MANUAL TÉCNICO

ÍNDICE

CONTEÚDO
BT-01 - O que é um Ventilador - Terminologia de Definição de Ventiladores BT-02- Leis dos Ventiladores BT-03 - Curvas de Desempenho de um Ventilador Curvas de Resistência do Sistema Instabilidade do Sistema, instabilidade do Ventilador e Paralelismo BT-04 - Tipos de Ventiladores BT-05 - Seleção de Ventiladores Selecionando o tipo de Ventilador Requisitos de uma Consulta de Ventilador BT-06 - Efeitos no Sistema na Aspiração do Ventilador Efeitos no Sistema na Descarga do Ventilador BT-07 - Vida dos Rolamentos dos Ventiladores BT-08 - Características dos Sistemas de Ventilação dos Ventiladores BT-09 - Desbalanceamento Residual Permissível BT-10 - Cálculo da Potência Sonora do Ventilador BT-11 - Modulação do Desempenho do Ventilador BT-12 - Arranjos de Ventiladores BT-13 - Rotação Crática dos Eixos BT-14 - Torque de Partida do Ventilador BT-15 - Fundamentos de Ruído BT-16 - Efeitos do Sistema na Aplicação de Ventiladores Industriais

Total de Págs.
4 7

5 4

5

7 2 3 3 3 4 7 4 3 10 6

2

BOLETIM TÉCNICO Nº 1

O QUE É UM VENTILADOR
m ventilador é uma máquina que produz fluxo de gás com duas ou mais pás fixadas a um eixo rotativo. Os ventiladores convertem a energia mecânica rotacional, aplicada aos seus eixos, em aumento de pressão total do gás em movimento. Esta conversão é obtida através da alteração do momento do fluido. Os códigos de teste de potência da Sociedade Americana de Engenheiros Mecânicos (ASME) limitam a definição de ventilador a máquinas que aumentam a densidade do gás em no máximo 7% à medida que percorre o trajeto desde a aspiração até a descarga. Este é um aumento de aproximadamente 7.620 Pa (762 milímetros de coluna d´água) com base no ar padrão. Para pressões superiores a 7.620 Pa (762 milímetros de coluna d´água), o dispositivo de movimentação do ar é um compressor ou soprador. Existem muitas outras definições, com limites de pressão distintos, sendo que o Brasil não adota, oficialmente, nenhuma especificamente.

U

Ventiladores para aquecimento, ventilação e ar condicionado, inclusive em sistemas de alta velocidade ou de alta pressão, raramente atingem mais que 2.500 - 3.000 Pa (250 a 300 mm de coluna de água). Há três componentes principais em um ventilador: o propulsor (também chamado de rotor), o meio de acioná-lo e a carcaça. Para prever com razoável exatidão o desempenho de um ventilador na instalação, um projetista deve saber: (a) Como o ventilador foi testado e qual procedimento (norma) foi seguido. (b) Os efeitos que o sistema de distribuição de ar terá no desempenho do ventilador. Ventiladores de tipos diferentes, ou ainda ventiladores do mesmo tipo fornecidos por fabricantes diferentes, não irão interagir com o sistema da mesma maneira.

TERMINOLOGIA E DEFINIÇÕES DOS VENTILADORES

A

Ar Padrão (Sistema Internacional) r seco a 20ºC e 101,325 kPa. Sob essas condições, o ar seco tem uma densidade de massa de 1,204 kg/m3.

Fig.1 - Pressão Atmosférica

Pressão Relativa - Coluna d’água (ca) É a medida de pressão acima da atmosférica expressa como a altura de uma coluna de água em mm (ou polegadas). A pressão atmosférica ao nível do mar iguala-se a 10.340 mm (407,1 polegadas) de água ou 10m (33,97 pés) de água (Fig 1). Pressão Estática (Pe) É a diferença entre a pressão absoluta em um determinado ponto em uma corrente de ar ou câmara pressurizada e a pressão absoluta da atmosfera ambiente, sendo positiva quando a pressão neste ponto estiver acima da pressão ambiente e negativa quando estiver abaixo. Atua igualmente em todas as direções, independente da velocidade do ar e é uma medida da energia potencial disponível em uma corrente de ar.
1-4

Vácuo 10.340 mm de coluna d’água ao nível do mar

Pressão Atmosférica

Água

BOLETIM TÉCNICO Nº 1

Pressão de Velocidade/Pressão Dinâmica É a pressão exigida para acelerar o ar da velocidade zero para alguma velocidade e é proporcional à energia cinética da corrente de ar. A pressão de velocidade apenas será exercida na direção do fluxo de ar e é sempre positiva (Fig 2). Pd = V 2 para ar padrão 1,3 Onde: Pd = pressão dinâmica em Pa V = velocidade em m/s Ou Pd = ( r V2 ) / 2g Onde: Pd = pressão dinâmica em mmca V = velocidade em m/s r = densidade de 1,204 kg/m3 g = acelereção da gravidade de 9,81 m/s2

Fig.2 - Pressão Dinâmica do Ventilador

Pressão Total

Pressão Dinâmica

Pressão Estática

Pressão Dinâmica = Pressão Total - Pressão Estática

Fig.3 - Pe, Pd e Pt num ponto

Pressão Total Soma algébrica da pressão dinâmica e estática. É uma medida da energia total disponível na corrente de ar. (Fig. 3) Pt=Pe+Pd Pressão Total do Ventilador Diferença algébrica entre a pressão total média na descarga do ventilador e a pressão total média na aspiração do ventilador. É a medida da energia mecânica total acrescentada ao ar ou gás pelo ventilador. A Fig. 4 mostra como isto é medido.

Pe Pe Pe Pe
Pd

Pe
Pt

Pe

Fig.4 - Pressão Total do Ventilador

Tubo de Impacto Ventilador

Vazão (Q) É a quantidade de ar ou gás, em volume, movimentada pelo ventilador na unidade de tempo, portanto independente da densidade do ar. A unidade usual é m3/h, mas no SI o correto é utilizar m3/s.
Pt Tubo de Impacto

Fluxo de Ar

2-4

Pode incluir a potência absorvida por correias em V. Potência Absorvida pelo ventilador (Pabs) É a potência real que um ventilador requer para mover um dado volume de ar a uma determinada pressão.020 ht Onde: ht = rendimento total do ventilador Q = vazão em m3/s Pt = pressão total em Pa Pabs = potência em kW Fig.000 x Pabs Rendimento Total (ht) Também chamado de rendimento mecânico.Descarga Livre he = Saída de Força Suprimentos de Força = Q x Pe 270. Fig.Pressão Estática com Vazão Nula Ou Pabs = Q x Pt 270. não é a pressão estática do sistema externo.5 . isto é. É a razão da saída de potência sobre o suprimento de potência.Pressão Estática do Ventilador Tubo Estático Ventilador Fluxo de Ar Pe Tubo de Impacto Pabs = Q x Pt 1.BOLETIM TÉCNICO Nº 1 Pressão Estática do Ventilador A pressão estática do ventilador (Fig. Observa-se que não é a diferença entre a pressão estática na descarga e a pressão estática na aspiração.000 ht Pe Onde: ht = rendimento total do ventilador Q = vazão em m3/h Pt = pressão total em mmca Pabs = potência em cv Q Rendimento Estático (he) É a potência estática dividida pela potência absorvida do ventilador.7.000 x Pabs Q 3-4 . ou simplesmente rendimento. acessórios e quaisquer outras exigências de potência além do suprimento de força do ventilador. Fig. É a pressão total do ventilador menos a pressão dinâmica correspondente à velocidade média do ar na descarga do ventilador. 5) é uma grandeza usada na medição do desempenho de ventiladores e não pode ser medida diretamente. Pe=0 Pe ht = Q x Pt 270.6 .

Condição de descarga livre Nesta condição de operação a pressão estática através do ventilador é zero.Fax: (51) 3364. (Fig.br www.Intervalo de Aplicação Intervalo de Aplicação 0 Q Fig.BOLETIM TÉCNICO Nº 1 Pressão Estática com vazão nula Condição de operação em que a descarga do ventilador encontra-se completamente fechada.Velocidade Periférica D RPM p x DN 60 OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.RS e-mail: comercial@otam.8 .CEP: 91150-010 . 9. Francisco S.br 4-4 . (Fig.) Vp = Onde : D = diâmetro do rotor em metros N = velocidade em RPM Pressão Estática Fig. (Fig 7).Porto Alegre . Velocidade Periférica (Vp) É igual a circunferência do rotor multiplicada pela RPM do ventilador e é expressa em m/s.com. (Fig.5566 . determinado pelo fabricante.com. e a vazão é máxima.9 .otam. 8) O intervalo de aplicação típica para ventiladores centrífugos com pás voltadas para a frente é de 30% a 80% da vazão máxima. Intervalo de Aplicação É o intervalo de vazões e pressões de operação. resultando em nenhum fluxo de ar. 1501 Fone: (51) 3364. para ventiladores inclinados para trás é de 40% a 85% da vazão máxima e para ventiladores com pás radiais de 35% a 80% da vazão máxima.1264 Caixa Postal 7056 . Bitencourt. no qual um ventilador irá operar satisfatoriamente. Av. 6).

uma vez que as tolerâncias normalmente não são proporcionais. as leis dos ventiladores calculam o novo ponto de operação do ventilador dentro da curva de mesmo rendimento. Estas Leis são mais freqüentemente usadas para calcular mudanças na vazão. Elas não podem ser usadas para prever outros pontos nesta curva característica. de acordo com o uso das Leis dos Ventiladores. As Leis dos Ventiladores serão exatas para ventiladores com proporcionalidade geométrica. devemos considerar as leis para ventiladores aplicadas a uma mudança apenas na rotação (sistema constante) em determinado ventilador e em determinado sistema utilizando ar numa dada densidade. Fig. entretanto. pressão e potência de um ventilador quando o seu tamanho. um desempenho levemente melhor é normalmente obtido quando for projetado a partir de um determinado tamanho de ventilador para um tamanho maior. ou seja. É importante observar-se. estática ou dinâmica) d=densidade do gás N=rotação do ventilador D=diâmetro do rotor W=potência do ventilador 1-7 Intervalo de Aplicação N Mudanças na Rotação do Ventilador Primeiramente. (Fig.1 . entretanto. Equações das leis dos ventiladores: Q 2= Q 1 x P2 = P1 x W= W1 x 2 Onde: Q=vazão P = pressão (total. que essas Leis se aplicam a um determinado ponto de operação segundo a característica do ventilador. em todas as velocidades às quais ele pode ser aplicado. Felizmente. velocidade ou densidade do gás forem alterados. é possível prever com boa precisão o desempenho de um ventilador em outras velocidades e densidades diferentes daquelas do teste de desempenho original. Nem tampouco é possível simular cada densidade do ar de aspiração que pode ser encontrada.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 LEIS DOS VENTILADORES ão é exeqüível testar o desempenho de cada tamanho de ventilador de uma linha de um fabricante. 1) Q 2= Q 1 x P2 = P1 x W= W1 x 2 (N N( 2 1 ( ( N2 N1 2 1 2 (N N( 3 O rendimento não é alterado.Mudança na RPM P @ N2 Curva do Sistema P2 1 P @ N1 P1 Q1 Q2 D x (N N ( (D ( 2 1 2 1 2 2 1 2 1 2 1 2 1 3 D d x x (N N ( (D ( (d ( 2 1 2 1 2 D d x x (N N ( (D ( (d ( 3 5 .

) Fig.3 . sendo que três leis se aplicam a esta situação. 3) Q 2= Q 1 x Q1 Q2 ( ( D2 D1 3 Fig. considera-se o efeito da mudança na densidade do ar sobre o desempenho do ventilador. (Fig. (Fig 2. 2-7 . densidade de ar e proporções do ventilador constantes e um ponto de operação fixo. Ventilador D1 3 P1 Q1 Q2 Mudanças na densidade do ar A seguir. com rotação.2 .Mudança no Diâmetro do Rotor (rotação constante) D P 2= P 1 x 2 D1 W= W1 x 2 D2 D1 ( ( 2 Ventilador D2 5 ( ( P2 Geralmente são usadas pelos fabricantes de ventiladores para gerar dados quanto ao desempenho para "famílias" de ventiladores geometricamente proporcionados. densidade do ar e proporções do ventilador contantes e ponto de operação fixo. As Leis dos Ventiladores também referem-se a mudanças no desempenho devido a mudanças proporcionais no tamanho do ventilador. porém baseando-se na rotação do ventilador.Mudança no Diâmentro do Rotor (velocidade periférica constante) Q 2= Q 1 x 1 (W W( D Q x( ( D 2 1 2 1 Ventilador D2 2 P2 = P1 D N2= N 1 x 1 D2 ( ( P1 =P 2 Ventilador D1 2 São usadas principalmente por projetistas de ventiladores e raramente têm aplicação na seleção ou aplicação dos equipamentos.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 Mudanças no Tamanho do Ventilador As Leis dos Ventiladores contêm mudanças no desempenho devido a mudanças proporcionais no tamanho do ventilador. baseando-se numa velocidade periférica constante.

sistema e tamanho do ventilador constantes. Rotação variável.6 .Efeito da Mudança na Densidade (vazão constante) Ventilador D2 P = P1 x 2 P1 x (W W( 2 1 2 1 P2 P1 (d d ( Ventilador D1 3 Q 2= Q 1 Q1 Q2 As Leis dos Ventiladores (Fig.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 Leis dos Ventiladores (Fig.Mudança na Densidade (pressão estática constante) Q 2= Q 1 x 1 (N N( W = Q x( ( W d = Q x( ( d 2 1 2 1 1 2 1 P @ d1 P @ d2 P1 = P2 5 em ist ad 2 = P1 P 2 As Leis dos Ventiladores (Fig. Rotação do ventilador variável. tamanho do ventilador e rotação constantes. sistema. usando as tabelas de catálogo dos ventiladores que se baseiam em ar padrão. Fig. Fig. Um ventilador é uma máquina de volume constante e produzirá a mesma vazão independentemente da densidade do ar. sistema constante e tamanho fixo do ventilador. 6) para vazão constante. P @ d1 e N1 P1 6 Si Q1 st em a @ d2 Q2 3-7 . S Si m ste ad 1 Q2 Q1 (N N( P = Q x( ( P d = Q x( ( d d W= W x( ( d Q 2= Q 1 x 1 2 1 2 1 1 2 1 1 2 2 1 Fig.Mudança na Densidade (vazão constante) Sistema @ d1 2 P @ d2 e N 2 P2 As Leis dos Ventiladores das figuras 4 e 6 são a base para selecionar ventiladores que não os de densidade de ar padrão.4 . 5) com pressão. A vazão do ventilador (Q) não será alterada em virtude da densidade. 4) com volume.5 .

7 .500/19.42 kW 600 RPM 6. mais ar se faz necessário.560 4.Mudança na RPM 3. A fim de aumentar a vazão de ar para 21.42 kW Fig.84) = 3.280/2.300 m³/h W= W1 x 2 P2 = P1 x 3 ( ( N2 N1 = 300 x (3.500 m³/h.000) = 679 RPM N P2 = P1 x 2 N1 Q 2= Q 1 x (N N( 2 1 2 ( ( (N N( 2 1 =500 x (679/600) = 640Pa 3 2 = 3. Está liberando 3.715) = 440Pa 2 =6.715) = 4.000 m³/h nas condições padrão.300 4-7 .560 x (3. Para manusear uma carga térmica de ar condicionado maior que a planejada originalmente.Mudança na RPM Fig. Um motor de 5 kW está alimentando o ventilador.0/2.5 Q x 10 3 3.50 kW 640 P 500 Curvas kW Curvas do Ventilador Curvas do Sistema 2.715 x (5.714 RPM 440 P 300 19 21. 1 Um ventilador para ar condicionado está operando a uma velocidade de 600 rpm contra uma pressão estática de 500 Pa e exigindo potência de 6.280/2.50 x (679/600) = 9.560 m³/h e requer 2. O sistema está com pouca capacidade porém o proprietário não quer gastar dinheiro para mudar o motor. quais são os novos valores para a rotação do ventilador. 2 Um ventilador está operando a uma velocidade de 2.84 kW.715 rpm a uma temperatura de 20ºC contra uma pressão estática de 300 Pa. Está liberando 19.280 RPM Curvas do Ventilador Curvas do Sistema 679 RPM 9.8 .280 rpm 1/ 3 = 600 x (21. a pressão estática e a potência? Exemplo No.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 Exemplo No. Qual é a capacidade máxima que se pode chegar no seu sistema com o motor 5 kW existente? Qual é o aumento de rotação permitido? Qual será a vazão e qual será a pressão estática sob as novas condições? Q 2= Q 1 x (N N( 2 1 N 2= N 1 x (W W( 2 1 1/ 3 Q N 2= N 1 x 2 Q1 ( ( 2 = 2.50 kW.

Mudança no Diâmetro 800 Curvas do Ventilador P 400 400 100 7. mais as equações do exemplo 1.53 m/s) e 1. 5-7 . 3 Um fabricante de ventiladores deseja projetar os dados obtidos por um ventilador de 400 mm de diâmetro para um ventilador de 800 mm de diâmetro. Em um ponto de operação.77 kW.77 x (800/400) = 56.9) = 335 Pa = 14. a pressão estática.9 kg/m3 D P 2= P 1 x 2 D1 ( ( 2 = 100 x (800/400) = 400 Pa 2 W2= W1 x (D D( 2 1 5 = 1. Qual será a vazão projetada.9 . o ventilador de 400 mm entrega 7. a partir de um teste em um único ventilador em uma única velocidade.2/0.750 m³/h a 20ºC contra uma pressão estática de 100 Pa. o que acontece com a pressão estática e a potência absorvida pelo ventilador? Densidade do ar de 20ºC = 1.000 Q 2= Q 1 x (D D( 2 1 3 = 7. Isto requer 694 rpm (velocidade periférica = 14. Presumindo-se que o forno perca seu calor e o ar seja de 20ºC.750 x (800/400) = 62.000 m³/h 3 Exemplo No.2 kg/m3 Densidade do ar de 116ºC = 0. são as leis usadas para projetar dados de catálogo.2/0.90 kW.2 kW Estas.53 x (800/400) = 29.620 m³/h P 2= P 1 x (d d ( 2 1 Vp = Vp x D2 1 2 D1 ( ( = 250 x (1. Está operando a 796 rpm e requer 9.9) = 13.620 m³/h a 116ºC contra uma pressão estática de 250 Pa. a potência e a velocidade periférica (Vp) para um ventilador de 800 mm na mesma rotação? Fig. para muitos diâmetros e rotações.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 Exemplo No.06 m/s W2= W1 x (d d ( 2 1 = 9.9 x (1.64 kW 5 Q 2= Q 1 =18. 4 Um ventilador aspirando ar de um forno está entregando 18.750 62.

que a perda de carga do sistema varia diretamente com a densidade do ar. usando-se as Leis dos Ventiladores mostradas na Fig. Usando-se a Lei para Ventiladores 6 (Fig.200 m³/h com 225 Pa. Usando-se as Leis dos Ventiladores 4 (Fig.200 Este exemplo ilustra porque o motor do ventilador deve ser sempre selecionado na potência em densidade máxima.120 rpm. A partir de um gráfico de proporções de densidade do ar. serão necessárias 1.200 m³/h a uma pressão estática de 200 Pa. devemos determinar a pressão estática que seria exigida com ar padrão.88 = 7. 12): Neste caso.200 x 0. nós encontraríamos: A partir da tabela do catálogo do ventilador. digamos 225 0.88 = 13. A potência exigida é de 8.120 rpm. a qual estaria na temperatura de ar mais baixa esperada. Exemplo No. veremos que.4 ou 6).1 kW Observe também.120 RPM 49°C & 1000 1. Determine a rotação do ventilador e sua potência.88 P =P x std real (d d ( real std = 200 x 0. então: Wstd = Wreal x (d d ( real std = 8. a partir deste exemplo. para entregar 15. 5 Um engenheiro especifica que quer 15.Mudança na Densidade Fig.620 Q 15. (Dica: há duas maneiras de resolver este problema.88 = 176 Pa.400 m³/h P =P x std real (d d ( std real 200 = = 227 Pa.120 RPM 225 P 200 Ar Padrão Curvas do Ventilador Curvas do Sistema 116°C 49°C & 1000 Q 18. A rotação está correta em 1.11 Mudança na Densidade 20°C 116°C 20°C 335 P 250 Curvas do Ventilador Curvas do Sistema Ar Padrão 1. digamos 175 6-7 . Q = Q real x std Densidade Real = 0. Dessa forma. 11): Para entrarmos nas tabelas dos ventiladores nos catálogos do fabricante que se baseiam no ar padrão.07 kW. mas uma vez que o ventilador está lidando com ar menos denso. a potência e a pressão estática do catálogo serão corrigidas de acordo com a Lei para Ventiladores 6.10 .88 Densidade Standard (d d ( real std = 15.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 Fig. presuma que a condição de operação é a padrão para determinar a rotação e a potência no catálogo. com temperatura de 49ºC e a uma altitude de 300 m.07 x 0.

Fax: (51) 3364.000 m³/h ( ) P1= P 2x ( ( 418 N1 = 400 x = 339 Pa 454 N2 2 ( ) 2 W1 = W2 x N1 N2 3 418 = 18. Q1 = Q 2 x (N N( 1 2 418 = 41. permanecer a mesma. 13.6 kW ( ( ( ) 3 OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.7 x 454 = 14. Francisco S. 6 Presuma que um ventilador esteja trabalhando com 41.120 rpm Curvas do Ventilador Curvas do Sistema 175 Ar Padrão d =W x std W real std dreal ( ( 2 49°C & 1000 2 = 5.com. 1501 Fone: (51) 3364.55/(0. a resposta é a mesma em ambas as soluções. vê-se que a velocidade teria que ser aumentada para 454 rpm e exigiria 18.br 7-7 . aumentando a pressão estática requerida além da curva do ventilador catalogada pelo fabricante.120 RPM 49°C & 1000 988 RPM Ar Padrão 200 P Nreal = Nstd x (d d ( std real = 988/0. Corrigindo-se a rotação pela densidade.400 m³/h com 175 Pa ao operar em 988 rpm.400 Q 15. funcionando a 418 rpm e exigindo 14.88) = 7.CEP: 91150-010 . porém uma resistência adicional de 100 Pa (baseada nas velocidades existentes) for colocada no sistema.br www. 41. Bitencourt. A potência exigida é de 5. A partir da tabela de seleção do fabricante de ventiladores. de acordo com a Lei para Ventiladores 6.com.99 kW. tal como um filtro absoluto.RS e-mail: comercial@otam.12 .280 m³/h.280 x 454 = 38. Se a velocidade permanecer constante em 418 rpm.Porto Alegre .55 kW. Esta nova seleção do ventilador deve ser reduzida à velocidade pré-determinada de 418 rpm ao longo da nova curva de resistência do duto usando-se a Lei para Ventiladores 1. Exemplo No.88 = 1. no sistema de ventilação.1264 Caixa Postal 7056 .otam. a pressão estática seria de 400 Pa se a capacidade.200 Este exemplo é útil naqueles casos em que uma resistência é adicionada. Av.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 O ventilador irá entregar 13.5566 .1 kW Como era de se esperar.Mudança na Densidade 1.280 m³/h a uma pressão estática de 300 Pa.7 kW. obtemos: Fig.

que raramente existem na prática.2 kg/m³ de densidade 2 1 0 0 1 2 3 4 5 6 1-5 0 7 8 9 10 Vazão. Por este motivo. curvas de desempenho dos ventiladores devem ser desenvolvidas por seus fabricantes. conduzidos de acordo com uma norma de teste apropriada.1. As "Leis dos Ventiladores" são usadas para determinar as características de desempenho e potência em outras rotações e tamanhos de ventilador.BOLETIM TÉCNICO Nº 3 CURVAS DE DESEMPENHO DE UM VENTILADOR ma vez que cada tipo e tamanho de ventilador tem características diferentes. para a pressão estática e potência absorvida versus o fluxo de ar. o tamanho do ventilador e a rotação (N) são geralmente constantes durante toda a curva e devem ser expressados. 1.m³/h x 1000 Rendimento % 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 . A densidade do gás (r). são as obtidas sob condições ideais. É importante observar-se que as condições de fluxo do setup do teste requerido pelas normas da AMCA são praticamente ideais. poucos tamanhos de ventilador e rotações são testados para determinar a capacidade de uma determinada "família" de ventiladores. Pressão Estática Pe Pressão Total Pt Potência cv Rendimento Estático do Ventilador hs Rendimento Total do Ventilador ht U Uma curva típica de desempenho de um ventilador encontra-se na Fig. Uma curva de desempenho de um ventilador é uma representação gráfica de seu desempenho. P ht 7 6 kW . Geralmente. como por exemplo as normas da Air Movement and Control Association International Inc. Uma ou mais das seguintes características podem ser representadas graficamente em função da vazão (Q). conforme o mencionado anteriormente. normalmente. Fig.000 RPM & 1. Esta curva normalmente cobre todo o intervalo desde a descarga livre (sem obstruções ao fluxo) até vazão zero (um sistema totalmente vedado sem nenhum fluxo de ar). (AMCA). Q . estas curvas são determinadas por testes de laboratório.Curva de Desempenho de Ventilador 13 6 Pt Tamanho 560 Diâmetro do rotor/ventilador de 560mm 12 11 10 5 Pe 9 8 4 Pressão.Potência 3 hs 5 2 kW 4 3 1 Operando a 1. as curvas de desempenho.

