MANUAL TÉCNICO

ÍNDICE

CONTEÚDO
BT-01 - O que é um Ventilador - Terminologia de Definição de Ventiladores BT-02- Leis dos Ventiladores BT-03 - Curvas de Desempenho de um Ventilador Curvas de Resistência do Sistema Instabilidade do Sistema, instabilidade do Ventilador e Paralelismo BT-04 - Tipos de Ventiladores BT-05 - Seleção de Ventiladores Selecionando o tipo de Ventilador Requisitos de uma Consulta de Ventilador BT-06 - Efeitos no Sistema na Aspiração do Ventilador Efeitos no Sistema na Descarga do Ventilador BT-07 - Vida dos Rolamentos dos Ventiladores BT-08 - Características dos Sistemas de Ventilação dos Ventiladores BT-09 - Desbalanceamento Residual Permissível BT-10 - Cálculo da Potência Sonora do Ventilador BT-11 - Modulação do Desempenho do Ventilador BT-12 - Arranjos de Ventiladores BT-13 - Rotação Crática dos Eixos BT-14 - Torque de Partida do Ventilador BT-15 - Fundamentos de Ruído BT-16 - Efeitos do Sistema na Aplicação de Ventiladores Industriais

Total de Págs.
4 7

5 4

5

7 2 3 3 3 4 7 4 3 10 6

2

BOLETIM TÉCNICO Nº 1

O QUE É UM VENTILADOR
m ventilador é uma máquina que produz fluxo de gás com duas ou mais pás fixadas a um eixo rotativo. Os ventiladores convertem a energia mecânica rotacional, aplicada aos seus eixos, em aumento de pressão total do gás em movimento. Esta conversão é obtida através da alteração do momento do fluido. Os códigos de teste de potência da Sociedade Americana de Engenheiros Mecânicos (ASME) limitam a definição de ventilador a máquinas que aumentam a densidade do gás em no máximo 7% à medida que percorre o trajeto desde a aspiração até a descarga. Este é um aumento de aproximadamente 7.620 Pa (762 milímetros de coluna d´água) com base no ar padrão. Para pressões superiores a 7.620 Pa (762 milímetros de coluna d´água), o dispositivo de movimentação do ar é um compressor ou soprador. Existem muitas outras definições, com limites de pressão distintos, sendo que o Brasil não adota, oficialmente, nenhuma especificamente.

U

Ventiladores para aquecimento, ventilação e ar condicionado, inclusive em sistemas de alta velocidade ou de alta pressão, raramente atingem mais que 2.500 - 3.000 Pa (250 a 300 mm de coluna de água). Há três componentes principais em um ventilador: o propulsor (também chamado de rotor), o meio de acioná-lo e a carcaça. Para prever com razoável exatidão o desempenho de um ventilador na instalação, um projetista deve saber: (a) Como o ventilador foi testado e qual procedimento (norma) foi seguido. (b) Os efeitos que o sistema de distribuição de ar terá no desempenho do ventilador. Ventiladores de tipos diferentes, ou ainda ventiladores do mesmo tipo fornecidos por fabricantes diferentes, não irão interagir com o sistema da mesma maneira.

TERMINOLOGIA E DEFINIÇÕES DOS VENTILADORES

A

Ar Padrão (Sistema Internacional) r seco a 20ºC e 101,325 kPa. Sob essas condições, o ar seco tem uma densidade de massa de 1,204 kg/m3.

Fig.1 - Pressão Atmosférica

Pressão Relativa - Coluna d’água (ca) É a medida de pressão acima da atmosférica expressa como a altura de uma coluna de água em mm (ou polegadas). A pressão atmosférica ao nível do mar iguala-se a 10.340 mm (407,1 polegadas) de água ou 10m (33,97 pés) de água (Fig 1). Pressão Estática (Pe) É a diferença entre a pressão absoluta em um determinado ponto em uma corrente de ar ou câmara pressurizada e a pressão absoluta da atmosfera ambiente, sendo positiva quando a pressão neste ponto estiver acima da pressão ambiente e negativa quando estiver abaixo. Atua igualmente em todas as direções, independente da velocidade do ar e é uma medida da energia potencial disponível em uma corrente de ar.
1-4

Vácuo 10.340 mm de coluna d’água ao nível do mar

Pressão Atmosférica

Água

BOLETIM TÉCNICO Nº 1

Pressão de Velocidade/Pressão Dinâmica É a pressão exigida para acelerar o ar da velocidade zero para alguma velocidade e é proporcional à energia cinética da corrente de ar. A pressão de velocidade apenas será exercida na direção do fluxo de ar e é sempre positiva (Fig 2). Pd = V 2 para ar padrão 1,3 Onde: Pd = pressão dinâmica em Pa V = velocidade em m/s Ou Pd = ( r V2 ) / 2g Onde: Pd = pressão dinâmica em mmca V = velocidade em m/s r = densidade de 1,204 kg/m3 g = acelereção da gravidade de 9,81 m/s2

Fig.2 - Pressão Dinâmica do Ventilador

Pressão Total

Pressão Dinâmica

Pressão Estática

Pressão Dinâmica = Pressão Total - Pressão Estática

Fig.3 - Pe, Pd e Pt num ponto

Pressão Total Soma algébrica da pressão dinâmica e estática. É uma medida da energia total disponível na corrente de ar. (Fig. 3) Pt=Pe+Pd Pressão Total do Ventilador Diferença algébrica entre a pressão total média na descarga do ventilador e a pressão total média na aspiração do ventilador. É a medida da energia mecânica total acrescentada ao ar ou gás pelo ventilador. A Fig. 4 mostra como isto é medido.

