P. 1
Lição Bíblica 4º Trimestre 2013.

Lição Bíblica 4º Trimestre 2013.

|Views: 132|Likes:
Publicado porPb Anderson Silva

More info:

Published by: Pb Anderson Silva on Sep 30, 2013
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

08/14/2015

pdf

text

original

Sections

www.cpad.com.

br

Jo ven s A
d u lto s

4 ° T rim estre d e 2 0 1 3

ISSN 167&-S823

Sabedoria de Deus para uma Vida Vitoriosa
A A tu a lid a d e de Provérbios e Eclesiastes

So H Á U M C A M I N H O
l Q uem é J esus?
C o n t r a p o n d o su a v e r d a .d e à f a l s a Es p ir it u a l id a d e d o s D IA S A TU A IS

NAS M ELH O RES LIVRARIAS

0 8 0 0

021

7 3 7 3

www.livrariacpad.com .br

L iç õ e s Bíb l ic a s
D ig ita liz a ç ã o : E s c r ib a D ig it a l

MESTRE

C o m e n tá rio : JO SÉ GONÇALVES
Lições do 4o Trim estre de 2013

Lição 1 O Valor dos Bons Conselhos Lição 2 Advertências Contra o Adultério Lição 3 Trabalho e Prosperidade Lição 4 Lidando de Forma Correta com o Dinheiro Lição 5 0 Cuidado com Aquilo que Falamos Lição 6 0 Exemplo Pessoal na Educação dos Filhos Lição 7 Contrapondo a Arrogância Com a Humildade Lição 8 A Mulher Virtuosa Lição 9 0 Tempo para Todas as Coisas Lição 10 Cum prindo as Obrigações Diante de Deus Lição 11 A Ilusória Prosperidade dos ímpios Lição 12 Lança o teu Pão Sobre as Águas Lição 13 Tema a Deus em todo Tempo
10

18
25 32 39 46 54 61 69 76 83 90

L ições Bíb lic a s

1

L iç õ e s Bíb l ic a s
MESTRE
P u b lic a ç ã o T r i m e s t r a l d a C a s a P u b lic a d o r a d a s A s s e m b le ia s d e D e u s P re s id e n te d a C o n v e n ç ã o G e ra l d a s A s s e m b le ia s d e D e u s n o B rasil

LIVRARIA S CPAD
A M A Z O N A S : R ua B a rro s o , 36 - C e n tro - 69010-050 - M an au s - AM - T e le fa x : (9 2 ) 2126-6950 - E-maiL: m a n a u s@ cp a d .c o m .b r Gerente: Ricardo dos Santos Silva B A H IA : Av. Antônio Carlos Magalhães, 4009 - Loja A - 40280-000 • Pituba - Salvador - BA - Telefax: (71)21 04-5300 E-mail: salvador@ cpad.com .br - Gerente: M auro Com es da Silva B R A S ÍL IA : Setor Com ercial Sul - Qd-5, Bl.-C, Loja 54 - Galeria Nova Ouvidor - 70305-91 8 - Brasífia - DF - Telefax: (61)2107-4750 E-mail: brasilia@ cpad.com .br - Gerente: Marco A urélio da Silva E SP ÍR IT O SANTO : Rod. do Sol, 5000 loja 1074 e 1075 - Praia de Itaperica - 29102-020 - Vila Velha - ES - Tel (27) 3202-2723 - Gerente: Francisco Alexandre Ferreira M A R A N H Ã O : Rua da Paz, 428, Centro, São Luis do Maranhão, MA- 6502045 0 - Tel.: (98) 3231 -6030/2 108-8400 E-mail: saoluis@cpad.com.br- Gerente: Eliel Albuquerque de Aguiarjunior M IN A S G E R A IS : Rua São Paulo, 1371 - Loja 1 - Centro -301 70-1 31 - Belo Horizonte - MG -Tel.: (31) 3431 -4000- E-mail: belohorizonte@cpad.com. br - Gerente: W illiam s Roberto Ferreira P A R A N Á : Rua Senador Xavier da Silva, 450 - Centro Cívico - 80530-060 Curitiba - PR - Tel.: (41) 2117-7950 - E-mail: curitiba@cpad.com.br Gerente: Marra Madalena Pimentel da Silva P E R N A M B U C O : Av. Dantas Barreto, 1021- São José - 50020-000 -Recife - PE - Telefax: (81) 3424-6600/21 28-4750 E-mail: recife@cpad.com.br - Gerente: Edgard Pereira dos Santos Junior R IO D E JA N E IR O : V ice n te de C arvalh o : Av. Vicente de Carvalho, 1083 -Vicente de Carvalho - 21210-000 - Rio de Janeiro - RJ -Tel.: (21) 2481-2101 / 2481-2350 - Fax: (21) 2481-5913 - E-maíl: vicentecarvalho@cpad.com.br Gerente: Severino Joaquim da Silva Filho N ite ró i: Rua Aurelino Leal, 47 - lojas A e B •Centro - 24020-11 0 * Niterói - RJ - Tel.: (21) 2620-431 8 / Fax: (21) 2621-4038 E-maíl: niteroi@ cpad.com .br - Gerente: Eder Calazans N o v a Ig u açu : Av. Governador Amaral Peixoto, 427 - loja 101 e 103 - Ga­ leria Veplan - Centro - 26210-060 - Nova Iguaçu - RJ - Tel.: (21) 2667-4061 Telefax: (21) 2667-8163 - E-mail: novaiguacu@cpad.com.br - Gerente: Patrick de Oliveira C e n tro : Rua Primeiro de Março, 8 -Centro-Rio de Janeiro-RJ -Tel: 25093258 / 2507-5948 - Gerente: Silvio Tomé S h o p p in g Ja r d im G u a d a lu p e : Av. Brasil,22.1 55, Espaço Comercial 11501 - Guadalupe - Rio de Janeiro-RJ - <21) 3369-2487 - Gerente: Jucilefde Gom es da Silva SA N T A C A T A R IN A : Rua Sete de Setembro, 142 3oja 1 - Centro - 88.010060- Florianópolis - S C -Telefax: (48) 3225-3923 /3225-1 128 - E-mail: floripa@cpad.com .br Gerente: Geziel Vieira Damasceno S Ã O P A U L O : Rua Conselheiro Cotegipe, 21 0 - Belenzinho - 03058-000 - SP - Telefax: (11) 2198-2702 - E-mail: saopaulo@cpad.com.br Gerente: Jefferson de Freitas F L Ó R ID A :3 9 3 9 North Federal H ighway - Pom pano Beach, FL 33064 • USA - Tel.: (954) 941 -9588 - Fax: (954) 941-4034 E-mail: cpadusa@cs.com - Site: http://www.editpatm os.com Gerente: Jo n as Mariano
D is t r ib u id o r :

José Wellington Bezerra da Costa
P re s id e n te d o C o n s e lh o A d m in is t r a tiv o Jo s é W elling ton C o sta Jú n io r D ir e t o r E x e c u tiv o Ronaldo Rodrigues de So uza G e re n te d e P u b licaç õ es A lex an d re C laud in o C o elh o C o n s u lt o r ia D o u t r i n á r i a e T e o ló g ic a Antonio Gilberto e Claudionor de Andrade G e re n te F in a n c e iro Jo s a fá Franklin Santos Bom fim G e re n te d e P ro d u ç ã o Ja rb a s Ram ires Silva G e re n te C o m e rc ia l Cícero da S ilva

Gerente da Rede de Lojas
Jo ã o Batista G u ilh erm e da Silva G e r e n t e d e C o m u n ic a ç ã o Rodrigo So bral Fernandes C h e fe d e A r t e & D e s ig n W a g n e r de A lm eid a C h e fe d o S e to r d e E d u c a ç ã o C r is tã C ésar M oisés C arvalh o R e d a to r Marcelo de Oliveira e Oliveira D e s ig n e r G rá fic o Marlon Soares Capa Flam ir A m brósio Av. B ra s il, 3 4 .4 0 1 - Bangu R io de J a n e iro - RJ - C ep 2 1 8 5 2 / 0 0 2

C EA R Á : Rua Senador Pom peu, 834 loja 27 - Centro - 60025-000 - Forta­ leza - CE - Tel.: (85) 3231-3004 - E-mail: cbiblia@ig.com.br Gerente: Jo sé Maria Nogueira Lira PA R Á : E.LC O UVEIA -Av. Cov. José Malcher 1579-Centro - 66060-230-Belém-PA-Tel.:(91 )3222-7965-E-mail: gerencia@cpadbelem.com.br- Gerente: Benedito de Moraes Jr. JA P Ã O : Gunma-ken Ota-shi Shimohamada-cho 304-4 T 373-0821 - Tel.: 276-45-4048 Fax (81) 276-48-8131 C elular (81) 90 8942-3669 E-mail: cpadjp@hotm ail.com - Gerente: Jo elm a W atabe Barbosa L IS B O A - C A P U : Av. Alm irante Gago C outinho 158 - 1700-030 - Lisboa - Portugal - Tel.: 351-21-842-9190 Fax: 351-2 1-840-936 1 - E-mails: capu@capu.pt e silvso@capu.pt - Site: ww w.capu.pt M A T O G R O S SO : Livraria Assem bléia de Deus -Av. Rubens de Mendonça, 3.500 - Grande Templo - 78040-400 - Centro - Cuiabá - MT - Telefax: (65) 644-2136 - E-mail: heliorap@ zaz.com .br Gerente: Hélio José da Silva M IN A S G E R A IS : NovaSião-RuaJarbas L. D. Santos, 1651 -Ij.l 0 2 -Shopping Santa Cruz - 3601 3-1 50 -Juiz de Fora - MG -Tel.: (31) 3431-4000 Gerente: Daniel Ramos de Oliveira S Ã O P A U L O : SOCEP - Rua Floriano Peixoto, 103 - Centro - Sta. Bárbara D’Oeste - SP - 13450-970 - Tel.: (19) 3459-2000 E-mail: vendas@ socep.com .br- Gerente: A ntônio Ribeiro Soares

T E LE M A R K E T IN G
(de 2a à 6a das 8h às 18h e aos sábados das 9h às 15h) R io d e J a n e ir o : ( 2 ! ) 31 7 T -2 723 C e n tra l d e A te n d im e n to : 0 8 0 0 - 0 2 í 7 3 7 3 (lig a ç ã o g r a tu ita ) ■ Igrejas / Cotas e Assinaturas - ramal 2 ■ Colportores e Logistas - ramal 3 o Pastores e demais clientes - ramal 4 * SAC (Serviço de Atendim ento ao Consum idor) - ramal 5 L IV R A R IA V IR T U A L : w w w .c p a d .c o m .b r Ouvidoria: ouvidorfa@ cpad.com .br

Tei.: (21) 2406-7373
Fax: ( 2 1 ) 2 4 0 6 - 7 3 2 6 CfflD

2

L iç õ es Bíb lic a s

Lição 1
6 de Outubro de 2013

O V a lo r dos B o n s C o n selh o s
T E X T O ÁUREO “O te m o r do S e n h o r é o p rin c íp io da ciência; os loucos desprezam a sabedoria ^ e a in s tru ç ã o ” (P v 1 .7 ). V E RDAD E PRA TIC A
Provérbios e Eclesiastes são verda­ deiras pérolas da sabedoria divina para o nosso bom viver.

L E IT U R A D IÁ R IA
S e g u n d a - Pv 1.2 A sabedoria revela prudência T e rç a - Pv 1 .3 A sabedoria oferece justiça, juízo e equidade____________________________ Q u a rta - Pv 1 .4 A sabedoria traz conhecim ento Q u in ta - Pv 1.5 A sabedoria gera sábios conselhos Sexta - Pv 1 .6 A sabedoria interpreta a vida S áb ad o - Pv 1 .7 O tem or do Senhor e a sabedoria

L iç õ e s Bíb l ic a s

3

L E IT U R A B ÍB L IC A E M C LA S S E P ro v é rb io s 1 .1 -6 1 - Provérbios de Salom ão, filh o de D avi, re i de Israel. 2 - Para se conhecer a sa be do ria e a in s tru ç ã o ; p a ra se e ntenderem as p a la v ra s da p ru d ê n c ia ; 3 - p a ra se rece be r a in s tru ç ã o do e n te n dim en to , a ju s tiç a , o ju íz o e a equidade; 4 - p a ra d a r aos sim ples p ru d ê n ­ cia, e aos jo v e n s conhecim ento e bom siso; 5 - p a ra o sábio o u v ir e crescer em sabedoria, e o in s tru íd o a d q u ir ir sábios conselhos; 6 - p a r a e n te n d e r p ro v é rb io s e sua in te rp re ta ç ã o , com o ta m b é m as p a la v ra s dos sábios e suas a d i­ vinhações.

IN TE R A Ç Ã O
Prezado professor, iniciarem os m ais um trim estre, o últim o do ano. Esta é um a excelente oportunidade p a ra faze r um a autoanálise a respeito do seu m inistério de ensino. Seus obje­ tivos foram alcan çad o s? Seus alunos cresceram na g raça e no conhecimento de D eus? Neste trim estre estudarem os parte da literatu ra sapiencial ju d aica, isto é, os livros de sabedoria dos judeus que tratam dos conselhos divinos p ara a vid a h um ana. Verem os o q u anto eles são atuais e relevantes em seus ensinam entos. O co m en tarista deste trim estre é o pastor José Conçalves, professor de Teo­ logia, filósofo, escritor e vice-presidente da Comissão de Apologética da CCADB.

OBJET IV O S _________
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

C o n h e c e r o conceito geral dos livros de Provérbios e Eclesiastes. Id e n tific a r as fontes da sabedoria dos sábios antigos. C o m p re e n d e r o propósito da sa­ bedoria ensinada em Provérbios e Eclesiastes. ^ O R IE N T A Ç Ã O PED AG Ó G IC A ^

Para introduzir o primeiro tópico da iição, sugerimos que você reproduza o esque­ ma da página seguinte. É importante que todos os alunos tenham uma cópia do quadro. O objetivo é fazer um resumo a respeito dos elem entos literários presen­ tes nos livros dos Provérbios e do Ecle­ siastes. Explique aos alunos que quando estes livros foram com pilados nos tem pos bíblicos, a cultura, a língua e o estilo literário eram opostos aos da literatura moderna. Com preender o estilo literário usado pelo com pilador antigo é essencial para entenderm os o sentido real do texto ^ e evitarm os interpretações m irabolantes.^

4

L iç õ e s Bíb l ic a s

IN T R O D U Ç Ã O

bios e Eclesiastes. Veremos ainda como esses conselhos se revelam na vida dos que temem ao Senhor.

I - JO IA S D A L IT E R A T U R A Lembro-me dos ditados popula­ S A P IE N C IA L res que ouvia dos meus pais: “Águas 1. O liv ro de Provérbios. A Bí passadas não movem moinhos”; “Água blia diz que Salomão compôs “três mil mole em pedra dura tanto bate até que provérbios, e foram os seus cânticos fura”; “Quem espera sempre alcança”, mil e cinco” (1 Rs 4.32). O texto sagra e muitos outros. Essas pequenas ex­ do identifica Salomão como o principal pressões contêm conselhos de uma autor do livro de Provérbios cultura popular impregnada (Pv 1.1), mas não o único. PALAVRA-CHAVE de valores éticos, morais O próprio Salomão exorta e sociais, que acabam por S ab ed o ria: a que se ouça “as palavras dirigir as regras da vida em Grande instrução ; dos sábios” (Pv 22.17), e sociedade. ciência, erudição, declara fazer uso de alguns Mais do que qualquer saber. dos provérbios desses sá­ outra fonte, a Bíblia está bios anônimos (Pv 24.23). recheada dessas pérolas. O livro revela que havia alguns São bons conselhos que revelam a sa­ provérbios de Salomão que circulavam bedoria divina. Tais máximas bíblicas nos dias do rei Ezequias, e que pos­ são expressas em linguagem figurada, teriormente foram compilados pelos das mais variadas formas (parábolas, homens deste piedoso rei (Pv 25.1). fábulas, enigmas e provérbios). Por Por último, o livro de Provérbios isso, neste trimestre, conheceremos o revela que Agur, filho de Jaque, de que a Bíblia revela sobre os conselhos Massá, é o autor do capítulo 30. Já o divinos contidos nos livros de Provér­
■WBB js s a i« j —

C A RACTERÍSTICAS LITERÁRIAS DOS LIVROS DE:
PROVÉRBIOS 1. O estilo literário do livro dos Provérbios é pelo menos dois: Provérbio e Instrução. 2. Provérbios: A expressão é de difícil defini­ ção, mas suas características são singulares: a) concisão; b) sagacidade; c) forma memo­ rável; d) base na experiência; e) verdade uni­ versal; f) objetivo prático e longo uso. Quase sempre, o provérbio é descrito como poético ou rítm ico, com metáforas sucintas, vivazes, convincentes e admiráveis 3- In stru çã o : Quase sempre articulada como o legado de um pai ao filho, ou do mestre ao discípulo, que incluem ordens de proibições e as motivações pelos quais eles devem obedecer. ECLESIASTES 1. O livro se divide em quatro partes: a pri­ meira, a central, a segunda e o epílogo. 2. P rim eira p a rte [ l . J - 3 . 1 5]. Reflexões bem organizadas sobre a vida, acompanhadas de um poema enternecedor sobre o tempo. 3. Parte c e n tra l [3,1 6-1 1.8]. Alguns provér­ bios aparecem. De vez em quando uma pa­ rábola e poesia também. 4. Segunda p a rte [ 1 J,9 -1 2 .8 ]. Há uma mu­ dança de tom. A ideia é dar esperança ao jo ­ vem, pois a velhice chega depressa demais. 5. O epílogo [vv.9-14]. Esta seção é a ju s ­ tificativa de como o pregador ensinou ao povo provérbios e ensinos verdadeiros e com clareza.

L iç õ e s Bíb l ic a s

5

capítulo 31 é atribuído ao rei Lemuel de Massá. O livro pertence ao gênero literário hebreu conhecido como sapiencial, isto é, literatura da sabedoria. 2 . O liv ro d e E d e s ia s te s . Ecle­ siastes, juntam ente com Cantares, Jó, Salmos e Provérbios, também faz parte do gênero literário conhecido como “ Literatura Sapiencial” . Sua au­ toria é atribuída a Salomão (Ec 1.1). Embora escrito pelo filho de Davi e pertença ao mesmo gênero literário, o livro de Eclesiastes possui um es­ tilo diferente de Provérbios. Ele se apresenta como um discurso usado em assembleias ou templos. Alguns intérpretes acreditam que se trata de uma coletânea utilizada por Salomão em seus discursos. Ao c o n trá rio do que m u ito s pensam, o livro de Eclesiastes não expõe uma espécie de ceticismo ou desencanto existencial. Salomão faz um balanço da vid a do ponto de vista de alguém que teve o privilégio de vivê-la com intensidade, mas que descobre ser ela totalmente vazia se não vivida em Deus. A própria sabe­ doria, tão celebrada nos Provérbios, quando posta a serviço de interesses pessoais e objetivos mesquinhos é tida como tola.

II - A S A B E D O R IA D O S A N T IG O S 1. A in telig ên c ia dos sábios. Já observamos que pelo menos duas referências do livro de Provérbios fa­ zem citação das “Palavras dos Sábios” (Pv 22.1 7; 24.23). Mas quem são esses sábios? O texto não os identifica. Toda­ via, o Primeiro Livro dos Reis fala acerca de outros sábios, igualmente famosos, e como Salomão os sobrepujou em sabedoria (1 Rs 4.29-31). 2 . A s ab e d o ria de Salom ão. O escritor americano Eugene Peterson mostra a singularidade da sabedoria salom ônica em diferentes áreas da vida. Mais especificamente nos Pro­ vérbios, há uma am ostra de como honrar os pais, criar os filhos, lidar com o dinheiro, conduzir a sexualidade, trabalhar e exercitar liderança, usar bem as palavras, tratar os amigos com gentileza, comer e beber saudavelmen­ te, bem como cultivar emoções e ati­ tudes em relação aos outros de modo pacífico. Peterson ainda mostra que o princípio da sabedoria salomônica destaca que o nosso modo de pensar e corresponder-nos com Deus reflete a prática cotidiana de nossa existên­ cia. Isto significa que nada, em nossa vida, precede a Deus. Sem Ele nada podemos fazer. S IN O P S E D O T Ó P IC O ( 2 )
A sabedoria dos antigos, e particu­ larmente a de Salomão, versava sobre diferentes áreas da vida humana.

S IN O P S E D O T Ó P IC O ( 1 )
Provérbios e Eclesiastes são livros de sabedoria judaica que revelam os desígnios eternos para a vida.

RESPONDA
7. O que o livro de Provérbios revela acerca de Salom ão? 2. Em bora p ertença ao mesmo gê­ nero literário de sabedoria ju d a ic a , q u al a diferença entre Eclesiastes e Pro vérb io s?
6 L iç õ e s Bíb l ic a s

III - AS F O N T E S D A S A B E D O R IA 1. A s a b e d o ria p o p u la r. Os livros poéticos mostram, entre outras coisas como louvores e orações, muito da sabedoria do povo de Israel. Ciente dessa verdade, Salom ão apresenta

a justiça, o juízo e a equidade; (4) dar máximas populares para compor os aos simples prudência e aos jovens seus Provérbios (Pv 22.17; 24.23). Podemos entender que Deus dá inte­ conhecimento e sensatez; (5) ouvir e crescer em sabedoria; (6) adquirir ligência aos homens para que estes sábios conselhos; (7) com preender possam analisar as situações da vida provérbios e sua interpretação, bem e tirar delas conclusões que servirão como também as palavras dos sábios para si mesmos e para outras pessoas, e suas metáforas (Pv 1.1 -6). em forma de conselhos e advertências, 2. V a lo re s e s p iritu a is . Alem como ocorre no livro de Provérbios. de apontar valores éticos e morais, 2. A sab e d o ria d iv in a . O texto ao afirm ar que o “tem or do Senhor é bíblico destaca que Salomão “falou o princípio da ciência; [e que somen­ das árvores, desde o cedro que está te] os loucos desprezam a sabedoria no Líbano até ao hissopo que nasce na e a instrução” (Pv 1.7), o cronista parede; também falou dos animais, e sacro abaliza os valores espirituais das aves, e dos répteis, e dos peixes. E que sobressaem nas p alavras de vinham de todos os povos a ouvir a Provérbios. Da mesma forma, o li­ sabedoria de Salomão e de todos os vro de Eclesiastes aponta para Deus reis da terra que tinham ouvido da como a razão de toda a existência sua sabedoria” (1 Rs 4.33,34). De onde humana. Fora dele não há base se­ vinha tanta sabedoria? O texto bíblico gura para uma moral social. Os livros revela que Salomão orou pedindo a de Provérbios e Eclesiastes formam Deus sabedoria (1 Rs 3.9), e que o uma tessitura milenar no contexto Senhor respondeu-lhe integralmente (1 religioso jud aico que, adaptado à Rs 3.1 0-1 2). Esta é a fonte da sabedo­ nossa realidade, apresentam conse­ ria de Salomão e explica o porquê de lhos práticos para a vida cotidiana ninguém conseguir superá-la. de todos os homens. SIN O PSE D O T Ó P IC O <3> SIN O PSE D O T Ó P IC O ( 4 ) A fonte de toda sabedoria do rei O propósito da sabedoria nos Salomão era o Senhor nosso Deus. livros de Provérbios e Eclesiastes é constituir um conjunto de valores éti­ RESPONDA cos, morais e espirituais para a vida. 3. Além de louvores e orações , o que os livros poéticos m ostram ? RESPONDA IV - O P R O P Ó S IT O 4. Cite pelo m enos três o b jetivo s D A S A B E D O R IA propostos na introdução do livro de 1. V a lo re s é tic o s e m o ra is . Provérbios. 5. Os livros de Provérbios e tclesiasNa introdução do livro de Provérbios, tes form am um a tessitura m ilenar no encontramos um conjunto de valores contexto religioso ju d aico . P a ra nós, éticos e morais que revelam o pro­ pósito desses conselhos. Ali, consta o que eles falam hoje? todo o objetivo proposto pelo livro: (1) CO NCLUSÃO Conhecer a sabedoria e a instrução; (2) A literatura sapiencial, repre­ Entender as palavras da prudência; (3) sentada neste trim estre pelos livros receber a instrução do entendimento,
L iç õ e s Bíb l ic a s 7

de Provérbios e Eclesiastes, revela que o tem or do Senhor é o funda­ m ento de todo o saber. Ninguém pode ser considerado sábio se os seus conselhos não revelarem prin­ cípios do saber divino. Segundo a

Bíblia, um sábio não se caracteriza apenas por ter m uita inform ação ou inteligência, mas é alguém que aprendeu o tem or do Senhor como a base de toda sua vida e, por isso, sabe vive r e co nviver (Tg 3.1 3-1 8).

A U X ÍL IO BIBLIOGRÁFICO I
Subsídio B ibliológico
“ L iv r o s d a S a b e d o r ia São considerados livros da sabe­ doria três dos livros poéticos: Jó, Pro­ vérbios e Eclesiastes, embora Jó seja realmente um livro de espécie única. Essa classificação é baseada no fato de tratarem esses três livros dos problemas que mais interessam à humanidade. Jó trata do problema do sofrimento, Provérbios, do pro­ blema do dever moraf, e Eclesiastes, do problem a da felicidade. Os livros cham ados de S ab e­ doria são diferentes da literatura profética de Israel porque expres­ sam m elhor a filosofia dos pensa­ d ores do que as d e te rm in a çõ e s das m ensagens de Je o vá . Não se encontra neles a frase: ‘Assim diz o Sen h o r’, quando falam dos pro­ blem as da vid a e das conclusões dos homens. Os sábios anunciaram as ve r­ dades como um tratado de filosofia moral, usando palavras de profun­ deza mais e le va d a do que seus conhecim entos, de m odo que só tempos depois é que puderam ser interpretadas. Provérbios e Eclesiastes apre­ sentam principalm ente esse fato” (MELO, joel Leitão de. E c le s ia s t e s v e r s íc u lo p o r v e r s íc u lo . Rio de Janeiro: CPAD, 1999, p.12).

V O C A B U L Á R IO
D esencanto Existencial: Desgos­ to ou decepção com a realidade vivida, isto é, com a vida. T e s s itu ra : Modo como estão interligadas as partes de um todo; organização, contextura. Sétuplo: Numeral que vale sete vezes o outro. Epítom e: A síntese, o resumo. B IB L IO G R A F IA S U G E R ID A B íb lia d e E s tu d o D e fe s a d a Fé:

Questões reais; Respostas precisas; Fé Solidificada. l.e d .R io d e Ja n e iro :
CPAD, 201 0.

SAIBA M A IS
Revista Ensinador Cristão CPAD, n ° 56, p.36.

RESPOSTAS DOS EXERCÍCIOS
1. O livro revela que havia alguns pro­ vérbios de Salom ão que circulavam nos dias do rei Ezequias. Posteriorm ente, eles foram com pilados pelos homens desse rei (Pv 25.1). 2. Diferentem ente de Provérbios, Ecle­ siastes apresenta-se com o um discurso usado em assem bleias ou tem plos. 3. Muito da sabedoria do povo de Israel. 4. Conhecer a sabedoria, a instrução; en­ tender as paiavras da prudência; adquirir sábios conselhos. 5. Adaptados a nossa realidade, eles apresentam conselhos práticos para a vid a cotidiana.

8

L iç õ e s Bíb l ic a s

A U X ÍLIO BIBLIO G RÁFICO II
S ubsídio Lexicográfico “ S a b e d o ria [de C ris to ] Embora no Antigo Testamento a sabedoria seja personificada no livro de Provérbios e m ostrada como tendo existido eternam ente em Deus (Pv 8.22-30), ela é centrada em uma pessoa, o Senhor Jesus Cristo (1 Co 1.30; Cl 2.2,3; cf. Lc 11.49). Cristo, em sua natureza humana, cresceu em sabedoria, e em estatu­ ra, e em graça para com Deus e os homens (Lc 2.52), mas em sua natureza divina, repousava sobre ele o Espírito sétuplo cujo principal atributo é a sabedoria (Is 11.2). Como resultado os homens perguntaram , ‘Donde veio a este a sabedoria’ (Mt 13.54; Mc 6.2), não percebendo que alguém m aior que Salom ão estava ali (Mt 12.42). O apóstolo Paulo escreve que Ele é o poder e a sabedoria de Deus, destacando que a vida e a morte de Cristo eram o sábio plano de salvação de Deus (1 Co 1.24). Os gregos, com sua filosofia, buscavam a sabedoria (1 Co 1.22) e produziram grandes homens como Platão e Aristóteles, mas não vieram a conhecer a Deus. Em contraste, Deus, em sua infinita sabedoria, usou a Palavra da cruz para revelar o modo como o homem pode ser salvo. O evangelho provou ser um tropeço para os judeus, que estavam tentando obter a salvação através das boas obras (Rm 9.30-33); e ‘uma loucura ou insensatez’ (gr. m oria, os pensam entos de um sim plório, simples demais para ser aceito como o verdadeiro conhecim ento da salvação) para os gregos cultos. Os judeus ficavam ofendidos com o pensam ento da crucificação, e por serem tão impotentes a ponto de precisarem que alguém morresse pelos seus pecados. Os gregos consideravam a simples fé em uma expiação substitutiva um modo fácil demais para a salvação. Contudo, a morte expiatória do Senhor Jesus Cristo é o epítome de toda a sabedoria (Ef 3.10), uma vez q u e e la resolve o m aior problem a do mundo e do homem, isto é, o pecado” (D ic io n á rio B íb lico W y c liffe . l.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, p.1712). s;

■m ,

L iç õ e s Bíb l ic a s

9

Lição 2
13 de Outubro de 2013

A d v e r t ê n c ia s C o n t r a o A d u l t é r io
“Bebe a água da tua cisterna e das correntes do teu poço. [...] Seja bendito o teu m an ancial, e alegra-te com a m ulher da tua m ocidade” ( P v 5.1 5,18).

V E R D A DE PRÁT IC A
A melhor prevenção contra o adultério é tem er ao Senhor e estreitar os laços do am or conjugal.

LE IT U R A D IÁ R IA
S e g u n d a - P v 5.3,4 A ilusão do adultério T e rç a - P v 5.7,8 Prevenção contra o adultério Q u a r ta - P v 5.9-1 2 As consequências do adultério Q u in ta - P v 7.13 A falsa delicadeza da adúltera S ex ta - P v 5.1; 6 .2 0 ; 7.1 O conselho previne o adultério

10

L iç õ e s Bíb l ic a s

L E IT U R A B ÍB L IC A E M C LA S SE
P r o v é r b io s 5.1-6 1 - Filho meu, atende à m inha sabedoria: à m inha razão in clin a o teu ouvido; 2 - p a ra que conserves os meus avisos, e os teus lábios guardem o conhecim ento. 3 - Porque os lábios da m ulher estran h a destilam favos de mel, e o seu p a la d a r é m ais m acio do que o azeite; 4 - m as o seu fim é am argoso como o absinto, agudo como a espada de dois fios.

IN TER A Ç Ã O
O livro dos Provérbios, talvez, seja o p rin cip a l dos livro s bíblicos a fa la r sobre o ad u ltério , os seus cam inhos e suas artim an h as destruidoras. O sá ­ bio não econom iza p a la vra s e ironias ao d en u n ciar a pessoa que adere essa p rá tica como um estilo de vida: ela não passa de um jovem displicente (Pv 7). Displicência, im aturidade e fraq ue­ za são p a la vra s que denotam o perfil do hom em que, inexp licavelm ente, deixa a casa da sua esposa a fim de unir-se com um a estranha. Esta não é a m ãe dos seus filhos, a m ulher que, ju n tam en te com ele, conquistou tudo o que tem. Não! A estranha é a m ulher que d eseja tir a r tudo o quanto ele construiu: a sua fam ília e a sua vida.
O B J E T IV O S Após a aula, o aluno deverá estar apto a:

5 - Os seus pés descem à m orte; os seus p a sso s firm am - se no inferno.
6 - Ela não p o n d era a vered a da vida; as suas c a rre ira s são v a riá ve is, e não as conhece.

C o n h e c e r os conselhos do sábio so­ bre a sexualidade humana. Id e n tific a r as causas da infidelidade conjugal e suas consequências. P re v in ir-s e da infidelidade conjugal.

O R IE N T A Ç Ã O P E D A G Ó G IC A
Prezado professor, é im portante relem ­ brar as características literárias ap resen ­ tadas no livro dos Provérbios. Por isso, para intro duzir a aula desta sem ana sugerim os que você utilize o quadro de O rientação Ped agógica da lição anterior. Em seguida, utilize o esquem a da página seguinte (reproduza-o de acordo com as suas possibilidades). A partir dele, a classe conhecerá o esboço ternário de Provérbios. O objetivo é fazer com que os alunos apreciem o panoram a do livro, facilitand o assim , a assim ilação do assunto da aula de hoje.

