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Apostila Tolerância Geométrica SENAI

Apostila Tolerância Geométrica SENAI

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DIMENSIONAMENTO E TOLERÂNCIA GEOMÉTRICA (GD&T

)

Feverei ro - 2007

SUMÁR IO

Introdução ..................................................................................... 4 Histórico do GD&T ......................................................................... 5 1 - GENERALIDADES - .................................................................. 6 1.1- Desenhos de Engenhari a ..................................................... 6 1.2- Regras funda mentai s do dimensio na mento ........................... 6 1.3- Siste ma de tol erânci as coordenadas .................................... 8 1.3.1- Desvantagem do siste ma de tolerânci as coordenadas ......... 8 1.4- O sistema de Di mensiona mento e Tolerâncias Geométri cas ... 8 1.4.1- Benefíci os do GD&T ......................................................... 9 1.4.2- O grande mito do GD&T .................................................... 10 2– CONCEITO S BÁSI COS .............................................................. 12 2.1- Indi cações de tolerância geométri ca ..................................... 13 2.2- Símbolos indicativos das tol. geométri cas ............................. 14 2.3- Forma de indicação das tol. geométricas nos desenhos ......... 15 2.4- Indi cação no el emento tol erado............................................ 19 2.5- i ndicação no el emento de referência .................................... 20 2.6- Representação das cotas básicas ........................................ 22 2.7- Ca mpo de tol erânci a ........................................................... 22 2.7.1- Área dentro de u m círcul o ................................................. 22 2.7.2- Área entre círculos concêntricos ....................................... 23 2.7.3- Área entre duas retas paral elas ........................................ 23 2.7.4- Espaço dentro de u m círcul o ............................................. 23 2.7.5- Espaço entre doi s cili ndros coaxiais .................................. 24 2.7.6- Espaço entre doi s planos paralelos ................................... 24 2.7.7- Espaço dentro de u m paral elepípedo ................................. 24

3- TOLERÂNCI AS GEOMÉTRI CAS DE FORMA ................................. 25 3.13.23.33.43.53.6Tolerância Tol erância Tolerância Tolerância Tol erância Tolerância de retili neidade .................................................. 25 geométri ca de pl aneza ........................................ 27 de circul ari dade.................................................. 28 de cilindricidade ................................................. 29 de perfil de uma linha qual quer............................ 29 de perfil de superfíci e qual quer ........................... 30

4- TOLERÂNCIA D E ORIENTAÇÃO.................................................. 32 4.1- Tolerância de par alelismo .................................................... 32 4.1.1- Tol . de paral. de uma linha em r elação a uma linha de ref. .. 32 4.1.2- Tol . de paral. de uma linha em r el. a uma sup. de ref. ......... 34 4.1.3- Tol . de paral. de uma sup. e m r elação a uma sup. de ref. .... 35 4.2- Tol erância de perpendicularidade......................................... 35

2

4.2.14.2.24.2.34.2.44.34.3.14.3.24.3.34.3.4-

T. de perp. de uma linha e m rel ação a u ma linham de ref. ... 35 T. de perp. de uma linha e m rel ação a u ma sup. de ref. ...... 36 T. de perp. de uma sup. e m rel ação a u ma linha de ref. ...... 37 Tol . de perp. de uma sup. e m rel ação a uma sup. de ref. .... 38 Tol erância de inclinação................................................... 38 Tol . de inc. de uma linha e m rel ação a u ma linha de ref. ..... 38 Tol . de inc. de uma lnha e m rel ação a u ma sup. de ref. ...... 39 Tol . de inc. de uma sup. e m relação a u ma l inha de ref. ...... 40 Tol . de inc. de uma sup. e m relação a u ma sup. de ref. ...... 40

5- TOLERÂNCIA DE POSIÇÃO ...................................................... 41 5.1- Tol erância de posição de um pont o ...................................... 41 5.2- Tol erância de posição de uma linha ..................................... 42 5.3- Tol . de posição de uma sup. plana ou de u m plano médio ...... 43 5.4- Tolerância de concentrici dade ............................................. 44 5.5- Tolerância de simetri a ......................................................... 44 5.5.1- Tol erância de simetri a de u m plano médio ......................... 45 5.5.2- Tol erância de simetri a de u ma linha ou de u m eixo ............. 45

6- TOLERÂNCIA DE B ATIMENTO .................................................. 47 6.1- Tolerância de batimento circul ar .......................................... 48 6.1.1- Tolerância de batimento circul ar radi al .............................. 48 6.1.2- Tolerância de batimento circul ar axial ............................... 49 6.1.3- Tol erância de batimento circular e m qualquer di reção......... 50 6.1.4- Tol erância de bat. circular com direção específi ca.............. 50 6.2- Tolerância de batimento total ............................................... 51 6.2.1- Tolerância de batimento total radi al................................... 51 6.2.2- Tolerância de batimento total a xial .................................... 51 LISTA DE QUADROS Quadro nº 01 – Desenho com utilização de GD&T ....................... 09 Quadro nº 02 - Símbolos das tolerâncias geométri cas ................. 15 Quadro nº 03 – símbolos dos modificadores ................................ 15 BIBLIOG RAFIA ........................................................................... 52 ANEXOS ..................................................................................... 55

3

Introdução Apesar do alto nível de desenvolvimento tecnológico, ainda não é possível produzir peças perfeitamente e xat as. Por causa desta situação a aproxi mada mente 300 anos foram criados si stemas de tolerânci a dimensional . Um destes siste ma s de tolerânci a é conhecido co mo siste ma cartesiano, e continua sendo ensinado nas escolas técnicas e faculdades de engenharia. Sendo usado isoladamente, alé m de estar obsoleto, aumenta o custo dos produtos. Para que os produtos industri ais brasil eir os seja m competiti vos, é necessário que modernas ferra mentas seja m util izadas a partir dos projetos dos mesmos até a sua fabricação. Para buscar u ma melhor qualidade e co mpetiti vidade de seus produtos, as e mpresas passarão a cada vez mais utili zar uma ferra menta muito importante que é o GD&T. Esta ferra menta controla al é m das di mensões cartesianas, a forma e posição dos el ementos de u ma peça.

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HIST ÓRICO DO GD&T

O criador do GD&T foi Stanley Parker, engenhei ro inglês da fábrica de torpedos da mari nha britânica, localizada na cidade de Alexandria, Escócia. Nessa época, 1940, acreditava-se que o err o era i nevitável . Tudo que era produzido, não importando o quê, continha um percentual de peças rui ns. O modelo i ndustrial da época tinha obrigatoriamente duas etapas: fabri car e inspecionar, para retir ar as peças ruins do lote produzido. Stanley Parker, pressionado pelo esforço de guerra, provocou uma grande controvérsia ao realizar uma e xperi ência inédi ta. Montou produtos com peças reprovadas na inspeção. Em sua e xpe ri ência constatou que a parte crítica na montage m dos produtos são os centros dos elementos das peças, para isso o campo de tolerância deveria ser circular e não quadrado como o sistema cartesiano determina. Com u m campo de tolerânci a circular se ganha 57% de au mento na margem de erro. Então Parker concluiu que as peças reprovadas, na verdade, eram peças boas. O que estava errado era o conceito de peça rui m. Assi m nasceu o GD&T, que utili za campos de tolerâncias cilíndricos. Esta foi a pri meir a alteração sofrida pelo sistema cartesia no, 300 anos após a sua criação.

“ Em 1945 o exército publ icou um ma nual de dimensiona mento e tolerâncias que introduzia o uso dos símbolos (melhor do que notas) para especificar toler âncias de forma e posição.” (Krulikowski, 1988, pg.11).

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1 – Generalidades As informações deste material estão baseadas na norma ASME Y14.5M-199 4. ASME Y14.5M-1994 é a norma de di mensiona mento e tolerânci as. ASME signi fica Ameri can Society of Mechanical Engineers. O Y 14.5 é o nú mero d a nor ma. O “ M” é para indicar que a nor ma é métrica, e 1994 é o ano que a nor ma foi ofi cialmente aprovada.

1.1 - Desenhos de Enge nharia Um desenho de engenharia é u m do cumento que comunica u ma descrição precisa da peça. Esta descri ção consiste de figuras, palavras, números e símbolos. Juntos esses el e mentos comunicam as infor ma ções da peça par a todos os usuários do desenho. incl uem: Geo metri a (aspecto, ta manho, e for ma da peça); Relaci onamentos funcionai s críticos; Tol erâncias permissíveis para funções adequadas; Materi al, tratamento tér mico, revesti mento de superfícies; Infor mações da documentação da p eça (nú mero da peça, nível de revisão). As informações dos desenhos de engenharia

1.2 - Regras Fundamentais do Dimensioname nto As Regras Funda mentais do Dimensiona mento é u m grupo de regras gerais para dimensiona mento e interpretação de desenhos. ASME Y14.5M-1994 tem definido u m grupo de regras funda me ntais para este propósi to. As dez regr as funda mentais estão li stadas abaixo: 1. Cada di mensão deve ter u ma tolerância, exceto aquelas dimen sões especifi camente identi ficadas como referência, má xi mo, míni mo , ou ta manho de co mercial (estoque comer cial). 2. Dimensiona mento e toler ância devem se completar, havendo u ma

defini ção completa de cada elemento da peça. 6

3.