Pe Pe Pe Pe
Pd

Pe
Pt

Pe

Fig.4 - Pressão Total do Ventilador

Tubo de Impacto Ventilador

Vazão (Q) É a quantidade de ar ou gás, em volume, movimentada pelo ventilador na unidade de tempo, portanto independente da densidade do ar. A unidade usual é m3/h, mas no SI o correto é utilizar m3/s.
Pt Tubo de Impacto

Fluxo de Ar

2-4

000 ht Pe Onde: ht = rendimento total do ventilador Q = vazão em m3/h Pt = pressão total em mmca Pabs = potência em cv Q Rendimento Estático (he) É a potência estática dividida pela potência absorvida do ventilador.BOLETIM TÉCNICO Nº 1 Pressão Estática do Ventilador A pressão estática do ventilador (Fig. isto é.020 ht Onde: ht = rendimento total do ventilador Q = vazão em m3/s Pt = pressão total em Pa Pabs = potência em kW Fig.Descarga Livre he = Saída de Força Suprimentos de Força = Q x Pe 270. Potência Absorvida pelo ventilador (Pabs) É a potência real que um ventilador requer para mover um dado volume de ar a uma determinada pressão.5 .6 .Pressão Estática com Vazão Nula Ou Pabs = Q x Pt 270.7. Fig. 5) é uma grandeza usada na medição do desempenho de ventiladores e não pode ser medida diretamente.Pressão Estática do Ventilador Tubo Estático Ventilador Fluxo de Ar Pe Tubo de Impacto Pabs = Q x Pt 1. Pe=0 Pe ht = Q x Pt 270. Pode incluir a potência absorvida por correias em V.000 x Pabs Q 3-4 . acessórios e quaisquer outras exigências de potência além do suprimento de força do ventilador. não é a pressão estática do sistema externo. Fig. É a pressão total do ventilador menos a pressão dinâmica correspondente à velocidade média do ar na descarga do ventilador. ou simplesmente rendimento. É a razão da saída de potência sobre o suprimento de potência.000 x Pabs Rendimento Total (ht) Também chamado de rendimento mecânico. Observa-se que não é a diferença entre a pressão estática na descarga e a pressão estática na aspiração.

Velocidade Periférica (Vp) É igual a circunferência do rotor multiplicada pela RPM do ventilador e é expressa em m/s. Bitencourt. determinado pelo fabricante. 1501 Fone: (51) 3364. Condição de descarga livre Nesta condição de operação a pressão estática através do ventilador é zero. Intervalo de Aplicação É o intervalo de vazões e pressões de operação. (Fig. resultando em nenhum fluxo de ar.otam. (Fig.8 . 6).) Vp = Onde : D = diâmetro do rotor em metros N = velocidade em RPM Pressão Estática Fig. 9. Av. (Fig.RS e-mail: comercial@otam.Fax: (51) 3364.1264 Caixa Postal 7056 . Francisco S.Velocidade Periférica D RPM p x DN 60 OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. 8) O intervalo de aplicação típica para ventiladores centrífugos com pás voltadas para a frente é de 30% a 80% da vazão máxima. no qual um ventilador irá operar satisfatoriamente. (Fig 7).Intervalo de Aplicação Intervalo de Aplicação 0 Q Fig.com.br www.Porto Alegre .br 4-4 .BOLETIM TÉCNICO Nº 1 Pressão Estática com vazão nula Condição de operação em que a descarga do ventilador encontra-se completamente fechada. e a vazão é máxima.5566 .com.9 .CEP: 91150-010 . para ventiladores inclinados para trás é de 40% a 85% da vazão máxima e para ventiladores com pás radiais de 35% a 80% da vazão máxima.

entretanto. é possível prever com boa precisão o desempenho de um ventilador em outras velocidades e densidades diferentes daquelas do teste de desempenho original. Fig. É importante observar-se. As Leis dos Ventiladores serão exatas para ventiladores com proporcionalidade geométrica. (Fig.Mudança na RPM P @ N2 Curva do Sistema P2 1 P @ N1 P1 Q1 Q2 D x (N N ( (D ( 2 1 2 1 2 2 1 2 1 2 1 2 1 3 D d x x (N N ( (D ( (d ( 2 1 2 1 2 D d x x (N N ( (D ( (d ( 3 5 . Felizmente. velocidade ou densidade do gás forem alterados. Estas Leis são mais freqüentemente usadas para calcular mudanças na vazão.1 . de acordo com o uso das Leis dos Ventiladores. que essas Leis se aplicam a um determinado ponto de operação segundo a característica do ventilador. um desempenho levemente melhor é normalmente obtido quando for projetado a partir de um determinado tamanho de ventilador para um tamanho maior. Nem tampouco é possível simular cada densidade do ar de aspiração que pode ser encontrada. Elas não podem ser usadas para prever outros pontos nesta curva característica. as leis dos ventiladores calculam o novo ponto de operação do ventilador dentro da curva de mesmo rendimento.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 LEIS DOS VENTILADORES ão é exeqüível testar o desempenho de cada tamanho de ventilador de uma linha de um fabricante. pressão e potência de um ventilador quando o seu tamanho. uma vez que as tolerâncias normalmente não são proporcionais. devemos considerar as leis para ventiladores aplicadas a uma mudança apenas na rotação (sistema constante) em determinado ventilador e em determinado sistema utilizando ar numa dada densidade. entretanto. 1) Q 2= Q 1 x P2 = P1 x W= W1 x 2 (N N( 2 1 ( ( N2 N1 2 1 2 (N N( 3 O rendimento não é alterado. estática ou dinâmica) d=densidade do gás N=rotação do ventilador D=diâmetro do rotor W=potência do ventilador 1-7 Intervalo de Aplicação N Mudanças na Rotação do Ventilador Primeiramente. Equações das leis dos ventiladores: Q 2= Q 1 x P2 = P1 x W= W1 x 2 Onde: Q=vazão P = pressão (total. ou seja. em todas as velocidades às quais ele pode ser aplicado.

densidade de ar e proporções do ventilador constantes e um ponto de operação fixo.) Fig. (Fig 2. Ventilador D1 3 P1 Q1 Q2 Mudanças na densidade do ar A seguir. 2-7 . densidade do ar e proporções do ventilador contantes e ponto de operação fixo. sendo que três leis se aplicam a esta situação. porém baseando-se na rotação do ventilador.2 .BOLETIM TÉCNICO Nº 2 Mudanças no Tamanho do Ventilador As Leis dos Ventiladores contêm mudanças no desempenho devido a mudanças proporcionais no tamanho do ventilador.3 . (Fig. baseando-se numa velocidade periférica constante. com rotação. As Leis dos Ventiladores também referem-se a mudanças no desempenho devido a mudanças proporcionais no tamanho do ventilador. 3) Q 2= Q 1 x Q1 Q2 ( ( D2 D1 3 Fig.Mudança no Diâmetro do Rotor (rotação constante) D P 2= P 1 x 2 D1 W= W1 x 2 D2 D1 ( ( 2 Ventilador D2 5 ( ( P2 Geralmente são usadas pelos fabricantes de ventiladores para gerar dados quanto ao desempenho para "famílias" de ventiladores geometricamente proporcionados.Mudança no Diâmentro do Rotor (velocidade periférica constante) Q 2= Q 1 x 1 (W W( D Q x( ( D 2 1 2 1 Ventilador D2 2 P2 = P1 D N2= N 1 x 1 D2 ( ( P1 =P 2 Ventilador D1 2 São usadas principalmente por projetistas de ventiladores e raramente têm aplicação na seleção ou aplicação dos equipamentos. considera-se o efeito da mudança na densidade do ar sobre o desempenho do ventilador.

