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Psicologia da Gravidez e Maternidade - 3 (Gravidez como fase de Desenvolvimento Psicológico)

Psicologia da Gravidez e Maternidade - 3 (Gravidez como fase de Desenvolvimento Psicológico)

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Síntese teórica nº 3 (Maternidade como fase de desenvolvimento psicológico) da autoria de Celeste Duque no âmbito da disciplina de Psicologia V (Psicologia da Gravidez e Maternidade/Paternidade), do Curso de Licenciatura em Enfermagem, da ESSaF, UAlg.
Síntese teórica nº 3 (Maternidade como fase de desenvolvimento psicológico) da autoria de Celeste Duque no âmbito da disciplina de Psicologia V (Psicologia da Gravidez e Maternidade/Paternidade), do Curso de Licenciatura em Enfermagem, da ESSaF, UAlg.

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01/30/2014

Celeste Duque

2004-2005

Índice
1. Maternidade como fase de desenvolvimento psicológico
O conceito de situação de crise, no desenvolvimento psicológico Gravidez como situação de crise no ciclo vital da mulher

20-Fev-2004

5º CLE - Psicologia V

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Gravidez
Importância das equipes multidisciplinares:
O Psicólogo deve captar as “nuances” emocionais e as suas manifestações ao nível intra e interpessoal, e ajudar o obstetra, e os enfermeiros a aprofundar a sua compreensão do funcionamento dinâmico da grávida como um todo integrado.

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Gravidez [cont.]
A revolução tecnológica da obstetrícia permite a realização de uma assistência pré e perinatal cada vez mais sofisticada, reduzindo, ao mínimo os riscos maternos e do feto.

Enferma, no entanto, de um grave erro:
resultou numa profunda dissociação entre os aspectos somáticos e emocionais no atendimento clínico, cuja rotina convencional, tanto na gestação quanto no parto e no puerpério imediato, raramente satisfaz as necessidades psicológicas de mãe e filho!
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Gravidez [cont.]
Durante a gravidez iniciam-se:
a formação do vínculo materno-filial e a reestruturação da rede de comunicação da família:
Ponto de partida de um novo equilíbrio dinâmico na unidade familiar.

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Gravidez [cont.]
É sem dúvida um momento que merece a confluência de esforços de prevenção por parte dos
obstetras, enfermeiros e psicólogos

que resulte num atendimento mais global e satisfatório para a saúde física e emocional da mulher e do seu filho.
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Maternidade
A maternidade é um momento existencial fundamental no ciclo de vital feminino.
Pode proporcionar à mulher a oportunidade de atingir novos níveis de integração e de crescimento (desenvolvimento) da personalidade.

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Perspectivas Psicológicas
Contributos da Psicanálise
Esta corrente teórica é, ainda hoje, considerada a mais importante pois fornece uma explicação clínica muito completa de como se dá o desenvolvimento da personalidade, embora seja motivo de acérrimas críticas, dada a grande importância atribuída por Sigmund Freud à sexualidade infantil.
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Perspectivas Psicológicas [cont.]
Contributos da Psicologia do Desenvolvimento A tendência da Psicologia do Desenvolvimento na qual se inserem autores como Caplan (1967), Erikson (1959), Bibring (1961) é a de conceber o desenvolvimento psicológico como um continuum que se prolonga para lá da adolescência, marcado por vários períodos de crise, que representam verdadeiros pontos decisivos no crescimento emocional e que determinam, de algum modo, o estado de saúde ou doença mental.

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Perspectivas Psicológicas [cont.]
Contributos da Psicologia do Desenvolvimento O que equivale a afirmar que psicologicamente o indivíduo não cessa de crescer, logo, há sempre a possibilidade de fazer reestruturações, modificações e reintegrações da personalidade.

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Ciclo vital da mulher
Podem considerar-se três grandes momentos ou períodos críticos, no ciclo vital da mulher, que se constituem em verdadeiras fases do desenvolvimento da personalidade e que têm alguns pontos em comum: Adolescência Gravidez Climatério
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Ciclo vital da mulher [cont.]
Estes três períodos têm em comum o facto de serem: Períodos de tensão biologicamente determinada; Caracterizados por mudanças metabólicas complexas; Serem um estado temporário de equilíbrio instável.
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Ciclo vital da mulher [cont.]
Um estado temporário de equilíbrio instável:
que decorre da perspectiva das grandes mudanças envolvidas nos aspectos de: papel social, necessidade de novas adaptações, reajustamentos interpessoais e intra psíquicos e mudança de identidade.
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Conceito de Crise
Conceito de situação de crise, no desenvolvimento psicológico:
G. Caplan (1963), considera que crise pode ser definida como um período temporário de desorganização do funcionamento de um sistema aberto, precipitado por circunstâncias que transitoriamente ultrapassam as capacidades do sistema para se adaptar interna e externamente.

