Caderno Judiciário do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO

DIÁRIO ELETRÔNICO DA JUSTIÇA DO TRABALHO
PODER JUDICIÁRIO

REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL

Nº1317/2013

Data da disponibilização: Segunda-feira, 23 de Setembro de 2013.

DEJT Nacional

Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO MARCELLO MACIEL MANCILHA Desembargador Presidente e Corregedor ANA PAULA TAUCEDA BRANCO Desembargadora Vice-Presidente Rua Pietrângelo de Biase, 33 Centro Vitória/ES CEP: 29010190 Telefone(s) : (27) 3321-2400

SECRETARIA DO TRIBUNAL Acórdão Acórdão
Processo Nº AACC-3500-27.2013.5.17.0000
Processo Nº AACC-3500/2013-000-17-00.9

Autor

Réu

Plurima Réu Advogado

MINISTERIO PUBLICO DO TRABALHO - PROCURADORIA REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIAO SINDICATO DOS TRABALHADORES EM TRANSPORTES RODOVIARIOS DO EST. ES - SINDIRODOVIARIOS VIACAO AGUIA BRANCA S A John Aluisio Uliana(OAB: 006519 ES)

ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0003500-27.2013.5.17.0000 Ação Anulatória de Cláusulas Convencionais Autor: MINISTERIO PUBLICO DO TRABALHO - PROCURADORIA REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIAO Réus: SINDICATO DOS TRABALHADORES EM TRANSPORTES RODOVIARIOS DO EST. ES - SINDIRODOVIARIOS VIACAO AGUIA BRANCA S A Origem: TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO - ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Revisor: DESEMBARGADOR JOSÉ LUIZ SERAFINI ACORDO COLETIVO DE TRABALHO. CLÁUSULA QUE AUTORIZA REGIME DE COMPENSAÇÃO 12X36. VALIDADE. A Carta Política de 1988 fomenta a negociação coletiva, com reconhecimento expresso das convenções e dos acordos coletivos de trabalho, sendo certo que o inciso XIII do art. 7º da Carta Magna autoriza a flexibilização da jornada de trabalho, via instrumento negocial. Reputa-se válida, pois, a escala de 12x36 fixada em norma coletiva, Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

quando o excesso da jornada é compensado por folgas mais elásticas, hipótese, inclusive, que encontra paralelo no banco de horas estabelecido pelo § 2º do art. 59 da CLT e respaldo nos princípios do conglobamento e da norma mais favorável. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de Ação Anulatória de Cláusulas Convencionais, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO Trata-se de Ação Anulatória proposta pelo MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO em face do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Espírito Santo – SINDIRODOVIÁRIOS; Viação Águia Branca S.A, visando à anulação das seguintes cláusulas: Décima Sétima – Parágrafo Primeiro, Vigésima Quinta e Vigésima Sexta, do Acordo Coletivo de Trabalho 2011/2012 firmado pelos réus. As Cláusulas tratam, respectivamente, da escala de revezamento 12 x 36, do empregado reabilitado e da rescisão contratual. Com a inicial vieram os documentos de fls. 12/40. Decisão desta Relatora, à fl. 44, reconhecendo, por disciplina judiciária, a competência funcional deste Tribunal para apreciar e julgar a presente ação e determinando a citação dos réus. Apesar de regularmente intimado (fl. 42) não houve manifestação do 1.º reclamado, Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Espírito Santo – SINDIRODOVIÁRIOS. Contestação da 2.ª ré, Viação Águia Branca S.A., às fls. 45-v.º/53 e às fls. 54/69, alegando preliminar de carência de ação por perda superveniente do interesse processual do requerente. No mérito, pleiteia sejam julgados improcedentes os pedidos relativos à anulação das cláusulas, anuindo, todavia, à adequação de sua redação aos limites propostos pelo Autor, resguardada, no caso do parágrafo primeiro da Cláusula Décima Sétima, a adoção da jornada 12 x 36 para alguns trabalhadores, porque permitida pela jurisprudência sumulada do C. TST. Razões finais apresentadas pelo Ministério Público do Trabalho, às fls. 102/106, pugnando pela procedência dos pedidos. Razões finais do 2.º réu, às fls. 107/109, reportando-se às razões lançadas na peça de defesa. Não foram apresentadas razões finais pelo sindicato demandado. É o relatório. FUNDAMENTAÇÃO 2.1. PRELIMINAR – INEXISTÊNCIA DE INTERESSE – CARÊNCIA DE AÇÃO – EXPIRAÇÃO DO PRAZO DE VIGÊNCIA DA NORMA COLETIVA IMPUGNADA – ARGUIDA PELA 2.ª DEMANDADA Assevera a 2.ª demandada (Viação Águia Branca S.A.) estarem caracterizadas a falta de interesse processual e carência de ação, uma vez que o autor pretende a anulação de cláusulas de instrumento coletivo de trabalho cujo prazo de vigência expirou em 31 de maio de 2012. Destarte, pleiteia o acolhimento da referida preliminar, com a consequente extinção da presente ação anulatória sem resolução do mérito, nos termos dos artigos 301, X e 267, VI do Código de Processo Civil. Com efeito, em que pese seja incontroverso o término da vigência do instrumento coletivo em questão, a jurisprudência da SDC do C.

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TST tem reconhecido a subsistência do interesse do Ministério Público do Trabalho na anulação de cláusulas coletivas por perdurarem, no plano normativo, seus efeitos, uma vez que integram os contratos individuais de todos os integrantes da categoria profissional. Nesse sentido, os seguintes julgados: “AÇÃO ANULATÓRIA. CLÁUSULA DE CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO. PERDA DE OBJETO - O entendimento da Seção Especializada em Dissídios Coletivos desta Corte, em relação à matéria, pacificou-se no sentido de que, não obstante tenha se exaurido o período de vigência do Acordo Coletivo, o Tribunal deve manifestar-se sobre o pedido, ou seja, acerca da nulidade da cláusula constante no ajuste coletivo, pois a conclusão possibilitará, em caso de procedência do pleito, que os empregados atingidos pelo cumprimento do acordado possam pleitear a restituição dos valores relativos aos descontos efetuados em seus salários a tal título. Recurso conhecido e provido” (TST-ROAA-735.256/2001.0, Rel. Min. José Luciano de Castilho Pereira, DJ de 06/09/01). “EXTINÇÃO DO PROCESSO SEM JULGAMENTO DO MÉRITO. INTERESSE DE AGIR REMANESCENTE. I - Remanesce o interesse de agir do recorrente para declaração de nulidade das cláusulas indicadas na inicial, visto que o Termo Aditivo ao Acordo Coletivo, pelo qual foram regularizadas as cláusulas impugnadas, tem vigência futura, a partir da data da sua celebração, não desfrutando de efeito retroativo de modo que, a persistir a extinção do processo sem exame do mérito, as cláusulas então pactuadas manterão sua normatividade no hiato de tempo compreendido entre a vigência do acordo e a superveniência do Termo Aditivo” (TSTROAA-111/2005-000-24-00.8, Rel. Min. Barros Levenhagen, DJ de 27/10/06). “RECURSO ORDINÁRIO EM AÇÃO ANULATÓRIA. VIGÊNCIA DA CONVENÇÃO COLETIVA. DA FALTA DE INTERESSE DE AGIR. Mesmo não estando mais em vigor a convenção coletiva, permanece o interesse de agir do Parquet que, ao propor a anulação de cláusulas convencionais via ação anulatória, não busca somente interromper seus efeitos presentes e futuros, objetiva também resguardar o direito dos trabalhadores de buscar no Poder Judiciário o que lhes foi incorretamente imposto pelas cláusulas impugnadas na presente ação anulatória” (TST-ROAA815.783/2001.3, Rel. Min. Vieira De Mello Filho, DJ de 02/03/07). “PRELIMINAR DE IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DO PEDIDO PELA PERDA DE OBJETO. I - A preliminar de impossibilidade jurídica do pedido não decorre de eventual perda de objeto. Ela diz respeito à vedação por lei à pretensão deduzida em juízo. II - A circunstância de ter expirado o prazo de vigência do instrumento normativo não implica perda de objeto ou falta de interesse processual superveniente. É que enquanto esteve em vigor produziu efeitos relativamente às cláusulas objeto da ação anulatória, cuja decisão que acolher a sua nulidade tem efeito retroativo, contemporâneo à celebração daquele instrumento. Preliminar rejeitada” (TST-ROAA-269/2006-000-08-00.6, Rel. Min. Barros Levenhagen, DJ de 26/10/07). Destarte, rejeito a preliminar. 2.2. ESGOTAMENTO DA VIA ADMINISTRATIVA – ARGUIDA PELA 2.ª DEMANDADA A 2.ª requerida, em defesa, aduz que, notificada da instauração do procedimento administrativo pelo representante do Ministério Público do Trabalho para verificação da licitude das três cláusulas em destaque, (PP n.º 00014.2012.17.0000) e para que se manifestasse sobre a eventual existência de interesse em uma solução negociada para a questão, aquiesceu quanto à solução negociada das cláusulas 25.ª e 26.ª, manifestando-se, outrossim, Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

quanto à legalidade do parágrafo décimo primeiro da Cláusula 17.ª. Assevera que após a realização de audiência de conciliação, mesmo tendo apresentado texto com alterações ao referido parágrafo, no intuito de encontrar uma solução negociada para o caso, foi surpreendida com o ajuizamento da presente Ação Anulatória. Argumenta, pois, que a presente ação não poderia ser ajuizada antes que houvesse uma tentativa definitiva e final de solução negociada da questão pela via administrativa, pois sempre se colocou à disposição para resolver as questões suscitadas. Afirma, ainda, que não tomou ciência do despacho que rejeitou a proposta de redação formulada administrativamente. Com efeito, o Ministério Público do Trabalho, ao refutar tais alegações, assevera que em 08.02.2013 foram expedidas notificações de n.º 34412 e 34412, documentos que foram regularmente colacionadas aos autos. Ainda que assim não fosse, o esgotamento da via administrativa não se qualifica como pressuposto processual ou condição da ação, não sendo requisito intransponível para admissibilidade da ação anulatória. Rejeito. 2.3. DESCONSIDERAÇÃO DA CONTESTAÇÃO – ARGUIDA PELO MPT Pleiteia o Ministério Público do Trabalho, em razões finais, a desconsideração da contestação de fls. 54/69, apresentada pela 2.ª ré, ao argumento de que esta incorreu em preclusão lógica/consumativa, pois já havia apresentado, no mesmo dia, a referida defesa, subscrita pela mesma advogada. Acolho, todavia, a argumentação da requerida, porque razoável a argumentação de que a apresentação de duas peças contestatórias tenha sido materializada por excesso de zelo, devida à insegurança quanto ao seu regular recebimento por meio do sistema de peticionamento eletrônico. Tanto é assim, que as peças foram apresentadas no mesmo dia, com o mesmo teor, com apenas trinta minutos de diferença, subscritas pelo mesmo procurador. Rejeito. 2.3. ADMISSIBILIDADE Atendidas as condições da ação e estando presentes os pressupostos processuais de desenvolvimento válido e regular do processo, admito a ação anulatória. 2.3. MÉRITO 2.3.1. PARÁGRAFO DÉCIMO PRIMEIRO DA CLÁUSULA 17.ª DO ACORDO COLETIVO DE TRABALHO A primeira cláusula cuja declaração de nulidade se pretende é a seguinte, in verbis: “Cláusula Décima Sétima – A jornada normal de trabalho para todos os empregados, com atividades nas linhas interestaduais de passageiros, fica fixada em 44 (quarenta e quatro) horas semanais, observando o disposto nos parágrafos desta cláusula. Parágrafo Décimo Primeiro – É ainda facultado à empresa empregadora a adoção de carga horária diferenciada para os empregados vinculados a serviços do pessoal de apoio logístico, a exemplo dos vigilantes, executável, em tal serviço, com regime de trabalho, a sistemática de escala de 12 (doze) horas de serviço por 36 (trinta e seis) horas de descanso.” Sustenta o d. Ministério Público do Trabalho que a permissão, em branco, para a realização de escala de revezamento de 12 x 36, sem qualquer ressalva de setores eventualmente perigosos e insalubres e/ou atividades de risco, contraria a Constituição Federal (incisos XIII, IIV e XXII, do art. 7.º e o art. 195 c/c art. 59, 60 e 61 da CLT e Súmula n.º 423 do C. TST).

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Expõe que a negociação coletiva está adstrita às mínimas garantias instituídas por lei, e que a redação da Súmula n.º 444, editada, recentemente, pelo C. Tribunal Superior do Trabalho, não deixa dúvidas quanto à excepcionalidade da utilização de tal jornada e à exigência de critérios objetivos para a sua fixação. Afirma, pois, que essa fixação não pode ficar ao arbítrio do empregador e de suas necessidades, mormente quando em voga atividades insalubres, perigosas e de risco, sob pena de transformar o instrumento coletivo em ato unilateral. Pleiteia a anulação do parágrafo Décimo Primeiro da Cláusula 17.ª, relativamente à jornada de trabalho em turnos ininterruptos de revezamento, com relação às atividades insalubres, perigosas/de risco, em virtude de contrariedade ao disposto nos incisos XIII, XIV, XXII e XXIII do art. 7.º e art. 195 da CRFB, além dos princípios da dignidade da pessoal humana, valores sociais do trabalho e a busca do pleno emprego, e, finalmente, da Súmula 423 do C. TST, além da dubiedade quanto à fixação da carga horária mensal, podendo inclusive acarretar a quitação proporcional do piso salarial e, ainda, a limitação do adicional noturno (Cláusula 8.ª). Aduz a requerida, que apresentou, com base nas orientações passadas na audiência realizada no MPT, que apresentou novo texto discriminando as funções que poderiam fazer a jornada de trabalho 12x36, conforme abaixo: Parágrafo Décimo Primeiro – É ainda facultado à empresa empregadora a adoção de carga horária diferenciada para o motorista em conformidade com o disposto contido no Arrigo 235-F da CLT e cobradores, bem como os empregados vinculados a serviços do pessoal de apoio logísticos, a exemplo dos assistentes de operação, agentes de vendas, manuten~ção, despachantes de pista e trafego, vistoriadores de veículos, porteiros, vigias, seguranças e lavadores, executável, em tal situação, com regime de trabalho, a sistemática de ecala de 12 (doze)horas de serviço por 36 (trinta e seis) horas de descanso, nos termos da súmula 444 do Tribunal Superior do Trabalho. Aduz que não possui mais em seu quadro de funcionários a função de vigilante, pois todo o serviço hoje encontra-se terceirizado, e que não possui em seus quadros nenhum funcionário que trabalhe em áreas eventualmente perigosas e insalubres e/ou atividades de risco na escala de 12x36, pois todos os que laboram nessas condições estão submetidos à jornada normal de trabalho estabelecida pela CLT, CRFB e outros dispositivos legais. Tanto é assim, que concordou em alterar tal cláusula, mas que sempre deixou clara a necessidade de manutenção dessas jornadas, com os devidos ajustes, pois está pacificado pelo TST que é possível a sua adoção, a teor da Sumula 444 do C. TST. Com efeito, esta Relatora possui convencimento firmado sobre a questão, no tocante ao reconhecimento das Convenções e Acordos Coletivos de trabalho, em atenção ao inciso XXVI, do artigo 7º, da Constituição Federal de 1988. Ressalto que a Carta Constitucional prestigia a flexibilização de certas regras do Direito do Trabalho, no intuito de harmonizar as fontes autônomas e heterônomas, a fim de garantir, por um lado, melhores condições de trabalho e, por outro, a sobrevivência da empresa, sempre com a interveniência da entidade sindical, na defesa dos interesses de seus representados. Não se pode olvidar, ainda, que a interpretação da norma coletiva obedece ao princípio do conglobamento, onde a conquista da categoria não é aquilatada pela análise isolada de uma só cláusula, mas do seu conjunto. Ademais, não se pode olvidar que ninguém melhor do que a própria categoria profissional, personificada pelo Sindicato, para avaliar as vantagens e desvantagens de um pacto. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

Ressalte-se que entendimento contrário estimula cômoda irresponsabilidade por parte das entidades sindicais que não se sentem cobradas pela categoria que representam a entabular verdadeiras negociações coletivas. Na medida em que o Judiciário, com o escopo de proteger o trabalhador hipossuficiente, nega validade aos acordos firmados, na verdade contribui para o enfraquecimento dos sindicatos e a perpetuação da condição de inferioridade dos trabalhadores. Com efeito, as jornadas realizadas nesses tipos de escalas são estabelecidas em razão das peculiaridades das funções desempenhadas pelos trabalhadores que a elas se submetem, trazendo vantagens para o trabalhador, que passa a dispor de mais tempo para a família, convívio social, lazer, descanso, participação em cursos de qualificação profissional ou até o desenvolvimento de outra atividade, com possibilidade de maiores ganhos. Tais benefícios, quando contrapostos à extrapolação da jornada normal, evidenciam um maior ganho ao obreiro. Nesse diapasão, o excesso de jornada é compensado por folgas mais elásticas, hipótese que encontra paralelo no banco de horas estabelecido pelo § 2º, do art. 59, da CLT. Logo, julgo improcedente o pedido de anulação do Parágrafo Primeiro da Cláusula Décima Sétima. 2.3.2. CLÁUSULA 25.ª DO ACORDO COLETIVO DE TRABALHO – DO EMPREGADO REABILITADO Abaixo a redação da Cláusula impugnada, in verbis: “Cláusula 25.ª – DO EMPREGADO REABILITADO O empregado afastado, em função de doença e/ou acidente de trabalho, que vier a ser reabilitado pelo Órgão previdenciário, para função diversa daquela que anteriormente exercia e com remuneração inferior, ficará passível de alteração salarial, para função diversa daquela que anteriormente exercia e com remuneração inferior, ficará passível de alteração salarial, para adequação à função a ser pelo mesmo exercida.” Sustenta o d. Ministério Público do Trabalho que é patente o caráter discriminatório da estipulação, ante a pactuação da redução da remuneração do trabalhador reabilitado pela Previdência Social algumas vezes até mesmo em decorrência de doença ou acidente de trabalho sofrido na própria empresa – para adequação à função a ser pelo mesmo exercida (grifou-se no original), ocorrendo afronta ao disposto no inciso XXXI do art. 7.º da CRFB. A requerida assevera que ainda que este seja o texto da norma coletiva, não procede desta forma, e que, portanto, não há qualquer objeção a que a mesma seja adequada à legislação em vigor, ou que haja a retirada de qualquer texto que possa evidenciar intuito discriminatório. Aqui, tem razão o parquet. Com efeito, ainda que seja considerada a anuência da 2.ª reclamada à adequação do conteúdo da norma coletiva e à retirada de texto que possa evidenciar caráter discriminatório, impõe-se o registro de que a reabilitação do trabalhador não pode implicar em prejuízo ao seu patamar salarial, sem que se vislumbre ofensa ao disposto no art. 7.º, VI da Constituição Federal, mormente se a impossibilidade do exercício da função decorre de fatos alheios à sua vontade. Destarte, julgo procedente o pedido para anular a Cláusula Vigésima quinta. 2.3.1. CLÁUSULA 26.ª DO ACORDO COLETIVO DE TRABALHO – RESCISÃO CONTRATUAL Abaixo a redação da Cláusula impugnada, in verbis: “Cláusula 26.ª – RESCISÃO CONTRATUAL Na ocorrência de dissolução contratual, a empresa deverá efetuar o pagamento das verbas rescisórias devidas ao empregado, no prazo

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máximo de 10 (dez) dias úteis contados do desfazimento do vínculo, sob pena de, em não fazendo, pagar ao trabalhador o débito devidamente corrigido, de conformidade com os índices legais. Parágrafo único – Ocorrendo recusa por parte do empregado em proceder o recebimento das parcelas oferecidas, a empresa poderá liberar-se da sanção acima estipulada, desde que comunique o fato ao sindicato acordante, no prazo fixado nesta cláusula para pagamento, anexando à comunicação o instrumento de rescisão contratual com o qual não concordou o trabalhador. Alega o Ministério Público do Trabalho que o poder de negociação das partes não pode flexibilizar a lei e, simplesmente, aviltar o direito individual do trabalhador, via norma coletiva. Nada obsta a que o Sindicato forneça documento comprobatório da ausência do trabalhador, mas, não podem os convenentes pactuar a isenção do empregador à multa prevista em lei (art. 477 da CLT), cabendo à empresa tomar as providências cabíveis previstas legalmente, para resguardar seus direitos. Requer, pois, a declaração de nulidade do disposto no parágrafo único da Cláusula 26.ª por afronta ao art. 477 e seus parágrafos da CLT. Afirma a requerida que jamais deixou de proceder à rescisão contratual de seus funcionários conforme o disposto no art. 477 da CLT, tampouco pretendeu, através da referida Cláusula, revogá-lo. Em face disso, e como já havia asseverado durante o procedimento administrativo perante o MPT, coloca-se à disposição para proceder às adequações necessárias e, para tanto, sugere o seguinte teor: “Na ocorrência de dissolução contratual, a empresa deverá efetuar o pagamento das verbas rescisórias devidas ao empregado no prazo legal, em conformidade com o artigo 477 e seus parágrafos, especialmente o 6.º, letras “a” e “b”, da Consolidação das Leis do Trabalho. Parágrafo único – Ocorrendo recusa por parte do empregado em proceder ao recebimento das parcelas oferecidas, a empresa poderá efetuar o depósito na conta corrente ou poupança, no prazo estabelecido pelo Artigo 477 e seus parágrafos da CLT, comunicando o fato ao sindicato acordante, no prazo fixado nesta cláusula para pagamento, anexando uma cópia no instrumento de rescisão contratual com o qual não concordou o trabalhador.” Vejamos. O fato de a 2.ª requerida aquiescer à adequação dos termos da referida Cláusula também impõe a procedência do pedido, no particular, mormente porque a flexibilização dos direitos trabalhistas não pode afrontar as disposições legais mínimas de proteção ao trabalhador. Julgo procedente o pedido para anular o parágrafo único da Cláusula Vigésima Sexta. 3 CONCLUSÃO ACORDAM os Desembargadores do Tribunal Pleno da 17ª Região, por unanimidade, rejeitar as preliminares de carência de ação e falta de interesse e inobservância do esgotamento da via administrativa, arguidas pela 2.ª demandada em contestação; rejeitar a preliminar de desconsideração da contestação pelo Ministério Público do Trabalho, admitir a ação anulatória; e, no mérito, por maioria, julgar parcialmente procedentes os pedidos formulados na ação para anular as cláusulas vigésima quinta e vigésima sexta do Acordo Coletivo de Trabalho 2011/2012 firmado entre o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Espírito Santo – SINDIRODOVIÁRIOS e a Viação Águia Branca S.A. Custas pro-rata pelos réus, no valor de R$ 700,00 (setecentos reais). Vencidos, quanto à anulação do parágrafo primeiro da cláusula décima sétima, os Desembargadores Carlos Henrique Bezerra Leite e Carmen Vilma Garisto. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

Suspeição do Desembargador Lino Faria Petelinkar. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 18 de setembro de 2013: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente), Desembargador José Luiz Serafini, Desembargadora Claudia Cardoso de Souza, Desembargador Carlos Henrique Bezerra Leite, Desembargador Jailson Pereira da Silva, Desembargadora Carmen Vilma Garisto e Juíza Sônia das Dores Dionísio. Procurador: João Hilário Valentim. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora

Acórdão
Processo Nº MS-15600-14.2013.5.17.0000
Processo Nº MS-15600/2013-000-17-00.0

Impetrante Advogado Impetrado Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor

ADENIR CUSTODIO Joaquim Augusto de Azevedo Sampaio Netto(OAB: 009624 ES) JUIZ TITULAR DA 6ª VARA DO TRABALHO DE VITORIA - ES JOSE LOVATI LUIZ CARLOS DARIVA LUIS CARLOS CORREA DA PENHA VALENTIM ACERBI ANDRADE SEBASTIAO JOSE WELLINGTON DIAS DA SILVA

ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0015600-14.2013.5.17.0000 MANDADO DE SEGURANÇA Impetrante: ADENIR CUSTODIO E OUTROS Impetrado: JUIZ TITULAR DA 6ª VARA DO TRABALHO DE VITORIA - ES Litisconsorte: COMPANHIA DOCAS DO ESPIRITO SANTO CODESA Origem: TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO - ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA. MANDADO DE SEGURANÇA. EXECUÇÃO DEFINITIVA. DECISÃO QUE INDEFERE A LIBERAÇÃO DOS VALORES INCONTROVERSOS ATÉ O JULGAMENTO DO AGRAVO DE PETIÇÃO. ILEGALIDADE. Se o art. 897 § 1.º da CLT autoriza a imediata execução de parcela dos cálculos eventualmente incontroversa, reputa-se ilegal a decisão que, em execução definitiva, indefere a liberação de qualquer valor até o trânsito em julgado da decisão proferida nos embargos à execução. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de MANDADO DE SEGURANÇA, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO Trata-se de Mandado de Segurança impetrado por ADEMIR CUSTODIO E OUTROS, contra ato jurisdicional praticado pelo MM. Juízo da MMª 6ª Vara do Trabalho de Vitória/ES, que indeferiu o pedido de liberação dos valores incontroversos aos exequentes, determinando que estes aguardassem o trânsito em julgado da r. sentença que julgou os embargos à execução/impugnação à sentença de liquidação. Sustentam que o indeferimento da liberação de valores avilta seu direito líquido e certo ao imediato recebimento dos valores incontroversos, bem como viola o inciso I do art. 655 do CPC e o § 1º do art. 897 da CLT, e ainda, fulminam o direito fundamental à razoável duração do processo, consagrado no art. 5.º LXXVIII da CRFB, mormente porque já aguardam por 13 anos o recebimento dos haveres que pleitearam, ressaltando que, no processo

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trabalhista, os recursos possuem efeito meramente devolutivo, a teor do art. 899 da CLT. Inicial (fls. 02/07) e documentos (fls. 08/386). Tendo sido observada a irregularidade de representação dos impetrantes e determinada a sua regularização, vieram aos autos os instrumentos procuratórios, à exceção do autor JOSÉ LOVATI, que não o apresentou, o que importou a extinção do feito sem resolução do mérito, na forma do artigo 267, inciso IV c/c art. 284, parágrafo único, do Código de Processo Civil, em relação ao impetrante. Liminar deferida por esta Relatora, conforme decisão proferida às fls. 424/425. Apesar de regularmente citada (fl. 428) não houve manifestação da litisconsorte. Informações prestadas pela Autoridade Coatora à fl. 430 sem a vista dos autos físicos, uma vez que estes se encontravam neste E. Tribunal para julgamento do agravo de petição interposto. Mencionou-se que o indeferimento da liberação dos valores incontroversos deveu-se à tentativa de evitar tumulto processual, haja vista que a apuração dos valores incontroversos deveria ser operacionalizada por meio próprio, qual seja, a carta de sentença. Parecer do i. Representante do Ministério Público do Trabalho às fls. 433/435, oficiando pelo não cabimento do mandamus, haja vista a existência de recurso próprio – agravo de petição – o qual, inclusive, foi regularmente interposto. Em relação ao mérito, oficia pela concessão da segurança, ou seja, pela definitividade da liminar. FUNDAMENTAÇÃO 2.1. JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE Presentes os pressupostos de admissibilidade, impõe-se a admissibilidade do mandamus. Com efeito, em que pese o agravo de petição seja cabível das decisões proferidas na execução, é certo que, se a liberação dos valores incontroversos foi postergada para momento posterior ao trânsito em julgado da decisão proferida nos embargos à execução, é forçoso concluir que a veiculação dessa pretensão no agravo de petição não atingiria o fim colimado pelos exeqüentes, pois não permitiria a execução imediata da parte remanescente antes da remessa dos autos a este Tribunal, conforme preceitua o § 1.º do art. 897 da CLT. 2.2. MÉRITO Aduzem os impetrantes que, na indigitada reclamação trabalhista, pleitearam a reintegração no emprego, pagamento de horas extras, salário produção, etc., e que liquidada a conta, apresentaram impugnação à sentença de liquidação, sendo que a reclamada também opôs embargos à execução. Apreciadas ambas na mesma sentença, interpuseram os autores agravo de petição, tendo requerido, outrossim, a liberação dos valores incontroversos antes da remessa dos autos a este Tribunal para julgamento do apelo. Sustentam que o indeferimento da liberação de valores avilta seu direito líquido e certo ao imediato recebimento dos valores incontroversos. Além disso, viola o inciso I do art. 655 do CPC e o § 1º do art. 897 da CLT, e ainda, fulminam o direito fundamental à razoável duração do processo, consagrado no art. 5.º LXXVIII da CRFB, mormente porque já aguardam há 13 anos o recebimento dos haveres que pleitearam. Ressaltam, finalmente, que no processo trabalhista, os recursos possuem efeito meramente devolutivo, a teor do art. 899 da CLT. À análise. Cumpre destacar que o ato inquinado de ilegal e de que cuida a ação mandamental foi proferido em execução definitiva, o que se constata por meio da certidão de trânsito em julgado, à fl. 145. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

Na hipótese ora examinada, conforme já salientado por ocasião da apreciação da liminar, reputo justificado o deferimento da providência requerida pelos autores, uma vez demonstrada, em juízo sumário, a presença dos pressupostos autorizativos – fumus boni iuris e periculum in mora. Ainda que a liminar deferida tenha possuído efeito satisfativo, mormente porque permitiu a liberação, por alvará, dos valores incontroversos – o que já foi materializado, consoante se infere do andamento processual consultado no Portal do Tribunal - pelo que pude depreender da documentação anexada aos autos, inferi que as alegações possuem fundamento. Com efeito, apresentados os cálculos de liquidação pelos autores, a ré, a tempo e modo, impugnou os valores (fls. 148/158), o que, após manifestação conclusiva da contadoria (fl. 227) quanto à pertinência de suas alegações, ensejou a atualização de seus cálculos, vide despacho de fl. 228. Ora, os cálculos atualizados, portanto, foram os apresentados pela ré, os quais perfaziam em 01/04/2011 o montante de R$ 135.059,55, sendo que a majoração destes, ocorrida posteriormente, decorreu de impugnação apresentada pela União no tocante à conta de liquidação previdenciária. Apenas isso. Tanto é assim que os embargos à execução/agravo de petição manejados pela terceira interessada veiculam indignação quanto à conta previdenciária, em particular. Impende ressaltar, por oportuno, que a pretensão aqui veiculada encontra-se disciplinada pelo art. 897 § 1.º da CLT, que autoriza a imediata execução de parcela dos cálculos eventualmente incontroversa, o que implica concluir pela ilegalidade da decisão que indeferiu “...a liberação de qualquer valor até o trânsito em julgado da decisão de fls. 1247/1252 ...”, ou seja, que postergou a liberação de qualquer valor para momento posterior ao julgamento dos agravos de petição interpostos. Noutro giro, não há necessidade de maiores digressões quanto à premência da questão aqui veiculada, mormente se considerada a data do ajuizamento da reclamação trabalhista: 21/06/2000. Há 13 (treze) anos, pois. Por tais fundamentos, infiro que o ato dito coator padece de ilegalidade e, porquanto relevantes os fundamentos afirmados, ante a existência de direito líquido e certo dos impetrantes, torna-se imperiosa a concessão da segurança. Pelo exposto, concede-se a segurança pleiteada, mantendo-se a liminar deferida. Custas no importe de R$ 20,00, considerando o valor da causa, R$1.000,00, pela União, dispensada. 3. CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região, por maioria, admitir o mandado de segurança e, no mérito, por unanimidade, conceder a segurança pleiteada. Custas no importe de R$20,00 (vinte reais), considerando o valor da causa, R$1.000,00 (mil reais), pela União, dispensada do recolhimento. Vencidos, na admissibilidade, os Desembargadores Gerson Fernando da Sylveira Novais e Jailson Pereira da Silva. Impedimento das Desembargadoras Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi e Ana Paula Tauceda Branco. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 18 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente), Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais, Desembargadora Claudia Cardoso de Souza, Desembargador Jailson Pereira da Silva, Desembargador Lino Faria Petelinkar, Desembargadora Carmen Vilma Garisto e Juíza Sônia das Dores

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Dionísio. Procurador: João Hilário Valentim. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora

Acórdão
Processo Nº ED-23200-86.2013.5.17.0000
Processo Nº ED-23200/2013-000-17-00.8

Embargante Advogado Embargado

Advogado

T V V - TERMINAL DE VILA VELHA S.A Rodolfo Gomes Amadeo(OAB: 012493 ES) SINDICATO TRAB PORT PORT AVULSO VINCULO EMP PORTOS E S - SUPORT André Luiz Moreira(OAB: 007851 ES)

PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0023200-86.2013.5.17.0000 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: T V V - TERMINAL DE VILA VELHA S.A Embargado: O V. ACÓRDÃO DE FLS. 384/388-v - TRT 17ª. REGIÃO SINDICATO TRAB PORT PORT AVULSO VINCULO EMP PORTOS E S - SUPORT Origem: TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO - ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Se os embargos não demonstram a existência de omissão, de contradição, ou de obscuridade e revelam mero inconformismo da parte com o conteúdo meritório do acórdão, não merecem ser providos. Vistos, relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de DISSÍDIO COLETIVO - GREVE, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos por TVV – TERMINAL DE VILA VELHA S.A, em face do v. acórdão de fls. 348/388-v, sustentando omissão no julgado. FUNDAMENTAÇÃO 2.1.CONHECIMENTO Conheço dos embargos, pois presentes seus pressupostos de admissibilidade. 2.2.OMISSÃO Alega a embargante que no v. acórdão constou que houve paralisação por 48 horas, a partir do dia 24 de julho, contudo, não observou que também houve paralisação anterior, em 17 de Julho. Diz, ainda, que o v. acórdão é omisso, pois não houve nenhuma manifestação do embargado nas duas audiências de conciliação em relação à negativa de ajuizamento do dissídio coletivo. Por fim, aduz que na assembléia realizada em 19 de julho, a categoria profissional declarou que concordava com o dissídio coletivo ajuizado com relação à extensão do INPC sobre as demais cláusulas econômicas. Sem razão. Quanto à paralisação do dia 17 de junho, a sua ocorrência ou não em nada alteraria a conclusão do v. acórdão acerca da existência de greve. Em relação a não concordância da classe trabalhadora com o ajuizamento do dissídio coletivo, verifico que os argumentos apresentados pela embargante apenas rebatem a fundamentação Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

do julgado. Logo, não há qualquer um dos vícios previstos no art. 535, do CPC, no julgado embargado, sendo inapropriada a via dos embargos de declaração para o fim almejado. Deste modo, ante a total ausência do vício alegado, nego provimento aos Embargos de Declaração. 3.CONCLUSÃO Acordam os Magistrados do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região, por unanimidade, conhecer e negar provimento aos embargos de declaração. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 18 de setembro de 2013: Desembargadora Ana Paula Tauceda Branco (Presidente), Desembargador José Luiz Serafini, Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi, Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais, Desembargadora Claudia Cardoso de Souza, Desembargador Carlos Henrique Bezerra Leite, Desembargador Jailson Pereira da Silva, Desembargador Lino Faria Petelinkar, Desembargadora Carmen Vilma Garisto e Juíza Sônia das Dores Dionísio. Procurador: João Hilário Valentim. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora

Acórdão
Processo Nº MS-24500-83.2013.5.17.0000
Processo Nº MS-24500/2013-000-17-00.7

Impetrante Advogado Impetrado Plurima Autor Advogado

TRANSPORTADORA ITAPEMIRIM S/A Marlilson Machado Sueiro de Carvalho(OAB: 009931 ES) JUIZ TITULAR DA 4ª VARA DO TRABALHO DE VITORIA - ES VIAÇÃO ITAPEMIRIM S.A. Marilene Nicolau(OAB: 005946 ES)

ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0024500-83.2013.5.17.0000 MANDADO DE SEGURANÇA Impetrante: TRANSPORTADORA ITAPEMIRIM S/A E OUTRO Impetrado: JUIZ TITULAR DA 4ª VARA DO TRABALHO DE VITORIA - ES Litisconsorte: ANACLETO BERGAMIN Origem: TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO - ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA CONVÊNIO RENAJUD – RESTRIÇÃO DE CIRCULAÇÃO DE VEÍCULOS. CONCESSÃO PARCIAL DA SEGURANÇA. As hipóteses de restrição que compreendam a circulação de veículos deve reservar-se para situações que justifiquem tão extrema providência, quando evidenciado temor de alienação irregular, em hipóteses como as de fraude à execução ou contra credores. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de MANDADO DE SEGURANÇA, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO Trata-se de Mandado de Segurança impetrado por TRANSPORTADORA ITAPEMIRIM S/A e VIAÇÃO ITEPEMIRIM S/A, contra ato jurisdicional praticado pela MM. Juíza da 4.ª Vara do Trabalho de Vitória/ES, consistente, segundo relato inicial, no indeferimento do pedido de urgência para liberação imediata da restrição e circulação de todos os veículos constritos das impetrantes.

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Sustentam que a decisão atacada viola seu direito líquido e certo à propriedade privada, bem como revela ofensa aos princípios da livre iniciativa e do devido processo legal, violação ao valor social do trabalho e à função social da empresa, além de malferir seu direito líquido e certo a que a execução se processe pelo modo menos gravoso, mormente porque há outros mecanismos de satisfação do crédito. Aduzem que uma vez quitado o débito em relação ao exeqüente, a execução processada refere-se apenas ao pagamento de contribuições previdenciárias, cujos valores, segundo alegam, não guardam consonância com o comando sentencial, pois além de majorados, incluem multa de 20% (vinte por cento) arbitrada pelo Juízo “por ato atentatório à dignidade da justiça”. Asseveram que após a realização infrutífera do BacenJud nas contas bancárias da 1.ª impetrante, foram lançadas tais restrições em 20 (vinte) de seus veículos, inclusive de circulação, mesmo tendo oferecido bem à penhora suficiente para garantir a execução, o que culminou com a apreensão de um veículo no dia 16/05/2013, pela Polícia Rodoviária Federal. Requereram então, as demandantes, a reconsideração da decisão que havia rejeitado o bem oferecido à penhora, bem como o cancelamento imediato das restrições lançadas nos veículos, o que foi indeferido pela autoridade dita coatora. Ressaltam que o impedimento de circulação dos veículos não afeta apenas o seu direito à propriedade e o exercício de sua atividade econômica, mas também, toda a coletividade. Em se tratando de empresas de transporte público de passageiros, além de estarem impedidas de operar, seus empregados também estão impedidos de trabalhar, o que implica prejuízo aos usuários. Pleiteiam, finalmente, a concessão de liminar inaudita altera pars, no intuito de que seja reformado o r. despacho atacado e determinada a liberação da restrição nos veículos constritos. Inicial acompanhada de procuração (fls. 18/19) e documentos (fls. 20/945). Liminar parcialmente deferida por esta Relatora, conforme decisão proferida às fls. 949/951, determinando a liberação da restrição apenas quanto à circulação dos veículos constritos através do RenaJud, mantendo, todavia, a restrição à sua transferência. Informações prestadas pela Autoridade Coatora às fls. 955/955-v.º, informando o cumprimento da ordem e asseverando que [...] melhor analisando os autos constatei que não se justifica a manutenção do impedimento de licenciamento e de transferência em TODOS os veículos descritos às fls. 885, ante o valor devido nos autos, razão pela qual determinarei a retirada de tais gravames, devendo permanecer a restrição APENAS em bem de valor equivalente ao débito, conforme apuração a ser efetuada pela contadoria[...]. Parecer do i. Representante do Ministério Público do Trabalho às fls. 958/960, oficiando pelo prosseguimento do feito, não havendo justificativa para a intervenção ministerial. É o relatório. FUNDAMENTAÇÃO 2.1. JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE Presentes os pressupostos de admissibilidade, admite-se a presente ação mandamental. 2.2. MÉRITO Pleiteiam as impetrantes a concessão de segurança que lhes assegure a liberação das constrições judiciais incidentes sobre os veículos relacionados às fls. 864/865, inclusive e precipuamente no tocante à circulação dos veículos, pois entendem que estas, além de excessivas, implicam uma execução mais gravosa, além de inviabilizarem sua atividade econômica. As impetrantes noticiam que ofereceram à penhora bem suficiente Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

para garantir a execução (fl. 08) e que tal bem – 20 mil litros de óleo diesel, avaliado em R$ 41.258,40 - foi rejeitado pela autoridade coatora, porquanto além de não obedecer à gradação legal, seria de difícil liquidez. Afirmam, outrossim (fl. 10), que ainda que por outros meios, quiçá pela constrição dos próprios veículos – haja vista inexistir penhora válida nos autos, ao menos nos documentos colacionados - a execução encontra-se garantida. Por ocasião da apreciação da liminar requerida – em juízo sumário, portanto – inferi que, ao menos pela constrição da totalidade dos veículos, a execução estaria garantida. Tal conclusão não pode, todavia, subsistir, ante a informação em sentido contrário, prestada pela autoridade coatora, que justificou a negativa de liberação dos veículos solicitada pela impetrante, sobretudo porque a execução ainda não se encontrava garantida. De qualquer sorte, segundo informado por aquele Juízo, a própria autoridade coatora, após melhor análise dos autos, constatou ser injustificada a manutenção do impedimento de licenciamento e transferência em relação a todos os veículos descritos pelas impetrantes - porque excessivo, em relação ao valor do débito razão pela qual determinou a retirada de tais gravames que reputou excessivos, o que, segundo informações obtidas no andamento processual, já foi materializado. Nessa linha de raciocínio, ultrapassada a alegação de excesso nas restrições, asseverada pela própria autoridade coatora, resta a esta Relatora, apenas, ratificar os fundamentos esposados para o deferimento da liminar conferida parcialmente. Com efeito, infiro que as hipóteses de restrição que abarquem não apenas a alienação, mas também a circulação dos veículos deve reservar-se para situações tais que justifiquem tão extrema providência, quando evidenciado temor de alienação irregular de veículos, em casos de fraude à execução ou contra credores, o que não restou sequer ventilado na hipótese em apreço. Acresça-se a tais fundamentos, a atividade empreendida pelas impetrantes, a imprescindibilidade da circulação dos veículos para o exercício da atividade empresarial, além de eventuais prejuízos possivelmente extensivos aos usuários, mormente ante o possível recolhimento de veículo destinado a transporte de passageiros em viagens intermunicipais/interestaduais. Neste sentido, já decidiu esta E. Corte, no MS 004390020.2012.5.17.0000, de relatoria do Exmo. Desembargador Lino Faria Petelinkar, in verbis: RESTRIÇÃO DE CIRCULAÇÃO - EXCESSO É excessiva a restrição da circulação dos veículos da empresa executada. O convênio Renajud possibilita a restrição da transferência de bens penhorados, medida suficiente para garantir o sucesso da execução em desfavor da impetrante. De toda sorte, conforme ressaltado pelo Juízo da execução, a restrição à alienação/licenciamento dos veículos pertencentes às impetrantes subsistirá apenas em número equivalente ao débito, conforme apuração procedida pela Contadoria daquele Juízo. Por tais fundamentos, ante a existência de direito líquido e certo das impetrantes, torna-se imperiosa a concessão da ordem para confirmar a r. decisão liminar. Concede-se parcialmente a segurança pleiteada, para manter a restrição de transferência/licenciamento de veículos cujo valor, apurado pela Contadoria do Juízo, seja equivalente ao débito. Custas no importe de R$20,00, considerando o valor da causa, R$1.000,00, pela União, isenta. Dê-se ciência desta decisão à MM. magistrada Titular da 4ª Vara do Trabalho de Vitória, na forma do art. 3º da Lei nº 12.016/09. 3. CONCLUSÃO

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A C O R D A M os Magistrados do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região, por maioria, admitir o mandado de segurança e, no mérito, conceder parcialmente a ordem. Custas no importe de R$20,00 (vinte reais), considerando o valor da causa, R$1.000,00 (mil reais), pela União, dispensada. Vencidos, na admissibilidade, o Desembargador Carlos Henrique Bezerra Leite e a Juíza Sônia das Dores Dionísio e, no mérito, a Juíza Sônia das Dores Dionísio. Suspeição da Desembargadora Ana Paula Tauceda Branco. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 18 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente), Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi, Desembargadora Claudia Cardoso de Souza, Desembargador Carlos Henrique Bezerra Leite, Desembargador Jailson Pereira da Silva, Desembargador Lino Faria Petelinkar, Desembargadora Carmen Vilma Garisto e Juíza Sônia das Dores Dionísio. Procurador: João Hilário Valentim. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora

Vitória-ES, nos autos da Reclamação Trabalhista de nº. 012870045.2012.5.17.0011, que indeferiu o pedido de devolução de prazo para interposição de recurso ordinário. Aduz a impetrante que a notificação para ciência da sentença nos autos da reclamação trabalhista subjacente se deu na pessoa do Dr. Guilherme Rodrigues Dias, advogado que não atua no processo, em detrimento daqueles que, expressamente, estão na condução do feito. Entende, assim, que a referida notificação é inválida, sendo que a decisão impetrada, ao rejeitar o seu pedido de nulidade dos atos processuais a partir da sentença, bem como a devolução do prazo para interposição de recurso, incorreu em violação ao seu direito à ampla defesa, porquanto restringiu seu acesso ao duplo grau de jurisdição. Em defesa do cabimento do writ, sustenta que a decisão impugnada é interlocutória, insuscetível de ser atacada por recurso próprio e imediato. Para corroborar sua tese, destaca arestos da SBDI-II, do E. TST. Sustentando presentes o fumus boni iuris e o periculum in mora, consubstanciados, respectivamente, na relevância dos fundamentos e na iminência da execução se voltar em seu desfavor, postula, em caráter liminar, o acolhimento da nulidade processual e, consequentemente, seja determinada a reabertura do prazo recursal. Em caráter definitivo, pede a procedência do mandamus. A decisão impetrada está vazada nos seguintes termos: “DESPACHO Vistos. A Petrobras Distribuidora S/A. requer o chamamento do feito a ordem e a declaração de nulidade dos atos posteriores à prolação da sentença, ao argumento de que não existe intimação da mesma por meio dos advogados devidamente constituídos nos autos. Requer, por fim, a devolução do prazo para manifestação nos autos, sob pena de cerceamento de defesa e vista dos autos fora do Cartório. No entanto, ao contrário do que alega a aludida empresa, as publicações em nome da mesma tem sido veiculadas em nome de advogado devidamente constituído, conforme instrumento de procuração juntado à fl. 67. Na hipótese em que uma causa é patrocinada por mais de um advogado, é legítima a intimação em nome de qualquer um deles (art. 236, § 1º do CPC). Cumpriria à reclamada requerer expressamente a este Juízo qual advogado dentre os tantos que figuram nos instrumento de procuração e respectivos substabelecimentos, encabeçaria as intimações para todos os efeitos legais. No entanto, somente neste ato é feito tal requerimento de maneira que há preclusão total quanto a este requerimento. Sem embargo, determino a retificação do cadastro para incluir o nome de um dos advogados substabelecidos no instrumento de fl. 69 dos autos e defiro vista, fora dos autos, por cinco dias, conforme requerido à fl. 484. Intime-se. Em 04/07/2013. João de Oliveira Batista Juiz do Trabalho Substituto” Pois bem. Em que pese a bem abalizada jurisprudência oriunda da SBDI-II, do Egrégio TST, destacada pela impetrante na peça de ingresso, segundo a qual, o manejo do writ é possível em casos como o que ora examino, filio-me àqueles que entendem de forma diversa.

Acórdão
Processo Nº AgR-25700-28.2013.5.17.0000
Processo Nº AgR-25700/2013-000-17-00.1

Agravante Advogado Agravado

PETROBRAS DISTRIBUIDORA S A Luciana Beatriz Passamani(OAB: 008491 ES) GILCEMAR FERREIRA DE FREITAS

ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0025700-28.2013.5.17.0000 AGRAVO REGIMENTAL Agravante: PETROBRAS DISTRIBUIDORA S A Agravado: GILCEMAR FERREIRA DE FREITAS Origem: TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO - ES Relatora: DESEMBARGADORA CARMEN VILMA GARISTO Entendendo o Tribunal que a decisão agravada não merece reparos, há que ser negado provimento ao agravo regimental. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de AGRAVO REGIMENTAL, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO Trata-se de Agravo Regimental oposto em face da decisão de fls. 47-48, de lavra desta Relatora, que indeferiu a petição inicial do Mandado de Segurança. Razões do agravante às fls. 539-561. Instrumento procuratório à fl. 562-567. Mantida a decisão agravada consoante despacho de fl. 570. O digno Ministério Público do Trabalho, em parecer da lavra do ilustre Procurador Djailson Martins Rocha, oficia pelo conhecimento e desprovimento do agravo. É o Relatório. 2.FUNDAMENTAÇÃO 2.1CONHECIMENTO O Tribunal Pleno, entendendo presentes os pressupostos de admissibilidade, conheceu do Agravo regimental. 2.2MÉRITO O Tribunal, manteve a decisão agravada que indeferiu a petição inicial do Mandado de Segurança por incabível, por seus próprios fundamentos, in verbis: “Tratam os autos de Mandado de Segurança impetrado por PETROBRÁS DISTRIBUIDORA S.A, contra a r. decisão proferida pelo MM. Juiz do Trabalho em exercício na 11ª Vara do Trabalho de Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

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Com efeito, a questão veiculada na presente ação, no meu entender, não é apropriada à estreita via do mandado de segurança. Uma vez ciente da fase processual que se encontrava a reclamação trabalhista subjacente, incumbia à impetrante interpor recurso ordinário e, nele, suscitar a nulidade processual veiculada no writ, a fim de defender a tempestividade da medida. Ainda que a subida do remédio processual supra mencionado encontrasse resistência na instância inferior, não é demais lembrar, que a decisão que nega seguimento a recurso ordinário enseja para o recorrente a possibilidade de manejo do recurso de agravo de instrumento, assegurando ao recorrente o acesso ao segundo grau de jurisdição. Assim, na hipótese vertente, o que se verifica é que a impetrante, a pretexto de salvaguardar direito liquido e certo, utiliza o mandando de segurança como sucedâneo de recurso, o que não é possível, segundo o entendimento sedimentado na Orientação Jurisprudencial nº 92, do E. TST, verbis: 92. MANDADO DE SEGURANÇA. EXISTÊNCIA DE RECURSO PRÓPRIO(inserida em 27.05.2002) Não cabe mandado de segurança contra decisão judicial passível de reforma mediante recurso próprio, ainda que com efeito diferido. Nesse mesmo sentido já decidiu o E. TST, verbis: RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. REABERTURA DE PRAZO RECURSAL. NÃO CABIMENTO. NÃO PROVIMENTO. A alegação da Impetrante é que fora impedida de ter acesso aos autos quando ainda em curso o prazo para a apresentação de Recurso Ordinário. Ora, tal celeuma é mesmo imprópria à via do Mandado de Segurança. Competia à Impetrante, logo que tomou ciência do ato, interpor recurso ao TRT de origem, demonstrando, via preliminar de nulidade, o prejuízo sofrido, independente do estado em que se encontra o processo (teoria das nulidades), na forma dos arts. 795 e 896 da CLT e 245 do CPC. Eventual não conhecimento do recurso por parte do Juiz, a pretexto de extemporâneo, remeteria esta discussão ao Agravo de Instrumento (interposto pela Impetrante, inclusive). Assim, o cabimento de Recurso próprio afasta a possibilidade de discussão da matéria por meio de Mandado de Segurança, nos termos da Orientação Jurisprudencial n.º 92 da SBDI-2. Precedentes. Recurso Ordinário desprovido. (RO - 455-40.2011.5.15.0000 , Relatora Ministra: Maria de Assis Calsing, Data de Julgamento: 24/04/2012, Subseção II Especializada em Dissídios Individuais, Data de Publicação: 27/04/2012) Destarte, impõe-se, de plano, o indeferimento da inicial, com extinção do feito, sem resolução meritória, a teor do art. 10, da Lei 12.016/2009. A inicial será desde logo indeferida, por decisão motivada, quando não for o caso de mandado de segurança ou lhe faltar algum dos requisitos legais ou quando decorrido o prazo legal para a impetração.(destaquei) Ante o exposto, indefiro a inicial e declaro extinto o feito, sem resolução de mérito. Custas pela Impetrante, no valor de R$20,00 (vinte reais), calculadas sobre R$1.000,00 (mil reais), valor dado à causa. Dê-se ciência. Vitória-ES, 17 de julho de 2013.” 3 CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados do Egrégio Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região, por unanimidade, conhecer do agravo e, Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

no mérito, negar o provimento. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 18 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente), Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi, Desembargadora Claudia Cardoso de Souza, Desembargador Carlos Henrique Bezerra Leite, Desembargador Jailson Pereira da Silva, Desembargador Lino Faria Petelinkar, Desembargadora Carmen Vilma Garisto e Juíza Sônia das Dores Dionísio. Procurador: João Hilário Valentin. DESEMBARGADORA CARMEN VILMA GARISTO Relatora

Acórdão
Processo Nº MS-53300-58.2012.5.17.0000
Processo Nº MS-53300/2012-000-17-00.0

Impetrante Advogado Impetrado

LIRIO DOS VALES TRANSPORTES E FRETAMENTO LTDA - ME Flávio Augusto Cruz Nogueira(OAB: 004791 ES) JUIZ TITULAR DA 3ª VARA DO TRABALHO DE VITORIA - ES

ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0053300-58.2012.5.17.0000 MANDADO DE SEGURANÇA Impetrante: LIRIO DOS VALES TRANSPORTES E FRETAMENTO LTDA - ME Impetrado: JUIZ TITULAR DA 3ª VARA DO TRABALHO DE VITORIA - ES Litisconsorte: GILSON CAMPOS Origem: TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO - ES Relatora: DESEMBARGADORA CARMEN VILMA GARISTO MANDADO DE SEGURANÇA. ANTECIPAÇÃO DE TUTELA. SUPERVENIENCIA DA SENTENÇA. PERDA DE OBJETO. Proferida sentença nos autos da ação originária, incide na hipótese o entendimento consubstanciado no item III, da Súmula 414, do E. TST. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de MANDADO DE SEGURANÇA, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO LIRIO DOS VALES TRANSPORTES E FRETAMENTO LTDA – ME impetra mandado de segurança contra o indeferimento de pedido de antecipação da tutela formulado em ação revisional, na qual o impetrante pretendia a suspensão da execução do título executivo judicial revisando. Entendendo presentes o fumus boni iuris e o periculum in mora, requer, liminarmente, a suspensão da decisão hostilizada, que indeferiu o pedido de tutela antecipada nos autos da RT nº 0039700 -34.2007.5.17.0003, até o julgamento final de ação revisional. Em caráter definitivo, pede a procedência do writ, com a confirmação da liminar. Pedido liminar indeferido, consoante decisão das folhas 264-265. Informações prestadas pela digna autoridade apontada como coatora à fl. 269. Embora devidamente notificado (edital das fl. 280), o litisconsorte não apresentou manifestação. Parecer ministerial às fls. 320-321, oficiando pelo prosseguimento do feito. É o relatório. FUNDAMENTAÇÃO 2.1.ADMISSIBILIDADE Presentes os requisitos processuais de sua interposição, admito o

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mandado de segurança. 2.2.PERDA DE OBJETO. FALTA DE INTERESSE DE AGIR. Em pesquisa junto ao Sistema de Acompanhamento Processual deste Regional, constata-se que foi proferida sentença nos autos da ação revisional em 22/08/2013. Como se vê, há carência de ação por perda superveniente de interesse de agir. Com efeito, considerando que a tutela pretendida pela impetrante era a antecipação da tutela invocada nos autos da ação revisional supra referenciada, proferida sentença, tem-se que houve perda superveniente do interesse de agir. O Código Processual pátrio determina, em seu art. 3º, que "para propor ou contestar ação é necessário ter interesse e legitimidade". Com efeito, a noção mais assentada a propósito desta condição da ação, é a de que, da necessidade do provimento jurisdicional para evitar-se um dano é que surge o interesse de agir. Vale dizer, o interesse processual consiste na necessidade e utilidade do provimento jurisdicional, ou seja, na indispensabilidade de intervenção do Poder Judiciário para que a parte não sofra um dano, vinculado à existência de uma lide com a outra parte. Segundo Alexandre Freitas Câmara (Lições de Direito Processual Civil, vol. I, 20ª ed., Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2010, pág. 127), “pode-se definir o interesse de agir como a utilidade do provimento jurisdicional pretendido pelo demandante”. Assim, proferida a sentença, incide na hipótese o entendimento consubstanciado no item III, da Súmula 414, do E. TST: MANDADO DE SEGURANÇA. ANTECIPAÇÃO DE TUTELA (OU LIMINAR) CONCEDIDA ANTES OU NA SENTENÇA I - A antecipação da tutela concedida na sentença não comporta impugnação pela via do mandado de segurança, por ser impugnável mediante recurso ordinário. A ação cautelar é o meio próprio para se obter efeito suspensivo a recurso. (ex-OJ nº 51 da SBDI-2 inserida em 20.09.2000) II - No caso da tutela antecipada (ou liminar) ser concedida antes da sentença, cabe a impetração do mandado de segurança, em face da inexistência de recurso próprio. (ex-OJs nºs 50 e 58 da SBDI-2 inseridas em 20.09.2000) III - A superveniência da sentença, nos autos originários, faz perder o objeto do mandado de segurança que impugnava a concessão da tutela antecipada (ou liminar). (ex-Ojs da SBDI-2 nºs 86 - inserida em 13.03.2002 - e 139 - DJ 04.05.2004) Destarte, ante a perda de objeto, extingue-se o feito, sem julgamento do mérito, na forma do disposto no art. 267, VI do CPC. Custas de R$ 20,00 (vinte reais), pela União, calculadas sobre o valor dado à causa, de R$ 1.000,00 (mil reais), das quais está isenta. 3.CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados do Egrégio Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região, por unanimidade, extinguir o feito sem julgamento do mérito, na forma do disposto no art. 267, VI do CPC. Custas de R$ 20,00 (vinte reais), pela União, calculadas sobre o valor dado à causa, de R$ 1.000,00 (mil reais), das quais está isenta. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 18 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente), Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi, Desembargadora Claudia Cardoso de Souza, Desembargador Carlos Henrique Bezerra Leite, Desembargador Jailson Pereira da Silva, Desembargador Lino Faria Petelinkar, Desembargadora Carmen Vilma Garisto e Juíza Sônia das Dores Dionísio. Procurador: João Hilário Valentin. DESEMBARGADORA CARMEN VILMA GARISTO Relatora Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

Edital Edital
Processo Nº MS-20400-85.2013.5.17.0000
Processo Nº MS-204/2013-000-17-00.0

IMPTE : ADVOGADO(A) IMPDO :

LIT :

VANAMA TRANSPORTES EIRELI ME Alexandre Abel Xavier Aragão(OAB: 011315 ES) JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO 13ª VARA DO TRABALHO DE VITORIA - ES RODRIGO SUELA

- Decisão da folha 47: "Vistos, etc. Vindo os autos para apreciação, verifico que há perda superveniente do objeto da presente demanda, o que acarreta na falta de interesse no prosseguimento do feito, porquanto, conforme informações da Impetrante (fl. 46) já foi realizado o depósito dos honorários periciais prévios. Ademais, a própria Impetrante pugna, na manifestação de fl. 46, pelo arquivamento da ação. Pelo exposto, extingo o processo sem julgamento do mérito, por falta de interesse no prosseguimento da demanda, com fulcro no inciso VI do artigo 267 do CPC. Sem custas. Intimem-se as partes. Publique-se. Vitória, 19 de setembro de 2013. Desembargadora Ana Paula Tauceda Branco Relatora".

Edital
Processo Nº MS-33900-24.2013.5.17.0000
Processo Nº MS-339/2013-000-17-00.6

IMPTE :

ADVOGADO(A) IMPDO :

LIT :

SIND DOS EMP EM ESTABELECIMENTOS BANCARIOS NO ES DO ESP SANTO ROGERIO FERREIRA BORGES(OAB: 017590 ES) JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO 14ª VARA DO TRABALHO DE VITORIA - ES BANESTES SA BANCO DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO

- Decisão das folhas 662/663: "Trata-se de Mandado de Segurança impetrado por SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS NO ESTADO DO ESTPÍRITO SANTO, contra ato jurisdicional praticado pelo Juízo da MM.ª 14.ª Vara do Trabalho de Vitória/ES, que, nos autos da Ação Coletiva n.º 0024400-86.2013.5.17.0014, teria determinado que as partes depositassem - inclusive o impetrante - a importância de R$ 6.000,00 (seis mil reais) a título de honorários periciais prévios, sob pena de bloqueio de valores via BacenJud. Argumenta que a perícia foi requerida pelo banco réu, e que muito embora tenha interposto embargos declaratórios, a autoridade coatora preferiu manter a decisão impugnada. Sustenta que a ordem atacada é ilegal e abusiva e viola o artigo 333 do CPC, cuja interpretação enseja a conclusão de que a distribuição do ônus da prova assegura à parte o direito de não se onerar com prova alheia. Afirma, ainda, que a cominação de imposição de penhora via BacenJud implica em verdadeira "execução de honorários periciais prévios", sendo, portanto, incabível e ilegal. Sustenta, finalmente, ser uma entidade sem fins lucrativos e que, decisões dessa natureza, se mantidas, acabarão por gerar sua absoluta inviabilidade financeira de assistência e que não possui condições de arcar com honorários de tão elevada monta, sobretudo porque atua em milhares de processos prestando assistência judiciária. Por reputar presentes os requisitos essenciais à concessão liminar da segurança pleiteada - mormente porque a realização da penhora via BacenJud pode ser realizada a qualquer momento - postula seja deferida a imediata cassação da ordem proferida, e que seja determinado que o depósito de honorários periciais prévios seja de

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responsabilidade exclusiva de quem requereu a prova pericial, in casu, o litisconsorte - BANESTES S/A.. À análise. Encontram-se preenchidos os requisitos dos artigos 282 e 283 do Código de Processo Civil, bem como o requisito do artigo 6.º da Lei n.º 12.016/09. Não obstante os respeitáveis entendimentos em sentido contrário, depreendo que os encargos financeiros das despesas do processo constituem matéria que dispõe de regras específicas no ordenamento jurídico. E, nesse aspecto, infiro que a responsabilidade pelo depósito prévio dos honorários periciais é da parte que requer o exame, a quem incumbe o ônus da prova, conforme preceituam os artigos 19, 33 e 331 do Código de Processo Civil e 818 da Consolidação das Leis do Trabalho - no caso, o reclamado. Neste sentido, a jurisprudência ora transcrita: EXAMES PERICIAIS - Não cabe o ônus da prova pericial à impetrante, pois a argüição de insalubridade partiu do autor. Interpretação sistemática do art. 818, com o art. 195, § 2º, todos da CLT e 19, § 2º do CPC. Mandado de segurança procedente. (TRT 11ª R. - MS 0104/2001 - (765/2002) - Rel. Juiz Othílio Francisco Tino - J. 07.02.2002) Ainda que assim não fosse, impõe-se observar que, in casu, não há sequer título executivo que justifique o meio coercitivo utilizado pela autoridade dita coatora, revelando-se incabível o bloqueio on line, sob pena de ofensa ao devido processo legal (art. 5.º, LIV, CRFB). Por tais fundamentos, concluo, em juízo sumário, que o ato dito coator padece de ilegalidade e, à primeira vista, considero relevantes os fundamentos afirmados, razão pela qual concedo a liminar, em conformidade com o artigo 7º, inciso III da Lei 12.016/09, para revogar a ordem de bloqueio. Dê-se ciência, com urgência - via correio eletrônico - à autoridade coatora, para que se abstenha de efetuar a noticiada constrição via BacenJud e para que para que preste as informações necessárias, no prazo de 10 (dez) dias, ex vi legis do disposto no art. 7º, I, da Lei n.º 12.016/09, dando-lhe ciência do inteiro teor desta decisão. Dê-se ciência à Impetrante, via correio eletrônico, do conteúdo desta decisão e para que traga mais uma via da inicial, para intimação do litisconsorte, em 48 horas, sob pena de extinção. Após, notifique-se o TERCEIRO INTERESSADO para integrar a presente lide na qualidade de litisconsorte necessário, apresentando defesa, se desejar. Finalmente, ao Ministério Público do Trabalho. Vitória/ES, 18 de setembro de 2013. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora".

Edital
Processo Nº MS-34000-76.2013.5.17.0000
Processo Nº MS-340/2013-000-17-00.0

IMPTE : ADVOGADO(A) IMPDO : LIT :

VALE S.A. Rodolfo Gomes Amadeo(OAB: 012493 ES) JUIZ TITULAR DA 3ª VARA DO TRABALHO DE VITORIA - ES WALLACE EVANGELISTA DOS SANTOS

- DECISÃO DE FLS. 147/149: Trata-se de Mandado de Segurança impetrado por VALE S.A., com pedido de liminar inaudita altera pars, contra ato judicial exarado pelo Exmº. Juiz do Trabalho da 3ª Vara do Trabalho de Vitória/ES que, nos autos da RT n. 011620068.2012.5.17.0003, em que são partes o impetrante e o litisconsorte, determinou (fls. 143), em sede de tutela antecipada, a reintegração do reclamante, sob pena de multa diária de R$ 2.000,00. A autora requer, em suma, entendendo presentes o fumus boni iuris e o periculum in mora, a concessão da liminar inaudita altera pars, para suspender os efeitos do ato judicial impugnado. Ressalta, para efeitos de comprovação do fumus boni iuris, que: 1)

não há, nos autos, qualquer prova a determinar que a dispensa do empregado possa ser classificada como abusiva; 2) o empregado encontra-se apto para o labor; 3) detém o direito de não ser submetida à antecipação de tutela quando ausentes os requisitos legais permissivos de sua concessão, especialmente quando a decisão tem natureza satisfativa, esvaziando o provimento final a ser proferido em sentença. Invoca, ainda, o art. 5º, II, CF. Destaca, como fundamento a ensejar o periculum in mora, o fato de que: 1) a decisão atacada tornará inútil a decisão a ser proferida; 2) o dano é grave, porque implica na percepção de vantagens ou direitos indevidos, pois difícil reaver o que foi pago; 3) não há suporte legal para a antecipação, ante a ausência de previsão no art. 659, CLT. Passo a decidir. A r. decisão impetrada determinou a reintegração do trabalhador, com os seguintes fundamentos, in verbis: Pressionado diuturnamente pelo enredo social, comovido pelo depoimento do autor, além do depoimento da presposta que deixou claro que a empresa tem programa definido para recuperação de empregados com problemas de drogas e álcool, entendo que, como todo ser humano, o reclamante merece mais uma chance. É de bom senso que a empresa ofereça também tal oportunidade, lembrando que hoje em dia a propriedade também é obrigada, ou seja, a propriedade também tem função social. Ademais, trata-se de uma das mairoes mineradoras do mundo e além de disso, repito, tem programa para tal fim. Da leitura da referida decisão denota-se que a d. autoridade impetrada não deferiu o pedido de antecipação da tutela, requerido em reconvenção apresentada pelo empregado, interessado nessa ação mandamental, pelo fato de o trabalhador encontrar-se apto ou não para o trabalho, estável ou não no emprego, pela caracterização ou não do abuso de direito ao demitir o trabalhador, mas em razão da condição de degradação humana em que se encontra o litisconsorte, pois, inequivocamente, é dependente químico (ver documentos de fls. 70, 117 e 130), fazendo uso de drogas psicoativas (crack e cocaína), necessitando de tratamento para retomar sua vida e cidadania, sendo certo que, conforme admitido pelo preposta da ora impetrante (depoimento de fls. 143), esta possui "serviço de integração das pessoas com problemas tanto de drogas quanto de álcool". Ora, não há dúvida de que o empregador que se propõe a estabelecer um programa de recuperação de dependência, por certo busca, não só recuperar a força produtiva de seus empregados, como também atender ao princípio da função socioambiental da empresa, que, sabidamente, possui densidade constitucional (art. 170, III, da CF). Assim, a efetivação de tal princípio constitucional, norteador da ordem econômica em nosso ordenamento jurídico, somente ocorrerá se o trabalhador tiver acesso ao serviço de recuperação de dependência oferecido pelo empregador, sob pena de torná-lo mera retórica, sem qualquer efetividade concreta. Por isso, a decisão hostilizada se funda na efetivação do próprio serviço de integração oferecido pela empresa e na sua função social, não havendo, pelo menos em sede de análise perfunctória, falar em ilegalidade do ato impugnado. Pontua-se que, diferentemente da medida cautelar, que visa garantir o resultado eficaz do provimento jurisdicional final a ser proferido, a antecipação de tutela, não limitada às hipóteses do art. 659 da CLT, possui, indiscutivelmente, natureza satisfativa, pois destina-se, quando presente os requisitos legais, como no particular, a possibilitar a fruição do próprio bem da vida em discussão, o que, a meu ver, não tornará inútil a prolação da sentença, que poderá ou não confirmar o tutela antecipada. No mesmo sentido, não há falar em irreparabilidade do dano, pois a probabilidade de recuperação do empregado, por si só, já contemplará os custos e benefícios visualizados pela empresa impetrante. Vale dizer, se a empresa oferece um programa de alta

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A Nova Lei de Mandado de Segurança São Paulo : Saraiva. de imediato. não cabe o mandado de segurança. CARLOS HENRIQUE BEZERRA LEITE Desembargador do Trabalho Relator.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. no endereço de fl. 2009 p. ora Impetrante. ao argumento de que na Justiça do Trabalho os honorários periciais são pagos somente ao final com a prolação da sentença. "pois na Justiça do Trabalho os honorários periciais são pagos somente ao final da ação. Vitória/ES. contribuindo para o desencontro científico do trato da matéria. Portanto qualquer ilegalidade praticada pelo Juiz só pode ser contornada no recurso final. decisão de primeiro grau. cuja inobservância pode lhe resultar prejuízo. alínea b. após.0013. não vislumbro ilegalidade ou abuso de poder na r. para a realização de perícia. Portanto. Nesse contexto. sem o processo e sem o exercício da jurisdição. II. a Impetrante pretende que seja cassada a determinação do Juízo da MMª 13ª Vara do Trabalho de Vitória para que procedesse com o depósito de honorários periciais prévios. ou criar exceção de forma casuística. 3. da qual a empresa também faz parte.2013.ES WEDERSON GOMES DE ANDRADE . à digna autoridade impetrada para prestar as informações que achar necessárias.17. no sentido de que a reclamada. conforme registro na cópia da ata de fls. exigir Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . cuja superação é dever não apenas responsabilidade do Estado. Só há interesse-necessidade quando.Ciência à impetrante. Segundo o professor Dinamarco: "Existem dois fatores sistemáticos muito úteis para a aferição do interesse de agir. entendendo "não ser possível a exigência de depósito prévio dos honorários periciais". "quando se decide qual a parte sucumbente no objeto da perícia (artigo 790B da CLT). Em face de todo o exposto: 1.00 (setecentos e cinqüenta reais). DO CABIMENTO Sabe-se que entre os princípios mais importantes que norteiam o processo do trabalho estão a celeridade e a concentração dos atos processuais. sentença de mérito que julgar procedente o pedido por falta de prova técnica. Destaca a Impetrante que "o ato impugnado por este mandado de segurança versa exatamente sobre relação de emprego".Ciência do despacho de fls. hipótese em que o pagamento dos honorários periciais será de responsabilidade da União. Não há necessidade .Dê-se ciência à Advocacia Geral da União." (BUENO. ressalvadas as lides decorrentes da relação de emprego. querendo. Cândido Rangel. 311) (grifos nossos) Nas palavras do professor Cássio Scarpinela Bueno: "Cabíveis os recursos indicados no sistema processual e desde que a ilegalidade ou a abusividade que fundamenta sua interposição não tenha aptidão para produzir qualquer efeito imediato em prejuízo do recorrente. Pede a Impetrante seja concedida a segurança.. cópia da inicial sem documentos. oficie-se." Entendo não ser possível a impetração de mandado de segurança para a hipótese sob exame. no prazo de quinze dias. para. o sujeito seria incapaz de obter o bem desejado. nos termos da Instrução Normativa nº 27 do C. qual seja.17. vista ao ilustrado Ministério Público do Trabalho. Entender diferente é alterar o modelo processual trabalhista. porquanto prolatada. artigo 6º e parágrafo único. 2. enviando-lhe. em sede de cognição primária. 18 de setembro de 2013.5. TST. salvo se beneficiária da justiça gratuita. na exata medida em que o recurso descrito sistematicamente cabível tiver condições de tutelar eficaz e prontamente o direito do recorrente. querendo. razão porque é vedada a recorribilidade das decisões judiciais na fase de conhecimento. aplicar-se a confissão.INDEFIRO a liminar requerida. No caso dos autos. 769). da Lei n. Juízo da 13ª Vara do Trabalho de Vitória. inclusive liminarmente. ingressar no feito. verbis: Art. no tocante ao objeto da perícia". em face de ato jurisdicional praticado pelo MMº. conforme previsão da Orientação Jurisprudencial nº 387 da SDI-I do C. no prazo de 10 (dez) dias. efetuasse o depósito dos honorários periciais prévios no valor de R$ 750. Faculta-se ao juiz. art. Instituições de Direito Processual. no decêndio legal.31/32.na modalidade necessidade . se manifestar. como indicadores da presença deles: a necessidade da realização do processo e a adequação do provimento jurisdicional postulado. Cássio Scarpinela. 12. 23 de Setembro de 2013 12 relevância social como o que ora se examina. "sob pena de não o fazendo. 273 e 461 do CPC aplicado subsidiariamente ao processo do trabalho (CLT. em sede de cognição perfunctória. conforme cópia da ata a fls. sob pena de confissão.São Paulo : Malheiros. ainda que a prova tenha sido requerida pela própria reclamada. à luz da verossimilhança das alegações do reclamante e dos documentos colacionados aos autos da ação originária. para que. da CLT. em relação à perícia. 7º. implicitamente. determinando-se o Juízo impetrado que seja feita a perícia independentemente do depósito". nos termos do artigo 790. Edital Processo Nº MS-34400-90. albergada nos arts. nos termos do art. É de se registrar que a perícia foi requerida pela reclamada.Após. salvo se esta for beneficiária da justiça gratuita".31/32 É o essencial a relatar. consistente na determinação exarada pelo Magistrado em audiência realizada nos autos da Reclamação Trabalhista 0111400-30. 2009. carece a Impetrante de interesse processual . 4. cabendo à parte registrar protesto (o agravo retido do cível) para eventual reforma da decisão no momento adequado. em momento próprio.TST. p. para a cassação da "decisão que determinou antecipação de honorários periciais. 6º Os honorários periciais serão suportados pela parte sucumbente na pretensão objeto da perícia.5. como também de toda a sociedade. sobre o teor do presente mandamus. pela parte sucumbente. econômica ou não. presumindo-se verdadeiros os fatos narrados pelo reclamante na inicial. Trata-se de Mandado de Segurança impetrado por Juiz de Fora Empresa de Vigilância Ltda. com a recuperação de trabalhador acometido de uma doença social. cite-se o litisconsorte. ora Impetrante.interesse jurídico . 20) (grifos nossos) IMPTE : ADVOGADO(A) IMPDO : LIT : JUIZ DE FORA-EMPRESA DE VIGILANCIA LTDA PAULA ECHAMENDE LINDOSO BAUMANN(OAB: 019273 ES) JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO 13ª VARA DO TRABALHO DE VITORIA . e. Parágrafo único. manejando o recurso adequado. Alega a Impetrante que o ato do Juízo é ilegal.016/09.para o manejo do presente mandamus. ainda que à parte seja imposto ônus processual. considerando que a parte poderá se insurgir contra as decisões proferidas durante a instrução processual.na impetração. 23." (DINAMARCO. Vol II . ora impugnada. parece-me lógico que ela desfrutará de alguma vantagem.2013.Cumprido o item anterior. o que infelizmente vem acontecendo em algumas decisões do gênero.0000 Processo Nº MS-344/2013-000-17-00.9 depósito prévio dos honorários. 45/46:"Vistos etc. 5.

CONHECIMENTO Conheço dos embargos. RELATÓRIO Trata-se de embargos de embargos de declaração (fls. é tão-somente imprimir efeito suspensivo ao recurso ordinário ajuizado pelo reclamante.2. Com efeito. REGIÃO . Fato. a qual vinculava as reclamadas.17. porque presentes os pressupostos legais de admissibilidade. Este Tribunal não se furtou de apreciar a questão do cancelamento da apólice.1. o que não é permitido. bem como visando ao prequestionamento da matéria. Inicialmente. o documento protocolado em conjunto com os declaratórios não foi juntado na ocasião da interposição da contestação. de todas as partes.5. dispensada. este. Portanto não há de se falar em contradição. sequer devem ser apreciados. não se pode reputar omisso o acórdão. como alegado pela parte. em 01/02/2013. Outrossim.4 Embargante Advogado Embargado Advogado Plurima Réu Advogado BRADESCO SAÚDE S/A Bianca Vallory Limonge Ramos(OAB: 007785 ES) ADILSON ANDRADE DE MORAES Esdras Elioenai Pedro Pires(OAB: 014613 ES) PARANAPANEMA S/A Rodolfo Gomes Amadeo(OAB: 012493 ES) ACÓRDÃO . 10 da Lei 12. Pelo caráter protelatório. 245/255) opostos pelo segundo reclamado em face do v. 2. cominar à embargante multa de 1% sobre o valor da condenação.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. argui que o julgado olvidou-se de apreciar a declaração emitida pelo próprio reclamante que externava seu desinteresse em manter-se filiado ao plano ofertado pelo embargante.5. Acresce-se que carece de razão a alegação de cerceio de defesa e de negativa ao processo legal aviltadas pelo reclamado embargante. Custas de R$ 10. 2. INDEFIRO a petição inicial e julgo EXTINTO O PROCESSO.17. Desembargador JAILSON PEREIRA DA SILVA Relator SECRETARIA DA 1ª TURMA Acórdão Acórdão Processo Nº ED-5600-52. tão-somente. Pelo exposto. multa de 1% sobre o valor da condenação Vistos. também o é que pode ser confirmada. 23 de Setembro de 2013 13 Assim.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA EMBARGOS DECLARATÓRIOS conhecidos e não providos. embora o documento supramencionado possua data posterior à apresentação da contestação. Pois bem. aduz que o próprio reclamante emitiu declaração atestando que “não desejava se vincular a plano oferecido pela BRADESCO SEGUROS. se é verdade que cautelar pode ser revogada. foi cancelada a pedido da própria estipulante. nos termos dos artigos 897-A da CLT e 535 do CPC. tampouco em matéria não prequestionada. Portanto. eis que já vinculado ao plano empresarial da AMIL”.ADILSON ANDRADE DE MORAES PARANAPANEMA S/A Origem: TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO . firmou seu entendimento baseado nas informações e documentos. com base no art. Repito. sem resolução do mérito. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de AÇÃO CAUTELAR. ACÓRDÃO DE FLS. importante repisar que o objeto da ação cautelar. negar-lhes provimento. trazidas oportunamente aos autos. valendo-se de sua persuasão racional. A injustificada beligerância processual da embargante revela. por unanimidade. Pelo contrário. os quais visam. pela Impetrante. não há omissão no julgado. Assim. a par de lhes negar provimento. o que se infere é que o reclamado renova nesses embargos as mesmas razões despendidas no recurso anterior. Assim. conhecer dos embargos declaratórios e.016/09. 3. Diante do indubitável caráter protelatório dos embargos. a sanar eventuais vícios constantes no julgado. portanto.0000 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: BRADESCO SAÚDE S/A Embargados: O V. os fundamentos já externados no acórdão respectivo (fl. o que torna sem substrato fático o acautelamento deferido na ação inominada ajuizada. MÉRITO Aduz a embargante que o acórdão embargado foi contraditório e omisso quanto ao fato de que a Apólice de Seguro-Saúde. haja vista que o magistrado. pois cuidam de inovação em sede de embargos de declaração. sendo partes as acima citadas. Por outro lado.TRT 17ª. acórdão de fls. cuja natureza é meramente instrumental. sua intenção de procrastinar o feito e retardar a marcha processual ao opor os presentes embargos de maneira infundada em relação às suas hipóteses de cabimento. apenas reputou que tal fato compete ao juízo pelo qual tramita a ação principal. a questão foge dos limites de cabimento dos embargos de declaração. primeira reclamada.2013. 242): “Quanto à segunda alegação e ao documento juntado. que descaracteriza o interesse processual que condiciona o feito. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). tendo em vista a impossibilidade lógica de a Turma se pronunciar acerca de fundamentos e documentos não trazidos aos autos antes do julgamento. No tocante à omissão.0005600-52. diante do indubitável caráter protelatório dos embargos.64 (dez reais e sessenta e quatro centavos). no mérito. 241/243. Repete o embargante todas as alegações dos primeiros embargos. 241/243 .0000 Processo Nº ED-5600/2013-000-17-00. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . Ademais.2013. ora embargado. indiscutivelmente. FUNDAMENTAÇÃO 2. apontando vícios no julgado. igualmente. Intime-se. caso dos autos. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. Em 19 de setembro de 2013. sobre o valor dado à causa.TRT 17ª Região . comino à embargante multa de 1% sobre o valor da condenação. não há que se falar em vícios no julgado.

TRT 17ª Região . no mérito. e que mesmo a previsão em norma coletiva não possui o condão de transmudar o caráter do auxílio-alimentação.2013. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). Procurador do Trabalho: Dr. REGIÃO . afirmando que as provas não registram qualquer intervalo de descanso nas escalas extras.1 CONHECIMENTO Conheço dos embargos de declaração eis que ambos são tempestivos e encontram-se regulares as representações. Diz. 2. labor aos domingos. 260/265 alegando vício no julgado. não houve pedido na inicial. João Hilário Valentim. por unanimidade. Quanto aos minutos anteriores à jornada. negar-lhes provimento. Elenca enumeros dispositivos legais que entende terem sido violados pelo v.0001 Processo Nº ED-7600/2012-001-17-00. 2. ora embargante. quanto aos feriados. demonstra a natureza indenizatória da parcela. Por fim.17.0 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Réu ESTADO DO ESPIRITO SANTO Gustavo Sipolatti(OAB: 010589 ES) ALEXANDRE SOARES DE OLIVEIRA ODILIO GONCALVES DIAS NETO(OAB: 019519 ES) MASTER PETRO SERVICOS INDUSTRIAIS LTDA ACÓRDÃO . juntado prova de inscrição no PAT. por parte do reclamante.5. FUNDAMENTAÇÃO 2.CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos pelas partes em face do v.5. quando a decisão recorrida adotar tese explícita sobre a matéria. segundo a Orientação Jurisprudencial nº 118 da SDI-I e Enunciado nº 297 do Colendo Tribunal Superior do Trabalho. ainda que não tenham sido citados os dispositivos de lei que o recorrente.CJF DE VIGILANCIA LTDA GIL ROSSINI VITORIA Origem: 1ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . decorrente do fato da reclamada ter juntado cartões de ponto Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 britânicos.0008 Processo Nº RO-7900/2013-008-17-00. E por se tratar de integração de verba ao salário do autor não há compensação a ser autorizada.0007600-56. Não contradição a ser sanada.17.0001 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargantes: GIL ROSSINI VITORIA CJF DE VIGILANCIA LTDA Embargados: O V. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-7900-60. Em relação aos domingos e feriados foi adotada expressamente a tese de que a escala 12x36 compensa o domingo trabalho e.2012.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DAS PARTES conhecidos e não providos ante a inexistência de vício no julgado. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO.TRT 17ª Região . é desnecessária a referência expressa aos dispositivos legais apontados pela parte para que se considere atendido o pressuposto do prequestionamento. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.0008 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: ESTADO DO ESPIRITO SANTO Recorridos: . sendo partes as acima citadas. Vistos. em relação aos honorários advocatícios. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-7600-56.17.5. horas extras posteriores a 8ª e a 10ª diária.2 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DO RECLAMANTE O autor embarga de declaração requerendo manifestação deste Regional quanto a violação ao art.TRT 17ª.3 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DA RECLAMADA A reclamada alega contradição no tocante a integração do tíquete alimentação aduzindo que embora não tenha. Procurador do Trabalho: Dr. acórdão de fls. Pois bem. de fato. O acórdão foi claro quanto ao entendimento adotado de que somente nos casos em que a empresa comprovar sua filiação ao PAT é que se pode imprimir ao auxílio-alimentação o caráter de verba indenizatória. Diz que não está vinculado às CCTs juntadas pela ré e que o pagamento mencionado no acórdão só quita as escalas normais. Ademais. no seu entender. 260/265 . a Turma Julgadora entendeu que a presunção relativa de veracidade da alegação inicial. foi elidida pela prova testemunhal que afirmou que a única tarefa desempenhada era de averiguação das condições de luz. 71§4º da CLT e a Súmula 437 do TST.5. Nego provimento. deve-se observar que o magistrado não tem o dever de rebater um a um os dispositivos legais invocados pelas partes. conhecer de ambos os embargos declaratórios e.17. ainda. 3.0007900-60. por fim. juntou os contracheques do autor nos quais constam descontos no salário do autor a este título o que.2012. acórdão em especial os que tratam das matérias relativas minutos anteriores a jornada contratual nas escalas extras. Nego provimento. João Hilário Valentim. O acórdão foi claro quanto a existência de prova de quitação do intervalo intrajornada e ausência de indicação. entendeu que foram violados. diminuição da hora noturna e adicional noturno na prorrogação da jornada e.0 Embargante Advogado Embargado Plurima Autor Advogado Plurima Réu GIL ROSSINI VITORIA Flavio de Assis Nicchio(OAB: 016179 ES) CJF DE VIGILANCIA LTDA CJF DE VIGILANCIA LTDA Orcy Pimenta Rocio(OAB: 009989 ES) GIL ROSSINI VITORIA ACÓRDÃO .2013. da existência de diferença a seu favor. que há omissão em relação ao pedido de compensação. ACÓRDÃO DE FLS.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. concluindo que para executá-la o autor não consumia mais do que 10 minutos diários. 23 de Setembro de 2013 14 Convocada Sônia das Dores Dionísio.

Nesse contexto. porém. segundo o entendimento do magistrado sentenciante. é que o ônus era do autor. cuidou de acostar aos autos a relação de empregados que trabalharam na SESA (secretaria de saúde) e que. restando prejudicadas as demais matérias tratadas no recurso. pugnando pela exclusão da responsabilidade subsidiária do Estado do Espírito Santo.5. conhecer do recurso ordinário e. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.5. pois não necessariamente os vínculos de todos os trabalhadores se encerraram ao mesmo tempo. Esse é o objeto inicial do recurso do Estado do Espírito Santo. Mas isso não induz a presunção de veracidade das alegações da inicial.2 RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA A questão crucial à determinação da responsabilidade subsidiária do 2º reclamado exige. pelo não provimento do recurso. às fls. 105). ônus que lhe cabia por força do artigo 333.2012. inclusive. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO.0009 (vide documento de fls. nos termos do art. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente).17. a análise do fato constitutivo do pedido do autor. Procurador do Trabalho: Dr. este é fato constitutivo do pedido. o Juízo de Origem firmou a conclusão de que a reclamada. FATO CONSTITUTIVO DO PEDIDO. Razões recursais. concernente ao labor desempenhado no CRE metropolitano de Jardim América. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-8400-57. poderia ter prestado as necessárias informações em juízo. É o relatório.5. afinal. 23 de Setembro de 2013 15 ALEXANDRE SOARES DE OLIVEIRA MASTER PETRO SERVICOS INDUSTRIAIS LTDA Origem: 8ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . por exemplo. NÃO COMPROVAÇÃO DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. João Hilário Valentim. “deveria ter trazido o rol de trabalhadores que lhe prestaram” (fl. como ex-colega de serviço. postularam o pagamento das verbas rescisórias junto a MASTER PETRO na reclamatória nº 000940095. que o obreiro não prestou serviço ao Estado. deveria o autor. Vistos. MASTER PETRO.0010 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: AMERICA GARCIA DA SILVA Embargado: . 417v).98). oriunda da 8ª Vara do Trabalho de Vitória-ES. 417-419. Ressalto que o Estado do Espírito Santo não negou a celebração de contrato com a MASTER PETRO.TRT 17ª Região . a documentação de fls. em Cariacica. não permite concluir. regularmente citada por edital (fl. que consentiu com o encerramento da instrução sem evidenciar a pertinência de suas alegações (fl. tanto que juntou cópia do que pactuado (fls. negando. À análise. por ter negado a prestação dos serviços do reclamante em suas dependências.1 CONHECIMENTO Conheço do recurso do 2º reclamado.8 Embargante Advogado Embargado Advogado AMERICA GARCIA DA SILVA Maíra Dancos Barbosa Ribeiro(OAB: 010800 ES) FUNDACAO VALE DO RIO DOCE DE SEGURIDADE SOCIAL VALIA Sandoval Zigoni Junior(OAB: 004715 ES) PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO . cujo ônus da prova recai sobre o empregado. 105). A esse respeito. não se reconhece a responsabilidade subsidiária por ausência de prova quanto ao fato constitutivo do pedido. considero que a conclusão alcançada na Origem é inadequada ao caso e.17. I do CPC c/c o art. sendo declarada a sua revelia.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DE ENTE PÚBLICO. por outro lado. A confissão ficta daí resultante. Não o fazendo. quedou-se inerte. não sendo o fato incontroverso. não se pode negar o reforço argumentativo que a prova documental representa à defesa do 2ª reclamado. Assim não procedeu o autor. sendo partes as acima citadas. no mérito. por isso. que o obreiro lhe tenha prestado serviço (fl. 2. que contestou a pretensão autoral de responsabilização subsidiária. 818 da CLT. por si só. 434-465.2012.2012.0010 Processo Nº ED-8400/2012-010-17-00. No rol apresentado não constou o nome do reclamante. com a devida vênia. dar provimento ao apelo da reclamada para excluir a responsabilidade subsidiária do ente público. que julgou parcialmente procedentes os pedidos formulados na inicial. A 1ª reclamada. 465-469. há que prevalecer a alegação da peça de ingresso. 333. em Cariacica. Por todas essas razões. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. pois simples testemunha. Não comprovando o empregado o efetivo labor para o ente público tomador de serviço. ter comprovado que laborou nas dependências CRE metropolitano de Jardim América. não prejudica o 2º reclamado. O mais relevante. em Cariacica. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo 2º reclamado em face da sentença de fls. 255-302). restando prejudicadas as demais matérias tratadas no recurso. às fls. Contraminuta. 122 e seguintes). I do CPC c/c o art. no entanto.17. fato específico que necessita também de prova específica. não apenas negou a prestação de serviços. Diligente que foi. dou provimento ao apelo para excluir a responsabilidade subsidiária do 2º reclamado. E nem se fale que o empregado não tinha condições de produzir tal prova. por unanimidade.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. De fato. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 A reclamada. mesmo diante da revelia da 1ª ré. frise-se.0008400-57. ÔNUS DO EMPREGADO. todavia. 107). o aludido documento foi impugnado (fl. eis que presentes os pressupostos de admissibilidade. mas disso ele não se desincumbiu. 122 e seguintes. representados pelo sindicato. com absoluta certeza. em audiência. concernente na alegação de que teria trabalhado no CRE metropolitano de Jardim América. Foi justamente por isso que. num primeiro momento. 818 da CLT. FUNDAMENTAÇÃO 2. Não obstante.

Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. O só ato de o sindicato representante da categoria profissional. da CF e os artigos 186. RELATÓRIO Trata-se de embargos declaratórios opostos pela Reclamante. 554/569. Saliente-se.EPP Origem: 11ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim. 520- . não merecem ser providos.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.5.17. XXXVI. e não reprodução da lei. (Recurso desprovido). Basta que fundamente o entendimento adotado. mas sim de índice proveniente de revisão da renda total da suplementação do falecido. Ademais. Se os embargos não demonstram a existência de omissão.BNDES AFEQUE SERVICOS DE VIGILANCIA LTDA . ainda. negar-lhes provimento e condenar a Embargante a pagar a multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa. 5º. se os embargos confundem julgamento contrário ao seu interesse com omissão em julgar.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: JORNADA DE 12X36. inclusive para forjar um necessário processo de amadurecimento das relações entre o capital e o trabalho.BNDES Décio Freire(OAB: 012082 ES) RONILSO CRUZ PAULO VIDAL RONILSO CRUZ PAULO VIDAL José Alcides de Souza Junior(OAB: 013144 ES) BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONOMICO E SOCIAL . HORAS EXTRAS – PREVALÊNCIA DA CONVENÇÃO COLETIVA. firmar norma coletiva de trabalho pactuando jornada especial de 12x36.05.1 Recorrente Advogado Recorrido Plurima Autor Advogado Plurima Réu Plurima Réu Advogado BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONOMICO E SOCIAL . que a Corte não está obrigada a apreciar. O respeito ao pactuado na negociação coletiva deve se tornar um primado dessa forma de autocomposição dos dissídios.0011 RECURSO ORDINÁRIO Recorrentes: BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONOMICO E SOCIAL . está convalidado pelo inciso XXVI. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. 554/569.EPP Marcos Antonio Fonseca Medeiros(OAB: 069144 RJ) ACÓRDÃO . 23 de Setembro de 2013 16 O V. o que não significa obrigação de reproduzir textos legais. art. presumindo-se o não-acolhimento das teses divergentes. na forma autorizada pelo art. 538 do CPC. e tendo em vista o manifesto caráter protelatório dos Embargos. 496. acórdão que recebia da Valia a pensão por morte desde 26. parágrafo único.17. que julgou procedente em parte o pedido. ante a total ausência dos vícios alegados. o que evidentemente. Se a parte pretende ter uma nova apreciação do mérito já decidido pelo acórdão de fls. Contrarrazões apresentadas pelo segundo reclamado às fls. porquanto se constitui em manifestação expressa da vontade dos interessados na solução dos seus próprios conflitos. 538. o prequestionamento a que se refere a Súmula 297 do TST só tem pertinência e cabimento quando o julgado não haja adotado fundamento explícito sobre o tema ou sobre a questão submetida. Vistos. Deste modo. impondo respeito aos acordos e convenções coletivas de trabalho. sendo partes as acima citadas.2013.1. prequestiona a Súmula 321 do STJ. Afirma. FUNDAMENTAÇÃO 2.BNDES RONILSO CRUZ PAULO VIDAL Recorridos: RONILSO CRUZ PAULO VIDAL BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONOMICO E SOCIAL . OMISSÃO – CONTRADIÇÃO . ponto a ponto.2013. REGIÃO FUNDACAO VALE DO RIO DOCE DE SEGURIDADE SOCIAL VALIA Origem: 10ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . também. nego-lhes provimento e imponho a embargante multa de 1% sobre o valor da causa. todos os argumentos e fatos abordados pelas partes. Atendendo a esse imperativo. em razão da tipicidade da função. O que se exige é adoção de tese. 475-477. sendo partes as acima citadas. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). 927 e 1090 do CC. por unanimidade.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. pois presentes seus pressupostos de admissibilidade. a via escolhida é totalmente incompatível com tal objetivo. 47 do CDC.TRT 17ª Região . na forma autorizada pelo art.2010.TRT 17ª. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. além de objetivar o prequestionamento. Ora. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora Acórdão Processo Nº RO-9200-48. CONHECIMENTO Conheço dos embargos. não merecem ser providos. contradição ou obscuridade e revelam mero inconformismo da parte com o conteúdo meritório do acórdão.BNDES AFEQUE SERVICOS DE VIGILANCIA LTDA . 3. 481-490v) e pelo reclamante (fls. OJ 24 do TST. do CPC. 884. em face do v. Basta uma leitura dos presentes embargos declaratórios para constatar que eles estão sendo utilizados com o único intuito de reapreciar matéria já devidamente rebatida. acórdão é contraditório. do art. o legislador ao editar a Carta de 1988 procurou conferir primazia à autocomposição dos dissídios. conhecer dos embargos declaratórios. Não lhe assiste qualquer razão.PREQUESTIONAMENTO Aduz o embargante que deve ser registrado no v. uma vez que ficou comprovado que o percentual auferido pelo de cujus não se trata de ganho real e muito menos de antecipação. Vistos. 7o da Constituição Federal. apontando a existência de omissão e contradição no julgado embargado. ACÓRDÃO DE FLS. acórdão de fls.0009200-48. art. complementada pela decisão de embargos de declaração de fls. merece respeito. CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. que o v. 554/569 .0011 Processo Nº RO-9200/2013-011-17-00. devendo a parte manifestar sua irresignação por meio de recurso próprio. Por fim.5. 500-517) em face da sentença de fls. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinários interpostos pelo segundo reclamado (fls.

art. nos termos da Súmula 85. que comprovada a necessidade de apresentação antecipada em 30 minutos a cada início de jornada e a ausência de gozo do intervalo intrajornada. ainda. 525-532. apresentando-se fixo e imutável. 2. Sustenta que alguns direitos não são negociáveis. que decidiu pela validade de acordo coletivo que estabeleça turnos de revezamento de 12 x 36 de descanso. inciso XXVI e 8º. se o reclamante trabalhava em escala de 12x36 é evidente que o trabalho em tais dias eram seguidos de folga nos dias . 9º. não se cogita de aplicação dos limites referidos no artigo 59. o respeito ao pactuado na negociação coletiva deve se tornar um primado dessa forma de autocomposição dos dissídios. porque além de a profissão do Recorrido estar regulamentada em lei especial (7. nos termos do artigo 7º. uma vez que se trata de cópia fiel da petição inicial. de toda a Justiça do Trabalho. Quanto ao argumento de que a empresa não observou a redução ficta da hora noturna. pois além de a redução ficta prevista no §2º do art. do TST. 4. 73 da CLT só se aplicar a trabalhador que cumpre jornada de 220 mensais. ao editar a Carta de 1988 procurou conferir primazia à autocomposição dos dissídios. do TST. por outro lado. dispõe sobre o trabalho em jornada de 12x36 não há falar-se no pagamento das horas extras excedentes à 8ª e 10ª. Por isso. inciso XIII. DA CLT. respeito aos acordos e convenções coletivas de trabalho. e não ao trabalhador que tem jornada especial prevista em cláusula de convenção coletiva inferior à duração prevista na lei. descaracterizada a escala 12X36. 512). superior ao limite diário e semanal de carga horária.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 41). da CLT e art. em afronta ao art. sendo irrelevante a circunstância de o limite previsto no art. Pugna. com os reflexos legais. Além disso. à margem daquela estabelecida ordinariamente pela Constituição da República.2. portanto. não são capazes de descaracterizar a jornada em escala. Min.2 RECURSO DO RECLAMANTE 2. Argumenta.1 HORAS EXTRAS – ESCALA 12X36 – FERIADOS – REDUÇÃO FICTA DA HORA NOTURNA .VIGILANTE Da sentença que reconheceu válidas as normas coletivas e julgou improcedente as horas extras.situação que evidentemente. recorre o reclamante. ainda. 7o da Constituição Federal. ou seja. portanto. 59. E o só fato de o sindicato representante da categoria a que pertence o autor. da Carta Magna. por consequência. § 2º. por preenchidos os pressupostos de admissibilidade. Invoca os arts. 23 de Setembro de 2013 17 523v e pelo reclamante às fls. todo um dia de descanso. 5. nos termos do art. se a convenção coletiva. § 2º. ligada à compensação de prorrogações a jornada determinadas pelo empregador. sem que seja devido o adicional de horas extras. Maria Cristina Irigoyen Peduzi. também. induz à presunção de que sua intenção foi a de adequar as condições de trabalho à peculiaridade da atividade econômica.102/83). sendo. Dessa forma. Requer. ainda. Embargos conhecidos e desprovidos (E-RR-3154/2006. quando há observância da carga horária de 44 horas semanais. a matéria já foi pacificada pelo TST. da CLT. sejam consideradas nulas as cláusulas convencionais e condenadas as reclamadas ao pagamento como extras das horas trabalhadas após a 8ª diária ou 44ª semanal. portanto. Postula. Também quanto às escalas extras (evasivamente alegadas pelo reclamante). § 2. atribuiu o percentual diferenciado de 40% sobre a hora normal (cláusula 10ª. da Carta Magna. prevista nas CCTs. 503). 59 § 2º da CLT. pelo pagamento em dobro dos feriados trabalhados. insuscetível do abuso a que o dispositivo visa resguardar. que os minutos diários reconhecidos em sentença. XIII. da Lei 605/49 e Súmula 444. e. é que o legislador. através da SDI-1. 3. o que a torna inválida. Registro. inclusive com o objetivo de forjar um necessário processo de amadurecimento das relações entre o capital e o trabalho. conforme consta fartamente nos presentes autos (fls. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 A redatora designada. o pedido de pagamento dos feriados trabalhados porque. . iii) intervalo interjornada que compreende. Confirmação da jurisprudência francamente preponderante e histórica. também. ementou assim a decisão da Seção I de Dissídio Individual: EMBARGOS REGIME DE DURAÇÃO DO TRABALHO POR ESCALAS DE 12 HORAS DE TRABALHO POR 36 DE DESCANSO (12X36) VALIDADE INAPLICABILIDADE DA RESTRIÇÃO DO ARTIGO 59. como compensação. Logo. do TST. 40-76). Sucessivamente. porque perfilho o entendimento segundo o qual. Alega que não havia regime de compensação das horas extras trabalhadas. buscou o legislador mitigar as chances de eventual abuso de direito por parte do empregador. é aquela relativa a excessos de trabalho em relação à jornada contratada. Indevido. SDI-I. merece respeito porquanto se constitui em manifestação expressa da vontade dos interessados na solução dos seus próprios conflitos. ii) jornadas exercidas sempre em um mesmo turno (horário de trabalho). 2. não foram elas comprovadas. por ausência de dialeticidade. Em conseqüência disso. 73. O regime de trabalho por escalas de 12 por 36 horas é identificado pelas seguintes peculiaridades: i)revezamento de cargas semanais de 36 horas com 48 horas. ante a prevalência da norma constitucional. apenas por meio de prévia negociação coletiva é válido o ajuste. e em relação ao tópico “do descanso remunerado e seus reflexos” (fls. se encontra convalidada pelo inciso XXVI. tendo em vista a manutenção dos níveis de emprego impondo por isso. Considerando as peculiaridades do regime por escalas de 12 por 36 horas. Afirma que trabalhava em escala 12X36.1 CONHECIMENTO Conheço em parte do recurso do reclamante.601/98. da CF. por se tratar de hipótese em que o trabalho é prédefinido. necessariamente.fls. 59. a jornada tem o respaldo da CF/88. firmar norma coletiva de trabalho. 1. a reforma da sentença quanto à duração da hora noturna. ser anterior à Lei 9. Conheço do recurso do segundo reclamado. estabelecendo limites a serem observados. inciso IV. da CLT. a própria norma coletiva é suficientemente clara ao dispor que a hora noturna tem duração de 60 minutos e. nulas. evidentemente que o reclamante também não tem razão. Dele não conheço quanto ao tópico “a) Acordo escrito e homologado pelo sindicato profissional” (fls. DJ de 19/06/2009). Em se tratando de determinação de jornada especial de trabalho. por inovação. pois irrenunciáveis e que não são válidas as normas coletivas que contrariem a lei ou violem garantias fundamentais do trabalhador. parágrafo 1º . requer a condenação após da 10ª diária. da CLT. A compensação de jornada a que se refere o artigo 59. Não lhe assiste razão. FUNDAMENTAÇÃO 2. 7º. da CLT e 7º. Aponta o previsto na OJ 93. §2º. do art.

O reclamante. Assim sendo. do TST e o art. A hora noturna será remunerada pelo percentual de 40% (quarenta por cento). que fixa a hora noturna em 60 minutos. Tendo em vista que a qualidade de segurado independe da existência ou inexistência de mora por parte do empregador.” (CCT de 2012/202 – cláusula 11ª. TST. estabelecem normas referentes ao adicional noturno na cláusula décima (fls. 23 de Setembro de 2013 18 subseqüentes e por isso.2. 01 (uma) hora para repouso e alimentação.” (fls. devido o adicional noturno até as 7 horas. com o pagamento de uma hora extra. 54) Dos recibos de pagamento colhe-se. ficará obrigado a remunerar 01 (uma) hora normal do intervalo intrajornada com o acréscimo de 60% (sessenta por cento) sobre o valor da hora normal acrescido do adicional de risco de vida. XXII. conforme dispõe a Lei 605/49.2. entendo devidos os reflexos indicados na mesma tabela (fls. nos termos do Decreto 3048/99 e Súmula 368 do TST. Por todo o exposto. 44v) Nos recibos de pagamento consta o pagamento da rubrica “intrajornada 60% ES” (fls. No entanto. por exemplo. inclusive com tabela demonstrando as diferenças. à exceção do primeiro mês de Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 contrato. A primeira reclamada. verifico que as diferenças apontadas são pertinentes. ante suas naturezas salariais. 2. 2. quanto pela primeira reclamada. 86-87. 180). nego provimento. da Súmula 60. pois “seguia a determinação contida na CLÁUSULA DÉCIMA segunda-feira e seu parágrafo único. em que o adicional noturno (R$ 228. 95). 7º. para a hipótese de sonegação do intervalo em questão: “Cláusula Vigésima Quarta – Do Intervalo Intrajornada Fica estabelecido que em qualquer escala é obrigatória a concessão do intervalo intrajornada. no mês de março/2012 (fls. Aponta o previsto no item II. 2. dou provimento para determinar o pagamento do intervalo intrajornada sonegado. recorre o reclamante. IMPOSTO DE RENDA Pugna o reclamante que os descontos fiscais sejam calculados sobre o seu valor histórico e faixas correspondentes e que as reclamadas suportem seu pagamento. conforme as normas coletivas.2.4 BASE DE CÁLCULOS DAS HORAS EXTRAS Da sentença que determinou que as horas extras fossem calculadas sobre o salário base. Parágrafo Único. 71. as CCTs juntadas tanto pelo reclamante. Assim sendo.5 ADICIONAL DE RISCO DE VIDA O reclamante requer a reforma da sentença quanto à incorporação do adicional de risco de vida à sua remuneração. 176-185). eis que.. As duas CCTs vigentes durante o contrato de trabalho estabeleceram que: “Fica convencionado entre as partes que o adicional de risco de vida integra a remuneração dos empregados para todos os fins de direito. é devida a integração pretendida. A norma coletiva assim dispõe. parágrafo primeiro – fls. afirma que pagava o adicional noturno de forma correta. Invoca o art. eis que não pagos durante o contrato de trabalho. Dou provimento para determinar que o adicional de risco de vida integre a remuneração do autor para todos os fins. Parágrafo 2º. .6 INSS Requer o reclamante que os descontos previdenciários sejam calculados sobre o valor histórico e que as reclamadas sejam condenadas no seu recolhimento. pois eles integram a base de cálculo. pelo valor histórico. conforme depoimento da testemunha de fls. que não houve a integração determinada. como. conforme os cálculos indicados na tabela de apuração das diferenças de fls. parágrafo terceiro – fls. Afirma que são devidos os reflexos. pois a escala do reclamante se estendia até tal hora. nos termos da Súmula 264 do c. A decisão recorrida indeferiu o pleito. razão assiste ao autor. sem retirar o caráter salarial da verba em questão. constante dos recebidos de pagamento juntados aos autos. conforme previsto nas CCTs. . pela remuneração do adicional noturno (dobro do previsto no caput do artigo 73 da CLT). Fica convencionado que na hipótese do empregador deixar de conceder integralmente ao trabalhador o horário do intervalo intrajornada. A não concessão do intervalo intrajornada restou comprovada.” Assim. Com razão. de no mínimo. 41v e CCT de 2011/2011 – cláusula 12ª.2. Sustenta que os valores pagos são inferiores aos devidos. 41 e 104). do TST. no período entre às 22h e 5h. Pugna que a base de cálculo seja a sua remuneração. Dou provimento para determinar o pagamento do adicional noturno sobre as horas trabalhadas após as 5 horas.2. pois causadoras da mora..2. eis que a CCT apenas definiu a base de cálculo. a OJ 307.11. Alega que quando da manifestação sobre a defesa apresentou impugnação específica. §4º. em sua defesa.” (fls. o valor indicado pelo reclamante está correto. sob o fundamento de que constam dos recibos de pagamento colacionados aos autos o pagamento do adicional de risco de vida.3 INTERVALO INTRAJORNADA Insurge-se o reclamante em face da sentença que considerou quitado o intervalo intrajornada sonegado. 2. como as normas coletivas que regulam o trabalho do reclamante prevêem como hora noturna a hora correspondente “até o término do trabalho do dia seguinte”. dou provimento parcial. da SDI-I.62) e não sobre ele mais o adicional de risco de vida (R$ 111. da CF. 455. 2. por isso as partes resolvem estabelecer a hora noturna em 60 (sessenta) minutos.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 2. O valor da hora apura-se pelo salário acrescido dos seus consectários legais e também o adicional de risco de vida. Assim sendo. não tem direito de recebê-los em dobro. Da mesma forma. por amostragem. é evidente que o empregado tem responsabilidade pelo pagamento da parcela previdenciária. pois tomando-se como referência a norma coletiva transcrita.79). 455) tabela demonstrando mês a mês as diferenças entre o valor pago a título de intervalo intrajornada e o que entende devido. Dou provimento parcial. ao se manifestar sobre os documentos juntados com a defesa.2 ADICIONAL NOTURNO – PRORROGAÇÃO DA JORNADA NOTURNA Busca o reclamante a reforma da sentença quanto ao pagamento do adicional noturno sobre as horas trabalhadas após as 5 horas. a exemplo do mês de fevereiro/2012. que assim estabelece: “CLÁUSULA DÉCIMA – DO ADICIONAL NOTURNO Considera-se hora noturna aquela trabalhada das 22 (vinte e duas) horas de um dia até o término do trabalho do dia seguinte. da CLT. 455). Parágrafo 1º. do TST.7. nos termos das normas coletivas citadas. o que resultaria no valor de adicional noturno de R$ 256. apresentou (fls. Dessa tabela. Aponta a Súmula 264. O cálculo das horas extras deve observar a evolução do salário e os adicionais de risco e noturno.67) foi calculado apenas sobre o salário base (R$ 931. Em razão do efetivo benefício propiciado aos empregados. nos termos da fundamentação supra.

Assim sendo. Nego provimento. dou provimento para excluir da condenação os honorários advocatícios. Sem razão. fiscalizando o cumprimento das obrigações trabalhistas e previdenciárias. do TST. No caso em particular. que impede a responsabilidade subsidiária das empresas públicas. o princípio da legalidade impede a transferência de responsabilidade tributária ao empregador.” Acresça-se ainda. mais do evidenciada a sua culpa in vigilando. Postula. II.584/70. 23 de Setembro de 2013 19 Quanto ao Imposto de Renda. 2. sociedades de economia mista e autarquias. 790. nas mesmas condições do item IV. 790. a integração do adicional noturno nos moldes estipulados nas normas coletivas. E quanto à gratuidade de justiça de que cogita o §3º do art. não obstante a decisão proferida nos autos da ADC 16-DF a Corte Suprema tenha se manifestado sobre a constitucionalidade do art. Portanto. Ora. mas. a responsabilidade subsidiária a si imputada decorre tanto do disposto na lei comum (art. Aponta violação aos arts. 516) que está desempregado.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. da CF/88 a todos os brasileiros e estrangeiros residentes no Brasil que comprovarem a insuficiência de recursos. 1º e 2º. da SDI-I. dou provimento parcial para conceder ao reclamante a gratuidade da justiça. 2. a qual não foi revogada pelo §3º. pois não é suficiente para comprovar a ocorrência de culpa in vigilando ou in eligendo. Alega que a declaração de precariedade econômica.1 PRESCRIÇÃO Renova o segundo reclamado sua arguição de prescrição parcial.666. portanto. de aplicação imediata. como a própria recorrente comprovou que tinha acesso aos recibos de pagamento do autor. como já citado. terceiro em relação ao contrato que foi firmado por ele (§6º do art. 2. Por fim.127/2011 da RCFB. destaco que o reconhecimento da responsabilidade subsidiária da ora recorrente não implica em afronta a qualquer dispositivo legal ou constitucional. . dado que este apenas atribuiu uma faculdade ao juiz. por meio da Súmula 219.3. artigo 37 da CF/88). da CF. caput. ante a existência de norma de regência própria.060/50. Logo. Todavia. quando confrontado com a culpa de que cogita o art. não impugnada pelas reclamadas. Ressalto que não se aplica ao Processo Trabalhista a Lei 1. Logo. que. 485v) não gera sua responsabilidade subsidiária.3. Alega que o STF no julgamento da ADC 16 declarou a constitucionalidade do art. Além disso. de forma sucessiva. não tem direito à assistência judiciária. pois foi beneficiária direta dos serviços prestados. portanto não há falar em prescrição. caso evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei n. de 21. 2. 4º.06. dever-se-á observar a IN 1. em sua estrutura organizacional. Nego provimento. da Lei 8666/93. na condição de beneficiária e tomadora dos serviços.8 ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA E GRATUIDADE DA JUSTIÇA Busca o reclamante a reforma da sentença quanto à assistência judiciária e à gratuidade da Justiça. a douta maioria deu provimento ao apelo. 186 do Código Civil. 71 da Lei 8. como. 790 da CLT. A discussão aqui travada reside no respaldo de lei para a responsabilização subsidiária do segundo reclamado. Todavia. ao contrário. não impediu que o juiz. Não lhe assiste razão. conforme inciso IV desse mesmo verbete sumular. da CLT. por exemplo. responsabilidade subsidiária pelo adimplemento das obrigações contraídas pela empresa contratada. como o reclamante afirmou em seu recurso (fls. Também sustenta que a primeira reclamada foi contratada por meio de pregão eletrônico e licitação. Tem razão. I. cuja obrigação é tão-somente a de deduzir o imposto. Não há dúvidas. com duas coordenações para tal fim.º 8. Assim. defiro-lhe. razão pela qual deve ser responsabilizado subsidiariamente pelas obrigações trabalhistas não adimplidas pela primeira demandada. Pois bem.3 RECURSO DO SEGUNDO RECLAMADO 2. Por todo o exposto. uma empresa Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 pública. Alega que o “simples inadimplemento de obrigações trabalhistas pela primeira ré” (fls.1993. nos termos daquele enunciado jurisprudencial possui este. inciso LXXIV. nos termos da Súmula 219. por entender que a concessão do benefício independe da assistência sindical e constitui direito fundamental. do TST. ao prejuízo que o ente público causou ao trabalhador. 186 do Código Civil). nego provimento. 37 da CF/88) possa aplicar as leis da República e condená-lo a reparar o dano que causou ao terceiro. de que o recorrente se beneficiou dos serviços prestados pelo autor. 2º e 5º.2. da CLT e OJ 269.3 HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS O segundo reclamado pretende a reforma da sentença quanto aos honorários advocatícios. portanto indevida tal verba. A aludida responsabilidade não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa regularmente contratada. por meio de duas coordenações e exigindo todos os documentos individuais dos trabalhadores. LXXIV. A matéria está sumulada pelo TST. aplica a legislação vigente. 71. 5º. a ação foi proposta em 28/01/2013. foi dado provimento ao recurso do Reclamante para conceder-lhe os benefícios da assistência judiciária. repito. §1º. do TST. Invoca os arts. se a Administração Pública tem o dever de fiscalizar o cumprimento dos contratos por ela firmados (inciso XXI e parágrafo 6º. é fundamento para concessão da assistência judiciária. in verbis: “os entes integrantes da Administração Pública direta e indireta respondem subsidiariamente. O contrato do autor foi de outubro/2011 a setembro/2011. em que pese a declaração de miserabilidade jurídica feita em recurso. especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora.3. §1º e 6º. sob o argumento de que o reclamante constitui advogado particular. ainda que o recorrente sustente que sempre fiscalizou o cumprimento das obrigações trabalhistas. não o fez de forma a impedir que a empregadora do reclamante deixasse de sonegar-lhes direitos durante toda a sua contratualidade. deve ser aplicado o item V da súmula 331 do TST. portanto. ou senão. da Lei 1060/50. §3º. Aponta a nova redação da Súmula 331. anoto que o fato gerador nasce no momento do pagamento. inclusive para verificar a integral satisfação das obrigações do trabalho assalariado.2 RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA Refuta o ora recorrente sua condenação subsidiária. Afirma que sempre agiu de forma diligente.666/93 frente à aplicação irrestrita da Súmula 331 do TST. Assim sendo. A assistência judiciária só é cabível no Processo do Trabalho quando preenchidos todos os requisitos exigidos na Lei 5. restou incontroverso que o autor trabalhou em prol do segundo reclamado. pela gratuidade da Justiça. como o autor está assistido por advogado particular. do art. quanto do entendimento contido no item V Súmula 331 do TST. Nesse diapasão. por razão óbvia. estava ciente do não pagamento correto das verbas a que ele tinha direito. previsto no artigo 5º. Dessa forma. CF. da Lei 7115/83.

no mérito. quanto à verba honorária.8 Embargante Advogado Embargado Advogado GERALDO CARLOS DE OLIVEIRA Maria de Fatima Monteiro(OAB: 00269B ES) VIMAQ METALURGICA LTDA . o autor não terá qualquer prejuízo com as custas fixadas na r. o autor não leu com a atenção necessária o julgado embargado. se o julgado embargado isentou o Reclamante do recolhimento das custas processuais. por óbvio. é o óbvio ululante que. Vencidos. Majorado o valor da condenação para R$ 35.0011700-02. do CPC. quanto ao intervalo intrajornada. por unanimidade.EPP Origem: 11ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . CONHECIMENTO Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Conheço dos embargos declaratórios. 175/177v .a douta maioria entendeu que a declaração de miserabilidade se constitui em requisito suficiente para o deferimento da gratuidade da justiça ( § 3º do artigo 790 da CLT) e isentou o recolhimento das custas” Ora. sem apreciar o pedido de isenção da condenação do Reclamante ao pagamento das custas processuais no importe de R$ 1. este Regional isentou o Recorrente do recolhimento das custas processuais e conheceu do recurso. 175/177v. não se vislumbrando quaisquer dos vícios do artigo 535. acórdão.8 Recorrente Advogado Recorrido Advogado ROZALIA DE JESUS PEREIRA Luis Fernando Nogueira Moreira(OAB: 006942 ES) CHOCOLATES GAROTO SA Stephan Eduard Schneebeli(OAB: 004097 ES) ACÓRDÃO . Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). Ao que parece.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO.TRT 17ª. FUNDAMENTAÇÃO 2.TRT 17ª Região .0011500-80. apreciou o pedido de isenção da condenação do pagamento das custas processuais fixadas na r. de contradição.0007 Processo Nº RO-11700/2013-007-17-00.00 (trinta e cinco mil reais). sentença.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. advogado do reclamante. dar parcial provimento ao apelo obreiro para condenar a reclamada no pagamento do adicional noturno e intervalo intrajornada. no decorrer da fundamentação. no apelo obreiro.0007 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: ROZALIA DE JESUS PEREIRA Recorrido: CHOCOLATES GAROTO SA Origem: 7ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA .000. autorizar os descontos previdenciários pelo valor histórico.5. ACÓRDÃO DE FLS.17.5. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais.000. acórdão.VIMAQ METALURGICA LTDA .5. Presença do Dr.. o Desembargador José Luiz Serafini.17.17. pelas reclamadas. por maioria. MÉRITO Sustenta o embargante que o v. Ademais. Vistos. assim se manifestou: “. acórdão de fls. Não lhe assiste razão. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim. José Alcides de Souza Júnior. por preenchidos os pressupostos para a sua admissibilidade. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). no tocante à assistência judiciária gratuita. e dar parcial provimento ao recurso patronal para excluir da condenação os honorários advocatícios. O v. tudo nos termos do voto da Relatora. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. no recurso patronal. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. RELATÓRIO Trata-se de embargos declaratórios opostos pelo Reclamante em face do v. com custas de R$ 700. ao analisar o conhecimento do recurso do Reclamante.2013.EPP Euclides Nuno Ribeiro Neto(OAB: 006279 ES) ACÓRDÃO . modificar a base de cálculo das horas extras. sendo partes as acima citadas. sem prejuízo de seu sustento e de sua família.17. a Juíza Sônia das Dores Dionísio. Se os embargos não demonstram a existência de omissão. por unanimidade. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora Acórdão Processo Nº RO-11700-02. determinar que o adicional de risco integre a remuneração do autor. em face do teor do v.00 (setecentos reais).00 (hum mil reais). nego provimento aos embargos.TRT 17ª Região . acórdão incorreu em contradição e omissão no julgado.1.0011 Processo Nº ED-11500/2013-011-17-00. haja vista que não tem condições de arcar com as custas do processo. 23 de Setembro de 2013 20 CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. conhecer em parte do recurso do reclamante e integralmente do recurso do segundo reclamado. pois.2013. além de conceder o benefício da assistência judiciária gratuita..2013.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA . no julgado embargado.5. ou de obscuridade e revelam mero inconformismo da parte com o conteúdo meritório do acórdão.2013. REGIÃO . posto que o julgado de 2º grau dispensou o Reclamante de recolhê-las. Logo. 3. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora Acórdão Processo Nº ED-11500-80. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. Alega que o pagamento das custas em tal importe pode ocasionar ao embargante enorme prejuízo. sentença. conhecer dos embargos e negar-lhes provimento.0011 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: GERALDO CARLOS DE OLIVEIRA Embargado: O V. não merecem ser providos.

