Você está na página 1de 4

História 52

O Burrinho Marrom
Tema: Amor ao próximo
Indicação: 7 a 11 anos

Preâmbulo: Amar ao próximo como a si mesmo; fazer aos


outros o que quereríamos que os outros nos fizessem é a mais
completa expressão da caridade, pois resume todos os deveres
para com o próximo. Com que direito exigiríamos de nossos
semelhantes atitudes nobres, a tolerância, a benevolência e o
devoção, se o não tivéssemos para com eles?

A prática destas máximas tende a destruir o egoísmo. ( ALLAN KARDEC)

Motivação; a critério do Evangelizador.

Desenvolvimento: O senhor João que morava em


uma pequena cidade do interior. Na hora do almoço,
aproveitou a ocasião e notificou a família que teria que
fazer uma viagem de negócios à capital do Estado.
Chamou as filhas e lhes disse:

_Vou viajar, mas voltarei dentro de três dias. Ficarei


muito feliz se ao voltar, souber que vocês estudaram e
ajudaram a mamãe.

_Está bem papai, pode ir sossegado. Nós havemos de nos comportar bem disse Margarida que
era a mais velha. Tinha 11 anos e estava se preparando para o exame de admissão do ginásio.

_Trarei presentes para todos disse o papai.

_Opa! Gritou Maria que era a mais nova. Tinha apenas 4


anos.

_Ei! Para mim ele também trás não é papai? Falou


Marta, a que tinha 7 anos e estudava no Pré Primário.

_Sim minhas filhas, eu me lembrarei de vocês todas, e


também da mamãe, disse o senhor João. Mas olhem lá; não
quero ficar triste quando chegar.

Enquanto o Senhor João e Dona Judite,


arrumavam a mala, as meninas brincavam em volta dos
dois. Maria já queria saber o que o papai iria trazer para
ela. mas ele dizia que não sabia ainda, só quando
visitasse as lojas é que veria o que trazer. Marta
também estava ansiosa, pois queria ganhar uma
boneca Fifi, mas estava atrasada nos estudos e a
mamãe já a advertira de que passeios e presentes
seriam reduzidos, caso ela não se aplicasse mais nos
estudos.

Já Margarida ajudava bastante, dobrando


roupa, embrulhando os sapatos e trazendo uma ou outra
peça que mamãe pedia.

1
Depois que a bagagem do papai ficou pronta, as
meninas foram se preparar para dormir, enquanto o Senhor
João cuidava dos assuntos a serem desenvolvidos.

Margarida a mais velha orientava, no banheiro, as


menores como deviam escovar os dentes, lavar rosto e vestir o
pijama. Logo apareceu na sala Maria, com um pijama de listras
azuis.

_Vim dizer boa noite papai. E não se esqueça de meu


presente papai.

_Não minha filha, não me esquecerei. Agora vá dormir.


Logo em seguida entraram Margarida e Marta.

_Olhe disse Marta, não vá se esquecer de minha boneca Fifi.

_Sim minha filha, vou ver o que poço fazer. Estude bastante. Foram todos dormir e no dia
seguinte, logo as 5 horas da manhã seu João estava saindo para tomar o
trem.

A viagem era longa, e o trem deveria passar por muitas cidades


antes de chegar a capital.

Enquanto isso, na casa de dona Judite, as meninas levantaram-se


cedo e cada qual procurou fazer a sua tarefa. Margarida ajudava mamãe
na arrumação da casa e nas compras no armazém. Sabia e como, trazer
tudo o que mamãe precisava. Era o leite, o pão o feijão e tudo o mais.

Marta, dava papisas para o cachorrinho lulú e limpava a sua casinha.


Até pintou com tinta vermelha o telhado da casa do cachorrinho.

Deu banho no cãozinho e botou remédio na água


para matar as pulgas.