As di mensões deve m ser seleci onadas e arranjadas para satisfazer as

relações de função e mon tage m de uma peça e não deve ser sujeitas a mais do que u ma interpretação. 4. O desenho deve defini r uma peça sem especifi car os métodos de

manufatura. 5. Um ângulo de 90º apli ca-se onde as li nhas de centro e as li nhas dos

elementos descri tos são mostradas no desenho de ângulos e xatos, e não são mostradas di mensões. 6. Um ângulo básico de 90º apli ca-se onde as li nhas de centro dos

elementos de uma for ma – ou superfícies mostradas em ângulos exatos de u m desenho – são localizadas e definidas por dimensões básicas, e não é especifi cado o ângulo. 7. A menos que de outra forma não especifi cado, todas as dimensões são

aplicadas a 20º C (68º F). 8. Todas as dimensões e tolerâncias são apli cadas em condições de

estado li vre. Este princípio não se aplica as peças não-rígi das. 9. A menos que de outra forma especifi cada, todas as toler âncias

geo métricas apli cam-se a profundi dade total, co mpri mento, e largura do elemento. 10. Dimensões e tolerâncias aplicam-se so mente ao nível de desenho onde eles são especifi cados. Uma dimen são especificada em u m detalhe do desenho não é mandatóri o para o elemento do desenho de montage m.

As primeir as três regras estabelecem convenções de dimensiona mento, regr a quatro expressa que os método s de manufatura não deve m ser mostrado s. Regras cinco e sei s estabelecem as convenções para ângul os de 90º. Regras sete, oito e nove estabelecem condições por definição (default) para

dimensões e zona s de toler âncias. A regra dez estabelece uma convenção para qual nível de desenho as di mensões e tolerânci as se aplicam.

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1.3 - Sistema de tolerâncias coorde nadas Por quase cento e cinqüenta anos, u m siste ma de tolerânci as chama do “ tolerâncias coordenadas” foi o sistema de tolerânci as predominante usado nos desenhos de engenharia. Tolerâncias coordenadas é um siste ma d e dimensiona mento onde um ele mento da peça é localizado (ou defini do) por signi ficar tolerâncias retangul ares com tolerâncias dadas.

1.3.1 - Desva ntagens do sistema de tolerâncias coordenadas As toler âncias coordenadas fora m b e m sucedidas quando as co mpanhias era m pequenas, porque ele era fácil de comunicar ao operador para e xpli car qual era a intenção do desenho de engenharia. Passado os anos, as companhias crescera m de tamanho, as peças foram obtidas por muitos recursos. A habil idade para o projetista e o operador de co municar

dir etamente foi di minuída, e as desvantagens do sistema de toler âncias coordenadas tornaram-se evidentes. Tol erâncias coordenadas simplesmen te não te m a precisão completa de comu nicar as exigências da peça. Tol erâncias coordenadas contêm três grandes desvantagens. São elas:

1. Zonas de tolerâncias quadradas ou retangular es; 2. Zonas de toler âncias de tamanho fi xo; 3. Instruções equivocadas para inspeção.

1.4 - O Sistema de Di mensio name nto e Tolerâncias Geomét ricas O Dimensiona mento e Tol erância Geométrica (GD&T) é u ma linguagem internacional que é usado em desenhos de engenharia para descrever exata mente uma peça. A li nguagem do GD&T consiste de um be m-defini do grupo de símbolos, regras, defi nições e convenções. GD&T é uma li nguagem mate mática preci sa que pode ser usada para descrever o tamanho, for ma, orientação e locali zação de elementos (features) da peça. GD&T é també m u ma fil osofia de projeto de co mo pro jetar e di mensionar peças. A figura a 8

seguir mostra u m e xe mplo de u m dese nho de engenhari a com uso do GD&T.
0.5 D A E R B 3.2 2X 8.4 THRU 8.0 0.28 M PARTING LINE 35 PT. D 10 A B C

0.13 0.00 FLASH

45°

A

4 3 10.25 9.75 0.1 1.6

B

10 20

PT. E

1.6

C
REV. DESCRIPTION DATE

Ace Widget Co.
NOTES: LOCATION OF EJECTOR PINS & GATE MUST BE APPROVED BY ENGINEERING DRAFT ADDS MASS
DRAWN BY:

Jamy Krulikowski
Dimensions: ±0.25

DATE:

15MY90

Unless otherwise specified: Angle: ± 1°

Drawing per ANSI Y14.5 - 1982

MATERIAL:

380 ALUM

PART NAME: PART NO:

STOP - VERTICAL
28-0062

Q uadro nº 0 1: De se nho com ut i li zaç ão de G D&T

Filosofia de Projeto das Tolerâncias Geométricas Tol erâncias geométricas encoraja m u ma fil osofia de dimensiona men to

chamada “ di mensiona mento funcional” . Dimensionamento funcional é uma fil osofia de di mensiona mento que def ine uma peça baseada nas funções d o produto final. A fil osofia do di mensionamento funcional é encorajada e m muitos l ugares através da norma Y14.5. Embora o di mensiona mento funcional é a fil osofia, não significa que o projetista deva projetar o componente sem adotar outros fatores na consideração. 1.4.1 - Benefícios do GD&T - Melho ria na Comunicação GD&T pode fornecer uniformidade nas especifi cações e interpretações do desenho, através disso reduz as controvérsias e suposições. Projeto,

produção e inspeção, todos trabal ham na mesma li nguagem. 9

- Fornece Melhor Projeto do Produto O uso do GD&T pode melhorar o projeto do produto por fornecer aos projetistas as ferra mentas para “ dizer o que el as signi ficam” , e por seguir a fil osofia do dimensiona mento funcional . - Aumenta a Eficácia das Tolerâncias Há duas maneiras das tolerâncias sere m au mentadas através do uso do GD&T. Pri meiro, sob certas condições o GD&T fornece “ bônus extra” de tolerância para a manufatura. Esta tolerância adicional pode fazer

signi ficantes econo mias de di nheir o nos custos de produção. Segundo, pel o uso do di mensiona mento funcional , as tol erâncias são designadas para a peç a sob as exigências funcionais. Isso oferece resultados de u ma tolerânci a mai or para a manufatura. Ele elimina os probl emas que resultam quando os projetistas copi a m tolerâncias existentes, ou desi gnam tolerâncias apertadas, por que el es não conhecem como dete r minar uma toler ância razoável” .

1.4.2 - O Grande Mito do GD&T Mesmo que as tolerânci as geométricas tenham sido acei tados por muitas companhias e i ndivíduos, ele ainda é associado com u m grande mito. O Grande Mito do GD&T é a concepção errada de que as tol erâncias geo métri cas aumenta m os custos do produto. O mito ve m de dois fatores. O primeiro é o medo do desconhecido; ele é simples para ser uti li zado em situa ções que não estão bem entendidas. Quando u ma peça é di mensionada co m G D&T para fazer esti mação de custo, as pessoas tende m a au men tar a a vali ação de quanto a peça irá custar simples mente porque elas estão com medo das exigênci as que o desenho contém, por não estarem aptas a interpretar. As tolerâncias geométricas levam a culpa para os custos altos, ma s na reali dade, as tolerâncias geo métricas provavelmente per mitem a peça maiores tolerânci as, e os

usuários do desenho não entenderam como interpretar desenho. O segundo fator que ajuda a criar o mito são as práti cas pobres de projeto. Muitos desenhos contêm tolerâncias que são muito di fíceis de obter em produção, sem levar em consideração de qual sistema de dimensiona mento é usado. Isso se origina de projetistas que simples mente não toma m os devid os cuidados em deter minar as tol erâncias. De certo modo a li nguagem do 10

GD&T l eva a culpa. El a não é a causa do defeito da linguagem; ela é do projetista. O fato é que quando que corretamente usado, o GD&T ECONOMIZ A

DINHEIRO. O grande mito sobre tolerâncias geométricas pode ser eliminado com u m melhor entendi mento das t oler âncias geomé tricas por a mbos os projetistas e os usuários dos desenhos. Si mples mente propor conhecimento é a chave para eliminar o mito. Vamos revisar e m poucos FATOS sobr e as tolerâncias geométri cas: GD&T au menta as toler âncias com zon as de tolerâncias cir culares. GD&T per mite toler âncias adici onais (bônus). GD&T per mite ao pro jetista u ma co mu nicação mais clara. GD&T elimina confusão na inspeção.

11

2 – Conceitos básicos p ara interpretação das normas

Todo corpo é separado do meio que o envol ve por uma superfície. Esta superfície, que li mita o corpo, e cha ma da de superfície real . A superfície real do corpo não é idêntica à superfície geométrica , que corresponde à superfície i deal, representada no desenho. Para fins práticos, considera-se que a superfície geométr ica é i senta de erros de forma, posição e de acabamento. Ao término de um processo de fabricação qualquer, o corpo apresenta uma superfície efetiva . Esta corresponde à superfície avaliada por meio de técnicas de medição e se aproxi ma da superfíci e real. I maginando uma superfície geo métrica cortada por um plano per pendicular, co mo mostra a figura, você obterá um perfil geométrico .

O perfil real é o que resulta da interseção de uma superfície real por u m plano per pendicular.

Já o perfil obtido por meio de aval iação ou de medição, que corresponde a u ma i mage m apro xi mada do perfi l r eal, é o chamado perfil efeti vo .