Ponto de Operação O ponto de operação (Fig. O formato da curva de potência resultaria tipicamente em uma redução da potência absorvida. se estiver abaixo ou acima das exigências do projeto. e não a falhas do ventilador ou do motor. 4 que o sistema real tem uma perda de pressão maior do que a prevista no projeto. 2) é simplesmente uma representação gráfica da pressão exigida para mover o ar pelo sistema. A Fig.000 m3/h com uma resistência total de 100 Pa.3) no qual o ventilador e o sistema irão funcionar é determinado pela intersecção da curva de resistência do sistema e a curva de desempenho do ventilador.Curva de Resistência do Sistema 400 300 200 100 0 0 1000 Q 2000 ² 4 Pe Q ² ² = ² = 2. Em muitos casos onde há uma diferença entre a capacidade do ventilador calculada e a real. isto deve-se a uma mudança na resistência do sistema. dampers e dutos. a medida em que os filtros sobrecarregam-se de sujeira. a resistência do sistema varia conforme o quadrado do volume de ar (Q). Observe que todo ventilador opera apenas ao longo da sua curva de desempenho. no entanto. conforme mostrado pelo quadrado do valor da razão dada na Fig. Freqüentemente erra-se ao tomar a leitura da pressão estática do ventilador e concluir que. o ponto de operação irá mudar e os valores de pressão estática e vazão não serão iguais ao calculado. o volume de ar é reduzido e a pressão estática é aumentada. ou quando os dampers de saída têm a sua posição alterada. 2 .000 = Q 1. 2.Variações do Projeto . Esta curva modifica-se. considere um sistema trabalhando com 1. Tipicamente. 4 .000 1 Pe ¹ ¹ ( ) ( ) Fig. as serpentinas começam a condensar umidade. Para sistemas fixos. A curva de resistência do sistema (Fig.BOLETIM TÉCNICO Nº 3 CURVA DE RESISTÊNCIA DO SISTEMA resistência do sistema é a soma total de todas as perdas de pressão através dos filtros. Portanto. 2-5 Pe A Fig. etc. ou seja. Se a resistência do sistema projetada não for a mesma que a resistência no sistema instalado. Se Q for duplicado. a RPM seria então aumentada e mais potência seria necessária para atingir a vazão desejada. sem nenhuma alteração nas regulagens dos dampers..Ponto de Operação Ponto de operação Potência absorvida e Pressão estática Curva do Sistema Curva da Potência Curva do Ventilador Q Fig. 3 .Diminuição do Fluxo de Ar Pe @ Q projeto Incremento de Pe Pe Curva do Ventilador Curva Real do Sistema Curva de Projeto Redução de Q Q . a resistência aumentará para 400 Pa. A curva de resistência para qualquer sistema é representada por uma curva simples. Por exemplo. 4 mostra porque esta conclusão é completamente inválida. a vazão também está abaixo ou acima das exigências do projeto. serpentinas. Observe na Fig.

Por exemplo.2 . sobre um intervalo de vazões e pressões. Instabilidade do Sistema A instabilidade do sistema ocorre quando as curvas da resistência do sistema e do desempenho do ventilador não se cruzam num ponto único. uma vez que a curva do ventilador e a curva do sistema estão quase paralelas. Esta instabilidade pode ser ouvida e sentida. As paredes da sala do equipamento podem chegar a partir-se com a vibração dos dutos conectados a um ventilador com instabilidade. quando a pressão estática máxima (vazão nula) for atingida. mas. elas podem ou não ocorrer ao mesmo tempo (Fig. a flutuação da pressão próxima à máxima (vazão nula) poderá ser na ordem de 10%. desenvolvendo cerca de 600 Pa de pressão estática total poderá ter flutuação de pressão de 60 Pa. Uma perda de sustentação aerodinâmica (stall) ocorrerá. esta situação pode ocorrer com um ventilador centrífugo com pás curvadas para a frente (Sirocco) quando estiver operando conforme representado na Fig. A instabilidade do sistema não deve ser confundida com "paralelismo". Nesta situação. Isto explica porque um ventilador grande com instabilidade é intolerável. aerofólio e radiais. Entretanto. a menos que haja ar suficiente entrando no rotor do ventilador para preencher completamente o espaço entre as pás. em maior ou menor grau.Explicação da Instabilidade do Ventilador Alta Pressão Baixa Pressão Isto aparece na Fig. O Fig. ao contrário. um ventilador com instabilidade. 2). INSTABILIDADE DO VENTILADOR E PARALELISMO s três principais motivos para um fluxo de ar instável em um sistema de ventilação são (1) Instabilidade do Sistema. 3-5 . Esta situação não ocorre com ventiladores com pás voltadas para trás (Limit load). Enquanto a magnitude da instabilidade varia para tipos diferentes de ventiladores. Se o rotor não estivesse girando e esta pressão diferencial existisse. Isto resultará em uma operação instável conhecida como instabilidade do sistema. A única coisa que mantém o ar movendo-se na direção apropriada é o giro das pás. o fluxo seria do ponto de mais alta pressão até o ponto de mais baixa pressão. Para qualquer ventilador. Instabilidade do Ventilador A instabilidade do ventilador é diferente da instabilidade do sistema. pulsação ou bombeamento. o ponto de operação pode estar num intervalo de vazões e pressões estáticas. O ventilador de pás radiais é uma exceção notável.1. 3 como flutuação no volume de ar e na pressão. e ocorre em quase todos os tipos de ventiladores. 1. o que somente pode ocorrer quando dois ventiladores forem instalados em paralelo.Instabilidade do Sistema Instabilidade do sistema é possível Pe Q Fig. Isto é o oposto da direção que o ar normalmente flui pelo ventilador. (sendo maior para ventilador de aerofólio e menor para ventilador de pás curvadas para frente).BOLETIM TÉCNICO Nº 3 INSTABILIDADE DO SISTEMA. o ponto de pressão mínima ocorre no centro de rotação do rotor e a pressão máxima ocorre na descarga do rotor. (2) Instabilidade do Ventilador e (3) Paralelismo.

4).BOLETIM TÉCNICO Nº 3 A seleção do ponto de operação não deve ser feita à esquerda do "ponto de instabilidade" na curva do ventilador. 3 . ou ambas no mesmo sistema. o qual define uma curva de sistema quando todas as velocidades do ventilador são consideradas. Este ponto. 5). varia para diferentes instalações do ventilador. 4 . a curva combinada de vazão-pressão é obtida acrescentando-se a capacidade de fluxo de ar de cada ventilador à mesma pressão.Operação de Ventiladores em Paralelo Q1 Q2 vel stá a In tem 100 Percentual da Pressão Estática do Ventilador Sis te Sis ma est áve l Operação não Recomendada neste Intervalo Curva Combinada de Ventiladores em Paralelo Ventilador Único Percentual da Vazão 4-5 200 . Conseqüentemente. a maioria dos fabricantes não catalogam intervalos de operação ao longo de toda a curva até a linha de instabilidade. dados do desempenho de catálogo conservativos fornecerão intervalos de operação. (Fig. particularmente quando um grande volume de ar deve ser movido. no funcionamento em campo. 5 . Fig. uma operação estável pode ser obtida muito além à esquerda da curva quando o ventilador é instalado em uma situação ideal de laboratório. O desempenho total de múltiplos ventiladores será menor que a soma teórica se as condições de aspiração forem restritas ou o fluxo de ar na aspiração não for uniforme em linha reta (não turbulento). com qualquer projeto de sistema de dutos razoável. (Fig.Instabilidade do Ventilador Flutuação na Pressão Estática 100 Intervalo de Instabilidade Limite do Catálogo Pe Margem de Segurança 0 0 Q 100 Fig. Por exemplo.Operação Desbalanceada em Paralelo Q1 Q2 Pe Fig. Entretanto. Neste caso. que pode ocorrer apenas em uma instalação com múltiplos ventiladores conectada ou com uma aspiração comum ou com uma descarga comum. estas condições são raramente encontradas em aplicações de campo. Obviamente. Paralelismo A terceira causa para uma operação instável é o paralelismo. uma vez que o ponto de corte da curva do catálogo é basicamente um julgamento de engenharia. os quais permitirão uma operação estável.

Bitencourt.br www.br . 5.5566 . Francisco S.Porto Alegre . pág. O objetivo é mudar a curva suficientemente de modo que o conjunto forneça uma operação estável.Efeito de Dampers na Voluta 100 Pe e Potência 0 0 Q Damper na Voluta Ativo 100 5-5 OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. Fig. 4) Para corrigir o problema. Se a curva do sistema interseccionar a curva combinada de volume de vazão na área compreendida pelo loop. A curva gerada pelo damper neste ponto tem um formato tal que a soma das curvas de desempenho interseccione a curva do sistema em apenas um ponto. O ruído de batimento de baixa freqüência resultante pode ser muito desagradável e difícil de ser eliminado.RS e-mail: comercial@otam.CEP: 91150-010 .1264 Caixa Postal 7056 . são deixados nesta posição permanentemente. O problema pode ser comparado ao efeito estroboscópico de uma lâmpada fluorescente iluminando um rotor com uma leve diferença entre as freqüências de rotação do rotor e o fornecimento energia da lâmpada. isso raramente é feito. Os ventiladores operados em paralelo devem ser do mesmo tipo. tamanho e velocidade de rotação. Isso é causado por uma leve diferença na velocidade de rotação de dois ventiladores teoricamente idênticos.com. Isto pode fazer com que um dos ventiladores utilize mais ar e pode causar uma sobrecarga do motor se os ventiladores forem acionados individualmente. Se os ventiladores operando em paralelo forem selecionados na região deste aclive "positivo". A curva do ventilador resultante de várias posições dos dampers de vazão encontra-se representada na Fig. o acréscimo de controle de ruído normalmente não é possível. ao funcionamento do sistema de dutos ou aos motores. Av. o aumento correspondente em RPM deve ser tal a atingir as condições especificadas. para cada posição do damper.otam. O uso dos ventiladores axiais em paralelo apresenta problema potencial de ruído a menos que medidas especiais sejam tomadas no momento do projeto. há uma curva de desempenho diferente correspondente. isso poderá resultar em uma operação instável .BOLETIM TÉCNICO Nº 3 Alguns ventiladores possuem um aclive "positivo" na curva pressão-volume de ar à esquerda do ponto do pico de pressão. 6). o damper de volume da voluta é meramente empurrado para baixo em ambos os ventiladores até que a pressão estática e a pulsação do nível de ruído desapareçam. Sendo o desempenho levemente reduzido.Fax: (51) 3364. Entretanto. e o resultado é que os ventiladores irão carregar-se e descarregar-se intermitentemente. 6 . É altamente indicado que as recomendações do fabricante do ventilador sejam seguidas ao considerar-se o uso de ventiladores em paralelo. portanto. Esta condição desequilibrada de fluxo tende a se reverter alternadamente. Um problema de ruído freqüentemente encontrado em ventiladores operando em paralelo é o batimento. uma vez que a diferença é tipicamente negligenciável. 1501 Fone: (51) 3364. Isto requer a instalação de dampers de vazão na voluta (Fig.com. Geralmente. é possível haver mais de um ponto de operação. A curva fechada em loop à esquerda do ponto de pico de pressão é o resultado da plotagem de todas as combinações possíveis do volume de ar em cada pressão. (Ver Fig. Esta "pulsação" freqüentemente gera ruído e vibração e pode causar dano aos ventiladores. Eles servem para mudar o formato da voluta do ventilador e. poderão resultar complicações indesejáveis de desempenho. Caso contrário. 6.

Portanto. P Fig. Os ventiladores centrífugos são divididos em três classificações de acordo com o tipo de rotor: com rotor de pás curvadas para a frente (Sirocco).Rotores de Ventiladores Centrífugos R r=B S t Pá Radial R B r S t Limit Load . Ventilador Centrífugo É um ventilador em que o ar entra no rotor axialmente e é descarregado radialmente em uma carcaça do tipo voluta. Examinandose a extensão relativa do vetor R.Pá Inclinada para Trás R B S t Sirocco . 1-4 . indica a RPM relativa do rotor para produzir uma determinada capacidade. enquanto que o ventilador Limit Load requer a maior velocidade periférica. não é adequado para o transporte de materiais devido à configuração de suas pás. os ventiladores são fabricados em uma variedade de tipos. geralmente. com rotor de pás radiais. e uma sobrecarga do motor que pode ocorrer se a pressão estática do sistema diminuir.Pá Curvada para Frente r = Componente Radial t = Componente Tangencial S = Velocidade Absoluta do Ar B = Velocidade do Ar em Relação ao Rotor R = Velocidade Periférica Relativa do Rotor O ventilador Sirocco pode entrar em instabilidade. Além disso. porém a magnitude é tipicamente menor do que a dos outros tipos. 2). conforme representado no diagrama. As desvantagens são: o formato de sua curva de desempenho que permite a possibilidade de instabilidade por paralelismo. (b) Axiais e (c) Fluxo Misto. não atingem as altas rotações necessárias para desenvolver as pressões estáticas mais elevadas. um radial (r) e o outro tangencial (t) ao rotor. pode-se ver que o ventilador Sirocco requer a menor velocidade periférica para uma determinada capacidade. A extensão do vetor da velocidade periférica (R). os ventiladores sirocco.BOLETIM TÉCNICO Nº 4 TIPOS DE VENTILADORES ara cobrir uma ampla gama de aplicações. Este vetor de velocidade de partícula absoluta relativo ao solo (S) tem dois componentes. A velocidade do ar relativa à pá é indicada pelo vetor da pá (B) que é quase tangencial à pá. e um amplo intervalo de operação. O intervalo de operação típico deste tipo de ventilador é 30 a 80% da vazão em descarga livre (Fig. O rendimento estático máximo de 60-68% geralmente ocorre ligeiramente à direita do pico da pressão estática. com rotor de pás voltadas para trás (Limit load e Airfoil). embora algum escorregamento possa ocorrer. 1). A Tabela 1 compara as características típicas de alguns dos tipos de ventiladores mais comuns. Ventilador Centrífugo com Rotor de Pás Curvadas para a Frente (Sirocco) O ventilador centrífugo tipo sirocco movimenta-se a rotações relativamente baixas e é geralmente usado para produzir vazões altas com baixa pressão estática. É inerentemente mais fraco em seu aspecto estrutural que os demais tipos. a rotação baixa que minimiza o tamanho do eixo e do mancal. Podem ser classificados sob três tipos gerais: (a) Centrífugos. A curva da potência tem um aclive crescente e é chamada de "tipo sobrecarga". A rotação para determinado tipo de rotor de ventilador centrífugo é determinada pela velocidade periférica necessária para produzir a velocidade de partícula de gás absoluta requerida para a aplicação (Fig. As vantagens do ventilador Sirocco são o baixo custo. 1 .

4. Pe e Potência Absoluta 70 Curva de Rendimento Estático Curva de Potência Absoluta Curva de Pressão Estática 80 0 0 30 Q 80 100 0 0 40 Q 85 100 Ventilador com Rotor de Pás Voltadas para Trás (Limit Load) Os ventiladores tipo Limit Load movimentam-se a aproximadamente duas vezes a rotação dos ventiladores Sirocco.Curva Característica para Ventilador Limit Load 100 he. .Curva Característica para Ventilador Siroco Fig. primeiramente. O ventilador com pás radiais é bem adequado para lidar com volumes de ar baixos em pressões estáticas relativamente altas e para o transporte de materiais. As desvantagens do ventilador Limit Load incluem. Ventiladores com Rotor de Pás Radiais Os ventiladores com pás radiais (Fig. quanto maior o ventilador. de um ventilador limit load é maior do que de um ventilador Sirocco. O rendimento estático máximo de cerca de 80% geralmente ocorre próximo ao limite de seu intervalo de operação normal. eles exigem um rotor de diâmetro maior para uma determinada capacidade. 3 . 3). Isto aumenta o custo e é o motivo principal de não serem usados para aplicações de ar condicionado. A magnitude da instabilidade também aumenta com as pás aerofólio. Isso melhora o rendimento estático para cerca de 86% e reduz ligeiramente o nível de ruído. A magnitude da instabilidade. O intervalo de seleção normal do ventilador Limit Load é de aproximadamente 40-85 % da vazão em descarga livre (Ver Fig. Este ventilador também é inadequado para o transporte de materiais. mais eficiente ele se torna para uma determinada seleção. Pe e Potência Absoluta 100 he. quando ocorre. As suas outras vantagens são a ausência de instabilidade e a presença de uma curva de potência quase reta em uma relação linear com a vazão.BOLETIM TÉCNICO Nº 4 Fig. A curva de potência geralmente atinge um máximo no meio do intervalo de operação normal. 2-4 Um refinamento do ventilador Limit Load com pás planas utiliza pás de formato de aerofólio. portanto a sobrecarga geralmente não é problema. Esta relação proporcional permite que o controle de capacidade seja acionado a partir da entrada de energia no motor. um projeto mais forte o torna adequado para operação em pressão estática mais elevada. Geralmente. Conseqüentemente. Inerentemente. As desvantagens deste tipo de ventilador são o alto custo e um rendimento inferior. As vantagens do ventilador Limit Load são o maior rendimento e a curva de potência de não-sobrecarga (carga limite). 5) são geralmente mais estreitos do que outros tipos de ventiladores centrífugos. conforme previamente indicado pelo diagrama do vetor de velocidade. em segundo lugar. Curvas características para ventiladores aerofólio encontram-se representadas na Fig. 2 . uma operação instável ocorre na medida em que a pressão estática de operação se aproxima da pressão estática máxima (para vazão nula). a rotação mais alta a qual requer tamanhos maiores de eixo e mancal e confere mais importância ao balanceamento apropriado e.

7. conforme ilustrado na Fig.Curva Característica para Ventilador de Pás Radias 100 86 he. Estas pás de guia removem grande parte do turbilhonamento do ar e melhoram o rendimento. Fig. o fluxo em linha reta resulta em uma economia de espaço significativa. tuboaxial e vaneaxial. Esta é a principal vantagem dos ventiladores centrífugos tubulares. 5085% da vazão máxima em descarga livre. exceto pelas pás de guia (endireitadores) nos ventiladores vaneaxiais.Curva Característica para Ventilador Centrífugo Tubular 100 70 Rotor Centrífugo de Simples Aspiração Bocal de Aspiração Entrada de Ar Saída de Ar 0 0 50 Q 85 100 Ventiladores Axiais Os ventiladores axiais dividem-se em três grupos: propeller. Freqüentemente. Pás de Guia Curvas características estão representadas na Fig. é aproximadamente o mesmo que o ventilador com voluta do tipo limit load de pás planas ou aerofólio. 9) são simplesmente ventiladores com um rotor axial (hélice) montados em um cilindro. Portanto. Pás de guia são usadas para recuperar pressão estática e endireitar o fluxo de ar. . 7 . o rendimento estático é reduzido para um máximo de. desviado paralelamente ao eixo do ventilador para fornecer um fluxo em linha reta. Pe e Potência Absorvida 100 Curva de Rendimento Estático Curva de Potência Absorvida Curva de Pressão Estática 70 0 0 50 Q 85 100 0 0 35 Q 80 100 he. um ventilador vaneaxial é mais eficiente do que um ventilador tuboaxial e pode atingir pressões mais elevadas. Os ventiladores tuboaxiais e os ventiladores vaneaxiais (Fig. então. 6. sendo similares. 5 . 3-4 O ventilador tipo propeller (Fig. 72% e o nível de ruído é aumentado. Entretanto.Ventilador Centrífugo Tubular Fig.BOLETIM TÉCNICO Nº 4 Fig. O intervalo de seleção. 4 . O ar é.Curva Característica para Ventilador Airfoil Fig. aproximadamente. uma vez que não há controle do fluxo turbulento através do ventilador. de modo geral. 6 . Pe e Potência Absorvida he. entre sí. 8) é bem aplicado para altos volumes de ar com pouca ou nenhuma pressão estática diferencial. geralmente consistem de um rotor Limit Load de simples aspiração colocado numa carcaça cilíndrica para descarregar o ar radialmente contra o lado interno do cilindro. Pe e Potência Absorvida Ventiladores Centrífugos Tubulares Os ventiladores centrífugos tubulares.

Ventilador de Fluxo Misto OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA Av. 9 . O intervalo de operação para ventiladores axiais é de aproximadamente 65 a 90% da vazão máxima (descarga livre).otam.com. com os ventiladores axiais. Bitencourt. a potência absorvida é mínima na pressão estática máxima (vazão nula).RS e-mail: comercial@otam. a potência absorvida é máxima na pressão estática máxima (vazão nula). Pode ser construído para propiciar descarga axial ou radial e produzir mais pressão do que um ventilador de vazão comparável. 10) Fig.br 4-4 .5566 .Curva Característica para Ventilador Vaneaxial (alto desempenho) 100 80 0 0 Q 65 90 100 Ventiladores De Fluxo Misto Os ventiladores de fluxo misto possuem um fluxo de ar através do rotor que é intermediário entre o dos ventiladores do tipo centrífugo e do tipo axial. quer com a utilização de um controlador manual ou de um pneumático. As vantagens dos ventiladores tuboaxiais e vaneaxiais são o peso e o tamanho reduzidos.1264 Caixa Postal 7056 . Fig. Estes ventiladores possuem pás de passo variável as quais podem ser ativadas por um controle externo. com rendimento total igual.BOLETIM TÉCNICO Nº 4 Observe que. e o fluxo de ar em linha reta que freqüentemente elimina curvas no sistema de dutos. um projeto mais sofisticado dos ventiladores vaneaxiais tornou possível o uso destes ventiladores em pressões comparáveis àquelas desenvolvidas pelos ventiladores Limit Load do tipo aerofólio.com.s e a s características do ventilador. Para ventiladores de grande porte que requerem p o t ê n c i a m o t o r a a c i m a d e 7 5 k W. 8 . (Fig.CEP: 91150-010 . 10 . 1501 Fone: (51) 3364. A desvantagem destes ventiladores é seu alto nível de ruído. é c o m p a r a t i v a m e n t e s i m p l e s m u d a r. Francisco S. atenuações de ruído geralmente são necessárias tanto à montante quanto à jusante. Com ventiladores centrífugos.Porto Alegre .br www. As desvantagens dos ventiladores axiais são o alto nível de ruído e o rendimento menor do que o dos ventiladores centrífugos. Nos últimos anos. O rendimento estático máximo de um ventilador vaneaxial industrial é aproximadamente de 85%.Fax: (51) 3364.Curva Característica para Ventilador Propeller 100 50 0 0 Q 65 100 Fig.

(e) Efeito de redução no desempenho do ventilador provocada pelo sistema. Embora um ventilador de praticamente qualquer tamanho. tais como polia variável e correias em V comumente usadas para a maioria dos sistemas HVAC. a seleção do ventilador mais adequado é no ponto de rendimento de pico (máximo). usadas com as curvas de desempenho básicas para selecionar a vazão do ventilador e o rendimento para uma determinada pressão estática e densidade do ar. (c) Custo inicial do ventilador versus custo de operação do mesmo (potência do ventilador e manutenção). quer seja pressão total ou estática (mmca) e a velocidade de descarga (m/s). A partir destas simulações. E (g) Estimativa de vida do ventilador versus custo inicial. a aplicação do ventilador. normalmente ventiladores maiores com acionamento direto. Isto está intimamente ligado à construção e classe do ventilador. intervalo de pressão. Após as exigências de espaço. Fatores que afetam a densidade do ar são: pressão barométrica. centrífugo ou axial. temperatura e umidade relativa. (f) Mecanismo motriz do ventilador e sua confiabilidade. Método de Seleção pela Rotação Específica Este método é comumente usado para selecionar o tipo de ventilador. as rotações específicas correspondentes poderão ser calculadas e. A seleção da rotação do motor que produzirá a seleção mais eficiente para o ventilador é uma questão de simular rotações motoras padrão disponíveis. na curva de desempenho. 1-5 . O desempenho do ventilador é uma função da densidade do ar na sua aspiração. assim.para obter o tamanho do ventilador. (b) Condições de Serviço. a vida esperada do ventilador. ou ligeiramente à direita do mesmo. o fornecedor de ventiladores normalmente assume o ar em condições padrão (ar seco a 20oC e pressão barométrica de 760mmHg). A vazão de ar é determinada pelo projetista do sistema a uma temperatura específica e de acordo com a pressão barométrica na entrada do sistema. mas também a pressão desenvolvida pelo ventilador. (d) Tipo e intensidade do ruído produzido pelo ventilador. particularmente correias em V versus acionamento direto. Há dois métodos de seleção do ventilador: (1) Método de Seleção pela Rotação Específica para selecionar o tipo de ventilador. (2) Método de Seleção do Ar Equivalente . Ilustração deste método poderá ser encontrada posteriormente neste boletim sob o título "Selecionando o Tipo de Ventilador". as reais possibilidades ficam limitadas pela prática da engenharia e pelas considerações econômicas: (a) Espaço para o ventilador e seu mecanismo motriz. e outros fatores listados sob o título "Tipos de Ventiladores". operação em paralelo. Método de Seleção do Ar Equivalente O segundo método é o "Método de Seleção do Ar Equivalente" para selecionar o tamanho do ventilador usando-se as leis dos ventiladores. Este método geralmente não é recomendado para ventiladores acionados por dispositivos dotados de variação de velocidade. tais como transporte de materiais. o potencial exigido para mover o ar pelo sistema. Os mesmos resultados podem ser mais rapidamente obtidos recorrendo-se às tabelas ou curvas de seleção publicados pelos fabricantes dos ventiladores.BOLETIM TÉCNICO Nº 5 SELEÇÃO DE VENTILADORES m qualquer sistema de ventilação. Sempre que estas condições não forem especificadas. três parâmetros básicos são exigidos para a seleção do ventilador: vazão de ar ou capacidade (m3/h). temperatura do ar. possa ser selecionado para uma determinada vazão e resistência do sistema. e outras considerações terem sido estabelecidas. Esta densidade não apenas determina a capacidade volumétrica para uma determinada massa de fluido. normalmente baseadas em ar padrão.

