é crível que os lojistas concordassem com cláusula que contraria seus próprios interesses.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Acórdão de fls.3. e. por maioria. 30.3. negar-lhe provimento. 30. 535 do CPC. DESEMBARGADORA CLÁUDIA CARDOSO DE SOUZA Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Relatora Acórdão Processo Nº ED-66600-96. DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Os embargos de declaração têm cabimento quando presentes alguns dos vícios previstos no art.000. 2. IMPOSSIBILIDADE. nenhuma loja poderá se manter fechada sem a prévia e expressa autorização da Administração do SV. 538 do CPC. Por fim.5. tampouco necessidade de prequestionamento.5.5. PREQUESTIONAMENTO Sustenta a embargante que o v.TUTELA ANTECIPADA Análise prejudicada. Domingo.09.. o que não se mostrou nos autos. obedecidos eventuais acordos sindicais ou determinação da Administração. Evidencia-se o caráter protelatório dos embargos. em razão da manutenção da sentença que indeferiu os pedidos.] § 4º . ART. É o relatório. 30. ainda mais considerando-se tratar de assunto fora do objeto da norma coletiva. sobretudo as lojas localizadas em shopping center. nos termos autorizados pelo art.666/93 e art.2. 2. interesse das empresas lojistas o trabalho aos domingos. 3.O SHOPPING VITÓRIA e as lojas dele integrantes. Vistos. 23 de Setembro de 2013 105 horas.. RELATÓRIO Trata-se de embargos declaratórios opostos pela CESAN. INCISO V. INEXISTÊNCIA DE QUAISQUER DOS VÍCIOS DO ART.) Assim. ACÓRDÃO DE FLS.2013: Des.2012. . MÉRITO 2. Eventual verificação posterior que venha a comprovar a inveracidade dos motivos alegados pelo lojista para o fechamento de sua loja. tendo em vista a sucumbência total do Sindicato autor. consoante consulta no Sistema de Acompanhamento de Processo deste E.2012. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO.0066600-96. Lino Faria Petelinkar e Desembargadora Claudia Cardoso de Souza. pretendendo rediscutir matérias já decididas. 535 DO CPC.3.17. e até às 22:00 horas de domingo à quarta-feira. poderá a Administração do SV aplicar as penalidades previstas no respectivo contrato de locação.4. em face do v. encontrando-se toda a matéria exaustivamente enfrentada. e os CINEMAS até às 23:30 horas. REGIÃO . sendo. Tribunal não se manifestou a respeito da celebração do convênio com o fito de viabilizar a prestação de serviços públicos.2009.1.

Consoante magistério de Manoel Antonio Teixeira Filho: "Sentença omissa é a que deixa de pronunciar-se sobre um ou mais pedidos formulados pelas partes (. "quando manifestamente protelatórios os embargos. pressupõe.VIACAO TABUAZEIRO LTDA JOÃO BATISTA DALLAPICOLLA SAMPAIO Origem: 10ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . contradição ou obscuridade. pretendendo rediscutir matérias já decididas. destacando que o convênio foi uma imposição da Cesan para o plano de investimento na sede e nos distritos da municipalidade. para fins de interposição de recurso de revista. desnecessário contenha nela referência expressa do dispositivo legal para ter-se como prequestionado este. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19/09/2013: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite (Presidente). in verbis: “(. 538 do CPC. Súmula 297. REDISCUSSÃO DE QUESTÕES DE MÉRITO.). Da mesma forma. que embora o ordenamento jurídico (Lei 8. Configuração. no acórdão. Sem razão. Evidencia-se o caráter protelatório dos embargos. afigura-se ilegal. não foi objeto de pronunciamento no acórdão. não há qualquer omissão no v.” Como se vê. condeno a embargante ao pagamento de 1% sobre o valor da causa. Pugna. o juiz ou tribunal. 538 do CPC. considerá-los protelatórios e aplicar à embargante multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa. quando inexistem falhas formais. que era a própria reclamada quem determinava quais servidores seriam contratados. inconformismo com o julgado.17. 297. evidentemente. a reconheceu. CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região.0010 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: VALMINANDES DE AGUIAR Embargados: O V.17. A existência de tese específica sobre a matéria debatida. puramente. Prequestionamento. nego provimento. ante o evidente caráter protelatório dos embargos interpostos. TST.São Paulo: LTr.666/93 e Lei 11. inclusive.. 256. a referida questão foi devidamente abordada no decisum. ACÓRDÃO DE FLS.TRT 17ª. de certa maneira. sendo certo que a não-manifestação acerca de todos os dispositivos legais apontados como violados não configura omissão no julgado. Na verdade..ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. A nulidade é tão evidente que o próprio Município. Prequestionamento. 535 DO CPC. Vistos. sendo certo que os embargos declaratórios não são meio idôneo a corrigir eventual erro de julgamento. não havendo se falar. Ao contrário do que sustenta a embargante. Segundo o parágrafo único do art.) Observe-se.5. é a diretriz traçada pelas Orientações Jurisprudenciais nº 118 e 256 da SDI-I do Colendo TST.2012. impõe à parte prequestionar tema que.107/2005) autorize a realização de convênios de cooperação entre os entes da Administração Pública. em suas razões de defesa. por oportuno. Os embargos de declaração têm cabimento quando presentes alguns dos vícios previstos no art.0010 Processo Nº ED-78900/2012-010-17-00. elementos que levem à conclusão de que o Regional adotou uma tese contrária à lei ou à Súmula.0078900-51. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Para fins do requisito do prequestionamento de que trata a Súmula n. tenha havido omissão com relação a este mesmo tópico. satisfaz o requisito de fundamentação da decisão e caracteriza a devida prestação jurisdicional. em relação aos pedidos deduzidos na causa. tendo demonstrado.p. quantitativamente inferior à que se deveria ter sido realizada" ("Sistema dos Recursos Trabalhistas". tampouco necessidade de prequestionamento. a embargante pretende revolver questões já decididas. . na decisão recorrida. 23 de Setembro de 2013 106 V. Tese explícita.2012. mas tão somente falhas formais porventura havidas no julgado. ante a evidente intenção de burlar a legislação trabalhista. sem que houvesse a realização de concurso público. Inteligência da Súmula 297.5 Embargante Advogado Embargado Advogado Plurima Réu VALMINANDES DE AGUIAR João Batista Dalapíccola Sampaio(OAB: 004367 ES) VIACAO TABUAZEIRO LTDA Katherine Rodnitzky Nunes(OAB: 010395 ES) JOÃO BATISTA DALLAPICOLLA SAMPAIO ACÓRDÃO . pelo prequestionamento dos dispositivos invocados. A Súmula 297 do C. Esta. 535 do CPC. sem demonstrar omissão. do CPC. com o intuito de disponibilizar trabalhadores para atuarem na atividade-fim da 1ª reclamada. por unanimidade. embora suscitado no recurso. revelando-se improcedentes quando as questões levantadas traduzem inconformismo com o teor da decisão embargada. o convênio de cooperação celebrado entre os réus. de maneira clara. da Constituição." Destarte. reconheceu que os trabalhadores eram contratados exclusivamente para prestarem serviços para a Cesan. em flagrante contratação irregular. em omissão.5. encontrando-se toda a matéria exaustivamente enfrentada.. afirmando. um pronunciamento citra petita. REGIÃO . acórdão. que tratou de forma clara e precisa acerca do tema. ainda que contrária ao entendimento da parte. 7ª ed. Havendo tese explícita sobre a matéria. negar-lhes provimento. 1993 . nos moldes do artigo 535. ao consignar que incumbe à parte opor embargos declaratórios visando o prequestionamento de matéria. aliás. tal permissão não pode ser utilizada como meio de burlar a legislação trabalhista. embora o julgado não tenha consignado expressamente todos os dispositivos apontados como violados pelo recorrente. A sentença (bem assim o acórdão) omissa contém. E nem há se falar em prequestionamento da matéria. Desembargadora Cláudia Cardoso de Souza e Desembargador Lino Faria Petelinkar.. condenará o embargante a pagar ao embargado multa não excedente de 1% (um por cento) sobre o valor da causa". portanto. 370-376 . De tal sorte. há necessidade de que haja. Tese explícita. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº ED-78900-51. Ou seja. pois a apreciação do órgão foi.TRT 17ª Região . declarando que o são. IMPOSSIBILIDADE. INEXISTÊNCIA DE QUAISQUER DOS VÍCIOS DO ART. 332). ao final. nestes termos: "118. portanto. atraindo a aplicação da multa de 1% prevista no parágrafo único do art. Procurador: Estanislau Tallon Bozi. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE . no mérito. conhecer dos embargos declaratórios e.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Desse modo.

RELATÓRIO Trata-se de Embargos de Declaração opostos pelo reclamante VALMINANDES DE AGUIAR. §§1º e 3º. ainda. mas responsabilizou-o por restituir à reclamada o valor dos honorários prévios. entendeu a 2ª Turma. Esta. Tese explícita. há necessidade de que haja. pressupõe. 944. I e 21. I e II. fez alusão ao técnico custeado pelos cofres públicos. impõe à parte prequestionar tema que. V e X. Vejamos.2012/91. FUNDAMENTAÇÃO 2. No caso dos autos. 256. sendo certo que os embargos declaratórios não são meio idôneo a corrigir eventual erro de julgamento. considerá-los protelatórios e aplicar ao embargante multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa. Lei 8. Consoante se infere do v. nos moldes dos artigos 897-A da CLT e 535 do CPC. porquanto preenchidos os pressupostos legais de admissibilidade. MÉRITO O reclamante alega existência de omissão no v. TST. elementos que levem à conclusão de que o Regional adotou uma tese contrária à lei ou à Súmula. todavia. Desembargadora Cláudia Cardoso de Souza e Desembargador Lino Faria Petelinkar. não há qualquer omissão no v. bem como aplico multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa.º 1. XXII. No tocante à responsabilidade objetiva. embora o julgado não tenha consignado expressamente o dispositivo apontado como violado pelo recorrente. o art. § 5º da Lei 8. à responsabilidade objetiva e aos honorários periciais prévios. III. ao consignar que incumbe à parte opor embargos declaratórios visando o prequestionamento de matéria. que tratou de forma clara e precisa acerca do tema. Ou seja. Diante de tais considerações. que não ficou comprovada a doença ocupacional. tenha havido omissão com relação a este mesmo tópico. CONHECIMENTO Conheço dos embargos de declaração opostos.. Prequestionamento. 370/376. I. inconformismo com o julgado.cujos benefícios são mais amplos que os da gratuidade da justiça . 927. a referida questão foi devidamente abordada no decisio. nego provimento. Em relação aos honorários periciais prévios. ao se referir ao perito. mas tão somente falhas formais porventura havidas no julgado.1. CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região.2. 20. arts. 3º. ante a inexistência da doença ocupacional. Juízo de origem determinou a requisição de verba própria do Tribunal. da Lei 8. Súmula 219 do TST. o embargante. Aduz que houve violação dos artigos 19. Inteligência da Súmula 297. XXXIV e 133 da Constituição Federal. por unanimidade. caberia ao reclamante Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 arcar com os honorários periciais.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Também sustenta omissão em relação ao artigo 5º. Acórdão de fls. 23 de Setembro de 2013 107 DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. A Súmula 297 do C. é a diretriz traçada pelas Orientações Jurisprudenciais nº 118 e 256 da SDI-I do Colendo TST. ao menos. XXVIII. acórdão. ao contrário do que sustenta o embargante. 33. 949. 20 do CPC. de acordo com o laudo pericial e os laudos juntados aos autos pelo próprio reclamante. tendo demonstrado. Para fins do requisito do prequestionamento de que trata a Súmula n. no acórdão. sob a pecha de vício no julgado. em omissão. 436 e 437 do CPC. 157. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA .o reclamante ficaria dispensado do pagamento dos honorários periciais. Súmula 450 do STF e art. o d. conhecer dos embargos declaratórios e. 166 e 790-B da CLT. não havendo se falar. A existência de tese específica sobre a matéria debatida. mesmo estando o obreiro afastado de suas funções como motorista por tempo significativo. ante o caráter protelatório dos embargos. à responsabilidade objetiva e aos honorários periciais prévios. tampouco a relação de nexo causal ou concausa entre a enfermidade sofrida pelo obreiro e o labor desenvolvido na reclamada. deixa clara a impossibilidade de responsabilização da reclamada. que. acórdão. aliás. Configuração. Procurador: Estanislau Tallon Bozi. 131. portanto. e não ao perito privado”. embora suscitado no recurso. o embargante pretende revolver questões já decididas. nexo de causalidade. a doença vem se agravando.060/50. Havendo tese explícita sobre a matéria. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19/09/2013: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite (Presidente). no mérito. na verdade. nos moldes do artigo 535.) Com a manutenção da sentença que julgou improcedente o pedido de reconhecimento da doença ocupacional. Como se vê. 297. acórdão." Destarte. sendo certo que a não-manifestação acerca de todos os dispositivos legais apontados como violados não configura omissão no julgado. acórdão. no tocante à causalidade e/ou concausalidade. É o relatório. 7º. puramente. Quanto à doença ocupacional. 435. finalidade que não se coaduna com a da via recursal eleita. porquanto foi sucumbente em relação ao objeto da perícia. Afinal. sendo partes as acima citadas. 186. 950. porquanto o perito concluiu que o reclamante é portador de doença degenerativa e que o trabalho desenvolvido pelo autor não contribuiu nem agravou as lesões na coluna. subjetiva ou objetivamente. negar-lhes provimento. evidentemente. por unanimidade. baseada no laudo pericial. Prequestionamento. 932. in verbis: “(.906/94. não havendo que se falar em responsabilidade. 402.213/91. caput. com o intuito de revolver matéria já decidida. da Lei n. sem que exista. desnecessário contenha nela referência expressa do dispositivo legal para ter-se como prequestionado este. apenas manifesta seu inconformismo. nem mesmo quando concedida a assistência judiciária gratuita . ainda que contrária ao entendimento da parte. o que confirma não se tratar de doença ocupacional. apesar de não tratar especificamente do tema da responsabilidade civil. 422.. na decisão recorrida. 2. o laudo pericial comprovou a inexistência de nexo de causa ou concausalidade com o labor. quanto aos dispositivos legais e constitucionais invocados no recurso ordinário. E nem há se falar em prequestionamento da matéria. Versam os Embargos sobre supostas omissões no julgado. Destacou. em relação à causa e/ou concausa para o início ou progressão da doença ocupacional. portanto. do CPC. Na verdade. Súmula 297. não foi objeto de pronunciamento no acórdão. como é o caso dos peritos do INSS e das Universidades Federais. § único. em face do v. § único e 389 do Código Civil. dispensando o reclamante do pagamento dos honorários periciais. Tese explícita. que deu parcial provimento ao recurso ordinário interposto pelo autor. satisfaz o requisito de fundamentação da decisão e caracteriza a devida prestação jurisdicional. de maneira clara. art. observa-se que o v. nestes termos: "118. A meu ver. arts.

que julgou procedentes em parte os pedidos formulados na inicial. acessórias ou complementares ao serviço de transmissão. aos honorários periciais. não há falar em violação à súmula 331 do C. .)” Quanto às demais matérias do recurso ordinário da 1ª ré. em recurso ordinário.1.17. à fl. AÇÃO CIVIL PÚBLICA IMPROCEDENTE A 2ª reclamada arguiu. pois tempestivas e regulares. 94 da Lei nº 9.ª Vara do Trabalho de Cachoeiro de Itapemirim/ES. às fls. 1083/verso).1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. porquanto preenchidos os pressupostos legais de admissibilidade.472/97 permite à concessionária de telecomunicação a contratação de terceiros para o desenvolvimento de atividades inerentes. É o relatório. sendo partes as acima citadas.º 130 da SDI-1 do C. FUNDAMENTAÇÃO 2. Portanto. Instrumentos de mandato. HORAS DE SOBREAVISO.17. da CLT. não autoriza o reconhecimento do regime de sobreaviso.0132 RECURSO ORDINÁRIO Recorrentes: WANDERLEY DE OLIVEIRA SIMOES TELEMAR NORTE LESTE S/A Recorridos: TELEMAR NORTE LESTE S/A WANDERLEY DE OLIVEIRA SIMOES VITELCO ENGENHARIA S/A GECEL S/A Origem: 2ª VARA DO TRABALHO DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM . não há como ser reconhecido o sobreaviso.. 966/972. sentença de fls. RELATÓRIO Trata-se de recursos ordinários interpostos pelo reclamante e pela primeira reclamada (Telemar Norte Leste S/A). que a base de cálculo do adicional de periculosidade seja o salário. a segunda e a terceira reclamada não apresentaram contrarrazões aos recursos apresentados (certidão de fl. TST. Vistos.) Assim. sem os acréscimos de gratificações e outros. conforme se denota do trecho abaixo transcrito. Considero as contrarrazões apresentadas pelo reclamante e pela 1ª reclamada. às fls. posteriormente. Segundo aduziu. à prescrição do FGTS. TST. Contrarrazões apresentadas pela 1. publicado no DEJT de 08 de Agosto de 2012. sentença. requerendo a reforma da r. 44 e 252 (substabelecimento fl. Conheço parcialmente do recurso ordinário interposto pela primeira reclamada. prolatada pela MMª 2. à multa do art. 1033/1045. Inteligência da Súmula 428 do C. auxílio refeição em horas extras e cesta básica)..5. aos honorários advocatícios e aos descontos fiscais e previdenciários. Embora intimadas. 23 de Setembro de 2013 108 Relatora Acórdão Processo Nº RO-87400-02.7 Recorrente Advogado Recorrido Plurima Autor Advogado Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Advogado WANDERLEY DE OLIVEIRA SIMOES Wéliton Roger Altoé(OAB: 007070 ES) TELEMAR NORTE LESTE S/A TELEMAR NORTE LESTE S/A Décio Freire(OAB: 012082 ES) WANDERLEY DE OLIVEIRA SIMOES VITELCO ENGENHARIA S/A GECEL S/A Luiz Eduardo Santos Salomão(OAB: 014510 ES) ACÓRDÃO . Em atendimento ao Provimento Consolidado da CGJT. emissão ou recepção de sinais ou sons. 2. TST. à hipoteca judiciária.1.2010. por ausência de interesse recursal. à fl. Comprovantes de recolhimento de depósito recursal. à assistência judiciária gratuita. não houve remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho para emissão de parecer. nos termos do § 1º do art. às fls. §1º. COISA JULGADA MATERIAL. Razões do reclamante. Contrarrazões apresentadas pelo reclamante ao recurso ordinário da 1. RECURSO ORDINÁRIO DO RECLAMANTE. nos termos do art. EMPRESA DE TELECOMUNICAÇÃO. às horas extras.0132 Processo Nº RO-87400/2010-132-17-00. 1046. 477 da CLT.ª reclamada ao recurso do reclamante às fls.2. in verbis: “(. remetida para uma das Varas do Trabalho do Distrito Federal. da lavra da eminente Juíza Angela Baptista Balliana Kock. Com efeito. 475-J do CPC. O art.ª reclamada às fls. ao adicional de periculosidade e à base de cálculo. sendo certo que o juízo de origem deferiu nos exatos termos requeridos. por força da Orientação Jurisprudencial n. MÉRITO DO RECURSO ORDINÁRIO DA PRIMEIRA RECLAMADA (INVERSÃO DA ORDEM DE JULGAMENTO EM VIRTUDE DE QUESTÃO DE PREJUDICIALIDADE) 2. requerendo o não provimento do recurso. (. quanto ao reconhecimento do vínculo empregatício direto com a Telemar. pois a simples possibilidade de vir a ser contactado pela ré. a 1ª reclamada requer. pois a Ação Civil Pública teria reconhecido a possibilidade da terceirização em sua atividade-fim. 251). 193. 1046/verso. pugnando pela reforma da r. no tocante à coisa julgada material. não se encaixam no conceito legal de transmissão de sinais ou sons. embora possibilite a consecução do serviço de telefonia.2. sendo. em face da r. 193. por fim. UTILIZAÇÃO DE TELEFONE CELULAR. às horas extras e. CLT e Súmula 191/TST. e de custas processuais. INSTALAÇÃO E REPARAÇÃO LINHAS TELEFÔNICAS. à responsabilidade subsidiária. Não comprovada a limitação de locomoção do trabalhador.. respeitada a prescrição declarada. que permanece com a possibilidade de usar seu tempo livremente.TRT 17ª Região . TERCEIRIZAÇÃO LÍCITA. sentença. diferenças dos tíquetes alimentação. CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário interposto pelo reclamante. NÃO CONFIGURAÇÃO.0087400-02. condena-se as reclamadas a pagar ao obreiro o adicional de periculosidade durante o contrato de trabalho. requerendo seja negado provimento ao recurso obreiro.2010. preliminar de coisa julgada. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. a ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho foi originalmente distribuída para a 14ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro. conheçoo. em recurso ordinário. nos tópicos levantados pela referida ré. 973/1032.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA RECURDO ORDINÁRIO DA PRIMEIRA RECLAMADA (TELEMAR NORTE LESTE S/A). 1073/1082. Razões da 1ª reclamada. porque preenchidos os pressupostos legais de admissibilidade. no tocante à base de cálculo do adicional de periculosidade.. à multa do art. Os serviços de instalação e de reparação de linhas telefônicas são serviços auxiliares ou acessórios à transmissão de dados. 1056/1072. uma vez que. aos pedidos decorrentes desta declaração (jornada Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 de trabalho. por meio de telefone celular. no percentual de 30% sobre o salário. não o conhecendo.5.

defendeu que a coisa julgada na aludida ação possui efeitos erga omnes. da Lei 8. em sua atividadefim. A GECEL. de modo que não exerce mais tais funções por meio de seus próprios empregados. impugnou a responsabilidade subsidiária. 23 de Setembro de 2013 109 Por conta do deslocamento de competência. em sede de contestação. Esse é o sentido estabelecido no microssistema de processo coletivo (formado pela Constituição da República. 1043/1052. direitos previstos em Convenção Coletiva de Trabalho.492/97) permite a contratação de atividades relacionadas com seu objeto principal. em 10/02/2002. regulamentada e fiscalizada pela ANATEL (Agência Nacional de Telecomunicações). 2. possível a alegada equiparação. somente faz coisa julgada ultra partes a procedência da ação. não sendo. transferência de linhas de assinantes e instalação de telefones). e. aquele que se sentir lesado individualmente poderá procurar o Judiciário. em contestação. inclusive. junta a certidão do TST. no sentido de que não houve oposição de recurso contra a decisão que negou seguimento ao agravo de instrumento em recurso de revista. remunerado. com legislação própria (Lei n. sem vislumbrar qualquer fraude no vínculo empregatício. que foi admitido pela 1ª reclamada (TELEMAR NORTE LESTE S/A). sem justa causa. na inicial. segundo o artigo 103. para reconhecer (rectius: declarar) a ilegalidade de determinada conduta da reclamada. ser empresa do ramo das telecomunicações. Às fls. Argumentou que a Lei Geral de Telecomunicações não autoriza a terceirização na atividade fim da empresa. não verifico a ocorrência de coisa julgada material apta a obstaculizar o prosseguimento da ação individual. laborando ininterruptamente através das interpostas (VITELCO e GECEL). do C. a recorrente anexa o v. diferenças dos tíquetes alimentação. por meio da desconsideração da personalidade jurídica. na execução. TST). pelas obrigações da empresa contratada. TST apenas é aplicado quando a terceirização é realizada com fraude e com intuito de prejudicar o empregado e. o reconhecimento legal da conduta da reclamada. caso incida a condenação subsidiária.078/90. para os limites da coisa julgada na ação coletiva. julgou improcedentes os pedidos decorrentes da declaração do reconhecimento do vínculo de emprego. devendo eventual crédito trabalhista recair sobre sua real empregadora. requerendo. Assim. mesmo que subsidiariamente. Lei 7. Ressaltou que a prestação de serviços para a 1ª reclamada ocorreu em virtude de contratação entre as reclamadas para atender às suas necessidades empresariais. Pelo princípio da eventualidade. Assim. Lei 8. Rejeito a preliminar. § 2º. mesmo que não haja insuficiência de provas. e. A improcedência da ação civil pública proposta pelo Ministério Público do Trabalho. Ainda. dispensado. com base no princípio da igualdade. fiscalizado ou comandado a prestação de serviços do reclamante. A única ressalva que o microssistema de tutelas coletivas dispõe sobre a coisa julgada atingir o tutelado individualmente reside no artigo 103. do mesmo diploma. por qualquer meio. na função de cabista. quais sejam. Explico. A TELEMAR. a coisa julgada da improcedência da ação coletiva ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho não teria efeitos na esfera individual. serviços para a 1ª reclamada (TELEMAR NORTE E LESTE S/A). Também afirmou ser empresa do ramo de telecomunicações. aduziu não ser possível o reconhecimento do vínculo empregatício e. Alegou.078/90. sendo desta que recebia as ordens. De qualquer sorte. caso indeferido o pedido de reconhecimento do vínculo empregatício. exclusivamente. cuja legislação própria (artigo 94 da Lei 9. no caso de improcedência da ação coletiva. do C. consequentemente. ainda que todas as afirmações prestadas pela 2ª reclamada. ainda. EQUIPARAÇÃO (ANÁLISE EM CONJUNTO COM O RECURSO ORDINÁRIO DO RECLAMANTE) Alegou o reclamante. excutir-se primeiro os bens dos sócios da GECEL.078/90. requereu sua equiparação aos empregados da Telemar. tíquete alimentação. nos termos da Súmula 331. assim. da Lei 8. então. a fim de ver apreciada a sua pretensão. de fato. que inclusive não possui funcionários que desenvolvem esta atividade. estejam corretas. Vejamos. Portanto. a coisa julgada ficará limitada aos legitimados da ação coletiva. afirmou que as funções desempenhadas pelo reclamante (instalação e remoção de fios telefônicos. para a presente demanda. mediante terceirização.347/85 e LC 75/93). deve-se observar o benefício de ordem para. emissão ou recepção de informações. Assim. por jamais ter contratado. § 1º. reparador e cabista) a empresas especializadas. sendo ilícita a terceirização em análise. a aplicação do inciso V do art. ou seja. não se equiparam àquelas desempenhadas pelos empregados da 1ª ré (Telemar). Mencionou que o inciso IV da Súmula 331 do C. requereu a condenação das prestadoras de serviços solidária ou subsidiariamente. mesmo que esteja em trâmite ação civil pública com o mesmo objeto (artigo 104 do CDC) ou tenha havido decisão de improcedência. conforme dispõe o artigo 103. O juízo a quo indeferiu o pedido de reconhecimento do vínculo de emprego diretamente com a Telemar. a decisão proferida em sede de ação civil pública não tem efeitos dúplices. à fl. ausentes tais requisitos. por inexistir culpa in eligendo e in vigilando. por eventuais débitos reconhecidos nesta ação. não prejudicando as pretensões individuais. VÍNCULO EMPREGATÍCIO. Ressaltou ser de conhecimento notório que a empresa terceirizou totalmente as atividades de instalação e manutenção de linhas telefônicas. o tomador de serviços não está sujeito a responder. requereu o reconhecimento do vínculo empregatício Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 diretamente com a tomadora dos serviços (Telemar) e. auxílio refeição em horas extras e cesta básica. sob o fundamento de que o autor foi regularmente contratado pelas 2ª e 3ª reclamadas. TST. não induz. por si só. auxílio refeição em . enquanto que as atividades-meio estão ligadas à manutenção e instalação de linhas telefônicas.º 9. acórdão de improcedência da ACP. já que terceirizou todas as atividades secundárias (instalador. com ou sem hipossuficiência de provas (artigo 103 §1º do CDC). sendo que sua atividadefim é aquela ligada diretamente à transmissão.2. Assim. quando tiver integrado a lide coletiva como litisconsorte. 1054/verso. I. Portanto. Argumentou não existir nenhum profissional em seus quadros que exerça a atividade do reclamante. 267 do CPC.2. tampouco. cujos efeitos se estendem para todo o território nacional. formando-se o vínculo empregatício diretamente com o tomador de serviços (Súmula 331. a sua condenação subsidiária e a equiparação do autor com seus funcionários. a sentença coletiva de improcedência do pedido não produz efeitos na esfera individual. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. em 07/04/2010. Defendeu que prestava. que permitiu a terceirização na atividade-fim e. inciso I. era subordinado.47297 – Lei Geral das Telecomunicações). sendo dispensado.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. jornada de trabalho. pois. o que não é o caso dos autos. referente à jornada semanal de 40 horas.

E não há falar em benefício de ordem. o reclamante alegou que exercia atividade em área de alto risco. na medida em que a primeira reclamada exercia sobre a segunda e terceira. a concessionária poderá. Abriu-se. o tomador dos serviços é responsável subsidiário pelo descumprimento das obrigações trabalhistas assumidas pela 2ª e 3ª rés e não cumpridas.Anatel.estratégia da focalização . É esta. os bens dos sócios da GECEL e da VITELCO. nunca lhe pagou o valor referente ao adicional de insalubridade e. naturalmente. que não há qualquer prova de trabalho com subordinação direta à tomadora dos serviços.472/97. do C. pois a desconsideração da personalidade jurídica é excepcional. Todavia. patrocinados pelo empregador. nego provimento aos recursos ordinários interpostos pela 1ª ré (Telemar) e pelo reclamante. seria imprescindível que o exercício das mesmas fosse precedido de autorização da Agência Nacional de Telecomunicações . Passemos. Pelo princípio da eventualidade. caracteres. imagens. Inconformada. campo para o entendimento lúcido que considera válida a "terceirização" de atividades quando estas não integram a atividade-fim do empreendimento econômico e. por isso. o percentual foi alterado para 15%. A Telemar Norte Leste é uma empresa de telecomunicação. TST. o requerimento do vínculo empregatício.contratar com terceiros o desenvolvimento de atividades inerentes. a multa de 40% e multa do art.. portanto. férias acrescidas de 1/3. sobreaviso. Mencionou que a ré. recorre a 1ª reclamada. estivessem tais atividades inseridas no conceito restrito de atividade de telecomunicação. bem como reflexos sobre aviso prévio. a 2ª reclamada sustentou que o reclamante. em virtude da proximidade com os cabos elétricos energizados de alta tensão. de conservação e limpeza. que a primeira reclamada não mais realiza os serviços de instalação e reparação de linhas telefônicas por meio de seus próprios empregados e que. 2. auxílio refeição em horas extras e cesta básica).(.. presente a hipótese prevista na Súmula 331. direito ao adicional de periculosidade. já que. que encontra óbice no inciso II do art. pendendo a jurisprudência trabalhista ora para a rejeição de tão controvertido instituto ora para o seu temperamento. Isso posto. IV. bem como o de equiparação com os empregados da tomadora dos serviços. além de fornecer equipamentos de proteção individual. radioeletricidade. outrossim. o que incluía. ao argumento de que prestava serviços diretamente para a Telemar. nos termos da Súmula 331. não se encaixam no conceito legal de transmissão de sinais ou sons. entre nós. bem como a implementação de projetos associados. O reclamante. passou a receber 5% referente ao adicional de periculosidade e. considero que os serviços de instalação e reparação de linhas telefônicas são serviços auxiliares ou acessórios à transmissão de dados. apenas a partir de junho/2008.. em primeiro lugar. reiterando os argumentos da defesa para afastar a responsabilidade subsidiária.102/83). art. ainda. pugna pelo reconhecimento do vínculo empregatício diretamente com a tomadora dos serviços. por fio. desde que inexistente a pessoalidade e a subordinação. em recurso ordinário. portanto.. de pulverização da atividade sindical. Vejamos. condenou a 1ª reclamada a responder subsidiariamente pelas verbas devidas. a transferência açodada de parte das atividades empresariais para outras empresas tem sido sinônimo. não há empregados exercendo as mesmas atividades do reclamante. em seu art. não havendo. seja observado o benefício de ordem. horas extras. TST. nos termos da Súmula 191 do C. apenas em caso de frustrado o pagamento pelos executados. DSR. II .1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.". até maio/2008. defende a tese da concentração das atividades naquilo que é o núcleo de sua atividade . na hipótese de ausência de pessoalidade e subordinação. Por fim. todas as outras atividades (não previstas no transcrito dispositivo legal) são consideradas atividades-meio. Ressaltou que o reclamante participou de diversos cursos de “Noções Básicas de Segurança do Trabalho”. observadas as condições e limites estabelecidos pela Agência: I . no exercício da função de instalador. não obstante possibilite a consecução do serviço de telefonia. Em defesa.. 477 da CLT. de desemprego. Por fim. no sentido de que sejam excutidos. destinadas a propiciar a prestação do serviço principal.. em seu item III. 94 da Lei 9. uma vez que. para que sejam excutidos os bens dos sócios da primeira ré. à análise do caso em tela. estabelece expressamente que no cumprimento de seus deveres. ADICIONAL DE PERICULOSIDADE Na inicial. Diz que a LTG não se aplica no campo das relações empregatícias. amparado pelo princípio constitucional da isonomia e em alegações de precarização de mão-de-obra. escritos. Editou-se a Súmula nº 331 da Súmula do Colendo TST que enuncia. Ainda. 13º salário. TST. ainda que inferior ao estabelecido na lei. outrossim. TST. em regra. sinais. a partir de abril/2009. pois. de símbolos. que ". diferenças dos tíquetes alimentação.com o escopo de diminuir a diversidade das formas de organização da produção e do trabalho. 23 de Setembro de 2013 110 horas extras e cesta básica. assim. o FGTS. calculado sobre a remuneração. requereu a incidência do salário base do reclamante para fins de cálculo do . poder diretivo dos serviços prestados.3. por seu turno. Requereu o pagamento do adicional de periculosidade no percentual de 30%.não se forma vínculo de emprego com o tomador a contratação de serviços de vigilância (Lei nº 7. já que a licitude da terceirização é tratada pela Súmula 331 do C. contínuo. então. 60). então. qualquer ilicitude na terceirização do serviço. Aliás. de retrocesso nas condições de trabalho e de diminuição de salários.2. sendo certo. requereu o deferimento dos pedidos decorrentes da declaração do vínculo. contra o qual resistem os trabalhadores. o que possibilita a redução dos custos e o melhor controle de qualidade. benefícios previstos nas CCT’s e ACT’s aplicados aos trabalhadores da Telemar (jornada de trabalho. Não vislumbro. não trabalhou em contato direto.472/97 como sendo a transmissão. acessórias ou complementares ao serviço. 94. habitual ou mesmo intermitente com equipamentos energizados aptos a provocar choques elétricos.). principalmente. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Cumpre notar que a Lei nº 9. O empresariado. do C. o que prejudica a quem incumbia o ônus de demonstrar. sendo certo. a sua atividade-fim e. A questão tratada nos autos diz respeito ao fenômeno denominado de "terceirização". IV.472/97. argumentou que o adicional de periculosidade observou o percentual previsto em norma coletiva. requerendo. Nesse aspecto. diversos estudos estão sendo realizados. por força da desconsideração da personalidade jurídica. o poder de fiscalizar o cumprimento das obrigações trabalhistas. então. em virtude do contrato pactuado. sons ou informações de qualquer natureza (§1º. principal e subsidiário. Afasta-se. o que é definido pela Lei nº 9. estando inserido em sua atividade fim. Nessa linha de raciocínio. meios ópticos ou qualquer outro processo eletromagnético. sucessivamente. bem como a de serviços especializados ligados à atividade meio do tomador. emissão ou recepção.