As diferenças entre o perfil efeti vo e o perfil

geométrico são os erros 12

apresentados pela superfície em e xa me e são genericamente classifi cados em dois grupos. Erros Mac rogeométricos: ta mbé m conhecidos co mo erros de for ma e/ou de posição. Pode m ser detectados por instru mentos convencionai s como rel ógios comparadores, micrô metros, esquadr os, desempenos, etc. de acordo com a necessidade, podem ta mbé m ser detectados por equipamentos eletrônicos. Erros Microgeométricos: for mados por sul cos ou marca s deixadas nas superfícies efetivas pel o processo de usinagem, defor mação no trata mento tér mico, tensões residuai s de forja me nto ou fundição. Detecta-se por meio de instrumentos, co mo rugosí metros e perfiloscópios. Esses erros são também definidos co mo rugosidade da superfície.

2.1 - Indicações associados)

de

tolerâ ncias

geo métricas

(elementos

isolados

e

Os ele mentos tolerados, tanto isol ados como associados, podem ser li nhas, superfícies ou pontos. A tolerância r efere-se a um elemento isolado quando ela se apli ca dir etamente a este elemento, independente dos de mais el ementos da peça, como mostr a a figura a seguir .
E l emen t o I so l ad o
indic a t oler ância

Quando a tolerânci a refere-se a elementos associados , u m desses el e me ntos será o toler ado e o outro será a referência. Os elementos de referênci a també m pode m ser l inhas, superfícies, pontos ou ainda planos de si metria. Na verifi cação, o elemento de referência, embora se ja u m ele mento real da peça, é se mpre considerado co mo ideal, isto é, isento de erros.
El emen to s asso ci ad o s

Alguns tipos de tol erância só se apli ca m e m ele mentos isol ados. Outros só se aplicam e m ele mentos associados. E há certas características que se aplicam tanto e m ele mentos isol ados como elementos associados. 13

Confor me as nor mas técnicas sobre t olerância geométri ca, as características toleradas podem ser relacionadas a: forma, posição, orie ntação e batimento. A tolerânc ia de forma é a variação per miti da em rel ação a uma for ma perfei ta definida no projeto. Esta variação pode ser de: • • • • • • Retilineidade (retitude) Planeza Circul aridade Cilindrici dade Perfil de linha qualquer Perfil de superfície qualquer

A tolerância de orientação refere-se ao desvio angular aceitável de um elemento da peça e m rel ação à sua incli nação ideal, prescrita no desenho. Esse desvio pode ser de: • • • Paralelismo Perpendicularidade Incli nação

A tolerância de po sição estabelece o desvio ad missível de l ocali zação de um elemento da peça, em rel ação à sua locali zação teórica, prescrita no projet o. Pode ser de: • • • Concentricidade Si metria Posição

A tolerância d e batimento refere-se a desvios compostos de for ma e posição, e m rel ação ao eixo de si metr ia da peça, quando esta é sub metida a rotação. Pode ser de bati mento: • • Circul ar Total

Quanto à direção pode ser axial , radial, especifi cada ou qualquer . 2.2 - Símbolos Indicativos das T olerâncias Geométricas Cada tipo de tol erância geométrica é identi ficado por um símbolo apropr iado. Esses símbolos deve m ser usados n os desenhos técnicos para i ndicar as tolerâncias especificadas. O quadro a seguir apresenta uma visão de con junt o das tolerânci as geométri cas e seus respectivos sí mbolos.

14

T ipo de tolerância Eleme ntos Isolados

Característica T olerada Retitude (retilineidade)

Símbolo __

Forma

Planeza Circ ularidade Cilindricidade De linha qualq uer De superfície q ualque r Paralelis mo

Eleme ntos isolados ou associados

Perfil

Orientação Perpendicula ridade Inclinação Eleme ntos Associados Posição Localização Concent ricidade Simet ria Movime nto Batimento ci rcula r Batimento total
Q uadro nº 0 2: Sí m bol os de T ol erânc i a s geom ét ri cas

S i g n i fi cad o do s sí mb o lo s Co n d i ção d e máxi mo materi al Co n d i ção d e mí n i mo materi al Camp o d e t o l erân ci a p ro j et ad o Est ad o l i vre P l an o t an g en t e Rai o esféri co Di âmetro Di âmetro esf éri co Rai o Co n t ro l e d e rai o Q uadro nº 0 3: Sí m bol os m odif i cador e s

Co n fo rme ASM E Y 14. 5M

M L P F T S R ∅ S∅ R CR

2.3 - Forma de indicação das tolerâncias geométricas nos desenhos técnicos Nos desenhos técnicos, a característica tolerada deve estar indicada em um quadro retangular, divi dido em duas ou mais partes. Nessas divisões são inscritos, da esquerda para a dir eita, na seguinte ordem: • Símbolo da característica a ser toler ada; 15

• •

O valor da tolerância para dimensões lineares. Se a zona de tolerância tiver a forma circul ar ou cilíndrica, este valor deve ser precedido do símbolo de diâmetro (Ø); Letra ou letras, quando for o caso, para identificar os elementos to mados como referência.

Os exe mplos a segui r ilustram diferentes possibilidades de indicação nos quadros de tolerância.

Na figura da esquerda, o símbolo i ndica que se trata de toler ância de circul aridade. O valor 0,1 indica que a tolerância é de um décimo de mil í metro, no má xi mo. Neste caso, trata-se de toler ância de um ele ment o isol ado. Na figura central, o valor da tolerância també m é de 0,1 , mas o símbolo índi ca que se trata de tolerância de retili neidade. A novidade é o sinal de diâmet ro antes do valor da tol erância, que i ndica que o campo de tolerância neste cas o te m a for ma cil índrica. Na figura da direita, o símbolo mostra que está sendo indi cada uma tolerância de paraleli smo. Este tipo de tolerância só se aplica a elementos associados. Portanto, é necessário i dentificar o el emento de referência, neste e xe mp lo representado pel a letra A . No exe mplo anteri or, apenas um elemento foi tomado como referência. Mas, há casos e m que é necessári o indicar mais de u m ele mento de referência. Quando isso ocorre, algumas regras deve m ser seguidas. Os exemplos a seguir mostra m as formas possíveis de i ndicação de mais de u m ele mento de referência. D u as r ef e r ê n c i a s c o m
Pri m ár i a S ec u n d á r i a M es m a i m p o r t â n c i a M es m o e l e m e n t o d e r ef er ê n c i a

T er c i á r i a

Na figura da esquerda, as letras A , C e B servem para i ndicar quantos e quais são os elementos to mados como refer ência. Quando as letras que representam os el ementos de r eferência aparecem em comparti mentos separados, a seqüência de apresentação, da esquerda para a direita, i ndica a or dem de pri ori dade. Neste exemplo, o el emento de referên cia A te m prioridade sobre o C e o B ; e o elemento C te m pri ori dade sobre o B . Na figura do meio, as l etras A e B aparece m no mesmo comparti mento. Isso indica que os doi s elementos de referê ncia têm a mesma i mportância. 16

Fi nalmente, na figura da direi ta, as letras A e B estão i nscritas no mesmo comparti mento, mas aparece m separ adas por hífen. Essa indi cação deve ser usada quando as letras diferentes rel acionam-se ao mesmo ele ment o de referência. Se a tolerância se apl ica a vári os elementos repetiti vos, isso deve ser i ndicado sobre o quadro de tolerância, na forma de u ma nota. O nú mero de el e mentos aos quais a tolerância se refere deve ser seguida por um sinal de multi plicação ou pode-se escrever direto a quantidade de ele mentos a sere m tolerados, co mo mostram as figuras a seguir.

Se for necessário especi ficar alguma restri ção quanto à forma do ele mento tolerado, essa restrição deve ser escrita próxi ma ao quadro de toler ância, ligada ou não ao quadro por uma li nha.

Nos exemplos apresentados, a inscrição “ não convexo” signi fica que a super fície efetiva, al ém de estar dentro dos li mites especifi cados, não pode apresentar perfil convexo. Se a restrição for rel acionada à extensão em que a característica tolerada deve ser verificada, o compartimento da pa rte a ser verificada deve ser especificada no quadro de tol erância, após o val or da tol erância e separado dele por u ma barra i ncli nada, como mostra a figura.

No exemplo o val or ao lado da to ler ância de 0,01 mm signi fica que o paraleli smo do ele mento tolerado e m rel ação ao ele mento de referência B, deverá ser verifi cado numa e xtensão de 100 mm li vremente escolhi dos ou indicados no desenho da peça. Pode ser nece ssário, e m alguns cas os, indi car uma tolerânci a mais aper tada para uma parte do el e mento tolerado. Nesses casos, a indicação restrita a uma parte limitada da peça deve vir indi cada no quadro de toler ância, num comparti mento abaixo da tolerância principal , como na figura a segui r.

