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[5937 - 19334]Auditoria de Prestacao de Contas Publicas

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Universidade do Sul de Santa Catarina

Auditoria de Prestação de Contas Públicas
Disciplina na modalidade a distância

Palhoça UnisulVirtual 2011

Créditos
Universidade do Sul de Santa Catarina – Campus UnisulVirtual – Educação Superior a Distância Reitor Unisul Ailton Nazareno Soares Vice-Reitor Sebastião Salésio Heerdt Chefe de Gabinete da Reitoria Willian Máximo Pró-Reitora Acadêmica Miriam de Fátima Bora Rosa Pró-Reitor de Administração Fabian Martins de Castro Pró-Reitor de Ensino Mauri Luiz Heerdt Campus Universitário de Tubarão Diretora Milene Pacheco Kindermann Campus Universitário da Grande Florianópolis Diretor Hércules Nunes de Araújo Campus Universitário UnisulVirtual Diretora Jucimara Roesler Equipe UnisulVirtual Diretora Adjunta
Patrícia Alberton Secretaria Executiva e Cerimonial Jackson Schuelter Wiggers (Coord.) Marcelo Fraiberg Machado Tenille Catarina Assessoria de Assuntos Internacionais Murilo Matos Mendonça Assessoria de Relação com Poder Público e Forças Armadas Adenir Siqueira Viana Walter Félix Cardoso Junior Assessoria DAD - Disciplinas a Distância Patrícia da Silva Meneghel (Coord.) Carlos Alberto Areias Cláudia Berh V. da Silva Conceição Aparecida Kindermann Luiz Fernando Meneghel Renata Souza de A. Subtil Assessoria de Inovação e Qualidade de EAD Denia Falcão de Bittencourt (Coord) Andrea Ouriques Balbinot Carmen Maria Cipriani Pandini Iris de Sousa Barros Assessoria de Tecnologia Osmar de Oliveira Braz Júnior (Coord.) Felipe Jacson de Freitas Jefferson Amorin Oliveira Phelipe Luiz Winter da Silva Priscila da Silva Rodrigo Battistotti Pimpão Tamara Bruna Ferreira da Silva Assistente e Auxiliar de Coordenação Maria de Fátima Martins (Assistente) Fabiana Lange Patricio Tânia Regina Goularte Waltemann Ana Denise Goularte de Souza Coordenadores Graduação Adriano Sérgio da Cunha Aloísio José Rodrigues Ana Luísa Mülbert Ana Paula R. Pacheco Arthur Beck Neto Bernardino José da Silva Catia Melissa S. Rodrigues Charles Cesconetto Diva Marília Flemming Fabiano Ceretta José Carlos da Silva Junior Horácio Dutra Mello Itamar Pedro Bevilaqua Jairo Afonso Henkes Janaína Baeta Neves Jardel Mendes Vieira Joel Irineu Lohn Jorge Alexandre N. Cardoso José Carlos N. Oliveira José Gabriel da Silva José Humberto D. Toledo Joseane Borges de Miranda Luciana Manfroi Luiz G. Buchmann Figueiredo Marciel Evangelista Catâneo Maria Cristina S. Veit Maria da Graça Poyer Mauro Faccioni Filho Moacir Fogaça Nélio Herzmann Onei Tadeu Dutra Patrícia Fontanella Rogério Santos da Costa Rosa Beatriz M. Pinheiro Tatiana Lee Marques Valnei Carlos Denardin Roberto Iunskovski Rose Clér Beche Rodrigo Nunes Lunardelli Sergio Sell Coordenadores Pós-Graduação Aloisio Rodrigues Bernardino José da Silva Carmen Maria Cipriani Pandini Daniela Ernani Monteiro Will Giovani de Paula Karla Leonora Nunes Leticia Cristina Barbosa Luiz Otávio Botelho Lento Rogério Santos da Costa Roberto Iunskovski Thiago Coelho Soares Vera Regina N. Schuhmacher Gerência Administração Acadêmica Angelita Marçal Flores (Gerente) Fernanda Farias Secretaria de Ensino a Distância Samara Josten Flores (Secretária de Ensino) Giane dos Passos (Secretária Acadêmica) Adenir Soares Júnior Alessandro Alves da Silva Andréa Luci Mandira Cristina Mara Schauffert Djeime Sammer Bortolotti Douglas Silveira Evilym Melo Livramento Fabiano Silva Michels Fabricio Botelho Espíndola Felipe Wronski Henrique Gisele Terezinha Cardoso Ferreira Indyanara Ramos Janaina Conceição Jorge Luiz Vilhar Malaquias Juliana Broering Martins Luana Borges da Silva Luana Tarsila Hellmann Luíza Koing  Zumblick Maria José Rossetti Marilene de Fátima Capeleto Patricia A. Pereira de Carvalho Paulo Lisboa Cordeiro Paulo Mauricio Silveira Bubalo Rosângela Mara Siegel Simone Torres de Oliveira Vanessa Pereira Santos Metzker Vanilda Liordina Heerdt Gestão Documental Lamuniê Souza (Coord.) Clair Maria Cardoso Daniel Lucas de Medeiros Eduardo Rodrigues Guilherme Henrique Koerich Josiane Leal Marília Locks Fernandes Avenida dos Lagos, 41 – Cidade Universitária Pedra Branca | Palhoça – SC | 88137-900 | Fone/fax : (48) 3279-1242 e 3279-1271 | E-mail: cursovirtual@unisul.br | Site: www.unisul.br/unisulvirtual

Gerência de Desenho e Desenvolvimento de Materiais Didáticos
Márcia Loch (Gerente) Desenho Educacional Cristina Klipp de Oliveira (Coord. Grad./DAD) Silvana Souza da Cruz (Coord. Pós/Ext.) Aline Cassol Daga Ana Cláudia Taú Carmelita Schulze Carolina Hoeller da Silva Boeing Eloísa Machado Seemann Flavia Lumi Matuzawa Gislaine Martins Isabel Zoldan da Veiga Rambo Jaqueline de Souza Tartari João Marcos de Souza Alves Leandro Romanó Bamberg Letícia Laurindo de Bonfim Lygia Pereira Lis Airê Fogolari Luiz Henrique Milani Queriquelli Marina Melhado Gomes da Silva Marina Cabeda Egger Moellwald Melina de La Barrera Ayres Michele Antunes Corrêa Nágila Hinckel Pâmella Rocha Flores da Silva Rafael Araújo Saldanha Roberta de Fátima Martins Roseli Aparecida Rocha Moterle Sabrina Bleicher Sabrina Paula Soares Scaranto Viviane Bastos Acessibilidade Vanessa de Andrade Manoel (Coord.) Letícia Regiane Da Silva Tobal Mariella Gloria Rodrigues Avaliação da aprendizagem Geovania Japiassu Martins (Coord.) Gabriella Araújo Souza Esteves Jaqueline Cardozo Polla Thayanny Aparecida B.da Conceição

Jeferson Pandolfo Karine Augusta Zanoni Marcia Luz de Oliveira Assuntos Jurídicos Bruno Lucion Roso Marketing Estratégico Rafael Bavaresco Bongiolo Portal e Comunicação Catia Melissa Silveira Rodrigues Andreia Drewes Luiz Felipe Buchmann Figueiredo Marcelo Barcelos Rafael Pessi

Gerência de Produção

Arthur Emmanuel F. Silveira (Gerente) Francini Ferreira Dias Design Visual Pedro Paulo Alves Teixeira (Coord.) Adriana Ferreira dos Santos Alex Sandro Xavier Alice Demaria Silva Anne Cristyne Pereira Cristiano Neri Gonçalves Ribeiro Daiana Ferreira Cassanego Diogo Rafael da Silva Edison Rodrigo Valim Frederico Trilha Higor Ghisi Luciano Jordana Paula Schulka Marcelo Neri da Silva Nelson Rosa Oberdan Porto Leal Piantino Patrícia Fragnani de Morais Multimídia Sérgio Giron (Coord.) Dandara Lemos Reynaldo Cleber Magri Fernando Gustav Soares Lima Conferência (e-OLA) Carla Fabiana Feltrin Raimundo (Coord.) Bruno Augusto Zunino Produção Industrial Marcelo Bittencourt (Coord.)

Gerência Administrativa e Financeira
Renato André Luz (Gerente) Ana Luise Wehrle Anderson Zandré Prudêncio Daniel Contessa Lisboa Naiara Jeremias da Rocha Rafael Bourdot Back Thais Helena Bonetti Valmir Venício Inácio

Gerência de Ensino, Pesquisa e Extensão
Moacir Heerdt (Gerente) Aracelli Araldi Elaboração de Projeto e Reconhecimento de Curso Diane Dal Mago Vanderlei Brasil Francielle Arruda Rampelotte Extensão Maria Cristina Veit (Coord.) Pesquisa Daniela E. M. Will (Coord. PUIP, PUIC, PIBIC) Mauro Faccioni Filho(Coord. Nuvem) Pós-Graduação Anelise Leal Vieira Cubas (Coord.) Biblioteca Salete Cecília e Souza (Coord.) Paula Sanhudo da Silva Renan Felipe Cascaes

Gerência de Logística

Jeferson Cassiano A. da Costa (Gerente) Logísitca de Materiais Carlos Eduardo D. da Silva (Coord.) Abraao do Nascimento Germano Bruna Maciel Fernando Sardão da Silva Fylippy Margino dos Santos Guilherme Lentz Marlon Eliseu Pereira Pablo Varela da Silveira Rubens Amorim Yslann David Melo Cordeiro Avaliações Presenciais Graciele M. Lindenmayr (Coord.) Ana Paula de Andrade Angelica Cristina Gollo Cristilaine Medeiros Daiana Cristina Bortolotti Delano Pinheiro Gomes Edson Martins Rosa Junior Fernando Steimbach Fernando Oliveira Santos Lisdeise Nunes Felipe Marcelo Ramos Marcio Ventura Osni Jose Seidler Junior Thais Bortolotti

Gerência Serviço de Atenção Integral ao Acadêmico
Maria Isabel Aragon (Gerente) André Luiz Portes Carolina Dias Damasceno Cleide Inácio Goulart Seeman Francielle Fernandes Holdrin Milet Brandão Jenniffer Camargo Juliana Cardoso da Silva Jonatas Collaço de Souza Juliana Elen Tizian Kamilla Rosa Maurício dos Santos Augusto Maycon de Sousa Candido Monique Napoli Ribeiro Nidia de Jesus Moraes Orivaldo Carli da Silva Junior Priscilla Geovana Pagani Sabrina Mari Kawano Gonçalves Scheila Cristina Martins Taize Muller Tatiane Crestani Trentin Vanessa Trindade

Gestão Docente e Discente
Enzo de Oliveira Moreira (Coord.) Capacitação e Assessoria ao Docente Simone Zigunovas (Capacitação) Alessandra de Oliveira (Assessoria) Adriana Silveira Alexandre Wagner da Rocha Elaine Cristiane Surian Juliana Cardoso Esmeraldino Maria Lina Moratelli Prado Fabiana Pereira Tutoria e Suporte Claudia Noemi Nascimento (Líder) Anderson da Silveira (Líder) Ednéia Araujo Alberto (Líder) Maria Eugênia F. Celeghin (Líder) Andreza Talles Cascais Daniela Cassol Peres Débora Cristina Silveira Francine Cardoso da Silva Joice de Castro Peres Karla F. Wisniewski Desengrini Maria Aparecida Teixeira Mayara de Oliveira Bastos Patrícia de Souza Amorim Schenon Souza Preto

Gerência de Marketing
Fabiano Ceretta (Gerente) Relacionamento com o Mercado Eliza Bianchini Dallanhol Locks Relacionamento com Polos Presenciais Alex Fabiano Wehrle (Coord.)

Coordenação Cursos
Coordenadores de UNA Diva Marília Flemming Marciel Evangelista Catâneo Roberto Iunskovski

Moisés Höegenn

Auditoria de Prestação de Contas Públicas
Livro didático Design instrucional Marcelo Mendes de Souza 1ª edição revista e atualizada

Palhoça UnisulVirtual 2011

– Palhoça : UnisulVirtual. rev. Moisés Auditoria de prestação de contas públicas : livro didático / Moisés Höegenn . 2011. 3. design instrucional Marcelo Mendes de Sousa . Auditoria. 188 p. Marcelo Mendes de. Prestação de contas.. Roberta de Fátima. – 1. rev. 2. Responsabilidade fiscal. III. 28 cm. e atual. e atual. ed. Título.Copyright © UnisulVirtual 2011 Nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida por qualquer meio sem a prévia autorização desta instituição. .) Projeto Gráfico e Capa Equipe UnisulVirtual Diagramação Patrícia Fragnani de Morais Jordana Paula Schulka (1ª ed. rev. Sousa. Inclui bibliografia. II. Edição – Livro Didático Professor Conteudista Moisés Höegenn Design Instrucional Marcelo Mendes de Souza Assistente Acadêmico Roberta de Fátima Martins (1ª ed. e atual. 1. Ficha catalográfica elaborada pela Biblioteca Universitária da Unisul . Martins. I. : il. [assistente acadêmico Roberta de Fátima Martins].45 H63 Höegenn.) Revisão Ortográfica B2B 657.

. . . . . . . . . . . . . . 175 Referências. . . . .Auditoria de prestação de contas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 129 UNIDADE 6 . . . . . . . .Auditoria de prestação de contas com antecipação de recursos: subvenções. . . 177 Sobre o professor conteudista. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .Sumário Apresentação. . . . . . . . . . . . . . . . . . . auxílios e adiantamentos a pessoas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 69 UNIDADE 4 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .Verificação dos relatórios e demonstrações contábeis dos Entes Públicos. . . . . . . . . . . . 183 Biblioteca Virtual. 17 UNIDADE 2 . . . . . . . . . .9 Plano de estudo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 41 UNIDADE 3 . . . . . . . 187 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 181 Respostas e comentários das atividades de autoavaliação. . . . . . . . . conceitos e aplicações . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11 UNIDADE 1 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .Sanções aplicáveis pela LRF. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 105 UNIDADE 5 . . . . . . . . . . . . . .Tomada de Contas Especial. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7 Palavras do professor. 155 Para concluir o estudo. . . . . . . . . . . . . . . . . . .Verificação dos limites estabelecidos pela LRF. . . . . . .

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nesta disciplina. Nossa equipe técnica e pedagógica terá o maior prazer em lhe atender. pois na relação de aprendizagem professores e instituição estarão sempre conectados com você. Ao adotar uma linguagem didática e dialógica. O material foi elaborado visando a uma aprendizagem autônoma e aborda conteúdos especialmente selecionados e relacionados à sua área de formação. sempre que sentir necessidade entre em contato.Apresentação Este livro didático corresponde à disciplina Auditoria de Prestação de Contas Públicas. proporcionando condições favoráveis às múltiplas interações e a um aprendizado contextualizado e eficaz. a “distância” fica caracterizada somente na modalidade de ensino que você optou para sua formação. Bom estudo e sucesso! Equipe UnisulVirtual. que é o canal mais recomendado. Então. objetivamos facilitar seu estudo a distância. por isso. e-mail e o Espaço Unisul Virtual de Aprendizagem. pois sua aprendizagem é o nosso principal objetivo. 7 . pois tudo o que for enviado e recebido fica registrado para seu maior controle e comodidade. Lembre-se que sua caminhada. será acompanhada e monitorada constantemente pelo Sistema Tutorial da UnisulVirtual. você tem à disposição diversas ferramentas e canais de acesso tais como: telefone.

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O presente livro didático trata de um tema extremamente importante para a administração pública e para a população em geral: a Auditoria de Prestação de Contas Públicas. Na última unidade. seja como cidadão. os quais devem estar sempre bem informados e atentos quanto à preservação do patrimônio público. Espero que o conteúdo deste livro seja muito proveitoso para você no decorrer de sua vida. na apresentação dos relatórios de gestão fiscal exigidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal. A Auditoria de Prestação de Contas Públicas é um dos instrumentos mais importantes de controle da Gestão Pública. seja como agente público. ainda. você conhecerá a Tomada de Contas Especial. Bons estudos. Moisés Höegenn. tanto por parte dos órgãos oficiais de controle como por parte da população. Este livro pretende apresentar os principais aspectos a serem verificados na execução de uma auditoria de prestação de contas públicas. de adiantamentos. .Palavras do professor Caríssimo/a Aluno/a. de gestores omissos quanto à apresentação de suas prestações de contas. ainda. ou. da extensão destes danos causados ao erário ou. um procedimento específico a ser utilizado para a identificação de responsáveis por danos. seja de contas anuais.

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portanto.LRF. O Espaço UnisulVirtual de Aprendizagem (EVA). Preceitos legais para utilização do adiantamento. O processo de ensino e aprendizagem na UnisulVirtual leva em conta instrumentos que se articulam e se complementam. „„ Ementa Conceitos de Prestação de contas. aplicáveis aos Estados e Municípios através do Tribunal de Contas dos Estados. Sanções aplicáveis pela Lei de Responsabilidade Fiscal . Ele possui elementos que o ajudarão a conhecer o contexto da disciplina e a organizar o seu tempo de estudos. Exigências básicas previstas na Lei de Responsabilidade Fiscal .Plano de estudo O plano de estudos visa a orientá-lo/a no desenvolvimento da disciplina. As atividades de avaliação (a distância.LRF. O Sistema Tutorial. São elementos desse processo: „„ „„ „„ O livro didático. presenciais e de autoavaliação). Verificação dos limites aplicáveis pela LRF. . Exame e verificação dos relatórios e demonstrações contábeis. a construção de competências se dá sobre a articulação de metodologias e por meio das diversas formas de ação/mediação.

Universidade do Sul de Santa Catarina Objetivos Os objetivos principais desta disciplina são: „„ Apresentar o conceito de prestação de contas no âmbito da Administração Pública e suas características principais. por uma Auditoria de Prestação de Contas. quanto à obediência. bem como os aspectos relacionados à Auditoria da Prestação de Contas dos mesmos. por uma Auditoria de Prestação de Contas. Abordar as sanções a serem aplicadas aos entes e administradores públicos em decorrência do não atendimento dos limites com despesas e endividamento estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Atualizar o aluno sobre as mudanças. pelos entes públicos. Apresentar os aspectos a serem verificados. dos limites de despesa e endividamento estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal. nos relatórios e demonstrações contábeis. Apresentar as exigências básicas estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal a serem observadas pelos Estados e Municípios. Indicar as normas legais que regem a realização da despesa por intermédio de adiantamentos. recentes ou em curso. relacionadas às Prestações de Contas Públicas. cuja fiscalização compete aos Tribunais de Contas por intermédio de Auditoria de Prestação de Contas Públicas. „„ „„ „„ „„ „„ „„ Carga Horária A carga horária total da disciplina é 60 horas-aula. Apresentar os aspectos a serem verificados. constatados por intermédio de uma Auditoria de Prestação de Contas Públicas. 12 .

conceitos e aplicações Nesta unidade. Por fim. você vai conhecer os elementos essenciais das Contas Anuais. Vai aprender. você vai saber o que é prestação de contas públicas e sua classificação. vai aprender como se procede ao controle e a auditoria dos adiantamentos. controle e fiscalização das contas públicas. as unidades que compõem o livro didático desta disciplina e os seus respectivos objetivos. a importância da transparência. Os objetivos de cada unidade definem o conjunto de conhecimentos que você deverá possuir para o desenvolvimento de habilidades e competências necessárias à sua formação. Vai aprender que o trabalho do controle interno é a base do trabalho do auditor externo.Auditoria de Prestação de Contas Públicas Conteúdo programático/objetivos Veja. também. como procedem os adiantamentos a pessoas. outros elementos das Contas Anuais e os procedimentos de exame das Contas Anuais. você vai conhecer os repasses de recursos públicos efetuados a título de Subvenções e Auxílios e suas respectivas prestações de contas.Auditoria de prestação de contas. a seguir. 13 . Unidades de estudo: 6 Unidade 1 . Unidade 3 – Verificação dos relatórios e demonstrações contábeis dos Entes Públicos Nesta unidade. a operacionalização do regime de adiantamento e sua respectiva prestação de contas. Estes se referem aos resultados que você deverá alcançar ao final de uma etapa de estudo. auxílios e adiantamentos a pessoas Nesta unidade. Conhecerá o histórico do Controle Externo das prestações de contas e. por fim. Unidade 2 – Auditoria de prestação de contas com antecipação de recursos: subvenções.

sua função e as implicações legais dela decorrentes.Universidade do Sul de Santa Catarina Unidade 4 – Verificação dos limites estabelecidos pela LRF Nesta unidade. você vai conhecer o que é Tomada de Contas Especial (TCE). Vai saber quais os elementos a serem verificados em cada um deles. os limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal. você vai conhecer os Demonstrativos Fiscais que compreendem o Relatório Resumido da Execução Orçamentária e o Relatório de Gestão Fiscal. em especial. Unidade 6 – Tomada de Contas Especial Nesta unidade. Unidade 5 – Sanções aplicáveis pela LRF Nesta unidade. você vai saber como se procede a fiscalização da Gestão Fiscal e as sanções aplicáveis caso sejam descumpridos os limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal. 14 .

Não perca os prazos das atividades.Auditoria de Prestação de Contas Públicas Agenda de atividades/ Cronograma „„ Verifique com atenção o EVA. Registre no espaço a seguir as datas com base no cronograma da disciplina disponibilizado no EVA. Use o quadro para agendar e programar as atividades relativas ao desenvolvimento da disciplina. organize-se para acessar periodicamente a sala da disciplina. O sucesso nos seus estudos depende da priorização do tempo para a leitura. Atividades obrigatórias „„ „„ Demais atividades (registro pessoal) 15 . da realização de análises e sínteses do conteúdo e da interação com os seus colegas e professor.

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controle e fiscalização das contas públicas . „„ Identificar a importância da transparência. 1 „„ Compreender a importância do Controle Interno para o „„ Compreender a função do Controle Externo das prestações de contas públicas.UNIDADE 1 Auditoria de prestação de contas. do controle e da fiscalização das contas públicas a ser exercida pelo Tribunal de Contas e Poder Legislativo. conceitos e aplicações Objetivos de aprendizagem „„ Conhecer os conceitos de prestação de contas públicas e os responsáveis por sua apresentação. Seções de estudo Seção 1 Seção 2 Seção 3 Seção 4 Conceitos de Prestação de Contas Públicas O controle interno como base do trabalho do auditor externo Controle Externo das prestações de contas Evolução histórica Transparência. trabalho de auditoria.

entende-se a obrigação decorrente de disposições legais. Para Silva. (2002) Prestação de Contas é quando o responsável está obrigado. Diante da máxima “onde há poder deve haver controle”. Inicialmente. que consiste na apresentação por pessoas responsáveis pela gestão de recursos públicos. numerários e valores que lhes foram entregues ou confiados. O dever de prestar contas é uma obrigação de quem trabalha com recursos públicos. você compreenderá primeiramente os conceitos de auditoria de prestação de contas. por iniciativa pessoal. dentro dos prazos fixados. Seção 1 . de documentos que expressem a situação financeira e o resultado das operações realizadas sob a sua responsabilidade. a comprovar ante o órgão competente o uso. você verá os conceitos de controle da administração pública. Por Prestação de Contas. por este motivo. tomando por base que o trabalho do auditor é realizado por órgãos de controle. é um trabalho que deve ser acompanhado mais efetivamente pela sociedade.Conceitos de Prestação de Contas Públicas Você vai estudar. vamos conceituar o que é prestação de contas. conforme estabelece o parágrafo único do Artigo 70. uma série de indicativos de como surgiu a necessidade de se verificar as contas públicas. na sua mais ampla acepção. da Constituição Federal: 18 . e. devida e constitucionalmente imbuídos desta função. o emprego ou a movimentação dos bens. nesta seção.Universidade do Sul de Santa Catarina Para início de estudo Ao desenvolver seu estudo nesta disciplina.

legitimidade. ou. financeira. Parágrafo único. empresas públicas. ou seja. mediante controle externo. economicidade. pelos Governadores. gerencie ou administre dinheiros. As prestações de contas podem ser classificadas em dois grupos: a) Anuais „„ Prestadas anualmente pelo dirigente máximo da unidade federada. ainda. como autarquias. que recebam recursos públicos para a consecução de determinado fim de interesse público. guarde. particulares. bens e valores públicos ou pelos quais a União responda. Prestará contas qualquer pessoa física ou jurídica. O art. Estão abrangidos pelo dever de prestar contas os administradores e demais responsáveis por dinheiros. o dever de prestar contas se estende aos administradores e responsáveis das demais esferas de governo (Estados. no caso dos Municípios. 75 da Constituição Federal estabeleceu o controle externo federal como paradigma para os Estados e Distrito Federal. pelo Presidente da República. sociedades 19 „„ Unidade 1 .Auditoria de Prestação de Contas Públicas Art. Prestadas anualmente pelos demais administradores. assuma obrigações de natureza pecuniária. aplicação das subvenções e renúncia de receitas. A fiscalização contábil. ou que. no caso da União. pessoas físicas ou jurídicas. arrecade. bens e valores públicos da administração direta e indireta. que utilize. no caso dos Estados e Distrito Federal. e pelos Prefeitos. pública ou privada. quanto à legalidade. incluídas as fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo Poder Público Federal. 70. Distrito Federal e Municípios). orçamentária. será exercida pelo Congresso Nacional. em nome desta. e pelo sistema de controle interno de cada Poder. incluindo dirigentes máximos dos Ministérios e do ente dotado de personalidade jurídica própria. operacional e patrimonial da União e das entidades da administração direta e indireta. fundações.

consolida as contas do Poder Executivo com as contas dos demais Poderes e Órgãos e submete-as ao julgamento do povo. quais sejam os integrantes do Poder Legislativo. posto que realizado por órgão político. e os correspondentes nos Estados. A título de exemplo. Distrito Federal e Municípios (Secretários e Dirigentes). de prestar contas da sua gestão e da aplicação dos recursos públicos. em virtude de disposição legal. por intermédio do Chefe do Poder Executivo de cada unidade da federação. em especial dos ordenadores da despesa (responsáveis pela execução da despesa). b) Ordinárias „„ Daqueles que. o fluxograma das Contas de Governo ou Contas Anuais do Governo do Estado de Santa Catarina: 20 . surge a obrigação.Universidade do Sul de Santa Catarina de economia mista. Assembleia Legislativa e Câmara Municipal A Administração Pública. assumem a responsabilidade por dinheiros. Câmara dos Deputados. sempre coincidente com o ano civil (01 de janeiro a 31 de dezembro de cada ano). Senado Federal. após a emissão do parecer prévio do Tribunal de Contas respectivo. São as chamadas Contas de Governo e o seu julgamento é de teor político. o dever dos agentes públicos. Judiciário. bens ou valores públicos. Após o encerramento de cada exercício financeiro. a seguir. por intermédio dos seus representantes. Ministério Público e do Tribunal de Contas. Contas de Governo Legislativo. apresentamos.

Trata-se. 2007. 28 Tomada de Contas Além da apreciação em conjunto das Contas de Governo. de um julgamento técnico. os órgãos da administração direta também prestam contas individualizadas da sua gestão. Esta modalidade de prestação de contas é chamada pela doutrina de Tomada de Contas. administração direta do Poder Executivo.Auditoria de Prestação de Contas Públicas Figura 1. pag. Poder Judiciário. Ministério Público. Tribunais de Contas. Unidade 1 21 .1 – Fluxo de prestação de contas. Advocacia Geral da União. sem a participação do Poder Legislativo. Fonte: Solomca. as quais são apreciadas e julgadas individualmente pelo Tribunal de Contas respectivo. Realizam a tomada de contas as seguintes unidades da administração direta: Poder Legislativo. portanto.

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Prestações de Contas
As unidades da administração indireta também prestam contas de sua gestão, porém, nem todas integram as Contas de Governo, de forma que são apreciadas à parte. Tal como a tomada de contas, estas prestações de contas são apreciadas e julgadas diretamente pelo Tribunal de Contas de cada unidade da federação, sem a participação do Poder Legislativo. Logo, o julgamento destas prestações de contas é eminentemente técnico. As prestações de contas são apresentadas pelas seguintes entidades:
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autarquias; fundações; empresas públicas; sociedades de economia mista; demais empresas controladas direta ou indiretamente pelo Poder Público; empresas encampadas ou sob intervenção federal; entidades que arrecadam ou gerenciam contribuições parafiscais, mesmo dotadas de personalidade jurídica de direito privado; fundos constitucionais de que trata a Lei nº 7.827/89; fundos de investimentos a que alude o Decreto-Lei nº 1.376/74; fundo partidário, por intermédio de Diretório Nacional e Regional; demais fundos que, por expressa disposição legal ou por decisão do Tribunal, tenham de prestar contas em processo autônomo.

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Auditoria de Prestação de Contas Públicas

Outras Prestações de Contas
Além das prestações de contas já citadas, existem outras, cuja forma e prazos obedecem a regras específicas, as quais estudaremos mais à frente. Neste grupo, podemos destacar:
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convênios, entre entidades públicas ou entre entidades públicas e privadas; responsáveis por entidades ou organizações de direito privado, que se utilizem de contribuições para fins sociais, receba, subvenções ou transferências à conta do Tesouro; os detentores de suprimentos de fundos; os detentores de adiantamentos, os tesoureiros, os pagadores, os agentes recebedores.