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Conceito de Crise [cont.]
Conceito de situação de crise, no desenvolvimento psicológico: Rapoport (1965), considera que crise pode ser definida de uma forma muito simples, como uma perturbação temporária de um estado de equilíbrio.

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Conceito de Crise [cont.]
O termo crise, foi inicialmente utilizado por Caplan e Lindemann para designar
as reacções dos indivíduos a eventos traumáticos, tais como
morte súbita de uma pessoa amada, nascimento de um filho prematuro, desemprego inesperado, etc.
crises imprevisíveis.
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Conceito de Crise [cont.]
O mesmo termo foi empregue por Eric Erikson para designar as várias etapas do desenvolvimento psicológico normal, tais como:
puberdade, casamento, gravidez, menopausa
crises previsíveis.
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Conceito de Crise [cont.]
Assim, o termo crise tanto pode ser utilizado quando nos referimos aos períodos de transição inesperados como aos inerentes ao próprio desenvolvimento.

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Conceito de Crise [cont.]
Uma crise pode ser impulsionada por mudanças Internas:
crises normais do desenvolvimento, doenças ou traumas;

ou Externas:
perda ou ameaça de perda de uma fonte de segurança e satisfação; acumular de tensões que ameaçam romper o equilíbrio funcional dos mecanismos adaptativos do ego.
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Conceito de Crise [cont.]
Crise implica sempre um enfraquecimento temporário da estrutura básica do Ego, de tal modo que o indivíduo não consegue utilizar
os seus métodos habituais de resolução de problemas e, como tal, requerem a mobilização de mecanismos adaptativos do Ego no sentido de procurar novas respostas
anteriormente inexistentes no reportório do sujeito.

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Conceito de Crise [cont.]
A estratégia utilizada pelos indivíduos para ultrapassarem as suas crises “existenciais” pode ser saudável ou doentia:
levando o sujeito a experimentar uma “melhoria”
novo nível de integração e maturidade da personalidade

ou a “piorar”
maior grau de desintegração, de desorganização, e desajustamento da personalidade.
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Conceito de Crise [cont.]
Os momentos ou períodos de crise são, precisamente por isso, ao mesmo tempo,
momentos de oportunidade e de risco ou perigo,

São verdadeiras encruzilhadas em termos de saúde mental.

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Conceito de Crise [cont.]
O sujeito em crise tem tendência a, mais facilmente, aceitar a ajuda que lhe é oferecida. Por estar num período temporário de equilíbrio instável, em busca de novas soluções, isso significa que a pessoa fica mais sensível, e vulnerável, mas também mais acessível à ajuda.

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Conceito de Crise [cont.]
Regra geral é mais fácil ajudar alguém em crise do que alguém que se encontra em períodos de equilíbrio estável,
quando os mecanismo de defesa e de adaptação se encontram mais fortemente estruturados,

pelo que se origina uma maior hesitação em enfrentar a mudança. Já uma pessoa em crise, não tem escolha, não lhe resta outra alternativa que não seja a de aceitar a ajuda e efectuar as mudanças necessárias por forma a reencontrar o seu equilíbrio, ou então sossobrar.
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Conceito de Crise [cont.]
Caplan e a sua equipa (1964) chegou à conclusão, a partir das suas experiências clínicas em “intervenção na crise” que:
É possível ajudar qualquer pessoa a superar uma crise satisfatoriamente, independentemente das características de personalidade ou carácter.

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Gravidez como Situação de Crise
A Gravidez possui diversas características de uma situação de crise, que se insere num processo normal de desenvolvimento.
Envolve: Necessidade de reestruturação e reajustamento ao nível de várias dimensões:
À semelhança do que sucede na puberdade, verifica-se uma mudança de identidade E um nova definição de papéis (a mulher passa a ver-se e a ser vista de uma forma totalmente diferente).
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Gravidez como Situação de Crise [cont.]

Caso de primípara
A grávida passa do papel de esposa (ou companheira) ao papel de mãe.

