Manual simplificado de 2013 Procedimento Penal Militar

INQUÉRITO POLICIAL MILITAR
Orientações e modelos para PMPE Elaborador: Cap PM Demétrios Wagner CAVALCANTI da Silva

Bel em Direito, Pós graduado em Direito Processual ( FMN/PE), Pós graduado em Direito Público (ESMAPE), Pós graduando em Ciências Criminais Militares ( AESO/PE)

Dúvidas favor encaminhar para demetrioswagner@gmail.com

Inquérito Policial Militar

Conteúdo
.................................................................................................................................................... 1 Conteúdo...................................................................................................................................... 2 Prefácio: O que é crime militar?................................................................................................... 3 Unidade I – Do conceito e dos princípios de Direito Processual Penal Militar ............................4 1. Definição do Direito Processual Penal Militar ...................................................................... 4 2. Princípios aplicados no processo penal militar .................................................................... 5 3. Polícia Judiciária Militar ....................................................................................................... 6 3.1 Atribuição da Polícia Judiciária Militar............................................................................ 6 3.2 Autoridade judiciária...................................................................................................... 7 Unidade II – Do Inquérito Policial Militar (IPM) .......................................................................... 8 1. Previsão legal, conceito e finalidade..................................................................................... 8 2. Características do Inquérito Policial Militar ......................................................................... 9 3. Atribuições do encarregado e do escrivão ......................................................................... 11 4. Relatório, solução, remessa, devolução e dispensa ........................................................... 14 5. Roteiro e diligências necessárias. ...................................................................................... 16

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Inquérito Policial Militar Prefácio: O que é crime militar?
CPM. Art. 9º Consideram-se crimes militares, em tempo de paz:
Hipótese 01

I - os crimes de que trata este Código, QUANDO DEFINIDOS DE MODO DIVERSO NA LEI PENAL COMUM, ou nela não previstos, qualquer que seja o agente, salvo disposição especial; Exs.: Deserção, Motim, Violência contra superior, etc. II - os crimes previstos neste Código, EMBORA TAMBÉM O SEJAM COM IGUAL DEFINIÇÃO NA LEI PENAL COMUM, quando praticados:

Hipótese 02
a) por militar em situação de atividade ou assemelhado, contra militar na mesma situação ou assemelhado; b) por militar em situação de atividade ou assemelhado, em lugar sujeito à administração militar, contra militar da reserva, ou reformado, ou assemelhado, ou civil; c) por militar em serviço ou atuando em razão da função, em comissão de natureza militar, ou em formatura, ainda que fora do lugar sujeito à administração militar contra militar da reserva, ou reformado, ou civil; d) por militar durante o período de manobras ou exercício, contra militar da reserva, ou reformado, ou assemelhado, ou civil; e) por militar em situação de atividade, ou assemelhado, contra o patrimônio sob a administração militar, ou a ordem administrativa militar; III - os crimes praticados por militar da reserva, ou reformado, ou por civil, contra as instituições militares, considerando-se como tais não só os compreendidos no inciso I, como os do inciso II, nos seguintes casos: a) contra o patrimônio sob a administração militar , ou contra a ordem administrativa militar; b) em lugar sujeito à administração militar contra militar em situação de atividade ou assemelhado, ou contra funcionário de Ministério militar ou da Justiça Militar, no exercício de função inerente ao seu cargo; c) contra militar em formatura, ou durante o período de prontidão, vigilância, observação, exploração, exercício, acampamento, acantonamento ou manobras; d) ainda que fora do lugar sujeito à administração militar, contra militar em função de natureza militar, ou no desempenho de serviço de vigilância, garantia e preservação da ordem pública, administrativa ou judiciária, quando legalmente requisitado para aquele fim, ou em obediência a determinação legal superior.

Hipótese 03

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Inquérito Policial Militar Unidade I – Do conceito e dos princípios de Direito Processual Penal Militar
1. Definição do Direito Processual Penal Militar
O processo é a esteira de garantias de todo indivíduo onde o Estado deverá percorrer para a devida aplicação da lei penal com conseqüente sanção conforme pena prevista. O processo possui caráter de instrumentalidade garantista, proporcionando ao indivíduo a utilização de todas as garantias a ele inerentes. O Direito Processual Penal Militar é um ramo autônomo do Direito cuja finalidade é a aplicação da legislação penal militar que no Brasil se encontra materializada no Decreto-Lei nº 1.002, de 1969. Não pode o Estado nem o indivíduo prescindir das regras processuais trazidas pelo diploma legal acima, o qual rege os procedimentos a serem seguidos pela justiça Militar da União, que cuida do processo dos militares das Forças Armadas, e pela justiça dos Estados, que cuida dos militares estaduais. Pode se observar que o processo penal militar difere do processo penal comum no que refere aos procedimentos de Polícia Judiciário, e aos processos ordinários (Art. 384 a 450) e especiais de Deserção e Insubmissão (Art. 451 a 464). O processo penal militar ordinário normalmente se origina do Inquérito Policial Militar, ou do Auto de Prisão em Flagrante Delito, ou de sindicância com constatação de crime militar, e tem início com o recebimento da denúncia pelo Ministério Público. Por meio do processo a atividade jurisdicional concretiza a aplicação do direito ao caso concreto. Essa atividade se torna essencial tendo em vista que apenas ela proporciona a aplicação. Tal aplicação se deu, historicamente, de várias formas, denominadas sistemas processuais penais: acusatório, inquisitivo e misto. No sistema inquisitório o papel de julgar, acusar e defender se concentram em uma só pessoa se confundindo. O sistema acusatório apresenta como características a separação entre acusação, defesa e julgamento, sendo cada função exercida por pessoas distintas. No sistema misto o processo divide-se em duas fases: de instrução preparatória, onde predomina os princípios de regas do sistema inquisitório, e de julgamento, que possui caracteres do sistema acusatório.

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Inquérito Policial Militar
2. Princípios aplicados no processo penal militar
DO DEVIDO PROCESSO LEGAL – É o princípio fundamental do ordenamento jurídico processual. A Carta Magna prevê em seu Art. 5º, LVI que não há privação de liberdade nem perda dos bens sem o devido processo legal, assim devem ser respeitadas todas as regras trazidas pela legislação para que o Estado possa aplicar a lei no caso concreto, cerceando a liberdade. DO JUIZ NATURAL – Ninguém será processado nem julgado por tribunal de exceção, pois conforme Art. 5º, LIII da Constituição Federal (CF), não haverá juízo ou tribunal de exceção. Apenas o juiz, como autoridade, competente poderá realizar o devido processo para no fim sentenciar o caso. DO ESTADO DE INOCÊNCIA – Enquanto não houver condenação definitiva, presume-se o réu inocente. Contudo, admitem-se medidas cautelares de privação de liberdade na qual possibilita a prisão antes de trânsito em julgada. DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA – Conforme Art. 5º, LV da CF, aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral, são assegurados o contraditório e a ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes; lógico do sistema acusatório, em que as partes devem possuir plena igualdade. O acusado deve ter ciência da acusação para poder responder. DA VERDADE REAL – É a investigação dos fatos como se passaram na realidade (verdade material), possibilitando ao juiz determinar diligências de ofício, para melhores esclarecimentos dos fatos investigados. O processo faz o caminho do crime, reconstrói os fatos como se deram, para a correta aplicação da lei. DA PUBLICIDADE – A publicidade dos atos processuais integra o devido processo legal. No direito pátrio vigora o princípio da publicidade absoluta, como regra. As audiências, as sessões e a realização de outros atos processuais são franqueadas ao público em geral, ressalvados os casos específicos em lei. Art. 5º, LX da CF – lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando a defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem. Art. 93, IX da CF – todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, e fundamentadas todas as decisões, sob pena de nulidade, podendo a lei, se o interesse público o exigir, limitar a presença, em determinados atos, às próprias partes e aos seus advogados, ou somente a estes.

