Caderno Judiciário do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO

DIÁRIO ELETRÔNICO DA JUSTIÇA DO TRABALHO
PODER JUDICIÁRIO

REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL

Nº1317/2013

Data da disponibilização: Segunda-feira, 23 de Setembro de 2013.

DEJT Nacional

Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO MARCELLO MACIEL MANCILHA Desembargador Presidente e Corregedor ANA PAULA TAUCEDA BRANCO Desembargadora Vice-Presidente Rua Pietrângelo de Biase, 33 Centro Vitória/ES CEP: 29010190 Telefone(s) : (27) 3321-2400

SECRETARIA DO TRIBUNAL Acórdão Acórdão
Processo Nº AACC-3500-27.2013.5.17.0000
Processo Nº AACC-3500/2013-000-17-00.9

Autor

Réu

Plurima Réu Advogado

MINISTERIO PUBLICO DO TRABALHO - PROCURADORIA REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIAO SINDICATO DOS TRABALHADORES EM TRANSPORTES RODOVIARIOS DO EST. ES - SINDIRODOVIARIOS VIACAO AGUIA BRANCA S A John Aluisio Uliana(OAB: 006519 ES)

ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0003500-27.2013.5.17.0000 Ação Anulatória de Cláusulas Convencionais Autor: MINISTERIO PUBLICO DO TRABALHO - PROCURADORIA REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIAO Réus: SINDICATO DOS TRABALHADORES EM TRANSPORTES RODOVIARIOS DO EST. ES - SINDIRODOVIARIOS VIACAO AGUIA BRANCA S A Origem: TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO - ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Revisor: DESEMBARGADOR JOSÉ LUIZ SERAFINI ACORDO COLETIVO DE TRABALHO. CLÁUSULA QUE AUTORIZA REGIME DE COMPENSAÇÃO 12X36. VALIDADE. A Carta Política de 1988 fomenta a negociação coletiva, com reconhecimento expresso das convenções e dos acordos coletivos de trabalho, sendo certo que o inciso XIII do art. 7º da Carta Magna autoriza a flexibilização da jornada de trabalho, via instrumento negocial. Reputa-se válida, pois, a escala de 12x36 fixada em norma coletiva, Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

quando o excesso da jornada é compensado por folgas mais elásticas, hipótese, inclusive, que encontra paralelo no banco de horas estabelecido pelo § 2º do art. 59 da CLT e respaldo nos princípios do conglobamento e da norma mais favorável. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de Ação Anulatória de Cláusulas Convencionais, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO Trata-se de Ação Anulatória proposta pelo MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO em face do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Espírito Santo – SINDIRODOVIÁRIOS; Viação Águia Branca S.A, visando à anulação das seguintes cláusulas: Décima Sétima – Parágrafo Primeiro, Vigésima Quinta e Vigésima Sexta, do Acordo Coletivo de Trabalho 2011/2012 firmado pelos réus. As Cláusulas tratam, respectivamente, da escala de revezamento 12 x 36, do empregado reabilitado e da rescisão contratual. Com a inicial vieram os documentos de fls. 12/40. Decisão desta Relatora, à fl. 44, reconhecendo, por disciplina judiciária, a competência funcional deste Tribunal para apreciar e julgar a presente ação e determinando a citação dos réus. Apesar de regularmente intimado (fl. 42) não houve manifestação do 1.º reclamado, Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Espírito Santo – SINDIRODOVIÁRIOS. Contestação da 2.ª ré, Viação Águia Branca S.A., às fls. 45-v.º/53 e às fls. 54/69, alegando preliminar de carência de ação por perda superveniente do interesse processual do requerente. No mérito, pleiteia sejam julgados improcedentes os pedidos relativos à anulação das cláusulas, anuindo, todavia, à adequação de sua redação aos limites propostos pelo Autor, resguardada, no caso do parágrafo primeiro da Cláusula Décima Sétima, a adoção da jornada 12 x 36 para alguns trabalhadores, porque permitida pela jurisprudência sumulada do C. TST. Razões finais apresentadas pelo Ministério Público do Trabalho, às fls. 102/106, pugnando pela procedência dos pedidos. Razões finais do 2.º réu, às fls. 107/109, reportando-se às razões lançadas na peça de defesa. Não foram apresentadas razões finais pelo sindicato demandado. É o relatório. FUNDAMENTAÇÃO 2.1. PRELIMINAR – INEXISTÊNCIA DE INTERESSE – CARÊNCIA DE AÇÃO – EXPIRAÇÃO DO PRAZO DE VIGÊNCIA DA NORMA COLETIVA IMPUGNADA – ARGUIDA PELA 2.ª DEMANDADA Assevera a 2.ª demandada (Viação Águia Branca S.A.) estarem caracterizadas a falta de interesse processual e carência de ação, uma vez que o autor pretende a anulação de cláusulas de instrumento coletivo de trabalho cujo prazo de vigência expirou em 31 de maio de 2012. Destarte, pleiteia o acolhimento da referida preliminar, com a consequente extinção da presente ação anulatória sem resolução do mérito, nos termos dos artigos 301, X e 267, VI do Código de Processo Civil. Com efeito, em que pese seja incontroverso o término da vigência do instrumento coletivo em questão, a jurisprudência da SDC do C.

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TST tem reconhecido a subsistência do interesse do Ministério Público do Trabalho na anulação de cláusulas coletivas por perdurarem, no plano normativo, seus efeitos, uma vez que integram os contratos individuais de todos os integrantes da categoria profissional. Nesse sentido, os seguintes julgados: “AÇÃO ANULATÓRIA. CLÁUSULA DE CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO. PERDA DE OBJETO - O entendimento da Seção Especializada em Dissídios Coletivos desta Corte, em relação à matéria, pacificou-se no sentido de que, não obstante tenha se exaurido o período de vigência do Acordo Coletivo, o Tribunal deve manifestar-se sobre o pedido, ou seja, acerca da nulidade da cláusula constante no ajuste coletivo, pois a conclusão possibilitará, em caso de procedência do pleito, que os empregados atingidos pelo cumprimento do acordado possam pleitear a restituição dos valores relativos aos descontos efetuados em seus salários a tal título. Recurso conhecido e provido” (TST-ROAA-735.256/2001.0, Rel. Min. José Luciano de Castilho Pereira, DJ de 06/09/01). “EXTINÇÃO DO PROCESSO SEM JULGAMENTO DO MÉRITO. INTERESSE DE AGIR REMANESCENTE. I - Remanesce o interesse de agir do recorrente para declaração de nulidade das cláusulas indicadas na inicial, visto que o Termo Aditivo ao Acordo Coletivo, pelo qual foram regularizadas as cláusulas impugnadas, tem vigência futura, a partir da data da sua celebração, não desfrutando de efeito retroativo de modo que, a persistir a extinção do processo sem exame do mérito, as cláusulas então pactuadas manterão sua normatividade no hiato de tempo compreendido entre a vigência do acordo e a superveniência do Termo Aditivo” (TSTROAA-111/2005-000-24-00.8, Rel. Min. Barros Levenhagen, DJ de 27/10/06). “RECURSO ORDINÁRIO EM AÇÃO ANULATÓRIA. VIGÊNCIA DA CONVENÇÃO COLETIVA. DA FALTA DE INTERESSE DE AGIR. Mesmo não estando mais em vigor a convenção coletiva, permanece o interesse de agir do Parquet que, ao propor a anulação de cláusulas convencionais via ação anulatória, não busca somente interromper seus efeitos presentes e futuros, objetiva também resguardar o direito dos trabalhadores de buscar no Poder Judiciário o que lhes foi incorretamente imposto pelas cláusulas impugnadas na presente ação anulatória” (TST-ROAA815.783/2001.3, Rel. Min. Vieira De Mello Filho, DJ de 02/03/07). “PRELIMINAR DE IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DO PEDIDO PELA PERDA DE OBJETO. I - A preliminar de impossibilidade jurídica do pedido não decorre de eventual perda de objeto. Ela diz respeito à vedação por lei à pretensão deduzida em juízo. II - A circunstância de ter expirado o prazo de vigência do instrumento normativo não implica perda de objeto ou falta de interesse processual superveniente. É que enquanto esteve em vigor produziu efeitos relativamente às cláusulas objeto da ação anulatória, cuja decisão que acolher a sua nulidade tem efeito retroativo, contemporâneo à celebração daquele instrumento. Preliminar rejeitada” (TST-ROAA-269/2006-000-08-00.6, Rel. Min. Barros Levenhagen, DJ de 26/10/07). Destarte, rejeito a preliminar. 2.2. ESGOTAMENTO DA VIA ADMINISTRATIVA – ARGUIDA PELA 2.ª DEMANDADA A 2.ª requerida, em defesa, aduz que, notificada da instauração do procedimento administrativo pelo representante do Ministério Público do Trabalho para verificação da licitude das três cláusulas em destaque, (PP n.º 00014.2012.17.0000) e para que se manifestasse sobre a eventual existência de interesse em uma solução negociada para a questão, aquiesceu quanto à solução negociada das cláusulas 25.ª e 26.ª, manifestando-se, outrossim, Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

quanto à legalidade do parágrafo décimo primeiro da Cláusula 17.ª. Assevera que após a realização de audiência de conciliação, mesmo tendo apresentado texto com alterações ao referido parágrafo, no intuito de encontrar uma solução negociada para o caso, foi surpreendida com o ajuizamento da presente Ação Anulatória. Argumenta, pois, que a presente ação não poderia ser ajuizada antes que houvesse uma tentativa definitiva e final de solução negociada da questão pela via administrativa, pois sempre se colocou à disposição para resolver as questões suscitadas. Afirma, ainda, que não tomou ciência do despacho que rejeitou a proposta de redação formulada administrativamente. Com efeito, o Ministério Público do Trabalho, ao refutar tais alegações, assevera que em 08.02.2013 foram expedidas notificações de n.º 34412 e 34412, documentos que foram regularmente colacionadas aos autos. Ainda que assim não fosse, o esgotamento da via administrativa não se qualifica como pressuposto processual ou condição da ação, não sendo requisito intransponível para admissibilidade da ação anulatória. Rejeito. 2.3. DESCONSIDERAÇÃO DA CONTESTAÇÃO – ARGUIDA PELO MPT Pleiteia o Ministério Público do Trabalho, em razões finais, a desconsideração da contestação de fls. 54/69, apresentada pela 2.ª ré, ao argumento de que esta incorreu em preclusão lógica/consumativa, pois já havia apresentado, no mesmo dia, a referida defesa, subscrita pela mesma advogada. Acolho, todavia, a argumentação da requerida, porque razoável a argumentação de que a apresentação de duas peças contestatórias tenha sido materializada por excesso de zelo, devida à insegurança quanto ao seu regular recebimento por meio do sistema de peticionamento eletrônico. Tanto é assim, que as peças foram apresentadas no mesmo dia, com o mesmo teor, com apenas trinta minutos de diferença, subscritas pelo mesmo procurador. Rejeito. 2.3. ADMISSIBILIDADE Atendidas as condições da ação e estando presentes os pressupostos processuais de desenvolvimento válido e regular do processo, admito a ação anulatória. 2.3. MÉRITO 2.3.1. PARÁGRAFO DÉCIMO PRIMEIRO DA CLÁUSULA 17.ª DO ACORDO COLETIVO DE TRABALHO A primeira cláusula cuja declaração de nulidade se pretende é a seguinte, in verbis: “Cláusula Décima Sétima – A jornada normal de trabalho para todos os empregados, com atividades nas linhas interestaduais de passageiros, fica fixada em 44 (quarenta e quatro) horas semanais, observando o disposto nos parágrafos desta cláusula. Parágrafo Décimo Primeiro – É ainda facultado à empresa empregadora a adoção de carga horária diferenciada para os empregados vinculados a serviços do pessoal de apoio logístico, a exemplo dos vigilantes, executável, em tal serviço, com regime de trabalho, a sistemática de escala de 12 (doze) horas de serviço por 36 (trinta e seis) horas de descanso.” Sustenta o d. Ministério Público do Trabalho que a permissão, em branco, para a realização de escala de revezamento de 12 x 36, sem qualquer ressalva de setores eventualmente perigosos e insalubres e/ou atividades de risco, contraria a Constituição Federal (incisos XIII, IIV e XXII, do art. 7.º e o art. 195 c/c art. 59, 60 e 61 da CLT e Súmula n.º 423 do C. TST).

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Expõe que a negociação coletiva está adstrita às mínimas garantias instituídas por lei, e que a redação da Súmula n.º 444, editada, recentemente, pelo C. Tribunal Superior do Trabalho, não deixa dúvidas quanto à excepcionalidade da utilização de tal jornada e à exigência de critérios objetivos para a sua fixação. Afirma, pois, que essa fixação não pode ficar ao arbítrio do empregador e de suas necessidades, mormente quando em voga atividades insalubres, perigosas e de risco, sob pena de transformar o instrumento coletivo em ato unilateral. Pleiteia a anulação do parágrafo Décimo Primeiro da Cláusula 17.ª, relativamente à jornada de trabalho em turnos ininterruptos de revezamento, com relação às atividades insalubres, perigosas/de risco, em virtude de contrariedade ao disposto nos incisos XIII, XIV, XXII e XXIII do art. 7.º e art. 195 da CRFB, além dos princípios da dignidade da pessoal humana, valores sociais do trabalho e a busca do pleno emprego, e, finalmente, da Súmula 423 do C. TST, além da dubiedade quanto à fixação da carga horária mensal, podendo inclusive acarretar a quitação proporcional do piso salarial e, ainda, a limitação do adicional noturno (Cláusula 8.ª). Aduz a requerida, que apresentou, com base nas orientações passadas na audiência realizada no MPT, que apresentou novo texto discriminando as funções que poderiam fazer a jornada de trabalho 12x36, conforme abaixo: Parágrafo Décimo Primeiro – É ainda facultado à empresa empregadora a adoção de carga horária diferenciada para o motorista em conformidade com o disposto contido no Arrigo 235-F da CLT e cobradores, bem como os empregados vinculados a serviços do pessoal de apoio logísticos, a exemplo dos assistentes de operação, agentes de vendas, manuten~ção, despachantes de pista e trafego, vistoriadores de veículos, porteiros, vigias, seguranças e lavadores, executável, em tal situação, com regime de trabalho, a sistemática de ecala de 12 (doze)horas de serviço por 36 (trinta e seis) horas de descanso, nos termos da súmula 444 do Tribunal Superior do Trabalho. Aduz que não possui mais em seu quadro de funcionários a função de vigilante, pois todo o serviço hoje encontra-se terceirizado, e que não possui em seus quadros nenhum funcionário que trabalhe em áreas eventualmente perigosas e insalubres e/ou atividades de risco na escala de 12x36, pois todos os que laboram nessas condições estão submetidos à jornada normal de trabalho estabelecida pela CLT, CRFB e outros dispositivos legais. Tanto é assim, que concordou em alterar tal cláusula, mas que sempre deixou clara a necessidade de manutenção dessas jornadas, com os devidos ajustes, pois está pacificado pelo TST que é possível a sua adoção, a teor da Sumula 444 do C. TST. Com efeito, esta Relatora possui convencimento firmado sobre a questão, no tocante ao reconhecimento das Convenções e Acordos Coletivos de trabalho, em atenção ao inciso XXVI, do artigo 7º, da Constituição Federal de 1988. Ressalto que a Carta Constitucional prestigia a flexibilização de certas regras do Direito do Trabalho, no intuito de harmonizar as fontes autônomas e heterônomas, a fim de garantir, por um lado, melhores condições de trabalho e, por outro, a sobrevivência da empresa, sempre com a interveniência da entidade sindical, na defesa dos interesses de seus representados. Não se pode olvidar, ainda, que a interpretação da norma coletiva obedece ao princípio do conglobamento, onde a conquista da categoria não é aquilatada pela análise isolada de uma só cláusula, mas do seu conjunto. Ademais, não se pode olvidar que ninguém melhor do que a própria categoria profissional, personificada pelo Sindicato, para avaliar as vantagens e desvantagens de um pacto. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

Ressalte-se que entendimento contrário estimula cômoda irresponsabilidade por parte das entidades sindicais que não se sentem cobradas pela categoria que representam a entabular verdadeiras negociações coletivas. Na medida em que o Judiciário, com o escopo de proteger o trabalhador hipossuficiente, nega validade aos acordos firmados, na verdade contribui para o enfraquecimento dos sindicatos e a perpetuação da condição de inferioridade dos trabalhadores. Com efeito, as jornadas realizadas nesses tipos de escalas são estabelecidas em razão das peculiaridades das funções desempenhadas pelos trabalhadores que a elas se submetem, trazendo vantagens para o trabalhador, que passa a dispor de mais tempo para a família, convívio social, lazer, descanso, participação em cursos de qualificação profissional ou até o desenvolvimento de outra atividade, com possibilidade de maiores ganhos. Tais benefícios, quando contrapostos à extrapolação da jornada normal, evidenciam um maior ganho ao obreiro. Nesse diapasão, o excesso de jornada é compensado por folgas mais elásticas, hipótese que encontra paralelo no banco de horas estabelecido pelo § 2º, do art. 59, da CLT. Logo, julgo improcedente o pedido de anulação do Parágrafo Primeiro da Cláusula Décima Sétima. 2.3.2. CLÁUSULA 25.ª DO ACORDO COLETIVO DE TRABALHO – DO EMPREGADO REABILITADO Abaixo a redação da Cláusula impugnada, in verbis: “Cláusula 25.ª – DO EMPREGADO REABILITADO O empregado afastado, em função de doença e/ou acidente de trabalho, que vier a ser reabilitado pelo Órgão previdenciário, para função diversa daquela que anteriormente exercia e com remuneração inferior, ficará passível de alteração salarial, para função diversa daquela que anteriormente exercia e com remuneração inferior, ficará passível de alteração salarial, para adequação à função a ser pelo mesmo exercida.” Sustenta o d. Ministério Público do Trabalho que é patente o caráter discriminatório da estipulação, ante a pactuação da redução da remuneração do trabalhador reabilitado pela Previdência Social algumas vezes até mesmo em decorrência de doença ou acidente de trabalho sofrido na própria empresa – para adequação à função a ser pelo mesmo exercida (grifou-se no original), ocorrendo afronta ao disposto no inciso XXXI do art. 7.º da CRFB. A requerida assevera que ainda que este seja o texto da norma coletiva, não procede desta forma, e que, portanto, não há qualquer objeção a que a mesma seja adequada à legislação em vigor, ou que haja a retirada de qualquer texto que possa evidenciar intuito discriminatório. Aqui, tem razão o parquet. Com efeito, ainda que seja considerada a anuência da 2.ª reclamada à adequação do conteúdo da norma coletiva e à retirada de texto que possa evidenciar caráter discriminatório, impõe-se o registro de que a reabilitação do trabalhador não pode implicar em prejuízo ao seu patamar salarial, sem que se vislumbre ofensa ao disposto no art. 7.º, VI da Constituição Federal, mormente se a impossibilidade do exercício da função decorre de fatos alheios à sua vontade. Destarte, julgo procedente o pedido para anular a Cláusula Vigésima quinta. 2.3.1. CLÁUSULA 26.ª DO ACORDO COLETIVO DE TRABALHO – RESCISÃO CONTRATUAL Abaixo a redação da Cláusula impugnada, in verbis: “Cláusula 26.ª – RESCISÃO CONTRATUAL Na ocorrência de dissolução contratual, a empresa deverá efetuar o pagamento das verbas rescisórias devidas ao empregado, no prazo

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máximo de 10 (dez) dias úteis contados do desfazimento do vínculo, sob pena de, em não fazendo, pagar ao trabalhador o débito devidamente corrigido, de conformidade com os índices legais. Parágrafo único – Ocorrendo recusa por parte do empregado em proceder o recebimento das parcelas oferecidas, a empresa poderá liberar-se da sanção acima estipulada, desde que comunique o fato ao sindicato acordante, no prazo fixado nesta cláusula para pagamento, anexando à comunicação o instrumento de rescisão contratual com o qual não concordou o trabalhador. Alega o Ministério Público do Trabalho que o poder de negociação das partes não pode flexibilizar a lei e, simplesmente, aviltar o direito individual do trabalhador, via norma coletiva. Nada obsta a que o Sindicato forneça documento comprobatório da ausência do trabalhador, mas, não podem os convenentes pactuar a isenção do empregador à multa prevista em lei (art. 477 da CLT), cabendo à empresa tomar as providências cabíveis previstas legalmente, para resguardar seus direitos. Requer, pois, a declaração de nulidade do disposto no parágrafo único da Cláusula 26.ª por afronta ao art. 477 e seus parágrafos da CLT. Afirma a requerida que jamais deixou de proceder à rescisão contratual de seus funcionários conforme o disposto no art. 477 da CLT, tampouco pretendeu, através da referida Cláusula, revogá-lo. Em face disso, e como já havia asseverado durante o procedimento administrativo perante o MPT, coloca-se à disposição para proceder às adequações necessárias e, para tanto, sugere o seguinte teor: “Na ocorrência de dissolução contratual, a empresa deverá efetuar o pagamento das verbas rescisórias devidas ao empregado no prazo legal, em conformidade com o artigo 477 e seus parágrafos, especialmente o 6.º, letras “a” e “b”, da Consolidação das Leis do Trabalho. Parágrafo único – Ocorrendo recusa por parte do empregado em proceder ao recebimento das parcelas oferecidas, a empresa poderá efetuar o depósito na conta corrente ou poupança, no prazo estabelecido pelo Artigo 477 e seus parágrafos da CLT, comunicando o fato ao sindicato acordante, no prazo fixado nesta cláusula para pagamento, anexando uma cópia no instrumento de rescisão contratual com o qual não concordou o trabalhador.” Vejamos. O fato de a 2.ª requerida aquiescer à adequação dos termos da referida Cláusula também impõe a procedência do pedido, no particular, mormente porque a flexibilização dos direitos trabalhistas não pode afrontar as disposições legais mínimas de proteção ao trabalhador. Julgo procedente o pedido para anular o parágrafo único da Cláusula Vigésima Sexta. 3 CONCLUSÃO ACORDAM os Desembargadores do Tribunal Pleno da 17ª Região, por unanimidade, rejeitar as preliminares de carência de ação e falta de interesse e inobservância do esgotamento da via administrativa, arguidas pela 2.ª demandada em contestação; rejeitar a preliminar de desconsideração da contestação pelo Ministério Público do Trabalho, admitir a ação anulatória; e, no mérito, por maioria, julgar parcialmente procedentes os pedidos formulados na ação para anular as cláusulas vigésima quinta e vigésima sexta do Acordo Coletivo de Trabalho 2011/2012 firmado entre o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Espírito Santo – SINDIRODOVIÁRIOS e a Viação Águia Branca S.A. Custas pro-rata pelos réus, no valor de R$ 700,00 (setecentos reais). Vencidos, quanto à anulação do parágrafo primeiro da cláusula décima sétima, os Desembargadores Carlos Henrique Bezerra Leite e Carmen Vilma Garisto. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

Suspeição do Desembargador Lino Faria Petelinkar. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 18 de setembro de 2013: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente), Desembargador José Luiz Serafini, Desembargadora Claudia Cardoso de Souza, Desembargador Carlos Henrique Bezerra Leite, Desembargador Jailson Pereira da Silva, Desembargadora Carmen Vilma Garisto e Juíza Sônia das Dores Dionísio. Procurador: João Hilário Valentim. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora

Acórdão
Processo Nº MS-15600-14.2013.5.17.0000
Processo Nº MS-15600/2013-000-17-00.0

Impetrante Advogado Impetrado Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor

ADENIR CUSTODIO Joaquim Augusto de Azevedo Sampaio Netto(OAB: 009624 ES) JUIZ TITULAR DA 6ª VARA DO TRABALHO DE VITORIA - ES JOSE LOVATI LUIZ CARLOS DARIVA LUIS CARLOS CORREA DA PENHA VALENTIM ACERBI ANDRADE SEBASTIAO JOSE WELLINGTON DIAS DA SILVA

ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0015600-14.2013.5.17.0000 MANDADO DE SEGURANÇA Impetrante: ADENIR CUSTODIO E OUTROS Impetrado: JUIZ TITULAR DA 6ª VARA DO TRABALHO DE VITORIA - ES Litisconsorte: COMPANHIA DOCAS DO ESPIRITO SANTO CODESA Origem: TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO - ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA. MANDADO DE SEGURANÇA. EXECUÇÃO DEFINITIVA. DECISÃO QUE INDEFERE A LIBERAÇÃO DOS VALORES INCONTROVERSOS ATÉ O JULGAMENTO DO AGRAVO DE PETIÇÃO. ILEGALIDADE. Se o art. 897 § 1.º da CLT autoriza a imediata execução de parcela dos cálculos eventualmente incontroversa, reputa-se ilegal a decisão que, em execução definitiva, indefere a liberação de qualquer valor até o trânsito em julgado da decisão proferida nos embargos à execução. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de MANDADO DE SEGURANÇA, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO Trata-se de Mandado de Segurança impetrado por ADEMIR CUSTODIO E OUTROS, contra ato jurisdicional praticado pelo MM. Juízo da MMª 6ª Vara do Trabalho de Vitória/ES, que indeferiu o pedido de liberação dos valores incontroversos aos exequentes, determinando que estes aguardassem o trânsito em julgado da r. sentença que julgou os embargos à execução/impugnação à sentença de liquidação. Sustentam que o indeferimento da liberação de valores avilta seu direito líquido e certo ao imediato recebimento dos valores incontroversos, bem como viola o inciso I do art. 655 do CPC e o § 1º do art. 897 da CLT, e ainda, fulminam o direito fundamental à razoável duração do processo, consagrado no art. 5.º LXXVIII da CRFB, mormente porque já aguardam por 13 anos o recebimento dos haveres que pleitearam, ressaltando que, no processo

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trabalhista, os recursos possuem efeito meramente devolutivo, a teor do art. 899 da CLT. Inicial (fls. 02/07) e documentos (fls. 08/386). Tendo sido observada a irregularidade de representação dos impetrantes e determinada a sua regularização, vieram aos autos os instrumentos procuratórios, à exceção do autor JOSÉ LOVATI, que não o apresentou, o que importou a extinção do feito sem resolução do mérito, na forma do artigo 267, inciso IV c/c art. 284, parágrafo único, do Código de Processo Civil, em relação ao impetrante. Liminar deferida por esta Relatora, conforme decisão proferida às fls. 424/425. Apesar de regularmente citada (fl. 428) não houve manifestação da litisconsorte. Informações prestadas pela Autoridade Coatora à fl. 430 sem a vista dos autos físicos, uma vez que estes se encontravam neste E. Tribunal para julgamento do agravo de petição interposto. Mencionou-se que o indeferimento da liberação dos valores incontroversos deveu-se à tentativa de evitar tumulto processual, haja vista que a apuração dos valores incontroversos deveria ser operacionalizada por meio próprio, qual seja, a carta de sentença. Parecer do i. Representante do Ministério Público do Trabalho às fls. 433/435, oficiando pelo não cabimento do mandamus, haja vista a existência de recurso próprio – agravo de petição – o qual, inclusive, foi regularmente interposto. Em relação ao mérito, oficia pela concessão da segurança, ou seja, pela definitividade da liminar. FUNDAMENTAÇÃO 2.1. JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE Presentes os pressupostos de admissibilidade, impõe-se a admissibilidade do mandamus. Com efeito, em que pese o agravo de petição seja cabível das decisões proferidas na execução, é certo que, se a liberação dos valores incontroversos foi postergada para momento posterior ao trânsito em julgado da decisão proferida nos embargos à execução, é forçoso concluir que a veiculação dessa pretensão no agravo de petição não atingiria o fim colimado pelos exeqüentes, pois não permitiria a execução imediata da parte remanescente antes da remessa dos autos a este Tribunal, conforme preceitua o § 1.º do art. 897 da CLT. 2.2. MÉRITO Aduzem os impetrantes que, na indigitada reclamação trabalhista, pleitearam a reintegração no emprego, pagamento de horas extras, salário produção, etc., e que liquidada a conta, apresentaram impugnação à sentença de liquidação, sendo que a reclamada também opôs embargos à execução. Apreciadas ambas na mesma sentença, interpuseram os autores agravo de petição, tendo requerido, outrossim, a liberação dos valores incontroversos antes da remessa dos autos a este Tribunal para julgamento do apelo. Sustentam que o indeferimento da liberação de valores avilta seu direito líquido e certo ao imediato recebimento dos valores incontroversos. Além disso, viola o inciso I do art. 655 do CPC e o § 1º do art. 897 da CLT, e ainda, fulminam o direito fundamental à razoável duração do processo, consagrado no art. 5.º LXXVIII da CRFB, mormente porque já aguardam há 13 anos o recebimento dos haveres que pleitearam. Ressaltam, finalmente, que no processo trabalhista, os recursos possuem efeito meramente devolutivo, a teor do art. 899 da CLT. À análise. Cumpre destacar que o ato inquinado de ilegal e de que cuida a ação mandamental foi proferido em execução definitiva, o que se constata por meio da certidão de trânsito em julgado, à fl. 145. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

Na hipótese ora examinada, conforme já salientado por ocasião da apreciação da liminar, reputo justificado o deferimento da providência requerida pelos autores, uma vez demonstrada, em juízo sumário, a presença dos pressupostos autorizativos – fumus boni iuris e periculum in mora. Ainda que a liminar deferida tenha possuído efeito satisfativo, mormente porque permitiu a liberação, por alvará, dos valores incontroversos – o que já foi materializado, consoante se infere do andamento processual consultado no Portal do Tribunal - pelo que pude depreender da documentação anexada aos autos, inferi que as alegações possuem fundamento. Com efeito, apresentados os cálculos de liquidação pelos autores, a ré, a tempo e modo, impugnou os valores (fls. 148/158), o que, após manifestação conclusiva da contadoria (fl. 227) quanto à pertinência de suas alegações, ensejou a atualização de seus cálculos, vide despacho de fl. 228. Ora, os cálculos atualizados, portanto, foram os apresentados pela ré, os quais perfaziam em 01/04/2011 o montante de R$ 135.059,55, sendo que a majoração destes, ocorrida posteriormente, decorreu de impugnação apresentada pela União no tocante à conta de liquidação previdenciária. Apenas isso. Tanto é assim que os embargos à execução/agravo de petição manejados pela terceira interessada veiculam indignação quanto à conta previdenciária, em particular. Impende ressaltar, por oportuno, que a pretensão aqui veiculada encontra-se disciplinada pelo art. 897 § 1.º da CLT, que autoriza a imediata execução de parcela dos cálculos eventualmente incontroversa, o que implica concluir pela ilegalidade da decisão que indeferiu “...a liberação de qualquer valor até o trânsito em julgado da decisão de fls. 1247/1252 ...”, ou seja, que postergou a liberação de qualquer valor para momento posterior ao julgamento dos agravos de petição interpostos. Noutro giro, não há necessidade de maiores digressões quanto à premência da questão aqui veiculada, mormente se considerada a data do ajuizamento da reclamação trabalhista: 21/06/2000. Há 13 (treze) anos, pois. Por tais fundamentos, infiro que o ato dito coator padece de ilegalidade e, porquanto relevantes os fundamentos afirmados, ante a existência de direito líquido e certo dos impetrantes, torna-se imperiosa a concessão da segurança. Pelo exposto, concede-se a segurança pleiteada, mantendo-se a liminar deferida. Custas no importe de R$ 20,00, considerando o valor da causa, R$1.000,00, pela União, dispensada. 3. CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região, por maioria, admitir o mandado de segurança e, no mérito, por unanimidade, conceder a segurança pleiteada. Custas no importe de R$20,00 (vinte reais), considerando o valor da causa, R$1.000,00 (mil reais), pela União, dispensada do recolhimento. Vencidos, na admissibilidade, os Desembargadores Gerson Fernando da Sylveira Novais e Jailson Pereira da Silva. Impedimento das Desembargadoras Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi e Ana Paula Tauceda Branco. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 18 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente), Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais, Desembargadora Claudia Cardoso de Souza, Desembargador Jailson Pereira da Silva, Desembargador Lino Faria Petelinkar, Desembargadora Carmen Vilma Garisto e Juíza Sônia das Dores

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Dionísio. Procurador: João Hilário Valentim. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora

Acórdão
Processo Nº ED-23200-86.2013.5.17.0000
Processo Nº ED-23200/2013-000-17-00.8

Embargante Advogado Embargado

Advogado

T V V - TERMINAL DE VILA VELHA S.A Rodolfo Gomes Amadeo(OAB: 012493 ES) SINDICATO TRAB PORT PORT AVULSO VINCULO EMP PORTOS E S - SUPORT André Luiz Moreira(OAB: 007851 ES)

PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0023200-86.2013.5.17.0000 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: T V V - TERMINAL DE VILA VELHA S.A Embargado: O V. ACÓRDÃO DE FLS. 384/388-v - TRT 17ª. REGIÃO SINDICATO TRAB PORT PORT AVULSO VINCULO EMP PORTOS E S - SUPORT Origem: TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO - ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Se os embargos não demonstram a existência de omissão, de contradição, ou de obscuridade e revelam mero inconformismo da parte com o conteúdo meritório do acórdão, não merecem ser providos. Vistos, relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de DISSÍDIO COLETIVO - GREVE, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos por TVV – TERMINAL DE VILA VELHA S.A, em face do v. acórdão de fls. 348/388-v, sustentando omissão no julgado. FUNDAMENTAÇÃO 2.1.CONHECIMENTO Conheço dos embargos, pois presentes seus pressupostos de admissibilidade. 2.2.OMISSÃO Alega a embargante que no v. acórdão constou que houve paralisação por 48 horas, a partir do dia 24 de julho, contudo, não observou que também houve paralisação anterior, em 17 de Julho. Diz, ainda, que o v. acórdão é omisso, pois não houve nenhuma manifestação do embargado nas duas audiências de conciliação em relação à negativa de ajuizamento do dissídio coletivo. Por fim, aduz que na assembléia realizada em 19 de julho, a categoria profissional declarou que concordava com o dissídio coletivo ajuizado com relação à extensão do INPC sobre as demais cláusulas econômicas. Sem razão. Quanto à paralisação do dia 17 de junho, a sua ocorrência ou não em nada alteraria a conclusão do v. acórdão acerca da existência de greve. Em relação a não concordância da classe trabalhadora com o ajuizamento do dissídio coletivo, verifico que os argumentos apresentados pela embargante apenas rebatem a fundamentação Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

do julgado. Logo, não há qualquer um dos vícios previstos no art. 535, do CPC, no julgado embargado, sendo inapropriada a via dos embargos de declaração para o fim almejado. Deste modo, ante a total ausência do vício alegado, nego provimento aos Embargos de Declaração. 3.CONCLUSÃO Acordam os Magistrados do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região, por unanimidade, conhecer e negar provimento aos embargos de declaração. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 18 de setembro de 2013: Desembargadora Ana Paula Tauceda Branco (Presidente), Desembargador José Luiz Serafini, Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi, Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais, Desembargadora Claudia Cardoso de Souza, Desembargador Carlos Henrique Bezerra Leite, Desembargador Jailson Pereira da Silva, Desembargador Lino Faria Petelinkar, Desembargadora Carmen Vilma Garisto e Juíza Sônia das Dores Dionísio. Procurador: João Hilário Valentim. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora

Acórdão
Processo Nº MS-24500-83.2013.5.17.0000
Processo Nº MS-24500/2013-000-17-00.7

Impetrante Advogado Impetrado Plurima Autor Advogado

TRANSPORTADORA ITAPEMIRIM S/A Marlilson Machado Sueiro de Carvalho(OAB: 009931 ES) JUIZ TITULAR DA 4ª VARA DO TRABALHO DE VITORIA - ES VIAÇÃO ITAPEMIRIM S.A. Marilene Nicolau(OAB: 005946 ES)

ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0024500-83.2013.5.17.0000 MANDADO DE SEGURANÇA Impetrante: TRANSPORTADORA ITAPEMIRIM S/A E OUTRO Impetrado: JUIZ TITULAR DA 4ª VARA DO TRABALHO DE VITORIA - ES Litisconsorte: ANACLETO BERGAMIN Origem: TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO - ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA CONVÊNIO RENAJUD – RESTRIÇÃO DE CIRCULAÇÃO DE VEÍCULOS. CONCESSÃO PARCIAL DA SEGURANÇA. As hipóteses de restrição que compreendam a circulação de veículos deve reservar-se para situações que justifiquem tão extrema providência, quando evidenciado temor de alienação irregular, em hipóteses como as de fraude à execução ou contra credores. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de MANDADO DE SEGURANÇA, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO Trata-se de Mandado de Segurança impetrado por TRANSPORTADORA ITAPEMIRIM S/A e VIAÇÃO ITEPEMIRIM S/A, contra ato jurisdicional praticado pela MM. Juíza da 4.ª Vara do Trabalho de Vitória/ES, consistente, segundo relato inicial, no indeferimento do pedido de urgência para liberação imediata da restrição e circulação de todos os veículos constritos das impetrantes.

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Sustentam que a decisão atacada viola seu direito líquido e certo à propriedade privada, bem como revela ofensa aos princípios da livre iniciativa e do devido processo legal, violação ao valor social do trabalho e à função social da empresa, além de malferir seu direito líquido e certo a que a execução se processe pelo modo menos gravoso, mormente porque há outros mecanismos de satisfação do crédito. Aduzem que uma vez quitado o débito em relação ao exeqüente, a execução processada refere-se apenas ao pagamento de contribuições previdenciárias, cujos valores, segundo alegam, não guardam consonância com o comando sentencial, pois além de majorados, incluem multa de 20% (vinte por cento) arbitrada pelo Juízo “por ato atentatório à dignidade da justiça”. Asseveram que após a realização infrutífera do BacenJud nas contas bancárias da 1.ª impetrante, foram lançadas tais restrições em 20 (vinte) de seus veículos, inclusive de circulação, mesmo tendo oferecido bem à penhora suficiente para garantir a execução, o que culminou com a apreensão de um veículo no dia 16/05/2013, pela Polícia Rodoviária Federal. Requereram então, as demandantes, a reconsideração da decisão que havia rejeitado o bem oferecido à penhora, bem como o cancelamento imediato das restrições lançadas nos veículos, o que foi indeferido pela autoridade dita coatora. Ressaltam que o impedimento de circulação dos veículos não afeta apenas o seu direito à propriedade e o exercício de sua atividade econômica, mas também, toda a coletividade. Em se tratando de empresas de transporte público de passageiros, além de estarem impedidas de operar, seus empregados também estão impedidos de trabalhar, o que implica prejuízo aos usuários. Pleiteiam, finalmente, a concessão de liminar inaudita altera pars, no intuito de que seja reformado o r. despacho atacado e determinada a liberação da restrição nos veículos constritos. Inicial acompanhada de procuração (fls. 18/19) e documentos (fls. 20/945). Liminar parcialmente deferida por esta Relatora, conforme decisão proferida às fls. 949/951, determinando a liberação da restrição apenas quanto à circulação dos veículos constritos através do RenaJud, mantendo, todavia, a restrição à sua transferência. Informações prestadas pela Autoridade Coatora às fls. 955/955-v.º, informando o cumprimento da ordem e asseverando que [...] melhor analisando os autos constatei que não se justifica a manutenção do impedimento de licenciamento e de transferência em TODOS os veículos descritos às fls. 885, ante o valor devido nos autos, razão pela qual determinarei a retirada de tais gravames, devendo permanecer a restrição APENAS em bem de valor equivalente ao débito, conforme apuração a ser efetuada pela contadoria[...]. Parecer do i. Representante do Ministério Público do Trabalho às fls. 958/960, oficiando pelo prosseguimento do feito, não havendo justificativa para a intervenção ministerial. É o relatório. FUNDAMENTAÇÃO 2.1. JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE Presentes os pressupostos de admissibilidade, admite-se a presente ação mandamental. 2.2. MÉRITO Pleiteiam as impetrantes a concessão de segurança que lhes assegure a liberação das constrições judiciais incidentes sobre os veículos relacionados às fls. 864/865, inclusive e precipuamente no tocante à circulação dos veículos, pois entendem que estas, além de excessivas, implicam uma execução mais gravosa, além de inviabilizarem sua atividade econômica. As impetrantes noticiam que ofereceram à penhora bem suficiente Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

para garantir a execução (fl. 08) e que tal bem – 20 mil litros de óleo diesel, avaliado em R$ 41.258,40 - foi rejeitado pela autoridade coatora, porquanto além de não obedecer à gradação legal, seria de difícil liquidez. Afirmam, outrossim (fl. 10), que ainda que por outros meios, quiçá pela constrição dos próprios veículos – haja vista inexistir penhora válida nos autos, ao menos nos documentos colacionados - a execução encontra-se garantida. Por ocasião da apreciação da liminar requerida – em juízo sumário, portanto – inferi que, ao menos pela constrição da totalidade dos veículos, a execução estaria garantida. Tal conclusão não pode, todavia, subsistir, ante a informação em sentido contrário, prestada pela autoridade coatora, que justificou a negativa de liberação dos veículos solicitada pela impetrante, sobretudo porque a execução ainda não se encontrava garantida. De qualquer sorte, segundo informado por aquele Juízo, a própria autoridade coatora, após melhor análise dos autos, constatou ser injustificada a manutenção do impedimento de licenciamento e transferência em relação a todos os veículos descritos pelas impetrantes - porque excessivo, em relação ao valor do débito razão pela qual determinou a retirada de tais gravames que reputou excessivos, o que, segundo informações obtidas no andamento processual, já foi materializado. Nessa linha de raciocínio, ultrapassada a alegação de excesso nas restrições, asseverada pela própria autoridade coatora, resta a esta Relatora, apenas, ratificar os fundamentos esposados para o deferimento da liminar conferida parcialmente. Com efeito, infiro que as hipóteses de restrição que abarquem não apenas a alienação, mas também a circulação dos veículos deve reservar-se para situações tais que justifiquem tão extrema providência, quando evidenciado temor de alienação irregular de veículos, em casos de fraude à execução ou contra credores, o que não restou sequer ventilado na hipótese em apreço. Acresça-se a tais fundamentos, a atividade empreendida pelas impetrantes, a imprescindibilidade da circulação dos veículos para o exercício da atividade empresarial, além de eventuais prejuízos possivelmente extensivos aos usuários, mormente ante o possível recolhimento de veículo destinado a transporte de passageiros em viagens intermunicipais/interestaduais. Neste sentido, já decidiu esta E. Corte, no MS 004390020.2012.5.17.0000, de relatoria do Exmo. Desembargador Lino Faria Petelinkar, in verbis: RESTRIÇÃO DE CIRCULAÇÃO - EXCESSO É excessiva a restrição da circulação dos veículos da empresa executada. O convênio Renajud possibilita a restrição da transferência de bens penhorados, medida suficiente para garantir o sucesso da execução em desfavor da impetrante. De toda sorte, conforme ressaltado pelo Juízo da execução, a restrição à alienação/licenciamento dos veículos pertencentes às impetrantes subsistirá apenas em número equivalente ao débito, conforme apuração procedida pela Contadoria daquele Juízo. Por tais fundamentos, ante a existência de direito líquido e certo das impetrantes, torna-se imperiosa a concessão da ordem para confirmar a r. decisão liminar. Concede-se parcialmente a segurança pleiteada, para manter a restrição de transferência/licenciamento de veículos cujo valor, apurado pela Contadoria do Juízo, seja equivalente ao débito. Custas no importe de R$20,00, considerando o valor da causa, R$1.000,00, pela União, isenta. Dê-se ciência desta decisão à MM. magistrada Titular da 4ª Vara do Trabalho de Vitória, na forma do art. 3º da Lei nº 12.016/09. 3. CONCLUSÃO

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A C O R D A M os Magistrados do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região, por maioria, admitir o mandado de segurança e, no mérito, conceder parcialmente a ordem. Custas no importe de R$20,00 (vinte reais), considerando o valor da causa, R$1.000,00 (mil reais), pela União, dispensada. Vencidos, na admissibilidade, o Desembargador Carlos Henrique Bezerra Leite e a Juíza Sônia das Dores Dionísio e, no mérito, a Juíza Sônia das Dores Dionísio. Suspeição da Desembargadora Ana Paula Tauceda Branco. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 18 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente), Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi, Desembargadora Claudia Cardoso de Souza, Desembargador Carlos Henrique Bezerra Leite, Desembargador Jailson Pereira da Silva, Desembargador Lino Faria Petelinkar, Desembargadora Carmen Vilma Garisto e Juíza Sônia das Dores Dionísio. Procurador: João Hilário Valentim. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora

Vitória-ES, nos autos da Reclamação Trabalhista de nº. 012870045.2012.5.17.0011, que indeferiu o pedido de devolução de prazo para interposição de recurso ordinário. Aduz a impetrante que a notificação para ciência da sentença nos autos da reclamação trabalhista subjacente se deu na pessoa do Dr. Guilherme Rodrigues Dias, advogado que não atua no processo, em detrimento daqueles que, expressamente, estão na condução do feito. Entende, assim, que a referida notificação é inválida, sendo que a decisão impetrada, ao rejeitar o seu pedido de nulidade dos atos processuais a partir da sentença, bem como a devolução do prazo para interposição de recurso, incorreu em violação ao seu direito à ampla defesa, porquanto restringiu seu acesso ao duplo grau de jurisdição. Em defesa do cabimento do writ, sustenta que a decisão impugnada é interlocutória, insuscetível de ser atacada por recurso próprio e imediato. Para corroborar sua tese, destaca arestos da SBDI-II, do E. TST. Sustentando presentes o fumus boni iuris e o periculum in mora, consubstanciados, respectivamente, na relevância dos fundamentos e na iminência da execução se voltar em seu desfavor, postula, em caráter liminar, o acolhimento da nulidade processual e, consequentemente, seja determinada a reabertura do prazo recursal. Em caráter definitivo, pede a procedência do mandamus. A decisão impetrada está vazada nos seguintes termos: “DESPACHO Vistos. A Petrobras Distribuidora S/A. requer o chamamento do feito a ordem e a declaração de nulidade dos atos posteriores à prolação da sentença, ao argumento de que não existe intimação da mesma por meio dos advogados devidamente constituídos nos autos. Requer, por fim, a devolução do prazo para manifestação nos autos, sob pena de cerceamento de defesa e vista dos autos fora do Cartório. No entanto, ao contrário do que alega a aludida empresa, as publicações em nome da mesma tem sido veiculadas em nome de advogado devidamente constituído, conforme instrumento de procuração juntado à fl. 67. Na hipótese em que uma causa é patrocinada por mais de um advogado, é legítima a intimação em nome de qualquer um deles (art. 236, § 1º do CPC). Cumpriria à reclamada requerer expressamente a este Juízo qual advogado dentre os tantos que figuram nos instrumento de procuração e respectivos substabelecimentos, encabeçaria as intimações para todos os efeitos legais. No entanto, somente neste ato é feito tal requerimento de maneira que há preclusão total quanto a este requerimento. Sem embargo, determino a retificação do cadastro para incluir o nome de um dos advogados substabelecidos no instrumento de fl. 69 dos autos e defiro vista, fora dos autos, por cinco dias, conforme requerido à fl. 484. Intime-se. Em 04/07/2013. João de Oliveira Batista Juiz do Trabalho Substituto” Pois bem. Em que pese a bem abalizada jurisprudência oriunda da SBDI-II, do Egrégio TST, destacada pela impetrante na peça de ingresso, segundo a qual, o manejo do writ é possível em casos como o que ora examino, filio-me àqueles que entendem de forma diversa.

Acórdão
Processo Nº AgR-25700-28.2013.5.17.0000
Processo Nº AgR-25700/2013-000-17-00.1

Agravante Advogado Agravado

PETROBRAS DISTRIBUIDORA S A Luciana Beatriz Passamani(OAB: 008491 ES) GILCEMAR FERREIRA DE FREITAS

ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0025700-28.2013.5.17.0000 AGRAVO REGIMENTAL Agravante: PETROBRAS DISTRIBUIDORA S A Agravado: GILCEMAR FERREIRA DE FREITAS Origem: TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO - ES Relatora: DESEMBARGADORA CARMEN VILMA GARISTO Entendendo o Tribunal que a decisão agravada não merece reparos, há que ser negado provimento ao agravo regimental. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de AGRAVO REGIMENTAL, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO Trata-se de Agravo Regimental oposto em face da decisão de fls. 47-48, de lavra desta Relatora, que indeferiu a petição inicial do Mandado de Segurança. Razões do agravante às fls. 539-561. Instrumento procuratório à fl. 562-567. Mantida a decisão agravada consoante despacho de fl. 570. O digno Ministério Público do Trabalho, em parecer da lavra do ilustre Procurador Djailson Martins Rocha, oficia pelo conhecimento e desprovimento do agravo. É o Relatório. 2.FUNDAMENTAÇÃO 2.1CONHECIMENTO O Tribunal Pleno, entendendo presentes os pressupostos de admissibilidade, conheceu do Agravo regimental. 2.2MÉRITO O Tribunal, manteve a decisão agravada que indeferiu a petição inicial do Mandado de Segurança por incabível, por seus próprios fundamentos, in verbis: “Tratam os autos de Mandado de Segurança impetrado por PETROBRÁS DISTRIBUIDORA S.A, contra a r. decisão proferida pelo MM. Juiz do Trabalho em exercício na 11ª Vara do Trabalho de Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

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Com efeito, a questão veiculada na presente ação, no meu entender, não é apropriada à estreita via do mandado de segurança. Uma vez ciente da fase processual que se encontrava a reclamação trabalhista subjacente, incumbia à impetrante interpor recurso ordinário e, nele, suscitar a nulidade processual veiculada no writ, a fim de defender a tempestividade da medida. Ainda que a subida do remédio processual supra mencionado encontrasse resistência na instância inferior, não é demais lembrar, que a decisão que nega seguimento a recurso ordinário enseja para o recorrente a possibilidade de manejo do recurso de agravo de instrumento, assegurando ao recorrente o acesso ao segundo grau de jurisdição. Assim, na hipótese vertente, o que se verifica é que a impetrante, a pretexto de salvaguardar direito liquido e certo, utiliza o mandando de segurança como sucedâneo de recurso, o que não é possível, segundo o entendimento sedimentado na Orientação Jurisprudencial nº 92, do E. TST, verbis: 92. MANDADO DE SEGURANÇA. EXISTÊNCIA DE RECURSO PRÓPRIO(inserida em 27.05.2002) Não cabe mandado de segurança contra decisão judicial passível de reforma mediante recurso próprio, ainda que com efeito diferido. Nesse mesmo sentido já decidiu o E. TST, verbis: RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. REABERTURA DE PRAZO RECURSAL. NÃO CABIMENTO. NÃO PROVIMENTO. A alegação da Impetrante é que fora impedida de ter acesso aos autos quando ainda em curso o prazo para a apresentação de Recurso Ordinário. Ora, tal celeuma é mesmo imprópria à via do Mandado de Segurança. Competia à Impetrante, logo que tomou ciência do ato, interpor recurso ao TRT de origem, demonstrando, via preliminar de nulidade, o prejuízo sofrido, independente do estado em que se encontra o processo (teoria das nulidades), na forma dos arts. 795 e 896 da CLT e 245 do CPC. Eventual não conhecimento do recurso por parte do Juiz, a pretexto de extemporâneo, remeteria esta discussão ao Agravo de Instrumento (interposto pela Impetrante, inclusive). Assim, o cabimento de Recurso próprio afasta a possibilidade de discussão da matéria por meio de Mandado de Segurança, nos termos da Orientação Jurisprudencial n.º 92 da SBDI-2. Precedentes. Recurso Ordinário desprovido. (RO - 455-40.2011.5.15.0000 , Relatora Ministra: Maria de Assis Calsing, Data de Julgamento: 24/04/2012, Subseção II Especializada em Dissídios Individuais, Data de Publicação: 27/04/2012) Destarte, impõe-se, de plano, o indeferimento da inicial, com extinção do feito, sem resolução meritória, a teor do art. 10, da Lei 12.016/2009. A inicial será desde logo indeferida, por decisão motivada, quando não for o caso de mandado de segurança ou lhe faltar algum dos requisitos legais ou quando decorrido o prazo legal para a impetração.(destaquei) Ante o exposto, indefiro a inicial e declaro extinto o feito, sem resolução de mérito. Custas pela Impetrante, no valor de R$20,00 (vinte reais), calculadas sobre R$1.000,00 (mil reais), valor dado à causa. Dê-se ciência. Vitória-ES, 17 de julho de 2013.” 3 CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados do Egrégio Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região, por unanimidade, conhecer do agravo e, Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

no mérito, negar o provimento. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 18 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente), Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi, Desembargadora Claudia Cardoso de Souza, Desembargador Carlos Henrique Bezerra Leite, Desembargador Jailson Pereira da Silva, Desembargador Lino Faria Petelinkar, Desembargadora Carmen Vilma Garisto e Juíza Sônia das Dores Dionísio. Procurador: João Hilário Valentin. DESEMBARGADORA CARMEN VILMA GARISTO Relatora

Acórdão
Processo Nº MS-53300-58.2012.5.17.0000
Processo Nº MS-53300/2012-000-17-00.0

Impetrante Advogado Impetrado

LIRIO DOS VALES TRANSPORTES E FRETAMENTO LTDA - ME Flávio Augusto Cruz Nogueira(OAB: 004791 ES) JUIZ TITULAR DA 3ª VARA DO TRABALHO DE VITORIA - ES

ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0053300-58.2012.5.17.0000 MANDADO DE SEGURANÇA Impetrante: LIRIO DOS VALES TRANSPORTES E FRETAMENTO LTDA - ME Impetrado: JUIZ TITULAR DA 3ª VARA DO TRABALHO DE VITORIA - ES Litisconsorte: GILSON CAMPOS Origem: TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO - ES Relatora: DESEMBARGADORA CARMEN VILMA GARISTO MANDADO DE SEGURANÇA. ANTECIPAÇÃO DE TUTELA. SUPERVENIENCIA DA SENTENÇA. PERDA DE OBJETO. Proferida sentença nos autos da ação originária, incide na hipótese o entendimento consubstanciado no item III, da Súmula 414, do E. TST. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de MANDADO DE SEGURANÇA, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO LIRIO DOS VALES TRANSPORTES E FRETAMENTO LTDA – ME impetra mandado de segurança contra o indeferimento de pedido de antecipação da tutela formulado em ação revisional, na qual o impetrante pretendia a suspensão da execução do título executivo judicial revisando. Entendendo presentes o fumus boni iuris e o periculum in mora, requer, liminarmente, a suspensão da decisão hostilizada, que indeferiu o pedido de tutela antecipada nos autos da RT nº 0039700 -34.2007.5.17.0003, até o julgamento final de ação revisional. Em caráter definitivo, pede a procedência do writ, com a confirmação da liminar. Pedido liminar indeferido, consoante decisão das folhas 264-265. Informações prestadas pela digna autoridade apontada como coatora à fl. 269. Embora devidamente notificado (edital das fl. 280), o litisconsorte não apresentou manifestação. Parecer ministerial às fls. 320-321, oficiando pelo prosseguimento do feito. É o relatório. FUNDAMENTAÇÃO 2.1.ADMISSIBILIDADE Presentes os requisitos processuais de sua interposição, admito o

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mandado de segurança. 2.2.PERDA DE OBJETO. FALTA DE INTERESSE DE AGIR. Em pesquisa junto ao Sistema de Acompanhamento Processual deste Regional, constata-se que foi proferida sentença nos autos da ação revisional em 22/08/2013. Como se vê, há carência de ação por perda superveniente de interesse de agir. Com efeito, considerando que a tutela pretendida pela impetrante era a antecipação da tutela invocada nos autos da ação revisional supra referenciada, proferida sentença, tem-se que houve perda superveniente do interesse de agir. O Código Processual pátrio determina, em seu art. 3º, que "para propor ou contestar ação é necessário ter interesse e legitimidade". Com efeito, a noção mais assentada a propósito desta condição da ação, é a de que, da necessidade do provimento jurisdicional para evitar-se um dano é que surge o interesse de agir. Vale dizer, o interesse processual consiste na necessidade e utilidade do provimento jurisdicional, ou seja, na indispensabilidade de intervenção do Poder Judiciário para que a parte não sofra um dano, vinculado à existência de uma lide com a outra parte. Segundo Alexandre Freitas Câmara (Lições de Direito Processual Civil, vol. I, 20ª ed., Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2010, pág. 127), “pode-se definir o interesse de agir como a utilidade do provimento jurisdicional pretendido pelo demandante”. Assim, proferida a sentença, incide na hipótese o entendimento consubstanciado no item III, da Súmula 414, do E. TST: MANDADO DE SEGURANÇA. ANTECIPAÇÃO DE TUTELA (OU LIMINAR) CONCEDIDA ANTES OU NA SENTENÇA I - A antecipação da tutela concedida na sentença não comporta impugnação pela via do mandado de segurança, por ser impugnável mediante recurso ordinário. A ação cautelar é o meio próprio para se obter efeito suspensivo a recurso. (ex-OJ nº 51 da SBDI-2 inserida em 20.09.2000) II - No caso da tutela antecipada (ou liminar) ser concedida antes da sentença, cabe a impetração do mandado de segurança, em face da inexistência de recurso próprio. (ex-OJs nºs 50 e 58 da SBDI-2 inseridas em 20.09.2000) III - A superveniência da sentença, nos autos originários, faz perder o objeto do mandado de segurança que impugnava a concessão da tutela antecipada (ou liminar). (ex-Ojs da SBDI-2 nºs 86 - inserida em 13.03.2002 - e 139 - DJ 04.05.2004) Destarte, ante a perda de objeto, extingue-se o feito, sem julgamento do mérito, na forma do disposto no art. 267, VI do CPC. Custas de R$ 20,00 (vinte reais), pela União, calculadas sobre o valor dado à causa, de R$ 1.000,00 (mil reais), das quais está isenta. 3.CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados do Egrégio Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região, por unanimidade, extinguir o feito sem julgamento do mérito, na forma do disposto no art. 267, VI do CPC. Custas de R$ 20,00 (vinte reais), pela União, calculadas sobre o valor dado à causa, de R$ 1.000,00 (mil reais), das quais está isenta. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 18 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente), Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi, Desembargadora Claudia Cardoso de Souza, Desembargador Carlos Henrique Bezerra Leite, Desembargador Jailson Pereira da Silva, Desembargador Lino Faria Petelinkar, Desembargadora Carmen Vilma Garisto e Juíza Sônia das Dores Dionísio. Procurador: João Hilário Valentin. DESEMBARGADORA CARMEN VILMA GARISTO Relatora Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

Edital Edital
Processo Nº MS-20400-85.2013.5.17.0000
Processo Nº MS-204/2013-000-17-00.0

IMPTE : ADVOGADO(A) IMPDO :

LIT :

VANAMA TRANSPORTES EIRELI ME Alexandre Abel Xavier Aragão(OAB: 011315 ES) JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO 13ª VARA DO TRABALHO DE VITORIA - ES RODRIGO SUELA

- Decisão da folha 47: "Vistos, etc. Vindo os autos para apreciação, verifico que há perda superveniente do objeto da presente demanda, o que acarreta na falta de interesse no prosseguimento do feito, porquanto, conforme informações da Impetrante (fl. 46) já foi realizado o depósito dos honorários periciais prévios. Ademais, a própria Impetrante pugna, na manifestação de fl. 46, pelo arquivamento da ação. Pelo exposto, extingo o processo sem julgamento do mérito, por falta de interesse no prosseguimento da demanda, com fulcro no inciso VI do artigo 267 do CPC. Sem custas. Intimem-se as partes. Publique-se. Vitória, 19 de setembro de 2013. Desembargadora Ana Paula Tauceda Branco Relatora".

Edital
Processo Nº MS-33900-24.2013.5.17.0000
Processo Nº MS-339/2013-000-17-00.6

IMPTE :

ADVOGADO(A) IMPDO :

LIT :

SIND DOS EMP EM ESTABELECIMENTOS BANCARIOS NO ES DO ESP SANTO ROGERIO FERREIRA BORGES(OAB: 017590 ES) JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO 14ª VARA DO TRABALHO DE VITORIA - ES BANESTES SA BANCO DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO

- Decisão das folhas 662/663: "Trata-se de Mandado de Segurança impetrado por SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS NO ESTADO DO ESTPÍRITO SANTO, contra ato jurisdicional praticado pelo Juízo da MM.ª 14.ª Vara do Trabalho de Vitória/ES, que, nos autos da Ação Coletiva n.º 0024400-86.2013.5.17.0014, teria determinado que as partes depositassem - inclusive o impetrante - a importância de R$ 6.000,00 (seis mil reais) a título de honorários periciais prévios, sob pena de bloqueio de valores via BacenJud. Argumenta que a perícia foi requerida pelo banco réu, e que muito embora tenha interposto embargos declaratórios, a autoridade coatora preferiu manter a decisão impugnada. Sustenta que a ordem atacada é ilegal e abusiva e viola o artigo 333 do CPC, cuja interpretação enseja a conclusão de que a distribuição do ônus da prova assegura à parte o direito de não se onerar com prova alheia. Afirma, ainda, que a cominação de imposição de penhora via BacenJud implica em verdadeira "execução de honorários periciais prévios", sendo, portanto, incabível e ilegal. Sustenta, finalmente, ser uma entidade sem fins lucrativos e que, decisões dessa natureza, se mantidas, acabarão por gerar sua absoluta inviabilidade financeira de assistência e que não possui condições de arcar com honorários de tão elevada monta, sobretudo porque atua em milhares de processos prestando assistência judiciária. Por reputar presentes os requisitos essenciais à concessão liminar da segurança pleiteada - mormente porque a realização da penhora via BacenJud pode ser realizada a qualquer momento - postula seja deferida a imediata cassação da ordem proferida, e que seja determinado que o depósito de honorários periciais prévios seja de

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responsabilidade exclusiva de quem requereu a prova pericial, in casu, o litisconsorte - BANESTES S/A.. À análise. Encontram-se preenchidos os requisitos dos artigos 282 e 283 do Código de Processo Civil, bem como o requisito do artigo 6.º da Lei n.º 12.016/09. Não obstante os respeitáveis entendimentos em sentido contrário, depreendo que os encargos financeiros das despesas do processo constituem matéria que dispõe de regras específicas no ordenamento jurídico. E, nesse aspecto, infiro que a responsabilidade pelo depósito prévio dos honorários periciais é da parte que requer o exame, a quem incumbe o ônus da prova, conforme preceituam os artigos 19, 33 e 331 do Código de Processo Civil e 818 da Consolidação das Leis do Trabalho - no caso, o reclamado. Neste sentido, a jurisprudência ora transcrita: EXAMES PERICIAIS - Não cabe o ônus da prova pericial à impetrante, pois a argüição de insalubridade partiu do autor. Interpretação sistemática do art. 818, com o art. 195, § 2º, todos da CLT e 19, § 2º do CPC. Mandado de segurança procedente. (TRT 11ª R. - MS 0104/2001 - (765/2002) - Rel. Juiz Othílio Francisco Tino - J. 07.02.2002) Ainda que assim não fosse, impõe-se observar que, in casu, não há sequer título executivo que justifique o meio coercitivo utilizado pela autoridade dita coatora, revelando-se incabível o bloqueio on line, sob pena de ofensa ao devido processo legal (art. 5.º, LIV, CRFB). Por tais fundamentos, concluo, em juízo sumário, que o ato dito coator padece de ilegalidade e, à primeira vista, considero relevantes os fundamentos afirmados, razão pela qual concedo a liminar, em conformidade com o artigo 7º, inciso III da Lei 12.016/09, para revogar a ordem de bloqueio. Dê-se ciência, com urgência - via correio eletrônico - à autoridade coatora, para que se abstenha de efetuar a noticiada constrição via BacenJud e para que para que preste as informações necessárias, no prazo de 10 (dez) dias, ex vi legis do disposto no art. 7º, I, da Lei n.º 12.016/09, dando-lhe ciência do inteiro teor desta decisão. Dê-se ciência à Impetrante, via correio eletrônico, do conteúdo desta decisão e para que traga mais uma via da inicial, para intimação do litisconsorte, em 48 horas, sob pena de extinção. Após, notifique-se o TERCEIRO INTERESSADO para integrar a presente lide na qualidade de litisconsorte necessário, apresentando defesa, se desejar. Finalmente, ao Ministério Público do Trabalho. Vitória/ES, 18 de setembro de 2013. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora".

Edital
Processo Nº MS-34000-76.2013.5.17.0000
Processo Nº MS-340/2013-000-17-00.0

IMPTE : ADVOGADO(A) IMPDO : LIT :

VALE S.A. Rodolfo Gomes Amadeo(OAB: 012493 ES) JUIZ TITULAR DA 3ª VARA DO TRABALHO DE VITORIA - ES WALLACE EVANGELISTA DOS SANTOS

- DECISÃO DE FLS. 147/149: Trata-se de Mandado de Segurança impetrado por VALE S.A., com pedido de liminar inaudita altera pars, contra ato judicial exarado pelo Exmº. Juiz do Trabalho da 3ª Vara do Trabalho de Vitória/ES que, nos autos da RT n. 011620068.2012.5.17.0003, em que são partes o impetrante e o litisconsorte, determinou (fls. 143), em sede de tutela antecipada, a reintegração do reclamante, sob pena de multa diária de R$ 2.000,00. A autora requer, em suma, entendendo presentes o fumus boni iuris e o periculum in mora, a concessão da liminar inaudita altera pars, para suspender os efeitos do ato judicial impugnado. Ressalta, para efeitos de comprovação do fumus boni iuris, que: 1)

não há, nos autos, qualquer prova a determinar que a dispensa do empregado possa ser classificada como abusiva; 2) o empregado encontra-se apto para o labor; 3) detém o direito de não ser submetida à antecipação de tutela quando ausentes os requisitos legais permissivos de sua concessão, especialmente quando a decisão tem natureza satisfativa, esvaziando o provimento final a ser proferido em sentença. Invoca, ainda, o art. 5º, II, CF. Destaca, como fundamento a ensejar o periculum in mora, o fato de que: 1) a decisão atacada tornará inútil a decisão a ser proferida; 2) o dano é grave, porque implica na percepção de vantagens ou direitos indevidos, pois difícil reaver o que foi pago; 3) não há suporte legal para a antecipação, ante a ausência de previsão no art. 659, CLT. Passo a decidir. A r. decisão impetrada determinou a reintegração do trabalhador, com os seguintes fundamentos, in verbis: Pressionado diuturnamente pelo enredo social, comovido pelo depoimento do autor, além do depoimento da presposta que deixou claro que a empresa tem programa definido para recuperação de empregados com problemas de drogas e álcool, entendo que, como todo ser humano, o reclamante merece mais uma chance. É de bom senso que a empresa ofereça também tal oportunidade, lembrando que hoje em dia a propriedade também é obrigada, ou seja, a propriedade também tem função social. Ademais, trata-se de uma das mairoes mineradoras do mundo e além de disso, repito, tem programa para tal fim. Da leitura da referida decisão denota-se que a d. autoridade impetrada não deferiu o pedido de antecipação da tutela, requerido em reconvenção apresentada pelo empregado, interessado nessa ação mandamental, pelo fato de o trabalhador encontrar-se apto ou não para o trabalho, estável ou não no emprego, pela caracterização ou não do abuso de direito ao demitir o trabalhador, mas em razão da condição de degradação humana em que se encontra o litisconsorte, pois, inequivocamente, é dependente químico (ver documentos de fls. 70, 117 e 130), fazendo uso de drogas psicoativas (crack e cocaína), necessitando de tratamento para retomar sua vida e cidadania, sendo certo que, conforme admitido pelo preposta da ora impetrante (depoimento de fls. 143), esta possui "serviço de integração das pessoas com problemas tanto de drogas quanto de álcool". Ora, não há dúvida de que o empregador que se propõe a estabelecer um programa de recuperação de dependência, por certo busca, não só recuperar a força produtiva de seus empregados, como também atender ao princípio da função socioambiental da empresa, que, sabidamente, possui densidade constitucional (art. 170, III, da CF). Assim, a efetivação de tal princípio constitucional, norteador da ordem econômica em nosso ordenamento jurídico, somente ocorrerá se o trabalhador tiver acesso ao serviço de recuperação de dependência oferecido pelo empregador, sob pena de torná-lo mera retórica, sem qualquer efetividade concreta. Por isso, a decisão hostilizada se funda na efetivação do próprio serviço de integração oferecido pela empresa e na sua função social, não havendo, pelo menos em sede de análise perfunctória, falar em ilegalidade do ato impugnado. Pontua-se que, diferentemente da medida cautelar, que visa garantir o resultado eficaz do provimento jurisdicional final a ser proferido, a antecipação de tutela, não limitada às hipóteses do art. 659 da CLT, possui, indiscutivelmente, natureza satisfativa, pois destina-se, quando presente os requisitos legais, como no particular, a possibilitar a fruição do próprio bem da vida em discussão, o que, a meu ver, não tornará inútil a prolação da sentença, que poderá ou não confirmar o tutela antecipada. No mesmo sentido, não há falar em irreparabilidade do dano, pois a probabilidade de recuperação do empregado, por si só, já contemplará os custos e benefícios visualizados pela empresa impetrante. Vale dizer, se a empresa oferece um programa de alta

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ressalvadas as lides decorrentes da relação de emprego.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. "sob pena de não o fazendo. na exata medida em que o recurso descrito sistematicamente cabível tiver condições de tutelar eficaz e prontamente o direito do recorrente. Vol II . nos termos da Instrução Normativa nº 27 do C. entendendo "não ser possível a exigência de depósito prévio dos honorários periciais". como também de toda a sociedade. Segundo o professor Dinamarco: "Existem dois fatores sistemáticos muito úteis para a aferição do interesse de agir. ou criar exceção de forma casuística. 7º.016/09. porquanto prolatada.Após. Faculta-se ao juiz.2013. com a recuperação de trabalhador acometido de uma doença social. parece-me lógico que ela desfrutará de alguma vantagem. para a cassação da "decisão que determinou antecipação de honorários periciais. "pois na Justiça do Trabalho os honorários periciais são pagos somente ao final da ação. querendo.9 depósito prévio dos honorários. e. Entender diferente é alterar o modelo processual trabalhista. da qual a empresa também faz parte. carece a Impetrante de interesse processual . conforme previsão da Orientação Jurisprudencial nº 387 da SDI-I do C. 12.Dê-se ciência à Advocacia Geral da União. salvo se beneficiária da justiça gratuita." (DINAMARCO. inclusive liminarmente. no prazo de quinze dias.5. II. 4. Portanto qualquer ilegalidade praticada pelo Juiz só pode ser contornada no recurso final. Edital Processo Nº MS-34400-90.TST.17. Nesse contexto. no endereço de fl. oficie-se. em sede de cognição perfunctória. 311) (grifos nossos) Nas palavras do professor Cássio Scarpinela Bueno: "Cabíveis os recursos indicados no sistema processual e desde que a ilegalidade ou a abusividade que fundamenta sua interposição não tenha aptidão para produzir qualquer efeito imediato em prejuízo do recorrente. Cândido Rangel. Portanto. art. cite-se o litisconsorte. p. hipótese em que o pagamento dos honorários periciais será de responsabilidade da União. exigir Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 .ES WEDERSON GOMES DE ANDRADE . No caso dos autos. cabendo à parte registrar protesto (o agravo retido do cível) para eventual reforma da decisão no momento adequado.00 (setecentos e cinqüenta reais). cuja inobservância pode lhe resultar prejuízo. ora impugnada. nos termos do art. Pede a Impetrante seja concedida a segurança. no sentido de que a reclamada. DO CABIMENTO Sabe-se que entre os princípios mais importantes que norteiam o processo do trabalho estão a celeridade e a concentração dos atos processuais. conforme cópia da ata a fls.0013.5. em face de ato jurisdicional praticado pelo MMº. da Lei n.Ciência à impetrante. em sede de cognição primária.São Paulo : Malheiros. ainda que à parte seja imposto ônus processual. não vislumbro ilegalidade ou abuso de poder na r. Trata-se de Mandado de Segurança impetrado por Juiz de Fora Empresa de Vigilância Ltda." (BUENO. salvo se esta for beneficiária da justiça gratuita". no tocante ao objeto da perícia". Em face de todo o exposto: 1. enviando-lhe. verbis: Art.0000 Processo Nº MS-344/2013-000-17-00. Instituições de Direito Processual. querendo. É de se registrar que a perícia foi requerida pela reclamada. após. Vitória/ES. para que. ao argumento de que na Justiça do Trabalho os honorários periciais são pagos somente ao final com a prolação da sentença. decisão de primeiro grau. presumindo-se verdadeiros os fatos narrados pelo reclamante na inicial. 2.31/32 É o essencial a relatar. em momento próprio. ora Impetrante. Só há interesse-necessidade quando. cópia da inicial sem documentos.2013. "quando se decide qual a parte sucumbente no objeto da perícia (artigo 790B da CLT). Alega a Impetrante que o ato do Juízo é ilegal. TST. razão porque é vedada a recorribilidade das decisões judiciais na fase de conhecimento. ingressar no feito. 5. consistente na determinação exarada pelo Magistrado em audiência realizada nos autos da Reclamação Trabalhista 0111400-30. da CLT. 769). 3. ora Impetrante. alínea b. à digna autoridade impetrada para prestar as informações que achar necessárias. determinando-se o Juízo impetrado que seja feita a perícia independentemente do depósito". sentença de mérito que julgar procedente o pedido por falta de prova técnica. a Impetrante pretende que seja cassada a determinação do Juízo da MMª 13ª Vara do Trabalho de Vitória para que procedesse com o depósito de honorários periciais prévios. implicitamente. Cássio Scarpinela. 45/46:"Vistos etc. 18 de setembro de 2013. 2009. o sujeito seria incapaz de obter o bem desejado. 6º Os honorários periciais serão suportados pela parte sucumbente na pretensão objeto da perícia. pela parte sucumbente. conforme registro na cópia da ata de fls. A Nova Lei de Mandado de Segurança São Paulo : Saraiva. efetuasse o depósito dos honorários periciais prévios no valor de R$ 750.17. ainda que a prova tenha sido requerida pela própria reclamada. nos termos do artigo 790. no decêndio legal. sob pena de confissão.interesse jurídico . vista ao ilustrado Ministério Público do Trabalho. CARLOS HENRIQUE BEZERRA LEITE Desembargador do Trabalho Relator. em relação à perícia. econômica ou não. Parágrafo único.Ciência do despacho de fls. Não há necessidade . contribuindo para o desencontro científico do trato da matéria. considerando que a parte poderá se insurgir contra as decisões proferidas durante a instrução processual. 20) (grifos nossos) IMPTE : ADVOGADO(A) IMPDO : LIT : JUIZ DE FORA-EMPRESA DE VIGILANCIA LTDA PAULA ECHAMENDE LINDOSO BAUMANN(OAB: 019273 ES) JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO 13ª VARA DO TRABALHO DE VITORIA . Destaca a Impetrante que "o ato impugnado por este mandado de segurança versa exatamente sobre relação de emprego".para o manejo do presente mandamus.INDEFIRO a liminar requerida. cuja superação é dever não apenas responsabilidade do Estado. Juízo da 13ª Vara do Trabalho de Vitória. no prazo de 10 (dez) dias.na modalidade necessidade . 273 e 461 do CPC aplicado subsidiariamente ao processo do trabalho (CLT. à luz da verossimilhança das alegações do reclamante e dos documentos colacionados aos autos da ação originária. albergada nos arts. manejando o recurso adequado. para a realização de perícia. de imediato. 2009 p. artigo 6º e parágrafo único.Cumprido o item anterior. se manifestar.31/32. para. sem o processo e sem o exercício da jurisdição. 23 de Setembro de 2013 12 relevância social como o que ora se examina. sobre o teor do presente mandamus. aplicar-se a confissão. qual seja. como indicadores da presença deles: a necessidade da realização do processo e a adequação do provimento jurisdicional postulado. 23." Entendo não ser possível a impetração de mandado de segurança para a hipótese sob exame. não cabe o mandado de segurança.na impetração. o que infelizmente vem acontecendo em algumas decisões do gênero..

1.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA EMBARGOS DECLARATÓRIOS conhecidos e não providos. a par de lhes negar provimento. REGIÃO .0005600-52. o que se infere é que o reclamado renova nesses embargos as mesmas razões despendidas no recurso anterior. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . porque presentes os pressupostos legais de admissibilidade. como alegado pela parte. Portanto não há de se falar em contradição. Este Tribunal não se furtou de apreciar a questão do cancelamento da apólice. aduz que o próprio reclamante emitiu declaração atestando que “não desejava se vincular a plano oferecido pela BRADESCO SEGUROS. embora o documento supramencionado possua data posterior à apresentação da contestação. sequer devem ser apreciados. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de AÇÃO CAUTELAR. de todas as partes. Pelo exposto. bem como visando ao prequestionamento da matéria. também o é que pode ser confirmada. em 01/02/2013. CONHECIMENTO Conheço dos embargos. Pelo contrário. conhecer dos embargos declaratórios e.2013. 2. foi cancelada a pedido da própria estipulante. igualmente. comino à embargante multa de 1% sobre o valor da condenação. cominar à embargante multa de 1% sobre o valor da condenação.ADILSON ANDRADE DE MORAES PARANAPANEMA S/A Origem: TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO . Portanto. RELATÓRIO Trata-se de embargos de embargos de declaração (fls. ACÓRDÃO DE FLS. indiscutivelmente. 242): “Quanto à segunda alegação e ao documento juntado. diante do indubitável caráter protelatório dos embargos. 10 da Lei 12. 23 de Setembro de 2013 13 Assim.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Repito. pois cuidam de inovação em sede de embargos de declaração. Inicialmente. 245/255) opostos pelo segundo reclamado em face do v. valendo-se de sua persuasão racional. sobre o valor dado à causa. se é verdade que cautelar pode ser revogada.4 Embargante Advogado Embargado Advogado Plurima Réu Advogado BRADESCO SAÚDE S/A Bianca Vallory Limonge Ramos(OAB: 007785 ES) ADILSON ANDRADE DE MORAES Esdras Elioenai Pedro Pires(OAB: 014613 ES) PARANAPANEMA S/A Rodolfo Gomes Amadeo(OAB: 012493 ES) ACÓRDÃO . por unanimidade.17. multa de 1% sobre o valor da condenação Vistos. que descaracteriza o interesse processual que condiciona o feito. portanto. importante repisar que o objeto da ação cautelar. com base no art. apontando vícios no julgado. Assim.5. Acresce-se que carece de razão a alegação de cerceio de defesa e de negativa ao processo legal aviltadas pelo reclamado embargante. Custas de R$ 10. Ademais. No tocante à omissão. sua intenção de procrastinar o feito e retardar a marcha processual ao opor os presentes embargos de maneira infundada em relação às suas hipóteses de cabimento.64 (dez reais e sessenta e quatro centavos). a qual vinculava as reclamadas. tampouco em matéria não prequestionada.2013. 241/243 . Assim. ora embargado. Em 19 de setembro de 2013. Repete o embargante todas as alegações dos primeiros embargos. negar-lhes provimento. eis que já vinculado ao plano empresarial da AMIL”. pela Impetrante. 2. trazidas oportunamente aos autos. Por outro lado. sem resolução do mérito. caso dos autos. dispensada. é tão-somente imprimir efeito suspensivo ao recurso ordinário ajuizado pelo reclamante. Desembargador JAILSON PEREIRA DA SILVA Relator SECRETARIA DA 1ª TURMA Acórdão Acórdão Processo Nº ED-5600-52.5. Intime-se. nos termos dos artigos 897-A da CLT e 535 do CPC. o documento protocolado em conjunto com os declaratórios não foi juntado na ocasião da interposição da contestação. os fundamentos já externados no acórdão respectivo (fl.0000 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: BRADESCO SAÚDE S/A Embargados: O V. sendo partes as acima citadas. acórdão de fls. Outrossim. MÉRITO Aduz a embargante que o acórdão embargado foi contraditório e omisso quanto ao fato de que a Apólice de Seguro-Saúde. primeira reclamada. firmou seu entendimento baseado nas informações e documentos. este. argui que o julgado olvidou-se de apreciar a declaração emitida pelo próprio reclamante que externava seu desinteresse em manter-se filiado ao plano ofertado pelo embargante. INDEFIRO a petição inicial e julgo EXTINTO O PROCESSO. não há que se falar em vícios no julgado. Diante do indubitável caráter protelatório dos embargos.2. tendo em vista a impossibilidade lógica de a Turma se pronunciar acerca de fundamentos e documentos não trazidos aos autos antes do julgamento.TRT 17ª.016/09. não se pode reputar omisso o acórdão. Com efeito. A injustificada beligerância processual da embargante revela. FUNDAMENTAÇÃO 2. os quais visam. 241/243. a questão foge dos limites de cabimento dos embargos de declaração.17. cuja natureza é meramente instrumental. Pelo caráter protelatório. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). apenas reputou que tal fato compete ao juízo pelo qual tramita a ação principal. no mérito. 3. o que não é permitido. Fato. Pois bem. o que torna sem substrato fático o acautelamento deferido na ação inominada ajuizada. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. haja vista que o magistrado. tão-somente.TRT 17ª Região .0000 Processo Nº ED-5600/2013-000-17-00. a sanar eventuais vícios constantes no julgado. não há omissão no julgado.

ACÓRDÃO DE FLS. em relação aos honorários advocatícios. Diz. demonstra a natureza indenizatória da parcela.5. O acórdão foi claro quanto ao entendimento adotado de que somente nos casos em que a empresa comprovar sua filiação ao PAT é que se pode imprimir ao auxílio-alimentação o caráter de verba indenizatória. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente).0 Embargante Advogado Embargado Plurima Autor Advogado Plurima Réu GIL ROSSINI VITORIA Flavio de Assis Nicchio(OAB: 016179 ES) CJF DE VIGILANCIA LTDA CJF DE VIGILANCIA LTDA Orcy Pimenta Rocio(OAB: 009989 ES) GIL ROSSINI VITORIA ACÓRDÃO .0007600-56. 2. E por se tratar de integração de verba ao salário do autor não há compensação a ser autorizada. decorrente do fato da reclamada ter juntado cartões de ponto Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 britânicos. por fim.CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. negar-lhes provimento. 260/265 . concluindo que para executá-la o autor não consumia mais do que 10 minutos diários. não houve pedido na inicial. Diz que não está vinculado às CCTs juntadas pela ré e que o pagamento mencionado no acórdão só quita as escalas normais. O acórdão foi claro quanto a existência de prova de quitação do intervalo intrajornada e ausência de indicação. conhecer de ambos os embargos declaratórios e. João Hilário Valentim. deve-se observar que o magistrado não tem o dever de rebater um a um os dispositivos legais invocados pelas partes. Não contradição a ser sanada.1 CONHECIMENTO Conheço dos embargos de declaração eis que ambos são tempestivos e encontram-se regulares as representações. RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos pelas partes em face do v. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Nego provimento. afirmando que as provas não registram qualquer intervalo de descanso nas escalas extras. horas extras posteriores a 8ª e a 10ª diária. que há omissão em relação ao pedido de compensação. de fato. acórdão de fls. Procurador do Trabalho: Dr. da existência de diferença a seu favor. no seu entender. entendeu que foram violados.TRT 17ª Região .17. 260/265 alegando vício no julgado. ainda. João Hilário Valentim.CJF DE VIGILANCIA LTDA GIL ROSSINI VITORIA Origem: 1ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . sendo partes as acima citadas.5. quando a decisão recorrida adotar tese explícita sobre a matéria.2 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DO RECLAMANTE O autor embarga de declaração requerendo manifestação deste Regional quanto a violação ao art. por unanimidade. ainda que não tenham sido citados os dispositivos de lei que o recorrente. Elenca enumeros dispositivos legais que entende terem sido violados pelo v. Procurador do Trabalho: Dr.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DAS PARTES conhecidos e não providos ante a inexistência de vício no julgado.0007900-60. REGIÃO .2012. 23 de Setembro de 2013 14 Convocada Sônia das Dores Dionísio. foi elidida pela prova testemunhal que afirmou que a única tarefa desempenhada era de averiguação das condições de luz. Vistos. ora embargante.17.5. FUNDAMENTAÇÃO 2. 71§4º da CLT e a Súmula 437 do TST. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-7900-60. e que mesmo a previsão em norma coletiva não possui o condão de transmudar o caráter do auxílio-alimentação. no mérito.2012. juntado prova de inscrição no PAT. quanto aos feriados.2013.0001 Processo Nº ED-7600/2012-001-17-00.3 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DA RECLAMADA A reclamada alega contradição no tocante a integração do tíquete alimentação aduzindo que embora não tenha. Quanto aos minutos anteriores à jornada.17.TRT 17ª Região . labor aos domingos. diminuição da hora noturna e adicional noturno na prorrogação da jornada e.0008 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: ESTADO DO ESPIRITO SANTO Recorridos: .0 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Réu ESTADO DO ESPIRITO SANTO Gustavo Sipolatti(OAB: 010589 ES) ALEXANDRE SOARES DE OLIVEIRA ODILIO GONCALVES DIAS NETO(OAB: 019519 ES) MASTER PETRO SERVICOS INDUSTRIAIS LTDA ACÓRDÃO . Nego provimento. segundo a Orientação Jurisprudencial nº 118 da SDI-I e Enunciado nº 297 do Colendo Tribunal Superior do Trabalho. é desnecessária a referência expressa aos dispositivos legais apontados pela parte para que se considere atendido o pressuposto do prequestionamento. Em relação aos domingos e feriados foi adotada expressamente a tese de que a escala 12x36 compensa o domingo trabalho e. acórdão em especial os que tratam das matérias relativas minutos anteriores a jornada contratual nas escalas extras. por parte do reclamante. juntou os contracheques do autor nos quais constam descontos no salário do autor a este título o que. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO.5.TRT 17ª.0001 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargantes: GIL ROSSINI VITORIA CJF DE VIGILANCIA LTDA Embargados: O V. Por fim. a Turma Julgadora entendeu que a presunção relativa de veracidade da alegação inicial. Ademais. 2.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.17. 3. Pois bem.0008 Processo Nº RO-7900/2013-008-17-00. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-7600-56.2013.

A 1ª reclamada. À análise. Não obstante. poderia ter prestado as necessárias informações em juízo. como ex-colega de serviço. 434-465. É o relatório. 122 e seguintes. João Hilário Valentim. nos termos do art. que o obreiro não prestou serviço ao Estado. que contestou a pretensão autoral de responsabilização subsidiária.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.98). em Cariacica. A confissão ficta daí resultante. Mas isso não induz a presunção de veracidade das alegações da inicial. 105). postularam o pagamento das verbas rescisórias junto a MASTER PETRO na reclamatória nº 000940095.17.5. o aludido documento foi impugnado (fl. representados pelo sindicato. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo 2º reclamado em face da sentença de fls. mesmo diante da revelia da 1ª ré. ônus que lhe cabia por força do artigo 333. cuidou de acostar aos autos a relação de empregados que trabalharam na SESA (secretaria de saúde) e que. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. Vistos. em Cariacica. a documentação de fls. eis que presentes os pressupostos de admissibilidade. com a devida vênia. às fls. com absoluta certeza. cujo ônus da prova recai sobre o empregado. considero que a conclusão alcançada na Origem é inadequada ao caso e. Não o fazendo. restando prejudicadas as demais matérias tratadas no recurso. inclusive. em audiência.0010 Processo Nº ED-8400/2012-010-17-00. não se pode negar o reforço argumentativo que a prova documental representa à defesa do 2ª reclamado. 107).0009 (vide documento de fls. FATO CONSTITUTIVO DO PEDIDO. por isso.5.2012. 818 da CLT.17. O mais relevante. 417v). MASTER PETRO. segundo o entendimento do magistrado sentenciante. 255-302). De fato. por unanimidade.TRT 17ª Região . no mérito. negando. pois simples testemunha. Procurador do Trabalho: Dr. porém. 333.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DE ENTE PÚBLICO.17. 417-419. 23 de Setembro de 2013 15 ALEXANDRE SOARES DE OLIVEIRA MASTER PETRO SERVICOS INDUSTRIAIS LTDA Origem: 8ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.0010 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: AMERICA GARCIA DA SILVA Embargado: .1 CONHECIMENTO Conheço do recurso do 2º reclamado. E nem se fale que o empregado não tinha condições de produzir tal prova. Foi justamente por isso que. No rol apresentado não constou o nome do reclamante. dou provimento ao apelo para excluir a responsabilidade subsidiária do 2º reclamado.5. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). num primeiro momento. não se reconhece a responsabilidade subsidiária por ausência de prova quanto ao fato constitutivo do pedido. por si só. o Juízo de Origem firmou a conclusão de que a reclamada. a análise do fato constitutivo do pedido do autor. às fls. Diligente que foi. todavia. Assim não procedeu o autor. no entanto. oriunda da 8ª Vara do Trabalho de Vitória-ES.2012. pois não necessariamente os vínculos de todos os trabalhadores se encerraram ao mesmo tempo. afinal. restando prejudicadas as demais matérias tratadas no recurso.0008400-57. não apenas negou a prestação de serviços. I do CPC c/c o art. concernente na alegação de que teria trabalhado no CRE metropolitano de Jardim América.2 RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA A questão crucial à determinação da responsabilidade subsidiária do 2º reclamado exige. conhecer do recurso ordinário e. Contraminuta. não sendo o fato incontroverso. 465-469. I do CPC c/c o art. pugnando pela exclusão da responsabilidade subsidiária do Estado do Espírito Santo. frise-se. regularmente citada por edital (fl. Nesse contexto. sendo declarada a sua revelia. Esse é o objeto inicial do recurso do Estado do Espírito Santo. que o obreiro lhe tenha prestado serviço (fl. sendo partes as acima citadas. “deveria ter trazido o rol de trabalhadores que lhe prestaram” (fl. por outro lado. dar provimento ao apelo da reclamada para excluir a responsabilidade subsidiária do ente público. deveria o autor. por exemplo. 2. é que o ônus era do autor. concernente ao labor desempenhado no CRE metropolitano de Jardim América. Razões recursais. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 A reclamada. por ter negado a prestação dos serviços do reclamante em suas dependências. mas disso ele não se desincumbiu. ter comprovado que laborou nas dependências CRE metropolitano de Jardim América. em Cariacica. não prejudica o 2º reclamado. Não comprovando o empregado o efetivo labor para o ente público tomador de serviço.8 Embargante Advogado Embargado Advogado AMERICA GARCIA DA SILVA Maíra Dancos Barbosa Ribeiro(OAB: 010800 ES) FUNDACAO VALE DO RIO DOCE DE SEGURIDADE SOCIAL VALIA Sandoval Zigoni Junior(OAB: 004715 ES) PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO . Por todas essas razões. tanto que juntou cópia do que pactuado (fls. 105). fato específico que necessita também de prova específica. Ressalto que o Estado do Espírito Santo não negou a celebração de contrato com a MASTER PETRO. não permite concluir. 122 e seguintes). A esse respeito.2012. pelo não provimento do recurso. há que prevalecer a alegação da peça de ingresso. que julgou parcialmente procedentes os pedidos formulados na inicial. este é fato constitutivo do pedido. 818 da CLT. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-8400-57. ÔNUS DO EMPREGADO. FUNDAMENTAÇÃO 2. NÃO COMPROVAÇÃO DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. que consentiu com o encerramento da instrução sem evidenciar a pertinência de suas alegações (fl. quedou-se inerte.

negar-lhes provimento e condenar a Embargante a pagar a multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa. presumindo-se o não-acolhimento das teses divergentes. não merecem ser providos. Vistos. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. complementada pela decisão de embargos de declaração de fls. O respeito ao pactuado na negociação coletiva deve se tornar um primado dessa forma de autocomposição dos dissídios. HORAS EXTRAS – PREVALÊNCIA DA CONVENÇÃO COLETIVA.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: JORNADA DE 12X36. pois presentes seus pressupostos de admissibilidade. da CF e os artigos 186. OMISSÃO – CONTRADIÇÃO . o legislador ao editar a Carta de 1988 procurou conferir primazia à autocomposição dos dissídios. Ademais. todos os argumentos e fatos abordados pelas partes. art. na forma autorizada pelo art. em razão da tipicidade da função. e tendo em vista o manifesto caráter protelatório dos Embargos.BNDES Décio Freire(OAB: 012082 ES) RONILSO CRUZ PAULO VIDAL RONILSO CRUZ PAULO VIDAL José Alcides de Souza Junior(OAB: 013144 ES) BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONOMICO E SOCIAL . 554/569. ante a total ausência dos vícios alegados.05. uma vez que ficou comprovado que o percentual auferido pelo de cujus não se trata de ganho real e muito menos de antecipação. O que se exige é adoção de tese. do CPC. 23 de Setembro de 2013 16 O V. FUNDAMENTAÇÃO 2. 520- . e não reprodução da lei. 554/569 . Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). na forma autorizada pelo art.2010. Basta que fundamente o entendimento adotado. inclusive para forjar um necessário processo de amadurecimento das relações entre o capital e o trabalho.0011 Processo Nº RO-9200/2013-011-17-00. Deste modo. merece respeito.2013. do art.5. art. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. que julgou procedente em parte o pedido. acórdão que recebia da Valia a pensão por morte desde 26. Se os embargos não demonstram a existência de omissão. que o v. acórdão é contraditório. RELATÓRIO Trata-se de embargos declaratórios opostos pela Reclamante.BNDES RONILSO CRUZ PAULO VIDAL Recorridos: RONILSO CRUZ PAULO VIDAL BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONOMICO E SOCIAL . parágrafo único.2013. apontando a existência de omissão e contradição no julgado embargado. Basta uma leitura dos presentes embargos declaratórios para constatar que eles estão sendo utilizados com o único intuito de reapreciar matéria já devidamente rebatida. Afirma.0011 RECURSO ORDINÁRIO Recorrentes: BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONOMICO E SOCIAL . Ora. se os embargos confundem julgamento contrário ao seu interesse com omissão em julgar. também. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim.TRT 17ª. contradição ou obscuridade e revelam mero inconformismo da parte com o conteúdo meritório do acórdão. porquanto se constitui em manifestação expressa da vontade dos interessados na solução dos seus próprios conflitos. 554/569. 500-517) em face da sentença de fls. ainda. em face do v. CONHECIMENTO Conheço dos embargos.1 Recorrente Advogado Recorrido Plurima Autor Advogado Plurima Réu Plurima Réu Advogado BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONOMICO E SOCIAL . 5º.BNDES AFEQUE SERVICOS DE VIGILANCIA LTDA . 538.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.TRT 17ª Região . Atendendo a esse imperativo. prequestiona a Súmula 321 do STJ. sendo partes as acima citadas. CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. 481-490v) e pelo reclamante (fls. impondo respeito aos acordos e convenções coletivas de trabalho. O só ato de o sindicato representante da categoria profissional.PREQUESTIONAMENTO Aduz o embargante que deve ser registrado no v. o prequestionamento a que se refere a Súmula 297 do TST só tem pertinência e cabimento quando o julgado não haja adotado fundamento explícito sobre o tema ou sobre a questão submetida. devendo a parte manifestar sua irresignação por meio de recurso próprio. 884.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. não merecem ser providos.17. 475-477. o que evidentemente. Por fim. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinários interpostos pelo segundo reclamado (fls.5. Vistos. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora Acórdão Processo Nº RO-9200-48.0009200-48. Se a parte pretende ter uma nova apreciação do mérito já decidido pelo acórdão de fls. a via escolhida é totalmente incompatível com tal objetivo. Não lhe assiste qualquer razão. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. 538 do CPC. Contrarrazões apresentadas pelo segundo reclamado às fls. acórdão de fls. ponto a ponto. 3. 47 do CDC.1. XXXVI. o que não significa obrigação de reproduzir textos legais. OJ 24 do TST. por unanimidade. (Recurso desprovido).17. 927 e 1090 do CC. sendo partes as acima citadas.EPP Origem: 11ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . REGIÃO FUNDACAO VALE DO RIO DOCE DE SEGURIDADE SOCIAL VALIA Origem: 10ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . 7o da Constituição Federal.BNDES AFEQUE SERVICOS DE VIGILANCIA LTDA . 496. ACÓRDÃO DE FLS. conhecer dos embargos declaratórios. nego-lhes provimento e imponho a embargante multa de 1% sobre o valor da causa.EPP Marcos Antonio Fonseca Medeiros(OAB: 069144 RJ) ACÓRDÃO . está convalidado pelo inciso XXVI. mas sim de índice proveniente de revisão da renda total da suplementação do falecido. além de objetivar o prequestionamento. firmar norma coletiva de trabalho pactuando jornada especial de 12x36. Saliente-se. que a Corte não está obrigada a apreciar.

se encontra convalidada pelo inciso XXVI. através da SDI-1.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. FUNDAMENTAÇÃO 2.fls. Maria Cristina Irigoyen Peduzi. Logo. 1. é que o legislador. porque além de a profissão do Recorrido estar regulamentada em lei especial (7. uma vez que se trata de cópia fiel da petição inicial. portanto. pelo pagamento em dobro dos feriados trabalhados. DJ de 19/06/2009). apresentando-se fixo e imutável. conforme consta fartamente nos presentes autos (fls. Pugna. A compensação de jornada a que se refere o artigo 59. Alega que não havia regime de compensação das horas extras trabalhadas. merece respeito porquanto se constitui em manifestação expressa da vontade dos interessados na solução dos seus próprios conflitos. Argumenta. não são capazes de descaracterizar a jornada em escala. Afirma que trabalhava em escala 12X36. e em relação ao tópico “do descanso remunerado e seus reflexos” (fls. art.2. e. Indevido. necessariamente. se a convenção coletiva. Em se tratando de determinação de jornada especial de trabalho. Sustenta que alguns direitos não são negociáveis. em afronta ao art. iii) intervalo interjornada que compreende. da Carta Magna. de toda a Justiça do Trabalho. induz à presunção de que sua intenção foi a de adequar as condições de trabalho à peculiaridade da atividade econômica. firmar norma coletiva de trabalho. 59. 41). o pedido de pagamento dos feriados trabalhados porque. da CLT. inciso IV. SDI-I. ainda. superior ao limite diário e semanal de carga horária. ainda. sem que seja devido o adicional de horas extras. 512). com os reflexos legais. . Aponta o previsto na OJ 93. 5. § 2º. a própria norma coletiva é suficientemente clara ao dispor que a hora noturna tem duração de 60 minutos e. do TST. requer a condenação após da 10ª diária. nos termos do art. O regime de trabalho por escalas de 12 por 36 horas é identificado pelas seguintes peculiaridades: i)revezamento de cargas semanais de 36 horas com 48 horas. Registro. 73. ao editar a Carta de 1988 procurou conferir primazia à autocomposição dos dissídios. ante a prevalência da norma constitucional. 2. do art. §2º. 3. se o reclamante trabalhava em escala de 12x36 é evidente que o trabalho em tais dias eram seguidos de folga nos dias . 7º. atribuiu o percentual diferenciado de 40% sobre a hora normal (cláusula 10ª. descaracterizada a escala 12X36. por se tratar de hipótese em que o trabalho é prédefinido. da Lei 605/49 e Súmula 444. da Carta Magna. DA CLT. 503). Requer. apenas por meio de prévia negociação coletiva é válido o ajuste. ii) jornadas exercidas sempre em um mesmo turno (horário de trabalho). Em conseqüência disso. 4. por inovação. da CLT. 59. buscou o legislador mitigar as chances de eventual abuso de direito por parte do empregador.VIGILANTE Da sentença que reconheceu válidas as normas coletivas e julgou improcedente as horas extras. nulas. 73 da CLT só se aplicar a trabalhador que cumpre jornada de 220 mensais. quando há observância da carga horária de 44 horas semanais. o que a torna inválida. Dessa forma. Além disso. porque perfilho o entendimento segundo o qual. Postula.1 HORAS EXTRAS – ESCALA 12X36 – FERIADOS – REDUÇÃO FICTA DA HORA NOTURNA . da CLT e art. nos termos do artigo 7º. Sucessivamente. da CF. da CLT e 7º. ainda. por consequência. é aquela relativa a excessos de trabalho em relação à jornada contratada. Invoca os arts. que decidiu pela validade de acordo coletivo que estabeleça turnos de revezamento de 12 x 36 de descanso.2 RECURSO DO RECLAMANTE 2. 525-532. portanto. a matéria já foi pacificada pelo TST. XIII. Também quanto às escalas extras (evasivamente alegadas pelo reclamante). E o só fato de o sindicato representante da categoria a que pertence o autor. prevista nas CCTs. Considerando as peculiaridades do regime por escalas de 12 por 36 horas. § 2. ementou assim a decisão da Seção I de Dissídio Individual: EMBARGOS REGIME DE DURAÇÃO DO TRABALHO POR ESCALAS DE 12 HORAS DE TRABALHO POR 36 DE DESCANSO (12X36) VALIDADE INAPLICABILIDADE DA RESTRIÇÃO DO ARTIGO 59. ou seja. Embargos conhecidos e desprovidos (E-RR-3154/2006. sendo. Conheço do recurso do segundo reclamado. 40-76). Quanto ao argumento de que a empresa não observou a redução ficta da hora noturna. da CLT. a jornada tem o respaldo da CF/88. 9º. 2.1 CONHECIMENTO Conheço em parte do recurso do reclamante. respeito aos acordos e convenções coletivas de trabalho. ligada à compensação de prorrogações a jornada determinadas pelo empregador. também. inciso XXVI e 8º. do TST. portanto. inciso XIII. sendo irrelevante a circunstância de o limite previsto no art. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 A redatora designada.601/98. por preenchidos os pressupostos de admissibilidade. não se cogita de aplicação dos limites referidos no artigo 59. o respeito ao pactuado na negociação coletiva deve se tornar um primado dessa forma de autocomposição dos dissídios. recorre o reclamante. 59 § 2º da CLT. Min.situação que evidentemente. por outro lado. que comprovada a necessidade de apresentação antecipada em 30 minutos a cada início de jornada e a ausência de gozo do intervalo intrajornada.102/83). do TST. tendo em vista a manutenção dos níveis de emprego impondo por isso. parágrafo 1º . estabelecendo limites a serem observados. Confirmação da jurisprudência francamente preponderante e histórica. 7o da Constituição Federal. pois além de a redução ficta prevista no §2º do art. Não lhe assiste razão. insuscetível do abuso a que o dispositivo visa resguardar. a reforma da sentença quanto à duração da hora noturna. que os minutos diários reconhecidos em sentença. e não ao trabalhador que tem jornada especial prevista em cláusula de convenção coletiva inferior à duração prevista na lei. todo um dia de descanso. dispõe sobre o trabalho em jornada de 12x36 não há falar-se no pagamento das horas extras excedentes à 8ª e 10ª. Dele não conheço quanto ao tópico “a) Acordo escrito e homologado pelo sindicato profissional” (fls. inclusive com o objetivo de forjar um necessário processo de amadurecimento das relações entre o capital e o trabalho. à margem daquela estabelecida ordinariamente pela Constituição da República. Por isso. 23 de Setembro de 2013 17 523v e pelo reclamante às fls. nos termos da Súmula 85. evidentemente que o reclamante também não tem razão. não foram elas comprovadas. sejam consideradas nulas as cláusulas convencionais e condenadas as reclamadas ao pagamento como extras das horas trabalhadas após a 8ª diária ou 44ª semanal. ser anterior à Lei 9. § 2º. pois irrenunciáveis e que não são válidas as normas coletivas que contrariem a lei ou violem garantias fundamentais do trabalhador. também. por ausência de dialeticidade. como compensação.

para a hipótese de sonegação do intervalo em questão: “Cláusula Vigésima Quarta – Do Intervalo Intrajornada Fica estabelecido que em qualquer escala é obrigatória a concessão do intervalo intrajornada. Da mesma forma. 01 (uma) hora para repouso e alimentação. XXII. As duas CCTs vigentes durante o contrato de trabalho estabeleceram que: “Fica convencionado entre as partes que o adicional de risco de vida integra a remuneração dos empregados para todos os fins de direito. quanto pela primeira reclamada. da Súmula 60. o que resultaria no valor de adicional noturno de R$ 256. sob o fundamento de que constam dos recibos de pagamento colacionados aos autos o pagamento do adicional de risco de vida. à exceção do primeiro mês de Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 contrato.2. Invoca o art.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. da SDI-I. constante dos recebidos de pagamento juntados aos autos. Dou provimento para determinar o pagamento do adicional noturno sobre as horas trabalhadas após as 5 horas. é devida a integração pretendida. por isso as partes resolvem estabelecer a hora noturna em 60 (sessenta) minutos. em sua defesa.62) e não sobre ele mais o adicional de risco de vida (R$ 111. pela remuneração do adicional noturno (dobro do previsto no caput do artigo 73 da CLT). Sustenta que os valores pagos são inferiores aos devidos. conforme previsto nas CCTs. inclusive com tabela demonstrando as diferenças. pois “seguia a determinação contida na CLÁUSULA DÉCIMA segunda-feira e seu parágrafo único. Assim sendo. A hora noturna será remunerada pelo percentual de 40% (quarenta por cento). TST.2.” (fls.6 INSS Requer o reclamante que os descontos previdenciários sejam calculados sobre o valor histórico e que as reclamadas sejam condenadas no seu recolhimento. 455) tabela demonstrando mês a mês as diferenças entre o valor pago a título de intervalo intrajornada e o que entende devido. O reclamante. dou provimento para determinar o pagamento do intervalo intrajornada sonegado. 44v) Nos recibos de pagamento consta o pagamento da rubrica “intrajornada 60% ES” (fls.2. parágrafo primeiro – fls.” Assim. 455).11. é evidente que o empregado tem responsabilidade pelo pagamento da parcela previdenciária. no mês de março/2012 (fls. Aponta o previsto no item II. que não houve a integração determinada. 23 de Setembro de 2013 18 subseqüentes e por isso.3 INTERVALO INTRAJORNADA Insurge-se o reclamante em face da sentença que considerou quitado o intervalo intrajornada sonegado.67) foi calculado apenas sobre o salário base (R$ 931. pelo valor histórico. Tendo em vista que a qualidade de segurado independe da existência ou inexistência de mora por parte do empregador. A decisão recorrida indeferiu o pleito. da CF. eis que a CCT apenas definiu a base de cálculo. Aponta a Súmula 264. 2. . ao se manifestar sobre os documentos juntados com a defesa. 41v e CCT de 2011/2011 – cláusula 12ª. 86-87. O valor da hora apura-se pelo salário acrescido dos seus consectários legais e também o adicional de risco de vida. dou provimento parcial. A primeira reclamada. pois tomando-se como referência a norma coletiva transcrita. Dessa tabela. 176-185). . eis que não pagos durante o contrato de trabalho. as CCTs juntadas tanto pelo reclamante. conforme dispõe a Lei 605/49. 2. em que o adicional noturno (R$ 228.” (CCT de 2012/202 – cláusula 11ª. por exemplo. razão assiste ao autor. Parágrafo 1º. nos termos da fundamentação supra. ficará obrigado a remunerar 01 (uma) hora normal do intervalo intrajornada com o acréscimo de 60% (sessenta por cento) sobre o valor da hora normal acrescido do adicional de risco de vida. Fica convencionado que na hipótese do empregador deixar de conceder integralmente ao trabalhador o horário do intervalo intrajornada. A não concessão do intervalo intrajornada restou comprovada. No entanto. do TST. eis que. conforme as normas coletivas.2. pois causadoras da mora. recorre o reclamante. 95).7. 2. sem retirar o caráter salarial da verba em questão. Assim sendo. a exemplo do mês de fevereiro/2012. no período entre às 22h e 5h. Em razão do efetivo benefício propiciado aos empregados. Parágrafo 2º. que assim estabelece: “CLÁUSULA DÉCIMA – DO ADICIONAL NOTURNO Considera-se hora noturna aquela trabalhada das 22 (vinte e duas) horas de um dia até o término do trabalho do dia seguinte. do TST. a OJ 307. com o pagamento de uma hora extra. verifico que as diferenças apontadas são pertinentes.” (fls.. 7º.4 BASE DE CÁLCULOS DAS HORAS EXTRAS Da sentença que determinou que as horas extras fossem calculadas sobre o salário base. O cálculo das horas extras deve observar a evolução do salário e os adicionais de risco e noturno. 2. 2. Parágrafo Único. 180). ante suas naturezas salariais. nos termos das normas coletivas citadas.2. Dou provimento para determinar que o adicional de risco de vida integre a remuneração do autor para todos os fins. afirma que pagava o adicional noturno de forma correta. nos termos da Súmula 264 do c. devido o adicional noturno até as 7 horas.79). conforme depoimento da testemunha de fls. pois eles integram a base de cálculo. §4º. pois a escala do reclamante se estendia até tal hora. estabelecem normas referentes ao adicional noturno na cláusula décima (fls. parágrafo terceiro – fls. IMPOSTO DE RENDA Pugna o reclamante que os descontos fiscais sejam calculados sobre o seu valor histórico e faixas correspondentes e que as reclamadas suportem seu pagamento. Com razão. nos termos do Decreto 3048/99 e Súmula 368 do TST. do TST e o art. Pugna que a base de cálculo seja a sua remuneração. Assim sendo. Alega que quando da manifestação sobre a defesa apresentou impugnação específica. não tem direito de recebê-los em dobro. 54) Dos recibos de pagamento colhe-se. como.5 ADICIONAL DE RISCO DE VIDA O reclamante requer a reforma da sentença quanto à incorporação do adicional de risco de vida à sua remuneração. apresentou (fls. 455. 2. de no mínimo. por amostragem. da CLT. o valor indicado pelo reclamante está correto.2. que fixa a hora noturna em 60 minutos. conforme os cálculos indicados na tabela de apuração das diferenças de fls.. como as normas coletivas que regulam o trabalho do reclamante prevêem como hora noturna a hora correspondente “até o término do trabalho do dia seguinte”.2 ADICIONAL NOTURNO – PRORROGAÇÃO DA JORNADA NOTURNA Busca o reclamante a reforma da sentença quanto ao pagamento do adicional noturno sobre as horas trabalhadas após as 5 horas. Dou provimento parcial. Afirma que são devidos os reflexos. A norma coletiva assim dispõe. Por todo o exposto. 41 e 104). 71. nego provimento. entendo devidos os reflexos indicados na mesma tabela (fls.

Pois bem. Sem razão.3 HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS O segundo reclamado pretende a reforma da sentença quanto aos honorários advocatícios. especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora. a integração do adicional noturno nos moldes estipulados nas normas coletivas. não impediu que o juiz. Todavia. in verbis: “os entes integrantes da Administração Pública direta e indireta respondem subsidiariamente. Invoca os arts. defiro-lhe. Alega que a declaração de precariedade econômica. 2. dever-se-á observar a IN 1. não obstante a decisão proferida nos autos da ADC 16-DF a Corte Suprema tenha se manifestado sobre a constitucionalidade do art. Ressalto que não se aplica ao Processo Trabalhista a Lei 1. do TST. 2. a responsabilidade subsidiária a si imputada decorre tanto do disposto na lei comum (art. 790 da CLT. por meio da Súmula 219. Alega que o “simples inadimplemento de obrigações trabalhistas pela primeira ré” (fls. 2º e 5º.” Acresça-se ainda. da CF. II. por meio de duas coordenações e exigindo todos os documentos individuais dos trabalhadores. Não há dúvidas. a douta maioria deu provimento ao apelo. inciso LXXIV. mais do evidenciada a sua culpa in vigilando.2.666/93 frente à aplicação irrestrita da Súmula 331 do TST. Por todo o exposto.1 PRESCRIÇÃO Renova o segundo reclamado sua arguição de prescrição parcial. §3º. de forma sucessiva. do art. da Lei 8666/93. 71 da Lei 8. 790. 71. Logo. em sua estrutura organizacional.8 ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA E GRATUIDADE DA JUSTIÇA Busca o reclamante a reforma da sentença quanto à assistência judiciária e à gratuidade da Justiça. como o autor está assistido por advogado particular. ou senão. por exemplo. A discussão aqui travada reside no respaldo de lei para a responsabilização subsidiária do segundo reclamado. estava ciente do não pagamento correto das verbas a que ele tinha direito. nos termos daquele enunciado jurisprudencial possui este. O contrato do autor foi de outubro/2011 a setembro/2011. que. pela gratuidade da Justiça. nego provimento. Não lhe assiste razão. da CF/88 a todos os brasileiros e estrangeiros residentes no Brasil que comprovarem a insuficiência de recursos. portanto indevida tal verba. que impede a responsabilidade subsidiária das empresas públicas.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. responsabilidade subsidiária pelo adimplemento das obrigações contraídas pela empresa contratada. §1º. razão pela qual deve ser responsabilizado subsidiariamente pelas obrigações trabalhistas não adimplidas pela primeira demandada. portanto. Logo. dou provimento parcial para conceder ao reclamante a gratuidade da justiça. quando confrontado com a culpa de que cogita o art. caso evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei n. sob o argumento de que o reclamante constitui advogado particular. LXXIV. Alega que o STF no julgamento da ADC 16 declarou a constitucionalidade do art. Por fim. de 21. A assistência judiciária só é cabível no Processo do Trabalho quando preenchidos todos os requisitos exigidos na Lei 5. Portanto. como já citado. da CLT e OJ 269. da CLT. CF. por razão óbvia. dado que este apenas atribuiu uma faculdade ao juiz. mas. se a Administração Pública tem o dever de fiscalizar o cumprimento dos contratos por ela firmados (inciso XXI e parágrafo 6º. ao prejuízo que o ente público causou ao trabalhador. Nesse diapasão. Assim. 516) que está desempregado.584/70. . da Lei 7115/83. ainda que o recorrente sustente que sempre fiscalizou o cumprimento das obrigações trabalhistas. previsto no artigo 5º. conforme inciso IV desse mesmo verbete sumular. 485v) não gera sua responsabilidade subsidiária. anoto que o fato gerador nasce no momento do pagamento. Aponta violação aos arts.3. §1º e 6º. Assim sendo. portanto não há falar em prescrição. Aponta a nova redação da Súmula 331. A aludida responsabilidade não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa regularmente contratada. 1º e 2º. pois foi beneficiária direta dos serviços prestados. Nego provimento. fiscalizando o cumprimento das obrigações trabalhistas e previdenciárias. Ora. com duas coordenações para tal fim. Todavia. a qual não foi revogada pelo §3º.060/50. por entender que a concessão do benefício independe da assistência sindical e constitui direito fundamental. nas mesmas condições do item IV. Tem razão. em que pese a declaração de miserabilidade jurídica feita em recurso. como. não impugnada pelas reclamadas. 2. E quanto à gratuidade de justiça de que cogita o §3º do art. 186 do Código Civil. Além disso. a ação foi proposta em 28/01/2013. do TST. ao contrário. do TST. Postula.06. I. como o reclamante afirmou em seu recurso (fls. foi dado provimento ao recurso do Reclamante para conceder-lhe os benefícios da assistência judiciária. repito. artigo 37 da CF/88). 790. portanto.3 RECURSO DO SEGUNDO RECLAMADO 2. cuja obrigação é tão-somente a de deduzir o imposto. na condição de beneficiária e tomadora dos serviços. No caso em particular. destaco que o reconhecimento da responsabilidade subsidiária da ora recorrente não implica em afronta a qualquer dispositivo legal ou constitucional. é fundamento para concessão da assistência judiciária. restou incontroverso que o autor trabalhou em prol do segundo reclamado. Dessa forma. 2. sociedades de economia mista e autarquias. como a própria recorrente comprovou que tinha acesso aos recibos de pagamento do autor. de aplicação imediata. não tem direito à assistência judiciária.3.º 8. Também sustenta que a primeira reclamada foi contratada por meio de pregão eletrônico e licitação. deve ser aplicado o item V da súmula 331 do TST. A matéria está sumulada pelo TST. 5º. da Lei 1060/50. uma empresa Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 pública. 186 do Código Civil). terceiro em relação ao contrato que foi firmado por ele (§6º do art. 23 de Setembro de 2013 19 Quanto ao Imposto de Renda.1993. Assim sendo. caput. Nego provimento. 37 da CF/88) possa aplicar as leis da República e condená-lo a reparar o dano que causou ao terceiro. aplica a legislação vigente. dou provimento para excluir da condenação os honorários advocatícios. da SDI-I. inclusive para verificar a integral satisfação das obrigações do trabalho assalariado.127/2011 da RCFB. quanto do entendimento contido no item V Súmula 331 do TST.2 RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA Refuta o ora recorrente sua condenação subsidiária.3. não o fez de forma a impedir que a empregadora do reclamante deixasse de sonegar-lhes direitos durante toda a sua contratualidade. o princípio da legalidade impede a transferência de responsabilidade tributária ao empregador. pois não é suficiente para comprovar a ocorrência de culpa in vigilando ou in eligendo. de que o recorrente se beneficiou dos serviços prestados pelo autor. nos termos da Súmula 219. 4º.666. ante a existência de norma de regência própria. Afirma que sempre agiu de forma diligente.

Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim. Logo. além de conceder o benefício da assistência judiciária gratuita. 23 de Setembro de 2013 20 CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA . ao analisar o conhecimento do recurso do Reclamante. o autor não leu com a atenção necessária o julgado embargado. no julgado embargado. nego provimento aos embargos. posto que o julgado de 2º grau dispensou o Reclamante de recolhê-las. sendo partes as acima citadas.0011 Processo Nº ED-11500/2013-011-17-00. no recurso patronal.2013.0011700-02. Ademais.5. 175/177v.0011 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: GERALDO CARLOS DE OLIVEIRA Embargado: O V. modificar a base de cálculo das horas extras.17. de contradição. apreciou o pedido de isenção da condenação do pagamento das custas processuais fixadas na r. no decorrer da fundamentação.00 (trinta e cinco mil reais).ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. dar parcial provimento ao apelo obreiro para condenar a reclamada no pagamento do adicional noturno e intervalo intrajornada. acórdão de fls. quanto ao intervalo intrajornada. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região.5.TRT 17ª Região . advogado do reclamante.5. no apelo obreiro.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. CONHECIMENTO Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Conheço dos embargos declaratórios. não merecem ser providos. Se os embargos não demonstram a existência de omissão.17.000.VIMAQ METALURGICA LTDA . autorizar os descontos previdenciários pelo valor histórico.00 (hum mil reais). Alega que o pagamento das custas em tal importe pode ocasionar ao embargante enorme prejuízo. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim.17. se o julgado embargado isentou o Reclamante do recolhimento das custas processuais. com custas de R$ 700. Majorado o valor da condenação para R$ 35. assim se manifestou: “. determinar que o adicional de risco integre a remuneração do autor. ou de obscuridade e revelam mero inconformismo da parte com o conteúdo meritório do acórdão. MÉRITO Sustenta o embargante que o v. no tocante à assistência judiciária gratuita. tudo nos termos do voto da Relatora.TRT 17ª Região . é o óbvio ululante que. Não lhe assiste razão. O v. Ao que parece. RELATÓRIO Trata-se de embargos declaratórios opostos pelo Reclamante em face do v. 3.00 (setecentos reais). Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente).. sem prejuízo de seu sustento e de sua família. 175/177v .8 Embargante Advogado Embargado Advogado GERALDO CARLOS DE OLIVEIRA Maria de Fatima Monteiro(OAB: 00269B ES) VIMAQ METALURGICA LTDA . REGIÃO . não se vislumbrando quaisquer dos vícios do artigo 535. a Juíza Sônia das Dores Dionísio. FUNDAMENTAÇÃO 2. Vistos. haja vista que não tem condições de arcar com as custas do processo.2013. no mérito. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora Acórdão Processo Nº RO-11700-02. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais. por óbvio. por preenchidos os pressupostos para a sua admissibilidade. sentença. em face do teor do v. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. quanto à verba honorária.8 Recorrente Advogado Recorrido Advogado ROZALIA DE JESUS PEREIRA Luis Fernando Nogueira Moreira(OAB: 006942 ES) CHOCOLATES GAROTO SA Stephan Eduard Schneebeli(OAB: 004097 ES) ACÓRDÃO .TRT 17ª.1. este Regional isentou o Recorrente do recolhimento das custas processuais e conheceu do recurso. acórdão.5. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora Acórdão Processo Nº ED-11500-80. por unanimidade. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente).0007 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: ROZALIA DE JESUS PEREIRA Recorrido: CHOCOLATES GAROTO SA Origem: 7ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . por maioria. e dar parcial provimento ao recurso patronal para excluir da condenação os honorários advocatícios.0007 Processo Nº RO-11700/2013-007-17-00. sentença.EPP Euclides Nuno Ribeiro Neto(OAB: 006279 ES) ACÓRDÃO .a douta maioria entendeu que a declaração de miserabilidade se constitui em requisito suficiente para o deferimento da gratuidade da justiça ( § 3º do artigo 790 da CLT) e isentou o recolhimento das custas” Ora. pelas reclamadas. Presença do Dr.0011500-80. pois.2013. o autor não terá qualquer prejuízo com as custas fixadas na r. ACÓRDÃO DE FLS. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. do CPC. acórdão. acórdão incorreu em contradição e omissão no julgado.EPP Origem: 11ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA .000. o Desembargador José Luiz Serafini. conhecer em parte do recurso do reclamante e integralmente do recurso do segundo reclamado. Vencidos. José Alcides de Souza Júnior. por unanimidade. conhecer dos embargos e negar-lhes provimento.. sem apreciar o pedido de isenção da condenação do Reclamante ao pagamento das custas processuais no importe de R$ 1.2013. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO.17.

20). 331-334. que a decisão do STF somente se aplica às ações que discutem a complementação de previdência privada e não àquelas ações em que se discute a indenização pelo descumprimento do regulamento interno do empregador. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. conhecer do recurso ordinário e. 337-341. no caso de aposentadoria por invalidez. como entender de direito. evitando-se a supressão de instância. 114 da CF/88. alegando. no mérito. De outro modo. portanto. Vistos. 23 de Setembro de 2013 21 NOVAIS EMENTA COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. AÇÃO PROPOSTA EM FACE SOMENTE DO EMPREGADOR O Juízo de origem – considerando que o Plenário do Supremo Tribunal Federal decidiu que cabe à Justiça Comum julgar processos decorrentes de contrato de previdência complementar privada. por unanimidade. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. consubstanciada na renda mensal vitalícia correspondente a 70% do que o regulamento interno denomina por B. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). o que vai de encontro ao art. portanto. João Hilário Valentim. Informa. estar-se-ia transferindo para a Justiça Comum as lides entre patrões e empregados. A decisão ocorreu nos Recursos Extraordinários (REs) 586453 e 583050.10. Como relatora do RE 586453. modulando os efeitos dessa decisão e definindo que deverão permanecer na Justiça do Trabalho todos os processos com sentença de mérito até o dia 20/02/2013 e considerando que o mérito do presente feito não foi apreciado – reconheceu a incompetência da Justiça do Trabalho para julgar casos de previdência complementar privada e determinou a remessa dos autos à Justiça Comum.2. Como relatora do RE 586453. a competência da Justiça Comum é restrita para o julgamento de lides decorrentes de contrato de previdência complementar privada entre o beneficiário e a entidade fechada de previdência complementar e não quando a lide é proposta somente em face do empregador. Razões recursais. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante em face da sentença de fl. independentemente da ação ter sido proposta somente em face do empregador. No entanto. como se pode perceber do teor do julgamento do RE 586453. às fls. ainda. O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que cabe à Justiça Comum julgar processos decorrentes de contrato de previdência complementar privada. em 1994. 2. O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que cabe à Justiça Comum julgar processos decorrentes de contrato de previdência complementar privada. AÇÃO PROPOSTA EM FACE SOMENTE DO EMPREGADOR. De outro modo. No entanto. evitando-se a supressão de instância.1979.2 . Portanto. declaro a competência da Justiça do Trabalho e determino a baixa dos autos à Vara de origem para reabertura da instrução e novo julgamento. O pedido inicial é. a 10% do valor do salário da reclamante quando esta entrou em gozo de benefício do INSS. não se estendendo aos casos em que a reclamação é proposta exclusivamente em face do empregador. inaplicáveis. Narra o reclamante. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. com dedução dos valores já pagos a título de pensão pela Fundação Garoto (alínea “B” de fl.1 CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário. o que vai de encontro ao art. entendeu que a competência para apreciar a matéria é da Justiça Comum em razão da inexistência de relação trabalhista entre o beneficiário e a entidade fechada de previdência complementar.17. com o reconhecimento da competência da Justiça do Trabalho e o prosseguimento do feito no Juízo de primeiro grau. O reclamante se insurge.2013. como ocorre no presente caso.0006 Processo Nº ED-13700/2013-006-17-00. Feitas as ponderações acima.2007 e pede a condenação da reclamada ao pagamento de uma renda mensal vitalícia tal como previsto no regulamento interno vigente na época de sua contratação. às fls. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Certidão de Julgamento de ROS Processo Nº ED-13700-75. dar-lhe provimento para declarar a competência da Justiça do Trabalho e determinar a baixa dos autos à Vara de origem para reabertura da instrução e novo julgamento. pelo não provimento do apelo. posteriormente. sendo partes as acima citadas. Vejamos. prossigo. época em que vigia um Regulamento Interno prevendo. a ex-ministra Ellen Gracie. ou seja. de diferença de complementação de aposentadoria.. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. Contraminuta da reclamada. Dou provimento. como no caso dos autos. 114 da CF/88. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. que reconheceu a incompetência da Justiça do Trabalho para julgar lide em que se discute diferenças de complementação de aposentadoria. porque preenchidos os pressupostos de admissibilidade. que se aposentou por invalidez em 16. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Alega que em janeiro de 1992 houve alteração nas regras da previdência privada transferindo-se a administração desta para a Fundação Bradesco e. Em outras palavras. 328. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. a ex-ministra Ellen Gracie. em sua inicial. para Fundação Garoto.5.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. estar-se -ia transferindo para a Justiça Comum as lides entre patrões e empregados. igualmente prevista naquele regulamento. pretende a autora receber a complementação de aposentadoria. Aduz que as alterações lhes foram prejudiciais e. a competência da Justiça Comum é restrita ao julgamento das demandas movidas em face a entidade de previdência complementar.1. pugnando pela reforma da sentença. o pagamento de uma renda mensal vitalícia equivalente a 70% de uma rubrica denominada B1. entendeu que a competência para apreciar a matéria é da Justiça Comum em razão da inexistência de relação trabalhista entre o beneficiário e a entidade fechada de previdência complementar. tal como previsto no Regulamento Interno da empresa na época de sua contratação. A decisão ocorreu nos Recursos Extraordinários (REs) 586453 e 583050. em suma.10. como entender de direito. como se pode perceber do teor do julgamento do RE 586453. FUNDAMENTAÇÃO 2. É o relatório. que foi contratado pela reclamada em 29. Procurador do Trabalho: Dr.

1. às fl.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Certifico que a 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. pela reclamada. Insta frisar. ante a apuração do voto médio. 514. Certidão de Julgamento de ROS Processo Nº RO-16600-02.139-v/140.3. pois preenchidos os pressupostos para sua admissibilidade.PORTUARIO AVULSO . o que demonstra seu real objetivo de reformar o decisum.17. além de os embargos denotarem mero inconformismo com o conteúdo meritório do julgado. a Juíza Sônia das Dores Dionísio. nesta data resolveu.17. ademais. relativamente aos honorários advocatícios. Assim. do CPC.OGMO Embargado: O V. 1. mesmo que de forma incidental”. por unanimidade. Logo.5. não se prestando os embargos para tal pleito.1.2011. Dele não conheço quanto ao pedido de assistência judiciária. por violação ao princípio da dialeticidade (art. extrai-se que a matéria foi amplamente analisada no tópico 2. verifico que os argumentos apresentados pela embargante revelam mero inconformismo com o resultado do julgamento. II do CPC e Súmula 422 do TST). nos termos da fundamentação que se segue. CONHECIMENTO. e o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais. Da sentença. conforme conclusão do laudo pericial. na forma autorizada pelo artigo 535. 514. Vejamos. determinarem o que os julgadores deverão fazer constar do acórdão. Inicialmente. nesta data resolveu. e dizendo que a ré não comprovou a existência de inspeção do Ministério Público e a adoção de medidas que conservem o ambiente de trabalho dentro dos limites de tolerância.TRT 17ª Região 0013700-75. 27. Procurador: Dr. tendo em vista que o autor.0006 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: ORGAO DE GESTAO DE MAO-DE-OBRA DO TRAB. com custas de R$ 180. negar-lhes provimento e condenar a embargante a pagar a multa de 1% sobre o valor da causa.5. CONHECIMENTO. por violação ao princípio da dialeticidade (art. nego-lhes provimento e imponho ao Embargante multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa. em suas razões.2. que deferiu parcialmente o pagamento de adicional de insalubridade. como base de cálculo. Conheço dos embargos declaratórios. Majorado o valor da condenação para R$ 9. ante a total ausência dos vícios alegados e o caráter manifestamente protelatório dos embargos. II. não sendo prerrogativa das partes.630/93. 139/140 . o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.TRT 17ª. FUNDAMENTAÇÃO.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Certifico que a 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. Nesse passo. é nítida a intenção da parte de dilatar o prazo recursal. no mérito. não o conhecendo quanto ao pedido de assistência judiciária. 1. OMISSÃO. recorre o autor alegando que os equipamentos não neutralizaram os agentes insalubres. o que deve ser manejado na via recursal própria. mantendo-se o grau deferido na sentença. na forma autorizada pelo art. Conheço parcialmente do recurso. 1.OGMO Luciano Kelly do Nascimento(OAB: 005205 ES) CARLOS VIEIRA CRATZ Marcelo Mazarim Fernandes(OAB: 009281 ES) Valentim. por unanimidade.2009. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: o Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). Aduz pelo enfrentamento do referido dispositivo. não merecem ser providos.1. conhecer parcialmente do recurso ordinário. ainda. parágrafo único.TRT 17ª Região 0016600-02. uma vez que se utiliza dos presentes embargos com o intuito de rediscutir questão apreciada no acórdão. o Desembargador José Luiz Serafini. por maioria.0006 Processo Nº RO-16600/2011-006-17-00. nada fala sobre o fato de o juízo ter entendido prejudicado o pedido. TST.2. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. pois diz “não ser possível afastar-se pura e simples a vigência de qualquer artigo de lei.2011. 1. que adotava a nova redação da Súmula 228 do C.PORTUARIO AVULSO . acórdão.06. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais. sendo certo que eventual desacerto com a normativa constitucional somente pode ser pronunciada no campo da declaração da inconstitucionalidade. do CPC. João Hilário Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 ANILSON DE FREITAS SANTOS Cláudio Leite de Almeida(OAB: 005526 ES) INCOPRE INDUSTRIA E COMERCIO S/A Josânia Pretto Couto(OAB: 008279 ES) PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO CERTIDÃO DE JULGAMENTO 33ª SESSÃO ORDINÁRIA .00 (cento e oitenta reais). FUNDAMENTAÇÃO.000. 538. ACÓRDÃO DE FLS. no mérito. o salário base do reclamante. no tocante à base de cálculo do adicional. em grau médio. 1. E da leitura do v. Sem razão.0006 RECURSO ORDINÁRIO SUMARÍSSIMO Recorrente: ANILSON DE FREITAS SANTOS Recorrido: INCOPRE INDUSTRIA E COMERCIO S/A Origem: 6ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . quanto ao adicional de insalubridade. se os embargos confundem julgamento contrário ao seu interesse com omissão em julgar. Vencidos. Quanto ao agente físico ruído. dar parcial provimento ao apelo para deferir o pagamento do adicional de insalubridade em razão da exposição ao agente ruído até 16.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. que fixava.2 Recorrente Advogado Recorrido Advogado PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO CERTIDÃO DE JULGAMENTO 33ª SESSÃO ORDINÁRIA . porque considerou que a partir de junho de 2008 houve o fornecimento de EPIs que atenuaram os agentes.5. REGIÃO . conhecer dos embargos declaratórios e. §3º da Lei 8. Turma não analisou a matéria de seu recurso ordinário sob a luz do art.CARLOS VIEIRA CRATZ Origem: 6ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . pede reforma do decisum para que o adicional seja deferido por todo o período laborado e em grau máximo.17. do CPC e Súmula 422 do TST). Alega a embargante que a C. o perito informou que “Os níveis .00 (nove mil reais). que a embargante sequer cita a existência dos vícios exigidos pelo artigo 535 do CPC. Deste modo. O Ministério Público manifestou-se pelo prosseguimento do feito.2013. 23 de Setembro de 2013 22 Embargante Advogado Embargado Advogado ORGAO DE GESTAO DE MAO-DEOBRA DO TRAB.

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encontrados nas medições realizadas por este Perito nos locais vistoriados, ficaram com médias variáveis de Ruído entre, 88,0 dB(A) a 92,0 dB(A), portanto, acima do Limite de Tolerância permitido”. E conquanto o juízo tenha concluído que o uso de EPIs no período posteiror a 24.03.2008 tenha atenuado o agente insalubre, perfilho o entendimento segundo o qual o fornecimento de EPI não exclui o direito à percepção do adicional de insalubridade decorrente do agente ruído, pois tal direito só cessa se o empregador eliminar as condições insalutíferas, tal como previsto no art. 194 da CLT. Ora, o ruído se constitui em um agente agressor que, dada a sua constância, causa enormes danos no sistema auditivo do trabalhador, e o uso do protetor auricular apenas atenua e retarda os efeitos futuros causados pela submissão ao impacto, ou seja, só mais tarde é que a lesão à saúde do trabalhador se manifestará, pois nesta hipótese o protetor só funciona como um agente retardador dessa lesão. À vista disso, o autor tem direito ao adicional de insalubridade em grau médio, conforme indicado pelo expert (fl. 212), por todo o período laborado, respeitando-se, entretanto, o marco prescricional. No que se refere ao álcalis cáustico, decorrente do cimento, anoto que as “luvas de tivex” fornecidas pela empresa a partir de 13.06.2008, nos moldes assentados na sentença, a qual mantenho neste ponto, protegia o trabalhador no processo produtivo do qual participava. À vista do exposto, dou parcial provimento para deferir o pagamento do adicional de insalubridade em razão da exposição ao agente ruído até 16.06.2009, mantendo-se o grau deferido na sentença. No que se refere aos reflexos, o interesse recursal existe apenas quanto ao RSR, o qual indefiro, porque o adicional é mensal. Logo, o dia destinado ao repouso já se encontra incluído, tal como disposto na Lei 605/49. 1.3. BASE DE CÁLCULO DO ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. A Primeira Turma decidiu, por maioria, ante a apuração do voto médio, negar provimento ao apelo, nos termos do voto do Desembargador José Luiz Serafini, que assim dispõe: “BASE DE CÁLCULO DO ADICIONAL DE INSALUBRIDADE Entendo que o adicional de insalubridade, mesmo após a vigência da Constituição Federal de 1988, incide sobre o salário mínimo, por força do artigo 192 da CLT. É certo que a Súmula Vinculante n. 4 do Supremo Tribunal Federal afastou a possibilidade de se utilizar o salário mínimo como indexador de base de cálculo, o que, inclusive, ensejou nova redação à Súmula 228 do C. TST. No entanto, referida súmula da Corte Superior Trabalhista foi objeto da Reclamação Constitucional n.º 6266 perante o Excelso Pretório, tendo o Exmo. Ministro Gilmar Mendes assim decidido, in verbis: (...) "À primeira vista, a pretensão do reclamante afigura-se plausível no sentido de que a decisão reclamada teria afrontado a Súmula Vinculante n° 4 desta Corte: "Salvo nos casos previstos na Constituição, o salário mínimo não pode ser usado como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado, nem ser substituído por decisão judicial." Com efeito, no julgamento que deu origem à mencionada Súmula Vinculante n° 4 (RE 565.714/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, Sessão de 30.4.2008 Informativo nº 510/STF), esta Corte entendeu que o adicional de insalubridade deve continuar sendo calculado com base no salário mínimo, enquanto não superada a inconstitucionalidade por meio de lei ou convenção coletiva. Dessa forma, com base no que ficou decidido no RE 565.714/SP e fixado na Súmula Vinculante n° 4, este Tribunal entendeu que não é possível a substituição do salário mínimo, seja como base de cálculo, seja como indexador, antes da edição de lei ou celebração de convenção coletiva que regule o adicional de insalubridade. Logo, à primeira vista, a nova redação estabelecida para a Súmula n° 228/TST revela aplicação indevida da Súmula Vinculante n° 4, porquanto permite a substituição do Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

salário mínimo pelo salário básico no cálculo do adicional de insalubridade sem base normativa. Ante o exposto, defiro a medida liminar para suspender a aplicação da Súmula n° 228/TST na parte em que permite a utilização do salário básico para calcular o adicional de insalubridade. " (...) Sendo assim, fixa-se como base de cálculo do adicional de insalubridade o salário mínimo. Nego provimento.” 1.4. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. Invocando a Lei 10.537/02, o art. 790, §3.º, da CLT e a Súmula 450 do STF, pede o recorrente a concessão de honorários advocatícios. Não tem a mais pálida razão. A matéria está sumulada pelo TST, por meio da Súmula 219, I. Nestes termos, nego provimento. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente), Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim.

Acórdão
Processo Nº RO-17200-95.2012.5.17.0003
Processo Nº RO-17200/2012-003-17-00.1

Recorrente Advogado Recorrido Advogado

ARTUR BATISTA DE ALMEIDA Glauber Arrivabene Alves(OAB: 012730 ES) SC2 SHOPPING MESTRE ALVARO LTDA. Tulio Claudio Ideses(OAB: 095180 RJ)

ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0017200-95.2012.5.17.0003 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: ARTUR BATISTA DE ALMEIDA Recorrido: SC2 SHOPPING MESTRE ALVARO LTDA. Origem: 3ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA - ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA ACIDENTE DE TRABALHO. ESTABILIDADE. ÔNUS DA PROVA. O ônus da prova do fato constitutivo do direito pleiteado é do autor, a teor do disposto nos artigos 333, I, do CPC, e 818 da CLT, razão pela qual a ele competia comprovar a alegada fraude praticada pela reclamada que o impediu gozar do benefício previdenciário, ônus do qual não se desincumbiu. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário do reclamante, em face da sentença do MM. Juízo da 3ª Vara do Trabalho de Vitória/ES, que julgou parcialmente procedentes os pedidos da inicial. Razões recursais, às fls. 466-93, pretendendo a aplicação da confissão ficta da reclamada, bem como a reforma no tocante à estabilidade acidentária, horas extras, adicional de insalubridade, danos morais, multas dos artigos 467 e 477, ambos da CLT, honorários advocatícios e descontos fiscais e previdenciários. Contrarrazões da reclamada (fls. 498-508/v.) para que seja mantida a sentença, na parte impugnada pelo autor. Não foram recolhidas as custas processuais, por ser o reclamante beneficiário da assistência judiciária gratuita. É o relatório. FUNDAMENTAÇÃO CONHECIMENTO Conheço parcialmente do recurso do reclamante, dele não

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conhecendo das matérias “contribuições previdenciárias”, por ausência de interesse recursal e “horas extras”, por não atacar os fundamentos da decisão. Com efeito, as razões do recorrente estão dissociadas da sentença. O juízo considerou as afirmações da testemunha acerca do labor até as 22h; considerou que os cartões de ponto consignam o afirmado; observou que a reclamada efetuava o pagamento das extras, e concluiu que o reclamante não comprovou o exercício de horas extras não pagas. O recorrente, todavia, sustenta nas razões recursais ter afirmado o juízo que o autor não se desincumbiu do ônus de provar as horas extras prestadas. No mais, conheço, por presentes os pressupostos de admissibilidade recursal. As contrarrazões são tempestivas. Considero-as. MÉRITO 2.2.1Confissão ficta. Preposto não laborou no mesmo período do reclamante O recorrente pede a declaração de confissão ficta, porque o preposto não laborou no mesmo período do reclamante. Afirma que o preposto não tem conhecimento dos fatos, notadamente acerca do acidente de trabalho sofrido pelo reclamante, bem como ter, o reclamante, ficado encostado na empresa, sem trabalhar, com o intuito de burlar a legislação e afastar o direito à estabilidade. Pois bem. Não há falar em aplicação da confissão ficta pelo fato do preposto não ter laborado no mesmo período do reclamante. É necessário que o preposto tenha conhecimento dos fatos, pois a admissão após a dispensa do reclamante não é pressuposto capaz de gerar a confissão ficta. Por sua vez, a incerteza da reclamada acerca do acidente denota desconhecimento quanto aos fatos do litígio, o que importaria em confissão ficta. Por outro lado, a confissão ficta tem presunção iuris tantum, que pode ser ilidida por prova em contrário, motivo pelo qual não se há aplicá-la, notadamente neste caso. Neste sentido é pacífica a Jurisprudência, in verbis: RECURSO ORDINÁRIO – 1- PREPOSTO – DESCONHECIMENTO DOS FATOS DA LIDE – CONFISSÃO FICTA – A pena de confissão ficta prevista no §1º, do art. 843, da CLT, aplicada ao reclamado pelo desconhecimento dos fatos da lide pelo preposto, abrange, dentro da litiscontestação, quaisquer fatos, revestindo-os com o manto da verdade, desde que verossímeis e coerentes com a prova já produzida, nos autos, contra a parte confitente. (TRT 7ª R. – RO 1174/2008-007-07-00.1 – 2ª T. – Relª Dulcina de Holanda Palhano – DJe 16.06.2009 – p. 26) Desse modo, nego provimento. 2.2.2Estabilidade acidentária. Afastamento por mais de 15 dias O reclamante noticia no aditamento à inicial que sofreu grave lesão no antebraço no dia 30.4.2011, ficando afastado por 15 dias em razão do acidente sofrido. Afirma que a empresa emitiu a CAT (fl. 119), porém, após o período de afastamento (fl. 183) ficou, na empresa, “encostado” sem nenhuma função, tendo a empresa prometido recompensá-lo nas férias, ocasião em que poderia realizar a cirurgia sem ser afastado pelo INSS. Alega que a empresa não cumpriu o acordo bem como obstou o direito de receber o benefício previdenciário, além do desrespeitado o disposto no art. 168 da CLT. Requereu a nulidade da dispensa com a consequente reintegração, com os pagamentos devidos desde a dispensa arbitrária ou, sucessivamente, o pagamento da indenização compensatória de todo o período estabilitário. A sentença indeferiu o pedido, por concluir que o autor não se desincumbiu do ônus de provar a fraude que teria impossibilitado o gozo da estabilidade provisória. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

O reclamante pede a reforma da sentença afirmando que o preposto não tinha conhecimento dos fatos narrados na inicial, e que a testemunha foi clara ao afirmar que após o acidente e o afastamento por 15 dias, o recorrente ficou “encostado” sem prestar serviços. Renova as alegações da inicial de que a reclamada burlou a legislação, impedindo que o autor fosse detentor de estabilidade decorrente de acidente de trabalho. Vejamos. Ao contrário do alegado pelo reclamante, o depoimento de sua testemunha não teve o condão de validar sua assertiva. Com efeito, a testemunha afirmou que o reclamante exerceu inicialmente a função de operador de máquinas e equipamentos era responsável pelo elevador. Disse que o reclamante ficou afastado por mais de 10 dias e que quando retornou não exerceu sua função, pois sofreu acidente na mão; que ficava sentado no reservatório. Afirmou que após o retorno do acidente passou a exercer a função de encarregado, mas que tal função não foi registrada na carteira; disse que ficou na função de encarregado por volta de 7 meses. Pois bem. Realmente o autor não se desincumbiu do ônus que lhe competia. Nesse sentido, como dito em linhas pretéritas, não há como acolher o pedido de confissão ficta, uma vez que os elementos dos autos vêm elidir a pretensão obreira. Infere-se dos contracheques carreados aos autos, que no período imediatamente após o retorno ao trabalho, o autor fez e recebeu o pagamento de horas extras: maio/junho/agosto (fls. 184-9). Os cartões de ponto também consignam o labor em horas extraordinárias, notadamente no período de retorno, após o afastamento em gozo de licença médica (fl. 192-3). Isso já basta. Ademais, a testemunha afirma que o autor ficou na função de encarregado por volta de 7 meses, o que também afasta a alegação de ter ficado “encostado” em razão do acidente, sem exercer qualquer atividade, considerando que o afastamento se deu no dia 16.01.2012. Também deve ser considerado que o autor afirmou que sofreu acidente no antebraço. Por fim, causa estranheza as alegações do reclamante de ter retornado ao trabalho com a promessa de cirurgia futura, pois em momento algum foi mencionado impossibilidade ou dificuldade no desempenho de quaisquer atividades decorrentes da alegada “sequela”. Desse modo, não cumprindo o autor o ônus de provar o fato constitutivo do direito pleiteado, a teor do disposto nos artigos 333, I, do CPC, e 818 da CLT, não se há reformar a sentença. Nego provimento. 2.2.3Adicional de insalubridade A Primeira Turma decidiu, por maioria, vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais, negar provimento ao apelo, nos termos do voto do Desembargador José Luiz Serafin, que assim dispõe: Pretende o reclamante a reforma da r. sentença, afirmando que estava exposto a ruídos permanentes e contínuos e que o uso efetivo de EPI’s não elimina a insalubridade no ambiente de trabalho, apenas ameniza, fazendo jus, portanto, ao adicional de insalubridade. Sem razão, contudo. Restou provado nos autos, através da perícia realizada, que o reclamante recebeu os EPIs necessários e participou dos treinamentos quanto ao uso correto dos equipamentos, tendo desta forma sido neutralizada a insalubridade alegada pelo autor. O louvado ainda acrescentou que o nível de ruído da área de labor era de 86,7 db(a), sendo certo que o EPI fornecido pelo empregador tem certificado de aprovação do MTE e é suficiente a reduzir o

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agente insalutífero para baixo do limite de tolerância que é de 85 db(a) para uma jornada de 8 horas. Assim, entendo que não merece reforma a r. sentença, motivo pelo qual peço vênia ao eminente magistrado a quo adotar como razões de decidir, os fundamentos ali consignados, in verbis: “O laudo pericial foi claro ao apontar que apesar de as atividade desenvolvidas pelo reclamante serem caracterizadoras da insalubridade em grau médio (pelo ruído), havia a entrega de EPIs com o certificado de aprovação do MTE, especialmente com a proteção auditiva, e ainda que há comprovação de participação do autor em treinamentos quanto ao uso correto, guarda e conservação do EPI. (fls. 266) Logo se o EPI foi capaz de neutralizar a insalubridade existente no local de trabalho, não há razões para condenar a reclamada no adicional pretendido pelo reclamante. Assim, julgo improcedente o pedido “e” da inicial.” Nego provimento. 2.2.4Base de cálculo do adicional de insalubridade Prejudicada a análise. 2.2.5Danos morais O reclamante pede a reforma da sentença que indeferiu a condenação da reclamada no pagamento de dano moral, porque não teve devidamente registrada na CTPS sua real remuneração, violando o disposto no art. 29 da CLT. A sentença não merece reforma. Perfilho o entendimento de que o simples inadimplemento contratual, ilustrado pela ausência de correta anotação da remuneração na CTPS e não pagamento das verbas trabalhistas, embora denote prática que deva ser combatida pelas autoridades constituídas e pela sociedade, não enseja, por si só, a configuração do dano moral. Entendo que essas lesões contratuais ensejam, via de regra, reparação material, tal como já deferido na sentença recorrida. Nego provimento. 2.2.6Multa do art. 467 da CLT O reclamante pugna pelo pagamento da multa do artigo 467 da CLT. Sem razão. O dispositivo legal mencionado é claro. A inexistência de controvérsia é pressuposto para a fixação da multa. Tendo sido impugnados todos os pleitos formulados pelo reclamante na inicial, não se pode cogitar de parcelas incontroversas a autorizar a aplicação da penalidade. Nego provimento. 2.2.7Multa do art. 477 da CLT A Primeira Turma decidiu, por maioria, vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais, negar provimento ao apelo, nos termos do voto do Desembargador José Luiz Serafin, que assim dispõe: O pagamento das parcelas rescisórias foi realizado no prazo legal, sendo que eventuais diferenças alcançadas em Juízo não são suficientes para gerar a mora do empregador capaz de desafiar a aplicação do dispositivo legal em epígrafe, pois não se pode cogitar da disponibilidade jurídica do crédito antes do trânsito em julgado. Nego provimento. 2.2.8Honorários advocatícios A Primeira Turma decidiu, por maioria, vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais, negar provimento ao apelo, nos termos do voto do Desembargador José Luiz Serafin, que assim dispõe: A teor das Súmulas 219 e 329 do e. Tribunal Superior do Trabalho, somente são devidos honorários advocatícios quando presentes os Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

requisitos cumulativos da assistência sindical e precariedade econômica. O obreiro, embora declare a precariedade econômica (22), não se encontra assistido pela entidade de classe. Nego provimento. 2.2.9Descontos fiscais Sempre considerei que o empregador deveria arcar com o ônus do imposto de renda incidente sobre parcelas decorrentes de condenação trabalhista, por ser ele o responsável solidário no recolhimento, e porque o empregado não poderia ser penalizado com uma tributação que não haveria, caso seus créditos tivessem sido adimplidos a tempo e modo, mensalmente, pela empresa devedora. Revejo meu entendimento, entretanto, em decorrência da inovação promovida pela Lei n.º 12.350/2010, que acrescentou o art. 12-A e seus parágrafos à Lei n.º 7.713/1988, cujas disposições foram regulamentadas pela Instrução Normativa RFB n.º 1.127, de 7 de fevereiro de 2011. Com essa alteração legislativa, não há mais prejuízo para o empregado, porque o imposto de renda será calculado levando em consideração a quantidade de meses a que se referem os rendimentos, observando a tabela progressiva constante do anexo do referido ato normativo, cujo art. 3.º assim dispõe: Art. 3.º O imposto será retido, pela pessoa física ou jurídica obrigada ao pagamento ou pela instituição financeira depositária do crédito, e calculado sobre o montante dos rendimentos pagos, mediante a utilização de tabela progressiva resultante da multiplicação da quantidade de meses a que se referem os rendimentos pelos valores constantes da tabela progressiva mensal correspondente ao mês do recebimento ou crédito. Também foi alterada na Sessão do Tribunal Pleno do TST do dia 16.04.2012, o item II da Súmula 368 do TST, que passa a contemplar exatamente o cálculo do imposto de renda pelo regime de competência, verbis: II. É do empregador a responsabilidade pelo recolhimento das contribuições previdenciárias e fiscais, resultante de crédito do empregado oriundo de condenação judicial, devendo ser calculadas, em relação à incidência dos descontos fiscais, mês a mês, nos termos do art. 12-A da Lei n.º 7.713, de 22/12/1988, com a redação dada pela Lei nº 12.350/2010. (grifei) Em razão do exposto, nego provimento. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região, por unanimidade, conhecer parcialmente do recurso do reclamante, dele não conhecendo das matérias "contribuições previdenciárias", por ausência de interesse recursal e "horas extras", por não atacar os fundamentos da decisão; no mérito, negar provimento ao apelo, ficando prejudicada a análise atinente à base de cálculo do adicional de insalubridade, Vencidos, quanto ao adicional de insalubridade, à multa do art. 477, da CLT, e aos honorários advocatícios, o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais Participaram da Sessão de Julgamento em 10 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente), Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi, convocada para compor quorum. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator

Acórdão

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Processo Nº RO-18300-18.2013.5.17.0014
Processo Nº RO-18300/2013-014-17-00.6

Recorrente Advogado Recorrido Advogado

ROSSINI VOGAS MENEZES Rodolfo Abdala Brandao da Costa(OAB: 009206 ES) VALEC ENGENHARIA CONSTRUCOES E FERROVIAS S/A Vera Maria Pessanha da Silva(OAB: 018383 RJ)

ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0018300-18.2013.5.17.0014 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: ROSSINI VOGAS MENEZES Recorrido: VALEC ENGENHARIA CONSTRUCOES E FERROVIAS S/A Origem: 14ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA - ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA ISONOMIA. DIFERENÇAS SALARIAIS. Não há falar em malferimento do princípio da isonomia quando a evolução salarial do autor obedece o PCS da extinta RFFSA, nos exatos termos do § 2.º da Lei n.º 11.483/07, que regulamenta a matéria. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante, inconformado com a sentença, de fls. 253-255, v.º, da 14.ª Vara do Trabalho de Vitória/ES, que julgou improcedentes os pedidos. Razões do recurso, às fls. 258-266, pleiteando a reforma quanto à isonomia salarial, horas extras referentes ao intervalo interjornada e indenização de horas extras. Contrarrazões, às fls. 270-274. FUNDAMENTAÇÃO 2.1. CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário do reclamante, por presentes os pressupostos de admissibilidade. ISONOMIA SALARIAL O reclamante narra na inicial que é empregado da reclamada por sucessão trabalhista desde 14/01/1980, exercendo a função de advogado desde 1986, estando no último nível da tabela salarial – advogado sênior. Diz que foi surpresado por um edital de Concurso a ser realizado pela reclamada para a contratação de novos advogados em que o salário básico inicial é de quase o dobro do seu salário após 27 anos de prestação de serviços. Requer as diferenças salariais, invocando o princípio da isonomia. A sentença indeferiu o pedido de isonomia salarial, pleiteado pelo autor, por entender que o plano de cargos e salários da RFFSA, aplicável ao Autor, não se comunica com o plano de cargos e salários da Reclamada, de modo que não há que se falar em aplicação do salário inicial dos advogados desta aos advogados daquela, principalmente na hipótese dos autos em que é incontroverso o fato de que a partir da sucessão trabalhista o Autor sempre prestou serviços para a inventariança da RFFSA e atualmente para o DNIT. Não merece reforma a sentença. O contrato de trabalho do reclamante foi transferido da RFFSA para a reclamada por força do artigo 17 da Lei n.º 11.483/07, que dispõe: Art. 17. Ficam transferidos para a Valec: I - sendo alocados em quadros de pessoal especiais, os contratos

de trabalho dos empregados ativos da extinta RFFSA integrantes: a) do quadro de pessoal próprio, preservando-se a condição de ferroviário e os direitos assegurados pelas Leis nºs 8.186, de 21 de maio de 1991, e 10.478, de 28 de junho de 2002; ........... § 1º A transferência de que trata o inciso I do caput deste artigo darse-á por sucessão trabalhista e não caracterizará rescisão contratual. § 2º Os empregados transferidos na forma do disposto no inciso I do caput deste artigo terão seus valores remuneratórios inalterados no ato da sucessão e seu desenvolvimento na carreira observará o estabelecido nos respectivos planos de cargos e salários, não se comunicando, em qualquer hipótese, com o plano de cargos e salários da Valec. (gn) Dessa forma, a evolução salarial do autor obedeceu o PCS da extinta RFFSA, não havendo falar em ofensa ao princípio da isonomia. Nego provimento. INTERVALO INTERJORNADA/JORNADA FIXADA EM OUTROS AUTOS O autor pleiteia o pagamento de uma hora extra diária a título de intervalo interjornada, com base na jornada fixada em outra reclamação trabalhista, em trâmite na 6.ª Vara do Trabalho de Vitória/ES, que está em fase de execução. A decisão recorrida indeferiu o pedido por entender que a sentença invocada pelo autor, proferida em outros autos e em relação a pedido diverso não vincula este Juízo do presente processo, no qual devem ser produzidas as provas necessárias ao julgamento da lide (fl. 255) Merece reforma. A sentença invocada pelo autor (Proc. n.º 014350030.2011.517.0006), cuja cópia encontra-se às fls. 48 e o andamento processual da reclamação mostram que a jornada do reclamante foi fixada naqueles autos como de 8h às 22h, de segunda a sexta-feira. Não houve recurso e o processo encontra-se em fase de execução. Dessa forma, há trânsito em julgado em relação à jornada, não sendo possível ao reclamante rediscutir a matéria nestes autos. A prova que ele poderia fazer e fez, foi trazer aos autos a sentença transitada em julgado. Pelo exposto, dou provimento ao apelo para determinar o pagamento como extra, de uma hora por dia, de segunda a sexta feira, observando-se a prescrição quinquenal já declarada nestes autos. Isto é, como a sentença transitada em julgado fixou essa jornada para o período de novembro de 2006 a dezembro de 2010 e nestes autos a prescrição foi acolhida para as verbas anteriores a 20/02/2008, a verba será devida somente de 20/02/2008 a dezembro de 2010. Dou provimento nos termos acima. 2.4. HORAS EXTRAS/INDENIZAÇÃO Requer o autor indenização por ter prestado horas extras com habitualidade por mais de 15 anos. Não tem razão. A sentença, que mantenho por seus próprios fundamentos, reconheceu a existência de coisa julgada, nos termos abaixo: Pretende o Autor a condenação da Ré ao pagamento de indenização pela supressão de horas extras, ao fundamento de que prestou horas extras com habitualidade por mais de 15 anos até 31/12/2010. Aduz que as horas extras foram reconhecidas no processo nº 1435/2011 - 6ª Vara de Vitória/ES. Embora a inicial do referido processo não tenha vindo aos autos, omitiu o Autor que a matéria relativa à supressão das horas extras também fora apreciada pelo Juízo da 6ª Vara (fls. 46), tendo aquele

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Juízo indeferido a incorporação dessas horas, ao fundamento de que: “Indefiro, ainda, o pedido de incorporação. As horas extras são devidas quando trabalhadas. Há um descompasso gigantesco entre a teoria que prevalecia do respeito à estabilidade remuneratória e a atual vertente de preocupação com a saúde do trabalhador. Com efeito, a s obrigar o empregador a não suprimir as horas extras mesmo quando não precisa do trabalho, automaticamente se dá a este empregador uma justificativa para manter o empregado executando atividades , já que na lógica capitalista, se ele terá de pagar, então que obtenha a contraprestação... Note-se que as decisões devem conter um respeito aos princípios que sejam mais caros à sociedade e adotar um discurso único. Não me permito adotar uma decisão que difira desse princípio de respeito à saúde do trabalhador – e que devo aplicar a todo caso similar – somente porque o autor já não faz mais horas extras . Com efeito, a mesma solução jurídica deveria ser utilizada para quem ainda estivesse submetido a uma tal jornada. O discurso não pode mudar somente porque de um lado se tem um advogado que parou de prestar horas extras e de outro um hipotético operário da construção civil ainda envolvido em estafante atividade física.” Assim, considerando que a matéria objeto da presente lide já foi julgada em outros autos, forçoso é reconhecer-se a ocorrência de coisa julgada, extinguindo-se o feito sem julgamento de mérito no tocante a tal matéria, nos termos do artigo 267, V, do CPC. Nego provimento. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região, por unanimidade, conhecer do recurso ordinário do reclamante e dar-lhe provimento parcial para condenar a ré no pagamento de uma hora extra por dia, referente ao intervalo interjornada, no período de 20/02/2008 a dezembro de 2010 (referente ao intervalo interjornada). Presença do advogado Rossini Vogas Menezes, pelo recorrente. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente), Desembargador Gerson Fernando Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Procurador do Trabalho: Dr. João Hilário Valentim DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator

Acórdão
Processo Nº ED-19700-85.2012.5.17.0181
Processo Nº ED-19700/2012-181-17-00.9

Embargante Advogado Embargado Advogado

SEBASTIAO DELEVIDOVE MARIM Antonio de Oliveira Neto(OAB: 007745 ES) CONSTRUTORA PADILHA LTDA EPP Sander Gosser Polchera(OAB: 015457 ES)

PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0019700-85.2012.5.17.0181 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: SEBASTIAO DELEVIDOVE MARIM Embargado: O V. ACÓRDÃO DE FLS. 225/227 - TRT 17ª. REGIÃO CONSTRUTORA PADILHA LTDA - EPP

Origem: VARA DO TRABALHO DE NOVA VENÉCIA - ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Se os embargos não demonstram a existência de omissão, de contradição, ou de obscuridade e revelam mero inconformismo da parte com o conteúdo meritório do acórdão, não merecem ser providos. Vistos, relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos pelo reclamante em face do v. acórdão de fls. 225/227, alegando omissão no julgado. FUNDAMENTAÇÃO 2.1CONHECIMENTO Conheço dos embargos declaratórios, por preenchidos os pressupostos para a sua admissibilidade. 2.2OMISSÃO Alega o embargante que há omissão no v. acórdão ao argumento de “não há no acórdão a definição e a posição desse E. Tribunal se é possível ou não a quitação de direitos rescisórios sem a assistência sindical ou de outra autoridade competente, bem assim, a prestabilidade de recibos de papelaria em substituição ao TRCT” . Assim, requer seja sanado o vício e prequestionada a matéria, inclusive quanto ao art. 477 da CLT. Sem razão. Da leitura atenta dos embargos declaratórios, verifico que os argumentos apresentados pelo embargante revelam seu claro inconformismo com o resultado do julgamento, uma vez que utiliza dos presentes embargos com o intuito de rediscutir questão amplamente apreciada no acórdão, por lhe ter sido desfavorável a decisão. E da leitura do v. acórdão, extrai-se que a matéria foi amplamente analisada no tópico “2.3 QUITAÇÃO – INVALIDADE DOS RECIBOS DE PAGAMENTO” (fl. 225-v/226), não sendo prerrogativa das partes, ademais, determinarem o que os julgadores deverão fazer constar do acórdão. Ora, se os embargos confundem julgamento contrário ao seu interesse com omissão em julgar, não merecem ser providos. Quanto ao prequestionamento a que se refere a Súmula 297 do TST, só tem pertinência e cabimento quando o julgado não haja adotado fundamento explícito sobre o tema ou sobre a questão submetida, o que não significa obrigação de reproduzir textos legais. O que se exige é adoção de tese, e não reprodução da lei. Assim, além de os embargos denotarem mero inconformismo com o conteúdo meritório do julgado, o que deve ser manejado na via recursal própria, é nítida a intenção da parte de dilatar o prazo recursal. Deste modo, ante a total ausência dos vícios alegados e o caráter manifestamente protelatório dos embargos, nego-lhes provimento e imponho ao Embargante multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa, na forma autorizada pelo art. 538, parágrafo único, do CPC. 3.CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região, por unanimidade, conhecer dos embargos declaratórios, negar-lhes provimento e condenar o Embargante a pagar a multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa, na forma autorizada pelo art. 538, parágrafo único, do CPC. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente),

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Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora

Acórdão
Processo Nº RO-23600-70.2013.5.17.0010
Processo Nº RO-23600/2013-010-17-00.3

Recorrente Advogado Recorrido Plurima Réu Advogado

DEIVID GERHARDT BARBOSA LIMA Gualter Loureiro Malacarne(OAB: 013548 ES) TELEMASTERS TELEINFORMATICA COMERCIO E SERVICOS LTDA - ME EMBRATEL TVSAT TELECOMUNICAÇÕES S.A Rodolfo Gomes Amadeo(OAB: 012493 ES)

ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0023600-70.2013.5.17.0010 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: DEIVID GERHARDT BARBOSA LIMA Recorridos: TELEMASTERS TELEINFORMATICA COMERCIO E SERVICOS LTDA - ME EMBRATEL TVSAT TELECOMUNICAÇÕES S.A Origem: 10ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA - ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA UTILIZAÇÃO DE VEÍCULO PRÓPRIO. DESPESAS COM MANUTENÇÃO E COMBUSTÍVEL – ALUGUEL DE VEÍCULO. Ao empregador cumpre os riscos do negócio (CLT, art. 2.º) e, por conseqüência, a ele cabe o fornecimento de todos os meios necessários à execução de sua atividade empresarial. Ao empregado cumpre prestar o labor para que foi contratado. Transferir-lhe o ônus financeiro pelos gastos decorrentes dos bens utilizados na realização desse serviço é exonerar o empregador de suas responsabilidades essenciais, reduzindo ilegalmente o salário obreiro. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo autor em face da sentença de fls. 80/81 que julgou improcedentes os pedido iniciais. Razões recursais de fls. 88/92 nas quais o reclamante renova os pedidos relativos a aluguel do veículo e ressarcimento das despesas com combustível e depreciação do automóvel, bem como honorários advocatícios. A decisão de fls. 93 negando seguimento ao recurso ordinário foi reformada com o provimento do agravo de instrumento, conforme certidão de fls. 117. Contrarrazões às fls. 106/112. FUNDAMENTAÇÃO 2.1 CONHECIMENTO Conforme consta da certidão de fls. 117 a questão relativa ao preparo do recurso ordinário restou superada com o provimento do agravo de instrumento cuja decisão foi proferida nos seguintes termos: “2.1 CONHECIMENTO Conheço do agravo de instrumento interposto pelo reclamante porque presentes os pressupostos objetivos e subjetivos de Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

admissibilidade. 2.2 MÉRITO 2.2.1 NÃO CONHECIMENTO DO RECURSO ORDINÁRIO POR FALTA DE PAGAMENTO DE CUSTAS PROCESSUAIS O juízo de primeiro grau negou provimento ao recurso ordinário interposto pelo reclamante, por falta de preparo. O reclamante, ora agravante, alega que juntou aos autos declaração de hipossuficiência (fls.08) pediu a assistência judiciária gratuita, está desempregado e não tem condições de arcar com as custas do processo, nos moldes do § 3º, do artigo 790 d CLT. Requer o seguimento do recurso ordinário. Vê-se que o julgador determinou o recolhimento de cutas pelo reclamante no importe de R$600,00 (fls. 81,v) Com razão o reclamante. A assistência judiciária gratuita àqueles que não possuem recursos suficientes para demandar em juízo sem prejuízo do seu próprio sustento ou de sua família constitui direito fundamental, de aplicação imediata, ex vi da Constituição Federal, art. 5.º, inciso LXXIV e § 1.º. Nesse sentido, a previsão do art. 790, §3º da CLT: Art. 790. Nas Varas do Trabalho, nos Juízos de Direito, nos Tribunais e no Tribunal Superior do Trabalho, a forma de pagamento das custas e emolumentos obedecerá às instruções que serão expedidas pelo Tribunal Superior do Trabalho. [...] § 3o É facultado aos juízes, órgãos julgadores e presidentes dos tribunais do trabalho de qualquer instância conceder, a requerimento ou de ofício, o benefício da justiça gratuita, inclusive quanto a traslados e instrumentos, àqueles que perceberem salário igual ou inferior ao dobro do mínimo legal, ou declararem, sob as penas da lei, que não estão em condições de pagar as custas do processo sem prejuízo do sustento próprio ou de sua família. E há nos autos declaração do reclamante (fls.08) de que não tem condições de arcar com as despesas do processo sem prejuízo de seu sustento e de sua família. É o que basta. O fato de ter percebido, durante o contrato de trabalho, remuneração superior ao dobro do mínimo legal não afasta essa conclusão. Ademais, não há notícia nos autos de que esteja empregado. Mesmo porque afirma que a empresa fechou e não assinou sua CTPS nem lhe pagou as verbas rescisórias. Além disso, ausente a primeira reclamada, como bem observou o julgador de primeiro grau, às fls. 80. É que a Lei n.º 7.115/83 revogou os §§2º e 3º do artigo 14, da Lei n.º 5.584/70, no que tange à comprovação dessa miserabilidade, e o §1º do referido artigo 14 não exclui a possibilidade de concessão do benefício a trabalhadores que recebam mais de dois salários mínimos. Esclareça-se, ainda, que tendo sido demonstrada a insuficiência de recursos o patrocínio da causa por advogado particular, por si só, não tem o condão de afastar essa garantia, sob pena de violação do texto constitucional. Ressalto também que a Lei 10.537/2002 modificou os artigos 789 e 790 da CLT, sendo que o § 3.º do art. 790 passou a assim dispor: É facultado aos juízes, órgãos julgadores e presidentes dos tribunais do trabalho de qualquer instância conceder, a requerimento ou de ofício, o benefício da justiça gratuita, inclusive quanto a traslados e instrumentos, àqueles que perceberem salário igual ou inferior ao dobro do mínimo legal, ou declararem, sob as penas da lei, que não estão em condições de pagar as custas do processo sem prejuízo do sustento próprio ou de sua família. Como se vê, o dispositivo transcrito não estabelece momento para que seja feita essa declaração.

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Assim, se o autor, em qualquer fase do processo, declara não estar em condições de arcar com as despesas decorrentes da demanda, ou ainda que não haja tal declaração, postula a dispensa de recolhimento das custas na inicial e reitera em um outro momento processual demonstrando fazer jus ao benefício da justiça gratuita, tenho como atendidos os requisitos previstos no § 3.º do art. 790 da CLT, para a concessão do pedido de isenção do pagamento. No caso em apreço, analisando a r. sentença de fls. 81, vê-se que o pleito de justiça gratuita foi indeferido sob o fundamento de que “ ...não se encaixa o autor, por sua média salarial, no perfil estabelecido pelo legislador, miserável, para auferir tal benefício.” Certo é que o reclamante, alegou, na petição inicial, que recebia remuneração, em média de R$4.756,00, sendo que R$756,00 anotados na sua CTPS e os R$4.000,00 eram pagos “por fora”. Contudo, foi indeferido o pedido de justiça gratuita pela r. sentença. Vê-se, por outro lado, que o reclamante apresentou com a petição inicial a sua declaração de hiposssuficiência às fls. 08. Nesse cenário, deve ser deferida a assistência judiciária. Repito: há declaração de hipossuficiência financeira nos autos e não há notícia de que o autor está empregado. Neste caso é imperioso ressaltar que mesmo não estando assistido por sindicato, o reclamante tem direito a recorrer sem recolhimento das custas. Dou provimento, portanto, para conceder o benefício da assistência judiciária gratuita ao agravante, dispensando-o do recolhimento de custas processuais e determinar o destrancamento do recurso ordinário interposto. Sendo assim, conheço do recurso ordinário eis que preenchidos todos os pressupostos de admissibilidade. 2.2 MÉRITO 2.2.1 ALUGUEL DE VEÍCULO, DESPESAS COM COMBUSTÍVEL E MANUTENÇÃO DO VEÍCULO Narra o autor em sua inicial que foi contratado para a função de Supervisor Técnico e que para o exercício de suas atividades era exigido pelas reclamadas que ele utilizasse de veículo próprio para “rodar” os pontos de vendas, fazer apoio aos técnicos de instalação, fazer o transporte de equipamentos, além de ir até a casa de vários clientes fazer instalações e manutenções de aparelhos. Diz que, na verdade, entre as partes existiu um contrato de aluguel de veículo, já que este era usado para serviços exclusivamente da Segunda ré. Pede a condenação das reclamadas no pagamento de indenização pelo aluguel do veículo, no valor de R$87,00 por dia trabalhado e o ressarcimento das despesas com combustível e manutenção no valor de 700,00 por mês. Pois bem. O autor não cuidou de produzir prova no sentido de que era exigido pela reclamada, como condição da contratação, que o empregado possuísse veículo próprio para desempenho de suas atribuições, fato que foi negado pela defesa. Também restou afastada, pelo teor do depoimento pessoal do autor, a alegação inicial de existência de um contrato, ainda que verbal, de aluguel do veículo. O próprio reclamante afirmou que não foi acordado o pagamento de qualquer valor pela utilização do automóvel. No entanto, o fato que não foi negado pela defesa é o de que o reclamante efetivamente utilizava de veículo próprio para execução das tarefas afetas ao contrato de trabalho e para atender as necessidades de serviço da empresa. Ora, na condição de Supervisor Técnico e com a função de acompanhar as instalações de ponto de TV a cabo, carregando as ferramentas e equipamentos necessários para o desempenho destas tarefas, a utilização de veículo próprio não se dava por opção do empregado ou para o seu próprio deleite, mas como Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

verdadeira ferramenta de trabalho. Com efeito, ao empregador cumpre os riscos do negócio (CLT, art. 2.º) e, por conseqüência, a ele cabe o fornecimento de todos os bens necessários à execução de sua atividade empresarial. Ao empregado cumpre prestar o labor para que foi contratado. Transferir-lhe o ônus financeiro pelos gastos decorrentes dos bens utilizados na realização desse serviço é exonerar o empregador de suas responsabilidades essenciais, reduzindo ilegalmente o salário obreiro. E se a reclamada, para atender as necessidades do empreendimento, precisava utilizar-se de veículo, deveria ter uma frota própria ou ter feito contrato de locação de veículo com pessoa jurídica que desenvolvesse tal objetivo social. E aqui peço vênia para transcrever a seguinte ementa do v. acórdão da lavra da Exmª. Juíza Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi: PRESTADORAS DE SERVIÇO DE INSTALAÇÃO DE LINHAS TELEFÔNICAS – ALUGUEL DO VEÍCULO DO EMPREGADO – VERBA DE NATUREZA SALARIAL – A prática forense tem demonstrado que a maioria das empresas que se utilizam de instaladores de linhas telefônicas exigem que o empregado tenha carro e, paralelamente ao contrato de trabalho, encetam um contrato de aluguel de veículo. Com isso, essas empresas evitam os problemas inerentes a administrar uma frota própria, à contratação do seguro respectivo, enfim, todas as situações que a aquisição de veículos normalmente acarreta. E, nesta confortável situação, dividem com o empregado o risco e ônus do negócio, cujo lucro, contudo, não é compartilhado. Neste passo, não é justo e nem jurídico que essas empresas obriguem os empregados à utilização de seu próprio veículo, "para" a prestação de serviços, sem qualquer benefício ao trabalhador. Portanto, deve ser reconhecida a natureza salarial da verba. (TRT 17ª R. – RO 9760085.2010.5.17.0191 – Relª Desª Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi – DJe 23.08.2012 – p. 170) Sendo assim, em razão da revelia a aplicada à Primeira Ré e, por falta de contestação específica por parte da Segunda Reclamada, acolho os valores apontados pelo autor em sua inicial: R$87,00 por dia de trabalho a título de aluguel do veículo e R$700,00 por mês para ressarcir as despesas com combustível e manutenção do automóvel. Dou provimento para reformar a sentença e deferir os pedidos “a” e “b” da petição inicial. 2.2.2 RESPONSABILIDADE DAS RECLAMADAS O autor alegou, na sua inicial, que durante todo o contrato de trabalho prestou serviços em prol da Segunda Ré. Junto com a contestação vieram aos autos o contrato celebrado entre as reclamadas no qual consta, como objeto da avença, o seguinte: “O objeto do presente contrato é a prestação pelo parceiro de (i) serviços de representação comercial promovendo e intermediando a venda de assinaturas da Via Embratel, (ii) instalação, distribuição e retirada de equipamentos Via Embratel e (iii) serviços de assistência técnica aos assinantes Via Embratel” (fls. 50). Por falta de contestação específica, tem-se por incontroverso que as tarefas do reclamante, na qualidade de Supervisor Técnico, estavam relacionadas às instalação de pontos de TV a cabo e assistência técnica de produtos da Segunda Reclamada, ou seja, tarefa diretamente afetas ao objeto do contrato celebrado entre as empresas. A situação é a típica versada na Súmula 331 do TST, suficiente a fazer emergir a responsabilidade subsidiária do beneficiário final do trabalho desenvolvido pelo reclamante. Assim, a teor do que dispõe o item IV da Súmula 331 do C. TST, que estabelece a responsabilidade da tomadora de serviços com a

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empresa intermediadora da mão-de-obra, entendo que o tomador de serviços responde subsidiariamente pelos débitos trabalhistas do empregador. Tendo a tomadora dos serviços agido com culpa in eligendo e in vigilando, responde pela falta de idoneidade da prestadora de serviços, já que, mais do que realizar a escolha da empresa devidamente, tinha a segunda reclamada o dever de manter constante vigilância quanto ao cumprimento das obrigações trabalhistas em relação ao reclamante que prestou seus serviços diretamente à empresa tomadora. In casu, evidenciando-se haveres trabalhistas do reclamante não pagos pela 1.ª ré, configurada está a culpa da 2.ª demandada, de cunho objetivo. Nem se diga que somente a 1.ª reclamada é responsável pelas obrigações contratuais. Cumpre asseverar que a responsabilidade subsidiária nada mais é que uma garantia a mais aos empregados que já prestaram seus serviços, no caso de eventual inadimplemento por parte da prestadora, ou seja, serão executados todos os bens da 1.ª ré para, depois, persistindo a inadimplência, executar a tomadora dos serviços, não havendo que se falar, então, em necessidade de se comprovar, imediatamente, eventual situação de insolvência, para poder-se condenar o tomador no cumprimento subsidiário das obrigações impostas em sentença, posto que a subsidiariedade não tem por escopo onerar despropositada e irresponsavelmente o condenado subsidiário. Não é plausível que após utilizar-se do trabalho do trabalhador a tomadora dos serviços lave as suas mãos, deixando o trabalhador entregue a sua própria sorte junto à empresa prestadora, como in casu, menosprezando todos os postulados jurídicos de proteção ao empregado. Dessa forma, uma vez que a empregadora torne-se inadimplente em relação às verbas devidas ao empregado, em razão do contrato de trabalho, o tomador dos serviços responde subsidiariamente pelo pagamento de toda a condenação que for imposta. Indiscutível, portanto, a responsabilidade subsidiária da recorrente, inexistindo violação do art. 5º, II e LIV, da Constituição da República. Dou provimento para condenar, de forma subsidiária, a Segunda Reclamada ao pagamento de toda a condenação que foi imposta à Primeira Ré. 2.2.3 HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS (não há assistência sindical) A Primeira Turma decidiu, por maioria, vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais, negar provimento ao apelo, nos termos do voto da Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio, que assim dispõe: Neste procedimento especializado, não se aplica o disposto no artigo 20 do CPC, eis que o Processo do Trabalho tem norma de regência própria. Logo, se a parte não preenche os requisitos exigidos na Lei 5.584/70, impossível o deferimento do pedido. Destaco ainda que o artigo 133 da Constituição Federal de 1988, bem como a Lei 8.906/94 não revogou o jus postulandi das partes. Por isso, continuam em vigor os arts. 791 e 839 da CLT. Desse modo, prevalece o entendimento consubstanciado no item I, da Súmula 219 do C. TST. Em razão disso, nego provimento ao recurso do Reclamante.” Custas de R$400,00 pelas reclamadas, calculadas sobre R$20.000,00 valor atribuído à condenação. 3. CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região, superada a questão relativa ao preparo pelo julgamento do agravo de instrumento conforme consta Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

na certidão de fls. 117 e preenchidos os demais pressupostos de admissibilidade, por unanimidade, conhecer do recurso ordinário e, no mérito, por maioria, dar-lhe parcial provimento para reformar a sentença e deferir os pedidos “a” e “b” da petição inicial; condenar, de forma subsidiária, a Segunda Reclamada ao pagamento de toda a condenação que foi imposta à Primeira Ré. Custas de R$400,00 pelas reclamadas, calculadas sobre R$20.000,00 valor atribuído à condenação. Vencidos, no tocante ao aluguel de veículo, despesas com combustível e manutenção do veículo, o Desembargador José Luiz Serafini; quanto aos honorários advocatícios, o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente), Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Procurador do Trabalho: Dr. João Hilário Valentim. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator

Acórdão
Processo Nº RO-24000-42.2013.5.17.0121
Processo Nº RO-24000/2013-121-17-00.3

Recorrente Advogado Recorrido Plurima Réu Plurima Réu

JOAQUIM ARTUR DUARTE BRANCO Rosilene Teixeira(OAB: 009352 ES) ARUS FUNDACAO ARACRUZ DE SEGURIDADE SOCIAL FIBRIA CELULOSE S/A FUNDACAO SEN JOSE ERMIRIO DE MORAES

ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0024000-42.2013.5.17.0121 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: JOAQUIM ARTUR DUARTE BRANCO Recorridos: ARUS FUNDACAO ARACRUZ DE SEGURIDADE SOCIAL FIBRIA CELULOSE S/A FUNDACAO SEN JOSE ERMIRIO DE MORAES Origem: VARA DO TRABALHO DE ARACRUZ - ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que cabe à Justiça Comum julgar processos decorrentes de contrato de previdência complementar privada. A decisão ocorreu nos Recursos Extraordinários (REs) 586453 e 583050. Como relatora do RE 586453, a ministra Ellen Gracie, entendeu que a competência para apreciar a matéria é da Justiça Comum em razão da inexistência de relação trabalhista entre o beneficiário e a entidade fechada de previdência complementar. A decisão do STF, ao modular os efeitos da repercussão geral declarada, limitou a permanência das ações ajuizadas que versem sobre complementação nessa Justiça do Trabalho àquelas que possuam decisão de mérito até 20/02/2013. Assim, proposta a ação após esta data e, obviamente, havendo prolação de sentença em data ainda posterior, a competência para julgar a demanda é da Justiça Comum. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO

1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira, 23 de Setembro de 2013

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Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante, contra a sentença de fls. 72-72v, complementada pela decisão de embargos de declaração de fls. 77-77v, que declarou a incompetência absoluta da Justiça do Trabalho para julgar a presente ação, ajuizada em face de entidade de previdência privada, e determinou a remessa dos autos à Justiça Comum. Razões recursais do reclamante às fls. 79-83, pugnando seja afastada a declaração de incompetência, determinando-se o prosseguimento da instrução processual e novo julgamento do feito pela Origem ou diretamente por esta E. Corte. Conforme certidão de fls. 97, decorreu o prazo legal sem que as reclamadas apresentassem contrarrazões ao apelo autoral. É o relatório. FUNDAMENTAÇÃO 2.1.CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário interposto pelo reclamante, pois presentes os pressupostos legais de admissibilidade. Ressalte-se que foi concedido ao autor o benefício da assistência judiciária gratuita, dispensando-o do recolhimento das custas processuais, fixadas em R$100,00. 2.2. INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. Insurge-se o reclamante contra a sentença que declarou a incompetência absoluta da Justiça do Trabalho para julgar a presente ação, ajuizada em face de entidade de previdência privada, e determinou a remessa dos autos à Justiça Comum. Sem razão, entretanto. A presente ação trata tão somente de questões relacionadas às regras aplicadas pelo plano de previdência privada do autor, tais como, os valores percentuais das contribuições dos empregados/empregadores e a recomposição da reserva matemática do fundo. Trata-se, portanto, de questões decorrentes do contrato de previdência complementar privada. Em recente julgamento, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que cabe à Justiça Comum julgar processos decorrentes de contrato de previdência complementar privada. A decisão ocorreu nos Recursos Extraordinários (REs) 586453 e 583050. Como relatora do RE 586453, a ex-ministra Ellen Gracie, entendeu que a competência para apreciar a matéria não seria desta Justiça especializada, em razão da inexistência de relação trabalhista entre o beneficiário e a entidade fechada de previdência complementar. Entretanto, nesse mesmo julgamento, o STF modulou os efeitos da decisão para que os processos com sentença de mérito proferida até 20 de fevereiro de 2013 permaneçam na Justiça do Trabalho, o que não é o caso dos presentes autos cuja ação foi proposta em 06 de março de 2013 e a decisão, ora recorrida, foi prolatada em 14 de março de 2013. Sendo assim, entendo tal como o Juízo de origem e mantenho a declaração de incompetência da Justiça do Trabalho para julgar a presente ação. Nego provimento. CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região, por unanimidade, conhecer do recurso ordinário interposto pelo reclamante e, no mérito, negar-lhe provimento. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente), Desembargador Gerson Fernando Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Procurador do Trabalho: Dr. João Hilário Valentim Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator

Acórdão
Processo Nº RO-24500-27.2011.5.17.0009
Processo Nº RO-24500/2011-009-17-00.2

Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Réu Advogado

CARLOS SOARES GONCALVES Analton Loxe Júnior(OAB: 013761 ES) FADEL TRANSPORTES E LOGISTICA LTDA Elias Melotti Junior(OAB: 008692 ES) COMPANHIA DE BEBIDAS DAS AMERICAS - AMBEV RAFAEL SGANZERLA DURAND(OAB: 015112 ES)

ACÓRDÃO - TRT 17ª Região - 0024500-27.2011.5.17.0009 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: CARLOS SOARES GONCALVES Recorridos: FADEL TRANSPORTES E LOGISTICA LTDA COMPANHIA DE BEBIDAS DAS AMERICAS - AMBEV Origem: 9ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA - ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA HORAS EXTRAS. DIFERENÇAS. ÔNUS DA PROVA. Se existem diferenças de horas extras a serem quitadas, é do autor o ônus de prová-las, por se tratar de fato constitutivo de seu direito (inciso I do art. 333 do CPC c/c art. 818 da CLT). HONORÁRIOS PERICIAIS. ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA. A assistência judiciária gratuita ou a gratuidade de justiça não alcançam os honorários periciais, uma vez que tais benefícios somente abrangem despesas e taxas judiciais devidas ao Estado. Não obstante, comprovada a hipossuficiência econômico -financeira, pode-se autorizar o recebimento dos honorários periciais diretamente deste Regional, nos termos do Provimento TRT.17.ª SECOR 03/2007. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO, sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO O reclamante interpõe recurso ordinário em face da r. sentença de fls. 528/533, complementada pela r. decisão de embargos declaratórios de fl. 549, da MM. 9ª Vara do Trabalho de Vitória-ES, a qual julgou procedentes em parte os pedidos e condenou a 1ª reclamada, e a 2ª subsidiariamente, ao pagamento das parcelas deferidas ao reclamante. Razões do recurso às fls. 538/542, pleiteando a reforma da r. sentença quanto à integração do salário in natura na remuneração, quanto às horas extras, quanto ao dano moral, quanto aos honorários advocatícios contratuais e sucumbenciais, quanto aos descontos fiscais e previdenciários e ainda quanto à Justiça gratuita/honorários periciais. Contrarrazões da 1ª reclamada às fls. 553/557-vº, pela manutenção da r. sentença. Devidamente intimada à fl. 552, a 2ª reclamada não apresentou contrarrazões ao recurso. FUNDAMENTAÇÃO 2.1. CONHECIMENTO Conheço apenas parcialmente do recurso, não o conhecendo

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quanto aos descontos fiscais e previdenciários, por ausência de interesse, e quanto aos honorários advocatícios contratuais, por preclusão. Quanto aos descontos fiscais e previdenciários, a reclamante pretende que estes se processem nos termos da Súmula 368 do C. TST. No entanto, tal pleito já foi deferido pelo Juízo primevo, senão vejamos. Em relação aos descontos previdenciários, foi determinado que o reclamante deve apenas arcar com o valor principal de sua cotaparte, ficando os encargos decorrentes da mora patronal a cargo da reclamada. Ou seja, o Juízo de origem determinou o que preceitua o item III da Súmula nº 368 do C. TST. Em relação aos descontos fiscais, foi determinado que a reclamada deve arcar integralmente com os acréscimos legais moratórios. Já a Súmula 368, II, do C. TST faz expressa menção ao art. 46 da Lei nº 8.541/92 e ainda ao Prov. 03/2005 da CGJT, onde consta que deverá haver a retenção do imposto devido pela pessoa física ou jurídica obrigada ao pagamento (leia-se pagamento de verba trabalhista) e não que esta seja obrigada ao pagamento do imposto devido pelo beneficiário em decorrência do pagamento de tal verba trabalhista. Ou seja, se fosse observada a Súmula 368 do C. TST, como pretende o autor em seu recurso, haveria reformatio in pejus, pois o reclamante ficaria em pior situação do que a anterior, o que é vedado pelo ordenamento jurídico. Quanto aos honorários advocatícios contratuais, não houve apreciação pelo Juízo de origem no particular e o reclamante não opôs embargos declaratórios visando sanar a omissão, pelo que se operou a preclusão sobre a matéria. Quanto ao mais, conheço do recurso ordinário interposto pelo reclamante, porque próprio e tempestivo, atendendo aos pressupostos de admissibilidade. 2.2. MÉRITO 2.2.1. Integração do Salário In Natura na Remuneração O Juízo a quo determinou – no período em que o reclamante era Ajudante de Cargas e respeitada a prescrição reconhecida na sentença – a integração do pagamento das recargas em latinhas de cerveja na remuneração no período de 28/06/2006 a 10/06/2006, com repercussão no repouso semanal remunerado, nas gratificações natalinas, nas férias mais 1/3, nas horas extras, no FGTS e na indenização compensatória de 40%. Determinou ainda que deverá ser considerado o valor de R$ 5,00 por cada caixa de cerveja, sendo duas caixas de cerveja por cada recarga e seis recargas por semana. O reclamante se insurge, alegando, em suma, que o pleito de integração das parcelas de natureza salarial (salário in natura por recebimento de valores em cerveja), denominado recarga, foi declarado improcedente pelo Juízo a quo, mas que, de acordo com o art. 458 da CLT, o salário in natura deve integrar a remuneração para todos os efeitos legais. Alega ainda que tal verba foi paga durante todo o vínculo de trabalho e não apenas quando realizava a primeira função. Sem razão. Ab initio, cumpre ressaltar que, diferentemente do que alegado pelo autor, o Juízo de origem não indeferiu o pleito de integração do salário in natura à remuneração, mas, no entanto, deferiu-o apenas no período de 28/06/2006 a 10/06/2006. Já no que tange ao pagamento do salário in natura por todo o período do vínculo de trabalho, também não assiste razão ao reclamante, pois o próprio reclamante, na inicial (fl. 3), somente se refere a pagamento em cerveja no período em que fazia a recarga, qual seja, entre 09/06/2005 e 10/06/2006, esta última data quando sofreu acidente de trabalho, sendo certo que, quando retornou ao Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

trabalho, já não mais exerceu a função de recarga. E o pagamento de salário in natura apenas na função de recarga foi corroborado pela prova emprestada (proc. 0010954.2011.5.17.0003), em que o reclamante daqueles autos (fl. 523) também menciona que as caixas de cerveja em utilizadas como parte do pagamento quando havia recarga, o mesmo ocorrendo com a testemunha de fl. 524. Portanto, nego provimento. 2.2.2. Horas Extras O Juízo de origem, considerando que a reclamada apresentou recibos onde consta o pagamento de horas extras – inclusive no período em que a 1ª reclamada alega que não havia controle de jornada – e o reclamante não apontou as diferenças que entende devidas, julgou improcedente o pleito de pagamento de diferenças de horas extras. O reclamante recorre, alegando, em síntese, que a prova testemunhal indica que os valores não foram adimplidos, refutando por completo o controle de ponto. Assim, entende que o magistrado deveria ter deferido os valores devidos e determinado a compensação daqueles já pagos, mas não o indeferimento do pleito autoral. Por fim, ressalta que não há valores a serem compensados, ante a impugnação específica dos contracheques e do TRCT. Sem razão. Como afirmado pelo Juízo a quo, a reclamada apresentou recibos onde consta o pagamento de horas extras – inclusive no período em que a 1ª reclamada alega que não havia controle de jornada – e o reclamante não apontou as diferenças que entende devidas. Ora, se existem horas extras não pagas, deveria o reclamante ter apresentado o respectivo demonstrativo, o que não fez, aquiescendo com os argumentos da defesa quanto à inexistência de labor em sobrejornada não pago. Ressalte-se que, diferentemente do que alegado pelo autor, não houve impugnação específica aos contracheques e ao TRCT, como se pode verificar às fls. 406/408. Aliás, não houve qualquer menção aos contracheques e ao TRCT na impugnação à defesa. Assim, se há diferenças a serem apuradas, não bastam simples alegações, mas necessária seria a apresentação de demonstrativo de diferença, senão detalhado, ao menos capaz de apontar a existência de horário extraordinário e horário noturno não remunerados, cabendo este ônus ao reclamante, nos termos do art. 333, I, do CPC e do art. 818, da CLT, do qual não se desincumbiu. Portanto, nego provimento. 2.2.3. Dano Moral Pretende o reclamante a reforma do julgado quanto ao dano moral, alegando que quitou os valores do débito com a empresa relativo ao plano de saúde e que a empresa sequer comprovou o inadimplemento, ônus que lhe pertencia. Além disso, alega que sequer lhe foi dada ciência de que deveria arcar com os valores devidos em virtude do seu afastamento da empresa por motivo de saúde. Sem razão. Como afirmado pelo Juízo de origem, a reclamada agiu em conformidade com o que disposto nas normas coletivas, sem qualquer abusividade ou ilicitude em sua conduta a autorizar a indenização por danos morais. E, por plenamente esclarecedora e por medida de economia processual, peço vênia para transcrever o entendimento do Juízo primevo, in verbis: Alega o reclamante que, ao retornar pela terceira vez ao trabalho, recebeu a notícia do cancelamento de seu plano de saúde, o que lhe impediu de dar a continuidade ao tratamento de saúde que necessitava. Postula indenização por danos morais em razão do cancelamento do plano de saúde.

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A Ré empregadora alega que o plano de saúde foi cancelado em virtude da cláusula 17ª da CCT 2008/2009, que prevê a perda do benefício pelo empregado afastado e que deixa de pagar a parcela do plano de saúde por mais de três meses. A referida cláusula prevê, ainda, que no caso de afastamento do empregado em gozo de benefício previdenciário, o empregador continuará a pagar a parcela que lhe cabe, sendo que a parcela de responsabilidade do empregado deverá por este ser paga na sede da empresa, impreterivelmente, até o 5ª dia útil de cada mês, sob pena de perda do benefício. Portanto, a Ré empregadora agiu em conformidade ao disposto nas normas coletivas, sem qualquer ilicitude ou abusividade em sua conduta a autorizar a indenização por danos morais. O cancelamento adveio do inadimplemento do próprio reclamante. Improcedente. (g.n.) Ressalto que não tem qualquer pertinência a alegação autoral de que sequer lhe foi dada ciência de que deveria arcar com os valores devidos em virtude do seu afastamento da empresa por motivo de saúde. É que, conforme consta do Parágrafo Oitavo da Cláusula Décima Sétima da CCT 2008/2009 (fls. 312/313), o pagamento da cota-parte do empregado é de sua responsabilidade e não mais será descontada em seu contracheque, o que se pode constatar dos contracheques colacionados aos autos. Assim, se o reclamante tinha de pagar sua cota-parte na empresa quando estava trabalhando, não há justificativa plausível para que assim não o fizesse quando estava afastado. Nem há qualquer justificativa para que, no afastamento, seja suspenso o pagamento do plano de saúde. Nesse sentido é o que preceitua o Parágrafo Nono da supracitada Cláusula Décima Sétima. Por fim, cumpre ainda ressaltar que a comprovação do pagamento do plano de saúde é ônus do reclamante, pois não se pode exigir que a reclamada faça prova de fato negativo. Aquele que paga deve exigir a quitação regular (art. 319 do código civil), tendo o ônus de comprovar o pagamento mediante termo de quitação, nos termos art. 320 do CC. Assim, não há falar em dano moral, pois a empresa agiu de acordo com o que previsto na norma coletiva. Portanto, nego provimento. 2.2.4. Honorários Advocatícios Sucumbenciais A Primeira Turma decidiu, por maioria, vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais, negar provimento ao apelo, nos termos do voto da Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio, que assim dispõe: Neste procedimento especializado, não se aplica o disposto no artigo 20 do CPC, eis que o Processo do Trabalho tem norma de regência própria. Logo, se a parte não preenche os requisitos exigidos na Lei 5.584/70, impossível o deferimento do pedido. Destaco ainda que o artigo 133 da Constituição Federal de 1988, bem como a Lei 8.906/94 não revogou o jus postulandi das partes. Por isso, continuam em vigor os arts. 791 e 839 da CLT. Desse modo, prevalece o entendimento consubstanciado no item I, da Súmula 219 do C. TST. Em razão disso, nego provimento ao recurso do Reclamante.” 2.2.5. Justiça Gratuita – Honorários Periciais Em primeiro lugar, ressalte-se que o benefício da Justiça gratuita, considerada em sentido estrito, compreende apenas a isenção das custas, nos termos do art. 790-A da CLT, e não a assistência judiciária gratuita, instituto mais amplo e que inclui também a isenção das demais despesas processuais, sendo a segunda o gênero e a primeira a espécie. Assim, apesar de o reclamante ter pleiteado na inicial a assistência Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802

judiciária gratuita, que foi o que Juízo a quo indeferiu, pleiteou a reforma apenas para que seja deferida a Justiça Gratuita. Ora, a assistência judiciária gratuita aos que não têm recursos suficientes para demandar sem prejuízo do próprio sustento ou do de sua família constitui direito fundamental, de aplicação imediata, ex vi da Constituição Federal (art. 5.º, inc. LXXIV e § 1.º). Se a insuficiência de recursos foi demonstrada, o patrocínio da causa por advogado particular, por si só, não tem o condão de afastar essa garantia, sob pena de violação do texto constitucional. É importante destacar que a Orientação Jurisprudencial n.° 304 do C. TST reza que “para a concessão da assistência judiciária, basta a simples afirmação de hipossuficiência do declarante ou de seu advogado, na petição inicial, para se considerar configurada a sua situação econômica (art. 4º, § 1º, da Lei n.º 7.510/86, que deu nova redação à Lei n.º 1.060/50)”. E não poderia ser diferente, tendo em vista que o art. 1º da Lei n.º 7.115/83 dispõe que se presume verdadeira, até que se prove o contrário, a declaração de pobreza. Ressalto que o reclamante não está assistido pelo Sindicato de sua Categoria, mas declarou não ter condições de arcar com as despesas do processo, sem prejuízo do próprio sustento e do de sua família (fl. 9). Assim, se são cabíveis os benefícios da assistência judiciária gratuita, cabíveis também os benefícios da Justiça gratuita, já que, como acima mencionado, o primeiro instituto é mais abrangente que o segundo. Desse modo, defiro os benefícios da Justiça gratuita ao reclamante. E embora concedidos os benefícios da Justiça gratuita ao reclamante, considero que nem a assistência judiciária gratuita nem a gratuidade da Justiça alcançam os honorários periciais, uma vez que tal benefício somente abrange despesas e taxas judiciais devidas ao Estado (art. 3º da Lei n.º 1.060/50). Acrescente-se que a Justiça do Trabalho não conta com peritos próprios, socorrendo-se de profissionais particulares, terceiros estranhos ao processo, que não podem trabalhar sem receber a devida contraprestação, a ser paga pela parte sucumbente no objeto da perícia, de modo que o deferimento da Justiça gratuita não socorre o autor, nesse aspecto. De toda sorte, nos termos do Provimento TRT 17.ª SECOR 03/2007, que deu nova redação aos artigos 159, 160 e 161 do Prov. 01/2005, o pagamento dos honorários de perito será efetuado com os recursos vinculados ao custeio da assistência judiciária aos necessitados, quando houver sucumbência do beneficiário de justiça gratuita na pretensão relativa ao objeto da perícia. No caso, a sentença condenou o reclamante ao pagamento dos honorários periciais de R$ 1.500,00, em razão da sucumbência, autorizando a dedução do valor depositado a título de honorários periciais prévios (R$ 300,00, fl. 416), o que perfaz um valor complementar de R$ 1.200,00; mas em face da hipossuficiência do reclamante, reduzo o valor dos honorários periciais complementares para R$ 800,00 (oitocentos reais) e determino que o pagamento seja feito com recursos existentes no Orçamento da União, destinados aos beneficiários de assistência judiciária, autorizando o perito a receber a importância diretamente do Tribunal, nos termos dos artigos 158 a 162 do Provimento TRT.17.ª.SECOR.N.º 01/2005. Portanto, dou provimento, nos termos da fundamentação supra. Mantido o valor da condenação e das custas. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região, por unanimidade, conhecer parcialmente do recurso ordinário, não o conhecendo quanto aos descontos fiscais e previdenciários, por ausência de interesse, e quanto aos honorários advocatícios contratuais, por preclusão e, no

mesmo porque a r.0008 Processo Nº ED-26800/2012-008-17-00. de 13. bem como o intuito de protelar o feito. COM INFORMATICA LTDA . Procurador do Trabalho: Dr. 538. Diante da reincidência dos embargos de indubitável caráter protelatório. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais.CARLOS ALBERTO PINTO NET SERVICOS DE COMUNICACAO S/A Origem: 8ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . considerando os títulos deferidos ao reclamante e nem há falar em valor líquido. 2.EPP Embargados: O V. ficando condicionada a interposição de qualquer outro recurso ao depósito do valor respectivo. sendo partes as acima citadas. quanto à justiça gratuita.N. conhecer dos embargos declaratórios e. em conformidade ao permissivo disposto no artigo 538.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DA RECLAMADA. nos termos dos artigos 158 a 162 do Provimento TRT.17. pois os valores serão apurados em liquidação na fase de execução. parágrafo único. comino à embargante multa de 10% (dez por cento). com efeitos a partir de sessenta dias após a data de sua publicação). Sem razão.0026800-28. não consta erro material no valor da condenação. a embargante não aponta qualquer vício apto a ensejar a utilização da via processual escolhida. Observe-se: Art.0008 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: MR. Parágrafo único. Vencidos. o juiz ou o tribunal. CONHECIMENTO Conheço dos embargos de declaração. do CPC Vistos. sobre o valor da condenação. dar parcial provimento ao apelo do reclamante para deferir os benefícios da Justiça gratuita ao reclamante.17.5. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. do CPC. sobre o valor da condenação. 23 de Setembro de 2013 34 mérito. Sustenta que há necessidade de correção do valor dado à condenação. segunda parte. DOU 14. em conformidade ao permissivo disposto no artigo 538. fica condicionada a interposição de qualquer outro recurso ao depósito do valor respectivo. a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.1994. por unanimidade. RELATÓRIO Trata-se do 4º embargos declaratórios (fls. por maioria. FUNDAMENTAÇÃO 2. Mantido o valor da condenação e das custas. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-27000-17. João Hilário Valentim.5. cominar à embargante multa de 10% (dez por cento). O que se nota é o mero inconformismo da parte embargante. a par de lhes negar provimento.SECOR. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. 578v.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.n). parágrafo único. Os embargos de declaração interrompem o prazo para a interposição de outros recursos. Na reiteração de embargos protelatórios.2007.950. declarando que o são. REGIÃO . segunda parte. sob o argumento de omissão.0 Recorrente Advogado Recorrido SIND TRAB IND C CIVIL M E P PAVIMENTACAO E TERRAPLANAGE Rafael de Anchieta Piza Pimentel(OAB: 008890 ES) PARANASA ENGENHARIA E COMERCIO S/A . por qualquer das partes. autorizando o perito a receber a importância diretamente do Tribunal.TRT 17ª Região . Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. MÉRITO Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 A embargante interpõe pela quarta vez os embargos declaratórios aduzindo que não houve o enfrentamento da matéria suscitada nos embargos anteriores.17. destinados aos beneficiários de assistência judiciária.EPP Rafael Libardi Comarela(OAB: 011323 ES) CARLOS ALBERTO PINTO Cristovão Colombo de Paiva Pinheiro Sobrinho(OAB: 008964 ES) NET SERVICOS DE COMUNICACAO S/A Stephan Eduard Schneebeli(OAB: 004097 ES) ACÓRDÃO .2012. Somente retarda a marcha processual. opostos pela reclamada. (Redação dada ao caput pela Lei nº 8. (g.0006 Processo Nº RO-27000/2007-006-17-00. ao opor os presentes embargos de maneira infundada em relação às suas hipóteses de cabimento. 591/592 .1994. a par de lhes negar provimento. COM INFORMATICA LTDA .º 01/2005. 594/596).ª. Comina-se à embargante multa de 10% (dez por cento). parágrafo único. do CPC. sobre o valor da condenação. Por todo o exposto.12. Procurador do Trabalho: Dr. Conforme acima exposto. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. diante da reincidência dos embargos de indubitável caráter protelatório. segunda parte. no mérito. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-26800-28. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). condenará o embargante a pagar ao embargado multa não excedente de um por cento sobre o valor da causa.12. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente).2. 3. Quando manifestamente protelatórios os embargos. Conhecidos e não providos.00 (oitocentos reais) e determinar que o pagamento seja feito com recursos existentes no Orçamento da União. ACÓRDÃO DE FLS.1.5. sentença às fls 401v determina a liquidação por cálculos. em conformidade ao permissivo disposto no artigo 538. no tocante aos honorários advocatícios sucumbenciais.TRT 17ª. porque presentes os pressupostos legais de admissibilidade. natureza estranha à via recursal utilizada. reduzir o valor dos honorários periciais complementares para R$ 800.2012. a multa é elevada a até dez por cento. MULTA PELA REINCIDÊNCIA PROTELATÓRIA. ou seja. negar-lhes provimento.17. Como bem elucidado nas decisões dos embargos de fs. João Hilário Valentim.1 Embargante Advogado Embargado Advogado Plurima Réu Advogado MR.

987-1022. 195 da CLT e Anexo 7 da NR 15 da Portaria Nº 3214/78 do MTE). Com efeito. 1260-1262v. o dever de fiscalizar o cumprimento das obrigações trabalhistas. Vejamos. no que concerne à exposição a poeiras minerais. FUNDAMENTAÇÃO 2. o que se revela suficiente para a constatação da insalubridade por exposição ao calor. a primeira reclamada não apresentou contrarrazões. em grau médio. II – Tem direito ao adicional de insalubridade o trabalhador que exerce atividade exposto ao calor acima dos limites de tolerância.09. por sujeição à radiação solar (art. onde requer a reforma da sentença no que concerne ao adicional de insalubridade. em face da sentença de fls. in verbis: ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. SÚMULA 331. A primeira reclamada recorre desta decisão. nos termos definidos no Anexo 3 da NR 15.A. 12931297v. já que é quem diretamente se beneficia da força de trabalho despendida pelos obreiros.0027000-17. No entanto. DO TST. 23 de Setembro de 2013 35 Plurima Autor Advogado Plurima Réu Plurima Réu Advogado PARANASA ENGENHARIA E COMERCIO S/A Elisabete Maria Ravani Gaspar(OAB: 006523 ES) SIND TRAB IND C CIVIL M E P PAVIMENTACAO E TERRAPLANAGE VALE S. inclusive em ambiente externo com carga solar. é indevido o adicional de insalubridade em decorrência de exposição a raios solares. que não há falar em insalubridade decorrente de radiações não ionizantes. uma vez que o sol não possui enquadramento legal no Anexo 7.TRT 17ª Região . assim. NÃO FORNECIMENTO DE EPI’S ADEQUADOS A sentença de origem. em atividades a céu aberto. aos substituídos que exerciam a função de pedreiros. A insalubridade constatada não decorre de mera exposição à radiação solar. Vistos. AGENTE QUÍMICO POEIRA. indevido o adicional de insalubridade ao trabalhador em atividade a céu aberto.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. inverto a ordem de julgamento dos recursos e passo a análise do apelo patronal em primeiro lugar.2012) – Res. Conforme certidão de fls. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 É o relatório.º 173 da SBDI-1 do TST. por sujeição à radiação solar. ATIVIDADE A CÉU ABERTO. Requer.1. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. advindo tal responsabilidade das culpas in eligendo e in vigilando. faz jus ao recebimento do adicional de insalubridade. AGENTE FÍSICO CALOR. . inclusive quando o labor se dá em ambiente externo com carga solar.CONHECIMENTO Conheço dos recursos ordinários interpostos pelo Sindicato autor e pela primeira reclamada . ainda.às fls. 1245-1246). sentença quanto às seguintes matérias: base de cálculo do adicional de insalubridade. Sustenta. Contrarrazões do Sindicato às fls. Razões recursais da primeira reclamada . 1265-1278. em grau máximo. nas condições previstas no Anexo 3 da NR 15. Rodolfo Gomes Amadeo(OAB: 012493 ES) ACÓRDÃO . pois presentes os pressupostos de admissibilidade. 1306v. que possuíam CA. EXPOSIÇÃO À LUZ SOLAR. de modo a ensejar o deferimento do adicional pretendido. EXPOSIÇÃO À LUZ SOLAR. . naturalmente. 1279-1284v.5. 26 e 27. 07/08. deve a tomadora de serviços responder por esse ônus. exerce a tomadora poder diretivo sobre os serviços prestados. IV. mas sim das medições de IBUTG realizadas no local do trabalho. Origem: 6ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA .A. a reforma da sentença de origem para que seja afastada a condenação ao pagamento do adicional de insalubridade. o que pressupõe. complementado às fls. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. com redação recentemente alterada. cabe destacar os termos da Orientação Jurisprudencial n. da NR 15 do MTE.VALE S. Tendo em vista a existência de matéria prejudicial no recurso da primeira reclamada. MÉRITO DO RECURSO ORDINÁRIO DA PRIMEIRA RECLAMADA 2. Afirma.2007. ante a exposição ao agente físico calor. conforme prevê o item II. Inicialmente. Inadimplente a empresa prestadora no que concerne às obrigações trabalhistas. e ainda realizava a fiscalização do uso dos mesmos. nos termos da supracitada OJ. tendo em vista a ausência de previsão legal (Anexo 7 da NR 15). Ademais. a parte dos substituídos relacionados às fls.1. em suma. sendo partes as acima citadas. 1289-1292v. Em virtude do contrato celebrado com a prestadora de serviços.PARANASA ENGENHARIA E COMERCIO S/A .2. responsabilidade subsidiária e honorários advocatícios. condenou a ré ao pagamento de adicional de insalubridade.17. com fulcro no laudo pericial constante dos autos (fls. ante a exposição ao agente químico poeira minerais. aquele que exerce atividade exposto ao calor acima dos limites de tolerância. Contrarrazões da segunda reclamada . 186/2012.A. Razões recursais do Sindicato às fls.09. Comprovantes de recolhimento do depósito recursal e das custas processuais às fls. AGENTE FÍSICO CALOR.0006 RECURSO ORDINÁRIO Recorrentes: SIND TRAB IND C CIVIL M E P PAVIMENTACAO E TERRAPLANAGE PARANASA ENGENHARIA E COMERCIO S/A Recorridos: PARANASA ENGENHARIA E COMERCIO S/A SIND TRAB IND C CIVIL M E P PAVIMENTACAO E TERRAPLANAGE VALE S.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. que a eventual exposição ao calor proveniente do sol não é fonte caracterizadora de insalubridade e que não havia fonte artificial de calor radiante no local de trabalho dos substituídos. 1285-1285v respectivamente. (redação alterada na sessão do Tribunal Pleno realizada em 14. que julgou parcialmente procedentes os pedidos iniciais. DEJT divulgado em 25. pugnando pela reforma da r.PARANASA ENGENHARIA E COMERCIO S/A. condenou a primeira reclamada ao pagamento de adicional de insalubridade.às fls. RELATÓRIO Trata-se de recursos ordinários interpostos pelo Sindicato autor e pela primeira reclamada. EXPOSIÇÃO AO SOL E AO CALOR. nas condições previstas no Anexo 3 da NR 15 da Portaria Nº 3214/78 do MTE. De outro giro.2012 I – Ausente previsão legal. sustenta a recorrente que a concentração do agente não ultrapassava o limite de tolerância e que fornecia os EPI’s necessários.

adotou posição definitiva acerca da matéria. indeferiu o pedido de responsabilidade subsidiária. que considerou constitucional norma de lei estadual que fixou como base de cálculo do adicional de insalubridade. que estabelecia a recepção do art. no RE 565714. sob pena de afronta ao art. Em vista disso. ainda. a insalubridade constatada não decorre de mera exposição à radiação solar. o fornecimento de materiais e equipamentos descritos no próprio contrato. No que concerne ao adicional de insalubridade decorrente da exposição a poeiras minerais. não estabeleceu base de cálculo sobre a remuneração. continua. Vejamos.º. houve avaliação quantitativa da exposição ao calor. para os policiais militares. para a atividade de Pedreiro. conforme avaliação laboratorial. porém. que tinha como objeto a execução dos serviços de Montagem. TJSP. Conforme ressaltou o expert. ato do Senado Federal para expungir o artigo da legislação em vigor.BASE DE CÁLCULO DO ADICIONAL DE INSALUBRIDADE A sentença de origem fixou como base de cálculo do adicional de insalubridade o salário mínimo legal. IV. O Sindicato autor recorre desta decisão. com base no art. a decisão de origem também deve ser mantida. E o fez sob o fundamento de cuidar de ação de repercussão geral. descrita às fls. dependendo do Legislativo Federal apenas o advento de nova lei fixando. Logo. 192 da CLT a mencionar o salário mínimo como base de cálculo do adicional de insalubridade. 1009). no caso específico da Lei nº 4. 7º. TST. Portanto. mas sim das medições de IBUTG realizadas no local do trabalho. Com efeito.860/65. ao julgar o Recurso Extraordinário n. nos termos do referido Anexo 3 da NR 15. de forma a não adotar uma decisão in pejus. Ocorre que o Excelso Supremo Tribunal Federal. Ressalte-se que os dados técnicos utilizados pelo d. O SALÁRIO MÍNIMO NÃO PODE SER USADO COMO INDEXADOR DE BASE DE CÁLCULO DE VANTAGEM DE SERVIDOR PÚBLICO OU DE EMPREGADO.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. no regime constitucional atual. a sentença não merece reforma neste aspecto. como autorizado no art. NEM SER SUBSTITUÍDO POR DECISÃO JUDICIAL. mas apenas estatuiu que o adicional comporia a remuneração do trabalhador.º 4. Apurou-se na perícia que. para que seja estabelecida a remuneração como base de cálculo. razão pela qual me parece perfeitamente possível dar o mesmo tratamento tanto a um como a outro caso. buscou o recorrente obter da mais alta Corte a reforma do v. Com a decisão do STF. A expressão "vedada sua vinculação para qualquer fim" levou ao entendimento. Todavia. sendo que. preferindo manter. no qual antagonizaram Carlos Eduardo Junqueira e Governo do Estado de São Paulo. cuja relatora foi a eminente Ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha. pela Constituição Federal. O Sindicato autor pugna pela reforma da referida sentença. decorrentes de levantamento realizado à época da execução da obra. faço uso da analogia. Portanto. Porém. Até o dia 30 de abril de 2008 este Relator sempre adotou os termos da antiga redação da Súmula 228 do C. com fulcro na OJ 191 da SDI-1 do TST. Por todo exposto.3. Acórdão proferido pelo E. frise-se que é incontroverso que a segunda reclamada firmou com a primeira ré contrato de prestação de serviços (fls. 7. É que ambos os artigos cuidam de agentes agressivos à saúde do trabalhador. Vejamos. 192 da CLT. a Suprema Corte também deixou assentado que o fato de não haver uma lei fixando outra base de cálculo que não o salário mínimo não permitiria que o Judiciário a fixasse como sendo a remuneração.860/65. De início. com reajustes aplicados pelo Estado de São Paulo. com reajuste automático e pelos mesmos índices estabelecidos pelo Governo Federal. a norma legal refere-se.º da CLT. utilizando-se as equações que definem o denominado “Índice de Bulbo Úmido – Termômetro de Globo” (IBUTG) e com o emprego dos aparelhos discriminados na mencionada norma. curvo-me à referida decisão. qual seja. pelo que o adicional é devido. tendo em vista tratar-se de obra já finalizada. o valor dos dois salários mínimos. ou seja.2. 277300). de modo a ensejar o deferimento do adicional pretendido.RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA O Juízo de origem.3. 8. com a finalidade de substituir o sistema de adição e moagem de calcário calcítico/dolomítico (Cláusula primeira). em nenhum outro caso poderia o legislador infraconstitucional utilizar o salário mínimo como indexador. outra base de cálculo. 7º. no que se refere à base de cálculo do adicional de insalubridade. o valor de dois salários mínimos. 1023 e seguintes). considerando o interesse das categorias econômicas e profissionais. Considerando que a primeira reclamada não demonstrou o fornecimento do EPI adequado para proteção contra a sílica livre cristalizada. Obras Civis e Automação de instalações. a poeira respirável em suspensão encontrava-se além do limite de tolerância estabelecido no Anexo 12 da NR15. o que se revela suficiente para a constatação da insalubridade por exposição ao calor. para estabelecer como base de cálculo do adicional de insalubridade o salário básico do empregado. além dos servidores públicos. 23 de Setembro de 2013 36 No presente caso. no art. à insalubridade. até nova lei estadual. entendeu o STF que o salário mínimo não poderia ser usado como base de cálculo. 1003 e 1029-1031. Desta forma. porque a CF/88. vez por todas. Essa decisão. MÉRITO DO RECURSO ORDINÁRIO DO SINDICATO AUTOR 2. deu ensejo a uma das primeiras súmulas vinculantes adotadas pelo Excelso Tribunal. conforme aponta o laudo pericial (fl. mesmo julgando inconstitucional a norma estadual.º 565714. de acordo com a metodologia adotada. tendo em vista que os valores apurados ultrapassavam o limite de tolerância apontado pela norma. o art. 2. Todavia. perito em seu laudo constam da documentação fornecida pela própria reclamada (fls. inclusive. caracterizada a insalubridade. não há cogitar na neutralização do agente insalubre. não era possível realizar qualquer medição físico-química no local de labor. da Constituição da República. dou provimento parcial para fixar o salário básico do empregado como base de cálculo do adicional de insalubridade. Concluiu-se pela presença de insalubridade. . sendo desnecessário. 192 da CLT. nos termos definidos no Anexo 3 da NR 15. Em vista disso. bem como. Tomo por modelo o que dispõem os artigos 193 da CLT e 14 da Lei n. entendendo que a segunda reclamada figura no contrato celebrado com a primeira na qualidade de dona da obra. inciso XXIII da CRFB. Contudo. máscara PFF1. parte final. de que exceto naqueles casos em que a própria Constituição havia excepcionado. É por isso que. conforme previsão do art. o STF negou o pedido dos recorrentes de aplicação da remuneração como base de cálculo.1. nego provimento ao apelo patronal. essa parte do dispositivo celetista deixa de existir no mundo jurídico. tomada com o cuidado de se tratar de ação com repercussão geral. neste aspecto. XXIII. sem Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 controvérsia. não podem os trabalhadores ficar desprovidos de um direito que lhes é assegurado na própria Constituição Federal. que restou lavrada nos seguintes termos: SÚMULA VINCULANTE 4 SALVO NOS CASOS PREVISTOS NA CONSTITUIÇÃO.

situação típica versada na Súmula 331 do TST. subsidiariamente. 'Curso'. o chamado 'dono da obra' da responsabilidade. E não se pode olvidar que a segunda reclamada.' .) A maior parte dos autores afasta a responsabilidade do proprietário (Russomano. Não há qualquer dúvida quanto à sua responsabilidade pelas verbas trabalhistas não quitadas pelo empreiteiro. a montagem/obras civis/automação de instalações afetas ao sistema de adição e moagem de calcário. aplicando analogicamente o art. (Curso. A atividade não possui natureza lucrativa. ou na procura de mão-de-obra de custo inferior. A propósito. (. Sobre o tema. se é compreensível a extensão do princípio por razões sociais. evidenciando-se haveres trabalhistas não pagos pela primeira ré. para firmar seu convencimento. LTr. Ou. a respectiva liquidação.TST. mais do que realizar a escolha da empresa devidamente. no caso de eventual inadimplemento por parte da prestadora. Seguindo essa linha de raciocínio.. vício sempre difícil de se comprovar. Desta forma. arcando com as conseqüências advindas da má escolha.". construtora ou incorporadora. ao menos indiretamente. É o caso dos autos. a expansão dos negócios. por considerá-la atividade não lucrativa. imediatamente. A primeira refere-se à empresa que desenvolve atividades relacionadas à construção civil e que contrata outra empresa/empreiteiro para realizar determinada obra. a este. invocando. suficiente a fazer emergir a responsabilidade subsidiária dos beneficiários finais do trabalho desenvolvido pelos reclamantes. pelas características da prestação dos serviços é fácil observar que não houve execução de obras. ainda que indiretamente. para não atingir particulares que constróem seu próprio domicílio sem poder econômico. em prejuízo do trabalhador. Esta visão teleológica da norma não é faculdade. a manutenção da lucratividade da empresa. depois. Nesse sentido. a tomadora dos serviços. ao fim social a que se destina. se o dono da obra explora atividade com fins lucrativos. inclusive. Ora. FGTS. que prestaram serviços diretamente à empresa tomadora.). no caso de empreiteiro insolvente.TST. in verbis: Excluir. do C. o que pressupõe.. estas mesmas razões devem impor cautela ao juiz. registrese. no sentido de atribuir as responsabilidades trabalhistas ao dono da obra. Assim. esporadicamente. Cumpre asseverar que a responsabilidade subsidiária nada mais é que uma garantia a mais aos empregados que já prestaram seus serviços. pela baixa categoria do intermediário. o dever de fiscalizar o cumprimento das obrigações trabalhistas. eis que. Cumpre ressaltar que é preciso afastar a interpretação que vem sendo dada ao art. mas sim dever do julgador. constitui atividade-meio. Catharino. em virtude do contrato celebrado. simulações etc. o que propicia. quando não ocorresse fraude. o aumento da lucratividade da empresa. a negligência na escolha do seu construtor. seria propiciar. efetivo e justo. constrói ou reforma seu próprio domicílio. Saraiva). também deve assumir esse ônus.. proveniente da execução de contrato de construção de obra. também não pode ser aplicada indiscriminadamente. 'Compêndio universitário'). (. tão somente. Ouso dizer que. pura e simplesmente. contratando empreiteiro para tanto. Se a empresa contratada não adimplir todas as obrigações assumidas com os trabalhadores. dessa forma. LTr). beneficia-se da força de trabalho despendida e se a obra realizada teve como objetivo o aumento da área produtiva. concluímos que a OJ 191. por exemplo. atendendo. senão a delegação para terceiro de tarefas do empreendimento indispensáveis à consecução dos fins econômicos e sociais dos negócios geridos pelas tomadoras. 455 da CLT. executar a tomadora dos serviços. É esta a situação a ser protegida. mesmo admitindo a boa-fé do dono da obra. Deve-se. a lição de Ísis de Almeida. 5º da Lei de Introdução ao Código Civil. embora não seja atividade-fim da empresa. ou seja. 16 da Lei nº 6. no sentido jurídico da palavra. o juiz atenderá aos fins sociais a que ela se dirige e às exigências do bem comum. verbis: O caráter subsidiário da responsabilidade inerente a relações jurídicas similares a essa relação justrabalhista já era reconhecido Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 em outros ramos jurídicos. configurada está a culpa da segunda demandada. não majoritária.. não é aplicável in casu. Em suma. então. firmou-se jurisprudência consistente em perceber a responsabilidade subsidiária do proprietário ou condômino em vista da inadimplência do construtor. verbis: Há tendência. que for diretamente beneficiada pela força de trabalho despendida pelos obreiros. a teor do que dispõe o item IV da Súmula 331 do C. No Direito Previdenciário. eventual situação de insolvência..019/74. ressalta Maurício Godinho. In casu. A segunda hipótese é a do proprietário de imóvel que.. tinha a segunda reclamada o dever de manter constante vigilância quanto ao cumprimento das obrigações trabalhistas em relação aos reclamantes. nos termos do art.." (Comentários . pessoa física. da SDI-I. dono da obra.) Seguindo essa linha de raciocínio.) Por isso. Por oportuno. Na Súmula 126 do antigo TFR estabelecia-se: 'Na cobrança de crédito previdenciário. seria estimular justamente a prática de fraudes.. servindo.. serão executados todos os bens da primeira ré para. a fim de não transformar sua hermenêutica em ignomínia de outras humildes famílias pelos ônus desproporcionais que podem resultar (previdência.. persistindo a inadimplência. que estabelece a responsabilidade do tomador de serviços com a empresa intermediadora da mão-de-obra. imprescindível ao bom desempenho da empresa na sua atividadefim. não havendo falar. concluímos ainda que a OJ 191 da SDI-I. tendo se beneficiado da força de trabalho despendida pelos obreiros. em necessidade de se comprovar. a fim de conferir-lhe alcance mais amplo. 23 de Setembro de 2013 37 Ou seja. eis que as obras realizadas tiveram como objetivo a montagem/obras civis/automação de instalações afetas ao sistema de adição e moagem de calcário. que contrata o trabalho diretamente e de responsabilizá-lo. somente será acionado quando não for possível lograr do construtor. sempre. avaliar o tempo transcorrido e as demais circunstâncias.. devem ser lembradas as palavras de Carrion. entendo que o tomador de serviços responde subsidiariamente pelos débitos trabalhistas do empregador. posto que a subsidiariedade não . que certo é que as orientações jurisprudenciais não vinculam o julgador. no caso. do C. condômino de unidade imobiliária. tendo a tomadora dos serviços agido com culpa in eligendo e in vigilando. separar duas situações completamente distintas. exercia poder diretivo sobre os serviços prestados pela primeira. deve responder subsidiariamente pelos débitos trabalhistas não adimplidos pela contratada. para poder-se condenar o tomador no cumprimento subsidiário das obrigações impostas em sentença. PIS etc. ou. responde ela pela falta de idoneidade da prestadora de serviços.. ou seja. TST e. através de execução contra ele intentada. É que a construção gera lucro para o proprietário. a orientação jurisprudencial supramencionada. que dispõe: "Na aplicação da lei. como dito alhures. naturalmente. à custa do prejuízo do operário.. o proprietário. Este tipo de "dono da obra" não pode ser responsabilizado por dívidas trabalhistas deixadas pelo empreiteiro relativamente aos trabalhadores por ele contratados. a segunda reclamada explora atividades com fins lucrativos.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira." (Manual ..

da CF/88.05. 82/83 . alcançando.3. na medida em que. utilizandose do direito de contratar com o intuito de burlar a legislação trabalhista. preceitua que “são devidos os honorários advocatícios nas causas em que o ente sindical figure como substituto processual e nas lides que não derivem da relação de emprego. IV. CERAMICA PARA CONSTRUÇÃO. LADRILHOS .HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS O Sindicato autor pugna pela reforma da sentença de origem. no mérito. "a Lei positiva. o tomador dos serviços responde subsidiariamente pelo pagamento de toda a condenação que for imposta. dar provimento parcial ao apelo do Sindicato para fixar o salário básico do empregado como base de cálculo do adicional de insalubridade. CERAMICA PARA CONSTRUÇÃO. 5.584/70 é a que considera a expressão "assistência judiciária" como defesa prestada pelo Sindicato profissional. negar provimento ao apelo patronal. o art. 331 do C. pelo Sindicato. pois. esclareça-se que.PARANASA ENGENHARIA E COMERCIO S/A e. em razão do contrato de trabalho.1 Embargante Advogado Embargado Advogado IBRAR . o Sindicato.º da CF. A propósito.INDUSTRIA BRASILEIRA DE ARGAMASSAS LTDA Jeronymo de Barros Zanandrea(OAB: 004204 ES) SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDUSTRIAS DE CIMENTO. Desembargador José Luiz Serafini. por unanimidade. CAL E GESSO. Assim.º 331. 23 de Setembro de 2013 38 tem por escopo onerar despropositada e irresponsavelmente o condenado subsidiário. TST.º 310. o recorrente pleiteia a condenação das rés no pagamento da referida verba. em causa própria ou como substituto processual. a qual impedia a concessão de honorários de advogado quando o sindicato é o autor na demanda. mas igualmente porque. Inicialmente. entendo irrelevante. não há qualquer afronta ao disposto no inciso II do art. CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. Desembargado Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza convocada Sônia das Dores Dionísio.17.3. conseqüências que são regras latentes nesses mesmos textos. e assim optando por não manter empregados para atender as necessidades permanentes do seu empreendimento. LADRILHOS HIDRAULICOS E ARTEFATOS DE CIMENTO DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO . Por outro lado. para apreciação do pedido de honorários advocatícios. no percentual de 15% sobre o valor da condenação. como ensinava o ilustre mestre João Mendes de Almeida Júnior. exigidos pela Lei nº 5. ou seja. não só pela teoria do abuso de direito perpetrado. 30 e 31. em nome próprio ou não.TRT 17ª Região . com muito mais razão. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). Tal se justifica. ACÓRDÃO DE FLS. 791 da CLT.2011. na hipótese vertente. o trabalhador. REGIÃO .º 5. a Resolução n. a assistência sindical. TST. faz jus ao pagamento de honorários advocatícios. A liberdade na contratação e a livre iniciativa devem estar sempre em consonância com valores sociais do trabalho insculpidos no art.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 133 acerca da essencialidade da atuação do advogado em quaisquer processos. no montante de 20% sobre o valor da condenação. no tocante à base de cálculo do adicional de insalubridade o.0014 Processo Nº ED-31301/2011-014-17-01.2011). Assegurando a Constituição da República o direito de exercício da profissão àqueles que tenham efetivamente a habilitação exigida em lei e dispondo o art.5. uma vez que a empregadora torne-se inadimplente em relação às verbas devidas ao empregado. Mantido o valor da condenação. a melhor interpretação do art. para reconhecer a responsabilidade subsidiária da segunda reclamada e para deferir os honorários advocatícios. em suas aplicações. do TST. Assim.INDUSTRIA BRASILEIRA DE ARGAMASSAS LTDA Embargado: O V. Afinal. 455 da CLT e o disposto no inciso IV do Enunciado n. Pelo exposto. portanto. sofre o inarredável risco de responder pelas obrigações trabalhistas que vierem a ser descumpridas pela empresa prestadora do serviço. sob pena de estar agindo com abuso de direito. em seu inciso IV. é devido o pagamento de honorários advocatícios.0031301-41. correria o risco de não receber qualquer pagamento pela força de trabalho despendida. na medida em que a Súmula n. Procurador do Trabalho: Dr. preferindo a realização das tarefas que lhe são afetas mediante a contratação de empresa interposta. e por maioria. estando o Sindicato em Juízo.0014 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: IBRAR . a substituição processual.” Dou provimento parcial para deferir os honorários advocatícios.º 119. Cumpre registrar ainda que a responsabilidade subsidiária alcança todas as obrigações. rege minudências não previstas e exige do magistrado a prudência necessária para tirar as legítimas conseqüências do texto. miserabilidade jurídica ou salário inferior ao dobro do salário mínimo. e mesmo as Súmulas 219 e 329 do C. 14 da Lei n.". CAL E GESSO. defendendo direitos dos trabalhadores.º. não faz qualquer ressalva quando atribui ao beneficiário da mão-de-obra a responsabilidade pelo cumprimento das obrigações trabalhistas na hipótese de inadimplemento por parte do devedor principal. São aplicáveis.10. independentemente de comprovação acerca da inidoneidade ou da inexistência de patrimônio da prestadora. no recurso do Sindicato. instâncias ou tribunais.TRT 17ª. Sustentação oral do Dr. o que não pode ser tolerado. com a redação dada pela Res. do que não pode furtar-se a segunda reclamada. João Hilário Valentim.584/70. no que concerne aos honorários advocatícios.SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDUSTRIAS DE CIMENTO. o item III da Súmula 219 do TST. que carece da sua labuta pessoal para custear sua sobrevivência. 174/2011 (DEJT divulgado em 27. Em sua exordial. Por fim.SINTRACICAL Suzete Silva Pereira(OAB: 007563 ES) PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO . Se assim não fosse. não há dúvidas de que não mais vigora o art. do C. dou provimento para reconhecer a responsabilidade subsidiária da segunda reclamada.2003. cancelou a Súmula n. Rafael de Anchieta Piza Pimentel. Vencido. conhecer dos recursos ordinários interpostos pelo Sindicato autor e pela primeira reclamada .2011. à tomadora dos serviços os artigos 186 c/c 927 do Código Civil. no percentual de 15% sobre o valor da condenação.17. 1. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-31301-41. quando atua na condição de parte na defesa Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 dos interesses dos trabalhadores.5. Assim. salariais e indenizatórias. Vejamos. TST. 2. de 01.

apesar de o embargante sustentar.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA AGRAVO DE INSTRUMENTO. 23 de Setembro de 2013 39 HIDRAULICOS E ARTEFATOS DE CIMENTO DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO . 153). 141 e 146. ante a total ausência de vícios. pois. Inicialmente.2. 535 do CPC. RELATÓRIO Trata-se de embargos declaratórios opostos pelo agravante. RELATÓRIO Trata-se de agravo de instrumento processado nos mesmos autos e interposto pela reclamada em face da r. é nítida a intenção da parte de dilatar o prazo recursal. Inteligência dos arts.177/91. Se a Instrução Normativa nº 16. analisandose os documentos digitalizados dos autos do processo que originaram o presente agravo.SINTRACICAL Origem: 14ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . decisão de fls.0014 AGRAVO DE INSTRUMENTO Agravante: DROGARIA CORTELETTE LTDA . em texto integrativo. por deserção. Deste modo. o preparo. o que deve ser manejado na via recursal própria. esta restaria impossibilitada pela não digitalização das peças mencionadas. inapropriada a via dos embargos de declaração para o fim almejado.ME Francisco de Assis Pozzatto Rodrigues(OAB: 003967 ES) GILMAR ANTONIO MONICO Airton Iduardo de Souza(OAB: 003684 ES) ACÓRDÃO . o art.5. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim. no mérito. TST é uma norma processual infralegal do século passado. DESERÇÃO. em seu parágrafo 2º. destaco que a embargante não aponta qualquer vício a que se refere o art. em face do v. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de AGRAVO DE INSTRUMENTO. Assim. Suscitada de Ofício pelo Relator Não conheço do agravo de instrumento. relatados e discutidos os presentes autos de AGRAVO DE INSTRUMENTO. não é norma infralegal e. 538 do CPC. na forma Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 autorizada pelo art. Vistos. MÉRITO Pretende a embargante que “depois de cumpridas as formalidades do devido processo legal. somente demonstram sua intenção de modificação do julgado embargado. 82/83. 538. de contradição. 151).17. trazidos à discussão em face do teor do julgamento proferido às fls. Agravo de Instrumento não conhecido. decisão. verifica-se que a inicial e a contestação não foram digitalizados. qual seja. deve ser observada.0040300-12. da CLT.2013. por unanimidade. sendo partes as acima citadas. como não revogada. e 899. 897. do CPC. I.1 Agravante Advogado Agravado Advogado DROGARIA CORTELETTE LTDA . 3. CONHECIMENTO Conheço dos embargos declaratórios. nego-lhes provimento e imponho à embargante multa de 1% sobre o valor da causa. ante o não recolhimento de 50% do valor do depósito recursal do recurso que se busca destrancar. conhecer dos embargos declaratórios. e do item IV da Instrução Normativa nº 3 do TST. a deserção deste recurso. negar-lhes provimento e condenar a embargante a pagar ao embargado a multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa. por detectar. que o Tribunal poderia acessar as peças do processo eletronicamente. ela ainda está em vigor e. o reclamante não apresentou contraminuta (fls. antes que se alegue negativa de prestação jurisdicional. 2. se existe ou não a possibilidade de acesso aos documentos eletrônicos dos autos ou se a negativa de conhecimento aconteceu somente por não cumprimento de uma formalidade de uma norma infralegal e desnecessária com o advento do processo eletrônico” (fl. sendo que ela determina a observância das mesmas regras contidas no artigo 897. na forma autorizada pelo art. FUNDAMENTAÇÃO 2. FUNDAMENTAÇÃO 2. que sequer foram apontandos pela parte. No mais. de ofício. § 5º. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). Razoes do agravo de instrumento. ser cumprida e observada pela parte quando da formação do instrumento. que também é fundamento da decisão embargada.ME Agravado: GILMAR ANTONIO MONICO Origem: 14ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . com conseqüente destrancamento e processamento do recurso ordinário.2013. acórdão de fls. sendo.17. pugnando pela reforma da r. e tendo em vista o manifesto caráter protelatório dos embargos. 87) Os embargos não merecem ser providos! De início. permanece em vigor e deve. veementemente. §5º. 82/83. ainda que possível a execução da “pretensão” da embargante. além de os embargos denotarem mero inconformismo com o conteúdo meritório do julgado.1. que negou seguimento ao recurso ordinário eis que ausente um dos pressupostos de admissibilidade.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. do C. não merecem ser providos. já que seus inovadores argumentos. NÃO CONHECIMENTO.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Preliminar de Não Conhecimento do Recurso por Deserção. e estas peças estão entre o rol cujo traslado não foi efetuado para os autos do presente agravo e que levaram ao não conhecimento do apelo por deficiência de traslado. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora Acórdão Processo Nº AIRO-40300-12. o que inviabilizaria a consulta eletrônica das mesmas. parágrafo único. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.TRT 17ª Região . sendo partes as acima citadas. Assim. 148-150.0014 Processo Nº AIRO-40300/2013-014-17-00. dispõe . Vistos. Ausência de Recolhimento do Depósito Recursal do Agravo de Instrumento. seja declarado. também. às fls. da CLT. Embora intimado (fl.1. por preenchidos os pressupostos para a sua admissibilidade. 40 da Lei 8. I. Se os embargos não demonstram a existência de omissão.1. 2. portanto. §7º.5.1. ou de obscuridade e revelam mero inconformismo da parte com o conteúdo meritório do acórdão. CONHECIMENTO 2.

parágrafo único. da CLT preceitua que. §5º. inciso VIII. RELATÓRIO Trata-se de agravo de petição interposto pela União em face da r. por deserção. da Carta Magna refere-se. retorno dos autos para relatá-lo. no ato de interposição do agravo de instrumento. no julgamento do AP 0386. Contraminuta (fls. 899 da referida Consolidação. o recorrente não recolheu o depósito recursal de 50% do valor do depósito do recurso ordinário. da CLT e. O referido artigo 114. no caso. 100-104vº).5. após lavratura do acórdão. outrossim. A União.0132 Processo Nº AP-42100/2012-132-17-00. Sustenta também que o pleno deste Egrégio TRT. a reautuação. 98 e vº) que concluiu que a execução das contribuições previdenciárias decorrentes do vínculo empregatício declara em Juízo não está incluída na competência da Justiça do Trabalho. nos termos do art. atendendo ao disposto no art. §5º. de ofício. CONHECIMENTO Conheço do agravo de petição porque presentes os pressupostos objetivos e subjetivos de admissibilidade. quanto à comprovação nos autos.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. também. o art. Por fim. 3. busca a reforma da decisão sob a alegação de que é competente a Justiça do Trabalho para executar as contribuições previdenciárias decorrentes do reconhecimento de vínculo de emprego. §7º. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. a e II. O artigo 114. I e 899. 112-113) oficiando pelo prosseguimento do feito. por deserção. 899. com fulcro na Constituição da República Federativa do Brasil nos moldes dos artigos 144.212/91.17. em agravo de petição.2012. com redação dada pela Lei 11. ante a ausência de recolhimento do deposito recursal de que tratam os arts.0042100-46. MÉRITO 2. da CLF/88 e na legislação específica (artigos 876.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA EXECUÇÃO DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. a "sentenças". caso o e. da Lei nº 8.101. com as alterações introduzidas pela Resolução nº 168. I e 899. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). e seus acréscimos legais.2012. inciso VIII. Determino. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº AP-42100-46. Procurador do Trabalho: Dr. ante a ausência de recolhimento do deposito recursal de que tratam os arts. estabelece a competência da Justiça do Trabalho para executar. sob pena de não conhecimento. declarou a constitucionalidade do parágrafo único do art.2003. não conheço do agravo de instrumento. 897. 897. VIII e 195. §5º. sendo partes as acima citadas. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. entendendo que a presente execução deve ficar restrita às contribuições sociais incidentes sobre os valores/parcelas objeto do acordo entabulado pelas partes.2 Agravante Advogado Agravado Advogado Plurima Réu Advogado UNIAO (CONTRIBUICOES PREVIDENCIARIAS/IRRF) Juliana Barbosa Antunes(OAB: 012353 ES) GECIEL ALMEIDA TAVORA Amós Xavier da Cruz(OAB: 014226 ES) ADRIANO DE CASTRO BRANDAO Valber Cruz Cereza(OAB: 016751 ES) ACÓRDÃO . após lavratura do acórdão. aos embargos. da CRFB/88.17. ao interpor o presente agravo de instrumento.1. outrossim. não conhecer do agravo de instrumento. as partes deverão instruir obrigatoriamente a petição com a comprovação do recolhimento das custas e do depósito recursal a que se refere o §7º do art.1. as contribuições sociais previstas no artigo 195. o agravante deverá recolher o valor correspondente a 50% (cinquenta por cento) do valor do depósito do recurso que se pretender.2. conforme dispõe o art. pelo recorrente. Diante do exposto.5. O Juízo de origem concluiu que a execução das contribuições previdenciárias decorrentes do vínculo empregatício declara em Juízo não está incluída na competência da Justiça do Trabalho.00-2. retorno dos autos para relatá-lo. Parecer do d. a reautuação.457/07 e artigos 43 e 44. 876 da CLT. Procurador presente à sessão de julgamento entenda conveniente e oportuno. decorrentes das sentenças que proferir. João Hilário Valentim. §7º. Por sua vez. por unanimidade. genericamente. É da Justiça do Trabalho a competência para execução de contribuições previdenciárias incidentes sobre parcelas relativas a período de vínculo de emprego reconhecido em Juízo.457/2007. 114 da Constituição da República e da Lei 11. igualmente. 23 de Setembro de 2013 40 que “a exigência de depósito aplica-se. Assiste razão à agravante. FUNDAMENTAÇÃO 2. para constar o recurso ordinário do autor e portanto. prevê que o depósito judicial será de responsabilidade da parte. decisão (fls. de 07 de março de 2012. relatados e discutidos os presentes autos de AGRAVO DE PETIÇÃO. da CLT. No caso em tela.2. o item VIII da Instrução Normativa nº 3 do TST de 1993. 10 do STF. 2106-108). Vistos. para constar o recurso ordinário do autor e portanto. I. determinar. buscando a reforma da r. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. §7º. ressalvando o direito de manifestação posterior. VÍNCULO DE EMPREGO RECONHECIDO EM JUÍZO. o recurso ordinário. Minuta de agravo (fls. Ressalta-se que. 2. Ministério Público do Trabalho (fls. decisão quanto à execução das contribuições sociais sobre salários pagos durante a relação de emprego reconhecidas judicialmente. 897. desrespeitando os preceitos legais supramencionados. da CLT.17. EXECUÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS SOBRE SALÁRIOS PAGOS DURANTE A RELAÇÃO DE EMPREGO RECONHECIDAS JUDICIALMENTE. não excluindo aquelas de cunho Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . à execução e a qualquer recurso subsequente do devedor” (sublinhei).TRT 17ª Região . I da CLT. no entanto.0132 AGRAVO DE PETIÇÃO Agravante: UNIAO (CONTRIBUICOES PREVIDENCIARIAS/IRRF) Agravados: GECIEL ALMEIDA TAVORA ADRIANO DE CASTRO BRANDAO Origem: 2ª VARA DO TRABALHO DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM . 97 da CF/988 e ao mandamento contido na Súmula Vinculante n. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.

ainda que o acordo celebrado entre as partes e homologado pelo Juízo tenha se limitado a reconhecer o vínculo empregatício.0121 Processo Nº ED-46200/2012-121-17-00.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DO RECLAMANTE conhecidos e não providos. in verbis: "A Justiça do Trabalho é competente para determinar o recolhimento das contribuições fiscais. pois se houve reconhecimento de vínculo. por unanimidade. A simples declaração do vínculo já basta para caracterizar a obrigação previdenciária. inciso I. entretanto. 876. a constituição de um crédito previdenciário. este não produz efeitos contra o crédito do INSS. Razões de embargos do reclamante. às fls. "a". RELATÓRIO O reclamante e a reclamada interpõem embargos de declaração em face do v.3. dou provimento ao agravo de petição da União para declarar a competência da Justiça do Trabalho para executar de ofício as contribuições previdenciárias incidentes sobre as parcelas oriundas do vínculo de emprego reconhecido e. resultantes de condenação ou homologação de acordo. especialmente depois da modificação. 544v-545. sendo partes as acima citadas. TST. na esteira do disposto no art. do art. a despeito da natureza declaratória da sentença que reconhece a existência da relação de emprego. no DOU de 19. Razões de embargos da reclamada. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DO RECLAMANTE .2012. 546-549. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Trabalho da Décima Sétima Região. da redação do item I da Súmula nº 368. processo nº 386.117. pelo C.2003. O entendimento que sempre adotei. Serão executadas ex-officio as contribuições sociais devidas em decorrência de decisão proferida pelos Juízes e Tribunais do Trabalho.TRT 17ª Região .457/2007. Pelo exposto. cobrável judicialmente perante a Justiça do Trabalho. 876 da CLT. 114. Refiro-me à Lei n. Assim.VIX LOCADORA E TRANSPORTES LTDA BENEDITO VASSOLER Origem: VARA DO TRABALHO DE ARACRUZ . e II. Vistos.0046200-77. no presente caso. de 16 de março de 2007 (publ. João Hilário Valentim. quanto à execução das contribuições previdenciárias. da Constituição Federal e do parágrafo único.17. caput. dar provimento ao apelo da reclamada para declarar a competência da Justiça do Trabalho para executar de ofício as contribuições previdenciárias incidentes sobre as parcelas oriundas do vínculo de emprego reconhecido e. no mérito. Ora. da CLT. sepultou de vez a celeuma. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). por conseguinte. da Constituição da República).º 11. conhecer do agravo de petição e. 876 da CLT na sessão realizada no dia 25/03/2009.5. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-46200-77.2. Isso porque o nascimento da obrigação tributária (in casu. 195. então. 42.1. a competência é desta Justiça Especializada para executar a contribuição incidente sobre as parcelas pagas no curso da relação de emprego. limita-se às sentenças condenatórias em pecúnia que proferir e aos valores. que integrem o salário-decontribuição". às fls. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.5.00-2.5 Embargante Advogado Embargado Plurima Autor Advogado Plurima Réu BENEDITO VASSOLER Wellington Ribeiro Vieira(OAB: 008115 ES) VIX LOCADORA E TRANSPORTES LTDA VIX LOCADORA E TRANSPORTES LTDA Sandro Vieira de Moraes(OAB: 006725 ES) BENEDITO VASSOLER ACÓRDÃO . que a Constituição Federal atribuiu eficácia condenatória imediata às sentenças declaratórias de vínculo. é importante registrar que o Pleno deste Regional declarou a constitucionalidade do art. especificamente no tocante às contribuições previdenciárias relativas a todo o período laboral reconhecido pelo Judiciário Trabalhista. A competência da Justiça do Trabalho. ante a inexistência de vícios alegados. daí decorrendo.TRT 17ª. Ressalto que essa matéria sempre encerrou certa polêmica. inciso VIII. é incontestável que tal decisão atribui aos pagamentos realizados no curso dessa relação a condição de fato gerador de obrigação previdenciária (art.2007). por meio de seu art.2. agora vem consagrado por alteração legislativa. CONHECIMENTO Conheço dos dois embargos de declaração opostos.1. acórdão de fls. por conseguinte. inclusive sobre os salários pagos durante o período contratual reconhecido" (in verbis).101. Procurador do Trabalho: Dr. tanto é que.0121 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargantes: BENEDITO VASSOLER VIX LOCADORA E TRANSPORTES LTDA Embargados: O V. com efeito meramente declaratório. ACÓRDÃO DE FLS. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DA RECLAMADA conhecidos e parcialmente providos para prestar esclarecimentos. que passou a dizer o seguinte.17. nem se diga acerca da ausência de título executivo a embasar a execução. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. REGIÃO . determinar o prosseguimento da execução das sobreditas contribuições. a contribuição previdenciária devida) nasce com o trânsito em julgado da sentença. Demais disso. a qual. 538-542. A propósito. em sentido diverso do enunciado na Súmula transcrita.2012. Pode-se observar. apontando vícios no julgado e visando ao prequestionamento. ao modificar o texto do parágrafo único do art. 538-542 . são devidas as contribuições previdenciárias decorrentes. pois presentes os pressupostos de admissibilidade. assim. uma vez que o texto constitucional não restringe a referida execução apenas sobre sentenças condenatórias com repercussão pecuniária. FUNDAMENTAÇÃO 2. MÉRITO 2. 23 de Setembro de 2013 41 declaratório. objeto de acordo homologado. não obstante as partes façam acordo superveniente. o qual dota a referida sentença de induvidosa força executiva. sem aplicação de efeito modificativo. determinar o prosseguimento da execução das sobreditas contribuições. 2.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. cuja redação passou a ser: "Parágrafo único.