Por outro lado. os ventiladores axiais requerem tratamento acústico tanto no lado da aspiração como da descarga. A economia é normalmente o fator determinante na seleção final. ao qual adiciona-se o custo de energia anual para o funcionamento do ventilador e o custo de manutenção anual. De fato. SELECIONANDO O TIPO DE VENTILADOR Método da Rotação Específica método da rotação específica (Ns) é freqüentemente usado como um critério para selecionar o tipo de dispositivo de movimentação de ar mais adequado para uma aplicação. O valor tabulado de RPM é a rotação operacional exigida. Independentemente do método utilizado para selecionar um ventilador. os ventiladores sobredimensionados devem ser selecionados apenas onde um aumento futuro de capacidade é esperado. deve ser determinado.75 N = rotação do ventilador. Além dos já citados métodos manuais de seleção de ventiladores. os ventiladores centrífugos normalmente necessitam de tratamento mínimo e. a seleção lógica. É definido por: N s = 2. Eles tornam a seleção mais rápida e dirigida. e deve-se ter um grande cuidado para não selecionar um ventilador dentro do intervalo instável da curva. Em geral. sua rotação e seu rendimento. Alguns fabricantes publicam dados certificados de valores de ruído para os seus ventiladores e estes devem ser consultados quando disponíveis. O rendimento de pico pode ser determinado a partir das curvas de desempenho do ventilador ou a partir de tabelas de multi-seleção. Entretanto. m3/s P = pressão estática. diversas referências excelentes encontram-se disponíveis. observando-se qual ventilador atende às exigências do projeto com potência absorvida mínima. 2-5 . rpm Q = vazão do ar. Se as exigências de projeto não coincidirem exatamente com os valores de catálogo de vazão ou pressão. a fim de se obter a potência operacional exigida. A estes custos de componentes deve-se adicionar o custo de instalação.877 x N x Q P 0. que inclui todos os acessórios exigidos. então. O custo inicial pode ser traduzido em um "custo de propriedade" anual. a interpolação linear nestes valores fornecerá resultados precisos. No entanto. existe geralmente uma seleção possível de dois ou mais ventiladores adequados. a seleção neste intervalo propicia uma operação mais estável do que em um ventilador sobredimensionado. é aconselhável a orientação de um especialista em acústica. Existe apenas um tamanho de ventilador de qualquer tipo que pode atender essas exigências. A vibração e o ruído do ventilador são considerações importantes e são influenciadas pelo tamanho e tipo de ventilador. somente na descarga. Curvas de seleção também são muito úteis para a seleção de ventiladores. muitos fabricantes também tem programas computacionais disponíveis. atenuadores acústicos e isoladores de vibração.5 O Onde e é normalmente avaliado no ponto de rendimento máximo. O ventilador cujos custos anuais de propriedade e de operação forem menores será. A sua principal vantagem refere-se à representação gráfica do desempenho para uma família de ventiladores semelhantes.BOLETIM TÉCNICO Nº 5 Isto resulta em um ventilador ligeiramente menor. Para sistemas de ventiladores de alta e média pressão. Para uma melhor compreensão de como estas curvas são construídas e usadas. O custo inicial de cada ventilador. se for o caso. Pa 0. o valor listado para potência absorvida deverá ser multiplicado pela razão entre a densidade real e a densidade padrão. além de permitirem a impressão de folhas de dados e curvas personalizadas.

necessariamente. Uma vez que a pressão estática e a vazão em uma aplicação são mais ou menos fixas. aos produtos de qualquer fabricante em particular. O critério de rotação específica é. Esta interpretação física não é em si muito significativa ou importante.Gráfico de Rotação Específica Intervalos Aproximados de Rotação Específica para Vários Dispositivos de Movimentação de Ar.000472 m3/s. por exemplo. independentemente do tamanho ou rotação. porque estes dispositivos são selecionados principalmente com base no padrão de fluxo e não no rendimento. Fig. encontram-se demonstrados na Fig. Estas variações são típicas e não se aplicam. a rotação específica depende apenas do tipo de dispositivo de movimentação do ar. portanto. então há uma gama maior de escolha ao selecionar o tipo de ventilador ou soprador. onde a rotação é fixada pela velocidade do motor.4) 80 90 100 150 200 300 400 Ns x 1000 3-5 . Se a rotação puder ser variada. para dispositivos de movimentação do ar geometricamente semelhantes. 1. o valor da expressão acima é o mesmo nos mesmos pontos de seleção. a rotação específica pode ser variada somente se a rotação puder ser variada. Quando calculada no ponto de rendimento máximo. Sopradores tangenciais e ventiladores de fluxo misto não foram incluídos no gráfico. 1. A utilidade da rotação específica como um critério de seleção reside no fato de que. Propeller Tuboaxial AXIAL Vaneaxial Limit Load Sirocco CENTRIFUGO Radial 10 15 20 30 40 50 60 70 (PARA VENTILADORES EM PARALELO MULTIPLICAR POR 1. Gráfico de Rotação Específica Os intervalos de rotação específica com rendimento ótimo. mais definitivo em aplicações de acionamento direto.BOLETIM TÉCNICO Nº 5 Em uma família geometricamente semelhante de sopradores ou ventiladores. para vários tipos de dispositivos de movimentação do ar. a rotação específica é a velocidade de rotação daquele membro que produzirá uma pressão estática de 248 Pa com uma vazão de 0.

tipo de arranjo desejado. Informações Essenciais: (a) Vazão do Ar O volume real de ar/gás por unidade de tempo que entra na aspiração do ventilador. Que tipo de dispositivo é adequado para esta aplicação? Referindo-se ao gráfico de Rotação Específica. assegurar que a melhor seleção dentre um número de alternativas seja feita. ainda.BOLETIM TÉCNICO Nº 5 Exemplo Um dispositivo de movimentação do ar deve entregar 1. Com freqüência. embora não essenciais. e a exigência de potência novamente seria de aproximadamente 0. informações posteriores. mas infelizmente muito poucos dados sobre isto são disponíveis. Unidade: quilograma por metro cúbico (kg/m³) (E)Altitude do Local de Instalação do Ventilador Unidade: metros (m) (f) Natureza do Gás Composição (se não for ar).75 kW. com redução de rotação apropriada. É claramente de interesse do usuário de ventiladores que sejam fornecidas todas as informações estabelecidas abaixo.75 kW. Preferivelmente. Uma vez que o tipo tiver sido determinado. REQUISITOS DE UMA CONSULTA DE VENTILADORES ertas informações essenciais são exigidas para que um fornecedor de ventiladores possa ofertar o equipamento que melhor atenda a aplicação para a qual será destinado. então um soprador centrífugo de pás voltadas para trás (tipo Limit Load) ou um ventilador vaneaxial seriam mais eficientes. um único ventilador de pás curvadas para a frente poderia ser usado. em cada banda de oitava. A rotação específica é principalmente útil para selecionar o melhor tipo de ventilador ou soprador. e a exigência de potência seria de aproximadamente 0. Unidades: litros por segundo (l/s) metros cúbicos por segundo (m³/s) metros cúbicos por hora (m³/h) (b) Pressão Pressão de trabalho do ventilador Unidades: Pascais (Pa) mmca (milímetros de coluna d´água) (c) Velocidade de Descarga Velocidade de descarga do ventilador. tamanho dos dutos de entrada e de saída aos quais o . Unidade: (dB re 10-12 Watts) (h) Tipo de Ventilador e Disposição Detalhes das posições de aspiração e de descarga. explosivo. corrosivo ou possui sólidos arrastados. este deveria ser o nível de potência sonora dentro do duto. Temperatura à qual (a).490 mas ele não seria muito eficiente a menos que uma unidade duplex fosse usada). então. podem evitar que uma máquina inadequada seja fornecida ou. Uma redução de rotação de 2 para 1 colocaria a aplicação bem dentro do intervalo do ventilador Sirocco. (Um ventilador de pás curvadas para a frente Sirocco poderá operar em Ns = 64. Unidade: metros por segundo (m/s) 4-5 C (d) Densidade do Gás de Trabalho Densidade de ar/gás que entra na aspiração do ventilador em massa por unidade de volume.51 m3/s a uma pressão estática de 248 Pa quando acionado por um motor de 6 pólos (1140 rpm) . o nível de potência sonora irradiado da voluta do ventilador é uma consideração importante. (c) se aplicam. (b). (b) Se o dispositivo puder ser acionado por correias. Unidade: graus Celcius (ºC) Se o gás é tóxico. Além disso. (g) Ruído O nível de ruído máximo que se pode tolerar do ventilador. outros métodos de seleção devem ser usados para encontrar o soprador ou ventilador em particular mais adequado para a aplicação. (a) Se acionamento direto for exigido.

Exemplos: tiragem induzida. etc.RS e-mail: comercial@otam. detalhes do suprimento elétrico. necessitando de fatores adicionais de segurança no projeto? OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.5566 . isto é. que todas as correções para densidade. Supõe-se. a menos que haja alguma disposição em contrário. Tipo dos Mancais.BOLETIM TÉCNICO Nº 5 (i)Acionamento Detalhes do tipo de acionamento no ventilador. Francisco S. Vida e tipo dos rolamentos. que os detalhes acima são as reais condições sob as quais o ventilador operará. (b) No caso de um ventilador ter que lidar com gases quentes. Se uma base de isolamento de vibração é exigida.br www.CEP: 91150-010 .otam. exaustão de pintura com pistola. Informações Adicionais Informações adicionais podem incluir: (a) Breves detalhes da aplicação do ventilador. (d) Deve ser dada tolerância para futuro aumento de rotação? (e) Se a aplicação do ventilador é extra pesada no acionamento.com. Se houver dúvida sobre quaisquer exigências. etc.com.br 5-5 .1264 Caixa Postal 7056 . Av. o projetista/usuário Deverá notificar o fabricante de ventiladores. temperatura. Bitencourt. (c) Se o ventilador ou acionamento deve ser resistente a intempéries. 1501 Fone: (51) 3364.Porto Alegre . é necessário que se informe as condições ambientais às quais os mancais serão submetidos. foram executadas pelo usuário.Fax: (51) 3364. se é de eixo horizontal ou vertical.

Tubo cilíndrico com folga mínima em ralação às pontas das pás. Pás profundas permitem expansão eficiente dentro do intervalo entre as pás.Normalmente operado sem conexão a um duto.POTÊNCIA .Aplica-se principalmente em aplicações de HVAC de baixa pressão. PRESSÃO .Baixo rendimento.Mais compacto que os ventiladores centrífugos para a mesma função.Não é comum para aplicações HVAC.Padrão de descarga circular formando redemoinhos. cozinhas.Utilizadas em algumas aplicações industriais onde a pá de aerofólio pode sofrer corrosão ou erosão devido ao ambiente.POTÊNCIA 10 RENDIMENTO 10 8 6 4 2 0 10 RENDIMENTO . .A cúpula protege o ventilador do clima e atua como calota de segurança. .A potência aumenta continuamente até a descarga livre. . onde a distribuição de ar a jusante não é crítica. . . 10 8 6 4 2 0 10 .Tubo cilíndrico com folga mínima em relação às pontas das pás.A potência atinge o máximo perto do rendimento de pico e torna-se menor. . PROJETO DO ROTOR .Utilizado para aplicações de renovação de ar. .Normalmente possui 4 a 9 pás em perfil aerofólio ou com espessura simples. portanto.POTÊNCIA 10 RENDIMENTO 10 8 6 4 2 0 10 RENDIMENTO RADIAIS R . . . rotores de baixo custo têm duas ou mais pás de espessura simples presas a um cubo relativamente pequeno.Aplicado principalmente no transporte de materiais em plantas industriais.Aplicados em sistemas de exaustão de baixa pressão para galpões industriais. .Projeto do tipo voluta para uma conversão eficiente da pressão dinâmica em pressão estática.Rendimento mais alto de todos os projetos de ventiladores centrífugos. 2 0 10 PRESSÃO .Aplicados em sistemas de exaustão de baixa pressão para galpões industriais. tais como fornalhas residenciais.É essencialmente um ventilador axial montado sobre uma estrutura de suporte.A potência aumenta continuamente até a descarga livre.Tipos de Ventiladores TIPO AEROFÓLIO Tabela 1 . 10 10 8 6 4 . . Pt P e h t h s We Vazão 2 4 6 8 2 0 10 CURVADOS PARA TRÁS VOLTADOS PARA TRÁS (Limit Load) RENDIMENTO 10 8 6 4 VENTILADORES CENTRÍFUGOS PRESSÃO . ar formando redemoinhos. Aplica-se também em algumas instalações industriais de alta pressão.A curva de desempenho apresenta cela à esquerda da pressão de pico devido à perda de sustentação aerodinâmica.Utilizado em aplicações industriais no lugar de ventiladores tuboaxiais. .Característica de pressão mais alta do que a dos ventiladores aerofólio e curvados para trás.Fornece exaustão mecânica. .10 a 16 pás de perfil aerofólio curvado para trás em relação a direção da rotação. uma vez que o ar descarrega do rotor ao longo de toda circunferência. .Aplicações em sistemas genéricos de HVAC de pressão baixa. . as dimensões da carcaça não são tão críticas quanto para os ventiladores aerofólio e inclinados para trás.Curva de pressão menos íngreme do que a dos ventiladores limit load.Características de alta pressão com capacidade de vazão média. . portanto.A saída de ar se dá através do espaço anular da parte inferior da cúpula. PRESSÃO . . cozinhas.Fornece exaustão mecânica. . . .Usado em algumas aplicações industriais. B . . .Para determinada capacidade. .Não selecionar o ventilador na declividade da curva de pressão no extremo esquerdo (cela) em relação a pressão estática de pico. ventilação e ar condicionado do ventilador aerofólio. tais como circulação de ar em um espaço ou ventilação por uma parede sem dutos. sistemas de ar condicionado central e aparelhos de ar condicionado. mas com capacidade de pressão muito baixa. . . .Os mais eficientes destes ventiladores possuem pás aerofólio. . . 2 0 10 PRESSÃO . . Evite operar o ventilador nesta região. A seleção do motor deve levar isso em consideração. . depósitos e algumas instalações comerciais.Tipo voluta. opera com pressão muito baixa e vazão muito alta.Transferência de energia primária pela pressão de velocidade.Características de pressão mais alta do que os ventiladores aerofólio. . . curvados para trás e inclinados para trás.POTÊNCIA R 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 2 Vazão 4 6 8 2 Vazão 4 6 8 Vazão 2 4 6 8 Vazão 2 4 6 8 2 Vazão 4 6 8 2 Vazão 4 6 8 2 Vazão 4 6 8 Vazão 2 4 6 8 M CURVADOS PARA FRENTE (Sirocco) . tais como galpões industriais.Aplicações de aquecimento. exceto pela folga entre o rotor e a carcaça que não fica justa.Anel circular simples. O rotor às vezes é revestido com material especial. exceto quanto ao rendimento de pico levemente inferior. 4 6 8 PRESSÃO . o que é uma vantagem com relação às unidades de exaustão natural ou eólica. curvados para trás e inclinados para trás.A curva de desempenho de alguns projetos é semelhante a do ventilador de fluxo axial e apresenta cela à esquerda da pressão de pico. .Unidades centrífugas são um pouco mais silenciosas do que as unidades axiais.Limitado às aplicações de baixa pressão.BOLETIM TÉCNICO Nº 5 Tabela 1 . 5-6 .Pás de guia na aspiração ou na descarga aumentam a pressão e melhoram o rendimento.Para aplicações de baixa pressão com movimentação de volumes elevados de ar. depósitos e algumas instalações comerciais. . Normalmente é o mais estreito de todos os projetos de ventiladores contrífugos. . . exceto pela vazão e pressão serem um pouco inferiores. .Alta vazão. . PRESSÃO .Desempenho semelhante ao ventilador limit load. placa de orifício ou Venturi. . ajustável ou variável.Usualmente aplica-se a sistemas grandes os quais são de aplicação de baixa. . . . em direção a descarga livre.Padrão de descarga circular. cozinhas. CURVAS DE DESEMPENHO* 10 PRESSÃO . porém isso normalmente não causa problemas. .Rendimento máximo atingido próximo a descarga livre.Apenas pressão estática e rendimento estático são apresentados nas curvas deste ventilador.Aplica-se a instalações industriais grandes de ar limpo para economia significativa de energia. . exceto pela vazão e pressão serem inferiores. onde o fluxo de ar em linha reta e uma instalação compacta são necessárias. com capacidade de pressão média. . . .Rendimento máximo requer ajustes finos entre as peças e alinhamento entre o rotor e a aspiração.|Maior rendimento à direita da pressão de pico em 40 a 50% da vazão máxima (descarga livre). .Principalmente para aplicações HVAC de baixa pressão em sistemas de ar de retorno.Tipos de Ventiladores PROJETO DA CARCAÇA . apresenta a rotação mais elevada dos projetos de ventiladores centrífugos.A carcaça normal não é usada.10 a 16 pás com espessura simples curvadas ou inclinadas para trás em relação a direção da rotação. .O ar sai do rotor a uma velocidade menor do que a velocidade periférica.Semelhante ao ventilador aerofólio.Unidades centrífugas são um pouco mais silenciosas do que as unidades axiais. cabines de pintura à pistola e exaustão de fumos. a qual aumenta continuamente em direção a descarga livre ao selecionar o motor. . . Evite operar o ventilador nesta região.POTÊNCIA .Eficientes pelos mesmos motivos do ventilador aerofólio.Sistemas de exaustão de baixa pressão. . o que é uma vantagem com relação às unidades de exaustão natural ou eólica. Estas vazões também apresentam características de pressão boas. . .Considere a curva de potência.Usa a mesma configuração de carcaça que o ventilador aerofólio. .O projeto ótimo especifica proximidade às pontas das pás e forma um fluxo de ar suave para dentro do rotor. alta ou média pressão.A curva pode ter uma interrupção à esquerda da pressão de pico e o ventilador não deve operar nesta área. .Um pouco mais eficiente e capaz de desenvolver pressão estática mais alta do que o ventilador tipo propeller. . tais como estufas de secagem.Cubo é normalmente maior do que a metade do diâmentro da hélice do ventilador.O ar descarrega-se radialmente do rotor e gira 90° para fluir através das pás de guia.Desempenho semelhante ao do ventilador limit load.Curva de desempenho apresenta cela à esquerda da pressão de pico. média e alta. .Rendimento apenas ligeiramente menor do que o ventilador aerofólio.Apenas pressão estática e rendimento estático são apresentados nas curvas deste ventilador. . tais como galpões industriais.Unidades centrífugas são ligeiramente mais silenciosas do que as unidades axiais.POTÊNCIA 8 6 4 2 0 0 10 8 6 4 2 0 0 2 Vazão RENDIMENTO CARACTERÍSTICAS DE DESEMPENHO .Curva de desempenho pode apresentar uma cela à esquerda da pressão de pico.POTÊNCIA .As pás podem ter passo fixo. 10 10 8 6 4 RENDIMENTO . depósitos e algumas instalações comerciais. .Sistemas de exaustão de baixa pressão.POTÊNCIA PROPELLER VENTILADORES AXIAIS 2 0 10 TUBOAXIAL 2 0 10 VANEAXIAL 2 0 10 CENTRÍFUGOS TUBULARES PROJETOS ESPECIAIS 2 0 10 PRESSÃO . A curva apresenta uma cela à esquerda da pressão de pico.A pressão pode cair repentinamente à esquerda da pressão de pico. . opera com pressão muito baixa e vazão muito alta. depósitos e algumas instalações comerciais.Alta vazão. .Maiores rendimentos ocorrem em 50 a 60% da vazão máxima (descarga livre).Normalmente não inclui configuração para recuperar o componente de pressão dinâmica. . cozinhas.POTÊNCIA A CENTRÍFUGOS VENTILADORES DE TELHADO . .O ajuste entre o rotor e a aspiração não é tão crítico quanto para os ventiladores aerofólio e inclinados para trás. 10 10 8 6 4 RENDIMENTO .Pás de guia corrigem o movimento circular provocado pelo rotor e melhoram as características de pressão e o rendimento do ventilador. . . M .Normalmente.Normalmente operado sem conexão a um duto.Um bom projeto da pá propicia um capacidade de média a alta pressão com bom rendimento. .Uma vez que o projeto do rotor é menos eficiente.Curva de pressão mais plana e rendimento menor do que os ventiladores aerofólio. .Possui fluxo de ar em linha reta. . . .Rendimento inferior do que o ventilador limit load porque o ar gira a 90°.A potência aumenta continuamente até a descarga livre. 10 8 10 8 6 4 . .Rendimento menor que o ventilador limit load. . PRESSÃO .Voluta semelhante e com freqüência idêntica a outros projetos de ventiladores centrífugos.Tubo cilíndrico semellhante ao ventilador vaneaxial. AXIAIS . .POTÊNCIA 10 10 8 6 4 RENDIMENTO .As mesmas aplicações de aquecimento. 10 10 8 6 4 RENDIMENTO .O rotor reforçado é simples de ser consertado em campo. . . ou auto-limitante.Possui boa distribuição de ar à jusante. APLICAÇÕES .Aplicações HVAC em sistemas de dutos de baixa e média pressão. . ventilação e ar condicionado em geral. .Selecione o ventilador preferencialmente à direita da pressão estática de pico.

Enquanto péssimas condições de aspiração afetam adversamente o desempenho dos ventiladores axiais. Em ambos os casos. Fluxo Não-Uniforme para dentro da Aspiração do Ventilador O fluxo não-uniforme para dentro da aspiração do ventilador é tipicamente causado por uma curva instalada perto demais da mesma. os ventiladores centrífugos estão extremamente suscetíveis a estas condições. Há três causas básicas ou várias combinações das três para as perdas de aspiração do ventilador: (a) Vazão não uniforme para dentro da aspiração do ventilador. (c) Bloqueio de fluxo ou restrições na aspiração. 1-7 . 1 Fluxo não uniforme para dentro da aspiração de um ventilador induzido por uma curva de 90º . os valores de desempenho catalogados. o redemoinho sempre reduz o rendimento. é difícil determinar valores de perda específica para as três causas básicas de perdas de aspiração do ventilador. Se o giro for imposto na direção da rotação do rotor. resultando numa distribuição turbulenta e nãouniforme do fluxo em seu rotor. Os efeitos de várias conexões de aspiração encontram-se representados nas figuras. Entretanto. ou vorticidade. uma situação correspondente ao uso de pás de guia (vanes) surge: a vazão do ventilador. O Redemoinho ou Vorticidade Redemoinho na aspiração. algumas orientações gerais serão úteis para reduzí-las. a vazão e a pressão estática serão maiores do que o esperado e o potência absorvida também será maior.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 EFEITOS DO SISTEMA NA ASPIRAÇÃO DO VENTILADOR desempenho de ventiladores registrado em catálogos baseia-se em testes de laboratório realizados em condições ideais que quase nunca ocorrem na aspiração do ventilador. (b) Redemoinho ou vorticidade. Por este motivo. Isto não permitirá que o ar entre no ventilador uniformemente. Estas condições são prontamente superadas instalando-se veios ou um separador na aspiração do ventilador. em cada instalação de ventilador. Devido à variedade infinita das condições de aspiração.sem veios. com freqüência seriamente. Fig. Este desvio do ideal produz perdas de pressão que reduzem. é uma causa freqüente de redução no desempenho do ventilador. conforme graficamente representado na Fig. 2. muitas das discussões sobre as condições de aspiração referem-se somente aos ventiladores centrífugos. Se o giro do ar for contrário à rotação do rotor. a pressão e a potência são menores do que o esperado.