O perito concluiu. Tribunal. é fácil concluir que o Decreto nº 93. in verbis: “A prova pericial produzida foi no sentido de que o trabalho do reclamante era periculoso. de 20. de 14. A 1ª ré. o qual enumera dentre as atividades periculosas a manutenção de fontes de alimentação de sistemas de comunicação. argumentou ser empresa concessionária de serviços de telecomunicações. reiterando os argumentos expendidos na contestação. razão pela qual suas atividades e de suas prestadoras não estão submetidas à Lei 7. por sua vez.” Inconformada. (DEJT divulgado em 22.10. 22/23). embora de forma intermitente.412/86 extrapolou o objetivo já fixado na Lei nº 7.04. Ainda. Vejamos. O decreto regulamentar deve cingir-se ao que a lei contém e. fazendo jus ao adicional de periculosidade no percentual de 30%.369/85. a OJ nº 347. por ser ato inferior à lei. mas exposto às suas condições de risco.369/85. LEI N° 7. 7. que as atividades obreiras não caracterizam periculosidade. 195 da CLT. 638/654. INSTALADORES E REPARADORES DE LINHAS E APARELHOS EM EMPRESA DE TELEFONIA. o trabalho desenvolvido pelo obreiro encontra-se.369. 193. Indevido o reflexo sobre o RSR uma vez que mensalista. nos seguintes termos. o entendimento sedimentado na Súmula nº 07 deste E. pois torna incontroversa a existência do trabalho em condições perigosas.2003 O trabalho exercido em condições perigosas. no período imprescrito. que fez o enquadramento da respectiva periculosidade conforme o quadro de atividades e área de risco anexo ao Decreto. no exercício de suas funções. embora o reclamante não laborasse no sistema elétrico de potência.2. verbis: OJ-SDI1-406 ADICIONAL DE PERICULOSIDADE.412/86. não pode contrariá-la ou ir além do que ela permite e. restringi-la. certo é que. décimo terceiro salário.Estruturas. Isso posto. DE 14. subtransmissão e distribuição. baseado na prova pericial. ainda. O juízo de origem. instaladores e reparadores de linhas e aparelhos de empresas de telefonia. DE 20. área de risco: 1 . conforme informado pelo perito. Não pode o decreto distinguir onde a lei não o faz. nos moldes preconizados pelo Decreto nº 93. uma vez que adoto o entendimento segundo o qual o decreto regulamentador.369/85. Assim. Ademais. porque a Lei nº 7. conforme transcreve a Orientação Jurisprudencial 406.412/86. caracteriza-se como atividade em condições de periculosidade.1985. (grs. TST. dirigida ao setor de energia elétrica. De igual modo. 195 DA CLT.1985. Ademais. durante todo seu período laboral. correndo altos riscos.412. conforme previsão técnica legal dada pelo Decreto 93.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.) Nesse aspecto. incluindo plataforma e cestos aéreos usados para execução dos trabalhos. ELETRICITÁRIOS. ainda. HONORÁRIOS PERICIAIS . o pagamento espontâneo do adicional de periculosidade. DESNECESSÁRIA A PERÍCIA DE QUE TRATA O ART. CLT e Súmula 191/TST. que a partir de junho/2008 o reclamante passou a receber 5% do adicional de periculosidade. do C.369. Assim. DJ 25. 93. os reflexos do adicional de periculosidade nas seguintes verbas: férias mais 1/3. PAGAMENTO ESPONTÂNEO. pois torna incontroversa a existência do trabalho em condições perigosas.Res. verbis: REDES DE TELEFONIA. como é o caso dos autos. as declarações do autor na inicial: que não recebia o adicional de periculosidade até maio/2008. TST. que regulamentou a Lei nº 7. nego provimento. não estabeleceu nenhuma proporcionalidade em relação ao seu pagamento. 195 da CLT. instaladores e reparadores de linhas de empresas de telefonia. ainda. SISTEMA ELÉTRICO DE POTÊNCIA. Corrobora essa conclusão o fato de que o risco não escolhe hora nem lugar. 121/2003. em abril/2009 o adicional foi modificado para 15% (fls. DJ 19. É devido o adicional de periculosidade aos empregados cabistas. às fls.09.369/88 (conforme previsto nos acordos coletivos – fls.2010) O pagamento de adicional de periculosidade efetuado por mera liberalidade da empresa. faz jus a perceber o adicional previsto na Lei n.09. REGULAMENTADA Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 PELO DECRETO Nº 93. ainda que de forma proporcional. da SDI-1. que era somente o de especificar a atividade considerada perigosa. EXPOSIÇÃO INTERMITENTE (mantida) . condena-se as reclamadas a pagar ao obreiro o adicional de periculosidade durante o contrato de trabalho. tampouco. defendeu o pagamento do adicional proporcional ao tempo efetivo de exposição ao risco. verbis: SUM-361 ADICIONAL DE PERICULOSIDADE. condutores e equipamentos de linhas aéreas de transmissão. esse entendimento já foi cristalizado na súmula 361 do C. perito. Asseverou o i. E nem se argumente que o adicional seria proporcional ao tempo de exposição ao risco. no percentual de 30% sobre o salário. ainda. FGTS mais 40%. Deve-se observar. ainda que de forma proporcional ao tempo de exposição ao risco ou em percentual inferior ao máximo legalmente previsto. CARACTERIZAÇÃO DE FATO INCONTROVERSO. 2. nos termos do § 1º do art. dá direito ao empregado a receber o adicional de periculosidade de forma integral.1986. O trabalho desenvolvido em redes de telefonia não integrantes do sistema elétrico de potência.2007.10. 23 de Setembro de 2013 111 adicional de periculosidade.412. ns. que as atividades exercidas pelo reclamante são ensejadoras de periculosidade. Como o reclamante atuava bem próximo dessas linhas aéreas. e o sinistro pode acontecer ainda que se mantenha contato habitual por alguns minutos. que laboram próximo ao sistema elétrico de potência.10. Na eventual hipótese de condenação. desde que. dispensa a realização da prova técnica exigida pelo art. do C. sim. julgou procedente o pedido de pagamento do adicional de periculosidade. considero que a incidência do percentual de 30% não comporta fracionamento. respeitada a prescrição declarada. suas atividades eram bem próximas a este. fiquem expostos a condições de risco equivalente ao do trabalho exercido em contato com sistema elétrico de potência. ADICIONAL DE PERICULOSIDADE. já que a lei o estipulou de forma fixa sobre o salário do obreiro. TST considera devido o adicional de periculosidade aos empregados cabistas. Aliás.11. verbis: ADICIONAL DE PERICULOSIDADE. Disse. sujeito ao risco de contatos com a rede energizada.4.86. recorre a primeira ré. aviso prévio e horas extras.412/86.369/85. 451/495). dispensaria a realização da prova técnica exigida pelo art. uma vez que o mesmo laborava em sistemas integrantes ao Sistema Elétrico de Potência e com a possibilidade de energização acidental ou por falha operacional. EXTENSÃO DO DIREITO AOS CABISTAS. Deferem-se. o expert foi categórico ao afirmar que o reclamante ficava exposto ao risco de acidentes de forma habitual e permanente. Nesse sentido. 25 e 26. LEI Nº 7. da SDI-1. abrangido pelo quadro anexo do Decreto nº 93. 20 e 21. dessa forma. nos termos do Decreto n.

são devidas a partir da 44ª semanal. “Trabalhava um feriado sim e outro não. O juízo de origem julgou parcialmente procedente o pedido autoral. em média. os instaladores de linhas telefônicas chegavam a realizar serviços “por fora” durante o dia de trabalho. que podiam anotar as horas extras trabalhadas e que as horas excedentes a duas por dia eram anotadas nos dias que saiam no horário contratual. Igualmente. que não havia extrapolação de jornada todos os dias. que efetivamente as horas extras laboradas foram consignadas nos registros de ponto. 13). aos sábados e domingos” (fl. que. com sobreaviso das 17:30 às 8:00 horas do dia seguinte”. porém. 23 de Setembro de 2013 112 Uma vez mantida a r. não há de se falar em pagamento de horas extras na semana em que o labor foi de 48 horas. A testemunha Eliandro afirma. em razão da grande liberdade na execução das funções. a testemunha Eliandro Zanivan Breda (fl. a média de tempo gasto para as instalações e reparos diários – isso quando realizada a quantidade máxima apontada – não demonstra a necessidade de extrapolação da jornada contratual. a prova testemunhal revelou que o trabalho nesses dias dava-se de forma alternada (sábado sim.entre as 12h e 13h30min. SOBREAVISO (ANÁLISE EM CONJUNTO COM O RECURSO DO RECLAMANTE) O reclamante alegou. em confronto com os demais elementos dos autos. A 1ª reclamada (TELEMAR) também afirmou que o serviço era externo e que o horário de trabalho do reclamante era das 08h às 17h30min. nos seguintes termos. Os contracheques colacionados aos autos (fls. os plantões iniciavam-se na sexta-feira às 17:30 horas e encerravam-se às 08:00 horas da segunda-feira. que a reclamada não juntou os registros de ponto de todo o período contratual (faltam registros do período anterior a 20/11/2007). 358/372). com 1h30min de intervalo. com o mesmo intervalo dos dias normais. 788) declarou que a empresa tinha banco de horas e que as horas extras eram compensadas. já que na média não há excesso de jornada. Refutou. possuem ações em face da reclamada com idênticos pedidos e mesmo advogado. 2. nos termos do art. sábado não). 48 horas (a jornada supracitada + as 8 horas do sábado).2. passou a controlar a jornada do reclamante e a pagar eventuais horas extras trabalhadas. Disse. 7º. assim. Em média. afirmou que a jornada semanal é de 44 horas e o divisor 220. Por seu turno. com uma hora de intervalo intrajornada . 847) afirma que “na instalação mais fácil se gasta de 20/25min e na mais demorada 40min. Destaca-se. […] que o depoente fazia aproximadamente de 8 a 10 instalações e reparos por dia”. Por determinação da empresa. 13).1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. I. Isso. Não havendo que se falar em pagamento de horas extras nos meses em que a reclamada juntou os cartões de ponto. Alegou. de acordo com a escala de plantão” (fl. Logo. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 A reclamada trouxe aos autos os cartões de ponto no período de 21/11/2007 a 07/04/2010 (fls. A segunda reclamada (GECEL). PLANTÕES. a compensação da jornada na semana subsequente (intersemanal) é legal. que as horas extras. 18). Verifica-se. HORAS EXTRAS. também. das 17:30h de sexta até 07:30h do sábado. ainda. Informou. Assim. ante o pedido de reconhecimento da isonomia com os empregados da 1ª reclamada (pedido não acolhido em item anterior). bem como que usufruiu do intervalo intrajornada. 14). as testemunhas não lograram desconstituir a prova documental juntada. não gerando direito a pagamento de horas extras. Quanto a esses.5. Registra-se que todas as testemunhas ouvidas (provas emprestadas). o reclamante ficava de sobreaviso” (fl. assim. que “realizava plantão a cada 15 (quinze) dias. quando estava trabalhando em Cachoeiro. o labor em plantões e em sobreaviso. das 17:30h do sábado até às 07:30h do domingo. razão pela qual. sentença quanto ao adicional de periculosidade. a testemunha Eliandro Zanivan Breda (fl. da CLT. no mesmo sistema de plantão: das 8:00 às 17:30 horas. domingos e feriados. improcede o pedido. nos registros de ponto observa-se que o autor sempre teve uma folga semanal. As testemunhas Walace Ovidio Matias (fl. Asseverou que. Assim. in verbis: “Pleiteia o reclamante o pagamento de horas extras a partir da 40ª hora semanal. além de argumentar que eventual trabalho extraordinário foi devidamente remunerado. em média de três a quatro dias por semana. por cautela. Sobre esse fato. mais cinco dias no mês. isto é.” “Efetivamente trabalhava das 08:00 às 17:30. . Frise-se. esclareceu “que até duas horas extras por dia poderia anotar no cartão de ponto. e como as razões recursais se limitaram à eventual reforma do julgado neste particular. além de ter afirmado que os cartões de ponto demonstram que em diversos feriados o reclamante não trabalhou. que “iniciava sua jornada de trabalho às 07:30 horas e encerrava em média às 19:30 horas (deixavam o trabalho entre 18:00 – mais raramente – e 23:00 horas). se afastada a exceção do artigo 62. 788) afirmou que “trabalhavam em regime de escala durante o período do dia no sábado e domingo e folgavam na semana subsequente”. A testemunha Marcos Queiroz Sardinha (fl.”. Quanto aos sábados. da CLT. Quanto à alegação de inexatidão da marcação dos cartões de ponto. folgando 02 domingos por mês (domingos alternados)” (fl. aduziu que. 753) e Eliandro Zanivan Breda (fl. em todos os dias trabalhados. em sede de contestação. eventualmente apuradas. LABOR EM SÁBADOS. a partir de janeiro de 2008. DOMINGOS E FERIADOS. Pelo princípio da eventualidade. porque. devendo ser examinados. na seguinte. ainda. Por fim. bem como das 17:30h do domingo às 07:30h da segunda-feira. tem-se que em uma semana o autor laborava 40 horas (08h às 17h30min. inciso XIII da CF. pois o reclamante estava enquadrado na exceção do artigo 62. Refutou o trabalho em dias de domingos e feriados. até janeiro de 2008. Não obstante. ainda. que este tempo envolve tanto a parte interna quanto externa. Aduziu que “trabalhava nos feriados de forma alternada. improcede o pedido de pagamento de “domingos”. 788) declararam que não tinham que retornar na reclamada ao final do expediente. I. Ora. indefere-se o pedido de pagamento de horas extras e respectivos reflexos no período para o qual não foi juntado controle de jornada. Nos finais de semana era a equipe que estava de plantão a responsável pelo sobreaviso. de segunda a sexta-feira) e. todos os dias da semana. alegou que “além de participar dos plantões normais (finais de semana alternados. que quando viajava. não havia o controle de jornada. 62/70) demonstram o pagamento de horas extras. sem labor aos sábados. também. não fazia intervalo para almoço. reinquirido quatro vezes. Assim. INTERVALO INTRAJORNADA. que as horas extras trabalhadas além das duas horas eram lançadas em outros dias em que saia do serviço no horário contratual. não gozava do intervalo intrajornada. de segunda a segunda. na inicial. nego provimento ao apelo. sobretudo porque cumpria a sua rota da maneira que lhe conviesse. com relação aos domingos laborados no período sem registro de ponto. da forma pretendida pelo autor.

renovando a tese no sentido que o labor era externo. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Defende que a prova oral produzida nos autos confirma a jornada narrada na petição inicial. O adicional é de 100%. não há falar em enquadramento na exceção prevista no inciso I. alegando que os prepostos são uníssonos ao afirmar que não houve qualquer alteração no trabalho. em um longo arrazoado (fl. Assim. relativamente aos períodos sem registro. foi devidamente pago. a segunda reclamada (GECEL) reconheceu que havia o controle da jornada. FGTS + 40%. o reclamante deveria entrar em contato com a empresa no início dos trabalhos. Aliás. bem como a efetiva remuneração do obreiro (Súmula 264/TST). já que não anexaram aos autos tais documentos. mesmo se considerarmos 10 (dez) instalações por dia. na peça de ingresso. pugnando. do artigo 62.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. que os cabistas iam para a empresa no mesmo horário pela manhã. [. Não é difícil descaracterizar a tese da reclamada acerca da impossibilidade do controle da jornada por se tratar de trabalho externo quando a própria empresa. Corrobora a conclusão esposada observar que. observe-se o divisor 220. que o encarregado era da GECEL. Não havia controles dos horários de almoço e. se não compensado em outro dia. estava submetido ao controle da jornada de trabalho pelo empregador e. O simples uso de aparelho de telefone celular apenas facilita a convocação do obreiro para atender a emergência e não configura o sobreaviso. como quer crer o reclamante (de 07:30h às 19:30h. em virtude da natureza salarial (OJ 354. TST. Ao contrário. não há que se falar em pagamento de “domingos” também nos períodos sem comprovação de controle de jornada. devendo o ônus ser das rés. para a execução dos serviços. sentença quanto às horas extras.. por dia. Argumenta que a jornada de trabalho era controlada pelos sistemas das reclamadas ou pelas ordens de serviços. tal entendimento ser aplicado no período em que teve registro de ponto. teremos 400 minutos. Quanto à alegação autoral no sentido de que os cartões de ponto juntados (após janeiro de 2008) não servem para apontar a real jornada do reclamante. as testemunhas não demonstraram que havia a exaustiva jornada de trabalho narrada pelo reclamante na inicial. nos termos do art... Fixa-se a jornada nestes dias de 8h as 17h30min. sequer há testemunhas que informem referida jornada em todos os dias. conforme Súmula n. Improcedem os demais reflexos vindicados por falta de amparo legal. 845) Dessa forma. embora o serviço do reclamante tenha sido executado externamente. após essa data. 788/789). caso não acolhido os argumentos supra. Assim. 358/372). às fls. mais ou menos 6. evidenciado que não havia a extrapolação da jornada.” Inconformada. este é o teor do depoimento da testemunha. passou a instituir o controle de ponto (fls. Assim. SDI-1) e habitualidade. ainda que se considere o tempo de percurso para uma instalação e outra. deferem-se também os reflexos das horas extras acima deferidas nas seguintes parcelas: 13º salário. e não pelo acolhimento da alegação autoral.) que na instalação mais fácil se gasta de 20/25min e na mais demorada 40min. assim como o reclamante.. recorre o autor. por fim. vejamos o seguinte depoimento. que este tempo envolve tanto a parte interna quanto externa.5 horas. Aduz. a prova dos autos é no sentido de que o obreiro tinha autonomia para definir seus próprios horários para alimentação. Improcedente. como bem asseverado pelo Juízo de origem. (Depoimento de Marcos Queiroz Sardinha – prova emprestada. o próprio autor determinava o tempo de intervalo para suas refeições. Todavia. devendo.] Assim. é devido o pagamento em dobro e não labor extraordinário. Entretanto. asseverando que os cartões de ponto juntados foram impugnados desde a petição inicial. em face da inserção do registro. aviso prévio e RSR.) que o depoente fazia aproximadamente de 8 a 10 instalações e reparos por dia”. todos os dias da semana). 753 (prova emprestada). 23 de Setembro de 2013 113 Assim.. requerendo a aplicação dos termos da Súmula 338 do C. pois. Relativamente à ausência de concessão de intervalos intrajornada nas viagens. da CLT.. pois há prova testemunhal no sentido de que os cartões eram anotados uma única vez no mês (testemunha Eliandro Zanivan Breda (prova emprestada.. que comprovariam a jornada do reclamante. Faz-se necessário analisar a possibilidade de controle da jornada de trabalho do reclamante antes de janeiro de 2008. como narrada na inicial. assim. Ainda. a testemunha Eliandro Zanivan Breda (fl.. É certo que constam testemunhas (provas emprestadas) que informaram que. que. Senão vejamos: [. restou incontroverso que estes eram trabalhados de forma alternada. Também inconformado. que o valor das horas extras seja pago pela média das horas extraordinárias já pagas e demonstradas em Juízo. 788) confirmou que o horário de almoço não era controlado. deferem-se as horas extras laboradas em feriados (um trabalhado e o outro não) no período em que não foram juntados os registros de ponto. Quanto ao pedido de pagamento do adicional de sobreaviso. fls. o labor em feriado.. Em outras palavras. que portava celular para atendimento a eventual chamada. com 1h30min de intervalo. 1001/1025). Para cálculo. que o encarregado da OI poderia passar aonde estavam trabalhando e determinar outras atividades . pois não refletem a real jornada de trabalho. férias + 1/3. Por conseguinte. As testemunhas ouvidas para tal fim não convenceram o Juízo e não comprovaram a quase ininterrupta jornada apontada pelo autor. A ré concedeu folga compensatória e poucos foram os feriados laborados. No tocante ao pedido de pagamento de feriados a prova documental não socorre o obreiro. mormente diante do tempo gasto em cada instalação. por três vezes na semana. da CLT no período anterior a janeiro de 2008. 428. Sustenta que o ônus da prova era do autor e que eventual labor extraordinário ocorrido. multiplicá-la por 40 minutos (tempo máximo de cada instalação). abrangido pelo regime de horário de trabalho. in verbis: “(. Sustenta que as reclamadas não juntaram os cartões de pontos do período anterior a 21/11/2007. 62. portanto. o que impossibilita o controle de jornada pelo empregador. em média. ainda. embora inalteradas as funções do reclamante. inclusive com o pagamento de horas extras a partir de janeiro de 2008. Improcede o pedido. demonstrada a possibilidade do controle da jornada do empregado que executava trabalho externo. o autor afirma. nesse particular. se as atividades laborais do reclamante permaneceram as mesmas ao longo de todo o contrato de trabalho e a segunda reclamada demonstrou a compatibilidade do labor externo com a fixação de horário de trabalho. que. como o trabalho era externo. assiste-lhe razão. asseverando. Vejamos. recorre a 1ª reclamada.] que iam na empresa pegar a ordem de serviço e ao término do serviço ligavam para o encarregado para saber se havia outro serviço.. Nesse sentido. ainda. pela reforma da r. fl. TST. (. a .

repisa-se. aguardando a qualquer momento o chamado para o serviço durante o período de descanso”. com adicional de 75% (previsão em ACT) para o labor extraordinário prestado nos sábado e de 100% aos domingos e feriados. ainda. quanto ao alegado sobreaviso. por si só. a parte deve estar assistida por seu Sindicato de classe.. nos sábados e domingos...) que ficavam de plantão final de semana sim final de semana não e nos feriados de forma alternada (. previsto no § 3º.O uso de instrumentos telemáticos ou informatizados fornecidos pela empresa ao empregado. ficando. quando em viagem (três vezes) por semana. das 08h às 17:30h. Nesse sentido.2012 I . 244. Em primeiro lugar.. no âmbito desta Especializada. no Processo do Trabalho. portanto. Ante todo o exposto. assegurado igual benefício ao trabalhador de maior salário.584/70.584/70. embora haja prova no sentido de que os trabalhadores cabistas permaneciam com telefones celulares nos finais de semana que estavam de plantão. domingos e feriados era o mesmo dos dias da semana. que às vezes não havia folga na semana subsequente. mas. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 É certo que a simples possibilidade de vir a ser contactado pela empresa por meio de telefone celular. pelo tempo de instalação narrado pela testemunha Marcos Queiroz Sardinha.584/70..º 5.. não . fl. ou seja. que autor possui condições de arcar com eventuais despesas processuais. com 1 hora de intervalo..060/50. 5. à distância e submetido a controle patronal por instrumentos telemáticos ou informatizados.2012) . 44) e. não se pode olvidar que o trabalho externo longe das vistas do empregador não permite saber exatamente o tempo despendido para descanso e alimentação. que o horário de sábados. Por fim. ainda. No que se refere aos requisitos de concessão da assistência judiciária. Pois bem.09.. posto que o ordinário se presume. que havia a possibilidade de gozo do intervalo intrajornada de 1 hora.)” (Depoimento da testemunha Eliandro Zanivan Breda – prova emprestada) “(. a possibilidade de usar o tempo livremente.537/2002 revogou os termos correlatos inseridos na Lei 5. conforme depoimentos que seguem. em respeito à aventada precariedade econômica do reclamante – artigo 790. sem a devida comprovação da folga.)” (Depoimento da testemunha Walace Ovídio Matias – prova emprestada.2. também. não há qualquer elemento que sinalize no sentido da ocorrência de carga de trabalho que impedisse o gozo do intervalo intrajornada. Não se pode olvidar. Assim. da CLT). não autoriza a aplicação da norma. diferentemente do que ocorre quando há concessão do benefício da justiça gratuita. 790 da CLT. com reflexos no aviso prévio. melhor sorte não assiste ao autor. não obstante a possibilidade de controle da jornada autoral. melhor sorte não possui o reclamante. muito embora algumas testemunhas (provas emprestadas) tenham aludido que. com razão o reclamante.)” (Depoimento de Gilson Quirino da Silva – prova emprestada) “(.. 13º salário.. que o horário de sábados.. § 2º DA CLT (redação alterada na sessão do Tribunal Pleno realizada em 14. permanecer em regime de plantão ou equivalente. 23 de Setembro de 2013 114 jornada era estendida até às 19:30h. 26 e 27. FGTS + 40% e DSR. II . na hipótese em tela. como limitado pelo julgado de origem. do art.) que trabalhavam em regime de escala durante o período do dia no sábado e domingo e folgavam na semana subsequente.º 5. devo registrar que a assistência judiciária gratuita e o benefício da justiça gratuita não se confundem.Res.584/70. Este é uma faculdade do juiz.6. como no artigo 3º da Lei n.. a assistência judiciária gratuita é devida apenas na hipótese prevista na Lei n. não prescinde dos requisitos da Lei n. nego provimento ao recurso da 1ª ré e dou parcial provimento ao recurso obreiro para determinar o pagamento de horas extras em relação ao labor em sábados. permanecendo. por si só.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. da Consolidação das Leis do Trabalho – vide OJ SDI 1269 e OJ SDI 1331. 2. e é devida a todo aquele que receber salário igual ou inferior ao dobro do mínimo legal. não houve comprovação da limitação da locomoção... pois. nos seguintes termos: “Defere-se o requerimento de assistência judiciária. a Súmula 428 do TST: "SOBREAVISO APLICAÇÃO ANALÓGICA DO ART. Na hipótese vertente. não caracteriza o regime de sobreaviso. domingos e feriados era o mesmo dos dias da semana. a assistência judiciária gratuita tem previsão tanto no art. a redação atribuída ao referido parágrafo pela Lei 10.. mas por advogado particular (fl.)” (Depoimento da testemunha Eliandro Zanivan Breda – prova emprestada) Dessa forma.) que trabalhava em regime de plantão um final de semana sim outro não (. Quanto ao intervalo intrajornada. também com razão o reclamante. então.. Diz.Considera-se em sobreaviso o empregado que.. (. (. não gozava do intervalo de 1 hora para descanso e refeição. não havendo efetiva prova da compensação dos domingos. Considero. Aliás.º 1. DEJT divulgado em 25. 320/357) contém pagamento a título de horas extras.º 5.) que na parte de cabo havia plantão aos sábados e domingos e era difícil ter a folga prometida. e não se confunde com o benefício da justiça gratuita. de acepção mais restrita. 14 da Lei n.) que trabalhavam em regime de escala durante o período do dia no sábado e domingo e folgavam na semana subsequente.” Sustenta em seu apelo que não foram preenchidos os requisitos mínimos do art. (. que em vários contracheques do reclamante (fls. extensivo a quem não esteja assistido por Sindicato (prevista no § 3º.09. que às vezes não havia folga na semana subsequente. Verifico que o autor laborava final de semana sim e final de semana não. 753) “(.. férias + 1/3. domingos e feriados alternados. 185/2012. pois não foi apontada qualquer razão que justifique a impossibilidade de gozo do intervalo.584/70. § 3º. destacando que o reclamante não se assistido pelo sindicato de sua categoria profissional. Com efeito. in verbis: "(. fl. o reclamante não está assistido por Sindicato de classe. não havia necessidade de tal jornada para o cumprimento das instalações. Afinal. Quanto à alegação de plantões a cada quinze dias. quando preenchidos os requisitos previstos no próprio artigo. 14 da Lei n. não apenas do período sem anotação nos registros.. quando comprovada que sua situação econômica não lhe permite demandar sem prejuízo do sustento próprio ou de sua família. então. 822) No que tange aos feriados.. importando somente na isenção de custas. do art. ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA Pretende a 1ª reclamada a reforma da decisão que deferiu o requerimento de assistência judiciária gratuita. devem ser pagos os feriados alternados de todo o período laborado. Vejamos os seguintes depoimentos: "(. enquanto aquela. 790.)” (Depoimento da testemunha Fábio Gasparino Martins – prova emprestada. pois restou provado nos autos que o reclamante laborava de forma alternada nos feriados.

1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. durante todo o vínculo de emprego. de fl. mantenho o benefício da justiça gratuita. no âmbito do processo do trabalho.ª Região. 54. Com efeito. o pagamento da multa a favor do empregado. Publicação 20/07/2012.2011. in verbis: FGTS. in verbis: EMENTA: MULTA DO ART. uma vez que. ao passo que o art. constando a data do recebimento no dia 14.08.1. serguir-se-á a penhora dos bens.2009. A prescrição da pretensão relativa às parcelas remuneratórias alcança o respectivo recolhimento da contribuição para o FGTS. sob pena de penhora. Página 17) Ademais. APLICAÇÃO ÀS EXECUÇÕES NO PROCESSO DO TRABALHO. MULTA DO ARTIGO 477 DA CLT O autor requereu o pagamento da multa do artigo 477 da CLT. da CLT. pois acompanha o principal. §6. Nesse sentido. fazendo jus a multa do artigo em análise. 5. Data de Publicação: 23/11/2012). dou parcial provimento ao apelo. 2. com base na declaração de miserabilidade jurídica. Órgão Julgador: Primeira Turma. Inconformado. de 30 anos. ao argumento de que não é o caso típico de atraso na quitação das parcelas rescisórias. 2. 1ª Turma. § 8º.º 17 da inicial (fl. e não sobre a maior remuneração recebida.º do art. inarredáveis. O C.2010.2010.0104 RO. Data de Julgamento: 14/11/2012. sob o fundamento de que recebeu fora do prazo os valores do TRCT.º. como se vê nos seguintes julgados: “PROCESSO NA FASE DE CONHECIMENTO. pois concede ao devedor o prazo de quinze dias. tantos quantos bastem ao pagamento da importância da condenação.2.5. pois a CLT possui regra específica aplicável quando não ocorre o pagamento espontâneo da dívida advinda de condenação judicial. de acordo com o TRCT de fl.04.2010. e. 54 (juntado pelo autor) e 397 (juntado pela 2ª ré).3. recorre o autor. MULTA PREVISTA NO ARTIGO 475-J DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. por constituir parcela acessória. colaciono aresto do TRT da 3. (grifos nossos) Nego provimento.2005.21. recorre o reclamante.04. IMPOSSIBILIDADE. diversa é a hipótese dos autos. 23 de Setembro de 2013 115 estão atendidos os pressupostos previstos na Lei n. Com efeito. da CLT.03. não há se falar em FGTS incidente sobre todos os valores pagos no curso do contrato de trabalho – e aí sim a prescrição é trintenária –. Todavia. §8. do art. 477. 7º. com pagamento das verbas no prazo. bem como que recebeu a menor. nos termos do §3º.”(RR .º dia útil imediato ao término do contrato). mantendo o benefício da gratuidade de justiça ao reclamante. BASE DE CÁLCULO. Divulgação 19/07/2012. A aplicação de norma processual de caráter supletivo. PRESCRIÇÃO DO FGTS O Juízo a quo acolheu a prejudicial de prescrição suscitada pela ré e declarou prescritos todos os créditos constituídos anteriormente a 28. 477. A base de cálculo da multa prevista no artigo 477. Embora a multa em questão não seja devida em razão do reconhecimento ao direito ao pagamento de diferenças. o reclamante cumpriu aviso prévio no período de 09. 790. relatou que segue a sorte do principal Recorre o autor. 477. para reformar a r. resultando inaplicável a multa prevista no artigo 475-J do Código de Processo Civil ao Processo do Trabalho. Pelo exposto. DEJT. o artigo 883 da CLT. 475J. 880 da CLT obriga ao devedor que efetue o pagamento da dívida ou garanta a execução em 48 horas. pois o reclamante não requereu em sua inicial. Recurso de revista conhecido e provido. verifico que no Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho (TRCT). dou parcial provimento ao apelo. Vejamos. de inovação recursal. na forma do art. qual seja. ou seja. alegando que. INCIDÊNCIA SOBRE PARCELAS PRESCRITAS. ao argumento de que é perfeitamente aplicável a regra em comento ao processo do trabalho. RECURSO ORDINÁRIO DO RECLAMANTE 2. (Processo 000001034. Pois bem.3. da CLT.98100-05. decorre do preenchimento de dois requisitos. e não à remuneração. com ressalva do entendimento pessoal do Relator. Pelo exposto. Além do mais. a existência de lacuna no Texto Consolidado e a existência de compatibilidade entre a norma que se pretende aplicar analogicamente e a sistemática principiológica do processo do trabalho. pois o texto legal se refere expressamente a valor equivalente ao "salário" do empregado. não comportando o dispositivo de natureza punitiva interpretação ampliativa. o reclamante requereu a condenação das reclamadas ao pagamento da multa do art. da CLT. 477 DA CLT. para determinar o pagamento da multa do art. no pedido n. quanto ao requerimento de que a multa seja com base na maior remuneração recebida. e não. nos termos do § 3º. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 fora do prazo previsto no art. INAPLICABILIDADE AO PROCESSO DO TRABALHO.2010 a 07.584/70 para a concessão da assistência judiciária gratuita. já recebida ou pleiteada nesta demanda. MULTA DO ART. os depósitos reflexos. MULTA DO ARTIGO 475-J DO CPC Contra a r.2010. terminou o cumprimento do aviso prévio em 07. aquele incidente sobre parcelas deferidas no julgado (adicional de periculosidade e horas extras). tratando-se de inovação recursal. inexiste lacuna normativa. sentença que indeferiu a aplicação da multa do art. 41). 477. Relator: Emerson Jose Alves Lage.04. 2.03. O Juízo de origem indeferiu o pedido de pagamento da multa do art. nesta Especializada. da CLT.04.0021 . com base na maior remuneração recebida. da CF/88. TST. artigo 790. A .º 206 do C. não lhe assiste razão. essa regra não se revela compatível com a orientação normativa do processo do trabalho. a prescrição não é trintenária e sim parcial. ante a ausência de pagamento de horas extras. 477. Contudo. pois. de multa. Em primeiro lugar. que deverá incidir sobre toda a remuneração do obreiro. que preconiza que não havendo pagamento ou garantia da execução. Relator Ministro: Lelio Bentes Corrêa. da CLT (até o 1. 475-J DO CPC. requer a aplicação da prescrição trintenária com relação ao FGTS. Assim. A 2ª reclamada (GECEL) afirmou que a dispensa foi feita regularmente. nos termos do §8. é o salário base do empregado. da CLT. será “em valor equivalente ao seu salário”.3. sentença quanto ao deferimento da assistência judiciária gratuita. XXIX. da CLT. No entanto. Encontra-se firmado nesta Corte superior entendimento no sentido de que a Consolidação das Leis do Trabalho traz regramento específico quanto à execução.3.º. tratando-se. Pois bem.3. quais sejam. do CPC. calculada sobre a remuneração do obreiro. 45. mas recebeu os valores apenas no dia 14. Precedentes da Corte. sem ressalva quanto à observância de qualquer outro prazo prescricional para a pretensão de créditos fundiários. No mesmo sentido do ora decidido a Súmula n. à fl. conforme pugnou em recurso ordinário. alegando que a prescrição do FGTS é especial. “RECURSO DE REVISTA. quanto ao pedido de reflexo do FGTS. TST adota esse entendimento.5.

5. TST. ACÓRDÃO PUBLICADO NA VIGÊNCIA DA LEI Nº 11. a Seção I Especializada em Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho (SBDI-I). 2. A sentença condenatória produz a hipoteca judiciária: I . e tem por finalidade garantir o efetivo cumprimento da decisão condenatória. A controvérsia foi pacificada por esta e. colaciono aresto recente da SBDI-I: RECURSO DE EMBARGOS EM RECURSO DE REVISTA. Ao lançar mão do instituto da hipoteca judiciária.2010. Nesse sentido. mesmo antes do trânsito em julgado da sentença. Precedentes.01. 769 da CLT. pela inaplicabilidade do art.. 2) das hipotecas legais.ainda quando o credor possa promover a execução. DEJT 1º/7/2011) (. haja vista a predominância de lides que têm por objeto verbas de natureza alimentar. para sua decretação.20152. renovando o pedido inicial. serão feitos. Ministro João Batista Brito Pereira.0031. Art.. consistente em dinheiro ou em coisa. porquanto inaplicável ao processo do trabalho. que as partes a requeiram.) (RR . O instituto da hipoteca judicial encontra-se previsto no artigo 466 do CPC e no artigo 167. 23 de Setembro de 2013 116 jurisprudência desta Corte firmou entendimento no sentido de que o processo do trabalho deve seguir as normas específicas contidas na CLT quanto à execução de suas decisões.. assegurando-se. CPC.. o artigo 880 da CLT impõe prazo de 48 horas para que o executado pague o débito ou garanta a execução. Data de Julgamento: 22/03/2012.) . em julgamento referente ao processo n. Segundo a lição de Fredie Didier Junior. Recurso de revista conhecido e provido. Recurso de embargos conhecido e não provido. ante a omissão do texto obreiro e por não haver contrariedade aos princípios e normas que regem o direito do trabalho. 466. porque promove. da Constituição Federal. Segundo o relator. Não demonstrada violação literal de dispositivos de lei e da Constituição Federal. 769. Visa. 475-J do CPC é inaplicável ao processo trabalhista. insculpidos no artigo 5º. da Lei n. do CPC.embora a condenação seja genérica. cuja inscrição será ordenada pelo juiz na forma prescrita na Lei de Registros Públicos. HIPOTECA JUDICIÁRIA Requereu o autor. assim.496/07.0052. sendo. respectivamente. A hipoteca judiciária é consectária da condenação a dinheiro ou coisa.. Argumenta o Exmo.3. por outro. Lei 6. decidiu que a multa do art. sendo perfeitamente aplicável ao processo do trabalho. Data de Publicação: 11/05/2012). I.. exatamente como prevê os artigos 466 do CPC e 899 da CLT que tratam.2005.5. é a jurisprudência dominante no C. I .0671. assim. Parágrafo único. (. em efeito secundário e imediato da sentença que condena a parte ao pagamento de uma prestação em dinheiro ou em coisa. TST: (. notadamente em face do princípio da celeridade e da duração razoável do processo. não se exigindo. é um efeito secundário e imediato da sentença. e sua inscrição pode ser determinada de ofício pelo juiz ou tribunal. no entanto. da CLT).0000 . por um lado.03. Nesse diapasão. além da matrícula. ao julgar o processo E-RR-38300-47. em 26.2006. meios eficazes para execução. dessa forma. Recorre o autor.24. quando se decidiu que a multa do artigo 475-J do CPC é incompatível com o processo trabalhista.2005. sem amparo legal.2010. a teor do art.0052. da Constituição da República. (. na exordial. a hipoteca judiciária se afigura como medida extremamente eficaz para assegurar o resultado útil de futura execução..” (RR . Data de Publicação: 14/12/2012). Min. 6. Mesmo se o julgador fixar prazo de 15 dias para pagar o débito sob pena de receber multa. insculpidos no art. sob pena de penhora". III .0031.09. 8ª T. tendo como principal objetivo prevenir a fraude à execução.. no julgamento do processo nº TST-ERR-38300-47. 475-J do CPC.5. autorizando o credor a perseguir o bem onde quer que se encontre (direito de sequela). Rel. o eg.. A sentença que condenar o réu no pagamento de uma prestação. inaplicável ao processo do trabalho a multa do art. Relator Ministro: Horácio Raymundo de Senna Pires. .6. Nesse sentido.. A fim de consolidar os entendimentos já manifestados no âmbito das Turmas do C.69000-73. esta medida é oportuna e adequada nesta Justiça Especializada. Dora Maria da Costa.2009.4. Dessa forma. Subseção I Especializada em Dissídios Individuais. Ademais. Pedro Paulo Manus. Relator que "a aplicação da multa de 10% em caso de não pagamento em 48 horas contraria os dois dispositivos legais.015/73 (Lei de Registros Públicos). 7ª T. Min. o posicionamento do Relator. a hipoteca judiciária sobre os imóveis pertencentes às reclamadas. Precedentes. à garantia do efetivo cumprimento da decisão condenatória." Nesse sentido. Data de Julgamento: 12/12/2012. 466. 466 do CPC é subsidiariamente aplicável ao processo do trabalho (art. 3ª Turma. Ressalva-se. INAPLICABILIDADE AO PROCESSO DO TRABALHO. II .015/73.No Registro de Imóveis. consoante artigo 466 do CPC. que decorre apenas da existência desta e da condenação a uma prestação em dinheiro ou em coisa.5.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.01..5. MULTA DO ARTIGO 475-J DO CPC. Relator Ministro: Mauricio Godinho Delgado.2010.o registro: 1) da instituição de bem de família. nos termos do art.. até que atinja o montante suficiente para garantir a execução dos créditos devidos a si. LXXVIII.1188-32.pendente arresto de bens do devedor. TRT visou à garantia dos créditos devidos à reclamante em que foi condenada a reclamado. independe de pedido da parte.) HIPOTECA JUDICIÁRIA. 2.(RR154700-22. não havendo impedimento para que o juiz do trabalho adote as práticas do direito processual para garantir às partes a efetividade da decisão proferida. prevista no art. 466 do CPC.º E-RR-3830047. a SBDI-I do TST se pronunciou.) Consiste. Examino.) HIPOTECA JUDICIÁRIA. da hipoteca judiciária e da garantia do juízo recursal na esfera trabalhista. O Juízo de origem indeferiu o pleito.03. 475-J. pois "enquanto a regra do artigo 475-J do CPC fixa prazo de 15 dias para o executado saldar a dívida sob pena de ter que pagar multa de dez por cento sobre a quantia da condenação. nem . portanto. valerá como Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 título constitutivo de hipoteca judiciária. a redução do prazo de quitação do débito previsto no CPC e. DEJT 01/07/2011) (.Rel.. as normas insertas no CPC e na CLT são incompatíveis. Recurso de revista não conhecido. tenho que o art. incisos LIV e XXXIX. acrescenta sanção inexistente na CLT. 5º. Nego provimento.01.0052. O entendimento majoritário desta Corte é no sentido de que a hipoteca judiciária. (.2005. estará ampliando o prazo celetista de 48 horas.5. que assim preceituam: Art. autorizando a expedição de mandado para registro de hipoteca judiciária junto ao Cartório do Registro de Imóveis.) HIPOTECA JUDICIÁRIA. (E-RR . não se pode olvidar que a fixação de penalidade não pertinente ao Processo do Trabalho importa em ofensa aos princípios do devido processo legal e da legalidade.5. Ademais. Subseção em 29/06/2010. judiciais e convencionais.. 167.