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DA OBRIGATORIEDADE – presentes as condições da ação penal militar, o MPM é obrigado a oferecer a denúncia. DA OFICIALIDADE – (CF, Art.129, I) o MPM é o exclusivo titular da ação penal militar, que é sempre pública, ressalvada a possibilidade da ação privada subsidiária da pública. DA INICIATIVA DAS PARTES E DO IMPULSO OFICIAL – o juiz não pode dar início ao processo sem a provocação da parte legítima. Cabe à parte provocar a prestação jurisdicional. Há algumas situações em que este princípio é mitigado; a concessão de habeas corpus de ofício, decretação de ofício da prisão preventiva e produção de provas (verdade real). DA INADMISSIBILIDADE DAS PROVAS ILÍCITAS – (CF, Art. 5º, LVI) são ilícitas as provas obtidas mediante a prática de algum ilícito, seja penal, civil ou administrativo, da parte daquele encarregado de produzi-las.

3. Polícia Judiciária Militar
3.1 Atribuição da Polícia Judiciária Militar
A Polícia Judiciária Militar está prevista de forma implícita no Art. 144, § 4º, da Carta Magna, quando assevera que às polícias civis, dirigidas por delegados de polícia de carreira, incumbem, ressalvada a competência da União, as funções de polícia judiciária e a apuração das infrações penais, exceto as militares. O regramento da polícia judiciária encontra-se nos Art. 7º e 8º do CPPM. A polícia judiciária militar destina-se à apuração de crimes militares. O Art. 8º do CPPM menciona competência da polícia judiciária militar, no entanto o termo correto seria atribuição e não competência (órgão jurisdicional). Assim, as ATRIBUIÇÕES DA POLÍCIA JUDICIÁRIA MILITAR são: a) Apurar os crimes militares, bem como os que, por lei especial, estão sujeitos à jurisdição militar, e sua autoria; b) Prestar aos órgãos e juízes da justiça militar e aos membros do Ministério Público as informações necessárias à instrução e julgamentos dos processos, bem como realizar as diligências que por eles lhe foram requisitadas; c) Cumprir os mandados de prisão expedidos pela justiça militar; d) Representar as autoridades judiciárias militares acerca da prisão preventiva e da insanidade mental do indiciado;
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Inquérito Policial Militar
e) Cumprir as determinações da justiça militar relativas aos presos sob sua guarda e responsabilidade; f) Solicitar das autoridades civis as informações e medidas que julgar úteis à elucidação das infrações penais, que estejam a seu cargo; g) Requisitar da polícia civil e das repartições técnicas civis as pesquisas e exames necessários ao complemento e subsídio de inquérito policial militar; h) Atender, com observância dos regulamentos militares, a pedido de apresentação de militar ou funcionário de repartição militar à autoridade civil competente, desde que legal e fundamentado o pedido.

3.2 Autoridade judiciária
A polícia judiciária militar é exercida pelas autoridades especificadas no Art. 7º do Decreto-Lei 1002, de 21 de outubro de 1969. No caso das Polícias Militares o dispositivo legal que atribui tal competência se encontra na letra h do mesmo artigo: Art. 7º A polícia judiciária militar é exercida nos termos do art. 8º, pelas seguintes autoridades, conforme as respectivas jurisdições: ... h) pelos comandantes de forças, unidades ou navios; As autoridades podem delegar o exercício da polícia judiciária militar. Obedecidas as normas regulamentares de jurisdição, hierarquia e comando, as atribuições poderão ser delegadas a oficiais da ativa, para fins especificados e por tempo limitado. Na atividade de polícia judiciária militar, a delegação do seu exercício é feita por portaria do comandante, chefe ou diretor. Em razão da observância da disciplina e da hierarquia, a autoridade delegante pode e deve exercer fiscalização disciplinadora sobre o Oficial a quem foi delegada a atribuição. Em se tratando de delegação para instauração de inquérito policial militar, deverá aquela recair em oficial de posto superior ao do indiciado, seja este oficial da ativa, da reserva, remunerada ou não, ou reformado. As forças policiais, civil e federal, não possuem competência para apurar os crimes militares, sendo esta atribuição exercida pela polícia judiciária militar, que é constituída por autoridades militares e seus auxiliares. Ao tomar conhecimento da prática de um ilícito, o comandante da Unidade a qual pertence o militar, por meio de portaria determinará a abertura do inquérito policial militar (IPM), nomeando um Oficial para apurar a autoria e a materialidade do fato. Caso o autor do ilícito seja conhecido, o oficial nomeado deverá possuir posto ou patente acima do indiciado.

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Inquérito Policial Militar Unidade II – Do Inquérito Policial Militar (IPM)
1. Previsão legal, conceito e finalidade
A previsão legal no que refere o inquérito policial militar se encontra no Art. 9º a 28 do Código de Processo Penal Militar. Cabe à Polícia Judiciária Militar, exercida pela autoridade militar, a atividade destinada à apuração das infrações penais e da autoria por meio do Inquérito Policial Militar. A soma da atividade investigatória com a ação penal promovida pelo Ministério Público chama-se persecução penal. Trata-se, conforme Art.9º do Código de Processo Penal Militar (CPPM), de procedimento apuratório destinado a colher elementos para se chegar a consumação e autoria de crime militar . Tem caráter de instrução PROVISÓRIA1, PREPARATÓRIA2 e INFORMATIVA3, visando precipuamente servir de substrato para formar a convicção do Ministério Público com a finalidade da propositura da Denúncia. O Inquérito Policial Militar constitui-se da reunião de informações referente ao fato típico que indicam seu autor, CPPM. Art. 10. O inquérito é iniciado mediante portaria: a) de ofício, pela autoridade militar em cujo âmbito de jurisdição ou comando haja ocorrido a infração penal, atendida a hierarquia do infrator; b) por determinação ou delegação da autoridade militar superior, que, em caso de urgência, poderá ser feita por via telegráfica ou radiotelefônica e confirmada, posteriormente, por ofício; c) em virtude de requisição do Ministério Público; d) por decisão do Superior Tribunal Militar, nos termos do art. 254; e) a requerimento da parte ofendida ou de quem legalmente a represente, ou em virtude de representação devidamente autorizada de quem tenha conhecimento de infração penal, cuja repressão caiba à Justiça Militar; f) quando, de sindicância feita em âmbito de jurisdição militar, resulte indício da existência de infração penal militar5.
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Pois a decisão em sede de IPM não é definitiva. A definitiva é aquela decidida em juízo. Pois visa trazer elementos para preparar-se a Denúncia do MPPE. Este sim é o documento que dá início ao Processo Penal Militar. 3 Pois o MPPE não está adstrito ( obrigado) a seguir o mesmo entendimento da autoridade militar. 4 CPPM. Art 25. O arquivamento de inquérito não obsta a instauração de outro, se novas provas aparecerem em relação ao fato, ao indiciado ou a terceira pessoa, ressalvados o caso julgado e os casos de extinção da punibilidade. 5 É equivocado entender-se atualmente que a Sindicância que resulta em indício de crime obriga o Comandante a instaurar um IPM. Isso porque que a Sindicância hoje praticada no meio militar