0006 Processo Nº ED-13700/2013-006-17-00. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. O pedido inicial é.1979. de diferença de complementação de aposentadoria. Informa. A decisão ocorreu nos Recursos Extraordinários (REs) 586453 e 583050. como entender de direito. Em outras palavras. às fls. o que vai de encontro ao art. ou seja.1. 331-334. como ocorre no presente caso.2 . 114 da CF/88. em suma. Contraminuta da reclamada. a 10% do valor do salário da reclamante quando esta entrou em gozo de benefício do INSS. com dedução dos valores já pagos a título de pensão pela Fundação Garoto (alínea “B” de fl. Aduz que as alterações lhes foram prejudiciais e. Razões recursais. FUNDAMENTAÇÃO 2. João Hilário Valentim. que se aposentou por invalidez em 16. dar-lhe provimento para declarar a competência da Justiça do Trabalho e determinar a baixa dos autos à Vara de origem para reabertura da instrução e novo julgamento.17. ainda. O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que cabe à Justiça Comum julgar processos decorrentes de contrato de previdência complementar privada. como no caso dos autos. independentemente da ação ter sido proposta somente em face do empregador. como entender de direito. entendeu que a competência para apreciar a matéria é da Justiça Comum em razão da inexistência de relação trabalhista entre o beneficiário e a entidade fechada de previdência complementar. 114 da CF/88. a competência da Justiça Comum é restrita para o julgamento de lides decorrentes de contrato de previdência complementar privada entre o beneficiário e a entidade fechada de previdência complementar e não quando a lide é proposta somente em face do empregador. a ex-ministra Ellen Gracie. igualmente prevista naquele regulamento. em sua inicial. portanto. 328. a competência da Justiça Comum é restrita ao julgamento das demandas movidas em face a entidade de previdência complementar. No entanto. inaplicáveis. com o reconhecimento da competência da Justiça do Trabalho e o prosseguimento do feito no Juízo de primeiro grau. AÇÃO PROPOSTA EM FACE SOMENTE DO EMPREGADOR. por unanimidade. o pagamento de uma renda mensal vitalícia equivalente a 70% de uma rubrica denominada B1. alegando. Como relatora do RE 586453. modulando os efeitos dessa decisão e definindo que deverão permanecer na Justiça do Trabalho todos os processos com sentença de mérito até o dia 20/02/2013 e considerando que o mérito do presente feito não foi apreciado – reconheceu a incompetência da Justiça do Trabalho para julgar casos de previdência complementar privada e determinou a remessa dos autos à Justiça Comum. Portanto. 23 de Setembro de 2013 21 NOVAIS EMENTA COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante em face da sentença de fl. Vistos. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. evitando-se a supressão de instância. o que vai de encontro ao art. 20). como se pode perceber do teor do julgamento do RE 586453.. às fls. De outro modo. Vejamos. que a decisão do STF somente se aplica às ações que discutem a complementação de previdência privada e não àquelas ações em que se discute a indenização pelo descumprimento do regulamento interno do empregador. pugnando pela reforma da sentença. como se pode perceber do teor do julgamento do RE 586453. para Fundação Garoto. 337-341. Procurador do Trabalho: Dr.2007 e pede a condenação da reclamada ao pagamento de uma renda mensal vitalícia tal como previsto no regulamento interno vigente na época de sua contratação.10. posteriormente. Feitas as ponderações acima. no caso de aposentadoria por invalidez. em 1994.2013. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). entendeu que a competência para apreciar a matéria é da Justiça Comum em razão da inexistência de relação trabalhista entre o beneficiário e a entidade fechada de previdência complementar. pretende a autora receber a complementação de aposentadoria. declaro a competência da Justiça do Trabalho e determino a baixa dos autos à Vara de origem para reabertura da instrução e novo julgamento. a ex-ministra Ellen Gracie. prossigo. tal como previsto no Regulamento Interno da empresa na época de sua contratação. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Certidão de Julgamento de ROS Processo Nº ED-13700-75. não se estendendo aos casos em que a reclamação é proposta exclusivamente em face do empregador. que reconheceu a incompetência da Justiça do Trabalho para julgar lide em que se discute diferenças de complementação de aposentadoria. que foi contratado pela reclamada em 29. estar-se -ia transferindo para a Justiça Comum as lides entre patrões e empregados. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Alega que em janeiro de 1992 houve alteração nas regras da previdência privada transferindo-se a administração desta para a Fundação Bradesco e.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.10. estar-se-ia transferindo para a Justiça Comum as lides entre patrões e empregados. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. conhecer do recurso ordinário e. 2. evitando-se a supressão de instância. Narra o reclamante. De outro modo. A decisão ocorreu nos Recursos Extraordinários (REs) 586453 e 583050. pelo não provimento do apelo. No entanto. O reclamante se insurge. Como relatora do RE 586453.1 CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário. portanto.2. porque preenchidos os pressupostos de admissibilidade. consubstanciada na renda mensal vitalícia correspondente a 70% do que o regulamento interno denomina por B. AÇÃO PROPOSTA EM FACE SOMENTE DO EMPREGADOR O Juízo de origem – considerando que o Plenário do Supremo Tribunal Federal decidiu que cabe à Justiça Comum julgar processos decorrentes de contrato de previdência complementar privada. época em que vigia um Regulamento Interno prevendo. sendo partes as acima citadas.5. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. É o relatório. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. no mérito. Dou provimento. O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que cabe à Justiça Comum julgar processos decorrentes de contrato de previdência complementar privada.

1. Aduz pelo enfrentamento do referido dispositivo. por unanimidade. pede reforma do decisum para que o adicional seja deferido por todo o período laborado e em grau máximo.1. 514. no tocante à base de cálculo do adicional. conforme conclusão do laudo pericial. relativamente aos honorários advocatícios. 1. TST.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. O Ministério Público manifestou-se pelo prosseguimento do feito. conhecer dos embargos declaratórios e. Insta frisar. o Desembargador José Luiz Serafini. do CPC.0006 RECURSO ORDINÁRIO SUMARÍSSIMO Recorrente: ANILSON DE FREITAS SANTOS Recorrido: INCOPRE INDUSTRIA E COMERCIO S/A Origem: 6ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . 1.0006 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: ORGAO DE GESTAO DE MAO-DE-OBRA DO TRAB. em grau médio. não o conhecendo quanto ao pedido de assistência judiciária. Majorado o valor da condenação para R$ 9. CONHECIMENTO. II do CPC e Súmula 422 do TST).TRT 17ª Região 0013700-75. Sem razão. não merecem ser providos. Dele não conheço quanto ao pedido de assistência judiciária. §3º da Lei 8. determinarem o que os julgadores deverão fazer constar do acórdão.TRT 17ª. 23 de Setembro de 2013 22 Embargante Advogado Embargado Advogado ORGAO DE GESTAO DE MAO-DEOBRA DO TRAB. E da leitura do v. o que demonstra seu real objetivo de reformar o decisum.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Certifico que a 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. Assim. Alega a embargante que a C. Inicialmente. Conheço dos embargos declaratórios. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: o Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). ainda.PORTUARIO AVULSO .630/93. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. CONHECIMENTO. nada fala sobre o fato de o juízo ter entendido prejudicado o pedido. OMISSÃO. como base de cálculo. 538. uma vez que se utiliza dos presentes embargos com o intuito de rediscutir questão apreciada no acórdão. parágrafo único. Nesse passo. quanto ao adicional de insalubridade. com custas de R$ 180.PORTUARIO AVULSO . 27. nesta data resolveu. recorre o autor alegando que os equipamentos não neutralizaram os agentes insalubres. se os embargos confundem julgamento contrário ao seu interesse com omissão em julgar. ademais.3. 139/140 .0006 Processo Nº RO-16600/2011-006-17-00.17. Procurador: Dr. na forma autorizada pelo artigo 535. conhecer parcialmente do recurso ordinário. Logo.5. Vencidos. pois diz “não ser possível afastar-se pura e simples a vigência de qualquer artigo de lei. acórdão. nesta data resolveu. II. verifico que os argumentos apresentados pela embargante revelam mero inconformismo com o resultado do julgamento.5. por unanimidade.5.17. Turma não analisou a matéria de seu recurso ordinário sob a luz do art. Deste modo. 514. além de os embargos denotarem mero inconformismo com o conteúdo meritório do julgado.2013. Quanto ao agente físico ruído. sendo certo que eventual desacerto com a normativa constitucional somente pode ser pronunciada no campo da declaração da inconstitucionalidade.2009. por maioria. Da sentença. o que deve ser manejado na via recursal própria.OGMO Luciano Kelly do Nascimento(OAB: 005205 ES) CARLOS VIEIRA CRATZ Marcelo Mazarim Fernandes(OAB: 009281 ES) Valentim. extrai-se que a matéria foi amplamente analisada no tópico 2. Vejamos. negar-lhes provimento e condenar a embargante a pagar a multa de 1% sobre o valor da causa. é nítida a intenção da parte de dilatar o prazo recursal.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Certifico que a 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. pela reclamada. o perito informou que “Os níveis . e dizendo que a ré não comprovou a existência de inspeção do Ministério Público e a adoção de medidas que conservem o ambiente de trabalho dentro dos limites de tolerância. tendo em vista que o autor. que fixava. do CPC e Súmula 422 do TST). que a embargante sequer cita a existência dos vícios exigidos pelo artigo 535 do CPC. no mérito. FUNDAMENTAÇÃO.OGMO Embargado: O V. e o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais. do CPC. 1.2. REGIÃO . por violação ao princípio da dialeticidade (art. nos termos da fundamentação que se segue. mantendo-se o grau deferido na sentença.CARLOS VIEIRA CRATZ Origem: 6ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . em suas razões. 1. dar parcial provimento ao apelo para deferir o pagamento do adicional de insalubridade em razão da exposição ao agente ruído até 16. mesmo que de forma incidental”. ante a apuração do voto médio.00 (nove mil reais). no mérito. pois preenchidos os pressupostos para sua admissibilidade.2011. Certidão de Julgamento de ROS Processo Nº RO-16600-02.139-v/140.2 Recorrente Advogado Recorrido Advogado PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO CERTIDÃO DE JULGAMENTO 33ª SESSÃO ORDINÁRIA . não se prestando os embargos para tal pleito. ACÓRDÃO DE FLS.2011. às fl. que deferiu parcialmente o pagamento de adicional de insalubridade. na forma autorizada pelo art. que adotava a nova redação da Súmula 228 do C. João Hilário Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 ANILSON DE FREITAS SANTOS Cláudio Leite de Almeida(OAB: 005526 ES) INCOPRE INDUSTRIA E COMERCIO S/A Josânia Pretto Couto(OAB: 008279 ES) PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO CERTIDÃO DE JULGAMENTO 33ª SESSÃO ORDINÁRIA .17.06. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais.000. Conheço parcialmente do recurso. o salário base do reclamante. nego-lhes provimento e imponho ao Embargante multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa. 1.2. ante a total ausência dos vícios alegados e o caráter manifestamente protelatório dos embargos. a Juíza Sônia das Dores Dionísio. FUNDAMENTAÇÃO.TRT 17ª Região 0016600-02. porque considerou que a partir de junho de 2008 houve o fornecimento de EPIs que atenuaram os agentes. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.00 (cento e oitenta reais). não sendo prerrogativa das partes.1. por violação ao princípio da dialeticidade (art.

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encontrados nas medições realizadas por este Perito nos locais vistoriados, ficaram com médias variáveis de Ruído entre, 88,0 dB(A) a 92,0 dB(A), portanto, acima do Limite de Tolerância permitido”. E conquanto o juízo tenha concluído que o uso de EPIs no período posteiror a 24.03.2008 tenha atenuado o agente insalubre, perfilho o entendimento segundo o qual o fornecimento de EPI não exclui o direito à percepção do adicional de insalubridade decorrente do agente ruído, pois tal direito só cessa se o empregador eliminar as condições insalutíferas, tal como previsto no art. 194 da CLT. Ora, o ruído se constitui em um agente agressor que, dada a sua constância, causa enormes danos no sistema auditivo do trabalhador, e o uso do protetor auricular apenas atenua e retarda os efeitos futuros causados pela submissão ao impacto, ou seja, só mais tarde é que a lesão à saúde do trabalhador se manifestará, pois nesta hipótese o protetor só funciona como um agente retardador dessa lesão. À vista disso, o autor tem direito ao adicional de insalubridade em grau médio, conforme indicado pelo expert (fl. 212), por todo o período laborado, respeitando-se, entretanto, o marco prescricional. No que se refere ao álcalis cáustico, decorrente do cimento, anoto que as “luvas de tivex” fornecidas pela empresa a partir de 13.06.2008, nos moldes assentados na sentença, a qual mantenho neste ponto, protegia o trabalhador no processo produtivo do qual participava. À vista do exposto, dou parcial provimento para deferir o pagamento do adicional de insalubridade em razão da exposição ao agente ruído até 16.06.2009, mantendo-se o grau deferido na sentença. No que se refere aos reflexos, o interesse recursal existe apenas quanto ao RSR, o qual indefiro, porque o adicional é mensal. Logo, o dia destinado ao repouso já se encontra incluído, tal como disposto na Lei 605/49. 1.3. BASE DE CÁLCULO DO ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. A Primeira Turma decidiu, por maioria, ante a apuração do voto médio, negar provimento ao apelo, nos termos do voto do Desembargador José Luiz Serafini, que assim dispõe: “BASE DE CÁLCULO DO ADICIONAL DE INSALUBRIDADE Entendo que o adicional de insalubridade, mesmo após a vigência da Constituição Federal de 1988, incide sobre o salário mínimo, por força do artigo 192 da CLT. É certo que a Súmula Vinculante n. 4 do Supremo Tribunal Federal afastou a possibilidade de se utilizar o salário mínimo como indexador de base de cálculo, o que, inclusive, ensejou nova redação à Súmula 228 do C. TST. No entanto, referida súmula da Corte Superior Trabalhista foi objeto da Reclamação Constitucional n.º 6266 perante o Excelso Pretório, tendo o Exmo. Ministro Gilmar Mendes assim decidido, in verbis: (...) "À primeira vista, a pretensão do reclamante afigura-se plausível no sentido de que a decisão reclamada teria afrontado a Súmula Vinculante n° 4 desta Corte: "Salvo nos casos previstos na Constituição, o salário mínimo não pode ser usado como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado, nem ser substituído por decisão judicial." Com efeito, no julgamento que deu origem à mencionada Súmula Vinculante n° 4 (RE 565.714/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, Sessão de 30.4.2008 Informativo nº 510/STF), esta Corte entendeu que o adicional de insalubridade deve continuar sendo calculado com base no salário mínimo, enquanto não superada a inconstitucionalidade por meio de lei ou convenção coletiva. Dessa forma, com base no que ficou decidido no RE 565.714/SP e fixado na Súmula Vinculante n° 4, este Tribunal entendeu que não é possível a substituição do salário mínimo, seja como base de cálculo, seja como indexador, antes da edição de lei ou celebração de convenção coletiva que regule o adicional de insalubridade. Logo, à primeira vista, a nova redação estabelecida para a Súmula n° 228/TST revela aplicação indevida da Súmula Vinculante n° 4, porquanto permite a substituição do Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

salário mínimo pelo salário básico no cálculo do adicional de insalubridade sem base normativa. Ante o exposto, defiro a medida liminar para suspender a aplicação da Súmula n° 228/TST na parte em que permite a utilização do salário básico para calcular o adicional de insalubridade. " (...) Sendo assim, fixa-se como base de cálculo do adicional de insalubridade o salário mínimo. Nego provimento.” 1.4. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. Invocando a Lei 10.537/02, o art. 790, §3.º, da CLT e a Súmula 450 do STF, pede o recorrente a concessão de honorários advocatícios. Não tem a mais pálida razão. A matéria está sumulada pelo TST, por meio da Súmula 219, I. Nestes termos, nego provimento. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente), Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim.

Acórdão
Processo Nº RO-17200-95.2012.5.17.0003
Processo Nº RO-17200/2012-003-17-00.1

Recorrente Advogado Recorrido Advogado

ARTUR BATISTA DE ALMEIDA Glauber Arrivabene Alves(OAB: 012730 ES) SC2 SHOPPING MESTRE ALVARO LTDA. Tulio Claudio Ideses(OAB: 095180 RJ)

ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0017200-95.2012.5.17.0003 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: ARTUR BATISTA DE ALMEIDA Recorrido: SC2 SHOPPING MESTRE ALVARO LTDA. Origem: 3ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA - ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA ACIDENTE DE TRABALHO. ESTABILIDADE. ÔNUS DA PROVA. O ônus da prova do fato constitutivo do direito pleiteado é do autor, a teor do disposto nos artigos 333, I, do CPC, e 818 da CLT, razão pela qual a ele competia comprovar a alegada fraude praticada pela reclamada que o impediu gozar do benefício previdenciário, ônus do qual não se desincumbiu. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário do reclamante, em face da sentença do MM. Juízo da 3ª Vara do Trabalho de Vitória/ES, que julgou parcialmente procedentes os pedidos da inicial. Razões recursais, às fls. 466-93, pretendendo a aplicação da confissão ficta da reclamada, bem como a reforma no tocante à estabilidade acidentária, horas extras, adicional de insalubridade, danos morais, multas dos artigos 467 e 477, ambos da CLT, honorários advocatícios e descontos fiscais e previdenciários. Contrarrazões da reclamada (fls. 498-508/v.) para que seja mantida a sentença, na parte impugnada pelo autor. Não foram recolhidas as custas processuais, por ser o reclamante beneficiário da assistência judiciária gratuita. É o relatório. FUNDAMENTAÇÃO CONHECIMENTO Conheço parcialmente do recurso do reclamante, dele não

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conhecendo das matérias “contribuições previdenciárias”, por ausência de interesse recursal e “horas extras”, por não atacar os fundamentos da decisão. Com efeito, as razões do recorrente estão dissociadas da sentença. O juízo considerou as afirmações da testemunha acerca do labor até as 22h; considerou que os cartões de ponto consignam o afirmado; observou que a reclamada efetuava o pagamento das extras, e concluiu que o reclamante não comprovou o exercício de horas extras não pagas. O recorrente, todavia, sustenta nas razões recursais ter afirmado o juízo que o autor não se desincumbiu do ônus de provar as horas extras prestadas. No mais, conheço, por presentes os pressupostos de admissibilidade recursal. As contrarrazões são tempestivas. Considero-as. MÉRITO 2.2.1Confissão ficta. Preposto não laborou no mesmo período do reclamante O recorrente pede a declaração de confissão ficta, porque o preposto não laborou no mesmo período do reclamante. Afirma que o preposto não tem conhecimento dos fatos, notadamente acerca do acidente de trabalho sofrido pelo reclamante, bem como ter, o reclamante, ficado encostado na empresa, sem trabalhar, com o intuito de burlar a legislação e afastar o direito à estabilidade. Pois bem. Não há falar em aplicação da confissão ficta pelo fato do preposto não ter laborado no mesmo período do reclamante. É necessário que o preposto tenha conhecimento dos fatos, pois a admissão após a dispensa do reclamante não é pressuposto capaz de gerar a confissão ficta. Por sua vez, a incerteza da reclamada acerca do acidente denota desconhecimento quanto aos fatos do litígio, o que importaria em confissão ficta. Por outro lado, a confissão ficta tem presunção iuris tantum, que pode ser ilidida por prova em contrário, motivo pelo qual não se há aplicá-la, notadamente neste caso. Neste sentido é pacífica a Jurisprudência, in verbis: RECURSO ORDINÁRIO – 1- PREPOSTO – DESCONHECIMENTO DOS FATOS DA LIDE – CONFISSÃO FICTA – A pena de confissão ficta prevista no §1º, do art. 843, da CLT, aplicada ao reclamado pelo desconhecimento dos fatos da lide pelo preposto, abrange, dentro da litiscontestação, quaisquer fatos, revestindo-os com o manto da verdade, desde que verossímeis e coerentes com a prova já produzida, nos autos, contra a parte confitente. (TRT 7ª R. – RO 1174/2008-007-07-00.1 – 2ª T. – Relª Dulcina de Holanda Palhano – DJe 16.06.2009 – p. 26) Desse modo, nego provimento. 2.2.2Estabilidade acidentária. Afastamento por mais de 15 dias O reclamante noticia no aditamento à inicial que sofreu grave lesão no antebraço no dia 30.4.2011, ficando afastado por 15 dias em razão do acidente sofrido. Afirma que a empresa emitiu a CAT (fl. 119), porém, após o período de afastamento (fl. 183) ficou, na empresa, “encostado” sem nenhuma função, tendo a empresa prometido recompensá-lo nas férias, ocasião em que poderia realizar a cirurgia sem ser afastado pelo INSS. Alega que a empresa não cumpriu o acordo bem como obstou o direito de receber o benefício previdenciário, além do desrespeitado o disposto no art. 168 da CLT. Requereu a nulidade da dispensa com a consequente reintegração, com os pagamentos devidos desde a dispensa arbitrária ou, sucessivamente, o pagamento da indenização compensatória de todo o período estabilitário. A sentença indeferiu o pedido, por concluir que o autor não se desincumbiu do ônus de provar a fraude que teria impossibilitado o gozo da estabilidade provisória. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

O reclamante pede a reforma da sentença afirmando que o preposto não tinha conhecimento dos fatos narrados na inicial, e que a testemunha foi clara ao afirmar que após o acidente e o afastamento por 15 dias, o recorrente ficou “encostado” sem prestar serviços. Renova as alegações da inicial de que a reclamada burlou a legislação, impedindo que o autor fosse detentor de estabilidade decorrente de acidente de trabalho. Vejamos. Ao contrário do alegado pelo reclamante, o depoimento de sua testemunha não teve o condão de validar sua assertiva. Com efeito, a testemunha afirmou que o reclamante exerceu inicialmente a função de operador de máquinas e equipamentos era responsável pelo elevador. Disse que o reclamante ficou afastado por mais de 10 dias e que quando retornou não exerceu sua função, pois sofreu acidente na mão; que ficava sentado no reservatório. Afirmou que após o retorno do acidente passou a exercer a função de encarregado, mas que tal função não foi registrada na carteira; disse que ficou na função de encarregado por volta de 7 meses. Pois bem. Realmente o autor não se desincumbiu do ônus que lhe competia. Nesse sentido, como dito em linhas pretéritas, não há como acolher o pedido de confissão ficta, uma vez que os elementos dos autos vêm elidir a pretensão obreira. Infere-se dos contracheques carreados aos autos, que no período imediatamente após o retorno ao trabalho, o autor fez e recebeu o pagamento de horas extras: maio/junho/agosto (fls. 184-9). Os cartões de ponto também consignam o labor em horas extraordinárias, notadamente no período de retorno, após o afastamento em gozo de licença médica (fl. 192-3). Isso já basta. Ademais, a testemunha afirma que o autor ficou na função de encarregado por volta de 7 meses, o que também afasta a alegação de ter ficado “encostado” em razão do acidente, sem exercer qualquer atividade, considerando que o afastamento se deu no dia 16.01.2012. Também deve ser considerado que o autor afirmou que sofreu acidente no antebraço. Por fim, causa estranheza as alegações do reclamante de ter retornado ao trabalho com a promessa de cirurgia futura, pois em momento algum foi mencionado impossibilidade ou dificuldade no desempenho de quaisquer atividades decorrentes da alegada “sequela”. Desse modo, não cumprindo o autor o ônus de provar o fato constitutivo do direito pleiteado, a teor do disposto nos artigos 333, I, do CPC, e 818 da CLT, não se há reformar a sentença. Nego provimento. 2.2.3Adicional de insalubridade A Primeira Turma decidiu, por maioria, vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais, negar provimento ao apelo, nos termos do voto do Desembargador José Luiz Serafin, que assim dispõe: Pretende o reclamante a reforma da r. sentença, afirmando que estava exposto a ruídos permanentes e contínuos e que o uso efetivo de EPI’s não elimina a insalubridade no ambiente de trabalho, apenas ameniza, fazendo jus, portanto, ao adicional de insalubridade. Sem razão, contudo. Restou provado nos autos, através da perícia realizada, que o reclamante recebeu os EPIs necessários e participou dos treinamentos quanto ao uso correto dos equipamentos, tendo desta forma sido neutralizada a insalubridade alegada pelo autor. O louvado ainda acrescentou que o nível de ruído da área de labor era de 86,7 db(a), sendo certo que o EPI fornecido pelo empregador tem certificado de aprovação do MTE e é suficiente a reduzir o

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agente insalutífero para baixo do limite de tolerância que é de 85 db(a) para uma jornada de 8 horas. Assim, entendo que não merece reforma a r. sentença, motivo pelo qual peço vênia ao eminente magistrado a quo adotar como razões de decidir, os fundamentos ali consignados, in verbis: “O laudo pericial foi claro ao apontar que apesar de as atividade desenvolvidas pelo reclamante serem caracterizadoras da insalubridade em grau médio (pelo ruído), havia a entrega de EPIs com o certificado de aprovação do MTE, especialmente com a proteção auditiva, e ainda que há comprovação de participação do autor em treinamentos quanto ao uso correto, guarda e conservação do EPI. (fls. 266) Logo se o EPI foi capaz de neutralizar a insalubridade existente no local de trabalho, não há razões para condenar a reclamada no adicional pretendido pelo reclamante. Assim, julgo improcedente o pedido “e” da inicial.” Nego provimento. 2.2.4Base de cálculo do adicional de insalubridade Prejudicada a análise. 2.2.5Danos morais O reclamante pede a reforma da sentença que indeferiu a condenação da reclamada no pagamento de dano moral, porque não teve devidamente registrada na CTPS sua real remuneração, violando o disposto no art. 29 da CLT. A sentença não merece reforma. Perfilho o entendimento de que o simples inadimplemento contratual, ilustrado pela ausência de correta anotação da remuneração na CTPS e não pagamento das verbas trabalhistas, embora denote prática que deva ser combatida pelas autoridades constituídas e pela sociedade, não enseja, por si só, a configuração do dano moral. Entendo que essas lesões contratuais ensejam, via de regra, reparação material, tal como já deferido na sentença recorrida. Nego provimento. 2.2.6Multa do art. 467 da CLT O reclamante pugna pelo pagamento da multa do artigo 467 da CLT. Sem razão. O dispositivo legal mencionado é claro. A inexistência de controvérsia é pressuposto para a fixação da multa. Tendo sido impugnados todos os pleitos formulados pelo reclamante na inicial, não se pode cogitar de parcelas incontroversas a autorizar a aplicação da penalidade. Nego provimento. 2.2.7Multa do art. 477 da CLT A Primeira Turma decidiu, por maioria, vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais, negar provimento ao apelo, nos termos do voto do Desembargador José Luiz Serafin, que assim dispõe: O pagamento das parcelas rescisórias foi realizado no prazo legal, sendo que eventuais diferenças alcançadas em Juízo não são suficientes para gerar a mora do empregador capaz de desafiar a aplicação do dispositivo legal em epígrafe, pois não se pode cogitar da disponibilidade jurídica do crédito antes do trânsito em julgado. Nego provimento. 2.2.8Honorários advocatícios A Primeira Turma decidiu, por maioria, vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais, negar provimento ao apelo, nos termos do voto do Desembargador José Luiz Serafin, que assim dispõe: A teor das Súmulas 219 e 329 do e. Tribunal Superior do Trabalho, somente são devidos honorários advocatícios quando presentes os Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

requisitos cumulativos da assistência sindical e precariedade econômica. O obreiro, embora declare a precariedade econômica (22), não se encontra assistido pela entidade de classe. Nego provimento. 2.2.9Descontos fiscais Sempre considerei que o empregador deveria arcar com o ônus do imposto de renda incidente sobre parcelas decorrentes de condenação trabalhista, por ser ele o responsável solidário no recolhimento, e porque o empregado não poderia ser penalizado com uma tributação que não haveria, caso seus créditos tivessem sido adimplidos a tempo e modo, mensalmente, pela empresa devedora. Revejo meu entendimento, entretanto, em decorrência da inovação promovida pela Lei n.º 12.350/2010, que acrescentou o art. 12-A e seus parágrafos à Lei n.º 7.713/1988, cujas disposições foram regulamentadas pela Instrução Normativa RFB n.º 1.127, de 7 de fevereiro de 2011. Com essa alteração legislativa, não há mais prejuízo para o empregado, porque o imposto de renda será calculado levando em consideração a quantidade de meses a que se referem os rendimentos, observando a tabela progressiva constante do anexo do referido ato normativo, cujo art. 3.º assim dispõe: Art. 3.º O imposto será retido, pela pessoa física ou jurídica obrigada ao pagamento ou pela instituição financeira depositária do crédito, e calculado sobre o montante dos rendimentos pagos, mediante a utilização de tabela progressiva resultante da multiplicação da quantidade de meses a que se referem os rendimentos pelos valores constantes da tabela progressiva mensal correspondente ao mês do recebimento ou crédito. Também foi alterada na Sessão do Tribunal Pleno do TST do dia 16.04.2012, o item II da Súmula 368 do TST, que passa a contemplar exatamente o cálculo do imposto de renda pelo regime de competência, verbis: II. É do empregador a responsabilidade pelo recolhimento das contribuições previdenciárias e fiscais, resultante de crédito do empregado oriundo de condenação judicial, devendo ser calculadas, em relação à incidência dos descontos fiscais, mês a mês, nos termos do art. 12-A da Lei n.º 7.713, de 22/12/1988, com a redação dada pela Lei nº 12.350/2010. (grifei) Em razão do exposto, nego provimento. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região, por unanimidade, conhecer parcialmente do recurso do reclamante, dele não conhecendo das matérias "contribuições previdenciárias", por ausência de interesse recursal e "horas extras", por não atacar os fundamentos da decisão; no mérito, negar provimento ao apelo, ficando prejudicada a análise atinente à base de cálculo do adicional de insalubridade, Vencidos, quanto ao adicional de insalubridade, à multa do art. 477, da CLT, e aos honorários advocatícios, o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais Participaram da Sessão de Julgamento em 10 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente), Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi, convocada para compor quorum. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator

Acórdão

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Processo Nº RO-18300-18.2013.5.17.0014
Processo Nº RO-18300/2013-014-17-00.6

Recorrente Advogado Recorrido Advogado

ROSSINI VOGAS MENEZES Rodolfo Abdala Brandao da Costa(OAB: 009206 ES) VALEC ENGENHARIA CONSTRUCOES E FERROVIAS S/A Vera Maria Pessanha da Silva(OAB: 018383 RJ)

ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0018300-18.2013.5.17.0014 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: ROSSINI VOGAS MENEZES Recorrido: VALEC ENGENHARIA CONSTRUCOES E FERROVIAS S/A Origem: 14ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA - ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA ISONOMIA. DIFERENÇAS SALARIAIS. Não há falar em malferimento do princípio da isonomia quando a evolução salarial do autor obedece o PCS da extinta RFFSA, nos exatos termos do § 2.º da Lei n.º 11.483/07, que regulamenta a matéria. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante, inconformado com a sentença, de fls. 253-255, v.º, da 14.ª Vara do Trabalho de Vitória/ES, que julgou improcedentes os pedidos. Razões do recurso, às fls. 258-266, pleiteando a reforma quanto à isonomia salarial, horas extras referentes ao intervalo interjornada e indenização de horas extras. Contrarrazões, às fls. 270-274. FUNDAMENTAÇÃO 2.1. CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário do reclamante, por presentes os pressupostos de admissibilidade. ISONOMIA SALARIAL O reclamante narra na inicial que é empregado da reclamada por sucessão trabalhista desde 14/01/1980, exercendo a função de advogado desde 1986, estando no último nível da tabela salarial – advogado sênior. Diz que foi surpresado por um edital de Concurso a ser realizado pela reclamada para a contratação de novos advogados em que o salário básico inicial é de quase o dobro do seu salário após 27 anos de prestação de serviços. Requer as diferenças salariais, invocando o princípio da isonomia. A sentença indeferiu o pedido de isonomia salarial, pleiteado pelo autor, por entender que o plano de cargos e salários da RFFSA, aplicável ao Autor, não se comunica com o plano de cargos e salários da Reclamada, de modo que não há que se falar em aplicação do salário inicial dos advogados desta aos advogados daquela, principalmente na hipótese dos autos em que é incontroverso o fato de que a partir da sucessão trabalhista o Autor sempre prestou serviços para a inventariança da RFFSA e atualmente para o DNIT. Não merece reforma a sentença. O contrato de trabalho do reclamante foi transferido da RFFSA para a reclamada por força do artigo 17 da Lei n.º 11.483/07, que dispõe: Art. 17. Ficam transferidos para a Valec: I - sendo alocados em quadros de pessoal especiais, os contratos

de trabalho dos empregados ativos da extinta RFFSA integrantes: a) do quadro de pessoal próprio, preservando-se a condição de ferroviário e os direitos assegurados pelas Leis nºs 8.186, de 21 de maio de 1991, e 10.478, de 28 de junho de 2002; ........... § 1º A transferência de que trata o inciso I do caput deste artigo darse-á por sucessão trabalhista e não caracterizará rescisão contratual. § 2º Os empregados transferidos na forma do disposto no inciso I do caput deste artigo terão seus valores remuneratórios inalterados no ato da sucessão e seu desenvolvimento na carreira observará o estabelecido nos respectivos planos de cargos e salários, não se comunicando, em qualquer hipótese, com o plano de cargos e salários da Valec. (gn) Dessa forma, a evolução salarial do autor obedeceu o PCS da extinta RFFSA, não havendo falar em ofensa ao princípio da isonomia. Nego provimento. INTERVALO INTERJORNADA/JORNADA FIXADA EM OUTROS AUTOS O autor pleiteia o pagamento de uma hora extra diária a título de intervalo interjornada, com base na jornada fixada em outra reclamação trabalhista, em trâmite na 6.ª Vara do Trabalho de Vitória/ES, que está em fase de execução. A decisão recorrida indeferiu o pedido por entender que a sentença invocada pelo autor, proferida em outros autos e em relação a pedido diverso não vincula este Juízo do presente processo, no qual devem ser produzidas as provas necessárias ao julgamento da lide (fl. 255) Merece reforma. A sentença invocada pelo autor (Proc. n.º 014350030.2011.517.0006), cuja cópia encontra-se às fls. 48 e o andamento processual da reclamação mostram que a jornada do reclamante foi fixada naqueles autos como de 8h às 22h, de segunda a sexta-feira. Não houve recurso e o processo encontra-se em fase de execução. Dessa forma, há trânsito em julgado em relação à jornada, não sendo possível ao reclamante rediscutir a matéria nestes autos. A prova que ele poderia fazer e fez, foi trazer aos autos a sentença transitada em julgado. Pelo exposto, dou provimento ao apelo para determinar o pagamento como extra, de uma hora por dia, de segunda a sexta feira, observando-se a prescrição quinquenal já declarada nestes autos. Isto é, como a sentença transitada em julgado fixou essa jornada para o período de novembro de 2006 a dezembro de 2010 e nestes autos a prescrição foi acolhida para as verbas anteriores a 20/02/2008, a verba será devida somente de 20/02/2008 a dezembro de 2010. Dou provimento nos termos acima. 2.4. HORAS EXTRAS/INDENIZAÇÃO Requer o autor indenização por ter prestado horas extras com habitualidade por mais de 15 anos. Não tem razão. A sentença, que mantenho por seus próprios fundamentos, reconheceu a existência de coisa julgada, nos termos abaixo: Pretende o Autor a condenação da Ré ao pagamento de indenização pela supressão de horas extras, ao fundamento de que prestou horas extras com habitualidade por mais de 15 anos até 31/12/2010. Aduz que as horas extras foram reconhecidas no processo nº 1435/2011 - 6ª Vara de Vitória/ES. Embora a inicial do referido processo não tenha vindo aos autos, omitiu o Autor que a matéria relativa à supressão das horas extras também fora apreciada pelo Juízo da 6ª Vara (fls. 46), tendo aquele

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Juízo indeferido a incorporação dessas horas, ao fundamento de que: “Indefiro, ainda, o pedido de incorporação. As horas extras são devidas quando trabalhadas. Há um descompasso gigantesco entre a teoria que prevalecia do respeito à estabilidade remuneratória e a atual vertente de preocupação com a saúde do trabalhador. Com efeito, a s obrigar o empregador a não suprimir as horas extras mesmo quando não precisa do trabalho, automaticamente se dá a este empregador uma justificativa para manter o empregado executando atividades , já que na lógica capitalista, se ele terá de pagar, então que obtenha a contraprestação... Note-se que as decisões devem conter um respeito aos princípios que sejam mais caros à sociedade e adotar um discurso único. Não me permito adotar uma decisão que difira desse princípio de respeito à saúde do trabalhador – e que devo aplicar a todo caso similar – somente porque o autor já não faz mais horas extras . Com efeito, a mesma solução jurídica deveria ser utilizada para quem ainda estivesse submetido a uma tal jornada. O discurso não pode mudar somente porque de um lado se tem um advogado que parou de prestar horas extras e de outro um hipotético operário da construção civil ainda envolvido em estafante atividade física.” Assim, considerando que a matéria objeto da presente lide já foi julgada em outros autos, forçoso é reconhecer-se a ocorrência de coisa julgada, extinguindo-se o feito sem julgamento de mérito no tocante a tal matéria, nos termos do artigo 267, V, do CPC. Nego provimento. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região, por unanimidade, conhecer do recurso ordinário do reclamante e dar-lhe provimento parcial para condenar a ré no pagamento de uma hora extra por dia, referente ao intervalo interjornada, no período de 20/02/2008 a dezembro de 2010 (referente ao intervalo interjornada). Presença do advogado Rossini Vogas Menezes, pelo recorrente. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente), Desembargador Gerson Fernando Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Procurador do Trabalho: Dr. João Hilário Valentim DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator

Acórdão
Processo Nº ED-19700-85.2012.5.17.0181
Processo Nº ED-19700/2012-181-17-00.9

Embargante Advogado Embargado Advogado

SEBASTIAO DELEVIDOVE MARIM Antonio de Oliveira Neto(OAB: 007745 ES) CONSTRUTORA PADILHA LTDA EPP Sander Gosser Polchera(OAB: 015457 ES)

PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0019700-85.2012.5.17.0181 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: SEBASTIAO DELEVIDOVE MARIM Embargado: O V. ACÓRDÃO DE FLS. 225/227 - TRT 17ª. REGIÃO CONSTRUTORA PADILHA LTDA - EPP

Origem: VARA DO TRABALHO DE NOVA VENÉCIA - ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Se os embargos não demonstram a existência de omissão, de contradição, ou de obscuridade e revelam mero inconformismo da parte com o conteúdo meritório do acórdão, não merecem ser providos. Vistos, relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos pelo reclamante em face do v. acórdão de fls. 225/227, alegando omissão no julgado. FUNDAMENTAÇÃO 2.1CONHECIMENTO Conheço dos embargos declaratórios, por preenchidos os pressupostos para a sua admissibilidade. 2.2OMISSÃO Alega o embargante que há omissão no v. acórdão ao argumento de “não há no acórdão a definição e a posição desse E. Tribunal se é possível ou não a quitação de direitos rescisórios sem a assistência sindical ou de outra autoridade competente, bem assim, a prestabilidade de recibos de papelaria em substituição ao TRCT” . Assim, requer seja sanado o vício e prequestionada a matéria, inclusive quanto ao art. 477 da CLT. Sem razão. Da leitura atenta dos embargos declaratórios, verifico que os argumentos apresentados pelo embargante revelam seu claro inconformismo com o resultado do julgamento, uma vez que utiliza dos presentes embargos com o intuito de rediscutir questão amplamente apreciada no acórdão, por lhe ter sido desfavorável a decisão. E da leitura do v. acórdão, extrai-se que a matéria foi amplamente analisada no tópico “2.3 QUITAÇÃO – INVALIDADE DOS RECIBOS DE PAGAMENTO” (fl. 225-v/226), não sendo prerrogativa das partes, ademais, determinarem o que os julgadores deverão fazer constar do acórdão. Ora, se os embargos confundem julgamento contrário ao seu interesse com omissão em julgar, não merecem ser providos. Quanto ao prequestionamento a que se refere a Súmula 297 do TST, só tem pertinência e cabimento quando o julgado não haja adotado fundamento explícito sobre o tema ou sobre a questão submetida, o que não significa obrigação de reproduzir textos legais. O que se exige é adoção de tese, e não reprodução da lei. Assim, além de os embargos denotarem mero inconformismo com o conteúdo meritório do julgado, o que deve ser manejado na via recursal própria, é nítida a intenção da parte de dilatar o prazo recursal. Deste modo, ante a total ausência dos vícios alegados e o caráter manifestamente protelatório dos embargos, nego-lhes provimento e imponho ao Embargante multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa, na forma autorizada pelo art. 538, parágrafo único, do CPC. 3.CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região, por unanimidade, conhecer dos embargos declaratórios, negar-lhes provimento e condenar o Embargante a pagar a multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa, na forma autorizada pelo art. 538, parágrafo único, do CPC. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente),

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Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora

Acórdão
Processo Nº RO-23600-70.2013.5.17.0010
Processo Nº RO-23600/2013-010-17-00.3

Recorrente Advogado Recorrido Plurima Réu Advogado

DEIVID GERHARDT BARBOSA LIMA Gualter Loureiro Malacarne(OAB: 013548 ES) TELEMASTERS TELEINFORMATICA COMERCIO E SERVICOS LTDA - ME EMBRATEL TVSAT TELECOMUNICAÇÕES S.A Rodolfo Gomes Amadeo(OAB: 012493 ES)

ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0023600-70.2013.5.17.0010 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: DEIVID GERHARDT BARBOSA LIMA Recorridos: TELEMASTERS TELEINFORMATICA COMERCIO E SERVICOS LTDA - ME EMBRATEL TVSAT TELECOMUNICAÇÕES S.A Origem: 10ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA - ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA UTILIZAÇÃO DE VEÍCULO PRÓPRIO. DESPESAS COM MANUTENÇÃO E COMBUSTÍVEL – ALUGUEL DE VEÍCULO. Ao empregador cumpre os riscos do negócio (CLT, art. 2.º) e, por conseqüência, a ele cabe o fornecimento de todos os meios necessários à execução de sua atividade empresarial. Ao empregado cumpre prestar o labor para que foi contratado. Transferir-lhe o ônus financeiro pelos gastos decorrentes dos bens utilizados na realização desse serviço é exonerar o empregador de suas responsabilidades essenciais, reduzindo ilegalmente o salário obreiro. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo autor em face da sentença de fls. 80/81 que julgou improcedentes os pedido iniciais. Razões recursais de fls. 88/92 nas quais o reclamante renova os pedidos relativos a aluguel do veículo e ressarcimento das despesas com combustível e depreciação do automóvel, bem como honorários advocatícios. A decisão de fls. 93 negando seguimento ao recurso ordinário foi reformada com o provimento do agravo de instrumento, conforme certidão de fls. 117. Contrarrazões às fls. 106/112. FUNDAMENTAÇÃO 2.1 CONHECIMENTO Conforme consta da certidão de fls. 117 a questão relativa ao preparo do recurso ordinário restou superada com o provimento do agravo de instrumento cuja decisão foi proferida nos seguintes termos: “2.1 CONHECIMENTO Conheço do agravo de instrumento interposto pelo reclamante porque presentes os pressupostos objetivos e subjetivos de Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

admissibilidade. 2.2 MÉRITO 2.2.1 NÃO CONHECIMENTO DO RECURSO ORDINÁRIO POR FALTA DE PAGAMENTO DE CUSTAS PROCESSUAIS O juízo de primeiro grau negou provimento ao recurso ordinário interposto pelo reclamante, por falta de preparo. O reclamante, ora agravante, alega que juntou aos autos declaração de hipossuficiência (fls.08) pediu a assistência judiciária gratuita, está desempregado e não tem condições de arcar com as custas do processo, nos moldes do § 3º, do artigo 790 d CLT. Requer o seguimento do recurso ordinário. Vê-se que o julgador determinou o recolhimento de cutas pelo reclamante no importe de R$600,00 (fls. 81,v) Com razão o reclamante. A assistência judiciária gratuita àqueles que não possuem recursos suficientes para demandar em juízo sem prejuízo do seu próprio sustento ou de sua família constitui direito fundamental, de aplicação imediata, ex vi da Constituição Federal, art. 5.º, inciso LXXIV e § 1.º. Nesse sentido, a previsão do art. 790, §3º da CLT: Art. 790. Nas Varas do Trabalho, nos Juízos de Direito, nos Tribunais e no Tribunal Superior do Trabalho, a forma de pagamento das custas e emolumentos obedecerá às instruções que serão expedidas pelo Tribunal Superior do Trabalho. [...] § 3o É facultado aos juízes, órgãos julgadores e presidentes dos tribunais do trabalho de qualquer instância conceder, a requerimento ou de ofício, o benefício da justiça gratuita, inclusive quanto a traslados e instrumentos, àqueles que perceberem salário igual ou inferior ao dobro do mínimo legal, ou declararem, sob as penas da lei, que não estão em condições de pagar as custas do processo sem prejuízo do sustento próprio ou de sua família. E há nos autos declaração do reclamante (fls.08) de que não tem condições de arcar com as despesas do processo sem prejuízo de seu sustento e de sua família. É o que basta. O fato de ter percebido, durante o contrato de trabalho, remuneração superior ao dobro do mínimo legal não afasta essa conclusão. Ademais, não há notícia nos autos de que esteja empregado. Mesmo porque afirma que a empresa fechou e não assinou sua CTPS nem lhe pagou as verbas rescisórias. Além disso, ausente a primeira reclamada, como bem observou o julgador de primeiro grau, às fls. 80. É que a Lei n.º 7.115/83 revogou os §§2º e 3º do artigo 14, da Lei n.º 5.584/70, no que tange à comprovação dessa miserabilidade, e o §1º do referido artigo 14 não exclui a possibilidade de concessão do benefício a trabalhadores que recebam mais de dois salários mínimos. Esclareça-se, ainda, que tendo sido demonstrada a insuficiência de recursos o patrocínio da causa por advogado particular, por si só, não tem o condão de afastar essa garantia, sob pena de violação do texto constitucional. Ressalto também que a Lei 10.537/2002 modificou os artigos 789 e 790 da CLT, sendo que o § 3.º do art. 790 passou a assim dispor: É facultado aos juízes, órgãos julgadores e presidentes dos tribunais do trabalho de qualquer instância conceder, a requerimento ou de ofício, o benefício da justiça gratuita, inclusive quanto a traslados e instrumentos, àqueles que perceberem salário igual ou inferior ao dobro do mínimo legal, ou declararem, sob as penas da lei, que não estão em condições de pagar as custas do processo sem prejuízo do sustento próprio ou de sua família. Como se vê, o dispositivo transcrito não estabelece momento para que seja feita essa declaração.

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Assim, se o autor, em qualquer fase do processo, declara não estar em condições de arcar com as despesas decorrentes da demanda, ou ainda que não haja tal declaração, postula a dispensa de recolhimento das custas na inicial e reitera em um outro momento processual demonstrando fazer jus ao benefício da justiça gratuita, tenho como atendidos os requisitos previstos no § 3.º do art. 790 da CLT, para a concessão do pedido de isenção do pagamento. No caso em apreço, analisando a r. sentença de fls. 81, vê-se que o pleito de justiça gratuita foi indeferido sob o fundamento de que “ ...não se encaixa o autor, por sua média salarial, no perfil estabelecido pelo legislador, miserável, para auferir tal benefício.” Certo é que o reclamante, alegou, na petição inicial, que recebia remuneração, em média de R$4.756,00, sendo que R$756,00 anotados na sua CTPS e os R$4.000,00 eram pagos “por fora”. Contudo, foi indeferido o pedido de justiça gratuita pela r. sentença. Vê-se, por outro lado, que o reclamante apresentou com a petição inicial a sua declaração de hiposssuficiência às fls. 08. Nesse cenário, deve ser deferida a assistência judiciária. Repito: há declaração de hipossuficiência financeira nos autos e não há notícia de que o autor está empregado. Neste caso é imperioso ressaltar que mesmo não estando assistido por sindicato, o reclamante tem direito a recorrer sem recolhimento das custas. Dou provimento, portanto, para conceder o benefício da assistência judiciária gratuita ao agravante, dispensando-o do recolhimento de custas processuais e determinar o destrancamento do recurso ordinário interposto. Sendo assim, conheço do recurso ordinário eis que preenchidos todos os pressupostos de admissibilidade. 2.2 MÉRITO 2.2.1 ALUGUEL DE VEÍCULO, DESPESAS COM COMBUSTÍVEL E MANUTENÇÃO DO VEÍCULO Narra o autor em sua inicial que foi contratado para a função de Supervisor Técnico e que para o exercício de suas atividades era exigido pelas reclamadas que ele utilizasse de veículo próprio para “rodar” os pontos de vendas, fazer apoio aos técnicos de instalação, fazer o transporte de equipamentos, além de ir até a casa de vários clientes fazer instalações e manutenções de aparelhos. Diz que, na verdade, entre as partes existiu um contrato de aluguel de veículo, já que este era usado para serviços exclusivamente da Segunda ré. Pede a condenação das reclamadas no pagamento de indenização pelo aluguel do veículo, no valor de R$87,00 por dia trabalhado e o ressarcimento das despesas com combustível e manutenção no valor de 700,00 por mês. Pois bem. O autor não cuidou de produzir prova no sentido de que era exigido pela reclamada, como condição da contratação, que o empregado possuísse veículo próprio para desempenho de suas atribuições, fato que foi negado pela defesa. Também restou afastada, pelo teor do depoimento pessoal do autor, a alegação inicial de existência de um contrato, ainda que verbal, de aluguel do veículo. O próprio reclamante afirmou que não foi acordado o pagamento de qualquer valor pela utilização do automóvel. No entanto, o fato que não foi negado pela defesa é o de que o reclamante efetivamente utilizava de veículo próprio para execução das tarefas afetas ao contrato de trabalho e para atender as necessidades de serviço da empresa. Ora, na condição de Supervisor Técnico e com a função de acompanhar as instalações de ponto de TV a cabo, carregando as ferramentas e equipamentos necessários para o desempenho destas tarefas, a utilização de veículo próprio não se dava por opção do empregado ou para o seu próprio deleite, mas como Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

verdadeira ferramenta de trabalho. Com efeito, ao empregador cumpre os riscos do negócio (CLT, art. 2.º) e, por conseqüência, a ele cabe o fornecimento de todos os bens necessários à execução de sua atividade empresarial. Ao empregado cumpre prestar o labor para que foi contratado. Transferir-lhe o ônus financeiro pelos gastos decorrentes dos bens utilizados na realização desse serviço é exonerar o empregador de suas responsabilidades essenciais, reduzindo ilegalmente o salário obreiro. E se a reclamada, para atender as necessidades do empreendimento, precisava utilizar-se de veículo, deveria ter uma frota própria ou ter feito contrato de locação de veículo com pessoa jurídica que desenvolvesse tal objetivo social. E aqui peço vênia para transcrever a seguinte ementa do v. acórdão da lavra da Exmª. Juíza Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi: PRESTADORAS DE SERVIÇO DE INSTALAÇÃO DE LINHAS TELEFÔNICAS – ALUGUEL DO VEÍCULO DO EMPREGADO – VERBA DE NATUREZA SALARIAL – A prática forense tem demonstrado que a maioria das empresas que se utilizam de instaladores de linhas telefônicas exigem que o empregado tenha carro e, paralelamente ao contrato de trabalho, encetam um contrato de aluguel de veículo. Com isso, essas empresas evitam os problemas inerentes a administrar uma frota própria, à contratação do seguro respectivo, enfim, todas as situações que a aquisição de veículos normalmente acarreta. E, nesta confortável situação, dividem com o empregado o risco e ônus do negócio, cujo lucro, contudo, não é compartilhado. Neste passo, não é justo e nem jurídico que essas empresas obriguem os empregados à utilização de seu próprio veículo, "para" a prestação de serviços, sem qualquer benefício ao trabalhador. Portanto, deve ser reconhecida a natureza salarial da verba. (TRT 17ª R. – RO 9760085.2010.5.17.0191 – Relª Desª Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi – DJe 23.08.2012 – p. 170) Sendo assim, em razão da revelia a aplicada à Primeira Ré e, por falta de contestação específica por parte da Segunda Reclamada, acolho os valores apontados pelo autor em sua inicial: R$87,00 por dia de trabalho a título de aluguel do veículo e R$700,00 por mês para ressarcir as despesas com combustível e manutenção do automóvel. Dou provimento para reformar a sentença e deferir os pedidos “a” e “b” da petição inicial. 2.2.2 RESPONSABILIDADE DAS RECLAMADAS O autor alegou, na sua inicial, que durante todo o contrato de trabalho prestou serviços em prol da Segunda Ré. Junto com a contestação vieram aos autos o contrato celebrado entre as reclamadas no qual consta, como objeto da avença, o seguinte: “O objeto do presente contrato é a prestação pelo parceiro de (i) serviços de representação comercial promovendo e intermediando a venda de assinaturas da Via Embratel, (ii) instalação, distribuição e retirada de equipamentos Via Embratel e (iii) serviços de assistência técnica aos assinantes Via Embratel” (fls. 50). Por falta de contestação específica, tem-se por incontroverso que as tarefas do reclamante, na qualidade de Supervisor Técnico, estavam relacionadas às instalação de pontos de TV a cabo e assistência técnica de produtos da Segunda Reclamada, ou seja, tarefa diretamente afetas ao objeto do contrato celebrado entre as empresas. A situação é a típica versada na Súmula 331 do TST, suficiente a fazer emergir a responsabilidade subsidiária do beneficiário final do trabalho desenvolvido pelo reclamante. Assim, a teor do que dispõe o item IV da Súmula 331 do C. TST, que estabelece a responsabilidade da tomadora de serviços com a

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empresa intermediadora da mão-de-obra, entendo que o tomador de serviços responde subsidiariamente pelos débitos trabalhistas do empregador. Tendo a tomadora dos serviços agido com culpa in eligendo e in vigilando, responde pela falta de idoneidade da prestadora de serviços, já que, mais do que realizar a escolha da empresa devidamente, tinha a segunda reclamada o dever de manter constante vigilância quanto ao cumprimento das obrigações trabalhistas em relação ao reclamante que prestou seus serviços diretamente à empresa tomadora. In casu, evidenciando-se haveres trabalhistas do reclamante não pagos pela 1.ª ré, configurada está a culpa da 2.ª demandada, de cunho objetivo. Nem se diga que somente a 1.ª reclamada é responsável pelas obrigações contratuais. Cumpre asseverar que a responsabilidade subsidiária nada mais é que uma garantia a mais aos empregados que já prestaram seus serviços, no caso de eventual inadimplemento por parte da prestadora, ou seja, serão executados todos os bens da 1.ª ré para, depois, persistindo a inadimplência, executar a tomadora dos serviços, não havendo que se falar, então, em necessidade de se comprovar, imediatamente, eventual situação de insolvência, para poder-se condenar o tomador no cumprimento subsidiário das obrigações impostas em sentença, posto que a subsidiariedade não tem por escopo onerar despropositada e irresponsavelmente o condenado subsidiário. Não é plausível que após utilizar-se do trabalho do trabalhador a tomadora dos serviços lave as suas mãos, deixando o trabalhador entregue a sua própria sorte junto à empresa prestadora, como in casu, menosprezando todos os postulados jurídicos de proteção ao empregado. Dessa forma, uma vez que a empregadora torne-se inadimplente em relação às verbas devidas ao empregado, em razão do contrato de trabalho, o tomador dos serviços responde subsidiariamente pelo pagamento de toda a condenação que for imposta. Indiscutível, portanto, a responsabilidade subsidiária da recorrente, inexistindo violação do art. 5º, II e LIV, da Constituição da República. Dou provimento para condenar, de forma subsidiária, a Segunda Reclamada ao pagamento de toda a condenação que foi imposta à Primeira Ré. 2.2.3 HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS (não há assistência sindical) A Primeira Turma decidiu, por maioria, vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais, negar provimento ao apelo, nos termos do voto da Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio, que assim dispõe: Neste procedimento especializado, não se aplica o disposto no artigo 20 do CPC, eis que o Processo do Trabalho tem norma de regência própria. Logo, se a parte não preenche os requisitos exigidos na Lei 5.584/70, impossível o deferimento do pedido. Destaco ainda que o artigo 133 da Constituição Federal de 1988, bem como a Lei 8.906/94 não revogou o jus postulandi das partes. Por isso, continuam em vigor os arts. 791 e 839 da CLT. Desse modo, prevalece o entendimento consubstanciado no item I, da Súmula 219 do C. TST. Em razão disso, nego provimento ao recurso do Reclamante.” Custas de R$400,00 pelas reclamadas, calculadas sobre R$20.000,00 valor atribuído à condenação. 3. CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região, superada a questão relativa ao preparo pelo julgamento do agravo de instrumento conforme consta Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

na certidão de fls. 117 e preenchidos os demais pressupostos de admissibilidade, por unanimidade, conhecer do recurso ordinário e, no mérito, por maioria, dar-lhe parcial provimento para reformar a sentença e deferir os pedidos “a” e “b” da petição inicial; condenar, de forma subsidiária, a Segunda Reclamada ao pagamento de toda a condenação que foi imposta à Primeira Ré. Custas de R$400,00 pelas reclamadas, calculadas sobre R$20.000,00 valor atribuído à condenação. Vencidos, no tocante ao aluguel de veículo, despesas com combustível e manutenção do veículo, o Desembargador José Luiz Serafini; quanto aos honorários advocatícios, o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente), Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Procurador do Trabalho: Dr. João Hilário Valentim. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator

Acórdão
Processo Nº RO-24000-42.2013.5.17.0121
Processo Nº RO-24000/2013-121-17-00.3

Recorrente Advogado Recorrido Plurima Réu Plurima Réu

JOAQUIM ARTUR DUARTE BRANCO Rosilene Teixeira(OAB: 009352 ES) ARUS FUNDACAO ARACRUZ DE SEGURIDADE SOCIAL FIBRIA CELULOSE S/A FUNDACAO SEN JOSE ERMIRIO DE MORAES

ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0024000-42.2013.5.17.0121 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: JOAQUIM ARTUR DUARTE BRANCO Recorridos: ARUS FUNDACAO ARACRUZ DE SEGURIDADE SOCIAL FIBRIA CELULOSE S/A FUNDACAO SEN JOSE ERMIRIO DE MORAES Origem: VARA DO TRABALHO DE ARACRUZ - ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que cabe à Justiça Comum julgar processos decorrentes de contrato de previdência complementar privada. A decisão ocorreu nos Recursos Extraordinários (REs) 586453 e 583050. Como relatora do RE 586453, a ministra Ellen Gracie, entendeu que a competência para apreciar a matéria é da Justiça Comum em razão da inexistência de relação trabalhista entre o beneficiário e a entidade fechada de previdência complementar. A decisão do STF, ao modular os efeitos da repercussão geral declarada, limitou a permanência das ações ajuizadas que versem sobre complementação nessa Justiça do Trabalho àquelas que possuam decisão de mérito até 20/02/2013. Assim, proposta a ação após esta data e, obviamente, havendo prolação de sentença em data ainda posterior, a competência para julgar a demanda é da Justiça Comum. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO

1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira, 23 de Setembro de 2013

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Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante, contra a sentença de fls. 72-72v, complementada pela decisão de embargos de declaração de fls. 77-77v, que declarou a incompetência absoluta da Justiça do Trabalho para julgar a presente ação, ajuizada em face de entidade de previdência privada, e determinou a remessa dos autos à Justiça Comum. Razões recursais do reclamante às fls. 79-83, pugnando seja afastada a declaração de incompetência, determinando-se o prosseguimento da instrução processual e novo julgamento do feito pela Origem ou diretamente por esta E. Corte. Conforme certidão de fls. 97, decorreu o prazo legal sem que as reclamadas apresentassem contrarrazões ao apelo autoral. É o relatório. FUNDAMENTAÇÃO 2.1.CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário interposto pelo reclamante, pois presentes os pressupostos legais de admissibilidade. Ressalte-se que foi concedido ao autor o benefício da assistência judiciária gratuita, dispensando-o do recolhimento das custas processuais, fixadas em R$100,00. 2.2. INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. Insurge-se o reclamante contra a sentença que declarou a incompetência absoluta da Justiça do Trabalho para julgar a presente ação, ajuizada em face de entidade de previdência privada, e determinou a remessa dos autos à Justiça Comum. Sem razão, entretanto. A presente ação trata tão somente de questões relacionadas às regras aplicadas pelo plano de previdência privada do autor, tais como, os valores percentuais das contribuições dos empregados/empregadores e a recomposição da reserva matemática do fundo. Trata-se, portanto, de questões decorrentes do contrato de previdência complementar privada. Em recente julgamento, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que cabe à Justiça Comum julgar processos decorrentes de contrato de previdência complementar privada. A decisão ocorreu nos Recursos Extraordinários (REs) 586453 e 583050. Como relatora do RE 586453, a ex-ministra Ellen Gracie, entendeu que a competência para apreciar a matéria não seria desta Justiça especializada, em razão da inexistência de relação trabalhista entre o beneficiário e a entidade fechada de previdência complementar. Entretanto, nesse mesmo julgamento, o STF modulou os efeitos da decisão para que os processos com sentença de mérito proferida até 20 de fevereiro de 2013 permaneçam na Justiça do Trabalho, o que não é o caso dos presentes autos cuja ação foi proposta em 06 de março de 2013 e a decisão, ora recorrida, foi prolatada em 14 de março de 2013. Sendo assim, entendo tal como o Juízo de origem e mantenho a declaração de incompetência da Justiça do Trabalho para julgar a presente ação. Nego provimento. CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região, por unanimidade, conhecer do recurso ordinário interposto pelo reclamante e, no mérito, negar-lhe provimento. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente), Desembargador Gerson Fernando Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Procurador do Trabalho: Dr. João Hilário Valentim Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator

Acórdão
Processo Nº RO-24500-27.2011.5.17.0009
Processo Nº RO-24500/2011-009-17-00.2

Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Réu Advogado

CARLOS SOARES GONCALVES Analton Loxe Júnior(OAB: 013761 ES) FADEL TRANSPORTES E LOGISTICA LTDA Elias Melotti Junior(OAB: 008692 ES) COMPANHIA DE BEBIDAS DAS AMERICAS - AMBEV RAFAEL SGANZERLA DURAND(OAB: 015112 ES)

ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0024500-27.2011.5.17.0009 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: CARLOS SOARES GONCALVES Recorridos: FADEL TRANSPORTES E LOGISTICA LTDA COMPANHIA DE BEBIDAS DAS AMERICAS - AMBEV Origem: 9ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA - ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA HORAS EXTRAS. DIFERENÇAS. ÔNUS DA PROVA. Se existem diferenças de horas extras a serem quitadas, é do autor o ônus de prová-las, por se tratar de fato constitutivo de seu direito (inciso I do art. 333 do CPC c/c art. 818 da CLT). HONORÁRIOS PERICIAIS. ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA. A assistência judiciária gratuita ou a gratuidade de justiça não alcançam os honorários periciais, uma vez que tais benefícios somente abrangem despesas e taxas judiciais devidas ao Estado. Não obstante, comprovada a hipossuficiência econômico -financeira, pode-se autorizar o recebimento dos honorários periciais diretamente deste Regional, nos termos do Provimento TRT.17.ª SECOR 03/2007. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO O reclamante interpõe recurso ordinário em face da r. sentença de fls. 528/533, complementada pela r. decisão de embargos declaratórios de fl. 549, da MM. 9ª Vara do Trabalho de Vitória-ES, a qual julgou procedentes em parte os pedidos e condenou a 1ª reclamada, e a 2ª subsidiariamente, ao pagamento das parcelas deferidas ao reclamante. Razões do recurso às fls. 538/542, pleiteando a reforma da r. sentença quanto à integração do salário in natura na remuneração, quanto às horas extras, quanto ao dano moral, quanto aos honorários advocatícios contratuais e sucumbenciais, quanto aos descontos fiscais e previdenciários e ainda quanto à Justiça gratuita/honorários periciais. Contrarrazões da 1ª reclamada às fls. 553/557-vº, pela manutenção da r. sentença. Devidamente intimada à fl. 552, a 2ª reclamada não apresentou contrarrazões ao recurso. FUNDAMENTAÇÃO 2.1. CONHECIMENTO Conheço apenas parcialmente do recurso, não o conhecendo

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quanto aos descontos fiscais e previdenciários, por ausência de interesse, e quanto aos honorários advocatícios contratuais, por preclusão. Quanto aos descontos fiscais e previdenciários, a reclamante pretende que estes se processem nos termos da Súmula 368 do C. TST. No entanto, tal pleito já foi deferido pelo Juízo primevo, senão vejamos. Em relação aos descontos previdenciários, foi determinado que o reclamante deve apenas arcar com o valor principal de sua cotaparte, ficando os encargos decorrentes da mora patronal a cargo da reclamada. Ou seja, o Juízo de origem determinou o que preceitua o item III da Súmula nº 368 do C. TST. Em relação aos descontos fiscais, foi determinado que a reclamada deve arcar integralmente com os acréscimos legais moratórios. Já a Súmula 368, II, do C. TST faz expressa menção ao art. 46 da Lei nº 8.541/92 e ainda ao Prov. 03/2005 da CGJT, onde consta que deverá haver a retenção do imposto devido pela pessoa física ou jurídica obrigada ao pagamento (leia-se pagamento de verba trabalhista) e não que esta seja obrigada ao pagamento do imposto devido pelo beneficiário em decorrência do pagamento de tal verba trabalhista. Ou seja, se fosse observada a Súmula 368 do C. TST, como pretende o autor em seu recurso, haveria reformatio in pejus, pois o reclamante ficaria em pior situação do que a anterior, o que é vedado pelo ordenamento jurídico. Quanto aos honorários advocatícios contratuais, não houve apreciação pelo Juízo de origem no particular e o reclamante não opôs embargos declaratórios visando sanar a omissão, pelo que se operou a preclusão sobre a matéria. Quanto ao mais, conheço do recurso ordinário interposto pelo reclamante, porque próprio e tempestivo, atendendo aos pressupostos de admissibilidade. 2.2. MÉRITO 2.2.1. Integração do Salário In Natura na Remuneração O Juízo a quo determinou – no período em que o reclamante era Ajudante de Cargas e respeitada a prescrição reconhecida na sentença – a integração do pagamento das recargas em latinhas de cerveja na remuneração no período de 28/06/2006 a 10/06/2006, com repercussão no repouso semanal remunerado, nas gratificações natalinas, nas férias mais 1/3, nas horas extras, no FGTS e na indenização compensatória de 40%. Determinou ainda que deverá ser considerado o valor de R$ 5,00 por cada caixa de cerveja, sendo duas caixas de cerveja por cada recarga e seis recargas por semana. O reclamante se insurge, alegando, em suma, que o pleito de integração das parcelas de natureza salarial (salário in natura por recebimento de valores em cerveja), denominado recarga, foi declarado improcedente pelo Juízo a quo, mas que, de acordo com o art. 458 da CLT, o salário in natura deve integrar a remuneração para todos os efeitos legais. Alega ainda que tal verba foi paga durante todo o vínculo de trabalho e não apenas quando realizava a primeira função. Sem razão. Ab initio, cumpre ressaltar que, diferentemente do que alegado pelo autor, o Juízo de origem não indeferiu o pleito de integração do salário in natura à remuneração, mas, no entanto, deferiu-o apenas no período de 28/06/2006 a 10/06/2006. Já no que tange ao pagamento do salário in natura por todo o período do vínculo de trabalho, também não assiste razão ao reclamante, pois o próprio reclamante, na inicial (fl. 3), somente se refere a pagamento em cerveja no período em que fazia a recarga, qual seja, entre 09/06/2005 e 10/06/2006, esta última data quando sofreu acidente de trabalho, sendo certo que, quando retornou ao Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

trabalho, já não mais exerceu a função de recarga. E o pagamento de salário in natura apenas na função de recarga foi corroborado pela prova emprestada (proc. 0010954.2011.5.17.0003), em que o reclamante daqueles autos (fl. 523) também menciona que as caixas de cerveja em utilizadas como parte do pagamento quando havia recarga, o mesmo ocorrendo com a testemunha de fl. 524. Portanto, nego provimento. 2.2.2. Horas Extras O Juízo de origem, considerando que a reclamada apresentou recibos onde consta o pagamento de horas extras – inclusive no período em que a 1ª reclamada alega que não havia controle de jornada – e o reclamante não apontou as diferenças que entende devidas, julgou improcedente o pleito de pagamento de diferenças de horas extras. O reclamante recorre, alegando, em síntese, que a prova testemunhal indica que os valores não foram adimplidos, refutando por completo o controle de ponto. Assim, entende que o magistrado deveria ter deferido os valores devidos e determinado a compensação daqueles já pagos, mas não o indeferimento do pleito autoral. Por fim, ressalta que não há valores a serem compensados, ante a impugnação específica dos contracheques e do TRCT. Sem razão. Como afirmado pelo Juízo a quo, a reclamada apresentou recibos onde consta o pagamento de horas extras – inclusive no período em que a 1ª reclamada alega que não havia controle de jornada – e o reclamante não apontou as diferenças que entende devidas. Ora, se existem horas extras não pagas, deveria o reclamante ter apresentado o respectivo demonstrativo, o que não fez, aquiescendo com os argumentos da defesa quanto à inexistência de labor em sobrejornada não pago. Ressalte-se que, diferentemente do que alegado pelo autor, não houve impugnação específica aos contracheques e ao TRCT, como se pode verificar às fls. 406/408. Aliás, não houve qualquer menção aos contracheques e ao TRCT na impugnação à defesa. Assim, se há diferenças a serem apuradas, não bastam simples alegações, mas necessária seria a apresentação de demonstrativo de diferença, senão detalhado, ao menos capaz de apontar a existência de horário extraordinário e horário noturno não remunerados, cabendo este ônus ao reclamante, nos termos do art. 333, I, do CPC e do art. 818, da CLT, do qual não se desincumbiu. Portanto, nego provimento. 2.2.3. Dano Moral Pretende o reclamante a reforma do julgado quanto ao dano moral, alegando que quitou os valores do débito com a empresa relativo ao plano de saúde e que a empresa sequer comprovou o inadimplemento, ônus que lhe pertencia. Além disso, alega que sequer lhe foi dada ciência de que deveria arcar com os valores devidos em virtude do seu afastamento da empresa por motivo de saúde. Sem razão. Como afirmado pelo Juízo de origem, a reclamada agiu em conformidade com o que disposto nas normas coletivas, sem qualquer abusividade ou ilicitude em sua conduta a autorizar a indenização por danos morais. E, por plenamente esclarecedora e por medida de economia processual, peço vênia para transcrever o entendimento do Juízo primevo, in verbis: Alega o reclamante que, ao retornar pela terceira vez ao trabalho, recebeu a notícia do cancelamento de seu plano de saúde, o que lhe impediu de dar a continuidade ao tratamento de saúde que necessitava. Postula indenização por danos morais em razão do cancelamento do plano de saúde.

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A Ré empregadora alega que o plano de saúde foi cancelado em virtude da cláusula 17ª da CCT 2008/2009, que prevê a perda do benefício pelo empregado afastado e que deixa de pagar a parcela do plano de saúde por mais de três meses. A referida cláusula prevê, ainda, que no caso de afastamento do empregado em gozo de benefício previdenciário, o empregador continuará a pagar a parcela que lhe cabe, sendo que a parcela de responsabilidade do empregado deverá por este ser paga na sede da empresa, impreterivelmente, até o 5ª dia útil de cada mês, sob pena de perda do benefício. Portanto, a Ré empregadora agiu em conformidade ao disposto nas normas coletivas, sem qualquer ilicitude ou abusividade em sua conduta a autorizar a indenização por danos morais. O cancelamento adveio do inadimplemento do próprio reclamante. Improcedente. (g.n.) Ressalto que não tem qualquer pertinência a alegação autoral de que sequer lhe foi dada ciência de que deveria arcar com os valores devidos em virtude do seu afastamento da empresa por motivo de saúde. É que, conforme consta do Parágrafo Oitavo da Cláusula Décima Sétima da CCT 2008/2009 (fls. 312/313), o pagamento da cota-parte do empregado é de sua responsabilidade e não mais será descontada em seu contracheque, o que se pode constatar dos contracheques colacionados aos autos. Assim, se o reclamante tinha de pagar sua cota-parte na empresa quando estava trabalhando, não há justificativa plausível para que assim não o fizesse quando estava afastado. Nem há qualquer justificativa para que, no afastamento, seja suspenso o pagamento do plano de saúde. Nesse sentido é o que preceitua o Parágrafo Nono da supracitada Cláusula Décima Sétima. Por fim, cumpre ainda ressaltar que a comprovação do pagamento do plano de saúde é ônus do reclamante, pois não se pode exigir que a reclamada faça prova de fato negativo. Aquele que paga deve exigir a quitação regular (art. 319 do código civil), tendo o ônus de comprovar o pagamento mediante termo de quitação, nos termos art. 320 do CC. Assim, não há falar em dano moral, pois a empresa agiu de acordo com o que previsto na norma coletiva. Portanto, nego provimento. 2.2.4. Honorários Advocatícios Sucumbenciais A Primeira Turma decidiu, por maioria, vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais, negar provimento ao apelo, nos termos do voto da Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio, que assim dispõe: Neste procedimento especializado, não se aplica o disposto no artigo 20 do CPC, eis que o Processo do Trabalho tem norma de regência própria. Logo, se a parte não preenche os requisitos exigidos na Lei 5.584/70, impossível o deferimento do pedido. Destaco ainda que o artigo 133 da Constituição Federal de 1988, bem como a Lei 8.906/94 não revogou o jus postulandi das partes. Por isso, continuam em vigor os arts. 791 e 839 da CLT. Desse modo, prevalece o entendimento consubstanciado no item I, da Súmula 219 do C. TST. Em razão disso, nego provimento ao recurso do Reclamante.” 2.2.5. Justiça Gratuita – Honorários Periciais Em primeiro lugar, ressalte-se que o benefício da Justiça gratuita, considerada em sentido estrito, compreende apenas a isenção das custas, nos termos do art. 790-A da CLT, e não a assistência judiciária gratuita, instituto mais amplo e que inclui também a isenção das demais despesas processuais, sendo a segunda o gênero e a primeira a espécie. Assim, apesar de o reclamante ter pleiteado na inicial a assistência Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

judiciária gratuita, que foi o que Juízo a quo indeferiu, pleiteou a reforma apenas para que seja deferida a Justiça Gratuita. Ora, a assistência judiciária gratuita aos que não têm recursos suficientes para demandar sem prejuízo do próprio sustento ou do de sua família constitui direito fundamental, de aplicação imediata, ex vi da Constituição Federal (art. 5.º, inc. LXXIV e § 1.º). Se a insuficiência de recursos foi demonstrada, o patrocínio da causa por advogado particular, por si só, não tem o condão de afastar essa garantia, sob pena de violação do texto constitucional. É importante destacar que a Orientação Jurisprudencial n.° 304 do C. TST reza que “para a concessão da assistência judiciária, basta a simples afirmação de hipossuficiência do declarante ou de seu advogado, na petição inicial, para se considerar configurada a sua situação econômica (art. 4º, § 1º, da Lei n.º 7.510/86, que deu nova redação à Lei n.º 1.060/50)”. E não poderia ser diferente, tendo em vista que o art. 1º da Lei n.º 7.115/83 dispõe que se presume verdadeira, até que se prove o contrário, a declaração de pobreza. Ressalto que o reclamante não está assistido pelo Sindicato de sua Categoria, mas declarou não ter condições de arcar com as despesas do processo, sem prejuízo do próprio sustento e do de sua família (fl. 9). Assim, se são cabíveis os benefícios da assistência judiciária gratuita, cabíveis também os benefícios da Justiça gratuita, já que, como acima mencionado, o primeiro instituto é mais abrangente que o segundo. Desse modo, defiro os benefícios da Justiça gratuita ao reclamante. E embora concedidos os benefícios da Justiça gratuita ao reclamante, considero que nem a assistência judiciária gratuita nem a gratuidade da Justiça alcançam os honorários periciais, uma vez que tal benefício somente abrange despesas e taxas judiciais devidas ao Estado (art. 3º da Lei n.º 1.060/50). Acrescente-se que a Justiça do Trabalho não conta com peritos próprios, socorrendo-se de profissionais particulares, terceiros estranhos ao processo, que não podem trabalhar sem receber a devida contraprestação, a ser paga pela parte sucumbente no objeto da perícia, de modo que o deferimento da Justiça gratuita não socorre o autor, nesse aspecto. De toda sorte, nos termos do Provimento TRT 17.ª SECOR 03/2007, que deu nova redação aos artigos 159, 160 e 161 do Prov. 01/2005, o pagamento dos honorários de perito será efetuado com os recursos vinculados ao custeio da assistência judiciária aos necessitados, quando houver sucumbência do beneficiário de justiça gratuita na pretensão relativa ao objeto da perícia. No caso, a sentença condenou o reclamante ao pagamento dos honorários periciais de R$ 1.500,00, em razão da sucumbência, autorizando a dedução do valor depositado a título de honorários periciais prévios (R$ 300,00, fl. 416), o que perfaz um valor complementar de R$ 1.200,00; mas em face da hipossuficiência do reclamante, reduzo o valor dos honorários periciais complementares para R$ 800,00 (oitocentos reais) e determino que o pagamento seja feito com recursos existentes no Orçamento da União, destinados aos beneficiários de assistência judiciária, autorizando o perito a receber a importância diretamente do Tribunal, nos termos dos artigos 158 a 162 do Provimento TRT.17.ª.SECOR.N.º 01/2005. Portanto, dou provimento, nos termos da fundamentação supra. Mantido o valor da condenação e das custas. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região, por unanimidade, conhecer parcialmente do recurso ordinário, não o conhecendo quanto aos descontos fiscais e previdenciários, por ausência de interesse, e quanto aos honorários advocatícios contratuais, por preclusão e, no

N. em conformidade ao permissivo disposto no artigo 538. João Hilário Valentim. segunda parte. Como bem elucidado nas decisões dos embargos de fs. natureza estranha à via recursal utilizada. ou seja.12. a multa é elevada a até dez por cento. a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. a par de lhes negar provimento. Procurador do Trabalho: Dr. condenará o embargante a pagar ao embargado multa não excedente de um por cento sobre o valor da causa. por qualquer das partes. MULTA PELA REINCIDÊNCIA PROTELATÓRIA. 594/596).17. Procurador do Trabalho: Dr. Somente retarda a marcha processual. pois os valores serão apurados em liquidação na fase de execução. quanto à justiça gratuita. Sustenta que há necessidade de correção do valor dado à condenação. Diante da reincidência dos embargos de indubitável caráter protelatório.2012. opostos pela reclamada. cominar à embargante multa de 10% (dez por cento). do CPC. porque presentes os pressupostos legais de admissibilidade.TRT 17ª Região .2007.n). DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-27000-17. Observe-se: Art. ACÓRDÃO DE FLS. 538.0026800-28. em conformidade ao permissivo disposto no artigo 538. João Hilário Valentim.2012. MÉRITO Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 A embargante interpõe pela quarta vez os embargos declaratórios aduzindo que não houve o enfrentamento da matéria suscitada nos embargos anteriores. bem como o intuito de protelar o feito. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-26800-28.1. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais.17. sobre o valor da condenação. mesmo porque a r.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DA RECLAMADA. Quando manifestamente protelatórios os embargos. COM INFORMATICA LTDA .CARLOS ALBERTO PINTO NET SERVICOS DE COMUNICACAO S/A Origem: 8ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente).17.EPP Embargados: O V. Os embargos de declaração interrompem o prazo para a interposição de outros recursos. autorizando o perito a receber a importância diretamente do Tribunal. comino à embargante multa de 10% (dez por cento).1994. sentença às fls 401v determina a liquidação por cálculos. de 13. sob o argumento de omissão. 23 de Setembro de 2013 34 mérito. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). sobre o valor da condenação. CONHECIMENTO Conheço dos embargos de declaração. destinados aos beneficiários de assistência judiciária. a embargante não aponta qualquer vício apto a ensejar a utilização da via processual escolhida. 578v. 591/592 . REGIÃO .0 Recorrente Advogado Recorrido SIND TRAB IND C CIVIL M E P PAVIMENTACAO E TERRAPLANAGE Rafael de Anchieta Piza Pimentel(OAB: 008890 ES) PARANASA ENGENHARIA E COMERCIO S/A .1 Embargante Advogado Embargado Advogado Plurima Réu Advogado MR. Conforme acima exposto. do CPC Vistos.00 (oitocentos reais) e determinar que o pagamento seja feito com recursos existentes no Orçamento da União.0008 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: MR.1994. (Redação dada ao caput pela Lei nº 8. Na reiteração de embargos protelatórios. (g. dar parcial provimento ao apelo do reclamante para deferir os benefícios da Justiça gratuita ao reclamante. Conhecidos e não providos. por maioria. no mérito. fica condicionada a interposição de qualquer outro recurso ao depósito do valor respectivo. segunda parte.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. não consta erro material no valor da condenação. a par de lhes negar provimento. no tocante aos honorários advocatícios sucumbenciais.2. por unanimidade. 3.SECOR.17. do CPC. com efeitos a partir de sessenta dias após a data de sua publicação). parágrafo único. declarando que o são. DOU 14.0008 Processo Nº ED-26800/2012-008-17-00. COM INFORMATICA LTDA . o juiz ou o tribunal.12. Sem razão. Parágrafo único.º 01/2005. Vencidos. reduzir o valor dos honorários periciais complementares para R$ 800. ao opor os presentes embargos de maneira infundada em relação às suas hipóteses de cabimento. sobre o valor da condenação. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. parágrafo único.950. Mantido o valor da condenação e das custas. negar-lhes provimento.0006 Processo Nº RO-27000/2007-006-17-00. segunda parte.5. diante da reincidência dos embargos de indubitável caráter protelatório.5. O que se nota é o mero inconformismo da parte embargante. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. em conformidade ao permissivo disposto no artigo 538. considerando os títulos deferidos ao reclamante e nem há falar em valor líquido.5. Por todo o exposto. Comina-se à embargante multa de 10% (dez por cento). 2. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. ficando condicionada a interposição de qualquer outro recurso ao depósito do valor respectivo. RELATÓRIO Trata-se do 4º embargos declaratórios (fls. sendo partes as acima citadas. FUNDAMENTAÇÃO 2. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. nos termos dos artigos 158 a 162 do Provimento TRT.ª. conhecer dos embargos declaratórios e.TRT 17ª.EPP Rafael Libardi Comarela(OAB: 011323 ES) CARLOS ALBERTO PINTO Cristovão Colombo de Paiva Pinheiro Sobrinho(OAB: 008964 ES) NET SERVICOS DE COMUNICACAO S/A Stephan Eduard Schneebeli(OAB: 004097 ES) ACÓRDÃO . parágrafo único.

que a eventual exposição ao calor proveniente do sol não é fonte caracterizadora de insalubridade e que não havia fonte artificial de calor radiante no local de trabalho dos substituídos. Razões recursais da primeira reclamada . Ademais. 1279-1284v. já que é quem diretamente se beneficia da força de trabalho despendida pelos obreiros.1. que possuíam CA. que não há falar em insalubridade decorrente de radiações não ionizantes. a parte dos substituídos relacionados às fls.PARANASA ENGENHARIA E COMERCIO S/A . Origem: 6ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA .09. Contrarrazões da segunda reclamada . com redação recentemente alterada.º 173 da SBDI-1 do TST. Afirma. onde requer a reforma da sentença no que concerne ao adicional de insalubridade. 1265-1278. Vistos. No entanto.2007. (redação alterada na sessão do Tribunal Pleno realizada em 14. IV. conforme prevê o item II. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO.5. cabe destacar os termos da Orientação Jurisprudencial n.às fls.0006 RECURSO ORDINÁRIO Recorrentes: SIND TRAB IND C CIVIL M E P PAVIMENTACAO E TERRAPLANAGE PARANASA ENGENHARIA E COMERCIO S/A Recorridos: PARANASA ENGENHARIA E COMERCIO S/A SIND TRAB IND C CIVIL M E P PAVIMENTACAO E TERRAPLANAGE VALE S. pugnando pela reforma da r. II – Tem direito ao adicional de insalubridade o trabalhador que exerce atividade exposto ao calor acima dos limites de tolerância. da NR 15 do MTE. deve a tomadora de serviços responder por esse ônus. ante a exposição ao agente químico poeira minerais. em face da sentença de fls. EXPOSIÇÃO À LUZ SOLAR. Contrarrazões do Sindicato às fls. no que concerne à exposição a poeiras minerais. com fulcro no laudo pericial constante dos autos (fls. AGENTE FÍSICO CALOR. . condenou a primeira reclamada ao pagamento de adicional de insalubridade. por sujeição à radiação solar. naturalmente. inclusive em ambiente externo com carga solar. em atividades a céu aberto. FUNDAMENTAÇÃO 2. 195 da CLT e Anexo 7 da NR 15 da Portaria Nº 3214/78 do MTE). que julgou parcialmente procedentes os pedidos iniciais. responsabilidade subsidiária e honorários advocatícios. EXPOSIÇÃO À LUZ SOLAR. ante a exposição ao agente físico calor.TRT 17ª Região . em suma. ATIVIDADE A CÉU ABERTO. 26 e 27.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. 1260-1262v. in verbis: ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. em grau médio.17. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. o que pressupõe. Sustenta. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 É o relatório. Conforme certidão de fls. indevido o adicional de insalubridade ao trabalhador em atividade a céu aberto. uma vez que o sol não possui enquadramento legal no Anexo 7.2. complementado às fls.VALE S. Inadimplente a empresa prestadora no que concerne às obrigações trabalhistas. 1306v.ADICIONAL DE INSALUBRIDADE.A. .0027000-17. faz jus ao recebimento do adicional de insalubridade.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. inclusive quando o labor se dá em ambiente externo com carga solar. DEJT divulgado em 25. assim. ainda. exerce a tomadora poder diretivo sobre os serviços prestados. Inicialmente. Vejamos. em grau máximo. Tendo em vista a existência de matéria prejudicial no recurso da primeira reclamada. nas condições previstas no Anexo 3 da NR 15 da Portaria Nº 3214/78 do MTE. tendo em vista a ausência de previsão legal (Anexo 7 da NR 15).CONHECIMENTO Conheço dos recursos ordinários interpostos pelo Sindicato autor e pela primeira reclamada .A. NÃO FORNECIMENTO DE EPI’S ADEQUADOS A sentença de origem. o que se revela suficiente para a constatação da insalubridade por exposição ao calor. AGENTE FÍSICO CALOR. A primeira reclamada recorre desta decisão. e ainda realizava a fiscalização do uso dos mesmos. 1289-1292v. 07/08. inverto a ordem de julgamento dos recursos e passo a análise do apelo patronal em primeiro lugar. advindo tal responsabilidade das culpas in eligendo e in vigilando. nos termos definidos no Anexo 3 da NR 15. nos termos da supracitada OJ.09. o dever de fiscalizar o cumprimento das obrigações trabalhistas. Razões recursais do Sindicato às fls. sendo partes as acima citadas. é indevido o adicional de insalubridade em decorrência de exposição a raios solares.2012 I – Ausente previsão legal. 987-1022. A insalubridade constatada não decorre de mera exposição à radiação solar. mas sim das medições de IBUTG realizadas no local do trabalho. 1285-1285v respectivamente.1. 1245-1246). MÉRITO DO RECURSO ORDINÁRIO DA PRIMEIRA RECLAMADA 2. DO TST. 23 de Setembro de 2013 35 Plurima Autor Advogado Plurima Réu Plurima Réu Advogado PARANASA ENGENHARIA E COMERCIO S/A Elisabete Maria Ravani Gaspar(OAB: 006523 ES) SIND TRAB IND C CIVIL M E P PAVIMENTACAO E TERRAPLANAGE VALE S. Comprovantes de recolhimento do depósito recursal e das custas processuais às fls. aos substituídos que exerciam a função de pedreiros. a reforma da sentença de origem para que seja afastada a condenação ao pagamento do adicional de insalubridade. sentença quanto às seguintes matérias: base de cálculo do adicional de insalubridade. Rodolfo Gomes Amadeo(OAB: 012493 ES) ACÓRDÃO . por sujeição à radiação solar (art. Com efeito. aquele que exerce atividade exposto ao calor acima dos limites de tolerância. a primeira reclamada não apresentou contrarrazões. Requer. AGENTE QUÍMICO POEIRA.às fls. RELATÓRIO Trata-se de recursos ordinários interpostos pelo Sindicato autor e pela primeira reclamada. SÚMULA 331. EXPOSIÇÃO AO SOL E AO CALOR. 12931297v.2012) – Res. 186/2012.A. Em virtude do contrato celebrado com a prestadora de serviços. nas condições previstas no Anexo 3 da NR 15. pois presentes os pressupostos de admissibilidade. de modo a ensejar o deferimento do adicional pretendido.PARANASA ENGENHARIA E COMERCIO S/A. De outro giro. condenou a ré ao pagamento de adicional de insalubridade. sustenta a recorrente que a concentração do agente não ultrapassava o limite de tolerância e que fornecia os EPI’s necessários.

da Constituição da República. tomada com o cuidado de se tratar de ação com repercussão geral. ato do Senado Federal para expungir o artigo da legislação em vigor. dependendo do Legislativo Federal apenas o advento de nova lei fixando. não estabeleceu base de cálculo sobre a remuneração. nego provimento ao apelo patronal. Por todo exposto.BASE DE CÁLCULO DO ADICIONAL DE INSALUBRIDADE A sentença de origem fixou como base de cálculo do adicional de insalubridade o salário mínimo legal. não há cogitar na neutralização do agente insalubre. Acórdão proferido pelo E. tendo em vista que os valores apurados ultrapassavam o limite de tolerância apontado pela norma. A expressão "vedada sua vinculação para qualquer fim" levou ao entendimento. que estabelecia a recepção do art. ou seja.RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA O Juízo de origem. Considerando que a primeira reclamada não demonstrou o fornecimento do EPI adequado para proteção contra a sílica livre cristalizada. máscara PFF1. Em vista disso. Todavia. neste aspecto. de acordo com a metodologia adotada. O SALÁRIO MÍNIMO NÃO PODE SER USADO COMO INDEXADOR DE BASE DE CÁLCULO DE VANTAGEM DE SERVIDOR PÚBLICO OU DE EMPREGADO. Concluiu-se pela presença de insalubridade. tendo em vista tratar-se de obra já finalizada. 7º. conforme aponta o laudo pericial (fl. E o fez sob o fundamento de cuidar de ação de repercussão geral. outra base de cálculo. entendendo que a segunda reclamada figura no contrato celebrado com a primeira na qualidade de dona da obra. Ressalte-se que os dados técnicos utilizados pelo d. de forma a não adotar uma decisão in pejus. ao julgar o Recurso Extraordinário n. frise-se que é incontroverso que a segunda reclamada firmou com a primeira ré contrato de prestação de serviços (fls. que restou lavrada nos seguintes termos: SÚMULA VINCULANTE 4 SALVO NOS CASOS PREVISTOS NA CONSTITUIÇÃO. MÉRITO DO RECURSO ORDINÁRIO DO SINDICATO AUTOR 2. o STF negou o pedido dos recorrentes de aplicação da remuneração como base de cálculo. indeferiu o pedido de responsabilidade subsidiária. mas sim das medições de IBUTG realizadas no local do trabalho. no regime constitucional atual. pela Constituição Federal. 1023 e seguintes). no que se refere à base de cálculo do adicional de insalubridade.º 565714. curvo-me à referida decisão. conforme avaliação laboratorial. a norma legal refere-se. 7º. 192 da CLT. inciso XXIII da CRFB. 192 da CLT. 1003 e 1029-1031. . sem Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 controvérsia.3. nos termos do referido Anexo 3 da NR 15.2. 7. TST. entendeu o STF que o salário mínimo não poderia ser usado como base de cálculo.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. como autorizado no art. XXIII. razão pela qual me parece perfeitamente possível dar o mesmo tratamento tanto a um como a outro caso. bem como. no art. mas apenas estatuiu que o adicional comporia a remuneração do trabalhador. adotou posição definitiva acerca da matéria. a poeira respirável em suspensão encontrava-se além do limite de tolerância estabelecido no Anexo 12 da NR15. mesmo julgando inconstitucional a norma estadual. Contudo. no caso específico da Lei nº 4. Ocorre que o Excelso Supremo Tribunal Federal. Portanto. inclusive. porém. NEM SER SUBSTITUÍDO POR DECISÃO JUDICIAL. não era possível realizar qualquer medição físico-química no local de labor. o fornecimento de materiais e equipamentos descritos no próprio contrato. deu ensejo a uma das primeiras súmulas vinculantes adotadas pelo Excelso Tribunal. sob pena de afronta ao art.3. à insalubridade. Todavia. dou provimento parcial para fixar o salário básico do empregado como base de cálculo do adicional de insalubridade. ainda. que tinha como objeto a execução dos serviços de Montagem. pelo que o adicional é devido. Apurou-se na perícia que. essa parte do dispositivo celetista deixa de existir no mundo jurídico. até nova lei estadual. 23 de Setembro de 2013 36 No presente caso. Em vista disso. 1009). parte final. a Suprema Corte também deixou assentado que o fato de não haver uma lei fixando outra base de cálculo que não o salário mínimo não permitiria que o Judiciário a fixasse como sendo a remuneração.º. perito em seu laudo constam da documentação fornecida pela própria reclamada (fls. Vejamos. para a atividade de Pedreiro. qual seja. 192 da CLT a mencionar o salário mínimo como base de cálculo do adicional de insalubridade. faço uso da analogia. nos termos definidos no Anexo 3 da NR 15. de modo a ensejar o deferimento do adicional pretendido. Com a decisão do STF. Conforme ressaltou o expert. o que se revela suficiente para a constatação da insalubridade por exposição ao calor. de que exceto naqueles casos em que a própria Constituição havia excepcionado. Tomo por modelo o que dispõem os artigos 193 da CLT e 14 da Lei n.860/65. com reajustes aplicados pelo Estado de São Paulo. É por isso que. descrita às fls. cuja relatora foi a eminente Ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha. decorrentes de levantamento realizado à época da execução da obra. Logo. utilizando-se as equações que definem o denominado “Índice de Bulbo Úmido – Termômetro de Globo” (IBUTG) e com o emprego dos aparelhos discriminados na mencionada norma. preferindo manter. para estabelecer como base de cálculo do adicional de insalubridade o salário básico do empregado.860/65. No que concerne ao adicional de insalubridade decorrente da exposição a poeiras minerais. continua. no RE 565714. houve avaliação quantitativa da exposição ao calor. que considerou constitucional norma de lei estadual que fixou como base de cálculo do adicional de insalubridade. a decisão de origem também deve ser mantida. De início. É que ambos os artigos cuidam de agentes agressivos à saúde do trabalhador. não podem os trabalhadores ficar desprovidos de um direito que lhes é assegurado na própria Constituição Federal. buscou o recorrente obter da mais alta Corte a reforma do v. sendo que. porque a CF/88.1. com fulcro na OJ 191 da SDI-1 do TST. no qual antagonizaram Carlos Eduardo Junqueira e Governo do Estado de São Paulo. em nenhum outro caso poderia o legislador infraconstitucional utilizar o salário mínimo como indexador. conforme previsão do art. para os policiais militares. sendo desnecessário. Até o dia 30 de abril de 2008 este Relator sempre adotou os termos da antiga redação da Súmula 228 do C. o valor de dois salários mínimos. o art. TJSP. Portanto. com reajuste automático e pelos mesmos índices estabelecidos pelo Governo Federal. a sentença não merece reforma neste aspecto. O Sindicato autor pugna pela reforma da referida sentença. 8. Porém. para que seja estabelecida a remuneração como base de cálculo. Desta forma. Vejamos. Obras Civis e Automação de instalações. com base no art. Com efeito. com a finalidade de substituir o sistema de adição e moagem de calcário calcítico/dolomítico (Cláusula primeira). considerando o interesse das categorias econômicas e profissionais. a insalubridade constatada não decorre de mera exposição à radiação solar.º 4. caracterizada a insalubridade. IV. O Sindicato autor recorre desta decisão. 277300). vez por todas. o valor dos dois salários mínimos. Essa decisão. além dos servidores públicos. 2.º da CLT.

ou seja. atendendo. seria propiciar. que for diretamente beneficiada pela força de trabalho despendida pelos obreiros. É que a construção gera lucro para o proprietário. embora não seja atividade-fim da empresa. que contrata o trabalho diretamente e de responsabilizá-lo. devem ser lembradas as palavras de Carrion. verbis: O caráter subsidiário da responsabilidade inerente a relações jurídicas similares a essa relação justrabalhista já era reconhecido Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 em outros ramos jurídicos. A propósito. se é compreensível a extensão do princípio por razões sociais. situação típica versada na Súmula 331 do TST. seria estimular justamente a prática de fraudes. 5º da Lei de Introdução ao Código Civil. Desta forma.. posto que a subsidiariedade não . a montagem/obras civis/automação de instalações afetas ao sistema de adição e moagem de calcário. a fim de conferir-lhe alcance mais amplo. Se a empresa contratada não adimplir todas as obrigações assumidas com os trabalhadores. imediatamente. É o caso dos autos. tendo se beneficiado da força de trabalho despendida pelos obreiros. eis que. o chamado 'dono da obra' da responsabilidade. imprescindível ao bom desempenho da empresa na sua atividadefim. no sentido de atribuir as responsabilidades trabalhistas ao dono da obra. a lição de Ísis de Almeida. verbis: Há tendência. tão somente.". esporadicamente. o juiz atenderá aos fins sociais a que ela se dirige e às exigências do bem comum. que certo é que as orientações jurisprudenciais não vinculam o julgador. ou seja. suficiente a fazer emergir a responsabilidade subsidiária dos beneficiários finais do trabalho desenvolvido pelos reclamantes. concluímos que a OJ 191. quando não ocorresse fraude. configurada está a culpa da segunda demandada. a manutenção da lucratividade da empresa.TST.) Por isso. o que propicia. para não atingir particulares que constróem seu próprio domicílio sem poder econômico. se o dono da obra explora atividade com fins lucrativos. dono da obra. constitui atividade-meio. em prejuízo do trabalhador. como dito alhures. invocando. o proprietário. o que pressupõe. mas sim dever do julgador.' . mesmo admitindo a boa-fé do dono da obra. 23 de Setembro de 2013 37 Ou seja." (Comentários . a negligência na escolha do seu construtor. a tomadora dos serviços. somente será acionado quando não for possível lograr do construtor. senão a delegação para terceiro de tarefas do empreendimento indispensáveis à consecução dos fins econômicos e sociais dos negócios geridos pelas tomadoras. pela baixa categoria do intermediário. Ouso dizer que. (. nos termos do art. exercia poder diretivo sobre os serviços prestados pela primeira.. não havendo falar. em virtude do contrato celebrado. Saraiva). pura e simplesmente. aplicando analogicamente o art. É esta a situação a ser protegida. a segunda reclamada explora atividades com fins lucrativos. Ou. Seguindo essa linha de raciocínio. LTr. a teor do que dispõe o item IV da Súmula 331 do C. naturalmente. Deve-se. Sobre o tema. A segunda hipótese é a do proprietário de imóvel que. LTr).1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. in verbis: Excluir.. TST e. Assim. estas mesmas razões devem impor cautela ao juiz. avaliar o tempo transcorrido e as demais circunstâncias. que dispõe: "Na aplicação da lei. que estabelece a responsabilidade do tomador de serviços com a empresa intermediadora da mão-de-obra. In casu. dessa forma. A primeira refere-se à empresa que desenvolve atividades relacionadas à construção civil e que contrata outra empresa/empreiteiro para realizar determinada obra.019/74.. mais do que realizar a escolha da empresa devidamente. pelas características da prestação dos serviços é fácil observar que não houve execução de obras.). A atividade não possui natureza lucrativa. Cumpre ressaltar que é preciso afastar a interpretação que vem sendo dada ao art. condômino de unidade imobiliária. entendo que o tomador de serviços responde subsidiariamente pelos débitos trabalhistas do empregador. à custa do prejuízo do operário. E não se pode olvidar que a segunda reclamada. executar a tomadora dos serviços.) A maior parte dos autores afasta a responsabilidade do proprietário (Russomano. (Curso. Cumpre asseverar que a responsabilidade subsidiária nada mais é que uma garantia a mais aos empregados que já prestaram seus serviços. a respectiva liquidação. no caso de eventual inadimplemento por parte da prestadora. Nesse sentido. tendo a tomadora dos serviços agido com culpa in eligendo e in vigilando. constrói ou reforma seu próprio domicílio. sempre. serão executados todos os bens da primeira ré para. do C. no caso de empreiteiro insolvente. a este. No Direito Previdenciário. ainda que indiretamente. 'Curso'. Não há qualquer dúvida quanto à sua responsabilidade pelas verbas trabalhistas não quitadas pelo empreiteiro. servindo.TST. firmou-se jurisprudência consistente em perceber a responsabilidade subsidiária do proprietário ou condômino em vista da inadimplência do construtor. 455 da CLT. 16 da Lei nº 6. Em suma... persistindo a inadimplência.. beneficia-se da força de trabalho despendida e se a obra realizada teve como objetivo o aumento da área produtiva. através de execução contra ele intentada. FGTS. não é aplicável in casu. Na Súmula 126 do antigo TFR estabelecia-se: 'Na cobrança de crédito previdenciário. responde ela pela falta de idoneidade da prestadora de serviços. eis que as obras realizadas tiveram como objetivo a montagem/obras civis/automação de instalações afetas ao sistema de adição e moagem de calcário. por considerá-la atividade não lucrativa. pessoa física. a fim de não transformar sua hermenêutica em ignomínia de outras humildes famílias pelos ônus desproporcionais que podem resultar (previdência. depois.. (. não majoritária. concluímos ainda que a OJ 191 da SDI-I. também deve assumir esse ônus. efetivo e justo. evidenciando-se haveres trabalhistas não pagos pela primeira ré. ou. Catharino. por exemplo. no sentido jurídico da palavra. contratando empreiteiro para tanto. tinha a segunda reclamada o dever de manter constante vigilância quanto ao cumprimento das obrigações trabalhistas em relação aos reclamantes. construtora ou incorporadora. Ora. ao menos indiretamente. então. para firmar seu convencimento. simulações etc. vício sempre difícil de se comprovar.. o aumento da lucratividade da empresa.. da SDI-I. 'Compêndio universitário'). eventual situação de insolvência. PIS etc. separar duas situações completamente distintas. arcando com as conseqüências advindas da má escolha.. no caso. subsidiariamente. Por oportuno.) Seguindo essa linha de raciocínio. em necessidade de se comprovar. o dever de fiscalizar o cumprimento das obrigações trabalhistas. ou na procura de mão-de-obra de custo inferior. ressalta Maurício Godinho. registrese. Esta visão teleológica da norma não é faculdade.. do C. inclusive. que prestaram serviços diretamente à empresa tomadora. para poder-se condenar o tomador no cumprimento subsidiário das obrigações impostas em sentença... deve responder subsidiariamente pelos débitos trabalhistas não adimplidos pela contratada. a orientação jurisprudencial supramencionada." (Manual . a expansão dos negócios. Este tipo de "dono da obra" não pode ser responsabilizado por dívidas trabalhistas deixadas pelo empreiteiro relativamente aos trabalhadores por ele contratados. ao fim social a que se destina. proveniente da execução de contrato de construção de obra. também não pode ser aplicada indiscriminadamente.

com muito mais razão. do C.0014 Processo Nº ED-31301/2011-014-17-01. não há dúvidas de que não mais vigora o art. REGIÃO . sob pena de estar agindo com abuso de direito.5. A liberdade na contratação e a livre iniciativa devem estar sempre em consonância com valores sociais do trabalho insculpidos no art. estando o Sindicato em Juízo. rege minudências não previstas e exige do magistrado a prudência necessária para tirar as legítimas conseqüências do texto.PARANASA ENGENHARIA E COMERCIO S/A e. a assistência sindical. cancelou a Súmula n. pois.º 5.584/70 é a que considera a expressão "assistência judiciária" como defesa prestada pelo Sindicato profissional.3.17. 133 acerca da essencialidade da atuação do advogado em quaisquer processos.INDUSTRIA BRASILEIRA DE ARGAMASSAS LTDA Embargado: O V. no que concerne aos honorários advocatícios. preceitua que “são devidos os honorários advocatícios nas causas em que o ente sindical figure como substituto processual e nas lides que não derivem da relação de emprego. CAL E GESSO. salariais e indenizatórias. entendo irrelevante. em seu inciso IV. à tomadora dos serviços os artigos 186 c/c 927 do Código Civil.0014 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: IBRAR . LADRILHOS .º da CF.1 Embargante Advogado Embargado Advogado IBRAR . não só pela teoria do abuso de direito perpetrado. João Hilário Valentim. negar provimento ao apelo patronal. na medida em que a Súmula n.SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDUSTRIAS DE CIMENTO. não faz qualquer ressalva quando atribui ao beneficiário da mão-de-obra a responsabilidade pelo cumprimento das obrigações trabalhistas na hipótese de inadimplemento por parte do devedor principal. o tomador dos serviços responde subsidiariamente pelo pagamento de toda a condenação que for imposta. exigidos pela Lei nº 5. da CF/88.HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS O Sindicato autor pugna pela reforma da sentença de origem. IV.2011). do que não pode furtar-se a segunda reclamada.17. LADRILHOS HIDRAULICOS E ARTEFATOS DE CIMENTO DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO . TST.". o recorrente pleiteia a condenação das rés no pagamento da referida verba.SINTRACICAL Suzete Silva Pereira(OAB: 007563 ES) PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO .TRT 17ª Região . 1. Por fim. em nome próprio ou não. do TST.3. CERAMICA PARA CONSTRUÇÃO. uma vez que a empregadora torne-se inadimplente em relação às verbas devidas ao empregado. a melhor interpretação do art. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-31301-41. 791 da CLT. Em sua exordial.05. Se assim não fosse.0031301-41. Desembargador José Luiz Serafini. esclareça-se que. A propósito. Assim. sofre o inarredável risco de responder pelas obrigações trabalhistas que vierem a ser descumpridas pela empresa prestadora do serviço. Pelo exposto. CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. como ensinava o ilustre mestre João Mendes de Almeida Júnior. por unanimidade. ou seja.º 331.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. CAL E GESSO. e assim optando por não manter empregados para atender as necessidades permanentes do seu empreendimento. São aplicáveis.º. portanto. "a Lei positiva. e mesmo as Súmulas 219 e 329 do C. instâncias ou tribunais. TST.2003.INDUSTRIA BRASILEIRA DE ARGAMASSAS LTDA Jeronymo de Barros Zanandrea(OAB: 004204 ES) SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDUSTRIAS DE CIMENTO. no percentual de 15% sobre o valor da condenação. correria o risco de não receber qualquer pagamento pela força de trabalho despendida. dar provimento parcial ao apelo do Sindicato para fixar o salário básico do empregado como base de cálculo do adicional de insalubridade. em suas aplicações. Vejamos. o item III da Súmula 219 do TST. para apreciação do pedido de honorários advocatícios. no montante de 20% sobre o valor da condenação. no tocante à base de cálculo do adicional de insalubridade o. dou provimento para reconhecer a responsabilidade subsidiária da segunda reclamada. o art. ACÓRDÃO DE FLS. Por outro lado. e por maioria. 82/83 . Assim. CERAMICA PARA CONSTRUÇÃO.TRT 17ª.5. que carece da sua labuta pessoal para custear sua sobrevivência. Assim. Cumpre registrar ainda que a responsabilidade subsidiária alcança todas as obrigações. Afinal.584/70.2011. com a redação dada pela Res. quando atua na condição de parte na defesa Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 dos interesses dos trabalhadores. o Sindicato. 14 da Lei n. faz jus ao pagamento de honorários advocatícios.” Dou provimento parcial para deferir os honorários advocatícios. mas igualmente porque. de 01. o trabalhador. em razão do contrato de trabalho. a qual impedia a concessão de honorários de advogado quando o sindicato é o autor na demanda. no recurso do Sindicato. independentemente de comprovação acerca da inidoneidade ou da inexistência de patrimônio da prestadora. 174/2011 (DEJT divulgado em 27. miserabilidade jurídica ou salário inferior ao dobro do salário mínimo. a substituição processual. é devido o pagamento de honorários advocatícios. Rafael de Anchieta Piza Pimentel. preferindo a realização das tarefas que lhe são afetas mediante a contratação de empresa interposta. Procurador do Trabalho: Dr. Mantido o valor da condenação. 5. conhecer dos recursos ordinários interpostos pelo Sindicato autor e pela primeira reclamada . Assegurando a Constituição da República o direito de exercício da profissão àqueles que tenham efetivamente a habilitação exigida em lei e dispondo o art. para reconhecer a responsabilidade subsidiária da segunda reclamada e para deferir os honorários advocatícios. 2. alcançando. utilizandose do direito de contratar com o intuito de burlar a legislação trabalhista. não há qualquer afronta ao disposto no inciso II do art. 23 de Setembro de 2013 38 tem por escopo onerar despropositada e irresponsavelmente o condenado subsidiário. no percentual de 15% sobre o valor da condenação. 331 do C. 30 e 31.10. em causa própria ou como substituto processual. no mérito. 455 da CLT e o disposto no inciso IV do Enunciado n.º 310. Vencido. Tal se justifica. defendendo direitos dos trabalhadores. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente).2011. conseqüências que são regras latentes nesses mesmos textos. Sustentação oral do Dr. TST. na medida em que. Desembargado Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza convocada Sônia das Dores Dionísio. a Resolução n. Inicialmente. na hipótese vertente. pelo Sindicato.º 119. o que não pode ser tolerado.