4 .Mudança na Densidade (pressão estática constante) Q 2= Q 1 x 1 (N N( W = Q x( ( W d = Q x( ( d 2 1 2 1 1 2 1 P @ d1 P @ d2 P1 = P2 5 em ist ad 2 = P1 P 2 As Leis dos Ventiladores (Fig. usando as tabelas de catálogo dos ventiladores que se baseiam em ar padrão. P @ d1 e N1 P1 6 Si Q1 st em a @ d2 Q2 3-7 . Fig. tamanho do ventilador e rotação constantes. S Si m ste ad 1 Q2 Q1 (N N( P = Q x( ( P d = Q x( ( d d W= W x( ( d Q 2= Q 1 x 1 2 1 2 1 1 2 1 1 2 2 1 Fig.5 . A vazão do ventilador (Q) não será alterada em virtude da densidade.6 . Um ventilador é uma máquina de volume constante e produzirá a mesma vazão independentemente da densidade do ar. sistema constante e tamanho fixo do ventilador. 5) com pressão. 6) para vazão constante.Mudança na Densidade (vazão constante) Sistema @ d1 2 P @ d2 e N 2 P2 As Leis dos Ventiladores das figuras 4 e 6 são a base para selecionar ventiladores que não os de densidade de ar padrão.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 Leis dos Ventiladores (Fig. sistema e tamanho do ventilador constantes. Rotação variável. Rotação do ventilador variável. Fig.Efeito da Mudança na Densidade (vazão constante) Ventilador D2 P = P1 x 2 P1 x (W W( 2 1 2 1 P2 P1 (d d ( Ventilador D1 3 Q 2= Q 1 Q1 Q2 As Leis dos Ventiladores (Fig. sistema. 4) com volume.

42 kW 600 RPM 6.500 m³/h.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 Exemplo No. quais são os novos valores para a rotação do ventilador.300 4-7 .Mudança na RPM 3.560 4.715) = 440Pa 2 =6. 2 Um ventilador está operando a uma velocidade de 2. Está liberando 3.280 rpm 1/ 3 = 600 x (21.50 kW 640 P 500 Curvas kW Curvas do Ventilador Curvas do Sistema 2.7 . mais ar se faz necessário.5 Q x 10 3 3.Mudança na RPM Fig.280/2.000 m³/h nas condições padrão.715 x (5.500/19.715 rpm a uma temperatura de 20ºC contra uma pressão estática de 300 Pa.0/2.50 x (679/600) = 9. O sistema está com pouca capacidade porém o proprietário não quer gastar dinheiro para mudar o motor. a pressão estática e a potência? Exemplo No.300 m³/h W= W1 x 2 P2 = P1 x 3 ( ( N2 N1 = 300 x (3.42 kW Fig.50 kW.280/2. Um motor de 5 kW está alimentando o ventilador.84 kW.8 .000) = 679 RPM N P2 = P1 x 2 N1 Q 2= Q 1 x (N N( 2 1 2 ( ( (N N( 2 1 =500 x (679/600) = 640Pa 3 2 = 3.714 RPM 440 P 300 19 21. A fim de aumentar a vazão de ar para 21.560 m³/h e requer 2.560 x (3.280 RPM Curvas do Ventilador Curvas do Sistema 679 RPM 9. Está liberando 19. Qual é a capacidade máxima que se pode chegar no seu sistema com o motor 5 kW existente? Qual é o aumento de rotação permitido? Qual será a vazão e qual será a pressão estática sob as novas condições? Q 2= Q 1 x (N N( 2 1 N 2= N 1 x (W W( 2 1 1/ 3 Q N 2= N 1 x 2 Q1 ( ( 2 = 2.84) = 3.715) = 4. 1 Um ventilador para ar condicionado está operando a uma velocidade de 600 rpm contra uma pressão estática de 500 Pa e exigindo potência de 6. Para manusear uma carga térmica de ar condicionado maior que a planejada originalmente.

750 62. a pressão estática.06 m/s W2= W1 x (d d ( 2 1 = 9.77 x (800/400) = 56.9 x (1.2 kW Estas.9) = 335 Pa = 14.2 kg/m3 Densidade do ar de 116ºC = 0. Isto requer 694 rpm (velocidade periférica = 14.9 . 3 Um fabricante de ventiladores deseja projetar os dados obtidos por um ventilador de 400 mm de diâmetro para um ventilador de 800 mm de diâmetro. o ventilador de 400 mm entrega 7.77 kW.000 Q 2= Q 1 x (D D( 2 1 3 = 7.2/0. a partir de um teste em um único ventilador em uma única velocidade.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 Exemplo No. Presumindo-se que o forno perca seu calor e o ar seja de 20ºC. a potência e a velocidade periférica (Vp) para um ventilador de 800 mm na mesma rotação? Fig.000 m³/h 3 Exemplo No.620 m³/h P 2= P 1 x (d d ( 2 1 Vp = Vp x D2 1 2 D1 ( ( = 250 x (1. mais as equações do exemplo 1. são as leis usadas para projetar dados de catálogo.9 kg/m3 D P 2= P 1 x 2 D1 ( ( 2 = 100 x (800/400) = 400 Pa 2 W2= W1 x (D D( 2 1 5 = 1. o que acontece com a pressão estática e a potência absorvida pelo ventilador? Densidade do ar de 20ºC = 1. Em um ponto de operação.53 m/s) e 1.Mudança no Diâmetro 800 Curvas do Ventilador P 400 400 100 7.750 x (800/400) = 62.620 m³/h a 116ºC contra uma pressão estática de 250 Pa.9) = 13.64 kW 5 Q 2= Q 1 =18. para muitos diâmetros e rotações.90 kW. 4 Um ventilador aspirando ar de um forno está entregando 18.750 m³/h a 20ºC contra uma pressão estática de 100 Pa. 5-7 .2/0. Está operando a 796 rpm e requer 9.53 x (800/400) = 29. Qual será a vazão projetada.