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2. Características do Inquérito Policial Militar
O Inquérito Policial Militar possui as mesmas características do inquérito policial comum, sendo escrito, sigiloso, inquisitivo, informal, indisponível e obrigatório. PROCEDIMENTO ESCRITO – Tendo em vista que se destina a fornecer elementos necessários à propositura da ação penal; SIGILOSO – Conforme o preconizado no Art. 16 do CPPM, o inquérito é sigiloso, podendo seu encarregado admitir seu conhecimento por parte do advogado do indiciado Art. 16. O inquérito é sigiloso, mas seu encarregado pode permitir que dele tome conhecimento o advogado do indiciado. Logicamente o sigilo não se estende ao Ministério Público devido a previsão legal no Art. 15, III da Lei Complementar nº 40/80 (Lei de Organização do Ministério Público), nem ao judiciário. Ainda assim, é bom lembrar que o dispositivo do CPPM deve ser analisado em paralelo com outra Lei Federal, o Estatuto da OAB ( Lei nº 8.906/94), que diz:
L8906/94. Art. 7º. São direitos do advogado: [...] XIV - examinar em qualquer repartição policial, mesmo sem procuração, autos de flagrante e de inquérito, findos ou em andamento, ainda que conclusos à autoridade, podendo copiar peças e tomar apontamentos;

Esta questão do sigilo foi julgada perante o Superior Tribunal Militar que entendeu o cabimento do sigilo tendo em vista o interesse público sobre o privado:
NATUREZA SIGILOSA. ESTATUTO DO ADVOGADO. ACESSO IRRESTRITO AOS AUTOS. INTERESSE PÚBLICO. LITISCONSÓRCIO. Por natureza de procedimento administrativo de investigação inquisitorial, o Inquérito Policial Militar não está sujeito ao princípio do contraditório, especialmente quando a parte impetrante não figura como indiciada. O direito do advogado de examinar autos de inquéritos ou flagrante, findos ou em andamento (inciso XIV do Art. 7º da Lei 8.906/94, não abrange aqueles sujeitos a sigilo (inciso XIII do mesmo dispositivo legal), preponderando, na hipótese, o interesse público sobre o particular. Inviável a admissibilidade de advogado incorporou os institutos da ampla defesa e contraditório, sendo assim mais complexa e suficiente que o próprio IPM. Assim sendo, se ao final da Sindicância a autoridade militar entende que há indícios de crime deve tirar cópia de todos os autos e enviá-las diretamente ao MPPE, salvo quando perceber a necessidade de produção de novas provas só possíveis em sede de IPM como condução coercitiva de testemunhas e mandado de busca e apreensão judicial, hipóteses em que o juiz só pode autorizar se tratar-se de IPM.

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com litisconsorte na causa que patrocina, visando a ter acesso a peças do inquérito policial que corre em sigilo. Ordem denegada. Decisão unânime. STM: Proc: MS Num: 2006.01.000686-9 UF: Data da Publicação: 12/01/2007.

No Entendimento do Supremo Tribunal Federal:
Ementa: I. Habeas corpus: inviabilidade: incidência da súmula 691 (“Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de “habeas corpus” impetrado contra decisão do Relator que, em “habeas corpus” requerido a Tribunal Superior indefere liminar”). II. Inquérito Policial: inoponibilidade ao advogado do indiciado do direito de vista dos autos do inquérito policial. 1. Inaplicabilidade da garantia constitucional do contraditório e da ampla defesa do inquérito policial, que não é processo, porque não destinado a decidir litígio algum, ainda que na esfera administrativa, existência, não obstante, de direitos fundamentais do indiciado no curso do inquérito, entre os quais o de fazer-se assistir por advogado, o de não se incriminar e o de manter silêncio. 2. Do plexo de direitos dos quais é titular o indiciado – interessado primário no procedimento administrativo do inquérito policial -, é corolário e instrumento a prerrogativa do advogado de acesso aos autos respectivos, explicitamente outorgada pelo Estatuto do Advogado (L. 8906/94, art.7º, XIV), da qual – ao contrário do que previu em hipóteses assemelhadas – não se excluíram os inquéritos que corre em sigilo: a irrestrita amplitude do preceito legal resolve em favor da prerrogativa do defensor o eventual conflito dela com os interesses do sigilo das investigações, de modo a fazer impertinente o apelo ao princípio da proporcionalidade. 3. A oponibilidade ao defensor constituído esvaziaria uma garantia constitucional do indiciado (CF, art. 5º, LXIII), que lhe assegura, quando preso, e pelo menos lhe faculta, quando solto, a assistência técnica do advogado, que este não lhe poderá prestar se lhe é sonegado o acesso aos autos do inquérito sobre o objeto do qual haja o investigado de prestar declarações. 4. O direito d indiciado, por seu advogado, tem por objeto as informações já introduzidas nos autos do inquérito, não as relativas àdecretação e às vicissitudes da execução de diligências em curso (cf. L9296, atinente às interceptações telefônicas, de possível extensão a outra diligências); dispõe, em conseqüência a autoridade policial de meiolegítimos para obviar inconvenientes que o conhecimento pelo indiciado e seu defensor dos autos do inquérito policial possa acarretar à eficácia do procedimento investigatório. 5. Habeas corpus de ofício deferido para que aos advogados constituídos pelo paciente se faculte a consulta aos autos do inquérito policial e a obtenção de cópias pertinentes com as ressalvas mencionadas. STF: HC 90232 / AM – AMAZONAS, Relator Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, DJ 02-03-2007.

Diante da decisão do STF percebe-se que o sigilo do IPM é relativo por ser restrito à prática das investigações, logo deverá o encarregado do IPM permitir o acesso do advogado do indiciado legalmente constituído aos autos do procedimento investigatório. (IN)COMUNICABILIDADE – Diz o Art. 17 que o encarregado do inquérito poderá manter incomunicável o indiciado, que estiver legalmente preso, por três dias no máximo.
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No entanto, o Art. 17 do CPPM não foi recepcionado pela CF, que, no capítulo destinado ao “Estado de Defesa e Estado de Sítio”, proclama: ” É vedada a incomunicabilidade do preso ” (art. 136, § 3º, inc. IV). Ademais, é assegurada ainda ao preso a “ assistência da família e de advogado ” (art. 5º, LXIII), determinando que sua prisão seja comunicada imediatamente ao “ juiz competente e a família do preso ou a pessoa por ele indicada ” (art. 5º, LXII). Se em situação excepcional que é o Estado de Defesa ou de Sítio, o preso tem direito a entrevista com advogado, com muito mais razão não haveria vedação na normalidade. Ainda assim resta o At. 7º, III, da Lei 8.906/94 que dispõe: L8906/94. Art. 7º. São direitos do advogado: [...] III comunicar-se com seus clientes, pessoal ou reservadamente, mesmo sem procuração, quando estes se acharem presos, detidos ou recolhidos em estabelecimentos civis ou militares, ainda que considerados incomunicáveis. OBRIGATÓRIO – A autoridade militar tem por obrigação a instauração do procedimento, de ofício, assim que tenha notícia de cometimento de infração penal militar no âmbito da sua circunscrição. INDISPONÍVEL – Sendo instaurado o devido IPM, em qualquer hipótese, não poderá a autoridade militar arquivar os autos, mesmo que conclua pela inexistência do fato delituoso ou de imputabilidade do indiciado: Art. 24. A autoridade militar não poderá mandar arquivar autos de inquérito, embora conclusivo da inexistência de crime ou de inimputabilidade do indiciado. INQUISITIVO – Tecnicamente não existe contraditório nos atos investigatório, não cabendo defesa e acusação:
EMENTA: CORREIÇÃO PARCIAL. Determinar o arquivamento de IPM, em atendimento a requerimento do Ministério Público, sem dar vista da referida decisão à defesa, não corresponde a omissão inescusável por “error in procedendo”, visto que não existindo ação penal não há contraditório. Descabida a via da correição parcial, por não estarem presentes os requisitos exigidos pelo artigo 498 do CPPM, não podendo ser o mesmo conhecido. Decisão unânime. (CORREIÇÃO PARCIAL Nº 1.495-3 – RS – Relator Ministro OLYMPIO PEREIRA DA SILVA JÚNIOR. Sessão de 02/04/1996)

NATUREZA INFORMATIVA E INSTRUMENTAL - Tem caráter de instrução provisória, preparatória e informativa, visando colher elementos para tornar possível a propositura da denúncia a ser oferecida pelo Ministério Público.