Nesse exe mplo, deve ser observada a tol erância de paralelismo e m rel ação ao elemento de referênci a B, de no má xi mo 0,1 mm, que é a tol erância 17

principal . Ao longo da extensão tolerada, u ma parte com o comprimento de 200 mm ad mite u ma tolerânci a de paraleli smo menor, de no má xi mo 0,05m m, e m relação ao mesmo ele mento de referência B. Caso um mesmo ele mento tenha de ser tolerado em rel ação a mais de u ma característica, as especificações de tolerância devem ser feitas em d ois quadros, u m sobre o outro, co mo a figura.
doi s t i po s de t ol erânc i a ref erent es a o m esm o el em ent o

No exe mplo apresentado, o mesmo e lemento está sendo tolerado quanto à circul aridade de forma isol ada, e quanto ao paralelismo e m rel ação ao elemento de referênci a B. Algu mas vezes, u ma indi cação de uma tolerânci a engloba outra e por tanto, não é necessário indi car as duas . Basta especifi car a mais abrangente. Por exe mplo, a condi ção de retitude está c ontida na especifi cação de paralelismo. Porém, o contrário não é verdadeiro: a tolerânci a de retitude não limita erros de paraleli smo. Outros sí mbol os conhecidos co mo modificadores pode m aparecer no quadro de toler ância, ao lado do valor numérico. Por exe mplo: o símbolo indi cativo da condição de má xi mo material M o símbolo i ndicativo de da condição de míni mo material L , o T símbolo i ndicati vo de plano tangente e o símbolo indicati vo de campo de tolerância projetado P . Condição de máximo material – condição de um ele mento de for ma, para o qual todas as dimensões locai s se encontram no limite onde o material do elemento é má xi mo. Por e xe mplo, o menor diâ metro de um furo ou o maior diâmetro de u m eixo. Condição de mínimo mate rial – condição de um elemento de for ma, para o qual todas as dimensões locai s se encontram no limite onde o material do elemento é míni mo. Por e xe mplo, o diâ metro maior do furo e o menor diâ met ro do eixo. Os símbolos M e L , tanto podem ap arecer após o valor de tol erância, como após a letra de referência, ou ainda depois dos dois.

Os símbol os P e T são apli cados em alguns casos e m que as letras de orientação e de posição não devem ser indi cadas em rel ação ao próprio elemento tolerado, mas si m e m rel ação a uma pro jeção externa del e.

Há várias maneiras de fazer as indicações de tolerânci a geométricas nos

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desenhos técnicos. Pri meiro, serão exa minadas os modos de representar o quadro de tolerância em rel ação aos elementos tolerados. Depois, se rão analisadas as for mas aceitávei s de indicação dos elementos de referência.

2.4 - Indicação no Ele mento T olerado Uma for ma de indi car a tolerância geométrica no desenho técnico consi ste e m li gar o quadro de tolerância diretame nte ao contorno do elemento tolerado por meio de u ma li nha auxil iar (linha contínua estreita) co m u ma seta na sua extre midade.

Uma alternativa consiste e m li gar o quadro de tol erância a u ma li nha auxil iar no prol ongamento do contorno, se a to ler ância se apl ica a linha ou à própria superfície.

Quando a tolerância for aplicada a um eixo como nas duas figuras á bai xo ou ao plano médio de um ele mento cotado, co mo mo stra a figura à direita, o quadro de tolerância pode ser li gado à linha de extensão, e m prol onga mento à li nha de cota.

Se a mesma característica de tolerânci a geomé trica e o mesmo valor de tolerância forem especifi cados para vários elementos distintos, não é necessári o repetir o quadro de toler ância para cada elemento. Em vez di sso, as indicações de toler ância podem ser feitas co mo mostra m as figuras a segui r: 19

Nos dois exe mplos a tol erância de planeza, de no má xi mo 0,1mm, apli ca-se igualmente aos três ele men tos indi cados nos desenhos. 2.5 - Indicação no eleme nto de referência Em alguns dos e xe mplos anal isados anteriormente, os quadros de tolerância apresentava m u ma ou mais letras maiúsculas representando os elementos d e referência para verificação do element o tolerado. Nos desenhos técni cos, essas mesmas l etras maiúsculas devem ser inscritas nu m quadro e l igadas ao el emento de referência por uma li nha auxili ar (linha contínua estreita), que termina nu m triângulo cheio ou vazio , apoiado sobre o elemento de referênci a.

A base do tri ângulo pode apoi ar-se diretamente no contorno do el e mento d e referência ou no seu prol ongamento. Só não é per miti do apoiar a base do triângulo diretamente sobre u ma l inha de cota.

Quando o elemento de referência for um plano médio de u ma parte cotada, ou u m eixo, a base de triângul o pode ser apoi ada numa exten são da li nha de cota.

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Na figura da direita, onde o elemento de referência é o plano médio do rasgo retangular, uma das setas foi supri mida por falta de espaço, o que é aceitável segundo a nor ma técnica. A base do tri ângulo não pode ser apoiada diretamente sobre o eixo ou pl ano médio do el emento de referência, quando se trata do eixo ou plano de u m elemento único ou do eixo ou plano comum a dois elemento s.
A B

Para indi car que a tolerância r estri nge-se a uma parte li mitada de u m compri mento ou superfície, deve-se usar u ma li nha e ponto larga para delimitar a região toler ada.

Do mesmo modo, se apenas parte do elemento de referência for tomada co mo base para verificação da característica tolerada, esta parte deve ser delimitada no desenho pel a linha traço e ponto larga.

Se houver restrições quanto a forma e m algu ma parte defini da do elemento tolerado, a região correspondente també m deve ser deli mitada pel a linha traço e ponto larga e u ma nota deve ser escrita próxi ma ao quadro de tolerânci a especifi cando o tipo de restrição apli cável.
não c on vexo

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2.6 - Representação das cotas básicas São chamadas de cotas básicas a s dimensões teori camente e xatas q ue deter mina m a posição, o perfil de uma linha ou de uma superfície qual quer ou a inclinação de um ele mento. Essas cotas não devem ser toleradas diretamente. No desenho, elas são representadas emolduradas, como mo stra a figura a seguir.

No exemplo, as cotas de locali zação dos furos aparecem dentro de u m quadro, que si gnifica que se trata de cotas básicas. A tolerânci a de posição aparece i ndicada em rel ação ao centro de cada furo, to mando co mo referênci a as arestas horizontais e verticais da peça. Este tipo de indicação tem p or objetivo evi tar o acúmulo de erros de locali zação dos elementos na produção da peça. As vári as tolerâncias geométri cas são definidas com suas respectivas zonas de tolerânci a. Essas zonas corresponde m ao que as nor mas chama m d e campo de tolerância , conceito e xtr e ma mente i mportante das tolerâncias geo métri cas. 2.7 - Campo de To lerância A tolerânci a geomé trica para u m ele mento, define u ma regi ão dentro da qual o elemento tolerado deve estar contido. Portanto, campo de tolerância é o espaço onde devem estar l ocali zados os desvios de for ma, de posição e d e ori entação do elemento tolerado, e m r elação à sua forma geo métri ca ideal . Dependendo da característica tolerada e da maneir a como a tolerânci a é indicada no desenho técnico, o campo de tolerância é caracteri zado por:

2.7.1 - Área dent ro de um círc ulo

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No exe mplo anterior, o ponto de intersecção deter minado pelas coordenadas “ X” e “ Y” (básicas) ad mite u ma tolerância ci rcular de diâmetro “ t” . O detalh e a mpli ado do campo de tolerância ao l ado indica que, para a peça ser aprovada, o ponto efetivo deve estar e m qualquer posição dentro da área circular de diâmetro “ t” .

2.7.2 - Área ent re círculos concê ntricos

Neste exe mplo, o ca mpo de tolerância é deter minado pel a área entre dois círculos concêntricos distantes radialmente de “ t” . A peça para ser aprovada deve apresentar efetivamente seu contorno dentro desta área.

2.7.3 - Área ent re duas retas paralelas

Na figura anterior, o campo de tolerância de retitude t e determinado pelas duas li nhas paralel as r e s. Isso si gnifica que a aresta tolerada, na peça pron ta, deverá apresentar um perfil que não ultrapasse os li mites determinados pe las duas paralelas r e s.

2.7.4 - Espaço dentro de um cilindro

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No exe mplo, o valor da tolerância precedido pelo símbolo de diâ metro i ndica tratar-se de um campo de tolerância cilíndrico. 2.7.5 - Espaço entre dois cilindros coaxiais

Neste caso, o campo de tolerânci a te m a for ma cil índrica e corresponde à região delimitada por dois cili ndros coaxiai s distantes radial mente de “ t” . O contorno cil índri co efetivo deve estar entre esses doi s cilindros coaxiais. 2.7.6 - Espaço entre dois planos paralelos

Aqui o campo de tolerância t compreende a região situada entre dois planos paralelos, eqüi distantes da superfície i deal pr ojetada no desenho. Na peç a acabada, a pl aneza será considerada sati sfatória, se todos os pontos d a superfície tol erada estiverem contidos nessa regi ão entre dois planos. 2.7.7 - Espaço dentro de um pa ralelepípedo

Quando um mesmo elemento é tolerado em duas direções distintas, o campo de toler ância resultante tem a for ma pri smática. Na peça pronta, os pontos do elemento tolerado podem situar-se em qualquer regi ão dentro do paralelepípedo determinando por t1 e t2 . A visualização dos campos de tolerânci a, para cada característica tol erada, é importante porque fornece as “ pistas” para determinar a forma de verificação das tolerâncias indicadas, nos produtos acabados. Por i sso, este assunto será reto mado e m rel ação a cada uma das características de tolerância geo métrica, apresentadas nos capítulos seguintes. 24

3. - T OLERÂNCIAS GEO MÉT RICAS DE FORMA Um ta mpo de mesa que não este ja perfeitamente plano pode servir a diversas finali dades, sem pre juízo da sua fun cionali dade. Mas, se esta mesa for usa da como desempeno, a planeza do seu ta mpo passa a ser um requisi to de importância funda mental. Neste caso, esta exigênci a quanto a exatidão da for ma deve ser especificada no desenho técnico e posteriormente verifi cada no objeto acabado. Este é somente um e xe mplo, e assi m como a planeza outras características relativas às formas podem estar especi ficadas nos projetos, estando elas citadas abai xo. • • • • • • Retilineidade Planeza Circ ularidade Cilindricidade Perfil de uma lin ha qualquer Perfil de uma superfície qualquer

3.1– Tolerância de retili neidade (retitude) Refere-se ao desvio da for ma do el e mento tolerado, na peça pronta, e m rel ação a uma linha reta, representada no desenho técnico. Este tipo de tol erância só se apl ica a el e mentos isol ados, como li nhas contidas nas faces de peças, eixos de simetria li nhas de centro ou geratrizes de sólidos de revolução.