120 RPM 225 P 200 Ar Padrão Curvas do Ventilador Curvas do Sistema 116°C 49°C & 1000 Q 18.10 . A potência exigida é de 8. para entregar 15.07 kW.1 kW Observe também.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 Fig.88 Densidade Standard (d d ( real std = 15.88 = 13. a partir deste exemplo. Usando-se as Leis dos Ventiladores 4 (Fig. Determine a rotação do ventilador e sua potência. a potência e a pressão estática do catálogo serão corrigidas de acordo com a Lei para Ventiladores 6.88 = 176 Pa. nós encontraríamos: A partir da tabela do catálogo do ventilador. mas uma vez que o ventilador está lidando com ar menos denso. digamos 225 0. 12): Neste caso.200 m³/h com 225 Pa.07 x 0. digamos 175 6-7 .Mudança na Densidade Fig. usando-se as Leis dos Ventiladores mostradas na Fig. (Dica: há duas maneiras de resolver este problema.88 = 7.120 rpm. A partir de um gráfico de proporções de densidade do ar.11 Mudança na Densidade 20°C 116°C 20°C 335 P 250 Curvas do Ventilador Curvas do Sistema Ar Padrão 1. então: Wstd = Wreal x (d d ( real std = 8.120 RPM 49°C & 1000 1. 5 Um engenheiro especifica que quer 15.400 m³/h P =P x std real (d d ( std real 200 = = 227 Pa. veremos que. que a perda de carga do sistema varia diretamente com a densidade do ar. serão necessárias 1.88 P =P x std real (d d ( real std = 200 x 0. Dessa forma. Usando-se a Lei para Ventiladores 6 (Fig. A rotação está correta em 1. Q = Q real x std Densidade Real = 0. devemos determinar a pressão estática que seria exigida com ar padrão. presuma que a condição de operação é a padrão para determinar a rotação e a potência no catálogo.120 rpm.200 m³/h a uma pressão estática de 200 Pa. 11): Para entrarmos nas tabelas dos ventiladores nos catálogos do fabricante que se baseiam no ar padrão. com temperatura de 49ºC e a uma altitude de 300 m.4 ou 6).200 x 0. a qual estaria na temperatura de ar mais baixa esperada. Exemplo No.200 Este exemplo ilustra porque o motor do ventilador deve ser sempre selecionado na potência em densidade máxima.620 Q 15.

000 m³/h ( ) P1= P 2x ( ( 418 N1 = 400 x = 339 Pa 454 N2 2 ( ) 2 W1 = W2 x N1 N2 3 418 = 18.7 x 454 = 14.5566 .Mudança na Densidade 1.120 rpm Curvas do Ventilador Curvas do Sistema 175 Ar Padrão d =W x std W real std dreal ( ( 2 49°C & 1000 2 = 5.120 RPM 49°C & 1000 988 RPM Ar Padrão 200 P Nreal = Nstd x (d d ( std real = 988/0. funcionando a 418 rpm e exigindo 14. A partir da tabela de seleção do fabricante de ventiladores. 41.7 kW. Francisco S.280 m³/h. Bitencourt. de acordo com a Lei para Ventiladores 6. a pressão estática seria de 400 Pa se a capacidade.br 7-7 .1264 Caixa Postal 7056 .12 . Av. Exemplo No.1 kW Como era de se esperar.CEP: 91150-010 . a resposta é a mesma em ambas as soluções.400 m³/h com 175 Pa ao operar em 988 rpm. no sistema de ventilação. vê-se que a velocidade teria que ser aumentada para 454 rpm e exigiria 18.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 O ventilador irá entregar 13.otam.280 x 454 = 38. obtemos: Fig.com. tal como um filtro absoluto. Q1 = Q 2 x (N N( 1 2 418 = 41.RS e-mail: comercial@otam. 1501 Fone: (51) 3364.Fax: (51) 3364.55 kW. porém uma resistência adicional de 100 Pa (baseada nas velocidades existentes) for colocada no sistema.br www.com. 13.6 kW ( ( ( ) 3 OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.88) = 7. Se a velocidade permanecer constante em 418 rpm.99 kW.55/(0.400 Q 15. aumentando a pressão estática requerida além da curva do ventilador catalogada pelo fabricante.280 m³/h a uma pressão estática de 300 Pa.88 = 1.Porto Alegre . A potência exigida é de 5. Corrigindo-se a rotação pela densidade.200 Este exemplo é útil naqueles casos em que uma resistência é adicionada. permanecer a mesma. Esta nova seleção do ventilador deve ser reduzida à velocidade pré-determinada de 418 rpm ao longo da nova curva de resistência do duto usando-se a Lei para Ventiladores 1. 6 Presuma que um ventilador esteja trabalhando com 41.

1.Potência 3 hs 5 2 kW 4 3 1 Operando a 1.000 RPM & 1. Fig. Por este motivo.m³/h x 1000 Rendimento % 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 . Pressão Estática Pe Pressão Total Pt Potência cv Rendimento Estático do Ventilador hs Rendimento Total do Ventilador ht U Uma curva típica de desempenho de um ventilador encontra-se na Fig. curvas de desempenho dos ventiladores devem ser desenvolvidas por seus fabricantes. A densidade do gás (r). estas curvas são determinadas por testes de laboratório. para a pressão estática e potência absorvida versus o fluxo de ar. As "Leis dos Ventiladores" são usadas para determinar as características de desempenho e potência em outras rotações e tamanhos de ventilador. Geralmente. conforme o mencionado anteriormente. É importante observar-se que as condições de fluxo do setup do teste requerido pelas normas da AMCA são praticamente ideais. P ht 7 6 kW . Uma curva de desempenho de um ventilador é uma representação gráfica de seu desempenho. Uma ou mais das seguintes características podem ser representadas graficamente em função da vazão (Q). as curvas de desempenho.2 kg/m³ de densidade 2 1 0 0 1 2 3 4 5 6 1-5 0 7 8 9 10 Vazão.Curva de Desempenho de Ventilador 13 6 Pt Tamanho 560 Diâmetro do rotor/ventilador de 560mm 12 11 10 5 Pe 9 8 4 Pressão. conduzidos de acordo com uma norma de teste apropriada. normalmente. (AMCA).BOLETIM TÉCNICO Nº 3 CURVAS DE DESEMPENHO DE UM VENTILADOR ma vez que cada tipo e tamanho de ventilador tem características diferentes. que raramente existem na prática. Esta curva normalmente cobre todo o intervalo desde a descarga livre (sem obstruções ao fluxo) até vazão zero (um sistema totalmente vedado sem nenhum fluxo de ar). poucos tamanhos de ventilador e rotações são testados para determinar a capacidade de uma determinada "família" de ventiladores. são as obtidas sob condições ideais. o tamanho do ventilador e a rotação (N) são geralmente constantes durante toda a curva e devem ser expressados. como por exemplo as normas da Air Movement and Control Association International Inc. 1. Q .