2009. inclusive para assegurar o direito de sequela. ARTIGO 466 DO CPC. direito real de garantia.(RR-61100. no processo do trabalho. Vejamos. 466 do CPC. Por se tratar de efeito anexo da sentença. em conformidade com a Súmula 450 do C.. Em que pese o respeito pelas abalizadas opiniões em contrário. Recurso de revista de que não se conhece. não se pode olvidar que a própria Corte Suprema possui a Súmula n. podendo ser determinada de ofício. Trata-se de um dos efeitos secundários ou acessórios da sentença condenatória e se manifesta de forma automática. Em razão da lacuna na CLT . Rel.. alegando que os honorários advocatícios lhe são devidos. 133 da Constituição Federal não revogou o jus postulandi. Precedentes. prescinde de pedido ou requerimento da parte interessada.03. e OJ nº 305. uma vez que revela norma de eficácia contida. HIPOTECA JUDICIÁRIA. Guilherme Augusto Caputo Bastos. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS Recorre o autor contra a r. Maria de Assis Calsing. e tampouco exige a comprovação de dilapidação do patrimônio. pelo só fato da publicação da decisão do magistrado ou do Tribunal.. que a parte a requeira.5. o instituto comporta aplicação nesta Justiça Especializada (art. ao CPC. Min. Recurso de revista não conhecido. 466 do CPC.0048. que deve ser ordenada pelo juiz por meio de expedição de mandado em atenção a requerimento de especialização dos bens feito pela parte favorecida mediante decisão condenatória.5. APLICABILIDADE AO PROCESSO DO TRABALHO E CONCESSÃO DE OFÍCIO. DEJT 24/6/2011)” Frise-se. (. Nesse passo. Lelio Bentes Corrêa.0042. 769 da CLT).e da compatibilidade com a principiologia do processo do trabalho. Horácio Raymundo de Senna Pires. 2ª T. Significa dizer que a decisão constitui título suficiente para que o vencedor da demanda venha a ter.º 450 preconiza o pagamento de honorários advocatícios sempre que o vencedor for beneficiário de justiça gratuita. dou provimento ao recurso. Aloysio Corrêa da Veiga. nem tampouco que o órgão jurisdicional sobre ela decida.A sentença que condenar o réu no pagamento de uma prestação.2009. da SDI-I. Rel. na medida em que representa garantia de satisfação do crédito na futura execução do título judicial. nasce para o vencedor a faculdade de fazê-la inscrever . o que o torna relevante em processo do trabalho. pedido da parte ou pronunciamento do Juiz. por força da lei. 23 de Setembro de 2013 117 divergência jurisprudencial.18700-98. 2. A medida tem fundamento no art.584/70. 824 do Código Civil e no art. reconhecendo o cabimento dos honorários advocatícios. Precedentes. 896.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.. nos termos do art. No presente caso. 3ª T. Entretanto.ex vi legis. apenas nas hipóteses previstas na Lei n. Rel. (RR-203600-95. mas não o da assistência sindical. Min.0110. STF. ainda. contra o vencido. Recurso de Revista não conhecido. curvo-me ao entendimento desta colenda Corte no sentido de que não há incompatibilidade do instituto da hipoteca judiciária com as normas que regem o direito do trabalho e.2007.. Min.03..0008.03. há um direito do autor de inscrevê-la. como querem alguns doutrinadores. eminentemente processual. Não se adota. A hipoteca judiciária é uma consequência inarredável da decisão condenatória. A hipoteca judiciária é instituto asseguratório Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 estabelecido pela lei em favor da parte vencedora. Por se tratar de imposição legal. cuja inscrição será ordenada pelo juiz na forma prescrita na Lei de Registros Públicos-.. Kátia Magalhães Arruda. sentença que indeferiu a verba honorária.03. valerá como título constitutivo de hipoteca judiciária. para a sua decretação. Por disciplina judiciária. Precedentes. Incidência da Súmula nº 333 e do art. o princípio da sucumbência no Processo Trabalhista... Recurso de revista não conhecido. Insta frisar que os indigitados verbetes jurisprudenciais trabalhistas não autorizam a ilação de que a simples apresentação de declaração de pobreza seria suficiente para o deferimento de honorários advocatícios. portanto.º 5. Não se exige. 4ª T. ao disposto na Lei n.. APLICABILIDADE. Afastando o caráter obsoleto do instituto. para determinar a hipoteca judiciária dos bens alienáveis pertencentes às reclamadas.. nesta Justiça Especializada. da CLT.2008. em consonância com a linha traçada pelas Súmulas nºs 219 e 329. como conseqüência do efeito principal e dispensa. Moacyr Amaral Santos assegura que. quando outra utilidade não tenha. APLICAÇÃO NO DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO.2009. o reclamante está assistido por advogado particular (fl. consequentemente. independentemente de requerimento da parte interessada. entendo que a concessão de honorários advocatícios na Justiça do Trabalho não prescinde do preenchimento dos requisitos estabelecidos na Lei nº 5. vale como meio preventivo da fraude à execução . § 4º.03. Recurso de revista não conhecido. Recurso de revista não conhecido.) HIPOTECA JUDICIÁRIA. Embora seja efeito automático do próprio fato da sentença. TST. 5ª T. limitada ao montante da condenação. DEJT 24/6/2011) RECURSO DE REVISTA.584/70. que tem se firmado ao preconizar que é cabível a declaração de ofício da hipoteca judiciária para garantia da execução. 466 DO CPC.) 2.º 633. APLICABILIDADE NA JUSTIÇA DO TRABALHO.(Com. DEJT 1º/7/2011) RECURSO DE REVISTA. Rel. Min. Destaca-se que a hipoteca judiciária pode ser declarada pelo Magistrado. mas sim que esta declaração viabiliza o cumprimento do requisito da miserabilidade jurídica. HIPOTECA JUDICIÁRIA. HIPOTECA JUDICIÁRIA.º 5.5.) (RR . A decisão proferida pelo Tribunal Regional está em conformidade com a jurisprudência desta Corte Superior.5. desde que realizada a inscrição da hipoteca judiciária no cartório de registro de imóveis. independentemente de o obreiro receber ou não salário superior ao dobro do mínimo legal. consistindo dever do julgador determinar sua efetivação. a qual supre apenas o requisito da miserabilidade jurídica..5.5. 45. Min. que tal medida processual não tem relação com a solvibilidade ou não da empresa ré. JULGAMENTO EXTRA PETITA. Rel. DEJT 1º/7/2011) (..consistente em dinheiro ou em coisa. artigo 133 da CF e artigo 20 do CPC..74. inclusive de ofício. todas do C. DEJT 3/6/2011) (.5. muito embora seu uso não tenha sido uma constante nesta Justiça Especializada. o que se fará por simples mandado do Juiz. a hipoteca judiciária. 2ª ed. sendo a CLT omissa. A lei de . Este tem o seguinte texto: .0139. (. Min. EXECUÇÃO PROVISÓRIA.que não prevê nenhuma forma de garantia integral da condenação antes de seu trânsito em julgado . Rel. ART. DEJT 3/6/2011) HIPOTECA JUDICIÁRIA. restringindo-se o pagamento dos honorários advocatícios.0042. Violações de lei e da Constituição e divergência jurisprudencial não configuradas.584/70. nos termos previstos no artigo 466 do CPC.3. O art.03. prescinde até mesmo de pedido ou requerimento da parte interessada. 44) e apresentou declaração de insuficiência econômica à fl.) (RR-199700-07.. impõe-se a aplicação subsidiária da norma do artigo 466 do CPC. 6ª T. IV/455). 1ª T. O verbete jurisprudencial editado pelo Excelso Pretório sob o n. (RR-194-21. mesmo.2010. Institui-se a hipoteca judiciária e. e sobre seus bens imóveis e certos móveis.(RR-43400-96.

não havendo como transferir-se para a reclamada este ônus tributário. IMPOSTO DE RENDA O Juízo de origem determinou a observância da Súmula 368 do TST quanto ao tema em análise. 23 de Setembro de 2013 118 regência exige a demonstração concomitante dos dois requisitos. Recorre o autor. De qualquer sorte. §4º. o recebimento se torne disponível para o beneficiário. 477. tanto na vigência do contrato de trabalho ou fora dele. §8. conhecer do recurso ordinário do reclamante e conhecer parcialmente do recurso ordinário interposto pela primeira reclamada (TELEMAR). observado o limite máximo do salário de contribuição. férias + 1/3. Em outras palavras. pelas reclamadas.03. de 22/12/1988. da Lei nº 8. aplicando -se as alíquotas previstas no art.3. mês a mês.713. devendo ser calculadas. Em se tratando de contribuição previdenciária incidente sobre as verbas deferidas em decisão judicial. COMPETÊNCIA. do Decreto n º 3. da Súmula 368.Res. de tal arte que o reconhecimento de créditos trabalhistas não importará prejuízo ao trabalhador. 198. FGTS + 40% e DSR. dar parcial provimento ao recurso do reclamante para determinar o pagamento de horas extras em relação ao labor em sábados. 20 e 23. sentença quanto ao deferimento da assistência judiciária gratuita.04. É do empregador a responsabilidade pelo recolhimento das contribuições previdenciárias e fiscais.2001). DEJT divulgado em 19. segundo o artigo 12-A da Lei n.350/2010. CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. por maioria. pois. o art. nos termos do §3º. a condenação das reclamadas no pagamento dos encargos fiscais. o referido desconto deve levar em consideração as cotas de responsabilidade de ambos os litigantes. é o trabalhador. da CLT e. nos termos dos artigos 43 e 45 do Código Tributário Nacional.048/1999. 3. portanto. portanto. e não apenas a do reclamado. Vejamos.00 (trinta mil reais). verbis: SUM-368 DESCONTOS PREVIDENCIÁRIOS E FISCAIS. Nesse sentido. o ônus de seu pagamento. sendo assim. alegando que. inclusive quanto aos rendimentos recebidos acumuladamente em virtude de decisão judicial.7.350/2010. no mérito. do C.6. nos termos do art. 13º salário. ocorre apenas no momento do pagamento do crédito trabalhista ao reclamante. Vejamos. Conforme exposto no dispositivo retro.04. com a redação dada pela Lei nº 12. Isso posto. com a redação dada pela Lei nº 12. independente do seu valor. Custas no valor de R$ 600. se as verbas tivessem sido quitadas integralmente em suas épocas próprias. porquanto somente por disposição expressa de lei é possível excluir a responsabilidade do contribuinte. não o conhecendo. limitada ao montante da condenação. não há mais razão para se falar em base de cálculo dos descontos fiscais sobre o montante das verbas trabalhistas Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 deferidas judicialmente. por unanimidade. 2. o encargo financeiro do empregado não pode ser transferido para o empregador.00 (seiscentos reais). a incidência do imposto de renda deve obedecer ao regime de competência (mês em que a parcela deveria efetivamente ter sido paga). 181/2012. que será tributado como se tivesse recebido corretamente seus direitos. resultante de crédito do empregado oriundo de condenação judicial. bem como para determinar o pagamento da multa do art. realiza a hipótese de incidência do imposto. seja calculada mês a mês.3. 186 do CC.º. Custas no valor de R$ 600. da súmula 368. se as verbas tivessem sido quitadas integralmente em suas épocas próprias. Novo valor da condenação arbitrado em R$ 30. em execução de decisão judicial. DESCONTOS PREVIDENCIÁRIOS O Juízo de origem determinou a observância da Súmula 368 do TST quanto ao tema em análise. estas não ultrapassariam o valor mínimo da contribuição. nos termos do art. omissis II.000. TST. não importando. 276. da CLT e para determinar a hipoteca judiciária dos bens alienáveis pertencentes às reclamadas. e. 186 do CC.00 (trinta mil reais). se esse montante diz respeito a títulos contratuais devidos no passado e não adimplidos.06.º 7.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. nos termos do art. será retido na fonte no momento em que esses rendimentos se tornarem disponíveis para o reclamante. Por sua vez. alegando que. 128 do CTN). nego provimento. inclusive quanto às alíquotas a serem utilizadas para o cálculo do tributo. Em conformidade com o artigo 46. FORMA DE CÁLCULO (redação do item II alterada na sessão do Tribunal Pleno realizada em 16. nego provimento. que é de quem aufere a renda e.1994 e 20.541/92. respectivamente. caberá ao juízo da execução calcular o recolhimento imposto de renda de tais verbas levando em consideração o percentual que incidiria sobre cada parcela. de 22/12/1988. do C. é de se compreender que o imposto incidente sobre os rendimentos pagos. em relação à incidência dos descontos fiscais. no tocante à base de cálculo do adicional de periculosidade. sem dúvida.2012) . (ex-OJs nºs 32 e 228 da SBDI-1 – inseridas.212/1991. dar parcial provimento ao recurso da 1ª reclamada para reformar a r. o item II.00 (seiscentos reais). Novo valor da condenação arbitrado em R$ 30. Isso posto. em 14. requerendo. por qualquer forma. mantendo o benefício da gratuidade de justiça ao reclamante. a legislação fiscal vigente à época desse fato é que deve ser aplicada. 12-A da Lei n. o sujeito passivo. mesmo que o trabalhador receba os haveres trabalhistas de uma só vez. para o Fisco. Recorre o autor. TST. RESPONSABILIDADE PELO PAGAMENTO. Esse foi justamente o entendimento aplicado pelo juízo de origem. no caso de ações trabalhistas. pelas reclamadas. artigo 790.º 7.713. caso fosse paga à época própria. Vencidos os Desembargador Lino Faria Petelinkar e Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi quanto aos tópicos vínculo . com adicional de 75% (previsão em ACT) para o labor extraordinário prestado nos sábado e de 100% aos domingos e feriados. Assim sendo. 2. transferindo o respectivo encargo financeiro com o tributo para terceiros (art. com reflexos no aviso prévio. no decorrer da relação empregatícia. a condenação das reclamadas no pagamento dos encargos previdenciários. o Imposto de Renda incidente sobre os rendimentos pagos em cumprimento da decisão judicial será retido pela pessoa obrigada ao pagamento. De acordo com o item III. estas não ultrapassariam o valor mínimo da contribuição. no momento em que.2012 I. O fato gerador do tributo.000. rejeitar a preliminar de coisa julgada e. determina que a contribuição previdenciária devida pelo empregado. domingos e feriados alternados. o obreiro não se eximiria da incidência dos descontos previdenciários. são indevidos os honorários advocatícios vindicados pelo recorrente. requerendo. em virtude de reconhecimento de créditos trabalhistas nesta Especializada. Nego provimento. Assim. portanto. que regulamentou a Lei nº 8. sendo de responsabilidade do empregador o seu recolhimento (repasse ao Fisco) e não.

Instrumentos de mandato.000. que não admitiu os Embargos à Execução opostos pela reclamada. 35 e 167. requerendo a reconsideração do despacho de fls. julgo extinta a presente execução. Vistos. FUNDAMENTAÇÃO 2. PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO. os autos foram encaminhados para a contadoria do juízo.035. Em audiência realizada no dia 22/06/2012 foi celebrado acordo entre as partes. à fl.000. 1.0088900-35.165/1. em razão de pane no sistema de informática do Banco Santander. que apurou o débito remanescente. às fls. prolatada pela MM. Em atendimento ao Provimento Consolidado da CGJT. no tocante à admissibilidade dos Embargos à Execução. também.TRT 17ª Região .116/1.00 (cento e vinte mil reais).2.5. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº AP-88900-35. consoante decisão de fls. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19. nos termos do artigo 794. Alega o autor atraso na quarta parcela do acordo. MÉRITO. proferiu sentença extinguindo a execução. o reclamado foi intimado em 30/01/2013 (fl.152.161. em face da r. efetuado com atraso. A controvérsia tem origem em reclamação trabalhista proposta por JAYME FERNANDES JÚNIOR.0014 Processo Nº AP-88900/2011-014-17-00. em síntese. em razão disso. Lino Faria Petelinkar e Desembargadora Claudia Cardoso de Souza. sendo partes as acima citadas. 1. EXECUÇÃO. CONHECIMENTO Conheço do agravo de petição interposto pela reclamada. RELATÓRIO Trata-se de agravo de petição interposto pela reclamada. Justifica. Procurador: Estanislau Tallon Bozi. inciso I do Código de Processo Civil.035. em face de RAMACCIOTTI ADVOGADOS ASSOCIADOS. A decisão que impõe o pagamento de multa pelo descumprimento do acordo é impugnável via Embargos à Execução.032. já devidamente penhorado. concernente ao cumprimento da quarta parcela referente ao acordo. em 03/12/2012. 1. 23 de Setembro de 2013 119 empregatício no recurso do reclamante e multa do 475-J. 1. a pagar ao autor a importância líquida de R$ 120. 1. Após o aludido despacho de fls. dizendo que o escritório reclamado teve problemas no setor financeiro e que houve pane no sistema de informática do Bando Santander. o afastamento da multa em virtude da mora ter ocorrido por motivo devidamente justificado (força maior). procedendo. assim decidiu à fl. 14ª Vara do Trabalho de Vitória/ES.17. dentre outras obrigações. às fls. 1. instituição bancária do reclamante.5. em que o reclamado se comprometeu. arquivem-se os autos com baixa na distribuição.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.026/1.050. nos moldes do artigo 884 caput da CLT. a começar em 10/07/2012. Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente).128). Insatisfeito.168 pugnando pelo improvimento do apelo da reclamada. O réu não foi intimado deste despacho.09. decisão de fl. 2.2013: Des. 1. Des. pleiteou o vencimento antecipado das demais parcelas e o pagamento de multa equivalente a 50%.Tratam os autos de execução de acordo descumprido.1125.EPP Sandro Vieira de Moraes(OAB: 006725 ES) JAYME FERNANDES JUNIOR Carlos Eduardo Amaral de Souza(OAB: 010107 ES) ACÓRDÃO . o juízo exequendo. às fls.EPP Agravado: JAYME FERNANDES JUNIOR Origem: 14ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . tendo sido determinada. a aplicação da penalidade nos moldes do despacho de fl.027. Em 26/10/2012. porque satisfeita a obrigação. Às fls. 1030/1034 a reclamada comprova o pagamento da quarta parcela. o juízo a quo. Às fls.035.1. agora. 1005/1006. não houve remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho para emissão de parecer. 4 . intimem-se as partes. e. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . publicado no DEJT de 08 de Agosto de 2012. postulando.1. 1. DESCUMPRIMENTO DE ACORDO. ou no primeiro dia subsequente. 2 . a reclamada não comprova nenhuma de suas alegações. 1. IMPOSIÇÃO DE PENALIDADE. À Contadoria para elaboração da conta. postulando o reconhecimento de vínculo empregatício e consectários legais. CABIMENTO. considero que o atraso no pagamento caracteriza o inadimplemento do acordo.045/1.0014 AGRAVO DE PETIÇÃO Agravante: RAMACCIOTTI ADVOGADOS ASSOCIADOS . pois presentes os pressupostos legais de admissibilidade recursal. Razões da reclamada às fls. o reclamante informou que o reclamado incorreu em mora relativamente à 4ª parcela da avença.030/1. 2.2011.Expeçam-se os alvarás devidos pela guia de fls. haver intimação do reclamado acerca do bloqueio realizado.118.2. todo o dia 10.Após.000. 1. ensejando a aplicação da multa e acarretando o vencimento das parcelas subsequentes. Logo após. após a garantia integral da execução. 5 .2011. o réu peticionou. 3 . insurgiu-se via Embargos à Execução. outrossim. Após. em 10 parcelas de R$ 12. da lavra da eminente Juíza Marise Medeiros Cavalcanti Chamberlain. respectivamente. 1. cuja ordem de bloqueio de ativos financeiros do devedor. 1. Analisando o caso.118. 1.116/1. etc. do CPC. sem.00 (cento e vinte e seis mil reais). Com o valor do débito. que foi indeferido pelo juízo de origem às fls.” Desta decisão. pretendendo a reforma do julgado. Em 22/01/2013. in verbis: “Vistos.00 (doze mil reais). nos termos do artigo 794. a penhora on line do aludido valor. então. É o relatório. o próprio reclamado noticiou que incorreu em mora. in verbis: “SENTENÇA 1 . Contraminuta do reclamante às fls. Assim.6 Agravante Advogado Agravado Advogado RAMACCIOTTI ADVOGADOS ASSOCIADOS .156/1.” (grifos) Irresignado. I.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA EMBARGOS À EXECUÇÃO. execute-se. procedimento que observa a gradação legal do artigo 655/CPC. Não obstante.126. relatados e discutidos os presentes autos de AGRAVO DE PETIÇÃO.Nada sendo requerido. totalizando o valor de R$ 126. instituição bancária do reclamante. logrou êxito em arrecadar o valor remanescente da dívida. conforme estipulado no acordo homologado.17.Assim.

motivo obstaculizador para oposição dos Embargos. segundo o réu. O juiz.0004 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: ELTON DE JESUS BEDIM Recorridos: VIGSERV SERVICOS DE VIGILANCIA E SEGURANCA LTDA MUNICIPIO DE SERRA Origem: 4ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . Sendo assim. Carlos Eduardo Amaral de Souza. publicado no . Ou melhor. Não merece admissão. é necessário o preenchimento de requisito inafastável. por ocasião da realização de escalas extras. ou providenciará o desbloqueio do valor. Vistos. no tocante à inépcia da petição inicial. sendo partes as acima citadas. 225/231. conhecer do agravo de petição. Parágrafo único. em face da r.0004 Processo Nº RO-94300/2012-004-17-00. o atraso no pagamento da 4ª parcela por motivo de força maior é circunstância que não descaracteriza o cumprimento integral do acordo celebrado entre as partes. sendo. e. 89. à fl. em despacho de fl. no mérito. a garantia integral da execução através da penhora de bens. HORAS EXTRAS. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19/09/13: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente). prolatada pela MM.7 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Réu Advogado ELTON DE JESUS BEDIM Luciene de Oliveira(OAB: 006081 ES) VIGSERV SERVICOS DE VIGILANCIA E SEGURANCA LTDA Roberto Lança Junior(OAB: 016691 ES) MUNICIPIO DE SERRA Anabela Galvão(OAB: 005670 ES) ACÓRDÃO . ante os termos da fundamentação supra. pelo juiz. a decisão que impõe o pagamento de multa pelo descumprimento do acordo é impugnável via Embargos à Execução.2012. NÃO CONFIGURAÇÃO. ao receber as respostas das instituições financeiras. A indicação de labor extraordinário.17. Desembargadora Claudia Cardoso de Souza e Desembargador Lino Faria Petelinkar. que julgou procedentes em parte os pedidos formulados na inicial. 1. Portanto. o juízo a quo. sobretudo quando o empregador alega a existência de empregados para eventuais substituições. Procurador: Estanislau Tallon Bozi DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº RO-94300-26. o prazo para oposição dos Embargos à Execução somente teve início com a sua intimação. à responsabilidade subsidiária e aos honorários advocatícios. a fim de apreciar o conteúdo dos Embargos à Execução. à rescisão indireta do contrato de trabalho. pelo agravante. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. o reclamado interpôs Agravo de Petição. por entender tratarse do meio de impugnação incorreto. (caput) Sucede que. Vejamos.” Irresignado. Tatiana Aarão de Moraes. in verbis: “Art. deixo de admitir os embargos à execução. da lavra da eminente Juíza Denise Marsico do Couto. Contrarrazões apresentadas pela reclamada. por maioria. para determinar o retorno ao juízo de origem. a fim de apreciar o conteúdo dos Embargos à Execução. Em atendimento ao Provimento Consolidado da CGJT. quitação ou prescrição da divida” (§1º) ou também poderá impugnar a sentença de liquidação (§2º). ou seja. Assim.TRT 17ª Região .035. 23 de Setembro de 2013 120 Contudo. observo que o questionamento do reclamado subsume-se estritamente na hipótese de “cumprimento da decisão ou do acordo” prevista no artigo 884 §1º da CLT. Vencida a Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi. Como a garantia integral do juízo deu-se com o bloqueio on line da conta do reclamado.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.5. segundo o reclamado. 116/118. não há falar em inépcia da inicial. o reclamado somente teve ciência do bloqueio do saldo remanescente quando foi intimado da decisão que extinguiu a execução. emitirá ordem judicial eletrônica de transferência do valor da condenação para conta judicial. às fls.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA INÉPCIA DA INICIAL. com relação às horas extras. em 30/01/2013 (quarta-feira). qual seja. Porém. Assim. pretendendo a reforma do julgado. vencimento antecipado e bloqueio de conta bancária. 199/203. sem que fosse necessária a realização de dobras pelos funcionários. e que eventual labor extraordinário era registrado no controle e freqüência e devidamente pago ao final do mês. revela-se suficiente à delimitação do pedido e ao seu julgamento. por unanimidade.5. Sustentação oral do Dr. 4ª Vara do Trabalho de Vitória/ES. na média de dez dobras ao mês. dou provimento ao apelo. 3CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 do Trabalho da 17ª Região. Portanto. sentença de fls. in verbis: “O Executado apresenta Embargos à Execução com o intuito de contestar a decisão proferida por este Juízo às fls. tendo oposto os Embargos à Execução em 04/02/2013 (sexta-feira). dentro do quinquídio legal.0094300-26. de que se efetivou bloqueio de numerário em sua conta.052. requerendo seja negado provimento ao Apelo obreiro. portanto. não admitiu os Embargos à Execução opostos pela reclamada. visto que o recurso em tela não é o adequado para reformar a decisão impugnada.2012. no momento em que o autor foi intimado pela primeira vez. para oposição do remédio previsto no artigo 884 da CLT. 213/218. 1. em estabelecimento oficial de crédito. atendidos os requisitos do artigo 840 da CLT. pois. sobre a imposição da penalidade. devendo o Embargante se valer do meio correto presente no ordenamento jurídico. Segundo dispõe o artigo 884 da CLT a matéria arguível via Embargos à Execução deve ser restrita às “alegações de cumprimento da decisão ou do acordo. pelo agravado e da Dra. tal qual dispõe o artigo 89 Parágrafo único da Consolidação dos Provimentos da Corregedoria-Geral da Justiça do Trabalho (divulgada no DEJT de 17/8/2012). Razões recursais do reclamante às fls.” (grifos) Conforme anteriormente narrado. teria havido motivo justificado de força maior para a mora no cumprimento da 4ª parcela do acordo. sustentando que os Embargos à Execução são o meio adequado para impugnação da decisão que impôs multa. O termo inicial do prazo para oposição de embargos à execução é a data da intimação da parte.17. dar provimento ao apelo para determinar o retorno ao juízo de origem. o juízo ainda não se encontrava integralmente garantido. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante ELTON DE JESUS BEDIM.

FUNDAMENTAÇÃO 2. sentença de origem acolheu parcialmente a preliminar de inépcia da petição inicial. Desse modo. ambos do CPC..” Sendo assim. inclusive quanto àquelas decorrentes da supressão do intervalo intrajornada. do artigo 515. deve. o contraditório.8 Recorrente Advogado Recorrido Plurima Autor Advogado Plurima Réu L. MÉRITO 2. no tocante às dobras supostamente realizadas em escalas extras.2011. e da Informalidade. alegando que.0007 Processo Nº RO-94800/2011-007-17-00.CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. o rte. realizava uma média de 10 DOBRAS ao mês em ESCALA EXTRA. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19/09/13: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente). Há apenas causa de pedir quanto ao pagamento de horas extras pela supressão do intervalo intrajornada. no tocante ao labor extraordinário.. nos termos do § 3º. no tocante ao labor em sobrejornada. sob os seguintes argumentos: “Arguiu a reclamada a inépcia da inicial no que alcança os pedidos de pagamento de horas extras.” Dessa decisão. asseverou o obreiro. sem a efetiva contraprestação pecuniária pela reclamada. § único. nos termos do artigo 267.realização de 10 dobras ao mês em escala extra. § 3º. como entender de direito. faltas programadas ou imprevistas. na justiça do trabalho. do CPC. dar provimento ao apelo obreiro para afastar a inépcia da inicial. porquanto presentes os pressupostos legais de admissibilidade recursal. no tocante às dobras supostamente realizadas em escalas extras. à disposição como reserva operacional destinada à cobertura eventuais necessidades em postos de trabalho. 840/CLT.17. O autor.1. Desembargadora Claudia Cardoso de Souza e Desembargador José Luiz Serafini. para declarar a inépcia da inicial. férias e/ou outras eventuais ausências. no tocante às dobras supostamente realizadas em escalas extras. permanecido em escala 12X36 das 06:00 as 18:00horas sem intervalo e. com a remessa dos autos à Vara de Origem.) In casu. 23 de Setembro de 2013 121 DEJT de 08 de Agosto de 2012. do CPC. dou provimento ao recurso obreiro para afastar a inépcia do pedido de horas extras. na inicial. § 3º. que: “Inobstante a jornada acima. Considero as contrarrazões apresentadas pela reclamada. o que foi alterado tão somente a partir de JANEIRO/2012. com suas narrações.. HORAS EXTRAS. Procurador: Estanislau Tallon Bozi DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº RO-94800-20. e. Ademais.5.) No que tange ao pedido de pagamento de horas extras efetivamente laboradas pelo autor. no que é pertinente ao pedido de pagamento de horas extras. afasta-se a inépcia do pedido de horas extras. no mérito. 3.C MARCON ADVOGADOS ASSOCIADOS Aretusa Pollianna Araujo(OAB: 010163 ES) KARYNNA FRANCO ESPINOSO BRASCOBRA CENTER LTDA Aretusa Pollianna Araujo(OAB: 010163 ES) L. em decorrência das dobras. nos termos do artigo 515. na medida em que sustentou a realização de 10 dobras ao mês. portanto.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. tendo o rte. remanejado Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 para a RESERVA. conhecer do recurso ordinário interposto pelo reclamante e.supressão do intervalo intrajornada. É o relatório. determinar o retorno dos autos à Vara de origem. . inclusive aquelas decorrentes da supressão do intervalo intrajornada e pagamento pelos feriados e domingos laborados em dobro. .C MARCON ADVOGADOS ASSOCIADOS . acrescentando que “a empresa dispõe de pessoa em caráter fixo em situação de “stand by”. obstando a elaboração satisfatória da peça de resistência. possibilitar que a demandada se defenda das alegações. insurge-se o autor. 2. sem resolução do mérito. INÉPCIA DA PETIÇÃO INICIAL. quanto ao pedido de pagamento em dobro pelos domingos e feriados laborados (letra h da exordial) e de pagamento de horas extras efetivamente laboradas pelo autor. (. não há o rigor formal do processo civil. verifico que a reclamada. do CPC. Bom. não ocorre qualquer das hipóteses abstratamente previstas na norma processual. por elastecimento da jornada. § 1º da CLT. 04 e 05 da inicial. nos termos do artigo 515..1. como entender de direito. portanto. ao contrário do apontado no decisum. a fim de que julgue o pleito. quando asseverou que “realizava uma média de 10 dobras por mês em ESCALA EXTRA”. in casu.labor em feriados. de 08:00 as 18:00 em escala 5X2. em defesa. I. quando realizava escalas extras. deve a petição ser indeferida. o que também impede o pleno exercício da ampla defesa pela parte ré. embora de forma sucinta. CONHECIMENTO Conheço o recurso ordinário interposto pelo reclamante.2. As demais matérias impugnadas no recurso ordinário do reclamante serão analisadas oportunamente. com o retorno dos autos à Vara de origem. evidencia a exordial a ausência de causa de pedir nesse sentido também. como entender de direito. tendo em vista tratar de matéria de fato. argüida pela ré. IV c/c art 295. não sendo necessária a utilização de pessoal em regime de sobrejornada (o que se daria em caráter de horário extraordinário além do horário do término da escala ou em dia de folga) para tal finalidade”. 282/CPC. às fls. não havendo qualquer motivo. Suspeição do Desembargador Lino Faria Petelinkar. entendo que houve causa de pedir. 840. ao declinar os fatos elencados na inicial. parcialmente. por unanimidade. A r. em defesa. por três razões: . vale ressaltar que. a preliminar e extingo o processo. (. revelando-se respeitado. que representa uma mitigação à Teoria da Substanciação que informa o art. pois tempestivas e regulares. Com relação ao pedido de condenação da reclamada ao pagamento de horas extras.2. não houve remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho para emissão de parecer. conforme se infere da inicial. bem como se consagra o Princípio da Simplicidade nos termos do art. a fim de que proceda ao julgamento do referido pleito. o autor postulou o pagamento de horas extras. Se há situações em que a narrativa dos fatos não propiciar a impugnação específica por parte da ré. mas não quanto ao pagamento de horas extras. a fim de que proceda ao julgamento do referido pedido. estando a exordial trabalhista em perfeita harmonia com o art. jornadas extras. há causa de pedir. No caso dos autos. asseverou que todas horas extras foram devidamente registradas e pagas. Aliás. Pelo exposto. Acolho. fazendo um breve histórico.

resta evidente o regime de dedicação exclusiva. Vistos. resta configurada a gratificação. estes faziam o repasse. decisum. PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS. bem como do DSR suprimido. deferiu a integração do referido valor na remuneração da autora. paga da seguinte forma: “Se batesse a meta semanal recebia R$ 100.200. razão pela qual improcede o Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . 7ª Vara do Trabalho de Vitória/ES. Contrarrazões apresentadas pelas reclamadas. e de custas processuais. a título de produtividade. porquanto tempestivas e regulares. O Juízo de origem. ou extratos bancários. R$ 150. às fls. no particular. à responsabilidade pelos encargos decorrentes da contribuição previdenciária e à assistência judiciária gratuita. RECURSO ORDINÁRIO DA RECLAMANTE.que não se confundia com salário ou comissão.00 (mil e duzentos reais). Em atendimento ao Provimento Consolidado da CGJT. 230. requereu a condenação desta ao pagamento das diferenças da real remuneração em todas as verbas rescisórias. prolatada pela MM. paga quando a reclamante batia a meta mensal. em face da r. complementada pela r. decisão dos embargos declaratórios de fls. ao dano moral. ainda. MÉRITO DO RECURSO ORDINÁRIO DAS RECLAMADAS 2. narrou a reclamante ter sido contratada pela 1ª ré em 05/11/07.C MARCON ADVOGADOS ASSOCIADOS E OUTRO Origem: 7ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . que o pagamento extrafolha deve ser corroborado por prova contundente.0094800-20.17. 229. às fls. no tocante ao pagamento do repouso semanal remunerado sobre gratificação. ante a confissão das rés quanto ao pagamento da bonificação de R$ 700. VINCULAÇÃO À PRODUTIVIDADE.00 (duzentos reais) pela terceira semana e R$ 250. à majoração da indenização por dano moral decorrente de assédio moral e aos honorários advocatícios. DEDICAÇÃO EXCLUSIVA. tratando-se de mera liberalidade dos sócios da empresa. de um valor para a equipe do jurídico – R$ 700.00 (cento e cinqüenta reais) pela segunda semana. Alegou que durante todo o contrato de trabalho recebeu duas complementações salariais pagas por fora. percebendo salário mensal de R$ 1. esta passou a ser paga no contracheque. 261-268.00 (setecentos reais) pagas à reclamante correspondem à participação nos lucros da empresa. Em manifestação à contestação. relativamente à participação nos lucros. na medida que a prova oral demonstrou que o seu pagamento era realizado no contracheque. a segunda. JORNADA DE TRABALHO. sendo dispensada sem justa causa em 02/07/09. propugnando pela manutenção da sentença. ante a manobra da 1ª reclamada para burlar a legislação trabalhista e evitar o pagamento de impostos.5. Alegaram que. e. 214-214v. à fl. como a cópia de sua declaração de imposto de renda. alegando que as parcelas de R$ 700. à fl. Indeferiu. Instrumentos de mandato. Sustentaram.2011. condicionado ao trabalho e a produtividade. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelas reclamadas LC MARCON ADVOGADOS ASSOCIADOS e BRASCOBRA CENTER LTDA e de recurso ordinário interposto pela reclamante KARYNNA FRANCO ESPINOSO. na realidade.C MARCON ADVOGADOS ASSOCIADOS E OUTRO KARYNNA FRANCO ESPINOSO Recorridos: KARYNNA FRANCO ESPINOSO L. Aduziram que esta distribuição de lucros parou de ser paga a partir de maio de 2008.0007 RECURSO ORDINÁRIO Recorrentes: L.00 (setecentos reais) no caso da reclamante . cuja natureza é indiscutivelmente salarial. DESCARACTERIZAÇÃO. pretendendo a reforma do julgado. publicado no DEJT de 08 de Agosto de 2012. quando da distribuição mensal dos lucros aos sócios.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA RECURSO ORDINÁRIO DA RECLAMADA. Contrarrazões apresentadas pelo reclamante. requerendo seja negado provimento ao apelo obreiro. A primeira delas consistia em uma dobra do salário. Razões recursais das reclamadas. cujos valores constavam nos contracheques e se incorporavam ao salário para todos os fins.00 (duzentos e cinqüenta reais) pela quarta semana. 218/228. ADVOGADO EMPREGADO.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. a integração da suposta dobra salarial. R$ 200. Incidência do princípio da primazia da realidade. Estabelecendo o contrato de trabalho firmado pela reclamante uma jornada diária de 8 horas. mormente por tornar inviável o exercício de outras atividades. caso todos as metas fossem batidas. qual seja. A participação nos lucros encontra-se vinculada a um único critério. Comprovantes de recolhimento de depósito recursal. às fls. correspondente ao alcance de metas semanais.TRT 17ª Região . às horas extras. pleiteando a reforma do r. às fls. em virtude de começarem a pagar comissões em razão de metas de produtividade. Estando o pagamento da parcela pelo empregador. Considero as contrarrazões apresentadas pela reclamante e pelas reclamadas. sendo que a partir de fevereiro de 2009. pois presentes os pressupostos legais de admissibilidade. às fls. não houve remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho para emissão de parecer. acrescentando que as reclamadas confessaram que a reclamante sempre batia suas metas e recebia por elas. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. 201-205v. É o relatório. e que pode ter como critério a produtividade do trabalhador. 245-251v.” Aduziu que sempre bateu todas as metas. contudo. que julgou procedentes em parte os pedidos formulados na inicial. aos lucros da empresa. Razões do recurso ordinário da reclamante. 231-242. 25/253. sendo partes as acima citadas. o que totalizava o valor de R$ 700.2.1PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS Na exordial. recorrem as reclamadas. dividida entre comissão e DSR. de modo que. paga com habitualidade. Inconformadas.00 (setecentos reais) por mês. 23 de Setembro de 2013 122 Plurima Réu Advogado Plurima Autor Advogado BRASCOBRA CENTER LTDA Aretusa Pollianna Araujo(OAB: 010163 ES) KARYNNA FRANCO ESPINOSO Carla Cibien Guaitolini(OAB: 012530 ES) ACÓRDÃO . o que não foi feito. Em defesa.00 (cem reais) pela primeira semana. as reclamadas negaram a existência de pagamento “por fora”. FUNDAMENTAÇÃO CONHECIMENTO Conheço dos recursos ordinários interpostos pelas partes.00 (setecentos reais) e diante dos depoimentos das testemunhas. enquanto a gratificação configura parcela fixa. como advogada. da lavra da eminente Juíza Rosaly Stange Azevedo. sentença de fls. a reclamante reiterou os argumentos da inicial.