L iç õ e s Bíb l ic a s

1 1

cam inosa antiga, é preciso entender que a sexualidade é algo intrínseco IN T R O D U Ç Ã O ao ser humano. Logo, o desejo por satisfação sexual acom panha tanto O advento das mídias eletrônicas, o hom em co m o a m u lh er desde e de form a mais específica as redes sempre. O problem a está na form a s o c ia is , f a c ilit o u m u ito p a ra a de expressão do desejo e cm como possibilidade de alguém vir a ter um é sa tisfe ito . S eg u n d o o e n te n d i­ “caso” extraconjugal. As estatísticas mento mundano, não há d e m o n stram essa triste regras para o homem e PALAVR;VC H A VE r e a lid a d e . A c a d a d ia , a m ulher viverem a sua cresce o núm ero de lares A d u lté rio : Violação, sexualidade. No entanto, d e sfeito s e, ju n ta m e n te tra n s g n zssão da as Escrituras dem arcam com este fen ô m e n o , as re g ra de fid elida d e um limite bem preciso: o c o n s e q u ê n c ia s n efa sta s casam ento legitim am en­ co n ju g a l ' im p o sta p a ra a s o c ie d a d e . E as te in s titu íd o por D eus. aos cô njuges ig r e ja s ? E s ta s ta m b é m Aqui, enco ntrarem o s os pelo ccm tra to têm so frid o o efeito de m a triv nonial. ^ conselhos da sa b ed o ria tais males. bíblica para orientar-nos A p esar de a infideli­ contra as ilusões e as artim anhas dade conjugal ser uma prática pe do adultério.

E S B O Ç O D O L IV R O D O S P R O V É R B IO S
I. P ró lo g o : P ro p ó s ito e T e m a s d e P ro v é r­ b io s ( 1 . 1 7 ) II. T r e z e D is c u rs o s à J u v e n tu d e s o b re a s a b e d o r ia ( 1 .8 - 9 . 1 8 ) A) Obedece a Teus Pais e Segue Seus Conse­ lhos (1.8,9) B) Recuse Todas as Tentações dos incrédulos (1.10-19) C) Submeta-se à Sabedoria e ao Temor do Se­ nhor (1.20-33) D) Busque a sabedoria e Seu Discernimento e Virtude (2.1-22) E) Características e Benefícios da Verdadeira Sabedoria (3.1-35) F) A Sabedoria Como Tesouro da Família (4.?13,20-27) C) A Sabedoria e os Dois Caminhos da Vida (4.14-19) H) A Tentação e Loucura da Impureza Sexual (5.1-14) I) Exortação à Fidelidade Conjugal (5.1 5-23) J) Evite Ser Fiador, Preguiçoso e Enganador (6.1-19) K) A Loucura Inominável da Impureza Sexual a Qualquer Pretexto (6.20-7.27) L) O Convite da Sabedoria (8.1-36) M) Contraste entre a Sabedoria e a insensatez (9.1-18) III. A C o m p ila ç ã o P rin c ip a l d o s P ro v é r­ b io s d e S a lo m ã o ( 1 0 . 1 - 2 2 .1 6 ) A) Provérbios Contrastantes sobre o Justo e o ímpio (10.1-15.33) B) Provérbios de Incentivo à Vida de Retidão (16.1-22.16) IV. O u tro s P ro v é rb io s (2 2 .1 7 -2 4 .3 4 ) dos S áb io s

V. P ro v é rb io s d e S a lo m ã o R e g is tra d o s p e lo s h o m e n s d e E ze q u ia s ( 2 5 . 1 - 2 9 .2 7 ) A) Provérbios sobre Vários Tipos de Pessoas (25.1-26.28) B) Provérbios sobre Vários Tipos de Procedi­ mentos (27.1-29.27) V I. P a la v ra s F in a is d e S a b e d o ria ( 3 0 . 1 3 1 .3 1 ) A) De Agur (30.1-33) B) De Lemuel (31.1 -9) C) Acerca da Esposa sábia (31.10-31)

Texto extraíd o d a '“ B íb lia de E s t u d o P e n t e c o s t a l” , editada pela CPAD.

B W M É B iÉ ttte W

12

L iç õ e s B íb l ic a s

I - C O N S E LH O S SOBRE A S E X U A L ID A D E H U M A N A 1. U m a d á d iv a d iv in a . Boa parte dos co n selh o s de Salo m ão diz respeito à sexualidade hum ana. Ele dedicou quase três capítulos do livro de Provérbios para falar sobre o sexo e seus desvios (Pv 5.1-23; 6.20-35; 7.1-27). Nesses provérbios, há dezenas de m áxim as que nos ensinam muito sobre com o estab e­ lecer o parâm etro de um relacio na­ mento saudável. Quando ainda discorria sobre os perigos da infidelidade conjugal, o sábio advertiu: “ Porque os cam inhos do homem estão perante os olhos do Senhor, e ele ap lan a todas as suas carreiras” (Pv 5.21). Isto é, Deus considera os cam inhos do homem e a form a deste conduzir até mesmo a sua sexualidade, pois se trata de uma criação divina e como tal é uma dádiva do Criador à hum anidade. Se o Senho r “aplana todas as nossas ca rre ira s” , d em o nstrand o cuidado pelo exercício correto da sexualida­ de, concluím os não ser o sexo algo mau ou maligno, mas algo honroso e nobre (Hb 13.4; 1 Pe 3.7). 2 . U m a p r e d is p o s iç ã o h u ­ m a n a . Ao iniciar a sua co letânea de conselhos sobre como evitar os laços do adultério, Salom ão cham a a atenção do seu “filh o” para que ouças os seus conselhos e aja em conform idade com estes (Pv 5.1,2). O te x to h e b ra ic o de P ro v é rb io s , nesse versículo, apresenta a palavra ben tra d u z id a em nossas B íb lias como “filho”. O mesm o termo ocorre tam b ém nas a d v e rtê n c ia s co n tra o adu ltério em Pro vérb ios 6.20 e 7.1. A palavra ben pode se referir tanto a um filho biológico quanto a um discípulo. Em todos os casos,

REFLEXÃO

“Deus considera os cam inhos do hom em e a form a deste conduzir até mesmo a sua sexualidade, pois se ira ta de um a criação divina e como ta l é um a dád iva do C riad o r à h u m anid ad e”. Jo sé Gonçalves

ü A

a adm oestação é dirigida a um ser hum ano que, como todos nós, está sujeito à tentação! Portanto, a fim de viverm o s o gozo da nossa sexuali­ dade nos parâm etros estabelecidos pelo Criador, que é o casam ento, o u çam o s o co n selh o do sábio. O sexo, portanto, foi criado por Deus para ser praticado entre um homem e uma mulher, mas som ente no ca­ samento. Antes do casam ento e fora do casam ento é pecado.

S IN O P S E D O T Ó P IC O ( 1 )
A sexualidade hum ana é uma dádiva de Deus ao ser humano. Ela j se m anifesta na predisposição do indivíduo em vivê-la no parâmetro do casamento.

RESPONDA
7. A quem é d irig id a a adm oestação co n tra o ad u ltério no livro de Pro ­ vérbios?

II - AS C AUSAS D A IN F ID E L ID A D E 1. C o n c u p is c ê n c ia . Um fato interessante salta aos olhos de quem lê os conselhos de Salom ão contra a m ulher adúltera em Provérbios: não há referência ao Diabo em suas advertências! O sábio não respon­ sabiliza o anjo caído pelo fracasso
L iç õ e s Bíb l ic a s 13

quências da infidelidade conjugal é a desonra da família. O sábio avisa que o “seu fim é amargoso como o absinto, I agudo como a espada de dois fios” (Pv 5.4). Esse fim amargo respingará nas } famílias envolvidas (Pv 6.33). O sen­ timento de vingança estará presente I na consciência do cônjuge traído (Pv I 6.34). Se pensássemos na mancha que a infidelidade conjugal produz tería­ mos mais cuidado quando lidássemos com o sexo oposto. A pergunta inevi­ tável é: "Deus perdoa quem cometeu tal ato?” Não há dúvida que perdoa. Mas apesar do perdão divino, as con­ sequências ficam (Pv 5.9-14). 2. P erd a da co m u n h ão com D e u s . É trág ico q u ando alguém perde a comunhão familiar por conta de um relacionamento extraconjugal. Todavia, mais trágico ainda é perder a comunhão com Deus. Salomão sabia desse fato e por isso advertiu: “ Mas não sabem que ali estão os mortos, que os seus convidados estão nas i . profundezas do inferno” (Pv 9.18). A palavra hebraica usada aqui para in­ ___________________________________________ ferno é sheol, e esta designa o mundo S IN O P S E D O T Ó P IC O ( 2 ) dos mortos. De fato a expressão “ali í estão os mortos”, no hebraico, signi­ A concupiscência e as carências fica: espíritos dos m ortos ou região não supridas na vida do ser humano das som bras. O Novo Testam ento são algumas das muitas causas da alerta que os adúlteros ficarão de infidelidade conjugal. fora do Reino de Deus (1 Co 6.10). O que tudo isso quer dizer? Que essa RESPONDA é a consequência de quem cometeu 2. Q u al fato interessante salta aos esse pecado, mas não se arrependeu! olhos de quem lê os conselhos de Por isso, não flerte com a (o) adúltera Salom ão contra a m ulher ad ú ltera (o). Seu cam inho pode até parecer $ 1 em Pro vérb ios? prazeroso, mas inevitavelm ente o 9 3 .0 que a frase ‘‘bebe a água da tua levará à morte (Pv 9.17,18). f p ró p ria ciste rn a” m ostra? moral dos homens, mas responsabi­ liza aquele a quem cham a de “filho m eu”. Somos agentes morais livres e temos a liberdade de escolher en­ tre o bem ou o mal. Desejos bons e ruins são inerentes ao ser humano. Não os subestimemos! Por isso, o sábio aconselha: “ Não cobices no teu coração a sua formosura, nem te prendas com os seus olhos” (Pv 6.25; cf. Gl 5.16). 2 . C a rê n c ia s . Em Provérbios 5.15-17, o sábio lança mão de al­ gumas m etáforas para aconselhar como deve ser a vida íntima do casal. A frase “ bebe a água da tua própria cisterna” mostra que o sexo não deve ser praticado apenas como um dever de um cônjuge para com o outro (1 Co 7.3), mas como algo prazeroso, assim como o é beber água! Se esse p rincíp io não for o b se rvad o , um dos cônjuges ficará com a sensação de que lhe falta algum a coisa! Des­ graçadam ente, muitos vão saciar-se noutra fonte (Pv 7.18), daí o desastre em muitas famílias.

Além de perder a comunhão da família, o cônjuge adúltero quebra a 1. P e rd a d a c o m u n h ã o fa 1 m ilia r. Uma das prim eiras conse- I sua comunhão com Deus.

III - A S C O N S E Q U Ê N C IA S D A IN F ID E L ID A D E

S IN O P S E D O T Ó P IC O ( 3 )

14 Licões Bíblicas ■ >

2. A p e g o à P a la v ra de D eu s e à d is c ip lin a . Com o antídoto e 4. Q ual é um a das p rim e ira s conse­ form a de prevenção contra a infide­ quências da in fid e lid a d e co nju ga l? lidade, Salom ão aconselha o apego 5. Com suas p ró p ria s p a la v ra s , liste à Palavra de Deus e à disciplina. Para o u tra s co n se q u ê n cia s ig u a lm e n te não cairmos na cilada da infidelidade d e s tru id o ra s p a ra a fa m ília vítim a conjugal, devem os gu ard ar a ins­ da in fid e lid a d e co nju ga l. trução do Senhor, guardando-a em IV - C O N S E L H O S D E C O M O nosso coração. A Palavra do Senhor SE P R E V E N IR C O N T R A é luz que ilumina a nossa vid a (Pv A IN F ID E L ID A D E 6.20-24). O homem e a m ulher só estarão livres do perigo da infide­ 1. Sexo com in tim id a d e . A in­ lidade conjugal quando a Palavra timidade sexual (ou a falta dela) é um estiver im pregnada em suas mentes dos fatores que influenciam a vida e corações. Para isto, o crente deve conjugal. Há casais na igreja que m editar nela dia e noite. Por isso, tem relações sexuais com relativa seja disciplinado. frequência, mas sem intimidade! Há sexo na relação, mas não há am or S IN O P S E D O T Ó P IC O ( 4 ) nem intimidade! O bserve o conselho de Salom ão: “ Seja bendito o teu m a­ Um conselho im portante para nancial, e alegra-te com a m ulher da prevenir-se co n tra a in fid e lid a d e tua m ocidade, como cerva am orosa conjugal é apegar-se a Palavra de e gazela graciosa; saciem-te os seus Deus, à d iscip lin a e relacionar-se seios em todo o tempo; e pelo seu intim am ente com o cônjuge. am or sê atraído perpetuam ente. E CO NCLUSÃO por que, filho meu, andarias atraído A fidelidade conjugal é o que pela estranha e abraçarias o seio da Deus idealizou aos seus filhos. Sabe­ estrangeira?” (Pv 5.18-20). mos que a tentação é uma realidade, Há m aridos que não dem ons­ que vem acompanhada da natureza tram o mínimo afeto à esposa e o oposto tam bém é verdadeiro. Mas ad âm ica que herdam os, e am bas Deus criou o sexo para ser desfruta­ pressionam-nos a desprezar o santo do com afeto, am or e intim idade. Do ideal da fidelidade. Todavia, o Senhor contrário, o relacionam ento sexual deixou-nos a sua Palavra com dezenas não atenderá aos propósitos divinos de conselhos, a fim de prevenir-nos e nem às expectativas do cônjuge. quanto ao abismo chamado adultério. RESPONDA

I

REFLEXÃO
‘Deus criou o sexo p a ra se r desfrutado com afeto, am o r e intim id ad e”. Jo sé Gonçalves

jç õ es

Bíb l ic a s

15

A U X ÍL IO BIBLIO G RÁFICO I ^
Subsídio V id a C ristã

V O C A B U L Á R IO

N efasta: Nociva, danosa, prejudicial. “ Sexo p ro m o v e c o m u n h ã o C oletânea: Conjunto de várias obras A Bíblia afirm a que ser dois é ou coisas. melhor do que ser um, e que onde F le rte : Relação am orosa mais ou estiverem dois ou três reunidos, menos casta, leve e inconsequente, Deus ali estaria (Ec 4.9-12; Mt 18.20). geralmente, destituída de sentim en­ E em 1 Pedro lemos que quando um tos profundos. casal precisa coabitar (verbo que significa relacionar-se sexualmente) com entendimento para que as suas orações sejam respondidas. Ora, isto significa que sexo tem a ver com vida espiritual, e que o casal, sendo dois, têm a possibilidade de serem mais fortes quando unidos, além da prom essa da presença de Deus com eles no cotidiano da vida e na oração conjunta. Não tenho medo de afirmar que muitos casais estão com problemas pessoais, financeiros, profissionais, de saúde, e até ministeriais, porque não estão se entendendo na vida sexual. Por mais que orem suas I orações estão im pedidas [...]. Ou- j SAIBA M A IS tros há que até se acertam na cama, Revista Ensinador Cristão mas vivem às turras e perdem a J CPAD, n ° 56, p .37. bênção de Deus pois se magoam j mutuamente. Sem falar em casais que não oram juntos, que não fa ­ RESPOSTAS DOS EXERCÍCIOS zem cultos dom ésticos, e que não 1. A adm oestação é dirigida a um ser dividem o sacerdócio do lar. Estes hum ano que, com o todos nós, está su­ perdem a chance de serem dois, e jeito à tentação. de vivenciarem uma vida conjugal, 2. Que não há referência ao Diabo em profissional, financeira, familiar, mi­ suas advertências contra a muiher adúl­ tera. O sábio não responsabiliza o anjo nisterial e sexual prazerosa e sadia” caído pelo fracasso moral dos homens, (CRUZ, Elaine. S ócios, A m ig o s & mas responsabiliza aquele a quem chama A m a d o s : Os Três Pilares do C asa­ de “filho m eu”. mento. l.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 3. Ela m ostra que o sexo não deve ser 2005, p .241). praticado apenas com o um dever de um
cônjuge para com o outro (1 Co 7.3), mas com o algo prazeroso, assim com o o é beber água! 4. A desonra da fam ília. 5. Resposta pessoal.

16

L iç õ e s B íb l ic a s

A U X ÍL IO B IB LIO G R Á FIC O II
Subsídio V ida C ristã “ FUGIRÁS DA T E N TA Ç Ã O — ON LINE E DE O U TR A S FORMAS C O RRA DA T E N TA Ç Ã O O Antigo Testam ento não é o único que trata do assunto ‘fugir da tentação sexual’. Em sua primeira carta aos coríntios, Paulo chama nossos corpos de tem plos do Espírito Santo. Qualquer outro pecado, ele diz, cometemos contra Deus, mas a im oralidade sexual é um pecado tanto contra Deus quanto contra nossos próprios corpos. O povo de Corinto conhecia bem a im oralidade sexual; muitos juntavam -se a ela em vez de fu g ir dela. Mas Paulo os instruiu a fugir (1 Co 16.18). O apóstolo repetiu essa ordem ao jovem pastor cham ado Tim óteo. Como a maioria dos jovens, Tim óteo lutava com os desejos. Então Paulo instruiu a seu jovem amigo a ‘fugir das paixões da m ocidade’ (2 Tm 2.22). Essa instrução reporta-se não apenas a maridos e esposas, mas também àqueles que estão para se casar. A Bíblia ensina que nossos corpos são presentes reservados para nossos futuros cônjuges. Que presente de casam ento m aravilhoso para se trazer ao seu próprio casamento! A Bíblia, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, nunca nos encoraja a tentar enfrentar a tentação sexual. Mas insiste em que saiamos com pletam ente do cam inho dela. TR A TE A TE N T A Ç Ã O SEXUAL C O M O U M A D O EN Ç A M O R TA L Imagine que você tenha ouvido a respeito de um surto de uma doença mortal em uma área remota. Apenas profissionais médicos treinados o u ­ saram viajar até a área onde houve o surto, e você ficou sabendo que se contrair a doença provavelm ente morrerá. Você também sabe que apenas aqueles que viajam para o loca! da epidem ia estão vulneráveis à doença. Seria um ato de bravura ou de plena estupidez viajar até a área afetada apenas para provar quão ‘resistente’ à bactéria m ortal você é? Nenhum a pessoa em sã consciência se poria em tam anho perigo sem uma boa razão. Mas é exatam ente isso que muitos cristãos fazem em relação à tentação sexual. Antes e depois do casamento, dedicam-se a ela, flertam com ela e entretêm-se com ela — acreditando que no último instante serão capazes de pisar nos freios e evitar a colisão. Isso não funciona desse jeito. Deus nos conhece. Ele nos criou, então sabe o quanto a tentação sexual pode arrastar seus filhos. É por isso que Ele nos instrui a fugir. Se tratássem os a tentação sexual como uma doença mortal e altam ente contagiosa, entenderíam os m elhor e obedeceríam os à adm oestação da Bíblia a fugir” (YOUNG, ED. O s D e z M a n d a m e n to s d o C a s a m e n to , l.ed. Rio de Janeiro: CPAD, pp.123-24).

L iç õ e s Bíb l ic a s

17

L iç ã o 3
20 de Outubro de 2013

e

P r o s p e r id a d e
T E X T O ÁUREO
“A bênção do Senhor é que enriquece, e ele não acrescento dores” ( P v 10.22).

VER DA D E PRÁTICA
A Bíblia condena a inércia e a pregui­ ça, pois é através do trabalho e da bênção de Deus que prosperamos.

L E IT U R A D IA R IA
S eg u n d a - Pv 1 0 .2 2 A bênção do Senhor prospera T e rç a - Pv 3 .9 ,1 0 A generosidade gera prosperidade Q u a rta - Pv 3.1 3-1 5 O conhecim ento gera prosperidade Q u in ta - Pv 2 2 .1 3; 2 4 .3 4 A preguiça afasta a prosperidade Sexta - Pv 2 4 .3 0 A preguiça gera displicência S ábado - Pv 3 0 .2 5 Poupar também é prosperar
18 L iç õ e s Bíb l ic a s

L E IT U R A B ÍB L IC A E M CLASSE
P r o v é r b io s 3 . 9 , 1 0 ; 2 2 . 1 3 ; 2 4 . 3 0 - 3 4

IN TERAÇÃO
O trabalho é um dom de Deus p ara a hum anidade. Ele eleva a dignidade do homem e a da mulher. Esta, no en­ tanto, conquistou um papei de desta­ que no m ercado profissional. Não se pode ig n o rar o advento da m ulher no m ercado de trabalho como elemento revolucionário p a ra o modelo trad i­ cional da fam ília. Hoje, na m aioria dos casos , mesmo que a m ulher opte por não m ais tra b a lh a r fora, o ho­ mem não consegue p ro ver a fam ília com o próprio salário. O custo de vida é caro, o salário é pequeno, fazendo com que até os aposentados retornem ao m ercado fo rm al do trabalho. O fato é que p ara prosperarem na vida, tanto o homem quanto a m ulher de­ vem trabalhar, trabalhar... É através do trabalho que prosperam os.
__ O B JE T IV O S

3.9,10 9 - H onra ao Senhor com a tua fazenda e com as prim ícias de toda a tua renda; 10 - e se encherão os teus celeiros abundantem ente, e trasbordarão de mosto os teus lagares. 22.13 1 3 - Diz o preguiçoso: Um leão está lá fora; serei m orto no meio das ruas. 24.30-34 30 - Passei pelo cam po do p re ­ guiçoso e ju n to à vinha do homem falto de entendim ento; 31 - e eis que toda estava cheia de cardos, e a sua superfície, coberta de urtigas, e a sua parede de pedra estava derribada.

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a: C o m p re e n d e r as quatro metáforas da lição (do celeiro e do lagar, da formiga, do leão e do espinheiro). R e c o n h e c e r a importância e o valor do trabalho. S a b e r que a prosperidade é fruto da bênção de Deus, mas de muito trabalho também. O R IE N T A Ç Ã O P E D A G Ó G IC A
Prezado professor, reproduza o esque­ ma da página seguinte na lousa ou tire cópias. Ao concluir a lição de hoje faça uma síntese das m etáforas estudadas usando o auxílio do respectivo esque­ ma. Em seguida, afirme à classe que es­ sas m etáforas são sím bolos linguísticos em pregados pela Bíblia para dem onstrar a im portância e o valo r do trabalho na vid a do ser humano.

3 2 - 0 que tendo eu visto, o consi­ derei; e, vendo-o, recebi instrução.
33 - Um pouco de sono, ador■ mecendo um pouco, encruzando as mãos outro pouco, p a ra estar deitado, 34 - assim sobrevirá a tua pobreza como um lad rão , e a tua necessi­ dade, como um homem arm ado.

L iç õ e s Bíb l ic a s

19

mm

I - A M E T Á F O R A D O C E L E IR O E D O L A G A R (P v 3 . 9 , 1 0 )
1. A d á d iv a q u e f a z p ro s p e ra r. Em Provérbios 3.9,10, está Nas lições anteriores, aprende­ e s c rito que d e ve m o s h o n rar ao mos que um provérbio bíblico utiliza a Senhor com nossas posses e com o linguagem metafórica para expressar o melhor de nossa renda. Tal atitude, seu real significado. De fato a palavra segundo o sábio, fará com que os hebraica m achal — traduzida em nos­ nossos “celeiros” se en­ sas Bíblias como provérbio cham abundantem ente e PALAVRAV-CHAVE — , possui um leque de sig­ que trasbordem de mosto nificados: parábola, com­ Trabalho: : Conjunto os nossos “ la g a re s ”. O paração, alegoria, fábula, celeiro e o lagar transde atividc ides, pro­ provérbio, dito enigmático, bordantes são metáforas dutivas ou cria tivas, símbolo, argumentação ou que o hom em exerce que re p re s e n ta m um a apologia. Tais recursos lin­ para ating ir determi- vida abundante! O celei­ guísticos permeiam todo o ro, tradução do hebraico nado 1fim. livro dos Provérbios. asam , é o lugar onde se Na liç ã o de h o je, deposita a produção de verem o s algum as das m etáfo ras grãos. Q u an d o tra n sb o rd a v a era usadas pelos sábios para tratar da sinal de casa farta! Vemos isso nas natureza do trabalho e sua im portân­ bênçãos decorrentes da obediência cia. Elas revelam que o labor é uma (Dt 28.8). Mas o conselho do sábio co n d ição n ecessária à expressão mostra que isso só é possível quan­ do há generosidade em fazermos a humana. Ao observarm os o campo, vontade de Deus. a imagem de um animal ou mesmo a 2. A bên ção q u e e n riq u e c e . atividade dos insetos, aprenderemos No mesmo texto, Salomão fala dos acerca da grandeza do trabalho. Era bens e da renda adquiridos como dessa form a que os sábios da anti­ fruto do trabalho. Mas a verdadeira guidade ensinavam, pois quando se prosperidade não vem apenas de entende tais metáforas, com preen­ nosso esforço, mas principalmente de-se melhor a natureza do trabalho.

IN T R O D U Ç Ã O

S ÍN T E S E D A S M E T Á F O R A S METÁFORA
Do c e le iro e d o la g a r D a fo r m ig a

SIGNIFICADO
Uma vida abundante em Deus. O compromisso intenso com o trabalho e a capacidade de se poupar o que ganhou. A concepção equivocada acerca do trabalho. Este não deve causar medo, mas satisfação e dignidade. Ociosidade na vida. A capacidade de não se apresentar qualquer disposição para o trabalho.^

D o leão

D os e s p in h e iro s

V
20

..... .
L iç õ e s Bíb l ic a s

.....................

do resultado direto da bênção do Senhor. É exatamente isso o que diz o sábio em Provérbios 10.22. O celeiro e o lagar somente se encherão e trasbordarão quando a bênção de Deus estiver neles. É a bênção divina que faz a distinção en­ tre ter posses e ser verdadeiram ente próspero, pois é possível ser rico, mas não ser feliz. A prosperidade integral só é possível com a presença de Deus em nossa vida.

S IN O P S E D O T Ó P IC O ( 1 )
O celeiro e o lagar transbordan­ tes são metáforas que representam uma vida abundante.

2. As fo r m ig a s s a b e m s e r a u tô n o m a s . O texto de Provérbios diz que a formiga, mesmo “ não ten ­ do superior, nem oficial, nem dom i-" nador, prepara no verão o seu pão; na sega ajunta o seu m antim ento” (Pv 6.7,8). As form igas tam bém são res­ ponsáveis e trabalham sem serem vigiadas. O erudito Derek Kidner ob­ serva o contraste entre elas e o pre­ guiçoso, quando informa que a for­ miga não precisa de fiscal, enquanto o preguiçoso precisa ser advertido o tempo todo. A formiga discerne os tempos, o preguiçoso não! S IN O P S E D O T Ó P IC O ( 2 )
Na metáfora da formiga o sábio nos exorta a tomarmos uma atitude prudente diante da realidade da vida: trabalhar.

RESPONDA
1. O que representam as m etáforas do la g a r e do celeiro?

II - A M E T Á F O R A D A F O R M IG A <Pv 6 . 6 - 1 1 )

RESPONDA

2. 1. As fo r m ig a s s ab e m p o u ­ Q ual a exortação do sábio na me - 1 táfo ra da fo rm ig a? p a r. Na m e táfo ra da fo rm ig a, o 3. Segundo o erudito Derek Kidner, sábio nos exorta a tom arm os uma qual o contraste entre as form igas atitude prudente diante da realida­ e o preguiçoso? de da vida: “Vai ter com a form iga”. A p a la vra h eb raica usada aqui é III - A M E T Á F O R A D O L E Ã O yalak, e possui o sentido de “ mover(P v 2 2 . 1 3 ; 2 6 . 1 3 ) se”, tom ar uma atitude na vida (Pv 1. C o n h e ce n d o o leão . A me­ 6.6)! Até os insetos podem nos dar lições sobre o trabalho! Mas não é , táfora do leão se encontra em duas passagens do livro de Provérbios apenas isso que aprendem os com (22.13 e 26.13). Há uma pequena as formigas. Ainda em Provérbios, variante nesses provérbios, mas o o sáb io A g u r in v o ca o ex em p lo sentido é o mesmo — o preguiçoso desses pequenos insetos (Pv 30.25). sempre arranja uma desculpa para As form igas possuem uma noção fugir do trabalho! Ora o leão está sofisticada de trabalho — “no verão “lá fora”, ora está “no cam inho” e ora [elas] preparam a sua com ida”. Isto está “nas ruas!”. O leão é o mais forte é, as formigas sabem poupar! Elas dos animais, e a sua presença causa não apenas trabalham, mas também medo. O fato de o preguiçoso ver o poupam . O cristão deve aprender trabalho como um leão significa que igualmente a poupar recursos para ele o encara como uma realidade eventualidades futuras.
L iç õ e s Bíb l ic a s 21

difícil de ser enfrentada. Tem medo de que ele é algo m eramente m ate­ rial e totalm ente destituído de valor do trabalho, assim como tem medo do leão! É desnecessário dizer que espiritual. Mas não é assim que pen­ essa é uma visão co m pletam ente sa o sábio (Pv 24.30). Quando ele viu equivocada do labor. o cam po do preguiçoso totalm ente 2. M a ta n d o o le ã o . Há alguns abandonado, cheio de espinheiros, provérbios populares que expres­ a prim eira sensação que teve foi de sam um sentido sem elh an te aos um “homem falto de entendim ento”. p ro vérb io s estud ado s acim a. Por É in te re s s a n te o b s e rv a rm o s exemplo: “a vida é dura para quem que, no hebraico, essa expressão é m ole”; “matando um leão por dia”. vem carreg ad a de valo res esp iri­ Tais ditos populares revelam que a tuais. A palavra hebraica usada para vida pode ser difícil, dura, mas tem “entendim ento” é leb, significando de ser enfrentada. coração, entendim ento e mente. A Não ad ianta fic a r com m edo ideia é m ostrar o que há no interior do leão! O pastor M atthew H enry do hom em — a e s p iritu a lid a d e . observa que esse “ leão” é fruto da A n d re w Bow ling, esp ecialista em imaginação do preguiçoso e só serve hebraico bíblico, destaca que esse para refo rçara sua inércia. Se há um vo cáb u lo é usado para indicar as leão lá fora, é o leão do qual falou funções imateriais da personalidade o apóstolo Pedro, e ele está rugindo humana. Portanto, o trabalho é algo em busca de quem possa devorar extrem am ente espiritual. Ninguém (1 Pe 5.8). O preguiçoso será a sua será menos crente porque trabalha, principal presa! aliás, a verdade é justam ente o con­ trário (Ef 4.28; 2 Ts 3.10)! S IN O P S E D O T Ó P IC O ( 3 ) 2. T ra b a lh o , ó cio e la z e rl A análise do sábio sobre a inércia do pre­ A metáfora do leão torna-se fru­ to da imaginação do homem, quando I guiçoso, que favoreceu o nascimento de espinheiros dentro da plantação, este busca um álibi para reforçar a é uma forma de ironizar o ócio dele sua inércia. (Pv 24.33,34). Não dá para prosperar mantendo-se de braços cruzados, e RESPONDA muito menos ficando eternamente em 4. Seg u n d o M a tth e w H en ry, p o r repouso! É preciso se mexer. Todavia, que não elevemos tem er "o leão do esse é apenas um aspecto da questão, trab alh o ”? pois quem trabalha precisa de des­ canso e também de lazer! Deus criou IV - O TRABALHO E A M ETÁ FO R A DOS o princípio do descanso semanal (Gn E S P IN H E IR O S ( P v 2 4 . 3 0 - 3 4 ) 2.2). Precisamos, inclusive, de tempo livre para estarmos a sós com Deus e 1. T r a b a lh o , p r o s p e r id a d e com a nossa família. e e s p iritu a lid a d e ! Já vim os que o trabalho possui também uma dim en­ S IN O P S E D O T Ó P IC O ( 4 ) são espiritual (P v 3.9). Isso vai de encontro àquilo que pensa o senso A p e s a r de sua im p o rtâ n c ia comum acerca do trabalho. A ideia material, o trabalho é um assunto que ficou associada ao trabalho é a extrem am ente espiritual.
22 L iç õ e s Bíb l ic a s

Essa recom endação é valida também para os obreiros, pois se não tiverem 5. De a co rd o com a co nclu são da cuidado, acab arão por m ergulhar lição, elabore um a frase re ssa lta n d o numa inércia pecam inosa. a visão b íblica e e q u ilib ra d a e ntre o Não devemos, todavia, nos fazer tra b a lh o , Deus, a fa m ília e o lazer. escravos do trabalho. Devemos estar disponíveis também a cultuara Deus, CONCLUSÃO cuidar de nossa família e, com ela, reO trabalho dignifica o homem crear-nos. Enfim, se nos dedicarmos e é por isso que devem os levá-lo a ao trabalho, conform e recomendasério. Trabalhando, alcançarem os a nos a Bíblia, terem os uma vida digna verdad eira e bíblica prosperidade. e tranquila na presença de Deus.