Caso multípara
Também neste caso se verifica uma certa mudança de papel: Ser mãe de um filho não é o mesmo que ser mãe de dois ou mais filhos...
O que se verifica é que a vinda de mais um filho obriga à alteração da composição da rede de intercomunicação familiar.
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Paternidade como Situação de Crise

[cont.]

Obviamente que o processo de mudança de identidade e de papel se verifica igualmente ao nível do marido. Também a paternidade deve ser considerada como uma situação crítica ao nível do desenvolvimento emocional do homem.

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Redefinição de Papéis
A mulher pode ter desempenhado para além do papel de esposa, até então, o papel de “mãe” ou “filha” do marido. Quando espera o seu próprio filho tem que se adaptar a este novo papel – ser mãe do daquela criança.
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Redefinição de Papéis [cont.]
A necessidade de um nova definição de papéis faz, não raras vezes, reavivar antigos conflitos de relacionamento. A mulher ou o marido podem:
Querer ser melhores pais que os seus progenitores Ser incapazes de competirem com eles Encarar o bebé como um irmão mais novo e, como tal, rivalizam pelo afecto do pai ou da mãe; Competir entre si pelo afecto do bebé, etc...
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Factores socioeconómicos
A complexidade das alterações provocadas pela chegada de um bebé não se resumem às variáveis psicológicas e bioquímicas. Há ainda a considerar as mudanças ao nível dos factores socioeconómicos.
Vive-se numa sociedade materialista em que a mulher contribui com o seu salário para o rendimento do agregado familiar; Habitualmente trabalha fora; E cultiva interesses diversos: profissionais, estudo, carreira, sociais, culturais, etc.
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Factores socioeconómicos [cont.]
O facto de esperar um filho acarreta consequências a curto, médio e longo prazo. Privações reais sejam afectivas ou económicas:
Aumentam a tensão; Intensificam a regressão e a ambivalência.

A preocupação com o futuro:
Aumenta as necessidades da grávida e intensificam a frustração o que origina, como consequência, sentimentos de raiva e ressentimento que a impedem de encontrar gratificação na gravidez.
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Novos Níveis de Integração
Outra característica: Representa uma possibilidade de atingir novos níveis de:
Integração, Maturidade, e Expansão

da personalidade – tanto na mulher como no homem. Ou de adoptar uma solução patológica que predominará ao nível da relação mãe-bebé.

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Relação Mãe-Bebé
Relação mãe-filho saudável:
Implica, em termos gerais, perceber e satisfazer, adequadamente, as necessidades do bebé; O bebé é encarado como um ser separado e não simbioticamente confundido com a mãe.

Relação mãe-filho patológica ou doentia:
A mãe é incapaz de perceber e, consequentemente, de satisfazer, adequadamente, as necessidades do bebé; O bebé simbioticamente confundido com a mãe mãe e bebé são uma só e mesma pessoa.
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Relação Mãe-Bebé [cont.]

Na relação mãe-bebé patológica ou doentia caracteriza-se, ainda, pela expectativa que: o bebé preencha certas necessidades neuróticas da mãe como, por exemplo:
evitar a solidão; satisfazer-lhe a carência de afecto; fazê-la sentir-se útil.
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Relação Mãe-Bebé [cont.]
Ou então: o bebé representa, simbolicamente, uma parte doente da mãe;
esta é, frequentemente, a dinâmica subjacente às: incessantes idas aos médicos com o pedido de descobrir “o que há de errado com o bebé”, quando este é perfeitamente saudável.
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Casamento & Gravidez
A gravidez pode:
levar a maiores níveis de integração e aprofundamento no relacionamento do casal;

Mas, por outro lado, pode:
romper uma estrutura frágil e neuroticamente equilibrada.
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Casamento & Gravidez [cont.]
A mulher que:
Quer excluir o marido da sua vida; Não conseguiu ultrapassar a fase da dependência infantil em relação à sua própria mãe; Se sente inferior pelo facto de ser mulher;

a gravidez pode constituir uma ameaça:
ao casamento; ou ao equilíbrio pessoal.
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Casamento & Gravidez [cont.]
Para o homem que:
Sente intensos ciúmes do filho que vai nascer, assim como sentiu em relação aos irmãos mais novos; Inveja o sucesso profissional ou pessoal (em termos familiares ou sociais) da mulher, etc...
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Gravidez como Regressão
Onde predominam
As características orais
Hipersonia; Voracidade; Protecção.