153). ou de obscuridade e revelam mero inconformismo da parte com o conteúdo meritório do acórdão. pugnando pela reforma da r.17.5. na forma autorizada pelo art. 151). esta restaria impossibilitada pela não digitalização das peças mencionadas. o art. 3. 82/83.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. §5º. I. decisão. é nítida a intenção da parte de dilatar o prazo recursal. a deserção deste recurso. Deste modo. inapropriada a via dos embargos de declaração para o fim almejado. que o Tribunal poderia acessar as peças do processo eletronicamente.SINTRACICAL Origem: 14ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . sendo.0040300-12. RELATÓRIO Trata-se de embargos declaratórios opostos pelo agravante.1 Agravante Advogado Agravado Advogado DROGARIA CORTELETTE LTDA . relatados e discutidos os presentes autos de AGRAVO DE INSTRUMENTO. deve ser observada. e do item IV da Instrução Normativa nº 3 do TST. Vistos. Assim.1. da CLT. no mérito. FUNDAMENTAÇÃO 2.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA AGRAVO DE INSTRUMENTO. 148-150. 87) Os embargos não merecem ser providos! De início. Embora intimado (fl. o reclamante não apresentou contraminuta (fls. 538 do CPC. ainda que possível a execução da “pretensão” da embargante. ser cumprida e observada pela parte quando da formação do instrumento. por unanimidade. da CLT. analisandose os documentos digitalizados dos autos do processo que originaram o presente agravo. 535 do CPC. já que seus inovadores argumentos. trazidos à discussão em face do teor do julgamento proferido às fls. verifica-se que a inicial e a contestação não foram digitalizados. sendo que ela determina a observância das mesmas regras contidas no artigo 897. não merecem ser providos. o preparo. ante a total ausência de vícios.ME Agravado: GILMAR ANTONIO MONICO Origem: 14ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA .5. e tendo em vista o manifesto caráter protelatório dos embargos. o que inviabilizaria a consulta eletrônica das mesmas. veementemente. acórdão de fls. antes que se alegue negativa de prestação jurisdicional. além de os embargos denotarem mero inconformismo com o conteúdo meritório do julgado. Agravo de Instrumento não conhecido. 23 de Setembro de 2013 39 HIDRAULICOS E ARTEFATOS DE CIMENTO DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO . negar-lhes provimento e condenar a embargante a pagar ao embargado a multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa. e 899. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). portanto. Suscitada de Ofício pelo Relator Não conheço do agravo de instrumento. Se os embargos não demonstram a existência de omissão.0014 Processo Nº AIRO-40300/2013-014-17-00.TRT 17ª Região . No mais. Vistos. somente demonstram sua intenção de modificação do julgado embargado. 141 e 146. 538. e estas peças estão entre o rol cujo traslado não foi efetuado para os autos do presente agravo e que levaram ao não conhecimento do apelo por deficiência de traslado. Ausência de Recolhimento do Depósito Recursal do Agravo de Instrumento. sendo partes as acima citadas. na forma Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 autorizada pelo art. permanece em vigor e deve. dispõe . Inicialmente. ante o não recolhimento de 50% do valor do depósito recursal do recurso que se busca destrancar. 897. o que deve ser manejado na via recursal própria. 2. CONHECIMENTO Conheço dos embargos declaratórios. do C. NÃO CONHECIMENTO. conhecer dos embargos declaratórios. que negou seguimento ao recurso ordinário eis que ausente um dos pressupostos de admissibilidade. por deserção. Assim. não é norma infralegal e. Preliminar de Não Conhecimento do Recurso por Deserção. Razoes do agravo de instrumento. Inteligência dos arts. seja declarado. ela ainda está em vigor e. Se a Instrução Normativa nº 16.17. em texto integrativo. em seu parágrafo 2º. parágrafo único. decisão de fls. qual seja. destaco que a embargante não aponta qualquer vício a que se refere o art. §7º. por preenchidos os pressupostos para a sua admissibilidade. TST é uma norma processual infralegal do século passado. de contradição. pois. MÉRITO Pretende a embargante que “depois de cumpridas as formalidades do devido processo legal. em face do v. 40 da Lei 8.ME Francisco de Assis Pozzatto Rodrigues(OAB: 003967 ES) GILMAR ANTONIO MONICO Airton Iduardo de Souza(OAB: 003684 ES) ACÓRDÃO . I. CONHECIMENTO 2. de ofício. nego-lhes provimento e imponho à embargante multa de 1% sobre o valor da causa. se existe ou não a possibilidade de acesso aos documentos eletrônicos dos autos ou se a negativa de conhecimento aconteceu somente por não cumprimento de uma formalidade de uma norma infralegal e desnecessária com o advento do processo eletrônico” (fl. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. DESERÇÃO. também.1. § 5º. que também é fundamento da decisão embargada. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de AGRAVO DE INSTRUMENTO. apesar de o embargante sustentar. RELATÓRIO Trata-se de agravo de instrumento processado nos mesmos autos e interposto pela reclamada em face da r.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. com conseqüente destrancamento e processamento do recurso ordinário.2013.177/91. às fls. sendo partes as acima citadas. do CPC. FUNDAMENTAÇÃO 2. 2. por detectar. 82/83. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora Acórdão Processo Nº AIRO-40300-12. como não revogada.1.2. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. que sequer foram apontandos pela parte.1.0014 AGRAVO DE INSTRUMENTO Agravante: DROGARIA CORTELETTE LTDA .2013.

decisão (fls. entendendo que a presente execução deve ficar restrita às contribuições sociais incidentes sobre os valores/parcelas objeto do acordo entabulado pelas partes. 23 de Setembro de 2013 40 que “a exigência de depósito aplica-se. O referido artigo 114. ao interpor o presente agravo de instrumento. busca a reforma da decisão sob a alegação de que é competente a Justiça do Trabalho para executar as contribuições previdenciárias decorrentes do reconhecimento de vínculo de emprego. inciso VIII. RELATÓRIO Trata-se de agravo de petição interposto pela União em face da r.457/2007. da Lei nº 8. I e 899. outrossim. determinar. Sustenta também que o pleno deste Egrégio TRT.2. ante a ausência de recolhimento do deposito recursal de que tratam os arts. 899. decorrentes das sentenças que proferir. 112-113) oficiando pelo prosseguimento do feito.2. 2106-108). por unanimidade.00-2. o item VIII da Instrução Normativa nº 3 do TST de 1993. declarou a constitucionalidade do parágrafo único do art. igualmente.5. decisão quanto à execução das contribuições sociais sobre salários pagos durante a relação de emprego reconhecidas judicialmente. 899 da referida Consolidação. O artigo 114. as partes deverão instruir obrigatoriamente a petição com a comprovação do recolhimento das custas e do depósito recursal a que se refere o §7º do art. após lavratura do acórdão. sob pena de não conhecimento. O Juízo de origem concluiu que a execução das contribuições previdenciárias decorrentes do vínculo empregatício declara em Juízo não está incluída na competência da Justiça do Trabalho. É da Justiça do Trabalho a competência para execução de contribuições previdenciárias incidentes sobre parcelas relativas a período de vínculo de emprego reconhecido em Juízo. por deserção. desrespeitando os preceitos legais supramencionados. 3. atendendo ao disposto no art. estabelece a competência da Justiça do Trabalho para executar. 97 da CF/988 e ao mandamento contido na Súmula Vinculante n. pelo recorrente. em agravo de petição. parágrafo único. por deserção. Procurador presente à sessão de julgamento entenda conveniente e oportuno. 897. no caso. retorno dos autos para relatá-lo. prevê que o depósito judicial será de responsabilidade da parte. VIII e 195. 897.0132 AGRAVO DE PETIÇÃO Agravante: UNIAO (CONTRIBUICOES PREVIDENCIARIAS/IRRF) Agravados: GECIEL ALMEIDA TAVORA ADRIANO DE CASTRO BRANDAO Origem: 2ª VARA DO TRABALHO DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM . da CRFB/88. a reautuação. I da CLT. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº AP-42100-46. nos termos do art. relatados e discutidos os presentes autos de AGRAVO DE PETIÇÃO. as contribuições sociais previstas no artigo 195.17. MÉRITO 2.0132 Processo Nº AP-42100/2012-132-17-00. 897. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.2 Agravante Advogado Agravado Advogado Plurima Réu Advogado UNIAO (CONTRIBUICOES PREVIDENCIARIAS/IRRF) Juliana Barbosa Antunes(OAB: 012353 ES) GECIEL ALMEIDA TAVORA Amós Xavier da Cruz(OAB: 014226 ES) ADRIANO DE CASTRO BRANDAO Valber Cruz Cereza(OAB: 016751 ES) ACÓRDÃO . da CLT e. outrossim. a e II.457/07 e artigos 43 e 44. no ato de interposição do agravo de instrumento. aos embargos. no entanto. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO.101. I e 899. da Carta Magna refere-se. à execução e a qualquer recurso subsequente do devedor” (sublinhei). 2. com fulcro na Constituição da República Federativa do Brasil nos moldes dos artigos 144. inciso VIII.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Procurador do Trabalho: Dr. da CLT preceitua que. da CLF/88 e na legislação específica (artigos 876. No caso em tela. o art. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. ante a ausência de recolhimento do deposito recursal de que tratam os arts.17. CONHECIMENTO Conheço do agravo de petição porque presentes os pressupostos objetivos e subjetivos de admissibilidade. 876 da CLT. §5º. não conheço do agravo de instrumento. com redação dada pela Lei 11. Vistos. VÍNCULO DE EMPREGO RECONHECIDO EM JUÍZO. o recurso ordinário. para constar o recurso ordinário do autor e portanto. Assiste razão à agravante. da CLT.2012. de ofício.5. retorno dos autos para relatá-lo. não excluindo aquelas de cunho Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). e seus acréscimos legais.17. ressalvando o direito de manifestação posterior. 10 do STF. não conhecer do agravo de instrumento. conforme dispõe o art. buscando a reforma da r.2003. Por fim. 114 da Constituição da República e da Lei 11. Diante do exposto. sendo partes as acima citadas. Ressalta-se que. Parecer do d. o agravante deverá recolher o valor correspondente a 50% (cinquenta por cento) do valor do depósito do recurso que se pretender.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA EXECUÇÃO DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS.1.1. §7º. §7º. a reautuação. para constar o recurso ordinário do autor e portanto. 100-104vº). da CLT. FUNDAMENTAÇÃO 2. Determino. A União. §5º. I. o recorrente não recolheu o depósito recursal de 50% do valor do depósito do recurso ordinário.2012. EXECUÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS SOBRE SALÁRIOS PAGOS DURANTE A RELAÇÃO DE EMPREGO RECONHECIDAS JUDICIALMENTE. §7º. a "sentenças". Minuta de agravo (fls. Contraminuta (fls. também. caso o e. João Hilário Valentim.0042100-46. com as alterações introduzidas pela Resolução nº 168. quanto à comprovação nos autos. genericamente. Ministério Público do Trabalho (fls. após lavratura do acórdão. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. §5º. 98 e vº) que concluiu que a execução das contribuições previdenciárias decorrentes do vínculo empregatício declara em Juízo não está incluída na competência da Justiça do Trabalho. no julgamento do AP 0386. de 07 de março de 2012.212/91. Por sua vez.TRT 17ª Região .

agora vem consagrado por alteração legislativa. TST. ante a inexistência de vícios alegados. a despeito da natureza declaratória da sentença que reconhece a existência da relação de emprego. no DOU de 19. ao modificar o texto do parágrafo único do art.3. no presente caso. Demais disso. daí decorrendo. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Trabalho da Décima Sétima Região. cuja redação passou a ser: "Parágrafo único. por conseguinte. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. por unanimidade. assim. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DA RECLAMADA conhecidos e parcialmente providos para prestar esclarecimentos. é importante registrar que o Pleno deste Regional declarou a constitucionalidade do art. Refiro-me à Lei n. inclusive sobre os salários pagos durante o período contratual reconhecido" (in verbis). com efeito meramente declaratório. uma vez que o texto constitucional não restringe a referida execução apenas sobre sentenças condenatórias com repercussão pecuniária. é incontestável que tal decisão atribui aos pagamentos realizados no curso dessa relação a condição de fato gerador de obrigação previdenciária (art. dou provimento ao agravo de petição da União para declarar a competência da Justiça do Trabalho para executar de ofício as contribuições previdenciárias incidentes sobre as parcelas oriundas do vínculo de emprego reconhecido e.117. ACÓRDÃO DE FLS. o qual dota a referida sentença de induvidosa força executiva.2007). determinar o prosseguimento da execução das sobreditas contribuições. Isso porque o nascimento da obrigação tributária (in casu. ainda que o acordo celebrado entre as partes e homologado pelo Juízo tenha se limitado a reconhecer o vínculo empregatício.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. apontando vícios no julgado e visando ao prequestionamento. "a".00-2.1. determinar o prosseguimento da execução das sobreditas contribuições. A competência da Justiça do Trabalho. da redação do item I da Súmula nº 368. Pode-se observar.2012. Serão executadas ex-officio as contribuições sociais devidas em decorrência de decisão proferida pelos Juízes e Tribunais do Trabalho. este não produz efeitos contra o crédito do INSS. a constituição de um crédito previdenciário. dar provimento ao apelo da reclamada para declarar a competência da Justiça do Trabalho para executar de ofício as contribuições previdenciárias incidentes sobre as parcelas oriundas do vínculo de emprego reconhecido e. não obstante as partes façam acordo superveniente. 23 de Setembro de 2013 41 declaratório. que passou a dizer o seguinte. 42. a competência é desta Justiça Especializada para executar a contribuição incidente sobre as parcelas pagas no curso da relação de emprego. nem se diga acerca da ausência de título executivo a embasar a execução. que integrem o salário-decontribuição". 538-542. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DO RECLAMANTE . que a Constituição Federal atribuiu eficácia condenatória imediata às sentenças declaratórias de vínculo. Razões de embargos do reclamante. REGIÃO . especialmente depois da modificação.TRT 17ª Região .17.0046200-77. processo nº 386.457/2007. Vistos. às fls. pois se houve reconhecimento de vínculo. acórdão de fls.17. sepultou de vez a celeuma. in verbis: "A Justiça do Trabalho é competente para determinar o recolhimento das contribuições fiscais. objeto de acordo homologado.5.2012.2. inciso I. O entendimento que sempre adotei. no mérito. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-46200-77. cobrável judicialmente perante a Justiça do Trabalho. Razões de embargos da reclamada. de 16 de março de 2007 (publ. limita-se às sentenças condenatórias em pecúnia que proferir e aos valores. e II. quanto à execução das contribuições previdenciárias. conhecer do agravo de petição e.1. na esteira do disposto no art.2.2003.101. 876 da CLT. por conseguinte. então. 2. tanto é que.TRT 17ª. FUNDAMENTAÇÃO 2. MÉRITO 2. em sentido diverso do enunciado na Súmula transcrita. Ressalto que essa matéria sempre encerrou certa polêmica. 546-549.0121 Processo Nº ED-46200/2012-121-17-00. especificamente no tocante às contribuições previdenciárias relativas a todo o período laboral reconhecido pelo Judiciário Trabalhista.VIX LOCADORA E TRANSPORTES LTDA BENEDITO VASSOLER Origem: VARA DO TRABALHO DE ARACRUZ .5 Embargante Advogado Embargado Plurima Autor Advogado Plurima Réu BENEDITO VASSOLER Wellington Ribeiro Vieira(OAB: 008115 ES) VIX LOCADORA E TRANSPORTES LTDA VIX LOCADORA E TRANSPORTES LTDA Sandro Vieira de Moraes(OAB: 006725 ES) BENEDITO VASSOLER ACÓRDÃO . Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). sem aplicação de efeito modificativo. Assim. 195.º 11. da CLT. Procurador do Trabalho: Dr. a qual. do art. são devidas as contribuições previdenciárias decorrentes. A propósito. pois presentes os pressupostos de admissibilidade. 876. 538-542 . resultantes de condenação ou homologação de acordo. 876 da CLT na sessão realizada no dia 25/03/2009. Pelo exposto. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO.5. entretanto. 544v-545. da Constituição da República). Ora. inciso VIII. às fls. CONHECIMENTO Conheço dos dois embargos de declaração opostos. 114. pelo C. caput. RELATÓRIO O reclamante e a reclamada interpõem embargos de declaração em face do v.0121 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargantes: BENEDITO VASSOLER VIX LOCADORA E TRANSPORTES LTDA Embargados: O V.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DO RECLAMANTE conhecidos e não providos. sendo partes as acima citadas. João Hilário Valentim. da Constituição Federal e do parágrafo único. A simples declaração do vínculo já basta para caracterizar a obrigação previdenciária. a contribuição previdenciária devida) nasce com o trânsito em julgado da sentença. por meio de seu art.

2. JORNADA LABORAL. em se adotando a tese exposta no julgado. da SDI-I. TURNO ININTERRUPTO DE REVEZAMENTO. horas excedente à sexta e reflexos (item 2 de fls. acórdão que: foi negado provimento quanto à matéria HORAS EXTRAS EXCEDENTES À 12ª HORA COM ADICIONAIS E REFLEXOS. todas as matérias foram devidamente analisadas e os fundamentos robustamente expendidos. mas tão somente a sanar os vícios expressamente previstos nos artigos 535 do CPC e/ou 897-A da CLT. nos termos da OJ 118. não teve a Corte por ocorridas as violações alegadas pela parte. Tese Explícita. ou seja.1 OMISSÃO. OJ 363 da SDI-1 do TST. a tecer alguns esclarecimentos no particular. como feito in casu. O chamado "prequestionamento" não constrange o julgador a fundamentar nos exatos moldes pretendidos pela parte. não teve a Corte por ocorridas as violações alegadas pela parte. a título de esclarecimento acerca do fato gerador das contribuições previdenciárias: os descontos relativos à Previdência Social deverão ser calculados mês a mês.00.2. quanto ao recurso do reclamante. também negado provimento quanto ao INTERVALO INTRAJORNADA. §4º da CLT e 276.2. E. imperioso ressaltar que.1 PREQUESTIONAMENTO. INVBERSÃO DO ÔNUS DA SUCUMBÊNCIA. também as custas de R$600. desnecessário contenha nela referência expressa do dispositivo legal para ter-se como prequestionado este. O eventual inconformismo da embargante com o resultado do julgamento deverá ser apresentado por intermédio da via recursal adequada. na decisão recorrida. 23 de Setembro de 2013 42 2. a título de prequestionamento. “a” da CF. Forçoso concluir que o que pretende o embargante.2 PREQUESTIONAMENTO. hora noturna reduzida e reflexos ( item 3 de fls. mas não de fazê-lo da forma que a parte entenda ser a mais adequada. portanto.1997): Havendo tese explícita sobre a matéria. excluir da condenação as horas extras deferidas pelo juízo de primeiro grau.11. acórdão. Ademais o juiz não está obrigado a rebater uma a uma as teses lançadas pelas partes. 10). 2.vê-se que quanto ao apelo da reclamada foi dado provimento parcial para: contra o voto deste Relator. Nesse mesmo sentido é também o entendimento deste E. considerando que o empregado não deve suportar deduções maiores do que aquelas que teria. contra o voto deste Relator. nos termos da OJ 118. Tribunal. ficando a cargo da empresa o pagamento de juros. e foi negado provimento quanto os descontos previdenciários e assistência judiciária gratuita. acórdão acerca da matéria. Esclareço que a correção ou incorreção do julgado não pode ser sanada via embargos declaratórios.048/99. se o pagamento fosse efetuado na ocasião oportuna sem necessidade de demanda judicial. Dou provimento tão somente para prestar esclarecimentos sem imprimir efeito modificativo ao v. 10). E. A reclamada requer o prequestionamento de dispositivos e teses sobre as seguintes matérias: a) fato gerador das contribuições previdenciárias. entendendo por satisfatoriamente prequestionadas no julgado hostilizado. para onde se lê deferimento leia-se indeferimento. no dia 31/07/2013. entretanto. acórdão ora embargado. na decisão recorrida. pois permanece a condenação no particular. uma vez que estes não se Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 prestam à reparação de error in iudicando.10) e intervalo repouso e alimentação e reflexos (item 4 de fls. TST no item III da Súmula nº 368. do TST: Prequestionamento. entendendo por satisfatoriamente prequestionadas no julgado hostilizado. publicada no Diário Oficial do TRT-17ª Região nº 1202. da SDI-I. verbis: CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. ser evidente que. nego provimento. acórdão quanto ao requerimento de inversão do ônus da sucumbência. Todavia. razão pela qual requereu a inversão do ônus da sucumbência. incisos XIII e XIV da Constituição da República Federativa do Brasil. por consequência lógica. Registro que prequestionar não é "sinônimo de dizer aquilo que se quer que diga. O julgamento não é um diálogo entre partes e juiz. c) as alterações promovidas no artigo 43 da Lei 8. Passo.1. permaneceu tão somente a condenação da reclamada ao pagamento quanto às contribuições previdenciárias. bom como a apreciação da sumula 368 do TST.212/91. desde que a matéria tenha sido apreciada no acórdão embargado. em face de seu inconformismo com o desfecho do julgamento. E. As partes adversas interpuseram recurso.17.2.” Oportuno esclarecer que o fato gerador da contribuição . Não há falar em omissão. afasta todas as outras teses que com a do decisum são conflitantes. Vê-se que a embargante buscar rediscutir a matéria. Contudo. atualização monetária e multas. Em síntese. do TST: Prequestionamento. da Lei 8. 10). De qualquer modo. o magistrado tem o dever legal de expor os motivos de seu convencimento. §4º do decreto 3. o magistrado tem o dever tão somente de consignar o entendimento adotado. artigo 195. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DA RECLAMADA 2. com fulcro no artigo 195 da CF e outros dispositivos. Tese Explícita. na tentativa de reforma do julgado. desse modo. ADICIONAL NOTURNO REDUZIDA e.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.2. 471-481. nos termos do art. A reclamada aponta omissão no v. No tocante às contribuições previdenciárias decorrentes de créditos reconhecidos em sentença. Oportuno destacar que esse é o entendimento cristalizado pelo C.1997): Havendo tese explícita sobre a matéria. Registro. também. I.941/2009.11. Inteligência da Súmula Nº 297 (inserida em 20. sentença. da forma mais conveniente à parte". 20. conforme o v.2. sentença quanto ao intervalo intrajornada e hora noturna reduzida. Há robusta manifestação expressa no v. deve o reclamante arcar somente com o pagamento da contribuição previdenciária em seus valores históricos. b) Se essa Corte Regional entende pela constitucionalidade da alteração promovida pela Lei 11. corrigir erro material na r. consta no v. Portanto.2. 2. vê-se que: quanto ao turno ininterrupto de revezamento foram deferidas: horas extras e reflexos (item 1 de fls. bastando ao julgador explicitar de forma fundamentada sua tese de julgamento que. O reclamante requer manifestação expressa acerca necessidade de prequestionamento acerca da jornada de turno ininterrupto de revezamento. é que sejam rebatidas uma a uma as suas teses e dispositivos. conforme sedimentado na Súmula n. o que foi feito in casu. Sustenta que com a reforma da decisão quanto à validade do acordo coletivo e da jornada de 12 horas.213/91. desnecessário contenha nela referência expressa do dispositivo legal para ter-se como prequestionado este. conforme se depreende da leitura do julgado. Inteligência da Súmula Nº 297 (inserida em 20. sob a ótica do fato de ser ultrapassado o limite constitucional da jornada constante do artigo 7º. não há falar em inversão do ônus da sucumbência. não remanesce nenhum pedido autoral. artigo 879. Analisando a r. os juros e multa das contribuições previdênciárias pela reclamada e. É evidente que em se adotando a tese exposta no julgado. às fls.

se mantido o vínculo com a 1ª Reclamada) e a possibilidade de continuar empregada e no mesmo local (onde trabalhava há três anos). na época da prestação de serviços. Alega que lhe foi apresentado um modelo de pedido de demissão que deveria ser escrito de próprio punho e que o fez porque temia ficar desempregada. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA NULIDADE DO PEDIDO DE DEMISSÃO. 43. pois. Razões recursais de fls. nega a coação e diz que a autora tomou a iniciativa de extinguir o contrato de trabalho por vontade própria. De toda sorte. dada pela Lei nº 11. Portanto.. Origem: 3ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . João Hilário Valentim. não há como imputar ao reclamante o pagamento de multa. no mérito.) comprometendo a alegação da Reclamante. A lei é claríssima ao estabelecer que a “atualização do crédito devido à Previdência Social obedecerá os critérios estabelecidos na legislação previdenciária” (CLT.1 CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário eis que presentes os pressupostos de admissibilidade. ainda que velada. 2.0003 Processo Nº RO-50500/2013-003-17-00. na verdade. Dessa forma. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). apenas “trocou de uniforme”).º 8. 281/312 renovando os pedidos relativos a nulidade do pedido de demissão.2013. A sentença julgou improcedente o pedido entendendo que: “(. sentença de fls. no caso em apreço. 35 e notadamente no § 2º do art. a matéria já não comporta grandes discussões.º).1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. é clara ao dispor que os cálculos de liquidação deverão consignar.” Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . 277/279 que julgou improcedentes os pedidos iniciais. descontos fiscais e previdenciários. 316/326 e 345/366.5.212/91 e devem ser aplicados desde a data da prestação dos serviços.2. A Ordem de Serviço INSS/DAF/DSS n.A.2 MÉRITO 2. 276 do Decreto nº 3. fez reunião com seus empregados pretendendo se ver livre do maior número possível de dispensas sem justa causa. A reclamada.048/99 estipula o prazo em que deve ser feito o recolhimento decorrente das verbas reconhecidas em Juízo. nos termos do art..º prevê o procedimento a ser adotado para o seu cálculo.17. danos morais.TRT 17ª Região .1 NULIDADE DO PEDIDO DE DEMISSÃO – PROMESSA DE REAPROVEITAMENTO PELA NOVA EMPRESA PRESTADORA DE SERVIÇO A autora pretende seja declarado nulo o seu pedido de demissão aduzindo. infere-se a clara intenção em permanecer empregada e. O art. multas dos art. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. particularmente.1997. ao ser admitida pela CONSYSTEM. obviamente. 35 da Lei n.941/09. por unanimidade. pelo não provimento do apelo. Procurador do Trabalho: Dr. Contrarrazões às fls. por sua vez. O pedido de demissão foi conveniente para a Reclamante.º 66. acórdão. ACÓRDÃO .17. devem ser deduzidos do empregado apenas os valores que seriam devidos mês a mês. tanto a multa quanto os juros são devidos. “Considera o fato gerador das contribuições sociais a data da prestação do serviço”. Vistos. Nulo é o pedido de demissão formulado sob coação. que garantiu a permanência no emprego. que foi coagida a fazê-lo para ser contratada pela nova empresa prestadora de serviço que viria substituir a sua empregadora no contrato firmado com o Segundo Réu. a situação pretérita originada em uma violação da lei. conhecer de ambos os embargos declaratórios e.0003 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: TANIA MARA GONCALVES ANTUNES Recorridos: 5 ESTRELAS SPECIAL SERVICE LIMP E SERV AUXILIARES LTDA BANCO SANTANDER (BRASIL) S. mês a mês. para tanto.2013. No caso dos autos. Contudo. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Advogado Acórdão Processo Nº RO-50500-14.5. de 10. Entre a incerteza da demissão sem justa causa ou da transferência de local de trabalho (os dois destinos possíveis. sendo partes as acima citadas. os valores das contribuições previdenciárias do segurado empregado e os valores de base de apuração da contribuição previdenciária a cargo da empresa. pois de acordo com a nova redação da Lei 8212/91 nos artigos 34. Logo. §4. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo autor em face da r. no mesmo posto de trabalho (segundo a Reclamante. 477 e 467 da CLT. A base de cálculo de tais contribuições leva em consideração a época própria em que as mesmas seriam devidas. negar provimento ao apelo do reclamante. correção monetária e juros de mora. nego provimento.A. restou comprovado que a empresa prestadora de serviço ao perder a licitação com o Município. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. 23 de Setembro de 2013 43 Udno Zandonade(OAB: 009141 ES) previdenciária é a data da prestação do serviço. a Reclamante fez a sua opção. se pretende dizer que somente a partir do efetivo pagamento do crédito trabalhista ao empregado é que passam a ser exigíveis as contribuições previdenciárias. 879.3 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Réu TANIA MARA GONCALVES ANTUNES Rosemary Machado de Paula(OAB: 00294B ES) 5 ESTRELAS SPECIAL SERVICE LIMP E SERV AUXILIARES LTDA Angela Martins da Cruz(OAB: 024074 GO) BANCO SANTANDER (BRASIL) S.0050500-14. dar parcial provimento ao recurso da reclamada para prestar esclarecimentos sem imprimir efeito modificativo ao v. induzindo os seus empregados a pedirem demissão. FUNDAMENTAÇÃO 2. art. honorários advocatícios e responsabilidade subsidiária da segunda reclamada. Isso porque ao se afirmar que o fato gerador das contribuições previdenciárias seria o pagamento.10. no tópico anterior já foi robustamente esclarecida a questão das contribuições previdenciárias. enquanto o § 4. envolvendo.

Nesse sentido.º da CLT é devida quando o pagamento das verbas rescisórias é realizado fora do prazo ou a menor. sendo irrelevante o fato de o liame empregatício ter sido reconhecido em audiência ou mesmo em razão da existência de controvérsia quanto aos créditos rescisórios. por sua vez. apenas quando o trabalhador der causa à mora. o pedido de demissão seria a única forma de vir a ser aproveitada no novo contrato de prestação de serviço. conforme cópia do TRCT – fl. por meio de sentença. dou provimento. tem decidido o TST. que passo a discriminar: .5. A testemunha ouvida em Juízo informou que em razão da extinção do contrato de prestação de serviço celebrado entre a Primeira Reclamada e o Segundo Réu. E aqui aponto.2012.0 . (TST RR 578167/1999. Corroborando. exalam a existência de vício de consentimento..multa de 40% incidente sobre o FGTS. O dano moral somente se verifica quando a vítima experimenta . Dou parcial provimento. o que causa. que assim dispõe: "DANOS MORAIS Requer a reclamante a reforma da r. por maioria. julgado pela 3ª Turma deste E. não se pode cogitar de parcelas incontroversas a autorizar a aplicação da penalidade. Informou a testemunha que não lhe foi ofertado. não faz a autor jus a tal parcela. sem um motivo certo e determinado. Tendo sido impugnados todos os pleitos formulados pelo reclamante na inicial. A quitação incompleta dos valores pecuniários devidos ao trabalhador. em juízo. Conservação e Limpeza em face dos mesmos reclamados desta demanda. a tese sindical.. coação. de parcelas não quitadas pela reclamada por ocasião da rescisão contratual. para a conversão do pedido de dispensa. sendo devidas as verbas rescisórias decorrentes da dispensa injustificada realizada pela empresa. 60 a autora pede que da condenação sejam deduzidos os valores ali descriminados). pretendeu se ver livre do maior número possível de dispensas sem justa causa. Relatora: “ (.projeção do aviso prévio para pagamento de férias proporcionais e 13º salário proporcional. negar provimento ao apelo. estranheza. esse já foi quitado no momento da dispensa. Ora. ainda que velada. 23 de Setembro de 2013 44 Dessa decisão recorre a reclamante renovando os pedidos iniciais. o induzimento ao pedido de demissão.2 MULTA DO ARTIGO 477 DA CLT Reconhecida no tópico anterior a invalidade do pedido de demissão e. por ocasião da rescisão contratual.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. A própria reclamante narra em sua inicial que foi admitida em novo emprego no mesmo dia de tal dispensa. a projeção do aviso prévio em tais parcelas.2. o texto legal não faz qualquer ressalva quanto à relação jurídica controvertida. A Primeira Reclamada. tendo como Relatora a Exma Desembargadora Ana Paula Tauceda Branco. que o exaurimento das vias administrativas.aviso prévio indenizado. estar-se-ia beneficiando o mau empregador. nos termos do voto do Desembargador José Luiz Serafini. Ademais.ART. o encarregado de nome João apresentou às empregadas da Primeira Reclamada um modelo de pedido de demissão para que as mesmas o redigissem de próprio punho. um outro posto de trabalho e entendeu que caso não fizesse o pedido de demissão ficaria desempregada. no aresto a seguir transcrito. Não lhe assiste razão. pois não é crível que vários empregados. 2. Ora.) o cerne da questão está na ausência da homologação do pedido de demissão pelo Sindicato. reconhecida. .4 Danos Morais A Primeira Turma decidiu. por exemplo.3 MULTA DO ARTIGO 467 DA CLT A reclamante pugna pelo pagamento da multa do artigo 467 da CLT. 2. 75-179).17. mas se sentiu coagida a pedir a demissão porque sua empregadora não tinha outro posto de trabalho para remanejá-la e ficou claro que. portanto. Já em relação ao seguro-desemprego. Na ocasião foi informado que esta seria a única forma de serem admitidas pela nova empresa e permanecerem trabalhando nos postos em que se encontravam.3. no aspecto. induzindo os seus empregados a pedirem demissão. de que os pedidos de demissão se deram no mesmo período. §8. por oportuno. Pois bem. Assim. que é irrelevante para o deferimento ou não da referida multa a existência de controvérsia sobre o pagamento das verbas rescisórias.guias para liberação do FGTS. Assim. não tendo sido pagas as verbas rescisórias próprias da dispensa sem justa causa devida a multa do artigo 477 da CLT A multa do artigo 477. O mesmo ocorreu com as férias e 13º salário. Dessa forma. tenham manifestado a mesma vontade. Por todo o exposto. como exposto acima. pela sua empregadora. 477 da CLT não faz qualquer ressalva a esse respeito. in verbis: MULTA . e a 1ª Reclamada sequer compareceu à audiência para maiores explicações (fls.2. e na qual se discutia a nulidade dos pedidos de demissão dos empregados da Primeira Ré.Relação de emprego controvertida.04.ª T. ante o teor do depoimento testemunhal gravado em vídeo. quando a controvérsia foi colocada ao discernimento da Comissão de Conciliação Prévia.161 (na ata de fls. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Quanto ao pedido de saldo de salário. Ademais. 477 DA CLT .ª Min. a favor dos empregados.DJU 05. pois o art. o fato de que a própria Reclamada faz prova. sendo devido apenas. Do exame. Transcrevo trecho do voto proferido pela Exma. o que não é o caso dos autos. À vista da análise discorrida. inclusive. por considerar que houve coação para o pedido de dispensa. impondo-se a aplicação da multa. Sem razão. . e . vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais. limitando-se a isentar o empregador do pagamento da multa. às fls. nota-se. Rel. a reclamante não tinha interesse na rescisão do contrato de trabalho. 2. de fato. Restou comprovado nos autos. no pedido de demissão dos empregados da empresa 5 Estrelas. a ausência do pagamento do. 304-305. A inexistência de controvérsia é pressuposto para a fixação da multa. considero nulo o pedido de demissão formulado sob coação. como se vê. em tão curto lapso temporal. importa em mora salarial.ª Eneida Melo Correia de Araújo . mais especificamente.2. sentença para que seja deferida a indenização decorrente de danos morais. O dispositivo legal mencionado é claro. A ação é a de nº 0091300. é devido o pagamento da multa. Ressalte-se. para resilição imotivada”. dou provimento ao apelo. Tribunal. Nego provimento. para reconhecer o direito à conversão do desligamento à pedido dos empregados. tem-se que não foram pagas corretamente as verbas rescisórias.0011. para a decisão proferida na ação ajuizada pelo Sindicato dos Trabalhadores das Empresas de Asseio.2002). noto que as provas constantes nos autos somada e à prática vivificada nas empresas prestadoras de serviços de limpeza.94. milita. da mesma empresa. o que ocorre com o reconhecimento.

2. Encerrada a relação comercial entre os réus conforme comprovado nos autos (veja-se fls. por ser ele o responsável solidário no recolhimento e porque o empregado não poderia ser penalizado com uma tributação que não haveria caso seus créditos tivessem sido adimplidos a tempo e modo. não há como imputar a reclamante o pagamento de multa. por maioria. por unanimidade. não estando presente a hipótese que ensejaria ao juízo deferir-lhe a verba honorária." Pequenos aborrecimentos. em decorrência da inovação promovida pela Lei n.º 7.6 Descontos Fiscais Sempre entendi que o empregador deveria arcar com o ônus do imposto de renda incidente sobre parcelas decorrentes de condenação trabalhista. contingências inerentes à vida em sociedade.º 12. sendo certo que seu contorno jurídico está indissociavelmente ligado aos direitos da personalidade. Ou seja.Descontos Previdenciários Pretende a recorrente que a reclamada arque integralmente com o recolhimento previdenciário. vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais. (grifei) Portanto. mensalmente.00 pelos reclamados.º O imposto será retido.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.2. senão vejamos: II. ou seja. pela pessoa física ou jurídica obrigada ao pagamento ou pela instituição financeira depositária do crédito. 3 da inicial).2. a reclamante constituiu advogado particular.são invioláveis a intimidade. segundo a média das expectativas normais do homem. Nego provimento. de 22/12/1988. no mesmo posto de trabalho. ainda. 3.2. que se a reclamante optou pela contratação de advogado particular. de 7 de fevereiro de 2011. irritações. ao meu ver. nego provimento. a honra e a imagem das pessoas. TST. que a autora prestou serviço ao Banco Réu por força deste contrato. com a redação dada pela Lei nº 12. Os descontos relativos à Previdência Social deverão ser calculados mês a mês. e calculado sobre o montante dos rendimentos pagos. registre-se que. pelo que considero que a coação havida não é grave o suficiente a causar transtorno de ordem moral na obreira. Revejo meu entendimento.713. troca-se apenas o uniforme. 21. não ficou desempregada. observando a tabela progressiva constante do anexo do referido ato normativo. considerando que o empregado não deve suportar deduções maiores do que aquelas que teria se o pagamento fosse efetuado na ocasião oportuna sem necessidade de demanda judicial. trata-se de uma espécie de “acordo extrajudicial” firmado entre os trabalhadores e a empregadora para manter a continuidade da prestação de serviços no mesmo posto de trabalho com a nova empregadora. na época da prestação de serviços.350/2010.2. pela empresa devedora." 2. dar parcial provimento ao apelo para declarar a nulidade do pedido de demissão formulado pela autora e condenar a primeira reclamada no pagamento de . em relação à incidência dos descontos fiscais. que na Justiça do Trabalho vigora o jus postulandi. desfazendo. não há mais prejuízo para o empregado porque o imposto de renda será calculado levando em consideração a quantidade de meses a que se referem os rendimentos. que assim dispõe: "HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS Pretende a reclamante o deferimento de honorários advocatícios.5 Honorários Advocatícios (Não há assistência sindical) A Primeira Turma decidiu. deduzindo-se da autora apenas os valores que seriam devidos mês a mês." 2. também. como fez certo o documento de fls.1 supra).2. a burla provocada pela reclamada para não sofrer os efeitos pecuniários da dispensa imotivada. frise-se. Com essa alteração legislativa. sem dúvida a obrigação in vigilando por parte do tomador de serviço. Veja-se que quando os fatos narrados na inicial ocorreram oura Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 empresa já estava prestando serviços ao segundo réu.127. entretanto. 12-A e seus parágrafos à Lei n. sobretudo no tocante à dação doe aviso prévio. que acrescentou o art. foi aprovada a alteração do item II da Súmula 368 do TST.04. mediante a utilização de tabela progressiva resultante da multiplicação da quantidade de meses a que se referem os rendimentos pelos valores constantes da tabela progressiva mensal correspondente ao mês do recebimento ou crédito. mês a mês. in verbis: "X . Vale lembrar. assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação. inciso X. na Sessão do Tribunal Pleno do TST do dia 16. O entendimento acerca dos honorários advocatícios está em consonância com as Súmulas 219 e 329 do E. A hipótese. No caso vertente. cujas disposições foram regulamentadas pela Instrução Normativa RFB n. correção monetária e juros de mora. por maioria. pois. nos termos do voto do Desembargador José Luiz Serafini. mostram-se irrelevantes.2012. Ora. É de se destacar que a reclamante irá perceber as verbas do distrato (conforme item 2.º 7.7.º 1. ainda. 12-A da Lei n. não se subsume ao que prevê a Súmula 331 do TST. Nego provimento. assim.5 Responsabilidade Subsidiária do Segundo Réu Incontroverso que a Primeira Ré foi contratada pelo Segundo Reclamado para prestar serviços de limpeza e conservação. não teria o Segundo Réu como fiscalizar e controlar a relação de trabalho entre a empresa prestadora e seus empregados. Incontroverso. A hipótese. da Magna Carta. cujo art. deve arcar com referida despesa. 2. negar provimento ao apelo. aqui não é de ruptura de contrato de trabalho estando. sendo certo. nego provimento.º assim dispõe: Art. julgou ser conveniente se manter empregada. dou provimento parcial. 3. Portanto. CONCLUSAO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. duradouro ou não.350/2010.000. TST. Vários colegas passaram pela mesma situação junto com a autora que. Dessa forma. a vida privada. no mérito. conhecer do recurso ordinário. do C. Pois bem. Fixo valor da condenação em R$20. A propósito. como dito em linhas transatas. determinando que os descontos previdenciários deverão ser apurados na forma do item III da Súmula nº 368. a reclamante foi instada a pedir demissão com vista a garantir ser reempregada pela nova prestadora de serviços. resultante de crédito do empregado oriundo de condenação judicial. Na realidade. consoante a inteligência do artigo 5º. devendo ser calculadas.713/1988. 23 de Setembro de 2013 45 profundo e grave sofrimento. É do empregador a responsabilidade pelo recolhimento das contribuições previdenciárias e fiscais.00 e custas de R$400. em curso o contrato comercial entre os réus o que atrairia. portanto. nos termos do art. não lhes dispensando o ordenamento jurídico qualquer proteção. a qual passa a contemplar exatamente o cálculo do imposto de renda pelo regime de competência. contratempos.

Portanto. bem como vai de encontro ao entendimento sedimentado na OJ nº 410 da SDI-I do C. falha na impressão da petição recursal protocolizada via e-DOC. do C.TRT 17ª. constante da versão protocolizada via E-DOC. no tocante à responsabilidade subsidiária. apenas para esclarecer que a invocação do art.SIND DOS EMPREGADOS NO COMERCIO NO EST DO ESP SANTO Origem: 10ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . Embargado: O V. acórdão dos aclaratórios assentou em sua fundamentação tratar-se de inovação recursal. 2. acórdão de fls.2013.17. deduzindo-se da autora apenas os valores que seriam devidos mês a mês. dar-lhes parcial provimento apenas para esclarecer que a invocação do art.2 Embargante Advogado Embargado Advogado LOJAS AMERICANAS S. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. TST.0010 Processo Nº ED-57600/2011-010-17-00. OMISSÃO Aduz o embargante que em sua peça recursal invocou o art.000. qual seja. apontando vício no julgado.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO opostos pela reclamada. dou parcial provimento aos embargos declaratórios apenas para esclarecer que a invocação do art. conhecidos e parcialmente providos. no mérito.00. na época da prestação de serviços. Procurador do Trabalho: Dr. conhecer dos embargos declaratórios e. RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos pela reclamada em face do v. acórdão de fls. ainda. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. MÉRITO 2. Vejamos. deste Regional. 138-139 para destacar que a necessidade de prequestionamento não impõe ao magistrado o dever de fundamentar nos moldes pretendidos pelas partes.A. sendo partes as acima citadas. verifico do v. 6º da Lei 10. por unanimidade.2.1.101/2000 não se trata de inovação recursal nos primeiros embargos declaratórios mas sim. TST. verifico que o embargante invocou tal dispositivo em suas razões recursais porém a peça impressa. de que a concessão do descanso semanal remunerado após o sétimo dia consecutivo de trabalho viola a Convenção nº 106 da OIT. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi.101/2000 não se trata de inovação recursal nos primeiros embargos declaratórios mas sim. acórdão de fls. de R$ 400. Assim. e. 138-139 que houve manifestação acerca da alegada omissão contida nos primeiros embargos declaratórios. guias para liberação do FGTS e multa do art.A. e-DOC. Sergio Carlos de Souza(OAB: 005462 ES) SIND DOS EMPREGADOS NO COMERCIO NO EST DO ESP SANTO Valdek Gazzoli(OAB: 013774 ES) ACÓRDÃO .2011. alegando que o julgado contém o vício alegado pois não apreciou o artigo 6º da Lei nº 10. invocado no tópico 15 do recurso ordinário. 138-139.17. é certo que houve fundamentação expressa quanto ao entendimento adotado. 6º da Lei 10. 6º da Lei 10. De uma análise do arquivo no Sistema Integrado de Protocolização e Fluxo de Documentos Eletrônicos.0005 Processo Nº RO-62000/2013-005-17-00. Vistos.2011. para determinar que os descontos previdenciários sejam apurados na forma do item III da Súmula nº 368. reporto-me à fundamentação exarada no v. Todavia. multa de 40% incidente sobre o FGTS. o v. REGIÃO .TRT 17ª Região .0057600-67.0 Recorrente Advogado DARIO SORIANO FEITOZA Airton Iduardo de Souza(OAB: 003684 ES) . ACÓRDÃO DE FLS.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 23 de Setembro de 2013 46 aviso prévio indenizado. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais. pelos reclamados.5.1. Vencidos. 6º da Lei 10. projeção do aviso prévio no pagamento das férias proporcionais e 13º salário proporcional. CONHECIMENTO Conheço dos embargos de declaração opostos pela reclamada.823/1966. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-62000-71. conforme preconizado no item I da Súmula nº 297 do C. Fixado o valor da condenação em R$ 20. pois presentes os pressupostos de admissibilidade.101/2000 não se trata de inovação recursal nos primeiros embargos declaratórios mas sim.5. TST e OJ nº 118 da SDI-I/TST. constante dos autos. 138-139. Insurge-se o embargante contra o v.101/2000. ratificada pelo Brasil através do Decreto 58.6º da Lei 10101/2000 e que ao opor embargos declaratórios visando Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 sanar omissão no julgado.0010 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: LOJAS AMERICANAS S. Portanto. a Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi.101/2000. FUNDAMENTAÇÃO 2. mas de consignar os fundamentos que serviram de substrato à decisão consignada. não registrou o tópico em referência. esclareço não se tratar de inovação recursal nos primeiros embargos declaratórios mas sim. Participaram da Sessão de Julgamento em 10 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). 477 da CLT. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-57600-67. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). 138-139 . no caso.17. De toda sorte. No caso dos autos. acórdão de fls. de falha na impressão da petição recursal protocolizada via e-DOC. de falha na impressão da petição recursal protocolizada via e-DOC. João Hilário Valentim. havendo tese expressa no julgado. referente ao art. quanto aos danos morais e aos honorários advocatícios.5. de falha na impressão da petição recursal protocolizada via e-DOC.2. convocada para compor quorum. visando sanar eventual obscuridade no julgado. tem-se por prequestionada a matéria.00. com custas.

Regularmente citado. lhe traria dissabores não só para demonstrar sua experiência na obtenção de um novo emprego quanto também para a aposentadoria. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. configurado está o dever de indenizar os danos morais sofridos pela reclamante.000. Perfilho o entendimento de que as CTPS anotadas são o curriculum vitae do trabalhador. do processo seletivo que participava.177/91. No que concerne ao valor devido a título de indenização por danos morais. Alega que perdeu uma excelente oportunidade de emprego por não estar com sua CTPS tendo sido desclassificado.2 DANOS MORAIS – EXTRAVIO DA CTPS DO AUTOR O reclamante narra. CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. EXTRAVIO DE CTPS. TST. a reclamada.ME Origem: 5ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . é certo que este deverá variar de acordo com o caso concreto. Procurador do Trabalho: Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . por unanimidade. principalmente por se tratar de uma CTPS já anotada. sem dúvida. 14). sem dúvida. 09) e que a reclamada – uma microempresa . o extravio é muito mais grave do que o atraso na devolução. considerando a magnitude do sofrimento psicológico do autor. E isso é difícil de mensurar. a existência de vínculos de empregos anteriores. principalmente por se tratar de uma CTPS já anotada.possui capital social de R$5.00 (50 vezes o salário mínimo) a título de indenização por danos morais. No entanto. Sendo assim. sem dúvida.37 (vide TRCT de fl. unicamente.000. sendo partes as acima citadas.000. 49/52 renovando o pedido de condenação da ré no pagamento de danos morais decorrentes do extravio da sua CTPS. situação de estresse a que deu causa. ante a perda das informações contidas em sua CTPS. 2. entendo que é razoável concluir ter havido angústia por parte do autor.2013. com juros de mora a partir do ajuizamento da ação e correção monetária a partir da publicação desta decisão. seria difícil e demorado e até mesmo de resultado total incerto. fixando-a em R$3. contados a partir da data do ajuizamento da reclamatória e aplicados pro rata die. fato que. lhe traria dissabores não só na obtenção de novo emprego como também para a aposentadoria. fixando -a em R$3.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Em vista disso. dou provimento ao apelo para condenar a reclamada ao pagamento de indenização por danos morais. Pede a condenação da ré no pagamento de R$33. No que concerne aos juros de mora incidentes sobre a indenização por danos morais. Inteligência da Súmula nº 52 da 1ª Jornada de Direito Material e Processual na Justiça do Trabalho.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. 29. a tentativa do trabalhador de obter todas as anotações devidas e perdidas. a tentativa do trabalhador de obter todas as anotações devidas e perdidas. Mas não um curriculum vitae qualquer. 09). quanto à correção monetária incidente sobre a indenização por danos morais. e ante aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade. da data da publicação da decisão. o extravio é muito mais grave do que o atraso na entrega. Razões recursais de fls. fato que. entendo adequado fixar o valor da condenação em R$3.5. Por isto.TRT 17ª Região . do C. entendo que é razoável concluir ter havido angústia por parte do autor. o que configura o dano moral.00 (três mil reais). 56/60 pelo não provimento do apelo.00. Assim. no mérito. Não foi devolvida a CTPS ao autor que informou ao Juízo ter providenciado uma nova Carteira de Trabalho em maio de 2013 (ata de fls. e ainda de forma a não ensejar enriquecimento do ofendido. Diz que até a data do ajuizamento da ação a reclamada não havia lhe devolvido a Carteira de Trabalho. ou seja. o réu não compareceu à audiência inicial. por cartas de recomendação de antigos empregadores ou extrato de tempo de contribuição emitido pelo INSS. 23 de Setembro de 2013 47 Recorrido Advogado GENESIO SOARES DIAS CANDEEIRO FUNERARIA . tendo sido entregue a defesa pela advogada que estava presente. Contraminuta às fls.0005 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: DARIO SORIANO FEITOZA Recorrido: GENESIO SOARES DIAS CANDEEIRO FUNERARIA .00 (três mil reais). verifico que o salário do reclamante à época de sua dispensa era de R$1. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo autor em face da r. sentença de fls. solicitar a emissão de um novo documento e comprovar. Logo. No caso. porque a carteira atesta a veracidade da vida profissional de quem a apresenta. esta deverá incidir sobre o quantum debeatur nos termos da Resolução n. seu nível salarial e a capacidade financeira e patrimonial da empresa. guardando proporção entre a magnitude da ofensa e a capacidade financeira e patrimonial do ofensor. com juros de mora a partir do ajuizamento da ação e correção monetária a partir da publicação desta decisão. que foi admitido pela reclamada para exercer a função de Agente Funerário em 30/10/2012 e dispensado em 08/01/2013 (TRCT de fls. conforme consta do documento de fls.900.310.ME Raquel Cola Greggio(OAB: 013820 ES) ACÓRDÃO . na sua inicial.º 8. Vistos. porque a carteira atesta a veracidade da vida profissional de quem a apresenta. por esta razão.0062000-71. a partir da data em que foi fixada a indenização por danos morais. deve ser observado o disposto no artigo 39 da Lei 8. Em vista disso. A sentença julgou improcedente o pedido de danos morais entendendo que nos casos de extravio da CTPS o trabalhador pode. Logo. seria difícil e demorado e até mesmo de resultado total incerto. Logo. As CTPS anotadas são o curriculum vitae do trabalhador. conhecer do recurso ordinário e. que determina a aplicação de juros de mora de um por cento (1%) ao mês. Pois bem.1 CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário eis que presentes os pressupostos de admissibilidade. a qualquer momento. Por isto. ante a perda das informações contidas em sua CTPS.000. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. mas apenas a compensação financeira. dar-lhe provimento para condenar a reclamada ao pagamento de indenização por danos morais.00 (três mil reais). Mas não um curriculum vitae qualquer. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente).17. FUNDAMENTAÇÃO 2. 40/42 que julgou parcialmente procedentes os pedidos iniciais.

pelo fato de possuírem afazeres externos. I do art. 2.1 HORAS EXTRAS.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.11. razão por que.62 JCLT. Por outro lado. FUNDAMENTAÇÃO 2. E. DA CLT . (TRT 17ª R. a saber. I. Então. devida é a paga das horas extraordinárias comprovadamente prestadas pelo trabalhador. nesse caso. – RO 12960065. 128000041744 JCLT. a reclamada tinha condições de fiscalizar seus horários. POSSIBILIDADE DE CONTROLE DA JORNADA. quanto à aplicação da exceção prevista no inc. É cediço que.2012 – p.I – TRABALHO EXTERNO – HORAS EXTRAS – VIABILIDADE – O empregado apenas se enquadra na hipótese de que trata o art. Razões do recurso do reclamante. José Luiz Serafini – DJe 17.TRT 17ª Região . Des.2004 – p. complementada às fls. FGTS § 40% de todo o período laborado.17. às fls. vejamos com mais detalhes. Além disso.0001 – Rel.2. Des. às fls.I – HORAS EXTRAS – TRABALHO EXTERNO – POSSIBILIDADE DE CONTROLE DE JORNADA – Ainda que o trabalho seja externo. sentença de fls. 62. por conseguinte. Godinho Delgado – DJMG 10. sentença.323-329 e.2 MÉRITO 2. Origem: VARA DO TRABALHO DE ARACRUZ .2012. Restando provado que havia controle sobre a jornada. adicional noturno.09. 62 da CLT. sendo partes as acima citadas. de que o reclamante não se desincumbiu da prova de que. 128000031347 JCLT. Ou seja. embora externo o seu labor. ante a impossibilidade de controlar os horários.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA HORAS EXTRAS. há hipóteses em que mesmo desenvolvendo atividades externas. 62. além de ser difícil verificar qual o tempo efetivamente à disposição do empregador. como no caso dos representantes comerciais.A.Havendo possibilidade de controle do horário de trabalho. horas extras à disposição com adicional de 50% da hora normal e 100% da hora normal em feriados nacionais e municipais e reflexos de todas estas parcelas no aviso prévio férias. sustenta que a reclamada juntou aos autos os itinerários de viagens que aliados ao rastreamento do caminhão.17. extrapolada a jornada contratual. Lorena de Souza Ferreira(OAB: 33299X BA) TRANSPORTADORA TRANS VARZEA LTDA Wellington Ribeiro Vieira(OAB: 008115 ES) SASIL COMERCIAL E INDUSTRIAL DE PETROQUIMICOS LTDA. (TRT 17ª R.0121 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: WAGNER MIGUEL Recorridos: SUZANO PAPEL E CELULOSE S. da CLT.2011. é devido o pagamento de horas extras. 05). razão por que. TRABALHO EXTERNO.08. da CLT. TRANSPORTADORA TRANS VARZEA LTDA SASIL COMERCIAL E INDUSTRIAL DE PETROQUIMICOS LTDA. trabalho externo e incompatível com a fixação de jornada de trabalho. aí.2011 – p. Contrarrazões. se restar comprovada a existência de dois requisitos essenciais e cumulativos. impõe-se o pagamento de horas extras. não incide a regra de exceção do inciso I do art. às Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . A exceção prevista no inc.0121 Processo Nº RO-63000/2012-121-17-00.17. RELATÓRIO O reclamante interpõe recurso ordinário em face da r. Juiz Mauricio J.0063000-83. 23 de Setembro de 2013 48 João Hilário Valentim. I. intervalo intrajornada. para localização do veículo possibilitavam o controle de sua jornada. No caso em apreço. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-63000-83.62 JCLT. pois aquele trabalho externo que permite o controle de jornada não se enquadra na citada exceção e. DA CLT.2 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Réu Advogado Plurima Réu Advogado WAGNER MIGUEL Vanessa Maria Barros Gurgel(OAB: 008304 ES) SUZANO PAPEL E CELULOSE S.1 CONHECIMENTO Conheço do recurso do reclamante porque presentes os pressupostos objetivos e subjetivos de admissibilidade.5.0010 – Rel. O juízo indeferiu o pleito de horas extras sob o entendimento. Vistos. em que mesmo em labor externo o empregador tem meios de controlar a jornada desses trabalhadores. devidas são as horas extras. é devido o pagamento de horas extras. – Rel. pela reclamada. 62 da CLT se aplica aos casos em que pela natureza das atividades atribuídas ao empregado. POSSIBILIDADE DE CONTROLE DA JORNADA. a reclamada em defesa alegou. apesar de externa a atividade prestada. repouso semanal remunerado e demais encargos remuneratórios e honorários advocatícios. 62 da CLT. sentença quanto: horas extras. I do art. 62. TRABALHO EXTERNO. 62 da CLT. não incide a regra de exceção do inciso I do art. E. há que se observar que nem todo trabalho externo enseja tal aplicação.5.5. INOCORRÊNCIA DA HIPÓTESE DO ART. estes não estão sujeitos ao controle de jornada de trabalho. Gerson Fernando da Sylveira Novais – DJe 08. DA CLT – Havendo possibilidade de controle do horário de trabalho. nesse caso. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. Observe-se os arestos: 220517 JCLT. – RO 125100-17.62 JCLT.62. I.62. (TRT 03ª R. da CLT. I. as horas extras são indevidas. concluiu o julgador que o autor está inserto na exceção do artigo 62. I. 25)v92. não se podendo falar na excludente do artigo 62. 350-353 e 354-358.62. nesse caso. em síntese. 62. buscando a reforma da r. 35. 42) v97 Pois bem. Juliana Coutinho Piol(OAB: 009436 ES) ACÓRDÃO . pela empresa Jabur Onixsat. I. 13º salário. são devidas as horas extras. Vara do Trabalho de Aracruz que julgou procedente em parte a ação que rejeitou os embargos de declaração.2010. há duas hipóteses.5. se for possível o controle de jornada. 334-343. extrapolada a jornada contratual. apesar de externa a atividade prestada.A. Merece reforma a r.2012. INOCORRÊNCIA DA HIPÓTESE DO ART.17.I – HORAS EXTRAS – SERVIÇO EXTERNO – POSSIBILIDADE DE CONTROLE DA JORNADA – INOCORRÊNCIA DA HIPÓTESE DO ART. O reclamante alega que a prova oral e os discos do tacógrafo comprovam a sua real jornada. – RO 000552004-042-03-00-7 – 1ª T. proferida pela MM.

em 20 dias de labor e 4 dias de folgas e.2. O pagamento do adicional noturno deve atender ao pleito referente a inobservância da redução ficta da hora que enseja minutos extras de trabalho a cada hora laborada das 22 às 5 horas. Considerando. das 5h às 19h. devidos também os reflexos sobre aviso prévio indenizado.510/1998. não só a movimentação do veículo e entrega dos produtos. não há falar em deferimento de adicional noturno. entendo que o reclamante só tem direito ao período remanescente do intervalo. sob o argumento de que usufruía apenas de 30 minutos.4 HORAS EXTRAS À DISPOSIÇÃO. e que confirma o controle que a reclamada alegou fazer quanto às viagens para entrega dos produtos e. no dia 09/03/2012. ou quando desenvolva atividade externa. que durava 3h/4h ou podia chegar até 10h. faz jus às horas extras o motorista carreteiro cuja jornada de labor é controlada pelo empregador. Portanto. Ressalto que o reclamante. então. Nesse cenário do acervo probatório dos autos. Com efeito. da CLT exclui o empregado do direito às horas extras quando incompatível o controle de horário.. Desse modo.2. seja pela presença de tacógrafo. 2. 17:46 no campo “Tempo Oper. realmente. A prova oral por sua vez. 51 que diz respeito ao controle. que assim dispõe: "INTERVALO INTRAJORNADA Pretende o reclamante o pagamento do intervalo intrajornada. FGTS + 40% e adicional noturno. mesmo quando o obreiro goza de parte do referido intervalo. fazia uma programação e controle quanto à entrega dos produtos. às fls. deve-se concluir que os registros dos discos de tacógrafos eram aqueles efetivamente cumpridos. como aferir a jornada laboral do autor. do CONTRAN). nos termos do voto do Desembargador José Luiz Serafini. negar provimento ao apelo. quanto aos horários de saída do caminhão da reclamada. afirmou que a reclamada exigia que os motoristas iniciassem a viagem às 05h. 62. nos termos do artigo 71 da CLT. Assim.2 ADICIONAL NOTURNO. dia a dia (Resolução nº 816/86. comprovou que além do tempo gasto com as viagens havia também aquele referente ao descarregamento de material químico.. em boa hermenêutica.” Forçoso concluir que a reclamada tinha. às fls. observe-se relatório sintético dos tacógrafos (fls..1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.62. colacionados aos autos pelo autor. há de ser interpretado restritivamente. Com efeito.3 INTERVALO INTRAJORNADA. o que também possibilita em cotejo com a programação.”. conforme se constata. Controle de jornada.128): no dia 26/01/2012. a possibilidade de controlar indiretamente o tempo gasto pelo autor nessas viagens. uma vez por semana de efetivo labor o reclamante laborava até às 22h. demais documentos acima citados e o fato de que o autor além das viagens tinha que esperar pelo descarregamento da carga na empresa cliente. na empresa Suzano Papel e Celulose S. 306) que. 253255. O tacógrafo é mecanismo que enseja a apuração não apenas da velocidade do veículo. especificamente a testemunha ouvida. forçoso concluir que a reclamada tinha. Art. desde que estivesse programado para isso. Esta mesma testemunha também corroborou a tese do autor de que usufruía tão somente de 30 minutos para refeição. de 12:04 no campo “Tempo Mov. 305. entendo que o empregador somente deve pagar o tempo não usufruído a título de intervalo intrajornada e não sempre 1h. nos primeiros 90 dias de contrato de trabalho.” E percorridos 795. a reclamada não impugnou o documento de fls. na inicial e em depoimento pessoal. nos moldes do artigo 71 celetizado.62 JCLT. Vê-se também que. como afirmou também o autor. No entanto. Preceito excepcional. chegada deste à empresa cliente.0 – (SBDI-1) – Rel. que: “. 93-94 e contestação. ambos do CPC. RSR. fixo a jornada laboral para apuração das horas extras da seguinte forma: das 5h às 19h.”. o autor somente faz jus ao tempo remanescente de intervalo não usufruído (30 minutos diários). 62. efetivamente. afasta-se.2. em média.I – HORAS EXTRAS – Motorista carreteiro. 128 e seguintes. I. Sendo certo que laborou também nos dias nos dias 25 e 27. Nego provimento.. a norma do art. dou provimento. 23 de Setembro de 2013 49 fls. 22-24 que registram os horários de chegada e saída. A Primeira Turma decidiu. em 16 dias de labor e 4 dias de folgas. A norma do art. em seu depoimento pessoal.” E percorridos 692. posterior aos primeiros 90 dias. (TST – E-RR 423. O reclamante alega que gastava 1h30min para chegar em Aracruz e . caso contrário." 2. terminava o trabalho às 19/20/21:00 [. Além disso. em que pese o entendimento da OJ 307 da SBI-I do TST. de 12:08 no campo “Tempo Mov.”. Nego provimento. desnecessário que viessem aos autos. bem como a jornada do reclamante.] que a reclamada determinava o retorno no mesmo dia. pois. em Ata de fls.0Km.. Isto corrobora a tese de que a reclamada. sem se insurgir contra a validade dessa prova documental. o intervalo era parcialmente concedido (aproximadamente 30 minutos por dia). às fls. 2. observe-se o aresto a seguir: 250900019482 JCLT. pelos motoristas. a prova oral. da CLT que exclui o empregado do direito às horas extras. 112 que: “sempre existiu uma programação na empresa sobre as viagens para entrega de produto. seja pela determinação de cumprimento de Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 rotas previamente conhecidas e com possibilidade de previsão da duração das viagens. então. comprovam a movimentação do veículo. pela recorrida. ademais. como já dito a possibilidade de controle de jornada do reclamante. desde que não extrapolasse o horário das 05 às 22 horas.. E. João Oreste Dalazen – DJU 04. devidas as horas extras além da 8ª trabalhada. 14:46 no campo “Tempo Oper.A (cliente). I. Por outro lado. O reclamante afirmou. 62. por natureza insuscetível de propiciar aferição da efetiva jornada de labor. 13º salário.04. pois. Desse modo. mas também a distância percorrida e a data e hora do início da operação.4Km. os registros dos tacógrafos. in casu. paradas e quilometragem. sob pena de admitir-se o enriquecimento ilícito do empregado que estaria recebendo horas extras por tempo não trabalhado. férias + 1/3.2003)RST+169+2003+Jul+86+01/94v92 De tudo que foi exposto. I. Colhe-se da prova oral (fl. por conseguinte. e sequer se cogitaria da pena prevista no artigo 359. ainda que de forma indireta. A reclamada também não impugnou especificamente os documentos de fls. do Código de Processo Civil. 359. ainda que de forma indireta. por maioria. às fls. na petição inicial requereu a juntada dos discos de tacógrafos sob as penas do art. que a reclamada alegou fazer controlar. haja vista que somente este tempo foi efetivamente extirpado do trabalhador. como desejou o reclamante. Quanto ao tempo em que o motorista ficava aguardando o descarregamento de produto a prova pericial trouxe aos autos fotografias que comprovam que havia sala específica para a espera da descarga. Dilatada a jornada normal. Min. da CLT. atual Súmula 437 do TST. 306. saída da empresa cliente e chegada à reclamada. vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais.

CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. por unanimidade. FUNDAMENTAÇÃO 2.5. pois o tempo gasto. 91/ 93 . Sem razão.00 (fls. Requer o pagamento de horas à disposição da empresa com adicional de 50% da hora normal e 100% da hora normal em feriados nacionais e municipais Sem razão. Não é. 16. dar parcial provimento ao recurso para deferir as horas extras além da 8ª trabalhada.” Não obstante o registrado pelo nobre Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais.1. ante os limites impostos pelo legislador no art. prerrogativa das partes determinarem o que os julgadores deverão fazer constar do acórdão. que se a reclamante optou pela contratação de advogado particular. salienta-se que a Corte não está obrigada a apreciar. inclusive para fins de prequestionamento. Basta que fundamente o entendimento adotado. valor superior ao dobro do salário mínimo legal. que foi declarado no documento constante às fls. alegando omissão no julgado. inclusive. Consignou o eminente Relator o seguinte: “Primeiramente. de R$ 400. presumindo-se o não acolhimento das teses divergentes. 2. o que torna presumível a situação econômica que não lhe permite demandar sem prejuízo do próprio sustento ou de sua família.00 (quatrocentos reais).00. TST. que o autor sequer pediu horas in itinere. que assim dispõe: "HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS Pretende o reclamante o deferimento de honorários advocatícios. negar provimento ao apelo.0068000-27. 58. nego provimento. Ademais. o que não ocorreu. O entendimento acerca dos honorários advocatícios está em consonância com as Súmulas 219 e 329 do E. pois a área é de fácil acesso. Procurador: Dr.00. de contradição. 23 de Setembro de 2013 50 quando deveria ir de sua residência até Itabatã gastava 3h. Inicialmente. Vencido. por unanimidade. Vistos.6 HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. 91/93.SEBASTIAO LOIOLA DA SILVA Origem: VARA DO TRABALHO DE VENDA NOVA DO IMIGRANTE . sob o argumento de que caberia ao reclamante demonstrar sua existência. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi. Sendo certo. 05 de abril de 2012. que na Justiça do Trabalho vigora o jus postulandi.2012. REGIÃO . Indevidas as horas extras à disposição pretendidas pelo reclamante. nos termos do voto do Relator. importante consignar que o empregado.00 (vinte mil reais). Quanto ao prequestionamento a que se refere à Súmula 297 do . pela reclamada.19). DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-68000-27. por maioria. João Hilário Valentim. para que seja concedido efeito modificativo ao julgado. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. uma vez que se utiliza dos presentes embargos com o intuito de rediscutir matéria fática sobre o seu prisma.CONHECIMENTO Conheço dos embargos.263. 818 da CLT e o art. RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos pelo reclamado em face do v. Portanto. e. o reclamante constituiu advogado particular.2012. sendo partes as acima citadas. ressalto. Custas. todos os argumentos abordados pelas partes.TRT 17ª Região . fato.17.0101 Processo Nº ED-68000/2012-101-17-00. Entretanto. o Desembargador Relator. RSR. conhecer do recurso do reclamante.0101 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: MUNICIPIO DE VENDA NOVA DO IMIGRANTE Embargado: O V.2. deve arcar com referida despesa.000.17. ou de obscuridade e revelam mero inconformismo da parte com o conteúdo meritório do acórdão. portanto. pois presentes seus pressupostos de admissibilidade. bem como a necessidade de prequestionamento. devidos também os reflexos sobre aviso prévio indenizado. pois. Vale lembrar. não estando presente a hipótese que ensejaria ao juízo deferir-lhe a verba honorária. ponto a ponto. acórdão é omisso em sua decisão quanto à inversão do ônus da prova em relação ao vínculo de emprego. arbitrado em R$ 20. convocada para compor quorum. no mérito. por maioria. ainda. não pode ser computado como à disposição do empregador. § 2º. no caso vertente. Se os embargos não demonstram a existência de omissão.5 Embargante Advogado Embargado Advogado MUNICIPIO DE VENDA NOVA DO IMIGRANTE Evandro SantAnna Soncim(OAB: 009810 ES) SEBASTIAO LOIOLA DA SILVA Frederico Rodrigues Silva(OAB: 014435 ES) PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO . Custas de R$400. o que afasta a pretensão do autor. servida por transporte público. Esclareço que não há falar em se considerar como in itinere o tempo despendido pelo empregado no deslocamento de sua residência até o local de trabalho.000. verifico que os argumentos apresentados pelo embargante revelam mero inconformismo com o resultado do julgamento. não há notícias de que o autor encontra-se empregado. nos termos do voto do Desembargador José Luiz Serafini. OMISSÃO . ACÓRDÃO DE FLS. Desse modo. requer sejam explicitadas as questões suscitadas. 13º salário. no percurso de sua residência ao local de trabalho." Fixo o valor da condenação em R$20.5. sendo certo.TRT 17ª. ou seja. à época da contratação. percebia salário R$1. vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais. Nego provimento. quanto ao intervalo intrajornada e aos honorários advocatícios. não merecem ser providos.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. acórdão de fls.PREQUESTIONAMENTO Aduz o embargante que o v. férias + 1/3. A Primeira Turma decidiu. da CLT. Participaram da Sessão de Julgamento em 10 de setembro de 2013: o Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). concernente à violação do art. FGTS + 40% e adicional noturno. calculadas sobre o valor da condenação. 333 do CPC.

pelo Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido. no entanto. na forma autorizada pelo art. interromperam o prazo para a interposição de recursos. FUNDAMENTAÇÃO 2. Dessa forma.2012. Contrarrazões da reclamante às fls. art. forçosa a conclusão de que a oposição dos embargos declaratórios interrompeu o prazo para o recurso ordinário de fls. da ADC n. da MM. anoto que só tem pertinência e cabimento quando o julgado não haja adotado fundamento explícito sobre o tema ou sobre a questão submetida. em excelente obra.17.5. CULPA IN VIGILANDO. ainda que não conhecidos os embargos por inadequação. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. Desse modo. que isso não significa que eventual omissão no dever de fiscalizar as obrigações do contratado não possa gerar essa responsabilidade para o ente público. ASSISTENCIA TECNICA E EXTENSAO RURAL Recorridos: DAYANE MONTEIRO DA SILVA FERREIRA MASTER PETRO SERVICOS INDUSTRIAIS LTDA Origem: VARA DO TRABALHO DE VENDA NOVA DO IMIGRANTE .2010. Nessa linha de raciocínio.º). 354/371 foram tempestivamente opostos em 29/01/2013. exceto quando intempestiva. Conclui-se que. LTr. A meu ver. 538. por unanimidade. Razões do recurso às fls. cuja edição foi inspirada no resultado do julgamento. conhecer dos embargos declaratórios. ASSISTENCIA TECNICA E EXTENSAO RURAL Marcio Candido Costa de Souza(OAB: 011722 ES) DAYANE MONTEIRO DA SILVA FERREIRA Antonio Jose Pereira de Souza(OAB: 006639 ES) MASTER PETRO SERVICOS INDUSTRIAIS LTDA ACÓRDÃO . pleiteia a reforma da r. em suma. pelo seu não provimento. No mérito. que a jurisprudência é unânime em afirmar que somente os embargos de declaração intempestivos não interrompem o prazo para a interposição de outros recursos. a qual julgou procedentes os pedidos e condenou o 1º reclamada. por encontrarse em lugar incerto e não sabido. O que se exige é a adoção de tese e não de reprodução da lei. ressalvando-se. 524 pela via editalícia.2012. quanto às horas extras e salário do mês de abril/12 e de 9 dias de maio/12. § 1. 2008. e mesmo não tendo sido conhecidos pelo Juízo a quo por inadequação. Vara do Trabalho de Venda Nova do Imigrante-ES. 331 do TST. já que a r. negar-lhes provimento e condenar o embargante a pagar a multa de 1% sobre o valor da causa. CONHECIMENTO Argui a reclamante a preliminar de não conhecimento do recurso interposto pelo 2º reclamado por intempestividade. PODER PÚBLICO. em 24. parágrafo único.TRT 17ª Região . e a 2ª reclamada subsidiariamente. o Desembargador Carlos Henrique Bezerra Leite (Curso de Direito Processual do Trabalho. 438/470. 350) e os embargos de declaração de fls. passou-se a entender. sentença quanto à responsabilidade subsidiária. por disciplina judiciária. sem razão a reclamante quando sustenta a intempestividade do recurso ordinário. os embargos de declaração são tempestivos. senão vejamos. decisão de embargos declaratórios de fls. Diante disso. Deste modo. além de os embargos denotarem mero inconformismo com o conteúdo meritório do julgado.0069100-17.11. sendo certo que alguns julgados admitem que tanto a intempestividade quanto a irregularidade de representação nos embargos declaratórios não produzem o efeito interruptivo. o prazo é interrompido pelo período compreendido da Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 .0101 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: INSTITUTO CAPIXABA DE PESQUISA. não interrompendo. Isso porque. sentença de fls. entretanto. 71. conforme a inteligência do caput do art. 538. e tendo em vista o manifesto caráter protelatório dos embargos. Vistos. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora Acórdão Processo Nº RO-69100-17. 538 do CPC. 837). CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. ante a total ausência do vício alegado.1. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim. do CPC. pontifica que: Cumpre advertir. pelo não conhecimento do recurso e. 338/349. parágrafo único. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. sendo partes as acima citadas. quanto às multas dos artigos 467 e 477 da CLT e ainda quanto aos honorários advocatícios e assistência judiciária gratuita. 429/429-vº. Na linha do item V da Súmula n.5. 438/470. é intempestivo o recurso ordinário interposto apenas depois de os embargos declaratórios não terem sido conhecidos. o que não significa a obrigação de reproduzir textos legais.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. alegando. a 1ª reclamada não apresentou contrarrazões ao recurso. A sentença foi publicada no Diário Eletrônico da Justiça do Trabalho no dia 21/01/2013 (fl. RELATÓRIO O 2º reclamado interpõe recurso ordinário em face da r. que embargos declaratórios não conhecidos equivalem à inexistência da medida. do CPC. sentença foi publicada no dia 21/01/2013 e o recurso ordinário foi interposto apenas em 25/06/2013.5 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Réu INSTITUTO CAPIXABA DE PESQUISA. no caso o recurso ordinário. p. se conhecido. 23 de Setembro de 2013 51 TST. ao pagamento das parcelas deferidas à reclamante. é nítida a intenção da parte de dilatar o prazo recursal. o que deve ser manejado na via recursal própria. que a mera inadimplência do contratado não poderia transferir à Administração Pública a responsabilidade subsidiária pelo pagamento dos encargos trabalhistas (Lei 8. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). o prazo para interposição do recurso cabível. nego-lhes provimento e imponho ao Embargante multa de 1% sobre o valor da causa. a simples oposição de embargos de declaração interrompe o prazo para interposição do recurso adequado.666/93.17. 527/538-vº.0101 Processo Nº RO-69100/2012-101-17-00. Sem razão a reclamante. na forma autorizada pelo art. assim. 16. Devidamente intimada às fls. renovando a preliminar de litispendência entre a ação coletiva e a ação individual. complementada pela r. deste Egrégio Tribunal Regional do Trabalho.

174/2011. pelo que não cabe considerar outras hipóteses. mas os efeitos da coisa julgada erga omnes ou ultra partes a que aludem os incisos II e III do artigo anterior não beneficiarão os autores das ações individuais. PRELIMINAR DE LITISPEDÊNCIA ENTRE A AÇÃO COLETIVA E A AÇÃO INDIVIDUAL Renova o 2º reclamado a arguição de litispendência entre a ação coletiva (RT 0114900-71. 5º. Dessa decisão recorre a autarquia estadual INCAPER alegando.º 8. de 21. mula do art. 82 do Código de Defesa do Consumidor.05. 477 da CLT e honorários advocatícios. apenas.5ª Turma .RR 590786 .5.º 8. situação típica versada na Súmula nº 331 do TST. impõe-se reconhecer sua tempestividade. ART. como relatado pelo Juízo de origem na sentença (fl. Aplico subsidiariamente o art. MÉRITO 2.º 8. resultando. Min. .1. o seguinte aresto: AÇÃO CIVIL PÚBLICA E AÇÃO INDIVIDUAL . 93).2001 . como a ação que caracterizaria a litispendência é coletiva. o 2º de forma subsidiária. Carlos Fernando Berardo . sem o pedido de suspensão do prazo até o julgamento definitivo daquela demanda coletiva.1993. que não restou evidenciada qualquer conduta culposa a ensejar sua responsabilidade subsidiária. 2.RO 02132-2001-302-02-00 . Salvo quando manifestamente intempestivos ou quando não há representação regular. o qual dispõe que: “As ações coletivas. Amparando o entendimento aqui adotado. No entanto. cujo artigo 103 estabelece os contornos da coisa no âmbito da coletivização de direitos. 424).17. findando-se o prazo recursal no dia 29/05/2013. A higidez do pronunciamento jurisdicional. sem o recolhimento de depósito recursal e custas. rejeito a preliminar.º. No mesmo sentido. a propositura de demanda individual pela reclamante. o que ocorreu na realidade consistiu em delegação para terceiro de tarefas do empreendimento necessárias à consecução dos fins estruturais do "negócio estatal".2011. mormente quando a ausência do pedido de suspensão foi corroborado pela opção da autora pelo prosseguimento da presente ação individual de forma Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 inequívoca em audiência (ata de fl. na hipótese. previstas nos incisos I e II.3. uma vez que não houve condenação das reclamadas na supracitada multa. O art. 769 da CLT) tem por objetivo facilitar o acesso à Justiça e não criar obstáculo ao trabalhador que opta pelo exercício individual do direito de ação constitucionalmente garantido (art. os embargos interrompem o prazo para a apresentação de outros recursos.Rel. Min. A aludida responsabilidade não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa regularmente contratada" (verbis) Esse entendimento está em consonância com o resultado da ADC . O tema central do recurso do 2º reclamado diz respeito à caracterização ou não da responsabilidade subsidiária do ente público em casos de relação de prestação de serviços.DJU 31.LITISPENDÊNCIA NÃO CARACTERIZADA . por violação do art. ainda que equivocadamente não tenham sido conhecidos. se não for requerida sua suspensão no prazo de 30 (trinta) dias.EMBARGOS DE DECLARAÇÃO INTERRUPÇÃO DO PRAZO PARA INTERPOSIÇÃO DE OUTROS RECURSOS. conheço apenas parcialmente do recurso ordinário interposto pelo 2º reclamado. Sem razão. O legislador processual não excepcionou.08. No caso.RR 413060 .2000 . rejeito a preliminar. aplicável subsidiariamente ao processo trabalhista por força do art. do parágrafo único. não induzem litispendência para as ações individuais. Incontroverso nos autos que a reclamante foi contratado pela 1ª reclamada MASTER PETRO para prestar serviços em favor da INCAPER como Auxiliar Administrativo.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Pois bem. por parte do empregador. e a que se dá provimento. divulgada no DEJT em 27. salário de abril e 09 dias de maio de 2012. a decisão dos embargos de declaração foi publicada em 13/05/2013.666. é garantida pela Lei sob comento.078/90 (Código de Defesa do Consumidor). Preliminar de nãoconhecimento. dele não conhecendo quanto à multa do art. . aviso prévio. do CPC. especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora.538/CPC. por esse fundamento. A propósito.O inadimplemento das obrigações trabalhistas. a pagar à autora horas extras. desde que haja participado da relação processual e conste também do título executivo judicial. implica a responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços quanto àquelas obrigações.078/90 preconiza que as ações coletivas não induzem litispendência para as ações individuais. 23 de Setembro de 2013 52 data da sua apresentação até a intimação do embargante da decisão dos embargos. Assim. já que a recorrente é Autarquia Estadual e possui prazo em dobro para interpor recurso. ou seja. caso evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei n. p/o Ac.3. 538 do CPC. O ajuizamento dos embargos. 467 da CLT e quanto à assistência judiciária gratuita por ausência de interesse. Juiz Paulo Augusto Câmara . (TST . citem-se os seguintes arestos: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO . 617). sendo esse item V inserido por força da Res.3ª Turma . a contar da ciência nos autos do ajuizamento da ação coletiva. Com efeito.DOESP 26. interrompe o prazo para interposição de outros recursos. que é rejeitada. em síntese. XXXV da Constituição Federal em vigor). contradição ou obscuridade importa decisão sobre o mérito dos embargos de declaração. nos termos do Decreto-Lei 779/69 e do art.05. § 1. não induzem o efeito pretendido pelo recorrente.Rel. V . Recurso de revista de que se conhece.0003) e a ação individual.DJU 12. nas mesmas condições do item IV. como o recurso ordinário foi interposto em 29/05/2013. 30 e 31. Conv. 511.2012.p. de não conhecimento do recurso interposto pelo 2º reclamado por intempestividade. ainda que deles não se venha a conhecer. Portanto.A legitimidade extraordinária conferida ao Ministério Público e às associações de classe para propositura de ação civil pública ou ações coletivas (art.(20050515084) 4ª T.08. cujo teor peço vênia para transcrever: IV . 340-vº).INTERRUPÇÃO DE PRAZO PARA AJUIZAMENTO DE OUTROS RECURSOS A análise dos fundamentos de omissão. 13º salário proporcional. (TRT 2ª R. Gelson de Azevedo . RECURSO DE REVISTA . inc.” No caso sub judice.06. 2. suficiente a fazer emergir a responsabilidade subsidiária do beneficiário final do trabalho desenvolvido pela reclamante.Rel. Responsabilidade Subsidiária A sentença julgou procedentes os pedidos e condenou os réus. (TST .2.p. nem foram concedidos à reclamante os benefícios da assistência judiciária gratuita. na impossibilidade de a autora vir a se beneficiar da decisão que lá for proferida. isento de eventual contradição com outros julgados. POR QUALQUER DAS PARTES. 104 da Lei n. Dessa forma.2005). argüida pela reclamante. do artigo 81.Os entes integrantes da Administração Pública direta e indireta respondem subsidiariamente. é válido trazer à baila o disposto nos itens IV e V da Súmula nº 331 do TST. 104 da Lei n.

Agravo de Instrumento a que se nega provimento. as decorrentes da legislação laboral). A efetiva fiscalização da execução do contrato de prestação de serviços da 1ª reclamada. eis que. III. caput e § 1º. sob pena de restar caracterizada a culpa in vigilando da Administração Pública. conforme se depreende dos artigos 58. caberia à entidade estatal. . in verbis: "As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes. Não tendo sido produzidas outras provas nesse sentido. da Administração Pública (culpa in vigilando). por óbvio.2010. caput. devendo responder pela falta de idoneidade da prestadora de serviços." A figura da terceirização é uma realidade. a responsabilidade subsidiária da recorrente. e 67. 71.§1º. teria o condão de evitar infortúnios relacionados ao inadimplemento de verbas trabalhistas da contratada junto aos seus trabalhadores. caput e §1º. pelo pagamento dos encargos trabalhistas devidos. em 24. causarem a terceiros. 183. o ente público não aponta qualquer elemento ou indício no sentido de que cumpriu a obrigação legal que lhe é imposta (artigos 58. é necessário que se constate a diligência do tomador dos serviços. Ministro Carlos Alberto Reis de Paula. a responsabilidade subsidiária do Estado decorre da própria Constituição Federal. que impõem à administração pública o ônus de fiscalizar o cumprimento de todas as obrigações assumidas pelo vencedor da licitação (dentre elas.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. E também. 71. o Supremo Tribunal Federal.666/93. § 1º. à luz da diretriz sedimentada pelo STF. inclusive quanto às obrigações trabalhistas. conforme preceito contido no artigo 37.666/93. principalmente porque o Estado é que obteve proveito do labor do reclamante. conforme ofício de fl. (PROCESSO Nº TST-AIRR-123240-14. dos direitos trabalhistas dos empregados que trabalharam em benefício do 2º Réu. decorrente da omissão quanto ao dever de fiscalização da execução do contrato administrativo. sobretudo no que atine ao cumprimento dos direitos trabalhistas dos empregados da empresa contratada. senão vejamos: AGRAVO DE INSTRUMENTO DESPROVIDO – TERCEIRIZAÇÃO – DEVER DE FISCALIZAÇÃO ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA – OMISSÃO – “CULPA IN VIGILANDO” – RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA – DECISÃO DO STF NA ADC 16 No julgamento da ADC 16. Ressalte-se que o 2º reclamado somente em janeiro de 2012 tomou a iniciativa de cobrar da 1ª reclamada a comprovação dos depósitos fundiários dos seus empregados. no caso concreto. da Lei nº 8. quando pleiteada em juízo sua responsabilização pelos créditos trabalhistas inadimplidos pelo contratado. concluo que o 2º Reclamado foi culpado pelo inadimplemento. trazer os elementos necessários à formação do convencimento do magistrado (arts. verifica-se a conduta culposa. diretamente envolvidos na execução do contrato. a culpa in vigilando da Administração Pública e. da Lei nº 8.03. E durante o desempenho dessa função. 5º. do CPC e 818 da CLT). Mas. especialmente no que concerne à fiscalização do adimplemento. Ressalte-se que as parcas guias relativas ao FGTS colacionadas aos autos revelam apenas e tão somente a irregularidade dos depósitos fundiários sem que o 2º reclamado tivesse procedido a uma escorreita fiscalização quanto ao descumprimento das obrigações trabalhistas ao longo da prestação de serviços da autora a favor da tomadora. Assim. mormente quando a própria tomadora de serviços relata no ofício sob comento que desde setembro de 2010 não havia depósitos fundiários. correta a sentença. portanto. ao declarar a constitucionalidade do art. o que. Nesse sentido. e 67. verifico que a INCAPER participava da relação de emprego na medida em que era tomador da mão-de-obra da reclamante. 23 de Setembro de 2013 53 n° 16. amparada por lei.0002. Também cumpre asseverar que a ação inibitória que o recorrente noticia com documento juntado às fls. de acordo com os artigos 58. consoante tem decidido o próprio Tribunal Superior do Trabalho. em juízo. e 67. assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. apresentar as provas necessárias à demonstração de que cumpriu a obrigação prevista em lei. o disposto no art. III. apesar de entenderem que a mera inadimplência do contratado não poderia transferir à Administração Pública a responsabilidade pelo pagamento dos encargos trabalhistas (art. reconheceram que isso não significa que eventual omissão no dever de fiscalizar as obrigações do contratado não possa gerar essa responsabilidade para o ente público. E o ônus de provar a efetiva fiscalização da execução do contrato é da Administração Pública.2011) (grifos nossos) Entretanto. da Constituição da República e dos demais dispositivos legais invocados. diante disso. da Lei nº 8. para se cogitar da exclusão da responsabilidade subsidiária dos entes públicos. não afasta a responsabilidade subsidiária. os Ministros da Corte Suprema. no mérito dessa ação constitucional. II. inexistindo violação do art. no caso dos autos. apenas um mês antes de ter sido rescindido o contrato de trabalho da reclamante em maio de 2012. 176/181 foi ajuizada somente em abril/2012. o trabalhador não pode ser apenado pela inexecução contratual. atribuir responsabilidade ao ente público pelas obrigações.2008. tendo em vista que.5.11. Rel. inobservadas pelo contratado. § 6º. ou seja. conforme o segundo reclamado deseja demonstrar. atribui responsabilidades primárias ao contratado.666/93.666/93. inclusive trabalhistas. §1º. nesta qualidade. mas sim. Isso equivale a dizer que.666/83). inclusive. a INCAPER não logrou êxito em comprovar a efetiva fiscalização referente às obrigações da 1ª reclamada junto a seus empregados. da Lei nº 8. da Lei n. com fundamento nos artigos 186 e 927. 333. Na hipótese dos autos. mais do que realizar a escolha da empresa devidamente. Indiscutível. Além disso. A própria Lei de Licitações impõe à Administração Pública o dever de fiscalizar a execução dos contratos administrativos. 8ª Turma.º 8. Partindo dessas premissas. sob o prisma da aptidão para a prova. Nesse ponto. II. III. a qual declarou como responsável subsidiária a INCAPER para efetivar o cumprimento da decisão com o pagamento de todas as verbas devidas ao obreiro. Desse modo. compete ao ente público. a exemplo do ocorrido no que concerne aos direitos trabalhistas não pagos à reclamante. convenhamos. 71. agiu com culpa in vigilando. pois não trouxe aos autos qualquer elemento que permitisse ao Juízo aferir se houve efetivo acompanhamento do contrato de prestação de serviços. ressalvou a possibilidade de a justiça do Trabalho constatar. A legalidade da contratação por si só. tinha o recorrente o dever de manter constante vigilância quanto ao cumprimento das obrigações trabalhistas em relação aos trabalhadores que lhe prestaram serviços diretamente. notadamente quanto ao dever de fiscalizar a execução do objeto contratual. sem que a mesma tivesse recebido as verbas rescisórias. pela 1ª reclamada. da Lei nº 8.666/93 não desobriga o tomador de serviços de responsabilidades subsidiárias. razão pela qual se atribui Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 a responsabilidade subsidiária ao ente público. por omissão. do CC. DJ 23. julgada procedente pelo Supremo Tribunal Federal (STF). é apenas um paliativo sem qualquer eficácia fiscalizatória.11.

Assim. Desse modo.não ensejando o pagamento da multa. por maioria. bem como a Lei 8.906/94 não revogou o jus postulandi partes. Por fim. com custas de R$ 74. 2.65 (três mil. por unanimidade. impossível o deferimento do pedido. 345. considerando que não foi provada sua escorreita quitação. eis que o Processo do Trabalho tem norma de regência própria. 205/210." 2.4.703. 477. "salvo quando. afastar a multa do art. comprovadamente. de não conhecimento do recurso ordinário interposto pelo 2º reclamado por intempestividade. 467 da CLT e quanto à assistência judiciária gratuita. 2. da CLT A Primeira Turma decidiu. Portanto. ressaltando que a Contadoria do Juízo já excluiu da conta de liquidação o salário do mês de abril de 2012 e 9 dias de salário do mês de maio de 2012.07 (setenta e quatro reais e sete centavos). 789. salariais e indenizatórias. o salário do mês de abril de 2012 e 9 dias de salário do mês de maio de 2012. não faz qualquer ressalva quando atribui ao beneficiário da mão-de-obra a responsabilidade pelo cumprimento das obrigações trabalhistas na hipótese de inadimplemento por parte do devedor principal. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais. pelos documentos de fls. dou provimento. I. a reforma do julgado importou em causa de redução da condenação (exclusão da condenação das horas extras. dar provimento ao Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 apelo. nos termos do voto da Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Deferiu ainda o pagamento das horas extras postuladas por entender que a jornada prestada pela autora. Desta forma. uma vez que. há nos autos comprovação.3. Como se vê. como informado no item 2. inclusive a multa prevista no art. 345. 477 da CLT e à verba honorária. Multa do art. redução esta que corresponde à exclusão das horas extras e. em sua manifestação sobre a contestação e documentos (fls. e que foi confirmada pela defesa da 2ª reclamada. vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais. evidentemente. No que tange às horas extras. I. em síntese. o trabalhador der causa à mora". § 8º. setecentos e três reais e sessenta e cinco centavos). o que.” 2.4. em seu inciso IV. não se aplica o disposto no artigo 20 do CPC. nos termos da fundamentação supra.65 (três mil. do pagamento respectivo. dar provimento ao apelo.3. continuam em vigor os arts. conhecer apenas parcialmente do recurso ordinário interposto pelo 2º reclamado. no mérito. não vem a ser a hipótese dos autos. setecentos e três reais e sessenta e cinco centavos). reduzo o valor da condenação para R$ 3. na medida em que a Súmula n.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. nos termos do voto da Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. por consequência. 23 de Setembro de 2013 54 Ressalto ser inaplicável a Súmula 363 do C. da CLT. rejeitar a preliminar arguida pela reclamante.2. com 01h30min de intervalo intrajornada. da Súmula 219 do C. conforme relatado na própria inicial. de segunda a sexta-feira feira). CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região.º 331. que. por maioria.703. Honorários Advocatícios A Primeira Turma decidiu. Vencido.3 supra. a reclamante não fazia horas extras. Quanto ao salário do mês de abril de 2012 e de 9 dias de salário do mês de maio de 2012. em referência. TST. que assim dispõe: “HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS Neste procedimento especializado. o texto legal fala em inobservância do prazo. pois laborava 8 horas por dia e 40 horas por semana. 477 da CLT. deferiu. In casu. da CLT. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. dou provimento ao recurso. que assim dispõe: "MULTA DO ARTIGO 477 DA CLT No caso do artigo 477 da CLT. por ausência de interesse. Alega ainda que o pagamento do salário do mês de abril de 2012 e de 9 dias de maio de 2012 foi devidamente efetuado através de cheque administrativo colacionado aos autos. 789. VALOR DA CONDENAÇÃO E DAS CUSTAS É certo que o valor da condenação deve guardar proporção com a expressão econômica do bem da vida pretendido (inteligência dos artigos 258 e seguintes do CPC). Reduzido o valor da condenação para R$ 3. sendo certo que o reclamante. Em razão disso. rejeitar a preliminar de litispendência entre a ação coletiva e a ação individual. como se pode verificar à fl. do TST. Por isso. Portanto. posto que a referida Súmula se refere a casos de contratação ilegal de servidor sem concurso público. Horas Extras e Salário do Mês de Abril/12 e de 09 Dias de Maio/12 O Juízo de origem. dele não conhecendo quanto à multa do art. vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais. cumpre registrar que a responsabilidade subsidiária alcança todas as obrigações. nos termos do art. O 2º reclamado se insurge.3. em favor do empregado. eventual pagamento a menor. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão . se a parte não preenche os requisitos exigidos na Lei 5. deve ser expungido da condenação o pagamento das horas extras. a Contadoria do Juízo já excluiu da conta de liquidação o salário do mês de abril de 2012 e 9 dias de salário do mês de maio de 2012. o salário do mês de abril de 2012 e de 9 dias de salário do mês de maio de 2012.3. reduzo também as custas processuais para R$ 74. prevalece o entendimento consubstanciado no item I. 477 da CLT e excluir da condenação os honorários advocatícios. com razão a recorrente.584/70. Dou provimento.07 (setenta e quatro reais e sete centavos). Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim. quanto à multa do art. dentre outros. sendo certo que. Logo. 330/336-vº). a reclamante prestava apenas 8 horas diárias e 40 horas semanais. 791 e 839 da CLT. a disposição do parágrafo 8º é no sentido de que a inobservância dos prazos estabelecidos pelo parágrafo 6º sujeita o empregador ao pagamento da multa. excedeu a legalmente definida em 30 minutos por dia. do salário do mês de abril de 2012 e de 9 dias de salário do mês de maio de 2012. dar parcial provimento ao apelo para excluir da condenação as horas extras. conforme a jornada de trabalho informada na inicial (das 07h30min às 17h. para o pagamento . alegando. como se pode verificar à fl. Vejamos. não impugnou tais documentos. Cumpre ressaltar que a Contadoria do Juízo já excluiu da conta de liquidação o salário do mês de abril de 2012 e 9 dias de salário do mês de maio de 2012. nego provimento. nos termos do art. por maioria. do salário do mês de abril de 2012 e de 9 dias de salário do mês de maio de 2012). TST.3. Destaco ainda que o artigo 133 da Constituição Federal de 1988.

contudo. às fls. sendo partes as acima citadas. entretanto. art. em 24. ou seja. pelo menos da petição de apresentação do recurso. Centro de Atendimento Psiquiátrico Aristides Alexandre Campos – CAPAAC. Com efeito. presentes os demais pressupostos de admissibilidade do recurso. Merece reforma a r. situação típica versada na Súmula nº 331 do TST. que isso não significa que eventual omissão no dever de fiscalizar as obrigações do contratado não possa gerar essa responsabilidade para o ente público. implica a responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços quanto àquelas obrigações. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. 203-215 atestam que o Estado fiscalizou o cumprimento das obrigações trabalhistas pela 1ª reclamada durante a execução do contrato celebrado entre as partes. 174/2011. sendo esse item V inserido por força da Res. Razões do recurso. às fls. o Estado do Espírito Santo foi admitido à lide como assistente litisconsorcial do polo ativo.2010.2011. Na linha do item V da Súmula n. inclusive. da Lei nº 8. sentença de fls. a petição de sua apresentação.0132 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: HELOISA HELENA DA SILVA CURCIO Recorridos: ESTADO DO ESPIRITO SANTO MASTER PETRO SERVICOS INDUSTRIAIS LTDA Origem: 2ª VARA DO TRABALHO DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM .1 CONHECIMENTO Ressalto que a assinatura. 23 de Setembro de 2013 55 Processo Nº RO-69600-87. bem como no Fórum Horta de Araújo.17. 279-281. buscando a reforma da r. 293-294. em 24. é requisito indispensável à existência do recurso ordinário. notadamente quanto ao dever de fiscalizar a execução do objeto contratual. tendo em vista que.6 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Réu Advogado HELOISA HELENA DA SILVA CURCIO Mario Sergio Araujo Pimentel(OAB: 013099 ES) ESTADO DO ESPIRITO SANTO Flávio Augusto Cruz Nogueira(OAB: 004791 ES) MASTER PETRO SERVICOS INDUSTRIAIS LTDA Mariana Sperandio Zortea(OAB: 016513 ES) ACÓRDÃO . ressalvando-se. sob o fundamento de que os documentos de fls. 30 e 31.§1º. sentença quanto à responsabilidade subsidiária do 2º reclamado referente ao abono PIS. cooperando no levantamento e disponibilização de créditos devidos à 1ª ré para quitação dos débitos trabalhistas.2012. 2.11. por disciplina judiciária. FUNDAMENTAÇÃO 2. os Ministros da Corte Suprema. à luz da diretriz sedimentada pelo STF. sobretudo no que atine ao cumprimento dos direitos trabalhistas dos empregados da empresa contratada. Vê-se que foi deferido pela r. Oficia o Douto Ministério Público do Trabalho pelo prosseguimento do feito. está assinada pelo patrono da reclamante.06.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. A aludida responsabilidade não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa regularmente contratada" (verbis) Esse entendimento está em consonância com o resultado da ADC n° 16.0132 Processo Nº RO-69600/2012-132-17-00.” Das razões recursais conclui-se que a recorrente busca a reforma da r. § 1. suficiente a fazer emergir a responsabilidade subsidiária do beneficiário final do trabalho desenvolvido pela reclamante. passou-se a entender. no mérito dessa ação constitucional. 279. O que ocorreu consiste em delegação para terceiro de tarefas do empreendimento necessárias à consecução dos fins estruturais do "negócio estatal". às fls. RELATÓRIO A reclamante interpõe recurso ordinário em face da r. apesar de entenderem que a mera inadimplência do contratado não poderia transferir à Administração Pública a responsabilidade pelo pagamento dos encargos trabalhistas (art. é incontroverso nos autos que a reclamante foi contratado pela 1ª reclamada para prestar serviços em favor do Estado do Espírito Santo. sentença o abono anual do PIS Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 (fls.05. Isso equivale a dizer que.2 MÉRITO 2. 283v-288.666/83).5.2012. 2ª Vara do Trabalho de Vitória que rejeitou as preliminares e julgou procedentes em parte os pedidos. como já dito em linhas pretéritas. foi deferido pelo juízo de origem. reconheceram que isso não significa que eventual omissão no dever de fiscalizar as obrigações do contratado não possa gerar essa responsabilidade para o ente público.273v-274).2. nas mesmas condições do item IV. A propósito. sentença quanto à responsabilidade subsidiária do Estado do Espírito Santo. Contrarrazões.11. para se cogitar da exclusão da responsabilidade subsidiária dos entes públicos. dele conheço.TRT 17ª Região .1 RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO QUANTO AO ABONO ANUAL DO PIS NO VALOR DE R$622. Portanto. No caso em apreço. exercendo a função de Auxiliar de Serviços Gerais nas dependências da Superintendência Regional de Saúde de Cachoeiro de Itapemirim. vê-se que as razões de recurso está apócrifa. cujo teor peço vênia para transcrever: IV . 331 do TST.00. Nesse sentido. da ADC n. desde que haja participado da relação processual e conste também do título executivo judicial.O inadimplemento das obrigações trabalhistas. O abono. pelo Supremo Tribunal Federal.666/93. que a mera inadimplência do contratado não poderia transferir à Administração Pública a responsabilidade subsidiária pelo pagamento dos encargos trabalhistas (Lei 8.0069600-87. divulgada no DEJT em 27. verifico que o Estado do Espírito Santo participava da relação de emprego na medida em que era tomador da mão de . V . contudo não foi deferido o pleito de condenação subsidiária do Estado do Espírito Santo. caso evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei n. é válido trazer à baila o disposto nos itens IV e V da Súmula nº 331 do TST. 16.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Vistos.273-274 proferida pela MM. 71.5. às fls. julgada procedente pelo Supremo Tribunal Federal (STF). PODER PÚBLICO.º 8.Os entes integrantes da Administração Pública direta e indireta respondem subsidiariamente. E pelo fato de que: “ Em ação ajuizada pelo MPT. cuja edição foi inspirada no resultado do julgamento. CULPA IN VIGILANDO.1993.666. também em Cachoeiro de Itapemirim.º). por parte do empregador. é necessário que se constate a diligência do tomador dos serviços.17. 71. de 21. diretamente envolvidos na execução do contrato. especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora. sentença. registre-se.2010.

quando impossível executar a sociedade devedora. Assim. trazer os elementos necessários à formação do convencimento do magistrado (arts. De modo que. e 67. E durante o desempenho dessa função. (PROCESSO Nº TST-AIRR-123240-14. a condenação subsidiária não excepciona qualquer parcela. dou provimento para condenar subsidiariamente do Estado do Espírito Santo quanto ao abono anual do PIS no valor de R$622. O item IV da Súmula n. 8ª Turma. 203-215 – notificação à 1ª reclamada de que o contrato de prestação de serviços com o Estado havia sido rescindindo. para condenar o tomador no cumprimento subsidiário das obrigações impostas em sentença. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região.666/93. Assento. Desse modo. inclusive trabalhistas. inclusive quanto às obrigações trabalhistas. embora seja possível. A efetiva fiscalização da execução do contrato de prestação de serviços da 1ª reclamada. ressalvou a possibilidade de a justiça do Trabalho constatar. sendo mais fácil ao exequente voltar-se contra o devedor subsidiário. § 1º. o Supremo Tribunal Federal. por atender aos princípios de celeridade e economia processuais na fase de execução. senão vejamos: AGRAVO DE INSTRUMENTO DESPROVIDO – TERCEIRIZAÇÃO – DEVER DE FISCALIZAÇÃO ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA – OMISSÃO – “CULPA IN VIGILANDO” – RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA – DECISÃO DO STF NA ADC 16 No julgamento da ADC 16. que a responsabilidade subsidiária. Partindo dessas premissas. E também.11. conhecer do . da Lei nº 8. depois. no que se refere ao benefício de ordem. eis que. sob pena de restar caracterizada a culpa in vigilando da Administração Pública. pela 1ª Reclamada. a exemplo do ocorrido no que concerne às verbas rescisórias não pagas à reclamante. da Lei nº 8.16. 71. primeiro. não constitui um direito do devedor e sim do credor. especialmente no que concerne à fiscalização do adimplemento. para efetivar o cumprimento da decisão. Esclareço desde já que. teria o condão de evitar infortúnios relacionados ao inadimplemento de verbas trabalhistas da contratada junto aos seus trabalhadores. de ordinário. A própria Lei de Licitações impõe à Administração Pública o dever de fiscalizar a execução dos contratos administrativos. ainda. atribuir responsabilidade ao ente público pelas obrigações. isso não deve ser obstado. da Lei nº 8. no caso concreto. dos direitos trabalhistas dos empregados que trabalharam em benefício do 2º reclamado. agiu com culpa in vigilando. Rel. da Administração Pública (culpa in vigilando).1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. eventual situação de insolvência.2008.0002. Pondero. executar a tomadora dos serviços. pelo pagamento dos encargos trabalhistas devidos. Todavia. III. quando pleiteada em juízo sua responsabilização pelos créditos trabalhistas inadimplidos pelo contratado. persistindo a inadimplência. ante a insolvência notória do principal. em juízo. Portanto. saliento que estes não foram condenados na fase de conhecimento e só no caso de não haver devedor subsidiário é que se justificaria aplicar. diante disso. que a execução contra o sócio que não foi diretamente demandado na fase de conhecimento. II.666/93. da Constituição da República ou qualquer outro dispositivo legal. III. Na hipótese dos autos. Não tendo sido produzidas outras provas nesse sentido. caberia à entidade estatal. já em relação à desconsideração da personalidade jurídica e execução do patrimônio dos sócios da 1ª reclamada. conforme se depreende dos artigos 58. e 67. Assim.5. de acordo com os artigos 58. a culpa in vigilando da Administração Pública e.00. esclareço não haver necessidade de se comprovar. inexiste violação do art. é responsável subsidiário o Estado do Espírito Santo. Essa desconsideração da personalidade jurídica (disregard doctrine) é possível e tem sido utilizada amiúde nesta Especializada. com pagamento de toda verba devida à reclamante.2011) Entretanto. por unanimidade. como sustentado acima. inobservadas pelo contratado. a despersonalização da pessoa jurídica. e 67. devendo responder pela falta de idoneidade da prestadora de serviços.666/93. de imediato. constitui forma anômala de prosseguimento da execução. uma vez declarada. que impõem à administração pública o ônus de fiscalizar o cumprimento de todas as obrigações assumidas pelo vencedor da licitação (dentre elas. do CPC e 818 da CLT). a não ser a notificação supramencionada. compete ao ente público. as decorrentes da legislação laboral). tinha o recorrente o dever de manter constante vigilância quanto ao cumprimento das obrigações trabalhistas em relação aos trabalhadores que lhe prestaram serviços diretamente. do CC. caput e § 1º. sob o prisma da aptidão para a prova. caput e §1º.º 331 do C. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Assim. já que o documento de fls. apresentar as provas necessárias à demonstração de que cumpriu a obrigação prevista em lei. serão executados todos os bens da 1ª reclamada para. o ente público não aponta qualquer elemento ou indício no sentido de que cumpriu a obrigação legal que lhe é imposta (artigos 58. mais do que realizar a escolha da empresa devidamente. não há qualquer comprovação de que o 2º reclamado fiscalizou efetivamente o cumprimento das obrigações trabalhistas anteriormente ao término da prestação laboral da autora. dentre outras. alcançar o patrimônio daqueles que participaram como réus na fase de conhecimento. o descumprimento de obrigações trabalhistas – é datado de 07/11/2011. é integral e substitutiva. por fim. por omissão. ao declarar a constitucionalidade do art. uma vez que a subsidiariedade não tem por escopo onerar despropositada e irresponsavelmente o condenado subsidiário. 5º. 23 de Setembro de 2013 56 obra da reclamante.03. DJ 23. No entanto. E o ônus de provar a efetiva fiscalização da execução do contrato é da Administração Pública. razão pela qual se atribui a responsabilidade subsidiária ao ente público. consoante tem decidido o próprio Tribunal Superior do Trabalho. verifica-se a conduta culposa. Também deixo esclarecido que. caput. II. Ministro Carlos Alberto Reis de Paula. III.666/93. 333. pois não há qualquer ressalva quanto à extensão objetiva da responsabilidade subsidiária. da Lei nº 8. Desse modo. relatando como causas. decorrente da omissão quanto ao dever de fiscalização da execução do contrato administrativo. por óbvio. mas o encerramento do contrato de trabalho da reclamante se deu em 28/12/2011 conforme fls. imediatamente. TST é claro quando afirma que a responsabilidade subsidiária do tomador de serviços abrange todas as verbas decorrentes da condenação. o Estado não logrou êxito em comprovar a efetiva fiscalização referente às obrigações da 1ª reclamada junto a seus empregados. Desde aí se conclui que. o 2º reclamado não trouxe aos autos qualquer elemento que permitisse ao Juízo aferir se houve efetivo acompanhamento do contrato de prestação de serviços. em determinadas hipóteses. §1º. abrangendo todas as verbas devidas não adimplidas pela 1ª reclamada. com fundamento nos artigos 186 e 927. concluo que o 2º reclamado foi culpada pelo inadimplemento. deve-se. Agravo de Instrumento a que se nega provimento.

concernente na determinação de reintegração do . do resultou o seu não recebimento na origem (fl. Contraminuta da reclamada. Vistos.2. Razões do recurso ordinário da ré. às fls. que ataca o reconhecimento de nulidade da dispensa do empregado. com nítido caráter satisfativo. 2. às fls. Admite-se. 769 da CLT. A exemplo disso. Nesse passo. 798 e 799 do CPC. 461 do CPC. Ora.2 RECURSO ORDINÁRIO DA RECLAMADA 2. agravo retido interposto pelo autor em face do despacho de fl. de ofício se iniciou a execução. Conquanto a tutela antecipada. É o relatório.2011. de ofício. 259-264. acerca da possibilidade de antecipação.0151 RECURSO ORDINÁRIO Recorrentes: JOSUE DE JESUS SANTOS MCE ENGENHARIA LTDA Recorridos: MCE ENGENHARIA LTDA JOSUE DE JESUS SANTOS Origem: 1ª VARA DO TRABALHO DE GUARAPARI . CABIMENTO A reclamada argui a nulidade da sentença por vício de julgamento ultra petita. FUNDAMENTAÇÃO 2. arguindo vício de sentença ultra petita e se insurgindo quanto ao reconhecimento de nulidade da dispensa. 259-264). No que respeita ao agravo retido (fls. 164-174. todavia. posse como membro da CIPA e honorários advocatícios. 461. Veja-se: o título condenou a ré ao cumprimento de obrigação de fazer (reintegração) e. afinal. se o ordenamento juslaboralista admite o início de um novo procedimento sem provocação do interessado. sendo partes as acima citadas. a concessão ex officio da tutela antecipada.1 CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário do reclamante e também do recurso ordinário da reclamada.TRT 17ª Região . o julgador tem atividade mais destacada do que nos demais ramos do direito. Procurador do Trabalho: Dr.17.2011. No processo civil. João Hilário Valentim DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-69800-71. os efeitos da tutela. Há. nos termos do art. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. c/c os artigos 769 e 878 da CLT. o art. sendo esta intitulada como antecipação de tutela. a partir disso. também. Aduz que o Juízo de origem não poderia ter deferido reintegração do autor em sede de tutela antecipada. Inteligência da interpretação sistemática dos artigos 273. o que se dirá. sendo a respectiva Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 contraminuta acostada às fls. às fls. 176-186. Essa conclusão encontra amparo até mesmo no art.0069800-71. não estando previsto no rol do artigo 893 da CLT. Um conhecido jargão traduz bem o que se estar a dizer: “quem pode o mais. Desembargador Gerson Fernando Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.1 ANTECIPAÇÃO DE TUTELA DE OFÍCIO. pode o menos”. 204-206. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante e de recurso ordinário interposto pela reclamada em face da sentença de fls. Contraminuta do reclamante. 271-275. ainda. postulando a reforma do julgado quanto aos danos morais. Também alega que violadas as garantias constitucionais previstas no artigo 5º. oriunda da 1ª Vara do Trabalho de Guarapari-ES. as normas do processo comum apenas são aproveitadas na seara laboral no caso de inexistência de regra específica e desde que haja compatibilidade com as normas previstas no texto consolidado. pelo não provimento do apelo do empregado. de tutela já requerida pela parte. 276-279.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. que julgou parcialmente procedentes os pedidos formulados na inicial. XXIV e LIV da CF. PROCESSO DO TRABALHO. 273 do CPC prevê a necessidade de requerimento do interessado para que tal provimento jurisdicional seja concedido. 256. 23 de Setembro de 2013 57 recurso e. incisos XXII. Essa regra. porque não houve expresso requerimento nesse sentido. no mérito. Não se pode esquecer. saliento que tal recurso é estranho ao processo do trabalho. POSSIBILIDADE.2 Recorrente Advogado Recorrido Plurima Autor Advogado Plurima Réu JOSUE DE JESUS SANTOS Luiz Carlos Gomes Pereira(OAB: 015897 ES) MCE ENGENHARIA LTDA MCE ENGENHARIA LTDA Tasso Luiz Pereira da Silva(OAB: 178403 SP) JOSUE DE JESUS SANTOS ACÓRDÃO . a tutela antecipada ao trabalhador. do poder geral de cautela de que goza o juiz (artigos 798 e 799 do CPC).ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA ANTECIPAÇÃO DE TUTELA DE OFÍCIO. É que o art. total ou parcialmente. pois presentes os pressupostos de admissibilidade. sem que isso caracterize vício de sentença ultra petita. Em razão da prejudicialidade do apelo patronal. Razões do agravo retido. 266).5. não pode ser transportado ao processo do trabalho sem as devidas adaptações à principiologia própria desse ramo do direito. Razões do recurso ordinário do empregado. Vejamos. no processo do trabalho. pode o magistrado determinar as providência necessárias a assegurar o resultado prático equivalente ao adimplemento. às fls. Na verdade. de ofício. há que ter em mente a amplitude de atuação que o processo do trabalho confere ao magistrado condutor da relação jurídica processual. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). no caso. pelo não provimento do apelo patronal. que regula o cumprimento das obrigações de fazer e não fazer. às fls. Ora.5. Invoca os artigos 128 e 460 do CPC. o juiz não está autorizado a antecipar. sendo clara a limitação ao princípio da demanda. dar-lhe provimento para condenar subsidiariamente o Estado do Espírito Santo quanto ao abono anual do PIS no valor de R$622. Aqui. aprecio primeiramente o referido recurso. 878 da CLT permite que a execução trabalhista seja promovida ex officio pelo juiz. nada mais retrata do que a simples execução ex officio da sentença proferida. julgado procedente o pedido.0151 Processo Nº RO-69800/2011-151-17-00. então. PROCESSO DO TRABALHO.17.00. 221-222.

que confirma os membros do documento da fl. 10). a concessão ex officio da tutela antecipada. na hipótese contemplada no artigo 14 da Lei nº 5. conforme fl. O que se Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 alegou. de modo que a declaração da testemunha Jorge Augusto Oliveira Jesus. os honorários advocatícios não decorrem da mera sucumbência. 50.. quando inquirido. o pedido de nomeação como membro da CIPA. das atividades descritas. conforme a peça de ingresso. que são 4 titulares e 3 suplentes. assim como o pleito de dano moral decorrente dessa postulação. dos laudos médicos. nos termos do voto do Desembargador José Luiz Serafin. Jorge Augusto Oliveira Jesus. estava inapto para o trabalho. fl. certo é que o procedimento adotado na origem algum cunho assecuratório tem.2. Diante disso. de plano julgo IMPROCEDENTE o pedido”. art. cabe registrar que a causa de pedir apresentada na petição inicial não versa sobre dimensionamento de CIPA (número de membros da CIPA. bem como o pedido de danos morais veiculado nos itens 9 e 10 da inicial.. Na verdade. o que foi deferido em sentença. nego provimento. É isso que se percebe claramente da leitura da peça de ingresso. a época da demissão.44 da NR 5)” (fl. senão vejamos: “Após análise dos autos. 143-155). embora tenha apresentado . Porém. a empresa ré deveria ter quatro titulares e quatro suplentes. Sr. restando para tanto. verifica-se que o obreiro não se encontra assistido por seu Sindicato de Classe. a alegação da inicial de que outros candidatos. não há que prevalecer o pleito do autor. de que “segundo” o sindicato. ou seja.6. 389 e 404 do CC/02 e o artigo 1°. o que me parece correto. 2. (com destaque no original. que o incapacitava de trabalhar. titulares e suplentes). Em reforço. estava inapto para o trabalho quando demitido e provavelmente teria dificuldade em prover o seu sustento e o de sua família. Assim. é que. a insurgência do reclamante. não tenha índole cautelar visível num primeiro plano. Nesse sentido foi a conclusão do perito. nos termos do comando sentencial abaixo transcrito: “Por fim. não tendo sido reconhecida a natureza ocupacional da doença do autor. o que não se verificou. ressalte-se. Esclarecido esse ponto. não demandado apreciação conforme a delimitação processual (artigos 128 e 460 do CPC). muito embora. como já descrito. está atrelada à origem ocupacional da doença que acomete o obreiro.. a dignidade da pessoa do empregado. É que a testemunha do autor. segundo juízo da magistrada sentenciante. em função da atividade empresarial e número de empregados da empresa (item 5. exatamente. portanto. a pretensão de pagamento de indenização por danos morais possui breve causa de pedir e que está atrelada às ‘repercussões que o acidente de trabalho lhe causou’ (sic. portanto. 158) Como se nota. No processo trabalhista. afastando. no sentido de sanar o seu quadro. 2. sem que isso caracterize vício de sentença ultra petita. (fl. o reconhecimento da nulidade da dispensa está fundamentado na tese de que o reclamante. de uma melhor avaliação clínica do reclamante por parte da reclamada. conforme fls. não se enquadre como de origem ocupacional”. No caso vertente. por maioria. de maneira que somente são devidos quando o empregado litiga assistido por seu Sindicato de Classe.)” (sem destaque no original. não havendo qualquer alegação de irregularidade nesse sentido. todavia. A pretensão não foi formulada ao fundamento de que a CIPA deve ser integrada por idêntico número de titulares e suplentes.3 da NR 5). Procurou-se tutelar. portanto. I da Lei 8. não interfere no julgamento da lide. reconhecendo o perito a inexistência de nexo causal entre a moléstia e as atividades que o reclamante desempenhava na ré. mas sim sob a alegação de preterição na ordem de nomeação. diante da vacância de suplentes. afirmou o seguinte: “(.1 DANOS MORAIS. 50 (termo da fl. tanto que o pedido de reconhecimento da estabilidade foi julgado improcedente. e também com indicação de cirurgia 01 dia antes de sua demissão.3. 23 de Setembro de 2013 58 reclamante ao emprego. Por essas razões.3. nego provimento. conforme documento da fl. determinada pela causa de pedir e pelo pedido. que. tendo em vista os atestados médicos apensados aos autos. 2.2 POSSE COMO MEMBRO DA CIPA. que assim dispõe: O reclamante requer a reforma da sentença quanto aos honorários advocatícios invocando a aplicação dos artigos 133 da Constituição Federal. cai por terra a tese da reclamada. estão fundamentados na preterição do reclamante em sua nomeação para integrar a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes.3 RECURSO ORDINÁRIO DO RECLAMANTE 2. que são os representantes da CIPA na ré. o pleito de danos morais foi condicionado ao não acolhimento da reintegração do autor (fl. a empresa procedeu de forma irregular ao não nomear o autor.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 165) Improcede. que empatou com o terceiro suplente (a testemunha Jorge Augusto Oliveira Jesus) e não tomou posse por ter menos tempo de serviço (item 5. que. ainda. que tiveram número de votos inferior. Sem razão. Nego provimento. veiculado no item 6 da inicial (fl.. verifica-se inexistir razão para a reforma da sentença. com indicação cirúrgica. da história clínica e ocupacional. O preenchimento da vaga por outros trabalhadores que tiveram número menor de votos ou sequer se habilitaram no processo eleitoral é que motivou.” (fl. sobretudo.906/94. foram chamados a nomeação e posse na CIPA em detrimento do autor. Nesse passo. além de superficial. vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais. o laudo pericial foi taxativo na conclusão de que o mal que acomete o empregado não tem nexo de causalidade com as atividades desempenhadas na ré (fls. do exame físico. ou mesmo trabalhadores que não participaram do processo eleitoral. 158). Diante de todo exposto.2 NULIDADE DA DISPENSA. (. no entanto. assim.) que é membro da CIPA no cargo de suplente.3. onde a reclamada era sabedora de seu quadro.3 HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS A Primeira Turma decidiu. 154-155). em face do afastamento da origem ocupacional da moléstia. que foi eleito no mesmo processo do qual participou o autor. transcrevo o seguinte trecho da sentença: “Outrossim. que era o suplente imediato. pois admitida. Nego provimento. a prova testemunhal aponta que “os membros da CIPA que atuam na reclamada são. 09). dos documentos acostados aos autos.584/70. diante dos limites da pretensão.. 165 da sentença). A causa de pedir do pleito de danos morais. REINTEGRAÇÃO De fato.. cientificamente. 2. 11). negar provimento ao apelo. os quatro titulares e os três suplentes eleitos originalmente. O pleito de posse como membro suplente da CIPA. inclusive no que tange ao malferimento dos dispositivos legais e constitucionais citados no recurso. o perito conclui que o reclamante é portador de Hérnia Umbilical volumosa. no processo do trabalho. O Juízo de origem bem avaliou os limites lide. 170) Vale acrescer. não foi nisso em que a sentença se apoiou para determinar a reintegração do trabalhador.

o simples fato de a testemunha arrolada pelo reclamante estar litigando com a reclamada. atento às normas constantes da NR-15. FUNDAMENTAÇÃO 2. Contrarrazões do reclamante (fls. 943-950) alegando não conhecimento do recurso obreiro quanto a descontos fiscais e previdenciários por inovação recursal. o que se constata.0191 RECURSO ORDINÁRIO Recorrentes: FIBRIA CELULOSE S/A JOQUIMAR SANTOS DE SOUZA Recorridos: JOQUIMAR SANTOS DE SOUZA FIBRIA CELULOSE S/A Origem: VARA DO TRABALHO DE SÃO MATEUS . Presentes os demais pressupostos de admissibilidade do apelo obreiro. Desembargador Gerson Fernando Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. negar provimento ao apelo do reclamante. o que não tem o condão de invalidá-lo. Há entendimento sumulado pela Colenda Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Corte Superior Trabalhista no sentido de que. “na Justiça do Trabalho. exceto quanto à matéria “descontos fiscais e previdenciários” por inovação recursal. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. vez que elaborado por profissional qualificado. no mérito. 934-938vº) argüindo preliminarmente. Procurador do Trabalho: Dr. quanto aos honorários advocatícios. 133 da CF/88 e 20 do CPC.1. in casu. embora o advogado seja imprescindível na administração da Justiça. Ademais. LITIGÂNCIA CONTRA A RECLAMADA. NÃO CARACTERIZAÇÃO. visto que. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais. 951-989). 839-855 e os esclarecimentos de fls.1. conheço parcialmente do recurso ordinário do reclamante. Ora. Anexo 8. não apresentando quaisquer contradições ou omissões. Ressalte-se que o laudo pericial de fls.0191 Processo Nº RO-71100/2012-191-17-00. INIMIGA CAPITAL. descontos fiscais e previdenciários. respondendo satisfatoriamente a todas as questões levantadas pelas partes. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. não há que se falar em inobservância à ampla defesa (CF. SUSPEIÇÃO. NULIDADE DO LAUDO PERICIAL. segundo a Orientação Jurisprudencial nº 305 da SDI-I do C. Vistos. devem ser observadas as peculiaridades inerentes a esta Especializada anteriormente explicitadas. Acolho a preliminar argüida em contrarrazões pela reclamada de não conhecimento do apelo obreiro quanto à matéria “descontos fiscais e previdenciários” por inovação recursal. quantitativo de horas in itinere. Vencido.2. de confiança do juízo e dentro das exigências legais.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA TESTEMUNHA CONTRADITADA.2. sentença (fls. Assim sendo. TST. no mérito. acerca da questão apontada pela ré quanto ao pretendido esclarecimento ao laudo pericial no que diz respeito à avaliação quantitativa e análise da ISO 2631 invocada pela reclamada. insurgindo-se quanto a horas in itinere. bem como da Orientação Jurisprudencial 304 da SDI-I do C. vez que. TST.3 Recorrente Advogado Recorrido Plurima Autor Advogado Plurima Réu FIBRIA CELULOSE S/A André Luiz Pacheco Carreira(OAB: 003679 ES) JOQUIMAR SANTOS DE SOUZA JOQUIMAR SANTOS DE SOUZA Carlos Magno Barcelos(OAB: 008163 ES) FIBRIA CELULOSE S/A ACÓRDÃO . Tal raciocínio não viola o disposto nos arts. 20). RELATÓRIO Trata-se de recursos ordinários da reclamada e do reclamante em face da r.5.17.0071100-11. negar provimento ao apelo patronal e. João Hilário Valentim DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-71100-11. é apenas e tão somente a insatisfação da reclamada quanto ao resultado do laudo pericial. sendo partes as acima citadas. Razões da reclamada (fls.5. CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário da reclamada porque preenchidos os pressupostos de admissibilidade. art. conhecer do recurso ordinário do autor e também do recurso ordinário da reclamada. 3. Aduz que a prova pericial realizada é nula pois efetuada sem realização de qualquer medição de existência de vibração produzida pela máquina operada pelo obreiro. Contrarrazões da reclamada (fls. No mérito. LV). 23 de Setembro de 2013 59 declaração de miserabilidade jurídica (fl. Razões do reclamante (fls. que inclusive já se encontravam desativadas. Nego provimento. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente).TRT 17ª Região . 2.2012. para produção dessa prova. no recurso do reclamante. Respondeu satisfatoriamente à impugnação da reclamada acerca de que a mediação do agente insalubre “vibração de corpo inteiro” é feita de . PRELIMINARES DE NULIDADE DA SENTENÇA POR CERCEIO DO DIREITO DE DEFESA 2. por unanimidade. 918-928) alegando preliminarmente. não havendo qualquer prejuízo em suas manifestações. o deferimento de honorários advocatícios sujeita-se à constatação da ocorrência concomitante de dois requisitos: o benefício da justiça gratuita e a assistência por sindicato". ainda que em ação com idêntico pedido. 909-917) que julgou procedentes em parte os pedidos aforados pelo autor.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. nulidade da sentença por cerceio do direito de defesa e. tampouco inimiga capital da parte.17. não faz jus aos honorários de advogado.2012. esse é o entendimento que se extrai dos Enunciados 219 e 329. INDEFERIMENTO DE REQUERIMENTO DE NOVA PERÍCIA E DE PRODUÇÃO DE PROVA TESTEMUNHAL ARGUÍDA PELA RECLAMADA Argúi a reclamada a nulidade da sentença aduzindo que teve cerceado seu direito de defesa ao ver indeferido pelo Juízo seu requerimento de produção de nova perícia. 874-878 são detalhados e conclusivos. 5º. a todo o momento restou garantido ao autor manifestar-se nos autos. Por certo. pretendendo a reforma do julgado quanto a horas in itinere. por maioria. Quanto à nova prova pericial. não é suficiente para torná-la suspeita (Súmula 357 do TST). compensação e adicional de insalubridade. bem ainda. vê-se que o perito valeu-se da legislação em vigor ao elaborar o laudo pericial. cerceio do direito de defesa e. Outrossim.

cuja causa subsista ainda. Assim. Data vênia do Juízo de origem. ambos da reclamada. pág. inimizade furiosa e incontida. atendendo aos fatos e circunstâncias constantes dos autos. 405. uma desunião passageira e por motivos pouco graves. LTr. Tampouco de que seja seja suspeita por ter em andamento ação contra a reclamada. deve ser levada em conta na aferição do depoimento.. Não é suficiente. uma vez que o laudo apresentado foi plenamente satisfatório. repita-se. não se pode falar em cerceio ao direito de defesa por indeferimento de oitiva de testemunha. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Aduz em seu apelo que “O cerceio do direito de defesa. os protestos registrados em ata de fl. Assim esclarece De Plácito e Silva: “Se a inimizade assoma tal estado de intensidade. pp. por concluir que a mesma não tem isenção de ânimo para depor na presente ação.. não se vislumbra qualquer vício a macular o trabalho do perito. no intento de descaracterizar a conclusão do laudo pericial. sendo válido seu testemunho. inexistindo. Paulo Henrique Nunes Rezende ser inimigo capital. Manuel Antônio Teixeira Filho. no seu Tratado da Prova em Matéria Criminal. 264). In casu.. 1997. de confiança do juízo e dentro das exigências legais. não aponta desavença. aliás na mesma esteira de Malatesta: “pode a testemunha achar uma satisfação de vingança em seu depoimento desfavorável. in A Prova no Processo do Trabalho. não vejo nos fatos uma caracterização de inimizade capital. 130 do CPC). o laudo pericial produzido foi suficiente a elucidar a questão. nesse sentido.” Pois bem. certo é que a desavença pessoal entre depoente e parte. a insurgência da reclamada guarda consonância com o resultado do laudo que lhe foi desfavorável. quiçá desavença decorrente do fato da testemunha litigar em face da ora reclamada. mormente considerando que a avaliação do agente nocivo vibração é qualitativa e não quantitativa e a ausência de fornecimento de EPIs. hoje em dia. intencionalmente praticados por outra. com a presença do reclamante. que não se mostra simples malquerença ou animosidade. Ademais. aplicando o art. Por outro lado nada obstante seja inaplicável. inclusive com postulação de indenização por danos morais. não vislumbro a necessidade de realização de nova perícia. expert declinado fundamentação suficiente a embasar suas conclusões. 7ª ED. levou em consideração a avaliação do ambiente de trabalho. Isto porque a lei exige que o depoente seja inimigo capital da parte. No mais. assevera com propriedade: "O fato de o empregado haver . em razão de não existir justa causa para acolher a contradita. o juiz procederá livremente para apreciar a prova. consoante aquele dispositivo fixa no inciso III. perito. que a lei nas hipóteses elencadas no art. ou representante da parte.A. do CP. In casu. nem mesmo mero desagrado ou antipatia. Do exposto. ACOLHIMENTO DE CONTRADITA DE TESTEMUNHA E DECLARAÇÃO PELO JUÍZO DE INIMIGA CAPITAL ARGUÍDA PELO RECLAMANTE Argúi o reclamante cerceio do direito de defesa cerceado em razão do juízo ter acolhido a contradita de sua testemunha e declarado a mesma inimiga capital da parte. Sr. §3º.2. 2. Ressalte-se.J. grada a inimizade capital. e ficar consignado em julgamento que o recorrente não deve ser contraditado somente por haver demandas. entendendo que o laudo pericial era suficiente para formar seu convencimento. é de somente para extrair o termo de que o Sr. Não vislumbro no fato da testemunha litigar em face da reclamada a caracterização de que a mesma seja dela inimiga capital. tem-se que os peritos são profissionais com conhecimentos técnicos que os habilitam a responder aos quesitos apresentados e esclarecimentos posteriores. 902 apontam que a ré pretendia fazer prova testemunhal “. do assistente técnico e do técnico em segurança do trabalho. no que revela-se desnecessária a produção de prova oral. o juízo de origem acolheu a contradita argüida pela reclamada em face da testemunha arrolada pelo autor. 405. com total capacidade de aferição do agente insalubre na atividade laboral do reclamante em estrita observância à norma vigente. sobre a questão. mas para que assim seja é preciso um ódio inveterado. 23 de Setembro de 2013 60 modo qualitativo e não quantitativo como alega a reclamada. quando o convencimento do julgador a quo já se formara com os elementos já constantes dos autos. salvo exceções de outros fatos a serem apurados em audiência. professor na Universidade de Heidelberg.2. para comprovação de que as máquinas são ergonômicas e equipadas com dispositivos que evitam ou que reduzem a vibração. ainda. Resta apontar. há entendimento sumulado pela Colenda Corte Superior Trabalhista no sentido de que.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. portanto. bem comprovar a natureza do trabalho do autor e comprovar elementos que autorizam a impugnação do laudo pericial. conforme entendimento jurisprudencial vertido no Enunciado Nº 357 do TST. Desta forma. inclusive com as fotografias das máquinas operadas ao tempo da vigência do contrato de trabalho. a parêmia testis unus testis nullus. porquanto vale mais a qualidade que a quantidade. Neste sentido. § 3º do CPC. rancor incontido. ainda que em ação com idêntico pedido.” (BookSeller. Exige a lei inimizade capital.”. o cerceamento do direito de defesa alegado. Ao analisar os elementos existentes sentiu-se em condições de proferir a decisão. colho o seguinte aresto: TESTEMUNHA QUE LITIGA CONTRA O MESMO EMPREGADOR – SUSPEIÇÃO – O fato de uma das testemunhas da parte Reclamante ser ex-empregada da parte Reclamada e estar litigando contra ele não a impede de depor. para que mereça a atenção do juiz. e o segundo à possibilidade de nova perícia na hipótese do juiz entender que a primeira perícia não elucidou a causa. a qual está diretamente ligado ao princípio do livre convencimento. evidenciados publicamente em atos de maldade ou prejudiciais à pessoa. Assim..” No mesmo sentido adianta C. tratando o primeiro da valoração da prova. outra não pode ser a conclusão de que o perito analisou o caso específico do reclamante. já que. III. Paulo Henrique Nunes Rezende. tendo o i. que existem paradas durante a jornada. Nota-se que a pretensão da ré é fazer prova com a oitiva de testemunha daquilo para o que a lei determina especificamente a produção de prova pericial. Todavia. Mittermaier. aqui também inocorreu o alegado cerceio do direito de defesa. Não mera desavença. Todavia. A inspeção realizada in loco pelo i. considerando-a inimiga capital da reclamada em razão de possuir várias demandas em face da reclamada. cabe ao juiz dirigir o processo e indeferir a produção de provas que julgar desnecessárias (art. 1997. mas profundo ódio. não é suficiente para torná-la suspeita (Súmula 357 do TST). No que se refere à oitiva de testemunhas. Da leitura do laudo e de seus esclarecimentos. que o disposto nos artigos 436 e 437 do CPC conferem apenas uma faculdade do juiz. elaborado por profissional qualificado. Aliás. entretanto. o simples fato de a testemunha arrolada pelo reclamante estar litigando com a reclamada. de que se gera ou surge o inimigo capital. Rejeito. 318/319. Inimizade séria e inafastável.