LTR. em face de determinado trabalhador. aos lucros da empresa.) As gratificações surgiram. segundo Arnaldo Süssekind. superior hierárquico ou dos colegas. que se caracteriza. a partir de eventos socialmente considerados relevantes (festas de fim de ano. Aduzem que não estão presentes os requisitos caracterizadores do assédio moral.. fato que não se pode atribuir mais do que mero aborrecimento. exigindo que a agressão ultrapasse as barreiras da normalidade e dos fatos corriqueiros possíveis de acontecimento no cotidiano.. Sustentou que todos os dias recebia e-mails cobrando produção. degradando as condições de trabalho e comprometendo o desenvolvimento da atividade laboral. como tal.2ASSÉDIO MORAL. O Juízo de origem. assume o caráter salarial e. da CF/88.)" Já a gratificação. que recebe comissões/prêmios em razão do alcance de resultados. caso não fossem alcançados os objetivos traçados.. incólume a r. Pois bem. e nexo de causalidade entre a conduta ilícita e o dano experimentado.... As reclamadas não negam ter havido. morais e existenciais da vítima.. por exemplo). pela prática sistemática e reiterada de atos hostis e abusivos por parte do empregador ou dos demais colegas de trabalho. 819). prejuízo suportado pelo empregado. (Processo nº 0001066. justificam sua não integração. com exposição de sua honra. até maio de 2008. jul. No caso dos autos. Informaram que a autora foi demitida em razão de corte de pessoal e redução do quadro de colaboradores.) método de remuneração complementar do empregado. XI. por sua vez. 68-07. HABITUALIDADE. INTEGRAÇAO AO SALÁRIO. deverá integrar a remuneração do empregado para todos os efeitos legais. nos meses em que as metas foram alcançadas. de natureza salarial. para que seja concedida no valor mínimo de 10 (dez) vezes o salário recebido. o pagamento mensal à reclamante do valor de R$ 700. com o objetivo de atingir sua integridade física e/ou psicológica. decorrente do assédio moral sofrido. o valor recebido pela reclamante não se configura em participação nos lucros. sustentam que. e sim em gratificação. durante a jornada de trabalho e no exercício das funções profissionais”. alegaram não existir qualquer comprovação de assédio ou dano causado. mobbing significa todos aqueles atos comissivos ou omissivos. dignidade e imagem. Conforme lições de Márcia Novaes Guedes: "No mundo do trabalho. Além disso.. Por sua vez.00 (setecentos reais).00 (dois mil reais). redução de custos. 2ª ed. e de Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 forma benéfica à trabalhadora. Muito se discute atualmente sobre o assédio moral no ambiente de trabalho. Sustentam. consistindo suas alegações em afirmações evasivas.. da direção da empresa. a reclamante. leciona que psicoterrorismo ou assédio moral “é a exposição dos trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes e constrangedoras. sem relatar um caso concreto. ainda. psíquicas. em seu apelo. mas sim a forma como as reclamadas procedem a essa cobrança. que a sentença de origem não se fundamentou em prova robusta. que dispõe que a participação nos lucros não possui qualquer vinculação com o salário.” Desta forma. p. requereu indenização a título de danos morais. que traduzem uma atitude contínua e ostensiva perseguição que possa acarretar danos relevantes às condições físicas. Embora ainda não tipificado na legislação federal trabalhista.2. Vilja Marques (in Um fenômeno chamado psicoterrorismo. a caracterização do dano na esfera moral ainda exige o preenchimento de outros requisitos: ato ilícito decorrente de conduta praticada pelo empregador ou seu preposto. Aduziram que as metas não eram inatingíveis. Rel. gestos e comportamentos do patrão. 2. sem qualquer particularidade no que se refere à pessoa da reclamante. dos depoimentos das testemunhas. As reclamadas.. Assim.000. Juiz Federal do Trabalho Convocado Shikou Sadahiro. o . Em manifestação à contestação. Neste sentido. (. conforme lição de Maurício Godinho delgado consiste em. “in verbis”: “(. publicado em 31/05/2011). em suas razões recursais. pugna pela majoração da indenização decorrente do assédio moral.. Sustentaram que a cobrança de resultados não é ilegal. insurgem-se as partes. (. 32).1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Nego provimento. colaciono o arresto do TRT da 14ª Região: “GRATIFICAÇAO POR PRODUÇAO. porquanto seu pagamento é condicionado unicamente à produção da autora. Sem razão. de gerente. na prática trabalhista como atos empresariais de liberalidade em favor dos respectivos empregados. por exemplo) ou fatos empresarialmente considerados significativos (elevação excepcional dos lucros em determinado exercício. paga com habitualidade. baseado nos depoimentos das testemunhas. com o qual se lhe garante uma parcela dos lucros auferidos pelo empreendimento econômico do qual participa. com trabalhos exaustivos e sob a vigilância constante dos sócios das reclamadas.” (Terror Psicológico no Trabalho. e que pode ter como critério a produtividade do trabalhador. não inferior a R$ 31. ao argumento de se tratar de participação nos lucros. a reclamante noticiou que era diariamente pressionada a bater as metas exigidas. sentença vergastada. paga habitualmente.000.) parcelas contraprestativas pagas pelo empregador ao empregado em decorrência de um evento ou circunstância tida como relevante pelo empregador (gratificações convencionais) ou por norma jurídica (gratificações normativas).00 (trinta e um mil reais). ou seja. a reclamante aduziu que ilegal não é cobrança de resultados. desprovida. prova disto é que a reclamante recebia comissão em quase todos os meses. e todos os seus direitos rescisórios foram devidamente pagos.)” Assim. O dano moral pressupõe um ato ilícito que afete a esfera psíquica do autor. 23 de Setembro de 2013 123 deferimento de sua integração ao salário. portanto. atitudes. A participação nos lucros. A gratificação denominada pela empresa de "prêmio produção". mediante o alcance das metas estatuídas. DANO MORAL (matéria analisada em conjunto com o recurso ordinário da reclamante) Na inicial. As reclamadas. como almejam as reclamadas. a participação nos lucros encontra-se vinculada a um único critério. qual seja. Dessa decisão. chefe. (. consiste em "(. 2004. com excessos e humilhações. sendo promovida dentro dos limites da lei e da ética profissional. de maneira geral. em defesa. repetitivas e prolongadas. além de ameaça de dispensa. Vejamos. p. a teor do art. 7º. arbitrou em favor da reclamante indenização no valor de R$ 2. Contudo. que o fato trazido pela reclamante para fundamentar seu pleito nada mais é do que mera exigência para o alcance de metas empresariais. pelos quais ficou demonstrada a cobrança excessiva para atingimento de metas. enquanto a gratificação configura parcela fixa. depreende-se que a cobrança foi realizada de forma geral e igualitária a todos os empregados. Revista LTr.

não havendo qualquer notícia de perseguição direta contra a reclamante. fugindo à normalidade... notadamente. as parcelas fiscais e previdenciárias não foram recolhidas corretamente e que. Laura Clara Nascimento Perim. para a configuração do dano.. TST. como argumento para comprovação da existência de assédio. In casu. aborrecimento. corriqueira e repetitiva no ambiente de trabalho. aplicando -se as alíquotas previstas no art.. 13) nunca viu ninguém vigiando o trabalho da autora mais do que o trabalho dos demais advogados. "Só se deve reputar como dano moral a dor. voltada contra um indivíduo específico. a multa e a correção monetária sobre tais contribuições. determina que a contribuição previdenciária devida pelo empregado. 43 da Lei 8. como o Imposto de Renda. ao bem estar e à justiça (Preâmbulo da Constituição). 198. [. foi o depoimento da Sra. Quanto à aplicação do valor histórico à cota parte devida pelo reclamante. fazendo expressa referência ao valor total apurado em liquidação de sentença. Requereu. por ato ou omissão das reclamadas. Lídia Maria da Silva santos. de fato. in verbis: “[. 23 de Setembro de 2013 124 assédio moral e seus efeitos indenizatórios derivam diretamente da Constituição da República. Alega que a súmula 368 do TST atribui o ônus do pagamento da quota previdenciária às partes respectivas. 12) pelo que o depoente percebia a autora tinha uma cobrança de metas igual a dos demais advogados.2. porém não haveria uma punição por este motivo. vexame ou desprezo. não havendo qualquer ressalva quanto aos encargos (multas. por disciplina judiciária. alegou nunca ter presenciado qualquer atitude humilhante e desrespeitosa para com a reclamante e tampouco perseguição: “[. O i. mas se estendia a todos os empregados das rés. à vida e à segurança (art. para afastar a condenação em danos morais decorrentes de assédio moral. do Decreto n º 3. Vejamos o que disse a Sra.. sobre elas não incidiriam tributos. também indicada pela reclamante: “[. vexame. a prova oral demonstrou que.] Os empregados não podem ser responsabilizados pelos encargos decorrentes do atraso da empregadora no recolhimento das contribuições previdenciárias. causando-lhe aflições. Sr. Conforme dito anteriormente. TST. multas e correção monetária decorrentes do atraso no recolhimento das contribuições previdenciárias. a segunda testemunha das rés.. que não acolhia a tese de que os descontos previdenciários devidos pelo empregado fossem feitos apenas pelo valor histórico. sendo tal postura encarada como uma forma de pressão pela depoente [. sofrimento ou humilhação que. E nem se alegue.] que havia metas a cumprir estabelecidas pelo superior imediato (gerente) que ameaçava constantemente de demissão os advogados que não as cumprisse. [. que regulamentou a Lei nº 8. da súmula 368. caput. III. do C. transferindo o respectivo encargo financeiro com o tributo para terceiros (art.. Deuzivam da Silva Souza. juros e correção monetária). De acordo com o item III. 128 do CTN). Primeiro.] nunca presenciou nenhuma situação em que a autora tenha sido desrespeitada ou tratada de forma humilhante.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. que causava pressão psicológica nos empregados. ainda. no caso de ações trabalhistas. 276. pois. o encargo financeiro do empregado não pode ser transferido para o empregador. revendo entendimento anterior.] 19) não recebiam advertência caso não cumprissem metas. Além disso. as agressões morais devem ocorrer de forma direcionada. e não apenas a do reclamado. mágoa. pois estas situações são efêmeras e não chegam ao ponto de romper o equilíbrio psicológico.048/1999. CF). pleiteando a reforma da sentença. por não ter sido o contrato de trabalho devidamente registrado. irritação ou sensibilidade exacerbada estão fora da órbita do da moral". tanto na vigência do contrato de trabalho ou fora dele.]” Assim... 20) nunca presenciou a autora sendo ameaçada de dispensa caso não batesse metas [.. ocasionando graves transtornos à saúde do trabalhador e dificuldades para a realização do serviço. 5º. observado o limite máximo do .212/93 não prevê qualquer teto a ser respeitado. da súmula 368.] que nunca viu alguém falando para a reclamante que se não produzisse seria demitida” (grifei) No mesmo sentido.. TST. condeno a reclamada a arcar com os juros.]” Ademais.. com base nos artigos 186 e 927 do Código Civil. como alega. curvo-me ao julgamento pacificado pelo C.. 2. que a depoente era vigiada e diziam que nos outros setores o mesmo acontecia. Neste diapasão. assim. Carlos Alberto Gonçalves. Desse modo. o referido desconto deve levar em consideração as cotas de responsabilidade de ambos os litigantes. que o referido gerente também circulava pelo escritório surpreendendo os empregados constantemente por ficar parado atrás dos mesmos enquanto estes desempenhavam suas atividades. interfira intensamente no comportamento psicológico Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 do indivíduo.] que havia uma pressão geral na empresa de que se o funcionário não atingisse as metas seria demitido.3CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA Na inicial.212/1991. as próprias testemunha da autora foram claras e uníssonas ao afirmar que a cobrança pelo cumprimento de metas era realizada de forma geral e homogênea a todos os empregados. no item III. o assédio moral caracteriza-se como uma injustificada conduta de perseguição contínua. se tivesse recebido as parcelas ora postuladas mês a mês. porquanto somente por disposição expressa de lei é possível excluir a responsabilidade do contribuinte. Contudo.. 1º. o que culminou com o arquivamento dos mesmos”. Mero dissabor. não há nos autos prova de que a autora tenha sofrido. para que seja excluída da condenação a responsabilidade pelo pagamento dos encargos decorrentes das contribuições previdenciárias. Ante o exposto. tenha sido vítima de perseguição ostensiva. havia uma cobrança exacerbada para o alcance de metas. referido comportamento não era direcionado à pessoa da reclamante. o obreiro não se eximiria da incidência dos descontos previdenciários..]” Insurgem-se as reclamadas. em conformidade com o disposto no art. Sem razão. nego provimento ao recurso da reclamante e dou provimento ao recurso das rés. seja calculada mês a mês.. a reclamante aduziu que. devendo o autor somente sofrer o desconto pelo valor histórico da contribuição. arrolada como testemunha pela reclamante: “[. condenando as reclamadas a arcarem somente com os juros. angústia e desequilíbrio em seu bem estar. o art. Assim. constrangimento. uma vez que o art. que “o desligamento da reclamante se deu sob a acusação de que teria deixado alguns processo de busca e apreensão e reintegração de posse sem andamento. porque não há provas nesse sentido. Em se tratando de contribuição previdenciária incidente sobre as verbas deferidas em decisão judicial. No caso em apreço. que firma como seus princípios cardeais o respeito à dignidade da pessoa humana (art. 395 do CC [. desde que o empregador comprovasse o recolhimento da parte que lhe coubesse. do C. independente do seu valor.. sentenciante de piso acolheu parcialmente o pedido. §4º. que as reclamadas arquem com os encargos fiscais e previdenciários devidos.. segundo o Prof. CF). ou.

deverá ser observado. §1º. TST.3. Em primeiro lugar. devidas por força de avença em contrato de trabalho. reflete. nas demais verbas trabalhistas. importando somente na isenção de custas. Pois bem.3. 790.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. O requisito foi observado pela autora à fl. deveria também ter deferido o pagamento do RSR sobre a gratificação de R$ 700. mas que.2. sendo a contribuição previdenciária do empregado calculada pelo valor histórico. Nesse sentido. esclareço que o que foi deferido à reclamante foi benefício da justiça gratuita e não a assistência judiciária gratuita.11. FGTS e aviso prévio. Alega que a r. não repercutem no cálculo do repouso semanal remunerado. TST. MÉRITO DO RECURSO ORDINÁRIO DA RECLAMANTE 2. nos termos do art. quanto ao período do contrato de trabalho que antecede a alteração do artigo 43 da Lei n. sentença. 2. alínea “a”. estabelece que as contribuições previdenciárias somente poderão ser exigidas após decorridos 90 (noventa) dias da data da publicação da lei que as houver instituído ou modificado. 5. e das 8h30min às 12h.212/91. Pela natureza jurídica que ostenta. o reclamante não preenche os requisitos da Lei n. nos termos do art. nos termos do § 3º. Nego provimento. na liquidação da sentença. sendo incontroversa a periodicidade mensal da gratificação de R$ 700.584/70. na liquidação da sentença. pagas mensalmente. (ex-OJs nºs 32 e 228 da SBDI-1 – inseridas. bastando prova de percebimento de salário igual ou inferior ao dobro do mínimo legal. deve o reclamante arcar somente com o pagamento da contribuição previdenciária em seus valores históricos. No presente caso. o benefício da justiça gratuita. exige apenas a declaração de miserabilidade jurídica e podendo ser concedido até mesmo de ofício. Isso posto.2003 As gratificações por tempo de serviço e produtividade. norma coletiva ou mera liberalidade do empregador. a recente Súmula 17 deste E. 20. do art. 2. Destarte. ressalto que a regra do § 2º. pois agrava a situação do contribuinte. indevido o reflexo no RSR. de segunda a sexta. trabalhava três dias da semana até às 19h e os outros dois até às 20h. e a regra deste último para aquele a partir de sua vigência.1994 e 20. como férias. No tocante às contribuições previdenciárias decorrentes de créditos reconhecidos em sentença. 121/2003. na prática. o Juízo de origem indeferiu a repercussão sobre o repouso semanal remunerado da gratificação de R$ 700. Quanto à apuração dos juros e multa.Res. nos termos do art. em 14. 790 da CLT. Vejamos. 5. que considerou a data da prestação de serviços como fato gerador das contribuições previdenciárias incidentes sobre as verbas resultantes de decisões em reclamatórias trabalhistas.06. décimo terceiro. que seu horário contratual de trabalho era das 8h às 18h. DJ 19. tratando-se de institutos diversos. e a regra deste último para aquele que abrange o período de sua vigência (a partir de 03/03/2009). sob as penas da lei. Desta decisão. sentença prolatada: “A justiça gratuita tem previsão no artigo 790. sentença de piso. um sábado sim e o outro não. extrafolha. sentença de primeiro grau.4. 276 do Decreto 3. ante o princípio da anterioridade. eventual reflexo. incumbe ao empregador o pagamento de juros.ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA Pretendem as reclamadas a reforma da decisão que.584/70. que alterou o artigo 43 da Lei 8. Nego provimento. de maneira que a nova regra previdenciária somente será aplicada às prestações de serviço realizadas a partir de 03 de março de 2009 (90 dias após a publicação da MP).” Sustentam em seu apelo que. 7º da Lei n. nos termos do artigo 150. a partir de 03/03/2009.212/91 (inserida com o advento da Medida Provisória 449/2008.941/2009). multas e correção monetária. As gratificações são parcelas salariais pagas em razão de condições especiais. à fl.1PAGAMENTO DO REPOUSO SEMANAL REMUNERADO SOBRE A GRATIFICAÇÃO DE R$ 700. 457. a assistência judiciária gratuita será prestada pelo sindicato da categoria profissional a que pertencer o trabalhador. CÁLCULO.212/91. Contudo.212/91. tendo a autora apresentado declaração de sua insuficiência econômico-financeira. 605/49 dispõe que a parcela paga mensalmente já remunera o repouso semanal. assim.00 (setecentos reais). ante o princípio da irretroatividade. verbis: SUM-225 REPOUSO SEMANAL. o artigo 195. com relação ao repouso semanal remunerado.048/99. ou declaração.00 (setecentos reais). da CLT. Assim. §3º. a Súmula 225 do C. ensejando o enriquecimento sem causa. incólume a r. 23 de Setembro de 2013 125 salário de contribuição. nos termos do art. a incidência dos juros e multa sobre as contribuições previdenciárias observe o prazo estipulado no artigo art. 26. fato suficiente para o deferimento do benefício da justiça gratuita. de acepção mais restrita. àquele que perceber salário igual ou inferior ao dobro do mínimo Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 legal ou comprovar que sua situação econômica não lhe permite demandar sem prejuízo. recorre a reclamante. defiro-lhe o requerimento.00 Com fulcro na Súmula 225 de C. Em suma. . o art. Preenchidos os requisitos legais. Assim.2001). Segue a r. § 6º. Com efeito. GRATIFICAÇÕES POR TEMPO DE SERVIÇO E PRODUTIVIDADE (mantida) .03. da Lei 8.212/91 (05/11/2007 a 02/07/2009). a necessidade de reforma da r. 43.048/99 para o período do contrato de trabalho que antecede a alteração do artigo 43 da Lei n. 8. quais sejam. concedeu à reclamante o benefício da justiça gratuita. respectivamente. declarou. 20 e 21. com intervalo de almoço de 1h15min.2HORAS EXTRAS APÓS A 4ª DIÁRIA Sustentou a reclamante.00 (setecentos reais). considerando que o contrato de trabalho do reclamante abrange período anterior e posterior à vigência da Lei 11. Ademais. não ter condições de pagar as custas processuais do processo sem prejuízo do seu sustento próprio ou de sua família. em sua peça de ingresso. atualização monetária e multas.º 5. publicada em 04/12/2008. pagas mensalmente à reclamante. somente pode ser aplicável aos fatos ocorridos após a sua vigência. ou seja. Tribunal: Contribuição previdenciária.941/2009. ficando a cargo da empresa o pagamento de juros. 8.584/70. o prazo do artigo 276 do Decreto 3. parágrafo 3º da CLT. III. enquanto a assistência judiciária gratuita exige a presença dos requisitos do art. 14 da Lei n. de fato. porquanto a reclamante não atende a ambos requisitos legais. implicaria em duplo pagamento (bis in idem). para fins de aplicação dos juros e multa sobre as contribuições previdenciárias. Contudo. do art. a assistência sindical e miserabilidade jurídica. da CLT. 14 da Lei n. e convertida na Lei 11. que não está em condições de pagar as custas do processo sem prejuízo do sustento próprio ou da família. da Lei nº 8. 26. Nesse sentido. da Constituição da República. por ter deferido o pagamento do RSR referente às comissões constantes nos contracheques. da Constituição da República. Desta forma. Asseveram. dou provimento parcial para determinar que.

verifica-se que as horas extras trabalhadas foram devidamente registradas e pagas em contracheque ou inseridas no banco de horas. Recurso de Embargos de que se conhece em parte e a que se dá provimento.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. é de se presumir a validade de referidos controles. mesmo havendo contrato escrito. sendo de 100% em qualquer hipótese. que deu azo à edição da referida regulamentação. que quando havia necessidade autorizavam as horas extras e a depoente recebia por elas. SBDI-1. O insigne sentenciante julgou improcedente o pleito. previsto em acordo coletivo. A reclamada comprovou que havia compensação mediante banco de horas. Nesse sentido. João Batista Brito Pereira.906/94. DEDICAÇÃO EXCLUSIVA. Alega que não tinha contrato de exclusividade. Sustentou que dos cartões de ponto. já que pela jornada afirmada na própria exordial. Assim. consoante artigo 12 do Regulamento Geral do Estatuto da Advocacia e da Ordem dos Advogados do Brasil. O fato de ter sido contratada para cumprir jornada diária de 8h já descaracteriza.906/94. O art. no máximo. aos sábados. para que sejam consideradas como extras e remuneradas com adicional de 100% (cem por cento) as horas além da quarta hora diária. Dessa forma.. permitindo a fixação de jornada diversa na hipótese de acordo ou convenção coletiva ou. Min. salvo acordo ou convenção Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 coletiva ou em caso de dedicação exclusiva. Não interfere na caracterização do regime de dedicação exclusiva a circunstância de o contrato haver sido firmado anteriormente à edição da Lei n. com adicional de 100% (cem por cento). outrossim. Alegou que. afasta a hipótese de jornada reduzida de quatro horas como prevista no art. Além disso. no seu escritório ou em atividades externas. SBDI-1.5. não poderá exceder a duração diária de quatro horas contínuas e a de vinte horas semanais. fazendo jus às horas extras além da quarta. § 2º As horas trabalhadas que excederem a jornada normal são remuneradas por um adicional não inferior a cem por cento sobre o valor da hora normal. as partes estabeleceram acordo coletivo prevendo jornada de trabalho para os advogados de 8:15min diárias e 44h semanais. em tais circunstâncias. inexistindo diferença a ser paga. tendo que pedir ao chefe autorização para liberar as horas extras.906/1994. 20 do Estatuto da OAB dispõe: “A jornada de trabalho do advogado empregado. hospedagem e alimentação.” Com efeito. das horas trabalhadas após a quarta diária. mediante sistema de banco de horas. A testemunha trazida pela autora. com o patrocínio de causas de terceiro. de dedicação exclusiva. ao cumprimento de carga horária correspondente a quarenta horas semanais. tendo comprovado na exordial que realizava advocacia particular. com 1h15min de intervalo para refeição e descanso. o art. Rel. Registre-se. com 15 minutos para lanche. continua a cumprir a jornada inicialmente avençada. que torna inviável o exercício de outras atividades pelo obreiro. Os controles de jornada trazidos pela ré registram horários de entrada e saída variáveis durante todo o período de trabalho. como labor extraordinário.906/94. evidenciando o regime de dedicação exclusiva. conforme art. não afasta a dedicação exclusiva. Assim. ADVOGADO. § 1º Para efeitos deste artigo. aguardando ou executando ordens.(TST-E-ED-RR-13940095. que a prática de advocacia de forma paralela. e.0001. a jornada reduzida de 4h. no sentido de não conhecer da revista obreira. estando todas as horas extras registradas devidamente quitadas.. com apoio na jurisprudência desta Corte uniformizadora. In verbis: “(. RECURSO DE REVISTA. além de dois intervalos de 15min para lanche. comprovou-se que o reclamante laborava em sistema de compensação de jornada. do TST: EMBARGOS. por meio de contrato de emprego. quatro horas diárias ou vinte horas semanais. Encontra-se vinculado a regime de dedicação exclusiva o advogado que se compromete.05. DJ de 18/9/2009) ADVOGADO. 8. a percepção. de mais de 10 horas diárias. sendo-lhe reembolsadas as despesas feitas com transporte. mas as vezes ficava até mais tarde. 20 da Lei 8. Lelio Bentes Corrêa. Irretocável a decisão proferida pela Turma. entre 01/05/2008 e 30/04/2009. 20 da Lei n. ADVOGADO EMPREGADO. que nesses casos conseguia anotar a jornada corretamente. ADMISSÃO ANTERIOR À LEI N. Indevida. após o advento da lei nova. o parágrafo segundo do referido artigo não apresenta exceções. VIOLAÇÃO DO ARTIGO 896 DA CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO NÃO EVIDENCIADA. conforme jurisprudência dominante da Corte Superior Trabalhista. por entender quadrar-se a reclamante na exceção contida no art. Recurso de embargos não conhecido. Min.906/1994 (Estatuto da Advocacia). 2. 4. porquanto já configurado pela própria jornada estipulada contratualmente. que o horário da reclamante era o mesmo. os seguintes precedentes da SBDI-1. ou oito horas diárias. 20 da Lei n. inexistindo nos autos qualquer prova da inexatidão dos dados registrados nos documentos colacionados com a defesa.) No caso dos autos.” Dessa decisão. não devem ser consideradas como extras as horas excedentes à quarta diária.2002. Em contestação. autorizado pelo acordo coletivo de trabalho.(TST-E-RR-578031/1999. a reclamada aduziu que o horário de trabalho da reclamante era das 8h30min às 18h. considera-se como período de trabalho o tempo em que o advogado estiver à disposição do empregador. 23 de Setembro de 2013 126 Aduziu que não tinha contrato de exclusividade com as reclamadas. a não constância expressa no contrato de trabalho de cláusula de dedicação exclusiva não tem o condão de desnaturar o referido regime. DEDICAÇÃO EXCLUSIVA. HORAS EXTRAORDINÁRIAS. 20 da lei 8. entendo ser aplicável a exceção contida no caput do art.. 1. 5. CONFIGURAÇÃO.º 8. restou clara a dedicação exclusiva da autora. afirmou que registrava o horário de saída corretamente. que o seu horário de saída era as 18h00min. Sra.. A previsão de uma jornada de 6 (seis) horas em contrato de trabalho de advogado. se o profissional da advocacia. pleiteando a reforma da sentença. 1. devidamente autorizado pela norma coletiva. de per si. Precedentes da Corte. DJ de 5/3/2010) Assim. cumprida da forma supracitada. não sendo comprovado pela autora que os cartões não espelham a jornada diária efetivamente cumprida. Laura Clara Nascimento Perim. Rel. observados os limites do pactuado. 8. Quanto ao adicional. ainda.906/94. 20 da Lei n° 8.º 8. 3. JORNADA CONTRATUAL DE SEIS HORAS. de forma intercalada (a cada 15 dias). as horas extras registradas estão devidamente quitadas. com base no princípio da primazia da realidade. CONFIGURAÇÃO. Esbarra na atual . no exercício da profissão. Vejamos decisão da SBDI-1: HORAS EXTRAORDINÁRIAS. insurge-se a reclamante. DEDICAÇÃO EXCLUSIVA. E é nessa última hipótese que se inclui a autora. o labor era das 8h30min às 12h. afastando a jornada de 4horas diárias.906/94 fixou a jornada de trabalho do advogado empregado em. além das respectivas integrações. Vejamos.

060/50 não limita a concessão de honorários apenas ao sindicato assistente.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. todas do C.3.. Luciana dos Santos Rodrigues. 14 e 16 da Lei n.. diante da ausência de assistência sindical. 789 da CLT. o depoimento da Sra.]” De forma semelhante. Insta frisar que os indigitados verbetes jurisprudenciais trabalhistas não autorizam a ilação de que a simples apresentação de declaração de pobreza seria suficiente para o deferimento de honorários advocatícios. ao efetuar nova modificação no art. Não se adota. em se tratando de relação de emprego. seja porque o direito de postular sem advogado é uma faculdade.. independentemente de o obreiro receber ou não salário superior ao dobro do mínimo legal.584/70..] que a depoente cumpria jornada das 08:00 às 19/20:00 hora.E-ED-RR 681/2001-001-19-00. Pelo exposto. 8º da CLT. apenas nas hipóteses previstas na Lei n. 10. a reclamante não está assistida pelo sindicato de classe (fl.537/02. Destarte. mas sim que esta declaração viabilizaria o cumprimento do requisito da miserabilidade jurídica. Aduziu que a Lei n. 20 do CPC e nos artigos 389 e 404.584/70.]” Vê-se..º 450 preconiza o pagamento de honorários advocatícios sempre que o vencedor for beneficiário de justiça gratuita. que o horário de saída da depoente era as 18:00 (dezoito horas) e se não batesse o ponto até 18:10 horas não conseguiria pois o sistema travava. o que é compatível com as obrigações trabalhistas. ao acrescentar ao art. e perceber salário inferior a dois salários mínimos ou declarar que não possui. entendo que a concessão de honorários advocatícios na Justiça do Trabalho.584/70. Quadra salientar. que tanto a reclamante quanto a depoente trabalhavam 08:15/08:20 horas até as 18:00 horas. 789 da CLT o § 10º.. sentença de piso. a r. No presente caso. Aduziu que. às vezes ficava até mais tarde [.SBDI-1 . no art. que às vezes a reclamante saía no mesmo horário da depoente. 45/04.. Esta Corte Superior entende que a exclusividade não deriva da prestação de serviços a um único empregador. Sra.906/94. 133 da Constituição Federal não revogou o jus postulandi. DEJT 15/05/2009). TST. Embargos de que não se conhece (TST . em razão dos encargos próprios e familiares. 22 da Lei 8. O Juízo de origem. Sustentou assim que. tal afirmação não é suficiente para ilidir as demais provas constantes nos autos e tampouco invalidar os controles de pontos.. 389 do CC. . as reclamadas alegaram que.º 5. a reclamante requereu honorários advocatícios no importe de 20% (vinte por cento) do valor da condenação. inclusive a reclamante e a depoente registravam corretamente a jornada. Entretanto. não se pode olvidar que a própria Corte Suprema possui a Súmula n. Em sua peça de resistência. Em que pese o respeito pelas abalizadas opiniões em contrário. 23 de Setembro de 2013 127 jurisprudência do TST pretensão do ora embargante em afastar a configuração da hipótese de dedicação exclusiva. são devidos quando a parte estiver assistida por seu sindicato de classe. não merecendo reforma. pode-se concluir que o princípio da sucumbência aplica-se a todos os tipos de relações de trabalho. Vejamos. restringindo-se o pagamento dos honorários advocatícios ao disposto na Lei n. não logrou êxito a autora em demonstrar a existência de horas extras laboradas e não pagas. Relator Ministro Guilherme Augusto Caputo Bastos.584/70. primeira testemunha da ré: “[. reconhecendo o cabimento dos honorários advocatícios. 5. cumpre aferir se existem horas laboradas e não quitadas após a 8ª hora diária. Entretanto. em consonância com a linha traçada pelas Súmulas n. Alega que comprovou o preenchimento do requisito necessário a sua concessão. ambas do C. da SDI-I. também. ao argumento de que. portanto. pela análise destes controles – frise-se. o de se encontrar em situação econômica que não lhe permita demandar sem prejuízo do próprio sustento ou da respectiva família. Precedentes da SBDI-1. bem como a reclamante [. 10. não obstante o estatuído no art. não britânicos e assinados pela autora – constata-se que havia sim o registro de horas extras. aplicável subsidiariamente na forma do art. não trouxe qualquer disposição específica acerca da assistência judiciária gratuita em sede trabalhista. alegou que no art. para fazer jus aos honorários advocatícios. porquanto relacionada diretamente com a fixação de uma jornada contratual de 8 (oito) horas diárias ou de 40 (quarenta) horas semanais.. e. a Lei n. Laura Clara Nascimento Perim: “[. devem ser esgotados os requisitos da Lei n.] que a depoente registrava o horário de saída corretamente.. a qual deve ser suprimida por fontes subsidiárias. uma vez que revela norma de eficácia contida. Inteligência das Súmulas n.º 5. 2. de fato. a lei de regência exige o preenchimento concomitante desses dois requisitos. além de perdas e danos. à realidade e.. pleiteando a reforma da sentença.3HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS Na inicial. condições de prover à demanda.. os honorários advocatícios. 219 e 329. Superada esta questão. para que seja concedida a verba honorária. que.8. as quais foram devidamente quitadas ou compensadas por meio de banco de horas. também prestava serviços a terceiros particulares. teve o condão de derrogar os arts. Alegou que a manutenção do jus postulandi não impede o reconhecimento da existência de sucumbência no processo do Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 trabalho. que o horário da reclamante era o mesmo da depoente. portanto. 1. Ademais. com a Emenda Constitucional n. 305. 2. quando a lide versar sobre relação de emprego. Recorre a reclamante. de segunda a sexta-feira e em sábados alternados das 8:00 horas às 12:00 horas [. 5. conquanto a segunda testemunha da autora tenha alegado “[. TST. e OJ n. Nego provimento.] que todos os funcionários. Nesse particular. juros e atualizações monetárias. no processo do trabalho. O verbete jurisprudencial editado pelo Excelso Pretório sob o n. ambos do Código Civil/2002. 25). surgiu uma lacuna. 219 e 329.288/01. tendo que pedir ao chefe autorização para liberar as horas extras. revogando o § 10º. Por fim. ante a inexistência de efeito repristinatório tácito em nosso ordenamento jurídico. vale destacar as declarações da primeira testemunha da reclamante. que a jornada registrada nos controles de ponto correspondem.º 633.. Alegou que a Lei n.]”. nego provimento.. seja por ser fora da realidade imaginar o manejo de uma ação trabalhista diretamente pelas partes. qual seja. há expressa previsão de acréscimo de honorários advocatícios em casos de inadimplemento de obrigações.] que no setor da depoente quando havia necessidade autorizavam as horas extras e a depoente recebia [. o princípio da sucumbência no Processo Trabalhista. nos temos do acordo coletivo firmado. não obstante tenha apresentado declaração de insuficiência econômica. nesta Especializada. na condição de advogado empregado. não prescinde do preenchimento dos requisitos estabelecidos na Lei n. assim.584/70. segunda a sexta. indeferiu o pedido. O art. 5. com uma hora e 15 min de intervalo.

