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Formação Continuada Aspectos Legais

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Formação Continuada em Educação Especial na Perspectiva Inclusiva

Módulo I

Rio Branco – Acre 30 de junho de 2009.

Educação Especial e Educação Inclusiva Aspectos Legais

Educação Especial
• Modalidade de educação escolar, oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para pessoas com necessidades educacionais especiais. (LDB 9.394/96, Cap. V) • Esta modalidade de educação é considerada como um conjunto de recursos educacionais e de estratégias de apoio que estejam à disposição de todos os alunos, oferecendo diferentes alternativas de atendimento.
• Ampliação da abrangência: da Educação Infantil até o Ensino Superior;

IGUALDADE

Educação Inclusiva

ACOLHIMENTO

DIFERENÇAS

OPORTUNIDADES

Educação Inclusiva
Inclusão com educação para todos
• A Educação Inclusiva é um sistema de educação e ensino em que todos os alunos com necessidades educacionais especiais, incluindo os alunos com deficiência, freqüentam as escolas comuns, da rede pública ou privada. Processo educacional que se estrutura necessidades dos alunos – de qualquer aluno. em função das

• •

Só é possível onde houver respeito à diferença e, conseqüentemente, a adoção de práticas pedagógicas que permitam às pessoas aprender e ter reconhecidos e valorizados os conhecimentos que são capazes de produzir, segundo e na medida de suas possibilidades. O objetivo da Educação Inclusiva é garantir que todos os alunos com ou sem deficiência participem ativamente de todas as atividades na escola e na comunidade;

Igualdade na diferença: valorizar a humanidade que provém de todo e qualquer indivíduo, base da idéia de direitos humanos. Mesmo em casos graves de deficiência a pessoa deve ter garantido seu direto de livre escolha e convívio social.

Diferença na igualdade: as peculiaridades das pessoas devem ser reconhecidas, na medida em que impliquem em adaptações para que sua participação social seja efetivada. Esta idéia está na base do surgimento do conceito de diversidade.

Somos iguais em dignidade e direitos humanos. Somos diferentes nos atributos lógicos, lingüísticos, emocionais, intelectuais, biológicos, sensoriais, etc.

Aspectos Legais

Documentos Internacionais Legislação Federal

Documentos Internacionais
• Declaração Mundial de Educação para Todos UNICEF - Jom Tien, Tailândia - 1990. • Declaração de Salamanca - Salamanca, Espanha - Princípios, Políticas e Prática em Educação Especial - 1994 - criação e manutenção de sistemas educacionais inclusivos.

A diferenciação de uma pessoa pela sua deficiência caracteriza, em toda e qualquer circunstância, um ato de discriminação?

Documentos Internacionais
• Convenção da Guatemala (1999)- tem
por objetivo prevenir e eliminar todas as formas de discriminação contra as pessoas portadoras de deficiência e propiciar a sua plena integração à sociedade.

a) o termo "discriminação contra as pessoas portadoras de deficiência" significa toda diferenciação, exclusão ou restrição baseada em deficiência, antecedente de deficiência, conseqüência de deficiência anterior ou percepção de deficiência presente ou passada, que tenha o efeito ou propósito de impedir ou anular o reconhecimento, gozo ou exercício por parte das pessoas portadoras de deficiência de seus direitos humanos e suas liberdades fundamentais.

b) Não constitui discriminação a diferenciação ou preferência adotada pelo Estado Parte para promover a integração social ou o desenvolvimento pessoal dos portadores de deficiência, desde que a diferenciação ou preferência não limite em si mesma o direito à igualdade dessas pessoas e que elas não sejam obrigadas a aceitar tal diferenciação ou preferência. Nos casos em que a legislação interna preveja a declaração de interdição, quando for necessária e apropriada para o seu bem-estar, esta não constituirá discriminação.

• Só podem ser incluídos em escolas comuns de Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio os alunos com leves comprometimentos físicos, mentais. Os alunos com graves problemas de deficiência continuam nas escolas especiais?