1. “a” da CF. do TST: Prequestionamento. sentença quanto ao intervalo intrajornada e hora noturna reduzida. 10). Forçoso concluir que o que pretende o embargante. §4º do decreto 3. a tecer alguns esclarecimentos no particular. imperioso ressaltar que.1997): Havendo tese explícita sobre a matéria. Inteligência da Súmula Nº 297 (inserida em 20. artigo 195. consta no v. sentença. No tocante às contribuições previdenciárias decorrentes de créditos reconhecidos em sentença. Portanto. não há falar em inversão do ônus da sucumbência. do TST: Prequestionamento.2. Em síntese. na tentativa de reforma do julgado. JORNADA LABORAL. quanto ao recurso do reclamante. As partes adversas interpuseram recurso. sob a ótica do fato de ser ultrapassado o limite constitucional da jornada constante do artigo 7º. não teve a Corte por ocorridas as violações alegadas pela parte. Tribunal. os juros e multa das contribuições previdênciárias pela reclamada e. 2. Registro que prequestionar não é "sinônimo de dizer aquilo que se quer que diga. Todavia. A reclamada aponta omissão no v. pois permanece a condenação no particular.2. De qualquer modo. desse modo. conforme sedimentado na Súmula n.11. acórdão quanto ao requerimento de inversão do ônus da sucumbência. todas as matérias foram devidamente analisadas e os fundamentos robustamente expendidos. entretanto. a título de esclarecimento acerca do fato gerador das contribuições previdenciárias: os descontos relativos à Previdência Social deverão ser calculados mês a mês. Esclareço que a correção ou incorreção do julgado não pode ser sanada via embargos declaratórios. nos termos da OJ 118. verbis: CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA.00. Não há falar em omissão. em face de seu inconformismo com o desfecho do julgamento. bastando ao julgador explicitar de forma fundamentada sua tese de julgamento que. acórdão ora embargado.” Oportuno esclarecer que o fato gerador da contribuição .1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.2. artigo 879. mas não de fazê-lo da forma que a parte entenda ser a mais adequada. também. c) as alterações promovidas no artigo 43 da Lei 8. também negado provimento quanto ao INTERVALO INTRAJORNADA. o magistrado tem o dever legal de expor os motivos de seu convencimento. Vê-se que a embargante buscar rediscutir a matéria. em se adotando a tese exposta no julgado.1 PREQUESTIONAMENTO.17. deve o reclamante arcar somente com o pagamento da contribuição previdenciária em seus valores históricos. é que sejam rebatidas uma a uma as suas teses e dispositivos. acórdão. mas tão somente a sanar os vícios expressamente previstos nos artigos 535 do CPC e/ou 897-A da CLT. Há robusta manifestação expressa no v. incisos XIII e XIV da Constituição da República Federativa do Brasil. A reclamada requer o prequestionamento de dispositivos e teses sobre as seguintes matérias: a) fato gerador das contribuições previdenciárias. 10). por consequência lógica. Registro. contra o voto deste Relator. conforme o v. portanto. TST no item III da Súmula nº 368.2. I. corrigir erro material na r. O reclamante requer manifestação expressa acerca necessidade de prequestionamento acerca da jornada de turno ininterrupto de revezamento. Inteligência da Súmula Nº 297 (inserida em 20. nos termos da OJ 118. no dia 31/07/2013. TURNO ININTERRUPTO DE REVEZAMENTO.1997): Havendo tese explícita sobre a matéria. excluir da condenação as horas extras deferidas pelo juízo de primeiro grau. publicada no Diário Oficial do TRT-17ª Região nº 1202. É evidente que em se adotando a tese exposta no julgado. entendendo por satisfatoriamente prequestionadas no julgado hostilizado. nego provimento. Dou provimento tão somente para prestar esclarecimentos sem imprimir efeito modificativo ao v. hora noturna reduzida e reflexos ( item 3 de fls. E. atualização monetária e multas. O julgamento não é um diálogo entre partes e juiz.941/2009.212/91. se o pagamento fosse efetuado na ocasião oportuna sem necessidade de demanda judicial. razão pela qual requereu a inversão do ônus da sucumbência. OJ 363 da SDI-1 do TST. ADICIONAL NOTURNO REDUZIDA e. permaneceu tão somente a condenação da reclamada ao pagamento quanto às contribuições previdenciárias. desde que a matéria tenha sido apreciada no acórdão embargado. nos termos do art. também as custas de R$600. desnecessário contenha nela referência expressa do dispositivo legal para ter-se como prequestionado este. o magistrado tem o dever tão somente de consignar o entendimento adotado. ser evidente que. O chamado "prequestionamento" não constrange o julgador a fundamentar nos exatos moldes pretendidos pela parte. vê-se que: quanto ao turno ininterrupto de revezamento foram deferidas: horas extras e reflexos (item 1 de fls. INVBERSÃO DO ÔNUS DA SUCUMBÊNCIA. acórdão acerca da matéria. o que foi feito in casu. Nesse mesmo sentido é também o entendimento deste E. entendendo por satisfatoriamente prequestionadas no julgado hostilizado. desnecessário contenha nela referência expressa do dispositivo legal para ter-se como prequestionado este. da forma mais conveniente à parte". às fls.2. não teve a Corte por ocorridas as violações alegadas pela parte. considerando que o empregado não deve suportar deduções maiores do que aquelas que teria. 2.2 PREQUESTIONAMENTO. e foi negado provimento quanto os descontos previdenciários e assistência judiciária gratuita. horas excedente à sexta e reflexos (item 2 de fls. O eventual inconformismo da embargante com o resultado do julgamento deverá ser apresentado por intermédio da via recursal adequada.2.vê-se que quanto ao apelo da reclamada foi dado provimento parcial para: contra o voto deste Relator. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DA RECLAMADA 2. Contudo. acórdão que: foi negado provimento quanto à matéria HORAS EXTRAS EXCEDENTES À 12ª HORA COM ADICIONAIS E REFLEXOS.11. ficando a cargo da empresa o pagamento de juros. da Lei 8.1 OMISSÃO.2. §4º da CLT e 276. afasta todas as outras teses que com a do decisum são conflitantes. E.213/91. da SDI-I. como feito in casu. Oportuno destacar que esse é o entendimento cristalizado pelo C. 23 de Setembro de 2013 42 2. uma vez que estes não se Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 prestam à reparação de error in iudicando. 20. ou seja. na decisão recorrida. na decisão recorrida. bom como a apreciação da sumula 368 do TST. Analisando a r. da SDI-I. Ademais o juiz não está obrigado a rebater uma a uma as teses lançadas pelas partes. b) Se essa Corte Regional entende pela constitucionalidade da alteração promovida pela Lei 11. 10). conforme se depreende da leitura do julgado. Sustenta que com a reforma da decisão quanto à validade do acordo coletivo e da jornada de 12 horas. E. Tese Explícita.10) e intervalo repouso e alimentação e reflexos (item 4 de fls. com fulcro no artigo 195 da CF e outros dispositivos.048/99. a título de prequestionamento. Tese Explícita. para onde se lê deferimento leia-se indeferimento. 471-481. não remanesce nenhum pedido autoral. Passo.

Portanto.17. dada pela Lei nº 11. A base de cálculo de tais contribuições leva em consideração a época própria em que as mesmas seriam devidas. obviamente. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo autor em face da r. honorários advocatícios e responsabilidade subsidiária da segunda reclamada. no tópico anterior já foi robustamente esclarecida a questão das contribuições previdenciárias. 43. na época da prestação de serviços. nega a coação e diz que a autora tomou a iniciativa de extinguir o contrato de trabalho por vontade própria.) comprometendo a alegação da Reclamante. dar parcial provimento ao recurso da reclamada para prestar esclarecimentos sem imprimir efeito modificativo ao v.º 66.2. Contudo. envolvendo. a matéria já não comporta grandes discussões.3 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Réu TANIA MARA GONCALVES ANTUNES Rosemary Machado de Paula(OAB: 00294B ES) 5 ESTRELAS SPECIAL SERVICE LIMP E SERV AUXILIARES LTDA Angela Martins da Cruz(OAB: 024074 GO) BANCO SANTANDER (BRASIL) S. 2. induzindo os seus empregados a pedirem demissão. Razões recursais de fls.” Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . Procurador do Trabalho: Dr. Isso porque ao se afirmar que o fato gerador das contribuições previdenciárias seria o pagamento. fez reunião com seus empregados pretendendo se ver livre do maior número possível de dispensas sem justa causa. por sua vez. De toda sorte.2013.. 276 do Decreto nº 3. pelo não provimento do apelo. “Considera o fato gerador das contribuições sociais a data da prestação do serviço”. O art.1997. não há como imputar ao reclamante o pagamento de multa.941/09. nego provimento. ACÓRDÃO . 316/326 e 345/366. no caso em apreço. A lei é claríssima ao estabelecer que a “atualização do crédito devido à Previdência Social obedecerá os critérios estabelecidos na legislação previdenciária” (CLT. art. multas dos art.17. 477 e 467 da CLT. a Reclamante fez a sua opção. negar provimento ao apelo do reclamante. João Hilário Valentim.º). pois de acordo com a nova redação da Lei 8212/91 nos artigos 34. acórdão. 281/312 renovando os pedidos relativos a nulidade do pedido de demissão.048/99 estipula o prazo em que deve ser feito o recolhimento decorrente das verbas reconhecidas em Juízo. §4. No caso dos autos.10. ao ser admitida pela CONSYSTEM. A reclamada. de 10.A. O pedido de demissão foi conveniente para a Reclamante. descontos fiscais e previdenciários.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. apenas “trocou de uniforme”).5. Contrarrazões às fls.. se mantido o vínculo com a 1ª Reclamada) e a possibilidade de continuar empregada e no mesmo local (onde trabalhava há três anos). A Ordem de Serviço INSS/DAF/DSS n.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA NULIDADE DO PEDIDO DE DEMISSÃO.0050500-14. sendo partes as acima citadas. Vistos.0003 Processo Nº RO-50500/2013-003-17-00. os valores das contribuições previdenciárias do segurado empregado e os valores de base de apuração da contribuição previdenciária a cargo da empresa. 35 e notadamente no § 2º do art. restou comprovado que a empresa prestadora de serviço ao perder a licitação com o Município. correção monetária e juros de mora. por unanimidade. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). Logo. se pretende dizer que somente a partir do efetivo pagamento do crédito trabalhista ao empregado é que passam a ser exigíveis as contribuições previdenciárias. no mérito. 879. conhecer de ambos os embargos declaratórios e. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Origem: 3ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Advogado Acórdão Processo Nº RO-50500-14. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. A sentença julgou improcedente o pedido entendendo que: “(.0003 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: TANIA MARA GONCALVES ANTUNES Recorridos: 5 ESTRELAS SPECIAL SERVICE LIMP E SERV AUXILIARES LTDA BANCO SANTANDER (BRASIL) S. 23 de Setembro de 2013 43 Udno Zandonade(OAB: 009141 ES) previdenciária é a data da prestação do serviço. pois. é clara ao dispor que os cálculos de liquidação deverão consignar. tanto a multa quanto os juros são devidos. enquanto o § 4. no mesmo posto de trabalho (segundo a Reclamante. infere-se a clara intenção em permanecer empregada e.A. devem ser deduzidos do empregado apenas os valores que seriam devidos mês a mês. 277/279 que julgou improcedentes os pedidos iniciais.5.2013. FUNDAMENTAÇÃO 2. particularmente. a situação pretérita originada em uma violação da lei. mês a mês.1 NULIDADE DO PEDIDO DE DEMISSÃO – PROMESSA DE REAPROVEITAMENTO PELA NOVA EMPRESA PRESTADORA DE SERVIÇO A autora pretende seja declarado nulo o seu pedido de demissão aduzindo. nos termos do art. que foi coagida a fazê-lo para ser contratada pela nova empresa prestadora de serviço que viria substituir a sua empregadora no contrato firmado com o Segundo Réu. Nulo é o pedido de demissão formulado sob coação. ainda que velada.1 CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário eis que presentes os pressupostos de admissibilidade. sentença de fls.2 MÉRITO 2. Entre a incerteza da demissão sem justa causa ou da transferência de local de trabalho (os dois destinos possíveis. para tanto.º prevê o procedimento a ser adotado para o seu cálculo. 35 da Lei n. danos morais.TRT 17ª Região . Dessa forma.212/91 e devem ser aplicados desde a data da prestação dos serviços. na verdade. que garantiu a permanência no emprego.º 8. Alega que lhe foi apresentado um modelo de pedido de demissão que deveria ser escrito de próprio punho e que o fez porque temia ficar desempregada.

não se pode cogitar de parcelas incontroversas a autorizar a aplicação da penalidade. o pedido de demissão seria a única forma de vir a ser aproveitada no novo contrato de prestação de serviço.º da CLT é devida quando o pagamento das verbas rescisórias é realizado fora do prazo ou a menor. apenas quando o trabalhador der causa à mora. que o exaurimento das vias administrativas. julgado pela 3ª Turma deste E. por oportuno. 2. limitando-se a isentar o empregador do pagamento da multa.2. Restou comprovado nos autos. A Primeira Reclamada.04.Relação de emprego controvertida. a projeção do aviso prévio em tais parcelas. Tribunal. estranheza. não faz a autor jus a tal parcela. Nego provimento. em juízo. sentença para que seja deferida a indenização decorrente de danos morais. inclusive. sendo devidas as verbas rescisórias decorrentes da dispensa injustificada realizada pela empresa. ainda que velada. tendo como Relatora a Exma Desembargadora Ana Paula Tauceda Branco.2.ª Min. Relatora: “ (.3 MULTA DO ARTIGO 467 DA CLT A reclamante pugna pelo pagamento da multa do artigo 467 da CLT. 477 da CLT não faz qualquer ressalva a esse respeito. ante o teor do depoimento testemunhal gravado em vídeo. sem um motivo certo e determinado. nos termos do voto do Desembargador José Luiz Serafini.projeção do aviso prévio para pagamento de férias proporcionais e 13º salário proporcional. por maioria. . negar provimento ao apelo.ª Eneida Melo Correia de Araújo . Transcrevo trecho do voto proferido pela Exma.5.2012. Não lhe assiste razão. dou provimento. pois não é crível que vários empregados.. §8. 477 DA CLT . um outro posto de trabalho e entendeu que caso não fizesse o pedido de demissão ficaria desempregada. Já em relação ao seguro-desemprego. sendo irrelevante o fato de o liame empregatício ter sido reconhecido em audiência ou mesmo em razão da existência de controvérsia quanto aos créditos rescisórios. o fato de que a própria Reclamada faz prova. mas se sentiu coagida a pedir a demissão porque sua empregadora não tinha outro posto de trabalho para remanejá-la e ficou claro que. in verbis: MULTA . o texto legal não faz qualquer ressalva quanto à relação jurídica controvertida. no aspecto. A inexistência de controvérsia é pressuposto para a fixação da multa. Dessa forma. por sua vez. o que causa. Ora. como exposto acima. às fls. (TST RR 578167/1999. importa em mora salarial. para a decisão proferida na ação ajuizada pelo Sindicato dos Trabalhadores das Empresas de Asseio.ª T. o que ocorre com o reconhecimento. A testemunha ouvida em Juízo informou que em razão da extinção do contrato de prestação de serviço celebrado entre a Primeira Reclamada e o Segundo Réu. A própria reclamante narra em sua inicial que foi admitida em novo emprego no mesmo dia de tal dispensa. Tendo sido impugnados todos os pleitos formulados pelo reclamante na inicial.guias para liberação do FGTS. como se vê. por ocasião da rescisão contratual. o que não é o caso dos autos. considero nulo o pedido de demissão formulado sob coação. para reconhecer o direito à conversão do desligamento à pedido dos empregados. Do exame. de fato. À vista da análise discorrida.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. conforme cópia do TRCT – fl. mais especificamente.) o cerne da questão está na ausência da homologação do pedido de demissão pelo Sindicato. Assim. 75-179).3. Ademais. Por todo o exposto. Conservação e Limpeza em face dos mesmos reclamados desta demanda. A quitação incompleta dos valores pecuniários devidos ao trabalhador. o encarregado de nome João apresentou às empregadas da Primeira Reclamada um modelo de pedido de demissão para que as mesmas o redigissem de próprio punho.0011. e a 1ª Reclamada sequer compareceu à audiência para maiores explicações (fls. pois o art. e . não tendo sido pagas as verbas rescisórias próprias da dispensa sem justa causa devida a multa do artigo 477 da CLT A multa do artigo 477.17. exalam a existência de vício de consentimento. tem-se que não foram pagas corretamente as verbas rescisórias. para resilição imotivada”. impondo-se a aplicação da multa. O dispositivo legal mencionado é claro.multa de 40% incidente sobre o FGTS. o induzimento ao pedido de demissão. para a conversão do pedido de dispensa. Rel. A ação é a de nº 0091300. sendo devido apenas. Ademais.2.161 (na ata de fls. esse já foi quitado no momento da dispensa.2002). de parcelas não quitadas pela reclamada por ocasião da rescisão contratual. de que os pedidos de demissão se deram no mesmo período. 2. tem decidido o TST.0 . Pois bem. E aqui aponto. Assim.94. dou provimento ao apelo. Sem razão. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Quanto ao pedido de saldo de salário. 2. pretendeu se ver livre do maior número possível de dispensas sem justa causa. Corroborando. a reclamante não tinha interesse na rescisão do contrato de trabalho. por meio de sentença.. Dou parcial provimento. quando a controvérsia foi colocada ao discernimento da Comissão de Conciliação Prévia. em tão curto lapso temporal. noto que as provas constantes nos autos somada e à prática vivificada nas empresas prestadoras de serviços de limpeza. da mesma empresa. vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais. Nesse sentido. tenham manifestado a mesma vontade. . é devido o pagamento da multa.aviso prévio indenizado. estar-se-ia beneficiando o mau empregador. a ausência do pagamento do. Ressalte-se. no aresto a seguir transcrito. induzindo os seus empregados a pedirem demissão. O mesmo ocorreu com as férias e 13º salário. por considerar que houve coação para o pedido de dispensa. Informou a testemunha que não lhe foi ofertado.4 Danos Morais A Primeira Turma decidiu. que é irrelevante para o deferimento ou não da referida multa a existência de controvérsia sobre o pagamento das verbas rescisórias. O dano moral somente se verifica quando a vítima experimenta . reconhecida. por exemplo. no pedido de demissão dos empregados da empresa 5 Estrelas. Ora. nota-se.2 MULTA DO ARTIGO 477 DA CLT Reconhecida no tópico anterior a invalidade do pedido de demissão e. e na qual se discutia a nulidade dos pedidos de demissão dos empregados da Primeira Ré. milita.DJU 05. coação. portanto. que passo a discriminar: . pela sua empregadora. que assim dispõe: "DANOS MORAIS Requer a reclamante a reforma da r. 23 de Setembro de 2013 44 Dessa decisão recorre a reclamante renovando os pedidos iniciais. Na ocasião foi informado que esta seria a única forma de serem admitidas pela nova empresa e permanecerem trabalhando nos postos em que se encontravam.ART. a favor dos empregados. a tese sindical. 304-305. 60 a autora pede que da condenação sejam deduzidos os valores ali descriminados).

É de se destacar que a reclamante irá perceber as verbas do distrato (conforme item 2. com a redação dada pela Lei nº 12. não lhes dispensando o ordenamento jurídico qualquer proteção. mensalmente. Os descontos relativos à Previdência Social deverão ser calculados mês a mês. do C.º 7. troca-se apenas o uniforme." Pequenos aborrecimentos. em relação à incidência dos descontos fiscais. nego provimento. vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais. Veja-se que quando os fatos narrados na inicial ocorreram oura Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 empresa já estava prestando serviços ao segundo réu. a burla provocada pela reclamada para não sofrer os efeitos pecuniários da dispensa imotivada. por maioria. registre-se que.2. em curso o contrato comercial entre os réus o que atrairia. resultante de crédito do empregado oriundo de condenação judicial. a reclamante constituiu advogado particular. pela pessoa física ou jurídica obrigada ao pagamento ou pela instituição financeira depositária do crédito. consoante a inteligência do artigo 5º.127. segundo a média das expectativas normais do homem. contingências inerentes à vida em sociedade." 2. Vários colegas passaram pela mesma situação junto com a autora que. que a autora prestou serviço ao Banco Réu por força deste contrato. cujas disposições foram regulamentadas pela Instrução Normativa RFB n. foi aprovada a alteração do item II da Súmula 368 do TST. sendo certo que seu contorno jurídico está indissociavelmente ligado aos direitos da personalidade. correção monetária e juros de mora. não estando presente a hipótese que ensejaria ao juízo deferir-lhe a verba honorária. no mesmo posto de trabalho. no mérito. por ser ele o responsável solidário no recolhimento e porque o empregado não poderia ser penalizado com uma tributação que não haveria caso seus créditos tivessem sido adimplidos a tempo e modo. TST. A hipótese. julgou ser conveniente se manter empregada. No caso vertente. Dessa forma. e calculado sobre o montante dos rendimentos pagos. que assim dispõe: "HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS Pretende a reclamante o deferimento de honorários advocatícios.º 1.2. Vale lembrar. 12-A e seus parágrafos à Lei n.2. não há mais prejuízo para o empregado porque o imposto de renda será calculado levando em consideração a quantidade de meses a que se referem os rendimentos." 2. não há como imputar a reclamante o pagamento de multa. observando a tabela progressiva constante do anexo do referido ato normativo. Revejo meu entendimento. devendo ser calculadas. de 7 de fevereiro de 2011. assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação. por maioria. sobretudo no tocante à dação doe aviso prévio.6 Descontos Fiscais Sempre entendi que o empregador deveria arcar com o ônus do imposto de renda incidente sobre parcelas decorrentes de condenação trabalhista. na Sessão do Tribunal Pleno do TST do dia 16.5 Responsabilidade Subsidiária do Segundo Réu Incontroverso que a Primeira Ré foi contratada pelo Segundo Reclamado para prestar serviços de limpeza e conservação. considerando que o empregado não deve suportar deduções maiores do que aquelas que teria se o pagamento fosse efetuado na ocasião oportuna sem necessidade de demanda judicial. ainda. trata-se de uma espécie de “acordo extrajudicial” firmado entre os trabalhadores e a empregadora para manter a continuidade da prestação de serviços no mesmo posto de trabalho com a nova empregadora.º O imposto será retido. contratempos. também. senão vejamos: II. determinando que os descontos previdenciários deverão ser apurados na forma do item III da Súmula nº 368.00 e custas de R$400. 3. assim. entretanto. Pois bem.5 Honorários Advocatícios (Não há assistência sindical) A Primeira Turma decidiu.7. portanto. irritações. ainda. A propósito. aqui não é de ruptura de contrato de trabalho estando. frise-se. pela empresa devedora. dou provimento parcial. por unanimidade. nos termos do art.350/2010. ou seja.1 supra). Ora. 21. Incontroverso. a honra e a imagem das pessoas. de 22/12/1988.2. 2.000. Fixo valor da condenação em R$20. (grifei) Portanto. Ou seja. não ficou desempregada. a reclamante foi instada a pedir demissão com vista a garantir ser reempregada pela nova prestadora de serviços.Descontos Previdenciários Pretende a recorrente que a reclamada arque integralmente com o recolhimento previdenciário. a vida privada. em decorrência da inovação promovida pela Lei n.2. Com essa alteração legislativa. negar provimento ao apelo.são invioláveis a intimidade.350/2010. 23 de Setembro de 2013 45 profundo e grave sofrimento. cujo art. inciso X. a qual passa a contemplar exatamente o cálculo do imposto de renda pelo regime de competência.00 pelos reclamados. Na realidade. mês a mês. O entendimento acerca dos honorários advocatícios está em consonância com as Súmulas 219 e 329 do E. dar parcial provimento ao apelo para declarar a nulidade do pedido de demissão formulado pela autora e condenar a primeira reclamada no pagamento de . pelo que considero que a coação havida não é grave o suficiente a causar transtorno de ordem moral na obreira. não teria o Segundo Réu como fiscalizar e controlar a relação de trabalho entre a empresa prestadora e seus empregados. como fez certo o documento de fls. nego provimento.713. 3. ao meu ver. 2. da Magna Carta. conhecer do recurso ordinário. mediante a utilização de tabela progressiva resultante da multiplicação da quantidade de meses a que se referem os rendimentos pelos valores constantes da tabela progressiva mensal correspondente ao mês do recebimento ou crédito. como dito em linhas transatas. sendo certo. in verbis: "X . duradouro ou não. desfazendo. Encerrada a relação comercial entre os réus conforme comprovado nos autos (veja-se fls. É do empregador a responsabilidade pelo recolhimento das contribuições previdenciárias e fiscais. que acrescentou o art. A hipótese. Portanto. CONCLUSAO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região.2012. sem dúvida a obrigação in vigilando por parte do tomador de serviço. não se subsume ao que prevê a Súmula 331 do TST. nos termos do voto do Desembargador José Luiz Serafini. que se a reclamante optou pela contratação de advogado particular. mostram-se irrelevantes. 12-A da Lei n. 3 da inicial). que na Justiça do Trabalho vigora o jus postulandi. pois. na época da prestação de serviços. TST.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.04.º 7.º 12.º assim dispõe: Art. deduzindo-se da autora apenas os valores que seriam devidos mês a mês.713/1988. Nego provimento. Nego provimento. deve arcar com referida despesa.

pelos reclamados.000. por unanimidade. de falha na impressão da petição recursal protocolizada via e-DOC. TST.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 6º da Lei 10. a Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi.6º da Lei 10101/2000 e que ao opor embargos declaratórios visando Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 sanar omissão no julgado. tem-se por prequestionada a matéria. conforme preconizado no item I da Súmula nº 297 do C. dou parcial provimento aos embargos declaratórios apenas para esclarecer que a invocação do art.0 Recorrente Advogado DARIO SORIANO FEITOZA Airton Iduardo de Souza(OAB: 003684 ES) .00. acórdão dos aclaratórios assentou em sua fundamentação tratar-se de inovação recursal. pois presentes os pressupostos de admissibilidade. invocado no tópico 15 do recurso ordinário. Vejamos. 6º da Lei 10. bem como vai de encontro ao entendimento sedimentado na OJ nº 410 da SDI-I do C. 138-139 para destacar que a necessidade de prequestionamento não impõe ao magistrado o dever de fundamentar nos moldes pretendidos pelas partes.1. qual seja. RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos pela reclamada em face do v. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim.TRT 17ª Região . quanto aos danos morais e aos honorários advocatícios.0057600-67. no caso.5. Assim. de falha na impressão da petição recursal protocolizada via e-DOC. 138-139. referente ao art. alegando que o julgado contém o vício alegado pois não apreciou o artigo 6º da Lei nº 10.101/2000. Vistos.101/2000 não se trata de inovação recursal nos primeiros embargos declaratórios mas sim. de falha na impressão da petição recursal protocolizada via e-DOC. dar-lhes parcial provimento apenas para esclarecer que a invocação do art. Procurador do Trabalho: Dr. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi. deduzindo-se da autora apenas os valores que seriam devidos mês a mês. ratificada pelo Brasil através do Decreto 58. visando sanar eventual obscuridade no julgado. conhecidos e parcialmente providos. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais.5. MÉRITO 2. Todavia.00. Portanto. João Hilário Valentim. constante da versão protocolizada via E-DOC. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). 6º da Lei 10. ainda. Portanto. 6º da Lei 10. CONHECIMENTO Conheço dos embargos de declaração opostos pela reclamada.101/2000. de que a concessão do descanso semanal remunerado após o sétimo dia consecutivo de trabalho viola a Convenção nº 106 da OIT.SIND DOS EMPREGADOS NO COMERCIO NO EST DO ESP SANTO Origem: 10ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA .TRT 17ª. falha na impressão da petição recursal protocolizada via e-DOC. 477 da CLT. apenas para esclarecer que a invocação do art. multa de 40% incidente sobre o FGTS. deste Regional.823/1966. acórdão de fls.2. FUNDAMENTAÇÃO 2.1.2011. não registrou o tópico em referência. esclareço não se tratar de inovação recursal nos primeiros embargos declaratórios mas sim. Insurge-se o embargante contra o v. na época da prestação de serviços. Embargado: O V.A. constante dos autos. guias para liberação do FGTS e multa do art. convocada para compor quorum. é certo que houve fundamentação expressa quanto ao entendimento adotado. OMISSÃO Aduz o embargante que em sua peça recursal invocou o art. projeção do aviso prévio no pagamento das férias proporcionais e 13º salário proporcional. 138-139 .0010 Processo Nº ED-57600/2011-010-17-00.2013. verifico do v. De uma análise do arquivo no Sistema Integrado de Protocolização e Fluxo de Documentos Eletrônicos. conhecer dos embargos declaratórios e. acórdão de fls. De toda sorte. acórdão de fls. mas de consignar os fundamentos que serviram de substrato à decisão consignada.17. reporto-me à fundamentação exarada no v. TST e OJ nº 118 da SDI-I/TST. Vencidos. verifico que o embargante invocou tal dispositivo em suas razões recursais porém a peça impressa.0005 Processo Nº RO-62000/2013-005-17-00. no tocante à responsabilidade subsidiária. 138-139. e-DOC. 2. para determinar que os descontos previdenciários sejam apurados na forma do item III da Súmula nº 368.17. acórdão de fls. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-57600-67.2011. 138-139 que houve manifestação acerca da alegada omissão contida nos primeiros embargos declaratórios. e.5.17. de R$ 400.A. Participaram da Sessão de Julgamento em 10 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente).ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO opostos pela reclamada. 23 de Setembro de 2013 46 aviso prévio indenizado. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO.101/2000 não se trata de inovação recursal nos primeiros embargos declaratórios mas sim.101/2000 não se trata de inovação recursal nos primeiros embargos declaratórios mas sim. Sergio Carlos de Souza(OAB: 005462 ES) SIND DOS EMPREGADOS NO COMERCIO NO EST DO ESP SANTO Valdek Gazzoli(OAB: 013774 ES) ACÓRDÃO .2 Embargante Advogado Embargado Advogado LOJAS AMERICANAS S. ACÓRDÃO DE FLS. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. REGIÃO . apontando vício no julgado. com custas. do C. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-62000-71. no mérito. TST.0010 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: LOJAS AMERICANAS S. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. o v.2. Fixado o valor da condenação em R$ 20. havendo tese expressa no julgado. sendo partes as acima citadas. No caso dos autos.

entendo adequado fixar o valor da condenação em R$3. no mérito. principalmente por se tratar de uma CTPS já anotada. sentença de fls. por esta razão. ante a perda das informações contidas em sua CTPS. Vistos.2013. sem dúvida. tendo sido entregue a defesa pela advogada que estava presente. seria difícil e demorado e até mesmo de resultado total incerto. o extravio é muito mais grave do que o atraso na devolução.000. seu nível salarial e a capacidade financeira e patrimonial da empresa. porque a carteira atesta a veracidade da vida profissional de quem a apresenta. seria difícil e demorado e até mesmo de resultado total incerto.ME Raquel Cola Greggio(OAB: 013820 ES) ACÓRDÃO . quanto à correção monetária incidente sobre a indenização por danos morais. Logo. ou seja. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo autor em face da r. a reclamada. EXTRAVIO DE CTPS. Perfilho o entendimento de que as CTPS anotadas são o curriculum vitae do trabalhador. é certo que este deverá variar de acordo com o caso concreto. A sentença julgou improcedente o pedido de danos morais entendendo que nos casos de extravio da CTPS o trabalhador pode. lhe traria dissabores não só para demonstrar sua experiência na obtenção de um novo emprego quanto também para a aposentadoria. Contraminuta às fls. a existência de vínculos de empregos anteriores. Pois bem. Pede a condenação da ré no pagamento de R$33. sendo partes as acima citadas. 09).0062000-71.00 (50 vezes o salário mínimo) a título de indenização por danos morais.00 (três mil reais). Logo. Por isto.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. com juros de mora a partir do ajuizamento da ação e correção monetária a partir da publicação desta decisão. com juros de mora a partir do ajuizamento da ação e correção monetária a partir da publicação desta decisão. Assim. situação de estresse a que deu causa.00. do C. No que concerne aos juros de mora incidentes sobre a indenização por danos morais.17. fato que. sem dúvida. fixando-a em R$3. fixando -a em R$3. por cartas de recomendação de antigos empregadores ou extrato de tempo de contribuição emitido pelo INSS. Mas não um curriculum vitae qualquer. o réu não compareceu à audiência inicial. 23 de Setembro de 2013 47 Recorrido Advogado GENESIO SOARES DIAS CANDEEIRO FUNERARIA . deve ser observado o disposto no artigo 39 da Lei 8. o que configura o dano moral.possui capital social de R$5. considerando a magnitude do sofrimento psicológico do autor. a partir da data em que foi fixada a indenização por danos morais. a tentativa do trabalhador de obter todas as anotações devidas e perdidas. 2. configurado está o dever de indenizar os danos morais sofridos pela reclamante. entendo que é razoável concluir ter havido angústia por parte do autor. unicamente. esta deverá incidir sobre o quantum debeatur nos termos da Resolução n. a tentativa do trabalhador de obter todas as anotações devidas e perdidas.000. porque a carteira atesta a veracidade da vida profissional de quem a apresenta. lhe traria dissabores não só na obtenção de novo emprego como também para a aposentadoria. solicitar a emissão de um novo documento e comprovar. No entanto. Procurador do Trabalho: Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . 56/60 pelo não provimento do apelo.177/91. Regularmente citado. mas apenas a compensação financeira. Alega que perdeu uma excelente oportunidade de emprego por não estar com sua CTPS tendo sido desclassificado. da data da publicação da decisão. ante a perda das informações contidas em sua CTPS.TRT 17ª Região . TST.000. 40/42 que julgou parcialmente procedentes os pedidos iniciais.00 (três mil reais). Inteligência da Súmula nº 52 da 1ª Jornada de Direito Material e Processual na Justiça do Trabalho.2 DANOS MORAIS – EXTRAVIO DA CTPS DO AUTOR O reclamante narra. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). a qualquer momento. Razões recursais de fls. 29. na sua inicial. guardando proporção entre a magnitude da ofensa e a capacidade financeira e patrimonial do ofensor. verifico que o salário do reclamante à época de sua dispensa era de R$1. Sendo assim.000. que determina a aplicação de juros de mora de um por cento (1%) ao mês.5. 14).37 (vide TRCT de fl. FUNDAMENTAÇÃO 2. CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. que foi admitido pela reclamada para exercer a função de Agente Funerário em 30/10/2012 e dispensado em 08/01/2013 (TRCT de fls. conhecer do recurso ordinário e.900.ME Origem: 5ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . dar-lhe provimento para condenar a reclamada ao pagamento de indenização por danos morais. e ainda de forma a não ensejar enriquecimento do ofendido.1 CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário eis que presentes os pressupostos de admissibilidade. o extravio é muito mais grave do que o atraso na entrega. fato que. dou provimento ao apelo para condenar a reclamada ao pagamento de indenização por danos morais. sem dúvida. 49/52 renovando o pedido de condenação da ré no pagamento de danos morais decorrentes do extravio da sua CTPS. Logo. As CTPS anotadas são o curriculum vitae do trabalhador. entendo que é razoável concluir ter havido angústia por parte do autor. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO.00 (três mil reais). No que concerne ao valor devido a título de indenização por danos morais. do processo seletivo que participava. Em vista disso. contados a partir da data do ajuizamento da reclamatória e aplicados pro rata die. por unanimidade. Mas não um curriculum vitae qualquer. e ante aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade. No caso.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Por isto.º 8. Diz que até a data do ajuizamento da ação a reclamada não havia lhe devolvido a Carteira de Trabalho. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. conforme consta do documento de fls. E isso é difícil de mensurar. 09) e que a reclamada – uma microempresa . principalmente por se tratar de uma CTPS já anotada. Em vista disso.310.0005 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: DARIO SORIANO FEITOZA Recorrido: GENESIO SOARES DIAS CANDEEIRO FUNERARIA . Não foi devolvida a CTPS ao autor que informou ao Juízo ter providenciado uma nova Carteira de Trabalho em maio de 2013 (ata de fls.

0001 – Rel. não incide a regra de exceção do inciso I do art. TRABALHO EXTERNO. José Luiz Serafini – DJe 17. sentença de fls.A.17. DA CLT .1 HORAS EXTRAS. buscando a reforma da r. vejamos com mais detalhes.62.I – HORAS EXTRAS – SERVIÇO EXTERNO – POSSIBILIDADE DE CONTROLE DA JORNADA – INOCORRÊNCIA DA HIPÓTESE DO ART. a saber.17. – RO 12960065. não se podendo falar na excludente do artigo 62. DA CLT.2010. razão por que. há que se observar que nem todo trabalho externo enseja tal aplicação. da CLT. Lorena de Souza Ferreira(OAB: 33299X BA) TRANSPORTADORA TRANS VARZEA LTDA Wellington Ribeiro Vieira(OAB: 008115 ES) SASIL COMERCIAL E INDUSTRIAL DE PETROQUIMICOS LTDA.5.0010 – Rel. horas extras à disposição com adicional de 50% da hora normal e 100% da hora normal em feriados nacionais e municipais e reflexos de todas estas parcelas no aviso prévio férias.0063000-83. 334-343. A exceção prevista no inc. – RO 000552004-042-03-00-7 – 1ª T. em síntese. Des.I – HORAS EXTRAS – TRABALHO EXTERNO – POSSIBILIDADE DE CONTROLE DE JORNADA – Ainda que o trabalho seja externo. são devidas as horas extras.5. Vara do Trabalho de Aracruz que julgou procedente em parte a ação que rejeitou os embargos de declaração.2012 – p. 350-353 e 354-358.08. Origem: VARA DO TRABALHO DE ARACRUZ . apesar de externa a atividade prestada. pela empresa Jabur Onixsat.A. 25)v92. RELATÓRIO O reclamante interpõe recurso ordinário em face da r.2011.09. (TRT 03ª R. extrapolada a jornada contratual. E. Merece reforma a r. Juiz Mauricio J.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA HORAS EXTRAS. sendo partes as acima citadas. proferida pela MM. Restando provado que havia controle sobre a jornada.TRT 17ª Região . aí. além de ser difícil verificar qual o tempo efetivamente à disposição do empregador. 128000031347 JCLT. nesse caso. I. da CLT. impõe-se o pagamento de horas extras. TRABALHO EXTERNO. 62 da CLT. às Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . sentença quanto: horas extras.2012. sentença. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. devidas são as horas extras. em que mesmo em labor externo o empregador tem meios de controlar a jornada desses trabalhadores. I. Juliana Coutinho Piol(OAB: 009436 ES) ACÓRDÃO . – Rel. Vistos. razão por que. I. de que o reclamante não se desincumbiu da prova de que. 05). 62. FGTS § 40% de todo o período laborado. se restar comprovada a existência de dois requisitos essenciais e cumulativos. há hipóteses em que mesmo desenvolvendo atividades externas. Gerson Fernando da Sylveira Novais – DJe 08. 23 de Setembro de 2013 48 João Hilário Valentim. Por outro lado. O reclamante alega que a prova oral e os discos do tacógrafo comprovam a sua real jornada. devida é a paga das horas extraordinárias comprovadamente prestadas pelo trabalhador.62 JCLT. 62 da CLT se aplica aos casos em que pela natureza das atividades atribuídas ao empregado.323-329 e. Des. INOCORRÊNCIA DA HIPÓTESE DO ART. No caso em apreço. por conseguinte.5. concluiu o julgador que o autor está inserto na exceção do artigo 62. pela reclamada. FUNDAMENTAÇÃO 2.I – TRABALHO EXTERNO – HORAS EXTRAS – VIABILIDADE – O empregado apenas se enquadra na hipótese de que trata o art. INOCORRÊNCIA DA HIPÓTESE DO ART.2011 – p.2. 35.62. às fls. 42) v97 Pois bem. I. – RO 125100-17.0121 Processo Nº RO-63000/2012-121-17-00. a reclamada tinha condições de fiscalizar seus horários. extrapolada a jornada contratual.62 JCLT. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-63000-83. TRANSPORTADORA TRANS VARZEA LTDA SASIL COMERCIAL E INDUSTRIAL DE PETROQUIMICOS LTDA. I do art. POSSIBILIDADE DE CONTROLE DA JORNADA.17. a reclamada em defesa alegou. é devido o pagamento de horas extras. há duas hipóteses.62 JCLT. Então. pois aquele trabalho externo que permite o controle de jornada não se enquadra na citada exceção e. 62 da CLT. da CLT. ante a impossibilidade de controlar os horários. 62. I. nesse caso. como no caso dos representantes comerciais. 62.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. embora externo o seu labor. 13º salário. Observe-se os arestos: 220517 JCLT. sustenta que a reclamada juntou aos autos os itinerários de viagens que aliados ao rastreamento do caminhão. adicional noturno. não incide a regra de exceção do inciso I do art.2004 – p. 2. O juízo indeferiu o pleito de horas extras sob o entendimento. I do art. E.5. 62.Havendo possibilidade de controle do horário de trabalho. é devido o pagamento de horas extras. complementada às fls.11. I.2012. (TRT 17ª R. Godinho Delgado – DJMG 10. É cediço que. repouso semanal remunerado e demais encargos remuneratórios e honorários advocatícios. Contrarrazões. 128000041744 JCLT. nesse caso.2 MÉRITO 2. POSSIBILIDADE DE CONTROLE DA JORNADA.2 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Réu Advogado Plurima Réu Advogado WAGNER MIGUEL Vanessa Maria Barros Gurgel(OAB: 008304 ES) SUZANO PAPEL E CELULOSE S. as horas extras são indevidas. intervalo intrajornada. estes não estão sujeitos ao controle de jornada de trabalho. se for possível o controle de jornada. trabalho externo e incompatível com a fixação de jornada de trabalho.62.0121 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: WAGNER MIGUEL Recorridos: SUZANO PAPEL E CELULOSE S. pelo fato de possuírem afazeres externos.1 CONHECIMENTO Conheço do recurso do reclamante porque presentes os pressupostos objetivos e subjetivos de admissibilidade. (TRT 17ª R. às fls.17. Além disso. apesar de externa a atividade prestada. quanto à aplicação da exceção prevista no inc. para localização do veículo possibilitavam o controle de sua jornada. Ou seja. 62 da CLT. DA CLT – Havendo possibilidade de controle do horário de trabalho. Razões do recurso do reclamante.

que: “. 2. nos termos do artigo 71 da CLT. posterior aos primeiros 90 dias. pois. O reclamante afirmou. ademais.2003)RST+169+2003+Jul+86+01/94v92 De tudo que foi exposto. na petição inicial requereu a juntada dos discos de tacógrafos sob as penas do art. Além disso. a possibilidade de controlar indiretamente o tempo gasto pelo autor nessas viagens. do Código de Processo Civil. A prova oral por sua vez. 93-94 e contestação. ainda que de forma indireta. 2. saída da empresa cliente e chegada à reclamada. dou provimento. atual Súmula 437 do TST. 305. Min. observe-se relatório sintético dos tacógrafos (fls. em que pese o entendimento da OJ 307 da SBI-I do TST. O tacógrafo é mecanismo que enseja a apuração não apenas da velocidade do veículo. demais documentos acima citados e o fato de que o autor além das viagens tinha que esperar pelo descarregamento da carga na empresa cliente. entendo que o reclamante só tem direito ao período remanescente do intervalo. de 12:04 no campo “Tempo Mov. Colhe-se da prova oral (fl. fazia uma programação e controle quanto à entrega dos produtos. em 16 dias de labor e 4 dias de folgas. A reclamada também não impugnou especificamente os documentos de fls.3 INTERVALO INTRAJORNADA. forçoso concluir que a reclamada tinha. terminava o trabalho às 19/20/21:00 [. Por outro lado.. realmente. I. por conseguinte.”. pela recorrida.4Km. 62.2 ADICIONAL NOTURNO. Ressalto que o reclamante. efetivamente. negar provimento ao apelo.” E percorridos 692. comprovam a movimentação do veículo. Quanto ao tempo em que o motorista ficava aguardando o descarregamento de produto a prova pericial trouxe aos autos fotografias que comprovam que havia sala específica para a espera da descarga. seja pela presença de tacógrafo. faz jus às horas extras o motorista carreteiro cuja jornada de labor é controlada pelo empregador. das 5h às 19h. Dilatada a jornada normal. haja vista que somente este tempo foi efetivamente extirpado do trabalhador. paradas e quilometragem. desde que estivesse programado para isso. A norma do art. 13º salário.. há de ser interpretado restritivamente. FGTS + 40% e adicional noturno. 253255. em Ata de fls. e sequer se cogitaria da pena prevista no artigo 359. João Oreste Dalazen – DJU 04. às fls. Nesse cenário do acervo probatório dos autos.2. Controle de jornada. o intervalo era parcialmente concedido (aproximadamente 30 minutos por dia).. No entanto.2.62 JCLT.0 – (SBDI-1) – Rel. observe-se o aresto a seguir: 250900019482 JCLT. caso contrário. 23 de Setembro de 2013 49 fls. RSR.510/1998. deve-se concluir que os registros dos discos de tacógrafos eram aqueles efetivamente cumpridos. Com efeito. dia a dia (Resolução nº 816/86.4 HORAS EXTRAS À DISPOSIÇÃO. como afirmou também o autor. em média. em seu depoimento pessoal.04.128): no dia 26/01/2012. o que também possibilita em cotejo com a programação. I. desde que não extrapolasse o horário das 05 às 22 horas. especificamente a testemunha ouvida. como desejou o reclamante. Nego provimento. a norma do art. devidas as horas extras além da 8ª trabalhada. E. pois. às fls. O reclamante alega que gastava 1h30min para chegar em Aracruz e . o autor somente faz jus ao tempo remanescente de intervalo não usufruído (30 minutos diários). sob o argumento de que usufruía apenas de 30 minutos. chegada deste à empresa cliente. bem como a jornada do reclamante. 22-24 que registram os horários de chegada e saída. afirmou que a reclamada exigia que os motoristas iniciassem a viagem às 05h. devidos também os reflexos sobre aviso prévio indenizado. desnecessário que viessem aos autos. no dia 09/03/2012. Portanto. 306. comprovou que além do tempo gasto com as viagens havia também aquele referente ao descarregamento de material químico. férias + 1/3. na empresa Suzano Papel e Celulose S.I – HORAS EXTRAS – Motorista carreteiro. não há falar em deferimento de adicional noturno. mesmo quando o obreiro goza de parte do referido intervalo.” Forçoso concluir que a reclamada tinha. 306) que. colacionados aos autos pelo autor. 14:46 no campo “Tempo Oper. que durava 3h/4h ou podia chegar até 10h. que assim dispõe: "INTERVALO INTRAJORNADA Pretende o reclamante o pagamento do intervalo intrajornada. Desse modo. in casu. nos termos do voto do Desembargador José Luiz Serafini. mas também a distância percorrida e a data e hora do início da operação.] que a reclamada determinava o retorno no mesmo dia. nos primeiros 90 dias de contrato de trabalho. vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais. 62. e que confirma o controle que a reclamada alegou fazer quanto às viagens para entrega dos produtos e. Art. os registros dos tacógrafos. ambos do CPC. seja pela determinação de cumprimento de Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 rotas previamente conhecidas e com possibilidade de previsão da duração das viagens.0Km. quanto aos horários de saída do caminhão da reclamada. I. pelos motoristas. fixo a jornada laboral para apuração das horas extras da seguinte forma: das 5h às 19h. em 20 dias de labor e 4 dias de folgas e. não só a movimentação do veículo e entrega dos produtos. da CLT. às fls. Vê-se também que. sob pena de admitir-se o enriquecimento ilícito do empregado que estaria recebendo horas extras por tempo não trabalhado. afasta-se. Nego provimento. então. 51 que diz respeito ao controle. Considerando. às fls. a prova oral.A (cliente). Preceito excepcional." 2.” E percorridos 795. sem se insurgir contra a validade dessa prova documental. como já dito a possibilidade de controle de jornada do reclamante. de 12:08 no campo “Tempo Mov. (TST – E-RR 423.. entendo que o empregador somente deve pagar o tempo não usufruído a título de intervalo intrajornada e não sempre 1h. que a reclamada alegou fazer controlar. a reclamada não impugnou o documento de fls. como aferir a jornada laboral do autor. do CONTRAN). Desse modo.. ainda que de forma indireta.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.. Com efeito. por natureza insuscetível de propiciar aferição da efetiva jornada de labor. por maioria. Assim. 359. uma vez por semana de efetivo labor o reclamante laborava até às 22h. então. A Primeira Turma decidiu. nos moldes do artigo 71 celetizado. em boa hermenêutica. Isto corrobora a tese de que a reclamada. da CLT que exclui o empregado do direito às horas extras. 62.”. 112 que: “sempre existiu uma programação na empresa sobre as viagens para entrega de produto. Esta mesma testemunha também corroborou a tese do autor de que usufruía tão somente de 30 minutos para refeição.2. ou quando desenvolva atividade externa. Sendo certo que laborou também nos dias nos dias 25 e 27.”. 128 e seguintes.62. conforme se constata. na inicial e em depoimento pessoal. O pagamento do adicional noturno deve atender ao pleito referente a inobservância da redução ficta da hora que enseja minutos extras de trabalho a cada hora laborada das 22 às 5 horas. 17:46 no campo “Tempo Oper. da CLT exclui o empregado do direito às horas extras quando incompatível o controle de horário.

acórdão é omisso em sua decisão quanto à inversão do ônus da prova em relação ao vínculo de emprego. ponto a ponto.19). FUNDAMENTAÇÃO 2. o reclamante constituiu advogado particular.0101 Processo Nº ED-68000/2012-101-17-00. calculadas sobre o valor da condenação. nos termos do voto do Desembargador José Luiz Serafini. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-68000-27. e. acórdão de fls. Sem razão.TRT 17ª Região . 333 do CPC. pois a área é de fácil acesso. ressalto. negar provimento ao apelo.00 (vinte mil reais).TRT 17ª.17. Vencido.0101 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: MUNICIPIO DE VENDA NOVA DO IMIGRANTE Embargado: O V.263. Quanto ao prequestionamento a que se refere à Súmula 297 do . por unanimidade.PREQUESTIONAMENTO Aduz o embargante que o v. Vistos.0068000-27. 16. Procurador: Dr. Esclareço que não há falar em se considerar como in itinere o tempo despendido pelo empregado no deslocamento de sua residência até o local de trabalho.5. no mérito. todos os argumentos abordados pelas partes. 05 de abril de 2012.5 Embargante Advogado Embargado Advogado MUNICIPIO DE VENDA NOVA DO IMIGRANTE Evandro SantAnna Soncim(OAB: 009810 ES) SEBASTIAO LOIOLA DA SILVA Frederico Rodrigues Silva(OAB: 014435 ES) PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO . verifico que os argumentos apresentados pelo embargante revelam mero inconformismo com o resultado do julgamento. não merecem ser providos. Não é. que assim dispõe: "HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS Pretende o reclamante o deferimento de honorários advocatícios. quanto ao intervalo intrajornada e aos honorários advocatícios. Ademais. TST. 91/93. A Primeira Turma decidiu. percebia salário R$1. não há notícias de que o autor encontra-se empregado.2. no caso vertente. RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos pelo reclamado em face do v. férias + 1/3. Basta que fundamente o entendimento adotado.2012. deve arcar com referida despesa. que foi declarado no documento constante às fls. dar parcial provimento ao recurso para deferir as horas extras além da 8ª trabalhada. REGIÃO .000.17. bem como a necessidade de prequestionamento. § 2º. requer sejam explicitadas as questões suscitadas. OMISSÃO .6 HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS.00 (quatrocentos reais). não pode ser computado como à disposição do empregador. o que não ocorreu. 13º salário.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. prerrogativa das partes determinarem o que os julgadores deverão fazer constar do acórdão. Se os embargos não demonstram a existência de omissão. por maioria.00.2012. inclusive para fins de prequestionamento. pela reclamada. concernente à violação do art.00 (fls. Vale lembrar.00. pois presentes seus pressupostos de admissibilidade. uma vez que se utiliza dos presentes embargos com o intuito de rediscutir matéria fática sobre o seu prisma. Nego provimento. RSR. 818 da CLT e o art. inclusive. CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. Portanto. no percurso de sua residência ao local de trabalho. ou de obscuridade e revelam mero inconformismo da parte com o conteúdo meritório do acórdão. ACÓRDÃO DE FLS. importante consignar que o empregado. FGTS + 40% e adicional noturno. o que afasta a pretensão do autor. fato. devidos também os reflexos sobre aviso prévio indenizado. Indevidas as horas extras à disposição pretendidas pelo reclamante. o que torna presumível a situação econômica que não lhe permite demandar sem prejuízo do próprio sustento ou de sua família. que se a reclamante optou pela contratação de advogado particular. Inicialmente. João Hilário Valentim.000. de contradição. Entretanto. presumindo-se o não acolhimento das teses divergentes. 23 de Setembro de 2013 50 quando deveria ir de sua residência até Itabatã gastava 3h. ante os limites impostos pelo legislador no art. servida por transporte público. sendo partes as acima citadas. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi. O entendimento acerca dos honorários advocatícios está em consonância com as Súmulas 219 e 329 do E. Custas de R$400. arbitrado em R$ 20. Participaram da Sessão de Julgamento em 10 de setembro de 2013: o Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). 58." Fixo o valor da condenação em R$20. não estando presente a hipótese que ensejaria ao juízo deferir-lhe a verba honorária. conhecer do recurso do reclamante. por unanimidade. da CLT. ainda. nego provimento. de R$ 400.5. valor superior ao dobro do salário mínimo legal.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. para que seja concedido efeito modificativo ao julgado. Desse modo. o Desembargador Relator. Custas. sob o argumento de que caberia ao reclamante demonstrar sua existência. portanto.” Não obstante o registrado pelo nobre Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais. Sendo certo. 91/ 93 .CONHECIMENTO Conheço dos embargos. pois o tempo gasto. alegando omissão no julgado. salienta-se que a Corte não está obrigada a apreciar. que o autor sequer pediu horas in itinere. à época da contratação.SEBASTIAO LOIOLA DA SILVA Origem: VARA DO TRABALHO DE VENDA NOVA DO IMIGRANTE . relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. que na Justiça do Trabalho vigora o jus postulandi. 2. Consignou o eminente Relator o seguinte: “Primeiramente. Requer o pagamento de horas à disposição da empresa com adicional de 50% da hora normal e 100% da hora normal em feriados nacionais e municipais Sem razão. por maioria. pois. ou seja.1. convocada para compor quorum. nos termos do voto do Relator. sendo certo. vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais.

da ADC n. Deste modo. Razões do recurso às fls. por unanimidade.11. que embargos declaratórios não conhecidos equivalem à inexistência da medida. é nítida a intenção da parte de dilatar o prazo recursal.1. art.TRT 17ª Região . exceto quando intempestiva. cuja edição foi inspirada no resultado do julgamento. renovando a preliminar de litispendência entre a ação coletiva e a ação individual. CONHECIMENTO Argui a reclamante a preliminar de não conhecimento do recurso interposto pelo 2º reclamado por intempestividade. 350) e os embargos de declaração de fls. conforme a inteligência do caput do art. 527/538-vº.2010.º).5 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Réu INSTITUTO CAPIXABA DE PESQUISA. 438/470. o Desembargador Carlos Henrique Bezerra Leite (Curso de Direito Processual do Trabalho. a simples oposição de embargos de declaração interrompe o prazo para interposição do recurso adequado. 524 pela via editalícia.0069100-17. parágrafo único. ASSISTENCIA TECNICA E EXTENSAO RURAL Marcio Candido Costa de Souza(OAB: 011722 ES) DAYANE MONTEIRO DA SILVA FERREIRA Antonio Jose Pereira de Souza(OAB: 006639 ES) MASTER PETRO SERVICOS INDUSTRIAIS LTDA ACÓRDÃO . pelo não conhecimento do recurso e. Desse modo. pleiteia a reforma da r. por encontrarse em lugar incerto e não sabido. ASSISTENCIA TECNICA E EXTENSAO RURAL Recorridos: DAYANE MONTEIRO DA SILVA FERREIRA MASTER PETRO SERVICOS INDUSTRIAIS LTDA Origem: VARA DO TRABALHO DE VENDA NOVA DO IMIGRANTE . os embargos de declaração são tempestivos. negar-lhes provimento e condenar o embargante a pagar a multa de 1% sobre o valor da causa. Contrarrazões da reclamante às fls. CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região.5. em excelente obra. 331 do TST. sendo certo que alguns julgados admitem que tanto a intempestividade quanto a irregularidade de representação nos embargos declaratórios não produzem o efeito interruptivo. 23 de Setembro de 2013 51 TST. ainda que não conhecidos os embargos por inadequação. 2008. assim. sentença quanto à responsabilidade subsidiária. sendo partes as acima citadas. do CPC. quanto às horas extras e salário do mês de abril/12 e de 9 dias de maio/12. o prazo para interposição do recurso cabível. A meu ver.17. que a mera inadimplência do contratado não poderia transferir à Administração Pública a responsabilidade subsidiária pelo pagamento dos encargos trabalhistas (Lei 8. 429/429-vº. e tendo em vista o manifesto caráter protelatório dos embargos. A sentença foi publicada no Diário Eletrônico da Justiça do Trabalho no dia 21/01/2013 (fl. ressalvando-se. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim. em suma. e a 2ª reclamada subsidiariamente. na forma autorizada pelo art. deste Egrégio Tribunal Regional do Trabalho. 538. Diante disso. 837). a 1ª reclamada não apresentou contrarrazões ao recurso. No mérito. pelo seu não provimento. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. quanto às multas dos artigos 467 e 477 da CLT e ainda quanto aos honorários advocatícios e assistência judiciária gratuita. entretanto. não interrompendo. passou-se a entender. é intempestivo o recurso ordinário interposto apenas depois de os embargos declaratórios não terem sido conhecidos. RELATÓRIO O 2º reclamado interpõe recurso ordinário em face da r. interromperam o prazo para a interposição de recursos. 354/371 foram tempestivamente opostos em 29/01/2013. o que deve ser manejado na via recursal própria. já que a r.0101 Processo Nº RO-69100/2012-101-17-00. FUNDAMENTAÇÃO 2. forçosa a conclusão de que a oposição dos embargos declaratórios interrompeu o prazo para o recurso ordinário de fls.5. sem razão a reclamante quando sustenta a intempestividade do recurso ordinário. p. do CPC. Dessa forma. Isso porque.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 438/470.2012. parágrafo único. senão vejamos. Vara do Trabalho de Venda Nova do Imigrante-ES. 538 do CPC. pelo Supremo Tribunal Federal. alegando. nego-lhes provimento e imponho ao Embargante multa de 1% sobre o valor da causa. pontifica que: Cumpre advertir. em 24. a qual julgou procedentes os pedidos e condenou o 1º reclamada. CULPA IN VIGILANDO. Nessa linha de raciocínio.17.2012. da MM. conhecer dos embargos declaratórios. além de os embargos denotarem mero inconformismo com o conteúdo meritório do julgado. O que se exige é a adoção de tese e não de reprodução da lei. na forma autorizada pelo art. complementada pela r. ante a total ausência do vício alegado. o que não significa a obrigação de reproduzir textos legais. que isso não significa que eventual omissão no dever de fiscalizar as obrigações do contratado não possa gerar essa responsabilidade para o ente público. anoto que só tem pertinência e cabimento quando o julgado não haja adotado fundamento explícito sobre o tema ou sobre a questão submetida. decisão de embargos declaratórios de fls. o prazo é interrompido pelo período compreendido da Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . 71. 538.0101 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: INSTITUTO CAPIXABA DE PESQUISA. Nesse sentido. Na linha do item V da Súmula n. Conclui-se que. LTr. no entanto. PODER PÚBLICO.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. 338/349.666/93. e mesmo não tendo sido conhecidos pelo Juízo a quo por inadequação. sentença foi publicada no dia 21/01/2013 e o recurso ordinário foi interposto apenas em 25/06/2013. § 1. Devidamente intimada às fls. sentença de fls. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora Acórdão Processo Nº RO-69100-17. no caso o recurso ordinário. se conhecido. que a jurisprudência é unânime em afirmar que somente os embargos de declaração intempestivos não interrompem o prazo para a interposição de outros recursos. 16. Vistos. por disciplina judiciária. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). Sem razão a reclamante. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. ao pagamento das parcelas deferidas à reclamante.

Assim. (TST . Com efeito.078/90 (Código de Defesa do Consumidor). em síntese. Carlos Fernando Berardo . Incontroverso nos autos que a reclamante foi contratado pela 1ª reclamada MASTER PETRO para prestar serviços em favor da INCAPER como Auxiliar Administrativo. 340-vº). cujo artigo 103 estabelece os contornos da coisa no âmbito da coletivização de direitos. Responsabilidade Subsidiária A sentença julgou procedentes os pedidos e condenou os réus. 467 da CLT e quanto à assistência judiciária gratuita por ausência de interesse. o que ocorreu na realidade consistiu em delegação para terceiro de tarefas do empreendimento necessárias à consecução dos fins estruturais do "negócio estatal". sendo esse item V inserido por força da Res.1. previstas nos incisos I e II.LITISPENDÊNCIA NÃO CARACTERIZADA . 104 da Lei n.RR 413060 . se não for requerida sua suspensão no prazo de 30 (trinta) dias.DOESP 26. desde que haja participado da relação processual e conste também do título executivo judicial.2001 . 23 de Setembro de 2013 52 data da sua apresentação até a intimação do embargante da decisão dos embargos.3.0003) e a ação individual. isento de eventual contradição com outros julgados. A aludida responsabilidade não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa regularmente contratada" (verbis) Esse entendimento está em consonância com o resultado da ADC . mormente quando a ausência do pedido de suspensão foi corroborado pela opção da autora pelo prosseguimento da presente ação individual de forma Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 inequívoca em audiência (ata de fl. do CPC. 93). Aplico subsidiariamente o art. suficiente a fazer emergir a responsabilidade subsidiária do beneficiário final do trabalho desenvolvido pela reclamante. (TST . 2. interrompe o prazo para interposição de outros recursos.RR 590786 . Recurso de revista de que se conhece. que não restou evidenciada qualquer conduta culposa a ensejar sua responsabilidade subsidiária.05. rejeito a preliminar. XXXV da Constituição Federal em vigor). na impossibilidade de a autora vir a se beneficiar da decisão que lá for proferida. a decisão dos embargos de declaração foi publicada em 13/05/2013.538/CPC. o 2º de forma subsidiária. é garantida pela Lei sob comento. conheço apenas parcialmente do recurso ordinário interposto pelo 2º reclamado. 2. por esse fundamento. impõe-se reconhecer sua tempestividade. citem-se os seguintes arestos: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO . não induzem o efeito pretendido pelo recorrente. Preliminar de nãoconhecimento. especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora. Dessa forma.RO 02132-2001-302-02-00 . 82 do Código de Defesa do Consumidor. por violação do art. os embargos interrompem o prazo para a apresentação de outros recursos.05.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. O tema central do recurso do 2º reclamado diz respeito à caracterização ou não da responsabilidade subsidiária do ente público em casos de relação de prestação de serviços. a contar da ciência nos autos do ajuizamento da ação coletiva. pelo que não cabe considerar outras hipóteses.Rel. No entanto. na hipótese. Portanto. Min. caso evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei n. Dessa decisão recorre a autarquia estadual INCAPER alegando. de 21.1993. A propósito. O legislador processual não excepcionou. . RECURSO DE REVISTA . Conv. inc. situação típica versada na Súmula nº 331 do TST. A higidez do pronunciamento jurisdicional. aviso prévio.º. a pagar à autora horas extras. contradição ou obscuridade importa decisão sobre o mérito dos embargos de declaração.Rel. POR QUALQUER DAS PARTES. ainda que equivocadamente não tenham sido conhecidos. MÉRITO 2. o qual dispõe que: “As ações coletivas.2000 . apenas. Sem razão. ART.º 8.3ª Turma . 769 da CLT) tem por objetivo facilitar o acesso à Justiça e não criar obstáculo ao trabalhador que opta pelo exercício individual do direito de ação constitucionalmente garantido (art.(20050515084) 4ª T.EMBARGOS DE DECLARAÇÃO INTERRUPÇÃO DO PRAZO PARA INTERPOSIÇÃO DE OUTROS RECURSOS.DJU 12.A legitimidade extraordinária conferida ao Ministério Público e às associações de classe para propositura de ação civil pública ou ações coletivas (art. 511. ou seja.INTERRUPÇÃO DE PRAZO PARA AJUIZAMENTO DE OUTROS RECURSOS A análise dos fundamentos de omissão. que é rejeitada. V . § 1. mas os efeitos da coisa julgada erga omnes ou ultra partes a que aludem os incisos II e III do artigo anterior não beneficiarão os autores das ações individuais.2005). sem o pedido de suspensão do prazo até o julgamento definitivo daquela demanda coletiva.078/90 preconiza que as ações coletivas não induzem litispendência para as ações individuais. salário de abril e 09 dias de maio de 2012. nas mesmas condições do item IV. implica a responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços quanto àquelas obrigações. PRELIMINAR DE LITISPEDÊNCIA ENTRE A AÇÃO COLETIVA E A AÇÃO INDIVIDUAL Renova o 2º reclamado a arguição de litispendência entre a ação coletiva (RT 0114900-71. já que a recorrente é Autarquia Estadual e possui prazo em dobro para interpor recurso. como o recurso ordinário foi interposto em 29/05/2013. 538 do CPC. resultando. do parágrafo único. findando-se o prazo recursal no dia 29/05/2013. a propositura de demanda individual pela reclamante. aplicável subsidiariamente ao processo trabalhista por força do art. nem foram concedidos à reclamante os benefícios da assistência judiciária gratuita. Gelson de Azevedo .666. Amparando o entendimento aqui adotado.Os entes integrantes da Administração Pública direta e indireta respondem subsidiariamente. argüida pela reclamante. Salvo quando manifestamente intempestivos ou quando não há representação regular. 424).2012. (TRT 2ª R.2. O ajuizamento dos embargos. . divulgada no DEJT em 27. como relatado pelo Juízo de origem na sentença (fl.2011.” No caso sub judice.p.5.º 8.Rel. não induzem litispendência para as ações individuais. rejeito a preliminar. Juiz Paulo Augusto Câmara .º 8. No mesmo sentido.O inadimplemento das obrigações trabalhistas. do artigo 81. 477 da CLT e honorários advocatícios.p.3. uma vez que não houve condenação das reclamadas na supracitada multa. mula do art. O art. 30 e 31. sem o recolhimento de depósito recursal e custas. e a que se dá provimento.08.08.DJU 31. 5º. cujo teor peço vênia para transcrever: IV . ainda que deles não se venha a conhecer. dele não conhecendo quanto à multa do art. nos termos do Decreto-Lei 779/69 e do art. 174/2011. 104 da Lei n.06. como a ação que caracterizaria a litispendência é coletiva.5ª Turma . é válido trazer à baila o disposto nos itens IV e V da Súmula nº 331 do TST. de não conhecimento do recurso interposto pelo 2º reclamado por intempestividade. 13º salário proporcional. o seguinte aresto: AÇÃO CIVIL PÚBLICA E AÇÃO INDIVIDUAL . por parte do empregador. Min. p/o Ac. Pois bem.17. No caso. 617).

à luz da diretriz sedimentada pelo STF. sobretudo no que atine ao cumprimento dos direitos trabalhistas dos empregados da empresa contratada. verifico que a INCAPER participava da relação de emprego na medida em que era tomador da mão-de-obra da reclamante. a exemplo do ocorrido no que concerne aos direitos trabalhistas não pagos à reclamante. em juízo. § 6º. da Administração Pública (culpa in vigilando). sob o prisma da aptidão para a prova. . apesar de entenderem que a mera inadimplência do contratado não poderia transferir à Administração Pública a responsabilidade pelo pagamento dos encargos trabalhistas (art.11. A legalidade da contratação por si só. teria o condão de evitar infortúnios relacionados ao inadimplemento de verbas trabalhistas da contratada junto aos seus trabalhadores. do CPC e 818 da CLT).666/93. correta a sentença. 183. 5º. pois não trouxe aos autos qualquer elemento que permitisse ao Juízo aferir se houve efetivo acompanhamento do contrato de prestação de serviços. pela 1ª reclamada. III. caberia à entidade estatal. o ente público não aponta qualquer elemento ou indício no sentido de que cumpriu a obrigação legal que lhe é imposta (artigos 58. do CC. convenhamos. da Lei n. atribuir responsabilidade ao ente público pelas obrigações. não afasta a responsabilidade subsidiária. no caso concreto. em 24. II.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Além disso.2011) (grifos nossos) Entretanto. amparada por lei. eis que. razão pela qual se atribui Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 a responsabilidade subsidiária ao ente público. Desse modo. sem que a mesma tivesse recebido as verbas rescisórias. E durante o desempenho dessa função. III. conforme preceito contido no artigo 37. conforme o segundo reclamado deseja demonstrar. (PROCESSO Nº TST-AIRR-123240-14. 8ª Turma. da Lei nº 8. agiu com culpa in vigilando. principalmente porque o Estado é que obteve proveito do labor do reclamante. III. §1º.2008. por omissão. o trabalhador não pode ser apenado pela inexecução contratual. portanto. as decorrentes da legislação laboral). Mas. Ressalte-se que o 2º reclamado somente em janeiro de 2012 tomou a iniciativa de cobrar da 1ª reclamada a comprovação dos depósitos fundiários dos seus empregados. Partindo dessas premissas. para se cogitar da exclusão da responsabilidade subsidiária dos entes públicos. a qual declarou como responsável subsidiária a INCAPER para efetivar o cumprimento da decisão com o pagamento de todas as verbas devidas ao obreiro. o que. da Lei nº 8.666/93 não desobriga o tomador de serviços de responsabilidades subsidiárias.11. inclusive. decorrente da omissão quanto ao dever de fiscalização da execução do contrato administrativo. da Lei nº 8. e 67. E também. caput. apresentar as provas necessárias à demonstração de que cumpriu a obrigação prevista em lei. Ministro Carlos Alberto Reis de Paula. ressalvou a possibilidade de a justiça do Trabalho constatar. notadamente quanto ao dever de fiscalizar a execução do objeto contratual. de acordo com os artigos 58. caput e § 1º. Indiscutível. conforme ofício de fl. Ressalte-se que as parcas guias relativas ao FGTS colacionadas aos autos revelam apenas e tão somente a irregularidade dos depósitos fundiários sem que o 2º reclamado tivesse procedido a uma escorreita fiscalização quanto ao descumprimento das obrigações trabalhistas ao longo da prestação de serviços da autora a favor da tomadora. e 67. que impõem à administração pública o ônus de fiscalizar o cumprimento de todas as obrigações assumidas pelo vencedor da licitação (dentre elas. 71. assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. verifica-se a conduta culposa. no mérito dessa ação constitucional. sob pena de restar caracterizada a culpa in vigilando da Administração Pública. a INCAPER não logrou êxito em comprovar a efetiva fiscalização referente às obrigações da 1ª reclamada junto a seus empregados. dos direitos trabalhistas dos empregados que trabalharam em benefício do 2º Réu. da Lei nº 8.2010. Também cumpre asseverar que a ação inibitória que o recorrente noticia com documento juntado às fls. a culpa in vigilando da Administração Pública e. Agravo de Instrumento a que se nega provimento.º 8. nesta qualidade. caput e §1º. devendo responder pela falta de idoneidade da prestadora de serviços. a responsabilidade subsidiária do Estado decorre da própria Constituição Federal. Assim. diretamente envolvidos na execução do contrato. Nesse sentido. no caso dos autos. II. concluo que o 2º Reclamado foi culpado pelo inadimplemento. causarem a terceiros. o Supremo Tribunal Federal. Rel. 176/181 foi ajuizada somente em abril/2012. por óbvio.03. conforme se depreende dos artigos 58.666/93.666/93. Isso equivale a dizer que. 23 de Setembro de 2013 53 n° 16. reconheceram que isso não significa que eventual omissão no dever de fiscalizar as obrigações do contratado não possa gerar essa responsabilidade para o ente público. ao declarar a constitucionalidade do art. § 1º. com fundamento nos artigos 186 e 927. trazer os elementos necessários à formação do convencimento do magistrado (arts. inclusive quanto às obrigações trabalhistas.5.666/83). especialmente no que concerne à fiscalização do adimplemento. da Lei nº 8. inexistindo violação do art. 71. apenas um mês antes de ter sido rescindido o contrato de trabalho da reclamante em maio de 2012. Na hipótese dos autos.0002. pelo pagamento dos encargos trabalhistas devidos.666/93. Não tendo sido produzidas outras provas nesse sentido. é apenas um paliativo sem qualquer eficácia fiscalizatória. consoante tem decidido o próprio Tribunal Superior do Trabalho. julgada procedente pelo Supremo Tribunal Federal (STF). E o ônus de provar a efetiva fiscalização da execução do contrato é da Administração Pública. da Constituição da República e dos demais dispositivos legais invocados. a responsabilidade subsidiária da recorrente. A própria Lei de Licitações impõe à Administração Pública o dever de fiscalizar a execução dos contratos administrativos." A figura da terceirização é uma realidade. atribui responsabilidades primárias ao contratado. quando pleiteada em juízo sua responsabilização pelos créditos trabalhistas inadimplidos pelo contratado. 333. diante disso. mas sim. e 67. inclusive trabalhistas. é necessário que se constate a diligência do tomador dos serviços. in verbis: "As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes. 71. mormente quando a própria tomadora de serviços relata no ofício sob comento que desde setembro de 2010 não havia depósitos fundiários. A efetiva fiscalização da execução do contrato de prestação de serviços da 1ª reclamada. ou seja. mais do que realizar a escolha da empresa devidamente. DJ 23.§1º. senão vejamos: AGRAVO DE INSTRUMENTO DESPROVIDO – TERCEIRIZAÇÃO – DEVER DE FISCALIZAÇÃO ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA – OMISSÃO – “CULPA IN VIGILANDO” – RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA – DECISÃO DO STF NA ADC 16 No julgamento da ADC 16. os Ministros da Corte Suprema. Nesse ponto. tinha o recorrente o dever de manter constante vigilância quanto ao cumprimento das obrigações trabalhistas em relação aos trabalhadores que lhe prestaram serviços diretamente. o disposto no art. tendo em vista que. inobservadas pelo contratado. compete ao ente público.

para o pagamento . § 8º. dentre outros. em favor do empregado. I. VALOR DA CONDENAÇÃO E DAS CUSTAS É certo que o valor da condenação deve guardar proporção com a expressão econômica do bem da vida pretendido (inteligência dos artigos 258 e seguintes do CPC). setecentos e três reais e sessenta e cinco centavos). inclusive a multa prevista no art. 791 e 839 da CLT. o texto legal fala em inobservância do prazo. o trabalhador der causa à mora". nos termos da fundamentação supra.não ensejando o pagamento da multa. da CLT A Primeira Turma decidiu. por consequência. No que tange às horas extras. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. alegando. reduzo o valor da condenação para R$ 3. Multa do art. como se pode verificar à fl. Desse modo. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim. redução esta que corresponde à exclusão das horas extras e. e que foi confirmada pela defesa da 2ª reclamada. bem como a Lei 8.2. não se aplica o disposto no artigo 20 do CPC. evidentemente.07 (setenta e quatro reais e sete centavos). dar provimento ao Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 apelo. que assim dispõe: “HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS Neste procedimento especializado. reduzo também as custas processuais para R$ 74. impossível o deferimento do pedido.3." 2. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão . setecentos e três reais e sessenta e cinco centavos). em referência. Por isso. afastar a multa do art. O 2º reclamado se insurge. Assim.584/70. prevalece o entendimento consubstanciado no item I. rejeitar a preliminar arguida pela reclamante. do salário do mês de abril de 2012 e de 9 dias de salário do mês de maio de 2012). Portanto. nos termos do voto da Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.703. quanto à multa do art.07 (setenta e quatro reais e sete centavos). dele não conhecendo quanto à multa do art. 345. Cumpre ressaltar que a Contadoria do Juízo já excluiu da conta de liquidação o salário do mês de abril de 2012 e 9 dias de salário do mês de maio de 2012. vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais. nos termos do art. Horas Extras e Salário do Mês de Abril/12 e de 09 Dias de Maio/12 O Juízo de origem. 2. Portanto. 345.4. Quanto ao salário do mês de abril de 2012 e de 9 dias de salário do mês de maio de 2012. Reduzido o valor da condenação para R$ 3. no mérito. Alega ainda que o pagamento do salário do mês de abril de 2012 e de 9 dias de maio de 2012 foi devidamente efetuado através de cheque administrativo colacionado aos autos. por ausência de interesse. como se pode verificar à fl. 467 da CLT e quanto à assistência judiciária gratuita. sendo certo que. de segunda a sexta-feira feira).4.3 supra. Deferiu ainda o pagamento das horas extras postuladas por entender que a jornada prestada pela autora.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. considerando que não foi provada sua escorreita quitação.” 2. 477 da CLT e excluir da condenação os honorários advocatícios. a disposição do parágrafo 8º é no sentido de que a inobservância dos prazos estabelecidos pelo parágrafo 6º sujeita o empregador ao pagamento da multa. Como se vê. por maioria. eventual pagamento a menor. em sua manifestação sobre a contestação e documentos (fls. continuam em vigor os arts. comprovadamente. Por fim. o que. de não conhecimento do recurso ordinário interposto pelo 2º reclamado por intempestividade.906/94 não revogou o jus postulandi partes. 23 de Setembro de 2013 54 Ressalto ser inaplicável a Súmula 363 do C. I. pelos documentos de fls. Honorários Advocatícios A Primeira Turma decidiu. que assim dispõe: "MULTA DO ARTIGO 477 DA CLT No caso do artigo 477 da CLT. sendo certo que o reclamante. por maioria. com custas de R$ 74. não impugnou tais documentos. nos termos do voto da Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. do TST. dou provimento. 789. com razão a recorrente. não faz qualquer ressalva quando atribui ao beneficiário da mão-de-obra a responsabilidade pelo cumprimento das obrigações trabalhistas na hipótese de inadimplemento por parte do devedor principal. Vejamos. CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. conforme relatado na própria inicial. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais. deferiu. em síntese. por maioria.3. conhecer apenas parcialmente do recurso ordinário interposto pelo 2º reclamado. 330/336-vº). na medida em que a Súmula n. ressaltando que a Contadoria do Juízo já excluiu da conta de liquidação o salário do mês de abril de 2012 e 9 dias de salário do mês de maio de 2012.3. se a parte não preenche os requisitos exigidos na Lei 5. posto que a referida Súmula se refere a casos de contratação ilegal de servidor sem concurso público.3. In casu. Em razão disso. eis que o Processo do Trabalho tem norma de regência própria. deve ser expungido da condenação o pagamento das horas extras. 789. com 01h30min de intervalo intrajornada. dar provimento ao apelo. Vencido. 477 da CLT e à verba honorária. da Súmula 219 do C. da CLT. rejeitar a preliminar de litispendência entre a ação coletiva e a ação individual. TST. Dou provimento. há nos autos comprovação. uma vez que. o salário do mês de abril de 2012 e de 9 dias de salário do mês de maio de 2012. em seu inciso IV. pois laborava 8 horas por dia e 40 horas por semana. que. 477 da CLT.65 (três mil. conforme a jornada de trabalho informada na inicial (das 07h30min às 17h.65 (três mil. nego provimento. nos termos do art. a reforma do julgado importou em causa de redução da condenação (exclusão da condenação das horas extras. TST. 477. por unanimidade. a reclamante não fazia horas extras. a Contadoria do Juízo já excluiu da conta de liquidação o salário do mês de abril de 2012 e 9 dias de salário do mês de maio de 2012. o salário do mês de abril de 2012 e 9 dias de salário do mês de maio de 2012. "salvo quando. salariais e indenizatórias. excedeu a legalmente definida em 30 minutos por dia.3. a reclamante prestava apenas 8 horas diárias e 40 horas semanais. Desta forma. dou provimento ao recurso. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente).703. Destaco ainda que o artigo 133 da Constituição Federal de 1988. vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais. cumpre registrar que a responsabilidade subsidiária alcança todas as obrigações. 205/210. do pagamento respectivo. não vem a ser a hipótese dos autos. como informado no item 2. da CLT.º 331. Logo. 2. dar parcial provimento ao apelo para excluir da condenação as horas extras. do salário do mês de abril de 2012 e de 9 dias de salário do mês de maio de 2012.

666.1 CONHECIMENTO Ressalto que a assinatura.2 MÉRITO 2. FUNDAMENTAÇÃO 2. 16. no mérito dessa ação constitucional. sentença. sentença o abono anual do PIS Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 (fls. registre-se.17. reconheceram que isso não significa que eventual omissão no dever de fiscalizar as obrigações do contratado não possa gerar essa responsabilidade para o ente público. os Ministros da Corte Suprema.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA.17. Vistos.06. A aludida responsabilidade não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa regularmente contratada" (verbis) Esse entendimento está em consonância com o resultado da ADC n° 16.2012. foi deferido pelo juízo de origem. bem como no Fórum Horta de Araújo.2. Razões do recurso. 293-294. suficiente a fazer emergir a responsabilidade subsidiária do beneficiário final do trabalho desenvolvido pela reclamante. cujo teor peço vênia para transcrever: IV .273v-274). é requisito indispensável à existência do recurso ordinário. CULPA IN VIGILANDO. § 1.1993. 23 de Setembro de 2013 55 Processo Nº RO-69600-87. 30 e 31. sentença quanto à responsabilidade subsidiária do 2º reclamado referente ao abono PIS. à luz da diretriz sedimentada pelo STF.5.0069600-87. às fls. está assinada pelo patrono da reclamante. apesar de entenderem que a mera inadimplência do contratado não poderia transferir à Administração Pública a responsabilidade pelo pagamento dos encargos trabalhistas (art. cooperando no levantamento e disponibilização de créditos devidos à 1ª ré para quitação dos débitos trabalhistas. ou seja.” Das razões recursais conclui-se que a recorrente busca a reforma da r.§1º. 2. RELATÓRIO A reclamante interpõe recurso ordinário em face da r.O inadimplemento das obrigações trabalhistas.666/93.2012. sob o fundamento de que os documentos de fls. buscando a reforma da r.6 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Réu Advogado HELOISA HELENA DA SILVA CURCIO Mario Sergio Araujo Pimentel(OAB: 013099 ES) ESTADO DO ESPIRITO SANTO Flávio Augusto Cruz Nogueira(OAB: 004791 ES) MASTER PETRO SERVICOS INDUSTRIAIS LTDA Mariana Sperandio Zortea(OAB: 016513 ES) ACÓRDÃO . diretamente envolvidos na execução do contrato. 71. da Lei nº 8. tendo em vista que. O que ocorreu consiste em delegação para terceiro de tarefas do empreendimento necessárias à consecução dos fins estruturais do "negócio estatal". contudo. especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora. Merece reforma a r.273-274 proferida pela MM. verifico que o Estado do Espírito Santo participava da relação de emprego na medida em que era tomador da mão de . V . Vê-se que foi deferido pela r. No caso em apreço. Oficia o Douto Ministério Público do Trabalho pelo prosseguimento do feito. é válido trazer à baila o disposto nos itens IV e V da Súmula nº 331 do TST. 283v-288. E pelo fato de que: “ Em ação ajuizada pelo MPT. sobretudo no que atine ao cumprimento dos direitos trabalhistas dos empregados da empresa contratada. sendo partes as acima citadas. Contrarrazões. é incontroverso nos autos que a reclamante foi contratado pela 1ª reclamada para prestar serviços em favor do Estado do Espírito Santo. implica a responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços quanto àquelas obrigações.666/83). Nesse sentido. 174/2011.1 RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO QUANTO AO ABONO ANUAL DO PIS NO VALOR DE R$622. 71. Centro de Atendimento Psiquiátrico Aristides Alexandre Campos – CAPAAC. divulgada no DEJT em 27.00. 203-215 atestam que o Estado fiscalizou o cumprimento das obrigações trabalhistas pela 1ª reclamada durante a execução do contrato celebrado entre as partes. em 24. pelo Supremo Tribunal Federal.0132 Processo Nº RO-69600/2012-132-17-00. PODER PÚBLICO. é necessário que se constate a diligência do tomador dos serviços. nas mesmas condições do item IV.5.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 2ª Vara do Trabalho de Vitória que rejeitou as preliminares e julgou procedentes em parte os pedidos.11. situação típica versada na Súmula nº 331 do TST. dele conheço. sendo esse item V inserido por força da Res.2011. Portanto. presentes os demais pressupostos de admissibilidade do recurso. por disciplina judiciária. vê-se que as razões de recurso está apócrifa. exercendo a função de Auxiliar de Serviços Gerais nas dependências da Superintendência Regional de Saúde de Cachoeiro de Itapemirim. pelo menos da petição de apresentação do recurso. da ADC n. ressalvando-se.05.2010. caso evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei n.Os entes integrantes da Administração Pública direta e indireta respondem subsidiariamente. também em Cachoeiro de Itapemirim.º 8. 279. art. por parte do empregador. o Estado do Espírito Santo foi admitido à lide como assistente litisconsorcial do polo ativo. que a mera inadimplência do contratado não poderia transferir à Administração Pública a responsabilidade subsidiária pelo pagamento dos encargos trabalhistas (Lei 8.TRT 17ª Região .11. às fls. O abono. sentença de fls. desde que haja participado da relação processual e conste também do título executivo judicial. às fls. como já dito em linhas pretéritas. de 21.º). para se cogitar da exclusão da responsabilidade subsidiária dos entes públicos.2010. inclusive. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. Na linha do item V da Súmula n. julgada procedente pelo Supremo Tribunal Federal (STF).0132 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: HELOISA HELENA DA SILVA CURCIO Recorridos: ESTADO DO ESPIRITO SANTO MASTER PETRO SERVICOS INDUSTRIAIS LTDA Origem: 2ª VARA DO TRABALHO DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM . A propósito. que isso não significa que eventual omissão no dever de fiscalizar as obrigações do contratado não possa gerar essa responsabilidade para o ente público. cuja edição foi inspirada no resultado do julgamento. às fls. 279-281. 331 do TST. contudo não foi deferido o pleito de condenação subsidiária do Estado do Espírito Santo. notadamente quanto ao dever de fiscalizar a execução do objeto contratual. em 24. entretanto. sentença quanto à responsabilidade subsidiária do Estado do Espírito Santo. Isso equivale a dizer que. a petição de sua apresentação. Com efeito. passou-se a entender.

Portanto. inclusive trabalhistas. No entanto. constitui forma anômala de prosseguimento da execução. uma vez que a subsidiariedade não tem por escopo onerar despropositada e irresponsavelmente o condenado subsidiário. E durante o desempenho dessa função. do CC. primeiro. executar a tomadora dos serviços. Também deixo esclarecido que. não há qualquer comprovação de que o 2º reclamado fiscalizou efetivamente o cumprimento das obrigações trabalhistas anteriormente ao término da prestação laboral da autora. 203-215 – notificação à 1ª reclamada de que o contrato de prestação de serviços com o Estado havia sido rescindindo. as decorrentes da legislação laboral). Partindo dessas premissas. pela 1ª Reclamada. E o ônus de provar a efetiva fiscalização da execução do contrato é da Administração Pública. agiu com culpa in vigilando. de imediato. de acordo com os artigos 58. inobservadas pelo contratado. Desse modo. alcançar o patrimônio daqueles que participaram como réus na fase de conhecimento. esclareço não haver necessidade de se comprovar. quando impossível executar a sociedade devedora. dentre outras.666/93. ressalvou a possibilidade de a justiça do Trabalho constatar. Na hipótese dos autos. ante a insolvência notória do principal. O item IV da Súmula n. deve-se. da Lei nº 8. caberia à entidade estatal. com pagamento de toda verba devida à reclamante. serão executados todos os bens da 1ª reclamada para. é responsável subsidiário o Estado do Espírito Santo. Agravo de Instrumento a que se nega provimento. abrangendo todas as verbas devidas não adimplidas pela 1ª reclamada. quando pleiteada em juízo sua responsabilização pelos créditos trabalhistas inadimplidos pelo contratado. da Lei nº 8. por óbvio. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Assim. A própria Lei de Licitações impõe à Administração Pública o dever de fiscalizar a execução dos contratos administrativos. da Administração Pública (culpa in vigilando).2011) Entretanto. Ministro Carlos Alberto Reis de Paula. a culpa in vigilando da Administração Pública e. da Lei nº 8. Não tendo sido produzidas outras provas nesse sentido. para condenar o tomador no cumprimento subsidiário das obrigações impostas em sentença. sob o prisma da aptidão para a prova. concluo que o 2º reclamado foi culpada pelo inadimplemento. DJ 23. 23 de Setembro de 2013 56 obra da reclamante. Assim. o descumprimento de obrigações trabalhistas – é datado de 07/11/2011. uma vez declarada.16. compete ao ente público. dou provimento para condenar subsidiariamente do Estado do Espírito Santo quanto ao abono anual do PIS no valor de R$622. já em relação à desconsideração da personalidade jurídica e execução do patrimônio dos sócios da 1ª reclamada. ao declarar a constitucionalidade do art. pois não há qualquer ressalva quanto à extensão objetiva da responsabilidade subsidiária. caput. a condenação subsidiária não excepciona qualquer parcela. §1º. e 67. do CPC e 818 da CLT).11. de ordinário. eis que. a exemplo do ocorrido no que concerne às verbas rescisórias não pagas à reclamante. § 1º. Todavia. o ente público não aponta qualquer elemento ou indício no sentido de que cumpriu a obrigação legal que lhe é imposta (artigos 58. caput e §1º. teria o condão de evitar infortúnios relacionados ao inadimplemento de verbas trabalhistas da contratada junto aos seus trabalhadores.2008. embora seja possível. Essa desconsideração da personalidade jurídica (disregard doctrine) é possível e tem sido utilizada amiúde nesta Especializada. no que se refere ao benefício de ordem. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. mais do que realizar a escolha da empresa devidamente. consoante tem decidido o próprio Tribunal Superior do Trabalho. (PROCESSO Nº TST-AIRR-123240-14. eventual situação de insolvência. III. inexiste violação do art. caput e § 1º. E também. apresentar as provas necessárias à demonstração de que cumpriu a obrigação prevista em lei. especialmente no que concerne à fiscalização do adimplemento. que a responsabilidade subsidiária. senão vejamos: AGRAVO DE INSTRUMENTO DESPROVIDO – TERCEIRIZAÇÃO – DEVER DE FISCALIZAÇÃO ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA – OMISSÃO – “CULPA IN VIGILANDO” – RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA – DECISÃO DO STF NA ADC 16 No julgamento da ADC 16. De modo que.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. a não ser a notificação supramencionada. trazer os elementos necessários à formação do convencimento do magistrado (arts. verifica-se a conduta culposa. Rel.666/93. sob pena de restar caracterizada a culpa in vigilando da Administração Pública. isso não deve ser obstado. inclusive quanto às obrigações trabalhistas. conforme se depreende dos artigos 58. por omissão. Esclareço desde já que. diante disso. em juízo. em determinadas hipóteses. II. para efetivar o cumprimento da decisão. ainda. por fim. a despersonalização da pessoa jurídica. já que o documento de fls. 71. 333. devendo responder pela falta de idoneidade da prestadora de serviços. Assim. Desde aí se conclui que. atribuir responsabilidade ao ente público pelas obrigações. TST é claro quando afirma que a responsabilidade subsidiária do tomador de serviços abrange todas as verbas decorrentes da condenação.º 331 do C. pelo pagamento dos encargos trabalhistas devidos. o Supremo Tribunal Federal.03. relatando como causas. imediatamente. e 67.666/93. não constitui um direito do devedor e sim do credor.00. por atender aos princípios de celeridade e economia processuais na fase de execução.0002. com fundamento nos artigos 186 e 927. razão pela qual se atribui a responsabilidade subsidiária ao ente público. o Estado não logrou êxito em comprovar a efetiva fiscalização referente às obrigações da 1ª reclamada junto a seus empregados. que impõem à administração pública o ônus de fiscalizar o cumprimento de todas as obrigações assumidas pelo vencedor da licitação (dentre elas. tinha o recorrente o dever de manter constante vigilância quanto ao cumprimento das obrigações trabalhistas em relação aos trabalhadores que lhe prestaram serviços diretamente. Desse modo. por unanimidade. é integral e substitutiva. sendo mais fácil ao exequente voltar-se contra o devedor subsidiário. 5º. conhecer do . saliento que estes não foram condenados na fase de conhecimento e só no caso de não haver devedor subsidiário é que se justificaria aplicar. III. 8ª Turma. III. Assento. o 2º reclamado não trouxe aos autos qualquer elemento que permitisse ao Juízo aferir se houve efetivo acompanhamento do contrato de prestação de serviços. no caso concreto. II. da Lei nº 8. persistindo a inadimplência. como sustentado acima. da Constituição da República ou qualquer outro dispositivo legal. Pondero. que a execução contra o sócio que não foi diretamente demandado na fase de conhecimento. mas o encerramento do contrato de trabalho da reclamante se deu em 28/12/2011 conforme fls.666/93. e 67. decorrente da omissão quanto ao dever de fiscalização da execução do contrato administrativo. A efetiva fiscalização da execução do contrato de prestação de serviços da 1ª reclamada. depois. dos direitos trabalhistas dos empregados que trabalharam em benefício do 2º reclamado.5.

dar-lhe provimento para condenar subsidiariamente o Estado do Espírito Santo quanto ao abono anual do PIS no valor de R$622. XXIV e LIV da CF.0069800-71. 769 da CLT. 276-279. o que se dirá. Procurador do Trabalho: Dr.1 ANTECIPAÇÃO DE TUTELA DE OFÍCIO. É que o art. 23 de Setembro de 2013 57 recurso e. julgado procedente o pedido.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA ANTECIPAÇÃO DE TUTELA DE OFÍCIO. o juiz não está autorizado a antecipar. Contraminuta da reclamada. posse como membro da CIPA e honorários advocatícios. então. Nesse passo. POSSIBILIDADE. 878 da CLT permite que a execução trabalhista seja promovida ex officio pelo juiz. Conquanto a tutela antecipada. oriunda da 1ª Vara do Trabalho de Guarapari-ES. 271-275. sendo esta intitulada como antecipação de tutela. às fls.0151 RECURSO ORDINÁRIO Recorrentes: JOSUE DE JESUS SANTOS MCE ENGENHARIA LTDA Recorridos: MCE ENGENHARIA LTDA JOSUE DE JESUS SANTOS Origem: 1ª VARA DO TRABALHO DE GUARAPARI . no processo do trabalho.TRT 17ª Região . Razões do recurso ordinário do empregado. incisos XXII.2011. 461. Vistos. c/c os artigos 769 e 878 da CLT. sendo clara a limitação ao princípio da demanda. Admite-se.5. arguindo vício de sentença ultra petita e se insurgindo quanto ao reconhecimento de nulidade da dispensa. No processo civil.5. 273 do CPC prevê a necessidade de requerimento do interessado para que tal provimento jurisdicional seja concedido. Desembargador Gerson Fernando Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. no caso. às fls. pode o menos”. no mérito. 259-264).1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. o julgador tem atividade mais destacada do que nos demais ramos do direito. de tutela já requerida pela parte. de ofício. 259-264.2 RECURSO ORDINÁRIO DA RECLAMADA 2.17. sem que isso caracterize vício de sentença ultra petita. Há. 266). pode o magistrado determinar as providência necessárias a assegurar o resultado prático equivalente ao adimplemento. No que respeita ao agravo retido (fls. Um conhecido jargão traduz bem o que se estar a dizer: “quem pode o mais. Em razão da prejudicialidade do apelo patronal. ainda. com nítido caráter satisfativo. a tutela antecipada ao trabalhador. que ataca o reconhecimento de nulidade da dispensa do empregado. concernente na determinação de reintegração do . as normas do processo comum apenas são aproveitadas na seara laboral no caso de inexistência de regra específica e desde que haja compatibilidade com as normas previstas no texto consolidado. 461 do CPC.0151 Processo Nº RO-69800/2011-151-17-00. também.00. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. Aduz que o Juízo de origem não poderia ter deferido reintegração do autor em sede de tutela antecipada. todavia. Na verdade. 798 e 799 do CPC. que julgou parcialmente procedentes os pedidos formulados na inicial. acerca da possibilidade de antecipação. há que ter em mente a amplitude de atuação que o processo do trabalho confere ao magistrado condutor da relação jurídica processual. 164-174. do poder geral de cautela de que goza o juiz (artigos 798 e 799 do CPC). porque não houve expresso requerimento nesse sentido. Ora. 176-186. Ora.2 Recorrente Advogado Recorrido Plurima Autor Advogado Plurima Réu JOSUE DE JESUS SANTOS Luiz Carlos Gomes Pereira(OAB: 015897 ES) MCE ENGENHARIA LTDA MCE ENGENHARIA LTDA Tasso Luiz Pereira da Silva(OAB: 178403 SP) JOSUE DE JESUS SANTOS ACÓRDÃO . sendo a respectiva Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 contraminuta acostada às fls. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante e de recurso ordinário interposto pela reclamada em face da sentença de fls. os efeitos da tutela. Inteligência da interpretação sistemática dos artigos 273. pelo não provimento do apelo do empregado. agravo retido interposto pelo autor em face do despacho de fl. aprecio primeiramente o referido recurso. se o ordenamento juslaboralista admite o início de um novo procedimento sem provocação do interessado. não pode ser transportado ao processo do trabalho sem as devidas adaptações à principiologia própria desse ramo do direito. É o relatório. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). Também alega que violadas as garantias constitucionais previstas no artigo 5º. 256. afinal. Razões do recurso ordinário da ré. PROCESSO DO TRABALHO. às fls. do resultou o seu não recebimento na origem (fl. a concessão ex officio da tutela antecipada. a partir disso. CABIMENTO A reclamada argui a nulidade da sentença por vício de julgamento ultra petita. não estando previsto no rol do artigo 893 da CLT. sendo partes as acima citadas. pelo não provimento do apelo patronal. de ofício. às fls. nos termos do art. Não se pode esquecer. às fls. Essa conclusão encontra amparo até mesmo no art. pois presentes os pressupostos de admissibilidade.1 CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário do reclamante e também do recurso ordinário da reclamada. 2. Invoca os artigos 128 e 460 do CPC. total ou parcialmente. o art. 221-222. nada mais retrata do que a simples execução ex officio da sentença proferida. postulando a reforma do julgado quanto aos danos morais. Contraminuta do reclamante. FUNDAMENTAÇÃO 2.2. A exemplo disso.17.2011. 204-206. Aqui. Veja-se: o título condenou a ré ao cumprimento de obrigação de fazer (reintegração) e. João Hilário Valentim DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-69800-71. saliento que tal recurso é estranho ao processo do trabalho. de ofício se iniciou a execução. PROCESSO DO TRABALHO. Essa regra. Razões do agravo retido. que regula o cumprimento das obrigações de fazer e não fazer. Vejamos.

a concessão ex officio da tutela antecipada. 154-155). da história clínica e ocupacional. Nego provimento.6. que confirma os membros do documento da fl. 11). pois admitida.3. a época da demissão. veiculado no item 6 da inicial (fl. 2. embora tenha apresentado . No caso vertente. é que. assim. estava inapto para o trabalho quando demitido e provavelmente teria dificuldade em prover o seu sustento e o de sua família. Porém. não foi nisso em que a sentença se apoiou para determinar a reintegração do trabalhador.2 NULIDADE DA DISPENSA..” (fl. A causa de pedir do pleito de danos morais. no sentido de sanar o seu quadro.584/70. que foi eleito no mesmo processo do qual participou o autor. Diante de todo exposto. Procurou-se tutelar. fl. 09)..)” (sem destaque no original. a pretensão de pagamento de indenização por danos morais possui breve causa de pedir e que está atrelada às ‘repercussões que o acidente de trabalho lhe causou’ (sic. estão fundamentados na preterição do reclamante em sua nomeação para integrar a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes. no processo do trabalho. do exame físico. A pretensão não foi formulada ao fundamento de que a CIPA deve ser integrada por idêntico número de titulares e suplentes. com indicação cirúrgica.3. O pleito de posse como membro suplente da CIPA.3. 389 e 404 do CC/02 e o artigo 1°. das atividades descritas. O preenchimento da vaga por outros trabalhadores que tiveram número menor de votos ou sequer se habilitaram no processo eleitoral é que motivou. o pedido de nomeação como membro da CIPA. dos documentos acostados aos autos. Diante disso. foram chamados a nomeação e posse na CIPA em detrimento do autor. como já descrito. a insurgência do reclamante. não demandado apreciação conforme a delimitação processual (artigos 128 e 460 do CPC). Sr. não interfere no julgamento da lide.44 da NR 5)” (fl. No processo trabalhista. restando para tanto. nos termos do voto do Desembargador José Luiz Serafin. senão vejamos: “Após análise dos autos. o que não se verificou. afastando. reconhecendo o perito a inexistência de nexo causal entre a moléstia e as atividades que o reclamante desempenhava na ré. inclusive no que tange ao malferimento dos dispositivos legais e constitucionais citados no recurso.2 POSSE COMO MEMBRO DA CIPA. ainda. ressalte-se. Esclarecido esse ponto. verifica-se que o obreiro não se encontra assistido por seu Sindicato de Classe. de modo que a declaração da testemunha Jorge Augusto Oliveira Jesus. quando inquirido. nego provimento. que assim dispõe: O reclamante requer a reforma da sentença quanto aos honorários advocatícios invocando a aplicação dos artigos 133 da Constituição Federal. dos laudos médicos. que empatou com o terceiro suplente (a testemunha Jorge Augusto Oliveira Jesus) e não tomou posse por ter menos tempo de serviço (item 5. vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais. que era o suplente imediato. bem como o pedido de danos morais veiculado nos itens 9 e 10 da inicial. conforme a peça de ingresso. ou seja. 2. 50. onde a reclamada era sabedora de seu quadro. a alegação da inicial de que outros candidatos. o reconhecimento da nulidade da dispensa está fundamentado na tese de que o reclamante. 23 de Setembro de 2013 58 reclamante ao emprego. o laudo pericial foi taxativo na conclusão de que o mal que acomete o empregado não tem nexo de causalidade com as atividades desempenhadas na ré (fls. por maioria. que. REINTEGRAÇÃO De fato. na hipótese contemplada no artigo 14 da Lei nº 5. todavia. além de superficial.3 HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS A Primeira Turma decidiu. 10). conforme documento da fl. É isso que se percebe claramente da leitura da peça de ingresso. a empresa ré deveria ter quatro titulares e quatro suplentes. conforme fls. não havendo qualquer alegação de irregularidade nesse sentido. não tendo sido reconhecida a natureza ocupacional da doença do autor. tendo em vista os atestados médicos apensados aos autos. conforme fl. está atrelada à origem ocupacional da doença que acomete o obreiro. segundo juízo da magistrada sentenciante. muito embora. titulares e suplentes). de uma melhor avaliação clínica do reclamante por parte da reclamada. 170) Vale acrescer. não tenha índole cautelar visível num primeiro plano. no entanto. diante dos limites da pretensão. o perito conclui que o reclamante é portador de Hérnia Umbilical volumosa. diante da vacância de suplentes.. de que “segundo” o sindicato. o que foi deferido em sentença.2. nego provimento. (fl. (com destaque no original. de maneira que somente são devidos quando o empregado litiga assistido por seu Sindicato de Classe. Por essas razões. em função da atividade empresarial e número de empregados da empresa (item 5. portanto. nos termos do comando sentencial abaixo transcrito: “Por fim. 165 da sentença). cai por terra a tese da reclamada. 2. cientificamente. a prova testemunhal aponta que “os membros da CIPA que atuam na reclamada são. Nesse sentido foi a conclusão do perito. os quatro titulares e os três suplentes eleitos originalmente. estava inapto para o trabalho. Assim. 158). Sem razão. não se enquadre como de origem ocupacional”. portanto. certo é que o procedimento adotado na origem algum cunho assecuratório tem. portanto. verifica-se inexistir razão para a reforma da sentença. É que a testemunha do autor. I da Lei 8. transcrevo o seguinte trecho da sentença: “Outrossim. 143-155). afirmou o seguinte: “(.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. negar provimento ao apelo. em face do afastamento da origem ocupacional da moléstia. O que se Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 alegou. mas sim sob a alegação de preterição na ordem de nomeação. ou mesmo trabalhadores que não participaram do processo eleitoral. Em reforço. a dignidade da pessoa do empregado. o que me parece correto. 50 (termo da fl. assim como o pleito de dano moral decorrente dessa postulação. Nesse passo.906/94... que. sem que isso caracterize vício de sentença ultra petita. o pleito de danos morais foi condicionado ao não acolhimento da reintegração do autor (fl.1 DANOS MORAIS. Nego provimento. que tiveram número de votos inferior. exatamente. não há que prevalecer o pleito do autor.) que é membro da CIPA no cargo de suplente.3 RECURSO ORDINÁRIO DO RECLAMANTE 2. Na verdade. tanto que o pedido de reconhecimento da estabilidade foi julgado improcedente. 158) Como se nota. a empresa procedeu de forma irregular ao não nomear o autor. de plano julgo IMPROCEDENTE o pedido”. Jorge Augusto Oliveira Jesus.. O Juízo de origem bem avaliou os limites lide.3 da NR 5). que o incapacitava de trabalhar. determinada pela causa de pedir e pelo pedido. que são os representantes da CIPA na ré. os honorários advocatícios não decorrem da mera sucumbência. sobretudo. cabe registrar que a causa de pedir apresentada na petição inicial não versa sobre dimensionamento de CIPA (número de membros da CIPA. 165) Improcede. 2. art. que são 4 titulares e 3 suplentes. (. e também com indicação de cirurgia 01 dia antes de sua demissão.

que inclusive já se encontravam desativadas. NÃO CARACTERIZAÇÃO. “na Justiça do Trabalho. Aduz que a prova pericial realizada é nula pois efetuada sem realização de qualquer medição de existência de vibração produzida pela máquina operada pelo obreiro.0191 RECURSO ORDINÁRIO Recorrentes: FIBRIA CELULOSE S/A JOQUIMAR SANTOS DE SOUZA Recorridos: JOQUIMAR SANTOS DE SOUZA FIBRIA CELULOSE S/A Origem: VARA DO TRABALHO DE SÃO MATEUS . 133 da CF/88 e 20 do CPC. Por certo. Razões da reclamada (fls. 20). Contrarrazões da reclamada (fls. acerca da questão apontada pela ré quanto ao pretendido esclarecimento ao laudo pericial no que diz respeito à avaliação quantitativa e análise da ISO 2631 invocada pela reclamada. Assim sendo.1.TRT 17ª Região . TST. respondendo satisfatoriamente a todas as questões levantadas pelas partes. descontos fiscais e previdenciários. atento às normas constantes da NR-15. o deferimento de honorários advocatícios sujeita-se à constatação da ocorrência concomitante de dois requisitos: o benefício da justiça gratuita e a assistência por sindicato". Desembargador Gerson Fernando Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Tal raciocínio não viola o disposto nos arts. negar provimento ao apelo patronal e. tampouco inimiga capital da parte. sendo partes as acima citadas. Nego provimento. exceto quanto à matéria “descontos fiscais e previdenciários” por inovação recursal. no recurso do reclamante. negar provimento ao apelo do reclamante. quanto aos honorários advocatícios. insurgindo-se quanto a horas in itinere. LITIGÂNCIA CONTRA A RECLAMADA. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região.2012. a todo o momento restou garantido ao autor manifestar-se nos autos. no mérito. nulidade da sentença por cerceio do direito de defesa e. 3. Anexo 8. é apenas e tão somente a insatisfação da reclamada quanto ao resultado do laudo pericial. TST. compensação e adicional de insalubridade. INIMIGA CAPITAL.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. o simples fato de a testemunha arrolada pelo reclamante estar litigando com a reclamada. por unanimidade. por maioria. para produção dessa prova.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA TESTEMUNHA CONTRADITADA. não há que se falar em inobservância à ampla defesa (CF. ainda que em ação com idêntico pedido. Há entendimento sumulado pela Colenda Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Corte Superior Trabalhista no sentido de que. não apresentando quaisquer contradições ou omissões. Procurador do Trabalho: Dr. o que não tem o condão de invalidá-lo.5. de confiança do juízo e dentro das exigências legais. visto que. quantitativo de horas in itinere.2. embora o advogado seja imprescindível na administração da Justiça. sentença (fls. conheço parcialmente do recurso ordinário do reclamante. cerceio do direito de defesa e. vez que.0191 Processo Nº RO-71100/2012-191-17-00. CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário da reclamada porque preenchidos os pressupostos de admissibilidade. no mérito.2. bem ainda. 909-917) que julgou procedentes em parte os pedidos aforados pelo autor. Vencido. Presentes os demais pressupostos de admissibilidade do apelo obreiro. vez que elaborado por profissional qualificado. 934-938vº) argüindo preliminarmente.1. Razões do reclamante (fls. pretendendo a reforma do julgado quanto a horas in itinere. vê-se que o perito valeu-se da legislação em vigor ao elaborar o laudo pericial. não é suficiente para torná-la suspeita (Súmula 357 do TST). LV). No mérito.2012. Ora. o que se constata.17. esse é o entendimento que se extrai dos Enunciados 219 e 329.17. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais. Acolho a preliminar argüida em contrarrazões pela reclamada de não conhecimento do apelo obreiro quanto à matéria “descontos fiscais e previdenciários” por inovação recursal.0071100-11. Vistos. não faz jus aos honorários de advogado. art. 943-950) alegando não conhecimento do recurso obreiro quanto a descontos fiscais e previdenciários por inovação recursal. 5º. Contrarrazões do reclamante (fls.3 Recorrente Advogado Recorrido Plurima Autor Advogado Plurima Réu FIBRIA CELULOSE S/A André Luiz Pacheco Carreira(OAB: 003679 ES) JOQUIMAR SANTOS DE SOUZA JOQUIMAR SANTOS DE SOUZA Carlos Magno Barcelos(OAB: 008163 ES) FIBRIA CELULOSE S/A ACÓRDÃO . INDEFERIMENTO DE REQUERIMENTO DE NOVA PERÍCIA E DE PRODUÇÃO DE PROVA TESTEMUNHAL ARGUÍDA PELA RECLAMADA Argúi a reclamada a nulidade da sentença aduzindo que teve cerceado seu direito de defesa ao ver indeferido pelo Juízo seu requerimento de produção de nova perícia. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). João Hilário Valentim DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-71100-11. PRELIMINARES DE NULIDADE DA SENTENÇA POR CERCEIO DO DIREITO DE DEFESA 2. Quanto à nova prova pericial. FUNDAMENTAÇÃO 2. bem como da Orientação Jurisprudencial 304 da SDI-I do C. Ademais. 918-928) alegando preliminarmente. 874-878 são detalhados e conclusivos. 951-989). SUSPEIÇÃO.5. 23 de Setembro de 2013 59 declaração de miserabilidade jurídica (fl. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. 2. 839-855 e os esclarecimentos de fls. RELATÓRIO Trata-se de recursos ordinários da reclamada e do reclamante em face da r. NULIDADE DO LAUDO PERICIAL. in casu. Outrossim. devem ser observadas as peculiaridades inerentes a esta Especializada anteriormente explicitadas. não havendo qualquer prejuízo em suas manifestações. Ressalte-se que o laudo pericial de fls. Respondeu satisfatoriamente à impugnação da reclamada acerca de que a mediação do agente insalubre “vibração de corpo inteiro” é feita de . segundo a Orientação Jurisprudencial nº 305 da SDI-I do C. conhecer do recurso ordinário do autor e também do recurso ordinário da reclamada.