a RPM seria então aumentada e mais potência seria necessária para atingir a vazão desejada. A curva de resistência do sistema (Fig. 4 mostra porque esta conclusão é completamente inválida. sem nenhuma alteração nas regulagens dos dampers. Se a resistência do sistema projetada não for a mesma que a resistência no sistema instalado. O formato da curva de potência resultaria tipicamente em uma redução da potência absorvida. serpentinas. no entanto.BOLETIM TÉCNICO Nº 3 CURVA DE RESISTÊNCIA DO SISTEMA resistência do sistema é a soma total de todas as perdas de pressão através dos filtros. etc. o volume de ar é reduzido e a pressão estática é aumentada. Em muitos casos onde há uma diferença entre a capacidade do ventilador calculada e a real. Para sistemas fixos. Observe que todo ventilador opera apenas ao longo da sua curva de desempenho. Ponto de Operação O ponto de operação (Fig. Se Q for duplicado. conforme mostrado pelo quadrado do valor da razão dada na Fig. o ponto de operação irá mudar e os valores de pressão estática e vazão não serão iguais ao calculado. Portanto.Ponto de Operação Ponto de operação Potência absorvida e Pressão estática Curva do Sistema Curva da Potência Curva do Ventilador Q Fig. 2-5 Pe A Fig. Por exemplo. Esta curva modifica-se. 2. 4 . 2) é simplesmente uma representação gráfica da pressão exigida para mover o ar pelo sistema. considere um sistema trabalhando com 1. a medida em que os filtros sobrecarregam-se de sujeira.Variações do Projeto .000 m3/h com uma resistência total de 100 Pa. isto deve-se a uma mudança na resistência do sistema. a resistência aumentará para 400 Pa. Freqüentemente erra-se ao tomar a leitura da pressão estática do ventilador e concluir que.3) no qual o ventilador e o sistema irão funcionar é determinado pela intersecção da curva de resistência do sistema e a curva de desempenho do ventilador. 3 .. ou quando os dampers de saída têm a sua posição alterada. ou seja.Diminuição do Fluxo de Ar Pe @ Q projeto Incremento de Pe Pe Curva do Ventilador Curva Real do Sistema Curva de Projeto Redução de Q Q . A Fig. a vazão também está abaixo ou acima das exigências do projeto. e não a falhas do ventilador ou do motor. Tipicamente. Observe na Fig.Curva de Resistência do Sistema 400 300 200 100 0 0 1000 Q 2000 ² 4 Pe Q ² ² = ² = 2. se estiver abaixo ou acima das exigências do projeto. 4 que o sistema real tem uma perda de pressão maior do que a prevista no projeto. dampers e dutos. A curva de resistência para qualquer sistema é representada por uma curva simples. 2 .000 = Q 1.000 1 Pe ¹ ¹ ( ) ( ) Fig. as serpentinas começam a condensar umidade. a resistência do sistema varia conforme o quadrado do volume de ar (Q).

3 como flutuação no volume de ar e na pressão. mas. ao contrário. As paredes da sala do equipamento podem chegar a partir-se com a vibração dos dutos conectados a um ventilador com instabilidade. Isto explica porque um ventilador grande com instabilidade é intolerável. Isto é o oposto da direção que o ar normalmente flui pelo ventilador. (2) Instabilidade do Ventilador e (3) Paralelismo. uma vez que a curva do ventilador e a curva do sistema estão quase paralelas. 2). elas podem ou não ocorrer ao mesmo tempo (Fig. Instabilidade do Sistema A instabilidade do sistema ocorre quando as curvas da resistência do sistema e do desempenho do ventilador não se cruzam num ponto único. Esta situação não ocorre com ventiladores com pás voltadas para trás (Limit load). o ponto de operação pode estar num intervalo de vazões e pressões estáticas. a menos que haja ar suficiente entrando no rotor do ventilador para preencher completamente o espaço entre as pás. o que somente pode ocorrer quando dois ventiladores forem instalados em paralelo. um ventilador com instabilidade. 1.Explicação da Instabilidade do Ventilador Alta Pressão Baixa Pressão Isto aparece na Fig. quando a pressão estática máxima (vazão nula) for atingida. a flutuação da pressão próxima à máxima (vazão nula) poderá ser na ordem de 10%. Enquanto a magnitude da instabilidade varia para tipos diferentes de ventiladores. O Fig. esta situação pode ocorrer com um ventilador centrífugo com pás curvadas para a frente (Sirocco) quando estiver operando conforme representado na Fig. em maior ou menor grau. (sendo maior para ventilador de aerofólio e menor para ventilador de pás curvadas para frente).2 . aerofólio e radiais. desenvolvendo cerca de 600 Pa de pressão estática total poderá ter flutuação de pressão de 60 Pa.Instabilidade do Sistema Instabilidade do sistema é possível Pe Q Fig. o ponto de pressão mínima ocorre no centro de rotação do rotor e a pressão máxima ocorre na descarga do rotor.1. Isto resultará em uma operação instável conhecida como instabilidade do sistema. e ocorre em quase todos os tipos de ventiladores. Uma perda de sustentação aerodinâmica (stall) ocorrerá. o fluxo seria do ponto de mais alta pressão até o ponto de mais baixa pressão. Para qualquer ventilador. A única coisa que mantém o ar movendo-se na direção apropriada é o giro das pás. Instabilidade do Ventilador A instabilidade do ventilador é diferente da instabilidade do sistema. Nesta situação. 3-5 . A instabilidade do sistema não deve ser confundida com "paralelismo". Entretanto. Se o rotor não estivesse girando e esta pressão diferencial existisse. O ventilador de pás radiais é uma exceção notável. Esta instabilidade pode ser ouvida e sentida. sobre um intervalo de vazões e pressões. Por exemplo. INSTABILIDADE DO VENTILADOR E PARALELISMO s três principais motivos para um fluxo de ar instável em um sistema de ventilação são (1) Instabilidade do Sistema.BOLETIM TÉCNICO Nº 3 INSTABILIDADE DO SISTEMA. pulsação ou bombeamento.