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Contas Anuais - Prazo
As normas em vigor na esfera federal, as quais são seguidas por várias unidades da federação, estabelecem os seguintes prazos para apresentação dos processos de tomada e prestação de contas anuais: a) As entidades da administração indireta, incluídas as fundações e sociedades de economia mista instituídas e mantidas pelo Poder Público Federal e as demais empresas controladas direta ou indiretamente pela União, englobando as encampadas ou sob intervenção federal, até cento e cinquenta dias. b) Em relação aos fundos administrados ou geridos por órgão ou entidade federal e às entidades que arrecadem ou gerenciem contribuições parafiscais, bem como as contas nacionais das empresas supranacionais, também em até cento e cinquenta dias. c) Para os demais responsáveis, o prazo é de cento e vinte dias.

Unidade 1

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Os prazos acima mencionados são contados da data do encerramento do correspondente exercício financeiro e só poderão ser prorrogados pelo Plenário do Tribunal de Contas da União, observadas as formalidades estabelecidas pelo referido órgão.
É importante observar que os prazos acima mencionados são aplicados no âmbito federal. No caso das administrações estaduais e municipais, é importante que sejam verificados individualmente os referidos prazos, posto que eles podem ser diferentes.

Seção 2 - O controle interno como base do trabalho do auditor externo
Apresentadas, as contas devem ser auditadas, de forma que se verifique a regularidade da utilização e aplicação dos recursos públicos.
Segundo Peter e Machado (2003), a ideia central de auditoria de prestação de contas é a prevenção e a correção de erros ou desvios no âmbito de cada poder ou entidade da administração pública.

No âmbito da administração pública, as auditorias de prestações de contas são realizadas pelo controle interno da própria instituição, também conhecido como auditoria interna, ou pelo controle externo, a cargo do Poder Legislativo e Tribunais de Contas. Os controles internos de uma organização devem ter caráter preventivo e estar voltados para a correção de possíveis desvios que possam ocorrer em determinados parâmetros estabelecidos. Devem permanecer sempre como instrumentos auxiliares de gestão, atendendo a todos os níveis hierárquicos da administração.

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menor será a vulnerabilidade externa das suas contas. Neste aspecto. de forma integrada. Unidade 1 25 . visando identificar os riscos de auditoria existentes e. próprias da atividade pública. A avaliação do controle interno é fator fundamental como instrumento de um planejamento do trabalho de auditoria de forma eficiente e eficaz. de modo a propiciar uma informação segura. pois muitas vezes estão relacionadas ao cumprimento de determinadas leis e regulamentos. a definição do planejamento de seu trabalho. visto que são recursos públicos que estão sendo geridos. tanto privada quanto pública. fixam como necessário para um auditor externo exercer suas tarefas uma avaliação preliminar do Sistema de Contabilidade e Sistema de Controle Interno. é fundamental que todo um sistema de controle e de informação financeira esteja implementado com base em sistemas computadorizados. As Normas Internacionais de Auditoria. são parte integrante deste sistema. É exercido em uma instância que esteja fora do âmbito do ente fiscalizado. emitidas pela Federação Internacional de Contadores (IFAC). As responsabilidades da administração pública estão inseridas neste contexto e até são mais amplas. Os órgãos de controle interno. como são as coordenadorias de controle interno e as auditorias internas. tempestiva e fidedigna.Auditoria de Prestação de Contas Públicas Quanto maior for o grau de adequação dos controles internos. então. para que tenha maior grau de independência e efetividade em suas ações. O auditor externo trabalha essencialmente em cima do sistema contábil e de controle interno de uma entidade.

nesta época. e. ou a pagar imposto. Nesta época. ficou estabelecido que: A partir desta data nenhum homem será compelido a fazer qualquer doação. a menos que seja aprovado pelo Conselho do Reino”. Na França. pressionado pela nobreza.C. através de Lei do Parlamento. Ainda na Inglaterra. Na Inglaterra. incluiu naquele documento um artigo no qual constava: “Nenhum tributo ou subsídio será instituído no Reino. dele não fazendo parte os demais setores do povo. O Conselho do Reino. em um dos seus livros canônicos denominado Eclesiastes. tudo descreve”. para muitos autores. no século XIII. em 1215 foi outorgada a Carta Magna pelo Rei João Sem Terra que. a monarquia considerava patrimônio próprio o tesouro público. na Inglaterra. é possível dizer que a nobreza não estava preocupada com as despesas do rei. 26 . estabeleceu preceitos aos filhos de Israel.Universidade do Sul de Santa Catarina Seção 3 . verifica e pesa. Moisés regulava as funções da justiça e a arrecadação dos dízimos. mas com os tributos que este lhes impusera. e a soberania do príncipe tinha fundamento divino. após a Revolução de 1688 e da Declaração dos Direitos. encontrando exato e aceito.C..300 a.. nascido no ano de 1032 a. foi a partir daí que se iniciou a luta pelo controle parlamentar das finanças públicas. em 1689. o povo não participava da fixação dos impostos e dos gastos públicos. Salomão. sem consentimento comum. Também nesta época. empréstimo ou caridade. pois o monarca impunha os tributos que desejava e gastava segundo seu poder discricionário. era uma espécie de parlamento nacional e estava composto pelos barões e pelo clero. foi a partir de 1789 que a Constituição consagrou o princípio de que “nenhum imposto pode ser cobrado sem o consentimento da nação”. Com tal redação.Controle Externo das prestações de contas evolução histórica Em 1. recomendando-lhes: “Onde negociares.

Ainda nos Estados Unidos.456. de 25 de fevereiro de 1967 (arts. após a revolução de 1774. A partir de 1949. mudanças sensíveis nas normas de auditoria e. o Certificado passou a ser substituído pelo Parecer do Auditor. de 20 de junho de 1968. Nos tempos modernos. A evolução busca conferir maior eficiência às contratações públicas. foi firmada a Declaração de Direitos. havendo. a partir da década de 1980/1990. desenvolveu-se a Auditoria de Regularidade ou de Conformidade. com a edição da Lei nº 5. 125 a 144). começando pelos Certificados de Auditoria. As mudanças mais marcantes. porém. percebe-se a evolução constante no procedimento de controle da Administração Pública. Os auditores externos emitiram. Unidade 1 27 . através dos tempos. sendo. com o reconhecimento do controle interno como base para o trabalho do auditor externo. sistematizadas através do Decreto-Lei nº 200.Auditoria de Prestação de Contas Públicas Em 1765. entretanto. do Congresso da Filadélfia. por sua vez. os colonos ficaram revoltados com a determinação do Parlamento de lançar impostos cobrados na Colônia Americana para pagamento de despesas do Governo Inglês. diversos tipos de relatórios. baseados especialmente na auditoria dentro do conceito de revisão contábil. Com base no Código de Contabilidade da União. fórmula adotada até hoje. às Administrações dos Estados e Municípios. torna-se cada vez mais uma área reservada aos sistemas informatizados. que dão maior ênfase ao exame das demonstrações contábeis que. nos Estados Unidos. na qual ficou consagrado o princípio de exclusão de todo o imposto interno ou externo que tivesse por finalidade levantar uma contribuição dos súditos da América sem o consentimento do povo. estão nos conceitos e tipos de trabalho efetuados pelos auditores externos. por consequência. que estabeleceram a reforma administrativa federal. nos termos do Parecer do Auditor. normalmente adotada pelos auditores internos. por fim. estendida. de 1922.

organização. Esta divisão de trabalho ocorreu também na área pública. o auditor passou a ser liberado para execução de auditorias operacionais. ficando cada vez mais latente os conceitos de economicidade. Assim. buscará a avaliação dos resultados de cunho social. econômica e financeira e. alicerçados nos trabalhos de auditoria de regularidade. em que a ênfase está mais centrada na verificação dos resultados almejados do que no exame das demonstrações contábeis. além da gestão da entidade. ampliando-se o conceito de exame das peças contábeis para examinar também as estruturas organizacionais. ainda. fixa-se cada vez mais a amplitude do trabalho do auditor externo: emitir um conceito sobre a gestão. Desta forma.Universidade do Sul de Santa Catarina Partindo desta premissa. os resultados do período administrativo examinado e as demais situações nelas representadas. Evoluímos para um conceito de Auditoria Operacional. realizados pelos organismos de controle interno. que permitam opinar se os registros contábeis foram efetuados de acordo com os princípios fundamentais de contabilidade e se as demonstrações deles originadas refletem adequadamente a situação econômicofinanceira do patrimônio. 28 . o uso dos recursos humanos. ficando os Tribunais de Contas mais voltados ao processo de prestação de contas. eficiência. ambiente externo e não apenas sobre o balanço e a prestação de contas da entidade. examinará sua situação patrimonial. eficácia. Esta nova modalidade de auditoria visa a ampliar o trabalho do auditor. A auditoria Contábil é utilizada no exame dos registros e documentos e na coleta de informações. efetividade e equilíbrio das contas públicas. mediante procedimentos específicos pertinentes ao controle do patrimônio de um órgão ou entidade. Auditoria Contábil é a técnica que objetiva obter elementos comprobatórios suficientes. comparando os à resultados a outras organizações que compõem o ambiente externo. sem deixar de lado as peças contábeis e a prestação de contas.

Os órgãos de contabilidade inscreverão como responsável todo o ordenador da despesa. o qual só poderá ser exonerado de sua responsabilidade após julgadas regulares suas contas pelo Tribunal de Contas. inclusive fundos especiais. 78 . de competência do Tribunal de Contas. independentemente de quem os movimente e da sua condição como pessoa física ou como pessoa jurídica. estão sujeitos a auditoria. Art. bem assim.O ordenador de despesas é toda e qualquer autoridade de cujos atos resultarem a emissão de empenho.o acompanhamento da execução orçamentária será feito pelos órgãos de contabilização.Os documentos relativos à escrituração dos atos da receita e despesa ficarão arquivados no órgão de contabilidade analítica e à disposição das autoridades responsáveis pelo acompanhamento administrativo e fiscalização financeira e. Portanto. direta ou indireta. § 2º . estabelece: Art. 79 . 80 . mediante prestação ou tomada de contas: „„ „„ pessoas em diferentes níveis de responsabilidade. § 1º . de 25 de fevereiro de 1967. salvo conveniência. de forma a evidenciar os resultados de gestão.Auditoria de Prestação de Contas Públicas Todos os recursos originários da lei orçamentária anual. assim como as receitas próprias e as aplicações da administração federal direta ou indireta. 77 . O Decreto-lei 200. dos agentes incumbidos do controle externo. unidades da administração direta. Art.todo ato de gestão financeira deve ser realizado por força de documento que comprove a operação e registrado na contabilidade.A contabilidade deverá apurar o custo dos serviços. suprimento ou dispêndio de recursos da União ou pela qual responda. observados os ditames legais.O ordenador de despesa. bens ou serviços) para a realização de seus projetos e/ou empreendimentos. de operações de crédito da União. Unidade 1 29 . com o objetivo de captar recursos (capital. § 5º . não é responsável por prejuízos causados à Fazenda Nacional decorrentes de atos praticados por agente subordinado que exorbitar das ordens recebidas. Art. mediante classificação em conta adequada corrente. Operação de crédito é uma operação de empréstimo ou de financiamento realizada por entidade da administração pública. autorização de pagamento. de créditos adicionais.

Os Órgãos Públicos devem prestar contas ao controle externo (Tribunais de Contas) e criar controles internos segundo a Lei 4. e o art. a Lei nº 4. c) sociedades de economia mista. 81. 82 determina a periodicidade com que a fiscalização efetuada pelo controle externo deverá ser efetivada. b) empresas públicas. 30 . a guarda e legal emprego dos dinheiros públicos e o cumprimento da Lei de Orçamento. 81. pelo Poder Legislativo.320/64. contratos de concessão. terá por objetivo verificar a probidade da administração. Art. Entidades da Administração Indireta As entidades que estão sujeitas à auditoria são: a) autarquias. O controle da execução orçamentária. f) conselhos federais de fiscalizações das profissões liberais.320/64 define que o Controle Externo deverá ser exercido pelo Poder Legislativo. programas e projetos de governo. d) fundações públicas.Universidade do Sul de Santa Catarina „„ „„ „„ „„ entidades da administração indireta. Em seu art. e g) fundos especiais e fundos setoriais de investimentos. e) serviços sociais autônomos. e outros que movimentem recursos.

prestará contas ao Poder Legislativo. § 2º Ressalvada a competência do Tribunal de Contas ou órgão equivalente. a Câmara de Vereadores poderá designar peritos contadores para verificarem as contas do Prefeito e sobre elas emitirem parecer. 76. quando instituída em lei. prestação ou tomada de contas de todos os responsáveis por bens ou valores públicos. Art. Unidade 1 31 . 78. A verificação da legalidade dos atos de execução orçamentária será prévia. O Poder Executivo. ou a outro indicado na legislação. concomitante e subsequente. conforme seus artigos 76 a 80: Art. anualmente. poderá haver. Art.320/64 estabelece os fundamentos do controle interno. § 1º As cotas do Poder Executivo serão submetidas ao Poder Legislativo com parecer prévio do Tribunal de Contas ou órgão equivalente. Ao órgão incumbido da elaboração da proposta orçamentária. O Poder Executivo exercerá os três tipos de controle a que se refere o artigo 75. no prazo estabelecido nas Constituições ou nas Leis Orgânicas dos Municípios. 79. A mesma Lei nº 4. O controle interno deverá realizar auditorias prévias e informar as irregularidades constatadas ao controle externo. Art. quando determina que o Poder Executivo exerça o controle sem prejuízo das atribuições de órgãos criados especificamente para este fim. quando afirma que o Controle Interno deverá ser exercido no âmbito de cada poder. Além da prestação ou tomada de contas anual. caberá o controle estabelecido no inciso III do artigo 75. 82. ou por fim de gestão. 77. A Constituição Federal reforçou esta ideia de forma clara. a qualquer tempo. concomitante e subsequente. levantamento.Auditoria de Prestação de Contas Públicas Art.

dentro do sistema que for instituído para esse fim.Esse controle far-se-á. Art.Universidade do Sul de Santa Catarina Parágrafo único . sendo que estes são demonstrativos contábeis elaborados nos cursos do exercício financeiro. destacando: 32 .Transparência. diário oficial. conhecida como Lei de Responsabilidade Fiscal. as prestações de contas evidenciarão o desempenho da arrecadação em relação à previsão. além de introduzir a ampla divulgação da questão da responsabilidade fiscal. Tal determinação se convencionou chamar de transparência da gestão fiscal. controle e fiscalização das contas públicas A Lei Complementar nº 101/2000. A Lei estabelece que deverá ser dada ampla divulgação em diversos meios de comunicação (periódicos. Compete aos serviços de contabilidade ou órgãos equivalentes verificar a exata observância dos limites das cotas trimestrais atribuídas a cada unidade orçamentária. o Relatório de Gestão Fiscal e as versões simplificadas desses documentos. previamente estabelecidas para cada atividade. mural público. quando for o caso. Seção 4 . inclusive pela internet. 80. Finalmente. do Relatório Resumido da Execução Orçamentária. em termos de unidades de medida. antes da elaboração das prestações de contas anuais. introduziu novas funções para as prestações de contas públicas. além das prestações de contas e do respectivo parecer prévio emitido pelo Tribunal de Contas. entre outros). Cabe relembrar que as contas do Poder Executivo deverão ficar disponíveis para consulta e apreciação dos cidadãos e instituições da sociedade durante todo o exercício no respectivo Poder Legislativo e no órgão técnico responsável pela sua elaboração.

com a utilização racional dos orçamentos e obediência às diretrizes orçamentárias. a Lei de Responsabilidade Fiscal introduziu uma série de normas e limites a serem observados pelos administradores públicos em sua gestão. verificação do atingimento das metas estabelecidas na lei de diretrizes orçamentárias. „„ „„ Além da questão da publicidade. observância dos limites de gastos totais pelos Poderes Legislativos Municipais. às providências adotadas e as medidas tomadas para o retorno da despesa total com pessoal e das dívidas consolidada e mobiliária aos respectivos limites. 2. observância dos limites e condições para a contratação de operações de crédito e inscrição de despesas em Restos a Pagar. destinação dos recursos obtidos com a alienação de ativos. a gestão fiscal deve se pautar em comportamento equilibrado. 4. A gestão pública tem como ponto alto o processo de planejamento contínuo e permanente com a adoção de instrumentos preconizados pela Constituição Federal. Unidade 1 33 . quando houver.Auditoria de Prestação de Contas Públicas „„ as providências adotadas quanto à fiscalização das receitas e ao combate à sonegação. 5. as ações de recuperação de créditos nas instâncias administrativa e judicial. Tais normas e limites serão estudados mais adiante. e as medidas destinadas ao incremento das receitas tributárias e de contribuições. em capítulo próprio. Consequentemente. 3. principalmente no que se refere à: 1.

Inserir esta filosofia no âmbito da administração pública somente seria possível por meio de norma rígida e severa. uma política responsável de gestão dos recursos públicos. com ênfase no controle do gasto continuado e do endividamento. Modificar profundamente o regime fiscal brasileiro. Assim. punir administrações e administradores pelos desvios graves e por eventual não adoção de medidas corretivas. Para Nóbrega (2002. tornando-as mais inteligíveis. Infelizmente. e dele se depreendem os seguintes elementos: „„ „„ ação planejada e transparente. 25). em todos os níveis de governo. p. o objetivo precípuo da LRF é implementar. como forma para alcançar equilíbrio nas finanças públicas. esta não foi a tônica na política de gestão de recursos dos administradores públicos até recentemente. prevenção de riscos e correção de desvios que afetem o equilíbrio das contas públicas. concessão de garantias e inscrições em restos a pagar. Prevenir desvios e estabelecer mecanismos de correção e. seguridade. competência e elevado espírito público. com maior divulgação das contas públicas e. que realmente viesse a penalizar os relutantes em obedecer aos novos ditames. dívida. ao mesmo tempo. garantia de equilíbrio das contas públicas que deverá ser alcançado por meio do estabelecimento de metas de resultado entre receitas e despesas e a aplicação de limites e condições para renúncia de receitas e geração de despesa com pessoal. dessa forma. dando um “choque” de transparência no setor público. 1º da LRF.Universidade do Sul de Santa Catarina Isto somente é possível se os agentes observarem determinadas regras e gerenciarem a coisa pública com seriedade. • Esses objetivos estão consignados de forma clara no § 1º do art. „„ 34 . operações de crédito. os principais objetivos da lei seriam: • • Instituir uma gestão fiscal responsável.

O dever de prestar contas é uma obrigação de quem trabalha com recursos públicos. de documentos que expressem a situação financeira e o resultado das operações realizadas sob a sua responsabilidade. Chegamos ao final da primeira Unidade do nosso livro. de interesse público. como tarefa permanente. particulares. pessoas físicas ou jurídicas. Tais demonstrativos serão estudados mais adiante. você aprendeu que por Prestação de Contas entende-se a obrigação decorrente de disposições legais. Síntese Ao desenvolver seu estudo nesta disciplina. aos quais deve ser dada ampla divulgação pela administração pública. O cumprimento destas determinações é verificado por intermédio dos Demonstrativos Fiscais. de maneira a estabelecer a compatibilização entre as receitas e a satisfação das demandas sociais. na unidade 4. que consiste na apresentação por pessoas responsáveis pela gestão de recursos públicos. As prestações de contas podem ser classificadas em dois grupos: Anuais e Ordinárias. a limitação nos gastos.Auditoria de Prestação de Contas Públicas Portanto. a manutenção do equilíbrio nas contas públicas e atuação permanente na prevenção de déficits. Os conceitos apresentados nesta unidade são muito importantes para a sequência de seus estudos. bens e valores públicos da administração direta e indireta. Aproveite o momento para ler a síntese. que recebam recursos públicos para a consecução de determinado fim. Unidade 1 35 . Estão abrangidos por essa obrigatoriedade os administradores e demais responsáveis por dinheiros. ainda. na sua mais ampla acepção. fazer as atividades de autoavaliação e dar uma boa revisada em todo o conteúdo estudado. incluídas as fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo Poder Público Federal. ou. a Lei impõe aos agentes públicos. conforme estabelece a Constituição Federal.

o Relatório de Gestão Fiscal e as versões simplificadas desses documentos. ainda. realiza a auditoria das prestações de contas. do Relatório Resumido da Execução Orçamentária. Os controles internos de uma organização devem ter caráter preventivo e estarem voltados para a correção de possíveis desvios que possam ocorrer em determinados parâmetros estabelecidos. os resultados do período administrativo examinado e as demais situações nelas representadas. e se as demonstrações deles originadas refletem adequadamente a situação econômicofinanceira do patrimônio. entre outros). para que tenha maior grau de independência e efetividade em suas ações. Você conheceu a evolução histórica das prestações de contas. as quais são posteriormente submetidas ao controle externo.Universidade do Sul de Santa Catarina Você aprendeu. base do trabalho do auditor externo. além das prestações de contas e do respectivo parecer prévio emitido pelo Tribunal de Contas. Você aprendeu que a Auditoria Contábil é a técnica que objetiva obter elementos comprobatórios suficientes que permitam opinar se os registros contábeis foram efetuados de acordo com os princípios fundamentais de contabilidade. Finalmente. Você conheceu os prazos atualmente estabelecidos para a apresentação das prestações de contas na esfera federal. que as contas podem ser classificadas em Contas de Governo. tanto privada quanto pública. inclusive pela internet. 36 . você estudou novas funções para as prestações de contas públicas introduzidas pela Lei de Responsabilidade Fiscal. mural público. bem como as mudanças mais marcantes nos conceitos e tipos de trabalho efetuados pelos auditores externos. a qual estabeleceu que deverá ser dada ampla divulgação em diversos meios de comunicação (periódicos. O auditor externo trabalha essencialmente em cima do sistema contábil e de controle interno de uma entidade. as quais são seguidas por várias unidades da federação. É exercido em uma instância que esteja fora do âmbito do ente fiscalizado. Você aprendeu que o controle interno. a cargo do Poder Legislativo e Tribunais de Contas. diário oficial. Prestações de Contas e Outras Prestações de Contas. Tomada de Contas.

Unidade 1 37 . Tomada de Contas e Prestações de Contas (administração indireta).Auditoria de Prestação de Contas Públicas Atividades de autoavaliação 1) Explique o que são Contas de Governo. indicando as características de cada uma delas.

8. Lei Complementar n. http://www. sites de administração pública. 25 fev. na internet. Atlas. os links de acesso a uma Conta de Governo. Decreto-Lei nº 200.gov. Aliomar. BRASIL. uma Tomada de Contas e uma Prestações de Contas (Administração Indireta). estabelece diretrizes para a Reforma Administrativa e dá outras providências. e poste no EVA. ANGÉLICO. BALEEIRO. 2008. http://www. de 04 de maio de 2000. Saiba mais AGUIAR. Convênios e tomadas de contas especiais: manual prático. Legislação Federal. de 1º de março de 2001. ed. 1997. 3. 1995. de 25 de fevereiro de 1967.fazenda. Lei 4. BRASIL. 2. ver.gov. Dispõe sobre a organização da Administração Federal. stn.320. BRASIL. São Paulo: Atlas. ed. ed. Organizador: Alexandre de Moraes. 1975. Ambiente Virtual. Cinco aulas de finanças e política fiscal. aum. São Paulo. p. e ampl. São Paulo: José Bushatsky. Belo Horizonte: Fórum. em todo o Brasil. São Paulo: Atlas. rev.br BRASIL. 1967. 2002. Contabilidade Pública. Ubiratan.º 101.Universidade do Sul de Santa Catarina 2) Pesquise. Portaria n. João.br 38 .º 59.planalto. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. 864. de 17 de março de 1964.

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suas formalidades e os aspectos relacionados à sua prestação de contas. „„ Identificar o Regime de Adiantamento. „„ Identificar o que são auxílios. „„ Identificar os principais elementos das prestações de 2 contas das subvenções e dos auxílios. „„ Diferenciar as subvenções sociais e subvenções econômicas. auxílios e adiantamentos a pessoas Objetivos de aprendizagem „„ Identificar o que são subvenções.UNIDADE 2 Auditoria de prestação de contas com antecipação de recursos: subvenções. Seções de estudo Seção 1 Seção 2 Seção 3 Seção 4 Seção 5 Seção 6 Subvenções e Auxílios As prestações de contas das subvenções e dos auxílios Adiantamento a Pessoas Operacionalização do Regime de Adiantamento Prestação de Contas do Regime de Adiantamento Controle e Auditoria dos Adiantamentos .

as transferências destinadas a cobrir despesas de custeio das entidades beneficiadas. pag. as que se destinem a instituições públicas ou privadas de caráter assistencial ou cultural.Universidade do Sul de Santa Catarina Para início de estudo Na unidade anterior. 12. subvenções e os recursos antecipados. como forma de suplementação de recursos. você conheceu as formas de prestações de contas públicas e suas caracterizações. sem finalidade lucrativa. comercial. 379). médica e educacional ou para cobrir insuficiência de caixa de entidades estatais”. da Lei nº 4.subvenções econômicas. parágrafo 3º. 42 . nos campos especiais de assistência social.Subvenções e Auxílios Inicialmente. II . Seção 1 . a seguir transcrito: Art. para os efeitos desta lei. você vai conhecer o que são auxílios. agrícola ou pastoril.. distinguindo-se como: I . as que se destinem a empresas públicas ou privadas de caráter industrial. A despesa será classificada nas seguintes categorias econômicas: DESPESAS CORRENTES Despesas de Custeio Transferências Correntes DESPESAS DE CAPITAL Investimentos Inversões Financeiras Transferências de Capital (.) § 3º Consideram-se subvenções.320/64. subvenção corresponde ao “auxílio que é propiciado a entes públicos ou privados. Nesta unidade. O conceito legal de subvenções está descrito no artigo 12. Segundo Régis Fernandes de Oliveira (2008. bem como a forma como devem ser prestadas as contas destes recursos públicos..subvenções sociais. é oportuno observar o conceito de subvenção.