Data vênia do Juízo de origem. e ficar consignado em julgamento que o recorrente não deve ser contraditado somente por haver demandas.. não aponta desavença. que não se mostra simples malquerença ou animosidade. a parêmia testis unus testis nullus. intencionalmente praticados por outra. por concluir que a mesma não tem isenção de ânimo para depor na presente ação. in A Prova no Processo do Trabalho. evidenciados publicamente em atos de maldade ou prejudiciais à pessoa. o juízo de origem acolheu a contradita argüida pela reclamada em face da testemunha arrolada pelo autor. que o disposto nos artigos 436 e 437 do CPC conferem apenas uma faculdade do juiz. 23 de Setembro de 2013 60 modo qualitativo e não quantitativo como alega a reclamada. o juiz procederá livremente para apreciar a prova. inclusive com as fotografias das máquinas operadas ao tempo da vigência do contrato de trabalho. 7ª ED. não vejo nos fatos uma caracterização de inimizade capital. Nota-se que a pretensão da ré é fazer prova com a oitiva de testemunha daquilo para o que a lei determina especificamente a produção de prova pericial. de que se gera ou surge o inimigo capital. ACOLHIMENTO DE CONTRADITA DE TESTEMUNHA E DECLARAÇÃO PELO JUÍZO DE INIMIGA CAPITAL ARGUÍDA PELO RECLAMANTE Argúi o reclamante cerceio do direito de defesa cerceado em razão do juízo ter acolhido a contradita de sua testemunha e declarado a mesma inimiga capital da parte. Assim esclarece De Plácito e Silva: “Se a inimizade assoma tal estado de intensidade. tratando o primeiro da valoração da prova. em razão de não existir justa causa para acolher a contradita. 130 do CPC).. hoje em dia. certo é que a desavença pessoal entre depoente e parte.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. LTr. porquanto vale mais a qualidade que a quantidade. Desta forma. pp. no intento de descaracterizar a conclusão do laudo pericial. uma vez que o laudo apresentado foi plenamente satisfatório. Sr. aliás na mesma esteira de Malatesta: “pode a testemunha achar uma satisfação de vingança em seu depoimento desfavorável.J. repita-se. já que. para comprovação de que as máquinas são ergonômicas e equipadas com dispositivos que evitam ou que reduzem a vibração. Ao analisar os elementos existentes sentiu-se em condições de proferir a decisão. não se pode falar em cerceio ao direito de defesa por indeferimento de oitiva de testemunha. 264). ou representante da parte. não se vislumbra qualquer vício a macular o trabalho do perito. Paulo Henrique Nunes Rezende ser inimigo capital. consoante aquele dispositivo fixa no inciso III.”. 1997. Ressalte-se. para que mereça a atenção do juiz. expert declinado fundamentação suficiente a embasar suas conclusões. grada a inimizade capital. salvo exceções de outros fatos a serem apurados em audiência. ambos da reclamada. portanto.” (BookSeller. mas para que assim seja é preciso um ódio inveterado. quando o convencimento do julgador a quo já se formara com os elementos já constantes dos autos. mas profundo ódio. tendo o i. tem-se que os peritos são profissionais com conhecimentos técnicos que os habilitam a responder aos quesitos apresentados e esclarecimentos posteriores.2. Ademais. que existem paradas durante a jornada. uma desunião passageira e por motivos pouco graves. In casu. Não mera desavença. ainda que em ação com idêntico pedido. Manuel Antônio Teixeira Filho. Por outro lado nada obstante seja inaplicável. e o segundo à possibilidade de nova perícia na hipótese do juiz entender que a primeira perícia não elucidou a causa. 405. colho o seguinte aresto: TESTEMUNHA QUE LITIGA CONTRA O MESMO EMPREGADOR – SUSPEIÇÃO – O fato de uma das testemunhas da parte Reclamante ser ex-empregada da parte Reclamada e estar litigando contra ele não a impede de depor. § 3º do CPC. professor na Universidade de Heidelberg. 405.. 318/319. Rejeito. outra não pode ser a conclusão de que o perito analisou o caso específico do reclamante. Assim. Todavia. Exige a lei inimizade capital.” Pois bem. Paulo Henrique Nunes Rezende. bem comprovar a natureza do trabalho do autor e comprovar elementos que autorizam a impugnação do laudo pericial.2. Todavia. o laudo pericial produzido foi suficiente a elucidar a questão. no seu Tratado da Prova em Matéria Criminal. entendendo que o laudo pericial era suficiente para formar seu convencimento. ainda. levou em consideração a avaliação do ambiente de trabalho.. mormente considerando que a avaliação do agente nocivo vibração é qualitativa e não quantitativa e a ausência de fornecimento de EPIs. §3º. Neste sentido. Isto porque a lei exige que o depoente seja inimigo capital da parte. rancor incontido. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Aduz em seu apelo que “O cerceio do direito de defesa. nesse sentido. não vislumbro a necessidade de realização de nova perícia. há entendimento sumulado pela Colenda Corte Superior Trabalhista no sentido de que. No que se refere à oitiva de testemunhas. quiçá desavença decorrente do fato da testemunha litigar em face da ora reclamada. o cerceamento do direito de defesa alegado. o simples fato de a testemunha arrolada pelo reclamante estar litigando com a reclamada. do assistente técnico e do técnico em segurança do trabalho. sobre a questão. atendendo aos fatos e circunstâncias constantes dos autos. de confiança do juízo e dentro das exigências legais. os protestos registrados em ata de fl. com a presença do reclamante. Mittermaier. Inimizade séria e inafastável. com total capacidade de aferição do agente insalubre na atividade laboral do reclamante em estrita observância à norma vigente.A. cabe ao juiz dirigir o processo e indeferir a produção de provas que julgar desnecessárias (art. inclusive com postulação de indenização por danos morais. 902 apontam que a ré pretendia fazer prova testemunhal “. do CP. a qual está diretamente ligado ao princípio do livre convencimento. Assim. III. não é suficiente para torná-la suspeita (Súmula 357 do TST). 2. 1997. pág. aqui também inocorreu o alegado cerceio do direito de defesa. no que revela-se desnecessária a produção de prova oral. considerando-a inimiga capital da reclamada em razão de possuir várias demandas em face da reclamada. perito. Aliás. Tampouco de que seja seja suspeita por ter em andamento ação contra a reclamada. Resta apontar. a insurgência da reclamada guarda consonância com o resultado do laudo que lhe foi desfavorável. é de somente para extrair o termo de que o Sr. Da leitura do laudo e de seus esclarecimentos. No mais. deve ser levada em conta na aferição do depoimento. Do exposto. inexistindo. cuja causa subsista ainda. conforme entendimento jurisprudencial vertido no Enunciado Nº 357 do TST. Não é suficiente. inimizade furiosa e incontida. assevera com propriedade: "O fato de o empregado haver . entretanto. Não vislumbro no fato da testemunha litigar em face da reclamada a caracterização de que a mesma seja dela inimiga capital. que a lei nas hipóteses elencadas no art. sendo válido seu testemunho. In casu. elaborado por profissional qualificado. nem mesmo mero desagrado ou antipatia. aplicando o art. A inspeção realizada in loco pelo i.” No mesmo sentido adianta C.

Assim. Aduz que embora a escala do autor fosse de 4x2. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE A sentença condenou a reclamada no pagamento de adicional de insalubridade no grau médio. ou seja. é certo que o tempo despendido de 4(quatro) horas diárias descrito na inicial não merece prestígio. demonstram que tal compensação se destina aos trabalhadores que executavam suas tarefas em regime normal. entendo correta a condenação imposta em sentença quanto a 50 minutos diários (25 minutos no percurso para ida e igual tempo para volta) a título de horas in itinere. tempo apurado pela média.3. (TRT 04ª R. Por outro lado. e também considerando o total de horas reconhecidas no Acordo Coletivo 2010/2011 (fls. Quer nos parecer que a contradita. Quanto ao tempo percorrido. então. II. devem ser compensadas as horas deduzidas da jornada semanal do autor (4 horas semanais) daquelas objeto da condenação. réu na ação. Ainda. MÉRITO 2. 5º. buscando a tutela dos direitos subjetivos que afirma terem sido lesados.3.2003) Acolho a arguição de cerceio do direito de defesa argüida pelo reclamante para afastar a contradita da testemunha e de conseqüência. revelado que poderia chegar a 25 minutos o tempo gasto no descolamento até as frentes de trabalho.1.” Nego provimento. Inconformada. art. RECURSO DA RECLAMADA 2.12. e servido em todo trajeto por transporte público e por vias asfálticas. era compensado pela redução da jornada de trabalho. variando de acordo com o local da frente de trabalho. Pela instrução probatória. A reclamada defendeu-se aduzindo que o local de trabalho do autor era de fácil acesso. HORAS IN ITINERE O autor postulou o pagamento de 04 (quatro) horas in itinere. não o torna. Sustenta que a condenação em 50 minutos diários extrapola os termos do depoimento da única testemunha ouvida. passo ao exame meritório dos apelos. sustentou que o tempo real gasto. – RO 00376. 23 de Setembro de 2013 61 provocado o exercício da função jurisdicional do estado-Juiz. sendo estes tanto às margens da BR 101 quanto em locais onde não passa transporte público regular. incorrendo em violação ao art. unicamente aos trabalhadores sujeitos a jornada de trabalho de 44 horas semanais. qualquer violação ao art. À análise. prevista nos acordos coletivos. nasce o direito do reclamante ao pagamento das horas do percurso percorrido. contrariando o art. Provado que o local é de difícil acesso e servido por transporte do empregador em horário compatível com o do trabalho do autor. de 40 minutos para ida e igual tempo para volta.3. nesta hipótese.3. 196 da CLT e como acentua a Súmula . despendendo 02 horas na ida e outras 02 na volta. estando. em inimigo capital da parte que fez constar como ré". da CF/88. a reclamada confessou em sua petição inicial que o percurso demandaria 40 (quarenta minutos) diários. uma vez que exagerados se cotejado com os horários afirmados pela prova testemunhal produzida pela reclamada. não há falar que as horas in itenere estariam compensadas pela redução da jornada de trabalho prevista em normas coletivas. estando portanto abrangido pelos termos dos acordos coletivos. Sustenta que a perícia foi realizada em outras máquinas e não naquelas usadas pela reclamante. 664-674) no qual estabelecido na cláusula 23ª o pagamento de 20 horas extras a título de horas in itinere. Restou apurado nos autos que o reclamante laborou como operador de máquina e processador florestal nas áreas de colheita de eucalipto na zona rural de Conceição da Barra e São Mateus. realmente. via de conseqüência. subjetivo. Não se vislumbra qualquer controvérsia quanto ao fato do reclamante laborar em regime de escala de quatro dias de trabalho por dois dias de folga (4x2). bem ainda afastar a declaração de inimigo capital da reclamada imputada à testemunha. mencionada pela reclamada em sua contestação. acaso mantida a sentença. supor-se que a pessoa que viesse a exercitar esse direito se transformasse. do que recorre a reclamada alegando que o perito não efetuou qualquer medição para constar a presença do agente físico vibração. O juízo de primeiro grau rejeitou a tese da empresa concluindo que os instrumentos normativos que contém cláusula de compensação das horas de trajeto na jornada do empregado não se aplicam ao reclamante. Sr. tem-se por provada a prestação em serviços em local de difícil acesso. não soube precisar em quais áreas laborou o reclamante. por percurso. servido por condução do empregador. 189 da CLT e art. inimigo capital do empregador. que determina a avaliação quantitativa. de 40 minutos diários. sendo conduzido para ir e voltar às frentes de trabalho. fora da hipótese normativa que abarca tãosomente os trabalhadores em regime normal. após afirmar que o tempo médio gasto era de 10 a 20 minutos. 2. Em relação à pretendida compensação. 7º. o que não é o caso do reclamante. sob o argumento de que embarcava em veículo da empresa. Argumenta. Não havendo argüição de nulidade da sentença. Paulo Henrique Nunes Rezende. os requisitos necessários à caracterização das horas in itinere. pois. da CF/88. não atendendo o Anexo 8 da NR 15. Constituiria absurdo. aplica -se. nos termos do §2º do art.028/99-8 – 3ª T. tendo a testemunha da ré. sua jornada era de 44 horas semanais. automaticamente. aqueles que laboravam fora das instalações prediais. Destaque-se que. inciso XXVI.1. como se infere da prova pericial produzida. A ação é um direito público. A testemunha da reclamada mencionou de 15 a 25 minutos. especialmente aqueles que contêm cláusula que autoriza a redução DAC jornada normal para compensação das horas de trajeto. 5º.2. resulta de uma confusão entre os significados distintos de adversário e de inimigo. a reclamada não se desincumbiu do ônus de provar que o local era servido por transporte público regular em horário compatível com o horário de trabalho do reclamante. de que o tempo despendido era em média de 15 a 20 minutos. de segunda-feira a sábado. Manuel Cid Jardon – J. A cláusula décima do ACT 1988/1989. nos moldes da contestação. Com base na prova testemunhal produzida arbitrou o tempo médio de horas in itinere de 25 minutos para ida e 25 minutos para volta. 03. Juiz Conv. por dia de trabalho. embora tenha mencionado o mesmo tempo de 20 minutos para o trajeto de ida e igual tempo de volta. XXXV). E o preposto da reclamada. Reporto-me à sentença: “Os instrumentos normativos acostados com a defesa. apenas por este motivo. de índole constitucional (CF. 58 Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 da CLT. portanto.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. sendo válido destacar que a lei menciona “local de difícil acesso ou não servido por transporte público”. conforme consta na peça de ingresso. o que revela a alternatividade entre os requisitos. 905 e 907). estando preenchidos. em depoimento. Não se divisa. – Rel. tampouco o horário declinado no depoimento pessoal do autor. conforme disposição expressa. Tanto o preposto quanto a testemunha da reclamada afirmaram que o reclamante trabalhou em várias áreas. 2. deferindo um total de 50 (cinquenta) minutos diários de horas in itinere. pois estas já estão desativadas. (fls. Alega que a atividade do reclamante de operador de máquinas não está inserida no rol daquelas classificadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego como insalubre. a reclamada sustenta que a decisão merece reforma.

pinçamos da referida ISO os seguintes termos pertinentes a matéria: "Para simplicidade. pelos fundamentos já expendidos no tópico 2. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-76200-39. deve tomar por base os limites de tolerância definidos pela Organização Internacional para a Normalização . não existe LIMITE DE TOLERÂNCIA para a exposição. através de pericia realizada no local de trabalho. mas tão somente a comprovação da existência da exposição. 194 da CLT e Súmula 80 do C.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Nesse sentido dispôs o perito nos esclarecimentos de fls. (grifo nosso) Ocorre que a ISO 2631-1: 1997(E) (vibrações de corpo inteiro) e também a Amd.” “O Anexo esta preocupado em fornecer um método uniforme e conveniente de indicar a severidade subjetiva da vibração mas não apresenta limites. quanto à preliminar de nulidade da sentença por cerceio de defesa. 189 da CLT e art. E também registrou que não houve participação do autor em treinamento de segurança obrigatório em obediência à NR-06. Este conceito não foi sustentado pelos resultados de pesquisa no laboratório e consequentemente foi removido. 196 da CLT e Súmula 460 do STF. por unanimidade. de maneira habitual e permanente. sem a proteção adequada.0010 Processo Nº RO-76200/2011-010-17-00. Vencida. “Acima dos limites de tolerância prvistos nos Anexos nº.1. da NR-15.1 Recorrente Advogado DEMERVAL BARBOSA LIMA Luis Fernando Nogueira Moreira(OAB: 006942 ES) . 2. Nesta atualização. Nego provimento. a dependência em duração de exposição dos vários efeitos nas pessoas tinham sido assumidos na ISO 26311:1985 para ser o mesmo para diferentes efeitos (saúde.o que foi feito pela Perito exatamente na forma prevista na legislação. Procurador: Dr. negar provimento a ambos os recursos. em suas normas ISO 2631 e ISO/DIS 5349 ou suas substitutas. por unanimidade. quando da análise do recurso da reclamada.3. 194 da CLT e Súmula 80 do C. 1. No Anexo 8 – Vibração temos a seguinte redação: ANEXO Nº 8 VIBRAÇÕES 1.5. 874-878: “Como pode se verificar. conforme pedido na inicial Alega que a ré não se desincumbiu do ônus da prova que lhe pertencia. ISO 2631-1:1985 e também a 2631-3:1985. as vibrações localizadas ou de corpo inteiro. João Hilário Valentim. II. Nego provimento.1. sem que a ré fornecesse qualquer equipamento de proteção individual capaz de neutralizar o agente insalubre. convocada para compor quorum. inocorrendo portanto a alegada violação ao art. com base no Anexo 8." "Não existe dados suficientes para mostrar a uma relação quantitativa entre exposição a vibração e riscos de efeito a saúde. por inovação recursal. Sr. tampouco há nos autos qualquer documento de fornecimento de EPI’s ao reclamante. 2. de prova testemunhal e de nulidade do laudo pericial argüida pela reclamada." “Os valores aceitáveis de magnitude de vibração para conforto conforme o item 8.17. de operador de máquinas e processador florestal.2. Pelas razões expostas. acolher a preliminar argüida em contrarrazões pela ré de não conhecimento do apelo obreiro quanto à matéria “descontos fiscais e previdenciários” por inovação recursal e conhecer parcialmente do recurso ordinário do reclamante. A pericia. Conclui-se portanto que o reclamante estava exposto ao agente físico vibração de corpo inteiro. 5º. uma vez que não existe limite de tolerância na norma vigente. 1:2010 (Amendment) substitui e cancela suas anteriores. a Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi. As atividades e operações que exponham os trabalhadores. 11 e 12”. Aduz que as cabines das máquinas são ergonômicas. habilidade de trabalho e conforto). em grau médio. em depoimento. 3." "Esta parte da ISO não contém limites de exposição vibração" "Embora uma relação de efeito de dose esteja geralmente assumida. caracterizandose portanto como atividade insalubre. conhecer do recurso ordinário da reclamada. na forma do art. não havendo falar em violação ao art. visando a comprovação ou não da exposição. mantenho a sentença que condenou a ré no pagamento de adicional de insalubridade em grau médio. No mérito. está dentre aquelas que acarretam vibrações de corpo inteiro. passando a avaliação a ser total mente qualitativa. Portanto. avaliação qualitativa sem mensuração e/ou quantificação diferente daquelas contidas no item 15. RECURSO DO RECLAMANTE Pretende o reclamante a reforma do julgado para majorar o quantitativo de horas in itinere para 4 horas diárias. O i. perito constatou através do laudo pericial de fls. a declaração de que a mesma.” (os grifos não constam no texto original) Logo. rejeitar a preliminar de nulidade da sentença por cerceio do direito de defesa argüida por indeferimento de produção de nova prova pericial. o Anexo 8 encontra-se inserido no item 15. é de clareza solar que não existe mais qualquer avaliação ou instrumento a ser utilizado no tocante a insalubridade por vibração.1. da CF/88. CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. em razão daquelas que efetivamente usadas já se encontrarem desativadas. 839-855 que a atividade laboral do reclamante. não existe ate o presente nenhuma relação quantitativa Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 disponível. não soube informar em qual área o reclamante laborou. 23 de Setembro de 2013 62 460 do STF ser necessária. acolher a alegação de cerceio do direito de defesa argüida pelo reclamante para afastar a contradita da testemunha e de conseqüência. ou seja. através de laudo de inspeção do local de trabalho. 5. NR-15. com dispositivo anti-vibração que elimina o risco. Para que não fique somente na palavra do Perito.1. com base no Anexo 8. Nota-se que o perito registrou em laudo que a inspeção deu-se com base nas máquinas iguais àquelas que o autor usava à época do contrato de trabalho. Quanto à obrigatoriedade de medir a intensidade das vibrações.2 dependem muito de fatores que variam com cada aplicação. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: o Desembargador José Luiz Serafini (Presidente).3. que acolheu a preliminar na sessão do dia 10/09/2013.ISO. 2. Paulo Henrique Nunes de Rezende é “inimiga capital” da reclamada. não há atualmente a referida necessidade de mensurar a intensidade das vibrações. conforme esclareceu o perito. exceto quanto à matéria “descontos fiscais e previdenciários”. sendo indevido o adicional. TST. serão caracterizadas como insalubres. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Mantenho a sentença.2011. um limite não é definido nesta parte da ISO 2631. uma vez que o preposto.4 como de "comprovadas através de laudo de inspeção do local de trabalho" logo. não havendo falar em violação ao art. TST. 3. Por maioria.

o que vai de encontro ao art. 2.17. O pedido inicial é. O reclamante se insurge..1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. igualmente prevista naquele regulamento. o pagamento de uma renda mensal vitalícia equivalente a 70% de uma rubrica denominada B1. e que corresponde ao benefício pago aos empregados que se aposentassem por tempo de contribuição. como se pode constatar através de pesquisa no sítio do STF. FUNDAMENTAÇÃO 2. Em segundo lugar. De outro modo. como se pode perceber do teor do julgamento do RE 586453. declaro a competência da Justiça do Trabalho e determino a baixa dos autos à Vara de origem para reabertura da instrução e novo julgamento. sendo partes as acima citadas. diferentemente do que afirmou o reclamante. a anulação da r. pretende a autora receber a complementação de aposentadoria. posteriormente. tal como previsto no Regulamento Interno da empresa na época de sua contratação. Feitas as ponderações acima. pugnando pela reforma da sentença. que a decisão do Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 STF não foi publicada e ainda que tal decisão somente se aplica às ações que discutem a complementação de previdência privada e não àquelas ações em que se discute a indenização pelo descumprimento do regulamento interno do empregador. 16). Alega que em janeiro de 1992 houve alteração nas regras da previdência privada transferindo-se a administração desta para a Fundação Bradesco e. o que vai de encontro ao art. 488. No entanto. prossigo. no caso de aposentadoria por invalidez. modulando os efeitos dessa decisão e definindo que deverão permanecer na Justiça do Trabalho todos os processos com sentença de mérito até o dia 20/02/2013 e considerando que o mérito do presente feito não foi apreciado – reconheceu a incompetência da Justiça do Trabalho para julgar casos de previdência complementar privada e determinou a remessa dos autos à Justiça Comum.1989. a ex-ministra Ellen Gracie. a ex-ministra Ellen Gracie. A decisão ocorreu nos Recursos Extraordinários (REs) 586453 e 583050. porque preenchidos os pressupostos de admissibilidade. sentença e o prosseguimento do feito no Juízo de primeiro grau. CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. 114 da CF/88. entendeu que a competência para apreciar a matéria é da Justiça Comum em razão da inexistência de relação trabalhista entre o beneficiário e a entidade fechada de previdência complementar. portanto. Vejamos.2011. CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário.5.1.2. 484/486. 480/482-vº. De outro modo. o autor. Como relatora do RE 586453. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante em face da sentença de fls. Como relatora do RE 586453. O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que cabe à Justiça Comum julgar processos decorrentes de contrato de previdência complementar privada. de diferença de complementação de aposentadoria. a competência da Justiça Comum é restrita para o julgamento de lides decorrentes de contrato de previdência complementar privada entre o beneficiário e a entidade fechada de previdência complementar e não quando a lide é proposta somente em face do empregador.COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO O Juízo de origem – considerando que o Plenário do Supremo Tribunal Federal decidiu que cabe à Justiça Comum julgar processos decorrentes de contrato de previdência complementar privada. AÇÃO PROPOSTA EM FACE SOMENTE DO EMPREGADOR. alegando.1. a 10% do valor do salário da reclamante quando esta entrou em gozo de benefício do INSS. por unanimidade. a competência da Justiça Comum é restrita para o julgamento de lides decorrentes de contrato de previdência complementar privada entre o beneficiário e a entidade fechada de previdência complementar e não quando a lide é proposta somente em face do empregador. entendeu que a competência para apreciar a matéria é da Justiça Comum em razão da inexistência de relação trabalhista entre o beneficiário e a entidade fechada de previdência complementar. com o reconhecimento da competência da Justiça do Trabalho. como se pode perceber do teor do julgamento do RE 586453. a supracitada decisão do STF foi publicada no DJ no dia 06/03/2013. declarar a competência da Justiça do Trabalho e determinar a baixa dos autos à Vara de origem para reabertura da . a reclamada não apresentou contrarrazões. Devidamente intimada à fl. 114 da CF/88. estar-se -ia transferindo para a Justiça Comum as lides entre patrões e empregados. Em outras palavras. Informa o reclamante que se aposentou por invalidez em 28. No entanto. estar-se-ia transferindo para a Justiça Comum as lides entre patrões e empregados. Razões do reclamante às fls. 23 de Setembro de 2013 63 Recorrido Advogado CHOCOLATES GAROTO SA Wilma Chequer Bou-Habib(OAB: 005584 ES) ACÓRDÃO . ou seja. Em primeiro lugar. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. Aduz que as alterações lhes foram prejudiciais e. como entender de direito. em 1994 para Fundação Garoto. consubstanciada na renda mensal vitalícia correspondente a 70% do que o regulamento interno denomina por B. O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que cabe à Justiça Comum julgar processos decorrentes de contrato de previdência complementar privada. em suma. conhecer do recurso.TRT 17ª Região .0010 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: DEMERVAL BARBOSA LIMA Recorrido: CHOCOLATES GAROTO SA Origem: 10ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA .09. A decisão ocorreu nos Recursos Extraordinários (REs) 586453 e 583050. Portanto.0076200-39. como ocorre no presente caso. Vistos.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. em sua inicial. que reconheceu a incompetência da Justiça do Trabalho para julgar casos de previdência complementar privada e determinou a remessa dos autos à Justiça Comum. evitando-se a supressão de instância. com dedução dos valores já pagos a título de pensão pela Fundação Garoto (alínea “B” de fls. época em que vigia um Regulamento Interno prevendo.02. inaplicáveis.2008 e pede a condenação da reclamada ao pagamento de uma renda mensal vitalícia tal como previsto no regulamento interno vigente na época de sua contratação. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. portanto. narra que foi contratado pela reclamada em 04. independentemente da ação ter sido proposta somente em face do empregador.

2 MÉRITO Afirma a embargante. Extrai-se dos embargos de declaração que a parte pretende rediscutir o mérito da demanda. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim.17.2012. dando-lhe outra interpretação. não havendo qualquer vício capaz de macular o julgado. conhecer dos embargos declaratórios e.2012.2 Embargante Advogado Embargado Advogado LUANA CASSANI LEAL Udno Zandonade(OAB: 009141 ES) TRIP .TRT 17ª Região .5. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). o entendimento adotado pela Turma Julgadora foi no sentido de que o intervalo era integralmente gozado.5. que houve equívoco na análise do depoimento da reclamante prestado na RT0088900. negar-lhes provimento.LINHAS AEREAS S/A NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES(OAB: 015111 ES) ACÓRDÃO .TRIP LINHAS AEREAS S/A Origem: 3ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA .5. FUNDAMENTAÇÃO 2. no mérito. não havendo razão para se declarar a nulidade do Banco de Horas. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-78800-20. 23 de Setembro de 2013 64 instrução e novo julgamento.2012. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. até porque a Súmula 85 não se aplica à hipótese do banco de horas.0010 RECURSO ORDINÁRIO Recorrentes: ROGERIO RAMOS DE ASSIS JOUSELI RODRIGUES BARBOSA Recorridos: JOUSELI RODRIGUES BARBOSA ROGERIO RAMOS DE ASSIS CONDOMINIO DO SHOPPING VITORIA Origem: . ainda. Por todo o exposto. Não há. que nosso ordenamento jurídico aplica o princípio da persuasão racional segundo o qual cabe ao julgador a valoração do conjunto probatório consoante seu livre convencimento. quanto ao intervalo intrajornada.0003 Processo Nº ED-78800/2012-003-17-00. na qualidade de testemunha em outro processo: “podendo atestar que no caso da depoente todas as horas do banco de horas foram compensadas pela depoente”. 306/609 alegando vício no julgado.0 Recorrente Advogado Recorrido Plurima Autor Advogado Plurima Réu Plurima Réu Advogado ROGERIO RAMOS DE ASSIS João Batista Dalapíccola Sampaio(OAB: 004367 ES) JOUSELI RODRIGUES BARBOSA JOUSELI RODRIGUES BARBOSA João Batista Dalapíccola Sampaio(OAB: 004367 ES) ROGERIO RAMOS DE ASSIS CONDOMINIO DO SHOPPING VITORIA Stephan Eduard Schneebeli(OAB: 004097 ES) ACÓRDÃO .14.2012. Prequestiona a Sumula nº 85 do TST.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DA RECLAMANTE Conhecidos e não providos ante a inexistência de vício capaz de macular o julgado.0095200-88. Cabe ressaltar. acórdão de fls. Na fl. 306/309 . Por fim. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente).1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. ainda. em especial à prova oral.0078800-20.25. sob compromisso. 2.17.5. REGIÃO . 818 da CLT e Súmula 338 do TST). o que é impossível nos estreitos contornos que delineiam a moldura dos embargos de declaração. ACÓRDÃO DE FLS. João Hilário Valentim. que foram posteriormente compensadas com folgas. Pois bem. em resumo. chegando-se a tal conclusão com base no depoimento que a testemunha Juliany Dekleva Cosme prestou perante o Juízo da presente ação. 307 ficou registrado que a autora assim declarou. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.0006 e utilizados nestes autos como depoimento pessoal. Em relação ao intervalo intrajornada pugna pelo enfrentamento da teoria do ônus da prova (art. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-95200-88. por unanimidade. Procurador do Trabalho: Dr. Constou. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Vistos.17. E tendo sido considerado regular o regime compensatório na modalidade "banco de horas" não há que se falar em aplicação da Súmula nº 85 do TST. adentrando em argumentos cuja a finalidade é a reapreciação de provas. nego provimento aos embargos de declaração. RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos pela autora em face do v. do julgado que o banco de horas adotado estava regularmente previsto na Convenção Coletiva do Trabalho. Alega omissão na análise do fato de que as horas extras eram compensadas de forma diversa daquela estabelecida no norma coletiva. evitando-se a supressão de instância. pois. pagamento das horas extras e inclusão de parte destas no banco de horas.0010 Processo Nº RO-95200/2012-010-17-00. sendo partes as acima citadas. omissão. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região.TRT 17ª. O acórdão foi claro quanto ao entendimento adotado de que houve confissão da autora no tocante o regular controle de horário de Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 trabalho. tendo ocorrido o correto lançamento de débitos e créditos no sistema. 3.TRT 17ª Região .1 CONHECIMENTO Conheço dos embargos de declaração eis que tempestivos e regular a sua representação.2012.17. como entender de direito.0003 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: LUANA CASSANI LEAL Embargado: O V.5.

em nada prejudica a avaliação e a conclusão feitas pelo expert. Sem razão. o direito à reintegração. que é necessária para corrigir o mal de que o autor se queixa. A carência de ação decorre da ausência das condições da ação. inexistindo. perito qual a sua jornada de trabalho. a insurgência do reclamante guarda consonância com o resultado do laudo. Sendo assim. sem julgamento de mérito. In casu. INDEFERIMENTO DA IMPUGNAÇÃO AO LAUDO Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 PERICIAL O reclamante sustenta que a negativa ao pedido de produção de nova prova pericial acarreta o cerceio ao direito de defesa. Razões recursais do reclamante às fls. RELATÓRIO Trata-se de recursos ordinários interpostos pelo reclamante e por sua advogada. o juiz procederá livremente para apreciar as provas. O laudo pericial realizado nos autos foi taxativo em sua conclusão de que o reclamante apresenta patologia degenerativa no joelho direito. sendo que o expert não verificou as condições do local de trabalho do obreiro. repita-se. LV da CRFB/88. De outro norte. considerando que os pleitos iniciais foram julgados improcedentes. não é considerada doença do trabalho. é apenas e tão somente a insatisfação do autor quanto ao laudo pericial. que o perito respondeu satisfatoriamente a todas as questões levantadas pelas partes. RECURSO ORDINÁRIO DO RECLAMANTE 2. o que caracteriza “total incongruência do laudo pericial com a verdade real dos fatos”. Com razão.213/91. NULIDADE DA DISPENSA. Portanto. indenização por danos morais e materiais decorrentes de doença ocupacional. em shopping center da capital. Razões recursais da advogada do reclamante às fls. Assim. 237-254) e os esclarecimentos prestados (fls. que os esclarecimentos prestados pelo d. em face da sentença de fls. não apresentam quaisquer contradições ou omissões. as quais. as características de sua função. complementada pela decisão de embargos de declaração de fls. Além disso. FUNDAMENTAÇÃO 2. INDENIZAÇÃO PELO PAGAMENTO DE IMPOSTO DE RENDA A sentença julgou extinto. Alega. que julgou totalmente improcedentes os pedidos iniciais. que pretende a concessão dos benefícios da assistência judiciária gratuita. ao analisar os elementos existentes. pois se refere a recurso interposto pelo reclamado e sua advogada e não pelo reclamante e sua advogada. encontram-se presentes. local este de conhecimento notório. observa-se que o Juízo de admissibilidade realizado pela origem contém erro material. sem. O reclamante recorre desta decisão.213/91. ainda.CONHECIMENTO O autor apresentou recurso ordinário sem comprovar o recolhimento das custas processuais a que foi condenado. 288-291. O que se constata. considerando que a alegação do obreiro é de que há doença ocupacional. tal erro material não trouxe qualquer prejuízo à ré. nos moldes do artigo 267. consequentemente. na inexistência de vedação no ordenamento jurídico quanto ao pedido formulado pelo autor. assim. 272-273) são detalhados e conclusivos. Rejeito. Entendo. de confiança do juízo e dentro das exigências legais. 20. não há notícia sequer de que a atividade laboral tenha atuado como concausa para o aparecimento da doença. Portanto. honorários advocatícios e litigância de má-fé. portanto. REINTEGRAÇÃO. Ressalte-se que doença degenerativa. e as circunstâncias de sua doença. e a possibilidade jurídica. ainda. o interesse processual na solução jurídica pleiteada. Todavia. não se vislumbra qualquer vício a macular o trabalho do perito.º 8. o pedido de indenização ou recolhimento pela reclamada dos valores devidos a título de imposto de renda. 118 da Lei nº 8. que apresentou tempestivamente suas contrarrazões. contudo. inciso VI do CPC. elaborado por profissional qualificado. uma vez que o laudo apresentado foi plenamente satisfatório. Contudo. Requer. de confiança do juízo e dentro das exigências legais. o que não tem o condão de invalidá-lo. §1º da Lei n. eis que elaborado por profissional qualificado.1. 2. são objetos de seu recurso ordinário os pedidos de isenção de custas e de assistência judiciária gratuita. seja declarada a nulidade do julgado. sentiu-se em condições de proferir a decisão. ter qualquer nexo de causalidade ou concausalidade entre a patologia e as atividades desempenhadas na reclamada.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA DOENÇA OCUPACIONAL. Do exposto. Note-se que o não comparecimento do perito ao local de trabalho do reclamante. que o disposto no art. deve ser conhecido o apelo para decisão quanto às referidas matérias. entendendo que o laudo pericial era bastante para formar seu convencimento. 342-349 e 350-372. conheço dos recursos ordinários interpostos pelo reclamante e pela advogada do reclamante. O mesmo se diga quanto ao recurso ordinário apresentado pela advogada do reclamante. Ressalte-se que o laudo pericial (fls. 437 do CPC prevê a possibilidade de nova perícia na hipótese do juiz entender que a primeira perícia não elucidou a causa. ESTABILIDADE. carência de ação quanto aos descontos fiscais. Contudo. já que. 300-301. 23 de Setembro de 2013 65 10ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . salários devidos no período de afastamento e dano moral decorrente. porque presentes os pressupostos objetivos e subjetivos de admissibilidade. Ademais. nulidade da dispensa. inclusive. a análise acerca da matéria será realizada no mérito do recurso. alegando a nulidade da sentença por cerceio de defesa e pugnando pela reforma do decisum quanto às seguintes matérias: assistência judiciária gratuita.2. no presente caso. por expressa disposição legal do art. Vistos. . Ressalte-se. tendo em vista que o autor exercia a função de Inspetor de Segurança. não há como reconhecer ao autor à estabilidade prevista no art.2. É o relatório. perito não respondem satisfatoriamente às indagações feitas pelo autor. honorários periciai. onde recorre quanto à condenação ao pagamento de multa e indenização por litigância de má-fé. 5º. in casu. Contrarrazões da reclamada às fls. atendendo aos fatos e circunstâncias constantes dos autos.2.CARÊNCIA DE AÇÃO.1. o cerceamento do direito de defesa alegado. que lhe foi desfavorável.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Desta forma. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO.PRELIMINAR DE NULIDADE DA SENTENÇA POR CERCEIO DE DEFESA. Assim. restando violado o art. no caso em tela. 303-325. não restando caracterizada a nulidade da dispensa e. 326-335. não vislumbro a necessidade de realização de nova perícia. e que o autor esclareceu ao i. entendo que tais elementos se mostraram suficientes para elaboração do laudo. sendo partes as acima citadas. pois a legitimidade se verifica no âmbito das meras alegações.

Frise-se que o d. no período de 20/06/2011 a 16/09/2011. julgou improcedentes os pedidos de indenização por danos morais e materiais. Considerando que não restou demonstrado o nexo causal entre a doença do reclamante e a atividade laboral. não há falar no dever de indenizar eventuais danos morais e materiais sofridos. não havendo relação de causa ou concausa com as atividades exercidas pelo reclamante. em face da inexistência de vedação expressa no ordenamento. no caso. ao tempo de sua demissão. Sendo assim. consequentemente.213/91. O reclamante foi contratado pela reclamada em 04/05/2010. à luz do princípio da função social do contrato. de 03/10/2011 a 15/06/2012. encontrava-se acometido de doença ocupacional decorrente da atividade que exercia na empresa. 2. que as lesões suportadas pelo obreiro são decorrentes das atividades laborais realizadas em prol da reclamada. Aduz. complementado às fls.4. por não se considerar apto para o exercício de suas funções. não restou demonstrado que a doença do autor tenha origem ocupacional. Portanto.90 cm de altura. 21). Ressalte-se que o pedido de indenização por danos morais e materiais tem como fulcro a doença ocupacional. não é considerada doença do trabalho. em síntese. Assim. Outrossim. Logo. portanto. sentença no que concerne ao pedido de nulidade da dispensa em razão de estabilidade acidentária e reintegração no emprego. se objetiva ou subjetiva. assim. datado de 14/09/2011. não se negou a trabalhar. no período de 20/06/2011 a 16/09/2011 (fl. Requer. SALÁRIOS NO PERÍODO DE AFASTAMENTO. sob o fundamento de que não restou demonstrado o nexo. 2. ao longo dos anos. entendendo que. não obstante a conclusão do d. com suspensão do pagamento do benefício a partir de 03/10/2011 (fls.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. e o pedido é juridicamente possível.DOENÇA OCUPACIONAL. Não há falar em carência de ação no particular. nos moldes dos artigos 421 e 422 do CC/02. interesse processual na solução que busca em juízo para a questão controvertida. Portanto. e dispensado sem justa causa em 15/06/2012. O laudo médico de fls. 2. A prorrogação deste benefício foi negada ao autor pelo INSS. o autor encontra-se apto ao labor anteriormente exercido.DOENÇA OCUPACIONAL. O autor recorre desta decisão. que não fosse capaz de ocasionar o agravamento de suas lesões. Mantenho a sentença. bem como. 236-254. a natureza ocupacional da doença também não foi reconhecida pelo INSS. Sem razão. não sendo. consequentemente. O reclamante recorre desta decisão. ter qualquer nexo de causalidade ou concausalidade entre a patologia e as atividades desempenhadas na reclamada. E.213/91. 186 do Código Civil. destacando que o reclamante apresenta incapacidade parcial permanente para realizar atividades que requeiram impacto ou sobrecarga dos membros inferiores. que “o autor apresenta alterações degenerativas no joelho direito. o autor não laborou no período entre a alta previdenciária e a sua dispensa. §1º da Lei n. 22-23). 31. 23 de Setembro de 2013 66 O reclamante pretende a responsabilização da reclamada pelos descontos fiscais incidentes sobre as parcelas eventualmente deferidas. o dano e a culpa da ré quanto à doença que acomete o autor. agravadas pela obesidade. que foi admitido na reclamada apto para o trabalho e que. decorrentes da doença ocupacional. a reclamada o manteve afastado por considerá-lo inapto e não efetuou o pagamento de salários. conforme comunicação de fl. A prova documental aponta que o autor esteve em gozo de benefício previdenciário por auxílio doença comum.2. por não se considerar apto ao labor e por discutir com o órgão previdenciário o direito à percepção de novo auxílio doença. ainda de acordo com o laudo. sem. possui origem degenerativa. decorrentes do trabalho executado na ré” (fl. não há como reconhecer ao autor à estabilidade prevista no art. conclui-se que há. Assim. pesa 140 kg e mede 1. DANO MORAL O Juízo a quo. Restou constatado. qual seja. contudo. nos termos do art. Além disso.3. não há nexo causal. em gozo de auxílio doença comum (código B31). perito no sentido de que o autor apresenta incapacidade parcial permanente para realizar atividades que requeiram impacto ou sobrecarga de membros inferiores. sustenta que deve ser reconhecida a concausalidade. na função de Inspetor de Segurança. mantendo-se o pagamento até o dia 03/10/2011. o direito à reintegração. vê-se que as condições laborais que limitam as atividades a serem exercidas pelo autor não ocorrem no labor em prol da reclamada. ainda que não se admita o nexo causal direto. E. sim. Alega.2. conforme exame físico. não restou demonstrada a doença ocupacional. Dou provimento para afastar a carência de ação declarada pelo juízo a quo. em suma. Conforme exposto anteriormente. 272-273. pelo que não cabe à reclamada o dever de indenizar eventuais danos sofridos em razão da doença que. por decisão própria. NULIDADE DA DISPENSA. a condenação da ré ao pagamento de indenização por danos morais e materiais decorrentes da doença ocupacional. O reclamante gozou de benefício previdenciário (auxílio doença comum – B31) no período de 20/06/2011 a 16/09/2011. O laudo pericial realizado nos autos foi taxativo em sua conclusão de que o reclamante apresenta patologia degenerativa no joelho direito. Portanto. nego provimento. 25. por intermédio do laudo pericial de fls. nego provimento.5. Ressalte-se que doença degenerativa. conforme se vê à fl. não há notícia sequer de que a atividade laboral tenha atuado como concausa para o aparecimento da doença. código B31. O autor recorreu desta decisão perante a autarquia previdenciária. Cabe ainda destacar que o reclamante permaneceu afastado do labor.2. pelo sobrepeso do autor. DANOS MORAIS E MATERIAIS A sentença de origem. julgou improcedente o pedido de pagamento de salários referentes a este período. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 não há perquirir acerca da responsabilidade da ré. 20. 242). de indenização por danos morais. por expressa disposição legal do art. sugeria repouso por 90 (noventa) dias. na função por ele desempenhada. ou seja.º 8. o reclamante foi admitido em 04/05/2010. desde que em outra função compatível. Pelo exposto. . ESTABILIDADE. Logo. tendo em vista que o autor permanecia em pé ao longo de toda a jornada de trabalho. não restando caracterizada a nulidade da dispensa e. requer a condenação da ré ao pagamento dos salários devidos no período de 03/10/2011 a 15/06/2012. considerando que a doença que acomete o autor é de origem degenerativa e agravou-se de maneira crônica em razão do sobrepeso do reclamante que. REINTEGRAÇÃO O autor pretende a reforma da r. 23. vindo a laborar na escala 12x36h. quando da reapresentação à empresa após a alta previdenciária. 118 da Lei nº 8. perito afasta inclusive a caracterização da concausa. Vejamos. Contudo. Verificou-se que as sequelas apresentadas são derivadas da sobrecarga ocorrida nos joelhos. Sustenta que.

não percebeu sua remuneração. No caso. a ser paga pela parte sucumbente no objeto da perícia. considerando-o apto. tal como o Juízo a quo. o reclamante. Insurgem-se o reclamante e sua advogada contra esta decisão. De toda sorte. até que se prove o contrário. condenou o autor e sua advogada à multa por litigância de má-fé. ao requerer a produção de prova oral. VI e 18. tendo em vista que o art.00) informo que caberá ao autor restituir a ré.000. uma vez que tal benefício somente abrange despesas e taxas judiciais devidas ao Estado (art. Ademais. no valor de R$250. 3º da Lei n. e indenização. vez que permaneceu afastado de seu labor. para se considerar configurada a sua situação econômica (art. ainda que o autor não fizesse jus à assistência judiciária. revertidas em benefício da reclamada. sob pena de violação do texto constitucional. Quanto aos honorários periciais prévios (R$ 500. 23 de Setembro de 2013 67 Em exame de retorno ao trabalho. essa situação não pode ser imputada à reclamada. socorrendo-se de profissionais particulares. Ora.º 7. que para ela não concorreu.6.060/50). com fulcro nos artigos 17.º 7. 2.8.00. 5. praticou ato desnecessário. vislumbro que o transtorno causado ao autor foi fruto da resistência do INSS em reconhecer que a sua incapacidade para o trabalho não havia cessado em 16/09/2011. a sentença condenou o reclamante ao pagamento dos honorários periciais. 2. nos termos do artigo 1º do Provimento supracitado. reduzo o valor dos honorários para R$ 800. não há falar em pagamento de honorários advocatícios. a reclamada considerou que o autor encontrava-se inapto (fl. E não poderia ser diferente. O autor retornou ao trabalho em 14/06/2012. a declaração de pobreza. o patrocínio da causa por advogado particular. o obreiro foi novamente considerado inapto e encaminhado ao INSS para perícia (fl. atestou a incapacidade do autor e o encaminhou para nova perícia no INSS demonstra cautela em relação à saúde do reclamante. 141).1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. ter o reclamante. Ressalte-se que o ato da reclamada que. Desse modo. quanto ao dano moral eventualmente decorrente. 1º da Lei n. (APRECIAÇÃO CONJUNTA DOS RECURSOS DO RECLAMANTE E DE SUA ADVOGADA) O Juízo de origem concluiu que o reclamante e sua patrona que o acompanhava em audiência. ao requerer a produção de prova oral para comprovar a existência de doença ocupacional. Logo. realizado em 01/11/2011.ª SECOR 03/2007. que não podem trabalhar sem receber a devida contraprestação. não havia impedimento para sua dispensa. 01/2005. declarou não ter condições de arcar com as despesas do processo sem prejuízo do próprio sustento e de sua família (fls. ex vi da Constituição da República (Art. Assim. data da alta previdenciária. criando incidente manifestamente infundado. e § 1. de aplicação imediata. em 01/11/2011. dou provimento ao recurso do autor para deferir-lhe os Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 benefícios da assistência judiciária gratuita.2. § 1º. razão pela qual dispensado está do recolhimento das custas processuais. 790 da CLT. uma vez que apenas exerceu seu direito de ação. teria direito à gratuidade de Justiça. Em novo exame.115/83 dispõe que se presume verdadeira. LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. compareceu a reclamada. Não obstante. 2. não tem o condão de afastar essa garantia. em face da hipossuficiência do reclamante. Reconheço que a situação vivenciada pelo autor é delicada. que deu nova redação à Lei n. destinados aos beneficiários de assistência judiciária. 2. até mesmo em razão do . após o período de afastamento deferido pelo INSS. não há notícia quanto à decisão do INSS. 13). se a insuficiência de recursos foi demonstrada. Pois bem. apesar de ter o reclamante constituído patrono a título oneroso.00. 143).060/50). não ocorreu. quando houver sucumbência do beneficiário de justiça gratuita na pretensão relativa ao objeto da perícia. incorrido em qualquer das hipóteses previstas no artigo 17 do CPC. Contudo. da Lei n. que a doença que acomete o autor não tem origem ocupacional.HONORÁRIOS PERICIAIS Embora concedida a assistência judiciária gratuita ao reclamante. nesse aspecto.º 1.° 304 do TST reza que para a concessão da assistência judiciária basta a simples declaração de hipossuficiência do declarante ou de seu advogado. terceiros estranhos ao processo. tanto quanto ao indeferimento dos salários. o que. o pagamento dos honorários de perito será efetuado com os recursos vinculados ao custeio da assistência judiciária aos necessitados. Desse modo. considero que nem a assistência judiciária gratuita. dou provimento parcial.º). Contudo. considerando a existência de laudo médico particular apontando a sua incapacidade laboral.2. pugnando pela exclusão da multa e da indenização. em um primeiro momento. porém. Nego provimento.510/86. no caso. visto que teve seu benefício previdenciário suspenso pelo INSS. A reclamada atestou a incapacidade do reclamante e o encaminhou ao INSS para nova perícia.ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA A assistência judiciária gratuita aos que não possuem recursos suficientes para demandar sem prejuízo do próprio sustento ou de sua família constitui direito fundamental. nos presentes autos. constitucionalmente garantido. nos termos da fundamentação supra. no que concerne à indenização prevista na parte final do art. Ademais. No caso dos autos. Portanto. a mesma é devida caso haja prejuízo à parte contrária. Conforme se observa dos autos. sendo considerado apto e foi dispensado sem justa causa em 15/06/2012.2. Após.500. realizado em 04/10/2011. 18 do CPC. isentando-o do pagamento de custas processuais. Com razão. É de se destacar. Acrescente-se que a Justiça do Trabalho não conta com peritos próprios. entendo que não deve ser imputado a reclamada o dever de arcar com a remuneração do obreiro se não deu causa a este evento. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS Considerando a sucumbência do reclamante. no valor de R$2. nos termos do Provimento TRT 17. no valor de R$2. Nego provimento. na petição inicial.9. É o que basta. por intermédio de sua patrona. É importante destacar que a Orientação Jurisprudencial n. autorizando o perito a receber a importância diretamente do Tribunal. nem a gratuidade de justiça alcançam os honorários periciais.2. nos moldes do §3º do art.º 1.00 (oitocentos reais).00 (dois mil reais). por si só. determino que o pagamento da importância complementar seja feito com recursos existentes no Orçamento da União. de modo que o deferimento da assistência judiciária gratuita não socorre o autor. caput e § 2º do CPC. O reclamante recorreu da decisão da autarquia previdenciária em 16/11/2011. a sentença de origem deve ser mantida. ainda. 160 e 161 do Prov. Após esta data. LXXIV. MULTA E INDENIZAÇÃO. em razão da sucumbência. que deu nova redação aos artigos 159. Desta feita. mesmo havendo nos autos laudo pericial concluindo pela ausência de nexo causal.º. Não vislumbro. 4º.7.

no mérito. ACÓRDÃO DE FLS. O que se exige é adoção de tese.2012.CONHECIMENTO Conheço dos embargos declaratórios.TRT 17ª Região .FUNDAMENTAÇÃO 1. contudo. 255/256 .1 Embargante Advogado Embargado Advogado CARIOCA CHRISTIANI NIELSEN ENGENHARIA S A Stephan Eduard Schneebeli(OAB: 004097 ES) RAIMUNDO NONATO PEREIRA NASCIMENTO Rafael de Anchieta Piza Pimentel(OAB: 008890 ES) condenar a Embargante a pagar a multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa.5. não há.0098600-38. 832 da CLT.0131 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: SUPERMERCADOS CASAGRANDE LTDA Recorrido: ADRIANO MONTEIRO DOS SANTOS Origem: 1ª VARA DO TRABALHO DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM . verifico que suas alegações demonstram. é nítida a intenção da parte de dilatar o prazo recursal. devendo.0131 Processo Nº RO-98600/2012-131-17-00. quais sejam. nos termos dos artigos 158 a 162 do Provimento TRT. ambos da Constituição Federal. Mantido o valor da condenação. 93. do CPC. dar provimento ao recurso da advogada do reclamante para excluir a multa e a indenização por litigância de má-fé. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.PREQUESTIONAMENTO Alega a embargante que “o E. sendo que a via escolhida é totalmente incompatível com tal objetivo. no tocante à assistência judiciária gratuita.00).N.17. 23 de Setembro de 2013 68 resultado da demanda. Da leitura do v.Em verdade. conhecer dos recursos ordinários interpostos pelo reclamante e pela advogada do reclamante.º 01/2005. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). rejeitar a preliminar de nulidade da sentença por cerceio de defesa e. por unanimidade. ticket e adicional de assiduidade. o prequestionamento da matéria em relação aos dispositivos invocados. Procurador do Trabalho: Dr. João Hilário Valentim Acórdão Processo Nº RO-98600-38.0097000-57. pelo Condomínio do Shopping Vitória. a parte pretende obter uma nova apreciação do mérito já decidido pelo acórdão de fls.3 PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO CERTIDÃO DE JULGAMENTO . 538. art. TRT reformou a r. 159 do referido Provimento (R$ 800. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.TRT 17ª.17. ante a total ausência dos vícios alegados. Além de os embargos denotarem mero inconformismo com o conteúdo meritório do julgado. favorável à reclamada. aos honorários periciais e a litigância de má-fé.SECOR. só tem pertinência e cabimento quando o julgado não haja adotado fundamento explícito sobre o tema ou sobre a questão submetida.17. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Certidão de Julgamento de ROS Processo Nº ED-97000-57. sentença de piso no que tange ao pleito autoral de restituição dos valores descontados a título de faltas. o que não é o caso”.2012. a meu ver. Vencida. excluir a multa e a indenização por litigância de má-fé. a parte manifestar sua irresignação por meio de recurso próprio. Dou provimento para excluir a multa e a indenização por litigância de má-fé. Procurador do Trabalho: Dr. e não reprodução da lei. litigância de má-fé.ª. Ana Carolina Machado Lima. conhecer dos embargos declaratórios. parágrafo único. ou se a paralisação fosse considerada abusiva. dar parcial provimento ao apelo do reclamante para afastar a carência de ação declarada pelo juízo a quo. por unanimidade. neste aspecto. respeitando-se o limite previsto no art.2012. foi omisso no que tange a ausência de lei que preveja o pagamento de tais parcelas na ausência de prestação de serviços”.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Certifico que a 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. pois. negar-lhes provimento e Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Recorrente Advogado Recorrido Advogado SUPERMERCADOS CASAGRANDE LTDA Washington Luiz da Silva Barroso(OAB: 006608 ES) ADRIANO MONTEIRO DOS SANTOS Leonardo Valle Soares(OAB: 009614 ES) ACÓRDÃO .17.17. sua irresignação com o resultado do julgamento proferido. Logo.1. 5º. o que deve ser manejado na via recursal própria.ES Relator: DESEMBARGADOR JOSÉ LUIZ SERAFINI . nesta data resolveu. e tendo em vista o manifesto caráter protelatório dos embargos. autorizar o Perito a receber a importância relativa aos honorários periciais diretamente do Tribunal.OMISSÃO .TRT 17ª Região . por preenchidos os pressupostos para a sua admissibilidade. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. o art. pelo que a sentença de origem merece reforma. o que não significa obrigação de reproduzir textos legais. acórdão à fl.0009 Processo Nº ED-97000/2012-009-17-00. na forma autorizada pelo art. ainda. 255/v extrai-se que a matéria foi amplamente analisada ao dispor que “a empresa somente poderia descontar os dias parados se houvesse expressa determinação no dissídio coletivo.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. isentando-o do pagamento de custas processuais.5. deferir os benefícios da assistência judiciária gratuita. parágrafo único.5. Presença da Dra. XXXV e art. Neste sentido não merece prosperar os argumentos aduzidos pela embargante no que tange à ausência de lei acerca do assunto. nego-lhes provimento e imponho a Embargante multa de 1% sobre o valor da causa. na forma autorizada pelo art. Não tem a mais pálida razão. IX.Assim. 538.5.Deste modo. 255/256-v. do CPC.2012. Quanto ao prequestionamento a que se refere a Súmula 297 do TST. por maioria. Desembargador Gerson Fernando Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. João Hilário Valentim.0009 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: CARIOCA CHRISTIANI NIELSEN ENGENHARIA S A Embargado: O V. Requer. tão somente. REGIÃO RAIMUNDO NONATO PEREIRA NASCIMENTO Origem: 9ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA .

Com efeito. 345-346. Todavia. por unanimidade. 7º. no caso específico da Lei 4. continua. o art. Com o advento da Súmula Vinculante n. sendo que. no mérito. sob pena de afronta ao art. Em vista disso.2.MÉRITO BASE DE CÁLCULO DO ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. no que se refere à base de cálculo do adicional de insalubridade. que restou lavrada nos seguintes termos: SÚMULA VINCULANTE 4 SALVO NOS CASOS PREVISTOS NA CONSTITUIÇÃO. buscou o recorrente obter da mais alta Corte a reforma do v. da Constituição da República. 192 da CLT que estabelecia o salário mínimo como base de cálculo do adicional de insalubridade deixa de existir no mundo jurídico. IV.860/65. O reconhecimento das normas coletivas pela Constituição Federal (art. no regime constitucional atual. Tomo por modelo o que dispõem os artigos 193 da CLT e 14 da Lei n.º da CLT. mesmo julgando inconstitucional a norma estadual. essa parte do dispositivo celetista deixa de existir no mundo jurídico. em nenhum outro caso poderia o legislador infraconstitucional utilizar o salário mínimo como indexador. 7. Vistos. Ressalto que a vedação constitucional da utilização do salário mínimo como indexador atinge tanto o art. 336-337da lavra do eminente Juiz Roque Messias Calsoni.CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário. 7. XXVI. o Desembargador Relator. CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. Contrarrazões do autor às 350-352. 192 da CLT. parte final. Todavia. IV. pugnando pela fixação do salário mínimo. Essa decisão. Razões recursais da reclamada às fls. Não merece reforma a sentença. O SALÁRIO MÍNIMO NÃO PODE SER USADO COMO INDEXADOR DE BASE DE CÁLCULO DE VANTAGEM DE SERVIDOR PÚBLICO OU DE EMPREGADO. entendeu o STF que o salário mínimo não poderia ser usado como base de cálculo. negar-lhe provimento. curvo-me à referida decisão. para estabelecer como base de cálculo do adicional de insalubridade o salário básico.º 4 do STF. Em vista disso. 23 de Setembro de 2013 69 Redator Designado: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. a norma legal refere -se. nego provimento e mantenho a sentença que fixou o salário normativo como base de cálculo do adicional.º 4. sentença de fls. preferindo manter. 8. que considerou constitucional norma de lei estadual que fixou como base de cálculo do adicional de insalubridade. XXIII. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. até nova lei estadual. não podem os trabalhadores ficar desprovidos de um direito que lhes é assegurado na própria Constituição Federal. no mérito. não estabeleceu base de cálculo sobre a remuneração.º. cuja relatora foi a eminente Ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha. por maioria.º 4. É que ambos os artigos cuidam de agentes agressivos à saúde do trabalhador. pela Constituição Federal. Desembargador Relator: "Trata-se de recurso ordinário interposto pela reclamada em face da r. ainda. sendo desnecessário. Acórdão proferido pelo E. conhecer do recurso e. E o fez sob o fundamento de cuidar de ação de repercussão geral. outra base de cálculo. ao julgar o Recurso Extraordinário n. até o dia 30 de abril de 2008 este Redator Designado sempre adotou os termos da antiga redação da Súmula 228 do C. dependendo do Legislativo Federal apenas o advento de nova lei fixando.860/65. 3. A expressão “vedada sua vinculação para qualquer fim” levou ao entendimento. Ora. 7º. vez por todas. a Suprema Corte também deixou assentado que o fato de não haver uma lei fixando outra base de cálculo que não o salário mínimo não permitiria que o Judiciário a fixasse como sendo a remuneração. que estabelecia a recepção do art. Desnecessária a remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho. eis que satisfeitos os pressupostos de admissibilidade. sem Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 controvérsia. não podem os trabalhadores ficar desprovidos de um direito que lhes é assegurado na própria Constituição Federal. Insurge-se a reclamada contra a decisão que fixou o salário normativo do autor como base de cálculo do adicional de insalubridade. parte final. faz-se uso da analogia com os artigos 193 da CLT e 14 da Lei n. o STF negou o pedido dos recorrentes de aplicação da remuneração como base de cálculo. porque a CF/88. com reajustes aplicados pelo Estado de São Paulo. de que exceto naqueles casos em que a própria Constituição havia excepcionado. NEM SER SUBSTITUÍDO POR DECISÃO JUDICIAL. 92 do Regimento Interno deste Tribunal. TJSP. Comprovante do recolhimento das custas e do depósito recursal às fls. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais (Presidente). faço uso da analogia. sendo partes as acima citadas. RELATÓRIO Adoto relatório do Exmo. outra base de cálculo. dependendo do Legislativo Federal apenas o advento de nova lei para fixar. no art. no RE 565714. BASE DE CÁLCULO. de forma a não adotar uma decisão in peius. para os policiais militares. o valor dos dois salários mínimos. 341-344. Porém. 192 da CLT a mencionar o salário mínimo como base de cálculo do adicional de insalubridade. inclusive. vez por todas. Contudo. Contudo. tomada com o cuidado de se tratar de ação com repercussão geral. Ocorre que o Excelso Supremo Tribunal Federal. da CF/88) não autoriza que estas mesmas normas não observem a vedação constitucional inserida no art.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Pelo exposto. Com a decisão do STF. considerando o interesse das categorias econômicas e profissionais. TST. razão pela qual parece-me perfeitamente possível dar o mesmo tratamento tanto a um quanto ao outro caso. porém.º. 2.º da CLT. 192 da CLT quanto as normas coletivas. mas apenas estatuiu que o adicional comporia a remuneração do trabalhador.1.º 565714. Vencido. deu ensejo a uma das primeiras súmulas vinculantes adotadas pelo Excelso Tribunal. no qual antagonizaram Carlos Eduardo Junqueira e Governo do Estado de São Paulo. que julgou procedentes em parte os pedidos contidos na inicial.860/65. É o relatório. a parte do art. adotou posição definitiva acerca da matéria. ato do Senado Federal para expungir o artigo da legislação em vigor. com reajuste automático e pelos mesmos índices estabelecidos pelo Governo Federal. 8." FUNDAMENTAÇÃO 2. a teor do art. além dos servidores públicos. É por isso que. à insalubridade. para estabelecer como base de cálculo do adicional de insalubridade o salário normativo do empregado. como autorizado no art. o valor de dois salários mínimos. como autorizado no art. Em vista disso. o Desembargador José Luiz Serafini e a Juíza . da Carta Magna.

divulgado pelo Governo Federal. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. Assim. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo autor face a r. foi por ele mesmo redigido em comum acordo com o Sr. requisito indispensável para o reconhecimento do vínculo de emprego. Conheço do recurso ordinário do autor eis que presentes os pressupostos de admissibilidade. Em seu depoimento pessoal o autor afirmou que o contrato de prestação de serviços de advocacia de fls. 2277). verdadeira relação empregatícia.2 MÉRITO 2. a pessoalidade. agência 662. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Redator Acórdão Processo Nº RO-99600-66.0004 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: LEO FELIX VIANNA Recorridos: SB COMERCIAL LTDA RESTAURANTE PALLADIUM LTDA . comparecia diariamente à empresa e lá cumpria jornada de trabalho de 7:30h de segunda a sexta-feira. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 ainda. a onerosidade e a subordinação jurídica. . em suma.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.8 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Réu Advogado Plurima Réu Advogado LEO FELIX VIANNA Adão Carlos Pereira Pinto(OAB: 008225 ES) SB COMERCIAL LTDA Sara Dias Barros(OAB: 011337 ES) RESTAURANTE PALLADIUM LTDA EPP Renan Sales Vanderlei(OAB: 015452 ES) LANCHONETE PALLADIUM LTDA ME Renan Sales Vanderlei(OAB: 015452 ES) ACÓRDÃO . Dizem ser apenas clientes do autor e que a relação entre eles era de um típico contrato de “advocacia de partido”. não há falar em reconhecimento do vínculo de emprego. A relação empregatícia. No dia 02/05/2013 o advogado do autor compareceu ao balcão da secretaria e deu o seu “ciente do r. reajustáveis sempre que houver aumento dos mesmos. 2275 tornou sem efeito a intimação de fls. Razões recursais de fls. Pede a nulidade do contrato de prestação de serviços jurídicos firmado. que apesar de ter firmado com as reclamadas um contrato de “Prestação de Serviços de Advocacia”. Procurador: Dr. Aduz o autor.5.2264/2269 que julgou improcedentes os pedidos iniciais. Aduz que o autor prestoulhe serviços advocatícios em apenas um processo judicial. a renovação do ato de publicação da sentença ao atual patrono do autor.1 PRELIMINAR DE INTEMPESTIVIDADE DO RECURSO ARGUÍDA PELAS RECORRIDAS EM CONTRARRAZÕES Alegam as reclamadas ser intempestivo o recurso ordinário do autor tendo em vista que foi interposto após o decurso do prazo de oito dias contado a partir da primeira intimação para ciência da sentença. espécie qualificada da relação de trabalho. sendo partes as acima citadas. O prazo de oito dias começou a fluir no dia 14/05/2013 findando no dia 21/05/2013. recebia ordens diretas dos sócios das rés. 2270 publicada no dia 25/04/2013 porque dirigida ao advogado que não mais representava o autor nestes autos. 39/43). FUNDAMENTAÇÃO 2. que dispõe sobre a remuneração dos serviços contratados.EPP LANCHONETE PALLADIUM LTDA . 23 de Setembro de 2013 70 Convocada Sônia das Dores Dionísio. tempestivo.1 VÍNCULO DE EMPREGO ENTRE ADVOGADO E GRUPO ECONÔMICO FORMADO POR EMPRESAS DO RAMO DE ALIMENTAÇÃO Narra o autor. significando tão somente prestação de serviço na área de serviços jurídicos. como a primeira.17. Rejeito a preliminar de intempestividade do recurso arguído pela reclamada em contrarrazões. Vejamos. O recurso protocolado no dia 20/05/2013 é. A cláusula 6ª do referido contrato dispõe: Negativa de Relação de Emprego A presente contratação não guarda qualquer relação com vínculo empregatício. pagos todo dia 25 de cada mês. 2. O despacho de fls. A sentença julgou improcedentes os pedidos entendendo que não ter sido provado o elemento subordinação jurídica. negam a formação do grupo econômico. laborava na sede da empresa.ME Origem: 4ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . o reconhecimento do vínculo de emprego e a condenação das rés no pagamento das verbas dele decorrentes. Onesvaldo. a relação entre as partes sempre foi. Vistos. 2270 que determinara a renovação do ato de publicação da sentença. despacho retro”. quais sejam. desde 25/09/2006 até 14/07/2011. as partes acordaram: Honorários Profissionais O contratado receberá como honorários de advogado o valor mensal de dois salários mínimos.17. se deu em 13/05/2012 pelo Diário Eletrônico (certidão de fls.TRT 17ª Região .2012. Vejamos. Contrarrazões das reclamadas às fls. Dessa decisão recorre o autor renovando os pedidos iniciais. sem prejuízo do prazo recursal. Ausente qualquer um destes requisitos. conta corrente 21000-3. Nega a relação de emprego. caracteriza-se quando observados os requisitos previstos no art. ou seja. A segunda e a terceira reclamada apresentam defesa conjunta. Já a cláusula 2ª do contrato. a não eventualidade. Esta decisão determinou. 1991/1995 (cópia daquele juntado com a inicial às fls. 2278/2301 renovando o pedido de reconhecimento de vínculo de emprego e a condenação solidária dos réus no pagamento das verbas pleiteadas na inicial. conforme determinado pelo Juízo. sentença de fls.0004 Processo Nº RO-99600/2012-004-17-00. cuja nulidade se pretende. portanto. sendo depositados na Caixa Econômica Federal. 2305/2309 e 2310/2317.0099600-66. ciência daquela decisão de fls. A primeira ré apresenta sua defesa negando a existência de grupo econômico com as demais reclamadas. A correta publicação da sentença. que recebia remuneração mensal no valor de 2 salários mínimos. em sua inicial. nesta última alegando a preliminar de intempestividade do apelo.2012. 3º da CLT.5. cujo objeto era a prestação de serviços judiciais e extrajudiciais.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA VÍNCULO DE EMPREGO. João Hilário Valentim. anualmente.2.

2258). com a mesma freqüência com que comparece atualmente. o autor comparecia ao seu escritório particular.TRT 17ª Região . o contrato foi redigido pelo próprio reclamante que cuidou de estipular cláusulas que lhe asseguravam direitos como. por unanimidade. indicada pela própria parte ativa. que o autor sempre possuiu escritório próprio localizado no Ed. vindo da rua” e “. Se o erro é grosseiro. mantenho a sentença que julgou improcedente o pedido de reconhecimento de vínculo de emprego entre autor e demandadas. ainda.costumava almoçar no restaurante. no mérito. que a sentença reconheceu a existência de grupo econômico entre as Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 reclamadas. Para declaração de nulidade de um contrato é necessário que haja comprovação do vício de consentimento.. para a caracterização do vínculo de emprego necessária se faz a presença de todos aqueles requisitos previstos pelo art. às fls. “. onerosidade. negar -lhe provimento. pelo desprovimento do apelo. Destaco.. que foi confeccionado pelo próprio reclamante. já decidiu este Tribunal: VÍNCULO DE EMPREGO – ADVOGADO. Infere-se do seu depoimento. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº AIRO-99800-43. Nego provimento. pleiteando. tendo o autor patrocinado outras causas de clientes seus. erro ou coação. 2259). negando a existência do vínculo de emprego e. 2260)”.. as verbas cujo pedido se amparava naquela declaração. 183. 3º da CLT. Em caso análogo ao presente. ainda que se encontrem presentes os três últimos elementos. às fls. RELATÓRIO Trata-se de agravo de instrumento interposto pela terceira embargante contra a r. registro que as reclamadas apresentaram contestação específica contra os fatos alegados na inicial. José Carlos Rizk – j. quais sejam: subordinação. PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE. em face do que dispõe o artigo 897. também. Contraminuta.. 123/124. 23 de Setembro de 2013 71 Havendo êxito na demanda. depois de rescindido seu contrato com as reclamadas. na época em que prestava serviços às rés. sendo partes as acima citadas.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: RECURSO. no qual disse sem hesitar que o Autor “.17. transcrevo trecho da sentença: “Outrossim. o recurso interposto não deve ser conhecido. em condição indiscutivelmente autônoma.. no qual fez crer que o Autor tinha dias e horários rígidos de trabalho no estabelecimento dos contratantes (fls. Rel. E do que se extrai do depoimento da referida testemunha.0099800-43. por inadequação. Nenhum desses elementos restou comprovado nos autos. No caso dos autos.. Ou seja. uma vez que a interposição de recurso ordinário contra a decisão que julga os embargos de terceiro constitui erro grosseiro. pois o princípio da fungibilidade não comporta aplicação neste caso.5. caracterizado pelo dolo.2005. Por fim. Razões do agravo. pugnando. João Hilário Valentim.depois do almoço o reclamante ia embora” (fls.4 Agravante Advogado Agravado Advogado Plurima Réu ASSOCIACAO DESPORTIVA FERROVIARIA VALE DO RIO DOCE Allyson Marcello SantAna(OAB: 012312 ES) LUIZ GUILHERME CARVALHO ROCHA Eduardo Neves Gomes(OAB: 010064 ES) DESPORTIVA CAPIXABA S/A PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO . Procurador do Trabalho: Dr. por exemplo. § 1º.”. durante o período em que perdurou seu contrato com a reclamada.. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. decisão de fl. conforme contrato de natureza cível acostado aos autos. Aliás. em síntese. como porteiro. no particular. a aplicação do princípio da fungibilidade para processamento do recurso ordinário como agravo de petição. que quando não comparecia no estabelecimento dos Réus era chamado ao local. fato que infirma o testemunho de Nael Lisboa Barbosa. mas nem todos os dia. 2041/2057 comprovam que o autor atuou como advogado de outras empresas em inúmeros processos judiciais em tramite nesta Especializada. Alexandre Nascimento de Carvalho (fls.0014 Processo Nº AIRO-99800/2012-014-17-00. tanto mais quando comparado com o testemunho de Maria da Penha Redigueri Regatieri. que denegou seguimento ao recurso ordinário interposto contra a decisão que apreciou os embargos de terceiro. no mesmo interrogatório o Autor confessou. em autêntico ato falho. 3.costumava chegar para almoçar no horário de retirada da comida por volta das 15h. da CLT.2012.5. que está demonstrado o contrato de prestação de serviço e não a relação de emprego nos moldes celetistas. Além disso. em conjunto com o exame de outros elementos dos autos. segundo seu depoimento pessoal. Há de se destacar. o de incidência de multa de 15% em caso de atraso no pagamento dos seus honorários (a partir da terceira parcela).5.0009. em síntese.0014 AGRAVO DE INSTRUMENTO Agravante: ASSOCIACAO DESPORTIVA FERROVIARIA VALE DO RIO DOCE Agravados: LUIZ GUILHERME CARVALHO ROCHA DESPORTIVA CAPIXABA S/A Origem: 14ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . Neste aspecto. 25/01/2006) Ademais.17. mas que tal fato não altera o deslinde da demanda. 02/21.CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região.17. repita-se. Observa-se que o reclamante foi contratado para prestar serviços de assessoria jurídica e advocacia. Mantida a sentença. Por tais razões. os honorários sucumbenciais devidos pela parte contraria serão repassados integralmente ao CONTRATADO. os documentos de fls. o vínculo empregatício não será reconhecido ante a inexistência de subordinação jurídica.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. . Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). rejeitar a preliminar de intempestividade do recurso arguído pela reclamada em contrarrazões.2012. a testemunha do reclamante Sr. Vistos. (RO 0096100-21. não eventualidade e pessoalidade. relatados e discutidos os presentes autos de AGRAVO DE INSTRUMENTO. por corolário lógico. não havia exclusividade na prestação de serviço em prol das rés. deixando agora clara a sua liberdade de dias e horários. Ricamar. local em que trabalha.. conhecer do recurso ordinário e. Des.

MÉRITO Insurge-se o agravante contra a decisão de fl. pois a interposição de recurso ordinário buscando a reforma da decisão que apreciou os embargos de terceiro. já na fase de execução. alínea. caracteriza erro grosseiro. por inadequado. conhecer do agravo e negar-lhe provimento. já que. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente).1. por unanimidade. 23 de Setembro de 2013 72 FUNDAMENTAÇÃO 2.249) – Rel. em síntese. Assim. 897. atacando a decisão que apreciou os embargos de terceiro. o agravante interpôs recurso ordinário.11. Foram opostos embargos declaratórios e intimado da decisão deste (fl. já na fase de execução. há que se observar a existência de dúvida razoável. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 João Hilário Valentim JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora Acórdão Processo Nº AP-102500-81. a interposição de recurso ordinário configura erro grosseiro. (TRT 21ª R. Analisando-se os autos. 171). Des.4 Agravante Advogado Agravado Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu ALVARO FERES MEDINA Joaquim Ferreira Silva Filho(OAB: 002814 ES) INSTITUTO DE DEFESA AGROPECUARIA E FLORESTAL DO ESPIRITO SANTO . nos termos do art. da CLT. "a".1996. Na espécie. 117/120. nas execuções. e não recurso ordinário. NÃO CONHECIMENTO – ERRO GROSSEIRO – Das decisões proferidas na fase de execução. julgou improcedentes os embargos de terceiro. da CLT. haja vista a divergência jurisprudencial e doutrinária a respeito da matéria. 897. 183. Ora. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região.0008 – (111.17. da CLT. o recurso oponível é o agravo de petição. 3.2. ante as disposições do artigo 897. que denegou seguimento ao recurso ordinário interposto contra a decisão que apreciou a ação de embargos de terceiro. o princípio da fungibilidade. vale citar a jurisprudência: FASE DE EXECUÇÃO – RECURSO ORDINÁRIO – ERRO GROSSEIRO – NÃO-CONHECIMENTO – Decisão proferida na fase de execução desafia agravo de petição. o agravante incorreu em erro grosseiro. Desembargador Gerson Fernando Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. que o juízo de primeiro grau não deveria ter considerado a interposição de recurso ordinário no caso em tela como erro grosseiro. O princípio da fungibilidade não comporta aplicação nas hipóteses de erro grosseiro e esta é a hipótese dos autos. Neste sentido. Inaplicável. consoante dicção do art.2007.2011 – p.5. Recurso ordinário não conhecido.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. – RO 11850050. – RO 0239/1999-066-24-00-4 – Relª Juíza Dalma Diamante Gouveia – J.2003) RECURSO ORDINÁRIO – Interposição contra Decisão prolatada em execução (TERMO DE CONCILIAÇÃO). por incabível. caput. por preenchidos os pressupostos para a sua admissibilidade. Eridson João Fernandes Medeiros – DJe 06. no prazo de 8 (oito) dias: a) de petição. Procurador do Trabalho: Dr. pois.21. 117/120. o artigo 897. de modo que deveria ser aplicado o princípio da fungibilidade recursal. verifica-se que a decisão de fls. 2. ante a expressa previsão legal. constituindo-se erro grosseiro a interposição em seu lugar de recurso ordinário. (TRT 24ª R. Desta forma. 59) – destaquei.0004 Processo Nº AP-102500/1996-004-17-00. bem como a ausência de erro grosseiro e de má-fé objetiva. Tal princípio não exige apenas o cumprimento do prazo do recurso devido. incabível a interposição de recurso ordinário para atacar a decisão proferida às fls.IDAF ALVARO JOAO BRIDI ANIZIO BLUNK NETO ANTONIA APARECIDA A TEIXEIRA ANTONIO ESTEVAO MOREIRA BITTENCOURT ARTUR BALDESSIN AUGUSTO CARLOS GARCIA DE OLIVEIRA CARLOS ROBERTO LUZIA DE FREITAS CELSO ALVES BARBOSA CESAR SANTOS CARVALHO CLAUDIO LUCIO RAMOS DAURO CALDAS LYRA EDITH FERNANDES DOS SANTOS EDITH MARIA BOTELHO DELBONI EDUARDO SAAD GERMANO ELIO CARLOS RODRIGUES VIEIRA ENILDO DONATO EVANI MANOEL DOS REIS EZRON LEITE THOMPSON FABIO CORREA GONCALVES FERNANDO CARLOS BARBOSA CAMPOS GILMAR GAIGHER GILSONEI BOLDRIN BONOMO ILZANIR VIEIRA LIMA IVAN DA SILVA MOTTA IZAURINO BOROTO JAIDER VANDERLEI JOAO BATISTA MACHADO CAMPOS JOSE ALONSO PINTO JOSE ANTONIO RODRIGUES JOSE CARLOS NASCIMENTO JOSE LUIZ DEMONER DE ALMEIDA JOSE MARCO BERGER JOSE MARIA DE CARVALHO NETO ALVARO FERES MEDINA ALVARO JOAO BRIDI ANIZIO BLUNK NETO ANTONIA APARECIDA A TEIXEIRA ANTONIO ESTEVAO MOREIRA BITTENCOURT ARTUR BALDESSIN AUGUSTO CARLOS GARCIA DE OLIVEIRA CARLOS ROBERTO LUZIA DE FREITAS CELSO ALVES BARBOSA CESAR SANTOS CARVALHO CLAUDIO LUCIO RAMOS DAURO CALDAS LYRA EDITH FERNANDES DOS SANTOS . é claro ao dispor que: “Cabe Agravo. das decisões do Juiz ou Presidente. não merece qualquer reforma a decisão agravada.09.5.” Logo. Não lhe assiste razão. Sustenta em seu agravo. a da CLT. 26. CONHECIMENTO Conheço do agravo de instrumento. nego provimento ao agravo.

1 DEMANDA ANTERIOR À ADOÇÃO DO REGIME JURÍDICO ÚNICO. decisão sob o argumento de que deve ser mantida a decisão de fls. Alega que deve ser respeitada a coisa julgada. oficiando pelo conhecimento e não provimento dos agravos de petição interpostos pelo IDAF e pelos trabalhadores. decisão agravada pelos seus próprios e jurídicos fundamentos. mas sim o IDAF – Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo. – AP 188500-18. decisão quanto à limitação da execução para restabelecer a decisão de fls. em obediência à coisa julgada. ocasionado pela Lei Complementar Nº187/2000. se reportam ao período de contratação dos reclamantes em regime celetista. no período anterior a 12/09/2000. MÉRITO 2. RELATÓRIO Os exequentes e o Estado do Espírito Santo (IDAF) interpõem agravo de petição em face da decisão de fls.06. em decisão ora agravada. Gerson Fernando da Sylveira Novais – DJe 25. porque se trata de parcelas decorrentes da relação jurídica celetista antes mantida entre os exequentes e o Estado do Espírito Santo. 777-789. busca também a exclusão da multa astreintes. E.2. às fls. Sem razão os agravantes. Razões do agravo de petição do Estado do Espírito Santo. mantendo-se a r. buscando a reforma da r. sendo partes as acima citadas. Os exequentes buscam a reforma da r.IDAF Maria Thereza Silva Marques(OAB: 016633 ES) ACÓRDÃO . proferida pela MM. que afastou expressamente a limitação da execução. O entendimento sobre essa questão há muito já foi pacificado no âmbito do C.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.17. 557.2001. 557.TRT 17ª Região . que se coaduna com a exceção prevista na súmula 06 do C. 795-797. Compete à Justiça do Trabalho julgar pedidos de direitos e vantagens previstos na legislação trabalhista referente a período anterior à implantação de regime jurídico único estatutário. 23 de Setembro de 2013 73 Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Plurima Autor Advogado EDITH MARIA BOTELHO DELBONI EDUARDO SAAD GERMANO ELIO CARLOS RODRIGUES VIEIRA ENILDO DONATO EVANI MANOEL DOS REIS EZRON LEITE THOMPSON FABIO CORREA GONCALVES FERNANDO CARLOS BARBOSA CAMPOS GILMAR GAIGHER GILSONEI BOLDRIN BONOMO ILZANIR VIEIRA LIMA IVAN DA SILVA MOTTA IZAURINO BOROTO JAIDER VANDERLEI JOAO BATISTA MACHADO CAMPOS JOSE ALONSO PINTO JOSE ANTONIO RODRIGUES JOSE CARLOS NASCIMENTO JOSE LUIZ DEMONER DE ALMEIDA JOSE MARCO BERGER JOSE MARIA DE CARVALHO NETO INSTITUTO DE DEFESA AGROPECUARIA E FLORESTAL DO ESPIRITO SANTO . 2. Observe-se o aresto a seguir transcrito.0102500-81. às fls. O julgador a quo. Des. sustenta a incompetência absoluta da Justiça do Trabalho para processar e julgar a lide que importa na transformação de vínculo de trabalho com a Administração Pública Estadual. 119)v96 Resta claro nos autos que a execução é relativa a créditos anteriores à implantação do Regime Jurídico Único.1996.1. COMPETÊNCIA RESIDUAL DA JUSTIÇA DO TRABALHO.2012 – p. Vistos. buscando a reforma da decisão agravada quanto à Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 impossibilidade fática e jurídica para cumprimento da obrigação de fazer determinada na r. às fls. COMPETÊNCIA RESIDUAL DA JUSTIÇA DO TRABALHO.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA PERÍODO ANTERIOR AO REGIME JURÍDICO ÚNICO. mesmo que a ação tenha sido ajuizada após a edição da lei que disciplina a conversão de regime. CONHECIMENTO Chamo o feito à ordem para atender à solicitação do Douto Ministério Público do Trabalho quanto ao equívoco na autuação. ANÁLISE CONJUNTA DOS AGRAVOS DE PETIÇÃO. sentença exequenda. 4ª Vara do Trabalho de Vitória. por meio da Lei Complementar 187/2000. relatados e discutidos os presentes autos de AGRAVO DE PETIÇÃO. entendeu que somente a partir da vigência da LC 187/2000 é que se configura a incompetência material da Justiça do Trabalho e que como os pedidos. objetos dos autos. de modo que não se pode falar em incompetência. TST. 803-806.5. Parecer do Douto Ministério Público do Trabalho. O Estado (IDAF) requer a reforma da decisão agravada.17. chamando o feito à ordem para que seja retificado equívoco na autuação. que julgou procedente em parte a ação de embargos à execução determinando a apuração do valor da multa por descumprimento de ordem judicial.0004 AGRAVO DE PETIÇÃO Agravantes: ALVARO FERES MEDINA E OUTROS ESTADO DO ESPIRITO SANTO Agravados: ESTADO DO ESPIRITO SANTO ALVARO FERES MEDINA E OUTROS Origem: 4ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . para que seja determinada a exclusão da multa diária no período anterior a 12/09/2000.2. FUNDAMENTAÇÃO 2. como revelam os termos da Orientação . Razões do agravo de petição do exequente. TST. da lavra deste Relator: PERÍODO ANTERIOR AO REGIME JURÍDICO ÚNICO – COMPETÊNCIA RESIDUAL DA JUSTIÇA DO TRABALHO – Compete à Justiça do Trabalho julgar pedidos de direitos e vantagens previstos na legislação trabalhista referente a período anterior à implantação de regime jurídico único estatutário. julgou parcialmente procedentes os embargos à execução interpostos pelo IDAF e declarou a competência da Justiça do Trabalho para processar a presente execução somente até o advento da LC 187/2000 e consequentemente a multa (astreintes) aplicada. 766/769. (TRT 17ª R. Conheço dos agravos de petição porque presentes os pressupostos objetivos e subjetivos de admissibilidade. mesmo que a ação tenha sido ajuizada após a edição da lei que disciplina a conversão de regime.5. pois quem opôs embargos à execução não foi o Estado do Espírito Santo. Contraminuta.771-774.0131 – Rel. às fls.

De fato. não sendo essa a discussão a que se reportam os autos. requer o prequestionamento da matéria. não havendo fundamento legal para excluir a condenação do Estado do Espírito quanto à multa astreinte aplicada em período anterior a LC 187/2000 e limitada a esta data ou prorrogá-la além deste período como pleiteado pelo Exequente. 138 da SDI-1. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. inclusive. COMPETÊNCIA RESIDUAL. RELATÓRIO Trata-se de embargos declaratórios interpostos por Companhia Espírito Santense de Saneamento . mesmo que a ação tenha sido ajuizada após a edição da referida lei. Não tem a mais pálida razão.7 Embargante Advogado Embargado Advogado COMPANHIA ESPIRITO SANTENSE DE SANEAMENTO CESAN Stephan Eduard Schneebeli(OAB: 004097 ES) LOZIVAL PEREIRA PASSOS André Luiz Moreira(OAB: 007851 ES) PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO . ACÓRDÃO DE FLS. ficariam ociosas e. Se os embargos não demonstram a existência de omissão.0006 Processo Nº ED-105800/2011-006-17-00. conhecer de Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 ambos os agravos de petição e. com o deferimento da liminar concedido na ADIN Nº3395-3. a almejada celeridade processual vislumbrada na reforma.112/90. dizer que toda a super estrutura da Justiça Federal.inserida em 27. Aliás.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.inserida em 13. seria buscada tão-somente na abarrotada Justiça do Trabalho. observa-se que antes da LC 187/2000 a matéria era inequivocadamente peculiar à Justiça do Trabalho e que se restringe ao período em que os Reclamantes eram regidos pelo regime celetista.5. Compete à Justiça do Trabalho julgar pedidos de direitos e vantagens previstos na legislação trabalhista referente a período anterior à Lei nº 8. a questão da competência para apreciar e julgar as demandas entre a Administração Pública e seus servidores estatutários ficou resolvida. sendo daquele livre de qualquer mácula e plenamente exigível. 14 e seguintes da Lei nº 5. OMISSÃO Alega a ora embargante que o v. Aduz que quanto aos honorários advocatícios.0105800-20.TRT 17ª. a extensão do regime estatutário (Lei Complementar estadual Nº46/94) pelo Estado do Espírito Santo via Lei Complementar estadual Nº187/2000 é fato público e notório. representaria a falência da Justiça do Trabalho já tão assoberbada. a mudança de regime – de celetista para estatutário – ocorrida no Estado do espírito Santo por meio da Lei Complementar Nº187/2000.584/1970.LOZIVAL PEREIRA PASSOS Origem: 6ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . Sustenta a reclamada que o julgado fundamentou-se no laudo pericial sem.0006 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: COMPANHIA ESPIRITO SANTENSE DE SANEAMENTO CESAN Embargado: O V. alegando omissão no julgado. (1ª parte .17. mesmo após a sentença. Com efeito. “analisar as demais alegações e provas trazidas aos autos. in verbis: 138.2011. eis que prolatada em período em que a Justiça Especializada era competente limitando-se a execução a este período.TRT 17ª Região . não merecem ser providos. Com efeito. nego provimento a ambos os agravos de petição. de contradição ou de obscuridade e revelam mero inconformismo da parte com o conteúdo meritório do acórdão. inclusive em observância à previsão contida do art. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-105800-20. às fls. LIMITAÇÃO DA EXECUÇÃO (nova redação em decorrência da incorporação da Orientação Jurisprudencial nº 249 da SBDI-1) . a seguir: Atualmente. limita a execução ao período celetista. Juízo da Execução “após o marco fixado em 12. Todavia. qual seja.2000. não carecendo de qualquer prova neste sentido e.1. acórdão de fls. em face do v. não há outro entendimento possível à matéria. 312/314-v.CONHECIMENTO Conheço dos embargos declaratórios. sendo partes as acima citadas. a matéria não foi analisada sob os requisitos previstos no art.11. Vistos. FUNDAMENTAÇÃO 2. no mérito. 312/314 . não resta dúvida de que.ex-OJ nº 138 da SDI-1 . Conforme bem destacado pelo d. em parte. João Hilário Valentim. simplesmente. entender-se que caberia à Justiça do Trabalho dirimir as controvérsias decorrentes dos liames estatutários ou jurídicoadministrativos seria.]. 23 de Setembro de 2013 74 Jurisprudencial n. todavia.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. por unanimidade. do contrário. REGIÃO .03. razão pela qual é indevida a multa aplicada à embargante” (fls. Portanto. Por fim. não podendo aplicar-se ao caso a Súmula 06/TST [. com a devida vênia.5.. nada tendo a ver com o regime estatutário posteriormente vigente. por preenchidos os pressupostos para a sua admissibilidade. 2ª parte . bem como das Justiças Estaduais..CESAN.98. 767-verso). REGIME JURÍDICO ÚNICO. Procurador do Trabalho: Dr.04. observa-se que os embargos declaratórios interpostos pela embargante estão sendo utilizados com o único . não há que se falar em descumprimento de ordem judicial. A superveniência de regime estatutário em substituição ao celetista. a fim de constar no decisium o perfeito enquadramento fático da matéria. 131 e 436 do CPC”.DJ 20.02) Nesse sentido também é o parecer do Douto Paquert. acórdão padece de omissão que necessita ser sanada.ex-OJ nº 249 . Pelos fundamentos antes expendidos e transcritos. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. resta evidente a competência desta especializada para executar o título que embasa a presente execução. Da análise dos autos. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente).2011.09. pois. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região.17.2005. diferentemente do alegado pelo estado (IDAF) em seu Agravo de Petição a decisão agravada não extrapola a sua competência. 804806 que transcrevo. negar-lhes provimento. o caso dos autos evidencia uma situação peculiar.

TST. e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. sendo partes as acima citadas. o Juízo primevo julgou extinta a execução. Não o fazendo no momento adequado. decisão de fl. sendo certo que o referido alvará foi extraído do depósito de fl. nos termos do art.17. do CPC e determinou que. ao tomar ciência da extinção da execução. 535. Não lhe assiste razão. fossem expedidos alvarás na proporção e a quem de direito.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 794. porque satisfeitos os pressupostos extrínsecos e intrínsecos de admissibilidade. Basta que fundamente o entendimento adotado. na hipótese de alegar existência de crédito remanescente. O agravante. Quanto ao prequestionamento a que se refere à Súmula 297 do TST. ADICIONAL DE PERICULOSIDADE” do v. Razões do agravo às fls. Por fim. 387. 3. não há qualquer um dos vícios previstos no art. parágrafo único. Dessa forma. quando ainda pendente recurso de revista no C. 5ª Vara do Trabalho de Vitória-ES. decisão de fl. pleiteando a reforma da r. Procurador do Trabalho: Dr. I. anoto que só tem pertinência e cabimento quando o julgado não haja adotado fundamento explícito sobre o tema ou sobre a questão submetida. 420/421. 389) do valor relativo ao principal (vide planilha de fl.5. o que não significa a obrigação de reproduzir textos legais. todos os argumentos abordados pelas partes. nego-lhes provimento e imponho a Embargante multa de 1% sobre o valor da causa. 538.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 NOVAIS EMENTA EXTINÇÃO DA EXECUÇÃO. CRÉDITO REMANESCENTE NÃO ESPECIFICADO. tendo sido expedido alvará judicial (fl. no entanto. o art. AUSÊNCIA DE MANIFESTAÇÃO OPORTUNA.0005 AGRAVO DE PETIÇÃO Agravante: LUCIA HELENA CARDOSO Agravado: ITAU UNIBANCO S.5. Contraminuta do agravado às fls. Logo. FUNDAMENTAÇÃO 2. 5º da CF/88. Alega ainda houve violação de literal dispositivo de lei. que a execução estaria sendo extinta sem qualquer certeza quanto ao valor devido a título de honorários advocatícios.TRT 17ª Região . I. da MM. pois não teria ocorrido nenhuma das hipóteses de extinção da execução. MÉRITO Após a Contadoria ter adequado os cálculos de liquidação aos termos do acórdão de fls. caracteriza-se a preclusão. alega que o Juízo a quo considerou satisfeita a obrigação sem. 216. No que tange aos honorários advocatícios. o Juízo primevo determinou que os cálculos fossem adequados aos termos do acórdão de fls. a qual julgou extinta a execução. RELATÓRIO A exequente interpõe agravo de petição em face da r. presumindo-se o não acolhimento das teses divergentes. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora Acórdão Processo Nº AP-107800-64. Deste modo. 794.7 Agravante Advogado Agravado Advogado LUCIA HELENA CARDOSO Esmeraldo Augusto Lucchesi Ramacciotti(OAB: 00232B ES) ITAU UNIBANCO S. o agravado efetivou o depósito de tal valor remanescente à fl.2.2. na forma autorizada pelo art. necessita de indicar o valor que entende ser devido. Insta frisar que a Corte não está adstrita a fundamentar sua decisão com base nas alegações e provas trazidas pelas partes.17. PRECLUSÃO. 392).A. 794 do CPC. ante o pagamento da integralidade do valor homologado e atualizado. em suma. ponto a ponto. acórdão. Além de os embargos denotarem mero inconformismo com o conteúdo meritório do julgado. conferir prazo para a exequente verificar a existência de eventual crédito remanescente. por unanimidade. do CPC. onde se pode constatar que o valor remanescente relativo aos honorários advocatícios e às custas foi obtido abatendo-se o valor remanescente do depósito judicial de fl.0005 Processo Nº AP-107800/2009-005-17-00. 439/447. 538. no julgado embargado. sendo inapropriada a via dos embargos de declaração para o fim almejado. parágrafo único. João Hilário Valentim. pois não está obrigada a apreciar. na forma como procedeu o magistrado . 378). negar-lhes provimento e condenar a embargante a pagar a multa de 1% sobre o valor da causa. conhecer dos embargos declaratórios. nos termos do art. do CPC. Todavia. do CPC. do CPC. pelo não provimento do agravo de petição. relatados e discutidos os presentes autos de AGRAVO DE PETIÇÃO. Além disso. bem como violação da coisa julgada e violação direta aos incisos XXXVI e LIV do art. fundamentando sua decisão na Súmula 219 do TST. na forma autorizada pelo art. ante a total ausência do vício alegado. 23 de Setembro de 2013 75 intuito de reapreciar matéria já devidamente rebatida no tópico “2. O que se exige é a adoção de tese e não de reprodução da lei. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). o qual acresceu honorários advocatícios de 15% sobre o valor da condenação.0107800-64. como quer a embargante. 436. o julgado adotou tese expressa quanto à matéria.2009. homologou os cálculos apresentados pela reclamada. 450/453. Origem: 5ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . ressalto que a reclamada se utiliza dos presentes embargos com o intuito de obter uma nova apreciação de seu apelo.A. 435. e a reclamada ter efetuado o depósito do valor remanescente apurado pela Contadoria. O Juízo de primeiro grau. ou. e tendo em vista o manifesto caráter protelatório dos embargos. 375). alegando. 436 para prosseguimento da execução. o que foi feito às fls. após o decurso do prazo. Vistos. 2. Beresford Martins Moreira Neto(OAB: 008737 ES) ACÓRDÃO . 411/416. é nítida a intenção da parte de dilatar o prazo recursal. com o que concordou expressamente a exeqüente (fl.2009. 411/416.1. na remota hipótese de que seja mantida a decisão agravada. que seja concedido prazo de pelo menos 15 dias para verificação da existência de crédito remanescente. A exeqüente se insurge. qual seja.CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. Por outro lado. outra solução não há senão a declaração da extinção da execução. CONHECIMENTO Conheço do agravo de petição. com as retificações realizadas pela contadoria do Juízo (fl. o qual acresceu honorários advocatícios de 15% sobre o valor da condenação. 387 e do depósito recursal de fl. o que deve ser manejado na via recursal própria.

incisos LIV e LV.º.5. Assim. sentença de fls.3 DOENÇA OCUPACIONAL – NULIDADE DA DISPENSA – REINTEGRAÇÃO – DANOS MATERIAL E MORAL – CONFISSÃO FICTA Da sentença. ainda que nulidade houvesse. 338/340-v.17. nos termos do art. Limitou-se. porque ausente a demonstração de manifesto prejuízo à parte (CLT.2011. da lavra do Exmo. visto que os documentos de fls. Logo. às fls. a prova documental que veio com a petição inicial (fls. do TST. a conduta ilícita da empresa e a incapacidade laborativa. é que na própria minuta de agravo o exequente sequer apontou objetivamente a existência de crédito remanescente a ser apurado.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. §2. II. requer a nulidade da sentença e o retorno dos autos à Vara de origem para realização da prova técnica. da CF/88. Bom. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pela reclamante. art. já que o auxíliodoença concedido foi de caráter previdenciário (espécie 31). 29/72) não comprova o nexo de causalidade entre a doença e as condições de trabalho.2011.2. a vindicar prazo para análise de “eventual” crédito remanescente. 2. pois se limita a descrever as atividades da reclamante na empresa. Se a autora. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.5 e b. deixou de comparecer à audiência para a qual foi intimada sob pena de confissão (conforme intimação de fl. Quanto à perícia realizada para apuração da insalubridade. I. só resta a expedição dos alvarás nas proporção e a quem de direito. foi aplicada à autora a pena de confissão quanto à matéria de fato. e invocando os artigos 131 do CPC e 5.5. pois.º.2NULIDADE . 369-404. 331). Não constitui cerceamento de defesa a aplicação da confissão quanto à matéria de fato e o consequente encerramento da instrução àquele reclamante que deixa de comparecer em audiência para a qual foi intimado sob pena de confissão. no mérito. Aliás. b. Nesse contexto. o que desencadeou doença de origem ocupacional e redução da capacidade laborativa. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. Nesse passo. no presente caso. e não acidentário (espécie 91). e o consequente encerramento da instrução processual sem a realização da prova pericial anteriormente deferida para apuração da doença ocupacional.3 Recorrente Advogado Recorrido Advogado KARLA KELLY BOMFIM TRISTAO GUSMAN Domingos Salis de Araujo(OAB: 007529 ES) UNIMED VITORIA COOPERATIVA DE TRABALHO MEDICO Stephan Eduard Schneebeli(OAB: 004097 ES) PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO .1CONHECIMENTO Recurso conhecido por força do julgamento do agravo de instrumento. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). nos termos da Súmula 74. Logo. do TST. do CPC.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: CONFISSÃO FICTA. de uma breve leitura do laudo constata-se que a prova técnica não evidencia as supostas “condições inadequadas de trabalho”. por unanimidade. e não ao juízo.17. requer sejam deferidos os pedidos dos itens b. INOCORRÊNCIA. do CPC e da Súmula 74. em face da r. a prova pré-constituída caminha em sentido contrário às pretensões obreira. Contrarrazões apresentadas. igualmente. b. negar provimento ao apelo. nego provimento. João Hilário Valentim. conforme bem destacado na r.4.6 formulados na petição inicial.0002 Processo Nº RO-108700/2011-002-17-00. conhecer do agravo de petição e. nos termos da Certidão de fl.CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA – PROVA TÉCNICA – DOENÇA OCUPACIONAL Sustenta a autora que o encerramento da instrução processual sem a realização da prova pericial médica para apuração da doença ocupacional anteriormente deferida lhe trouxe prejuízos e constitui cerceamento do direito de defesa. aplicada a ficta confessio e não existindo prova pré- . E não é caso de incidência da hipótese categórica prevista no item II da Súmula 74 do TST. apesar do meu entendimento de que a prova pericial constitui pressuposto indispensável para o conhecimento dos pedidos formulados na petição inicial. Assim. que lhe oportunizou a prova do pretenso direito. Portanto. por problemas pessoais. Procurador do Trabalho: Dr. nos moldes do art. sendo partes as acima citadas. às fls. 342/355. inclusive porque. ENCERRAMENTO DA INSTTRUÇÃO. não constitui cerceio ao direito de defesa a aplicação da pena de confissão quanto à matéria de fato. 62/69 demonstram que o INSS não reconheceu o nexo da doença manifestada pela autora e suas atividades na ré. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. 411. Não tem razão. 343. o conjunto probatório demonstra que laborou por quase 10 anos com digitação e trabalhos repetitivos. É bom ressaltar que o prejuízo alegado pela autora só pode ser imputado a ela própria. Vistos. já que o devedor satisfez a obrigação. em condições inadequadas. que indeferiu os pedidos decorrentes de suposta doença ocupacional. Juiz Roberto José Ferreira de Almada. 794).TRT 17ª Região . a mesma não seria digna de reconhecimento. sentença. apesar de não ter sido realizada a prova técnica. como determinado pelo Juízo a quo. nego provimento. I. Digno de nota. 334. que julgou improcedentes os pedidos formulados na peça de ingresso.3. recorre a autora alegando que. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. 2. não dependem de prova “os fatos afirmados por uma parte e confessados pela parte contrária”. 23 de Setembro de 2013 76 sentenciante. FUNDAMENTAÇÃO Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 2. além de não se enquadrar nos exatos contornos de prova pré-constituída.0002 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: KARLA KELLY BOMFIM TRISTAO GUSMAN Recorrido: UNIMED VITORIA COOPERATIVA DE TRABALHO MEDICO Origem: 2ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . Não tem razão. b.0108700-85. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-108700-85. genericamente.

da Constituição Federal). 64). 125 – Atestado de Saúde Ocupacional – ASO – que data de 28/03/2011 e atesta a sua aptidão na época da demissão. afirmando que a doença alegada não teve origem nas condições de trabalho. O reclamado contestou os pedidos. a fim de se evitar seguidas nomeações sem resultado. bem assim. Destarte. atraindo. Frise-se que não se pode pretender que o Juízo conclua com base nos elementos dos autos que as lesões indicadas pela autora não sejam de caráter degenerativo e que estejam catalogadas no manual de procedimentos para os serviços de saúde – Doenças Relacionadas ao trabalho. não havendo nexo causal e que a autora não padece de doença ocupacional. findando-se em 22/09/2010 (fl. hospitalares. Nesse contexto. síndrome costoclavicular e síndrome do túnel de carpo). A reclamada rechaçou os pleitos. restando patente nos autos que ela se beneficiou de auxílio-doença. Improcede o pedido. cumpre registrar que a reclamante não impugnou o documento de fl. quando de sua demissão. sustenta a autora que na época da dispensa não se encontrava apta para o trabalho. não há qualquer dano a ser ressarcido.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. os pedidos de pagamento das parcelas salariais pretendidas ou qualquer indenização correspondente. 2. 69). 30/11/2009 (fl. são improcedentes também.4ADICIONAL DE INSALUBRIDADE Da sentença. ou qualquer nexo de causalidade entre a doença que a reclamante alega ser portadora e as condições de trabalho mantidas pela reclamada. e a derradeira. portanto. que diante da ausência da reclamante à audiência. ainda. (. nego provimento. não restou provado nos autos o nexo de causalidade entre a doença e as condições de trabalho. aduzindo que não há comprovação de qualquer dos danos alegados pela autora. A reclamante não faz jus à garantia provisória de emprego prevista no artigo 118 da Lei número 8. 67). Inicialmente. inciso XXVIII. sofreu danos materiais e morais. razão pela qual toma por nula sua dispensa e pugna pela reintegração ao trabalho. É sabido que o empregador só assume juridicamente a obrigação de indenizar o seu empregado em caso de acidente de trabalho. foi deferida a realização de perícia técnica médica (fl.” Logo. também por esse motivo. Acrescenta que até a data do ajuizamento da ação ainda continuava em tratamento da moléstia que lhe foi acometida. 331 – comprovação de entrega à fl. Frise-se que os documentos de fls. A reclamada contesta as alegações autorais. 50 a 55 que à reclamante foi deferido auxílio doença no período de 27/03/2009 a 09/03/2010. em face das dificuldades de se nomear um perito. Vale frisar. 65). e ainda. conquanto comprovem que a reclamante apresentou o quadro clínico narrado na inicial. contrario sensu dos arts. além da exigência de execução do trabalho com rapidez também incompatível com a condição física e material. com o pagamento de indenização substitutiva pelos salários e consectários legais desde a data da demissão. não restou demonstrado o nexo de causalidade e a responsabilidade aquiliana do empregador. os efeitos da confissão ficta quanto à matéria de fato. Contudo. portanto. além da inexistência de relação da moléstia apresentada pela reclamante com o trabalho desenvolvido em suas instalações. De outro tanto. Por corolário lógico.. conforme fartamente explanado acima. a teor do artigo 343. Não restou comprovado. razão porque passou a sentir fortes dores no ombro direito. além de passar a ter dificuldades com toda e qualquer atividade manual. sendo a reclamante regularmente intimada. ainda. fazendo uso de medicamentos para alívio de dor. Ausente qualquer um destes requisitos. se paute por dolo ou culpa (art..) INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS A reclamante afirmou que as condições de trabalho a que foi submetida fizeram com que fosse acometida por doença laborativa (síndrome cervicobraquial. torna-se impossível a responsabilização do empregador pela indenização respectiva. 29/72. a indenização substitutiva dos salários. contudo. não assiste razão à recorrente. desde que seja atestado o dano e. que não agiu com dolo ou culpa. tudo desde sua demissão. extrai-se dos documentos de fls. parágrafo 2º. o referido documento há de ser admitido como meio hábil de prova. 23 de Setembro de 2013 77 constituída a sustentar os pretensos direitos. a situação controvertida se concentra na apuração da natureza da moléstia que acomete a reclamante. assim. a reclamante não compareceu à audiência para a qual foi regularmente notificada.2009 até 22. não comprovada a incapacidade da reclamante para o trabalho na data de sua demissão. Esclarece que em razão de tais moléstias. além disso. não havendo. e que em 2009 submeteu-se a cirurgia da mão esquerda e em 2010 da mão direita. Pretende. sob pena de confissão (fl. 186 e 927 do Código Civil. 09/03/2010 (fl. injustificadamente. recorre a reclamante dizendo que o . em relação aos quais não haja prova em sentido contrário nos autos. além de fisioterapia e hidroterapia. presumem-se verdadeiros os fatos articulados na defesa. firmando-se nos exames Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 periódicos que atestaram as condições de trabalho da reclamante durante o vínculo de emprego e o exame demissional que constatou a aptidão. sessões de fisioterapia e hidroterapia. a incapacidade ocupacional. Visando a apuração. ficando afastada do trabalho. Quanto à pretendida nulidade da demissão levada a efeito pela reclamada. do CPC. ou coisa afim. haja vista não terem sido preenchidos todos os requisitos ensejadores da reparação civil. que se falar em reintegração ao trabalho. 63). a nulidade da dispensa. 306). cujos abalizados fundamentos adoto in totum: “REINTEGRAÇÃO AO TRABALHO – NULIDADE DA DISPENSA Pretende a reclamante a reintegração ao emprego e condenação da reclamada em parcelas salariais vencidas. 30/01/2010 (fl. ocorrendo. Feitas essas ponderações. Aduz. no interstício as seguintes prorrogações: DE 20/05/2009 até 30/06/2009 (fl. em razão da incapacidade laborativa.09. bem assim. O pedido constante na inicial relativo à indenização por danos morais e materiais encontra respaldo na culpa da reclamada pela doença ocupacional que teria sido desenvolvida pela reclamante. e muito menos conduta ilícita patronal a justificar a reparação correlata. No caso destes autos. a teor do artigo 186 do Código Civil. que indeferiu o pedido de adicional de insalubridade com arrimo no laudo pericial. tampouco em ressarcimento de despesas médicas. recebendo benefício previdenciário de 27. Pois bem. foi designada audiência. no pescoço. as cirurgias a que foi submetida e os tratamentos posteriores. em decorrência da prática de atos repetitivos e da utilização de equipamentos inadequados ao seu tipo físico. não compareceu à audiência na qual deveria prestar depoimento. 331-verso). alegando que sofre de doença ocupacional decorrente das condições de trabalho a que foi submetida na reclamada a partir de 2006.213/1991. 66).03. 08/07/2009 (fl. nas mãos. quer de ordem material quer de ordem moral. que a reclamante não gozou auxílio-doença acidentário. a reclamante. pois não há nos autos qualquer amparo técnico normativo para considerá-las como tais. 22/02/2010 (fl. pelos quais pugna pela reparação. na etiologia dela. por conta de esforços repetitivos e risco ergonômicos existentes no ambiente da faina. é indevida a declaração de nulidade da demissão.2010. razão pela qual mantenho a bem lançada sentença. 7º. Ademais. 68).

pelo salário-base do empregado.2006 (marco prescricional fixado na sentença) e outubro de 2010. o seguinte adendo: “SÚMULA N. na forma da Súmula 364. o qual.5ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA Prejudicada a análise da assistência judiciária. 790-B. da Súmula 74 do TST. nos termos do art. prevaleceu entendimento de aplicação do salário mínimo como base de cálculo do adicional de insalubridade em todo o período.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. em grau médio.2008. não resta dúvida de que a reclamante faz jus ao adicional pleiteado. que acrescentou à Súmula 228. Todavia. da CLT.08.2008 o adicional de insalubridade seja calculado com base no salário mínimo e daí até outubro de 2010 seja calculado com base em seu salário-base. aplica-se o salário mínimo. mister fixá-la. ao fundamento de que. anexados ao laudo pericial (fls. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: o Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). por maioria. Pela eventualidade. o cálculo da insalubridade. 09 e 10.1BASE DE CÁLCULO DO ADICIONAL DE INSALUBRIDADE SV 4. E apesar de o expert concluir que a atividade da reclamante não ensejava o adicional de insalubridade por exposição a agentes biológicos. já se encontra incluída no dia de descanso.07. ou seja. e por não haver relatos de entrega e uso de equipamentos de proteção. por força do julgamento do agravo de instrumento. 148/2008.08. dar parcial provimento. no grau reconhecido no LTCAT. determino que de 30. da CLT.00. Assim. ou seja. requer reforma do decisum para que lhe seja deferido o adicional de insalubridade. e não quantitativa. Arbitrar o valor da condenação em R$5. 24/28. no grau reconhecido no LTCAT. Inverto o ônus da sucumbência quanto aos honorários periciais. devendo o adicional integrar aos seus salários para fins de aviso prévio.05. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. nos termo do art.CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. salvo critério mais vantajoso fixado em instrumento coletivo”. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora . não havendo norma coletiva dispondo acerca desta base de cálculo. determinar que a base de cálculo do adicional de insalubridade seja o salário mínimo. com revezamento de atividade administrativa e de atendimento aos clientes entre as recepcionistas do turno. e no período compreendido entre 30. inclusive. de 14/09/2012 do TST. e FGTS com indenização de 40%. 274/280). Logo. 3. com reflexos. Súmula cuja eficácia está suspensa por decisão liminar do Supremo Tribunal Federal A partir de 9 de maio de 2008. No mérito. tendo em vista a sua concessão em sede de agravo de instrumento. 193 da CLT.05. pela recorrida. conforme LTCAT.º 228. apesar de não ter sido alterada a função da obreira. Inicialmente. o que já seria suficiente para concluir pela existência do direito. Tal entendimento foi consagrado pela Resolução 185.000. Desse modo. até 09.00 pela reclamada.06. deixa claro que ela ficava exposta de forma intermitente a agentes biológicos. quanto à base de cálculo do adicional de insalubridade. A Reclamada em seus documentos LTCAT apresentados ao Perito (anexo ao laudo) reconhece o risco biológico na função da autora e atividades da Reclamante por se tratar de ambiente hospitalar. ante a apuração do voto médio. João Hilário Valentim. como a matéria depende de prova técnica e que esta foi realizada nos autos. argumenta que a exposição eventual não exclui o direito pretendido.2008) . O adicional se integra aos seus salários para fins de aviso prévio. conhecer do recurso. que dava provimento nos termos da nova redação da Súmula 228 do TST e o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais que fixava como base de cálculo o salário base durante todo período. e no período compreendido entre 30. o adicional de insalubridade será calculado sobre o salário básico.Republicada DJ 08.2006 (marco prescricional fixado na sentença) e outubro de 2010. em grau médio. DJ 04 e 07. Sustentação oral da advogada Ana Carolina Machado Vieira. a agentes biológicos. até a edição de lei versando sobre o tema. em vista da impossibilidade de substituição por meio de decisão judicial. e se a parcela é devida mensalmente. contra meu voto. Não bastasse isso.07. dou parcial provimento ao pedido de pagamento do adicional de insalubridade. tendo em vista que a insalubridade é caracterizada pela avaliação qualitativa. e que tal condição enseja adicional de insalubridade em grau médio. e FGTS com indenização de 40%. Procurador: Dr. 23 de Setembro de 2013 78 LTCAT apresentado pela empresa demonstra que suas atividades eram ensejadoras do adicional pleiteado. em grau médio. nada a deferir. gratificação natalina. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Desde a edição da SV-04 pelo STF. foi pago até 2003 e voltou a ser pago em novembro de 2010.2008 . nos termos do Anexo 14 da NR-15. gratificação natalina. férias acrescidas de 1/3. Vejamos. 790-B. Diante do exposto. seus efeitos se dão em caráter ex nunc. inverter o ônus da sucumbência quanto aos honorários periciais. de acordo com a redação conferida à Súmula Vinculante 4 do C. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. do STF – EFEITOS x SÚMULA 228 DO TST . aplicada por analogia ao caso in análise: A Reclamante laborou como Atendente em Emergência Adulto e Pediátrico da Reclamada e desenvolvia suas atividades atendendo a pacientes ou acompanhantes para a elaboração de ficha cadastral e encaminhamento ao atendimento necessário. conforme por ela relatado e comprovado pelos contracheques de fls.08. BASE DE CÁLCULO (redação alterada na sessão do Tribunal Pleno em 26.REDAÇÃO DADA PELA RESOLUÇÃO 185/2012 Apesar de a reclamante silenciar em suas razões recursais sobre a base de cálculo do adicional de insalubridade. data da publicação da Súmula Vinculante nº 4 do Supremo Tribunal Federal. por unanimidade.Res. Logo. Alega que também não foi apresentado o PPRA e produzida prova de neutralização do agente por meio de fornecimento de EPI ou treinamento. Prejudicada a análise da assistência judiciária. em razão da aplicação analógica do § 1º do art. há de prevalecer sobre a confessio de que cogita o item I. E após. com custas de R$100. apresentam a conclusão de que foi detectada a “possibilidade” de exposição habitual e permanente dos atendentes de recepção da emergência. 2. Vencidos. STF e a interpretação dada a ela. esclareço que. porque a autora recebia salário mensal. pediátrica e adulta. tanto que ele foi pago até 2003 e voltou a ser pago em novembro de 2010. Quanto ao RSR. férias acrescidas de 1/3.2006 a 09. ao pedido de pagamento do adicional de insalubridade. a Juíza Relatora. 2. O contato se dava de forma intermitente.2008 se faz pelo salário mínimo.4. tal qual previsto na Lei 605/49. os Laudos Técnicos de Condições Ambientais do Trabalho (LTCAT) da reclamada. tenho perfilhado entendimento de que ante a omissão da Corte quanto à modulação quanto à sua eficácia.

sentença (fls. alegando haver quitação geral das parcelas trabalhistas. sentença de fls. sendo transferida para a PROMOV (2ª reclamada) em 01.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: I . ATIVIDADE TÍPICA FINANCEIRA. Alegam que esse fato não gerou vínculo com a DACASA FINANCEIRA.5. Se o reclamante exerce atividade típica financeira. Vistos.3.1.11. mesmo sob o enfoque do Enunciado nº 330. já que se encontra em plena vigência o § 2º do art.ATIVIDADE FINANCEIRA – JORNADA DE SEIS HORAS. à época própria para aplicação dos juros e correção monetária e à assistência judiciária gratuita. Nego provimento ao recurso. Nego provimento. II . 571/573. apenas. por falta de interesse recursal. por ausência de ressalvas no TRCT. 23 de Setembro de 2013 79 Acórdão Processo Nº RO-114500-92. expressamente. que o instrumento de rescisão deve ter especificada a natureza de cada parcela paga ao empregado. defendendo. às mesmas parcelas. 2ª Vara do Trabalho de Cachoeiro de Itapemirim – ES. Dele não conheço quanto aos juros de mora. relativamente às parcelas nele especificadas. EQUIPARAÇÃO. posto que os recorrentes postulam a sua incidência a partir do ajuizamento da reclamação. §3º. As reclamadas requerem seja a reclamante enquadrada na categoria dos comerciários. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. arguindo preliminar de carência de ação. 529 e ss. que foi contratada pela DADALTO ADMINISTRAÇÃO (1ª reclamada). relativamente. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 2.10. 518 e ss. 477 Consolidado. prestou serviços em favor de outra empresa do grupo. Acrescem que suas reais empregadoras foram a DADALTO e PROMOV. prestava serviços nas dependências da DACASA FINANCEIRA. prolatada pela MM. O laudo pericial (fls. ressaltam que a Súmula 129 do TST ampara a existência de uma empresa com o intuito de fornecer mão-de-obra para outras do mesmo grupo econômico. e. sendo válida a quitação. sendo que em ambos os períodos. em síntese. na exordial. nem fora contratada por empresa desta atividade econômica. 285/305) confirma as alegações da reclamante e demonstra que ela.0132 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: DADALTO ADMINISTRACAO E PARTICIPACOES S/A E OUTRO Recorrido: SIMONI NASCIMENTO TEMPORIM Origem: 2ª VARA DO TRABALHO DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM .ENQUADRAMENTO SINDICAL.0132 Processo Nº RO-114500/2011-132-17-00.5. Razões recursais. ainda que em outra empresa do mesmo grupo econômico. a manutenção da decisão recorrida.O § 2º do art.2. Todavia.PRESCRIÇÃO TOTAL . Por fim. Ora. complementada pela decisão de embargos de fls.INOCORRÊNCIA As empresas propagam a prescrição total em relação ao contrato de estágio. Não lhe assiste razão. sendo válida a quitação. já que nele não há registro de pagamento de qualquer das parcelas postuladas nestes autos. em 10. apenas. GRUPO ECONÔMICO. como “caixa 1". às fls. se a ação foi ajuizada em 19/11/2011.2011. Comprovantes do recolhimento das custas processuais e do depósito recursal. propagando prática de “ato único”. no mérito. e não apenas à DACASA FINANCEIRA.GRUPO ECONÔMICO . alegando não ser possível o enquadramento como financiária. cuja dispensa se deu em 1/9/2006. 2. expressamente. pois quando exerceu a .1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.ENQUADRAMENTO SINDICAL – FINANCIÁRIO .4.TRT 17ª Região . RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelas Reclamadas em face da r. pois a terceirização de serviços da área meio é permitida por lei. FUNDAMENTAÇÃO 2. sendo partes as acima citadas. às horas extras. 576/585. mantenho a sentença. que o instrumento de rescisão deve ter especificada a natureza de cada parcela paga ao empregado. 511. tem direito ao enquadramento sindical na categoria dos financiários (art.17.2008.PARCELAS CONSTANTES DO TRCT – AUSÊNCIA DE EFICÁCIA LIBERATÓRIA . que julgou procedentes em parte os pedidos contidos na peça exordial. à luz da interpretação do Enunciado 330 do E.CARÊNCIA DE AÇÃO As reclamadas renovam a argüição de carência de ação.17. TST. 477 Consolidado dispõe. A reclamante sustenta. 526/527v. ao enquadramento da reclamante como financiária. postulou a reforma da decisão quanto à prescrição. mas apenas parcial tal como reconhecido na sentença.2007. exatamente o critério fixado pela r. da CLT). e se o fundamento da pretensão é a soma de períodos descontínuos (unicidade contratual) é evidente que não há prescrição total. a tese defendida não tem pertinência temática com o objeto da pretensão.QUITAÇÃO GERAL . a melhor exegese do art. por isso. Aliás. da lavra da magistrada Angela Baptista Balliana Kock. 526/526v). que a contrataram para prestar serviços na área administrativa a todas as empresas do grupo. 2. Quanto à “alteração contratual” não há nenhum pedido fundado em alteração de norma interna do empregador. e em relação à “alteração contratual” ocorrida em 2008. Pois bem. uma vez que nunca exerceu operações financeiras. 477 da Consolidação das Leis do Trabalho foi a que lhe deu o Colendo Tribunal Superior do Trabalho com o Enunciado nº 41. menos ainda com os fatos que envolvem o presente processo.2011. CONHECIMENTO Conheço parcialmente do recurso ordinário. que dispõe. às fls. atuando como Financiária e não como Comerciária. FINANCIÁRIOS. desde o início de sua contratação.A SOCIEDADE DE CRÉDITO FINANCEIRO E INVESTIMENTO. Contrarrazões às fls. Assim sendo.0114500-92. nenhuma quitação geral se pode extrair do termo rescisório colacionado aos autos.9 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Autor Advogado DADALTO ADMINISTRACAO E PARTICIPACOES S/A José Hildo Sarcinelli Garcia(OAB: 001174 ES) SIMONI NASCIMENTO TEMPORIM Ary Rabelo Paulucio(OAB: 002452 ES) PROMOV SISTEMA DE VENDAS E SERVICOS LTDA José Hildo Sarcinelli Garcia(OAB: 001174 ES) PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO . a DACASA FINANCEIRA S.