Curva de Resistência do Sistema Ponto de Projeto (sem giro) Giro a Favor Ponto de Operação (giro a favor) Ponto de Operação (giro contrário) Potência para Giro Contrário Potência sem Giror Potência para Giro a Favor (c) Efeito do redemoinho na aspiração no desempenho do ventilador Plenum Separador Separador Veios (d) Veios e separador evitam o redemoinho na caixa de aspiração (e) Um separador resolve o desequilíbrio que é causado por aspirações desiguais 2-7 . estabelecendo o redemoinho Giro Contrário Sem Giro (b) Com duas aspirações de tamanho desigual para a câmara do plenum. estabelece-se um desequilíbrio. 2 Redemoinho na aspiração do ventilador Plenum (a) A inércia do ar tende a concentrá-lo na parte inferior.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Fig. causando redemoinho na aspiração do ventilador.

assim sendo. a parede do plenum poderá estar suficientemente próxima à aspiração do ventilador restringindo o fluxo de ar. As pás de guia na aspiração. Quando o duto termina bruscamente. e numa área de mais baixa velocidade.Efeito do Espaço no Desempenho 100 Percentual da Pressão Estática de Pico (aspiração livre) 75 Aspiração Livre A = 50% do diâmetro do rotor 50 A = 30% do diâmetro do rotor Parede Parede A A 25 0 0 Ventilador 25 50 75 ~ ~ 100 Percentual da Vazão Máxima (aspiração livre) ~ ~ . que empregam pás de guia variáveis na aspiração.9 x pressão dinâmica no duto de aspiração Aspiração em forma de Bocal Perda de Pressão na Aspiração = 0. Paredes ou obstruções similares devem ser mantidas a uma distância mínima "A" correspondente a meio diâmetro do rotor do ventilador (Ver Fig. o duto termina bruscamente (Ver Fig. e isso parcialmente obstrui o fluxo da mesma forma que as próprias pás. os ventiladores são instalados em câmaras tipo plenum com aspirações abertas. contrastando com a prática de montar um conjunto acessório de pás à montante da aspiração. com um aumento correspondente na potência absorvida. Em algumas aplicações. Há uma tendência crescente na indústria de ventiladores de montar pás de guia variáveis na aspiração dentro do bocal do ventilador. Em todos esses casos. a perda de pressão é 9/10 pressão dinâmica do duto de aspiração. Quando o duto termina num plenum. a perda de desempenho é proporcionalmente maior (Ver Fig. Este bloqueio representa percentual maior em ventiladores menores e. Em alguns casos. para corrigir a situação. 3). 3 . Instalações de ventiladores. 5). através de uma parede.05 x pressão dinâmica no duto de aspiração Fig. um ventilador poderá ter um duto de aspiração reto relativamente curto iniciando num plenum. um ventilador de 300 mm de diâmetro deve funcionar com rpm 4% mais alta para atender a capacidade informada no catálogo. uma perda na pressão estática será imposta.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Bloqueio de Fluxo ou Restrições na Aspiração Restrições ou bloqueios na aspiração do ventilador podem ser encontrados devido às condições de instalação de campo. Sob certas condições.5 x pressão dinâmica no duto de aspiração Aspiração Reta Perda de Pressão na Aspiração = 0. freqüentemente apresentam o seu mecanismo de atuação no centro. montadas no bocal. há uma perda de pressão correspondente a metade da pressão dinâmica do duto de aspiração. Fig. ou um duto com flanges. com um diâmetro maior. Nestes casos.Perdas num Duto Reto de Aspiração Plenum de Aspiração Duto de Aspiração Através Flangeado da Parede Perda de Pressão na Aspiração = 0. um bocal de aspiração reduziria a perda de aspiração para 1/20 da pressão dinâmica do duto de aspiração. Por exemplo. com 3-7 um aumento correspondente da potência de aproximadamente 12%. Ocasionalmente. 4 . Isto exigirá um aumento na rotação do ventilador. ou num duto com flanges. freqüentemente resultam numa resistência adicional ao fluxo que diminui o desempenho catalogado. Um espaçamento de 1/3 do diâmetro do rotor reduzirá a pressão e a vazão em aproximadamente 10%. através de uma parede.4).

Isto elimina o efeito de bloqueio das correias e da polia movida. O comentário feito a respeito dos efeitos do suporte de mancal para os ventiladores de simples aspiração também se aplica a este caso. A redução do desempenho será proporcionalmente maior para ventiladores menores do que para ventiladores maiores devido à área de bloqueio relativamente maior. 5 . Como resultado. atingindo seu valor máximo pela concentração de ar no raio externo da voluta. As condições de descarga do ventilador podem ser responsáveis por perdas do sistema que. eles apresentam tipicamente muitos diâmetros equivalentes de comprimento de duto. e podem ser significativamente maiores com ventiladores menores em velocidades lentas. Perdas típicas de transmissão por correias representam 2 a 6%. e não preenche 4-7 C por completo a área de descarga. EFEITOS DO SISTEMA NA DESCARGA DO VENTILADOR ondições de descarga do ventilador não alteram as características de seu desempenho da mesma forma que ocorre com turbulências na aspiração. Perdas nas correias são uma função da tensão. o que resulta em vórtices de descarga de ar. o desempenho destes ventiladores com um mancal na aspiração será ligeiramente menor do que o valor catalogado. O desempenho catalogado é ligeiramente reduzido pela transmissão normal por correias. com objetivo de avaliação de desempenho. derivados destas condições de descarga ideais.Restrição das Pás de Guia na Aspiração Percentual de Acréscimo na RPM e Potência 15 10 Potência Absorvida 5 RPM 0 30 40 60 Diâmetro do Rotor do Ventilador (polegadas) Além do bloqueio da transmissão e das correias. estas perdas são o resultado de um ou ambos dos seguintes fatores. Basicamente. num arranjo sem mancal na aspiração. Estes efeitos são geralmente inferiores a 4% na rotação ou vazão e 12% na potência. isto deve ser levado em consideração. estas condições de saída quase nunca são obtidas na prática. de natureza espiral e não-uniforme. Infelizmente. o fluxo será muito uniforme. Ventiladores de dupla aspiração são freqüentemente avaliados usando-se uma extensão no eixo motriz. há uma grande distância para que o fluxo se redistribua e a espiral desaparecerá. na estação de medição. Redução na Recuperação da Pressão Estática O ar que sai de um rotor de ventilador do tipo centrífugo é liberado com um componente de velocidade radial. anexos à descarga. Conseqüentemente. Parte da energia dinâmica é convertida em pressão estática. Esta redução é maior em ventiladores de pressão maior devido às polias e correias serem mais largas. e assim o fabricante de ventiladores tabula os dados de desempenho do ventilador.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Ve n t i l a d o r e s d e s i m p l e s a s p i r a ç ã o s ã o freqüentemente testados. Fig. da quantidade e do tipo de correias. de área constante. portanto. com freqüência. conseqüentemente. potência adicional é necessária ao utilizar-se mancais e graxa para serviço pesado (heavy duty). a velocidade de descarga do ventilador não é uniforme através da área de descarga. Ao selecionar um motor em ou próximo a sua capacidade nominal. A redução será maior para ventiladores de pressão mais alta do que para ventiladores de baixa pressão devido ao mancal e seu suporte serem maiores. Quando o desempenho dos ventiladores é testado. são mensuráveis. . incluindo um endireitador de fluxo. Além disso. O fluxo de ar resultante da descarga do ventilador é. parcialmente por sua própria natureza e parcialmente devido ao endireitador. exibindo um perfil típico de velocidade de regime turbulento.

A perda de descarga será. isto também acrescenta uma ligeira perda de pressão para que o ventilador supere. calculada em função da velocidade de descarga do ventilador. A seguinte tabela mostra um aumento aproximado em RPM e potência absorvida dos ventiladores para os valores catalogados quando não há duto de descarga. de apenas um ou dois diâmetros equivalentes. velocidades de descarga reais médias são de 120 a 180% do valor do catálogo. imediatamente na saída de descarga do ventilador. enquanto que a resistência de uma placa perfurada depende do tamanho dos furos e da área livre. criam uma queda de pressão estática maior do que o esperado devido à turbulência e ao perfil de velocidade existente na descarga. se isto não for possível. Por esta razão. Quando uma curva tiver que ser usada na descarga do ventilador. pois a magnitude desta perda varia com o tipo de ventilador. então. Quando os ventiladores sopram para dentro de um plenum. não se recomenda que seja de raio pequeno e anexada diretamente à descarga do ventilador. Entretanto. . tanto pré-filtros de metal laváveis de 50 mm de espessura ou uma placa perfurada de metal. Esta curta distância até mesmo permite uma redistribuição significativa da velocidade com a recuperação estática correspondente. devido ao impacto do ar em alta velocidade a uma curta distância. através disso. Isso é uma prática comum e boa para projetos de dutos. A adição de um duto curto de descarga.Transição na Descarga de Ventiladores Centrífugos Recomenda-se que a perda de descarga e num plenum seja obtida do fabricante do ventilador. se o ventilador tivesse uma velocidade uniforme em toda sua área de descarga. consideravelmente reduzida. obter uma recuperação estática ou. fornecer potência adicional para compensar as perdas dinâmicas. Infelizmente.5 mmca.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Ou o projeto do sistema deveria tentar usar um duto reto de 3 a 5 diâmetros equivalentes de comprimento à jusante do ventilador e. mas somente se a velocidade de descarga nominal do ventilador for menor que 10 m/s para minimizar problemas de geração de ruído. ocorre uma perda devido ao alargamento repentino na seção de fluxo. além das perdas já citadas. não é recomendado que qualquer transformação repentina para áreas maiores seja usada. Tipo de Ventilador Sirocco Limit Load Aerofólio Aumento % em RPM 6 4 3 % mínimo Pot ABS 20 13 9 15ºmax. uma curva de raio médio deve ser usada (raio médio mínimo 1. a velocidade real não é absolutamente igual ao valor tabulado. ao comprimento reduzirá significativamente esta perda repentina devida ao alargamento. 6 . Esta perda pode ser estimada consultando-se os dados de desempenho de grelhas no catálogo de qualquer fabricante. 5-7 A descarga de um ventilador para dentro de um plenum pós-filtro deve levar em consideração. Pobre Correto 15ºmax. colocados na frente do banco de filtros os protegerão de danos. Recomenda-se que a transição para um duto de área maior seja realizada com uma peça que apresente um ângulo de não mais do que 15º (inclusive) para minimizar as perdas.5 x diâmetro do duto equivalente) ou um duto reto com comprimento de um diâmetro equivalente seguido por um curva quadrada com veios. os danos aos filtros. 6) Fig. então. A perda de pressão pelos filtros laváveis de 50 mm de espessura geralmente não excede 2. Curvas nos Dutos As curvas nos dutos. Quando dutos de descarga retos são usados. como fazem em muitos sistemas de ventilação. especialmente do tipo manga. Esta é a velocidade que é tabulada nos catálogos de ventiladores. (Fig. resultarão numa perda menor. a perda de pressão de descarga seria equivalente a pressão dinâmica. Isto resulta em perdas reais de pressão de descarga de 150 a 300% do que se computaria da velocidade de descarga do catálogo. Teoricamente. Preferivelmente.

a velocidade alta saindo da voluta continua pelo lado de fora da curva. assume-se uma perda igual a 1. A perda dos ventiladores de dupla aspiração é maior porque a velocidade máxima de descarga do ventilador fica no centro e deve ser desviada no lado de fora da curva. uma perda adicional é introduzida. consequentemente. porém eles realmente estabelecem um nível de perda adequado para fins de projeto. Fig. Para a posição B. Nestes ventiladores. tanto para os ventiladores de simples quanto para os dupla aspiração. Assume-se uma perda igual a 0. O fluxo numa curva localizada na descarga de um ventilador difere em cada uma das quatro posições.6 vezes a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal para os ventiladores de simples aspiração e 0. O ventilador de simples aspiração tem sua velocidade de descarga máxima no lado oposto àquele que é normal para uma curva.75 vezes a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal para os ventiladores de dupla aspiração. Se o fluxo fosse uniforme. Para a posição C.0 vez a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal. Esta posição é a mais desfavorável das quatro. 7 mostra uma ilustração das quatro posições). tal curva teria uma perda de pressão de 0. Estes fatores de perda são somente aproximados. a porção de alta velocidade do fluxo da ar fica no mesmo lado da voluta e da curva.75 vezes a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal para os ventiladores de dupla aspiração. ela pode conduzir o ar em qualquer uma das quatro direções. A redistribuição de fluxo resultante gera perdas altas. Assume-se uma perda igual a 0. Para a posição D. Energia deve ser gasta para desviar o fluxo e. onde a velocidade de descarga máxima está centrada como na posição B. não podemos aplicar qualquer dos fatores de fricção para dutos e curvas normais que se encontram no Manual ASHRAE ou outras referências. a velocidade máxima de descarga fica no lado oposto da curva. Para a posição A. Isso se aplica somente quando o fluxo for uniforme através do duto. a redistribuição de velocidade nesta situação resulta em uma perda mais alta do que para os ventiladores de dupla aspiração.5 vezes a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal. Isto resultará na menor perda das quatro posições. tanto para os ventiladores de simples quanto para os dupla aspiração. Com uma velocidade de descarga não-uniforme e em forma espiral. 7 .Padrões de Fluxo em Curvas de Descarga Simples e Dupla Simples Aspiração Aspiração Posição A Dupla Aspiração Posição B Simples e Dupla Aspiração Posição C Simples Dupla Aspiração Posição D Aspiração 6-7 . Se a velocidade de descarga do ventilador fosse uniforme. (Fig.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Presumindo-se que uma curva de raio médio de seção transversal retangular é ajustada à descarga do ventilador. sem qualquer espiral.9 vezes a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal para os ventiladores de simples aspiração e 0. Conseqüentemente. tanto para ventiladores de simples como de dupla aspiração. e qualquer direção para a qual a girássemos seria irrelevante. assume-se uma perda igual a 0. a segunda posição de menor perda para um ventilador de simples aspiração.25 x velocidade de descarga do ventilador. poderíamos calcular rapidamente a perda na curva. Deveria ser usada sempre que possível.

1264 Caixa Postal 7056 .com. 30º em cada lado. 8 Construção Apropriada de uma conexão bifurcada numa unidade de dois ventiladores 30º max.Porto Alegre . 8 mostra as exigências para a conexão bifurcada.RS e-mail: comercial@otam. Av. a fim de que o ventilador alcance o desempenho do catálogo.5 diâmetros equivalentes de comprimento antes da transição. Ventiladores de gabinete.CEP: 91150-010 . no máximo. Deveria haver um duto reto de 1.br www. 1¹/² dia OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. Francisco S.com. com freqüência. a descarga do ventilador é tratada como se fosse uma descarga livre para dentro de um plenum. com um ângulo de convergência de. Bitencourt. e as perdas já explicadas são então usadas. A Fig.Fax: (51) 3364.br 7-7 . 1501 Fone: (51) 3364. Se estes parâmetros de projeto não puderem ser atendidos.otam. Fig.5566 . possuem dois ventiladores descarregando para dentro de um mesmo duto por meio de uma conexão bifurcada.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Os ventiladores são freqüentemente instalados em caixas retangulares também chamadas de “gabinetes".

fissuras. venha a atingir ou exceder.000 horas.44 0. essencial para o cálculo do tamanho do rolamento. tanto em testes de laboratório quanto na experiência prática. como segue: p L10h= 16. etc.21 Ocasionalmente. T = cv x 1. A seleção da polia movida é muito importante para assegurar que a vida L10 não seja abreviada.) ocorra numa de suas pistas ou elementos de rolamento.667 x C horas n S L10 L5 L4 L3 L2 L1 90 95 96 97 98 99 1 0. isto é.53 0. aparentemente idênticos. Equação de Vida do Rolamento O método mais simples de cálculo da vida é a equação ISO para vida nominal básica. Queira consultar a tabela abaixo para fator de ajuste.667 x n ( ( C S p horas n = velocidade de rotação. N S = carga dinâmica equivalente do rolamento. É calculada.62 0. W D = diâmetro da polia. L10.S = T x 2 N ( ( Onde: n = velocidade de rotação. que rolamentos aparentemente idênticos operando sob condições idênticas têm vidas diferentes. vidas que são atingidas ou excedidas com uma probabilidade maior que 90%. 1-2 . rpm P = potência instalada. que não a nominal básica. rpm C = índice de carga dinâmica básica. é evidente. N p = expoente de vida. onde: L10h= 16. Todas as informações apresentadas aqui sobre taxa de carga dinâmica baseiam-se na vida que espera-se que 90% de um grupo bastante grande de rolamentos. Uma definição mais clara do termo "vida" é.BOLETIM TÉCNICO Nº 7 VIDA DOS ROLAMENTOS DOS VENTILADORES Vida do Rolamento vida de um rolamento é definida como o número de horas de operação numa determinada rotação constante (ou número de revoluções) à qual o rolamento é capaz de resistir. w = 2p n rad/s 60 (2) Torque Máximo. Isto é chamado de vida nominal básica. cv = P Nm W (3) Carga Dinâmica da polia. um rolamento com uma L10 de 60. Por exemplo. Este é o número de horas que 50% de um grupo de rolamentos idênticos e com carga idêntica deverá sobreviver. mm S = carga máxima do rolamento. multiplicando-se a vida L10 por 4.33 0. N Fator de Ajuste de Vida O fator para confiabilidade é usado para determinar outras vidas. Cálculo da Vida do Rolamento (1) Velocidade angular. portanto. antes que o primeiro sinal de fadiga (escamação. onde: p = 3 para rolamento de esfera p = 10/3 para rolamento de rolos (5) Horas de Operação. Para rolamentos operando em uma rotação constante.000 horas possui uma vida L50 de 240. é mais conveniente lidar com uma vida nominal básica expressa em horas de operação. L10 (ou vida nominal) e concorda com a definição ISO. A Valor do Fator de Ajuste de Vida Grau de vida Confiabilidade Fator de Ajuste % Entretanto.000 N (D/2) (4) Carga Dinâmica de Partida da Polia. o termo "vida média" ou L50 é usado.

700 3 =72.638 N (5) Horas de Operação.000 = 409.3 rad/s 60 60 (2) Torque Máximo. Av.3 CL. L10h =16. Tipo de ventilador =RSD 800 arr.000 = 409. = GRAE 55 Carga máxima do rolamento.com. Francisco S. P = 30kW Rotação.819 x 2 = 3.BOLETIM TÉCNICO Nº 7 Exemplo Dadas as seguintes especificações.Porto Alegre . C = 52.378 horas n S 700 3.638 (( ( ( OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.CEP: 91150-010 . 1501 Fone: (51) 3364. Bitencourt.700 N (1) Velocidade angular.1264 Caixa Postal 7056 .I Potência instalada. D = 450 mm Tipo de rolamento.otam. w = 2p n = 2p 700=73.com.667 x C ³ = 16.3 Nm w 73.3 (3) Carga Dinâmica da polia. determine a vida do rolamento.3 x 1.br 2-2 .5566 .br www.Fax: (51) 3364.667 x 52.RS e-mail: comercial@otam. S = T x 2 = 1. n = 700 rpm Diâmetro da polia movida. cv = P = 30. T = cv 1.000 = 1819 N (D/2) (450/2) (4) Carga Dinâmica de Partida da Polia.

as bolhas fluirão. 2 Característica do ventilador e característica do sistema para reservatório de bolhas com ponto de intersecção. 1 Característica do ventilador e característica do sistema para um reservatório de bolhas sem qualquer ponto de intersecção. 1. independentemente do volume de ar. Esta curva pode ser chamada de curva característica do ventilador. Cada componente oferecerá alguma resistência ao fluxo. Se plotarmos as curvas característica do ventilador e característica do sistema no mesmo gráfico. No entanto. Nenhuma bolha pode passar pelo líquido Característica do Sistema Pe = K Pe K Característica do Ventilador Q Fig. Isso encontra-se ilustrado na Fig. Fluxo de Ar através de um Reservatório de Líquido Estacionário Normalmente. curvas. o ponto de operação. filtros de mangas e outros filtros ou reservatórios de líquidos. Ela mostra as diferentes pressões estáticas que um ventilador específico produz. como acontece na ventilação de esgotos ou de ferro em fusão. Deste ponto em diante. Bolhas de gás poderão passar pelo líquido Característica do Ventilador Pe Ponto de Operação K Q Característica do Sistema Pe = K . Observe que a característica do sistema é uma linha horizontal reta. venezianas.BOLETIM TÉCNICO Nº 8 CARACTERÍSTICAS DOS SISTEMAS DE VENTILAÇÃO E DOS VENTILADORES Sistemas de Ventilação m sistema de ventilação consiste de um ventilador (ou vários ventiladores) e vários elementos através dos quais o fluxo de ar pode passar. Esta curva é chamada de curva característica do sistema. haverá um ponto de intersecção das duas curvas. e o ventilador deve desenvolver pressão estática suficiente para superar estas resistências. Este será. a pressão estática necessária) deverá aumentar com a velocidade e. bocais. em cada ponto de vazão de ar. O total destas resistências é chamado de resistência do sistema ou perda de carga/pressão. portanto. Fig. 2 apresenta a característica do ventilador e a característica do sistema para este caso. Esta pressão hidrostática será proporcional à profundidade do reservatório e ao peso específico do líquido (portanto. Aqui a resistência do sistema será constante. se a pressão produzida pelo ventilador for adequada. transições de expansão ou convergentes. U Um sistema de ventilação também terá uma curva característica de perda de pressão versus vazão. (O volume de ar dependerá somente da quantidade de ar disponibilizada pelo ventilador. dampers. porque é 1-3 simplesmente a pressão hidrostática apresentada pelo líquido. Este ponto de intersecção será o único ponto que irá satisfazer tanto a característica do ventilador quanto a característica do sistema. Esses elementos podem ser dutos. Isso mostrará as pressões estáticas diferentes que serão necessárias para forçar determinados volumes de ar através deste sistema específico. será bastante elevada para o ferro em fusão). a pressão hidrostática obviamente não dependerá do volume de ar forçado pelo líquido. a resistência do sistema (i.) Nenhum ar pode borbulhar se a pressão máxima produzida pelo ventilador for menor do que essa pressão hidrostática. Uma exceção é um reservatório de líquido estacionário através do qual o ar ou um gás é forçado em bolhas. A pressão estática produzida pelo ventilador tem que ser igual à perda de carga. telas e grelhas. A Fig.. No entanto. portanto. serpentinas de aquecimento e resfriamento. com o volume de ar atravessando o sistema. quando obstruído. nenhuma pressão extra (apenas mais capacidade do ventilador) é necessária para forçar mais ar pelo líquido.e. Uma curva de um ventilador mostra uma representação típica de pressão estática versus vazão.

À medida que os filtros ficam tapados pelo pó. a eficiência do filtro melhora. qualquer que seja a pressão estática. A pressão estática necessária para superar a resistência do sistema depende da altura do silo e do tipo de grão. então. cevada e trigo devem ser secados após a colheita para evitar que o grão estrague. soja. tal como ar passando pelas mangas de filtragem Característica do Ventilador Ponto de Operação Pe Característica do Sistema Pe = K x Q a Q Fluxo através de um Silo de Grãos Vários grãos.82x10-5 Re = 307 Isso está bem abaixo do valor 2000 onde o fluxo turbulento pode iniciar.305 m Re = (1. Pe = K x Q Esta é uma linha reta inclinada através da origem.305) 1.015 a 0. porém. em kg/m³ V = velocidade média do ar. eles são armazenados em silos cilíndricos para grãos. 3 Característica do ventilador e característica do sistema para fluxo laminar. Isto significa que o fluxo pelos filtros de mangas é laminar. para pressões mais altas.020 m/s que passa pelos filtros de manga já analisados. a característica do sistema é uma linha reta horizontal. e a resistência do sistema e o ângulo a aumentam.1 m/s. No entanto. tais como milho. o início de um fluxo ligeiramente turbulento. m/s D = diâmetro do duto. aproximadamente seis vezes o valor de 0. A constante K determina o declive da linha reta: K = tana. Como resultado da área grande. Para pressões menores. Para ar padrão. a característica do sistema continua sendo uma linha reta.82 x 10-5 Ns/m² Para diâmetro de duto de 1 pé = 0. mesmo quando os filtros começam a ser bloqueados pelo pó. Pode variar de 750-5000 Pa. mas aumenta com a vazão de ar ou a velocidade. porém. é grande a fim de manter a resistência ao fluxo de ar baixa.5 2-3 . a pressão estática necessária para soprar ou extrair ar por um sistema de ventilação não é constante. Fluxo através de Filtros de Manga A área total das mangas. e a fórmula para a característica do sistema é Pe = K(Q)1. r = 1. m m = viscosidade do ar. é de aproximadamente 2100. desde 0 m3/s ao ponto de operação e além dele. independentemente da velocidade do ar. A fórmula para esta característica de sistema é: Pe = K (Q)0 = K A constante K determina a altura da linha horizontal acima da linha de vazão de ar. a velocidade do ar que passa pelo grão fica em torno de 0.22 kg/m² e m = 1.22)(0. O valor do Número de Reynolds correspondente. aproximadamente 0. a velocidade do ar passando pelo tecido é muito baixa. podemos calcular o número Reynolds a partir da seguinte equação: Re = rVD m Onde: r = densidade do gás. numa câmara de filtragem. que podem ter de 4 a 25 m de altura. A característica do sistema para fluxo laminar pode ser calculada a partir da fórmula. os ventiladores axiais podem ser usados. À parte essa exceção. são necessários ventiladores centrífugos. Ventiladores axiais ou ventiladores centrífugos são usados para forçar ar aquecido para dentro do silo. indicando que a pressão estática necessária para forçar bolhas pelo líquido é constante. Fig. Com esse objetivo.020 m/s. Ns/m² Para o ar padrão. conforme mostra a Fig.BOLETIM TÉCNICO Nº 8 Repetindo. e o Número de Reynolds (Re) é pequeno.015)(0. arroz. A pergunta agora é: com que rapidez aumentará? A resposta é: depende da velocidade do ar e do tipo de fluxo de ar resultante (laminar ou turbulento). 3.015 a 0.

como os usados em prédios.0 m³/s contra uma pressão estática de 600 Pa. 4 Característica do ventilador e característica do sistema. (Somente na seção dos filtros estas grandezas ainda são pequenas). a curva fica mais íngreme. os outros pontos podem ser calculados e a parábola pode ser plotada.4015m².5 2 Pe = K (Q) Resevatório borbulhante Filtro de Mangas Silo para Grãos Sistema de Ventilação Laminar Ligeiramente turbulento Turbulento 0. este é um fluxo definitivamente turbulento. A constante K determina o declive da curva. Característica do Sistema Pe = K x Q² Q É interessante observar que a equação básica da perda por atrito.960 307 2100 477000 3-3 .Comparação das Condições de Fluxo para Quatro Sistemas de Ventilação Tipo de Sistema Tipo de Fluxo Velocidade do ar (m/s) Número de Reynolds Fórmula para a característica do sistema Pe = K (Q) 0 Pe = K (Q) Pe = K (Q) 1. 4. Fig.BOLETIM TÉCNICO Nº 8 Esta é uma curva através da origem.0195 L Pd D é proporcional a (Q)². Nosso valor de Reynolds será de Re = 477370. Para silos mais altos e para uma maior compactação dos grãos (tal como trigo). para um duto redondo e reto com diâmetro constante e paredes lisas: f = 0. conseqüentemente. Uma vez que este valor de Reynolds está muito acima de 2000. tanto a velocidade do ar quanto o valor de Reynolds é consideravelmente maior do que em filtros de mangas ou em silos para grãos. a velocidade do ar será de V = 4. Tabela 1. prevalecendo em sistemas de ventilação Característica do Ventilador Característica do Sistema Pe = K x Q1. 5. O duto de 715 mm de diâmetro interno possui uma área de 0. resultando em uma pressão de resistência total de 600 Pa.015 0. indicando a mesma coisa que para um sistema de ventilação. o que é normal em sistemas de ventilação. como mostra a Fig.3)2 = 59 Pa. como mostra a Fig. Por exemplo. como ar passando por silos para grãos A fórmula para a característica de sistema agora é Pe= K(Q)² Esta é uma parábola pela origem. A Tabela 1 resume os quatro tipos diferentes de sistemas de ventilação.100 9.96/1. para fluxo ligeiramente turbulento.5 Ponto de Operação Q Pe Vazão por um Sistema de Ventilação Em um sistema de ventilação convencional. 5 Característica do ventilador e característica do sistema para fluxo turbulento. um ventilador axial de 710 mm distribuiu 4.96 m/s e a pressão dinâmica será Pd = (9.4015 = 9. Característica do Ventilador Pe Ponto de Operação Fig.0/0. Se um ponto da característica do sistema for conhecido. Suponhamos que o nosso sistema consista deste duto de 715 mm de diâmetro interno mais algum outro equipamento.