A Lei nº 4. de natureza autárquica ou não. pelo Governo. Estes artigos estão descritos a seguir: I) Das Subvenções Sociais Art.320/64 estabeleceu dois tipos de subvenções.320/64. a empresa de fins lucrativos. do Município ou do Distrito Federal. O valor das subvenções. Fundamentalmente e nos limites das possibilidades financeiras a concessão de subvenções sociais visará a prestação de serviços essenciais de assistência social. a Lei nº 4. 18. Art. sempre que possível. farse-á mediante subvenções econômicas expressamente incluídas nas despesas correntes do orçamento da União. Art. revelar-se mais econômica. A cobertura dos déficits de manutenção das empresas públicas. do Estado. a qualquer título. Parágrafo único. Somente à instituição cujas condições de funcionamento forem julgadas satisfatórias pelos órgãos oficiais de fiscalização serão concedidas subvenções. de gêneros alimentícios ou outros materiais. A Lei de Orçamento não consignará ajuda financeira. II) Das Subvenções Econômicas Art. b) as dotações destinadas ao pagamento de bonificações a produtores de determinados gêneros ou materiais. 16. será calculado com base em unidades de serviços efetivamente prestados ou postos à disposição dos interessados obedecidos os padrões mínimos de eficiência prèviamente fixados.Auditoria de Prestação de Contas Públicas Conforme se pode constatar da leitura dos referidos artigos. igualmente. Unidade 2 43 . como subvenções econômicas: a) as dotações destinadas a cobrir a diferença entre os preços de mercado e os preços de revenda. salvo quando se tratar de subvenções cuja concessão tenha sido expressamente autorizada em lei especial. em seus artigos 16 a 19. Parágrafo único. Consideram-se. 19. sempre que a suplementação de recursos de origem privada aplicados a esses objetivos. a social e a econômica. estabelece as regras gerais a serem observadas pelos entes da federação para a concessão de subvenções. 17. médica e educacional.

previsão na Lei de Diretrizes Orçamentárias. 12 e 16 a 19). conhecida como Lei de Responsabilidade Fiscal. Tais subvenções destinam-se à manutenção de entidades assistenciais sem fins lucrativos (hospitais. critérios.Universidade do Sul de Santa Catarina A Lei Complementar nº 101/2000. em seu art. quando se encontram em situação financeira deficitária. assim entendidas aquelas com a manutenção da atividade.320/64 (arts. de instituições públicas ou privadas de caráter assistencial ou cultural. previsão (dotação) na Lei Orçamentária Anual ou nos créditos adicionais. Via de regra. sem finalidade lucrativa. trata as subvenções como repasses de recursos públicos ao setor privado. as subvenções sociais têm por objetivo cobrir despesas de custeio. Estados e Municípios). médica e educacional. „„ „„ „„ As exigências a serem atendidas pela instituição interessada variam conforme a regulamentação editada por cada ente da federação (União. Subvenção Social Conforme estabelecem os artigos 12 e 16 da Lei nº 4. Tais instituições devem prestar serviços essenciais de assistência social. atendimento dos requisitos da Lei 4. finalidades específicas dos recursos e outras condições que delimitem claramente o universo dos beneficiados. visando cobrir direta ou indiretamente necessidades de pessoa física ou déficits de pessoas jurídicas.320/64. 26. santas casas. áreas de atuação dos beneficiados. as exigências mínimas estabelecidas são as que seguem: 44 . escolas de educação especial). São condições para concessão das subvenções sociais: „„ a edição de lei específica autorizando a concessão da subvenção e fixando as condições.

b) não constituir patrimônio de indivíduo (patrimônio pessoal de pessoa física). e atender aos requisitos da Lei 4. Subvenção Econômica Conforme estabelecem os artigos 12 e 16 da Lei nº 4. Unidade 2 45 . as subvenções econômicas são destinadas às empresas públicas ou privadas de caráter industrial.320/64. comercial. e não ter a prestação de contas apresentado vício insanável.Auditoria de Prestação de Contas Públicas a) ter sido fundada em ano anterior e organizada até o ano da elaboração da Lei de Orçamento. g) ter prestado contas da aplicação de subvenção ou auxílio anteriormente recebido. c) dispor de patrimônio ou renda regular. consoante os termos do art. e) ter feito prova de seu regular funcionamento e de regularidade de mandato de sua diretoria. estar prevista no orçamento ou em seus créditos adicionais. ressalta-se que a mera previsão na LDO e na LOA não atende à exigência legal. É necessária a edição de uma lei própria definindo a área de atuação e finalidade das entidades. O repasse de recursos visando cobrir direta ou indiretamente os déficits de pessoas jurídicas depende de autorização em lei específica deve atender às condições estabelecidas na Lei de Diretrizes Orçamentárias. agrícola ou pastoril. f) ter sido considerada em condições de funcionamento satisfatório pelo órgão competente de fiscalização. d) não dispor de recursos próprios suficientes à manutenção ou ampliação de seus serviços.320/64. para a cobertura dos déficits de manutenção. 26 da LRF. Com relação à Lei 4. h) não ter sofrido penalidade de suspensão de transferências em virtude de irregularidade verificada em exame de auditoria.320/64.

podemos citar como auxílio uma eventual transferência de recursos por parte da União à Petrobrás. independentemente de contraprestação direta em bens ou serviços.. conforme segue: Art. empresa da qual detém o controle. Auxílios Os auxílios estão previstos no artigo 12. A título de exemplo. Portanto. com previsão na lei do orçamento. quando no desempenho de suas atribuições essenciais). parágrafo 6º. bem como as dotações para amortização da dívida pública. ressalvadas as instituições financeiras e o Banco Central do Brasil. da Lei nº 4. fundações públicas e empresas estatais. constituindo essas transferências auxílios ou contribuições.) § 6º São Transferências de Capital as dotações para investimentos ou inversões financeiras que outras pessoas de direito público ou privado devam realizar. para serem aplicados em investimentos ou inversões financeiras.Universidade do Sul de Santa Catarina A subvenção econômica beneficia a administração direta e indireta (autarquias. segundo derivem diretamente da Lei de Orçamento ou de lei especialmente anterior. independentemente de contraprestação direta em bens ou serviços. A despesa será classificada nas seguintes categorias econômicas: (..320/64. 12. são auxílios: „„ transferências de recursos em favor de pessoas jurídicas de direito público ou privado. „„ „„ „„ 46 . para fins de investimentos na infraestrutura de exploração de petróleo da camada pré-sal.

guias de recolhimento de encargos sociais e de tributos. Estas prestações de contas são encaminhadas aos Tribunais de Contas. duplicatas. apenas quando requisitado. aos quais compete o julgamento das mesmas. bilhetes de passagem. auxílios ficarão em poder e guarda do sistema de Controle Interno da unidade gestora repassadora dos recursos. c) documento comprobatório das despesas realizadas (notas fiscais. Os documentos mais comuns solicitados pelas unidades da federação para as prestações de contas de subvenções e auxílios são os relacionados a seguir: a) balancete de Prestação de Contas. o qual é responsável pelo controle destes recursos. roteiros de viagem. b) notas de empenho e ordens de pagamento emitidas.Auditoria de Prestação de Contas Públicas Seção 2 . de acordo com a finalidade da despesa e no valor da parcela das subvenções e dos auxílios. ordens de tráfego.). etc. Os documentos que devem integrar estas prestações de contas dependem da legislação específica de cada unidade da federação (União. faturas. quando a unidade beneficiada for sujeita às normas pertinentes à licitação. Distrito Federal ou Municípios). d) referências aos processos licitatórios ou justificativas de dispensa ou de inexigibilidade de licitações. com a movimentação completa do período. e) extratos bancários da conta especial. Estados. recibo. quando tratar-se de unidade da Administração Pública. Unidade 2 47 . e deverão ser compostas de forma individualizada. folhas de pagamento. em se tratando de antecipações de recursos na forma de Transferências a títulos de Auxílios.As prestações de contas das subvenções e dos auxílios As prestações de contas de recursos antecipados a título de subvenções.

quando se tratar de obra. não apresentadas no prazo regulamentar. g) declaração do responsável. devendo ficar em poder da Unidade Gestora beneficiada os documentos originais das despesas. e que está conforme as especificações nele consignadas. dos serviços executados. As contas são consideradas não prestadas quando: 1.Universidade do Sul de Santa Catarina f) guia de recolhimento de saldo não aplicado. a documentação apresentada não oferecer condições à comprovação da boa e regular aplicação dos dinheiros públicos. Quando a autoridade administrativa. e 3. acompanhada do respectivo termo de recebimento. deverá tomar imediatas providências para assegurar o respectivo ressarcimento e instaurar a Tomada de Contas Especial. ou que ocorreu desfalque ou desvio de bens ou outra irregularidade que resulte em prejuízos para a Fazenda Pública. verificar que determinada conta não foi prestada. acompanhado da nota de estorno da despesa ou do comprovante de ingresso na Receita Orçamentária. fazendo a comunicação a respeito ao Tribunal de Contas respectivo. certificando que o material foi recebido ou o serviço prestado. h) declaração do responsável. no caso de sua conclusão. exceto no caso de adiantamento. Nas prestações de contas de recursos a título de Auxílios e Subvenções costumam ser permitidas prestações de contas com cópias dos documentos comprobatórios das despesas. se for o caso. com documentação incompleta. no caso o Sistema de Controle Interno. Sobre a Tomada de Contas Especial faremos uma abordagem mais aprofundada na unidade 6. no documento comprobatório da despesa. i) declaração passada pelo ordenador da despesa que os recursos foram rigorosamente aplicados aos fins concedidos. 48 . as quais sempre deverão apresentar os documentos originais. com sucinta caracterização das etapas efetuadas e. exceto quanto aos repasses efetuados às entidades privadas. 2.

Caso isso ocorra. etc. emitente deve assinar o documento.Adiantamento a Pessoas A concessão de adiantamento a pessoas é uma forma especial de realização da despesa pública. devem ser anexadas ao processo cópias da guia de recolhimento própria e da nota de anulação de empenho. 155): Unidade 2 49 . nome da Repartição ou do Órgão. posto que o processamento se dá por um regime.). „„ os pagamentos efetuados a pessoas físicas e jurídicas Seção 3 . Este regime especial é denominado Regime de Adiantamento. „„ não podem conter rasuras ou emendas. o „„ as notas fiscais. pag. „„ devem conter a declaração da autoridade competente do recebimento do material ou serviço constante do comprovante de despesa (liquidação da despesa). INSS. „„ as notas fiscais simplificadas devem vir acompanhadas da „„ quando houver saldo de numerário. de forma a assegurar a legitimidade da ressalva. exceto as Notas Fiscais à vista. retendo-se na fonte o que for devido (IR. duplicatas e faturas devem ser emitidas em „„ todos os comprovantes de despesas devem ter recibo de quitação. diferente daquele comumente utilizado para a execução da despesa. Segundo Kohama (2009. observarão a legislação tributária. ISS.Auditoria de Prestação de Contas Públicas Os documentos válidos para comprovação das despesas por intermédio de prestação de contas devem observar o que segue: „„ devem comprovar que a despesa foi realizada dentro do prazo de aplicação para o qual foi concedido o adiantamento (despesas anteriores ou posteriores ao prazo de aplicação não podem ser consideradas como válidas). relação de mercadorias e preços. „„ devem registrar a data de sua emissão.

pois a regra na administração pública é a execução da despesa em todos os estágios previstos na legislação (licitação. estão nos artigos 65. (. deve obedecer aos requisitos estabelecidos pelas normas gerais de Direito Financeiro. O regime de adiantamento é aplicável aos casos de despesas expressamente definidos em lei e consiste na entrega de numerário a servidor. o regime de adiantamento caracteriza-se pela excepcionalidade. para as quais o procedimento normal não possa ser aplicado. devendo o regime de adiantamento ser utilizado apenas em situações específicas. Não se fará adiantamento a servidor em alcance nem a responsável por dois adiantamentos. Da leitura dos dispositivos legais acima referidos. pelos Estados ou pelos Municípios. a seguir transcritos: Art. 65. não possam obedecer ou depender de trâmites normais. liquidação e pagamento).) Art. O pagamento da despesa será efetuado por tesouraria ou pagadoria regularmente instituídos por estabelecimentos bancários credenciados e. empenho. a fim de condições de realizar gastos que.Universidade do Sul de Santa Catarina Regime de Adiantamento é um processamento especial da despesa pública orçamentária. que não possam subordinar-se ao processo normal de aplicação. Art. através do qual se coloca numerário à disposição de um funcionário ou servidor. 68 e 69 da Lei Federal nº 4. seja pela União. 69. por sua natureza. conclui-se que o regime de realização da despesa por intermédio de adiantamento: „„ somente é utilizado em casos excepcionais..320/64. por meio de adiantamento.. 68. sempre precedida de empenho na dotação própria para o fim de realizar despesas. Portanto. Legislação aplicável A execução de despesa pública por intermédio do regime de adiantamento. Tais requisitos. 50 . em casos excepcionais. os quais se constituem em exigências mínimas para a concessão dos adiantamentos.

somente pode ser utilizado para realizar despesas. individualmente. Portanto. etc. ao realizar o trabalho de auditoria de prestações de contas de despesas realizadas sob este regime.) a serem aplicadas a cada caso. portarias. Assim. à própria União. os procedimentos adotados pela administração pública são muito semelhantes em todo País. em todo o País. „„ „„ Cumpre. via de regra. deve estar muito atento ao regulamento às normas legais (lei propriamente dita) e regulamentares (decretos. aos Estados e aos Municípios. não se fará adiantamento a servidor em alcance nem a responsável por dois adiantamentos. Unidade 2 51 . a forma de utilização do Regime de Adiantamento. instruções normativas. então. A regulamentação quanto ao uso do Regime de Adiantamento obedece à regulamentação própria. pelos Estados e pelos Municípios em todo o Brasil. editado por cada ente da Federação. que não possam subordinar-se ao processo normal de aplicação. cada Estado e cada Município devem editar seus regulamentos próprios para execução das despesas sob este regime.Auditoria de Prestação de Contas Públicas „„ somente se aplica às despesas expressamente definidas em Lei. revela que. por intermédio de leis e decretos próprios. Conforme se pode constatar. ou seja. das exigências mínimas a serem observadas por cada ente da federação em sua concessão. uma vez que os problemas e soluções de cada um deles são muito semelhantes entre si. observadas as peculiaridades de cada um deles. as normas gerais de Direito Financeiro editadas pela União em relação ao Regime de Adiantamento tratam apenas dos pressupostos básicos. Servidor em alcance é aquele servidor que não prestou contas no prazo estabelecido ou cujas contas não foram aprovadas em virtude de aplicação do adiantamento em despesas diferentes daquelas para as quais o adiantamento foi concedido. a União obedece ao seu regulamento próprio. regulamentar. o auditor. Uma análise dos regulamentos editados pela União. de forma que as regras são praticamente uniformes entre si.

estabelece: SEÇÃO V Pagamento de Despesas por meio de Suprimento de Fundos Art. que exijam pronto pagamento. b) a servidor que tenha a seu cargo e guarda ou a utilização do material a adquirir. nos seguintes casos (Lei nº 4.Universidade do Sul de Santa Catarina A título exemplificativo. e d) a servidor declarado em alcance. inclusive em viagens e com serviços especiais. em seus artigo 45 e 47. salvo quando não houver na repartição outro servidor. em cada caso. II . Excepcionalmente. art.872/86. por falta de aplicação.quando a despesa deva ser feita em caráter sigiloso. § 1º O suprimento de fundos será contabilizado e incluído nas contas do ordenador como despesa realizada. esgotado o prazo. sempre precedido do empenho na dotação própria às despesas a realizar.para atender despesas de pequeno vulto. § 4º Os valores limites para concessão de suprimento de fundos. poderá ser concedido suprimento de fundos a servidor. 81 e § 3º do art. c) a responsável por suprimento de fundos que. vamos analisar como é regulamentada a concessão de suprimento de fundos a nível federal. à tomada de contas se não o fizer no prazo assinalado pelo ordenador da despesa. § 3º Não se concederá suprimento de fundos: a) a responsável por dois suprimentos. 68 e Decreto-lei nº 200/67. das penalidades cabíveis (Decreto-lei nº 200/67. 74): I . conforme se classificar em regulamento. não tenha prestado contas de sua aplicação. O Decreto Federal nº 93. parágrafo único do art. parcial ou total. a critério do ordenador de despesa e sob sua inteira responsabilidade.para atender despesas eventuais.320/64. § 2º O servidor que receber suprimento de fundos. sem prejuízo das providências administrativas para a apuração das responsabilidades e imposição. assim entendidas aquelas cujo valor. 80). e III . § 3º do art. bem como o limite máximo para despesas de 52 . as restituições. e que não possam subordinar-se ao processo normal de aplicação. constituirão anulação de despesa. automaticamente. ou aplicação indevida. na forma deste artigo. é obrigado a prestar contas de sua aplicação. 45. ou receita orçamentária. se recolhidas após o encerramento do exercício. não ultrapassar limite estabelecido em Portaria do Ministro da Fazenda. procedendo-se.

  Parágrafo único. para atender a peculiaridades dos órgãos essenciais da Presidência da República. além da excepcionalidade.  A concessão e aplicação de suprimento de fundos de que trata o caput. da Vice-Presidência da República. exceto no tocante às despesas:  I - de que trata o art.) Art. e  II - decorrentes de situações específicas do órgão ou entidade. do Departamento de Polícia Federal do Ministério da Justiça. nos termos do autorizado em portaria pelo Ministro de Estado competente e nunca superior a trinta por cento do total da despesa anual do órgão ou entidade efetuada com suprimento de fundos. das repartições do Ministério das Relações Exteriores no exterior. bem como dos limites para concessão de suprimentos de fundos.  A concessão e aplicação de suprimento de fundos. 47. dentre as quais se destaca a definida no inciso III. restringe-se a atender às especificidades decorrentes da assistência à saúde indígena. obedecerão ao Regime Especial de Execução estabelecido em instruções aprovadas pelos respectivos Ministros de Estado.  § 5º As despesas com suprimento de fundos serão efetivadas por meio do Cartão de Pagamento do Governo Federal . As normas regulamentares indicadas definem claramente situações em que o gestor público poderá lançar uso do suprimento de fundos. ou adiantamentos. vedada a delegação de competência.Auditoria de Prestação de Contas Públicas pequeno vulto de que trata este artigo. Unidade 2 53 . bem assim de militares e de inteligência. com relação ao Ministério da Saúde. qual seja. do Ministério da Fazenda. a definição do que será considerado pequeno valor. do Ministério da Saúde.CPGF. Estas despesas são definidas em função de seu pequeno valor.  (.  § 6º É vedada a utilização do CPGF na modalidade de saque. Assim. 47. tendo o decreto delegado competência ao Ministro de Estado da Fazenda para definição destes valores... que trata do uso do mesmo para atendimento de despesas de pequeno vulto. temos mais um critério para enquadramento da despesa. serão fixados em portaria do Ministro de Estado da Fazenda.

conforme estabelecidos na Lei 8. R$ 200. quando utilizada a sistemática de pagamento por meio do Cartão de Crédito Corporativo do Governo Federal.500. ou seja. Com o intuito de impedir qualquer burla ao citado parâmetro. vedado o fracionamento de despesa ou do documento comprobatório. R$ 800.666/1993. Deve-se observar que a referida Portaria estabelece no parágrafo 2º do artigo 2º.666/93 como limite máximo de despesa de pequeno vulto. ou seja. 2o Fica estabelecido o percentual de 0. Quando movimentado por meio do Cartão de Pagamentos do Governo Federal. para adequação a esse valor. definido em nível de subitem de conta contábil. os valores acima ficam ampliados para 1%. 23 da Lei supra mencionada. estabelece: Art. em seu artigo 2º. a Portaria veda o fracionamento da despesa. Para fins de apuração de fracionamento da despesa. respectivamente. 54 . com o objetivo de burla ao procedimento licitatório. entendido como tal a fragmentação das aquisições. que os limites referem-se a cada despesa. no caso de execução de obras e serviços de engenharia. sendo somados os valores de dispensa de licitação e suprimento de fundos. §2o Os limites a que se referem este artigo são o de cada despesa.25% do valor constante na alínea “a” do inciso II do art. o critério utilizado é o do subelemento da despesa.25% do valor constante na alínea “a” do inciso I do art. a Portaria estabelece o limite de valor para despesa de pequeno vulto em 0.Universidade do Sul de Santa Catarina A Portaria do Ministro da Fazenda nº 95/2002. no caso de compras e outros serviços. e de 0. § 1o Os percentuais estabelecidos no caput deste artigo ficam alterados para 1% (um por cento).00. 23 da Lei no 8.00 para execução de obras e serviços de engenharia.00 e R$ 1. quando o suprimento for movimentado por intermédio de conta corrente bancária. aplicada ao âmbito federal.25% dos valores relativos à modalidade de licitação convite. fixa os limites para concessão de suprimento de fundos e para os pagamentos individuais de despesas de pequeno vulto e.00 para compras e outros serviços e R$ 375. Portanto.

pois isto poderá caracterizar fracionamento indevido de despesas. que não possam subordinar-se ao processo normal de aplicação. por meio de suprimento de fundos. Finalidade Embora seja uma forma de processamento especial da despesa orçamentária. e o valor total das aquisições (somado os valores adquiridos por dispensa com fulcro no art. deve realizar-se em casos excepcionais. não pode ser utilizado para despesas já realizadas nem maiores que as quantias já adiantadas. o gestor deve atentar para necessidade de zelar por um bom planejamento das compras e contratações de sua unidade. 24. é conveniente exemplificar alguns gastos passíveis de realização por intermédio do regime de adiantamento: Unidade 2 55 . „„ „„ „„ Sempre lembrando que cada ente da federação estabelece suas regras próprias para concessão de suprimentos de fundos. Portanto. observe o seguinte exemplo: Uma unidade da administração pública adquire resmas de papel.Auditoria de Prestação de Contas Públicas Para melhor compreender esta situação. deve obedecer à legislação relativa aos procedimentos licitatórios. o regime de adiantamento subordina-se a todos os trâmites a que está sujeita a despesa pública orçamentária. ou seja: „„ a sua concessão depende de existência prévia de dotação orçamentária e empenho na dotação própria. II – Lei 8666/93) é suficiente para caracterizar uma licitação na modalidade Convite. estará caracterizado o fracionamento indevido da despesa. de modo a evitar o uso de suprimento de fundos indiscriminadamente.

„„ „„ „„ „„ „„ „„ „„ „„ „„ „„ „„ „„ „„ Considera-se despesa miúda e de pronto pagamento: a) a que se fizer: „„ com selos postais. de despesas de conservação. de aquisição de livros. telegramas. revistas e publicações especializadas destinadas a bibliotecas e coleções. materiais e serviços de limpeza e higiene. de diligência policial. café e lanche. de pagamento de despesa com segurança pública. de despesa com alimentação em estabelecimento militar. de diligência administrativa. à matéria-prima e material de consumo. quando as circunstâncias não permitirem o regime comum de fornecimento. de transporte em geral. penal. de representação eventual e gratificação de representação. de despesa judicial. de assistência ou educação. transportes urbanos. cuja realização não permita delongas.Universidade do Sul de Santa Catarina „„ pagamento de despesas extraordinária e urgente. quando declarado o estado de guerra ou de sítio. radiogramas. 56 . ou de despesa que tenha que ser efetuada em lugar distante da repartição pagadora. lavagem de roupa. inclusive as relativas a combustível. de carga de máquina postal. de diária e ajuda de custo. de excursões escolares e retorno de imigrantes nacionais. pequenos carretos. de despesa miúda e de pronto pagamento.

em seu artigo 60. „„ b) outra qualquer. com artigos farmacêuticos ou de laboratório. no interesse público. consideradas suas alterações. telefone. há um limite de 5% do valor estabelecido no artigo 23. impressos e papelaria. A Lei Federal nº 8. luz. em quantidade restrita. A legislação determina que as despesas com artigos em quantidade maior.666/93. para cada pequena compra de pronto pagamento contratada verbalmente. para uso e consumo próximo ou imediato. „„ com encadernações avulsas e artigos de escritório. feitas em regime de adiantamento. de pequeno vulto e de necessidade imediata. ou seja. alínea “a”. salvo o de pequenas compras de pronto pagamento. assim entendidas aquelas de valor não superior a 5% (cinco por cento) do limite estabelecido no artigo 23. não podendo utilizar-se ou enquadrar-se como despesa miúda e de pronto pagamento. água. em quantidade restrita. prevê: É nulo e de nenhum efeito o contrato verbal com a Administração. inciso II. Tal valor atualmente corresponde a R$ 4. Logo. revistas e outras publicações.Auditoria de Prestação de Contas Públicas pequenos consertos.000. correrão pelos itens orçamentários próprios. de desenho. sem qualquer formalidade. jornais.00 (quatro mil reais) e é alterado em cada oportunidade em que se alteram os limites para os processos licitatórios. desde que devidamente justificada. e aquisição avulsa. de livros. força e gás. alínea a desta Lei. inciso II. de uso ou consumo remotos. para uso e consumo próximo ou imediato. Unidade 2 57 .

b) Único – o prazo de aplicação é fixado pelo órgão ou autoridade competentes. podendo ser prorrogado em face da justificação devida. pois os procedimentos desta despesa possuem algumas particularidades. 3. é necessário mencionar esse fato. Esgotado o prazo estipulado. com a indicação de seu CPF e RG.Universidade do Sul de Santa Catarina Seção 4 . 2. desde que devidamente justificado mediante comunicação imediata ao Tribunal de Contas. 58 . dispositivo legal em que se baseia ou a autorização da autoridade competente. ou de 30 dias subsequentes ao recebimento dos recursos adiantados. Os adiantamentos. prazo este improrrogável. feita a necessária comunicação ao Tribunal de Contas. 4. devendo dar entrada das contas no órgão respectivo no prazo de 30 dias. Em casos excepcionais. além da classificação da despesa. o responsável fica obrigado a prestar contas. este prazo poderá ser prorrogado. via de regra. na qual deve constar expressamente: 1. o prazo de aplicação. no caso de despesa com representação.Operacionalização do Regime de Adiantamento Formalidades A concessão do adiantamento se inicia através de requisição. classificam-se em dois tipos: a) Base mensal – o prazo de aplicação será o do período para o qual foi concedido. 5. o tipo de gasto e o código contábil da dotação orçamentária da despesa a ser realizada. nome e o cargo do responsável pelos recursos (quem vai receber o adiantamento e gerenciá-lo).

e devem conter. feito a servidor. Caso isso ocorra. não podem conter rasuras ou emendas. duplicatas e faturas devem ser emitidas em nome da Repartição ou Órgão. devem ser instruídas com os comprovantes de despesa originais. o que deverá ser comprovado no conjunto de documentos que formarão o processo de prestação de contas. de forma a assegurar a legitimidade da ressalva. o emitente deve assinar o documento. Os documentos válidos para comprovação das despesas por intermédio de prestação de contas devem observar o que segue: „„ devem comprovar que a despesa foi realizada dentro do prazo de aplicação para o qual foi concedido o adiantamento (despesas anteriores ou posteriores ao prazo de aplicação não podem ser consideradas como válidas). Estes processos devem ser montados individualmente. devem conter a declaração. do recebimento do material ou serviço constante do comprovante de despesa (liquidação da despesa). todos os comprovantes de despesas devem ter recibo de quitação. uma via da nota de empenho e do balancete. as notas fiscais.Auditoria de Prestação de Contas Públicas Seção 5 . além dos comprovantes originais das despesas e exame analítico. devem registrar a data de sua emissão. exceto as Notas Fiscais à vista. compatíveis com a despesa autorizada previamente.Prestação de Contas do Regime de Adiantamento Adiantamento comum As prestações de contas de adiantamento comum. de quem de direito. 59 „„ „„ „„ „„ „„ Unidade 2 . numerados em sequência pelo órgão de origem.

não se admitindo aqueles realizados pelos integrantes dos respectivos gabinetes e assessorias ou em companhia destes. respeitado o interesse público. por isso. etc. dentro de critérios razoáveis. b) gastos com alimentação. 60 . devendo.). Dentre os mais comuns. A gama de despesas de representação é relativamente extensa. „„ „„ Adiantamento referente a gastos com representação Os adiantamentos com gastos de representação abrangem gabinetes do governador e vice-governador do Estado. congressos. retendo-se na fonte o que for devido (IR. devem ser juntados ao processo cópias da guia de recolhimento própria e da nota de anulação de empenho. certames. quando patrocinados pelos órgãos ou quando deles participe. dos secretários de Estado e dos dirigentes das entidades autárquicas. podemos citar os seguintes gastos: a) gastos com segurança e comunicação. revestidos de representatividade e em razão do cargo ou função. recepções. quando houver saldo de numerário. no âmbito do Poder Executivo e nos gabinetes dos chefes dos Poderes Legislativo e Judiciário. ISS. revistas. os pagamentos efetuados à pessoas físicas e jurídicas observará a legislação tributária. livros e outras publicações de interesse do gabinete. os quais devem ser realizados com moderação. se for o caso. c) gastos com aquisição de jornais. d) despesas com realização de solenidades. INSS. sempre quando haja dotação orçamentária específica e desde que diretamente relacionados com seus objetivos. constar dos comprovantes o motivo da despesa e a indicação do beneficiário.Universidade do Sul de Santa Catarina „„ as notas fiscais simplificadas devem vir acompanhadas da relação de mercadorias e preços.

respeitado o interesse público. sempre no exercício de seus cargos ou funções. o corpo de segurança. medalhas. impedir a concessão de novo adiantamento a quem não prestou contas de adiantamento anterior. respeitada a relação do interesse público e a razoabilidade de gastos. bem assim. podemos destacar: 1. não compreendidos os presentes de qualquer natureza. distintivos.Auditoria de Prestação de Contas Públicas e) despesas com placas comemorativas. atendidos o interesse público e a razoabilidade dessas despesas. e o julgamento de sua regularidade é realizado pelo Tribunal de Contas respectivo. suas comitivas e corpo de segurança. Esse controle e auditoria tem por objetivo verificar o cumprimento das formalidades legais de sua aplicação. taças. Seção 6 . sempre que ofertados em decorrência de cargos ou funções. Unidade 2 61 . troféus. hospedagem e alimentação. f) despesas de transporte. Dentre as providências importantes do exercício do controle. decorrentes do relacionamento íntimo ou social. g) despesas com hóspedes oficiais ou personalidades que as autoridades indicadas devem receber. quando em viagem ou em deslocamento das autoridades mencionadas.Controle e Auditoria dos Adiantamentos O controle e a auditoria das prestações de contas dos adiantamentos são feitos pela unidade de controle interno do órgão a que esteja vinculado o responsável pelo adiantamento. limitando-se o número mínimo necessário de integrantes de comitivas e.

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2. diligenciar para que o responsável por adiantamento preste contas no prazo estabelecido ou no prazo de prorrogação; 3. verificar se as prestações de contas estão devidamente instruídas com todos os documentos necessários; 4. comunicar mensalmente ao Tribunal de Contas as entregas de numerário levantado sob regime de adiantamento, relacionando o servidor que o recebeu e a quantia recebida. É importante ressaltar os procedimentos a serem observados para o atendimento do artigo 69 da Lei nº 4.320/64, que diz: “Não se fará adiantamento a servidor em alcance nem a responsável por dois adiantamentos”. Neste caso, é importante observar: a) alcance, em termos legais, decorre da não prestação de contas no prazo estabelecido ou não aprovação de contas em virtude de aplicação do adiantamento em despesas diferentes daquelas para as quais o adiantamento foi concedido; b) não prestadas as contas no prazo estabelecido ou não havendo aprovação das mesmas, o responsável pode ficar, no máximo, com mais um adiantamento na mesma classificação da despesa orçamentária. Se ficar com dois adiantamentos, não poderá receber novo adiantamento enquanto não apresentar a conta do primeiro, ou seja, a conta aprovada, após ter atendido à notificação para regularizá-las, quando haja pendência; c) também se configura o alcance quando se constata desfalque, desvio de bens ou outra irregularidade que venham a ensejar a imediata instauração de processo administrativo, pela autoridade ou órgão competente, sob pena de responsabilidade, fazendo-se, no prazo de 48 horas, comunicação ao Tribunal de Contas. Para fins de controle, o registro de recebimento do adiantamento por parte do servidor dever ser efetuado de forma individualizada, pela Contabilidade, até a devida aprovação das contas, quando então é baixa a responsabilidade do tomador do adiantamento. Tal registro é efetuado no sistema de contas de compensação.
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Auditoria de Prestação de Contas Públicas

Síntese
Nesta unidade, você aprendeu que subvenção corresponde ao auxílio que é propiciado a entes públicos ou privados como forma de suplementação de recursos, nos campos especiais de assistência social, médica e educacional ou para cobrir insuficiência de caixa de entidades estatais, as quais se diferenciam entre sociais e econômicas. Você também tomou conhecimento das condições para concessão das subvenções sociais e econômicas preconizadas pela legislação vigente. Você aprendeu que auxílios são transferências de recursos em favor de pessoas jurídicas de direito público ou privado, para serem aplicados em investimentos ou inversões financeiras, independentemente de contraprestação direta em bens ou serviços e com previsão na lei do orçamento. Você tomou conhecimento, também, das formalidades das prestações de contas de recursos antecipados a título subvenções e auxílios, bem como da competência do sistema de Controle Interno da unidade gestora repassadora dos recursos para controle das mesmas. Você também aprendeu que estas prestações de contas são encaminhadas aos Tribunais de Contas, ao qual compete o julgamento das mesmas. Você aprendeu ainda o que são adiantamentos a pessoas, o conceito, normas legais que os regem, a finalidade e sua operacionalização. Por fim, aprendeu de que forma são prestadas as contas do regime de adiantamento, bem como a quem compete o controle e a auditoria dos adiantamentos.