Logo. como nos mostra a Súmula 239 do Tribunal Superior do Trabalho: Nº 239 . elaborou trabalho científico para a revista virtual Júris Síntese nº 48. 40).2011.2010. ainda que se admita administração autônoma (a averiguação disso é irrelevante. com isso.pág. o que corrobora a tese esposada na sentença e atrai a aplicação da Súmula 55. 0045700-15. tais como: pagamento de água. Jorge Luiz Souto Maior. desde logo. Portanto.2ª T .5. O primeiro efeito jurídico a ser fixado é o de que se devem respeitar os mesmos direitos para os trabalhadores da empresa tomadora e os da empresa prestadora. validamente. já que são inúmeros os casos já apreciados por esta Corte Trabalhista Regional em que trabalhadores são contratados pela Dadalto para laborar na DACASA. E. efetuar atendimentos aos clientes DACASA sobre dúvidas nos pagamentos” (fls. já que a análise e liberação de crédito não constitui atividade típica de comerciário e sim de financiário.2011. O empregado de terceirizante. ícone do pensamento jurídico-trabalhista brasileiro.17. conferindo os documentos e valores monetários encaminhados pela Tesouraria e vice versa. através da intermediação ilegal de mão-de-obra.17. há se fixar alguns parâmetros jurídicos. a de que a holding teria sido criada com o fim de fornecer mão-de-obra para as suas controladas. nos termos das seguintes Ementas: ‘A evolução que admite a terceirização não pode. Utilizá-la para pagar salários menores que os observados pela tomadora quanto aos seus empregados que exercem a mesma atividade é ilegítimo. há confissão de que está havendo fraude contra o próprio contrato social de ambas as empresas. em hipótese alguma. ante a objetividade da matéria tratada). ‘A analogia legis implica no reconhecimento de que a questão sub . ainda que se permita a terceirização. o grupo econômico tem tradição em fraudar a lei trabalhista. fato que obviamente se constitui em fraude.BANCÁRIO. Ao julgar processo semelhante (RT 0888. Ainda que se entenda que esses serviços eram atividade-meio. o grupo econômico se vale da intermediação das reclamadas para fraudar a lei e frustar os direitos trabalhistas de seus empregados. luz.2010. no qual traz valiosos subsídios para a compreensão da matéria. a CVRD era a maior acionista e é inegável que teve participação ativa na decisão da sua paralisação por não apresentar bons resultados.3ª R . Dentre as suas vantagens não se inclui a diversidade salarial ou de direitos individuais do empregado e independente da pessoa que seja seu empregador. Além disso. No entanto. a meu ver. deixo claro que o critério é objetivo.5. não cabe perquirir se ela quis ou não. Aliás.03.0010. 009020069. Desse modo. São as seguintes as considerações de Souto Maior que aproveito: ‘A implementação desta ‘técnica administrativa’ não pode..g. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Mutatis mutandis.0131. Afora isso. Como conseqüência. a qual foi rechaçada por esse TRT através de dezenas de decisões. a realidade é que ela atua como mero prolongamento das várias atividades da segunda ré. em que pese ser dotada de personalidade jurídica própria e. analisar e liberar a quantia referente ao empréstimo efetuado através do Termo de adesão de crédito pessoal.019/74. causar prejuízos à classe obreira. 423/424 – quesito 1. a criação de empresas para atuação no mesmo ramo não representa qualquer ilegalidade. qual seja. Ou seja. constituindo-se em prática voltada à distorção dos preceitos protetivos da legislação trabalhista.’ (TRT . a súmula 239 nos serve para mostrar que a criação pela empresa principal de empresas satélites com o escopo de lhe prestar serviços que numa visão estreita escapariam da sua finalidade (na verdade a cadeia produtiva é tão complexa que dizer que uma atividade não é essencial representa um risco de gafe produtiva ou tecnológica) não pode jamais representar prejuízo para os trabalhadores. evidente.96 . é o que ocorre no presente caso e.b). representar a impossibilidade dos trabalhadores adquirirem e receberem integralmente os seus direitos trabalhistas pelos serviços que prestem’. Mohallem .00-6). de modo que a intenção das rés se mostra irrelevante..DJMG 29. boletos bancários diversos que tenha código de barra. eis que em seu objeto não consta o exercício de atividades financeiras.2011. nos acórdãos proferidos nos autos das RT's 004430072. como v. A propósito. Vale notar que o estudo em referência até sustenta a tese dos autores de declaração de vínculo diretamente com o tomador dos serviços. por razões que abordarei adiante.5. implicar em desigualdade social. considerando que o trabalhador seja empregado da empresa prestadora e não da empresa tomadora. nos autos da RT1367. 0095500-27. dado o intuito de atender aos interesses e as necessidades do Grupo. Ricardo A. realizar fechamento de caixa.0008. do bimestre Julho-Agosto de 2004. Disse sua Excelência que: “(. vali-me dos fundamentos expostos pelo Exmº. para impedir que a terceirização aniquile toda a história de conquistas da classe trabalhadora. EMPREGADO DE EMPRESA DE PROCESSAMENTO DE DADOS.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. braço financeiro do grupo.17. é pois. (INCORPORADAS AS ORIENTAÇÕES JURISPRUDENCIAIS NºS 64 E 126 DA SDI-1) É bancário o empregado de empresa de processamento de dados que presta serviço a banco integrante do mesmo grupo econômico.0161. dentre outros. exceto quando a empresa de processamento de dados presta serviços a banco e a empresas não bancárias do mesmo grupo econômico ou a terceiros. “ A Norpel integra o mesmo grupo econômico da CVRD e prestava serviços exclusivamente para esse grupo econômico. ou em acirrar a sociedade injusta para atrair a prevalência de menor custo em detrimento do trabalhador com aumento de lucratividade do empreendimento. A jurisprudência trabalhista já vem se firmando no sentido de destinar a trabalhadores apanhados dentro dessas situações os mesmos direitos destinados aos empregados formais das empresas tomadoras dos seus serviços.) Em princípio. embora o verdadeiro empregador seja a Dacasa Financeira. faz cair sobre ela uma evidente ingerência direta. me convenci de que o melhor caminho é o respeito à proteção do trabalho e não a sua alteração formal ou declarações de nulidades dos atos formais e registros executados pelo grupo econômico.2007. 05430032. afastando-os dos direitos garantidos aos que são formalmente contratados pela empresa principal.011. A fraude.RO nº 16763/95 Rel. função ínsita à exercida pela atividade financeira.0131.17. que desenvolve seu trabalho em atividade terceirizada. Juiz Ney Álvares Pimenta Filho. chamados de limites civilizatórios por Gabriela Neves Delgado. a empresa confessa outra fraude. 23 de Setembro de 2013 80 função de caixa I realizava: “recebimento do público em geral de prestações que não estejam vencidas.006 e o faço também neste caso. do TST.5. Analisar e liberar crédito direto nos caixas para clientes pré-selecionados denominados Promoção Fidelidade. a sua inserção no âmbito da administração do grupo econômico. Os objetivos da terceirização não se lastreiam em lucro maior ou menor.17. A ilicitude surge quando essa criação leva à lesão de direitos trabalhistas e ao afastamento de garantias aos trabalhadores. a autora trabalhava como financiária.2007. tem os mesmos direitos individuais e salários dos empregados da tomadora dos serviços exercentes da mesma função. pois o direito brasileiro só admite a criação de empresa fornecedora de mão-de-obra temporária na forma do artigo 2º da Lei 6.

me parece a mais correta sempre que as empresas envolvidas sejam integrantes do mesmo grupo econômico. Vale dizer.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. a autora tem direito. por não serem enquadrados sindicalmente. limitando-as. diminui ou praticamente anula as possibilidades de acesso à carreira. garanti pelas mesmas razões. que causa grave dano não só ao trabalhador. são apenas nove trabalhadores. a. porque são alugados por terceiros. E. Dionísio. apesar de não se enquadrar no dispositivo legal. ENQUADRAMENTO COMO BANCÁRIO. os aspectos práticos são muitos e justificam a opção. fundir. trocar de nomes. p. que são para mim relevantes. É condenada pelo mundo inteiro. de 17. deve cair sob sua égide por semelhança de razão (ubi eadem legis ratio. sem possibilidade de maior acesso.Rel. etc. mesmo quando lícita. 511 da CLT. A burla. a perceber os direitos reconhecidos pela r. demonstra que apesar de manter a regularidade formal do contrato havido entre o empregado e sua empregadora. não pode servir de instrumento de redução dos custos de mão-de-obra se isto implicar em violação do princípio constitucional da isonomia’. Com efeito. dispensam-se ofícios à Previdência Social e à CEF para alteração de dados (e com isso reduzem-se as chances de problemas no encontro de informações futuras nos sistemas desses órgãos) e. teria sido praticada por várias empresas financeiras e. apresentou os fundamentos. ao qual realmente servem. reputando. sentença em face do seu efetivo labor como financiária. Não devemos nos esquecer que. não obstante a regularidade do contrato firmado com a reclamada. até a estabilidade. desde que não cause prejuízos aos trabalhadores. diante da prática de fraude ao artigo 511. corretíssima a pretensão de que a eles se apliquem todas as benesses dos empregados da CVRD. Se o reclamante exercia atividade tipicamente bancária. mas objeto de especial tutela do Estado.17.2006). Se os trabalhadores temporários. seja por reduzir o nível salarial do cidadão que ingressa no mercado de trabalho e em consequência reduz a circulação de riquezas. eis que o contrato social não permite que a empresa tenha por objeto o fornecimento de mão-de- . DO. a mais condenada forma de comércio. além do abuso da personalidade jurídica. data venia dos judiciosos argumentos em prol da nulidade da contratação e formação do vínculo diretamente com o tomador. a partir daí. ibi eadem dispositio). em regra. a exploração do trabalho alheio. inciso XXXII.3ª R . Além da fraude aos direitos individuais dos trabalhadores. como bem jurídico da pessoa humana. indefiro o pedido dos autores de declaração de que o vínculo se formou diretamente com a segunda ré. norma consagrada também pela Conferência Internacional do Trabalho. em si. como não poderia deixar de ser. ante o disposto nos artigos 128 e 460 do Código de Processo Civil. Evitam-se rasuras na CTPS. Por essas razões.08. os quais louvo a presente decisão: “A marchandage. de forma apenas um pouco mais amena. sem dúvida. porque este representaria melhoria salarial. §2º. porque. representa a semiescravidão. com muito maior razão os trabalhadores contratados de forma permanente por empresa interposta para a prestação de serviços essenciais à empresa cliente terão direito a todas as vantagens asseguradas à categoria dos empregados da mesma. A história empresarial no Brasil é farta de notícias de modestos contínuos que chegaram altas direções de grandes grupos. Tal ementa. incompatível com o espírito mercantilista que envolve tais contratações. A respeito deste tipo de fraude. nos autos 1667/97. a Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 profissionalidade do empregado e lhe conferi todos direitos que a lei e as normas coletivas concedem aos bancários. Como coloquei anteriormente. visto que tal ato configura violação direta ao art. porque esse ato configura concorrência desleal.56). representando um retrocesso legal. integra categoria diferenciada. de resultado financeiro em nada diferente da posição que abraço. nos termos do § 3º do art. (TRT . no caso concreto. da Organização Internacional do Trabalho reunida em Filadélfia em 1944. tais empregados ficam condenados à marginalização salarial. por força do artigo 12. mas também à toda a coletividade. todavia. o juiz Guilherme Piveti. O trabalhador é transformado em mero objeto.019/74. que se pratica. impende imaginar a sorte e variedade de problemas com esses atos. a consequência mais nefasta está na seara do direito coletivo. de deixá-la ao desamparo das normas coletivas aplicáveis. Assim. 23 de Setembro de 2013 81 judice. 01434/2006.95. gradativamente. DJMG. da CLT.006. não estando a ré autorizada a proceder a discriminação de lhe pagar direitos inferiores aos que são outorgados à sua categoria e muito menos. salário compensador e. na categoria profissional para a qual estão trabalhando. Logo. a legislação social”. têm seu valor e trabalho menosprezados. a tese.3ª T . acresço que ao julgar o RO 01930. segundo investigação do Ministério Público do Trabalho. a nulidade afeta exclusivamente as cláusulas contratuais prejudiciais e não a formação do contrato em si. em que se enquadra a hipótese versada. da Lei nº 6. àquelas expressamente postuladas na presente ação e que adiante serão examinadas. Rel. essa ótica. Desde o tratado de Versailles se declara que o trabalho não é mercadoria. evitam-se gastos com a implementação e a fiscalização junto à empresa principal em relação a tais alterações. 7º. é. in fine da CF/88.02. Simplesmente não há na legislação impedimento a que o façam se respeitados os direitos de seus trabalhadores. fazem jus a remuneração equivalente à paga aos empregados da mesma categoria profissional da empresa tomadora de seus serviços. É a continuidade na empresa que assegura direitos ao trabalhador como promoção na carreira. mudando o que deve ser mudado.00-8 em que contendiam Bruno Fernandes Poncio x Transpev Processamento e Serviços Ltda. não só por força dos dispositivos legais citados. 29. destina-se a todo tipo de relação idêntica e que decisão idêntica deve ser tomada mesmo em eventual Ação Civil Pública ou substituição processual ampla e. por isso. eventualmente. melhores postos. seja porque impede o acesso à categoria profissional de que cogita o artigo 511 da CLT. A estes o valor individual pouco ou nada interessa. o trabalhador desamparado não oferece riscos quanto ao exacerbamento do espírito indicatório. Juíza Sônia das D. mas. se não respeitados. sem condições de reivindicações. me pronunciei: “TRABALHADOR QUE DESENVOLVE ATIVIDADES TIPICAMENTE BANCÁRIAS. Não participando dos dissídios coletivos das categorias a que efetivamente deveriam pertencer. Se não se vinculam ao estabelecimento. não há impedimento legal a que as empresas se organizem juridicamente e isso significa dizer que nesses termos elas podem se dividir. Freire Pimenta. pois. há o amparo jurídico à livre estruturação interna das empresas. mas também porque a empresa DACASA FINANCEIRA é a única receptora dos serviços e das energias despendidas pela autora. razão pela qual tem o direito de ver seu contrato de trabalho regido pela Convenção Coletiva do Sindicato dos Profissionais Bancários”(Ac. cujo “único” limite é o respeito aos direitos de terceiros. Tais contratos coonestam a ilegalidade dos agentes da marchandage no Brasil destruindo assim. A terceirização de mão-deobra. E além desses aspectos práticos.” Ainda que desnecessário. é importante registrar que a praxe.RO nº 08157/94 .2004.

a teor do art. O pagamento dos salários até o 5º dia útil do mês subseqüente ao vencido não está sujeito à correção monetária. Por corolário lógico do reconhecimento do enquadramento na categoria de financiários. pleiteando a reforma da decisão que determinou a aplicação da Súmula 381. é óbvio que as horas extras serão calculadas utilizando-se o divisor 180. § 3º. como a autora não teria direito à jornada de seis horas diárias. para fins trabalhistas.3.2005. HORÁRIO REDUZIDO (ART. o mesmo pedido de enquadramento. financiamento e investimento. O artigo 790. A constituição e o funcionamento de pessoa jurídica que tenha por fim a intermediação de acesso a crédito criado por bancos múltiplos ou sócios deles devem ser consideradas.110/03. Garcia.3.DJ 20. é evidente que se o sábado está previsto na norma coletiva como dia de Repouso. BENEFÍCIOS PREVISTOS NA CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO As reclamadas requerem a exclusão da condenação do pagamento dos benefícios da CCT dos financiários (auxílio refeição. 224 DA CLT). 2. diante da ausência de labor para instituição financeira e de exercício de operações financeiras. devido é o enquadramento da autora na categoria de Financiária. conforme item 2. Sem razão. a norma se sobrepõe à jurisprudência. 2. 2ª t. 2. Mantido o valor da condenação. JUSTIÇA GRATUITA Pugnam as Reclamadas pela reforma da r.2010). eis que a sua constituição e funcionamento visa não expandir geograficamente o sistema de meios de pagamentos. nego provimento. provimento ao recurso.00.3. Nego provimento. sentença atacada não deferiu à trabalhadora a assistência judiciária gratuita e sim os benefícios da justiça gratuita. Des. e pedido de reconhecimento de direitos previstos em norma coletiva própria. sociedades de crédito. Sendo assim. Nego provimento. de modo a proporcionar a facilidade de acesso da população de rincões do Brasil ou de locais cuja instalação de agência se mostre desaconselhável ao sistema de meios de pagamento. 3. da SDI-1. não estão presentes os requisitos previstos na Lei 5. devido o pagamento dos benefícios previstos nas CCT aplicáveis à categoria. 2. TST. As Resoluções nº 2. JORNADA DE TRABALHO . Além do que já foi decidido no item 2. Não tem nenhuma razão. é a aplicação das disposições convencionais dos financiários aos empregados dessas prestadoras de serviços”(RO-01314. não houve nenhuma violação aos textos legais e aos verbetes sumulares mencionados pelas Recorrentes. da CLT. participação nos lucros e gratificação de caixa). 7º. (conversão da Orientação Jurisprudencial nº 124 da SDI-1) Res. a partir do dia 1º”. em seu apelo. mantenho a sentença. não podem elas beneficiar-se de suas próprias torpezas (artigo 9º. Cláudio Armando Couce de Menezes. e uso abusivo do direito de exercer sua atividade econômica (artigo 187 do Código Civil). 2. pois apenas o pagamento espontâneo dos salários é que se sujeita ao prazo do artigo 459. CORREÇÃO MONETÁRIA. Sustentam também que a CCT dos financiários é inaplicável pelo fato de as reclamadas não serem partes convenentes desse instrumento coletivo. o Tribunal. dessa forma. ao qual me reporto.7ª e 8ª HORA. do Banco Central. alegando a impossibilidade de equiparação a essa categoria. Sem razão. acertada é a sentença que lhe concedeu o benefício da justiça gratuita. se manifestou: “ENQUADRAMENTO SINDICAL. sentença. Por corolário lógico do reconhecimento ao enquadramento da reclamante na categoria dos financiários e. Assim. do direito à jornada de seis horas diárias. representações das instituições bancárias em pequenos estabelecimentos comerciais varejistas. CORREÇÃO MONETÁRIA Os recorrentes alegam que o artigo 459.5. Por óbvio deverá ser observado o marco prescricional. conforme jurisprudência sumulada pelo TST: SÚMULA 381. incidirá o índice da correção monetária do mês subseqüente ao da prestação dos serviços. nos termos do voto da Relatora. 23 de Setembro de 2013 82 obra. que a autora está assistida por advogado particular e.010.04. TST. As reclamados pretendem a reforma da sentença que as condenou a pagar à reclamante horas extras após a 6ª diária. Rel. Consectário da fraude. com fulcro no artigo 790. CLT). conhecer parcialmente do recurso ordinário. FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO. negar-lhe provimento. 3. bem como elidir a aplicação das normas coletivas dos financiários aos seus empregados. Des. alegando. 129/2005 . tal como desenhado pelo art. José Hildo S. tal como postulado. Presença do Dr. Alega que. autorizam a instituição de correspondentes bancários pelas instituições financeiras. 1. DOE. XXVI. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de . 9º da CLT. no mérito. em tempos recentes. é incontroverso que a reclamante foi contratada para cumprir 8 (oito) horas diárias. ART. pela recorrida.6.2008. 7º.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Quanto ao fato de que as Reclamadas não foram signatárias da convenção coletiva dos financiários. pelo recorrente. por não exercer atividade bancária. e. pelos fundamentos já expostos no item anterior. como as empresas se utilizaram da mão-de-obra da autora em clara fraude à aplicação da lei trabalhista. Não tem a mais pálida razão. Ainda que seja despiciendo. ou seja. não obstante existência de Súmula mais favorável ao que foi pedido na inicial.0. mas tão-somente obviar a exigência e controle da autoridade monetária. conforme deferido pela r.707/00 e 3. 459 DA CLT. do C. que preleciona: "reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho. por conseguinte. pois. constituindo fraude à legislação do trabalho a teor do art. Nego provimento. da CLT. constatando que a autora não tem condições de pagar as custas do processo sem prejuízo do sustento próprio ou da família. SALÁRIO. ajuda alimentação. 03. De início.4. Além disso. destaco que a r. da CLT e na Orientação Jurisprudencial nº 304. Nego. Logo. e do Dr. da CF.12. examinando ação envolvendo as mesmas reclamadas. sentença que deferiu à Reclamante os benefícios da justiça gratuita. da CLT conferiu uma faculdade ao Juiz.17.584/70 para a concessão do benefício. prevê que a época própria para aplicação da correção monetária é o quinto dia útil do mês subseqüente ao vencido. §3º. EQUIPARAÇÃO DAS ATIVIDADES DAS PRESTADORAS DE SERVIÇOS A SOCIEDADE DE CRÉDITO. Desta forma. do C. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. não pode ser adotado o divisor 180 para o cálculos das horas extras. Fábio Silva Rabelo. XXVI da CF/88. sob o argumento de que a autora não teria direito à jornada de seis horas Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 diárias. Se essa data limite for ultrapassada. POSSIBILIDADE.

2009. a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. oriunda da 9ª Vara do Trabalho de VitóriaES.5. por maioria. nem mesmo dos efeitos da coisa julgada produzida naquele contexto.2009. onde a empresa foi condenada ao pagamento de 129 horas extras mensais.TRT 17ª Região . A prova dos autos corrobora essa conclusão. a sentença concluiu que “as horas relativas ao intervalo interjornada não estão embutidas no somatório das horas deferidas” na RT 0131600-26.17. Razões recursais. que concerne na quitação.5. por unanimidade.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA INTERVALO INTERJORNADA.2011. Vale destacar que a condenação da recorrente nestes autos não se socorre da confissão ficta do preposto da ré na reclamação transitada em julgado na 14ª Vara. É o relatório. 337-339. de fato. 66 da CLT. a análise deve se ater ao ponto controvertido. negar-lhe provimento.5. No mérito. Não se contestou o fato de que o autor laborava das 8 às 22 horas. ou não.0151 Processo Nº RO-121100/2009-151-17-00. Vistos. às fls. às fls. Procurador do Trabalho: Dr. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. O reclamante acostou cópia da petição inicial do processo acima citado.0151 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: SIND TRAB IND MET MEC MATELETR E ELETRONICO E ESP SANTO Recorrido: SOCOBRAS PARTICIPACOES LTDA Origem: Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . é pleito de indenização por conta da supressão de horas extras habituais. conforme fls.2012. conhecer do recurso ordinário. 2.0 Recorrente Advogado Recorrido Advogado VALEC ENGENHARIA CONSTRUCOES E FERROVIAS S/A Gabriel Miranda Coelho(OAB: 043502 RJ) EZEDEQUIAS ALVES DA SILVA Rodolfo Abdala Brandao da Costa(OAB: 009206 ES) ACÓRDÃO . João Hilário Valentim.2 INTERVALO INTERJORNADA A reclamada assenta a sua defesa na tese de que a hora de intervalo interjornada postulada pelo reclamante já foi quitada no bojo da reclamatória 0131600-26.3 ESCLARECIMENTOS No exame do apelo.4 Recorrente Advogado Recorrido Advogado SIND TRAB IND MET MEC MATELETR E ELETRONICO E ESP SANTO Elcio Teixeira de Almeida(OAB: 001640 ES) SOCOBRAS PARTICIPACOES LTDA Aldimara Guarnieri de Vasconcellos(OAB: 009158 ES) ACÓRDÃO . a procedência do pretensão autoral decorre. impossível que a ré tenha quitado referida parcela na forma alegada.17. todavia. do fato de ser incontroverso o desrespeito ao intervalo interjornada de 11 horas.2011. que julgou parcialmente procedentes os pedidos formulados na inicial. mas não consta ali causa de pedir e pedido relacionado à inobservância do tempo de repouso previsto no art. Assim. FUNDAMENTAÇÃO 2. 2. 66 da CLT. se não houve pedido. portanto. que essa matéria é estranha aos autos.17. com o adicional de 100% e reflexos.0014.5. Se a empregadora se contrapõe ao pedido de horas extras por inobservância do intervalo interjornada de 11 horas alegando apenas que procedeu a quitação da parcela em demanda ajuizada anteriormente e não comprova esta alegação. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-121100-43. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pela reclamada em face da sentença de fls. 344). Contraminuta. inclusive. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: o Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). Apenas em recurso a ré sustentou que o reclamante não logrou comprovar os fatos alegados.2012. multa prevista na legislação de regência.0014. 341-344.17. A esse respeito.0116400-57. No entanto. pelo não provimento do apelo.0121100-43.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. pois inexiste pedido neste sentido. sobretudo. da parcela postulada. observo que a reclamada argumenta ser indevida a “incorporação das horas extras” (fl. o que restou incontroverso.0009 Processo Nº RO-116400/2012-009-17-00. nego provimento. QUITAÇÃO NÃO COMPROVADA. 3749. a arguição é inovadora e tardia. pois presentes os pressupostos de admissibilidade. faz jus o empregado ao pagamento da verba vindicada.TRT 17ª Região . sendo partes as acima citadas. 348-350. 23 de Setembro de 2013 83 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). pugnando pela reforma da sentença no que atine ao intervalo interjornada e a “incorporação das horas extras”. Procurador: Dr. João Hilário Valentim.0009 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: VALEC ENGENHARIA CONSTRUCOES E FERROVIAS S/A Recorrido: EZEDEQUIAS ALVES DA SILVA Origem: 9ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . sem a observância da pausa 11 horas prevista no art.1 CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário da reclamada. caso evidenciada a natureza protelatória do recurso.5. o que pode ensejar. Ocorre.5. Em razão do exposto. mas o recurso não cuidou especificamente do assunto. O que há. Como dito. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. quanto ao mérito. Nesse passo. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora Acórdão Processo Nº RO-116400-57. fundamentado na súmula 291 do TST.17. Vencida.17. Tal esclarecimento é pertinente a fim se de evitar o manejo desnecessário de embargos declaratórios.

1 CONHECIMENTO Conheço do recurso do Sindicato autor porque presentes os pressupostos objetivos e subjetivos de admissibilidade. o desconto de contribuição assistencial de empregado não-sindicalizado é ilegal.349-352 proferida pela MM. Razões do recurso. não há falar em atitude anti-sindical. que isto ocorreu após 08 meses após sua admissão. sentença de fls. viciando a manifestação de vontade dos trabalhadores e promovendo. e. são ofensivas ao direito de livre associação e sindicalização. Entendo que deve ser assegurado ao empregado o livre exercício do direito de oposição. buscando a reforma da r. Cabe à empregadora alertar seus empregados quanto ao desconto e à possibilidade de se oporem.] que também considera como represália o fato de o diretor ter estado em uma dessas . V. via carta de oposição.empregados que se sindicalizaram sofreram represálias. o que não importa na conclusão de exercício de coação sobre os trabalhadores e. sentença quanto à taxa coletiva mensal/conduta anti-sindical. e 8º. em face da conduta anti-sindical da reclamada.. As cláusulas coletivas que estabeleçam contribuição em favor de entidade sindical.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA CARTA DE OPOSIÇÃO À TAXA NEGOCIAL. que tivesse redigido a carta de oposição. em razão dos princípios protetivos que regem o salário e sua integralidade.. sentença. correto o comportamento da reclamada. que condiciona o desconto em folha de pagamento à autorização dos empregados. que como represália muitas vezes eram retirados de dentro da assembléia do Sindicato.2. desse modo não considero. espécie de contribuição assistencial. pela manutenção da r. não restando comprovado qualquer tipo de coação por parte da reclamada quanto ao alerta aos seus empregados.5.2012)v96. Destaco que é esta a causa de pedir. a qualquer título. 5º. que quando fez contato com o Sr. nos termos da OJ n. como bem observou o julgador de primeiro grau. Vê-se que a própria testemunha arrolada pelo Sindicato autor. que às vezes a empresa permitia que reuniões fossem feitas dentro de seu refeitório e outras vezes na portaria. 13-14.. este passou a ser mais atuante na empresa. Observe-se o aresto: CONTRIBUIÇÃO NEGOCIAL DE EMPREGADOS NÃO FILIADOS AO RESPECTIVO SINDICATO – INCONSTITUCIONALIDADE – PN Nº 119 DO C. E mais. ou seja.0316 – Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 (20120766250) – Relª Regina Maria Vasconcelos Dubugras – DJe 10. sendo passíveis de devolução. Não merece reforma a r. da CF. 361-367. sendo partes as acima citadas. INCONSTITUCIONALIDADE DE SUA EXTENSÃO A NÃO ASSOCIADOS. xx. sob o fundamento de que a própria testemunha arrolada pelo Sindicato autor o levou a concluir que a empresa tão somente alertou seus empregados acerca da possibilidade do desconto quanto à taxa coletiva mensal facultativa. FUNDAMENTAÇÃO 2. Com efeito. INEXISTÊNCIA DE COAÇÃO DA EMPRESA. Vistos.n). (TRT 02ª R. deve existir autorização do empregado para que o empregador efetue descontos a título de contribuições devidas ao Sindicato. portanto. 23 de Setembro de 2013 84 1ª VARA DO TRABALHO DE GUARAPARI . Na petição inicial.07. deixase de elaborar o.. as afirmativas no particular. o Sindicato autor alega que a reclamada obrigou seus empregados a redigirem uma carta de oposição à taxa coletiva mensal. que não sabe a que Sindicato a empresa recolhia as contribuições.os trabalhadores não conseguiam identificar a que categoria pertenciam. (g. às fls. qualquer coação da reclamada. Observe-se as afirmativas da testemunha: . TST. às fls. 354-358. viola o direito de ampla liberdade e filiação previsto nos arts. sem que se tenha comprovado. Tratando-se de ação sujeita ao rito sumaríssimo. nulas. o Sindicato alega que a reclamada coagiu seus empregados a redigirem uma carta em oposição a “Taxa Negocial”. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. – Proc.2 MÉRITO 2. COAÇÃO DA EMPRESA. Entendo que é assegurado ao empregado o livre exercício do direito de oposição ao desconto da taxa negocial. in casu. Observe-se: . Como transcrito acima.2010. assim. RELATÓRIO O Sindicato autor interpõe recurso ordinário em face da r.º 17 da Seção de Dissídios Coletivos: CONTRIBUIÇÕES PARA ENTIDADES SINDICAIS. mas como representante da CIPA pesquisou para saber qual Sindicato pertenciam e a empresa os comunicou que quem não quisesse sofrer desconto em benefício do Sindicado deveria fazer uma carta de próprio punho para que não houvesse o desconto. às fls. constitucionalmente assegurado. destaco que a testemunha afirmou que não conhecia ninguém que tivesse se oposto ao desconto. em respeito aos princípios de proteção do salário somente após a não oposição dos trabalhadores ao desconto.02. assim. nos moldes do artigo 545 da CLT. 1ª Vara do Trabalho de Guarapari que julgou improcedentes os pedidos. afirmado que ocorreram represálias aos empregados que não fizeram a carta de oposição estas supostas represálias não constam como causa de pedir da petição inicial. Pois bem. bem como o disposto no art. a reclamada. que não conhece ninguém que tenha apresentado oposição ao desconto. Desde já esclareço que. 545 da CLT. Sustenta que não é de se estranhar o fato de que os empregados espontaneamente tenham aderido às cartas de oposição. Restando. O juízo a quo entendeu que não há prova da conduta anti-sindical da reclamada. Em razões recursais. conforme o entendimento sedimentado no C. mesmo porque todos os descontos em salário devem ser esclarecidos aos empregados. que passou a ser sindicalizado a partir do momento em que procurou saber qual o seu sindicato. ainda que estipulada em convenção coletiva de trabalho... Nesse cenário. passou a efetuá-lo. obrigando trabalhadores não sindicalizados. que participou de várias reuniões do Sindicato na empresa. a qual independe dessas formalidades. nos autos. por via própria. Contrarrazões.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. TST – A cobrança da "contribuição negocial" dos nãosindicalizados. os respectivos valores eventualmente descontados. que a partir do momento em que os trabalhadores não fizeram oposição começaram os descontos. às fls. deixou evidente que não ocorreu coação por parte da reclamada em face de seus empregados para que redigissem a carta de oposição à “Taxa Negocial”. Isto demonstra que os trabalhadores não se sentiram coagidos. assim como muitos fizeram. 295. Recurso ordinário a que se nega provimento. Guerra do Sindicato. realizada na portaria da empresa para que voltassem ao seu posto de trabalho [. nem caracteriza campanha anti-sindical. 0002050-93. uma perseguição àqueles sindicalizados. o que ocorreu in casu. Ressalto que o fato de esta mesma testemunha ter. 2. que o depoente não fez a carta porque tinha interesse de que o Sindicato o representasse. exceto quanto à contribuição sindical.1 CARTA DE OPOSIÇÃO À TAXA NEGOCIAL. sentença. em seguida.

aqueles decorrentes de acidente/doença do trabalho. que sempre foi a norma aplicável. Desse modo. "a" Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . – RO 0003317-79. 7º. 11 da CLT. Vistos.. com relação ao pedido de indenização por danos morais e materiais decorrentes do alegado acidente de trabalho.0122900-73. contados a partir da data do acidente. Contrarrazões do reclamante às fls. sentença quanto às seguintes matérias: indenização por danos morais decorrentes da dispensa discriminatória e valor da indenização. que às vezes a empresa permitia que reuniões fossem feitas dentro de seu refeitório e outras vezes na portaria. 753-762. ao lado de fora.0039 – 1ª C.17.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. Ademais. Nos casos em que o acidente de trabalho ocorreu antes da vigência da EC 45/2004 (08/12/2004) e do advento do Código Civil de 2002 (10/01/2003). e no mérito.2. nego provimento. que julgou parcialmente procedentes os pedidos iniciais. em seu artigo 7º. até para grassar respeito ao direito individual de livre associação sindical preconizada pelo art.. Portanto.º 45/2004.que participou de várias reuniões do Sindicato na empresa.0141 Processo Nº RO-122900/2008-141-17-00. a meu ver. as ações que poderiam ser ajuizadas perante a Justiça Comum e que não o foram em razão da EC 45/2004. Pelo exposto e nos limites delineados na petição inicial quanto à causa de pedir.8 Recorrente Advogado Recorrido Advogado METALOSA INDUSTRIA METALURGICA SA Ricardo Barros Brum(OAB: 008793 ES) ADEVAL RIBEIRO DOS SANTOS Ubirajara Douglas Vianna(OAB: 005105 ES) ACÓRDÃO .PRELIMINARES SUSCITADAS PELA RECLAMADA 2. XXIX da CRFB c/c art.5. portanto. forçoso concluir que não restou comprovado qualquer coação por parte da reclamada em relação aos seus empregados no que se refere à carta de oposição.17. 803v-804v.2008. decorrentes do acidente de trabalho e suscita a preliminar de nulidade da sentença por cerceamento de defesa. em respeito aos princípios de proteção ao salário. Em síntese. É o relatório.11. que a reclamada atuava de forma oposta ao que seja taxado de represália.. pela recorrida. 2. Sem razão. que dispõe acerca da vedação da realização de desconto. pugna pela reforma da r. considerando que na data de 10/01/2003 havia transcorrido mais de dez anos do prazo prescricional. que a presença dela ali deixava os colegas com medo. contra a sentença de fls. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pela reclamada.12. negar provimento ao apelo. restou comprovado que a reclamada apenas assegurou aos seus empregados o livre exercício do direito de oposição. Sustenta que o instituto da prescrição trabalhista possui regramento próprio. Ademais. sem sombra de dúvida. Assim. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. João Hilário Valentim. 769-803. a empresa simplesmente avisou aos seus empregados que caso não desejassem o desconto referente à taxa negocial era necessária a apresentação de uma carta de oposição. por unanimidade. Assim.2008.” demonstra. Nos casos em que o direito material deduzido pela parte autora é de reparação civil. ante a ausência de intimação para acompanhamento da perícia técnica e face ao indeferimento da oitiva de testemunha. CC de 1916)..2011)v93 Pelo exposto. XXIX. Comprovantes de recolhimento das custas processuais e do depósito recursal às fls. V.2010. Com efeito. salvo em algumas hipóteses. com a modificação introduzida na Carta por meio da Emenda Constitucional n. estão sujeitas à prescrição do Código Civil.2. 8º. pois a indenização pleiteada tem origem no contrato de trabalho e. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: o Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). não haveria falar na aplicação da prescrição prevista no ordenamento civil.1. nos termos do art. deve-se observar a regra de transição disposta no art. a Constituição da República. é certo que somente a competência restou deslocada da Justiça Comum para a Justiça do Trabalho. 117. sendo certo que a do caso presente não se enquadra em nenhuma delas. pois presentes os pressupostos legais de admissibilidade.5. 462 da CLT.1..TRT 17ª Região . ACIDENTE DE TRABALHO. conhecer do recurso ordinário.028 do CC.PRAZO PRESCRICIONAL. 815-820v. (TRT 12ª R. 23 de Setembro de 2013 85 assembléias realizadas na portaria da empresa.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA PRAZO PRESCRIOCIONAL. tem natureza de crédito trabalhista. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. Observe-se o aresto a seguir: TAXA NEGOCIAL – DESCONTO DOS TRABALHADORES NÃO ASSOCIADOS AO SINDICATO – DIREITO DE OPOSIÇÃO – Mostra-se admissível o desconto das contribuições assistenciais dos trabalhadores não associados ao sindicato. indenização por danos morais e materiais decorrentes do acidente de trabalho e valor da indenização. Procurador: Dr.CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário interposto pela reclamada. 2. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-122900-73. previsto no art. – Relª Viviane Colucci – DJe 30.0141 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: METALOSA INDUSTRIA METALURGICA SA Recorrido: ADEVAL RIBEIRO DOS SANTOS Origem: VARA DO TRABALHO DE COLATINA . FUNDAMENTAÇÃO 2.5. nos arraiais da Justiça Comum. onde a ré argúi a prescrição quanto à indenização por danos morais e materiais. desde que lhes seja facultado o efetivo exercício do direito de oposição. Razões recursais às fls. muitos trabalhadores optaram por não fazer a carta. sendo partes as acima citadas. E. em especial. ACIDENTE DE TRABALHO A reclamada pugna pela reforma da sentença de origem para que seja reconhecida a prescrição. da Constituição da República. Presença da advogada Aldimara Guarnieri de Vasconcellos.. como dito antes pela mesma testemunha “. sem desnaturar o instituto em que se insere o pedido de indenização e. deve-se aplicar a prescrição de 20 anos (art.

750). Notese que a reclamada indicou assistente técnico às fls. da cópia do email enviado pelo d. art. tendo em vista que na data de 10/01/2003 havia transcorrido mais de dez anos do prazo prescricional. contados a partir da data do acidente. 683). LV da CRFB e determinar o retorno dos autos à Vara de Origem para realização de nova perícia. 683. 715-718). a prescrição não pode ser a trabalhista. Rejeito. ele tem o direito de participar da perícia de forma a apresentar seu próprio laudo.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.2. Em decorrência. 11. que fixará o prazo para entrega do laudo.br . mas nem a ré e nem seu assistente foram comunicados acerca da data e local da perícia. e. Assim. deve-se aplicar a prescrição de 20 anos (art. ciente da tentativa frustrada de realizar a perícia. 2. Destarte. De fato. 3º: “Os exames periciais serão realizados por perito único designado pelo Juiz.028 do Código Civil de 2002. no caso. qual seja. dentre os destinatários da mensagem. é o do art. teve sua mão esquerda atingida pelo equipamento. deve-se observar a regra de transição disposta no art. não há prescrição a ser declarada. nos moldes do art. Permitir-se-á a cada parte a indicação de um assistente. nos arraiais da Justiça Comum. Nos casos em que se pede a condenação da empresa em danos morais. Frise-se que o art. requer seja declarada a nulidade da perícia (fls.028 do CC. Em síntese. Nesta ocasião. sem desnaturar o instituto em que se insere o pedido de indenização e. note-se que foram agendadas duas perícias. acolho a preliminar para declarar a nulidade da sentença. uma vez que. O acidente que acometeu o reclamante é típico. aqueles decorrentes de acidente/doença do trabalho. 117. Na primeira. entendo que a ré e seu assistente técnico. fosse comunicada à ré por intermédio dos seguintes endereços de e-mail: juliana@slp.NULIDADE DA SENTENÇA. §2º do CPC. 311/312.br . quando o Código Civil de 2002 entrou em vigor. A reclamada alega que. sob pena de ser desentranhado dos autos.adv. consequentemente. e novo julgamento acerca da matéria. em que pese a indicação de assistente técnico. em seu art. CERCEAMENTO DE DEFESA POR VIOLAÇÃO AO DEVIDO PROCESSO LEGAL.br. perito (fl. 5º. o prazo prescricional aplicável. estão sujeitas à prescrição do Código Civil. peticionou nos autos. AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO PARA ACOMPANHAMENTO DA PERÍCIA TÉCNICA. Pois bem. Pelo exposto. observo que. Assim. Realizada a perícia. da sentença. A reclamada sustenta que o endereço de e-mail para o qual o perito enviou a notificação não corresponde ao do patrono da ré à época da perícia e. 23 de Setembro de 2013 86 e a CLT. entendo que as ações que poderiam ser ajuizadas perante a Justiça Comum e que não o foram em razão da EC 45/2004. marcone@metalosa. considerando que o resultado da perícia foi desfavorável à reclamada. 769 da CLT. da sentença quanto a este aspecto. 431-A prevê que “as partes terão ciência da data e local designados pelo juiz ou indicados pelo perito para ter início a produção da prova. No presente caso.ara@slp. consequentemente. enviada no dia 25. CC de 1916). Vejamos. conforme entender de direito. ocasionando a amputação de quatro dedos da mão.com. com a modificação introduzida na Carta por meio da Emenda Constitucional n. no que concerne ao acidente de trabalho. por unanimidade. indicado o assistente. alegando que indicou assistente técnico.2012. e tendo em vista a previsão do art. trazendo aos autos cópia da mensagem (fl. a data deste é o marco inicial para contagem da prescrição. 731-733). uma vez que não se trata de crédito trabalhista stricto sensu. em seu art. nos casos em que o acidente de trabalho ocorreu antes da vigência da EC 45/2004 (08/12/2004) e do advento do Código Civil de 2002 (10/01/2003). O CPC é taxativo quanto à determinação de que as partes sejam intimadas da perícia.” Ademais. sendo certo que somente a competência restou deslocada da Justiça Comum para a Justiça do Trabalho. 691-702. slp. fixam um prazo específico para o empregado propor na Justiça Trabalhista ações referentes a créditos resultantes das relações de trabalho. no que concerne ao acidente de trabalho. de fato. 2. Pois bem. rejeitar a . no caso concreto. no mesmo prazo assinado ao perito. 719). §2º do CPC e art. 680-681. afirmando que não havia sido notificada acerca da perícia marcada anteriormente e requereu que. no presente caso. Sustenta que a ausência de intimação fere o seu direito de defesa. o perito afirmou que notificou as partes acerca da nova data da perícia por mensagem de email. entendo que deve ser declarada a nulidade do laudo pericial e. data e local dos trabalhos periciais. diz a Lei nº 5. em especial. Assim. não se encontra nenhum dos endereços de e-mail fornecidos pela ré para notificação acerca da nova data da perícia.adv. já havia transcorrido mais da metade do referido prazo prescricional. hora e local da perícia realizada acerca do acidente de trabalho. cujo laudo terá que ser apresentado no mesmo prazo assinado para o perito. Portanto. e solicitou o agendamento de nova data às fls.” Isto significa que. a falta de intimação da parte ou do seu assistente para acompanhar a prova técnica importa em cerceio do direito de defesa. com a devida intimação das partes. a designação de nova data para realização da perícia. Em 01/06/1990. conforme fl. o reclamante não compareceu. novamente. Assim. O art. cumpre agora estabelecer o critério para a contagem do prazo. a reclamada peticionou (fls.2. que sempre foi a norma aplicável. 117 do Código Civil de 1916. tratando -se de típica hipótese de acidente de trabalho. 2. Nada há que justifique ao assistente técnico tomar a iniciativa de marcar com o autor exame antes ou depois daquela data marcada pelo perito. CONCLUSÃO: ACORDAM os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. (fl. com fulcro nos artigos 431-A e 249.584/70. Em seus esclarecimentos (fls. pedido este reiterado na audiência de encerramento e indeferido pelo Juízo a quo (fl. Pugnou pela declaração de nulidade do laudo pericial. conhecer do recurso ordinário interposto pela reclamada. 249. 707-713). O direito material deduzido pelo autor é de reparação civil. ficando sobrestada a análise dos demais tópicos do recurso. 431-A do CPC é aplicável ao processo do trabalho de forma subsidiária. a perícia foi realizada sem notificação da ré ou de seu assistente acerca da hora. 719). A reclamada. o prazo de 20 (vinte) anos. pelo que requer seja declarada a nulidade do laudo pericial e. por maioria.04. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Parágrafo único. quando laborava em prol da ré e realizava operação com prensa hidráulica. em 10/01/2003. Fixada a premissa de que a prescrição aplicável é aquela prevista no direito civil. com fulcro nos artigos 5º LV da CRFB e 431-A do CPC. as partes foram cientificadas pelo Juízo para manifestação quanto ao laudo de fls. E considerando que o prazo prescricional encerrar-se-ia em 01/06/2010 e que o autor ajuizou a presente ação em 07/11/2008. não foram notificados quanto à data. sem sombra de dúvida. 679.º 45/2004. conforme se vê à fl. na linha da regra de transição prevista no art.

§2º do CPC e art. pela recorrente. bem como visando ao prequestionamento da matéria. 741/746. a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. que o sindicato SUPORT é quem efetivamente representa a categoria abarcada pela reclamada. deve se encontrar no corpo da sentença.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. deverá o embargante valer-se de via recursal própria. o Ex. o que descaracterizaria suposto conflito societário e. desejando o reexame da matéria.EMBARGOS DO RECLAMANTE . 23 de Setembro de 2013 87 argüição de prescrição quanto ao acidente de trabalho e acolher a preliminar para declarar a nulidade da sentença.0003 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargantes: PEIU SOCIEDADE DE PROPOSITO ESPECIFICO SOLANGELO SIMPLICIO BITTENCOURT Embargados: O V.2010. Nesta senda. Presença da advogada Thyara Destefani Stelzer. mas também entre quaisquer partes da sentença ou do acórdão. decisões. 2.2 Embargante Advogado Embargado Plurima Autor Advogado Plurima Réu PEIU SOCIEDADE DE PROPOSITO ESPECIFICO Roberto Garcia Mercon(OAB: 006445 ES) SOLANGELO SIMPLICIO BITTENCOURT SOLANGELO SIMPLICIO BITTENCOURT Erildo Pinto(OAB: 004621 ES) PEIU SOCIEDADE DE PROPOSITO ESPECIFICO - ACÓRDÃO . por este mesmo Tribunal. respectivamente. e não entre o julgado embargado e outros documentos. RELATÓRIO Trata-se de embargos declaratórios (fls. LV da CRFB e determinar o retorno dos autos à Vara de Origem para realização de nova perícia. porque presentes os pressupostos legais de admissibilidade. Assim. Contraditório. porque no corpo da decisão não se vislumbra nenhuma oposição de motivos ou idéia. haja vista que no último parágrafo da fl.TRT 17ª Região . acórdão de fls. Por fim. 748/756 e 757/770) opostos. 2. Em sendo assim. pela reclamada e pelo reclamante. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: o Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). mister esclarecer que a contradição apta a ser sanada por esta via é apenas aquela porventura existente entre partes do próprio texto do acórdão. com a devida intimação das partes. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-123400-29. para fins de embargos de declaração. São Paulo: LTr. Pode ocorrer contradição não apenas entre o relatório e a fundamentação ou entre essa e o decisum. uma vez que não é essa a função dos embargos de declaração. in verbis: A contradição. conforme entender de direito. (Curso de Direito Processual do Trabalho.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA Embargos Declaratórios das Partes conhecidos e não providos.mo Desembargador Carlos Henrique Bezerra Leite deste Egrégio Tribunal ensina.17. com fulcro nos artigos 431-A e 249. nego provimento.0003 Processo Nº ED-123400/2012-003-17-00. não merece acolhida a alegação da embargante no tocante à contradição. ato contínuo.3 . o Juízo ao prestar a tutela jurisdicional deferindo pedido autoral por fundamento diverso do apresentado pela parte está apenas aplicando o brocardo da mihi factum dabo tibi ius (“Dá-me os fatos. no que concerne ao acidente de trabalho. REGIÃO SOLANGELO SIMPLICIO BITTENCOURT PEIU SOCIEDADE DE PROPOSITO ESPECIFICO Origem: 3ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . Inicialmente. desconsiderou que na ação tombada sob nº 0008700-81. porque eleito como suplente na entidade sindical SEANMES. 897-A da CLT. Procurador: Dr. a nulidade da dispensa.1 – CONHECIMENTO Conheço de ambos os embargos de declaração. em 27.2010. a categoria preponderante da empresa é representada pela SUPORT. 741/746 . 742-vº e seguinte.5. Nesse sentido.2012. dispositivos legais. mas não guarda qualquer relação de acordo com a dispensa do reclamante”. Aduz ser omisso. ante a inexistência dos vícios alegados. descabida é a pretensão do embargante. registre-se que tampouco houve omissão. desde 2008 vinha exercendo o cargo de dirigente sindical do SEANMES”. 6ª ed. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. Vistos. reconhecendo a estabilidade provisória do reclamante. ficando sobrestada a análise dos demais tópicos do recurso.2012. patente o mero inconformismo.2010.0012 ficou assentado. no que tange à análise do instrumento procuratório. FUNDAMENTAÇÃO 2. porque olvidou o fato de que o instrumento procuratório de defesa foi assinado por ambos sócios. Vencida.0012 que decidiu. apontando supostos vícios. na medida em que. estando pendente de julgamento pelo Tribunal Superior do Trabalho o agravo de instrumento interposto” e que “antes do ajuizamento da ação acima mencionada a reclamada firmava acordos coletivos com a SEANMES e só a partir de 09/12/2009 passou a firmar acordo coletivo com o SUPORT e que o autor.5. À análise. Por oportuno. 5º. 833). sendo partes as acima citadas. não há de se falar em omissão.5.Diz que o acórdão inovou no fundamento que não foi ventilado pela parte em sua petição inicial e que mesmo sendo Administrador.81. ACÓRDÃO DE FLS.17. teses ou provas eventualmente existentes. Outrossim. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. quanto às preliminares.17. que o SUPORT era o sindicato representativo dos empregados da reclamada ainda não transitou em julgado.12. João Hilário Valentim. Com efeito. em face ao v. que eu te darei o direito”). e novo julgamento acerca da matéria. 2008. p.17.TRT 17ª. os quais se prestam apenas para sanar os vícios elencados no art.5. o decisium assim se pronunciou: “o fato dos diretores terem assinados conjuntamente a procuração dando poderes ao patrono que assina a peça defesa poderes para representar a empresa em Juízo só nos leva à conclusão de que a outorga de poderes foi válida.0123400-29. o julgado tratou em pormenor a matéria quando aduziu que “a sentença proferida na RT nº 008700. uma vez que.2 – EMBARGOS DA RECLAMADA Aduz a reclamada que o decisium embargado foi contraditório e Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 omisso.

MÉRITO 2. especificamente sobre o deferimento do índice de reajuste de 1993. 23 de Setembro de 2013 88 O ora embargante. REGIÃO .ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DA RECLAMADA.1997): Havendo tese explícita sobre a matéria. a relação de dias e horas que o reclamante permaneceu além da jornada normal de trabalho (elencadas nos embargos). bem como o detalhamento de ligações recebidas no seu telefone funcional foram negligenciadas para efeitos de concessão das verbas em comento. Tese Explícita. sendo que não há falar em vícios em virtude do não acolhimento de alegações das partes. há violação aos artigos 398 do CPC e 5º.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. como o fez. na decisão recorrida. 897-A da CLT e 535 do CPC.0013 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: FUNDACAO VALE DO RIO DOCE DE SEGURIDADE SOCIAL VALIA Embargado: O V. Concernente às horas de sobreaviso. Procurador do Trabalho: Dr. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. que prequestionar não é "sinônimo de dizer aquilo que se quer que diga. sob o fundamento de que o documento utilizado como prova emprestada foi reformulado pelo próprio perito e que o referido sequer foi juntado aos autos. a remuneração auferida pelo obreiro e a comprovada flexibilização de seu horário de trabalho demonstram que o reclamante exercia cargo de gestão. CONHECIMENTO Conheço dos embargos de declaração opostos. desde que a matéria tenha sido apreciada no acórdão embargado. acórdão de fls. Registro. À luz do exposto. Sustenta que. nego provimento. em se adotando a tese exposta no julgado. Igualmente. observo que o embargante lastreia argumentos tipicamente recursais que conduzem à reapreciação de conteúdo meritório. do TST: Prequestionamento. ante os limites estreitos dos arts. 2. aponta que o acórdão foi omisso aos argumentos que lhe garantiriam a concessão das horas extras e horas de sobreaviso não reconhecidas por este Tribunal. aponta que a condição de plantonista. mas não de fazê-lo da forma que a parte entenda ser a mais adequada. pois presentes os pressupostos de admissibilidade. deve-se ter em mente. ou seja. 346-347 . uma vez que. No que pertine às horas extras. Portanto. ACÓRDÃO DE FLS. em face do v.TRT 17ª Região . acórdão. Inteligência da Súmula Nº 297 (inserida em 20. João Hilário Valentim. por unanimidade. Não se vislumbra qualquer vício no julgado.11. a qual. porquanto o magistrado. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. no mérito. 346-347. Vistos. apontando vícios no julgado e visando ao prequestionamento. enquanto no plano de emergência individual. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. não sendo constrangido a confrontar em seu decisium. o magistrado tem o dever legal de expor os motivos de seu convencimento. a revisão do mérito da decisão é providência estranha aos propósitos dos embargos de declaração. ser evidente que.2012. desnecessário contenha nela referência expressa do dispositivo legal para ter-se como prequestionado este. FUNDAMENTAÇÃO 2. também. por unanimidade. corroboram à tese da irregularidade do horário. conhecer dos Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 .0 Embargante Advogado Embargado Advogado FUNDACAO VALE DO RIO DOCE DE SEGURIDADE SOCIAL VALIA Sandoval Zigoni Junior(OAB: 004715 ES) SHERLIS RODRIGUES DE FARIA Maíra Dancos Barbosa Ribeiro(OAB: 010800 ES) ACÓRDÃO . gozar da prerrogativa de apreciar os autos segundo seu discernimento. aduz que o nome do cargo. não fazendo jus à quitação de horas extraordinárias. ante a inexistência de vícios alegados.2012. negar-lhes provimento. uma a uma. Pois bem. Conhecidos e não providos. da SDI-I. nego provimento.17. não teve a Corte por ocorridas as violações alegadas pela parte. não há de se falar em omissão quanto às horas de sobreaviso. sendo partes as acima citadas.2. requerendo ainda a manifestação expressa quanto à oportunidade que o laudo fora juntado aos autos. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-123400-96. alega que não há nos autos prova real de que possuísse poder de mando e/ou gestão. conhecer de ambos os embargos declaratórios e. entendendo por satisfatoriamente prequestionadas no julgado hostilizado. Vejamos. sem a devida análise de suas atribuições. nos termos da OJ 118. todas as razões recursais. Ademais. Insurge-se a reclamada contra o v. LV da CF. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). para fins de prequestionamento. unidas às que permaneceu aquém (descritas no acórdão).5. Sobre a matéria. os magistrados são amparados pelo princípio do livre convencimento motivado. como feito in casu. uma vez que os embargos declaratórios não se prestam para corrigir justiça ou injustiça da decisão.TRT 17ª. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região.1.SHERLIS RODRIGUES DE FARIA Origem: 13ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . à luz do livre convencimento motivado. 3. Nestes termos.0123400-96. da forma mais conveniente à parte". frise-se. não implica o exercício da função de administrador.1 OMISSÃO E PREQUESTIONAMENTO. Com efeito. Cabe à parte insatisfeita com o resultado do julgamento manejar a via processual adequada para externar sua irresignação. Ademais. O chamado "prequestionamento" não constrange o julgador a fundamentar nos exatos moldes pretendidos pela parte.0013 Processo Nº ED-123400/2012-013-17-00. endossou a posicionamento esposado no acórdão. Portanto. Pois bem.2. RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos pela reclamada. importante repisar a exposição dos fundamentos do julgado cujo teor versa que o exercício como membro do Conselho Administrativo da empresa. reitera-se.5.17.

E.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. da Lei 8. Razões do agravo de petição.5. 2. § 1º. definitivamente. conforme sedimentado na Súmula n. Oportuno esclarecer que o fato gerador da contribuição previdenciária é a data da prestação do serviço. art.17.2. se o pagamento fosse efetuado na ocasião oportuna sem necessidade de demanda judicial.2008.0007 Processo Nº AP-128100/2008-007-17-00. FATO GERADOR.. publicada no Diário Oficial do TRT-17ª Região nº 1202. XXXVI. 879. nos termos do art. acórdão de fls. 23 de Setembro de 2013 89 embargos declaratórios e. Esta é a hipótese dos autos. ficando a cargo da empresa o pagamento de juros.5. Sem razão a agravante. tenho como válido os horários de labor que a reclamante informa na inicial. buscando a reforma da r. 7ª Vara do Trabalho de Vitória que julgou improcedentes os embargos à execução.. Isso porque ao se afirmar que o fato gerador das contribuições previdenciárias seria o pagamento. julgou improcedente o pedido da 1ª reclamada.5 Agravante Advogado Agravado Advogado Plurima Réu Advogado FRONTIER DRILLING DO BRASIL LTDA. forçoso concluir que existe. Os descontos relativos à Previdência Social deverão ser calculados mês a mês. indiscutível (artigos 5º. . apuradas nos dias normais ou nos dias de pico. da CLT. 20.0128100-75. No tocante às contribuições previdenciárias decorrentes de créditos reconhecidos em sentença. às fls. verbis: CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. estes controles devem ser utilizados para o cálculo correto das horas extras. Nesse mesmo sentido é também o entendimento deste E.07). pois a decisão judicial já sedimentada pela coisa julgada é imutável e. tanto no que pertine aos dias normais (fl. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 CONTROLES DE PONTO. A decisão agravada sob o entendimento de que o v. TST no item III da Súmula nº 368. da CLT. negar-lhes provimento. RELATÓRIO A executada interpõe agravo de petição em face da r. não há falar em retificação dos cálculos quanto às horas extras. 452-471 determinou a apuração das horas extras conforme a jornada informada na petição inicial.0007 AGRAVO DE PETIÇÃO Agravante: FRONTIER DRILLING DO BRASIL LTDA. Tribunal. Pelo exposto.). às fls. indiscutível (artigos 5º. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº AP-128100-75. 2.17.2008.2 MÉRITO 2. sendo partes as acima citadas. Contraminuta apresentada pela União.Se há coisa julgada material quanto à matéria objeto do agravo de petição. IMPOSSIBILIDADE . considerando que juntou aos autos os controles de frequência de junho/2007 a agosto/2008. Logo. Busca a retificação dos cálculos.TRT 17ª Região . Desse modo. 634-635 do volume apenso da execução provisória proferida pela MM. se pretende dizer que somente a partir do efetivo pagamento do crédito trabalhista ao empregado é que passam a ser exigíveis as contribuições previdenciárias. decisão de fls. considerando que o empregado não deve suportar deduções maiores do que aquelas que teria. do Código de Processo Civil e art. obstáculo que qualquer juízo venha a exercer nova cognição. relatados e discutidos os presentes autos de AGRAVO DE PETIÇÃO. INCIDÊNCIA DE JUROS DE MORA E MULTA. 468. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). § 1º. 2163-2169. ora agravante. de que fossem retificados os cálculos homologados quanto aos meses de junho de 2007 e agosto de 2008. definitivamente. nego provimento. resta à evidência que quanto ao deferimento das horas extraordinárias a res iudicata determina o cálculo conforme os horários de labor informados pela reclamante na petição inicial. atualização monetária e multas.1 CONHECIMENTO Conheço do agravo de petição da executada porque presentes os pressupostos objetivos e subjetivos de admissibilidade. pois a decisão judicial já sedimentada pela coisa julgada é imutável e. Sustenta a agravante que quanto aos meses de junho de 2007 e agosto de 2008 os cálculos das horas extras foram majorados.212/91. decisão quanto à quantidade de horas extras com 50% e quanto ao fato gerador de contribuição previdenciária/incidência de juros de mora e multa. deve o reclamante arcar somente com o pagamento da contribuição previdenciária em seus valores históricos. forçoso concluir que existe. in verbis: . 879.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA REDISCUSSÃO DE MATÉRIA COBERTA PELA COISA JULGADA. ressalto. 2031v. no mérito. art. XXXVI.2 DESCONTOS PREVIDENCIÁRIOS. para todo o pacto de trabalho. Assim. às fls. portanto.08). na verdade. Vistos. Observe-se que a coisa julgada é claríssima quanto às horas extras.seja pela ausência parcial dos cartões de ponto. portanto. obstáculo que qualquer juízo venha a exercer nova cognição. da Constituição da República. Danielle de Castro Nogueira(OAB: 006462 ES) MARIA HELENA CARVALHO NIKOLIC Esmeraldo Augusto Lucchesi Ramacciotti(OAB: 00232B ES) UNIAO (CONTRIBUICOES PREVIDENCIARIAS/IRRF) Bento Adeodato Porto(OAB: 007486 ES) ACÓRDÃO . seja pela prova testemunhal. FUNDAMENTAÇÃO 2. do Código de Processo Civil e art. 468. Se há coisa julgada material quanto à matéria objeto do agravo de petição.1 QUANTIDADE DE HORAS EXTRAS COM 50%. no dia 31/07/2013. não há qualquer comando no sentido de que devam ser considerados os cartões de ponto colacionados aos autos. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. da Constituição da República Federativa do Brasil. Alega que foram deferidas horas extras com 50% de conformidade com os horários indicados na petição inicial tão somente quanto aos meses que não foram colacionados aos autos os controles de frequência. pela manutenção da decisão. ). Procurador do Trabalho: Dr. Agravados: MARIA HELENA CARVALHO NIKOLIC UNIAO (CONTRIBUICOES PREVIDENCIARIAS/IRRF) Origem: 7ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . razão pela qual devem ser retificados.2.17. Oportuno destacar que esse é o entendimento cristalizado pelo C. 637-642. João Hilário Valentim. quanto no que pertine aos dias de pico (fl.

XXIX. TRABALHADOR PORTUÁRIO AVULSO. ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região.ES Relatora: JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: PRESCRIÇÃO BIENAL.1. ou de 20 anos. 702v). prevista no artigo 7º. art. com resolução de mérito (CPC. negar-lhe provimento. pois de acordo com a nova redação da Lei 8212/91 nos artigos 34. é clara ao dispor que os cálculos de liquidação deverão consignar. sendo partes as acima citadas. da CRFB. correção monetária e juros de mora. de 10. conheço do recurso. sempre perfilhei o entendimento de que ao trabalhador avulso aplica-se a prescrição constitucional prevista no art.5.10. Aduz que. 2. devem ser deduzidos do empregado apenas os valores que seriam devidos mês a mês. . 23 de Setembro de 2013 90 A base de cálculo de tais contribuições leva em consideração a época própria em que as mesmas seriam devidas. que presta seus serviços sem vínculo de emprego. 879. CONHECIMENTO Presentes os pressupostos de admissibilidade. ACIDENTE TÍPICO DO TRABALHO. O art. sendo certo que o acidente de trabalho ocorreu em 06/10/2006 e tendo a ação sido ajuizada em 04/11/2010.º 8.1997.17. nos moldes do art. às fls. do Código Civil) e o princípio do in dúbio pró-operário. pois os serviços que desempenha se ultimam ao fim de cada requisição que atende. no tocante aos descontos previdenciários. 705/712v).4 Recorrente Advogado Recorrido Advogado JOSE CARLOS DA SILVA(ESPOLIO DE) REP ROSA MARIA STOCO DA SILVA Flávia Aquino dos Santos(OAB: 008887 ES) MULTILIFT LOGISTICA LTDA Laura Maria de Souza Pessoa(OAB: 011153 ES) PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO .0004 Processo Nº RO-129500/2010-004-17-00.2.º 66. 3). pede a aplicação do princípio da norma mais favorável (art. como a ação foi ajuizada após a EC 45. por unanimidade. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-129500-65. Logo. mês a mês. Custas dispensadas (fl. 276 do Decreto nº 3.º). conforme o art. 43. pois a inteligência do inciso XXIX do art. prevista no artigo 7º. e extinguiu o processo.a 2010. A Ordem de Serviço INSS/DAF/DSS n. De toda sorte. não há como imputar ao reclamante o pagamento de multa. dada pela Lei nº 11. INDENIZAÇÃO POR DANO MATERIAL E MORAL Não se conforma o recorrente com a sentença que declarou a prescrição bienal nos termos da OJ 384. no mérito.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Dessa forma. que extinguiu o processo com julgamento de mérito. Afirma que. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. a matéria já não comporta grandes discussões. enquanto o § 4. 269. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). negar-lhe provimento. 2. por maioria. Sempre perfilhei o entendimento de que o portuário avulso que presta seus serviços sem vínculo de emprego. “Considera o fato gerador das contribuições sociais a data da prestação do serviço”. E quanto ao argumento do Reclamante no sentido de que de que se aplicaria a prescrição decenal prevista na regra de transição de que cogita o art.048/99 estipula o prazo em que deve ser feito o recolhimento decorrente das verbas reconhecidas em Juízo. nos termos do art. está sujeito à prescrição bienal. sentença de fls. além de não ser possível aplicá-la porque entre 2006 – data do acidente . RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante. da CRFB.028 do Código Civil de 2002). quando já decorridos os dois anos. como é o caso presente. Por último. João Hilário Valentim. a situação pretérita originada em uma violação da lei.212/91 e devem ser aplicados desde a data da prestação dos serviços. na época da prestação de serviços. tendo em vista o prazo decenal previsto no Enunciado nº 45 da 1ª Jornada de Direito Material e Processual na Justiça do Trabalho (prescrição de 10 anos. Juíza Denise Marsico do Couto. Vencido. 205.17. Procurador do Trabalho: Dr. 701/703. CONCLUSÃO Conhecer do agravo de petição e. às fls.º prevê o procedimento a ser adotado para o seu cálculo. Nego provimento. A lei é claríssima ao estabelecer que a “atualização do crédito devido à Previdência Social obedecerá os critérios estabelecidos na legislação previdenciária” (CLT. 35 da Lei n. até porque – afirma – a OJ 384 foi cancelada. XXIX.2010.0004 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: JOSE CARLOS DA SILVA(ESPOLIO DE) REP ROSA MARIA STOCO DA SILVA Recorrido: Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 MULTILIFT LOGISTICA LTDA Origem: 4ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . XXIX e XXXIV da CF/88. 715/728. Alega que a prescrição bienal não se sustenta. não se verifica o lapso temporal de 10 (dez) anos. o contrato de trabalho com o OGMO somente veio a ser extinto com o falecimento do reclamante ocorrido em 25/03/2012.TRT 17ª Região . TRABALHADOR PORTUÁRIO AVULSO. IV). relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. Não tem razão. no mérito. art. 205. 35 e notadamente no § 2º do art. FUNDAMENTAÇÃO 2. Contrarrazões apresentadas. o prazo a ser aplicado é o quinquenal. o Desembargador José Luiz Serafini. da lavra do Exma. aplica-se a prescrição bienal. pois. envolvendo. ACIDENTE TÍPICO DE TRABALHO. PRESCRIÇÃO BIENAL. obviamente. Conforme declarado na peça exordial (fl.0129500-65. pois os serviços que desempenha se ultimam ao fim de cada requisição que atende (Recurso a que se nega provimento) Vistos. 3.941/09. §4. em face da r. 7º da CF/88 não autoriza que se aplique aos trabalhadores avulsos a regra da prescrição bienal. 2028 do Código Civil. os valores das contribuições previdenciárias do segurado empregado e os valores de base de apuração da contribuição previdenciária a cargo da empresa. tanto a multa quanto os juros são devidos. Ao trabalhador portuário avulso.5.2010. 7º. e não a da lei infraconstitucional. conhecer do agravo de petição e. o acidente sofrido pelo autor ocorreu em 06/10/2006 e a presente reclamação trabalhista foi ajuizada em 04/11/2010.

2. o reclamante.5.2. TST: Prequestionamento. Nego provimento. na sessão de 09/05/2013. torna-se inadmissível a sua renovação. acórdão quanto ao recurso adesivo do obreiro. Num breve histórico.ORTENG SPE PROJETOS E MONTAGENS LTDA Origem: 14ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . pois presentes os pressupostos de admissibilidade. quando a parte já havia interposto recurso ordinário anterior. 115-118.17.17. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). Não satisfeito. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim. entende esta Corte que satisfatoriamente prequestionadas as matérias trazidas nos embargos. Razão não lhe assiste. 23 de Setembro de 2013 91 Registro. o reclamante interpôs agravo de instrumento na tentativa de destrancar o recurso ordinário adesivo. CONHECIMENTO Conheço dos embargos de declaração opostos. que a via recursal eleita não se presta ao fim almejado. Nego provimento. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais.5. Ademais. conforme OJ nº 118 da SDI-1 do C.2012. quanto à prescrição bienal. constitui ofensa ao principio da unirrecorribilidade. Entretanto. DA OMISSÃO. conforme despacho de fls. Não se vislumbra qualquer omissão no julgado. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Procurador do Trabalho: Dr. desnecessário contenha nela referência expressa do dispositivo legal para ter-se como prequestionado este. Inteligência da Súmula Nº 297 (inserida em 20. na decisão recorrida. DO RECURSO ORDINÁRIO ADESIVO. negar-lhes provimento. que já exposto no julgamento do RO 0136200-95.0010 Processo Nº ED-136700/2012-010-17-00. não interromperam o prazo para recurso. Assim. de minha relatoria. sob o fundamentação de que o intuito da adesividade se presta tão somente àquele que não pretendia recorrer. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. não há falar em omissão quanto a não apreciação do recurso ordinário adesivo do reclamante. ACÓRDÃO DE FLS.5. eventual erro de julgamento existente no julgado deve ser argüido pela via recursal própria. Em razão do juízo de admissibilidade negativo de seu recurso ordinário. acórdão. pois os aclaratórios destinam-se ao saneamento dos vícios elencados no artigo 897-A da CLT. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente).11. verifica-se que a reclamada buscou rediscutir matéria que já foi objeto de decisão do v. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO.2008. formulado pela advogada do recorrente.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Insta frisar. Sob a alegação de contradição.0014 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: EDILSON ALVES DE OLIVEIRA Embargado: O V. acórdão quanto à multa pela retenção da CTPS. negar-lhe provimento.1997): Havendo tese explícita sobre a matéria. 83-86.2. sob a fundamentação de que o mesmo não fora apreciado. da SBDI-1/TST (Resolução 186/2012).TRT 17ª.17.17.1. 90. apontando vícios no julgado. por fim. tem-se que o recurso ordinário do reclamante foi negado provimento. indeferir o pedido de adiamento do feito.1. da 2ª Turma. que o cancelamento da OJ 384. já que intempestivo.0014 Processo Nº ED-135900/2012-014-17-00.2012. por preclusão consumativa.0014. no mérito. uma vez que os embargos de declaração anteriormente opostos não foram conhecidos e portanto. Vencido. Da simples análise dos embargos. mesmo com a denegação de seguimento do primeiro. MÉRITO 2. o qual também foi denegado seguimento. em nada modifica meu entendimento.” Portanto. 2. FUNDAMENTAÇÃO 2.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO opostos pela reclamada conhecidos e não providos.5. 2. por unanimidade. por unanimidade. conhecer dos embargos declaratórios e. REGIÃO . sendo partes as acima citadas.0135900-94.7 Embargante Advogado WAL MART BRASIL LTDA Maria Helena Villela Autuori(OAB: 102684 SP) Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . interpôs recurso ordinário adesivo. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. 115-117 . às fls.TRT 17ª Região . conhecer do recurso e. por maioria.6 Embargante Advogado Embargado Advogado EDILSON ALVES DE OLIVEIRA Ernandes Gomes Pinheiro(OAB: 004443 ES) ORTENG SPE PROJETOS E MONTAGENS LTDA Jason Soares de Albergaria Neto(OAB: 046631 MG) ACÓRDÃO . Pois bem.2012. acórdão de fls. não podendo ser instrumento para suprir a intempestividade de recurso anterior. Vistos. em verdade a parte insurge-se quanto o resultado do julgamento. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora Acórdão Processo Nº ED-135900-94. validamente ou não. RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos pelo reclamante em face do v. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-136700-37. João Hilário Valentim. DA CONTRADIÇÃO O reclamante aponta contradição no v. Tese Explícita. sob a fundamentação de que este Regional não observou o procedente normativo 98 do TST. Desse modo. havendo tese explícita quanto ao entendimento adotado.2. Insurge-se o reclamante alegando omissão no v. todavia. nego provimento. pois inexistentes os vícios alegados. esta Corte entendeu que “a interposição do recurso ordinário adesivo. Se a faculdade processual já foi exercida. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. no mérito.

sem a finalidade de lucro. porque se utiliza da via processual escolhida tão somente com o intuito de retardar a entrega da prestação jurisdicional.2012. apenas se reportou ao valor da causa. sobre o qual serão calculadas as custas devidas.0010 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: WAL MART BRASIL LTDA Embargado: O V. Vistos.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. no mérito. FUNDAMENTAÇÃO 2. o que é lamentável. Somente retarda a marcha processual.17.000. por ente público que não tem dentre suas atividades a construção civil. esta Corte se referia ao valor da causa arbitrado pelo Juízo “a quo”. sua intenção de procrastinar o feito. conhecer dos embargos declaratórios e. Diante do indubitável caráter protelatório dos embargos. acórdão omisso quanto ao valor da condenação e das custas.2. 128-133. Registra-se que. sentença quanto à assistência judiciária gratuita e à responsabilidade subsidiária. 124-126.ME Origem: 2ª VARA DO TRABALHO DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM .1. Diante do indubitável caráter protelatório dos embargos. Ante a reforma parcial da sentença. 277-280 . REGIÃO .RODRIGO SABADINI PRATES Origem: 10ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . ENTE PÚBLICO.TRT 17ª. pois presentes os pressupostos de admissibilidade. que julgou parcialmente procedentes os pedidos iniciais. sendo o tomador de serviços. negar-lhes provimento. sentença não fixou o valor da condenação. do TST. Parecer do d. Tratando-se de obra contratada. 147-148. sendo partes as acima citadas. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-136800-14. ACÓRDÃO DE FLS. Razões recursais às fls. sob a alegação de que a r. deve ser aplicada a OJ 191.17. dono de obra. É o relatório. Contrarrazões do segundo reclamado às fls. cominar à embargante multa de 1% sobre o valor da condenação.0132 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: LUIZ GONZAGA BARBOSA DA SILVA Recorridos: MUNICIPIO DE ITAPEMIRIM GOL CONSTRUTORA INCORPORADORA LTDA . diante do indubitável caráter protelatório dos embargos.1. ao manter o valor da condenação. pugnando o autor pela reforma da r. Procurador do Trabalho: Dr. Conforme certidão de fls.1 OMISSÃO.0132 Processo Nº RO-136800/2012-132-17-00. o v.7 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Réu LUIZ GONZAGA BARBOSA DA SILVA Breno Fajardo Lima(OAB: 010888 ES) MUNICIPIO DE ITAPEMIRIM Zacarias Carrareto Filho(OAB: 011878 ES) GOL CONSTRUTORA INCORPORADORA LTDA . contra a sentença de fls. Insta esclarecer que este órgão julgador ao assim decidir considerou para fixação do valor da condenação exata relação com as verbas deferidas. Por todo o exposto.CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário interposto pelo reclamante. a par de lhes negar provimento. FUNDAMENTAÇÃO 2. A injustificada beligerância processual da embargante revela. MÉRITO . RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante.00 (seiscentos e oitenta reais). a embargante não aponta qualquer vício apto a ensejar a utilização da via processual escolhida. VALOR DA CONDENAÇÃO.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. no percentual de 2%. a primeira reclamada não apresentou contrarrazões ao apelo do autor. CONHECIMENTO Conheço dos embargos de declaração opostos pela reclamada.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DA RECLAMADA. CONCLUSÃO ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Trabalho da Décima Sétima Região. sendo partes as acima citadas. Vistos. OBRA SEM FINALIDADE DE LUCRO. eis que houve improcedência dos pedidos formulados pelo obreiro. Razão não lhe assiste. 143v.5. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). qual seja. Não se vislumbra qualquer omissão no julgado.TRT 17ª Região . comino à embargante multa de 1% sobre o valor da condenação. RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos pela reclamada. comina-se a embargante multa de 1% (um por cento) sobre o valor da condenação. pois presentes os pressupostos legais de admissibilidade.0136800-14. R$ 34. no valor de R$ 680. no prazo legal. Conforme acima exposto. 2. Ministério Público do Trabalho às fls. da SDI-I. oficiando pelo conhecimento e não provimento do recurso ordinário do reclamante. 136-141. em face do v. ao opor os presentes embargos de maneira infundada em relação às suas hipóteses de cabimento.ME ACÓRDÃO .2012. mas de empreitada.2012. por unanimidade.00 (trinta e quatro mil reais). Conhecidos e não providos por ausência de vícios no julgado. pois não é caso de terceirização. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. indiscutivelmente.5. 23 de Setembro de 2013 92 Embargado Advogado RODRIGO SABADINI PRATES Gustavo Souza Fraga(OAB: 015339 ES) ACÓRDÃO . efetivamente. MÉRITO 2.TRT 17ª Região . 277-280. a embargante reputa o v. acórdão de fls. acórdão. apontando vícios no julgado.0136700-37. logo. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO.17.2. foi omisso ao manter inalterado o referido valor. João Hilário Valentim.5.

RESPONSABILIDADE. Alega que o ente público agiu com culpa in eligendo e in vigilando. TST.RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA A sentença de origem julgou improcedente o pedido de responsabilidade subsidiária do segundo reclamado.510/86. de aplicação imediata. E não poderia ser diferente. já que se trata de obra contratada por ente público que não tem. sem fins de lucro.060/50)”. quanto à assistência judiciária gratuita. V. por unanimidade. Com efeito. na localidade de Garrafão em Itapemirim/ES”. 1º da Lei n. O reclamante recorre desta decisão. Ressalto que o reclamante não está assistido pelo Sindicato de sua Categoria. não parece razoável aplicar o mesmo raciocínio para responsabilizar o Município. Thiago Pereira(OAB: 004955 ES) NORMA LUCIA DOS SANTOS GOMES MARIA DA CONCEICAO MIRANDA PASCOAL NORMA LUCIA DOS SANTOS GOMES PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO ACÓRDÃO . 282/286-v . 115-119). a Juíza Sônia das Dores Dionísio. dar-lhe parcial provimento para conceder ao autor os benefícios da assistência judiciária gratuita. ACÓRDÃO DE FLS.TRT 17ª Região . basta a simples afirmação de hipossuficiência do declarante ou de seu advogado. nego provimento. Face à análise do conjunto probatório. efetivamente. dono de obra. tendo em vista que o art. in verbis: DONO DA OBRA.º 7. A ressalva decorre do fato de que a construção civil se insere nas atividades desenvolvidas por essas empresas. porque esta não se subsume às peculiaridades do caso.º 1. portanto.1. Sem razão o recorrente. ressalvados os casos em que o dono da obra seja empresa construtora ou incorporadora. entendo que deve ser aplicada ao caso a previsão contida na OJ nº 191 da SDI-1 do C. Sustenta. 10. 4º. ex vi da Constituição Federal (art.0149900-76. não ocorrendo terceirização típica capaz de atrair a responsabilidade em tela. com capacidade para 600 pessoas.00 Diante da inexistência de previsão legal.2. as quais visam à obtenção de lucro. que figura como dono da obra em contrato de empreitada. auferir lucro e deixá-lo a mercê da própria sorte diante do inadimplemento do empreiteiro.2. Assiste-lhe razão. não tem o condão de afastar essa garantia. Vencida. sob pena de violação do texto constitucional. LXXIV e § 1. que deve ser aplicado ao presente caso o entendimento consubstanciado na Súmula nº 331.0151 Processo Nº ED-149900/2012-151-17-00. Dessa forma. conhecer do recurso ordinário interposto pelo reclamante e.11. sendo o segundo reclamado.TRT 17ª. 2. É importante destacar que a Orientação Jurisprudencial n. O reclamante recorre deste decisão. o patrocínio da causa por advogado particular.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. não pode a empresa incorporadora ou construtora usufruir da mão de obra do trabalhador. O Município colacionou aos autos o contrato de prestação de serviço firmado com a primeira reclamada (fls. Assim. salvo sendo o dono da obra uma empresa construtora ou incorporadora.2012. Procurador do Trabalho: João Hilário Valentim. TST.º 7.115/83 dispõe que se presume verdadeira. sob o fundamento de que não estão presentes os requisitos legais pertinentes à espécie. por si só. dentre suas atividades. REGIÃO . assumir os riscos de sua atividade.2012.º. de forma a afastar a responsabilidade do Município. Vê-se que o objeto do contrato era a execução de “serviços de conclusão de obra de construção do ginásio poliesportivo. no mérito. em suma. Cumpre destacar a ressalva contida na referida OJ 191. ser declarada a sua responsabilização subsidiária.5. Inserida em 08. não há falar na aplicação da Súmula nº 331 do C. § 1º. § 1º da Lei nº 8.666/93. portanto. TST. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). Contudo.JOSE FRANCISCO DOS SANTOS E OUTRO MARIA DA CONCEICAO MIRANDA PASCOAL Origem: 1ª VARA DO TRABALHO DE GUARAPARI . No caso do ente público. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.2. há ainda que se considerar o disposto no art. o caso não é de terceirização. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº ED-149900-76. na petição inicial. mas de empreitada. 5. devendo. no sentido de que não há dispositivo legal que determine a responsabilização solidária ou subsidiária do dono da obra pelo inadimplemento das Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 verbas trabalhistas do empreiteiro em face de seus contratados. do C. terceirizando parte de sua atividade.17. A assistência judiciária gratuita aos que não têm recursos suficientes para demandar sem prejuízo do próprio sustento ou do de sua família constitui direito fundamental. Deve.5. CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. 23 de Setembro de 2013 93 2. dou provimento ao apelo para conceder ao autor os benefícios da assistência judiciária gratuita. para se considerar configurada a sua situação econômica (art. Portanto. mas declarou não ter condições de arcar com as despesas do processo.° 304 do C. Pelo exposto. até que se prove o contrário.º). o contrato de empreitada entre o dono da obra e o empreiteiro não enseja responsabilidade solidária ou subsidiária nas obrigações trabalhistas contraídas pelo empreiteiro.2 Embargante Advogado Embargado Plurima Autor Advogado Plurima Autor Plurima Réu Plurima Réu MARIA DA CONCEICAO MIRANDA PASCOAL José Carlos Rosestolato Rezende(OAB: 006168 ES) JOSE FRANCISCO DOS SANTOS JOSE FRANCISCO DOS SANTOS Marcelo S. inc. que deu nova redação à Lei n. sem prejuízo do próprio sustento e do de sua família à fl.0151 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargantes: MARIA DA CONCEICAO MIRANDA PASCOAL JOSE FRANCISCO DOS SANTOS E OUTRO Embargados: O V. Se a insuficiência de recursos foi demonstrada.ES Relatora: . da Lei n.17. por maioria. por entender que o Município de Itapemirim figurou na relação como “dono da obra”. TST reza que “para a concessão da assistência judiciária. a construção.ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA A sentença de origem julgou improcedente o pedido de assistência judiciária gratuita. a declaração de pobreza. 71.

Se os embargos não demonstram a existência de omissão. não conhecer da petição de fls. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio.17. alegando omissão. Sustenta que “o acórdão é tão obscuro que nem mesmo a questão levantada no recurso acerca da rescisão contratual foi analisada a contento. 5º. 294/300. Em verdade. se verifica que os produtos de limpeza por ele manuseados são de uso doméstico e. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pela reclamante. para condenar a reclamada ao pagamento da multa prevista no art. Por fim. por estarem presentes os pressupostos de admissibilidade. além de os Embargos denotarem mero inconformismo com o conteúdo meritório do julgado. o que deve ser manejado na via recursal própria. é nítida a intenção da parte de dilatar o prazo recursal. e aduz afronta ao art. acórdão é contraditório em relação à multa do art. 23 de Setembro de 2013 94 JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. os embargos não demonstram existência concreta de omissão. Ademais. deve ser apresentada através do meio processual adequado para impugnar a decisão desta Corte Regional. dela não conheço em razão do princípio da unirecorribilidade das decisões e da preclusão consumativa. Da leitura das alegações apresentadas na peça de embargos de fls. sendo partes as acima citadas.0151 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: CILTA FERREIRA Recorrido: INSTITUTO NACIONAL DE ADMINISTRAÇÃO PRISIONAL Origem: 1ª VARA DO TRABALHO DE GUARAPARI .0151 Processo Nº RO-181100/2012-151-17-00. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: o Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). 96 do Estatuto da Terra. pois diz que houve julgamento contrário às provas produzidas nos autos. obscuridade ou contradição no julgamento. nego-lhes provimento e imponho a Embargante multa de 1% sobre o valor da causa. JUÍZA SÔNIA DAS DORES DIONÍSIO Relatora Acórdão Processo Nº RO-181100-04. que julgou procedentes em parte os pedidos iniciais. por unanimidade. já que o v.2012. nem há comprovação de exposição a qualquer outro agente insalubre que enseje tal pagamento.8 Recorrente Advogado Recorrido Advogado CILTA FERREIRA MARCOS ANTONIO BITENCOURT DE OLIVEIRA(OAB: 019259 ES) INSTITUTO NACIONAL DE ADMINISTRAÇÃO PRISIONAL Sergio Carlos de Souza(OAB: 005462 ES) ACÓRDÃO . do CPC. João Hilário Valentim. depreende-se que o que deseja realmente a embargante é revolver toda a argumentação apresentada em suas razões recursais. contêm baixa concentração de substâncias químicas. bem como no tocante as horas extras. má apreciação da norma. FUNDAMENTAÇÃO 2. de contradição ou de obscuridade e revelam mero inconformismo da parte com o conteúdo meritório do acórdão. e entende que houve falta de fundamentação no v. como demonstra inconformismo com a decisão proferida. 294/300. 282/286-v.CONCLUSÃO Acordam os Magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região.17. e tendo em vista o manifesto caráter protelatório dos Embargos. Procurador: Dr. não merecem ser providos. verifico que as alegações da embargante apenas impugnam o v. . o que não significa obrigação de reproduzir textos legais. 288/300. ante a total ausência do vício alegado. 477 da CLT. e condenar a Embargante a pagar a multa de 1% sobre o valor da causa. das provas. porque diluídos. 3. negar-lhes provimento. acórdão e. ainda. Logo. anoto que só tem pertinência e cabimento quando o julgado não haja adotado fundamento explícito sobre o tema ou sobre a questão submetida. sendo partes as acima citadas.TRT 17ª Região .2. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. 349-364. 538. Além disso. 288/293. parágrafo único. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. Assim. afirma que o v. os vícios alegados. Vistos. alega a embargante que o julgado é omisso. acórdão de fls. 288/293. se os embargos confundem julgamento contrário ao seu interesse. Quanto à petição de fls. em face da sentença de fls. havendo na visão da Embargante. Diz. Deste modo.0181100-04. complementada pela decisão de embargos de declaração de fls. com o intuito de rediscutir questão amplamente apreciada no acórdão. em razão do princípio da unirecorribilidade das decisões e da preclusão consumativa. da CF. por ter-lhe sido desfavorável a decisão. O que se exige é adoção de tese e não reprodução da lei. que não foi levado em consideração às alegações da embargante. do CPC.§8º da CLT. RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos pela Reclamada em face do v. negativa de prestação jurisdicional”. Aduz omissão em relação à preliminar de incompetência da Justiça do Trabalho. Portanto. parágrafo único. não sobejando dúvidas quanto ao entendimento das matérias nele aduzidas. inciso LV. contradição e obscuridade no julgado. 282/286-v é de clareza solar e coerente em toda a sua fundamentação.1. não se constata no julgado.CONHECIMENTO Conheço dos embargos da reclamada de fls.OMISSÃO – OBSCURIDADE – CONTRADIÇÃO No corpo dos embargos.5. não merecem ser providos. ou outra hipótese Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 que refuja aos seus limites.5. e também aponta omissão no que tange a matéria relativa à reconvenção. Quanto ao prequestionamento a que se refere a Súmula 297 do TST.2012. acórdão que entendeu por manter a sentença. 2.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. portanto. na forma autorizada pelo art. 477. acórdão de fls. 376. Vistos. Não se reconhece direito do trabalhador ao adicional de insalubridade quando. conhecer dos embargos da reclamada de fls. na forma autorizada pelo art. requer o prequestionamento do art.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. Não tem a mais pálida razão. com base na prova pericial. 538.

2. glândulas. lixo urbano (coleta e industrialização). como alega na inicial. com base no laudo pericial. utilizado para recebimento de novos detentos. não se constata que as atividades desenvolvidas pela reclamante se enquadrem no disposto no Anexo 14 da NR-15 da Portaria nº 3. nem mesmo atuava na enfermaria. bem como. 366-373.214/78 do Ministério do Trabalho. irrelevante as condições de saúde dos detentos ou as doenças às quais eram acometidos. poderia ensejar o adicional de insalubridade. integração das horas extras.2. locomoção. PROVIMENTO. os setores onde a reclamante Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 laborou eram utilizados para fins de monitoramento dos detentos. Alega que suas as horas extras habitualmente prestadas e pagas não integraram sua remuneração para fins de cálculos das verbas rescisórias e requer a condenação da ré no pagamento das diferenças das verbas da rescisão. revista e troca de celas. a obreira não tinha contato com detentos ou objetos de uso pessoal” (fl. Aloysio Corrêa da Veiga. MÉRITO 2. sangue. por entender que a ré utilizou para o referido cálculo a mesma média remuneratória apontada pela reclamante. já que não se trata de contato permanente com: pacientes em isolamento por doenças infecto-contagiosas ou contato com lixo urbano. Outrossim. Corte Superior por meio da Orientação Jurisprudencial nº 4 da SDI-1. lavagem de banheiros. seria a de limpeza dos banheiros. revista e troca de celas. couros. 319) “Quando no exercício da função de Auxiliar de serviços gerais. bem como objetos de seu uso. Este prevê como causa do pagamento de insalubridade. eram “produtos químicos diluídos. Esta C. 320) A prova testemunhal nada aponta acerca das atividades exercidas pela reclamante e dos setores onde ela laborava. onde ocorria o recebimento de novos detentos. esgotos (galerias e tanques). no tema. frise-se que a atividade desempenhada pela autora que. LIMPEZA E HIGIENIZAÇÃO DE SANITÁRIOS. carnes.5555.2000. executar tarefas de limpeza em geral. contêm baixa concentração de substâncias químicas. Contrarrazões da reclamada às fls. passar pano de chão. porque diluídos.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. produtos químicos de limpeza com finalidade de uso domiciliar” (fls. Assim.ADICIONAL DE INSALUBRIDADE A sentença. pêlos e dejeções de animais portadores de doenças infectocontagiosas (carbunculose. Neste sentido. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE INDEVIDO. por entender que as atividades desenvolvidas pela reclamante poderiam submetê-la a agentes biológicos apenas de forma eventual. segundo consta da perícia. esclareceu o d. sem caracterização de contato com agente insalubre. pugnando a autora pela reforma da r. INTEGRAÇÃO DAS HORAS EXTRAS A sentença de origem julgou improcedente o pedido de integração das horas extras no cálculo das verbas rescisórias. porque não se encontram entre as classificadas como lixo urbano no Anexo 14 da NR-15 da Portaria nº 3214/78 do Ministério do Trabalho. (TST-E-ED-RR-673432-89. capaz de ensejar o direito ao adicional de insalubridade. em grau máximo o seguinte: "trabalho ou operações em contato permanente com: pacientes em isolamento por doenças infecto-contagiosas. é a jurisprudência do Colendo TST.2. não ocorria a limpeza de banheiros de celas ou enfermarias pela reclamante. de acordo com o que restou apurado pela perícia. não previamente esterilizados. 2. ante ao que restou apurado por intermédio do laudo pericial. Rel. Pois bem. Com efeito. Também concluiu o laudo pericial que não havia exposição permanente à agente biológico. (fl. ou seja. com base na prova pericial. De outro norte. vísceras. brucelose. É o relatório. FUNDAMENTAÇÃO 2. A reclamante pugna pela reforma desta decisão. SDI-I. na acepção contida na referido norma.CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário interposto pela reclamante. 378-381v. desenvolvendo as seguintes atividades: varrição. DJ-26/09/2008). perito: “Dados apurados não indicam o setor de enfermaria como ambiente laboral da autora” (fl. A recorrente afirma que “restou comprovado nos autos que a reclamante efetuava a limpeza da enfermaria. qual seja.1. pacificou entendimento no sentido de que a limpeza e a coleta de lixo de sanitários não podem ser enquadradas como atividades insalubres. a reclamante exerceu a função de Auxiliar de Serviços Gerais. pois presentes os pressupostos legais de admissibilidade. RECURSO DE REVISTA. cuja nova redação incorporou o teor da Orientação Jurisprudencial nº 170. vê-se que a reclamante não efetuava a limpeza da enfermaria e não tinha contato direto com os detentos ou com roupas e objetos de uso pessoal dos mesmos. 321). na função de auxiliar de serviços gerais e pediu demissão em 10/04/2012. Em resposta aos quesitos formulados pelas partes. julgou improcedente o pedido de adicional de insalubridade.DIFERENÇAS DAS VERBAS RESCISÓRIAS. ou mesmo de varrição e limpeza de outros ambientes da reclamada onde laborava a autora não se enquadram em nenhuma das hipóteses previstas no referido anexo da norma regulamentadora ministerial. Ademais. locomoção. Não obstante o pedido seja de diferenças. informa o perito que a autora “executava tarefa de limpeza dos sanitários dos setores onde exercia suas atividades”. 320) “A RCTE.00.04. utilizado para fins de monitoramento dos detentos. executava tarefas de limpeza dos sanitários dos setores onde exercia suas atividades” (fl. se verifica que os produtos de limpeza por ela manuseados são de uso doméstico e. Nego provimento. Consta do laudo pericial que a reclamante “estaria exposta a agentes biológicos de forma eventual quando no exercício da tarefa de limpeza dos sanitários”.5. bem como recolhia e separava roupas de uso pessoal dos internos” (fl. tem-se que a atividade de limpeza de banheiro. Portanto. os produtos utilizados. Sendo assim. no Setor de Inclusão. a reclamante não apresenta qualquer demonstrativo que aponte o quanto entende ser . A reclamante recorre desta decisão. 368) Contudo. tuberculose). 320) Conforme apontado anteriormente. Min. honorários periciais e honorários advocatícios. manter limpo o ambiente de trabalho e executar outras tarefas afins e correlatas (fl. sentença quanto às seguintes matérias: adicional de insalubridade. Posto de Triagem. Portanto. a princípio. R$622. 23 de Setembro de 2013 95 Razões recursais às fls. ossos. verbis: "RECURSO DE EMBARGOS. A autora foi admitida pela reclamada em 05/01/2011. Vejamos. transferência. transferência. a reclamante laborou nos seguintes ambientes: Posto Delta. pois durante o período em que a autora laborou em prol da ré não mantinha contato com os detentos.1. não se reconhece direito da trabalhadora ao adicional de insalubridade quando. Ainda de acordo com a perícia." Dessa forma. recebimento de novos detentos. 318). Recurso de Embargos conhecido e provido.

quando houver sucumbência do beneficiário de justiça gratuita na pretensão relativa ao objeto da perícia. destinados aos beneficiários de assistência judiciária. negar provimento ao apelo. em face da decisão de fls. nesse aspecto. que não podem trabalhar sem receber a devida contraprestação. dou provimento parcial.0006 Processo Nº AP-184800/1996-006-17-00. Procurador do Trabalho: José Hilário Valentim. 177. por maioria.4. em face da hipossuficiência do reclamante. vencido o Desembargador Relator Gerson Fernando da Sylveira Novais. A Primeira Turma decidiu. 160 e 161 do Prov. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. no valor total de R$1. quanto aos honorários advocatícios.” CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região.2 Agravante Advogado Agravado EVANY SILVA DOS SANTOS Dalton Luiz Borges Lopes(OAB: 003267 ES) COLIMPRE CONSERVACAO LIMPEZA E PRESTACAO DE SERV LTDA ACÓRDÃO .00). no mérito. EXPEDIÇÃO DE OFÍCIO AO INCRA.906/94 não revogou o jus postulandi partes. Quanto aos honorários periciais prévios (R$250. que assim dispõe: “HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS Neste procedimento especializado. 23 de Setembro de 2013 96 devido a este título ou qual base de cálculo entende ser correta.5.2. eis que o Processo do Trabalho tem norma de regência própria.0184800-94. terceiros estranhos ao processo. Assim. nos termos do voto da Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. 01/2005. nos termos da fundamentação supra. não há como deferir o pagamento de diferenças das verbas rescisórias.5. nego provimento ao recurso do Reclamante. 160 e 161 do Prov. 2. Portanto. De toda sorte. A reclamante recorre desta decisão. A parte interessada tem o dever de diligenciar para localizar os bens passíveis de expropriação. Ao Juízo de execução cabe acolher certas providências requeridas pelo interessado apenas em situações extremas.ª SECOR 03/2007. Logo. defiro a expedição do ofício requerido. Portanto.3. considero que nem a assistência judiciária gratuita nem a gratuidade de justiça alcançam os honorários periciais. que deu nova redação aos artigos 159. 791 e 839 da CLT. uma vez que tal benefício somente abrange despesas e taxas judiciais devidas ao Estado (art. Desse modo.ª SECOR 03/2007. 2.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA AGRAVO DE PETIÇÃO.00 complementares). a sentença de origem deve ser mantida para que a autora restitua ao réu o valor já pago. socorrendo-se de profissionais particulares. Contudo. 3º da Lei n. nos termos do Provimento TRT 17. com a finalidade de que .000. o Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais.060/50).1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.TRT 17ª Região . por maioria. TST. de modo que o deferimento da justiça gratuita não socorre o autor. formulado pela autora às fls. o pagamento dos honorários de perito será efetuado com os recursos vinculados ao custeio da assistência judiciária aos necessitados. não se aplica o disposto no artigo 20 do CPC. bem como.2.1996. Por isso. autorizando o perito a receber a importância diretamente do Tribunal. por unanimidade. nos termos do artigo 1º do Provimento supracitado. a sentença condenou o reclamante ao pagamento dos honorários periciais. em razão da sucumbência. determino que o pagamento dos honorários periciais complementares seja feito com recursos existentes no Orçamento da União. da Súmula 219 do C.HONORÁRIOS PERICIAIS Embora concedida a gratuidade de justiça à reclamante. bem como a Lei 8. que indeferiu o requerimento de expedição de ofício ao INCRA – Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária.584/70. continuam em vigor os arts. sendo partes as acima citadas.00. 181. prevalece o entendimento consubstanciado no item I.HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS A sentença julgou improcedente o pedido de honorários advocatícios. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). nos termos do artigo 1º do Provimento TRT 17. observando-se que o valor estipulado não ultrapassa o limite de R$ 800.00 (R$250. destinados aos beneficiários de assistência judiciária.584/70. no presente caso. Em razão disso. Acrescente-se que a Justiça do Trabalho não conta com peritos próprios. Somente em hipóteses excepcionais poderá o Magistrado determinar a expedição de ofícios a instituições públicas e privadas com o objetivo da busca de bens do executado. por entender que não restam preenchidos os requisitos da Lei nº 5. RELATÓRIO Trata-se de agravo de petição interposto pela exequente. entendo estar diante de uma situação extrema que justifique a atuação do Magistrado e das Varas do Trabalho na busca de satisfação do crédito do trabalhador e a conseqüente extinção da execução.1996.17. relatados e discutidos os presentes autos de AGRAVO DE PETIÇÃO. autorizando o perito a receber a importância diretamente do Tribunal. que deu nova redação aos artigos 159. dar-lhe provimento parcial para determinar que o Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 pagamento dos honorários periciais complementares seja feito com recursos existentes no Orçamento da União. Destaco ainda que o artigo 133 da Constituição Federal de 1988. a ser paga pela parte sucumbente no objeto da perícia. 01/2005. no presente caso.17. Vistos. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº AP-184800-94. No caso. conhecer do recurso ordinário interposto pela reclamante e. impossível o deferimento do pedido. quando já houverem sido esgotados todos os meios de levantamento de bens de que dispõe a parte interessada. Desse modo.00 prévios e R$750.0006 AGRAVO DE PETIÇÃO Agravante: EVANY SILVA DOS SANTOS Agravado: COLIMPRE CONSERVACAO LIMPEZA E PRESTACAO DE SERV LTDA Origem: 6ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . indicá-los ao Juízo da execução. se a parte não preenche os requisitos exigidos na Lei 5.º 1. passados mais de 16 (dezesseis) anos do início da presente execução e restando frustradas todas as tentativas de localização de bens dos executados. Nego provimento. Vencido.

diversas providências foram tomadas pela exequente com a finalidade de ver seu crédito adimplido. entendo ser cabível a interposição de agravo de petição em face de decisões interlocutórias que causem gravame autônomo à parte. § 2º. Atlas. segundo o qual: “Não caberá agravo de petição contra decisões interlocutórias na execução. as decisões interlocutórias não ensejam recurso imediato. 181). alcançar o sucesso da execução. Portanto. p.” Destaque-se o disposto no art. poderá localizar imóveis dos executados e. de outro norte. não obstante a natureza meramente declaratória das informações eventualmente fornecidas pelo INCRA. da que recusa a nomeação de bens à penhora. Não há contraminuta. que somente serão recorríveis quando da apreciação do merecimento das decisões definitivas (§1º do art. o agravante alega não possuir condições de arcar com tal diligência. sendo dado provimento ao agravo de petição da autora para determinar o prosseguimento da execução. das decisões interlocutórias. No período de 16. salvo nas hipóteses de decisão: a) de Tribunal Regional do Trabalho contrária à Súmula ou Orientação Jurisprudencial do Tribunal Superior do Trabalho. Sustenta. a qual foi indeferida. XXXIII e XXXIV da CRFB. 799 da CLT e En. dos despachos de mero expediente. 149). por não obedecer à ordem legal. conheço do agravo de petição interposto pela exequente. que acarretem ônus cuja correção não possa ser efetuada em momento posterior. . RECORRIBILIDADE “O Juízo a quo negou seguimento ao agravo de petição do exequente sob o fundamento de que só é cabível a interposição do referido recurso contra decisões terminativas e definitivas.. com a finalidade de que este órgão informe a existência de imóveis rurais em nome dos sócios da executada. Prosseguindo-se com a execução. penhora e avaliação de fl.2.07. 177.10. o julgador a quo indeferiu o requerimento de expedição de ofício ao INCRA .184-188.CONHECIMENTO A questão do conhecimento do agravo de petição restou superada pela decisão proferida no agravo de instrumento. a Súmula 214 do TST: SUM-214 DECISÃO INTERLOCUTÓRIA.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. em suma. do despacho que determinou ou não a perícia contábil. Dou provimento ao agravo de instrumento para destrancar o agravo de petição. sendo necessária a expedição do ofício pelo I. O agravante alega. Juízo a quo. 214 do TST). 169-171.Res. FUNDAMENTAÇÃO 2. caso mantida. in verbis: Art. com a expedição do mandado de citação. b) suscetível de impugnação mediante recurso para o mesmo Tribunal. Pugna. em sua obra "Direito Processual do Trabalho" (17. No caso em análise. da CLT. sem êxito até o momento. haja vista que não será possível revertê-la em momento posterior. INFOJUD E RENAJUD.1.12.1. alegando que. os autos permaneceram arquivados.Os incidentes do processo serão resolvidos pelo próprio Juízo ou Tribunal. a decisão hostilizada enseja o manejo de agravo de petição. pois terminativa quanto a essa questão. 23 de Setembro de 2013 97 este órgão informe a existência de imóveis rurais em nome dos sócios da executada. E. Afirma que o referido órgão não fornece informações a terceiros e alega que seu requerimento encontra-se amparado nos artigos 5º. 191). em face dos sócios da reclamada. Vejamos. 399). que não tem condições de arcar com as despesas da execução. Tal providência não foi determinada pelo Juízo de origem que. 15 e 16. assim. será possível localizar o cartório onde suposto imóvel em nome dos sócios da ré esteja registrado. De fato. A partir desta data. porém. a autora requereu a expedição de ofício ao INCRA. em desfavor dos sócios da ré. determinou a expedição de certidão de dívida trabalhista e o arquivamento do feito (fls. 893 c/c §2º do art. MÉRITO 2. O exequente recorre desta decisão.2009. in verbis: AGRAVO DE PETIÇÃO. Após o desarquivamento. efetuando-se. 893 . c) que acolhe exceção de incompetência territorial. 893.. Minuta de agravo às fls. Aduz que. §1º da CLT. Com razão. A exequente.] §1º . incluindo a diligência requerida às fl.Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária para que informasse se os executados possuem imóveis rurais cadastrados no referido instituto.03.177. inclusive. Ed. a inércia do exequente implicaria em preclusão quanto a tal matéria. É o relatório. sendo adequada a interposição de agravo de petição. inclusive daquelas proferidas em sede de execução. 181. é vigente no processo do trabalho o princípio da irrecorribilidade imediata das decisões interlocutórias. 127/2005. DJ 14. 893. Nesse sentido preleciona o jurista Sérgio Pinto Martins. bem como. que a decisão objeto do agravo de petição possui natureza definitiva pois. da CLT. por conseguinte. a meu ver. pugnando a reclamante pela reforma desta decisão. § 1º. pelo destrancamento do agravo de petição. com a remessa dos autos para Tribunal Regional distinto daquele a que se vincula o juízo excepcionado. Além disso. formulado pela exequente às fls. Não se admitirá agravo de petição. ainda. A reclamante recorreu desta decisão. E entendo ser esse o Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 caso dos autos. consoante o disposto no art. voltandose a execução. Observa-se que a presente execução teve início em 21. caso haja resposta positiva. A exequente recorre desta decisão. portanto. a penhora. De outro modo. 399 do CPC e 735 da CLT. 799. IRRECORRIBILIDADE (nova redação) . 30. isto é.Das decisões são cabíveis os seguintes recursos: [.” Sendo assim e estando presentes os demais pressupostos legais de admissibilidade. Por outro lado. o que foi indeferido pela origem e ora é objeto do presente agravo de petição. causará gravame autônomo à parte. Sendo assim. inconformada. assim.1998 a 08. sendo do Juízo o dever de impulsionar a execução. da decisão que entende não ser o caso da produção de determinada prova na execução.. na decisão de fls. EXPEDIÇÃO DE OFÍCIO AO INCRA O Juízo a quo indeferiu o requerimento de expedição de ofício ao INCRA – Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária. interpôs agravo de petição sustentando que o INCRA não repassa informações a terceiros. por pedido da autora. sendo positiva a resposta do Instituto.ª ed. admitindo-se a apreciação do merecimento das decisões interlocutórias somente em recursos da decisão definitiva. não sendo cabível contra decisão meramente interlocutória ou meros despachos (fl. conforme acórdão de fls.2005: Na Justiça do Trabalho. ainda. nos termos do art.1997. forçoso concluir que a decisão causa gravame autônomo ao exequente. DECISÃO INTERLOCUTÓRIA QUE CAUSA GRAVAME AUTÔNOMO. a exequente solicitou a atualização do seu crédito e a utilização dos convênios BACENJUD. o qual restou infrutífero. por entender que cabe pessoalmente à reclamante obter as informações que pretende (fl.

entendo estar diante de uma situação extrema que justifique a atuação do Magistrado e das Varas do Trabalho na busca de satisfação do crédito do trabalhador e a conseqüente extinção da execução. dar-lhe provimento para determinar a expedição de ofício ao INCRA . acolher certas providências requeridas pelo interessado apenas em situações extremas.17. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. renova os pedidos formulados na inicial. portanto. Ao Juízo de execução cabe. sócios da reclamada. extirpando da conclusão da decisão o termo “unanimidade”. por unanimidade. nulidade da sentença por falta de intimação do MPT. na forma da fundamentação que passa a integrar este decisum”.2009.ES Relator: DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS EMENTA RECURSO ORDINÁRIO. a ação tem no pólo ativo as pessoas: Vanuzia Pereira da Silva. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente).Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária. os autores apresentaram os primeiros embargos de declaração de fls.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. com vistas a viabilizar a execução. na verdade. Dou provimento. Parecer do d. o prazo para interposição do recurso ordinário não restou interrompido. conhece os presentes embargos e. bem assim para esclarecer o termo ‘unanimidade’ inserto na parte dispositiva da sentença integrativa embargada”. no mérito. desta vez apontando equívoco na publicação e não vício no julgado.0191 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: VANUZIA PEREIRA DA SILVA E OUTROS Recorrido: FIBRIA CELULOSE S/A Origem: VARA DO TRABALHO DE SÃO MATEUS . 629 julgou parcialmente procedente os embargos de declaração e determinou a atualização dos registros processuais incluindo como autores as pessoas indicadas e ao final a expressão “Sucessor de Carlos Gonçalves da Silva”. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO.0288500-59. João Hilário Valentim. Ressalta-se que a parte interessada tem o dever de diligenciar para localizar os bens passíveis de expropriação. cerceamento do direito de defesa e. FUNDAMENTAÇÃO 2. sócios da reclamada. por unanimidade. 634 deu provimento aos embargos de declaração para sanar erro material. Vistos.0191 Processo Nº RO-288500/2009-191-17-00. 622/623 que julgou improcedentes os pedidos iniciais. 687/698 alegando a preliminar de intempestividade do apelo. CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. Intimados da sentença de fls. Aduziram os autores que a publicação novamente Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . 645/682 alegando erro material no julgamento e no conhecimento dos embargos de declaração. a peça só porque denominada pela parte de “embargos de declaração” não têm o condão de interromper o prazo recursal. Em que pese a parte ter intitulado sua peça de “embargos de declaração” o seu teor era.2009. A decisão de fls.626/628 aduzindo que no relatório da sentença consta que a ação foi proposta por “Espólio de Carlos Gonçalves da Silva” no entanto. para que este órgão informe a existência ou não de bens imóveis cadastrados em nome dos executados. quando já houverem sido esgotados todos os meios de levantamento de bens de que dispõe a parte interessada. 23 de Setembro de 2013 98 Pois bem. Somente em hipóteses excepcionais poderá o Magistrado determinar a expedição de ofícios a instituições públicas e privadas com o objetivo da busca de bens do executado. sentença de fls. na verdade. na busca desses bens.17. conhecer do agravo de petição e. DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Acórdão Processo Nº RO-288500-59. no mérito. Procurador do Trabalho: Dr. no presente caso. 629 que em sua parte dispositiva fez constar “Pelo exposto. O Juízo a quo às fls.Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária. então. no mérito. 622/623 que julgou improcedentes os pedidos iniciais. INTEMPESTIVIDADE. vencida a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. de mero requerimento de retificação de autuação e não apontava qualquer vício no julgado. a Vara a quo deve providenciar a obtenção das informações solicitadas.1. Sob essa ótica. passados mais de 16 (dezesseis) anos do início da presente execução e restando frustradas todas as tentativas de localização de bens dos executados. Nesse contexto.5. por maioria. para que este órgão informe a existência ou não de bens imóveis cadastrados em nome dos executados.1 PRELIMINAR DE INTEMPESTIVIDADE DO RECURSO – ARGUIDA PELA RECLAMADA EM CONTRARRAZÕES A reclamada alega que o recuso ordinário apresentado pelos autores é intempestivo uma vez que a decisão de fls. Jacyellen Pereira da Silva e Carlos Eduardo Pereira da Silva. bem como indicá-los ao Juízo da execução.TRT 17ª Região . julga-os PROCEDENTES EM PARTE. Pedem seja esclarecido “quais Juízes e de que forma participaram do julgamento dos Embargos.5 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Autor Plurima Autor VANUZIA PEREIRA DA SILVA João Paulo Cardoso Cordeiro(OAB: 013853 ES) FIBRIA CELULOSE S/A André Luiz Pacheco Carreira(OAB: 003679 ES) JACYELLEN PEREIRA DA SILVA CARLOS EDUARDO PEREIRA DA SILVA ACÓRDÃO . Vejamos. Intimados desta decisão. os autores apresentaram os segundos embargos de declaração alegando haver obscuridade na decisão de fls. Contraminuta às fls. expedindo ofício ao INCRA . Razões recursais às fls. 641 não conheceu dos embargos de declaração apresentados pela parte e. a Vara do Trabalho de São Mateus – ES. sendo partes as acima citadas.1 CONHECIMENTO 2. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pela parte autora em face da r. Os autores. Ministério Público do Trabalho oficiando pelo conhecimento do recurso e manifestando-se pela inexistência de nulidade da sentença afastando a hipótese do artigo 793 da CLT. apresentaram os terceiros embargos de declaração.5. Assim.