O campo de tolerância de retilinei dade pode assumir várias forma s em função do modo como essa tolerânci a é indicada no desenho técnico. Na figura a segui r, a seta que li ga o quadro de toler ância ao el ement o toler ado indica que a tolerância é especifi cada somente e m um plano. Neste 25

caso, o campo de tolerância é li mitado por duas retas paralelas, separadas por u ma distância de 0,1mm. Isto signi fica que qual quer linha da face superior da peça, paralel a ao plano de projeção no qual é i ndicada a tolerância, deve estar contida entre duas retas paralel as afastadas 0,1mm entre si.

Esta tolerânci a també m pode ser especifi cada em dois pl anos perpendiculares entre si, como mo stra a figura a seguir . O elemento tolerado quanto a retili neidade é a linha de centro da peça. A tolerância está indicada tanto na direção vertical , na vista frontal, como na dir eção horizontal, na vi sta superior.

Quando isso ocorre, o ca mpo d e tolerânci a paral elepípedo de seção transversal t1 x t2

tem

a

for ma

de

um

Neste caso, a li nha de centro da peça pronta deve estar contida dentro de u m paralelepípedo de 0,1mm de altura por 0,2mm de largura, ao longo de toda extensão da peça.

Outra possibilidade é o ca mpo de ret ili neidade apr esentar forma cil índrica. Quando isso ocorrer, o sí mbolo i ndicativo de diâmetro aparecerá ao lado esquerdo do valor da tolerância, no comparti mento correspondente do quadro de tolerância. 26

No exe mplo apresentado, a tolerância de retili neidade deve ser verificada em relação ao eixo da peça, que deve estar contido numa regi ão cilíndrica com diâmetro de 0,08 mm ao longo de toda extensão da peça.

3.2 – Tolerância Geomét rica de Pla neza É o desvio aceitável na forma do elemento tolerado em rel ação à forma plana ideal. No exe mplo a seguir, o elemento ao qual a tolerância de planeza se refere é a face superior da peça. O valor da tolerância de planeza é de 0,08mm. A indicação deste tipo de tol erância signi fica que a superfície efetiva tolerada deve estar contida entre dois planos paralelos afastados de uma distânci a “ t” , que definem o ca mpo de tolerânci a, e nesse caso é de 0,08mm.

No próxi mo e xe mplo, a planeza deve ser verificada apenas em rel ação a uma extensão determinada da face superi or da peça, como é indi cado no quadro de tolerância.

O b s: se n ão f or i ndi cado um l ocal espec í f i co no de sen ho a v erif i caç ão dev e ser f ei t a em v ári os pont o s da su perf í ci e ou el em ent o t ol erado da peça.

Outra situação pode ocorrer quando a tolerância de planeza for especificada ta mbé m e m rel ação a u ma regi ão circular da superfície da peça. Quando isso ocorre, o símbolo i ndicati vo de diâmetro precede a indicação numéri ca da extensão a ser tolerada no quadro de tol erância. 27

Neste caso a regi ão a ser verifi cada é li mitada a u ma área circular li vrement e escolhi da sobre a face tolerada.

O b s: caso não sej a espec i f i cado no de sen ho a v erif i caç ão dev erá ser f ei t a em v ári os pont o s do el em ent o t ol erado.

3.3 – Tolerância de circ ula ridade Corresponde ao desvio da for ma geo métrica ci rcular , que pode ser aceito sem compro me ter a funcionali dade da peça. Esta característica é tol erada principal mente e m peças cônicas e cil índri cas. A peça a seguir apresenta indi cação de tolerânci a de circularidade válida tanto para superfície ci líndrica como para superfície cônica. O valor da toler ância é 0,03mm. O campo de tolerânci a correspondente é li mitado, na seção de medição, p or dois círculos concêntri cos e coplanares afastados a uma distânci a “ t” que neste caso é de 0,03mm.

No pró xi mo desenho, a i ndicação de tol erância de ci rcularidade apli ca-se a u ma superfíci e cônica. Isso quer dizer que o contorno de cada seção transversal da peça acabada deve estar compreendi do entre dois círculos concêntricos e coplanares afastados 0,1mm.

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3.4 – Tolerância de cilind ricidade É o desvio acei tável da superfíci e cil índrica efetiva em comparação co m a superfície cilíndrica i deal, representada no desenho. O campo de tolerânci a correspondente é li mitado por doi s cilindr os coaxiais afastados uma distância “ t” .

A peça a seguir apresenta indicação de toler ância de cili ndri cidade. O quadro de tolerância i ndica que a superfície cilíndrica efeti va deve estar compreen dida entre doi s cilindros coaxiais com 0,1 mm de diferença entre seus rai os.

A tolerância de cilindrici dade compreende desvios de for ma ao longo da seção longitudi nal do cilindro, que i ncluem erros de conici dade, concavidade e convexidade.

Quando se considera uma seção do cili ndro perpendicular à sua geratriz, o resultado é um caso particul ar de cilindrici dade: a cir cularidade. Conseqüentemente, onde for necessári o especificar tolerância de cili ndri cidade, implici tamente já se estará especi ficando també m a tolerância de circularidade. 3.5 – Tolerância de perfil de uma linha qualq uer Às vezes a exati dão das formas irregular es de linhas com perfis co mpo stos por raios e concordâncias, pode ser impr escindível para a funcionalidade da peça. Para garantir essa exatidão, é neces sário especi ficar a tol erância de per fil de li nha qualquer. Este tipo de tol erância co mpreende o desvio de for ma da li nha tolerada em rel ação à mesma li nha, representada no desenho técnico, quando se aplica a u m elemento isol ado. A tolerância de perfil de linha qualquer, pode també m ser aplicada, a elementos associados. Neste caso, o desvio da l inha tol erada deve ser verificada em rel ação à linha tomada c o mo ele mento de referênci a. 29

A peça a seguir apresenta indicação de tol erância de li nha qualquer . O valor da tolerância é de 0,04mm. O campo de tolerância correspondente é a região compreendi da entre duas li nhas que tangenciam o diâ metro “ t” , neste caso, igual a 0,04mm, de u m círculo, cujo centro se si tua sobre a li nha geométrica teóri ca do perfil considerado.

Neste exemplo, o quadro de tol erância mostra que, e m cada seção paralela ao plano de pr ojeção, o perfil efetivo deve estar contido entre duas l inhas que tangenciam círculos de 0,04 mm de diâ metro, que tê m seus centros sobre a li nha com perfil geométrico ideal.

3.6 – Tolerância de perfil de supe rfície qualquer As superfícies das peças també m podem apresentar perfis irregulares, compostos por raios e concordâncias. Quando a exatidão da superfície irregular for um requi sito fundament al para a funcionalidade da peça, é necessário especi ficar a tolerância de perfil de superfície qualquer. A tolerância de perfil de uma superfície qualquer corresponde ao desvio aceitável da superfície efetiva e m rel ação à superfície repr esentada no desenho. Apli ca-se tanto a elemento s isol ados como a ele mentos associ ados, ou seja, a verifi cação tanto pode ser feita com base na superfície prescrita no projeto, ou com base em outra superfície da peça, escolhida como ele mento de referência. O exe mplo a seguir mostra a tol erância de superfície qual quer, aplicada a u ma face convexa de uma peça. O val or da tol erância é de 0,02mm. Seu campo de tolerância é limitado por duas superfícies geradas por esferas de diâmetro “ t” , cujos centros situa m- se sobre a superfície geométrica teórica do perfil considerado. Na verifi cação, todos os pontos da superfície convexa efetiva deve m situar-se entre duas superfícies si métricas em relação ao centro da esfera, afa stados 0,02 mm e que têm a mesma for ma da superfície teórica projetada no desenho técnico. 30

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4 – Tolerância de Orientação

O funcionamento de algu mas peças, d epende da correta rel ação angular entre as li nhas e superfícies que compõe m suas faces. Quando analisamos de um modo ger al, as possibilidades de orientação de elemento e m rel ação a outro, três condições se apresentam: • Paralelismo : o s ele mentos não for ma m ângul o entre si ; • Perpendicularidade : os elementos for ma m ângul o de 90º entre si; • Incli nação : os elementos forma m ângul o difer ente de 90º entre si. As toler âncias de orientação referem- se aos desvios acei táveis em rel ação ao paral eli smo, à perpendi cularidade e a incli nação de elementos associados. Quando falamos em ele mentos asso ciados, esta mos falando do el ement o tolerado e da referência. O el emento toler ado que aqui pode ser uma li nha ou u ma superfície, deve ser observado s egundo u ma orientação estabeleci da no projeto. Os elementos de referência ta mbé m são constituídos por linhas ou superfícies da peça para efeito de verificação, deve-se assumir que o s ele mentos de referência tem a forma geo métrica perfeita, mesmo sabendo que na prática isso não ocorre. Do contrári o não será possível separar, para efeito de verificação, diferentes tipos de desvi o.