Paralelismo A terceira causa para uma operação instável é o paralelismo.Operação Desbalanceada em Paralelo Q1 Q2 Pe Fig.Instabilidade do Ventilador Flutuação na Pressão Estática 100 Intervalo de Instabilidade Limite do Catálogo Pe Margem de Segurança 0 0 Q 100 Fig. a maioria dos fabricantes não catalogam intervalos de operação ao longo de toda a curva até a linha de instabilidade. com qualquer projeto de sistema de dutos razoável. no funcionamento em campo. particularmente quando um grande volume de ar deve ser movido. estas condições são raramente encontradas em aplicações de campo. Por exemplo. o qual define uma curva de sistema quando todas as velocidades do ventilador são consideradas. Este ponto.Operação de Ventiladores em Paralelo Q1 Q2 vel stá a In tem 100 Percentual da Pressão Estática do Ventilador Sis te Sis ma est áve l Operação não Recomendada neste Intervalo Curva Combinada de Ventiladores em Paralelo Ventilador Único Percentual da Vazão 4-5 200 . Conseqüentemente. 4 . Fig. que pode ocorrer apenas em uma instalação com múltiplos ventiladores conectada ou com uma aspiração comum ou com uma descarga comum. (Fig. (Fig. uma vez que o ponto de corte da curva do catálogo é basicamente um julgamento de engenharia. Entretanto. 5 . ou ambas no mesmo sistema. os quais permitirão uma operação estável. 4). O desempenho total de múltiplos ventiladores será menor que a soma teórica se as condições de aspiração forem restritas ou o fluxo de ar na aspiração não for uniforme em linha reta (não turbulento). Obviamente. 5). dados do desempenho de catálogo conservativos fornecerão intervalos de operação. Neste caso.BOLETIM TÉCNICO Nº 3 A seleção do ponto de operação não deve ser feita à esquerda do "ponto de instabilidade" na curva do ventilador. varia para diferentes instalações do ventilador. uma operação estável pode ser obtida muito além à esquerda da curva quando o ventilador é instalado em uma situação ideal de laboratório. 3 . a curva combinada de vazão-pressão é obtida acrescentando-se a capacidade de fluxo de ar de cada ventilador à mesma pressão.

Fax: (51) 3364. A curva fechada em loop à esquerda do ponto de pico de pressão é o resultado da plotagem de todas as combinações possíveis do volume de ar em cada pressão. Se os ventiladores operando em paralelo forem selecionados na região deste aclive "positivo". Esta condição desequilibrada de fluxo tende a se reverter alternadamente. Sendo o desempenho levemente reduzido. A curva gerada pelo damper neste ponto tem um formato tal que a soma das curvas de desempenho interseccione a curva do sistema em apenas um ponto. 4) Para corrigir o problema. 5. É altamente indicado que as recomendações do fabricante do ventilador sejam seguidas ao considerar-se o uso de ventiladores em paralelo. Um problema de ruído freqüentemente encontrado em ventiladores operando em paralelo é o batimento. Se a curva do sistema interseccionar a curva combinada de volume de vazão na área compreendida pelo loop. poderão resultar complicações indesejáveis de desempenho. isso poderá resultar em uma operação instável . Geralmente. há uma curva de desempenho diferente correspondente.br www. para cada posição do damper. tamanho e velocidade de rotação. e o resultado é que os ventiladores irão carregar-se e descarregar-se intermitentemente. O problema pode ser comparado ao efeito estroboscópico de uma lâmpada fluorescente iluminando um rotor com uma leve diferença entre as freqüências de rotação do rotor e o fornecimento energia da lâmpada. pág.br . 6. Caso contrário.BOLETIM TÉCNICO Nº 3 Alguns ventiladores possuem um aclive "positivo" na curva pressão-volume de ar à esquerda do ponto do pico de pressão. são deixados nesta posição permanentemente. Entretanto. uma vez que a diferença é tipicamente negligenciável.com. o aumento correspondente em RPM deve ser tal a atingir as condições especificadas.CEP: 91150-010 . Isto requer a instalação de dampers de vazão na voluta (Fig. Eles servem para mudar o formato da voluta do ventilador e. portanto. isso raramente é feito.5566 . (Ver Fig.Efeito de Dampers na Voluta 100 Pe e Potência 0 0 Q Damper na Voluta Ativo 100 5-5 OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. O ruído de batimento de baixa freqüência resultante pode ser muito desagradável e difícil de ser eliminado. o acréscimo de controle de ruído normalmente não é possível. Francisco S. Isso é causado por uma leve diferença na velocidade de rotação de dois ventiladores teoricamente idênticos. O uso dos ventiladores axiais em paralelo apresenta problema potencial de ruído a menos que medidas especiais sejam tomadas no momento do projeto. Os ventiladores operados em paralelo devem ser do mesmo tipo. Bitencourt. Isto pode fazer com que um dos ventiladores utilize mais ar e pode causar uma sobrecarga do motor se os ventiladores forem acionados individualmente.1264 Caixa Postal 7056 . O objetivo é mudar a curva suficientemente de modo que o conjunto forneça uma operação estável.RS e-mail: comercial@otam. Av. Esta "pulsação" freqüentemente gera ruído e vibração e pode causar dano aos ventiladores. 6). ao funcionamento do sistema de dutos ou aos motores. o damper de volume da voluta é meramente empurrado para baixo em ambos os ventiladores até que a pressão estática e a pulsação do nível de ruído desapareçam. 1501 Fone: (51) 3364.Porto Alegre . 6 .otam. Fig. é possível haver mais de um ponto de operação.com. A curva do ventilador resultante de várias posições dos dampers de vazão encontra-se representada na Fig.

