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MEMORIAL ORIENTAÇÃO ESTAGIO V

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ORIENTAÇÃO E SUPERVISÃO ESCOLAR ANA MATILDE BECHTOLD Prof.

Mara Manske Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI Pedagogia (PED0022) – Estágio V 09/05/13 1 INTRODUÇÃO Este memorial apresenta a aplicação do projeto de estágio V do curso de licenciatura em pedagogia. O tema escolhido refere-se à orientação escolar e tenciona demonstrar a relevância desta função à unidade educativa uma vez que exerce papel ativo junto a comunidade escolar no trato das questões sociais existentes, logo constatamos que sua principal atribuição efetiva-se no resgate da humanização. Preparado para mudanças e motivado para gerir sua equipe o supervisor eficiente centraliza as conquistas docentes e assegura que as boas idéias tenham continuidade. Orienta a práxis pedagógica , o plano de ação educativa e sua execução conduzindo a escola e seus profissionais à realização de um trabalho de qualidade, além de gerar reflexões sobre da prática pedagógica da escola para elevar a qualidade do ensino. Segundo Medina (2002 p.12)
A Supervisão, como disciplina, num quadro de um sistema formal de ensino aprendizagem, é um corpo de conhecimentos e instrumentos que permite a analise, coordenação e orientação das atividades pedagógicas, ao mesmo tempo que identifica, classifica e satisfaz necessidades de formação, em sentido lato. Num sentido mais restrito, a Supervisão Pedagógica assume-se igualmente como uma plataforma comum de reflexão, aprendizagem e integração de saberes e competências quer uma dimensão pedagógicodidática quer numa dimensão pratico-moral.

Deste modo percebe-se o supervisor como um atenuador de situações problemas referente ao processo pedagógico e como um maximizador quantitativo e qualitativo das questões pedagógicas cotidianas, elevando a qualidade de ensinoaprendizagem de forma geral.

O ação do supervisor exige um compromisso amplo consigo e com a comunidade. 2 ORIENTAÇÃO E SUPERVISÃO ESCOLAR FRENTE A PRÁTICA EDUCATIVA O estagio de gestão escolar. para que o corpo docente através dessa conduta receba e interiorize informações fundamentais para o desempenho eficiente de suas funções. R. Vale salientar que o profissional de supervisão deve ser dinâmico e entusiasta procurando sempre agregar saberes ao seu exercício através da promoção seminários. pois trata-se de uma prática política que eleva competência profissional do docente e acaba por refletir na ação em sala de aula. Imhof. contribuindo para a integração. fazendo com que o professor empenhe-se em seu próprio aperfeiçoamento. tornando – se capaz de repensar sua prática. foi realizado na Escola Básica Municipal Rodolfo Hollenwerger. refletindo criticamente a respeito dela. O orientador pedagógico é o docente responsável pela orientação flexível da prática educativa que deve sempre acompanhar as transformações sociais. pela acadêmica Ana Matilde Bechtold sobre a supervisão da orientadora pedagogica Marlise M. O presente estágio tem como temática Orientação Escolar Frente à Prática Educativa embasada na área de concentração denominada Metodologias de Ensino. o que resultará no reconhecimento de sua dignidade como ser humano e na legitimidade de sua identidade como profissional da educação. cursos. situado à Rua Professor Hermann Lange. formação continuada e encontros pedagógicos. a organização do pensamento do professor numa ação contínua. no qual os saberes e conhecimentos se confrontam. . nº 2230 no bairro Fidelis em Blumenau – SC. O supervisor concebendo a característica específica do professor. educacionais e científicas. Essa ação trará valorização a pratica cotidiana. produz com sua parceria maneiras dinamizar o processo de ensinar e do aprender.

