Manual simplificado de 2013 Procedimento Penal Militar

AUTO DE PRISÃO EM FLAGRANTE DELITO MILITAR
Orientações e modelos para PMPE Elaborador: Cap PM Demétrios Wagner CAVALCANTI da Silva
Bel em Direito, Pós graduado em Direito Processual ( FMN/PE), Pós graduado em Direito Público (ESMAPE), Pós graduando em Ciências Criminais Militares ( AESO/PE)

Dúvidas favor encaminhar para demetrioswagner@gmail.com

Conteúdo
.................................................................................................................................................... 1 Conteúdo...................................................................................................................................... 2 Prefácio: O que é crime militar?................................................................................................... 3 Unidade I – Do conceito e dos princípios de Direito Processual Penal Militar ............................4 1. Definição do Direito Processual Penal Militar ...................................................................... 4 2. Princípios aplicados no processo penal militar .................................................................... 5 3. Polícia Judiciária Militar ....................................................................................................... 6 3.1 Atribuição da Polícia Judiciária Militar............................................................................ 6 3.2 Autoridade judiciária...................................................................................................... 7 Unidade II – Do auto de prisão em flagrante delito...................................................................... 8 1. Conceito ............................................................................................................................... 8 2. Requisitos para a prisão em flagrante delito; ...................................................................... 9 3. Tipos de flagrante delito; ..................................................................................................... 9 4. Procedimento para lavratura do flagrante delito e atividades complementares ..............11 4.1 Principais direitos do preso .......................................................................................... 12 4.2 Designações do Escrivão .............................................................................................. 13 4.3 Oitivas a serem realizadas ........................................................................................... 13 4.4 Do recolhimento, das diligências e relaxamento da prisão em flagrante ....................15 4.5 Da nota de culpa .......................................................................................................... 16 4.6 Do relatório .................................................................................................................. 17 4.7 Da remessa do auto de prisão em flagrante ................................................................ 17

Prefácio: O que é crime militar?
CPM. Art. 9º Consideram-se crimes militares, em tempo de paz:
Hipótese 01

I - os crimes de que trata este Código, QUANDO DEFINIDOS DE MODO DIVERSO NA LEI PENAL COMUM, ou nela não previstos, qualquer que seja o agente, salvo disposição especial; Exs.: Deserção, Motim, Violência contra superior, etc. II - os crimes previstos neste Código, EMBORA TAMBÉM O SEJAM COM IGUAL DEFINIÇÃO NA LEI PENAL COMUM, quando praticados:

Hipótese 02
a) por militar em situação de atividade ou assemelhado, contra militar na mesma situação ou assemelhado; b) por militar em situação de atividade ou assemelhado, em lugar sujeito à administração militar, contra militar da reserva, ou reformado, ou assemelhado, ou civil; c) por militar em serviço ou atuando em razão da função, em comissão de natureza militar, ou em formatura, ainda que fora do lugar sujeito à administração militar contra militar da reserva, ou reformado, ou civil; d) por militar durante o período de manobras ou exercício, contra militar da reserva, ou reformado, ou assemelhado, ou civil; e) por militar em situação de atividade, ou assemelhado, contra o patrimônio sob a administração militar, ou a ordem administrativa militar; III - os crimes praticados por militar da reserva, ou reformado, ou por civil, contra as instituições militares, considerando-se como tais não só os compreendidos no inciso I, como os do inciso II, nos seguintes casos: a) contra o patrimônio sob a administração militar , ou contra a ordem administrativa militar; b) em lugar sujeito à administração militar contra militar em situação de atividade ou assemelhado, ou contra funcionário de Ministério militar ou da Justiça Militar, no exercício de função inerente ao seu cargo; c) contra militar em formatura, ou durante o período de prontidão, vigilância, observação, exploração, exercício, acampamento, acantonamento ou manobras; d) ainda que fora do lugar sujeito à administração militar, contra militar em função de natureza militar, ou no desempenho de serviço de vigilância, garantia e preservação da ordem pública, administrativa ou judiciária, quando legalmente requisitado para aquele fim, ou em obediência a determinação legal superior.

Hipótese 03

Unidade I – Do conceito e dos princípios de Direito Processual Penal Militar
1. Definição do Direito Processual Penal Militar
O processo é a esteira de garantias de todo indivíduo onde o Estado deverá percorrer para a devida aplicação da lei penal com conseqüente sanção conforme pena prevista. O processo possui caráter de instrumentalidade garantista, proporcionando ao indivíduo a utilização de todas as garantias a ele inerentes. O Direito Processual Penal Militar é um ramo autônomo do Direito cuja finalidade é a aplicação da legislação penal militar que no Brasil se encontra materializada no Decreto-Lei nº 1.002, de 1969. Não pode o Estado nem o indivíduo prescindir das regras processuais trazidas pelo diploma legal acima, o qual rege os procedimentos a serem seguidos pela justiça Militar da União, que cuida do processo dos militares das Forças Armadas, e pela justiça dos Estados, que cuida dos militares estaduais. Pode se observar que o processo penal militar difere do processo penal comum no que refere aos procedimentos de Polícia Judiciário, e aos processos ordinários (Art. 384 a 450) e especiais de Deserção e Insubmissão (Art. 451 a 464). O processo penal militar ordinário normalmente se origina do Inquérito Policial Militar, ou do Auto de Prisão em Flagrante Delito, ou de sindicância com constatação de crime militar, e tem início com o recebimento da denúncia pelo Ministério Público. Por meio do processo a atividade jurisdicional concretiza a aplicação do direito ao caso concreto. Essa atividade se torna essencial tendo em vista que apenas ela proporciona a aplicação. Tal aplicação se deu, historicamente, de várias formas, denominadas sistemas processuais penais: acusatório, inquisitivo e misto. No sistema inquisitório o papel de julgar, acusar e defender se concentram em uma só pessoa se confundindo. O sistema acusatório apresenta como características a separação entre acusação, defesa e julgamento, sendo cada função exercida por pessoas distintas. No sistema misto o processo divide-se em duas fases: de instrução preparatória, onde predomina os princípios de regas do sistema inquisitório, e de julgamento, que possui caracteres do sistema acusatório.