2003) Acolho a arguição de cerceio do direito de defesa argüida pelo reclamante para afastar a contradita da testemunha e de conseqüência. 03.1. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE A sentença condenou a reclamada no pagamento de adicional de insalubridade no grau médio. tendo a testemunha da ré. não o torna. nos moldes da contestação. de índole constitucional (CF. do que recorre a reclamada alegando que o perito não efetuou qualquer medição para constar a presença do agente físico vibração. (fls. Paulo Henrique Nunes Rezende. e também considerando o total de horas reconhecidas no Acordo Coletivo 2010/2011 (fls. Não havendo argüição de nulidade da sentença. especialmente aqueles que contêm cláusula que autoriza a redução DAC jornada normal para compensação das horas de trajeto. Com base na prova testemunhal produzida arbitrou o tempo médio de horas in itinere de 25 minutos para ida e 25 minutos para volta. sendo conduzido para ir e voltar às frentes de trabalho. Argumenta. subjetivo. HORAS IN ITINERE O autor postulou o pagamento de 04 (quatro) horas in itinere. sua jornada era de 44 horas semanais. Sr. bem ainda afastar a declaração de inimigo capital da reclamada imputada à testemunha. o que não é o caso do reclamante. A reclamada defendeu-se aduzindo que o local de trabalho do autor era de fácil acesso. então. demonstram que tal compensação se destina aos trabalhadores que executavam suas tarefas em regime normal. nasce o direito do reclamante ao pagamento das horas do percurso percorrido.1. 5º. Pela instrução probatória. art.3. tampouco o horário declinado no depoimento pessoal do autor. Restou apurado nos autos que o reclamante laborou como operador de máquina e processador florestal nas áreas de colheita de eucalipto na zona rural de Conceição da Barra e São Mateus. 2. 905 e 907).028/99-8 – 3ª T. Quer nos parecer que a contradita. Tanto o preposto quanto a testemunha da reclamada afirmaram que o reclamante trabalhou em várias áreas. apenas por este motivo. em inimigo capital da parte que fez constar como ré". entendo correta a condenação imposta em sentença quanto a 50 minutos diários (25 minutos no percurso para ida e igual tempo para volta) a título de horas in itinere. devem ser compensadas as horas deduzidas da jornada semanal do autor (4 horas semanais) daquelas objeto da condenação. qualquer violação ao art. contrariando o art.12. a reclamada sustenta que a decisão merece reforma. 23 de Setembro de 2013 61 provocado o exercício da função jurisdicional do estado-Juiz. unicamente aos trabalhadores sujeitos a jornada de trabalho de 44 horas semanais. de que o tempo despendido era em média de 15 a 20 minutos. Alega que a atividade do reclamante de operador de máquinas não está inserida no rol daquelas classificadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego como insalubre. inimigo capital do empregador. Não se divisa. estando portanto abrangido pelos termos dos acordos coletivos. estando. sustentou que o tempo real gasto. Ainda. via de conseqüência.” Nego provimento. inciso XXVI. 5º. Destaque-se que. os requisitos necessários à caracterização das horas in itinere. despendendo 02 horas na ida e outras 02 na volta. conforme consta na peça de ingresso. 664-674) no qual estabelecido na cláusula 23ª o pagamento de 20 horas extras a título de horas in itinere. por percurso. sendo estes tanto às margens da BR 101 quanto em locais onde não passa transporte público regular. Constituiria absurdo. incorrendo em violação ao art. não há falar que as horas in itenere estariam compensadas pela redução da jornada de trabalho prevista em normas coletivas. servido por condução do empregador. é certo que o tempo despendido de 4(quatro) horas diárias descrito na inicial não merece prestígio. – RO 00376. Provado que o local é de difícil acesso e servido por transporte do empregador em horário compatível com o do trabalho do autor. nos termos do §2º do art. resulta de uma confusão entre os significados distintos de adversário e de inimigo. de segunda-feira a sábado.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. nesta hipótese. ou seja. Juiz Conv. Não se vislumbra qualquer controvérsia quanto ao fato do reclamante laborar em regime de escala de quatro dias de trabalho por dois dias de folga (4x2). Por outro lado. A testemunha da reclamada mencionou de 15 a 25 minutos. sendo válido destacar que a lei menciona “local de difícil acesso ou não servido por transporte público”.3. era compensado pela redução da jornada de trabalho. aplica -se. a reclamada confessou em sua petição inicial que o percurso demandaria 40 (quarenta minutos) diários. Em relação à pretendida compensação. A ação é um direito público.2. MÉRITO 2. como se infere da prova pericial produzida. pois. Manuel Cid Jardon – J. RECURSO DA RECLAMADA 2. de 40 minutos diários. passo ao exame meritório dos apelos. sob o argumento de que embarcava em veículo da empresa. prevista nos acordos coletivos. À análise. e servido em todo trajeto por transporte público e por vias asfálticas. Inconformada. tem-se por provada a prestação em serviços em local de difícil acesso.3. 58 Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 da CLT. a reclamada não se desincumbiu do ônus de provar que o local era servido por transporte público regular em horário compatível com o horário de trabalho do reclamante. acaso mantida a sentença. Aduz que embora a escala do autor fosse de 4x2. Assim. variando de acordo com o local da frente de trabalho. supor-se que a pessoa que viesse a exercitar esse direito se transformasse. 189 da CLT e art. conforme disposição expressa. II. Sustenta que a perícia foi realizada em outras máquinas e não naquelas usadas pela reclamante. da CF/88. de 40 minutos para ida e igual tempo para volta. estando preenchidos. Quanto ao tempo percorrido. 196 da CLT e como acentua a Súmula . não atendendo o Anexo 8 da NR 15. réu na ação. após afirmar que o tempo médio gasto era de 10 a 20 minutos. fora da hipótese normativa que abarca tãosomente os trabalhadores em regime normal. revelado que poderia chegar a 25 minutos o tempo gasto no descolamento até as frentes de trabalho. que determina a avaliação quantitativa. mencionada pela reclamada em sua contestação. buscando a tutela dos direitos subjetivos que afirma terem sido lesados. não soube precisar em quais áreas laborou o reclamante. aqueles que laboravam fora das instalações prediais. automaticamente. embora tenha mencionado o mesmo tempo de 20 minutos para o trajeto de ida e igual tempo de volta. tempo apurado pela média. – Rel. E o preposto da reclamada. XXXV). 7º. por dia de trabalho. portanto. (TRT 04ª R. Reporto-me à sentença: “Os instrumentos normativos acostados com a defesa. O juízo de primeiro grau rejeitou a tese da empresa concluindo que os instrumentos normativos que contém cláusula de compensação das horas de trajeto na jornada do empregado não se aplicam ao reclamante. Sustenta que a condenação em 50 minutos diários extrapola os termos do depoimento da única testemunha ouvida. pois estas já estão desativadas. em depoimento. realmente. o que revela a alternatividade entre os requisitos. deferindo um total de 50 (cinquenta) minutos diários de horas in itinere.3. A cláusula décima do ACT 1988/1989. 2. da CF/88. uma vez que exagerados se cotejado com os horários afirmados pela prova testemunhal produzida pela reclamada.

TST.1. Nesse sentido dispôs o perito nos esclarecimentos de fls. II. na forma do art. inocorrendo portanto a alegada violação ao art. acolher a preliminar argüida em contrarrazões pela ré de não conhecimento do apelo obreiro quanto à matéria “descontos fiscais e previdenciários” por inovação recursal e conhecer parcialmente do recurso ordinário do reclamante. tampouco há nos autos qualquer documento de fornecimento de EPI’s ao reclamante. por inovação recursal. Por maioria. conforme esclareceu o perito.5. perito constatou através do laudo pericial de fls. Portanto. pelos fundamentos já expendidos no tópico 2. negar provimento a ambos os recursos.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.1. 2. em suas normas ISO 2631 e ISO/DIS 5349 ou suas substitutas. não havendo falar em violação ao art. Vencida. TST. (grifo nosso) Ocorre que a ISO 2631-1: 1997(E) (vibrações de corpo inteiro) e também a Amd. 3. RECURSO DO RECLAMANTE Pretende o reclamante a reforma do julgado para majorar o quantitativo de horas in itinere para 4 horas diárias. não existe ate o presente nenhuma relação quantitativa Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 disponível. da CF/88. Paulo Henrique Nunes de Rezende é “inimiga capital” da reclamada. ou seja. No Anexo 8 – Vibração temos a seguinte redação: ANEXO Nº 8 VIBRAÇÕES 1. 196 da CLT e Súmula 460 do STF. em razão daquelas que efetivamente usadas já se encontrarem desativadas. através de pericia realizada no local de trabalho. em grau médio. As atividades e operações que exponham os trabalhadores. um limite não é definido nesta parte da ISO 2631. está dentre aquelas que acarretam vibrações de corpo inteiro. 5.” (os grifos não constam no texto original) Logo. Quanto à obrigatoriedade de medir a intensidade das vibrações. quando da análise do recurso da reclamada. Para que não fique somente na palavra do Perito.2 dependem muito de fatores que variam com cada aplicação. 2. O i. 839-855 que a atividade laboral do reclamante. de maneira habitual e permanente." "Não existe dados suficientes para mostrar a uma relação quantitativa entre exposição a vibração e riscos de efeito a saúde. Nego provimento. E também registrou que não houve participação do autor em treinamento de segurança obrigatório em obediência à NR-06. “Acima dos limites de tolerância prvistos nos Anexos nº. deve tomar por base os limites de tolerância definidos pela Organização Internacional para a Normalização . quanto à preliminar de nulidade da sentença por cerceio de defesa. Mantenho a sentença. visando a comprovação ou não da exposição. João Hilário Valentim. Conclui-se portanto que o reclamante estava exposto ao agente físico vibração de corpo inteiro. sendo indevido o adicional.3. 194 da CLT e Súmula 80 do C. Pelas razões expostas. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: o Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). rejeitar a preliminar de nulidade da sentença por cerceio do direito de defesa argüida por indeferimento de produção de nova prova pericial. Este conceito não foi sustentado pelos resultados de pesquisa no laboratório e consequentemente foi removido.o que foi feito pela Perito exatamente na forma prevista na legislação. habilidade de trabalho e conforto). o Anexo 8 encontra-se inserido no item 15. uma vez que não existe limite de tolerância na norma vigente. caracterizandose portanto como atividade insalubre. que acolheu a preliminar na sessão do dia 10/09/2013. passando a avaliação a ser total mente qualitativa.2011.0010 Processo Nº RO-76200/2011-010-17-00. 3. através de laudo de inspeção do local de trabalho. não havendo falar em violação ao art. conhecer do recurso ordinário da reclamada. não há atualmente a referida necessidade de mensurar a intensidade das vibrações.” “O Anexo esta preocupado em fornecer um método uniforme e conveniente de indicar a severidade subjetiva da vibração mas não apresenta limites. avaliação qualitativa sem mensuração e/ou quantificação diferente daquelas contidas no item 15. a dependência em duração de exposição dos vários efeitos nas pessoas tinham sido assumidos na ISO 26311:1985 para ser o mesmo para diferentes efeitos (saúde. mas tão somente a comprovação da existência da exposição. No mérito. Procurador: Dr. com base no Anexo 8. não existe LIMITE DE TOLERÂNCIA para a exposição. serão caracterizadas como insalubres. CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. as vibrações localizadas ou de corpo inteiro." "Esta parte da ISO não contém limites de exposição vibração" "Embora uma relação de efeito de dose esteja geralmente assumida. A pericia.ISO. ISO 2631-1:1985 e também a 2631-3:1985. a declaração de que a mesma.17. 11 e 12”. Sr.2. Nesta atualização." “Os valores aceitáveis de magnitude de vibração para conforto conforme o item 8. 874-878: “Como pode se verificar. a Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-76200-39. 23 de Setembro de 2013 62 460 do STF ser necessária.3. da NR-15. 1. NR-15. Aduz que as cabines das máquinas são ergonômicas. com dispositivo anti-vibração que elimina o risco. é de clareza solar que não existe mais qualquer avaliação ou instrumento a ser utilizado no tocante a insalubridade por vibração. de operador de máquinas e processador florestal. pinçamos da referida ISO os seguintes termos pertinentes a matéria: "Para simplicidade. Nota-se que o perito registrou em laudo que a inspeção deu-se com base nas máquinas iguais àquelas que o autor usava à época do contrato de trabalho. exceto quanto à matéria “descontos fiscais e previdenciários”.1. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. 194 da CLT e Súmula 80 do C. por unanimidade. Nego provimento. 2.4 como de "comprovadas através de laudo de inspeção do local de trabalho" logo. em depoimento.1. não soube informar em qual área o reclamante laborou. de prova testemunhal e de nulidade do laudo pericial argüida pela reclamada. sem que a ré fornecesse qualquer equipamento de proteção individual capaz de neutralizar o agente insalubre. 5º. sem a proteção adequada. convocada para compor quorum. acolher a alegação de cerceio do direito de defesa argüida pelo reclamante para afastar a contradita da testemunha e de conseqüência. uma vez que o preposto.1 Recorrente Advogado DEMERVAL BARBOSA LIMA Luis Fernando Nogueira Moreira(OAB: 006942 ES) . por unanimidade. com base no Anexo 8. 189 da CLT e art. mantenho a sentença que condenou a ré no pagamento de adicional de insalubridade em grau médio. conforme pedido na inicial Alega que a ré não se desincumbiu do ônus da prova que lhe pertencia. 1:2010 (Amendment) substitui e cancela suas anteriores.

que reconheceu a incompetência da Justiça do Trabalho para julgar casos de previdência complementar privada e determinou a remessa dos autos à Justiça Comum. De outro modo. portanto. como entender de direito. Feitas as ponderações acima. 16). a anulação da r. sentença e o prosseguimento do feito no Juízo de primeiro grau. porque preenchidos os pressupostos de admissibilidade.0010 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: DEMERVAL BARBOSA LIMA Recorrido: CHOCOLATES GAROTO SA Origem: 10ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . Aduz que as alterações lhes foram prejudiciais e. 484/486. como se pode perceber do teor do julgamento do RE 586453. no caso de aposentadoria por invalidez. independentemente da ação ter sido proposta somente em face do empregador. a 10% do valor do salário da reclamante quando esta entrou em gozo de benefício do INSS. como ocorre no presente caso. estar-se-ia transferindo para a Justiça Comum as lides entre patrões e empregados. posteriormente. No entanto. diferentemente do que afirmou o reclamante. evitando-se a supressão de instância.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA.2011. com o reconhecimento da competência da Justiça do Trabalho. em sua inicial. FUNDAMENTAÇÃO 2. pretende a autora receber a complementação de aposentadoria..2008 e pede a condenação da reclamada ao pagamento de uma renda mensal vitalícia tal como previsto no regulamento interno vigente na época de sua contratação. conhecer do recurso. 2. a supracitada decisão do STF foi publicada no DJ no dia 06/03/2013.1989. alegando.1. 23 de Setembro de 2013 63 Recorrido Advogado CHOCOLATES GAROTO SA Wilma Chequer Bou-Habib(OAB: 005584 ES) ACÓRDÃO . Informa o reclamante que se aposentou por invalidez em 28. 114 da CF/88. 480/482-vº. declaro a competência da Justiça do Trabalho e determino a baixa dos autos à Vara de origem para reabertura da instrução e novo julgamento. entendeu que a competência para apreciar a matéria é da Justiça Comum em razão da inexistência de relação trabalhista entre o beneficiário e a entidade fechada de previdência complementar. Portanto. consubstanciada na renda mensal vitalícia correspondente a 70% do que o regulamento interno denomina por B. o autor. de diferença de complementação de aposentadoria.17. AÇÃO PROPOSTA EM FACE SOMENTE DO EMPREGADOR. Como relatora do RE 586453. O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que cabe à Justiça Comum julgar processos decorrentes de contrato de previdência complementar privada. a competência da Justiça Comum é restrita para o julgamento de lides decorrentes de contrato de previdência complementar privada entre o beneficiário e a entidade fechada de previdência complementar e não quando a lide é proposta somente em face do empregador. e que corresponde ao benefício pago aos empregados que se aposentassem por tempo de contribuição. pugnando pela reforma da sentença. Em outras palavras. entendeu que a competência para apreciar a matéria é da Justiça Comum em razão da inexistência de relação trabalhista entre o beneficiário e a entidade fechada de previdência complementar. o que vai de encontro ao art. tal como previsto no Regulamento Interno da empresa na época de sua contratação. como se pode perceber do teor do julgamento do RE 586453. portanto. inaplicáveis. em 1994 para Fundação Garoto. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO.09.1. 114 da CF/88. Como relatora do RE 586453. 488.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. prossigo. CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário. ou seja. Em primeiro lugar. narra que foi contratado pela reclamada em 04. o pagamento de uma renda mensal vitalícia equivalente a 70% de uma rubrica denominada B1. modulando os efeitos dessa decisão e definindo que deverão permanecer na Justiça do Trabalho todos os processos com sentença de mérito até o dia 20/02/2013 e considerando que o mérito do presente feito não foi apreciado – reconheceu a incompetência da Justiça do Trabalho para julgar casos de previdência complementar privada e determinou a remessa dos autos à Justiça Comum. A decisão ocorreu nos Recursos Extraordinários (REs) 586453 e 583050. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante em face da sentença de fls. com dedução dos valores já pagos a título de pensão pela Fundação Garoto (alínea “B” de fls. estar-se -ia transferindo para a Justiça Comum as lides entre patrões e empregados. A decisão ocorreu nos Recursos Extraordinários (REs) 586453 e 583050. época em que vigia um Regulamento Interno prevendo. a competência da Justiça Comum é restrita para o julgamento de lides decorrentes de contrato de previdência complementar privada entre o beneficiário e a entidade fechada de previdência complementar e não quando a lide é proposta somente em face do empregador. O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que cabe à Justiça Comum julgar processos decorrentes de contrato de previdência complementar privada. No entanto. declarar a competência da Justiça do Trabalho e determinar a baixa dos autos à Vara de origem para reabertura da . CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. De outro modo. em suma. a ex-ministra Ellen Gracie.0076200-39. igualmente prevista naquele regulamento. por unanimidade. Vejamos. o que vai de encontro ao art. como se pode constatar através de pesquisa no sítio do STF. Razões do reclamante às fls. que a decisão do Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 STF não foi publicada e ainda que tal decisão somente se aplica às ações que discutem a complementação de previdência privada e não àquelas ações em que se discute a indenização pelo descumprimento do regulamento interno do empregador. Vistos. a reclamada não apresentou contrarrazões. Em segundo lugar.2.5. O pedido inicial é. Devidamente intimada à fl.COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO O Juízo de origem – considerando que o Plenário do Supremo Tribunal Federal decidiu que cabe à Justiça Comum julgar processos decorrentes de contrato de previdência complementar privada. sendo partes as acima citadas.TRT 17ª Região . Alega que em janeiro de 1992 houve alteração nas regras da previdência privada transferindo-se a administração desta para a Fundação Bradesco e.02. O reclamante se insurge. a ex-ministra Ellen Gracie.

Prequestiona a Sumula nº 85 do TST. Extrai-se dos embargos de declaração que a parte pretende rediscutir o mérito da demanda. tendo ocorrido o correto lançamento de débitos e créditos no sistema. chegando-se a tal conclusão com base no depoimento que a testemunha Juliany Dekleva Cosme prestou perante o Juízo da presente ação. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-95200-88.2012.17. o que é impossível nos estreitos contornos que delineiam a moldura dos embargos de declaração. no mérito.0003 Processo Nº ED-78800/2012-003-17-00. sob compromisso.0 Recorrente Advogado Recorrido Plurima Autor Advogado Plurima Réu Plurima Réu Advogado ROGERIO RAMOS DE ASSIS João Batista Dalapíccola Sampaio(OAB: 004367 ES) JOUSELI RODRIGUES BARBOSA JOUSELI RODRIGUES BARBOSA João Batista Dalapíccola Sampaio(OAB: 004367 ES) ROGERIO RAMOS DE ASSIS CONDOMINIO DO SHOPPING VITORIA Stephan Eduard Schneebeli(OAB: 004097 ES) ACÓRDÃO .1 CONHECIMENTO Conheço dos embargos de declaração eis que tempestivos e regular a sua representação. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Por todo o exposto.17. do julgado que o banco de horas adotado estava regularmente previsto na Convenção Coletiva do Trabalho.5. Vistos. não havendo razão para se declarar a nulidade do Banco de Horas.LINHAS AEREAS S/A NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES(OAB: 015111 ES) ACÓRDÃO . CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. dando-lhe outra interpretação.2012. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Não há. Na fl. como entender de direito. que houve equívoco na análise do depoimento da reclamante prestado na RT0088900.TRT 17ª. ACÓRDÃO DE FLS. E tendo sido considerado regular o regime compensatório na modalidade "banco de horas" não há que se falar em aplicação da Súmula nº 85 do TST. sendo partes as acima citadas. por unanimidade. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-78800-20. ainda. 306/309 . negar-lhes provimento.2 Embargante Advogado Embargado Advogado LUANA CASSANI LEAL Udno Zandonade(OAB: 009141 ES) TRIP . em especial à prova oral.5.TRIP LINHAS AEREAS S/A Origem: 3ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . pagamento das horas extras e inclusão de parte destas no banco de horas.5.TRT 17ª Região .0010 RECURSO ORDINÁRIO Recorrentes: ROGERIO RAMOS DE ASSIS JOUSELI RODRIGUES BARBOSA Recorridos: JOUSELI RODRIGUES BARBOSA ROGERIO RAMOS DE ASSIS CONDOMINIO DO SHOPPING VITORIA Origem: . Por fim.5. adentrando em argumentos cuja a finalidade é a reapreciação de provas.0095200-88.0006 e utilizados nestes autos como depoimento pessoal.0003 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: LUANA CASSANI LEAL Embargado: O V. até porque a Súmula 85 não se aplica à hipótese do banco de horas.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DA RECLAMANTE Conhecidos e não providos ante a inexistência de vício capaz de macular o julgado. Alega omissão na análise do fato de que as horas extras eram compensadas de forma diversa daquela estabelecida no norma coletiva.2012. que nosso ordenamento jurídico aplica o princípio da persuasão racional segundo o qual cabe ao julgador a valoração do conjunto probatório consoante seu livre convencimento. acórdão de fls. o entendimento adotado pela Turma Julgadora foi no sentido de que o intervalo era integralmente gozado. João Hilário Valentim.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 23 de Setembro de 2013 64 instrução e novo julgamento. nego provimento aos embargos de declaração. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos pela autora em face do v. FUNDAMENTAÇÃO 2. quanto ao intervalo intrajornada.0078800-20. que foram posteriormente compensadas com folgas. O acórdão foi claro quanto ao entendimento adotado de que houve confissão da autora no tocante o regular controle de horário de Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 trabalho.17.2012. 2. Constou. em resumo.25. 306/609 alegando vício no julgado. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. ainda.14. na qualidade de testemunha em outro processo: “podendo atestar que no caso da depoente todas as horas do banco de horas foram compensadas pela depoente”.2 MÉRITO Afirma a embargante. não havendo qualquer vício capaz de macular o julgado. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim. 818 da CLT e Súmula 338 do TST). Procurador do Trabalho: Dr. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). conhecer dos embargos declaratórios e. pois.TRT 17ª Região . REGIÃO . evitando-se a supressão de instância. Cabe ressaltar.0010 Processo Nº RO-95200/2012-010-17-00. 307 ficou registrado que a autora assim declarou.2012.17. Pois bem. Em relação ao intervalo intrajornada pugna pelo enfrentamento da teoria do ônus da prova (art. 3.5. omissão.

Note-se que o não comparecimento do perito ao local de trabalho do reclamante. que lhe foi desfavorável. 437 do CPC prevê a possibilidade de nova perícia na hipótese do juiz entender que a primeira perícia não elucidou a causa. nulidade da dispensa. em face da sentença de fls. uma vez que o laudo apresentado foi plenamente satisfatório. O mesmo se diga quanto ao recurso ordinário apresentado pela advogada do reclamante. o interesse processual na solução jurídica pleiteada. não há notícia sequer de que a atividade laboral tenha atuado como concausa para o aparecimento da doença. entendendo que o laudo pericial era bastante para formar seu convencimento. NULIDADE DA DISPENSA. 288-291. não vislumbro a necessidade de realização de nova perícia. honorários periciai. Vistos. ao analisar os elementos existentes. Ressalte-se. Com razão. porque presentes os pressupostos objetivos e subjetivos de admissibilidade. honorários advocatícios e litigância de má-fé. sendo partes as acima citadas. 5º. Desta forma. Contudo. Requer. que o disposto no art. em nada prejudica a avaliação e a conclusão feitas pelo expert. INDEFERIMENTO DA IMPUGNAÇÃO AO LAUDO Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 PERICIAL O reclamante sustenta que a negativa ao pedido de produção de nova prova pericial acarreta o cerceio ao direito de defesa.2. Entendo. por expressa disposição legal do art.2. de confiança do juízo e dentro das exigências legais. Contrarrazões da reclamada às fls. e que o autor esclareceu ao i. sendo que o expert não verificou as condições do local de trabalho do obreiro. o que caracteriza “total incongruência do laudo pericial com a verdade real dos fatos”. sem julgamento de mérito. inciso VI do CPC. indenização por danos morais e materiais decorrentes de doença ocupacional. onde recorre quanto à condenação ao pagamento de multa e indenização por litigância de má-fé. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. Além disso. Assim. salários devidos no período de afastamento e dano moral decorrente. 303-325. que julgou totalmente improcedentes os pedidos iniciais. consequentemente. O reclamante recorre desta decisão. perito qual a sua jornada de trabalho. Alega. INDENIZAÇÃO PELO PAGAMENTO DE IMPOSTO DE RENDA A sentença julgou extinto. que pretende a concessão dos benefícios da assistência judiciária gratuita. In casu. seja declarada a nulidade do julgado.1. considerando que a alegação do obreiro é de que há doença ocupacional. as características de sua função. Ressalte-se que o laudo pericial (fls. já que. não se vislumbra qualquer vício a macular o trabalho do perito. perito não respondem satisfatoriamente às indagações feitas pelo autor.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 20. são objetos de seu recurso ordinário os pedidos de isenção de custas e de assistência judiciária gratuita. portanto. ainda. deve ser conhecido o apelo para decisão quanto às referidas matérias. Sendo assim. tal erro material não trouxe qualquer prejuízo à ré. sem. É o relatório. . repita-se. 342-349 e 350-372. Do exposto.2. elaborado por profissional qualificado. que é necessária para corrigir o mal de que o autor se queixa. Razões recursais do reclamante às fls. encontram-se presentes. ainda.213/91. Portanto.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA DOENÇA OCUPACIONAL. no presente caso. Sem razão. local este de conhecimento notório.PRELIMINAR DE NULIDADE DA SENTENÇA POR CERCEIO DE DEFESA. as quais. a análise acerca da matéria será realizada no mérito do recurso. a insurgência do reclamante guarda consonância com o resultado do laudo. não é considerada doença do trabalho. observa-se que o Juízo de admissibilidade realizado pela origem contém erro material. §1º da Lei n. RECURSO ORDINÁRIO DO RECLAMANTE 2. LV da CRFB/88. ter qualquer nexo de causalidade ou concausalidade entre a patologia e as atividades desempenhadas na reclamada. Ressalte-se que doença degenerativa. 300-301. carência de ação quanto aos descontos fiscais. atendendo aos fatos e circunstâncias constantes dos autos. inclusive. não restando caracterizada a nulidade da dispensa e.1. assim. inexistindo. o que não tem o condão de invalidá-lo. que o perito respondeu satisfatoriamente a todas as questões levantadas pelas partes. Todavia. ESTABILIDADE. FUNDAMENTAÇÃO 2.CARÊNCIA DE AÇÃO. tendo em vista que o autor exercia a função de Inspetor de Segurança. na inexistência de vedação no ordenamento jurídico quanto ao pedido formulado pelo autor. que apresentou tempestivamente suas contrarrazões. eis que elaborado por profissional qualificado. De outro norte.º 8. considerando que os pleitos iniciais foram julgados improcedentes. em shopping center da capital.213/91. contudo. Contudo. não há como reconhecer ao autor à estabilidade prevista no art. O que se constata. restando violado o art. e as circunstâncias de sua doença. 272-273) são detalhados e conclusivos. 2. O laudo pericial realizado nos autos foi taxativo em sua conclusão de que o reclamante apresenta patologia degenerativa no joelho direito. conheço dos recursos ordinários interpostos pelo reclamante e pela advogada do reclamante. sentiu-se em condições de proferir a decisão. Assim. Rejeito. REINTEGRAÇÃO. e a possibilidade jurídica. 237-254) e os esclarecimentos prestados (fls. pois se refere a recurso interposto pelo reclamado e sua advogada e não pelo reclamante e sua advogada. complementada pela decisão de embargos de declaração de fls.CONHECIMENTO O autor apresentou recurso ordinário sem comprovar o recolhimento das custas processuais a que foi condenado. alegando a nulidade da sentença por cerceio de defesa e pugnando pela reforma do decisum quanto às seguintes matérias: assistência judiciária gratuita. o cerceamento do direito de defesa alegado. 326-335. o pedido de indenização ou recolhimento pela reclamada dos valores devidos a título de imposto de renda. de confiança do juízo e dentro das exigências legais. Ademais. o direito à reintegração. pois a legitimidade se verifica no âmbito das meras alegações. é apenas e tão somente a insatisfação do autor quanto ao laudo pericial. o juiz procederá livremente para apreciar as provas. A carência de ação decorre da ausência das condições da ação. no caso em tela. entendo que tais elementos se mostraram suficientes para elaboração do laudo. Razões recursais da advogada do reclamante às fls. RELATÓRIO Trata-se de recursos ordinários interpostos pelo reclamante e por sua advogada. 118 da Lei nº 8. não apresentam quaisquer contradições ou omissões. que os esclarecimentos prestados pelo d. 23 de Setembro de 2013 65 10ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . nos moldes do artigo 267. in casu. Portanto.

o autor encontra-se apto ao labor anteriormente exercido. 23 de Setembro de 2013 66 O reclamante pretende a responsabilização da reclamada pelos descontos fiscais incidentes sobre as parcelas eventualmente deferidas. por não se considerar apto ao labor e por discutir com o órgão previdenciário o direito à percepção de novo auxílio doença. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 não há perquirir acerca da responsabilidade da ré. O autor recorre desta decisão. O reclamante foi contratado pela reclamada em 04/05/2010. Logo. nego provimento. sugeria repouso por 90 (noventa) dias.DOENÇA OCUPACIONAL. Ressalte-se que o pedido de indenização por danos morais e materiais tem como fulcro a doença ocupacional. Pelo exposto. Verificou-se que as sequelas apresentadas são derivadas da sobrecarga ocorrida nos joelhos. que não fosse capaz de ocasionar o agravamento de suas lesões. conforme se vê à fl.2.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. contudo. conforme comunicação de fl.213/91. não sendo. no período de 20/06/2011 a 16/09/2011. o dano e a culpa da ré quanto à doença que acomete o autor. 31. datado de 14/09/2011. à luz do princípio da função social do contrato. em síntese. interesse processual na solução que busca em juízo para a questão controvertida. desde que em outra função compatível. sob o fundamento de que não restou demonstrado o nexo. na função por ele desempenhada. com suspensão do pagamento do benefício a partir de 03/10/2011 (fls. O laudo pericial realizado nos autos foi taxativo em sua conclusão de que o reclamante apresenta patologia degenerativa no joelho direito. vê-se que as condições laborais que limitam as atividades a serem exercidas pelo autor não ocorrem no labor em prol da reclamada. REINTEGRAÇÃO O autor pretende a reforma da r. ainda de acordo com o laudo. Além disso. na função de Inspetor de Segurança. consequentemente. 2. Sendo assim.2. 20. pesa 140 kg e mede 1. 23. código B31. não há nexo causal. não há como reconhecer ao autor à estabilidade prevista no art. Alega. o reclamante foi admitido em 04/05/2010.4.2. mantendo-se o pagamento até o dia 03/10/2011. sustenta que deve ser reconhecida a concausalidade. Assim. em face da inexistência de vedação expressa no ordenamento. Mantenho a sentença. que as lesões suportadas pelo obreiro são decorrentes das atividades laborais realizadas em prol da reclamada. o direito à reintegração. §1º da Lei n. em suma. Contudo. A prorrogação deste benefício foi negada ao autor pelo INSS. por intermédio do laudo pericial de fls. Frise-se que o d. Restou constatado. 118 da Lei nº 8. por decisão própria. 22-23). julgou improcedentes os pedidos de indenização por danos morais e materiais. ou seja. por expressa disposição legal do art. nos moldes dos artigos 421 e 422 do CC/02. possui origem degenerativa. complementado às fls. nos termos do art. que “o autor apresenta alterações degenerativas no joelho direito. E. Logo. perito afasta inclusive a caracterização da concausa. vindo a laborar na escala 12x36h. Portanto. não restou demonstrada a doença ocupacional. Sustenta que. Aduz. 25.3. Outrossim. Dou provimento para afastar a carência de ação declarada pelo juízo a quo. no período de 20/06/2011 a 16/09/2011 (fl. Assim. Requer. que foi admitido na reclamada apto para o trabalho e que. não há falar no dever de indenizar eventuais danos morais e materiais sofridos. não se negou a trabalhar. O reclamante gozou de benefício previdenciário (auxílio doença comum – B31) no período de 20/06/2011 a 16/09/2011. a natureza ocupacional da doença também não foi reconhecida pelo INSS. conclui-se que há. DANO MORAL O Juízo a quo. o autor não laborou no período entre a alta previdenciária e a sua dispensa. Cabe ainda destacar que o reclamante permaneceu afastado do labor. entendendo que. sem. decorrentes da doença ocupacional. 186 do Código Civil. ao tempo de sua demissão. pelo sobrepeso do autor. 2. assim. pelo que não cabe à reclamada o dever de indenizar eventuais danos sofridos em razão da doença que. . decorrentes do trabalho executado na ré” (fl. portanto. e dispensado sem justa causa em 15/06/2012. considerando que a doença que acomete o autor é de origem degenerativa e agravou-se de maneira crônica em razão do sobrepeso do reclamante que. A prova documental aponta que o autor esteve em gozo de benefício previdenciário por auxílio doença comum.90 cm de altura. requer a condenação da ré ao pagamento dos salários devidos no período de 03/10/2011 a 15/06/2012. 21). ter qualquer nexo de causalidade ou concausalidade entre a patologia e as atividades desempenhadas na reclamada. tendo em vista que o autor permanecia em pé ao longo de toda a jornada de trabalho. no caso. NULIDADE DA DISPENSA. não restando caracterizada a nulidade da dispensa e. e o pedido é juridicamente possível. Ressalte-se que doença degenerativa. de indenização por danos morais. agravadas pela obesidade. encontrava-se acometido de doença ocupacional decorrente da atividade que exercia na empresa. O reclamante recorre desta decisão. E. a reclamada o manteve afastado por considerá-lo inapto e não efetuou o pagamento de salários. destacando que o reclamante apresenta incapacidade parcial permanente para realizar atividades que requeiram impacto ou sobrecarga dos membros inferiores.º 8. nego provimento. não é considerada doença do trabalho. Não há falar em carência de ação no particular.213/91. ESTABILIDADE. ainda que não se admita o nexo causal direto. em gozo de auxílio doença comum (código B31). 2.DOENÇA OCUPACIONAL. Considerando que não restou demonstrado o nexo causal entre a doença do reclamante e a atividade laboral. bem como. O laudo médico de fls. não há notícia sequer de que a atividade laboral tenha atuado como concausa para o aparecimento da doença. Portanto. a condenação da ré ao pagamento de indenização por danos morais e materiais decorrentes da doença ocupacional. não restou demonstrado que a doença do autor tenha origem ocupacional. 272-273. conforme exame físico.5. SALÁRIOS NO PERÍODO DE AFASTAMENTO. Conforme exposto anteriormente. se objetiva ou subjetiva. ao longo dos anos. por não se considerar apto para o exercício de suas funções. sim. O autor recorreu desta decisão perante a autarquia previdenciária. não obstante a conclusão do d. não havendo relação de causa ou concausa com as atividades exercidas pelo reclamante. julgou improcedente o pedido de pagamento de salários referentes a este período. 242). 236-254. Sem razão. Vejamos. sentença no que concerne ao pedido de nulidade da dispensa em razão de estabilidade acidentária e reintegração no emprego. Portanto. DANOS MORAIS E MATERIAIS A sentença de origem. de 03/10/2011 a 15/06/2012. perito no sentido de que o autor apresenta incapacidade parcial permanente para realizar atividades que requeiram impacto ou sobrecarga de membros inferiores. quando da reapresentação à empresa após a alta previdenciária. consequentemente. qual seja.

Ressalte-se que o ato da reclamada que.2. mesmo havendo nos autos laudo pericial concluindo pela ausência de nexo causal. determino que o pagamento da importância complementar seja feito com recursos existentes no Orçamento da União. 4º. o obreiro foi novamente considerado inapto e encaminhado ao INSS para perícia (fl. pugnando pela exclusão da multa e da indenização. se a insuficiência de recursos foi demonstrada. É importante destacar que a Orientação Jurisprudencial n. nesse aspecto.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. que a doença que acomete o autor não tem origem ocupacional. com fulcro nos artigos 17. caput e § 2º do CPC.00. 01/2005. o patrocínio da causa por advogado particular. a sentença condenou o reclamante ao pagamento dos honorários periciais. uma vez que tal benefício somente abrange despesas e taxas judiciais devidas ao Estado (art. Pois bem. que deu nova redação aos artigos 159.° 304 do TST reza que para a concessão da assistência judiciária basta a simples declaração de hipossuficiência do declarante ou de seu advogado. não há notícia quanto à decisão do INSS. compareceu a reclamada. LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. Ora. dou provimento ao recurso do autor para deferir-lhe os Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 benefícios da assistência judiciária gratuita. Após.º 7. da Lei n. nos presentes autos. não percebeu sua remuneração. a sentença de origem deve ser mantida. quanto ao dano moral eventualmente decorrente. o pagamento dos honorários de perito será efetuado com os recursos vinculados ao custeio da assistência judiciária aos necessitados.º 7.º). no valor de R$2. por si só. não tem o condão de afastar essa garantia. De toda sorte. dou provimento parcial. terceiros estranhos ao processo. 2.00. Contudo. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS Considerando a sucumbência do reclamante. e § 1. que para ela não concorreu. Com razão. no valor de R$250. Contudo. a reclamada considerou que o autor encontrava-se inapto (fl.00 (oitocentos reais). até que se prove o contrário.2. destinados aos beneficiários de assistência judiciária.500. no que concerne à indenização prevista na parte final do art. Após esta data. condenou o autor e sua advogada à multa por litigância de má-fé. 23 de Setembro de 2013 67 Em exame de retorno ao trabalho. Desta feita. 2. ao requerer a produção de prova oral. constitucionalmente garantido. nos termos do Provimento TRT 17. 13). Nego provimento.00) informo que caberá ao autor restituir a ré. porém.ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA A assistência judiciária gratuita aos que não possuem recursos suficientes para demandar sem prejuízo do próprio sustento ou de sua família constitui direito fundamental. 1º da Lei n. sob pena de violação do texto constitucional. o reclamante. de aplicação imediata. 160 e 161 do Prov. ter o reclamante. data da alta previdenciária. vez que permaneceu afastado de seu labor. vislumbro que o transtorno causado ao autor foi fruto da resistência do INSS em reconhecer que a sua incapacidade para o trabalho não havia cessado em 16/09/2011. considero que nem a assistência judiciária gratuita. a mesma é devida caso haja prejuízo à parte contrária. ex vi da Constituição da República (Art. uma vez que apenas exerceu seu direito de ação. em 01/11/2011. ainda. quando houver sucumbência do beneficiário de justiça gratuita na pretensão relativa ao objeto da perícia. Portanto. incorrido em qualquer das hipóteses previstas no artigo 17 do CPC. realizado em 04/10/2011. É de se destacar. Acrescente-se que a Justiça do Trabalho não conta com peritos próprios. que deu nova redação à Lei n. declarou não ter condições de arcar com as despesas do processo sem prejuízo do próprio sustento e de sua família (fls. entendo que não deve ser imputado a reclamada o dever de arcar com a remuneração do obreiro se não deu causa a este evento. visto que teve seu benefício previdenciário suspenso pelo INSS.º 1. 2. apesar de ter o reclamante constituído patrono a título oneroso. 5.9. No caso. na petição inicial.060/50). 790 da CLT. e indenização. essa situação não pode ser imputada à reclamada. praticou ato desnecessário. por intermédio de sua patrona. nem a gratuidade de justiça alcançam os honorários periciais. Não obstante. ainda que o autor não fizesse jus à assistência judiciária. MULTA E INDENIZAÇÃO. VI e 18. 2. considerando-o apto.7. Ademais.º. o que.510/86. tal como o Juízo a quo. Nego provimento.ª SECOR 03/2007. teria direito à gratuidade de Justiça.2. razão pela qual dispensado está do recolhimento das custas processuais. tendo em vista que o art. nos termos da fundamentação supra.8. O reclamante recorreu da decisão da autarquia previdenciária em 16/11/2011. 143). não há falar em pagamento de honorários advocatícios. reduzo o valor dos honorários para R$ 800. de modo que o deferimento da assistência judiciária gratuita não socorre o autor.HONORÁRIOS PERICIAIS Embora concedida a assistência judiciária gratuita ao reclamante. socorrendo-se de profissionais particulares. após o período de afastamento deferido pelo INSS. não havia impedimento para sua dispensa. a ser paga pela parte sucumbente no objeto da perícia. § 1º. que não podem trabalhar sem receber a devida contraprestação. nos moldes do §3º do art. isentando-o do pagamento de custas processuais. A reclamada atestou a incapacidade do reclamante e o encaminhou ao INSS para nova perícia. Em novo exame.115/83 dispõe que se presume verdadeira.000.º 1. Quanto aos honorários periciais prévios (R$ 500. No caso dos autos. Desse modo. ao requerer a produção de prova oral para comprovar a existência de doença ocupacional. atestou a incapacidade do autor e o encaminhou para nova perícia no INSS demonstra cautela em relação à saúde do reclamante. em face da hipossuficiência do reclamante. criando incidente manifestamente infundado. (APRECIAÇÃO CONJUNTA DOS RECURSOS DO RECLAMANTE E DE SUA ADVOGADA) O Juízo de origem concluiu que o reclamante e sua patrona que o acompanhava em audiência.00 (dois mil reais). sendo considerado apto e foi dispensado sem justa causa em 15/06/2012. nos termos do artigo 1º do Provimento supracitado. Reconheço que a situação vivenciada pelo autor é delicada. Desse modo. O autor retornou ao trabalho em 14/06/2012.060/50). não ocorreu. em razão da sucumbência. LXXIV. a declaração de pobreza. para se considerar configurada a sua situação econômica (art. no caso. Assim. Insurgem-se o reclamante e sua advogada contra esta decisão. até mesmo em razão do .2. 18 do CPC. E não poderia ser diferente. Não vislumbro. no valor de R$2. revertidas em benefício da reclamada. É o que basta. 3º da Lei n. Logo.6. Ademais. 141). tanto quanto ao indeferimento dos salários. realizado em 01/11/2011. considerando a existência de laudo médico particular apontando a sua incapacidade laboral. Conforme se observa dos autos. em um primeiro momento. autorizando o perito a receber a importância diretamente do Tribunal.

e tendo em vista o manifesto caráter protelatório dos embargos. sua irresignação com o resultado do julgamento proferido. 255/256 . e não reprodução da lei. 255/v extrai-se que a matéria foi amplamente analisada ao dispor que “a empresa somente poderia descontar os dias parados se houvesse expressa determinação no dissídio coletivo.2012. Vencida.2012. nego-lhes provimento e imponho a Embargante multa de 1% sobre o valor da causa. 255/256-v. na forma autorizada pelo art.0009 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: CARIOCA CHRISTIANI NIELSEN ENGENHARIA S A Embargado: O V. Neste sentido não merece prosperar os argumentos aduzidos pela embargante no que tange à ausência de lei acerca do assunto. o art. REGIÃO RAIMUNDO NONATO PEREIRA NASCIMENTO Origem: 9ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . pelo Condomínio do Shopping Vitória.TRT 17ª. 832 da CLT.17.2012. João Hilário Valentim. conhecer dos embargos declaratórios. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Certidão de Julgamento de ROS Processo Nº ED-97000-57. por unanimidade. é nítida a intenção da parte de dilatar o prazo recursal. no tocante à assistência judiciária gratuita.PREQUESTIONAMENTO Alega a embargante que “o E.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Certifico que a 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. não há. Procurador do Trabalho: Dr.FUNDAMENTAÇÃO 1.3 PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO CERTIDÃO DE JULGAMENTO . contudo.0097000-57. ticket e adicional de assiduidade. 5º. na forma autorizada pelo art. negar-lhes provimento e Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Recorrente Advogado Recorrido Advogado SUPERMERCADOS CASAGRANDE LTDA Washington Luiz da Silva Barroso(OAB: 006608 ES) ADRIANO MONTEIRO DOS SANTOS Leonardo Valle Soares(OAB: 009614 ES) ACÓRDÃO . a parte pretende obter uma nova apreciação do mérito já decidido pelo acórdão de fls. acórdão à fl. litigância de má-fé. Dou provimento para excluir a multa e a indenização por litigância de má-fé.5. Além de os embargos denotarem mero inconformismo com o conteúdo meritório do julgado. por maioria. 93. nos termos dos artigos 158 a 162 do Provimento TRT. rejeitar a preliminar de nulidade da sentença por cerceio de defesa e. Não tem a mais pálida razão. o que não é o caso”. do CPC.0131 Processo Nº RO-98600/2012-131-17-00. por unanimidade. Desembargador Gerson Fernando Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. excluir a multa e a indenização por litigância de má-fé. deferir os benefícios da assistência judiciária gratuita. Presença da Dra.2012. verifico que suas alegações demonstram. Requer. ambos da Constituição Federal.Deste modo. neste aspecto. 538. Mantido o valor da condenação.SECOR. devendo. Procurador do Trabalho: Dr. a parte manifestar sua irresignação por meio de recurso próprio.17. art. do CPC. ou se a paralisação fosse considerada abusiva. autorizar o Perito a receber a importância relativa aos honorários periciais diretamente do Tribunal. Logo.17.0131 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: SUPERMERCADOS CASAGRANDE LTDA Recorrido: ADRIANO MONTEIRO DOS SANTOS Origem: 1ª VARA DO TRABALHO DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM . pelo que a sentença de origem merece reforma. sentença de piso no que tange ao pleito autoral de restituição dos valores descontados a título de faltas.17. o que deve ser manejado na via recursal própria. XXXV e art. sendo que a via escolhida é totalmente incompatível com tal objetivo.TRT 17ª Região .1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. aos honorários periciais e a litigância de má-fé.0098600-38. dar parcial provimento ao apelo do reclamante para afastar a carência de ação declarada pelo juízo a quo. favorável à reclamada. só tem pertinência e cabimento quando o julgado não haja adotado fundamento explícito sobre o tema ou sobre a questão submetida. TRT reformou a r. 23 de Setembro de 2013 68 resultado da demanda. conhecer dos recursos ordinários interpostos pelo reclamante e pela advogada do reclamante. 159 do referido Provimento (R$ 800.CONHECIMENTO Conheço dos embargos declaratórios.5. parágrafo único. tão somente. parágrafo único. a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). nesta data resolveu. dar provimento ao recurso da advogada do reclamante para excluir a multa e a indenização por litigância de má-fé. isentando-o do pagamento de custas processuais. pois. o que não significa obrigação de reproduzir textos legais.Assim. Da leitura do v. por preenchidos os pressupostos para a sua admissibilidade.ª.OMISSÃO . ACÓRDÃO DE FLS. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.1 Embargante Advogado Embargado Advogado CARIOCA CHRISTIANI NIELSEN ENGENHARIA S A Stephan Eduard Schneebeli(OAB: 004097 ES) RAIMUNDO NONATO PEREIRA NASCIMENTO Rafael de Anchieta Piza Pimentel(OAB: 008890 ES) condenar a Embargante a pagar a multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa.N. ante a total ausência dos vícios alegados. 538.1.5. o prequestionamento da matéria em relação aos dispositivos invocados. João Hilário Valentim Acórdão Processo Nº RO-98600-38. respeitando-se o limite previsto no art. no mérito.TRT 17ª Região . Quanto ao prequestionamento a que se refere a Súmula 297 do TST. Ana Carolina Machado Lima.5. ainda.Em verdade. a meu ver.º 01/2005. O que se exige é adoção de tese. IX. foi omisso no que tange a ausência de lei que preveja o pagamento de tais parcelas na ausência de prestação de serviços”. quais sejam.00).ES Relator: DESEMBARGADOR JOSÉ LUIZ SERAFINI .0009 Processo Nº ED-97000/2012-009-17-00. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente).17.

Ressalto que a vedação constitucional da utilização do salário mínimo como indexador atinge tanto o art. adotou posição definitiva acerca da matéria. 7. deu ensejo a uma das primeiras súmulas vinculantes adotadas pelo Excelso Tribunal. não podem os trabalhadores ficar desprovidos de um direito que lhes é assegurado na própria Constituição Federal. até nova lei estadual. 8. não podem os trabalhadores ficar desprovidos de um direito que lhes é assegurado na própria Constituição Federal. E o fez sob o fundamento de cuidar de ação de repercussão geral. no art. buscou o recorrente obter da mais alta Corte a reforma do v. que julgou procedentes em parte os pedidos contidos na inicial. com reajustes aplicados pelo Estado de São Paulo. O SALÁRIO MÍNIMO NÃO PODE SER USADO COMO INDEXADOR DE BASE DE CÁLCULO DE VANTAGEM DE SERVIDOR PÚBLICO OU DE EMPREGADO. curvo-me à referida decisão. A expressão “vedada sua vinculação para qualquer fim” levou ao entendimento. 192 da CLT quanto as normas coletivas.º 565714. Desnecessária a remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho. BASE DE CÁLCULO." FUNDAMENTAÇÃO 2. de forma a não adotar uma decisão in peius. Insurge-se a reclamada contra a decisão que fixou o salário normativo do autor como base de cálculo do adicional de insalubridade.2. Em vista disso. Razões recursais da reclamada às fls. IV.º. 341-344. como autorizado no art. Em vista disso. Tomo por modelo o que dispõem os artigos 193 da CLT e 14 da Lei n. ao julgar o Recurso Extraordinário n. da CF/88) não autoriza que estas mesmas normas não observem a vedação constitucional inserida no art. nego provimento e mantenho a sentença que fixou o salário normativo como base de cálculo do adicional. o STF negou o pedido dos recorrentes de aplicação da remuneração como base de cálculo. Comprovante do recolhimento das custas e do depósito recursal às fls. Em vista disso. Não merece reforma a sentença. que estabelecia a recepção do art. para os policiais militares. É por isso que. É o relatório. até o dia 30 de abril de 2008 este Redator Designado sempre adotou os termos da antiga redação da Súmula 228 do C.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. no mérito. com reajuste automático e pelos mesmos índices estabelecidos pelo Governo Federal. da Constituição da República. faz-se uso da analogia com os artigos 193 da CLT e 14 da Lei n. 7º. 192 da CLT. conhecer do recurso e. por unanimidade. entendeu o STF que o salário mínimo não poderia ser usado como base de cálculo. CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. vez por todas. 192 da CLT que estabelecia o salário mínimo como base de cálculo do adicional de insalubridade deixa de existir no mundo jurídico. outra base de cálculo. no que se refere à base de cálculo do adicional de insalubridade. no regime constitucional atual.860/65. Todavia.º 4 do STF. Acórdão proferido pelo E. negar-lhe provimento. outra base de cálculo. parte final. além dos servidores públicos.º 4. que restou lavrada nos seguintes termos: SÚMULA VINCULANTE 4 SALVO NOS CASOS PREVISTOS NA CONSTITUIÇÃO. pugnando pela fixação do salário mínimo. por maioria. preferindo manter. 2. da Carta Magna. Com a decisão do STF. razão pela qual parece-me perfeitamente possível dar o mesmo tratamento tanto a um quanto ao outro caso. faço uso da analogia.CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário. para estabelecer como base de cálculo do adicional de insalubridade o salário normativo do empregado. 92 do Regimento Interno deste Tribunal. que considerou constitucional norma de lei estadual que fixou como base de cálculo do adicional de insalubridade. sendo que. 3. sendo partes as acima citadas. o Desembargador José Luiz Serafini e a Juíza . essa parte do dispositivo celetista deixa de existir no mundo jurídico. mas apenas estatuiu que o adicional comporia a remuneração do trabalhador. o valor dos dois salários mínimos. Desembargador Relator: "Trata-se de recurso ordinário interposto pela reclamada em face da r. Vistos. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais (Presidente). TST. Porém. de que exceto naqueles casos em que a própria Constituição havia excepcionado. parte final. TJSP. a norma legal refere -se. 8. em nenhum outro caso poderia o legislador infraconstitucional utilizar o salário mínimo como indexador. porque a CF/88. RELATÓRIO Adoto relatório do Exmo. dependendo do Legislativo Federal apenas o advento de nova lei fixando. 192 da CLT a mencionar o salário mínimo como base de cálculo do adicional de insalubridade. Contudo. como autorizado no art. É que ambos os artigos cuidam de agentes agressivos à saúde do trabalhador. ato do Senado Federal para expungir o artigo da legislação em vigor. Todavia. Vencido. Essa decisão. 7º. ainda. no mérito. a teor do art. XXIII.860/65. Com efeito. cuja relatora foi a eminente Ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha. sob pena de afronta ao art. no caso específico da Lei 4. tomada com o cuidado de se tratar de ação com repercussão geral. no qual antagonizaram Carlos Eduardo Junqueira e Governo do Estado de São Paulo. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. sendo desnecessário. mesmo julgando inconstitucional a norma estadual.º da CLT. Contudo. não estabeleceu base de cálculo sobre a remuneração. XXVI. continua. Ora. Pelo exposto. Com o advento da Súmula Vinculante n. NEM SER SUBSTITUÍDO POR DECISÃO JUDICIAL. o art. considerando o interesse das categorias econômicas e profissionais. dependendo do Legislativo Federal apenas o advento de nova lei para fixar. sem Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 controvérsia. pela Constituição Federal. Contrarrazões do autor às 350-352. a Suprema Corte também deixou assentado que o fato de não haver uma lei fixando outra base de cálculo que não o salário mínimo não permitiria que o Judiciário a fixasse como sendo a remuneração. 7. sentença de fls.º 4.1. à insalubridade. a parte do art. 336-337da lavra do eminente Juiz Roque Messias Calsoni.º. porém. Ocorre que o Excelso Supremo Tribunal Federal. no RE 565714.MÉRITO BASE DE CÁLCULO DO ADICIONAL DE INSALUBRIDADE.º da CLT. eis que satisfeitos os pressupostos de admissibilidade. vez por todas. 23 de Setembro de 2013 69 Redator Designado: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. 345-346. o Desembargador Relator. O reconhecimento das normas coletivas pela Constituição Federal (art. o valor de dois salários mínimos. para estabelecer como base de cálculo do adicional de insalubridade o salário básico. IV.860/65. inclusive.

A correta publicação da sentença. 23 de Setembro de 2013 70 Convocada Sônia das Dores Dionísio.0004 Processo Nº RO-99600/2012-004-17-00.17. verdadeira relação empregatícia. A relação empregatícia. Dizem ser apenas clientes do autor e que a relação entre eles era de um típico contrato de “advocacia de partido”.2012.2012. Dessa decisão recorre o autor renovando os pedidos iniciais. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo autor face a r.2. como a primeira. Aduz que o autor prestoulhe serviços advocatícios em apenas um processo judicial. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. ciência daquela decisão de fls. . pagos todo dia 25 de cada mês. sendo partes as acima citadas. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 ainda. 1991/1995 (cópia daquele juntado com a inicial às fls. comparecia diariamente à empresa e lá cumpria jornada de trabalho de 7:30h de segunda a sexta-feira. Já a cláusula 2ª do contrato. despacho retro”. caracteriza-se quando observados os requisitos previstos no art. recebia ordens diretas dos sócios das rés. Vejamos. agência 662. não há falar em reconhecimento do vínculo de emprego. divulgado pelo Governo Federal. A segunda e a terceira reclamada apresentam defesa conjunta. O despacho de fls. 2270 publicada no dia 25/04/2013 porque dirigida ao advogado que não mais representava o autor nestes autos. 2277). 2305/2309 e 2310/2317. A sentença julgou improcedentes os pedidos entendendo que não ter sido provado o elemento subordinação jurídica.ME Origem: 4ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . O prazo de oito dias começou a fluir no dia 14/05/2013 findando no dia 21/05/2013. tempestivo. Nega a relação de emprego. quais sejam. a não eventualidade. a relação entre as partes sempre foi. significando tão somente prestação de serviço na área de serviços jurídicos. Ausente qualquer um destes requisitos. O recurso protocolado no dia 20/05/2013 é. desde 25/09/2006 até 14/07/2011. No dia 02/05/2013 o advogado do autor compareceu ao balcão da secretaria e deu o seu “ciente do r. sentença de fls.2264/2269 que julgou improcedentes os pedidos iniciais. a renovação do ato de publicação da sentença ao atual patrono do autor.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA VÍNCULO DE EMPREGO.0004 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: LEO FELIX VIANNA Recorridos: SB COMERCIAL LTDA RESTAURANTE PALLADIUM LTDA .17. Vejamos.2 MÉRITO 2.1 VÍNCULO DE EMPREGO ENTRE ADVOGADO E GRUPO ECONÔMICO FORMADO POR EMPRESAS DO RAMO DE ALIMENTAÇÃO Narra o autor. 2. laborava na sede da empresa.0099600-66. FUNDAMENTAÇÃO 2.1 PRELIMINAR DE INTEMPESTIVIDADE DO RECURSO ARGUÍDA PELAS RECORRIDAS EM CONTRARRAZÕES Alegam as reclamadas ser intempestivo o recurso ordinário do autor tendo em vista que foi interposto após o decurso do prazo de oito dias contado a partir da primeira intimação para ciência da sentença. a pessoalidade. Assim. cujo objeto era a prestação de serviços judiciais e extrajudiciais. sem prejuízo do prazo recursal. se deu em 13/05/2012 pelo Diário Eletrônico (certidão de fls. Esta decisão determinou. em suma. Razões recursais de fls. que apesar de ter firmado com as reclamadas um contrato de “Prestação de Serviços de Advocacia”. a onerosidade e a subordinação jurídica. que recebia remuneração mensal no valor de 2 salários mínimos. sendo depositados na Caixa Econômica Federal. Contrarrazões das reclamadas às fls. requisito indispensável para o reconhecimento do vínculo de emprego. que dispõe sobre a remuneração dos serviços contratados. conforme determinado pelo Juízo. A primeira ré apresenta sua defesa negando a existência de grupo econômico com as demais reclamadas. o reconhecimento do vínculo de emprego e a condenação das rés no pagamento das verbas dele decorrentes. Onesvaldo. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Redator Acórdão Processo Nº RO-99600-66. Procurador: Dr. Conheço do recurso ordinário do autor eis que presentes os pressupostos de admissibilidade. as partes acordaram: Honorários Profissionais O contratado receberá como honorários de advogado o valor mensal de dois salários mínimos. ou seja.EPP LANCHONETE PALLADIUM LTDA . conta corrente 21000-3. Rejeito a preliminar de intempestividade do recurso arguído pela reclamada em contrarrazões.5. cuja nulidade se pretende. Vistos. 2270 que determinara a renovação do ato de publicação da sentença. 2278/2301 renovando o pedido de reconhecimento de vínculo de emprego e a condenação solidária dos réus no pagamento das verbas pleiteadas na inicial. Aduz o autor. negam a formação do grupo econômico. anualmente. nesta última alegando a preliminar de intempestividade do apelo. em sua inicial. Em seu depoimento pessoal o autor afirmou que o contrato de prestação de serviços de advocacia de fls.8 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Réu Advogado Plurima Réu Advogado LEO FELIX VIANNA Adão Carlos Pereira Pinto(OAB: 008225 ES) SB COMERCIAL LTDA Sara Dias Barros(OAB: 011337 ES) RESTAURANTE PALLADIUM LTDA EPP Renan Sales Vanderlei(OAB: 015452 ES) LANCHONETE PALLADIUM LTDA ME Renan Sales Vanderlei(OAB: 015452 ES) ACÓRDÃO . reajustáveis sempre que houver aumento dos mesmos. João Hilário Valentim. A cláusula 6ª do referido contrato dispõe: Negativa de Relação de Emprego A presente contratação não guarda qualquer relação com vínculo empregatício.5.TRT 17ª Região . foi por ele mesmo redigido em comum acordo com o Sr. 39/43). 2275 tornou sem efeito a intimação de fls. espécie qualificada da relação de trabalho.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Pede a nulidade do contrato de prestação de serviços jurídicos firmado. 3º da CLT. portanto.

fato que infirma o testemunho de Nael Lisboa Barbosa. em condição indiscutivelmente autônoma. Ou seja. 3. . o autor comparecia ao seu escritório particular. em síntese. como porteiro. caracterizado pelo dolo.costumava chegar para almoçar no horário de retirada da comida por volta das 15h. Procurador do Trabalho: Dr. pelo desprovimento do apelo. Rel. deixando agora clara a sua liberdade de dias e horários. que foi confeccionado pelo próprio reclamante. Destaco. local em que trabalha. no particular. vindo da rua” e “. já decidiu este Tribunal: VÍNCULO DE EMPREGO – ADVOGADO. indicada pela própria parte ativa. não eventualidade e pessoalidade. (RO 0096100-21. Neste aspecto. Contraminuta.. por unanimidade. Nego provimento. Mantida a sentença. Para declaração de nulidade de um contrato é necessário que haja comprovação do vício de consentimento. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. 183. durante o período em que perdurou seu contrato com a reclamada. tanto mais quando comparado com o testemunho de Maria da Penha Redigueri Regatieri. 25/01/2006) Ademais.5. Se o erro é grosseiro. Por tais razões. No caso dos autos. 2041/2057 comprovam que o autor atuou como advogado de outras empresas em inúmeros processos judiciais em tramite nesta Especializada.2012.costumava almoçar no restaurante. onerosidade. os honorários sucumbenciais devidos pela parte contraria serão repassados integralmente ao CONTRATADO. às fls.0009. pugnando. “. as verbas cujo pedido se amparava naquela declaração. às fls. também. registro que as reclamadas apresentaram contestação específica contra os fatos alegados na inicial. que denegou seguimento ao recurso ordinário interposto contra a decisão que apreciou os embargos de terceiro. relatados e discutidos os presentes autos de AGRAVO DE INSTRUMENTO.depois do almoço o reclamante ia embora” (fls. 2258). da CLT. Em caso análogo ao presente. 23 de Setembro de 2013 71 Havendo êxito na demanda. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). Razões do agravo.5.. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº AIRO-99800-43. pleiteando. Além disso. o vínculo empregatício não será reconhecido ante a inexistência de subordinação jurídica. no qual disse sem hesitar que o Autor “.4 Agravante Advogado Agravado Advogado Plurima Réu ASSOCIACAO DESPORTIVA FERROVIARIA VALE DO RIO DOCE Allyson Marcello SantAna(OAB: 012312 ES) LUIZ GUILHERME CARVALHO ROCHA Eduardo Neves Gomes(OAB: 010064 ES) DESPORTIVA CAPIXABA S/A PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO .TRT 17ª Região . por inadequação. Por fim. a aplicação do princípio da fungibilidade para processamento do recurso ordinário como agravo de petição. por exemplo. transcrevo trecho da sentença: “Outrossim. em conjunto com o exame de outros elementos dos autos. ainda que se encontrem presentes os três últimos elementos.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.. a testemunha do reclamante Sr.0014 AGRAVO DE INSTRUMENTO Agravante: ASSOCIACAO DESPORTIVA FERROVIARIA VALE DO RIO DOCE Agravados: LUIZ GUILHERME CARVALHO ROCHA DESPORTIVA CAPIXABA S/A Origem: 14ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . o de incidência de multa de 15% em caso de atraso no pagamento dos seus honorários (a partir da terceira parcela).. que está demonstrado o contrato de prestação de serviço e não a relação de emprego nos moldes celetistas. 2259). rejeitar a preliminar de intempestividade do recurso arguído pela reclamada em contrarrazões. José Carlos Rizk – j.. mas que tal fato não altera o deslinde da demanda. na época em que prestava serviços às rés. ainda. quais sejam: subordinação. que a sentença reconheceu a existência de grupo econômico entre as Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 reclamadas.5. por corolário lógico. negar -lhe provimento. no mérito. os documentos de fls. Há de se destacar. Nenhum desses elementos restou comprovado nos autos. não havia exclusividade na prestação de serviço em prol das rés. para a caracterização do vínculo de emprego necessária se faz a presença de todos aqueles requisitos previstos pelo art. em face do que dispõe o artigo 897. RELATÓRIO Trata-se de agravo de instrumento interposto pela terceira embargante contra a r. Des. mantenho a sentença que julgou improcedente o pedido de reconhecimento de vínculo de emprego entre autor e demandadas. PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE.. que o autor sempre possuiu escritório próprio localizado no Ed. conhecer do recurso ordinário e. no qual fez crer que o Autor tinha dias e horários rígidos de trabalho no estabelecimento dos contratantes (fls. E do que se extrai do depoimento da referida testemunha. em síntese. sendo partes as acima citadas.2005. Alexandre Nascimento de Carvalho (fls. que quando não comparecia no estabelecimento dos Réus era chamado ao local. Aliás. negando a existência do vínculo de emprego e. Infere-se do seu depoimento.17. o contrato foi redigido pelo próprio reclamante que cuidou de estipular cláusulas que lhe asseguravam direitos como. no mesmo interrogatório o Autor confessou. mas nem todos os dia. § 1º. em autêntico ato falho.17. tendo o autor patrocinado outras causas de clientes seus. 123/124. erro ou coação. depois de rescindido seu contrato com as reclamadas. 3º da CLT. 2260)”. repita-se. o recurso interposto não deve ser conhecido..17. com a mesma freqüência com que comparece atualmente.0014 Processo Nº AIRO-99800/2012-014-17-00. Vistos.”.0099800-43. Observa-se que o reclamante foi contratado para prestar serviços de assessoria jurídica e advocacia. decisão de fl. 02/21. pois o princípio da fungibilidade não comporta aplicação neste caso. conforme contrato de natureza cível acostado aos autos. segundo seu depoimento pessoal. João Hilário Valentim.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: RECURSO.2012.CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. uma vez que a interposição de recurso ordinário contra a decisão que julga os embargos de terceiro constitui erro grosseiro. Ricamar..

(TRT 21ª R. CONHECIMENTO Conheço do agravo de instrumento. Ora.11. já na fase de execução. a da CLT. haja vista a divergência jurisprudencial e doutrinária a respeito da matéria. é claro ao dispor que: “Cabe Agravo. caput.5. nego provimento ao agravo. "a". e não recurso ordinário.1996. Foram opostos embargos declaratórios e intimado da decisão deste (fl. 117/120. há que se observar a existência de dúvida razoável. que o juízo de primeiro grau não deveria ter considerado a interposição de recurso ordinário no caso em tela como erro grosseiro. ante a expressa previsão legal. MÉRITO Insurge-se o agravante contra a decisão de fl. que denegou seguimento ao recurso ordinário interposto contra a decisão que apreciou a ação de embargos de terceiro. o agravante interpôs recurso ordinário. não merece qualquer reforma a decisão agravada. 26. 117/120. 2. já que. caracteriza erro grosseiro.2007. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 João Hilário Valentim JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora Acórdão Processo Nº AP-102500-81.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. vale citar a jurisprudência: FASE DE EXECUÇÃO – RECURSO ORDINÁRIO – ERRO GROSSEIRO – NÃO-CONHECIMENTO – Decisão proferida na fase de execução desafia agravo de petição.IDAF ALVARO JOAO BRIDI ANIZIO BLUNK NETO ANTONIA APARECIDA A TEIXEIRA ANTONIO ESTEVAO MOREIRA BITTENCOURT ARTUR BALDESSIN AUGUSTO CARLOS GARCIA DE OLIVEIRA CARLOS ROBERTO LUZIA DE FREITAS CELSO ALVES BARBOSA CESAR SANTOS CARVALHO CLAUDIO LUCIO RAMOS DAURO CALDAS LYRA EDITH FERNANDES DOS SANTOS EDITH MARIA BOTELHO DELBONI EDUARDO SAAD GERMANO ELIO CARLOS RODRIGUES VIEIRA ENILDO DONATO EVANI MANOEL DOS REIS EZRON LEITE THOMPSON FABIO CORREA GONCALVES FERNANDO CARLOS BARBOSA CAMPOS GILMAR GAIGHER GILSONEI BOLDRIN BONOMO ILZANIR VIEIRA LIMA IVAN DA SILVA MOTTA IZAURINO BOROTO JAIDER VANDERLEI JOAO BATISTA MACHADO CAMPOS JOSE ALONSO PINTO JOSE ANTONIO RODRIGUES JOSE CARLOS NASCIMENTO JOSE LUIZ DEMONER DE ALMEIDA JOSE MARCO BERGER JOSE MARIA DE CARVALHO NETO ALVARO FERES MEDINA ALVARO JOAO BRIDI ANIZIO BLUNK NETO ANTONIA APARECIDA A TEIXEIRA ANTONIO ESTEVAO MOREIRA BITTENCOURT ARTUR BALDESSIN AUGUSTO CARLOS GARCIA DE OLIVEIRA CARLOS ROBERTO LUZIA DE FREITAS CELSO ALVES BARBOSA CESAR SANTOS CARVALHO CLAUDIO LUCIO RAMOS DAURO CALDAS LYRA EDITH FERNANDES DOS SANTOS .17. atacando a decisão que apreciou os embargos de terceiro. das decisões do Juiz ou Presidente. Analisando-se os autos. incabível a interposição de recurso ordinário para atacar a decisão proferida às fls. Não lhe assiste razão. Assim. 3. Na espécie. no prazo de 8 (oito) dias: a) de petição. verifica-se que a decisão de fls. consoante dicção do art.0008 – (111. de modo que deveria ser aplicado o princípio da fungibilidade recursal. 59) – destaquei.2003) RECURSO ORDINÁRIO – Interposição contra Decisão prolatada em execução (TERMO DE CONCILIAÇÃO). 183. Tal princípio não exige apenas o cumprimento do prazo do recurso devido. Desta forma. Sustenta em seu agravo.09. NÃO CONHECIMENTO – ERRO GROSSEIRO – Das decisões proferidas na fase de execução. pois. Neste sentido. constituindo-se erro grosseiro a interposição em seu lugar de recurso ordinário. pois a interposição de recurso ordinário buscando a reforma da decisão que apreciou os embargos de terceiro. Inaplicável. 897.2011 – p. 897. bem como a ausência de erro grosseiro e de má-fé objetiva. em síntese. da CLT. da CLT. alínea. – RO 0239/1999-066-24-00-4 – Relª Juíza Dalma Diamante Gouveia – J.2.249) – Rel.5.4 Agravante Advogado Agravado Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu ALVARO FERES MEDINA Joaquim Ferreira Silva Filho(OAB: 002814 ES) INSTITUTO DE DEFESA AGROPECUARIA E FLORESTAL DO ESPIRITO SANTO . o princípio da fungibilidade. nos termos do art. por preenchidos os pressupostos para a sua admissibilidade. 23 de Setembro de 2013 72 FUNDAMENTAÇÃO 2. (TRT 24ª R. a interposição de recurso ordinário configura erro grosseiro.0004 Processo Nº AP-102500/1996-004-17-00. – RO 11850050. conhecer do agravo e negar-lhe provimento. por incabível. o agravante incorreu em erro grosseiro. Eridson João Fernandes Medeiros – DJe 06.” Logo. Recurso ordinário não conhecido.1. julgou improcedentes os embargos de terceiro. por unanimidade. 171). o recurso oponível é o agravo de petição. da CLT. o artigo 897. por inadequado. O princípio da fungibilidade não comporta aplicação nas hipóteses de erro grosseiro e esta é a hipótese dos autos. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). já na fase de execução.21. ante as disposições do artigo 897. Desembargador Gerson Fernando Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Des. Procurador do Trabalho: Dr. nas execuções. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região.

em obediência à coisa julgada. mesmo que a ação tenha sido ajuizada após a edição da lei que disciplina a conversão de regime. 23 de Setembro de 2013 73 Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Autor Advogado EDITH MARIA BOTELHO DELBONI EDUARDO SAAD GERMANO ELIO CARLOS RODRIGUES VIEIRA ENILDO DONATO EVANI MANOEL DOS REIS EZRON LEITE THOMPSON FABIO CORREA GONCALVES FERNANDO CARLOS BARBOSA CAMPOS GILMAR GAIGHER GILSONEI BOLDRIN BONOMO ILZANIR VIEIRA LIMA IVAN DA SILVA MOTTA IZAURINO BOROTO JAIDER VANDERLEI JOAO BATISTA MACHADO CAMPOS JOSE ALONSO PINTO JOSE ANTONIO RODRIGUES JOSE CARLOS NASCIMENTO JOSE LUIZ DEMONER DE ALMEIDA JOSE MARCO BERGER JOSE MARIA DE CARVALHO NETO INSTITUTO DE DEFESA AGROPECUARIA E FLORESTAL DO ESPIRITO SANTO . como revelam os termos da Orientação .2. mesmo que a ação tenha sido ajuizada após a edição da lei que disciplina a conversão de regime. relatados e discutidos os presentes autos de AGRAVO DE PETIÇÃO. E. Observe-se o aresto a seguir transcrito.5. às fls. Contraminuta. chamando o feito à ordem para que seja retificado equívoco na autuação.1 DEMANDA ANTERIOR À ADOÇÃO DO REGIME JURÍDICO ÚNICO. 795-797. COMPETÊNCIA RESIDUAL DA JUSTIÇA DO TRABALHO. FUNDAMENTAÇÃO 2. CONHECIMENTO Chamo o feito à ordem para atender à solicitação do Douto Ministério Público do Trabalho quanto ao equívoco na autuação. Alega que deve ser respeitada a coisa julgada.2001. Parecer do Douto Ministério Público do Trabalho. decisão quanto à limitação da execução para restabelecer a decisão de fls. 766/769.IDAF Maria Thereza Silva Marques(OAB: 016633 ES) ACÓRDÃO . – AP 188500-18. sentença exequenda. Compete à Justiça do Trabalho julgar pedidos de direitos e vantagens previstos na legislação trabalhista referente a período anterior à implantação de regime jurídico único estatutário. decisão sob o argumento de que deve ser mantida a decisão de fls. decisão agravada pelos seus próprios e jurídicos fundamentos. julgou parcialmente procedentes os embargos à execução interpostos pelo IDAF e declarou a competência da Justiça do Trabalho para processar a presente execução somente até o advento da LC 187/2000 e consequentemente a multa (astreintes) aplicada. O julgador a quo. às fls. Os exequentes buscam a reforma da r. busca também a exclusão da multa astreintes.0131 – Rel. TST. se reportam ao período de contratação dos reclamantes em regime celetista. entendeu que somente a partir da vigência da LC 187/2000 é que se configura a incompetência material da Justiça do Trabalho e que como os pedidos.17. mas sim o IDAF – Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo. às fls. O entendimento sobre essa questão há muito já foi pacificado no âmbito do C. O Estado (IDAF) requer a reforma da decisão agravada.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 557. buscando a reforma da decisão agravada quanto à Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 impossibilidade fática e jurídica para cumprimento da obrigação de fazer determinada na r.TRT 17ª Região . para que seja determinada a exclusão da multa diária no período anterior a 12/09/2000. 2. ANÁLISE CONJUNTA DOS AGRAVOS DE PETIÇÃO. oficiando pelo conhecimento e não provimento dos agravos de petição interpostos pelo IDAF e pelos trabalhadores. 803-806.06.1996. que afastou expressamente a limitação da execução. às fls.2012 – p. proferida pela MM. Sem razão os agravantes. Des.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA PERÍODO ANTERIOR AO REGIME JURÍDICO ÚNICO. COMPETÊNCIA RESIDUAL DA JUSTIÇA DO TRABALHO. Vistos.2. porque se trata de parcelas decorrentes da relação jurídica celetista antes mantida entre os exequentes e o Estado do Espírito Santo. Razões do agravo de petição do Estado do Espírito Santo. 557. Conheço dos agravos de petição porque presentes os pressupostos objetivos e subjetivos de admissibilidade.17. pois quem opôs embargos à execução não foi o Estado do Espírito Santo. da lavra deste Relator: PERÍODO ANTERIOR AO REGIME JURÍDICO ÚNICO – COMPETÊNCIA RESIDUAL DA JUSTIÇA DO TRABALHO – Compete à Justiça do Trabalho julgar pedidos de direitos e vantagens previstos na legislação trabalhista referente a período anterior à implantação de regime jurídico único estatutário. sendo partes as acima citadas. 119)v96 Resta claro nos autos que a execução é relativa a créditos anteriores à implantação do Regime Jurídico Único.1. buscando a reforma da r.0102500-81.5. sustenta a incompetência absoluta da Justiça do Trabalho para processar e julgar a lide que importa na transformação de vínculo de trabalho com a Administração Pública Estadual. mantendo-se a r. Razões do agravo de petição do exequente. (TRT 17ª R. TST. no período anterior a 12/09/2000. que julgou procedente em parte a ação de embargos à execução determinando a apuração do valor da multa por descumprimento de ordem judicial. MÉRITO 2. Gerson Fernando da Sylveira Novais – DJe 25. 777-789. 4ª Vara do Trabalho de Vitória.771-774. que se coaduna com a exceção prevista na súmula 06 do C. RELATÓRIO Os exequentes e o Estado do Espírito Santo (IDAF) interpõem agravo de petição em face da decisão de fls. objetos dos autos. em decisão ora agravada. por meio da Lei Complementar 187/2000.0004 AGRAVO DE PETIÇÃO Agravantes: ALVARO FERES MEDINA E OUTROS ESTADO DO ESPIRITO SANTO Agravados: ESTADO DO ESPIRITO SANTO ALVARO FERES MEDINA E OUTROS Origem: 4ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . de modo que não se pode falar em incompetência. ocasionado pela Lei Complementar Nº187/2000.

razão pela qual é indevida a multa aplicada à embargante” (fls. Se os embargos não demonstram a existência de omissão. REGIME JURÍDICO ÚNICO. 312/314-v. Conforme bem destacado pelo d. Por fim. não merecem ser providos. FUNDAMENTAÇÃO 2.2011.11.ex-OJ nº 138 da SDI-1 . Aliás.7 Embargante Advogado Embargado Advogado COMPANHIA ESPIRITO SANTENSE DE SANEAMENTO CESAN Stephan Eduard Schneebeli(OAB: 004097 ES) LOZIVAL PEREIRA PASSOS André Luiz Moreira(OAB: 007851 ES) PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO . Com efeito. 138 da SDI-1. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. entender-se que caberia à Justiça do Trabalho dirimir as controvérsias decorrentes dos liames estatutários ou jurídicoadministrativos seria. diferentemente do alegado pelo estado (IDAF) em seu Agravo de Petição a decisão agravada não extrapola a sua competência. o caso dos autos evidencia uma situação peculiar. inclusive.2005. no mérito. a matéria não foi analisada sob os requisitos previstos no art.1. Todavia. Da análise dos autos.DJ 20. eis que prolatada em período em que a Justiça Especializada era competente limitando-se a execução a este período. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. não havendo fundamento legal para excluir a condenação do Estado do Espírito quanto à multa astreinte aplicada em período anterior a LC 187/2000 e limitada a esta data ou prorrogá-la além deste período como pleiteado pelo Exequente. não carecendo de qualquer prova neste sentido e. do contrário. sendo daquele livre de qualquer mácula e plenamente exigível. alegando omissão no julgado.TRT 17ª. todavia. de contradição ou de obscuridade e revelam mero inconformismo da parte com o conteúdo meritório do acórdão.0105800-20. bem como das Justiças Estaduais. mesmo após a sentença. OMISSÃO Alega a ora embargante que o v. 767-verso). Juízo da Execução “após o marco fixado em 12. a mudança de regime – de celetista para estatutário – ocorrida no Estado do espírito Santo por meio da Lei Complementar Nº187/2000.17. às fls.inserida em 27.2000. REGIÃO . limita a execução ao período celetista. “analisar as demais alegações e provas trazidas aos autos.LOZIVAL PEREIRA PASSOS Origem: 6ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA .98. acórdão de fls.. seria buscada tão-somente na abarrotada Justiça do Trabalho. ACÓRDÃO DE FLS. Aduz que quanto aos honorários advocatícios. Não tem a mais pálida razão.CESAN. 312/314 .09. Compete à Justiça do Trabalho julgar pedidos de direitos e vantagens previstos na legislação trabalhista referente a período anterior à Lei nº 8. (1ª parte . João Hilário Valentim. em parte. 23 de Setembro de 2013 74 Jurisprudencial n. não sendo essa a discussão a que se reportam os autos. Sustenta a reclamada que o julgado fundamentou-se no laudo pericial sem. De fato. 804806 que transcrevo.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Com efeito.17. in verbis: 138. ficariam ociosas e. Procurador do Trabalho: Dr. LIMITAÇÃO DA EXECUÇÃO (nova redação em decorrência da incorporação da Orientação Jurisprudencial nº 249 da SBDI-1) . nada tendo a ver com o regime estatutário posteriormente vigente. não há outro entendimento possível à matéria. Pelos fundamentos antes expendidos e transcritos.5. a seguir: Atualmente.0006 Processo Nº ED-105800/2011-006-17-00.584/1970. Portanto.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO.2011. pois.0006 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: COMPANHIA ESPIRITO SANTENSE DE SANEAMENTO CESAN Embargado: O V. negar-lhes provimento. a almejada celeridade processual vislumbrada na reforma. A superveniência de regime estatutário em substituição ao celetista. Vistos. com o deferimento da liminar concedido na ADIN Nº3395-3.ex-OJ nº 249 . inclusive em observância à previsão contida do art. requer o prequestionamento da matéria. RELATÓRIO Trata-se de embargos declaratórios interpostos por Companhia Espírito Santense de Saneamento . mesmo que a ação tenha sido ajuizada após a edição da referida lei. a extensão do regime estatutário (Lei Complementar estadual Nº46/94) pelo Estado do Espírito Santo via Lei Complementar estadual Nº187/2000 é fato público e notório. sendo partes as acima citadas. 2ª parte . não resta dúvida de que.112/90. dizer que toda a super estrutura da Justiça Federal. representaria a falência da Justiça do Trabalho já tão assoberbada. acórdão padece de omissão que necessita ser sanada. observa-se que antes da LC 187/2000 a matéria era inequivocadamente peculiar à Justiça do Trabalho e que se restringe ao período em que os Reclamantes eram regidos pelo regime celetista. por preenchidos os pressupostos para a sua admissibilidade.5. a fim de constar no decisium o perfeito enquadramento fático da matéria. resta evidente a competência desta especializada para executar o título que embasa a presente execução.. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO.CONHECIMENTO Conheço dos embargos declaratórios. qual seja. em face do v. com a devida vênia. nego provimento a ambos os agravos de petição.]. COMPETÊNCIA RESIDUAL. a questão da competência para apreciar e julgar as demandas entre a Administração Pública e seus servidores estatutários ficou resolvida. conhecer de Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 ambos os agravos de petição e.03. não há que se falar em descumprimento de ordem judicial. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-105800-20. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente).04. 131 e 436 do CPC”. 14 e seguintes da Lei nº 5.TRT 17ª Região . simplesmente.inserida em 13.02) Nesse sentido também é o parecer do Douto Paquert. observa-se que os embargos declaratórios interpostos pela embargante estão sendo utilizados com o único . por unanimidade. não podendo aplicar-se ao caso a Súmula 06/TST [.

5º da CF/88. parágrafo único. AUSÊNCIA DE MANIFESTAÇÃO OPORTUNA. 538.CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. 2. 387 e do depósito recursal de fl. na forma autorizada pelo art. pois não teria ocorrido nenhuma das hipóteses de extinção da execução. nego-lhes provimento e imponho a Embargante multa de 1% sobre o valor da causa. Basta que fundamente o entendimento adotado.5. e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. todos os argumentos abordados pelas partes. conferir prazo para a exequente verificar a existência de eventual crédito remanescente. fundamentando sua decisão na Súmula 219 do TST.0005 Processo Nº AP-107800/2009-005-17-00. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). pois não está obrigada a apreciar. o que foi feito às fls. João Hilário Valentim. O agravante. Quanto ao prequestionamento a que se refere à Súmula 297 do TST.A. Vistos.17. do CPC. parágrafo único. ressalto que a reclamada se utiliza dos presentes embargos com o intuito de obter uma nova apreciação de seu apelo. ADICIONAL DE PERICULOSIDADE” do v. com as retificações realizadas pela contadoria do Juízo (fl. Insta frisar que a Corte não está adstrita a fundamentar sua decisão com base nas alegações e provas trazidas pelas partes. com o que concordou expressamente a exeqüente (fl. nos termos do art. Todavia. A exeqüente se insurge. ao tomar ciência da extinção da execução. 794. na forma como procedeu o magistrado . 389) do valor relativo ao principal (vide planilha de fl. após o decurso do prazo. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais. ante a total ausência do vício alegado. porque satisfeitos os pressupostos extrínsecos e intrínsecos de admissibilidade. ou. na hipótese de alegar existência de crédito remanescente. anoto que só tem pertinência e cabimento quando o julgado não haja adotado fundamento explícito sobre o tema ou sobre a questão submetida. decisão de fl. CRÉDITO REMANESCENTE NÃO ESPECIFICADO. por unanimidade. o qual acresceu honorários advocatícios de 15% sobre o valor da condenação. e tendo em vista o manifesto caráter protelatório dos embargos. qual seja. 387. relatados e discutidos os presentes autos de AGRAVO DE PETIÇÃO. pleiteando a reforma da r. RELATÓRIO A exequente interpõe agravo de petição em face da r. 435. Por outro lado. quando ainda pendente recurso de revista no C. Alega ainda houve violação de literal dispositivo de lei. O Juízo de primeiro grau. o Juízo primevo determinou que os cálculos fossem adequados aos termos do acórdão de fls. o que não significa a obrigação de reproduzir textos legais. na forma autorizada pelo art. Dessa forma. 3. 411/416. 378). 216. nos termos do art.0107800-64. do CPC. Não o fazendo no momento adequado. fossem expedidos alvarás na proporção e a quem de direito. I.2009. TST. MÉRITO Após a Contadoria ter adequado os cálculos de liquidação aos termos do acórdão de fls. 538.2. 794 do CPC. decisão de fl. é nítida a intenção da parte de dilatar o prazo recursal. que a execução estaria sendo extinta sem qualquer certeza quanto ao valor devido a título de honorários advocatícios. bem como violação da coisa julgada e violação direta aos incisos XXXVI e LIV do art. 436 para prosseguimento da execução.17. 436. no entanto. Logo. 450/453. 23 de Setembro de 2013 75 intuito de reapreciar matéria já devidamente rebatida no tópico “2. como quer a embargante. 439/447. sendo inapropriada a via dos embargos de declaração para o fim almejado. O que se exige é a adoção de tese e não de reprodução da lei.0005 AGRAVO DE PETIÇÃO Agravante: LUCIA HELENA CARDOSO Agravado: ITAU UNIBANCO S. do CPC. 411/416. No que tange aos honorários advocatícios. ante o pagamento da integralidade do valor homologado e atualizado. acórdão. FUNDAMENTAÇÃO 2. que seja concedido prazo de pelo menos 15 dias para verificação da existência de crédito remanescente.2009. presumindo-se o não acolhimento das teses divergentes. sendo certo que o referido alvará foi extraído do depósito de fl. 5ª Vara do Trabalho de Vitória-ES. conhecer dos embargos declaratórios. em suma. do CPC e determinou que. Beresford Martins Moreira Neto(OAB: 008737 ES) ACÓRDÃO . Procurador do Trabalho: Dr. tendo sido expedido alvará judicial (fl. Não lhe assiste razão. alegando.1. e a reclamada ter efetuado o depósito do valor remanescente apurado pela Contadoria. o agravado efetivou o depósito de tal valor remanescente à fl. necessita de indicar o valor que entende ser devido. caracteriza-se a preclusão. a qual julgou extinta a execução. do CPC. o Juízo primevo julgou extinta a execução. o que deve ser manejado na via recursal própria. no julgado embargado. PRECLUSÃO. Além disso. homologou os cálculos apresentados pela reclamada. Origem: 5ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . outra solução não há senão a declaração da extinção da execução. Razões do agravo às fls. onde se pode constatar que o valor remanescente relativo aos honorários advocatícios e às custas foi obtido abatendo-se o valor remanescente do depósito judicial de fl.5. negar-lhes provimento e condenar a embargante a pagar a multa de 1% sobre o valor da causa.2. 392). o qual acresceu honorários advocatícios de 15% sobre o valor da condenação.TRT 17ª Região .ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 NOVAIS EMENTA EXTINÇÃO DA EXECUÇÃO. o art. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora Acórdão Processo Nº AP-107800-64. ponto a ponto. Contraminuta do agravado às fls.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 375). o julgado adotou tese expressa quanto à matéria. 420/421. Deste modo. Por fim. 535. não há qualquer um dos vícios previstos no art.7 Agravante Advogado Agravado Advogado LUCIA HELENA CARDOSO Esmeraldo Augusto Lucchesi Ramacciotti(OAB: 00232B ES) ITAU UNIBANCO S. CONHECIMENTO Conheço do agravo de petição. da MM.A. pelo não provimento do agravo de petição. 794. na remota hipótese de que seja mantida a decisão agravada. I. alega que o Juízo a quo considerou satisfeita a obrigação sem. sendo partes as acima citadas. Além de os embargos denotarem mero inconformismo com o conteúdo meritório do julgado.