RESPONDA

A U X ÍL IO BIBLIOGRÁFICO I
S ubsídio T eo ló g ic o “ O L a z e r e o R e n a s c im e n to d a V id a S a b á tic a Os teólogos cristãos há muito têm afirmado que para que a vida atinja seu potencial espiritual pleno, deve ser vivida de maneira dialética e rítmica. O lazer e o trabalho mere­ cem quantidades proporcionadas de tempo e energia. Deste modo a alma pode ser nutrida na contemplação e o corpo ocupado no trabalho. O trabalho não é o inimigo. O inimigo é um estilo de vida que revolve-se exclusivam ente em torno do traba­ lho. A inteireza na vida vem de re­ conhecer e experimentar a interação dos ritmos de trabalho, descanso, adoração e divertim ento. Surge o reconhecimento da capacidade de­ les revitalizarem-se uns aos outros quando lhes é dado o devido lugar. Uma volta aos ritmos do sábado tem implicações refrescantes para indiví­ duos, famílias e a sociedade, embora integrá-los com os padrões de vida agitados e destrutivos de fins do século XX venha a testar a resolução até do mais devoto” (VOLF, Miroslav. Trabalhoin PALM ER, Michael D. (Ed.) P an o ram a d o P en sam en to C ris­ tã o . 1 .ed. RJ: CPAD, 2001, p.272).
L iç õ e s Bíb l ic a s

I

RESPOSTAS DOS EXERCÍCIOS
1. Representa uma vid a abundante. 2. Termos uma atitude prudente diante da realidade da vida. 3. A form iga não precisa de fiscal, en ­ quanto o preguiçoso precisa ser advertido o tempo todo. 4. Esse “leão" é fruto da im aginação do preguiçoso e só serve para refo rçar a sua inércia. 5. Resposta pessoal.

23

A U X ÍL IO BIBLIO G RÁFICO II
Subsídio T eo ló g ic o
“ O q u e é T r a b a lh o ?

‘Se ninguém me perguntasse, eu saberia; se quero explicar a quem me pergunta, não sei.’ Era assim que Agostinho expressava sua dificuldade em definir ‘tem po’. O mesmo parece verdade com ‘trabalho’. Pensamos que sabem os o que é trabalho, mas, quando tentam os pôr em palavras o que pensam os que sabem os o que é trabalho, gaguejam os. Com eçarei explicando o que é trabalho destacando algum as coisas. Primeiro, em bora muito estrénuo, trabalho não é sim plesm ente la b u ta e fadiga, como alguns tendem a pensar, interpretando Gênesis 3 em parte incorretam ente. Na verdade, muitos gozam do trabalho que fazem e os que fazem são os m elhores trabalhadores. Não seria estranho dizer que os melhores trabalhadores não trabalham ? Segundo, trabalho não é sim plesm ente em prego rem unerado. Em bora a m aioria das pessoas nas sociedades industrializadas esteja em pregada pela rem uneração que percebem , muitos trabalham duro sem receber pagam ento. Pegue, por exemplo, as donas de casa (raram ente donos de casa) que gastam quase todas as horas em que estão acordadas mantendo uma casa em ordem e criando os filhos. Muitas delas com razão se ressentem quando as pesso­ as insinuam que não trabalham ; isto é acrescentar um insulto {‘você não trabalha’) a uma injúria (elas não recebem pagam ento).. Precisam os de uma definição abrangente de trabalho, uma que inclua o trabalho desfrutado e o trabalho sofrido, o trabalho rem unerado e o trabalho voluntário. Uma definição muito simples de trabalho seria ‘uma atividade que serve para satisfazer as necessidades hum anas’: Você pre­ para uma refeição para ter algo que comer; você digita m anuscritos para receber um cheque. Em contraste, o propósito de jo g a r é jogar: Você jo ga futebol, porque gosta de jo g a r futebol; vo cê lê um livro, porque gosta de ler livros. Claro que cozinhar pode ser seu passatem po, então você cozi­ nha, porque você gosta de cozinhar, e encher estôm agos vazios é, nesse caso, um benefício colateral. Sem elhantem ente, jo gar futebol (se você á jo g a d o r profissional) ou ler livros (se você é aluno ou professor) pode ser seu trabalho; então você jo ga, porque precisa de dinheiro ou reconheci­ mento, e lê livros, porque precisa passar nos exam es ou preparar uma conferência; a pura diversão de jo g a r ou ler é, então, uma coincidência feliz. Portanto, trabalhar é uma atividade instrum ental: Não é feito para o seu próprio bem, mas para satisfazer necessidades hum anas” (VOLF, Miroslav. Trabalhom PALMER, Michael D. (Ed.) P a n o ra m a do P e n sa m e n to C r is t ã o , l.ed. Rio de janeiro: CPAD, 2001, pp.225-26).

24

L iç õ e s Bíb l ic a s

27 de Outubro de 2013

L id a n d o de F o r m a C o r r e t a c o m o D in h e ir o
T E X T O AUREO
“Com pra a verdade e não a vendas; sim, a sabedoria, e a disciplina, e a prudência” (Pv 2 3 .2 3 ).

VER D ADE PRA TIC A
Quando o dinheiro não é dominado co m o s e r v o , m as d o m in a co m o senhor, transforma-se num grande e terrível tirano.

Jp

H IN O S S U G E R ID O S 20, 47, 247

LE IT U R A D IÁ R IA
S egunda - Pv 1 1 .1 5 Advertência contra a fiança Terça - Pv 2 2 .2 6 ,2 7 Advertência acerca do crédito Q u a rta - Pv 2 8 .8 Advertência contra a usura Q u in ta - Pv 1 7 .1 6 Advertência contra o tolo Sexta - Pv 2 3 .2 3 Buscando virtudes Sábado - Fp 4 .1 9 Buscando a suficiência em Cristo

L iç õ e s B íb lica s

25

I

O am o r ao dinheiro desperta o lado P r o v é r b io s 6.1-5 m ais p rim itivo do se r hum ano. Po r d in h e iro , as pessoas m entem , g o l­ peiam , dissim ulam , roubam , m atam , 1 - Filho meu, se ficaste por fiador etc. Por dinheiro os homens constroem do teu com panheiro, se deste a im périos sem p restar atenção na po­ tua m ão ao estranho, breza estabelecida ao redor deles. Por 2 - enredaste-te com as p a la vra s dinheiro pessoas lucram através do da tua boca, prendeste-te com as suor do rosto alheio, apesar de a Bíblia p a la vra s da tua boca. dizer que o homem viveria do suor do próprio rosto. Enfim , o apego ao 3 - Faze, pois, isto agora, filho dinheiro é o elemento responsável por m eu, e livra- te, pois j á caíste m uitas tragédias hum anas. À luz do nas m ãos do teu com panheiro: vai, hum ilha-te e im portuna o teu ensino de Provérbios, devemos munir-nos da sabedoria divina em relação com panheiro; ao dinheiro p a ra não cometerm os as m esm as injustiças que os homens sem 4 ~ não dês sono aos teus olhos, Deus cometem. nem repouso às tuas pálpebras; L
O B JE T IV O S Após a aula, o aluno deverá estar apto a: D e fin ir fiador, em préstim o, usura e suborno. D e c id ir usar corretamente o dinheiro. B u s c a r o equilíbrio financeiro.

L E IT U R A B ÍB L IC A EM CLASSE

IN TE R A Ç Ã O

| 5 - livra-te, como a gazeia, da I m ão do caçad or e, como a ave, da mão do passarinheiro.

O R IE N T A Ç Ã O P E D A G Ó G IC A
Professor, pro videncie para a aula de hoje revistas antigas e jo rn ais que tenham m atérias ou artigos a respeito de escândalos financeiros (agiotagem , corrupção, etc). D ivida a turm a em quatro grupos. Solicite aos alunos que eles façam um a pesquisa sobre escândalos financeiros utilizando as revistas e jorn ais. Reúna os grupos novam ente e dê três m inutos para cada grupo reiatar a m atéria e sco ­ lhida. Em seguida, pergunte a opinião deles sobre o caso. O uça as respostas. C onclua a tarefa afirm ando que praticar atos ilícitos para obter dinheiro não co m ­ pensa, pois é um grave pecado contra Deus e contra o próxim o!

26

L iç õ e s Bíb l ic a s

2. E m p r é s tim o . O Dicionário Aurélio auxilia-nos também na defi­ nição do termo emprestar: “Confiar a IN T R O D U Ç Ã O alguém (certa soma de dinheiro, ou certa coisa), gratuitamente ou não, Guerras, assassinatos, fom es e para que faça uso delas durante certo violência. Tanto no passado como tempo, restituindo depois ao dono”. I no presente, podem os afirm ar que Sobre isso, o conselho encontrado em boa parte desses males tem como Provérbios é atualíssimo: “Não estejas causa prim ária o am or ao dinheiro. entre os que dão as mãos e entre os De fato, é o que as Escrituras afir­ que ficam por fiadores de dívidas. mam em 1 Tim óteo 6.10. Já vim os Se não tens com que pagar, por que que ser rico e possuir bens não é tirariam a tua cama de de­ errado, pois “a bênção do PALAVRA-CHAVE baixo de ti?” (Pv 22.26,27). senhor é que enriquece” Não há nada de errado (Pv 10.22). D inheiro: Meio de em emprestar, ou tom ar Todavia, am ar o d i­ pagam ento, na nheiro significa torná-lo fo rm a de moedas e emprestado, desde que se nosso senhor em vez de cédulas, e m itid o e cum pra o com prom isso firmado. Comprou? Pague! nosso servo. Isto traz um co n tro la d o pelo g o ­ Tomou em prestado? De­ grande mal, pois na condi­ verno de cada país. volva! Quem compra e não ção de senhor o dinheiro paga, tom a em prestado torna-se um tirano cruel. e não devolve, age desonestamente Por isso, nesta lição, aprenderem os para com a pessoa que lhe deu crédito como usar o dinheiro de forma que e desonra o nome do Senhor. ele venha a glorificar a Deus.

I - O C U ID A D O C O M AS F IA N Ç A S E E M P R É S T IM O S

S IN O P S E D O T Ó P IC O ( 1 )

O cristão deve ter prudência ao ] 1. O F ia d o r. O Dicionário A u ­ decidir ser um fiador ou efetuar um rélio define o fiador como “aquele empréstimo. que fia ou abona alguém, responsabilizando-se pelo cum prim ento de RESPONDA obrigações do abonado; aquele que 1. Defina o term o fiador. presta fiança”. O crente deve ter cui­ 2. Por que devem os ter cuidado com dado ao afiançar ou avalizar alguém, o cartão de crédito e com o cheque pois como diz o sábio, poderá sofrer em prestado? “severam ente aquele que fica por fiador do estranho” (Pv 11.15). I I - O C U ID A D O C O M Tenha cuidado com o cartão O L U C R O F Á C IL de crédito e com o famoso “cheque 1. E v ita n d o a u su ra . A prática emprestado”. Este último se não hou­ de emprestar dinheiro a juros é bem ver fundos para cobri-lo, na data da antiga. Para Milton C. Ficher, erudito apresentação, você será cadastrado em Antigo Testamento, a legislação na lista de em itentes de cheques de Deuteronômio 23.19,20 já proibia sem fundos. Siga a recomendação do a prática de se “emprestar com usura” sábio, evite esse tipo de problem a e (“juros” na ARA). Mas não apenas diesteja “seguro” (Pv 11.15).
L iç õ e s Bíb l ic a s 27

I

1

!
28

nheiro, também comida e "qualquer RESPONDA coisa que se empreste à usura”. 3. Em relação à cobrança abusiva Os term os hebraicos neshek e de ju ro s, qual princípio deveria ser nashak aludem a qualquer tipo de observado pela nação is ra e lita ? cobrança abusiva feita por ocasião do pagam ento da dívida. O princípio III - O U S O C O R R E T O de não cobrar juros aos seus irmãos D O D IN H E IR O devia ser observado pela nação is­ 1. P a ra p r o m o v e r v a lo r e s raelita. Sobre isso e acerca de quem e s p iritu a is . Um dos melhores con­ habitaria o tabernáculo do Aitíssimo, selhos sobre a promoção dos valores Davi advertiu solenem ente (SI 15.5). espirituais pode ser encontrado em A le g islação b ra sile ira prevê Provérbios: “Compra a verdade e não a I que o crime de usura, ou agiotagem, vendas; sim, a sabedoria, e a disciplina, ocorre quando os juros cobrados por e a prudência” (Pv 23.23). Aquilo que é particulares forem maiores que os eterno custa caro e, por isso, poucos praticados pelo Mercado Financeiro têm interesse nesse investimento. e permitido por lei. Portanto, ag io ­ Para Ju d as foi mais fácil vender tagem é crime! É pecado! Je su s do que se d esfazer de sua 2 . E v ita n d o o s u b o r n o . De cobiça. O mesm o aconteceu com acordo com os léxicos, su bo rnar é os irm ãos de Jo s é . Venderam -no “dar dinheiro ou outros valores a, para o Egito por um punhado de para conseguir coisa oposta à ju s ti­ dinheiro (Gn 37.1-36). Hoje, muitos ça, ao dever ou à m oral”. Subornar crentes estão negociando a sua he­ é corrom per para ganhar vantagens. rança espiritual e moral, trocando-a A imprensa veicula constantem ente por coisas pecam in osas. Por que exemplos de pessoas que receberam não investir o dinheiro naquilo que suborno quando deveriam zelar pelo prom ove a sabedoria, a instrução e cum prim ento de suas obrigações. o conhecim ento? Cuidado! Não des­ A Palavra de Deus afirm a que perdice o seu salário com futilidades. aquele que aceita suborno secreta­ Adquira somente o que glorifica a mente perverte o cam inho da justiça Deus e honra o Evangelho de Cristo. (Pv 17.23). O cristão não pode aceitar 2. Para p ro m o v e r o bem -essuborno nem m uito menos pagáta r so cial. Para o pobre, o dinheiro -lo, pois ele anda na luz e precisa mal dá para suprir as necessidades honrar a Deus em todas as áreas mais elem entares e básicas. Feliz­ de sua vida. A prática do suborno é mente, o dinheiro não é o único valor uma perigosa arm adilha. O que se que realmente conta, pois “melhor é o ; apresenta como lucro hoje, am anhã pobre que anda na sua sinceridade do I se revelará numa perda irreparável. que o de caminhos perversos, ainda I Por isso, atentemos ao conselho de que seja rico” (Pv 28.6). j j Provérbios (Pv 17.23 — ARA). Entretanto, há muitos crentes com dinheiro, e muito dinheiro, mas I S IN O P S E D O T Ó P IC O ( 2 ) que não o utilizam para honrara Deus e ajudar ao próximo. Eles não trazem A Bíblia rechaça a prática do * lucro fácil que advém da usura e os seus dízimos à Casa do Senhor, ■ do suborno. não ofertam, não contribuem com a ™tinrr ■ ■ ... «■■■■— —
L iç õ e s Bíb l ic a s

obra missionária, não investem em obras sociais e nem do bem-estar da própria fam ília cuidam. A estes as Escrituras chamam de insensatos (Pv 17.16 - ARA). Os tais ainda não leram o conselho do sábio: “Porque as rique­ zas não duram para sempre; e duraria a coroa de geração em geração?” (Pv 27.24). Quando morrerem, outros irão usufruir o que eles deixarem!

REFLEXÃO
" A sabedoria, como bem esp iri­ tu al, em m uito supera o dinheiro, pois p a ra o sábio, a riqueza do verdadeiro sab er não se com para com a m ais bela e cobiçada jo ia ”. Jo sé Gonçalves

desejar não se pode com parar a ela” (Pv 3.13-15). S IN O P S E D O T Ó P IC O ( 3 ) A sabedoria, como bem espi­ O conselho bíblico diz que o uso ritual, em muito supera o dinheiro, do dinheiro deve promover valores pois p ara o sábio, a riq u e z a do espirituais e o bem estar social. verdadeiro saber não se com para com a mais bela e cobiçada joia. É in­ RESPONDA com parável o seu valor (Pv 8.11). Diz ainda Salom ão: “ Mais digno de ser 4. O d in h e iro é re a lm e n te o único escolhido é o bom nome do que as v a lo r que conta? Por quê? muitas riquezas; e a graça é melhor IV - BUSCANDO O do que a riqueza e o ouro” (Pv 22.1). E Q U IL ÍB R IO F IN A N C E IR O

1. B u s c a n d o a s u fic iê n c ia . Em P r o v é r b io s 3 0 .8 ,9 , o s á b io ensina o sentido de ter uma vid a fin an ceira suficiente, isto é, nem pobreza nem riqueza. Esse ponto de equilíbrio define bem o que é ter uma vid a próspera na persp ectiva bíblica. É ter a suficiência, com o ensinou o apóstolo Paulo (Fp 4.19). Essa suficiência mantém nossa vida equilibrada. Ela não permite o muito tornar-se excesso nem o pouco virar escassez. Atentem os ao conselho do sábio! 2. B uscando o que é v ir ­ tu o s o . Para o sábio, há coisas que superam o valor do dinheiro: “ Bem- aven tu rad o o hom em que ach a sabedoria, e o homem que adquire conhecim ento. Porque m elhor é a sua m ercadoria do que a m ercado­ ria de prata, e a sua renda do que o ouro mais fino. Mais preciosa é do que os rubins; e tudo o que podes

S IN O P S E D O T Ó P IC O ( 4 )
Uma vida financeiram ente equi­ lib ra d a se c a ra c te riz a q u an d o o muito não se torna excesso nem o pouco, escassez. |

RESPONDA 5. Para o sábio, a sabedoria e ra um bem e s p ir itu a l m u ito s u p e rio r ao d in h e iro . Por quê? CONCLUSÃO
A presente lição mostrou que, em bora o dinheiro seja algo essen­ cial à vida, não é o mais importante. Há outros valores mais im portantes do que ele. É necessário, portanto, bu scarm o s um v iv e r e q u ilib ra d o como resultado da obediência aos princípios da Palavra de Deus. Em Cristo, o centro de toda revelação bíblica, temos toda a suficiência de que precisamos. Aleluia!
L iç õ e s B íb l ic a s 29

A U X ÍL IO BIBLIO G RÁFICO I
Subsídio V id a C ris tã “T ra ta d o C ré d ito com C u i­ dado As interm ináveis pressões de ‘mês mais com prido que o dinheiro’ é o bastante para separar fam ílias. M as, em algun s caso s, ter mais dinheiro não é solução. Devem os com eçar a adm inistrar corretam en­ te o que temos. O marido e a esposa têm de trabalhar juntos (e haverá o tem po e o lugar para envolver os filhos). Olhe além dos pagam entos mensais. Faça uma imagem m en­ ta l de to d a a d ív id a em d e s ta q u e . Damos graças a Deus porque uma taxa de crédito nos perm itirá tom ar dinheiro em prestado, mas não nos enganem os: os ju ro s serão altos. Cartões de crédito têm sido a ruína de muitos lares. Melhor deixar de com prar a crédito, a m enos que tenha disciplina e limite. Abandone o uso de cartões de crédito, se você sabe que não haverá dinheiro para pagar. Pague suas contas no v e n c i­ mento. Quando os pagamentos não puderem ser efetuados, comunique ao credor” (M a n u a l P a s to r Pente c o s ta l: Teologia e Práticas Pas­ torais. 3.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p.146).

V O C A B U L Á R IO A g io ta g e m : Empréstimo de dinheiro aju ro s superiores à taxa legal; usura. M e rc a d o F in a n c e ir o : Segundo a Econ o m ia, é um co m p lexo m e ca­ nism o que o rganiza os processos de com pras e vendas em com ércio (m ercadorias, valores im obiliários, câmbio e outros bens). B IB L IO G R A F IA S U G E R ID A
BARNHILL, Ju lie Ann. A n te s q u e as D ív id a s nos S e p arem : Respostas e cura p a ra os conflitos financeiros em seu casam ento. 1 .ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2003. M a n u a l P a s to r P e n te c o s tal: Teolo­ gia e P rá ticas Pastorais. 3.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005. PALMER, Michael D. (Ed.) P a n o ra m a d o P e n s a m e n to C ris tã o . 1.ed. Rio de janeiro: CPAD, 2001.

SAIBA M A IS
Revista Ensinador Cristão CPAD, n ° 56, p.38.

RESPOSTAS DOS EXERCÍCIOS
1= Aquele que fia ou abona alguém, responsabilizando-se pelo cumprimento de obriga­ ções do abonado; aquele que presta fiança. 2. Porque se não h o u ve r fundos para cobrir os valores a pessoa será enqua­ drada na lista de em itentes de cheques sem fundo. 3. O princípio de não cobrar juros aos seus irmãos. 4. O dinheiro não é o único valo r que realm ente conta, pois “m elhor é o pobre que anda na sua sinceridade do que o de cam inhos perversos, ainda que seja rico” (Pv 28.6). 5. Porque, para o sábio, a riqueza do ver­ dadeiro saber não se compara com a mais bela e cobiçada joia.

30

LlÇÕES BÍBLICA5

A U X IL IO B IB LIO G R Á FIC O II
Subsídio V id a C ris tã “ É um M u n d o C o n s u m is ta ‘E o que há de errado com isto?’, você pode estar se perguntado. Talvez você pense que eu queira persuadi-io a ven d er tudo o que tem e ir v iv e r nas m ontanhas feito erem ita. Relaxe, eu não pretendo fazer isto! Nem estou tentando fazê-lo sentir-se cuípado por ter uma lista de ‘coisas a com prar’ guardada na gaveta de côm oda. Não. Não é nada disso. O que estou tentando dizer é que o problem a está em ser acom etido pela síndrom e do ‘adquira-e-possua’ de nossa cultura, em v iv e r para ter e ter para viver, em ter uma casa cheia de 'coisas’ — todas estas coisas raram ente satisfazem. A batedeira que você alm ejava desde 1987 rapi­ dam ente perderá seu brilho. E logo logo você estará procurando ‘mais uma coisinha’ para equipar sua cozinha. A casa de quatro quartos com piscina e churrasqueira na qual você depositou todas as suas econom ias, em algum m omento perderá seu brilho também. E quanto mais ficam os fascinados com as coisas novas que brilham à nossa volta, mais espaço, energia, tem po e dinheiro será necessário para m anter o vício do consumo! C o isa s e C aos ilyce Glink, uma planejadora financeira [...], faz a seguinte observação:
Quando você com pra um a casa grande p ara acom odar suas coisas, você p ag a altas taxas, altas contas de luz, altas contas de gás e um a hi­ poteca m aio r; somando-se ainda tudo o que estas coisas exigem de custos de m anutenção !
M anter ou expandir as coisas que você já tem tom a muito dinheiro e tempo. E não estou falando apenas de casas. Coisas simples como uma placa de m em ória com maior capacidade de arm azenam ento para o com putador do seu filho. Ou ‘coisas’ como férias de fam ília. Apenas visitar um parque tem ático já o deixa sem algum as centenas de dólares hoje em dia. E Disneylândia? Bem, é mais fácil ganhar uma m edalha de ouro olím pica do que passar as férias lá! Agora, eu imagino que muitos dos leitores ganham consideravelmente mais dólares do que eu e Rick. Outros de vocês mantêm família com salário mínimo. Não é minha intenção fazer um debale entre classes aqui. Pelo con­ trário, quero chamar sua atenção de perdedor financeiro para um simples fato: muitos de nós estamos nadando em dívidas e vivendo um caos conjugal como resultado de nada menos que uma necessidade descontrolada de pos­ suir e acumular coisas. A verdade é que o caos em nosso casamento poderia ter fím se nós simplesmente parássemos de acumular e começássemos a estar satisfeitos com as coisas que já temos” (BARNHILL, Julie Ann. A n tes ^que as D ív id a s nos S ep arem , l.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, pp.70-1). ---- — r —: . . -- :r: : r ...—
L iç õ e s Bíb l ic a s 31

3 de Novembro de 20 J 3

O C u id a d o c o m A q u il o q u e F a l a m o s
T E X T O ÁUREO “Favo de m el são as p a la v ra s suaves: doces p a ra a a lm a e saúde p a ra os ossos” (P v 1 6 .2 4 )» VE R DA D E PRATICA
As nossas palavras revelam muito do que somos, pois a boca fala do que o coração está cheio

H IN O S S U G E R ID O S 306, 285, 5 5 7

LE IT U R A D IA R IA
S e g u n d a - P v 1 5.23 Falando no tempo certo T e rç a - P v 1 5.2 A língua como adorno da sabedoria Q u a r ta - P v 6 .1 7 A língua que Deus aborrece Q u in ta - P v 16.24 A língua como instrumento de cura Se x ta - P v 16.21 O saber pela doçura no falar

32

L iç õ e s Bíb l ic a s

L E IT U R A B ÍB L IC A E M C LA S SE P r o v é rb io s 6 .1 6 - 1 9 ; 1 5 .1 ,2 ,2 3 ; 1 6 .2 1 .2 4
6.16-19 16 - Estas seis coisas aborrece o Se­ nhor, e a sétim a a sua alm a abom ina: 1 7 - olhos altivos, e língua m entiro­ sa, e m ãos que d erram am sangue inocente, 1 8 - e coração que m aquina pensa­ mentos viciosos, e pés que se ap res­ sam a co rrer p ara o mal, 19 - e testem unha falsa que profere m entiras, e o que sem eia contendas entre irm ãos. 1 5 .1 ,2 ,2 3 1 - A resposta branda desvia o furor, m as a p a la vra dura suscita a ira.

r

IN TER A Ç Ã O

Prezado professor, você deve conhecer as seguintes expressões: “Sou sincero!’’; “Só falo a verdade!”; “Não levo desaforo para casa!” Mas quem disse que ser sincero, falar a verdade e não levar desaforo para casa significa estar sempre com a razão? Na verdade, tal postura reflete uma má educação. Vi­ vemos numa sociedade onde se perdeu o respeito mútuo. É no trânsito, na fila do caixa do mercado, na fila dos ban­ cos, nos departamentos das igrejas; as pessoas parecem não ter paciência para esperar, se acalmar. Não pensam duas vezes em usar uma arma podero­ sa para ofender, m altratar e magoar: a língua. O Evangelho, por outro lado, desafia-nos a agirmos de outra manei­ ra: pagando o mal com o bem.

OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

2

A língua dos sábios adorna a sabe­ doria, m as a boca dos tolos derram a a estultícia.
-

C o n h e c e r as conseq uências das palavras. E x p lic a r os símbolos usados por Salomão e Tiago. T e r cuidado com o bom uso da língua. ^ O R IENTA Ç Ã O P E D A G Ó G IC A ^
Para concluir a lição desta semana, leia com a classe Tiago 3.3-5. Em seguida, destaque as expressões “freio nas bocas dos cavalos”; “a nau dominada por um pequeno leme” e "a língua, um pequeno membro”. Depois, explique-as afirmando que elas representam um pequeno elemento que é poderoso para impedir ou permitir uma tragédia inigualável. Conclua dizendo que nossa língua, um pequeno órgão, pode edi­ ficar vidas mas, também, ofendê-las, magoá-las ou destruí-las. À luz dessas metáforas, desafie os alunos a desen­ volverem o autocontrole sobre o que dizem e, consequentemente, fazem.

2 3 - 0 homem se aleg ra na resposta da sua boca, e a palavra, a seu tempo, quão boa é! 1 6 .21.24 2 1 - 0 sábio de coração será ch am a­ do prudente, e a doçura dos lábios au m en tará o ensino. 24 - Favo de m el são as p a la v ra s suaves: doces p ara a alm a e saúde p a ra os ossos.

L iç õ e s Bíb l ic a s

33

IN T R O D U Ç Ã O
Provérbios e Tiago contêm as mais belas exposições sobre uma capacidade que apenas os seres hu­ manos possuem: a fala. Na lição de hoje, analisaremos o que as Escrituras revelam sobre esse fascinante dom. Num p rim eiro m om ento, e s ­ tudarem os como o falar é tratado p elos a u to re s sa g ra d o s. Em s e ­ guida, verem os os conselhos que Salom ão e Tiago dão àqueles que verbalizam pensamentos, princípios e preceitos. O objetivo é m ostrar com o a literatura sapiencial bíblica toca num ponto sensível da vid a hum ana, m uitas vezes esquecido pelos cristãos: a d evid a e correta utilização das palavras.

tem consciência da im portância das palavras e, por isso, afirma: “O sábio de coração será cham ado prudente, e a doçura dos lábios aum entará o ensino” (Pv 16.21).

S IN O P S E D O T Ó P IC O ( 1 )
Segundo a Bíblia, dependendo da m otivação de quem pronuncia, as palavras podem matar ou vivificar.

RESPONDA
1. Dependendo do contexto em que são falad as, e p o r quem são p ro ­ nunciadas, o que as p a la vra s podem fa z e r? Dê um exemplo.

El - C U ID A D O S C O M A L ÍN G U A

I
I
34

1. E v ita n d o a ta g a re lic e . Há um provérb io m uito popular que diz: “Quem fala o que quer, ouve o que não quer”. Este ditado revela a I - O P O D E R DAS PALAVRAS maneira im prudente de se falar, algo I . P a la v ra s q u e m a ta m . É e v i­ bem próprio do tagarela. Este per­ dente que, dependendo do contexto sonagem está presente na tradução em que são faladas e por quem são do hebraico b atah : pessoa que fala pronunciadas, podem ferir ou até irrefletida e im pensadam ente. mesmo matar (Pv 18.21a). N ã o b a s ta d iz e r : Este exemplo pode ser ob­ PALAVRA-CHAVE “Pronto, falei!” É preciso servado na vida conjugal, medir as consequências Língua: Órgão quando uma palavra ofen­ do que se fala. E a m e­ muscular, situado siva, ou injuriosa, dita por na boca e na fa rin ­ lhor forma de fazer isso um cônjuge, ofende e ma­ é co m p re e n d e r que na ge, responsável pelo goa o outro. Se não houver “multidão de palavras não p a la d a r e auxilia na perdão de ambas as partes, falta transgressão, mas o m astigação e na de­ o relacionam ento poderá que modera os seus lábios glutição, e também deteriorar-se (Pv 15.1). é prud en te” (Pv 10.19). na produção de 2. P a la v ra s q u e v iv i­ Salomão tinha essa cons­ sons, fala. ciência (Pv 1 3.3). fic a m . A palavra hebraica 2. E v ita n d o b a r s ig n ific a p a la vra , le d ic ê n c ia . O livro de Provérbios fala, declaração, discurso, também apresenta conselhos sobre dito, prom essa, ordem . Os tem as a maledicência. Ali, a palavra aparece | c o n te m p la d o s p e lo uso d e s s e s como sendo a sétim a abom inação, termos são, na maioria das vezes, isto é, o ponto máximo de uma lista 1 valo res m orais e éticos. Salom ão
L iç õ e s Bíb l ic a s

de atitudes que o Senhor odeia (Pv 6.16-19). O Senhor “abom ina” (do hebraico to ’ebah) a maledicência ou a contenda entre irmãos. No original, “abom inar” signifi­ ca “ sentir nojo de” e pode se referir a coisas de natureza física, ritual ou ética. Deus se enoja de intrigas entre irm ãos. É a m esm a palavra usada para d escrever coisas ab o ­ m ináveis ao Senhor, tais com o a idolatria (Dt 7.25), o h om ossexua­ lismo (Lv 1 8.22-30) e os sacrifícios hum anos (Lv 18.21)!

REFLEXÃO
“[No livro de Pro vérb io sJ São m ais de trezentos conselhos como re g ra do bom viver. Segui-los significa a c h a r o bem, e não segui-los é encontrar-se com o m a l.“ Jo sé Conçalves
pois, da maior vocação de nossa lín­ gua: louvar e exaltar a Deus.

S IN O P S E D O T Ó P IC O ( 3 ) S IN O P S E D O T Ó P IC O ( 2 )
O conselho bíblico para cuidar­ mos da nossa língua começa por evi­ tarmos a tagarelice e a maledicência. A língua deve ser usada para edificar o próximo com bons conse­ lhos, exortações e ensino da Palavra de Deus; e exaltar ao Altíssim o ado rando-O em Espírito e em Verdade.