Unidade 2

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Atividades de autoavaliação
1) Explique o que são subvenções e diferencie as subvenções sociais das econômicas.

2) Responda: a quem devem ser prestadas as prestações de contas dos auxílios ou subvenções? Depois, explique a quem compete o julgamento destas prestações de contas.

3) Explique o que são adiantamentos a pessoas.

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872. estabelece diretrizes para a Reforma Administrativa e dá outras providências. ed. Organizador: Alexandre de Moraes. 864. Constituição da República Federativa do Brasil. p. ed. Dispõe sobre a organização da Administração Federal.senado. 3. Convênios e tomadas de contas especiais: manual prático. Legislação Federal. Ubiratan. 1995. 25 fev. BRASIL. atualiza e consolida a legislação pertinente e dá outras providências. ANGÉLICO. 1967. Decreto nº 93. BRASIL. 2. São Paulo: Atlas. Saiba mais AGUIAR. Lei 4. aum. Decreto-Lei nº 200. São Paulo: José Bushatsky. 2002. Unidade 2 65 . Dispõe sobre a unificação dos recursos de caixa do Tesouro Nacional. 1975. Contabilidade Pública. Cinco aulas de finanças e política fiscal. BALEEIRO. 8. João. BRASIL. 1997. http:// www. de 17 de março de 1964. de 22 de dezembro de 2006.Auditoria de Prestação de Contas Públicas 4) Liste os elementos que devem constar numa requisição de adiantamento. ed. São Paulo: Atlas. Dispõe sobre a organização da Administração. Aliomar. de 25 de fevereiro de 1967. rev.320. São Paulo: Atlas.br BRASIL. ver. Belo Horizonte: Fórum. 2008.gov. e ampl.

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1999. 28 cm 68 . São Paulo: Malheiros. ed. 16. : il. Contabilidade governamental – um enfoque administrativo. Princípio da Eficiência da Administração Pública. 206 p. SILVA. José Afonso da. SOLONCA. – Palhoça: UnisulVirtual. Lino Martins da. 3. 2003. São Paulo: LTr. Alvacir Correa dos. designer instrucional Flavia Lumi Matuzawa – [Viviane Bastos]. ed. Auditoria de prestação de contas / Davi Solonca . SILVA.Universidade do Sul de Santa Catarina SANTOS. Curso de Direito Constitucional Positivo. São Paulo: Atlas. . 2007. Davi. 2003.

UNIDADE 3

Verificação dos relatórios e demonstrações contábeis dos Entes Públicos
Objetivos de aprendizagem
„„

3

Conhecer os elementos que compõem as prestações de contas anuais. Saber o conteúdo dos elementos que compõem as prestações de contas anuais. examinadas numa auditoria de demonstrações contábeis dos órgãos e unidades orçamentárias.

„„

„„ Saber quais as principais contas contábeis a serem

Seções de estudo
Seção 1 Seção 2 Seção 3 Os elementos essenciais das Contas Anuais Outros elementos das Contas Anuais Procedimentos de Exame das Contas Anuais

Universidade do Sul de Santa Catarina

Para início de estudo
As prestações de contas dos gestores públicos, em especial as anuais, já comentadas na unidade 1, ou seja, as prestadas anualmente pelo dirigente máximo da unidade federada (pelo Presidente da República, no caso da União, pelos Governadores, no caso dos Estados e Distrito Federal, e pelos Prefeitos, no caso dos Municípios) e as prestadas anualmente pelos demais administradores, incluindo dirigentes máximos dos Ministérios e do ente dotado de personalidade jurídica própria, como autarquias, fundações, empresas públicas, sociedades de economia mista, e os correspondentes nos Estados, Distrito Federal e Municípios (Secretários e Dirigentes), são constituídas de diversos documentos. Alguns destes documentos são essenciais, posto que constituem peças exigidas pelas normas gerais de Direito Financeiro, ramo do direito que rege a atividade financeira da administração pública. Estes documentos são os balanços previstos no art. 101 da Lei nº 4.320/64, que são: o Balanço Orçamentário, o Balanço Financeiro, o Balanço Patrimonial e as Demonstrações das Variações Patrimoniais, cujo conteúdo e forma de elaboração você estudou na disciplina Contabilidade Pública.

Seção 1 - Os Elementos Essenciais das Contas Anuais
1. Balanço Orçamentário
Instituído pela Lei nº 4.320/64, por intermédio de seu anexo 12, o Balanço Orçamentário, segundo Piscitelli e outros (2004, p. 381):
[...] demonstrará as receitas previstas e as despesas fixadas, em confronto com as realizadas. O resultado final do exercício será obtido estabelecendo-se as diferenças para mais ou para menos, ou seja, a soma dos excessos e a das insuficiências, que resultam num superávit ou num déficit na execução do orçamento.

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Auditoria de Prestação de Contas Públicas

Lima e Castro (2003, p. 186-187) destacam que “[...] Balanço Orçamentário tem por função demonstrar as receitas previstas e as despesas autorizadas em confronto com as receitas e despesas realizadas (art. 102 da Lei n.º 4.320/64).” Esses Autores asseguram (2003, p. 186-187), ainda, que
[...] do confronto entre as receitas, podem-se avaliar o grau de planejamento e o desempenho da arrecadação em determinado período. Já, se confrontando as despesas, pode-se analisar a postura da administração frente à autorização legislativa que limita a ação do dirigente.

Para melhor assimilação da estrutura de um balanço orçamentário, apresentamos, a seguir, o balanço orçamentário do Estado de Santa Catarina relativo ao exercício de 2008.

Figura 3.1 – Balanço Orçamentário do Estado de Santa Catarina. Fonte: Secretaria de Estado da Fazenda de Santa Catarina - http://www.sef.sc.gov.br/

O Balanço Orçamentário é complementado pelos anexos 1, 6, 7, 8, 9, 10 e 11, da Lei nº 4.320/64, os quais apresentam detalhamentos da composição do resultado orçamentário, denominado déficit ou
71

Unidade 3

destacando os ordinários dos vinculados. Anexo 11 . possibilitando identificar se houve compatibilidade típica entre as atribuições orgânicas e os programas implementados.É a demonstração das receitas e das despesas segundo as categorias econômicas.Universidade do Sul de Santa Catarina superávit orçamentário. órgão ligado ao Ministério da Fazenda.Demonstra a Despesa por Órgãos e Funções. ou órgãos. Anexo 7 . por intermédio da Portaria SOF/SEPLAN nº 8/85.Demonstra o Programa de Trabalho. por intermédio do qual se pode verificar a economia de verba orçamentária (despesa inferior à autorizada) ou o estouro 72 .Demonstra o Comparativo da Receita Orçada com a Arrecadada. subfunções e programas e corresponde à consolidação de todas as unidades orçamentárias. detalhando os projetos e as atividades por órgão e unidade orçamentária. Anexo 10 . a influência da reserva de contingências e. para cada título da fonte da receita. As últimas alterações mais significativas nestes anexos foram editadas quando à competência para tais atos era das Secretarias SOF e SEPLAN. Tem por principal função demonstrar o resultado orçamentário em que se destaca o superávit ou déficit corrente. O conteúdo destes anexos será detalhado a seguir: Anexo 1 . Anexo 6 . ligadas ao Ministério da Fazenda e Planejamento.Demonstra o Programa de Trabalho de Governo.Constitui o Comparativo da Despesa Autorizada com a Realizada. Anexo 9 . Estes anexos são alterados por intermédio de portarias editadas. o déficit ou superávit da execução orçamentária. Anexo 8 . atualmente. detalhando as funções.Demonstra as Despesas por Funções. Subfunções e Programas conforme o vínculo com recursos. por último. no qual se pode identificar a ocorrência de excesso ou insuficiência de arrecadação em relação ao valor da receita estimada. pela Secretaria do Tesouro Nacional.

especiais e extraordinários no curso do exercício. Observe. Este demonstrativo tem a finalidade de evidenciar o fluxo de entrada e saída de recursos. da Lei n. consulte o arquivo relativo ao Balanço Geral do Estado de Santa Catarina relativo ao exercício de 2008. 193). são registrados a arrecadação das receitas e o pagamento das despesas orçamentárias e extraorçamentárias.. 2.” No Sistema Financeiro. os eventos financeiros correlacionados. incluindo. O Balanço Financeiro O Balanço Financeiro foi instituído pela Lei nº 4. ao estabelecerem a definição do Balanço Financeiro. seja ele orçamentário ou extraorçamentário. por intermédio de seu anexo 13. transcrevem plenamente o disposto no Artigo 103. estabelece que o Balanço Financeiro demonstrará a receita e a despesa orçamentárias. p. Lima e Castro (2003.Auditoria de Prestação de Contas Públicas de verba orçamentária (despesa superior à autorizada). O Artigo 103. Este Sistema tem como fonte alimentadora o Caixa (disponibilidades).320/64. Para compreender melhor o conteúdo do referidos anexos..º 4. do Balanço Financeiro do Estado de Santa Catarina relativo ao exercício de 2008: Unidade 3 73 .] apresentará todos os ingressos e dispêndios de recursos conjugados com os saldos de caixa inicial e final do exercício. que movimenta as entradas e as saídas de numerários. conjugados com os saldos em espécie provenientes do exercício anterior e os que se transferem para o exercício seguinte.320/64. bem como os recebimentos e os pagamentos de natureza extraorçamentária. É possível visualizar também a movimentação dos créditos suplementares. a seguir. no qual você poderá visualizar todos os balanços e anexos tratados nesta unidade. do Diploma Legal. também. acima transcrito e acrescentam que o mesmo “[.

2 – Balanço Financeiro do Estado de Santa Catarina.http://www. Fonte: Secretaria de Estado da Fazenda de Santa Catarina .sef.sc.Universidade do Sul de Santa Catarina Figura 3.gov.br/ 74 .

o Passivo Financeiro. o Balanço Patrimonial demonstrará: „„ „„ „„ „„ „„ „„ o Ativo Financeiro. apresenta a situação estática dos bens. 2002). Pires (2002. Balanço Patrimonial O Balanço Patrimonial tem sua estrutura definida por intermédio do anexo 14 da Lei nº 4. e. o Ativo Permanente. Ele constitui-se na demonstração contábil que evidencia a posição dos elementos os quais integram o Ativo e o Passivo do ente público em um dado momento.Auditoria de Prestação de Contas Públicas 3. e o Ativo e o Passivo Compensado. apresentará os elementos patrimoniais. além de indicar o saldo patrimonial. direitos e obrigações e indicará. o Passivo Permanente. em ordem decrescente do grau de exigibilidade. a seguir. A título exemplificativo. em ordem decrescente do grau de liquidez. obrigações. demonstrará. a partir dessa separação.. o valor do Patrimônio Líquido num determinado momento”. seja ele positivo ou negativo. o Saldo Patrimonial.320/64. tanto para o Ativo como para o Passivo. outrossim. 385) esclarece que “[. o Balanço Patrimonial do Estado de Santa Catarina do ano de 2008. os elementos do Ativo e. p. direitos.º 4.320/64. os elementos do Passivo (PIRES. Unidade 3 75 . ou seja. na Contabilidade Pública..] o Balanço Patrimonial demonstrará a situação estática dos bens. separando os financeiros dos não financeiros (patrimoniais). Pires (2006) acrescenta ainda que. apresentamos. de acordo com o Artigo 105 da Lei n. O Balanço Patrimonial.

br/ 76 .3 – Balanço Patrimonial do Estado de Santa Catarina.http://www.gov.Universidade do Sul de Santa Catarina Figura 3.sc.sef. Fonte: Secretaria de Estado da Fazenda de Santa Catarina .

Auditoria de Prestação de Contas Públicas Da mesma forma que o Balanço Orçamentário. Unidade 3 77 .Demonstração da Dívida Fundada Interna .] a Demonstração das Variações Patrimoniais evidenciará as alterações verificadas no patrimônio. Anexo 16 . ambas realizadas dentro do país. ligadas ao Ministério da Fazenda e Planejamento. os quais apresentam detalhamentos de alguns itens patrimoniais. pela Secretaria do Tesouro Nacional.320/64 define que “[. fianças. cujo vencimento venha a ocorrer num prazo superior a 12 meses. por intermédio da Portaria SOF/SEPLAN nº 8/85. atualmente..A dívida fundada interna compreende as dívidas decorrentes de operações de crédito realizadas pela administração para atender a obras e serviços públicos. resultante ou independente da execução orçamentária. contraídos por contratos de operações de crédito (empréstimos) com instituições financeiras ou ainda pela emissão de títulos da dívida pública. o serviço da dívida a pagar (principal.320/64. Estes anexos são alterados por intermédio de portarias editadas.. consignações. juros e outros encargos) e os débitos de tesouraria (operações de crédito por antecipação de receita). o Balanço Patrimonial e a Demonstração das Variações Patrimoniais são complementados pelos anexos 16 e 17 da Lei nº 4. As últimas alterações mais significativas nestes anexos foram editadas quando competência para tais atos era das Secretarias SOF e SEPLAN. 4.Compreende os depósitos de cauções. Estes anexos estão descritos a seguir. restos a pagar. Anexo 17 . órgão ligado ao Ministério da Fazenda. Demonstração das Variações Patrimoniais O Artigo 104 da Lei n.Demonstrativo da Dívida Flutuante .º 4. indicará o resultado patrimonial do exercício”.

os créditos e os débitos suscetíveis de serem classificados como permanentes ou que sejam resultados do movimento financeiro. a Demonstração das Variações Patrimoniais do Estado de Santa Catarina relativa ao exercício de 2008.320/64.Universidade do Sul de Santa Catarina As Variações Patrimoniais resultantes da execução orçamentária contemplam. o recebimento de um determinado bem por doação. fatos que ocorrem independentemente da execução orçamentária. por exemplo. Quando independentes. A estrutura da Demonstração das Variações Patrimoniais encontra-se definida no Anexo n. No Sistema Patrimonial são registrados os bens patrimoniais do Estado. Para melhor compreensão de sua estrutura.º 15 da Lei n. a seguir. aqueles fatos ou registros provenientes da execução do orçamento constante da Lei Orçamentária Anual.º 4. ou seja. bens ou obrigações passam a integrar o Patrimônio e são oriundos de fatos não decorrentes da execução do orçamento. os ingressos e baixas de elementos no Patrimônio. 78 . conforme segue. tais como o recebimento de receita e o pagamento de despesas. apresentamos. assim como as variações patrimoniais provocadas pela execução do orçamento ou que tenham outras origens e o resultado econômico do exercício. como. correspondem àqueles valores. exatamente.

sef.br/ Unidade 3 79 .sc. Fonte: Secretaria de Estado da Fazenda de Santa Catarina .gov.4 – Demonstração das Variações Patrimoniais do Estado de Santa Catarina.http://www.Auditoria de Prestação de Contas Públicas Figura 3.

assumem a responsabilidade por dinheiros. consubstanciadas pelos demonstrativos previstos no Art. Os outros elementos que devem acompanhar as contas anuais são definidos pelos Tribunais de Contas respectivos. II) relatório de gestão. empresas públicas. ou seja. outros elementos podem ser exigidos quando da apresentação das prestações de contas anuais apresentadas pelo presidente da República.320/64.Universidade do Sul de Santa Catarina Seção 2 .Outros Elementos das Contas Anuais Além dos demonstrativos estabelecidos pelo Art. sociedades de economia mista. além das contas prestadas anualmente pelos demais administradores. Via de regra. de forma a facilitar a compreensão quanto à forma de elaboração destes documentos. no âmbito da sua competência. bens ou valores públicos. do relatório de gestão. aquelas prestadas anualmente por aqueles que. Para orientar as unidades gestoras quanto ao conteúdo e elaboração destes documentos. incluindo dirigentes máximos dos Ministérios e do ente dotado de personalidade jurídica própria como autarquias. A título exemplificativo. as contas anuais. em virtude de disposição legal. são acompanhadas. há instruções mais recentes do Tribunal de Contas da União quanto à formação dos processos de contas ordinárias.320/64. 101 da Lei nº 4. fundações. pelos governadores e prefeitos. o Tribunais de Contas costumam elaborar cartilhas de orientação para os órgãos de contabilidade. e os correspondentes nos Estados. são compostos das peças abaixo arroladas: I) rol de responsáveis. no mínimo. no âmbito da União. os processos de contas ordinárias. Distrito Federal e Municípios (Secretários e Dirigentes). 101 da Lei nº 4. Usualmente. 80 .

sobre o parecer do dirigente do órgão de controle interno competente. V) relatório de auditoria de gestão. além das demonstrações previstas no Art. ou da autoridade de nível hierárquico equivalente. geralmente são exigidos pelos Tribunais de Contas. VIII) pronunciamento expresso do Ministro de Estado supervisor da unidade jurisdicionada cujo responsável apresenta o processo de contas ordinárias. o relatório circunstanciado do órgão competente que. dos Estados ou dos Municípios. estas unidades da federação apresentam mensalmente. VI) certificado de auditoria.Auditoria de Prestação de Contas Públicas III) declaração expressa da respectiva unidade de pessoal de que os responsáveis constantes do rol estão em dia com a exigência de apresentação da declaração de bens e rendas de que trata a Lei nº 8. atestando haver tomado conhecimento das conclusões nele contidas. emitido pelo órgão de controle interno competente. emitido pelo órgão de controle interno competente. pelos governadores e prefeitos.320/64.730. Unidade 3 81 . geralmente. no curso do exercício. entidades ou instâncias que devam se pronunciar sobre as contas ou sobre a gestão dos responsáveis pela unidade jurisdicionada. via de regra. Estas exigências quando da prestação das contas anuais são mais simplificadas em virtude de que. é o órgão central de contabilidade da União. os seguintes: „„ Balancete até o último Nível Analítico. geralmente. ou seja. de 1993. informações e relatórios mais detalhados quanto à execução financeira e orçamentária. Quanto às contas de Governo. aquelas apresentadas anualmente pelo presidente da República. IV) relatórios e pareceres de órgãos. 101 da Lei nº 4. Estes relatórios são. VII) parecer conclusivo do dirigente do órgão de controle interno competente.

do Tribunal de Justiça. mas ao longo do exercício. Bolsas de Trabalho. e Movimento da Dívida Fundada. Atualização de Conta Contábil. ao Tribunal de Contas. Dados e Textos de Convênios. formarão as Contas Anuais de Governo. as informações que são prestadas mensalmente. Dados e Textos de Licitações Homologadas. Mudança do Ordenador da Despesa. Razão até o Último Nível Analítico. A título de exemplo. 82 . Participantes do Convênio. Dados de Item do Edital. É importante destacar que o exame das prestações de contas anuais não é realizado somente quando do encerramento do exercício. por seus titulares. pelas unidades gestoras da Assembleia Legislativa. as Secretarias de Estado. Participantes do Edital. por intermédio de meio magnético: „„ „„ „„ „„ „„ „„ „„ „„ „„ „„ „„ Atualização do Plano de Cargos. no Estado de Santa Catarina. Conciliação Bancária. a seguir. do Ministério Público. no conjunto. Dados e Textos de Contratos. apresentamos. Inscrição da Dívida Fundada. as Autarquias e as Fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público Estadual. por intermédio do exame das informações prestadas pelas diversas unidades gestoras que.Universidade do Sul de Santa Catarina „„ „„ „„ „„ Razão até o último Nível Analítico. o Tribunal de Contas.

Alteração de Unidades Orçamentárias. Unidade 3 83 . Lançamento de Receita. Dados de Edital de Concurso. Pagamento de Empenho. Dados de Obras Paralisadas. Dados da Folha de Pagamento de Empenhos Pagos. Diárias de Empenhos Pagos. Movimento da Dívida Fundada. Fundamento Legal da Alteração Orçamentária. Documentos Diversos de Empenhos Pagos. Recibos de Empenhos Pagos.Auditoria de Prestação de Contas Públicas „„ „„ „„ „„ „„ „„ „„ „„ „„ „„ „„ „„ „„ „„ „„ „„ „„ „„ „„ „„ „„ „„ Itens de Participação na Licitação. Alteração de Projetos e Atividades. Inscrição da Dívida Fundada. Alteração da Dotação Orçamentária. Proventos de Aposentadorias ou Reformas. Publicação do Edital. Registro de Empenhos Emitidos. Convidados da Licitação. Bilhetes de Passagem de Empenhos Pagos. Notas Fiscais de Empenhos Pagos. Ingressos e Exonerações.

o qual julgará as contas. de acordo com os princípios fundamentais de contabilidade aplicados à Administração Pública. A aprovação das contas anuais pode ser dar mediante apresentação. orçamentária e patrimonial na data do encerramento do exercício. de forma que a consulta pode ser realizada on-line. ou não. Distrito 84 . O resultado desta auditoria é apreciado pelos membros. assim entendidos os Conselheiros dos Tribunais de Contas Estaduais ou os Ministros do Tribunal de Contas da União. mais uma vez. Ressalte-se. do Estado ou do Município representa adequadamente a posição financeira. e os correspondentes nos Estados.Universidade do Sul de Santa Catarina Alguns Tribunais de Contas dispõem. ou não. bem como o resultado das operações. o qual é encaminhado posteriormente ao Poder Legislativo Federal. empresas públicas. Quando as contas se referem àquelas prestadas anualmente pelos demais administradores. os quais deliberam. incluindo dirigentes máximos dos Ministérios e do ente dotado de personalidade jurídica própria como autarquias. acolhendo ou não o parecer prévio do Tribunal de Contas. conforme o caso. Estadual ou Municipal. sociedades de economia mista. que estas exigências variam conforme cada Estado da Federação. fundações. inclusive. Seção 3 . de forma que o rol apresentado nos serve apenas a título exemplificativo. a aprovação das contas anuais. recomendando. de livre acesso para consulta aos sistemas de processamento de dados de alguns Estados e Municípios. de ressalvas e recomendações. sem a necessária intermediação dos órgãos de contabilidade. Tal deliberação constitui o Parecer Prévio às Contas Anuais. estando ou não em condições de serem aprovadas.Procedimentos de Exame das Contas Anuais A auditoria das Contas Anuais deve atestar se o Balanço Geral da União.

não há participação do Poder Legislativo da esfera de governo respectiva. Sistema Patrimonial 1. A auditoria nos registros contábeis pressupõe que deveremos adentrar a análise contábil do ente público. verificando se os Sistemas Financeiro. de ressalvas e recomendações. Extratos Bancários. é importante que. ou daqueles que. 85 Unidade 3 . o resultado desta auditoria é apreciado pelos membros dos Tribunais de Contas. bens ou valores públicos. Para a adequada execução deste trabalho. durante o exercício. os créditos. posto que a competência para julgamento é do Tribunal de Contas respectivo. assumem a responsabilidade por dinheiros. Nesta segunda hipótese. 1. mediante auditoria dos registros contábeis. Demonstração da Conta Bancos. Documentos necessários para a análise do ativo financeiro: „„ „„ „„ Balancete do Razão. Patrimonial e Orçamentário estão em conformidade com a legislação. valores e pendências realizáveis em valores numerários. listamos as principais contas a serem verificadas no procedimento de exame das contas anuais. aprovandoas ou rejeitando-as mediante apresentação. Principais Contas a Serem Verificadas A seguir. Neste caso. em virtude de disposição legal.Auditoria de Prestação de Contas Públicas Federal e Municípios (Secretários e Dirigentes). o procedimento é diferente.1 Ativo financeiro Representa as disponibilidades. ou não. algumas contas contábeis mais relevantes sejam monitoradas. os quais julgam as contas.

Alcances e Pagamentos Indevidos. verificar se os saldos bancários coincidem com o lançado no Razão e o último Boletim Financeiro do mês. Boletim Financeiro e de Caixa. vinculados à realização de determinadas despesas.Disponível Representa o montante das disponibilidades em poder da tesouraria. a disponibilidade do Tesouro Estadual na rede bancária. ou em forma de depósitos em bancos. „„ Extratos bancários: „„ „„ conferir a sequência diária da movimentação bancária. observando se a elaboração é de responsabilidade da Contabilidade. e efetuar o confronto do movimento bancário com os registros contábeis. a data e origem dos lançamentos pendentes. e Slips Contábeis. „„ Vinculados em conta corrente bancária – Destinada a registrar as disponibilidades em estabelecimentos bancários. Processos de Apuração de Responsabilidade. Bancos e Correspondentes: representa a movimentação dos recursos financeiros. „„ 86 . „„ Rotina de Auditoria: „„ confrontar com a “Demonstração da Conta Bancos” se todas as Contas Bancárias constam do Razão.1 . por imposição de lei. „„ „„ 1. e analisar a Conciliação Bancária. Slips são documentos que indicam o lançamento contábil. de livre movimentação. convênio ou contrato.1. ou seja. Rol de Responsáveis por Desvios.Universidade do Sul de Santa Catarina „„ „„ „„ Conciliação Bancária.

a) Pagamentos Indevidos „„ „„ „„ ausência de dotação orçamentária/nota de empenho. desfalques. bem como. Unidade 3 87 . entre outros. decorrentes de pagamentos indevidos. convênios e/ou contratos. desvios. „„ „„ 1.2 . que deverão ser apurados em processo regular. c) Responsabilidades em apuração „„ valores devido aos quais estão sendo apurados as irregularidades pela Unidade Gestora ou Diretoria de Auditoria Geral.1.Auditoria de Prestação de Contas Públicas 1. e verificar se os recursos vinculados estão sendo utilizados para os fins constantes nos acordos. b) Saldos não recolhidos de adiantamentos „„ não recolhimento dos recebimentos por caixa/tesouraria.2 Realizável Representa a soma dos créditos financeiros da Unidade com relação a diversas pessoas. em contas bancárias específicas. d) Valores Realizáveis „„ valores transferidos pelas Unidades Gestoras com receita própria .Movimentação dos recursos financeiros „„ observar se os recebimentos e pagamentos estão sendo movimentados pela via bancária. pagamentos a maior que o empenhado. serviços de terceiros debitados em faturas de serviços de água. verificar se os pagamentos são efetuados através de Ordem Bancária. luz e telefone.para suprir necessidades financeiras do Tesouro do Estado.

„„ „„ „„ 88 . Alcances e Pagamentos Indevidos. Notas de Empenho. Subempenho e Estornos. solicitar o processo administrativo.Universidade do Sul de Santa Catarina e) Cheques em cobrança „„ cheques devolvidos pelo banco por insuficiência de fundos ou outros motivos. Rol de Responsáveis por Desvios. Alcances e Pagamentos Indevidos. quando houver baixa de responsabilidade (crédito). constituindo-se a Dívida Flutuante da Unidade Gestora. Rotina de Auditoria: „„ quando houver inscrição de responsabilidade (débito). verificar as medidas administrativas para a regularização dos valores lançados no Realizável. Slips Contábeis. judicial ou do Tribunal de Contas em que fundamentou-se a Unidade Gestora para proceder referido registro. „„ „„ 1. e Folha de Pagamento de Pessoal/Nota Fiscal/Recibo. Relação dos Pagamentos efetuados pela Unidade. confrontar os valores com o Rol dos Responsáveis por Desvios. Boletim Financeiro e de Caixa.3 Passivo financeiro Representa as dívidas de curto prazo de natureza financeira. Relação das Despesas lançadas em Restos a Pagar. Documentos necessários para a análise do passivo financeiro: „„ „„ „„ „„ „„ „„ Balancete do Razão. Processos de Apuração de Responsabilidade.