Isso resulta no deslocamento do eixo de sua posição de repouso. eT em mm e para a velocidade de rotação. Esta excentricidade. está ligada ao valor do desbalanceamento me (gramas) para um rotor de raio R (mm) e massa m (kg) através da fórmula abaixo. R M Desbalanceamento Residual Permissível ou Tolerância de Balanceamento. G em mm/s está ligado ao desbalanceamento residual máximo. Quando o disco está em movimento de rotação. 3. Este deslocamento é chamado de excentricidade. Usando a recomendação ISO G4. Vide Fig.BOLETIM TÉCNICO Nº 9 DESBALANCEAMENTO RESIDUAL PERMISSÍVEL m rotor desbalanceado pode causar vibrações e tensões no próprio rotor e em sua estrutura de suporte. As vibrações podem ser transmitidas pelo solo até às máquinas adjacentes e prejudicar seriamente sua precisão ou funcionamento adequado. ao redor de sua posição normal.3 mm/s) para balancear os rotores. Uma vez que não é possível haver um balanceamento de 100%.000) 1-3 . reduzindo substancialmente sua vida útil. pode causar desgaste excessivo nos rolamentos. sua extremidade descrevendo um círculo.0 para valor de balanceamento. buchas.). é necessária para detectar. torna-se necessária uma tolerância para balancear. e = me . ou máquina de balancear. O desempenho diminui por causa da absorção de energia pela estrutura de suporte. etc. considere um disco com raio. Os dados fornecidos pela balanceadora permitem a mudança da distribuição de massa de um rotor. 1. eixos. engrenagens. Definições Desbalanceamento é a distribuição desigual da massa nos corpos girantes (rotor. por sua vez. eixo. As vibrações exercem tensões alternantes altamente indesejáveis nos suportes e elementos estruturais e podem terminar causando seu colapso total. polia. localizar e medir o desbalanceamento. Equação eT Este método está de acordo com a norma ISO 1940/1-1986. R (mm) e massa m (kg) deslocada devido a um excesso de massa me (g).3 (amplitude de velocidade de vibração = 6. age sobre me e é transmitida para o eixo. Torna-se.. uma força centrífuga. O desbalanceamento de apenas um componente girante de um conjunto pode fazer com que todo o conjunto vibre. Por exemplo. estamos seguindo a recomendação ISO e usando um grau de qualidade de balanceamento de G6. Objetivo da Balanceadora Uma balanceadora. Vide Fig. e essa mudança. etc. 2. quando feita de forma correta. Esta vibração induzida. portanto. Referindo-nos à Fig. pequeno. O valor de "e" também expressa a tolerância de balanceamento ou a excentricidade residual. e (mm). irá equilibrar o rotor. necessário que se balanceie o rotor para obter uma ou mais das seguintes condições: (a) (b) (c) (d) (e) (f) (g) (h) Aumentar a vida do rolamento Minimizar a vibração Minimizar ruídos Minimizar tensões de operação Minimizar fadiga e aborrecimento dos operadores Minimizar perdas de potência Aumentar a qualidade do produto Satisfazer os consumidores U Excentricidade significa não ter o mesmo centro ou eixo de rotação. n em rpm pela fórmula: eT = 10 x G (N/1. O balanceamento é detectado pela observação da ausência de desbalanceamento. em um ponto em particular. nunca pelo balanceamento em si. F.

p e = me . Rotação.BOLETIM TÉCNICO Nº 9 Exemplo Considerando-se os seguintes dados. G =4(significa velocidade de vibração = 4mm/s para a polia).000 Cálculo do Valor Máximo de Desbalanceamento Residual. R m => me = e . R = 152mm Grau de balanceamento. n = 800rpm Massa da polia. m = 50 x 8.1 = 2.0 00) 800/1. 2 2-3 .1 kg Raio da polia. determine o desbalanceamento residual permissível e o valor mínimo do desbalanceamento residual.66 g para esta polia. 1 Posição de Repouso F E Portanto. Fig.66g R 152 Fig. m = 8. me Rotação Eixo F Cálculo do Desbalanceamento Residual Permissível ou Tolerância de Balanceamento eT = 10 x G = 10 x 4 = 50mm (n/1. a Excentricidade Residual Permissível é 50 mm e o Desbalanceamento Residual Permissível é de 2.

Francisco S.BOLETIM TÉCNICO Nº 9 Fig. 50 3 G 20 2. Av.O valor numérico após a letra G é igual ao produto de eper x rotação.5 0.5566 . Bitencourt.mm/Kg (Deslocamento Residual Permissível do Centro de Massa.com.1 30 50 100 200 500 1000 2000 5000 10 000 50 000 100 000 r/min 0. 1501 Fone: (51) 3364.Porto Alegre .RS e-mail: comercial@otam. 3 Valor de Desbalanceamento Máximo Residual Permissível correspondente aos diversos Graus de Qualidade de Balanceamento Desbalanceamento Residual Permissível por Unidade de Massa do Rotor.br www. e per .5 1 2 5 10 20 50 100 200 Velocidade de Rotação Máxima de Serviço 500 1000 2000 r/s NOTA .2 0. expressa em milímetros por segundo OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. 4 2 1 0. U per/m = e per em g.CEP: 91150-010 . para balanceamento em um plano de correção) 100 000 G 50 000 0 63 G 20 000 0 25 10 000 G 0 10 5 000 2 000 1 000 500 G 40 200 G 16 100 G 6.Fax: (51) 3364. 5 10 G 1 5 G 0. em micrometros.com.1264 Caixa Postal 7056 .br 3-3 .otam.

conforme mostra a tabela 3. Embora qualquer divisão desse tipo seja necessariamente arbitrária. O ruído do ventilador pode ser classificado em termos do nível de potência sonora específica. o nível de potência sonora específico serve como base para comparação direta dos níveis de banda de oitava de vários ventiladores. ou próximo do. Para uma descrição mais completa dos tipos de ventiladores. e a força desse tom depende. deverá atender essa situação. de pás)/60 O número de pás e a rotação do ventilador podem ser obtidas no catálogo de seleção de ventiladores. A geração de potência sonora de um determinado ventilador. deve-se fazer um incremento na banda de oitava em que recai a freqüência da pá. construção e aplicações. Se.BOLETIM TÉCNICO Nº 10 CÁLCULO DA POTÊNCIA SONORA DO VENTILADOR O ruído do ventilador é uma função de seu projeto (Kw). por quaisquer motivos. veja os Boletins Técnicos nº 4 e 12. nas bandas de oitava. as divisões de tamanho indicadas são práticas para se estimar o ruído do ventilador. os ventiladores menores são um pouco mais barulhentos do que os maiores. um ventilador não for ou não puder ser selecionado de forma ótima. é vantajoso para a conservação de energia e corresponde aos níveis de ruído mínimos para aquele ventilador. o nível de ruído produzido irá aumentar e um fator de correção C.Curvado para frente .Banda de Oitava em que o Incremento de Freqüência da Pá (BFI) ocorre Tipo de Ventilador Banda de Oitava em que BFI ocorre Centrífugo . os níveis de potência sonora. para vários ventiladores. a Tabela 1 pode ser usada. Ponto de Operação Os níveis de potência sonora específicos fornecidos na Tabela 2 são para ventiladores que estiverem operando no. Reduzindo-se todos os dados de ruído do ventilador para esse denominador comum. soprador Vaneaxial Tuboaxial Propeller 250 HZ 500 HZ 125 HZ 125 HZ 63 HZ 63 HZ Os níveis de potência sonora específicos e os incrementos de freqüência da pá encontram-se listados na Tabela 2. O número de decibéis a ser acrescentado a esta banda é chamado de incremento de freqüência de pá (BFI). curvado para trás ou inclinado para trás . Freqüência da Passagem das Pás (Bf) Estudos recentes mostram que. é melhor obtida a partir dos dados de teste reais do fabricante do ventilador. 1-3 . sob condições de teste aprovadas. baseado no nível de potência sonora específica. Tabela 1. vazão de ar (Q). Se este catálogo não estiver disponível. A freqüência da pá (Bf ) é: Bf = (rpm x Nº. em parte. Isto está de acordo com a prática recomendada para a seleção de tamanho e rotação de um ventilador. e como base para um método convencional de calcular os níveis de ruído de ventiladores em condições de operação reais. se tais dados não estiverem disponíveis prontamente.Pá radial. poderão ser estimados através do seguinte procedimento.Aerofólio. ponto de rendimento de pico da curva do ventilador. Entretanto. do tipo de ventilador. Os ventiladores geram um tom na freqüência de passagem da pá. pressão total (Pt) e rendimento (h). realizando determinado trabalho. que é definida como o nível de potência sonora gerada por um ventilador operando a uma capacidade de 1 m³/s (ou 1 cfm) e uma pressão de 1 Pa (ou 1" de água). de forma que a operação caia neste ponto ou perto dele. Para registrar esta freqüência de passagem da pá.

m³/s (cfm) 0. conforme segue: Os valores do nível de potência sonora estimado são calculados para todas as oito bandas e o BFI é acrescentado à banda de oitava na qual a freqüência de passagem da pá cair. Previsão de Potência Sonora do Ventilador (Lw) Os níveis de potência sonora nas condições de operação reais poderão ser estimados usando-se a vazão e a pressão total do ventilador. para o ponto de operação do ventilador.Níveis da Potência Sonora Específicos (dB re 1pW) e Incrementos de Freqüência da Pá (BFI) para Vários Tipos de Ventiladores Freqüência Central das Banda de Oitava.000472. HZ Tipo de Ventilador Centrífugo Aerofólio. quando a pressão for em Pascal (1 polegada H O) 2 fator de correção em dB. Ele possui 41 pás e opera a 904 rpm.5m < 0.9m Todos > 1m 1m a 0. quando a vazão estiver em m³/s (1 para cfm) pressão total em Pascal (ou polegada H 2 O) 249. com rendimento estático de 56%.BOLETIM TÉCNICO Nº 10 Tabela 2 .5m > 1m < 1m > 1m < 1m Todos 63 32 36 47 45 55 63 39 37 41 40 48 125 32 38 43 39 48 57 36 39 39 41 51 250 31 36 39 42 48 58 38 43 43 47 58 500 29 34 33 39 45 50 39 43 41 46 56 1000 28 33 28 37 45 44 37 43 39 44 55 2000 23 28 25 32 40 39 34 41 37 43 52 4000 15 20 23 30 38 38 32 38 34 37 46 8000 13 15 20 27 37 37 26 35 32 35 42 BFI 3 2 8 Vanexial 6 Tuboaxial 5 Propeller 5 Onde: Tabela 3 .Fator de Correção Devido o Ponto de Operação Fora do Rendimento de Pico Rendimento Estático % de Pico 90 a 100 85 a 89 75 a 84 65 a 74 55 a 64 50 a 54 Fator de Correção C 0 3 6 9 12 15 Lw = K w= Q = Q1= P = P1= C= nível de potência sonora estimado do ventilador (dB re 1 pW) nível de potência sonora específico (ver tabela 2) vazão de ar.15 m³/s a 750 Pa. Qual é o nível sonoro estimado? Lw = Kw + 10log(Q/Q1) + 20 log (P/P1) + C 2-3 . curvado para trás inclinado para trás Curvado para frente Pá radial Soprador Tamanho do Rotor > 0. Exemplo: Um ventilador Sirocco RSD 500 foi selecionado para suprir 4.9m < 0. Este fator de correção deverá ser aplicado a todas as bandas de oitava.

57 = 49 Passo 3: Calcule o Bf para determinar em qual banda de oitava recai o BFI Bf = (rpm x no.com. Combine todos os quatro passos. 1501 Fone: (51) 3364.5 500 33 49 2 0 84 -3.5566 . que engloba o intervalo de 355 a 710Hz. P Q 10 log + 20 log P1 Q1 = 10 log O BFI cai na banda de oitava de 500Hz.RS e-mail: comercial@otam.CEP: 91150-010 .3 De acordo com a Tabela 3. como mostra a Tabela 4.5 79.0 81 1000 28 49 0 77 0 77 2000 25 49 0 74 +1 75 4000 23 49 0 72 +1 73 8000 20 49 0 69 -1 68 98.5 125 43 49 0 92 -15.2 Potência Sonora 85.otam.8 dB(A) ( ) ( ) 4. este ventilador apresenta um rendimento de pico de 62%.Exemplo de Cálculo Freqüência Central das Banda de Oitava.BOLETIM TÉCNICO Nº 10 Passo 1: Obtenha o nível de potência sonora específico (Kw) da Tabela 2 para ventilador curvado para a frente. Bitencourt. De acordo com os dados de desempenho no catálogo.Porto Alegre .15 ( 0.000472 ) + 20 log ( 750 249 ) = 39. = > Lw (linear) = 98. Passo 2: Calcule os níveis de potência sonora adicionais devido a vazão de ar e pressão. Percentual de rendimento estático de pico = (56/62) x 100 = 90.Fax: (51) 3364. Av.2 dB = > LwA = 85. de pás)/60 = (904 x 41)/60 = 617 Hz Tabela 4 . C = 0.br 3-3 .1264 Caixa Postal 7056 .8 OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. HZ Referência Passo 1 Passo 2 Passo 3 Passo 4 Lw (dB) Linear = Fator Escala A LwA (dB) = 63 47 49 0 96 -25.5 76.44 + 9.br www.5 70.com. Passo 4: Determine o fator de correção C para rendimento fora de pico.5 250 39 49 0 88 -8. Francisco S.

durante a operação. enquanto outros têm exigências de pressão variável. alguma forma de modulação de desempenho do ventilador é exigida. com freqüência. tais como sistemas de volume de ar variável. 1 Tipos de Modulação para Ventilador Centrífugo DAMPER DE PÁS PARALELAS PARA CAIXA DE ASPIRAÇÃO DAMPER DE PÁS OPOSTAS PARA CAIXA DE ASPIRAÇÃO CAIXA DE ASPIRAÇÃO DIFUSOR REGISTRO RADIAL TIPO CÔNICO DAMPER DE DESCARGA COM PÁS OPOSTAS HORIZONTAIS REGISTRO RADIAL TIPO CILÍNDRICO DAMPER DE DESCARGA COM PÁS PARALELAS HORIZONTAIS DAMPER DE DESCARGA COM PÁS OPOSTAS VERTICAIS DAMPER DE DESCARGA COM PÁS PARALELAS VERTICAIS 1-4 .BOLETIM TÉCNICO Nº 11 MODULAÇÃO DO DESEMPENHO DO VENTILADOR lguns sistemas de ventilação têm exigência de capacidade variável durante a operação. A fim de acomodar estas variações. tanto a vazão quanto a pressão são alterados. A O tipo de modulação tipicamente usada em aplicações com dutos são: (a) (b) (c) (d) (e) (f ) Controle do volume de ar na voluta Dampers de aspiração Dampers de descarga Registro radial de aspiração Modulação da rotação Variação do passo das pás do ventilador Fig.

. eles não devem ser usados para a modulação da vazão. Portanto. são muito maiores no tamanho do que a aspiração do ventilador. Uma vez que os dampers de descarga são tipicamente montados sobre a descarga do ventilador. Em segundo lugar. Dampers de Aspiração O objetivo principal dos dampers de aspiração é evitar o retorno e a circulação de ar quando a unidade é desligada. em ventiladores centrífugos tipo aerofólio. Eles operarão satisfatoriamente na condição de 100% fechado a menos que a pressão estática do ventilador exceda a capacidade estrutural dos dampers. Para uma interrupção liga-desliga (on-off) a fim de evitar a circulação do ar.BOLETIM TÉCNICO Nº 11 Controle do Volume de Ar na Voluta Isto é discutido sob o título "Instabilidade do Sistema. a área dos dampers fica relativamente pequena. geralmente não há necessidade de se preocupar com a pressão estática excessiva vir a danificar os dampers. a resistência do damper deveria suportar pelo menos 1000 Pa de pressão estática. Entretanto. O diferencial de pressão estática através da maioria dos dampers de aspiração usados nas "air handling units" (AHU) numa central de ventilação não deve exceder 1000 Pa. Entretanto. a partir de um dispositivo sensor de pressão estática. Estes dampers aumentam a pressão estática do sistema para modular o fluxo de ar. deve-se tomar cuidado a fim de se certificar de que o ventilador não é capaz de produzir uma pressão estática suficiente para empenar ou ruir os dampers. Isso pode ser feito através de um sensor de fim-de-curso nos dampers que impede a operação do motor do ventilador quando os dampers estão completamente fechados e permite a operação do ventilador somente quando os dampers estiverem suficientemente abertos para impedir uma alta pressão estática de sucção. Dampers de volume na voluta às vezes são usados em pequenos ventiladores como um meio de ajustar rapidamente o fornecimento de ar. este não é considerado um bom meio de controle de capacidade. o motor do ventilador não deve iniciar seu funcionamento até que esses dampers estejam pelo menos parcialmente abertos. Os dampers de descarga não alteram a área de instabilidade do ventilador. uma vez que eles são freqüentemente montados na frente de uma abertura de ar externa ou na frente de uma série de serpentinas. Os dampers de aspiração meramente adicionam resistência ao sistema. abaixo de aproximadamente 50% da vazão máxima (descarga livre). deve-se tomar cuidado para assegurar que os dampers de aspiração não possam ser fechados enquanto o ventilador estiver operando. Se o ventilador for capaz de desenvolver uma pressão estática maior do que essa na RPM operante. embora o damper de volume na voluta sirva um propósito útil de controlar o efeito de paralelismo de ventiladores. Normalmente. automaticamente. eles permitem pouca modulação de capacidade sem forçar o ventilador a operar em uma parte instável de seu intervalo de desempenho. causando uma mudança correspondente na pressão estática do ventilador e variando a vazão. Há duas desvantagens básicas referentes aos dampers de aspiração. A Fig. ao todo. conforme indica o gráfico ao lado. em aplicações de pressão média e baixa. não é recomendado para modulação de capacidade. Portanto. Assim. o diferencial de pressão estática através do damper é distribuído em uma grande área. Devido a essa segunda desvantagem. A magnitude do aumento é uma função da velocidade do ar e do diferencial de pressão estática. Se os dampers forem usados para regular o sistema. Nem dampers de descarga nem dampers de aspiração têm muito efeito no nível de ruído do sistema na posição totalmente aberto. uma trava manual pode ser colocada no mecanismo dos dampers a fim de evitar que eles se fechem 2-4 completamente. reciprocamente. Primeiro. e a própria natureza do controle do volume de ar na descarga faz com que seja difícil operar. Dampers de Descarga Dampers de descarga são um método de variar a vazão em um intervalo de desempenho um tanto estreito. motores devem ser colocados nos dampers para fechá-los depois que o motor do ventilador tenha desligado. Instabilidade do Ventilador e Paralelismo". eles realmente aumentam o nível de ruído à medida que se aproximam de uma posição fechada. O rendimento é reduzido. 2 mostra o desempenho dos ventiladores com dampers de descarga. Portanto.

Na verdade. A vorticidade resultante tem. para cada posição do registro. em longos períodos de tempo. seu único objetivo é iniciar um giro do ar na direção da rotação à medida que este entra no ventilador. se ele for operado na maior parte do tempo no intervalo de 60 a 80 % da vazão de projeto. o registro radial realmente propicia alguma economia no custo de operação. Isto deve provavelmente ocorrer quando ele é usado para modular um sistema de pressão estática constante. com ventiladores muito grandes. a potência absorvida também aumenta. o ventilador pode ser forçado a operar num intervalo instável de funcionamento. como conseqüência. fica em média aproximadamente 25 % nestas condições. 20 a 30 %.BOLETIM TÉCNICO Nº 11 Fig. em tais ventiladores grandes. Portanto. na pressão estática e na potência absorvida. Além disso. os quais são providos de acionamento direto. . cria uma queda de pressão cuja magnitude é uma função do tamanho do ventilador. com o cubo e o mecanismo de rotação localizados no centro. Portanto. em relação aos dampers de pás paralelas e de pás opostas. A magnitude desta economia é geralmente de. o cubo é um percentual relativamente grande da área total de aspiração. Com aplicações de acionamento por correia. Como as pás do registro são moduladas. isto não apresenta nenhum problema em particular. a área do cubo é um percentual muito pequeno do total e a redução é negligenciável. Segundo. Porém. não vale a pena usá-los a menos que a redução da capacidade seja pelo menos 50%. uma vez que a velocidade do ventilador pode prontamente ser aumentada para compensar. o registro radial é útil para a redução de capacidade em ventiladores centrífugos grandes que exijam mais de 3-4 100 cv. aproximadamente. Primeiro. Por outro lado. a redução de capacidade também ocorre quando as pás estão na posição totalmente abertas. a redução de capacidade é substancial. embora chamados de registros. Para ventiladores muito pequenos. A construção do registro. uma redução na vazão. Isso resulta da dificuldade em se usar acionamentos de velocidade variável como correia em V. Uma vez que o registro radial custa de duas a três vezes o valor dos dampers de descarga de pás paralelas. a curva da potência absorvida gerada é menor do que a curva da potência absorvida com as pás bem abertas. O ruído e a vibração resultantes são conhecidos por sacudirem todo um andar. curvas separadas para a pressão estática e potência absorvida versus vazão são geradas. Independentemente dessa economia. 2 .Desempenho de um Damper de Descarga para Ventilador Tipo Aerofólio 140 Percentual de Pressão Estática Máxima e Percentual de Potência Absorvida Máxima (vazão nula) Curva do sistema a 52% da vazão máxima 130 120 110 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 0 10 20 30 40 Variação estável da vazão 50 60 70 80 90 100 6’ 5’ 4’ 3’ 6 5 4 3 2’ 2 1 Seleção original nas condições de projeto Potência absorvida 1’ Percentual de Vazão Máxima (pressão nula) Registro Radial na Aspiração Registros radiais na aspiração às vezes são chamados erroneamente de registros de vortex. já que a economia de potência gerada. Há três desvantagens em se usar registros radiais de aspiração para modulações de capacidade.

se tiver um registro radial na aspiração com pás na posição totalmente abertas. Terceiro. dependendo da seleção original. Isto aumenta a potência absorvida em aproximadamente 9. Variação do Passo da Pá do Ventilador Ventiladores axiais encontram-se disponíveis com pás de passo ajustável para permitir a variação do seu desempenho. e aos níveis de ruído resultantes.3%.otam.com. todavia. a RPM deve ser aumentada em aproximadamente 3% com um rotor de 900 mm de diâmetro para atingir capacidade total. Uma vez que os dados de teste são limitados. a maior desvantagem neste tipo de modulação de ventilador é o custo adicional do dispositivo. Em ventiladores acionados por correia. Nos dispositivos de estado sólido o controle deve estar intimamente associado ao motor para operar apropriadamente. Francisco S. à redução de capacidade devido à restrição de área de aspiração. Isso também evidencia o problema de acionamento por correia em V. o fabricante de ventiladores deve ser consultado para informações referentes ao intervalo instável de operação. Uma vez que o ventilador axial deve.Fax: (51) 3364.RS e-mail: comercial@otam.Porto Alegre . Isto torna o ventilador bem adequado para aplicações tal como controle automático da pressão estática para sistemas de volume de ar variável. até mesmo em uma posição totalmente aberto.BOLETIM TÉCNICO Nº 11 Por exemplo. uma boa regra a seguir é adicionar 5 dB ao nível de ruído do ventilador quando um registro radial for usado. Em unidades com acionamento direto.br www. Bitencourt. ter algum tratamento acústico.5566 . Esta forma de modulação de capacidade geralmente reduzirá a potência absorvida. ( (( ( ( (( ( Q2 N2 = Q1 N1 Q2 N2 = Q1 N1 2 ( (( ( W2 N2 = W1 N1 3 OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. maior será o custo. Todos estes dispositivos afetam o desempenho do ventilador segundo as seguintes leis: Deve-se tomar cuidado ao usar esse tipo de modulação em um sistema que requeira pressão estática constante no ventilador. redutores mecânicos de velocidade. o registro radial aumentará o nível de ruído do ventilador. na medida em que a pressão estática no ventilador se reduz proporcionalmente ao quadrado da redução de RPM. a geração de ruído devido à mudança no passo da hélice é facilmente trabalhada. para ventiladores maiores que exijam mais de 100cv. o que pode vir a ser um problema se a potência absorvida estiver muito próxima à potência nominal do motor indicada pelo fabricante. geralmente.CEP: 91150-010 . Modulação da Rotação A variação de rotação nos ventiladores pode ser realizada de diversas maneiras. Antes de se usar um registro radial. transmissões hidráulicas. mais do que qualquer um dos métodos anteriores para uma dada vazão e pressão estática.1264 Caixa Postal 7056 . Meios razoavelmente precisos devem estar disponíveis para estimar a redução da capacidade para vários tamanhos de ventiladores.br 4-4 . Isto pode ser usado para aumentar ou diminuir a capacidade do sistema em ventiladores com acionamento direto. uma vez que a modulação de controle pode ser realizada facilmente.com. o uso do registro radial torna-se mais do que um problema. Quanto mais sofisticada a modulação e seus controles. a variação poderá permitir algum aumento no rendimento se a pressão estática tiver sido grosseiramente superestimada quando a seleção original tiver sido feita. Av. Um método de variação do passo das pás do ventilador permite uma alteração no passo enquanto o ventilador estiver em operação. Por isso. e dispositivos de estado sólido (inversores de freqüência). incluindo: motores de multivelocidade. 1501 Fone: (51) 3364.