18 e 69. Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente). restando deserto o apelo da reclamada. o recolhimento do depósito recursal (fl.408. prolatada pela MM.2012.2013: Des. pelas reclamadas. que deve ser feito na conta vinculada do FGTS. § 4º. DANCING BAR LTDA GUSTAVO SILVERIO DA FONSECA(OAB: 016982 ES) KIRLIA AGUIAR DE OLIVEIRA Juliana Arivabene Guimarães(OAB: 015765 ES) ACÓRDÃO . e negar provimento ao recurso da reclamante.409) foi feito em guia imprópria.0010 Processo Nº RO-99500/2012-010-17-00. 1. Reduzido o valor da condenação para R$ 3.048/99.0006) . publicado no DEJT de 08 de Agosto de 2012. o que não é o caso dos autos. 1. por deserto. in verbis: “SUM-426 DEPÓSITO RECURSAL. a guia de depósito judicial trabalhista não serve à comprovação de depósito recursal. GUIA DE DEPÓSITO JUDICIAL.O depósito recursal previsto no art. em estabelecimento bancário oficial. através da guia GFIP.12. Em atendimento ao Provimento Consolidado da CGJT. ao realizar o recolhimento do depósito recursal em GUIA DE DEPÓSITO JUDICIAL VIA BOLETO DE COBRANÇA não atendeu ao fim a que se destina.01. DEJT divulgado em 27. L. e a regra deste último para aquele que abrange o período de sua vigência (a partir de 03/03/2009).410) e das custas (fl. O § 4º do artigo 899 da CLT estabelece que o depósito recursal deverá ser feito na conta vinculada do empregado. No mesmo sentido.0099500-93.09. 15 e 26 e na Súmula 426 do C. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. complementada pela decisão de Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Embargos de Declaração de fl. É o relatório. 1. por maioria. 1. publicado no DJE de 09. pois o exercício do direito de recorrer não exime a parte do dever de observar as disposições legais vigentes alusivas à admissibilidade do recurso.394/1. gerada pelo aplicativo da Caixa Econômica Federal denominado "Sistema Empresa de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social SEFIP" (GFIP emitida eletronicamente). 30 e 31.392. assim. sentença de fls. ao adicional noturno e à quebra de caixa.5. Contrarrazões às fls. A teor do disposto no art. conforme Anexo 1. admitido o depósito judicial. 899. CUSTAS PROCESSUAIS. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº RO-99500-93. Des. Recurso não conhecido. mediante a Súmula 426. quanto ao período do contrato de trabalho que antecede a alteração do artigo 43 da Lei n. Vencido o Desembargador Lino Faria Petelinkar quanto ao INSS. TST. à fl. não houve remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho para emissão de parecer. para afastar a condenação em danos morais decorrentes de assédio moral e determinar que.17. disponível no comércio e no sítio da Caixa Econômica Federal (Anexo 2). 1. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19. por deserto.” Logo. 1. da CLT. no tocante ao vínculo empregatício. E nem se argumente que estaria havendo malferimento ao princípio do amplo acesso ao judiciário. Razões da reclamada às fls. nas Instruções Normativas 03. Lino Faria Petelinkar e Desembargadora Claudia Cardoso de Souza. inclusive. 174/2011. e pretendendo a reforma do julgado. a incidência dos juros e multa sobre as contribuições previdenciárias observe o prazo estipulado no artigo art. conhecer do recurso interposto pelas reclamadas e do recurso interposto pela reclamante. TST. in verbis: “I . Custas. DESERÇÃO. da CLT e das Instruções Normativas 20/2002 e 26/2004 do C. sendo partes as acima citadas. 10ª Vara do Trabalho de Vitória/ES. DANCING BAR LTDA Recorrido: KIRLIA AGUIAR DE OLIVEIRA Origem: 10ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . 1.00 (setenta reais). 276 do Decreto 3. deserto é o recurso cujas custas foram recolhidas por meio de depósito judicial.418/1.0010 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: P. MEIO INADEQUADO. dar parcial provimento as recurso das reclamadas.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.212/91. aos ditames do artigo 899. o C. ao intervalo intrajornada. Instrumentos de mandato. arguindo preliminar de nulidade por negativa de prestação jurisdicional. já se posicionou quanto à matéria em questão. admitindo o recolhimento na guia de depósito judicial somente quando se tratar de relação de trabalho não submetida ao regime do FGTS. FUNDAMENTAÇÃO Não conheço do recurso ordinário interposto pela reclamada. à fl. sendo que o item I desta última deixa claro que os recolhimentos a título de depósito recursal devem ser realizados por meio de Guia para Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (GFIP).383/1. não atendendo.5. pugnando pelo improvimento do apelo da reclamada. o recolhimento das custas processuais passou a ser realizado exclusivamente mediante Guia de Recolhimento da União – GRU. a partir de 01.2010. L.429. ou por intermédio da GFIP avulsa.TRT 17ª Região .Res. realizado na sede do juízo e à disposição deste.410. TST. Explico. RECOLHIMENTO. 15 e 26 do C. na hipótese de relação de trabalho não submetida ao regime do FGTS. Com efeito. 899 da CLT. Aliás. A teor do Ato Conjunto 21/2010. 1.5 Recorrente Advogado Recorrido Advogado P. 23 de Setembro de 2013 128 CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. por meio de Guia para Recolhimento do FGTS.05. as Instruções Normativas nº 03.17.500. Procurador: Estanislau Tallon Bozi.2006. da lavra do eminente Juiz Luís Claudio dos Santos Branco.5. que julgou procedentes em parte os pedidos formulados na inicial. em face da r.385. 899 da CLT poderá ser efetuado mediante a utilização da Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social . RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pela reclamada.2011.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA DEPÓSITO RECURSAL RECOLHIDO EM GUIA DE DEPÓSITO JUDICIAL.” .409. e de custas processuais.2011 Nos dissídios individuais o depósito recursal será efetivado mediante a utilização da Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social – GFIP. nos termos dos §§ 4º e 5º do art. OBRIGA-TORIEDADE (editada em decorrência do julgamento do processo TST-IUJEEDRR 91700-09. no valor de R$ 70. TST. Comprovantes de recolhimento de depósito recursal. 8. por unanimidade. às fls. DESERÇÃO. Vistos. no mérito. Portanto.18.2012.GFIP.00 (três mil e quinhentos reais). UTILIZAÇÃO DA GUIA GFIP. na liquidação da sentença.

ante a sua flagrante deserção. exclusivamente. estabeleceu o limite até 31/12/2010 para que se considerassem válidos os recolhimentos efetuados por meio da guia DARF. mas apenas recibo do suposto pagamento. não conheço o Recurso Ordinário interposto pela reclamada. 373/374). RELATÓRIO . (C. autoriza o acolhimento de Embargos Declaratórios.5. Vencido o Desembargador Lino Faria Petelinkar. 1° A partir de 1° de janeiro de 2011. cingindo-se a exibir o comprovante bancário do suposto pagamento. não conhecer do recurso ordinário interposto pela reclamada. quanto à apreciação de matéria constante no Recurso.0101300-38. Recurso de revista de que não se conhece. 4ª Turma. padece o recurso ordinário do óbice da deserção. a reclamada. Afinal. Data de Julgamento: 14/08/2013. Data de Julgamento: 29/05/2013.09. para a correção da falha apontada. RECURSO ORDINÁRIO. é inválido o pagamento de custas efetuado por outro meio que não a Guia de Recolhimento da União (GRU). ora recorrente. por maioria. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº ED-101300-38. Procurador: Estanislau Tallon Bozi. que não anexou a guia GRU relativa ao pagamento das custas judiciais.0020 .17. 326-328v . sendo partes as acima citadas. Assim. o recolhimento de custas passou a ser regido pelo Ato Conjunto 21/2010. devendo ser recolhidas como o são os tributos a ela devidos. Des.41893. (RR 111300-56. em seu artigo 4º. naquele modelo. DESERÇÃO.2009. tendo em vista inexistir. a existência de omissão.01.2007. em face da ausência de um dos pressupostos extrínsecos de admissibilidade recursal. JUNTADA DE RECIBO DE RECOLHIMENTO DE CUSTAS. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19.12. NÃO APRESENTAÇÃO DA GUIA GRU. OMISSÃO CONSTATADA. in verbis: “RECURSO ORDINÁRIO NÃO CONHECIDO. dispondo que. CUSTAS PROCESSUAIS.CSJT. conforme preconiza a IN nº 18.TRT 17ª. que não coloca as custas à disposição da União no prazo legal e. desse modo.2013: Des. recolheu as custas processuais por meio de GUIA DE DEPÓSITO JUDICIAL VIA BOLETO DE COBRANÇA (fls.” (grifos) Ademais.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. mediante Guia de Recolhimento da União – GRU Judicial. Recurso de revista não conhecido. nem mesmo o código da receita foi especificado. destacam-se os seguintes precedentes desta Corte Superior. o pagamento das custas e dos emolumentos no âmbito da Justiça Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 do Trabalho será realizado. número do processo. editou-se o Ato Conjunto nº 21/TST. de 7 de dezembro de 2010. exclusivamente. publicado no DJE de 09.0129 . NÃO COMPROVAÇÃO DO RECOLHIMENTO DE CUSTAS. Lino Faria Petelinkar e Desembargadora Claudia Cardoso de Souza. Não se pode olvidar que as custas são taxas decorrentes da movimentação do aparelho jurisdicional do Estado.GP. mesmo antes dessa modificação. em seu artigo 1º. 3. estabelece clara disposição de que.5.0009 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: GIOVANI COLODETTE Embargados: O V. Data de Publicação: 23/08/2013) “RECURSO DE REVISTA. a partir de janeiro de 2011.2010. Explico. Dessa forma. São cabíveis embargos de declaração no caso de padecer a sentença ou o acórdão de omissão.CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. Vistos.GP.” (RR . e possuem natureza tributária. AUSÊNCIA DA -GRU JUDICIAL-. REGIÃO . Na hipótese vertente. sendo ônus da parte interessada efetuar seu correto preenchimento.17. não sendo suficiente que estejam consignados o nome do recorrente e do recorrido.18.TRT 17ª Região . torna deserto o recurso interposto. TST). modo inadequado que. obscuridade ou contradição. 23 de Setembro de 2013 129 Quanto às custas judiciais. as custas processuais eram recolhidas por meio de Documento de Arrecadação de Receitas Federais – DARF. a reclamada incidiu no mesmo equívoco. verbis: “Art. mediante Guia de Recolhimento da União -. Relator Ministro: João Oreste Dalazen. publicado no DEJT em 09/12/2010. 4. DE 7 DE DEZEMBRO DE 2010 O art. ATO CONJUNTO Nº 21/TST.5 Embargante Advogado Embargado Advogado Plurima Réu Advogado Plurima Réu GIOVANI COLODETTE Rodrigo Marangoanha Colodette(OAB: 009080 ES) TADEU PAGANI José Carlos Rizk Filho(OAB: 010995 ES) UNIÃO (FAZENDA NACIONAL) Daniel de Souza Nascimento da Silva(OAB: 012273 ES) INSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR PROF NELSON A DE ALMEIDA ACÓRDÃO . que.TADEU PAGANI UNIÃO (FAZENDA NACIONAL) INSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR PROF NELSON A DE ALMEIDA Origem: 9ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . Nesse sentido. designação do juízo e o valor depositados. Data de Publicação: 28/06/2013) Por não atendidas as Instruções Normativas acima citadas. Revelase correta a decisão regional. a partir de 1° de janeiro de 2011. Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente). Em atenção à diretriz legal. em que se reputou deserto o recurso ordinário interposto pela reclamada. DESERÇÃO. quando já se encontrava em vigor o Ato Conjunto nº 21/2010 do TST/CSJT/GP/SG.CSJT. por conseguinte. 790 da CLT dispõe que a forma de pagamento das custas e emolumentos no âmbito da Justiça do Trabalho obedecerá às instruções expedidas pelo Tribunal Superior do Trabalho.GRU Judicial. cujo artigo 1º determina a sua realização exclusivamente medianteGuiade Recolhimento da União – GRU.5. por deserto. sendo ônus da parte interessada efetuar seu correto preenchimento. é imprópria a utilização de GUIA DE DEPÓSITO JUDICIAL VIA BOLETO DE COBRANÇA.5. gera a deserção do recurso.SG.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO.2012. Relator Ministro: José Roberto Freire Pimenta.SG. Se a parte abstemse de juntar aos autos a guia GRU relativa ao pagamento das custas judiciais. campo específico a essa informação. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de AGRAVO DE PETIÇÃO. 2ª Turma. A partir de 01. ACÓRDÃO DE FLS.2011. o pagamento das custas e dos emolumentos no âmbito da Justiça do Trabalho deverá ser realizado.0009 Processo Nº ED-101300/2007-009-17-00.04.2007. tanto que o referido Ato.

em razão da recuperação judicial. bem como acerca da violação do artigo 5º. a dívida em si ou a higidez do título executivo que aparelha a execução. 7ª ed.1. a intimação do cônjuge não objetiva apenas a preservação da metade que lhe cabe sobre o patrimônio. REGIÃO . . quantitativamente inferior à que se deveria ter sido realizada" ("Sistema dos Recursos Trabalhistas". 2.TRT 17ª. CONHECIMENTO Conheço dos embargos declaratórios opostos pelo arrematante. como litisconsorte passivo na execução. em caso de comprovação de tal condição.” Assevera que. em relação aos pedidos deduzidos na causa. Acórdão não apreciou o pedido sucessivo de “descida dos autos para a r. expondo suas razões e comprovando eventualmente ainda ser coproprietária do mesmo e meeira do Segundo-Agravado. acórdão de fls. a falta de intimação privou-a de oferecer embargos do executado.TRT 17ª Região .2.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA EMBARGOS DECLARATÓRIOS. TST. Não merecem ser conhecidos os embargos declaratórios cujas razões não correspondem aos fundamentos da decisão impugnada. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. de certa maneira. sendo partes as acima citadas. incisos XXXV. Aplicação analógica da Súmula 422 do C. porquanto presentes os pressupostos legais de admissibilidade. Acórdão. ainda. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº ED-101400-51. 655-B do CPC. gerando sua ausência nulidade ‘pleno iure’.0009 Processo Nº ED-101400/2011-009-17-00. Vistos. visando informar se mantém a qualidade de coproprietária do imóvel constrito.” Isto posto.que reza que a nulidade não será pronunciada quando for possível suprir-se a falta ou repetir-se o ato . mas também de todo o bem. DESCUMPRIMENTO. em face do v. nos quais poderia discutir a própria ‘causa debendi’. NÃO APRECIAÇÃO DO PEDIDO SUCESSIVO. OMISSÃO. 278/282 . Tânia Maria Bastos Pagani. um pronunciamento citra petita pois a apreciação do órgão foi. 278/282. Tânia Maria Bastos Pagani. ou seja. FUNDAMENTAÇÃO 2. dou provimento aos embargos declaratórios.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. analisando o v.p. ainda que a teor do novel art. A sentença (bem assim o acórdão) omissa contém.CONHECIMENTO . RELATÓRIO Trata-se de embargos declaratórios opostos pela primeira reclamada (R CARVALHO CONSTRUÇÕES E EMPREENDIMENTOS LTDA). E.6 Embargante Advogado Embargado Advogado Plurima Réu Advogado Plurima Réu Advogado R CARVALHO CONSTRUCOES E EMPREENDIMENTOS LTDA . para. conforme artigo 655-B do CPC. tenha assegurada sua meação.0101400-51. ACÓRDÃO DE FLS. o pleito sucessivo de remessa dos autos à Vara de origem para intimação da Sra.2011. por unanimidade. 3.. Sendo assim.2. 23 de Setembro de 2013 130 Trata-se de embargos declaratórios opostos pelo arrematante GIOVANI COLODETTE. sanando a omissão apontada. destarte.2011. MÉRITO 2. LIV e LV. PRINCÍPIO DA DIALETICIDADE RECURSAL.5. Consoante magistério de Manoel Antonio Teixeira Filho: "Sentença omissa é a que deixa de pronunciar-se sobre um ou mais pedidos formulados pelas partes (. Ademais.). Participaram da Sessão de Julgamento do dia 05/09/2013: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (presidente). para fins de prequestionamento do pedido de suspensão do processo. como dantes consignado. dar-lhes provimento. pois. para acrescentar ao julgado a seguinte fundamentação: “Indefiro. verifico que o julgado mantevese silente quanto à análise do pedido sucessivo formulado. realizando-se a reserva da metade do produto da alienação judicial do bem para repasse à mesma. acrescendo fundamentos. 326-328V. de fato. passo a sanar a referida omissão. terá direito à reserva da metade do produto da alienação judicial do bem. sem a necessidade de anulação da arrematação procedida. Acórdão a fundamentação exposta acima. porquanto.e em razão dos princípios da celeridade e economia processual. nos termos da fundamentação acima. apontando omissão no julgado.17. no mérito. caso ainda seja meeira do imóvel. é perfeitamente possível a intimação da Sra.1. patente o prejuízo. restando. para sanar a omissão apontada.0009 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: R CARVALHO CONSTRUCOES E EMPREENDIMENTOS LTDA EM RECUPERACAO JUDICIAL Embargados: O V.17.5. Alega o embargante que o v. Vara de origem para que fosse realizada a intimação da Sra. em face do v. mantendo-se a arrematação regularmente procedida e. Desembargadora Claudia Cardoso de Souza (relatora) e Desembargador Lino Faria Petelinkar.EM RECUPERACAO JUDICIAL José Roberto Cajado de Menezes(OAB: 011332 BA) CAIXA ECONOMICA FEDERAL Isaac Pandolfi(OAB: 010550 ES) ANTONIO CARLOS CARVALHO MAGALHAES Lislie Rodrigues Bayer(OAB: 008666 ES) UNIAO Marcos Dupin Coutinho(OAB: 098389 MG) ACÓRDÃO . no tocante a não apreciação do pedido sucessivo formulado. Como se vê. da Constituição da República. acrescer ao v. 1993 . É o relatório. 332). CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Trabalho da 17ª Região.. nos termos do artigo 796 da CLT .São Paulo: LTr.1.CAIXA ECONOMICA FEDERAL ANTONIO CARLOS CARVALHO MAGALHAES UNIAO Origem: 9ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . Procurador: Levi Scatolin. não se pode olvidar que a intimação do cônjuge é imprescindível. mas apenas fazem referência a matérias invocadas em recurso que sequer foi conhecido. conhecer dos embargos declaratórios e. Pois bem. Tânea Maria Bastos Pagani a informar se detém algum interesse no imóvel penhorado. porquanto não atendido o princípio da dialeticidade recursal. acórdão de fls. FUNDAMENTAÇÃO 2. É o relatório.

por deserto.2007.0661 . RECURSO DE REVISTA. para fins de prequestionamento. Agravo de instrumento a que se nega provimento.0031. TST. a assistência judiciária gratuita não abrange o recolhimento do depósito recursal. 2ª Turma. Desembargadora Cláudia Cardoso de Souza e Desembargador Lino . o privilégio de isenção do pagamento de custas e depósito recursal aplicável à massa falida. (Ag-E-ED-RR .1720540 -80. DESERÇÃO. previsto na Súmula nº 86 desta Corte.101/2005). nos termos em que fora proposta. incisos XXXV. as razões dos embargos declaratórios sequer mantêm relação com os fundamentos da decisão objeto de impugnação. Assim.060/50 evidencia que a concessão da assistência judiciária gratuita. Agravo de Instrumento não provido.01.0019 . ao negar seguimento ao recurso de revista da reclamada (Varig Logística S. manifestamente infundada. tem como único beneficiário o trabalhador. Apelo que não destaca os fundamentos da decisão recorrida. porquanto a reclamada efetuou o depósito para o recurso ordinário. o recurso permaneceria deserto por ausência do depósito recursal. além de não alegar vício no julgado. do CPC.5.5. DEJT 23/3/2012) AGRAVO. EMPRESA EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL . Rel. A ausência desses elementos na peça recursal mostra-se dissociada da boa técnica processual e determina a impossibilidade de análise do que se quer alcançar através do ato de recorrer. Não demonstrado o desacerto do r. não realizado o depósito recursal relativo ao recurso de revista. encontra-se em consonância com o entendimento desta Corte no sentido de que às empresas que se encontrem em recuperação judicial não se aplica a Súmula nº 86 deste Tribunal (TST – 1ª Turma. TST. por ausência do requisito de admissibilidade inscrito no art. 3. Não-conhecimento. Além disso. (Ag-AIRR . Portanto. pela ausência de requisito de admissibilidade inscrito no art. (AIRR-16514139. por deserto. sem questionar o próprio conhecimento do apelo. Relator Ministro: Lelio Bentes Corrêa. no mérito dos embargos declaratórios. II. por deserção. às empresas em recuperação judicial não se aplica a súmula 86 daquela Corte. Constatada a ausência do indispensável recolhimento do depósito recursal pela reclamada. AUSÊNCIA DE DEPÓSITO RECURSAL.2007. EMPRESA EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL. haja vista a sua finalidade ser a garantia do juízo. A decisão agravada. DJ de 10/6/2011) AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. não conheço dos embargos declaratórios. INAPLICABILIDADE DA SÚMULA Nº 86 DESTA CORTE. AUSÊNCIA DE DEPÓSITO RECURSAL.º 5. Min.DESERÇÃO . revela-se deserto o recurso de revista interposto.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Relator Ministro: Walmir Oliveira da Costa. RECURSO DE REVISTA. que isenta somente a massa falida do preparo recursal. mas não o fez para o recurso de revista.A. A prerrogativa de isenção do recolhimento das custas e do depósito recursal da massa falida não se estende à empresa privada que se encontra em processo de recuperação judicial (Súmula nº 86 do TST). 4ª Turma. porquanto não tem natureza de taxa. 514. II. Ademais. Nesse sentido. Consoante o entendimento majoritário do Tribunal Superior do Trabalho. Não se conhece de recurso ordinário para o TST. ao dispor sobre a gratuidade da justiça. nos termos do artigo 899 da CLT. DEJT 15/06/2012) AGRAVO EM EMBARGOS EM EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECURSO DE REVISTA.CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. Agravo não provido.5.0000.5. AGRAVO DE INSTRUMENTO. deve ele ser mantido por seus próprios e jurídicos fundamentos. acórdão embargado.2006. verbis: O legislador brasileiro. não é extensível às empresas em recuperação judicial. SÚMULA 86/TST. Isso posto. EMPRESA EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL. ns. Agravo de instrumento desprovido. LIV e LV da Constituição da República. esta Corte já sedimentou entendimento de que as empresas em recuperação judicial não estão dispensadas do depósito recursal. ainda que se concedesse o benefício ao recorrente. 1ª Turma. Maria de Assis Calsing.) por deserto em face da ausência do recolhimento do depósito recursal devido. Agravo a que se nega provimento. despacho que negou seguimento aos embargos. DEPÓSITO RECURSAL NÃO REALIZADO. que o recurso ordinário interposto pela embargante não foi conhecido. do CPC. II. 514. caminho outro não há senão declarálo deserto. não estendeu o benefício aos empregadores. (grs. quanto ao pedido de suspensão do processo. EXIGIBILIDADE. DESERÇÃO. não conheço dos embargos declaratórios opostos pela primeira ré.09. DEJT 26/06/2013) AGRAVO DE INSTRUMENTO. por falta de dialeticidade recursal. do CPC. Rel. que trata do conhecimento do recurso ordinário de competência do TST. DEPÓSITO RECURSAL. DJ de 3/6/2011) Não conheço do recurso ordinário interposto pela primeira ré. 6º da Lei 11. 1ª Turma. Ministro Relator Hugo Carlos Scheuermann. 514. (AIRR-2899-48.INAPLICABILIDADE DA SÚMULA/TST Nº 86. bem como quanto à violação do artigo 5º. SDI1. A presente medida processual revela-se. verbis: Recurso ordinário. EMPRESA EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL. aplicada por analogia. José Roberto Freire Pimenta. o aresto abaixo transcrito. EMPRESA EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL.2009.5.106300-54. DESERÇÃO DO RECURSO DE REVISTA.584/70 e do artigo 2º da Lei n 1.) Convém notar que. (AIRR .09.º 86 desta Corte superior. corretamente denegado. segundo a jurisprudência sedimentada do TST. 23 de Setembro de 2013 131 A primeira reclamada opõe embargos declaratórios. nesta Justiça Especializada. a primeira reclamada requer apenas o prequestionamento de matérias impugnadas no recurso ordinário. empresa em recuperação judicial. por falta de dialeticidade recursal. em virtude da recuperação judicial (art. pelo que.04.09. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19/09/2013: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite (Presidente). DEJT 28/10/2011) AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. nos termos da Súmula 422 do C. AIRR159000-13. Min. que não foi conhecido.5. DESERÇÃO. Depreende-se do v.2008. por entender que o privilégio estabelecido pela Súmula/TST nº 86 não se aplica à ora embargante.0006. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 portanto. por analogia à hipótese da Súmula nº 422 do C. Vejamos.3164169. quando as razões do recorrente não impugnam os fundamentos da decisão recorrida.21. não conhecer dos embargos declaratórios opostos pela primeira reclamada. Em que pesem os argumentos oferecidos pela Agravante.INSUFICIÊNCIA DE DEPÓSITO RECURSAL . Precedentes desta Corte superior. Relator Ministro Renato de Lacerda Paiva. DESERÇÃO. Nesse sentido. por unanimidade. A interpretação do art.2010. Art.0651. O fato de a empresa se encontrar em recuperação judicial não atrai a aplicação analógica do entendimento contido na Súmula n. verbis: AGRAVO DE INSTRUMENTO. 14 da Lei n.

enfim. in verbis : “SUM-331 CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. o dos embargos declaratórios. descumpriu com seu dever de fiscalização”. ME ACÓRDÃO .666/1993. Portanto.1. que defina qual. a constitucionalidade do artigo 71. sem demonstrar omissão. Procurador: Estanislau Tallon Bozi. DEJT divulgado em 27. RELATÓRIO Trata-se de Embargos de Declaração opostos por PETRÓLEO BRASILEIRO S. no que tange à nova redação dada à Súmula 331 do E. de certa maneira. que se apresenta obscura. optou (contraditoriedade) ou complemente a entrega da prestação jurisdicional (omissão)". Evidencia-se o caráter protelatório dos embargos.PETROBRÁS.5. que conferiu constitucionalidade ao art. quantitativamente inferior à que se deveria ter sido realizada". do acórdão ou do despacho (agravo de instrumento). REGIÃO . 704/709 . aquele que reflete.2012. é imperioso ressaltar que o v. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. como se vê do seguinte trecho: “Todavia. Bastos(OAB: 010024 ES) TRANSUR RECURSOS HUMANOS LTDA. Vejamos.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. ME Origem: 9ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . 2ª ed.). condenou a 2ª ré como responsável subsidiária.2012. dentre dois ou mais sentidos que a sua dicção comporta.5. 535 do CPC. 1996 .LTr. em conseqüência.pp. nesse aspecto.2. Posteriormente. A sentença (bem assim o acórdão) omissa contém. em princípio. porquanto preenchidos os pressupostos legais de admissibilidade. o julgamento da Egrégia Turma foi no sentido de que a responsabilidade subsidiária da Administração Pública restringe-se à hipótese de inadimplência de fiscalização das obrigações trabalhistas da empresa terceirizada. MÉRITO 2. INEXISTÊNCIA DE QUAISQUER DOS VÍCIOS DO ART. na condição de tomador de serviços. FUNDAMENTAÇÃO 2. o resultado do julgamento.1 Embargante Advogado Embargado Advogado Plurima Réu PETROLEO BRASILEIRO S A PETROBRAS Sofia Varejão Filgueiras(OAB: 009754 ES) LORENA CRUZ RIBEIRO Paula Wanessa L. a principal modificação foi o reconhecimento de que a Administração Pública. pois não . ou. em novembro de 2010.. Os embargos de declaração têm cabimento quando presentes alguns dos vícios previstos no art. . omissa. devendo ser demonstrada. no tocante à responsabilidade subsidiária. E. 174/2011. em sua invalidação (em decorrência de nulidade não suprível). ou seja. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº ED-102600-59. 704/709. da Lei das Licitações (Lei 8.. 535 DO CPC. REDISCUSSÃO DE QUESTÕES DE MÉRITO. ACÓRDÃO DE FLS. o seu convencimento jurídico. 427/428) Inicialmente. em relação aos pedidos deduzidos na causa. ora embargante.TRT 17ª Região . e não presumida.1.666/1993). pois. parágrafo 1º. entendeu o Regional que restou comprovada a culpa da segunda reclamada. uma vez que. pretendendo rediscutir matérias já decididas. o C. É o relatório. declarou. contradição ou obscuridade. sendo indispensável a demonstração de que incorreu em culpa in vigilando. IMPOSSIBILIDADE.Res. eventual conduta omissiva. 71.A.. CONTRADIÇÃO.2011 (. pois a apreciação do órgão foi.17. o STF.0009 Processo Nº ED-102600/2012-009-17-00. atraindo a aplicação da multa de 1% prevista no parágrafo único do art. 2. e. a sua vontade (obscuridade). Acórdão consignou claramente sua posição em consonância com a decisão do STF.05.) Destarte. o qual isenta a Administração Pública de responsabilidade nos casos de mera inadimplência dos encargos trabalhistas de empresas terceirizadas. por óbvio. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Aduz que o reclamante não logrou provar que houve culpa na contratação da 1ª reclamada. Acórdão de fls. Leciona o supracitado mestre: "enquanto a finalidade dos recursos típicos reside na modificação ('reforma') da sentença.0102600-59. o que se visa é impugnar o raciocínio do magistrado.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. um pronunciamento citra petita. no tocante à responsabilidade subsidiária. Insistamos: nos recursos. por meio da Ação Direta de Constitucionalidade n. Desta maneira. em sede de embargos de declaração. encontrando-se toda a matéria exaustivamente enfrentada. bem como ao adesivo do reclamante. Vistos. não vai além da sanação de falhas da dicção jurisdicional. que negou provimento ao recurso ordinário interposto pela 2ª reclamada. TST.LORENA CRUZ RIBEIRO TRANSUR RECURSOS HUMANOS LTDA.º 16. entre si inconciliáveis. 30 e 31.TST alterou a redação da Súmula 331 para enquadrá-la devidamente ao entendimento do STF. 538 do CPC. apesar de atestar a existência de fiscalização efetiva em face da contratada. contraditória ou anfibológica.17. nada mais se pede ao juízo proferidor da sentença que aclare o que pretendeu dizer (obscuridade). Versam os Embargos sobre suposta omissão e/ou contradição no julgado. em face do v. Consoante magistério de Manoel Antonio Teixeira Filho: "Sentença omissa é a que deixa de pronunciar-se sobre um ou mais pedidos formulados pelas partes (. requerendo a aplicação de efeito modificativo. §1º da Lei nº 8.TRT 17ª.2. CONHECIMENTO Conheço dos embargos de declaração opostos. pelo dano sofrido pelo obreiro. não responderia pelo simples inadimplemento das obrigações assumidas pela empresa regularmente contratada. e o entendimento manifestado pelo STF na ADC 16. revelando-se improcedentes quando as questões levantadas traduzem inconformismo com o teor da decisão embargada. até mesmo. sendo partes as acima citadas. ("A Sentença no Processo do Trabalho". LEGALIDADE (nova redação do item IV e inseridos os itens V e VI à redação) . quando inexistem falhas formais. entrementes.. . a omissão não se confunde com eventual erro de julgamento resultante de uma análise equivocada dos elementos dos autos.0009 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: PETROLEO BRASILEIRO S A PETROBRAS Embargados: O V. que diga por qual das proposições. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA Sustenta a embargante haver omissão e contradição no julgado. tampouco necessidade de prequestionamento. 23 de Setembro de 2013 132 Faria Petelinkar.

CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. o juiz ou tribunal. É o relatório. embora suscitado no recurso. no mérito.6 Recorrente Advogado Recorrido Advogado JOSE MATTOS VICENTE Maria Madalena Selvatici Baltazar(OAB: 005240 ES) IRMANDADE DA SANTA CASA DE MISERICORDIA DE VITORIA (HOSPITAL DA SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE VITÓRIA) Luciano Rodrigues Machado(OAB: 004198 ES) ACÓRDÃO . Ou seja. não se observa.1. não foram cumpridas as obrigações contratuais. nestes termos: "118. 297. tem-se que não cuidou de provar o alegado.0114000-28.0002 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: JOSE MATTOS VICENTE Recorrido: IRMANDADE DA SANTA CASA DE MISERICORDIA DE VITORIA (HOSPITAL DA SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE VITÓRIA) Origem: 2ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . poder diretivo dos serviços prestados.5. Prequestionamento.0002 Processo Nº RO-114000/2011-002-17-00. e.1. a embargante pretende revolver questões já decididas.2011. FUNDAMENTAÇÃO 2. Razões do reclamante às fls. Prequestionamento. pugnando pelo seu improvimento. da lavra da eminente Juíza Márcia Frainer Miura Leibel. às fls. impõe à parte prequestionar tema que. evidentemente. ante o evidente caráter protelatório Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 dos embargos interpostos. a Súmula 297 do C. condeno a embargante ao pagamento de 1% sobre o valor da causa. pressupõe.17. adequados para a supressão de omissão. considerálos protelatórios e aplicar à embargante multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa. condenará o embargante a pagar ao embargado multa não excedente de 1% (um por cento) sobre o valor da causa". no mérito. 05 e 34. o cumprimento da devida fiscalização que lhe é incumbida. uma vez que. tenha havido omissão com relação a este mesmo tópico. (. Havendo tese explícita sobre a matéria. não foi objeto de pronunciamento no acórdão... do CPC. Desembargadora Cláudia Cardoso de Souza e Desembargador Lino Faria Petelinkar. contradição ou prequestionamento. não é essa a função dos embargos declaratórios. pretendendo a reforma do julgado. 256. Vistos. o tomador de serviços é responsável pelo descumprimento das obrigações trabalhistas assumidas pela primeira ré e não cumpridas. conhecer dos embargos declaratórios e. elementos que levem à conclusão de que o Regional adotou uma tese contrária à lei ou à Súmula. na medida em que exercia sobre a mesma.5. sendo partes as acima citadas. De tal sorte.2011. O empregado que se submete ao regime de trabalho especial 12 x 36 tem direito ao pagamento em dobro pelos dias de feriados trabalhados e não compensados. requerendo a concessão de efeitos modificativos. contradição ou obscuridade. Nego provimento. que julgou procedentes em parte os pedidos formulados na inicial. 2ª Vara do Trabalho de Vitória/ES. portanto. no tocante ao adicional de insalubridade e aos feriados laborados. não houve remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho para emissão de parecer. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante. Procurador: Estanislau Tallon Bozi. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19/09/2013: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite (Presidente). "quando manifestamente protelatórios os embargos. desnecessário contenha nela referência expressa do dispositivo legal para ter-se como prequestionado este. negar provimento. Configuração.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. faz-se necessária a condenação subsidiária da PETROBRÁS ao pagamento das verbas trabalhistas deferidas”. por unanimidade. Instrumentos de mandato. Quanto ao prequestionamento. Ainda que conste dos autos vasta documentação relativa à suposta fiscalização. seu inconformismo com o julgado. não vislumbro efetividade em seu dever de fiscalização. há necessidade de que haja. tendo demonstrado. Tese explícita. conforme dispõem os artigos 897-A da CLT e 535. durante o período de vigência do contrato de prestação de serviços mantido entre as reclamadas. PRELIMINAR DE NÃO CONHECIMENTO DO APELO . naturalmente. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº RO-114000-28. verificada negligência do ente público quanto à vigilância da prestadora de serviço. puramente. 563/566. Inteligência da Súmula 297. 538 do CPC. TST. Contrarrazões apresentada pela reclamada às fls. Neste contexto. 574/577. 582/589. Todavia. Em atendimento ao Provimento Consolidado da CGJT. Tese explícita. muito menos de violação aos dispositivos citados. Para fins do requisito do prequestionamento de que trata a Súmula n.TRT 17ª Região . relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. CONHECIMENTO 2.) Desta feita. sentença de fls. No presente caso. restando evidente que o dever de vigilância do ente público foi insuficiente. 23 de Setembro de 2013 133 procedeu à devida fiscalização da primeira reclamada. o que se nota pelo seguinte trecho: “Além disso.17. no acórdão. Súmula 297. JORNADA 12x36. 3. de maneira clara.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA FERIADOS TRABALHADOS. Em que pese a segunda reclamada ter afirmado que procedeu à diligente fiscalização. Portanto. prolatada pela MM. por parte da PETROBRÁS. inclusive tendo aplicado diversas multas contratuais à 1ª ré. em omissão. em face da r. o poder de fiscalizar o cumprimento das obrigações trabalhistas. aliás. em virtude do contrato pactuado. Esta. Segundo o parágrafo único do art. nos termos da Súmula 444 do C.1. arguindo preliminar de não conhecimento do apelo obreiro. publicado no DEJT de 08 de Agosto de 2012. ao consignar que incumbe à parte opor embargos declaratórios visando o prequestionamento de matéria." Não há que se falar. TST. na decisão recorrida. o que incluía. haja vista os descumprimentos de obrigações por parte da primeira reclamada. é a diretriz traçada pelas Orientações Jurisprudenciais nº 118 e 256 da SDI-I do Colendo TST. as medidas levadas a efeito não foram suficientes para ilidir a inadimplência perpetrada pela primeira reclamada. declarando que o são.