Auditoria de Prestação de Contas Públicas Procedimentos: a) Restos a pagar Representa a soma da despesa regularmente empenhada e não paga até o último dia do(s) exercício(s) anterior(es). 36 e 92 da Lei nº 4. com identificação do respectivo credor (art. inclusive para recurso de decisões administrativas.320/64). „„ „„ „„ „„ b) Depósitos de diversas origens Destinada a registrar os recolhimentos de dinheiro aos cofres públicos. Conferir a relação dos Restos a Pagar com as correspondentes Notas de Empenho e/ou Subempenho e respectivos documentos comprobatórios. dado em caução ou outras garantias. Avaliar se os lançamentos estão devidamente classificados e registrados em Restos a Pagar Processados e Não Processados. bem assim os depósitos abandonados e os destinados a quem de direito. Rotina de Auditoria: „„ Confrontar os valores lançados na conta Restos a Pagar com a Relação das Despesas lançadas em Restos a Pagar. Confrontar os saldos lançados na conta Restos a Pagar com as disponibilidades financeiras. o montante da dívida flutuante. Observar se os pagamentos estão sendo efetuados em consonância com o artigo 5º da Lei das Licitações. no tocante à Ordem Cronológica. Unidade 3 89 . com as receitas e despesas do mês/ano e com o orçamento da Unidade Gestora.

tenha havido aplicação de penalidades à empresa contratada pela inexecução do contrato). oriundos de contratos com cláusula de caução.Universidade do Sul de Santa Catarina Rotina de Auditoria . Associações. ISS. observar se foram revertidos os valores lançados em Caução à Receita Orçamentária (caso. Instituto de Previdência. de Seguros. após expirado o prazo de vigência do contrato. estão sendo escriturados. Caixa Econômica.Cauções: „„ confrontar se os pagamentos decorrentes de notas de empenho. Cia. observar os motivos da permanência dos valores na Unidade Gestora. „„ „„ „„ c) Consignações Representa o registro dos recolhimentos ou pagamentos feitos a esse título. e Empréstimos consignados. etc. a favor de terceiros ou Entidades (Institutos de Previdência. e administrados através de aplicações no Mercado Financeiro. 90 . ou entrega do bem adquirido). se existem saldos de contratos já encerrados (devido à conclusão da obra ou serviço. e devidamente retidos os valores da caução. Descontos Judiciais. IRRF.): „„ „„ „„ „„ „„ „„ „„ pensão alimentícia. verificar se os valores caucionados estão sendo depositados em contas bancárias vinculadas.

IRRF e ISS. Instituto de Previdência. confrontando com os registros do razão e/ou slips contábeis. pessoal. etc. identificar os Consignatários (previdência. associações. f) Débitos de Tesouraria Destinada a registrar as operações de crédito por antecipação de receita. com o objetivo de reservar dotação orçamentária. verificar se houve a retenção devida.). plano de saúde. verificar se os valores consignados pela Unidade Gestora estão sendo movimentados por conta bancária vinculada. Caso negativo. identificar os responsáveis pelo pagamento de multas e juros. convênios. amortização e juros de empréstimos a entidades autorizadas) e o valor retido. com base no saldo da conta Consignações. com base nos processos de pagamento (Nota de Empenho e documento fiscal/recibo) sujeitos à retenção de INSS. „„ „„ „„ „„ d) Despesa empenhada a pagar Representa o total da despesa orçamentária empenhada pendente de pagamento. levantar os valores não transferidos aos consignatários. confrontando com os registros do razão e/ou slips contábeis. não compreendidas no orçamento. de acordo com o parágrafo único do artigo 3º da lei nº 4.Auditoria de Prestação de Contas Públicas Rotina de Auditoria: „„ com base na Folha de Pagamento. decorrente de empenhos globais (contratos de obras.320/64. verificar se o recolhimento das retenções às Entidades competentes realiza-se dentro dos prazos de competência. e) Despesa Empenhada a Liquidar Representa a despesa orçamentária. Unidade 3 91 . identificando as causas e os responsáveis pela apropriação indevida dos valores.

inclusive os considerados de natureza industrial e militar. antieconômicos ou obsoletos. e se os arquivos são apropriados para o controle de patrimônio. observando as medidas para responsabilizar „„ „„ „„ 92 . fazendas. etc. edifícios e instalações. marca. Máquinas. créditos e valores. museus. bibliotecas. demonstrando a origem da incorporação ou desincorporação.Universidade do Sul de Santa Catarina 2. o mobiliário em geral. inservíveis. verificar se. Discotecas e Filmagens. são levantados os bens danificados... Objetos Históricos e de Arte. máquinas e equipamentos diversos. veículos. número da nota fiscal de compra. e Animais. Rotina de Auditoria: „„ verificar se os bens são registrados de forma analítica e descritiva. ou seja. verificar se existem Termos de Responsabilidade pela utilização e guarda do Bem. etc. Ativo permanente Destina-se ao registro dos bens. verificar se todos os bens estão com placa de identificação. Material de Biblioteca. obras em andamento. a) Bens Móveis „„ „„ „„ „„ „„ „„ „„ Veículos. Equipamentos e Instalações. conforme registro de Bens Permanentes. utilizados pela administração pública. valor. periodicamente. tipo. Motores e Aparelhos. licenciamento no DETRAN. Mobiliário. prédios residenciais.

„„ Imóveis „„ „„ „„ „„ „„ „„ „„ Edifícios. e Terrenos. demonstrando a origem da incorporação ou desincorporação.. observando se foram tomadas medidas administrativas para responsabilizar os servidores pelo desaparecimento de bens. Rotina de Auditoria: „„ verificar se os bens são registrados de forma analítica e descritiva. „„ verificar se anualmente é feito o inventário. projetos arquitetônicos.Auditoria de Prestação de Contas Públicas os servidores pelos danos causados e para a alienação/devolução dos bens sem utilização para o PoderPúblico. e verificar se anualmente é feito o inventário. Fazendas. verificar se os bens estão sendo utilizados para os serviços de interesse público. valor. custos. número da nota fiscal de compra. licitação para aquisição ou alienação. autorização legislativa. Obras em Andamento. e proceder aos confrontos: Registro dos Bens x Exame Físico. observando se. nos casos de invasão de bens imóveis foram tomadas medidas administrativas e judiciais para a reintegração do bem. Unidade 3 „„ „„ 93 . Instalações. habite-se. Prédios Residenciais. escritura pública de compra e venda. etc. Bens Imóveis de Natureza Militar. Exame Físico x Registro dos Bens.

„„ „„ b) Créditos „„ „„ „„ Dívida Ativa. projetos arquitetônicos. e verificar se anualmente é feito o inventário.. valor. Máquinas e Acessórios. etc. habite-se. licitação para aquisição ou alienação. verificar se estão sendo notificados os contribuintes que deixaram de recolher os impostos devidos. custos. Rotina de Auditoria: „„ verificar a regularidade da entrega das GIA’s – Guia de Informação e Arrecadação. Veículos. „„ 94 . demonstrando a origem da incorporação ou desincorporação. foram tomadas medidas administrativas e judiciais para a reintegração do bem.Universidade do Sul de Santa Catarina De Natureza Industrial „„ „„ „„ „„ „„ Móveis e Utensílios. número da nota fiscal de compra. autorização legislativa. e Instrumentos Diversos. observando se. Dívida Ativa Tributária. nos casos de invasão de bens imóveis. Rotina de Auditoria: „„ verificar se os bens são registrados de forma analítica e descritiva. escritura pública de compra e venda. verificar se os bens estão sendo utilizados para os serviços de interesse público. Ferramentas. e Dívida Ativa Não Tributária.

verificar se estão sendo remetidas as Certidões de Dívida Ativa à Procuradoria Geral. Rotina de Auditoria: Ações/Títulos „„ Verificar se os valores registrados no Razão estão atualizados. „„ Joias/Moedas „„ „„ verificar a origem destes valores. moedas e outros objetos. „„ „„ „„ c) Valores „„ „„ „„ „„ Ações de Sociedades de Economia Mista. e Almoxarifado. Títulos e documentos diversos.Auditoria de Prestação de Contas Públicas „„ proceder levantamento referente às notificações parceladas e pendentes de pagamento. e acompanhar os procedimentos de cobrança da Dívida Ativa na Procuradoria Geral – administrativa e judicial. verificar se as joias/moedas estão adequadamente guardadas e protegidas contra roubos. 95 „„ Unidade 3 . Joias. verificar se estão sendo inscritas em Dívida Ativa as notificações que deixaram de ser pagas dentro do prazo legal. e identificar os motivos de manter estes valores em poder da administração pública. emitidos pelas Empresas de Economia Mista. e Verificar os demonstrativos mensais/anuais da posição das ações.

Rotina de Auditoria: „„ verificar se há registros analíticos de cada operação de crédito. Passivo permanente Destina-se ao registro da dívida fundada interna e externa. provenientes da execução do orçamento da Receita. e Dívida Fundada Externa. e acompanhar os contratos de renegociação da Dívida Pública do Governo Federal. acompanhar a movimentação a débito e a crédito das operações de crédito.Universidade do Sul de Santa Catarina 3. operações de crédito efetuadas e. serve de base para se verificar qualquer movimento nas contas específicas e saber se foram devidamente contabilizadas. „„ „„ „„ „„ b) Sistema financeiro A auditoria no sistema financeiro está dividida na verificação da Receita Orçamentária e Despesas Orçamentária. observando se estão convenientemente arquivados. e 96 . a) Dívida Fundada „„ „„ Dívida Fundada Interna. assim como toda a contabilidade. analisar os contratos nos termos da Resolução nº 43/2001 do Senado Federal ou anteriores já revogados e demais regulamentações do Banco Central. solicitar todos os contratos para confrontar com os registros do Razão. com a seguinte movimentação: „„ Receita orçamentária: destinada ao registro dos recursos auferidos pela Administração.

Mas este tema será estudo da nossa próxima unidade.Auditoria de Prestação de Contas Públicas „„ Despesa orçamentária: representa a realização da despesa orçamentária do exercício. Além destes procedimentos. ou ainda. c) Demonstração das variações patrimoniais Variações Ativas „„ „„ Resultante da Execução Orçamentária. posto que constituem peças exigidas pelas normas gerais de Direito Financeiro. Síntese Nesta unidade. políticos. Estes procedimentos podem sofrer significativas alterações. visando atestar a fidedignidade dos registros constantes das prestações de contas anuais. em especial as Anuais. e Independente da Execução Orçamentária. bem como em virtude de determinados fatores econômicos. Cumpre destacar que os procedimentos apresentados constituem um elenco básico. Alguns destes documentos são essenciais. as Contas Anuais devem ser analisadas também a luz da Lei de Responsabilidade Fiscal. Variações Passivas „„ „„ Resultante da Execução Orçamentária. em virtude de suspeita quanto ao registro de determinado item patrimonial ou a execução de determinado item orçamentário. 97 Unidade 3 . você aprendeu que as prestações de contas dos gestores públicos. são constituídas de diversos documentos. face à relevância que determinados itens patrimoniais. e Independente da Execução Orçamentária.

320/64. Os outros elementos que devem acompanhar as contas anuais são definidos pelos Tribunais de Contas respectivos. 7.320/64.320/64. 98 . Você viu que outros elementos podem ser exigidos quando da apresentação das prestações de contas anuais apresentadas pelos Chefes do Executivo e as prestadas anualmente pelos demais administradores. é o órgão central de contabilidade da União. denominado déficit ou superávit orçamentário. no mínimo. geralmente são exigidas pelos Tribunais de Contas. recomendando. bem como o resultado das operações. da Lei nº 4. Tal deliberação constitui o Parecer Prévio às Contas Anuais. do relatório de gestão.320/64. orçamentária e patrimonial do Ente na data do encerramento do exercício. de acordo com os princípios fundamentais de contabilidade aplicados à Administração Pública. via de regra. os quais apresentam detalhamentos da composição do resultado orçamentário. que pode incluir ressalvas e recomendações. estando ou não em condições de serem aprovadas. 101 da Lei nº 4. 6. O resultado desta auditoria é apreciado pelos Membros dos Tribunais de Contas os quais deliberam. Via de regra. 101 da Lei nº 4. dos Estados ou dos Municípios. O Balanço Patrimonial bem como o a Demonstração das Variações Patrimoniais. A auditoria das Contas Anuais deve atestar se o Balanço Geral representa adequadamente a posição financeira. 10 e 11. os quais apresentam detalhamentos de alguns itens patrimoniais.Universidade do Sul de Santa Catarina Você aprendeu que o Balanço Orçamentário é complementado pelos anexos 1. a aprovação das contas anuais. são acompanhadas. são complementados pelos anexos 16 e 17 da Lei nº 4. 9. no âmbito da sua competência. ou não. Quanto às Contas de Governo. 8. consubstanciadas pelos demonstrativos previstos no Art. as contas anuais. além das demonstrações previstas no Art. o relatório circunstanciado do órgão competente que.

os quais as julgam.Auditoria de Prestação de Contas Públicas Quando as contas se referem àquelas prestadas anualmente pelos demais administradores.320/64. Explique o porquê. ou não. de ressalvas e recomendações. liste. daqueles que são apresentados mensalmente. no curso do exercício.320/64. o resultado desta auditoria é apreciado pelos membros dos Tribunais de Contas. 2) Dentre os demais elementos das contas anuais. os que são considerados mais importantes para a verificação quanto à correta confecção das demonstrações contábeis previstas pela Lei nº 4. Unidade 3 99 . Atividades de autoavaliação 1) Liste os elementos essenciais das Contas Anuais estabelecidos pela Lei nº 4. aprovando-as ou rejeitando-as mediante apresentação.

c) ( ) analisar os termos de comodato. ed. ANGÉLICO.fazenda. http://www.gov.320. Legislação Federal. São Paulo: Atlas. Lei Complementar n. Portaria n. b) ( ) analisar os contratos de operação de crédito.planalto. São Paulo: Atlas. estabelece diretrizes para a Reforma Administrativa e dá outras providências. BRASIL. Dispõe sobre a organização da Administração. João. BRASIL. Cinco aulas de finanças e política fiscal.gov. BRASIL. 2008. dentre as opções a seguir. São Paulo: José Bushatsky. e ampl. 1975. stn. 2002.Universidade do Sul de Santa Catarina 3) Assinale. 2.br 100 . http://www. 3. Ubiratan. de 1º de março de 2001.º 101. e) ( ) verificar se os recursos vinculados estão sendo utilizados para os fins constantes nos acordos. Saiba mais AGUIAR.º 59. p. d) ( ) analisar a Conciliação Bancária. 8. 1995. ed. BALEEIRO. Decreto-Lei nº 200. Aliomar. BRASIL. em contas bancárias específicas. São Paulo: Atlas. de 17 de março de 1964. Federal. bem como. Organizador: Alexandre de Moraes. Convênios e tomadas de contas especiais: manual prático. Constituição da República Federativa do Brasil. 1997. 864. ed. aum. quais os itens que se referem à uma auditoria de disponibilidades: a) ( ) efetuar o confronto do movimento bancário (extrato) com os registros contábeis. Belo Horizonte: Fórum. rev. Contabilidade Pública.br BRASIL. convênios e/ou contratos. de 04 de maio de 2000. de 25 de fevereiro de 1967. 25 fev. ver. 1967. Lei 4.

gov. Maria Sylvia Zanela. São Paulo: Atlas.gov. atual. GIACOMONI. FAZZIO JR. ver. http://www. 10. Direito administrativo.fazenda.stn.º 101. stn. GUIMARÃES. Portaria conjunta STN/SOF nº 2 de 08 de agosto de 2007. Comentários a Lei n. Portaria nº 9. 2004.Auditoria de Prestação de Contas Públicas BRASIL. ed.fazenda. Klicia Mª S. Brasília: CFC. fazenda. Portaria n. de 04 de maio de 2000. 1971. FERNANDES. São Paulo: Atlas.br BRASIL. Uma Abordagem teórica do gerenciamento de custos e avaliação do desempenho na administração pública. http://www. CRUZ. Unidade 3 101 . Portaria Interministral nº 688.º 163. fazenda.gov. Fundamentos de Direito Administrativo.. 4. 2001.stn. James. ed. Tomada de Contas Especial. de 17 de março de 1964. 1999. de 28 de abril de 2005. ______. e ampl.br BRASIL.fazenda. de 22 de agosto de 2002. Altera Anexo II da Portaria nº 163/01.gov.stn.br BURKHEAD. DI PIETRO. de 04 de outubro de 2005. Belo Horizonte: Fórum. Jesse. 2001. stn. Revista Brasileira de Contabilidade março/abril. Flávio da. Portaria nº 10. 628 p.br BRASIL. 2009.gov.. ed. http://www. São Paulo: Atlas. et al. 2005. Orçamento Público. http://www. 13. 1998. São Paulo: Atlas. São Paulo: Atlas. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas.320. http://www. Orçamento público. Waldo.. Comentários a Lei 4. Jorge Ulisses Jacoby. de 04 de maio de 2001.br BRASIL.

2006. 17. Brasília: Franco e Fortes. A Lei 4. Brasília: ESAF. SILVA. Contabilidade governamental – um enfoque administrativo. MELLO. São Paulo: Atlas. Carlos Alberto Nogueira. Heraldo da Costa. São Paulo: Atlas. NOGUEIRA. MACHADO JR. Contabilidade pública: Teoria e Prática. Administração Pública. Princípio da Eficiência da Administração Pública. 2003. NASCIMENTO. São Paulo: Malheiros.Universidade do Sul de Santa Catarina HOEGENN. Rio de Janeiro: IBAM. 1999. MEIRELLES. Hely Lopes. São José. Alvacir Correa dos. ed. SILVA. 1995. 2005. 2003. Heilio. Ilvo. Rio de Janeiro: Elsevier. KOAMA. Contabilidade Pública: teoria e prática. 2003. ed. Bacharelado.320 comentada. Direito Administrativo Brasileiro. Edson Ronaldo. 7. 2002. SANTOS. Planejamento e Áreas Afins. UNIVALI. DEBUS. REIS. KOAMA. 29. B. Heilio. A importância da Obediência ao Princípio da Publicidade nas prestações de contas da Administração Pública em face da Lei de Responsabilidade Fiscal. Dicionário de Orçamento.. Celso A. Balanços públicos: Teoria e Prática. São Paulo: LTr. José Afonso da. Curso de Direito Administrativo. Moisés. José Teixeira.º 101/2000: entendendo a Lei de Responsabilidade Fiscal. ed. São Paulo: Malheiros. PIRES. São Paulo: Atlas. São Paulo: Malheiros. 102 . 2002. Direito. Lino Martins da. 2006. 1997. Curso de Direito Constitucional Positivo. João Batista Fortes de Souza. Brasília: Prisma. 2004. Osvaldo Maldonado. 16. 2004. ed. SANCHES. Lei complementar n.

2004. Inaldo. : il. et al. Estados e Municípios (Siafi e Siafem). . ARRUDA. Contabilidade pública: uma abordagem da administração financeira pública.Auditoria de Prestação de Contas Públicas SOLONCA. ed. São Paulo: Atlas. 8. Roberto Bocaccio. Davi. PISCITELLI. Auditoria de prestação de contas / Davi Solonca . LIMA. – Palhoça: UnisulVirtual. Róbison Gonçalves de. 28 cm ARAÚJO. São Paulo: Saraiva. 2003. 2007. 2004. CASTRO. Diana Vaz de. Unidade 3 103 . São Paulo: Atlas. Daniel. ed. 206 p. Contabilidade pública: integrando União. Contabilidade pública: da teoria à prática. 3. designer instrucional Flavia Lumi Matuzawa – [Viviane Bastos].

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Seções de estudo Seção 1 Seção 2 Seção 3 Demonstrativos Fiscais Relatório Resumido da Execução Orçamentária Relatório de Gestão Fiscal . 4 „„ Observar a obediência. de despesa e endividamento. dos limites „„ Conhecer os limites de despesa e endividamento estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). pelos entes públicos.UNIDADE 4 Verificação dos limites estabelecidos pela LRF Objetivos de aprendizagem „„ Identificar os aspectos a serem verificados por uma Auditoria de Prestação de Contas.

os auditores das contas públicas podem verificar o equilíbrio das contas públicas. bem como aprimorado outros que já existiam anteriormente. limites de endividamento. Seção 1 . Nesta unidade. para comprovar o atendimento aos ditames da LRF. as atribuições de: „„ normatizar o processo de registro contábil dos atos e fatos da gestão orçamentária. você vai ver que. Você relembrou quais as demonstrações contábeis instituídas pela Lei nº 4. você conheceu o que são prestações de contas públicas e as pessoas e entes que estão obrigadas a apresentá-las. financeira e patrimonial dos órgãos e das entidades da Administração Pública Federal. mediante ações em que se previnam riscos e corrijam desvios capazes de afetar o equilíbrio das contas públicas. A seguir. vamos conhecer estes demonstrativos bem como os procedimentos a serem observados na auditoria dos mesmos. Você deve lembrar da Lei de Responsabilidade Fiscal. 106 . dentre outros. de 4 de maio de 2000. o atendimento aos limites com alguns gastos. destacando-se o planejamento.Demonstrativos Fiscais A Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda tem. o controle. Tal lei estabelece normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal. intitulada Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).Universidade do Sul de Santa Catarina Para início de estudo Nas unidades anteriores. a transparência e a responsabilização como premissas básicas. foram criados alguns demonstrativos contábeis os quais devem ser periodicamente publicados pelos gestores públicos. que constituem os principais de prestação de contas da administração pública. Por intermédio destes demonstrativos.320/64. dentre suas competências. nome pelo qual é conhecida a Lei Complementar nº 101.

Veja. no seguinte link: http:// www. promover a integração com as demais esferas de governo em assuntos de administração financeira e contábil. e nº 471. Logo.br/legislacao/leg_ contabilidade. para a União. cumpre à Secretaria do Tesouro do Ministério da Fazenda a normatização quanto à forma e conteúdo do Relatório Resumido da Execução Orçamentária e o Relatório de Gestão Fiscal. pois a partir de 2002 são publicadas anualmente as Portarias que aprovam as edições atualizadas do Manual de Elaboração do Anexo de Metas Fiscais e do Relatório Resumido da Execução Orçamentária e do Manual de Elaboração do Anexo de Riscos Fiscais e do Relatório de Gestão Fiscal. 51 da LRF e o art. ainda. devem ser observadas as regras estabelecidas pela Portaria STN nº 462/2009. gov. respectivamente. de 6 de fevereiro de 2001. para o Distrito Federal e os Estados. as quais apresentam o formato padrão destes relatórios para os respectivos entes. dos Estados. Para o ano de 2009. para os Municípios.fazenda. foram editadas as Portarias da STN nº 469. A partir de 1º de janeiro de 2010. Para tanto. a elaboração dos referidos relatórios está normatizada pela Portaria STN nº 577/2008. As referidas portarias podem ser consultadas no site da Secretaria do Tesouro Nacional. os relatórios para os respectivos entes. do Distrito Federal e dos Municípios e.Auditoria de Prestação de Contas Públicas „„ consolidar os Balanços da União. 18 da Lei nº 10. Unidade 4 107 . de forma que o exame dos referidos demonstrativos seja realizado à luz da regra vigente em cada ano. é importante que o auditor esteja sempre atento quanto às normas vigentes em cada exercício. conforme o art.asp. „„ Em virtude disto. a seguir. datadas de 21 de setembro de 2000.tesouro. nº 470.180. previstos nos arts. 52 e 54 da LRF. Estas Portarias vigoraram até o dia 31 de dezembro de 2001.

Relatório Resumido da Execução Orçamentária O Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO) está previsto na Constituição da República Federativa do Brasil. fundações. Conforme o Manual de Demonstrativos Fiscais da STN (Volume II. empresas públicas e sociedades de economia mista que recebem recursos dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social. que se refere às normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal. inclusive sob a forma de subvenções para pagamento de pessoal ou de custeio em geral ou de capital. instituído pela Portaria 577/2008: 108 . parágrafo 3º. há vários anos. que o Poder Executivo o publicará. constituídas pelas autarquias. A União o divulga. excluídos. O objetivo dessa periodicidade é permitir que. do Distrito Federal e dos Municípios. por meio dos diversos órgãos de controle. Abrangência O RREO e seus demonstrativos abrangerão os órgãos da Administração Direta. a sociedade. que estabelece em seu artigo 165. acompanhe e analise o desempenho da execução orçamentária do Governo Federal. 7). aqueles provenientes de aumento de participação acionária. de 4 de maio de 2000. A Lei Complementar nº 101. até trinta dias após o encerramento de cada bimestre. de 5 de outubro de 1988. cada vez mais.Universidade do Sul de Santa Catarina Seção 2 . estabelece as normas para elaboração e publicação do RREO. fundos especiais. mensalmente. pág. conheça. O RREO será elaborado e publicado pelo Poder Executivo da União. dos Poderes e entidades da Administração Indireta. dos Estados. no último caso.

As informações que irão compor o RREO serão os dados contábeis consolidados de todas as unidades gestoras. no âmbito da Administração Direta. e as ações de fiscalização e cobrança. Estrutura Veja. o Relatório Resumido da Execução Orçamentária deverá ser publicado até trinta dias após o encerramento de cada bimestre. da Constituição Federal. a estrutura do Demonstrativo Simplificado do Relatório Resumido da Execução Orçamentária conforme a Portaria 577/2008. aplicável ao exercício de 2009. a seguir. autarquias. e art. os critérios para criação. empresas públicas e sociedades de economia mista. fundos especiais. a não geração de despesas consideradas não autorizadas. fundações. sobre o cumprimento de metas de resultado primário ou nominal.Auditoria de Prestação de Contas Públicas [. caput. expansão ou aperfeiçoamento de ação governamental que acarrete aumento de despesa. 165. sobre a contratação de operações de crédito. irregulares e lesivas ao patrimônio público.] a Lei Complementar nº 101/2000 orienta sobre o equilíbrio entre receitas e despesas. 52. Unidade 4 109 . a limitação de empenho e movimentação financeira. Parágrafo 3º. sobre a instituição. visando sempre a responsabilização do titular do Poder ou órgão no que se refere à gestão dos recursos e patrimônio públicos. Prazo de Publicação De acordo com o art. adotadas e a adotar. restos a pagar. devem ser apresentadas justificativas da limitação de empenho e da frustração de receitas. disponibilidades de caixa. previsão e efetiva arrecadação de todos os tributos da competência constitucional do ente. ainda. Se necessário.. dentre outras disposições. Orienta. especificando as medidas de combate à sonegação e à evasão fiscal.. da Lei de Responsabilidade Fiscal.

. 110 .Universidade do Sul de Santa Catarina continua..

1 – Demonstrativo Simplificado do Relatório Resumido da Execução Orçamentária.br/legislacao/leg_contabilidade.gov.tesouro.Auditoria de Prestação de Contas Públicas Figura 4. Fonte: Secretaria do Tesouro Nacional http://www.asp Unidade 4 111 .fazenda.

h) Demonstrativo dos Restos a Pagar por Poder e Órgão. conforme o Manual de Demonstrativos Fiscais da STN. 112 . i) Demonstrativo das Receitas e Despesas com Manutenção e Desenvolvimento do Ensino. c) Demonstrativo da Receita Corrente Líquida. g) Demonstrativo do Resultado Primário. Relacionamos. e) Demonstrativo das Receitas e Despesas Previdenciárias do Regime Próprio dos Servidores. também deverão ser elaborados e publicados até trinta dias após o encerramento do último bimestre. durante o exercício.Universidade do Sul de Santa Catarina A versão completa do RREO. contempla 17 demonstrativos. j) Demonstrativos das Despesas com Saúde. a seguir. b) Demonstrativo da Execução das Despesas por Função/ Subfunção. Além dos demonstrativos acima citados. f) Demonstrativo do Resultado Nominal. e k) Demonstrativo Simplificado do Relatório Resumido da Execução Orçamentária. os referidos demonstrativos: a) Balanço Orçamentário. os seguintes: a) Demonstrativo das Receitas de Operações de Crédito e Despesas de Capital. os quais deverão ser elaborados e publicados até trinta dias após o encerramento do bimestre de referência. instituído pela Portaria 577/2008. b) Demonstrativo da Projeção Atuarial do Regime Geral de Previdência Social. d) Demonstrativo das Receitas e Despesas Previdenciárias do Regime Geral de Previdência Social.

para o ano de 2009 o preenchimento deve observar as instruções estabelecidas pela Portaria STN nº 577/2008. O correto preenchimento: de posse dos balancetes mensais disponibilizados pelo ente. A tempestividade da publicação: se o relatório foi publicado no prazo previsto em lei. devem ser observadas as regras estabelecidas pela Portaria STN nº 462/2009. conferir se os demonstrativos foram confeccionados em conformidade com a portaria que regulamenta tal procedimento no respectivo exercício. O preenchimento do relatório e seus anexos é regulamentado pela mesma portaria que estabelece seu formato. e e) Demonstrativo das Parcerias Público-Privadas. A partir de 1º de janeiro de 2010. e 2.Auditoria de Prestação de Contas Públicas c) Demonstrativo da Projeção Atuarial do Regime Próprio de Previdência dos Servidores. para melhor transparência. devem ser observadas as seguintes questões: 1. Portanto. Em todos os demonstrativos. Procedimentos de Auditoria No exame do referido relatório. d) Demonstrativo da Receita de Alienação de Ativos e Aplicação dos Recursos. será permitido o desdobramento de informações cujos entes julgarem necessárias. Unidade 4 113 .

o Poder Judiciário (incluindo o Tribunal de Justiça e o Ministério Público do Distrito Federal). estando compreendido: a) na esfera federal: o Poder Legislativo (incluído o Tribunal de Contas da União). b) as respectivas Casas do Poder Legislativo Federal. d) a Assembleia Legislativa e os Tribunais de Contas do Poder Legislativo Estadual. o Poder Judiciário. f) a Câmara de Vereadores do Poder Legislativo Municipal e o Tribunal de Contas do Município. 114 . b) na esfera distrital: o Poder Legislativo (incluído o Tribunal de Contas do Distrito Federal) e o Poder Executivo. Para fins de emissão do Relatório de Gestão Fiscal.Universidade do Sul de Santa Catarina Seção 3 . quando houver. o Distrito Federal e os Municípios. c) na esfera estadual e Distrito Federal: o Poder Legislativo (incluído o Tribunal de Contas do Estado e do Distrito Federal). entende-se como órgão: a) o Ministério Público.Relatório de Gestão Fiscal Estão obrigados a emitir o Relatório de Gestão Fiscal a União. c) o Tribunal de Contas da União. g) o Supremo Tribunal Federal. o Poder Executivo e o Ministério Público da União. e) a Câmara Legislativa e o Tribunal de Contas do Distrito Federal. quando houver) e o Poder Executivo. o Poder Executivo e o Ministério Público dos Estados e do Distrito Federal. os Estados. e d) na esfera municipal: o Poder Legislativo (incluído o Tribunal de Contas do Município.

