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Traje Infantil / História Social da Criança

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Published by: Adriana Miranda Oliveira on Jul 24, 2009
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História Social da Criança e da família

Até o século XIII não havia diferença nos trajes das crianças e dos adultos. Assim que a mesma largava os cueiros (faixa de tecido que era enrolada em torno de seu corpo) ela era vestida como os outros homens e mulheres de sua condição.

O Delfim, herdeiro do trono francês ( em óleo 1661).

Gêmeos, pintura do século XVII: túnicas orientais e perucas cacheadas

O príncipe Luís, futuro rei da Espanha, em tela de 1710: faixa e manto de monarca

Algumas pinturas francesas desta época mostram crianças brincando com calças justas e, por cima, um vestido longo, aberto na frente. Exemplo: tela Brincadeiras Infantis, 1560, Pieter Bruegel.

Os italianos usavam brocados e veludos drapeados com bom gosto, sem extrema rigidez. Os gibões e as estreitas calças LEGGINGS dos homens não levavam acolchoados e mangas, mesmo amplas não tinham formas exageradas; nisso os feitios italianos se diferenciavam bastante do resto da europa . Era comum aos homens, como da idade média, trazer seus punhais e bolsas penduradas nos cintos.

Os trajes dos meninos inspirados no traje adulto.

Maria de Medici, rainha da França (pintura de 1593)

Anna Maria de Medici (pintura de 1690)

Os trajes das meninas eram inspirados nos das mulheres.

Menina do século XVII, com gola de renda e arranjo de pérolas na cabeça: minoria

Também achava-se divertido dar às crianças de boa família algumas características do traje popular, como o barrete dos trabalhadores (touca, chapéu, gorro).

Meninos com trajes inspirados no uniforme militar ou naval: assim se criou o tipo do pequeno marinheiro que persistiu do fim do século XVIII até os nossos dias.

BRASIL “Um país sem crianças” Final século XIX Início século XX

A roupa que Monteiro Lobato (com as irmãs Judite e Ester) veste, em foto da década de 1880 , é muito parecida com o "costume" da criança do anúncio ao lado... extraído de "jornais brasileiros do fim do século XIX e do começo do XX“. Por sua vez, esse costume é muito semelhante ao da personagem exibida na página seguinte...

...que ilustra o conto"Um homem", de Olavo Bilac.
(Contos Pátrios, 1904). O menino da ilustração é considerado “um homem” no conto porque assume a liderança da família após a morte do pai.

Olavo Bilac aos nove anos.

Meninos de terno enfeitam a capa do livro Poesias Infantis, de Olavo Bilac (1904)

Monteiro Lobato "começou a sentir-se gente grande quando ficou decidido que iria prestar os exames em São Paulo. “Estava com treze anos".

Sala de aula da Escola Caetano de Campos, colégio freqüentado pelas crianças da elite paulistana.

Fotografia de sala de aula feminina que ilustra o livro Histórias da nossa terra, de Julia Lopes de Almeida, publicado em 1907.

Traje infantil dos anos de 1920

Traje infantil dos anos de 1930

Traje infantil dos anos de 1950

Anúncio da "Revista da Semana", de 19/03/1918, que mostra uma criança vestida como se fosse um adulto em miniatura, inclusive fumando.

Anúncio da "Revista da Semana", de 19/03/1918, que mostra uma criança vestida como se fosse um adulto em miniatura, inclusive fumando.

Olavo Bilac (1865-1918), intitula uma crônica de 1908, em que recorda seus tempos de criança:

(...) nunca fui verdadeiramente menino e nunca fui verdadeiramente moço. A cousa não teria importância, se fosse uma desgraça acontecida a mim somente: mas foi uma desgraça que aconteceu a toda uma geração. Toda a gente do Rio, que tem hoje a minha idade, deve estar sentindo, ao ler estas linhas, a mesma tristeza. Fomos todos criados para gente macambúzia, e não para gente alegre. Nunca nos deixaram gozar essas duas quadras deliciosas da vida que em que o existir é um favor divino. Os nossos avós e os nossos pais davam-nos a mesma educação que haviam recebido: cara amarrada, palmatória dura, estudo forçado e, escravização prematura à estupidez das fórmulas, das regras e das hipocrisias. (...) “É preciso estar quieto! É preciso ser sério, é preciso ser homem!". Tanto nos recomendaram isso, que ficamos homens. E que homens! Céticos, tristes, de um romantismo doentio... (...)

Referências Bibliográficas:
http://www2.fateb.br/ftp/professores/Marcia%20Elaine/ http://veja.abril.com.br/181000/p_122.html

http://fido.palermo.edu/servicios_dyc/encuentro2007/02_auspicios_publicacions
ARIÈS, Philippe. História Social da Criança e da Família .Rio de Janeiro:Guanabara, 1981.

Componentes do grupo: Adriana T.M. Oliveira Silvana A.Marques Sonara Souza

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