RESPONDA 2. Segundo a tra d u ç ã o do te rm o hebraico batah, o que sig n ifica ta ­ garela? 3. Q u al a titu d e o Senhor abom ina segundo o liv ro de P rovérbios? III - O B O M U S O D A L ÍN G U A
1 . Quando a língua edifica o próxim o. Como servos de Deus, som os d e safiad o s a usar nossas palavras como um meio para ajudar nossos irmãos, através de exorta­ ções, bons co n selh o s e tam bém através do ensino da Palavra de Deus e de seus princípios (1 Co 14.26). 2 . Nossa língua adorando a Deus. O melhor uso que se pode fazer da palavra é quando a emprega­ mos para dirigir-nos a Deus em ado­ ração. Todo crente fiel sabe disso, ou deveria saber (Pv 10.32). O Senhor se agrada dos sacrifícios de louvor (Hb 13.15). Esse é o segredo para uma vida frutífera e agradável ao Senhor (Ef 5.19,20). Não nos esqueçamos,

RESPONDA 4. Como servos de Deus , o que so mos desafiados a fa z e r com nossas palavras? IV - S A L O M Ã O E T IA G O
1 . Uma palavra ao aluno. Abundante no livro de Provérbios, a expressão hebraica sham a Beni ocor­ re 21 vezes com o sentido de “ouvi filho meu”. Não há dúvida de que o emprego de tal linguagem revela o am or de uma pessoa mais experien­ te, dirigindo-se a outra ainda im atu­ ra. É alguém sábio e experim entado na vida, passando tudo o que sabe e o que vivenciou ao seu aprendiz (Pv 1.8,10,15; 3.1,21; 5.1,20; 7.1). São mais de trezentos conselhos como regra do bom viver. Segui-los significa achar o bem, e não segui-los é encontrar-se com o mal. 2 . Um a palavra aos mestres. Se por um lado Salomão se dirigiu ao discípulo (do hebraico: filh o , aluno),
L iç õ e s Bíb l ic a s 35

por outro lado Tiago falou àqueles que querem ser m estres. Os que pregam e ensinam a Palavra de Deus têm de falar somente o que convém à sã doutrina (Tt 2.1). Em sua epístola, Tiago utiliza símbolos extraídos do cotidiano, mas carregados de significado: a) Freios: Assim como o freio controla o animal, deve o crente refrear e controlar a sua língua; b) Lem e : Se o leme conduz o navio ao porto desejado, deve o crente dirigir o seu falar para enalte­ cer a Deus; c) Fogo: Uma língua sem freios e fora de controle queima como fogo. Por isso, mantenhamos a nos­ sa língua sob o domínio do Espírito Santo; d) Mundo: A língua pode se tornar um universo de coisas ruins. Então, o que fazer? Transformá-la num manancial de coisas boas; e) Veneno: O perigo reside em alguém possuir uma língua grande e ferina e, portanto, venenosa, f) Fonte: Como fonte, a língua deve jo rra r coisas próprias à edificação; g) Árvore: A boca do crente, por conseguinte, deve produzir bons frutos. Portanto, usemos as nossas palavras para a glória de Deus (Tg 3.1 1 2).

S IN O P S E D O T Ó P IC O ( 4 )
Ao ensinar os provérbios, Salo­ mão tem em mente ensinar os dis­ cípulos, enquanto Tiago aconselha os mestres.

RESPONDA
5. Se por um lado, em Provérbios, Salom ão se referiu aos discípulos, a quem Tiago se d irig iu ?

CO NCLUSÃO
V im os nesta lição os c o n s e ­ lhos dos sábios sobre o bom uso da língua. A linguagem, como algo peculiar ao ser hum ano, é m uito preciosa para ser usada iniquamente. Não permitamos, pois, que a nossa língua seja instrumento de um dos pecados que Deus mais abomina: a dissem in ação de contendas entre os irmãos. À luz da Palavra de Deus, so­ mos encorajados a andar em união, harm onia e paz. Portanto, com a nossa língua abençoem os o nosso sem elh an te, pois assim fazendo, b e n d ire m o s ta m b é m ao S e n h o r nosso Deus.

REFLEXÃO Não p e rm ita m o s, pois, que a nossa língua seja in s tru m e n to de um dos pecados que Deus m ais a b o m in a : a dissem inação de contendas entre os irm ã o s .“ José Gonçalves

36

L iç õ e s Bíb l ic a s

_______VOCABULÁRIO_______
N au: Designação genérica que até o século XV se aplicava a navios de grande porte. Lem e: Peça plana, localizada na parte subm ersa da popa de uma em barcação, gira em um eixo e determ ina a direção em que aponta a proa do navio. Personificá-las: Expressar, tornar viva e concreta uma ideia através de pessoas. Á pice: Extremo superior; ponto máximo, culm inância, apogeu. D e s v e lo : Ato ou efeito de d esve­ lar-se. Isto é, agir com diligência; zelar, cuidar, empenhar-se.

A U X ÍL IO BIBLIOGRÁFICO I
S ubsídio V id a C ris tã “ D ISC IP LIN A DA LÍNGUA Que poder tem a palavra escrita ou falada! Nações se ergueram, e na­ ções caíram pela língua. Vidas foram enaltecidas e rebaixadas pelo falar humano. A bondade flui como um doce rio de nossas bocas, da mesma forma, o esgoto. A pequena língua, sem dúvida, é uma força poderosa. [...] Tiago, o irmão do Senhor, entendia isto tão bem, quanto qual­ quer homem na história e, através do uso de analogias gráficas, ele nos deu a mais penetrante exposição so­ bre a língua do que qualquer texto literário, seja secular ou sagrado [...] (Tg 3.3-5). [...] A principal preocupação de Tiago é com o poder destrutivo da língua, e isto produz uma das mais p ro v o c a n te s d e c la ra ç õ e s : ‘Vede como uma fagulha põe em brasa tão grande selva! Ora, a língua é fogo; é mundo de iniquidade; a língua está situada entre os membros de nosso corpo e contam ina o corpo inteiro e não só contam ina e não só põe em chamas toda a carreira da existência humana, como é posta ela mesma em cham as pelo inferno (vv.5 ,6 )” (HUGHES, R. Kent. D is c ip lin a s do H o m em C ris tã o . 3.ed. Rio de Janei­ ro: CPAD, 2004, pp.l 26-27).
: -' .. .;

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
HUGHES, R. Kent. D is c ip lin a s do H o m em C ris tã o . 3.ed. Rio de J a ­ neiro: CPAD, 2004. SEAMANDS, Stephen. F e rid a s q u e C u ram : Levando Nossos S o frim e n ­ tos à C ru z .} .ed. Rio de Ja n e iro : ^CPAD, 2006.________________________

SAIBA M A IS
Revista Ensinador Cristão, CPAD, n ° 56, p.38.

RESPOSTAS DOS EXERCÍCIOS
1. Podem matar uma pessoa. Por exemplo, na vida conjugal quando o cônjuge ofende e magoa o outro através das palavras. 2. Pessoa que fala irrefletida e im pensa­ damente. 3. A m aledicência ou a contenda entre irmãos. 4 . Usá-las com o um meio para ajudar nossos irmãos. 5. Aos m estres, aqueles que labutam no ensino.

L iç õ e s B íb l ic a s

37

A U X ÍLIO BIBLIOGRÁFICO l í ______________
Subsídio T eo ló g ico “A b e n ç o a n d o o M a lfe ito r Fazer o bem àqueles que nos fizeram mal envolve tanto p a la vra s quanto atos, tanto bênçãos quanto servir. John Stott afirma: ‘Na nova com unidade de Jesus as maldições devem ser substituídas por bênçãos; a malícia, por oração; e a vingança, por serviço. De fato, a oração purga o coração da malícia; os lábios que abençoam não podem, ao mesmo tempo, amaldiçoar; e a mão ocupada com serviços fica im pedida de se ocupar com vingança’. No entanto, deixemos claro que na prática, conquistar o mal com o bem envolve muitas vezes a obstinação e a dureza que vai contra nossas concepções sentim entalizadas da bondade. A fim de verdadeiram ente fazermos o bem para alguém im plicará dar o que mais precisa - não necessariam ente o que ele quer. Por exemplo, fazer o bem para um pai am eaçador e ditatorial que insiste em controlar seu filho adulto pode significar resistir a ele e se recusar a ceder a suas exigências. Por ou­ tro lado, no caso de uma mãe fraca e indecisa fazer o bem significa se recusar a tom ar qualquer atitude a fim de que ela seja forçada a tomar suas decisões. Como Aílender e Longman sugerem: ‘Em muitos casos, um amor [tão] corajoso muitas vezes enerva, fere, pertuba e compele a pessoa am ada a lidar com as enfermidades interiores que estão roubando a alegria dela e dos outros’. Esse tipo de am or vigoroso é exem plificado na última frase da pas­ sagem de Provérbios citada por Paulo. A frase diz que ao dar comida e bebida a nossos inimigos amontoa-se ‘brasas de fogo sobre a [nossa] cabeça’ (Rm 12.20). Embora isso possa nos parecer um ato pouco am i­ gável, nos tempos bíblicos, essa era uma figura de linguagem para dizer que isso traz um profundo sentimento de vergonha a seus inimigos, não a fim de ofendê-los ou humilhá-los, mas para levá-los ao arrependim ento e à reconciliação” (SEAMANDS, Stephen. F erid as q u e C u ra m : Levando Nossos Sofrim entos à CruzA .ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, pp.l 66-67).

38

L iç õ e s Bíb l ic a s

1 Lição 6
/0 de Novembro de 2013

O Exem plo Pesso al n a E d u c a ç ã o d o s F il h o s
T E X T O ÂUREO "O ju s to anda na sua sinceridade; bem -aventurados serão os seus filhos depois dele” {Pv 2 0 .7 ). VERDADE PRATICA
A melhor forma de se educar um filho é através do exemplo, pois as palavras passam, mas o exemplo permanece

H IN O S S U G E R ID O S 258, 3 6 0 , 4 09

L E IT U R A D IA R IA
S eg u n d a - Pv 2 2 .2 9 O futuro de um homem diligente T e rç a - Pv 2 9 .1 5 Estabelecendo limites Q u a rta - Pv 7 .6 ,7 O mau exemplo da displicência Q u in ta - Pv 2 2 .2 2 ,2 3 Sabedoria para agir com equidade Sexta - Pv 2 3 .6 -8 Sabedoria para lidar com o invejoso S áb ad o - Pv 2 4 .1 1 ,1 2 Agindo misericordiosa e sabiamente

L iç õ e s Bíb l ic a s

39

L E IT U R A B ÍB L IC A EM C LA S SE P ro v é rb io s 4 .1 -9 1 - O uvi , filh o s , a correção do p a i e estai atentos p a ra conhecerdes a prudência. 2 - Pois dou-vos boa d o u trin a ; não deixeis a m in h a le i. 3 - Porque eu era filh o de meu pai, te n ro e único em estim a diante de m in h a mãe. 4 - £ e/e ensinava-m e e dizia-m e: Retenha as m inhas p a la v ra s o teu coração; g u a rd a os meus m an da ­ m entos e vive.
5 - A d q u ire a sabedoria, a dquire

IN TER A Ç Ã O
Caro professor, a família moderna vem sofrendo grandes transformações. Com a cristã, não é diferente. Há trinta anos não falaríamos sobre casais dejovens e adoles­ centes tornando-se pais no seio da Igreja. Mas esta é uma realidade em muitos lares cristãos. E qual o problema? O problema está quando o casal de jovens deveria estudar, entretanto, vê-se responsável por um filho — são “crianças” gerando crianças. Inevitavelmente, esta educação é terceirizada para os pais, ou seja, avós. Aqui, inicia todo o problema na educação dos filhos de grande parte da sociedade moderna e, também, da família cristã. Os pais não educam, os avós se responsabili­ zam,, mas se veem liberais com as crianças. Pais e avós não se entendem. O que se vê é uma criança crescendo desorientada, sem o mínimo parâmetro de limites. Você acha que esse processo não afetará a igreja?

a inteligê n cia e não te esqueças nem te a p a rte s das p a la v ra s da m in h a boca. 6 - Não desam pares a sabedoria, e ela te g u a rd a rá ; am a-a, e ela te conservará. 7 - A sabedoria é a coisa p rin c ip a l; a dq uire, pois, a sabedoria; sim , com tudo o que possuis, a dq uire o conhecim ento. 8 - Exalta-a, e ela te e x a lta rá ; e, abraçando-a tu, ela te h o n ra rá . 9 - D ará á tu a cabeça um dia d e ­ m a de graça e uma coroa de g ló ria te e n tre g a rá .

OBJE T IV OS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

R e c o n h e c e r a im portância de se colocar limites aos filhos. S ab er do valor do exemplo na edu­ cação dos filhos. P ro m o v e r a educação integral da criança. ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA _

Prezado professor, para concluir o tópico II da lição, sugerimos que você repro­ duza o esquem a da página seguinte de acordo com suas possibilidades. Neste esquema, dem arcam os três funções bási­ cas e com pletam ente opostas às carac­ terísticas negativas apontadas na lição: "pais ausentes” e "mãe superprotetora”. Os pais que levam a sério a educação dos seus filhos sabem que o “am or” , a “educação” e a “proteção” são funções inegociáveis para a difícil missão de se criar filhos. Portanto, convide a classe a não recusar essa missão dada por Deus.

40

L iç õ e s Bíb l ic a s

diatamente satisfeitas. Mas de que realmente a criança necessita? Embora queira comer só doces, ela precisa de IN T R O D U Ç Ã O uma alimentação balanceada para ter Nas lições anteriores, vimos que um crescimento saudável. É para isso a expressão “ouve filho m eu” soa que aponta a sabedoria de Provérbios como um refrão no livro de Provér­ 29.15. Portanto, estabeleçamos limi­ bios. É o apelo de um pai amoroso, tes às crianças, não apenas quanto à ensinando ao filho as regras do bom alimentação, mas principalmente acer­ viver. É a partir de um conjunto de va ­ ca dos valores morais e espirituais. lores, já padronizado, que o pai assim 2. Presença v e rs u s A g res s ão . o faz. Entretanto, sua preocupação Os ed u cad o res d e scre ve m com o não é despejar sobre o filho um có­ referências negativas, na digo de regras, mas ensinar ed u cação da criança, a PALAVRA-CHAVE valores que o prepararão figura do “pai ausente” e a para a vida. Para isto, ele Influência: Ação ou da “mãe superprotetora”. utilizará o exemplo, mos­ efeito de in flu ir; isto O pai ausente é omiss trando que a atitude fala educação de seus filhos. é, fa ze r flu ir, co rre r muitas vezes mais alto que Evitando o diálogo, valepa ra dentro de. as palavras! ^ se de métodos agressivos p ara im p o r-lhes a sua I - A IM P O R T Â N C IA a u to rid a d e . Ele fa la se m p re aos D O S L IM IT E S g rito s . O a u to r dos P ro v é rb io s , 1. S a tis fa z e n d o n e c e s s id a ­o ré m , e x o rta - n o s a e n s in a r a p d e s , não v o n ta d e s . Um princípio criança no cam inho em que deve utilizado no treinam ento de líderes, andar, m as não aos g rito s, nem e que tem se m ostrado bastante utilizando-se de violência (Pv 22.6). eficaz, é a máxima de que “liderar A mãe superprotetora, por seu é satisfazer necessidades, não v o n ­ turno, temendo produzir algum trau­ tades” . No universo educacional, o ma na form ação da criança, acaba princípio torna- se ainda mais forte por não corrigi-la. Não é isso o que e verdadeiro. as Escrituras ensinam : o pai e mãe Todo pai deve saber que o filho, são os responsáveis pela disciplina dos filhos, e não podem fugir a esse especialm ente se ainda é criança, dever (Pv 13.24). deseja que suas vontades sejam ime­
Q U A L A F U N Ç Ã O D O S P A IS?
A M A R . Todas as ações dos pais para com os filhos têm como base o amor. Mas amar não significa abonar os atos errados dos filhos. O maior ato de amor dos pais para com os filhos é corrigir quando efes estiverem errados; adverti-los quando forem repreensíveis. Am ar não significa fechar os olhos para o erro; mas com mansidão corrigi-lo. ED UC AR . Os pais não criam os filhos para si. Eles os educam para o mundo. É na prática da vida que os filhos provarão se os pais foram ou não competentes na sublime missão de educá-los. PROTEG ER. Além de amar e educar, os pais devem ser verdadeiros protetores dos seus filhos. Por eles lutam, sacrificam-se e buscam o meíhor para as suas vidas. Mas proteger os filhos não significa fazer a vontade deles. Quando os pais são honestos e sinceros com os filhos, eles os protegem para a vida.

L iç õ e s Bíb l ic a s

41

REFLEXÃO “A preocupação do sábio com o desenvolvimento m o ra l e espiri­ tu al do aprendiz é claram ente dem onstrada em sua insistência em educá-lo, tom ando p o r base a ju s tiç a , o direito e a retid ão .” José Gonçalves S IN O P S E D O T Ó P IC O ( 1 )
Os pais devem s a tis fa z e r as necessidades dos seus filhos, não v o n ta d e s ; d evem educá-los, não agredi-los.

RESPONDA
I 1. Q uais os p rin cip ais lim ites que os I pais devem estabelecer às cria n ça s? a 2. Explique as referên cias negativas * na educação da crian ça p a ra "o p ai ausente” e a “m ãe su p erp ro teto ra”.

“simples”, traduzida do hebraico pethy, refere-se a uma pessoa tola e in­ gênua. O termo hebraico leb traduzido por “coração”, “ser interior” ou “juízo”, é usado para descrever o caráter moral do indivíduo. O que faltou aojovem de Provérbios 7 foi exatamente a noção de valores morais bem demarcados. O resultado não poderia ser outro: ele caiu nas garras do pecado. Não permi­ tamos, pois, que o mesmo ocorra com os nossos filhos. Vamos instruí-los enquanto é tempo. 2 . Ética do caráter, A ética coloca os valores no lugar onde eles devem estar. A ideia, aqui, é educar a pessoa, tomando por base os valores ensinados na Bíblia. O mais impor­ tante não são os sentimentos, mas o comportamento. Não é a sensibilida­ de, mas o compromisso com a atitude correta a se tomar. É exatamente isso que Salomão diz ter herdado do seu pai e o mesmo objetiva transm itir ao seu “filho” (Pv 4.3,4).

II - E N S IN A N D O A T R A V É S D O E X E M P L O (V A L O R E S )

S IN O P S E D O T Ó P IC O ( 2 )

I

I

O caráter cristão é form ado a 1 . Ética da personalidade. partir de uma educação que toma Hoje, mais do que nunca, necessi­ por base os valores ensinados na tamos educar nossas crianças, to­ Bíblia. mando por base os valores morais e espirituais da Bíblia Sagrada. A ética RESPONDA ensinada pelas escolas seculares e pela mídia é relativista e permissiva. 3. Com base em que devem os educar O que conta não é o ser e sim o ter. as nossas cria n ça s? Com isso, nossos filhos ficam com ­ III - E D U C A Ç Ã O IN T E G R A L pletamente desprotegidos diante das arm adilhas deste mundo, por não 1 . Desenvolvimento m ental. terem ainda a noção do certo e do er­ Provérbios mostra o quanto é impor­ rado, conforme destaca Salomão em tante os mais jovens serem treinados Provérbios 7.6,7. Nessa passagem, para que tenham o discernimento adedeparamo-nos com a triste figura do I quado para a vida. Por isso, Salomão jovem simples e desprotegido diante mostra os frutos desse treinam en­ da sedução do mundo. to: sabedoria, disciplina, sensatez, justiça, direito, retidão, habilidade, prudência, conhecimento e reflexão. A lgum as qu estões precisam ser elucidadas nesse texto. A palavra

Todo esse aprendizado valia-se de uma técnica apurada de memori­ zação, visando preparar integralmente o jovem à vida. Por conseguinte, in­ clinemos o coração ao entendimento (Pv 2.2). Atem os a benignidade ao p e sco ço , e screvem o - la na tá b u a do coração (Pv 3.3) e guardemos a instrução no lugar mais íntimo do ser (Pv 4.21). 2. D e s e n v o lv im e n to m o ra l, preocupação do sábio com o desenvol­ vimento moral e espiritual do aprendiz é claramente dem onstrada em sua insistência em educá-lo, tomando por base ajustiça, o direito e a retidão, isso pode ser visto, quando Salomão desta­ ca a prática dajustiça (Pv 22.22,23), os bons princípios (Pv 22.28; 23.10,1 1), a instrução e a disciplina (Pv 23.13; 14.22-25), a prudência nas relações sociais (Pv 23.6-8) e o exercício da misericórdia (Pv 24.1 1,12).

pectiva integral. Isto é, desenvolven­ do a vida moral e espiritual.

RESPONDA 4. O que o liv ro de Provérbios destaca com o im p o rta n te p a ra o ensino aos jo v e n s ? 5. Você tem se p re ocu p ad o com a educação dos seus filhos?
A

CONCLUSÃO

S IN O P S E D O T Ó P IC O < 3)
A e d u ca çã o c ris tã do jo v e m crente deve ser pensada numa pers­

Num momento em que os mo­ delos educacionais experim entam uma grave crise de valores, é urgente estudarm os o livro de Provérbios, a fim de extrairm os preciosas lições à educação dos nossos jovens, adoles­ centes e crianças. Não p o d em o s c o n s e n tir que a cultura deste século inocule, em n o sso s filh o s , o v e n e n o de um ensino perm issivo e contrário aos valo res da Bíblia Sagrada. Preser­ vem os o que os nossos pais na fé construíram e, com muito sacrifício, deixaram-nos com o legado esp iri­ tual e moral.

REFLEXÃO “Por conseguinte, inclinem os o coração ao entendim ento (Pv 2.2). Atem os a ben ign i­ dade ao pescoço , escrevemo-la na tábua do coração (Pv 3.3) e guardem os a in s tru ­ ção no lu g a r m ais íntim o do ser (Pv 4 .21 )." José Gonçalves

L iç õ e s Bíb l ic a s

43

A U X IL IO B IB L IO G R Á F IC O I S ubsídio T eo ló g ico “A D is c ip lin a d o s Pais Os pais, na educação de seus fi­ lhos, devem considerar: 1. O benefí­ cio da correção apropriada. Não so­ mente os pais devem dizer aos seus filhos o que é bom e mau, como I devem repreendê-los, e corrigi-los e puni-los tam bém , se necessário for, quando negligenciarem aquilo que é bom ou fizerem o que é mau. Se uma repreensão servir, sem a vara, muito bem, mas a vara não deve ser usada nunca sem uma repreensão racional e séria; e então, em bora possa haver um desconforto m o­ mentâneo para o pai e também para o filho, ainda assim dará ao filho sabedoria. Vexatio d at intellectum j - O s torm entos aguçam o intelecto, O filho receberá a advertência, e desta maneira, obterá sabedoria. 2. O erro da indulgência indevida: um filho que não é reprim ido nem re­ preendido, mas é deixado à própria sorte, com o Adonias, para seguir as suas próprias inclinações, pode fazer o que desejar, mas, se decidir enveredar por maus cam inhos, nin­ guém o im pedirá; é praticam ente garantido que seja uma desgraça para a sua fam ília, e traga a sua mãe, que o mimou e lhe permitiu a sua d evassid ão , à verg on h a, à pobreza, à reprovação, e talvez ele mesmo a maltrate e insulte” (HENRY, Matthew. C o m e n tá rio B íb lic o A n ­ tig o T e s ta m e n to - Jó a C a n ta re s d e S a lo m ã o . 1.ed. Rio de Janeiro: ^CPAD, 2010, pp-874-75).__________
j

V O C A B U L Á R IO ________ E lu c id a tiv o : Que elucida; expli­ cativo. A tro a m : Ato ou efeito de atroar; barulham , estrondam. Inocule: Introduza, insira ou entre. B IB L IO G R A F IA S U G E R ID A
HENRY, Matthew. C o m e n tá rio Bí­ b lic o A n tig o T e s ta m e n to - Jó a C a n ta re s d e S a lo m ã o . 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010. WRIGHT, Dr. H. Norman. T o rn a n ­ d o -se G ran d es Pais: 12 Segredos p a r a c r ia r filh o s re s p o n s á v e is . 1 .ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009. TAYLOR, Kenneth N. E s tu d o s Dev o c io n a is p a ra C ria n ç a s . 1 .ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.

SAIBA M A IS
Revista Ensinador Cristão CPAD, n ° 56, p.39.
RESPOSTAS DOS EXERCÍCIOS
1. Os valores morais e espirituais. 2. O “pai ausente” é om isso na edu­ c a ç ã o dos filh o s. Sem d iálo g o , usa métodos agressivos para impor-lhe a sua autoridade. A “ mãe superprotetora” , tem endo produzir algum traum a na form ação da criança, acaba por não corrigi-la. 3. Nos valores ensinados pe!a Bíblia. 4 . Que eles sejam treinados para terem o discernim ento adequado para a vida. 5. Resposta pessoal.

44

L iç õ e s Bíb l ic a s

A U X ÍL IO B IB LIO G R Á FIC O 1 1
Subsídio V id a C ristã “Os Pais R e la c io n a is Pais relacionais cuidam o suficiente para disciplinar os filhos. Esses pais entendem a verdade disciplinar vital de que as regras sem o rela­ cionam ento produzem rebelião. O am or verbalm ente expresso sem dar tem po leva à raiva. Muitos filhos são rebeldes e raivosos porque são criados por pais que não são relacionais. Anteriorm ente, consideram os pais que são autocráticos. Os pais relacionais têm autoridad e sem ser autocráticos. Lies têm o equilíbrio de ser exigentes e sensíveis. A pesquisadora da Universidade da Califórnia Diane Baumrind descobriu que esses pais utilizam métodos disciplinares que em primeiro lugar dão apoio, em vez de m eram ente punir. Os pais relacionais que têm autoridade exercem o controle sobre seus filhos, mas pelo fato de os entenderem, eies crescem em flexibilidade. Eles colocam limites, mas prom ovem a independência. Os limites definem o ‘cam po de jo g o 5 , a ‘arena de atividade’, em vez de serem cercas que aprisionam . Os pais relacionais fazem exigências aos filhos, mas explicam os m otivos por que as exigências estão sendo feitas. Esses pais levam em conta o diálogo, para que o filho seja capaz de expressar a sua opinião. A pessoa desenvolvida por pais assim sabe como fazer parte de um time. O filho desenvolve a confiança em si mesmo e cresce em res­ ponsabilidade. Em vez de ser agitado e de desenvolver quando adulto sempre uma busca por ‘pastos verdejantes’, seja no casam ento ou no trabalho, as pessoas criadas por pais relacionais com autoridade tendem a ser pessoas satisfeitas. Há uma grande quantidade de pesquisas e bibliotecas de livros do tipo ‘como dizer’ sobre criar filhos. Mas se quisermos nos tornar pais que se relacionam bem com os nossos filhos corretam ente, exercer a autoridade, mas sem tirania, e disciplinar de m aneira eficiente, então precisaremos de sabedoria, inspiração e amor sobrenaturais. O nosso rela­ cionam ento com Deus determ inará a qualidade do nosso relacionamento com nossos filhos” (YOUNC, ED. O s 10 m a n d a m e n to s d a C ria ç ã o dos F ilh o s: O que Fazer e o que não Fazer p a ra C ria r Ótim os Filhos. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, pp .l 22-23).

L iç õ e s Bíb l ic a s

45

1 Lição 7
17 de Novem bro cfe 2013

C

o n trapo n d o a

A

r r o

­

g â n c ia

C

om a

H

u m il d a d e

T E X T O Á UREO “A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda’’ (Pv 16.18). V E R D A D E PRATICA
A hum ildade é uma virtude que deve ser zelosam ente cultivad a, pois a a rro g â n c ia le v a à d e stru içã o e à morte eterna.

H IN O S S U G E R ID O S 2 4 4 , 289, 3 3 7

L E IT U R A D IA R IA
S e g u n d a - Pv 1 1 .2 A hum ildade afasta a soberba T e rç a - Pv 1 6 .5 Deus abom ina os soberbos Q u a rta - Pv 1 6 .1 8 A soberba precede a queda Q u in ta - Pv 2 2 .4 A hum ildade será galardoada Sexta - Pv 1 4 .3 1 Deus honra quem socorre os humildes S áb ad o - Pv 3 .3 4 ; T g 4 .6 Deus resiste ao soberbo, mas dá graça aos hum ildes
46 L iç õ e s Bíb l ic a s

L E IT U R A B ÍB L IC A EM CLASSE P ro v é rb io s 8 .1 3 -2 1 1 3 - 0 rem o r do S e n h o r é a b o rre ce r o m al; a soberba, e a a r r o g â n c ia , e o m au cam inho, e a boca p e rve rsa aborreço. 14 - Meu é o conselho e a ve rd ad eira sab ed o ria; eu sou 0 entend im ento , m in h a é a fortaleza. 1 5 - P o r m im , r e in a m os reis, e os p ríncip es ordenam ju s tiç a .
16 - Po r m im g o vern am os p rín cip e s e os n o b res; sim , todos os ju iz e s da terra. 17 - Eu am o os que me am am , e os que de m ad ru g ad a me buscam me ach arão .

IN T E R A Ç Ã O A e pístola do a p ó s to lo P aulo aos filipenses descreve o d e s p o ja m e n to do S e n ho r Jesus. Leia e m e d ite no te xto de Fihpenses 2 .4 -8 . Im ag ine , o Deus Todo-Poderoso h u m ilh a n d o -s e e s u je i­ tando-se à m o rte de cruz. E nós, seres h u m a n o s im p e rfe ito s , q u a n to s vezes nos e x a lta m o s com coisas b a n a is ? A lição d esta se m a na convida-nos a te r o m esm o s e n tim e n to de Jesus. A m e sm a d is p o s iç ã o em d e s p o ja r-n o s de nós m esm os. Som ente p e la p rá tic a d a h u m ild a d e poderem os c o n tra p o r o veneno da a rro g â n c ia . O B JETIVO S
Após a aula, o aluno d e verá estar apto a:

D is s e r t a r sobre a relação entre a hum ildade e a arrogância. E x p lic a r os contrastes ilustrativos: o sábio e o insensato; o ju sto e o injusto; o rico e o pobre; o príncipe e o escravo. C u ltiv a r a virtu d e da hum ildade e rejeitar a arrogância. O R IE N T A Ç Ã O PE D A G Ó G IC A
Professor, rep ro d u za na lousa, o q u a ­ dro da página seg uin te. Para in tro d u z ir a lição d esta sem an a inicie a aula com a seguin te pergunta: “Q ue atitud es hum anas refletem a h um ildade e a arro ­ g â n cia ?” O uça os alunos com atenção. À m ed id a que forem falan d o p reen ch a as co lu n as. Em seguida, afirm e que o Evan g elh o nos d esafia a v iv e r um estilo de v id a hum ilde. Por isso, d e vem o s to ­ m ar um a firm e resolu ção de re je ita r as atitud es que cara cteriz am a arro g ân cia e c u ltiv a r as v irtu d e s da h um ildade. Esta ativid a d e perm itirá um a p a rtic ip a ­ ção ativa do alu no e a sua a p re n d iz a ­ gem será eficaz.

18 - Riquezas e h o n ra estão com igo; sim , riq uezas d u rá ­ veis e ju s tiç a .
19 - M e lh o r é o m eu fru to do que o ouro, sim , do que o ouro re fin ad o ; e as m inhas novidades, m elhores do que a p ra ta escolhida.

2 0 - Faço a n d a r pelo cam inho da ju s tiç a , no m eio das vere­ das do ju íz o . 21 - P a ra fazer h erd ar bens permanentes aos que me am am e encher os seus tesouros.

L iç õ e s Bíb l ic a s

47

i

busque adquirir a sabedoria (Pv 16.16). A sabedoria retratada em Provérbios dem onstra ser eficaz IN T R O D U Ç Ã O contra a arrogância e a soberba, A humildade, a honra e a co­ pois quem é sábio age com hum il­ ragem são a base do bom relacio­ dade (Pv 1 1.2). namento entre as pessoas. Mas a Em o N ovo T estam en to , o arrogância, a desonra e a covardia apóstolo Paulo sabia dessa versão a causa de inimiza­ PALAVRA-CHAVE | dade e, por isso, orou des e conflitos. Nesta para que o Senhor con­ lição, verem os a relação H u m ild a d e : c e d e s s e ao s c re n te s entre a humildade e a ar­ Q u alidade de h u m il­ '“espírito de sabedoria e rogância à luz de alguns de. V irtu d e c a ra c te ­ de revelação” (Ef 1.1 7). contrastes bastante di­ riz a d a pela consci­ 2. In s e n dáticos e ilustrativos: o ência das p ró p ria s a rro g â n c ia e a ltiv e z . sábio e o insensato, o Na visão de Provérbios, lim ita çõe s. justo e o injusto, o rico o a rro g a n te é u e o pobre, o príncipe e o escravo. pessoa in se n sa ta e d e sp ro vid a Em qual g ru p o v o cê se e n ­ de qualquer lucidez e bom senso. c o n tra ? É ho ra de a p lica rm o s à Verdadeiramente, o arrogante está I no ssa v id a as p recio sas lições pronto a fazer o mal, pois age com do livro de P ro vé rb io s. soberba e altivez (Pv 6.1 8). É uma pessoa inexperiente, sem domínio I - O S Á B IO V E R S U S próprio (Pv 25.28), ingênuo (Pv O IN S E N S A T O 27.1 2), sem bom-senso (Pv 27.7) e 1. S a b e d o ria e h u m ild a d e . que se com porta com o um animal A sab ed o ria é e n te n d id a com o ou um bêbado (Pv 26.3,9). a aplicação correta do co n h e ci­ Por isso, o insensato não pode m ento em nosso dia a dia. Em ser d esig n ad o para um serviço Provérbios, ela é vista com o um (Pv 26.6,10). Ele é fanfarrão, pre­ antídoto contra a arrogância. Daí guiçoso e incorrigível (Pv 25.14; a insistência do sábio em que se 26.1 1,1 3-26; 27.22). Sua presença

í
i

H U M IL D A D E

A R R O G Â N C IA

^

.