23 de Setembro de 2013 76 sentenciante.6 formulados na petição inicial.0002 Processo Nº RO-108700/2011-002-17-00. igualmente. no presente caso. pois. I.0002 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: KARLA KELLY BOMFIM TRISTAO GUSMAN Recorrido: UNIMED VITORIA COOPERATIVA DE TRABALHO MEDICO Origem: 2ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . não constitui cerceio ao direito de defesa a aplicação da pena de confissão quanto à matéria de fato. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. recorre a autora alegando que. sendo partes as acima citadas.CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA – PROVA TÉCNICA – DOENÇA OCUPACIONAL Sustenta a autora que o encerramento da instrução processual sem a realização da prova pericial médica para apuração da doença ocupacional anteriormente deferida lhe trouxe prejuízos e constitui cerceamento do direito de defesa. deixou de comparecer à audiência para a qual foi intimada sob pena de confissão (conforme intimação de fl.º.5.17.TRT 17ª Região . Vistos. sentença. às fls. I. da lavra do Exmo. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. conhecer do agravo de petição e.2011. Não constitui cerceamento de defesa a aplicação da confissão quanto à matéria de fato e o consequente encerramento da instrução àquele reclamante que deixa de comparecer em audiência para a qual foi intimado sob pena de confissão. incisos LIV e LV. em face da r. Assim. Bom. apesar de não ter sido realizada a prova técnica. Nesse contexto. ainda que nulidade houvesse. em condições inadequadas. visto que os documentos de fls. no mérito.4. FUNDAMENTAÇÃO Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 2. genericamente. já que o auxíliodoença concedido foi de caráter previdenciário (espécie 31). Portanto. do TST. nego provimento.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: CONFISSÃO FICTA.17. Procurador do Trabalho: Dr. porque ausente a demonstração de manifesto prejuízo à parte (CLT. já que o devedor satisfez a obrigação. por unanimidade. que lhe oportunizou a prova do pretenso direito. Logo. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. 794). Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). ENCERRAMENTO DA INSTTRUÇÃO. como determinado pelo Juízo a quo. às fls.º. nos termos da Certidão de fl. Aliás. apesar do meu entendimento de que a prova pericial constitui pressuposto indispensável para o conhecimento dos pedidos formulados na petição inicial. é que na própria minuta de agravo o exequente sequer apontou objetivamente a existência de crédito remanescente a ser apurado.1CONHECIMENTO Recurso conhecido por força do julgamento do agravo de instrumento. 2. Digno de nota. 62/69 demonstram que o INSS não reconheceu o nexo da doença manifestada pela autora e suas atividades na ré. por problemas pessoais. E não é caso de incidência da hipótese categórica prevista no item II da Súmula 74 do TST. não dependem de prova “os fatos afirmados por uma parte e confessados pela parte contrária”. João Hilário Valentim. 331). É bom ressaltar que o prejuízo alegado pela autora só pode ser imputado a ela própria. nos termos da Súmula 74. 343. e não ao juízo. 369-404. 338/340-v. negar provimento ao apelo. 2.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. e não acidentário (espécie 91). nego provimento.0108700-85. Contrarrazões apresentadas. 29/72) não comprova o nexo de causalidade entre a doença e as condições de trabalho. que indeferiu os pedidos decorrentes de suposta doença ocupacional.5 e b. b.5.3. a vindicar prazo para análise de “eventual” crédito remanescente.3 Recorrente Advogado Recorrido Advogado KARLA KELLY BOMFIM TRISTAO GUSMAN Domingos Salis de Araujo(OAB: 007529 ES) UNIMED VITORIA COOPERATIVA DE TRABALHO MEDICO Stephan Eduard Schneebeli(OAB: 004097 ES) PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO .2011. aplicada a ficta confessio e não existindo prova pré- . da CF/88. Nesse passo. a conduta ilícita da empresa e a incapacidade laborativa. além de não se enquadrar nos exatos contornos de prova pré-constituída. o que desencadeou doença de origem ocupacional e redução da capacidade laborativa. a prova pré-constituída caminha em sentido contrário às pretensões obreira. o conjunto probatório demonstra que laborou por quase 10 anos com digitação e trabalhos repetitivos. §2. requer a nulidade da sentença e o retorno dos autos à Vara de origem para realização da prova técnica. 334. Assim. 411. Logo. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. b. do CPC e da Súmula 74. só resta a expedição dos alvarás nas proporção e a quem de direito. Não tem razão. e o consequente encerramento da instrução processual sem a realização da prova pericial anteriormente deferida para apuração da doença ocupacional. do TST. a mesma não seria digna de reconhecimento. que julgou improcedentes os pedidos formulados na peça de ingresso. e invocando os artigos 131 do CPC e 5.2. nos moldes do art. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-108700-85. Se a autora.2NULIDADE . de uma breve leitura do laudo constata-se que a prova técnica não evidencia as supostas “condições inadequadas de trabalho”. nos termos do art. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pela reclamante. 342/355.3 DOENÇA OCUPACIONAL – NULIDADE DA DISPENSA – REINTEGRAÇÃO – DANOS MATERIAL E MORAL – CONFISSÃO FICTA Da sentença. foi aplicada à autora a pena de confissão quanto à matéria de fato. sentença de fls. conforme bem destacado na r. Juiz Roberto José Ferreira de Almada. Quanto à perícia realizada para apuração da insalubridade. Não tem razão. II. pois se limita a descrever as atividades da reclamante na empresa. INOCORRÊNCIA. art. b. requer sejam deferidos os pedidos dos itens b. a prova documental que veio com a petição inicial (fls. inclusive porque. Limitou-se. do CPC.

que a reclamante não gozou auxílio-doença acidentário.213/1991. Nesse contexto. no interstício as seguintes prorrogações: DE 20/05/2009 até 30/06/2009 (fl. Contudo. Aduz. não restou provado nos autos o nexo de causalidade entre a doença e as condições de trabalho. 09/03/2010 (fl. ficando afastada do trabalho. Acrescenta que até a data do ajuizamento da ação ainda continuava em tratamento da moléstia que lhe foi acometida. ainda. e muito menos conduta ilícita patronal a justificar a reparação correlata. os efeitos da confissão ficta quanto à matéria de fato. 30/01/2010 (fl. 50 a 55 que à reclamante foi deferido auxílio doença no período de 27/03/2009 a 09/03/2010. sustenta a autora que na época da dispensa não se encontrava apta para o trabalho. em decorrência da prática de atos repetitivos e da utilização de equipamentos inadequados ao seu tipo físico. Destarte. recebendo benefício previdenciário de 27. o referido documento há de ser admitido como meio hábil de prova. a situação controvertida se concentra na apuração da natureza da moléstia que acomete a reclamante. que diante da ausência da reclamante à audiência. Ausente qualquer um destes requisitos. as cirurgias a que foi submetida e os tratamentos posteriores. são improcedentes também. contrario sensu dos arts.. Quanto à pretendida nulidade da demissão levada a efeito pela reclamada. ou coisa afim. além disso. razão porque passou a sentir fortes dores no ombro direito. Inicialmente. (. A reclamante não faz jus à garantia provisória de emprego prevista no artigo 118 da Lei número 8. 2. nas mãos. A reclamada contesta as alegações autorais. presumem-se verdadeiros os fatos articulados na defesa. Improcede o pedido. alegando que sofre de doença ocupacional decorrente das condições de trabalho a que foi submetida na reclamada a partir de 2006. além da exigência de execução do trabalho com rapidez também incompatível com a condição física e material. restando patente nos autos que ela se beneficiou de auxílio-doença. injustificadamente.2009 até 22. sofreu danos materiais e morais. 67).) INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS A reclamante afirmou que as condições de trabalho a que foi submetida fizeram com que fosse acometida por doença laborativa (síndrome cervicobraquial. haja vista não terem sido preenchidos todos os requisitos ensejadores da reparação civil. sob pena de confissão (fl.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. também por esse motivo. atraindo. a fim de se evitar seguidas nomeações sem resultado. recorre a reclamante dizendo que o . De outro tanto. foi deferida a realização de perícia técnica médica (fl. se paute por dolo ou culpa (art. aduzindo que não há comprovação de qualquer dos danos alegados pela autora. contudo. pelos quais pugna pela reparação. que se falar em reintegração ao trabalho. Frise-se que os documentos de fls. pois não há nos autos qualquer amparo técnico normativo para considerá-las como tais. Ademais. 68). não compareceu à audiência na qual deveria prestar depoimento. cujos abalizados fundamentos adoto in totum: “REINTEGRAÇÃO AO TRABALHO – NULIDADE DA DISPENSA Pretende a reclamante a reintegração ao emprego e condenação da reclamada em parcelas salariais vencidas. 186 e 927 do Código Civil. Pois bem. 7º.03. do CPC. 22/02/2010 (fl. 63). além de fisioterapia e hidroterapia. firmando-se nos exames Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 periódicos que atestaram as condições de trabalho da reclamante durante o vínculo de emprego e o exame demissional que constatou a aptidão. bem assim. 30/11/2009 (fl. e que em 2009 submeteu-se a cirurgia da mão esquerda e em 2010 da mão direita. ocorrendo. 23 de Setembro de 2013 77 constituída a sustentar os pretensos direitos. na etiologia dela. fazendo uso de medicamentos para alívio de dor. é indevida a declaração de nulidade da demissão. foi designada audiência.. sessões de fisioterapia e hidroterapia. A reclamada rechaçou os pleitos. além de passar a ter dificuldades com toda e qualquer atividade manual. findando-se em 22/09/2010 (fl. É sabido que o empregador só assume juridicamente a obrigação de indenizar o seu empregado em caso de acidente de trabalho. não comprovada a incapacidade da reclamante para o trabalho na data de sua demissão. a indenização substitutiva dos salários. e a derradeira. 331 – comprovação de entrega à fl. a reclamante não compareceu à audiência para a qual foi regularmente notificada. e ainda. em razão da incapacidade laborativa. portanto. Pretende. afirmando que a doença alegada não teve origem nas condições de trabalho. ainda. cumpre registrar que a reclamante não impugnou o documento de fl. 64). além da inexistência de relação da moléstia apresentada pela reclamante com o trabalho desenvolvido em suas instalações. não havendo nexo causal e que a autora não padece de doença ocupacional. Não restou comprovado. O pedido constante na inicial relativo à indenização por danos morais e materiais encontra respaldo na culpa da reclamada pela doença ocupacional que teria sido desenvolvida pela reclamante. no pescoço. Vale frisar. por conta de esforços repetitivos e risco ergonômicos existentes no ambiente da faina. não restou demonstrado o nexo de causalidade e a responsabilidade aquiliana do empregador. Por corolário lógico. em relação aos quais não haja prova em sentido contrário nos autos. 69). quando de sua demissão. Visando a apuração. O reclamado contestou os pedidos.4ADICIONAL DE INSALUBRIDADE Da sentença.” Logo. conquanto comprovem que a reclamante apresentou o quadro clínico narrado na inicial. razão pela qual mantenho a bem lançada sentença. extrai-se dos documentos de fls. que não agiu com dolo ou culpa. portanto. razão pela qual toma por nula sua dispensa e pugna pela reintegração ao trabalho. torna-se impossível a responsabilização do empregador pela indenização respectiva. assim. a nulidade da dispensa. a teor do artigo 343. ou qualquer nexo de causalidade entre a doença que a reclamante alega ser portadora e as condições de trabalho mantidas pela reclamada. não assiste razão à recorrente. Esclarece que em razão de tais moléstias. que indeferiu o pedido de adicional de insalubridade com arrimo no laudo pericial. quer de ordem material quer de ordem moral. No caso destes autos. 331-verso). da Constituição Federal). não havendo. a incapacidade ocupacional. nego provimento. tampouco em ressarcimento de despesas médicas. desde que seja atestado o dano e. 306). Feitas essas ponderações. 66). a teor do artigo 186 do Código Civil. 08/07/2009 (fl. bem assim. conforme fartamente explanado acima. os pedidos de pagamento das parcelas salariais pretendidas ou qualquer indenização correspondente. parágrafo 2º. 125 – Atestado de Saúde Ocupacional – ASO – que data de 28/03/2011 e atesta a sua aptidão na época da demissão. não há qualquer dano a ser ressarcido. hospitalares. tudo desde sua demissão. em face das dificuldades de se nomear um perito. síndrome costoclavicular e síndrome do túnel de carpo). a reclamante. inciso XXVIII.2010. 29/72. com o pagamento de indenização substitutiva pelos salários e consectários legais desde a data da demissão.09. sendo a reclamante regularmente intimada. Frise-se que não se pode pretender que o Juízo conclua com base nos elementos dos autos que as lesões indicadas pela autora não sejam de caráter degenerativo e que estejam catalogadas no manual de procedimentos para os serviços de saúde – Doenças Relacionadas ao trabalho. 65).

esclareço que.07. da CLT. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. já se encontra incluída no dia de descanso. 193 da CLT. Logo. contra meu voto. dou parcial provimento ao pedido de pagamento do adicional de insalubridade. e no período compreendido entre 30.2008. em grau médio. no grau reconhecido no LTCAT. por unanimidade. E apesar de o expert concluir que a atividade da reclamante não ensejava o adicional de insalubridade por exposição a agentes biológicos. nos termos do Anexo 14 da NR-15.2006 (marco prescricional fixado na sentença) e outubro de 2010.08. data da publicação da Súmula Vinculante nº 4 do Supremo Tribunal Federal. de 14/09/2012 do TST. deixa claro que ela ficava exposta de forma intermitente a agentes biológicos. e se a parcela é devida mensalmente. até 09. aplica-se o salário mínimo. O contato se dava de forma intermitente. a agentes biológicos. no grau reconhecido no LTCAT. BASE DE CÁLCULO (redação alterada na sessão do Tribunal Pleno em 26. salvo critério mais vantajoso fixado em instrumento coletivo”. nos termos do art. pediátrica e adulta. e por não haver relatos de entrega e uso de equipamentos de proteção. com custas de R$100.2008 . férias acrescidas de 1/3. o cálculo da insalubridade. determino que de 30.5ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA Prejudicada a análise da assistência judiciária. inverter o ônus da sucumbência quanto aos honorários periciais. o adicional de insalubridade será calculado sobre o salário básico. ao pedido de pagamento do adicional de insalubridade.08.CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. Arbitrar o valor da condenação em R$5. e FGTS com indenização de 40%. 2. com reflexos. em grau médio. que acrescentou à Súmula 228. Pela eventualidade.º 228. tal qual previsto na Lei 605/49. nada a deferir. apresentam a conclusão de que foi detectada a “possibilidade” de exposição habitual e permanente dos atendentes de recepção da emergência. a Juíza Relatora. apesar de não ter sido alterada a função da obreira. pela recorrida. tenho perfilhado entendimento de que ante a omissão da Corte quanto à modulação quanto à sua eficácia. não resta dúvida de que a reclamante faz jus ao adicional pleiteado. João Hilário Valentim. da Súmula 74 do TST. tanto que ele foi pago até 2003 e voltou a ser pago em novembro de 2010. Inverto o ônus da sucumbência quanto aos honorários periciais. E após. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Desde a edição da SV-04 pelo STF. conforme LTCAT. gratificação natalina. 2.REDAÇÃO DADA PELA RESOLUÇÃO 185/2012 Apesar de a reclamante silenciar em suas razões recursais sobre a base de cálculo do adicional de insalubridade.000. em razão da aplicação analógica do § 1º do art. 23 de Setembro de 2013 78 LTCAT apresentado pela empresa demonstra que suas atividades eram ensejadoras do adicional pleiteado. como a matéria depende de prova técnica e que esta foi realizada nos autos. ou seja. Procurador: Dr. anexados ao laudo pericial (fls.00 pela reclamada. Tal entendimento foi consagrado pela Resolução 185. Sustentação oral da advogada Ana Carolina Machado Vieira. 24/28.00. férias acrescidas de 1/3. em grau médio. pelo salário-base do empregado. Desse modo. foi pago até 2003 e voltou a ser pago em novembro de 2010.2008 se faz pelo salário mínimo. argumenta que a exposição eventual não exclui o direito pretendido.08. Logo. A Reclamada em seus documentos LTCAT apresentados ao Perito (anexo ao laudo) reconhece o risco biológico na função da autora e atividades da Reclamante por se tratar de ambiente hospitalar. tendo em vista a sua concessão em sede de agravo de instrumento. tendo em vista que a insalubridade é caracterizada pela avaliação qualitativa.2006 a 09. o que já seria suficiente para concluir pela existência do direito.06. requer reforma do decisum para que lhe seja deferido o adicional de insalubridade. STF e a interpretação dada a ela. de acordo com a redação conferida à Súmula Vinculante 4 do C. conforme por ela relatado e comprovado pelos contracheques de fls. há de prevalecer sobre a confessio de que cogita o item I.2008) . com revezamento de atividade administrativa e de atendimento aos clientes entre as recepcionistas do turno. DJ 04 e 07. porque a autora recebia salário mensal. Vencidos. que dava provimento nos termos da nova redação da Súmula 228 do TST e o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais que fixava como base de cálculo o salário base durante todo período.07. quanto à base de cálculo do adicional de insalubridade. aplicada por analogia ao caso in análise: A Reclamante laborou como Atendente em Emergência Adulto e Pediátrico da Reclamada e desenvolvia suas atividades atendendo a pacientes ou acompanhantes para a elaboração de ficha cadastral e encaminhamento ao atendimento necessário. Prejudicada a análise da assistência judiciária. inclusive. Todavia. ante a apuração do voto médio. gratificação natalina. mister fixá-la. por força do julgamento do agravo de instrumento. O adicional se integra aos seus salários para fins de aviso prévio.1BASE DE CÁLCULO DO ADICIONAL DE INSALUBRIDADE SV 4. dar parcial provimento.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.2008 o adicional de insalubridade seja calculado com base no salário mínimo e daí até outubro de 2010 seja calculado com base em seu salário-base. em vista da impossibilidade de substituição por meio de decisão judicial. na forma da Súmula 364. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: o Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). conhecer do recurso. Inicialmente. e no período compreendido entre 30. determinar que a base de cálculo do adicional de insalubridade seja o salário mínimo.4. Assim. No mérito. e não quantitativa.05. 274/280). o qual. até a edição de lei versando sobre o tema. ao fundamento de que. ou seja.Res. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora . e FGTS com indenização de 40%. Não bastasse isso.2006 (marco prescricional fixado na sentença) e outubro de 2010. e que tal condição enseja adicional de insalubridade em grau médio. os Laudos Técnicos de Condições Ambientais do Trabalho (LTCAT) da reclamada. seus efeitos se dão em caráter ex nunc. 790-B. Diante do exposto. Vejamos. nos termo do art. 148/2008. devendo o adicional integrar aos seus salários para fins de aviso prévio. por maioria. do STF – EFEITOS x SÚMULA 228 DO TST . prevaleceu entendimento de aplicação do salário mínimo como base de cálculo do adicional de insalubridade em todo o período. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.05. não havendo norma coletiva dispondo acerca desta base de cálculo. da CLT. Alega que também não foi apresentado o PPRA e produzida prova de neutralização do agente por meio de fornecimento de EPI ou treinamento. Quanto ao RSR. 09 e 10. 790-B. 3.Republicada DJ 08. Súmula cuja eficácia está suspensa por decisão liminar do Supremo Tribunal Federal A partir de 9 de maio de 2008. o seguinte adendo: “SÚMULA N.

pois quando exerceu a . 2. Contrarrazões às fls. à luz da interpretação do Enunciado 330 do E.ENQUADRAMENTO SINDICAL – FINANCIÁRIO . ATIVIDADE TÍPICA FINANCEIRA. 571/573. ainda que em outra empresa do mesmo grupo econômico. expressamente. pois a terceirização de serviços da área meio é permitida por lei. que julgou procedentes em parte os pedidos contidos na peça exordial. exatamente o critério fixado pela r. Acrescem que suas reais empregadoras foram a DADALTO e PROMOV. relativamente às parcelas nele especificadas. no mérito. FUNDAMENTAÇÃO 2. Razões recursais.5. §3º. em 10. posto que os recorrentes postulam a sua incidência a partir do ajuizamento da reclamação. em síntese. 529 e ss.GRUPO ECONÔMICO . por isso. relativamente. 526/527v. defendendo.9 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Autor Advogado DADALTO ADMINISTRACAO E PARTICIPACOES S/A José Hildo Sarcinelli Garcia(OAB: 001174 ES) SIMONI NASCIMENTO TEMPORIM Ary Rabelo Paulucio(OAB: 002452 ES) PROMOV SISTEMA DE VENDAS E SERVICOS LTDA José Hildo Sarcinelli Garcia(OAB: 001174 ES) PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO .INOCORRÊNCIA As empresas propagam a prescrição total em relação ao contrato de estágio. EQUIPARAÇÃO. mas apenas parcial tal como reconhecido na sentença. sendo válida a quitação. propagando prática de “ato único”.1. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 2.0114500-92. menos ainda com os fatos que envolvem o presente processo. Se o reclamante exerce atividade típica financeira. às fls. Aliás.2. cuja dispensa se deu em 1/9/2006. que foi contratada pela DADALTO ADMINISTRAÇÃO (1ª reclamada). sendo partes as acima citadas. 285/305) confirma as alegações da reclamante e demonstra que ela.ENQUADRAMENTO SINDICAL. 2ª Vara do Trabalho de Cachoeiro de Itapemirim – ES. sentença de fls. por falta de interesse recursal.CARÊNCIA DE AÇÃO As reclamadas renovam a argüição de carência de ação.2008.O § 2º do art. mesmo sob o enfoque do Enunciado nº 330. a tese defendida não tem pertinência temática com o objeto da pretensão. tem direito ao enquadramento sindical na categoria dos financiários (art.17. Dele não conheço quanto aos juros de mora. na exordial.4. da CLT). RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelas Reclamadas em face da r. 477 da Consolidação das Leis do Trabalho foi a que lhe deu o Colendo Tribunal Superior do Trabalho com o Enunciado nº 41. a manutenção da decisão recorrida. e se o fundamento da pretensão é a soma de períodos descontínuos (unicidade contratual) é evidente que não há prescrição total.ATIVIDADE FINANCEIRA – JORNADA DE SEIS HORAS. Assim sendo.2011. uma vez que nunca exerceu operações financeiras. prestou serviços em favor de outra empresa do grupo. 477 Consolidado.TRT 17ª Região .ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: I . 526/526v). por ausência de ressalvas no TRCT. Nego provimento ao recurso. ao enquadramento da reclamante como financiária. Pois bem.10. e não apenas à DACASA FINANCEIRA.PARCELAS CONSTANTES DO TRCT – AUSÊNCIA DE EFICÁCIA LIBERATÓRIA .A SOCIEDADE DE CRÉDITO FINANCEIRO E INVESTIMENTO. Vistos. II . apenas.2011. sendo que em ambos os períodos. e em relação à “alteração contratual” ocorrida em 2008.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. como “caixa 1".PRESCRIÇÃO TOTAL . à época própria para aplicação dos juros e correção monetária e à assistência judiciária gratuita. As reclamadas requerem seja a reclamante enquadrada na categoria dos comerciários. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. Ora. se a ação foi ajuizada em 19/11/2011. Por fim. postulou a reforma da decisão quanto à prescrição. 2. prestava serviços nas dependências da DACASA FINANCEIRA. Todavia. desde o início de sua contratação. sendo válida a quitação.0132 Processo Nº RO-114500/2011-132-17-00. às fls. CONHECIMENTO Conheço parcialmente do recurso ordinário. Alegam que esse fato não gerou vínculo com a DACASA FINANCEIRA. alegando haver quitação geral das parcelas trabalhistas. que a contrataram para prestar serviços na área administrativa a todas as empresas do grupo. O laudo pericial (fls. da lavra da magistrada Angela Baptista Balliana Kock.17. atuando como Financiária e não como Comerciária. a DACASA FINANCEIRA S. já que se encontra em plena vigência o § 2º do art. às mesmas parcelas.0132 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: DADALTO ADMINISTRACAO E PARTICIPACOES S/A E OUTRO Recorrido: SIMONI NASCIMENTO TEMPORIM Origem: 2ª VARA DO TRABALHO DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM . Nego provimento. e.5. expressamente. apenas. 511.QUITAÇÃO GERAL . Quanto à “alteração contratual” não há nenhum pedido fundado em alteração de norma interna do empregador. 23 de Setembro de 2013 79 Acórdão Processo Nº RO-114500-92. nenhuma quitação geral se pode extrair do termo rescisório colacionado aos autos. 477 Consolidado dispõe. que dispõe. 576/585.3. que o instrumento de rescisão deve ter especificada a natureza de cada parcela paga ao empregado. alegando não ser possível o enquadramento como financiária. já que nele não há registro de pagamento de qualquer das parcelas postuladas nestes autos. sendo transferida para a PROMOV (2ª reclamada) em 01. GRUPO ECONÔMICO.11. Comprovantes do recolhimento das custas processuais e do depósito recursal. que o instrumento de rescisão deve ter especificada a natureza de cada parcela paga ao empregado. sentença (fls. complementada pela decisão de embargos de fls. arguindo preliminar de carência de ação. TST. ressaltam que a Súmula 129 do TST ampara a existência de uma empresa com o intuito de fornecer mão-de-obra para outras do mesmo grupo econômico. Não lhe assiste razão. prolatada pela MM. nem fora contratada por empresa desta atividade econômica. às horas extras.2007. mantenho a sentença. A reclamante sustenta. 518 e ss. a melhor exegese do art. FINANCIÁRIOS.

o grupo econômico se vale da intermediação das reclamadas para fraudar a lei e frustar os direitos trabalhistas de seus empregados. com isso. tais como: pagamento de água. como nos mostra a Súmula 239 do Tribunal Superior do Trabalho: Nº 239 . 40). analisar e liberar a quantia referente ao empréstimo efetuado através do Termo de adesão de crédito pessoal.17. por razões que abordarei adiante.03. que desenvolve seu trabalho em atividade terceirizada.2011. ainda que se permita a terceirização.5. de modo que a intenção das rés se mostra irrelevante. tem os mesmos direitos individuais e salários dos empregados da tomadora dos serviços exercentes da mesma função. nos acórdãos proferidos nos autos das RT's 004430072. desde logo. nos termos das seguintes Ementas: ‘A evolução que admite a terceirização não pode. em hipótese alguma.3ª R .. A fraude.2010. implicar em desigualdade social. Ainda que se entenda que esses serviços eram atividade-meio.0008.5. como v. função ínsita à exercida pela atividade financeira.DJMG 29. (INCORPORADAS AS ORIENTAÇÕES JURISPRUDENCIAIS NºS 64 E 126 DA SDI-1) É bancário o empregado de empresa de processamento de dados que presta serviço a banco integrante do mesmo grupo econômico.2010.17. eis que em seu objeto não consta o exercício de atividades financeiras. qual seja. Ou seja. a CVRD era a maior acionista e é inegável que teve participação ativa na decisão da sua paralisação por não apresentar bons resultados. a qual foi rechaçada por esse TRT através de dezenas de decisões. em que pese ser dotada de personalidade jurídica própria e. EMPREGADO DE EMPRESA DE PROCESSAMENTO DE DADOS.011. a meu ver.96 . 0095500-27. nos autos da RT1367. a criação de empresas para atuação no mesmo ramo não representa qualquer ilegalidade.17. luz. considerando que o trabalhador seja empregado da empresa prestadora e não da empresa tomadora. Desse modo.2011. a sua inserção no âmbito da administração do grupo econômico.019/74. do bimestre Julho-Agosto de 2004. ante a objetividade da matéria tratada).00-6).. São as seguintes as considerações de Souto Maior que aproveito: ‘A implementação desta ‘técnica administrativa’ não pode. boletos bancários diversos que tenha código de barra. já que são inúmeros os casos já apreciados por esta Corte Trabalhista Regional em que trabalhadores são contratados pela Dadalto para laborar na DACASA. não cabe perquirir se ela quis ou não.pág. há se fixar alguns parâmetros jurídicos. conferindo os documentos e valores monetários encaminhados pela Tesouraria e vice versa.’ (TRT . Como conseqüência. efetuar atendimentos aos clientes DACASA sobre dúvidas nos pagamentos” (fls. Jorge Luiz Souto Maior.b). realizar fechamento de caixa. me convenci de que o melhor caminho é o respeito à proteção do trabalho e não a sua alteração formal ou declarações de nulidades dos atos formais e registros executados pelo grupo econômico. E. exceto quando a empresa de processamento de dados presta serviços a banco e a empresas não bancárias do mesmo grupo econômico ou a terceiros. Utilizá-la para pagar salários menores que os observados pela tomadora quanto aos seus empregados que exercem a mesma atividade é ilegítimo.2ª T . a realidade é que ela atua como mero prolongamento das várias atividades da segunda ré. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Mutatis mutandis. “ A Norpel integra o mesmo grupo econômico da CVRD e prestava serviços exclusivamente para esse grupo econômico. Vale notar que o estudo em referência até sustenta a tese dos autores de declaração de vínculo diretamente com o tomador dos serviços. Logo.0131. dado o intuito de atender aos interesses e as necessidades do Grupo. a de que a holding teria sido criada com o fim de fornecer mão-de-obra para as suas controladas.5.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 009020069. Ricardo A. do TST. afastando-os dos direitos garantidos aos que são formalmente contratados pela empresa principal. constituindo-se em prática voltada à distorção dos preceitos protetivos da legislação trabalhista. embora o verdadeiro empregador seja a Dacasa Financeira. no qual traz valiosos subsídios para a compreensão da matéria. deixo claro que o critério é objetivo. ainda que se admita administração autônoma (a averiguação disso é irrelevante.0010.2007. o que corrobora a tese esposada na sentença e atrai a aplicação da Súmula 55.5. ‘A analogia legis implica no reconhecimento de que a questão sub . Dentre as suas vantagens não se inclui a diversidade salarial ou de direitos individuais do empregado e independente da pessoa que seja seu empregador. No entanto. pois o direito brasileiro só admite a criação de empresa fornecedora de mão-de-obra temporária na forma do artigo 2º da Lei 6.17. fato que obviamente se constitui em fraude.g. Analisar e liberar crédito direto nos caixas para clientes pré-selecionados denominados Promoção Fidelidade. validamente. 23 de Setembro de 2013 80 função de caixa I realizava: “recebimento do público em geral de prestações que não estejam vencidas. Disse sua Excelência que: “(. causar prejuízos à classe obreira. chamados de limites civilizatórios por Gabriela Neves Delgado. Os objetivos da terceirização não se lastreiam em lucro maior ou menor. é o que ocorre no presente caso e. através da intermediação ilegal de mão-de-obra. O empregado de terceirizante. evidente.2011. ou em acirrar a sociedade injusta para atrair a prevalência de menor custo em detrimento do trabalhador com aumento de lucratividade do empreendimento. dentre outros. representar a impossibilidade dos trabalhadores adquirirem e receberem integralmente os seus direitos trabalhistas pelos serviços que prestem’. o grupo econômico tem tradição em fraudar a lei trabalhista. há confissão de que está havendo fraude contra o próprio contrato social de ambas as empresas. a autora trabalhava como financiária. ícone do pensamento jurídico-trabalhista brasileiro. Ao julgar processo semelhante (RT 0888.17. A propósito. A ilicitude surge quando essa criação leva à lesão de direitos trabalhistas e ao afastamento de garantias aos trabalhadores. Mohallem . já que a análise e liberação de crédito não constitui atividade típica de comerciário e sim de financiário. 05430032.006 e o faço também neste caso.BANCÁRIO. a súmula 239 nos serve para mostrar que a criação pela empresa principal de empresas satélites com o escopo de lhe prestar serviços que numa visão estreita escapariam da sua finalidade (na verdade a cadeia produtiva é tão complexa que dizer que uma atividade não é essencial representa um risco de gafe produtiva ou tecnológica) não pode jamais representar prejuízo para os trabalhadores.RO nº 16763/95 Rel. Portanto. é pois.0161. faz cair sobre ela uma evidente ingerência direta.0131. para impedir que a terceirização aniquile toda a história de conquistas da classe trabalhadora. A jurisprudência trabalhista já vem se firmando no sentido de destinar a trabalhadores apanhados dentro dessas situações os mesmos direitos destinados aos empregados formais das empresas tomadoras dos seus serviços. O primeiro efeito jurídico a ser fixado é o de que se devem respeitar os mesmos direitos para os trabalhadores da empresa tomadora e os da empresa prestadora. a empresa confessa outra fraude. 423/424 – quesito 1. Afora isso.2007. 0045700-15.) Em princípio. vali-me dos fundamentos expostos pelo Exmº. Juiz Ney Álvares Pimenta Filho. braço financeiro do grupo. elaborou trabalho científico para a revista virtual Júris Síntese nº 48. Aliás. Além disso.

A burla.019/74. Rel. como não poderia deixar de ser.3ª R . que se pratica. mas também à toda a coletividade. a Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 profissionalidade do empregado e lhe conferi todos direitos que a lei e as normas coletivas concedem aos bancários. que são para mim relevantes. como bem jurídico da pessoa humana. a partir daí. Se o reclamante exercia atividade tipicamente bancária. indefiro o pedido dos autores de declaração de que o vínculo se formou diretamente com a segunda ré.006.2004. diminui ou praticamente anula as possibilidades de acesso à carreira.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. demonstra que apesar de manter a regularidade formal do contrato havido entre o empregado e sua empregadora. ENQUADRAMENTO COMO BANCÁRIO. O trabalhador é transformado em mero objeto.95. àquelas expressamente postuladas na presente ação e que adiante serão examinadas. destina-se a todo tipo de relação idêntica e que decisão idêntica deve ser tomada mesmo em eventual Ação Civil Pública ou substituição processual ampla e. me parece a mais correta sempre que as empresas envolvidas sejam integrantes do mesmo grupo econômico. nos autos 1667/97. sem possibilidade de maior acesso. in fine da CF/88. ao qual realmente servem. não há impedimento legal a que as empresas se organizem juridicamente e isso significa dizer que nesses termos elas podem se dividir. deve cair sob sua égide por semelhança de razão (ubi eadem legis ratio. essa ótica. ibi eadem dispositio). é importante registrar que a praxe. não só por força dos dispositivos legais citados. porque. data venia dos judiciosos argumentos em prol da nulidade da contratação e formação do vínculo diretamente com o tomador. em regra.3ª T . 7º. sentença em face do seu efetivo labor como financiária. os quais louvo a presente decisão: “A marchandage. DO. 01434/2006. segundo investigação do Ministério Público do Trabalho. sem condições de reivindicações. gradativamente. É condenada pelo mundo inteiro. (TRT . a exploração do trabalho alheio. E além desses aspectos práticos. reputando. Como coloquei anteriormente. me pronunciei: “TRABALHADOR QUE DESENVOLVE ATIVIDADES TIPICAMENTE BANCÁRIAS. Com efeito.02. 29. §2º. salário compensador e. Além da fraude aos direitos individuais dos trabalhadores. Não devemos nos esquecer que. são apenas nove trabalhadores.56).” Ainda que desnecessário. inciso XXXII. que causa grave dano não só ao trabalhador. a consequência mais nefasta está na seara do direito coletivo.00-8 em que contendiam Bruno Fernandes Poncio x Transpev Processamento e Serviços Ltda. diante da prática de fraude ao artigo 511. incompatível com o espírito mercantilista que envolve tais contratações. Tais contratos coonestam a ilegalidade dos agentes da marchandage no Brasil destruindo assim. Por essas razões. mesmo quando lícita. limitando-as. por não serem enquadrados sindicalmente.RO nº 08157/94 . acresço que ao julgar o RO 01930. razão pela qual tem o direito de ver seu contrato de trabalho regido pela Convenção Coletiva do Sindicato dos Profissionais Bancários”(Ac. É a continuidade na empresa que assegura direitos ao trabalhador como promoção na carreira. seja por reduzir o nível salarial do cidadão que ingressa no mercado de trabalho e em consequência reduz a circulação de riquezas. têm seu valor e trabalho menosprezados. Desde o tratado de Versailles se declara que o trabalho não é mercadoria. a mais condenada forma de comércio. 511 da CLT. os aspectos práticos são muitos e justificam a opção.08. além do abuso da personalidade jurídica. a tese. com muito maior razão os trabalhadores contratados de forma permanente por empresa interposta para a prestação de serviços essenciais à empresa cliente terão direito a todas as vantagens asseguradas à categoria dos empregados da mesma. tais empregados ficam condenados à marginalização salarial. Juíza Sônia das D.Rel. de forma apenas um pouco mais amena. mas também porque a empresa DACASA FINANCEIRA é a única receptora dos serviços e das energias despendidas pela autora. Dionísio. A estes o valor individual pouco ou nada interessa. a perceber os direitos reconhecidos pela r. evitam-se gastos com a implementação e a fiscalização junto à empresa principal em relação a tais alterações. pois. de 17. não pode servir de instrumento de redução dos custos de mão-de-obra se isto implicar em violação do princípio constitucional da isonomia’. trocar de nomes. da Lei nº 6. porque este representaria melhoria salarial. A terceirização de mão-deobra. teria sido praticada por várias empresas financeiras e. 23 de Setembro de 2013 81 judice. Se os trabalhadores temporários. seja porque impede o acesso à categoria profissional de que cogita o artigo 511 da CLT. corretíssima a pretensão de que a eles se apliquem todas as benesses dos empregados da CVRD. mas objeto de especial tutela do Estado. Tal ementa. o juiz Guilherme Piveti. por força do artigo 12. de deixá-la ao desamparo das normas coletivas aplicáveis. porque são alugados por terceiros. desde que não cause prejuízos aos trabalhadores. E. sem dúvida. Evitam-se rasuras na CTPS. a nulidade afeta exclusivamente as cláusulas contratuais prejudiciais e não a formação do contrato em si. apresentou os fundamentos. da Organização Internacional do Trabalho reunida em Filadélfia em 1944. eventualmente. Simplesmente não há na legislação impedimento a que o façam se respeitados os direitos de seus trabalhadores. A respeito deste tipo de fraude.2006). mas. mudando o que deve ser mudado. eis que o contrato social não permite que a empresa tenha por objeto o fornecimento de mão-de- . p. A história empresarial no Brasil é farta de notícias de modestos contínuos que chegaram altas direções de grandes grupos. de resultado financeiro em nada diferente da posição que abraço. todavia. a autora tem direito. não estando a ré autorizada a proceder a discriminação de lhe pagar direitos inferiores aos que são outorgados à sua categoria e muito menos. nos termos do § 3º do art. dispensam-se ofícios à Previdência Social e à CEF para alteração de dados (e com isso reduzem-se as chances de problemas no encontro de informações futuras nos sistemas desses órgãos) e. impende imaginar a sorte e variedade de problemas com esses atos. na categoria profissional para a qual estão trabalhando. há o amparo jurídico à livre estruturação interna das empresas. fundir. etc. Vale dizer. ante o disposto nos artigos 128 e 460 do Código de Processo Civil. representa a semiescravidão. integra categoria diferenciada. em si. se não respeitados. no caso concreto. Logo. representando um retrocesso legal. é. cujo “único” limite é o respeito aos direitos de terceiros. DJMG. da CLT. a legislação social”. o trabalhador desamparado não oferece riscos quanto ao exacerbamento do espírito indicatório. norma consagrada também pela Conferência Internacional do Trabalho. porque esse ato configura concorrência desleal. apesar de não se enquadrar no dispositivo legal. visto que tal ato configura violação direta ao art. até a estabilidade. por isso. a. Freire Pimenta. Não participando dos dissídios coletivos das categorias a que efetivamente deveriam pertencer. garanti pelas mesmas razões.17. Assim. não obstante a regularidade do contrato firmado com a reclamada. melhores postos. Se não se vinculam ao estabelecimento. em que se enquadra a hipótese versada. fazem jus a remuneração equivalente à paga aos empregados da mesma categoria profissional da empresa tomadora de seus serviços.

não obstante existência de Súmula mais favorável ao que foi pedido na inicial. alegando. 3.6.12. pois apenas o pagamento espontâneo dos salários é que se sujeita ao prazo do artigo 459. 7º. participação nos lucros e gratificação de caixa). não estão presentes os requisitos previstos na Lei 5. do Banco Central. a partir do dia 1º”. 2. 3. CORREÇÃO MONETÁRIA Os recorrentes alegam que o artigo 459. Mantido o valor da condenação.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. constatando que a autora não tem condições de pagar as custas do processo sem prejuízo do sustento próprio ou da família. Além disso. TST. conforme item 2. Garcia. nego provimento. devido é o enquadramento da autora na categoria de Financiária. ajuda alimentação. 2. Des. com fulcro no artigo 790. Alega que. autorizam a instituição de correspondentes bancários pelas instituições financeiras. por conseguinte. Se essa data limite for ultrapassada.17. representações das instituições bancárias em pequenos estabelecimentos comerciais varejistas.04. Ainda que seja despiciendo.3. destaco que a r. Por óbvio deverá ser observado o marco prescricional. pois. pelo recorrente. José Hildo S. 459 DA CLT.0. tal como desenhado pelo art. bem como elidir a aplicação das normas coletivas dos financiários aos seus empregados. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de . da CLT conferiu uma faculdade ao Juiz. o mesmo pedido de enquadramento. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. que a autora está assistida por advogado particular e. 2. SALÁRIO. Presença do Dr. alegando a impossibilidade de equiparação a essa categoria. 03. a norma se sobrepõe à jurisprudência. e. negar-lhe provimento. BENEFÍCIOS PREVISTOS NA CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO As reclamadas requerem a exclusão da condenação do pagamento dos benefícios da CCT dos financiários (auxílio refeição. para fins trabalhistas. é óbvio que as horas extras serão calculadas utilizando-se o divisor 180. da CLT e na Orientação Jurisprudencial nº 304. 224 DA CLT). conhecer parcialmente do recurso ordinário.584/70 para a concessão do benefício. Fábio Silva Rabelo. Não tem a mais pálida razão.5. nos termos do voto da Relatora. A constituição e o funcionamento de pessoa jurídica que tenha por fim a intermediação de acesso a crédito criado por bancos múltiplos ou sócios deles devem ser consideradas. dessa forma.00. Não tem nenhuma razão. Por corolário lógico do reconhecimento do enquadramento na categoria de financiários. Quanto ao fato de que as Reclamadas não foram signatárias da convenção coletiva dos financiários. CLT). da CLT. Rel. sentença que deferiu à Reclamante os benefícios da justiça gratuita. §3º.7ª e 8ª HORA. Desta forma. mas tão-somente obviar a exigência e controle da autoridade monetária. em tempos recentes. por não exercer atividade bancária. Assim. Logo. § 3º. Consectário da fraude. é evidente que se o sábado está previsto na norma coletiva como dia de Repouso. De início. Cláudio Armando Couce de Menezes. ao qual me reporto. não podem elas beneficiar-se de suas próprias torpezas (artigo 9º. examinando ação envolvendo as mesmas reclamadas. conforme jurisprudência sumulada pelo TST: SÚMULA 381. o Tribunal. pela recorrida. em seu apelo. no mérito. Sustentam também que a CCT dos financiários é inaplicável pelo fato de as reclamadas não serem partes convenentes desse instrumento coletivo. Nego provimento.3. FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO. conforme deferido pela r.707/00 e 3. ou seja. do C.2008. se manifestou: “ENQUADRAMENTO SINDICAL. As reclamados pretendem a reforma da sentença que as condenou a pagar à reclamante horas extras após a 6ª diária. Nego provimento. Por corolário lógico do reconhecimento ao enquadramento da reclamante na categoria dos financiários e. Nego. EQUIPARAÇÃO DAS ATIVIDADES DAS PRESTADORAS DE SERVIÇOS A SOCIEDADE DE CRÉDITO.3. financiamento e investimento. Sem razão. sob o argumento de que a autora não teria direito à jornada de seis horas Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 diárias. da CF. As Resoluções nº 2. JUSTIÇA GRATUITA Pugnam as Reclamadas pela reforma da r. O artigo 790. Sendo assim. a teor do art. como a autora não teria direito à jornada de seis horas diárias. XXVI da CF/88.010. 129/2005 . que preleciona: "reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho. 9º da CLT. 7º. mantenho a sentença. HORÁRIO REDUZIDO (ART. Além do que já foi decidido no item 2. CORREÇÃO MONETÁRIA. TST. sociedades de crédito. e uso abusivo do direito de exercer sua atividade econômica (artigo 187 do Código Civil). pleiteando a reforma da decisão que determinou a aplicação da Súmula 381. 23 de Setembro de 2013 82 obra. POSSIBILIDADE. JORNADA DE TRABALHO . Sem razão. (conversão da Orientação Jurisprudencial nº 124 da SDI-1) Res. pelos fundamentos já expostos no item anterior. XXVI. provimento ao recurso. como as empresas se utilizaram da mão-de-obra da autora em clara fraude à aplicação da lei trabalhista. eis que a sua constituição e funcionamento visa não expandir geograficamente o sistema de meios de pagamentos. sentença. da SDI-1. incidirá o índice da correção monetária do mês subseqüente ao da prestação dos serviços. prevê que a época própria para aplicação da correção monetária é o quinto dia útil do mês subseqüente ao vencido.2010).110/03. Des. constituindo fraude à legislação do trabalho a teor do art. Nego provimento. da CLT.4. é incontroverso que a reclamante foi contratada para cumprir 8 (oito) horas diárias. e do Dr. de modo a proporcionar a facilidade de acesso da população de rincões do Brasil ou de locais cuja instalação de agência se mostre desaconselhável ao sistema de meios de pagamento. tal como postulado. e pedido de reconhecimento de direitos previstos em norma coletiva própria. do direito à jornada de seis horas diárias. sentença atacada não deferiu à trabalhadora a assistência judiciária gratuita e sim os benefícios da justiça gratuita. 2. ART. 1. 2ª t. do C. DOE.2005. O pagamento dos salários até o 5º dia útil do mês subseqüente ao vencido não está sujeito à correção monetária.DJ 20. diante da ausência de labor para instituição financeira e de exercício de operações financeiras. é a aplicação das disposições convencionais dos financiários aos empregados dessas prestadoras de serviços”(RO-01314. não houve nenhuma violação aos textos legais e aos verbetes sumulares mencionados pelas Recorrentes. não pode ser adotado o divisor 180 para o cálculos das horas extras. devido o pagamento dos benefícios previstos nas CCT aplicáveis à categoria. 2. acertada é a sentença que lhe concedeu o benefício da justiça gratuita.

João Hilário Valentim. onde a empresa foi condenada ao pagamento de 129 horas extras mensais. do fato de ser incontroverso o desrespeito ao intervalo interjornada de 11 horas.2009. sendo partes as acima citadas. 2. No mérito. todavia. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-121100-43. Razões recursais. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora Acórdão Processo Nº RO-116400-57. a sentença concluiu que “as horas relativas ao intervalo interjornada não estão embutidas no somatório das horas deferidas” na RT 0131600-26. João Hilário Valentim. fundamentado na súmula 291 do TST.17. às fls.2 INTERVALO INTERJORNADA A reclamada assenta a sua defesa na tese de que a hora de intervalo interjornada postulada pelo reclamante já foi quitada no bojo da reclamatória 0131600-26. negar-lhe provimento. CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. Assim. Se a empregadora se contrapõe ao pedido de horas extras por inobservância do intervalo interjornada de 11 horas alegando apenas que procedeu a quitação da parcela em demanda ajuizada anteriormente e não comprova esta alegação. de fato. pugnando pela reforma da sentença no que atine ao intervalo interjornada e a “incorporação das horas extras”. é pleito de indenização por conta da supressão de horas extras habituais. Contraminuta. que julgou parcialmente procedentes os pedidos formulados na inicial.3 ESCLARECIMENTOS No exame do apelo. Vale destacar que a condenação da recorrente nestes autos não se socorre da confissão ficta do preposto da ré na reclamação transitada em julgado na 14ª Vara.5.2011.5. mas não consta ali causa de pedir e pedido relacionado à inobservância do tempo de repouso previsto no art.4 Recorrente Advogado Recorrido Advogado SIND TRAB IND MET MEC MATELETR E ELETRONICO E ESP SANTO Elcio Teixeira de Almeida(OAB: 001640 ES) SOCOBRAS PARTICIPACOES LTDA Aldimara Guarnieri de Vasconcellos(OAB: 009158 ES) ACÓRDÃO .0116400-57. mas o recurso não cuidou especificamente do assunto. Não se contestou o fato de que o autor laborava das 8 às 22 horas. 348-350. Tal esclarecimento é pertinente a fim se de evitar o manejo desnecessário de embargos declaratórios. às fls. a análise deve se ater ao ponto controvertido.0009 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: VALEC ENGENHARIA CONSTRUCOES E FERROVIAS S/A Recorrido: EZEDEQUIAS ALVES DA SILVA Origem: 9ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . A prova dos autos corrobora essa conclusão. A esse respeito.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA INTERVALO INTERJORNADA. 66 da CLT. impossível que a ré tenha quitado referida parcela na forma alegada.2012. Nesse passo. Apenas em recurso a ré sustentou que o reclamante não logrou comprovar os fatos alegados.0014. pelo não provimento do apelo.5. sobretudo.0151 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: SIND TRAB IND MET MEC MATELETR E ELETRONICO E ESP SANTO Recorrido: SOCOBRAS PARTICIPACOES LTDA Origem: Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . ou não. 341-344. da parcela postulada. Vistos.17.2012. 23 de Setembro de 2013 83 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). oriunda da 9ª Vara do Trabalho de VitóriaES. faz jus o empregado ao pagamento da verba vindicada. Ocorre. quanto ao mérito.2011. QUITAÇÃO NÃO COMPROVADA. por unanimidade. Como dito. 337-339. conhecer do recurso ordinário. conforme fls. 66 da CLT. com o adicional de 100% e reflexos. Vencida. se não houve pedido.0121100-43. o que restou incontroverso. No entanto. multa prevista na legislação de regência. Em razão do exposto.0151 Processo Nº RO-121100/2009-151-17-00. Procurador: Dr. caso evidenciada a natureza protelatória do recurso. 3749.17. a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.5. que concerne na quitação. Procurador do Trabalho: Dr. a procedência do pretensão autoral decorre. observo que a reclamada argumenta ser indevida a “incorporação das horas extras” (fl. inclusive. O que há.0 Recorrente Advogado Recorrido Advogado VALEC ENGENHARIA CONSTRUCOES E FERROVIAS S/A Gabriel Miranda Coelho(OAB: 043502 RJ) EZEDEQUIAS ALVES DA SILVA Rodolfo Abdala Brandao da Costa(OAB: 009206 ES) ACÓRDÃO . pois presentes os pressupostos de admissibilidade. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.5. a arguição é inovadora e tardia. o que pode ensejar.1 CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário da reclamada.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 344). pois inexiste pedido neste sentido. FUNDAMENTAÇÃO 2. É o relatório. nego provimento. sem a observância da pausa 11 horas prevista no art. portanto. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: o Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). O reclamante acostou cópia da petição inicial do processo acima citado. 2. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.2009.17.0014.17. nem mesmo dos efeitos da coisa julgada produzida naquele contexto. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pela reclamada em face da sentença de fls. por maioria.TRT 17ª Região .TRT 17ª Região .17. que essa matéria é estranha aos autos.5. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO.0009 Processo Nº RO-116400/2012-009-17-00.

o Sindicato autor alega que a reclamada obrigou seus empregados a redigirem uma carta de oposição à taxa coletiva mensal. desse modo não considero. bem como o disposto no art. Nesse cenário. assim. nem caracteriza campanha anti-sindical. 13-14. que a partir do momento em que os trabalhadores não fizeram oposição começaram os descontos. Isto demonstra que os trabalhadores não se sentiram coagidos.. que não conhece ninguém que tenha apresentado oposição ao desconto. As cláusulas coletivas que estabeleçam contribuição em favor de entidade sindical. 0002050-93. este passou a ser mais atuante na empresa. em razão dos princípios protetivos que regem o salário e sua integralidade. em face da conduta anti-sindical da reclamada. viola o direito de ampla liberdade e filiação previsto nos arts. Sustenta que não é de se estranhar o fato de que os empregados espontaneamente tenham aderido às cartas de oposição.2012)v96. como bem observou o julgador de primeiro grau. V.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA CARTA DE OPOSIÇÃO À TAXA NEGOCIAL. sentença. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. afirmado que ocorreram represálias aos empregados que não fizeram a carta de oposição estas supostas represálias não constam como causa de pedir da petição inicial.2 MÉRITO 2. o desconto de contribuição assistencial de empregado não-sindicalizado é ilegal. passou a efetuá-lo..07. a qualquer título. Contrarrazões. em respeito aos princípios de proteção do salário somente após a não oposição dos trabalhadores ao desconto.. o Sindicato alega que a reclamada coagiu seus empregados a redigirem uma carta em oposição a “Taxa Negocial”.1 CONHECIMENTO Conheço do recurso do Sindicato autor porque presentes os pressupostos objetivos e subjetivos de admissibilidade. Observe-se as afirmativas da testemunha: . FUNDAMENTAÇÃO 2..empregados que se sindicalizaram sofreram represálias. assim.n). não restando comprovado qualquer tipo de coação por parte da reclamada quanto ao alerta aos seus empregados. e. nos autos. que o depoente não fez a carta porque tinha interesse de que o Sindicato o representasse. sob o fundamento de que a própria testemunha arrolada pelo Sindicato autor o levou a concluir que a empresa tão somente alertou seus empregados acerca da possibilidade do desconto quanto à taxa coletiva mensal facultativa. sentença de fls. deixase de elaborar o. COAÇÃO DA EMPRESA. Observe-se o aresto: CONTRIBUIÇÃO NEGOCIAL DE EMPREGADOS NÃO FILIADOS AO RESPECTIVO SINDICATO – INCONSTITUCIONALIDADE – PN Nº 119 DO C. que isto ocorreu após 08 meses após sua admissão. sentença. Desde já esclareço que.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. conforme o entendimento sedimentado no C. realizada na portaria da empresa para que voltassem ao seu posto de trabalho [. uma perseguição àqueles sindicalizados. que às vezes a empresa permitia que reuniões fossem feitas dentro de seu refeitório e outras vezes na portaria. 354-358. que tivesse redigido a carta de oposição. constitucionalmente assegurado. a reclamada. assim como muitos fizeram. Vê-se que a própria testemunha arrolada pelo Sindicato autor. Guerra do Sindicato. 2. ou seja. às fls. sentença quanto à taxa coletiva mensal/conduta anti-sindical. obrigando trabalhadores não sindicalizados. O juízo a quo entendeu que não há prova da conduta anti-sindical da reclamada. as afirmativas no particular. RELATÓRIO O Sindicato autor interpõe recurso ordinário em face da r.349-352 proferida pela MM. que passou a ser sindicalizado a partir do momento em que procurou saber qual o seu sindicato.os trabalhadores não conseguiam identificar a que categoria pertenciam. Destaco que é esta a causa de pedir. in casu. da CF. Recurso ordinário a que se nega provimento. exceto quanto à contribuição sindical. via carta de oposição. Restando. Como transcrito acima. 295. ainda que estipulada em convenção coletiva de trabalho. INEXISTÊNCIA DE COAÇÃO DA EMPRESA. não há falar em atitude anti-sindical. Em razões recursais. mas como representante da CIPA pesquisou para saber qual Sindicato pertenciam e a empresa os comunicou que quem não quisesse sofrer desconto em benefício do Sindicado deveria fazer uma carta de próprio punho para que não houvesse o desconto. nulas. qualquer coação da reclamada. Pois bem.º 17 da Seção de Dissídios Coletivos: CONTRIBUIÇÕES PARA ENTIDADES SINDICAIS. às fls. destaco que a testemunha afirmou que não conhecia ninguém que tivesse se oposto ao desconto. TST. 1ª Vara do Trabalho de Guarapari que julgou improcedentes os pedidos. o que ocorreu in casu. Entendo que é assegurado ao empregado o livre exercício do direito de oposição ao desconto da taxa negocial. às fls.1 CARTA DE OPOSIÇÃO À TAXA NEGOCIAL. – Proc. às fls. E mais. que condiciona o desconto em folha de pagamento à autorização dos empregados.5. correto o comportamento da reclamada.] que também considera como represália o fato de o diretor ter estado em uma dessas . INCONSTITUCIONALIDADE DE SUA EXTENSÃO A NÃO ASSOCIADOS. xx. que participou de várias reuniões do Sindicato na empresa. por via própria. Na petição inicial. pela manutenção da r. Vistos. o que não importa na conclusão de exercício de coação sobre os trabalhadores e. 23 de Setembro de 2013 84 1ª VARA DO TRABALHO DE GUARAPARI . nos moldes do artigo 545 da CLT. a qual independe dessas formalidades. (TRT 02ª R. buscando a reforma da r. Observe-se: .2. Ressalto que o fato de esta mesma testemunha ter. são ofensivas ao direito de livre associação e sindicalização. 545 da CLT. portanto. que quando fez contato com o Sr. (g. sendo passíveis de devolução. Cabe à empregadora alertar seus empregados quanto ao desconto e à possibilidade de se oporem.2010. nos termos da OJ n. que como represália muitas vezes eram retirados de dentro da assembléia do Sindicato. os respectivos valores eventualmente descontados. que não sabe a que Sindicato a empresa recolhia as contribuições. espécie de contribuição assistencial. em seguida. TST – A cobrança da "contribuição negocial" dos nãosindicalizados.. 361-367. Razões do recurso.. Não merece reforma a r. deve existir autorização do empregado para que o empregador efetue descontos a título de contribuições devidas ao Sindicato. deixou evidente que não ocorreu coação por parte da reclamada em face de seus empregados para que redigissem a carta de oposição à “Taxa Negocial”. Com efeito. sem que se tenha comprovado. 5º.0316 – Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 (20120766250) – Relª Regina Maria Vasconcelos Dubugras – DJe 10.02. sendo partes as acima citadas. Entendo que deve ser assegurado ao empregado o livre exercício do direito de oposição. Tratando-se de ação sujeita ao rito sumaríssimo. e 8º. mesmo porque todos os descontos em salário devem ser esclarecidos aos empregados. viciando a manifestação de vontade dos trabalhadores e promovendo.

. nos arraiais da Justiça Comum.5..º 45/2004. Portanto. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-122900-73. 2. as ações que poderiam ser ajuizadas perante a Justiça Comum e que não o foram em razão da EC 45/2004. Sem razão.. Nos casos em que o acidente de trabalho ocorreu antes da vigência da EC 45/2004 (08/12/2004) e do advento do Código Civil de 2002 (10/01/2003). pois presentes os pressupostos legais de admissibilidade.1.. restou comprovado que a reclamada apenas assegurou aos seus empregados o livre exercício do direito de oposição. V. Ademais.PRELIMINARES SUSCITADAS PELA RECLAMADA 2. sem sombra de dúvida. E. sentença quanto às seguintes matérias: indenização por danos morais decorrentes da dispensa discriminatória e valor da indenização..1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. previsto no art. Desse modo. portanto. "a" Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . até para grassar respeito ao direito individual de livre associação sindical preconizada pelo art.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA PRAZO PRESCRIOCIONAL. e no mérito. XXIX da CRFB c/c art. pois a indenização pleiteada tem origem no contrato de trabalho e. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. 11 da CLT. Assim. 753-762. (TRT 12ª R. que às vezes a empresa permitia que reuniões fossem feitas dentro de seu refeitório e outras vezes na portaria. sendo partes as acima citadas. a Constituição da República. ACIDENTE DE TRABALHO A reclamada pugna pela reforma da sentença de origem para que seja reconhecida a prescrição.. Razões recursais às fls. 8º. muitos trabalhadores optaram por não fazer a carta. Assim.2008. considerando que na data de 10/01/2003 havia transcorrido mais de dez anos do prazo prescricional. pela recorrida. 23 de Setembro de 2013 85 assembléias realizadas na portaria da empresa.0141 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: METALOSA INDUSTRIA METALURGICA SA Recorrido: ADEVAL RIBEIRO DOS SANTOS Origem: VARA DO TRABALHO DE COLATINA .2008. Sustenta que o instituto da prescrição trabalhista possui regramento próprio. estão sujeitas à prescrição do Código Civil. sendo certo que a do caso presente não se enquadra em nenhuma delas. a meu ver. 2. nos termos do art. João Hilário Valentim. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pela reclamada. que a reclamada atuava de forma oposta ao que seja taxado de represália.2.5. Vistos.17.2. com relação ao pedido de indenização por danos morais e materiais decorrentes do alegado acidente de trabalho. indenização por danos morais e materiais decorrentes do acidente de trabalho e valor da indenização. pugna pela reforma da r. salvo em algumas hipóteses. que sempre foi a norma aplicável.CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário interposto pela reclamada. Observe-se o aresto a seguir: TAXA NEGOCIAL – DESCONTO DOS TRABALHADORES NÃO ASSOCIADOS AO SINDICATO – DIREITO DE OPOSIÇÃO – Mostra-se admissível o desconto das contribuições assistenciais dos trabalhadores não associados ao sindicato. – Relª Viviane Colucci – DJe 30. 803v-804v. contados a partir da data do acidente. 462 da CLT. em seu artigo 7º. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO.” demonstra. como dito antes pela mesma testemunha “.2010. 769-803. Comprovantes de recolhimento das custas processuais e do depósito recursal às fls. é certo que somente a competência restou deslocada da Justiça Comum para a Justiça do Trabalho.028 do CC. com a modificação introduzida na Carta por meio da Emenda Constitucional n.8 Recorrente Advogado Recorrido Advogado METALOSA INDUSTRIA METALURGICA SA Ricardo Barros Brum(OAB: 008793 ES) ADEVAL RIBEIRO DOS SANTOS Ubirajara Douglas Vianna(OAB: 005105 ES) ACÓRDÃO . deve-se observar a regra de transição disposta no art. ante a ausência de intimação para acompanhamento da perícia técnica e face ao indeferimento da oitiva de testemunha. aqueles decorrentes de acidente/doença do trabalho. É o relatório. Pelo exposto e nos limites delineados na petição inicial quanto à causa de pedir. forçoso concluir que não restou comprovado qualquer coação por parte da reclamada em relação aos seus empregados no que se refere à carta de oposição.2011)v93 Pelo exposto. não haveria falar na aplicação da prescrição prevista no ordenamento civil. negar provimento ao apelo. nego provimento.PRAZO PRESCRICIONAL. 7º.0122900-73. por unanimidade. Nos casos em que o direito material deduzido pela parte autora é de reparação civil. contra a sentença de fls.0141 Processo Nº RO-122900/2008-141-17-00. 117. ao lado de fora. tem natureza de crédito trabalhista. que dispõe acerca da vedação da realização de desconto. decorrentes do acidente de trabalho e suscita a preliminar de nulidade da sentença por cerceamento de defesa.1. FUNDAMENTAÇÃO 2.17. CC de 1916).que participou de várias reuniões do Sindicato na empresa.11. 815-820v.12. em respeito aos princípios de proteção ao salário. Em síntese. deve-se aplicar a prescrição de 20 anos (art. a empresa simplesmente avisou aos seus empregados que caso não desejassem o desconto referente à taxa negocial era necessária a apresentação de uma carta de oposição.5. Presença da advogada Aldimara Guarnieri de Vasconcellos. sem desnaturar o instituto em que se insere o pedido de indenização e. XXIX. Com efeito.TRT 17ª Região . Ademais. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: o Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). da Constituição da República. em especial. que julgou parcialmente procedentes os pedidos iniciais. Contrarrazões do reclamante às fls. desde que lhes seja facultado o efetivo exercício do direito de oposição. – RO 0003317-79. Procurador: Dr. que a presença dela ali deixava os colegas com medo.0039 – 1ª C. ACIDENTE DE TRABALHO. conhecer do recurso ordinário. CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. onde a ré argúi a prescrição quanto à indenização por danos morais e materiais.

117.2012. conhecer do recurso ordinário interposto pela reclamada. A reclamada sustenta que o endereço de e-mail para o qual o perito enviou a notificação não corresponde ao do patrono da ré à época da perícia e. Nesta ocasião. Portanto. AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO PARA ACOMPANHAMENTO DA PERÍCIA TÉCNICA. 680-681. a prescrição não pode ser a trabalhista.br . Em síntese. Assim. slp. Notese que a reclamada indicou assistente técnico às fls. acolho a preliminar para declarar a nulidade da sentença. conforme se vê à fl. em seu art. por unanimidade. ciente da tentativa frustrada de realizar a perícia. 311/312. CONCLUSÃO: ACORDAM os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. Em decorrência. O CPC é taxativo quanto à determinação de que as partes sejam intimadas da perícia. da sentença quanto a este aspecto. 11. qual seja. 719). teve sua mão esquerda atingida pelo equipamento. a designação de nova data para realização da perícia. em que pese a indicação de assistente técnico. enviada no dia 25. 715-718).04. deve-se observar a regra de transição disposta no art. conforme entender de direito. cumpre agora estabelecer o critério para a contagem do prazo. LV da CRFB e determinar o retorno dos autos à Vara de Origem para realização de nova perícia. Assim. Assim. já havia transcorrido mais da metade do referido prazo prescricional. 2. sob pena de ser desentranhado dos autos. consequentemente. o perito afirmou que notificou as partes acerca da nova data da perícia por mensagem de email. No presente caso. uma vez que não se trata de crédito trabalhista stricto sensu.028 do Código Civil de 2002. Fixada a premissa de que a prescrição aplicável é aquela prevista no direito civil. sem desnaturar o instituto em que se insere o pedido de indenização e.” Isto significa que. Pois bem. §2º do CPC e art. observo que. Em 01/06/1990. em seu art.2. sendo certo que somente a competência restou deslocada da Justiça Comum para a Justiça do Trabalho. 2. nos arraiais da Justiça Comum. e tendo em vista a previsão do art. CC de 1916). 707-713). data e local dos trabalhos periciais. 117 do Código Civil de 1916. as partes foram cientificadas pelo Juízo para manifestação quanto ao laudo de fls.028 do CC. o prazo prescricional aplicável. A reclamada. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Parágrafo único. cujo laudo terá que ser apresentado no mesmo prazo assinado para o perito.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. alegando que indicou assistente técnico. e.ara@slp. ficando sobrestada a análise dos demais tópicos do recurso. afirmando que não havia sido notificada acerca da perícia marcada anteriormente e requereu que. consequentemente. a data deste é o marco inicial para contagem da prescrição.com. com a modificação introduzida na Carta por meio da Emenda Constitucional n. entendo que as ações que poderiam ser ajuizadas perante a Justiça Comum e que não o foram em razão da EC 45/2004.br . 431-A do CPC é aplicável ao processo do trabalho de forma subsidiária. a perícia foi realizada sem notificação da ré ou de seu assistente acerca da hora. pedido este reiterado na audiência de encerramento e indeferido pelo Juízo a quo (fl. Pelo exposto. requer seja declarada a nulidade da perícia (fls. Nos casos em que se pede a condenação da empresa em danos morais. Nada há que justifique ao assistente técnico tomar a iniciativa de marcar com o autor exame antes ou depois daquela data marcada pelo perito. no mesmo prazo assinado ao perito. com fulcro nos artigos 5º LV da CRFB e 431-A do CPC. da cópia do email enviado pelo d. que sempre foi a norma aplicável.adv. indicado o assistente. 679. 719). conforme fl. da sentença. O direito material deduzido pelo autor é de reparação civil. nos casos em que o acidente de trabalho ocorreu antes da vigência da EC 45/2004 (08/12/2004) e do advento do Código Civil de 2002 (10/01/2003). quando laborava em prol da ré e realizava operação com prensa hidráulica. fixam um prazo específico para o empregado propor na Justiça Trabalhista ações referentes a créditos resultantes das relações de trabalho. por maioria. em 10/01/2003. de fato. rejeitar a . Pois bem. entendo que a ré e seu assistente técnico. não há prescrição a ser declarada. em especial. 5º. ele tem o direito de participar da perícia de forma a apresentar seu próprio laudo. De fato.NULIDADE DA SENTENÇA. 2. Assim. com a devida intimação das partes. no que concerne ao acidente de trabalho. mas nem a ré e nem seu assistente foram comunicados acerca da data e local da perícia. no caso. Realizada a perícia. sem sombra de dúvida.” Ademais.br. 750). Rejeito. pelo que requer seja declarada a nulidade do laudo pericial e. Destarte. 683). deve-se aplicar a prescrição de 20 anos (art. no presente caso. nos moldes do art. Em seus esclarecimentos (fls. trazendo aos autos cópia da mensagem (fl. no que concerne ao acidente de trabalho. (fl. não se encontra nenhum dos endereços de e-mail fornecidos pela ré para notificação acerca da nova data da perícia. ocasionando a amputação de quatro dedos da mão. art. é o do art. e novo julgamento acerca da matéria. aqueles decorrentes de acidente/doença do trabalho. considerando que o resultado da perícia foi desfavorável à reclamada. A reclamada alega que. fosse comunicada à ré por intermédio dos seguintes endereços de e-mail: juliana@slp. 683. 431-A prevê que “as partes terão ciência da data e local designados pelo juiz ou indicados pelo perito para ter início a produção da prova. o prazo de 20 (vinte) anos.adv. diz a Lei nº 5. 731-733). 249. contados a partir da data do acidente. uma vez que. perito (fl. Na primeira. 769 da CLT.º 45/2004. a falta de intimação da parte ou do seu assistente para acompanhar a prova técnica importa em cerceio do direito de defesa. Vejamos. peticionou nos autos. no caso concreto. o reclamante não compareceu. entendo que deve ser declarada a nulidade do laudo pericial e. O acidente que acometeu o reclamante é típico.2. dentre os destinatários da mensagem. que fixará o prazo para entrega do laudo. na linha da regra de transição prevista no art. tratando -se de típica hipótese de acidente de trabalho. §2º do CPC. 3º: “Os exames periciais serão realizados por perito único designado pelo Juiz. Permitir-se-á a cada parte a indicação de um assistente. Frise-se que o art. com fulcro nos artigos 431-A e 249. Sustenta que a ausência de intimação fere o seu direito de defesa. 691-702. não foram notificados quanto à data. CERCEAMENTO DE DEFESA POR VIOLAÇÃO AO DEVIDO PROCESSO LEGAL. estão sujeitas à prescrição do Código Civil. novamente. O art. note-se que foram agendadas duas perícias. tendo em vista que na data de 10/01/2003 havia transcorrido mais de dez anos do prazo prescricional.584/70. hora e local da perícia realizada acerca do acidente de trabalho. marcone@metalosa. a reclamada peticionou (fls. E considerando que o prazo prescricional encerrar-se-ia em 01/06/2010 e que o autor ajuizou a presente ação em 07/11/2008. quando o Código Civil de 2002 entrou em vigor. 23 de Setembro de 2013 86 e a CLT. e solicitou o agendamento de nova data às fls. Pugnou pela declaração de nulidade do laudo pericial.

São Paulo: LTr. uma vez que. que o SUPORT era o sindicato representativo dos empregados da reclamada ainda não transitou em julgado. acórdão de fls. no que concerne ao acidente de trabalho. §2º do CPC e art. respectivamente.17. ficando sobrestada a análise dos demais tópicos do recurso.17. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. apontando supostos vícios. em 27. 742-vº e seguinte. descabida é a pretensão do embargante. teses ou provas eventualmente existentes. 5º. Com efeito. LV da CRFB e determinar o retorno dos autos à Vara de Origem para realização de nova perícia. João Hilário Valentim. RELATÓRIO Trata-se de embargos declaratórios (fls. Procurador: Dr. em face ao v.0012 ficou assentado. deverá o embargante valer-se de via recursal própria.0123400-29. desejando o reexame da matéria. porque presentes os pressupostos legais de admissibilidade. Vencida. mister esclarecer que a contradição apta a ser sanada por esta via é apenas aquela porventura existente entre partes do próprio texto do acórdão. porque no corpo da decisão não se vislumbra nenhuma oposição de motivos ou idéia.2 Embargante Advogado Embargado Plurima Autor Advogado Plurima Réu PEIU SOCIEDADE DE PROPOSITO ESPECIFICO Roberto Garcia Mercon(OAB: 006445 ES) SOLANGELO SIMPLICIO BITTENCOURT SOLANGELO SIMPLICIO BITTENCOURT Erildo Pinto(OAB: 004621 ES) PEIU SOCIEDADE DE PROPOSITO ESPECIFICO - ACÓRDÃO . 2. não há de se falar em omissão. Assim. o Ex. Inicialmente. e novo julgamento acerca da matéria.TRT 17ª Região .0003 Processo Nº ED-123400/2012-003-17-00. haja vista que no último parágrafo da fl. Outrossim.mo Desembargador Carlos Henrique Bezerra Leite deste Egrégio Tribunal ensina. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. estando pendente de julgamento pelo Tribunal Superior do Trabalho o agravo de instrumento interposto” e que “antes do ajuizamento da ação acima mencionada a reclamada firmava acordos coletivos com a SEANMES e só a partir de 09/12/2009 passou a firmar acordo coletivo com o SUPORT e que o autor. o Juízo ao prestar a tutela jurisdicional deferindo pedido autoral por fundamento diverso do apresentado pela parte está apenas aplicando o brocardo da mihi factum dabo tibi ius (“Dá-me os fatos. o julgado tratou em pormenor a matéria quando aduziu que “a sentença proferida na RT nº 008700.5. pela recorrente.17. in verbis: A contradição. p. com fulcro nos artigos 431-A e 249. porque olvidou o fato de que o instrumento procuratório de defesa foi assinado por ambos sócios. quanto às preliminares.2012.12. com a devida intimação das partes. Vistos. Em sendo assim.2 – EMBARGOS DA RECLAMADA Aduz a reclamada que o decisium embargado foi contraditório e Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 omisso.1 – CONHECIMENTO Conheço de ambos os embargos de declaração. para fins de embargos de declaração.2010. pela reclamada e pelo reclamante. patente o mero inconformismo. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-123400-29. ato contínuo. Contraditório. decisões. o decisium assim se pronunciou: “o fato dos diretores terem assinados conjuntamente a procuração dando poderes ao patrono que assina a peça defesa poderes para representar a empresa em Juízo só nos leva à conclusão de que a outorga de poderes foi válida.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. porque eleito como suplente na entidade sindical SEANMES.0012 que decidiu. desconsiderou que na ação tombada sob nº 0008700-81. 2008.5. que o sindicato SUPORT é quem efetivamente representa a categoria abarcada pela reclamada. Presença da advogada Thyara Destefani Stelzer. na medida em que. a categoria preponderante da empresa é representada pela SUPORT. 833).2012. não merece acolhida a alegação da embargante no tocante à contradição.3 . 897-A da CLT. conforme entender de direito. Nesse sentido. dispositivos legais.17. no que tange à análise do instrumento procuratório. por este mesmo Tribunal. FUNDAMENTAÇÃO 2. 6ª ed.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA Embargos Declaratórios das Partes conhecidos e não providos. ACÓRDÃO DE FLS. bem como visando ao prequestionamento da matéria. Aduz ser omisso.Diz que o acórdão inovou no fundamento que não foi ventilado pela parte em sua petição inicial e que mesmo sendo Administrador. Por fim.TRT 17ª. 23 de Setembro de 2013 87 argüição de prescrição quanto ao acidente de trabalho e acolher a preliminar para declarar a nulidade da sentença. reconhecendo a estabilidade provisória do reclamante. À análise. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: o Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). que eu te darei o direito”). uma vez que não é essa a função dos embargos de declaração.2010. ante a inexistência dos vícios alegados. deve se encontrar no corpo da sentença. mas também entre quaisquer partes da sentença ou do acórdão. nego provimento. o que descaracterizaria suposto conflito societário e.81. registre-se que tampouco houve omissão. e não entre o julgado embargado e outros documentos. sendo partes as acima citadas. Pode ocorrer contradição não apenas entre o relatório e a fundamentação ou entre essa e o decisum.0003 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargantes: PEIU SOCIEDADE DE PROPOSITO ESPECIFICO SOLANGELO SIMPLICIO BITTENCOURT Embargados: O V.5.5. 741/746. 2. 741/746 .2010. Nesta senda. REGIÃO SOLANGELO SIMPLICIO BITTENCOURT PEIU SOCIEDADE DE PROPOSITO ESPECIFICO Origem: 3ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . os quais se prestam apenas para sanar os vícios elencados no art. 748/756 e 757/770) opostos. a nulidade da dispensa.EMBARGOS DO RECLAMANTE . (Curso de Direito Processual do Trabalho. mas não guarda qualquer relação de acordo com a dispensa do reclamante”. desde 2008 vinha exercendo o cargo de dirigente sindical do SEANMES”. Por oportuno. a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.

aduz que o nome do cargo. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-123400-96. Vistos. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. Inteligência da Súmula Nº 297 (inserida em 20. bem como o detalhamento de ligações recebidas no seu telefone funcional foram negligenciadas para efeitos de concessão das verbas em comento. sendo que não há falar em vícios em virtude do não acolhimento de alegações das partes. aponta que o acórdão foi omisso aos argumentos que lhe garantiriam a concessão das horas extras e horas de sobreaviso não reconhecidas por este Tribunal. sob o fundamento de que o documento utilizado como prova emprestada foi reformulado pelo próprio perito e que o referido sequer foi juntado aos autos. apontando vícios no julgado e visando ao prequestionamento. Portanto. não fazendo jus à quitação de horas extraordinárias.0 Embargante Advogado Embargado Advogado FUNDACAO VALE DO RIO DOCE DE SEGURIDADE SOCIAL VALIA Sandoval Zigoni Junior(OAB: 004715 ES) SHERLIS RODRIGUES DE FARIA Maíra Dancos Barbosa Ribeiro(OAB: 010800 ES) ACÓRDÃO .0013 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: FUNDACAO VALE DO RIO DOCE DE SEGURIDADE SOCIAL VALIA Embargado: O V. os magistrados são amparados pelo princípio do livre convencimento motivado. todas as razões recursais. em face do v. em se adotando a tese exposta no julgado. RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos pela reclamada. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. ante os limites estreitos dos arts. Conhecidos e não providos. Pois bem. ACÓRDÃO DE FLS. requerendo ainda a manifestação expressa quanto à oportunidade que o laudo fora juntado aos autos. aponta que a condição de plantonista. acórdão. da SDI-I. sem a devida análise de suas atribuições. Registro. como feito in casu. não implica o exercício da função de administrador. também. LV da CF. CONHECIMENTO Conheço dos embargos de declaração opostos. ser evidente que. endossou a posicionamento esposado no acórdão. acórdão de fls. 23 de Setembro de 2013 88 O ora embargante. ante a inexistência de vícios alegados. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. reitera-se. Tese Explícita. uma vez que os embargos declaratórios não se prestam para corrigir justiça ou injustiça da decisão.1997): Havendo tese explícita sobre a matéria. 346-347. mas não de fazê-lo da forma que a parte entenda ser a mais adequada.TRT 17ª Região . a revisão do mérito da decisão é providência estranha aos propósitos dos embargos de declaração. na decisão recorrida.0013 Processo Nº ED-123400/2012-013-17-00. observo que o embargante lastreia argumentos tipicamente recursais que conduzem à reapreciação de conteúdo meritório. ou seja. Concernente às horas de sobreaviso. gozar da prerrogativa de apreciar os autos segundo seu discernimento. Sobre a matéria. Com efeito. Vejamos. não teve a Corte por ocorridas as violações alegadas pela parte.SHERLIS RODRIGUES DE FARIA Origem: 13ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA .TRT 17ª.2. desde que a matéria tenha sido apreciada no acórdão embargado. porquanto o magistrado. Ademais. Não se vislumbra qualquer vício no julgado. 346-347 . MÉRITO 2. entendendo por satisfatoriamente prequestionadas no julgado hostilizado. nego provimento. uma vez que. importante repisar a exposição dos fundamentos do julgado cujo teor versa que o exercício como membro do Conselho Administrativo da empresa. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). enquanto no plano de emergência individual.17. 3. Sustenta que.2012. da forma mais conveniente à parte". o magistrado tem o dever legal de expor os motivos de seu convencimento.0123400-96.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Igualmente. sendo partes as acima citadas. Ademais. desnecessário contenha nela referência expressa do dispositivo legal para ter-se como prequestionado este. Portanto. a relação de dias e horas que o reclamante permaneceu além da jornada normal de trabalho (elencadas nos embargos). FUNDAMENTAÇÃO 2. João Hilário Valentim. que prequestionar não é "sinônimo de dizer aquilo que se quer que diga. nego provimento. para fins de prequestionamento. à luz do livre convencimento motivado. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região.1. nos termos da OJ 118. unidas às que permaneceu aquém (descritas no acórdão).11. conhecer dos Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . Pois bem. corroboram à tese da irregularidade do horário. por unanimidade. 897-A da CLT e 535 do CPC. no mérito. REGIÃO . O chamado "prequestionamento" não constrange o julgador a fundamentar nos exatos moldes pretendidos pela parte. por unanimidade. 2. do TST: Prequestionamento. deve-se ter em mente.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DA RECLAMADA.17. negar-lhes provimento. Cabe à parte insatisfeita com o resultado do julgamento manejar a via processual adequada para externar sua irresignação. alega que não há nos autos prova real de que possuísse poder de mando e/ou gestão. uma a uma. pois presentes os pressupostos de admissibilidade.2012. a remuneração auferida pelo obreiro e a comprovada flexibilização de seu horário de trabalho demonstram que o reclamante exercia cargo de gestão. não sendo constrangido a confrontar em seu decisium. conhecer de ambos os embargos declaratórios e.1 OMISSÃO E PREQUESTIONAMENTO. À luz do exposto. a qual. Nestes termos. especificamente sobre o deferimento do índice de reajuste de 1993. No que pertine às horas extras.5. frise-se. Insurge-se a reclamada contra o v. há violação aos artigos 398 do CPC e 5º. Procurador do Trabalho: Dr. não há de se falar em omissão quanto às horas de sobreaviso. como o fez.5.2.

Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente).212/91. decisão quanto à quantidade de horas extras com 50% e quanto ao fato gerador de contribuição previdenciária/incidência de juros de mora e multa. considerando que juntou aos autos os controles de frequência de junho/2007 a agosto/2008. Pelo exposto. obstáculo que qualquer juízo venha a exercer nova cognição. não há qualquer comando no sentido de que devam ser considerados os cartões de ponto colacionados aos autos. 2. § 1º.17. de que fossem retificados os cálculos homologados quanto aos meses de junho de 2007 e agosto de 2008. 20. às fls. 7ª Vara do Trabalho de Vitória que julgou improcedentes os embargos à execução.2008. 2.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA REDISCUSSÃO DE MATÉRIA COBERTA PELA COISA JULGADA. IMPOSSIBILIDADE . Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Esta é a hipótese dos autos.08).1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.07). Assim. FUNDAMENTAÇÃO 2. 23 de Setembro de 2013 89 embargos declaratórios e. Alega que foram deferidas horas extras com 50% de conformidade com os horários indicados na petição inicial tão somente quanto aos meses que não foram colacionados aos autos os controles de frequência. razão pela qual devem ser retificados. forçoso concluir que existe. resta à evidência que quanto ao deferimento das horas extraordinárias a res iudicata determina o cálculo conforme os horários de labor informados pela reclamante na petição inicial. Isso porque ao se afirmar que o fato gerador das contribuições previdenciárias seria o pagamento. ressalto. portanto. Os descontos relativos à Previdência Social deverão ser calculados mês a mês.5 Agravante Advogado Agravado Advogado Plurima Réu Advogado FRONTIER DRILLING DO BRASIL LTDA. julgou improcedente o pedido da 1ª reclamada. conforme sedimentado na Súmula n. se o pagamento fosse efetuado na ocasião oportuna sem necessidade de demanda judicial. apuradas nos dias normais ou nos dias de pico.Se há coisa julgada material quanto à matéria objeto do agravo de petição. nego provimento.2 DESCONTOS PREVIDENCIÁRIOS. atualização monetária e multas. quanto no que pertine aos dias de pico (fl. forçoso concluir que existe. Procurador do Trabalho: Dr.seja pela ausência parcial dos cartões de ponto.. decisão de fls.1 CONHECIMENTO Conheço do agravo de petição da executada porque presentes os pressupostos objetivos e subjetivos de admissibilidade. para todo o pacto de trabalho. Razões do agravo de petição. às fls. não há falar em retificação dos cálculos quanto às horas extras. se pretende dizer que somente a partir do efetivo pagamento do crédito trabalhista ao empregado é que passam a ser exigíveis as contribuições previdenciárias.1 QUANTIDADE DE HORAS EXTRAS COM 50%. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 CONTROLES DE PONTO.2008. da Constituição da República. às fls. § 1º. No tocante às contribuições previdenciárias decorrentes de créditos reconhecidos em sentença. Sustenta a agravante que quanto aos meses de junho de 2007 e agosto de 2008 os cálculos das horas extras foram majorados. Danielle de Castro Nogueira(OAB: 006462 ES) MARIA HELENA CARVALHO NIKOLIC Esmeraldo Augusto Lucchesi Ramacciotti(OAB: 00232B ES) UNIAO (CONTRIBUICOES PREVIDENCIARIAS/IRRF) Bento Adeodato Porto(OAB: 007486 ES) ACÓRDÃO . Sem razão a agravante.0007 AGRAVO DE PETIÇÃO Agravante: FRONTIER DRILLING DO BRASIL LTDA.. Se há coisa julgada material quanto à matéria objeto do agravo de petição.5.2 MÉRITO 2.5. art.17. Nesse mesmo sentido é também o entendimento deste E. verbis: CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA.TRT 17ª Região . 634-635 do volume apenso da execução provisória proferida pela MM. do Código de Processo Civil e art.0007 Processo Nº AP-128100/2008-007-17-00.). pois a decisão judicial já sedimentada pela coisa julgada é imutável e. 468. publicada no Diário Oficial do TRT-17ª Região nº 1202. 2031v. na verdade. 468. da Constituição da República Federativa do Brasil. 452-471 determinou a apuração das horas extras conforme a jornada informada na petição inicial. in verbis: . Observe-se que a coisa julgada é claríssima quanto às horas extras. pela manutenção da decisão. João Hilário Valentim. Tribunal. ora agravante. ). XXXVI. tanto no que pertine aos dias normais (fl. indiscutível (artigos 5º. no dia 31/07/2013. deve o reclamante arcar somente com o pagamento da contribuição previdenciária em seus valores históricos. do Código de Processo Civil e art. tenho como válido os horários de labor que a reclamante informa na inicial. FATO GERADOR. Oportuno destacar que esse é o entendimento cristalizado pelo C. art. . da CLT. pois a decisão judicial já sedimentada pela coisa julgada é imutável e. INCIDÊNCIA DE JUROS DE MORA E MULTA. TST no item III da Súmula nº 368. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº AP-128100-75. XXXVI. 879. Busca a retificação dos cálculos. no mérito. considerando que o empregado não deve suportar deduções maiores do que aquelas que teria. 2163-2169.0128100-75. E. Agravados: MARIA HELENA CARVALHO NIKOLIC UNIAO (CONTRIBUICOES PREVIDENCIARIAS/IRRF) Origem: 7ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . sendo partes as acima citadas. definitivamente. Desse modo. nos termos do art.2. definitivamente. da CLT. portanto. ficando a cargo da empresa o pagamento de juros. Contraminuta apresentada pela União. estes controles devem ser utilizados para o cálculo correto das horas extras.17. acórdão de fls.2. Logo. 637-642. negar-lhes provimento. A decisão agravada sob o entendimento de que o v. Vistos. seja pela prova testemunhal. relatados e discutidos os presentes autos de AGRAVO DE PETIÇÃO. obstáculo que qualquer juízo venha a exercer nova cognição. indiscutível (artigos 5º. buscando a reforma da r. da Lei 8. 879. RELATÓRIO A executada interpõe agravo de petição em face da r. Oportuno esclarecer que o fato gerador da contribuição previdenciária é a data da prestação do serviço.

da CRFB. não há como imputar ao reclamante o pagamento de multa. João Hilário Valentim. Alega que a prescrição bienal não se sustenta. que presta seus serviços sem vínculo de emprego. tanto a multa quanto os juros são devidos. Ao trabalhador portuário avulso. ACIDENTE TÍPICO DO TRABALHO. 43. 2. O art.º 66. no mérito. às fls. §4. 23 de Setembro de 2013 90 A base de cálculo de tais contribuições leva em consideração a época própria em que as mesmas seriam devidas. negar-lhe provimento. De toda sorte. 2. na época da prestação de serviços. Custas dispensadas (fl. 35 e notadamente no § 2º do art. Nego provimento. como a ação foi ajuizada após a EC 45. pede a aplicação do princípio da norma mais favorável (art. é clara ao dispor que os cálculos de liquidação deverão consignar. INDENIZAÇÃO POR DANO MATERIAL E MORAL Não se conforma o recorrente com a sentença que declarou a prescrição bienal nos termos da OJ 384. nos moldes do art. Não tem razão.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: PRESCRIÇÃO BIENAL. de 10.212/91 e devem ser aplicados desde a data da prestação dos serviços. XXIX e XXXIV da CF/88. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-129500-65. os valores das contribuições previdenciárias do segurado empregado e os valores de base de apuração da contribuição previdenciária a cargo da empresa. mês a mês. que extinguiu o processo com julgamento de mérito. e extinguiu o processo.17. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO.17.º prevê o procedimento a ser adotado para o seu cálculo. pois a inteligência do inciso XXIX do art. a matéria já não comporta grandes discussões. PRESCRIÇÃO BIENAL. envolvendo. pois de acordo com a nova redação da Lei 8212/91 nos artigos 34. 205. e não a da lei infraconstitucional. Logo. 269.1. sendo partes as acima citadas. correção monetária e juros de mora.1997. conheço do recurso. o prazo a ser aplicado é o quinquenal. no mérito. está sujeito à prescrição bienal. 702v). sentença de fls.5. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). E quanto ao argumento do Reclamante no sentido de que de que se aplicaria a prescrição decenal prevista na regra de transição de que cogita o art. pois os serviços que desempenha se ultimam ao fim de cada requisição que atende (Recurso a que se nega provimento) Vistos. ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região.10. às fls.º). da CRFB. o acidente sofrido pelo autor ocorreu em 06/10/2006 e a presente reclamação trabalhista foi ajuizada em 04/11/2010. “Considera o fato gerador das contribuições sociais a data da prestação do serviço”. como é o caso presente. A Ordem de Serviço INSS/DAF/DSS n. quando já decorridos os dois anos. o contrato de trabalho com o OGMO somente veio a ser extinto com o falecimento do reclamante ocorrido em 25/03/2012. TRABALHADOR PORTUÁRIO AVULSO. prevista no artigo 7º. Afirma que.º 8.a 2010. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante. até porque – afirma – a OJ 384 foi cancelada.TRT 17ª Região . negar-lhe provimento. enquanto o § 4. nos termos do art. do Código Civil) e o princípio do in dúbio pró-operário. Procurador do Trabalho: Dr. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.4 Recorrente Advogado Recorrido Advogado JOSE CARLOS DA SILVA(ESPOLIO DE) REP ROSA MARIA STOCO DA SILVA Flávia Aquino dos Santos(OAB: 008887 ES) MULTILIFT LOGISTICA LTDA Laura Maria de Souza Pessoa(OAB: 011153 ES) PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO . IV).048/99 estipula o prazo em que deve ser feito o recolhimento decorrente das verbas reconhecidas em Juízo. ACIDENTE TÍPICO DE TRABALHO.0129500-65. CONHECIMENTO Presentes os pressupostos de admissibilidade. além de não ser possível aplicá-la porque entre 2006 – data do acidente . 879. aplica-se a prescrição bienal. Conforme declarado na peça exordial (fl. a situação pretérita originada em uma violação da lei. obviamente. conhecer do agravo de petição e. 2028 do Código Civil.2010. no tocante aos descontos previdenciários. o Desembargador José Luiz Serafini.0004 Processo Nº RO-129500/2010-004-17-00. pois os serviços que desempenha se ultimam ao fim de cada requisição que atende. art. não se verifica o lapso temporal de 10 (dez) anos. 705/712v). 3). A lei é claríssima ao estabelecer que a “atualização do crédito devido à Previdência Social obedecerá os critérios estabelecidos na legislação previdenciária” (CLT.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 276 do Decreto nº 3. 7º da CF/88 não autoriza que se aplique aos trabalhadores avulsos a regra da prescrição bienal. 7º. prevista no artigo 7º. . conforme o art. Aduz que. 3. em face da r.2. CONCLUSÃO Conhecer do agravo de petição e. FUNDAMENTAÇÃO 2. Juíza Denise Marsico do Couto. Sempre perfilhei o entendimento de que o portuário avulso que presta seus serviços sem vínculo de emprego.2010. por unanimidade. tendo em vista o prazo decenal previsto no Enunciado nº 45 da 1ª Jornada de Direito Material e Processual na Justiça do Trabalho (prescrição de 10 anos.0004 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: JOSE CARLOS DA SILVA(ESPOLIO DE) REP ROSA MARIA STOCO DA SILVA Recorrido: Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 MULTILIFT LOGISTICA LTDA Origem: 4ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . Contrarrazões apresentadas. ou de 20 anos.028 do Código Civil de 2002). sempre perfilhei o entendimento de que ao trabalhador avulso aplica-se a prescrição constitucional prevista no art. art. 701/703. Vencido. por maioria. Por último. devem ser deduzidos do empregado apenas os valores que seriam devidos mês a mês. pois. sendo certo que o acidente de trabalho ocorreu em 06/10/2006 e tendo a ação sido ajuizada em 04/11/2010. 715/728. com resolução de mérito (CPC. 205. dada pela Lei nº 11. 35 da Lei n. da lavra do Exma.941/09. TRABALHADOR PORTUÁRIO AVULSO. XXIX. Dessa forma.5. XXIX.

2. Da simples análise dos embargos. por unanimidade. 115-118. por preclusão consumativa. acórdão.5.2012. 23 de Setembro de 2013 91 Registro. DA OMISSÃO. em verdade a parte insurge-se quanto o resultado do julgamento. 2. torna-se inadmissível a sua renovação. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. João Hilário Valentim. Assim. pois os aclaratórios destinam-se ao saneamento dos vícios elencados no artigo 897-A da CLT. o reclamante interpôs agravo de instrumento na tentativa de destrancar o recurso ordinário adesivo. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. que já exposto no julgamento do RO 0136200-95. eventual erro de julgamento existente no julgado deve ser argüido pela via recursal própria.17. Ademais. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-136700-37.17.2008. mesmo com a denegação de seguimento do primeiro. Tese Explícita. sendo partes as acima citadas. ACÓRDÃO DE FLS. MÉRITO 2. Sob a alegação de contradição. o qual também foi denegado seguimento. negar-lhes provimento. Razão não lhe assiste. Vistos. Insta frisar. já que intempestivo. FUNDAMENTAÇÃO 2. validamente ou não. CONHECIMENTO Conheço dos embargos de declaração opostos.5. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). por unanimidade. às fls. Pois bem. quanto à prescrição bienal. no mérito. DO RECURSO ORDINÁRIO ADESIVO. não podendo ser instrumento para suprir a intempestividade de recurso anterior.0014 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: EDILSON ALVES DE OLIVEIRA Embargado: O V. 90. acórdão quanto à multa pela retenção da CTPS. Se a faculdade processual já foi exercida. da 2ª Turma. pois presentes os pressupostos de admissibilidade. na sessão de 09/05/2013.17. DA CONTRADIÇÃO O reclamante aponta contradição no v. conhecer dos embargos declaratórios e. Entretanto.5. nego provimento. que a via recursal eleita não se presta ao fim almejado. quando a parte já havia interposto recurso ordinário anterior.0014 Processo Nº ED-135900/2012-014-17-00. TST: Prequestionamento. conforme despacho de fls. negar-lhe provimento. Em razão do juízo de admissibilidade negativo de seu recurso ordinário. sob o fundamentação de que o intuito da adesividade se presta tão somente àquele que não pretendia recorrer. interpôs recurso ordinário adesivo. Nego provimento.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Vencido.2. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. havendo tese explícita quanto ao entendimento adotado. esta Corte entendeu que “a interposição do recurso ordinário adesivo. não interromperam o prazo para recurso. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais. sob a fundamentação de que o mesmo não fora apreciado.2012. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. Num breve histórico. sob a fundamentação de que este Regional não observou o procedente normativo 98 do TST.1. por fim.11.6 Embargante Advogado Embargado Advogado EDILSON ALVES DE OLIVEIRA Ernandes Gomes Pinheiro(OAB: 004443 ES) ORTENG SPE PROJETOS E MONTAGENS LTDA Jason Soares de Albergaria Neto(OAB: 046631 MG) ACÓRDÃO . Procurador do Trabalho: Dr. apontando vícios no julgado.” Portanto.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO opostos pela reclamada conhecidos e não providos.0014. Desse modo.TRT 17ª. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. que o cancelamento da OJ 384.1997): Havendo tese explícita sobre a matéria. Não se vislumbra qualquer omissão no julgado. conforme OJ nº 118 da SDI-1 do C.1.0135900-94. o reclamante. no mérito. em nada modifica meu entendimento. acórdão quanto ao recurso adesivo do obreiro. não há falar em omissão quanto a não apreciação do recurso ordinário adesivo do reclamante. pois inexistentes os vícios alegados.2. Nego provimento. Insurge-se o reclamante alegando omissão no v. constitui ofensa ao principio da unirrecorribilidade. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente).17. formulado pela advogada do recorrente. REGIÃO .2. todavia. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora Acórdão Processo Nº ED-135900-94. por maioria.7 Embargante Advogado WAL MART BRASIL LTDA Maria Helena Villela Autuori(OAB: 102684 SP) Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 .TRT 17ª Região . Não satisfeito. desnecessário contenha nela referência expressa do dispositivo legal para ter-se como prequestionado este.2. 83-86. 115-117 . uma vez que os embargos de declaração anteriormente opostos não foram conhecidos e portanto. de minha relatoria. acórdão de fls. indeferir o pedido de adiamento do feito.ORTENG SPE PROJETOS E MONTAGENS LTDA Origem: 14ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . verifica-se que a reclamada buscou rediscutir matéria que já foi objeto de decisão do v. Inteligência da Súmula Nº 297 (inserida em 20. entende esta Corte que satisfatoriamente prequestionadas as matérias trazidas nos embargos.2012.0010 Processo Nº ED-136700/2012-010-17-00. conhecer do recurso e. da SBDI-1/TST (Resolução 186/2012). na decisão recorrida. tem-se que o recurso ordinário do reclamante foi negado provimento. RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos pelo reclamante em face do v.5.

pois presentes os pressupostos legais de admissibilidade. sentença não fixou o valor da condenação. CONHECIMENTO Conheço dos embargos de declaração opostos pela reclamada. 2.0010 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: WAL MART BRASIL LTDA Embargado: O V.17. Não se vislumbra qualquer omissão no julgado. pois presentes os pressupostos de admissibilidade. sendo partes as acima citadas. do TST.17. o que é lamentável.TRT 17ª.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DA RECLAMADA. porque se utiliza da via processual escolhida tão somente com o intuito de retardar a entrega da prestação jurisdicional. Procurador do Trabalho: Dr. ENTE PÚBLICO. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante.0132 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: LUIZ GONZAGA BARBOSA DA SILVA Recorridos: MUNICIPIO DE ITAPEMIRIM GOL CONSTRUTORA INCORPORADORA LTDA . Diante do indubitável caráter protelatório dos embargos. sendo partes as acima citadas. da SDI-I. sua intenção de procrastinar o feito.7 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Réu LUIZ GONZAGA BARBOSA DA SILVA Breno Fajardo Lima(OAB: 010888 ES) MUNICIPIO DE ITAPEMIRIM Zacarias Carrareto Filho(OAB: 011878 ES) GOL CONSTRUTORA INCORPORADORA LTDA . OBRA SEM FINALIDADE DE LUCRO. Tratando-se de obra contratada. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Trabalho da Décima Sétima Região.TRT 17ª Região . Razão não lhe assiste. apontando vícios no julgado. É o relatório. REGIÃO .ME ACÓRDÃO . diante do indubitável caráter protelatório dos embargos. apenas se reportou ao valor da causa. R$ 34.CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário interposto pelo reclamante.0136800-14. Razões recursais às fls. no prazo legal. sobre o qual serão calculadas as custas devidas. acórdão omisso quanto ao valor da condenação e das custas. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Vistos. FUNDAMENTAÇÃO 2. pugnando o autor pela reforma da r. a primeira reclamada não apresentou contrarrazões ao apelo do autor. no percentual de 2%. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). indiscutivelmente. eis que houve improcedência dos pedidos formulados pelo obreiro. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO.0136700-37.00 (trinta e quatro mil reais). Por todo o exposto. Parecer do d. 147-148. ao manter o valor da condenação. negar-lhes provimento. sob a alegação de que a r. Conforme acima exposto.1 OMISSÃO. Ministério Público do Trabalho às fls. 23 de Setembro de 2013 92 Embargado Advogado RODRIGO SABADINI PRATES Gustavo Souza Fraga(OAB: 015339 ES) ACÓRDÃO . Contrarrazões do segundo reclamado às fls. 277-280. sendo o tomador de serviços. Vistos. a embargante reputa o v. FUNDAMENTAÇÃO 2.5. o v. Somente retarda a marcha processual. oficiando pelo conhecimento e não provimento do recurso ordinário do reclamante. comino à embargante multa de 1% sobre o valor da condenação. sentença quanto à assistência judiciária gratuita e à responsabilidade subsidiária. mas de empreitada. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-136800-14. acórdão. Registra-se que. a embargante não aponta qualquer vício apto a ensejar a utilização da via processual escolhida. que julgou parcialmente procedentes os pedidos iniciais. cominar à embargante multa de 1% sobre o valor da condenação. MÉRITO 2. deve ser aplicada a OJ 191. esta Corte se referia ao valor da causa arbitrado pelo Juízo “a quo”. no valor de R$ 680.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos pela reclamada. em face do v. sem a finalidade de lucro. acórdão de fls.2012. Conforme certidão de fls. logo.TRT 17ª Região . por ente público que não tem dentre suas atividades a construção civil.5. 277-280 .2012.000. dono de obra. Ante a reforma parcial da sentença.5. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO.2. VALOR DA CONDENAÇÃO.00 (seiscentos e oitenta reais). MÉRITO . qual seja. contra a sentença de fls.1. 136-141.2012.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. no mérito. 124-126. efetivamente. foi omisso ao manter inalterado o referido valor.ME Origem: 2ª VARA DO TRABALHO DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM . pois não é caso de terceirização. 143v. comina-se a embargante multa de 1% (um por cento) sobre o valor da condenação.0132 Processo Nº RO-136800/2012-132-17-00. ao opor os presentes embargos de maneira infundada em relação às suas hipóteses de cabimento.RODRIGO SABADINI PRATES Origem: 10ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . ACÓRDÃO DE FLS. Conhecidos e não providos por ausência de vícios no julgado.1. 128-133. por unanimidade.2. Insta esclarecer que este órgão julgador ao assim decidir considerou para fixação do valor da condenação exata relação com as verbas deferidas.17. João Hilário Valentim. conhecer dos embargos declaratórios e. A injustificada beligerância processual da embargante revela. Diante do indubitável caráter protelatório dos embargos. a par de lhes negar provimento.

sendo o segundo reclamado.º 7.00 Diante da inexistência de previsão legal. entendo que deve ser aplicada ao caso a previsão contida na OJ nº 191 da SDI-1 do C. 71.2. a Juíza Sônia das Dores Dionísio. que deu nova redação à Lei n. LXXIV e § 1.º 1. não parece razoável aplicar o mesmo raciocínio para responsabilizar o Município. REGIÃO . ACÓRDÃO DE FLS.510/86. sem fins de lucro.º).1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. do C.TRT 17ª. não ocorrendo terceirização típica capaz de atrair a responsabilidade em tela. sem prejuízo do próprio sustento e do de sua família à fl. Pelo exposto. Inserida em 08. porque esta não se subsume às peculiaridades do caso. TST. inc.060/50)”.2. 115-119).17. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-149900-76. sob pena de violação do texto constitucional. 1º da Lei n.2. o patrocínio da causa por advogado particular. que figura como dono da obra em contrato de empreitada. Alega que o ente público agiu com culpa in eligendo e in vigilando. da Lei n. mas declarou não ter condições de arcar com as despesas do processo. não pode a empresa incorporadora ou construtora usufruir da mão de obra do trabalhador. Contudo. no mérito.2012. ex vi da Constituição Federal (art. Face à análise do conjunto probatório. há ainda que se considerar o disposto no art. TST reza que “para a concessão da assistência judiciária. Com efeito. portanto. V.ES Relatora: . RESPONSABILIDADE. Thiago Pereira(OAB: 004955 ES) NORMA LUCIA DOS SANTOS GOMES MARIA DA CONCEICAO MIRANDA PASCOAL NORMA LUCIA DOS SANTOS GOMES PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO .115/83 dispõe que se presume verdadeira. dou provimento ao apelo para conceder ao autor os benefícios da assistência judiciária gratuita. Dessa forma. TST. conhecer do recurso ordinário interposto pelo reclamante e. dono de obra.TRT 17ª Região .° 304 do C. efetivamente. Deve. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). até que se prove o contrário. 23 de Setembro de 2013 93 2. Cumpre destacar a ressalva contida na referida OJ 191. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim. nego provimento. na petição inicial. as quais visam à obtenção de lucro. devendo. Assim.5. por maioria. em suma. § 1º. terceirizando parte de sua atividade. de forma a afastar a responsabilidade do Município. Vencida. 10. o contrato de empreitada entre o dono da obra e o empreiteiro não enseja responsabilidade solidária ou subsidiária nas obrigações trabalhistas contraídas pelo empreiteiro. § 1º da Lei nº 8. dar-lhe parcial provimento para conceder ao autor os benefícios da assistência judiciária gratuita. não há falar na aplicação da Súmula nº 331 do C.JOSE FRANCISCO DOS SANTOS E OUTRO MARIA DA CONCEICAO MIRANDA PASCOAL Origem: 1ª VARA DO TRABALHO DE GUARAPARI . na localidade de Garrafão em Itapemirim/ES”. A assistência judiciária gratuita aos que não têm recursos suficientes para demandar sem prejuízo do próprio sustento ou do de sua família constitui direito fundamental. 5.666/93.11. a construção. Portanto.0149900-76. Sustenta. portanto. dentre suas atividades. Vê-se que o objeto do contrato era a execução de “serviços de conclusão de obra de construção do ginásio poliesportivo.º 7. ressalvados os casos em que o dono da obra seja empresa construtora ou incorporadora.1.2012. E não poderia ser diferente. É importante destacar que a Orientação Jurisprudencial n.5. salvo sendo o dono da obra uma empresa construtora ou incorporadora. O Município colacionou aos autos o contrato de prestação de serviço firmado com a primeira reclamada (fls. já que se trata de obra contratada por ente público que não tem.0151 Processo Nº ED-149900/2012-151-17-00.17. Ressalto que o reclamante não está assistido pelo Sindicato de sua Categoria. o caso não é de terceirização. CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. 282/286-v . tendo em vista que o art. Se a insuficiência de recursos foi demonstrada.ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA A sentença de origem julgou improcedente o pedido de assistência judiciária gratuita. a declaração de pobreza. A ressalva decorre do fato de que a construção civil se insere nas atividades desenvolvidas por essas empresas. de aplicação imediata. para se considerar configurada a sua situação econômica (art. No caso do ente público. Assiste-lhe razão. sob o fundamento de que não estão presentes os requisitos legais pertinentes à espécie. ser declarada a sua responsabilização subsidiária. quanto à assistência judiciária gratuita. não tem o condão de afastar essa garantia. O reclamante recorre deste decisão. 2. com capacidade para 600 pessoas. no sentido de que não há dispositivo legal que determine a responsabilização solidária ou subsidiária do dono da obra pelo inadimplemento das Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 verbas trabalhistas do empreiteiro em face de seus contratados.º. por si só. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. assumir os riscos de sua atividade. mas de empreitada. que deve ser aplicado ao presente caso o entendimento consubstanciado na Súmula nº 331. TST.RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA A sentença de origem julgou improcedente o pedido de responsabilidade subsidiária do segundo reclamado. basta a simples afirmação de hipossuficiência do declarante ou de seu advogado. O reclamante recorre desta decisão. 4º. por unanimidade.2 Embargante Advogado Embargado Plurima Autor Advogado Plurima Autor Plurima Réu Plurima Réu MARIA DA CONCEICAO MIRANDA PASCOAL José Carlos Rosestolato Rezende(OAB: 006168 ES) JOSE FRANCISCO DOS SANTOS JOSE FRANCISCO DOS SANTOS Marcelo S. Sem razão o recorrente.0151 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargantes: MARIA DA CONCEICAO MIRANDA PASCOAL JOSE FRANCISCO DOS SANTOS E OUTRO Embargados: O V. auferir lucro e deixá-lo a mercê da própria sorte diante do inadimplemento do empreiteiro. por entender que o Município de Itapemirim figurou na relação como “dono da obra”. in verbis: DONO DA OBRA.

como demonstra inconformismo com a decisão proferida. e aduz afronta ao art. anoto que só tem pertinência e cabimento quando o julgado não haja adotado fundamento explícito sobre o tema ou sobre a questão submetida. Não se reconhece direito do trabalhador ao adicional de insalubridade quando. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora Acórdão Processo Nº RO-181100-04.2. 477. obscuridade ou contradição no julgamento. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: o Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). Aduz omissão em relação à preliminar de incompetência da Justiça do Trabalho. sendo partes as acima citadas. se verifica que os produtos de limpeza por ele manuseados são de uso doméstico e. 2. por unanimidade. RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos pela Reclamada em face do v. alega a embargante que o julgado é omisso.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. Por fim. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.2012. se os embargos confundem julgamento contrário ao seu interesse. 96 do Estatuto da Terra. acórdão e.0151 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: CILTA FERREIRA Recorrido: INSTITUTO NACIONAL DE ADMINISTRAÇÃO PRISIONAL Origem: 1ª VARA DO TRABALHO DE GUARAPARI . e também aponta omissão no que tange a matéria relativa à reconvenção. negativa de prestação jurisdicional”.2012. Da leitura das alegações apresentadas na peça de embargos de fls. 294/300. parágrafo único. na forma autorizada pelo art. os embargos não demonstram existência concreta de omissão. contradição e obscuridade no julgado. afirma que o v. deve ser apresentada através do meio processual adequado para impugnar a decisão desta Corte Regional. acórdão é contraditório em relação à multa do art. dela não conheço em razão do princípio da unirecorribilidade das decisões e da preclusão consumativa. com o intuito de rediscutir questão amplamente apreciada no acórdão. alegando omissão. acórdão de fls. não merecem ser providos. acórdão de fls. 3. e tendo em vista o manifesto caráter protelatório dos Embargos. de contradição ou de obscuridade e revelam mero inconformismo da parte com o conteúdo meritório do acórdão.§8º da CLT. 376. Quanto ao prequestionamento a que se refere a Súmula 297 do TST. Logo. requer o prequestionamento do art. não conhecer da petição de fls. parágrafo único. complementada pela decisão de embargos de declaração de fls. 288/293. Procurador: Dr. não sobejando dúvidas quanto ao entendimento das matérias nele aduzidas.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.CONHECIMENTO Conheço dos embargos da reclamada de fls.0181100-04.OMISSÃO – OBSCURIDADE – CONTRADIÇÃO No corpo dos embargos. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. 282/286-v. 349-364. nego-lhes provimento e imponho a Embargante multa de 1% sobre o valor da causa. não merecem ser providos. bem como no tocante as horas extras. O que se exige é adoção de tese e não reprodução da lei. contêm baixa concentração de substâncias químicas. 5º. verifico que as alegações da embargante apenas impugnam o v. depreende-se que o que deseja realmente a embargante é revolver toda a argumentação apresentada em suas razões recursais. Em verdade. para condenar a reclamada ao pagamento da multa prevista no art. 288/300. do CPC. Sustenta que “o acórdão é tão obscuro que nem mesmo a questão levantada no recurso acerca da rescisão contratual foi analisada a contento. 288/293. Portanto. os vícios alegados. em face da sentença de fls. 282/286-v é de clareza solar e coerente em toda a sua fundamentação. 538.8 Recorrente Advogado Recorrido Advogado CILTA FERREIRA MARCOS ANTONIO BITENCOURT DE OLIVEIRA(OAB: 019259 ES) INSTITUTO NACIONAL DE ADMINISTRAÇÃO PRISIONAL Sergio Carlos de Souza(OAB: 005462 ES) ACÓRDÃO . FUNDAMENTAÇÃO 2. não se constata no julgado. ou outra hipótese Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 que refuja aos seus limites. pois diz que houve julgamento contrário às provas produzidas nos autos. negar-lhes provimento. João Hilário Valentim. . inciso LV. conhecer dos embargos da reclamada de fls.5. acórdão que entendeu por manter a sentença. má apreciação da norma. Vistos. na forma autorizada pelo art. e entende que houve falta de fundamentação no v. o que não significa obrigação de reproduzir textos legais. Além disso. Não tem a mais pálida razão. que não foi levado em consideração às alegações da embargante. Deste modo.CONCLUSÃO Acordam os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pela reclamante. sendo partes as acima citadas.5. Quanto à petição de fls. da CF.1. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. que julgou procedentes em parte os pedidos iniciais. porque diluídos. havendo na visão da Embargante. já que o v.17. 477 da CLT.0151 Processo Nº RO-181100/2012-151-17-00. 294/300.TRT 17ª Região . o que deve ser manejado na via recursal própria. Vistos. portanto. nem há comprovação de exposição a qualquer outro agente insalubre que enseje tal pagamento.17. Assim. por ter-lhe sido desfavorável a decisão. das provas. 538. com base na prova pericial. ante a total ausência do vício alegado. Ademais. por estarem presentes os pressupostos de admissibilidade. Diz. do CPC. Se os embargos não demonstram a existência de omissão. e condenar a Embargante a pagar a multa de 1% sobre o valor da causa. 23 de Setembro de 2013 94 JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ainda. em razão do princípio da unirecorribilidade das decisões e da preclusão consumativa. além de os Embargos denotarem mero inconformismo com o conteúdo meritório do julgado. é nítida a intenção da parte de dilatar o prazo recursal.

Contrarrazões da reclamada às fls. transferência. Rel. seria a de limpeza dos banheiros. 368) Contudo. no tema. A reclamante recorre desta decisão. tuberculose). na função de auxiliar de serviços gerais e pediu demissão em 10/04/2012. em grau máximo o seguinte: "trabalho ou operações em contato permanente com: pacientes em isolamento por doenças infecto-contagiosas. INTEGRAÇÃO DAS HORAS EXTRAS A sentença de origem julgou improcedente o pedido de integração das horas extras no cálculo das verbas rescisórias. 378-381v. Assim. bem como recolhia e separava roupas de uso pessoal dos internos” (fl. os produtos utilizados. desenvolvendo as seguintes atividades: varrição.2." Dessa forma. De outro norte.5555. a princípio. sangue. 320) Conforme apontado anteriormente. se verifica que os produtos de limpeza por ela manuseados são de uso doméstico e. pugnando a autora pela reforma da r. A recorrente afirma que “restou comprovado nos autos que a reclamante efetuava a limpeza da enfermaria. 366-373. ante ao que restou apurado por intermédio do laudo pericial. sentença quanto às seguintes matérias: adicional de insalubridade. Também concluiu o laudo pericial que não havia exposição permanente à agente biológico. integração das horas extras. Com efeito. DJ-26/09/2008). locomoção. segundo consta da perícia. 321). executar tarefas de limpeza em geral. ossos. julgou improcedente o pedido de adicional de insalubridade. Não obstante o pedido seja de diferenças. esclareceu o d. 319) “Quando no exercício da função de Auxiliar de serviços gerais. na acepção contida na referido norma.04. É o relatório. com base na prova pericial.00. Neste sentido. Recurso de Embargos conhecido e provido. (TST-E-ED-RR-673432-89. utilizado para fins de monitoramento dos detentos. verbis: "RECURSO DE EMBARGOS. vê-se que a reclamante não efetuava a limpeza da enfermaria e não tinha contato direto com os detentos ou com roupas e objetos de uso pessoal dos mesmos. Min. 320) “A RCTE. passar pano de chão. 320) A prova testemunhal nada aponta acerca das atividades exercidas pela reclamante e dos setores onde ela laborava. tem-se que a atividade de limpeza de banheiro.5.2000. recebimento de novos detentos. os setores onde a reclamante Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 laborou eram utilizados para fins de monitoramento dos detentos.DIFERENÇAS DAS VERBAS RESCISÓRIAS. PROVIMENTO. honorários periciais e honorários advocatícios. Vejamos. Outrossim. por entender que as atividades desenvolvidas pela reclamante poderiam submetê-la a agentes biológicos apenas de forma eventual. Este prevê como causa do pagamento de insalubridade. esgotos (galerias e tanques). Alega que suas as horas extras habitualmente prestadas e pagas não integraram sua remuneração para fins de cálculos das verbas rescisórias e requer a condenação da ré no pagamento das diferenças das verbas da rescisão. SDI-I. não se reconhece direito da trabalhadora ao adicional de insalubridade quando. vísceras. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE INDEVIDO. manter limpo o ambiente de trabalho e executar outras tarefas afins e correlatas (fl. capaz de ensejar o direito ao adicional de insalubridade. como alega na inicial. contêm baixa concentração de substâncias químicas. 318). não previamente esterilizados. revista e troca de celas. locomoção. A reclamante pugna pela reforma desta decisão. por entender que a ré utilizou para o referido cálculo a mesma média remuneratória apontada pela reclamante.2. Em resposta aos quesitos formulados pelas partes. Sendo assim. ou seja. utilizado para recebimento de novos detentos. (fl. eram “produtos químicos diluídos. executava tarefas de limpeza dos sanitários dos setores onde exercia suas atividades” (fl. pois presentes os pressupostos legais de admissibilidade. frise-se que a atividade desempenhada pela autora que. RECURSO DE REVISTA. qual seja. onde ocorria o recebimento de novos detentos. com base no laudo pericial. brucelose. perito: “Dados apurados não indicam o setor de enfermaria como ambiente laboral da autora” (fl. já que não se trata de contato permanente com: pacientes em isolamento por doenças infecto-contagiosas ou contato com lixo urbano.214/78 do Ministério do Trabalho. Esta C. A autora foi admitida pela reclamada em 05/01/2011. 23 de Setembro de 2013 95 Razões recursais às fls. Portanto. porque não se encontram entre as classificadas como lixo urbano no Anexo 14 da NR-15 da Portaria nº 3214/78 do Ministério do Trabalho. bem como objetos de seu uso. a obreira não tinha contato com detentos ou objetos de uso pessoal” (fl. irrelevante as condições de saúde dos detentos ou as doenças às quais eram acometidos. Posto de Triagem. LIMPEZA E HIGIENIZAÇÃO DE SANITÁRIOS. porque diluídos. 2.CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário interposto pela reclamante. Portanto. produtos químicos de limpeza com finalidade de uso domiciliar” (fls. carnes.2. pêlos e dejeções de animais portadores de doenças infectocontagiosas (carbunculose. lavagem de banheiros. FUNDAMENTAÇÃO 2. lixo urbano (coleta e industrialização). nem mesmo atuava na enfermaria. R$622. bem como. informa o perito que a autora “executava tarefa de limpeza dos sanitários dos setores onde exercia suas atividades”. a reclamante laborou nos seguintes ambientes: Posto Delta. glândulas. de acordo com o que restou apurado pela perícia. sem caracterização de contato com agente insalubre.1. não ocorria a limpeza de banheiros de celas ou enfermarias pela reclamante. não se constata que as atividades desenvolvidas pela reclamante se enquadrem no disposto no Anexo 14 da NR-15 da Portaria nº 3. a reclamante não apresenta qualquer demonstrativo que aponte o quanto entende ser . Pois bem. é a jurisprudência do Colendo TST. Consta do laudo pericial que a reclamante “estaria exposta a agentes biológicos de forma eventual quando no exercício da tarefa de limpeza dos sanitários”. Ainda de acordo com a perícia. cuja nova redação incorporou o teor da Orientação Jurisprudencial nº 170. revista e troca de celas. poderia ensejar o adicional de insalubridade. pois durante o período em que a autora laborou em prol da ré não mantinha contato com os detentos. Corte Superior por meio da Orientação Jurisprudencial nº 4 da SDI-1. Ademais.ADICIONAL DE INSALUBRIDADE A sentença. MÉRITO 2. pacificou entendimento no sentido de que a limpeza e a coleta de lixo de sanitários não podem ser enquadradas como atividades insalubres.1. transferência. couros. no Setor de Inclusão. a reclamante exerceu a função de Auxiliar de Serviços Gerais. ou mesmo de varrição e limpeza de outros ambientes da reclamada onde laborava a autora não se enquadram em nenhuma das hipóteses previstas no referido anexo da norma regulamentadora ministerial.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Nego provimento. Aloysio Corrêa da Veiga.

Vistos. conhecer do recurso ordinário interposto pela reclamante e. nos termos do voto da Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. não há como deferir o pagamento de diferenças das verbas rescisórias. no presente caso.906/94 não revogou o jus postulandi partes. quando já houverem sido esgotados todos os meios de levantamento de bens de que dispõe a parte interessada. 181. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Contudo.2 Agravante Advogado Agravado EVANY SILVA DOS SANTOS Dalton Luiz Borges Lopes(OAB: 003267 ES) COLIMPRE CONSERVACAO LIMPEZA E PRESTACAO DE SERV LTDA ACÓRDÃO . por unanimidade. socorrendo-se de profissionais particulares. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais. Ao Juízo de execução cabe acolher certas providências requeridas pelo interessado apenas em situações extremas.TRT 17ª Região .0006 Processo Nº AP-184800/1996-006-17-00. impossível o deferimento do pedido. 160 e 161 do Prov.0006 AGRAVO DE PETIÇÃO Agravante: EVANY SILVA DOS SANTOS Agravado: COLIMPRE CONSERVACAO LIMPEZA E PRESTACAO DE SERV LTDA Origem: 6ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA .” CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. nos termos do artigo 1º do Provimento supracitado.584/70. que deu nova redação aos artigos 159. Portanto. em razão da sucumbência. autorizando o perito a receber a importância diretamente do Tribunal.5.584/70. entendo estar diante de uma situação extrema que justifique a atuação do Magistrado e das Varas do Trabalho na busca de satisfação do crédito do trabalhador e a conseqüente extinção da execução. No caso.HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS A sentença julgou improcedente o pedido de honorários advocatícios. Desse modo. terceiros estranhos ao processo. destinados aos beneficiários de assistência judiciária. sendo partes as acima citadas.000. a sentença condenou o reclamante ao pagamento dos honorários periciais. formulado pela autora às fls.ª SECOR 03/2007. nego provimento ao recurso do Reclamante.ª SECOR 03/2007. não se aplica o disposto no artigo 20 do CPC.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Logo. EXPEDIÇÃO DE OFÍCIO AO INCRA. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). A parte interessada tem o dever de diligenciar para localizar os bens passíveis de expropriação. observando-se que o valor estipulado não ultrapassa o limite de R$ 800. com a finalidade de que . nos termos do Provimento TRT 17. autorizando o perito a receber a importância diretamente do Tribunal. prevalece o entendimento consubstanciado no item I.00.00). defiro a expedição do ofício requerido. 2. quando houver sucumbência do beneficiário de justiça gratuita na pretensão relativa ao objeto da perícia. considero que nem a assistência judiciária gratuita nem a gratuidade de justiça alcançam os honorários periciais. De toda sorte. Assim. vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais. Vencido.4. dar-lhe provimento parcial para determinar que o Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 pagamento dos honorários periciais complementares seja feito com recursos existentes no Orçamento da União.3.HONORÁRIOS PERICIAIS Embora concedida a gratuidade de justiça à reclamante. Em razão disso. nos termos da fundamentação supra. 01/2005.0184800-94. Portanto. o pagamento dos honorários de perito será efetuado com os recursos vinculados ao custeio da assistência judiciária aos necessitados.º 1. Por isso.2.060/50). se a parte não preenche os requisitos exigidos na Lei 5. no valor total de R$1. relatados e discutidos os presentes autos de AGRAVO DE PETIÇÃO. Destaco ainda que o artigo 133 da Constituição Federal de 1988. dou provimento parcial. em face da hipossuficiência do reclamante.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA AGRAVO DE PETIÇÃO. passados mais de 16 (dezesseis) anos do início da presente execução e restando frustradas todas as tentativas de localização de bens dos executados. 01/2005. Acrescente-se que a Justiça do Trabalho não conta com peritos próprios. nesse aspecto. no presente caso. nos termos do artigo 1º do Provimento TRT 17. 177. que não podem trabalhar sem receber a devida contraprestação. Procurador do Trabalho: José Hilário Valentim. Somente em hipóteses excepcionais poderá o Magistrado determinar a expedição de ofícios a instituições públicas e privadas com o objetivo da busca de bens do executado. em face da decisão de fls. uma vez que tal benefício somente abrange despesas e taxas judiciais devidas ao Estado (art. que deu nova redação aos artigos 159.1996. TST. a sentença de origem deve ser mantida para que a autora restitua ao réu o valor já pago. 23 de Setembro de 2013 96 devido a este título ou qual base de cálculo entende ser correta. destinados aos beneficiários de assistência judiciária.17. por entender que não restam preenchidos os requisitos da Lei nº 5. que indeferiu o requerimento de expedição de ofício ao INCRA – Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária.17. da Súmula 219 do C. 2. Desse modo. no mérito. quanto aos honorários advocatícios. que assim dispõe: “HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS Neste procedimento especializado. determino que o pagamento dos honorários periciais complementares seja feito com recursos existentes no Orçamento da União. por maioria. por maioria. a ser paga pela parte sucumbente no objeto da perícia. RELATÓRIO Trata-se de agravo de petição interposto pela exequente. continuam em vigor os arts. bem como.1996. bem como a Lei 8. Quanto aos honorários periciais prévios (R$250. de modo que o deferimento da justiça gratuita não socorre o autor. 791 e 839 da CLT. A reclamante recorre desta decisão. 160 e 161 do Prov. indicá-los ao Juízo da execução.5. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº AP-184800-94. Nego provimento.00 prévios e R$750.00 complementares). eis que o Processo do Trabalho tem norma de regência própria. 3º da Lei n. A Primeira Turma decidiu.00 (R$250. negar provimento ao apelo.2.

