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DESCRIÇÃO DO

PROFESSOR
EM REVISTAS
Numa sociedade marcada pela divisão de classes, o papel
da educação é muito questionado. Espera-se que
através dela muitos problemas relativos à desigualdade
social e cultural sejam solucionados.

Atribui-se ao professor grande parte da


responsabilidade pelo sucesso ou pelo fracasso escolar,
devido à sua má formação, ao seu despreparo e até à
sua falta de competência.
SERÁ O PROFESSOR,

UM HERÓI, UM VILÃO OU UMA VÍTIMA?


EDIÇÃO DO DIA
21/02/2007

“PARABÉNS,CALOUROS DE 2007”
Esta reportagem alerta os calouros para os tipos de
professores que eles provavelmente irão encontrar
dentro da faculdade.

Os ultraconservadores, que ensinam “conhecimentos”


de 1880, os enganadores, aqueles que não se
atualizam e dão aula assim mesmo. Não se reciclam há
anos, e ensinam o que era novo dez anos atrás, ou
pior, ensinam as mesmas coisas que eles aprenderam
quando estudavam.
Ressalva para o calouro agradar
estes dois tipos de professores,
caso contrário serão reprovados.
EDIÇÃO DO DIA
19/12/2007
“SUMIDOS DA SALA DE AULA”
A matéria denuncia alguns professores que cultivam o
estranho hábito de não comparecer para dar aula.
Eles abusam da lei brasileira que, no caso de faltas
médicas, permite a apresentação de atestado médico
dia sim, dia não.

Com isso, os professores têm direito a 105 ausências


devidamente perdoadas e outras garantidas pelo Estado,
salvo de descontos no salário. Neste caso eles precisam
comparecer somente 27 vezes à escola, isso num ano
letivo de 210 dias.
Muitos alunos nem conhecem os professores e declaram
para a imprensa: “Praticamente não vimos o professor
o ano inteiro, ficamos com os substitutos”.
Roberto Gabas –(Professor e Advogado)
108 faltas

Denilson Pino (Professor de Filosofia)


47 faltas

Fátima Fernandes (Sindicalista)


57 faltas médicas
EDIÇÃO DO DIA
12/12/2007
“PROFESSOR NÃO É COITADO”
Professores em formação:
uma profissão muito procurada
no Brasil apesar das
queixas

Surge o questionamento: se a carreira de


professor é esse inferno que se pinta, por que
tantas pessoas optam por ela?
Pior: por que esse interesse aumenta ano a
ano? Seria uma categoria que atrai
masoquistas? Ou desinformados?
A resposta é mais simples: porque a realidade
da carreira de professor é bastante diferente
da imagem difundida.
A idéia de um professor acuado pela violência
também não se confirma quando contrastada
com a frieza dos dados. São incidentes lamentáveis
e que devem ser punidos com todo o rigor da lei.
Essa quantidade de problemas, porém,
está longe de indicar uma epidemia de violência
tomando conta das nossas escolas.

Patrulha na porta de uma escola,


os professores não estão mais
expostos à violência.
Finalmente, a questão crucial: o salário. Há uma
idéia encravada na mente do brasileiro de que
professor ganha pouco, uma mixaria.

O professor tem um contracheque de valor baixo,


assim como médicos, carteiros, bancários,
jornalistas e todas as demais categorias
profissionais do país, com exceção de
congressistas (e suas amantes).