2. Princípios aplicados no processo penal militar
DO DEVIDO PROCESSO LEGAL – É o princípio fundamental do ordenamento jurídico processual. A Carta Magna prevê em seu Art. 5º, LVI que não há privação de liberdade nem perda dos bens sem o devido processo legal, assim devem ser respeitadas todas as regras trazidas pela legislação para que o Estado possa aplicar a lei no caso concreto, cerceando a liberdade. DO JUIZ NATURAL – Ninguém será processado nem julgado por tribunal de exceção, pois conforme Art. 5º, LIII da Constituição Federal (CF), não haverá juízo ou tribunal de exceção. Apenas o juiz, como autoridade, competente poderá realizar o devido processo para no fim sentenciar o caso. DO ESTADO DE INOCÊNCIA – Enquanto não houver condenação definitiva, presume-se o réu inocente. Contudo, admitem-se medidas cautelares de privação de liberdade na qual possibilita a prisão antes de trânsito em julgada. DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA – Conforme Art. 5º, LV da CF, aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral, são assegurados o contraditório e a ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes; lógico do sistema acusatório, em que as partes devem possuir plena igualdade. O acusado deve ter ciência da acusação para poder responder. DA VERDADE REAL – É a investigação dos fatos como se passaram na realidade (verdade material), possibilitando ao juiz determinar diligências de ofício, para melhores esclarecimentos dos fatos investigados. O processo faz o caminho do crime, reconstrói os fatos como se deram, para a correta aplicação da lei. DA PUBLICIDADE – A publicidade dos atos processuais integra o devido processo legal. No direito pátrio vigora o princípio da publicidade absoluta, como regra. As audiências, as sessões e a realização de outros atos processuais são franqueadas ao público em geral, ressalvados os casos específicos em lei. Art. 5º, LX da CF – lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando a defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem. Art. 93, IX da CF – todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, e fundamentadas todas as decisões, sob pena de nulidade, podendo a lei, se o interesse público o exigir, limitar a presença, em determinados atos, às próprias partes e aos seus advogados, ou somente a estes. DA OBRIGATORIEDADE – presentes as condições da ação penal militar, o MPM é obrigado a oferecer a denúncia.

DA OFICIALIDADE – (CF, Art.129, I) o MPM é o exclusivo titular da ação penal militar, que é sempre pública, ressalvada a possibilidade da ação privada subsidiária da pública. DA INICIATIVA DAS PARTES E DO IMPULSO OFICIAL – o juiz não pode dar início ao processo sem a provocação da parte legítima. Cabe à parte provocar a prestação jurisdicional. Há algumas situações em que este princípio é mitigado; a concessão de habeas corpus de ofício, decretação de ofício da prisão preventiva e produção de provas (verdade real). DA INADMISSIBILIDADE DAS PROVAS ILÍCITAS – (CF, Art. 5º, LVI) são ilícitas as provas obtidas mediante a prática de algum ilícito, seja penal, civil ou administrativo, da parte daquele encarregado de produzi-las.

3. Polícia Judiciária Militar
3.1 Atribuição da Polícia Judiciária Militar
A Polícia Judiciária Militar está prevista de forma implícita no Art. 144, § 4º, da Carta Magna, quando assevera que às polícias civis, dirigidas por delegados de polícia de carreira, incumbem, ressalvada a competência da União, as funções de polícia judiciária e a apuração das infrações penais, exceto as militares. O regramento da polícia judiciária encontra-se nos Art. 7º e 8º do CPPM. A polícia judiciária militar destina-se à apuração de crimes militares. O Art. 8º do CPPM menciona competência da polícia judiciária militar, no entanto o termo correto seria atribuição e não competência (órgão jurisdicional). Assim, as ATRIBUIÇÕES DA POLÍCIA JUDICIÁRIA MILITAR são: a) Apurar os crimes militares, bem como os que, por lei especial, estão sujeitos à jurisdição militar, e sua autoria; b) Prestar aos órgãos e juízes da justiça militar e aos membros do Ministério Público as informações necessárias à instrução e julgamentos dos processos, bem como realizar as diligências que por eles lhe foram requisitadas; c) Cumprir os mandados de prisão expedidos pela justiça militar; d) Representar as autoridades judiciárias militares acerca da prisão preventiva e da insanidade mental do indiciado; e) Cumprir as determinações da justiça militar relativas aos presos sob sua guarda e responsabilidade;

f) Solicitar das autoridades civis as informações e medidas que julgar úteis à elucidação das infrações penais, que estejam a seu cargo; g) Requisitar da polícia civil e das repartições técnicas civis as pesquisas e exames necessários ao complemento e subsídio de inquérito policial militar; h) Atender, com observância dos regulamentos militares, a pedido de apresentação de militar ou funcionário de repartição militar à autoridade civil competente, desde que legal e fundamentado o pedido.

3.2 Autoridade judiciária
A polícia judiciária militar é exercida pelas autoridades especificadas no Art. 7º do Decreto-Lei 1002, de 21 de outubro de 1969. No caso das Polícias Militares o dispositivo legal que atribui tal competência se encontra na letra h do mesmo artigo: Art. 7º A polícia judiciária militar é exercida nos termos do art. 8º, pelas seguintes autoridades, conforme as respectivas jurisdições: ... h) pelos comandantes de forças, unidades ou navios; As autoridades podem delegar o exercício da polícia judiciária militar. Obedecidas as normas regulamentares de jurisdição, hierarquia e comando, as atribuições poderão ser delegadas a oficiais da ativa, para fins especificados e por tempo limitado. Na atividade de polícia judiciária militar, a delegação do seu exercício é feita por portaria do comandante, chefe ou diretor. Em razão da observância da disciplina e da hierarquia, a autoridade delegante pode e deve exercer fiscalização disciplinadora sobre o Oficial a quem foi delegada a atribuição. Em se tratando de delegação para instauração de inquérito policial militar, deverá aquela recair em oficial de posto superior ao do indiciado, seja este oficial da ativa, da reserva, remunerada ou não, ou reformado. As forças policiais, civil e federal, não possuem competência para apurar os crimes militares, sendo esta atribuição exercida pela polícia judiciária militar, que é constituída por autoridades militares e seus auxiliares. Ao tomar conhecimento da prática de um ilícito, o comandante da Unidade a qual pertence o militar, por meio de portaria determinará a abertura do inquérito policial militar (IPM), nomeando um Oficial para apurar a autoria e a materialidade do fato. Caso o autor do ilícito seja conhecido, o oficial nomeado deverá possuir posto ou patente acima do indiciado.