O Relatório de Gestão Fiscal dos Poderes e órgãos abrange administração direta. fundos. n) os Tribunais e Juízes dos Estados e do Distrito Federal e Territórios. fundações. excetuadas aquelas empresas que recebem recursos exclusivamente para aumento de capital oriundos de investimentos do respectivo ente. empresas públicas e sociedades de economia mista. e o) o Tribunal de Justiça dos Estados e outros. j) os Tribunais Regionais Federais e Juízes Federais. para manutenção de suas atividades. b) Presidente e demais membros da Mesa Diretora ou órgão decisório equivalente. i) o Superior Tribunal de Justiça. m) os Tribunais e Juízes Militares. O relatório será emitido pelos titulares dos Poderes e órgãos e assinado pelo: a) Chefe do Poder Executivo. quando houver. l) os Tribunais e Juízes Eleitorais. incluindo os recursos próprios. As empresas estatais dependentes e as entidades da administração indireta terão que constar dos orçamentos fiscal e da seguridade social. autarquias. conforme regimentos internos dos órgãos do Poder Judiciário. inclusive com seus recursos próprios.Auditoria de Prestação de Contas Públicas h) o Conselho Nacional de Justiça. conforme regimentos internos dos órgãos do Poder Legislativo. e Unidade 4 115 . k) os Tribunais e Juízes do Trabalho. c) Presidente de Tribunal e demais membros de Conselho de Administração ou órgão decisório equivalente. consignados nos orçamentos fiscal e da seguridade social.

evidenciando as despesas com ativos. o referido relatório indicará as medidas corretivas adotadas ou a adotar. até o dia dez de dezembro de cada ano. os seguintes demonstrativos: a) do montante da disponibilidade de caixa em trinta e um de dezembro. também. c) concessão de garantias e contragarantias. se ultrapassado qualquer dos limites. também. b) da inscrição em Restos a Pagar das despesas liquidadas. b) dívida consolidada. pelas autoridades responsáveis pela administração financeira e pelo controle interno. O relatório será assinado. 116 . inscritas até o limite do saldo da disponibilidade de caixa e das não inscritas por falta de disponibilidade de caixa e cujos empenhos foram cancelados. O Relatório de Gestão Fiscal conterá demonstrativos comparativos com os limites de que trata a LRF. Governador ou Prefeito Municipal. No último quadrimestre.Universidade do Sul de Santa Catarina d) Chefe do Ministério Público. das empenhadas e não liquidadas. Além disso. o RGF deverá conter. para melhor transparência. inativos e pensionistas. e d) operações de crédito. no que se refere à operação de crédito por antecipação de receita. bem como por outras definidas por ato próprio de cada Poder ou órgão. da União e dos Estados. e c) do cumprimento do disposto na LRF. liquidada com juros e outros encargos incidentes. com observância da proibição de contratar tais operações no último ano de mandato do Presidente. Em todos os demonstrativos será permitido o desdobramento das informações julgadas necessárias. dos seguintes montantes: a) despesa total com pessoal.

br/legislacao/leg_ contabilidade. o Relatório de Gestão Fiscal. da Lei de Responsabilidade Fiscal.tesouro. a seguir.gov. parágrafo 2º. É facultado aos Municípios. optar por divulgar. aplicável ao exercício de 2009.Auditoria de Prestação de Contas Públicas Prazo de Publicação Os arts. Estrutura Veja. semestralmente. até trinta dias após o encerramento do período a que corresponder. a divulgação do relatório com os seus demonstrativos deverá ser realizada em até trinta dias após o encerramento do semestre. determinam que o Relatório de Gestão Fiscal deverá ser publicado quadrimestralmente e disponibilizado ao acesso público. 54 e 55. Neste caso.2 – Demonstrativo Simplificado do Relatório de Gestão Fonte: Secretaria do Tesouro Nacional http://www. a estrutura do Demonstrativo Simplificado do Relatório de Gestão conforme a Portaria 577/2008. inclusive em meios eletrônicos. com população inferior a cinquenta mil habitantes.fazenda.asp Unidade 4 117 . Figura 4.

evidenciando as despesas com ativos.Universidade do Sul de Santa Catarina A versão completa do Relatório de Gestão Fiscal conterá demonstrativos comparativos com os limites de que trata a LRF. c) concessão de garantias e contragarantias. e d) operações de crédito. liquidada com juros e outros encargos incidentes. inativos e pensionistas. também. das empenhadas e não liquidadas. os seguintes demonstrativos: a) do montante da disponibilidade de caixa em trinta e um de dezembro. no que se refere à operação de crédito por antecipação de receita. conferir se os demonstrativos „„ 118 . e c) do cumprimento do disposto na LRF. Procedimentos de Auditoria No exame do referido relatório devem ser observadas as seguintes questões: „„ Verificação da tempestividade da publicação do relatório: se o relatório foi publicado no prazo previsto em lei. Verificação do correto preenchimento dos demonstrativos: de posse dos balancetes mensais disponibilizados pelo ente. com observância da proibição de contratar tais operações no último ano de mandato do Presidente. o RGF deverá conter. até o dia dez de dezembro de cada ano. b) dívida consolidada. inscritas até o limite do saldo da disponibilidade de caixa e das não inscritas por falta de disponibilidade de caixa e cujos empenhos foram cancelados. Governador ou Prefeito Municipal. b) da inscrição em Restos a Pagar das despesas liquidadas. dos seguintes montantes: a) despesa total com pessoal. No último quadrimestre.

os quais estão resumidos na tabela a seguir: Ente Federativo Poder/Órgão Legislativo (Incluindo TCU) Judiciário Executivo Ministério Público Total Legislativo (Incluindo TCE) Judiciário Executivo Ministério Público Total Legislativo Executivo Total União *Limite Prudencial .57% 47.00% 40.70% 46.00% Município 5.50% *Limite Máximo . constam nos artigos 19 e 20 da LRF.3 – Os limites globais por ente da Federação e individuais Fonte: Elaborado pelo Autor. conforme segue: a) Limite da despesa total com pessoal. Os limites globais por ente da Federação e individuais.00% 49.00% 6.00% 3. em seu art. inativos e pensionistas .A Constituição Federal.30% 57.90% 57.LM % da Receita Corrente Líquida 2. „„ Verificação do cumprimento dos limites impostos pela LRF.55% 1.00% 2.LP % da Receita Corrente Líquida 2. estabeleceu que “a despesa com pessoal ativo e inativo da União. dos Estados.00% 60.86% 0.60% 50. do Distrito Federal e dos Municípios não poderá exceder os limites estabelecidos em lei complementar ”.38% 5. 2009 Unidade 4 119 .00% Estado 2.50% 6.70% 51.00% * O limite prudencial (LM) corresponde a 95% do limite máximo (LM) Figura 4.00% 6.00% 60.70% 38.85% 5. 169.90% 0. evidenciando as despesas com ativos. por Poder e Órgão.Auditoria de Prestação de Contas Públicas foram confeccionados em conformidade com a portaria que regulamenta tal procedimento no respectivo exercício.00% 54.

para amortização em prazo superior a doze meses. definida na forma do art. convênios ou tratados e da realização de operações de crédito. estão sujeitas a limites fixados na Resolução do Senado Federal nº 43/2001 e suas alterações. contratos. definida na forma do art.no caso dos Municípios: a 1.Universidade do Sul de Santa Catarina b) Limite da dívida consolidada – A dívida consolidada ou fundada é o montante total. ao final do décimo quinto exercício financeiro contado a partir do encerramento do ano de publicação desta Resolução. o saldo global das garantias concedidas pelos Estados. c) Concessão de garantias e contragarantias Conforme a Resolução do Senado Federal nº 43/2001 e suas alterações. do Distrito Federal e dos Municípios. inclusive aquelas por antecipação de Receita Orçamentária (ARO). apurado sem duplicidade. 120 . Ela está sujeita a limites. e II .2 (um inteiro e dois décimos) vezes a receita corrente líquida. não poderá exceder. Os limites de endividamento são os estabelecidos no art. O conceito de endividamento utilizado na apuração dos respectivos limites deverá ser o da Dívida Consolidada Líquida. assumidas em virtude de leis. os quais serão verificados a cada quadrimestre. pelo Distrito Federal e pelos Municípios não poderá exceder a 22% (vinte e dois por cento) da Receita Corrente Líquida.As operações de crédito. 2º. a: I . das obrigações financeiras do ente da Federação. 2º.no caso dos Estados e do Distrito Federal: 2 (duas) vezes a receita corrente líquida. 3º A dívida consolidada líquida dos Estados. nos termos do art. 3º da Resolução nº 40/2001 do Senado Federal: Art. d) Operações de crédito . respectivamente. 29 da LRF.

nos contratos de refinanciamento de suas respectivas dívidas com a União.gov. de 05. § 6º Para os efeitos deste artigo. vierem a substituí-las. com a finalidade de financiar projetos de investimento para melhoria da administração das receitas e da gestão fiscal.496. 7º As operações de crédito interno e externo dos Estados.senado. de 05. juros e demais encargos da dívida consolidada. ou aquelas que. de 11 de setembro de 1997. cujos limites são definidos pelos arts. § 7º O disposto neste artigo não se aplica às operações de reestruturação e recomposição do principal de dívidas. para o caso de operações de crédito com liberação prevista para mais de um exercício.o montante global das operações realizadas em um exercício financeiro não poderá ser superior a 16% (dezesseis por cento) da receita corrente líquida. de todos os exercícios financeiros em que houver pagamentos previstos da operação pretendida até 31 de dezembro de 2027.11.991. da relação entre o comprometimento previsto e a receita corrente líquida projetada ano a ano.2003) II . do Distrito Federal. definida no art. § 3º São excluídas dos limites de que trata o caput as seguintes modalidades de operações de crédito: (Alterada pela Resolução nº 19. www.3. projetando-se a receita corrente líquida de acordo com os critérios estabelecidos no § 6º deste artigo. (Incluído pela Resolução nº 19.o comprometimento anual com amortizações. financeira e patrimonial. no caso dos Municípios. ainda. § 2º O disposto neste artigo não se aplica às operações de concessão de garantias e de antecipação de receita orçamentária. e. estabelecido com base na Lei nº 9. § 8º O disposto no inciso II do caput não se aplica às operações de crédito que. de 05.. no âmbito de programa proposto pelo Poder executivo Federal. (Alterado pela Resolução nº 2. a receita corrente líquida será projetada mediante a aplicação de fator de atualização a ser divulgado pelo Ministério da Fazenda.) § 1º O limite de que trata o inciso I. dos Municípios observarão. limitadas ao montante global previsto.2003) I . II . será calculado levando em consideração o cronograma anual de ingresso.2009) § 5º Os entes da Federação que apresentarem a média anual referida no § 6º superior a 10% (dez por cento) deverão apresentar tendência não crescente quanto ao comprometimento de que trata o inciso II do caput. respectivamente. Fonte: Senado Federal.2003) § 4º O cálculo do comprometimento a que se refere o inciso II do caput será feito pela média anual. não poderá exceder a 11.Auditoria de Prestação de Contas Públicas Resolução 43/2001 Art. estabelecidos nos termos da Lei nº 9. na data da publicação desta Resolução estejam previstas nos Programas de Ajuste dos Estados.(Incluído pela Resolução nº 19. de 24 de julho de 2000.. de 27. 4º.Contratadas no âmbito do Programa Nacional de Iluminação Pública Eficiente Reluz.contratadas pelos Estados e pelos Municípios com a União.br Unidade 4 121 . organismos multilaterais de credito ou instituições oficiais federais de crédito ou de fomento. inclusive relativos a valores a desembolsar de operações de crédito já contratadas e a contratar.11. 9º e 10.5% (onze inteiros e cinco décimos por cento) da receita corrente líquida.11. (. os seguintes limites: I . sobre a receita corrente líquida do período de 12 (doze) meses findos no mês de referência.

até o dia dez de dezembro de cada ano. por maioria absoluta de seus membros. a divulgação da relação contendo o nome dos entes que ultrapassarem os limites da dívida consolidada líquida. b) o dispêndio anual máximo com o serviço da dívida (amortizações. no exercício em que estiver sendo apurado. a 7% (sete por cento) da Receita Corrente Líquida. „„ „„ O saldo devedor das operações de crédito por antecipação de receita orçamentária não poderá exceder. 122 . ressalvadas aquelas que forem autorizadas pelo Legislativo. dos Municípios e de suas respectivas autarquias e fundações devem observar simultaneamente os seguintes limites: a) o montante global das operações realizadas em um exercício financeiro não poderá ser superior a 16% (dezesseis por cento) da Receita Corrente Líquida anual. não poderá exceder a 11. As outras regras mais importantes estabelecidas pela mesma Resolução são as seguintes: „„ As operações de crédito realizadas em um exercício não poderão exceder ao montante das despesas de capital fixadas na Lei Orçamentária Anual. incluindo os juros e outros encargos incidentes.5% (onze vírgula cinco por cento) da Receita Corrente Líquida. Governador ou Prefeito Municipal. por intermédio da Secretaria do Tesouro Nacional. Caberá ao Ministério da Fazenda. juros e demais encargos). bem como do cumprimento da impossibilidade de contratar tais operações no último ano de mandato do Presidente. do Distrito Federal.Universidade do Sul de Santa Catarina e) Verificar a liquidação das operações de crédito por antecipação de receita. incluindo as operações contratadas e a contratar. As operações de crédito interno e externo dos Estados.

Auditoria de Prestação de Contas Públicas

Agora você já conhece os principais demonstrativos exigidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal, bem como os procedimentos de auditoria dos mesmos. Na próxima unidade, você vai conhecer as sanções aplicáveis na hipótese de descumprimento dos referidos limites.

Síntese
Nesta unidade, você aprendeu que, para comprovar o atendimento aos ditames da LRF, foram criados alguns demonstrativos contábeis os quais devem ser periodicamente publicados pelos gestores públicos, bem como aprimorado outros que já existiam anteriormente. O conjunto destes demonstrativos é denominado Demonstrativos Fiscais e compreende o Relatório Resumido da Execução Orçamentária e o Relatório de Gestão Fiscal. Por intermédio destes demonstrativos, os auditores das contas públicas podem verificar o equilíbrio das contas públicas, o atendimento aos limites com alguns gastos, limites de endividamento, dentre outros. A Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda tem, dentre suas competências, as atribuições de normatizar a forma e o conteúdo destes demonstrativos. Para tanto, ela publica anualmente o Manual de Elaboração do Anexo de Metas Fiscais e do Relatório Resumido da Execução Orçamentária e do Manual de Elaboração do Anexo de Riscos Fiscais e do Relatório de Gestão Fiscal. Como você viu, o Relatório Resumido da Execução Orçamentária – RREO está previsto na Constituição da República Federativa do Brasil, de 5 de outubro de 1988, que estabelece em seu artigo 165, parágrafo 3º, que o Poder Executivo o publicará, até trinta dias após o encerramento de cada bimestre e será elaborado e publicado pelo Poder Executivo da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Você também conheceu o Relatório de Gestão Fiscal dos Poderes e órgãos que abrange administração direta, autarquias, fundações, fundos, empresas públicas e sociedades de economia
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Universidade do Sul de Santa Catarina

mista, incluindo os recursos próprios, consignados nos orçamentos fiscal e da seguridade social, para manutenção de suas atividades, excetuadas aquelas empresas que recebem recursos exclusivamente para aumento de capital oriundos de investimentos do respectivo ente.

Atividades de autoavaliação
Considerando o que você aprendeu nesta unidade, responda: 1) Explique o que são os Demonstrativos Fiscais. Liste os relatórios que compreendem estes Demonstrativos.

2) Assinale, dentre as alternativas, aquelas que NÃO integram o Relatório de Gestão Fiscal: a) ( ) Despesa total com pessoal, evidenciando as despesas com ativos, inativos e pensionistas; b) ( ) Demonstrativo da Receita Corrente Líquida; c) ( ) Dívida consolidada; d) ( ) Concessão de garantias e contragarantias; e) ( ) Demonstrativo dos Restos a Pagar por Poder e Órgão;

f) ( ) Operações de crédito;

g) ( ) Balanço Orçamentário.

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Auditoria de Prestação de Contas Públicas

3) Explique a quem compete estabelecer os limites do endividamento dos entes públicos a nível nacional.

Saiba mais
AGUIAR, Ubiratan. Convênios e tomadas de contas especiais: manual prático. 3. ed. rev. e ampl. Belo Horizonte: Fórum, 2008. ANGÉLICO, João. Contabilidade Pública. 8. ed. São Paulo: Atlas, 1995. BALEEIRO, Aliomar. Cinco aulas de finanças e política fiscal. 2. ed. ver. aum. São Paulo: José Bushatsky, 1975. BRASIL. Decreto-Lei nº 200, de 25 de fevereiro de 1967. Dispõe sobre a organização da Administração. Federal, estabelece diretrizes para a Reforma Administrativa e dá outras providências. Legislação Federal, p. 864, 25 fev. 1967. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Organizador: Alexandre de Moraes. São Paulo: Atlas, 2002. BRASIL. Lei 4.320, de 17 de março de 1964. São Paulo: Atlas, 1997. BRASIL, Lei Complementar n.º 101, de 04 de maio de 2000. http://www.planalto.gov.br BRASIL, Portaria n.º 59, de 1º de março de 2001. http://www. stn.fazenda.gov.br BRASIL, Portaria n.º 163, de 04 de maio de 2001. http://www. stn.fazenda.gov.br
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de 22 de agosto de 2002. São Paulo: Atlas. Altera Anexo II da Portaria nº 163/01. Portaria Interministral nº 688. CFC.stn. 2001. 2001. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas..stn. Direito administrativo. Portaria nº 10. http://www. ver.br BRASIL.br BRASIL. São Paulo: Atlas. 13. 2005.fazenda.gov.fazenda. Uma Abordagem teórica do gerenciamento de custos e avaliação do desempenho na administração pública. 4. FAZZIO JR. GIACOMONI.º 101. http:// www. Flávio da. Portaria nº 9. 10. Belo Horizonte: Fórum. et al. 126 . http:// www. Orçamento Público. James. de 28 de abril de 2005. CRUZ. Comentários a Lei 4.br BURKHEAD.gov.stn.br BRASIL.320. Maria Sylvia Zanela. ______. São Paulo: Atlas.fazenda. DI PIETRO. e ampl. de 17 de março de 1964.. 1971. Orçamento público. Klicia Mª S.gov. de 05 de agosto de 2009.stn. ed.. http://www. 1998. 1999. FERNANDES. 628 p.gov. Jesse. ed.fazenda. Jorge Ulisses Jacoby.gov. 2004. http://www. Brasília. Portaria nº 577. Fundamentos de Direito Administrativo. GUIMARÃES. stn.Universidade do Sul de Santa Catarina BRASIL. de 15 de outubro de 2008. Revista Brasileira de Contabilidade março/abril. 2009. de 04 de outubro de 2005. Waldo. fazenda. Portaria conjunta STN/SOF nº 2 de 08 de agosto de 2007. Comentários a Lei n.stn. de 04 de maio de 2000. http://www. Portaria nº 462. Tomada de Contas Especial.br BRASIL.br BRASIL.gov. atual. São Paulo: Atlas. São Paulo: Atlas. ed. fazenda.

17.º 101/2000: entendendo a Lei de Responsabilidade Fiscal. SILVA. 2004. – Palhoça: UnisulVirtual. DEBUS. Contabilidade Pública: teoria e prática. ed. Direito. 2003. 2002. REIS.Auditoria de Prestação de Contas Públicas HOEGENN. Bacharelado. São Paulo: Malheiros. 2003. 2006. São Paulo: Atlas. Balanços públicos: Teoria e Prática. Brasília: Prisma. 1995. Celso A. Heraldo da Costa. MEIRELLES. 1997. Planejamento e Áreas Afins. Moisés. UNIVALI. SOLONCA. Davi. São José. Hely Lopes. Brasília: Franco e Fortes. Auditoria de prestação de contas / Davi Solonca . Princípio da Eficiência da Administração Pública. 3. 2007. Dicionário de Orçamento. MACHADO JR. B. Alvacir Correa dos. Ilvo. ed. São Paulo: Atlas. Osvaldo Maldonado. Contabilidade governamental – um enfoque administrativo. ed.320 comentada. Heilio. KOAMA. Lino Martins da. Curso de Direito Administrativo. Rio de Janeiro: IBAM. 28 cm Unidade 4 127 . 16. NOGUEIRA. : il. ed. 2005. 206 p. São Paulo: Atlas. Direito Administrativo Brasileiro. Curso de Direito Constitucional Positivo. José Teixeira. Lei complementar n. 2006. Rio de Janeiro: Elsevier. Brasília: ESAF. Contabilidade pública: Teoria e Prática. . A importância da Obediência ao Princípio da Publicidade nas prestações de contas da Administração Pública em face da Lei de Responsabilidade Fiscal. ed. 2004. 2002. 7. São Paulo: LTr. São Paulo: Malheiros.. Administração Pública. 1999. KOAMA. SANCHES. São Paulo: Malheiros. Carlos Alberto Nogueira. designer instrucional Flavia Lumi Matuzawa – [Viviane Bastos]. MELLO. NASCIMENTO. Heilio. SANTOS. Edson Ronaldo. 2003. João Batista Fortes de Souza. SILVA. José Afonso da. 29. A Lei 4. PIRES.

.

„„ Reconhecer os limites estabelecidos pela Lei de 5 „„ Conhecer os limites a serem verificados por intermédio de uma Auditoria de Prestação de Contas Públicas. Seções de estudo Seção 1 Seção 2 Fiscalização da Gestão Fiscal Sanções aplicáveis pela LRF .UNIDADE 5 Sanções aplicáveis pela LRF Objetivos de aprendizagem „„ Identificar as sanções a serem aplicadas aos entes e administradores públicos em decorrência do não atendimento dos limites com despesas e endividamento. Responsabilidade Fiscal (LRF).

que os gastos com inativos e pensionistas se encontram acima do limite definido na Lei nº 9. 4. principalmente no que se refere à: 1. verificação do atingimento das metas estabelecidas na lei de diretrizes orçamentárias. dívidas consolidada e mobiliária. fatos que possam comprometer os custos ou os resultados dos programas. observância dos limites de gastos totais pelos Poderes Legislativos Municipais. 3. 3. e 4. da LC nº 101/00). 130 . que os montantes da despesa total com pessoal. bem como ao sistema de controle interno de cada Poder e do Ministério Público. a possibilidade de que a realização da receita poderá não comportar o cumprimento das metas de resultado primário ou nominal estabelecidas no Anexo de Metas Fiscais (art.717/98. observância dos limites e condições para a contratação de operações de crédito e inscrição de despesas em Restos a Pagar. às providências adotadas e as medidas tomadas para o retorno da despesa total com pessoal e das dívidas consolidada e mobiliária aos respectivos limites. quando houver. quando constatar: 1.Universidade do Sul de Santa Catarina Seção 1 . 9º. destinação dos recursos obtidos com a alienação de ativos.Fiscalização da Gestão Fiscal O cumprimento da observância das normas e limites contidos na Lei de Responsabilidade Fiscal compete ao Poder Legislativo e ao Tribunal de Contas do Estado. 2. bem como indícios de irregularidades na gestão orçamentária. e 5. das operações de crédito e das garantias concedidas se encontram acima de noventa por cento dos respectivos limites. o Tribunal de Contas alertará os Poderes ou órgãos. Além disso. 2.

de 27 de fevereiro de 1967. de maneira que num primeiro momento o ordenador seja alertado da aproximação das despesas aos limites para os quais se instituíram penalidades. de forma a verificar o cumprimento da lei de diretrizes orçamentárias.848.028. Unidade 5 131 . de 19 de outubro de 2000. de 2 de junho de 1992. de 10 de abril de 1950. outras normas da legislação pertinente.079. o Decreto-Lei nº 201. Lei 10. de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal).429. a Lei nº 1.Sanções aplicáveis pela LRF Consequências da extrapolação dos limites As infrações dos dispositivos da Lei de Responsabilidade Fiscal serão punidas por intermédio das penalidades instituídas pelos seguintes dispositivos: „„ o Decreto-Lei nº 2. a Lei nº 8. Seção 2 . „„ „„ „„ „„ „„ Extrapolação do limite das Despesas com Pessoal A LRF estabeleceu um sistema progressivo de limitações.Auditoria de Prestação de Contas Públicas Ressalte-se ainda que o Tribunal de Contas verificará os cálculos dos limites da despesa total com pessoal de cada Poder e órgão. e examinará os relatórios de Execução Orçamentária e de Gestão Fiscal.

37. Prudência . e as concessões decorrentes de sentença judicial ou determinação legal ou contratual. situação em que o Poder ou órgão já fica sujeito a certas limitações. LRF). A apuração será realizada quadrimestralmente ou semestralmente (em caso de opção). § 1º. as penalidades serão mais severas e impõe ao infrator determinações para retorno.95 % do limite máximo estabelecido para o Poder ou Órgão. Consequência: São impostas as seguintes vedações: „„ concessão de aumento. 65. O prazo de oito meses (dois quadrimestres) para readaptação poderá ser suspenso na ocorrência de situação de calamidade pública reconhecida pela Assembleia Legislativa (art. II). 59. exceto revisão anual geral (indistintamente a todos os servidores – art.90 % do limite máximo para o Poder ou Órgão. reajuste. ao menos. „„ „„ 132 . exceto em casos de vacância nas áreas de educação. CF). aos níveis prudenciais. vantagem ou qualquer outro tipo de benefício a seus servidores.Universidade do Sul de Santa Catarina Em um segundo instante. I. a Lei coloca um freio. e criação ou provimento de cargos. contratação de horas-extras (salvo situações previstas na LDO). Consequência: Tribunal de Contas emitirá documento de alerta (art. uma barreira de cautela e prudência. Nível Caracterização Consequências Alerta . tanto no âmbito institucional (ao ente) quanto no plano pessoal (aos titulares ou ordenadores de despesas). invadindo o campo do Direito Penal. Quando os Poderes ou órgãos ultrapassarem os limites estipulados pela Lei Complementar nº 101/00 haverá punição. saúde e segurança (atividades essenciais). Extrapolada a última barreira (limite máximo). XI.