que indicam uma identificação básica da grávida em relação ao feto.
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Gravidez como Regressão [cont.]
Esta identificação regressiva atingiria o seu clímax, segundo Otto Rank (1929), no próprio processo de parto,
altura em que a parturiente revive o trauma do seu próprio nascimento.
Aqui a regressão não é forçosamente um processo patológico. Pelo contrário, pode fazer parte do próprio movimento do processo de desenvolvimento.
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Gravidez como Regressão [cont.]
Anna Freud (1965) concebe o desenvolvimento como um jogo de regressões temporárias
A patologia caracteriza-se por regressões permanentes.

e progressões, utilizando o modelo da espiral. Este modelo está igualmente implícito na teoria de crise:
Para atingir um novo nível de organização da personalidade – progressão; É preciso passar por um período de relativa desorganização – regressão.
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Gravidez como Crise [cont.]
Situar o período gravídico como situação de crise, obviamente não quer dizer que
O período crítico termine com o parto; Grande parte das mudanças maturativas ocorrem pós-parto.

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Gravidez como Crise [cont.]
O puerpério deve ser considerado como:
A continuação da situação crítica. Implica novas mudanças:
Fisiológicas Consolidação da relação mãe-bebé

E grandes modificações:
Das rotinas E do relacionamento familiar
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Sistema Familiar
De enfatizar que o nascimento de um filho é uma experiência familiar.
Para se prestar uma assistência pré-natal efectiva é necessário não só apoiar a “mulher grávida” mas sim a “família grávida”.

O sistema familiar, como um todo, é composto de diversos subsistemas que interagem continuamente entre si.
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Sistema Familiar [cont.]
Howells (1972) considera a família como um “organismo completo que possui uma unidade própria. Tal como o indivíduo, também a família é:
um sistema organizado, com uma estrutura peculiar, canais de comunicação e elementos característicos”.
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Sistema Familiar [cont.]
Qualquer evento que ocorre com uma das partes deste sistema atinge todo o sistema. Logo, a gravidez é uma experiência que pertence à família como um todo.

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Sistema Familiar [cont.]
Mesmo numa família composta de pai, mãe e um filho os subsistemas nunca representam uma díade verdadeira, uma vez que, desde o momento em que se toma conhecimento da gravidez e até às primeiras semanas após o parto, quando a interacção entre mãe-bebé é extremamente próxima, o marido-pai participa activamente, formando verdadeiramente uma tríade familiar.
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Sistema Familiar [cont.]
Por exemplo:
O homem vai reagir às necessidades de maior protecção e cuidado que a mulher precisa; Vai assumir um papel protector; e Vivencia com ela os temores e as ansiedades referentes ao parto e ao puerpério. Reparte com ela a tarefa de cuidar do bebé; Experiencia com ela as expectativas e fantasias em relação ao bebé e; Ao mesmo tempo que elabora dentro de si a sua relação com a criança.
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Sistema Familiar [cont.]
Esta primeira tríade familiar continua a manter-se estavelmente, na medida em que existe só um filho. Com a vinda de cada novo filho toda a composição da rede de intercomunicação da família se transforma, à medida que se acrescentam novos subsistemas que actuam dinamicamente entre si.
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Sistema Familiar [cont.]
É de lamentar que a maioria dos trabalhos de investigação sobre os aspectos psicológicos do ciclo gravídico-puerperal se foquem basicamente:
nas modificações da mulher e dedicam pouca atenção à paternidade, como situação crítica e à inter-influência do casal

nas respectivas formas de vivenciar a gravidez.

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Sistema Familiar [cont.]
As reacções (atitudes e comportamentos) do homem em relação à mulher grávida influencia largamente a sua
aceitação ou rejeição da gravidez assim como a forma como vai vivenciar todo um conjunto de outras modificações (e.g., alterações do esquema corporal).

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Sistema Familiar [cont.]
As atitudes da mulher, em relação ao marido, também vão influenciar as do homem, nomeadamente:
Encorajando-o a participar ao máximo durante e após a gravidez.
Contribui fortemente para atenuar ou intensificar os sentimentos de abandono, ciúmes e rivalidades para com o bebé
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Sistema Familiar [cont.]
Nunca será demais enfatizar as interacções de toda a unidade familiar na medida em que cada membro desta unidade sofre transformações significativas sob o impacto da gravidez.

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