Unidade II – Do auto de prisão em flagrante delito
1. Conceito
O termo flagrante provém do latim flagrare, que significa queimar. Assim, podemos considerar que é o crime que está queimando, que está sendo cometido ou acabou de ser cometido. Logo, prisão em flagrante delito é a prisão da pessoa que é surpreendido no instante da consumação da conduta tipificada penalmente. Existem vários fundamentos para a prisão em flagrante delito, podemos citar pelo menos dois conforme sua aceitação; o primeiro trata da necessidade de aplicar justiça em prol da opinião pública, visando minimizar a comoção social, conseqüentemente mantendo a ordem social, resguardando a credibilidade do Estado; o segundo para proteger de forma acautelatória as prova devido ao flagrante ser capaz de fazer prova sobre a autoria e materialidade do crime. Conforme o texto da Art. 5º, LVII da CF, “ ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória ”. Com isso, podemos afirmar que a prisão em flagrante delito tem caráter provisório e só se justificará se houver as hipóteses em que a prisão for necessária para preservar a instrução criminal ou para assegurar a aplicação da lei penal , caso contrário ocorrerá afronta à Constituição Federal, implicando em antecipação de pena. Quando se fala em crime militar devemos lembrar o previsto no Art. 144, § 4º da CF, que impede a Polícia Civil de apurá-lo: Art. 144, § 4º - As polícias civis, dirigidas por Delegados de Polícia de carreira, incumbem, ressalvada a competência da União, as funções de polícia judiciária e apuração de infrações penais, exceto as militares. Prisão é a supressão da liberdade individual que restringe o direito de ir, vir, permanecer ou estar em determinado lugar, conforme o insculpida na CF no seu Art. 5º. Assim, os militares que forem presos e autuados em flagrante delito devem ser conduzidos para estabelecimentos prisionais. Na PMPE, os policiais militares presos em flagrante delito, normalmente são conduzidos ao CREED – Centro de Reeducação Disciplinar.

2. Requisitos para a prisão em flagrante delito;
A prisão em flagrante delito, como dito antes, é aquela realizada contra alguém que está cometendo uma infração penal tipificada no diploma legal. Prender alguém em flagrante delito é capturar essa pessoa, obedecendo aos requisitos trazidos pela Art.244 do Código de Processo Penal Militar (CPPM). Considera-se em flagrante delito aquele que:  Está cometendo o crime;  Acaba de cometê-lo;  É perseguido logo após o fato delituoso em situação que faça acreditar ser ele o seu autor;  É encontrado, logo depois, com instrumentos, objetos, material ou papéis que façam presumir a sua participação no fato delituoso.

3. Tipos de flagrante delito;
A doutrina nos ensina que existem nesta esteira os seguintes tipos de flagrantes:

PRÓPRIO – é o que se caracteriza quando o autor do crime militar é encontrado cometendo o crime ou no exato instante que acabou de cometê-lo. IMPRÓPRIO - é o chamado quase flagrante, sua caracterização dependerá de circunstância futura, em função da perseguição feita ao criminoso logo após a prática do delito, encontrando-o em situação que faça acreditar ser ele o autor. Neste tipo não há a certeza visual. PRESUMIDO ou FICTO - O sujeito é encontrado logo depois, com instrumentos, armas, objetos, materiais, papéis, ou de outras provas relacionadas ao crime, ligando-o com ele, permitindo uma presunção de ser ele o criminoso procurado. Ainda assim, há outros

PREPARADO OU PROVOCADO - É quando há provocação ao agente à prática de um crime, ao mesmo instante toma providencia para que o mesmo não seja consumado. Este tipo se classifica como crime impossível pelo fato das circunstâncias previamente preparadas eliminarem a produção do resultado, mesmo na presença de objeto material e meio empregados idôneos. Logo, quando um policial induz o autor à prática do crime, viciando a sua vontade, estaremos diante de um flagrante preparado.

ESPERADO – Neste tipo ocorre o aguardo do momento do cometimento do crime, sem que haja o induzimento. Pelo fato de não haver artifícios criados não há que se falar em fato atípico ou crime impossível. PRORROGADO ou RETARDADO - Previsto no art. 2º, inc. II da Lei nº 9.034/95, chamada Lei do Crime Organizado, consiste em retardar a interdição policial quanto a pratica de crimes por organizações criminosas. É preciso a manutenção de observação e acompanhamento para que a medida legal se concretize no momento mais eficaz do ponto de vista da formação de provas e fornecimento de informações. FORJADO – É a criação de provas para um crime inexistente. Neste caso e o policial pratica crime previsto na Lei 4898/65 (Lei do Abuso de Autoridade).

Importante salientar que se após o cometimento do delito o autor se apresentar espontaneamente à autoridade, não estará em situação de flagrante delito, logo não poderá ser autuado em flagrante delito. Portanto, se o agente se apresentar ao seu superior após cometer crime deverá ser lavrado o respectivo Termo de Apresentação Espontânea. Contudo, a apresentação espontânea não significa confissão de crime, mas um indicativo dessa circunstância. Art. 262. Comparecendo espontaneamente o indiciado ou acusado, tomar-se-ão por termo as declarações que fizer. Se o comparecimento não se der perante a autoridade judiciária, a esta serão apresentados o termo e o indiciado ou acusado, para que delibere acerca da prisão preventiva ou de outra medida que entender cabível. Parágrafo único. O termo será assinado por duas testemunhas presenciais do ocorrido; e, se o indiciado ou acusado não souber ou não puder assinar, sê-lo-á por uma pessoa a seu rogo, além das testemunhas mencionadas. Quando policiais militares no exercício de suas funções se deparam com resistência por parte de infrator penal e em decorrência usam de força ou até mesmo de meios letais, acabam cometendo crimes consubstanciando no estrito cumprimento do dever legal e/ou legítima defesa. A prática demonstra que logo após as ações policiais já se fazem as comunicações ao superior. Essa simples comunicação já é o ato de apresentação espontânea, que precisa, apenas, no tempo oportuno, ser objeto de lavratura em termo próprio.