3. Atribuições do encarregado e do escrivão

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Conforme At. 15 do CPPM, o Encarregado do IPM, sempre que possível, recairá em oficial de posto não inferior ao de Capitão, devendo observância, em cada caso, a sua hierarquia, caso o indiciado seja oficial: CPPM. Art. 15. Será encarregado do inquérito, sempre que possível, Oficial de posto não inferior ao de capitão ou capitãotenente; e, em se tratando de infração penal contra a segurança nacional, sê-lo-á, sempre que possível, oficial superior, atendida, em cada caso, a sua hierarquia, se oficial o indiciado. O Encarregado é a autoridade de Polícia Judiciária Militar por força de delegação de exercício por parte do Comandante da Unidade, será responsável pela formalidade do IPM, respondendo por todos os atos e deliberações até a remessa à autoridade delegante. Caso a autoridade delegante não o faça, caberá ao encarregado do IPM a designação do respectivo escrivão, com observância do Art. 11 do CPPM, devendo este prestar o devido compromisso com fulcro no parágrafo único do mesmo dispositivo legal: CPPM. Art. 11. A designação de escrivão para o inquérito caberá ao respectivo encarregado, se não tiver sido feita pela autoridade que lhe deu delegação para aquele fim, recaindo em segundo ou primeiro-tenente, se o indiciado for oficial, e em sargento, subtenente ou suboficial, nos demais casos. Parágrafo único. O escrivão prestará compromisso de manter o sigilo do inquérito e de cumprir fielmente as determinações deste Código, no exercício da função. A designação de escrivão deverá ser comunicada à autoridade delegante, o que será publicado em boletim Interno. O encarregado do IPM deverá, para formação do respectivo processo investigatório, tomar medidas preliminares, fazer oitiva de vítima(s), acusado(s) e testemunhas, e todos os procedimentos necessários para se chegar a autoria e materialidade do crime militar. Para tanto deverá o encarregado observar com atenção o preconiza o Art. 13 do CPPM, in verbis: Art.13 - O encarregado do inquérito deverá, para formação deste: a) Tomar as medidas previstas no Art.12, se ainda não o tiverem sido6; b) Ouvir o ofendido; c) Ouvir o indiciado;
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CPPM. Art.12 - Logo que tiver conhecimento da prática de infração penal militar, verificável na ocasião, a autoridade a que se refere o § 2º do Art.10 deverá, se possível: a) dirigir-se ao local providenciando para que se não alterem o estado e a situação das coisas, enquanto necessário; b) apreender os instrumentos e todos os objetos que tenham relação com o fato;c) efetuar a prisão do infrator, observado o disposto no Art.244. d) colher todas as provas que sirvam para o esclarecimento do fato e suas circunstâncias.

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d) Ouvir testemunhas; e) Proceder a reconhecimento de pessoas e coisas, e acareações; f) Determinar, se for o caso, que se proceda a exame de corpo delito e a quaisquer outros exames e perícias; g) Determinar a avaliação e identificação da coisa subtraída, desviada, destruída ou danificada, ou da qual houve indébita apropriação; h) Proceder a buscas e apreensões, nos termos dos art. 172 a 184 e 185 a 189; i) Tomar as medidas necessárias destinadas à proteção de testemunhas, peritos ou do ofendido, quando coactos ou ameaçados de coação que lhes tolha a liberdade de depor, ou a independência para a realização de perícias ou exames. O escrivão, devidamente designado pela autoridade delegante ou pelo encarregado do IPM, tem o dever de prestar toda assistência que se fizer necessária ao encarregado do inquérito, evitando possíveis lapsos ou equívocos na feitura ou em outro ato de que partícipe. O escrivão desempenha um papel muito importante no auxílio à autoridade policial militar na apuração da infração penal militar desenvolvida no curso do IPM na medida em que é responsável pela reunião e o ordenamento das peças do Inquérito Policial Militar, por ordem cronológica, que serão digitadas, em espaço dois, com as folhas numeradas e rubricadas. De cada documento junto, a que precederá despacho do encarregado do inquérito, o escrivão lavrará o respectivo termo, mencionando a data, nos exatos termos do artigo 21, parágrafo único, do CPPM. CPPM. Art. 21. Todas as peças do inquérito serão, por ordem cronológica, reunidas num só processado e dactilografadas, em espaço dois, com as folhas numeradas e rubricadas, pelo escrivão. Parágrafo único. De cada documento junto, a que precederá despacho do encarregado do inquérito, o escrivão lavrará o respectivo termo, mencionando a data. Por ocasião das inquirições, o escrivão deverá formalizar por escrito termo com dia e hora do início deste, bem como dos depoimentos, agindo da forma quanto da interrupção e encerramento dos mesmos. Outrossim, deve ser observado o horário e limite, tudo expresso no Art. 19 do CPPM. CPPM. Art. 19. As testemunhas e o indiciado, exceto caso de urgência inadiável, que constará da respectiva assentada, devem ser ouvidos durante o dia, em período que medeie entre as sete e as dezoito horas. 1º. O escrivão lavrará assentada do dia e hora do início das inquirições ou depoimentos; e, da mesma forma, do seu encerramento ou interrupções, no final daquele período. 2º. A testemunha não será inquirida por mais de quatro horas consecutivas, sendo-lhe facultado o descanso de meia hora,
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sempre que tiver de prestar declarações além daquele termo. O depoimento que não ficar concluído às dezoito horas será encerrado, para prosseguir no dia seguinte, em hora determinada pelo encarregado do inquérito. As atribuições do escrivão, por ocasião do Inquérito Policial Militar, se afigura no ACOMPANHAMENTO DE TODO PROCEDIMENTO dirigido pelo encarregado de maneira a AUXILIÁ-LO NA FORMAÇÃO DO INQUÉRITO , logo é de suma importância o conhecimento de todos os procedimentos legais a serem realizados a fim de concluir o devido procedimento investigatório, não sendo possível ser tratado minuciosamente neste curso.

4. Relatório, solução, remessa, devolução e dispensa
O Inquérito Policial Militar será encerrado com minucioso relatório onde serão relatadas todas as diligências efetuadas pelo encarregado, bem como a impossibilidade de realização de outras, indicando no final se houve transgressão disciplinar e/ou indícios de crime militar e/ou comum, pronunciando-se, nos caos de crime militar, sobre a conveniência da prisão preventiva do indiciado, nos termos legais. Art.22 - O inquérito será encerrado com minucioso relatório, em que o seu encarregado mencionará as diligências feitas, as pessoas ouvidas e os resultados, com indicação do dia, hora e lugar onde ocorreu o fato delituoso. Em conclusão, dirá se há infração disciplinar a punir ou indício de crime, pronunciandose, neste último caso, justificadamente, sobre a conveniência da prisão preventiva do indiciado, nos termos legais. Encerrado do IPM, seu encarregado expedirá oficio à autoridade delegante encaminhando-o, juntamente com os instrumentos do crime e objetos que interessam à prova. Estando a autoridade delegante com os autos do IPM conclusos que homologará ou não a solução, aplicando penalidade, no caso de ter sido apurada infração disciplinar, ou determine novas diligências, se as julgar necessárias. CPPM. Art. 22. [...] 1º. No caso de ter sido delegada a atribuição para a abertura do inquérito, o seu encarregado enviá-lo-á à autoridade de que recebeu a delegação, para que lhe homologue ou não a solução, aplique penalidade, no caso de ter sido apurada infração disciplinar, ou determine novas diligências, se as julgar necessárias.