-

V
48 L iç õ e s B íb l ic a s

J

associadas à prática da injustiça. N e n h u m a rro g a n te a g ir á com hum ildade e tam pouco o injusto procederá com justiça. O arrogan­ te possui uma escala de valores distorcida e não se dá conta dos m alefícios das suas ações. O pior S IN O P S E D O T Ó P IC O ( 1 ) é que ele não possui hum ildade para reconhecer o fato. O que c a ra c te riz a o sábio A p a la v r a h e b r a ic a p a ra é a sua atitude de hum ildade e “arrogante” é gabahh, que significa sensatez; mas o insensato é altivo o rgulhoso, alto e ex altad o. Por e arrogante, desprovido de qu al­ o u tro la d o , o te rm o h e b ra ic o quer lucidez e bom senso. t r a d u z id o c o m o “ h u m ild a d e ” ve m da ra iz de um v o c á b u lo RESPONDA que s ig n ific a aflig ir, o p rim ir e 7. Segundo a lição, com o a sabedo­ hum ilhar. Na prática, a Bíblia nos ria é vista no liv ro de P ro v é rb io s ? m ostra que quem se sente acim a 2. Quem é o a rro g a n te na visão dos outros pode ser te n ta d o a | do liv ro de P rovérbios? pisá-los, oprimí-los e humilhá-los, e essas são atitudes im pensáveis II - O J U S T O V E R S U S para um servo de Deus. O IN J U S T O

é um perigo, pois além de falso e maldizente é ignorante (Pv 26.1822). Ele não age com a razão e não sabe controlar a própria vontade, sendo, portanto, uma abominação para o Senhor (Pv 16.5),

1 =J u s tiç a e h u m ild a d e . Em S IN O P S E D O T Ó P IC O ( 2 ) Provérbios, a hum ildade e a justiça Segundo o livro dos Provér­ são inseparáveis. Ali, o princípio bios, do ju sto se espera ju s tiç a e | de vid a proposto pelo sábio é sim ­ hum ildade, mas do injusto, inju s­ ples: quem é justo deve agir com tiça e arrogância. hum ildade, quem é hum ilde deve agir com justiça. Salom ão, ainda RESPONDA bem jo vem , pediu hum ildem ente sabedoria a Deus para g o vern ar 3. Q ual o p rin c íp io de vida p ro p o s ­ Israel com ju stiça (1 Rs 3.7-10). to pelo sábio? Ele queria que a ju stiça alcançasse I I I - O R IC O V E R S U S todo o seu reino (Pv 1.1-3). O POBRE A p e s s o a h u m ild e e ju s ta sabe que a ju stiça vem diretam en­ 1. R iq u e z a e a r r o g â n c ia . te de Deus (Pv 29.26). Por isso, ela Um a prim eira leitura de Pro vér­ deve ser am orosa e sabiam ente bios deixa claro que Deus co n d e­ exercitada. na tanto a riqueza adquirida por 2. In ju s tiç a e a r r o g â n c ia .meios injustos, com o a pobreza A insensatez e a arrogância são gerada pela preguiça. Por isso, a categorias m orais que aparecem riqueza pode serfru to daju stiça, e

L iç õ e s Bíb l ic a s

49

RESPONDA 4. Como os Provérbios condenam a “riq u e z a ” e a “pobreza"? IV - O P R ÍN C IP E V E R S U S O ESCRAVO 1. R e a le z a : a rr o g â n c ia e h u m ild a d e . Quando o livro de Provérbios foi escrito, a nação de Israel era uma monarquia. Nesta, a figura do rei recebe destaque especial. Em Israel, isso não seria diferente. Salomão era rei e sabia que, para governar, precisava da sabedoria divina, a fim de discer­ nir entre o bem e o mal (1 Rs 3.1 10). A sabedoria (Pv 17.7) e a so­ briedade (Pv 31.4) são elementos indispensáveis ao rei para exercer a ju stiça e prom over o bem-estar social de seu povo (Pv 29.4). O g o v e rn a n te que tem e a Deus dará mais atenção ao pobre e ao humilde. Agindo assim, será ab e n ço a d o p e rp e tu am en te (Pv 29.14). Mas o que não teme ao S e n h o r p ro ce d e rá a rro g a n te e perversam ente (Pv 29.2). 2 . E s c rav id ã o : h u m ild a d e e re a le z a . A verdade de Provér­ bios 17.2 se cu m p riu qu ando Je r o b o ã o , s e rv o de S a lo m ã o , tornou-se príncipe das dez tribos do Norte de Israel (1 Rs 12.1625). Mas um sentido metafórico e interessante para destacarm os nesse texto é que as pessoas pro­ venientes de uma condição humil­ de, quando agem com prudência, sobressaem-se aos arrogantes. Os que, porém, desprezam a hum il­ dade, quando chegam ao topo agem como os soberbos.

a pobreza, às vezes, resultado da indolência e do ócio (Pv 28.1 9,20; 29.3). Ninguém, portanto, deve ■ ser elogiado meramente por ser lp o b re nem tam pouco estigm ati­ zado por ser rico. Salomão, contudo, sabe que os m uitos bens do rico podem levá-lo à prepotência e à arrogância (Pv 18.23). 2 . P o b re z a e h u m ild a d e . f Devemos considerar, também, que "h á um tipo de pobreza que é resul­ tado de um determinado contexto sócio-histórico (Pv 28.6). Em Pro­ vérbios é evidente que os sábios demonstram uma preferência pelo pobre. Este, m esm o não tendo uma vida econômica confortável, age com integridade e justiça (Pv 28.11). Tal pobre é identificado como sábio, pois ele sabe que os valores divinos são melhores que as riquezas (Pv 22.1; 23.5).

S IN O P S E D O T Ó P IC O ( 3 )
Um a leitu ra de Pro vérb io s deixa claro que Deus condena tan­ to a riqueza adquirida por meios injustos, quanto à pobreza gerada pela preguiça. ■Él i .:MÊÊÊÊÊÊÊlÊIÊÊÊÊBÊÊÊttÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊtÊÊBB

50

L iç õ

es

Bíb l ic a s

Um ditado popular descreve isso com precisão: "Dê poder ao homem e você saberá o seu verd a­ deiro caráter” . Tudo é um a ques­ tão de princípios, de atitudes e de caráter. Para que este se form e no indivíduo não depende da sua classe social, mas dos valores que lhe são germ inados desde a mais tenra idade. Tudo é um a questão de princípios e de atitudes! Que o pobre, ao tornar-se rico, não se esqueça de sua origem. Os seus valores lhe dirão o que ele se tornará: uma pessoa arrogante e egoísta ou alguém com passivo e generoso.

que tem e ao Senhor dará m aior atenção ao pobre e ao hum ilde.

RESPONDA
5. D e a c o rd o com a liç ã o , a quem um g o ve rn a n te tem ente a Deus d a rá m ais aten ção em seu g o ve rn o ?

CONCLUSÃO
Na presente lição, vim os os contrastes entre o sábio e o insen­ sato, entre o justo e o injusto, entre o rico e o pobre e entre o príncipe e o escravo. Estudam os também que a humildade ou a arrogância distinguirão uma pessoa da outra. A Bíblia nos orienta a cultivarmos a virtude da humildade e a rejei- g tarm os a arrogância, pois “ Deus I resiste aos soberbos, dá, porém, | graça aos hum ildes” (Tg 4.6).

S IN O P S E D O T Ó P I C O ( 4 )
A m o n arq u ia caracteriza-se pela prepotência e a exuberância do seu reino. Mas o governante

REFLEXÃO Os que, p o re m , d esprezam a h u m ild a d e , q u a n d o ch eg am ao topo, agem com o soberbos. Um d ita d o p o p u la r descreve isso com p re c is ã o : c Dê p o d e r ao hom em e você s a b e rá o seu v e rd a d e iro c a rá te r.” ’ Jo se G onçalves

L iç õ e s Bíb l ic a s

51

A U X ÍL IO BIBLIOG RÁFICO I
Subsídio V id a C ristã

A

V O C A B U L Á R IO
Versus: Contra; em comparação com; em relação a; alternativa­ mente a. E s tig m a tiz a d o : Que ou aquele que se estigm atizou; marcado ou cicatrizado de uma ferida. S ó c io -H is tó ric o : Relativo aos fatos ou circunstâncias sociais que fazem a histó ria de uma sociedade. A u d a z e s : Quem realiza ações difíceis, afro nta o b stácu lo s e situações difíceis. E xu b erân cia: Fartura ou supe­ rabundância. B IB L IO G R A F IA S U G E R ID A
DORTCH, Richard W. O rg u lh o Fatal: Um ousado desafio a este m undo fa m in to de poder. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1996. GILBERTO, Antonio. O Fru to do E s p írito : A Plenitude de C risto na vida do crente. 2.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.

“ H u m ild a d e Os hum ildes não reivindicam autoridade absoluta. Não fingem ter uma sabedoria perfeita. A palavra hum ildade deriva da palavra latina humus, que significa ‘solo’ e ‘terra’. Os atos de hum ildade não soam com as palavras ‘eu te n h o ’. Sua música com eça com ‘eu venho do pó’. Tanto em meio à crise quanto à bonança, a maneira como agem pro­ clam a ‘eu sou limitado. Não possuo todo o conhecimento, toda a força, todas as habilidades e nunca possui­ rei’. Tenham eles lido as Escrituras profundamente ou não, eles conhe­ cem em seus corações a sabedoria que se encontra nelas [...]. A g ir com h u m ild a d e não é de m odo algum intim idar-se ou esquivar-se. Na verdade, quando se tem de lidar com questões difíceis, os hum ildes sempre se tornam os mais audazes. C o nhecen do suas lim ita ç õ e s , eles ficam livre s de q u a lq u e r n e c e s s id a d e de fin g ir ser mais do que na verdade são. Conhecendo seu lugar em relação àquele que conhece a todos, eles se abrem a Deus e aos outros de um jeito que o orgulho jam ais per­ mitiria. Eles possuem uma form a de liderança que brota de raízes com pletam ente diferentes das que alimentam o ‘eu tenho’. Sua lideran­ ça é nova e revigorante” (DOUGHTY, Steve. V iv e n d o Com In te g rid a d e : Lid eran ça e sp iritu a l em tempos de crise, l.e d . Rio de Janeiro: CPAD, 2010, pp.60-61).

52

---------_

E _— -------------- . -------

SAIBA M A IS
Revista Ensinador Cristão CPAD, n ° 56, p .39.
RESPOSTAS DOS EXERCÍCIOS
1. C o m o um a n tíd o to c o n tra a arrogância. 2 . O arrogante é uma pessoa in­ sensata e desprovida de qualquer lucidez e bom senso. 3. Quem é ju sto deve agir com hu­ mildade, quem é humilde deve agir com justiça. 4 . Deus condena tanto a riqueza adquirida por meios injustos, como a pobreza gerada pela preguiça. 5. Ao pobre e ao humilde.

L iç õ e s Bíb l ic a s

A U X ÍL IO B IB LIO G R Á F IC O II
Subsídio V id a C ris tã “ Você T e m Sede d e Po d er? Quem são os sedentos de poder? Com o saberem os se essas ten ­ dências estão adorm ecidas em nossos corações, esperando apenas a oportunidade certa para subir à superfície? Certos traços são com uns à m aioria das pessoas que aspiram ao poder. Essas características estão bem escondidas sob um m anto de engano. Assim fica difícil identificá-las, até que a ânsia pelo poder tenha afetado negativam ente sua vítim a. A lgum as destas se aplicam a vo cê? Você d e ix a d e f a l a r q u a n d o a lg o e s t á e r r a d o , a fim d e p r o t e g e r s u a p o s iç ã o . Você sem pre reluta em tom ar posição num caso cujo resultado não seja proveitoso para sua pessoa. Você tem a consciência em botad a quanto a algum as coisas que estão certas ou erradas? Está sem pre tão certo de que tem razão, que ja m ais lhe ocorre ser errado o seu silêncio.
[...] Temos ordem para não deixar de fazer o que sabem os ser o certo. D evem os levar a sério o mal que outros fazem ao rebanho da hum anidade. Precisam os alertar as pessoas com cautela. E esperar hum ildem ente serm os lem brados das nossas palavras ao verm o s os erros alheios [...].

Você t e m u m e s p í r i t o a lt i v o . Arrogância, poder e m entira andam de mãos dadas. Eles perten­ cem à m esm a gangue e protegem o seu território m ediante o engano. Você não tem de prestar contas a ninguém . Seu lem a é: ‘Se parecer bom para você, faça!’ Contanto que obtenha o que quer, é isso que im porta. Você m e n te ou f a z o q u e é n e c e s s á r io p a r a c o n s e r v a r s u a p o s iç ã o d e p o d e r. Sei por experiência pessoal e pela o bservação de outros que, na busca pelo poder, estam os dispostos a pagar qualquer preço. Quando você tem sede de poder - e pensa nele - com eça então a m anipular situações e pessoas em sua m ente" (DORTCH, Richard W. O r g u lh o Fatal: Um ousado desafio a este m undo fam in to de poder. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1996, pp. 59,61,63,64).

L iç õ e s Bíb l ic a s

53

.

' V

Lição 8
24 de Novembro de 20 J 3

A M u lh er V ir t u o s a
T E X T O ÁUREO “M ulher virtuosa, quem a achará? O seu va lo r m uito excede o de rub ins" (Pv 3 1 .1 0 ). VE R D A D E PR ATICA
O comportamento e a sabedoria de uma mulher são os únicos critérios capazes de a definirem como virtuosa.

% H IN O S S U G E R ID O S 262, 302, 432

L E IT U R A D IÁ R IA
S e g u n d a - Pv 3 1 .1 1 A m ulher virtuosa é esposa fiel T e rç a - Pv 3 1 .2 5 ,2 8 A m ulher virtuosa é respeitada Q u a rta - Pv 3 1 .2 7 A m ulher virtuosa trabalha Q u in ta - Pv 3 1 .1 6 A m ulher virtuosa em preende Sexta - Pv 3 1 .2 3 A m ulher virtuosa recebe testem unhos S á b ad o - Pv 3 1 3 0 A m ulher virtuosa tem e ao Senhor
54 L iç õ e s Bíb l ic a s

L E IT U R A B ÍB L IC A EM C L A S S E
P r o v é r b io s 3 1 . 1 0 2 1 , 2 3 - 2 9 10 - (ÁJef) M ulher virtuosa, quem a achará? O seu valor m uito excede o de rubins. 1 1 - (Bete) O coração do seu m arido está nela confiado, e a ela nenhuma fazenda fa lta rá . 12 - (Cuímel) Ela lhe faz bem e não mal, todos os dias da sua vida. 13 - (Dálete) Busca lã e linho e trab a­ lha de boa vontade com as suas mãos. 14 - (Hê) É como o navio mercante: de longe traz o seu pão. 1 5 - (Vau) Ainda de noite, se levanta e dá m antim ento à sua casa e a tarefa às suas servas. 16 - (Zain) Examina uma herdade e adquire-a ; planta uma vinha com o fru to de suas mãos. T7 - (Hete) Cinge os lombos de força e fortalece os braços. 18 - (Tete) Prova e vê que é boa sua mercadoria; e a sua lâmpada não se apaga de noite. 19 - (Jode) Estende as mãos ao fuso, e as palmas das suas mãos pegam na roca. 2 0 - (Cafe) Abre a mão ao aflito; e ao necessitado estende as mãos. 21 - (Lãmede) Não temerá, p o r causa da neve, porque toda a sua casa anda fo rra d a de roupa dobrada. 2 3 - (Nun) Conhece-se o seu m arido nas portas, quando se assenta com os anciãos da terra. 2 4 - (Sãmeque) Faz panos de linho fin o , e vende-os, e dá cin ta s aos mercadores. 2 5 - (Ain) A força e a g ló ria são as suas vestes, e ri-se do dia futuro. 2 6 - (Pê) Abre a boca com sabedoria, e a lei da beneficência está na sua língua. 2 7 - (Tsadê) Olha pelo governo de sua casa e não come o pão da preguiça. 2 8 - (Cofe) Levantam-se seus filhos, e chamam-na bem-aventurada; como tam bém seu m arido, que a louva, dizendo: 2 9 - (Rexe) Muitas filhas agiram virtu ­ osamente, mas tu a todas és superior.

IN T E R A Ç Ã O
Vivemos numa sociedade onde a figura da mulher tem se reduzido a mero obje­ to sexual. Nas danças, nas músicas sen­ suais, nos comerciais televisivos e nos outdoors, a sensualidade das mulheres b ra sile ira s está na linha de frente. Entretanto, a Bíblia estabelece para a m ulher cristã um papei protagonista e exuberante. Ser mulher, de acordo com a Palavra de Deus, é ser fem inina , não fem inista; m adura, não im atura; santa, não depravada. A m ulher cristã, em todas as esferas da sua vida, deve viver para a glória de Deus.

O BJETIVO S
Após a aula, o aluno deverá estar apto a:

C o n h e c e r a m ulher virtuosa como esposa e mãe. C o m p r e e n d e r a m u lher virtu o sa como trabalhadora e empreendedora. A p r e n d e r com o te ste m u n h o da mulher virtuosa como serva de Deus. ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor, para concluir o terceiro tópi­ co, sugerimos a seguinte atividade: Peça aos alunos que, em revista, jornais ou internet , pesquisem sobre mulheres que são destaques no mercado de trabalho, mas simultaneamente, desempenham o pape! de mãe e esposa no lar. Em segui­ da, selecione no máximo cinco pesquisas e solicite que os escolhidos apresentem os seus resultados destacando como tais mulheres desenvolveram estratégias para conciliar a carreira profissional com a vida doméstica. Permita aos alunos emitirem opiniões sobre o assunto. Conclua o tópico afirmando que o princípio bíblico para a mulher cristã não mudou: Em Deus, ela é uma brilhante profissional, mas, igualmen­ te, mãe presente e afetuosa bem como uma esposa companheira.

L iç õ e s Bíb l ic a s

55

tra r am or no casam en to é reco ­ nhecer a im p o rtân cia e o v a lo r do cônjuge. Esse reconhecim ento IN T R O D U Ç Ã O d eve ser expresso por atitud es e A p o esia de P ro v é rb io s 31 p a la vra s . En q u an to os ho m en s é uma das mais belas de toda a são m o vido s pelo que ve em , as literatura universal. Este inspirado m ulheres respondem m elhor pelo poema, além de mostrar A que ouvem ! Por isso é PALA VR A -C H A VE o v e rd a d e iro v a lo r da im p o rta n te que o e s ­ mulher, evidencia as vir­ poso elogie sua esposa V ir tu o s a : tudes morais e espiritu­ sem pre. Pessoa que p o ssu i e ais que a fazem virtuosa. Não a d ia n ta v o c ê c u ltiv a q u a lid a d e s Tal m ulher contrasta-se dizer que as suas a ti­ de v irtu d e (m o ra l, fo rte m e n te com a vil tudes dem onstram que re lig io s a , social, apresentada em Provér­ v o cê realm ente a am a. etc.). Valorosa, bios 1 1.22. É p r e c is o d e c la r a r e Ao contrário da vir- ^ e s fo rç a d a e e fe tiv a . r falar que vo cê a am a. tu o sa, a vil é d e sp ro ­ Se a m u lher de Pro vér­ vid a das virtu des . A form osura bios 31 é virtu o sa, o seu m arido da m ulher virtu o sa é de natureza tam b é m o é. Ele e x p re ssa isso ética; a da vil é de caráter m era­ em p alavras (v.29). Ele sabe que m ente estético. A m ulher virtu o sa a sua esposa é virtu o sa e não sen­ prioriza os valores interiores e faz te ve rg o n h a em dizer! O m arido | de Deus a fonte de tudo o quanto da m u lh er v irtu o s a d e ve tecerela é e representa. Por isso, a m u­ -Ihe elogios tanto no lar quanto lher virtu o sa é tida por honrada! em público. Mas o hom em que d e s tra ta su a e s p o s a a rru in a o 1 I - A M U L H E R V IR T U O S A c a s a m e n to e p eca c o n tra Deus C O M O ESPOSA (1 Pe 3.7). 1= T e m a c o n f i a n ç a e o ■ r e s p e it o d o m a r id o . As bases S IN O P S E D O T Ó P I C O ( 1 ) I do relacionamento conjugal são a A m ulher virtu o sa, com o e s­ confiança e o respeito mútuo, pois posa, tem a confiança, o respeito, a fidelidade é um dos pilares do a adm iração e o reconhecim ento I casamento. Onde impera a descondo marido. I fiança e o desrespeito, o casamento está fadado ao fracasso. Acerca da RESPONDA m ulher virtuosa, a Palavra de Deus I é clara: “O coração do seu marido 1. Q uais são as bases do re la c io ­ está nela confiado” (Pv 31.11). Além nam ento co n ju g a l? I de significar “co n fiar” , a p alavra II - A M U L H E R V IR T U O S A hebraica b atach também expressa C O M O MÃE as ideias de “sentir-se seguro” ou I “estar despreocupado". 1. É e d u c a d o ra . Em Provér­ 2. T em a a d m ira ç ã o e o bios 31 .2 5, duas coisas são ditas a I re c o n h e c im e n to do m a rid o . respeito da mulher virtuosa: “Força I l l m a das form as de se d e m o n s­ e dignidade são os seus vestidos

I I

I I

I

I I

56

L iç õ e s Bíb l ic a s

[ARA]”. A palavra hebraica ‘oz, tra­ duzida como força, é apresentada no texto bíblico com sentido literal e figurado. Figuradamente, descreve a segurança experimentada pelos justos (5 1 62.7; Pv 18.1 0). Por outro lado, o termo “dignidade”, do he­ braico hadar, significa ornamento e honra. A poesia expõe os valores morais que a mulher virtuosa veste. Ela é segura, confiante e digna. Estes são os valores nos quais, como mãe, ela educará seus filhos. 2 . É a f e t u o s a . U m a das grandes causas da delinquência ju v e n il pode ser en co n trad a na ausência de afetividade na infân­ cia. Se os filhos da mulher virtuosa “ levantam -se [...] e cham am -na b e m - a v e n tu ra d a " (P v 3 1 .2 8 ) é porque ela sempre lhes deu afeto e atenção. Afeto gera afeto! Infeliz­ mente, muitos pais não dem ons­ tram carinho algum pelos filhos. A rispidez e os xingam entos estão p resen tes na “ e d u c a ç ã o ” deles! Com o será o futuro dessas crian­ ças que, diariam ente, são tratadas dessa form a por seus pais?

REFLEXÃO “Infelizm ente, m uitos pais não dem onstram ca rinho algum pelos filhos. A rispidez e os xingam entos estão presentes na ‘educação’ deles! Como será o fu tu ro dessas crianças que, d iu tu rn a m e nte, são tratad as dessa fo rm a p o r seus pais?” Jo sé G onçalves
e n v o lv e n d o altas e x e cu tiva s. A pesquisa queria saber o que as faziam sentir-se realizadas com o mulher. O resultado foi surpreen­ dente: a m aioria respondeu que a sua m aior realização estava em ser esposa, mãe e dona de casa. A m u lh er v irtu o s a am a os afazeres dom ésticos e tudo faz para cum prir com excelência a sua m issão (v.27). Mas sem pre que necessário, o marido pode ajudá-la nos afazeres domésticos. Dessa forma, estará demonstrando, na prática, a sua gratidão à esposa. A m ulher virtuosa tem o seu trabalho devidamente reconhecido na Bíblia, e o mesmo reconhecimento deve ser dado pelo seu esposo. 2. É em p ree n d ed o ra . A m is s ã o da m u lh e r m o d e rn a é bem c o m p le x a : e s p o s a , m ãe, d o n a de c a s a , t r a b a lh a d o r a e e m p re e n d e d o ra . A lé m das t a ­ refas d o m é sticas, m uitas ve zes precisa tra b a lh a r fora para co m ­ p le m e n ta r a re n d a da fa m ília , ten d o um a jo rn a d a de trab alh o rep leta de a tivid a d e s. Nesse aspecto, o esposo sá­ bio pode contribuir auxiliando a esposa em suas ativid ades. Se a esposa trabalha fora para ajudar o marido, eJe tam bém pode auxi-

<

S IN O P S E D O T Ó P IC O ( 2 )
Na Bíblia, com o mãe, a m u­ lher virtuosa mostra-se educadora e afetuosa.

RESPONDA
2. De a c o rd o com P ro v é rb io s 3 1 .2 5 d u as co isa s são d ita s a re sp e ito da m u lh e r virtu o sa . O que são ?

I I I - A M U L H E R V IR T U O S A CO M O TRABALHADORA 1. É d o n a d e c a s a . Foi re a liz a d a nos E s ta d o s U n id o s, há algum tem po, uma pesquisa

L iç õ e s Bíb l ic a s

57

liar em algum as tarefas dentro de casa, in clu sive honrando-a com a lg u n s m o m e n to s em q u e ela poderá descansar.

S IN O P S E D O T Ó P I C O ( 3 )
A m u lh er v irtu o s a além de c u id a r da ta re fa d o m é s tic a , se m ostra em preendedora.

2 . É te m e n te a D e u s . Tudo o que é testem u n h ad o acerca da m u lh e r v ir tu o s a só é p o s s ív e l po rq ue ela tem e ao S e n h o r (Pv 31.30). O tem o r a Deus faz dela um a m u lh er e stim a d a dentro e fora do lar (Pv 1.7). S IN O P S E D O T Ó P I C O < 4 )
Com o serva de Deus, a m u­ lher virtu o sa é tem en te ao A ltíssi­ mo e dá bom testem unho.

RESPONDA 3. Com o o esposo pode a ju d a r a esposa que tra b a lh a fo ra ? IV - A M U L H E R V IR T U O S A C O M O SERVA DE D EU S

RESPONDA

^ J J

f »

I

4. Q u a l o fo rte c o n tra s te p re sen te em P ro vé rb io s 14.1? Explique. 1. Dá um bom te s te m 5. u­ Você é u m a m u lh e r v irtu o s a ? E n h o . Em P r o v é r b io s 1 4 .1 , há você m a rid o , é v irtu o s o ? um fo rte c o n tra s te en tre du as CO NCLUSÃO m ulheres: a sábia e a tola. Esta, Em um mundo onde os valores por sua co n d u ta, destrói o seu estéticos são mais importantes do lar. Mas aquela, atravé s de seu bom te ste m u n h o , ed ifica a sua que os éticos, as virtudes acabam sendo ignoradas. Tal inversão de casa. M uitos são os casam entos valores produz consequências da­ fra c a s s a d o s e d e sfe ito s d e vid o nosas à sociedade e principalmente à falta de sabedoria, prudência e à fam ília. Mas a m ulher virtuosa sensatez de algum as m ulheres. O preserva o seu lar através de suas m arido da m ulher tola pode ser singulares virtu d es espirituais e c o n s id e ra d o co m o um hom em morais. Por isso, ela é honrada por sofredor e infeliz. Mas o esposo da todos. Que as servas do Senhor pas­ m ulher virtu o sa é estim ado entre sem a cultivar com mais zelo as vir­ as autoridades e honrado “q u an ­ tudes que a Bíblia expõe de maneira do se assenta com os anciãos da tão bela e clara em Provérbios 31. terra” (Pv 31.2 3).

58

L iç o e s B íb l ic a s

rA U X IL IO
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
HENRY, M atth ew . C o m e n t á r io B íb lic o A n tig o T e s ta m e n to - Jó a C a n ta r e s d e S a lo m ã o , l.e d . Rio de Jan eiro : CPAD, 2010. H U G U ES, B arb ara. D is c ip lin a s d a M u lh e r C r is tã , l.e d . Rio de Jan eiro : CPAD, 2005.

B IB L IO G R Á F IC O I

S u b s íd io B íblico “ A M u lh e r V ir tu o s a [P ro ­ v é r b io s 3 1 .1 0 -3 1 ] Esta d e scriçã o da m u lh er virtu o sa pretende m ostrar que tipos de esposas devem ser as mulheres, e que tipos de esposas os hom ens devem escolher; ela consiste de vin te e dois v e rsícu ­ los, cada um deles iniciado por um a letra do alfabeto hebraico, em o rd e m , co m o a lg u n s dos s a lm o s , o que le v a a lg u n s a pensar que este fragm ento não fazia parte da lição que a mãe de Lemuel lhe ensinava, mas era um poem a, por si m esm o, escrito por algum outro autor; e talvez tivesse sido m uito repetido entre os ju d eu s piedosos, e para faci­ litar a m em orização tivesse sido e s c rito a lfa b e tic a m e n te . Nós o tem os co n d en sad o no N ovo Testam ento <lTm 2.9,10; 1 Pe 3.1-6), onde o d e ver recom en­ dado às esposas está de acordo com esta descrição de um a boa esposa; e com boas razões há tanta ênfase sobre ele, um a vez que o fato de que as mães sejam sábias e boas, contribui, tanto q u a n to q u a lq u e r o u tra co isa, para a prom oção da religião nas fa m ília s , e a sua tra n sm is sã o para a posteridade [...]” (HENRY, Matthew. C o m e n tá r io B íb lic o A n tig o T e s ta m e n to - Jó a C an ­ ta r e s d e S a lo m ã o . 1 .ed. Rio de Janeiro: CPAD, 201 0, pp.885-86)

S A IB A M A IS
R evista Ensinador Cristão CPAD, n ° 56, p.39.
RESPOSTAS D O S E X ER C ÍC IO S
1. São a confiança e o respeito mútuo. 2 . “ Fo rça e d ig n id a d e são os seus v e s tid o s” . 3. Se a esposa trabalha fora para ajudar o m arido, ele tam b ém pode auxiljar em algum as tarefas dentro de casa, honrando-a com alguns m om entos em que ela poderá descansar. 4. A sábia e a tola. Esta, por sua co n ­ duta, destrói o seu far. M as aq uela, a travé s do seu te ste m u n h o , e d ifica a sua casa. 5. Resposta pessoal.

L iç õ e s Bíb l ic a s

59

A U X ÍL IO B IB LIO G R Á FIC O II
S u b síd io V id a C ris tã

“ A M A T E R N ÍD A D E EM N O SS A N A T U R E Z A
A palavra c ria r origina-se da palavra latina que significa ‘ato de alimentar, am am entar ou nutrir’. Em nossa linguagem vigente, seu significado é mais para o bem-estar de todos. Conclui-se que se o suave toque m aternal de um a m ulher faltar, a sociedade com certeza se degenerará. Você não tem de ir muito longe para obter provas do que está acontecendo à nossa volta. As crianças do mundo estão chorando por um toque fem inino e m aternal. Mas submeter-se ao plano de Deus para a essência materna de nosso ser requer disciplina, sobretudo levando em conta nossa cultura. A Palavra de Deus ensina que gerar vid a é exclusivam ente fem i­ nino. Todas som os filhas de Eva, cujo nom e é revelado em Gênesis 3.20, que significa ‘mãe de todos os viv e n te s’. Assim com o Eva, foi dado a cada um a de nós um corpo projetado para gerar vida. Somos lem bradas disso todos os meses com o arm azenam ento e passagem de sangue necessário para a nutrição do recém-nascido. Nossos seios têm a faculdade de nutrir o recém-nascido. As m ulheres que ficam grávidas e dão à luz experim entam a plena realização desses dons e fazem a descoberta m agnificam ente pessoal de que um a criança depende com pletam ente do corpo da mãe para a própria vida.Mas há muitas m ulheres que nunca dão à luz, cuja m aternidade se estenderá necessariam ente aos que não são seus filhos. Não é o processo de gravidez e parto que torna uma filha de Eva mãe. A Bíblia ensina que todas as m ulheres são criadas para ‘ser m ãe’, gerar vida. Ser mãe é mais que um mero m ecanism o de útero e seio; é muito mais profundo. E as mulheres ficam mais fem ininas quando são m ães” (HUGUES, Barbara. D is c ip lin a s d a M u lh e r C r is tã . 1 .ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p.l 54).

r

60

L iç õ e s Bíb l ic a s

1

Lição 9

1 de Dezem bro de 2013

O TEM PO P A R A a s C o is a s
TEXTO ÁU REO

“Tudo tem o seu tempo determ inado, e há tempo p ara todo o propósito debaixo do céu” (Ec 3 .1 ).