4. Procedimento para lavratura do flagrante delito e atividades complementares
O art. 245 do CPPM regula o auto de prisão em flagrante de delito militar. O Auto de Prisão em Flagrante destina-se a legalizar o excepcional cerceamento da liberdade do cidadão, devendo imediatamente ser comunicado ao Juízo competente. A autoridade competente para a lavratura do auto de prisão em flagrante delito está insculpida no Art. 245, “caput”, do CPPM: Art. 245. Apresentado o preso ao COMANDANTE ou ao OFICIAL DE DIA, de serviço ou de quarto, ou autoridade correspondente, ou à autoridade judiciária, [...]. Observação importante a se fazer é quanto a possibilidade do delegado realizar o auto de prisão em flagrante delito por crimes militares fora da área sujeita a administração militar, baseado no que preconiza no Art. 250 do CPPM: CPPM. Art. 250. Quando a prisão em flagrante for efetuada em lugar não sujeito à administração militar, o auto poderá ser lavrado por autoridade civil, ou pela autoridade militar do lugar mais próximo daquele em que ocorrer a prisão. O Art. 250 do CPPM deixa claro quanto a possibilidade da autoridade civil lavrar auto de prisão em flagrante quando a prisão for efetuada em lugar não sujeito à administração militar. A primeira vista a impressão que se tem é de que a autoridade civil poderá realizar tal procedimento de maneira indistintamente, porém a interpretação do dispositivo não se limite a sua literalidade, sendo necessária uma análise interpretativa de forma sistêmica, considerando a extensividade e restritividade da norma. Assim prevê o próprio CPPM: CPPM. Art. 2º. A lei de processo penal militar deve ser interpretada no sentido literal de suas expressões. Os termos técnicos hão de ser entendidos em sua acepção especial, salvo se evidentemente empregados com outra significação. Interpretação extensiva ou restritiva 1º Admitir-se-á a interpretação extensiva ou a interpretação restritiva, quando for manifesto, no primeiro caso, que a expressão da lei é mais estrita e, no segundo, que é mais ampla, do que sua intenção. Casos de inadmissibilidade de interpretação não literal 2º Não é, porém, admissível qualquer dessas interpretações, quando: a) cercear a defesa pessoal do acusado; b) prejudicar ou alterar o curso normal do processo, ou lhe desvirtuar a natureza;

c) desfigurar de plano os fundamentos da acusação que deram origem ao processo. Quando a exceção do Art. 250 do CPPM é aberta se leva em consideração a possibilidade de não haver em determinados locais administração militar, ou seja, quartéis das forças armadas. Considerando que nosso país possui características de país continental, logicamente haverá lugares que estarão distantes de administrações militares (Exército, Marinha e Aeronáutica) ao ponto de prejudicar a prisão em flagrante do militar que tiver que se deslocar a determinadas distâncias, pois, inclusive, o referido diploma legal foi publicado em 1969 quando a realidade de transportes era totalmente distinta de que temos hoje, e certamente o crime não poderia e nem pode ficar impune. A norma em questão busca tão somente evitar que se deixe de ser adotadas as formalidades indispensáveis ao início do Inquérito Policial Militar por não existir Administração Militar no lugar da prisão, sendo, nas condições aqui relatadas, permitidas as lavraturas dos autos de prisões em flagrantes conforme o mencionado dispositivo legal. É tanto que a exceção é para a autoridade civil ou autoridade militar (Policiais Militares e Bombeiros Militares, inclusive) do lugar mais próximo daquele que ocorrer a prisão. Se assim não fosse, o dispositivo traria a seguinte redação: O diploma legal tem como regra, para a lavratura do auto de prisão em flagrante delito de crimes militares, o preconizado no Art. 245, remetendo a competência às autoridades ali esculpidas, trazendo no Art. 250, como exceção, outras autoridades que no impedimento das primeiras, poderão lavrar o respectivo auto de prisão em flagrante. Com o exposto percebe-se que havendo quartel no lugar que ocorrer qualquer prisão em flagrante delito por crime militar não caberá a exceção aqui discutida, nem para a autoridade civil nem para a autoridade militar, sendo competente para tal o Comandante ou o oficial de dia, de serviço ou de quarto, ou autoridade correspondente, ou à autoridade judiciária, conforme vimos no Art. 245 do CPPM.

4.1 Principais direitos do preso
Os direitos ao silêncio, à assistência da família e do advogado estão expressos na Constituição Federal em seu inciso LXIII do art. 5º “ o preso será informado de seus direitos, entre os quais o de PERMANECER CALADO, sendo-lhe assegurada a ASSISTÊNCIA DA FAMÍLIA e de ADVOGADO”. O direito ao silêncio está relacionado a questão de que ninguém tem a obrigação de produzir provas contra si mesmo, podendo permanecer calado. Já o direito da assistência da família encontra respaldo principalmente na necessidade de apoio psicológico que pode proporcionar dos entes familiares para a pessoa do preso.

O direito ao advogado é uma garantia fundamental a fim de assegurar a ampla defesa e o contraditório, principalmente em virtude de estar sendo tirado um dos direitos mais importantes da vida do ser humano que é a liberdade, sendo de imprescindível a assistência de um profissional para defesa do preso. Outros direitos são garantidos ao preso tais como o direito à identificação dos responsáveis por sua prisão e por seu interrogatório. Tais direitos também encontram amparo constitucional previsto no Art5º, LXIV, da Constituição Federal: “o preso tem direito à identificação dos responsáveis por sua prisão ou por seu interrogatório policial”. Assim, quando da prisão em flagrante delito, o responsável deve observar estas garantias sob pena de acarretando um constrangimento ilegal ao acusado.

4.2 Designações do Escrivão
O escrivão deverá ser nomeado mediante portaria da Autoridade que presidir o auto de prisão em flagrante delito a fim de auxiliar na condução dos trabalhos. Apesar de não haver previsão legal quanto ao escrivão ser mais antigo que o acusado, recomenda-se que aquele seja mais antigo, isto para que se evite qualquer tipo de constrangimento durante a sua lavratura. Por outro lado diz os §§ 4ºe 5º do art. 245 do CPPM:
Art. 245, § 4º. Sendo o auto presidido por autoridade militar, designará esta, para exercer as funções de escrivão, um capitão, capitão-tenente, primeiro ou segundo-tenente, se o indiciado for oficial. Nos demais casos, poderá designar um subtenente, suboficial ou sargento. § 5º. Na falta ou impedimento de escrivão ou das pessoas referidas no parágrafo anterior, a autoridade designará, para lavrar o auto, qualquer pessoa idônea, que, para êsse fim, prestará o compromisso legal.

A excepcionalidade descrita no §5º do Art. 245 é para proporcionar que a lavratura do auto de prisão em flagrante seja o mais célere possível, pois a não pode a lavratura do auto ficar paralisada a espera de um escrivão.