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Inquérito Policial Militar
Poderá a autoridade delegante discordar da solução dada pelo encarregado e avocando para si dar solução distinta. CPPM. Art. 22. [...] 2º. Discordando da solução dada ao inquérito, a autoridade que o delegou poderá avocá-lo e dar solução diferente. O Inquérito Policial Militar deverá ser remetido à autoridade judiciária competente, acompanhado dos objetos que interessam a formação de prova. CPPM. Art.23. Os autos do Inquérito serão remetidos ao auditor da Circunscrição Judiciária Militar onde ocorreu a infração penal, acompanhados dos instrumentos desta, bem como dos objetos que interessem à sua prova. Os autos do IPM, só poderão ser devolvidos à autoridade policial militar para diligências julgadas imprescindíveis para denúncia pelo Ministério Público ou determinação da autoridade judiciária para preenchimento de formalidades legais. CPPM. Art.26. Os autos do inquérito não poderão ser devolvidos a autoridade policial militar, a não ser: I - mediante requisição do Ministério Público para diligências por ele consideradas imprescindíveis ao oferecimento da denúncia; II - Por determinação do juiz, antes da denúncia, para o preenchimento de formalidades previstas neste Código, ou para complemento de prova que julgue necessária; Parágrafo Único - Em qualquer dos caso, o juiz marcará prazo, não excedente de vinte dias, para a restituição dos autos. O IPM ainda pode ser dispensado nas hipóteses elencadas no Art. 28 do CPPM, in verbis: CPPM. Art.28. O inquérito poderá ser dispensado sem prejuízo de diligência, requisitado pelo Ministério Público: a) Quando o fato e sua autoria já estiverem esclarecidos por documentos ou outras provas materiais; b) Nos crimes contra a honra, quando decorrerem de escrito ou publicação, cujo autor esteja identificado; c) Nos crimes previstos nos art.341 e 349 do Código Penal Militar.

Contribuição do Cap PM Demétrios Wagner CAVALCANTI da Silva

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Inquérito Policial Militar
5. Roteiro e diligências necessárias.
O Inquérito Policial Militar servirá à apuração de situações fáticas que devido às respectivas peculiaridades dificilmente será idêntico a outro. As peças úteis a elucidação de um crime poderá não ter a mesma importância em outro caso, e a ordem delas nem sempre é a mesma. Contudo, na intenção de melhor guiar na formação do procedimento investigatória em análise, passaremos a expor as peças que poderão formar o Inquérito Policial Militar.
1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. Autuação; Portaria de instauração e ordens de serviço iniciais; Nomeação do escrivão; Termo de compromisso de escrivão; Portaria de designação do encarregado; Despachos do encarregado; Certidões de cumprimentos de diligências preliminares; 8. 9. 10. 11. 12. 13. 14. 15. Termo de perguntas ao ofendido; Termo de perguntas ao indiciado; Assentada; Termo de inquirição de testemunhas; Perícias ou exames; Croquis; Relatório; Solução; Remessa.

16.

Além das peças supra, comuns e essenciais a todo IPM, existem outras relacionadas diretamente ao ato delituoso a ser apurado e diligências que podem ser realizadas.
a) b) c) d) Auto de avaliação; Auto de busca e apreensão; Auto de exame cadavérico; Auto de exame de corpo de delito (direto e indireto); e) Auto de exame datiloscópico; f) Auto de exame de embriaguês; g) Auto de exame pericial (outras perícias); h) Auto de exame de sanidade; i) Auto de exumação e necrópsia; j) Auto de prisão (provisória); k) Auto de reconstituição; l) Carta precatória; m) Termo de abertura do 2º volume; n) Termo de acareação; o) Termo de compromisso de perito; p) Termo de reconhecimento; q) Termo de restituição de coisas apreendidas; r) Solicitação de prisão preventiva.

Contribuição do Cap PM Demétrios Wagner CAVALCANTI da Silva

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MODELO DE IPM

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ENCARREGADO

ESCRIVÃO:

INDICIADO:

OFENDIDO:

AUTUAÇÃO Aos _____ dias do mês de ____ do ano de ____, nesta cidade de _____, no Quartel do _____autuo a Portaria e demais documentos a ela inclusos, que foram entregues pelo Sr _____, Encarregado deste Inquérito Policial Militar que , para constar , lavro o presente termo. Eu( nome Posto ou graduação), servindo de Escrivão, que escrevi e subscrevo _(assinatura)_. Servindo de Escrivão.

Fl. ____ ___________ Escrivão

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PORTARIA

Tendo-me sido delegadas pelo(Autoridade que determinou a instauração do IPM), as atribuições policiais que lhe competem para apurar o fato delituoso, atribuindo responsabilidade à (nome posto ou graduação e unidade, ou para apurar o fato narrado no documento tal), ou, ainda o fato a que se refere o Oficio, parte ou o que for incluso na Portaria do Sr. (Autoridade que determinou a instauração do IPM), resolvo, com fulcro no Art.11 do código de Processo Penal Militar designar o (Posto ou graduação, nome e qualificação ), desta Unidade(ou de onde for), para exerceras funções de escrivão do presente Inquérito Policial Militar, prestando o compromisso legal a que se refere o parágrafo único do aludido Art.11, do mencionado diploma legal. Determino ao Sr. Escrivão que autue a presente Portaria com os demais documentos inclusos, juntando sucessivamente as demais peças que se forem acrescendo, procedam-se aos componentes exames e diligências necessários ao completo esclarecimento do(s) fato(s), intimando-se as pessoas que tenham conhecimento do(s) mesmo(s), para comparecerem em dia e hora que forem designados, a fim de prestarem declarações. Seja requisitado o Indiciado para ser ouvido, depois de identificado pelo Processo datiloscópico.

(local, data e assinatura do encarregado do IPM ).

Fl. ____ ___________ Escrivão

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PORTARIA

No uso da atribuição que me confere o Art.11 do Código de Processo Penal Militar, que designo o (Posto, graduação e nome), para funcionar como Escrivão do Inquérito Policial Militar do qual sou encarregado.

(local, data e assinatura do encarregado do IPM )

Fl. ____ ___________ Escrivão

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TERMO DE COMPROMISSO

Aos ____ dias domes de _____(dia mês e ano por extenso) eu (posto ou graduação, nome local em que serve), designado Escrivão do Inquérito Policial Militar Instaurado pela Portaria nº___ de ___ de ____, expedida pelo (posto e nome), presto o compromisso de manter o sigilo do Inquérito e de bem e fielmente cumpriras determinações legais nos termos do parágrafo único do Art11 do Código de processo Penal Militar

(local, data e assinatura do encarregado do IPM )

Fl. ____ ___________ Escrivão

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CONCLUSÃO

Aos ___________ dias do mês de ____ do ano de _______, nesta cidade de __________, no Quartel do ______, faço conclusos os presentes autos ao Sr.(posto e nome), Encarregado do Inquérito, do que , para constar, lavrei o presente termo. Eu ( Posto ou graduação e nome), servindo de Escrivão o escrevi.