um ensino participativo. Ao falarmos da postura de um supervisor pedagógico frente a dificuldade de aprendizagem. assiduidade. a supervisora pedagógica desta instituição relatou que é necessário assegurar a aplicação dos DCM’S. buscando métodos educativos que priorizem a construção do conhecimento de forma qualitativa. orientar o trabalho do professor para elaboração de planejamentos contextualizados com temas. leis. diante da busca de métodos e conteúdos. em ultima analise. do reconhecimento e do valor das diferenças. projetos tanto quanto acompanhar o plano de trabalho/aula do professor com o intuito de verificar dificuldades de aprendizagem. com referência da proposta pedagógica da escola. aplicação e avaliação dos discentes. inclusive nas dificuldades de aprendizagens. de tal forma que o possibilite perceber que para se alcançar os objetivos de um trabalho. conforme suas capacidades e talentos. media reuniões com professores e alunos. não podemos perder a dimensão humanística da interação professor – aluno. de fraternidade.Fez se uso de um roteiro de entrevistas e observações. onde verificou-se as ações do orientador e sua importância no funcionamento da instituição de ensino. De acordo com Mantoan (2003) A educação escolar deve ser pensada a partir da ideia de uma formação integral do aluno. Para Lück (2002 p. acolhedor e solidário. a orientadora afirma que tem total compromisso com o acompanhamento e desenvolvimento da aprendizagem dos educandos e orientá-os a terem uma rotina de estudos. 20) o papel do supervisor escolar: se constitui. a título de informação sobre o rendimento escolar e o avanço da aprendizagem que vise a sua interação. É necessário que a orientação pedagógica tenha uma visão ampla do processo ensino-aprendizagem. na somatória de esforços e ações desencadeados com o sentido de promover a melhoria do processo ensino .supervisor. E para que isso aconteça de forma plena é importante que haja o exercício diário de cooperação. Desta maneira. tanto para questões administrativas quanto pedagógicas.

Educadores. Em referência as necessidades educativas especiais revela-se a importância da supervisão pedagógica frente à inclusão. Atualmente a orientação ocupa o papel de mediadora junto ao corpo docente buscando uma educação de qualidade. disponibilizam professores de apoio que planejam suas intervenções pedagógicas junto aos professores regentes. procura desenvolver seu trabalho com qualidade. p. Vale ainda acrescentar à resposta da supervisora as considerações de Libâneo (2002. professores e demais funcionários oportunizar a possibilidade de desenvolver melhor as potencialidades de cada um bem como garantir sua participação na sociedade de forma produtiva. isto em curto prazo e em longo prazo são os conselhos de classes. social. de acordo com a profissional docente cabe a escola. acredita-se que tal diversidade fortaleça a turma e . planejando com toda a equipe gestora as rotinas pedagógicas e inerentes ao dia a dia escolar. 35) O supervisor educacional é um agente de mudanças. facilitador. mediador e interlocutor. A diversidade é valorizada. educando e demais integrantes da comunidade escolar no sentido de colaborar no desenvolvimento individual. Um supervisor consciente de suas responsabilidades. Stainback (1999 p. possibilidades e limitações. 11) corrobora com esse pensamento quando expõe: as salas de aula inclusivas partem de uma filosofia segundo a qual todas as crianças podem aprender e fazer parte da vida escolar e comunitária. verificando o rendimento dos discentes através de conversações com os docentes. politico e econômico e.aprendizagem. levando-a a atingir seu potencial pleno de acordo com suas especificidades. para isso seguem as orientações do CEMEA. um profissional capaz de fazer a articulação entre equipe diretiva. assim acompanhando os planejamentos de aula periodicamente. adequando-se a realidade da comunidade escolar. Esse esforço voltou-se constantemente ao professor num processo de assistência aos mesmos e coordenação de sua ação. principalmente na construção de uma cidadania ética e solidaria.