4.3 Oitivas a serem realizadas
A formalidade do auto de prisão em flagrante delito obriga que as ouvidas das partes envolvidas sejam realizadas na ordem indicada no código. Essa

previsão deve ser observada sob pena de anulação do auto e conseqüentemente o relaxamento da prisão realizada. A ordem de oitiva de cada pessoa atuante na prisão em flagrante delito e as partes necessárias são as seguintes: 1º Condutor; 2º Primeira Testemunha; 3º Segunda Testemunha; 4º Ofendido; 5º Conduzido. O condutor ao apresentar o acusado à autoridade competente para lavrar o auto de prisão em flagrante delito militar, será ouvido por esta autoridade e lhe relatará o fato e todas as circunstâncias em que se deu a prisão do acusado. No auto de prisão, o condutor, geralmente é a pessoa que realiza a prisão do infrator, também é considerada testemunha, devendo, portanto, antes de ser ouvido prestar o compromisso legal próprio das testemunhas. Em seguida o presidente do auto realizará a oitiva das testemunhas que presenciaram o do delito por parte do acusado. A ausência de testemunha não é motivo para que não seja realizada a prisão muito menos a lavratura do auto de prisão em flagrante delito. Contudo, nestes casos, em conformidade ao Art. 245,§ 2º do CPPM 1, no momento da lavratura, deverão ser providenciadas pelo menos duas pessoas idôneas, para presenciarem o momento de apresentação do preso e o ato formal de lavratura do auto, bem como a sua leitura integral para o preso. Finalizando as ouvidas, o presidente do procedimento ouvirá o acusado. Algumas questões devem ser alertadas ao presidente do auto, quando conduzido for preso em estado de embriaguez alcoólica ou sob o efeito de substância entorpecente, ou qualquer outra que impossibilite a sua inquirição no momento de sua apresentação ao presidente do auto, deverá ser ouvido tão logo cesse a causa determinante do impedimento, de preferência nas próximas vinte e quatro horas, em termo a parte nos autos. Nada impedeque o mesmo seja ouvido após o período acima exposto, não sendo isso capaz de invalidar a prisão em flagrante. O conduzido, em função de seu estado, poderá ser ouvido em leito hospitalar ou em qualquer outro local para onde tenha sido conduzido. Logo após o encerramento da lavratura do auto, todos os participantes devem assiná-lo. No caso de recusa ou impossibilidade da assinatura do auto pelo preso, o auto deverá ser assinado por duas testemunhas idôneas, que tenha ouvido a sua leitura integral ao preso, diante do condutor e das
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Art. 245. §2º. A falta de testemunhas não impedirá o auto de prisão em flagrante, que será assinado por duas pessoas, pelo menos, que hajam testemunhado a apresentação do preso

testemunhas do fato delituoso. Após a realização da leitura as testemunhas presenciais deverão assinar o auto e o fato ser certificado nos autos.

4.4 Do recolhimento, das diligências e relaxamento da prisão em flagrante
O recolhimento do conduzido só se efetivará quando, após as oitivas do condutor, das testemunhas, do ofendido e do próprio conduzido, resultarem fundadas suspeitas de que este foi o autor da infração à lei penal militar. O presidente do auto ao entender fundadas suspeitas sobre o acusado, mandará recolhê-lo a prisão, providenciando imediatamente a coleta de todo o material probatório conforme o contido no Art. 246 do CPPM: “ Se das respostas resultarem fundadas suspeitas contra a pessoa conduzida, a autoridade mandará recolhê-la à prisão, procedendo-se, imediatamente, se for o caso, a exame de corpo de delito, à busca e apreensão dos instrumentos do crime e a qualquer outra diligência necessária ao seu esclarecimento”. Ao contrário, se entender que não há fundadas suspeitas contra o acusado, relaxará a sua prisão, encaminhando os autos a autoridade competente para instaurar o Inquérito Policial Militar a fim de apurar todos os fatos, se não for competente, ele mesmo, para instaurar o IPM. O recolhimento à prisão deverá ser feito mediante guia de recolhimento, com contra recibo do estabelecimento, devendo ser anexado aos autos. Com relação ao recolhimento de presos à prisão é preciso que sejam observadas as prerrogativas relativas à prisão especial, constantes do Art. 242 do CPPM. Prisão especial Art. 242. Serão recolhidos a quartel ou a prisão especial, à disposição da autoridade competente, quando sujeitos a prisão, antes de condenação irrecorrível: a) os ministros de Estado; b) os governadores ou interventores de Estados, ou Territórios, o prefeito do Distrito Federal, seus respectivos secretários e chefes de Polícia; c) os membros do Congresso Nacional, dos Conselhos da União e das Assembléias Legislativas dos Estados; d) os cidadãos inscritos no Livro de Mérito das ordens militares ou civis reconhecidas em lei; e) os magistrados; f) os oficiais das forças Armadas, das Polícias e dos Corpos de Bombeiros, Militares, inclusive os da reserva, remunerada ou não, e os reformados; g) os oficiais da Marinha Mercante Nacional;

h) os diplomados por faculdade ou instituto superior de ensino nacional; i) os ministros do Tribunal de Contas; j) os ministros de confissão religiosa. Prisão de praças Parágrafo único. A prisão de praças especiais e a de graduados atenderá aos respectivos graus de hierarquia. Quanto ao local de crime o presidente deverá adotar as providências elencadas no Art. 12 do CPPM, caso já não tenha sido pelo condutor. CPPM. Art. 12. Logo que tiver conhecimento da prática de infração penal militar, verificável na ocasião, a autoridade a que se refere o § 2º do art. 10 deverá, se possível: a) dirigir-se ao local, providenciando para que se não alterem o estado e a situação das coisas, enquanto necessário; b) apreender os instrumentos e todos os objetos que tenham relação com o fato; c) efetuar a prisão do infrator, observado o disposto no art. 244; d) colher todas as provas que sirvam para o esclarecimento do fato e suas circunstâncias. O relaxamento da prisão está previsto no § 2º do art. 247 do CPPM, in verbis: CPPM. Art. 247. Dentro em vinte e quatro horas após a prisão... § 2º - Se, ao contrário da hipótese prevista no art. 246, a autoridade militar ou judiciária verificar a manifesta inexistência de infração penal militar ou a não-participação da pessoa conduzida, relaxará a prisão. Em se tratando de infração penal comum, remeterá o preso à autoridade civil competente.