A segunda ré. 274/282. na verdade. na inicial. às fls. não se tratava pois de nulidade de ato já que atingida a finalidade e ausente o prejuízo. o requerimento de retificação da publicação (ou retificação da autuação e cadastro processual) deveria ter sido apresentado por simples petição e não por meio de embargos de declaração já que não aponta um vício no julgado. Vistos. sendo que mero pedido retificação da autuação dirigida não tem o condão de ressuscitar o prazo recursal. Pugnam os autores. arguida pela reclamada em contrarrazões. V. ao argumento de que. FISCALIZAÇÃO DO CUMPRIMENTO DO CONTRATO. porquanto presentes os pressupostos legais de admissibilidade recursal. 286/288. por unanimidade. asseverou que. 232/237. do C. Razões recursais dos autores. diversas penalidades à empresa. aplicando. tais como advertência. A comprovação da fiscalização. 629 já havia sanado o erro material existente na sentença e concluiu pela perda do objeto dos embargos opostos. da lavra do eminente Juiz Alvino Marchiori Junior. pelo provimento do recurso. FUNDAMENTAÇÃO CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário interposto pelos reclamantes.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. afasta a responsabilidade subsidiária da Administração Pública. embora contratados pela primeira ré.2 Recorrente Advogado Recorrido Plurima Autor RONILSON BRASIL AUGUSTO Maria Claudia Barros Pereira(OAB: 012854 ES) UNIAO ANDERSON RODRIGUES DA SILVA ACÓRDÃO .5. 23 de Setembro de 2013 99 Maria Claudia Barros Pereira(OAB: 012854 ES) DARILTO RIBEIRO LAIOLA Maria Claudia Barros Pereira(OAB: 012854 ES) JOSE AUGUSTO SURLO PEGORETTI Maria Claudia Barros Pereira(OAB: 012854 ES) A4 SERVICOS LTDA . acolher a preliminar de intempestividade do recurso ordinário. Em que pese a parte ter intitulado sua peça de “embargos de declaração” o seu teor era. multa e suspensão do direito de contratar com a Administração Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . que por sua própria natureza é peremptório. em relação às obrigações contratuais e legais da contratada. I da CLT é claro ao determinar o prazo de 8 dias para a interposição do recurso ordinário. 3. no tocante à responsabilidade subsidiária da 2ª reclamada. Contrarrazões apresentadas pela segunda reclamada. que julgou parcialmente procedentes o pedidos da inicial. do C. nos termos da Súmula 331. o “embargante” teria em mãos uma arma poderosa para procrastinar o feito ao seu bel-prazer. 3ª Vara do Trabalho de Vitória-ES. no mérito. Procurador do Trabalho: José Hilário Valentim. do cumprimento do contrato de prestação de serviços. Este vício já havia sido sanada em decisão de embargos declaratórios anterior. requerendo que seja negado provimento ao apelo obreiro. Ora. a peça só porque denominada pela parte de “embargos de declaração” não têm o condão de interromper o prazo recursal.17. Considero as contrarrazões apresentadas pela segunda ré. pois tempestivas e regulares. apesar da intimação ter sido publicada constando o nome de Espolio de Carlos Gonçalves da Silva (autor original da demanda que faleceu no curso da ação) o ato atingiu a finalidade que era cientificar a parte autora da decisão de embargos de declaração. Além disso. às fls.0003 Processo Nº RO-29500/2012-003-17-00. 895. sendo partes as acima citadas. MÉRITO 2. inclusive. de mero requerimento.ME saiu em nome de “Espólio de Carlos Gonçalves da Silva” o que revela que a determinação anterior do Juízo não foi observado pela Secretaria. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. CONCLUSÃO: ACORDAM os magistrados da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Sétima Região. Até porque a publicação foi feita em nome do advogado que representa a parte.0029500-89.2012. Nesse contexto. em face da r. pela condenação subsidiária da União. pelo tomador de serviços. conforme entendimento da nova redação da Súmula 331. INEXISTÊNCIA. e não conhecer do apelo dos autores. 260/269. agiu de forma diligente. oficiando pelo conhecimento do recurso e. no decorrer da vigência do contrato com a 1ª reclamada. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO.2012.TRT 17ª Região . sentença de fls.17. Participaram da Sessão de Julgamento em 17 de setembro de 2013: Desembargador José Luiz Serafini (Presidente). DESEMBARGADOR GERSON FERNANDO DA SYLVEIRA NOVAIS Relator Advogado Plurima Autor Advogado Plurima Autor Advogado Plurima Réu SECRETARIA DA 2ª TURMA Acórdão Acórdão Processo Nº RO-29500-89. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. O Juízo de Origem não conheceu destes embargos de declaração sob o fundamento de que a decisão de fls.2. prolatada pela MM. É o relatório.1. Parecer do Ministério Público do Trabalho.ME Origem: 3ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . Caso contrário. TST. em defesa.5. TST. ENTE PÚBLICO.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. sentença. Acolho a preliminar de intempestividade do recurso ordinário argüida pela reclamada em contrarrazões e deixo de conhecer do apelo dos autores. Ora. pugnando pela reforma da r. o art.0003 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: RONILSON BRASIL AUGUSTO E OUTROS Recorridos: UNIAO A4 SERVICOS LTDA . desempenharam suas atividades em prol da segunda reclamada (tomadora dos serviços). às fls. Desembargador Gerson Fernando da Sylveira Novais e a Juíza Convocada Sônia das Dores Dionísio. Note-se que na decisão de embargos de declaração não há qualquer erro em relação ao pólo ativo da demanda que pudesse ser sanado por meio de novos embargos. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto por RONILSON BRASIL AUGUSTO E OUTROS.

para garantir o efetivo cumprimento da avença. por força de liminar proferida nos autos da ação cautelar ajuizada pelo Sindicato autor.1993. . mesmo em sua nova redação.666. nas funções de motorista.46 (cento e sessenta e nove mil vinte e oito reais e quarenta e seis centavos). notificou-se a contratada de que. folhas de pontos. logo. Sustentou.Em 02/03/2011.028. como visto.17. assim como o pagamento dos valores retroativos à Janeiro/2011 (fl. segundo o qual a responsabilidade subsidiária da Administração Pública é permitida quando evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações previstas na Lei 8.Os entes integrantes da Administração Pública direta e indireta respondem subsidiariamente.º 8. 208/216). em decorrência dos diversos descumprimentos contratuais. conforme se infere das diversas notificações encaminhadas à contratada. a primeira reclamada não vinha cumprindo com as obrigações trabalhistas.014. razão pela qual.666/93. A aludida responsabilidade não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa regularmente contratada. antes de adotar a medida máxima. houve rescisão unilateral pela segunda reclamada. o que ocorreu posteriormente (fls. insurgem-se os reclamantes. para. . o atraso no pagamento dos funcionários. julgou improcedente o pedido de responsabilização subsidiária da União. de repasse do PIS dos empregados. os salários do mês de junho/2011. o C." Para acompanhar o entendimento do Excelso Pretório. Nesse sentido. o Supremo Tribunal Federal. por fim. .028. apesar da União ter adotado providências no curso do contrato. Tribunal.666/93. é forçoso concluir pela aplicabilidade do art. tombada sob o nº 1362. do C. por seu turno. copeiras e telefonistas (fls. fiscais e comerciais da contratada.666/1993 e art. a . não há como negar que a segunda reclamada cumpriu seu dever de fiscalizar o cumprimento das obrigações trabalhistas devidas pela contratada. que a ADC nº 16 tem efeito vinculante e erga omnes.666/93 e. o que afasta a sua responsabilidade subsidiária. É cediço que a contratação promovida pela Administração Pública deve seguir as regras do processo licitatório. ressaltou o seguinte: "a mera inadimplência do contratado não poderia transferir à Administração Pública a responsabilidade pelo pagamento dos encargos. sob pena de aplicação da penalidade de suspensão de contratação com a administração pública. no importe de R$ 169. recepcionistas.Por fim. inclusive. Esse é o entendimento extraído dos arestos abaixo transcritos. 223/229). ao mesmo tempo. porque contratou segundo as normas relativas à licitação. E nem se argumente que o fato da segunda ré ter rescindido o contrato somente em 2011 seria suficiente para caracterizar a desídia da contratante. rescindindo o contrato unilateralmente. sobretudo quanto à fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais da contratada. V. com a inserção do item V. por ausência de fornecimento de uniforme aos colaboradores (fl. a teor do disposto no item IV da súmula 331 do C. sob pena de não pagamento das notas fiscais de serviços (fl. vale-alimentação. 201). dentre outros. no prazo de 12 meses. ao contrário do alegado pelos recorrentes.Em 06/07/2011.Em 15/07/2011. a legalidade do contrato ajustado não impede que se reconheça a responsabilidade subsidiária do segundo reclamado. inclusive deste E. que houve bloqueio de créditos da primeira ré junto à segunda ré. demonstrada a ausência de culpa do Ente Público. Vejamos.06. também. para apresentação de defesa no prazo legal. 215). verifico que. 216) . fiscalizou o cumprimento das obrigações contratuais pela primeira ré. em especial. Sendo assim. somente. dentre as quais destaco as seguintes: . previstas na Lei 8. 231/260). na medida em que. depósito no FGTS e pagamento de férias de um funcionário.Em 25/03/2011. TST.2011. a Administração Pública não está autorizada. Todavia. durante todo prazo contratual. Portanto. em razão da ausência de garantia contratual. incorreu em culpa in vigilando e in eligendo. foi firmado contrato de prestação de serviços com a primeira reclamada (A4 Serviços Ltda-ME). 221/222). houve nova notificação para que a empresa apresentasse a comprovação de pagamento das obrigações trabalhistas.00-9. execução de Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 serviços de apoio administrativo. comprovou efetivamente que. em 01/05/2010. especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora. suspensão do direito de contratar com a Administração). (fl. houve aplicação de multa de 5% (cinco por cento) à contratada. na obrigação de fiscalizar as obrigações do contratado. mas reconheceu-se que isso não significaria que eventual omissão da Administração Pública. TST.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Na hipótese vertente.Em 17/05/2011. caso evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei n. TST. Dessa decisão. Registre-se. em recente julgamento. por seu turno. alegando que desde o início do contrato de prestação de serviços. que foi a resilição unilateral do contrato. sendo incabível a responsabilização do ente público ao pagamento dos encargos trabalhistas. . a segunda ré utilizou de todas as sanções previstas na legislação (advertência. em 2011. 23 de Setembro de 2013 100 Pública. diante do descumprimento contratual da contratada. por entender que o Ente Público comprovou a efetiva fiscalização do contrato de prestação de serviços firmado com a primeira reclamada. decorrente da culpa in eligendo e mesmo in vigilando. O Juízo de origem. houve notificação para que a empresa apresentasse os comprovantes de pagamento de salários. de 21. 37. Ressaltou que reteve R$ 169. A segunda ré. trabalhistas. verbis: V . inclusive em matérias que abrangiam os ilícitos noticiados na petição inicial. sendo certo que. nas mesmas condições do item IV. §6º. em 31/10/2011. houve a rescisão unilateral do contrato. em especial. multa. declarou a constitucionalidade do artigo 71 da Lei 8. a segunda reclamada comprovou que houve fiscalização contínua do contrato de prestação de serviços. . nos autos da Ação Direta de Constitucionalidade n. houve notificação para apresentação de comprovantes da concessão de aumento de salário aos trabalhadores. 211). aplicou-se advertência e multa de 10% do valor anual do contrato (fls. a fim de garantir eventuais execuções a serem movidas pelos empregados. verbis: TERCEIRIZAÇÃO – ENTE PÚBLICO – RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA – SÚMULA Nº 331 DO TST – Conforme entendimento consagrado pela mais alta Corte trabalhista na Súmula nº 331 do TST. a se eximir de sua responsabilidade pela má contratação de empresa que não cumpre suas obrigações trabalhistas. não viesse a gerar essa responsabilidade. da CRFB.Em 26/09/2011.46 (cento e sessenta e nove mil e vinte e oito reais e quarenta e seis centavos) de créditos contratuais da 1ª reclamada para resguardar os direitos dos empregados terceirizados.º 16. TST alterou a redação da Súmula 331 do C. em decorrência do descumprimento de diversas obrigações contratuais por parte da 1ª reclamada (fls. Em outras palavras. nos termos da Súmula 331. 71 da Lei 8.

506/11.2012 – p. 07). – RO 113000-42. tão somente.” Dessa decisão. VANTAGEM EXCLUSIVA DO TRABALHADOR DISPENSADO. Desembargadora Claudia Cardoso de Souza e Desembargador José Luiz Serafini. da CLT e aos honorários advocatícios.17. CONHECIMENTO Conheço parcialmente do recurso ordinário interposto pelos reclamantes. às fls. Não há se falar em nulidade do aviso prévio proporcional concedido.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.17. por meio de farta documentação.2012) RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA – PESSOA JURÍDICA DE DIREITO PÚBLICO – DONO DA OBRA – FISCALIZAÇÃO QUANTO AO CUMPRIMENTO DAS OBRIGAÇÕES TRABALHISTAS DA CONTRATADA – INEXISTÊNCIA – A instituição pública de ensino.506/2011. pretendendo a reforma do julgado. negarlhe provimento. 23 de Setembro de 2013 101 ARTUR LUNIS DA SILVA ANTIDIO ALVES DE SOUZA JOSE AVELINO DOS SANTOS ODEIR BRAZ CATIA DE ALMEIDA BORGES NAZIR DA COSTA SILVA IZABEL DOS SANTOS interpretação sistemática da Lei nº 8.5. sendo partes as acima citadas. que julgou improcedentes os pedidos formulados na inicial. constatada. Inteligência do inciso V da Súmula nº 331 do C. requerendo seja negado provimento do Apelo autoral. da lavra da eminente Juíza Valéria Lemos Fernandes Assad. publicado no DEJT de 08 de Agosto de 2012. Procurador: Estanislau Tallon Bozi DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor Acórdão Processo Nº RO-50900-25. Ainda que assim não fosse. Des. sob o fundamento de que as parcelas rescisórias constantes no TRCT foram quitadas no prazo legal.5. à multa do artigo 477. não há falar na conduta culposa capaz de sujeitá-lo à responsabilização subsidiária. (TRT 17ª R.2012 – p. NÃO CONHEÇO do apelo.2011. as parcelas rescisórias constantes dos TRCT´s acostados aos autos foram quitadas dentro do prazo legal. a diligência do tomador no acompanhamento da regularidade das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora. não sendo correto o entendimento de que a empregadora deve indenizar o período que ultrapassar os 30 dias. 4ª Vara do Trabalho de Vitória/ES. 159/164. É o relatório. Inteligência da nova redação do inciso V da Súmula nº 331 do C. postulando. Com efeito. Dela será excetuado. Assim. verbis: “Além de inexistir irregularidade ou ilegalidade no procedimento adotado pela reclamada. TST. conforme fundamentação expendida no tópico anterior.8 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Autor Plurima Autor Plurima Autor CILDES LELES CONCEICAO ODILIO GONCALVES DIAS NETO(OAB: 019519 ES) FANTON SERVICOS LTDA Luiz Otavio Rodrigues Coelho(OAB: 003242 ES) LUIZ CARLOS SOUZA MARIA RODRIGUES SOUZA OSMAR BATISTA SOARES ACÓRDÃO . – Relª Ligia Maria Teixeira Gouvêa – DJe 09. Portanto. por ausência de impugnação aos fundamentos da sentença. Vistos. TST. seja a reclamada condenada ao pagamento da multa do art.0007 – Rel.0050900-25.1. 477. – RO 000230207. sendo que o eventual reconhecimento.TRT 17ª Região . sentença de fls. – RO 45800-51. não pode ser confundida com empresa construtora ou incorporadora.0018 – 6ª C. por unanimidade.12. Improcedente o pleito inserto na alínea “c” (f. 72) Por todo o exposto. Razões recursais.5.07. PROPORCIONALIDADE. fiscais e previdenciárias pela contratada. TST – Não há responsabilidade subsidiária do ente público tomador de serviços quando comprovado nos autos que houve fiscalização por parte da contratante quanto ao cumprimento das obrigações trabalhistas pela contratada. da CLT. se comprovar a efetiva fiscalização da avença.08. em sentença.17. CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 2ª Turma do Egrégio Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região.5. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 .0004 Processo Nº RO-50900/2013-004-17-00.17. (TRT 17ª R. Suspeição do Desembargador Lino Faria Petelinkar.2013. às fls.07. nego provimento.0191 – Rel. (TRT 12ª R. deve ser considerada dona da obra e não responde subsidiariamente por dívidas trabalhistas da empresa contratada para a edificação de prédio do laboratório de anatomia pertencente à entidade superior pública de ensino. não há responsabilidade subsidiária do ente público tomador de serviços quando comprovado nos autos que houve fiscalização por parte da contratante quanto ao cumprimento das obrigações trabalhistas.2011. da CLT. o Juízo de origem julgou improcedente a pretensão autoral relativa à aplicação da multa prevista no art. conhecer do recurso ordinário interposto pelos reclamantes e.5. em face da r. da CLT.2010. 477. na esteira do item "V" da aludida disposição sumular. no exercício de suas funções administrativas. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. 146/148. por configurar vantagem benéfica ao trabalhador dispensado. insurgem-se os reclamantes. contudo. Marcello Maciel Mancilha – DJe 30. nos moldes da Lei 12. 150/154. FUNDAMENTAÇÃO 2.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA AVISO PRÉVIO. no tocante ao aviso prévio. RELATÓRIO Trata-se de recursos ordinários interpostos pelos autores. Contrarrazões apresentadas pela reclamada.666/93 permite impor ao ente público a responsabilidade subsidiária pelo descumprimento dos encargos trabalhistas das empresas que contrata. da procedência de outras parcelas de natureza contratual não torna devida a multa do §8º do artigo 477 da CLT. não houve remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho para emissão de parecer. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19/09/13: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente).0004 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: CILDES LELES CONCEICAO E OUTROS Recorrido: FANTON SERVICOS LTDA Origem: 4ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . Des. prolatada pela MM. no mérito. Marcello Maciel Mancilha – DJe 11. Em atendimento ao Provimento Consolidado da CGJT. LEI 12. no tocante à multa do art. 477. 417) RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA – EMPRESA PÚBLICA – INEXISTÊNCIA – NOVA REDAÇÃO DA SÚMULA Nº 331 DO C.2013.

deve-se aplicar a proporcionalidade prevista na referida Lei. ao final. valho-me do magistério de Eduardo Arruda Alvim e Cristiano Zanin Martins. os motivos pelos quais a decisão impugnada deverá ser reformada ou cassada pelo órgão ad quem. III. PROPORCIONALIDADE. O Juízo de origem. Faz-se necessário destacar que o princípio ora examinado exige correspondência entre os temas decididos (ou não decididos) pela decisão recorrida e as razões recursais. que não observam as peculiaridades do caso concreto.. os arts. v.506/2011 dispõe: [. 104. o empregado pode optar pela redução da jornada e assim terá mais tempo para procurar nova colocação no mercado de trabalho. 132. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Requereram. A ausência desses elementos na peça recursal. 23 de Setembro de 2013 102 Como se vê.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.506/11. mostra-se dissociada da boa técnica processual e determina a impossibilidade da revisão do que se quer alcançar através do ato de recorrer.] Assim. 514. sendo no mínimo de trinta dias. 136. Alegaram os autores. Não-conhecimento. na inicial. A reclamada. à luz da Lei nº 10. Ao contrário. XXI. entendo que não há irregularidade ou ilegalidade no procedimento adotado pela ré e julgo improcedente o pedido constante da alínea “b” (f.II. eis que presentes os pressupostos de admissibilidade recursal. Com efeito. 2. pela ausência de requisito de admissibilidade inscrito no art. 7º. Diante do exposto. inc. o recorrente não traçou uma linha sequer sobre os fundamentos adotados pelo Juízo a quo. em defesa. TST. AVISO PRÉVIO. Considero as contrarrazões apresentadas pelas partes. mencionando que “os avisos prévios dos reclamantes ocorreram todos na modalidade trabalhada”. nos termos em que fora proposta. in verbis: "Em atenção ao princípio da dialeticidade dos recursos. renovando os mesmos argumentos da inicial. A finalidade do aviso prévio é evitar a surpresa na ruptura do contratado de trabalho. conforme documentos às fs. dispõe que o aviso prévio de 30 dias é uma garantia do trabalhador e.. in verbis: Art. além de outros que visem à melhoria de sua condição social: [. sob os seguintes argumentos: “A Constituição da República. do CPC. com os devidos reflexos nas demais verbas trabalhistas. Convém notar que o ato de recorrer é aquele através do qual a parte mostra a ilegalidade da sentença. pois tempestivas e regulares. 120. nos autos. a nulidade do aviso prévio concedido e seu pagamento na forma indenizada. quando as razões do recorrente não impugnam os fundamentos da decisão recorrida.352/01". 112). v. que não formalizou a opção – f.506/11. ao conceder o aviso prévio proporcional a cada empregado. não havendo qualquer ilegalidade na concessão do aviso prévio proporcional. todos do CPC.506/2011). Já a Lei 12. antes de ter seu contrato rescindido definitivamente. Acerca da necessidade de motivação dos recursos. do CPC. não atendem ao princípio em questão as razões recursais genericamente aduzidas. possibilitando ao trabalhador despedido a procura de novo emprego. 12. 128. II e 541. II. que a ré determinou o cumprimento de aviso prévio proporcional. observando o aumento de 3 dias para cada ano de serviço prestado. não. LEI 12. nos termos da lei. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. O inciso XXI. os quais optaram pela redução da jornada. Não se pode deixar de mencionar. o recurso de apelação interposto contra sentença que tenha extinto o feito sem julgamento de mérito que trate apenas do mérito da demanda. Porém. os fundamentos do decisum vergastado não terão sido impugnados pelo recorrente. demonstração concreta de prejuízo sofrido por qualquer dos autores. 7º.aviso prévio proporcional ao tempo de serviço. 139 e 144 (à exceção do reclamante LUIZ CARLOS SOUZA. remetendo a regularização do dispositivo à Lei.g. instalando o contraditório com a amplitude que lhe garante o Texto Constitucional. pois o recorrido somente poderá apresentar suas contra-razões recursais. exigindo que trabalhassem os dias acrescidos para cada ano de serviços. bem como a integração do período ao tempo de serviço. conheço do recurso autoral. a diretriz contida na Súmula nº 422 do C. entendo que a alteração promovida pela Lei 12.g. alegou que. 7º. Apelo que não destaca os fundamentos da decisão recorrida. arrola o “aviso prévio proporcional ao tempo de serviço” como um dos direitos dos trabalhadores. um direito do empregador. que aplico à hipótese dos autos: "Recurso ordinário. não pode o empregador exigir do empregado o cumprimento de aviso prévio maior que 30 dias nos casos em que a iniciativa da dispensa for do empregado (“pedido de demissão”). logo.2.506/2011 atua somente em benefício do trabalhador. 123. sendo o mínimo de trinta dias.506/2011. indeferiu a pretensão autoral. coordenada por Nelson Nery Júnior e Tereza Arruda Alvim Wambier. II. nessa hipótese. ciente dos motivos pelos quais o recorrente se insurge contra a decisão recorrida. Sustentou que foi a reclamada quem dispensou os reclamantes. ao invés de indenizá-los. tratando-se de dispensa imotivada. (grs. com a percepção de salário. ainda que o aviso prévio seja trabalhado. além de encontrar guarida em diversos dispositivos legais. o recorrente terá de consignar. em tese. 108. 524. insurgem-se os autores. nos termos da lei." (sem grifos no original). 514. MÉRITO DO RECURSO DO RECLAMANTE 2. em suas razões recursais.. garantindo-lhe sua remuneração durante este período. dos princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa.1. pois.. Argumentaram que o art. o que violaria os ditames da Lei 12. Art. sobretudo aquelas "padronizadas". publicado na obra "Aspectos Polêmicos e Atuais dos Recursos". razão pela qual não poderia exigir o seu cumprimento na forma elastecida. contido no artigo intitulado "Apontamentos Sobre o Sistema Recursal Vigente no Direito Processual Civil Brasileiro. por sua vez. em seu art. prejuízo ao trabalhador pelo cumprimento de prazo maior de aviso prévio no trabalho. nesse caso específico em que o desligamento é de interesse do empregado. não vislumbro vedação à aplicação do aviso prévio proporcional ao aviso prévio trabalhado.] XXI . por iniciativa do empregador. Contudo. Não se conhece de recurso ordinário para o TST. Da mesma forma. 07). é forçoso concluir pelo não conhecimento do apelo neste tópico. da CRFB. 116. da Constituição da República dispõe ser direito dos trabalhadores o aviso prévio proporcional ao tempo de serviço. Não atende o princípio ora examinado. cujo escopo foi regulamentar o aviso . Também inexiste. os seus respectivos vícios. deflui. Pois bem.” Dessa decisão. apenas. por fim.. 514..2. O princípio em tela. Desse modo. também. do art. não há. cumpriu o que determina a legislação vigente (Lei n. bem como manifesta seu inconformismo contra os fundamentos da decisão e apresenta as razões para tanto. ns." Quanto aos demais pedidos. já que o cumprimento de prazo maior que os trinta dias representaria ônus maior ao trabalhador.) A edição da Lei 12.

no mérito. Rejeito a preliminar e conheço o recurso ordinário interposto pelo Sindicato autor. portanto. Parágrafo único. Procurador: Estanislau Tallon Bozi.2. apenas. às fls. proferida pela MMª 4ª Vara do Trabalho de Vitória/ES. SUSCITADA PELA EMPRESA RÉ EM CONTRARRAZÕES A empresa ré suscita o não conhecimento do recurso ordinário interposto pelo Sindicato autor. 7º. 95/96. 31/07/2009.1. às fls. como pretendem os reclamantes. Por todo o exposto. para cada ano trabalhado. sobretudo porque inserido em cláusula cuja matéria tratava apenas da remuneração.1. de que trata o Capítulo VI do Título IV da Consolidação das Leis do Trabalho . em especial do período que antecede o natal. até o máximo de 60 (sessenta dias).ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. definiu as regras quanto à duração mínima do aviso (30 dias) e o pagamento proporcional ao tempo de serviço. sem que houvesse qualquer labor nesse período. 319/374.2013: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente). não há se falar em honorários advocatícios. porquanto presentes os pressupostos de admissibilidade recursal. 380/414. conhecer parcialmente do recurso ordinário interposto. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19. sendo partes as acima citadas. dispôs a respeito de sua proporcionalidade. inciso XXI da Constituição Federal. Entretanto. Denise Marsico do Couto. 2.09. É o relatório. Registre-se. que passaram a contar com um período maior de aviso prévio. por unanimidade.ME Origem: 4. até o máximo de 60 (sessenta) dias.6 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: Sindicato dos Trabalhadores no Comércio do Estado do Espírito Santo Recorrido: Ivoxx Comercial Ltda .2. negar-lhe provimento.00.2009. alimentação e transporte.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Considero as contrarrazões. possibilitando não só a ciência antecipada da rescisão. ns. exceto quanto à multa do art. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº RO-56500-66.004. Vistos.0004 Processo Nº RO-56500/2009-004-17-00. PRELIMINAR DE NÃO CONHECIMENTO. a inclusão de parágrafo dispondo sobre a vedação do trabalho nos domingos do ano de 2009 extrapolou o próprio fim a que se propôs a norma coletiva. o que implicaria na indenização necessária do que ultrapassar esse tempo. suscitando o não conhecimento do recurso ordinário do Sindicato autor. Nego provimento. 319). 312/317.00565. não existe amparo jurídico para a tese de que o tempo excedente aos trinta dias de aviso seriam obrigatoriamente indenizados. conforme ATO TRT 17ª PRESI 38/2009. que a referida lei beneficiou exclusivamente os empregados.506/2011 não estabeleceram o limite de 30 dias para o aviso prévio trabalhado. tendo em vista que a leitura da sentença foi designada para o dia 22/07/2009 e o apelo somente fora protocolizado em 31/07/2009. determinando que.) Vê-se.2009. da CLT.CONHECIMENTO 2. 1º O aviso prévio. por intempestivo. 2.1. da lavra da eminente juíza. 477. CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. Logo.1. Comprovante de recolhimento das custas processuais.452. pois protocolizado em 31/07/2009 (fls. em face da r. aprovada pelo DecretoLei no 5. de 1º de maio de 1943. nego provimento.ME Thyago Brito de Mello(OAB: 012642 ES) ACÓRDÃO . conforme ata de fls. a leitura da sentença foi designada para o dia 22/07/2009 (quarta-feira). que julgou improcedentes os pedidos constantes da ação de cumprimento. perfazendo um total de até 90 (noventa) dias. Vejamos. Ao aviso prévio previsto neste artigo serão acrescidos 3 (três) dias por ano de serviço prestado na mesma empresa. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo Sindicato autor. requerendo a reforma in totum da sentença. Razões recursais.2. Sentença que se mantém. os prazos processuais dos feitos em trâmite no 2º grau deste Regional. Contrarrazões apresentadas pela ré.2. sentença de piso. Com efeito. não merece qualquer reforma a r.6 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Sindicato dos Trabalhadores no Comércio do Estado do Espírito Santo Vitor Henrique Piovesan(OAB: 006071 ES) Ivoxx Comercial Ltda . Considerando que o objeto do aditivo à Convenção Coletiva 2008/2009 referia-se à regulamentação e autorização dos trabalhos nos domingos e no mês de dezembro de 2008. Ante a total improcedência dos pedidos autorais. verbis: Art. pugnando pela manutenção da sentença.17. como um prazo elastecido para a procura de uma nova colocação no mercado de trabalho. complementando a norma constitucional. INTEMPESTIVIDADE. (grs. às fls. no mérito. será concedido na proporção de 30 (trinta) dias aos empregados que contem até 1 (um) ano de serviço na mesma empresa. foram prorrogados para o primeiro dia útil subsequente.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLÁUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA AÇÃO DE CUMPRIMENTO. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO.CLT. entretanto. Sendo assim. porquanto tempestivas e regulares. 376. Desembargadora Cláudia Cardoso de Souza e Desembargador Lino Faria Petelinkar. FUNDAMENTAÇÃO 2. PROIBIÇÃO DE TRABALHO AOS DOMINGOS O SINDICOMERCIÁRIOS – Sindicato dos Empregados no Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 .5. ou seja. 23 de Setembro de 2013 103 prévio previsto no art. com vencimento no dia 30/07/2009. O legislador ordinário. são acrescidos 03 (três) dias ao aviso prévio. tempestivo o recurso ordinário interposto pelo Sindicato autor. ADITIVO À CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO 2008/2009. de modo que o prazo recursal encerrou-se em 30/07/2009 (quinta-feira). ADITIVO À CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO 2008/2009.17. e. que a Constituição da República e a Lei 12. perfazendo um total de até 90 (noventa) dias. por intempestividade.MÉRITO 2. sentença de fls.TRT 17ª Região . Em outras palavras.

compreende os dias e horários a seguir: Domingo: dias 14 e 21/12/2008 – das 10:00 às 18:00 horas. conforme previsto na cláusula segunda mencionada. letra “a” e 6º.00 (quarenta reais). o Sindicato extrapolou o próprio objetivo do aditivo da Convenção Coletiva 2008/2009. O juízo de origem. Insurge-se o Sindicato autor contra a r. da leitura do aditivo à Convenção Coletiva 2008/2009. tampouco o fato do parágrafo terceiro. Logo. Soma-se a isso o fato de ser notório o funcionamento. pois vem exigindo labor de seus empregados em domingos não autorizados. Por fim. foi incluída. ressaltando. porquanto dirigido especificamente para regular o trabalho aos domingos do mês de dezembro de 2008. limitando-se a questionar a validade da norma coletiva que vedou o trabalho aos domingos de todo o ano de 2009. do aditivo da Convenção Coletiva de Trabalho. do Regimento Interno do Shopping Vitória (fls. Nesse sentido. todos os domingos de 2009. do 1º Aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho 2008/2009. conforme prescrito na redação do parágrafo quarto. do artigo 6º. contudo. ao tratar da remuneração. assim. eis que a empresa efetuou o pagamento por sua livre iniciativa. e R$ 4.00 (quatro reais) referentes ao transporte. portanto. bem como no pagamento das horas extras. ao argumento de que a regra do ônus da prova não foi observada pelo juízo de origem. como registrado na sentença utilizada como fundamentação do convencimento do juízo de origem. que as cláusulas convencionais possuem interpretação restritiva. no período que antecede o natal (caput da cláusula 1ª . frise-se. obter êxito. acolhendo a tese da defesa. Sábado: dia 20/12/2008 – das 8:30 às 18:00 horas. se mostra plenamente razoável. asseverou que notificou a empresa requerida. regulamentava e autorizava o trabalho nos domingos e no mês de dezembro de 2008. pois.fls. como também não mostra coerência com a matéria regulada na cláusula segunda. julgou improcedente o pedido. sob o fundamento de que a inclusão do parágrafo quarto. segundo a cláusula 1ª da norma coletiva. 6º . À análise. ainda. além de gozarem de 01 (um) dia de folga durante a semana seguinte. totalizando a quantia de R$ 54. que. sem que tenham sido objeto de efetiva negociação. nos domingos e no mês de dezembro de 2008. conforme exigido na Cláusula Quinta sem. acrescidos de R$ 10. segundo se extrai da sua defesa. não obstante estivesse impedida de exigir o labor de seus empregados. da cláusula segunda. 140/141). com a declaração incidental de nulidade do parágrafo 4º. a fim de que sanasse as irregularidades. sob pena de multa: Art. Vê-se. que o aludido parágrafo quarto foi incluído na cláusula segunda. não abrangendo. sentença. no Município de Vitória/ES. com a compensação das horas pagas a idêntico título. 23 de Setembro de 2013 104 Comércio do Estado do Espírito Santo ajuizou a presente Ação de Cumprimento em face da empresa Ivoxx Comercial Ltda – ME. como o fez para os domingos de 2008. A reclamada. da cláusula segunda em exame também regular o trabalho aos domingos do mês de fevereiro de 2009 e não somente do período do natal de 2008. Por fim. dispondo sobre o labor aos domingos durante todo o ano de 2009. bem como em cumprimento à obrigação contratual firmada com o Shopping Vitória. Quarta Feira: dia 24 e 31/12/2008 – das 08:30 às 18:00 horas. que exigem o funcionamento da empresa ré aos domingos. que tratava do assunto. A alegação de que a regra teria sido incluída maliciosamente pelo sindicato.00 (cinquenta e quatro reais). além de sustentar a validade da norma coletiva. e em especial. Alimentação”.. das lojas situadas em shopping center. visando ao cumprimento da Convenção Coletiva do Trabalho firmada com os Sindicatos Lojistas de Vitória/ES. a empresa ré alegou que as cláusulas foram incluídas maliciosamente no acordo pelo Sindicomerciários.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. nos domingos e no mês de dezembro de 2008. Alimentação e Transporte” não tem pertinência direta com o assunto propriamente dito. alimentação e transporte. 41): Cláusula Primeira – do objeto: A presente Convenção Coletiva de Trabalho tem por objeto a regulamentação e autorização do trabalho dos empregados lojistas no município de Vitória. cuja matéria “Da remuneração. sem qualquer relação.] Parágrafo Quarto: A empresa não poderá exigir o labor do (s) seu (s) empregado (s) nos demais domingos de 2009. às fls. observa-se que o objeto daquela norma coletiva foi a regulamentação e autorização do trabalho dos empregados lojistas no município de Vitória. e não em parágrafo da cláusula segunda. razão pela qual deve ser condenada em obrigação de não fazer. seja porque a regra encontrava-se inserida em cláusula cuja matéria não se coaduna com o assunto. Alimentação e Transporte: [. outrossim. se a pretensão do Sindicato era restringir a autorização do trabalho em algum domingo de 2009. não vem cumprindo a norma coletiva acima citada. no período que antecede o natal. Parágrafo Primeiro: O período especial do mês de dezembro de 2008 mencionado no “caput” a serem cumpridos pelos empregados lojistas do município de Vitória.00 (dez reais) a título de alimentação. não impugnou a alegação de que vem exigindo labor de seus empregados em Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 domingos. portanto. informou que. que. com adicional de 100%. da cláusula 2ª. Sábado: dia 13/12/2008 – das 8:30 às 18:00 horas. sindicato da categoria aqui representada. Semana: dias 15 a 23/12/2008 – das 8:30 às 21:00 horas. a empresa requerida pagava R$ 40. sem concordância com o Sindicato dos Empregados do Comércio no Estado do Espírito Santo: Cláusula Segunda – Da remuneração. com vigência entre 09/12/2008 a 30/11/2009. no parágrafo quarto. Alegou que a loja da ré localizada no Shopping Vitória/ES. embora de início pareça pouco provável. como se infere dos §§ 4º. no prazo de 15 (quinze) dias. sem acordo com o Sindicato dos Empregados do Comércio no Estado do Espírito Santo. Em defesa. seja porque teria extrapolado os objetivos da própria norma. antecedentes ao natal. que regulamentou o trabalho da categoria comerciária. 315. que trata da remuneração e alimentação. nos domingos. Também asseverou que abria a loja aos domingos em atendimento ao pedido dos próprios empregados da empresa. o objetivo era regular e autorizar apenas o horário especial de natal e ano novo de 2008. deveria ter indicado os dias na cláusula primeira.Os portões do SV serão abertos e franqueado o acesso ao público de segunda e domingo às 10:00 horas e fechados às 22:00 . com a matéria tratada no caput da própria cláusula da qual faz parte. Semana: dias 08 a 12/12/2008 – das 8:30 às 21:00 horas. bem como os domingos. a proibição de se exigir o labor do empregado nos demais domingos de 2009. para que houvesse a assinatura do acordo sem a consciência da ré. sob a orientação do Sindicato dos Lojistas de Vitória (Sindilojistas). na verdade. quanto à remuneração pelo labor aos domingos. Não obstante o objeto do aditivo referir-se à regulamentação e autorização do trabalho aos domingos e no mês de dezembro de 2008. Ora. no período que antecede o natal.. título atribuído à cláusula segunda da referida norma coletiva. intitulada “Da remuneração. na cláusula segunda. extrapolou o objeto do próprio acordo. ao vedar o labor nos domingos de 2009. ressaltando. e em especial.

revelando-se improcedentes quando as questões levantadas traduzem inconformismo com o teor da decisão embargada.3. Nego provimento.TRT 17ª.TRT 17ª Região . DESEMBARGADORA CLÁUDIA CARDOSO DE SOUZA Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Relatora Acórdão Processo Nº ED-66600-96. por maioria. conforme alegado pela ré. INEXISTÊNCIA DE QUAISQUER DOS VÍCIOS DO ART. Domingo. mantendo-se a sentença por seus próprios e jurídicos fundamentos. sendo.3. Aduz que este E. Sendo que os da ÁREA DE ALIMENTAÇÃO E LAZER ficarão abertos até às 23:00 horas de quinta à sábado.] § 6º .2012. nenhuma loja poderá se manter fechada sem a prévia e expressa autorização da Administração do SV. Lino Faria Petelinkar e Desembargadora Claudia Cardoso de Souza.5. CONHECIMENTO Conheço os embargos declaratórios opostos pela segunda reclamada. (grs. [. Evidencia-se o caráter protelatório dos embargos. Por fim. INCISO V.0066600-96. Vencida a Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi quanto ao aditivo à Convenção Coletiva. 2. consoante consulta no Sistema de Acompanhamento de Processo deste E. poderá a Administração do SV aplicar as penalidades previstas no respectivo contrato de locação.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. rejeitar a preliminar de intempestividade arguida pela ré e conhecer o recurso ordinário interposto pelo Sindicato autor.. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19.] § 4º . 213/216 . nos termos autorizados pelo art.000. 2.O SHOPPING VITÓRIA e as lojas dele integrantes. V.17.2009. sendo partes as acima citadas. em razão da manutenção da sentença que indeferiu os pedidos. 30. 535 do CPC. ante a improcedência do pedido principal. necessário um debate exaustivo sobre o trabalho aos domingos. tampouco necessidade de prequestionamento. Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente). IMPOSSIBILIDADE.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. RELATÓRIO Trata-se de embargos declaratórios opostos pela CESAN.666/93 e art. 535 DO CPC.1. interesse das empresas lojistas o trabalho aos domingos. No mérito. em face do v. 23 de Setembro de 2013 105 horas.09. pois não é crível que os lojistas concordassem com cláusula que contraria seus próprios interesses. . apontando omissões no julgado e pugnando pelo prequestionamento da matéria. Acórdão foi omisso quanto ao fato de que o convênio realizado entre as reclamadas foi firmado em conformidade com as normas que regem a matéria – Lei 8.5. 2.Durante o horário de funcionamento do SV. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. 538 do CPC.5.CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 2ª Turma do Egrégio Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região.. Eventual verificação posterior que venha a comprovar a inveracidade dos motivos alegados pelo lojista para o fechamento de sua loja. Tribunal não se manifestou a respeito da celebração do convênio com o fito de viabilizar a prestação de serviços públicos. ART. É o relatório.3.0191 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: COMPANHIA ESPIRITO SANTENSE DE SANEAMENTO CESAN Embargados: O V. sem demonstrar omissão.00-6.ADEMIR DE JESUS PEREIRA MUNICIPIO DE PEDRO CANARIO Origem: VARA DO TRABALHO DE SÃO MATEUS .2012. obedecidos eventuais acordos sindicais ou determinação da Administração.7 Embargante Advogado Embargado Advogado Plurima Réu Advogado COMPANHIA ESPIRITO SANTENSE DE SANEAMENTO CESAN Álvaro José Gimenes de Faria(OAB: 005013 ES) ADEMIR DE JESUS PEREIRA Regina de Castro Borges Abreu(OAB: 007970 ES) MUNICIPIO DE PEDRO CANARIO Diego Rufino Torres de Azevedo Griffo(OAB: 014819 ES) ACÓRDÃO .3. 30.MULTA CONVENCIONAL Não há que se falar em multa convencional. 213/216. permanecerão obrigatoriamente abertas para o público. por unanimidade. FUNDAMENTAÇÃO 2. REGIÃO . MÉRITO 2. Mantido o valor da condenação. evidente o vício de manifestação das partes no instrumento coletivo em exame. Tribunal. das 10:00 às 22:00 horas. ainda aguarda julgamento. 30. sobretudo as lojas localizadas em shopping center. 3.1. Vistos. ainda mais considerando-se tratar de assunto fora do objeto da norma coletiva.2.17.2. o que não se mostrou nos autos. Procurador: Estanislau Tallon Bozi. registra-se que a nulidade da cláusula também é objeto da Ação Anulatória aforada sob o nº 152. ns. Acórdão de fls. nego provimento. quando inexistem falhas formais. Nego provimento. LOJAS SATÉLITES E STANDS Segunda a Sábado. 2. tendo em vista a sucumbência total do Sindicato autor. negar-lhe provimento. por conseguinte. Des. e os CINEMAS até às 23:30 horas. PREQUESTIONAMENTO Sustenta a embargante que o v. OMISSÃO. e até às 22:00 horas de domingo à quarta-feira.HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS Indevidos os honorários advocatícios. Isso posto. das 15:00 às 21:00 horas. porquanto presentes os pressupostos legais de admissibilidade recursal. Os embargos de declaração têm cabimento quando presentes alguns dos vícios previstos no art. DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. encontrando-se toda a matéria exaustivamente enfrentada. atraindo a aplicação da multa de 1% prevista no parágrafo único do art.17. Os pedidos deverão ser formalizados por meio de formulário próprio (Solicitação de Fechamento Temporário de Lojas) justificando os motivos para o ato. por óbvio.4.. e. da CF/88. nos seguintes horários mínimos: a) GRANDES LOJAS (ÂNCORAS). ACÓRDÃO DE FLS. Nego provimento. CONVÊNIO CELEBRADO PARA VIABILIZAÇÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS. que. [.. REDISCUSSÃO DE QUESTÕES DE MÉRITO.0191 Processo Nº ED-66600/2012-191-17-00. contradição ou obscuridade.) Assim. pretendendo rediscutir matérias já decididas.TUTELA ANTECIPADA Análise prejudicada.2013: Des.

sendo certo que os embargos declaratórios não são meio idôneo a corrigir eventual erro de julgamento. a referida questão foi devidamente abordada no decisum. Consoante magistério de Manoel Antonio Teixeira Filho: "Sentença omissa é a que deixa de pronunciar-se sobre um ou mais pedidos formulados pelas partes (. TST. atraindo a aplicação da multa de 1% prevista no parágrafo único do art. destacando que o convênio foi uma imposição da Cesan para o plano de investimento na sede e nos distritos da municipalidade.) Observe-se. contradição ou obscuridade. 332). embora o julgado não tenha consignado expressamente todos os dispositivos apontados como violados pelo recorrente. acórdão. puramente. ao final. sem que houvesse a realização de concurso público. afigura-se ilegal. por unanimidade. condeno a embargante ao pagamento de 1% sobre o valor da causa.5 Embargante Advogado Embargado Advogado Plurima Réu VALMINANDES DE AGUIAR João Batista Dalapíccola Sampaio(OAB: 004367 ES) VIACAO TABUAZEIRO LTDA Katherine Rodnitzky Nunes(OAB: 010395 ES) JOÃO BATISTA DALLAPICOLLA SAMPAIO ACÓRDÃO . evidentemente. tampouco necessidade de prequestionamento. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº ED-78900-51. de maneira clara.107/2005) autorize a realização de convênios de cooperação entre os entes da Administração Pública. Ao contrário do que sustenta a embargante. 535 do CPC. inconformismo com o julgado. A existência de tese específica sobre a matéria debatida. é a diretriz traçada pelas Orientações Jurisprudenciais nº 118 e 256 da SDI-I do Colendo TST. satisfaz o requisito de fundamentação da decisão e caracteriza a devida prestação jurisdicional. sem demonstrar omissão. na decisão recorrida. Segundo o parágrafo único do art. INEXISTÊNCIA DE QUAISQUER DOS VÍCIOS DO ART.666/93 e Lei 11. Desembargadora Cláudia Cardoso de Souza e Desembargador Lino Faria Petelinkar. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19/09/2013: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite (Presidente).p. 23 de Setembro de 2013 106 V. 535 DO CPC.. ao consignar que incumbe à parte opor embargos declaratórios visando o prequestionamento de matéria. afirmando. inclusive. desnecessário contenha nela referência expressa do dispositivo legal para ter-se como prequestionado este. por oportuno. o convênio de cooperação celebrado entre os réus. Inteligência da Súmula 297. in verbis: “(.5. a reconheceu. nos moldes do artigo 535. Ou seja. ante o evidente caráter protelatório dos embargos interpostos. Súmula 297. Na verdade.. Desse modo. tendo demonstrado.TRT 17ª. considerá-los protelatórios e aplicar à embargante multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa. quantitativamente inferior à que se deveria ter sido realizada" ("Sistema dos Recursos Trabalhistas".ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. A nulidade é tão evidente que o próprio Município. da Constituição. 7ª ed. De tal sorte. com o intuito de disponibilizar trabalhadores para atuarem na atividade-fim da 1ª reclamada. sendo certo que a não-manifestação acerca de todos os dispositivos legais apontados como violados não configura omissão no julgado. conhecer dos embargos declaratórios e. 1993 . ainda que contrária ao entendimento da parte. Esta. quando inexistem falhas formais.” Como se vê. portanto. encontrando-se toda a matéria exaustivamente enfrentada. em relação aos pedidos deduzidos na causa. REDISCUSSÃO DE QUESTÕES DE MÉRITO.São Paulo: LTr.17. que embora o ordenamento jurídico (Lei 8. 256. não havendo se falar. pressupõe. tal permissão não pode ser utilizada como meio de burlar a legislação trabalhista. 297. pretendendo rediscutir matérias já decididas. no acórdão.. mas tão somente falhas formais porventura havidas no julgado. de certa maneira. Vistos.2012. pelo prequestionamento dos dispositivos invocados. nego provimento. no mérito. pois a apreciação do órgão foi. IMPOSSIBILIDADE. aliás. Prequestionamento. em flagrante contratação irregular. Evidencia-se o caráter protelatório dos embargos. não há qualquer omissão no v. E nem há se falar em prequestionamento da matéria. o juiz ou tribunal. em suas razões de defesa. em omissão. que era a própria reclamada quem determinava quais servidores seriam contratados.). a embargante pretende revolver questões já decididas. Configuração. CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. Prequestionamento. um pronunciamento citra petita. 370-376 . elementos que levem à conclusão de que o Regional adotou uma tese contrária à lei ou à Súmula. . Tese explícita.2012. embora suscitado no recurso.. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE . A Súmula 297 do C. REGIÃO . Havendo tese explícita sobre a matéria. reconheceu que os trabalhadores eram contratados exclusivamente para prestarem serviços para a Cesan. que tratou de forma clara e precisa acerca do tema. ACÓRDÃO DE FLS. 538 do CPC.0010 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: VALMINANDES DE AGUIAR Embargados: O V. nestes termos: "118. há necessidade de que haja. Tese explícita.5.0010 Processo Nº ED-78900/2012-010-17-00. condenará o embargante a pagar ao embargado multa não excedente de 1% (um por cento) sobre o valor da causa".TRT 17ª Região . declarando que o são. Os embargos de declaração têm cabimento quando presentes alguns dos vícios previstos no art. impõe à parte prequestionar tema que. revelando-se improcedentes quando as questões levantadas traduzem inconformismo com o teor da decisão embargada. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Para fins do requisito do prequestionamento de que trata a Súmula n." Destarte. 538 do CPC.0078900-51.VIACAO TABUAZEIRO LTDA JOÃO BATISTA DALLAPICOLLA SAMPAIO Origem: 10ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . portanto. Pugna.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. A sentença (bem assim o acórdão) omissa contém. do CPC. ante a evidente intenção de burlar a legislação trabalhista. não foi objeto de pronunciamento no acórdão. Procurador: Estanislau Tallon Bozi. Sem razão. para fins de interposição de recurso de revista. "quando manifestamente protelatórios os embargos.17. negar-lhes provimento. Da mesma forma. tenha havido omissão com relação a este mesmo tópico.

Prequestionamento. sendo certo que a não-manifestação acerca de todos os dispositivos legais apontados como violados não configura omissão no julgado. evidentemente. tenha havido omissão com relação a este mesmo tópico. não havendo que se falar em responsabilidade. I e II. como é o caso dos peritos do INSS e das Universidades Federais. sob a pecha de vício no julgado. Inteligência da Súmula 297. finalidade que não se coaduna com a da via recursal eleita. portanto. nem mesmo quando concedida a assistência judiciária gratuita . Súmula 297. na verdade. Prequestionamento. embora o julgado não tenha consignado expressamente o dispositivo apontado como violado pelo recorrente. sendo partes as acima citadas.o reclamante ficaria dispensado do pagamento dos honorários periciais. Consoante se infere do v. §§1º e 3º. 950. inconformismo com o julgado. é a diretriz traçada pelas Orientações Jurisprudenciais nº 118 e 256 da SDI-I do Colendo TST. No caso dos autos. III. Súmula 450 do STF e art. 949. quanto aos dispositivos legais e constitucionais invocados no recurso ordinário. tendo demonstrado. Em relação aos honorários periciais prévios. Vejamos. MÉRITO O reclamante alega existência de omissão no v. e não ao perito privado”. do CPC. ao contrário do que sustenta o embargante. Diante de tais considerações. a referida questão foi devidamente abordada no decisio. que tratou de forma clara e precisa acerca do tema. Aduz que houve violação dos artigos 19. art. Para fins do requisito do prequestionamento de que trata a Súmula n. o embargante. com o intuito de revolver matéria já decidida. § 5º da Lei 8. nexo de causalidade. mas responsabilizou-o por restituir à reclamada o valor dos honorários prévios. A existência de tese específica sobre a matéria debatida. porquanto foi sucumbente em relação ao objeto da perícia. No tocante à responsabilidade objetiva. conhecer dos embargos declaratórios e. Afinal. ainda que contrária ao entendimento da parte. 422.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 186. 131. acórdão. TST. XXXIV e 133 da Constituição Federal. Versam os Embargos sobre supostas omissões no julgado. Quanto à doença ocupacional. caput. Na verdade. ante o caráter protelatório dos embargos. o d.213/91. 927. desnecessário contenha nela referência expressa do dispositivo legal para ter-se como prequestionado este." Destarte. Procurador: Estanislau Tallon Bozi. não há qualquer omissão no v. Tese explícita. 20 do CPC. ainda.906/94. 20. o art. ao se referir ao perito. 435. Tese explícita.060/50.. 436 e 437 do CPC. Acórdão de fls. A Súmula 297 do C. 33. entendeu a 2ª Turma. arts. apesar de não tratar especificamente do tema da responsabilidade civil. 2. CONHECIMENTO Conheço dos embargos de declaração opostos. 23 de Setembro de 2013 107 DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. 402. da Lei n. apenas manifesta seu inconformismo. 297. puramente. 166 e 790-B da CLT. baseada no laudo pericial. por unanimidade. Lei 8. Desembargadora Cláudia Cardoso de Souza e Desembargador Lino Faria Petelinkar. considerá-los protelatórios e aplicar ao embargante multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19/09/2013: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite (Presidente). E nem há se falar em prequestionamento da matéria. nos moldes do artigo 535. 932. nestes termos: "118. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA . que deu parcial provimento ao recurso ordinário interposto pelo autor. de maneira clara. Havendo tese explícita sobre a matéria. V e X. todavia. portanto. no acórdão. não havendo se falar.2. tampouco a relação de nexo causal ou concausa entre a enfermidade sofrida pelo obreiro e o labor desenvolvido na reclamada. XXVIII. 944. nego provimento. mesmo estando o obreiro afastado de suas funções como motorista por tempo significativo. § único. à responsabilidade objetiva e aos honorários periciais prévios. embora suscitado no recurso. É o relatório. acórdão. 157. ao menos.2012/91. RELATÓRIO Trata-se de Embargos de Declaração opostos pelo reclamante VALMINANDES DE AGUIAR.1. FUNDAMENTAÇÃO 2. não foi objeto de pronunciamento no acórdão. negar-lhes provimento. sem que exista. que. arts. 370/376. sendo certo que os embargos declaratórios não são meio idôneo a corrigir eventual erro de julgamento. Como se vê. 3º. XXII. caberia ao reclamante Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 arcar com os honorários periciais. 7º. impõe à parte prequestionar tema que. da Lei 8. ante a inexistência da doença ocupacional. A meu ver. acórdão. in verbis: “(. CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. em omissão. Súmula 219 do TST. o laudo pericial comprovou a inexistência de nexo de causa ou concausalidade com o labor. Ou seja. que não ficou comprovada a doença ocupacional. fez alusão ao técnico custeado pelos cofres públicos. Esta. dispensando o reclamante do pagamento dos honorários periciais.º 1. deixa clara a impossibilidade de responsabilização da reclamada. à responsabilidade objetiva e aos honorários periciais prévios. observa-se que o v. o embargante pretende revolver questões já decididas. aliás. nos moldes dos artigos 897-A da CLT e 535 do CPC. Configuração. I e 21. Juízo de origem determinou a requisição de verba própria do Tribunal. Destacou. o que confirma não se tratar de doença ocupacional.) Com a manutenção da sentença que julgou improcedente o pedido de reconhecimento da doença ocupacional. porquanto preenchidos os pressupostos legais de admissibilidade. subjetiva ou objetivamente. a doença vem se agravando. pressupõe. ao consignar que incumbe à parte opor embargos declaratórios visando o prequestionamento de matéria.. em relação à causa e/ou concausa para o início ou progressão da doença ocupacional. no mérito. 256. acórdão. elementos que levem à conclusão de que o Regional adotou uma tese contrária à lei ou à Súmula. de acordo com o laudo pericial e os laudos juntados aos autos pelo próprio reclamante. § único e 389 do Código Civil. na decisão recorrida. em face do v. bem como aplico multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa. I. por unanimidade. satisfaz o requisito de fundamentação da decisão e caracteriza a devida prestação jurisdicional. no tocante à causalidade e/ou concausalidade. porquanto o perito concluiu que o reclamante é portador de doença degenerativa e que o trabalho desenvolvido pelo autor não contribuiu nem agravou as lesões na coluna.cujos benefícios são mais amplos que os da gratuidade da justiça . Também sustenta omissão em relação ao artigo 5º. mas tão somente falhas formais porventura havidas no julgado. há necessidade de que haja.

. §1º. à multa do art. nos tópicos levantados pela referida ré.472/97 permite à concessionária de telecomunicação a contratação de terceiros para o desenvolvimento de atividades inerentes. às horas extras e. por meio de telefone celular. por força da Orientação Jurisprudencial n. por fim. auxílio refeição em horas extras e cesta básica). 1083/verso). RELATÓRIO Trata-se de recursos ordinários interpostos pelo reclamante e pela primeira reclamada (Telemar Norte Leste S/A).ª reclamada às fls. Segundo aduziu. Comprovantes de recolhimento de depósito recursal. que a base de cálculo do adicional de periculosidade seja o salário. pois a Ação Civil Pública teria reconhecido a possibilidade da terceirização em sua atividade-fim. Com efeito. não houve remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho para emissão de parecer. prolatada pela MMª 2. AÇÃO CIVIL PÚBLICA IMPROCEDENTE A 2ª reclamada arguiu. a segunda e a terceira reclamada não apresentaram contrarrazões aos recursos apresentados (certidão de fl. condena-se as reclamadas a pagar ao obreiro o adicional de periculosidade durante o contrato de trabalho. da lavra da eminente Juíza Angela Baptista Balliana Kock. sem os acréscimos de gratificações e outros.1. a 1ª reclamada requer. emissão ou recepção de sinais ou sons. no percentual de 30% sobre o salário. Não comprovada a limitação de locomoção do trabalhador. nos termos do § 1º do art. respeitada a prescrição declarada. Conheço parcialmente do recurso ordinário interposto pela primeira reclamada. Considero as contrarrazões apresentadas pelo reclamante e pela 1ª reclamada.º 130 da SDI-1 do C. CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário interposto pelo reclamante. aos honorários periciais.. COISA JULGADA MATERIAL. porque preenchidos os pressupostos legais de admissibilidade. É o relatório. remetida para uma das Varas do Trabalho do Distrito Federal. UTILIZAÇÃO DE TELEFONE CELULAR. requerendo a reforma da r. Razões do reclamante. da CLT. 94 da Lei nº 9.TRT 17ª Região . O art. NÃO CONFIGURAÇÃO. Portanto.7 Recorrente Advogado Recorrido Plurima Autor Advogado Plurima Réu Plurima Réu Plurima Réu Advogado WANDERLEY DE OLIVEIRA SIMOES Wéliton Roger Altoé(OAB: 007070 ES) TELEMAR NORTE LESTE S/A TELEMAR NORTE LESTE S/A Décio Freire(OAB: 012082 ES) WANDERLEY DE OLIVEIRA SIMOES VITELCO ENGENHARIA S/A GECEL S/A Luiz Eduardo Santos Salomão(OAB: 014510 ES) ACÓRDÃO . aos honorários advocatícios e aos descontos fiscais e previdenciários. às fls. às fls. à fl. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. CLT e Súmula 191/TST.5. preliminar de coisa julgada. TST.)” Quanto às demais matérias do recurso ordinário da 1ª ré. TERCEIRIZAÇÃO LÍCITA.1. conforme se denota do trecho abaixo transcrito. 193. porquanto preenchidos os pressupostos legais de admissibilidade.5. embora possibilite a consecução do serviço de telefonia. 1033/1045. 23 de Setembro de 2013 108 Relatora Acórdão Processo Nº RO-87400-02. TST. requerendo o não provimento do recurso. 966/972. 2. à responsabilidade subsidiária. RECURSO ORDINÁRIO DO RECLAMANTE. 973/1032.0132 RECURSO ORDINÁRIO Recorrentes: WANDERLEY DE OLIVEIRA SIMOES TELEMAR NORTE LESTE S/A Recorridos: TELEMAR NORTE LESTE S/A WANDERLEY DE OLIVEIRA SIMOES VITELCO ENGENHARIA S/A GECEL S/A Origem: 2ª VARA DO TRABALHO DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM . sendo. FUNDAMENTAÇÃO 2. no tocante à coisa julgada material.2010.0087400-02. em recurso ordinário.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA RECURDO ORDINÁRIO DA PRIMEIRA RECLAMADA (TELEMAR NORTE LESTE S/A). à hipoteca judiciária. em recurso ordinário. Instrumentos de mandato. 1046. à prescrição do FGTS. 44 e 252 (substabelecimento fl. 251). publicado no DEJT de 08 de Agosto de 2012. quanto ao reconhecimento do vínculo empregatício direto com a Telemar. sentença. à multa do art. sendo certo que o juízo de origem deferiu nos exatos termos requeridos. não se encaixam no conceito legal de transmissão de sinais ou sons. requerendo seja negado provimento ao recurso obreiro. Contrarrazões apresentadas pela 1. 1073/1082. Contrarrazões apresentadas pelo reclamante ao recurso ordinário da 1. à fl. no tocante à base de cálculo do adicional de periculosidade. 475-J do CPC. HORAS DE SOBREAVISO.0132 Processo Nº RO-87400/2010-132-17-00.) Assim. não autoriza o reconhecimento do regime de sobreaviso. Os serviços de instalação e de reparação de linhas telefônicas são serviços auxiliares ou acessórios à transmissão de dados. TST. MÉRITO DO RECURSO ORDINÁRIO DA PRIMEIRA RECLAMADA (INVERSÃO DA ORDEM DE JULGAMENTO EM VIRTUDE DE QUESTÃO DE PREJUDICIALIDADE) 2. ao adicional de periculosidade e à base de cálculo. 193.17.ª reclamada ao recurso do reclamante às fls. Embora intimadas. conheçoo.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. uma vez que. por ausência de interesse recursal. não o conhecendo. sentença de fls. às horas extras. INSTALAÇÃO E REPARAÇÃO LINHAS TELEFÔNICAS. à assistência judiciária gratuita. às fls.17. Em atendimento ao Provimento Consolidado da CGJT. pugnando pela reforma da r. EMPRESA DE TELECOMUNICAÇÃO. Inteligência da Súmula 428 do C. . 1046/verso. 1056/1072. a ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho foi originalmente distribuída para a 14ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro..ª Vara do Trabalho de Cachoeiro de Itapemirim/ES. não há como ser reconhecido o sobreaviso. Razões da 1ª reclamada.2010. in verbis: “(. que permanece com a possibilidade de usar seu tempo livremente. que julgou procedentes em parte os pedidos formulados na inicial. nos termos do art. aos pedidos decorrentes desta declaração (jornada Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 de trabalho. (. 477 da CLT. pois a simples possibilidade de vir a ser contactado pela ré.2. posteriormente. sentença. pois tempestivas e regulares.. em face da r. Vistos. e de custas processuais. não há falar em violação à súmula 331 do C. sendo partes as acima citadas. acessórias ou complementares ao serviço de transmissão. diferenças dos tíquetes alimentação.2.

ainda que todas as afirmações prestadas pela 2ª reclamada. dispensado. com ou sem hipossuficiência de provas (artigo 103 §1º do CDC). pelas obrigações da empresa contratada. na inicial. emissão ou recepção de informações. estejam corretas. Também afirmou ser empresa do ramo de telecomunicações. enquanto que as atividades-meio estão ligadas à manutenção e instalação de linhas telefônicas. defendeu que a coisa julgada na aludida ação possui efeitos erga omnes. direitos previstos em Convenção Coletiva de Trabalho. na execução. em 07/04/2010. de fato. e. Assim. em contestação.47297 – Lei Geral das Telecomunicações). § 1º. ser empresa do ramo das telecomunicações. requereu o reconhecimento do vínculo empregatício Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 diretamente com a tomadora dos serviços (Telemar) e. 1043/1052. na função de cabista. A improcedência da ação civil pública proposta pelo Ministério Público do Trabalho. A única ressalva que o microssistema de tutelas coletivas dispõe sobre a coisa julgada atingir o tutelado individualmente reside no artigo 103. I. por inexistir culpa in eligendo e in vigilando. caso incida a condenação subsidiária. 267 do CPC. para os limites da coisa julgada na ação coletiva. então. deve-se observar o benefício de ordem para. segundo o artigo 103. mediante terceirização. a decisão proferida em sede de ação civil pública não tem efeitos dúplices. por qualquer meio. referente à jornada semanal de 40 horas. a fim de ver apreciada a sua pretensão. Vejamos. sendo dispensado.2. diferenças dos tíquetes alimentação. não induz.078/90. caso indeferido o pedido de reconhecimento do vínculo empregatício. em sede de contestação. por eventuais débitos reconhecidos nesta ação. que foi admitido pela 1ª reclamada (TELEMAR NORTE LESTE S/A). Às fls. reparador e cabista) a empresas especializadas. mesmo que subsidiariamente. a aplicação do inciso V do art. cuja legislação própria (artigo 94 da Lei 9. de modo que não exerce mais tais funções por meio de seus próprios empregados. aduziu não ser possível o reconhecimento do vínculo empregatício e. TST apenas é aplicado quando a terceirização é realizada com fraude e com intuito de prejudicar o empregado e. e. sendo ilícita a terceirização em análise. somente faz coisa julgada ultra partes a procedência da ação. requereu a condenação das prestadoras de serviços solidária ou subsidiariamente. Assim. EQUIPARAÇÃO (ANÁLISE EM CONJUNTO COM O RECURSO ORDINÁRIO DO RECLAMANTE) Alegou o reclamante. em sua atividadefim.492/97) permite a contratação de atividades relacionadas com seu objeto principal. serviços para a 1ª reclamada (TELEMAR NORTE E LESTE S/A). De qualquer sorte. VÍNCULO EMPREGATÍCIO. formando-se o vínculo empregatício diretamente com o tomador de serviços (Súmula 331. sendo que sua atividadefim é aquela ligada diretamente à transmissão. do C. sem vislumbrar qualquer fraude no vínculo empregatício. Portanto. Assim. por si só. já que terceirizou todas as atividades secundárias (instalador.º 9. inciso I. junta a certidão do TST. por meio da desconsideração da personalidade jurídica. acórdão de improcedência da ACP. tampouco. era subordinado. A GECEL. impugnou a responsabilidade subsidiária. da Lei 8. do mesmo diploma. com base no princípio da igualdade. para reconhecer (rectius: declarar) a ilegalidade de determinada conduta da reclamada. jornada de trabalho. 1054/verso. sendo desta que recebia as ordens. Pelo princípio da eventualidade. Ressaltou ser de conhecimento notório que a empresa terceirizou totalmente as atividades de instalação e manutenção de linhas telefônicas. quando tiver integrado a lide coletiva como litisconsorte. Mencionou que o inciso IV da Súmula 331 do C. laborando ininterruptamente através das interpostas (VITELCO e GECEL). auxílio refeição em . consequentemente. Esse é o sentido estabelecido no microssistema de processo coletivo (formado pela Constituição da República. devendo eventual crédito trabalhista recair sobre sua real empregadora.078/90. TST. não se equiparam àquelas desempenhadas pelos empregados da 1ª ré (Telemar). fiscalizado ou comandado a prestação de serviços do reclamante. transferência de linhas de assinantes e instalação de telefones). aquele que se sentir lesado individualmente poderá procurar o Judiciário.2. Ainda. julgou improcedentes os pedidos decorrentes da declaração do reconhecimento do vínculo de emprego.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. no sentido de que não houve oposição de recurso contra a decisão que negou seguimento ao agravo de instrumento em recurso de revista. Lei 8.078/90. TST). sem justa causa. não verifico a ocorrência de coisa julgada material apta a obstaculizar o prosseguimento da ação individual. requereu sua equiparação aos empregados da Telemar. Lei 7. ou seja. § 2º. inclusive. Defendeu que prestava. 23 de Setembro de 2013 109 Por conta do deslocamento de competência. possível a alegada equiparação. pois. Ressaltou que a prestação de serviços para a 1ª reclamada ocorreu em virtude de contratação entre as reclamadas para atender às suas necessidades empresariais. a recorrente anexa o v. Portanto. sob o fundamento de que o autor foi regularmente contratado pelas 2ª e 3ª reclamadas. não sendo. o tomador de serviços não está sujeito a responder. o reconhecimento legal da conduta da reclamada. regulamentada e fiscalizada pela ANATEL (Agência Nacional de Telecomunicações). requerendo. Argumentou não existir nenhum profissional em seus quadros que exerça a atividade do reclamante. mesmo que não haja insuficiência de provas. auxílio refeição em horas extras e cesta básica. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. a coisa julgada ficará limitada aos legitimados da ação coletiva. da Lei 8. no caso de improcedência da ação coletiva. com legislação própria (Lei n. para a presente demanda. Assim. O juízo a quo indeferiu o pedido de reconhecimento do vínculo de emprego diretamente com a Telemar. ainda. excutir-se primeiro os bens dos sócios da GECEL. por jamais ter contratado. não prejudicando as pretensões individuais. cujos efeitos se estendem para todo o território nacional. afirmou que as funções desempenhadas pelo reclamante (instalação e remoção de fios telefônicos. conforme dispõe o artigo 103. a sua condenação subsidiária e a equiparação do autor com seus funcionários. remunerado. 2. a coisa julgada da improcedência da ação coletiva ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho não teria efeitos na esfera individual. A TELEMAR. Argumentou que a Lei Geral de Telecomunicações não autoriza a terceirização na atividade fim da empresa. tíquete alimentação. ausentes tais requisitos. que inclusive não possui funcionários que desenvolvem esta atividade. quais sejam. à fl.347/85 e LC 75/93). que permitiu a terceirização na atividade-fim e. do C. em 10/02/2002. a sentença coletiva de improcedência do pedido não produz efeitos na esfera individual. Explico. Rejeito a preliminar. mesmo que esteja em trâmite ação civil pública com o mesmo objeto (artigo 104 do CDC) ou tenha havido decisão de improcedência. assim. o que não é o caso dos autos. nos termos da Súmula 331. exclusivamente. Alegou.

13º salário. contra o qual resistem os trabalhadores.. benefícios previstos nas CCT’s e ACT’s aplicados aos trabalhadores da Telemar (jornada de trabalho. o percentual foi alterado para 15%. bem como reflexos sobre aviso prévio.. Aliás. auxílio refeição em horas extras e cesta básica). de símbolos. contínuo. na medida em que a primeira reclamada exercia sobre a segunda e terceira. nunca lhe pagou o valor referente ao adicional de insalubridade e. Editou-se a Súmula nº 331 da Súmula do Colendo TST que enuncia. até maio/2008. o que possibilita a redução dos custos e o melhor controle de qualidade. Mencionou que a ré. de retrocesso nas condições de trabalho e de diminuição de salários. requerendo. campo para o entendimento lúcido que considera válida a "terceirização" de atividades quando estas não integram a atividade-fim do empreendimento econômico e. ao argumento de que prestava serviços diretamente para a Telemar. na hipótese de ausência de pessoalidade e subordinação. férias acrescidas de 1/3. portanto. Vejamos.com o escopo de diminuir a diversidade das formas de organização da produção e do trabalho. caracteres. estivessem tais atividades inseridas no conceito restrito de atividade de telecomunicação. observadas as condições e limites estabelecidos pela Agência: I . defende a tese da concentração das atividades naquilo que é o núcleo de sua atividade . já que. amparado pelo princípio constitucional da isonomia e em alegações de precarização de mão-de-obra. Inconformada. em seu item III. pois. 477 da CLT. não havendo. a sua atividade-fim e.. em recurso ordinário. uma vez que. a partir de abril/2009. já que a licitude da terceirização é tratada pela Súmula 331 do C. o tomador dos serviços é responsável subsidiário pelo descumprimento das obrigações trabalhistas assumidas pela 2ª e 3ª rés e não cumpridas.. pois a desconsideração da personalidade jurídica é excepcional. que ". patrocinados pelo empregador.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.102/83). Diz que a LTG não se aplica no campo das relações empregatícias. a concessionária poderá. sucessivamente. acessórias ou complementares ao serviço. sinais. IV. recorre a 1ª reclamada. em regra. nos termos da Súmula 191 do C. outrossim. requereu a incidência do salário base do reclamante para fins de cálculo do . A questão tratada nos autos diz respeito ao fenômeno denominado de "terceirização". portanto. por isso. qualquer ilicitude na terceirização do serviço. TST. sendo certo. estabelece expressamente que no cumprimento de seus deveres. seria imprescindível que o exercício das mesmas fosse precedido de autorização da Agência Nacional de Telecomunicações . no exercício da função de instalador. 60). Afasta-se. E não há falar em benefício de ordem. Nesse aspecto. condenou a 1ª reclamada a responder subsidiariamente pelas verbas devidas. nego provimento aos recursos ordinários interpostos pela 1ª ré (Telemar) e pelo reclamante. sobreaviso. considero que os serviços de instalação e reparação de linhas telefônicas são serviços auxiliares ou acessórios à transmissão de dados. imagens. então.2. pugna pelo reconhecimento do vínculo empregatício diretamente com a tomadora dos serviços. TST.). Abriu-se. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Cumpre notar que a Lei nº 9.3. seja observado o benefício de ordem. o poder de fiscalizar o cumprimento das obrigações trabalhistas. então. que encontra óbice no inciso II do art. emissão ou recepção. em seu art. 2. direito ao adicional de periculosidade. passou a receber 5% referente ao adicional de periculosidade e. não há empregados exercendo as mesmas atividades do reclamante. radioeletricidade. entre nós. não se encaixam no conceito legal de transmissão de sinais ou sons. nos termos da Súmula 331. ainda que inferior ao estabelecido na lei. Pelo princípio da eventualidade. 23 de Setembro de 2013 110 horas extras e cesta básica. bem como a implementação de projetos associados. Em defesa. A Telemar Norte Leste é uma empresa de telecomunicação. ainda.. o FGTS. apenas a partir de junho/2008. Nessa linha de raciocínio.472/97. bem como o de equiparação com os empregados da tomadora dos serviços. Todavia. 94 da Lei 9. principal e subsidiário. o reclamante alegou que exercia atividade em área de alto risco. de desemprego. a 2ª reclamada sustentou que o reclamante. em virtude da proximidade com os cabos elétricos energizados de alta tensão.". Ressaltou que o reclamante participou de diversos cursos de “Noções Básicas de Segurança do Trabalho”. ADICIONAL DE PERICULOSIDADE Na inicial. horas extras. desde que inexistente a pessoalidade e a subordinação. art. O empresariado. DSR. em virtude do contrato pactuado. no sentido de que sejam excutidos. Passemos. poder diretivo dos serviços prestados. naturalmente. sendo certo. habitual ou mesmo intermitente com equipamentos energizados aptos a provocar choques elétricos. não trabalhou em contato direto. reiterando os argumentos da defesa para afastar a responsabilidade subsidiária. por seu turno. É esta. de conservação e limpeza. diferenças dos tíquetes alimentação. escritos. do C. destinadas a propiciar a prestação do serviço principal. assim. por força da desconsideração da personalidade jurídica. à análise do caso em tela. TST. Por fim. o que incluía. além de fornecer equipamentos de proteção individual.estratégia da focalização . 94. por fio. o requerimento do vínculo empregatício. calculado sobre a remuneração.Anatel. não obstante possibilite a consecução do serviço de telefonia. estando inserido em sua atividade fim.contratar com terceiros o desenvolvimento de atividades inerentes. pendendo a jurisprudência trabalhista ora para a rejeição de tão controvertido instituto ora para o seu temperamento. o que é definido pela Lei nº 9. IV. do C. TST. os bens dos sócios da GECEL e da VITELCO. todas as outras atividades (não previstas no transcrito dispositivo legal) são consideradas atividades-meio.. para que sejam excutidos os bens dos sócios da primeira ré. o que prejudica a quem incumbia o ônus de demonstrar. a transferência açodada de parte das atividades empresariais para outras empresas tem sido sinônimo.472/97 como sendo a transmissão. Por fim. principalmente.(. Requereu o pagamento do adicional de periculosidade no percentual de 30%. O reclamante. a multa de 40% e multa do art. apenas em caso de frustrado o pagamento pelos executados. diversos estudos estão sendo realizados. que a primeira reclamada não mais realiza os serviços de instalação e reparação de linhas telefônicas por meio de seus próprios empregados e que. argumentou que o adicional de periculosidade observou o percentual previsto em norma coletiva. em primeiro lugar.não se forma vínculo de emprego com o tomador a contratação de serviços de vigilância (Lei nº 7. outrossim. Isso posto. de pulverização da atividade sindical. que não há qualquer prova de trabalho com subordinação direta à tomadora dos serviços. requereu o deferimento dos pedidos decorrentes da declaração do vínculo. Ainda. II . Não vislumbro.472/97. presente a hipótese prevista na Súmula 331. meios ópticos ou qualquer outro processo eletromagnético. então. sons ou informações de qualquer natureza (§1º. bem como a de serviços especializados ligados à atividade meio do tomador.

como é o caso dos autos. Asseverou o i. Aliás. instaladores e reparadores de linhas de empresas de telefonia. verbis: ADICIONAL DE PERICULOSIDADE. DE 14. 23 de Setembro de 2013 111 adicional de periculosidade. nos seguintes termos. dirigida ao setor de energia elétrica. que laboram próximo ao sistema elétrico de potência. Deve-se observar. fazendo jus ao adicional de periculosidade no percentual de 30%. Indevido o reflexo sobre o RSR uma vez que mensalista. ainda que de forma proporcional ao tempo de exposição ao risco ou em percentual inferior ao máximo legalmente previsto.1986. faz jus a perceber o adicional previsto na Lei n. a OJ nº 347. E nem se argumente que o adicional seria proporcional ao tempo de exposição ao risco. TST. fiquem expostos a condições de risco equivalente ao do trabalho exercido em contato com sistema elétrico de potência. abrangido pelo quadro anexo do Decreto nº 93. INSTALADORES E REPARADORES DE LINHAS E APARELHOS EM EMPRESA DE TELEFONIA. verbis: REDES DE TELEFONIA.369. aviso prévio e horas extras. dá direito ao empregado a receber o adicional de periculosidade de forma integral.412/86 extrapolou o objetivo já fixado na Lei nº 7. Ademais. nos moldes preconizados pelo Decreto nº 93.369/85. DJ 25. Isso posto. ainda. verbis: SUM-361 ADICIONAL DE PERICULOSIDADE. DESNECESSÁRIA A PERÍCIA DE QUE TRATA O ART. O trabalho desenvolvido em redes de telefonia não integrantes do sistema elétrico de potência. 195 da CLT. TST considera devido o adicional de periculosidade aos empregados cabistas. 121/2003. 7. sujeito ao risco de contatos com a rede energizada. Vejamos. o qual enumera dentre as atividades periculosas a manutenção de fontes de alimentação de sistemas de comunicação. o trabalho desenvolvido pelo obreiro encontra-se. De igual modo. EXTENSÃO DO DIREITO AOS CABISTAS.369/85. no período imprescrito. Ainda.10. ns. conforme informado pelo perito. DJ 19. PAGAMENTO ESPONTÂNEO. CARACTERIZAÇÃO DE FATO INCONTROVERSO. nos termos do § 1º do art. incluindo plataforma e cestos aéreos usados para execução dos trabalhos.) Nesse aspecto. nego provimento.09. 638/654. defendeu o pagamento do adicional proporcional ao tempo efetivo de exposição ao risco. razão pela qual suas atividades e de suas prestadoras não estão submetidas à Lei 7. durante todo seu período laboral. suas atividades eram bem próximas a este. por ser ato inferior à lei. LEI N° 7.Res. de 14. 25 e 26.369/88 (conforme previsto nos acordos coletivos – fls.04. é fácil concluir que o Decreto nº 93. O decreto regulamentar deve cingir-se ao que a lei contém e. reiterando os argumentos expendidos na contestação. condena-se as reclamadas a pagar ao obreiro o adicional de periculosidade durante o contrato de trabalho. REGULAMENTADA Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 PELO DECRETO Nº 93. (grs. É devido o adicional de periculosidade aos empregados cabistas.10. embora o reclamante não laborasse no sistema elétrico de potência.Estruturas. dispensaria a realização da prova técnica exigida pelo art. da SDI-1. em abril/2009 o adicional foi modificado para 15% (fls.369. instaladores e reparadores de linhas e aparelhos de empresas de telefonia. 22/23). ADICIONAL DE PERICULOSIDADE. ainda.10. ainda que de forma proporcional. tampouco.4. subtransmissão e distribuição.412/86. Disse. DE 20. desde que. do C. que regulamentou a Lei nº 7. julgou procedente o pedido de pagamento do adicional de periculosidade. 195 da CLT. área de risco: 1 .2007. conforme previsão técnica legal dada pelo Decreto 93. embora de forma intermitente. às fls. 195 DA CLT. certo é que. sim. 193. (DEJT divulgado em 22.412/86. Tribunal. Como o reclamante atuava bem próximo dessas linhas aéreas.2. que a partir de junho/2008 o reclamante passou a receber 5% do adicional de periculosidade. as declarações do autor na inicial: que não recebia o adicional de periculosidade até maio/2008. uma vez que o mesmo laborava em sistemas integrantes ao Sistema Elétrico de Potência e com a possibilidade de energização acidental ou por falha operacional. 451/495). SISTEMA ELÉTRICO DE POTÊNCIA. TST. condutores e equipamentos de linhas aéreas de transmissão. do C. que as atividades exercidas pelo reclamante são ensejadoras de periculosidade.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Assim. que fez o enquadramento da respectiva periculosidade conforme o quadro de atividades e área de risco anexo ao Decreto. uma vez que adoto o entendimento segundo o qual o decreto regulamentador. conforme transcreve a Orientação Jurisprudencial 406. respeitada a prescrição declarada. CLT e Súmula 191/TST. ainda. EXPOSIÇÃO INTERMITENTE (mantida) . e o sinistro pode acontecer ainda que se mantenha contato habitual por alguns minutos.09. ELETRICITÁRIOS. 20 e 21. pois torna incontroversa a existência do trabalho em condições perigosas. ainda.412/86. décimo terceiro salário. Deferem-se. argumentou ser empresa concessionária de serviços de telecomunicações.1985. 2. Na eventual hipótese de condenação. Não pode o decreto distinguir onde a lei não o faz.” Inconformada.2010) O pagamento de adicional de periculosidade efetuado por mera liberalidade da empresa. O juízo de origem. verbis: OJ-SDI1-406 ADICIONAL DE PERICULOSIDADE. FGTS mais 40%. de 20. porque a Lei nº 7. baseado na prova pericial. considero que a incidência do percentual de 30% não comporta fracionamento. recorre a primeira ré. caracteriza-se como atividade em condições de periculosidade. nos termos do Decreto n. o entendimento sedimentado na Súmula nº 07 deste E. perito.412. não estabeleceu nenhuma proporcionalidade em relação ao seu pagamento. o pagamento espontâneo do adicional de periculosidade. LEI Nº 7. o expert foi categórico ao afirmar que o reclamante ficava exposto ao risco de acidentes de forma habitual e permanente. no percentual de 30% sobre o salário. não pode contrariá-la ou ir além do que ela permite e. mas exposto às suas condições de risco. Nesse sentido.2003 O trabalho exercido em condições perigosas. correndo altos riscos. dispensa a realização da prova técnica exigida pelo art. pois torna incontroversa a existência do trabalho em condições perigosas. Ademais. que as atividades obreiras não caracterizam periculosidade. dessa forma. restringi-la. os reflexos do adicional de periculosidade nas seguintes verbas: férias mais 1/3. da SDI-1.11. in verbis: “A prova pericial produzida foi no sentido de que o trabalho do reclamante era periculoso. que era somente o de especificar a atividade considerada perigosa. Assim. no exercício de suas funções.412.369/85. Corrobora essa conclusão o fato de que o risco não escolhe hora nem lugar. O perito concluiu. HONORÁRIOS PERICIAIS .86. 93. por sua vez. esse entendimento já foi cristalizado na súmula 361 do C. A 1ª ré.1985.369/85. já que a lei o estipulou de forma fixa sobre o salário do obreiro.

por cautela. também. I. da forma pretendida pelo autor. em sede de contestação. O juízo de origem julgou parcialmente procedente o pedido autoral.entre as 12h e 13h30min. INTERVALO INTRAJORNADA. 788) afirmou que “trabalhavam em regime de escala durante o período do dia no sábado e domingo e folgavam na semana subsequente”. sentença quanto ao adicional de periculosidade. a testemunha Eliandro Zanivan Breda (fl. de acordo com a escala de plantão” (fl. HORAS EXTRAS. assim. com sobreaviso das 17:30 às 8:00 horas do dia seguinte”. até janeiro de 2008. na inicial. a compensação da jornada na semana subsequente (intersemanal) é legal. sobretudo porque cumpria a sua rota da maneira que lhe conviesse. ainda. a média de tempo gasto para as instalações e reparos diários – isso quando realizada a quantidade máxima apontada – não demonstra a necessidade de extrapolação da jornada contratual. inciso XIII da CF. Assim. Registra-se que todas as testemunhas ouvidas (provas emprestadas). Por fim. […] que o depoente fazia aproximadamente de 8 a 10 instalações e reparos por dia”. e como as razões recursais se limitaram à eventual reforma do julgado neste particular. porque. de segunda a sexta-feira) e. Refutou. in verbis: “Pleiteia o reclamante o pagamento de horas extras a partir da 40ª hora semanal. improcede o pedido de pagamento de “domingos”. nos seguintes termos. 753) e Eliandro Zanivan Breda (fl. 48 horas (a jornada supracitada + as 8 horas do sábado). As testemunhas Walace Ovidio Matias (fl. em média de três a quatro dias por semana. eventualmente apuradas. o labor em plantões e em sobreaviso. nos termos do art. que quando viajava. isto é. 2. o reclamante ficava de sobreaviso” (fl. improcede o pedido. todos os dias da semana. a prova testemunhal revelou que o trabalho nesses dias dava-se de forma alternada (sábado sim. PLANTÕES. Igualmente. a partir de janeiro de 2008. DOMINGOS E FERIADOS. quando estava trabalhando em Cachoeiro. com o mesmo intervalo dos dias normais.2. a testemunha Eliandro Zanivan Breda (fl. que “iniciava sua jornada de trabalho às 07:30 horas e encerrava em média às 19:30 horas (deixavam o trabalho entre 18:00 – mais raramente – e 23:00 horas). . das 17:30h de sexta até 07:30h do sábado. mais cinco dias no mês. os instaladores de linhas telefônicas chegavam a realizar serviços “por fora” durante o dia de trabalho. Quanto aos sábados. Aduziu que “trabalhava nos feriados de forma alternada. Informou.5. nos registros de ponto observa-se que o autor sempre teve uma folga semanal.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. indefere-se o pedido de pagamento de horas extras e respectivos reflexos no período para o qual não foi juntado controle de jornada. sábado não). 14). em confronto com os demais elementos dos autos. não gerando direito a pagamento de horas extras. A testemunha Marcos Queiroz Sardinha (fl. se afastada a exceção do artigo 62. nego provimento ao apelo. porém. com 1h30min de intervalo. Sobre esse fato. 788) declararam que não tinham que retornar na reclamada ao final do expediente. da CLT. Assim. Assim. 847) afirma que “na instalação mais fácil se gasta de 20/25min e na mais demorada 40min. aduziu que. que efetivamente as horas extras laboradas foram consignadas nos registros de ponto. em razão da grande liberdade na execução das funções. 788) declarou que a empresa tinha banco de horas e que as horas extras eram compensadas. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 A reclamada trouxe aos autos os cartões de ponto no período de 21/11/2007 a 07/04/2010 (fls. são devidas a partir da 44ª semanal. Logo. bem como que usufruiu do intervalo intrajornada. Asseverou que. além de argumentar que eventual trabalho extraordinário foi devidamente remunerado. tem-se que em uma semana o autor laborava 40 horas (08h às 17h30min. reinquirido quatro vezes. 13). que podiam anotar as horas extras trabalhadas e que as horas excedentes a duas por dia eram anotadas nos dias que saiam no horário contratual. também. Ora. que. Pelo princípio da eventualidade. razão pela qual. 23 de Setembro de 2013 112 Uma vez mantida a r. possuem ações em face da reclamada com idênticos pedidos e mesmo advogado. os plantões iniciavam-se na sexta-feira às 17:30 horas e encerravam-se às 08:00 horas da segunda-feira. da CLT. Os contracheques colacionados aos autos (fls. alegou que “além de participar dos plantões normais (finais de semana alternados. Por seu turno. Isso. A segunda reclamada (GECEL). folgando 02 domingos por mês (domingos alternados)” (fl. SOBREAVISO (ANÁLISE EM CONJUNTO COM O RECURSO DO RECLAMANTE) O reclamante alegou. Não havendo que se falar em pagamento de horas extras nos meses em que a reclamada juntou os cartões de ponto. Destaca-se. que este tempo envolve tanto a parte interna quanto externa. que a reclamada não juntou os registros de ponto de todo o período contratual (faltam registros do período anterior a 20/11/2007). de segunda a segunda. as testemunhas não lograram desconstituir a prova documental juntada. bem como das 17:30h do domingo às 07:30h da segunda-feira. que não havia extrapolação de jornada todos os dias. 62/70) demonstram o pagamento de horas extras. Quanto à alegação de inexatidão da marcação dos cartões de ponto. com uma hora de intervalo intrajornada . Disse. 7º. 18). que as horas extras trabalhadas além das duas horas eram lançadas em outros dias em que saia do serviço no horário contratual. em média. no mesmo sistema de plantão: das 8:00 às 17:30 horas. Alegou. 358/372). com relação aos domingos laborados no período sem registro de ponto. não há de se falar em pagamento de horas extras na semana em que o labor foi de 48 horas. ainda. assim. que as horas extras. Nos finais de semana era a equipe que estava de plantão a responsável pelo sobreaviso.” “Efetivamente trabalhava das 08:00 às 17:30. A 1ª reclamada (TELEMAR) também afirmou que o serviço era externo e que o horário de trabalho do reclamante era das 08h às 17h30min. sem labor aos sábados. na seguinte.”. não fazia intervalo para almoço. em todos os dias trabalhados. LABOR EM SÁBADOS. afirmou que a jornada semanal é de 44 horas e o divisor 220. já que na média não há excesso de jornada. devendo ser examinados. “Trabalhava um feriado sim e outro não. passou a controlar a jornada do reclamante e a pagar eventuais horas extras trabalhadas. Verifica-se. além de ter afirmado que os cartões de ponto demonstram que em diversos feriados o reclamante não trabalhou. pois o reclamante estava enquadrado na exceção do artigo 62. Frise-se. domingos e feriados. Quanto a esses. esclareceu “que até duas horas extras por dia poderia anotar no cartão de ponto. não gozava do intervalo intrajornada. das 17:30h do sábado até às 07:30h do domingo. ante o pedido de reconhecimento da isonomia com os empregados da 1ª reclamada (pedido não acolhido em item anterior). I. Por determinação da empresa. Em média. ainda. não havia o controle de jornada. 13). que “realizava plantão a cada 15 (quinze) dias. Refutou o trabalho em dias de domingos e feriados. aos sábados e domingos” (fl. Não obstante. A testemunha Eliandro afirma.

é devido o pagamento em dobro e não labor extraordinário. ainda que se considere o tempo de percurso para uma instalação e outra. ainda.) que na instalação mais fácil se gasta de 20/25min e na mais demorada 40min. a . Improcedente. TST. não há que se falar em pagamento de “domingos” também nos períodos sem comprovação de controle de jornada. embora o serviço do reclamante tenha sido executado externamente. 753 (prova emprestada). asseverando. em um longo arrazoado (fl.. (. 428.] que iam na empresa pegar a ordem de serviço e ao término do serviço ligavam para o encarregado para saber se havia outro serviço. aviso prévio e RSR. como quer crer o reclamante (de 07:30h às 19:30h. a segunda reclamada (GECEL) reconheceu que havia o controle da jornada. in verbis: “(.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.. na peça de ingresso. relativamente aos períodos sem registro. que este tempo envolve tanto a parte interna quanto externa. que o encarregado da OI poderia passar aonde estavam trabalhando e determinar outras atividades . nesse particular. Aliás. Não é difícil descaracterizar a tese da reclamada acerca da impossibilidade do controle da jornada por se tratar de trabalho externo quando a própria empresa. Aduz. caso não acolhido os argumentos supra. alegando que os prepostos são uníssonos ao afirmar que não houve qualquer alteração no trabalho. assim. Corrobora a conclusão esposada observar que. fl. que. para a execução dos serviços. que o encarregado era da GECEL. deferem-se também os reflexos das horas extras acima deferidas nas seguintes parcelas: 13º salário. Ao contrário. TST. foi devidamente pago. do artigo 62. o próprio autor determinava o tempo de intervalo para suas refeições. [. se as atividades laborais do reclamante permaneceram as mesmas ao longo de todo o contrato de trabalho e a segunda reclamada demonstrou a compatibilidade do labor externo com a fixação de horário de trabalho. FGTS + 40%. 62. e não pelo acolhimento da alegação autoral. o que impossibilita o controle de jornada pelo empregador. com 1h30min de intervalo.. por três vezes na semana. (Depoimento de Marcos Queiroz Sardinha – prova emprestada. Improcede o pedido. tal entendimento ser aplicado no período em que teve registro de ponto. todos os dias da semana). se não compensado em outro dia. renovando a tese no sentido que o labor era externo. Sustenta que o ônus da prova era do autor e que eventual labor extraordinário ocorrido. recorre o autor. assim como o reclamante. que. restou incontroverso que estes eram trabalhados de forma alternada. que os cabistas iam para a empresa no mesmo horário pela manhã. já que não anexaram aos autos tais documentos. recorre a 1ª reclamada. abrangido pelo regime de horário de trabalho. O adicional é de 100%. que comprovariam a jornada do reclamante. Assim. É certo que constam testemunhas (provas emprestadas) que informaram que. O simples uso de aparelho de telefone celular apenas facilita a convocação do obreiro para atender a emergência e não configura o sobreaviso. da CLT no período anterior a janeiro de 2008.. As testemunhas ouvidas para tal fim não convenceram o Juízo e não comprovaram a quase ininterrupta jornada apontada pelo autor. 358/372). devendo. evidenciado que não havia a extrapolação da jornada. mesmo se considerarmos 10 (dez) instalações por dia. teremos 400 minutos. A ré concedeu folga compensatória e poucos foram os feriados laborados. férias + 1/3. Fixa-se a jornada nestes dias de 8h as 17h30min. às fls. pois. em média. pois não refletem a real jornada de trabalho. que o valor das horas extras seja pago pela média das horas extraordinárias já pagas e demonstradas em Juízo. vejamos o seguinte depoimento. em face da inserção do registro. observe-se o divisor 220. passou a instituir o controle de ponto (fls. Faz-se necessário analisar a possibilidade de controle da jornada de trabalho do reclamante antes de janeiro de 2008. asseverando que os cartões de ponto juntados foram impugnados desde a petição inicial.) que o depoente fazia aproximadamente de 8 a 10 instalações e reparos por dia”. demonstrada a possibilidade do controle da jornada do empregado que executava trabalho externo. como o trabalho era externo. mormente diante do tempo gasto em cada instalação. Nesse sentido. embora inalteradas as funções do reclamante. como bem asseverado pelo Juízo de origem. ainda. Não havia controles dos horários de almoço e. da CLT. Ainda. 788/789). SDI-1) e habitualidade.. Assim. Argumenta que a jornada de trabalho era controlada pelos sistemas das reclamadas ou pelas ordens de serviços. fls. em virtude da natureza salarial (OJ 354. a testemunha Eliandro Zanivan Breda (fl. estava submetido ao controle da jornada de trabalho pelo empregador e. que portava celular para atendimento a eventual chamada. conforme Súmula n. requerendo a aplicação dos termos da Súmula 338 do C. deferem-se as horas extras laboradas em feriados (um trabalhado e o outro não) no período em que não foram juntados os registros de ponto. sequer há testemunhas que informem referida jornada em todos os dias. o reclamante deveria entrar em contato com a empresa no início dos trabalhos. pela reforma da r. 845) Dessa forma. Senão vejamos: [. Relativamente à ausência de concessão de intervalos intrajornada nas viagens. Em outras palavras. nos termos do art. assiste-lhe razão. as testemunhas não demonstraram que havia a exaustiva jornada de trabalho narrada pelo reclamante na inicial. Entretanto. 1001/1025). Improcedem os demais reflexos vindicados por falta de amparo legal.. Quanto à alegação autoral no sentido de que os cartões de ponto juntados (após janeiro de 2008) não servem para apontar a real jornada do reclamante.] Assim.. após essa data. mais ou menos 6. a prova dos autos é no sentido de que o obreiro tinha autonomia para definir seus próprios horários para alimentação. multiplicá-la por 40 minutos (tempo máximo de cada instalação). como narrada na inicial.” Inconformada. Quanto ao pedido de pagamento do adicional de sobreaviso. por fim. o labor em feriado. pugnando.5 horas. 23 de Setembro de 2013 113 Assim. devendo o ônus ser das rés.. Assim. o autor afirma. Para cálculo. Vejamos. por dia. Todavia. 788) confirmou que o horário de almoço não era controlado. pois há prova testemunhal no sentido de que os cartões eram anotados uma única vez no mês (testemunha Eliandro Zanivan Breda (prova emprestada. este é o teor do depoimento da testemunha. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Defende que a prova oral produzida nos autos confirma a jornada narrada na petição inicial. Também inconformado. inclusive com o pagamento de horas extras a partir de janeiro de 2008.. No tocante ao pedido de pagamento de feriados a prova documental não socorre o obreiro. sentença quanto às horas extras. portanto. Sustenta que as reclamadas não juntaram os cartões de pontos do período anterior a 21/11/2007. bem como a efetiva remuneração do obreiro (Súmula 264/TST). não há falar em enquadramento na exceção prevista no inciso I.. Por conseguinte.

não gozava do intervalo de 1 hora para descanso e refeição.O uso de instrumentos telemáticos ou informatizados fornecidos pela empresa ao empregado. não autoriza a aplicação da norma. FGTS + 40% e DSR. permanecendo.. Este é uma faculdade do juiz. com reflexos no aviso prévio. a redação atribuída ao referido parágrafo pela Lei 10.584/70. não há qualquer elemento que sinalize no sentido da ocorrência de carga de trabalho que impedisse o gozo do intervalo intrajornada. assegurado igual benefício ao trabalhador de maior salário.. devem ser pagos os feriados alternados de todo o período laborado. Verifico que o autor laborava final de semana sim e final de semana não. posto que o ordinário se presume. Na hipótese vertente. quando em viagem (três vezes) por semana.)” (Depoimento da testemunha Eliandro Zanivan Breda – prova emprestada) Dessa forma. mas. DEJT divulgado em 25.2012 I . o reclamante não está assistido por Sindicato de classe.. portanto. § 2º DA CLT (redação alterada na sessão do Tribunal Pleno realizada em 14.537/2002 revogou os termos correlatos inseridos na Lei 5. embora haja prova no sentido de que os trabalhadores cabistas permaneciam com telefones celulares nos finais de semana que estavam de plantão. pois não foi apontada qualquer razão que justifique a impossibilidade de gozo do intervalo. a Súmula 428 do TST: "SOBREAVISO APLICAÇÃO ANALÓGICA DO ART.060/50. devo registrar que a assistência judiciária gratuita e o benefício da justiça gratuita não se confundem. domingos e feriados alternados. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 É certo que a simples possibilidade de vir a ser contactado pela empresa por meio de telefone celular. 244. que o horário de sábados. nos sábados e domingos. não prescinde dos requisitos da Lei n. por si só. a assistência judiciária gratuita tem previsão tanto no art. férias + 1/3... com razão o reclamante. por si só.6.. (.)” (Depoimento da testemunha Fábio Gasparino Martins – prova emprestada.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. mas por advogado particular (fl.º 1. § 3º. melhor sorte não possui o reclamante. in verbis: "(.. não obstante a possibilidade de controle da jornada autoral.. Quanto à alegação de plantões a cada quinze dias. Assim.) que ficavam de plantão final de semana sim final de semana não e nos feriados de forma alternada (. que o horário de sábados. nos seguintes termos: “Defere-se o requerimento de assistência judiciária.2012) .) que trabalhava em regime de plantão um final de semana sim outro não (.. 753) “(. extensivo a quem não esteja assistido por Sindicato (prevista no § 3º. Nesse sentido. do art. que às vezes não havia folga na semana subsequente. com 1 hora de intervalo. No que se refere aos requisitos de concessão da assistência judiciária. e não se confunde com o benefício da justiça gratuita..584/70.. não havendo efetiva prova da compensação dos domingos. ainda. 790 da CLT.)” (Depoimento da testemunha Eliandro Zanivan Breda – prova emprestada) “(. Afinal. 26 e 27. quando preenchidos os requisitos previstos no próprio artigo. quando comprovada que sua situação econômica não lhe permite demandar sem prejuízo do sustento próprio ou de sua família. 14 da Lei n.584/70. Ante todo o exposto. Diz.) que trabalhavam em regime de escala durante o período do dia no sábado e domingo e folgavam na semana subsequente. ou seja. também com razão o reclamante. pois restou provado nos autos que o reclamante laborava de forma alternada nos feriados.. como limitado pelo julgado de origem. em respeito à aventada precariedade econômica do reclamante – artigo 790. 790. 23 de Setembro de 2013 114 jornada era estendida até às 19:30h. no Processo do Trabalho. na hipótese em tela.Considera-se em sobreaviso o empregado que. não se pode olvidar que o trabalho externo longe das vistas do empregador não permite saber exatamente o tempo despendido para descanso e alimentação. repisa-se. ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA Pretende a 1ª reclamada a reforma da decisão que deferiu o requerimento de assistência judiciária gratuita. enquanto aquela.Res. aguardando a qualquer momento o chamado para o serviço durante o período de descanso”. não havia necessidade de tal jornada para o cumprimento das instalações. pois. Pois bem.09. destacando que o reclamante não se assistido pelo sindicato de sua categoria profissional. a possibilidade de usar o tempo livremente. e é devida a todo aquele que receber salário igual ou inferior ao dobro do mínimo legal. pelo tempo de instalação narrado pela testemunha Marcos Queiroz Sardinha.584/70. 822) No que tange aos feriados. domingos e feriados era o mesmo dos dias da semana. então. Considero.º 5. II . Aliás. de acepção mais restrita. 5.. previsto no § 3º. que em vários contracheques do reclamante (fls. das 08h às 17:30h. muito embora algumas testemunhas (provas emprestadas) tenham aludido que. da Consolidação das Leis do Trabalho – vide OJ SDI 1269 e OJ SDI 1331.. importando somente na isenção de custas. 320/357) contém pagamento a título de horas extras. 185/2012.. que autor possui condições de arcar com eventuais despesas processuais. à distância e submetido a controle patronal por instrumentos telemáticos ou informatizados. não caracteriza o regime de sobreaviso. do art. então. ficando. conforme depoimentos que seguem. Em primeiro lugar.)” (Depoimento de Gilson Quirino da Silva – prova emprestada) “(. fl. Quanto ao intervalo intrajornada.09. a assistência judiciária gratuita é devida apenas na hipótese prevista na Lei n. (. 2... da CLT). permanecer em regime de plantão ou equivalente. que havia a possibilidade de gozo do intervalo intrajornada de 1 hora. 14 da Lei n.2. nego provimento ao recurso da 1ª ré e dou parcial provimento ao recurso obreiro para determinar o pagamento de horas extras em relação ao labor em sábados.) que trabalhavam em regime de escala durante o período do dia no sábado e domingo e folgavam na semana subsequente. com adicional de 75% (previsão em ACT) para o labor extraordinário prestado nos sábado e de 100% aos domingos e feriados. que às vezes não havia folga na semana subsequente. não houve comprovação da limitação da locomoção.) que na parte de cabo havia plantão aos sábados e domingos e era difícil ter a folga prometida. Por fim. ainda. Vejamos os seguintes depoimentos: "(.º 5. como no artigo 3º da Lei n. no âmbito desta Especializada. sem a devida comprovação da folga.. não .584/70. 44) e. Não se pode olvidar.. a parte deve estar assistida por seu Sindicato de classe.. também. (. fl. não apenas do período sem anotação nos registros. diferentemente do que ocorre quando há concessão do benefício da justiça gratuita. quanto ao alegado sobreaviso. 13º salário. Com efeito.” Sustenta em seu apelo que não foram preenchidos os requisitos mínimos do art.º 5. melhor sorte não assiste ao autor.)” (Depoimento da testemunha Walace Ovídio Matias – prova emprestada. domingos e feriados era o mesmo dos dias da semana.

54. e não. 41). do art.3. na forma do art. Pois bem. 475J. tratando-se de inovação recursal. 475-J DO CPC. diversa é a hipótese dos autos.04. sem ressalva quanto à observância de qualquer outro prazo prescricional para a pretensão de créditos fundiários. Divulgação 19/07/2012.03. 790. verifico que no Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho (TRCT).3. IMPOSSIBILIDADE. O Juízo de origem indeferiu o pedido de pagamento da multa do art. Data de Julgamento: 14/11/2012. Pelo exposto. inexiste lacuna normativa. tratando-se. e não sobre a maior remuneração recebida. A aplicação de norma processual de caráter supletivo. in verbis: EMENTA: MULTA DO ART. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 fora do prazo previsto no art. decorre do preenchimento de dois requisitos. quanto ao pedido de reflexo do FGTS.2010 a 07. recorre o autor. de multa.08. da CF/88.04. 880 da CLT obriga ao devedor que efetue o pagamento da dívida ou garanta a execução em 48 horas.ª Região.3. a prescrição não é trintenária e sim parcial. a existência de lacuna no Texto Consolidado e a existência de compatibilidade entre a norma que se pretende aplicar analogicamente e a sistemática principiológica do processo do trabalho. sentença que indeferiu a aplicação da multa do art. Inconformado. não há se falar em FGTS incidente sobre todos os valores pagos no curso do contrato de trabalho – e aí sim a prescrição é trintenária –. § 8º. da CLT. Contudo. 477.º dia útil imediato ao término do contrato).2010. mantenho o benefício da justiça gratuita.2010. 477. No entanto.2011. ao passo que o art. TST adota esse entendimento. com base na maior remuneração recebida. com ressalva do entendimento pessoal do Relator. requer a aplicação da prescrição trintenária com relação ao FGTS. ou seja.º 206 do C. (Processo 000001034. da CLT.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. §6. dou parcial provimento ao apelo.5. 477. não lhe assiste razão. A prescrição da pretensão relativa às parcelas remuneratórias alcança o respectivo recolhimento da contribuição para o FGTS.º. pois concede ao devedor o prazo de quinze dias. essa regra não se revela compatível com a orientação normativa do processo do trabalho.2010. inarredáveis. e não à remuneração. não comportando o dispositivo de natureza punitiva interpretação ampliativa. o reclamante requereu a condenação das reclamadas ao pagamento da multa do art. Em primeiro lugar. com base na declaração de miserabilidade jurídica. que preconiza que não havendo pagamento ou garantia da execução. Com efeito. Data de Publicação: 23/11/2012).º do art.3. constando a data do recebimento no dia 14. nos termos do §3º. INAPLICABILIDADE AO PROCESSO DO TRABALHO. fazendo jus a multa do artigo em análise. à fl. Publicação 20/07/2012. “RECURSO DE REVISTA. qual seja. pois acompanha o principal. para reformar a r. A . MULTA DO ARTIGO 475-J DO CPC Contra a r. conforme pugnou em recurso ordinário. mantendo o benefício da gratuidade de justiça ao reclamante.0021 . serguir-se-á a penhora dos bens. da CLT (até o 1. pois. MULTA PREVISTA NO ARTIGO 475-J DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. BASE DE CÁLCULO. sentença quanto ao deferimento da assistência judiciária gratuita. A base de cálculo da multa prevista no artigo 477.03.2009.º.0104 RO.1. sob pena de penhora. calculada sobre a remuneração do obreiro. durante todo o vínculo de emprego.5. ao argumento de que é perfeitamente aplicável a regra em comento ao processo do trabalho. Nesse sentido. como se vê nos seguintes julgados: “PROCESSO NA FASE DE CONHECIMENTO. Pois bem. Pelo exposto. pois o texto legal se refere expressamente a valor equivalente ao "salário" do empregado. relatou que segue a sorte do principal Recorre o autor.”(RR . 23 de Setembro de 2013 115 estão atendidos os pressupostos previstos na Lei n. terminou o cumprimento do aviso prévio em 07. No mesmo sentido do ora decidido a Súmula n. da CLT. os depósitos reflexos. PRESCRIÇÃO DO FGTS O Juízo a quo acolheu a prejudicial de prescrição suscitada pela ré e declarou prescritos todos os créditos constituídos anteriormente a 28.º 17 da inicial (fl. Com efeito. 45. no pedido n. sob o fundamento de que recebeu fora do prazo os valores do TRCT. 2. e. TST. Relator: Emerson Jose Alves Lage. bem como que recebeu a menor. de inovação recursal. XXIX. para determinar o pagamento da multa do art. RECURSO ORDINÁRIO DO RECLAMANTE 2. dou parcial provimento ao apelo. 477. será “em valor equivalente ao seu salário”. 2. Encontra-se firmado nesta Corte superior entendimento no sentido de que a Consolidação das Leis do Trabalho traz regramento específico quanto à execução. da CLT. é o salário base do empregado. §8.21. colaciono aresto do TRT da 3. Relator Ministro: Lelio Bentes Corrêa. da CLT. quais sejam. 477 DA CLT.04. 7º. quanto ao requerimento de que a multa seja com base na maior remuneração recebida. Além do mais. nos termos do §8.584/70 para a concessão da assistência judiciária gratuita. pois o reclamante não requereu em sua inicial. (grifos nossos) Nego provimento. Assim. recorre o reclamante.98100-05. nos termos do § 3º. o pagamento da multa a favor do empregado. Vejamos. aquele incidente sobre parcelas deferidas no julgado (adicional de periculosidade e horas extras). DEJT. MULTA DO ART.04. ao argumento de que não é o caso típico de atraso na quitação das parcelas rescisórias. Embora a multa em questão não seja devida em razão do reconhecimento ao direito ao pagamento de diferenças. alegando que. APLICAÇÃO ÀS EXECUÇÕES NO PROCESSO DO TRABALHO. de 30 anos. Página 17) Ademais. tantos quantos bastem ao pagamento da importância da condenação. ante a ausência de pagamento de horas extras. A 2ª reclamada (GECEL) afirmou que a dispensa foi feita regularmente. resultando inaplicável a multa prevista no artigo 475-J do Código de Processo Civil ao Processo do Trabalho. uma vez que. de acordo com o TRCT de fl. 5. já recebida ou pleiteada nesta demanda. com pagamento das verbas no prazo. O C. 2. Todavia. INCIDÊNCIA SOBRE PARCELAS PRESCRITAS. Órgão Julgador: Primeira Turma.3.2010. Recurso de revista conhecido e provido. por constituir parcela acessória. 1ª Turma. MULTA DO ARTIGO 477 DA CLT O autor requereu o pagamento da multa do artigo 477 da CLT. no âmbito do processo do trabalho. artigo 790. que deverá incidir sobre toda a remuneração do obreiro. in verbis: FGTS. do CPC. de fl. mas recebeu os valores apenas no dia 14.2. 477. da CLT.2005. pois a CLT possui regra específica aplicável quando não ocorre o pagamento espontâneo da dívida advinda de condenação judicial. 54 (juntado pelo autor) e 397 (juntado pela 2ª ré). o reclamante cumpriu aviso prévio no período de 09. alegando que a prescrição do FGTS é especial. o artigo 883 da CLT. Precedentes da Corte. da CLT. nesta Especializada.