). Penalidades Institucionais Ultrapassado o limite máximo sem readequação no prazo de oito meses. FPE. podendo o Poder ou Órgão reduzir temporariamente a jornada de trabalho. 163. segundo os critérios da Lei n° 9.). b) exoneração dos servidores não estáveis. as decorrentes de determinação legal (ex. podem ser adotadas as medidas estabelecidas no art. § 3º. maior remuneração.Auditoria de Prestação de Contas Públicas Acima do Limite Máximo – Despesa com pessoal supera o Limite Máximo estabelecido para o Poder ou Órgão. IPVA. etc. e 3. obter garantias. o ente fica impedido de: 1. Consequências: „„ imperativa adequação aos limites. Unidade 5 133 . Se necessário. da Constituição Federal: a) redução de 20% das despesas com cargos de confiança. com redução proporcional dos vencimentos (art. § 2º). 2. receber transferências voluntárias (convênios. „„ „„ Pelo menos 1/3 do excesso deve ser eliminado no primeiro quadrimestre. I. e c) exoneração dos estáveis. 23. contratar operações de crédito.: FUNDEF) e as transferências constitucionais (FPM. Não poderá ser impedido o recebimento de transferências destinadas ao Sistema Único de Saúde. ICMS. Prazo de 8 meses (dois quadrimestres.801/99 (menor tempo de serviço. menor idade). contados a partir daquele em que for constatado o excesso) para retorno a percentual inferior ao limite máximo (ajuste).

punida com multa de trinta por cento dos vencimentos anuais do agente que lhe der causa. Além disso. constitui infração. A não divulgação do relatório de gestão fiscal nos prazos e condições estabelecidos em lei. Judiciário ou Executivo) compromete toda a esfera correspondente (federal. perda do cargo público.Universidade do Sul de Santa Catarina Penalidades criminais e administrativas aos titulares de Poder. sendo o pagamento da multa de sua responsabilidade pessoal. A extrapolação dos limites definidos na legislação em um dos Poderes (Legislativo. caso deixe de providenciar a redução do excesso de gastos com pessoal no prazo fixado na lei. o Chefe de Poder poderá responder por delito contra as finanças públicas. estadual ou municipal). exceto as destinadas ao refinanciamento do principal atualizado da dívida mobiliária. o ente da Federação estará impedido. „„ „„ „„ „„ 134 .028/00). compensação entre os Poderes. de receber transferências voluntárias e contratar operações de crédito. não havendo. inabilitação para o exercício da função pública por um período de até cinco anos. Não Cumprimento dos Demais Limites e Regras da LRF O não cumprimento das regras estabelecidas na Lei de Responsabilidade Fiscal sujeita o titular do Poder ou órgão a punições que poderão ser: „„ impedimento da entidade para o recebimento de transferências voluntárias. proibição de contratação de operações de crédito e de obtenção de garantias para a sua contratação. até que a situação seja regularizada. Órgão ou ordenador de despesa Conforme a Lei de crimes fiscais (Lei 10. portanto. pagamento de multa com recursos próprios (podendo chegar a 30% dos vencimentos anuais) do agente que lhe der causa.

praticar ato visando a fim proibido em lei ou regulamento e negar a publicidade aos atos oficiais. perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio. Os agentes públicos são obrigados a observar estritamente os princípios da legalidade. Qualquer ação ou omissão que viole os deveres de honestidade. apropriação. legalidade e lealdade às instituições. constitui atos de improbidade administrativa. Constitui ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário qualquer ação ou omissão. de 2 de junho de 1992. A Lei 8. moralidade e publicidade dos atos públicos. em relação à responsabilização fiscal. dispõe sobre as sanções aplicáveis aos agentes públicos nos casos de enriquecimento ilícito no exercício de mandato. malbaratamento ou dilapidação dos bens ou haveres das entidades. perda da função pública. notadamente. Independente das sanções penais.429. desvio. pagamento de multa civil até duas vezes o valor do dano. imparcialidade. impessoalidade. e. suspensão dos direitos políticos de cinco a oito anos. notadamente. ordenar ou permitir a realização de despesas não autorizadas em lei ou regulamento. e. cargo. emprego ou função na administração pública. e Unidade 5 „„ „„ „„ 135 . que enseje perda patrimonial. em relação à responsabilização fiscal. e detenção ou reclusão. que atenta contra os princípios da administração pública. civis e administrativas. dolosa ou culposa. está o responsável pelo ato de improbidade administrativa sujeito às cominações a seguir.Auditoria de Prestação de Contas Públicas „„ „„ perda de mandato. a) Nos atos de improbidade administrativa que causam prejuízo ao erário: „„ „„ ressarcimento integral do dano.

se houver. perda da função pública. 136 . suspensão dos direitos políticos de três a cinco anos. elaborado pela Secretaria do Tesouro Nacional. são destacadas algumas das punições previstas para os atos cometidos em desacordo com a LRF. e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios pelo prazo de três anos. Nos quadros a seguir.Universidade do Sul de Santa Catarina „„ proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios pelo prazo de cinco anos. pagamento de multa civil até cem vezes o valor da remuneração percebida pelo agente. „„ Os crimes contra as finanças públicas não excluem o seu autor da reparação civil do dano causado ao patrimônio público. b) Nos atos de improbidade administrativa que atentam contra os princípios da administração pública: „„ „„ „„ „„ ressarcimento integral do dano.

Auditoria de Prestação de Contas Públicas Unidade 5 137 .

Universidade do Sul de Santa Catarina 138 .

Auditoria de Prestação de Contas Públicas Unidade 5 139 .

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http://www.br Conforme você pôde observar. Porém.Algumas das punições previstas para os atos cometidos em desacordo com a LRF Fonte: Portaria STN nº 577. são severas.fazenda. Cabe aos Tribunais de Contas e ao Ministério Público com atuação junto à cada ente da federação tomarem as providências cabíveis quando verificado o descumprimento destas normas.stn. bem como pelos demais dispositivos citados. estas regras somente surtirão efeitos se as entidades e pessoas responsáveis pela fiscalização das contas públicas estiverem atentas e atuantes. as punições para quem desrespeita as regras instituídas pela Lei de Responsabilidade Fiscal.gov. 146 .Universidade do Sul de Santa Catarina Quadro 5. de 15 de outubro de 2008. Anexo I .1 .

a LRF estabeleceu um sistema progressivo de limitações. e 4) fatos que possam comprometer os custos ou os resultados dos programas. quanto ao controle do limite das despesas com pessoal. 9º. Logo. das operações de crédito e das garantias concedidas se encontram acima de noventa por cento dos respectivos limites. bem como indícios de irregularidades na gestão orçamentária. todos os limites mencionados na unidade 4 devem ser de amplo conhecimento do auditor. das informações e documentos necessários para que as punições sejam efetivamente aplicadas aos infratores. Você viu que. bem como ao sistema de controle interno de cada Poder e do Ministério Público. Você também aprendeu que o Tribunal de Contas alertará os Poderes ou órgãos.Auditoria de Prestação de Contas Públicas Ao auditor das contas públicas caberá a tarefa de suprir estes órgãos. 3) que os gastos com inativos e pensionistas se encontram acima do limite definido na Lei nº 9. especialmente os auditores internos. da LC nº 101/00). de maneira que num primeiro momento (nível de alerta) seja o ordenador alertado da aproximação das despesas aos limites para os quais se instituíram penalidades. 2) que os montantes da despesa total com pessoal. caso deixem de notificar ao órgão de controle (Tribunal de Contas) as infrações que tenha tomado conhecimento.717/98. o Tribunal de Contas e o Ministério Público. o qual deverá zelar pela obediência aos mesmos. Síntese Você viu que a observância das normas e limites contidos na Lei de Responsabilidade Fiscal compete ao Poder Legislativo e ao Tribunal de Contas do Estado. Unidade 5 147 . podem se tornar responsáveis solidários aos gestores públicos descumpridores dos dispositivos anteriormente. dívidas consolidada e mobiliária. Cumpre salientar que os auditores. quando constatar: 1) a possibilidade de que a realização da receita poderá não comportar o cumprimento das metas de resultado primário ou nominal estabelecidas no Anexo de Metas Fiscais (art.

obter garantias e contratar operações de crédito. situação em que o Poder ou órgão já fica sujeito a certas limitações. a Lei coloca um freio. Ultrapassado o limite máximo sem readequação no prazo de oito meses. aprendeu que os crimes contra as finanças públicas não excluem o seu autor da reparação civil do dano causado ao patrimônio público. o ente fica impedido de receber transferências voluntárias. 65. Extrapolada a última barreira (limite máximo). LRF). elaborado pela Secretaria do Tesouro Nacional. uma barreira de cautela e prudência. 148 . Para finalizar. ao menos. as penalidades serão mais severas e impõe ao infrator determinações para retorno. aos níveis prudenciais. são destacadas algumas das punições previstas para os atos cometidos em desacordo com a LRF.Universidade do Sul de Santa Catarina Num segundo instante (limite de prudência). também. I. Você viu ainda que. Você viu. o Chefe de Poder poderá responder por delito contra as finanças públicas. que a apuração será realizada quadrimestralmente ou semestralmente (em caso de opção). conforme a Lei de crimes fiscais (Lei 10. No quadro. O prazo de oito meses (dois quadrimestres) para readaptação poderá ser suspenso na ocorrência de situação de calamidade pública reconhecida pela Assembleia Legislativa (art. caso deixe de providenciar a redução do excesso de gastos com pessoal no prazo fixado na lei.028/00). a seguir.

Diante disto. Diante disto. 2) Considere a seguinte situação: O prefeito da cidade de Desatentos do Sul. no segundo dia de exercício de seu mandato. constata que o pleito anterior encerrou o seu mandato sem promover a completa liquidação de uma Operação de Crédito de Antecipação de Receita contratada no último ano do seu mandato.Auditoria de Prestação de Contas Públicas Atividades de autoavaliação 1) Considere a seguinte situação: O prefeito da cidade de Sertão dos Desesperados. Unidade 5 149 . explique quais são as penalidades previstas em lei passíveis de serem aplicadas ao ex-prefeito. deixa de encaminhar ao Tribunal de Contas do Estado e à Câmara Municipal. explique quais são as restrições previstas em lei passíveis de serem aplicadas ao município de Desatentos do Sul. as Contas Anuais do Exercício anterior. em que pese ter sido devidamente alertado pela sua assessoria.

p.Universidade do Sul de Santa Catarina 3) Liste as autoridades competentes para verificar se os respectivos limites da despesa total com pessoal e das dívidas consolidada e mobiliária de um determinado Estado da federação estão sendo obedecidos. Convênios e tomadas de contas especiais: manual prático. http://www.planalto. ed. ed. Cinco aulas de finanças e política fiscal. de 04 de maio de 2000. 8. Portaria n. 1997. 2008.br 150 .º 59. Decreto-Lei nº 200. BRASIL. ANGÉLICO. Organizador: Alexandre de Moraes. estabelece diretrizes para a Reforma Administrativa e dá outras providências. BRASIL. ver. BRASIL. BRASIL. Saiba mais AGUIAR. Contabilidade Pública. http://www. stn. São Paulo: José Bushatsky. ed. Lei Complementar n. São Paulo: Atlas. Constituição da República Federativa do Brasil. rev. Belo Horizonte: Fórum.gov. 1995. 2002. 1967. e ampl. Aliomar. Lei 4. São Paulo: Atlas. Legislação Federal. de 1º de março de 2001. 864. 25 fev. 1975. aum.º 101. de 17 de março de 1964. São Paulo: Atlas. João. Dispõe sobre a organização da Administração. 3. BALEEIRO.br BRASIL. de 25 de fevereiro de 1967.320.fazenda. Federal.gov. Ubiratan. 2.

stn.gov. de 04 de maio de 2000.fazenda. Portaria Interministral nº 688. ed.gov. de 22 de agosto de 2002. http:// www.gov. Comentários a Lei 4.Auditoria de Prestação de Contas Públicas BRASIL. FERNANDES. São Paulo: Atlas. Tomada de Contas Especial. James. stn.º 163. 4.stn.br BRASIL. ed. de 15 de outubro de 2008. de 04 de maio de 2001.gov. 1999.fazenda. fazenda.fazenda.gov.br BRASIL.br BRASIL.. 628 p. Portaria nº 577.gov. DI PIETRO. 10. stn. Portaria nº 9. 1998. http:// www. São Paulo: Atlas. Orçamento público.br BRASIL.fazenda. de 05 de agosto de 2009. Portaria nº 462. Comentários a Lei n. 2009.br BRASIL. 2005.br BURKHEAD. Waldo.stn. http://www. atual. de 04 de outubro de 2005. Belo Horizonte: Fórum. Jesse. CRUZ.br BRASIL. ver. FAZZIO JR. Portaria n. Jorge Ulisses Jacoby. http://www. Orçamento Público. Portaria nº 10. 2004. Fundamentos de Direito Administrativo.fazenda. e ampl. de 17 de março de 1964. http://www. Unidade 5 151 . GIACOMONI. Altera Anexo II da Portaria nº 163/01. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas.. Direito administrativo.stn.gov. 2001. 13. ______. São Paulo: Atlas.º 101. Portaria conjunta STN/SOF nº 2 de 08 de agosto de 2007. fazenda.320. de 28 de abril de 2005. São Paulo: Atlas. 1971. http://www. et al. Maria Sylvia Zanela.stn. Flávio da.. http://www. ed. São Paulo: Atlas.

NASCIMENTO. Revista Brasileira de Contabilidade março/abril. 17.Universidade do Sul de Santa Catarina GUIMARÃES. Brasília: Prisma. DEBUS. ed. PIRES. Balanços públicos: Teoria e Prática. 2006. Contabilidade Pública: teoria e prática. A Lei 4. Heilio. Edson Ronaldo. SANTOS. São Paulo: Malheiros. Rio de Janeiro: IBAM. ed. Hely Lopes. Dicionário de Orçamento. São Paulo: Malheiros. B. Contabilidade pública: Teoria e Prática. A importância da Obediência ao Princípio da Publicidade nas prestações de contas da Administração Pública em face da Lei de Responsabilidade Fiscal. HOEGENN. 1997. São Paulo: Malheiros. São Paulo: Atlas. Brasília: ESAF. Brasília: CFC. São Paulo: Atlas. Direito Administrativo Brasileiro. Lei complementar n. 1999. MACHADO JR. Uma Abordagem teórica do gerenciamento de custos e avaliação do desempenho na administração pública. Curso de Direito Constitucional Positivo. 2005. 16. 2003. SANCHES. REIS. Princípio da Eficiência da Administração Pública. 2004. Ilvo. ed. 29. 152 . ed. Brasília: Franco e Fortes. 2002. São Paulo: LTr. MEIRELLES. 7. Osvaldo Maldonado. Planejamento e Áreas Afins. Direito. UNIVALI. Alvacir Correa dos. João Batista Fortes de Souza. 2001. Rio de Janeiro: Elsevier. Heilio. Heraldo da Costa. KOAMA. José Teixeira. Curso de Direito Administrativo. Carlos Alberto Nogueira..320 comentada. Administração Pública. 2006. KOAMA. MELLO. São José. NOGUEIRA. Klicia Mª S. Bacharelado. José Afonso da. 2004. Moisés. 2003. 1995. 2002. Celso A. SILVA.º 101/2000: entendendo a Lei de Responsabilidade Fiscal.

2007. 3. São Paulo: Atlas. Auditoria de prestação de contas / Davi Solonca . Davi. – Palhoça: UnisulVirtual. SOLONCA. 206 p. . Lino Martins da.Auditoria de Prestação de Contas Públicas SILVA. Contabilidade governamental – um enfoque administrativo. ed. 28 cm Unidade 5 153 . 2003. designer instrucional Flavia Lumi Matuzawa – [Viviane Bastos]. : il.

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„„ Compreender a função do tomador de contas especial.UNIDADE 6 Tomada de Contas Especial Objetivos de aprendizagem „„ Conhecer o que é Tomada de Contas Especial .. „„ Identificar as suas implicações legais.. 6 Seções de estudo Seção 1 Seção 2 Seção 3 Seção 4 Conceitos sobre a Tomada de Contas Especial em nível Federal e Estadual Legislação aplicável em casos de TCE Etapas a serem seguidas pela autoridade administrativa para a instauração da TCE Peças básicas de uma TCE .TCE.

. a TCE deve ser instaurada pela autoridade competente do próprio órgão ou entidade jurisdicionada (responsável pela gestão dos recursos). 95). a Tomada de Contas Especial [. identificará as etapas a serem seguidas pela autoridade administrativa para a instauração da TCE.Conceitos sobre a Tomada de Contas Especial em nível Federal e Estadual Tomada de Contas Especial (TCE) Conforme o art. que visa à apuração de responsabilidade por ocorrência de dano à administração pública federal e à obtenção do respectivo ressarcimento. p. Conforme Fernandes (2009. A causa determinante na instauração da TCE..] é um processo de natureza administrativa que tem por objetivo apurar responsabilidade por omissão.Universidade do Sul de Santa Catarina Para início de estudo Nesta unidade. depois de esgotadas as providências administrativas internas com vista à recomposição do erário. seja por meio de um ato omissivo ou comissivo. em sentido amplo. você estudará o que é Tomada de Contas Especial (TCE) e verificará a legislação aplicável em nível federal e estadual. advém de uma conduta do agente público em desconformidade com a lei. além de aprender a compor uma TCE com suas peças básicas. Em regra. Seção 1 . ou irregularidade no dever de prestar contas ou dano causado ao erário. 3º da Instrução Normativa TCU 56/2007. 156 . a Tomada de Contas Especial (TCE) é um processo devidamente formalizado. com rito próprio.

convém ressaltar que. denúncia. A norma reguladora do processo de TCE no TCU é a Instrução Normativa TCU 56/2007. nos casos de omissão na prestação de contas ou inércia na instauração da TCE pelo gestor. tais como. que estabelece como objetivo do processo de TCE: 1. 3. auditoria e processos de registro de atos de pessoal (art. incluindo a responsabilidade solidária no dano identificado (art. de forma que as normas adotadas por este servem como paradigma na regulamentação da matéria. ainda. inspeção. vigente desde 1º de janeiro de 2008. da Lei 8. Os Tribunais de Contas dos Estados regulamentam a Tomada de Contas Especial no âmbito de suas respectivas jurisdições. §1º.443/92). da IN/TCU 56/2007). é necessário observar as peculiaridades ditadas pelo Tribunal de Contas ao qual a unidade da administração pública esteja vinculada. Unidade 6 157 . III. as quais guardam razoável uniformidade com as normas Editadas pelo TCU. representação. para a aplicação da legislação em algum caso em concreto. apurar os fatos (o que aconteceu). quantificar os danos (quanto foi o prejuízo ao erário). 1º. 50. 2. identificar os responsáveis (quem participou e como). oriunda de conversão de outros processos de controle externo. 47 da Lei 8.Auditoria de Prestação de Contas Públicas A não adoção dessas providências no prazo máximo de cento e oitenta dias caracteriza grave infração à norma legal. No entanto.443/92) ou por determinação do próprio Tribunal de Contas. A TCE pode ser. a TCE pode ser instaurada por recomendação dos órgãos de controle interno (art. sujeitando a autoridade administrativa federal competente omissa à imputação das sanções cabíveis. Entretanto.

5º. qual/quanto foi o dano e. 8º da Lei 8.00 (IN/TCU 56/2007.443/92 (Lei Orgânica do TCU). a possibilidade de interposição de recursos. for de valor igual ou superior à quantia estabelecida pelo Tribunal. Se o dano for de valor inferior. As TCE’s só devem ser instauradas pelas unidades competentes e encaminhadas ao TCU para julgamento se o dano ao erário. 1º. regulares (dando quitação plena aos responsáveis). c) ocorrência de desfalque.Universidade do Sul de Santa Catarina O processo de TCE deve conter elementos de prova/convicção suficientes para se definir qual foi a conduta dos agentes públicos e demais responsáveis envolvidos (agentes solidários ou não). §2º. observando-se os requisitos especificados na respectiva legislação. Os processos de TCE no TCU poderão ser julgados „„ Art. A TCE. desvio ou desaparecimento de dinheiros. mediante convênio. são determinantes para a instauração de TCE a ocorrência de pelo menos um dos seguintes fatos: a) omissão no dever de prestar contas. o nexo de causalidade entre a conduta dos agentes e o dano. 1º da Instrução Normativa TCU 56/2007 c/c o art. Conforme estabelece o art. ilegítimo ou antieconômico de que resulte dano à administração pública federal. b) não comprovação da aplicação dos recursos repassados pela União. 158 .000. ainda assim. possui etapas instrutivas e decisórias. e d) prática de ato ilegal. deverá esgotar as medidas administrativas internas visando ao ressarcimento pretendido e providenciar a inclusão do nome do responsável no Cadastro Informativo dos débitos não quitados de órgãos e entidades federais (Cadin) e em outros cadastros afins. no âmbito do TCU. garantidos o contraditório e a ampla defesa. atualizado monetariamente. a autoridade administrativa federal competente. c/c art. havendo. da Instrução Normativa TCU 56/2007. principalmente. bens ou valores públicos. §3º. atualmente fixada em R$ 23. ainda. contrato de repasse ou instrumento congênere. art. 11).

declaração de inabilitação para o exercício de cargo ou função pública. comunicação ao Ministério Público Federal. § 3º. „„ „„ „„ „„ Unidade 6 159 . promover a cobrança judicial da dívida ou o arresto de bens. 71. tornando a dívida líquida e certa. e irregulares. Se o responsável. há imputação de débito e/ou multa. VII. da CF/88 e art. por meio da Advocacia-Geral da União (AGU) ou das unidades jurisdicionadas ao TCU que detêm essa competência. 197 a 213 do Regimento Interno do TCU). recolher o valor devido. Quando as contas são julgadas irregulares. inclusão no Cadastro Informativo dos débitos não quitados de órgãos e entidades federais (Cadin). regularmente notificado. no prazo de quinze dias. e solicitação do arresto de bens para garantir o ressarcimento. ainda. ser considerados iliquidáveis (trancamento das contas por impossibilidade de julgamento) ou arquivados sem apreciação do mérito quando verificada a ausência de pressupostos de constituição ou de desenvolvimento válido e regular do processo (arts. outras sanções podem ser aplicadas a partir do julgamento das contas. é formalizado processo de cobrança executiva. o responsável é notificado para. 585. tais como: „„ declaração de inidoneidade do particular para licitar ou contratar com a administração. do CPC). o qual é encaminhado ao Ministério Público junto ao Tribunal para. não recolher tempestivamente a importância devida. Após o julgamento. Além dessas consequências. Podem.Auditoria de Prestação de Contas Públicas „„ „„ regulares com ressalva (falhas formais). decisão que tem eficácia de título executivo extrajudicial (art.

a partir do qual o responsável poderá figurar na lista de inelegíveis. como consequência. d) Publicidade .oportunidade para o responsável contradizer os fatos apurados pela comissão. Podem ocorrer dúvidas quanto à questão de diferenciação do Processo Disciplinar e Sindicância e a Tomada de Contas Especial. e) Contraditório e Ampla Defesa .ocorre quando deixa de existir a causa ensejadora da TCE. analise o quadro a seguir. b) Oficialidade . g) Razão Suficiente Ab-rogável . c) Informalismo Moderado . pode-se dar ciência aos interessados diretamente.Universidade do Sul de Santa Catarina O próprio julgamento das contas pela irregularidade já apresenta. f) Proteção ao Erário .os atos devem ser publicados no Diário Oficial do Estado. 160 .deve-se envidar esforços até que se encontre o responsável e quantificar os prejuízos causados ao erário. Ao se realizar uma Tomada de Contas Especial devemos nos pautar à luz dos seguintes princípios jurídicos. Para esclarecer essas dúvidas.ao administrador público só é lícito executar o que a lei especifica. quais sejam: a) Legalidade .somente o poder público deve dar andamento ao procedimento de TCE. a inclusão no cadastro a ser enviado à Justiça Eleitoral.é o abrandamento das formalidades usuais. Em algumas ocasiões.

php?option=com_docman&task=cat=44&ltemid=73>. Quadro 6. dois deles ou até os três.sc. Resolução nº 155/2002. e art. Acesso em: 08/10/2007. É obrigatória a comunicação de sua instauração ao Tribunal de Contas.1 .sef.Legislação aplicável em casos de TCE Diversos são os dispositivos legais e regulamentares em nível Federal que se referem à matéria.br/index. Todos os processos em tese. arts. não.Processo Disciplinar e Sindicância e a Tomada de Contas Especial Fonte: Site da Secretaria do Estado da Fazenda de SC <http://www. Pode ser instaurado apenas um dos processos. Pode a condução dos trabalhos ser exercida pelos mesmos servidores ou não. Processo Disciplinar e Sindicância Apuração e posterior punição por falta disciplinar.443/92) ou do Tribunal de Contas ao qual a unidade administrativa esteja jurisdicionado. Regimento Interno do Tribunal de Contas. Não é obrigatória. inciso II. 84). Julgamento pela autoridade competente (a própria administração). A decisão de imputar débito ou multa tem força de título executivo. mas o mérito da TCE e a gradação da penalidade da Sindicância ou do Processo Administrativo Disciplinar. em decorrência de um mesmo fato. dentre os quais devem ser destacados: „„ „„ Constituição Federal. 70. Não é julgada pela autoridade competente que a instaurou (Tribunal de Contas). no caso do TCU. Unidade 6 „„ „„ 161 . 75. Elementos de um ou mais processos podem subsidiar a instrução de outro. Decisão de recompor o erário subordina-se a discussão.Auditoria de Prestação de Contas Públicas TCE Resguardar a integridade dos recusos públicos.diag. 71.gov. Lei Orgânica do TCU (Lei nº 8. podem ser revistos pelo Judiciário. Seção 2 . quanto à observância aos procedimentos legais. Decreto-Lei nº 200/67 (art.

sempre que verificada alguma das hipóteses previstas no item 1. É fundamental ressaltar que.Universidade do Sul de Santa Catarina „„ „„ Lei nº 8. identificação dos responsáveis.443/92). podendo ocorrer de ofício ou por solicitação do Controle Interno. caso não comprovada a conivência entre a autoridade administrativa que constatou a irregularidade e o agente causador do dano. sem prejuízo de 162 .320. O início do processo. é considerada grave infração à norma legal. deverá imediatamente adotar providências com vistas à apuração dos fatos. de 17 de março de 1964 – Estitui Normas Gerais de Direito Financeiro para elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União. Entretanto. a responsabilidade daquele esgotará com a adoção de providências visando à reparação do prejuízo. no caso dos convênios. sob pena de responsabilidade solidária. „„ „„ „„ „„ „„ Responsável pela instauração da TCE.784/99. no caso de convênios e contratos de repasse da União.666/93. Lei nº 4.112/90. dos Estados. Portaria Interministerial nº 127/2008. identificação dos responsáveis e quantificação do dano (caput do art. Decreto-Lei nº 200/67 (art. com vistas à exigência de prestação de contas ou de ressarcimento ao Erário. no prazo máximo de 180 dias. e Estatutos e Regimentos Internos dos Órgãos e Entidades. Lei nº 8.2. dos Municípios e do Distrito Federal. Lei nº 9. quantificação do dano e ao imediato ressarcimento ao Erário. cabe ao dirigente máximo da entidade ou ao ordenador de despesa. sujeitando a referida autoridade à imputação das sanções cabíveis. que dispõe sobre o processo administrativo. 8º da Lei nº 8. a autoridade administrativa competente. a omissão da autoridade competente no que se refere ao dever de adotar as providências com vistas à apuração dos fatos. 84).

acrescido de correção monetária e juros de mora. 74 (também ressaltado no art. § 2º da Lei nº 8. 51. SEÇÃO 3 . poderá também o TCU. bens ou valores públicos. sob pena de responsabilidade solidária. de qualquer irregularidade ou ilegalidade de que tome conhecimento. por sua vez. Além disso.Etapas a serem seguidas pela autoridade administrativa para a instauração da TCE No âmbito do órgão ou da entidade. 148 do RI/TCU. 8º da Lei nº 8.443/92). e. a qualquer tempo. independentemente das medidas administrativas internas e judiciais adotadas. conforme dispõe o texto constitucional no § 1º de seu art.443/92. § 1º do art. o responsável será notificado para que recolha o valor do débito a ele imputado. acrescidos dos encargos legais. o Tribunal determinará a instauração da respectiva Tomada de Contas Especial. determinar a instauração de TCE. assim: a) em se tratando de omissão de contas ou não comprovação da aplicação dos recursos repassados mediante convênio. o procedimento seguinte à identificação do ato lesivo é a notificação do responsável.Auditoria de Prestação de Contas Públicas caracterizar a sua solidariedade com o agente causador do dano. b) no caso de desfalque ou desvio de dinheiros. O Controle Interno. Nesse caso. objetivando a regularização do fato. tem o dever de dar ciência ao Tribunal. Unidade 6 163 . se entender que o fato motivador possui relevância suficiente para ensejar a apreciação por seus órgãos colegiados (art. acordo. e § 1º do art. 3º da IN/TCU nº 56/2007). ajuste ou outros instrumentos congêneres. o responsável será notificado para que apresente a prestação de contas ou que proceda à devolução dos recursos recebidos. bem como para que apresente as justificativas e as alegações de defesa julgadas necessárias. ilegítimo ou antieconômico de que resulte dano ao Erário. da prática de qualquer ato ilegal. nos casos em que a prestação de contas não tenha sido aprovada.

a autoridade competente tomará as medidas necessárias com vistas à suspensão: a) de liberação de parcela de recursos ainda não transferida. bem como à conta de subvenção. de diligências. assegurado o contraditório. notificações e comunicações. auxílio ou contribuição. todas as providências administrativas para regularizar a situação ou reparar o dano. o ordenador de despesas deve adotar. ajuste ou outros instrumentos congêneres. Esgotado o prazo e não apresentada a prestação de contas. ou c) de pagamento de concessão. acordo. nem devolvidos os recursos financeiros desviados. será providenciada a instauração da tomada de contas especial e a inscrição da responsabilidade pelo débito em conta específica. conforme o caso. e) prazo para as providências: trinta dias a contar da data: „„ em que constatada irregularidade na aplicação de recursos públicos. d) as providências administrativas se constituem. b) para a TCE é fundamental que reste comprovada a ocorrência de prejuízo aos cofres públicos. Algumas providências são necessárias para a tomada de contas especial. auxílio ou contribuição à instituição omissa. acordos ou ajustes com partícipe inadimplente. como por exemplo: a) a instauração de TCE é medida de exceção. c) antes de se instaurar a TCE. sob pena de responsabilidade solidária.Universidade do Sul de Santa Catarina Expedida a notificação e concedido prazo para sua regularização. ou em que deveria ter sido apresentada a prestação de contas. b) de assinatura de novos convênios. de nova subvenção. 164 . inclusive no que se refere a transferências por meio de convênio. conforme o caso.

ou seja: a) omissão no dever de prestar contas (art. 70. Encaminhamento da TCE ao Tribunal de Contas da União ou do Estado Concluso o processo de TCE e devidamente procedidos os registros no SIAFI. § único da CF). subvenção. ilegítimo ou antieconômico de que resulte dano ao erário. você irá compreender que cada TCE deve ensejar um fato descrito na legislação.Auditoria de Prestação de Contas Públicas „„ do conhecimento de ocorrência relacionada a desfalque. „„ Fatos ensejadores da TCE A seguir. desvio de dinheiro. para os efeitos de cadastro dos faltosos. bens ou valores públicos é sinônimo de alcance. ou da caracterização de qualquer ato ilegal. e c) ocorrência de desfalque. os autos serão encaminhados ao Tribunal de Contas para julgamento. b) não comprovação da aplicação de recursos concedidos pelo Estado mediante convênio. sob pena de responsabilidade solidária. desvio de dinheiro. bens ou valores públicos. Unidade 6 165 . auxílio ou contribuição. omissos e/ou inadimplentes na comprovação ou pelo uso irregular dos recursos públicos. os responsáveis pelo controle interno deverão comunicar o fato ao ordenador de despesas.

deverá constar dos autos comprovante do ajuizamento do feito. contrato de repasse ou instrumento congênere.Peças básicas de uma TCE São elementos essenciais ao processo de TCE. f) cópia da notificação da entidade beneficiária. e) cópia das notificações de cobrança expedidas. d) cópia do relatório de comissão de sindicância ou de inquérito. Estes processos de TCE obedecerão à numeração sequencial anual de cada órgão gestor em que instaurados. de acordo com a Instrução Normativa TCU 56/2007: a) ficha de qualificação do responsável. juntamente com a prestação de contas. estes documentos listados integrarão o processo autuado e protocolizado no órgão gestor dos recursos.Universidade do Sul de Santa Catarina Seção 4 . contendo a numeração sequencial dos autos. e j) outros elementos  que contribuam para caracterização do dano e da responsabilidade. Nos casos em que os fatos consignados na TCE forem objeto de ação judicial. g) relatório do tomador de contas (pode ser o responsável pela gestão dos recursos ou outro agente designado para tomar as contas). c) cópia integral do processo de transferência de recursos. no caso de omissão no dever de prestar contas de recursos repassados mediante convênio. Além disso. 166 . i) pronunciamento ministerial. h) relatório e o certificado de auditoria (emitidos pelo controle interno). quando for o caso. acompanhado de cópia dos documentos que caracterizam a responsabilidade apurada. b) demonstrativo financeiro do débito.