1-4 . A extensão do vetor da velocidade periférica (R).Pá Curvada para Frente r = Componente Radial t = Componente Tangencial S = Velocidade Absoluta do Ar B = Velocidade do Ar em Relação ao Rotor R = Velocidade Periférica Relativa do Rotor O ventilador Sirocco pode entrar em instabilidade. porém a magnitude é tipicamente menor do que a dos outros tipos. As vantagens do ventilador Sirocco são o baixo custo. Examinandose a extensão relativa do vetor R. embora algum escorregamento possa ocorrer. os ventiladores sirocco. 1 .BOLETIM TÉCNICO Nº 4 TIPOS DE VENTILADORES ara cobrir uma ampla gama de aplicações. Portanto. Os ventiladores centrífugos são divididos em três classificações de acordo com o tipo de rotor: com rotor de pás curvadas para a frente (Sirocco). (b) Axiais e (c) Fluxo Misto. Ventilador Centrífugo com Rotor de Pás Curvadas para a Frente (Sirocco) O ventilador centrífugo tipo sirocco movimenta-se a rotações relativamente baixas e é geralmente usado para produzir vazões altas com baixa pressão estática. É inerentemente mais fraco em seu aspecto estrutural que os demais tipos. com rotor de pás voltadas para trás (Limit load e Airfoil). O intervalo de operação típico deste tipo de ventilador é 30 a 80% da vazão em descarga livre (Fig. A curva da potência tem um aclive crescente e é chamada de "tipo sobrecarga". e um amplo intervalo de operação. Ventilador Centrífugo É um ventilador em que o ar entra no rotor axialmente e é descarregado radialmente em uma carcaça do tipo voluta. Este vetor de velocidade de partícula absoluta relativo ao solo (S) tem dois componentes. a rotação baixa que minimiza o tamanho do eixo e do mancal. A rotação para determinado tipo de rotor de ventilador centrífugo é determinada pela velocidade periférica necessária para produzir a velocidade de partícula de gás absoluta requerida para a aplicação (Fig. pode-se ver que o ventilador Sirocco requer a menor velocidade periférica para uma determinada capacidade.Pá Inclinada para Trás R B S t Sirocco . Além disso. Podem ser classificados sob três tipos gerais: (a) Centrífugos. geralmente. não é adequado para o transporte de materiais devido à configuração de suas pás. com rotor de pás radiais. enquanto que o ventilador Limit Load requer a maior velocidade periférica. conforme representado no diagrama. não atingem as altas rotações necessárias para desenvolver as pressões estáticas mais elevadas. e uma sobrecarga do motor que pode ocorrer se a pressão estática do sistema diminuir. A Tabela 1 compara as características típicas de alguns dos tipos de ventiladores mais comuns. 1). um radial (r) e o outro tangencial (t) ao rotor. O rendimento estático máximo de 60-68% geralmente ocorre ligeiramente à direita do pico da pressão estática. A velocidade do ar relativa à pá é indicada pelo vetor da pá (B) que é quase tangencial à pá. 2). P Fig. indica a RPM relativa do rotor para produzir uma determinada capacidade. As desvantagens são: o formato de sua curva de desempenho que permite a possibilidade de instabilidade por paralelismo.Rotores de Ventiladores Centrífugos R r=B S t Pá Radial R B r S t Limit Load . os ventiladores são fabricados em uma variedade de tipos.

A magnitude da instabilidade também aumenta com as pás aerofólio. 5) são geralmente mais estreitos do que outros tipos de ventiladores centrífugos. um projeto mais forte o torna adequado para operação em pressão estática mais elevada. 3).Curva Característica para Ventilador Siroco Fig. Ventiladores com Rotor de Pás Radiais Os ventiladores com pás radiais (Fig. Inerentemente. As vantagens do ventilador Limit Load são o maior rendimento e a curva de potência de não-sobrecarga (carga limite). Isso melhora o rendimento estático para cerca de 86% e reduz ligeiramente o nível de ruído. Pe e Potência Absoluta 100 he. As suas outras vantagens são a ausência de instabilidade e a presença de uma curva de potência quase reta em uma relação linear com a vazão. A curva de potência geralmente atinge um máximo no meio do intervalo de operação normal. quanto maior o ventilador. de um ventilador limit load é maior do que de um ventilador Sirocco. Isto aumenta o custo e é o motivo principal de não serem usados para aplicações de ar condicionado. Esta relação proporcional permite que o controle de capacidade seja acionado a partir da entrada de energia no motor. O ventilador com pás radiais é bem adequado para lidar com volumes de ar baixos em pressões estáticas relativamente altas e para o transporte de materiais. As desvantagens deste tipo de ventilador são o alto custo e um rendimento inferior. Este ventilador também é inadequado para o transporte de materiais. O rendimento estático máximo de cerca de 80% geralmente ocorre próximo ao limite de seu intervalo de operação normal. 3 . Pe e Potência Absoluta 70 Curva de Rendimento Estático Curva de Potência Absoluta Curva de Pressão Estática 80 0 0 30 Q 80 100 0 0 40 Q 85 100 Ventilador com Rotor de Pás Voltadas para Trás (Limit Load) Os ventiladores tipo Limit Load movimentam-se a aproximadamente duas vezes a rotação dos ventiladores Sirocco. 4. Geralmente. quando ocorre. primeiramente.Curva Característica para Ventilador Limit Load 100 he. 2-4 Um refinamento do ventilador Limit Load com pás planas utiliza pás de formato de aerofólio. . Conseqüentemente. uma operação instável ocorre na medida em que a pressão estática de operação se aproxima da pressão estática máxima (para vazão nula). O intervalo de seleção normal do ventilador Limit Load é de aproximadamente 40-85 % da vazão em descarga livre (Ver Fig. em segundo lugar. A magnitude da instabilidade. conforme previamente indicado pelo diagrama do vetor de velocidade. eles exigem um rotor de diâmetro maior para uma determinada capacidade. Curvas características para ventiladores aerofólio encontram-se representadas na Fig. portanto a sobrecarga geralmente não é problema.BOLETIM TÉCNICO Nº 4 Fig. mais eficiente ele se torna para uma determinada seleção. a rotação mais alta a qual requer tamanhos maiores de eixo e mancal e confere mais importância ao balanceamento apropriado e. 2 . As desvantagens do ventilador Limit Load incluem.