L iç õ e s Bíb l ic a s

61

A lg ué m p o d e ria d iz e r que o liv ro de E cle siaste s m a is p a re c e u m a o b ra s e c u la r que a P a lavra de Deus. Mas 1 - Tudo tem o seu tempo de­ na ve rd ad e ele se a p re s e n ta re a lis ta . term inad o , e há tem po p a ra A li, S a lo m ã o a p re s e n ta u m a p e rs ­ todo o prop ósito debaixo do p e c tiv a de d e s e n c a n to com a vid a , céu: se in c o m o d a com a tra n s ito rie d a d e da e xistên cia e c o n c lu i: tu d o na vida 2 - há tem p o de n a s c e r e é “ v a id a d e ", is to é, p a s s a g e iro . Se tem po de m o rre r; tem po de p a rtirm o s do p o n to de v is ta de que o p la n ta r e tem po de a rra n c a r que Salom ão está dizendo encontra-se o que se plantou; in te rlig a d o com o seu h is tó ric o de vida 3 - tempo de m a ta r e tem po e n c h a rc a d o em pecado — n in g u é m de c u ra r; tempo de d e rrib a r e m ais do que ele sa b ia o que e ra v iv e r u m a v id a o u tr o r a na p re s e n ç a de tem po de ed ificar; Deus, m as a g o ra longe dos seus c a m i­ I 4 - tem po de c h o ra r e tempo nhos — , verem os que há apenas um a de r ir ; tem po de p ra n te a r e conclusão que ele p o d e ria ch e g a r: a tem po de s a lta r; vida sem Deus é vaidade! 5 - tem po de e sp a lh a r p ed ras e tem po de a ju n ta r p e d ra s; O BJETIVO S tem po de a b ra ç a r e tem po de Após esta aula, o aíuno deverá estar afastar-se de a b ra ç a r; apto a: 6 - tempo de b u scar e tem po C o n h e c e r o livro e a m ensagem de de p erd er; tem po de g u a rd a r Eclesiastes. e tem po de d e ita r fo ra ; E c le s ia s te s 3 .1 -8
7 - tem po de ra s g a r e tem po de coser; tempo de e s ta r c a la ­ do e tem po de fa la r;
8 - tem po de a m a r e tem po de a b o rrecer; tem po de g u e rra e tem po de paz.
mm

L E IT U R A B ÍB L IC A EM CLASSE

IN T E R A Ç Ã O

E x p lic a r a transitoriedade da vid a e a eternidade de Deus. A d m i n i s t r a r bem o te m p o e as relações interpessoais. O R IE N T A Ç Ã O PE D A G Ó G IC A
Prezado professor para introduzir a lição desta sem ana sugerim os que você reproduza o esquem a da página seguin ­ te conform e suas possibilidades. N esta lição, vam o s iniciar o estudo do livro de Eclesiastes e, para isto, é im prescindível com eçarm os o estudo a partir de uma v isão p an o râm ica de todo o livro. O esboço de Eclesiastes perm ite conhecer, de m aneira panorâm ica, seu conteúdo de um a só vez. Portanto, antes de iniciar a aula leia e analise o esboço ju n tam en te com a classe.

V__________________ ______________________J
62 L iç õ e s Bíb l ic a s

IN T R O D U Ç Ã O

M uitos filósofos denom inam os nossos dias de “a era do vazio e das incertezas” . Há uma explica­ I - E C L E S IA S T E S , O L IV R O ção para isso: a rejeição ã tradição E A MENSAGEM bíblica propagada pelo C ristian is­ mo. Podem os perceber 1. D ata çã o d o li­ PALAVRA S-CHAVE o d e s e n c a d e a m e n to v r o . Estudos ind icam desse processo na relaque o relato dos fatos Tem ipo: tivização da ética e na D uração rt ila tiv a das ocorridos em Eclesiastotal rejeição à verdade tes podem ser datados coisas qu e cria no a b s o lu ta . N e ste a m ­ por volta do ano 1000 ser hum ai no a ideia biente de contradições a.C., período no qual o de p re se n t e, passado filo só ficas não existe rei Salom ão governava e fu tu ro ; período verdade, e sim V e r d a ­ IsraeL De fato, o próprio contínuo y io q u a l os d e s ” d e s p r o v id a s de Eclesiastes diz ser o rei eventos se sucedem. qu alquer sentido. Salomão o autor da obra O livro de Eclesiassagrada (Ec 1.1, cf. v. 12). tes m ostra a crise de um hom em 2. C o n h ecen d o o P re g a ­ que v iv e a falta de harm onia exis­ d o r. Salom ão identifica-se com o ten cial que hoje p rese n ciam o s. o pregador, traduzido do hebraico
E S B O Ç O D O L IV R O D E E C L E S IA S T E S
A u to r : Salom ão T e m a : A nulidade da vid a à parte de Deus D a ta : Cerca 935 a .C. I. In tr o d u ç ã o : A in u t ilid a d e G e ra l d a v id a N a tu r a l (1 .2 -1 1) II. A in u t ilid a d e d e u m a v id a e g o c ê n tr ic a ( 1 .1 2 A insuficiência da sabedoria humana - 1.12-18 A banalidade da vida (riquezas e prazeres) - 2.1-11 A transitoriedade das grandes conquistas - 2.1 2-1 7 injustiça associada ao trabalho forçado - 2.1 8-23 O real prazer da vida está em Deus - 2.24-26 2 .2 6 )

Procurando v iv e r intensam ente a vida, ele m ergulhou num m undo d uvid oso e sensual, para d esco ­ brir que a vid a sem Deus é um m ergulho no vaz io e um a corrida atrás do vento.

I I I . R e fle x õ e s d iv e r s a s s o b r e a s E x p e riê n c ia s d a V id a (3 .1 — 1 1 .6 ) Concernentes às coisas de Deus - 3.1-22 Experiências vãs da vida natural - 4.1-1 6 Advertências a todos - 5.1— 6.1 2 Provérbios diversos a respeito da sabedoria - 7.1— 8.1 Sobre a justiça - 8.2— 9.1 2 Mais Provérbios variados sobre a sabedoria - 9.1 3— 1 1.6 ÍV. A d m o e s ta ç õ e s fin a is ( 1 1 . 7 — 1 2 .1 4 ) Regozijar-se na juventude - 1 1 .7-10 Lembrar-se de Deus na juventud e - 12.1-8 Apegar-se a um só livro e tem er a Deus - 1 2.9-1 4 \ T e m e r a Deus e guardar os seus m andam entos
T e x t o a d a p t a d o d a B íb lia d a E s tu d o P c n te .c o s ta l, e d it a d a p e la C P A D .

L iç õ e s Bíb l ic a s

63

REFLEXÃO “A vida é passageira, d u ra pouco. Por isso, m uitos buscam satisfazer-se de várias fo rm a s [na sabedoria, no prazer, na riqueza, no tra b a lh o ]. [...] Tudo é vaidade! O centro da realização hum ana não está nessas coisas.” Jo s é G onçalves

II - D IS C E R N IN D O OS TEM PO S

1. A t r a n s i t o r í e d a d e d a v id a . Um tem a bem claro em Eclesiastes é o da transitoriedade da vida. Ela é efêmera, passageira. E Salom ão estava consciente disso (Ec 1 .4). Sendo a vida tão curta, que “vantagem tem o homem de todo o seu trabalho, que ele faz debaixo do sol?” (Ec 1.3). Esse é o dilem a que Salomão procura responder. A v id a é p a s s a g e ira , d u ra qo h eleth (Ec 1.1,12). A p alavra pouco. Por isso, muitos buscam “ p reg ad o r” d eriva de q ah al, e x ­ satisfazer-se de v á ria s fo rm as. p re s s ã o que p o s s u i o s e n tid o Há os que acham que a sab ed o ­ I de “ reunião" ou “ assem b le ia” . A ria resolverá o seu problem a (Ec \ S e p tu a g in ta (que é a tra d u ç ã o 1.16-18; 2.12-16). O utros b u s­ da B íb lia H e b ra ic a para o g re ­ cam p reench er a sua alm a com go) trad u z iu qo heleth pelo seu os prazeres dessa existência (Ec eq uivalente grego ekk iesia , daí o 2.1-3). A inda outros recorrem às nom e Eciesiastes: um a referência a alguém que fala, ou discursa, : riquezas (Ec 2.4-1 1). E, por último, há aqueles que se autorreàlizam em uma reunião ou assem bleia. no trabalho (Ec 2.1 7-23). Tudo é O pregador foi Salom ão, que vaid ad e! O centro da realização já estava velh o , mas tinha uma hum ana não está nessas coisas. visão bem realista da vida. C o n ­ 2 . A e te r n id a d e d e D e u s . form e registradas em Eciesiastes, C e rca de 40 v e z e s o P re g a d o r e em b o ra retratem um período refere-se a Deus no Eciesiastes. de declínio político, m oral e eco­ Ete o identifica pelo nom e h eb rai­ nôm ico de Israel, suas palavras co Elohim , o Deus criador. Isto é apontam para Deus com o a única p ro p o sital, pois S alo m ão alud e fonte de satisfação, realização e com freq uência àquilo que aco n­ felicidade hum ana. tece “debaixo do sol” (Ec 1.3,9,1 4; 2.18). É debaixo do sol que está S IN O P S E D O T Ó P I C O ( 1 ) a criação; é debaixo do sol que o O nom e E c ie s ia ste s é um a hom em se encontra. referência a alguém que fala, ou M as o P re g a d o r tem a lg o discursa, em uma reunião ou as­ mais a dizer. Ele quer destacar o sem bleia. enorm e contraste entre a criação e o Criador, mais especificam ente RESPONDA entre Deus e o Hom em . Deus é 7. Q uem é o a u to r do liv ro de eterno, onipotente, autoexistente, Eciesiastes? enquanto o hom em é finito, frágil 2. A que se refere o term o “Eclee tra n sitó rio . Por ser m ortal, o i hom em não deve fixar-se apenas
64 L iç õ e s Bíb l ic a s

nas coisas dessa vida, pois o Deus Eterno pôs a eternidade em seu coração (Ec 3.1 1 - ARA).

S IN O P S E D O T Ó P I C O ( 2 )
Nas Escrituras, o tem p o se m ostra na transitoriedade da vid a e na eternidade de Deus.

RESPONDA 3. Q u al d ile m a S alom ão p ro c u ra re s p o n d e r no Eclesiastes? III - O T E M P O E AS R E L A ­ Ç Õ E S IN T E R P E S S O A IS 1. Na f a m ília . O Eclesiastes ensina que uma das característi­ cas de nossa vid a é a brevidade. Por isso, devem os usufruir com intensa alegria, juntam ente com o nosso cônjuge e filhos, dos bens que o Senhor nos proporciona (Ec 9.7-9), pois a vid a pode rap ida­ m ente se acabar. Nesse capítulo, Salom ão re­ fere-se a vário s itens que eram usados pelos israelitas em o c a ­ siões festivas (Am 6.6; Ct 1.3; 2 Sm 14.2; SI 104.15). O que isso significa? Antes de mais nada, que o nosso lar deve ser uma perm a­ nente ação de graças a Deus por tudo o que Ele nos concede. Nossa casa deve ser um lugar de celebração. Desfrutem os, pois, as alegrias dom ésticas em co m ­ panhia da esposa am ada (Ec 9.9). A m etáfora tem uma m ensagem b astante atual: a fam ília cristã, sem recorrerás bebidas alcoólicas e outras coisas inconvenientes e pecaminosas (Ef 5.1 8), pode e deve alegrar-se intensamente. A vida do crente não precisa ser triste. 2 . N o t r a b a lh o . O trabalho não deve ser um fim em si mesmo.

Q uando ele é o centro de nossa vid a transforma-se em fadiga (Ec 5.1 6,1 7). Mas quando deixa de ser um fim em si mesm o, passa a ter real significado, tornando-se algo prazeroso, não pesado (Ec 5.18). A palavra traduzida do hebrai­ co sam ach é "gozar” , evocando re­ gozijo e alegria. Isto significa que o nosso local de trabalho deve ser um lugar agradável e alegre, fruto das relações interpessoais sadias.

S IN O P S E D O T Ó P I C O ( 3 )
O re la c io n a m e n to fa m ilia r ; do crente deve ser intenso, assim ; com o o trab alh o d eve ser um a | atividade prazerosa e agradável.

RESPONDA
4. Q u a l a m e n s a g e m a tu a l d a m e tá fo ra de Eclesiastes 9?

IV
j

- A D M IN IS T R A N D O BEM O T E M P O

1. E v ita n d o a f a ls a s a b e ­ d o r ia e o h e d o n is m o . A busca pelo c o n h e c im e n to tem sido o alvo do hom em através dos sé­ culos. Salom ão tam bém em preen­ deu essa busca (Ec 1.1 7,1 8). Mas quem p ro cu ra o co n h e cim e n to desperta a co n sciên cia em rela­ ção ao m undo ao seu redor, e é tom ado por um se n tim e n to de im potência por saber da própria incapacidade de m elhorar a natu­ reza das coisas. Nesse aspecto, a busca do conhecim ento, com o o objeto de realização pessoal, pode conduzir à frustração. S e m e lh a n te m e n te , a b u sca por prazer, por si só, configura uma prática hedonista e contrária a Deus (Ec 2.1 -3). Muitos são os que buscam a satisfação no álcool, dro­
L iç õ e s Bíb l ic a s 65

gas, sexo etc. Tudo term inará num S IN O P S E D O T Ó P I C O ( 4 ) sentim ento de vazio e frustração. Para adm inistrarm os bem o Quem beber dessa água tornará a nosso tem po devem os com eçar ter sede (Jo 4.1 3). Som ente o Evan­ por e v ita r a fa ls a sa b e d o ria , o gelho de Cristo pode satisfazer hedonism o, a falsa prosperidade plenam ente o ser humano. e o ativism o . Estes roubam-nos 2. E v ita n d o a f a is a p ro s p e ­ o tem po. rid a d e e o a tiv is m o . Em Eclesiastes 2.4-1 1, Salom ão desconstrói a RESPONDA ilusão daqueles que buscam, nos bens terrenos, a razão fundam en­ 5. Como a fa ls a p ro sp erid ad e se tal para a vida. A falsa prosperida­ re ve la na vida do hom em ? de leva o homem a correr desenfre­ CONCLUSÃO adam ente para acum ular riquezas, a lc a n ç a r e le v a d a s p o siçõ e s na V im o s q u e há um te m p o sociedade e obter notoriedade e para todas as coisas! Esse tem po fama. Tudo isso, conclui o sábio, é e x tre m a m e n te p recio so para é correr atrás do vento. ser d esp erd içad o ! Por co nta da Por outro lado, e não menos transitoriedade da nossa ex istên­ danoso, é a prática de um ativism o cia, devem os saber usar bem o im piedoso, que pode estar nas es­ nosso tem po, seja buscando co­ feras da profissão ou de qualquer nhecim ento, seja desfrutando da outra p rática (Ec 2.17-23). Isso com panhia de nossos fam iliares tam bém é correr atrás do vento. O e, p rin c ip a lm e n te , s e rv in d o ao trabalho, quando em preendido ra­ Senhor. Som ente Deus é eterno e cionalm ente, não nos desumaniza, som ente Ele deve ser o centro de mas nos faz crescer como pessoas. nossa busca.

REFLEXÃO “A fa ls a p ro s p e rid a d e leva o hom em a c o rr e r d e s e n fre a d a m e n te p a ra a c u m u la r riq u e z a s , a lc a n ç a r elevadas posições n a sociedade e o b te r n o to rie d a d e e fa m a . Tudo isso, c o n c lu i o sábio, é c o rr e r a trá s do v e n to .” José C onçalves

66

L iç õ e s Bíb l ic a s

A U X IL IO B IB LIO G R Á FIC O I V O C A B U L Á R IO
H e d o n is m o : D o u tr in a q u e ensina o prazer com o o bem suprem o da vida. S u b s íd io E x e g é tic o
“O tem a do livro de Eclesiastes é que ‘debaixo do sol [isto é, ‘sem Deus no cenário’], tudo é vaid ad e’. T a n g ív e is : Tocável, sensível, A palavra-chave do livro é ‘vaid ad e’, palpável. que a p a re ce trin ta e oito v e z e s , Esfinge: Na Grécia antiga, mons­ sendo usada para descrever coisas tro fabuloso que propunha enig­ ex ternas e ta n g íve is (Ec 2.15,1 9; mas aos viandantes e devorava 8.10,14), bem com o pensam entos quem não conseguisse decifrá- (Ec 1.14; 2.1 1). O vocábulo ‘vaid ad e’ -los. P e sso a e n ig m á tica , que origina-se do hebraico hebhel [...], pouco se manifesta e de quem que enfatiza aquilo que é efêm ero não se sabe o que pensa ou sente. e vaz io . A ex pressão V a id a d e de N iilis m o : Ponto de vista que vaid ad es’ indica a maneira hebraica considera que as crenças e os de expressar um superlativo (poderia valores tradicionais são infunda­ ser traduzida como ‘muito fútil’). Este dos e que não há qualquer sen­ método tam bém é visto na expres­ tido ou utilidade na existência. são ‘lugar sa n tíssim o ’ (Êx 26.34), cujo sig n ificad o literal no idiom a hebraico é ‘santo dos santos’. B IB L IO G R A F IA S U G E R ID A [...] A persp ectiva de Salom ão MELO, Jo e l Leitão de. E c le s ia s - na ép o ca em que ele e scre ve u é te s v e r s íc u lo p o r v e r s íc u lo . a ch ave para e n ten d er o livro de E c le s ia ste s de m odo a p ro p ria d o , Rio de jan eiro : CPAD, 1999. e para explicar o seu pessim ism o geral. Salom ão escreve do m esm o S A IB A M A IS ponto de vista em que tinha vivid o a m aior parte da sua vid a, e a de Revista Ensinador Cristão ‘debaixo do sol’ (Ec 1.3, e 30 outras CPAD, n°56, p.40. ocorrências). É com a persp ectiva terrena e secular que a vida se torna RESPOSTAS DO S EX ER C ÍC IO S fútil. A in d a assim , há m o m ento s 1. Salom ão. que a fé de Salom ão em Deus se 2. A alguém que fala, ou discursa, dá a co nhecer (Ec 12.13,14 é nor­ em uma reunião ou assem bleia. m alm ente m encionado, mas este é 3. Sendo a vid a tão curta que “v a n ­ tagem tem o hom em de tod o o seu som ente o clím ax de pensam entos trabalho, no que ele faz deb aixo do com o 2.25; 3.1 1,17...)” (B íb lia d e so l?” (Ec 1.3). E s tu d o P a la v ra s -C h a v e : H ebraico 4. A família cristã, sem recorrer às e Grego. 2.ed. Rio de Jan eiro : CPAD, bebidas alcoólicas e outras coisas in­ 201 1, p p .701 -02).
convenientes e pecam inosas(Ef 5.1 8), pode e deve alegrar-se intensamente. 5. Ela leva o hom em a correr desen­ freadamente para acum ular riquezas, alcançar elevadas posições na socie­ dade e obter notoriedade e fama.

L iç õ e s Bíb l ic a s

67

r
__ A U X ÍL IO BIBLIOGRÁFICO II____________
S u b s íd io B ib lio ló g ic o “ P e c u lia rid a d e s d o L iv ro d e E c ie s ia s te s A palavra ‘Eciesiastes’ vem do grego. É o título do livro na Septuaginta e significa: ‘Aquele que fala a um a assem bleia’. No hebraico é Qohéleth. Pode ser traduzida de m uitos modos como: ‘o Pregador, o Sábio, o Velho, O que sabe, o Sapiente Vene­ rado, o C olecionador de M áxim as, O que sabe que não sabe’. Com o a palavra Qohéleth tem form a fem inina, alguém pensa que deve significar um a assem bleia ou reunião. A m esm a palavra de 1.1 aparece em 7.27, significando a sabedoria dada por Deus para inspirar Salomão. Pode ser entendida como a própria sabedoria pregando a sabedoria. Qohéleth, ‘Pregador’, é em pregado aqui como um nome de Salom ão. O Eciesiastes revela um esforço buscando a felicidade. O autor procurou o bem suprem o na sabedoria, nos prazeres, na política, nos bens materiais, e concluiu que tudo é vaidade e aflição de espírito. Tem sido considerado o livro mais m isterioso do Cânon Sag ra­ do. Para uns, é a esfinge da literatura hebraica. Alguém acha que o texto apresenta um a alm a em desespero, afirm ando um m aterialism o puro ou um niilism o ativo. Há um a opinião considerando o Eciesiastes um m onólogo em que o Pregador expõe sozinho suas ideias, ao contrário dos outros livros da Bíblia que, em geral, têm um a form a de diálogo com Deus” (MELO, Jo e l Leitão de. E c ie s ia s te s v e r s íc u lo p o r v e rs íc u lo . Rio de Janeiro: CPAD, 1999, pp. 1 7-1 8).

68

L iç õ e s Bíb l ic a s

Lição 10
8 de Dezem bro de 2013 Dia da Bíblia

C

u m p r in d o a s

O

b r ig a ç õ e s

D

ia n t e d e

D

eus

T E X TO AUREO “Q uando a Deus fizeres a lg u m voto, não tardes em cum pri-to; porque não se a grad a de toJos; o que votares, p aga-o” (Ec 5 .4 ). V E R D A D E PRATICA
A nossa vid a de adoração som ente será ve rd ad eira quando nos co n s­ cientizarm os dos nossos direitos e deveres diante de Deus.

H IN O S S U G E R ID O S 15, 300, 547

L E IT U R A D IA R IA
S e g u n d a - Ec 5 .8 Obrigações de natureza política T e rç a - Ec 5.1 O brigações de natureza espiritual Q u a r ta - Ec 5 .2 a Reverência a Deus Q u in ta - 1 Sm 1 5 .2 2 O bediência a Deus Sexta - Ec 5 .2 b A transcendência de Deus S á b ad o - Ec 5 .4 ; 2 Co 6 .1 6 A im anência de Deus

L iç õ e s Bíb l ic a s

69

L E ÍT U R A B ÍB L IC A EM C LA SSE

IN T E R A Ç Ã O Em todas as esferas da vid a tem os re s p o n s a b ilid a d e s . É na fa m ília , no tra b a lh o , na faculdade, nas am izades, e n fim ; em todos os lu g a re s onde nos re la c io n a m o s está o nosso senso de re sp o n sa b ilid a d e . Com as coisas de Deus não é d ife re n te . O ra, o S enhor nosso Deus é Santo, A m o ro so e Mise­ ric o rd io s o . Por isso, devem os nos em ­ p e n h a r no c o m p ro m isso de im itá -Lo , se rvin do -O de to da m ente e coração. A vid a com Deus é p a ra s e r levada a sé rio e devem os vivê-la a té as ú ltim a s consequências. Q uando o a m o r do Pai inunda-nos à a lm a , não tem os d ú vid a do q u a n to podem os fa z e r p a ra Ele e ao p ró x im o que está em to rn o de nós. O BJETIVO S
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

E c le s ia s te s 5 .1 -5
1 - G uarda o teu pé, quando e n trares na C asa de Deus; e inclina-te m ais a o u vir do que a oferecer sacrifícios de tolos, pois não sabem que fazem mal. 2 - N ão te p recip ites com a tua boca, nem o teu coração se apresse a p ro n u n ciar p a la vra algum a diante de Deus; porque Deus está nos céus, e tu estás sobre a te rra ; pelo que sejam poucas as tuas p alavras. 3 - Porque da m uita ocupação vêm os sonhos, e a voz do tolo, da m ultidão das p a la vra s. 4 - Q u an d o a D eus fiz e re s alg u m voto, não ta rd e s em cumpri-lo ; porque não se a g ra ­ da de tolo s; o que vo ta re s, paga-o. 5 - M elhor é que não votes do que votes e não pagues.

C o n c e itu a r as obrigações de natu­ reza político-social e religiosa. Explicar as obrigações ante a santida­ de de Deus (reverência e obediência). C o m p re e n d e r as obrigações frente a transcendência e a imanência de Deus.

O R IE N T A Ç Ã O PED A G Ó G IC A

^

Prezado p ro fesso r, para in tro d u z ir o te rc e iro e o qu arto tó p ico s que tratam sobre a T ra n s c e n d ê n c ia e a Im an ên cia, su g erim o s que v o c ê re p ro d u z a o q u a ­ dro da página seguinte. A n a lise com a classe as d efin içõ es de “tra n s c e n d ê n c ia ” e “ im a n ê n c ia ” . Em seguida, exp liq u e a relação entre esses a trib u to s. Afirm e que o nosso D eus, a p e sa r de ser d is­ tin to da sua criação , está p resente no m undo. Essa a tiv id a d e o b je tiv a re fo rça r a a ssim ila çã o dos co n ce ito s te o ló g ico s v pelos alu n o s. Boa aula! ,

70

L iç õ e s BIb l ic a s

IN T R O D U Ç Ã O

Na lição anterior, vim os que o pregador tratou sobre as coisas que acontecem “debaixo do sol” (Ec 1— 4). Ele d em o n stro u que o c o n h e c im e n to sem o te m o r I - O B R IG A Ç Õ E S de Deus não é sab ed o ria, mas E DEVOÇÃO lo ucura. D em onstrou ainda que a busca de- ^ PALAVRAS-CHAVE 1. O b rig a ç õ senfreada pelo prazer n a t u r e z a p o lític o -s o O b rig a ç ã o : é correr “atrás do v e n ­ c ia l. Há um ditado po­ to ” e que a aquisição Ação de o b rig a r; pular que diz: ‘‘Primeiro de bens m ateriais não a obrigação, depois a fa to de e s ta r pode fazer de nós pes­ d e vo ção ”. Aqui, há um o b rig a d o a fa z e r so a s fe liz e s . E, p o r dualism o que separa a u m a ação. último, ensinou que o ^ obrigação (vid a social) trabalho, sem a visão da devoção (vida esp i­ o b je tiva de Deus transform a-se ritual), com o se am bas fossem em mero ativism o. d u as d im e n s õ e s d is tin ta s . Tal A partir do capítulo .cinco, po­ m áxim a não é bíblica, pois o livro rém, Salom ão versa sobre o estilo de Eclesiastes denota uma pers­ de vida do adorador consciente p e ctiv a co m p le ta m e n te o p o sta dos seus direito s e o b rigações (Ec 8.2). As Escrituras orientamdiante de Deus. Esse assunto é o -nos a priorizar o Reino de Deus que, à luz dos atributos divinos sem perder de vista a dim ensão
B R E V E E X P L IC A Ç Ã O P A R A T R A N S C E N D Ê N C IA E A IM A N Ê N C IA T R A N S C E N D Ê N C IA
[Do lat. tra n s c e n d e n tia ] O que ul tra p a ssa o con h ecim en to com um , e vai além da exp eriência m eram ente hum ana. A tran scen d ên cia é um dos atrib utos naturais de Deus.

revelados nas Escrituras Sagradas — san tid ad e, tra n sc e n d ê n c ia e im anência — , buscarem os co m ­ preender. N esta lição, ve rem o s que as nossas obrigações não se lim itam ao “ mundo eclesiástico-religioso” , mas tam bém ao uni­ verso que Deus criou.

IM A N Ê N C IA
[Do lat. im m a n e n tia ] Q ualid ad e do que está em si m esm o, não tra n sita a outrem . É o oposto de tra n s c e n ­ d ê n c ia . E m b o ra se ja D eu s t r a n s ­ cendente, não se encontra à parte de su a cria çã o ; acha-se p re se n te nesta através dos atrib utos de sua im anência: onipresença, on isciên cia e o n ip o tência; e por interm édio de seus atrib utos m orais.

A imanência corrobora com a intervenção divina na criação. Seres humanos, a natureza e tudo o que há no mundo pertencem ao nosso Deus. Entretanto, a Sua transcendência não permite que Ele mesmo se confunda com sua criação. O nosso Pai não é a natureza; não é o homem; nem, muito menos, o animal. O nosso Deus é o Criador de tudo! E Ele \se relaciona com a sua criação.
Texto a d a p ta d o do D ic io n á r io T e o ló g ic o , e d ita d o p e la CPAD.

L iç õ e s Bíb l ic a s

71

REFLEXÃO
"Som os cid ad ão s e possuím os direitos e deveres p a ra com o Estado. Pagam os os im postos, podem os v o ta r e re ceb e r votos/’ Jo s é G onçalves

S IN O P S E D O T Ó P I C O ( 1 )
As obrigações do crente são de natureza político-social e de ordem religiosa.

RESPONDA
J . O que as E s critu ra s orientam -nos em re ia çã o ao Reino de Deus e ace rca da dim ensão m a te ria l?

m aterial em que estam os in seri­ II - O B R IG A Ç Õ E S A N T E A dos (M t 6.33; 22.21). S A N T ID A D E D E D E U S V ivem os em um m undo em 1. R e v e r ê n c ia . Todo culto que há autoridades constituídas e tem uma liturgia, e não há nada onde, consequentem ente, direitos de errado nisso. A palavra litu rg ia : e deveres são estabelecidos. Soestá associada ao culto da Igreja mos cidadãos e possuím os direi­ Prim itiva. Quando em A n tioquia tos e deveres para com o Estado. houve uma escolha e separação Pagam os os im postos, podem os de obreiros para a obra m issio­ vo tar e receber votos. Enfim, não nária (At 13.2), Lucas registra o podem os eximir-nos das nossas fato u tiliz an d o a p alavra grega obrigações para com a nação. A leitourgeo para designar serviço, nossa consciência cívica deve ter e dessa palavra vem o vocábu lo com o base a Bíblia Sagrada. português litu rg ia . Esta tam bém 2. O b r ig a ç õ e s d e n a t u ­ faz parte da adoração a Deus. r e z a r e lig io s a . Além da nossa Salomão sabia disso e advertiuo b r ig a ç ã o p o lít ic o - s o c ia l, de -nos quanto ao cuidado que deve­ natureza cível, há tam bém a de mos ter quando entrarmos na casa natureza religiosa ou espiritual. de Deus (Ec 5.1). Desligue o celular, Elas acontecem na dim ensão do não masque chiclete, seja reverente! culto, da adoração. Seja um verdadeiro adorador! A palavra hebraica s h a c h a r 2 . O b e d iê n c ia . O bedecer a m antém o sentido de “ prostrar-se um conjunto de normas e regras com deferência diante de um su­ sem atentar para os princípios que perior” (Gn 22.5; Êx 20.5). É com o fundam entam é puro legalismo. esse entendim ento que Salom ão Não vale a pena observar o preceito fala da casa de Deus com o o local sem atentar para o princípio exis­ de adoração (Ec 5.1). C onstrutor tente por trás dele. O livro de Ecledo grande tem plo, ele sabia que siastes demonstra isso com clareza essa casa tin h a com o o bjetivo s (Ec 5.1), pois Deus não se interessa centralizar o culto, a fim de asse­ na observância do sacrifício em si, gurar os elem entos mais sublimes e sim na obediência aos princípios de sua liturgia: a adoração v e r­ que regulamentam a sua prática. dadeira a Deus e a unidade dos Foi exatam ente isso que o profeta adoradores num único povo. Samuel ensinou aSaul (1 Sm 15.22).
L iç õ e s Bíb l ic a s

WÊÊÊÊÈÊÈÊÈÊ

72

S IN O P S E D O T Ó P IC O <2)
A santidade de Deus im pul­ siona o crente a v iv e r reverente e obedientem ente.

REFLEXÃO
“[...] O P a i Celeste não é um Deus distante que, após c r ia r o m undo, ausenta-se defe! Pelo co n trário , Ele é um Deus presente, p a rtic ip a da sua criação e nela in te rvé m .’’ Jo s é G onçalves

RESPONDA
2. O que sig n ifica a p a la v ra “li­ tu rg ia ’1 ?

I I I - O B R IG A Ç Õ E S F R E N T E À T R A N S C E N D Ê N C IA DE DEUS

S IN O P S E D O T Ó P IC O ( 3 )

A tran scen d ên cia d ivina re­ 1. D e u s , o c ria d o r. Todas vela-nos que o nosso Deus é o as religiões possuem a noção do Criador; o homem, criatura. sag rad o e dem onstram respeito por ele. No cristianism o, como no RESPONDA judaísm o, a consciência do s a g ra ­ do revela-se na m anifestação do I 3. Como a consciência do sagrado Deus verdadeiro, que ao longo da i revelou-se ao hom em ? história deu-se a conhecer ao ho­ IV - O B R IG A Ç Õ E S D IA N T E mem. O Deus Criador se distingue D A IM A N Ê N C IA D E D E U S da própria criação (Dt 4.15-20).1. D eu s e s tá p ró x im o . O A teologia bíblica denom ina essa atributo da im anência divina reve­ doutrina de “a transcendência de la-nos um Deus que se relaciona D eus” . Deus está além de suas com a sua criação. Isto significa c ria tu ra s, com o a firm a o Ecleque o Pai Celeste não é um Deus siastes: “ Deus está nos céus, e tu distante que, após criar o mundo, estás sobre a terra” (Ec 5.2b). Ele ausentou-se dele! Pelo contrário, pode humanizar-se, com o já o fez Ele é um Deus presente, participa Go 1.1 4), mas o homem não pode da sua criação e nela intervém . tornar-se divino. Quem procurou O capítulo cinco de Eclesiasser igual a Deus foi expulso do céu tes narra Salom ão falando do culto (Ez 28.1,2; Is 14.1 2-1 5). a Deus e como o Senhor identifica2. Hom em *, a c r ia t u r a . O -se com o homem que lhe oferece homem foi criado por Deus como a ad o ração , seja aprovando-o ou coroa da criação. Ele não surgiu do re p ro v a n d o - o (Ec 5 .4 b ). E ssa acaso nem de uma mistura acidental m esm a verdade é confirm ada em de elementos naturais. E a nós Deus o Novo Testam ento (2 Co 6.16). se revelou, manifestou seus atribu­ A p ro x im id ad e de Deus com o tos, vontades e apesar de estarmos homem deve fazer-nos m elhores condenados à morte eterna, Deus crentes e pessoas. proporcionou em Jesus Cristo a sal­ 2 .0 v a lo r d as orações e v o ­ vação que nos era necessária para to s . Deus não apenas se faz presen­ que passássemos a eternidade futu­ te, mas também prometeu abençoar ra com o nosso Criador e Redentor. os seus filhos, atendendo nossas
L iç o e s Bíb l ic a s 73

orações e súplicas. Isso acontecerá quando orarmos de acordo com sua vontade (Jr 29.1 2,1 3; Jo 14.1 3,1 4). Cientes dessa verdade, os ju ­ deus não somente oravam a Deus, com o tam bém se em p en h avam com votos (Nm 30.3-1 6; Dt 23.21 23). Não há dúvidas de que o livro de Eclesiastes tem em mente essas passagens bíblicas, quando adverte sobre a seriedade do voto (Ec 5.4). Em o Novo Testam ento, não en­ contramos um preceito específico concernente a essa prática, mas o seu princípio perm anece válido, pois o cumprimento de um voto, ou de um propósito diante de Deus, é algo que ultrapassa gerações.