399). De outro modo.. alcançar o sucesso da execução. 893 . Dou provimento ao agravo de instrumento para destrancar o agravo de petição. c) que acolhe exceção de incompetência territorial. a autora requereu a expedição de ofício ao INCRA. o agravante alega não possuir condições de arcar com tal diligência. 893. em face dos sócios da reclamada. Juízo a quo. bem como. 177.1997. assim. A reclamante recorreu desta decisão. p.07. 30. poderá localizar imóveis dos executados e. na decisão de fls. O agravante alega. com a expedição do mandado de citação. sendo adequada a interposição de agravo de petição. em suma. Com razão. INFOJUD E RENAJUD. Após o desarquivamento. 191). Aduz que. a meu ver. assim. MÉRITO 2. caso mantida. Além disso.” Sendo assim e estando presentes os demais pressupostos legais de admissibilidade. com a remessa dos autos para Tribunal Regional distinto daquele a que se vincula o juízo excepcionado. Prosseguindo-se com a execução. em sua obra "Direito Processual do Trabalho" (17. inclusive daquelas proferidas em sede de execução. XXXIII e XXXIV da CRFB. é vigente no processo do trabalho o princípio da irrecorribilidade imediata das decisões interlocutórias. 799 da CLT e En. conheço do agravo de petição interposto pela exequente. do despacho que determinou ou não a perícia contábil. determinou a expedição de certidão de dívida trabalhista e o arquivamento do feito (fls.” Destaque-se o disposto no art. § 1º. sendo do Juízo o dever de impulsionar a execução. o qual restou infrutífero. haja vista que não será possível revertê-la em momento posterior. DJ 14. 893 c/c §2º do art. pelo destrancamento do agravo de petição. 181. de outro norte. in verbis: Art. o que foi indeferido pela origem e ora é objeto do presente agravo de petição. inclusive. No caso em análise. penhora e avaliação de fl. os autos permaneceram arquivados. porém. A exequente. sendo positiva a resposta do Instituto.2. não obstante a natureza meramente declaratória das informações eventualmente fornecidas pelo INCRA. 181). a qual foi indeferida.Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária para que informasse se os executados possuem imóveis rurais cadastrados no referido instituto. Afirma que o referido órgão não fornece informações a terceiros e alega que seu requerimento encontra-se amparado nos artigos 5º. 399 do CPC e 735 da CLT. portanto. No período de 16. pugnando a reclamante pela reforma desta decisão.12. que a decisão objeto do agravo de petição possui natureza definitiva pois. o julgador a quo indeferiu o requerimento de expedição de ofício ao INCRA . ainda. 169-171.1. pois terminativa quanto a essa questão. Nesse sentido preleciona o jurista Sérgio Pinto Martins.184-188. as decisões interlocutórias não ensejam recurso imediato. IRRECORRIBILIDADE (nova redação) . § 2º. segundo o qual: “Não caberá agravo de petição contra decisões interlocutórias na execução. forçoso concluir que a decisão causa gravame autônomo ao exequente. Atlas. da CLT. E entendo ser esse o Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 caso dos autos.Res. in verbis: AGRAVO DE PETIÇÃO.] §1º . por conseguinte.1998 a 08. Não há contraminuta. Ed. b) suscetível de impugnação mediante recurso para o mesmo Tribunal. 893. efetuando-se. sendo dado provimento ao agravo de petição da autora para determinar o prosseguimento da execução. da que recusa a nomeação de bens à penhora. por entender que cabe pessoalmente à reclamante obter as informações que pretende (fl. a Súmula 214 do TST: SUM-214 DECISÃO INTERLOCUTÓRIA. incluindo a diligência requerida às fl. consoante o disposto no art. alegando que. Minuta de agravo às fls. De fato. entendo ser cabível a interposição de agravo de petição em face de decisões interlocutórias que causem gravame autônomo à parte.Das decisões são cabíveis os seguintes recursos: [. que acarretem ônus cuja correção não possa ser efetuada em momento posterior. diversas providências foram tomadas pela exequente com a finalidade de ver seu crédito adimplido.CONHECIMENTO A questão do conhecimento do agravo de petição restou superada pela decisão proferida no agravo de instrumento.2005: Na Justiça do Trabalho.Os incidentes do processo serão resolvidos pelo próprio Juízo ou Tribunal. ainda. não sendo cabível contra decisão meramente interlocutória ou meros despachos (fl. das decisões interlocutórias. com a finalidade de que este órgão informe a existência de imóveis rurais em nome dos sócios da executada. 149). DECISÃO INTERLOCUTÓRIA QUE CAUSA GRAVAME AUTÔNOMO.177. E. . dos despachos de mero expediente. Vejamos. É o relatório. salvo nas hipóteses de decisão: a) de Tribunal Regional do Trabalho contrária à Súmula ou Orientação Jurisprudencial do Tribunal Superior do Trabalho.. Observa-se que a presente execução teve início em 21. 23 de Setembro de 2013 97 este órgão informe a existência de imóveis rurais em nome dos sócios da executada. voltandose a execução.. Pugna. 214 do TST). da CLT. causará gravame autônomo à parte. será possível localizar o cartório onde suposto imóvel em nome dos sócios da ré esteja registrado. A exequente recorre desta decisão.1. §1º da CLT. que não tem condições de arcar com as despesas da execução. a penhora. por pedido da autora. admitindo-se a apreciação do merecimento das decisões interlocutórias somente em recursos da decisão definitiva.ª ed. Não se admitirá agravo de petição. em desfavor dos sócios da ré. conforme acórdão de fls. 799. EXPEDIÇÃO DE OFÍCIO AO INCRA O Juízo a quo indeferiu o requerimento de expedição de ofício ao INCRA – Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária. inconformada. sendo necessária a expedição do ofício pelo I. RECORRIBILIDADE “O Juízo a quo negou seguimento ao agravo de petição do exequente sob o fundamento de que só é cabível a interposição do referido recurso contra decisões terminativas e definitivas. nos termos do art. a inércia do exequente implicaria em preclusão quanto a tal matéria.2009.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. FUNDAMENTAÇÃO 2. O exequente recorre desta decisão. a exequente solicitou a atualização do seu crédito e a utilização dos convênios BACENJUD. Sustenta. da decisão que entende não ser o caso da produção de determinada prova na execução. isto é. Tal providência não foi determinada pelo Juízo de origem que.10. 127/2005. formulado pela exequente às fls. Portanto. Sendo assim. que somente serão recorríveis quando da apreciação do merecimento das decisões definitivas (§1º do art.03. a decisão hostilizada enseja o manejo de agravo de petição. sem êxito até o momento. interpôs agravo de petição sustentando que o INCRA não repassa informações a terceiros. A partir desta data. 15 e 16. Por outro lado. caso haja resposta positiva. por não obedecer à ordem legal.

acolher certas providências requeridas pelo interessado apenas em situações extremas. Ressalta-se que a parte interessada tem o dever de diligenciar para localizar os bens passíveis de expropriação. Dou provimento. FUNDAMENTAÇÃO 2. desta vez apontando equívoco na publicação e não vício no julgado. para que este órgão informe a existência ou não de bens imóveis cadastrados em nome dos executados. Parecer do d. Pedem seja esclarecido “quais Juízes e de que forma participaram do julgamento dos Embargos. sendo partes as acima citadas.5 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Autor Plurima Autor VANUZIA PEREIRA DA SILVA João Paulo Cardoso Cordeiro(OAB: 013853 ES) FIBRIA CELULOSE S/A André Luiz Pacheco Carreira(OAB: 003679 ES) JACYELLEN PEREIRA DA SILVA CARLOS EDUARDO PEREIRA DA SILVA ACÓRDÃO . no mérito. o prazo para interposição do recurso ordinário não restou interrompido.Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária. entendo estar diante de uma situação extrema que justifique a atuação do Magistrado e das Varas do Trabalho na busca de satisfação do crédito do trabalhador e a conseqüente extinção da execução. sócios da reclamada. cerceamento do direito de defesa e. Ministério Público do Trabalho oficiando pelo conhecimento do recurso e manifestando-se pela inexistência de nulidade da sentença afastando a hipótese do artigo 793 da CLT. Jacyellen Pereira da Silva e Carlos Eduardo Pereira da Silva. Intimados desta decisão. O Juízo a quo às fls. por unanimidade.0191 Processo Nº RO-288500/2009-191-17-00. Em que pese a parte ter intitulado sua peça de “embargos de declaração” o seu teor era. INTEMPESTIVIDADE. portanto. passados mais de 16 (dezesseis) anos do início da presente execução e restando frustradas todas as tentativas de localização de bens dos executados. na verdade. Somente em hipóteses excepcionais poderá o Magistrado determinar a expedição de ofícios a instituições públicas e privadas com o objetivo da busca de bens do executado. Razões recursais às fls. vencida a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. renova os pedidos formulados na inicial.2009. conhece os presentes embargos e. Os autores. julga-os PROCEDENTES EM PARTE. a peça só porque denominada pela parte de “embargos de declaração” não têm o condão de interromper o prazo recursal. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. bem como indicá-los ao Juízo da execução. Vistos. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pela parte autora em face da r. 641 não conheceu dos embargos de declaração apresentados pela parte e. Contraminuta às fls. 645/682 alegando erro material no julgamento e no conhecimento dos embargos de declaração. 622/623 que julgou improcedentes os pedidos iniciais. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). na busca desses bens.TRT 17ª Região . para que este órgão informe a existência ou não de bens imóveis cadastrados em nome dos executados. Procurador do Trabalho: Dr. por unanimidade. Intimados da sentença de fls. quando já houverem sido esgotados todos os meios de levantamento de bens de que dispõe a parte interessada. CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. na forma da fundamentação que passa a integrar este decisum”. Sob essa ótica. no mérito. 634 deu provimento aos embargos de declaração para sanar erro material. com vistas a viabilizar a execução. a Vara a quo deve providenciar a obtenção das informações solicitadas.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 687/698 alegando a preliminar de intempestividade do apelo.0191 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: VANUZIA PEREIRA DA SILVA E OUTROS Recorrido: FIBRIA CELULOSE S/A Origem: VARA DO TRABALHO DE SÃO MATEUS . Ao Juízo de execução cabe.1 PRELIMINAR DE INTEMPESTIVIDADE DO RECURSO – ARGUIDA PELA RECLAMADA EM CONTRARRAZÕES A reclamada alega que o recuso ordinário apresentado pelos autores é intempestivo uma vez que a decisão de fls. por maioria. extirpando da conclusão da decisão o termo “unanimidade”. Vejamos. no mérito. a ação tem no pólo ativo as pessoas: Vanuzia Pereira da Silva. apresentaram os terceiros embargos de declaração. Nesse contexto. os autores apresentaram os primeiros embargos de declaração de fls.17. nulidade da sentença por falta de intimação do MPT. expedindo ofício ao INCRA .ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA RECURSO ORDINÁRIO. João Hilário Valentim. 622/623 que julgou improcedentes os pedidos iniciais.2009. dar-lhe provimento para determinar a expedição de ofício ao INCRA . Assim.Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária. sentença de fls.17. então. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. Aduziram os autores que a publicação novamente Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . na verdade.626/628 aduzindo que no relatório da sentença consta que a ação foi proposta por “Espólio de Carlos Gonçalves da Silva” no entanto.0288500-59.5. 23 de Setembro de 2013 98 Pois bem. 629 que em sua parte dispositiva fez constar “Pelo exposto. sócios da reclamada. conhecer do agravo de petição e. 629 julgou parcialmente procedente os embargos de declaração e determinou a atualização dos registros processuais incluindo como autores as pessoas indicadas e ao final a expressão “Sucessor de Carlos Gonçalves da Silva”. bem assim para esclarecer o termo ‘unanimidade’ inserto na parte dispositiva da sentença integrativa embargada”. os autores apresentaram os segundos embargos de declaração alegando haver obscuridade na decisão de fls.5. no presente caso.1 CONHECIMENTO 2. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-288500-59. A decisão de fls. de mero requerimento de retificação de autuação e não apontava qualquer vício no julgado. a Vara do Trabalho de São Mateus – ES.1.

o requerimento de retificação da publicação (ou retificação da autuação e cadastro processual) deveria ter sido apresentado por simples petição e não por meio de embargos de declaração já que não aponta um vício no julgado. que por sua própria natureza é peremptório. A comprovação da fiscalização. não se tratava pois de nulidade de ato já que atingida a finalidade e ausente o prejuízo. A segunda ré. afasta a responsabilidade subsidiária da Administração Pública.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. de mero requerimento. CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. FUNDAMENTAÇÃO CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário interposto pelos reclamantes. apesar da intimação ter sido publicada constando o nome de Espolio de Carlos Gonçalves da Silva (autor original da demanda que faleceu no curso da ação) o ato atingiu a finalidade que era cientificar a parte autora da decisão de embargos de declaração. no decorrer da vigência do contrato com a 1ª reclamada. do C. Em que pese a parte ter intitulado sua peça de “embargos de declaração” o seu teor era.5. arguida pela reclamada em contrarrazões. às fls. É o relatório.0003 Processo Nº RO-29500/2012-003-17-00. diversas penalidades à empresa. Pugnam os autores. Até porque a publicação foi feita em nome do advogado que representa a parte. em relação às obrigações contratuais e legais da contratada. sendo que mero pedido retificação da autuação dirigida não tem o condão de ressuscitar o prazo recursal. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). a peça só porque denominada pela parte de “embargos de declaração” não têm o condão de interromper o prazo recursal. requerendo que seja negado provimento ao apelo obreiro. sentença. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. 260/269.2012. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto por RONILSON BRASIL AUGUSTO E OUTROS.17. prolatada pela MM. acolher a preliminar de intempestividade do recurso ordinário. pugnando pela reforma da r. Considero as contrarrazões apresentadas pela segunda ré. MÉRITO 2. agiu de forma diligente. na verdade. da lavra do eminente Juiz Alvino Marchiori Junior. Contrarrazões apresentadas pela segunda reclamada. Além disso. INEXISTÊNCIA. Procurador do Trabalho: José Hilário Valentim. O Juízo de Origem não conheceu destes embargos de declaração sob o fundamento de que a decisão de fls. pois tempestivas e regulares.0029500-89.0003 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: RONILSON BRASIL AUGUSTO E OUTROS Recorridos: UNIAO A4 SERVICOS LTDA . pelo tomador de serviços. multa e suspensão do direito de contratar com a Administração Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . e não conhecer do apelo dos autores.2 Recorrente Advogado Recorrido Plurima Autor RONILSON BRASIL AUGUSTO Maria Claudia Barros Pereira(OAB: 012854 ES) UNIAO ANDERSON RODRIGUES DA SILVA ACÓRDÃO . 3ª Vara do Trabalho de Vitória-ES. o “embargante” teria em mãos uma arma poderosa para procrastinar o feito ao seu bel-prazer. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. do C. V. às fls. que julgou parcialmente procedentes o pedidos da inicial. tais como advertência. Razões recursais dos autores. inclusive. conforme entendimento da nova redação da Súmula 331. 274/282. aplicando. 629 já havia sanado o erro material existente na sentença e concluiu pela perda do objeto dos embargos opostos. às fls. o art. asseverou que. pela condenação subsidiária da União.ME saiu em nome de “Espólio de Carlos Gonçalves da Silva” o que revela que a determinação anterior do Juízo não foi observado pela Secretaria. sentença de fls. em defesa.2012. 232/237. ao argumento de que. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Advogado Plurima Autor Advogado Plurima Autor Advogado Plurima Réu SECRETARIA DA 2ª TURMA Acórdão Acórdão Processo Nº RO-29500-89. desempenharam suas atividades em prol da segunda reclamada (tomadora dos serviços). no mérito. 895. sendo partes as acima citadas. 286/288. pelo provimento do recurso. porquanto presentes os pressupostos legais de admissibilidade recursal. Acolho a preliminar de intempestividade do recurso ordinário argüida pela reclamada em contrarrazões e deixo de conhecer do apelo dos autores. I da CLT é claro ao determinar o prazo de 8 dias para a interposição do recurso ordinário. 3. por unanimidade. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO.5. 23 de Setembro de 2013 99 Maria Claudia Barros Pereira(OAB: 012854 ES) DARILTO RIBEIRO LAIOLA Maria Claudia Barros Pereira(OAB: 012854 ES) JOSE AUGUSTO SURLO PEGORETTI Maria Claudia Barros Pereira(OAB: 012854 ES) A4 SERVICOS LTDA . oficiando pelo conhecimento do recurso e. Nesse contexto. ENTE PÚBLICO. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. Ora.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. no tocante à responsabilidade subsidiária da 2ª reclamada. TST.TRT 17ª Região .ME Origem: 3ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . Note-se que na decisão de embargos de declaração não há qualquer erro em relação ao pólo ativo da demanda que pudesse ser sanado por meio de novos embargos. nos termos da Súmula 331. do cumprimento do contrato de prestação de serviços. Caso contrário. na inicial. Vistos. Ora. embora contratados pela primeira ré. FISCALIZAÇÃO DO CUMPRIMENTO DO CONTRATO. em face da r. TST.1.2. Este vício já havia sido sanada em decisão de embargos declaratórios anterior. Parecer do Ministério Público do Trabalho.17.

também. vale-alimentação. mesmo em sua nova redação. 71 da Lei 8. 216) . diante do descumprimento contratual da contratada. em decorrência do descumprimento de diversas obrigações contratuais por parte da 1ª reclamada (fls. Na hipótese vertente. .1993. sendo incabível a responsabilização do ente público ao pagamento dos encargos trabalhistas. nos termos da Súmula 331.028.º 8. §6º. os salários do mês de junho/2011. aplicou-se advertência e multa de 10% do valor anual do contrato (fls. por seu turno. por força de liminar proferida nos autos da ação cautelar ajuizada pelo Sindicato autor. alegando que desde o início do contrato de prestação de serviços. sob pena de não pagamento das notas fiscais de serviços (fl. foi firmado contrato de prestação de serviços com a primeira reclamada (A4 Serviços Ltda-ME). a se eximir de sua responsabilidade pela má contratação de empresa que não cumpre suas obrigações trabalhistas. para apresentação de defesa no prazo legal. Sustentou. a Administração Pública não está autorizada. 211). copeiras e telefonistas (fls.Por fim. de 21.Em 02/03/2011. TST. em razão da ausência de garantia contratual. para garantir o efetivo cumprimento da avença. é forçoso concluir pela aplicabilidade do art.666/93 e. por entender que o Ente Público comprovou a efetiva fiscalização do contrato de prestação de serviços firmado com a primeira reclamada. nas mesmas condições do item IV. dentre as quais destaco as seguintes: . 223/229). (fl.46 (cento e sessenta e nove mil vinte e oito reais e quarenta e seis centavos). como visto.Em 25/03/2011. V. em 31/10/2011. na medida em que. . durante todo prazo contratual. porque contratou segundo as normas relativas à licitação. incorreu em culpa in vigilando e in eligendo. em especial. no importe de R$ 169. apesar da União ter adotado providências no curso do contrato. TST. dentre outros. especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora. julgou improcedente o pedido de responsabilização subsidiária da União. não há como negar que a segunda reclamada cumpriu seu dever de fiscalizar o cumprimento das obrigações trabalhistas devidas pela contratada.º 16. que foi a resilição unilateral do contrato. houve a rescisão unilateral do contrato. nas funções de motorista. TST alterou a redação da Súmula 331 do C. o que ocorreu posteriormente (fls. em recente julgamento. inclusive. 221/222). caso evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei n. com a inserção do item V. suspensão do direito de contratar com a Administração).06. decorrente da culpa in eligendo e mesmo in vigilando. em decorrência dos diversos descumprimentos contratuais. por ausência de fornecimento de uniforme aos colaboradores (fl. logo.014. houve notificação para que a empresa apresentasse os comprovantes de pagamento de salários.Em 26/09/2011. fiscais e comerciais da contratada.46 (cento e sessenta e nove mil e vinte e oito reais e quarenta e seis centavos) de créditos contratuais da 1ª reclamada para resguardar os direitos dos empregados terceirizados. a segunda ré utilizou de todas as sanções previstas na legislação (advertência. conforme se infere das diversas notificações encaminhadas à contratada. ao contrário do alegado pelos recorrentes. . sobretudo quanto à fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais da contratada.2011. folhas de pontos. demonstrada a ausência de culpa do Ente Público. 37. houve nova notificação para que a empresa apresentasse a comprovação de pagamento das obrigações trabalhistas. verbis: V . razão pela qual. na obrigação de fiscalizar as obrigações do contratado. do C. A segunda ré. sob pena de aplicação da penalidade de suspensão de contratação com a administração pública. em especial.00-9. insurgem-se os reclamantes. sendo certo que. o atraso no pagamento dos funcionários. tombada sob o nº 1362. por fim. depósito no FGTS e pagamento de férias de um funcionário.Em 15/07/2011. que a ADC nº 16 tem efeito vinculante e erga omnes. Todavia. 231/260). 201). recepcionistas. ressaltou o seguinte: "a mera inadimplência do contratado não poderia transferir à Administração Pública a responsabilidade pelo pagamento dos encargos. É cediço que a contratação promovida pela Administração Pública deve seguir as regras do processo licitatório.028. Em outras palavras. a teor do disposto no item IV da súmula 331 do C. somente. houve notificação para apresentação de comprovantes da concessão de aumento de salário aos trabalhadores. previstas na Lei 8." Para acompanhar o entendimento do Excelso Pretório. ao mesmo tempo. a segunda reclamada comprovou que houve fiscalização contínua do contrato de prestação de serviços.Em 17/05/2011. execução de Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 serviços de apoio administrativo.666. Registre-se. TST. a fim de garantir eventuais execuções a serem movidas pelos empregados. houve aplicação de multa de 5% (cinco por cento) à contratada. Vejamos. no prazo de 12 meses. 208/216). Tribunal. da CRFB. para. declarou a constitucionalidade do artigo 71 da Lei 8. E nem se argumente que o fato da segunda ré ter rescindido o contrato somente em 2011 seria suficiente para caracterizar a desídia da contratante. que houve bloqueio de créditos da primeira ré junto à segunda ré. em 2011. mas reconheceu-se que isso não significaria que eventual omissão da Administração Pública. Nesse sentido. comprovou efetivamente que.666/93. 23 de Setembro de 2013 100 Pública. fiscalizou o cumprimento das obrigações contratuais pela primeira ré. notificou-se a contratada de que. A aludida responsabilidade não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa regularmente contratada. não viesse a gerar essa responsabilidade.666/1993 e art.17. segundo o qual a responsabilidade subsidiária da Administração Pública é permitida quando evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações previstas na Lei 8. .Os entes integrantes da Administração Pública direta e indireta respondem subsidiariamente. o Supremo Tribunal Federal. o que afasta a sua responsabilidade subsidiária. trabalhistas. de repasse do PIS dos empregados. Esse é o entendimento extraído dos arestos abaixo transcritos. antes de adotar a medida máxima.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.666/93. inclusive deste E. por seu turno. multa. 215). a primeira reclamada não vinha cumprindo com as obrigações trabalhistas. rescindindo o contrato unilateralmente. Portanto.Em 06/07/2011. inclusive em matérias que abrangiam os ilícitos noticiados na petição inicial. Ressaltou que reteve R$ 169. nos autos da Ação Direta de Constitucionalidade n. a legalidade do contrato ajustado não impede que se reconheça a responsabilidade subsidiária do segundo reclamado. em 01/05/2010. verbis: TERCEIRIZAÇÃO – ENTE PÚBLICO – RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA – SÚMULA Nº 331 DO TST – Conforme entendimento consagrado pela mais alta Corte trabalhista na Súmula nº 331 do TST. assim como o pagamento dos valores retroativos à Janeiro/2011 (fl. a . houve rescisão unilateral pela segunda reclamada. . O Juízo de origem. Dessa decisão. verifico que. Sendo assim. o C.

Não há se falar em nulidade do aviso prévio proporcional concedido. da procedência de outras parcelas de natureza contratual não torna devida a multa do §8º do artigo 477 da CLT. nos moldes da Lei 12.506/11.5. 146/148.8 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor CILDES LELES CONCEICAO ODILIO GONCALVES DIAS NETO(OAB: 019519 ES) FANTON SERVICOS LTDA Luiz Otavio Rodrigues Coelho(OAB: 003242 ES) LUIZ CARLOS SOUZA MARIA RODRIGUES SOUZA OSMAR BATISTA SOARES ACÓRDÃO . por unanimidade. da CLT. 72) Por todo o exposto. não pode ser confundida com empresa construtora ou incorporadora.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Suspeição do Desembargador Lino Faria Petelinkar.07. (TRT 17ª R.2011. prolatada pela MM. Vistos.12. a diligência do tomador no acompanhamento da regularidade das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora. no mérito.” Dessa decisão. É o relatório. nego provimento. VANTAGEM EXCLUSIVA DO TRABALHADOR DISPENSADO. 477. em sentença. Assim. Ainda que assim não fosse. Dela será excetuado. conhecer do recurso ordinário interposto pelos reclamantes e.2012) RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA – PESSOA JURÍDICA DE DIREITO PÚBLICO – DONO DA OBRA – FISCALIZAÇÃO QUANTO AO CUMPRIMENTO DAS OBRIGAÇÕES TRABALHISTAS DA CONTRATADA – INEXISTÊNCIA – A instituição pública de ensino.17. – RO 45800-51. FUNDAMENTAÇÃO 2. não sendo correto o entendimento de que a empregadora deve indenizar o período que ultrapassar os 30 dias. na esteira do item "V" da aludida disposição sumular. publicado no DEJT de 08 de Agosto de 2012. se comprovar a efetiva fiscalização da avença. em face da r. Marcello Maciel Mancilha – DJe 11. à multa do artigo 477. 477. não há falar na conduta culposa capaz de sujeitá-lo à responsabilização subsidiária. da lavra da eminente Juíza Valéria Lemos Fernandes Assad.0191 – Rel. 150/154. conforme fundamentação expendida no tópico anterior. Procurador: Estanislau Tallon Bozi DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Acórdão Processo Nº RO-50900-25.5. Marcello Maciel Mancilha – DJe 30. não houve remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho para emissão de parecer. Inteligência do inciso V da Súmula nº 331 do C. TST. insurgem-se os reclamantes.2011.17. Improcedente o pleito inserto na alínea “c” (f. o Juízo de origem julgou improcedente a pretensão autoral relativa à aplicação da multa prevista no art.2012 – p. TST.0018 – 6ª C.506/2011. PROPORCIONALIDADE. CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 2ª Turma do Egrégio Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região.17. verbis: “Além de inexistir irregularidade ou ilegalidade no procedimento adotado pela reclamada.0007 – Rel. Contrarrazões apresentadas pela reclamada. às fls. Em atendimento ao Provimento Consolidado da CGJT. negarlhe provimento. CONHECIMENTO Conheço parcialmente do recurso ordinário interposto pelos reclamantes. pretendendo a reforma do julgado.0004 Processo Nº RO-50900/2013-004-17-00. tão somente. 417) RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA – EMPRESA PÚBLICA – INEXISTÊNCIA – NOVA REDAÇÃO DA SÚMULA Nº 331 DO C. no tocante à multa do art. postulando.2012 – p.2013. Portanto. por meio de farta documentação. 07). Desembargadora Claudia Cardoso de Souza e Desembargador José Luiz Serafini.08. sob o fundamento de que as parcelas rescisórias constantes no TRCT foram quitadas no prazo legal.TRT 17ª Região . da CLT. Razões recursais.2013.5. Com efeito.5.1. fiscais e previdenciárias pela contratada. no exercício de suas funções administrativas. (TRT 17ª R. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . 4ª Vara do Trabalho de Vitória/ES. sendo que o eventual reconhecimento. NÃO CONHEÇO do apelo.07.5. Des. TST – Não há responsabilidade subsidiária do ente público tomador de serviços quando comprovado nos autos que houve fiscalização por parte da contratante quanto ao cumprimento das obrigações trabalhistas pela contratada. da CLT e aos honorários advocatícios. por configurar vantagem benéfica ao trabalhador dispensado.0004 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: CILDES LELES CONCEICAO E OUTROS Recorrido: FANTON SERVICOS LTDA Origem: 4ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . Inteligência da nova redação do inciso V da Súmula nº 331 do C. (TRT 12ª R. contudo. no tocante ao aviso prévio.666/93 permite impor ao ente público a responsabilidade subsidiária pelo descumprimento dos encargos trabalhistas das empresas que contrata.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA AVISO PRÉVIO. às fls.17. as parcelas rescisórias constantes dos TRCT´s acostados aos autos foram quitadas dentro do prazo legal. – RO 000230207. seja a reclamada condenada ao pagamento da multa do art. por ausência de impugnação aos fundamentos da sentença.0050900-25. não há responsabilidade subsidiária do ente público tomador de serviços quando comprovado nos autos que houve fiscalização por parte da contratante quanto ao cumprimento das obrigações trabalhistas. LEI 12. 23 de Setembro de 2013 101 ARTUR LUNIS DA SILVA ANTIDIO ALVES DE SOUZA JOSE AVELINO DOS SANTOS ODEIR BRAZ CATIA DE ALMEIDA BORGES NAZIR DA COSTA SILVA IZABEL DOS SANTOS interpretação sistemática da Lei nº 8. deve ser considerada dona da obra e não responde subsidiariamente por dívidas trabalhistas da empresa contratada para a edificação de prédio do laboratório de anatomia pertencente à entidade superior pública de ensino. que julgou improcedentes os pedidos formulados na inicial. da CLT. sentença de fls. – RO 113000-42. Des. RELATÓRIO Trata-se de recursos ordinários interpostos pelos autores. sendo partes as acima citadas. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19/09/13: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente). – Relª Ligia Maria Teixeira Gouvêa – DJe 09. constatada. requerendo seja negado provimento do Apelo autoral.2010. 477. 159/164. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO.

II. Desse modo. AVISO PRÉVIO. O princípio em tela. pois.506/2011 atua somente em benefício do trabalhador." Quanto aos demais pedidos. garantindo-lhe sua remuneração durante este período. do CPC. a nulidade do aviso prévio concedido e seu pagamento na forma indenizada. A finalidade do aviso prévio é evitar a surpresa na ruptura do contratado de trabalho.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.506/11.] Assim. valho-me do magistério de Eduardo Arruda Alvim e Cristiano Zanin Martins. v. que não observam as peculiaridades do caso concreto. 7º. ciente dos motivos pelos quais o recorrente se insurge contra a decisão recorrida. não vislumbro vedação à aplicação do aviso prévio proporcional ao aviso prévio trabalhado. além de outros que visem à melhoria de sua condição social: [.. razão pela qual não poderia exigir o seu cumprimento na forma elastecida. contido no artigo intitulado "Apontamentos Sobre o Sistema Recursal Vigente no Direito Processual Civil Brasileiro. os seus respectivos vícios. Com efeito. Ao contrário. mostra-se dissociada da boa técnica processual e determina a impossibilidade da revisão do que se quer alcançar através do ato de recorrer. sobretudo aquelas "padronizadas". sob os seguintes argumentos: “A Constituição da República. nesse caso específico em que o desligamento é de interesse do empregado.g. 128. por fim. entendo que a alteração promovida pela Lei 12. conforme documentos às fs. 132. Da mesma forma.506/2011). que aplico à hipótese dos autos: "Recurso ordinário..352/01".II. com a percepção de salário. (grs. in verbis: "Em atenção ao princípio da dialeticidade dos recursos.” Dessa decisão. TST. bem como manifesta seu inconformismo contra os fundamentos da decisão e apresenta as razões para tanto. não pode o empregador exigir do empregado o cumprimento de aviso prévio maior que 30 dias nos casos em que a iniciativa da dispensa for do empregado (“pedido de demissão”). todos do CPC. Sustentou que foi a reclamada quem dispensou os reclamantes. Considero as contrarrazões apresentadas pelas partes. Não se conhece de recurso ordinário para o TST. Acerca da necessidade de motivação dos recursos. em tese. antes de ter seu contrato rescindido definitivamente.2. II. 23 de Setembro de 2013 102 Como se vê. mencionando que “os avisos prévios dos reclamantes ocorreram todos na modalidade trabalhada”. conheço do recurso autoral. ao invés de indenizá-los. exigindo que trabalhassem os dias acrescidos para cada ano de serviços. da Constituição da República dispõe ser direito dos trabalhadores o aviso prévio proporcional ao tempo de serviço. por sua vez. nos autos. ainda que o aviso prévio seja trabalhado. 12. do art. observando o aumento de 3 dias para cada ano de serviço prestado. 123.. Diante do exposto. não atendem ao princípio em questão as razões recursais genericamente aduzidas. dos princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa.1. cumpriu o que determina a legislação vigente (Lei n. ao final. Porém. ao conceder o aviso prévio proporcional a cada empregado. Alegaram os autores. quando as razões do recorrente não impugnam os fundamentos da decisão recorrida. os quais optaram pela redução da jornada. Convém notar que o ato de recorrer é aquele através do qual a parte mostra a ilegalidade da sentença. pela ausência de requisito de admissibilidade inscrito no art. remetendo a regularização do dispositivo à Lei. III. já que o cumprimento de prazo maior que os trinta dias representaria ônus maior ao trabalhador.506/11. Não-conhecimento. 07). coordenada por Nelson Nery Júnior e Tereza Arruda Alvim Wambier. apenas. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. é forçoso concluir pelo não conhecimento do apelo neste tópico. arrola o “aviso prévio proporcional ao tempo de serviço” como um dos direitos dos trabalhadores. instalando o contraditório com a amplitude que lhe garante o Texto Constitucional. publicado na obra "Aspectos Polêmicos e Atuais dos Recursos"." (sem grifos no original). tratando-se de dispensa imotivada. bem como a integração do período ao tempo de serviço. Não se pode deixar de mencionar. PROPORCIONALIDADE. nessa hipótese. além de encontrar guarida em diversos dispositivos legais. ns. insurgem-se os autores.g. 514. entendo que não há irregularidade ou ilegalidade no procedimento adotado pela ré e julgo improcedente o pedido constante da alínea “b” (f. o recurso de apelação interposto contra sentença que tenha extinto o feito sem julgamento de mérito que trate apenas do mérito da demanda. Também inexiste.) A edição da Lei 12. Não atende o princípio ora examinado. renovando os mesmos argumentos da inicial. nos termos da lei. alegou que. o recorrente não traçou uma linha sequer sobre os fundamentos adotados pelo Juízo a quo. em seu art. 108. pois tempestivas e regulares.506/2011 dispõe: [. do CPC.2. 120.aviso prévio proporcional ao tempo de serviço. não. pois o recorrido somente poderá apresentar suas contra-razões recursais. dispõe que o aviso prévio de 30 dias é uma garantia do trabalhador e. os arts.] XXI . também. nos termos em que fora proposta. 7º. Pois bem. Argumentaram que o art. nos termos da lei. 116. 2. um direito do empregador. v. 136. Já a Lei 12. 514. A ausência desses elementos na peça recursal. Contudo. por iniciativa do empregador. LEI 12. Faz-se necessário destacar que o princípio ora examinado exige correspondência entre os temas decididos (ou não decididos) pela decisão recorrida e as razões recursais. deflui. MÉRITO DO RECURSO DO RECLAMANTE 2. in verbis: Art. 524. com os devidos reflexos nas demais verbas trabalhistas. cujo escopo foi regulamentar o aviso . 104. eis que presentes os pressupostos de admissibilidade recursal. 139 e 144 (à exceção do reclamante LUIZ CARLOS SOUZA. demonstração concreta de prejuízo sofrido por qualquer dos autores. O Juízo de origem. o recorrente terá de consignar. o que violaria os ditames da Lei 12. na inicial.506/2011. Art. indeferiu a pretensão autoral. o empregado pode optar pela redução da jornada e assim terá mais tempo para procurar nova colocação no mercado de trabalho. não havendo qualquer ilegalidade na concessão do aviso prévio proporcional. sendo o mínimo de trinta dias. à luz da Lei nº 10. sendo no mínimo de trinta dias. prejuízo ao trabalhador pelo cumprimento de prazo maior de aviso prévio no trabalho.. deve-se aplicar a proporcionalidade prevista na referida Lei. da CRFB. 514. O inciso XXI. que não formalizou a opção – f. em suas razões recursais.. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Requereram. 112). os motivos pelos quais a decisão impugnada deverá ser reformada ou cassada pelo órgão ad quem. XXI. A reclamada. não há. possibilitando ao trabalhador despedido a procura de novo emprego. os fundamentos do decisum vergastado não terão sido impugnados pelo recorrente.. a diretriz contida na Súmula nº 422 do C. 7º. em defesa. inc. II e 541. Apelo que não destaca os fundamentos da decisão recorrida. que a ré determinou o cumprimento de aviso prévio proporcional. logo.

verbis: Art. requerendo a reforma in totum da sentença. 31/07/2009.00565. negar-lhe provimento. e. de 1º de maio de 1943.452. determinando que. 319). que a Constituição da República e a Lei 12. É o relatório. sendo partes as acima citadas.2009. às fls. sentença de piso.ME Thyago Brito de Mello(OAB: 012642 ES) ACÓRDÃO . Ao aviso prévio previsto neste artigo serão acrescidos 3 (três) dias por ano de serviço prestado na mesma empresa. Nego provimento. INTEMPESTIVIDADE.2009. Procurador: Estanislau Tallon Bozi. Vistos. são acrescidos 03 (três) dias ao aviso prévio. tempestivo o recurso ordinário interposto pelo Sindicato autor. Considero as contrarrazões. em face da r. exceto quanto à multa do art. dispôs a respeito de sua proporcionalidade.2.5.6 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: Sindicato dos Trabalhadores no Comércio do Estado do Espírito Santo Recorrido: Ivoxx Comercial Ltda . ADITIVO À CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO 2008/2009. às fls. Razões recursais. Registre-se. 95/96.1. 380/414. às fls.6 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Sindicato dos Trabalhadores no Comércio do Estado do Espírito Santo Vitor Henrique Piovesan(OAB: 006071 ES) Ivoxx Comercial Ltda . no mérito.ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA .004. conhecer parcialmente do recurso ordinário interposto. Considerando que o objeto do aditivo à Convenção Coletiva 2008/2009 referia-se à regulamentação e autorização dos trabalhos nos domingos e no mês de dezembro de 2008.2. nego provimento. não existe amparo jurídico para a tese de que o tempo excedente aos trinta dias de aviso seriam obrigatoriamente indenizados. como um prazo elastecido para a procura de uma nova colocação no mercado de trabalho.2. foram prorrogados para o primeiro dia útil subsequente. da CLT. conforme ATO TRT 17ª PRESI 38/2009. como pretendem os reclamantes.CLT. SUSCITADA PELA EMPRESA RÉ EM CONTRARRAZÕES A empresa ré suscita o não conhecimento do recurso ordinário interposto pelo Sindicato autor. Desembargadora Cláudia Cardoso de Souza e Desembargador Lino Faria Petelinkar.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLÁUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA AÇÃO DE CUMPRIMENTO. apenas. pugnando pela manutenção da sentença. conforme ata de fls. CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. que julgou improcedentes os pedidos constantes da ação de cumprimento.TRT 17ª Região .MÉRITO 2. Logo. 312/317.CONHECIMENTO 2. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo Sindicato autor.17. Vejamos. Sendo assim. porquanto presentes os pressupostos de admissibilidade recursal. entretanto. 319/374. perfazendo um total de até 90 (noventa) dias. ADITIVO À CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO 2008/2009. 2.1. proferida pela MMª 4ª Vara do Trabalho de Vitória/ES.17. (grs. FUNDAMENTAÇÃO 2. a inclusão de parágrafo dispondo sobre a vedação do trabalho nos domingos do ano de 2009 extrapolou o próprio fim a que se propôs a norma coletiva. a leitura da sentença foi designada para o dia 22/07/2009 (quarta-feira). no mérito.) Vê-se.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. até o máximo de 60 (sessenta dias). tendo em vista que a leitura da sentença foi designada para o dia 22/07/2009 e o apelo somente fora protocolizado em 31/07/2009. 7º. os prazos processuais dos feitos em trâmite no 2º grau deste Regional.506/2011 não estabeleceram o limite de 30 dias para o aviso prévio trabalhado. 477. inciso XXI da Constituição Federal. Por todo o exposto. Parágrafo único. não há se falar em honorários advocatícios. perfazendo um total de até 90 (noventa) dias.ME Origem: 4.1.2013: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente). Entretanto. sobretudo porque inserido em cláusula cuja matéria tratava apenas da remuneração. porquanto tempestivas e regulares. pois protocolizado em 31/07/2009 (fls. aprovada pelo DecretoLei no 5. da lavra da eminente juíza.00. O legislador ordinário. Comprovante de recolhimento das custas processuais. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. Com efeito. sentença de fls. não merece qualquer reforma a r. 376. Contrarrazões apresentadas pela ré. 2. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19. de modo que o prazo recursal encerrou-se em 30/07/2009 (quinta-feira). por intempestivo. ou seja. Em outras palavras. por unanimidade. será concedido na proporção de 30 (trinta) dias aos empregados que contem até 1 (um) ano de serviço na mesma empresa. alimentação e transporte. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº RO-56500-66. definiu as regras quanto à duração mínima do aviso (30 dias) e o pagamento proporcional ao tempo de serviço. suscitando o não conhecimento do recurso ordinário do Sindicato autor. com vencimento no dia 30/07/2009. até o máximo de 60 (sessenta) dias.09. sem que houvesse qualquer labor nesse período.1. complementando a norma constitucional. em especial do período que antecede o natal. que passaram a contar com um período maior de aviso prévio.2. que a referida lei beneficiou exclusivamente os empregados. ns. 1º O aviso prévio. portanto. 23 de Setembro de 2013 103 prévio previsto no art. Denise Marsico do Couto. PROIBIÇÃO DE TRABALHO AOS DOMINGOS O SINDICOMERCIÁRIOS – Sindicato dos Empregados no Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. Ante a total improcedência dos pedidos autorais. para cada ano trabalhado. por intempestividade. Rejeito a preliminar e conheço o recurso ordinário interposto pelo Sindicato autor. de que trata o Capítulo VI do Título IV da Consolidação das Leis do Trabalho . o que implicaria na indenização necessária do que ultrapassar esse tempo. Sentença que se mantém. PRELIMINAR DE NÃO CONHECIMENTO.0004 Processo Nº RO-56500/2009-004-17-00. possibilitando não só a ciência antecipada da rescisão.

para que houvesse a assinatura do acordo sem a consciência da ré. não abrangendo. ao vedar o labor nos domingos de 2009. título atribuído à cláusula segunda da referida norma coletiva. do artigo 6º. e em especial. e R$ 4. sem qualquer relação. Quarta Feira: dia 24 e 31/12/2008 – das 08:30 às 18:00 horas. Ora. sob pena de multa: Art. não obstante estivesse impedida de exigir o labor de seus empregados. assim. da cláusula segunda. do Regimento Interno do Shopping Vitória (fls. obter êxito. que tratava do assunto. alimentação e transporte. conforme prescrito na redação do parágrafo quarto. seja porque a regra encontrava-se inserida em cláusula cuja matéria não se coaduna com o assunto. cuja matéria “Da remuneração. A reclamada. embora de início pareça pouco provável. eis que a empresa efetuou o pagamento por sua livre iniciativa. 23 de Setembro de 2013 104 Comércio do Estado do Espírito Santo ajuizou a presente Ação de Cumprimento em face da empresa Ivoxx Comercial Ltda – ME.. e não em parágrafo da cláusula segunda. a proibição de se exigir o labor do empregado nos demais domingos de 2009. no parágrafo quarto. Sábado: dia 20/12/2008 – das 8:30 às 18:00 horas. da cláusula 2ª.00 (cinquenta e quatro reais). visando ao cumprimento da Convenção Coletiva do Trabalho firmada com os Sindicatos Lojistas de Vitória/ES. sob o fundamento de que a inclusão do parágrafo quarto. outrossim. Nesse sentido. como também não mostra coerência com a matéria regulada na cláusula segunda. sem concordância com o Sindicato dos Empregados do Comércio no Estado do Espírito Santo: Cláusula Segunda – Da remuneração. a empresa requerida pagava R$ 40. no Município de Vitória/ES. porquanto dirigido especificamente para regular o trabalho aos domingos do mês de dezembro de 2008. e em especial.Os portões do SV serão abertos e franqueado o acesso ao público de segunda e domingo às 10:00 horas e fechados às 22:00 . a fim de que sanasse as irregularidades. que. no período que antecede o natal (caput da cláusula 1ª . além de gozarem de 01 (um) dia de folga durante a semana seguinte. Soma-se a isso o fato de ser notório o funcionamento. Semana: dias 15 a 23/12/2008 – das 8:30 às 21:00 horas. totalizando a quantia de R$ 54. no período que antecede o natal. com a matéria tratada no caput da própria cláusula da qual faz parte. da cláusula segunda em exame também regular o trabalho aos domingos do mês de fevereiro de 2009 e não somente do período do natal de 2008. O juízo de origem. se a pretensão do Sindicato era restringir a autorização do trabalho em algum domingo de 2009. dispondo sobre o labor aos domingos durante todo o ano de 2009. ao tratar da remuneração. sentença. que o aludido parágrafo quarto foi incluído na cláusula segunda. quanto à remuneração pelo labor aos domingos. como se infere dos §§ 4º. Alimentação”. ressaltando. com vigência entre 09/12/2008 a 30/11/2009. acolhendo a tese da defesa. portanto. que trata da remuneração e alimentação. deveria ter indicado os dias na cláusula primeira. ao argumento de que a regra do ônus da prova não foi observada pelo juízo de origem.00 (quarenta reais). 140/141). Alimentação e Transporte: [. julgou improcedente o pedido. das lojas situadas em shopping center. Não obstante o objeto do aditivo referir-se à regulamentação e autorização do trabalho aos domingos e no mês de dezembro de 2008. informou que. Por fim.00 (quatro reais) referentes ao transporte. Alegou que a loja da ré localizada no Shopping Vitória/ES.00 (dez reais) a título de alimentação. seja porque teria extrapolado os objetivos da própria norma. como o fez para os domingos de 2008.fls. ressaltando. tampouco o fato do parágrafo terceiro. bem como os domingos. observa-se que o objeto daquela norma coletiva foi a regulamentação e autorização do trabalho dos empregados lojistas no município de Vitória. Alimentação e Transporte” não tem pertinência direta com o assunto propriamente dito.. Logo. frise-se. À análise. contudo. Insurge-se o Sindicato autor contra a r. conforme exigido na Cláusula Quinta sem. bem como em cumprimento à obrigação contratual firmada com o Shopping Vitória. além de sustentar a validade da norma coletiva. no prazo de 15 (quinze) dias. antecedentes ao natal. compreende os dias e horários a seguir: Domingo: dias 14 e 21/12/2008 – das 10:00 às 18:00 horas. limitando-se a questionar a validade da norma coletiva que vedou o trabalho aos domingos de todo o ano de 2009. letra “a” e 6º. Sábado: dia 13/12/2008 – das 8:30 às 18:00 horas. 6º . razão pela qual deve ser condenada em obrigação de não fazer. a empresa ré alegou que as cláusulas foram incluídas maliciosamente no acordo pelo Sindicomerciários. extrapolou o objeto do próprio acordo. na cláusula segunda. sindicato da categoria aqui representada. Também asseverou que abria a loja aos domingos em atendimento ao pedido dos próprios empregados da empresa. sem que tenham sido objeto de efetiva negociação. o Sindicato extrapolou o próprio objetivo do aditivo da Convenção Coletiva 2008/2009. foi incluída. Vê-se. que exigem o funcionamento da empresa ré aos domingos. bem como no pagamento das horas extras. como registrado na sentença utilizada como fundamentação do convencimento do juízo de origem. segundo a cláusula 1ª da norma coletiva. que. com a declaração incidental de nulidade do parágrafo 4º. o objetivo era regular e autorizar apenas o horário especial de natal e ano novo de 2008. intitulada “Da remuneração. Semana: dias 08 a 12/12/2008 – das 8:30 às 21:00 horas. pois vem exigindo labor de seus empregados em domingos não autorizados. portanto. A alegação de que a regra teria sido incluída maliciosamente pelo sindicato. que as cláusulas convencionais possuem interpretação restritiva. na verdade. que regulamentou o trabalho da categoria comerciária. com adicional de 100%. Em defesa. com a compensação das horas pagas a idêntico título. nos domingos. regulamentava e autorizava o trabalho nos domingos e no mês de dezembro de 2008. acrescidos de R$ 10. não impugnou a alegação de que vem exigindo labor de seus empregados em Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 domingos. conforme previsto na cláusula segunda mencionada. da leitura do aditivo à Convenção Coletiva 2008/2009. não vem cumprindo a norma coletiva acima citada. asseverou que notificou a empresa requerida.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. nos domingos e no mês de dezembro de 2008. ainda. se mostra plenamente razoável. sem acordo com o Sindicato dos Empregados do Comércio no Estado do Espírito Santo. no período que antecede o natal. pois. todos os domingos de 2009.] Parágrafo Quarto: A empresa não poderá exigir o labor do (s) seu (s) empregado (s) nos demais domingos de 2009. 315. segundo se extrai da sua defesa. 41): Cláusula Primeira – do objeto: A presente Convenção Coletiva de Trabalho tem por objeto a regulamentação e autorização do trabalho dos empregados lojistas no município de Vitória. às fls. Por fim. sob a orientação do Sindicato dos Lojistas de Vitória (Sindilojistas). Parágrafo Primeiro: O período especial do mês de dezembro de 2008 mencionado no “caput” a serem cumpridos pelos empregados lojistas do município de Vitória. do 1º Aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho 2008/2009. do aditivo da Convenção Coletiva de Trabalho. nos domingos e no mês de dezembro de 2008.

2012. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19. tampouco necessidade de prequestionamento. obedecidos eventuais acordos sindicais ou determinação da Administração. por óbvio.TUTELA ANTECIPADA Análise prejudicada. [. mantendo-se a sentença por seus próprios e jurídicos fundamentos... quando inexistem falhas formais. LOJAS SATÉLITES E STANDS Segunda a Sábado. 23 de Setembro de 2013 105 horas. Aduz que este E. por maioria. conforme alegado pela ré. [. Vistos.5.17. Os embargos de declaração têm cabimento quando presentes alguns dos vícios previstos no art.3.0191 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: COMPANHIA ESPIRITO SANTENSE DE SANEAMENTO CESAN Embargados: O V. das 15:00 às 21:00 horas. ante a improcedência do pedido principal. OMISSÃO. Des.) Assim. 3. CONVÊNIO CELEBRADO PARA VIABILIZAÇÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS. (grs.4. poderá a Administração do SV aplicar as penalidades previstas no respectivo contrato de locação. nenhuma loja poderá se manter fechada sem a prévia e expressa autorização da Administração do SV. 2. Domingo. consoante consulta no Sistema de Acompanhamento de Processo deste E. atraindo a aplicação da multa de 1% prevista no parágrafo único do art. ACÓRDÃO DE FLS.O SHOPPING VITÓRIA e as lojas dele integrantes. 2. e os CINEMAS até às 23:30 horas. porquanto presentes os pressupostos legais de admissibilidade recursal. CONHECIMENTO Conheço os embargos declaratórios opostos pela segunda reclamada. DESEMBARGADORA CLÁUDIA CARDOSO DE SOUZA Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Relatora Acórdão Processo Nº ED-66600-96. Isso posto.Durante o horário de funcionamento do SV.CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 2ª Turma do Egrégio Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. nos seguintes horários mínimos: a) GRANDES LOJAS (ÂNCORAS). Os pedidos deverão ser formalizados por meio de formulário próprio (Solicitação de Fechamento Temporário de Lojas) justificando os motivos para o ato. rejeitar a preliminar de intempestividade arguida pela ré e conhecer o recurso ordinário interposto pelo Sindicato autor.666/93 e art. ainda mais considerando-se tratar de assunto fora do objeto da norma coletiva.3. .2013: Des. Eventual verificação posterior que venha a comprovar a inveracidade dos motivos alegados pelo lojista para o fechamento de sua loja. registra-se que a nulidade da cláusula também é objeto da Ação Anulatória aforada sob o nº 152.] § 6º . Acórdão de fls. encontrando-se toda a matéria exaustivamente enfrentada. Evidencia-se o caráter protelatório dos embargos. 213/216.3. Acórdão foi omisso quanto ao fato de que o convênio realizado entre as reclamadas foi firmado em conformidade com as normas que regem a matéria – Lei 8. 30. V.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Sendo que os da ÁREA DE ALIMENTAÇÃO E LAZER ficarão abertos até às 23:00 horas de quinta à sábado.2009. Tribunal não se manifestou a respeito da celebração do convênio com o fito de viabilizar a prestação de serviços públicos. Vencida a Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi quanto ao aditivo à Convenção Coletiva. IMPOSSIBILIDADE. 30.1. o que não se mostrou nos autos. e. que. ainda aguarda julgamento. 538 do CPC.MULTA CONVENCIONAL Não há que se falar em multa convencional.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO.0066600-96. 213/216 . contradição ou obscuridade.17..5. REGIÃO . pois não é crível que os lojistas concordassem com cláusula que contraria seus próprios interesses.2. Procurador: Estanislau Tallon Bozi. das 10:00 às 22:00 horas.TRT 17ª Região . em face do v.1.HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS Indevidos os honorários advocatícios. pretendendo rediscutir matérias já decididas. evidente o vício de manifestação das partes no instrumento coletivo em exame. Nego provimento.5. permanecerão obrigatoriamente abertas para o público. Tribunal. DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.17. sobretudo as lojas localizadas em shopping center. 535 do CPC. e até às 22:00 horas de domingo à quarta-feira.. da CF/88. apontando omissões no julgado e pugnando pelo prequestionamento da matéria. PREQUESTIONAMENTO Sustenta a embargante que o v. FUNDAMENTAÇÃO 2.] § 4º . sendo partes as acima citadas.00-6. MÉRITO 2. em razão da manutenção da sentença que indeferiu os pedidos. 30.09. interesse das empresas lojistas o trabalho aos domingos.0191 Processo Nº ED-66600/2012-191-17-00. por unanimidade. sem demonstrar omissão. 535 DO CPC. nos termos autorizados pelo art. É o relatório. No mérito. 2. nego provimento. RELATÓRIO Trata-se de embargos declaratórios opostos pela CESAN.TRT 17ª. Nego provimento. revelando-se improcedentes quando as questões levantadas traduzem inconformismo com o teor da decisão embargada. por conseguinte. Nego provimento.3. necessário um debate exaustivo sobre o trabalho aos domingos.7 Embargante Advogado Embargado Advogado Plurima Réu Advogado COMPANHIA ESPIRITO SANTENSE DE SANEAMENTO CESAN Álvaro José Gimenes de Faria(OAB: 005013 ES) ADEMIR DE JESUS PEREIRA Regina de Castro Borges Abreu(OAB: 007970 ES) MUNICIPIO DE PEDRO CANARIO Diego Rufino Torres de Azevedo Griffo(OAB: 014819 ES) ACÓRDÃO . ART. Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente). Lino Faria Petelinkar e Desembargadora Claudia Cardoso de Souza.000. tendo em vista a sucumbência total do Sindicato autor. INCISO V. INEXISTÊNCIA DE QUAISQUER DOS VÍCIOS DO ART. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. sendo. Mantido o valor da condenação.2. ns.2012.ADEMIR DE JESUS PEREIRA MUNICIPIO DE PEDRO CANARIO Origem: VARA DO TRABALHO DE SÃO MATEUS . REDISCUSSÃO DE QUESTÕES DE MÉRITO. Por fim. negar-lhe provimento. 2.

107/2005) autorize a realização de convênios de cooperação entre os entes da Administração Pública. Súmula 297. aliás.2012. nego provimento.. de maneira clara.VIACAO TABUAZEIRO LTDA JOÃO BATISTA DALLAPICOLLA SAMPAIO Origem: 10ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . o convênio de cooperação celebrado entre os réus. que era a própria reclamada quem determinava quais servidores seriam contratados. revelando-se improcedentes quando as questões levantadas traduzem inconformismo com o teor da decisão embargada. considerá-los protelatórios e aplicar à embargante multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa. A sentença (bem assim o acórdão) omissa contém. 535 do CPC. 297. para fins de interposição de recurso de revista. Segundo o parágrafo único do art.São Paulo: LTr. IMPOSSIBILIDADE. no acórdão. com o intuito de disponibilizar trabalhadores para atuarem na atividade-fim da 1ª reclamada. ao consignar que incumbe à parte opor embargos declaratórios visando o prequestionamento de matéria. pretendendo rediscutir matérias já decididas. em flagrante contratação irregular.). sendo certo que a não-manifestação acerca de todos os dispositivos legais apontados como violados não configura omissão no julgado. Prequestionamento. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº ED-78900-51. tampouco necessidade de prequestionamento.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO.TRT 17ª Região . sem que houvesse a realização de concurso público.5 Embargante Advogado Embargado Advogado Plurima Réu VALMINANDES DE AGUIAR João Batista Dalapíccola Sampaio(OAB: 004367 ES) VIACAO TABUAZEIRO LTDA Katherine Rodnitzky Nunes(OAB: 010395 ES) JOÃO BATISTA DALLAPICOLLA SAMPAIO ACÓRDÃO . quando inexistem falhas formais.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.TRT 17ª. negar-lhes provimento. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE . do CPC. Configuração. por unanimidade. 535 DO CPC. o juiz ou tribunal. Consoante magistério de Manoel Antonio Teixeira Filho: "Sentença omissa é a que deixa de pronunciar-se sobre um ou mais pedidos formulados pelas partes (. Tese explícita. conhecer dos embargos declaratórios e. embora suscitado no recurso.. A Súmula 297 do C. não há qualquer omissão no v. Ao contrário do que sustenta a embargante. satisfaz o requisito de fundamentação da decisão e caracteriza a devida prestação jurisdicional. em omissão.5. ACÓRDÃO DE FLS. portanto. um pronunciamento citra petita. portanto. encontrando-se toda a matéria exaustivamente enfrentada. a embargante pretende revolver questões já decididas. ao final. quantitativamente inferior à que se deveria ter sido realizada" ("Sistema dos Recursos Trabalhistas". Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19/09/2013: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite (Presidente). CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. tendo demonstrado. em suas razões de defesa.) Observe-se. mas tão somente falhas formais porventura havidas no julgado. a referida questão foi devidamente abordada no decisum. que embora o ordenamento jurídico (Lei 8. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Para fins do requisito do prequestionamento de que trata a Súmula n. que tratou de forma clara e precisa acerca do tema. por oportuno.” Como se vê. Desse modo. Vistos. E nem há se falar em prequestionamento da matéria.17. in verbis: “(. Desembargadora Cláudia Cardoso de Souza e Desembargador Lino Faria Petelinkar.. afirmando. TST. pelo prequestionamento dos dispositivos invocados. Inteligência da Súmula 297. 256. é a diretriz traçada pelas Orientações Jurisprudenciais nº 118 e 256 da SDI-I do Colendo TST. Pugna. Os embargos de declaração têm cabimento quando presentes alguns dos vícios previstos no art. de certa maneira. em relação aos pedidos deduzidos na causa. da Constituição.17. contradição ou obscuridade. puramente. 332). desnecessário contenha nela referência expressa do dispositivo legal para ter-se como prequestionado este. condeno a embargante ao pagamento de 1% sobre o valor da causa. embora o julgado não tenha consignado expressamente todos os dispositivos apontados como violados pelo recorrente. De tal sorte. na decisão recorrida. declarando que o são. a reconheceu. afigura-se ilegal. Havendo tese explícita sobre a matéria. REDISCUSSÃO DE QUESTÕES DE MÉRITO. A nulidade é tão evidente que o próprio Município. acórdão. 23 de Setembro de 2013 106 V. tenha havido omissão com relação a este mesmo tópico. "quando manifestamente protelatórios os embargos. Prequestionamento. impõe à parte prequestionar tema que. no mérito. Procurador: Estanislau Tallon Bozi. elementos que levem à conclusão de que o Regional adotou uma tese contrária à lei ou à Súmula. 538 do CPC. inclusive. Na verdade. sendo certo que os embargos declaratórios não são meio idôneo a corrigir eventual erro de julgamento. REGIÃO . A existência de tese específica sobre a matéria debatida." Destarte. ante a evidente intenção de burlar a legislação trabalhista.0010 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: VALMINANDES DE AGUIAR Embargados: O V. condenará o embargante a pagar ao embargado multa não excedente de 1% (um por cento) sobre o valor da causa". Esta. 7ª ed. ante o evidente caráter protelatório dos embargos interpostos.p. atraindo a aplicação da multa de 1% prevista no parágrafo único do art. destacando que o convênio foi uma imposição da Cesan para o plano de investimento na sede e nos distritos da municipalidade. sem demonstrar omissão. Ou seja. Evidencia-se o caráter protelatório dos embargos. não foi objeto de pronunciamento no acórdão.5.. nos moldes do artigo 535. pressupõe.666/93 e Lei 11. tal permissão não pode ser utilizada como meio de burlar a legislação trabalhista. inconformismo com o julgado. Tese explícita. não havendo se falar. . 1993 . reconheceu que os trabalhadores eram contratados exclusivamente para prestarem serviços para a Cesan.0010 Processo Nº ED-78900/2012-010-17-00. há necessidade de que haja. Sem razão. 370-376 .2012.0078900-51. nestes termos: "118. Da mesma forma. INEXISTÊNCIA DE QUAISQUER DOS VÍCIOS DO ART. ainda que contrária ao entendimento da parte. 538 do CPC. pois a apreciação do órgão foi. evidentemente.

portanto. elementos que levem à conclusão de que o Regional adotou uma tese contrária à lei ou à Súmula. acórdão. por unanimidade. todavia. 436 e 437 do CPC. ante o caráter protelatório dos embargos.060/50. XXVIII. 20 do CPC. 370/376. com o intuito de revolver matéria já decidida. à responsabilidade objetiva e aos honorários periciais prévios. ao menos. mesmo estando o obreiro afastado de suas funções como motorista por tempo significativo. o embargante. na decisão recorrida. art. ante a inexistência da doença ocupacional. nos moldes do artigo 535. Lei 8. bem como aplico multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa. nem mesmo quando concedida a assistência judiciária gratuita . 20. Inteligência da Súmula 297. RELATÓRIO Trata-se de Embargos de Declaração opostos pelo reclamante VALMINANDES DE AGUIAR. pressupõe. e não ao perito privado”. em face do v.) Com a manutenção da sentença que julgou improcedente o pedido de reconhecimento da doença ocupacional. I e II. Consoante se infere do v. porquanto o perito concluiu que o reclamante é portador de doença degenerativa e que o trabalho desenvolvido pelo autor não contribuiu nem agravou as lesões na coluna. No tocante à responsabilidade objetiva. à responsabilidade objetiva e aos honorários periciais prévios. finalidade que não se coaduna com a da via recursal eleita. V e X. 435. FUNDAMENTAÇÃO 2. 23 de Setembro de 2013 107 DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 944. em omissão. sendo certo que os embargos declaratórios não são meio idôneo a corrigir eventual erro de julgamento. Esta. de maneira clara. XXII." Destarte. § único. Havendo tese explícita sobre a matéria. acórdão. baseada no laudo pericial. nego provimento.906/94. desnecessário contenha nela referência expressa do dispositivo legal para ter-se como prequestionado este. não havendo se falar. Destacou. é a diretriz traçada pelas Orientações Jurisprudenciais nº 118 e 256 da SDI-I do Colendo TST. 949. a referida questão foi devidamente abordada no decisio. I e 21.cujos benefícios são mais amplos que os da gratuidade da justiça . III. 422. nexo de causalidade. CONHECIMENTO Conheço dos embargos de declaração opostos. 2. não há qualquer omissão no v. em relação à causa e/ou concausa para o início ou progressão da doença ocupacional. 33. não havendo que se falar em responsabilidade. da Lei n. de acordo com o laudo pericial e os laudos juntados aos autos pelo próprio reclamante. evidentemente. tendo demonstrado. 186. Súmula 297.º 1. tampouco a relação de nexo causal ou concausa entre a enfermidade sofrida pelo obreiro e o labor desenvolvido na reclamada. Como se vê. dispensando o reclamante do pagamento dos honorários periciais. entendeu a 2ª Turma. o art. nos moldes dos artigos 897-A da CLT e 535 do CPC. sem que exista. tenha havido omissão com relação a este mesmo tópico. inconformismo com o julgado. É o relatório. que tratou de forma clara e precisa acerca do tema. portanto. sendo partes as acima citadas. no mérito. § único e 389 do Código Civil. Afinal. sendo certo que a não-manifestação acerca de todos os dispositivos legais apontados como violados não configura omissão no julgado. caput. o d. 927. negar-lhes provimento. que deu parcial provimento ao recurso ordinário interposto pelo autor. Súmula 450 do STF e art. apenas manifesta seu inconformismo. XXXIV e 133 da Constituição Federal. considerá-los protelatórios e aplicar ao embargante multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa. Na verdade.. a doença vem se agravando. 157. Ou seja. do CPC. Prequestionamento. Tese explícita. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19/09/2013: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite (Presidente). Acórdão de fls. embora suscitado no recurso. 950. ao se referir ao perito. A meu ver. Aduz que houve violação dos artigos 19. arts. § 5º da Lei 8. apesar de não tratar especificamente do tema da responsabilidade civil. por unanimidade. Quanto à doença ocupacional. Para fins do requisito do prequestionamento de que trata a Súmula n. porquanto preenchidos os pressupostos legais de admissibilidade. CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. §§1º e 3º. acórdão. nestes termos: "118. impõe à parte prequestionar tema que. Versam os Embargos sobre supostas omissões no julgado. 932. 3º. Configuração. 166 e 790-B da CLT. MÉRITO O reclamante alega existência de omissão no v.213/91. 131. A Súmula 297 do C. Prequestionamento.. Tese explícita. ao contrário do que sustenta o embargante. Também sustenta omissão em relação ao artigo 5º. Juízo de origem determinou a requisição de verba própria do Tribunal. ainda que contrária ao entendimento da parte.2012/91. que. I. 402.2. na verdade. ainda. caberia ao reclamante Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 arcar com os honorários periciais. o que confirma não se tratar de doença ocupacional. não foi objeto de pronunciamento no acórdão. da Lei 8. há necessidade de que haja. 297.o reclamante ficaria dispensado do pagamento dos honorários periciais. como é o caso dos peritos do INSS e das Universidades Federais. no acórdão. Súmula 219 do TST. Em relação aos honorários periciais prévios. observa-se que o v. porquanto foi sucumbente em relação ao objeto da perícia. conhecer dos embargos declaratórios e. 256. mas responsabilizou-o por restituir à reclamada o valor dos honorários prévios. embora o julgado não tenha consignado expressamente o dispositivo apontado como violado pelo recorrente. Diante de tais considerações. o laudo pericial comprovou a inexistência de nexo de causa ou concausalidade com o labor. deixa clara a impossibilidade de responsabilização da reclamada. 7º. que não ficou comprovada a doença ocupacional. E nem há se falar em prequestionamento da matéria. aliás. Desembargadora Cláudia Cardoso de Souza e Desembargador Lino Faria Petelinkar. arts. in verbis: “(. subjetiva ou objetivamente.1. fez alusão ao técnico custeado pelos cofres públicos. o embargante pretende revolver questões já decididas. quanto aos dispositivos legais e constitucionais invocados no recurso ordinário. puramente. TST. sob a pecha de vício no julgado. mas tão somente falhas formais porventura havidas no julgado. ao consignar que incumbe à parte opor embargos declaratórios visando o prequestionamento de matéria. A existência de tese específica sobre a matéria debatida. satisfaz o requisito de fundamentação da decisão e caracteriza a devida prestação jurisdicional. Vejamos. no tocante à causalidade e/ou concausalidade. acórdão. Procurador: Estanislau Tallon Bozi. No caso dos autos. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA .

1046. 1033/1045. Considero as contrarrazões apresentadas pelo reclamante e pela 1ª reclamada. 193. in verbis: “(. CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário interposto pelo reclamante. Em atendimento ao Provimento Consolidado da CGJT. pugnando pela reforma da r. Conheço parcialmente do recurso ordinário interposto pela primeira reclamada. 251). Contrarrazões apresentadas pela 1. às horas extras e. no percentual de 30% sobre o salário.472/97 permite à concessionária de telecomunicação a contratação de terceiros para o desenvolvimento de atividades inerentes. pois tempestivas e regulares. . 193. Segundo aduziu. nos termos do § 1º do art. requerendo a reforma da r. às horas extras. embora possibilite a consecução do serviço de telefonia. a 1ª reclamada requer. EMPRESA DE TELECOMUNICAÇÃO. 1056/1072. COISA JULGADA MATERIAL. Contrarrazões apresentadas pelo reclamante ao recurso ordinário da 1. porque preenchidos os pressupostos legais de admissibilidade. quanto ao reconhecimento do vínculo empregatício direto com a Telemar. diferenças dos tíquetes alimentação. posteriormente. TERCEIRIZAÇÃO LÍCITA. RECURSO ORDINÁRIO DO RECLAMANTE.17. TST.0087400-02.2010.. TST.. respeitada a prescrição declarada. acessórias ou complementares ao serviço de transmissão.ª Vara do Trabalho de Cachoeiro de Itapemirim/ES. Instrumentos de mandato. à responsabilidade subsidiária. a segunda e a terceira reclamada não apresentaram contrarrazões aos recursos apresentados (certidão de fl. à assistência judiciária gratuita. requerendo seja negado provimento ao recurso obreiro. por meio de telefone celular. nos tópicos levantados pela referida ré. e de custas processuais. conforme se denota do trecho abaixo transcrito. HORAS DE SOBREAVISO. preliminar de coisa julgada.ª reclamada ao recurso do reclamante às fls. Portanto. aos honorários periciais. INSTALAÇÃO E REPARAÇÃO LINHAS TELEFÔNICAS. às fls. (. à fl.1. 1073/1082. Razões do reclamante. Embora intimadas. 973/1032. uma vez que. por força da Orientação Jurisprudencial n. não há como ser reconhecido o sobreaviso.17. no tocante à coisa julgada material. às fls.0132 Processo Nº RO-87400/2010-132-17-00.7 Recorrente Advogado Recorrido Plurima Autor Advogado Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Advogado WANDERLEY DE OLIVEIRA SIMOES Wéliton Roger Altoé(OAB: 007070 ES) TELEMAR NORTE LESTE S/A TELEMAR NORTE LESTE S/A Décio Freire(OAB: 012082 ES) WANDERLEY DE OLIVEIRA SIMOES VITELCO ENGENHARIA S/A GECEL S/A Luiz Eduardo Santos Salomão(OAB: 014510 ES) ACÓRDÃO . não o conhecendo. em recurso ordinário. prolatada pela MMª 2.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA RECURDO ORDINÁRIO DA PRIMEIRA RECLAMADA (TELEMAR NORTE LESTE S/A). à hipoteca judiciária.2. O art.)” Quanto às demais matérias do recurso ordinário da 1ª ré. TST. Não comprovada a limitação de locomoção do trabalhador. Razões da 1ª reclamada. §1º.2010. Comprovantes de recolhimento de depósito recursal. publicado no DEJT de 08 de Agosto de 2012. que a base de cálculo do adicional de periculosidade seja o salário. 23 de Setembro de 2013 108 Relatora Acórdão Processo Nº RO-87400-02. a ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho foi originalmente distribuída para a 14ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro. sentença de fls. não se encaixam no conceito legal de transmissão de sinais ou sons. 475-J do CPC. por ausência de interesse recursal. MÉRITO DO RECURSO ORDINÁRIO DA PRIMEIRA RECLAMADA (INVERSÃO DA ORDEM DE JULGAMENTO EM VIRTUDE DE QUESTÃO DE PREJUDICIALIDADE) 2. à multa do art. sentença. condena-se as reclamadas a pagar ao obreiro o adicional de periculosidade durante o contrato de trabalho. nos termos do art. 44 e 252 (substabelecimento fl. aos pedidos decorrentes desta declaração (jornada Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 de trabalho. 477 da CLT. UTILIZAÇÃO DE TELEFONE CELULAR. 94 da Lei nº 9. remetida para uma das Varas do Trabalho do Distrito Federal.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 1046/verso. não há falar em violação à súmula 331 do C. não autoriza o reconhecimento do regime de sobreaviso.ª reclamada às fls. à prescrição do FGTS. sendo certo que o juízo de origem deferiu nos exatos termos requeridos. por fim. conheçoo. É o relatório. à fl. que permanece com a possibilidade de usar seu tempo livremente. pois a Ação Civil Pública teria reconhecido a possibilidade da terceirização em sua atividade-fim.0132 RECURSO ORDINÁRIO Recorrentes: WANDERLEY DE OLIVEIRA SIMOES TELEMAR NORTE LESTE S/A Recorridos: TELEMAR NORTE LESTE S/A WANDERLEY DE OLIVEIRA SIMOES VITELCO ENGENHARIA S/A GECEL S/A Origem: 2ª VARA DO TRABALHO DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM . emissão ou recepção de sinais ou sons.2. aos honorários advocatícios e aos descontos fiscais e previdenciários. em face da r. sendo. Inteligência da Súmula 428 do C. no tocante à base de cálculo do adicional de periculosidade.. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. da lavra da eminente Juíza Angela Baptista Balliana Kock.. à multa do art. auxílio refeição em horas extras e cesta básica).5. CLT e Súmula 191/TST.º 130 da SDI-1 do C. NÃO CONFIGURAÇÃO. sentença. FUNDAMENTAÇÃO 2. às fls. não houve remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho para emissão de parecer. requerendo o não provimento do recurso. AÇÃO CIVIL PÚBLICA IMPROCEDENTE A 2ª reclamada arguiu. 966/972. Os serviços de instalação e de reparação de linhas telefônicas são serviços auxiliares ou acessórios à transmissão de dados.TRT 17ª Região . RELATÓRIO Trata-se de recursos ordinários interpostos pelo reclamante e pela primeira reclamada (Telemar Norte Leste S/A). sendo partes as acima citadas. 1083/verso). em recurso ordinário. que julgou procedentes em parte os pedidos formulados na inicial. da CLT.1. Vistos.) Assim.5. porquanto preenchidos os pressupostos legais de admissibilidade. pois a simples possibilidade de vir a ser contactado pela ré. Com efeito. ao adicional de periculosidade e à base de cálculo. sem os acréscimos de gratificações e outros. 2.

a fim de ver apreciada a sua pretensão. à fl. tíquete alimentação. por qualquer meio. já que terceirizou todas as atividades secundárias (instalador. cuja legislação própria (artigo 94 da Lei 9. VÍNCULO EMPREGATÍCIO. não verifico a ocorrência de coisa julgada material apta a obstaculizar o prosseguimento da ação individual. inciso I. excutir-se primeiro os bens dos sócios da GECEL. 23 de Setembro de 2013 109 Por conta do deslocamento de competência. Argumentou não existir nenhum profissional em seus quadros que exerça a atividade do reclamante. requerendo. o reconhecimento legal da conduta da reclamada. Ressaltou ser de conhecimento notório que a empresa terceirizou totalmente as atividades de instalação e manutenção de linhas telefônicas.078/90. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. serviços para a 1ª reclamada (TELEMAR NORTE E LESTE S/A). direitos previstos em Convenção Coletiva de Trabalho. auxílio refeição em . Assim. a decisão proferida em sede de ação civil pública não tem efeitos dúplices. Mencionou que o inciso IV da Súmula 331 do C. sendo desta que recebia as ordens. TST. regulamentada e fiscalizada pela ANATEL (Agência Nacional de Telecomunicações). caso indeferido o pedido de reconhecimento do vínculo empregatício. em 10/02/2002. dispensado. somente faz coisa julgada ultra partes a procedência da ação. de modo que não exerce mais tais funções por meio de seus próprios empregados. impugnou a responsabilidade subsidiária. cujos efeitos se estendem para todo o território nacional. 1054/verso. a recorrente anexa o v. formando-se o vínculo empregatício diretamente com o tomador de serviços (Súmula 331. sendo dispensado. com legislação própria (Lei n. estejam corretas. por si só. TST). referente à jornada semanal de 40 horas. TST apenas é aplicado quando a terceirização é realizada com fraude e com intuito de prejudicar o empregado e.2. da Lei 8. na função de cabista. I. mesmo que não haja insuficiência de provas. então. que inclusive não possui funcionários que desenvolvem esta atividade. requereu sua equiparação aos empregados da Telemar. inclusive. assim. não se equiparam àquelas desempenhadas pelos empregados da 1ª ré (Telemar). junta a certidão do TST. e. emissão ou recepção de informações. do mesmo diploma.º 9. caso incida a condenação subsidiária. conforme dispõe o artigo 103. não prejudicando as pretensões individuais.47297 – Lei Geral das Telecomunicações). da Lei 8.347/85 e LC 75/93). Vejamos. consequentemente. fiscalizado ou comandado a prestação de serviços do reclamante. aduziu não ser possível o reconhecimento do vínculo empregatício e. o que não é o caso dos autos. em contestação. Esse é o sentido estabelecido no microssistema de processo coletivo (formado pela Constituição da República. nos termos da Súmula 331. por jamais ter contratado. sob o fundamento de que o autor foi regularmente contratado pelas 2ª e 3ª reclamadas. Assim. Portanto. deve-se observar o benefício de ordem para. 1043/1052. afirmou que as funções desempenhadas pelo reclamante (instalação e remoção de fios telefônicos. pelas obrigações da empresa contratada. aquele que se sentir lesado individualmente poderá procurar o Judiciário. ser empresa do ramo das telecomunicações. laborando ininterruptamente através das interpostas (VITELCO e GECEL). a sentença coletiva de improcedência do pedido não produz efeitos na esfera individual. Alegou. Defendeu que prestava. no sentido de que não houve oposição de recurso contra a decisão que negou seguimento ao agravo de instrumento em recurso de revista. requereu a condenação das prestadoras de serviços solidária ou subsidiariamente. Rejeito a preliminar. § 2º. a coisa julgada ficará limitada aos legitimados da ação coletiva. Explico. Ainda. ausentes tais requisitos. De qualquer sorte. do C. sendo ilícita a terceirização em análise. mediante terceirização. auxílio refeição em horas extras e cesta básica. a coisa julgada da improcedência da ação coletiva ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho não teria efeitos na esfera individual. com base no princípio da igualdade. para a presente demanda. e. 2. segundo o artigo 103. o tomador de serviços não está sujeito a responder. na inicial. Assim. que permitiu a terceirização na atividade-fim e. A TELEMAR. Pelo princípio da eventualidade. Ressaltou que a prestação de serviços para a 1ª reclamada ocorreu em virtude de contratação entre as reclamadas para atender às suas necessidades empresariais. a sua condenação subsidiária e a equiparação do autor com seus funcionários. reparador e cabista) a empresas especializadas. ou seja.2.492/97) permite a contratação de atividades relacionadas com seu objeto principal. julgou improcedentes os pedidos decorrentes da declaração do reconhecimento do vínculo de emprego. jornada de trabalho. por meio da desconsideração da personalidade jurídica.078/90. possível a alegada equiparação. mesmo que subsidiariamente. em 07/04/2010. Também afirmou ser empresa do ramo de telecomunicações. 267 do CPC. do C. devendo eventual crédito trabalhista recair sobre sua real empregadora. Às fls. ainda que todas as afirmações prestadas pela 2ª reclamada. pois. A GECEL. mesmo que esteja em trâmite ação civil pública com o mesmo objeto (artigo 104 do CDC) ou tenha havido decisão de improcedência. Argumentou que a Lei Geral de Telecomunicações não autoriza a terceirização na atividade fim da empresa. EQUIPARAÇÃO (ANÁLISE EM CONJUNTO COM O RECURSO ORDINÁRIO DO RECLAMANTE) Alegou o reclamante. no caso de improcedência da ação coletiva. A improcedência da ação civil pública proposta pelo Ministério Público do Trabalho. para os limites da coisa julgada na ação coletiva.078/90. tampouco. com ou sem hipossuficiência de provas (artigo 103 §1º do CDC). requereu o reconhecimento do vínculo empregatício Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 diretamente com a tomadora dos serviços (Telemar) e. que foi admitido pela 1ª reclamada (TELEMAR NORTE LESTE S/A). acórdão de improcedência da ACP. remunerado. Assim. ainda. para reconhecer (rectius: declarar) a ilegalidade de determinada conduta da reclamada. defendeu que a coisa julgada na aludida ação possui efeitos erga omnes. O juízo a quo indeferiu o pedido de reconhecimento do vínculo de emprego diretamente com a Telemar. por inexistir culpa in eligendo e in vigilando. em sua atividadefim. Portanto. Lei 7. não sendo. por eventuais débitos reconhecidos nesta ação.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Lei 8. transferência de linhas de assinantes e instalação de telefones). § 1º. exclusivamente. A única ressalva que o microssistema de tutelas coletivas dispõe sobre a coisa julgada atingir o tutelado individualmente reside no artigo 103. quando tiver integrado a lide coletiva como litisconsorte. sem justa causa. em sede de contestação. quais sejam. era subordinado. de fato. sendo que sua atividadefim é aquela ligada diretamente à transmissão. enquanto que as atividades-meio estão ligadas à manutenção e instalação de linhas telefônicas. sem vislumbrar qualquer fraude no vínculo empregatício. a aplicação do inciso V do art. na execução. diferenças dos tíquetes alimentação. não induz.

pois a desconsideração da personalidade jurídica é excepcional. de retrocesso nas condições de trabalho e de diminuição de salários. diversos estudos estão sendo realizados. em virtude da proximidade com os cabos elétricos energizados de alta tensão. 23 de Setembro de 2013 110 horas extras e cesta básica.. Nessa linha de raciocínio. nunca lhe pagou o valor referente ao adicional de insalubridade e. presente a hipótese prevista na Súmula 331. bem como a de serviços especializados ligados à atividade meio do tomador. nos termos da Súmula 331.2. DSR. não obstante possibilite a consecução do serviço de telefonia. portanto. direito ao adicional de periculosidade. radioeletricidade. A questão tratada nos autos diz respeito ao fenômeno denominado de "terceirização". Nesse aspecto. Requereu o pagamento do adicional de periculosidade no percentual de 30%. TST. não trabalhou em contato direto. Ainda. já que. amparado pelo princípio constitucional da isonomia e em alegações de precarização de mão-de-obra. campo para o entendimento lúcido que considera válida a "terceirização" de atividades quando estas não integram a atividade-fim do empreendimento econômico e. benefícios previstos nas CCT’s e ACT’s aplicados aos trabalhadores da Telemar (jornada de trabalho. calculado sobre a remuneração. em seu item III. já que a licitude da terceirização é tratada pela Súmula 331 do C. em virtude do contrato pactuado.. sobreaviso. sucessivamente. não se encaixam no conceito legal de transmissão de sinais ou sons. defende a tese da concentração das atividades naquilo que é o núcleo de sua atividade .). que a primeira reclamada não mais realiza os serviços de instalação e reparação de linhas telefônicas por meio de seus próprios empregados e que. pois. o requerimento do vínculo empregatício. reiterando os argumentos da defesa para afastar a responsabilidade subsidiária. Abriu-se. O empresariado. Inconformada. caracteres. IV. à análise do caso em tela. principalmente. IV. na medida em que a primeira reclamada exercia sobre a segunda e terceira. Em defesa. Por fim. TST. então. ainda que inferior ao estabelecido na lei. assim. desde que inexistente a pessoalidade e a subordinação. o FGTS. o poder de fiscalizar o cumprimento das obrigações trabalhistas. outrossim.contratar com terceiros o desenvolvimento de atividades inerentes. apenas em caso de frustrado o pagamento pelos executados.estratégia da focalização .não se forma vínculo de emprego com o tomador a contratação de serviços de vigilância (Lei nº 7. requerendo. Isso posto. Diz que a LTG não se aplica no campo das relações empregatícias. seria imprescindível que o exercício das mesmas fosse precedido de autorização da Agência Nacional de Telecomunicações . TST. o que possibilita a redução dos custos e o melhor controle de qualidade.(. por seu turno. destinadas a propiciar a prestação do serviço principal. em regra. E não há falar em benefício de ordem. horas extras. a sua atividade-fim e. acessórias ou complementares ao serviço. É esta. então. não havendo. escritos. A Telemar Norte Leste é uma empresa de telecomunicação. Afasta-se.472/97. por fio. considero que os serviços de instalação e reparação de linhas telefônicas são serviços auxiliares ou acessórios à transmissão de dados. sons ou informações de qualquer natureza (§1º. do C. o tomador dos serviços é responsável subsidiário pelo descumprimento das obrigações trabalhistas assumidas pela 2ª e 3ª rés e não cumpridas. condenou a 1ª reclamada a responder subsidiariamente pelas verbas devidas. patrocinados pelo empregador.. nos termos da Súmula 191 do C. contínuo.com o escopo de diminuir a diversidade das formas de organização da produção e do trabalho. o reclamante alegou que exercia atividade em área de alto risco. Por fim. Aliás. de pulverização da atividade sindical. de desemprego. nego provimento aos recursos ordinários interpostos pela 1ª ré (Telemar) e pelo reclamante.". de conservação e limpeza. Editou-se a Súmula nº 331 da Súmula do Colendo TST que enuncia. requereu o deferimento dos pedidos decorrentes da declaração do vínculo. Não vislumbro. que não há qualquer prova de trabalho com subordinação direta à tomadora dos serviços. por força da desconsideração da personalidade jurídica. estando inserido em sua atividade fim.472/97. uma vez que. 477 da CLT. estivessem tais atividades inseridas no conceito restrito de atividade de telecomunicação. ao argumento de que prestava serviços diretamente para a Telemar. Ressaltou que o reclamante participou de diversos cursos de “Noções Básicas de Segurança do Trabalho”. em primeiro lugar. outrossim. o que incluía. O reclamante. seja observado o benefício de ordem. ADICIONAL DE PERICULOSIDADE Na inicial. auxílio refeição em horas extras e cesta básica).472/97 como sendo a transmissão. TST. do C. estabelece expressamente que no cumprimento de seus deveres. a concessionária poderá. apenas a partir de junho/2008.. em seu art. a multa de 40% e multa do art. contra o qual resistem os trabalhadores. sendo certo. recorre a 1ª reclamada. observadas as condições e limites estabelecidos pela Agência: I . o que é definido pela Lei nº 9. naturalmente. poder diretivo dos serviços prestados. Vejamos. pugna pelo reconhecimento do vínculo empregatício diretamente com a tomadora dos serviços. passou a receber 5% referente ao adicional de periculosidade e. férias acrescidas de 1/3. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Cumpre notar que a Lei nº 9. sinais. meios ópticos ou qualquer outro processo eletromagnético. imagens. Mencionou que a ré. qualquer ilicitude na terceirização do serviço. de símbolos..1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. bem como o de equiparação com os empregados da tomadora dos serviços. a partir de abril/2009. Passemos. na hipótese de ausência de pessoalidade e subordinação. além de fornecer equipamentos de proteção individual. pendendo a jurisprudência trabalhista ora para a rejeição de tão controvertido instituto ora para o seu temperamento. bem como reflexos sobre aviso prévio. não há empregados exercendo as mesmas atividades do reclamante. 13º salário. ainda. requereu a incidência do salário base do reclamante para fins de cálculo do . até maio/2008. o que prejudica a quem incumbia o ônus de demonstrar. emissão ou recepção. a 2ª reclamada sustentou que o reclamante. 94 da Lei 9.102/83). 94. em recurso ordinário. art. diferenças dos tíquetes alimentação. que ". no sentido de que sejam excutidos. o percentual foi alterado para 15%. Pelo princípio da eventualidade. entre nós. por isso.3. 2. então. 60). sendo certo. argumentou que o adicional de periculosidade observou o percentual previsto em norma coletiva. portanto.. para que sejam excutidos os bens dos sócios da primeira ré. principal e subsidiário.Anatel. no exercício da função de instalador. a transferência açodada de parte das atividades empresariais para outras empresas tem sido sinônimo. II . que encontra óbice no inciso II do art. bem como a implementação de projetos associados. Todavia. os bens dos sócios da GECEL e da VITELCO. todas as outras atividades (não previstas no transcrito dispositivo legal) são consideradas atividades-meio. habitual ou mesmo intermitente com equipamentos energizados aptos a provocar choques elétricos.

de 20. O trabalho desenvolvido em redes de telefonia não integrantes do sistema elétrico de potência. embora de forma intermitente.369.10. que as atividades obreiras não caracterizam periculosidade. incluindo plataforma e cestos aéreos usados para execução dos trabalhos. considero que a incidência do percentual de 30% não comporta fracionamento. Na eventual hipótese de condenação. razão pela qual suas atividades e de suas prestadoras não estão submetidas à Lei 7. às fls. EXPOSIÇÃO INTERMITENTE (mantida) .412/86. TST. dá direito ao empregado a receber o adicional de periculosidade de forma integral. que a partir de junho/2008 o reclamante passou a receber 5% do adicional de periculosidade. SISTEMA ELÉTRICO DE POTÊNCIA. 7. as declarações do autor na inicial: que não recebia o adicional de periculosidade até maio/2008.86. LEI N° 7.369/85.2003 O trabalho exercido em condições perigosas. verbis: OJ-SDI1-406 ADICIONAL DE PERICULOSIDADE. recorre a primeira ré. no percentual de 30% sobre o salário. não estabeleceu nenhuma proporcionalidade em relação ao seu pagamento. PAGAMENTO ESPONTÂNEO. embora o reclamante não laborasse no sistema elétrico de potência.10. fazendo jus ao adicional de periculosidade no percentual de 30%. em abril/2009 o adicional foi modificado para 15% (fls. 25 e 26. uma vez que adoto o entendimento segundo o qual o decreto regulamentador.369/85. não pode contrariá-la ou ir além do que ela permite e. O juízo de origem. nos moldes preconizados pelo Decreto nº 93.412. certo é que. INSTALADORES E REPARADORES DE LINHAS E APARELHOS EM EMPRESA DE TELEFONIA. Indevido o reflexo sobre o RSR uma vez que mensalista.369. o trabalho desenvolvido pelo obreiro encontra-se. ainda. que regulamentou a Lei nº 7. 93. verbis: REDES DE TELEFONIA. DESNECESSÁRIA A PERÍCIA DE QUE TRATA O ART.2007. reiterando os argumentos expendidos na contestação.412/86. conforme previsão técnica legal dada pelo Decreto 93. verbis: ADICIONAL DE PERICULOSIDADE. caracteriza-se como atividade em condições de periculosidade. 20 e 21. Ademais. conforme transcreve a Orientação Jurisprudencial 406. décimo terceiro salário. 195 DA CLT. dessa forma.369/85. REGULAMENTADA Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 PELO DECRETO Nº 93. ainda. E nem se argumente que o adicional seria proporcional ao tempo de exposição ao risco. Corrobora essa conclusão o fato de que o risco não escolhe hora nem lugar. por ser ato inferior à lei.09. CLT e Súmula 191/TST. TST considera devido o adicional de periculosidade aos empregados cabistas. (grs. por sua vez. Vejamos. Ainda. Isso posto. 22/23). in verbis: “A prova pericial produzida foi no sentido de que o trabalho do reclamante era periculoso. Ademais. ADICIONAL DE PERICULOSIDADE. 451/495). de 14. uma vez que o mesmo laborava em sistemas integrantes ao Sistema Elétrico de Potência e com a possibilidade de energização acidental ou por falha operacional. no período imprescrito. do C. 121/2003.1985. mas exposto às suas condições de risco. correndo altos riscos. o expert foi categórico ao afirmar que o reclamante ficava exposto ao risco de acidentes de forma habitual e permanente.412/86.04. como é o caso dos autos. subtransmissão e distribuição.369/88 (conforme previsto nos acordos coletivos – fls. baseado na prova pericial. verbis: SUM-361 ADICIONAL DE PERICULOSIDADE. que laboram próximo ao sistema elétrico de potência. e o sinistro pode acontecer ainda que se mantenha contato habitual por alguns minutos. sujeito ao risco de contatos com a rede energizada. o pagamento espontâneo do adicional de periculosidade. durante todo seu período laboral. da SDI-1. fiquem expostos a condições de risco equivalente ao do trabalho exercido em contato com sistema elétrico de potência. DE 14.11. instaladores e reparadores de linhas de empresas de telefonia. 23 de Setembro de 2013 111 adicional de periculosidade. Aliás. restringi-la. Assim. tampouco. condena-se as reclamadas a pagar ao obreiro o adicional de periculosidade durante o contrato de trabalho. esse entendimento já foi cristalizado na súmula 361 do C. dirigida ao setor de energia elétrica. desde que. que era somente o de especificar a atividade considerada perigosa.Estruturas. 195 da CLT. instaladores e reparadores de linhas e aparelhos de empresas de telefonia. perito. faz jus a perceber o adicional previsto na Lei n. ELETRICITÁRIOS. dispensa a realização da prova técnica exigida pelo art. nos seguintes termos. no exercício de suas funções. condutores e equipamentos de linhas aéreas de transmissão. argumentou ser empresa concessionária de serviços de telecomunicações. ns.1986. É devido o adicional de periculosidade aos empregados cabistas. O decreto regulamentar deve cingir-se ao que a lei contém e. que as atividades exercidas pelo reclamante são ensejadoras de periculosidade. o qual enumera dentre as atividades periculosas a manutenção de fontes de alimentação de sistemas de comunicação.1985. DJ 19.) Nesse aspecto. 193. Assim. os reflexos do adicional de periculosidade nas seguintes verbas: férias mais 1/3. (DEJT divulgado em 22. nego provimento.2. O perito concluiu. área de risco: 1 . ainda que de forma proporcional. Asseverou o i. do C. conforme informado pelo perito. Disse. EXTENSÃO DO DIREITO AOS CABISTAS. julgou procedente o pedido de pagamento do adicional de periculosidade. suas atividades eram bem próximas a este.10. da SDI-1. a OJ nº 347. LEI Nº 7. ainda que de forma proporcional ao tempo de exposição ao risco ou em percentual inferior ao máximo legalmente previsto. De igual modo. FGTS mais 40%. nos termos do § 1º do art. Não pode o decreto distinguir onde a lei não o faz. Como o reclamante atuava bem próximo dessas linhas aéreas.2010) O pagamento de adicional de periculosidade efetuado por mera liberalidade da empresa.412/86 extrapolou o objetivo já fixado na Lei nº 7. Nesse sentido.09. o entendimento sedimentado na Súmula nº 07 deste E. abrangido pelo quadro anexo do Decreto nº 93. pois torna incontroversa a existência do trabalho em condições perigosas.412. CARACTERIZAÇÃO DE FATO INCONTROVERSO. DE 20. respeitada a prescrição declarada.Res.4. é fácil concluir que o Decreto nº 93. HONORÁRIOS PERICIAIS . sim. 195 da CLT. ainda. TST. defendeu o pagamento do adicional proporcional ao tempo efetivo de exposição ao risco. porque a Lei nº 7. Deferem-se. 638/654. pois torna incontroversa a existência do trabalho em condições perigosas.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. já que a lei o estipulou de forma fixa sobre o salário do obreiro. nos termos do Decreto n. ainda. 2. A 1ª ré.” Inconformada. Tribunal. dispensaria a realização da prova técnica exigida pelo art.369/85. Deve-se observar. DJ 25. aviso prévio e horas extras. que fez o enquadramento da respectiva periculosidade conforme o quadro de atividades e área de risco anexo ao Decreto.

pois o reclamante estava enquadrado na exceção do artigo 62. da CLT. Igualmente. em confronto com os demais elementos dos autos. Frise-se. reinquirido quatro vezes.entre as 12h e 13h30min. de acordo com a escala de plantão” (fl. das 17:30h do sábado até às 07:30h do domingo. sem labor aos sábados. assim. sentença quanto ao adicional de periculosidade. sábado não). 358/372). até janeiro de 2008. bem como das 17:30h do domingo às 07:30h da segunda-feira. nego provimento ao apelo. nos registros de ponto observa-se que o autor sempre teve uma folga semanal. não há de se falar em pagamento de horas extras na semana em que o labor foi de 48 horas. que não havia extrapolação de jornada todos os dias. A testemunha Eliandro afirma. […] que o depoente fazia aproximadamente de 8 a 10 instalações e reparos por dia”. em média. que as horas extras. com 1h30min de intervalo. quando estava trabalhando em Cachoeiro. 62/70) demonstram o pagamento de horas extras. Quanto à alegação de inexatidão da marcação dos cartões de ponto. Nos finais de semana era a equipe que estava de plantão a responsável pelo sobreaviso. inciso XIII da CF. “Trabalhava um feriado sim e outro não. ainda. PLANTÕES. isto é. Por determinação da empresa. por cautela.” “Efetivamente trabalhava das 08:00 às 17:30. no mesmo sistema de plantão: das 8:00 às 17:30 horas. ainda. esclareceu “que até duas horas extras por dia poderia anotar no cartão de ponto. razão pela qual. a partir de janeiro de 2008. passou a controlar a jornada do reclamante e a pagar eventuais horas extras trabalhadas. bem como que usufruiu do intervalo intrajornada. Refutou. alegou que “além de participar dos plantões normais (finais de semana alternados. não havia o controle de jornada. ante o pedido de reconhecimento da isonomia com os empregados da 1ª reclamada (pedido não acolhido em item anterior). das 17:30h de sexta até 07:30h do sábado. aos sábados e domingos” (fl. o labor em plantões e em sobreaviso. não gerando direito a pagamento de horas extras. Assim. de segunda a sexta-feira) e. que “realizava plantão a cada 15 (quinze) dias. a compensação da jornada na semana subsequente (intersemanal) é legal. nos termos do art. 23 de Setembro de 2013 112 Uma vez mantida a r. Disse. 788) declarou que a empresa tinha banco de horas e que as horas extras eram compensadas. 2. domingos e feriados. 7º. as testemunhas não lograram desconstituir a prova documental juntada. da CLT. a testemunha Eliandro Zanivan Breda (fl. indefere-se o pedido de pagamento de horas extras e respectivos reflexos no período para o qual não foi juntado controle de jornada. Registra-se que todas as testemunhas ouvidas (provas emprestadas). improcede o pedido. em média de três a quatro dias por semana. Sobre esse fato. SOBREAVISO (ANÁLISE EM CONJUNTO COM O RECURSO DO RECLAMANTE) O reclamante alegou. A segunda reclamada (GECEL). a média de tempo gasto para as instalações e reparos diários – isso quando realizada a quantidade máxima apontada – não demonstra a necessidade de extrapolação da jornada contratual. aduziu que. A 1ª reclamada (TELEMAR) também afirmou que o serviço era externo e que o horário de trabalho do reclamante era das 08h às 17h30min. Destaca-se. também. eventualmente apuradas. que quando viajava. não fazia intervalo para almoço. HORAS EXTRAS. sobretudo porque cumpria a sua rota da maneira que lhe conviesse. além de argumentar que eventual trabalho extraordinário foi devidamente remunerado. que as horas extras trabalhadas além das duas horas eram lançadas em outros dias em que saia do serviço no horário contratual. O juízo de origem julgou parcialmente procedente o pedido autoral. com uma hora de intervalo intrajornada . que este tempo envolve tanto a parte interna quanto externa. 13). ainda. com relação aos domingos laborados no período sem registro de ponto. porém. Os contracheques colacionados aos autos (fls. Logo. Em média. e como as razões recursais se limitaram à eventual reforma do julgado neste particular. DOMINGOS E FERIADOS. na seguinte. Por seu turno. I. 18). em sede de contestação. que a reclamada não juntou os registros de ponto de todo o período contratual (faltam registros do período anterior a 20/11/2007). 753) e Eliandro Zanivan Breda (fl. com o mesmo intervalo dos dias normais. Aduziu que “trabalhava nos feriados de forma alternada. da forma pretendida pelo autor. também. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 A reclamada trouxe aos autos os cartões de ponto no período de 21/11/2007 a 07/04/2010 (fls. Assim. os instaladores de linhas telefônicas chegavam a realizar serviços “por fora” durante o dia de trabalho. . afirmou que a jornada semanal é de 44 horas e o divisor 220. a prova testemunhal revelou que o trabalho nesses dias dava-se de forma alternada (sábado sim. os plantões iniciavam-se na sexta-feira às 17:30 horas e encerravam-se às 08:00 horas da segunda-feira. se afastada a exceção do artigo 62. 788) afirmou que “trabalhavam em regime de escala durante o período do dia no sábado e domingo e folgavam na semana subsequente”. Verifica-se. 788) declararam que não tinham que retornar na reclamada ao final do expediente. na inicial. 847) afirma que “na instalação mais fácil se gasta de 20/25min e na mais demorada 40min.2. Informou. I. de segunda a segunda. em razão da grande liberdade na execução das funções. mais cinco dias no mês. Isso. Asseverou que. que “iniciava sua jornada de trabalho às 07:30 horas e encerrava em média às 19:30 horas (deixavam o trabalho entre 18:00 – mais raramente – e 23:00 horas). LABOR EM SÁBADOS. com sobreaviso das 17:30 às 8:00 horas do dia seguinte”. a testemunha Eliandro Zanivan Breda (fl. improcede o pedido de pagamento de “domingos”. 48 horas (a jornada supracitada + as 8 horas do sábado). folgando 02 domingos por mês (domingos alternados)” (fl. já que na média não há excesso de jornada. o reclamante ficava de sobreaviso” (fl. INTERVALO INTRAJORNADA. não gozava do intervalo intrajornada. devendo ser examinados. 13). Refutou o trabalho em dias de domingos e feriados. Assim. Ora. que. Quanto aos sábados. possuem ações em face da reclamada com idênticos pedidos e mesmo advogado. nos seguintes termos. Não obstante.”. in verbis: “Pleiteia o reclamante o pagamento de horas extras a partir da 40ª hora semanal. Não havendo que se falar em pagamento de horas extras nos meses em que a reclamada juntou os cartões de ponto.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Pelo princípio da eventualidade. são devidas a partir da 44ª semanal. porque. todos os dias da semana. em todos os dias trabalhados. que efetivamente as horas extras laboradas foram consignadas nos registros de ponto. além de ter afirmado que os cartões de ponto demonstram que em diversos feriados o reclamante não trabalhou. Alegou. assim. A testemunha Marcos Queiroz Sardinha (fl.5. 14). Por fim. que podiam anotar as horas extras trabalhadas e que as horas excedentes a duas por dia eram anotadas nos dias que saiam no horário contratual. tem-se que em uma semana o autor laborava 40 horas (08h às 17h30min. Quanto a esses. As testemunhas Walace Ovidio Matias (fl.

ainda que se considere o tempo de percurso para uma instalação e outra. demonstrada a possibilidade do controle da jornada do empregado que executava trabalho externo. o reclamante deveria entrar em contato com a empresa no início dos trabalhos. às fls. teremos 400 minutos. e não pelo acolhimento da alegação autoral. Todavia. multiplicá-la por 40 minutos (tempo máximo de cada instalação). Sustenta que o ônus da prova era do autor e que eventual labor extraordinário ocorrido. devendo. Em outras palavras. pois. assiste-lhe razão. Improcedente. 753 (prova emprestada). após essa data. foi devidamente pago. alegando que os prepostos são uníssonos ao afirmar que não houve qualquer alteração no trabalho. não há que se falar em pagamento de “domingos” também nos períodos sem comprovação de controle de jornada. da CLT no período anterior a janeiro de 2008.. o próprio autor determinava o tempo de intervalo para suas refeições. Não havia controles dos horários de almoço e. Nesse sentido. em face da inserção do registro. O simples uso de aparelho de telefone celular apenas facilita a convocação do obreiro para atender a emergência e não configura o sobreaviso. assim como o reclamante. Aliás. asseverando. com 1h30min de intervalo. ainda. Improcede o pedido. como o trabalho era externo. TST. FGTS + 40%. requerendo a aplicação dos termos da Súmula 338 do C. é devido o pagamento em dobro e não labor extraordinário. portanto. como quer crer o reclamante (de 07:30h às 19:30h. estava submetido ao controle da jornada de trabalho pelo empregador e. do artigo 62. que este tempo envolve tanto a parte interna quanto externa. As testemunhas ouvidas para tal fim não convenceram o Juízo e não comprovaram a quase ininterrupta jornada apontada pelo autor. SDI-1) e habitualidade. Argumenta que a jornada de trabalho era controlada pelos sistemas das reclamadas ou pelas ordens de serviços. se as atividades laborais do reclamante permaneceram as mesmas ao longo de todo o contrato de trabalho e a segunda reclamada demonstrou a compatibilidade do labor externo com a fixação de horário de trabalho. caso não acolhido os argumentos supra. em virtude da natureza salarial (OJ 354. No tocante ao pedido de pagamento de feriados a prova documental não socorre o obreiro. Corrobora a conclusão esposada observar que. (. Faz-se necessário analisar a possibilidade de controle da jornada de trabalho do reclamante antes de janeiro de 2008.. Para cálculo. 788/789). Ao contrário. Entretanto. 788) confirmou que o horário de almoço não era controlado. 1001/1025). que. o autor afirma. Fixa-se a jornada nestes dias de 8h as 17h30min. como narrada na inicial.. 62. por fim. bem como a efetiva remuneração do obreiro (Súmula 264/TST). da CLT. 428. asseverando que os cartões de ponto juntados foram impugnados desde a petição inicial. todos os dias da semana). pela reforma da r. renovando a tese no sentido que o labor era externo. Aduz. que o encarregado era da GECEL. em um longo arrazoado (fl. se não compensado em outro dia.. Quanto ao pedido de pagamento do adicional de sobreaviso. embora o serviço do reclamante tenha sido executado externamente. relativamente aos períodos sem registro.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. férias + 1/3. Quanto à alegação autoral no sentido de que os cartões de ponto juntados (após janeiro de 2008) não servem para apontar a real jornada do reclamante. restou incontroverso que estes eram trabalhados de forma alternada. Por conseguinte. mormente diante do tempo gasto em cada instalação. aviso prévio e RSR. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Defende que a prova oral produzida nos autos confirma a jornada narrada na petição inicial. as testemunhas não demonstraram que havia a exaustiva jornada de trabalho narrada pelo reclamante na inicial. passou a instituir o controle de ponto (fls. sentença quanto às horas extras. in verbis: “(. mesmo se considerarmos 10 (dez) instalações por dia. a testemunha Eliandro Zanivan Breda (fl. que o valor das horas extras seja pago pela média das horas extraordinárias já pagas e demonstradas em Juízo.. abrangido pelo regime de horário de trabalho. já que não anexaram aos autos tais documentos.. 23 de Setembro de 2013 113 Assim. Senão vejamos: [..] que iam na empresa pegar a ordem de serviço e ao término do serviço ligavam para o encarregado para saber se havia outro serviço. o que impossibilita o controle de jornada pelo empregador. como bem asseverado pelo Juízo de origem.) que o depoente fazia aproximadamente de 8 a 10 instalações e reparos por dia”. que os cabistas iam para a empresa no mesmo horário pela manhã. mais ou menos 6. É certo que constam testemunhas (provas emprestadas) que informaram que. 845) Dessa forma. sequer há testemunhas que informem referida jornada em todos os dias. Sustenta que as reclamadas não juntaram os cartões de pontos do período anterior a 21/11/2007. pois não refletem a real jornada de trabalho. Assim. fls. Não é difícil descaracterizar a tese da reclamada acerca da impossibilidade do controle da jornada por se tratar de trabalho externo quando a própria empresa. na peça de ingresso. este é o teor do depoimento da testemunha.5 horas. o labor em feriado. pugnando. a prova dos autos é no sentido de que o obreiro tinha autonomia para definir seus próprios horários para alimentação. recorre o autor... Relativamente à ausência de concessão de intervalos intrajornada nas viagens. evidenciado que não havia a extrapolação da jornada. pois há prova testemunhal no sentido de que os cartões eram anotados uma única vez no mês (testemunha Eliandro Zanivan Breda (prova emprestada. vejamos o seguinte depoimento.. inclusive com o pagamento de horas extras a partir de janeiro de 2008. A ré concedeu folga compensatória e poucos foram os feriados laborados. a segunda reclamada (GECEL) reconheceu que havia o controle da jornada. 358/372). que. fl.) que na instalação mais fácil se gasta de 20/25min e na mais demorada 40min.” Inconformada. embora inalteradas as funções do reclamante. devendo o ônus ser das rés. Assim. Ainda. assim. deferem-se também os reflexos das horas extras acima deferidas nas seguintes parcelas: 13º salário. (Depoimento de Marcos Queiroz Sardinha – prova emprestada. Assim. a . conforme Súmula n. Também inconformado. nesse particular. não há falar em enquadramento na exceção prevista no inciso I. para a execução dos serviços. deferem-se as horas extras laboradas em feriados (um trabalhado e o outro não) no período em que não foram juntados os registros de ponto. nos termos do art. que o encarregado da OI poderia passar aonde estavam trabalhando e determinar outras atividades . que comprovariam a jornada do reclamante. Vejamos. Improcedem os demais reflexos vindicados por falta de amparo legal. O adicional é de 100%. que portava celular para atendimento a eventual chamada.] Assim. tal entendimento ser aplicado no período em que teve registro de ponto. por dia. ainda. por três vezes na semana. recorre a 1ª reclamada. [. em média. observe-se o divisor 220. TST.

2.) que trabalhava em regime de plantão um final de semana sim outro não (. Em primeiro lugar. 23 de Setembro de 2013 114 jornada era estendida até às 19:30h. Quanto ao intervalo intrajornada. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 É certo que a simples possibilidade de vir a ser contactado pela empresa por meio de telefone celular. nos sábados e domingos. portanto. e não se confunde com o benefício da justiça gratuita. então.Considera-se em sobreaviso o empregado que. que o horário de sábados. Aliás... quando comprovada que sua situação econômica não lhe permite demandar sem prejuízo do sustento próprio ou de sua família. que às vezes não havia folga na semana subsequente. in verbis: "(. Por fim. domingos e feriados alternados. com reflexos no aviso prévio. 14 da Lei n. Com efeito. da CLT).) que ficavam de plantão final de semana sim final de semana não e nos feriados de forma alternada (.)” (Depoimento da testemunha Eliandro Zanivan Breda – prova emprestada) “(. mas. a redação atribuída ao referido parágrafo pela Lei 10. Assim. não havendo efetiva prova da compensação dos domingos. Não se pode olvidar. com adicional de 75% (previsão em ACT) para o labor extraordinário prestado nos sábado e de 100% aos domingos e feriados. Quanto à alegação de plantões a cada quinze dias.060/50.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. devo registrar que a assistência judiciária gratuita e o benefício da justiça gratuita não se confundem. não houve comprovação da limitação da locomoção. não havia necessidade de tal jornada para o cumprimento das instalações. férias + 1/3.)” (Depoimento da testemunha Eliandro Zanivan Breda – prova emprestada) Dessa forma. FGTS + 40% e DSR. Nesse sentido. 753) “(. a possibilidade de usar o tempo livremente.2012) ..º 5. com razão o reclamante.. nos seguintes termos: “Defere-se o requerimento de assistência judiciária. embora haja prova no sentido de que os trabalhadores cabistas permaneciam com telefones celulares nos finais de semana que estavam de plantão. e é devida a todo aquele que receber salário igual ou inferior ao dobro do mínimo legal. permanecendo. Na hipótese vertente. quanto ao alegado sobreaviso. que havia a possibilidade de gozo do intervalo intrajornada de 1 hora. 822) No que tange aos feriados. pois. DEJT divulgado em 25. 26 e 27.. das 08h às 17:30h.584/70. (.)” (Depoimento de Gilson Quirino da Silva – prova emprestada) “(. Verifico que o autor laborava final de semana sim e final de semana não. como limitado pelo julgado de origem. Pois bem. Ante todo o exposto. II . Diz. 244.584/70. Considero. não gozava do intervalo de 1 hora para descanso e refeição. quando preenchidos os requisitos previstos no próprio artigo.. domingos e feriados era o mesmo dos dias da semana. ou seja. não se pode olvidar que o trabalho externo longe das vistas do empregador não permite saber exatamente o tempo despendido para descanso e alimentação. de acepção mais restrita. também com razão o reclamante.584/70. que autor possui condições de arcar com eventuais despesas processuais.6. no Processo do Trabalho.) que na parte de cabo havia plantão aos sábados e domingos e era difícil ter a folga prometida. da Consolidação das Leis do Trabalho – vide OJ SDI 1269 e OJ SDI 1331. (. assegurado igual benefício ao trabalhador de maior salário.09.. não há qualquer elemento que sinalize no sentido da ocorrência de carga de trabalho que impedisse o gozo do intervalo intrajornada. não caracteriza o regime de sobreaviso. não obstante a possibilidade de controle da jornada autoral... enquanto aquela. no âmbito desta Especializada.537/2002 revogou os termos correlatos inseridos na Lei 5. muito embora algumas testemunhas (provas emprestadas) tenham aludido que. não . a assistência judiciária gratuita é devida apenas na hipótese prevista na Lei n. 790.. como no artigo 3º da Lei n. fl.. 185/2012. importando somente na isenção de custas. na hipótese em tela. Afinal. à distância e submetido a controle patronal por instrumentos telemáticos ou informatizados. pois restou provado nos autos que o reclamante laborava de forma alternada nos feriados. 790 da CLT. aguardando a qualquer momento o chamado para o serviço durante o período de descanso”. devem ser pagos os feriados alternados de todo o período laborado.)” (Depoimento da testemunha Walace Ovídio Matias – prova emprestada. melhor sorte não possui o reclamante. ficando. melhor sorte não assiste ao autor. também. nego provimento ao recurso da 1ª ré e dou parcial provimento ao recurso obreiro para determinar o pagamento de horas extras em relação ao labor em sábados.. ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA Pretende a 1ª reclamada a reforma da decisão que deferiu o requerimento de assistência judiciária gratuita.º 5.584/70. fl. não autoriza a aplicação da norma.. 5.) que trabalhavam em regime de escala durante o período do dia no sábado e domingo e folgavam na semana subsequente. quando em viagem (três vezes) por semana... por si só. posto que o ordinário se presume. 14 da Lei n.O uso de instrumentos telemáticos ou informatizados fornecidos pela empresa ao empregado. do art. por si só. Vejamos os seguintes depoimentos: "(....)” (Depoimento da testemunha Fábio Gasparino Martins – prova emprestada. extensivo a quem não esteja assistido por Sindicato (prevista no § 3º. a Súmula 428 do TST: "SOBREAVISO APLICAÇÃO ANALÓGICA DO ART. não prescinde dos requisitos da Lei n. então. diferentemente do que ocorre quando há concessão do benefício da justiça gratuita. em respeito à aventada precariedade econômica do reclamante – artigo 790. ainda. ainda. § 2º DA CLT (redação alterada na sessão do Tribunal Pleno realizada em 14.º 5.09. que às vezes não havia folga na semana subsequente. No que se refere aos requisitos de concessão da assistência judiciária. 13º salário. 44) e.º 1.. do art. conforme depoimentos que seguem.” Sustenta em seu apelo que não foram preenchidos os requisitos mínimos do art. que em vários contracheques do reclamante (fls. previsto no § 3º. § 3º. 2. (. 320/357) contém pagamento a título de horas extras. sem a devida comprovação da folga. pelo tempo de instalação narrado pela testemunha Marcos Queiroz Sardinha.Res. o reclamante não está assistido por Sindicato de classe. a parte deve estar assistida por seu Sindicato de classe.584/70. com 1 hora de intervalo. permanecer em regime de plantão ou equivalente. Este é uma faculdade do juiz. mas por advogado particular (fl.) que trabalhavam em regime de escala durante o período do dia no sábado e domingo e folgavam na semana subsequente. que o horário de sábados.. a assistência judiciária gratuita tem previsão tanto no art. domingos e feriados era o mesmo dos dias da semana. pois não foi apontada qualquer razão que justifique a impossibilidade de gozo do intervalo. repisa-se.2012 I . não apenas do período sem anotação nos registros. destacando que o reclamante não se assistido pelo sindicato de sua categoria profissional.

Relator: Emerson Jose Alves Lage. MULTA DO ARTIGO 477 DA CLT O autor requereu o pagamento da multa do artigo 477 da CLT.04. Assim. da CLT. sob o fundamento de que recebeu fora do prazo os valores do TRCT. Com efeito. Pois bem. à fl.03. 2. na forma do art. A aplicação de norma processual de caráter supletivo. §8. será “em valor equivalente ao seu salário”.3. com pagamento das verbas no prazo. MULTA DO ARTIGO 475-J DO CPC Contra a r. os depósitos reflexos. Data de Publicação: 23/11/2012). serguir-se-á a penhora dos bens. e não sobre a maior remuneração recebida. sentença quanto ao deferimento da assistência judiciária gratuita. com base na maior remuneração recebida.º dia útil imediato ao término do contrato). quais sejam. 2.3. A 2ª reclamada (GECEL) afirmou que a dispensa foi feita regularmente. 54. no âmbito do processo do trabalho. 477. pois o texto legal se refere expressamente a valor equivalente ao "salário" do empregado. Relator Ministro: Lelio Bentes Corrêa. 7º. in verbis: FGTS. da CF/88. ao argumento de que não é o caso típico de atraso na quitação das parcelas rescisórias. 790. in verbis: EMENTA: MULTA DO ART. Página 17) Ademais. o pagamento da multa a favor do empregado. ante a ausência de pagamento de horas extras. Pelo exposto. 880 da CLT obriga ao devedor que efetue o pagamento da dívida ou garanta a execução em 48 horas. pois. de acordo com o TRCT de fl. 477. pois concede ao devedor o prazo de quinze dias. a existência de lacuna no Texto Consolidado e a existência de compatibilidade entre a norma que se pretende aplicar analogicamente e a sistemática principiológica do processo do trabalho. 477. para reformar a r.2009.584/70 para a concessão da assistência judiciária gratuita. aquele incidente sobre parcelas deferidas no julgado (adicional de periculosidade e horas extras). tratando-se de inovação recursal. tantos quantos bastem ao pagamento da importância da condenação. Órgão Julgador: Primeira Turma. INAPLICABILIDADE AO PROCESSO DO TRABALHO. a prescrição não é trintenária e sim parcial. de 30 anos. inarredáveis.3.2. com base na declaração de miserabilidade jurídica. § 8º. diversa é a hipótese dos autos. 23 de Setembro de 2013 115 estão atendidos os pressupostos previstos na Lei n. nesta Especializada. quanto ao requerimento de que a multa seja com base na maior remuneração recebida. do CPC.0104 RO. mas recebeu os valores apenas no dia 14. tratando-se. DEJT. dou parcial provimento ao apelo. durante todo o vínculo de emprego.5.º. 45.2010.º. recorre o reclamante. inexiste lacuna normativa. alegando que a prescrição do FGTS é especial.2005. por constituir parcela acessória.21. ao passo que o art.04. alegando que. quanto ao pedido de reflexo do FGTS. bem como que recebeu a menor.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. de fl. Precedentes da Corte. A .2010 a 07. do art. Data de Julgamento: 14/11/2012. Vejamos. mantenho o benefício da justiça gratuita. Nesse sentido. 477. já recebida ou pleiteada nesta demanda. 1ª Turma. Inconformado. e não à remuneração. calculada sobre a remuneração do obreiro. de multa. sob pena de penhora. de inovação recursal. BASE DE CÁLCULO. A base de cálculo da multa prevista no artigo 477. §6. Pelo exposto. TST. INCIDÊNCIA SOBRE PARCELAS PRESCRITAS. que preconiza que não havendo pagamento ou garantia da execução. ao argumento de que é perfeitamente aplicável a regra em comento ao processo do trabalho. Todavia. (Processo 000001034. e. Além do mais.08.5. constando a data do recebimento no dia 14. mantendo o benefício da gratuidade de justiça ao reclamante.3. conforme pugnou em recurso ordinário. 475J. relatou que segue a sorte do principal Recorre o autor.03. da CLT. como se vê nos seguintes julgados: “PROCESSO NA FASE DE CONHECIMENTO. não lhe assiste razão. verifico que no Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho (TRCT). (grifos nossos) Nego provimento. da CLT (até o 1.2010. o artigo 883 da CLT. da CLT. dou parcial provimento ao apelo. no pedido n. sentença que indeferiu a aplicação da multa do art. com ressalva do entendimento pessoal do Relator.2010. para determinar o pagamento da multa do art. fazendo jus a multa do artigo em análise. 475-J DO CPC. No mesmo sentido do ora decidido a Súmula n.2010.º do art. pois acompanha o principal. RECURSO ORDINÁRIO DO RECLAMANTE 2.04. Contudo. decorre do preenchimento de dois requisitos.ª Região. O Juízo de origem indeferiu o pedido de pagamento da multa do art. Em primeiro lugar. 477 DA CLT.º 206 do C. Divulgação 19/07/2012.0021 . Com efeito. IMPOSSIBILIDADE.98100-05. nos termos do §8. é o salário base do empregado. colaciono aresto do TRT da 3. resultando inaplicável a multa prevista no artigo 475-J do Código de Processo Civil ao Processo do Trabalho. da CLT. MULTA PREVISTA NO ARTIGO 475-J DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. nos termos do §3º. Publicação 20/07/2012. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 fora do prazo previsto no art. recorre o autor. pois a CLT possui regra específica aplicável quando não ocorre o pagamento espontâneo da dívida advinda de condenação judicial. não há se falar em FGTS incidente sobre todos os valores pagos no curso do contrato de trabalho – e aí sim a prescrição é trintenária –.2011.04. sem ressalva quanto à observância de qualquer outro prazo prescricional para a pretensão de créditos fundiários. requer a aplicação da prescrição trintenária com relação ao FGTS. MULTA DO ART. 477.1. da CLT. uma vez que. artigo 790. qual seja. 5. ou seja.3. PRESCRIÇÃO DO FGTS O Juízo a quo acolheu a prejudicial de prescrição suscitada pela ré e declarou prescritos todos os créditos constituídos anteriormente a 28. da CLT. APLICAÇÃO ÀS EXECUÇÕES NO PROCESSO DO TRABALHO. A prescrição da pretensão relativa às parcelas remuneratórias alcança o respectivo recolhimento da contribuição para o FGTS. Recurso de revista conhecido e provido. Embora a multa em questão não seja devida em razão do reconhecimento ao direito ao pagamento de diferenças. o reclamante cumpriu aviso prévio no período de 09. o reclamante requereu a condenação das reclamadas ao pagamento da multa do art.”(RR . terminou o cumprimento do aviso prévio em 07. O C.º 17 da inicial (fl. Pois bem. e não. não comportando o dispositivo de natureza punitiva interpretação ampliativa. 41). essa regra não se revela compatível com a orientação normativa do processo do trabalho. “RECURSO DE REVISTA. 2. da CLT. No entanto. 54 (juntado pelo autor) e 397 (juntado pela 2ª ré). TST adota esse entendimento. nos termos do § 3º. pois o reclamante não requereu em sua inicial. Encontra-se firmado nesta Corte superior entendimento no sentido de que a Consolidação das Leis do Trabalho traz regramento específico quanto à execução. que deverá incidir sobre toda a remuneração do obreiro. XXIX.