• Os professores de escola comum só poderão aceitar em suas salas de aulas alunos com deficiência mental, física, visual, pessoas com surdez etc., caso tenham uma formação anterior, em que aprendam os conhecimentos relativos à educação especial?

A Constituição Federal admite o oferecimento de Ensino Fundamental em local que não seja a escola comum, enquanto o aluno com deficiência não estiver devidamente preparado para ser incluído nela?

FALSO. Porque a Constituição não admite o oferecimento dessa etapa obrigatória da educação básica em local que não seja a escola e também porque a inclusão não é parcial e condicionada a um preparo anterior do aluno para freqüentar a escola comum. Esse preparo é próprio do que propõe a integração – modelo de inserção que discrimina e exclui, ao diferenciar pela deficiência.

Legislação Federal
• Leis
Princípios da CONSTITUÇÃO FEDERAL, 1988.
• • Art. 5º - Todos são iguais perante a lei. Art.205 - A educação é um direito de todos e dever do Estado e da família. • Art. 206 - O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola. • Art. 208 - O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de: III - atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino.

Legislação Federal
LDB nº 9.394/96 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) - Capítulo V - Educação Especial - Art. 58, Art. 59.
Art. 58. § 1º. Haverá, quando necessário, serviços de apoio especializado, na escola regular, para atender às peculiaridades da clientela de educação especial. § 2º. O atendimento educacional será feito em classes, escolas ou serviços especializados, sempre que, em função das condições específicas dos alunos, não for possível a sua integração nas classes comuns de ensino regular. § 3º. A oferta de educação especial, dever constitucional do Estado, tem início na faixa etária de zero a seis anos, durante a educação infantil.

Legislação Federal
• Art. 59º. Os sistemas de ensino assegurarão aos educandos com necessidades especiais:
I - currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organização específicos, para atender às suas necessidades; II - terminalidade específica para aqueles que não puderem atingir o nível exigido para a conclusão do ensino fundamental, em virtude de suas deficiências, e aceleração para concluir em menor tempo o programa escolar para os superdotados; III - professores com especialização adequada em nível médio ou superior, para atendimento especializado, bem como professores do ensino regular capacitados para a integração desses educandos nas classes comuns;

A escola comum pode negar matrícula a determinados alunos com deficiência, se não se sentir em condições de atendê-los?

FALSO. Porque pela legislação brasileira não se pode negar ou se fazer cessar sem justa causa matrículas de quaisquer alunos, em escolas comuns, especialmente quando o motivo é a deficiência. Esclareça-se que a justa causa não pode ser a deficiência em si, ou qualquer outra condição pessoal do ser humano, como raça, religião, orientação sexual, sob pena de discriminação.

Legislação Federal
Lei nº 7.853/89, artigo 8º.
• Recusar, suspender, adiar, cancelar ou extinguir a matrícula de um estudante por causa de sua deficiência, em qualquer curso ou nível de ensino, seja ele público ou privado é considerado crime. A pena para o infrator pode variar de um a quatro anos de prisão, mais multa.
Caso as escolas comuns se recusem a fazer a matrícula do aluno ou cessem a já existente, é importante que a instituição especializada responsável pelo encaminhamento comunique o Ministério Público.

Legislação Federal
Lei Nº 8.069/90 – institui o Estatuto da Criança e do

Adolescente

• • • • •

Art. 53. A criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho, assegurando-se-lhes: I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; II - direito de ser respeitado por seus educadores; Art. 54. É dever do Estado assegurar à criança e ao adolescente: III - atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino;

Cont.
• Lei nº 10.098/00 - estabelece normas gerais e critérios
básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, mediante a supressão de barreiras e de obstáculos nas vias e espaços públicos, no mobiliário urbano, na construção e reforma de edifícios e nos meios de transporte e de comunicação.