4.1 – Tolerância de Pa ralelismo Duas li nhas são paralelas quando ambas são eqüidi stantes em toda sua extensão. Pode-se falar ta mbé m e m p aral eli smo de superfícies e paral elismo de linhas e superfícies. Tol erância de paralelismo corresponde ao desvio acei tável de eqüidistância entre dois elementos, um dos quais é o el emento tolerado e o outro o elemento tomado como referência.

4.1.1 – T olerância de paralelismo de uma linha em relação a uma linha de referência . Quando o elemento tolerado é uma li nha, e o elemento de referência també m for u ma li nha, o campo de tolerânci a correspondente é li mitado por duas retas paralelas afastadas a uma distância “ t” e paralelas també m à linha de referência. A figura a seguir mostra u m e xe mplo de apli cação de toler ância de paral eli smo de u ma linha e m rel ação a u ma linha de referência. Neste exe mplo, o el emento tolerado é o ei xo de centro do furo superior e o 32

elemento de referência, i ndicado no desenho pela l etra A, é o eixo do furo inferior.

Na verificação, o eixo do furo superior deve estar contido entre duas retas 0,1 mm entre si e paral elas ao eixo do furo inferior, tomado como referência. Neste caso, a tolerância só se aplica no plano vertical.

No próxi mo e xe mplo, a i ndicação no desenho mostra que a tolerânci a deve ser aplicada no pl ano horizontal. Neste caso, o ca mpo de tol erância é definido por duas retas horizontais, paralelas à l inha de centro do furo i nferior tomada como referência, co mo mostra a figura a segui r.

A tolerânci a pode ser especi ficada em duas direções perpendi culares entre si, como no pró xi mo desenho.

Neste caso, o ca mpo de tolerância tem a for ma de u m paral elepípedo de seção transversal t1 x t2. o eixo deve estar localizado dentro dele, sendo que o paralelepípedo deve estar paralelo ao eixo do furo i nferior.

ei x o do f uro i nf eri or

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No próxi mo desenho a tolerânci a de paral elismo aparece precedido pel o símbolo de di âmetro, neste caso o ca mpo de tolerânci a terá a forma de u m cili ndro, com diâ metro i gual ao valor da toler ância especificada.

O eixo do ci lindro i maginár io, que delimita o campo de tolerância, deve ser paral elo ao elemento de referênci a, que no caso é a l inha de centro do furo inferior.
Eix o do f uro i nf eri or

4.1.2 – T olerância de paralelismo de uma linha em relação a uma superfície de refe rência . Nos exe mplos anal isados anteriormente, tratava-se do paraleli smo entre li nhas. Mas pode ser necessári o especifi car a tolerância de paraleli smo de u ma li nha em rel ação a uma superfície , como no desenho a seguir. Neste exe mplo, o ei xo do furo cil índrico deve estar paralelo à superfície i nferior da peça. O desvio de paralelismo ad miti do é de 0,01 mm entre si e paral elos à superfície da peça to mada co mo referência.
Super f í ci e de ref erênc i a

Em alguns casos, pode ser necessário especifi car a tolerância de paralelismo de u ma superfície e m rel ação a u ma linha de referênci a.

Li nha de ref erênc i a

Neste caso o eixo do furo foi to mad o como ele mento de referência para a verificação do paralelismo da superfíci e superior da peça. A superfície efeti va deve estar contida entre dois planos afastados, 0,1mm e paralelos ao ei xo do furo da peça. 34

4.1.3 – T olerância de paralelismo de uma supe rfície em relação a uma superfície de refe rência . Outra possibili dade de especificação de tolerância de paralelismo, pode ser entre duas superfícies, uma como ele mento tolerado e outra co mo ele ment o de referência. De acordo com o desenho, a face superi or externa da peça deve ser paral ela à face inferi or, to mada como refer ência. O desvio má xi mo aceitável de paraleli smo é de 0,01mm. Isso quer dizer que a superfície da face superior deve estar contida entre doi s planos afastados 0,01mm, paral elos à face d a peça.

Super f í ci e de ref erênc i a

Se o valor da tol erância for li mitado a u ma e xtensão da peça, co mo aparece indicado no desenho ao lado, a verifi cação do paralelismo de ve restringir-se ao compri mento indi cado, e m qualquer l ugar da superfície.

4.2 – Tolerância de Perpendicularidade A perpendicul ari dade é uma condição que só pode ser observada quando se trata de elementos associados. Pod e-se falar em perpendi culari dade entre duas linhas, entre dois pl anos ou entre u ma li nha e um plano. O ângulo for mado entre esses ele mentos é sem pre de 90º (ângul o reto). A toler ância de perpendi cularidade refere-se ao desvio má xi mo aceitável de incli nação entre o elemento tolerado e o elemento de referência. A unidade de medida deste tipo de tol erância també m é o mil í metro. 4.2.1 – T olerância de perpendic ularidade d e uma linha em relação a uma linha de referência. O pri meir o exe mplo a ser exa minado apresenta perpendi cularidade de uma linha em re lação a outra linha. tolerânci a de

O elemento tolerado é o eixo do furo que na vista frontal aparece incli nado. O elemento de referência, e m rel ação ao qual será verifi cado a 35

perpendicularidade é o ei xo do furo hori zontal da peça. O valor da tolerância é de 0,06mm.

Neste exe mplo, o ca mpo de tolerânci a é limitado por duas retas paral elas, afastadas 0,06mm, e perpendicul ares à li nha de referência, constituída pelo eixo do furo hori zontal. A peça será aprovada se o ei xo do furo incl inado estiver contido entre essas duas paralelas.

4.2.2 – T olerância de perpendicula ridade de uma linha em relação a uma superfície de referê ncia. Neste exe mplo, o el emento tolerado quanto a perpendi cularidade é o eixo da parte cilíndrica da peça. A perpendicul ari dade desse eixo deverá ser verificado em rel ação à superfície da base da peça. O val or da tol erânci a é de 0,1 mm. O campo de tolerância correspondente fi ca limitado por duas retas paralelas, afastadas 0,1 mm e perpendi culares à sua superfície de referência, uma vez que a tol erânci a está especifi cada somente e m u ma direção. Isso quer di zer que, na peça pronta, o eixo do cilindro deve estar contido entre essas duas retas paral elas Sup. de que definem o campo de tol erância ref erênc i a na direção especificada.

Se a tolerância for especifi cada em du as direções perpendi culares entre si, como no pró xi mo desenho, a for ma do campo de tolerância é di ferente. No desenho abaixo a tolerância aparece indicada como na vista l ateral. O elemento tolerado é o ei xo elemento de referência é a superfície da base da relação ao caso anterior, é que a tolerância está dir eções. tanto na vista frontal da parte cil índrica e o peça. A diferença em especifi cada em duas

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Neste caso o ca mpo de tolerância assume a for ma de u m paral elepípedo, de seção transversal t1 x t2, onde t1 é o valor da tolerância i ndicada no pl ano lateral e t2 é o valor da tolerância indicada no plano frontal.

Quando o valor da tol erância for pr ecedida do sí mbolo i ndicativo de diâmetr o, como no desenho abaixo, o respectivo campo de tolerânci a tem a for ma cil índrica. O diâmetro do cilindro que deli mita o campo de tol erância corresponde ao valor da tol erância especi ficada. O ei xo da parte cil índrica, na peça acabada, deverá estar situada na região cilíndrica que constitui o campo de tolerância.

4.2.3 – T olerância de perpendicularidade de uma supe rfície em relação a uma li nha de referência. No desenho abaixo o ele mento tolerado é a face l ateral direita da peça, ou seja u ma superfície e a l inha de r eferência é o ei xo da parte cil índrica, isto é u ma linha. O valor da tolerância é de 0,08. O campo de tolerânci a correspondente é li mitado por doi s planos paral elos, afastados 0,08mm, e perpendiculares ao eixo da peça. Na veri ficação, todos os pontos da superfície tolerada deverão estar situados entre esses dois planos paralel os.

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4.2.4 – T olerância de perpendic ularidade de uma s uperfície em relação a uma s uperfície de referência. Quando a perpendicularidade deve ser veri ficada entre duas superfícies, u ma delas recebe a indicação de toler ância e a outra é considerada o elemento de referênci a, geo metricamente perfeito. É o que aparece indicado no próxi mo desenho, onde a face l ateral di reita está sendo tolerada quanto a perpendicularidade e m rel ação à base da peça. O valor da tolerância é 0,08mm. O campo de tolerância corresponde a região limitada por dois planos paralelos, afastados 0,08mm, dentro da qual devem situar-se todos os pontos da superfície a ser veri ficada.

4.3 – Tolerância de Inclinação Se tivermos um ângulo formado entr e duas partes de uma peça e este ângulo for diferente de 90º, sendo imprescindível sua exatidão por razões de funcionalidade, é necessário especifi car no desenho qual o tamanho do erro admissível. Da me sma for ma que a tolerância de perpendicularidade, que é u m caso particular de inclinação em que o âng ulo é reto, a toler ância de incli nação pode ser deter minado entre duas li nhas, entre uma li nha e u ma superfície de referência, entre uma superfície e uma linha de referência ou entre duas superfíci es. Em cada caso, o ca mp o de tol erânci a tem característi cas próprias.