Equivalente ao arranjo 3 mais base para motor. 1-7 . ARR.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 ARRANJOS DE VENTILADORES Associação Internacional de Controle e Movimentação do Ar (AMCA) adotou uma norma que define os arranjos para vários tipos de ventiladores usados em aplicações de ventilação em geral.1 SWSI Para acionamento por correias. 7 e 8 também são disponíveis com mancais montados em pedestais ou conjunto de bases independentes da carcaça do ventilador.3 SWSI Para acionamento por correias.7 SWSI Para acionamento por correias ou conexão direta.4 SWSI Para acionamento direto. Equivalente ao arranjo 1 mais base estendida para o motor. Rotor em balanço. Rotor em balanço montado no eixo do motor. dois mancais com motor montado do lado de dentro da base. ARR. dois mancais com motor montado do lado de fora da base. ARR.10 SWSI Para acionamento por correias. Rotor em balanço. Para designação de sentido de rotação e posição de descarga ver norma AMCA 99-2406 Para posições de motor em transmisão por correias ver norma AMCA 99-2407 Para designação da posição das caixas de aspiração ver norma AMCA 99-2405 ARR. ARR. Motor montado na base ou conectado diretamente através de flanges (4K). Mancais apoiados em mão-francesa fixada na carcaça do ventilador. Rotor em balanço. Os tipos de arranjos incluem: (f) (a) (b) Arranjos para Ventiladores Centrífugos Arranjos para Ventiladores Centrífugos Tubulares A (c) (d) (e) Arranjos para Ventiladores Axiais com ou sem Difusor e Caixa de Aspiração Designações para Sentido de Rotação e Posição de Descarga de Ventiladores Centrífugos Posições de Motor de Ventiladores Centrífugos com Acionamento por Correias Posição da Caixa de Aspiração para Ventiladores Centrífugos ARRANJOS PARA VENTILADORES CENTRÍFUGOS CONFORME NORMA AMCA 99-2404 SWSI = Ventiladores de Simples Aspiração DWDI = Ventiladores de Dupla Aspiração Os Arranjos 1. Rotor em balanço.9 SWSI Para acionamento por correias.8 SWSI . Nenhum mancal no ventilador. 3.Para acionamento por conexão direta através de luva elástica. Dois mancais ou mancal monobloco na base. ARR. ARR. ARR.7 DWDI Para acionamento por correias ou conexão direta. Um mancal de cada lado apoiados na carcaça do ventilador.2 SWSI Para acionamento por correias. Um mancal de cada lado apoiados na carcaça do ventilador.3 DWDI Para acionamento por correias. ARR.Equivalente ao arranjo 3 mais base para motor. ARR.

Rotor em balanço. com eixo estendendo-se pela caixa de aspiração.3 SWSI COM PEDESTAL INDEPENDENTE Para ventilador com acionamento por correias. com eixo estendendo-se pela caixa de aspiração.3 SWSI COM CAIXA DE ASPIRAÇÃO E P E D E S TA I S I N D E P E N D E N T E S Pa r a ventilador com acionamento por correias. 3.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 ARRANJOS PARA VENTILADORES CENTRÍFUGOS CONFORME NORMA AMCA 99-2404 SWSI = Ventiladores de Simples Aspiração DWDI = Ventiladores de Dupla Aspiração Os Arranjos 1. ARR. Rotor em balanço. 2-7 . Um mancal em cada lado apoiados em pedestais independentes. ARR. dois mancais ou mancal monobloco na base. ARR. 7 e 8 também são disponíveis com mancais montados em pedestais ou conjunto de bases independentes da carcaça do ventilador. Caixa de aspiração pode ser auto-portante. Carcaça auto-portante. ARR. Um mancal em cada lado apoiados em pedestais independentes. Para designação de sentido de rotação e posição de descarga ver norma AMCA 99-2406 Para posições de motor em transmisão por correias ver norma AMCA 99-2407 Para designação da posição das caixas de aspiração ver norma AMCA 99-2405 ARR. dois mancais ou mancal monobloco na base que é estendida para abrigar o motor. Carcaça auto-portante. ARR. Carcaça auto-portante. Caixa de aspiração pode ser autoportante. Um mancal em cada lado apoiados em pedestais independentes.3 DWDI COM CAIXA DE ASPIRAÇÃO E P E D E S TA I S I N D E P E N D E N T E S Pa r a ventilador com acionamento por correias. 1 SWSI COM CAIXA DE ASPIRAÇÃO Para acionamento por correias. 8 SWSI COM CAIXA DE ASPIRAÇÃO Para acionamento por conexão direta através de luva elástica. Um mancal em cada lado apoiados em pedestais independentes. Carcaça auto-portante.3 DWDI COM PEDESTAL INDEPENDENTE Para ventilador com acionamento por correias.

Motor Mostrado na Posição 360 Vista da Descarga MONTAGEM VERTICAL A seta indica a direção do fluxo de ar. Os Arranjos 4 e 9 podem ser equipados com suportes para instalação no piso. Suportes de Montagem no Teto Suportes de Montagem no Piso 3-7 . Vista da Descarga 360 315 45 270 90 225 180 135 ARRANJO 9 Para acionamento por correias. 180 e 225 não estão disponíveis para ventiladores no piso. Geralmente. 270 e 315 poderão não estar disponíveis para ventiladores suspensos no teto. Projetado para instalação do motor do lado de fora da carcaça em uma das posições padrão ilustradas. Rotor em balanço fixado num eixo apoiado por mancais montados dentro da carcaça. e as fixações de motor 45. suportes para instalação no piso ou ambos. Vista da Descarga ARRANJO 4 Para acionamento direto. Para descarga horizontal e vertical.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 ARRANJOS PARA VENTILADORES CENTRÍFUGOS TUBULARES CONFORME NORMA AMCA 99-2410 Motor à Esquerda ARRANJO 1 Para acionamento por correias. Especifique se o ventilador deve ser equipado com suportes para instalação no teto. A posição destes suportes determina quais posições de motor estarão disponíveis para sua fixação. são determinadas visualizando-se a descarga do ventilador conforme apresentado na figura do arranjo 9. As posições dos motores. etc. 90.. Outro método para instalar ventiladores na vertical encontra-se ilustrado à direita. parede ou invertidos instalados no teto. Rotor em balanço fixado num eixo apoiado por mancais montados dentro da carcaça. Para descarga horizontal e vertical. Motor montado independente da carcaça. Motor montado dentro da carcaça. Descarga horizontal. suportes. as fixações de motor 135. na parede ou no teto. portas de inspeção. Especificar se o fluxo de ar é do motor em direção à helice (M-H) ou da hélice em direção ao motor (H-M). Especificar se a descarga de ar do ventilador é para cima ou para baixo nos ventiladores montados verticalmente. O sentido de rotação dos ventiladores é determinado visualizando-se a partir da extremidade da descarga do ventilador. Rotor em balanço fixado ao eixo do motor.

7 Para acionamento por correias ou conexão direta. Acionamento através da carenagem das correias. ARR. Rotor em balanço montado no eixo do motor. Equivalente ao arr. Rotor em balanço.9 MOTOR NA CARCAÇA ARR. DOIS ESTÁGIOS ARR. ARR. Dois mancais localizados à montante ou à jusante da hélice.1 Para acionamento por correias ou conexão direta por luva elástica.4 ARR4. Acionamento pela aspiração. Rotor em balanço.3 Para acionamento por correias ou conexão direta. ARR. Dois mancais sobre suportes internos. ARR.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 ARRANJOS PARA VENTILADORES AXIAIS COM OU SEM DIFUSOR E CAIXA DE ASPIRAÇÃO-NORMA AMCA 99-3404 ARR1. Motor na carcaça ou na base comum. 4-7 . Motor sobre suportes internos.9 MOTOR EM BASE COMUM Para acionamento por correias.8 (1 OU 2 ESTÁGIOS) Para acionamento por correias ou conexão direta. 3 mais base comum para o motor. Observação: Todas as orientações dos ventiladores podem ser horizontais ou verticais. Nenhum mancal no ventilador. Hélice entre mancais que estão sobre suportes internos. ARR. DOIS ESTÁGIOS Para acionamento direto. Equivalente ao arr. 1 mais base comum para o motor.

Em ventiladores de dupla aspiração com acionamento em ambos os lados. A direção da rotação é determinada a partir do lado do acionamento do ventilador. 4. 2. a direção da rotação e da descarga é determinada com o ventilador em repouso no chão. o lado do acionamento sempre é considerado o lado oposto da aspiração do ventilador. e sua designação é feita em graus a partir de tal eixo de referência padrão. 5. O ângulo de descarga poderá ser qualquer ângulo intermediário. Para o ventilador invertido para suspensão no teto ou instalação em parede lateral. conforme a necessidade. O ângulo da descarga está relacionado ao eixo horizontal do ventilador. 5-7 .BOLETIM TÉCNICO Nº 12 DESIGNAÇÃO PARA SENTIDO DE ROTAÇÃO E POSIÇÃO DE DESCARGA DE VENTILADORES CENTRÍFUGOS Horário Descarga para cima H/90o Horário Topo angular para cima H/135o Horário Topo horizontal H/180o Horário Topo angular para baixo H/225o Horário Descarga para baixo H/270o Horário Base angular para baixo H/315o Horário Base inferior horizontal H/0o Horário Base angular para cima H/45o Anti-horário Descarga para cima AH/90o Anti-horário Topo angular para cima AH/135o Anti-horário Topo horizontal AH/180o Anti-horário Topo angular para baixo AH/225o Anti-horário Descarga para baixo AH/270o Anti-horário Base angular para baixo AH/ 315o Anti-horário Base inferior horizontal AH/0o Anti-horário Base angular para cima AH/45o Observações: 1. 3. Em ventiladores de simples aspiração. o lado do acionamento é aquele que tiver a unidade de acionamento com maior potência.

e designando-se as posições do motor com as letras W. X. conforme o caso. 6-7 .BOLETIM TÉCNICO Nº 12 POSIÇÕES DO MOTOR PARA VENTILADORES CENTRÍFUGOS DE ACIONAMENTO POR CORREIA CONFORME NORMA AMCA 99-2407 A localização do motor é determinada posicionando-se de frente para o lado do acionamento do ventilador. Y ou Z.

Francisco S.com. A linha de referência é o eixo do ventilador. e poderá ser qualquer ângulo intermediário que venha a ser necessário.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 POSIÇÕES DA CAIXA DE ASPIRAÇÃO PARA VENTILADORES CENTRÍFUGOS CONFORME NORMA AMCA 99-2405 360 315 45 315° 360° 45° 270 270° 90° 90 225° 180° 135° 225 135 180 Observações: 1. 2.1264 Caixa Postal 7056 .br www. 4. Bitencourt. 3.RS e-mail: comercial@otam.Porto Alegre .com. como mostra a ilustração.br 7-7 . As posições 135º a 225º podem interferir com estrutura do piso em alguns casos. A posição da caixa de aspiração e da entrada de ar para a caixa de aspiração é determinada a partir do LADO DE ACIONAMENTO DO VENTILADOR. A posição da caixa de aspiração é designada em graus no sentido horário do eixo vertical superior. Av.5566 . OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.otam.CEP: 91150-010 . 1501 Fone: (51) 3364.Fax: (51) 3364.

A prática sugere que a rotação de operação máxima não deve exceder 75% da rotação crítica. m4 comprimento do eixo. a equação de Rayleigh-Ritz superestima e a equação de Dunkerley subestima a freqüência natural. A magnitude da deflexão depende do seguinte: (a) rigidez do eixo e seu suporte (b) massa total do eixo e peças anexas a ele (c) desbalanceamento da massa com relação ao eixo da rotação (d) quantidade de amortecimento no sistema Portanto.B²)³ ² 9 3 EIL 2. mesmo na ausência de carga externa.3) A W W A L dst2=WA(3L² . Deflexão Estática Máxima Total (dst) A deflexão estática máxima. Nc= 30 g p dst onde: g = aceleração da gravidade (9. kg/m² para eixo SAE 1045 =200 x 108 kg/m² momento de inércia = pD4/64. dst. Rotação Crítica. m .BOLETIM TÉCNICO Nº 13 ROTAÇÃO CRÍTICA DOS EIXOS ualquer eixo rotativo. é obtida através da soma da deflexão estática máxima do eixo rotativo e da deflexão provocada pela carga. de seu diâmetro e do tipo de suporte de mancal. Equação da Rotação Crítica (Nc) Existem dois métodos utilizados para calcular a rotação crítica. que é a velocidade crítica de rotação. Ambas as equações são aproximações à primeira freqüência natural de vibração. A equação ilustrada abaixo é a de Rayleigh-Ritz. 2.2) L dst1= wL³ 8EI (2) 2.4) L Q 1. kg massa do rotor. conhecida como Rotação Crítica. que irá criar uma vibração ressonante em determinadas rotações. da localização e do tipo de carga carregada pelo eixo. Em geral. do comprimento do eixo.1) L/2 Deflexão estática máxima somente devido à carga (dst2) W L/2 L dst2 = WL³ 48EI 2. sofre flexão durante a rotação. kg módulo de elasticidade. as Equações Rayleigh-Ritz e Dunkerley.4A²) 24EI W dst2 = WL³ 3EI onde: w = W = E = I = L = 1-4 (1) Deflexão estática máxima do eixo (dst1) massa do eixo.81 m/s²) dst = deflexão estática máxima total A rotação crítica depende da magnitude. O peso combinado de um eixo e de um rotor pode causar uma deflexão.2) A W B L dst2=WB(L² . o cálculo da rotação crítica para o eixo dos ventiladores é necessário.1) L dst1= 5wL³ 384EI 1.

00018 + 0. E Massa do eixo. encontre a rotação crítica.20 Exemplo No.66 x 10-9 m4 = 200 x 108 kg/m2 =1.51 7.00 15.5 kg = 1.37 m = 0.59 x 10-9 Massa por Metro (kg/m) 2.3 . I Módulo de elasticidade.000139 m L (c) Deflexão estática máxima total (dst) dst = dst1 + dst2 = 0.17 x 10-9 39.4A²) 24EI Ver figura 2.37)² 24(200x10 8)(125.1 5(13. W Comprimento do eixo.76 x 10-9 73.205 m = 125. D Massa do rotor.99 9.66x10 -9) =0.1) (d) Rotação crítica (Nc) NC=30 g p dst 9.87 13.37)³ = 384(200x10 8 )(125.87 =13.29 x 10-9 306.47 3.40 18.85 5.37 x 9.205)[3(1.79 x 10-9 449.75 = 1256rpm 2-4 . L Cota A Momento de inércia.17 x 10-9 1178.4(0.70 22.52)(1.66x10-9) =0.66 x 10-9 125. Modelo: Ventilador Tipo Duplex com Dois Mancais W A W A Deflexão a partir da carga somente (dst2) dst2= WA(3L² . a rotação máxima de operação seria de: 1675 x 0.20 30.00018 m Considerando um coeficiente de segurança de 25%.BOLETIM TÉCNICO Nº 13 Tabela 1 Diâmetro do Eixo D (mm) 20 25 30 35 40 45 50 55 60 70 Momento de Inércia I (m4) 7.81 =30 p 0.000319 m Diâmetro do eixo.000319 =1675 rpm (a) Deflexão a partir do peso do eixo somente (dst1) dst1 = 5wL³ 384EI Ver figura 1.52 kg (ver Tab. 1 (b) Dadas as seguintes especificações. w = 40 mm = 7.5(0.000139 = 0.205)²] = 7.66 x 10-9 201.85 x 10-9 19.18 x 10-9 636.

sendo um lado do mancal em balanço. 2 Verificar a rotação crítica de um ventilador triplex com dois mancais.9kg Verificação da rotação crítica no trecho em balanço W A Deflexão a partir do peso do eixo (dst1) dst1 = 5wL³ 384EI 5(8.197m = 1.4A²) 24EI .5215m = 0.114m = 8.000109 + 0.197)²] = 5. D Massa do rotor. a rotação máxima de operação seria de: 2.4(0.000216 =2.66x10-9) =0.114)² 24(200x10 8 )(73.4kg = 73.27(0.114)³ = 384(200x10 8 )(73. I Módulo de elasticidade.197)[3(1.000107 = 0.BOLETIM TÉCNICO Nº 13 Exemplo No. w (a) = 0.27kg (b) Deflexão a partir da carga somente (dst2) dst2= WA(3L² .000109 m Cota A Cota L Massa do eixo.000216 m Entre Apoios Balanço (d) Diâmetro do eixo.035 rpm Verificação da rotação crítica no trecho entre apoios W A W A Considerando um coeficiente de segurança de 25%.534)³ 8(200x10 8 )(73. w (a) L = 0.000107 m Deflexão a partir do peso do eixo (dst1) dst1= Wl³ 8EI = 4.035 x 0.66x10-9) =0.9)(1.66 x 10-9 m4 = 200 x 108 kg/m2 Rotação crítica para o trecho entre apoios (Nc) NC=30 g p dst 9.66x10-9) =0.40(0. W Momento de inércia. (c) Deflexão estática máxima total (dst) dst = dst1 + dst2 = 0.81 =30 p 0.534m = 4. E = 35mm = 5.75 = 1526 rpm L Cota A Cota L Massa do eixo.000055 m 3-4 .

5566 .RS e-mail: comercial@otam.526 rpm (c) Deflexão estática máxima total (dst) dst = dst1 + dst2 = 0. (d) Rotação crítica para o trecho entre apoios (Nc) NC=30 g p dst 9. a rotação máxima de operação seria de: 1.4(0.485 rpm Portanto. que é = 1. isto é.com.1264 Caixa Postal 7056 . Francisco S.81 =30 p 0.980 rpm OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.Porto Alegre .br www.000228 =1.CEP: 91150-010 .otam. Bitencourt. a rotação de operação máxima para este ventilador deve estar de acordo com o trecho em balanço.000055 + 0.035 rpm =1.000173 m Considerando um coeficiente de segurança de 25%.000173 = 0.980 x 0. 1501 Fone: (51) 3364. a menor rotação obtida.000228 m =1.com.BOLETIM TÉCNICO Nº 13 (b) Deflexão a partir da carga somente (dst2) dst2= WA³ 3EI 5.Fax: (51) 3364.66x10-9) =0.485 rpm.75 = 1.485 rpm Conclusão: Trecho entre Apoios Rotação Crítica Rotação de operação máxima Trecho em Balanço Rotação Crítica Rotação de operação máxima =2. Av.980 rpm =1.5215)³ = 3(200x10 8 )(73.br 4-4 .

Isso nos habilita a determinar se o motor selecionado é capaz de produzir torque suficiente para levar o ventilador da rotação zero até a rotação de operação.10 O tempo de partida do conjunto motor/ventilador nunca pode ser maior que 80% do tempo de rotor bloqueado informado no catálogo do motor. é necessária uma série de outros cálculos. 1-3 ² J =(J F + J FP) x nF + JMP+ J M kgm² nM ( ( . Tabela 1 Número de pólos 2 4 6 8 Tempo de Partida (s) 3-4 4-6 4-8 5 . Equação do Torque de Partida Torna-se. A Tabela 1 apresenta aproximações para o tempo de partida do motor. portanto. que não serão apresentados aqui. Ts = J x a g Onde: J= momento total de inércia. sobe para o torque máximo. é uma medida de energia exigida para iniciar a movimento de um corpo que gira sobre um eixo fixo. JFP . Não há qualquer tempo de partida padrão que possamos seguir. necessário calcular o torque de partida do ventilador. ele possui um torque relativamente alto. e outras variáveis devem ser levadas em consideração. ele varia de acordo com fabricantes diferentes.81 m/s²) (2) T estruturas. no qual a força está agindo. conforme representado na Fig. sem exceder suas limitações de projeto.. JF = PD² = M x (R² + r²) kgm² 4 2 Momento de inércia da polia. Durante o período de partida. JMP = m x R² kgm² 2 (3) Momento de inércia total. Quando o motor dá a partida. caindo novamente. dependendo do tipo de máquina sendo acionada. porque a freqüência de partidas. geralmente de 1. também conhecido como o momento da força.5 vezes o torque de plena carga. a temperatura. número de pólos e custo do motor. o torque inicialmente apresenta uma ligeira queda para o torque mínimo e. kgm² a= aceleração angular.5 a 2. então. pois um período de partida excessivamente longo provoca um aumento de temperatura prejudicial ao motor. etc. tamanhos de carcaça.BOLETIM TÉCNICO Nº 14 TORQUE DE PARTIDA DO VENTILADOR orque. J MP JF % Torque 200 150 100 - n1n0 Rotação nM JM J FP nF Tempo de Partida do Motor O tempo de partida de um motor de indução é o fator mais crítico. 1. Fórmulas para Cálculo do Torque de Partida (1) Momento de inércia do ventilador. o tipo e a quantidade de lubrificante. Para o tempo real de partida. rad/s² g= aceleração por gravidade (9.

J MP = m x R² = 5.04 + 0. rpm nM =velocidade de rotação do motor.125² 2 2 =0.BOLETIM TÉCNICO Nº 14 (4) Velocidade angular.8 kgfm g 9.4 kgm² (4) Momento de inércia total.9 kgfm = 450 mm = 12.5 x 0. Ts = J x a Kgfm g Momento de inércia do motor.1 kg = 250 mm = 5.4/4 = 38.000 m3/h e pressão estática 450 Pa.5 kg = 808 rpm = 105 kgm² onde: = massa do rotor/polia. rpm tS =tempo de partida do motor. kgm² nF = velocidade de rotação do ventilador.1 = 32. Solução Ventilador selecionado = RSD 1000 Rotação do ventilador.3kgm² 4 4 (2) Momento de inércia da polia do ventilador.31) x 808 + 0.3 kW potência instalada = 22 kW (inclui 20% de perdas para transmissão de potência. nF = 747 rpm potência absorvida = 17. m =momento de inércia da polia do ventilador. J FP = m x R² = 12.1 x 0. kgm² JM =momento de inércia do motor. Do Fabricante do Motor: Rotação do motor Tempo de partida = 1455 rpm = 4s 2-3 (1) m R r JFP Momento de inércia do ventilador.81 . s Exemplo Considerando-se as seguintes especificações: vazão 70. w = 2pn M rad/s 60 (5) Aceleração angular.44 x 38.19 kgm² = 30. kg = raio externo do rotor/polia.255² 2 2 =0.19 1455 ( ( ( ( = 8. m = raio interno do rotor/polia. JM Torque de partida do motor. TM Diâmetro da polia do ventilador Peso da polia do ventilador Diâmetro da polia do motor Peso da polia do motor Velocidade real do ventilador PD² do ventilador = 0. selecione um ventilador adequado. kgm² JMP =momento de inércia da polia do motor. JF = PD² = 105 = 26. a = w/t S rad/s² (6) Torque de partida.44 kgm² (5) Velocidade angular.31 kgm² (3) Momento de inércia da polia do motor. outros fatores não considerados) Pergunta Podemos selecionar um motor de 4 pólos? Ele consegue dar a partida no ventilador? Verifique o torque de partida. Ts = J x a = 8. a = w/t S= 152.3 + 0. w = 2pn M = 2p(1455) = 152.4 rad/s 60 60 (6) Aceleração angular.1rad/s² (7) Torque de partida. ² J =(JF + J FP ) x nF + JMP+ JM nM ² =(26.