carnes.cemitérios (exumação de corpos). conforme dispõe a Norma Regulamentadora n. . Assim. vacinas e outros produtos.gabinetes de autópsias. . feriados laborados e intervalo intrajornada. sentença. TST. serviços de emergência. diferencia-se quanto ao local de exposição. registro. com animais destinados ao preparo de soro. Quanto ao primeiro fundamento. coloca algodão com silicone na boca e nariz. cola-se a boca – quando necessário). 2.” Sendo assim. a reclamada argumenta que o pedido de feriados laborados foi feito com fulcro na Ação Anulatória de Cláusulas Convencionais. pêlos e dejeções de animais portadores de doenças infectocontagiosas. . já recebido ao longo do trato empregatício. segundo a Norma Regulamentadora n.5. efetua-se tamponamento do nariz e boca. o fato de ter havido ou não acordo nos autos da ação anulatória não pode ser considerado fato novo. pois. lixo urbano. porém. TST ao ajuizar a demanda. in verbis: . portanto. não propostas no juízo inferior. Considero as respectivas contrarrazões eis que tempestivas e regulares. sem mencionar. para exercer a função de motorista. perito. a existência de acordo entabulado nos autos. por inovação recursal.” No caso dos autos é incontroverso que o reclamante era motorista. de aplicação de aplicação analógica do artigo 517 do CPC. proposta pelo Ministério Público do Trabalho (0010200-58. por inovação recursal. . cadáveres Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 e outros agentes biológicos. uma vez que. fezes. o preposto da reclamada e a prova testemunhal relataram o contato direto com pacientes portadores de doenças infectocontagiosas. que o aludido verbete jurisprudencial do C. em sede de recurso ordinário. vísceras. e . não conhecendo quanto ao pedido de horas excedentes a 8ª diária ou ao 16º plantão.17. glândulas. em contato permanente. conforme comprovam o Laudo Técnico das Condições de Trabalho e o Perfil Profissiográfico Previdenciário. enfermarias. esgotos. TST. sangue. com materiais infectocontagiantes. de anatomia e histoanatomopatologia (aplica-se somente ao pessoal técnico).pedido de pagamento das horas extras a partir da 8ª diária e do 16º plantão. aplicável na categoria do reclamante. bem como aos que manuseiam objetos de uso desses pacientes. inicialmente.realizava a retirada de cadáver do IML (necrotério) . que ocorreu em setembro de 2011. no que tange ao último fundamento. TST foi publicado em novembro de 2012. Segundo a reclamada. Aduziu que desenvolvia sua atividade junto ao necrotério da reclamada. Inconformado. couros. Enquanto que a insalubridade de grau máximo se caracteriza pela exposição com: pacientes em isolamento por doenças infectocontagiosas.º 15 do Ministério do Trabalho e Emprego. uma vez que ficou caracterizada somente a exposição ao agente insalubre em grau médio. Em que pese o fundamento da reclamada. ao fundamento de que.0000). fazendo jus. Embora o argumento do reclamante seja de que trabalhou em contato com doenças infectocontagiosas. circunstância apta para a caracterização da insalubridade em grau máximo. em que se questionou a (in)validade da cláusula normativa.aplicação da súmula 444 do C. que trata da relação das atividades que envolvem agentes biológicos. ao adicional de insalubridade em grau máximo. o pagamento das horas extras a partir da oitava diária e do décimo sexto plantão. . A r. na insalubridade em grau médio o contato deve ser em: “. 23 de Setembro de 2013 134 OBREIRO SUSCITADO PELA RECLAMADA. o reclamante disse apenas que foi proferida decisão favorável aos trabalhadores.hospitais. com fundamento no laudo pericial. de aplicação da súmula 444 do C. e. sendo suas atribuições listadas pelo i. postos de vacinação e outros estabelecimentos destinados ao atendimento e tratamento de animais (aplica-se apenas ao pessoal que tenha contato com tais animais). a referida exposição não é exclusiva a insalubridade de grau máximo.acordo nos autos da ação anulatória de cláusula da convenção coletiva. ossos. MÉRITO. não previamente esterilizadas. estando a pretensão limitada a gastos com deslocamento. Analisando a petição inicial. durante todo o pacto empregatício recebeu o aludido adicional. adicional de insalubridade. sendo que. com a condução de veículo para transporte de cadáveres. Assim. . verifico que não houve qualquer pedido relativo a jornada de trabalho de 12 horas. não previamente esterilizados). quanto às horas acima da 8ª diária ou do 16º plantão. mais de um ano depois da propositura da presente demanda. o reclamante recorre ordinariamente. ambulatórios. traz três fundamentos que não foram suscitados na petição inicial. tendo desenvolvido suas atividades nas dependências da funerária da reclamada. Vejamos. sendo demitido sem justa causa em 17/06/2011.laboratórios de análise clínica e histopatologia (aplica-se tão-só ao pessoal técnico). se a parte provar que deixou de fazê-lo por motivo de força maior. Anexo 14. Já no tocante ao segundo argumento. bem como objetos de seu uso. O reclamante alegou na inicial que foi admitido pela reclamada em 01/10/1998. não podendo sua conclusão ser tratada como matéria inovadora. não conheço do recurso.realizava o atendimento à solicitações de busca de cadáveres junto ao Hospital Santa Rita (conveniado da Reclamada). a insalubridade em grau médio também é caracterizada nos casos de trabalho ou operações. no capítulo referente aos “feriados laborados”. sem o pagamento em dobro dos feriados laborados. segundo o qual o reclamante pleiteia.2. A reclamada. 2. Vejamos. postos de vacinação e outros estabelecimentos destinados aos cuidados da saúde humana (aplica-se unicamente ao pessoal que tenha contato com os pacientes.estábulos e cavalariças. visto que o próprio conteúdo da aludida ação foi objeto de debate por ambas as partes (inclusive pela reclamada). porquanto presentes os pressupostos legais de admissibilidade. julgou improcedente o pleito do reclamante. em contato permanente com sangue.contato em laboratórios. .1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. ambulatórios. anulando a cláusula em questão.2. INOVAÇÃO RECURSAL Sustenta a reclamada que o apelo obreiro não deve ser conhecido por inovação recursal. que permitia o labor em escala 12x36. não era possível ao autor se valer da referida súmula do C. todavia. Por fim. portanto. bem como junto à residências e hospitais quando solicitado por clientes. . . .hospitais. quais sejam: .realizava a preparação do corpo – cadáver (troca-se a roupa do defunto. segundo o qual “as questões de fato.resíduos de animais deteriorados.1. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. conheço em parte do recurso ordinário interposto pelo reclamante. poderão ser suscitadas na apelação.º 15. afirmou que o reclamante trabalhou em contato com agente insalubre de grau médio.2009. tem razão a reclamada. sendo caso. em sede de contestação.

Quanto a Ação Anulatória proposta pelo Ministério Público do Trabalho. com fez em sede de contrarrazões. In casu. mantinha contato com cadáveres e/ou objetos destes sem prévia esterilização. a reclamada não negou o trabalho obreiro em feriados. LEI. conforme já mencionado no capítulo 2. tal como ajustada pelas partes. DEJT divulgado em 25. que possui o conhecimento técnico necessário. nos seguintes termos: “Por outro lado.2. Dou provimento ao apelo. Por fim. in verbis: “As atividades exercidas pelo Reclamante são ensejadoras de Insalubridade. algodão. e custas . também por esse fundamento. 0010200-58. em sede de contestação. Regional. festa de N. requereu a condenação da reclamada no pagamento dos aludidos feriados. que conferiu efeito suspensivo ao Recurso Ordinário. uma vez que. extrai-se que o autor laborou em feriados. com a efetiva prestação de trabalho em dia de feriado. nego provimento ao apelo.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.realizava quando necessário. Milton de Moura França.” Inconformado.2009.0000) foi julgada procedente. compulsando as folhas de ponto. E CUSTAS RESPECTIVAS NO IMPORTE DE R$ 40. Ademais.realizava a arrumação do caixão (colocava jornal em volta do corpo. sempre laborou nos dias considerados como feriado nacional (1º de janeiro. TST é no sentido de que as horas laboradas em feriados sem a correspondente folga compensatória deverão ser pagas com o adicional de 100%. sendo que. e. que o acordo não foi juntado aos autos. EM R$ 2. sendo o enquadramento técnico dado pelo Anexo 14. perito.00 (dois mil reais).Res. Sendo assim. concedeu liminar. TST. Ministro Presidente do TST. ESCALA DE 12 POR 36. curvome ao entendimento sufragado na Súmula n. 444 do TST.000. as conclusões do i. circunstância prevista na norma regulamentar para caracterização da insalubridade em grau máximo. sem a devida folga compensatória. 2.2.2012. trata-se de processo público. Também não ficou comprovado o contato com pacientes em isolamento. 1º de maio. ocorrendo a hipótese. conhecer parcialmente do recurso ordinário. serragem. 21 de abril. com a desistência dos recursos interpostos. restabelecendo as cláusulas 4a – Aumento e Redução da Jornada. por unanimidade. ou remunerar em dobro as horas trabalhadas.17. 789 DA CLT. aduziu que a nova redação da súmula 444 do C. NOS TERMOS DO ART. Nessa linha de raciocínio. concluindo pela insalubridade em grau médio. Alegou o autor na exordial que trabalhou durante todo o contrato de trabalho em escala 12x36. da Penha. no mérito. nos autos da ação anulatória. Eis o teor da novel Súmula n. E nem argumente a reclamada. alegando que foi firmado acordo com o Ministério Público do Trabalho. a retirada de secreções com a utilização de uma seringa e agulha. foram elucidativas e analíticas a respeito do ambiente de trabalho do autor. PELA RECLAMADA. e. onde houve desistência do recurso interposto. revendo posicionamento anterior. em grau médio. Portaria 3214/78”. da Cláusula 7a – Trabalhos nos Domingos e Feriados. (grifos) Diante do exposto. a compensar o ocorrido labor. A jurisprudência da Corte Superior Trabalhista pacificou-se no sentido de que o empregado sujeito ao regime de 12 horas de trabalho por 36 de descanso. aduziu que. em dobro. por unanimidade. de forma habitual. A reclamada. constato do documento de fls. a decisão que declarou nula a aludida cláusula coletiva. o entendimento consagrado pelo C. no horário das 07:00hs às 19:00hs. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 mantendo incólume. diferentemente dos domingos. que foi julgada procedente pelo TRT da 17a Região. sexta feira da Paixão.09. o reclamante recorre ordinariamente. . Portanto.00 (QUARENTA REAIS). in verbis: “SÚM-444. ficando exposto a AGENTES BIOLÓGICOS. TENDO EM VISTA O PROVIMENTO DO RECURSO DO RECLAMANTE. caracteriza a insalubridade em grau médio. Vejamos. no caso de labor em escala 12x36. as folgas oriundas do regime de escala não têm o condão de compensar naturalmente os feriados laborados.11. portanto.2. uma vez que Ação Anulatória de Cláusulas Convencionais proposta pelo Ministério Público do Trabalho (0010200-58. VALIDADE . fixado em norma coletiva. da NR 15. flores e véu). Além disso. sendo que. e a manutenção da decisão que anulou a cláusula em questão. além de ter suspendido a decisão do TRT da 17a Região. o local em que ocorria o labor (hospitais e necrotério). O empregado não tem direito ao pagamento de adicional referente ao labor prestado na décima primeira e décima segunda horas. A r. 02 de novembro e 25 de dezembro). tem direito à dobra salarial pelos feriados trabalhados. Fixado novo valor à condenação. concomitantemente.000. foi ajuizada ação cautelar no C. Nesse passo. que se encontra pendente de julgamento neste E. em caráter excepcional. FERIADOS LABORADOS.2009. pois. no tocante a Ação Anulatória de Cláusulas Convencionais proposta pelo Ministério Público do Trabalho. 07 de setembro. podendo seu conteúdo ser verificado pelo andamento processual do processo na internet.0000. Porém. dar provimento parcial ao apelo do reclamante. 185/2012. diversa da escala. Portanto. verifico que o Ministério Público do Trabalho propôs ação anulatória em relação às cláusulas que permitiam a jornada em escala de 11 x 36 horas. que declarou nulos o parágrafo 2o. a jornada de doze horas de trabalho por trinta e seis de descanso. Sra. sentença julgou improcedente o pleito do reclamante. devido o pagamento dos feriados laborados. embora estivesse exposto a doença infectocontagiante. 26 e 27. 3CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. JORNADA DE TRABALHO. sem o pagamento em dobro dos feriados laborados. nos exatos termos em que foi pactuada pelos sindicatos signatários. 420/432 que o Exmo.5. tenho que prevalecem os termos da convenção coletiva.1 foi entabulado acordo nos autos. TST confere direito ao pagamento em dobro dos feriados. Por fim.17. em R$ 2. disse que foi interposto Recurso Ordinário. prevista em lei ou ajustada exclusivamente mediante acordo coletivo de trabalho ou convenção coletiva de trabalho. NORMA COLETIVA. Contudo. para condenar a reclamada ao pagamento em dobro dos feriados laborados. nas fichas financeiras não consta qualquer pagamento a esse título. 12 de outubro. independentemente da existência de norma coletiva autorizando o labor nestes dias.2 – DEJT divulgado em 26. 23 de Setembro de 2013 135 .5.2012 – republicada em decorrência do despacho proferido no processo TST-PA-504280/2012. até o julgamento do recurso ordinário interposto nos autos da Ação Anulatória n. 444 do TST. argumentou que é plenamente válida cláusula coletiva que permite o labor em escala 12x36. Assim. FIXO NOVO VALOR À CONDENAÇÃO. Cláusulas 10a – Jornada 11 x 36 e 23a Indenização Adicional.00 (DOIS MIL REAIS). assegurada a remuneração em dobro dos feriados trabalhados. declarando nula a cláusula em questão. É valida.” Nesse diapasão. deverá ser concedida uma folga a mais.

Sendo assim. da CLT. extensivo a quem não esteja assistido por Sindicato (prevista no § 3º. no Processo do Trabalho. DESCONTOS FISCAIS E PREVIDENCIÁRIOS Alega o embargante omissão quanto à responsabilidade objetiva da reclamada. Suspeição do Desembargador Lino Faria Petelinkar. Tribunal não se manifestou quanto à responsabilidade objetiva da reclamada pelos atos de seus empregados. 207-209v . Procurador: Estanislau Tallon Bozi DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº ED-123000-18. 20 do CPC e Súmula 219 do TST. RELATÓRIO Trata-se de embargos declaratórios opostos pelo reclamante. também.8 Embargante Advogado Embargado Advogado RONALDO SEABRA MILAGRE Euclerio de Azevedo Sampaio Junior(OAB: 007583 ES) UNIFORME INDUSTRIA E COMERCIO DE ROUPAS LTDA EPP Dalton Almeida Ribeiro(OAB: 011359 ES) ACÓRDÃO .2. quando preenchidos os requisitos previstos no próprio artigo. 790. primeiramente. mas por advogado particular (fl. pugnou. todavia. de acepção mais restrita. quais sejam. apontando omissão no julgado. não prescinde dos requisitos da Lei n. art. defiro o benefício da justiça gratuita. passo a sanar a referida omissão.º 5. Este é uma faculdade do juiz.º 5. não estão atendidos os pressupostos previstos na Lei n. o julgado foi omisso quanto ao pedido de concessão dos benefícios da assistência judiciária gratuita. Desembargadora Claudia Cardoso de Souza e Desembargador José Luiz Serafini. por entender ausentes os requisitos da Lei 5. da CLT. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19/09/13: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente).060/50 e art. acórdão de fls. 10. pela apreciação dos argumentos contidos no recurso ordinário acerca dos encargos fiscais e previdenciários e. São cabíveis embargos de declaração no caso de padecer a sentença ou o acórdão de omissão. ACÓRDÃO DE FLS.0002 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: RONALDO SEABRA MILAGRE Embargado: O V. os beneficiários da assistência judiciária gratuita. do art. na acepção mais ampla.17. devo registrar. dou provimento aos embargos declaratórios. que a assistência judiciária gratuita e o benefício da justiça gratuita não se confundem. portanto.TRT 17ª. § 3º. a assistência judiciária gratuita é devida apenas na hipótese prevista na Lei n. para acrescentar ao recurso a seguinte fundamentação: “A r. do art.1. OMISSÃO CONSTATADA. diferentemente do que ocorre quando há concessão do benefício da justiça gratuita. no tocante à assistência judiciária gratuita. honorários advocatícios e descontos fiscais e previdenciários. Com razão. Acórdão. 133 da Constituição. MÉRITO 2. por fim. Na hipótese vertente. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. embora tenha sido consignado que foi superada a deserção.584/70. 186 e 927 do Código Civil. Nesse particular. 23 de Setembro de 2013 136 respectivas no importe de R$ 40. aos descontos fiscais e previdenciários. em face do v. a existência de omissão. por sua vez. no tocante ao pedido de concessão dos benefícios da assistência judiciária gratuita e justiça gratuita. quanto à apreciação de matéria constante no Recurso.0002 Processo Nº ED-123000/2012-002-17-00. enquanto aquela. 207/209v.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO.060/50.2. para fins de isenção das custas processuais e conhecimento do Apelo. responsabilidade objetiva. nos termos do § 3º. obscuridade ou contradição. à fl. No âmbito desta Especializada. a luz do art. OMISSÃO. nas razões recursais. não procedeu ao recolhimento das custas. aos honorários advocatícios. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. De fato. Pugna. da CLT.584/70. § 3º.584/70 para a concessão da assistência judiciária gratuita. autoriza o acolhimento de Embargos Declaratórios. 2. No entanto. sendo partes as acima citadas. verifico que. à luz dos arts.5. ficando. são os que preenchem os requisitos da Lei n. 790.” Isto posto. com base na declaração de miserabilidade jurídica. a parte deve estar assistida por seu Sindicato de classe. Portanto. dar provimento parcial para dispensar o reclamante do recolhimento das custas. O obreiro. sanando a omissão apontada.00 (quarenta reais). o reclamante não está assistido por Sindicato de classe. para. e é devida a todo aquele que receber salário igual ou inferior ao dobro do mínimo legal. RESPONSABILIDADE OBJETVA. A assistência judiciária gratuita tem previsão tanto no art.17. e não se confunde com o benefício da justiça gratuita previsto no § 3º. Aduz que o E. ou seja. CONHECIMENTO Conheço os embargos declaratórios opostos pelo reclamante. que envolve também os honorários advocatícios. há necessidade da ocorrência dos dois requisitos para o deferimento da assistência judiciária. Acórdão. conforme arts. FUNDAMENTAÇÃO 2. Vistos.º 1.2. como se percebe. 14 da Lei n. pela reclamada. da CLT. 09) e. analisando o v. bem como em relação aos honorários advocatícios sucumbenciais. REGIÃO UNIFORME INDUSTRIA E COMERCIO DE ROUPAS LTDA EPP Origem: 2ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . pela concessão do benefício da assistência judiciária gratuita. por força do Agravo de Instrumento. da CLT. Assim. 2. condenando o autor ao pagamento da importância de R$ 130.º 5. com fundamento na Lei 1. ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA Aponta o embargante omissão no v.00 a título de custas processuais. como no artigo 3º da Lei n.584/70. 790. porquanto presentes os pressupostos legais de admissibilidade.º 5. OMISSÃO. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 .1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.1. 790.2012. 790. É o relatório. do art.2. 790. importando somente na isenção de custas. para a correção da falha apontada.5. do art. da CLT). Assim. assegurado igual benefício ao trabalhador de maior salário uma vez provado que a sua situação econômica não lhe permite demandar sem prejuízo do sustento próprio ou de sua família.TRT 17ª Região . sentença de origem indeferiu os benefícios da assistência judiciária gratuita.0123000-18.º 5. Dou parcial provimento.584/70. assistência por Sindicato de classe e percepção de remuneração igual ou menor que o dobro do salário mínimo ou impossibilidade de demandar sem prejuízo do sustento próprio ou da família.2012.584/70 c/c §3º.

quanto à assistência judiciária gratuita. CONHECIMENTO Conheço o Agravo de Instrumento interposto. sendo certo que a não-manifestação acerca de todos os dispositivos legais apontados como violados não configura omissão no julgado. em prequestionamento dos dispositivos legais e constitucionais mencionados. às horas extras. assentando expressamente estarem “ausentes todos os pressupostos a ensejar a responsabilidade civil”.1.. Razões recursais. Nesse aspecto. no mérito. Esta. à confissão. Ou seja. conforme dispõem os artigos 897-A da CLT e 535. em face da r. o qual. nos moldes do artigo 535. sentença de fls. Acórdão embargado. Para fins do requisito do prequestionamento de que trata a Súmula n. sendo partes as acima citadas. evidentemente. À análise.p. portanto. A presunção relativa de veracidade dos fatos alegados pelo empregador. contradição ou obscuridade.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA CONFISSÃO FICTA. às fls. puramente. Acórdão. vê-se que nas aludidas matérias elencadas. tampouco. em omissão no julgado e. bem como prejudicada a análise relativa aos descontos fiscais e previdenciários. por unanimidade. devidamente. as razões de julgamento encontram-se. nestes termos: 118. Consoante magistério de Manoel Antonio Teixeira Filho: "Sentença omissa é a que deixa de pronunciar-se sobre um ou mais pedidos formulados pelas partes (. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº RO-125100-77. A Súmula 297 do C. 332). em razão da confissão ficta do autor. de certa maneira.17. não foi objeto de pronunciamento no acórdão. ante a sucumbência total do reclamante. adequados para a supressão de omissão. nos termos da certidão de fls. Desembargadora Cláudia Cardoso de Souza e Desembargador Lino Faria Petelinkar. do CPC. subjetiva ou objetiva. CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. Inteligência da Súmula 297.0002 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: ADEMIR OLMO SERRI JUNIOR Recorrido: UNIAO NACIONAL DOS PROPRIETARIOS DE VEICULOS AUTOMOTORES-UNION Origem: 2ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . um pronunciamento citra petita pois a apreciação do órgão foi. é a diretriz traçada pelas Orientações Jurisprudenciais nº 118 e 256 da SDI-I do Colendo TST. satisfaz o requisito de fundamentação da decisão e caracteriza a devida prestação jurisdicional. Havendo tese explícita sobre a matéria.1. ao consignar que incumbe à parte opor embargos declaratórios visando o prequestionamento de matéria. decorrente da ausência injustificada na audiência que deveria depor. embora suscitado no recurso. pressupõe. Conforme se infere do v. a reclamada não apresentou contrarrazões ao recurso obreiro.5. 23 de Setembro de 2013 137 ainda. Todavia. portanto.2011. do CPC. A sentença (bem assim o acórdão) omissa contém. na decisão recorrida. 3. porquanto presentes . Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19/09/2013: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite (Presidente). Tese explícita. tenha havido omissão com relação a este mesmo tópico. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante.TRT 17ª Região . impõe à parte prequestionar tema que. negou provimento ao pedido de dano moral decorrente de suposta perseguição perpetrada pela empregadora e. de maneira clara. pode ser elidida por prova pré-constituída (Súmula 74 do C. Procurador: Estanislau Tallon Bozi. TST). TST. seu inconformismo com o julgado. Nego provimento. ao sobreaviso. 256. mas tão somente falhas formais porventura havidas no julgado. É o relatório. NÃO COMPROVAÇÃO. ainda que contrária ao entendimento da parte. proferida pela MMª 2ª Vara do Trabalho de Vitória/ES.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 7ª ed. Se os documentos constantes dos autos não são capazes de comprovar a relação de emprego em período anterior ao registrado na CTPS. à retificação da CTPS. requerendo a reforma da r. Prequestionamento. consignadas no julgado. 189/190. 297. em relação aos pedidos deduzidos na causa.CONHECIMENTO Deserção superada pelo julgamento do agravo de instrumento.0125100-77. Não há se falar. Configuração. Vistos. tendo demonstrado. resta claro que a embargante pretende revolver questões já decididas..São Paulo: LTr. Súmula 297. FUNDAMENTAÇÃO 2. pelo prequestionamento dos dispositivos mencionados. presume-se verdadeira a data de registro da admissão do obreiro. RECONHECIMENTO DE VÍNCULO EMPREGATÍCIO. elementos que levem à conclusão de que o Regional adotou uma tese contrária à lei ou à Súmula. 194/216. ao contrário do afirmado. FUNDAMENTAÇÃO 2. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. Embora devidamente notificada.5.2011. Tese explícita. Analisando o v. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 para sanar a omissão apontada e dar provimento parcial para dispensar o reclamante do recolhimento das custas.17. 1993 . . desnecessário contenha nela referência expressa do dispositivo legal para ter-se como prequestionado este. que julgou improcedentes os pedidos formulados na inicial. julgou indevidos os honorários advocatícios. conhecer dos embargos declaratórios e. não é essa a função dos embargos declaratórios. não há qualquer omissão no julgado. no acórdão. sendo certo que os embargos declaratórios não são meio idôneo a corrigir eventual erro de julgamento. que isentou o reclamante do pagamento das custas processuais. às comissões e à multa do artigo 477 da CLT. quantitativamente inferior à que se deveria ter sido realizada" ("Sistema dos Recursos Trabalhistas". sentença. dar-lhes parcial provimento. aliás. Prequestionamento.2 Recorrente Advogado Recorrido Advogado ADEMIR OLMO SERRI JUNIOR Vilmar de Oliveira Silva(OAB: 013154 ES) UNIAO NACIONAL DOS PROPRIETARIOS DE VEICULOS AUTOMOTORES-UNION CAIO DA CRUZ FERRAZ(OAB: 017973 ES) ACÓRDÃO . da lavra do eminente juiz Roberto José Ferreira Almada.0002 Processo Nº RO-125100/2011-002-17-00. PROVA PRÉ-CONSTITUÍDA.). verbis: 2. 243. A existência de tese específica sobre a matéria debatida. há necessidade de que haja. ao intervalo intrajornada.

º 5.00 (quatrocentos e quarenta reais). o reclamante interpôs recurso ordinário. XXXV e LXXIV da Constituição Federal. Portanto. e não se confunde com o benefício da justiça gratuita previsto no § 3º. que envolve também os honorários advocatícios. a assistência judiciária gratuita é devida apenas na hipótese prevista na Lei n. assistência por Sindicato de classe e percepção de remuneração igual ou menor que o dobro do salário mínimo ou impossibilidade de demandar sem prejuízo do sustento próprio ou da família. na acepção mais ampla. mediante simples afirmação na petição. Na hipótese vertente. no Processo do Trabalho. observo que o reclamante limita sua impugnação à suposta falta de apreciação das provas constituídas nos autos. defiro ex oficio o benefício da justiça gratuita. importando somente na isenção de custas. então. O pedido de pagamento das verbas decorrentes da dispensa sem justa causa foi indeferido em razão do pedido de demissão assinado pelo próprio autor. Salienta que o princípio da busca da verdade real é superior à pena de confissão. 3. ou indenização por depreciação de veículo utilizado em serviço por reles três meses. ao argumento de que a presunção de veracidade decorrente da pena de confissão é apenas a relativa. Quanto ao pedido de depósitos do FGTS. não prescinde dos requisitos da Lei n. de acepção mais restrita. Nessa linha de raciocínio. o reclamante. nos termos do § 3º.584/70. 24/98 dos autos não comprovaram o direito postulado. com base no artigo 343. Pois bem. dispenso o reclamante do recolhimento das custas processuais e dou provimento ao Agravo de Instrumento interposto pelo reclamante para. recorre o reclamante. 790.1ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA. TST. fixadas pelo Juízo de origem. No entanto. pois. com nítida afronta ao artigo 5°.1. Após. Considerou verdadeiros os fatos alegados na defesa. ou seja. indeferidos.º 1. como no artigo 3º da Lei n. § 2º. à fl. mas simplesmente reputoulhe confesso e julgou improcedentes os pedidos formulados na inicial. como se percebe. mas por advogado particular (fl.060/50 e da Lei 5. do art. além de alguns terem sido emitidos por terceiros. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 14.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.2.CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 2ª Turma do Egrégio Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. basta que a parte.584/70. fundamentou a improcedência de cada pedido nas provas documental e oral existentes nos autos. determinar o processamento do Recurso Ordinário interposto pelo obreiro. 790. os autos deverão ser remetido a Relatora.CONFISSÃO O juízo de origem reputou o reclamante confesso quanto à matéria fática debatida nos autos. da CLT. em primeiro lugar devo registrar que a assistência judiciária gratuita e o benefício da justiça gratuita não se confundem. Inconformado. do art. No âmbito desta Especializada. conhecer do Agravo de Instrumento e. e é devida a todo aquele que receber salário igual ou inferior ao dobro do mínimo legal. o recolhimento das custas processuais. afastando a deserção. Para o pedido de reconhecimento do vínculo empregatício no período não anotado na CTPS. 13) e. Este é uma faculdade do juiz.584/70 para a concessão da assistência judiciária gratuita. da CLT). A assistência judiciária gratuita tem previsão tanto no art. capazes de elidir a confissão aplicada. informe que não possui condições de pagar as custas do processo e os honorários advocatícios. assegurado igual benefício ao trabalhador de maior salário uma vez provado que a sua situação econômica não lhe permite demandar sem prejuízo do sustento próprio ou de sua família. uma vez que se encontram preenchidos os pressupostos de admissibilidade. 2. o juízo de origem considerou que os documentos colacionados às fls. sob pena de confissão. por considerá-lo deserto. dar provimento para.2. a parte deve estar assistida por seu Sindicato de classe. todos consagraram a condição autônoma do emitente. DESERÇÃO DO RECURSO ORDINÁRIO Diante da improcedência total dos pedidos expostos na exordial. ainda. 23 de Setembro de 2013 138 os requisitos de admissibilidade recursal. renovando o pleito da assistência judiciária gratuita. contudo. portanto. ficando. De fato. o que levou ao não conhecimento do recurso pelo Juízo a quo. argumentado que. alega que o juízo de origem não considerou todo o conjunto probatório existente nos autos. também. a teor da Lei 1. 14 da Lei n. do art. MÉRITO 2.060/50. para a concessão do referido benefício. pois não foram infirmados pela prova constituída.º 5. por unanimidade. entendeu que foram . afastando a deserção. não estão atendidos os pressupostos previstos na Lei n.2. o ora Agravante não procedeu ao recolhimento das custas processuais no valor de R$ 440. quais sejam. no caso. 2. Nesse aspecto.2. o juízo a quo. Sustenta. são os que preenchem os requisitos da Lei n. calculados sobre o valor da causa. que o indeferimento da assistência judiciária gratuita prejudica o reclamante exercer seu direito de interpor recursos aos tribunais superiores. enquanto aquela. da CLT. além de ressaltar ausência de justificativa para o reembolso de combustível em valor superior ao praticado no curso do breve tempo do contrato. além da presunção relativa de veracidade da tese de defesa. deixou de fazê-lo. Dessa decisão. 790. os beneficiários da assistência judiciária gratuita. com base na declaração de miserabilidade jurídica. Nesse aspecto. insurge-se o reclamante. quando preenchidos os requisitos previstos no próprio artigo.º 5. Nesse contexto.584/70. devendo os autos ser encaminhados a SECAU para reautuação. o juízo de primeiro grau entendeu que o próprio reclamante admitiu ter recebido prêmios ou comissões da ré. porquanto. no mérito.00 (quatrocentos e quarenta reais). Quanto ao pedido de pagamento de prêmios e comissões. também. sem realizar. em razão da confissão do reclamante. podendo ser elidida por prova em contrário. mesmo advertido que deveria comparecer ao ato para depor. há necessidade da ocorrência dos dois requisitos para o deferimento da assistência judiciária. o reclamante não está assistido por Sindicato de classe. com competente compensação na distribuição. o que torna descabida a integração salarial dessas rubricas. decorrente da confissão do autor. Vejamos. E os pedidos de horas extras e intervalo intrajornada.MÉRITO 2. do CPC e Súmula 74 do C. o Juízo a quo condenou o autor ao pagamento das custas processuais no importe de R$ 440.º 5. Inicialmente.º 5. diferentemente do que ocorre quando há concessão do benefício da justiça gratuita. determinar o processamento do Recurso Ordinário interposto pelo autor. extensivo a quem não esteja assistido por Sindicato (prevista no § 3º. Todavia. Inconformado. na petição inicial e em suas razões recursais requereu a concessão do benefício da assistência judiciária gratuita para fins de isenção das custas processuais.584/70.584/70. Assim.

sem receber as horas extras devidas. O reclamante se manifesta sobre os documentos apresentados pela ré. portanto. na qual deveria depor. 24/50 demonstram o labor no período não anotado na CTPS e.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.2.2. das 07h45min às 22h. os documentos apontados pelo recorrente não confrontam a presunção de veracidade dos fatos alegados na contestação. Nego provimento. ante a confissão aplicada ao reclamante. não há falar em aplicação da confissão sem apreciação das provas constantes dos autos. 23 de Setembro de 2013 139 devidamente adimplidos. iniciou o labor na reclamada. dispõe que a prova pré-constituída nos autos pode ser levada em conta para confronto com a confissão ficta. do C. a ré negou o labor em período anterior ao registrado na CTPS do autor. 154. a verdade real não se revela pela presunção relativa decorrente da falta de exibição dos cartões de ponto de terminando período.2. Vejamos. não implicando cerceamento de defesa o indeferimento de provas posteriores. E nem se diga que o registro da condição de representante autônomo ao signatário dos referidos documentos constavam mesmo no período do contrato de trabalho anotado na CTPS. sua jornada era controlada. Disse que era acionado. às fls. 2. sem labor aos sábados e domingos. da CLT.A prova pré-constituída nos autos pode ser levada em conta para confronto com a confissão ficta (art. o autor pretende o reexame de cada pedido indeferido. 13º salário. Portanto. multa de 40%. o vínculo empregatício postulado. que revelam labor aos sábados. quando percebia R$ 686. O juízo de origem julgou o pedido de hora extra e intervalo intrajornada. na realidade.94. TST. frisa-se que o reclamante não questiona a confissão ficta aplicada em razão da sua ausência injustificada na audiência que deveria depor. PERÍODO SEM ANOTAÇÃO Na inicial. bem como da multa do artigo 477 da CLT. 2.não prospera. bem como reflexos sobre o aviso prévio. que elida a presunção de veracidade decorrente da confissão. a condição de empregado alegada. mesmo durante o trabalho externo. de ausência de trabalho em regime de sobreaviso. na forma do documento de fls. sentença. expressamente intimada com aquela cominação. prevalecendo a jornada de trabalho apontada na contestação. a condição de representante autônomo e. Insurge-se o reclamante. diante da ausência de prova. embora a CTPS tenha sido registrada em 09/09/2010. 30 e 31. CPC).11. em 10/12/2010. Vejamos. verbis: SÚMULA 74 CONFISSÃO. ao argumento de que os referidos documentos demonstram o labor para a reclamada antes do registro da CTPS. do poder/dever de conduzir o processo. O reclamante manifesta sua irresignação com a r. nos termos do artigo 74. FGTS. 2. . HORAS EXTRAS E INTERVALO INTRAJORNADA O reclamante alegou que possuía como jornada habitual.2000) III. § 2º. férias + 1/3. mesmo que se possa presumir a subordinação no período anterior ao registrado na CTPS pelo simples fato de ter havido a prestação de serviços para a reclamada. não impugnados pela ré.2001. por sua vez. sem qualquer controle por parte da empresa. o que será efetivamente tratado nos próximos tópicos. Na verdade. o reclamante alegou que foi contratado. nos autos. O juízo de origem indeferiu o pleito. quando laborava cerca de 05 a 06 horas.3. Nessa linha. (ex-Súmula nº 74 . Desse modo. Nego provimento. (nova redação do item I e inserido o item III à redação em decorrência do julgamento do processo TST-IUJEEDRR 801385 -77. para exercer a função de consultor de vendas. FGTS e multa de 40%. portanto. Embora a reclamada tenha o dever legal de apresentar os cartões de ponto. DJ 26. Indeferiu o pagamento do seguro-desemprego.A vedação à produção de prova posterior pela parte confessa somente a ela se aplica. a título de remuneração mensal. o item II. em média. 24/98 conferem ao emitente. com a retificação da data de admissão da CTPS e o pagamento das férias + 1/3.1978) II . A prova da relação de emprego depende da presença dos requisitos do artigo 3º da CLT e estes não foram demonstrados nos autos. gerando a presunção relativa de veracidade da jornada de trabalho indicada na inicial. Ademais. inclusive nos sábados.Res. em 04/01/2010. não ilidem a presunção de veracidade da contestação. Embora os documentos apresentados pelo reclamante. 174/2011. a confissão ficta do reclamante desonera o empregador do seu ônus.5. decorrente da confissão aplicada ao autor. ao argumento de que a reclamada não apresentou os cartões de ponto de todo o período contratual.RETIFICAÇÃO CTPS. no período anterior ao registro da CTPS – 04/01/2010 a 08/09/2010. três finais de semana por mês (sábado e domingo). com cerca e 20min a 30min de intervalo intrajornada. Nego provimento. e dispensado. Vejamos. RSR. por meio de celular. domingos e feriados. ao argumento de que a tese de defesa de ausência de labor aos sábados e domingos . pois. Insurge-se o reclamante. Em defesa. Requereu o pagamento das horas extras excedentes da 8ª diária e da 44ª semanal.SOBREAVISO O autor aduziu. quanto ao período sem controle de jornada nos autos. da Súmula 74. não comparecer à audiência em prosseguimento. Inicialmente. de segunda a sexta-feira. além de alegar que exercia trabalho externo. pelo magistrado. conforme comprovam os documentos anexados à contestação. com 01h de intervalo intrajornada. até porque o autor foi considerado confesso em relação aos fatos alegados pela defesa. em relação ao período sem registro na CTPS.2011 I – Aplica-se a confissão à parte que. 400. domingos e feriados. sob a alegação de que a empresa não pratica atividades de vendas aos sábados e aos domingos. Disse que. A reclamada contestou o pedido. diante dos documentos juntados com a inicial.inserida em 08. Ainda que os formulários de pedidos de clientes apresentados pelo reclamante possam coincidir com dias de sábados.4. RSR.05. não comprovam que o reclamante estava de sobreaviso naqueles dias. indiquem que prestou serviços para a reclamada. (ex-OJ nº 184 da SBDI-1 . em 04/01/2010. não se pode olvidar que a confissão aplicada ao reclamante favorece a tese da ré. A reclamada. sob o fundamento de que os documentos acostados às fls. Asseverou que. por ausência dos requisitos legais. no sentido de que aqueles juntados às fls. sustentou que o horário de trabalho do Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 reclamante era das 08h às 17h. Requereu o reconhecimento do vínculo empregatício com a ré. não afetando o exercício. I. 13º salário. por si só.2.09. no período de 04/01/2010 a 08/09/2010. não comprovam. que era obrigado a permanecer com o celular ligado 24h.0017) .RA 69/1978. DEJT divulgado em 27. no caso o reclamante.02. 24/98. domingos e feriados.