. porquanto inaplicável ao processo do trabalho.0031. (. 769 da CLT. . Subseção em 29/06/2010. O instituto da hipoteca judicial encontra-se previsto no artigo 466 do CPC e no artigo 167.. até que atinja o montante suficiente para garantir a execução dos créditos devidos a si. Examino.. portanto. (.pendente arresto de bens do devedor.20152. da CLT).) HIPOTECA JUDICIÁRIA. Visa.º E-RR-3830047. INAPLICABILIDADE AO PROCESSO DO TRABALHO. O Juízo de origem indeferiu o pleito.) (RR .. o artigo 880 da CLT impõe prazo de 48 horas para que o executado pague o débito ou garanta a execução.2010.6.5.2009.2010.0671. Subseção I Especializada em Dissídios Individuais. Precedentes. cuja inscrição será ordenada pelo juiz na forma prescrita na Lei de Registros Públicos... 466 do CPC é subsidiariamente aplicável ao processo do trabalho (art. renovando o pedido inicial.09. não se pode olvidar que a fixação de penalidade não pertinente ao Processo do Trabalho importa em ofensa aos princípios do devido processo legal e da legalidade. consoante artigo 466 do CPC. Min. Data de Publicação: 11/05/2012). o posicionamento do Relator.. Relator Ministro: Horácio Raymundo de Senna Pires.5. acrescenta sanção inexistente na CLT. Mesmo se o julgador fixar prazo de 15 dias para pagar o débito sob pena de receber multa. valerá como Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 título constitutivo de hipoteca judiciária.. é um efeito secundário e imediato da sentença. Ministro João Batista Brito Pereira. prevista no art.5. II .0052. Relator que "a aplicação da multa de 10% em caso de não pagamento em 48 horas contraria os dois dispositivos legais. Nesse sentido. MULTA DO ARTIGO 475-J DO CPC. da hipoteca judiciária e da garantia do juízo recursal na esfera trabalhista.2005. Data de Publicação: 14/12/2012). LXXVIII. autorizando a expedição de mandado para registro de hipoteca judiciária junto ao Cartório do Registro de Imóveis. nem . I . Segundo o relator.. A sentença condenatória produz a hipoteca judiciária: I . colaciono aresto recente da SBDI-I: RECURSO DE EMBARGOS EM RECURSO DE REVISTA. em julgamento referente ao processo n. na exordial. Precedentes. A fim de consolidar os entendimentos já manifestados no âmbito das Turmas do C. que decorre apenas da existência desta e da condenação a uma prestação em dinheiro ou em coisa. ACÓRDÃO PUBLICADO NA VIGÊNCIA DA LEI Nº 11. a teor do art.) HIPOTECA JUDICIÁRIA. tenho que o art. Min. nos termos do art. incisos LIV e XXXIX. insculpidos no art.(RR154700-22.01. 475-J do CPC. Rel. autorizando o credor a perseguir o bem onde quer que se encontre (direito de sequela). a hipoteca judiciária sobre os imóveis pertencentes às reclamadas. ao julgar o processo E-RR-38300-47. por outro.ainda quando o credor possa promover a execução. a redução do prazo de quitação do débito previsto no CPC e. da Lei n.) . I. A hipoteca judiciária é consectária da condenação a dinheiro ou coisa. 2) das hipotecas legais. sem amparo legal. Segundo a lição de Fredie Didier Junior. da Constituição da República. Relator Ministro: Mauricio Godinho Delgado.. em efeito secundário e imediato da sentença que condena a parte ao pagamento de uma prestação em dinheiro ou em coisa. CPC. estará ampliando o prazo celetista de 48 horas. quando se decidiu que a multa do artigo 475-J do CPC é incompatível com o processo trabalhista. A controvérsia foi pacificada por esta e. A sentença que condenar o réu no pagamento de uma prestação.) HIPOTECA JUDICIÁRIA. serão feitos." Nesse sentido. 6.3. TRT visou à garantia dos créditos devidos à reclamante em que foi condenada a reclamado. 3ª Turma.01. meios eficazes para execução. Recorre o autor. Não demonstrada violação literal de dispositivos de lei e da Constituição Federal. além da matrícula. 23 de Setembro de 2013 116 jurisprudência desta Corte firmou entendimento no sentido de que o processo do trabalho deve seguir as normas específicas contidas na CLT quanto à execução de suas decisões. tendo como principal objetivo prevenir a fraude à execução. da Constituição Federal. 2.0031. respectivamente. 8ª T. (. independe de pedido da parte. Parágrafo único.015/73. DEJT 01/07/2011) (. não havendo impedimento para que o juiz do trabalho adote as práticas do direito processual para garantir às partes a efetividade da decisão proferida. 7ª T.. III . TST: (. Recurso de revista conhecido e provido. no julgamento do processo nº TST-ERR-38300-47. esta medida é oportuna e adequada nesta Justiça Especializada. que assim preceituam: Art.5. sendo perfeitamente aplicável ao processo do trabalho. é a jurisprudência dominante no C. pois "enquanto a regra do artigo 475-J do CPC fixa prazo de 15 dias para o executado saldar a dívida sob pena de ter que pagar multa de dez por cento sobre a quantia da condenação. ante a omissão do texto obreiro e por não haver contrariedade aos princípios e normas que regem o direito do trabalho. Recurso de revista não conhecido.015/73 (Lei de Registros Públicos). a hipoteca judiciária se afigura como medida extremamente eficaz para assegurar o resultado útil de futura execução. Dora Maria da Costa. 475-J do CPC é inaplicável ao processo trabalhista.2005.5. mesmo antes do trânsito em julgado da sentença. consistente em dinheiro ou em coisa. Argumenta o Exmo. insculpidos no artigo 5º. pela inaplicabilidade do art. Nesse diapasão. judiciais e convencionais. Data de Julgamento: 22/03/2012. as normas insertas no CPC e na CLT são incompatíveis. no entanto.24. assim. para sua decretação. 5º. Recurso de embargos conhecido e não provido. que as partes a requeiram. Dessa forma. 466. à garantia do efetivo cumprimento da decisão condenatória. TST. decidiu que a multa do art.2005. assim. dessa forma.No Registro de Imóveis.5.0052. o eg. Nesse sentido. Ademais.1188-32.5.01. por um lado. a SBDI-I do TST se pronunciou. (E-RR . Ademais. 2..03.4. exatamente como prevê os artigos 466 do CPC e 899 da CLT que tratam. em 26. Art.2006. 769.69000-73. não se exigindo. 466 do CPC. Lei 6.03. HIPOTECA JUDICIÁRIA Requereu o autor. e tem por finalidade garantir o efetivo cumprimento da decisão condenatória.) Consiste.embora a condenação seja genérica. 475-J.. haja vista a predominância de lides que têm por objeto verbas de natureza alimentar. sob pena de penhora". 167. Ressalva-se. porque promove. Ao lançar mão do instituto da hipoteca judiciária.2010. Data de Julgamento: 12/12/2012. assegurando-se.496/07.0052. Pedro Paulo Manus. 466. a Seção I Especializada em Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho (SBDI-I).. notadamente em face do princípio da celeridade e da duração razoável do processo. DEJT 1º/7/2011) (.0000 .” (RR . sendo.o registro: 1) da instituição de bem de família. e sua inscrição pode ser determinada de ofício pelo juiz ou tribunal.Rel. O entendimento majoritário desta Corte é no sentido de que a hipoteca judiciária.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. do CPC. Nego provimento. inaplicável ao processo do trabalho a multa do art.

nasce para o vencedor a faculdade de fazê-la inscrever . Destaca-se que a hipoteca judiciária pode ser declarada pelo Magistrado. Por se tratar de efeito anexo da sentença. Não se exige.5. O art. Violações de lei e da Constituição e divergência jurisprudencial não configuradas. nos termos do art.2009. em consonância com a linha traçada pelas Súmulas nºs 219 e 329. sendo a CLT omissa. Por disciplina judiciária. Min. a hipoteca judiciária. há um direito do autor de inscrevê-la. A hipoteca judiciária é instituto asseguratório Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 estabelecido pela lei em favor da parte vencedora. Este tem o seguinte texto: . da CLT. o que o torna relevante em processo do trabalho. Min. Recurso de revista não conhecido. Precedentes. No presente caso. ao CPC.584/70..74. nos termos previstos no artigo 466 do CPC. Aloysio Corrêa da Veiga. 1ª T. IV/455). direito real de garantia.0110. 466 do CPC. contra o vencido. sentença que indeferiu a verba honorária. alegando que os honorários advocatícios lhe são devidos. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS Recorre o autor contra a r. A lei de .0042.03. 23 de Setembro de 2013 117 divergência jurisprudencial. A hipoteca judiciária é uma consequência inarredável da decisão condenatória. Recurso de revista não conhecido. para determinar a hipoteca judiciária dos bens alienáveis pertencentes às reclamadas. § 4º.18700-98... independentemente de o obreiro receber ou não salário superior ao dobro do mínimo legal.584/70. DEJT 3/6/2011) (. Rel. vale como meio preventivo da fraude à execução .ex vi legis. prescinde de pedido ou requerimento da parte interessada. curvo-me ao entendimento desta colenda Corte no sentido de que não há incompatibilidade do instituto da hipoteca judiciária com as normas que regem o direito do trabalho e.. 896.) (RR . na medida em que representa garantia de satisfação do crédito na futura execução do título judicial. 133 da Constituição Federal não revogou o jus postulandi. limitada ao montante da condenação. Moacyr Amaral Santos assegura que. Kátia Magalhães Arruda. não se pode olvidar que a própria Corte Suprema possui a Súmula n. A medida tem fundamento no art.(RR-43400-96.º 5. que a parte a requeira. como conseqüência do efeito principal e dispensa.5. Insta frisar que os indigitados verbetes jurisprudenciais trabalhistas não autorizam a ilação de que a simples apresentação de declaração de pobreza seria suficiente para o deferimento de honorários advocatícios.5. HIPOTECA JUDICIÁRIA. Recurso de revista de que não se conhece. O verbete jurisprudencial editado pelo Excelso Pretório sob o n. Em razão da lacuna na CLT . Rel. Recurso de Revista não conhecido. mas não o da assistência sindical. portanto. Vejamos. ARTIGO 466 DO CPC. Nesse passo.0048. entendo que a concessão de honorários advocatícios na Justiça do Trabalho não prescinde do preenchimento dos requisitos estabelecidos na Lei nº 5. APLICABILIDADE. eminentemente processual. 2ª T.(Com. desde que realizada a inscrição da hipoteca judiciária no cartório de registro de imóveis.. 2. Precedentes. APLICAÇÃO NO DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO.0139. uma vez que revela norma de eficácia contida. Significa dizer que a decisão constitui título suficiente para que o vencedor da demanda venha a ter.que não prevê nenhuma forma de garantia integral da condenação antes de seu trânsito em julgado .584/70. HIPOTECA JUDICIÁRIA. apenas nas hipóteses previstas na Lei n. DEJT 3/6/2011) HIPOTECA JUDICIÁRIA. prescinde até mesmo de pedido ou requerimento da parte interessada.(RR-61100. Maria de Assis Calsing.. (. o instituto comporta aplicação nesta Justiça Especializada (art.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 45.03.) HIPOTECA JUDICIÁRIA. que tem se firmado ao preconizar que é cabível a declaração de ofício da hipoteca judiciária para garantia da execução. em conformidade com a Súmula 450 do C. impõe-se a aplicação subsidiária da norma do artigo 466 do CPC. e sobre seus bens imóveis e certos móveis. Rel.0008. 466 do CPC.2010. cuja inscrição será ordenada pelo juiz na forma prescrita na Lei de Registros Públicos-. Embora seja efeito automático do próprio fato da sentença.2008. Afastando o caráter obsoleto do instituto. (RR-203600-95. DEJT 1º/7/2011) RECURSO DE REVISTA.03. 4ª T.consistente em dinheiro ou em coisa.A sentença que condenar o réu no pagamento de uma prestação.º 633. no processo do trabalho. Rel. Entretanto.º 5. Min. pedido da parte ou pronunciamento do Juiz. Guilherme Augusto Caputo Bastos. DEJT 24/6/2011) RECURSO DE REVISTA..0042.. a qual supre apenas o requisito da miserabilidade jurídica. 824 do Código Civil e no art.. Precedentes. Rel. Recurso de revista não conhecido. Min. o reclamante está assistido por advogado particular (fl. reconhecendo o cabimento dos honorários advocatícios. pelo só fato da publicação da decisão do magistrado ou do Tribunal. Não se adota. 44) e apresentou declaração de insuficiência econômica à fl. valerá como título constitutivo de hipoteca judiciária.2009. muito embora seu uso não tenha sido uma constante nesta Justiça Especializada. e tampouco exige a comprovação de dilapidação do patrimônio. consistindo dever do julgador determinar sua efetivação. DEJT 24/6/2011)” Frise-se. 466 DO CPC.5. (RR-194-21. independentemente de requerimento da parte interessada.. e OJ nº 305. Institui-se a hipoteca judiciária e. Rel. ART.) 2. Min. APLICABILIDADE AO PROCESSO DO TRABALHO E CONCESSÃO DE OFÍCIO.5. TST.5. 5ª T.. 6ª T. nesta Justiça Especializada. Recurso de revista não conhecido. 769 da CLT). EXECUÇÃO PROVISÓRIA.. DEJT 1º/7/2011) (. 3ª T. A decisão proferida pelo Tribunal Regional está em conformidade com a jurisprudência desta Corte Superior.03. 2ª ed. como querem alguns doutrinadores. Em que pese o respeito pelas abalizadas opiniões em contrário. ainda. dou provimento ao recurso. da SDI-I. que deve ser ordenada pelo juiz por meio de expedição de mandado em atenção a requerimento de especialização dos bens feito pela parte favorecida mediante decisão condenatória.2009.º 450 preconiza o pagamento de honorários advocatícios sempre que o vencedor for beneficiário de justiça gratuita. o princípio da sucumbência no Processo Trabalhista. consequentemente. podendo ser determinada de ofício. mas sim que esta declaração viabiliza o cumprimento do requisito da miserabilidade jurídica. mesmo.5.) (RR-199700-07. Trata-se de um dos efeitos secundários ou acessórios da sentença condenatória e se manifesta de forma automática. para a sua decretação. Incidência da Súmula nº 333 e do art. JULGAMENTO EXTRA PETITA. inclusive de ofício. o que se fará por simples mandado do Juiz. Por se tratar de imposição legal. quando outra utilidade não tenha.2007. por força da lei. nem tampouco que o órgão jurisdicional sobre ela decida. APLICABILIDADE NA JUSTIÇA DO TRABALHO. inclusive para assegurar o direito de sequela. todas do C. artigo 133 da CF e artigo 20 do CPC.03. Min.e da compatibilidade com a principiologia do processo do trabalho.. ao disposto na Lei n. Horácio Raymundo de Senna Pires.03. que tal medida processual não tem relação com a solvibilidade ou não da empresa ré. restringindo-se o pagamento dos honorários advocatícios. STF.. HIPOTECA JUDICIÁRIA. Lelio Bentes Corrêa.. (.3.

portanto. Novo valor da condenação arbitrado em R$ 30. Por sua vez. Custas no valor de R$ 600. sendo assim. no mérito. Isso posto. do C. o obreiro não se eximiria da incidência dos descontos previdenciários. TST. 23 de Setembro de 2013 118 regência exige a demonstração concomitante dos dois requisitos. respectivamente.350/2010.06.3.541/92. Em se tratando de contribuição previdenciária incidente sobre as verbas deferidas em decisão judicial. dar parcial provimento ao recurso do reclamante para determinar o pagamento de horas extras em relação ao labor em sábados. resultante de crédito do empregado oriundo de condenação judicial. Vejamos. é de se compreender que o imposto incidente sobre os rendimentos pagos. o ônus de seu pagamento. o art. sem dúvida. será retido na fonte no momento em que esses rendimentos se tornarem disponíveis para o reclamante. rejeitar a preliminar de coisa julgada e. FORMA DE CÁLCULO (redação do item II alterada na sessão do Tribunal Pleno realizada em 16. que é de quem aufere a renda e. não o conhecendo. o item II. 128 do CTN).000. que regulamentou a Lei nº 8. segundo o artigo 12-A da Lei n. 276. ocorre apenas no momento do pagamento do crédito trabalhista ao reclamante. do C. dar parcial provimento ao recurso da 1ª reclamada para reformar a r. COMPETÊNCIA.7. de tal arte que o reconhecimento de créditos trabalhistas não importará prejuízo ao trabalhador. 186 do CC. em relação à incidência dos descontos fiscais.04. seja calculada mês a mês. em execução de decisão judicial. sendo de responsabilidade do empregador o seu recolhimento (repasse ao Fisco) e não. 186 do CC. CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. §8. o referido desconto deve levar em consideração as cotas de responsabilidade de ambos os litigantes. com a redação dada pela Lei nº 12. 20 e 23. Em conformidade com o artigo 46. observado o limite máximo do salário de contribuição. a legislação fiscal vigente à época desse fato é que deve ser aplicada. é o trabalhador. com a redação dada pela Lei nº 12. De acordo com o item III. por maioria. se as verbas tivessem sido quitadas integralmente em suas épocas próprias. a condenação das reclamadas no pagamento dos encargos previdenciários. no decorrer da relação empregatícia.048/1999. tanto na vigência do contrato de trabalho ou fora dele. De qualquer sorte. artigo 790. se esse montante diz respeito a títulos contratuais devidos no passado e não adimplidos. do Decreto n º 3. 198. transferindo o respectivo encargo financeiro com o tributo para terceiros (art. Assim sendo. Recorre o autor. nos termos dos artigos 43 e 45 do Código Tributário Nacional. o recebimento se torne disponível para o beneficiário. alegando que. Custas no valor de R$ 600. férias + 1/3. mês a mês. nego provimento. Vejamos. caberá ao juízo da execução calcular o recolhimento imposto de renda de tais verbas levando em consideração o percentual que incidiria sobre cada parcela. mesmo que o trabalhador receba os haveres trabalhistas de uma só vez.00 (seiscentos reais). com reflexos no aviso prévio. Recorre o autor. §4º. caso fosse paga à época própria. da Súmula 368. Vencidos os Desembargador Lino Faria Petelinkar e Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi quanto aos tópicos vínculo .2012) . domingos e feriados alternados. 477.00 (seiscentos reais).212/1991. a condenação das reclamadas no pagamento dos encargos fiscais. requerendo. É do empregador a responsabilidade pelo recolhimento das contribuições previdenciárias e fiscais. da súmula 368.04. da Lei nº 8. Conforme exposto no dispositivo retro.713. Em outras palavras. portanto. no momento em que.713. a incidência do imposto de renda deve obedecer ao regime de competência (mês em que a parcela deveria efetivamente ter sido paga). FGTS + 40% e DSR. da CLT e.3. pelas reclamadas. não há mais razão para se falar em base de cálculo dos descontos fiscais sobre o montante das verbas trabalhistas Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 deferidas judicialmente. o sujeito passivo. Assim. limitada ao montante da condenação. Esse foi justamente o entendimento aplicado pelo juízo de origem.º 7.1994 e 20. RESPONSABILIDADE PELO PAGAMENTO.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. mantendo o benefício da gratuidade de justiça ao reclamante. Isso posto. no caso de ações trabalhistas. não havendo como transferir-se para a reclamada este ônus tributário. verbis: SUM-368 DESCONTOS PREVIDENCIÁRIOS E FISCAIS. 2. portanto.2001). de 22/12/1988. o encargo financeiro do empregado não pode ser transferido para o empregador. Nego provimento. DEJT divulgado em 19. se as verbas tivessem sido quitadas integralmente em suas épocas próprias. e não apenas a do reclamado.6. DESCONTOS PREVIDENCIÁRIOS O Juízo de origem determinou a observância da Súmula 368 do TST quanto ao tema em análise. por unanimidade. TST. determina que a contribuição previdenciária devida pelo empregado. 2. são indevidos os honorários advocatícios vindicados pelo recorrente. devendo ser calculadas. requerendo. não importando. pelas reclamadas. com adicional de 75% (previsão em ACT) para o labor extraordinário prestado nos sábado e de 100% aos domingos e feriados. nos termos do art. O fato gerador do tributo. sentença quanto ao deferimento da assistência judiciária gratuita. 181/2012.º 7.2012 I. da CLT e para determinar a hipoteca judiciária dos bens alienáveis pertencentes às reclamadas. 13º salário.000. no tocante à base de cálculo do adicional de periculosidade. em virtude de reconhecimento de créditos trabalhistas nesta Especializada. que será tributado como se tivesse recebido corretamente seus direitos. alegando que.03. em 14. nos termos do art. e. inclusive quanto aos rendimentos recebidos acumuladamente em virtude de decisão judicial. Nesse sentido. IMPOSTO DE RENDA O Juízo de origem determinou a observância da Súmula 368 do TST quanto ao tema em análise. independente do seu valor.Res. para o Fisco. omissis II.00 (trinta mil reais). aplicando -se as alíquotas previstas no art. 12-A da Lei n. nos termos do art.350/2010. conhecer do recurso ordinário do reclamante e conhecer parcialmente do recurso ordinário interposto pela primeira reclamada (TELEMAR). (ex-OJs nºs 32 e 228 da SBDI-1 – inseridas. Novo valor da condenação arbitrado em R$ 30. 3. nego provimento.00 (trinta mil reais). estas não ultrapassariam o valor mínimo da contribuição. por qualquer forma. de 22/12/1988. pois. inclusive quanto às alíquotas a serem utilizadas para o cálculo do tributo. nos termos do §3º. realiza a hipótese de incidência do imposto. bem como para determinar o pagamento da multa do art. estas não ultrapassariam o valor mínimo da contribuição. o Imposto de Renda incidente sobre os rendimentos pagos em cumprimento da decisão judicial será retido pela pessoa obrigada ao pagamento.º. porquanto somente por disposição expressa de lei é possível excluir a responsabilidade do contribuinte.

17.045/1. Em 26/10/2012.118.116/1. o juízo exequendo. in verbis: “SENTENÇA 1 . em razão de pane no sistema de informática do Banco Santander.152.1. Insatisfeito. instituição bancária do reclamante.0014 AGRAVO DE PETIÇÃO Agravante: RAMACCIOTTI ADVOGADOS ASSOCIADOS . dentre outras obrigações. a começar em 10/07/2012. 1. Com o valor do débito. etc. prolatada pela MM. em 03/12/2012. procedendo. à fl. Não obstante. ensejando a aplicação da multa e acarretando o vencimento das parcelas subsequentes.035. 2. O réu não foi intimado deste despacho.035. EXECUÇÃO.2013: Des. 1. Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente). considero que o atraso no pagamento caracteriza o inadimplemento do acordo.0014 Processo Nº AP-88900/2011-014-17-00. Em atendimento ao Provimento Consolidado da CGJT. pois presentes os pressupostos legais de admissibilidade recursal. 1. o juízo a quo. proferiu sentença extinguindo a execução. e. haver intimação do reclamado acerca do bloqueio realizado.168 pugnando pelo improvimento do apelo da reclamada. a pagar ao autor a importância líquida de R$ 120. às fls. que não admitiu os Embargos à Execução opostos pela reclamada.Nada sendo requerido. IMPOSIÇÃO DE PENALIDADE. Alega o autor atraso na quarta parcela do acordo.00 (cento e vinte mil reais). o réu peticionou.2011.2. pretendendo a reforma do julgado. 1. logrou êxito em arrecadar o valor remanescente da dívida. Procurador: Estanislau Tallon Bozi. 1. cuja ordem de bloqueio de ativos financeiros do devedor.126. em síntese.09. 1. no tocante à admissibilidade dos Embargos à Execução. I.1125. 1. Analisando o caso. já devidamente penhorado. nos termos do artigo 794. DESCUMPRIMENTO DE ACORDO. MÉRITO.116/1. CONHECIMENTO Conheço do agravo de petição interposto pela reclamada.2011. sendo partes as acima citadas. 3 . 4 .1. 5 . agora. relatados e discutidos os presentes autos de AGRAVO DE PETIÇÃO. em face de RAMACCIOTTI ADVOGADOS ASSOCIADOS. PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO. que apurou o débito remanescente. a aplicação da penalidade nos moldes do despacho de fl. Logo após.5. 1. também.Após. em face da r. instituição bancária do reclamante. Instrumentos de mandato. Às fls.032. respectivamente. 2 .00 (cento e vinte e seis mil reais). Des. Assim. o reclamado foi intimado em 30/01/2013 (fl. Lino Faria Petelinkar e Desembargadora Claudia Cardoso de Souza. então. dizendo que o escritório reclamado teve problemas no setor financeiro e que houve pane no sistema de informática do Bando Santander. julgo extinta a presente execução. Vistos.000. ou no primeiro dia subsequente. todo o dia 10. publicado no DEJT de 08 de Agosto de 2012.128). o reclamante informou que o reclamado incorreu em mora relativamente à 4ª parcela da avença. a penhora on line do aludido valor. efetuado com atraso.156/1. 1.EPP Agravado: JAYME FERNANDES JUNIOR Origem: 14ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . do CPC. 1030/1034 a reclamada comprova o pagamento da quarta parcela. À Contadoria para elaboração da conta. após a garantia integral da execução. 2. os autos foram encaminhados para a contadoria do juízo. sem.000. 35 e 167.17.035. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . procedimento que observa a gradação legal do artigo 655/CPC. 1. às fls. em que o reclamado se comprometeu.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. nos moldes do artigo 884 caput da CLT.5. requerendo a reconsideração do despacho de fls.030/1. É o relatório. insurgiu-se via Embargos à Execução. pleiteou o vencimento antecipado das demais parcelas e o pagamento de multa equivalente a 50%. não houve remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho para emissão de parecer. o afastamento da multa em virtude da mora ter ocorrido por motivo devidamente justificado (força maior).Expeçam-se os alvarás devidos pela guia de fls. inciso I do Código de Processo Civil. 1005/1006. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº AP-88900-35.TRT 17ª Região .” (grifos) Irresignado. assim decidiu à fl.0088900-35.00 (doze mil reais). Em audiência realizada no dia 22/06/2012 foi celebrado acordo entre as partes. tendo sido determinada. arquivem-se os autos com baixa na distribuição. in verbis: “Vistos.2.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA EMBARGOS À EXECUÇÃO.026/1. 23 de Setembro de 2013 119 empregatício no recurso do reclamante e multa do 475-J.Tratam os autos de execução de acordo descumprido. CABIMENTO. em 10 parcelas de R$ 12.118. o próprio reclamado noticiou que incorreu em mora. RELATÓRIO Trata-se de agravo de petição interposto pela reclamada.000. Às fls. outrossim. postulando o reconhecimento de vínculo empregatício e consectários legais. A decisão que impõe o pagamento de multa pelo descumprimento do acordo é impugnável via Embargos à Execução. decisão de fl. Razões da reclamada às fls. 1. Em 22/01/2013. A controvérsia tem origem em reclamação trabalhista proposta por JAYME FERNANDES JÚNIOR.6 Agravante Advogado Agravado Advogado RAMACCIOTTI ADVOGADOS ASSOCIADOS .027. conforme estipulado no acordo homologado. porque satisfeita a obrigação. postulando. 1. nos termos do artigo 794. consoante decisão de fls.EPP Sandro Vieira de Moraes(OAB: 006725 ES) JAYME FERNANDES JUNIOR Carlos Eduardo Amaral de Souza(OAB: 010107 ES) ACÓRDÃO . intimem-se as partes.050. 14ª Vara do Trabalho de Vitória/ES. FUNDAMENTAÇÃO 2. que foi indeferido pelo juízo de origem às fls. concernente ao cumprimento da quarta parcela referente ao acordo.165/1. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19. 1. execute-se. Justifica. totalizando o valor de R$ 126. às fls.Assim. da lavra da eminente Juíza Marise Medeiros Cavalcanti Chamberlain. Contraminuta do reclamante às fls.161. Após.” Desta decisão. em razão disso. a reclamada não comprova nenhuma de suas alegações. Após o aludido despacho de fls.

23 de Setembro de 2013 120 Contudo. Sustentação oral do Dr. 199/203. sentença de fls. sem que fosse necessária a realização de dobras pelos funcionários. a fim de apreciar o conteúdo dos Embargos à Execução.5. devendo o Embargante se valer do meio correto presente no ordenamento jurídico. a garantia integral da execução através da penhora de bens. à fl. em despacho de fl.7 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Réu Advogado ELTON DE JESUS BEDIM Luciene de Oliveira(OAB: 006081 ES) VIGSERV SERVICOS DE VIGILANCIA E SEGURANCA LTDA Roberto Lança Junior(OAB: 016691 ES) MUNICIPIO DE SERRA Anabela Galvão(OAB: 005670 ES) ACÓRDÃO . da lavra da eminente Juíza Denise Marsico do Couto. vencimento antecipado e bloqueio de conta bancária. sobretudo quando o empregador alega a existência de empregados para eventuais substituições. o reclamado somente teve ciência do bloqueio do saldo remanescente quando foi intimado da decisão que extinguiu a execução. a fim de apreciar o conteúdo dos Embargos à Execução. para oposição do remédio previsto no artigo 884 da CLT. não admitiu os Embargos à Execução opostos pela reclamada.0004 Processo Nº RO-94300/2012-004-17-00. ou seja. de que se efetivou bloqueio de numerário em sua conta. portanto. Procurador: Estanislau Tallon Bozi DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº RO-94300-26. requerendo seja negado provimento ao Apelo obreiro. dou provimento ao apelo.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA INÉPCIA DA INICIAL. por unanimidade. Assim. 116/118. sustentando que os Embargos à Execução são o meio adequado para impugnação da decisão que impôs multa. HORAS EXTRAS. qual seja. O termo inicial do prazo para oposição de embargos à execução é a data da intimação da parte. tendo oposto os Embargos à Execução em 04/02/2013 (sexta-feira). ao receber as respostas das instituições financeiras. NÃO CONFIGURAÇÃO. tal qual dispõe o artigo 89 Parágrafo único da Consolidação dos Provimentos da Corregedoria-Geral da Justiça do Trabalho (divulgada no DEJT de 17/8/2012). é necessário o preenchimento de requisito inafastável. Contrarrazões apresentadas pela reclamada. Porém. pelo juiz. 225/231. Tatiana Aarão de Moraes. motivo obstaculizador para oposição dos Embargos. em 30/01/2013 (quarta-feira). Portanto. 1. no momento em que o autor foi intimado pela primeira vez. Sendo assim. sendo partes as acima citadas. o juízo ainda não se encontrava integralmente garantido. teria havido motivo justificado de força maior para a mora no cumprimento da 4ª parcela do acordo. Como a garantia integral do juízo deu-se com o bloqueio on line da conta do reclamado. ou providenciará o desbloqueio do valor. que julgou procedentes em parte os pedidos formulados na inicial. dar provimento ao apelo para determinar o retorno ao juízo de origem. o reclamado interpôs Agravo de Petição.TRT 17ª Região . atendidos os requisitos do artigo 840 da CLT. revela-se suficiente à delimitação do pedido e ao seu julgamento. Assim. deixo de admitir os embargos à execução. no tocante à inépcia da petição inicial. e. Razões recursais do reclamante às fls. dentro do quinquídio legal.0094300-26. Vistos. por maioria. 89. o juízo a quo. conhecer do agravo de petição. in verbis: “Art.” (grifos) Conforme anteriormente narrado. Desembargadora Claudia Cardoso de Souza e Desembargador Lino Faria Petelinkar. o atraso no pagamento da 4ª parcela por motivo de força maior é circunstância que não descaracteriza o cumprimento integral do acordo celebrado entre as partes. no mérito. não há falar em inépcia da inicial. quitação ou prescrição da divida” (§1º) ou também poderá impugnar a sentença de liquidação (§2º). Em atendimento ao Provimento Consolidado da CGJT.17. pelo agravante. in verbis: “O Executado apresenta Embargos à Execução com o intuito de contestar a decisão proferida por este Juízo às fls. em face da r. com relação às horas extras. Parágrafo único.5. 213/218. 1. sendo.2012. Segundo dispõe o artigo 884 da CLT a matéria arguível via Embargos à Execução deve ser restrita às “alegações de cumprimento da decisão ou do acordo. segundo o réu. por ocasião da realização de escalas extras. para determinar o retorno ao juízo de origem. A indicação de labor extraordinário. na média de dez dobras ao mês. Portanto. sobre a imposição da penalidade.0004 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: ELTON DE JESUS BEDIM Recorridos: VIGSERV SERVICOS DE VIGILANCIA E SEGURANCA LTDA MUNICIPIO DE SERRA Origem: 4ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . emitirá ordem judicial eletrônica de transferência do valor da condenação para conta judicial. Vejamos. a decisão que impõe o pagamento de multa pelo descumprimento do acordo é impugnável via Embargos à Execução. às fls. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19/09/13: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente). 4ª Vara do Trabalho de Vitória/ES. Não merece admissão. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO.” Irresignado.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. em estabelecimento oficial de crédito. prolatada pela MM. visto que o recurso em tela não é o adequado para reformar a decisão impugnada. 3CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 do Trabalho da 17ª Região. pretendendo a reforma do julgado. o prazo para oposição dos Embargos à Execução somente teve início com a sua intimação. Carlos Eduardo Amaral de Souza. (caput) Sucede que.035.2012. Ou melhor. e que eventual labor extraordinário era registrado no controle e freqüência e devidamente pago ao final do mês. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante ELTON DE JESUS BEDIM. Vencida a Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi. ante os termos da fundamentação supra. por entender tratarse do meio de impugnação incorreto. pois. pelo agravado e da Dra. publicado no . à responsabilidade subsidiária e aos honorários advocatícios.052. O juiz. observo que o questionamento do reclamado subsume-se estritamente na hipótese de “cumprimento da decisão ou do acordo” prevista no artigo 884 §1º da CLT. segundo o reclamado. à rescisão indireta do contrato de trabalho.17.

INÉPCIA DA PETIÇÃO INICIAL. Ademais. parcialmente. Considero as contrarrazões apresentadas pela reclamada. 840/CLT. Desembargadora Claudia Cardoso de Souza e Desembargador José Luiz Serafini. com suas narrações. Pelo exposto. nos termos do artigo 515. É o relatório. às fls. entendo que houve causa de pedir. que: “Inobstante a jornada acima. As demais matérias impugnadas no recurso ordinário do reclamante serão analisadas oportunamente. HORAS EXTRAS.labor em feriados. acrescentando que “a empresa dispõe de pessoa em caráter fixo em situação de “stand by”. FUNDAMENTAÇÃO 2. inclusive aquelas decorrentes da supressão do intervalo intrajornada e pagamento pelos feriados e domingos laborados em dobro. como entender de direito.2. pois tempestivas e regulares. na medida em que sustentou a realização de 10 dobras ao mês. deve a petição ser indeferida. § 3º. por três razões: . na justiça do trabalho. tendo em vista tratar de matéria de fato. embora de forma sucinta. ao declinar os fatos elencados na inicial. O autor. de 08:00 as 18:00 em escala 5X2. (. Procurador: Estanislau Tallon Bozi DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº RO-94800-20. asseverou o obreiro. e. porquanto presentes os pressupostos legais de admissibilidade recursal.CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. alegando que. do CPC. MÉRITO 2. nos termos do § 3º. quando asseverou que “realizava uma média de 10 dobras por mês em ESCALA EXTRA”. 282/CPC. do CPC. permanecido em escala 12X36 das 06:00 as 18:00horas sem intervalo e. em defesa. dou provimento ao recurso obreiro para afastar a inépcia do pedido de horas extras. há causa de pedir. (. afasta-se a inépcia do pedido de horas extras. conhecer do recurso ordinário interposto pelo reclamante e. Desse modo. I.1. IV c/c art 295. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19/09/13: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente).realização de 10 dobras ao mês em escala extra.. tendo o rte. férias e/ou outras eventuais ausências. Aliás.C MARCON ADVOGADOS ASSOCIADOS Aretusa Pollianna Araujo(OAB: 010163 ES) KARYNNA FRANCO ESPINOSO BRASCOBRA CENTER LTDA Aretusa Pollianna Araujo(OAB: 010163 ES) L.) No que tange ao pedido de pagamento de horas extras efetivamente laboradas pelo autor. quanto ao pedido de pagamento em dobro pelos domingos e feriados laborados (letra h da exordial) e de pagamento de horas extras efetivamente laboradas pelo autor. bem como se consagra o Princípio da Simplicidade nos termos do art. § 1º da CLT. ao contrário do apontado no decisum. possibilitar que a demandada se defenda das alegações.1. a preliminar e extingo o processo. o que foi alterado tão somente a partir de JANEIRO/2012. como entender de direito. o que também impede o pleno exercício da ampla defesa pela parte ré. § único.2. Acolho. 3. § 3º. estando a exordial trabalhista em perfeita harmonia com o art. não ocorre qualquer das hipóteses abstratamente previstas na norma processual..2011. por unanimidade.5.0007 Processo Nº RO-94800/2011-007-17-00. o rte. conforme se infere da inicial.supressão do intervalo intrajornada. revelando-se respeitado. como entender de direito. ambos do CPC.” Sendo assim. Bom. o contraditório. portanto. sem a efetiva contraprestação pecuniária pela reclamada. asseverou que todas horas extras foram devidamente registradas e pagas.. para declarar a inépcia da inicial. remanejado Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 para a RESERVA. Suspeição do Desembargador Lino Faria Petelinkar. Com relação ao pedido de condenação da reclamada ao pagamento de horas extras. com a remessa dos autos à Vara de Origem. e da Informalidade. 840. no que é pertinente ao pedido de pagamento de horas extras. o autor postulou o pagamento de horas extras. in casu. . do CPC. à disposição como reserva operacional destinada à cobertura eventuais necessidades em postos de trabalho. não havendo qualquer motivo. Há apenas causa de pedir quanto ao pagamento de horas extras pela supressão do intervalo intrajornada.. com o retorno dos autos à Vara de origem. que representa uma mitigação à Teoria da Substanciação que informa o art. no tocante às dobras supostamente realizadas em escalas extras. no mérito. mas não quanto ao pagamento de horas extras.C MARCON ADVOGADOS ASSOCIADOS . deve. não houve remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho para emissão de parecer. No caso dos autos. faltas programadas ou imprevistas. dar provimento ao apelo obreiro para afastar a inépcia da inicial. determinar o retorno dos autos à Vara de origem. obstando a elaboração satisfatória da peça de resistência. não sendo necessária a utilização de pessoal em regime de sobrejornada (o que se daria em caráter de horário extraordinário além do horário do término da escala ou em dia de folga) para tal finalidade”. inclusive quanto àquelas decorrentes da supressão do intervalo intrajornada. argüida pela ré. sob os seguintes argumentos: “Arguiu a reclamada a inépcia da inicial no que alcança os pedidos de pagamento de horas extras.” Dessa decisão. não há o rigor formal do processo civil. em defesa. no tocante às dobras supostamente realizadas em escalas extras. portanto. nos termos do artigo 267. 23 de Setembro de 2013 121 DEJT de 08 de Agosto de 2012. a fim de que julgue o pleito. 04 e 05 da inicial. jornadas extras. a fim de que proceda ao julgamento do referido pleito. do artigo 515. verifico que a reclamada. nos termos do artigo 515. A r. quando realizava escalas extras. .17.) In casu. realizava uma média de 10 DOBRAS ao mês em ESCALA EXTRA.8 Recorrente Advogado Recorrido Plurima Autor Advogado Plurima Réu L. na inicial. sem resolução do mérito. evidencia a exordial a ausência de causa de pedir nesse sentido também. em decorrência das dobras. CONHECIMENTO Conheço o recurso ordinário interposto pelo reclamante. sentença de origem acolheu parcialmente a preliminar de inépcia da petição inicial. no tocante ao labor extraordinário. vale ressaltar que. no tocante às dobras supostamente realizadas em escalas extras. 2. Se há situações em que a narrativa dos fatos não propiciar a impugnação específica por parte da ré. fazendo um breve histórico.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. insurge-se o autor. no tocante ao labor em sobrejornada. a fim de que proceda ao julgamento do referido pedido. por elastecimento da jornada.

MÉRITO DO RECURSO ORDINÁRIO DAS RECLAMADAS 2.00 (setecentos reais) e diante dos depoimentos das testemunhas. A primeira delas consistia em uma dobra do salário. Incidência do princípio da primazia da realidade. estes faziam o repasse. complementada pela r. a reclamante reiterou os argumentos da inicial. à responsabilidade pelos encargos decorrentes da contribuição previdenciária e à assistência judiciária gratuita. a título de produtividade.00 (mil e duzentos reais). Em manifestação à contestação. deferiu a integração do referido valor na remuneração da autora.0007 RECURSO ORDINÁRIO Recorrentes: L.5. A participação nos lucros encontra-se vinculada a um único critério.C MARCON ADVOGADOS ASSOCIADOS E OUTRO KARYNNA FRANCO ESPINOSO Recorridos: KARYNNA FRANCO ESPINOSO L. relativamente à participação nos lucros. e. às fls.200. aos lucros da empresa. às fls. requerendo seja negado provimento ao apelo obreiro. correspondente ao alcance de metas semanais. à majoração da indenização por dano moral decorrente de assédio moral e aos honorários advocatícios. recorrem as reclamadas. paga com habitualidade. Considero as contrarrazões apresentadas pela reclamante e pelas reclamadas. pois presentes os pressupostos legais de admissibilidade. que julgou procedentes em parte os pedidos formulados na inicial. Razões recursais das reclamadas. como a cópia de sua declaração de imposto de renda. contudo. alegando que as parcelas de R$ 700. à fl. como advogada. 23 de Setembro de 2013 122 Plurima Réu Advogado Plurima Autor Advogado BRASCOBRA CENTER LTDA Aretusa Pollianna Araujo(OAB: 010163 ES) KARYNNA FRANCO ESPINOSO Carla Cibien Guaitolini(OAB: 012530 ES) ACÓRDÃO . prolatada pela MM. às fls.1PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS Na exordial. Contrarrazões apresentadas pelo reclamante. ADVOGADO EMPREGADO. a integração da suposta dobra salarial. pleiteando a reforma do r. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. 25/253. 245-251v. É o relatório. qual seja. que o pagamento extrafolha deve ser corroborado por prova contundente. dividida entre comissão e DSR.TRT 17ª Região . ainda. sendo partes as acima citadas. R$ 200. Sustentaram. ante a confissão das rés quanto ao pagamento da bonificação de R$ 700. percebendo salário mensal de R$ 1. 261-268.00 (duzentos e cinqüenta reais) pela quarta semana. Instrumentos de mandato. 229. JORNADA DE TRABALHO. DEDICAÇÃO EXCLUSIVA. decisum. à fl. R$ 150. a segunda. no particular. de um valor para a equipe do jurídico – R$ 700. sentença de fls. Em atendimento ao Provimento Consolidado da CGJT. paga da seguinte forma: “Se batesse a meta semanal recebia R$ 100. enquanto a gratificação configura parcela fixa. as reclamadas negaram a existência de pagamento “por fora”.0094800-20. 218/228. Razões do recurso ordinário da reclamante. ou extratos bancários. o que não foi feito. e de custas processuais. 201-205v.” Aduziu que sempre bateu todas as metas. tratando-se de mera liberalidade dos sócios da empresa. Estando o pagamento da parcela pelo empregador. Em defesa. RECURSO ORDINÁRIO DA RECLAMANTE. requereu a condenação desta ao pagamento das diferenças da real remuneração em todas as verbas rescisórias.00 (cento e cinqüenta reais) pela segunda semana. VINCULAÇÃO À PRODUTIVIDADE. 231-242. paga quando a reclamante batia a meta mensal. bem como do DSR suprimido. o que totalizava o valor de R$ 700. não houve remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho para emissão de parecer. publicado no DEJT de 08 de Agosto de 2012.2. resta evidente o regime de dedicação exclusiva. Inconformadas. Alegou que durante todo o contrato de trabalho recebeu duas complementações salariais pagas por fora.00 (duzentos reais) pela terceira semana e R$ 250. sendo que a partir de fevereiro de 2009.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA RECURSO ORDINÁRIO DA RECLAMADA. Contrarrazões apresentadas pelas reclamadas. porquanto tempestivas e regulares. DESCARACTERIZAÇÃO. cuja natureza é indiscutivelmente salarial. cujos valores constavam nos contracheques e se incorporavam ao salário para todos os fins.2011. 230. quando da distribuição mensal dos lucros aos sócios. propugnando pela manutenção da sentença. em virtude de começarem a pagar comissões em razão de metas de produtividade. 7ª Vara do Trabalho de Vitória/ES.17. FUNDAMENTAÇÃO CONHECIMENTO Conheço dos recursos ordinários interpostos pelas partes. narrou a reclamante ter sido contratada pela 1ª ré em 05/11/07. razão pela qual improcede o Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . condicionado ao trabalho e a produtividade. ao dano moral. 214-214v.C MARCON ADVOGADOS ASSOCIADOS E OUTRO Origem: 7ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . caso todos as metas fossem batidas. no tocante ao pagamento do repouso semanal remunerado sobre gratificação. PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Indeferiu. às fls. Aduziram que esta distribuição de lucros parou de ser paga a partir de maio de 2008. mormente por tornar inviável o exercício de outras atividades. ante a manobra da 1ª reclamada para burlar a legislação trabalhista e evitar o pagamento de impostos. de modo que. na medida que a prova oral demonstrou que o seu pagamento era realizado no contracheque.00 (setecentos reais) por mês. Alegaram que. e que pode ter como critério a produtividade do trabalhador. decisão dos embargos declaratórios de fls. na realidade.00 (cem reais) pela primeira semana. acrescentando que as reclamadas confessaram que a reclamante sempre batia suas metas e recebia por elas. O Juízo de origem. da lavra da eminente Juíza Rosaly Stange Azevedo. Estabelecendo o contrato de trabalho firmado pela reclamante uma jornada diária de 8 horas. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelas reclamadas LC MARCON ADVOGADOS ASSOCIADOS e BRASCOBRA CENTER LTDA e de recurso ordinário interposto pela reclamante KARYNNA FRANCO ESPINOSO. pretendendo a reforma do julgado. em face da r. Comprovantes de recolhimento de depósito recursal.00 (setecentos reais) no caso da reclamante . às fls.que não se confundia com salário ou comissão.00 (setecentos reais) pagas à reclamante correspondem à participação nos lucros da empresa. resta configurada a gratificação. sendo dispensada sem justa causa em 02/07/09. Vistos. esta passou a ser paga no contracheque. às horas extras.

00 (dois mil reais).1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. e de Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 forma benéfica à trabalhadora. exigindo que a agressão ultrapasse as barreiras da normalidade e dos fatos corriqueiros possíveis de acontecimento no cotidiano.. caso não fossem alcançados os objetivos traçados. depreende-se que a cobrança foi realizada de forma geral e igualitária a todos os empregados. deverá integrar a remuneração do empregado para todos os efeitos legais. o pagamento mensal à reclamante do valor de R$ 700.” Desta forma. Além disso. baseado nos depoimentos das testemunhas.2ASSÉDIO MORAL. portanto.) parcelas contraprestativas pagas pelo empregador ao empregado em decorrência de um evento ou circunstância tida como relevante pelo empregador (gratificações convencionais) ou por norma jurídica (gratificações normativas). Revista LTr. Vilja Marques (in Um fenômeno chamado psicoterrorismo. por sua vez.. Vejamos. que recebe comissões/prêmios em razão do alcance de resultados. 819). o valor recebido pela reclamante não se configura em participação nos lucros. Sustentaram que a cobrança de resultados não é ilegal. 2004. aos lucros da empresa. Informaram que a autora foi demitida em razão de corte de pessoal e redução do quadro de colaboradores. Muito se discute atualmente sobre o assédio moral no ambiente de trabalho. porquanto seu pagamento é condicionado unicamente à produção da autora. e nexo de causalidade entre a conduta ilícita e o dano experimentado. prova disto é que a reclamante recebia comissão em quase todos os meses. Nego provimento. de natureza salarial. da direção da empresa. assume o caráter salarial e. que a sentença de origem não se fundamentou em prova robusta. No caso dos autos. ao argumento de se tratar de participação nos lucros. em suas razões recursais. de maneira geral. enquanto a gratificação configura parcela fixa. durante a jornada de trabalho e no exercício das funções profissionais”. p. que se caracteriza. a teor do art. A participação nos lucros.” (Terror Psicológico no Trabalho. sem qualquer particularidade no que se refere à pessoa da reclamante. (.. justificam sua não integração. com exposição de sua honra... a participação nos lucros encontra-se vinculada a um único critério. Aduzem que não estão presentes os requisitos caracterizadores do assédio moral. Conforme lições de Márcia Novaes Guedes: "No mundo do trabalho. paga com habitualidade. a reclamante. dignidade e imagem. ainda. sustentam que. além de ameaça de dispensa. publicado em 31/05/2011). alegaram não existir qualquer comprovação de assédio ou dano causado. Neste sentido.)" Já a gratificação. até maio de 2008. segundo Arnaldo Süssekind. Rel. a reclamante noticiou que era diariamente pressionada a bater as metas exigidas. pugna pela majoração da indenização decorrente do assédio moral. dos depoimentos das testemunhas. morais e existenciais da vítima. colaciono o arresto do TRT da 14ª Região: “GRATIFICAÇAO POR PRODUÇAO. repetitivas e prolongadas. sem relatar um caso concreto. Pois bem. Em manifestação à contestação. como almejam as reclamadas.. que traduzem uma atitude contínua e ostensiva perseguição que possa acarretar danos relevantes às condições físicas. arbitrou em favor da reclamante indenização no valor de R$ 2. mobbing significa todos aqueles atos comissivos ou omissivos. chefe. com o qual se lhe garante uma parcela dos lucros auferidos pelo empreendimento econômico do qual participa. XI.. sendo promovida dentro dos limites da lei e da ética profissional..00 (setecentos reais). paga habitualmente. A gratificação denominada pela empresa de "prêmio produção". desprovida. As reclamadas. a caracterização do dano na esfera moral ainda exige o preenchimento de outros requisitos: ato ilícito decorrente de conduta praticada pelo empregador ou seu preposto. (.000. pela prática sistemática e reiterada de atos hostis e abusivos por parte do empregador ou dos demais colegas de trabalho. psíquicas. INTEGRAÇAO AO SALÁRIO. jul. que dispõe que a participação nos lucros não possui qualquer vinculação com o salário. como tal. por exemplo) ou fatos empresarialmente considerados significativos (elevação excepcional dos lucros em determinado exercício. em seu apelo. superior hierárquico ou dos colegas. e sim em gratificação. degradando as condições de trabalho e comprometendo o desenvolvimento da atividade laboral. em defesa. leciona que psicoterrorismo ou assédio moral “é a exposição dos trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes e constrangedoras. “in verbis”: “(. Por sua vez. (Processo nº 0001066. As reclamadas não negam ter havido. As reclamadas. atitudes.. na prática trabalhista como atos empresariais de liberalidade em favor dos respectivos empregados. 23 de Setembro de 2013 123 deferimento de sua integração ao salário.) método de remuneração complementar do empregado. a partir de eventos socialmente considerados relevantes (festas de fim de ano. 68-07. qual seja. insurgem-se as partes. (.000. gestos e comportamentos do patrão. não inferior a R$ 31. Embora ainda não tipificado na legislação federal trabalhista. p. que o fato trazido pela reclamante para fundamentar seu pleito nada mais é do que mera exigência para o alcance de metas empresariais. a reclamante aduziu que ilegal não é cobrança de resultados. e que pode ter como critério a produtividade do trabalhador. com o objetivo de atingir sua integridade física e/ou psicológica. DANO MORAL (matéria analisada em conjunto com o recurso ordinário da reclamante) Na inicial. 2. e todos os seus direitos rescisórios foram devidamente pagos. Sem razão. Assim. com excessos e humilhações. redução de custos. consistindo suas alegações em afirmações evasivas. pelos quais ficou demonstrada a cobrança excessiva para atingimento de metas. O dano moral pressupõe um ato ilícito que afete a esfera psíquica do autor. Aduziram que as metas não eram inatingíveis. conforme lição de Maurício Godinho delgado consiste em. nos meses em que as metas foram alcançadas. Contudo. por exemplo). em face de determinado trabalhador.. HABITUALIDADE. O Juízo de origem. 7º. Sustentou que todos os dias recebia e-mails cobrando produção. decorrente do assédio moral sofrido. ou seja. com trabalhos exaustivos e sob a vigilância constante dos sócios das reclamadas. LTR. prejuízo suportado pelo empregado. sentença vergastada.2. Juiz Federal do Trabalho Convocado Shikou Sadahiro. da CF/88.. o . mas sim a forma como as reclamadas procedem a essa cobrança. consiste em "(. fato que não se pode atribuir mais do que mero aborrecimento. Sustentam.) As gratificações surgiram. Dessa decisão. mediante o alcance das metas estatuídas. 2ª ed. 32). requereu indenização a título de danos morais. incólume a r.)” Assim. de gerente. para que seja concedida no valor mínimo de 10 (dez) vezes o salário recebido.00 (trinta e um mil reais).

20) nunca presenciou a autora sendo ameaçada de dispensa caso não batesse metas [. sofrimento ou humilhação que. o assédio moral caracteriza-se como uma injustificada conduta de perseguição contínua. O i. notadamente. Ante o exposto. não havendo qualquer notícia de perseguição direta contra a reclamante.] que havia uma pressão geral na empresa de que se o funcionário não atingisse as metas seria demitido.. referido comportamento não era direcionado à pessoa da reclamante. a prova oral demonstrou que. que causava pressão psicológica nos empregados.. com base nos artigos 186 e 927 do Código Civil. TST. Quanto à aplicação do valor histórico à cota parte devida pelo reclamante. as próprias testemunha da autora foram claras e uníssonas ao afirmar que a cobrança pelo cumprimento de metas era realizada de forma geral e homogênea a todos os empregados.. de fato. para afastar a condenação em danos morais decorrentes de assédio moral. aborrecimento. à vida e à segurança (art. Alega que a súmula 368 do TST atribui o ônus do pagamento da quota previdenciária às partes respectivas. não havendo qualquer ressalva quanto aos encargos (multas. 13) nunca viu ninguém vigiando o trabalho da autora mais do que o trabalho dos demais advogados. constrangimento. observado o limite máximo do . fazendo expressa referência ao valor total apurado em liquidação de sentença. corriqueira e repetitiva no ambiente de trabalho.. revendo entendimento anterior. o que culminou com o arquivamento dos mesmos”.. 12) pelo que o depoente percebia a autora tinha uma cobrança de metas igual a dos demais advogados. Vejamos o que disse a Sra. o referido desconto deve levar em consideração as cotas de responsabilidade de ambos os litigantes. que as reclamadas arquem com os encargos fiscais e previdenciários devidos. que o referido gerente também circulava pelo escritório surpreendendo os empregados constantemente por ficar parado atrás dos mesmos enquanto estes desempenhavam suas atividades. independente do seu valor. in verbis: “[. causando-lhe aflições. Sem razão. que não acolhia a tese de que os descontos previdenciários devidos pelo empregado fossem feitos apenas pelo valor histórico. em conformidade com o disposto no art. para que seja excluída da condenação a responsabilidade pelo pagamento dos encargos decorrentes das contribuições previdenciárias. curvo-me ao julgamento pacificado pelo C. alegou nunca ter presenciado qualquer atitude humilhante e desrespeitosa para com a reclamante e tampouco perseguição: “[. a segunda testemunha das rés. Carlos Alberto Gonçalves. condenando as reclamadas a arcarem somente com os juros. Assim. 395 do CC [.. Mero dissabor. determina que a contribuição previdenciária devida pelo empregado. seja calculada mês a mês. ainda. interfira intensamente no comportamento psicológico Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 do indivíduo. como argumento para comprovação da existência de assédio. porquanto somente por disposição expressa de lei é possível excluir a responsabilidade do contribuinte. Primeiro. Contudo. juros e correção monetária). No caso em apreço. sendo tal postura encarada como uma forma de pressão pela depoente [. e não apenas a do reclamado.048/1999.. §4º.. a multa e a correção monetária sobre tais contribuições. as agressões morais devem ocorrer de forma direcionada...]” Assim.] 19) não recebiam advertência caso não cumprissem metas. arrolada como testemunha pela reclamante: “[. não há nos autos prova de que a autora tenha sofrido. que regulamentou a Lei nº 8... o art.2. vexame ou desprezo.212/1991. sentenciante de piso acolheu parcialmente o pedido. multas e correção monetária decorrentes do atraso no recolhimento das contribuições previdenciárias. Deuzivam da Silva Souza. De acordo com o item III. angústia e desequilíbrio em seu bem estar. 2. III. nego provimento ao recurso da reclamante e dou provimento ao recurso das rés. que “o desligamento da reclamante se deu sob a acusação de que teria deixado alguns processo de busca e apreensão e reintegração de posse sem andamento. ocasionando graves transtornos à saúde do trabalhador e dificuldades para a realização do serviço. foi o depoimento da Sra. segundo o Prof. também indicada pela reclamante: “[. tanto na vigência do contrato de trabalho ou fora dele. Requereu. Além disso. havia uma cobrança exacerbada para o alcance de metas.. como alega. da súmula 368. pleiteando a reforma da sentença. "Só se deve reputar como dano moral a dor. TST. tenha sido vítima de perseguição ostensiva. assim.] Os empregados não podem ser responsabilizados pelos encargos decorrentes do atraso da empregadora no recolhimento das contribuições previdenciárias. porque não há provas nesse sentido. por disciplina judiciária. TST. In casu. pois. vexame. o encargo financeiro do empregado não pode ser transferido para o empregador. 5º. ao bem estar e à justiça (Preâmbulo da Constituição). porém não haveria uma punição por este motivo.212/93 não prevê qualquer teto a ser respeitado. mágoa. fugindo à normalidade. 23 de Setembro de 2013 124 assédio moral e seus efeitos indenizatórios derivam diretamente da Constituição da República. a reclamante aduziu que. como o Imposto de Renda.] nunca presenciou nenhuma situação em que a autora tenha sido desrespeitada ou tratada de forma humilhante. devendo o autor somente sofrer o desconto pelo valor histórico da contribuição. sobre elas não incidiriam tributos. CF). para a configuração do dano. E nem se alegue. as parcelas fiscais e previdenciárias não foram recolhidas corretamente e que. do C. voltada contra um indivíduo específico. no caso de ações trabalhistas. que a depoente era vigiada e diziam que nos outros setores o mesmo acontecia. pois estas situações são efêmeras e não chegam ao ponto de romper o equilíbrio psicológico.3CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA Na inicial. [.. da súmula 368. [. Sr. Neste diapasão. desde que o empregador comprovasse o recolhimento da parte que lhe coubesse. por não ter sido o contrato de trabalho devidamente registrado. que firma como seus princípios cardeais o respeito à dignidade da pessoa humana (art. 128 do CTN). 1º. o obreiro não se eximiria da incidência dos descontos previdenciários. no item III. uma vez que o art. Laura Clara Nascimento Perim. do C.. aplicando -se as alíquotas previstas no art. Lídia Maria da Silva santos. 43 da Lei 8. 276. transferindo o respectivo encargo financeiro com o tributo para terceiros (art. por ato ou omissão das reclamadas. irritação ou sensibilidade exacerbada estão fora da órbita do da moral". se tivesse recebido as parcelas ora postuladas mês a mês.]” Ademais. do Decreto n º 3.. Em se tratando de contribuição previdenciária incidente sobre as verbas deferidas em decisão judicial.] que havia metas a cumprir estabelecidas pelo superior imediato (gerente) que ameaçava constantemente de demissão os advogados que não as cumprisse.] que nunca viu alguém falando para a reclamante que se não produzisse seria demitida” (grifei) No mesmo sentido. 198. mas se estendia a todos os empregados das rés. CF). ou. Desse modo. condeno a reclamada a arcar com os juros..1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.. caput.]” Insurgem-se as reclamadas. Conforme dito anteriormente.

Nego provimento. o reclamante não preenche os requisitos da Lei n. 790. MÉRITO DO RECURSO ORDINÁRIO DA RECLAMANTE 2. sendo incontroversa a periodicidade mensal da gratificação de R$ 700. quanto ao período do contrato de trabalho que antecede a alteração do artigo 43 da Lei n. pagas mensalmente à reclamante. sentença prolatada: “A justiça gratuita tem previsão no artigo 790. Desta decisão. implicaria em duplo pagamento (bis in idem).212/91. Alega que a r. pois agrava a situação do contribuinte. dou provimento parcial para determinar que.2HORAS EXTRAS APÓS A 4ª DIÁRIA Sustentou a reclamante. fato suficiente para o deferimento do benefício da justiça gratuita. não repercutem no cálculo do repouso semanal remunerado. 457. ou seja. Vejamos. CÁLCULO. o artigo 195. e a regra deste último para aquele que abrange o período de sua vigência (a partir de 03/03/2009). tratando-se de institutos diversos. décimo terceiro.048/99. Pela natureza jurídica que ostenta.048/99 para o período do contrato de trabalho que antecede a alteração do artigo 43 da Lei n. TST.Res. §3º. Destarte. indevido o reflexo no RSR.941/2009). norma coletiva ou mera liberalidade do empregador. No tocante às contribuições previdenciárias decorrentes de créditos reconhecidos em sentença.11. Ademais. em 14. III. 7º da Lei n. 790 da CLT. 5. que considerou a data da prestação de serviços como fato gerador das contribuições previdenciárias incidentes sobre as verbas resultantes de decisões em reclamatórias trabalhistas. 14 da Lei n. atualização monetária e multas. porquanto a reclamante não atende a ambos requisitos legais.00 (setecentos reais). nos termos do art. como férias. TST. publicada em 04/12/2008. pagas mensalmente. da CLT. de fato. Nesse sentido. Pois bem. quais sejam. assim. na prática. sentença de primeiro grau. ficando a cargo da empresa o pagamento de juros. com intervalo de almoço de 1h15min.941/2009. da CLT. por ter deferido o pagamento do RSR referente às comissões constantes nos contracheques. ante o princípio da anterioridade. nas demais verbas trabalhistas. alínea “a”. não ter condições de pagar as custas processuais do processo sem prejuízo do seu sustento próprio ou de sua família. 2.3. e convertida na Lei 11. de maneira que a nova regra previdenciária somente será aplicada às prestações de serviço realizadas a partir de 03 de março de 2009 (90 dias após a publicação da MP). trabalhava três dias da semana até às 19h e os outros dois até às 20h.” Sustentam em seu apelo que. declarou.03. 23 de Setembro de 2013 125 salário de contribuição. Assim.212/91 (05/11/2007 a 02/07/2009). Assim. 14 da Lei n. em sua peça de ingresso. ou declaração. Em primeiro lugar. recorre a reclamante. sendo a contribuição previdenciária do empregado calculada pelo valor histórico. 605/49 dispõe que a parcela paga mensalmente já remunera o repouso semanal.584/70. de segunda a sexta. § 6º. da Constituição da República. respectivamente.00 Com fulcro na Súmula 225 de C. que não está em condições de pagar as custas do processo sem prejuízo do sustento próprio ou da família. 43. extrafolha. à fl.2003 As gratificações por tempo de serviço e produtividade. Isso posto. 5. 8. Preenchidos os requisitos legais. a partir de 03/03/2009.º 5. na liquidação da sentença. a incidência dos juros e multa sobre as contribuições previdenciárias observe o prazo estipulado no artigo art. O requisito foi observado pela autora à fl. que seu horário contratual de trabalho era das 8h às 18h. Quanto à apuração dos juros e multa. Com efeito. nos termos do art. que alterou o artigo 43 da Lei 8. reflete. ante o princípio da irretroatividade. verbis: SUM-225 REPOUSO SEMANAL. 26. deveria também ter deferido o pagamento do RSR sobre a gratificação de R$ 700. nos termos do art. a assistência sindical e miserabilidade jurídica. da Lei 8. ensejando o enriquecimento sem causa. Asseveram. parágrafo 3º da CLT. esclareço que o que foi deferido à reclamante foi benefício da justiça gratuita e não a assistência judiciária gratuita. sentença de piso. §1º. considerando que o contrato de trabalho do reclamante abrange período anterior e posterior à vigência da Lei 11. somente pode ser aplicável aos fatos ocorridos após a sua vigência. multas e correção monetária. 8. 26. importando somente na isenção de custas. o prazo do artigo 276 do Decreto 3. Segue a r. na liquidação da sentença.00 (setecentos reais). concedeu à reclamante o benefício da justiça gratuita. As gratificações são parcelas salariais pagas em razão de condições especiais. bastando prova de percebimento de salário igual ou inferior ao dobro do mínimo legal. DJ 19. o art. enquanto a assistência judiciária gratuita exige a presença dos requisitos do art. incumbe ao empregador o pagamento de juros. da Constituição da República. Em suma. a necessidade de reforma da r. 2. a Súmula 225 do C.1PAGAMENTO DO REPOUSO SEMANAL REMUNERADO SOBRE A GRATIFICAÇÃO DE R$ 700. a assistência judiciária gratuita será prestada pelo sindicato da categoria profissional a que pertencer o trabalhador. Contudo. ressalto que a regra do § 2º.212/91. deve o reclamante arcar somente com o pagamento da contribuição previdenciária em seus valores históricos.212/91. àquele que perceber salário igual ou inferior ao dobro do mínimo Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 legal ou comprovar que sua situação econômica não lhe permite demandar sem prejuízo. 276 do Decreto 3. GRATIFICAÇÕES POR TEMPO DE SERVIÇO E PRODUTIVIDADE (mantida) . com relação ao repouso semanal remunerado. nos termos do § 3º.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. nos termos do art. um sábado sim e o outro não.584/70.3. Nesse sentido. 20 e 21. Tribunal: Contribuição previdenciária.2001).212/91 (inserida com o advento da Medida Provisória 449/2008.1994 e 20. a recente Súmula 17 deste E.ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA Pretendem as reclamadas a reforma da decisão que. do art. estabelece que as contribuições previdenciárias somente poderão ser exigidas após decorridos 90 (noventa) dias da data da publicação da lei que as houver instituído ou modificado. Nego provimento. para fins de aplicação dos juros e multa sobre as contribuições previdenciárias. . exige apenas a declaração de miserabilidade jurídica e podendo ser concedido até mesmo de ofício. da Lei nº 8. sentença. No presente caso. (ex-OJs nºs 32 e 228 da SBDI-1 – inseridas.06. mas que. Contudo. 121/2003. tendo a autora apresentado declaração de sua insuficiência econômico-financeira. de acepção mais restrita.584/70. FGTS e aviso prévio. eventual reflexo. sob as penas da lei. o benefício da justiça gratuita.00 (setecentos reais). 20.4. defiro-lhe o requerimento. nos termos do artigo 150. Desta forma.2. e das 8h30min às 12h. devidas por força de avença em contrato de trabalho. incólume a r. deverá ser observado. do art. e a regra deste último para aquele a partir de sua vigência. o Juízo de origem indeferiu a repercussão sobre o repouso semanal remunerado da gratificação de R$ 700.

com adicional de 100% (cem por cento).5. que o seu horário de saída era as 18h00min.2002. entre 01/05/2008 e 30/04/2009. com base no princípio da primazia da realidade. não poderá exceder a duração diária de quatro horas contínuas e a de vinte horas semanais. além de dois intervalos de 15min para lanche. estando todas as horas extras registradas devidamente quitadas. Assim. de mais de 10 horas diárias. 3. devidamente autorizado pela norma coletiva. 5.906/1994. Não interfere na caracterização do regime de dedicação exclusiva a circunstância de o contrato haver sido firmado anteriormente à edição da Lei n. 20 do Estatuto da OAB dispõe: “A jornada de trabalho do advogado empregado. com o patrocínio de causas de terceiro. mediante sistema de banco de horas.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. para que sejam consideradas como extras e remuneradas com adicional de 100% (cem por cento) as horas além da quarta hora diária. a percepção. de forma intercalada (a cada 15 dias). Além disso. Sustentou que dos cartões de ponto. 4. ADVOGADO. inexistindo diferença a ser paga. ainda. que o horário da reclamante era o mesmo. salvo acordo ou convenção Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 coletiva ou em caso de dedicação exclusiva. fazendo jus às horas extras além da quarta. O art. ou oito horas diárias. CONFIGURAÇÃO. A previsão de uma jornada de 6 (seis) horas em contrato de trabalho de advogado. com 15 minutos para lanche. Vejamos. Alega que não tinha contrato de exclusividade. O insigne sentenciante julgou improcedente o pleito. em tais circunstâncias. aos sábados. no máximo. DEDICAÇÃO EXCLUSIVA. quatro horas diárias ou vinte horas semanais. outrossim. inexistindo nos autos qualquer prova da inexatidão dos dados registrados nos documentos colacionados com a defesa.º 8. Indevida. A testemunha trazida pela autora. Vejamos decisão da SBDI-1: HORAS EXTRAORDINÁRIAS.(TST-E-RR-578031/1999.906/94. Recurso de embargos não conhecido. 20 da Lei 8. 8. de dedicação exclusiva.0001. o art. 20 da Lei n. já que pela jornada afirmada na própria exordial. Min. e. Lelio Bentes Corrêa. os seguintes precedentes da SBDI-1. no sentido de não conhecer da revista obreira.(TST-E-ED-RR-13940095. além das respectivas integrações. Rel. JORNADA CONTRATUAL DE SEIS HORAS. de per si.906/94. Em contestação. mesmo havendo contrato escrito.º 8. restou clara a dedicação exclusiva da autora. SBDI-1. DJ de 5/3/2010) Assim. consoante artigo 12 do Regulamento Geral do Estatuto da Advocacia e da Ordem dos Advogados do Brasil. no seu escritório ou em atividades externas. RECURSO DE REVISTA.906/94 fixou a jornada de trabalho do advogado empregado em. porquanto já configurado pela própria jornada estipulada contratualmente. entendo ser aplicável a exceção contida no caput do art. não sendo comprovado pela autora que os cartões não espelham a jornada diária efetivamente cumprida. com apoio na jurisprudência desta Corte uniformizadora. CONFIGURAÇÃO. tendo comprovado na exordial que realizava advocacia particular. ao cumprimento de carga horária correspondente a quarenta horas semanais.906/1994 (Estatuto da Advocacia). 1. no exercício da profissão. autorizado pelo acordo coletivo de trabalho. tendo que pedir ao chefe autorização para liberar as horas extras. do TST: EMBARGOS. permitindo a fixação de jornada diversa na hipótese de acordo ou convenção coletiva ou.” Dessa decisão. Laura Clara Nascimento Perim. cumprida da forma supracitada. que deu azo à edição da referida regulamentação.. Dessa forma. conforme art. afasta a hipótese de jornada reduzida de quatro horas como prevista no art. VIOLAÇÃO DO ARTIGO 896 DA CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO NÃO EVIDENCIADA. ADMISSÃO ANTERIOR À LEI N. João Batista Brito Pereira. 2. § 1º Para efeitos deste artigo. é de se presumir a validade de referidos controles. o parágrafo segundo do referido artigo não apresenta exceções. o labor era das 8h30min às 12h. mas as vezes ficava até mais tarde. a reclamada aduziu que o horário de trabalho da reclamante era das 8h30min às 18h. que nesses casos conseguia anotar a jornada corretamente.. Alegou que. 1. não afasta a dedicação exclusiva. por entender quadrar-se a reclamante na exceção contida no art. que a prática de advocacia de forma paralela. Encontra-se vinculado a regime de dedicação exclusiva o advogado que se compromete. § 2º As horas trabalhadas que excederem a jornada normal são remuneradas por um adicional não inferior a cem por cento sobre o valor da hora normal. insurge-se a reclamante. A reclamada comprovou que havia compensação mediante banco de horas. com 1h15min de intervalo para refeição e descanso. Quanto ao adicional. após o advento da lei nova. Os controles de jornada trazidos pela ré registram horários de entrada e saída variáveis durante todo o período de trabalho. DJ de 18/9/2009) ADVOGADO. das horas trabalhadas após a quarta diária. as horas extras registradas estão devidamente quitadas. se o profissional da advocacia. comprovou-se que o reclamante laborava em sistema de compensação de jornada.” Com efeito. continua a cumprir a jornada inicialmente avençada. Registre-se. sendo de 100% em qualquer hipótese. considera-se como período de trabalho o tempo em que o advogado estiver à disposição do empregador. DEDICAÇÃO EXCLUSIVA. aguardando ou executando ordens. 20 da Lei n° 8. afirmou que registrava o horário de saída corretamente. como labor extraordinário.. Sra. E é nessa última hipótese que se inclui a autora. HORAS EXTRAORDINÁRIAS. DEDICAÇÃO EXCLUSIVA. Precedentes da Corte.) No caso dos autos. afastando a jornada de 4horas diárias. as partes estabeleceram acordo coletivo prevendo jornada de trabalho para os advogados de 8:15min diárias e 44h semanais. que torna inviável o exercício de outras atividades pelo obreiro. ADVOGADO EMPREGADO. Min. hospedagem e alimentação.906/94. Esbarra na atual . sendo-lhe reembolsadas as despesas feitas com transporte..906/94. observados os limites do pactuado. evidenciando o regime de dedicação exclusiva. pleiteando a reforma da sentença. Assim. verifica-se que as horas extras trabalhadas foram devidamente registradas e pagas em contracheque ou inseridas no banco de horas. a jornada reduzida de 4h. 8. O fato de ter sido contratada para cumprir jornada diária de 8h já descaracteriza. Irretocável a decisão proferida pela Turma.05. conforme jurisprudência dominante da Corte Superior Trabalhista. previsto em acordo coletivo. a não constância expressa no contrato de trabalho de cláusula de dedicação exclusiva não tem o condão de desnaturar o referido regime. 20 da lei 8. que quando havia necessidade autorizavam as horas extras e a depoente recebia por elas. In verbis: “(. Rel. por meio de contrato de emprego. Recurso de Embargos de que se conhece em parte e a que se dá provimento. não devem ser consideradas como extras as horas excedentes à quarta diária. 23 de Setembro de 2013 126 Aduziu que não tinha contrato de exclusividade com as reclamadas. Nesse sentido. 20 da Lei n. SBDI-1.

Nesse particular.º 5. Nego provimento. 5. DEJT 15/05/2009). 789 da CLT o § 10º. de segunda a sexta-feira e em sábados alternados das 8:00 horas às 12:00 horas [. 25).]”. a lei de regência exige o preenchimento concomitante desses dois requisitos. o princípio da sucumbência no Processo Trabalhista. 20 do CPC e nos artigos 389 e 404. restringindo-se o pagamento dos honorários advocatícios ao disposto na Lei n.. Aduziu que.584/70. Alegou que a manutenção do jus postulandi não impede o reconhecimento da existência de sucumbência no processo do Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 trabalho. Luciana dos Santos Rodrigues. 2. não trouxe qualquer disposição específica acerca da assistência judiciária gratuita em sede trabalhista. ao argumento de que. segunda a sexta. há expressa previsão de acréscimo de honorários advocatícios em casos de inadimplemento de obrigações.288/01. com uma hora e 15 min de intervalo. ambas do C. 5.584/70. Não se adota. 219 e 329. a Lei n. o que é compatível com as obrigações trabalhistas. pode-se concluir que o princípio da sucumbência aplica-se a todos os tipos de relações de trabalho. em se tratando de relação de emprego. a qual deve ser suprimida por fontes subsidiárias. para que seja concedida a verba honorária. não se pode olvidar que a própria Corte Suprema possui a Súmula n.º 450 preconiza o pagamento de honorários advocatícios sempre que o vencedor for beneficiário de justiça gratuita. e OJ n. ao acrescentar ao art. 789 da CLT. não obstante tenha apresentado declaração de insuficiência econômica. mas sim que esta declaração viabilizaria o cumprimento do requisito da miserabilidade jurídica. teve o condão de derrogar os arts. ante a inexistência de efeito repristinatório tácito em nosso ordenamento jurídico. surgiu uma lacuna. os honorários advocatícios. Em que pese o respeito pelas abalizadas opiniões em contrário. ao efetuar nova modificação no art. que tanto a reclamante quanto a depoente trabalhavam 08:15/08:20 horas até as 18:00 horas. uma vez que revela norma de eficácia contida. que a jornada registrada nos controles de ponto correspondem. no art. na condição de advogado empregado.537/02..584/70. e. nego provimento. assim. qual seja. portanto. Sra. a r..584/70. O Juízo de origem. não britânicos e assinados pela autora – constata-se que havia sim o registro de horas extras. a reclamante requereu honorários advocatícios no importe de 20% (vinte por cento) do valor da condenação. Superada esta questão. tal afirmação não é suficiente para ilidir as demais provas constantes nos autos e tampouco invalidar os controles de pontos. pleiteando a reforma da sentença. além de perdas e danos. em consonância com a linha traçada pelas Súmulas n. 22 da Lei 8. tendo que pedir ao chefe autorização para liberar as horas extras. aplicável subsidiariamente na forma do art. portanto. 10. 305. o depoimento da Sra. Destarte. seja por ser fora da realidade imaginar o manejo de uma ação trabalhista diretamente pelas partes.584/70.SBDI-1 . e perceber salário inferior a dois salários mínimos ou declarar que não possui.º 633. alegou que no art. Recorre a reclamante.. o de se encontrar em situação econômica que não lhe permita demandar sem prejuízo do próprio sustento ou da respectiva família.] que a depoente registrava o horário de saída corretamente. de fato..]” Vê-se. Vejamos. Laura Clara Nascimento Perim: “[. em razão dos encargos próprios e familiares. da SDI-I.8. Entretanto. 133 da Constituição Federal não revogou o jus postulandi. 5. as reclamadas alegaram que. 14 e 16 da Lei n. Relator Ministro Guilherme Augusto Caputo Bastos.906/94. juros e atualizações monetárias. são devidos quando a parte estiver assistida por seu sindicato de classe. que.3. quando a lide versar sobre relação de emprego. as quais foram devidamente quitadas ou compensadas por meio de banco de horas. às vezes ficava até mais tarde [. revogando o § 10º... no processo do trabalho. 23 de Setembro de 2013 127 jurisprudência do TST pretensão do ora embargante em afastar a configuração da hipótese de dedicação exclusiva.060/50 não limita a concessão de honorários apenas ao sindicato assistente. Pelo exposto. para fazer jus aos honorários advocatícios. também.E-ED-RR 681/2001-001-19-00.] que a depoente cumpria jornada das 08:00 às 19/20:00 hora. Embargos de que não se conhece (TST . Entretanto.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. não prescinde do preenchimento dos requisitos estabelecidos na Lei n. também prestava serviços a terceiros particulares. seja porque o direito de postular sem advogado é uma faculdade. TST. O art.. não obstante o estatuído no art. não logrou êxito a autora em demonstrar a existência de horas extras laboradas e não pagas. Inteligência das Súmulas n. 2. sentença de piso. à realidade e. pela análise destes controles – frise-se. vale destacar as declarações da primeira testemunha da reclamante. 8º da CLT. indeferiu o pedido. Por fim. Esta Corte Superior entende que a exclusividade não deriva da prestação de serviços a um único empregador. todas do C. 1. porquanto relacionada diretamente com a fixação de uma jornada contratual de 8 (oito) horas diárias ou de 40 (quarenta) horas semanais.º 5.. entendo que a concessão de honorários advocatícios na Justiça do Trabalho. conquanto a segunda testemunha da autora tenha alegado “[. nesta Especializada. Quadra salientar. diante da ausência de assistência sindical..]” De forma semelhante. primeira testemunha da ré: “[. O verbete jurisprudencial editado pelo Excelso Pretório sob o n. . nos temos do acordo coletivo firmado. com a Emenda Constitucional n. Aduziu que a Lei n. TST.. apenas nas hipóteses previstas na Lei n. independentemente de o obreiro receber ou não salário superior ao dobro do mínimo legal. Alega que comprovou o preenchimento do requisito necessário a sua concessão. Alegou que a Lei n. Sustentou assim que. 389 do CC. ambos do Código Civil/2002. Precedentes da SBDI-1.] que todos os funcionários. 10. Em sua peça de resistência.. não merecendo reforma. que o horário de saída da depoente era as 18:00 (dezoito horas) e se não batesse o ponto até 18:10 horas não conseguiria pois o sistema travava. 219 e 329.. Insta frisar que os indigitados verbetes jurisprudenciais trabalhistas não autorizam a ilação de que a simples apresentação de declaração de pobreza seria suficiente para o deferimento de honorários advocatícios.3HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS Na inicial. reconhecendo o cabimento dos honorários advocatícios. 45/04. que o horário da reclamante era o mesmo da depoente. Ademais. cumpre aferir se existem horas laboradas e não quitadas após a 8ª hora diária. que às vezes a reclamante saía no mesmo horário da depoente. a reclamante não está assistida pelo sindicato de classe (fl. No presente caso. bem como a reclamante [.] que no setor da depoente quando havia necessidade autorizavam as horas extras e a depoente recebia [. inclusive a reclamante e a depoente registravam corretamente a jornada. condições de prover à demanda.. devem ser esgotados os requisitos da Lei n.

sendo partes as acima citadas. sendo que o item I desta última deixa claro que os recolhimentos a título de depósito recursal devem ser realizados por meio de Guia para Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (GFIP). conforme Anexo 1.2012. TST. mediante a Súmula 426. Vistos. L. 1.394/1.500.212/91. 1. nos termos dos §§ 4º e 5º do art. quanto ao período do contrato de trabalho que antecede a alteração do artigo 43 da Lei n. in verbis: “SUM-426 DEPÓSITO RECURSAL. 1. deserto é o recurso cujas custas foram recolhidas por meio de depósito judicial. 18 e 69.Res.2006.410. Contrarrazões às fls. O § 4º do artigo 899 da CLT estabelece que o depósito recursal deverá ser feito na conta vinculada do empregado.00 (setenta reais). in verbis: “I . inclusive. Reduzido o valor da condenação para R$ 3. na liquidação da sentença. Custas. § 4º. o C.09.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. e pretendendo a reforma do julgado. publicado no DJE de 09. sentença de fls. a guia de depósito judicial trabalhista não serve à comprovação de depósito recursal. pugnando pelo improvimento do apelo da reclamada.429. L. por deserto. CUSTAS PROCESSUAIS.418/1. prolatada pela MM. disponível no comércio e no sítio da Caixa Econômica Federal (Anexo 2). nas Instruções Normativas 03.12. restando deserto o apelo da reclamada. TST. Comprovantes de recolhimento de depósito recursal.408. Portanto. à fl.” Logo.5. admitindo o recolhimento na guia de depósito judicial somente quando se tratar de relação de trabalho não submetida ao regime do FGTS.5. Lino Faria Petelinkar e Desembargadora Claudia Cardoso de Souza.00 (três mil e quinhentos reais). 10ª Vara do Trabalho de Vitória/ES. e de custas processuais. em face da r. admitido o depósito judicial. por unanimidade.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA DEPÓSITO RECURSAL RECOLHIDO EM GUIA DE DEPÓSITO JUDICIAL. 276 do Decreto 3. Com efeito.0006) . Aliás. no tocante ao vínculo empregatício. a incidência dos juros e multa sobre as contribuições previdenciárias observe o prazo estipulado no artigo art. da CLT e das Instruções Normativas 20/2002 e 26/2004 do C. 1. UTILIZAÇÃO DA GUIA GFIP. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19.410) e das custas (fl. publicado no DEJT de 08 de Agosto de 2012. o recolhimento do depósito recursal (fl. por meio de Guia para Recolhimento do FGTS.409) foi feito em guia imprópria. à fl. Recurso não conhecido. Instrumentos de mandato. gerada pelo aplicativo da Caixa Econômica Federal denominado "Sistema Empresa de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social SEFIP" (GFIP emitida eletronicamente). 899 da CLT. 174/2011. 1. para afastar a condenação em danos morais decorrentes de assédio moral e determinar que.392. Explico. TST. E nem se argumente que estaria havendo malferimento ao princípio do amplo acesso ao judiciário. DESERÇÃO. conhecer do recurso interposto pelas reclamadas e do recurso interposto pela reclamante. o recolhimento das custas processuais passou a ser realizado exclusivamente mediante Guia de Recolhimento da União – GRU. na hipótese de relação de trabalho não submetida ao regime do FGTS. através da guia GFIP. e negar provimento ao recurso da reclamante. ou por intermédio da GFIP avulsa. 1. 1.5 Recorrente Advogado Recorrido Advogado P. RECOLHIMENTO. aos ditames do artigo 899.01.2011 Nos dissídios individuais o depósito recursal será efetivado mediante a utilização da Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social – GFIP. 8. Des.05. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pela reclamada.0010 Processo Nº RO-99500/2012-010-17-00. realizado na sede do juízo e à disposição deste.383/1. pelas reclamadas. que julgou procedentes em parte os pedidos formulados na inicial. 899.0099500-93. complementada pela decisão de Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Embargos de Declaração de fl. Razões da reclamada às fls. as Instruções Normativas nº 03. por maioria.385. ao intervalo intrajornada. da lavra do eminente Juiz Luís Claudio dos Santos Branco. o que não é o caso dos autos.2013: Des. DANCING BAR LTDA Recorrido: KIRLIA AGUIAR DE OLIVEIRA Origem: 10ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . da CLT. DESERÇÃO. dar parcial provimento as recurso das reclamadas. 15 e 26 e na Súmula 426 do C.O depósito recursal previsto no art. ao adicional noturno e à quebra de caixa. que deve ser feito na conta vinculada do FGTS. DEJT divulgado em 27.5. A teor do Ato Conjunto 21/2010.0010 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: P.409.17. 23 de Setembro de 2013 128 CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. OBRIGA-TORIEDADE (editada em decorrência do julgamento do processo TST-IUJEEDRR 91700-09. TST. pois o exercício do direito de recorrer não exime a parte do dever de observar as disposições legais vigentes alusivas à admissibilidade do recurso.18. A teor do disposto no art.048/99. não houve remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho para emissão de parecer. já se posicionou quanto à matéria em questão. FUNDAMENTAÇÃO Não conheço do recurso ordinário interposto pela reclamada. DANCING BAR LTDA GUSTAVO SILVERIO DA FONSECA(OAB: 016982 ES) KIRLIA AGUIAR DE OLIVEIRA Juliana Arivabene Guimarães(OAB: 015765 ES) ACÓRDÃO . 1. É o relatório. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº RO-99500-93. Vencido o Desembargador Lino Faria Petelinkar quanto ao INSS.2011. Em atendimento ao Provimento Consolidado da CGJT. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. arguindo preliminar de nulidade por negativa de prestação jurisdicional. 15 e 26 do C.” . em estabelecimento bancário oficial. 30 e 31. MEIO INADEQUADO.17. por deserto.2010. no valor de R$ 70. Procurador: Estanislau Tallon Bozi. No mesmo sentido. às fls.2012. no mérito. GUIA DE DEPÓSITO JUDICIAL. não atendendo.TRT 17ª Região . 899 da CLT poderá ser efetuado mediante a utilização da Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social .GFIP. assim. ao realizar o recolhimento do depósito recursal em GUIA DE DEPÓSITO JUDICIAL VIA BOLETO DE COBRANÇA não atendeu ao fim a que se destina. Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente). e a regra deste último para aquele que abrange o período de sua vigência (a partir de 03/03/2009). a partir de 01.

recolheu as custas processuais por meio de GUIA DE DEPÓSITO JUDICIAL VIA BOLETO DE COBRANÇA (fls.18. as custas processuais eram recolhidas por meio de Documento de Arrecadação de Receitas Federais – DARF. estabelece clara disposição de que.01. Vencido o Desembargador Lino Faria Petelinkar. AUSÊNCIA DA -GRU JUDICIAL-.5.0129 . Data de Julgamento: 14/08/2013.0009 Processo Nº ED-101300/2007-009-17-00. conforme preconiza a IN nº 18. RELATÓRIO . naquele modelo. Data de Julgamento: 29/05/2013. devendo ser recolhidas como o são os tributos a ela devidos. 23 de Setembro de 2013 129 Quanto às custas judiciais. DE 7 DE DEZEMBRO DE 2010 O art. mas apenas recibo do suposto pagamento. obscuridade ou contradição.5 Embargante Advogado Embargado Advogado Plurima Réu Advogado Plurima Réu GIOVANI COLODETTE Rodrigo Marangoanha Colodette(OAB: 009080 ES) TADEU PAGANI José Carlos Rizk Filho(OAB: 010995 ES) UNIÃO (FAZENDA NACIONAL) Daniel de Souza Nascimento da Silva(OAB: 012273 ES) INSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR PROF NELSON A DE ALMEIDA ACÓRDÃO .41893. em seu artigo 1º.CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. São cabíveis embargos de declaração no caso de padecer a sentença ou o acórdão de omissão. o pagamento das custas e dos emolumentos no âmbito da Justiça do Trabalho deverá ser realizado.2007. estabeleceu o limite até 31/12/2010 para que se considerassem válidos os recolhimentos efetuados por meio da guia DARF. Nesse sentido. é inválido o pagamento de custas efetuado por outro meio que não a Guia de Recolhimento da União (GRU). ATO CONJUNTO Nº 21/TST. padece o recurso ordinário do óbice da deserção.5.GP. Recurso de revista de que não se conhece. mediante Guia de Recolhimento da União -.CSJT. (C.5.SG. o recolhimento de custas passou a ser regido pelo Ato Conjunto 21/2010. Em atenção à diretriz legal.04. modo inadequado que.2013: Des. OMISSÃO CONSTATADA. que não anexou a guia GRU relativa ao pagamento das custas judiciais. Des. Data de Publicação: 28/06/2013) Por não atendidas as Instruções Normativas acima citadas. tanto que o referido Ato. quando já se encontrava em vigor o Ato Conjunto nº 21/2010 do TST/CSJT/GP/SG.2009. Se a parte abstemse de juntar aos autos a guia GRU relativa ao pagamento das custas judiciais. o pagamento das custas e dos emolumentos no âmbito da Justiça Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 do Trabalho será realizado. não conheço o Recurso Ordinário interposto pela reclamada.0101300-38.0020 . tendo em vista inexistir. campo específico a essa informação. in verbis: “RECURSO ORDINÁRIO NÃO CONHECIDO. cujo artigo 1º determina a sua realização exclusivamente medianteGuiade Recolhimento da União – GRU.TADEU PAGANI UNIÃO (FAZENDA NACIONAL) INSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR PROF NELSON A DE ALMEIDA Origem: 9ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . autoriza o acolhimento de Embargos Declaratórios. ora recorrente. em seu artigo 4º. por maioria. e possuem natureza tributária. Dessa forma. 4. desse modo. ante a sua flagrante deserção. Lino Faria Petelinkar e Desembargadora Claudia Cardoso de Souza. 3. Explico. 373/374). sendo ônus da parte interessada efetuar seu correto preenchimento.2011.SG.TRT 17ª Região . designação do juízo e o valor depositados. Não se pode olvidar que as custas são taxas decorrentes da movimentação do aparelho jurisdicional do Estado. cingindo-se a exibir o comprovante bancário do suposto pagamento. número do processo. mediante Guia de Recolhimento da União – GRU Judicial. Vistos. 326-328v . (RR 111300-56.17.2010. quanto à apreciação de matéria constante no Recurso. sendo partes as acima citadas. publicado no DEJT em 09/12/2010. torna deserto o recurso interposto. não conhecer do recurso ordinário interposto pela reclamada. Relator Ministro: João Oreste Dalazen. editou-se o Ato Conjunto nº 21/TST. dispondo que.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. DESERÇÃO. exclusivamente. 2ª Turma. a reclamada incidiu no mesmo equívoco. JUNTADA DE RECIBO DE RECOLHIMENTO DE CUSTAS. A partir de 01.” (RR . Assim. por conseguinte.” (grifos) Ademais. Afinal. a partir de 1° de janeiro de 2011. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19. 790 da CLT dispõe que a forma de pagamento das custas e emolumentos no âmbito da Justiça do Trabalho obedecerá às instruções expedidas pelo Tribunal Superior do Trabalho.12. verbis: “Art. Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente). Recurso de revista não conhecido. CUSTAS PROCESSUAIS.09. por deserto.CSJT. Procurador: Estanislau Tallon Bozi. não sendo suficiente que estejam consignados o nome do recorrente e do recorrido. Relator Ministro: José Roberto Freire Pimenta. que não coloca as custas à disposição da União no prazo legal e. NÃO COMPROVAÇÃO DO RECOLHIMENTO DE CUSTAS.TRT 17ª. NÃO APRESENTAÇÃO DA GUIA GRU. DESERÇÃO. em face da ausência de um dos pressupostos extrínsecos de admissibilidade recursal. é imprópria a utilização de GUIA DE DEPÓSITO JUDICIAL VIA BOLETO DE COBRANÇA. RECURSO ORDINÁRIO.2007. Revelase correta a decisão regional. Data de Publicação: 23/08/2013) “RECURSO DE REVISTA. exclusivamente. a existência de omissão. REGIÃO . relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de AGRAVO DE PETIÇÃO.0009 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: GIOVANI COLODETTE Embargados: O V. publicado no DJE de 09. para a correção da falha apontada. em que se reputou deserto o recurso ordinário interposto pela reclamada.5. Na hipótese vertente. de 7 de dezembro de 2010. ACÓRDÃO DE FLS.GP. a reclamada.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. a partir de janeiro de 2011.2012.17. destacam-se os seguintes precedentes desta Corte Superior. 1° A partir de 1° de janeiro de 2011. TST). que. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº ED-101300-38.GRU Judicial. gera a deserção do recurso. nem mesmo o código da receita foi especificado. 4ª Turma. sendo ônus da parte interessada efetuar seu correto preenchimento. mesmo antes dessa modificação.

em face do v. destarte. tenha assegurada sua meação.1. sem a necessidade de anulação da arrematação procedida.” Isto posto. Procurador: Levi Scatolin. CONHECIMENTO Conheço dos embargos declaratórios opostos pelo arrematante. da Constituição da República. patente o prejuízo. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO.17. conforme artigo 655-B do CPC. nos termos da fundamentação acima. MÉRITO 2. verifico que o julgado mantevese silente quanto à análise do pedido sucessivo formulado. Ademais. bem como acerca da violação do artigo 5º.que reza que a nulidade não será pronunciada quando for possível suprir-se a falta ou repetir-se o ato . mas também de todo o bem. Tânia Maria Bastos Pagani.” Assevera que. quantitativamente inferior à que se deveria ter sido realizada" ("Sistema dos Recursos Trabalhistas".17.EM RECUPERACAO JUDICIAL José Roberto Cajado de Menezes(OAB: 011332 BA) CAIXA ECONOMICA FEDERAL Isaac Pandolfi(OAB: 010550 ES) ANTONIO CARLOS CARVALHO MAGALHAES Lislie Rodrigues Bayer(OAB: 008666 ES) UNIAO Marcos Dupin Coutinho(OAB: 098389 MG) ACÓRDÃO . Acórdão. de certa maneira.2. nos quais poderia discutir a própria ‘causa debendi’. mas apenas fazem referência a matérias invocadas em recurso que sequer foi conhecido. FUNDAMENTAÇÃO 2. passo a sanar a referida omissão. E.. ACÓRDÃO DE FLS.0009 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: R CARVALHO CONSTRUCOES E EMPREENDIMENTOS LTDA EM RECUPERACAO JUDICIAL Embargados: O V. expondo suas razões e comprovando eventualmente ainda ser coproprietária do mesmo e meeira do Segundo-Agravado.6 Embargante Advogado Embargado Advogado Plurima Réu Advogado Plurima Réu Advogado R CARVALHO CONSTRUCOES E EMPREENDIMENTOS LTDA . É o relatório. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº ED-101400-51. ainda.2011.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. em face do v. Consoante magistério de Manoel Antonio Teixeira Filho: "Sentença omissa é a que deixa de pronunciar-se sobre um ou mais pedidos formulados pelas partes (. Vara de origem para que fosse realizada a intimação da Sra. por unanimidade.5. A sentença (bem assim o acórdão) omissa contém. Tânea Maria Bastos Pagani a informar se detém algum interesse no imóvel penhorado. REGIÃO . 7ª ed. terá direito à reserva da metade do produto da alienação judicial do bem. a falta de intimação privou-a de oferecer embargos do executado. NÃO APRECIAÇÃO DO PEDIDO SUCESSIVO. 278/282. Pois bem. FUNDAMENTAÇÃO 2.CAIXA ECONOMICA FEDERAL ANTONIO CARLOS CARVALHO MAGALHAES UNIAO Origem: 9ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . em razão da recuperação judicial. um pronunciamento citra petita pois a apreciação do órgão foi. Acórdão a fundamentação exposta acima. acrescer ao v. 1993 . a intimação do cônjuge não objetiva apenas a preservação da metade que lhe cabe sobre o patrimônio. Vistos.2011.1. incisos XXXV. Como se vê. porquanto presentes os pressupostos legais de admissibilidade.). para. dar-lhes provimento.TRT 17ª Região . acrescendo fundamentos.p.São Paulo: LTr. ou seja. porquanto não atendido o princípio da dialeticidade recursal. mantendo-se a arrematação regularmente procedida e. pois. para acrescentar ao julgado a seguinte fundamentação: “Indefiro. 332). é perfeitamente possível a intimação da Sra. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 05/09/2013: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (presidente). caso ainda seja meeira do imóvel. Alega o embargante que o v. realizando-se a reserva da metade do produto da alienação judicial do bem para repasse à mesma. restando.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA EMBARGOS DECLARATÓRIOS. sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO Trata-se de embargos declaratórios opostos pela primeira reclamada (R CARVALHO CONSTRUÇÕES E EMPREENDIMENTOS LTDA). conhecer dos embargos declaratórios e. Aplicação analógica da Súmula 422 do C. sanando a omissão apontada.e em razão dos princípios da celeridade e economia processual. Não merecem ser conhecidos os embargos declaratórios cujas razões não correspondem aos fundamentos da decisão impugnada. a dívida em si ou a higidez do título executivo que aparelha a execução. Tânia Maria Bastos Pagani. acórdão de fls. para fins de prequestionamento do pedido de suspensão do processo. 326-328V. gerando sua ausência nulidade ‘pleno iure’. visando informar se mantém a qualidade de coproprietária do imóvel constrito.. 655-B do CPC. ainda que a teor do novel art. porquanto. 2. apontando omissão no julgado. em relação aos pedidos deduzidos na causa. 278/282 . analisando o v. o pleito sucessivo de remessa dos autos à Vara de origem para intimação da Sra. como dantes consignado. DESCUMPRIMENTO. no tocante a não apreciação do pedido sucessivo formulado. Acórdão não apreciou o pedido sucessivo de “descida dos autos para a r.0009 Processo Nº ED-101400/2011-009-17-00.1. OMISSÃO. não se pode olvidar que a intimação do cônjuge é imprescindível. TST. de fato. PRINCÍPIO DA DIALETICIDADE RECURSAL. no mérito. para sanar a omissão apontada. acórdão de fls. como litisconsorte passivo na execução. Sendo assim.CONHECIMENTO . nos termos do artigo 796 da CLT . CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Trabalho da 17ª Região.0101400-51. .2.TRT 17ª. dou provimento aos embargos declaratórios. 23 de Setembro de 2013 130 Trata-se de embargos declaratórios opostos pelo arrematante GIOVANI COLODETTE. 3. LIV e LV. É o relatório.5. Desembargadora Claudia Cardoso de Souza (relatora) e Desembargador Lino Faria Petelinkar. em caso de comprovação de tal condição.

1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Não demonstrado o desacerto do r. que isenta somente a massa falida do preparo recursal. Agravo a que se nega provimento. DEPÓSITO RECURSAL. O fato de a empresa se encontrar em recuperação judicial não atrai a aplicação analógica do entendimento contido na Súmula n.A. por falta de dialeticidade recursal. às empresas em recuperação judicial não se aplica a súmula 86 daquela Corte. Além disso. Apelo que não destaca os fundamentos da decisão recorrida. (AIRR-2899-48. o recurso permaneceria deserto por ausência do depósito recursal. DEPÓSITO RECURSAL NÃO REALIZADO. verbis: O legislador brasileiro. RECURSO DE REVISTA. Assim. DJ de 3/6/2011) Não conheço do recurso ordinário interposto pela primeira ré.º 5. 14 da Lei n. Relator Ministro: Lelio Bentes Corrêa. (AIRR . Não se conhece de recurso ordinário para o TST. que trata do conhecimento do recurso ordinário de competência do TST.2008. Isso posto. II. 6º da Lei 11. incisos XXXV. quando as razões do recorrente não impugnam os fundamentos da decisão recorrida.0651.101/2005). A decisão agravada. ao dispor sobre a gratuidade da justiça.DESERÇÃO . Depreende-se do v. por analogia à hipótese da Súmula nº 422 do C. previsto na Súmula nº 86 desta Corte. EMPRESA EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL. (AIRR-16514139.21. 514.0661 . Min. DEJT 15/06/2012) AGRAVO EM EMBARGOS EM EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECURSO DE REVISTA.5. DESERÇÃO. quanto ao pedido de suspensão do processo. revela-se deserto o recurso de revista interposto. DESERÇÃO. Ademais. o privilégio de isenção do pagamento de custas e depósito recursal aplicável à massa falida. 1ª Turma. por deserção. segundo a jurisprudência sedimentada do TST.09. ainda que se concedesse o benefício ao recorrente. Rel.0000.5. AGRAVO DE INSTRUMENTO. DESERÇÃO. Portanto. EMPRESA EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL.0006. 3. EXIGIBILIDADE. 1ª Turma.INAPLICABILIDADE DA SÚMULA/TST Nº 86. nos termos do artigo 899 da CLT. José Roberto Freire Pimenta. A ausência desses elementos na peça recursal mostra-se dissociada da boa técnica processual e determina a impossibilidade de análise do que se quer alcançar através do ato de recorrer. Relator Ministro Renato de Lacerda Paiva.) Convém notar que. acórdão embargado. por deserto. RECURSO DE REVISTA. por entender que o privilégio estabelecido pela Súmula/TST nº 86 não se aplica à ora embargante. além de não alegar vício no julgado. pelo que. Agravo de instrumento a que se nega provimento. II. haja vista a sua finalidade ser a garantia do juízo.09.106300-54. Rel. a primeira reclamada requer apenas o prequestionamento de matérias impugnadas no recurso ordinário.0019 . Agravo de Instrumento não provido. o aresto abaixo transcrito. a assistência judiciária gratuita não abrange o recolhimento do depósito recursal. nesta Justiça Especializada. Nesse sentido. que o recurso ordinário interposto pela embargante não foi conhecido.2007. mas não o fez para o recurso de revista. A interpretação do art. para fins de prequestionamento.04. bem como quanto à violação do artigo 5º. Art.2006. EMPRESA EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL . por ausência do requisito de admissibilidade inscrito no art. Vejamos.2007. encontra-se em consonância com o entendimento desta Corte no sentido de que às empresas que se encontrem em recuperação judicial não se aplica a Súmula nº 86 deste Tribunal (TST – 1ª Turma. Min. DESERÇÃO DO RECURSO DE REVISTA.060/50 evidencia que a concessão da assistência judiciária gratuita. DJ de 10/6/2011) AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. SDI1.CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. DESERÇÃO.0031. não realizado o depósito recursal relativo ao recurso de revista.5. SÚMULA 86/TST. 514. que não foi conhecido. nos termos da Súmula 422 do C. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19/09/2013: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite (Presidente). por falta de dialeticidade recursal. pela ausência de requisito de admissibilidade inscrito no art. corretamente denegado. no mérito dos embargos declaratórios. aplicada por analogia. AUSÊNCIA DE DEPÓSITO RECURSAL. A prerrogativa de isenção do recolhimento das custas e do depósito recursal da massa falida não se estende à empresa privada que se encontra em processo de recuperação judicial (Súmula nº 86 do TST). esta Corte já sedimentou entendimento de que as empresas em recuperação judicial não estão dispensadas do depósito recursal.º 86 desta Corte superior. ao negar seguimento ao recurso de revista da reclamada (Varig Logística S. despacho que negou seguimento aos embargos. Ministro Relator Hugo Carlos Scheuermann. caminho outro não há senão declarálo deserto. por unanimidade.2010. Não-conhecimento.2009. do CPC. tem como único beneficiário o trabalhador. em virtude da recuperação judicial (art. DEJT 23/3/2012) AGRAVO. LIV e LV da Constituição da República. porquanto a reclamada efetuou o depósito para o recurso ordinário. porquanto não tem natureza de taxa. Em que pesem os argumentos oferecidos pela Agravante. verbis: AGRAVO DE INSTRUMENTO. Relator Ministro: Walmir Oliveira da Costa. EMPRESA EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL. Nesse sentido. do CPC. verbis: Recurso ordinário.1720540 -80. 514. empresa em recuperação judicial. as razões dos embargos declaratórios sequer mantêm relação com os fundamentos da decisão objeto de impugnação. Consoante o entendimento majoritário do Tribunal Superior do Trabalho. INAPLICABILIDADE DA SÚMULA Nº 86 DESTA CORTE.INSUFICIÊNCIA DE DEPÓSITO RECURSAL . AIRR159000-13.) por deserto em face da ausência do recolhimento do depósito recursal devido. TST. Precedentes desta Corte superior. Constatada a ausência do indispensável recolhimento do depósito recursal pela reclamada. sem questionar o próprio conhecimento do apelo. nos termos em que fora proposta. 2ª Turma. (Ag-E-ED-RR . não conheço dos embargos declaratórios opostos pela primeira ré. (Ag-AIRR . 4ª Turma.3164169. 23 de Setembro de 2013 131 A primeira reclamada opõe embargos declaratórios. AUSÊNCIA DE DEPÓSITO RECURSAL. deve ele ser mantido por seus próprios e jurídicos fundamentos. ns.5. DEJT 28/10/2011) AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. do CPC.01. II. (grs. DEJT 26/06/2013) AGRAVO DE INSTRUMENTO.5. manifestamente infundada. não conheço dos embargos declaratórios. Maria de Assis Calsing.09. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 portanto. não conhecer dos embargos declaratórios opostos pela primeira reclamada. Desembargadora Cláudia Cardoso de Souza e Desembargador Lino . Agravo não provido. EMPRESA EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL. não é extensível às empresas em recuperação judicial. não estendeu o benefício aos empregadores.584/70 e do artigo 2º da Lei n 1. TST. por deserto. A presente medida processual revela-se.5. Agravo de instrumento desprovido.

de certa maneira. contraditória ou anfibológica. no tocante à responsabilidade subsidiária. IMPOSSIBILIDADE.05. MÉRITO 2. 538 do CPC. REDISCUSSÃO DE QUESTÕES DE MÉRITO. a constitucionalidade do artigo 71. a principal modificação foi o reconhecimento de que a Administração Pública. não vai além da sanação de falhas da dicção jurisdicional. que conferiu constitucionalidade ao art. contradição ou obscuridade.2. Consoante magistério de Manoel Antonio Teixeira Filho: "Sentença omissa é a que deixa de pronunciar-se sobre um ou mais pedidos formulados pelas partes (. sem demonstrar omissão. eventual conduta omissiva. omissa. não responderia pelo simples inadimplemento das obrigações assumidas pela empresa regularmente contratada. 704/709. bem como ao adesivo do reclamante.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO.5. Acórdão de fls.PETROBRÁS. pelo dano sofrido pelo obreiro.1 Embargante Advogado Embargado Advogado Plurima Réu PETROLEO BRASILEIRO S A PETROBRAS Sofia Varejão Filgueiras(OAB: 009754 ES) LORENA CRUZ RIBEIRO Paula Wanessa L.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 30 e 31. tampouco necessidade de prequestionamento. em relação aos pedidos deduzidos na causa. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Aduz que o reclamante não logrou provar que houve culpa na contratação da 1ª reclamada. quantitativamente inferior à que se deveria ter sido realizada". o julgamento da Egrégia Turma foi no sentido de que a responsabilidade subsidiária da Administração Pública restringe-se à hipótese de inadimplência de fiscalização das obrigações trabalhistas da empresa terceirizada. Evidencia-se o caráter protelatório dos embargos. e não presumida. como se vê do seguinte trecho: “Todavia.. em princípio.TRT 17ª Região . apesar de atestar a existência de fiscalização efetiva em face da contratada.666/1993). TST.A. optou (contraditoriedade) ou complemente a entrega da prestação jurisdicional (omissão)". 704/709 .5. Insistamos: nos recursos.). ou seja.LTr. o C.Res. e o entendimento manifestado pelo STF na ADC 16. CONTRADIÇÃO. que diga por qual das proposições.2012. da Lei das Licitações (Lei 8. 535 DO CPC. dentre dois ou mais sentidos que a sua dicção comporta. RELATÓRIO Trata-se de Embargos de Declaração opostos por PETRÓLEO BRASILEIRO S.0009 Processo Nº ED-102600/2012-009-17-00. ora embargante.. . nada mais se pede ao juízo proferidor da sentença que aclare o que pretendeu dizer (obscuridade). Portanto. em sede de embargos de declaração. condenou a 2ª ré como responsável subsidiária. descumpriu com seu dever de fiscalização”. entrementes.LORENA CRUZ RIBEIRO TRANSUR RECURSOS HUMANOS LTDA. que defina qual. que se apresenta obscura. em novembro de 2010. aquele que reflete. o qual isenta a Administração Pública de responsabilidade nos casos de mera inadimplência dos encargos trabalhistas de empresas terceirizadas. Leciona o supracitado mestre: "enquanto a finalidade dos recursos típicos reside na modificação ('reforma') da sentença. na condição de tomador de serviços. enfim. 427/428) Inicialmente.1. a sua vontade (obscuridade). 535 do CPC. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. quando inexistem falhas formais. pois. até mesmo. INEXISTÊNCIA DE QUAISQUER DOS VÍCIOS DO ART. §1º da Lei nº 8. ("A Sentença no Processo do Trabalho". pretendendo rediscutir matérias já decididas.2. em conseqüência. É o relatório. por meio da Ação Direta de Constitucionalidade n.2011 (. . o seu convencimento jurídico. sendo indispensável a demonstração de que incorreu em culpa in vigilando. parágrafo 1º. em sua invalidação (em decorrência de nulidade não suprível). uma vez que. nesse aspecto. DEJT divulgado em 27. no que tange à nova redação dada à Súmula 331 do E. in verbis : “SUM-331 CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA Sustenta a embargante haver omissão e contradição no julgado. que negou provimento ao recurso ordinário interposto pela 2ª reclamada. 2. declarou. um pronunciamento citra petita. por óbvio. em face do v. sendo partes as acima citadas. FUNDAMENTAÇÃO 2.0009 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: PETROLEO BRASILEIRO S A PETROBRAS Embargados: O V. porquanto preenchidos os pressupostos legais de admissibilidade.17. Versam os Embargos sobre suposta omissão e/ou contradição no julgado.2012. revelando-se improcedentes quando as questões levantadas traduzem inconformismo com o teor da decisão embargada. ACÓRDÃO DE FLS. requerendo a aplicação de efeito modificativo.666/1993. CONHECIMENTO Conheço dos embargos de declaração opostos. o STF.pp. pois a apreciação do órgão foi. e. pois não . o dos embargos declaratórios..TST alterou a redação da Súmula 331 para enquadrá-la devidamente ao entendimento do STF. o resultado do julgamento. Acórdão consignou claramente sua posição em consonância com a decisão do STF. 71..1. REGIÃO . entendeu o Regional que restou comprovada a culpa da segunda reclamada. é imperioso ressaltar que o v. ME ACÓRDÃO . E.TRT 17ª. Posteriormente. ou. Bastos(OAB: 010024 ES) TRANSUR RECURSOS HUMANOS LTDA. encontrando-se toda a matéria exaustivamente enfrentada.0102600-59. Vejamos. ME Origem: 9ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . devendo ser demonstrada. a omissão não se confunde com eventual erro de julgamento resultante de uma análise equivocada dos elementos dos autos. do acórdão ou do despacho (agravo de instrumento). Os embargos de declaração têm cabimento quando presentes alguns dos vícios previstos no art. o que se visa é impugnar o raciocínio do magistrado. Desta maneira. 23 de Setembro de 2013 132 Faria Petelinkar. 2ª ed. 1996 . atraindo a aplicação da multa de 1% prevista no parágrafo único do art.º 16. A sentença (bem assim o acórdão) omissa contém. Procurador: Estanislau Tallon Bozi. LEGALIDADE (nova redação do item IV e inseridos os itens V e VI à redação) . no tocante à responsabilidade subsidiária.) Destarte.17. Vistos. entre si inconciliáveis. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº ED-102600-59. 174/2011.

verificada negligência do ente público quanto à vigilância da prestadora de serviço. puramente. Prequestionamento. Neste contexto. ao consignar que incumbe à parte opor embargos declaratórios visando o prequestionamento de matéria. É o relatório. "quando manifestamente protelatórios os embargos.. na medida em que exercia sobre a mesma. CONHECIMENTO 2. por parte da PETROBRÁS. no mérito.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA FERIADOS TRABALHADOS. considerálos protelatórios e aplicar à embargante multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa. poder diretivo dos serviços prestados. Contrarrazões apresentada pela reclamada às fls. haja vista os descumprimentos de obrigações por parte da primeira reclamada. portanto. JORNADA 12x36. o que incluía. desnecessário contenha nela referência expressa do dispositivo legal para ter-se como prequestionado este. evidentemente. muito menos de violação aos dispositivos citados. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº RO-114000-28. inclusive tendo aplicado diversas multas contratuais à 1ª ré. Tese explícita. 256. há necessidade de que haja. PRELIMINAR DE NÃO CONHECIMENTO DO APELO . e. 3. Inteligência da Súmula 297. publicado no DEJT de 08 de Agosto de 2012.1. Configuração." Não há que se falar.TRT 17ª Região . não houve remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho para emissão de parecer. aliás.17.1. negar provimento. elementos que levem à conclusão de que o Regional adotou uma tese contrária à lei ou à Súmula. pugnando pelo seu improvimento. em face da r. as medidas levadas a efeito não foram suficientes para ilidir a inadimplência perpetrada pela primeira reclamada. conforme dispõem os artigos 897-A da CLT e 535. 582/589. naturalmente. contradição ou obscuridade. Tese explícita. restando evidente que o dever de vigilância do ente público foi insuficiente. uma vez que. Portanto. Procurador: Estanislau Tallon Bozi. embora suscitado no recurso. requerendo a concessão de efeitos modificativos. O empregado que se submete ao regime de trabalho especial 12 x 36 tem direito ao pagamento em dobro pelos dias de feriados trabalhados e não compensados. condenará o embargante a pagar ao embargado multa não excedente de 1% (um por cento) sobre o valor da causa". Quanto ao prequestionamento. de maneira clara. Todavia. no mérito. tenha havido omissão com relação a este mesmo tópico. Esta. (. tendo demonstrado.0002 Processo Nº RO-114000/2011-002-17-00.0114000-28. Vistos. sendo partes as acima citadas. Prequestionamento. às fls. Instrumentos de mandato. o juiz ou tribunal. Nego provimento. da lavra da eminente Juíza Márcia Frainer Miura Leibel. 563/566.5. conhecer dos embargos declaratórios e. nestes termos: "118. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19/09/2013: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite (Presidente).1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. no acórdão. tem-se que não cuidou de provar o alegado. no tocante ao adicional de insalubridade e aos feriados laborados. o cumprimento da devida fiscalização que lhe é incumbida. Para fins do requisito do prequestionamento de que trata a Súmula n.17.6 Recorrente Advogado Recorrido Advogado JOSE MATTOS VICENTE Maria Madalena Selvatici Baltazar(OAB: 005240 ES) IRMANDADE DA SANTA CASA DE MISERICORDIA DE VITORIA (HOSPITAL DA SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE VITÓRIA) Luciano Rodrigues Machado(OAB: 004198 ES) ACÓRDÃO . não foi objeto de pronunciamento no acórdão.1. 23 de Setembro de 2013 133 procedeu à devida fiscalização da primeira reclamada. a Súmula 297 do C. o que se nota pelo seguinte trecho: “Além disso. Ainda que conste dos autos vasta documentação relativa à suposta fiscalização. De tal sorte. pretendendo a reforma do julgado. em omissão. Desembargadora Cláudia Cardoso de Souza e Desembargador Lino Faria Petelinkar. 05 e 34. em virtude do contrato pactuado. impõe à parte prequestionar tema que. Segundo o parágrafo único do art. por unanimidade.5.2011. nos termos da Súmula 444 do C. FUNDAMENTAÇÃO 2. adequados para a supressão de omissão. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. a embargante pretende revolver questões já decididas. não é essa a função dos embargos declaratórios. não se observa. condeno a embargante ao pagamento de 1% sobre o valor da causa. pressupõe. não foram cumpridas as obrigações contratuais. ante o evidente caráter protelatório Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 dos embargos interpostos. seu inconformismo com o julgado. arguindo preliminar de não conhecimento do apelo obreiro. 538 do CPC. TST. é a diretriz traçada pelas Orientações Jurisprudenciais nº 118 e 256 da SDI-I do Colendo TST.2011. Em que pese a segunda reclamada ter afirmado que procedeu à diligente fiscalização. prolatada pela MM. Súmula 297. não vislumbro efetividade em seu dever de fiscalização.. Em atendimento ao Provimento Consolidado da CGJT.0002 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: JOSE MATTOS VICENTE Recorrido: IRMANDADE DA SANTA CASA DE MISERICORDIA DE VITORIA (HOSPITAL DA SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE VITÓRIA) Origem: 2ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante. Havendo tese explícita sobre a matéria. o poder de fiscalizar o cumprimento das obrigações trabalhistas. do CPC. 2ª Vara do Trabalho de Vitória/ES. 297. Ou seja. TST. CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. sentença de fls. durante o período de vigência do contrato de prestação de serviços mantido entre as reclamadas. que julgou procedentes em parte os pedidos formulados na inicial. na decisão recorrida. No presente caso. Razões do reclamante às fls.) Desta feita. o tomador de serviços é responsável pelo descumprimento das obrigações trabalhistas assumidas pela primeira ré e não cumpridas. declarando que o são. 574/577. faz-se necessária a condenação subsidiária da PETROBRÁS ao pagamento das verbas trabalhistas deferidas”. contradição ou prequestionamento.