No Registro de Imóveis. quando se decidiu que a multa do artigo 475-J do CPC é incompatível com o processo trabalhista.2010.(RR154700-22. pois "enquanto a regra do artigo 475-J do CPC fixa prazo de 15 dias para o executado saldar a dívida sob pena de ter que pagar multa de dez por cento sobre a quantia da condenação. por outro. 167.2005. estará ampliando o prazo celetista de 48 horas. 2.09. assegurando-se. TST: (. ACÓRDÃO PUBLICADO NA VIGÊNCIA DA LEI Nº 11. 8ª T. na exordial.01.) (RR . exatamente como prevê os artigos 466 do CPC e 899 da CLT que tratam. 769 da CLT. consistente em dinheiro ou em coisa. Subseção I Especializada em Dissídios Individuais. Ao lançar mão do instituto da hipoteca judiciária. a Seção I Especializada em Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho (SBDI-I). Subseção em 29/06/2010.) HIPOTECA JUDICIÁRIA. A controvérsia foi pacificada por esta e. incisos LIV e XXXIX.0000 . consoante artigo 466 do CPC. O entendimento majoritário desta Corte é no sentido de que a hipoteca judiciária. 475-J do CPC. da Constituição Federal.º E-RR-3830047. 6.. em efeito secundário e imediato da sentença que condena a parte ao pagamento de uma prestação em dinheiro ou em coisa. Mesmo se o julgador fixar prazo de 15 dias para pagar o débito sob pena de receber multa. o eg. em julgamento referente ao processo n.. Argumenta o Exmo... Art.4.1188-32. tendo como principal objetivo prevenir a fraude à execução. as normas insertas no CPC e na CLT são incompatíveis. a SBDI-I do TST se pronunciou.5. nem . Segundo a lição de Fredie Didier Junior.6. mesmo antes do trânsito em julgado da sentença.2005. autorizando o credor a perseguir o bem onde quer que se encontre (direito de sequela). pela inaplicabilidade do art.) HIPOTECA JUDICIÁRIA.. O instituto da hipoteca judicial encontra-se previsto no artigo 466 do CPC e no artigo 167. insculpidos no artigo 5º.0052. 466 do CPC é subsidiariamente aplicável ao processo do trabalho (art.) Consiste.. ao julgar o processo E-RR-38300-47. II . não se pode olvidar que a fixação de penalidade não pertinente ao Processo do Trabalho importa em ofensa aos princípios do devido processo legal e da legalidade.pendente arresto de bens do devedor. para sua decretação. colaciono aresto recente da SBDI-I: RECURSO DE EMBARGOS EM RECURSO DE REVISTA.. a hipoteca judiciária se afigura como medida extremamente eficaz para assegurar o resultado útil de futura execução.. Relator que "a aplicação da multa de 10% em caso de não pagamento em 48 horas contraria os dois dispositivos legais. insculpidos no art. Pedro Paulo Manus. 5º. sob pena de penhora". LXXVIII. haja vista a predominância de lides que têm por objeto verbas de natureza alimentar. até que atinja o montante suficiente para garantir a execução dos créditos devidos a si.5. 475-J. Lei 6. DEJT 01/07/2011) (.03. INAPLICABILIDADE AO PROCESSO DO TRABALHO.." Nesse sentido. TST.0671. é a jurisprudência dominante no C.) .03. (. do CPC. Dora Maria da Costa. é um efeito secundário e imediato da sentença. assim. não havendo impedimento para que o juiz do trabalho adote as práticas do direito processual para garantir às partes a efetividade da decisão proferida. a redução do prazo de quitação do débito previsto no CPC e.69000-73. Data de Julgamento: 12/12/2012. da Lei n. (. . 466 do CPC. Dessa forma. CPC. 2) das hipotecas legais.. notadamente em face do princípio da celeridade e da duração razoável do processo. dessa forma.” (RR . a teor do art. Precedentes. Precedentes.embora a condenação seja genérica.5.3. 466. que as partes a requeiram. assim. por um lado. a hipoteca judiciária sobre os imóveis pertencentes às reclamadas.2010. Min. à garantia do efetivo cumprimento da decisão condenatória.01. Segundo o relator.o registro: 1) da instituição de bem de família.5. Recurso de revista conhecido e provido. Visa. Recurso de embargos conhecido e não provido. A sentença condenatória produz a hipoteca judiciária: I . meios eficazes para execução. portanto. O Juízo de origem indeferiu o pleito. valerá como Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 título constitutivo de hipoteca judiciária.. nos termos do art. Nego provimento.. que decorre apenas da existência desta e da condenação a uma prestação em dinheiro ou em coisa. Min. porquanto inaplicável ao processo do trabalho. e sua inscrição pode ser determinada de ofício pelo juiz ou tribunal. Ressalva-se.0052. I .Rel. DEJT 1º/7/2011) (. I. respectivamente. A hipoteca judiciária é consectária da condenação a dinheiro ou coisa.) HIPOTECA JUDICIÁRIA. Data de Publicação: 14/12/2012). e tem por finalidade garantir o efetivo cumprimento da decisão condenatória. Nesse sentido. 769. que assim preceituam: Art.2009. Recorre o autor. o posicionamento do Relator. esta medida é oportuna e adequada nesta Justiça Especializada. inaplicável ao processo do trabalho a multa do art. sendo. sem amparo legal. judiciais e convencionais.20152.015/73. Ademais. 475-J do CPC é inaplicável ao processo trabalhista. da CLT).5. sendo perfeitamente aplicável ao processo do trabalho. 466. autorizando a expedição de mandado para registro de hipoteca judiciária junto ao Cartório do Registro de Imóveis. Data de Julgamento: 22/03/2012. Ademais. Relator Ministro: Horácio Raymundo de Senna Pires.01.2005. III . Ministro João Batista Brito Pereira.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. 3ª Turma.5. (.0031. 2. 7ª T. Nesse sentido. MULTA DO ARTIGO 475-J DO CPC. Relator Ministro: Mauricio Godinho Delgado. renovando o pedido inicial..2006. ante a omissão do texto obreiro e por não haver contrariedade aos princípios e normas que regem o direito do trabalho.2010. 23 de Setembro de 2013 116 jurisprudência desta Corte firmou entendimento no sentido de que o processo do trabalho deve seguir as normas específicas contidas na CLT quanto à execução de suas decisões. tenho que o art. Nesse diapasão..24. Examino.5. da Constituição da República. além da matrícula. Data de Publicação: 11/05/2012). serão feitos.ainda quando o credor possa promover a execução. cuja inscrição será ordenada pelo juiz na forma prescrita na Lei de Registros Públicos.496/07.0052. porque promove. (E-RR . no julgamento do processo nº TST-ERR-38300-47. da hipoteca judiciária e da garantia do juízo recursal na esfera trabalhista. Recurso de revista não conhecido. em 26. prevista no art. o artigo 880 da CLT impõe prazo de 48 horas para que o executado pague o débito ou garanta a execução.0031. independe de pedido da parte. no entanto. TRT visou à garantia dos créditos devidos à reclamante em que foi condenada a reclamado. Rel.015/73 (Lei de Registros Públicos). Parágrafo único. A sentença que condenar o réu no pagamento de uma prestação. decidiu que a multa do art. Não demonstrada violação literal de dispositivos de lei e da Constituição Federal. A fim de consolidar os entendimentos já manifestados no âmbito das Turmas do C. acrescenta sanção inexistente na CLT. HIPOTECA JUDICIÁRIA Requereu o autor. não se exigindo.

Vejamos. 1ª T.2008. 3ª T. Maria de Assis Calsing. 466 do CPC. A medida tem fundamento no art.. 2. A hipoteca judiciária é uma consequência inarredável da decisão condenatória. consistindo dever do julgador determinar sua efetivação.consistente em dinheiro ou em coisa. a qual supre apenas o requisito da miserabilidade jurídica.03. como conseqüência do efeito principal e dispensa. sendo a CLT omissa. ARTIGO 466 DO CPC. reconhecendo o cabimento dos honorários advocatícios. STF.. 133 da Constituição Federal não revogou o jus postulandi. Lelio Bentes Corrêa. 466 do CPC. ART. A hipoteca judiciária é instituto asseguratório Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 estabelecido pela lei em favor da parte vencedora.. HIPOTECA JUDICIÁRIA.. uma vez que revela norma de eficácia contida. Não se adota.0008.0048.0110. pelo só fato da publicação da decisão do magistrado ou do Tribunal. alegando que os honorários advocatícios lhe são devidos. o instituto comporta aplicação nesta Justiça Especializada (art. contra o vencido. 45.5.) (RR-199700-07.03. Guilherme Augusto Caputo Bastos.. curvo-me ao entendimento desta colenda Corte no sentido de que não há incompatibilidade do instituto da hipoteca judiciária com as normas que regem o direito do trabalho e. mas não o da assistência sindical. Entretanto. Por disciplina judiciária. Por se tratar de imposição legal. § 4º. Não se exige. da CLT.18700-98. nasce para o vencedor a faculdade de fazê-la inscrever . restringindo-se o pagamento dos honorários advocatícios. o princípio da sucumbência no Processo Trabalhista. Min...584/70. dou provimento ao recurso.5.5.e da compatibilidade com a principiologia do processo do trabalho. para a sua decretação. valerá como título constitutivo de hipoteca judiciária. DEJT 24/6/2011) RECURSO DE REVISTA. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS Recorre o autor contra a r. Por se tratar de efeito anexo da sentença. 824 do Código Civil e no art.2010. Recurso de revista não conhecido.584/70. Precedentes. Aloysio Corrêa da Veiga. O art. 44) e apresentou declaração de insuficiência econômica à fl. 466 DO CPC. HIPOTECA JUDICIÁRIA. HIPOTECA JUDICIÁRIA. que a parte a requeira. 2ª T. Min. DEJT 3/6/2011) (. O verbete jurisprudencial editado pelo Excelso Pretório sob o n.. independentemente de o obreiro receber ou não salário superior ao dobro do mínimo legal. na medida em que representa garantia de satisfação do crédito na futura execução do título judicial. nos termos do art. portanto.5. Recurso de revista não conhecido. independentemente de requerimento da parte interessada. Em que pese o respeito pelas abalizadas opiniões em contrário. Embora seja efeito automático do próprio fato da sentença. A lei de . JULGAMENTO EXTRA PETITA.5. Afastando o caráter obsoleto do instituto. Em razão da lacuna na CLT .A sentença que condenar o réu no pagamento de uma prestação. Min. Este tem o seguinte texto: . pedido da parte ou pronunciamento do Juiz. o que se fará por simples mandado do Juiz. 23 de Setembro de 2013 117 divergência jurisprudencial. sentença que indeferiu a verba honorária.0042.. mas sim que esta declaração viabiliza o cumprimento do requisito da miserabilidade jurídica. Institui-se a hipoteca judiciária e.(RR-61100.) 2. nesta Justiça Especializada. ao CPC. APLICABILIDADE. cuja inscrição será ordenada pelo juiz na forma prescrita na Lei de Registros Públicos-. Precedentes..que não prevê nenhuma forma de garantia integral da condenação antes de seu trânsito em julgado . Trata-se de um dos efeitos secundários ou acessórios da sentença condenatória e se manifesta de forma automática. APLICAÇÃO NO DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO. (. quando outra utilidade não tenha. mesmo.03. Incidência da Súmula nº 333 e do art.º 450 preconiza o pagamento de honorários advocatícios sempre que o vencedor for beneficiário de justiça gratuita. 6ª T. 4ª T.03. 2ª ed. inclusive para assegurar o direito de sequela.03. Violações de lei e da Constituição e divergência jurisprudencial não configuradas. a hipoteca judiciária. artigo 133 da CF e artigo 20 do CPC.2009. há um direito do autor de inscrevê-la. Recurso de Revista não conhecido. o reclamante está assistido por advogado particular (fl. Recurso de revista não conhecido. Recurso de revista não conhecido.ex vi legis. Significa dizer que a decisão constitui título suficiente para que o vencedor da demanda venha a ter.2007.0042. DEJT 24/6/2011)” Frise-se. que deve ser ordenada pelo juiz por meio de expedição de mandado em atenção a requerimento de especialização dos bens feito pela parte favorecida mediante decisão condenatória.584/70.. 769 da CLT).2009. Destaca-se que a hipoteca judiciária pode ser declarada pelo Magistrado. Rel. ainda. Nesse passo. A decisão proferida pelo Tribunal Regional está em conformidade com a jurisprudência desta Corte Superior. muito embora seu uso não tenha sido uma constante nesta Justiça Especializada.5. prescinde de pedido ou requerimento da parte interessada. e tampouco exige a comprovação de dilapidação do patrimônio. 896. DEJT 3/6/2011) HIPOTECA JUDICIÁRIA.74. IV/455). desde que realizada a inscrição da hipoteca judiciária no cartório de registro de imóveis. limitada ao montante da condenação.2009. não se pode olvidar que a própria Corte Suprema possui a Súmula n. APLICABILIDADE NA JUSTIÇA DO TRABALHO. ao disposto na Lei n. (RR-203600-95. entendo que a concessão de honorários advocatícios na Justiça do Trabalho não prescinde do preenchimento dos requisitos estabelecidos na Lei nº 5. (RR-194-21. EXECUÇÃO PROVISÓRIA. o que o torna relevante em processo do trabalho. consequentemente. que tal medida processual não tem relação com a solvibilidade ou não da empresa ré.º 5. Insta frisar que os indigitados verbetes jurisprudenciais trabalhistas não autorizam a ilação de que a simples apresentação de declaração de pobreza seria suficiente para o deferimento de honorários advocatícios. DEJT 1º/7/2011) RECURSO DE REVISTA. todas do C.0139. Rel.03. vale como meio preventivo da fraude à execução . em conformidade com a Súmula 450 do C.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Recurso de revista de que não se conhece. e sobre seus bens imóveis e certos móveis. em consonância com a linha traçada pelas Súmulas nºs 219 e 329. Kátia Magalhães Arruda. eminentemente processual.. Rel. APLICABILIDADE AO PROCESSO DO TRABALHO E CONCESSÃO DE OFÍCIO. direito real de garantia. prescinde até mesmo de pedido ou requerimento da parte interessada. podendo ser determinada de ofício.) (RR . Precedentes. nem tampouco que o órgão jurisdicional sobre ela decida.(Com.3. Min. (. como querem alguns doutrinadores.º 633. e OJ nº 305. para determinar a hipoteca judiciária dos bens alienáveis pertencentes às reclamadas. impõe-se a aplicação subsidiária da norma do artigo 466 do CPC. Rel. por força da lei. no processo do trabalho. Min. 5ª T.) HIPOTECA JUDICIÁRIA. apenas nas hipóteses previstas na Lei n. Moacyr Amaral Santos assegura que.5. TST. Horácio Raymundo de Senna Pires. nos termos previstos no artigo 466 do CPC. DEJT 1º/7/2011) (.(RR-43400-96. Min. Rel... que tem se firmado ao preconizar que é cabível a declaração de ofício da hipoteca judiciária para garantia da execução. da SDI-I. Rel..º 5. No presente caso. inclusive de ofício.

pelas reclamadas. §4º. em virtude de reconhecimento de créditos trabalhistas nesta Especializada. Nego provimento.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. sentença quanto ao deferimento da assistência judiciária gratuita. CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região.713. Custas no valor de R$ 600. Em outras palavras.00 (seiscentos reais). em 14. alegando que. o obreiro não se eximiria da incidência dos descontos previdenciários.541/92. nos termos do §3º. Isso posto. nos termos do art. Em conformidade com o artigo 46. artigo 790.º. o art. do Decreto n º 3. em relação à incidência dos descontos fiscais. da Súmula 368. e.04. portanto. o item II. nos termos do art. porquanto somente por disposição expressa de lei é possível excluir a responsabilidade do contribuinte. (ex-OJs nºs 32 e 228 da SBDI-1 – inseridas. nego provimento. por maioria. que regulamentou a Lei nº 8. resultante de crédito do empregado oriundo de condenação judicial.000.1994 e 20. da CLT e. nego provimento. determina que a contribuição previdenciária devida pelo empregado. portanto. Recorre o autor. se as verbas tivessem sido quitadas integralmente em suas épocas próprias.7. O fato gerador do tributo. estas não ultrapassariam o valor mínimo da contribuição. que será tributado como se tivesse recebido corretamente seus direitos. no momento em que.Res. estas não ultrapassariam o valor mínimo da contribuição. sendo de responsabilidade do empregador o seu recolhimento (repasse ao Fisco) e não. COMPETÊNCIA.3. alegando que. de 22/12/1988. bem como para determinar o pagamento da multa do art. inclusive quanto aos rendimentos recebidos acumuladamente em virtude de decisão judicial. de 22/12/1988. Assim sendo.06. o recebimento se torne disponível para o beneficiário. respectivamente. sem dúvida. 128 do CTN). Conforme exposto no dispositivo retro. caberá ao juízo da execução calcular o recolhimento imposto de renda de tais verbas levando em consideração o percentual que incidiria sobre cada parcela.350/2010. De qualquer sorte. 2. TST. Por sua vez. são indevidos os honorários advocatícios vindicados pelo recorrente. no caso de ações trabalhistas. 276. 477. Assim.00 (trinta mil reais). Nesse sentido. 186 do CC. é o trabalhador. 2. se as verbas tivessem sido quitadas integralmente em suas épocas próprias. domingos e feriados alternados. nos termos dos artigos 43 e 45 do Código Tributário Nacional.º 7. pelas reclamadas.04. a incidência do imposto de renda deve obedecer ao regime de competência (mês em que a parcela deveria efetivamente ter sido paga). será retido na fonte no momento em que esses rendimentos se tornarem disponíveis para o reclamante. não há mais razão para se falar em base de cálculo dos descontos fiscais sobre o montante das verbas trabalhistas Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 deferidas judicialmente. 12-A da Lei n. no decorrer da relação empregatícia. para o Fisco. da CLT e para determinar a hipoteca judiciária dos bens alienáveis pertencentes às reclamadas. De acordo com o item III. nos termos do art. do C. a condenação das reclamadas no pagamento dos encargos fiscais.2012 I. com reflexos no aviso prévio. DEJT divulgado em 19. limitada ao montante da condenação. com a redação dada pela Lei nº 12. é de se compreender que o imposto incidente sobre os rendimentos pagos. dar parcial provimento ao recurso da 1ª reclamada para reformar a r. Custas no valor de R$ 600.3. 13º salário. não o conhecendo. inclusive quanto às alíquotas a serem utilizadas para o cálculo do tributo. o ônus de seu pagamento. a legislação fiscal vigente à época desse fato é que deve ser aplicada. sendo assim. Recorre o autor. requerendo. Em se tratando de contribuição previdenciária incidente sobre as verbas deferidas em decisão judicial.º 7.03. que é de quem aufere a renda e.00 (trinta mil reais). da súmula 368. Isso posto. tanto na vigência do contrato de trabalho ou fora dele. Vencidos os Desembargador Lino Faria Petelinkar e Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi quanto aos tópicos vínculo . 23 de Setembro de 2013 118 regência exige a demonstração concomitante dos dois requisitos. a condenação das reclamadas no pagamento dos encargos previdenciários. mesmo que o trabalhador receba os haveres trabalhistas de uma só vez. segundo o artigo 12-A da Lei n. omissis II. devendo ser calculadas.350/2010. Vejamos. com adicional de 75% (previsão em ACT) para o labor extraordinário prestado nos sábado e de 100% aos domingos e feriados. mantendo o benefício da gratuidade de justiça ao reclamante. se esse montante diz respeito a títulos contratuais devidos no passado e não adimplidos. 186 do CC. Novo valor da condenação arbitrado em R$ 30. no mérito. 20 e 23. aplicando -se as alíquotas previstas no art. férias + 1/3. caso fosse paga à época própria. o referido desconto deve levar em consideração as cotas de responsabilidade de ambos os litigantes. ocorre apenas no momento do pagamento do crédito trabalhista ao reclamante. mês a mês. não importando. com a redação dada pela Lei nº 12. o sujeito passivo. da Lei nº 8. 181/2012.6. independente do seu valor. seja calculada mês a mês. DESCONTOS PREVIDENCIÁRIOS O Juízo de origem determinou a observância da Súmula 368 do TST quanto ao tema em análise. Vejamos. FGTS + 40% e DSR.212/1991. portanto. IMPOSTO DE RENDA O Juízo de origem determinou a observância da Súmula 368 do TST quanto ao tema em análise. É do empregador a responsabilidade pelo recolhimento das contribuições previdenciárias e fiscais. RESPONSABILIDADE PELO PAGAMENTO. 198. de tal arte que o reconhecimento de créditos trabalhistas não importará prejuízo ao trabalhador.713. não havendo como transferir-se para a reclamada este ônus tributário. §8. pois.000. o encargo financeiro do empregado não pode ser transferido para o empregador.2012) .2001). TST. conhecer do recurso ordinário do reclamante e conhecer parcialmente do recurso ordinário interposto pela primeira reclamada (TELEMAR). transferindo o respectivo encargo financeiro com o tributo para terceiros (art. realiza a hipótese de incidência do imposto. por qualquer forma. dar parcial provimento ao recurso do reclamante para determinar o pagamento de horas extras em relação ao labor em sábados. o Imposto de Renda incidente sobre os rendimentos pagos em cumprimento da decisão judicial será retido pela pessoa obrigada ao pagamento.00 (seiscentos reais). requerendo. Esse foi justamente o entendimento aplicado pelo juízo de origem. rejeitar a preliminar de coisa julgada e. verbis: SUM-368 DESCONTOS PREVIDENCIÁRIOS E FISCAIS. e não apenas a do reclamado. em execução de decisão judicial. observado o limite máximo do salário de contribuição. do C. por unanimidade. no tocante à base de cálculo do adicional de periculosidade. 3.048/1999. FORMA DE CÁLCULO (redação do item II alterada na sessão do Tribunal Pleno realizada em 16. Novo valor da condenação arbitrado em R$ 30.

postulando. consoante decisão de fls. conforme estipulado no acordo homologado. às fls.030/1.168 pugnando pelo improvimento do apelo da reclamada. no tocante à admissibilidade dos Embargos à Execução. 1. então. A decisão que impõe o pagamento de multa pelo descumprimento do acordo é impugnável via Embargos à Execução. CABIMENTO.156/1. Em 26/10/2012. ou no primeiro dia subsequente.118. pretendendo a reforma do julgado. nos termos do artigo 794. procedendo.TRT 17ª Região . 1. após a garantia integral da execução. À Contadoria para elaboração da conta. relatados e discutidos os presentes autos de AGRAVO DE PETIÇÃO. Vistos. concernente ao cumprimento da quarta parcela referente ao acordo. MÉRITO. É o relatório.026/1. instituição bancária do reclamante. insurgiu-se via Embargos à Execução. O réu não foi intimado deste despacho. 1.165/1. Contraminuta do reclamante às fls. assim decidiu à fl. dizendo que o escritório reclamado teve problemas no setor financeiro e que houve pane no sistema de informática do Bando Santander. logrou êxito em arrecadar o valor remanescente da dívida.116/1. Assim. Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente). requerendo a reconsideração do despacho de fls. em face da r. 1.09. todo o dia 10. 2. instituição bancária do reclamante.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.0088900-35. FUNDAMENTAÇÃO 2. Des. pleiteou o vencimento antecipado das demais parcelas e o pagamento de multa equivalente a 50%.Após. da lavra da eminente Juíza Marise Medeiros Cavalcanti Chamberlain.0014 AGRAVO DE PETIÇÃO Agravante: RAMACCIOTTI ADVOGADOS ASSOCIADOS . haver intimação do reclamado acerca do bloqueio realizado. etc. o afastamento da multa em virtude da mora ter ocorrido por motivo devidamente justificado (força maior).00 (cento e vinte e seis mil reais). intimem-se as partes. publicado no DEJT de 08 de Agosto de 2012. não houve remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho para emissão de parecer. 1. que foi indeferido pelo juízo de origem às fls. cuja ordem de bloqueio de ativos financeiros do devedor.EPP Sandro Vieira de Moraes(OAB: 006725 ES) JAYME FERNANDES JUNIOR Carlos Eduardo Amaral de Souza(OAB: 010107 ES) ACÓRDÃO . Em atendimento ao Provimento Consolidado da CGJT. a começar em 10/07/2012. sem. nos termos do artigo 794.2011.2013: Des. Não obstante. em razão disso. em razão de pane no sistema de informática do Banco Santander. 1.1. totalizando o valor de R$ 126. em face de RAMACCIOTTI ADVOGADOS ASSOCIADOS.” Desta decisão.00 (doze mil reais). Após.1.EPP Agravado: JAYME FERNANDES JUNIOR Origem: 14ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO. 1. tendo sido determinada. Razões da reclamada às fls.6 Agravante Advogado Agravado Advogado RAMACCIOTTI ADVOGADOS ASSOCIADOS .2. o juízo a quo. efetuado com atraso. prolatada pela MM. a aplicação da penalidade nos moldes do despacho de fl.118. procedimento que observa a gradação legal do artigo 655/CPC.Expeçam-se os alvarás devidos pela guia de fls. 4 .000. já devidamente penhorado. 2 . em que o reclamado se comprometeu. a penhora on line do aludido valor. 1. Lino Faria Petelinkar e Desembargadora Claudia Cardoso de Souza. julgo extinta a presente execução.161.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA EMBARGOS À EXECUÇÃO. 1005/1006. EXECUÇÃO. decisão de fl.116/1. sendo partes as acima citadas.000.00 (cento e vinte mil reais). do CPC. Às fls.2011.5.0014 Processo Nº AP-88900/2011-014-17-00. 2.027.035. 5 . 1. CONHECIMENTO Conheço do agravo de petição interposto pela reclamada. 1. 35 e 167. 14ª Vara do Trabalho de Vitória/ES. 23 de Setembro de 2013 119 empregatício no recurso do reclamante e multa do 475-J. Em 22/01/2013.050. que não admitiu os Embargos à Execução opostos pela reclamada.032. execute-se. in verbis: “SENTENÇA 1 .1125. Após o aludido despacho de fls. 3 .035. ensejando a aplicação da multa e acarretando o vencimento das parcelas subsequentes.000. e. I. às fls. também. porque satisfeita a obrigação. Procurador: Estanislau Tallon Bozi.” (grifos) Irresignado. o juízo exequendo. em 10 parcelas de R$ 12.Nada sendo requerido. os autos foram encaminhados para a contadoria do juízo. Analisando o caso. IMPOSIÇÃO DE PENALIDADE. nos moldes do artigo 884 caput da CLT. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº AP-88900-35.17. o réu peticionou. RELATÓRIO Trata-se de agravo de petição interposto pela reclamada. em 03/12/2012.2. a pagar ao autor a importância líquida de R$ 120. o próprio reclamado noticiou que incorreu em mora.Tratam os autos de execução de acordo descumprido. Alega o autor atraso na quarta parcela do acordo. respectivamente. Logo após. Justifica. pois presentes os pressupostos legais de admissibilidade recursal. às fls. dentre outras obrigações. 1. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 .126. DESCUMPRIMENTO DE ACORDO. agora. em síntese. à fl. a reclamada não comprova nenhuma de suas alegações.Assim. outrossim.5. in verbis: “Vistos. inciso I do Código de Processo Civil.17. Com o valor do débito. 1030/1034 a reclamada comprova o pagamento da quarta parcela. Insatisfeito. o reclamado foi intimado em 30/01/2013 (fl. Às fls. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19.045/1. 1. considero que o atraso no pagamento caracteriza o inadimplemento do acordo. arquivem-se os autos com baixa na distribuição. A controvérsia tem origem em reclamação trabalhista proposta por JAYME FERNANDES JÚNIOR. Em audiência realizada no dia 22/06/2012 foi celebrado acordo entre as partes. o reclamante informou que o reclamado incorreu em mora relativamente à 4ª parcela da avença.128).035. Instrumentos de mandato. proferiu sentença extinguindo a execução.152. 1. postulando o reconhecimento de vínculo empregatício e consectários legais. que apurou o débito remanescente.

1. Em atendimento ao Provimento Consolidado da CGJT.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA INÉPCIA DA INICIAL. revela-se suficiente à delimitação do pedido e ao seu julgamento.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Sendo assim.035. Não merece admissão. atendidos os requisitos do artigo 840 da CLT. o reclamado interpôs Agravo de Petição. em 30/01/2013 (quarta-feira). que julgou procedentes em parte os pedidos formulados na inicial. para determinar o retorno ao juízo de origem. in verbis: “Art. sustentando que os Embargos à Execução são o meio adequado para impugnação da decisão que impôs multa.0094300-26. 23 de Setembro de 2013 120 Contudo. 213/218. para oposição do remédio previsto no artigo 884 da CLT. com relação às horas extras. em estabelecimento oficial de crédito. por ocasião da realização de escalas extras. sem que fosse necessária a realização de dobras pelos funcionários. pretendendo a reforma do julgado. o reclamado somente teve ciência do bloqueio do saldo remanescente quando foi intimado da decisão que extinguiu a execução. deixo de admitir os embargos à execução. conhecer do agravo de petição. por unanimidade. sentença de fls. Como a garantia integral do juízo deu-se com o bloqueio on line da conta do reclamado. dentro do quinquídio legal. sendo. Vistos. segundo o reclamado. o atraso no pagamento da 4ª parcela por motivo de força maior é circunstância que não descaracteriza o cumprimento integral do acordo celebrado entre as partes. pelo agravado e da Dra.052. dar provimento ao apelo para determinar o retorno ao juízo de origem. Assim. (caput) Sucede que. não há falar em inépcia da inicial.17. Sustentação oral do Dr.5. e que eventual labor extraordinário era registrado no controle e freqüência e devidamente pago ao final do mês. tendo oposto os Embargos à Execução em 04/02/2013 (sexta-feira). da lavra da eminente Juíza Denise Marsico do Couto. ou seja. Portanto. vencimento antecipado e bloqueio de conta bancária. HORAS EXTRAS. Segundo dispõe o artigo 884 da CLT a matéria arguível via Embargos à Execução deve ser restrita às “alegações de cumprimento da decisão ou do acordo. sendo partes as acima citadas. prolatada pela MM. no mérito. e. ou providenciará o desbloqueio do valor. quitação ou prescrição da divida” (§1º) ou também poderá impugnar a sentença de liquidação (§2º). em face da r. pois.7 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Réu Advogado ELTON DE JESUS BEDIM Luciene de Oliveira(OAB: 006081 ES) VIGSERV SERVICOS DE VIGILANCIA E SEGURANCA LTDA Roberto Lança Junior(OAB: 016691 ES) MUNICIPIO DE SERRA Anabela Galvão(OAB: 005670 ES) ACÓRDÃO . motivo obstaculizador para oposição dos Embargos. A indicação de labor extraordinário. requerendo seja negado provimento ao Apelo obreiro. a fim de apreciar o conteúdo dos Embargos à Execução. devendo o Embargante se valer do meio correto presente no ordenamento jurídico. Vejamos. à responsabilidade subsidiária e aos honorários advocatícios. a garantia integral da execução através da penhora de bens. 1. Carlos Eduardo Amaral de Souza. Tatiana Aarão de Moraes. no momento em que o autor foi intimado pela primeira vez. teria havido motivo justificado de força maior para a mora no cumprimento da 4ª parcela do acordo. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19/09/13: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente). o juízo ainda não se encontrava integralmente garantido. qual seja. na média de dez dobras ao mês.0004 Processo Nº RO-94300/2012-004-17-00. Contrarrazões apresentadas pela reclamada. O juiz. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. às fls. Procurador: Estanislau Tallon Bozi DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº RO-94300-26.5. em despacho de fl. à fl. 116/118. portanto.” (grifos) Conforme anteriormente narrado. O termo inicial do prazo para oposição de embargos à execução é a data da intimação da parte. por entender tratarse do meio de impugnação incorreto.” Irresignado.2012. publicado no . 89. Razões recursais do reclamante às fls. segundo o réu. à rescisão indireta do contrato de trabalho. o juízo a quo. 225/231.2012. por maioria. ao receber as respostas das instituições financeiras. de que se efetivou bloqueio de numerário em sua conta.0004 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: ELTON DE JESUS BEDIM Recorridos: VIGSERV SERVICOS DE VIGILANCIA E SEGURANCA LTDA MUNICIPIO DE SERRA Origem: 4ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . ante os termos da fundamentação supra. a fim de apreciar o conteúdo dos Embargos à Execução. dou provimento ao apelo. 199/203. Assim. é necessário o preenchimento de requisito inafastável.17. Desembargadora Claudia Cardoso de Souza e Desembargador Lino Faria Petelinkar.TRT 17ª Região . sobre a imposição da penalidade. 4ª Vara do Trabalho de Vitória/ES. in verbis: “O Executado apresenta Embargos à Execução com o intuito de contestar a decisão proferida por este Juízo às fls. no tocante à inépcia da petição inicial. Vencida a Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi. o prazo para oposição dos Embargos à Execução somente teve início com a sua intimação. Parágrafo único. a decisão que impõe o pagamento de multa pelo descumprimento do acordo é impugnável via Embargos à Execução. emitirá ordem judicial eletrônica de transferência do valor da condenação para conta judicial. Ou melhor. pelo juiz. sobretudo quando o empregador alega a existência de empregados para eventuais substituições. observo que o questionamento do reclamado subsume-se estritamente na hipótese de “cumprimento da decisão ou do acordo” prevista no artigo 884 §1º da CLT. não admitiu os Embargos à Execução opostos pela reclamada. 3CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 do Trabalho da 17ª Região. pelo agravante. Porém. tal qual dispõe o artigo 89 Parágrafo único da Consolidação dos Provimentos da Corregedoria-Geral da Justiça do Trabalho (divulgada no DEJT de 17/8/2012). Portanto. NÃO CONFIGURAÇÃO. visto que o recurso em tela não é o adequado para reformar a decisão impugnada. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante ELTON DE JESUS BEDIM.

3. evidencia a exordial a ausência de causa de pedir nesse sentido também. alegando que.. não sendo necessária a utilização de pessoal em regime de sobrejornada (o que se daria em caráter de horário extraordinário além do horário do término da escala ou em dia de folga) para tal finalidade”. no tocante ao labor em sobrejornada.supressão do intervalo intrajornada. do CPC. dar provimento ao apelo obreiro para afastar a inépcia da inicial. como entender de direito. permanecido em escala 12X36 das 06:00 as 18:00horas sem intervalo e. o que também impede o pleno exercício da ampla defesa pela parte ré. em defesa.) In casu.) No que tange ao pedido de pagamento de horas extras efetivamente laboradas pelo autor. . Desse modo.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. deve a petição ser indeferida. tendo em vista tratar de matéria de fato.2. porquanto presentes os pressupostos legais de admissibilidade recursal. e da Informalidade. Aliás. inclusive aquelas decorrentes da supressão do intervalo intrajornada e pagamento pelos feriados e domingos laborados em dobro. I. a fim de que julgue o pleito. No caso dos autos.labor em feriados. sem a efetiva contraprestação pecuniária pela reclamada. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19/09/13: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente). com o retorno dos autos à Vara de origem. 2.2011.C MARCON ADVOGADOS ASSOCIADOS Aretusa Pollianna Araujo(OAB: 010163 ES) KARYNNA FRANCO ESPINOSO BRASCOBRA CENTER LTDA Aretusa Pollianna Araujo(OAB: 010163 ES) L. do artigo 515. Considero as contrarrazões apresentadas pela reclamada. sob os seguintes argumentos: “Arguiu a reclamada a inépcia da inicial no que alcança os pedidos de pagamento de horas extras. Acolho. no mérito. nos termos do § 3º. portanto. o que foi alterado tão somente a partir de JANEIRO/2012. na justiça do trabalho. nos termos do artigo 267. Desembargadora Claudia Cardoso de Souza e Desembargador José Luiz Serafini. conforme se infere da inicial. quando asseverou que “realizava uma média de 10 dobras por mês em ESCALA EXTRA”. obstando a elaboração satisfatória da peça de resistência. e. vale ressaltar que. 04 e 05 da inicial. 840. § 3º.0007 Processo Nº RO-94800/2011-007-17-00. 282/CPC. HORAS EXTRAS. não havendo qualquer motivo. ambos do CPC. como entender de direito. Com relação ao pedido de condenação da reclamada ao pagamento de horas extras. no tocante às dobras supostamente realizadas em escalas extras. (.8 Recorrente Advogado Recorrido Plurima Autor Advogado Plurima Réu L. § 3º. quando realizava escalas extras. 23 de Setembro de 2013 121 DEJT de 08 de Agosto de 2012. acrescentando que “a empresa dispõe de pessoa em caráter fixo em situação de “stand by”. como entender de direito. 840/CLT. nos termos do artigo 515. Se há situações em que a narrativa dos fatos não propiciar a impugnação específica por parte da ré. que: “Inobstante a jornada acima. em defesa. Procurador: Estanislau Tallon Bozi DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº RO-94800-20.. não há o rigor formal do processo civil. argüida pela ré. Suspeição do Desembargador Lino Faria Petelinkar. determinar o retorno dos autos à Vara de origem. afasta-se a inépcia do pedido de horas extras. na medida em que sustentou a realização de 10 dobras ao mês. verifico que a reclamada. insurge-se o autor. As demais matérias impugnadas no recurso ordinário do reclamante serão analisadas oportunamente. asseverou que todas horas extras foram devidamente registradas e pagas. faltas programadas ou imprevistas. mas não quanto ao pagamento de horas extras. dou provimento ao recurso obreiro para afastar a inépcia do pedido de horas extras. não ocorre qualquer das hipóteses abstratamente previstas na norma processual. in casu. IV c/c art 295.1. Bom. por unanimidade. ao contrário do apontado no decisum. FUNDAMENTAÇÃO 2. § único. no tocante ao labor extraordinário. embora de forma sucinta. realizava uma média de 10 DOBRAS ao mês em ESCALA EXTRA.” Sendo assim.1.5. fazendo um breve histórico. o rte. . no tocante às dobras supostamente realizadas em escalas extras. por três razões: . bem como se consagra o Princípio da Simplicidade nos termos do art. revelando-se respeitado. A r. possibilitar que a demandada se defenda das alegações. no que é pertinente ao pedido de pagamento de horas extras. sentença de origem acolheu parcialmente a preliminar de inépcia da petição inicial. no tocante às dobras supostamente realizadas em escalas extras. com suas narrações.” Dessa decisão. parcialmente.. de 08:00 as 18:00 em escala 5X2. CONHECIMENTO Conheço o recurso ordinário interposto pelo reclamante. na inicial. para declarar a inépcia da inicial.17. jornadas extras. por elastecimento da jornada. a preliminar e extingo o processo. férias e/ou outras eventuais ausências. nos termos do artigo 515. portanto.C MARCON ADVOGADOS ASSOCIADOS . Pelo exposto. pois tempestivas e regulares. entendo que houve causa de pedir. há causa de pedir. do CPC. o autor postulou o pagamento de horas extras. ao declinar os fatos elencados na inicial. É o relatório. INÉPCIA DA PETIÇÃO INICIAL. à disposição como reserva operacional destinada à cobertura eventuais necessidades em postos de trabalho. MÉRITO 2. a fim de que proceda ao julgamento do referido pedido. Há apenas causa de pedir quanto ao pagamento de horas extras pela supressão do intervalo intrajornada.realização de 10 dobras ao mês em escala extra. O autor. § 1º da CLT. remanejado Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 para a RESERVA. com a remessa dos autos à Vara de Origem. Ademais. às fls. sem resolução do mérito. do CPC. que representa uma mitigação à Teoria da Substanciação que informa o art.CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região.. o contraditório. tendo o rte. deve. inclusive quanto àquelas decorrentes da supressão do intervalo intrajornada. quanto ao pedido de pagamento em dobro pelos domingos e feriados laborados (letra h da exordial) e de pagamento de horas extras efetivamente laboradas pelo autor. em decorrência das dobras. conhecer do recurso ordinário interposto pelo reclamante e. asseverou o obreiro. a fim de que proceda ao julgamento do referido pleito. estando a exordial trabalhista em perfeita harmonia com o art. (. não houve remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho para emissão de parecer.2.

narrou a reclamante ter sido contratada pela 1ª ré em 05/11/07. 25/253. a reclamante reiterou os argumentos da inicial. Comprovantes de recolhimento de depósito recursal.200.00 (setecentos reais) no caso da reclamante . em virtude de começarem a pagar comissões em razão de metas de produtividade. Em defesa. que o pagamento extrafolha deve ser corroborado por prova contundente. R$ 150. A primeira delas consistia em uma dobra do salário.” Aduziu que sempre bateu todas as metas. ante a confissão das rés quanto ao pagamento da bonificação de R$ 700.TRT 17ª Região . relativamente à participação nos lucros. recorrem as reclamadas. acrescentando que as reclamadas confessaram que a reclamante sempre batia suas metas e recebia por elas.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA RECURSO ORDINÁRIO DA RECLAMADA. alegando que as parcelas de R$ 700. no particular. da lavra da eminente Juíza Rosaly Stange Azevedo. sendo que a partir de fevereiro de 2009. VINCULAÇÃO À PRODUTIVIDADE. como advogada.00 (duzentos reais) pela terceira semana e R$ 250. estes faziam o repasse. razão pela qual improcede o Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . à fl. a segunda. 7ª Vara do Trabalho de Vitória/ES. Sustentaram. DESCARACTERIZAÇÃO. decisum. Indeferiu. a título de produtividade. quando da distribuição mensal dos lucros aos sócios. tratando-se de mera liberalidade dos sócios da empresa. RECURSO ORDINÁRIO DA RECLAMANTE. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO.0094800-20.00 (duzentos e cinqüenta reais) pela quarta semana.que não se confundia com salário ou comissão. requereu a condenação desta ao pagamento das diferenças da real remuneração em todas as verbas rescisórias. Contrarrazões apresentadas pelas reclamadas. 214-214v. ADVOGADO EMPREGADO. Instrumentos de mandato.00 (cem reais) pela primeira semana. que julgou procedentes em parte os pedidos formulados na inicial. sendo partes as acima citadas. ao dano moral. e. condicionado ao trabalho e a produtividade. na realidade. 231-242. o que não foi feito. na medida que a prova oral demonstrou que o seu pagamento era realizado no contracheque. porquanto tempestivas e regulares. 218/228.17. pretendendo a reforma do julgado. esta passou a ser paga no contracheque. correspondente ao alcance de metas semanais. MÉRITO DO RECURSO ORDINÁRIO DAS RECLAMADAS 2.0007 RECURSO ORDINÁRIO Recorrentes: L. e de custas processuais. Estando o pagamento da parcela pelo empregador.00 (setecentos reais) por mês. ainda. às fls. 245-251v. R$ 200. como a cópia de sua declaração de imposto de renda. Vistos. percebendo salário mensal de R$ 1. 230.1PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS Na exordial. cujos valores constavam nos contracheques e se incorporavam ao salário para todos os fins. à responsabilidade pelos encargos decorrentes da contribuição previdenciária e à assistência judiciária gratuita. Aduziram que esta distribuição de lucros parou de ser paga a partir de maio de 2008. às fls. 201-205v. FUNDAMENTAÇÃO CONHECIMENTO Conheço dos recursos ordinários interpostos pelas partes. a integração da suposta dobra salarial.00 (mil e duzentos reais).2. Incidência do princípio da primazia da realidade. às horas extras.2011. Estabelecendo o contrato de trabalho firmado pela reclamante uma jornada diária de 8 horas. cuja natureza é indiscutivelmente salarial. resta evidente o regime de dedicação exclusiva. em face da r. as reclamadas negaram a existência de pagamento “por fora”. paga da seguinte forma: “Se batesse a meta semanal recebia R$ 100. É o relatório. enquanto a gratificação configura parcela fixa. e que pode ter como critério a produtividade do trabalhador. bem como do DSR suprimido. às fls. não houve remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho para emissão de parecer. no tocante ao pagamento do repouso semanal remunerado sobre gratificação. à fl. aos lucros da empresa.C MARCON ADVOGADOS ASSOCIADOS E OUTRO Origem: 7ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . prolatada pela MM. pleiteando a reforma do r. A participação nos lucros encontra-se vinculada a um único critério. resta configurada a gratificação. JORNADA DE TRABALHO. 229. Razões recursais das reclamadas. Alegou que durante todo o contrato de trabalho recebeu duas complementações salariais pagas por fora. Em manifestação à contestação.00 (setecentos reais) e diante dos depoimentos das testemunhas. Inconformadas. deferiu a integração do referido valor na remuneração da autora. 23 de Setembro de 2013 122 Plurima Réu Advogado Plurima Autor Advogado BRASCOBRA CENTER LTDA Aretusa Pollianna Araujo(OAB: 010163 ES) KARYNNA FRANCO ESPINOSO Carla Cibien Guaitolini(OAB: 012530 ES) ACÓRDÃO . de um valor para a equipe do jurídico – R$ 700. requerendo seja negado provimento ao apelo obreiro. ante a manobra da 1ª reclamada para burlar a legislação trabalhista e evitar o pagamento de impostos. Alegaram que. complementada pela r. de modo que. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelas reclamadas LC MARCON ADVOGADOS ASSOCIADOS e BRASCOBRA CENTER LTDA e de recurso ordinário interposto pela reclamante KARYNNA FRANCO ESPINOSO. PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS. Em atendimento ao Provimento Consolidado da CGJT. pois presentes os pressupostos legais de admissibilidade. caso todos as metas fossem batidas. à majoração da indenização por dano moral decorrente de assédio moral e aos honorários advocatícios. paga com habitualidade.5. Considero as contrarrazões apresentadas pela reclamante e pelas reclamadas. ou extratos bancários.C MARCON ADVOGADOS ASSOCIADOS E OUTRO KARYNNA FRANCO ESPINOSO Recorridos: KARYNNA FRANCO ESPINOSO L. contudo. propugnando pela manutenção da sentença. dividida entre comissão e DSR. O Juízo de origem.00 (cento e cinqüenta reais) pela segunda semana. sendo dispensada sem justa causa em 02/07/09.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. o que totalizava o valor de R$ 700. publicado no DEJT de 08 de Agosto de 2012. às fls. às fls. decisão dos embargos declaratórios de fls. DEDICAÇÃO EXCLUSIVA. sentença de fls.00 (setecentos reais) pagas à reclamante correspondem à participação nos lucros da empresa. paga quando a reclamante batia a meta mensal. 261-268. Contrarrazões apresentadas pelo reclamante. mormente por tornar inviável o exercício de outras atividades. qual seja. Razões do recurso ordinário da reclamante.

. psíquicas. As reclamadas não negam ter havido. decorrente do assédio moral sofrido. a reclamante noticiou que era diariamente pressionada a bater as metas exigidas. a caracterização do dano na esfera moral ainda exige o preenchimento de outros requisitos: ato ilícito decorrente de conduta praticada pelo empregador ou seu preposto. pela prática sistemática e reiterada de atos hostis e abusivos por parte do empregador ou dos demais colegas de trabalho.000. prejuízo suportado pelo empregado.) As gratificações surgiram. sem relatar um caso concreto. a partir de eventos socialmente considerados relevantes (festas de fim de ano. desprovida. redução de custos. assume o caráter salarial e. de maneira geral. Vejamos. INTEGRAÇAO AO SALÁRIO. dos depoimentos das testemunhas.. de natureza salarial. O dano moral pressupõe um ato ilícito que afete a esfera psíquica do autor. Aduzem que não estão presentes os requisitos caracterizadores do assédio moral. consistindo suas alegações em afirmações evasivas.) parcelas contraprestativas pagas pelo empregador ao empregado em decorrência de um evento ou circunstância tida como relevante pelo empregador (gratificações convencionais) ou por norma jurídica (gratificações normativas). Sustentou que todos os dias recebia e-mails cobrando produção. que dispõe que a participação nos lucros não possui qualquer vinculação com o salário. pugna pela majoração da indenização decorrente do assédio moral. 23 de Setembro de 2013 123 deferimento de sua integração ao salário.” Desta forma. LTR. DANO MORAL (matéria analisada em conjunto com o recurso ordinário da reclamante) Na inicial. As reclamadas.2. morais e existenciais da vítima.00 (dois mil reais). Sustentaram que a cobrança de resultados não é ilegal. não inferior a R$ 31. paga com habitualidade. XI. Contudo. degradando as condições de trabalho e comprometendo o desenvolvimento da atividade laboral.. HABITUALIDADE. conforme lição de Maurício Godinho delgado consiste em. como tal. sendo promovida dentro dos limites da lei e da ética profissional. A participação nos lucros. mas sim a forma como as reclamadas procedem a essa cobrança. Muito se discute atualmente sobre o assédio moral no ambiente de trabalho. Vilja Marques (in Um fenômeno chamado psicoterrorismo. Além disso. Rel. 7º. insurgem-se as partes. na prática trabalhista como atos empresariais de liberalidade em favor dos respectivos empregados. a participação nos lucros encontra-se vinculada a um único critério. jul. sustentam que.. Informaram que a autora foi demitida em razão de corte de pessoal e redução do quadro de colaboradores. com o qual se lhe garante uma parcela dos lucros auferidos pelo empreendimento econômico do qual participa. e todos os seus direitos rescisórios foram devidamente pagos. paga habitualmente. o pagamento mensal à reclamante do valor de R$ 700. (. Em manifestação à contestação. por sua vez. qual seja. como almejam as reclamadas. caso não fossem alcançados os objetivos traçados. por exemplo). a reclamante. p. além de ameaça de dispensa.. de gerente. gestos e comportamentos do patrão.. em suas razões recursais. No caso dos autos. prova disto é que a reclamante recebia comissão em quase todos os meses. dignidade e imagem. repetitivas e prolongadas. Por sua vez. com exposição de sua honra.00 (trinta e um mil reais). publicado em 31/05/2011). leciona que psicoterrorismo ou assédio moral “é a exposição dos trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes e constrangedoras. chefe. segundo Arnaldo Süssekind. mobbing significa todos aqueles atos comissivos ou omissivos. depreende-se que a cobrança foi realizada de forma geral e igualitária a todos os empregados. com excessos e humilhações. (. porquanto seu pagamento é condicionado unicamente à produção da autora.. requereu indenização a título de danos morais. em defesa. superior hierárquico ou dos colegas. deverá integrar a remuneração do empregado para todos os efeitos legais. portanto. 2004. ainda. Sustentam. que se caracteriza. a teor do art. Aduziram que as metas não eram inatingíveis. O Juízo de origem. “in verbis”: “(.00 (setecentos reais).” (Terror Psicológico no Trabalho. Conforme lições de Márcia Novaes Guedes: "No mundo do trabalho. que a sentença de origem não se fundamentou em prova robusta. e de Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 forma benéfica à trabalhadora. 68-07... enquanto a gratificação configura parcela fixa. aos lucros da empresa. nos meses em que as metas foram alcançadas. 2. com trabalhos exaustivos e sob a vigilância constante dos sócios das reclamadas. baseado nos depoimentos das testemunhas. que traduzem uma atitude contínua e ostensiva perseguição que possa acarretar danos relevantes às condições físicas. 2ª ed.) método de remuneração complementar do empregado. 32). o valor recebido pela reclamante não se configura em participação nos lucros. e sim em gratificação. mediante o alcance das metas estatuídas. que o fato trazido pela reclamante para fundamentar seu pleito nada mais é do que mera exigência para o alcance de metas empresariais.)” Assim. alegaram não existir qualquer comprovação de assédio ou dano causado. justificam sua não integração. (. arbitrou em favor da reclamante indenização no valor de R$ 2. até maio de 2008. com o objetivo de atingir sua integridade física e/ou psicológica. da CF/88. ou seja. Neste sentido. durante a jornada de trabalho e no exercício das funções profissionais”. Assim. Dessa decisão. Pois bem. ao argumento de se tratar de participação nos lucros. em face de determinado trabalhador. para que seja concedida no valor mínimo de 10 (dez) vezes o salário recebido. exigindo que a agressão ultrapasse as barreiras da normalidade e dos fatos corriqueiros possíveis de acontecimento no cotidiano. consiste em "(. Embora ainda não tipificado na legislação federal trabalhista. A gratificação denominada pela empresa de "prêmio produção". a reclamante aduziu que ilegal não é cobrança de resultados. sem qualquer particularidade no que se refere à pessoa da reclamante.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. pelos quais ficou demonstrada a cobrança excessiva para atingimento de metas.. colaciono o arresto do TRT da 14ª Região: “GRATIFICAÇAO POR PRODUÇAO. fato que não se pode atribuir mais do que mero aborrecimento. Nego provimento.)" Já a gratificação. que recebe comissões/prêmios em razão do alcance de resultados. atitudes. da direção da empresa. Revista LTr. sentença vergastada. e que pode ter como critério a produtividade do trabalhador. o . incólume a r.2ASSÉDIO MORAL. por exemplo) ou fatos empresarialmente considerados significativos (elevação excepcional dos lucros em determinado exercício. em seu apelo. p. e nexo de causalidade entre a conduta ilícita e o dano experimentado. (Processo nº 0001066. Juiz Federal do Trabalho Convocado Shikou Sadahiro.. As reclamadas. 819).000. Sem razão.

pois. condeno a reclamada a arcar com os juros. com base nos artigos 186 e 927 do Código Civil. 13) nunca viu ninguém vigiando o trabalho da autora mais do que o trabalho dos demais advogados. Lídia Maria da Silva santos. 395 do CC [. o art.] que nunca viu alguém falando para a reclamante que se não produzisse seria demitida” (grifei) No mesmo sentido.212/93 não prevê qualquer teto a ser respeitado. TST. sendo tal postura encarada como uma forma de pressão pela depoente [. caput. a multa e a correção monetária sobre tais contribuições... revendo entendimento anterior. o que culminou com o arquivamento dos mesmos”. curvo-me ao julgamento pacificado pelo C. ocasionando graves transtornos à saúde do trabalhador e dificuldades para a realização do serviço. as parcelas fiscais e previdenciárias não foram recolhidas corretamente e que. Primeiro. porém não haveria uma punição por este motivo. o referido desconto deve levar em consideração as cotas de responsabilidade de ambos os litigantes. irritação ou sensibilidade exacerbada estão fora da órbita do da moral". sofrimento ou humilhação que. Conforme dito anteriormente. CF). o encargo financeiro do empregado não pode ser transferido para o empregador. transferindo o respectivo encargo financeiro com o tributo para terceiros (art. Vejamos o que disse a Sra. De acordo com o item III. No caso em apreço. [. de fato. interfira intensamente no comportamento psicológico Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 do indivíduo. à vida e à segurança (art.. In casu. §4º.. arrolada como testemunha pela reclamante: “[. que causava pressão psicológica nos empregados.2. que “o desligamento da reclamante se deu sob a acusação de que teria deixado alguns processo de busca e apreensão e reintegração de posse sem andamento.]” Insurgem-se as reclamadas. Desse modo. havia uma cobrança exacerbada para o alcance de metas. como o Imposto de Renda. como alega. 128 do CTN).. "Só se deve reputar como dano moral a dor. ou.. Sem razão. seja calculada mês a mês. o assédio moral caracteriza-se como uma injustificada conduta de perseguição contínua. as agressões morais devem ocorrer de forma direcionada. porquanto somente por disposição expressa de lei é possível excluir a responsabilidade do contribuinte. desde que o empregador comprovasse o recolhimento da parte que lhe coubesse. in verbis: “[. observado o limite máximo do . Laura Clara Nascimento Perim. O i. alegou nunca ter presenciado qualquer atitude humilhante e desrespeitosa para com a reclamante e tampouco perseguição: “[. Requereu. 43 da Lei 8. devendo o autor somente sofrer o desconto pelo valor histórico da contribuição. as próprias testemunha da autora foram claras e uníssonas ao afirmar que a cobrança pelo cumprimento de metas era realizada de forma geral e homogênea a todos os empregados.212/1991. para que seja excluída da condenação a responsabilidade pelo pagamento dos encargos decorrentes das contribuições previdenciárias.. por não ter sido o contrato de trabalho devidamente registrado. CF).] que havia uma pressão geral na empresa de que se o funcionário não atingisse as metas seria demitido. Ante o exposto. 1º. aplicando -se as alíquotas previstas no art. da súmula 368. a prova oral demonstrou que.]” Ademais. causando-lhe aflições. 276. tenha sido vítima de perseguição ostensiva. uma vez que o art.3CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA Na inicial. 2. que a depoente era vigiada e diziam que nos outros setores o mesmo acontecia. não há nos autos prova de que a autora tenha sofrido. do Decreto n º 3.] Os empregados não podem ser responsabilizados pelos encargos decorrentes do atraso da empregadora no recolhimento das contribuições previdenciárias. pois estas situações são efêmeras e não chegam ao ponto de romper o equilíbrio psicológico. Carlos Alberto Gonçalves. e não apenas a do reclamado. que o referido gerente também circulava pelo escritório surpreendendo os empregados constantemente por ficar parado atrás dos mesmos enquanto estes desempenhavam suas atividades.] que havia metas a cumprir estabelecidas pelo superior imediato (gerente) que ameaçava constantemente de demissão os advogados que não as cumprisse.. independente do seu valor.. referido comportamento não era direcionado à pessoa da reclamante. tanto na vigência do contrato de trabalho ou fora dele. TST. a segunda testemunha das rés. também indicada pela reclamante: “[. condenando as reclamadas a arcarem somente com os juros. ao bem estar e à justiça (Preâmbulo da Constituição). do C.. 23 de Setembro de 2013 124 assédio moral e seus efeitos indenizatórios derivam diretamente da Constituição da República.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. do C. aborrecimento. Deuzivam da Silva Souza.. sentenciante de piso acolheu parcialmente o pedido. voltada contra um indivíduo específico. no caso de ações trabalhistas. E nem se alegue. foi o depoimento da Sra. nego provimento ao recurso da reclamante e dou provimento ao recurso das rés. angústia e desequilíbrio em seu bem estar. 198.. vexame.. Neste diapasão. Além disso. 5º. pleiteando a reforma da sentença. no item III. vexame ou desprezo. Assim. III. juros e correção monetária).] 19) não recebiam advertência caso não cumprissem metas. Alega que a súmula 368 do TST atribui o ônus do pagamento da quota previdenciária às partes respectivas. se tivesse recebido as parcelas ora postuladas mês a mês. em conformidade com o disposto no art. o obreiro não se eximiria da incidência dos descontos previdenciários. que as reclamadas arquem com os encargos fiscais e previdenciários devidos. não havendo qualquer ressalva quanto aos encargos (multas. Em se tratando de contribuição previdenciária incidente sobre as verbas deferidas em decisão judicial. TST. mágoa.. fazendo expressa referência ao valor total apurado em liquidação de sentença.. Quanto à aplicação do valor histórico à cota parte devida pelo reclamante.. a reclamante aduziu que. constrangimento. que não acolhia a tese de que os descontos previdenciários devidos pelo empregado fossem feitos apenas pelo valor histórico. sobre elas não incidiriam tributos. como argumento para comprovação da existência de assédio. por disciplina judiciária. segundo o Prof. que firma como seus princípios cardeais o respeito à dignidade da pessoa humana (art. determina que a contribuição previdenciária devida pelo empregado.. mas se estendia a todos os empregados das rés. por ato ou omissão das reclamadas. Contudo. assim. Sr. multas e correção monetária decorrentes do atraso no recolhimento das contribuições previdenciárias. 20) nunca presenciou a autora sendo ameaçada de dispensa caso não batesse metas [. da súmula 368. para afastar a condenação em danos morais decorrentes de assédio moral.]” Assim. corriqueira e repetitiva no ambiente de trabalho. ainda. 12) pelo que o depoente percebia a autora tinha uma cobrança de metas igual a dos demais advogados. [.. notadamente. porque não há provas nesse sentido. para a configuração do dano. que regulamentou a Lei nº 8. fugindo à normalidade. Mero dissabor.048/1999. não havendo qualquer notícia de perseguição direta contra a reclamante.] nunca presenciou nenhuma situação em que a autora tenha sido desrespeitada ou tratada de forma humilhante.

da Lei nº 8. 2. para fins de aplicação dos juros e multa sobre as contribuições previdenciárias.212/91 (05/11/2007 a 02/07/2009). TST. não repercutem no cálculo do repouso semanal remunerado. 276 do Decreto 3. que alterou o artigo 43 da Lei 8. 5. 7º da Lei n. enquanto a assistência judiciária gratuita exige a presença dos requisitos do art. ou declaração. que não está em condições de pagar as custas do processo sem prejuízo do sustento próprio ou da família. quais sejam.2. TST. Pois bem. sendo incontroversa a periodicidade mensal da gratificação de R$ 700. 14 da Lei n.” Sustentam em seu apelo que.06. da Lei 8. Alega que a r. incólume a r. a incidência dos juros e multa sobre as contribuições previdenciárias observe o prazo estipulado no artigo art. § 6º. ressalto que a regra do § 2º. quanto ao período do contrato de trabalho que antecede a alteração do artigo 43 da Lei n. nos termos do art. a Súmula 225 do C. nos termos do § 3º. 121/2003. indevido o reflexo no RSR. com relação ao repouso semanal remunerado. de maneira que a nova regra previdenciária somente será aplicada às prestações de serviço realizadas a partir de 03 de março de 2009 (90 dias após a publicação da MP). considerando que o contrato de trabalho do reclamante abrange período anterior e posterior à vigência da Lei 11.212/91 (inserida com o advento da Medida Provisória 449/2008. na prática. defiro-lhe o requerimento. do art.3. estabelece que as contribuições previdenciárias somente poderão ser exigidas após decorridos 90 (noventa) dias da data da publicação da lei que as houver instituído ou modificado. 20. o Juízo de origem indeferiu a repercussão sobre o repouso semanal remunerado da gratificação de R$ 700. parágrafo 3º da CLT. tratando-se de institutos diversos. multas e correção monetária. MÉRITO DO RECURSO ORDINÁRIO DA RECLAMANTE 2.4. Tribunal: Contribuição previdenciária.212/91. Com efeito. nos termos do art. e das 8h30min às 12h.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.2001). 26. sentença prolatada: “A justiça gratuita tem previsão no artigo 790. esclareço que o que foi deferido à reclamante foi benefício da justiça gratuita e não a assistência judiciária gratuita. ante o princípio da anterioridade. na liquidação da sentença.2003 As gratificações por tempo de serviço e produtividade. da CLT.1PAGAMENTO DO REPOUSO SEMANAL REMUNERADO SOBRE A GRATIFICAÇÃO DE R$ 700. porquanto a reclamante não atende a ambos requisitos legais.048/99. eventual reflexo. a partir de 03/03/2009. bastando prova de percebimento de salário igual ou inferior ao dobro do mínimo legal.00 (setecentos reais). 20 e 21. o art. sendo a contribuição previdenciária do empregado calculada pelo valor histórico. incumbe ao empregador o pagamento de juros. em sua peça de ingresso. Asseveram. 26. 790 da CLT. CÁLCULO. ensejando o enriquecimento sem causa. o prazo do artigo 276 do Decreto 3.048/99 para o período do contrato de trabalho que antecede a alteração do artigo 43 da Lei n.212/91. à fl. III.º 5. declarou. Preenchidos os requisitos legais. deve o reclamante arcar somente com o pagamento da contribuição previdenciária em seus valores históricos. §1º. exige apenas a declaração de miserabilidade jurídica e podendo ser concedido até mesmo de ofício. 2. Nesse sentido. de fato.1994 e 20. o reclamante não preenche os requisitos da Lei n. e a regra deste último para aquele que abrange o período de sua vigência (a partir de 03/03/2009). Nego provimento. Destarte.584/70. Contudo. tendo a autora apresentado declaração de sua insuficiência econômico-financeira. (ex-OJs nºs 32 e 228 da SBDI-1 – inseridas. de acepção mais restrita. da Constituição da República. não ter condições de pagar as custas processuais do processo sem prejuízo do seu sustento próprio ou de sua família.941/2009).584/70. sob as penas da lei. Segue a r. 5.941/2009.212/91.3. reflete.2HORAS EXTRAS APÓS A 4ª DIÁRIA Sustentou a reclamante. 790. No presente caso. deverá ser observado. O requisito foi observado pela autora à fl. pois agrava a situação do contribuinte. por ter deferido o pagamento do RSR referente às comissões constantes nos contracheques. a necessidade de reforma da r. DJ 19. que considerou a data da prestação de serviços como fato gerador das contribuições previdenciárias incidentes sobre as verbas resultantes de decisões em reclamatórias trabalhistas.03. FGTS e aviso prévio. ficando a cargo da empresa o pagamento de juros. Quanto à apuração dos juros e multa. publicada em 04/12/2008. ante o princípio da irretroatividade.00 (setecentos reais). da CLT. sentença de piso.584/70. de segunda a sexta. 457. extrafolha. respectivamente. 14 da Lei n. importando somente na isenção de custas. concedeu à reclamante o benefício da justiça gratuita. atualização monetária e multas. nas demais verbas trabalhistas. §3º. Assim. alínea “a”. 8. pagas mensalmente à reclamante. devidas por força de avença em contrato de trabalho. sentença. 43. . pagas mensalmente. ou seja. Vejamos. 605/49 dispõe que a parcela paga mensalmente já remunera o repouso semanal. como férias. a recente Súmula 17 deste E. com intervalo de almoço de 1h15min. Assim. Isso posto. do art. em 14. e a regra deste último para aquele a partir de sua vigência.00 Com fulcro na Súmula 225 de C.Res. mas que. recorre a reclamante. 23 de Setembro de 2013 125 salário de contribuição. implicaria em duplo pagamento (bis in idem). o artigo 195. nos termos do art. nos termos do art. sentença de primeiro grau. e convertida na Lei 11. àquele que perceber salário igual ou inferior ao dobro do mínimo Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 legal ou comprovar que sua situação econômica não lhe permite demandar sem prejuízo. Nego provimento. Desta forma. Ademais. Nesse sentido. 8. da Constituição da República. assim. dou provimento parcial para determinar que.00 (setecentos reais). Desta decisão. na liquidação da sentença. que seu horário contratual de trabalho era das 8h às 18h. verbis: SUM-225 REPOUSO SEMANAL. Em primeiro lugar. o benefício da justiça gratuita. somente pode ser aplicável aos fatos ocorridos após a sua vigência. nos termos do artigo 150. a assistência sindical e miserabilidade jurídica. Contudo. Em suma. GRATIFICAÇÕES POR TEMPO DE SERVIÇO E PRODUTIVIDADE (mantida) . décimo terceiro. As gratificações são parcelas salariais pagas em razão de condições especiais. deveria também ter deferido o pagamento do RSR sobre a gratificação de R$ 700. fato suficiente para o deferimento do benefício da justiça gratuita. norma coletiva ou mera liberalidade do empregador.11. a assistência judiciária gratuita será prestada pelo sindicato da categoria profissional a que pertencer o trabalhador. trabalhava três dias da semana até às 19h e os outros dois até às 20h. Pela natureza jurídica que ostenta.ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA Pretendem as reclamadas a reforma da decisão que. No tocante às contribuições previdenciárias decorrentes de créditos reconhecidos em sentença. um sábado sim e o outro não.

CONFIGURAÇÃO. não sendo comprovado pela autora que os cartões não espelham a jornada diária efetivamente cumprida. comprovou-se que o reclamante laborava em sistema de compensação de jornada. mesmo havendo contrato escrito. no seu escritório ou em atividades externas. Recurso de embargos não conhecido. verifica-se que as horas extras trabalhadas foram devidamente registradas e pagas em contracheque ou inseridas no banco de horas. inexistindo diferença a ser paga. no exercício da profissão. conforme art. HORAS EXTRAORDINÁRIAS. que o seu horário de saída era as 18h00min. O fato de ter sido contratada para cumprir jornada diária de 8h já descaracteriza. A reclamada comprovou que havia compensação mediante banco de horas. Dessa forma. outrossim. SBDI-1. 1. sendo-lhe reembolsadas as despesas feitas com transporte. continua a cumprir a jornada inicialmente avençada. ou oito horas diárias. a percepção. O insigne sentenciante julgou improcedente o pleito. entre 01/05/2008 e 30/04/2009. que deu azo à edição da referida regulamentação. ADMISSÃO ANTERIOR À LEI N. Assim. DEDICAÇÃO EXCLUSIVA. das horas trabalhadas após a quarta diária. 20 da Lei n.0001. o art. 20 da lei 8.. afastando a jornada de 4horas diárias. Nesse sentido. com apoio na jurisprudência desta Corte uniformizadora. 23 de Setembro de 2013 126 Aduziu que não tinha contrato de exclusividade com as reclamadas. Sustentou que dos cartões de ponto. RECURSO DE REVISTA. DJ de 18/9/2009) ADVOGADO. a reclamada aduziu que o horário de trabalho da reclamante era das 8h30min às 18h.(TST-E-ED-RR-13940095. Registre-se.. e. não devem ser consideradas como extras as horas excedentes à quarta diária. hospedagem e alimentação. as horas extras registradas estão devidamente quitadas. Vejamos. tendo que pedir ao chefe autorização para liberar as horas extras.906/94 fixou a jornada de trabalho do advogado empregado em. por meio de contrato de emprego. fazendo jus às horas extras além da quarta.906/1994 (Estatuto da Advocacia). DEDICAÇÃO EXCLUSIVA. JORNADA CONTRATUAL DE SEIS HORAS. que o horário da reclamante era o mesmo. ao cumprimento de carga horária correspondente a quarenta horas semanais. tendo comprovado na exordial que realizava advocacia particular. E é nessa última hipótese que se inclui a autora. observados os limites do pactuado. de forma intercalada (a cada 15 dias). VIOLAÇÃO DO ARTIGO 896 DA CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO NÃO EVIDENCIADA. O art. a jornada reduzida de 4h. Além disso. do TST: EMBARGOS. a não constância expressa no contrato de trabalho de cláusula de dedicação exclusiva não tem o condão de desnaturar o referido regime. aguardando ou executando ordens.) No caso dos autos. os seguintes precedentes da SBDI-1. devidamente autorizado pela norma coletiva. A previsão de uma jornada de 6 (seis) horas em contrato de trabalho de advogado. 8. por entender quadrar-se a reclamante na exceção contida no art. ADVOGADO. que torna inviável o exercício de outras atividades pelo obreiro. insurge-se a reclamante. no sentido de não conhecer da revista obreira.(TST-E-RR-578031/1999. com 15 minutos para lanche. inexistindo nos autos qualquer prova da inexatidão dos dados registrados nos documentos colacionados com a defesa. Precedentes da Corte. porquanto já configurado pela própria jornada estipulada contratualmente. não poderá exceder a duração diária de quatro horas contínuas e a de vinte horas semanais. sendo de 100% em qualquer hipótese.º 8. Assim. estando todas as horas extras registradas devidamente quitadas. 2. Alegou que. além de dois intervalos de 15min para lanche. no máximo. § 2º As horas trabalhadas que excederem a jornada normal são remuneradas por um adicional não inferior a cem por cento sobre o valor da hora normal. DEDICAÇÃO EXCLUSIVA. as partes estabeleceram acordo coletivo prevendo jornada de trabalho para os advogados de 8:15min diárias e 44h semanais. para que sejam consideradas como extras e remuneradas com adicional de 100% (cem por cento) as horas além da quarta hora diária.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Vejamos decisão da SBDI-1: HORAS EXTRAORDINÁRIAS. Em contestação. Os controles de jornada trazidos pela ré registram horários de entrada e saída variáveis durante todo o período de trabalho. que a prática de advocacia de forma paralela. não afasta a dedicação exclusiva.906/94. com 1h15min de intervalo para refeição e descanso. Laura Clara Nascimento Perim. Rel. já que pela jornada afirmada na própria exordial. Irretocável a decisão proferida pela Turma. que quando havia necessidade autorizavam as horas extras e a depoente recebia por elas. Não interfere na caracterização do regime de dedicação exclusiva a circunstância de o contrato haver sido firmado anteriormente à edição da Lei n.2002. SBDI-1.. 8. ADVOGADO EMPREGADO. In verbis: “(. mas as vezes ficava até mais tarde. Recurso de Embargos de que se conhece em parte e a que se dá provimento. Rel. 20 do Estatuto da OAB dispõe: “A jornada de trabalho do advogado empregado. João Batista Brito Pereira.” Com efeito. Quanto ao adicional. em tais circunstâncias.906/94. Lelio Bentes Corrêa. o parágrafo segundo do referido artigo não apresenta exceções.906/1994. evidenciando o regime de dedicação exclusiva. como labor extraordinário. com base no princípio da primazia da realidade. o labor era das 8h30min às 12h. previsto em acordo coletivo.” Dessa decisão. 1. DJ de 5/3/2010) Assim.5.05. CONFIGURAÇÃO. de mais de 10 horas diárias. quatro horas diárias ou vinte horas semanais. Esbarra na atual . é de se presumir a validade de referidos controles.º 8. se o profissional da advocacia. pleiteando a reforma da sentença. ainda. Alega que não tinha contrato de exclusividade. permitindo a fixação de jornada diversa na hipótese de acordo ou convenção coletiva ou. após o advento da lei nova. com adicional de 100% (cem por cento). além das respectivas integrações. 5. afasta a hipótese de jornada reduzida de quatro horas como prevista no art. 4. 20 da Lei n° 8. 20 da Lei 8. afirmou que registrava o horário de saída corretamente. com o patrocínio de causas de terceiro. mediante sistema de banco de horas. aos sábados. Min. Min. A testemunha trazida pela autora. § 1º Para efeitos deste artigo. restou clara a dedicação exclusiva da autora. Encontra-se vinculado a regime de dedicação exclusiva o advogado que se compromete. salvo acordo ou convenção Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 coletiva ou em caso de dedicação exclusiva. considera-se como período de trabalho o tempo em que o advogado estiver à disposição do empregador.906/94. de dedicação exclusiva. autorizado pelo acordo coletivo de trabalho. Sra. consoante artigo 12 do Regulamento Geral do Estatuto da Advocacia e da Ordem dos Advogados do Brasil. que nesses casos conseguia anotar a jornada corretamente.. 20 da Lei n. entendo ser aplicável a exceção contida no caput do art. 3. Indevida. conforme jurisprudência dominante da Corte Superior Trabalhista. cumprida da forma supracitada. de per si.906/94.

uma vez que revela norma de eficácia contida. 219 e 329. 789 da CLT. não trouxe qualquer disposição específica acerca da assistência judiciária gratuita em sede trabalhista. o depoimento da Sra. 305.º 5. com a Emenda Constitucional n. Vejamos. a reclamante não está assistida pelo sindicato de classe (fl. a lei de regência exige o preenchimento concomitante desses dois requisitos.3HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS Na inicial. 8º da CLT. 5. não se pode olvidar que a própria Corte Suprema possui a Súmula n. não obstante tenha apresentado declaração de insuficiência econômica. Insta frisar que os indigitados verbetes jurisprudenciais trabalhistas não autorizam a ilação de que a simples apresentação de declaração de pobreza seria suficiente para o deferimento de honorários advocatícios. não britânicos e assinados pela autora – constata-se que havia sim o registro de horas extras. às vezes ficava até mais tarde [. além de perdas e danos. ao acrescentar ao art. em consonância com a linha traçada pelas Súmulas n. 25). com uma hora e 15 min de intervalo. sentença de piso. não merecendo reforma. Aduziu que. não prescinde do preenchimento dos requisitos estabelecidos na Lei n. restringindo-se o pagamento dos honorários advocatícios ao disposto na Lei n. todas do C. Não se adota.584/70.] que todos os funcionários. ao efetuar nova modificação no art. o de se encontrar em situação econômica que não lhe permita demandar sem prejuízo do próprio sustento ou da respectiva família. Relator Ministro Guilherme Augusto Caputo Bastos. Embargos de que não se conhece (TST . ambas do C. ante a inexistência de efeito repristinatório tácito em nosso ordenamento jurídico. 219 e 329. em se tratando de relação de emprego. segunda a sexta. tendo que pedir ao chefe autorização para liberar as horas extras. assim. na condição de advogado empregado. juros e atualizações monetárias.. primeira testemunha da ré: “[. a Lei n. .3. Superada esta questão. condições de prover à demanda. 2. nesta Especializada. ambos do Código Civil/2002. Quadra salientar. a qual deve ser suprimida por fontes subsidiárias. 45/04. apenas nas hipóteses previstas na Lei n... que o horário de saída da depoente era as 18:00 (dezoito horas) e se não batesse o ponto até 18:10 horas não conseguiria pois o sistema travava. Laura Clara Nascimento Perim: “[.º 450 preconiza o pagamento de honorários advocatícios sempre que o vencedor for beneficiário de justiça gratuita. 5.. Entretanto. também. Inteligência das Súmulas n. porquanto relacionada diretamente com a fixação de uma jornada contratual de 8 (oito) horas diárias ou de 40 (quarenta) horas semanais. 14 e 16 da Lei n. não obstante o estatuído no art. quando a lide versar sobre relação de emprego. No presente caso.288/01. nego provimento. há expressa previsão de acréscimo de honorários advocatícios em casos de inadimplemento de obrigações. os honorários advocatícios. as quais foram devidamente quitadas ou compensadas por meio de banco de horas.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. e perceber salário inferior a dois salários mínimos ou declarar que não possui..] que no setor da depoente quando havia necessidade autorizavam as horas extras e a depoente recebia [.. de fato. que o horário da reclamante era o mesmo da depoente. qual seja. 10. Luciana dos Santos Rodrigues..584/70. as reclamadas alegaram que. DEJT 15/05/2009). Nesse particular. independentemente de o obreiro receber ou não salário superior ao dobro do mínimo legal.584/70. tal afirmação não é suficiente para ilidir as demais provas constantes nos autos e tampouco invalidar os controles de pontos. que tanto a reclamante quanto a depoente trabalhavam 08:15/08:20 horas até as 18:00 horas. teve o condão de derrogar os arts.. Ademais. 389 do CC. pleiteando a reforma da sentença.]”. no processo do trabalho.SBDI-1 . Entretanto. seja porque o direito de postular sem advogado é uma faculdade. Aduziu que a Lei n.. e.8. Em que pese o respeito pelas abalizadas opiniões em contrário. TST. 23 de Setembro de 2013 127 jurisprudência do TST pretensão do ora embargante em afastar a configuração da hipótese de dedicação exclusiva. Precedentes da SBDI-1. alegou que no art. pela análise destes controles – frise-se. não logrou êxito a autora em demonstrar a existência de horas extras laboradas e não pagas. conquanto a segunda testemunha da autora tenha alegado “[..584/70. são devidos quando a parte estiver assistida por seu sindicato de classe. entendo que a concessão de honorários advocatícios na Justiça do Trabalho.. 133 da Constituição Federal não revogou o jus postulandi. O art. Sra.. reconhecendo o cabimento dos honorários advocatícios. seja por ser fora da realidade imaginar o manejo de uma ação trabalhista diretamente pelas partes. indeferiu o pedido. bem como a reclamante [. o que é compatível com as obrigações trabalhistas. 789 da CLT o § 10º. O Juízo de origem.º 5. que às vezes a reclamante saía no mesmo horário da depoente. ao argumento de que..]” De forma semelhante. Alegou que a Lei n. inclusive a reclamante e a depoente registravam corretamente a jornada.. mas sim que esta declaração viabilizaria o cumprimento do requisito da miserabilidade jurídica. devem ser esgotados os requisitos da Lei n.]” Vê-se. cumpre aferir se existem horas laboradas e não quitadas após a 8ª hora diária. da SDI-I. Destarte.906/94.E-ED-RR 681/2001-001-19-00. Nego provimento.] que a depoente registrava o horário de saída corretamente. Esta Corte Superior entende que a exclusividade não deriva da prestação de serviços a um único empregador. Em sua peça de resistência. 22 da Lei 8. vale destacar as declarações da primeira testemunha da reclamante. a reclamante requereu honorários advocatícios no importe de 20% (vinte por cento) do valor da condenação. 5. a r. nos temos do acordo coletivo firmado. no art. que a jornada registrada nos controles de ponto correspondem.] que a depoente cumpria jornada das 08:00 às 19/20:00 hora. que. e OJ n.537/02. à realidade e. aplicável subsidiariamente na forma do art. o princípio da sucumbência no Processo Trabalhista.º 633. 1. Sustentou assim que. também prestava serviços a terceiros particulares. revogando o § 10º. portanto. 20 do CPC e nos artigos 389 e 404.584/70. em razão dos encargos próprios e familiares. diante da ausência de assistência sindical. 2. pode-se concluir que o princípio da sucumbência aplica-se a todos os tipos de relações de trabalho. Pelo exposto. Por fim. O verbete jurisprudencial editado pelo Excelso Pretório sob o n. 10. portanto. Alegou que a manutenção do jus postulandi não impede o reconhecimento da existência de sucumbência no processo do Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 trabalho. Alega que comprovou o preenchimento do requisito necessário a sua concessão. para fazer jus aos honorários advocatícios. para que seja concedida a verba honorária. TST. de segunda a sexta-feira e em sábados alternados das 8:00 horas às 12:00 horas [. Recorre a reclamante. surgiu uma lacuna.060/50 não limita a concessão de honorários apenas ao sindicato assistente.

deserto é o recurso cujas custas foram recolhidas por meio de depósito judicial.Res. 1. inclusive. o C. a partir de 01. o recolhimento das custas processuais passou a ser realizado exclusivamente mediante Guia de Recolhimento da União – GRU. realizado na sede do juízo e à disposição deste. o recolhimento do depósito recursal (fl. às fls. publicado no DJE de 09. Procurador: Estanislau Tallon Bozi. 1. Contrarrazões às fls. DESERÇÃO. RECOLHIMENTO. 1. conhecer do recurso interposto pelas reclamadas e do recurso interposto pela reclamante. 899. pelas reclamadas.418/1. MEIO INADEQUADO.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA DEPÓSITO RECURSAL RECOLHIDO EM GUIA DE DEPÓSITO JUDICIAL. 899 da CLT. UTILIZAÇÃO DA GUIA GFIP. Com efeito. e pretendendo a reforma do julgado.2012.409. através da guia GFIP. DEJT divulgado em 27. publicado no DEJT de 08 de Agosto de 2012.” . TST. Portanto. da CLT. 276 do Decreto 3. Des. sentença de fls. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº RO-99500-93. TST.385. na hipótese de relação de trabalho não submetida ao regime do FGTS. quanto ao período do contrato de trabalho que antecede a alteração do artigo 43 da Lei n. complementada pela decisão de Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Embargos de Declaração de fl. da lavra do eminente Juiz Luís Claudio dos Santos Branco.18. prolatada pela MM. GUIA DE DEPÓSITO JUDICIAL. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pela reclamada.5. 18 e 69. por deserto. nas Instruções Normativas 03. 1. E nem se argumente que estaria havendo malferimento ao princípio do amplo acesso ao judiciário.429.0010 Processo Nº RO-99500/2012-010-17-00. dar parcial provimento as recurso das reclamadas. disponível no comércio e no sítio da Caixa Econômica Federal (Anexo 2).05. O § 4º do artigo 899 da CLT estabelece que o depósito recursal deverá ser feito na conta vinculada do empregado. e a regra deste último para aquele que abrange o período de sua vigência (a partir de 03/03/2009). 15 e 26 do C.2011 Nos dissídios individuais o depósito recursal será efetivado mediante a utilização da Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social – GFIP. L.09. Instrumentos de mandato. 8. o que não é o caso dos autos. DANCING BAR LTDA Recorrido: KIRLIA AGUIAR DE OLIVEIRA Origem: 10ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . § 4º. Vistos. para afastar a condenação em danos morais decorrentes de assédio moral e determinar que. no valor de R$ 70. 23 de Setembro de 2013 128 CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. à fl. conforme Anexo 1.0010 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: P. ou por intermédio da GFIP avulsa. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19. gerada pelo aplicativo da Caixa Econômica Federal denominado "Sistema Empresa de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social SEFIP" (GFIP emitida eletronicamente). sendo que o item I desta última deixa claro que os recolhimentos a título de depósito recursal devem ser realizados por meio de Guia para Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (GFIP). a incidência dos juros e multa sobre as contribuições previdenciárias observe o prazo estipulado no artigo art. as Instruções Normativas nº 03.17. a guia de depósito judicial trabalhista não serve à comprovação de depósito recursal.2010. No mesmo sentido.17.212/91. aos ditames do artigo 899. A teor do disposto no art. 30 e 31.500. Em atendimento ao Provimento Consolidado da CGJT.00 (setenta reais). ao realizar o recolhimento do depósito recursal em GUIA DE DEPÓSITO JUDICIAL VIA BOLETO DE COBRANÇA não atendeu ao fim a que se destina.5.2006. Custas. sendo partes as acima citadas.12. FUNDAMENTAÇÃO Não conheço do recurso ordinário interposto pela reclamada. assim. restando deserto o apelo da reclamada. admitido o depósito judicial. mediante a Súmula 426. em estabelecimento bancário oficial.409) foi feito em guia imprópria. ao intervalo intrajornada.2011. arguindo preliminar de nulidade por negativa de prestação jurisdicional. Lino Faria Petelinkar e Desembargadora Claudia Cardoso de Souza.2013: Des. Vencido o Desembargador Lino Faria Petelinkar quanto ao INSS. 899 da CLT poderá ser efetuado mediante a utilização da Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social . in verbis: “SUM-426 DEPÓSITO RECURSAL. L. admitindo o recolhimento na guia de depósito judicial somente quando se tratar de relação de trabalho não submetida ao regime do FGTS. Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente). nos termos dos §§ 4º e 5º do art. 15 e 26 e na Súmula 426 do C. Reduzido o valor da condenação para R$ 3.0006) . por deserto.410) e das custas (fl.410.408. e negar provimento ao recurso da reclamante. por meio de Guia para Recolhimento do FGTS. por maioria. CUSTAS PROCESSUAIS. É o relatório. 10ª Vara do Trabalho de Vitória/ES. em face da r. TST. DESERÇÃO. à fl. pugnando pelo improvimento do apelo da reclamada. no mérito.5 Recorrente Advogado Recorrido Advogado P. no tocante ao vínculo empregatício.TRT 17ª Região . Recurso não conhecido. Razões da reclamada às fls. 1. in verbis: “I . DANCING BAR LTDA GUSTAVO SILVERIO DA FONSECA(OAB: 016982 ES) KIRLIA AGUIAR DE OLIVEIRA Juliana Arivabene Guimarães(OAB: 015765 ES) ACÓRDÃO . Comprovantes de recolhimento de depósito recursal.0099500-93. da CLT e das Instruções Normativas 20/2002 e 26/2004 do C.048/99. ao adicional noturno e à quebra de caixa. que deve ser feito na conta vinculada do FGTS.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.392. TST.GFIP.O depósito recursal previsto no art. não houve remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho para emissão de parecer. 1.5.2012. pois o exercício do direito de recorrer não exime a parte do dever de observar as disposições legais vigentes alusivas à admissibilidade do recurso. já se posicionou quanto à matéria em questão. e de custas processuais.” Logo. OBRIGA-TORIEDADE (editada em decorrência do julgamento do processo TST-IUJEEDRR 91700-09.394/1. 1. 1. por unanimidade.00 (três mil e quinhentos reais). não atendendo. Aliás. que julgou procedentes em parte os pedidos formulados na inicial. 174/2011. Explico.01. A teor do Ato Conjunto 21/2010. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO.383/1. na liquidação da sentença.

campo específico a essa informação. por conseguinte. 3. verbis: “Art. quando já se encontrava em vigor o Ato Conjunto nº 21/2010 do TST/CSJT/GP/SG. Data de Publicação: 28/06/2013) Por não atendidas as Instruções Normativas acima citadas. ora recorrente. Vistos.GP. RELATÓRIO . Recurso de revista não conhecido. Procurador: Estanislau Tallon Bozi.5. gera a deserção do recurso. sendo ônus da parte interessada efetuar seu correto preenchimento. Relator Ministro: José Roberto Freire Pimenta.12. Lino Faria Petelinkar e Desembargadora Claudia Cardoso de Souza.5.2010. a reclamada.CSJT. Se a parte abstemse de juntar aos autos a guia GRU relativa ao pagamento das custas judiciais. conforme preconiza a IN nº 18. A partir de 01. em seu artigo 1º. DESERÇÃO. torna deserto o recurso interposto.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CUSTAS PROCESSUAIS. as custas processuais eram recolhidas por meio de Documento de Arrecadação de Receitas Federais – DARF.0101300-38. OMISSÃO CONSTATADA. e possuem natureza tributária. AUSÊNCIA DA -GRU JUDICIAL-. publicado no DJE de 09.41893. Data de Publicação: 23/08/2013) “RECURSO DE REVISTA. não conheço o Recurso Ordinário interposto pela reclamada. (RR 111300-56. JUNTADA DE RECIBO DE RECOLHIMENTO DE CUSTAS.2011. nem mesmo o código da receita foi especificado.2013: Des. 326-328v . padece o recurso ordinário do óbice da deserção. estabelece clara disposição de que.2007.GP. publicado no DEJT em 09/12/2010. mediante Guia de Recolhimento da União – GRU Judicial. não conhecer do recurso ordinário interposto pela reclamada. o recolhimento de custas passou a ser regido pelo Ato Conjunto 21/2010. Não se pode olvidar que as custas são taxas decorrentes da movimentação do aparelho jurisdicional do Estado. 373/374).5.09.17. in verbis: “RECURSO ORDINÁRIO NÃO CONHECIDO. (C. designação do juízo e o valor depositados. autoriza o acolhimento de Embargos Declaratórios.TADEU PAGANI UNIÃO (FAZENDA NACIONAL) INSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR PROF NELSON A DE ALMEIDA Origem: 9ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . devendo ser recolhidas como o são os tributos a ela devidos. 1° A partir de 1° de janeiro de 2011.18. destacam-se os seguintes precedentes desta Corte Superior. Em atenção à diretriz legal. por maioria.5. NÃO APRESENTAÇÃO DA GUIA GRU.SG.CSJT.01. 4. Relator Ministro: João Oreste Dalazen. exclusivamente. editou-se o Ato Conjunto nº 21/TST. obscuridade ou contradição. NÃO COMPROVAÇÃO DO RECOLHIMENTO DE CUSTAS. em que se reputou deserto o recurso ordinário interposto pela reclamada. desse modo.5 Embargante Advogado Embargado Advogado Plurima Réu Advogado Plurima Réu GIOVANI COLODETTE Rodrigo Marangoanha Colodette(OAB: 009080 ES) TADEU PAGANI José Carlos Rizk Filho(OAB: 010995 ES) UNIÃO (FAZENDA NACIONAL) Daniel de Souza Nascimento da Silva(OAB: 012273 ES) INSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR PROF NELSON A DE ALMEIDA ACÓRDÃO .04.0129 . DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº ED-101300-38.17. sendo partes as acima citadas.TRT 17ª. a existência de omissão.TRT 17ª Região .SG. Explico.2007. TST). que. em seu artigo 4º.2012. ante a sua flagrante deserção. que não anexou a guia GRU relativa ao pagamento das custas judiciais. mesmo antes dessa modificação. o pagamento das custas e dos emolumentos no âmbito da Justiça do Trabalho deverá ser realizado. DE 7 DE DEZEMBRO DE 2010 O art.0020 . Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente). 23 de Setembro de 2013 129 Quanto às custas judiciais. por deserto. São cabíveis embargos de declaração no caso de padecer a sentença ou o acórdão de omissão. mas apenas recibo do suposto pagamento. Recurso de revista de que não se conhece. Des. quanto à apreciação de matéria constante no Recurso.0009 Processo Nº ED-101300/2007-009-17-00. dispondo que. é imprópria a utilização de GUIA DE DEPÓSITO JUDICIAL VIA BOLETO DE COBRANÇA. exclusivamente. 790 da CLT dispõe que a forma de pagamento das custas e emolumentos no âmbito da Justiça do Trabalho obedecerá às instruções expedidas pelo Tribunal Superior do Trabalho.0009 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: GIOVANI COLODETTE Embargados: O V. recolheu as custas processuais por meio de GUIA DE DEPÓSITO JUDICIAL VIA BOLETO DE COBRANÇA (fls. tanto que o referido Ato. a reclamada incidiu no mesmo equívoco. Dessa forma. Data de Julgamento: 14/08/2013. tendo em vista inexistir. o pagamento das custas e dos emolumentos no âmbito da Justiça Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 do Trabalho será realizado. mediante Guia de Recolhimento da União -. REGIÃO . naquele modelo. modo inadequado que. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de AGRAVO DE PETIÇÃO. para a correção da falha apontada. 4ª Turma.CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. Revelase correta a decisão regional.” (RR . que não coloca as custas à disposição da União no prazo legal e. Assim. cujo artigo 1º determina a sua realização exclusivamente medianteGuiade Recolhimento da União – GRU. número do processo. em face da ausência de um dos pressupostos extrínsecos de admissibilidade recursal. Vencido o Desembargador Lino Faria Petelinkar.GRU Judicial.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. estabeleceu o limite até 31/12/2010 para que se considerassem válidos os recolhimentos efetuados por meio da guia DARF. Afinal.” (grifos) Ademais. Data de Julgamento: 29/05/2013. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19. a partir de janeiro de 2011. a partir de 1° de janeiro de 2011. ACÓRDÃO DE FLS. de 7 de dezembro de 2010.2009. DESERÇÃO. cingindo-se a exibir o comprovante bancário do suposto pagamento. RECURSO ORDINÁRIO. ATO CONJUNTO Nº 21/TST. 2ª Turma. sendo ônus da parte interessada efetuar seu correto preenchimento. não sendo suficiente que estejam consignados o nome do recorrente e do recorrido. Na hipótese vertente. Nesse sentido. é inválido o pagamento de custas efetuado por outro meio que não a Guia de Recolhimento da União (GRU).

Pois bem. incisos XXXV. LIV e LV. ACÓRDÃO DE FLS. para sanar a omissão apontada.” Assevera que.2011. como dantes consignado. Acórdão. REGIÃO . ainda que a teor do novel art. mas apenas fazem referência a matérias invocadas em recurso que sequer foi conhecido. acórdão de fls. Não merecem ser conhecidos os embargos declaratórios cujas razões não correspondem aos fundamentos da decisão impugnada. dou provimento aos embargos declaratórios. sendo partes as acima citadas.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. restando. visando informar se mantém a qualidade de coproprietária do imóvel constrito. Vara de origem para que fosse realizada a intimação da Sra. caso ainda seja meeira do imóvel. porquanto presentes os pressupostos legais de admissibilidade. no mérito. 2. CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Trabalho da 17ª Região. porquanto. o pleito sucessivo de remessa dos autos à Vara de origem para intimação da Sra. porquanto não atendido o princípio da dialeticidade recursal. destarte. Como se vê. acrescer ao v. 326-328V. realizando-se a reserva da metade do produto da alienação judicial do bem para repasse à mesma.. Sendo assim. Ademais. 3. como litisconsorte passivo na execução. nos quais poderia discutir a própria ‘causa debendi’. TST. 332).0101400-51.São Paulo: LTr. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 05/09/2013: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (presidente).17. conforme artigo 655-B do CPC. verifico que o julgado mantevese silente quanto à análise do pedido sucessivo formulado. em face do v. Acórdão não apreciou o pedido sucessivo de “descida dos autos para a r. para fins de prequestionamento do pedido de suspensão do processo. Consoante magistério de Manoel Antonio Teixeira Filho: "Sentença omissa é a que deixa de pronunciar-se sobre um ou mais pedidos formulados pelas partes (.1. Aplicação analógica da Súmula 422 do C. PRINCÍPIO DA DIALETICIDADE RECURSAL. sanando a omissão apontada. OMISSÃO.1. um pronunciamento citra petita pois a apreciação do órgão foi. Tânea Maria Bastos Pagani a informar se detém algum interesse no imóvel penhorado.p. é perfeitamente possível a intimação da Sra. no tocante a não apreciação do pedido sucessivo formulado. 278/282 . É o relatório. RELATÓRIO Trata-se de embargos declaratórios opostos pela primeira reclamada (R CARVALHO CONSTRUÇÕES E EMPREENDIMENTOS LTDA). A sentença (bem assim o acórdão) omissa contém. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. Procurador: Levi Scatolin. Alega o embargante que o v. Vistos. ainda.TRT 17ª. a dívida em si ou a higidez do título executivo que aparelha a execução. para acrescentar ao julgado a seguinte fundamentação: “Indefiro.. em relação aos pedidos deduzidos na causa.2011. mas também de todo o bem. DESCUMPRIMENTO.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA EMBARGOS DECLARATÓRIOS. por unanimidade. nos termos da fundamentação acima. 655-B do CPC. FUNDAMENTAÇÃO 2.1. de certa maneira. não se pode olvidar que a intimação do cônjuge é imprescindível. conhecer dos embargos declaratórios e.6 Embargante Advogado Embargado Advogado Plurima Réu Advogado Plurima Réu Advogado R CARVALHO CONSTRUCOES E EMPREENDIMENTOS LTDA . terá direito à reserva da metade do produto da alienação judicial do bem. 1993 .2. FUNDAMENTAÇÃO 2. MÉRITO 2. acórdão de fls. em face do v.0009 Processo Nº ED-101400/2011-009-17-00. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº ED-101400-51. para. 7ª ed.5. CONHECIMENTO Conheço dos embargos declaratórios opostos pelo arrematante.0009 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: R CARVALHO CONSTRUCOES E EMPREENDIMENTOS LTDA EM RECUPERACAO JUDICIAL Embargados: O V. tenha assegurada sua meação.17. ou seja. sem a necessidade de anulação da arrematação procedida. Tânia Maria Bastos Pagani.EM RECUPERACAO JUDICIAL José Roberto Cajado de Menezes(OAB: 011332 BA) CAIXA ECONOMICA FEDERAL Isaac Pandolfi(OAB: 010550 ES) ANTONIO CARLOS CARVALHO MAGALHAES Lislie Rodrigues Bayer(OAB: 008666 ES) UNIAO Marcos Dupin Coutinho(OAB: 098389 MG) ACÓRDÃO .CAIXA ECONOMICA FEDERAL ANTONIO CARLOS CARVALHO MAGALHAES UNIAO Origem: 9ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA .CONHECIMENTO .e em razão dos princípios da celeridade e economia processual. E. Acórdão a fundamentação exposta acima. . a intimação do cônjuge não objetiva apenas a preservação da metade que lhe cabe sobre o patrimônio.” Isto posto. dar-lhes provimento. NÃO APRECIAÇÃO DO PEDIDO SUCESSIVO. acrescendo fundamentos. mantendo-se a arrematação regularmente procedida e. expondo suas razões e comprovando eventualmente ainda ser coproprietária do mesmo e meeira do Segundo-Agravado. É o relatório. Desembargadora Claudia Cardoso de Souza (relatora) e Desembargador Lino Faria Petelinkar. Tânia Maria Bastos Pagani. em caso de comprovação de tal condição.2. bem como acerca da violação do artigo 5º. gerando sua ausência nulidade ‘pleno iure’. 23 de Setembro de 2013 130 Trata-se de embargos declaratórios opostos pelo arrematante GIOVANI COLODETTE. patente o prejuízo. 278/282. nos termos do artigo 796 da CLT .5.TRT 17ª Região . apontando omissão no julgado. pois. analisando o v.que reza que a nulidade não será pronunciada quando for possível suprir-se a falta ou repetir-se o ato . quantitativamente inferior à que se deveria ter sido realizada" ("Sistema dos Recursos Trabalhistas".). da Constituição da República. a falta de intimação privou-a de oferecer embargos do executado. de fato. passo a sanar a referida omissão. em razão da recuperação judicial.

DEPÓSITO RECURSAL. nos termos da Súmula 422 do C.DESERÇÃO .5. porquanto não tem natureza de taxa. Além disso. incisos XXXV.584/70 e do artigo 2º da Lei n 1. DESERÇÃO. Constatada a ausência do indispensável recolhimento do depósito recursal pela reclamada. Não demonstrado o desacerto do r. DESERÇÃO. DESERÇÃO DO RECURSO DE REVISTA. José Roberto Freire Pimenta. mas não o fez para o recurso de revista. por deserto. Agravo de instrumento desprovido. II. que trata do conhecimento do recurso ordinário de competência do TST. verbis: O legislador brasileiro.) por deserto em face da ausência do recolhimento do depósito recursal devido.5. A prerrogativa de isenção do recolhimento das custas e do depósito recursal da massa falida não se estende à empresa privada que se encontra em processo de recuperação judicial (Súmula nº 86 do TST). não estendeu o benefício aos empregadores.2006. por ausência do requisito de admissibilidade inscrito no art.0019 .0006.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.2009. corretamente denegado. DEPÓSITO RECURSAL NÃO REALIZADO. (AIRR-16514139.101/2005). SÚMULA 86/TST. para fins de prequestionamento. encontra-se em consonância com o entendimento desta Corte no sentido de que às empresas que se encontrem em recuperação judicial não se aplica a Súmula nº 86 deste Tribunal (TST – 1ª Turma. Nesse sentido. por analogia à hipótese da Súmula nº 422 do C. verbis: Recurso ordinário. 514. esta Corte já sedimentou entendimento de que as empresas em recuperação judicial não estão dispensadas do depósito recursal. AIRR159000-13. A ausência desses elementos na peça recursal mostra-se dissociada da boa técnica processual e determina a impossibilidade de análise do que se quer alcançar através do ato de recorrer. não realizado o depósito recursal relativo ao recurso de revista. Portanto. Consoante o entendimento majoritário do Tribunal Superior do Trabalho. LIV e LV da Constituição da República. Não-conhecimento. (Ag-AIRR . do CPC. O fato de a empresa se encontrar em recuperação judicial não atrai a aplicação analógica do entendimento contido na Súmula n. o recurso permaneceria deserto por ausência do depósito recursal. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19/09/2013: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite (Presidente). pelo que.09. Depreende-se do v. Min. empresa em recuperação judicial. nos termos em que fora proposta.5. II. Não se conhece de recurso ordinário para o TST. não conheço dos embargos declaratórios opostos pela primeira ré. EMPRESA EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL.2007. do CPC. Nesse sentido. Ministro Relator Hugo Carlos Scheuermann. RECURSO DE REVISTA. TST. 6º da Lei 11.09. deve ele ser mantido por seus próprios e jurídicos fundamentos. Ademais. haja vista a sua finalidade ser a garantia do juízo. Desembargadora Cláudia Cardoso de Souza e Desembargador Lino . AUSÊNCIA DE DEPÓSITO RECURSAL. por deserção. nesta Justiça Especializada. quanto ao pedido de suspensão do processo. Agravo não provido. 1ª Turma. revela-se deserto o recurso de revista interposto. Art.0651. EMPRESA EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL.2008.0031. não conhecer dos embargos declaratórios opostos pela primeira reclamada.1720540 -80. que isenta somente a massa falida do preparo recursal. AGRAVO DE INSTRUMENTO.04. a primeira reclamada requer apenas o prequestionamento de matérias impugnadas no recurso ordinário. EMPRESA EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL.2010. acórdão embargado. DEJT 26/06/2013) AGRAVO DE INSTRUMENTO.5. (AIRR .2007. A presente medida processual revela-se.21. (AIRR-2899-48.º 86 desta Corte superior. Assim. além de não alegar vício no julgado. Maria de Assis Calsing. SDI1. 14 da Lei n.A. DJ de 3/6/2011) Não conheço do recurso ordinário interposto pela primeira ré. A interpretação do art.INSUFICIÊNCIA DE DEPÓSITO RECURSAL . verbis: AGRAVO DE INSTRUMENTO. por falta de dialeticidade recursal. Agravo de instrumento a que se nega provimento. Relator Ministro: Walmir Oliveira da Costa. não é extensível às empresas em recuperação judicial.CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. ao dispor sobre a gratuidade da justiça. EMPRESA EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL. nos termos do artigo 899 da CLT.º 5. porquanto a reclamada efetuou o depósito para o recurso ordinário. despacho que negou seguimento aos embargos. 514. pela ausência de requisito de admissibilidade inscrito no art.0661 . por entender que o privilégio estabelecido pela Súmula/TST nº 86 não se aplica à ora embargante. às empresas em recuperação judicial não se aplica a súmula 86 daquela Corte. Precedentes desta Corte superior. o aresto abaixo transcrito. DESERÇÃO. Rel. segundo a jurisprudência sedimentada do TST. Rel. 3.106300-54. bem como quanto à violação do artigo 5º.5. Relator Ministro Renato de Lacerda Paiva. não conheço dos embargos declaratórios. que o recurso ordinário interposto pela embargante não foi conhecido. A decisão agravada. Vejamos. Min.09. DJ de 10/6/2011) AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. a assistência judiciária gratuita não abrange o recolhimento do depósito recursal. Isso posto. EXIGIBILIDADE. no mérito dos embargos declaratórios.) Convém notar que. ainda que se concedesse o benefício ao recorrente. Agravo a que se nega provimento. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 portanto. Relator Ministro: Lelio Bentes Corrêa. do CPC.3164169. 514. Agravo de Instrumento não provido. previsto na Súmula nº 86 desta Corte. RECURSO DE REVISTA. 2ª Turma. INAPLICABILIDADE DA SÚMULA Nº 86 DESTA CORTE. que não foi conhecido. por deserto. o privilégio de isenção do pagamento de custas e depósito recursal aplicável à massa falida. sem questionar o próprio conhecimento do apelo. quando as razões do recorrente não impugnam os fundamentos da decisão recorrida. tem como único beneficiário o trabalhador. DEJT 15/06/2012) AGRAVO EM EMBARGOS EM EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECURSO DE REVISTA. DESERÇÃO. ao negar seguimento ao recurso de revista da reclamada (Varig Logística S. DEJT 23/3/2012) AGRAVO. ns. manifestamente infundada. DEJT 28/10/2011) AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA.0000.060/50 evidencia que a concessão da assistência judiciária gratuita.INAPLICABILIDADE DA SÚMULA/TST Nº 86. Apelo que não destaca os fundamentos da decisão recorrida. EMPRESA EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL . (grs. em virtude da recuperação judicial (art. por falta de dialeticidade recursal.01. aplicada por analogia. por unanimidade.5. AUSÊNCIA DE DEPÓSITO RECURSAL. 4ª Turma. as razões dos embargos declaratórios sequer mantêm relação com os fundamentos da decisão objeto de impugnação. 23 de Setembro de 2013 131 A primeira reclamada opõe embargos declaratórios. (Ag-E-ED-RR . II. caminho outro não há senão declarálo deserto. TST. 1ª Turma. Em que pesem os argumentos oferecidos pela Agravante.