indevida a multa em comento quando as verbas rescisórias registradas no Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho foram pagas no prazo estabelecido do artigo 477 da CLT. do artigo 477. 477 da CLT.MULTA DO ARTIGO 477.537/2002. PREMIAÇÕES Na inicial. pois o próprio Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho indica que recebia comissões. impede a procedência do pedido. extensivo a quem não esteja assistido por Sindicato (prevista no art. 13) e a declaração de insuficiência econômica. Nesse sentido. No âmbito desta Especializada. Relator Ministro: Horácio Raymundo de Senna Pires. diferentemente do que ocorre com o benefício da justiça gratuita. Embora o Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho registre o pagamento de comissões referentes ao mês anterior ao da rescisão. Tribunal Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Regional. 2.00.00 a R$ 1. Nesse diapasão. Vejamos.2. pelas provas constantes dos autos. não houve o alegado atraso no pagamento da rescisão. não há prova de que o reclamante alcançou as metas ao longo de todo o contrato de trabalho. 14 da Lei 5. Recurso de revista parcialmente conhecido e provido. Lino Faria Petelinkar e Desembargadora Claudia Cardoso de Souza. 13º salário. MULTA DO ART. se atingisse a meta de trinta contratos de adesão celebrados.0010 Processo Nº RO-138400/2012-010-17-00. negar-lhe provimento.0008 Data de Julgamento: 17/03/2010. 477. Nego provimento. Des. ou impossibilidade de demandar sem prejuízo do sustento próprio ou da família). inclusive de ofício. exclusivamente.000. FGTS. cumpre ressaltar que a justiça gratuita foi deferida ao autor em sede de agravo de instrumento. da CLT). de acepção mais restrita. 790. assim. comprovando. 14. ao argumento de que a Lei 10. o reclamante está assistido por advogado particular (fls. sob o fundamento de que o próprio reclamante admitiu jamais ter recebido prêmios ou comissões. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº RO-138400-48. Vencido o Desembargador Lino Faria Petelinkar quanto à assistência judiciária gratuita. A ré argumentou que as comissões e premiações somente eram pagas aos vendedores que atingissem determinada meta. não sendo possível ampliar o seu alcance para a hipótese de pagamento a menor daquelas parcelas. por ausência dos requisitos do art.5. Mantido o valor da condenação. 477. da CLT tem pertinência quando o empregador não cumpre o prazo estabelecido para a quitação das verbas rescisórias. 477 da CLT. Vejamos. Assim.2003. por não ter computado as horas extras. no percentual de 10% sobre cada contrato de adesão celebrado. horas extras e verbas resilitórias. mas não dispensa a assistência sindical.584/70. podendo o advogado declarar a hipossuficiência do reclamante. § 3º. 14. Argumenta que as verbas trabalhistas devidas não foram pagas no prazo legal. por maioria. bem como a sua integração ao salário.584/70.) Ante o exposto. Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente). TST: RECURSO DE REVISTA. a ausência de comprovação do direito alegado.A aplicação da multa de que cogita o art. na hipótese de atraso no pagamento das verbas rescisórias constantes do termo de rescisão. para fins de recebimento de comissões e prêmios. PAGAMENTO A MENOR . a mera existência de diferenças em favor do empregado não torna devido o pagamento da multa. Na hipótese vertente. (Processo: RR .2.2. o que foi cumprido às fls. que alterou o artigo 790. Requereu o pagamento de todas as comissões. O reclamante reitera o direito ao recebimento das comissões e premiações. 2. pois a lei de regência exige a concomitância dos pressupostos. 3ª Turma.4 . 3. a assistência judiciária gratuita é cabível apenas se preenchidos os pressupostos da Lei n. os beneficiários da assistência judiciária gratuita. RSR. § 8º.09. § 8º. no mérito. 5. premiações e seus reflexos no pagamento das verbas resilitórias. o atingimento das metas Vejamos. DA CLT.CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. Assim.2012. a qual o reclamante jamais atingiu.5. conhecer do recurso ordinário do reclamante e. sendo incontroverso que o pagamento das verbas rescisórias ocorreu dentro do prazo previsto no § 6º do art. aduziu que também lhe foi garantido o recebimento de premiações que variavam em torno de R$ 1. na forma da fundamentação supra. não elide a confissão do autor e. Pelo que se depreende do acórdão do e. apesar de sempre ter sido um dos melhores e mais produtivos consultores da ré. multa de 40%.1302000-77. revogou o artigo 14 da Lei 5. e limitado à dispensa do recolhimento de custas processuais. §3º. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19.17. constante às fls. Insurge-se o reclamante. sem a necessidade de poderes especiais para tanto. Nesse sentido. Em primeiro lugar.500.584/70 (assistência sindical e percepção de remuneração igual ou inferior ao dobro do salário mínimo legal. O juízo de origem entendeu não haver motivo para aplicação da multa do art. quanto ao direito à multa prevista no § 8º. Nego provimento. Também sustenta não ser a assistência judiciária gratuita privativa do sindicato de classe.09. até porque as diferenças foram reconhecidas somente em juízo. o reclamante postulou a condenação da reclamada no pagamento da multa do art. Insiste o reclamante. jamais recebeu as comissões prometidas. de acepção mais ampla. O juízo de origem indeferiu o pedido. manifestou-se o C. Todavia.584/70. por conseguinte. da CLT.2013: Des.ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA O juízo de origem indeferiu o pedido de assistência judiciária gratuita. DA CLT Na inicial. A multa do artigo 477 da CLT é devida. comissões. Mantido o valor da condenação.6. 2. mas sim pagamento a menor (diferenças de verbas rescisórias reconhecidas ex judicis). com reflexos sobre férias + 1/3. por unanimidade.7. supre apenas o requisito inerente à miserabilidade jurídica. o reclamante alegou que lhe foi prometido o pagamento de comissões na razão de 10% sobre cada contrato de adesão celebrado. Além das comissões. da CLT. Data deDivulgação:DEJT09/04/2010.5.COMISSÕES. 23 de Setembro de 2013 140 Nego provimento. nego provimento. § 8º. Ressalta que a assistência judiciária gratuita pode ser concedida. são os que preenchem os requisitos da Lei 5. não sendo o pagamento a menor das verbas rescisórias motivo a ensejar a sua aplicação. da CLT. § 8º. Procurador: Estanislau Tallon Bozi. 477. apenas com a comprovação da miserabilidade jurídica.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. envolvendo também os honorários advocatícios.

a incidência do imposto de renda deve obedecer ao regime de competência (mês em que a parcela deveria efetivamente ter sido paga). da Súmula 368. precisamente como requerido em recurso. em execução de decisão judicial. é de se compreender que o imposto incidente sobre os rendimentos pagos. aos honorários advocatícios sucumbenciais e contratuais e à hipoteca judicial. requerendo a reforma da r. por falta de interesse de agir.2. Vistos. o ônus de seu pagamento. incide a hipótese do art. impõe-se dizer que não há vedação no Ordenamento Jurídico para que se postule. portanto. às fls. verifico que a r.17. no que tange ao item “2. levando ao acolhimento ou rejeição do pedido e não à carência do direito de ação. 515. que extinguiu o processo.TRT 17ª Região . É o relatório. será indenizada por responsabilidade da ré em razão de tais danos. CONFIGURAÇÃO. realiza a hipótese de incidência do imposto.00 mensais. Por sua vez.º 7. sem resolução do mérito. sendo assim. 248-v. Nesse sentido. sentença de piso autorizou a dedução dos valores efetivamente já recebidos a tal título. do CPC. é o trabalhador.CONHECIMENTO Conheço parcialmente do recurso ordinário interposto pela reclamante. não há se falar em qualquer indenização. ou seja. de que haverá tributação diferenciada em razão do recebimento concentrado das parcelas. indenização por supostos danos materiais decorrentes de ato ilícito. se esse montante diz respeito a títulos contratuais devidos no passado e não adimplidos.00 já integrados ao salário -base por essa decisão. Não demonstrada ofensa moral dirigida ao trabalhador. sem julgamento do mérito.2012. portanto. à multa do art. com base nas alegações da exordial. no momento em que. o que somente poderá ocorrer após o surgimento do dano.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. uma vez que incorrerá em percentuais maiores do que se as verbas tivessem sido remuneradas mensalmente ao tempo correto pela empregadora. tratando-se de matéria de direito.2. não importando. Fundamentou que a indenização por ato ilícito não pode ser reconhecida pelo fato de se presumir a possibilidade de um prejuízo. razão pela qual passo à análise da questão de mérito. DANOS MORAIS.0138400-48. proferida pela MMª 10ª Vara do Trabalho de Vitória/ES. 208/219. aos reflexos do salário extrafolha em RSR. no mérito. inclusive quanto às alíquotas a serem utilizadas para o cálculo do tributo.350/2010. do CPC e.5. à dedução das horas extras. excetuado os R$ 70.MÉRITO 2. Da dedução das horas extras”. com fulcro no art. por sua vez. Nas razões recursais. conheço do recurso. 23 de Setembro de 2013 141 Recorrente Advogado Recorrido FABIO VICENTE DE SOUZA EDIMARIO ARAUJO DA CUNHA(OAB: 017761 ES) RODOVIARIO RAMOS LTDA N/P DE MARCELO SILVA RAMOS ACÓRDÃO .IMPOSTO DE RENDA. se isso ocorrer. a partir. Se houve ou não dano material ou se a autora. dou provimento para afastar a extinção do processo. as condições da ação são aferidas in status assertionis. 475-J. por falta de interesse recursal. do artigo 267. Entretanto. da Lei nº 8. O juízo de origem. Portanto. sentença de fls.3. razão pela qual pleiteia o afastamento da extinção do processo. do CPC. conforme certidão de fl. Em conformidade com o artigo 46. em face do empregador. por qualquer forma.2. INTERESSE DE AGIR. com a redação dada pela Lei nº 12. deverá assumir sozinha a responsabilidade pelo pagamento das contribuições fiscais do recorrente”. 267.12”. será retido na fonte no momento em que esses rendimentos se tornarem disponíveis para o reclamante. porquanto preenchidos os pressupostos de admissibilidade recursal. 2. inciso VI. com base no inciso VI. à integração do auxílio alimentação. inclusive quanto aos rendimentos recebidos acumuladamente em virtude de decisão judicial. TST. e. não havendo como transferir-se para as reclamadas este ônus tributário. Conforme exposto no dispositivo retro. de uma cognição superficial em relação à titularidade do direito pleiteado. Aduz que “como a recorrida descumpriu suas obrigações legais de reter na fonte e repassar ao Estado. FUNDAMENTAÇÃO 2. das horas extras. 189/199. no que tange ao imposto de renda. na peça de ingresso. extinguiu o processo. ao dano moral. segundo o artigo 12-A da Lei n. nos moldes dos artigos 186 e 927 do Código Civil. em face da r. verbis: . no particular e. do C. O dano moral pressupõe um ato ilícito que afete a esfera psíquica do autor.1. Postulou o reclamante. nos termos dos artigos 43 e 45 do Código Tributário Nacional. do CPC. Insurge-se o reclamante em face do decisum. ocorre apenas no momento do pagamento do crédito trabalhista ao reclamante. de 22/12/1988. em relação ao pedido “3. em relação ao pedido de indenização pela reclamada dos valores devidos a título de imposto de renda sobre Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 as rubricas a serem deferidas. ora recorrente. sentença. O fato gerador do tributo. Quanto às demais matérias. De qualquer sorte. Vejamos. a responsabilidade exclusiva da reclamada pelo pagamento do imposto de renda. o recebimento se torne disponível para o beneficiário. a legislação fiscal vigente à época desse fato é que deve ser aplicada. para o Fisco. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante. Razões recursais. sendo partes as acima citadas. o item II. o reclamante postula seja afastado o abatimento dos salários remunerados “por fora” no importe de R$ 70. que é de quem aufere a renda e. Primeiramente. portanto. sem dúvida. alegando a existência de patente prejuízo.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA RECURSO ORDINÁRIO DO RECLAMANTE. NÃO CONHEÇO do apelo. sendo de responsabilidade do empregador o seu recolhimento (repasse ao Fisco) e não.541/92. o Imposto de Renda incidente sobre os rendimentos pagos em cumprimento da decisão judicial será retido pela pessoa obrigada ao pagamento. o sujeito passivo. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. na parcela atinente ao imposto de renda. a reclamada não apresentou contrarrazões. da lavra do eminente juiz Mauricio Côrtes Neves Leal. exigindo que a agressão ultrapasse as barreiras da normalidade e dos fatos corriqueiros possíveis de acontecimento no cotidiano.0010 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: FABIO VICENTE DE SOUZA Recorrido: RODOVIARIO RAMOS LTDA N/P DE MARCELO SILVA RAMOS Origem: 10ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . Como é cediço.713. julgou parcialmente procedentes os pedidos.1. Embora devidamente intimada por edital. são questões a serem analisadas no mérito. § 3º.

com a redação dada pela Lei nº 12. nego provimento. INTEGRAÇÃO.5. Vejamos. indevido o reflexo no RSR. 172. décimo terceiro. integrará o salário do trabalhador. 2. RESPONSABILIDADE PELO PAGAMENTO.] No caso dos autos. 457. Contudo. FORMA DE CÁLCULO (redação do item II alterada na sessão do Tribunal Pleno realizada em 16. FGTS mais 40%.00 mensais sobre 13º salário. o reclamante informou em seu depoimento pessoal que o valor da gratificação inicial de R$70. porém. DEJT divulgado em 19. verbis: “[. 12-A da Lei n. Com efeito. 2. a rigor. embora haja previsão na norma coletiva acerca da natureza indenizatória da parcela. caso fosse paga à época própria. sob os seguintes fundamentos: “[.00 (quatorze reais). na forma do art. (. aduziu o reclamante que. que será tributado como se tivesse recebido corretamente seus direitos. razão pela qual requereu a integração ao salário dos valores pagos a título de alimentação. implicaria em duplo Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 pagamento (bis in idem). a partir de 01/05/2012.. o pagamento dos reflexos sobre 13º salário. a reclamada fornecia tíquete alimentação. Assim. 121/2003. a Súmula 225 do C. por ser a parcela deferida adquirida com periodicidade mensal. fls.” (original sem grifo) Recorre o reclamante. Todavia. É do empregador a responsabilidade pelo recolhimento das contribuições previdenciárias e fiscais. mensalmente. na redação que lhe foi dada pela Res. deve integrar os salários do recorrente para todos os efeitos legais”. mas não quanto ao repouso semanal remunerado.2012 I. Eis o que dispõe a cláusula quinta. fornecido por força do contrato de trabalho. 147/161) afasta a natureza salarial do benefício concedido pela reclamada.) No caso dos autos. reforçando que a natureza indenizatória do auxílio alimentação está condicionada à regularidade da sua inscrição junto ao PAT. tem caráter salarial. nego provimento. ou se houver previsão em cláusula de Convenção ou Acordo Coletivo. mais do que isso. 23 de Setembro de 2013 142 SUM-368 DESCONTOS PREVIDENCIÁRIOS E FISCAIS. a integração ao salário da parcela paga “por fora” ao trabalhador. reflete nas demais verbas trabalhistas..1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. tendo em vista que a norma coletiva criou obrigação de pagamento de verba que não existiria sem a sua existência. é até mesmo evidente que não pode haver nulidade. como férias.2003 As gratificações por tempo de serviço e produtividade. nos termos do art. da Lei n..04. que é de aquisição semanal. ao argumento de que é devida a repercussão no repouso semanal remunerado. por não ser a alimentação inerente ao trabalho. A r. em razão da habitualidade.º 7. não devendo que compor o salário-base. já inclui essa parcela. há previsão convencional excluindo a natureza salarial de tal verba. Diante disso. do C. caput e parágrafo terceiro. Assim sendo. pagas mensalmente. no período entre janeiro/2011 a setembro/2012.00 “foi sendo aumentado pela empresa a medida em que os funcionários reclamavam em razão de estarem passando muito do horário. Desta forma. uma vez que. caberá ao juízo da execução calcular o recolhimento imposto de renda de tais verbas levando em consideração o percentual que incidiria sobre cada parcela. devendo ser calculadas. pela natureza jurídica que ostenta. AUXÍLIO ALIMENTAÇÃO. nos termos do art. portanto. passou a conceder auxílio alimentação em dinheiro. 121/03: “O vale para refeição. uma vez que.713. mesmo que o trabalhador receba os haveres trabalhistas de uma só vez.2. no montante de R$ 70. mas necessário a suprir necessidade de qualquer pessoa. integrando a remuneração do empregado.” (cf. O Juízo de piso deferiu a integração ao salário de quantia paga “por fora”. como requereu o reclamante em sua inicial. mês a mês. inclusive. o art. sendo que. se for concedido gratuitamente. Assim. REFLEXOS NO REPOUSO SEMANAL REMUNERADO. 148). resultante de crédito do empregado oriundo de condenação judicial. GRATIFICAÇÕES POR TEMPO DE SERVIÇO E PRODUTIVIDADE (mantida) .Res.2. Alegou que. em virtude de reconhecimento de créditos trabalhistas nesta Especializada. 181/2012. a alimentação fornecida habitualmente pelo empregador possui natureza salarial. razão pela qual não merece reforma a r. 169). Pois bem. fatalmente não será prestada para possibilitar o trabalho.. da CCT 2012/2013: “CLÁUSULA QUINTA – TICKET ALIMENTAÇÃO As empresas concederão aos seus empregados. exceto no repouso semanal remunerado. 20 e 21. desde a sua contratação até dezembro/2010. ensejando o enriquecimento sem causa. tickets alimentação e/ou refeição no valor . TST. indefiro o pleito 3. com o pagamento de reflexos nos títulos intercorrentes do contrato de trabalho. postulando a reforma do julgado. FGTS e aviso prévio. Em face do exposto.2. da CLT. COMPETÊNCIA. sendo devido assim. não há mais razão para se falar em base de cálculo dos descontos fiscais sobre o montante das verbas trabalhistas deferidas judicialmente. TST.2012) . FGTS mais 40% e aviso prévio durante todo o contrato. de 22/12/1988. fls.] Quanto à alimentação. aviso prévio. o entendimento sumulado pelo c. no importe de R$ 14. possui natureza jurídica salarial. por dia.10. TST na Súm. com relação ao repouso semanal remunerado. a norma coletiva da categoria (fs. Portanto. para condenar a reclamada a pagar os reflexos do salário sem registro de R$70. DJ 19. sendo incontroversa a periodicidade mensal da verba recebida pelo obreiro. Esse é. Desse modo. férias mais o terço. férias mais o terço. tal não ocorre caso a empresa esteja inscrita no PAT. e da CCT.. propiciou melhora remuneratória e não prejuízo.” No caso dos autos. Regra geral.00 inicialmente paga sem registro. a reclamada não estava devidamente inscrita no Programa de Alimentação do Trabalhador – PAT. 458 da CLT e. Na inicial.” Insurge-se o reclamante em face do julgado. No presente caso. com os reflexos devidos. aliás. no período entre janeiro/2011 a setembro/2012. Nesse sentido. sentença de piso indeferiu o pleito autoral. já que a norma. 241. 605/49 e da Súmula n.11.350/2010. 7º da Lei n. omissis II. no decorrer da relação empregatícia. CÁLCULO. não repercutem no cálculo do repouso semanal remunerado. hora extra. 20 e 23.04. concluiu-se que os aumentos foram concedidos à título de remuneração das horas extras prestadas. não está contemplada no § 2º do art. em relação à incidência dos descontos fiscais. eventual reflexo.00 (setenta reais). defiro a integração ao salário apenas da parcela de R$70.. para todos os efeitos legais. Em outras palavras. defiro em parte o pedido 3. verbis: SUM-225 REPOUSO SEMANAL. Isso posto. de tal arte que o reconhecimento de créditos trabalhistas não importará prejuízo ao trabalhador. “a”. como sendo espécie de gratificação. (cf. sentença de piso. 7º.3. §1º. Argumenta que “como a alimentação fornecida pela recorrida em desacordo com o PAT. 605/49 dispõe que a parcela paga mensalmente já remunera o repouso semanal.Res.

o que lhe causou constrangimento e humilhação perante terceiros. como se vê nos seguintes julgados: “PROCESSO NA FASE DE CONHECIMENTO. não causa dano moral. pois concede ao devedor o prazo de quinze dias. (. ao passo que o art.) PARÁGRAFO TERCEIRO – Os benefícios constantes desta cláusula. aborrecimento.. é preciso que fique comprovado o dano efetivamente moral e não somente material. 880 da CLT obriga ao devedor que efetue o pagamento da dívida ou garanta a execução em 48 horas. tantos quantos bastem ao pagamento da importância da condenação. a existência de previsão convencional. quais Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 sejam: ato ilícito. à intimidade ou à imagem. permitindo às empresas que optarem pelo sistema PAT . no âmbito do processo do trabalho. Carlos Alberto Gonçalves. indefiro. 475-J. A caracterização do dano moral pressupõe alguns requisitos. 23 de Setembro de 2013 143 unitário de R$ 14. em vista do dano. O fato de o autor não ter recebido.76 – Programa de Alimentação do Trabalhador e seus decretos regulamentadores. em 05/10/2012. no entanto. Com efeito. A falta de pagamento de haveres trabalhistas. cujo dano é recomposto pelo simples pagamento das verbas devidas. serguir-se-á a penhora dos bens. à dignidade. IMPOSSIBILIDADE. atinge a sua esfera material. Mero dissabor. o único dano que se poderia confirmar seria no próprio íntimo do obreiro e. Aduziu que os salários representam sua única fonte de renda e que teve que realizar empréstimo pessoal. sob pena de penhora.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. consubstanciado em erro de conduta ou abuso de direito.” Conquanto não haja prova nos autos acerca da inscrição da reclamada junto ao PAT. a qual não é atingida por intempéries pelas quais se pode passar.2. (. a meu ver. uma vez que a documentação acostada aos autos. se existiu. o nexo causal e a culpa ou dolo. MULTA DO ART. praticado pelo empregador ou por seu preposto. salvo se objetivada. 475-J do CPC é aplicável na Justiça do Trabalho. com a exposição de seus valores subjetivos relativos à honra. à primeira vista. como vem decidindo o c. pois o ordenamento objetiva. resultando inaplicável a multa prevista no artigo 475-J do Código de Processo . não tendo recebido corretamente suas verbas resilitórias. Ademais. conforme fls. juntada pelo próprio reclamante. Logo. pelo que não seria indenizável. DANO MORAL.. por dia efetivamente trabalhado. para arcar com despesas cotidianas. e por fim. não há se falar em qualquer indenização. irritação ou sensibilidade exacerbada estão fora da órbita do dano moral". a existência de lacuna no Texto Consolidado e a existência de compatibilidade entre a norma que se pretende aplicar analogicamente e a sistemática principiológica do processo do trabalho. por ser compatível com o Processo do Trabalho. afasta a natureza salarial da parcela. com aviso prévio indenizado.. APLICAÇÃO ÀS EXECUÇÕES NO PROCESSO DO TRABALHO. Vejamos.Programa de Alimentação do Trabalhador. por si só. inexiste lacuna normativa. Dessa decisão. pois a CLT possui regra específica aplicável quando não ocorre o pagamento espontâneo da dívida advinda de condenação judicial. e não. fugindo à normalidade. descontar dos salários dos empregados beneficiados por esta cláusula. Vale lembrar que não se deve vincular a reparação a título de danos morais à existência de aborrecimento ou mal-estar. TST. A aplicação de norma processual de caráter supletivo. na medida que a conduta da ré.2.00 (quatorze reais). há que se sopesar se a intensidade do dano não é por demais tênue para justificar qualquer valor indenizatório e.” Inconformado. na análise do quantum a ser arbitrado a título indenizatório. TST e deste E. reiterando as alegações trazidas na inicial. o reclamante recorre ordinariamente. alegou o reclamante que foi dispensado sem justa causa em 21/09/2012. Assim. Encontra-se firmado nesta Corte superior entendimento no sentido de que a Consolidação das Leis do Trabalho traz regramento específico quanto à execução. indica que o obreiro já havia realizado empréstimos pessoais antes mesmo da data da sua dispensa. qual seja. no caso dos autos. o pleito 3. à época própria. Além do mais. em razão do descumprimento de obrigações trabalhistas pela ré. causando-lhe aflições. prejuízo suportado pelo empregado. decorre do preenchimento de dois requisitos. "Só se deve reputar como dano moral a dor. TST adota esse entendimento. sob quaisquer das formas previstas. 2.. angústia e desequilíbrio em seu bem estar. têm caráter indenizatório e não tem natureza salarial. O Juízo de origem indeferiu o pleito autoral. sofrimento ou humilhação que. O juízo de origem indeferiu a multa em epígrafe.321 de 14. nego provimento. exigindo que a agressão ultrapasse as barreiras da normalidade e dos fatos corriqueiros possíveis de acontecimento no cotidiano.4. pois estas situações são efêmeras e não chegam ao ponto de romper o equilíbrio psicológico. de multa. com fulcro na Jurisprudência do C. interfira intensamente no comportamento psicológico do indivíduo.. pois. 6. igualmente não merece prosperar a alegação autoral de que foi obrigado a contrair empréstimos. DO CPC. em montante não inferior a 40 vezes a sua última remuneração. mágoa. face o previsto na Lei n.) Para que haja condenação em indenização por dano moral. Nego provimento. Na petição de ingresso. Vejamos notícia veiculada por tal Tribunal. a meu ver. 77/80 e 82. não restou cabalmente comprovada lesão à honra ou à moral do reclamante capaz de ensejar a indenização pretendida. Segundo o Prof. inarredáveis. O C. MULTA PREVISTA NO ARTIGO 475-J DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. Pois bem.11. pois inaplicável nesta Especializada. não seria em intensidade maior do que os dissabores comuns da vida moderna. não tendo sido sequer alegado pelo reclamante qualquer fato concreto que demonstrasse sua dor moral. Na hipótese dos autos.) Além disso. essa dor. nesta Especializada. postulou a condenação da reclamada ao pagamento de indenização a título de danos morais. 2.5. Sendo assim. dano moral. efetivamente. O dano moral pressupõe um ato ilícito que afete a esfera psíquica do autor. quais sejam. o percentual de 01 % (hum por cento) do custo do benefício.04. essa regra não se revela compatível com a orientação normativa do processo do trabalho. o artigo 883 da CLT. 73. alegando que o art. em condições normais e sem a prova da intenção deliberada de causar prejuízo ao trabalhador. Diante disso. por não demonstrada a alegada ofensa moral dirigida ao autor. tutelar a esfera de direitos não patrimoniais dos indivíduos. insurge-se o reclamante. in verbis: “(. Regional. que preconiza que não havendo pagamento ou garantia da execução. vexame. direitos trabalhistas não configura. nexo de causalidade entre a conduta ilícita do agente e o dano experimentado pela vítima..

O verbete jurisprudencial editado pelo Excelso Pretório sob o n. Subseção I Especializada em Dissídios Individuais.5. ACÓRDÃO PUBLICADO NA VIGÊNCIA DA LEI Nº 11. portanto. entendo que a concessão de honorários advocatícios na Justiça do Trabalho. Data de Julgamento: 12/12/2012.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. O Juízo de origem indeferiu os honorários advocatícios. no importe de 15%. Ademais. a Seção I Especializada em Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho (SBDI-I). já que deu causa a instauração dessa presente demanda." Nesse sentido. 20. Argumenta o Exmo. decidiu que a multa do art. 389 do Código Civil/2002. Sendo assim.2005. incisos LIV e XXXIX. o princípio da sucumbência no Processo Trabalhista. em se tratando de relação de emprego.584/70. o autor requereu a condenação da reclamada.0671. 219 e 329. A controvérsia foi pacificada por esta e. independentemente de o obreiro receber ou não salário superior ao dobro do mínimo legal. 475-J DO CPC. Sem razão. Apesar de vozes dissonantes. condições de prover à demanda. 791 da CLT. a redução do prazo de quitação do débito previsto no CPC e.” (RR . sob pena de penhora". da Lei nº 5.01.09. MULTA DO ARTIGO 475-J DO CPC.496/07.21. não obstante o estatuído no art. pugnando pela reforma da r. O art. 219 e 329.7. No âmbito do processo do trabalho a capacidade postulatória é facultada às partes. os honorários advocatícios. 1ª Turma. considerando que. ambas do C. pois desatendidos os requisitos do artigo 14. quando se decidiu que a multa do artigo 475-J do CPC é incompatível com o processo trabalhista. Entretanto. no art.º 5. insculpidos no artigo 5º. Na inicial. a . A fim de consolidar os entendimentos já manifestados no âmbito das Turmas do C. do CPC e 133.2010.” (E-RR . 55) e apresentou declaração de insuficiência econômica à fl. TST. nos moldes do art. restringindo-se o pagamento dos honorários advocatícios ao disposto na Lei n. acrescenta sanção inexistente na CLT.127-8 firmou entendimento pela constitucionalidade do referido dispositivo. Recurso de revista conhecido e provido. O juízo de origem indeferiu os honorários advocatícios. INAPLICABILIDADE AO PROCESSO DO TRABALHO. Recurso de revista conhecido e provido. em razão dos encargos próprios e familiares.º 633. por um lado. Não se adota.0052. da Constituição da República. Relator Ministro: Horácio Raymundo de Senna Pires.5.5. todas do C. Insurge-se o autor em face desta r. 2. o posicionamento do Relator. portanto. são devidos quando a parte estiver assistida por seu sindicato de classe. e OJ n.5.2010. 395 e 404.2010. Ministro João Batista Brito Pereira. 3ª Turma.0052. não havendo que se falar em violação aos arts. 133 da Constituição Federal não revogou o jus postulandi. sendo. 475-J do CPC. da Lei nº 5. do Código Civil. mas não o da assistência sindical. Precedentes da Corte. com ressalva do entendimento pessoal do Relator. A jurisprudência desta Corte firmou entendimento no sentido de que o processo do trabalho deve seguir as normas específicas contidas na CLT quanto à execução de suas decisões.98100-05. a SBDI-I do TST se pronunciou. A lei de regência exige a demonstração concomitante dos dois requisitos. TST. com base nos artigos 389.2.906/94. não prescinde do preenchimento dos requisitos estabelecidos na Lei n. e perceber salário inferior a dois salários mínimos ou declarar que não possui.5. Na inicial. Em que pese o respeito pelas abalizadas opiniões em contrário. o STF no julgamento da ADI n. 5. pois desatendidos os requisitos do artigo 14. o reclamante está assistido por advogado particular (fl. da Lei nº 8. Insta frisar que os indigitados verbetes jurisprudenciais trabalhistas não autorizam a ilação de que a simples apresentação de declaração de pobreza seria suficiente para o deferimento de honorários advocatícios. uma vez que revela norma de eficácia contida. sentença. Relator Ministro: Mauricio Godinho Delgado. mas sim que esta declaração viabilizaria o cumprimento do requisito da miserabilidade jurídica. porque promove. Inteligência das Súmulas n.01.906/94. em 26. apenas nas hipóteses previstas na Lei n. não se pode olvidar que a própria Corte Suprema possui a Súmula n. não se pode olvidar que a fixação de penalidade não pertinente ao Processo do Trabalho importa em ofensa aos princípios do devido processo legal e da legalidade.584/70.º 1.”(RR . em julgamento referente ao processo n. no processo do trabalho. ante a contratação de advogado particular. Relator que "a aplicação da multa de 10% em caso de não pagamento em 48 horas contraria os dois dispositivos legais.584/70. 475-J do CPC é inaplicável ao processo trabalhista. 5º. em consonância com a linha traçada pelas Súmulas n. pela inaplicabilidade do art. Data de Publicação: 11/05/2012). nesta Especializada. o artigo 880 da CLT impõe prazo de 48 horas para que o executado pague o débito ou garanta a execução. Data de Publicação: 23/11/2012).20152. Nesse sentido. 305. ao julgar o processo E-RR-38300-47.2. “RECURSO DE REVISTA.0000 .2005. 22 da Lei 8. também.584/70. Recurso de embargos conhecido e não provido. da Constituição Federal de 1988. no entanto. com fundamento nos artigos 22.0021 . colaciono aresto recente da SBDI-I: “RECURSO DE EMBARGOS EM RECURSO DE REVISTA. a qual supre apenas o requisito da miserabilidade jurídica. 20 do CPC e no art. da SDI-I. decisão.5. por outro.º 5. no pagamento de honorários advocatícios. ao argumento de que a reclamada deve suportar os custos da contratação de advogado particular.24.º E-RR-3830047. 23 de Setembro de 2013 144 Civil ao Processo do Trabalho. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Recorre o autor. Mesmo se o julgador fixar prazo de 15 dias para pagar o débito sob pena de receber multa.01. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS SUCUMBENCIAIS. Quadra salientar. no julgamento do processo nº TST-ERR-38300-47. nego provimento.1188-32. Em face do exposto. 56. LV e 133 da CF/88. TST. INAPLICABILIDADE AO PROCESSO DO TRABALHO. o reclamante requereu a condenação da reclamada ao pagamento de honorários advocatícios. estará ampliando o prazo celetista de 48 horas. Data de Julgamento: 14/11/2012. Bom. Data de Publicação: 14/12/2012). MULTA DO ART. Ressalva-se. No presente caso.584/70. inaplicável ao processo do trabalho a multa do art. renovando as alegações da exordial.0052. Subseção em 29/06/2010.6. nego provimento.2009. reconhecendo o cabimento dos honorários advocatícios. as normas insertas no CPC e na CLT são incompatíveis. portanto. Em face do exposto. 2. Segundo o relator. Data de Julgamento: 22/03/2012.º 450 preconiza o pagamento de honorários advocatícios sempre que o vencedor for beneficiário de justiça gratuita. pois "enquanto a regra do artigo 475-J do CPC fixa prazo de 15 dias para o executado saldar a dívida sob pena de ter que pagar multa de dez por cento sobre a quantia da condenação. Relator Ministro: Lelio Bentes Corrêa. diante do jus postulandi. 475-J. quando a lide versar sobre relação de emprego.6. que. sem amparo legal. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS CONTRATUAIS.2005. são indevidos os honorários advocatícios vindicados pelo autor.