4.5 Da nota de culpa
A nota de culpa é um mecanismo de garantia do cidadão contra prisões abusivas. Este documento é a garantia do direito constitucional do preso ao conhecimento do autor da prisão, do nome do presidente do auto de prisão em flagrante, que é a autoridade autuadora, das testemunhas, e, bem como, de que está sendo acusado, a sua ausência poderá acarretar a nulidade de todo o

procedimento e o conseqüente relaxamento da prisão do acusado. Uma vez emitida a nota de culpa ela não poderá ser modificada, nem aditada A nota de culpa consiste em uma síntese do delito penal atribuída ao preso em flagrante, deixando transparentes os motivos determinantes do cerceamento da sua liberdade. Assim, deve conter a correta capitulação do injusto penal. Esse procedimento é exigência do Art. 247 do CPPM, in verbis: CPPM. Art. 247. Dentro em vinte e quatro horas após a prisão, será dada ao preso nota de culpa assinada pela autoridade, com o motivo da prisão, o nome do condutor e os das testemunhas. § 1º - Da nota de culpa o preso passará recibo que será assinado por duas testemunhas, quando ele não souber, não puder ou não quiser assinar. Como podemos observar, quando o preso se recusar a assinar o recibo ou não puder fazê-lo por qualquer outro motivo, a nota deverá ser lida no todo a ele, na presença de duas testemunhas que assinarão em termo próprio, lavrando-se certidão para o registro do incidente, conforme determina o Art. 248 do CPPM: CPPM. Art. 248. Em qualquer hipótese, de tudo quanto ocorrer será lavrado auto ou termo, para remessa à autoridade judiciária competente, a fim de que esta confirme ou infirme os atos praticados.

4.6 Do relatório
O presidente do auto deverá fazer um relatório sucinto de todas as atividades desenvolvidas para a autoridade judicial competente, esse procedimento deverá ser realizado após as oitivas e juntado todo o material probatório. O relatório deve conter todos os dados que refletirão a realidade de tudo o que aconteceu, horário, local do fato infracional, ouvida dos envolvidos, providências adotadas e diligências realizadas, bem como os resultados obtidos.

4.7 Da remessa do auto de prisão em flagrante
Prevista no Art. 251 do CPPM, a remessa do auto em prisão em flagrante de delito militar deverá ser feita ao juiz competente: CPPM. Art. 251. O auto de prisão em flagrante deve ser remetido imediatamente ao juiz competente, se não tiver sido

lavrado por autoridade judiciária; e, no máximo, dentro em cinco dias, se depender de diligência prevista no art. 246. Parágrafo único. Lavrado o auto de flagrante delito, o preso passará imediatamente à disposição da autoridade judiciária competente para conhecer do processo. É de salientar que não podemos confundir a remessa do auto ao juiz com a comunicação ao juiz da prisão, que deve ser prévia e feita por qualquer meio, imediatamente após o presidente do auto de prisão em flagrante ter conhecimento de todas as circunstâncias da prisão. O auto poderá ser mandado ou devolvido à autoridade militar, pelo juiz ou a requerimento do Ministério Público, se novas diligências forem julgadas necessárias ao esclarecimento do fato. CPPM. Art. 252. O auto poderá ser mandado ou devolvido à autoridade militar, pelo juiz ou a requerimento do Ministério Público, se novas diligências forem julgadas necessárias ao esclarecimento do fato.

MODELO DE APFDM

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AUTO DE PRISÃO EM FLAGRANTE DELITO

PRESIDENTE: ESCRIVÃO: ACUSADO: VÍTIMA:

AUTUAÇÃO Aos ......... dias do mês de ............... do ano de ..............., nesta cidade de..........................., Estado de.............................., no Quartel do ................., autuo as peças do presente flagrante, do que, para constar, lavrei o presente termo. Eu, ___________________________, servindo de Escrivão “ad-hoc”, que o datilografei o assino. __________________________________________ (Nome, posto ou graduação do Escrivão)

Fl. ____ ___________ Escrivão

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PORTARIA

Vindo à minha presença, hoje, às ............... horas, no (Quartel ou local), nesta cidade de ..........................., Estado de .............................., (Nome, posto ou graduação e Unidade do preso), preso por (Nome, posto ou graduação e Unidade do condutor) no ato de cometer um delito contra a pessoa de (Nome completo da vítima), ou (furto, arrombamento, fuga de presídio, etc.), fazendo-se acompanhar das testemunhas (Nome completo das testemunhas), determino que, incontinenti, seja lavrado o competente Auto de Prisão em Flagrante Delito contra o acusado, para o que, na forma do § 4º do art. 245 do Código de Processo Penal Militar, designo o (Posto ou graduação e nome), para sob o compromisso legal, exercer as funções de Escrivão ad-hoc, procedendo à lavratura do respectivo auto. Determino que se autue esta Portaria e demais documentos (porventura existentes) e proceda (se for o caso) a Exame de Corpo de Delito, Busca e Apreensão ou quaisquer outras diligências necessárias.

Local e data

__________________________________________ (Nome e posto do Presidente do Flagrante)

Fl. ____ ___________ Escrivão

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COMPROMISSO DO ESCRIVÃO

Aos ......... dias do mês de ............... de ................, nesta cidade de ..........................., Estado de .............................., no (OME ou local), presente o Senhor (posto e nome do oficial presidente do flagrante), foi por mim (nome e posto ou graduação do escrivão), prestado o compromisso de bem e fielmente desempenhar as funções de escrivão ad-hoc na lavratura do Auto de Prisão em Flagrante Delito contra (nome completo do acusado) conforme portaria desta; do que, para constar, lavrei este termo.

__________________________________________ (Nome e Posto do Presidente do Flagrante)

__________________________________________ (Nome e posto ou graduação do Escrivão)

Fl. ____ ___________ Escrivão

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RECEBIMENTO

Aos ......... dias do mês de ............... do ano de ................, nesta cidade de ........................... (local e OME), me foi entregue o presente Auto de Prisão em Flagrante Delito, do Sr (Nome e posto do presidente do Flagrante Delito) do que para constar, lavrei o presente termo. Eu, ....................................., servindo de Escrivão, que o datilografei (digitei) e assino.