RS e-mail: comercial@otam.8 kg = 761 rpm = 105 kgm² (5) Velocidade angular. JF = PD² = 105 = 26.br www. 17.com.22 = 35.16 x 20.5566 . a = w/t S = 101. Av.12 kgm² Torque de partida. w = 2pn M = 2p(965) = 101.otam.178² 2 2 =0.CEP: 91150-010 . OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. TM Diâmetro da polia do ventilador Peso da polia do ventilador Diâmetro da polia do motor Peso da polia do motor Velocidade real do ventilador PD² do ventilador = 965 rpm = 5s = 0.81 Uma vez calculado Ts < TM .488 965 ( ( ( ( = 17.31) x 761 + 0. o motor de 4 pólos não é adequado para este caso.br 3-3 . ² J =(JF + J FP ) x nF + JMP+ JM nM ² =(26.1 x 0.1 kg = 335 mm = 7.62 kgfm = 450 mm = 12.488 kgm² = 46.1 rad/s 60 60 (6) Aceleração angular.1/5 = 20. Uma vez calculado Ts >TM. o motor de 6 pólos selecionado será adequado para a operação.16 kgm² Experimentar um motor de 6 pólos? Do Fabricante do Motor: Rotação do motor Tempo de partida Momento de inércia do motor. (4)Momento de inércia total.BOLETIM TÉCNICO Nº 14 O motor selecionado deve apresentar um torque de partida no mínimo igual ou maior do que o torque de partida da carga no ponto de operação.Porto Alegre .1264 Caixa Postal 7056 .4 kgfm Ts = J x a = g 9. J MP = m x R² = 7.com. Bitencourt.8 x 0.3 + 0.255² 2 2 =0. J FP = m x R² = 12.31 kgm² (3) Momento de inércia da polia do motor.124 + 0. 1501 Fone: (51) 3364.Fax: (51) 3364.3kgm² 4 4 (2) Momento de inércia da polia do ventilador.22rad/s² (7) (1) Momento de inércia do ventilador. Francisco S. JM Torque de partida do motor.

então o ambiente acústico em que o equipamento for testado e a localização da estação de medição devem ser referenciados. Pode ser expressa em Watts ou em decibéis.000 100.001 0. Pode ser expressa em unidade de pressão ou em decibéis. em campo livre.000 10. L W =10 log10 onde: W = potência sonora Wo = potência sonora de referência = 10-12 Watts A Tabela 1 é uma listagem da potência sonora e do nível de potência sonora equivalente para fontes acústicas comuns. impulsão de 7000 lb Avião de linha com 4 propulsores Orquestra com 75 instrumentos Martelo grande de rebarbamento Buzina de carro Rádio hi-fi Voz.0000001 dB (W W ( 0 onde po. Nível de Intensidade Sonora A potência acústica passando através de uma área unitária é definida como a intensidade sonora. a intensidade sonora diminui pelo quadrado da distância. No entanto. gritando (média) Escritório Voz. energia. Se níveis de pressão sonora forem usados para especificar índices de ruído do equipamento. a potência sonora é o taxa em que a energia acústica é irradiada a partir de uma fonte sonora. nível de conversação Quarto Sussurro A potência sonora é um parâmetro significativo para especificar o desempenho acústico de um componente de equipamento que emita ruído. é 2 x 10-5 Pa para ruído transmitido pelo ar.000001 0.000 100 10 1 0. O nível de pressão sonora é proporcional. Nível de Pressão Sonora É a pressão acústica em um ponto do espaço em que o microfone ou o ouvido do ouvinte estiver localizado. não pode ser medida diretamente.0001 0.1 0. à pressão sonora dividida pela pressão sonora de referência (ao quadrado) sendo portanto: ² L P =10 log10 p dB p0² P ( ( O nível de potência sonora (Lw) é definido como a razão logarítmica da potência sonora emitida dividida por uma potência sonora de referência. menos energia por unidade de área. O Nível de Intensidade Sonora é definido como: L 1 =10 log 10 Foguete Saturno Motor de turbo-jato com pós combustão Motor de turbo-jato. em determinada localização. . Independe do ambiente em que o equipamento está localizado. Pode ser expressa em W/m². Fonte Níveis de Potência (dB re 10-12 W) 180 170 160 140 130 120 110 100 90 80 70 60 50 Potência (W) 1. pode ser medido. uma vez que depende do ambiente em que o equipamento está localizado e a localização da estação de medição em relação ao equipamento.10 ( ll ( dB 0 onde: I = intensidade Io = intensidade de referência = 10-12 W/m² Decibéis Trata-se de uma unidade matemática usada para expressar o nível da potência sonora ou pressão sonora. Enquanto que os níveis de potência sonora não podem ser medidos diretamente.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 FUNDAMENTOS DE RUÍDO Nível de Potência sonora or definição.01 0. Já que ondas sonoras irradiam esfericamente a partir de uma fonte pontual. o nível de pressão sonora.00001 0. Quanto mais longe da fonte. O decibel é uma expressão logarítmica da razão de 1 .000. a pressão sonora de referência. porém. o nível de pressão sonora não é um meio conveniente de especificação do índice de ruído de um equipamento.

Qual é o nível combinado? Diferença entre os dois níveis: = 81 dB. [ [ Fig. LPn sejam os níveis de pressão sonora n a serem combinados para produzir o nível de pressão sonora total ou cumulativo. o nível de potência sonora.6 + 10 8. a curva passa pela ordenada de 1 dB. LP3. Obviamente.1. 81 dB e 75 dB. respectivamente.9 89/10 ( 8. i /10 ( dB Exemplo Três ventiladores produzem.. é o nível combinado. elas não podem ser somadas algebricamente.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 A unidade "bel" é usada em engenharia de telecomunicações como uma unidade adimensional para a razão logarítmica de duas quantidades de potência.75 dB = 6 dB. conforme ilustra o exemplo seguinte. i /10 ( 84/10 86/10 + 10 + 10 8. 75. 1.5 0 0 2 4 6 8 10 12 14 Diferença dos Níveis Sonoros Exemplo O nível de ruído de um ventilador centrífugo pequeno é de 75 dB. se o nível de pressão sonora de uma máquina em determinado ponto for de 70 dB e uma segunda máquina for ligada. uma vez que as escalas em decibéis são logarítmicas por natureza. Qual é o nível de ruído total? Se tomássemos o primeiro par. utiliza o gráfico apresentado na Fig. como vimos no exemplo anterior. O decibel representa um décimo de um bel.4 + 10 ( 2 .5 1 0. Para desenvolver um método que combine estes valores de níveis. e use a seguinte expressão a fim de determinar o nível de pressão sonora total.Gráfico para Combinar ou Adicionar Níveis Sonoros 3 Combinando Decibéis Na maioria dos ambientes industriais. níveis de ruído de 86. 84 e 89 dB quando operados individualmente. De acordo com a Fig. a determinada distância. O nível de um ventilador maior adjacente é de 81 dB. Portanto: Potência Sonora L =10 log 10 Potência Sonora de Referência Outro método popular e fácil de usar. permita que LP1. Exemplo Quatro fontes distintas possuem níveis de ruído LP de 81. Mais do que dois níveis desiguais podem ser combinados tomando-se as combinações em pares.5 2 1. porém menos acurado. o nível sonoro combinado não é de 140 dB. . Por exemplo.10 . o nível combinado seria 82 dB. Adicione 1 dB ao mais alto dos dois níveis: = 81 dB + 1 dB = 82 dB. o som é emitido a partir de mais de uma fonte ou em freqüências diferentes.. LP2. que é quase o nível sonoro a poucos metros da decolagem de um Boeing 747. para combinação de níveis de decibéis. e é necessário que se calcule o nível de pressão total ou cumulativo ou. t=10 log10 S 10 i=1 Decibéis a Adicionar ao Maior dos Dois Níveis Sonoros 2. também produzindo um nível sonoro de 70 dB. Lpt L P . Qual é o nível sonoro cumulativo no ponto determinado se todos estiverem operando ao mesmo tempo? L P .. 1 em 6. t=10 log 10 S 10 i=1 =10 log 10 =10 log 10 = 91dB ( ( 10 ( 10 n L P . ( n L P . 75 e 73 dB. em alguns casos.

2000. A Fig. Este gráfico pode ser muito valioso na avaliação do impacto da operação de várias máquinas idênticas na mesma área. 92 e 93 dB. Lpt. Observando-se a semelhança com a equação para nível de pressão sonora total. t=10 log 10 S 10 i=1 Lp 81 (-6) +1 82 75 75 (-2) +2 73 (-5) + 1. A diferença = 82 dB. Esta é uma exigência comum em controle de ruído. se níveis sonoros para todas as 24 bandas de um terço de oitava de 50 a 10000Hz fossem combinados. Exemplo Os níveis de pressão sonora de um terço de oitava para as bandas 1600. LWt de n níveis de potência sonora é: L W . Agora temos os níveis combinados resultantes.8 dB. Fig. 90. e o nível na banda de oitava total. 2 apresenta um formato recomendado para realizar esta soma recursiva. respectivamente.Combinando Bandas de 1/3 de Oitava para Obter Nível Sonoro de Banda de Oitava Frequência Central de Banda de 1/3 de Oitava 1600 Lp 90 (-2) +2. fica claro que o método recursivo pode ser estendido a qualquer número de níveis sonoros. e quando a diferença exceder 10 dB ou mais.10 ( n L W. 3 . no controle de ruído. 75 dB e 73 dB. Na maioria dos problemas de controle de ruído. Portanto. Para este caso especial. sua soma é apenas 3 dB maior. níveis de ruído combinados ou medidos podem ser arredondados para o inteiro mais próximo com erro negligenciável. Assim. o nível de potência sonora combinado ou total cumulativo. de acordo com a Fig. uma análise da banda de oitava seria obtida. refere-se à combinação de níveis de um terço de oitava para obter níveis de oitava. Freqüentemente é desejável combinar níveis de ruído iguais. 3. Quais são os níveis sonoros combinados para a banda de oitava cuja freqüência central é 2000 Hz? 3 .5 dB.77 dB = 5 dB. Considere o seguinte exemplo. de acordo com o exemplo precedente. o número de decibéis a ser acrescentado ao maior nível é de 2 dB. que. o gráfico apresentado na Fig. 4 pode ser muito útil. 2 .5 db 77 A partir deste exemplo. 1.2 (-1) (+ 2.5 dB. de acordo com o gráfico. i /10 ( dB onde LWt é o i-ésimo decibel de nível de potência sonora. 82 dB e 77 dB. . de acordo com o gráfico da Fig.8 db 93 2000 92 2500 93 Hz Conforme ilustrado na Fig.6 ) 96.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 Para o segundo par. o número de decibéis a ser acrescentado ao maior nível é de aproximadamente 1. 5 83. 2 94. em grupos de três. 82 dB + 1. 75 dB + 2 dB = 77 dB. estão inseridos como mneumônicos. na faixa de 2000Hz é de 96. a diferença é 2 dB e. a contribuição do nível menor é inferior a 0. o método do gráfico discutido há pouco é igualmente aplicável para combinar níveis de potência sonora.Formato Recomendado para Combinar Níveis Sonoros Fig.5 dB = 83. De modo semelhante. Um outro erro que freqüentemente ocorre. Torna-se óbvio. 1. Existem alguns "truques" para economizar tempo. os níveis são combinados de acordo com a Fig. para combinar. A partir do gráfico na Fig.5 dB. sobre as freqüências centrais de banda de oitava. 3. 1. Observe que as diferenças entre os níveis estão entre parênteses e que os números a serem adicionados. e 2500 Hz eram. Quando dois níveis são iguais.

5b nos mostra um exemplo de plotagem de medição de ruído em bandas de 1/3 de oitava. Bandas de 1/3 de Oitava Quando informações mais detalhadas do que as fornecidas por uma análise de banda de oitava forem necessárias.8 dB Considerando que um ventilador produz 75 dB. por exemplo.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 Fig. o nível combinado = 75 dB + 7. ou seja. o nível combinado = 75 + 13. Qual é o nível de ruído combinado a 1 m se quatro ventiladores forem operados em proximidade? Número de fontes = 4 De acordo com Fig.8 dB. de maior interesse na engenharia de controle de ruídos varia de aproximadamente 50 a 20000 Hz. para fins de análise. A Fig. ou o espectro. . 10 8 Incremento (dB) 6 4 2 0 ESPECTRO DE FREQÜÊNCIA O intervalo de freqüência.Gráfico para Combinar Níveis Sonoros Iguais Uma vez que temos quatro conjuntos de 6 ventiladores. de 707 a 1414 Hz. de acordo com a Fig.8 dB + 6 dB = 88. O intervalo de freqüência sonora que pode ser ouvido é dividido convencionalmente em oito bandas de oitava. 5a mostra um exemplo de plotagem de nível de banda de oitava como função da freqüência. 4. 82. 24 ventiladores pequenos deverão ser instalados como parte de um sistema de filtragem de pó. Incremento em dB = 10 log10 (24) = 13. 24 fontes podem ser consideradas como quatro conjuntos de 6 ventiladores. A Tabela 2 fornece as freqüências centrais e os limites de banda de oitava que foram padronizados através de acordo internacional.8 dB Alternativamente. uma análise de banda de 1/3 de oitava poderá ser aplicada.10 Bandas de Oitava Uma oitava é um intervalo de freqüência entre dois sons cuja razão de freqüências é 2. 4 .8 dB = 82. 4 foi construído de acordo com a seguinte equação em um intervalo de 0 a 10: Incremento em dB = 10 log10 (N) dB onde N é o número de fontes. o aumento. Devido ao amplo intervalo de variação. 4 . portanto. Calcule os níveis combinados (pior caso) dos sopradores se cada um produz 75 dB . De acordo com a Fig. o nível de incremento é de 7. aumento em dB = 6 dB Nível combinado = 88 dB + 6 dB = 94 dB O gráfico na Fig.8 dB para 6 ventiladores. Exemplo No teto de uma "sala limpa".8 dB. 2 3 4 5 6 NÚMERO DE FONTES 7 8 9 10 Exemplo O nível de ruído de um ventilador centrífugo pequeno a 1 m é de 88 dB.8 = 88. em dividir o espectro em bandas geometricamente relacionadas e fáceis de usar. A Fig. engenheiros acústicos concordam. é de 6 dB. Uma banda de oitava inclui todas as freqüências entre as duas extremidades de freqüência. 4. A Tabela 3 fornece as freqüências centrais e o limite de banda de bandas de 1/3 de oitava que foram padronizados por convenção internacional. 4.

10 .11 .Exemplo de Plotagem de Medição de Ruído por Bandas de Oitava Fig.1984 e S1.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 Tabela 2 Bandas de oitava ANSI (Valores Calculados Arrebatados) As Bandas de Oitava mais freqüentemente usadas são definidas por Normas ANSI para Filtros de Bandas de Oitava ou 1/3 de Oitava Banda Nº (AMCA) Banda Nº (ANSI) Freqüência Central.6 . 5b .0 x 10-5Pa) NÍVEL DE PRESSÃO SONORA (dB re 2.Exemplo de Plotagem de Medição de Ruído por Bandas de 1/3 de Oitava 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 NÍVEL PARA BANDA 1/3 DE OITAVA (dB re 2. Hz Largura de Banda. Hz Freqüência Superior. Hz Largura de Banda. Hz Largura de Banda. Hz 29 30 31 Banda Nº6 (AMCA) 32 1600 1800 1400 400 33 34 Banda Nº7 (AMCA) 35 3150 3550 2800 750 36 4000 4500 3550 950 37 5000 5600 4500 1100 Banda Nº8 (AMCA) 38 6300 7100 5600 1500 39 8000 9000 7100 1900 40 10000 11200 9000 2200 800 100 1250 900 1120 1400 710 900 1120 190 220 280 2000 2500 2240 2800 1800 2240 440 560 Fig. Hz Freqüência Superior. Hz 17 50 56 45 11 18 63 71 56 15 19 80 90 71 19 Banda Nº2 (AMCA) 20 100 112 90 22 21 125 140 112 28 22 160 180 140 40 Banda Nº3 (AMCA) 23 200 224 180 44 24 250 280 224 56 25 315 355 280 75 Banda Nº4 (AMCA) 26 400 450 355 95 27 500 560 450 110 28 630 710 560 150 Banda Nº5 (AMCA) Banda Nº (ANSI) Freqüência Central.1986 Banda Nº1 (AMCA) Banda Nº (ANSI) Freqüência Central. Hz Freqüência Superior. 5a .0 x 10-5Pa) 100 90 90 80 80 70 70 60 60 50 50 40 5 1 2 6 1 2 6 1 63 120 250 500 1000 2000 4000 8000 100 1000 10000 FREQÜÊNCIA CENTRAL 1/3 DE OITAVA (Hz) FREQÜÊNCIA CENTRAL BANDA DE OITAVA(Hz) 5 . Hz Freqüência Inferior. Hz 1 18 63 90 45 45 2 21 125 180 90 90 3 24 250 355 180 175 4 27 500 710 355 355 5 30 1000 1400 710 690 6 33 2000 2800 1400 1400 7 36 4000 5600 2800 2800 8 39 8000 11200 5600 5600 Tabela 3 Bandas de 1/3 de Oitava ANSI (Valores Calculador Arrebatados) As Bandas de 1/3 de Oitava mais freqüentemente usadas são definidas por ANSI S1. Hz Freqüência Inferior. Hz Freqüência Inferior.

apresentam aplicações bastante limitadas e especiais. Escala de ponderação D . As Escalas B e C foram baseadas em experimentos que incorporaram tons puros.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 Outra Banda de Oitava? Não se deve inferir desta discussão que as bandas de oitava e de 1/3 de oitava sejam as únicas escalas geométricas usadas atualmente por engenheiros acústicos.é uma ponderação proposta para possibilitar a mensuração do nível de ruído percebido (PNL). como uma função da freqüência.Característica da Resposta de Freqüência das Ponderações em Medidores de Nível de Ruído 90 10 RESPOSTA RELATIVA EM DECIBÉIS A 0 C -10 B D BeC D -20 -30 A -40 -50 20 50 100 200 500 1000 2000 FREQÜÊNCIA EM HERTZ 5000 10000 20000 6 . as escalas geométricas de ½ de oitava e 1/10 de oitava são usadas. 6 .para simular a resposta do ouvido humano ao som de nível de pressão baixa. Escala de ponderação B .10 . com base na energia. que não são normalmente encontrados em aplicações de ventiladores.para simular a resposta do ouvido humano ao som de nível de pressão média. e fornece resposta aproximadamente igual em todas as freqüências. 6 apresenta as correções para diferentes ponderações em um intervalo de 20 a 20000 Hz.para simular a resposta do ouvido humano ao som de nível de pressão alta. Escala de ponderação C . Escala de ponderação A . Escala de Ponderação de Freqüência Por definição. Escalas de ponderação comuns são A. Fig.para simular a resposta do ouvido humano ao ruído de avião. C e D. uma escala de freqüência ponderada simplesmente é uma tabela de correções que é aplicada a níveis de pressão sonora. A Fig. A escala A é o sistema mais amplamente usado devido à sua correlação excelente com testes realizados. Escala de ponderação E . B. porém. determinado acuradamente de acordo com as leituras de nível de pressão sonora em bandas de 1/3 de oitava. Certamente.

11 dB dB Fig.2 sejam a pressão sonora a uma distância radial r1 e r2 respectivamente.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 PROPAGAÇÃO DO SOM Uma das perguntas mais freqüentemente formuladas quanto ao controle de ruído é: Dada uma fonte sonora no ponto A.1= L W .10 .2 = L P. Exemplo Uma pequena fonte. Uma relação útil entre o nível de pressão sonora Lp e o nível de potência sonora LW é dada por: L P = L W . Uma vez que as frentes de onda geradas com cada pulsação sempre ocorrem em fase. Exemplo O nível de pressão sonora medido a 5 pés de uma fonte sonora de radiação é 98 dB.20log10 r2 r1 ( ) ( ) dB Desta forma. podemos calcular o nível de pressão sonora LP.1 e LP. é eliminada. ainda acrescentam complexidade ao campo sonoro. Qual é o nível de pressão sonora a 20 pés ao longo da mesma linha radial? L P (a 20pés) = L P (a 5 pés) .20log 10 (r2) .20log 10 (20) .1 em r1.11 = 110 . 7 . Se medirmos o nível de pressão sonora LP.11 dB dB r2 r Subtraindo-se as duas equações e observando que o nível de potência sonora LW para a fonte é o mesmo. que não pode ser medida.26 .Fonte Pontual Irradiando Fonte Pontual r1 Fonte Pontual A fonte sonora mais básica é chamada de fonte pontual.20log 10 20 5 = 98 . conforme mostrado na Fig. A pulsação rápida produz um deslocamento de moléculas e uma flutuação de pressão dinâmica correspondente.20log10 (r1 ) = 20log10 r2 1r ou reescrevendo. obtemos: L P. cujo nível de potência sonora LW é 110 dB.20log 10 (r) . O nível de pressão sonora é. o movimento da onda resultante diverge uniformemente numa forma esférica.20log 10 (r1) . então.2 = 20log10 (r2 ) .12 = 86 dB ( ) = 110 .11 = 73 dB 7 . LP é dado por: L P = L W . Em sua forma mais elementar. Qual é o nível de pressão sonora a 20 m da fonte? Nível de pressão sonora. As características de radiação da maioria das fontes sonoras são geralmente complexas.2= L W . L P. 7.11 onde: LW= nível de potência sonora da fonte pontual (re 1012 W) r = distância radial a partir da fonte (m) O termo constante foi arredondado para o decibel mais próximo. e a grande variedade de superfícies de reflexão. 73 dB a 20m. O termo “básico” aqui usado não deve inferir em simplicidade.11 L P. a dependência do nível de potência sonora.L P. está pendurada livremente ao ar livre.2 em qualquer distância r2 na mesma linha radial. A pressão sonora em r1 e r2 é: L P.1 .1 .20log 10 (r) . A equação pode ser colocada de outra forma útil como segue: Permita que LP. deve-se ter uma compreensão das propriedades básicas da propagação do som. qual é o nível sonoro no ponto B? Para responder esta pergunta e outras de natureza semelhante. a fonte pontual é freqüentemente comparada a uma esfera pulsante. especialmente nos ambientes industriais e públicos.

BOLETIM TÉCNICO Nº 15

É interessante observar que, se tomarmos o caso especial de r2/r1 = 2, a diferença entre os níveis de pressão sonora é de 6 dB. L P,1 - L P,2 = 20log10(2) ~ = 6 dB

L P, 30° = 75 dB L P,re = 100 - 20log 10 (10) - 11 = 100 - 20 - 11 = 79 dB DI 30° = L P,q - L P, re = 75 - 79 = 4 dB Se o nível de pressão sonora a 30º e raio de 10 m tivesse sido de 85 dB, o índice seria DI 30° = 85 - 79 = + 6 dB Se os padrões de irradiação não forem extremamente direcionais, digamos menos que ±6 dB, uma forma mais útil e simplificada de equações pode ser escrita a fim de se obter uma boa aproximação de primeira ordem do campo sonoro:

Uma vez que r2 /r1 = 2 corresponde ao dobro da distância da fonte, temos a origem da regra freqüentemente citada " 6 dB para duplicar a distância." Vale observar, no entanto, que, para distâncias suficientemente grandes, a maioria das fontes podem ser consideradas uma fonte pontual, e isso resulta em radiação esférica para resultados de primeira ordem. A maioria das fontes sonoras, encontradas em ambientes industriais e públicos, não são nãodirecionais. Para considerar a direcionalidade, um termo DIq deve ser adicionado à equação de propagação básica que acrescenta consideravelmente à sua generalidade. L P = L W + Dl q - 20log 10 (r) - 11 Onde DIq = índice de direcionalidade. Mais especificamente, o índice de direcionalidade é normalmente definido conforme segue: Dlq = L P, q - L P,re Onde, LP,q = nível de pressão sonora medido na distância r e ângulo q a partir de uma fonte de potência sonora W irradiando em um espaço livre. LP,re = nível de pressão sonora medido na distância r a partir de uma fonte pontual não diretiva de potência W irradiando em um espaço livre. Observe-se que o índice de direcionalidade é algébrico, ou seja, positivo ou negativo. Exemplo: Uma fonte de nível de potência sonora de 100 dB irradia em um espaço livre. O nível de pressão sonora a 10 m e ângulo de 30º é de 75dB. Qual é o índice de direcionalidade para 30º? Admitindo radiação uniforme
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dB

L P = L W - 20log 10 (r) + (L P,q- L P ) - 11 dB onde: LP,q = nível de pressão sonora medido a uma distância radial r e ângulo q

dB

_ LP = média dos níveis de pressão sonora medidos em 12 ou mais pontos eqüidistantes circunferencialmente ao redor da fonte Exemplo: O nível de potência acústica de um ventilador axial é de 112 dB. O fator de direcionalidade em um ângulo de 40º a partir da linha de centro, obtido por 12 medidas circunferenciais é de +4dB. Qual é o nível de pressão sonora a uma distância de 10m no mesmo ângulo?