RESPONDA
4. O que o a trib u to d a im anência divina revela-nos? 5. Você tem v e rd a d e ira m e n te cultuado a D eus?

CONCLUSÃO
N esta lição, ab o rd am o s as palavras de Salom ão no contexto da ad o ração bíblica. Conscientizamo-nos de que não há a d o ra ­ ção ve rd a d e ira que não leve em co n ta as o b rig a çõ e s d ian te de Deus e dos hom ens. Se q u iser­ m os v iv e r um a v id a e s p iritu a l p le n a d e v e m o s te r em m e n te as im p lica çõ e s que a a c o m p a ­ nham . De nada ad ian ta term os tem p lo s su ntuosos, pregadores elo q u en tes e cantores fam osos se não e sta m o s c u m p rin d o as o b rig açõ es que um a ve rd a d e ira ad o ração requer.

S IN O P S E D O T Ó P IC O ( 4 )
A imanência divina revela-nos I que Deus está próxim o e ouve as nossas orações.

REFLEXÃO
"Todas as religiões possuem a noção do sagrado e dem onstram respeito por ele. No Cristianism o, como no Judaísm o , a consciência do sagrado revela-se na m anisfestação do Deus verdadeiro [...]." Jo sé G onçalves

/4

L iç õ e s Bíb l ic a s

A tiv is m o : Trabalho d e se n vo l­ vido em meios revolucionários, políticos, estudantis, sindicais; m ilitância. D u a lis m o : Princípio com um a diversas religiões e seitas que professam a co ex istên cia irre­ dutível do corpo e do espírito, do bem e do mal. L e g a lis m o : T e n d ê n c ia a se reduzir a fé cristã aos aspectos puram ente m ateriais e form ais d as o b s e r v â n c ia s p rá tic a s e obrigações eclesiásticas.

S u b s íd io V id a C ris tã “A d o ra ç ã o c e n tr a d a em D eus A adoração centrada em Deus co m eça com o foco na trem enda revelação de Deus. Este Deus das Santas Escritu ras é o O n ip o ten te (Todo-Poderoso) Criador, que falou e tudo veio a existir! Este é Deus, que é O nipresente (presente em todos os lugares), acim a de tudo, abaixo de tudo, mas não contido em nada. Deus é Onisciente (sabe tudo), ch e­ gando até a enum erar os cabelos de nossa cabeça. Ele conhece nossos p e n sa m e n to s an tes que ve n h am B IB L IO G R A F IA S U G E R ID A a existir ou tornar-se conhecidos. B íb lia d e E s tu d o em D e fe s a Deus é santo e habita na luz inaces­ d a Fé: Questões reais, respostas sível de sua própria glória. Q u a n d o nos re u n im o s para precisas, fé solidificada. 1.ed. "-j cultuá-lo em ad o ração , d e vem o s Rio de Janeiro: CPAD, 201 0. c o n s c ie n te m e n te c o m e ç a r com HORTON, Stanley (Ed.). T e o lo ­ esta grande im agem de Deus d ia n ­ g ia S is te m á tic a : Um a p e rs ­ te de nós e nos perguntar: Com o p e ctiva pentecostal. l.e d . Rio d e v e m o s c o n d u z ir n o ssa v id a a de Jan eiro : CPAD, 1996. cada dia e m oldar nossa reunião para glorificar a este Deus? Isto é m uito im p o rta n te para esta pre­ S A IB A M A IS sente geração, porque m anter em R evista Ensinador Cristão m ente esta visão bíblica de Deus CPAD, n °5 6 , p.41 . en q u an to a d o ram o s nos aju d a a evitar a idolatria. Não com eta o erro RESPOSTAS DOS EXER C ÍC IO S de pensar que vo cê não é culpado de idolatria, sim plesm ente porque 1. As Escritu ras orientam -nos a não se curva diante de ídolos. S o ­ priorizar o Reino de Deus sem per­ der de v is ta a dim ensão material mos culpados de idolatria tod a ve z em que estam os inseridos. que pensam os em Deus de form a 2 . Serviço. diferente do que a Bíblia o retrata” 3. Revelou-se na manifestação do (H UG UES, Barbara. D is c ip lin a s d a Deus verdadeiro, que ao longo da his­ M u lh e r C r is tã . 1 .ed. Rio de Ja n e i­ tória deu-se a conhecer ao homem. ro: CPAD, 2005, p p .56-57). 4. Um Deus que se relaciona com
a sua criação. 5. Resposta pessoal.

V O C A B U L Á R IO

rA U X ÍL IO

B IB LIO G R Á FIC O

L iç õ e s Bíb l ic a s

75

Lição 1 1
75 de Dezembro de 2013

A Il u s ó r i a P r o s p e r i d a d e DOS Im p io s
r

T E X T O AUREO
“Tudo sucede igualmente a todos: o mes­ mo sucede ao justo e ao ímpio, ao bom e ao puro, como ao impuro; assim ao que sacrifica como ao que não sacrifica; assim ao bom como ao pecador; ao que ju ra como ao que teme o juram ento” (E c 9.2).

VE R D A D E PRATICA
Embora debaixo do sol o fim para jus­ tos e injustos pareça o mesmo, as Escri­ turas deixam claro que, na eternidade,

— H IN O S SUGERIC)O S 7 78, 382, 4 74

L E IT U R A D IA R IA
S e g u n d a - E c 8 .1 0 A injustiça contra os justos T e r ç a - E c 7.1 5 A longevidade dos perversos Q u a r ta - E c 9 .3 A morte é o fim comum a todos Q u in ta - A p 6 .9 O destino dos justos S e x ta - E c 9 .1 1 ,1 2 A im previsibilidade da vida S á b a d o - 2 T m 4 .7 Vivendo por um ideal

sS

L E IT U R A B ÍB L IC A EM CLASSE E c le s ia s te s 9 .1 -6
1 - D everas revo lvi todas essas coisas no meu coração, p a ra claram en te entender tudo isto: que os ju sto s, e os sábios, e as suas obras estão nas m ãos de Deus, e tam bém que o homem não conhece nem o am o r nem o ódio; tudo p assa p erante a sua face. 2 - Tudo sucede igualm ente a todos: o mesmo sucede ao ju sto e ao ím pio, ao bom e ao puro, como ao im puro; assim ao que sa crifica como ao que não sa ­ crifica; assim ao bom como ao pecador; ao que ju r a como ao J| que teme o ju ram en to . 3 - Este é o m al que há entre tudo quanto se faz debaixo do sol: que a todos sucede o m es­ mo; que tam bém o coração dos filhos dos hom ens está cheio de m aldade; que há desvarios no seu coração, na sua vida, e que depois se vão aos m ortos. 4 - O ra , p a ra o que a co m ­ p an ha com todos os vivos há esperança (porque m elhor é o cão vivo do que o leão m orto). 5 - Porque os vivos sabem que hão de m orrer, m as os m ortos não sab em co isa n en h u m a, nem tam p o u co eles têm j a ­ m ais recom pensa, m as a sua m e m ó ria fico u e n tre g u e ao esquecim ento. 6 - A té o seu am or, o seu ódio e a sua in veja j á pereceram e j á não têm p arte algum a neste século, em coisa algum a do que se faz debaixo do sol.

IN T E R A Ç Ã O
P o r qu e os ju s to s s o fre m ? P o r q ue os j ím p ios p ro s p e ra m ? Por que o m a t existe? \ Estas p e rg u n ta s são fe ita s há m u ito p o r filó so fo s , cie n tista s e, p o rq u e não, cristãos sinceros. O p ro b le m a é que a te o lo g ia da p ro s p e rid a d e — que a fir m a : o c re n te não so fre — p ro p a g a d a nas ú ltim a s décadas no u n iv e rs o evangélico, tem p re s ta d o um g ra n d e desserviço p a ra a Ig re ja de C risto. P recisam os e n te n d e r que e n q u a n to e s ta ­ m os p re s e n te s neste m u n d o , e e m b o ra ju s tific a d o s p o r C risto, fa zem os p a rte de um a cria çã o não rege n e ra d a , anelando p o r sua tra n s fo rm a ç ã o no d e vid o tem po (Rm 8 .1 8 -2 3 ). Mas p o r in te rm é d io do E spírito S anto tem os a g ra c io s a p rom e ssa de que Jesus C risto e s ta rá conosco a té a con su ­ m ação dos séculos (M t 2 8 .2 0 ).

O B J E T IV O S Após esta aula, o aluno deverá estar apto a: A v a lia r os paradoxos da vida. C o n scie n tiz a r- se da imprevisibilidade da vida. V iv e r por um ideal legítimo. O R IE N T A Ç Ã O P E D A G Ó G IC A
Prezado professor, introduza a presente lição lendo com a classe o Salm o 73. Este é revelador para o assunto em questão. Logo após, apresente aos alunos os se­ guintes destaques: ( 1 ) 0 autor do salmo é Asafe, levita respeitado, ministro de m ú­ sica da Casa de Deus; (2) Asafe revela um problem a inquietante: Deus é soberano e justo, mas os ímpios prosperam ( w . 31 2) e quem serve a Deus parece sofrer mais ( w . 13,14); (3) O salmista, um servo fiel, ficou desanim ado com as próprias aflições ( w . 1,13), com a felicidade e a prosperidade de muitos ímpios (vv.2,3); (4) Porém, Deus restaura a confiança do salm ista ao revelar o fim trágico dos ímpios e a verdadeira bênção dos justos (v v .l 6-28). Conclua a introdução afir­ mando que a prosperidade dos injustos é ilusória e enganadora.

L ic õ e s Bíb l ic a s

77

de batalha que para o palco de diversão. Em outras palavras, os justos sofrem na arena da vida (SI IN T R O D U Ç Ã O 73; Fp 1.29). Logo, o crente fiel deve A a p a r e n te p r o s p e r id a d e estar consciente de que os revezes : dos maus é um tem a recorrente não significam que ele esteja sob em Eclesiastes. Nos Salmos, Davi julgam ento divino ou que a sua fé aborda essa questão fazendo a se­ seja fraca, mas que se encontra em guinte pergunta: Porque os justos constante aperfeiçoamento espiri­ sofrem e os ímpios prosperam? (SI tual (2 Co 2.4; Cl 1.24; 2 Tm 1.8). 73). Nesse mesmo tom, Salomão 2. Os m aus p ro s p e ra m . o b se rva q u e r debaixo Enquanto os justos pa­ do sol, os injustos pa­ PALAVRA-CHAVE deciam, Davi e Salomão recem levar vantagem constataram a prospe­ P ro s p e rid a d e : so b re os ju s to s . Mas ridade dos ím pios (SI Estado do que quando ambos são nive­ 73.1-3; Ec 7.15). Aqui, é ou se torna lados por Deus, na arena aprendem os que a es­ próspero; fa rtu ra da vida, constata-se que p iritu a lid a d e de um a de alim entos e os justos e os injustos pessoa não pode ser bens de consum o; terão o mesmo fim. Mas m e d id a pelo que e!a fortuna, riqueza. como o sábio de Ecle­ possui, e sim pelo o que siastes, concluímos que ela é. Ser próspero não a justiça é melhor que a injustiça. significa “ter”, mas “ser”. É preferível ser sábio do que agir A régua da eternidade nos como um tolo, pois seremos me­ medirá tom ando como critério a didos pelos padrões de Deus, não fidelidade a Deus, e não a pros­ pelas circunstâncias da vida. peridade dos homens. A prosperi­ dade bíblica vem como resultado 1 - OS PA R A D O X O S de um relacionam ento sadio com D A V ID A Deus (SI 73.17,27,28) e independe 1. Os ju s to s so fre m in ju s ti­ de alguém ter posses ou não. Os ça. Diferentemente dos perversos ímpios têm posses, mas a ve rd a­ que parecem estar sempre seguros deira prosperidade só é possível e cada vez mais prósperos (SI 73.12), encontrar em Cristo. o sofrimento foi uma das mais du­ ras realidades experimentadas por S IN O P S E D O T Ó P IC O (1 ) | Asafe (SI 73.14). De igual modo, Sa­ Os p a ra d o x o s da v id a se lomão lutou contra esse pessimismo m a n ife s ta m , por ex em p lo , na j ao contemplar o paradoxo da vida in ju stiça im p o sta aos ju sto s e I na hora da morte. Os perversos ti­ na prosperidade usufruída pelos nham uma cerimônia fúnebre digna I de honra, mas “os que fizeram bem ímpios. I e saíam do lugar santo foram esqueRESPONDA I eidos na cidade” (Ec 8.10). O pastor norte-am ericano, 1 . De acordo com a lição, como o I A. W. Tozer, costumava dizer que crente fiel deve estar consciente a l o mundo está mais para o campo respeito dos revezes da vida?
78 L iç õ e s Bíb l ic a s

2. O que, na lição, aprendem os a c e rc a d a e s p iritu a lid a d e d as pessoas?

im o rta lid a d e de nossa alm a n a l eternidade (Lc 16.19-31; 2 Co 5.8; I Fl 1.23; Ap 6.9).

II - A R E A L ID A D E D O P R E S E N T E E A IN C E R T E Z A DO FUTURO 1. A r e a lid a d e da m o r te . Uma chave im portantíssim a para e n te n d e rm o s a m e n s a g e m de Eclesiastes encontra-se na expres­ são: “ Esta é a tua porção nesta vid a debaixo do sol” (2.10; 3,22; 5.17-19; 9.9). É debaixo do sol que expressam os a nossa existência e constatam os a nossa finitude! É no dia a dia da vid a que percebem os a verdad e im placável da m orte, tanto para quem serve a Cristo quanto para quem não o serve! A sentença já foi decretada e é a m esm a para todos (Hb 9.27; Ec 9.3). Com a realidade da morte o futuro parece incerto (Ec 1.1-11). O apóstolo Paulo, porém , diz que se a nossa esp eran ça se lim itar apenas a esta vid a som os os mais infelizes dos hom ens (1 Co 15.19). Em Cristo, tem os a vid a eterna. 2 . A c e r te z a d a v id a e t e r ­ n a . Salom ão escreveu Eclesiastes sob uma análise puram ente exis­ tencial. Quem está do lado de lá da etern id ad e não p a rticip a do iado de cá da existência. Neste aspecto, “os m ortos não sabem coisa nenhum a” (Ec 9.5). Isto não se dá porque eles estão inco ns­ cientes, m as porque pertencem a outra dim ensão (Ap 6.9; 2 Co 5.8), onde nem m esm o o sol é necessário (Ap 22.5). Em vez de negar a im ortalida­ de da alm a hum ana, o Eclesiastes apenas descreve a nossa trajetória nesta vida. É o Novo Testam ento q u e la n ç a rá m ais luz s o b re a

S IN O P S E D O T Ó P IC O ( 2 )

I

Em vez de negar a imortalida- I de da alm a hum ana, o Eclesiastes apenas descreve a nossa trajetória nessa vida.

RESPONDA
3. P o r que a ex pressão “Esta é * a tua porção nesta vida debaixo do so l” é um a chave im portan te p a ra entenderm os a m ensagem do Eclesiastes?

I I I - A IM P R E V IS IB IL ID A D E D A V ID A 1. A s c ir c u n s t â n c ia s d a v id a . Nenhum outro texto descreve ; tão bem a imprevisibilidade da vida como o de Eclesiastes 9.11,12. Catás- í trofes naturais e vicissitudes sociais ocorrem em países habitados quer por pecadores, quer por crentes piedosos, pois ambos habitam em um mundo decaído. Mas em todas as circunstâncias, o Senhor se faz presente (SI 46.1; 91.15). 2 . A p r o v e it a n d o a v id a . Cientes de que terem os dissabo- fl res na vida, o que podem os fazer I a re s p e ito ? M e rg u lh a r em um som brio pessimismo, ou tornar-se indiferente aos problem as? É bem verdad e que m uitos se deprim em quando a calam idade chega. Ela assusta, am argura-nos. Faz com que nos isolem os. Mas o rei S a ­ lom ão sabia que a v id a “debaixo do sol" não era fácil nem ju sta. Ele não negou esse fato e muito m enos fugiu da sua realidade. C ontrariam ente, o Pregador incentivou-nos a viver, em meio à.
L iç õ e s Bí b l ic a s 79

■ im previsibilidade da vida, aquilo 9 que nos foi dado como porção (Ec I 9.7,9). Em Cristo, somos chamados 1 a v ive r a verdadeira vida, consI cientes de sua finitude terrena, mas esperançosos quanto a sua \ eternidade celeste (1 Co 15.19).

I

I

devem os ter um ideal elevado e firm ado em Deus (Ec 9.16-18). Vivendo em uma sociedade relativista e vazia de idealismo, não há garantia de qualquer reco­ nhecim ento pelo fato de crermos e viverm o s os valores morais e espirituais prescritos pela Bíblia. S IN O P S E D O T Ó P IC O ( 3 ) Contudo, vale a pena v iv e r por um ideal. O cristão maduro sabe As c irc u n s tâ n c ia s da v id a das causas pelas quais devem os revelam a sua im previsibilidade e, ; lutar (At 20.24; Ef 3.14; 2 Tm 4.7). por isso, devem os aproveitá-la da melhor m aneira possível. S IN O P S E D O T Ó P IC O (4 )

I

O cristão m aduro, atravé s do E v a n g e lh o , sab e bem das 4. As catástrofes naturais e os pro­ ] c a u s a s p e la s q u a is d e v e m o s blem as sociais apenas acontecem lutar nesta vida. em países habitados po r “p e ca­ dores"? Ju stifiq u e a sua resposta. RESPONDA | IV -V IV E N D O POR 5. Para você, por qu al causa vale U M ID E A L | a pena lu ta r na vida? 1. A m o rte dos id e a is . EcleI CO NCLUSÃO siastes 9.14,15 narra a história de um povo que se esqueceu de um A vida “debaixo do sol” mossábio idealista por ele ser pobre. tra-se como ela realmente é. Às Tal fato denota uma cultura onde vezes parece sem sentido e, em os ideais não mais existem. Como muitas outras, cheia de parado­ é atual a leitura do Eclesiastes! A xos. Mas a vida precisa ser vivida. Salo m ão não apenas o b servo u cultura contem porânea tam bém perdeu os seus ideais. essa dura realidade, mas também a experim entou. Lembremo-nos de que uma das m arcas de nossos dias é a Para não cairm os num pes­ relatívização do absoluto, e cada sim ism o im piedoso e, ta m p o u ­ pessoa vai buscar uma verdade co , num in d ife r e n tis m o frio , para si mesma. Isso tende a tornar i devem os v iv e r a vid a a partir da as pessoas mais individualistas e persp ectiva da eternidade. Então narcisistas, preocupadas apenas tom arem os a consciência de que, consigo mesmas e tremendamen- > ' na vid a terrena, há ideais dignos te desinteressadas pelo próximo. pelos quais devem os lutar. A s­ 2 . V iv e n d o p o r um id e a l. sim, e vita rem o s as arm ad ilhas M esm o sa b e n d o que as boas do pessim ism o. Vivam os, pois, a ações nem sem pre serão re co ­ nossa vid a de m an eiraa glorificar nhecidas, Salom ão acredita que o Pai Celeste.

RESPONDA

S u b s íd io A p o lo g é tic o “ [S a lm o 8 8 : o S a lm o q u e t e r m in a s e m r e s p o s ta ] [...] O salm ista (de acordo com o título, Hemã, o ezraíta) se com pro­ m eteu em dar a Deus a glória pela resposta à oração. O salm ista que sofre atribuiu a sua vid a de aflições a Deus (‘Teus terro re s’, ‘Tua in d ig n ação ’). Este é o realism o da fé - Deus é soberano m e s m o s o b re as c ir c u n s t â n c ia s d ifíceis que o seu povo d e ve su ­ portar. Tudo tem um propósito na realização do plano de Deus, em ­ bora no m om ento da dor seja difícil com preendê-lo. Se o salm o parece term inar com um tom negativo, há duas considerações que se aplicam . Em prim eiro lugar, por mais que o orad o r sentisse que Deus o tinha abandonado, aind a falava com Ele. Em segundo lugar, o salmo, da m an eira com o está escrito , pode não re p ro d u z ir a ce n a in te g ra l. Q uando usado em adoração, outro orador, não citado aqui (por ex em ­ plo, um sacerdote ou um profeta), pode ter dado uma resposta confir­ m ando a ajuda do Senhor. Há muitas passagens nos Salm os que sugerem f que houve um a resposta não regis­ trada de outro orador, em nom e do Sen h o r” (B íb lia d e E s tu d o D e fe s a d a F é : Q uestões R eais , Respostas Precisas, Fé So lid ificad a. I.e d . Rio de Ja n eiro : CPAD, 2010, p.945).

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
RHO DES, Ron. P o r q u e C o i­ s a s R u in s A c o n te c e m Se D e u s é B o m . l.e d . Rio de Jan eiro : CPAD, 2010.

S A IB A M A IS
Revista Ensinador Cristão CPAD, n ° 56, p .4 1 .
RESPOSTAS DO S EXER C ÍC IO S
1. Os re ve z e s da v id a não s ig ­ n ifica m q u e ele e s te ja sob j u l ­ g a m e n to d ivin o ou que a sua fé seja fraca, mas que se e n co n tra em co n stan te a p e rfe iço a m e n to . 2 . A esp iritu alid ad e de um a pes­ soa não pode ser m edida pelo que ela possui, e srm pelo o que ela é. 3 . Porque é deb aix o do sol que exp ressam os a nossa ex istên cia e co n statam o s a nossa finitud e. 4 . N ão . C a tá s tro fe s n a tu ra is e vic issitu d e s so ciais ocorrem em países habitados q u er por p eca­ dores, q u er por crentes piedosos. 5. Resposta pessoal.

L iç õ e s B íb l ic a s

81

Subsídio T eo ló g ico “2 . A P ro s p e rid a d e d o s ím p io s ({S a lm o s ]7 3 .4 -l 2 ) A riqueza, o orgulho e a prosperidade dos ímpios são descritos em termos vívidos. O fato de isso não ocorrer com todos os injus­ tos não obscurece a realidade de ser verdade para muitos. N ão há a p e rto s na s u a m o rte , m as firm e e s tá a su a fo rç a (4) pode ser traduzido como: ‘Eles não passam por sofrim ento e tem um corpo saudável e forte’ (NVI). Eles parecem estar livres de ‘canseiras’ (5; ARA), seguros na sua soberba e incontrolados na sua v io lê n c ia ou conduta em escrúpulos (6). No meio de um povo primitivo que sem ­ pre está à beira da fome, os ímpios têm mais do que o seu coração deseja (7). Sua conversa é cínica e perversa, presunçosa e blasfem a (8-9). Os versículos 10-1 1 são traduzidos de maneira mais clara por Moffatt: ‘Por isso o povo se volta para eles e não vê nada de errado neles, pensando: Quanto Deus se im porta? Acaso, há conhecim ento no Altíssim o?’ Apesar da sua impiedade, esse povo prospera e os seus habitantes e s tã o s e m p re em s e g u ra n ç a , e se lh e s a u m e n ta m as riq u e z a s (1 2). 3. P ro g re s s o ru m o à Solução (7 3 .1 3 -2 0 ) À luz do que havia observado, o salmista foi levado a questionar se ele havia em vão purificado o seu coração e lavado as suas mãos na inocência (1 3). Se os ímpios ‘progridem ’, por que se preocupar em ser bom? Na verdade, castigo e aflição têm sido sua sorte (1 4). O versículo 15 mostra que, mesmo que tenha pensado essas coisas, ele não expressou suas dúvidas em voz alta - porque fazê-lo ‘teria traído os teus filhos’ (NVI). Ele Havia guardado as suas dúvidas para si mesmo. Mesmo assim, a sua ponderação era dolorosa: F iq u ei s o b re m o d o p e r tu rb a d o (1 6). Finalmente a luz invade a escuridão quando ele entra n o s a n ­ tu á rio de D eu s (1 7). Então ele vê que o Senhor não acerta im edia­ tam ente as contas com todos. De modo súbito, ele entende que o ímpio que prospera, a quem ele havia insensatam ente invejado, foi colocado em lu g a re s e s c o rre g a d io s (1 8) e destinado à destruição (1 8). D es o la çã o e te rro re s são o seu destino (1 9). Como tudo muda em um s o n h o (20) no momento em que se acorda, assim ocorrerá quando Deus ‘acordar’ parajulgar; tudo será invertido, como ocorreu com o rico e Lázaro (cf. Lc 16.19-31). D e s p re z a rá s a a p a rê n c ia (‘im agens’, Berkeley) d e le s ” (CHAPMAN, Milo L.; PURKISER, W. T. (at ali). C o m e n tá rio B íb lico Beacon: Jó a C antares de Salom ão. Vol.3. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, pp.222-23).

82

I j ç o E S Bíb l ic a s

22 de Dezem bro de 2013

L a n ç a o T eu P ã o S obre as Á guas
T E X T O Á U R EO
“Lança o teu pão sobre as águas , por­ que, depois de muitos dias, o acharás' (Ec 1 1 .1 ).

L E IT U R A D IÁ R IA
S e g u n d a - Ec 11.1 Viven do com atitude T e rç a - Ec 1 1 .4 Evitando a passividade Q u a r ta - Ec 1 1 .3 Viven do com dinam ism o Q u in ta - Ec 1 1 .6 Tendo a fé e a esperança Sexta - Ec 1 1 .9 Fazendo escolhas S á b ad o - Ec 1 1 .9 ,1 0 Assum indo as consequências

L iç õ e s Bíb l ic a s

83

A lei da sem eadura é revelada pelo após­ E c le s ia s fe s 1 1 .1 -1 0 tolo Paulo em Gálatas 6.7. O que esta lei diz? "Tudo o que o homem semear, isso 1 - Lança o teu pão sobre as também ceifará”. Paulo está mostrando águas, porque, depois de muitos que um nascido de novo e seguidor de dias, o acharás. Cristo Jesus, por obra ilum inadora do Es­ 2 - Reparte com sete e ainda até pírito Santo, não pode deliberadam ente com oito, porque não sabes que sem ear na carne ao mesmo tempo em m al haverá sobre a terra. que anda no Espírito: “Quem semeia na 3 - Estando as nuvens cheias, sua carne da carne ceifará a corrupção; derramam a chuva sobre a terra, mas o que semeia no Espírito ceifará a e, caindo a árvore para o sul ou vida eterna” (v.8). O contexto de G álatas para o norte, no lugar em que a seis remete-nos a ideia de os crentes árvore cair, ali ficará. levarem a carg a um dos outros p ara 4 - Quem observa o vento nunca fazer o bem. Isto é sem ear p ara a vida semeará, e o que olha para as eterna. O contrário é sem ear corrupção. nuvens nunca segará , 5- Assim como tu não sabes qual OBJETIVO S o caminho do vento, nem como se formam os ossos no ventre da que Após esta aula, o aluno deverá estar está grávida, assim também não apto a: sabes as obras de Deus, que faz todas as coisas. S a b e r com o v iv e r um a v id a com 6 - Pela manhã, semeia a tua se­ propósito. mente e, à tarde, não retires a tua D e c id ir v iv e r um a vid a dinâm ica mão, porque tu não sabes qual com fé e esperança. prosperará; Se esta, se aquela ou se ambas igualmente serão boas. V iv e r a vida com responsabilidade 7 - Verdadeiram ente suave é diante de Deus e dos homens. a luz, e ag rad ável é aos olhos ver o sol. 8 Mas, se o homem viver muitos O R IE N T A Ç Ã O PEDAG Ó G ICA anos e em todos eles se alegrar, Prezado professor, para lhe auxiliar na tam bém se deve lem brar dos conclusão do terceiro tópico da lição, dias das trevas, porque hão de reproduza o esquem a da página seguin­ ser muitos. Tudo quanto sucede te conform e as suas possibilidades. O é vaidade. professor deverá, ao longo da semana, estudar sistem aticam ente os capítulos 8 9 - Alegra-te, jovem , na tua mo­ e 9 de 2 Coríntios. O C om entário Pencidade, e alegre-se o teu coração tecostai Novo Testamento, editado pela nos dias da tua mocidade, e anda CPAD, muito lhe ajudará. Com o auxílio pelos caminhos do teu coração e do esquem a explique aos alunos que os pela vista dos teus olhos; sabe, capítulos 8 e 9 de 2 Coríntios contém porém, que por todas essas coisas instruções sobre ofertas dirigidas aos te trará Deus a juízo. crentes pobres de Jerusalém . As palavras 10 - Afasta, pois, a ira do teu do apóstolo Paulo nesses capítulos esta­ coração e remove da tua carne belecem o ensino mais com pleto do Novo o mal, porque a adolescência e a Testamento sobre a contribuição financei­ juventude são vaidade. ra cristã para ajudar os necessitados.
-

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

IN T E R A Ç Ã O

84

L iç õ e s Bíb l ic a s

IN T R O D U Ç Ã O

nosso Deus como o centro da nos­ sa vida, pois sem Ele ela torna-se vazia e sem sentido.

Nos capítulos anteriores de COM PROPÓSITO Eclesiastes, Salom ão destacou os problem as da vida. Esta é apre­ 1. T o m an d o um a a titu ­ sentada totalm ente im previsível, d e . Em n o sso te x to á u re o , o cheias de altos e baixos, e muitas rei Salom ão exorta-nos a tom ar vezes sem explicação lógica ou um a firm e e sáb ia a titu d e . Ele racional. É com tal per­ conclam a-nos a lançar plexidade que o sábio nosso pão sobre a PALAVRAS-CHAVE o enxerga as injustiças á g u a s . A p a la v ra h e ­ L an çar: contra o ju sto e a pros­ braica trad u z id a com o Jo g a r, estenderr peridade do perverso. “ lan çar” é sh alah , que Q u a n ta a m b ig u i­ p ro jetar, a tira r, etc. sig n ifica enviar, m an ­ dade! O que fazer dian­ dar em bora, deixar ir. te de tudo isso? Ficar inerte? Ou N outros term os, o que o sábio enfrentar a arena da vida? A lição está ensinando é: “ Não fique aí dessa sem ana abordará a postura parado] G lorifique a Deus com a que o pregador tom ou, diante de sua a titu d e ”. Deus, em relação às questões da Podem os aplicar essa palavra vida. Verem os que o capítulo 1 1 tam bém à obra m issionária. Deus de Eclesiastes m ostra o Senhor é quem envia homens e mulheres
2 C O R IN T IO S 8 1. R iq u e z a s d a s u a g e n e r o s id a d e . Os princípios contidos neste capítulo são os seguintes: a ) Aquilo que possuímos pertence a Deus (v. 5). b) Temos de tomar a decisão firme em servir a Deus e não ao dinheiro (v.5; cf. Mt 6.24). c) A contribuição é feita para ajudar aos necessitados (v. 14; 9.12; Cl 2.10). d ) A contribuição para os necessitados é considerada uma prova do am or cristão (v.24) e deve ser realizada de modo sacri­ fical (v.3) e voluntária (9.7). 2 . J e s u s C r is to ... Se f e z p o b r e ... Deus, em jesus Cristo, se fez pobre e, por isso, agora nós participamos das rique­ zas da eternidade. O Altíssimo quer uma atitude idêntica operando em nosso ser como evidência da sua graça infinita (Lc 12.1 5; Ef 1.3; Fp 4.1 1-1 3; Hb 1 1.26). 2 C O R ÍN T IO S 9 1. P o u c o ... C e ifa r á . O cristão pode contribuir generosam ente ou com avare­ za. [...] Paulo não fala primeiramente da quantidade ofertada, mas da qualidade dos desejos e dos m otivos do nosso cora­ ção ao ofertarmos. 2 . A b u n d a r em v ó s to d a a g ra ç a . O crente deve contribuir com o que pode para ajudar os necessitados. Ele verá que a graça de Deus é suficiente para suprir as suas próprias necessidades a fim de que seja fecundo em toda boa obra (Mt 10.41,42; Lc 6.38). 3 . Em tu d o e n r iq u e ç a is . Para que a ge­ nerosidade seja manifesta exteriorm ente, o coração deve antes estar enriquecido de am or e com paixão sinceros para com o próximo. Dar de nós mesmos e daquilo que temos, resulta em: (1) suprir as ne­ cessidades dos nossos irmãos mais po­ bres; (2) louvor e ação de graças a Deus (v.12) e (3) am or recíproco da parte da­ queles que recebem a ajuda (v.l 4). ké I

I

- VIVENDO

T exto a d a p ta d o da B íb iia d e E s tu d o P e n te c o s ta l, e d ita d a p e la CPAD.