. p. políticas. exercendo a mediação entre escola e comunidade de modo que atenda às necessidades de alunos.pois sua efetivação facilita e organiza as atividades. Segundo a orientadora o relacionamento entre o supervisor – escola – comunidade cumpre o papel atenuador de situações problemas referente ao processo pedagógico e formação global do alunado e tem como principal objetivo maximizar quantitativa e qualitativamente as questões pedagógicas cotidianas. de um processo de Planejamento Participativo. professores.ofereça a todos os seus membros maiores oportunidades para a aprendizagem. p. Vasconcellos (2000. nunca definitiva. 22) diz que “o papel do supervisor passa. pais e funcionários. então a ser redefinido com base em seu objeto de trabalho. 169) diz que. Medina (1997. quanto a isso a docente afirma que fazer cumprir o PPP da Escola tanto quanto acompanhar a sua atualização é imprescindível para dinamizar o relacionamento da escola com seu entorno. assim como fornecer subsídios para reflexão das mudanças sociais. elevando a qualidade de ensino-aprendizagem de forma geral. tecnológicas e culturais da unidade escolar. Outro fator que permeia as ações da orientação pedagógica é a construção diária e coletiva de caminhos que facilitem o desenvolvimento da pratica pedagógica. que se aperfeiçoa e se concretiza na caminhada. o PPP pode ser entendido como a sistematização. que define claramente o tipo de ação educativa que se quer realizar. bem como na postura do docente como pré-requisito básico para que alunos com necessidades especiais assim como os demais possam buscar seu desenvolvimento e exercer sua cidadania plenamente. a inclusão requer adaptações nos métodos de ensino. e o resultado da relação que ocorre entre o professor que ensina e o aluno que aprende passa a constituir o núcleo do trabalho do supervisor na escola”. Sendo assim.

ed. Realizar este estágio de orientação e supervisão escolar foi de suma importância para que eu reconhecesse as atribuições efetivas do orientador escolar e constatasse sua relevância na busca de técnicas ou métodos que auxiliam e facilitam a aprendizagem do educando assim como seu desenvolvimento global para a vida em sociedade. através de diferentes meios e em diferentes espaços sociais. . mas versam em fundamentar as atividades docentes tendo por base imutável as circunstancias didáticas cotidianas. as ações educativas que permeiam a práxis da orientação e supervisão não se reduzem a formalidades. concebe-se o supervisor pedagógico como conhecedor pleno do seu espaço de trabalho.Destarte. 3 CONCLUSÃO A práxis docente exige pensamento dialético. mais graves ou menos severos com o intuito oportunizar a possibilidade de desenvolver melhor as potencialidades de cada um bem como garantir sua participação na sociedade de forma produtiva. inserindo alunos com déficits de toda ordem. São Paulo: Cortez. há que se expandir a ação educativa a contextos abranjam as características e especificidades de cada aluno e que garantam o exercício pleno da cidadania. de reflexão continua que preconize a educação para toda a sociedade. articulado promove a participação de todos na ação educativa e encaminha a aprendizagem buscando através do diálogo caminhos próprios na intervenção da qualidade do trabalho realizado pelo professor em sala de aula. José Carlos. permanentes ou temporários. 4 REFERÊNCIAS LIBANEO. 2002. Pedagogia e Pedagogos para quê? 6. Assim. Logo.

Campinas. VASCONCELLOS. 2003. 1997. Susan e Willian. 2002. Avaliação da aprendizagem: práticas de mudança – por uma práxis transformadora. Petrópolis : Vozes. STAINBACK. Supervisão Escolar. C. Porto Alegre. Inclusão escolar: O que é? Por quê? Como fazer ? São Paulo: Moderna. São Paulo: Libertad. Antonia da Silva. Supervisor Escolar: parceiro político-pedagógico do professor. Antonia da Silva. Planejamento em orientação educacional. Maria Teresa Eglér. da exercida à ação repensada. MANTOAN. 1998. 1999. MEDINA.LÜCK. Porto Alegre: editora Artmed. Inclusão: um guia para educadores. Ed Age. 6. ed. 1992.Noves olhares sobre a supervisão. SP: Papirus. Heloisa. . MEDINA. S.

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