o preposto da reclamada e a prova testemunhal relataram o contato direto com pacientes portadores de doenças infectocontagiosas. . postos de vacinação e outros estabelecimentos destinados aos cuidados da saúde humana (aplica-se unicamente ao pessoal que tenha contato com os pacientes. vísceras. e . em sede de recurso ordinário. TST. não podendo sua conclusão ser tratada como matéria inovadora. circunstância apta para a caracterização da insalubridade em grau máximo. A r.” No caso dos autos é incontroverso que o reclamante era motorista. sendo demitido sem justa causa em 17/06/2011.resíduos de animais deteriorados. Por fim. Quanto ao primeiro fundamento. uma vez que ficou caracterizada somente a exposição ao agente insalubre em grau médio. Assim. que o aludido verbete jurisprudencial do C. o fato de ter havido ou não acordo nos autos da ação anulatória não pode ser considerado fato novo. no capítulo referente aos “feriados laborados”. anulando a cláusula em questão. Enquanto que a insalubridade de grau máximo se caracteriza pela exposição com: pacientes em isolamento por doenças infectocontagiosas. sendo suas atribuições listadas pelo i. sendo que.17. afirmou que o reclamante trabalhou em contato com agente insalubre de grau médio. glândulas. o reclamante disse apenas que foi proferida decisão favorável aos trabalhadores. sangue. fazendo jus. feriados laborados e intervalo intrajornada. efetua-se tamponamento do nariz e boca. ambulatórios. portanto. a insalubridade em grau médio também é caracterizada nos casos de trabalho ou operações. conforme comprovam o Laudo Técnico das Condições de Trabalho e o Perfil Profissiográfico Previdenciário. não previamente esterilizados). o reclamante recorre ordinariamente. postos de vacinação e outros estabelecimentos destinados ao atendimento e tratamento de animais (aplica-se apenas ao pessoal que tenha contato com tais animais). in verbis: . não conheço do recurso. com fundamento no laudo pericial. para exercer a função de motorista. adicional de insalubridade. Inconformado. pois. 2. pêlos e dejeções de animais portadores de doenças infectocontagiosas. com materiais infectocontagiantes. Segundo a reclamada.laboratórios de análise clínica e histopatologia (aplica-se tão-só ao pessoal técnico). perito. registro. Assim. ambulatórios. ao fundamento de que. poderão ser suscitadas na apelação.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.gabinetes de autópsias. bem como aos que manuseiam objetos de uso desses pacientes. em sede de contestação. porquanto presentes os pressupostos legais de admissibilidade. Já no tocante ao segundo argumento. 2. sendo caso. Aduziu que desenvolvia sua atividade junto ao necrotério da reclamada. Analisando a petição inicial. . de aplicação de aplicação analógica do artigo 517 do CPC.pedido de pagamento das horas extras a partir da 8ª diária e do 16º plantão. que permitia o labor em escala 12x36. carnes.5. não era possível ao autor se valer da referida súmula do C. na insalubridade em grau médio o contato deve ser em: “. por inovação recursal. porém.hospitais. fezes. a referida exposição não é exclusiva a insalubridade de grau máximo.2. coloca algodão com silicone na boca e nariz. verifico que não houve qualquer pedido relativo a jornada de trabalho de 12 horas. Em que pese o fundamento da reclamada. segundo a Norma Regulamentadora n. sentença.contato em laboratórios. proposta pelo Ministério Público do Trabalho (0010200-58. . ao adicional de insalubridade em grau máximo. uma vez que.2. MÉRITO. couros. estando a pretensão limitada a gastos com deslocamento.realizava o atendimento à solicitações de busca de cadáveres junto ao Hospital Santa Rita (conveniado da Reclamada). visto que o próprio conteúdo da aludida ação foi objeto de debate por ambas as partes (inclusive pela reclamada). sem o pagamento em dobro dos feriados laborados.0000). Embora o argumento do reclamante seja de que trabalhou em contato com doenças infectocontagiosas. segundo o qual o reclamante pleiteia. cola-se a boca – quando necessário).realizava a preparação do corpo – cadáver (troca-se a roupa do defunto.2009.aplicação da súmula 444 do C. . . Anexo 14. esgotos. a reclamada argumenta que o pedido de feriados laborados foi feito com fulcro na Ação Anulatória de Cláusulas Convencionais. não conhecendo quanto ao pedido de horas excedentes a 8ª diária ou ao 16º plantão. se a parte provar que deixou de fazê-lo por motivo de força maior. enfermarias. O reclamante alegou na inicial que foi admitido pela reclamada em 01/10/1998.º 15. Considero as respectivas contrarrazões eis que tempestivas e regulares. serviços de emergência. inicialmente. . em contato permanente. não previamente esterilizadas. portanto. que ocorreu em setembro de 2011. Vejamos.cemitérios (exumação de corpos). segundo o qual “as questões de fato. A reclamada. traz três fundamentos que não foram suscitados na petição inicial. lixo urbano.estábulos e cavalariças. diferencia-se quanto ao local de exposição. .” Sendo assim. Vejamos. com a condução de veículo para transporte de cadáveres. bem como junto à residências e hospitais quando solicitado por clientes. .realizava a retirada de cadáver do IML (necrotério) . bem como objetos de seu uso. no que tange ao último fundamento. ossos. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. conheço em parte do recurso ordinário interposto pelo reclamante. TST ao ajuizar a demanda. cadáveres Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 e outros agentes biológicos. 23 de Setembro de 2013 134 OBREIRO SUSCITADO PELA RECLAMADA. tendo desenvolvido suas atividades nas dependências da funerária da reclamada. em que se questionou a (in)validade da cláusula normativa.º 15 do Ministério do Trabalho e Emprego. . todavia. de aplicação da súmula 444 do C. aplicável na categoria do reclamante.hospitais. o pagamento das horas extras a partir da oitava diária e do décimo sexto plantão. quais sejam: . a existência de acordo entabulado nos autos.1. julgou improcedente o pleito do reclamante. TST. mais de um ano depois da propositura da presente demanda. em contato permanente com sangue. vacinas e outros produtos. com animais destinados ao preparo de soro. e. TST foi publicado em novembro de 2012. já recebido ao longo do trato empregatício. sem mencionar. INOVAÇÃO RECURSAL Sustenta a reclamada que o apelo obreiro não deve ser conhecido por inovação recursal. tem razão a reclamada. que trata da relação das atividades que envolvem agentes biológicos. . durante todo o pacto empregatício recebeu o aludido adicional. por inovação recursal.acordo nos autos da ação anulatória de cláusula da convenção coletiva. não propostas no juízo inferior. de anatomia e histoanatomopatologia (aplica-se somente ao pessoal técnico). conforme dispõe a Norma Regulamentadora n. quanto às horas acima da 8ª diária ou do 16º plantão.

da Cláusula 7a – Trabalhos nos Domingos e Feriados. nas fichas financeiras não consta qualquer pagamento a esse título. tem direito à dobra salarial pelos feriados trabalhados. Ministro Presidente do TST. VALIDADE .17.realizava a arrumação do caixão (colocava jornal em volta do corpo. até o julgamento do recurso ordinário interposto nos autos da Ação Anulatória n. além de ter suspendido a decisão do TRT da 17a Região.2 – DEJT divulgado em 26. que possui o conhecimento técnico necessário. 23 de Setembro de 2013 135 . a compensar o ocorrido labor. embora estivesse exposto a doença infectocontagiante.2. conhecer parcialmente do recurso ordinário. no tocante a Ação Anulatória de Cláusulas Convencionais proposta pelo Ministério Público do Trabalho. devido o pagamento dos feriados laborados. TENDO EM VISTA O PROVIMENTO DO RECURSO DO RECLAMANTE. em caráter excepcional. as conclusões do i. em grau médio. TST confere direito ao pagamento em dobro dos feriados. Portaria 3214/78”. caracteriza a insalubridade em grau médio.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. uma vez que Ação Anulatória de Cláusulas Convencionais proposta pelo Ministério Público do Trabalho (0010200-58. in verbis: “As atividades exercidas pelo Reclamante são ensejadoras de Insalubridade. portanto.00 (QUARENTA REAIS). O empregado não tem direito ao pagamento de adicional referente ao labor prestado na décima primeira e décima segunda horas. 1º de maio. o entendimento consagrado pelo C. algodão. constato do documento de fls. e. nego provimento ao apelo. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 mantendo incólume. também por esse fundamento. Dou provimento ao apelo.2. tal como ajustada pelas partes. declarando nula a cláusula em questão.2.realizava quando necessário. em dobro. da Penha. onde houve desistência do recurso interposto.17. ou remunerar em dobro as horas trabalhadas. Nesse passo. em R$ 2. Fixado novo valor à condenação. alegando que foi firmado acordo com o Ministério Público do Trabalho. restabelecendo as cláusulas 4a – Aumento e Redução da Jornada. que o acordo não foi juntado aos autos. concomitantemente. dar provimento parcial ao apelo do reclamante.5. circunstância prevista na norma regulamentar para caracterização da insalubridade em grau máximo. foi ajuizada ação cautelar no C. nos autos da ação anulatória. argumentou que é plenamente válida cláusula coletiva que permite o labor em escala 12x36. o reclamante recorre ordinariamente. Por fim.11. (grifos) Diante do exposto.2009. que declarou nulos o parágrafo 2o. sendo que. 02 de novembro e 25 de dezembro). NORMA COLETIVA. concluindo pela insalubridade em grau médio.5. e custas .1 foi entabulado acordo nos autos. É valida. DEJT divulgado em 25. foram elucidativas e analíticas a respeito do ambiente de trabalho do autor. disse que foi interposto Recurso Ordinário. EM R$ 2. E nem argumente a reclamada. sempre laborou nos dias considerados como feriado nacional (1º de janeiro. por unanimidade. ESCALA DE 12 POR 36. 185/2012. flores e véu). NOS TERMOS DO ART. diferentemente dos domingos. que conferiu efeito suspensivo ao Recurso Ordinário.000. 789 DA CLT. tenho que prevalecem os termos da convenção coletiva. extrai-se que o autor laborou em feriados. 444 do TST. sem o pagamento em dobro dos feriados laborados.09. sendo que. festa de N. perito. sendo o enquadramento técnico dado pelo Anexo 14. 12 de outubro. . 2. podendo seu conteúdo ser verificado pelo andamento processual do processo na internet. A jurisprudência da Corte Superior Trabalhista pacificou-se no sentido de que o empregado sujeito ao regime de 12 horas de trabalho por 36 de descanso. ocorrendo a hipótese.0000) foi julgada procedente. as folgas oriundas do regime de escala não têm o condão de compensar naturalmente os feriados laborados. prevista em lei ou ajustada exclusivamente mediante acordo coletivo de trabalho ou convenção coletiva de trabalho. requereu a condenação da reclamada no pagamento dos aludidos feriados. concedeu liminar. mantinha contato com cadáveres e/ou objetos destes sem prévia esterilização. A r. Sra. in verbis: “SÚM-444. TST. sentença julgou improcedente o pleito do reclamante.” Inconformado. Alegou o autor na exordial que trabalhou durante todo o contrato de trabalho em escala 12x36.2009. o local em que ocorria o labor (hospitais e necrotério). compulsando as folhas de ponto. Sendo assim. independentemente da existência de norma coletiva autorizando o labor nestes dias. nos seguintes termos: “Por outro lado. 420/432 que o Exmo. e a manutenção da decisão que anulou a cláusula em questão. PELA RECLAMADA. LEI.Res. FIXO NOVO VALOR À CONDENAÇÃO. 07 de setembro. Vejamos. a jornada de doze horas de trabalho por trinta e seis de descanso. assegurada a remuneração em dobro dos feriados trabalhados. verifico que o Ministério Público do Trabalho propôs ação anulatória em relação às cláusulas que permitiam a jornada em escala de 11 x 36 horas. curvome ao entendimento sufragado na Súmula n. A reclamada. no caso de labor em escala 12x36. a retirada de secreções com a utilização de uma seringa e agulha. 0010200-58. da NR 15.0000. 3CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. Além disso. FERIADOS LABORADOS. E CUSTAS RESPECTIVAS NO IMPORTE DE R$ 40. Porém. Eis o teor da novel Súmula n. JORNADA DE TRABALHO.2012. fixado em norma coletiva. sexta feira da Paixão.00 (DOIS MIL REAIS). diversa da escala. Portanto. Nessa linha de raciocínio. e. em sede de contestação. Ademais. Assim.2012 – republicada em decorrência do despacho proferido no processo TST-PA-504280/2012. revendo posicionamento anterior. de forma habitual. 21 de abril. a reclamada não negou o trabalho obreiro em feriados. Contudo. aduziu que.000. Milton de Moura França. a decisão que declarou nula a aludida cláusula coletiva. uma vez que. 444 do TST. In casu. Cláusulas 10a – Jornada 11 x 36 e 23a Indenização Adicional. Por fim. 26 e 27. TST é no sentido de que as horas laboradas em feriados sem a correspondente folga compensatória deverão ser pagas com o adicional de 100%. deverá ser concedida uma folga a mais. com fez em sede de contrarrazões. serragem. sem a devida folga compensatória. Portanto. com a efetiva prestação de trabalho em dia de feriado. para condenar a reclamada ao pagamento em dobro dos feriados laborados. ficando exposto a AGENTES BIOLÓGICOS. Quanto a Ação Anulatória proposta pelo Ministério Público do Trabalho. que se encontra pendente de julgamento neste E. que foi julgada procedente pelo TRT da 17a Região. no mérito.00 (dois mil reais). Também não ficou comprovado o contato com pacientes em isolamento. trata-se de processo público. pois. nos exatos termos em que foi pactuada pelos sindicatos signatários. conforme já mencionado no capítulo 2. no horário das 07:00hs às 19:00hs.” Nesse diapasão. Regional. por unanimidade. aduziu que a nova redação da súmula 444 do C. com a desistência dos recursos interpostos.

primeiramente. sanando a omissão apontada. no Processo do Trabalho. quanto à apreciação de matéria constante no Recurso. que envolve também os honorários advocatícios. No âmbito desta Especializada. dar provimento parcial para dispensar o reclamante do recolhimento das custas. aos descontos fiscais e previdenciários. 14 da Lei n. embora tenha sido consignado que foi superada a deserção. 207/209v. defiro o benefício da justiça gratuita. enquanto aquela. São cabíveis embargos de declaração no caso de padecer a sentença ou o acórdão de omissão. assegurado igual benefício ao trabalhador de maior salário uma vez provado que a sua situação econômica não lhe permite demandar sem prejuízo do sustento próprio ou de sua família. 10. por sua vez. devo registrar. 186 e 927 do Código Civil. extensivo a quem não esteja assistido por Sindicato (prevista no § 3º. Com razão. ficando.584/70 c/c §3º.00 a título de custas processuais. verifico que. OMISSÃO CONSTATADA. § 3º. da CLT. 207-209v . e não se confunde com o benefício da justiça gratuita previsto no § 3º.584/70 para a concessão da assistência judiciária gratuita.2. Pugna. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. há necessidade da ocorrência dos dois requisitos para o deferimento da assistência judiciária. Desembargadora Claudia Cardoso de Souza e Desembargador José Luiz Serafini. do art. não procedeu ao recolhimento das custas. para a correção da falha apontada. o reclamante não está assistido por Sindicato de classe.584/70. 133 da Constituição.1. do art. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO.0123000-18. diferentemente do que ocorre quando há concessão do benefício da justiça gratuita.º 5.060/50. 790.TRT 17ª.2. por entender ausentes os requisitos da Lei 5. para fins de isenção das custas processuais e conhecimento do Apelo. da CLT.0002 Processo Nº ED-123000/2012-002-17-00. da CLT. bem como em relação aos honorários advocatícios sucumbenciais. acórdão de fls. RESPONSABILIDADE OBJETVA.060/50 e art. nas razões recursais.º 5. 790. REGIÃO UNIFORME INDUSTRIA E COMERCIO DE ROUPAS LTDA EPP Origem: 2ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . que a assistência judiciária gratuita e o benefício da justiça gratuita não se confundem. de acepção mais restrita.º 5. Sendo assim. Vistos. quais sejam. Acórdão. sendo partes as acima citadas. art. quando preenchidos os requisitos previstos no próprio artigo. apontando omissão no julgado. DESCONTOS FISCAIS E PREVIDENCIÁRIOS Alega o embargante omissão quanto à responsabilidade objetiva da reclamada. e é devida a todo aquele que receber salário igual ou inferior ao dobro do mínimo legal. à luz dos arts. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19/09/13: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente).5. a luz do art. autoriza o acolhimento de Embargos Declaratórios. honorários advocatícios e descontos fiscais e previdenciários. obscuridade ou contradição. não estão atendidos os pressupostos previstos na Lei n. MÉRITO 2. 09) e. § 3º. FUNDAMENTAÇÃO 2.º 5. 2. por força do Agravo de Instrumento. É o relatório. Portanto. são os que preenchem os requisitos da Lei n. como se percebe. Este é uma faculdade do juiz.584/70. porquanto presentes os pressupostos legais de admissibilidade. os beneficiários da assistência judiciária gratuita. A assistência judiciária gratuita tem previsão tanto no art.584/70.17. O obreiro. da CLT. Procurador: Estanislau Tallon Bozi DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº ED-123000-18.0002 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: RONALDO SEABRA MILAGRE Embargado: O V. para acrescentar ao recurso a seguinte fundamentação: “A r. 23 de Setembro de 2013 136 respectivas no importe de R$ 40.2012. por fim. do art. 790. também. ou seja.º 1.1.2. aos honorários advocatícios.00 (quarenta reais). o julgado foi omisso quanto ao pedido de concessão dos benefícios da assistência judiciária gratuita. ACÓRDÃO DE FLS.2012. pela reclamada.17. com base na declaração de miserabilidade jurídica. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . não prescinde dos requisitos da Lei n.º 5. Nesse particular. passo a sanar a referida omissão. como no artigo 3º da Lei n. em face do v. com fundamento na Lei 1.584/70. ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA Aponta o embargante omissão no v. 790. a parte deve estar assistida por seu Sindicato de classe. à fl. no tocante à assistência judiciária gratuita.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Assim. 790. assistência por Sindicato de classe e percepção de remuneração igual ou menor que o dobro do salário mínimo ou impossibilidade de demandar sem prejuízo do sustento próprio ou da família. a existência de omissão. responsabilidade objetiva. sentença de origem indeferiu os benefícios da assistência judiciária gratuita. condenando o autor ao pagamento da importância de R$ 130. a assistência judiciária gratuita é devida apenas na hipótese prevista na Lei n. 2. da CLT. na acepção mais ampla. todavia. CONHECIMENTO Conheço os embargos declaratórios opostos pelo reclamante. De fato. Dou parcial provimento. Acórdão. portanto.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Assim. OMISSÃO. 790. OMISSÃO.2. 20 do CPC e Súmula 219 do TST.” Isto posto. Tribunal não se manifestou quanto à responsabilidade objetiva da reclamada pelos atos de seus empregados.5. do art. dou provimento aos embargos declaratórios. pugnou. Aduz que o E. Na hipótese vertente. No entanto. mas por advogado particular (fl.8 Embargante Advogado Embargado Advogado RONALDO SEABRA MILAGRE Euclerio de Azevedo Sampaio Junior(OAB: 007583 ES) UNIFORME INDUSTRIA E COMERCIO DE ROUPAS LTDA EPP Dalton Almeida Ribeiro(OAB: 011359 ES) ACÓRDÃO . pela concessão do benefício da assistência judiciária gratuita. importando somente na isenção de custas.TRT 17ª Região . analisando o v. conforme arts. Suspeição do Desembargador Lino Faria Petelinkar. pela apreciação dos argumentos contidos no recurso ordinário acerca dos encargos fiscais e previdenciários e. RELATÓRIO Trata-se de embargos declaratórios opostos pelo reclamante. no tocante ao pedido de concessão dos benefícios da assistência judiciária gratuita e justiça gratuita. da CLT). para. nos termos do § 3º.

3. A existência de tese específica sobre a matéria debatida. A sentença (bem assim o acórdão) omissa contém.TRT 17ª Região . A Súmula 297 do C. elementos que levem à conclusão de que o Regional adotou uma tese contrária à lei ou à Súmula. dar-lhes parcial provimento. satisfaz o requisito de fundamentação da decisão e caracteriza a devida prestação jurisdicional. PROVA PRÉ-CONSTITUÍDA. a reclamada não apresentou contrarrazões ao recurso obreiro. pode ser elidida por prova pré-constituída (Súmula 74 do C. não é essa a função dos embargos declaratórios. Procurador: Estanislau Tallon Bozi. Todavia. assentando expressamente estarem “ausentes todos os pressupostos a ensejar a responsabilidade civil”. Tese explícita. Esta. nestes termos: 118.17. no mérito. quanto à assistência judiciária gratuita. do CPC. à retificação da CTPS. FUNDAMENTAÇÃO 2. às comissões e à multa do artigo 477 da CLT. Conforme se infere do v.CONHECIMENTO Deserção superada pelo julgamento do agravo de instrumento. Para fins do requisito do prequestionamento de que trata a Súmula n. CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. 189/190.2011.0002 Processo Nº RO-125100/2011-002-17-00. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº RO-125100-77. Configuração. Prequestionamento. bem como prejudicada a análise relativa aos descontos fiscais e previdenciários. 1993 . Analisando o v. portanto. subjetiva ou objetiva. da lavra do eminente juiz Roberto José Ferreira Almada. do CPC. nos termos da certidão de fls. não há qualquer omissão no julgado. conhecer dos embargos declaratórios e. sentença. ao consignar que incumbe à parte opor embargos declaratórios visando o prequestionamento de matéria. em omissão no julgado e.. É o relatório. tampouco. há necessidade de que haja.2011.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA CONFISSÃO FICTA. Prequestionamento. verbis: 2. Nego provimento. aliás. o qual. proferida pela MMª 2ª Vara do Trabalho de Vitória/ES. que julgou improcedentes os pedidos formulados na inicial. presume-se verdadeira a data de registro da admissão do obreiro. ao contrário do afirmado.p. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante. RECONHECIMENTO DE VÍNCULO EMPREGATÍCIO. sentença de fls. nos moldes do artigo 535. Nesse aspecto. vê-se que nas aludidas matérias elencadas. 256. Se os documentos constantes dos autos não são capazes de comprovar a relação de emprego em período anterior ao registrado na CTPS. impõe à parte prequestionar tema que. adequados para a supressão de omissão. Acórdão embargado. conforme dispõem os artigos 897-A da CLT e 535. ao intervalo intrajornada. quantitativamente inferior à que se deveria ter sido realizada" ("Sistema dos Recursos Trabalhistas". . Acórdão. TST. À análise. Ou seja. contradição ou obscuridade. de certa maneira. mas tão somente falhas formais porventura havidas no julgado. julgou indevidos os honorários advocatícios..0125100-77. FUNDAMENTAÇÃO 2. pressupõe. em prequestionamento dos dispositivos legais e constitucionais mencionados. às fls. sendo certo que a não-manifestação acerca de todos os dispositivos legais apontados como violados não configura omissão no julgado. ainda que contrária ao entendimento da parte. Súmula 297. um pronunciamento citra petita pois a apreciação do órgão foi. que isentou o reclamante do pagamento das custas processuais. sendo partes as acima citadas. Embora devidamente notificada. negou provimento ao pedido de dano moral decorrente de suposta perseguição perpetrada pela empregadora e. tendo demonstrado. ante a sucumbência total do reclamante. 243.1. Havendo tese explícita sobre a matéria.0002 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: ADEMIR OLMO SERRI JUNIOR Recorrido: UNIAO NACIONAL DOS PROPRIETARIOS DE VEICULOS AUTOMOTORES-UNION Origem: 2ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . CONHECIMENTO Conheço o Agravo de Instrumento interposto. em face da r.17. 332). 194/216.São Paulo: LTr. Não há se falar. pelo prequestionamento dos dispositivos mencionados. consignadas no julgado.5. puramente.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. à confissão. evidentemente. TST). ao sobreaviso. Inteligência da Súmula 297. não foi objeto de pronunciamento no acórdão. é a diretriz traçada pelas Orientações Jurisprudenciais nº 118 e 256 da SDI-I do Colendo TST. Desembargadora Cláudia Cardoso de Souza e Desembargador Lino Faria Petelinkar. na decisão recorrida. decorrente da ausência injustificada na audiência que deveria depor. 23 de Setembro de 2013 137 ainda. embora suscitado no recurso. por unanimidade. desnecessário contenha nela referência expressa do dispositivo legal para ter-se como prequestionado este. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 para sanar a omissão apontada e dar provimento parcial para dispensar o reclamante do recolhimento das custas. seu inconformismo com o julgado. portanto. no acórdão. em razão da confissão ficta do autor. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19/09/2013: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite (Presidente). A presunção relativa de veracidade dos fatos alegados pelo empregador. em relação aos pedidos deduzidos na causa. Vistos. Razões recursais. requerendo a reforma da r. de maneira clara.5. Tese explícita.1.2 Recorrente Advogado Recorrido Advogado ADEMIR OLMO SERRI JUNIOR Vilmar de Oliveira Silva(OAB: 013154 ES) UNIAO NACIONAL DOS PROPRIETARIOS DE VEICULOS AUTOMOTORES-UNION CAIO DA CRUZ FERRAZ(OAB: 017973 ES) ACÓRDÃO . sendo certo que os embargos declaratórios não são meio idôneo a corrigir eventual erro de julgamento. as razões de julgamento encontram-se. NÃO COMPROVAÇÃO. Consoante magistério de Manoel Antonio Teixeira Filho: "Sentença omissa é a que deixa de pronunciar-se sobre um ou mais pedidos formulados pelas partes (. porquanto presentes .). relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. devidamente. tenha havido omissão com relação a este mesmo tópico. resta claro que a embargante pretende revolver questões já decididas. 297. às horas extras. 7ª ed.

2. informe que não possui condições de pagar as custas do processo e os honorários advocatícios. A assistência judiciária gratuita tem previsão tanto no art. com base no artigo 343. o ora Agravante não procedeu ao recolhimento das custas processuais no valor de R$ 440. ainda.º 5. e não se confunde com o benefício da justiça gratuita previsto no § 3º. argumentado que. 790. não estão atendidos os pressupostos previstos na Lei n. o reclamante. o recolhimento das custas processuais. além de alguns terem sido emitidos por terceiros. os beneficiários da assistência judiciária gratuita. mesmo advertido que deveria comparecer ao ato para depor. O pedido de pagamento das verbas decorrentes da dispensa sem justa causa foi indeferido em razão do pedido de demissão assinado pelo próprio autor. Na hipótese vertente. há necessidade da ocorrência dos dois requisitos para o deferimento da assistência judiciária. XXXV e LXXIV da Constituição Federal. Nesse aspecto. alega que o juízo de origem não considerou todo o conjunto probatório existente nos autos. 24/98 dos autos não comprovaram o direito postulado. sob pena de confissão. extensivo a quem não esteja assistido por Sindicato (prevista no § 3º. fixadas pelo Juízo de origem. MÉRITO 2. insurge-se o reclamante. determinar o processamento do Recurso Ordinário interposto pelo autor.º 5. do CPC e Súmula 74 do C.2. e é devida a todo aquele que receber salário igual ou inferior ao dobro do mínimo legal. o reclamante não está assistido por Sindicato de classe. portanto. quando preenchidos os requisitos previstos no próprio artigo.2. da CLT. o juízo de origem considerou que os documentos colacionados às fls. no Processo do Trabalho. como se percebe.584/70. No âmbito desta Especializada. § 2º. Sustenta. na petição inicial e em suas razões recursais requereu a concessão do benefício da assistência judiciária gratuita para fins de isenção das custas processuais. 2. diferentemente do que ocorre quando há concessão do benefício da justiça gratuita. decorrente da confissão do autor. DESERÇÃO DO RECURSO ORDINÁRIO Diante da improcedência total dos pedidos expostos na exordial. Após. Nesse aspecto. pois não foram infirmados pela prova constituída. devendo os autos ser encaminhados a SECAU para reautuação. são os que preenchem os requisitos da Lei n. em razão da confissão do reclamante. a teor da Lei 1. a parte deve estar assistida por seu Sindicato de classe. E os pedidos de horas extras e intervalo intrajornada.060/50 e da Lei 5.º 5. recorre o reclamante. também. que envolve também os honorários advocatícios.MÉRITO 2.584/70 para a concessão da assistência judiciária gratuita. 790. Nessa linha de raciocínio. Para o pedido de reconhecimento do vínculo empregatício no período não anotado na CTPS. importando somente na isenção de custas. a assistência judiciária gratuita é devida apenas na hipótese prevista na Lei n. indeferidos. para a concessão do referido benefício. o que levou ao não conhecimento do recurso pelo Juízo a quo. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 14. 2.060/50.º 5. Pois bem. pois. assegurado igual benefício ao trabalhador de maior salário uma vez provado que a sua situação econômica não lhe permite demandar sem prejuízo do sustento próprio ou de sua família. determinar o processamento do Recurso Ordinário interposto pelo obreiro. Quanto ao pedido de depósitos do FGTS.584/70. que o indeferimento da assistência judiciária gratuita prejudica o reclamante exercer seu direito de interpor recursos aos tribunais superiores. Inconformado. por unanimidade. com nítida afronta ao artigo 5°.584/70. à fl.º 1.584/70. capazes de elidir a confissão aplicada. 13) e. na acepção mais ampla. não prescinde dos requisitos da Lei n. Todavia. 790.º 5. Inicialmente. da CLT).1ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA. TST. o juízo a quo.CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 2ª Turma do Egrégio Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. fundamentou a improcedência de cada pedido nas provas documental e oral existentes nos autos. Vejamos. dar provimento para. mas por advogado particular (fl. com base na declaração de miserabilidade jurídica. afastando a deserção. calculados sobre o valor da causa. Este é uma faculdade do juiz. Salienta que o princípio da busca da verdade real é superior à pena de confissão. mediante simples afirmação na petição. os autos deverão ser remetido a Relatora. entendeu que foram . o Juízo a quo condenou o autor ao pagamento das custas processuais no importe de R$ 440.00 (quatrocentos e quarenta reais).00 (quatrocentos e quarenta reais). renovando o pleito da assistência judiciária gratuita. todos consagraram a condição autônoma do emitente.CONFISSÃO O juízo de origem reputou o reclamante confesso quanto à matéria fática debatida nos autos. uma vez que se encontram preenchidos os pressupostos de admissibilidade. Inconformado. em primeiro lugar devo registrar que a assistência judiciária gratuita e o benefício da justiça gratuita não se confundem. Considerou verdadeiros os fatos alegados na defesa. do art. contudo. afastando a deserção. sem realizar. 3.584/70. de acepção mais restrita. além de ressaltar ausência de justificativa para o reembolso de combustível em valor superior ao praticado no curso do breve tempo do contrato. ou indenização por depreciação de veículo utilizado em serviço por reles três meses. defiro ex oficio o benefício da justiça gratuita. 14 da Lei n. conhecer do Agravo de Instrumento e. ficando. então. o que torna descabida a integração salarial dessas rubricas. do art. além da presunção relativa de veracidade da tese de defesa. enquanto aquela. De fato. do art. Quanto ao pedido de pagamento de prêmios e comissões. no caso. basta que a parte. o reclamante interpôs recurso ordinário. assistência por Sindicato de classe e percepção de remuneração igual ou menor que o dobro do salário mínimo ou impossibilidade de demandar sem prejuízo do sustento próprio ou da família.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.1. também. Nesse contexto. ao argumento de que a presunção de veracidade decorrente da pena de confissão é apenas a relativa. ou seja. por considerá-lo deserto. Assim. porquanto. da CLT. 23 de Setembro de 2013 138 os requisitos de admissibilidade recursal. com competente compensação na distribuição. no mérito. Portanto. como no artigo 3º da Lei n. dispenso o reclamante do recolhimento das custas processuais e dou provimento ao Agravo de Instrumento interposto pelo reclamante para.2. podendo ser elidida por prova em contrário. o juízo de primeiro grau entendeu que o próprio reclamante admitiu ter recebido prêmios ou comissões da ré. quais sejam. Dessa decisão. nos termos do § 3º. deixou de fazê-lo. mas simplesmente reputoulhe confesso e julgou improcedentes os pedidos formulados na inicial. observo que o reclamante limita sua impugnação à suposta falta de apreciação das provas constituídas nos autos. No entanto.

em 10/12/2010. que elida a presunção de veracidade decorrente da confissão.A prova pré-constituída nos autos pode ser levada em conta para confronto com a confissão ficta (art. CPC).02. iniciou o labor na reclamada. nos autos.2. Insurge-se o reclamante. domingos e feriados. expressamente intimada com aquela cominação.não prospera. domingos e feriados. que era obrigado a permanecer com o celular ligado 24h. diante dos documentos juntados com a inicial. 13º salário. Vejamos. prevalecendo a jornada de trabalho apontada na contestação. do poder/dever de conduzir o processo. às fls. ao argumento de que a tese de defesa de ausência de labor aos sábados e domingos . 24/50 demonstram o labor no período não anotado na CTPS e. PERÍODO SEM ANOTAÇÃO Na inicial. Portanto. 2.RA 69/1978. o reclamante alegou que foi contratado. portanto. 13º salário. na forma do documento de fls. até porque o autor foi considerado confesso em relação aos fatos alegados pela defesa. (ex-OJ nº 184 da SBDI-1 . Inicialmente. 174/2011.2000) III. Vejamos. O juízo de origem julgou o pedido de hora extra e intervalo intrajornada. do C. os documentos apontados pelo recorrente não confrontam a presunção de veracidade dos fatos alegados na contestação. de segunda a sexta-feira. . inclusive nos sábados. que revelam labor aos sábados.11.Res.2. férias + 1/3. na realidade. Em defesa. a verdade real não se revela pela presunção relativa decorrente da falta de exibição dos cartões de ponto de terminando período. sob a alegação de que a empresa não pratica atividades de vendas aos sábados e aos domingos. nos termos do artigo 74. verbis: SÚMULA 74 CONFISSÃO. Embora a reclamada tenha o dever legal de apresentar os cartões de ponto. não comparecer à audiência em prosseguimento. Insurge-se o reclamante. no período de 04/01/2010 a 08/09/2010. sem labor aos sábados e domingos. sem qualquer controle por parte da empresa. Nego provimento.94. portanto. Nego provimento.05. DEJT divulgado em 27. não afetando o exercício.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. ante a confissão aplicada ao reclamante. sentença. diante da ausência de prova. e dispensado. § 2º. Embora os documentos apresentados pelo reclamante. TST. A prova da relação de emprego depende da presença dos requisitos do artigo 3º da CLT e estes não foram demonstrados nos autos. Ademais. não se pode olvidar que a confissão aplicada ao reclamante favorece a tese da ré. Indeferiu o pagamento do seguro-desemprego. FGTS e multa de 40%. o autor pretende o reexame de cada pedido indeferido. ao argumento de que a reclamada não apresentou os cartões de ponto de todo o período contratual. sua jornada era controlada. domingos e feriados. 24/98 conferem ao emitente. Na verdade. 30 e 31. no sentido de que aqueles juntados às fls.A vedação à produção de prova posterior pela parte confessa somente a ela se aplica. por si só. em média. por meio de celular. a ré negou o labor em período anterior ao registrado na CTPS do autor. de ausência de trabalho em regime de sobreaviso.RETIFICAÇÃO CTPS.09. não implicando cerceamento de defesa o indeferimento de provas posteriores. a condição de empregado alegada. com cerca e 20min a 30min de intervalo intrajornada. bem como reflexos sobre o aviso prévio. Vejamos. Nego provimento. A reclamada. RSR. embora a CTPS tenha sido registrada em 09/09/2010. das 07h45min às 22h. Desse modo.4. mesmo que se possa presumir a subordinação no período anterior ao registrado na CTPS pelo simples fato de ter havido a prestação de serviços para a reclamada. I. 400. 23 de Setembro de 2013 139 devidamente adimplidos. a condição de representante autônomo e. decorrente da confissão aplicada ao autor. quando percebia R$ 686.0017) . em relação ao período sem registro na CTPS. da CLT.inserida em 08. ao argumento de que os referidos documentos demonstram o labor para a reclamada antes do registro da CTPS. o que será efetivamente tratado nos próximos tópicos. (nova redação do item I e inserido o item III à redação em decorrência do julgamento do processo TST-IUJEEDRR 801385 -77. quando laborava cerca de 05 a 06 horas. não há falar em aplicação da confissão sem apreciação das provas constantes dos autos.SOBREAVISO O autor aduziu. HORAS EXTRAS E INTERVALO INTRAJORNADA O reclamante alegou que possuía como jornada habitual.1978) II . 2. Ainda que os formulários de pedidos de clientes apresentados pelo reclamante possam coincidir com dias de sábados. três finais de semana por mês (sábado e domingo). dispõe que a prova pré-constituída nos autos pode ser levada em conta para confronto com a confissão ficta. na qual deveria depor.2. A reclamada contestou o pedido. por ausência dos requisitos legais. além de alegar que exercia trabalho externo. O reclamante se manifesta sobre os documentos apresentados pela ré. frisa-se que o reclamante não questiona a confissão ficta aplicada em razão da sua ausência injustificada na audiência que deveria depor. FGTS. da Súmula 74. não comprovam. Requereu o pagamento das horas extras excedentes da 8ª diária e da 44ª semanal. 24/98. gerando a presunção relativa de veracidade da jornada de trabalho indicada na inicial. sob o fundamento de que os documentos acostados às fls. quanto ao período sem controle de jornada nos autos. conforme comprovam os documentos anexados à contestação. com 01h de intervalo intrajornada.3. em 04/01/2010. 2. DJ 26. (ex-Súmula nº 74 . pois. O juízo de origem indeferiu o pleito. em 04/01/2010.2. sem receber as horas extras devidas. sustentou que o horário de trabalho do Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 reclamante era das 08h às 17h. o item II. bem como da multa do artigo 477 da CLT.2011 I – Aplica-se a confissão à parte que.5. 154. E nem se diga que o registro da condição de representante autônomo ao signatário dos referidos documentos constavam mesmo no período do contrato de trabalho anotado na CTPS. não impugnados pela ré. RSR.2001. por sua vez. não ilidem a presunção de veracidade da contestação. a título de remuneração mensal. para exercer a função de consultor de vendas. o vínculo empregatício postulado. multa de 40%. mesmo durante o trabalho externo. pelo magistrado. a confissão ficta do reclamante desonera o empregador do seu ônus. Nessa linha. não comprovam que o reclamante estava de sobreaviso naqueles dias. Disse que era acionado. Asseverou que. no caso o reclamante. Disse que. no período anterior ao registro da CTPS – 04/01/2010 a 08/09/2010. O reclamante manifesta sua irresignação com a r. Requereu o reconhecimento do vínculo empregatício com a ré. indiquem que prestou serviços para a reclamada. com a retificação da data de admissão da CTPS e o pagamento das férias + 1/3.

§ 3º. 477. 477.2. Procurador: Estanislau Tallon Bozi.A aplicação da multa de que cogita o art. o que foi cumprido às fls. com reflexos sobre férias + 1/3. Tribunal Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Regional. § 8º. assim. FGTS. e limitado à dispensa do recolhimento de custas processuais. Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente). na forma da fundamentação supra. da CLT. não houve o alegado atraso no pagamento da rescisão. não elide a confissão do autor e.MULTA DO ARTIGO 477.09. § 8º. (Processo: RR .537/2002. Insurge-se o reclamante. nego provimento. os beneficiários da assistência judiciária gratuita.09.00 a R$ 1. Nesse sentido. Em primeiro lugar. Mantido o valor da condenação. Pelo que se depreende do acórdão do e. 790. sem a necessidade de poderes especiais para tanto. Embora o Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho registre o pagamento de comissões referentes ao mês anterior ao da rescisão. 14. ao argumento de que a Lei 10. Vejamos. Data deDivulgação:DEJT09/04/2010. a assistência judiciária gratuita é cabível apenas se preenchidos os pressupostos da Lei n. Lino Faria Petelinkar e Desembargadora Claudia Cardoso de Souza. RSR. 3. §3º. inclusive de ofício. se atingisse a meta de trinta contratos de adesão celebrados. por conseguinte.2. Nesse diapasão. 3ª Turma. DA CLT Na inicial.584/70.2. TST: RECURSO DE REVISTA.6. horas extras e verbas resilitórias.5. a ausência de comprovação do direito alegado. Vencido o Desembargador Lino Faria Petelinkar quanto à assistência judiciária gratuita. O reclamante reitera o direito ao recebimento das comissões e premiações. PREMIAÇÕES Na inicial.584/70 (assistência sindical e percepção de remuneração igual ou inferior ao dobro do salário mínimo legal. MULTA DO ART. da CLT tem pertinência quando o empregador não cumpre o prazo estabelecido para a quitação das verbas rescisórias. o atingimento das metas Vejamos. jamais recebeu as comissões prometidas. quanto ao direito à multa prevista no § 8º.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. que alterou o artigo 790.1302000-77.17. no percentual de 10% sobre cada contrato de adesão celebrado. Des. o reclamante alegou que lhe foi prometido o pagamento de comissões na razão de 10% sobre cada contrato de adesão celebrado. não sendo possível ampliar o seu alcance para a hipótese de pagamento a menor daquelas parcelas. a qual o reclamante jamais atingiu. conhecer do recurso ordinário do reclamante e. 2. Além das comissões. No âmbito desta Especializada. Mantido o valor da condenação. comprovando. impede a procedência do pedido.500. Argumenta que as verbas trabalhistas devidas não foram pagas no prazo legal.7. 477 da CLT. por ausência dos requisitos do art. O juízo de origem indeferiu o pedido. Nesse sentido. cumpre ressaltar que a justiça gratuita foi deferida ao autor em sede de agravo de instrumento. A ré argumentou que as comissões e premiações somente eram pagas aos vendedores que atingissem determinada meta.5. 14 da Lei 5. Insiste o reclamante. extensivo a quem não esteja assistido por Sindicato (prevista no art. de acepção mais restrita. são os que preenchem os requisitos da Lei 5. Requereu o pagamento de todas as comissões.000. da CLT.0010 Processo Nº RO-138400/2012-010-17-00. apenas com a comprovação da miserabilidade jurídica. para fins de recebimento de comissões e prêmios. 477. da CLT.CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. diferentemente do que ocorre com o benefício da justiça gratuita.) Ante o exposto. 477 da CLT. podendo o advogado declarar a hipossuficiência do reclamante. no mérito. § 8º.0008 Data de Julgamento: 17/03/2010.4 . 13) e a declaração de insuficiência econômica. de acepção mais ampla. premiações e seus reflexos no pagamento das verbas resilitórias. Nego provimento. da CLT). por maioria. 13º salário. 5.00. Nego provimento. não há prova de que o reclamante alcançou as metas ao longo de todo o contrato de trabalho. Ressalta que a assistência judiciária gratuita pode ser concedida.584/70. Na hipótese vertente. Todavia. por não ter computado as horas extras. revogou o artigo 14 da Lei 5. 2. multa de 40%. Também sustenta não ser a assistência judiciária gratuita privativa do sindicato de classe. mas não dispensa a assistência sindical. constante às fls. o reclamante está assistido por advogado particular (fls. Recurso de revista parcialmente conhecido e provido. A multa do artigo 477 da CLT é devida. comissões. DA CLT. negar-lhe provimento. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº RO-138400-48. pois a lei de regência exige a concomitância dos pressupostos. até porque as diferenças foram reconhecidas somente em juízo. aduziu que também lhe foi garantido o recebimento de premiações que variavam em torno de R$ 1. mas sim pagamento a menor (diferenças de verbas rescisórias reconhecidas ex judicis). Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19. indevida a multa em comento quando as verbas rescisórias registradas no Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho foram pagas no prazo estabelecido do artigo 477 da CLT. Relator Ministro: Horácio Raymundo de Senna Pires. pelas provas constantes dos autos. envolvendo também os honorários advocatícios. exclusivamente. do artigo 477. por unanimidade. o reclamante postulou a condenação da reclamada no pagamento da multa do art. 23 de Setembro de 2013 140 Nego provimento. pois o próprio Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho indica que recebia comissões.2012. a mera existência de diferenças em favor do empregado não torna devido o pagamento da multa. manifestou-se o C. não sendo o pagamento a menor das verbas rescisórias motivo a ensejar a sua aplicação.584/70. § 8º. supre apenas o requisito inerente à miserabilidade jurídica. 14.5. Assim. PAGAMENTO A MENOR .COMISSÕES.2003. O juízo de origem entendeu não haver motivo para aplicação da multa do art. na hipótese de atraso no pagamento das verbas rescisórias constantes do termo de rescisão. sob o fundamento de que o próprio reclamante admitiu jamais ter recebido prêmios ou comissões.ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA O juízo de origem indeferiu o pedido de assistência judiciária gratuita. 2. apesar de sempre ter sido um dos melhores e mais produtivos consultores da ré. Assim. bem como a sua integração ao salário. sendo incontroverso que o pagamento das verbas rescisórias ocorreu dentro do prazo previsto no § 6º do art. Vejamos. ou impossibilidade de demandar sem prejuízo do sustento próprio ou da família).2013: Des.

em face do empregador. Nas razões recursais. não importando. sem dúvida. com base no inciso VI.12”. ou seja. a responsabilidade exclusiva da reclamada pelo pagamento do imposto de renda. no que tange ao item “2.MÉRITO 2. levando ao acolhimento ou rejeição do pedido e não à carência do direito de ação. a legislação fiscal vigente à época desse fato é que deve ser aplicada. 23 de Setembro de 2013 141 Recorrente Advogado Recorrido FABIO VICENTE DE SOUZA EDIMARIO ARAUJO DA CUNHA(OAB: 017761 ES) RODOVIARIO RAMOS LTDA N/P DE MARCELO SILVA RAMOS ACÓRDÃO . do CPC. sem resolução do mérito. da Súmula 368. a incidência do imposto de renda deve obedecer ao regime de competência (mês em que a parcela deveria efetivamente ter sido paga). às fls.2. Razões recursais. para o Fisco. Aduz que “como a recorrida descumpriu suas obrigações legais de reter na fonte e repassar ao Estado. à integração do auxílio alimentação. É o relatório.17.3.1. uma vez que incorrerá em percentuais maiores do que se as verbas tivessem sido remuneradas mensalmente ao tempo correto pela empregadora. na peça de ingresso. 515. Quanto às demais matérias. 2. razão pela qual pleiteia o afastamento da extinção do processo.0138400-48. da Lei nº 8. Insurge-se o reclamante em face do decisum. ocorre apenas no momento do pagamento do crédito trabalhista ao reclamante.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA RECURSO ORDINÁRIO DO RECLAMANTE. por sua vez. em face da r. proferida pela MMª 10ª Vara do Trabalho de Vitória/ES. com a redação dada pela Lei nº 12. Conforme exposto no dispositivo retro. requerendo a reforma da r.º 7. com fulcro no art. verifico que a r. não havendo como transferir-se para as reclamadas este ônus tributário. a reclamada não apresentou contrarrazões. Se houve ou não dano material ou se a autora. em relação ao pedido de indenização pela reclamada dos valores devidos a título de imposto de renda sobre Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 as rubricas a serem deferidas.00 já integrados ao salário -base por essa decisão. INTERESSE DE AGIR. exigindo que a agressão ultrapasse as barreiras da normalidade e dos fatos corriqueiros possíveis de acontecimento no cotidiano. realiza a hipótese de incidência do imposto. excetuado os R$ 70. no momento em que.0010 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: FABIO VICENTE DE SOUZA Recorrido: RODOVIARIO RAMOS LTDA N/P DE MARCELO SILVA RAMOS Origem: 10ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . indenização por supostos danos materiais decorrentes de ato ilícito. do CPC. em execução de decisão judicial. e.CONHECIMENTO Conheço parcialmente do recurso ordinário interposto pela reclamante. conheço do recurso. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante. portanto.541/92. impõe-se dizer que não há vedação no Ordenamento Jurídico para que se postule.00 mensais. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. inclusive quanto às alíquotas a serem utilizadas para o cálculo do tributo. Postulou o reclamante. é o trabalhador.2012. nos termos dos artigos 43 e 45 do Código Tributário Nacional. aos honorários advocatícios sucumbenciais e contratuais e à hipoteca judicial. à multa do art. porquanto preenchidos os pressupostos de admissibilidade recursal. na parcela atinente ao imposto de renda. do CPC. O fato gerador do tributo. tratando-se de matéria de direito. sentença de fls. portanto. 189/199. FUNDAMENTAÇÃO 2. inclusive quanto aos rendimentos recebidos acumuladamente em virtude de decisão judicial. se isso ocorrer. precisamente como requerido em recurso. extinguiu o processo. Vejamos. razão pela qual passo à análise da questão de mérito. no que tange ao imposto de renda. incide a hipótese do art. 267. por falta de interesse de agir.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. é de se compreender que o imposto incidente sobre os rendimentos pagos. não há se falar em qualquer indenização. sem julgamento do mérito. 248-v.350/2010. dou provimento para afastar a extinção do processo. alegando a existência de patente prejuízo. o sujeito passivo. o item II. Nesse sentido. que é de quem aufere a renda e.IMPOSTO DE RENDA. será indenizada por responsabilidade da ré em razão de tais danos. sentença de piso autorizou a dedução dos valores efetivamente já recebidos a tal título. CONFIGURAÇÃO. O dano moral pressupõe um ato ilícito que afete a esfera psíquica do autor. no particular e. sendo de responsabilidade do empregador o seu recolhimento (repasse ao Fisco) e não. do CPC e. de que haverá tributação diferenciada em razão do recebimento concentrado das parcelas. nos moldes dos artigos 186 e 927 do Código Civil. o ônus de seu pagamento. por falta de interesse recursal. Portanto. § 3º.2. sentença. conforme certidão de fl. O juízo de origem. com base nas alegações da exordial. são questões a serem analisadas no mérito. Vistos. da lavra do eminente juiz Mauricio Côrtes Neves Leal. verbis: . em relação ao pedido “3. por qualquer forma. DANOS MORAIS. do C. o Imposto de Renda incidente sobre os rendimentos pagos em cumprimento da decisão judicial será retido pela pessoa obrigada ao pagamento. das horas extras. sendo assim. NÃO CONHEÇO do apelo. Fundamentou que a indenização por ato ilícito não pode ser reconhecida pelo fato de se presumir a possibilidade de um prejuízo. ao dano moral. ora recorrente. a partir. Entretanto. segundo o artigo 12-A da Lei n. Em conformidade com o artigo 46. Não demonstrada ofensa moral dirigida ao trabalhador. Da dedução das horas extras”. portanto. inciso VI. aos reflexos do salário extrafolha em RSR. Embora devidamente intimada por edital. de 22/12/1988.2. 208/219. Por sua vez. Primeiramente. De qualquer sorte. será retido na fonte no momento em que esses rendimentos se tornarem disponíveis para o reclamante.TRT 17ª Região . de uma cognição superficial em relação à titularidade do direito pleiteado. 475-J.5. julgou parcialmente procedentes os pedidos. Como é cediço. que extinguiu o processo.1. sendo partes as acima citadas. o recebimento se torne disponível para o beneficiário. as condições da ação são aferidas in status assertionis. o que somente poderá ocorrer após o surgimento do dano. o reclamante postula seja afastado o abatimento dos salários remunerados “por fora” no importe de R$ 70. à dedução das horas extras. TST. deverá assumir sozinha a responsabilidade pelo pagamento das contribuições fiscais do recorrente”. do artigo 267. se esse montante diz respeito a títulos contratuais devidos no passado e não adimplidos.713. no mérito.

como sendo espécie de gratificação. FORMA DE CÁLCULO (redação do item II alterada na sessão do Tribunal Pleno realizada em 16. por dia.º 7. passou a conceder auxílio alimentação em dinheiro. 605/49 dispõe que a parcela paga mensalmente já remunera o repouso semanal. há previsão convencional excluindo a natureza salarial de tal verba. fls. 121/2003. Nesse sentido. indevido o reflexo no RSR. Regra geral. concluiu-se que os aumentos foram concedidos à título de remuneração das horas extras prestadas.00 mensais sobre 13º salário. no importe de R$ 14. Em outras palavras. RESPONSABILIDADE PELO PAGAMENTO. 147/161) afasta a natureza salarial do benefício concedido pela reclamada. não devendo que compor o salário-base. GRATIFICAÇÕES POR TEMPO DE SERVIÇO E PRODUTIVIDADE (mantida) . para condenar a reclamada a pagar os reflexos do salário sem registro de R$70. já que a norma. da CCT 2012/2013: “CLÁUSULA QUINTA – TICKET ALIMENTAÇÃO As empresas concederão aos seus empregados. 121/03: “O vale para refeição. CÁLCULO. por não ser a alimentação inerente ao trabalho. omissis II. 2.. 241. da CLT. Isso posto. devendo ser calculadas. INTEGRAÇÃO. 181/2012. Assim.2012) . integrando a remuneração do empregado. reforçando que a natureza indenizatória do auxílio alimentação está condicionada à regularidade da sua inscrição junto ao PAT. 605/49 e da Súmula n. No presente caso.2012 I. caso fosse paga à época própria.00 inicialmente paga sem registro. por ser a parcela deferida adquirida com periodicidade mensal. porém. DJ 19... ou se houver previsão em cláusula de Convenção ou Acordo Coletivo. nos termos do art. (. uma vez que. reflete nas demais verbas trabalhistas. 7º.2003 As gratificações por tempo de serviço e produtividade. com a redação dada pela Lei nº 12. propiciou melhora remuneratória e não prejuízo. A r. 7º da Lei n. 20 e 23. do C.. uma vez que. pela natureza jurídica que ostenta. de 22/12/1988. inclusive. de tal arte que o reconhecimento de créditos trabalhistas não importará prejuízo ao trabalhador. Desse modo. Pois bem.04. DEJT divulgado em 19. a rigor.2. o pagamento dos reflexos sobre 13º salário. aliás. embora haja previsão na norma coletiva acerca da natureza indenizatória da parcela. Assim.” Insurge-se o reclamante em face do julgado. tal não ocorre caso a empresa esteja inscrita no PAT. sendo incontroversa a periodicidade mensal da verba recebida pelo obreiro. tickets alimentação e/ou refeição no valor . 148). mais do que isso. AUXÍLIO ALIMENTAÇÃO. mas não quanto ao repouso semanal remunerado. Eis o que dispõe a cláusula quinta. em virtude de reconhecimento de créditos trabalhistas nesta Especializada. O Juízo de piso deferiu a integração ao salário de quantia paga “por fora”.2. se for concedido gratuitamente. verbis: “[. mas necessário a suprir necessidade de qualquer pessoa. a integração ao salário da parcela paga “por fora” ao trabalhador. pagas mensalmente.04. já inclui essa parcela. ensejando o enriquecimento sem causa. não está contemplada no § 2º do art. aduziu o reclamante que. na forma do art. Na inicial.] Quanto à alimentação. Vejamos.. indefiro o pleito 3. o entendimento sumulado pelo c. não repercutem no cálculo do repouso semanal remunerado. com relação ao repouso semanal remunerado. em razão da habitualidade.5. que é de aquisição semanal. §1º. sendo que. fls. para todos os efeitos legais. a reclamada fornecia tíquete alimentação. razão pela qual não merece reforma a r. a partir de 01/05/2012. sentença de piso. É do empregador a responsabilidade pelo recolhimento das contribuições previdenciárias e fiscais.11.] No caso dos autos. da Lei n. caput e parágrafo terceiro. Desta forma. sob os seguintes fundamentos: “[.) No caso dos autos. nego provimento. Com efeito. mês a mês. resultante de crédito do empregado oriundo de condenação judicial. 458 da CLT e.00 (quatorze reais). razão pela qual requereu a integração ao salário dos valores pagos a título de alimentação. Portanto. FGTS mais 40% e aviso prévio durante todo o contrato. portanto. 20 e 21. a reclamada não estava devidamente inscrita no Programa de Alimentação do Trabalhador – PAT. nos termos do art. possui natureza jurídica salarial. com os reflexos devidos. fornecido por força do contrato de trabalho. no montante de R$ 70.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. TST na Súm. hora extra. no período entre janeiro/2011 a setembro/2012. em relação à incidência dos descontos fiscais. como férias.00 (setenta reais).2. Esse é. postulando a reforma do julgado. desde a sua contratação até dezembro/2010. implicaria em duplo Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 pagamento (bis in idem). Alegou que. nego provimento.00 “foi sendo aumentado pela empresa a medida em que os funcionários reclamavam em razão de estarem passando muito do horário.” (original sem grifo) Recorre o reclamante. exceto no repouso semanal remunerado. Assim sendo.350/2010. COMPETÊNCIA. sentença de piso indeferiu o pleito autoral. FGTS mais 40%.Res. (cf. com o pagamento de reflexos nos títulos intercorrentes do contrato de trabalho. 2. Argumenta que “como a alimentação fornecida pela recorrida em desacordo com o PAT. no decorrer da relação empregatícia. “a”. a Súmula 225 do C. e da CCT. defiro em parte o pedido 3. 23 de Setembro de 2013 142 SUM-368 DESCONTOS PREVIDENCIÁRIOS E FISCAIS. Todavia. Diante disso. tem caráter salarial. 169). defiro a integração ao salário apenas da parcela de R$70. TST. não há mais razão para se falar em base de cálculo dos descontos fiscais sobre o montante das verbas trabalhistas deferidas judicialmente. 172. REFLEXOS NO REPOUSO SEMANAL REMUNERADO. a alimentação fornecida habitualmente pelo empregador possui natureza salarial. 457.. fatalmente não será prestada para possibilitar o trabalho. mesmo que o trabalhador receba os haveres trabalhistas de uma só vez.” No caso dos autos. 12-A da Lei n. décimo terceiro. no período entre janeiro/2011 a setembro/2012. verbis: SUM-225 REPOUSO SEMANAL. caberá ao juízo da execução calcular o recolhimento imposto de renda de tais verbas levando em consideração o percentual que incidiria sobre cada parcela. Contudo. o art. sendo devido assim. a norma coletiva da categoria (fs.10.” (cf. TST. o reclamante informou em seu depoimento pessoal que o valor da gratificação inicial de R$70. aviso prévio. tendo em vista que a norma coletiva criou obrigação de pagamento de verba que não existiria sem a sua existência. férias mais o terço. férias mais o terço. é até mesmo evidente que não pode haver nulidade. FGTS e aviso prévio. como requereu o reclamante em sua inicial. deve integrar os salários do recorrente para todos os efeitos legais”. eventual reflexo. mensalmente.713. ao argumento de que é devida a repercussão no repouso semanal remunerado. Em face do exposto. integrará o salário do trabalhador. que será tributado como se tivesse recebido corretamente seus direitos. na redação que lhe foi dada pela Res.3.Res.

Carlos Alberto Gonçalves. Encontra-se firmado nesta Corte superior entendimento no sentido de que a Consolidação das Leis do Trabalho traz regramento específico quanto à execução. nexo de causalidade entre a conduta ilícita do agente e o dano experimentado pela vítima. indica que o obreiro já havia realizado empréstimos pessoais antes mesmo da data da sua dispensa. aborrecimento. A falta de pagamento de haveres trabalhistas. O juízo de origem indeferiu a multa em epígrafe.2. 6. essa dor. APLICAÇÃO ÀS EXECUÇÕES NO PROCESSO DO TRABALHO. O dano moral pressupõe um ato ilícito que afete a esfera psíquica do autor. postulou a condenação da reclamada ao pagamento de indenização a título de danos morais. A aplicação de norma processual de caráter supletivo. salvo se objetivada. Ademais. Diante disso. insurge-se o reclamante. IMPOSSIBILIDADE. Pois bem. A caracterização do dano moral pressupõe alguns requisitos. têm caráter indenizatório e não tem natureza salarial. reiterando as alegações trazidas na inicial. MULTA PREVISTA NO ARTIGO 475-J DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. cujo dano é recomposto pelo simples pagamento das verbas devidas. prejuízo suportado pelo empregado. praticado pelo empregador ou por seu preposto. 880 da CLT obriga ao devedor que efetue o pagamento da dívida ou garanta a execução em 48 horas.04. essa regra não se revela compatível com a orientação normativa do processo do trabalho..2. TST adota esse entendimento. dano moral. irritação ou sensibilidade exacerbada estão fora da órbita do dano moral". Dessa decisão. qual seja. Regional.” Conquanto não haja prova nos autos acerca da inscrição da reclamada junto ao PAT. a existência de previsão convencional. Sendo assim. com fulcro na Jurisprudência do C. em 05/10/2012.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. que preconiza que não havendo pagamento ou garantia da execução. Na hipótese dos autos. tutelar a esfera de direitos não patrimoniais dos indivíduos.4.. exigindo que a agressão ultrapasse as barreiras da normalidade e dos fatos corriqueiros possíveis de acontecimento no cotidiano. mágoa. pois inaplicável nesta Especializada. por ser compatível com o Processo do Trabalho. Vejamos. pois o ordenamento objetiva. 475-J do CPC é aplicável na Justiça do Trabalho.Programa de Alimentação do Trabalhador. quais Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 sejam: ato ilícito. tantos quantos bastem ao pagamento da importância da condenação. por não demonstrada a alegada ofensa moral dirigida ao autor. pois. com a exposição de seus valores subjetivos relativos à honra. ao passo que o art. o pleito 3. como vem decidindo o c. Assim. não há se falar em qualquer indenização. atinge a sua esfera material. efetivamente. O C. 73. interfira intensamente no comportamento psicológico do indivíduo. de multa. 2. face o previsto na Lei n. para arcar com despesas cotidianas. a qual não é atingida por intempéries pelas quais se pode passar. no caso dos autos. pois a CLT possui regra específica aplicável quando não ocorre o pagamento espontâneo da dívida advinda de condenação judicial. quais sejam. "Só se deve reputar como dano moral a dor. DO CPC. não seria em intensidade maior do que os dissabores comuns da vida moderna. DANO MORAL. Logo. afasta a natureza salarial da parcela.. inexiste lacuna normativa. o único dano que se poderia confirmar seria no próprio íntimo do obreiro e. descontar dos salários dos empregados beneficiados por esta cláusula. indefiro. a existência de lacuna no Texto Consolidado e a existência de compatibilidade entre a norma que se pretende aplicar analogicamente e a sistemática principiológica do processo do trabalho. uma vez que a documentação acostada aos autos. no âmbito do processo do trabalho. Vale lembrar que não se deve vincular a reparação a título de danos morais à existência de aborrecimento ou mal-estar. na medida que a conduta da ré. 475-J. nego provimento.5. Aduziu que os salários representam sua única fonte de renda e que teve que realizar empréstimo pessoal. Mero dissabor. 2. TST e deste E. por dia efetivamente trabalhado. pelo que não seria indenizável. Vejamos notícia veiculada por tal Tribunal. o percentual de 01 % (hum por cento) do custo do benefício. a meu ver. vexame. MULTA DO ART. serguir-se-á a penhora dos bens. o nexo causal e a culpa ou dolo. como se vê nos seguintes julgados: “PROCESSO NA FASE DE CONHECIMENTO.) Além disso. pois concede ao devedor o prazo de quinze dias. sob pena de penhora. em montante não inferior a 40 vezes a sua última remuneração. o reclamante recorre ordinariamente.00 (quatorze reais). à intimidade ou à imagem. com aviso prévio indenizado. Além do mais.. Com efeito. inarredáveis. em condições normais e sem a prova da intenção deliberada de causar prejuízo ao trabalhador. O fato de o autor não ter recebido.. é preciso que fique comprovado o dano efetivamente moral e não somente material.11. o que lhe causou constrangimento e humilhação perante terceiros. Segundo o Prof. à época própria. no entanto. (. Na petição de ingresso. permitindo às empresas que optarem pelo sistema PAT . conforme fls. direitos trabalhistas não configura.. não causa dano moral. igualmente não merece prosperar a alegação autoral de que foi obrigado a contrair empréstimos. in verbis: “(. (. causando-lhe aflições. 77/80 e 82. resultando inaplicável a multa prevista no artigo 475-J do Código de Processo .) Para que haja condenação em indenização por dano moral. TST. em vista do dano. O Juízo de origem indeferiu o pleito autoral. angústia e desequilíbrio em seu bem estar. juntada pelo próprio reclamante. não tendo recebido corretamente suas verbas resilitórias. 23 de Setembro de 2013 143 unitário de R$ 14. Nego provimento. não tendo sido sequer alegado pelo reclamante qualquer fato concreto que demonstrasse sua dor moral.) PARÁGRAFO TERCEIRO – Os benefícios constantes desta cláusula. pois estas situações são efêmeras e não chegam ao ponto de romper o equilíbrio psicológico. à primeira vista. fugindo à normalidade. por si só. sob quaisquer das formas previstas. a meu ver. não restou cabalmente comprovada lesão à honra ou à moral do reclamante capaz de ensejar a indenização pretendida. e não.” Inconformado. em razão do descumprimento de obrigações trabalhistas pela ré. sofrimento ou humilhação que. há que se sopesar se a intensidade do dano não é por demais tênue para justificar qualquer valor indenizatório e. o artigo 883 da CLT. e por fim.76 – Programa de Alimentação do Trabalhador e seus decretos regulamentadores. decorre do preenchimento de dois requisitos. alegou o reclamante que foi dispensado sem justa causa em 21/09/2012.321 de 14. consubstanciado em erro de conduta ou abuso de direito. se existiu. nesta Especializada. à dignidade. alegando que o art. na análise do quantum a ser arbitrado a título indenizatório.

portanto. 5º.5. Argumenta o Exmo. Segundo o relator. da SDI-I. decisão. portanto. Sem razão. restringindo-se o pagamento dos honorários advocatícios ao disposto na Lei n. Inteligência das Súmulas n. no art. não se pode olvidar que a fixação de penalidade não pertinente ao Processo do Trabalho importa em ofensa aos princípios do devido processo legal e da legalidade. quando se decidiu que a multa do artigo 475-J do CPC é incompatível com o processo trabalhista. Sendo assim. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Recorre o autor. decidiu que a multa do art. acrescenta sanção inexistente na CLT.496/07. Mesmo se o julgador fixar prazo de 15 dias para pagar o débito sob pena de receber multa. 55) e apresentou declaração de insuficiência econômica à fl.20152. Relator Ministro: Horácio Raymundo de Senna Pires. Data de Julgamento: 12/12/2012. insculpidos no artigo 5º. pois "enquanto a regra do artigo 475-J do CPC fixa prazo de 15 dias para o executado saldar a dívida sob pena de ter que pagar multa de dez por cento sobre a quantia da condenação. no pagamento de honorários advocatícios. Data de Publicação: 14/12/2012).0052. da Lei nº 5.5. os honorários advocatícios. a qual supre apenas o requisito da miserabilidade jurídica. 5. a Seção I Especializada em Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho (SBDI-I). 56. pois desatendidos os requisitos do artigo 14.5. 475-J do CPC. não se pode olvidar que a própria Corte Suprema possui a Súmula n. Quadra salientar. no entanto.906/94. Insurge-se o autor em face desta r. são indevidos os honorários advocatícios vindicados pelo autor. com base nos artigos 389. Ademais. O Juízo de origem indeferiu os honorários advocatícios.º 450 preconiza o pagamento de honorários advocatícios sempre que o vencedor for beneficiário de justiça gratuita. o princípio da sucumbência no Processo Trabalhista. porque promove. MULTA DO ARTIGO 475-J DO CPC. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS CONTRATUAIS. não obstante o estatuído no art. do Código Civil. nesta Especializada. ao julgar o processo E-RR-38300-47. diante do jus postulandi.2010.” (RR . uma vez que revela norma de eficácia contida.º 5. 3ª Turma.24.6. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS SUCUMBENCIAIS.98100-05.º 1. quando a lide versar sobre relação de emprego. Em face do exposto.5. Apesar de vozes dissonantes. Nesse sentido.2. Data de Julgamento: 22/03/2012. 2. no julgamento do processo nº TST-ERR-38300-47. Precedentes da Corte.906/94. o reclamante requereu a condenação da reclamada ao pagamento de honorários advocatícios. no processo do trabalho.7.21.1188-32.2005. “RECURSO DE REVISTA. o posicionamento do Relator. No âmbito do processo do trabalho a capacidade postulatória é facultada às partes.01.2005. ante a contratação de advogado particular.01. a SBDI-I do TST se pronunciou. sem amparo legal. MULTA DO ART. A lei de regência exige a demonstração concomitante dos dois requisitos. 219 e 329.5. 20 do CPC e no art. Data de Julgamento: 14/11/2012.0000 . Entretanto. estará ampliando o prazo celetista de 48 horas. No presente caso. A jurisprudência desta Corte firmou entendimento no sentido de que o processo do trabalho deve seguir as normas específicas contidas na CLT quanto à execução de suas decisões. O art. 23 de Setembro de 2013 144 Civil ao Processo do Trabalho.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. o reclamante está assistido por advogado particular (fl.09. com ressalva do entendimento pessoal do Relator. e perceber salário inferior a dois salários mínimos ou declarar que não possui. pela inaplicabilidade do art. da Constituição da República. nos moldes do art.º 633." Nesse sentido. mas não o da assistência sindical. apenas nas hipóteses previstas na Lei n. 395 e 404. 22 da Lei 8. O verbete jurisprudencial editado pelo Excelso Pretório sob o n. da Lei nº 5. Não se adota. em 26. as normas insertas no CPC e na CLT são incompatíveis. em julgamento referente ao processo n.5. Bom. Recurso de revista conhecido e provido. reconhecendo o cabimento dos honorários advocatícios. colaciono aresto recente da SBDI-I: “RECURSO DE EMBARGOS EM RECURSO DE REVISTA. O juízo de origem indeferiu os honorários advocatícios.01. entendo que a concessão de honorários advocatícios na Justiça do Trabalho. Em que pese o respeito pelas abalizadas opiniões em contrário. em consonância com a linha traçada pelas Súmulas n. nego provimento. ao argumento de que a reclamada deve suportar os custos da contratação de advogado particular. mas sim que esta declaração viabilizaria o cumprimento do requisito da miserabilidade jurídica. condições de prover à demanda.0052. TST. a redução do prazo de quitação do débito previsto no CPC e.2010. pois desatendidos os requisitos do artigo 14. em razão dos encargos próprios e familiares. considerando que.2. em se tratando de relação de emprego. 389 do Código Civil/2002. Data de Publicação: 11/05/2012).º 5. 133 da Constituição Federal não revogou o jus postulandi. sentença.584/70.”(RR . renovando as alegações da exordial.0021 . e OJ n. 2. Ministro João Batista Brito Pereira. 791 da CLT. sob pena de penhora". TST. todas do C. INAPLICABILIDADE AO PROCESSO DO TRABALHO. A fim de consolidar os entendimentos já manifestados no âmbito das Turmas do C. por um lado. 219 e 329. ACÓRDÃO PUBLICADO NA VIGÊNCIA DA LEI Nº 11. no importe de 15%.584/70. com fundamento nos artigos 22.2010. INAPLICABILIDADE AO PROCESSO DO TRABALHO. LV e 133 da CF/88.º E-RR-3830047.” (E-RR . Insta frisar que os indigitados verbetes jurisprudenciais trabalhistas não autorizam a ilação de que a simples apresentação de declaração de pobreza seria suficiente para o deferimento de honorários advocatícios. da Constituição Federal de 1988. o STF no julgamento da ADI n. Relator Ministro: Mauricio Godinho Delgado. Ressalva-se. TST.6. Recurso de revista conhecido e provido. já que deu causa a instauração dessa presente demanda. Subseção em 29/06/2010. 20. 475-J. A controvérsia foi pacificada por esta e. o autor requereu a condenação da reclamada. ambas do C.0052.2005. inaplicável ao processo do trabalho a multa do art. sendo. Data de Publicação: 23/11/2012). independentemente de o obreiro receber ou não salário superior ao dobro do mínimo legal. são devidos quando a parte estiver assistida por seu sindicato de classe. Relator que "a aplicação da multa de 10% em caso de não pagamento em 48 horas contraria os dois dispositivos legais. Subseção I Especializada em Dissídios Individuais.584/70. 475-J DO CPC.584/70.2009. Na inicial. portanto.127-8 firmou entendimento pela constitucionalidade do referido dispositivo. nego provimento. Relator Ministro: Lelio Bentes Corrêa. incisos LIV e XXXIX. a . o artigo 880 da CLT impõe prazo de 48 horas para que o executado pague o débito ou garanta a execução. não havendo que se falar em violação aos arts. da Lei nº 8. Em face do exposto. Recurso de embargos conhecido e não provido. Na inicial. pugnando pela reforma da r. que.0671. por outro. não prescinde do preenchimento dos requisitos estabelecidos na Lei n. do CPC e 133.584/70. 305. também. 1ª Turma. 475-J do CPC é inaplicável ao processo trabalhista.

como já dito no tópico anterior. Pois bem. A decisão proferida pelo Tribunal Regional está em conformidade com a jurisprudência desta Corte Superior. Por se tratar de imposição legal. Dessa forma. 466. Nesse sentido. que tem se firmado ao preconizar que é cabível a declaração de ofício da hipoteca judiciária para garantia da execução.) HIPOTECA JUDICIÁRIA. A sentença condenatória produz a hipoteca judiciária: I . não se exigindo.) HIPOTECA JUDICIÁRIA. e sua inscrição pode ser determinada de ofício pelo juiz ou tribunal.03. Ademais. nego provimento. 896. até que atinja o montante suficiente para garantir a execução dos créditos devidos a si.2009. Rel. mesmo antes do trânsito em julgado da sentença. ante a omissão do texto obreiro e por não haver contrariedade aos princípios e normas que regem o direito do trabalho. para sua decretação. (..03. Recurso de revista não conhecido. 6. Dora Maria da Costa. a condenação ao pagamento de honorários advocatícios. 167. Min. Ao lançar mão do instituto da hipoteca judiciária. 14/1985. tendo como principal objetivo Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 prevenir a fraude à execução. (.09. DEJT 3/6/2011) (.º 219 do TST que: Na Justiça do Trabalho.. Pelo exposto. notadamente em face do princípio da celeridade e da duração razoável do processo. Precedentes. § 4º. a teor do art. em que pese a declaração de não ter condições de arcar com os ônus do processo sem prejuízo do sustento de sua família. não havendo impedimento para que o juiz do trabalho adote as práticas do direito processual para garantir às partes a efetividade da decisão proferida. nos termos do art... respectivamente. cuja inscrição será ordenada pelo juiz na forma prescrita na Lei de Registros Públicos. assim. que assim preceituam: Art. e tem por finalidade garantir o efetivo cumprimento da decisão condenatória. CPC. que as partes a requeiram..) (RR . é um efeito secundário e imediato da sentença. Min. Recurso de revista não conhecido.0031.) HIPOTECA JUDICIÁRIA.. (exSúmula nº 219 . III .) (RR-199700-07. tenho que o art. Kátia Magalhães Arruda. Em razão .pendente arresto de bens do devedor. EXECUÇÃO PROVISÓRIA. Visa. a ausência de assistência do sindicato inviabiliza a condenação da ré ao pagamento de honorários advocatícios em favor do autor. a hipoteca judiciária se afigura como medida extremamente eficaz para assegurar o resultado útil de futura execução. DEJT 1º/7/2011) (. DEJT 24/6/2011) RECURSO DE REVISTA. do CPC. 8ª T.. I . II .5. serão feitos. (.. Não demonstrada violação literal de dispositivos de lei e da Constituição Federal.. assegurando-se.0110. consistente em dinheiro ou em coisa.2. esta medida é oportuna e adequada nesta Justiça Especializada.ainda quando o credor possa promover a execução.. 6ª T.2008. 2. muito embora o reclamante tenha oposto embargos de declaração acerca da omissão.. à garantia do efetivo cumprimento da decisão condenatória. Recurso de revista de que não se conhece. Pedro Paulo Manus. Corroborando o arrazoado. nos termos do §1º do art. 23 de Setembro de 2013 145 contratação de advogado torna-se mera opção da parte. Nesse diapasão... Parágrafo único. Lei 6. Aloysio Corrêa da Veiga. da CLT).embora a condenação seja genérica. 2. Rel. nunca superiores a 15% (quinze por cento). Requereu o autor.) HIPOTECA JUDICIÁRIA. valerá como título constitutivo de hipoteca judiciária. DJ 26. 7ª T. Ademais. sempre que provar que sua situação econômica não lhe permite demandar. TST: (. sendo perfeitamente aplicável ao processo do trabalho.69000-73. muito embora seu uso não tenha sido uma constante nesta Justiça Especializada. O entendimento majoritário desta Corte é no sentido de que a hipoteca judiciária.. . Diante do exposto. 466 do CPC. na exordial.8. Incidência da Súmula nº 333 e do art. TRT visou à garantia dos créditos devidos à reclamante em que foi condenada a reclamado.o registro: 1) da instituição de bem de família. nos termos do art. Precedentes. LXXVIII.Res.18700-98. A hipoteca judiciária é consectária da condenação a dinheiro ou coisa. Precedentes. a hipoteca judiciária sobre os imóveis pertencentes às reclamadas. renovando o pedido inicial. haja vista a predominância de lides que têm por objeto verbas de natureza alimentar. 5º. consistindo dever do julgador determinar sua efetivação. sendo garantido idêntico benefício àquele de maior salário. inclusive. 466 DO CPC. da CLT. Min. Segundo a lição de Fredie Didier Junior.03. nem divergência jurisprudencial.. da Constituição Federal. A hipoteca judiciária é uma consequência inarredável da decisão condenatória. 466 do CPC é subsidiariamente aplicável ao processo do trabalho (art. dispõe o inciso I da súmula n. meios eficazes para execução.5. DEJT 01/07/2011) (. assim. 769 da CLT. APLICABILIDADE AO PROCESSO DO TRABALHO E CONCESSÃO DE OFÍCIO. o eg. HIPOTECA JUDICIÁRIA...1985). ser determinada de ofício. dessa forma. judiciais e convencionais. Art. prescinde de pedido ou requerimento da parte interessada. ART. (.584/70. O Juízo de origem não examinou tal pedido.) .015/73 (Lei de Registros Públicos). A sentença que condenar o réu no pagamento de uma prestação. além da matrícula. Min. em se tratando de demanda envolvendo relação empregatícia. 5ª T.2009.Rel. O instituto da hipoteca judicial encontra-se previsto no artigo 466 do CPC e no artigo 167. 466. 2) das hipotecas legais. não decorre pura e simplesmente da sucumbência.03.. 14 da Lei 5.) Consiste.(RR154700-22.2006.0042. prevista no art.5. na Justiça do Trabalho.5. autorizando a expedição de mandado para registro de hipoteca judiciária junto ao Cartório do Registro de Imóveis.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. HIPOTECA JUDICIAL. quando o trabalhador estiver assistido pelo sindicato da categoria profissional e comprovar a percepção de salário igual ou inferior ao dobro do mínimo legal. insculpidos no art. em efeito secundário e imediato da sentença que condena a parte ao pagamento de uma prestação em dinheiro ou em coisa e pode. exatamente como prevê os artigos 466 do CPC e 899 da CLT que tratam. sem prejuízo do sustento próprio ou da família. é a jurisprudência dominante no C. devendo a parte estar assistida por sindicato da categoria profissional e comprovar a percepção de salário inferior ao dobro do salário mínimo ou encontrar-se em situação econômica que não lhe permita demandar sem prejuízo do próprio sustento ou da respectiva família.. 769. I. consoante artigo 466 do CPC. da Lei n. da hipoteca judiciária e da garantia do juízo recursal na esfera trabalhista.0031. Recorre o autor.No Registro de Imóveis.. Rel. temse que só são devidos os honorários advocatícios. não merece prosperar a pretensão do autor relativamente aos honorários advocatícios contratuais. que decorre apenas da existência desta e da condenação a uma prestação em dinheiro ou em coisa. autorizando o credor a perseguir o bem onde quer que se encontre (direito de sequela). 466 do CPC. (.. independe de pedido da parte.015/73.) (RR ..

2013: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente). Min.1 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Réu Advogado CONEXAO DIGITAL COMERCIO & SERVICO LTDA .0008. JULGAMENTO EXTRA PETITA.0010 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: CONEXAO DIGITAL COMERCIO & SERVICO LTDA . Rel. 1ª T.17. Horácio Raymundo de Senna Pires. Procurador: Estanislau Tallon Bozi. nem tampouco que o órgão jurisdicional sobre ela decida. que tal medida processual não tem relação com a solvibilidade ou não da empresa ré. sendo a CLT omissa.ex vi legis. pelo só fato da publicação da decisão do magistrado ou do Tribunal.5. Por disciplina judiciária. DEJT 3/6/2011) HIPOTECA JUDICIÁRIA.(Com. Este tem o seguinte texto: . ao CPC.03.. (RR-20360095. no mérito. cuja inscrição será ordenada pelo juiz na forma prescrita na Lei de Registros Públicos-. nos termos previstos no artigo 466 do CPC.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA RECURSO ORDINÁRIO DA RECLAMADA.consistente em dinheiro ou em coisa. Min. e sobre seus bens imóveis e certos móveis.2007. a qual não necessariamente ocorre no 5º dia útil.2011. DEJT 24/6/2011)” Frise-se.03.5. CORREÇÃO MONETÁRIA.74. 4ª T. DEJT 1º/7/2011) RECURSO DE REVISTA. Não se exige. Mantido o valor da condenação. Lelio Bentes Corrêa. que a parte a requeira. direito real de garantia. há um direito do autor de inscrevê-la. APLICABILIDADE. Institui-se a hipoteca judiciária e. 23 de Setembro de 2013 146 da lacuna na CLT . o que o torna relevante em processo do trabalho. HIPOTECA JUDICIÁRIA. 769 da CLT).) 2.5. conhecer parcialmente do recurso ordinário e. para a sua decretação. IV/455). HIPOTECA JUDICIÁRIA. Mantido o valor da condenação.17. Precedentes.0139. 2ª T. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. APLICABILIDADE NA JUSTIÇA DO TRABALHO.(RR-61100. pois o parágrafo único do art. o que se fará por simples mandado do Juiz. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19.2011. vale como meio preventivo da fraude à execução . Violações de lei e da Constituição e divergência jurisprudencial não configuradas. Min. . em face da r. Assim. Maria de Assis Calsing. o que importa é a data de vencimento da obrigação. a hipoteca judiciária.0010 Processo Nº RO-140300/2011-010-17-00. Desembargadora Cláudia Cardoso de Souza e Desembargador Lino Faria Petelinkar. valerá como título constitutivo de hipoteca judiciária. incide a correção monetária a partir do 1º dia útil do mês subseqüente à prestação dos serviços. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pela reclamada. Min. desde que realizada a inscrição da hipoteca judiciária no cartório de registro de imóveis. Recurso de revista não conhecido.03. curvo-me ao entendimento desta colenda Corte no sentido de que não há incompatibilidade do instituto da hipoteca judiciária com as normas que regem o direito do trabalho e. mas apenas faculta.5. dar-lhe parcial provimento para determinar a hipoteca judiciária dos bens alienáveis pertencentes à reclamada. Em matéria de correção monetária.. 466 do CPC. inclusive para assegurar o direito de sequela. podendo ser determinada de ofício.(RR-43400-96.5. sobre as parcelas deferidas judicialmente não pagas na época própria. CONEXÃO DIGITAL COMERCIO & SERVIÇO LTDA . 3ª T. ao empregador efetuar o pagamento do mês vencido até o 5º dia útil do mês subsequente.09.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Nesse passo..que não prevê nenhuma forma de garantia integral da condenação antes de seu trânsito em julgado .. ÉPOCA PRÓPRIA. como conseqüência do efeito principal e dispensa. Destaca-se que a hipoteca judiciária pode ser declarada pelo Magistrado. 459 da CLT não obriga. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº RO-140300-03. por unanimidade. sendo partes as acima citadas. Rel. nasce para o vencedor a faculdade de fazê-la inscrever . Afastando o caráter obsoleto do instituto. Precedentes. Embora seja efeito automático do próprio fato da sentença. . TST. independentemente de requerimento da parte interessada. DEJT 1º/7/2011) (. Recurso de Revista não conhecido. Recurso de revista não conhecido. dou provimento ao recurso. quando outra utilidade não tenha. CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. contra o vencido. Recurso de revista não conhecido. Por se tratar de efeito anexo da sentença.. por força da lei. prescinde até mesmo de pedido ou requerimento da parte interessada.0042. Guilherme Augusto Caputo Bastos. limitada ao montante da condenação. Vistos.A sentença que condenar o réu no pagamento de uma prestação. e tampouco exige a Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 comprovação de dilapidação do patrimônio.0140300-03. o instituto comporta aplicação nesta Justiça Especializada (art. 2ª ed. na medida em que representa garantia de satisfação do crédito na futura execução do título judicial. limitada ao montante da condenação.EPP Recorridos: RICARDO DE SOUZA LUIZ SKY BRASIL SERVICOS LTDA Origem: 10ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . Trata-se de um dos efeitos secundários ou acessórios da sentença condenatória e se manifesta de forma automática.. pedido da parte ou pronunciamento do Juiz. para determinar a hipoteca judiciária dos bens alienáveis pertencentes à reclamada. Inteligência da Súmula 381 do C. que deve ser ordenada pelo juiz por meio de expedição de mandado em atenção a requerimento de especialização dos bens feito pela parte favorecida mediante decisão condenatória. A medida tem fundamento no art. impõe-se a aplicação subsidiária da norma do artigo 466 do CPC.e da compatibilidade com a principiologia do processo do trabalho. Rel.EPP. APLICAÇÃO NO DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO. inclusive de ofício. como querem alguns doutrinadores.2009. eminentemente processual. consequentemente.. A hipoteca judiciária é instituto asseguratório estabelecido pela lei em favor da parte vencedora.TRT 17ª Região . 824 do Código Civil e no art. mesmo. ainda. Moacyr Amaral Santos assegura que.(RR-19421.EPP João Batista de Oliveira(OAB: 006118 ES) RICARDO DE SOUZA LUIZ Fausto Henrique Cunha Gomes(OAB: 014577 ES) SKY BRASIL SERVICOS LTDA João Batista de Oliveira(OAB: 006118 ES) ACÓRDÃO .03.0048. Rel. Significa dizer que a decisão constitui título suficiente para que o vencedor da demanda venha a ter.2010.2009.5. ARTIGO 466 DO CPC.

com 1 hora de intervalo. o labor em jornada extraordinária. sob pena de ensejar pagamento dobrado. a exercer a função de vendedor. decisum. que excepciona do regime geral de duração do trabalho estabelecido pela Consolidação apenas a "atividade externa incompatível com a fixação de horário de trabalho". como Vendedor. ou seja. Sucessivamente. sem folga semanal e com 20 minutos de intervalo. FUNDAMENTAÇÃO CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário interposto pela reclamada. Em atendimento ao Provimento Consolidado da CGJT. maculam seu depoimento. 147/152v. inicialmente.. cumpre analisar a jornada do autor no Shopping para saber efetivamente se existiam horas extras. a Súmula 338 do C. quando estoquista. porquanto presentes os pressupostos legais de admissibilidade recursal. [. Coordenador de Vendas e Supervisor de Vendas. É fato incontroverso que o autor não trabalhava externamente. havia labor extraordinário. não se computando na apuração do módulo semanal as horas já computadas na apuração do diário. que exerceu a . com base nos horários declinados no depoimento do autor e sua testemunha. 176/191. então. para aferir se. razão pela qual requereu a condenação das reclamadas ao aludido pagamento. seja suficiente para afastar o direito ao pagamento de horas extras. à fl. Desse modo. aduzindo que nunca recebeu horas extras. que após passou à função de Vendedor. 62 da CLT. inciso I. 97. quando passou a ser vendedor. É o relatório. nos pontos de venda da reclamada. Comprovantes de recolhimento de depósito recursal. entendo que ao autor cabe comprovar o fato constitutivo de seu direito. sobretudo em virtude da alegação patronal de impossibilidade de controle. que não foram acostados cartões de pontos aos autos. passo a análise do caso em concreto. Assim. à gratuidade de justiça. Vejamos. eis que se encontra inserido na exceção legal prevista no inciso I. eis que por todos foi indicado que o autor trabalhava internamente nos shoppings. Quanto ao enquadramento da hipótese no disposto no inciso I do art. Com efeito. o autor assim externou: “que exerceu a função de Estoquista junta à primeira reclamada por um ano. 140/145 aponta dois contratos com a reclamada 27/06/2005 a 28/08/2005 e 01/02/2007 a 14/05/2009. para exercer. das 9h às 19h. fixa-se a jornada do autor no primeiro ano de Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 trabalho das 7h às 19h. laborava de segunda a segunda. do art. não se aplicando. São devidas as horas extras posteriores a 8ª diária e 44ª semanal. da Consolidação das Leis do Trabalho. sem qualquer fiscalização da demandada. às fls. não consta a ressalva de trabalho externo. Fixada essa premissa acerca da inversão do ônus probatório. de segunda a sexta e após. Asseverou que sua jornada de trabalho jamais sofreu qualquer controle ou interferência patronal. pleiteando a reforma do r.] Ocorre que a testemunha da reclamada alegou que laborou para a primeira reclamada de setembro de 2001 a outubro de 2009. sustentando que o número de visitas diárias e os roteiros eram traçados exclusivamente pelo obreiro. requerendo a reforma do julgado para exclusão das horas extras deferidas. sempre com CTPS assinada. como vendedor e supervisor de vendas. não houve remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho para emissão de parecer. Assim. com uma folga semanal. e. 10ª Vara do Trabalho de Vitória/ES.. no caso em tela. artigo 62.2. 202. Na análise do ônus da prova. 62. a exceção prevista no artigo 62. ainda que tal circunstância esteja anotada na CTPS do obreiro. inclusive pela própria testemunha patronal. Disse que. afirma que o reclamante usufruía 1 hora de intervalo. artigo 62. que foi admitido na primeira reclamada (CONEXÃO DIGITAL COMERCIO & SERVIÇO LTDA – EPP) em 05/03/2007. prolatada pela MM. conforme inicial. sendo certo que a jornada do autor não excedia 8 horas diárias e/ou 44 semanais. cujo horário de prestação é insuscetível de controle pelo empregador. 62 da CLT. passando. à fl. respectivamente. ao passo que à reclamada incumbe o fato impeditivo do direito. Ademais. três dias na semana e das 9h às 22h. sendo certo também que não há notícia tivesse a Ré mais de 10 empregados. não considero que o simples trabalho externo. demonstrar que o trabalho realizado enquadra-se na hipótese de que trata o inciso I do art. Insta frisar. Razões recursais da reclamada. inicialmente. ao INSS e ao IRRF. a solução será a análise acurada dos depoimentos prestados. da CLT. porque sujeita à discrição exclusiva do obreiro ou porque materialmente impossível o controle efetivo da jornada. à fl.966/94. e de custas processuais. com base nas jornadas supra fixadas. o reclamante e a 2ª reclamada não apresentaram contrarrazões. requisito constante do inciso I. das 09:00h às 22:00h. o cargo de estoquista. no que tange às horas extras. publicado no DEJT de 08 de Agosto de 2012. O reclamante aduziu. não tem o condão de convencer esta Relatora acerca do enquadramento na hipótese excepcional prevista no inciso I. Em seu depoimento.. deixando esta Magistrada de imputar credibilidade ao mesmo. recorre a reclamada. na peça de ingresso. que trabalhava das 07h00m às 19h00 com 01 hora de intervalo. Embora regularmente intimados. salientando que o autor não comprovou a jornada declinada na inicial. da lavra da eminente Juíza Andrea Carla Zani. MÉRITO 2. conforme confirmado pelas testemunhas. o fato de o trabalhador prestar serviços externos. na CTPS do autor. O juízo de origem assim decidiu: “[. trabalhando das 09h0mm às 22h00 com 20 minutos de intervalo. mas a sua CTPS. da CLT. a primeira ré disse não proceder as alegações do autor. As assertivas do autor quanto a seu contrato de trabalho em contrariedade com as anotações de sua CTPS. tendo sido dispensado em 15/12/2010. TST. 23 de Setembro de 2013 147 sentença de fls. 201. das 07:00h às 19:00h. um ano depois.” Inconformada. Em sede de contestação. Instrumentos de mandato. renovando a argumentação de impossibilidade de controle da jornada de trabalho. que julgou procedentes em parte os pedidos formulados na inicial. da CLT referese apenas à atividade externa do empregado. fls. por si só. com intervalo intrajornada de apenas 15 minutos.1HORAS EXTRAS. observando-se a limitação de 22 horas extras semanais. nos demais dias. Assim. ou seja. à fl. sendo necessária a demonstração de que o serviço se desenvolve desvinculado de qualquer possibilidade de controle efetivo quanto à jornada a ser cumprida. Tal entendimento restou definitivamente esclarecido com a redação dada ao referido preceito consolidado pela Lei nº 8.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. ao intervalo intrajornada. aos honorários advocatícios.. à correção monetária.] As testemunhas ouvidas dispuseram que o autor laborava em local fixo e com horário de trabalho pré determinado. sendo possível o controle de jornada. 135.

que não sabe informar o horário de trabalho do senhor Alexandre Antunes. que o horário de atendimento era das 10h00 às 22h00. a testemunha afirmou que foi. Sr. nos temos do §4º. Kelly e Ronaldo. Tal depoimento. a partir de agosto de 2008. entendo que se mostra mais razoável a jornada apontada até às 19:00h. na medida em que a CTPS da testemunha evidencia que o seu contrato de trabalho não foi ininterrupto. por conseguinte. Sr. enquanto o reclamante. não havendo elastecimento de jornada. cumpre salientar que a própria testemunha patronal. sendo devidas as horas extras acima da 44ª semanal.” (grifo nosso). Coordenador de Vendas e Supervisor de Vendas. que o reclamante passou a exercer a função de vendedor. que o Vendedor poderia trabalhar no turno da manhã ou da tarde. pugnando pela reforma do julgado. que em um primeiro contrato com a primeira Reclamada de agosto de 2007 a novembro/dezembro de 2007 exerceu a função de Vendedor. e a testemunha da ré se reporta apenas à realidade fática de quando o autor já estava exercendo a função de vendedor. tendo retornado em maio de 2008 como Supervisor. sendo que a coordenação do serviço. de segunda a sábado. que quando retornou à empresa em 2008. que tais Vendedores trabalharam com o autor sendo que a Sra Kelly trabalhou durante todo o período. Neste particular. O juízo de piso. a partir de março de 2008. a testemunha do reclamante. sempre na função de Supervisor de Vendas. razão pela qual não são devidas horas extras alusivas ao mencionado período. Deyvid. era de 30 minutos. que o autor exerceu as funções de Auxiliar de Estoque. o que levou. da CLT. disse: “que trabalhou na Reclamada de setembro de 2001 a outubro de 2009. também não sabendo o horário de trabalho. Ronaldo. pois trabalhavam em áreas separadas (comercial e técnica). ou seja. que a primeira Reclamada sempre assinou sua CTPS. bem como com o que disse a testemunha do obreiro.” Recorre a reclamada. em seu depoimento. nos termos da OJ 354/SDI- . de agosto de 2008 a 15/12/2010. sendo que no mês de Agosto passou à função de Vendedor. de inequívoco. ao entender que não houve a concessão integral do intervalo intrajornada. que o senhor Ronaldo trabalhou com o autor por pouco tempo. inclusive quanto ao horário. afirma que. ou seja. Quanto ao intervalo intrajornada. podendo os horários serem elastecidos. e. ratificou que o intervalo intrajornada. que a empresa determina a realização de no mínimo trinta minutos de intervalo. ora diz que ficava até 22:00h. que não sabe informar tempo de duração de cada turno. que o Reclamante normalmente laborava de 09h00mm às 19h00m.2. 23 de Setembro de 2013 148 função de Vendedor no Shopping Vitória. Diante das incongruências da testemunha Alexandre. Alexandre Ribeiro Nunes. que a condenação deve limitar-se ao tempo restante para completar o intervalo legal. Primeiramente.” (grifo nosso). não há falar em reflexos. repousos semanais remunerados e feriados. aquém do intervalo legalmente fixado para a carga horária a qual se submetia o obreiro. Estoquista e Vendedor. Além disso. o Reclamante trabalhava no Almoxarifado. que o senhor Alexandre Antunes exercia a função de Gerente Comercial tendo exercido anteriormente a função de Vendedor. O que se extrai.” (grifo nosso). que trabalha interna e externamente realizando visitas nos pontos de venda. que o senhor Alexandre trabalhou como Vendedor. conforme determinação da reclamada. OJ 354 do TST. esposando que “Tendo em vista a habitualidade das horas deferidas devidas as repercussões no 13º salário. com 30 minutos de intervalo intrajornada. A testemunha da reclamada. que não era Supervisor do Reclamante. a magistrada de piso a fixar jornada de trabalho diferente a partir do primeiro ano. durante o primeiro ano de contrato. sendo estes que recorda o nome. que os Vendedores trabalhavam no Shopping em que o autor prestou serviço das 09h00 às 22:00m com apenas 15 minutos de lanche. artigo 71. que neste ato foi exibida a CTPS do senhor Alexandre com a admissão em 06/5/2008 na função de Supervisor de Vendas. que se recorda que a Sra Diana trabalhou com o autor no terceiro turno. descontando-se o tempo utilizado pelo reclamante.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.2INTERVALO INTRAJORNADA. é que o horário de funcionamento da reclamada nos shoppings era de 09:00h às 22:00h. que o Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 normal era o autor trabalhar até às 22h00m. não há prova do labor extraordinário. 2. de 09:00h às 19:00h. já que a testemunha do autor nada soube dizer acerca da realidade de labor de quando o reclamante exercia a indigitada função. das 13h00m às 19h00m. Pois bem. Por sua vez. que trabalhou como Supervisor do Reclamante. quanto ao período em que o autor trabalhou no almoxarifado (até agosto de 2008). Por habituais. válido ratificar a natureza salarial da parcela referente ao intervalo intrajornada não usufruído em sua integralidade. que sempre foi o responsável pela área comercial e atuando como Supervisor do autor. que laborou como Vendedor. condenou a ré ao pagamento de uma hora extra diária a esse título. assim detalhou: “que trabalhou na Reclamada de maio de 2008 até dezembro de 2010. que trabalhou junto com Diana. por isso. por determinação da reclamada. Gize-se algumas incoerências no depoimento da testemunha do reclamante. nos moldes acima descritos. laborando os vendedores em turnos (manhã ou tarde). inclusive. que no caso do Shopping Vitória trabalhavam três Vendedores em turnos das 10h00m às 16h00m. não pode prevalecer. que não havia escala de trabalho entre os Vendedores. aduzindo que o intervalo intrajornada tem natureza indenizatória e. o mesmo laborou no Shopping Vitória. Em face do exposto. que os demais Vendedores eram Diana. devidos os reflexos pretendidos na exordial e concedidos no decisum de piso. ora diz que o autor normalmente ficava até às 19:00h. ficou comprovada a não fruição do intervalo legal de 1 hora. que mesmo diante de tais fatos o depoente confirma as funções exercidas pelo senhor Alexandre. em seu depoimento. que havia mais dois Vendedores no mesmo local. o que retira a credibilidade das informações prestadas. que o Supervisor de Vendas é o responsável por verificar o trabalho do Vendedor inclusive quanto ao horário. Desta forma. Por derradeiro. foi Estoquista. também. era exercida pelo proprietário. na inicial e em seu depoimento. que trabalhavam nos shoppings. férias integrais e proporcionais. com possibilidade de elastecimento. são devidos os reflexos do intervalo intrajornada não concedido. Em que pese suscitarem duração distintas (15 e 30 minutos). Coordenador de Vendas e com a saída do depoente passou a Supervisor. que em média trabalhavam de dois a três Vendedores no mesmo shopping. Deyvid Wesley de Freitas Mello. fixo a jornada do obreiro. aviso prévio e FGTS com 40%. podendo trabalhar em shoppings diferentes. que a princípio ficava um Vendedor no turno da manhã e um Vendedor no turno da tarde. que não sabe informar o que o autor fazia no Almoxarifado. que a maior parte do contrato do autor. devendo sofrer acréscimo de 50%. entretanto. dou parcial provimento ao apelo. É certo que a declaração da citada testemunha está em consonância com o que disse o autor. Alega. Kelly. Sr. eis que foi a primeira afirmação da testemunha.

infenso à negociação coletiva (grifo nosso) Mesmo entendendo que a melhor interpretação da regra contida no artigo 71. DEJT divulgado em 25.Após a edição da Lei nº 8. TST. 7º. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. determinou que o seu cálculo fosse realizado a partir do primeiro dia útil do mês subseqüente. XXII.º 5. saúde e segurança do trabalho. para repouso e alimentação. como redação introduzida pela Lei nº 8. da CLT. como se percebe. a parte deve estar assistida por seu Sindicato de classe. quando a lide versar sobre relação de emprego. e não apenas daquele suprimido. da Súmula n. Irresignada. no mínimo. da CLT). da CLT. 5. como o reclamante está assistido por advogado particular (vide fl.4. a empregados urbanos e rurais.584/70. 790. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 assegurado igual benefício ao trabalhador de maior salário uma vez provado que a sua situação econômica não lhe permite demandar sem prejuízo do sustento próprio ou de sua família. os beneficiários da assistência judiciária gratuita. CORREÇÃO MONETÁRIA. da CF/1988).923.584/70. na acepção mais ampla. bem como pelo artigo 790 §3º.2012 I . Em que pese o respeito pelas abalizadas opiniões em contrário. o princípio da sucumbência no Processo Trabalhista. Salienta que a correção deve incidir a partir da época própria para . II – É inválida cláusula de acordo ou convenção coletiva de trabalho contemplando a supressão ou redução do intervalo intrajornada porque este constitui medida de higiene.584/70 e 7. DA CLT. §4º.º 307. NÃO CONCESSÃO OU REDUÇÃO.3. devo registrar que a assistência judiciária gratuita e o benefício da justiça gratuita não se confundem. APLICAÇÃO DO ART.060/50. quando preenchidos os requisitos previstos no próprio artigo. 71 da CLT). que assim preceitua: 354. todas do C. ao argumento de que se há a contratação de advogado. 50% sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho (art. não prescinde do preenchimento concomitante dos requisitos estabelecidos na Lei n.584/70. não estão atendidos os pressupostos previstos na Lei n. 2. TST. 354. implica o pagamento do total correspondente.2. Quanto à argumentação alusiva ao pagamento somente dos minutos restantes.584/70. 305. quanto à correção monetária.03. da CLT. A assistência judiciária gratuita tem previsão tanto no artigo 14 da Lei n. para excluir da condenação os honorários advocatícios. vindicando reforma do julgado que concedeu o benefício ao autor. § 4º.2. 342.Res. nos termos do § 3º. Assim. por meio da edição de sua novel Súmula n. assistência por Sindicato de classe e percepção de remuneração igual ou menor que o dobro do salário mínimo ou impossibilidade de demandar sem prejuízo do sustento próprio ou da família. Com razão. Portanto. mas por advogado particular (f. curvome ao posicionamento insculpido no item I. 71 da CLT e art. garantido por norma pública (art. também. Sem razão. quando não concedido ou reduzido pelo empregador o intervalo mínimo intrajornada para repouso e alimentação. que merece reforma a r. extensivo a quem não esteja assistido por Sindicato (prevista no § 3º. com base na declaração de miserabilidade jurídica. que envolve também os honorários advocatícios. Não se adota. Nego provimento ao apelo. 185/2012.2. 2. o art.584/70 para a concessão da assistência judiciária gratuita. quais sejam. sentença de piso que. Destarte. e é devida a todo aquele que receber salário igual ou inferior ao dobro do mínimo legal. da CLT. para reconhecer que a concessão parcial do intervalo intrajornada mínimo. o reclamante não está assistido por Sindicato de classe. SÚM-437 INTERVALO INTRAJORNADA PARA REPOUSO E ALIMENTAÇÃO. portanto. Assim. nego provimento. ou seja. 5. também por disciplina judiciária. da SDI-I.115/83. e não apenas daquele suprimido. 08) e. e não se confunde com o benefício da justiça gratuita previsto no § 3º. Aduz a reclamada.060/50.09. 09. a concessão de honorários advocatícios na Justiça do Trabalho. enquanto aquela. não prescinde dos requisitos da Lei n. o C.º 5. assim.923/94. ART. NATUREZA JURÍDICA SALARIAL (DJ 14. INTERVALO INTRAJORNADA. recorre a demandada. 23 de Setembro de 2013 149 1/TST. repercutindo. 5. 71.º 5. Recentemente. a concessão parcial do intervalo intrajornada implica o pagamento da integralidade do período de repouso. como no artigo 3º da Lei n. O juízo de origem condenou a ré em honorários sucumbenciais de 15% sobre o valor da causa. TST cristalizou a intelecção antes insculpida na OJ n.º 5.2008) Possui natureza salarial a parcela prevista no art. de acepção mais restrita. No âmbito desta Especializada. 1. 219 e 329 e pela OJ n. indevido o pagamento de honorários advocatícios. Ademais. andou bem o juízo de origem ao deferir o benefício da justiça gratuita.923/1994. 71. § 4º. em seu recurso. Na hipótese vertente. são os que preenchem os requisitos da Lei n.º 437. preconiza a remuneração apenas do tempo efetivamente não concedido. implica o pagamento total do período correspondente. quais seja. 5. 2. ficando. TST. a assistência judiciária gratuita é devida apenas na hipótese prevista na Lei n. 09) comprova apenas o requisito da miserabilidade jurídica.584/70. a assistência sindical e a comprovação da miserabilidade jurídica.584/70. 380 e 381 da SBDI1) .5. dou provimento ao Recurso Ordinário. uma vez que revela norma de eficácia contida. GRATUIDADE DE JUSTIÇA. a não concessão ou a concessão parcial do intervalo intrajornada mínimo. de 27 de julho de 1994. com o advento da Lei nº 8. da SDI-1. 08). e a apresentação de declaração de hipossuficiência econômica (fl. citando o Enunciado 79 da 1ª jornada de Direito Material e Processual na Justiça do Trabalho. Este é uma faculdade do juiz. da CLT. sem prejuízo do cômputo da efetiva jornada de labor para efeito de remuneração. 26 e 27.º 437 do C. no Processo do Trabalho. asseverando que os honorários somente são devidos nas hipóteses da Lei 5. À luz do expendido. Em primeiro lugar. há necessidade da ocorrência dos dois requisitos para o deferimento da assistência judiciária. 71 DA CLT (conversão das Orientações Jurisprudenciais nºs 307. 133 da Constituição Federal não revogou o jus postulandi. A reclamada alega que a justiça gratuita só pode ser deferida com o preenchimento de todos os requisitos elencados pelas Leis nº. ressalto que é sabido o entendimento sufragado pelo Egrégio Tribunal Superior Trabalho no sentido de que. diferentemente do que ocorre quando há concessão do benefício da justiça gratuita. este profissional deve receber pelos trabalhos realizados.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. para repouso e alimentação. do art. portanto. em se tratando de relação de emprego. à fl. No entanto. com acréscimo de. restringindo-se o pagamento dos honorários advocatícios ao disposto na Lei n. importando somente na isenção de custas.º 1. do artigo 790. em consonância com a linha traçada pelas Súmulas ns. em conformidade com o disposto na lei civil.584/70 e Súmulas 219 e 329 do C. do artigo 790. no cálculo de outras parcelas salariais.

que informa que a culpa do empregador pelo inadimplemento das verbas remuneratórias não elide a responsabilidade do empregado pelo pagamento da totalidade do Imposto de Renda e da quota-parte que lhe cabe da contribuição previdenciária.04. Assim sendo.351/99.Época própria . acordo ou convenção coletiva. incidirá o índice da correção monetária do mês subseqüente ao da prestação dos serviços. inclusive conforme pacificado pelo C. ou seja. 459 da CLT. Contudo. perfilho-me à jurisprudência dominante do C. in verbis: “SUM-381 CORREÇÃO MONETÁRIA. 8. 124 do Tribunal Superior do trabalho. da Lei 8. 22 e 25. 2. . pois. o obreiro não se eximiria da incidência dos descontos Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 previdenciários. RESPONSABILIDADE DO EMPREGADO PE-LO PAGAMENTO. tanto na vigência do contrato de trabalho ou fora dele. pág. que determinou a incidência da correção monetária na forma da lei. e não apenas a do reclamado. do art. SALÁRIO.2. 186 do Código Civil. a partir do dia 1º. a partir do 1º dia útil do mês subseqüente à prestação dos serviços.). TST.Res. O pagamento dos salários até o 5º dia útil do mês subseqüente ao vencido não está sujeito à correção monetária. in verbis: "OJ-SDI1-363 DESCONTOS PREVIDENCIÁRIOS E FISCAIS.). 23 de Setembro de 2013 150 pagamento. alínea “a”.2. que seia o 5º dia útil do mês subseqüente ao vencido. Em matéria de correção monetária. DJ 20. III. a partir de 03/03/2009. CONDENA-ÇÃO DO EMPREGADOR EM RAZÃO DO INADIMPLEMENTO DE VER-BAS REMUNERATÓRIAS. Ademais. nos exatos termos em que preceitua o artigo 39 da Lei n. a qual não necessariamente ocorre no 5º dia útil.177/91. Vejamos. Quanto à responsabilização calcada no art.212/91 (inserida com o advento da Medida Provisória 449/2008. Se essa data limite for ultrapassada. 459 DA CLT (conversão da Orientação Jurisprudencial nº 124 da SBDI-1) . da Constituição da República. 8. 129/2005.. sentença normativa ou cláusula contratual.212/91. Argumenta que a lei fixa o termo final para cumprimento das obrigações de pagamento de salário. e convertida na Lei 11.) 3.1998)” Nego provimento. O aresto do Colendo TST. 1ªT . TST. Nesse sentido. TST. ao determinar que 'os débitos trabalhistas de qualquer natureza. transferindo o respectivo encargo financeiro com o tributo para terceiros (art. o que importa é a data de vencimento da obrigação. não obriga. da Lei nº 8.. 276 do Decreto 3.048/99 para o período do contrato de trabalho que antecede a alteração do artigo 43 da Lei n. não restou comprovado que a recorrente se utilizava da faculdade legal.212/91 (05/03/2007 a 15/12/2010). porque o legislador. consagrada na Orientação Jurisprudencial nº 363. publicada em 04/12/2008.inserida em 20. Insurge-se a reclamada contra a r. IMPOSTO DE RENDA.2005. vez que as parcelas. vez que somente por disposição expressa de lei é que se pode excluir a responsabilidade do contribuinte.212/91. resultante de condenação judicial referente a verbas remuneratórias. 8. Incidência da Orientação Jurisprudencial n.04. como disposto no artigo 459 da CLT c/c artigo 39. seja qual fosse seu valor. nos termos da fundamentação acima. ressalto que a regra do § 2º. dou parcial provimento para determinar a aplicação do valor histórico à cota parte da contribuição previdenciária devida pelo reclamante. § 6º.048/99. entendo que deve ser mantida a r. deferidas judicialmente. 128 do CTN). 2. e a regra deste último para aquele a partir de sua vigência. o encargo financeiro do empregado não pode ser transferido para o empregador.6. na liquidação da sentença. até a prolação da decisão trabalhista e seu trânsito em julgado. na súmula 381. estabelece que as contribuições previdenciárias somente poderão ser exigidas após decorridos 90 (noventa) dias da data da publicação da lei que as houver instituído ou modificado.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.11. a faculdade de efetuar o pagamento do mês vencido até o 5º dia útil do mês subseqüente. Correção monetária .2ª Reg. (. não se podendo retroagir a data do vencimento da obrigação para o dia primeiro do mês de competência para cômputo de correção monetária. Em se tratando de contribuição previdenciária incidente sobre verbas deferidas em decisão judicial. por óbvio. vez que. pois agrava a situação do contribuinte. sendo oportuno observar que o argumento de pagamento tardio não justifica a responsabilização exclusiva do empregador.. o prazo do artigo 276 do Decreto 3. À análise.7. ainda existe controvérsia sobre o crédito do trabalhador. o artigo 195. mas apenas concede ao empregador. Rel.Ac.2008) A responsabilidade pelo recolhimento das contribuições social e fiscal. ante o princípio da irretroatividade. quanto ao período do contrato de trabalho que antecede a alteração do artigo 43 da Lei n..177/91. e a regra deste último para aquele que abrange o período de sua vigência (a partir de 03/03/2009). Ademais. o disposto na Súmula 381 do C. Min. ou seja. 715. deverá ser observado. considerando que o contrato de trabalho do reclamante abrange período anterior e posterior à vigência do artigo 43 da Lei 8. ( TSTRR-612. no parágrafo único do art. a seguir transcrito é nesse sentido: "(. ABRANGÊNCIA (DJ 20. Em suma.0 . ART. sofrerão juros de mora equivalentes à TRD acumulada no período compreendido entre a data de vencimento da obrigação e seu efetivo pagamento'. nos termos do artigo 150. Contudo. somente pode ser aplicável aos fatos ocorridos após a sua vigência. quando não satisfeitos pelo empregador nas épocas próprias assim definidas em lei. ante o princípio da anterioridade. para fins de aplicação dos juros e multa sobre as contribuições previdenciárias. bem como para determinar a incidência dos juros e multa sobre as contribuições previdenciárias observe o prazo estipulado no artigo art. da Constituição da República. de maneira que a nova regra previdenciária somente será aplicada às prestações de serviço realizadas a partir de 03 de março de 2009 (90 dias após a publicação da MP). Na hipótese vertente. (ex-OJ nº 124 da SBDI-1 . não foram pagas na época própria. 43. sentença que condenou-a a proceder ao pagamento da contribuição previdenciária incidente sobre a cota patronal e pela quota do empregado. 21 e 23.941/2009). a culpa do empregador pelo inadimplemento das verbas remuneratórias não exime a responsabilidade do empregado pelos pagamentos do imposto de renda devido e da contribuição previdenciária que recaia sobre sua quota-parte. quanto aos juros e multa." Assim.Esta Corte Superior tem posicionamento pacífico no sentido de que a época própria para a incidência dos índices de correção monetária dos débitos trabalhista é a do mês subseqüente ao da prestação de serviços. o referido desconto deve levar em consideração as cotas de responsabilidade de ambos os litigantes. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. sentença hostilizada. Emmanuel Pereira. é do empregador e incide sobre o total da condenação.03.05. DJU 7. não há falar em responsabilidade do empregador pela contribuição previdenciária devida pelo obreiro. Isso posto. Sim. que considerou a data da prestação de serviços como fato gerador das contribuições previdenciárias incidentes sobre as verbas resultantes de decisões em reclamatórias trabalhistas.

II. sentença. DESCONTOS FISCAIS. Exegese dos artigos 186 e 297 do Código Civil. o ônus de seu pagamento. é o trabalhador. A legislação prevê. sendo assim. não há como atribuir a prática de ato ilícito ao empregador . A responsabilidade pelo recolhimento das contribuições social e fiscal. em execução de decisão judicial. TST.º 11. não se vislumbra autorização legal para a imposição ao empregador do encargo de indenizar o obreiro. quanto à responsabilização calcada no art. portanto. os arestos a seguir da Subseção I Especializada em Dissídios Individuais do TST. DESCONTOS FISCAIS. Não há como imputar ao empregador a obrigação de indenizar o empregado pelo gravame decorrente da constatação de eventuais diferenças no valor a ser recolhido a título de Imposto de Renda. .000. Contudo. DANO MATERIAL DECORRENTE DO CRITÉRIO DE RECOLHIMENTO DO IMPOSTO DE RENDA.” Por sua vez. inclusive quanto às alíquotas a serem utilizadas para o cálculo do tributo. dar parcial provimento ao apelo. de tal arte que o reconhecimento de créditos trabalhistas não importará prejuízo ao trabalhador. para o Fisco. não há como atribuir a prática de ato ilícito ao empregador . Precedentes da Corte. Data de Publicação: 26/11/2010). cumpre ressaltar que foi publicada a IN 1.127/2011 da Receita Federal. da mesma forma. conhecer do recurso ordinário da reclamada e. Pois bem. por força da incidência de alíquotas progressivas. Recurso de embargos não conhecido. (. Dou provimento. em virtude de reconhecimento de créditos trabalhistas nesta Especializada. o pagamento em decorrência de sentença judicial. como hipótese de incidência da obrigação tributária. entendo que não há falar em responsabilidade do empregador pelo Imposto de Renda. pugnando pela observância da IN 1. Erigindo o ordenamento jurídico o valor da sentença em base de cálculo. a qual passou a estabelecer que a incidência do imposto de renda deve obedecer ao regime de competência (mês em que a parcela deveria efetivamente ter sido paga).09. portanto.. com 30 minutos de intervalo intrajornada. por unanimidade. Alterado o valor da condenação para R$ 10. o recebimento se torne disponível para o beneficiário. Relator Ministro: Lelio Bentes Corrêa. Não há como imputar ao empregador a obrigação de indenizar o empregado pelo gravame decorrente da constatação de eventuais diferenças no valor a ser recolhido a título de Imposto de Renda. consagrada na recente Orientação Jurisprudencial nº 363. em face da sua incidência sobre a totalidade dos valores provenientes da decisão judicial. Recurso de embargos conhecido e provido.541/1992.º 8. De tal sorte. realiza a hipótese de incidência do imposto.) INDENIZAÇÃO.º 368. (E-ED-RR . que será tributado como se tivesse recebido corretamente seus direitos. o pagamento em decorrência de sentença judicial.2002. Consoante o artigo 46 da Lei n. Ile