L iç õ e s Bíb l ic a s

85

pediu licença para tom bar e não como em baixadores de seu Reino houve homem que a im pedisse (Jz 6.8; Is 6.8; J r 1.7), pois com de cair. Aqui, a v id a mostra-se igual determinação e amor, enviou de form a im previsível. Ela não é o seu Filho a realizar a mais subli­ co m p o sta apenas de bons m o ­ me das missões: Salvar o mundo mentos, mas também de períodos (Is 61.1; Jo 3.1 6). desagradáveis. Então, o que fazer? 2. E v ita n d o a p a s s iv id a d e . Ficar aprisionado pela experiência Não devem os agir com passivida­ passada sobre a qual nada mais se de (Ec 1 1.4). A vid a m eram ente pode fazer, ou enfrentar o futuro c o n te m p la tiv a nada re so lve . É com fé e coragem ? necessário e urgente fazer o bem. 2. O m o v im e n to do v e n to Por isso, o pregador exorta-nos a e d as n u v e n s (v iv e n d o o p re ­ dem onstrar amor e generosidade s e n te ). Em Provérbios, Salomão ao necessitado. usa frequentem ente a linguagem “Lançar o pão”, portanto, sig­ m etafórica para com partilhar as nifica ser condescendente com os suas ideias. Um a m etáfora que pobres (Ec 11.1,2). Significa fazer revela bem esse recurso é a da algum a coisa e não se lim itar a form iga e do preguiçoso (Pv 6.6). contem plar a miséria alheia. É tra­ Em Eclesiastes, enco ntram o s o zer o pão de longe para alim entar mesmo princípio na m etáfora do os fam intos (Pv 31.14). A igreja vento (Ec 1 1.4). Não são poucos apostólica demonstrou-a mesma os intérpretes da Bíblia que ob­ preocupação (G1 2.10). servam , nesse texto, a ideia de SINOPSE D O T Ó P IC O (1 ) I m o vim en to e im p re visib ilid a d e da vida. V iver com propósito implica O vento movimenta-se o tem ­ em tom ar atitude evitando a pas­ po todo e as nuvens mostram-se sividade. im previsíveis. Eis a m etáfora da vida! Olhá-la e queixar-se dela sem RESPONDA tom ar uma firme e sábia decisão /. O que o sábio q u er en sin ar ao [ diante dos seus obstáculos equi­ valem a esperar que o vento e as u sa r a p a la v ra h eb raica shalah, nuvens passem. Dessa forma, o isto é, la n ç a r? ser humano assiste a existência li - V IV E N D O C O M passar sem nada realizar de con­ D IN A M IS M O creto. Quem tem fé não age assim. 1 „ A im o b ilid a d e da á rv o re SINOPSE D O T Ó P IC O ( 2 ) c a íd a (v iv e n d o d o p a s s a d o ). Em relação ao texto de Eclesiastes O texto de Eclesiastes 1.3-5 11.3,o escritor Derek Kidner des­ remonta a ideia de m ovim ento e taca a m etáfora da nuvem como im previsibilidade da vida. um fe n ô m e n o m e te o ro ló g ic o portador de leis próprias em de­ RESPONDA sacordo com as leis e o tempo dos 2. Como o escrito r Derek Kidner homens. Ele igualmente destaca destaca a m etáfora da nuvem ? o relato da árvore caída: ela não
86 L iç õ e s Bíb l ic a s

I I I - V I V E N D O C O M FÉ E ESPERANÇA

1. P la n ta n d o a s e m e n ­ t e . O u tra m e tá fo ra u sa d a por S a lo m ã o é a do p lan tio (1 1.6). I S IN O P S E D O T Ó P I C O ( 3 ) Essa fig u ra d e scre ve a a tiv id a ­ D evem o s p lan tar sem en tes de do a g ric u lto r. Ela e n s in a a para vida, germ inando a Palavra a rte de s e m e a r a v id a . E isso de Deus e cuidando do próxim o re q u e r ação! É p re cis o p la n ta r necessitado. a se m en te, pois é na e x is tê n c ia que g e ra lm e n te co lh e m o s o que RESPONDA p lan tam o s (Gl 6.7). Muitas vezes, a vida é dura, 3. Com o a g ric u lto re s do Reino seca e arenosa para semear. A s­ de Deus, o que nos cabe fa z e r? sim, a m etáfora pode sig n ificar C ite as re s p e c tiv a s re fe rê n c ia s um a trajetória de trabalho árduo bíblicas. e difícil diante dos grandes o bstá­ IV - V IV E N D O C O M RES­ culos e desafios da existência hu­ P O N S A B IL ID A D E mana. Nessa estrada, m uitos até desistem de sem ear e term inam 1. F a z e n d o e s c o lh a s re s v e n c id o s pelas d ificu ld a d e s in ­ p o n s á v e i s . E c le s ia s t e s 1 1 .9 transp oníveis que ela lhes impõe. é um a s é ria a d m o e s ta ç ã o aos 2 . G e rm in a n d o a s e m e n te . jo v e n s . Eles são c o n vid a d o s a A m etáfora tam bém nos ensina v iv e r a vid a, mas d evem se por- É que, em b o ra sem eem os a terra, tar, em to d as as o casiõ es, com o % não p o d e m o s fa z e r a se m en te pessoas responsáveis e tem entes g e r m in a r (E c 1 1 .6 ). S a lo m ã o a D eus. A ssim , re co n h e cerão o o b se rva a vid a com o um grande Pai C eleste co m o a sua s a tis fa ­ ca m p o de s o lo s v a r iá v e is . Ao ção maior. agricultor, pois, resta saber em 2 . A s s u m in d o a s c o n s e - f qual va le rá a pena semear, pois q u ê n c ia s . Há um a razão para a s e m e n te não g e rm in a r á em v iv e r m o s de m a n e ir a a le g r e , qu alq uer terreno. mas ao m esm o tem po de form a M u ito s fa to re s d e v e m ser r e s p o n s á v e l e s a n ta . N o s s a s le vad o s em co n ta na g e rm in a ­ ações trazem consequências. Tal ção d a s e m e n te : a q u a lid a d e com o o sábio disse no versículo do solo, o clim a, etc. É urgente 1 0. V iver a vid a com intensidade que o ag ricu lto r p ersevere n es­ não é agir de form a desregrada e se e m p re e n d im e n to , m as q u e pecam inosa, mas experim entar o igualm ente ten h a fé e esperança seu verdadeiro sentido: glorificar de que a sem ente germ inará. De a Deus. n a d a a d ia n ta o b s e rv a r o cao s Portanto, jo ve m , v iv a a vida em que se enco ntra a sociedade co m in te n s id a d e , m as não se e não to m a r n en h u m a atitu d e. esqueça: glorifique a Deus com o F a ç a m o s a n o s s a p a rte co m o seu testem unho, pois de tudo o ag ricu lto re s do Reino de Deus: Senhor nos pedirá conta. V iven d o
L iç õ e s B íb lic a s 87

sem ear a genuína Palavra de Deus no c o ra ç ã o de to d a a c ria tu ra hum ana (Lc 8.5-15) e au x iliar o próxim o necessitado (2 Co 8— 9).

assim, quando a velhice chegar, não teremos o que lamentar.

CONCLUSÃO
O capítulo 1 1 de Eclesiastes é um convite à ação. É uma resposta à mesmice. É um convite a mergu­ lharmos na fé e agir de acordo com a vontade de Deus, não temendo as d ificu ld ad es que virã o pela frente. É lançar-se para semear. É alegrar-se com as maravilhas que o Sen h o r nos presenteou. Mas significa igualmente afastar-se do pecado e da iniquidade, pois, no final, teremos de dar conta de to­ dos os nossos atos perante Deus. Então, glorifiquem os ao Se­ nhor com a nossa existência.

S IN O P S E D O T Ó P IC O ( 4 )
V ive r com responsabilidade é fa z e r esco lh a s re sp o n sá ve is na vida assum indo as suas con­ sequências.

RESPONDA
4. Q ual a razão p ara viverm os a vida de m an eira alegre, m as ao mesmo tempo responsável e santa? 5. Como você tem vivido a sua vid a?

L a n ça r o p ã o , portanto, significa ser condescendente com os pobres. Significa fa z e r algum a coisa e não se lim ita r a contem plar a m iséria alheia. Jo sé Gonçalves

88

L iç õ e s Bíb l ic a s

V O C A B U L A R IO
A m b ig u id a d e : C aracterística ou condição do que é am bíguo; dois sentidos diferentes.

rA U X IL IO

BIBLIO G RÁFICO

S u b s íd io T e o ló g ic o

“O b rig a ç õ e s p a ra Ser L ib e ­ ra l. R e s p o s ta s às O b je ç õ e s c o n ­ t r a a G e n e ro s id a d e [Eclesiastes In e rte : Sem atividade ou m o­ 1 1] vv. 1-6 vim entos próprios. Com o nosso próprio dever nos C o n d e s c e n d e n te : Indulgente, é recom endado, v. 1. 1. Lança o teu pão sobre as com placente, transigente. F e n ô m e n o m e te o r o ló g ic o : águas, teu pão de milho sobre os Série de variáveis que existe na lu g ares b a ix o s (assim a lg u n s o atm osfera com o tem peraturas, entendem ), aludindo ao pai de fa­ mília, que, andando, leva a preciosa pressão atm osférica, etc. semente, reservando o pão de milho C o n tin g e n te : O que é incerto, de sua fam ília para a sem eadura, duvidoso, acidental. sabendo que sem isso ele não pode A p r a z im e n t o : S e n sa çã o ou fazer a colheita no próxim o ano; em oção agradável. desta maneira, o homem caridoso tira do seu pão de milho para a se­ m ente de milho, priva a si mesmo B IB L IO G R A F IA S U G E R ID A para suprir aos pobres, para que ARRINGTO N , French L.; STRON- èle possa sem ear sobre todas as STAD, R o g er (Eds.). C o m e n ­ águas (Is 3.22), porque assim com o t á r i o B íb lic o P e n te c o s t a l ele sem eia ele tam bém deve ceifar, N o v o T e s ta m e n to . 2.ed. Rio Cálatas 6.7. Nós lemos sobre a ceifa do rio, Isaías 23.3. Águas, nas Escri­ de Janeiro: CPAD, 2004. turas, são usadas em referência às m ultidões (Ap 16.5), e há multidões de pobres (nós não tem os falta de SAIBA M A IS objetos de caridade); águas ta m ­ Revista Ensinador Cristão bém são usadas em referência aos CPAD, n°56 , p.42. enlutados: os pobres são homens de tristezas. Tu deves dar o pão, o RESPOSTAS DOS EXERCÍCIOS sustento necessário para a vida, não 1. Enviar, m andar embora, deixar ir. som ente dar palavras, mas também 2. Com o um fenôm eno meteoro- coisas boas, Isaías 58.7. Deve ser lógico portador de leis e o tem po o teu pão, aquilo que é honesta­ dos homens. m ente adquirido; não é caridade, 3. Sem ear a g en u ín a P a la vra de mas injúria, dar aquilo que não é Deus no coração de toda a cria­ nosso; primeiro, aja com justiça, e tura hum ana e auxiliar o próxim o então, ame com piedade” (HENRY, necessitado (Lc 8.5-1 5; 2 Co 8— 9). 4. N ossas ações tra zem c o n s e ­ Matthew, C o m e n tá r io B íb lic o A n ­ q u ê n cia s. tig o T e s ta m e n to - Jó a C a n ta re s 5. Resposta pessoal. d e S a lo m ã o . 1 .ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p.947).
V. L iç õ e s Bíb l ic a s 89

Lição 13
29 de Dezembro de 2013

' e m a a D eu s e m T o d o TEM PO
T EX T O AU REO

"De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus e guard a os seus m andam entos; porque este é o dever de todo hom em ” (E c 12.1 3).

V E R D A D E PRATICA
O b e d e c e r aos m a n d a m e n to s do Senhor é a prova de que vivem os uma vid a ju sta diante dos homens e de Deus.

H IN O S S U G E R ID O S 258 , 396, 4 2 3

L E IT U R A D IÁ R IA
S e g u n d a - Gn 2 .7 Conhecendo a criatura T e rç a - Ec 12.1 Conhecendo o Criador Q u a r ta - Ec 1 1 .9 ,1 0 ; Jo 2 1 .1 8 a Conhecendo a m ocidade Q u in ta - Ec 1 2 .1 -7 ; Jo 2 1 .1 8 b Conhecendo a velhice Sexta - Ec 1 2 .7 ; 1 Ts 5 .2 3 Conhecendo o ser hum ano S áb ad o - Ec 1 2 .1 3 ,1 4 Um dia prestarem os contas
90 L iç õ e s Bíb l ic a s

L E IT U R A B ÍB L IC A EM CLASSE E c le s ia s te s 1 2 .1 -8
T - Lem bra-te do teu C riad o r nos d ias da tua m ocidade, a n ­ tes que venham os m aus dias, e cheguem os anos dos quais ve n h a s a d iz e r ; N ão tenho neles contentam ento; 2 - antes que se escureçam o sol, e a luz, e a lua, e as estre­ las, e tornem a v ir as nuvens depois da chuva;
3 - no dia em que trem erem os g u a r d a s d a c a s a , e se cu rva re m os hom ens fortes, e cessarem os m oedores, p o r j á serem poucos, e se escu ­ recerem os que olham pelas ja n e la s ;

IN T E R A Ç Ã O
Prezado professor, estamos encerrando mais um trimestre. De todos os assun­ tos que estudamos nesta lição, os que nos trazem m ais perplexidades são as perspectivas apresentadas acerca da im previsibilidade da vida, o movimento dinâmico que ela apresenta e as contin­ gências da nossa existência. O homem que não confia em Deus pensa que foi lançado a esmo no mundo. Aqui, é que o crente em Jesus se distingue daqueles que não creem em Deus. Quando am a­ mos e tememos ao Senhor de todo o nosso coração, compreendemos a vida como algo finito no mundo, mas na esperança de brevemente encontrarmo-nos em ple­ nitude com um Deus “que tem, ele só, a im ortalidade e habita na luz inacessível” (1 Tm 6.16).
O B J E T IV O S Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

4 - e as duas p o rtas da ru a se fecharem p o r cau sa do baixo ruído da m oedura, e se le van ­ ta r à voz das aves, e todas as vozes do canto se baixarem ; 5 - com o tam b é m q u an d o tem erem o que está no alto, e h o u ver espantos no cam inho, e flo rescer a am endoeira, e o gafanhoto fo r um peso, e p ere­ cer o apetite ; porque o hom em se va i à sua etern a casa, e os p ra n te a d o re s a n d a rã o rode­ ando pela p ra ça ; 6 - antes que se quebre a ca ­ deia de p ra ta , e se despedace o copo de ouro, e se despedace o câ n ta ro ju n to à fonte, e se d esp ed ace a ro d a ju n to ao poço,

S a b e r que somos criatura; Deus, o Criador.
E x p lic a r os dois grandes m omentos da vid a (juventude e velh ice) e as duas dim ensões da existência hum a­ na (corporal e espiritual).

G u a r d a r os m andam entos do S e ­ nhor e praticar a sua justiça.
----- ~----- — -------- ---------- --------------------- --------- -- N

O R IE N T A Ç Ã O PED A G Ó G IC A
Prezado professor, sugerim os com o ativi­ dade pedagógica que faça o resumo dos principais pontos que foram abordados na lição ao longo desse trim estre. Essa atividade visa introduzir a aula dessa se­ mana. Aproveitam os a oportunidade para sugerir alguns pontos a serem relem bra­ dos: ( 1 ) 0 adultério; (2) O cuidado com o uso da língua; (3) A im previsibilidade e as contingências da vida. O professor pode­ rá am pliar esses pontos de acordo com a necessidade da sua classe.

7 - e o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu ,

8 - Vaidade de vaidade, diz o Pregador, tudo é vaidade.

L iç õ e s Bíb l ic a s

91

Í

e que os seus leitores têm isso muito bem resolvido. Com a expressão “lembra-te IN T R O D U Ç Ã O do teu Criador”, o sábio ensina aos homens que eles não passam de Salom ão chega ao final de criaturas. O termo hebraico para suas re fle x õ e s a ce rca da v id a lembrar, zakar, reforça essa ideia. “d e b a ix o do s o l”, O p re g a d o r Ele significa recordar, trazer a men­ conclui o seu ensino no capítulo te, fazer um memorial. É como se o 12 de Eclesiastes, con­ trastando vivid am en te APALAVRAS-CHAVE k pregador dissesse: “Co­ loque isso em sua mente os distintos momentos T e m o r: e, se possível, faça um ? da vida humana: ju v e n ­ tude e velhice, alegria e Sentim ento profundo memorial. Não esqueça que você é criatura e que tristeza, vid a e morte, de respeito e há um Criador”. presente e futuro, tem ­ obediência. 2. H á um C poral e eterno, O estilo ^ Se em Eclesiastes 12.1 o ad o tad o por Salo m ão pregador revela Deus como o Cria­ deixa-nos a sensação de que ele dor, no versículo 13, o livro mostra processa a sua reflexão de trás o Pai Celeste como o Supremo Juiz. para frente. Foi Deus quem criou e modelou O autor fala da juven tu d e a a criatura a quem Ele chamou de partir de uma análise realista da homem! Este fato nos obriga a en­ velhice. Fala da vid a com os olhos xergar o ser humano como criatura fitos na morte. Fala do tem poral com os olhos voltados ao eterno. e Deus como o Criador. O homem como ser temporal e Deus como o Fala da criatura a partir do Cria­ Eterno. Portanto, a partir dessa com­ dor. E fala do prazer da vida sem preensão, podemos encarar a vida perder de vista o julgam ento final. com mais humildade e prudência. Nessa última lição, verem os como o ensinamento do pregador S IN O P S E D O T Ó P IC O (1 ) nos ajuda a construir uma fé sa­ dia e fundam entada no tem or do Uma verdade que não pode Altíssimo. ser esquecida: somos criatura; há um Criador. I - UM A VERDADE QUE N Ã O P O D E SER E S Q U E C ÍD A RESPONDA 1. Som os c r ia tu r a . O último /. Como o p reg ad o r conclui o seu capítulo de Eclesiastes inicia-se ensino em Eclesiastes capítulo 12? com uma ex o rtação a que nos 2. Com a expressão “lembra-te do lembremos do nosso Criador. Uma das doutrinas mais bem definidas teu C riad o r”, o que o sábio quer da Bíblia é a da criação. Pela fé cre­ en sin ar ao hom em ? mos no Deus criador do universo II - O S D O IS G R A N D E S (Hb 11.3). Mas aqui, não temos o M O M E N T O S D A V ID A interesse apologético de provar a 1= A ju v e n t u d e . Salo m ão existência de Deus, pois Salom ão passa a falar sobre a juventude, parte do princípio de que Deus é,
92 L iç õ e s Bíb l ic a s

ou seja, o estágio da vid a que re­ presenta o período de maior vigor. 3. Em o Novo Testamento, qual é Ele se vale de várias figuras para o referen cial que o a u to r sagrado dem onstrar a nossa finitude e o usa p a ra exortar-nos a v iv e r a quão frágeis somos. Em Eclesiastes vida com os olhos fitos no M estre? 11.9, Salom ão havia falado da ju ­ ventude, destacando-a como uma I I I - A S D IF E R E N T E S fase de recreação e de satisfação. D IM E N S Õ E S D A Tais metáforas criam a im a­ E X IS T Ê N C IA H U M A N A gem da e x u b erân cia, elem ento 1. C o r p o r a l. Os sentimentos característico da m ocidade. Elas e fatos experim entados na vida — denotam que, nessa fase da vida, alegrias ou tristezas, acertos ou as pessoas não se preocupam com I erros, o presente ou o passado — lem branças, memoriais ou histó­ apenas são possíveis por causa da ria. É como se não houvesse um dimensão corporal de nossa exis­ referencial. Mas em o Novo Tes­ tência. O rei Salom ão chama-nos tamento, o autor sagrado mostra 1 a atenção para esse fato ao dizer esse referencial (Hb 12.2)— Jesus que “o pó volte à terra, como o era” Cristo — e exorta-nos a v iv e r a (Ec 12.7a). O texto bíblico denota vida com os olhos fitos no Mestre. que possuímos um corpo sujeito 2 . A v e lh ic e . No Eclesiastes, às limitações de espaço e tempo. a ju v e n tu d e é v is ta co m o um Por isso, não devem os esquecer estágio inicial e intenso da vida, que somos absolutam ente finitos. enquanto a velhice aparece com o Isso não significa que não temos o últim o estág io da existência, valor. Ao contrário, a Escritura de­ onde nada mais parece fazer sen­ monstra que a dimensão tem poral tido. O corpo físico, outrora forte, é tão im portante quanto a espiri- k robusto e cheio de vigor, agora se tual. Em 1 Coríntios 6.19,20, não m ostra enfraquecido pelos anos há dualismo entre corpo e espírito, da vida. como se este fosse bom e aquele De form a m etafórica, o sábio mau. Portanto, devem os cuidar do prova que a velhice é bem diferen­ nosso corpo e usá-lo sempre para te da ju ven tu d e. O prazer não é a glória de Deus. como antes (12.1), o sol não brilha 2 . E s p ir it u a l. Ec le sia ste s com o mesm o esplendor (12.2), e 12.7b revela que possuím os uma o m etabolism o do corpo não fu n ­ dim ensão espiritual da vida, pois ciona com o no passado (Ec 12.3o nosso espírito vo ltará “a Deus, 5). Enfim , a ve lh ice mostra-nos que o deu”. O contexto do capítulo com o som os frágeis, sujeitos a 12 de Eclesiastes faz um contraste „ quebrar a qualquer instante (12.6). entre o tem poral e o eterno, não d eixand o d ú vid as que o term o S IN O P S E D O T Ó P IC O ( 2 ) h e b raico ru a ch , tra d u z id o por Os dois grandes m om entos fôlego, hálito e espírito, significa I da vid a que o sábio a p re se n ta p recisam en te “esp írito ” com o a no Eclesiastes são a ju ven tu d e e parte im aterial do hom em (1 Ts È a velhice. 5.23; 2 Co 5.8; Fl 1.23).
Liçõ es Bíb l ic a s 93

A ssim co m o cu id a m o s da nossa dim ensão m aterial, d e v e ­ mos cuidar da espiritual (2 Co 7.1; 1 Tm 4.8). E apesar de o homem ser constituído por duas d im en ­ sões existenciais — a hum ana e a espiritual — , elas não são inde­ pendentes entre si, pois o homem é um ser integral (1 Ts 5.23).

S IN O P S E D O T Ó P IC O ( 3 )
As duas distintas dim ensões da existência hum ana encontra­ das no livro de Eclesiastes são a corporal e a espiritual.

g

RESPONDA

I

i 4. Segundo a lição, o que I Corín1 tios 6.19,20 ensina-nos acerco do corpo e espírito?

IV - P R E S T A N D O C O N TA DE T U D O

tên cia sobre o ju lg a m e n to a que tod o ser hum ano estará sujeito. O p reg ad o r diz que “ Deus há de tra z e r a ju íz o to d a o b ra e até tudo o que está en co b erto , quer se ja bom , q u e r se ja m a u ’’ (E c 12.14). As nossas o bras e ações serão a va liad a s por Deus, pois para Ele os v a lo re s estão bem d e fin id o s : o c e rto e o e rra d o nunca m udam . O term o hebraico m ishpat, usado nas últim as p alavras de Salomão, possui o sentido jurídico de tom ada de decisão. Chegará, pois o dia da prestação de con­ tas de todos os hom ens. O Justo Ju iz decidirá o nosso destino (Rm 14.10,12). Tais palavras não são intim idatórias, mas um convite a vive rm o s com responsabilidade diante de Deus e da sociedade.

S IN O P S E D O T Ó P I C O (4 )

Todo hom em não deve e s­ 1. G u a rd a n d o o m a n d a ­ quecer isto: Um dia prestarem os m e n to . Após falar da brevidade contas de tudo a Deus. da vid a e da necessidade de se buscar em Deus um sentido para RESPONDA ela, o sábio conclui que o dever 5. Q u al o d ever de todo o hom em ? de todo homem é tem er a Deus e guardar os seus m andam entos CONCLUSÃO (Ec 12.13). Aqui, há duas coisas A v id a é um co n traste e n ­ que precisam ser ditas. Prim eira, tre a alegria e a tristeza, entre a vida é dinâm ica, mas precisa de a ju ven tu d e e a velhice, entre a regras e norm as. Segunda, é nos­ vid a e a morte, entre o passado so dever o u vir e guardar a Palavra e o presente. Não há com o fugir do Senhor no coração. a essa realidade. Sabendo que a O m a n d a m e n to d iv in o é nossa vid a “debaixo do sol” é tão constituído de princípios eternos fugaz, cabe-nos procurar vivê-la e, para o nosso próprio bem, te ­ da m elhor m aneira possível, pois mos de observá-los e acatá-los in­ esse é um dom do Criador. tegralm ente fazendo tudo quanto S a lo m ã o , em sua s in g u la r o Criador requer de nós, pois esta s a b e d o ria , nos en sin a: tem a a é a vontade de Deus (1 Jo 5.3). Deus 2 A g u a r d a n d o o ju l g a - em todo o tem po. Só assim serem os felizes. ^ m e n to . Nas últim as p alavras do §l Eclesiastes, há um a séria a d v e r­
.

94

L iç õ e s Bíb l ic a s

rA U X IL IO
V O C A B U L Á R IO
Esm o: Cálculo apenas aproxi­ mado; estim ativa, conjetura.

BIBLIOG RÁFICO I

S u b s í d io T e o ló g ic o

“ [Os jo v e n s ] devem ser en si­ nados a co n sid erar a Deus com o in tim id a tó ria : Ato ou efeito de supremo. Ele expõe a verdade de que ‘o intimidar. Provocar apreensão, tem or do Senhor é o princípio da receio ou temor. F u g a z: Rápido, ligeiro, veloz. ciência’ ([Provérbios 1] v .7); é a parte O que desaparece rapidamente, principal do conhecim ento; é o que inicia o co nhecim ento, isto é, (1) de todas as coisas que devem ser B IB L IO G R A F IA S U G E R ID A conhecidas, esta é a mais evidente HENRY, Matthew. C o m e n tá rio - que Deus deve ser tem ido, deve B íb lic o A n tig o T e s ta m e n to ser reverenciado, servido e adorado; - Jó a C a n ta re s d e Salom ão. este é o princípio do co nhecim en­ to, e não sabem nada os que não 1 .ed. Rio dejaneiro: CPAD, 2010. sabem isto. (2) Para adquirir todo o MELO, Joel Leitão de. E c le sias conhecim ento útil, é extrem am ente te s v e rs íc u lo p o r v e rs íc u lo . n ecessário que tem am os a Deus; Rio d e ja n e iro : CPAD, 1999. nós não som os qu alificad os para PALM ER, M ichael D. (Ed.) P a­ nos beneficiar das instruções que n o ra m a d o P e n s a m e n to nos são dadas, a menos que nos­ C ris tã o , l.e d . Rio d e ja n e iro : sas m entes sejam possuídas por CPAD, 2001. uma santa reverência por Deus, e que cada pensam ento em nós seja íevado à obediência a Ele. Se alguém SA IB A M A IS q u iser faz e r a v o n ta d e de Deus, Revista Ensinador Cristão deve co nhecer a sua doutrina (Jo CPAD, n ° 56, p.42. 7.1 7). (3) Assim como todo o nosso conhecim ento deve se originar do tem or a Deus, ele tam bém tende a RESPOSTAS D O S EXERCÍCIO S este temor, com o sua perfeição e 1. C o n tra sta n d o v iv id a m e n te os centro. Sabem o suficiente os que distintos m om entos da vid a hum a­ na: ju ve n tu d e e velhice, alegria e sabem com o te m e r a D eus, que tristeza, vid a e morte, presente e são cuidadosos em todas as coisas, para agradar a Ele e tem erosos de futuro, tem poral e eterno. 2. O sábio ensina aos hom ens que ofendê-lo em algum a coisa; este é eles não passam de criaturas. o Alfa e o Ôm ega do conhecim ento” 3. Je su s Cristo. (HENRY, Matthew. C o m e n tá rio Bí­ 4. Que não há dualism o entre corpo b lic o A n tig o T e s ta m e n to - Jó a e espírito, com o se este fosse bom C a n ta re s d e S alo m ão . 1.ed. Rio de e aquele mau. 5. Tem er a Deus e guardar os seus Janeiro: CPAD, 2010, p .720).
m andam entos.

• •

L iç õ e s Bíb l ic a s

95

A U X ÍL IO BIBLIO G RÁFICO II
S ub síd io T eo ló g ic o “ [P re s ta n d o c o n ta s à lu z d o S e rm ã o d o M o n te ] Em um im portante sentido, todo o Serm ão do Monte represen­ ta uma simples expansão desse apelo com passivo. Com eçando no mesm o ponto de partida — um lamento sobre a im inente destrui­ ção de Jerusalém — Cristo sim plesm ente am plia a sua perspectiva e transm ite aos discípulos um extenso apelo que inclui desde o futuro escatológico até o m om ento do seu retorno e do juízo que o acom panhará. Portanto, esse m esm o espírito que inspirou o pranto de Cristo sobre a cidade de Jerusalém , perm eia e dá um colorido a todo o Serm ão do Monte. E Mateus, que estava presente e ouviu em prim eira mão, registrou tudo isso no seu Evangelho, que é como um farol para todos os pecadores, em todos os tempos. Trata-se do últim o e terno apelo do Senhor para o arrependim ento, antes que seja tarde demais. Exam inando esse sermão tam bém vem os que todos os vários apelos de Jesus para sermos fiéis e todas as suas advertências para estarm os preparados ficam reduzidos a isso: eles representam um com passivo convite para nos arrependerm os e crerm os. Ele está nos prevenindo de que devem os nos preparar para a sua vinda porque, quando retornar, Ele trará o Ju íz o Final. E, ao concluir o seu sermão, Ele descreve detalhadam ente esse juízo. Essa parte remanescente do Serm ão do Monte transm ite uma das mais severas e solenes advertências sobre o juízo em toda a Escritura. Cristo, o Grande Pastor, será o Juiz, e irá separar suas ovelhas dos bodes. Estas palavras de Cristo não foram registradas em nenhum dos outros Evangelhos. Mas Mateus, pretendendo retratar Cristo com o Rei, mostra-o aqui sentado no seu trono terreno. Na verdade, esse juízo será o prim eiro ato depois do seu glorioso retorno à Terra, sugerindo que esta será a sua prim eira atividade como governante da Terra (cf. SI 2.8-12). Esse evento inaugura, portanto, o Reino Milenial, e é distinto do ju íz o do Grande Trono Branco descrito em Apocalipse 20, que ocorre depois que a era milenial chega ao fim. Nesse caso, Cristo está julgando aqueles que estarão vivos no seu retorno, e irá separar as ovelhas (os verdadeiros crentes) dos bodes (os descrentes). Os bodes representam a m esm a classe de pessoas que são retratadas como servos maus, com o virgens im prudentes, e como o escravo infiel nas parábolas im ediatam ente precedentes” (M ACARTHUR JR ., John . A S e g u n d a V in d a . 1 .ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2008, pp.l 80-81).

96

L iç õ e s Bíb l ic a s

f£ â d à d \^

com
Q d o rfé

. Chartes SwindoU

Vivendo Provérbios

V ivendo

ftOltôWlsOi

ilu s tra tiva

C S

h arles

R.

imagem

m eram ente

w in d o l l

Quanto m ais m e d ita rm o s nas Escrituras, mais óleo aplicaremos à nossa engrenagem diária. Os trinta e um capítulos do Livro de Provérbios estão cheios de cápsulas de verdade, muitas na forma de uma breve máxima, que nos ajudam a encarar e até superar as dificuldades da vida. Por meio de um programa de 26 semanas de leitura, Charles Swindoll mostra o quanto a sabedoria de Provérbios, a mais prática e realista instrução da Bíblia, é uma Inspiração para enfrentarmos os conflitos diários.

v /w vf.cp atf.co m .bf/iretíeíso clais

«o

: .

• • .;; ' ...... . t. . " :;• • •■ .....

CPAD

DE TODOS ES ESC RITO RES » A G O R A EMI s u a B í b l i a

j-çTj B íb lia c o m A n o ta ç õ e s A . W . T o ze r ^ Nesta Bíblia com Anotações temática,

COM ANOTAÇOES

")fc você encontra mais de 500 seleções e ensinamentos de um dos autores cristãos fundamentais do século XX, ^ Aiden Wiíson Tozer. Além das riquezas da própria escritura em versão Almeida e Corrigida, os fragmentos textuais do autor estão organizados em boxes ^ onde você encontra conteúdos de teores teológico, pastoral e devocionál. M Desfrute também dos mapas, das M palavras de Jesus destacadas em ^ vermelho, da concordância bíblica, ^ notas, contextualizações e muito mais. Ao se deparar com os escritos de A W

A. W. TOZER

C o NCORDÀ>*-3 A

0

Tozer, seu pensamento cristão nunca mais será o mesmo.
C ôd.: 216231 / 13.5x21cm

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->