Maria não deixou por menos. Ajudou muito a mamãe


nas tarefas do almoço. Lavou as verduras, arrumou a
vasilha de frutas, varreu a cozinha e precisou a mamãe
dizer.

_Chega Maria de me ajudar, você deve estar


cansada filha.

Logo a noitinha sentaram-


se a mesa e fizeram seus deveres de casa.

Margarida como a mais velha, tomava as lições das mais novas.


Estudaram, escreveram, e por fim houve ainda uma sessão de desenhos.
Cada qual fez um desenho mais belo que o outro.

Na capital o senhor João fez todos os seus negócios e contatos


necessários. Pensou então de ir as lojas para comprar os presentes das
filhas. Teve bastante trabalho, mas comprou tudo com muito carinho. Para
a mamãe comprou um lindo vestido, para as meninas também comprou o
que pediram. Voltava feliz e orou agradecendo a Deus a boa viagem que
fizera. Chegou em casa pela tarde. Dona Judite abriu a porta e o abraçou.

2
_Bom dia, disse o senhor João, como vão todos. E as meninas?

Estão na escola, mas já estão para chegar porque está na hora de voltarem para casa. Dali a
pouco entraram as pequenas alegres e falando:

_Papai, Papai! O senhor já chegou? E correram para abraça-lo.

Disse o senhor João, já que estão aqui, vamos ver o que comprei para todas. Vou abrir a mala
e guardar tudo nos lugares certos. Na mala grande estava
vários embrulhos bem feitinho com papel de presentes.

Este- disse, olhando-o de perto -é da mamãe; um


corte de vestido. Este é de Margarida. Uma bolsa com uma
coleção de lápis de cor, cadernos e livros de histórias
pátrias. Este é...Ah! disse. Quem me pediu uma fifi??

_Eu! Eu! Disse Maria estendendo os braços.

_Pois aqui está a sua fifi minha filha.

_E o que foi que Marta pediu ? nada?

_Eu queria uma boneca e um fogão pequeno também... A! você não me falou o que queria por
isso eu lhe trouxe uma boneca, a Dondoca. Veja como ela é bonita, vestida com roupa da jovem
guarda. O fogão fica para outra vez que eu for a capital, está bem?

_Esta, papai! Disse Marta, abrindo logo a caixa em que estava a boneca.

Todos agradeceram, e ficaram felizes com os presentes.

_Mas ainda não acabou. Querem ver o que há nesta caixa?- E, abrindo-a tirou um burrinho
marrom.

_Olhe que beleza! Que lindo! Gritaram as três quase ao mesmo tempo.

_Ah! Papai, dá para mim disse Maria.

_ Ah! Papai, dá para mim disse Margarida.

_Não minhas filhas, disse o papai finalmente. Este


presente, não é para nenhuma de vocês. Deus nosso Pai,
permitiu que eu pudesse dar a vocês o que pediram. Acontece
que eu me lembrei do Zezé, o filho de nossa empregada. Vocês
não acham que ele também, não é filho de Deus? E no entanto,
eu nunca vi o Zezé receber um presente como vocês.

Todos ficaram muito pensativos, quando a mamãe afirmou:

_Isso mesmo, o papai fez muito bem em se lembrar do Zezé. Ele merece pelo esforço que tem
feito na escola, e pelo bom comportamento que tem tido aqui conosco.

_Muito bem. Todos concordaram?- Indagou papai.

_Sim! Sim! Responderam.

_Então depois do jantar, chamem o Zezé e lhe entreguem o presentinho.

3
Todos ficaram alegres com a lembrança do papai, e providenciaram o empacotamento do
burrinho marrou para mais tarde oferece-lo ao Zezé.

A lembrança de trazer um presente para o filho da empregada, seria um bom exemplo do papai
a ser seguido pelas filhas, segundo o que ensinou Jesus "Fazer aos outros, o que gostaríamos que
fizessem a nós."

VERIFICAÇÃO E FIXAÇÂO a Critério do Evangelizador.

Voltar