Legislação Federal
Decretos

• Decreto nº 3.298/99 - Regulamenta a Lei 7.853/89, dálhe condições operacionais, consolida as normas de proteção ao portador de deficiências. • Decreto nº 3.956/01 - Promulga a Convenção Interamericana para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Pessoas Portadoras de Deficiência. (Convenção da Guatemala)
Todas as pessoas com deficiência têm o direito de freqüentar a educação escolar em qualquer um de seus níveis.

• Decreto 5.296/04 (Lei de Acessibilidade) Regulamenta as Leis 10.048, de 8 de novembro de 2000 e 10.098, de 19 de dezembro de 2000. – regulamenta o atendimento às necessidades específicas de pessoas com deficiência no que concerne a projetos de natureza arquitetônica e urbanística, de comunicação e informação, de transporte coletivo, bem como a execução de qualquer tipo de obra, quando tenham destinação pública ou coletiva.

• Decreto Nº 6.571/08 – Dispõe sobre o Atendimento Educacional Especializado na rede pública.
Art. 1o A União prestará apoio técnico e financeiro aos sistemas públicos de ensino dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, na forma deste Decreto, com a finalidade de ampliar a oferta do atendimento educacional especializado aos alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, matriculados na rede pública de ensino regular.

• Art. 3o O Ministério da Educação prestará apoio técnico e financeiro às seguintes ações voltadas à oferta do atendimento educacional especializado, entre outras que atendam aos objetivos previstos neste Decreto:
I - implantação de salas de recursos multifuncionais; II - formação continuada de professores para o atendimento educacional especializado;

Legislação Federal
• Resoluções • Resolução CNE/CEB nº 2/2001 - Institui Diretrizes e Normas para a Educação Especial na Educação Básica.
Art. 7º - O atendimento aos alunos com necessidades educacionais especiais deve ser realizado em classes comuns do ensino regular, em qualquer etapa ou modalidade da Educação Básica. Art. 8º - As escolas da rede regular de ensino devem prever e prover na organização de suas classes comuns: IV – serviços de apoio pedagógico especializado, realizado, nas classes comuns, mediante: d) disponibilização de outros apoios necessários à aprendizagem, à locomoção e à comunicação.

Cont.
• Art. 12 - ...assegurar a acessibilidade aos alunos que apresentem necessidades educacionais especiais, mediante a eliminação de barreiras arquitetônicas urbanísticas, na edificação – incluindo instalações, equipamentos e mobiliário – e nos transportes escolares, bem como de barreiras nas comunicações, provendo as escolas dos recursos humanos e materiais necessários.

Legislação Federal
• Parecer
• Parecer CNE/CEB nº 17/2001 - Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica.
4.1 – Na organização das classes comuns, faz-se necessário prever: professores das classes comuns e da educação especial capacitados e especializados, respectivamente, para o atendimento às necessidades educacionais especiais dos alunos;

Descumprimento da Lei
• As instituições de ensino também ficam sujeitas a sanção penal, Art. 29 do Código Penal, se incentivarem ou omitirem o fato de pais segregarem os filhos com deficiência. • O pais negligentes, que deixarem as crianças com deficiências, afastadas da escola, estarão sujeitos à sanção penal estabelecida no Art. 246 do Código Penal que prevê crime de abandono intelectual para tal ato.

“...um indivíduo ou um grupo de pessoas podem sofrer um verdadeiro dano, uma autêntica deformação se a gente ou a sociedade que os rodeiam lhes mostram como reflexo, uma imagem limitada, degradante, depreciada sobre ele.” Charles Taylor

“É um costume inglês: na primavera, as pessoas semearem, várias sementes misturadas. Nada de jardins com cercas separando qualidades... simplesmente espalham-se as sementes, e o maior prazer, é ver o resultado. A maior expectativa é ver como ficará o jardim. Não interessa tamanhos, cores, espessuras, mas a beleza disforme do jardim...”

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