__________________________________________ (Nome e posto ou graduação do Escrivão)

Fl. ____ ___________ Escrivão

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AUTO DE PRISÃO EM FLAGRANTE

Aos ......... dias do mês de ............... de ..............., nesta cidade de..........................., Estado de.............................., no (OME ou local) onde se achava o Sr. (posto e nome da autoridade que preside o flagrante), comigo (nome e posto ou graduação), servindo de Escrivão, aí presente O CONDUTOR (nome e qualificação completa), DISSE QUE: (consignar toda a narrativa do condutor relacionada com o evento que deu causa à prisão em flagrante, com indicação precisa do local, dia, hora e circunstâncias, pessoas presentes, instrumentos usados, etc) e mais não disse. Em seguida presente a PRIMEIRA TESTEMUNHA (nome e qualificação completa), a qual sob o compromisso legal, prometeu dizer a verdade e sendo inquirido DISSE: (transcreve-se a narrativa da testemunha), PERGUNTADO, (transcreve-se a pergunta julgada necessária) RESPONDEU (consignase a resposta). E não mais disse. Presente a SEGUNDA TESTEMUNHA (segue-se como foi feito para a primeira e assim por diante). Em seguida, presente o OFENDIDO (nome e qualificação completa), DECLAROU: (transcrever as declarações do ofendido). E não mais disse. Em seguida, presente o ACUSADO (nome e qualificação completa), o qual, ciente de seus direitos constitucionais e interrogado DISSE QUE: (transcreve-se as declarações do acusado), PERGUNTADO (consignar a pergunta), RESPONDEU (transcrever a resposta). E mais não disse. Pelo que, mandou a autoridade encerrar o presente Auto de Prisão em Flagrante, que assina, com o condutor, as testemunhas, o ofendido (se for o caso), o acusado e comigo (nome e posto ou graduação), servindo de Escrivão que o escrevi. __________________________________________ (Nome, e posto do Presidente do Flagrante) __________________________________________ (Nome, posto ou graduação do Condutor) __________________________________________ (Nome da primeira Testemunha) __________________________________________ (Nome da segunda Testemunha) __________________________________________ (Nome do ofendido) __________________________________________ (Nome do acusado) __________________________________________ (Nome, posto ou graduação do Escrivão)

Fl. ____ ___________ Escrivão

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CONCLUSÃO

Aos ......... dias do mês de ............... do ano de ................, nesta cidade de (local e OME), faço conclusos o presente Auto ao Sr. ................................, (Posto e nome do presidente do Flagrante Delito), do que, para constar, lavrei o presente Termo. Eu, ............................... (Nome, posto e graduação), servindo de Escrivão ad-hoc que o datilografei e assino.

__________________________________________ (Nome e posto ou graduação do Escrivão)

Fl. ____ ___________ Escrivão

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DESPACHO 1. Expeça-se de acordo com o art. 247 do CPPM, Nota de Culpa devendo o acusado apor ciente na primeira via, recebendo a segunda; 2. Remeta-se cópia da portaria de instauração ao Sr. Corregedor Geral da Secretaria de Defesa Social por força do art. 13 da Lei nº 11.929, de 02/01/2001; 3. Oficie-se ao Sr. Diretor do Instituto de Medicina Legal solicitando que o(s) acusado(s) seja(m) submetido(s) a Exame de Corpo de Deliro (ou submeta-se o acusado ou vítima ao exame de corpo delito, para o que nomeio como peritos os ................... (Nome de dois médicos ou peritos); 4. Oficie-se ao Sr. Diretor do Instituto de Medicina Legal solicitando que a(s) vítimas(s) seja(m) submetida(s) a Exame de Corpo de Delito (ou a remessa da Perícia Tanatoscópica de ..............); 5. Oficie-se aos familiares do(s) acusado(s) ou a quem ele(s) indicar(em), que de acordo com o art.5º, Inciso LXII da Constituição Federal que o(s) acusado(s) ...................................................... foram preso(s) e autuado(s) em flagrante delito, por crime(s) tipificado(s) nos artigos ....................... do CPM (Código Penal Militar), estando recolhido(s) ao Presídio Militar; 6. Oficie-se ao Exmº Juiz da AJME, informando que foi(ram) preso(s) e autuado(s) em flagrante delito, de acordo com as leis vigentes, por ter(em) infringido(s) os artigos .......... do Código Penal Militar, encontrando-se à disposição daquela autoridade no Presídio Militar, com cópia dos autos; 7. Com fulcro na alínea “c” do Inciso X do art.4º da Lei Complementar nº 12/94, comuniquese a(s) prisão(ões) ora efetuada(s) ao Promotor Militar com cópia dos autos e indicação do local onde se encontra(m) recolhido(s);

Fl. ____ ___________ Escrivão

8. Solicite-se ao Diretor do Instituto de Criminalística a Perícia (arma, veículo, comparação balística, residuográfica etc); 9. Junte-se aos autos cópia da Folhas de Alterações e Fichas de Justiça e Disciplinas do(s) autuado(s); 10. Solicite-se ao Diretor do Instituto de Identificação os antecedentes criminais e individual(is) datiloscópicas do(s) autuado(s); 11. Oficie-se ao Sr. ................ Comandante da ..........., informando a designação do ..................... para servir de escrivão; 12. Oficie-se ao Sr............. comandante da ................, cientificando da autuação em flagrante delito do(s) autuado(s) 13. Apresente-se o(s) autuado(s), devidamente escoltado(s) ao Sr. Diretor do Presídio Militar, acompanhado de cópia dos autos, o(s) qual(is) ficará(ão) à disposição do Exmº Sr. Juiz da AJME); 14. Junte-se aos autos o Auto de Resistência lavrado pelo executor da(s) prisão(ões); 15. Lavre-se o Auto de Apreensão do ........(objetos do crime); 16. Proceda-se à avaliação dos objetos ................................ (destruídos, furtados ou danificados) para o que designo os .......................... (nomes e postos de dois Oficiais); 17. Oficie-se a ( familiar ou pessoa indicada pelo autuado) a fim de noticiar-lhe da lavratura do procedimento em desfavor de seu ente.