____________________________ Escrivão

Fl. ____ ___________ Escrivão

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DESPACHO 1. Oficie-se ao Sr. Fulano, residente na rua _____________, nº_________, para na qualidade de Ofendido ser ouvido no presente IPM. 2. Requisite-se (se militar ou funcionário Publico ) ou intime-se o indiciado a fim de prestar suas declarações, depois de identificado no processo datiloscópico. 3. Oficie-se ao Sr. Fulano, para ser ouvido na qualidade de testemunha, ser ouvido no presente Inquérito. 4. expeça carta precatória ao Sr Comandante do __________, a fim de determinar , em seu cumprimento, seja ouvido(indiciado testemunha ou ofendido), sobre os fatos que deram origem ao presente Inquérito 5.seja o indiciado, depois de ouvido submetido a reconhecimento pelas testemunhas e pelo ofendido 6. face às contradições havidas entre os depoimentos das testemunhas_______________ e____________ proceda-se à acareação 7. Oficie-se ao Sr Diretor do Instituto de Medicina Legal encaminhado a vítima a fim de ser submetida a exame de corpo delito 8.Expeça-se mandado de busca e apreensão dos objetos ____________ e que se acham em poder do Indiciado contra o indiciado, lavrando-se de tudo o competente auto 9. Proceda-se à avaliação (direta ou indireta) dos objetos ____________, constantes do Auto de busca e apreensão e designo como peritos avaliadores o _____________e ___________, servindo atualmente nesta OME, para que sejam notificados 10. expeça-se Mandado de Prisão(ou busca e apreensão) contra o Indiciado (ou apreensão de coisas) 11. Proceda-se a exumação e necropsia do cadáver de _________________, sepultado no dia ________de _____ de _________ 12 Providencie-se o Sr. Escrivão __________________ de _________ de ____________ ______________________ (Nome e posto do Encarregado) ECARREGADO DO IPM

Obs.: o despacho devera ficar preferencialmente contido em uma só folha. Devera o encarregado do IPM usar as formulas que forem cabíveis dentre as relacionadas dos itens 1 a 11.

Fl. ____ ___________ Escrivão

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RECEBIMENTO Aos ______ dias do mês de _____ do ano de ______, nesta cidade de ____________do Quartel de _______, recebi do Sr (Nome e Posto), Encarregado do Inquérito, os presentes autos, do que para constar lavrei o presente termo. Eu (nome, posto ou Graduação) , servindo atualmente de escrivão que datilografei e assino ____(assinatura do Escrivão)___.

CERTIDÃO Certifico que cumpri o determinado no despacho de Fls______ do Sr Encarregado do IPM, de que , para constar, lavrei a presente , que dato e assino (Local e data )

______________________________________ (nome posto ou graduação do escrivão)

JUNTADA Aos ______ dias do mês de _____ do ano de ______, nesta cidade de ____________do Quartel de _______,faço juntada a estes autos dos documentos que se seguem, para constar lavrei o presente termo. Eu __(rubrica)__, (nome, posto ou Graduação) , servindo de Escrivão.

Fl. ____ ___________ Escrivão

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MANDADO DE INTIMAÇÃO

Determino ao (posto ou graduação, nome e local onde serve ) que se dirija a Rua __________, nº___ou onde for encontrado o Sr (nome d indiciado, qualificação ) e lá o intime a comparecer no dia _____de _ __de ___, às ____horas no (local do IPM), a fim de prestar declarações no Inquérito Policial Militar do qual sou Encarregado.

(local, data e assinatura do Encarregado )

Fl. ____ ___________ Escrivão

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TERMO DE INQUIRIÇÃO DO INDICIADO

Aos ____dias do mês de ____ do ano de ____, nesta cidade (local e OME), presente(nome e posto) Encarregado de IPM e as testemunhas (nome posto ou graduação das testemunhas), comigo (nome posto ou graduação), servindo atualmente como escrivão, compareceu às _____horas (nome posto ou graduação, função ou profissão do indiciado) a fim de ser interrogado sobre os fatos constantante da (esclarecer a peça que serviu de base para a instauração do IPM) que lhe foi lida. Em seguida passou a autoridade a interrogá-lo da maneira seguinte: qual seu nome, idade, filiação estado civil naturalidade (ou nacionalidade se estrangeiro), posto, graduação, função ou profissão, a que OME esta vinculado ou servindo, se civil , em qual repartição ou emprego exerce atividade profissional e residência. Respondeu que (seguem-se respostas na ordem das perguntas acima. Perguntara como ocorreu o fato na (mencionar o documento básico que deu origem ao IPM ), fls _________, respondeu que (captar todos os detalhes do evento, principalmente lugar dia e hora circunstâncias e motivos do crime a arma ou quaisquer outros instrumentos usados na perpetração do crime .perguntado (indagar outras circunstancias que esclareçam o evento e sua motivações ), respondeu que ___________________, perguntado (não esquecer que conforme recomendação do CPPM, a pergunta deverá ser consignada e não ser somente a resposta ), e como nada mais disse nem lhe foi perguntado, deu o encarregado deste presente ato as________ horas mandando lavrar esse termo que depois d e lido e achado de conforme assina como Indiciado e as testemunhas acima nomeadas que assistiram desde o seu começo e comigo (posto graduação , nome) servindo de escrivão, que o escrevi. ___________________________________ ( Nome e Posto do Encarregado) ENCARREGADO ___________________________________ ( Nome, Posto e matrícula do Indiciado) INDICIADO ___________________________________ ( Nome, Posto e matrícula da Testemunha) TESTEMUNHA ___________________________________ ( Nome, Posto e matrícula do Escrivão) ESCRIVÃO

Fl. ____ ___________ Escrivão

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Of.n° ___- IPM

Recife -PE, ___ de _____ do 20__ Do Encarregado do IPM Ao Sr. Assunto: SOLICITAÇÃO

Solicito vosso comparecimento no dia _____do mês _______de 2003, às _____horas nesta Unidade Militar, localizada na Rua _________ , a fim de prestar declarações no Inquérito Policial Militar do qual sou Encarregado.

Atenciosamente.

(local, data e assinatura do encarregado e seu Posto )

Fl. ____

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___________ Escrivão

TERMO DE INQUIRIÇÃO DE TESTEMUNHAS Aos ____dias do mês de ____ do ano de ____, nesta cidade (local e OME), onde se encontrava presente (nome e posto) Encarregado de IPM, comigo (nome posto ou graduação), servindo atualmente como escrivão, às _____horas compareceu(ram) testemunha(s) abaixo nomeada(s), que foi(ram)inquiridas sobre os fatos constantes a(s) da

(esclarecer a peça que serviu de base para a instauração do IPM) que lhe foi lida. Declarando o seguinte: nome, filiação,naturalidade, estado civil, profissão, residência, documento(n° Origem) de Identificação, (se militar Posto ou graduação e Unidade)prestando o compromisso de dizer a verdade. Perguntado o que sabe a respeito (descrever sucintamente o fato mencionado no documento de origem do Inquérito o qual já foi lido para a testemunha ) respondeu que captar para o depoimento todos os detalhes oferecidos para a testemunha consignando tanto que possível a versão dada pelo depoente. Não tendo sido suficiente os esclarecimentos dados, o encarregado do Inquérito fará perguntas, visando a elucidação do fato criminoso, tendo sempre em vista a autoria da Infração, os motivos, o local, a hora, o instrumento usado na perpetração do delito, as pessoas presentes, bem como todas as circunstancias relacionadas como fato. (não esquecer a imposição do art 300 do CPPM, que determina sejam registradas nos termos as perguntas e respostas). E como nada mais disse nem lhe foi perguntado, deu o Encarregado do Inquérito por findo o presente depoimento às_______ horas, mandando lavrar o presente auto, que lido e achado de conforme pela testemunha vai por ele rubricado e assinado pela testemunha e comigo _____________, servindo de escrivão que o escrevi. ___________________________________ ( Nome e Posto do Encarregado) ENCARREGADO ___________________________________ ( Nome, Posto e matrícula da Testemunha) TESTEMUNHA ___________________________________ ( Nome, Posto e matrícula do Escrivão) ESCRIVÃO

Fl. ____ ___________ Escrivão

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Of.n°

Recife -PE, __ de _______ do 20__ Do ( Posto e nome Encarregado do IPM) Ao Sr. (Autoridade a quem se dirigir a precatória) Assunto: DEPRECARTA

A fim de instruir o IPM de que sou Encarregado, mandado Instaurar pelo(Autoridade que determinou a abertura do IPM ), para apurar (resumir fato e seu autor ), solicito-vos (solicito a V.Ex), que após exarar o competente "CUMPRA-SE", DESIGNAR UM Oficial para fim específico de Inquirir (nome, posto ou graduação, unidade ou residência ), que se encontra servindo no (unidade, ou residindo nessa cidade 'a Rua _________, n°____ ), que figura como testemunha(ou ofendido) no aludido Inquérito, sobre os fatos que originaram a abertura do feito, formulando para tantos os requisitos que vão inclusos ao presente. Outrossim, esclareço-vos (ou a .VEx.), que o prazo para a conclusão do IPM termina no dia ________.