L P = 112 - 20log10 (10) + 4 - 11 = 112 - 20 + 4 - 11 = 85 dB

BOLETIM TÉCNICO Nº 15

Um outro fator que pode influenciar grandemente a direcionalidade de uma fonte pontual irradiante, e que deve ser levado em consideração, é a presença de superfícies refletoras. Por exemplo, se uma fonte pontual sonora de potência acústica W fosse colocada em uma superfície refletora dura, digamos que no centro de um estacionamento, duas vezes a quantidade de energia prevista seria irradiada em qualquer direção. Ou seja, o campo sonoro conteria energia sonora refletida do asfalto e também a energia sonora irradiada diretamente para um observador. Sendo assim, em um hemisfério hipotético acima do plano refletor, a intensidade sonora seria duplicada e, para um observador, pareceria que a potência acústica da fonte também fora duplicada. Portanto, para considerar a presença de superfícies refletoras, um fator de direcionalidade geralmente simbolizado como Q é definido segundo o índice de direcionalidade como segue: DI = 10log10 (Q) dB A Fig.8 ilustra os valores para o fator de direcionalidade Q e os índices DI de direcionalidade correspondentes para algumas localizações de fonte sonora comuns.

instalado (1) na parede, (2) em uma parede perto do chão e (3) na base da parede perto do canto da sala? (1) Para a instalação no meio da parede, temos irradiação hemisférica (Fig. 8b): Q=2 ~ 3 dB DI = 10log10 (2) = Então o nível de pressão sonora a 2 m, L r = 110 + 3 - 20log10 (2) - 11 = 110 + 3 - 6 - 11 = 96 dB Com o aparelho de ar condicionado perto do chão, isto é, na junção de dois planos (Fig. 8), Q = 4 e o DI é: ~ 6 dB DI = 10log10 (4) = De novo, o nível de pressão sonora a 2 m, L r = 110 + 6 - 20log10 (2) - 11 = 110 + 6 - 6 - 11 = 99 dB Observe que a colocação perto do chão aumentou o nível de ruído em 3 dB, de 96 para 99 dB. De acordo com as considerações de potência sonora isso é o que devemos esperar, uma vez que a intensidade duplicou. (2)

Fig. 8 - Exemplos de Planos Reflexivos

a)

Q=1 Dl = 0

b)

Q=2 Dl = 3 dB

(3)Com relação à localização do aparelho de ar condicionado em um canto, o fator de direcionalidade seria Q = 8, conforme ilustra a Fig. 8. Conseqüentemente, o DI = 9 dB e o nível resultante a 2 m é: L = 110 + 9 - 20log10 (2) - 11 = 110 + 9 - 6 - 11 = 102 dB

c)

Q=4 Dl = 6 dB

d)

Q=8 Dl = 9 dB

Exemplo O nível de potência sonora total de um ar condicionado é de 110 dB. Qual é o nível de pressão sonora a 2 m se o aparelho de ar condicionado for
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Observe novamente que o nível de pressão sonora aumentou 3 dB com relação à instalação no chão e 6 dB com relação à instalação no meio da parede.

BOLETIM TÉCNICO Nº 15

É fácil perceber que as características de propagação de uma fonte pontual podem ser fortemente influenciadas por elementos refletores comuns tanto em ambientes industriais quanto públicos. Entretanto, se a direcionalidade da fonte e a localização relativa às superfícies refletoras forem consideradas, uma aproximação útil e bastante precisa das propriedades de propagação pode ser obtida. Fonte em Linha Outro tipo de fonte comum em indústrias é a fonte em linha. A Fig. 9 ilustra uma fonte em linha de irradiação e padrões frontais de ondas cilíndricas correspondentes associadas.
Fig. 9 - Frente de Onda Cilíndrica Divergente de uma Fonte em Linha

Uma expressão mais genérica e útil para a divergência do nível de pressão sonora de uma fonte em linha é: L P,2 = L P,1 - 10log 10 onde: LP,2 = nível de pressão sonora na distância radial r2 (dB) LP,1 = nível de pressão sonora na distância radial r1 (dB) Exemplo O nível de ruído a 10m de um cano longo carregando vapor em alta velocidade era de 95 dBA. Qual é o nível de ruído a 100m? L P,2 =95 - 10log10 100 10 =95 - 10 =85 dbA

( rr ) (r < r )
2 1 1 2

dB

Frente de Onda Cilíndrica Divergente r Fonte em Linha

( )

h

Dois exemplos comuns de fontes em linha são uma rodovia de tráfego intenso e o ruído de um cano longo cheio de vapor em alta velocidade. O índice de divergência radial de uma fonte em linha é muito menor do que o índice para uma fonte pontual. Na seção anterior, vimos que o índice de divergência para uma fonte pontual era de 6 dB por duplicação de distância. Para uma fonte em linha, o nível de pressão sonora cai apenas 3 dB por duplicação de distância radial, ou metade do índice de uma fonte pontual.

Aqui, mais uma vez, dado um nível de pressão sonora, que é fácil de medir, numa dada distância radial, o nível sonoro em qualquer distância pode ser calculado. Deve-se também observar que no exemplo do nível de ruído total, esse foi ponderado na escala A. Isto pode ser feito geralmente com erro negligenciável, desde que não haja quaisquer influências no meio que alterem a propagação espectralmente, isto é, com respeito à freqüência.

OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. Av. Francisco S. Bitencourt, 1501 Fone: (51) 3364.5566 - Fax: (51) 3364.1264 Caixa Postal 7056 - CEP: 91150-010 - Porto Alegre - RS e-mail: comercial@otam.com.br www.otam.com.br
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BOLETIM TÉCNICO Nº 16

EFEITOS DO SISTEMA NA APLICAÇÃO DE VENTILADORES INDUSTRIAIS
desempenho de ventiladores industriais é o item de maior preocupação dos fabricantes. A confecção de curvas de catálogo deve refletir esta preocupação representando da melhor maneira, o comportamento aerodinâmico do modelo testado. Feita a curva, devem ser tomadas providências para que as folgas e tolerâncias de

O

fabricação do modelo testado tenham repetibilidade nos exemplares produzidos na linha de montagem. Pode o ventilador, ainda assim, apresentar desempenho insatisfatório na instalação? A resposta é sim, e as várias alternativas para explicar este fato serão abordadas a seguir.

TESTES DE VENTILADORES

V

entiladores são testados em arranjos que simulam uma instalação. Existem quatro tipos padronizados de instalações:

Tipo A: aspiração e descarga livres; Tipo B: aspiração livre e descarga dutada; Tipo C: aspiração dutada e descarga livre; Tipo D: aspiração e descarga dutadas. Muitos fabricantes de ventiladores utilizam a norma AMCA 210 Laboratory Methods of Testing Fans for Rating (Métodos de Laboratório para Testar Ventiladores para Tabulação) para levantar o desempenho de seus produtos. Esta norma possui diferentes arranjos ou figuras, que servem para simular a maneira como o ventilador será usado em campo, reproduzindo um dos quatro tipos de instalação já citados. Existem dois métodos básicos de medida: o tubo de pitot e o bocal com raio longo. A norma determina o desempenho em termos de vazão, pressão, potência, densidade do ar, velocidade de rotação e rendimento. Os arranjos de laboratório propiciam condições ideais pela exigência de endireitadores e uniformizadores de fluxo, medições em planos onde se tem um perfil de velocidade totalmente desenvolvido e transformações de seção com ângulos limitados. Estas providências fazem com que o ventilador apresente seu máximo desempenho. Qualquer instalação real que não propicie condições para um fluxo uniforme reduzirá o desempenho do ventilador.

Devido ao fato de que é impraticável testar todos os tamanhos de ventiladores de uma determinada linha em todas as rotações possíveis, os fabricantes utilizam as chamadas "Leis dos Ventiladores". Elas são uma série de equações que permitem calcular com boa precisão o desempenho de um ventilador em outras rotações, tamanhos e densidades. Estas equações tem origem na Teoria Clássica de Mecânica de Fluidos e só se aplicam ao mesmo "ponto de operação". Um ponto de operação é um ponto determinado na curva de desempenho do ventilador. As equações são apresentadas abaixo, onde o índice "c" representa a condição desejada: Qc=Q(Dc /D)³(Nc /N) P tc=P t (D c /D)²(Nc /N)²(rc /r) P vc=P c /D)²(Nc /N)²(rc /r) v (D P =Ptc - Pvc sc Hc=H(Dc /D)5(Nc /N)³(rc /r) h tc=(Qc P tc )/(11217Hc ) hsc=h tc(P sc /P tc ) (1) (2) (3) (4) (5) (6) (7)

Onde Q é a vazão em m3/h, D é o diâmetro do rotor em metros, N é a rotação em rpm, Pt é a pressão total em Pa, r é a densidade em kg/m3, Ps é a pressão estática em Pa, Pv é a pressão dinâmica em Pa, H é a potência em W e h é o rendimento (adimensional).

1-6

1990). Também usados em aplicações industriais como fornos. Aplicados a sistemas de aquecimento. Pás radiais: o mais simples e o menos eficiente de todos os centrífugos. A relação que governa a maioria dos sistemas de ventilação é: PRESSÃO C VAZÃOC = PRESSÃO VAZÃO ( ) 2 (8) . ventilação e arcondicionado de baixa e média pressão onde a distribuição do ar a jusante não é crítica. sistema de distribuição. fornalhas domésticas. Usado basicamente em sistemas de aquecimento. dispositivo de controle. ventiladores. São aplicados em sistemas de aquecimento.BOLETIM TÉCNICO Nº 16 VENTILADORES E SUAS APLICAÇÕES s ventiladores industriais podem ser divididos em centrífugos. ventilação e ar-condicionado de baixa pressão. Entre os ventiladores especiais pode-se citar os centrífugos tubulares e os centrífugos e axiais de telhado. possui as mesmas aplicações. ventilador. média e alta pressão. centrais O de ar-condiconado. Pás curvadas para frente: O rendimento é menor que o dos ventiladores aerofólio e o dos de pás retas. SISTEMAS DE VENTILAÇÃO m sistema de ventilação é uma instalação que pode incluir dutos. Ex. saída do sistema. filtros. É vantajoso quando se quer uma instalação compacta e quando o ventilador precisa estar em linha com os dutos. Aplicados em sistemas de aquecimento. Vaneaxial: Um bom projeto das pás permite capacidade de média e alta pressão aliada a um bom rendimento. ventilação e ar-condicionado de baixa. classificam-se em: Pás de perfil aerofólio inclinadas para trás: são os de maior eficiência entre os centrífugos. Um sistema de ventilação contém um ou mais dos seguintes componentes: a) b) c) d) e) f) entrada do sistema. A hélice tem construção barata e é limitada a aplicações de baixa pressão. axiais e construções especiais (AMCA 201.. Usados em tamanhos grandes para aplicações onde o ar é limpo e a economia de energia significativa. registros. e cujo objetivo é mover o ar de um lugar a outro de forma controlada. Aplicados como circuladores de ar e para ventilação através de paredes sem a presença de dutos. Também é usado em algumas instalações industriais onde a pá aerofólio não é aceitável devido ao ambiente corrosivo ou abrasivo. A Curva do Sistema Para um determinado sistema com uma vazão fixa haverá uma correspondente perda de carga. Se a vazão for mudada. Usados basicamente para transporte de materiais em plantas industriais. é capaz de desenvolver mais pressão. etc. 2-6 U O ventilador é o componente do sistema que fornece a energia para a corrente de ar superar a resistência ao fluxo que os outros componentes oferecem. Pás retas inclinadas ou curvadas para trás: de rendimento um pouco inferior que o anterior. dispositivos de condicionamento. grelhas. Os ventiladores axiais podem ser classificados como: Propeller: o rendimento é baixo. ventilação e ar-condiconado. cabines de pintura e exaustão de gases. Também utilizado para aplicações que exigem altas pressões de trabalho. quanto ao projeto do rotor.aparelhos de ar-condicionado de janela e equipamentos "roof top". dispositivo de condicionamento.. Tuboaxial: Algo mais eficiente que o propeller. a perda de carga resultante também mudará. Normalmente de construção leve e de baixo custo. Os centrífugos.

. existem as perdas causadas devido aos Efeitos do Sistema. Estas relações são típicas para sistemas de ventilação de ponto de operação fixo. de acordo com a expressão acima é uma parábola. se a vazão é incrementada para 120% da vazão de projeto. o sistema operará na vazão de projeto.20 0 40 20 00 20 40 60 80 100 120 140 160 180 200 PERCENTUAL DE VAZÃO DO SISTEMA .Q Fig. Um decréscimo para 50% da vazão de projeto resultará na diminuição para 25% da pressão requerida.2 Interação das curvas do sistema e do ventilador Perdas no Sistema Estimar a perda de carga de um sistema de distribuição de ar é uma tarefa complexa que requer um considerável número de simplificações por parte do projetista. Três curvas típicas de vazão versus perda de carga de sistemas são apresentadas na figura 1.Q Fig. Interação da Curva do Sistema com a Curva Característica do Ventilador Uma vez determinada a curva do sistema através do cálculo da resistência ao fluxo e dos "efeitos do sistema". através de registros. . a resistência do sistema aumentará para 144% da pressão de projeto requerida. ou perda de carga.80 PONTO 3 DE PROJETO . caixas de mistura. A vazão de um sistema pode ser variada mudando-se a sua resistência. Como as perdas por atrito e as perdas dinâmicas são extremamente conhecidas e estudadas. .BOLETIM TÉCNICO Nº 16 180 PERCENTUAL DE RESISTÊNCIA DO SISTEMA SIST 160 140 120 100 80 60 EM CURVA DO VENTILADOR 2 1 Tomando-se um ponto de operação no sistema A em 100% da vazão e 100% de pressão requerida. e perdas dinâmicas devidas à turbulência causada por mudanças na direção e separação do fluxo ao redor de obstruções. O ponto de intersecção da curva do ventilador com a curva do sistema determina a vazão real ou o ponto de operação do sistema (figura 2).60 . Efeitos do Sistema ocorrem por causa das diferenças entre as conexões de aspiração e descarga do ventilador instaladas no sistema.40 .100 . etc. e aquelas usadas no laboratório para levantar as curvas do ventilador.1 Curvas típicas de sistemas A C PERCENTUAL DA PRESSÃO MÁXIMA DO VENTILADOR EMA A curva característica de um sistema. A situação é posteriormente complicada pelo fato de que o instalador muitas vezes não consegue montar o sistema exatamente como especificado no projeto. Em adição às perdas de pressão total num sistema causadas pelo atrito e perdas dinâmicas. PERCENTUAL DE VAZÃO MÁXIMA DO VENTILADOR 0 200 - 20 40 60 80 100 A SI ST A B SIS TE M AC .. nos deteremos em apresentar mais detidamente aquelas devidas aos Efeitos do Sistema. 3-6 200 PERCENTUAL DE RESISTÊNCIA DO SISTEMA 180 SIS TE M 160 140 120 100 80 B TE ST EM A A PONTO DE PROJETO 60 40 20 00 20 M A SI S 40 SI 60 80 100 120 140 160 180 200 PERCENTUAL DE VAZÃO DO SISTEMA . espera-se que tendo o ventilador bem selecionado. As perdas de pressão total para o escoamento através de um sistema de ventilação são causadas por dois fatores: perdas por atrito devidas a viscosidade pelo escoamento do ar ao longo da superfície dos dutos e outros componentes do sistema.

A complexidade deste problema pode ser ilustrada na constatação de que existem 224 diferentes fatores. no mínimo. 1990). No ventilador axial tem-se velocidades maiores no anel circular compreendido entre o círculo do cubo da hélice e o duto. Outras Considerações quanto à Descarga. Perdas de carga publicadas para registros são baseadas no funcionamento dos mesmos com perfis de velocidade uniformes. Os valores publicados. tenha uma distribuição uniforme do ar na aspiração e uma descarga desobstruída. Quando um registro é instalado próximo à boca de descarga do ventilador. O comprimento de duto necessário para obter-se 100% de recuperação de pressão estática é função da velocidade de descarga (AMCA 200. um fator de efeito do sistema deve ser adicionado à perda de carga estimada total. Como se sabe. . Como regra geral utiliza-se o comprimento de um diâmetro de duto para cada 1000 pés por minuto (5. Infelizmente. Outros dispositivos como endireitadores de fluxo.08 m/s) de velocidade de descarga (AMCA 201. Fatores Relativos à Descarga do Ventilador O ar desenvolve um perfil de velocidade uniforme à medida que aumenta a distância da descarga do ventilador. quando um perfil de velocidade não uniforme entra numa curva. Entretanto podemos afirmar que são necessários. Curvas na Descarga. que podem ser aplicados conforme o tipo de configuração (AMCA 201. A publicação AMCA 201 Fans and Systems (Ventiladores e Sistemas) possui tabelas e gráficos que permitem a quantificação das perdas conforme o tipo de problema da instalação. 1995). No ventilador centrífugo tem-se 4-6 U velocidades maiores no lado oposto ao defletor junto à boca de descarga. registros de controle de vazão e derivações na canalização podem ser instalados na descarga do ventilador ou próximos dela. tanto axial como centrífugo. ou outras condições que influenciem o desempenho do ventilador quando instalado no sistema. Por este motivo a perda de carga numa curva na descarga de um ventilador será muito maior do que os valores publicados para as curvas inseridas ao longo do sistema. Condições estas que não estavam presentes quando do levantamento da curva do ventilador no laboratório. Sempre que possível uma porção de duto reto deve ser colocada entre a descarga do ventilador e qualquer derivação na tubulação. ventiladores instalados sem estas peças sofrerão a formação de uma "vena contracta". Condições de fluxo não-uniformes devem sempre ser evitadas. Como os ventiladores muitas vezes são testados com dutos na aspiração. Fatores Relativos à Aspiração do Ventilador Em geral. A norma AMCA 210. resultando em perdas maiores nos componentes localizados após a mesma. Um fator de efeito do sistema deve ser aplicado. muito diferentes daquelas do projeto. para perda de carga em curvas de sistemas de ventilação. muitos sistemas de ventilação não gozam destas condições.BOLETIM TÉCNICO Nº 16 FATORES DOS EFEITOS DO SISTEMA m fator de efeito do sistema é uma perda de pressão causada pelo efeito de restrições na aspiração e na descarga dos ventiladores. podendo ser precisos até seis diâmetros para altas velocidades de descarga. o perfil de velocidade que deixa a descarga de um ventilador. a aspiração do ventilador é mais sensível. partem do princípio que um perfil de velocidade uniforme está entrando na curva. já citada. surgindo uma perda de carga adicional não computada no projeto. os endireitadores atuam conservando este perfil através da curva e além dela. 1990). dois e meio diâmetros. normalmente reduzem a perda de carga através das mesmas. Derivações na tubulação muito próximas à boca de descarga causarão perdas de carga e em conseqüência vazões. que a descarga. Endireitadores de fluxo aplicados em curvas. não é uniforme. e a conseqüência é uma perda de desempenho do ventilador que pode chegar a até 50% (Williamson 1997). ao efeito das condições do sistema. ou com bocais de aspiração que simulam um duto na aspiração. o perfil de velocidade que dele se aproxima não é uniforme e perdas de carga muito maiores que as previstas serão experimentadas. foi concebida de tal forma que o ventilador sendo testado. Quando não se pode ter um comprimento de duto adequado. Entretanto. que é usada para teste de ventiladores.

telas. quando a perda de carga do sistema é subestimada. como paredes nas proximidades. flutuações na pressão e aumento no nível de ruído de até 10 decibéis em algumas bandas de oitava (AMCA 201. Normalmente ocorre uma significativa perda de desempenho no segundo ventilador (ou estágio). Ventiladores que possuem uma curva de pressão-vazão com inclinação positiva à esquerda do ponto de maior pressão (ventiladores de pás para frente. Conforme o tipo de curva e sua distância em relação à aspiração do ventilador devem ser aplicados diferentes fatores de efeito do sistema. Curvas instaladas na aspiração de ventiladores. Ventiladores são comumente instalados em paralelo quando é necessária a movimentação de grandes volumes de ar. haverá uma redução na vazão devido ao aumento na densidade do ar após o primeiro ventilador (ou estágio). colunas. e também de investimento num motor maior que o necessário. provocada pelas condições de fluxo não-uniforme de sua aspiração. pois podem apresentar funcionamento instável. ou muito próximas dela. produzirão fluxos nãouniformes. resultará num pequeno aumento da curva vazão-pressão do ventilador. não devem ser selecionados nesta região. diminuirá o desempenho do mesmo dependendo da intensidade deste vortex.BOLETIM TÉCNICO Nº 16 Curvas na Aspiração. 5-6 Resistência do Sistema Superestimada Considerando que a resistência do sistema tenha sido superestimada. O desempenho real não será igual ao teórico se as condições de aspiração não forem favoráveis. Uma rotação do ar. sua rotação deve ser aumentada para que atinja o ponto 5. Obstruções na aspiração. um vortex na aspiração. ou aqueles ventiladores que possuem dois ou mais estágios. que variará com o cubo do aumento de rotação. Na prática.. a curva real (B) do sistema levará o ventilador a funcionar no ponto 2.. Outra causa importante na redução do desempenho do ventilador é uma condição de aspiração que produza um vortex (rotação da corrente de ar) na boca do ventilador. 1990). Ventiladores que Operam em Série e em Paralelo Ventiladores Operando em Série. porém. estruturas. a curva real (C) levará o ventilador a trabalhar no ponto 3. Vortex na Aspiração. em muitos casos. Em teoria a curva de pressão-vazão combinada é obtida somando-se as pressões mantendo a mesma vazão. fornecendo menos vazão que o previsto. . Esta situação traz como conseqüência um desperdício de potência instalada. por exemplo). Além disso outros efeitos podem ocorrer como: instabilidade do ventilador causando danos estruturais ao mesmo devido à vibração. formando. mas num grande aumento da potência consumida. e deve-se calcular a nova potência consumida. na aspiração do ventilador. Curvas na aspiração devem ser instaladas no mínimo a três diâmetros de distância do ventilador. Ventiladores Operando em Paralelo. EFEITO DE ERROS NA ESTIMATIVA DA PERDA DE CARGA DO SISTEMA Resistência do Sistema Subestimada Conforme pode ser verificado na figura 3. etc. Uma contra-rotação do ar. Outras Considerações quanto à Aspiração. tubulações. A curva de pressão-vazão combinada é obtida pela soma das vazões de cada ventilador à mesma pressão. Existem fatores conforme o percentual de área de aspiração obstruída. também devem ser levadas em consideração. Neste caso deve-se consultar o fabricante para terse informações sobre os limites de emprego do equipamento. Para que o ventilador forneça a vazão desejada. Neste caso a rotação do ventilador deverá ser diminuída até que seja atingido o ponto 4. Podem ser considerados em série os ventiladores que operam consecutivamente no mesmo sistema. na mesma direção que a rotação do ventilador. A condição ideal de aspiração é aquela em que o ar entra axialmente em fluxo laminar na boca do ventilador. fornecendo mais vazão que o desejado.

Fax: (55 51) 3349.com.Porto Alegre/RS .001/2003 . Francisco S.Av.CEP 91150-010 . Bitencourt.6364 www.Fone: (55 51) 3349.otam.6363 .br MT . 1501 .

Air Movement and Control Association. PRESSÃO DE PROJETO 3 PERDA DE CARGA REAL MENOR QUE O VENTILADOR PROJETADO ENTREGARÁ EM 3 4 CURVA PRESSÃO-VAZÃO DO VENTILADOR VAZÃO DE PROJETO Fig. Fans and Systems. vibrações.RS e-mail: comercial@otam. 1997. 1501 Fone: (51) 3364. Como foi visto. funcionamento instável do ventilador. Publication 201-90.. AMCA Paper 2337-97.com. etc. REFERÊNCIAS Air Movement and Control Association. System Effects. Inc.br 6-6 .CEP: 91150-010 . Francisco S. Publication 200-95.5566 . O ventilador também possui tolerâncias de funcionamento que são estabelecidas na publicação AMCA 211Certified Ratings Program-Air Performance A OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. Av.. Dick. ou em campo pela publicação AMCA 203 Field Performance Measurements of Fan Systems (Medição de Campo do Desempenho de Ventiladores em Sistemas).otam. Avaliar estes limites torna-se importante para saber se o sistema terá um funcionamento aceitável.Porto Alegre . Em razão destes fatos. de que um sistema de ventilação funcionará corretamente.br www. e proporcionar fluxos de ar uniformes tanto na aspiração quanto na descarga do ventilador. O mal funcionamento de um sistema pode ter um sem número de causas. Bitencourt. pela já citada norma AMCA 210. O desempenho do ventilador. aumento do nível de ruído.1264 Caixa Postal 7056 . CONCLUSÃO Para estarmos certos. em comparação com a real. Air Systems.. devemos levar em conta todos os Fatores de Efeito do Sistema. limitada pelas tolerâncias inferior e superior de operação do ventilador e pelas tolerâncias inferior e superior de estimativa de perda de carga do sistema. 1990. as conseqüências de um projeto equivocado podem ser muito danosas: aumento da potência consumida. e todas as alternativas devem ser estudadas. Inc.com. Illinois. Williamson. diminuição da capacidade do sistema. podem ocorrer. todo sistema possuirá uma área provável de funcionamento.BOLETIM TÉCNICO Nº 16 PERDA DE CARGA REAL MAIOR QUE O VENTILADOR PROJETADO ENTREGARÁ EM 2 5 CURVA B SISTEMA REAL CURVA A SISTEMA CALCULADO CURVA C SISTEMA REAL PRESSÃO MÁXIMA 2 DO VENTILADOR 1 (Programa de Curvas Certificadas-Desempenho Aerodinâmico). 1995.Fax: (51) 3364.3 Curvas de Desempenho do Ventilador/Sistema TOLERÂNCIAS DO SISTEMA E DO VENTILADOR experiência mostra que variações de mais ou menos 10% na perda de carga estimada do sistema. pode ser verificado no laboratório.. caso seja contestado.

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