Providencie o Sr. Escrivão. Local e data

__________________________________________ (Nome e Posto do Presidente do Flagrante)

Fl. ____ ___________ Escrivão

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RECEBIMENTO Aos ......... dias do mês de ............... do ano de ................, nesta cidade de ........................... (local e OME), me foi entregue o presente Auto de Prisão em Flagrante Delito, do Sr (Nome e posto do presidente do Flagrante Delito) do que para constar, lavrei o presente termo. Eu, ....................................., servindo de Escrivão, que o datilografei (digitei) e assino. __________________________________________ (Nome e posto ou graduação do Escrivão)

CERTIDÃO Certifico que dei cumprimento ao contido no despacho do Sr. ................... (Nome e posto) Presidente deste Flagrante, e que a NOTA DE CULPA foi entregue ao acusado dentro do prazo legal (ou, que o acusado recusou-se a receber a NOTA DE CULPA, pelo que assinam, na forma do art. 247, § 1º do CPPM, as duas testemunhas abaixo, presentes ao ato de recusa do referido acusado), do que, para constar lavrei este termo. Local e data __________________________________________ (Nome, posto ou graduação do Escrivão) JUNTADA Aos ......... dias do mês de ............... do ano de ................, nesta cidade de (local e OME) faço JUNTADA a estes AUTOS dos documentos que se seguem, do que para constar, lavrei o presente TERMO. Eu, .................................. servindo de Escrivão, que o datilografei e assino.

__________________________________________ (Nome, posto ou graduação do Escrivão)

Fl. ____ ___________ Escrivão

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NOTA DE CULPA

(Nome e posto da autoridade que preside o (flagrante), faz saber a (Posto ou graduação e nome do acusado) que o mesmo se acha preso, em flagrante delito, à disposição da Justiça Militar pelo fato de (síntese do motivo da prisão), sendo condutor (nome, posto ou graduação do condutor) e testemunhas (Nome completo das testemunhas). E, para sua ciência, mandou passar a presente, que vai por ele assinada. Eu (Nome, posto ou graduação), servindo de Escrivão, a escrevi.

Local, data e hora.

__________________________________________ (Nome e Posto do Presidente do Flagrante)

RECIBO DE NOTA DE CULPA Recebi a Nota de Culpa retro (ou supra). Local e data,

____________________________

Fl. ____ ___________ Escrivão

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AUTO DE RESISTÊNCIA

Aos............dias e.....................................nesta

do cidade

mês (Vila

de......................de ou Distrito) de

mil

novecentos

.......................................

em............................(o lugar onde houver ocorrido a resistência), às............ horas, em cumprimento do mandado junto (ou após dar voz de prisão ou ao intentar a prisão do agente ............................. pela prática do delito......................(descrever) intimei o agente ............................ a que me acompanhasse incontinenti. E porque o agente não obedecesse, antes resistisse à prisão, havendo...........(relatar como se deu a resistência, mencionar as pessoas que a coadjuvaram, etc), repeli com emprego da força essa resistência, sendo auxiliado no ato por..................(mencionar quem tenha auxiliado o executor a vencer a resistência e os meios empregados); e, depois de lutar e de desarmá-lo, consegui prendê-lo (ou após troca de tiros o mesmo veio a se ferir ou a sucumbir), conduzindo-o à presença da autoridade de polícia judiciária. E, para constar, lavro o presente auto, nos termos do art. 234 do CPPM, que assino com as testemunhas.

__________________________________________ (assinatura do executor)

__________________________________________ (assinatura da testemunha)

__________________________________________ (assinatura da testemunha)

Fl. ____ ___________ Escrivão

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Of nº.../...- APFD

Local e data Do: Presidente do Flagrante Delito Ao ..................... Assunto: .............. Anexo: .................

(Conteúdo variável de acordo com o respectivo item do despacho, observando-se as normas de correspondência militar, devendo fazer referências aos fundamentos legais de todos os atos do seu presidente)

__________________________________________ (Nome e Posto do Presidente do Flagrante)

Fl. ____ ___________ Escrivão

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CONCLUSÃO

Aos ......... dias do mês de ............... do ano de ................, nesta cidade de (local e OME), faço conclusos o presente Auto ao Sr. ................................, (Posto e nome do presidente do Flagrante Delito), do que, para constar, lavrei o presente Termo. Eu, ............................... (Nome, posto e graduação), servindo de Escrivão ad-hoc que o datilografei e assino.

__________________________________________ (Nome e posto ou graduação do Escrivão)

Fl. ____ ___________ Escrivão

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RELATÓRIO

Versa o presente APFD sobre (síntese do fato ensejador da prisão com: dia, hora e local, as pessoas inquiridas, qualificação do(s) autuado(s), vítima(s), providências adotadas, diligências realizadas com resultados obtidos e perícias ou diligências ainda não concluídas). Local e data

__________________________________________ (Nome e Posto do Presidente do Flagrante)

Fl. ____ ___________ Escrivão

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DESPACHO

1 - Remeta-se cópia do relatório ao Sr. Corregedor Geral da Secretaria de Defesa Social por força do art. 13 da Lei nº 11.929, de 02/01/2001; 2 - Sejam estes Autos de Prisão em Flagrante Delito, lavrado contra (nome, posto ou graduação do acusado), remetidos, de acordo com o disposto no art. 251, do Código de Processo Penal Militar, ao MM. Juiz da AJME, através do (Cmt. da OME, Diretor ou Chefe); 3 - Faça constar do ofício de remessa as diligências que não foram concluídas, informando que serão remetidos os respectivos documentos posteriormente. Providencie o Sr. Escrivão.

__________________________________________ (Nome e Posto do Presidente do APF)

Fl. ____ ___________ Escrivão

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RECEBIMENTO Aos ......... dias do mês de ............... do ano de ................, nesta cidade de ........................... (local e OME), me foi entregue o presente Auto de Prisão em Flagrante Delito, do Sr (Nome e posto do presidente do Flagrante Delito) do que para constar, lavrei o presente termo. Eu, ....................................., servindo de Escrivão, que o datilografei (digitei) e assino. __________________________________________ (Nome e posto ou graduação do Escrivão)

CERTIDÃO Certifico que dei cumprimento ao contido no despacho do Sr. ................... (Nome e posto) Presidente deste Flagrante, e que a NOTA DE CULPA foi entregue ao acusado dentro do prazo legal (ou, que o acusado recusou-se a receber a NOTA DE CULPA, pelo que assinam, na forma do art. 247, § 1º do CPPM, as duas testemunhas abaixo, presentes ao ato de recusa do referido acusado), do que, para constar lavrei este termo. Local e data __________________________________________ (Nome, posto ou graduação do Escrivão) JUNTADA Aos ......... dias do mês de ............... do ano de ................, nesta cidade de (local e OME) faço JUNTADA a estes AUTOS dos documentos que se seguem, do que para constar, lavrei o presente TERMO. Eu, .................................. servindo de Escrivão, que o datilografei e assino.

__________________________________________ (Nome, posto ou graduação do Escrivão)