4.3.1 – T olerância de i nclinação de uma linha em relação a uma linha de referê ncia. O desenho a seguir mo stra a especifi cação de tolerânci a de incli nação do eixo de um furo que atravessa obliquamente u ma peça cil índrica em rel ação ao eixo longi tudinal da peça, com o q ual deve for mar u m ângulo de 60º. O valor da tolerância é 0,08mm. O eixo longitudi nal, ao qual estão associadas as letras A e B, é a l inha de referência. Neste exe mplo, os doi s eixos, isto é, o eixo tolerado e o ei xo de referênci a, estão situados no mesmo p lano. 38

O eixo do furo oblíquo pode apresentar certo desvio de sua incli nação geo métrica i deal, desde que esteja contido dentro do campo de tolerância deter minado por duas retas paralel as afastadas 0,08mm e que for ma m com o eixo longitudinal um ângulo de 60º.

Quando a li nha tolerada e a linha de referência encontram-se e m diferent es planos, o campo de tolerância tem outra característica. Trata-se da mesma peça anterior, co m a diferença de q ue o furo oblíquo não está no mesmo plano do eixo longi tudinal da peça. Neste caso, o campo de tolerânci a é apli cado à projeção da li nha tolerada em u m plano que conté m a linha de referência e que é paralelo à linha tol erada.

4.3.2 - T olerância de inclinação de uma linha em relação a uma s uperfície de referência. O desenho abaixo mo stra u m caso de aplicação de toler ância de incli nação de u ma li nha (o eixo da parte cilíndri ca oblíqua da peça) em rel ação a uma superfície de referência (a face inferior da base peça). O ângulo entre o eixo da parte cilíndrica e a face de referência deve ser de 60º. O desvio de incli nação do eixo efetivo deve estar co mpreendi do dentro do campo de tolerância especi ficado. Neste exe mplo, o ca mpo de tolerância compreende a regi ão li mitada por duas retas paralel as, distantes 0,08mm u ma da outra, que for ma m com a superfície de referência um ângulo de 60º.

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4.3.3 – T olerância de inclinação de uma superfície em relação a uma linha de referê ncia. No desenho abaixo temo s u ma face circular oblíqua, toler ada quando a incli nação em rel ação ao eixo longitudinal da parte cil índri ca da peça, to mada co mo ele mento de referênci a. O campo de tolerância, dentro do qual deve situar-se a superfície oblíqua efetiva da peça, é definido por dois planos paralelos, afastados 0,1mm u m do outro, que forma m co m o ei xo longitudinal da peça um ângul o de 75º.

4.3.4 – T olerância de inclinação de uma superfície em relação a uma superfície de refe rência. O desenho abaixo mostra que a base da peça foi escolhida como superfície de referência e a tol erância de i ncli nação, de 0,08, foi especifi cada na face inclinada. O ângulo ideal entre as duas superfícies é de 40º. O campo de tolerância, dentro do qual deve estar contida a superfície incli nada efetiva da peça, corresponde à região limitada por dois planos paralelos, distantes 0,08mm u m do outro, e que forma m com a base da peça u m ângulo de 40º.

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5. – T olerâncias de Posição O desvio ad missível na l ocalização de um ele mento e m rel ação a sua locali zação ideal é estabelecido pelas tolerâncias de posição, todas para elementos asso ciados. Considerando o atual estági o de desenvolvi mento tecnológi co, a especifi cação das tolerâncias de posição é um fator muito i mportante para racionali zar os processos de montage m de peças, poi s contribui para evitar a necessidade de ajustes e m conseqüência de erros na locali zação de elementos que trabalham associados. Os elementos geométricos que podem ser tolerados quanto a posição, nas peças, são pontos, retas e planos. Os tipos nor malizados de toler ância de posição são: posição de um ponto, de u ma li nha ou de uma superfície pl ana, concentricidade de dois eixos e simetria de u m plano médio, de u ma li nha ou de u m eixo. A tolerância de posição propriamente dita r efere-se a desvios de posi ção de u m ponto, de u ma li nha ou de u m plano e m rel ação a sua posi ção teori camente e xata, que no desenho aparece indicada dentro de uma moldura. O campo de tolerância correspondente é disposto simetricamente e m torno d a posição teoricamente e xata. Com i sso, evita-se o acúmulo de erros provenientes da cotagem e m cadeia com indi cação somente de tolerânci as dimensionais. 5.1 – Tolerância de p osição de um p onto. Nos sistemas de cotagem por coorden adas, a localização de um ponto é dada pela interseção do prol ongamento de d uas cotas. Esta interseção representa a posição ideal do ponto, difi cilmente c onseguida na prática. Por isso, muitas vezes é necessário especi ficar a tolerância de posi ção de um ponto. Na figura a seguir a tolerância de posição aparece especificada. O quadro de tolerâncias indica que o elemento tolerado é o ponto resultante da interseção das cotas básicas 68 e 100. o val or da tolerância de posição do ponto é 0,3 mm. O símbolo de di â metro, antes do valor da toler ância, significa que o campo de tolerância te m a for ma circul ar. Na peça, a locali zação efetiva do ponto deve situar-se dentro de um círculo de 0,3 mm de diâ metro, que del i mita o ca mpo d e toler ância e que tem seu centro na pos ição teóri ca definida no desenho.

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5.2 – T olerância de p osição de uma linha. Quando a local ização exata de u ma li nha é importante para a funcionali dade da peça, é necessário especifi car a tolerância de posição no desenho técnico. A tolerância de posição de uma linha delimita o desvio aceitável da posição dos pontos que compõe a l inha efetiva em rel ação a sua posição ideal. Este tipo de indicação li mita, ao mesmo te mpo, os desvios de for ma da linha.

No desenho abaixo, os el e mentos tolerados quanto a posição são os eixos dos furos da peça. A tolerância aparece especifi cada em duas di reções perpendi culares entre si . Neste caso, o campo de tolerância de cada eixo tolerado te m a for ma de u m paralelepípedo com seção transversal t1 x t2. deve-se as sumir que o ei xo deste paralelepípedo coincide com a p osição i deal da li nha toler ada.

Outro caso é a utilização do ca mpo de tolerânci a de posição cilíndrico de uma li nha (eixo). Isto acontece quando o símbolo de di â metro aparece antes d o valor da tol erância, como no desenho a segui r. O campo de tolerância é constituído por u m cil indro de 0,08mm de diâ metr o, cujo ei xo ocupa a posição ideal, definida a partir das faces de referência A e B.

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5.3 – Tolerância de posição de uma superfície plana o u de um plano Médio. No desenho abaixo, o ele mento tolerado quanto a posi ção é uma superfíci e plana inclinada, conforme i ndica o quadro de tol erância. A posição deve ser verificada em relação a dois elementos de referência: o eixo da parte cilíndrica e a face lateral di reita da peça. A superfície incli nada deve formar u m ângulo de 105º com o eixo da peça e, ao me smo tempo, seu ponto médio deve estar a 35mm de distânci a da face lateral direi ta. O desvio de posição permiti do é de 0,05mm. O campo de tolerância de posição é limitado por dois planos paralelos, afastados 0,05mm e si metri ca mente di spostos em rel ação à posição teórica da superfície i nclinada. A superfície inclinada efetiva deverá estar entre esses dois pl anos.

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5.4 – Tolerância de Conce ntricidade Dois el ementos são concêntri cos quando os seus ei xos ocupam a mesma posição no plano. Para que se possa verificar essa condição, a posição de u m dos ele mentos tem de ser tomada co mo referênci a. Tol erância de concentricidade é o desvio permiti do na posição do centro de u m circul o, em rel ação ao centro de ou tro cir culo tomado co mo referênci a. A seguir te mos um desenho que apr esenta um e xe mplo de apl icação da tolerância de concentri cidade. O elemento tolerado é o círculo ma ior e o elemento de referência é o círculo menor. O valor da tolerância é de 0,01mm. O símbolo indicati vo de diâmetro que precede o valor da tolerância indica que o campo de tolerância tem a for ma circular. O centro do furo tolerado deve estar contido dentro do círculo de 0,01mm, cujo centro coinci de com o centro do círculo de referênci a e que li mita o campo de tolerância.

5.5 – Tolerância de Simetria A si metria entre dois elementos que se opõe m, situados e m torno de u m eixo ou de um plano, si gnifica que eles são idênticos quanto à forma, ao ta manho e à posição rel ativa. A indicação de simetria no desenho técnico pressupõe a exigênci a de grande rigor na execução da peça. A toler ância de simetria define os limites dentro dos quai s os erros de si metri a pode m ser a ceitos se m co mpro meter a sua funcionalidade. Pode-se tolerar quanto à si metria o plano médio da peça e ei xo s (ou li nhas).

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5.5.1 – T olerância de Simetria de um Plano Médio. No desenho abaixo, o plano médio do r asgo da peça aparece toler ado quanto a simetria. O valor da tolerância é de 0,08mm. O ele mento de referência é o plano médio da peça. Isso signi fica que o plano médio efetivo do rasgo deve estar contido entre dois planos paral elos, afastados 0,08mm um do outro, si metrica mente dispost os e m torno do plano médio da peça. Esses dois planos paral elos eqüidistantes do plano médio da peça 0,04mm cada u m, li mita m o campo de toler ância de simetria.