na exordial. Dora Maria da Costa.015/73. 2. Pois bem. meios eficazes para execução. a teor do art. esta medida é oportuna e adequada nesta Justiça Especializada. renovando o pedido inicial. notadamente em face do princípio da celeridade e da duração razoável do processo. LXXVIII. consistente em dinheiro ou em coisa. Ademais. (. dispõe o inciso I da súmula n. que decorre apenas da existência desta e da condenação a uma prestação em dinheiro ou em coisa.) HIPOTECA JUDICIÁRIA. DEJT 01/07/2011) (. sempre que provar que sua situação econômica não lhe permite demandar. 466.o registro: 1) da instituição de bem de família.) (RR-199700-07. a condenação ao pagamento de honorários advocatícios. Ao lançar mão do instituto da hipoteca judiciária. que as partes a requeiram. a ausência de assistência do sindicato inviabiliza a condenação da ré ao pagamento de honorários advocatícios em favor do autor. assim. ser determinada de ofício.ainda quando o credor possa promover a execução. 466 do CPC é subsidiariamente aplicável ao processo do trabalho (art. Rel.69000-73. prescinde de pedido ou requerimento da parte interessada.embora a condenação seja genérica.. (. Aloysio Corrêa da Veiga.584/70.. Ademais. e tem por finalidade garantir o efetivo cumprimento da decisão condenatória. 8ª T. APLICABILIDADE AO PROCESSO DO TRABALHO E CONCESSÃO DE OFÍCIO. Rel.) (RR . Diante do exposto.2009. Nesse diapasão. A sentença que condenar o réu no pagamento de uma prestação.. O instituto da hipoteca judicial encontra-se previsto no artigo 466 do CPC e no artigo 167.. assim.5. 466 DO CPC. respectivamente. Min. Precedentes.5. Precedentes. Por se tratar de imposição legal.. não se exigindo. Recurso de revista não conhecido. tenho que o art.0110. (. independe de pedido da parte.. Visa.2009. Kátia Magalhães Arruda. III . tendo como principal objetivo Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 prevenir a fraude à execução.09. 14/1985. O entendimento majoritário desta Corte é no sentido de que a hipoteca judiciária. da Constituição Federal. 5º. nos termos do art. prevista no art. quando o trabalhador estiver assistido pelo sindicato da categoria profissional e comprovar a percepção de salário igual ou inferior ao dobro do mínimo legal..03. 769.. sendo garantido idêntico benefício àquele de maior salário. em efeito secundário e imediato da sentença que condena a parte ao pagamento de uma prestação em dinheiro ou em coisa e pode. Recurso de revista de que não se conhece. 769 da CLT.. Min. para sua decretação. DEJT 24/6/2011) RECURSO DE REVISTA.. TST: (. HIPOTECA JUDICIÁRIA. exatamente como prevê os artigos 466 do CPC e 899 da CLT que tratam. Art. A decisão proferida pelo Tribunal Regional está em conformidade com a jurisprudência desta Corte Superior.(RR154700-22.º 219 do TST que: Na Justiça do Trabalho. a hipoteca judiciária se afigura como medida extremamente eficaz para assegurar o resultado útil de futura execução. 466 do CPC. 896. em que pese a declaração de não ter condições de arcar com os ônus do processo sem prejuízo do sustento de sua família. Min. da Lei n. HIPOTECA JUDICIAL. II . consoante artigo 466 do CPC. EXECUÇÃO PROVISÓRIA..2008. Segundo a lição de Fredie Didier Junior.1985). nego provimento..015/73 (Lei de Registros Públicos). como já dito no tópico anterior. (. autorizando a expedição de mandado para registro de hipoteca judiciária junto ao Cartório do Registro de Imóveis. em se tratando de demanda envolvendo relação empregatícia. .18700-98.2. ART. A sentença condenatória produz a hipoteca judiciária: I . além da matrícula.No Registro de Imóveis.. sem prejuízo do sustento próprio ou da família. Min. temse que só são devidos os honorários advocatícios. Incidência da Súmula nº 333 e do art. TRT visou à garantia dos créditos devidos à reclamante em que foi condenada a reclamado. do CPC.0042. judiciais e convencionais. 466. 6. insculpidos no art. é um efeito secundário e imediato da sentença.. CPC. Parágrafo único.) Consiste. § 4º. Lei 6.. nos termos do art. I. serão feitos. Pelo exposto. nunca superiores a 15% (quinze por cento). é a jurisprudência dominante no C. haja vista a predominância de lides que têm por objeto verbas de natureza alimentar.5.Rel. o eg.03. 466 do CPC. I . da CLT. 23 de Setembro de 2013 145 contratação de advogado torna-se mera opção da parte. (exSúmula nº 219 . da CLT).) (RR . DEJT 1º/7/2011) (. 7ª T. O Juízo de origem não examinou tal pedido. Recurso de revista não conhecido. Pedro Paulo Manus. Rel. à garantia do efetivo cumprimento da decisão condenatória.) . 5ª T. Corroborando o arrazoado. Recorre o autor. A hipoteca judiciária é uma consequência inarredável da decisão condenatória. que tem se firmado ao preconizar que é cabível a declaração de ofício da hipoteca judiciária para garantia da execução. nos termos do §1º do art. assegurando-se.) HIPOTECA JUDICIÁRIA. 2) das hipotecas legais. (. consistindo dever do julgador determinar sua efetivação.) HIPOTECA JUDICIÁRIA. DJ 26. que assim preceituam: Art. Precedentes.2006. 167. a hipoteca judiciária sobre os imóveis pertencentes às reclamadas.03.5.03. até que atinja o montante suficiente para garantir a execução dos créditos devidos a si. autorizando o credor a perseguir o bem onde quer que se encontre (direito de sequela). 6ª T.0031. Não demonstrada violação literal de dispositivos de lei e da Constituição Federal. Nesse sentido.. devendo a parte estar assistida por sindicato da categoria profissional e comprovar a percepção de salário inferior ao dobro do salário mínimo ou encontrar-se em situação econômica que não lhe permita demandar sem prejuízo do próprio sustento ou da respectiva família.pendente arresto de bens do devedor. Em razão .) HIPOTECA JUDICIÁRIA. na Justiça do Trabalho. nem divergência jurisprudencial. Requereu o autor. A hipoteca judiciária é consectária da condenação a dinheiro ou coisa. muito embora seu uso não tenha sido uma constante nesta Justiça Especializada.. cuja inscrição será ordenada pelo juiz na forma prescrita na Lei de Registros Públicos. ante a omissão do texto obreiro e por não haver contrariedade aos princípios e normas que regem o direito do trabalho.8. da hipoteca judiciária e da garantia do juízo recursal na esfera trabalhista. não merece prosperar a pretensão do autor relativamente aos honorários advocatícios contratuais.Res.. Dessa forma. não decorre pura e simplesmente da sucumbência. muito embora o reclamante tenha oposto embargos de declaração acerca da omissão.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.. inclusive. valerá como título constitutivo de hipoteca judiciária. 14 da Lei 5. e sua inscrição pode ser determinada de ofício pelo juiz ou tribunal. 2. não havendo impedimento para que o juiz do trabalho adote as práticas do direito processual para garantir às partes a efetividade da decisão proferida.. DEJT 3/6/2011) (. dessa forma..0031. mesmo antes do trânsito em julgado da sentença. sendo perfeitamente aplicável ao processo do trabalho..

curvo-me ao entendimento desta colenda Corte no sentido de que não há incompatibilidade do instituto da hipoteca judiciária com as normas que regem o direito do trabalho e.EPP Recorridos: RICARDO DE SOUZA LUIZ SKY BRASIL SERVICOS LTDA Origem: 10ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pela reclamada..5. 23 de Setembro de 2013 146 da lacuna na CLT . Assim. como conseqüência do efeito principal e dispensa. Horácio Raymundo de Senna Pires. DEJT 3/6/2011) HIPOTECA JUDICIÁRIA. Significa dizer que a decisão constitui título suficiente para que o vencedor da demanda venha a ter. e sobre seus bens imóveis e certos móveis. A hipoteca judiciária é instituto asseguratório estabelecido pela lei em favor da parte vencedora. Moacyr Amaral Santos assegura que. 4ª T. pedido da parte ou pronunciamento do Juiz.. JULGAMENTO EXTRA PETITA. Rel.EPP João Batista de Oliveira(OAB: 006118 ES) RICARDO DE SOUZA LUIZ Fausto Henrique Cunha Gomes(OAB: 014577 ES) SKY BRASIL SERVICOS LTDA João Batista de Oliveira(OAB: 006118 ES) ACÓRDÃO .17. Por disciplina judiciária.2007. em face da r. 2ª T. o que se fará por simples mandado do Juiz. Min.5. independentemente de requerimento da parte interessada. o que importa é a data de vencimento da obrigação. Institui-se a hipoteca judiciária e.0010 Processo Nº RO-140300/2011-010-17-00. Rel. Procurador: Estanislau Tallon Bozi.2010. . o que o torna relevante em processo do trabalho. Nesse passo.. HIPOTECA JUDICIÁRIA. HIPOTECA JUDICIÁRIA.2011. IV/455). 2ª ed. há um direito do autor de inscrevê-la. Mantido o valor da condenação. nasce para o vencedor a faculdade de fazê-la inscrever . APLICABILIDADE. a qual não necessariamente ocorre no 5º dia útil. pois o parágrafo único do art.2011. Guilherme Augusto Caputo Bastos.0010 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: CONEXAO DIGITAL COMERCIO & SERVICO LTDA .0139.17. TST. Recurso de revista não conhecido.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. para a sua decretação. o instituto comporta aplicação nesta Justiça Especializada (art. Por se tratar de efeito anexo da sentença. dar-lhe parcial provimento para determinar a hipoteca judiciária dos bens alienáveis pertencentes à reclamada. sendo a CLT omissa. Min. Em matéria de correção monetária. eminentemente processual.A sentença que condenar o réu no pagamento de uma prestação. Trata-se de um dos efeitos secundários ou acessórios da sentença condenatória e se manifesta de forma automática. Afastando o caráter obsoleto do instituto.03. Embora seja efeito automático do próprio fato da sentença.0042. como querem alguns doutrinadores. inclusive para assegurar o direito de sequela. Maria de Assis Calsing...e da compatibilidade com a principiologia do processo do trabalho. incide a correção monetária a partir do 1º dia útil do mês subseqüente à prestação dos serviços.(Com.1 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Réu Advogado CONEXAO DIGITAL COMERCIO & SERVICO LTDA .03.0048.5. impõe-se a aplicação subsidiária da norma do artigo 466 do CPC. Rel. conhecer parcialmente do recurso ordinário e.TRT 17ª Região . Este tem o seguinte texto: . DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº RO-140300-03. CORREÇÃO MONETÁRIA. inclusive de ofício. Inteligência da Súmula 381 do C. para determinar a hipoteca judiciária dos bens alienáveis pertencentes à reclamada.(RR-61100.03. direito real de garantia.03.09. sendo partes as acima citadas. vale como meio preventivo da fraude à execução . APLICAÇÃO NO DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO. dou provimento ao recurso. ao CPC. consequentemente. (RR-20360095. no mérito.que não prevê nenhuma forma de garantia integral da condenação antes de seu trânsito em julgado .5. 1ª T.0008. Rel.(RR-43400-96. 466 do CPC.2013: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente). sobre as parcelas deferidas judicialmente não pagas na época própria. DEJT 1º/7/2011) RECURSO DE REVISTA. contra o vencido.2009.consistente em dinheiro ou em coisa. APLICABILIDADE NA JUSTIÇA DO TRABALHO. prescinde até mesmo de pedido ou requerimento da parte interessada.. Desembargadora Cláudia Cardoso de Souza e Desembargador Lino Faria Petelinkar.(RR-19421.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA RECURSO ORDINÁRIO DA RECLAMADA. Precedentes. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. Min. A medida tem fundamento no art. que tal medida processual não tem relação com a solvibilidade ou não da empresa ré. mas apenas faculta. Violações de lei e da Constituição e divergência jurisprudencial não configuradas. DEJT 24/6/2011)” Frise-se. por unanimidade.) 2. ao empregador efetuar o pagamento do mês vencido até o 5º dia útil do mês subsequente.5. ainda. Vistos. Recurso de revista não conhecido.2009. valerá como título constitutivo de hipoteca judiciária. 3ª T. Recurso de revista não conhecido. limitada ao montante da condenação. e tampouco exige a Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 comprovação de dilapidação do patrimônio. Mantido o valor da condenação. CONEXÃO DIGITAL COMERCIO & SERVIÇO LTDA . Recurso de Revista não conhecido. 824 do Código Civil e no art. DEJT 1º/7/2011) (. Lelio Bentes Corrêa. limitada ao montante da condenação. cuja inscrição será ordenada pelo juiz na forma prescrita na Lei de Registros Públicos-. Não se exige. nem tampouco que o órgão jurisdicional sobre ela decida.. mesmo.EPP. Precedentes. Destaca-se que a hipoteca judiciária pode ser declarada pelo Magistrado. ARTIGO 466 DO CPC.ex vi legis. ÉPOCA PRÓPRIA. desde que realizada a inscrição da hipoteca judiciária no cartório de registro de imóveis. CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. por força da lei.5. que deve ser ordenada pelo juiz por meio de expedição de mandado em atenção a requerimento de especialização dos bens feito pela parte favorecida mediante decisão condenatória. na medida em que representa garantia de satisfação do crédito na futura execução do título judicial. 459 da CLT não obriga. quando outra utilidade não tenha. a hipoteca judiciária. nos termos previstos no artigo 466 do CPC. 769 da CLT).74. . pelo só fato da publicação da decisão do magistrado ou do Tribunal.0140300-03. podendo ser determinada de ofício. que a parte a requeira. Min.

É fato incontroverso que o autor não trabalhava externamente. na peça de ingresso. o autor assim externou: “que exerceu a função de Estoquista junta à primeira reclamada por um ano. entendo que ao autor cabe comprovar o fato constitutivo de seu direito. O reclamante aduziu.. Asseverou que sua jornada de trabalho jamais sofreu qualquer controle ou interferência patronal. como vendedor e supervisor de vendas. nos pontos de venda da reclamada. da CLT. à gratuidade de justiça. no caso em tela. Tal entendimento restou definitivamente esclarecido com a redação dada ao referido preceito consolidado pela Lei nº 8. sem folga semanal e com 20 minutos de intervalo.” Inconformada. não se aplicando. e. ao passo que à reclamada incumbe o fato impeditivo do direito. tendo sido dispensado em 15/12/2010. e de custas processuais. ou seja. com uma folga semanal. São devidas as horas extras posteriores a 8ª diária e 44ª semanal. à fl. Ademais. a primeira ré disse não proceder as alegações do autor. um ano depois. fls. artigo 62. passando. da lavra da eminente Juíza Andrea Carla Zani. Instrumentos de mandato. Com efeito. fixa-se a jornada do autor no primeiro ano de Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 trabalho das 7h às 19h. trabalhando das 09h0mm às 22h00 com 20 minutos de intervalo. 62 da CLT. 201. sendo possível o controle de jornada. não consta a ressalva de trabalho externo. TST. Quanto ao enquadramento da hipótese no disposto no inciso I do art. deixando esta Magistrada de imputar credibilidade ao mesmo. que após passou à função de Vendedor. de segunda a sexta e após. 202. observando-se a limitação de 22 horas extras semanais. Insta frisar. pleiteando a reforma do r. quando passou a ser vendedor.] Ocorre que a testemunha da reclamada alegou que laborou para a primeira reclamada de setembro de 2001 a outubro de 2009. aos honorários advocatícios.2. requerendo a reforma do julgado para exclusão das horas extras deferidas. passo a análise do caso em concreto. 140/145 aponta dois contratos com a reclamada 27/06/2005 a 28/08/2005 e 01/02/2007 a 14/05/2009. às fls. não se computando na apuração do módulo semanal as horas já computadas na apuração do diário. laborava de segunda a segunda. havia labor extraordinário. aduzindo que nunca recebeu horas extras. a exercer a função de vendedor. não houve remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho para emissão de parecer.. FUNDAMENTAÇÃO CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário interposto pela reclamada. respectivamente. renovando a argumentação de impossibilidade de controle da jornada de trabalho. o cargo de estoquista. com intervalo intrajornada de apenas 15 minutos. porque sujeita à discrição exclusiva do obreiro ou porque materialmente impossível o controle efetivo da jornada. porquanto presentes os pressupostos legais de admissibilidade recursal.1HORAS EXTRAS. no que tange às horas extras. da CLT referese apenas à atividade externa do empregado. sempre com CTPS assinada. O juízo de origem assim decidiu: “[. As assertivas do autor quanto a seu contrato de trabalho em contrariedade com as anotações de sua CTPS. à fl. o labor em jornada extraordinária. Na análise do ônus da prova. demonstrar que o trabalho realizado enquadra-se na hipótese de que trata o inciso I do art. sendo certo também que não há notícia tivesse a Ré mais de 10 empregados. ao intervalo intrajornada. não tem o condão de convencer esta Relatora acerca do enquadramento na hipótese excepcional prevista no inciso I. quando estoquista. sem qualquer fiscalização da demandada. para exercer. para aferir se. à fl.966/94. por si só. publicado no DEJT de 08 de Agosto de 2012. maculam seu depoimento. conforme inicial. com base nas jornadas supra fixadas. ainda que tal circunstância esteja anotada na CTPS do obreiro. cujo horário de prestação é insuscetível de controle pelo empregador. inicialmente.. 10ª Vara do Trabalho de Vitória/ES. sob pena de ensejar pagamento dobrado. É o relatório. com 1 hora de intervalo. afirma que o reclamante usufruía 1 hora de intervalo. sobretudo em virtude da alegação patronal de impossibilidade de controle. inciso I. 176/191. eis que se encontra inserido na exceção legal prevista no inciso I. das 9h às 19h. que foi admitido na primeira reclamada (CONEXÃO DIGITAL COMERCIO & SERVIÇO LTDA – EPP) em 05/03/2007. com base nos horários declinados no depoimento do autor e sua testemunha. na CTPS do autor. que trabalhava das 07h00m às 19h00 com 01 hora de intervalo. sendo certo que a jornada do autor não excedia 8 horas diárias e/ou 44 semanais. que não foram acostados cartões de pontos aos autos. que exerceu a . razão pela qual requereu a condenação das reclamadas ao aludido pagamento. ou seja. a Súmula 338 do C.] As testemunhas ouvidas dispuseram que o autor laborava em local fixo e com horário de trabalho pré determinado. Disse que. 23 de Setembro de 2013 147 sentença de fls. seja suficiente para afastar o direito ao pagamento de horas extras. como Vendedor. então. da Consolidação das Leis do Trabalho. recorre a reclamada. o reclamante e a 2ª reclamada não apresentaram contrarrazões. a solução será a análise acurada dos depoimentos prestados. das 07:00h às 19:00h. à fl. prolatada pela MM. nos demais dias. do art. artigo 62. sendo necessária a demonstração de que o serviço se desenvolve desvinculado de qualquer possibilidade de controle efetivo quanto à jornada a ser cumprida. Embora regularmente intimados. Em sede de contestação. 97. 62 da CLT. 147/152v. mas a sua CTPS. Assim. Sucessivamente. inclusive pela própria testemunha patronal. Assim.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. conforme confirmado pelas testemunhas. à correção monetária. a exceção prevista no artigo 62. requisito constante do inciso I. o fato de o trabalhador prestar serviços externos. Vejamos. ao INSS e ao IRRF. 62. cumpre analisar a jornada do autor no Shopping para saber efetivamente se existiam horas extras. Desse modo. inicialmente.. Em atendimento ao Provimento Consolidado da CGJT. eis que por todos foi indicado que o autor trabalhava internamente nos shoppings. Razões recursais da reclamada. MÉRITO 2. três dias na semana e das 9h às 22h. sustentando que o número de visitas diárias e os roteiros eram traçados exclusivamente pelo obreiro. que julgou procedentes em parte os pedidos formulados na inicial. não considero que o simples trabalho externo. salientando que o autor não comprovou a jornada declinada na inicial. Assim. da CLT. que excepciona do regime geral de duração do trabalho estabelecido pela Consolidação apenas a "atividade externa incompatível com a fixação de horário de trabalho". [. Coordenador de Vendas e Supervisor de Vendas. 135. Comprovantes de recolhimento de depósito recursal. das 09:00h às 22:00h. Fixada essa premissa acerca da inversão do ônus probatório. decisum. Em seu depoimento.

Gize-se algumas incoerências no depoimento da testemunha do reclamante. da CLT. de 09:00h às 19:00h. em seu depoimento. que trabalhavam nos shoppings. entretanto. que não havia escala de trabalho entre os Vendedores. sendo que no mês de Agosto passou à função de Vendedor. ou seja.2INTERVALO INTRAJORNADA. que mesmo diante de tais fatos o depoente confirma as funções exercidas pelo senhor Alexandre. ficou comprovada a não fruição do intervalo legal de 1 hora. eis que foi a primeira afirmação da testemunha. férias integrais e proporcionais. que o senhor Alexandre trabalhou como Vendedor. sendo estes que recorda o nome. que havia mais dois Vendedores no mesmo local. Deyvid Wesley de Freitas Mello. A testemunha da reclamada. bem como com o que disse a testemunha do obreiro. quanto ao período em que o autor trabalhou no almoxarifado (até agosto de 2008). sendo devidas as horas extras acima da 44ª semanal.” Recorre a reclamada. e. devidos os reflexos pretendidos na exordial e concedidos no decisum de piso. que tais Vendedores trabalharam com o autor sendo que a Sra Kelly trabalhou durante todo o período. que os demais Vendedores eram Diana. podendo trabalhar em shoppings diferentes. ora diz que ficava até 22:00h. ao entender que não houve a concessão integral do intervalo intrajornada. disse: “que trabalhou na Reclamada de setembro de 2001 a outubro de 2009. assim detalhou: “que trabalhou na Reclamada de maio de 2008 até dezembro de 2010.” (grifo nosso). das 13h00m às 19h00m. na medida em que a CTPS da testemunha evidencia que o seu contrato de trabalho não foi ininterrupto. não havendo elastecimento de jornada. que trabalhou junto com Diana. Pois bem. descontando-se o tempo utilizado pelo reclamante. de agosto de 2008 a 15/12/2010. inclusive. era de 30 minutos. que no caso do Shopping Vitória trabalhavam três Vendedores em turnos das 10h00m às 16h00m. nos moldes acima descritos. o que retira a credibilidade das informações prestadas. que sempre foi o responsável pela área comercial e atuando como Supervisor do autor. válido ratificar a natureza salarial da parcela referente ao intervalo intrajornada não usufruído em sua integralidade. inclusive quanto ao horário. ou seja. por conseguinte. são devidos os reflexos do intervalo intrajornada não concedido. o mesmo laborou no Shopping Vitória. devendo sofrer acréscimo de 50%. Kelly e Ronaldo. que a empresa determina a realização de no mínimo trinta minutos de intervalo. Em que pese suscitarem duração distintas (15 e 30 minutos). sendo que a coordenação do serviço. durante o primeiro ano de contrato. aviso prévio e FGTS com 40%. que a primeira Reclamada sempre assinou sua CTPS. enquanto o reclamante. Coordenador de Vendas e com a saída do depoente passou a Supervisor. Quanto ao intervalo intrajornada. Neste particular. de inequívoco. que o senhor Alexandre Antunes exercia a função de Gerente Comercial tendo exercido anteriormente a função de Vendedor. o que levou. ratificou que o intervalo intrajornada. Estoquista e Vendedor. que o autor exerceu as funções de Auxiliar de Estoque. pugnando pela reforma do julgado. que não sabe informar o horário de trabalho do senhor Alexandre Antunes. aquém do intervalo legalmente fixado para a carga horária a qual se submetia o obreiro. Em face do exposto. de segunda a sábado. condenou a ré ao pagamento de uma hora extra diária a esse título. conforme determinação da reclamada. Além disso. Por derradeiro. que não sabe informar o que o autor fazia no Almoxarifado. que o Supervisor de Vendas é o responsável por verificar o trabalho do Vendedor inclusive quanto ao horário. que se recorda que a Sra Diana trabalhou com o autor no terceiro turno. não há falar em reflexos. fixo a jornada do obreiro. tendo retornado em maio de 2008 como Supervisor. 23 de Setembro de 2013 148 função de Vendedor no Shopping Vitória. por determinação da reclamada. que não sabe informar tempo de duração de cada turno. Alexandre Ribeiro Nunes. que o Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 normal era o autor trabalhar até às 22h00m. OJ 354 do TST. esposando que “Tendo em vista a habitualidade das horas deferidas devidas as repercussões no 13º salário. nos temos do §4º. era exercida pelo proprietário. Sr.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. não há prova do labor extraordinário. Coordenador de Vendas e Supervisor de Vendas. Por sua vez. Deyvid. e a testemunha da ré se reporta apenas à realidade fática de quando o autor já estava exercendo a função de vendedor. também. 2. nos termos da OJ 354/SDI- . também não sabendo o horário de trabalho. a magistrada de piso a fixar jornada de trabalho diferente a partir do primeiro ano. dou parcial provimento ao apelo. Tal depoimento. o Reclamante trabalhava no Almoxarifado. Sr. Ronaldo.” (grifo nosso). a partir de março de 2008. que em média trabalhavam de dois a três Vendedores no mesmo shopping. que o Reclamante normalmente laborava de 09h00mm às 19h00m. Desta forma. Kelly. que não era Supervisor do Reclamante. O que se extrai. Alega. que o Vendedor poderia trabalhar no turno da manhã ou da tarde. É certo que a declaração da citada testemunha está em consonância com o que disse o autor. não pode prevalecer. que trabalhou como Supervisor do Reclamante.” (grifo nosso). cumpre salientar que a própria testemunha patronal. com 30 minutos de intervalo intrajornada. pois trabalhavam em áreas separadas (comercial e técnica). que a condenação deve limitar-se ao tempo restante para completar o intervalo legal. que laborou como Vendedor. já que a testemunha do autor nada soube dizer acerca da realidade de labor de quando o reclamante exercia a indigitada função. laborando os vendedores em turnos (manhã ou tarde). sempre na função de Supervisor de Vendas. Sr. Primeiramente. que o horário de atendimento era das 10h00 às 22h00. na inicial e em seu depoimento. podendo os horários serem elastecidos. aduzindo que o intervalo intrajornada tem natureza indenizatória e. a testemunha do reclamante. com possibilidade de elastecimento. ora diz que o autor normalmente ficava até às 19:00h. por isso. é que o horário de funcionamento da reclamada nos shoppings era de 09:00h às 22:00h. que o senhor Ronaldo trabalhou com o autor por pouco tempo. que os Vendedores trabalhavam no Shopping em que o autor prestou serviço das 09h00 às 22:00m com apenas 15 minutos de lanche. que a maior parte do contrato do autor. a partir de agosto de 2008. a testemunha afirmou que foi. entendo que se mostra mais razoável a jornada apontada até às 19:00h. que em um primeiro contrato com a primeira Reclamada de agosto de 2007 a novembro/dezembro de 2007 exerceu a função de Vendedor. em seu depoimento. que neste ato foi exibida a CTPS do senhor Alexandre com a admissão em 06/5/2008 na função de Supervisor de Vendas.2. que quando retornou à empresa em 2008. razão pela qual não são devidas horas extras alusivas ao mencionado período. O juízo de piso. repousos semanais remunerados e feriados. foi Estoquista. artigo 71. Por habituais. que o reclamante passou a exercer a função de vendedor. que a princípio ficava um Vendedor no turno da manhã e um Vendedor no turno da tarde. que trabalha interna e externamente realizando visitas nos pontos de venda. afirma que. Diante das incongruências da testemunha Alexandre.

recorre a demandada. implica o pagamento total do período correspondente. 5. no cálculo de outras parcelas salariais. à fl. como se percebe. a parte deve estar assistida por seu Sindicato de classe.060/50.º 5. citando o Enunciado 79 da 1ª jornada de Direito Material e Processual na Justiça do Trabalho.º 5. 09. O juízo de origem condenou a ré em honorários sucumbenciais de 15% sobre o valor da causa. Irresignada. 305. TST cristalizou a intelecção antes insculpida na OJ n. TST. 1.923/1994. Destarte. 08). DA CLT. que assim preceitua: 354. e a apresentação de declaração de hipossuficiência econômica (fl.584/70. em se tratando de relação de emprego. da CF/1988). a concessão de honorários advocatícios na Justiça do Trabalho. o reclamante não está assistido por Sindicato de classe. 09) comprova apenas o requisito da miserabilidade jurídica.3. diferentemente do que ocorre quando há concessão do benefício da justiça gratuita.º 5. CORREÇÃO MONETÁRIA. não prescinde do preenchimento concomitante dos requisitos estabelecidos na Lei n. a assistência judiciária gratuita é devida apenas na hipótese prevista na Lei n. vindicando reforma do julgado que concedeu o benefício ao autor. de 27 de julho de 1994. 133 da Constituição Federal não revogou o jus postulandi.Após a edição da Lei nº 8. Nego provimento ao apelo.09. o art. com acréscimo de. como o reclamante está assistido por advogado particular (vide fl. o C. do artigo 790. § 4º. preconiza a remuneração apenas do tempo efetivamente não concedido. ao argumento de que se há a contratação de advogado. mas por advogado particular (f.º 1. Não se adota.º 437.923. TST. do art. portanto. como no artigo 3º da Lei n. há necessidade da ocorrência dos dois requisitos para o deferimento da assistência judiciária. quais seja.584/70 e Súmulas 219 e 329 do C.584/70. 380 e 381 da SBDI1) . APLICAÇÃO DO ART.2008) Possui natureza salarial a parcela prevista no art. 71. quando preenchidos os requisitos previstos no próprio artigo. da SDI-1. 50% sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho (art. como redação introduzida pela Lei nº 8.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.º 5. § 4º. uma vez que revela norma de eficácia contida. SÚM-437 INTERVALO INTRAJORNADA PARA REPOUSO E ALIMENTAÇÃO. dou provimento ao Recurso Ordinário. NÃO CONCESSÃO OU REDUÇÃO. da CLT. 23 de Setembro de 2013 149 1/TST. 71 da CLT e art. 7º. a concessão parcial do intervalo intrajornada implica o pagamento da integralidade do período de repouso. enquanto aquela.2.2. e não apenas daquele suprimido. em conformidade com o disposto na lei civil. em consonância com a linha traçada pelas Súmulas ns. 5.2012 I . II – É inválida cláusula de acordo ou convenção coletiva de trabalho contemplando a supressão ou redução do intervalo intrajornada porque este constitui medida de higiene. devo registrar que a assistência judiciária gratuita e o benefício da justiça gratuita não se confundem. ficando. Quanto à argumentação alusiva ao pagamento somente dos minutos restantes. indevido o pagamento de honorários advocatícios. e não se confunde com o benefício da justiça gratuita previsto no § 3º. na acepção mais ampla. 5.º 437 do C. importando somente na isenção de custas. Portanto. da CLT.4. para repouso e alimentação. 2. e é devida a todo aquele que receber salário igual ou inferior ao dobro do mínimo legal.060/50. a empregados urbanos e rurais. Assim. Aduz a reclamada. também. que envolve também os honorários advocatícios. implica o pagamento do total correspondente. ressalto que é sabido o entendimento sufragado pelo Egrégio Tribunal Superior Trabalho no sentido de que. Em primeiro lugar. do artigo 790. Sem razão. GRATUIDADE DE JUSTIÇA. este profissional deve receber pelos trabalhos realizados. 354. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 assegurado igual benefício ao trabalhador de maior salário uma vez provado que a sua situação econômica não lhe permite demandar sem prejuízo do sustento próprio ou de sua família. por meio da edição de sua novel Súmula n. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. 08) e. XXII. sem prejuízo do cômputo da efetiva jornada de labor para efeito de remuneração. §4º. da CLT. 71 da CLT). de acepção mais restrita. bem como pelo artigo 790 §3º. todas do C.584/70. da Súmula n. da CLT. da SDI-I. nego provimento. no Processo do Trabalho. Assim. repercutindo. INTERVALO INTRAJORNADA. ART. nos termos do § 3º. Na hipótese vertente. 185/2012. 790. 71 DA CLT (conversão das Orientações Jurisprudenciais nºs 307. NATUREZA JURÍDICA SALARIAL (DJ 14. DEJT divulgado em 25. Com razão. em seu recurso. não estão atendidos os pressupostos previstos na Lei n. No entanto. Em que pese o respeito pelas abalizadas opiniões em contrário. No âmbito desta Especializada. A reclamada alega que a justiça gratuita só pode ser deferida com o preenchimento de todos os requisitos elencados pelas Leis nº.584/70 e 7. portanto. saúde e segurança do trabalho. Recentemente. Ademais.5. asseverando que os honorários somente são devidos nas hipóteses da Lei 5. 2. para repouso e alimentação. no mínimo. restringindo-se o pagamento dos honorários advocatícios ao disposto na Lei n. a não concessão ou a concessão parcial do intervalo intrajornada mínimo. extensivo a quem não esteja assistido por Sindicato (prevista no § 3º.Res. Salienta que a correção deve incidir a partir da época própria para . para reconhecer que a concessão parcial do intervalo intrajornada mínimo. garantido por norma pública (art.115/83. quando não concedido ou reduzido pelo empregador o intervalo mínimo intrajornada para repouso e alimentação. os beneficiários da assistência judiciária gratuita. com o advento da Lei nº 8.º 307. 219 e 329 e pela OJ n. não prescinde dos requisitos da Lei n.2. determinou que o seu cálculo fosse realizado a partir do primeiro dia útil do mês subseqüente. À luz do expendido. 2. quanto à correção monetária. Este é uma faculdade do juiz. com base na declaração de miserabilidade jurídica. infenso à negociação coletiva (grifo nosso) Mesmo entendendo que a melhor interpretação da regra contida no artigo 71.584/70. para excluir da condenação os honorários advocatícios. andou bem o juízo de origem ao deferir o benefício da justiça gratuita. 71. são os que preenchem os requisitos da Lei n. que merece reforma a r. sentença de piso que. o princípio da sucumbência no Processo Trabalhista.923/94. quando a lide versar sobre relação de emprego. da CLT. A assistência judiciária gratuita tem previsão tanto no artigo 14 da Lei n. curvome ao posicionamento insculpido no item I. quais sejam. 5. assistência por Sindicato de classe e percepção de remuneração igual ou menor que o dobro do salário mínimo ou impossibilidade de demandar sem prejuízo do sustento próprio ou da família. da CLT). assim. 342. ou seja.584/70. TST. a assistência sindical e a comprovação da miserabilidade jurídica. também por disciplina judiciária.584/70. e não apenas daquele suprimido.584/70 para a concessão da assistência judiciária gratuita. 26 e 27.03.

pois. 1ªT . a partir do dia 1º. 23 de Setembro de 2013 150 pagamento. a seguir transcrito é nesse sentido: "(.2. sofrerão juros de mora equivalentes à TRD acumulada no período compreendido entre a data de vencimento da obrigação e seu efetivo pagamento'. sentença que condenou-a a proceder ao pagamento da contribuição previdenciária incidente sobre a cota patronal e pela quota do empregado. Incidência da Orientação Jurisprudencial n.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. do art. Na hipótese vertente.2ª Reg.) 3. vez que as parcelas.Esta Corte Superior tem posicionamento pacífico no sentido de que a época própria para a incidência dos índices de correção monetária dos débitos trabalhista é a do mês subseqüente ao da prestação de serviços. resultante de condenação judicial referente a verbas remuneratórias. ante o princípio da irretroatividade. Correção monetária . (ex-OJ nº 124 da SBDI-1 .212/91. a faculdade de efetuar o pagamento do mês vencido até o 5º dia útil do mês subseqüente. seja qual fosse seu valor. perfilho-me à jurisprudência dominante do C. não se podendo retroagir a data do vencimento da obrigação para o dia primeiro do mês de competência para cômputo de correção monetária. e convertida na Lei 11. quando não satisfeitos pelo empregador nas épocas próprias assim definidas em lei. quanto aos juros e multa. mas apenas concede ao empregador. não foram pagas na época própria. e a regra deste último para aquele que abrange o período de sua vigência (a partir de 03/03/2009). a partir de 03/03/2009. (. CONDENA-ÇÃO DO EMPREGADOR EM RAZÃO DO INADIMPLEMENTO DE VER-BAS REMUNERATÓRIAS. Rel. até a prolação da decisão trabalhista e seu trânsito em julgado.inserida em 20. e não apenas a do reclamado. nos exatos termos em que preceitua o artigo 39 da Lei n. III. somente pode ser aplicável aos fatos ocorridos após a sua vigência. 124 do Tribunal Superior do trabalho. Em se tratando de contribuição previdenciária incidente sobre verbas deferidas em decisão judicial. 22 e 25. 276 do Decreto 3. Argumenta que a lei fixa o termo final para cumprimento das obrigações de pagamento de salário. dou parcial provimento para determinar a aplicação do valor histórico à cota parte da contribuição previdenciária devida pelo reclamante.04. deferidas judicialmente. Emmanuel Pereira. 129/2005. 715.05. que seia o 5º dia útil do mês subseqüente ao vencido. Isso posto. ( TSTRR-612. in verbis: “SUM-381 CORREÇÃO MONETÁRIA. 128 do CTN).1998)” Nego provimento. porque o legislador. que determinou a incidência da correção monetária na forma da lei. Contudo. Nesse sentido. ainda existe controvérsia sobre o crédito do trabalhador.351/99. considerando que o contrato de trabalho do reclamante abrange período anterior e posterior à vigência do artigo 43 da Lei 8. 2. SALÁRIO. O pagamento dos salários até o 5º dia útil do mês subseqüente ao vencido não está sujeito à correção monetária. o artigo 195.177/91.212/91. que considerou a data da prestação de serviços como fato gerador das contribuições previdenciárias incidentes sobre as verbas resultantes de decisões em reclamatórias trabalhistas. é do empregador e incide sobre o total da condenação. vez que. como disposto no artigo 459 da CLT c/c artigo 39. ao determinar que 'os débitos trabalhistas de qualquer natureza. e a regra deste último para aquele a partir de sua vigência. in verbis: "OJ-SDI1-363 DESCONTOS PREVIDENCIÁRIOS E FISCAIS.Res. por óbvio. o encargo financeiro do empregado não pode ser transferido para o empregador. acordo ou convenção coletiva. na súmula 381. da Constituição da República. da Lei nº 8. da Constituição da República. Min." Assim.6. TST. DJU 7. 8. Em suma. 8. nos termos do artigo 150. incidirá o índice da correção monetária do mês subseqüente ao da prestação dos serviços. o referido desconto deve levar em consideração as cotas de responsabilidade de ambos os litigantes.04.. não restou comprovado que a recorrente se utilizava da faculdade legal.212/91 (05/03/2007 a 15/12/2010). ART. Assim sendo.2008) A responsabilidade pelo recolhimento das contribuições social e fiscal.177/91. de maneira que a nova regra previdenciária somente será aplicada às prestações de serviço realizadas a partir de 03 de março de 2009 (90 dias após a publicação da MP). Ademais. a partir do 1º dia útil do mês subseqüente à prestação dos serviços. Em matéria de correção monetária. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. quanto ao período do contrato de trabalho que antecede a alteração do artigo 43 da Lei n. inclusive conforme pacificado pelo C. a qual não necessariamente ocorre no 5º dia útil. Insurge-se a reclamada contra a r. 459 DA CLT (conversão da Orientação Jurisprudencial nº 124 da SBDI-1) .7. consagrada na Orientação Jurisprudencial nº 363. pois agrava a situação do contribuinte. vez que somente por disposição expressa de lei é que se pode excluir a responsabilidade do contribuinte. sentença normativa ou cláusula contratual. bem como para determinar a incidência dos juros e multa sobre as contribuições previdenciárias observe o prazo estipulado no artigo art.0 . Se essa data limite for ultrapassada. . Ademais. que informa que a culpa do empregador pelo inadimplemento das verbas remuneratórias não elide a responsabilidade do empregado pelo pagamento da totalidade do Imposto de Renda e da quota-parte que lhe cabe da contribuição previdenciária..2.941/2009). 2. transferindo o respectivo encargo financeiro com o tributo para terceiros (art. Vejamos. sendo oportuno observar que o argumento de pagamento tardio não justifica a responsabilização exclusiva do empregador. da Lei 8. o obreiro não se eximiria da incidência dos descontos Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 previdenciários. ressalto que a regra do § 2º. deverá ser observado. publicada em 04/12/2008. entendo que deve ser mantida a r.048/99. no parágrafo único do art..2005. DJ 20. para fins de aplicação dos juros e multa s