___________________________________ ( Nome e Posto do Encarregado) ENCARREGADO

Fl. ____

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___________ Escrivão

RECONHECIMENTO DE PESSOAS E COISAS

Aos ____ dias do mês de _______de _______, no Quartel do_________(ou no lugar onde for ), onde se achava presente o Sr. (posto e nome )encarregado do presente Inquérito, comigo(nome do escrivão, posto ou graduação ou qualificação civil ), testemunhas que já depôs nos autos fls ____, o qual perguntado pela autoridade que preside o ato, se reconhece dentre os presentes a pessoa que(descrever sumariamente o fato dia e local ), respondeu que ( observar o que dispõe o art 368 do CPPM e descrever em que se baseia o reconhecimento). E como nada mais disse nem lhe foi perguntado, deu o Encarregado do Inquérito como encerrado o reconhecimento, mandando lavrar este auto que depois de lido e achado de conforme vai assinado pelo Encarregado, pela testemunha e pelo indiciado . Eu, (assinatura, posto ou graduação ), servindo atualmente de escrivão, o subscrevi. ___________________________________ ( Nome e Posto do Encarregado) ENCARREGADO ___________________________________ ( Nome, Posto e matrícula da Testemunha) TESTEMUNHA ___________________________________ ( Nome, Posto e matrícula da Indiciado) INDICIADO ___________________________________ ( Nome, Posto e matrícula do Escrivão) ESCRIVÃO

Fl. ____

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___________ Escrivão

TERMO DE ACAREAÇÃO

Aos ____ dias do mês de _______de _______, no Quartel do_________(ou no lugar onde for ), onde se achava presente o Sr. (posto e nome ) Encarregado do presente Inquérito, comigo(nome do escrivão, posto ou graduação ou qualificação civil ), servindo de escrivão,às_____ horas ,presentes as testemunhas(ou inquirido e a testemunha, ou ainda indiciado e o ofendido )já inquiridos neste Inquérito, conforme se vê nos depoimentos fls ____, pelo senhor Encarregado do feito, vistas as divergências (ou contradições) constatadas nos respectivos depoimentos, nos pontos (esclarecer somente as contradições, conforme o caso ). E, depois de lido perante elas as partes dos depoimentos referidos, nos pontos contraditórios ( ou divergentes ), pela testemunha (ou o que for ), foi dito que retifica(ou confirma) o depoimento anteriormente prestado pelas seguintes razões(captar a justificativa - ou simplesmente confirma por ser o depoimento a expressão da verdade) e pela testemunha (ou o que for), foi dito (proceder da mesma forma atrás recomendada). E como nada mais declararam nem lhes foi argüido, lavrei o presente termo, que assinam, depois de lhes ser lido e achado de conforme, com o Encarregado do IPM, e comigo (posto ou graduação e nome ), servindo de escrivão que o escrevi e subscrevo. ___________________________________ ( Nome e Posto do Encarregado) ENCARREGADO ___________________________________ ( Nome, Posto e matrícula da Testemunha) TESTEMUNHA 01 ___________________________________ ( Nome, Posto e matrícula da Testemunha) TESTEMUNHA 02 ___________________________________ ( Nome, Posto e matrícula da Indiciado) INDICIADO ___________________________________ ( Nome, Posto e matrícula do Escrivão) ESCRIVÃO

Fl. ____ ___________ Escrivão

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Of.n°

Recife -PE, 25 de março do 2003 Do Posto e nome Encarregado do IPM Ao Ilm° Sr. Diretor do Instituto de Medicina Legal Assunto: REQUISISÃO DE PERICIA

Encaminho a V.S., o militar, (ou civil) fulano, servindo (ou lotado) nesta Unidade a fim de que o mesmo seja submetido a exame de corpo delito. Outrossim, solicito mercê o vosso elevado espírito de colaboração, a remessa dos resultados dos exames com máxima brevidade a fim de instruir o IPM no qual sou Encarregado.

Atenciosamente,

___________________________________ ( Nome e Posto do Encarregado) ENCARREGADO

QUANDO OS PERITOS SÃO INDICADOS PELO ENCARREGADO (Quando não existir repartição oficial)

Fl. ____ ___________ Escrivão

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PORTARIA

Aos _______dias do mês _________ do ano de __________, sendo necessário proceder-se no presente Inquérito a exame de corpo delito (ou avaliação indireta grafotécnica e outros dependendo da natureza da infração), em consonância ao disposto no Art. 315do CPPM, designo como peritos(médicos avaliadores ou técnicos como preceitua o Art. 318 do CPM), que devera ser notificado deste ato.

___________________________________ ( Nome e Posto do Encarregado) ENCARREGADO

Fl. ____

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___________ Escrivão

AUTO DE CORPO DE DELITO (DIRETO OU INDIRETO)

Aos _______dias do mês de _________ano de _______às _____horas, nesta cidade(local e OME ), presente o Sr (posto e nome ), encarregado do IPM, comigo Posto ou graduação e nome servindo atualmente como escrivão e os Srs(nomes postos e especializações se tiver ), nomeados Peritos, bem assim, as testemunhas, também abaixo assinados, após prestarem os citados peritos o compromisso legal, conforme se vê do respectivo termo de fls ___, de bem e fielmente desempenhar os deveres, declarando como verdade o que descobrissem e encontrassem e o que em suas consciências entendessem, foram, pela citada autoridade, encarregados de proceder ao exame de corpo delito em(nome da pessoa, ou descrever o objeto de perícia ) e que respondessem os seguintes quesitos: ___________ ___________ ___________ Em conseqüência, passaram os peritos a fazer os necessários exames e investigações ordenados e mais os que julgarem necessários, declarando em conclusão o seguinte: descrever os exames e investigações efetuados e tudo o que encontraram em decorrência das pesquisas .(em se tratando de lesões corporais, declara com , minúcias a extensão e as condições de ferimento, bem assim o objeto que os produziu se cortantes lesões danos o que for ), passaram os peritos a responder os quesitos propostos: Ao um que responderam (sim ou não ou considerações importantes ) Ao 2 Ao 3 E foram estas as declarações que, em suas consciências e debaixo do compromisso prestado, fizeram. E por nada haver a relatar, deu-se por concluído o exame ordenado e de tudo se lavrou o presente auto que vai assinado e rubricado pelo Sr. Encarregado do Inquérito, que presidiu as diligencias desde o inicio, comigo como escrivão, que escrevi, e pelos peritos e testemunhas acima já referidas. Eu, (posto ou graduação e nome), servindo de escrivão o escrevi e dou fé. ___________________________________ ( Nome e Posto do Encarregado) ENCARREGADO ___________________________________ ( Nome do Perito e outros dados, se houver) PERITO ___________________________________ ( Nome do Perito e outros dados, se houver) PERITO ___________________________________ ( Nome, Posto e Matrícula da Testemunha) ENCARREGADO ___________________________________ ( Nome, Posto e Matrícula do Escrivão) ESCRIVÃO