5.5.2 – T olerância de Simetria de uma Linha ou de um Eixo. O próxi mo desenho mostra u m e xe mplo de apl icação de toler ância de simetr ia a u m eixo. O elemento tolerado em rel ação à simetria é o eixo do furo e o element o to mado como referênci a é o plano méd io da peça, i dentificado pelas letras A e B, que també m divi de os rasgos simetricamente. O valor da tol erância é de 0,08 mm. Na peça acabada, o eixo efetivo do furo deverá estar contido dentro do camp o de tolerância, que neste caso compreende a região l imitada por duas paral elas, afastadas 0,08mm entre si e di spostas si metricamente em torno da locali zação ideal do eixo.

No exe mplo anteri or, a tolerância de simetria foi indicada em apenas uma dir eção, sendo que ela pode també m ser indi cada em duas direçõ es perpendi culares entre si, como no des enho a seguir. Nesta peça, a si metria do eixo do fur o deve ser observada tanto no sentid o horizontal co mo no sentido verti cal. No plano verti cal, o el e mento d e referência é o pl ano médio da peça, i dentifi cado pelas l etras A e B. No plano horizontal, o el emento de referência é o plano médio do r asgo assimétrico, 45 identificado pelas l etras C e D.

O campo de tolerância é constituído por um paral elepípedo de seção transversal t1 e t2, onde t1 refere-se ao valor da tolerânci a indicado no sentido verti cal (0,05mm) e t2 corresp onde ao valor da tolerância indicado no sentido horizontal (0,1mm).

O eixo efetivo do furo deve estar contido dentro deste paralelepípedo.

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6. – T olerâncias de Batimento

,

Na usinagem de peças ou de ele ment os que têm for ma s associadas a sól idos de revol ução, como cil indros e cones maciços (ei xos) ou ocos (furos), ocorr e m variações em suas for mas e posições, que resul tam e m erros de oval ização, conici dade, retitude, excentricidade, etc. A verifi cação desses erros só pode ser feita de modo indireto , a partir de outras referênci as que esteja m rel acionadas ao eixo de si metria da peça inspecionada, porque é prati camente i mpossível deter minar o eixo de revolução verdadeir o. Essa variação de referencial geralmente leva ao acúmulo de erros, envolvendo a superfície medida, a superfície de referênci a e a li nha de centro teórica. Os erros compo stos da forma e/ou da posição de uma superfície de revolução e m relação a um ele mento de referência recebe m o no me de desvios de batimento . Tai s erros são aceitáveis até certos li mites, desde que não co mpro meta m o funcionamento da peça. A tolerância de batimento representa a variação má xi ma ad missível da posi ção associada a for ma de u m ele mento, observada quando s e dá u m gir o completo da peça e m torno d e u m eixo de referência, ou seja, quando a peça sofre u ma rotação co mpleta.

Durante a veri ficação é necessário que a peça esteja travada, de modo a evitar desl ocamento a xial que pode levar a erros de l eitura ao desvio. Por se tratar de uma tolerância composta, a toler ância de batimento per mite analisar, a um só tempo, u ma combinação de desvios de forma, de orientação e de posição. O valor da tolerância de batimento representa a soma de todo s esses desvios acu mulados, que dev e m estar contidos dentro da toler ância especifi cada no projeto. Dependendo do ponto onde a tolerância é veri ficada, el a é classificada como circula r ou total.

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6.1 – Tolerância de Batime nto Circ ular A tolerância de bati mento é circul ar quando a verificação do desvio se dá e m u m ponto deter minado da peça. Neste caso, a tolerância é apli cada em u ma posição determinada, per miti ndo verificar o desvio apenas em u ma seção circul ar da peça. Quando o desenho técnico apresenta indicação de tolerância de batimento circul ar, a verificação não proporciona uma análi se completa para a superfície em e xa me, mas apenas de u ma seção deter minada. A tolerância de bati mento circul ar pode ser radial ou axial , dependendo da maneira co mo aparece indicada no desenho técnico.

6.1.1 – T olerância de Batimento Ci rcular Radial Neste tipo de tolerância, o element o tolerado guar da uma rel ação de perpendicularidade com o eixo de simetria to mado como ele mento de referência para verificação do desvio de batimento. No exe mplo abaixo, o quadro de tolerância está ligado à parte cilíndrica de maior diâmetro, indicando que em q ualquer seção circular desta parte o desvio de bati mento não pode exceder 0,1 mm quando a peça é submetida a u ma rotação co mpleta e m torno do seu eixo de referênci a. O campo de tolerância é li mitado, e m qualquer seção transversal da peça, por dois círculos com u m centro comum sobre o eixo de referênci a e afastados 0,1mm u m do outro. A ver ifi cação pode ser feita em qualquer plano de medição, durante uma rotação completa e m torno do eixo de referência da peça.

Em geral, este tipo de tolerância se apli ca a rotações completas, ma s pode ta mbé m ser li mitado a setores de círcul os, como mostra o desenho abai xo. Neste caso, a referência deverá ser simulada por u m mandri l cilíndrico expansível ou justo. O batimento dever á ser verificado apenas em rel ação à 48

superfície delimitada pel a linha traço e ponto larga, i sto é, não será necessário impri mir uma rotação completa á peça para avaliar o desvio de batimento circul ar. Quando a peça não tem a for ma circul ar completa, o bati mento deverá ser verificado somente na superfície à qual está ligado o quadro de tolerância.

6.1.2 – T olerância de Batimento Ci rcular Axial Refere-se ao desloca mento má xi mo ad missível do el emento tol erado ao longo do eixo de si metri a quando a peça sofre u ma rotação co mpleta. No desenho abaixo, a superfície tolerada com bati mento a xial é a face dir eita da peça. Na verifi cação, esta superfície não pode apresentar deslocament o axial maior que 0,1mm e m qualquer ponto da superfície veri ficada. Neste caso, o campo de tol erânci a é delimitado por duas ci rcunferênci as idênti cas e coaxiai s, afastadas 0,1mm uma da outra, que define m u ma superfíci e cilíndrica.

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6.1.3 – T olerância de Batimento Ci rcular em Qualque r Di reção Este tipo de tolerância é comu me nte indicado sobre superfícies de revolução de formas cônica, côncava ou convexa. Nesses casos, a direção de medição é se mpre perpendi cular à superfície tol erada. O desenho a seguir exempli fica esta aplicação. O campo de tolerância corresponde a u ma regi ão cônica (cone de medição) gerada pelo prolongamento da direção da seta que liga o quadro de tolerância até o eixo de simetria da peça que coinci de com o eixo de referência C.

No próxi mo desenho, a i ndicação de tolerância de batimento e m qualquer dir eção refere-se a uma superfície de revolução côncava. A dir eção de medição é perpendi cular à tangente da superfície curva e m qualquer seção transversal. O batimento não deve ser maior que 0,1mm durante uma rotação completa e m torno do eixo de referênci a C. A figura ao lado direito mostra a representação gráfica do campo de tolerância correspondente.

6.1.4 –Tolerância de batimento ci rcular com direção especificada Toda vez que a indicação de toler ância apar ecer ligado a uma superfície onde está indi cada a direção de observação (ângulo a , no desenho), o batimento deve ser veri ficado exclusi vamente em rel ação a direção especifi cada, em qualquer plano de medição, durante uma rotação completa e m torno da l inha de referência. O campo de tolerância te m a for ma cônica, formando u m ângul o com o eixo de simetria da peça igual ao ângulo especifi cado no desenho e é limitado por duas circunferências afastadas 0,1mm. O bati mento na direção especificada não pode ultrapassar 0,1mm e m qu alquer cone de medição, durante uma rotação e m torno do ei xo de referênci a C. 50

6.2 –Tolerância de Batime nto T otal o batimento total di fere do batimento circul ar quanto aos procedimentos de verifi cação. Ao passo que no batiment o circular a veri ficação se dá em planos de medição determinados (seções), no batimento total a verificação deve ser feita ao longo de toda extensão da superfície tol erada, ou seja, alé m do movi mento de rotação, ocorre també m u m desloca mento do disposi tivo de medição ao longo da superfície tolerada, segundo uma direção determinada. Descrevendo tra jetórias com for mas de espiral ou helicói des. O que definir á o tipo de trajetóri a é se o batimento for axial ou radial .

6.2.1 – T olerância de Batimento T otal Radial Neste caso, a superfície toler ada é verificada simultanea mente quanto a cili ndricidade do elemento de revolução e quanto ao batimento circul ar radial e m relação a um eixo de referência. O campo de tolerância é l imitado por dois ci lindros coaxiai s, separados por u ma distância “ t” que corresponde ao valor da toler ância (0,1mm neste exe mplo) . O eixo desses dois cil indros coincide com o ei xo de referência teórico. Na verificação deste caso além do gir o da peça verifi cada, deve haver o deslocamento longi tudinal do instrumento, descrevendo uma trajetória com forma helicoidal.

6.2.2 – T olerância de Batimento T otal Axial Na tolerânci a de batimento total axial , a superfície é tolerada simultanea mente quanto à retili neidade e quanto ao batimento circul ar axial e m relação a um eixo de referência. Neste exemplo, a superfície toler ada quanto ao bati mento total é a face 51 lateral direita da peça. O valor da tol erância é de 0,1mm.

O campo de tolerânci a é formado por dois pl anos circular es paralelos, que devem estar afastados 0,1 mm do outro e perpendiculares à linha de referência. Na peça acabada, o batimento não pode ser maior que 0,1mm e m qualquer ponto especificado da superfície tol erada, durante várias rotações em torno da li nha de referência D. Os movi mentos de verificação devem ser de rotação da peça e desloca mento do instru mento, descrevendo uma trajetóri a co m for ma de espiral .

Bibliografia

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