Responsáveis. informações quanto aos recursos repassados com indicação de datas e documentos correspondentes. notificações para apresentação da prestação de contas ou devolução dos recursos recebidos). Adequação à apuração dos fatos. informações sobre o resultado de processos de sindicância. informações sobre as normas infringidas diante das irregularidades.Auditoria de Prestação de Contas Públicas Tipos de Relatório desenvolvidos pela Comissão Interna do Órgão O ato formal pelo qual uma Tomada de Contas Especial (TCE) é apresentada pode ser como demonstraremos a seguir. correta identificação do responsável (todos os agentes que de algum modo contribuíram para o dano). Quem pode ser responsabilizado? Os agentes públicos. cujos atos redundem em dano ao erário e aqueles que sem vínculo com a Administração. quantificação precisa do dano. emprego ou função. O Relatório Preliminar deve conter: „„ informações sobre as providências administrativas adotadas para o ressarcimento do débito (expedientes enviados ao responsável. se obrigam a prestação de contas por receberem e gerenciarem recursos públicos. assim compreendendo os que se vinculam com a Administração Pública em razão de cargo. „„ „„ „„ „„ „„ „„ „„ „„ „„ Já o Relatório Conclusivo: „„ análise conclusiva em torno das razões de defesa do responsável. disciplinar ou de inquérito. e informações quando o fato ensejador da TCE for objeto de ação judicial. Unidade 6 167 . informações sobre o Relatório do Tribunal de Contas ou do controle interno.

a entidade. Citação e audiência são os atos pelos quais o responsável é chamado ao Tribunal para apresentar defesa. e a ocorrência de falhas ou irregularidades no processo ou a ausência de quaisquer dos elementos ensejará a sua devolução para correção ou complementação. e se o responsável for o Administrador da entidade. somente será liberada para receber novos recursos. por escrito.Universidade do Sul de Santa Catarina „„ após a conclusão da TCE. mediante a suspensão da inadimplência por determinação do ordenador de despesas do órgão gestor. verificados em processo de prestação ou tomada de contas. o Auditor Interno emite Relatório e Certificado de auditoria. „„ Análise do Controle Interno O processo de Tomada de Contas Especial é desenvolvido pelo controle interno verificando-se o seguinte: „„ se o responsável está corretamente identificado. Caberá ao Tribunal de Contas exercer seu papel constitucional e. esta ficará liberada para receber quaisquer recursos do Estado somente após o julgamento da TCE pelo Tribunal de Contas. estando tudo correto. 168 . oportunizará ao responsável seu direito do contraditório e ampla defesa por meio da citação e audiência. quanto a atos irregulares por ele praticados e passíveis de imputação de débito ou de cominação de multa. ou da União se for o caso. para isso. „„ „„ Envio ao Tribunal de Contas da TCE A TCE tão logo concluída deverá ser encaminhada ao Tribunal de Contas respectivo. o dano quantificado e os fatos adequadamente descritos. desde que comprovada a adoção de providências no sentido de ressarcir o Erário. inclusive mediante o ingresso com a ação judicial competente.

poderá proferir as seguintes decisões: a) Regulares .Auditoria de Prestação de Contas Públicas Os Tribunais de Contas. de forma clara e objetiva. tal como uma dívida tributarial. O débito deve ser recolhido ao Tesouro (Secretaria de Fazenda ou Tesouro Nacional). quando se tratar de recursos repassados pela administração direta dos Poderes Executivo. desfalque. „„ „„ O responsável ainda tem o direito de impetrar Recursos previstos no regimento interno de cada Tribunal de Contas. fundos e fundações ou à tesouraria da unidade repassadora dos recursos. ou grave infração à norma legal ou regulamentar de natureza contábil. Legislativo e Judiciário. prática de ato de gestão ilegítimo ou antieconômico. quando se referir a recursos repassados por empresas públicas e sociedades de economia mista.quando evidenciarem impropriedade ou qualquer outra falta de natureza formal de que não resulte dano ao erário.regulares. dano ao erário decorrente de ato de gestão ilegítimo ou anti-econômico injustificado. bens ou valores públicos. financeira.quando comprovada qualquer das seguintes ocorrências: „„ „„ omissão no dever de prestar contas. e. quando expressarem. a legalidade. podendo ser executado pela Procuradoria da Fazenda Pública. a exatidão dos demonstrativos contábeis. suas autarquias. b) Regulares com Ressalva . de forma que a dívida resultante do débito imputado ao responsável é inscrito em dívida ativa. 169 Unidade 6 . c) Irregulares . desvio de dinheiro. operacional ou patrimonial. do Ministério Público e do Tribunal de contas. a legitimidade e a economicidade dos atos de gestão do responsável. orçamentária. A Decisão do Tribunal de Contas tem da eficácia de título executivo. ao apreciar a TCE.

procuramos desenvolver conceitos sobre a Tomada de Contas Especial (TCE) em nível Federal e Estadual. para que as pessoas que trabalham com recursos públicos possam visualizar suas competências e alcance sobre as Prestações de Contas. Desta forma. terminamos o estudo da Tomada de Contas Especial. indicando a Legislação aplicável em casos de TCE. certamente este assunto não se esgota nesta unidade. sob pena de ser invalidado todo o processo. outros órgãos estaduais. 170 . Procuramos descrever as peças básicas de uma TCE. Atividades de autoavaliação 1) Liste e explique as causas que podem ensejar a instauração da Tomada de Contas Especial.Universidade do Sul de Santa Catarina Síntese Nesta Unidade. ou seja. para que as TCE’s tenham um resultado positivo. municipais ou federais. alcancem os resultados para qual foram concebidas. devem seguir algumas etapas pela autoridade administrativa para a instauração da TCE. pois se trata de um instrumento eficaz na busca dos recursos mal utilizados e que devem ser ressarcidos ao erário. Como você aprendeu.

1967. 25 fev. João. ed. emprego ou função pública. Convênios e tomadas de contas especiais: manual prático. 1995. 864. Decreto-Lei nº 200. ed. Verdadeiro ou Falso? Justifique. e ampl. rev. 8. estabelece diretrizes para a Reforma Administrativa e dá outras providências. 2008. ANGÉLICO. 3) Observe a seguinte afirmativa: Somente estão sujeitos à Tomada de Contas Especial os detentores de cargo. Legislação Federal. Belo Horizonte: Fórum.Auditoria de Prestação de Contas Públicas 2) Liste os objetivos de uma Tomada de Contas Especial. Contabilidade Pública. Unidade 6 171 . Ubiratan. de 25 de fevereiro de 1967. p. BRASIL. Dispõe sobre a organização da Administração Federal. São Paulo: Atlas. Saiba mais AGUIAR. 3.

Lei 4.320... Organizador: Alexandre de Moraes. 10. de 21 de julho de 1993. Tomada de Contas Especial. de 29 de janeiro de 1999. 29. de 17 de março de 1964. Celso A. DI PIETRO. BRASIL.Universidade do Sul de Santa Catarina BRASIL. BRASIL. José Teixeira. 1999. Constituição da República Federativa do Brasil. São Paulo: Atlas. Comentários a Lei 4. KOAMA. Lei 8. 2009. 2006. Rio de Janeiro: IBAM. 1995. Hely Lopes. 17. de 16 de julho de 1992. MEIRELLES. Dispõe sobre a Lei Orgânica do Tribunal de Contas da União e dá outras providências. 37. e ampl. da Constituição Federal.443. ed. 172 . REIS. Regulamenta o art. Jorge Ulisses Jacoby. Flávio da. 4. A Lei 4. Belo Horizonte: Fórum. Direito Administrativo Brasileiro.320. São Paulo: Atlas.320 comentada. ver. BRASIL. 2002. ed. Heilio. FAZZIO JR. São Paulo: Atlas. institui normas para licitações e contratos da Administração Pública e dá outras providências.784. de 17 de março de 1964. BRASIL. inciso XXI. Heraldo da Costa.666. MELLO. 2004. ed.. Contabilidade pública: Teoria e Prática. Curso de Direito Administrativo. FERNANDES. São Paulo: Malheiros. 2001. São Paulo: Malheiros. ed. Lei 9. Maria Sylvia Zanela. B. Fundamentos de Direito Administrativo. 628 p.. atual. Waldo. CRUZ. 1998. Regula o processo administrativo no âmbito da Administração Pública Federal. São Paulo: Atlas. São Paulo: Atlas. 1997. Lei 8. São Paulo: Atlas. MACHADO JR. Direito administrativo. 2004. et al.

Davi. Lino Martins da. João Batista Fortes de Souza. ed. 2002. Contabilidade Pública: teoria e prática. – Palhoça: UnisulVirtual. 3. SILVA. . Contabilidade governamental – um enfoque administrativo. SOLONCA. ed. 206 p. designer instrucional Flavia Lumi Matuzawa – [Viviane Bastos]. Auditoria de prestação de contas / Davi Solonca . São Paulo: Atlas. 7.Auditoria de Prestação de Contas Públicas PIRES. Brasília: Franco e Fortes. : il. 2003. 28 cm Unidade 6 173 . 2007.

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Quanto mais instruído e consciente for o povo. É com humildade e sinceridade que te digo que me esforcei muito para lhe disponibilizar um material com conteúdo abrangente e de agradável leitura. Por fim. e o meu. Prof. menor o desperdício de recursos por parte da Administração Pública. Moisés Höegenn. Muito obrigado pela oportunidade. Sim. e espero ter atingido este objetivo. O cidadão comum também deve fiscalizar a forma como são geridos os recursos públicos e o fim dado aos mesmos. menor a corrupção. ainda. de transmitir este conteúdo a você.Para concluir o estudo Caro(a) Aluno(a). conhecimento e sabedoria para executá-los com êxito. espero que você tenha compreendido o conteúdo desta disciplina e possa aplicá-lo com segurança na sua vida profissional ou. . Da mesma forma. de conseguir assimilar o conteúdo da disciplina. vencemos. Forte abraço. pois não só os profissionais da auditoria governamental devem estar preparados para auditar as contas públicas. pois eu e você enfrentamos um desafio: o seu. como cidadão comum. quero te desejar sucesso nos teus projetos e vida. que tenhas saúde. É com muita satisfação e com muita honra que te digo: vencemos mais uma etapa.

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São Paulo: José Bushatsky. vum. 2008. BRASIL.º 59. http://www. Ubiratan. Estabelece a obrigatoriedade da declaração de bens e rendas para o exercício de cargos. Aliomar. ARAÚJO. de 15 de outubro de 2008. http:// www. Portaria conjunta STN/SOF nº 2 de 08 de agosto de 2007.º 163. http://www. stn.gov.fazenda. Nota Técnica nº 2308 / 2007 / CCONT/STN.br BRASIL. ANGÉLICO.gov. fazenda.fazenda. Portaria nº 9. de 05 de agosto de 2009. João. Portaria nº 577. Contabilidade pública: da teoria à prática.br BRASIL.gov. de 04 de maio de 2001.br BRASIL. http://www. ed.br BRASIL. 2. Portaria n.gov.stn. stn.br BRASIL.stn. http://www.stn. de 22 de agosto de 2002. 8.stn.br .planalto. de 10 de novembro de 1993. http://www.fazenda. de 28 de dezembro de 2007. Daniel.gov. Inaldo. http://www. de 04 de outubro de 2005.br BRASIL.stn. rev. de 1º de março de 2001. Cinco aulas de finanças e política fiscal. Portaria nº 10.gov. São Paulo: Atlas. 1995. 1975. de 04 de maio de 2000. stn.Referências AGUIAR. BRASIL. Contabilidade Pública.fazenda. ed. Portaria Interministral nº 688. 2004. ARRUDA.br BRASIL.gov. Portaria nº 462.gov.gov. Altera Anexo II da Portaria nº 163/01. Belo Horizonte: Fórum. fazenda. Lei nº 8730. Lei Complementar n. Portaria n. http://www.br BRASIL. Legislativo e Judiciário.fazenda. Convênios e tomadas de contas especiais: manual prático. de 28 de abril de 2005.º 101. São Paulo: Saraiva.fazenda.gov.br BRASIL. ver. stn. 3.fazenda. http://www. http://www. BALEEIRO. ed. e ampl. empregos e funções nos poderes Executivo.

Decreto-Lei nº 200. Lei nº 10. e dá outras providências BRASIL. de 21 de julho de 1993. estabelece diretrizes para a Reforma Administrativa e dá outras providências.443. Legislativo e Judiciário. BRASIL. Lei 8. p. de 16 de julho de 1992. Regula o processo administrativo no âmbito da Administração Pública Federal. Estabelece a obrigatoriedade da declaração de bens e rendas para o exercício de cargos. Lei 4. BRASIL.848. de 27 de fevereiro de 1967.079. 2002. de 19 de outubro de 2000. de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal. 1967. Dispõe sobre as sanções aplicáveis aos agentes públicos nos casos de enriquecimento ilícito no exercício de mandato. Altera o Decreto-Lei no 2. Lei nº 8. Organizador: Alexandre de Moraes. de 22 de dezembro de 2006.872. institui normas para licitações e contratos da Administração Pública e dá outras providências. de 10 de abril de 1950.848. inciso XXI. de 29 de janeiro de 1999. de 25 de fevereiro de 1967. a Lei no 1.429. empregos e funções nos poderes Executivo.028. Lei nº 8. Lei 8. 1997. das autarquias e das fundações públicas federais. BRASIL. Regulamenta o art. Define os crimes de responsabilidade e regula o respectivo processo de julgamento. Constituição da República Federativa do Brasil. BRASIL. BRASIL.gov. Dispõe sobre a organização da Administração Federal. Institui o Código Penal. http://www.666. BRASIL. Legislação Federal.079. Lei 9. Dispõe sobre a organização da Administração Dispõe sobre a unificação dos recursos de caixa do Tesouro Nacional. Lei nº 8112. de 10 de abril de 1950. São Paulo: Atlas. Decreto-Lei nº 2. Decreto nº 93. de 11 de dezembro de 1990. Decreto-Lei nº 201. indireta ou fundacional e dá outras providências. São Paulo: Atlas.112. 864. da Constituição Federal. 37. de 2 de junho de 1992.Universidade do Sul de Santa Catarina BRASIL.senado. BRASIL. e o Decreto-Lei no 201. de 7 de dezembro de 1940. 178 . emprego ou função na administração pública direta.784. Dispõe sobre o regime jurídico dos servidores públicos civis da União. cargo. BRASIL. Dispõe sobre a responsabilidade dos Prefeitos e Vereadores. Lei nº 1. BRASIL. atualiza e consolida a legislação pertinente e dá outras providências. de 11 de dezembro de 1990. BRASIL. 25 fev. Dispõe sobre a Lei Orgânica do Tribunal de Contas da União e dá outras providências.br BRASIL. BRASIL. de 7 de fevereiro de 1967. de 17 de março de 1964.320.

4.. Comentários a Lei n.. ed. Orçamento Público. ed. REIS. 2001. São Paulo: Atlas. ed. 2004. CASTRO. Dispõe sobre regras gerais para a organização e o funcionamento dos regimes próprios de previdência social dos servidores públicos da União. MACHADO JR.801. Heilio. ed. 10. CRUZ. HOEGENN. São Paulo: Atlas. Klicia Mª S. 2005. Diana Vaz de. GIACOMONI. KOAMA. Waldo. Contabilidade pública: integrando União. Jorge Ulisses Jacoby. Lei nº 9. São Paulo: Atlas. Heraldo da Costa. 2001. James. ______. 29. 1971. São Paulo: Malheiros. Revista Brasileira de Contabilidade março/abril. de 04 de maio de 2000. 179 . 2003. Contabilidade pública: Teoria e Prática. São Paulo: Atlas. atual. de 17 de março de 1964. UNIVALI. José Teixeira.. Róbison Gonçalves de. Moisés. GUIMARÃES. Direito administrativo. FERNANDES. FAZZIO JR. Direito. 2009. Orçamento público. 2009. MEIRELLES. do Distrito Federal e dos Municípios. São Paulo: Atlas. Maria Sylvia Zanela. A importância da Obediência ao Princípio da Publicidade nas prestações de contas da Administração Pública em face da Lei de Responsabilidade Fiscal. Tomada de Contas Especial. Lei nº 9. São Paulo: Atlas. Fundamentos de Direito Administrativo. Heilio. de 14 de junho de 1999. 1995. 2003. São Paulo: Atlas.Auditoria de Prestação de Contas Públicas BRASIL. 10. BURKHEAD.717. CFC.º 101. e ampl. Jesse. dos militares dos Estados e do Distrito Federal e dá outras providências. ed. LIMA. KOAMA. 628 p. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas. BRASIL. Rio de Janeiro: IBAM. 2006. Dispõe sobre as normas gerais para perda de cargo público por excesso de despesa e dá outras providências. São José. A Lei 4. Uma Abordagem teórica do gerenciamento de custos e avaliação do desempenho na administração pública. Hely Lopes. 1998. São Paulo: Atlas. dos Estados. Belo Horizonte: Fórum. Brasília. ver. Comentários a Lei 4. de 27 de novembro de 1998.. Flávio da. Direito Administrativo Brasileiro. et al.320 comentada. DI PIETRO.320. Balanços públicos: Teoria e Prática. Bacharelado. 2004. Estados e Municípios (Siafi e Siafem). 13.

SOLONCA. PETER. Edson Ronaldo. PISCITELLI. São Paulo: Atlas. São Paulo: Atlas. – São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. et al. 2004. 2. São Paulo: LTr. 2002. 16. São Paulo: Editora Juarez de Oliveira. Alvacir Correa dos. São Paulo: Malheiros. Celso A. 2007. Marcus Vinícius Veras. 2004. e atual. 28 cm. Davi. Planejamento e Áreas Afins. Manual de auditoria governamental. 1999. DEBUS. OLIVEIRA. – Palhoça: UnisulVirtual. Princípio da Eficiência da Administração Pública. João Batista Fortes de Souza. ed. Brasília: Prisma. SILVA. B. São Paulo: Atlas. Régis Fernandes de. designer instrucional Flavia Lumi Matuzawa – [Viviane Bastos]. 2003. Osvaldo Maldonado. Roberto Bocaccio. SILVA. Curso de Direito Financeiro. Curso de Direito Administrativo. José Afonso da. ed.º 101/2000: entendendo a Lei de Responsabilidade Fiscal. Brasília: ESAF. MACHADO. 2005. NASCIMENTO. rev. NÓBREGA. ed. PIRES. 7. Rio de Janeiro: Elsevier. ed. 3. São Paulo: Malheiros. : il. ed. . Administração Pública. Curso de Direito Constitucional Positivo. Carlos Alberto Nogueira. 206 p. Lino Martins da. 1997. Maria da Glória Arrais. Marcos. Auditoria de prestação de contas / Davi Solonca . 2002. 2003. NOGUEIRA. Contabilidade Pública: teoria e prática. Lei de responsabilidade fiscal e leis orçamentárias. 17. 2008. SANCHES. 2002. Brasília: Franco e Fortes. Contabilidade governamental – um enfoque administrativo. Contabilidade pública: uma abordagem da administração financeira pública. Ilvo. ed. 180 . 2003.Universidade do Sul de Santa Catarina MELLO. 8. Lei complementar n. SANTOS. Dicionário de Orçamento. 637p.

chegaram em 1862 à Colônia Santa Isabel. que presta serviços de perícia. em 13/07/1969. câmaras de vereadores) e privadas. A partir de 1998. hoje pertencente aos Municípios de Águas Mornas e Rancho Queimado. em decorrência de aprovação em concurso público. atualmente lotado na Diretoria de Controle Estadual (DCE). desde 2006. segundo os registros históricos.Sobre o professor conteudista Moisés Höegenn nasceu em Florianópolis – SC. o cargo de Auditor Fiscal de Controle Externo junto ao Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina. da Comissão de Administração. Desde 2007. em diversas localidades do Estado de Santa Catarina. Campus São José (2003). fundada em 1846 por colonos alemães. da cidade de Amsterdã. É graduado em Ciências Contábeis pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC. e em Direito pela Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI). É descendente de holandeses da família Hoegen. na região da Grande Florianópolis. Em julho de 2008. Gestão e Finanças. É membro. órgão de assessoramento do Conselho da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB). que. assumiu. no Estado de Santa Catarina. . 1996). é sócio da empresa Herzmann & Höegenn Consultores S/S. auditoria e consultoria na área contábil. realizou diversos trabalhos de auditoria em entidades públicas (prefeituras.

Contabilidade Pública.Universidade do Sul de Santa Catarina É professor da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul) das disciplinas Direito Tributário I (Direito Financeiro) para o curso de Direito. 182 . e das disciplinas Auditoria Governamental. Áreas de atuação: pública. Contabilidade III. no ensino presencial. empresarial. Gestão Pública e Auditoria de Prestação de Contas Públicas dos cursos virtuais. judicial e educacional. Orçamento Público.

Tribunais de Contas. as quais são julgadas pelos integrantes do Poder Legislativo. empresa pública. visando cobrir direta ou indiretamente necessidades de pessoa física ou déficits de pessoas jurídicas. comercial.Respostas e comentários das atividades de autoavaliação Unidade 1 1) Contas de Governo são as contas consolidadas do Poder Executivo com as contas dos demais Poderes e Órgãos de cada ente da federação. Tomada de Contas são contas prestadas individualmente pelas unidades da administração direta: Poder Legislativo. administração direta do Poder Executivo. as quais são apreciadas e julgadas individualmente pelo Tribunal de Contas respectivo. Estado ou Município). Poder Judiciário. Tribunal de Contas. etc. Advocacia Geral da União. etc Unidade 2 1) Subvenção corresponde é um repasse de recursos públicos ao setor privado. agrícola ou pastoril. após a emissão do parecer prévio do Tribunal de Contas respectivo. As subvenções econômicas são destinadas às empresas públicas ou privadas de caráter industrial. Prestações de Contas das unidades da administração indireta. as quais não integram as Contas de Governo. sem a participação do Poder Legislativo. uma conta objeto de Tomada de Contas (Contas Anuais do Poder Judiciário. fundação. sem finalidade lucrativa. . São apreciadas e julgadas diretamente pelo Tribunal de Contas de cada unidade da federação. 2) O aluno deverá localizar o link de acesso a uma Conta Anual de Governo (União. As subvenções sociais tem por objetivo cobrir despesas de custeio de instituições públicas ou privadas de caráter assistencial ou cultural.) e uma Prestação de Contas da Administração Indireta (autarquia. Ministério Público. Ministério Público. de forma que são apreciadas à parte. para a cobertura dos déficits de manutenção.

de acordo com a finalidade da despesa e no valor da parcela das subvenções e dos auxílios. 2.Universidade do Sul de Santa Catarina 2) As prestações de contas de recursos antecipados a título de subvenções. auxílios ficarão em poder e guarda do sistema de Controle Interno da unidade gestora repassadora dos recursos. 184 . no caso de despesa com representação. do Balanço Patrimonial e das Demonstrações das Variações Patrimoniais. o Balanço Financeiro. e. o qual é responsável pelo controle destes recursos. 3) A concessão de adiantamento a pessoas é uma forma especial de realização da despesa pública. dentre outros. é necessário mencionar esse fato. dispositivo legal em que se baseia ou a autorização da autoridade competente. denominado Regime de Adiantamento. do Balanço Financeiro. 4) A requisição de adiantamento deve constar expressamente: 1. 4.320/64 são: o Balanço Orçamentário. o atendimento aos limites com alguns gastos. o prazo de aplicação. 2) O Balancete e Razão. nome e o cargo do responsável pelos recursos (quem vai receber o adiantamento e gerenciá-lo). 3) Resposta: a. aos quais compete o julgamento das mesmas. posto que o processamento se dá por um regime. 3. Unidade 4 1) Demonstrativos fiscais são demonstrativos contábeis os quais devem ser periodicamente publicados pelos gestores públicos. pois os procedimentos desta despesa possuem algumas particularidades. Unidade 3 1) Os elementos essenciais das Contas Anuais estabelecidos pela Lei nº 4. o tipo de gasto e o código contábil da dotação orçamentária da despesa a ser realizada. ambos até o último Nível Analítico. o Balanço Patrimonial e as Demonstrações das Variações Patrimoniais. 5. e deverão ser compostas de forma individualizada. com a indicação de seu CPF e RG. além da classificação da despesa. limites de endividamento. d. pois estes dois relatórios permitirão verificar a correta elaboração do Balanço Orçamentário. Estas prestações de contas são encaminhadas aos Tribunais de Contas. diferente daquele comumente utilizado para a execução da despesa. os quais permitem verificar o equilíbrio das contas públicas.

.não comprovação da aplicação dos recursos repassados pela União. G 3) Os limites de endividamento dos entes públicos são os estabelecidos pelo Senado Federal. Unidade 6 1) Os fatos que podem ensejar a instauração de uma Tomada de Contas Especial são: .: Entidade privada que recebe recursos públicos a título de subvenção. do Decreto Lei 201/67.ocorrência de desfalque. 2) Os objetivos de uma Tomada de Contas Especial são: apurar os fatos (o que aconteceu). exceto as relativas às ações de educação. E. Falso. o ex-prefeito está sujeito ao cumprimento de pena de detenção de três meses a três anos e inabilitação por cinco anos (não perde o cargo.omissão no dever de prestar contas. pois o mandato já expirou). para tanto. exceto as destinadas ao refinanciamento do principal atualizado da dívida mobiliária (LRF. que. e . . 1º. conforme art. se obrigam à prestação de contas por receberem e gerenciarem recursos públicos. bem como ao sistema de controle interno de cada Poder e do Ministério Público. contrato de repasse ou instrumento congênere. 51. 185 . bens ou valores públicos. ilegítimo ou antieconômico de que resulte dano à administração pública federal. 3) O cumprimento da observância das normas e limites contidos na Lei de Responsabilidade Fiscal compete ao Poder Legislativo e ao Tribunal de Contas do Estado. desvio ou desaparecimento de dinheiros. saúde e assistência social.Auditoria de Prestação de Contas Públicas Os Demonstrativos Fiscais compreendem o Relatório Resumido da Execução Orçamentária e o Relatório de Gestão Fiscal. 2) As restrições previstas em lei para o caso hipotético seria a proibição de receber transferências voluntárias. 3) Resposta. edita resoluções estabelecendo os referidos limites. inciso XVIII. art. identificar os responsáveis (quem participou e como) e quantificar os danos (quanto foi o prejuízo ao erário). 2) B. Proibição de contratar operação de crédito. Ex. parágrafo 2º). mediante convênio. Em virtude disto.prática de ato ilegal. Unidade 5 1) O caso hipotético fere ao artigo 33. parágrafo 3º. da Lei de Responsabilidade Fiscal. Também estão sujeitos à Tomada de Conta Especial aqueles que mesmo sem vínculo com a administração pública.

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