2012. 704/709 . quando inexistem falhas formais. 535 do CPC. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Aduz que o reclamante não logrou provar que houve culpa na contratação da 1ª reclamada. MÉRITO 2.666/1993). do acórdão ou do despacho (agravo de instrumento). declarou. que negou provimento ao recurso ordinário interposto pela 2ª reclamada.2012. em princípio. TST. Posteriormente. Insistamos: nos recursos. Consoante magistério de Manoel Antonio Teixeira Filho: "Sentença omissa é a que deixa de pronunciar-se sobre um ou mais pedidos formulados pelas partes (. não responderia pelo simples inadimplemento das obrigações assumidas pela empresa regularmente contratada. o resultado do julgamento. §1º da Lei nº 8.A. 538 do CPC. 1996 . Desta maneira. Vejamos. enfim.05. por óbvio. atraindo a aplicação da multa de 1% prevista no parágrafo único do art.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. o dos embargos declaratórios. optou (contraditoriedade) ou complemente a entrega da prestação jurisdicional (omissão)". a sua vontade (obscuridade). condenou a 2ª ré como responsável subsidiária. o seu convencimento jurídico. entre si inconciliáveis. REGIÃO . ("A Sentença no Processo do Trabalho". em novembro de 2010. contraditória ou anfibológica. DEJT divulgado em 27.LTr. aquele que reflete. . LEGALIDADE (nova redação do item IV e inseridos os itens V e VI à redação) . ME ACÓRDÃO . ou seja. 23 de Setembro de 2013 132 Faria Petelinkar. nesse aspecto. Acórdão de fls. Acórdão consignou claramente sua posição em consonância com a decisão do STF.1 Embargante Advogado Embargado Advogado Plurima Réu PETROLEO BRASILEIRO S A PETROBRAS Sofia Varejão Filgueiras(OAB: 009754 ES) LORENA CRUZ RIBEIRO Paula Wanessa L.666/1993. 174/2011..1. em relação aos pedidos deduzidos na causa. que se apresenta obscura. ou. apesar de atestar a existência de fiscalização efetiva em face da contratada. Evidencia-se o caráter protelatório dos embargos. 427/428) Inicialmente. parágrafo 1º.pp. sendo indispensável a demonstração de que incorreu em culpa in vigilando. REDISCUSSÃO DE QUESTÕES DE MÉRITO. devendo ser demonstrada. Procurador: Estanislau Tallon Bozi. uma vez que.TRT 17ª.17.PETROBRÁS.0102600-59. Portanto. Leciona o supracitado mestre: "enquanto a finalidade dos recursos típicos reside na modificação ('reforma') da sentença. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. E. em sua invalidação (em decorrência de nulidade não suprível). na condição de tomador de serviços. Vistos.. É o relatório. no tocante à responsabilidade subsidiária. pois. a principal modificação foi o reconhecimento de que a Administração Pública. ME Origem: 9ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . 704/709.2. que defina qual.. ACÓRDÃO DE FLS. o qual isenta a Administração Pública de responsabilidade nos casos de mera inadimplência dos encargos trabalhistas de empresas terceirizadas.1. Bastos(OAB: 010024 ES) TRANSUR RECURSOS HUMANOS LTDA.2. descumpriu com seu dever de fiscalização”. o que se visa é impugnar o raciocínio do magistrado. 71.2011 (.0009 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: PETROLEO BRASILEIRO S A PETROBRAS Embargados: O V. um pronunciamento citra petita. 535 DO CPC.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. em face do v. no tocante à responsabilidade subsidiária. a constitucionalidade do artigo 71. pretendendo rediscutir matérias já decididas. Versam os Embargos sobre suposta omissão e/ou contradição no julgado. sem demonstrar omissão. é imperioso ressaltar que o v. entrementes. entendeu o Regional que restou comprovada a culpa da segunda reclamada. 30 e 31. IMPOSSIBILIDADE. 2ª ed.17. 2. revelando-se improcedentes quando as questões levantadas traduzem inconformismo com o teor da decisão embargada. porquanto preenchidos os pressupostos legais de admissibilidade. pois a apreciação do órgão foi. quantitativamente inferior à que se deveria ter sido realizada". tampouco necessidade de prequestionamento. INEXISTÊNCIA DE QUAISQUER DOS VÍCIOS DO ART. nada mais se pede ao juízo proferidor da sentença que aclare o que pretendeu dizer (obscuridade). contradição ou obscuridade. omissa. a omissão não se confunde com eventual erro de julgamento resultante de uma análise equivocada dos elementos dos autos.). até mesmo. e não presumida. o STF.LORENA CRUZ RIBEIRO TRANSUR RECURSOS HUMANOS LTDA.TST alterou a redação da Súmula 331 para enquadrá-la devidamente ao entendimento do STF. requerendo a aplicação de efeito modificativo. ora embargante. e. em sede de embargos de declaração. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº ED-102600-59. no que tange à nova redação dada à Súmula 331 do E. eventual conduta omissiva. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA Sustenta a embargante haver omissão e contradição no julgado.) Destarte. não vai além da sanação de falhas da dicção jurisdicional. CONTRADIÇÃO. A sentença (bem assim o acórdão) omissa contém. o C. e o entendimento manifestado pelo STF na ADC 16. encontrando-se toda a matéria exaustivamente enfrentada. pelo dano sofrido pelo obreiro. em conseqüência.5. in verbis : “SUM-331 CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. dentre dois ou mais sentidos que a sua dicção comporta.5. que diga por qual das proposições.TRT 17ª Região . pois não . por meio da Ação Direta de Constitucionalidade n. RELATÓRIO Trata-se de Embargos de Declaração opostos por PETRÓLEO BRASILEIRO S. bem como ao adesivo do reclamante. como se vê do seguinte trecho: “Todavia. o julgamento da Egrégia Turma foi no sentido de que a responsabilidade subsidiária da Administração Pública restringe-se à hipótese de inadimplência de fiscalização das obrigações trabalhistas da empresa terceirizada. FUNDAMENTAÇÃO 2.Res. sendo partes as acima citadas. . da Lei das Licitações (Lei 8.0009 Processo Nº ED-102600/2012-009-17-00. de certa maneira. que conferiu constitucionalidade ao art.. Os embargos de declaração têm cabimento quando presentes alguns dos vícios previstos no art. CONHECIMENTO Conheço dos embargos de declaração opostos.º 16.

sentença de fls. 574/577. o que se nota pelo seguinte trecho: “Além disso. por unanimidade. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº RO-114000-28. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. pugnando pelo seu improvimento. Havendo tese explícita sobre a matéria. condeno a embargante ao pagamento de 1% sobre o valor da causa. não é essa a função dos embargos declaratórios. Desembargadora Cláudia Cardoso de Souza e Desembargador Lino Faria Petelinkar. TST. a Súmula 297 do C.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Contrarrazões apresentada pela reclamada às fls. nestes termos: "118.2011. às fls. embora suscitado no recurso. 582/589. negar provimento. Para fins do requisito do prequestionamento de que trata a Súmula n.1. ante o evidente caráter protelatório Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 dos embargos interpostos." Não há que se falar. 256.) Desta feita. Inteligência da Súmula 297. em virtude do contrato pactuado. prolatada pela MM. Portanto. requerendo a concessão de efeitos modificativos. Em que pese a segunda reclamada ter afirmado que procedeu à diligente fiscalização. impõe à parte prequestionar tema que. não vislumbro efetividade em seu dever de fiscalização. sendo partes as acima citadas. É o relatório. condenará o embargante a pagar ao embargado multa não excedente de 1% (um por cento) sobre o valor da causa". Ainda que conste dos autos vasta documentação relativa à suposta fiscalização. no mérito. 563/566. Tese explícita. "quando manifestamente protelatórios os embargos. evidentemente. por parte da PETROBRÁS. pressupõe. publicado no DEJT de 08 de Agosto de 2012. 297. 538 do CPC. CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. e. no tocante ao adicional de insalubridade e aos feriados laborados. considerálos protelatórios e aplicar à embargante multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa. Configuração. Prequestionamento. desnecessário contenha nela referência expressa do dispositivo legal para ter-se como prequestionado este. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19/09/2013: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite (Presidente).TRT 17ª Região . as medidas levadas a efeito não foram suficientes para ilidir a inadimplência perpetrada pela primeira reclamada. (. da lavra da eminente Juíza Márcia Frainer Miura Leibel. 23 de Setembro de 2013 133 procedeu à devida fiscalização da primeira reclamada.. inclusive tendo aplicado diversas multas contratuais à 1ª ré. aliás. 3.0114000-28. Todavia. Instrumentos de mandato. elementos que levem à conclusão de que o Regional adotou uma tese contrária à lei ou à Súmula. CONHECIMENTO 2. restando evidente que o dever de vigilância do ente público foi insuficiente. TST. não foram cumpridas as obrigações contratuais.17.5. o juiz ou tribunal.. durante o período de vigência do contrato de prestação de serviços mantido entre as reclamadas. Neste contexto. Razões do reclamante às fls. tenha havido omissão com relação a este mesmo tópico. no acórdão. faz-se necessária a condenação subsidiária da PETROBRÁS ao pagamento das verbas trabalhistas deferidas”. Nego provimento. De tal sorte. O empregado que se submete ao regime de trabalho especial 12 x 36 tem direito ao pagamento em dobro pelos dias de feriados trabalhados e não compensados. No presente caso. contradição ou obscuridade. no mérito. muito menos de violação aos dispositivos citados. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante.1.0002 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: JOSE MATTOS VICENTE Recorrido: IRMANDADE DA SANTA CASA DE MISERICORDIA DE VITORIA (HOSPITAL DA SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE VITÓRIA) Origem: 2ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA .0002 Processo Nº RO-114000/2011-002-17-00. Súmula 297. adequados para a supressão de omissão.17. poder diretivo dos serviços prestados. na decisão recorrida. não houve remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho para emissão de parecer. Em atendimento ao Provimento Consolidado da CGJT.2011. naturalmente. nos termos da Súmula 444 do C. verificada negligência do ente público quanto à vigilância da prestadora de serviço. 05 e 34. não se observa. seu inconformismo com o julgado. PRELIMINAR DE NÃO CONHECIMENTO DO APELO . em face da r. uma vez que.6 Recorrente Advogado Recorrido Advogado JOSE MATTOS VICENTE Maria Madalena Selvatici Baltazar(OAB: 005240 ES) IRMANDADE DA SANTA CASA DE MISERICORDIA DE VITORIA (HOSPITAL DA SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE VITÓRIA) Luciano Rodrigues Machado(OAB: 004198 ES) ACÓRDÃO . declarando que o são.1. o que incluía. Procurador: Estanislau Tallon Bozi. a embargante pretende revolver questões já decididas. Segundo o parágrafo único do art. Prequestionamento. haja vista os descumprimentos de obrigações por parte da primeira reclamada. 2ª Vara do Trabalho de Vitória/ES. o tomador de serviços é responsável pelo descumprimento das obrigações trabalhistas assumidas pela primeira ré e não cumpridas. JORNADA 12x36. contradição ou prequestionamento. FUNDAMENTAÇÃO 2. o poder de fiscalizar o cumprimento das obrigações trabalhistas. Ou seja. do CPC. ao consignar que incumbe à parte opor embargos declaratórios visando o prequestionamento de matéria. conhecer dos embargos declaratórios e. é a diretriz traçada pelas Orientações Jurisprudenciais nº 118 e 256 da SDI-I do Colendo TST. que julgou procedentes em parte os pedidos formulados na inicial. de maneira clara. Esta. tendo demonstrado. portanto. em omissão. puramente. o cumprimento da devida fiscalização que lhe é incumbida. Vistos. não foi objeto de pronunciamento no acórdão. tem-se que não cuidou de provar o alegado. arguindo preliminar de não conhecimento do apelo obreiro.5. há necessidade de que haja. na medida em que exercia sobre a mesma. Quanto ao prequestionamento.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA FERIADOS TRABALHADOS. Tese explícita. conforme dispõem os artigos 897-A da CLT e 535. pretendendo a reforma do julgado.

de aplicação de aplicação analógica do artigo 517 do CPC. em contato permanente com sangue. bem como junto à residências e hospitais quando solicitado por clientes. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE.contato em laboratórios. portanto. . no que tange ao último fundamento.” Sendo assim. MÉRITO. . uma vez que. segundo o qual “as questões de fato.realizava a retirada de cadáver do IML (necrotério) . sem mencionar. glândulas. efetua-se tamponamento do nariz e boca. sendo caso. pois. cola-se a boca – quando necessário). O reclamante alegou na inicial que foi admitido pela reclamada em 01/10/1998. . por inovação recursal.1. diferencia-se quanto ao local de exposição. pêlos e dejeções de animais portadores de doenças infectocontagiosas. o fato de ter havido ou não acordo nos autos da ação anulatória não pode ser considerado fato novo. Assim.pedido de pagamento das horas extras a partir da 8ª diária e do 16º plantão. de aplicação da súmula 444 do C.º 15 do Ministério do Trabalho e Emprego.º 15. ambulatórios. circunstância apta para a caracterização da insalubridade em grau máximo. . Aduziu que desenvolvia sua atividade junto ao necrotério da reclamada. perito. ao adicional de insalubridade em grau máximo.realizava o atendimento à solicitações de busca de cadáveres junto ao Hospital Santa Rita (conveniado da Reclamada). uma vez que ficou caracterizada somente a exposição ao agente insalubre em grau médio. conforme comprovam o Laudo Técnico das Condições de Trabalho e o Perfil Profissiográfico Previdenciário. quanto às horas acima da 8ª diária ou do 16º plantão. segundo o qual o reclamante pleiteia. no capítulo referente aos “feriados laborados”. mais de um ano depois da propositura da presente demanda. . tendo desenvolvido suas atividades nas dependências da funerária da reclamada. Analisando a petição inicial. Vejamos.gabinetes de autópsias. . . em que se questionou a (in)validade da cláusula normativa. que trata da relação das atividades que envolvem agentes biológicos. com fundamento no laudo pericial. com a condução de veículo para transporte de cadáveres. afirmou que o reclamante trabalhou em contato com agente insalubre de grau médio. conforme dispõe a Norma Regulamentadora n. não previamente esterilizados). o reclamante recorre ordinariamente. bem como objetos de seu uso. verifico que não houve qualquer pedido relativo a jornada de trabalho de 12 horas. serviços de emergência. sendo suas atribuições listadas pelo i. . . com materiais infectocontagiantes. durante todo o pacto empregatício recebeu o aludido adicional. TST foi publicado em novembro de 2012. sem o pagamento em dobro dos feriados laborados. não previamente esterilizadas. couros. que ocorreu em setembro de 2011. a existência de acordo entabulado nos autos. com animais destinados ao preparo de soro.5. Quanto ao primeiro fundamento.hospitais. 2. não era possível ao autor se valer da referida súmula do C.estábulos e cavalariças. poderão ser suscitadas na apelação. inicialmente. ao fundamento de que. Embora o argumento do reclamante seja de que trabalhou em contato com doenças infectocontagiosas.resíduos de animais deteriorados. de anatomia e histoanatomopatologia (aplica-se somente ao pessoal técnico).1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. enfermarias. o pagamento das horas extras a partir da oitava diária e do décimo sexto plantão. e. registro. sangue. Anexo 14.2009. A reclamada. Vejamos. in verbis: . em sede de contestação. não podendo sua conclusão ser tratada como matéria inovadora. a reclamada argumenta que o pedido de feriados laborados foi feito com fulcro na Ação Anulatória de Cláusulas Convencionais. Segundo a reclamada. o preposto da reclamada e a prova testemunhal relataram o contato direto com pacientes portadores de doenças infectocontagiosas. porquanto presentes os pressupostos legais de admissibilidade. Por fim. anulando a cláusula em questão. lixo urbano. TST. ossos. não conheço do recurso.17. sentença. em contato permanente. . TST ao ajuizar a demanda. por inovação recursal.cemitérios (exumação de corpos). postos de vacinação e outros estabelecimentos destinados ao atendimento e tratamento de animais (aplica-se apenas ao pessoal que tenha contato com tais animais). sendo que. fazendo jus. todavia. sendo demitido sem justa causa em 17/06/2011. estando a pretensão limitada a gastos com deslocamento. na insalubridade em grau médio o contato deve ser em: “. carnes. não conhecendo quanto ao pedido de horas excedentes a 8ª diária ou ao 16º plantão. esgotos. a insalubridade em grau médio também é caracterizada nos casos de trabalho ou operações. 23 de Setembro de 2013 134 OBREIRO SUSCITADO PELA RECLAMADA. a referida exposição não é exclusiva a insalubridade de grau máximo. e . postos de vacinação e outros estabelecimentos destinados aos cuidados da saúde humana (aplica-se unicamente ao pessoal que tenha contato com os pacientes. TST. não propostas no juízo inferior.2.aplicação da súmula 444 do C. 2. feriados laborados e intervalo intrajornada. porém. se a parte provar que deixou de fazê-lo por motivo de força maior. o reclamante disse apenas que foi proferida decisão favorável aos trabalhadores. A r. segundo a Norma Regulamentadora n. vacinas e outros produtos. para exercer a função de motorista. tem razão a reclamada. ambulatórios. Inconformado. aplicável na categoria do reclamante.0000). traz três fundamentos que não foram suscitados na petição inicial. quais sejam: . conheço em parte do recurso ordinário interposto pelo reclamante. Em que pese o fundamento da reclamada. visto que o próprio conteúdo da aludida ação foi objeto de debate por ambas as partes (inclusive pela reclamada). Considero as respectivas contrarrazões eis que tempestivas e regulares. Assim. em sede de recurso ordinário. cadáveres Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 e outros agentes biológicos.realizava a preparação do corpo – cadáver (troca-se a roupa do defunto. julgou improcedente o pleito do reclamante. coloca algodão com silicone na boca e nariz. bem como aos que manuseiam objetos de uso desses pacientes. Enquanto que a insalubridade de grau máximo se caracteriza pela exposição com: pacientes em isolamento por doenças infectocontagiosas. já recebido ao longo do trato empregatício. vísceras. proposta pelo Ministério Público do Trabalho (0010200-58. INOVAÇÃO RECURSAL Sustenta a reclamada que o apelo obreiro não deve ser conhecido por inovação recursal.laboratórios de análise clínica e histopatologia (aplica-se tão-só ao pessoal técnico). adicional de insalubridade. que permitia o labor em escala 12x36.” No caso dos autos é incontroverso que o reclamante era motorista.hospitais. fezes.2. portanto. Já no tocante ao segundo argumento.acordo nos autos da ação anulatória de cláusula da convenção coletiva. que o aludido verbete jurisprudencial do C.

também por esse fundamento. por unanimidade. sendo que. circunstância prevista na norma regulamentar para caracterização da insalubridade em grau máximo. onde houve desistência do recurso interposto. e custas . deverá ser concedida uma folga a mais. LEI. que se encontra pendente de julgamento neste E.1 foi entabulado acordo nos autos. em dobro. tal como ajustada pelas partes. Alegou o autor na exordial que trabalhou durante todo o contrato de trabalho em escala 12x36. (grifos) Diante do exposto. embora estivesse exposto a doença infectocontagiante. sendo o enquadramento técnico dado pelo Anexo 14. 1º de maio. Porém. uma vez que Ação Anulatória de Cláusulas Convencionais proposta pelo Ministério Público do Trabalho (0010200-58. e.00 (DOIS MIL REAIS). nos exatos termos em que foi pactuada pelos sindicatos signatários. restabelecendo as cláusulas 4a – Aumento e Redução da Jornada. 789 DA CLT. TST confere direito ao pagamento em dobro dos feriados.17. concedeu liminar. 444 do TST. foi ajuizada ação cautelar no C. nos seguintes termos: “Por outro lado. alegando que foi firmado acordo com o Ministério Público do Trabalho. Portanto. da Penha. ocorrendo a hipótese. as folgas oriundas do regime de escala não têm o condão de compensar naturalmente os feriados laborados. Ademais. TST.2009. É valida. em grau médio. festa de N. além de ter suspendido a decisão do TRT da 17a Região. 02 de novembro e 25 de dezembro). fixado em norma coletiva. flores e véu). NOS TERMOS DO ART. nego provimento ao apelo. foram elucidativas e analíticas a respeito do ambiente de trabalho do autor. devido o pagamento dos feriados laborados. Por fim. o reclamante recorre ordinariamente. FIXO NOVO VALOR À CONDENAÇÃO. pois. EM R$ 2. 185/2012. constato do documento de fls. requereu a condenação da reclamada no pagamento dos aludidos feriados. dar provimento parcial ao apelo do reclamante. em R$ 2. uma vez que. Também não ficou comprovado o contato com pacientes em isolamento. in verbis: “SÚM-444.2. 12 de outubro. FERIADOS LABORADOS. as conclusões do i. aduziu que a nova redação da súmula 444 do C.00 (QUARENTA REAIS). VALIDADE . sentença julgou improcedente o pleito do reclamante. a decisão que declarou nula a aludida cláusula coletiva.2012 – republicada em decorrência do despacho proferido no processo TST-PA-504280/2012. 420/432 que o Exmo. NORMA COLETIVA. perito. TENDO EM VISTA O PROVIMENTO DO RECURSO DO RECLAMANTE. da NR 15. no horário das 07:00hs às 19:00hs. Dou provimento ao apelo. e. Contudo. curvome ao entendimento sufragado na Súmula n. nos autos da ação anulatória. independentemente da existência de norma coletiva autorizando o labor nestes dias. serragem. caracteriza a insalubridade em grau médio. com a efetiva prestação de trabalho em dia de feriado. Além disso. sem o pagamento em dobro dos feriados laborados. extrai-se que o autor laborou em feriados. 0010200-58. de forma habitual.2. Nessa linha de raciocínio. A r. diversa da escala.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.” Nesse diapasão. que foi julgada procedente pelo TRT da 17a Região.Res. revendo posicionamento anterior.5. por unanimidade. com fez em sede de contrarrazões. mantinha contato com cadáveres e/ou objetos destes sem prévia esterilização. da Cláusula 7a – Trabalhos nos Domingos e Feriados. ou remunerar em dobro as horas trabalhadas. in verbis: “As atividades exercidas pelo Reclamante são ensejadoras de Insalubridade. In casu. Portaria 3214/78”.0000. 23 de Setembro de 2013 135 .realizava a arrumação do caixão (colocava jornal em volta do corpo. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 mantendo incólume. sexta feira da Paixão. Regional. . compulsando as folhas de ponto. a reclamada não negou o trabalho obreiro em feriados. a compensar o ocorrido labor. A reclamada.11. que o acordo não foi juntado aos autos.0000) foi julgada procedente. o local em que ocorria o labor (hospitais e necrotério).2 – DEJT divulgado em 26. 21 de abril. Milton de Moura França. E CUSTAS RESPECTIVAS NO IMPORTE DE R$ 40. ficando exposto a AGENTES BIOLÓGICOS. A jurisprudência da Corte Superior Trabalhista pacificou-se no sentido de que o empregado sujeito ao regime de 12 horas de trabalho por 36 de descanso. prevista em lei ou ajustada exclusivamente mediante acordo coletivo de trabalho ou convenção coletiva de trabalho.000.realizava quando necessário. tenho que prevalecem os termos da convenção coletiva. concomitantemente.5. declarando nula a cláusula em questão. 26 e 27. ESCALA DE 12 POR 36. tem direito à dobra salarial pelos feriados trabalhados. Cláusulas 10a – Jornada 11 x 36 e 23a Indenização Adicional. para condenar a reclamada ao pagamento em dobro dos feriados laborados. podendo seu conteúdo ser verificado pelo andamento processual do processo na internet. assegurada a remuneração em dobro dos feriados trabalhados.2012. a retirada de secreções com a utilização de uma seringa e agulha. argumentou que é plenamente válida cláusula coletiva que permite o labor em escala 12x36. disse que foi interposto Recurso Ordinário.2009. que possui o conhecimento técnico necessário. Sendo assim. Por fim. verifico que o Ministério Público do Trabalho propôs ação anulatória em relação às cláusulas que permitiam a jornada em escala de 11 x 36 horas. o entendimento consagrado pelo C.2.17. E nem argumente a reclamada. 2. 444 do TST. 07 de setembro. O empregado não tem direito ao pagamento de adicional referente ao labor prestado na décima primeira e décima segunda horas. sendo que. conforme já mencionado no capítulo 2. em caráter excepcional. 3CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. Eis o teor da novel Súmula n. no mérito. sem a devida folga compensatória.00 (dois mil reais). diferentemente dos domingos. Nesse passo. conhecer parcialmente do recurso ordinário. no caso de labor em escala 12x36. algodão. aduziu que. Vejamos.” Inconformado. que conferiu efeito suspensivo ao Recurso Ordinário. até o julgamento do recurso ordinário interposto nos autos da Ação Anulatória n. trata-se de processo público. Fixado novo valor à condenação. TST é no sentido de que as horas laboradas em feriados sem a correspondente folga compensatória deverão ser pagas com o adicional de 100%. com a desistência dos recursos interpostos.000. a jornada de doze horas de trabalho por trinta e seis de descanso. concluindo pela insalubridade em grau médio. Ministro Presidente do TST. Sra. JORNADA DE TRABALHO. PELA RECLAMADA. Portanto. Assim. sempre laborou nos dias considerados como feriado nacional (1º de janeiro. que declarou nulos o parágrafo 2o. nas fichas financeiras não consta qualquer pagamento a esse título. no tocante a Ação Anulatória de Cláusulas Convencionais proposta pelo Ministério Público do Trabalho. portanto. e a manutenção da decisão que anulou a cláusula em questão. Quanto a Ação Anulatória proposta pelo Ministério Público do Trabalho.09. DEJT divulgado em 25. em sede de contestação.

790. sendo partes as acima citadas. O obreiro. 207-209v . por fim. Sendo assim. Dou parcial provimento.584/70. não prescinde dos requisitos da Lei n. RELATÓRIO Trata-se de embargos declaratórios opostos pelo reclamante. à luz dos arts. pela concessão do benefício da assistência judiciária gratuita. verifico que.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO.584/70 para a concessão da assistência judiciária gratuita. 186 e 927 do Código Civil. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 . 2. aos descontos fiscais e previdenciários. por sua vez. Acórdão. conforme arts. pugnou. extensivo a quem não esteja assistido por Sindicato (prevista no § 3º. do art. 790. por força do Agravo de Instrumento.2. a luz do art.TRT 17ª. devo registrar. por entender ausentes os requisitos da Lei 5. quando preenchidos os requisitos previstos no próprio artigo. de acepção mais restrita. do art.5. pela apreciação dos argumentos contidos no recurso ordinário acerca dos encargos fiscais e previdenciários e. que a assistência judiciária gratuita e o benefício da justiça gratuita não se confundem.2.584/70. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19/09/13: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente). quais sejam.060/50. RESPONSABILIDADE OBJETVA. condenando o autor ao pagamento da importância de R$ 130. da CLT. os beneficiários da assistência judiciária gratuita. porquanto presentes os pressupostos legais de admissibilidade. primeiramente. FUNDAMENTAÇÃO 2. nas razões recursais. Suspeição do Desembargador Lino Faria Petelinkar. De fato. Desembargadora Claudia Cardoso de Souza e Desembargador José Luiz Serafini. 14 da Lei n. Assim. e não se confunde com o benefício da justiça gratuita previsto no § 3º. Assim.060/50 e art. 09) e.0002 Processo Nº ED-123000/2012-002-17-00. art. o julgado foi omisso quanto ao pedido de concessão dos benefícios da assistência judiciária gratuita. em face do v. ou seja. como se percebe. 2.º 1. não estão atendidos os pressupostos previstos na Lei n.584/70. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. nos termos do § 3º. relatados e discutidos os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos autos de RECURSO ORDINÁRIO. portanto. para acrescentar ao recurso a seguinte fundamentação: “A r. acórdão de fls. passo a sanar a referida omissão. Nesse particular. ficando. Na hipótese vertente. o reclamante não está assistido por Sindicato de classe. da CLT.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.º 5.2. 23 de Setembro de 2013 136 respectivas no importe de R$ 40. No entanto. Procurador: Estanislau Tallon Bozi DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº ED-123000-18. Pugna. dou provimento aos embargos declaratórios. 790. dar provimento parcial para dispensar o reclamante do recolhimento das custas. São cabíveis embargos de declaração no caso de padecer a sentença ou o acórdão de omissão. ACÓRDÃO DE FLS. como no artigo 3º da Lei n. OMISSÃO CONSTATADA. 790. apontando omissão no julgado. § 3º. bem como em relação aos honorários advocatícios sucumbenciais. É o relatório.0002 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante: RONALDO SEABRA MILAGRE Embargado: O V. A assistência judiciária gratuita tem previsão tanto no art. a parte deve estar assistida por seu Sindicato de classe. são os que preenchem os requisitos da Lei n. responsabilidade objetiva. Tribunal não se manifestou quanto à responsabilidade objetiva da reclamada pelos atos de seus empregados. a existência de omissão. Aduz que o E. da CLT.º 5. OMISSÃO.2012.584/70 c/c §3º.0123000-18. sanando a omissão apontada. importando somente na isenção de custas.5. OMISSÃO. da CLT).17. honorários advocatícios e descontos fiscais e previdenciários. obscuridade ou contradição.” Isto posto. no Processo do Trabalho. e é devida a todo aquele que receber salário igual ou inferior ao dobro do mínimo legal. do art. DESCONTOS FISCAIS E PREVIDENCIÁRIOS Alega o embargante omissão quanto à responsabilidade objetiva da reclamada. defiro o benefício da justiça gratuita. REGIÃO UNIFORME INDUSTRIA E COMERCIO DE ROUPAS LTDA EPP Origem: 2ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . Vistos. CONHECIMENTO Conheço os embargos declaratórios opostos pelo reclamante. § 3º. no tocante à assistência judiciária gratuita. com base na declaração de miserabilidade jurídica.1. todavia. na acepção mais ampla. 20 do CPC e Súmula 219 do TST. há necessidade da ocorrência dos dois requisitos para o deferimento da assistência judiciária. autoriza o acolhimento de Embargos Declaratórios. à fl.2. não procedeu ao recolhimento das custas. também. Portanto.TRT 17ª Região . ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA Aponta o embargante omissão no v.8 Embargante Advogado Embargado Advogado RONALDO SEABRA MILAGRE Euclerio de Azevedo Sampaio Junior(OAB: 007583 ES) UNIFORME INDUSTRIA E COMERCIO DE ROUPAS LTDA EPP Dalton Almeida Ribeiro(OAB: 011359 ES) ACÓRDÃO . no tocante ao pedido de concessão dos benefícios da assistência judiciária gratuita e justiça gratuita. para. analisando o v. pela reclamada.00 a título de custas processuais.1. do art. embora tenha sido consignado que foi superada a deserção. para a correção da falha apontada. com fundamento na Lei 1. sentença de origem indeferiu os benefícios da assistência judiciária gratuita. 790. aos honorários advocatícios. quanto à apreciação de matéria constante no Recurso. da CLT.º 5. Acórdão. mas por advogado particular (fl. a assistência judiciária gratuita é devida apenas na hipótese prevista na Lei n.º 5. 790.º 5. da CLT. 133 da Constituição.00 (quarenta reais). diferentemente do que ocorre quando há concessão do benefício da justiça gratuita. que envolve também os honorários advocatícios. 10. Com razão. assistência por Sindicato de classe e percepção de remuneração igual ou menor que o dobro do salário mínimo ou impossibilidade de demandar sem prejuízo do sustento próprio ou da família.17. MÉRITO 2. assegurado igual benefício ao trabalhador de maior salário uma vez provado que a sua situação econômica não lhe permite demandar sem prejuízo do sustento próprio ou de sua família. 207/209v.2012. Este é uma faculdade do juiz. enquanto aquela.584/70. para fins de isenção das custas processuais e conhecimento do Apelo. No âmbito desta Especializada.

sentença. sentença de fls. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19/09/2013: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite (Presidente). sendo partes as acima citadas.São Paulo: LTr. porquanto presentes . 189/190. A existência de tese específica sobre a matéria debatida. 297. presume-se verdadeira a data de registro da admissão do obreiro. 332). em omissão no julgado e. FUNDAMENTAÇÃO 2. Configuração. 7ª ed. 3.CONHECIMENTO Deserção superada pelo julgamento do agravo de instrumento. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 para sanar a omissão apontada e dar provimento parcial para dispensar o reclamante do recolhimento das custas. quantitativamente inferior à que se deveria ter sido realizada" ("Sistema dos Recursos Trabalhistas". Tese explícita. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante. Para fins do requisito do prequestionamento de que trata a Súmula n. . proferida pela MMª 2ª Vara do Trabalho de Vitória/ES.0002 Processo Nº RO-125100/2011-002-17-00. às fls.2011. TST.. devidamente. TST). CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. Não há se falar. consignadas no julgado. evidentemente. Consoante magistério de Manoel Antonio Teixeira Filho: "Sentença omissa é a que deixa de pronunciar-se sobre um ou mais pedidos formulados pelas partes (. desnecessário contenha nela referência expressa do dispositivo legal para ter-se como prequestionado este. A presunção relativa de veracidade dos fatos alegados pelo empregador. puramente. quanto à assistência judiciária gratuita. conhecer dos embargos declaratórios e. pode ser elidida por prova pré-constituída (Súmula 74 do C. satisfaz o requisito de fundamentação da decisão e caracteriza a devida prestação jurisdicional. 23 de Setembro de 2013 137 ainda. A Súmula 297 do C. seu inconformismo com o julgado. julgou indevidos os honorários advocatícios. Prequestionamento. pressupõe.0125100-77. elementos que levem à conclusão de que o Regional adotou uma tese contrária à lei ou à Súmula. aliás. CONHECIMENTO Conheço o Agravo de Instrumento interposto. de certa maneira. nestes termos: 118. Todavia. adequados para a supressão de omissão.17. um pronunciamento citra petita pois a apreciação do órgão foi. contradição ou obscuridade. em face da r. sendo certo que os embargos declaratórios não são meio idôneo a corrigir eventual erro de julgamento. negou provimento ao pedido de dano moral decorrente de suposta perseguição perpetrada pela empregadora e. Desembargadora Cláudia Cardoso de Souza e Desembargador Lino Faria Petelinkar. do CPC. Tese explícita. por unanimidade. tampouco. Ou seja. pelo prequestionamento dos dispositivos mencionados. no mérito. do CPC. sendo certo que a não-manifestação acerca de todos os dispositivos legais apontados como violados não configura omissão no julgado. não é essa a função dos embargos declaratórios. Analisando o v. nos termos da certidão de fls. À análise. Nesse aspecto.2011. requerendo a reforma da r. de maneira clara. no acórdão. impõe à parte prequestionar tema que. Nego provimento.0002 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: ADEMIR OLMO SERRI JUNIOR Recorrido: UNIAO NACIONAL DOS PROPRIETARIOS DE VEICULOS AUTOMOTORES-UNION Origem: 2ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . ante a sucumbência total do reclamante.17. FUNDAMENTAÇÃO 2. dar-lhes parcial provimento. Inteligência da Súmula 297. Procurador: Estanislau Tallon Bozi. bem como prejudicada a análise relativa aos descontos fiscais e previdenciários. assentando expressamente estarem “ausentes todos os pressupostos a ensejar a responsabilidade civil”. ao intervalo intrajornada. vê-se que nas aludidas matérias elencadas.p.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA CONFISSÃO FICTA.. não há qualquer omissão no julgado. Razões recursais.2 Recorrente Advogado Recorrido Advogado ADEMIR OLMO SERRI JUNIOR Vilmar de Oliveira Silva(OAB: 013154 ES) UNIAO NACIONAL DOS PROPRIETARIOS DE VEICULOS AUTOMOTORES-UNION CAIO DA CRUZ FERRAZ(OAB: 017973 ES) ACÓRDÃO . tenha havido omissão com relação a este mesmo tópico. RECONHECIMENTO DE VÍNCULO EMPREGATÍCIO. na decisão recorrida. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. à retificação da CTPS. ao contrário do afirmado. tendo demonstrado. verbis: 2. a reclamada não apresentou contrarrazões ao recurso obreiro. há necessidade de que haja. em relação aos pedidos deduzidos na causa. da lavra do eminente juiz Roberto José Ferreira Almada. às comissões e à multa do artigo 477 da CLT. embora suscitado no recurso. subjetiva ou objetiva. Esta. ao consignar que incumbe à parte opor embargos declaratórios visando o prequestionamento de matéria.1. Conforme se infere do v. Havendo tese explícita sobre a matéria. que julgou improcedentes os pedidos formulados na inicial. decorrente da ausência injustificada na audiência que deveria depor.TRT 17ª Região . Vistos. nos moldes do artigo 535. as razões de julgamento encontram-se.5. portanto. que isentou o reclamante do pagamento das custas processuais. 243. ao sobreaviso. 194/216. resta claro que a embargante pretende revolver questões já decididas. 256. Acórdão. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº RO-125100-77.1.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. às horas extras. Acórdão embargado. portanto. 1993 . É o relatório. em prequestionamento dos dispositivos legais e constitucionais mencionados. em razão da confissão ficta do autor. é a diretriz traçada pelas Orientações Jurisprudenciais nº 118 e 256 da SDI-I do Colendo TST. PROVA PRÉ-CONSTITUÍDA. conforme dispõem os artigos 897-A da CLT e 535. A sentença (bem assim o acórdão) omissa contém. o qual. Súmula 297. ainda que contrária ao entendimento da parte. Se os documentos constantes dos autos não são capazes de comprovar a relação de emprego em período anterior ao registrado na CTPS. Embora devidamente notificada.).5. mas tão somente falhas formais porventura havidas no julgado. NÃO COMPROVAÇÃO. não foi objeto de pronunciamento no acórdão. à confissão. Prequestionamento.

2. Sustenta. Nesse aspecto. como se percebe.584/70 para a concessão da assistência judiciária gratuita. nos termos do § 3º. 14 da Lei n. à fl. pois. Inconformado. 790.º 5. quando preenchidos os requisitos previstos no próprio artigo. Para o pedido de reconhecimento do vínculo empregatício no período não anotado na CTPS. de acepção mais restrita. que envolve também os honorários advocatícios.º 5. calculados sobre o valor da causa. e é devida a todo aquele que receber salário igual ou inferior ao dobro do mínimo legal. deixou de fazê-lo. Todavia. podendo ser elidida por prova em contrário.2. o juízo a quo. o que levou ao não conhecimento do recurso pelo Juízo a quo. os beneficiários da assistência judiciária gratuita.2. porquanto. não estão atendidos os pressupostos previstos na Lei n. o que torna descabida a integração salarial dessas rubricas. ou seja. 790.2. o juízo de primeiro grau entendeu que o próprio reclamante admitiu ter recebido prêmios ou comissões da ré. quais sejam. do art.584/70. Este é uma faculdade do juiz. contudo. fundamentou a improcedência de cada pedido nas provas documental e oral existentes nos autos. alega que o juízo de origem não considerou todo o conjunto probatório existente nos autos. diferentemente do que ocorre quando há concessão do benefício da justiça gratuita. Pois bem. também.00 (quatrocentos e quarenta reais). mas por advogado particular (fl. assegurado igual benefício ao trabalhador de maior salário uma vez provado que a sua situação econômica não lhe permite demandar sem prejuízo do sustento próprio ou de sua família.1ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA. no Processo do Trabalho. conhecer do Agravo de Instrumento e.584/70. 2. capazes de elidir a confissão aplicada. os autos deverão ser remetido a Relatora. determinar o processamento do Recurso Ordinário interposto pelo autor. além de alguns terem sido emitidos por terceiros. o reclamante interpôs recurso ordinário. sob pena de confissão.584/70. há necessidade da ocorrência dos dois requisitos para o deferimento da assistência judiciária.584/70. devendo os autos ser encaminhados a SECAU para reautuação. XXXV e LXXIV da Constituição Federal. extensivo a quem não esteja assistido por Sindicato (prevista no § 3º. o reclamante não está assistido por Sindicato de classe. na acepção mais ampla. O pedido de pagamento das verbas decorrentes da dispensa sem justa causa foi indeferido em razão do pedido de demissão assinado pelo próprio autor. por unanimidade. Nesse contexto. Inconformado. entendeu que foram . afastando a deserção. mesmo advertido que deveria comparecer ao ato para depor. TST. no caso. Inicialmente. recorre o reclamante. DESERÇÃO DO RECURSO ORDINÁRIO Diante da improcedência total dos pedidos expostos na exordial. Assim. o juízo de origem considerou que os documentos colacionados às fls.060/50 e da Lei 5.º 5. assistência por Sindicato de classe e percepção de remuneração igual ou menor que o dobro do salário mínimo ou impossibilidade de demandar sem prejuízo do sustento próprio ou da família. argumentado que. além de ressaltar ausência de justificativa para o reembolso de combustível em valor superior ao praticado no curso do breve tempo do contrato.CONFISSÃO O juízo de origem reputou o reclamante confesso quanto à matéria fática debatida nos autos. em razão da confissão do reclamante. insurge-se o reclamante. como no artigo 3º da Lei n. determinar o processamento do Recurso Ordinário interposto pelo obreiro. defiro ex oficio o benefício da justiça gratuita. a assistência judiciária gratuita é devida apenas na hipótese prevista na Lei n. basta que a parte. dispenso o reclamante do recolhimento das custas processuais e dou provimento ao Agravo de Instrumento interposto pelo reclamante para. Quanto ao pedido de depósitos do FGTS.MÉRITO 2. 2. uma vez que se encontram preenchidos os pressupostos de admissibilidade. da CLT). mas simplesmente reputoulhe confesso e julgou improcedentes os pedidos formulados na inicial. também. Vejamos. afastando a deserção. renovando o pleito da assistência judiciária gratuita. portanto. o reclamante. da CLT. com nítida afronta ao artigo 5°. observo que o reclamante limita sua impugnação à suposta falta de apreciação das provas constituídas nos autos.º 5. 790.060/50. No âmbito desta Especializada. são os que preenchem os requisitos da Lei n. na petição inicial e em suas razões recursais requereu a concessão do benefício da assistência judiciária gratuita para fins de isenção das custas processuais. com base no artigo 343. Considerou verdadeiros os fatos alegados na defesa. todos consagraram a condição autônoma do emitente. De fato. da CLT. sem realizar. Nessa linha de raciocínio. Na hipótese vertente. além da presunção relativa de veracidade da tese de defesa. enquanto aquela. do art. ao argumento de que a presunção de veracidade decorrente da pena de confissão é apenas a relativa. para a concessão do referido benefício. a parte deve estar assistida por seu Sindicato de classe. com competente compensação na distribuição. A assistência judiciária gratuita tem previsão tanto no art. § 2º. Após. o recolhimento das custas processuais. não prescinde dos requisitos da Lei n. do CPC e Súmula 74 do C. MÉRITO 2. 24/98 dos autos não comprovaram o direito postulado. informe que não possui condições de pagar as custas do processo e os honorários advocatícios.1. importando somente na isenção de custas. então. indeferidos. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 14. do art. o Juízo a quo condenou o autor ao pagamento das custas processuais no importe de R$ 440. 3. ou indenização por depreciação de veículo utilizado em serviço por reles três meses. 13) e. Portanto. que o indeferimento da assistência judiciária gratuita prejudica o reclamante exercer seu direito de interpor recursos aos tribunais superiores. 23 de Setembro de 2013 138 os requisitos de admissibilidade recursal. E os pedidos de horas extras e intervalo intrajornada. decorrente da confissão do autor.CONCLUSÃO ACORDAM os Magistrados da 2ª Turma do Egrégio Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. o ora Agravante não procedeu ao recolhimento das custas processuais no valor de R$ 440. ainda. Nesse aspecto. e não se confunde com o benefício da justiça gratuita previsto no § 3º.00 (quatrocentos e quarenta reais). pois não foram infirmados pela prova constituída. Dessa decisão. no mérito. No entanto.º 1. em primeiro lugar devo registrar que a assistência judiciária gratuita e o benefício da justiça gratuita não se confundem. fixadas pelo Juízo de origem. Quanto ao pedido de pagamento de prêmios e comissões. Salienta que o princípio da busca da verdade real é superior à pena de confissão. dar provimento para. a teor da Lei 1.584/70.º 5. ficando. mediante simples afirmação na petição. por considerá-lo deserto. com base na declaração de miserabilidade jurídica.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.

no sentido de que aqueles juntados às fls.3. 24/98. não implicando cerceamento de defesa o indeferimento de provas posteriores. e dispensado. Vejamos.2. até porque o autor foi considerado confesso em relação aos fatos alegados pela defesa. Indeferiu o pagamento do seguro-desemprego. Inicialmente. por sua vez.RETIFICAÇÃO CTPS. que revelam labor aos sábados. indiquem que prestou serviços para a reclamada. O reclamante se manifesta sobre os documentos apresentados pela ré. O juízo de origem julgou o pedido de hora extra e intervalo intrajornada. três finais de semana por mês (sábado e domingo). FGTS.2001. na qual deveria depor. CPC). I.4. a confissão ficta do reclamante desonera o empregador do seu ônus. em 10/12/2010. os documentos apontados pelo recorrente não confrontam a presunção de veracidade dos fatos alegados na contestação. pois. a título de remuneração mensal. FGTS e multa de 40%. no período anterior ao registro da CTPS – 04/01/2010 a 08/09/2010. no caso o reclamante. bem como reflexos sobre o aviso prévio. Asseverou que. O reclamante manifesta sua irresignação com a r. 24/98 conferem ao emitente. a verdade real não se revela pela presunção relativa decorrente da falta de exibição dos cartões de ponto de terminando período. às fls.2000) III.05. 174/2011. Desse modo. férias + 1/3. com 01h de intervalo intrajornada. Nego provimento. mesmo durante o trabalho externo. na forma do documento de fls. mesmo que se possa presumir a subordinação no período anterior ao registrado na CTPS pelo simples fato de ter havido a prestação de serviços para a reclamada. Insurge-se o reclamante. não há falar em aplicação da confissão sem apreciação das provas constantes dos autos.94. quando laborava cerca de 05 a 06 horas. Vejamos. Vejamos. não impugnados pela ré. não comprovam. o reclamante alegou que foi contratado. iniciou o labor na reclamada. por si só. O juízo de origem indeferiu o pleito.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. nos autos. portanto. em 04/01/2010. frisa-se que o reclamante não questiona a confissão ficta aplicada em razão da sua ausência injustificada na audiência que deveria depor.5. a ré negou o labor em período anterior ao registrado na CTPS do autor. a condição de empregado alegada. Embora os documentos apresentados pelo reclamante. (nova redação do item I e inserido o item III à redação em decorrência do julgamento do processo TST-IUJEEDRR 801385 -77. TST. HORAS EXTRAS E INTERVALO INTRAJORNADA O reclamante alegou que possuía como jornada habitual. domingos e feriados. não comparecer à audiência em prosseguimento. (ex-Súmula nº 74 . quanto ao período sem controle de jornada nos autos. Ademais. Em defesa. A prova da relação de emprego depende da presença dos requisitos do artigo 3º da CLT e estes não foram demonstrados nos autos. 13º salário.inserida em 08. ao argumento de que os referidos documentos demonstram o labor para a reclamada antes do registro da CTPS. Portanto. 2. § 2º. que elida a presunção de veracidade decorrente da confissão. domingos e feriados. da CLT. em 04/01/2010. sua jornada era controlada. Nego provimento. pelo magistrado. sem qualquer controle por parte da empresa. o item II. multa de 40%. o vínculo empregatício postulado.RA 69/1978.Res. não afetando o exercício. 400.09. (ex-OJ nº 184 da SBDI-1 . RSR. a condição de representante autônomo e. do C. o que será efetivamente tratado nos próximos tópicos. DEJT divulgado em 27. ante a confissão aplicada ao reclamante.1978) II . Na verdade. sob a alegação de que a empresa não pratica atividades de vendas aos sábados e aos domingos. 154. sob o fundamento de que os documentos acostados às fls.não prospera. expressamente intimada com aquela cominação. não comprovam que o reclamante estava de sobreaviso naqueles dias. Requereu o reconhecimento do vínculo empregatício com a ré. além de alegar que exercia trabalho externo. embora a CTPS tenha sido registrada em 09/09/2010. em média. nos termos do artigo 74. quando percebia R$ 686. diante da ausência de prova. prevalecendo a jornada de trabalho apontada na contestação. com cerca e 20min a 30min de intervalo intrajornada. verbis: SÚMULA 74 CONFISSÃO. ao argumento de que a tese de defesa de ausência de labor aos sábados e domingos . das 07h45min às 22h. com a retificação da data de admissão da CTPS e o pagamento das férias + 1/3. decorrente da confissão aplicada ao autor. 30 e 31. sentença. por meio de celular. DJ 26. inclusive nos sábados. que era obrigado a permanecer com o celular ligado 24h. bem como da multa do artigo 477 da CLT. Nessa linha.02.SOBREAVISO O autor aduziu. domingos e feriados. RSR. sem labor aos sábados e domingos. sem receber as horas extras devidas. E nem se diga que o registro da condição de representante autônomo ao signatário dos referidos documentos constavam mesmo no período do contrato de trabalho anotado na CTPS. 23 de Setembro de 2013 139 devidamente adimplidos. Requereu o pagamento das horas extras excedentes da 8ª diária e da 44ª semanal. . Disse que era acionado. no período de 04/01/2010 a 08/09/2010. diante dos documentos juntados com a inicial. sustentou que o horário de trabalho do Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 reclamante era das 08h às 17h. o autor pretende o reexame de cada pedido indeferido. A reclamada. não ilidem a presunção de veracidade da contestação. A reclamada contestou o pedido. PERÍODO SEM ANOTAÇÃO Na inicial. 24/50 demonstram o labor no período não anotado na CTPS e. 13º salário. 2. Embora a reclamada tenha o dever legal de apresentar os cartões de ponto. portanto.A vedação à produção de prova posterior pela parte confessa somente a ela se aplica. de segunda a sexta-feira. em relação ao período sem registro na CTPS. conforme comprovam os documentos anexados à contestação. de ausência de trabalho em regime de sobreaviso. do poder/dever de conduzir o processo.A prova pré-constituída nos autos pode ser levada em conta para confronto com a confissão ficta (art.2. na realidade.2. não se pode olvidar que a confissão aplicada ao reclamante favorece a tese da ré. Nego provimento. dispõe que a prova pré-constituída nos autos pode ser levada em conta para confronto com a confissão ficta. 2. gerando a presunção relativa de veracidade da jornada de trabalho indicada na inicial. Ainda que os formulários de pedidos de clientes apresentados pelo reclamante possam coincidir com dias de sábados. da Súmula 74. Disse que.0017) . por ausência dos requisitos legais.2. ao argumento de que a reclamada não apresentou os cartões de ponto de todo o período contratual. para exercer a função de consultor de vendas.11.2011 I – Aplica-se a confissão à parte que. Insurge-se o reclamante.

Vejamos. Pelo que se depreende do acórdão do e. o atingimento das metas Vejamos. No âmbito desta Especializada. 23 de Setembro de 2013 140 Nego provimento.537/2002.4 . o que foi cumprido às fls. supre apenas o requisito inerente à miserabilidade jurídica. 2. pois a lei de regência exige a concomitância dos pressupostos. bem como a sua integração ao salário. comprovando. do artigo 477. são os que preenchem os requisitos da Lei 5. Assim. ao argumento de que a Lei 10. no mérito. DA CLT.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. da CLT tem pertinência quando o empregador não cumpre o prazo estabelecido para a quitação das verbas rescisórias. PREMIAÇÕES Na inicial. 13) e a declaração de insuficiência econômica. cumpre ressaltar que a justiça gratuita foi deferida ao autor em sede de agravo de instrumento. Ressalta que a assistência judiciária gratuita pode ser concedida. indevida a multa em comento quando as verbas rescisórias registradas no Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho foram pagas no prazo estabelecido do artigo 477 da CLT. Vencido o Desembargador Lino Faria Petelinkar quanto à assistência judiciária gratuita. comissões.584/70. premiações e seus reflexos no pagamento das verbas resilitórias. 14. não sendo o pagamento a menor das verbas rescisórias motivo a ensejar a sua aplicação.09.7. com reflexos sobre férias + 1/3. que alterou o artigo 790. §3º.00 a R$ 1. Nego provimento. MULTA DO ART. na forma da fundamentação supra. extensivo a quem não esteja assistido por Sindicato (prevista no art. não sendo possível ampliar o seu alcance para a hipótese de pagamento a menor daquelas parcelas. da CLT).584/70 (assistência sindical e percepção de remuneração igual ou inferior ao dobro do salário mínimo legal. Embora o Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho registre o pagamento de comissões referentes ao mês anterior ao da rescisão. Nesse sentido. horas extras e verbas resilitórias. diferentemente do que ocorre com o benefício da justiça gratuita. § 8º. Recurso de revista parcialmente conhecido e provido. 477. 5. até porque as diferenças foram reconhecidas somente em juízo. 477. nego provimento. Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente). constante às fls. manifestou-se o C.2013: Des. 790. por não ter computado as horas extras. Insiste o reclamante. sem a necessidade de poderes especiais para tanto. a qual o reclamante jamais atingiu. pois o próprio Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho indica que recebia comissões. o reclamante alegou que lhe foi prometido o pagamento de comissões na razão de 10% sobre cada contrato de adesão celebrado. jamais recebeu as comissões prometidas. por ausência dos requisitos do art. sob o fundamento de que o próprio reclamante admitiu jamais ter recebido prêmios ou comissões. § 8º. o reclamante postulou a condenação da reclamada no pagamento da multa do art.5. revogou o artigo 14 da Lei 5. de acepção mais restrita. Assim. DA CLT Na inicial. 477 da CLT. Requereu o pagamento de todas as comissões.A aplicação da multa de que cogita o art. 477. 14 da Lei 5. a assistência judiciária gratuita é cabível apenas se preenchidos os pressupostos da Lei n. multa de 40%. Lino Faria Petelinkar e Desembargadora Claudia Cardoso de Souza. para fins de recebimento de comissões e prêmios.6. Mantido o valor da condenação. TST: RECURSO DE REVISTA. inclusive de ofício. no percentual de 10% sobre cada contrato de adesão celebrado. PAGAMENTO A MENOR . Nesse sentido. da CLT.MULTA DO ARTIGO 477. por conseguinte. Des. § 8º. o reclamante está assistido por advogado particular (fls. Além das comissões.09. envolvendo também os honorários advocatícios.5. § 8º.500. por maioria. pelas provas constantes dos autos. 3ª Turma. RSR. Nego provimento. exclusivamente. FGTS.0008 Data de Julgamento: 17/03/2010.000. mas sim pagamento a menor (diferenças de verbas rescisórias reconhecidas ex judicis). não houve o alegado atraso no pagamento da rescisão. por unanimidade.1302000-77.2012. de acepção mais ampla. Também sustenta não ser a assistência judiciária gratuita privativa do sindicato de classe. Em primeiro lugar. Na hipótese vertente.17.CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. na hipótese de atraso no pagamento das verbas rescisórias constantes do termo de rescisão. negar-lhe provimento. os beneficiários da assistência judiciária gratuita. Argumenta que as verbas trabalhistas devidas não foram pagas no prazo legal. apesar de sempre ter sido um dos melhores e mais produtivos consultores da ré. ou impossibilidade de demandar sem prejuízo do sustento próprio ou da família). Nesse diapasão. não elide a confissão do autor e. se atingisse a meta de trinta contratos de adesão celebrados. Mantido o valor da condenação. e limitado à dispensa do recolhimento de custas processuais. da CLT. quanto ao direito à multa prevista no § 8º. não há prova de que o reclamante alcançou as metas ao longo de todo o contrato de trabalho. Procurador: Estanislau Tallon Bozi.ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA O juízo de origem indeferiu o pedido de assistência judiciária gratuita. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº RO-138400-48. O juízo de origem indeferiu o pedido. aduziu que também lhe foi garantido o recebimento de premiações que variavam em torno de R$ 1. A multa do artigo 477 da CLT é devida. da CLT.00.2. a mera existência de diferenças em favor do empregado não torna devido o pagamento da multa. Todavia.2.584/70.5. conhecer do recurso ordinário do reclamante e. apenas com a comprovação da miserabilidade jurídica. impede a procedência do pedido. sendo incontroverso que o pagamento das verbas rescisórias ocorreu dentro do prazo previsto no § 6º do art. O reclamante reitera o direito ao recebimento das comissões e premiações. mas não dispensa a assistência sindical. § 3º. Insurge-se o reclamante. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19. podendo o advogado declarar a hipossuficiência do reclamante. A ré argumentou que as comissões e premiações somente eram pagas aos vendedores que atingissem determinada meta. Vejamos. 3. O juízo de origem entendeu não haver motivo para aplicação da multa do art. 2. (Processo: RR .) Ante o exposto. a ausência de comprovação do direito alegado.2003. 13º salário. assim. Relator Ministro: Horácio Raymundo de Senna Pires. 2.COMISSÕES.0010 Processo Nº RO-138400/2012-010-17-00. 477 da CLT.584/70. 14. Data deDivulgação:DEJT09/04/2010.2. Tribunal Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Regional.

por falta de interesse recursal. do CPC e. é o trabalhador. para o Fisco. não importando. verifico que a r. 267.541/92. de uma cognição superficial em relação à titularidade do direito pleiteado. da Súmula 368.2.2. o Imposto de Renda incidente sobre os rendimentos pagos em cumprimento da decisão judicial será retido pela pessoa obrigada ao pagamento. segundo o artigo 12-A da Lei n. extinguiu o processo. conheço do recurso. Por sua vez. por sua vez. em execução de decisão judicial. nos termos dos artigos 43 e 45 do Código Tributário Nacional. sendo assim. uma vez que incorrerá em percentuais maiores do que se as verbas tivessem sido remuneradas mensalmente ao tempo correto pela empregadora. 248-v. do CPC. sem resolução do mérito. ora recorrente. se esse montante diz respeito a títulos contratuais devidos no passado e não adimplidos. Quanto às demais matérias.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA RECURSO ORDINÁRIO DO RECLAMANTE. levando ao acolhimento ou rejeição do pedido e não à carência do direito de ação. julgou parcialmente procedentes os pedidos. portanto. da Lei nº 8. no que tange ao imposto de renda. por qualquer forma.º 7. Como é cediço. e. as condições da ação são aferidas in status assertionis.CONHECIMENTO Conheço parcialmente do recurso ordinário interposto pela reclamante. por falta de interesse de agir.MÉRITO 2. das horas extras.0138400-48. em relação ao pedido de indenização pela reclamada dos valores devidos a título de imposto de renda sobre Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 as rubricas a serem deferidas. alegando a existência de patente prejuízo.0010 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: FABIO VICENTE DE SOUZA Recorrido: RODOVIARIO RAMOS LTDA N/P DE MARCELO SILVA RAMOS Origem: 10ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA . inclusive quanto aos rendimentos recebidos acumuladamente em virtude de decisão judicial. portanto. CONFIGURAÇÃO. do C.1. inciso VI. à dedução das horas extras. Nas razões recursais. sendo de responsabilidade do empregador o seu recolhimento (repasse ao Fisco) e não. que é de quem aufere a renda e. portanto. sendo partes as acima citadas. será indenizada por responsabilidade da ré em razão de tais danos. será retido na fonte no momento em que esses rendimentos se tornarem disponíveis para o reclamante. impõe-se dizer que não há vedação no Ordenamento Jurídico para que se postule.12”. O juízo de origem. deverá assumir sozinha a responsabilidade pelo pagamento das contribuições fiscais do recorrente”. requerendo a reforma da r. da lavra do eminente juiz Mauricio Côrtes Neves Leal. na parcela atinente ao imposto de renda.713. Conforme exposto no dispositivo retro. o que somente poderá ocorrer após o surgimento do dano. Nesse sentido. 2. Se houve ou não dano material ou se a autora. inclusive quanto às alíquotas a serem utilizadas para o cálculo do tributo. no que tange ao item “2. tratando-se de matéria de direito. aos reflexos do salário extrafolha em RSR. Postulou o reclamante. aos honorários advocatícios sucumbenciais e contratuais e à hipoteca judicial. O fato gerador do tributo. o reclamante postula seja afastado o abatimento dos salários remunerados “por fora” no importe de R$ 70. Razões recursais. 23 de Setembro de 2013 141 Recorrente Advogado Recorrido FABIO VICENTE DE SOUZA EDIMARIO ARAUJO DA CUNHA(OAB: 017761 ES) RODOVIARIO RAMOS LTDA N/P DE MARCELO SILVA RAMOS ACÓRDÃO . de que haverá tributação diferenciada em razão do recebimento concentrado das parcelas. o item II. sentença. do artigo 267. verbis: .1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. com base nas alegações da exordial. 515. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO.2. o sujeito passivo. que extinguiu o processo. Não demonstrada ofensa moral dirigida ao trabalhador.17. INTERESSE DE AGIR. à multa do art. na peça de ingresso. sem julgamento do mérito. incide a hipótese do art. o recebimento se torne disponível para o beneficiário. porquanto preenchidos os pressupostos de admissibilidade recursal.350/2010. exigindo que a agressão ultrapasse as barreiras da normalidade e dos fatos corriqueiros possíveis de acontecimento no cotidiano. do CPC. Da dedução das horas extras”. É o relatório. a responsabilidade exclusiva da reclamada pelo pagamento do imposto de renda. O dano moral pressupõe um ato ilícito que afete a esfera psíquica do autor.00 já integrados ao salário -base por essa decisão. não há se falar em qualquer indenização. às fls. a partir. Aduz que “como a recorrida descumpriu suas obrigações legais de reter na fonte e repassar ao Estado. indenização por supostos danos materiais decorrentes de ato ilícito. 475-J. Vejamos. ao dano moral.00 mensais. a incidência do imposto de renda deve obedecer ao regime de competência (mês em que a parcela deveria efetivamente ter sido paga). é de se compreender que o imposto incidente sobre os rendimentos pagos. no momento em que. em face do empregador. razão pela qual pleiteia o afastamento da extinção do processo. são questões a serem analisadas no mérito. realiza a hipótese de incidência do imposto.5. nos moldes dos artigos 186 e 927 do Código Civil. Entretanto. TST. precisamente como requerido em recurso.2012. excetuado os R$ 70. no particular e. sem dúvida. Embora devidamente intimada por edital. conforme certidão de fl. Vistos. Primeiramente. de 22/12/1988. DANOS MORAIS. De qualquer sorte. a reclamada não apresentou contrarrazões. em face da r. com a redação dada pela Lei nº 12. dou provimento para afastar a extinção do processo. em relação ao pedido “3. a legislação fiscal vigente à época desse fato é que deve ser aplicada. 189/199. sentença de piso autorizou a dedução dos valores efetivamente já recebidos a tal título. ocorre apenas no momento do pagamento do crédito trabalhista ao reclamante. § 3º.IMPOSTO DE RENDA. proferida pela MMª 10ª Vara do Trabalho de Vitória/ES. não havendo como transferir-se para as reclamadas este ônus tributário. sentença de fls. à integração do auxílio alimentação. com base no inciso VI. 208/219. o ônus de seu pagamento. Portanto. FUNDAMENTAÇÃO 2. no mérito. razão pela qual passo à análise da questão de mérito. do CPC. Fundamentou que a indenização por ato ilícito não pode ser reconhecida pelo fato de se presumir a possibilidade de um prejuízo.1. Em conformidade com o artigo 46. com fulcro no art. ou seja. NÃO CONHEÇO do apelo. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pelo reclamante.TRT 17ª Região . se isso ocorrer.3. Insurge-se o reclamante em face do decisum.

. TST.00 (quatorze reais). é até mesmo evidente que não pode haver nulidade. da Lei n. Isso posto. 458 da CLT e. férias mais o terço. fornecido por força do contrato de trabalho. omissis II. devendo ser calculadas. integrará o salário do trabalhador. Regra geral. DEJT divulgado em 19. ou se houver previsão em cláusula de Convenção ou Acordo Coletivo. sendo que. por dia. porém.. mês a mês. de 22/12/1988. 20 e 23. 2. postulando a reforma do julgado.2. por ser a parcela deferida adquirida com periodicidade mensal. possui natureza jurídica salarial. Contudo. caput e parágrafo terceiro. o reclamante informou em seu depoimento pessoal que o valor da gratificação inicial de R$70.. TST. 172. concluiu-se que os aumentos foram concedidos à título de remuneração das horas extras prestadas. 605/49 dispõe que a parcela paga mensalmente já remunera o repouso semanal. com os reflexos devidos. na redação que lhe foi dada pela Res. verbis: SUM-225 REPOUSO SEMANAL. defiro em parte o pedido 3. do C. a reclamada fornecia tíquete alimentação. indevido o reflexo no RSR. 121/2003. nego provimento. nego provimento. sendo incontroversa a periodicidade mensal da verba recebida pelo obreiro.5. 2. há previsão convencional excluindo a natureza salarial de tal verba. reflete nas demais verbas trabalhistas. Com efeito. (. Vejamos.Res.] Quanto à alimentação. caberá ao juízo da execução calcular o recolhimento imposto de renda de tais verbas levando em consideração o percentual que incidiria sobre cada parcela. no importe de R$ 14. Assim. tal não ocorre caso a empresa esteja inscrita no PAT. desde a sua contratação até dezembro/2010. décimo terceiro.00 (setenta reais).º 7. propiciou melhora remuneratória e não prejuízo. 241.] No caso dos autos. TST na Súm. fatalmente não será prestada para possibilitar o trabalho. nos termos do art. no montante de R$ 70. no período entre janeiro/2011 a setembro/2012. pela natureza jurídica que ostenta. se for concedido gratuitamente. de tal arte que o reconhecimento de créditos trabalhistas não importará prejuízo ao trabalhador. razão pela qual não merece reforma a r. DJ 19. Assim. ensejando o enriquecimento sem causa. Esse é. uma vez que. tickets alimentação e/ou refeição no valor . passou a conceder auxílio alimentação em dinheiro.00 mensais sobre 13º salário. FGTS mais 40%. 181/2012. REFLEXOS NO REPOUSO SEMANAL REMUNERADO. No presente caso. 457. deve integrar os salários do recorrente para todos os efeitos legais”.” (original sem grifo) Recorre o reclamante. para todos os efeitos legais. e da CCT.” No caso dos autos. Desse modo.Res. embora haja previsão na norma coletiva acerca da natureza indenizatória da parcela. eventual reflexo. para condenar a reclamada a pagar os reflexos do salário sem registro de R$70.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. mesmo que o trabalhador receba os haveres trabalhistas de uma só vez. fls. 147/161) afasta a natureza salarial do benefício concedido pela reclamada.2012 I. 7º... na forma do art. tendo em vista que a norma coletiva criou obrigação de pagamento de verba que não existiria sem a sua existência. resultante de crédito do empregado oriundo de condenação judicial. mas necessário a suprir necessidade de qualquer pessoa. 12-A da Lei n. É do empregador a responsabilidade pelo recolhimento das contribuições previdenciárias e fiscais.350/2010. indefiro o pleito 3.) No caso dos autos.” Insurge-se o reclamante em face do julgado. a integração ao salário da parcela paga “por fora” ao trabalhador. por não ser a alimentação inerente ao trabalho.2. não devendo que compor o salário-base. FORMA DE CÁLCULO (redação do item II alterada na sessão do Tribunal Pleno realizada em 16. mensalmente. verbis: “[. a rigor. ao argumento de que é devida a repercussão no repouso semanal remunerado. INTEGRAÇÃO. mas não quanto ao repouso semanal remunerado. Assim sendo. “a”. RESPONSABILIDADE PELO PAGAMENTO. reforçando que a natureza indenizatória do auxílio alimentação está condicionada à regularidade da sua inscrição junto ao PAT. não repercutem no cálculo do repouso semanal remunerado.2003 As gratificações por tempo de serviço e produtividade. implicaria em duplo Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 pagamento (bis in idem). o pagamento dos reflexos sobre 13º salário. que será tributado como se tivesse recebido corretamente seus direitos. em razão da habitualidade. Argumenta que “como a alimentação fornecida pela recorrida em desacordo com o PAT. defiro a integração ao salário apenas da parcela de R$70. FGTS mais 40% e aviso prévio durante todo o contrato. no período entre janeiro/2011 a setembro/2012. Eis o que dispõe a cláusula quinta. Portanto.2012) . FGTS e aviso prévio. 121/03: “O vale para refeição. uma vez que. sentença de piso. a alimentação fornecida habitualmente pelo empregador possui natureza salarial. hora extra. portanto. O Juízo de piso deferiu a integração ao salário de quantia paga “por fora”. o entendimento sumulado pelo c. nos termos do art. aviso prévio. Nesse sentido. Pois bem. como férias.2. caso fosse paga à época própria. como sendo espécie de gratificação. (cf. não há mais razão para se falar em base de cálculo dos descontos fiscais sobre o montante das verbas trabalhistas deferidas judicialmente. da CCT 2012/2013: “CLÁUSULA QUINTA – TICKET ALIMENTAÇÃO As empresas concederão aos seus empregados. Diante disso. Alegou que. Em face do exposto. A r. aliás. já que a norma. como requereu o reclamante em sua inicial. mais do que isso. sob os seguintes fundamentos: “[.” (cf. Na inicial. fls. no decorrer da relação empregatícia. a partir de 01/05/2012. da CLT. com a redação dada pela Lei nº 12. integrando a remuneração do empregado. com o pagamento de reflexos nos títulos intercorrentes do contrato de trabalho. a norma coletiva da categoria (fs. GRATIFICAÇÕES POR TEMPO DE SERVIÇO E PRODUTIVIDADE (mantida) . a Súmula 225 do C. já inclui essa parcela.04. em virtude de reconhecimento de créditos trabalhistas nesta Especializada. férias mais o terço. que é de aquisição semanal. 605/49 e da Súmula n. a reclamada não estava devidamente inscrita no Programa de Alimentação do Trabalhador – PAT.3. sentença de piso indeferiu o pleito autoral. em relação à incidência dos descontos fiscais. 23 de Setembro de 2013 142 SUM-368 DESCONTOS PREVIDENCIÁRIOS E FISCAIS.11. 169). COMPETÊNCIA..713. não está contemplada no § 2º do art. CÁLCULO. 7º da Lei n. Em outras palavras.00 “foi sendo aumentado pela empresa a medida em que os funcionários reclamavam em razão de estarem passando muito do horário. inclusive. pagas mensalmente. o art. 20 e 21. Desta forma. 148). AUXÍLIO ALIMENTAÇÃO. com relação ao repouso semanal remunerado. sendo devido assim. Todavia.04. aduziu o reclamante que.00 inicialmente paga sem registro. exceto no repouso semanal remunerado. razão pela qual requereu a integração ao salário dos valores pagos a título de alimentação. §1º.10. tem caráter salarial.

2. a meu ver. indica que o obreiro já havia realizado empréstimos pessoais antes mesmo da data da sua dispensa. em montante não inferior a 40 vezes a sua última remuneração. Mero dissabor. à intimidade ou à imagem. Nego provimento. TST. descontar dos salários dos empregados beneficiados por esta cláusula. que preconiza que não havendo pagamento ou garantia da execução. insurge-se o reclamante. pois concede ao devedor o prazo de quinze dias. alegando que o art. pois inaplicável nesta Especializada. aborrecimento. exigindo que a agressão ultrapasse as barreiras da normalidade e dos fatos corriqueiros possíveis de acontecimento no cotidiano. indefiro. é preciso que fique comprovado o dano efetivamente moral e não somente material. angústia e desequilíbrio em seu bem estar. à época própria. Na hipótese dos autos. decorre do preenchimento de dois requisitos. e não. sofrimento ou humilhação que. inexiste lacuna normativa. O juízo de origem indeferiu a multa em epígrafe. a meu ver. o pleito 3. APLICAÇÃO ÀS EXECUÇÕES NO PROCESSO DO TRABALHO. inarredáveis. dano moral.. Assim. Vejamos. a qual não é atingida por intempéries pelas quais se pode passar. por não demonstrada a alegada ofensa moral dirigida ao autor. a existência de lacuna no Texto Consolidado e a existência de compatibilidade entre a norma que se pretende aplicar analogicamente e a sistemática principiológica do processo do trabalho. no entanto. Logo.) Para que haja condenação em indenização por dano moral. na medida que a conduta da ré. DANO MORAL. em condições normais e sem a prova da intenção deliberada de causar prejuízo ao trabalhador. face o previsto na Lei n. 77/80 e 82. quais Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 sejam: ato ilícito.00 (quatorze reais). Sendo assim. postulou a condenação da reclamada ao pagamento de indenização a título de danos morais. mágoa. 475-J do CPC é aplicável na Justiça do Trabalho. Carlos Alberto Gonçalves. serguir-se-á a penhora dos bens. por si só. não tendo recebido corretamente suas verbas resilitórias. Ademais. igualmente não merece prosperar a alegação autoral de que foi obrigado a contrair empréstimos. não seria em intensidade maior do que os dissabores comuns da vida moderna. Com efeito.Programa de Alimentação do Trabalhador. nesta Especializada. causando-lhe aflições. por dia efetivamente trabalhado. conforme fls. Regional. cujo dano é recomposto pelo simples pagamento das verbas devidas. interfira intensamente no comportamento psicológico do indivíduo. irritação ou sensibilidade exacerbada estão fora da órbita do dano moral". juntada pelo próprio reclamante. ao passo que o art. praticado pelo empregador ou por seu preposto. A aplicação de norma processual de caráter supletivo. pois o ordenamento objetiva. 6. com a exposição de seus valores subjetivos relativos à honra. Além do mais. com fulcro na Jurisprudência do C. o nexo causal e a culpa ou dolo. em vista do dano. há que se sopesar se a intensidade do dano não é por demais tênue para justificar qualquer valor indenizatório e. direitos trabalhistas não configura. O C. nexo de causalidade entre a conduta ilícita do agente e o dano experimentado pela vítima.321 de 14. Na petição de ingresso. (. o reclamante recorre ordinariamente. in verbis: “(. e por fim. Pois bem. A falta de pagamento de haveres trabalhistas. "Só se deve reputar como dano moral a dor. Vejamos notícia veiculada por tal Tribunal. por ser compatível com o Processo do Trabalho.2... a existência de previsão convencional. IMPOSSIBILIDADE. de multa. quais sejam. à dignidade. no caso dos autos. na análise do quantum a ser arbitrado a título indenizatório. pois estas situações são efêmeras e não chegam ao ponto de romper o equilíbrio psicológico. no âmbito do processo do trabalho.) Além disso.76 – Programa de Alimentação do Trabalhador e seus decretos regulamentadores. pois a CLT possui regra específica aplicável quando não ocorre o pagamento espontâneo da dívida advinda de condenação judicial. consubstanciado em erro de conduta ou abuso de direito.04. uma vez que a documentação acostada aos autos. (. Segundo o Prof. resultando inaplicável a multa prevista no artigo 475-J do Código de Processo . O dano moral pressupõe um ato ilícito que afete a esfera psíquica do autor. não há se falar em qualquer indenização.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. têm caráter indenizatório e não tem natureza salarial. efetivamente. em 05/10/2012. A caracterização do dano moral pressupõe alguns requisitos. permitindo às empresas que optarem pelo sistema PAT . sob pena de penhora. MULTA DO ART. pois. como vem decidindo o c.. em razão do descumprimento de obrigações trabalhistas pela ré. tutelar a esfera de direitos não patrimoniais dos indivíduos. Vale lembrar que não se deve vincular a reparação a título de danos morais à existência de aborrecimento ou mal-estar. para arcar com despesas cotidianas.4. essa dor. 2. Diante disso. essa regra não se revela compatível com a orientação normativa do processo do trabalho.” Conquanto não haja prova nos autos acerca da inscrição da reclamada junto ao PAT. O Juízo de origem indeferiu o pleito autoral. vexame. afasta a natureza salarial da parcela. TST adota esse entendimento.. nego provimento. fugindo à normalidade. DO CPC. o percentual de 01 % (hum por cento) do custo do benefício. o que lhe causou constrangimento e humilhação perante terceiros. qual seja. Encontra-se firmado nesta Corte superior entendimento no sentido de que a Consolidação das Leis do Trabalho traz regramento específico quanto à execução.2. O fato de o autor não ter recebido. o único dano que se poderia confirmar seria no próprio íntimo do obreiro e. pelo que não seria indenizável. Dessa decisão. Aduziu que os salários representam sua única fonte de renda e que teve que realizar empréstimo pessoal. sob quaisquer das formas previstas.. reiterando as alegações trazidas na inicial. 23 de Setembro de 2013 143 unitário de R$ 14. à primeira vista. o artigo 883 da CLT. se existiu.5. alegou o reclamante que foi dispensado sem justa causa em 21/09/2012. salvo se objetivada. atinge a sua esfera material. TST e deste E. como se vê nos seguintes julgados: “PROCESSO NA FASE DE CONHECIMENTO.) PARÁGRAFO TERCEIRO – Os benefícios constantes desta cláusula.11. prejuízo suportado pelo empregado. 475-J. não causa dano moral. não tendo sido sequer alegado pelo reclamante qualquer fato concreto que demonstrasse sua dor moral.” Inconformado. MULTA PREVISTA NO ARTIGO 475-J DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. 73. não restou cabalmente comprovada lesão à honra ou à moral do reclamante capaz de ensejar a indenização pretendida. tantos quantos bastem ao pagamento da importância da condenação. 880 da CLT obriga ao devedor que efetue o pagamento da dívida ou garanta a execução em 48 horas. com aviso prévio indenizado.

475-J.” (E-RR .0671.01. 22 da Lei 8. também. quando a lide versar sobre relação de emprego. pois desatendidos os requisitos do artigo 14. Segundo o relator.0021 . pugnando pela reforma da r." Nesse sentido. TST. o artigo 880 da CLT impõe prazo de 48 horas para que o executado pague o débito ou garanta a execução.20152. a . 389 do Código Civil/2002. a SBDI-I do TST se pronunciou. No âmbito do processo do trabalho a capacidade postulatória é facultada às partes. Na inicial.”(RR . nego provimento. pois "enquanto a regra do artigo 475-J do CPC fixa prazo de 15 dias para o executado saldar a dívida sob pena de ter que pagar multa de dez por cento sobre a quantia da condenação. entendo que a concessão de honorários advocatícios na Justiça do Trabalho. Data de Julgamento: 12/12/2012. condições de prover à demanda.5. 305. e OJ n. Mesmo se o julgador fixar prazo de 15 dias para pagar o débito sob pena de receber multa. não prescinde do preenchimento dos requisitos estabelecidos na Lei n.2010. Relator Ministro: Horácio Raymundo de Senna Pires. ao argumento de que a reclamada deve suportar os custos da contratação de advogado particular. restringindo-se o pagamento dos honorários advocatícios ao disposto na Lei n. 23 de Setembro de 2013 144 Civil ao Processo do Trabalho. não obstante o estatuído no art. A controvérsia foi pacificada por esta e. no processo do trabalho. mas sim que esta declaração viabilizaria o cumprimento do requisito da miserabilidade jurídica. independentemente de o obreiro receber ou não salário superior ao dobro do mínimo legal. Apesar de vozes dissonantes.2010. 219 e 329.584/70. Relator Ministro: Lelio Bentes Corrêa. Data de Publicação: 14/12/2012).584/70. sob pena de penhora".6.5. ambas do C.2005. com base nos artigos 389.01.2010.5.2. Recurso de revista conhecido e provido. Relator Ministro: Mauricio Godinho Delgado. Sendo assim. pois desatendidos os requisitos do artigo 14. da SDI-I. colaciono aresto recente da SBDI-I: “RECURSO DE EMBARGOS EM RECURSO DE REVISTA. apenas nas hipóteses previstas na Lei n.906/94.º 5.º 5.º 633. em se tratando de relação de emprego. Precedentes da Corte. não se pode olvidar que a fixação de penalidade não pertinente ao Processo do Trabalho importa em ofensa aos princípios do devido processo legal e da legalidade. decidiu que a multa do art. são indevidos os honorários advocatícios vindicados pelo autor. Insta frisar que os indigitados verbetes jurisprudenciais trabalhistas não autorizam a ilação de que a simples apresentação de declaração de pobreza seria suficiente para o deferimento de honorários advocatícios.21. Data de Publicação: 23/11/2012).0052. Em face do exposto. 55) e apresentou declaração de insuficiência econômica à fl. Insurge-se o autor em face desta r.2009. Nesse sentido.584/70. 20 do CPC e no art.0052. quando se decidiu que a multa do artigo 475-J do CPC é incompatível com o processo trabalhista. a redução do prazo de quitação do débito previsto no CPC e. em consonância com a linha traçada pelas Súmulas n. nego provimento. O art. o autor requereu a condenação da reclamada. 5º.01. no importe de 15%. INAPLICABILIDADE AO PROCESSO DO TRABALHO. insculpidos no artigo 5º. reconhecendo o cabimento dos honorários advocatícios.5. 2.0000 . TST.2005. com fundamento nos artigos 22. por outro. em 26.º 450 preconiza o pagamento de honorários advocatícios sempre que o vencedor for beneficiário de justiça gratuita. e perceber salário inferior a dois salários mínimos ou declarar que não possui. incisos LIV e XXXIX. Recurso de revista conhecido e provido. MULTA DO ARTIGO 475-J DO CPC.º E-RR-3830047.496/07. da Lei nº 5. a qual supre apenas o requisito da miserabilidade jurídica. 475-J do CPC. Subseção I Especializada em Dissídios Individuais. no entanto. o reclamante requereu a condenação da reclamada ao pagamento de honorários advocatícios. Sem razão. MULTA DO ART. TST. sem amparo legal. todas do C. que. Relator que "a aplicação da multa de 10% em caso de não pagamento em 48 horas contraria os dois dispositivos legais. Argumenta o Exmo. O verbete jurisprudencial editado pelo Excelso Pretório sob o n. Ressalva-se.584/70. considerando que. com ressalva do entendimento pessoal do Relator. 475-J DO CPC. ao julgar o processo E-RR-38300-47. ante a contratação de advogado particular. do Código Civil. a Seção I Especializada em Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho (SBDI-I). 791 da CLT. Recurso de embargos conhecido e não provido.906/94.2. porque promove. no art.5.7. não se pode olvidar que a própria Corte Suprema possui a Súmula n. Não se adota. ACÓRDÃO PUBLICADO NA VIGÊNCIA DA LEI Nº 11. Em que pese o respeito pelas abalizadas opiniões em contrário.98100-05.0052. inaplicável ao processo do trabalho a multa do art. 3ª Turma. Bom.” (RR . o reclamante está assistido por advogado particular (fl. por um lado. uma vez que revela norma de eficácia contida. 56. Ademais. 219 e 329. nesta Especializada. No presente caso.127-8 firmou entendimento pela constitucionalidade do referido dispositivo. no julgamento do processo nº TST-ERR-38300-47. 1ª Turma. 2. em julgamento referente ao processo n. O Juízo de origem indeferiu os honorários advocatícios. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS SUCUMBENCIAIS. LV e 133 da CF/88. portanto. decisão. Inteligência das Súmulas n. Quadra salientar. o princípio da sucumbência no Processo Trabalhista. A lei de regência exige a demonstração concomitante dos dois requisitos.1188-32. já que deu causa a instauração dessa presente demanda. A fim de consolidar os entendimentos já manifestados no âmbito das Turmas do C. Ministro João Batista Brito Pereira. sentença. Na inicial. renovando as alegações da exordial.2005. os honorários advocatícios. do CPC e 133. nos moldes do art. em razão dos encargos próprios e familiares. portanto. o posicionamento do Relator. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS CONTRATUAIS.09. estará ampliando o prazo celetista de 48 horas. da Constituição Federal de 1988. 475-J do CPC é inaplicável ao processo trabalhista. mas não o da assistência sindical. as normas insertas no CPC e na CLT são incompatíveis. diante do jus postulandi. não havendo que se falar em violação aos arts. no pagamento de honorários advocatícios.º 1.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Data de Julgamento: 22/03/2012. A jurisprudência desta Corte firmou entendimento no sentido de que o processo do trabalho deve seguir as normas específicas contidas na CLT quanto à execução de suas decisões.24. 20. da Lei nº 8. acrescenta sanção inexistente na CLT. Entretanto. Data de Julgamento: 14/11/2012. 395 e 404.584/70. Data de Publicação: 11/05/2012). são devidos quando a parte estiver assistida por seu sindicato de classe. portanto. o STF no julgamento da ADI n.6. INAPLICABILIDADE AO PROCESSO DO TRABALHO. sendo. O juízo de origem indeferiu os honorários advocatícios. Subseção em 29/06/2010. Em face do exposto. da Constituição da República. pela inaplicabilidade do art. “RECURSO DE REVISTA. 133 da Constituição Federal não revogou o jus postulandi.5. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 Recorre o autor. 5. da Lei nº 5.

ser determinada de ofício. CPC..2006.015/73. não se exigindo. Ademais. mesmo antes do trânsito em julgado da sentença.2009. Lei 6. Pedro Paulo Manus.015/73 (Lei de Registros Públicos).pendente arresto de bens do devedor. devendo a parte estar assistida por sindicato da categoria profissional e comprovar a percepção de salário inferior ao dobro do salário mínimo ou encontrar-se em situação econômica que não lhe permita demandar sem prejuízo do próprio sustento ou da respectiva família. dessa forma.1985). nos termos do art. Recurso de revista não conhecido. insculpidos no art.09. A sentença que condenar o réu no pagamento de uma prestação. EXECUÇÃO PROVISÓRIA. à garantia do efetivo cumprimento da decisão condenatória.0042. Art. e tem por finalidade garantir o efetivo cumprimento da decisão condenatória. 167. nos termos do §1º do art. 466. tendo como principal objetivo Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 prevenir a fraude à execução.. TST: (. Recorre o autor.03.No Registro de Imóveis.o registro: 1) da instituição de bem de família.0031. 466 do CPC é subsidiariamente aplicável ao processo do trabalho (art. que decorre apenas da existência desta e da condenação a uma prestação em dinheiro ou em coisa.. da Constituição Federal. da hipoteca judiciária e da garantia do juízo recursal na esfera trabalhista. Aloysio Corrêa da Veiga. consistindo dever do julgador determinar sua efetivação.5. Min. Não demonstrada violação literal de dispositivos de lei e da Constituição Federal. Kátia Magalhães Arruda.8. Ao lançar mão do instituto da hipoteca judiciária. assegurando-se.. prevista no art. além da matrícula..(RR154700-22.) . A hipoteca judiciária é consectária da condenação a dinheiro ou coisa. 2.. a hipoteca judiciária se afigura como medida extremamente eficaz para assegurar o resultado útil de futura execução. renovando o pedido inicial. cuja inscrição será ordenada pelo juiz na forma prescrita na Lei de Registros Públicos. a ausência de assistência do sindicato inviabiliza a condenação da ré ao pagamento de honorários advocatícios em favor do autor. muito embora o reclamante tenha oposto embargos de declaração acerca da omissão. é a jurisprudência dominante no C. do CPC.18700-98. Min. da Lei n.584/70. 466 do CPC. O entendimento majoritário desta Corte é no sentido de que a hipoteca judiciária. sendo perfeitamente aplicável ao processo do trabalho.69000-73.) HIPOTECA JUDICIÁRIA. é um efeito secundário e imediato da sentença. § 4º. (exSúmula nº 219 . que tem se firmado ao preconizar que é cabível a declaração de ofício da hipoteca judiciária para garantia da execução... Pois bem. o eg. Nesse diapasão. 896.. Recurso de revista não conhecido. nego provimento. 6ª T.0031.. respectivamente. 14 da Lei 5.Rel. DEJT 1º/7/2011) (. não decorre pura e simplesmente da sucumbência. Nesse sentido. esta medida é oportuna e adequada nesta Justiça Especializada. em que pese a declaração de não ter condições de arcar com os ônus do processo sem prejuízo do sustento de sua família. Rel. haja vista a predominância de lides que têm por objeto verbas de natureza alimentar. ART.5. DEJT 24/6/2011) RECURSO DE REVISTA. a hipoteca judiciária sobre os imóveis pertencentes às reclamadas. inclusive..) Consiste. Precedentes. DJ 26. Precedentes. assim. 769 da CLT. não havendo impedimento para que o juiz do trabalho adote as práticas do direito processual para garantir às partes a efetividade da decisão proferida.03. autorizando o credor a perseguir o bem onde quer que se encontre (direito de sequela).embora a condenação seja genérica.0110. a condenação ao pagamento de honorários advocatícios. para sua decretação. Em razão . 769. APLICABILIDADE AO PROCESSO DO TRABALHO E CONCESSÃO DE OFÍCIO. I . Incidência da Súmula nº 333 e do art. consistente em dinheiro ou em coisa. muito embora seu uso não tenha sido uma constante nesta Justiça Especializada. I. LXXVIII.) (RR . Min. sendo garantido idêntico benefício àquele de maior salário. Corroborando o arrazoado. Rel.. Rel. Requereu o autor.Res. 23 de Setembro de 2013 145 contratação de advogado torna-se mera opção da parte. exatamente como prevê os artigos 466 do CPC e 899 da CLT que tratam. Dessa forma. Min. (. consoante artigo 466 do CPC.2008. DEJT 3/6/2011) (. autorizando a expedição de mandado para registro de hipoteca judiciária junto ao Cartório do Registro de Imóveis.. Parágrafo único..) (RR-199700-07. temse que só são devidos os honorários advocatícios. O Juízo de origem não examinou tal pedido. 8ª T. A decisão proferida pelo Tribunal Regional está em conformidade com a jurisprudência desta Corte Superior. serão feitos. quando o trabalhador estiver assistido pelo sindicato da categoria profissional e comprovar a percepção de salário igual ou inferior ao dobro do mínimo legal. A hipoteca judiciária é uma consequência inarredável da decisão condenatória.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. Por se tratar de imposição legal. III . 6. não merece prosperar a pretensão do autor relativamente aos honorários advocatícios contratuais. valerá como título constitutivo de hipoteca judiciária.5. (. DEJT 01/07/2011) (. Ademais. independe de pedido da parte.) HIPOTECA JUDICIÁRIA. O instituto da hipoteca judicial encontra-se previsto no artigo 466 do CPC e no artigo 167. II . da CLT). (. HIPOTECA JUDICIAL. Pelo exposto. 14/1985. Precedentes. 466.. assim. sempre que provar que sua situação econômica não lhe permite demandar. (.03.. nem divergência jurisprudencial.) HIPOTECA JUDICIÁRIA. 466 DO CPC. até que atinja o montante suficiente para garantir a execução dos créditos devidos a si.. 2) das hipotecas legais. a teor do art. Dora Maria da Costa. Segundo a lição de Fredie Didier Junior. em se tratando de demanda envolvendo relação empregatícia. em efeito secundário e imediato da sentença que condena a parte ao pagamento de uma prestação em dinheiro ou em coisa e pode. na exordial. ..) (RR .º 219 do TST que: Na Justiça do Trabalho. TRT visou à garantia dos créditos devidos à reclamante em que foi condenada a reclamado. Diante do exposto. que assim preceituam: Art. HIPOTECA JUDICIÁRIA. e sua inscrição pode ser determinada de ofício pelo juiz ou tribunal. 2. 5ª T. Recurso de revista de que não se conhece.2009. 7ª T.03.. meios eficazes para execução. sem prejuízo do sustento próprio ou da família. na Justiça do Trabalho. como já dito no tópico anterior. nos termos do art. 466 do CPC.. (. dispõe o inciso I da súmula n. A sentença condenatória produz a hipoteca judiciária: I .. que as partes a requeiram.) HIPOTECA JUDICIÁRIA. Visa. judiciais e convencionais.2. notadamente em face do princípio da celeridade e da duração razoável do processo. nunca superiores a 15% (quinze por cento). da CLT. ante a omissão do texto obreiro e por não haver contrariedade aos princípios e normas que regem o direito do trabalho. 5º.. prescinde de pedido ou requerimento da parte interessada.5.ainda quando o credor possa promover a execução. tenho que o art.

sendo a CLT omissa.(RR-19421.5. Desembargadora Cláudia Cardoso de Souza e Desembargador Lino Faria Petelinkar. Recurso de revista não conhecido. conhecer parcialmente do recurso ordinário e.5. 23 de Setembro de 2013 146 da lacuna na CLT .5.2011.(RR-43400-96.03. 2ª T. Rel. Significa dizer que a decisão constitui título suficiente para que o vencedor da demanda venha a ter.EPP João Batista de Oliveira(OAB: 006118 ES) RICARDO DE SOUZA LUIZ Fausto Henrique Cunha Gomes(OAB: 014577 ES) SKY BRASIL SERVICOS LTDA João Batista de Oliveira(OAB: 006118 ES) ACÓRDÃO . dou provimento ao recurso. pelo só fato da publicação da decisão do magistrado ou do Tribunal. independentemente de requerimento da parte interessada. sendo partes as acima citadas. .. que tal medida processual não tem relação com a solvibilidade ou não da empresa ré.17. Recurso de revista não conhecido.1 Recorrente Advogado Recorrido Advogado Plurima Réu Advogado CONEXAO DIGITAL COMERCIO & SERVICO LTDA .0042. CONEXÃO DIGITAL COMERCIO & SERVIÇO LTDA . nos termos previstos no artigo 466 do CPC. 769 da CLT). APLICABILIDADE NA JUSTIÇA DO TRABALHO. sobre as parcelas deferidas judicialmente não pagas na época própria. dar-lhe parcial provimento para determinar a hipoteca judiciária dos bens alienáveis pertencentes à reclamada. Assim. Afastando o caráter obsoleto do instituto. A hipoteca judiciária é instituto asseguratório estabelecido pela lei em favor da parte vencedora..consistente em dinheiro ou em coisa.0048.0010 Processo Nº RO-140300/2011-010-17-00. Inteligência da Súmula 381 do C. na medida em que representa garantia de satisfação do crédito na futura execução do título judicial. Precedentes.que não prevê nenhuma forma de garantia integral da condenação antes de seu trânsito em julgado . Min. Mantido o valor da condenação. como conseqüência do efeito principal e dispensa. JULGAMENTO EXTRA PETITA. Procurador: Estanislau Tallon Bozi.. o que importa é a data de vencimento da obrigação. Moacyr Amaral Santos assegura que. DEJT 1º/7/2011) RECURSO DE REVISTA. CORREÇÃO MONETÁRIA. RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pela reclamada. ainda. DEJT 3/6/2011) HIPOTECA JUDICIÁRIA. Este tem o seguinte texto: . mesmo.ex vi legis.5. APLICABILIDADE. Trata-se de um dos efeitos secundários ou acessórios da sentença condenatória e se manifesta de forma automática.09. para a sua decretação. Lelio Bentes Corrêa. que a parte a requeira. a qual não necessariamente ocorre no 5º dia útil. DEJT 1º/7/2011) (. Guilherme Augusto Caputo Bastos. Por disciplina judiciária. cuja inscrição será ordenada pelo juiz na forma prescrita na Lei de Registros Públicos-. DEJT 24/6/2011)” Frise-se. Em matéria de correção monetária. que deve ser ordenada pelo juiz por meio de expedição de mandado em atenção a requerimento de especialização dos bens feito pela parte favorecida mediante decisão condenatória.A sentença que condenar o réu no pagamento de uma prestação. Rel. 3ª T. HIPOTECA JUDICIÁRIA. pedido da parte ou pronunciamento do Juiz.2009.2010. (RR-20360095. o que o torna relevante em processo do trabalho. Precedentes. ÉPOCA PRÓPRIA. pois o parágrafo único do art. APLICAÇÃO NO DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO.(RR-61100. Destaca-se que a hipoteca judiciária pode ser declarada pelo Magistrado. Mantido o valor da condenação. A medida tem fundamento no art. contra o vencido. CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. Min. e sobre seus bens imóveis e certos móveis.17. 2ª ed.03.e da compatibilidade com a principiologia do processo do trabalho.2011. eminentemente processual.. como querem alguns doutrinadores. quando outra utilidade não tenha. Rel.74. há um direito do autor de inscrevê-la.. IV/455). Recurso de revista não conhecido. em face da r.2007. podendo ser determinada de ofício. mas apenas faculta..1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira.) 2. nasce para o vencedor a faculdade de fazê-la inscrever . 466 do CPC. por força da lei. e tampouco exige a Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 comprovação de dilapidação do patrimônio. vale como meio preventivo da fraude à execução .5. 1ª T.0140300-03. Por se tratar de efeito anexo da sentença. desde que realizada a inscrição da hipoteca judiciária no cartório de registro de imóveis. incide a correção monetária a partir do 1º dia útil do mês subseqüente à prestação dos serviços. impõe-se a aplicação subsidiária da norma do artigo 466 do CPC. nem tampouco que o órgão jurisdicional sobre ela decida.2013: Desembargadora Wanda Lúcia Costa Leite França Decuzzi (Presidente). inclusive para assegurar o direito de sequela. para determinar a hipoteca judiciária dos bens alienáveis pertencentes à reclamada.EPP Recorridos: RICARDO DE SOUZA LUIZ SKY BRASIL SERVICOS LTDA Origem: 10ª VARA DO TRABALHO DE VITÓRIA .03. . por unanimidade. curvo-me ao entendimento desta colenda Corte no sentido de que não há incompatibilidade do instituto da hipoteca judiciária com as normas que regem o direito do trabalho e. Participaram da Sessão de Julgamento do dia 19. valerá como título constitutivo de hipoteca judiciária.TRT 17ª Região . Min. no mérito. HIPOTECA JUDICIÁRIA. o que se fará por simples mandado do Juiz. 459 da CLT não obriga. 4ª T. Rel. 824 do Código Civil e no art.. limitada ao montante da condenação. Vistos.(Com. inclusive de ofício.ES Relatora: DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA EMENTA RECURSO ORDINÁRIO DA RECLAMADA. Embora seja efeito automático do próprio fato da sentença.0139. ao CPC. Maria de Assis Calsing. TST. consequentemente. Min. Violações de lei e da Constituição e divergência jurisprudencial não configuradas.03. relatados e discutidos os presentes autos de RECURSO ORDINÁRIO. prescinde até mesmo de pedido ou requerimento da parte interessada. a hipoteca judiciária. direito real de garantia.5. o instituto comporta aplicação nesta Justiça Especializada (art. Institui-se a hipoteca judiciária e. Recurso de Revista não conhecido.EPP.2009. Nesse passo. DESEMBARGADORA CLAUDIA CARDOSO DE SOUZA Relatora Acórdão Processo Nº RO-140300-03.0008. Não se exige. ARTIGO 466 DO CPC.0010 RECURSO ORDINÁRIO Recorrente: CONEXAO DIGITAL COMERCIO & SERVICO LTDA . limitada ao montante da condenação. Horácio Raymundo de Senna Pires. ao empregador efetuar o pagamento do mês vencido até o 5º dia útil do mês subsequente.

com intervalo intrajornada de apenas 15 minutos. com base nos horários declinados no depoimento do autor e sua testemunha. fixa-se a jornada do autor no primeiro ano de Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 trabalho das 7h às 19h. da CLT.2. a exceção prevista no artigo 62. respectivamente. artigo 62. não tem o condão de convencer esta Relatora acerca do enquadramento na hipótese excepcional prevista no inciso I. Em sede de contestação. da CLT referese apenas à atividade externa do empregado. ao intervalo intrajornada. e de custas processuais.. eis que se encontra inserido na exceção legal prevista no inciso I. Fixada essa premissa acerca da inversão do ônus probatório. Na análise do ônus da prova. pleiteando a reforma do r. o cargo de estoquista. ou seja. Instrumentos de mandato. a exercer a função de vendedor. 62. no que tange às horas extras. a Súmula 338 do C. aos honorários advocatícios. de segunda a sexta e após. 147/152v. que julgou procedentes em parte os pedidos formulados na inicial. renovando a argumentação de impossibilidade de controle da jornada de trabalho. seja suficiente para afastar o direito ao pagamento de horas extras. por si só. quando estoquista. havia labor extraordinário. na peça de ingresso. o labor em jornada extraordinária. eis que por todos foi indicado que o autor trabalhava internamente nos shoppings. sendo certo também que não há notícia tivesse a Ré mais de 10 empregados. É fato incontroverso que o autor não trabalhava externamente. das 07:00h às 19:00h. o autor assim externou: “que exerceu a função de Estoquista junta à primeira reclamada por um ano. que exerceu a . 10ª Vara do Trabalho de Vitória/ES. com uma folga semanal. o fato de o trabalhador prestar serviços externos. passando. porque sujeita à discrição exclusiva do obreiro ou porque materialmente impossível o controle efetivo da jornada. É o relatório.966/94. Coordenador de Vendas e Supervisor de Vendas. Comprovantes de recolhimento de depósito recursal. sendo certo que a jornada do autor não excedia 8 horas diárias e/ou 44 semanais. cujo horário de prestação é insuscetível de controle pelo empregador. Sucessivamente. para exercer. Em atendimento ao Provimento Consolidado da CGJT. publicado no DEJT de 08 de Agosto de 2012. da lavra da eminente Juíza Andrea Carla Zani. que trabalhava das 07h00m às 19h00 com 01 hora de intervalo.. então. aduzindo que nunca recebeu horas extras. inciso I. 202. Quanto ao enquadramento da hipótese no disposto no inciso I do art. [. que excepciona do regime geral de duração do trabalho estabelecido pela Consolidação apenas a "atividade externa incompatível com a fixação de horário de trabalho". O reclamante aduziu. que foi admitido na primeira reclamada (CONEXÃO DIGITAL COMERCIO & SERVIÇO LTDA – EPP) em 05/03/2007. sob pena de ensejar pagamento dobrado. à fl. entendo que ao autor cabe comprovar o fato constitutivo de seu direito. decisum. ao INSS e ao IRRF. não se computando na apuração do módulo semanal as horas já computadas na apuração do diário. deixando esta Magistrada de imputar credibilidade ao mesmo. na CTPS do autor. conforme confirmado pelas testemunhas. 62 da CLT. inicialmente. trabalhando das 09h0mm às 22h00 com 20 minutos de intervalo. requerendo a reforma do julgado para exclusão das horas extras deferidas..1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. prolatada pela MM.” Inconformada. ou seja. Tal entendimento restou definitivamente esclarecido com a redação dada ao referido preceito consolidado pela Lei nº 8. conforme inicial.. quando passou a ser vendedor. não considero que o simples trabalho externo. 140/145 aponta dois contratos com a reclamada 27/06/2005 a 28/08/2005 e 01/02/2007 a 14/05/2009. Assim. à fl. salientando que o autor não comprovou a jornada declinada na inicial. um ano depois. da Consolidação das Leis do Trabalho. do art. sobretudo em virtude da alegação patronal de impossibilidade de controle. artigo 62. Com efeito. Razões recursais da reclamada. Em seu depoimento. recorre a reclamada. requisito constante do inciso I. laborava de segunda a segunda.1HORAS EXTRAS. 23 de Setembro de 2013 147 sentença de fls. MÉRITO 2. observando-se a limitação de 22 horas extras semanais. sustentando que o número de visitas diárias e os roteiros eram traçados exclusivamente pelo obreiro. nos demais dias. demonstrar que o trabalho realizado enquadra-se na hipótese de que trata o inciso I do art. a solução será a análise acurada dos depoimentos prestados. 62 da CLT. e. O juízo de origem assim decidiu: “[. afirma que o reclamante usufruía 1 hora de intervalo. o reclamante e a 2ª reclamada não apresentaram contrarrazões. a primeira ré disse não proceder as alegações do autor. para aferir se. fls. sem qualquer fiscalização da demandada. não houve remessa dos autos ao Ministério Público do Trabalho para emissão de parecer. ao passo que à reclamada incumbe o fato impeditivo do direito. Assim. à gratuidade de justiça. 201. Vejamos. nos pontos de venda da reclamada. razão pela qual requereu a condenação das reclamadas ao aludido pagamento. 135. das 9h às 19h.] As testemunhas ouvidas dispuseram que o autor laborava em local fixo e com horário de trabalho pré determinado. não se aplicando. cumpre analisar a jornada do autor no Shopping para saber efetivamente se existiam horas extras. 97. à correção monetária. Assim. TST. ainda que tal circunstância esteja anotada na CTPS do obreiro. 176/191. tendo sido dispensado em 15/12/2010. às fls. As assertivas do autor quanto a seu contrato de trabalho em contrariedade com as anotações de sua CTPS. Insta frisar. que não foram acostados cartões de pontos aos autos. Ademais. no caso em tela. inclusive pela própria testemunha patronal. com base nas jornadas supra fixadas. que após passou à função de Vendedor. três dias na semana e das 9h às 22h. Embora regularmente intimados.] Ocorre que a testemunha da reclamada alegou que laborou para a primeira reclamada de setembro de 2001 a outubro de 2009. sem folga semanal e com 20 minutos de intervalo. porquanto presentes os pressupostos legais de admissibilidade recursal. Desse modo. como Vendedor. inicialmente. das 09:00h às 22:00h. passo a análise do caso em concreto. sendo necessária a demonstração de que o serviço se desenvolve desvinculado de qualquer possibilidade de controle efetivo quanto à jornada a ser cumprida. à fl. à fl. Disse que. da CLT. maculam seu depoimento. sendo possível o controle de jornada. não consta a ressalva de trabalho externo. mas a sua CTPS. FUNDAMENTAÇÃO CONHECIMENTO Conheço do recurso ordinário interposto pela reclamada. sempre com CTPS assinada. com 1 hora de intervalo. como vendedor e supervisor de vendas. Asseverou que sua jornada de trabalho jamais sofreu qualquer controle ou interferência patronal. São devidas as horas extras posteriores a 8ª diária e 44ª semanal.

era de 30 minutos. que a condenação deve limitar-se ao tempo restante para completar o intervalo legal. devidos os reflexos pretendidos na exordial e concedidos no decisum de piso. não há falar em reflexos. sendo que no mês de Agosto passou à função de Vendedor. pugnando pela reforma do julgado. Coordenador de Vendas e Supervisor de Vendas. Quanto ao intervalo intrajornada. de inequívoco. que a princípio ficava um Vendedor no turno da manhã e um Vendedor no turno da tarde. também. que neste ato foi exibida a CTPS do senhor Alexandre com a admissão em 06/5/2008 na função de Supervisor de Vendas. artigo 71. que trabalhou como Supervisor do Reclamante. que a empresa determina a realização de no mínimo trinta minutos de intervalo. ficou comprovada a não fruição do intervalo legal de 1 hora. nos moldes acima descritos. Além disso. O que se extrai. que não sabe informar tempo de duração de cada turno. o mesmo laborou no Shopping Vitória. que o senhor Alexandre trabalhou como Vendedor. Desta forma. laborando os vendedores em turnos (manhã ou tarde). Alexandre Ribeiro Nunes. assim detalhou: “que trabalhou na Reclamada de maio de 2008 até dezembro de 2010. quanto ao período em que o autor trabalhou no almoxarifado (até agosto de 2008). o que levou. podendo os horários serem elastecidos.2INTERVALO INTRAJORNADA. repousos semanais remunerados e feriados.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. de agosto de 2008 a 15/12/2010. condenou a ré ao pagamento de uma hora extra diária a esse título. conforme determinação da reclamada. a testemunha do reclamante. que se recorda que a Sra Diana trabalhou com o autor no terceiro turno. OJ 354 do TST. de segunda a sábado. O juízo de piso. afirma que. Kelly. Estoquista e Vendedor. a magistrada de piso a fixar jornada de trabalho diferente a partir do primeiro ano. não há prova do labor extraordinário. entretanto. fixo a jornada do obreiro. pois trabalhavam em áreas separadas (comercial e técnica). inclusive. que quando retornou à empresa em 2008. a partir de agosto de 2008. Gize-se algumas incoerências no depoimento da testemunha do reclamante. é que o horário de funcionamento da reclamada nos shoppings era de 09:00h às 22:00h. foi Estoquista. Deyvid. ratificou que o intervalo intrajornada. que mesmo diante de tais fatos o depoente confirma as funções exercidas pelo senhor Alexandre. válido ratificar a natureza salarial da parcela referente ao intervalo intrajornada não usufruído em sua integralidade.” (grifo nosso). por isso. disse: “que trabalhou na Reclamada de setembro de 2001 a outubro de 2009. férias integrais e proporcionais. 23 de Setembro de 2013 148 função de Vendedor no Shopping Vitória. ao entender que não houve a concessão integral do intervalo intrajornada. enquanto o reclamante. Ronaldo. esposando que “Tendo em vista a habitualidade das horas deferidas devidas as repercussões no 13º salário. com 30 minutos de intervalo intrajornada. durante o primeiro ano de contrato. por determinação da reclamada. não pode prevalecer. Alega.2. aviso prévio e FGTS com 40%. que o Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 normal era o autor trabalhar até às 22h00m. são devidos os reflexos do intervalo intrajornada não concedido. a testemunha afirmou que foi. que o Supervisor de Vendas é o responsável por verificar o trabalho do Vendedor inclusive quanto ao horário. Kelly e Ronaldo. sendo devidas as horas extras acima da 44ª semanal. Diante das incongruências da testemunha Alexandre. entendo que se mostra mais razoável a jornada apontada até às 19:00h. Sr. e. tendo retornado em maio de 2008 como Supervisor. aquém do intervalo legalmente fixado para a carga horária a qual se submetia o obreiro. Pois bem. que em média trabalhavam de dois a três Vendedores no mesmo shopping. era exercida pelo proprietário. Neste particular. sendo estes que recorda o nome. A testemunha da reclamada. razão pela qual não são devidas horas extras alusivas ao mencionado período. inclusive quanto ao horário. cumpre salientar que a própria testemunha patronal. que não sabe informar o horário de trabalho do senhor Alexandre Antunes. que a maior parte do contrato do autor. que trabalhou junto com Diana. que trabalha interna e externamente realizando visitas nos pontos de venda. Sr. na inicial e em seu depoimento. que havia mais dois Vendedores no mesmo local. Em que pese suscitarem duração distintas (15 e 30 minutos). descontando-se o tempo utilizado pelo reclamante. ora diz que ficava até 22:00h. em seu depoimento. Sr. Tal depoimento. que não era Supervisor do Reclamante. já que a testemunha do autor nada soube dizer acerca da realidade de labor de quando o reclamante exercia a indigitada função. que o senhor Alexandre Antunes exercia a função de Gerente Comercial tendo exercido anteriormente a função de Vendedor. a partir de março de 2008. e a testemunha da ré se reporta apenas à realidade fática de quando o autor já estava exercendo a função de vendedor. que os Vendedores trabalhavam no Shopping em que o autor prestou serviço das 09h00 às 22:00m com apenas 15 minutos de lanche. que o senhor Ronaldo trabalhou com o autor por pouco tempo. que em um primeiro contrato com a primeira Reclamada de agosto de 2007 a novembro/dezembro de 2007 exerceu a função de Vendedor. devendo sofrer acréscimo de 50%. que sempre foi o responsável pela área comercial e atuando como Supervisor do autor. que a primeira Reclamada sempre assinou sua CTPS. não havendo elastecimento de jornada. Em face do exposto. podendo trabalhar em shoppings diferentes. em seu depoimento. que o Vendedor poderia trabalhar no turno da manhã ou da tarde. aduzindo que o intervalo intrajornada tem natureza indenizatória e. que não havia escala de trabalho entre os Vendedores. que os demais Vendedores eram Diana. da CLT. Por habituais. o Reclamante trabalhava no Almoxarifado. nos termos da OJ 354/SDI- .” (grifo nosso). que o Reclamante normalmente laborava de 09h00mm às 19h00m. que no caso do Shopping Vitória trabalhavam três Vendedores em turnos das 10h00m às 16h00m. também não sabendo o horário de trabalho. o que retira a credibilidade das informações prestadas. de 09:00h às 19:00h.” (grifo nosso). Deyvid Wesley de Freitas Mello. que o reclamante passou a exercer a função de vendedor. 2. eis que foi a primeira afirmação da testemunha. que não sabe informar o que o autor fazia no Almoxarifado. Coordenador de Vendas e com a saída do depoente passou a Supervisor. nos temos do §4º. É certo que a declaração da citada testemunha está em consonância com o que disse o autor. dou parcial provimento ao apelo. bem como com o que disse a testemunha do obreiro. das 13h00m às 19h00m. sendo que a coordenação do serviço. Por sua vez. que laborou como Vendedor. Por derradeiro. ou seja. ora diz que o autor normalmente ficava até às 19:00h. com possibilidade de elastecimento. ou seja. por conseguinte. que tais Vendedores trabalharam com o autor sendo que a Sra Kelly trabalhou durante todo o período.” Recorre a reclamada. na medida em que a CTPS da testemunha evidencia que o seu contrato de trabalho não foi ininterrupto. que o autor exerceu as funções de Auxiliar de Estoque. sempre na função de Supervisor de Vendas. que o horário de atendimento era das 10h00 às 22h00. Primeiramente. que trabalhavam nos shoppings.

diferentemente do que ocorre quando há concessão do benefício da justiça gratuita.060/50. 5. da CLT. ART. em se tratando de relação de emprego. restringindo-se o pagamento dos honorários advocatícios ao disposto na Lei n.Res. À luz do expendido. 5. o C.3. todas do C. A assistência judiciária gratuita tem previsão tanto no artigo 14 da Lei n. com base na declaração de miserabilidade jurídica. indevido o pagamento de honorários advocatícios. Salienta que a correção deve incidir a partir da época própria para . devo registrar que a assistência judiciária gratuita e o benefício da justiça gratuita não se confundem. como o reclamante está assistido por advogado particular (vide fl. citando o Enunciado 79 da 1ª jornada de Direito Material e Processual na Justiça do Trabalho. da CLT.º 5. para excluir da condenação os honorários advocatícios.º 5.584/70. com o advento da Lei nº 8. A reclamada alega que a justiça gratuita só pode ser deferida com o preenchimento de todos os requisitos elencados pelas Leis nº. do art. quando preenchidos os requisitos previstos no próprio artigo. determinou que o seu cálculo fosse realizado a partir do primeiro dia útil do mês subseqüente. quando a lide versar sobre relação de emprego. também.584/70. APLICAÇÃO DO ART. Quanto à argumentação alusiva ao pagamento somente dos minutos restantes. 1. 23 de Setembro de 2013 149 1/TST. Ademais. nos termos do § 3º. da Súmula n. implica o pagamento do total correspondente.4. de acepção mais restrita. o art. 71. Destarte. bem como pelo artigo 790 §3º. DEJT divulgado em 25. Assim. Não se adota. em conformidade com o disposto na lei civil. 26 e 27. ressalto que é sabido o entendimento sufragado pelo Egrégio Tribunal Superior Trabalho no sentido de que. ao argumento de que se há a contratação de advogado. os beneficiários da assistência judiciária gratuita.03. repercutindo.115/83. também por disciplina judiciária.º 5. Nego provimento ao apelo. mas por advogado particular (f.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. para repouso e alimentação.2008) Possui natureza salarial a parcela prevista no art. para reconhecer que a concessão parcial do intervalo intrajornada mínimo. TST. 354. uma vez que revela norma de eficácia contida. como redação introduzida pela Lei nº 8. §4º. a concessão de honorários advocatícios na Justiça do Trabalho.Após a edição da Lei nº 8. TST cristalizou a intelecção antes insculpida na OJ n. a concessão parcial do intervalo intrajornada implica o pagamento da integralidade do período de repouso. que merece reforma a r. em consonância com a linha traçada pelas Súmulas ns. dou provimento ao Recurso Ordinário. assim. TST. portanto. Assim. e é devida a todo aquele que receber salário igual ou inferior ao dobro do mínimo legal. ou seja. 185/2012.º 5. quando não concedido ou reduzido pelo empregador o intervalo mínimo intrajornada para repouso e alimentação. para repouso e alimentação. nego provimento. DA CLT. a não concessão ou a concessão parcial do intervalo intrajornada mínimo. andou bem o juízo de origem ao deferir o benefício da justiça gratuita. no mínimo. recorre a demandada. da CLT. do artigo 790. 133 da Constituição Federal não revogou o jus postulandi. como no artigo 3º da Lei n. 7º.584/70. asseverando que os honorários somente são devidos nas hipóteses da Lei 5. preconiza a remuneração apenas do tempo efetivamente não concedido. 219 e 329 e pela OJ n.5. 790. 09) comprova apenas o requisito da miserabilidade jurídica. saúde e segurança do trabalho. § 4º. com acréscimo de. 2.2. Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 assegurado igual benefício ao trabalhador de maior salário uma vez provado que a sua situação econômica não lhe permite demandar sem prejuízo do sustento próprio ou de sua família. 08). enquanto aquela. e a apresentação de declaração de hipossuficiência econômica (fl. 5. No âmbito desta Especializada. Recentemente. Com razão. e não apenas daquele suprimido. ficando. em seu recurso. não prescinde dos requisitos da Lei n. 380 e 381 da SBDI1) .º 437. há necessidade da ocorrência dos dois requisitos para o deferimento da assistência judiciária. quanto à correção monetária. II – É inválida cláusula de acordo ou convenção coletiva de trabalho contemplando a supressão ou redução do intervalo intrajornada porque este constitui medida de higiene. portanto. TST. por meio da edição de sua novel Súmula n. e não se confunde com o benefício da justiça gratuita previsto no § 3º. No entanto. a parte deve estar assistida por seu Sindicato de classe. 09. Aduz a reclamada. Em que pese o respeito pelas abalizadas opiniões em contrário. CORREÇÃO MONETÁRIA. da CLT. GRATUIDADE DE JUSTIÇA.584/70. Em primeiro lugar.060/50. a assistência sindical e a comprovação da miserabilidade jurídica. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. o princípio da sucumbência no Processo Trabalhista.2. vindicando reforma do julgado que concedeu o benefício ao autor. são os que preenchem os requisitos da Lei n. O juízo de origem condenou a ré em honorários sucumbenciais de 15% sobre o valor da causa.923/1994. que envolve também os honorários advocatícios. quais sejam. no cálculo de outras parcelas salariais. da SDI-I. quais seja. extensivo a quem não esteja assistido por Sindicato (prevista no § 3º. na acepção mais ampla. 50% sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho (art. como se percebe. do artigo 790. implica o pagamento total do período correspondente. que assim preceitua: 354. 305. NATUREZA JURÍDICA SALARIAL (DJ 14. no Processo do Trabalho. à fl. 71 DA CLT (conversão das Orientações Jurisprudenciais nºs 307.584/70.584/70. XXII. a assistência judiciária gratuita é devida apenas na hipótese prevista na Lei n. 2. 71.2012 I .º 1.º 307.584/70 para a concessão da assistência judiciária gratuita. de 27 de julho de 1994. garantido por norma pública (art. 5. § 4º. SÚM-437 INTERVALO INTRAJORNADA PARA REPOUSO E ALIMENTAÇÃO. da CLT). 2.09.584/70 e Súmulas 219 e 329 do C. Sem razão. da CLT. Na hipótese vertente. 08) e. e não apenas daquele suprimido. sentença de piso que. INTERVALO INTRAJORNADA. curvome ao posicionamento insculpido no item I. importando somente na isenção de custas.923/94. não prescinde do preenchimento concomitante dos requisitos estabelecidos na Lei n. da CF/1988). Irresignada. 342. o reclamante não está assistido por Sindicato de classe.2.º 437 do C. a empregados urbanos e rurais. da SDI-1. NÃO CONCESSÃO OU REDUÇÃO. 71 da CLT). este profissional deve receber pelos trabalhos realizados. sem prejuízo do cômputo da efetiva jornada de labor para efeito de remuneração.584/70 e 7. assistência por Sindicato de classe e percepção de remuneração igual ou menor que o dobro do salário mínimo ou impossibilidade de demandar sem prejuízo do sustento próprio ou da família.923. Portanto. não estão atendidos os pressupostos previstos na Lei n. Este é uma faculdade do juiz. 71 da CLT e art. infenso à negociação coletiva (grifo nosso) Mesmo entendendo que a melhor interpretação da regra contida no artigo 71.

o encargo financeiro do empregado não pode ser transferido para o empregador. 21 e 23. § 6º. Contudo.212/91.. o obreiro não se eximiria da incidência dos descontos Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 previdenciários. Em suma.351/99.0 . 8. mas apenas concede ao empregador. dou parcial provimento para determinar a aplicação do valor histórico à cota parte da contribuição previdenciária devida pelo reclamante. Na hipótese vertente. ABRANGÊNCIA (DJ 20. III. que informa que a culpa do empregador pelo inadimplemento das verbas remuneratórias não elide a responsabilidade do empregado pelo pagamento da totalidade do Imposto de Renda e da quota-parte que lhe cabe da contribuição previdenciária. considerando que o contrato de trabalho do reclamante abrange período anterior e posterior à vigência do artigo 43 da Lei 8. RESPONSABILIDADE DO EMPREGADO PE-LO PAGAMENTO. estabelece que as contribuições previdenciárias somente poderão ser exigidas após decorridos 90 (noventa) dias da data da publicação da lei que as houver instituído ou modificado.6. não obriga. inclusive conforme pacificado pelo C. 43. é do empregador e incide sobre o total da condenação.212/91 (05/03/2007 a 15/12/2010). o disposto na Súmula 381 do C. a seguir transcrito é nesse sentido: "(. sentença normativa ou cláusula contratual. quanto aos juros e multa. a qual não necessariamente ocorre no 5º dia útil. sentença hostilizada. Insurge-se a reclamada contra a r. TST. a partir do 1º dia útil do mês subseqüente à prestação dos serviços.177/91. na liquidação da sentença. resultante de condenação judicial referente a verbas remuneratórias. 23 de Setembro de 2013 150 pagamento.. pois agrava a situação do contribuinte.Época própria . Ademais.).11. in verbis: “SUM-381 CORREÇÃO MONETÁRIA. Sim. consagrada na Orientação Jurisprudencial nº 363. Ademais.048/99 para o período do contrato de trabalho que antecede a alteração do artigo 43 da Lei n. a faculdade de efetuar o pagamento do mês vencido até o 5º dia útil do mês subseqüente. entendo que deve ser mantida a r. a culpa do empregador pelo inadimplemento das verbas remuneratórias não exime a responsabilidade do empregado pelos pagamentos do imposto de renda devido e da contribuição previdenciária que recaia sobre sua quota-parte. 1ªT . acordo ou convenção coletiva. ainda existe controvérsia sobre o crédito do trabalhador. na súmula 381. vez que.. e não apenas a do reclamado. deverá ser observado. e convertida na Lei 11. nos termos do artigo 150. que seia o 5º dia útil do mês subseqüente ao vencido. DJ 20. ou seja. Em se tratando de contribuição previdenciária incidente sobre verbas deferidas em decisão judicial. 8. 2. Rel. perfilho-me à jurisprudência dominante do C. para fins de aplicação dos juros e multa sobre as contribuições previdenciárias. da Lei 8. 715. até a prolação da decisão trabalhista e seu trânsito em julgado. 129/2005. O aresto do Colendo TST. a partir de 03/03/2009. a partir do dia 1º. nos termos da fundamentação acima.1998)” Nego provimento.inserida em 20. ou seja. CONDENA-ÇÃO DO EMPREGADOR EM RAZÃO DO INADIMPLEMENTO DE VER-BAS REMUNERATÓRIAS. como disposto no artigo 459 da CLT c/c artigo 39. 459 DA CLT (conversão da Orientação Jurisprudencial nº 124 da SBDI-1) . 124 do Tribunal Superior do trabalho. que considerou a data da prestação de serviços como fato gerador das contribuições previdenciárias incidentes sobre as verbas resultantes de decisões em reclamatórias trabalhistas. nos exatos termos em que preceitua o artigo 39 da Lei n. 128 do CTN). Assim sendo. o referido desconto deve levar em consideração as cotas de responsabilidade de ambos os litigantes.04. e a regra deste último para aquele a partir de sua vigência. 276 do Decreto 3. por óbvio.) 3. porque o legislador. DJU 7. Nesse sentido. 2. deferidas judicialmente. ressalto que a regra do § 2º. Argumenta que a lei fixa o termo final para cumprimento das obrigações de pagamento de salário. incidirá o índice da correção monetária do mês subseqüente ao da prestação dos serviços. ante o princípio da anterioridade. e a regra deste último para aquele que abrange o período de sua vigência (a partir de 03/03/2009). quando não satisfeitos pelo empregador nas épocas próprias assim definidas em lei.04. não há falar em responsabilidade do empregador pela contribuição previdenciária devida pelo obreiro.2. Vejamos. À análise. quanto ao período do contrato de trabalho que antecede a alteração do artigo 43 da Lei n.2005. TST. Contudo. o prazo do artigo 276 do Decreto 3. alínea “a”. somente pode ser aplicável aos fatos ocorridos após a sua vigência. vez que somente por disposição expressa de lei é que se pode excluir a responsabilidade do contribuinte. Min. Isso posto.2. pág. Incidência da Orientação Jurisprudencial n. publicada em 04/12/2008. do art. 22 e 25. vez que as parcelas. 459 da CLT.Esta Corte Superior tem posicionamento pacífico no sentido de que a época própria para a incidência dos índices de correção monetária dos débitos trabalhista é a do mês subseqüente ao da prestação de serviços. ART. TST. ( TSTRR-612. não se podendo retroagir a data do vencimento da obrigação para o dia primeiro do mês de competência para cômputo de correção monetária. ante o princípio da irretroatividade. in verbis: "OJ-SDI1-363 DESCONTOS PREVIDENCIÁRIOS E FISCAIS. não foram pagas na época própria. não restou comprovado que a recorrente se utilizava da faculdade legal. (ex-OJ nº 124 da SBDI-1 . IMPOSTO DE RENDA. O pagamento dos salários até o 5º dia útil do mês subseqüente ao vencido não está sujeito à correção monetária.212/91 (inserida com o advento da Medida Provisória 449/2008. da Constituição da República. da Constituição da República. sentença que condenou-a a proceder ao pagamento da contribuição previdenciária incidente sobre a cota patronal e pela quota do empregado.177/91. 186 do Código Civil.212/91. bem como para determinar a incidência dos juros e multa sobre as contribuições previdenciárias observe o prazo estipulado no artigo art. sofrerão juros de mora equivalentes à TRD acumulada no período compreendido entre a data de vencimento da obrigação e seu efetivo pagamento'. ..). (. de maneira que a nova regra previdenciária somente será aplicada às prestações de serviço realizadas a partir de 03 de março de 2009 (90 dias após a publicação da MP). tanto na vigência do contrato de trabalho ou fora dele. sendo oportuno observar que o argumento de pagamento tardio não justifica a responsabilização exclusiva do empregador.2008) A responsabilidade pelo recolhimento das contribuições social e fiscal.05. Emmanuel Pereira.048/99.03." Assim.2ª Reg. Quanto à responsabilização calcada no art. o que importa é a data de vencimento da obrigação. Em matéria de correção monetária. ao determinar que 'os débitos trabalhistas de qualquer natureza. no parágrafo único do art.941/2009).Ac. 8. SALÁRIO.7. seja qual fosse seu valor. Se essa data limite for ultrapassada. Correção monetária . da Lei nº 8. o artigo 195. que determinou a incidência da correção monetária na forma da lei.Res.1317/2013 Tribunal Regional do Trabalho da 17ª REGIÃO Data da Disponibilização: Segunda-feira. pois. transferindo o respectivo encargo financeiro com o tributo para terceiros (art. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS.

Assim sendo.00 (dez mil reais).5.) INDENIZAÇÃO. o sujeito passivo. perfilho-me à jurisprudência dominante do C. que é de quem aufere a renda e. por qualquer forma. o Imposto de Renda incidente sobre os rendimentos pagos em cumprimento da decisão judicial será retido pela pessoa obrigada ao pagamento. no decorrer da relação empregatícia. Ainda que se admita que o pagamento das verbas trabalhistas no momento oportuno acarretaria para o empregado obrigação tributária menos gravosa.º 368. quanto à responsabilização calcada no art. Alterado o valor da condenação para R$ 10.º 11. por maioria. que será tributado como se tivesse recebido corretamente seus direitos. de 09:00h às 19:00h. para o Fisco. sentença.2002. do Tribunal Superior do Trabalho. Ainda que se admita que o pagamento das verbas trabalhistas no momento oportuno acarretaria para o empregado obrigação tributária menos gravosa. De tal sorte. como hipótese de incidência da obrigação tributária. cumpre ressaltar que foi publicada a IN 1. o recolhimento da importância devida a título de imposto de renda deve incidir sobre todas as parcelas tributáveis a serem pagas ao autor. II. Não há como imputar ao empregador a obrigação de indenizar o empregado pelo gravame decorrente da constatação de eventuais diferenças no valor a ser recolhido a título de Imposto de Renda. CONCLUSÃO A C O R D A M os Magistrados da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. caberá ao juízo da execução calcular o recolhimento imposto de renda de tais verbas levando em consideração o percentual que incidiria sobre cada parcela. Num tal contexto. e. não importando. Entendimento cristalizado na Súmula n..125560030.09. Contudo. Data de Julgamento: 11/11/2010. em virtude de reconhecimento de créditos trabalhistas nesta Especializada. DANO MATERIAL DECORRENTE DO CRITÉRIO DE RECOLHIMENTO Código para aferir autenticidade deste caderno: 70802 DO IMPOSTO DE RENDA. Relator Ministro: Lelio Bentes Corrêa. Não há como imputar ao empregador a obrigação de indenizar o empregado pelo gravame decorrente da constatação de eventuais diferenças no valor a ser recolhido a título de Imposto de Renda. portanto. DESCONTOS FISCAIS. os artigos 159. Precedentes da Corte. excluídos os juros da mora. 186 e 927 do Código Civil. Em outras palavras.127/2011 da Receita Federal. DANO MATERIAL DECORRENTE DO CRITÉRIO DE RECOLHIMENTO DO IMPOSTO DE RENDA.0011 . Na esteira do entendimento acima. Subseção I Especializada em Dissídios Individuais. em face da sua incidência sobre a totalidade dos valores provenientes da decisão judicial. conhecer do recurso ordinário da reclamada e. portanto. Subseção I Especializada em Dissídios Individuais. in verbis: (. A responsabilidade pelo recolhimento das contribuições social e fiscal. não há mais razão para se f