Fl. ____ ___________ Escrivão

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AUTO DE CORPO DE DELITO INDIRETO

Aos ___ dias do mês de ____do não de _______, no interior do Quartel, unidade Militar), onde se achava o Posto e nome), encarregado do presente Inquérito, comigo (posto ou graduação e nome ), servindo de escrivão, compareceram (nome e qualificação das pessoas que atestarão as lesões, residências, profissão ), os quais disseram que no dia ____ do mês de do ano ____cerca das ___horas , no (local do fato), viram a vítima (posto ou graduação e qualificação, civil ou militar ) que apresentava (descrever as lesões e localização das mesmas ) produzidas por (posto ou graduação, qualificação civil ou militar do autor das lesões ), com(e descrever o objeto usado). E como nada mais disseram e nem lhes foi perguntado , deu o encarregado do Inquérito por encerrado o presente determinando que fosse lavrado este auto, o qual lido e achado conforme vai devidamente assinado juntamente com as subscrevi. testemunhas. Eu , (assinatura posto ou graduação), servindo de escrivão o

___________________________________ ( Nome e Posto do Encarregado) ENCARREGADO

___________________________________ ( Nome, Posto e Matrícula da Testemunha) ENCARREGADO ___________________________________ ( Nome, Posto e Matrícula do Escrivão) ESCRIVÃO

Nota:Vide Art. 328 CPPM

NOMEAÇÃO DE PERITOS EM CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO (roubo furto estelionato e outros)

Fl. ____ ___________ Escrivão

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PORTARIA

Sendo necessário proceder-se no presente Inquérito, a avaliação dos objetos furtados(ou roubados extraviados,danificados apropriados indevidamente), pelo indiciado, tudo como dispõe o art.13 alínea “g” do CPPM, designo peritos avaliadores(posto ou graduação e nome ), que deverão ser notificados.

Local e data

_____________________________ (posto e assinatura do Encarregado) ENCARREGADO

NOTIFICAÇÃO DE PERITOS E AVALIADORES

Fl. ____ ___________ Escrivão

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CERTIDÃO

Certifico que notifiquei por oficio, a (nome e qualificação), para no dia ______do mês_____ do ano ______às ______horas comparecerem no (designar o local)a fim de procederem a avaliação para que foram nomeados no presente Inquérito, do que, para constar, lavrei a presente certidão. Eu, ___(assinatura)____ (posto ou graduação e nome), servindo de escrivão a subscrevi.

Fl. ____ ___________ Escrivão

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AUTO DE AVALIAÇÃO
(avaliação de coisas)

Aos ______ dias do mês de________ do ano de _________no (local do IPM), onde se achava presente(posto e nome). Encarregado do presente Inquérito Policial Militar, comigo(posto ou graduação, nome), servindo de escrivão, presentes os peritos nomeados(nome qualificação e local onde servem), modos abaixo assinados, depois de prestarem o compromisso legal de bem e fielmente desempenharem os deveres dos seus cargos, declarando com verdade o que encontrarem e suas consciências entenderem, a autoridade que preside este ato encarregou-os de procederem a avaliação dos seguintes objetos(roubados furtados extorquidos apropriados indevidamente) por (nome, posto ou graduação e local que serve)e na forma da lei apreendidos por(nome posto ou graduação do apreensor), os quais lhe foram apresentados(discriminar quais foram ) Em seguida passando os peritos a dar cumprimento a diligência ordenada, depois dos exames necessários, declararam que os objetos tinham respectivamente o valor parcial de (discriminar os valores correspondentes aos objetos), importando o valor total dos mesmos em R$. e foram estas as declarações que sob o compromisso prestado fizeram nesta data. E, por nada mais haver, mandou este encarregado encerrar a presente avaliação, lavrando-se este auto que depois de lido e achado conforme, vai assinado pelo encarregado do Inquérito, peritos e testemunhas nomeadas para o ato.Eu, (posto ou graduação e nome)servindo de escrivão o subscrevi. _____________________________ (posto e assinatura do Encarregado) ENCARREGADO DO IPM _____________________________ (posto, matrícula e assinatura do Perito) PERITO _____________________________ (posto, matrícula e assinatura do Perito) PERITO _____________________________ (posto, matrícula e assinatura da testemunha) TESTEMUNHA _____________________________ (posto, matrícula e assinatura da testemunha) TESTEMUNHA _____________________________ (posto, matrícula e assinatura do escrivão) ESCRIVÃO

Fl. ____ ___________ Escrivão

ESTADO DE PERNAMBUCO SECRETARIA DE DEFESA SOCIAL POLÍCIA MILITAR DE PERNAMBUCO RELATÓRIO 1ª PARTE EXPOSITIVA O presente Inquérito Policial Militar, instaurado por determinação do Sr __________, teve como finalidade apurar o (resumir o fato )atribuindo a responsabilidade de (indiciado). Para instruir o feito foram procedidas as seguintes diligências: inquiriu as seguintes testemunhas(citar as testemunhas ) , conformem se infere dos respectivos depoimentos às fls _________, foi ouvido o ofendido(citar), conforme depoimento de fls _________, determinou-se a busca e apreensão(avaliação, perícia, exame de corpo de delito ), consoante se vê no documento de fls ______, expediu-se mandado de prisão , precatória, fls _____. O indiciado foi regularmente interrogado, tendo prestado suas declarações às fls ____, sendo testemunhas do ato (citar). 2ª PARTE CONCLUSIVA De tudo assim exposto, conclui-se que o fato ocorreu da seguinte forma:(narrar detalhadamente as conclusões do inquérito, tendo sempre em consideração a necessidade de assinalar o detalhe de dia, hora local o autor, o instrumento do crime,seu resultado, as testemunhas, os motivos, isto, se torpe, se necessário, se no cumprimento do dever legal, se em legitima defesa, se por relevante motivo de valor moral ou social, se qualquer anormalidade mental, em fim deixar claro o motivo do crime, o ofendido (se coisa ou pessoa ) e as conseqüências. Assim, verifica-se que o fato constitui crime(ou não constitui ) de natureza militar(ou comum) previsto no Código Penal militar(ou no Código Penal Brasileiro), ou transgressão da disciplina militar prevista na código disciplinar), (ou não constitui crime ou transgressão disciplinar militar, eis que ( esclarecer o parecer), cuja autoria esta sobejamente apurada como de responsabilidade de _______________, em razão da gravidade do crime, seus motivos e sua repercussão e, sobretudo, tendo em vista a regra do art.254 do mesmo diploma legal(verificar se ocorreu alguma das hipóteses, ou o concurso de todas, previstas no Art.255), torna-se necessária a decretação da prisão preventiva do indiciado (ou simplesmente dizer que não ocooreu qualquer das hipóteses acima e conseqüentemente, não ser necessário o decreto da prisão preventiva). E como o fato objeto deste inquérito Policial Militar constitui (ou não constitui) crime de competência da Justiça Militar( ou Justiça Comum), sejam os autos encaminhados ao Sr.(autoridade que determinou a abrtura do IPM), a quem incumbe solucioná-lo e remetê-lo à autoridade competente, para os devidos fins,na conformidade do que preceitua o Art.23 do C.P.P.M. Local e data
_____________________________ (posto e assinatura do Encarregado) ENCARREGADO DO IPM

Fl. ____ ___________ Escrivão

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RECEBIMENTO

Aos ______dias do mês de ____ do ano de ______, nesta cidade (local e OME), recebido Sr. (posto e nome), encarregado deste Inquérito, os presentes autos e seu relatório, do que para constar, lavrei oeste termo. Eu, (nome, posto ou graduação ), servindo de escrivão o escrevi e subscrevo.

______________________________
(posto, matrícula e assinatura do escrivão)

ESCRIVÃO