geralmente consistem de um rotor Limit Load de simples aspiração colocado numa carcaça cilíndrica para descarregar o ar radialmente contra o lado interno do cilindro. 6 . 9) são simplesmente ventiladores com um rotor axial (hélice) montados em um cilindro.Curva Característica para Ventilador Centrífugo Tubular 100 70 Rotor Centrífugo de Simples Aspiração Bocal de Aspiração Entrada de Ar Saída de Ar 0 0 50 Q 85 100 Ventiladores Axiais Os ventiladores axiais dividem-se em três grupos: propeller.BOLETIM TÉCNICO Nº 4 Fig. um ventilador vaneaxial é mais eficiente do que um ventilador tuboaxial e pode atingir pressões mais elevadas. O ar é. 72% e o nível de ruído é aumentado. tuboaxial e vaneaxial.Ventilador Centrífugo Tubular Fig. Pás de guia são usadas para recuperar pressão estática e endireitar o fluxo de ar. . o rendimento estático é reduzido para um máximo de. aproximadamente. 6. sendo similares. Os ventiladores tuboaxiais e os ventiladores vaneaxiais (Fig. desviado paralelamente ao eixo do ventilador para fornecer um fluxo em linha reta. de modo geral. Pe e Potência Absorvida he. 3-4 O ventilador tipo propeller (Fig. 5085% da vazão máxima em descarga livre. uma vez que não há controle do fluxo turbulento através do ventilador. o fluxo em linha reta resulta em uma economia de espaço significativa.Curva Característica para Ventilador de Pás Radias 100 86 he. Estas pás de guia removem grande parte do turbilhonamento do ar e melhoram o rendimento. é aproximadamente o mesmo que o ventilador com voluta do tipo limit load de pás planas ou aerofólio. exceto pelas pás de guia (endireitadores) nos ventiladores vaneaxiais. 7 . Freqüentemente. entre sí. Pe e Potência Absorvida 100 Curva de Rendimento Estático Curva de Potência Absorvida Curva de Pressão Estática 70 0 0 50 Q 85 100 0 0 35 Q 80 100 he. Entretanto. O intervalo de seleção. 5 . Portanto.Curva Característica para Ventilador Airfoil Fig. então. Fig. 4 . Esta é a principal vantagem dos ventiladores centrífugos tubulares. Pe e Potência Absorvida Ventiladores Centrífugos Tubulares Os ventiladores centrífugos tubulares. conforme ilustrado na Fig. 7. Pás de Guia Curvas características estão representadas na Fig. 8) é bem aplicado para altos volumes de ar com pouca ou nenhuma pressão estática diferencial.

Estes ventiladores possuem pás de passo variável as quais podem ser ativadas por um controle externo. Pode ser construído para propiciar descarga axial ou radial e produzir mais pressão do que um ventilador de vazão comparável. quer com a utilização de um controlador manual ou de um pneumático. Bitencourt. A desvantagem destes ventiladores é seu alto nível de ruído.Porto Alegre . Para ventiladores de grande porte que requerem p o t ê n c i a m o t o r a a c i m a d e 7 5 k W. O rendimento estático máximo de um ventilador vaneaxial industrial é aproximadamente de 85%.com.s e a s características do ventilador. 9 .RS e-mail: comercial@otam. O intervalo de operação para ventiladores axiais é de aproximadamente 65 a 90% da vazão máxima (descarga livre).br 4-4 . (Fig. Fig. As vantagens dos ventiladores tuboaxiais e vaneaxiais são o peso e o tamanho reduzidos. a potência absorvida é mínima na pressão estática máxima (vazão nula).Curva Característica para Ventilador Vaneaxial (alto desempenho) 100 80 0 0 Q 65 90 100 Ventiladores De Fluxo Misto Os ventiladores de fluxo misto possuem um fluxo de ar através do rotor que é intermediário entre o dos ventiladores do tipo centrífugo e do tipo axial. 10 .CEP: 91150-010 . é c o m p a r a t i v a m e n t e s i m p l e s m u d a r. e o fluxo de ar em linha reta que freqüentemente elimina curvas no sistema de dutos. atenuações de ruído geralmente são necessárias tanto à montante quanto à jusante.BOLETIM TÉCNICO Nº 4 Observe que.com.Curva Característica para Ventilador Propeller 100 50 0 0 Q 65 100 Fig. Com ventiladores centrífugos. Francisco S. um projeto mais sofisticado dos ventiladores vaneaxiais tornou possível o uso destes ventiladores em pressões comparáveis àquelas desenvolvidas pelos ventiladores Limit Load do tipo aerofólio.Fax: (51) 3364. 10) Fig. Nos últimos anos.Ventilador de Fluxo Misto OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA Av.otam. a potência absorvida é máxima na pressão estática máxima (vazão nula). 8 . 1501 Fone: (51) 3364.br www. com os ventiladores axiais.5566 .1264 Caixa Postal 7056 . As desvantagens dos ventiladores axiais são o alto nível de ruído e o rendimento menor do que o dos ventiladores centrífugos. com rendimento total igual.

Os mesmos resultados podem ser mais rapidamente obtidos recorrendo-se às tabelas ou curvas de seleção publicados pelos fabricantes dos ventiladores. A seleção da rotação do motor que produzirá a seleção mais eficiente para o ventilador é uma questão de simular rotações motoras padrão disponíveis. particularmente correias em V versus acionamento direto. Embora um ventilador de praticamente qualquer tamanho. 1-5 . e outras considerações terem sido estabelecidas. (f) Mecanismo motriz do ventilador e sua confiabilidade.BOLETIM TÉCNICO Nº 5 SELEÇÃO DE VENTILADORES m qualquer sistema de ventilação. (d) Tipo e intensidade do ruído produzido pelo ventilador. as rotações específicas correspondentes poderão ser calculadas e. (e) Efeito de redução no desempenho do ventilador provocada pelo sistema. O desempenho do ventilador é uma função da densidade do ar na sua aspiração. Método de Seleção pela Rotação Específica Este método é comumente usado para selecionar o tipo de ventilador. a vida esperada do ventilador. (b) Condições de Serviço. Método de Seleção do Ar Equivalente O segundo método é o "Método de Seleção do Ar Equivalente" para selecionar o tamanho do ventilador usando-se as leis dos ventiladores. Esta densidade não apenas determina a capacidade volumétrica para uma determinada massa de fluido. E (g) Estimativa de vida do ventilador versus custo inicial. A vazão de ar é determinada pelo projetista do sistema a uma temperatura específica e de acordo com a pressão barométrica na entrada do sistema. tais como polia variável e correias em V comumente usadas para a maioria dos sistemas HVAC. tais como transporte de materiais. as reais possibilidades ficam limitadas pela prática da engenharia e pelas considerações econômicas: (a) Espaço para o ventilador e seu mecanismo motriz. a seleção do ventilador mais adequado é no ponto de rendimento de pico (máximo). temperatura e umidade relativa. centrífugo ou axial. possa ser selecionado para uma determinada vazão e resistência do sistema. ou ligeiramente à direita do mesmo. Isto está intimamente ligado à construção e classe do ventilador. a aplicação do ventilador. na curva de desempenho. Ilustração deste método poderá ser encontrada posteriormente neste boletim sob o título "Selecionando o Tipo de Ventilador". Há dois métodos de seleção do ventilador: (1) Método de Seleção pela Rotação Específica para selecionar o tipo de ventilador. operação em paralelo. Fatores que afetam a densidade do ar são: pressão barométrica. temperatura do ar. (c) Custo inicial do ventilador versus custo de operação do mesmo (potência do ventilador e manutenção). Após as exigências de espaço. o potencial exigido para mover o ar pelo sistema. três parâmetros básicos são exigidos para a seleção do ventilador: vazão de ar ou capacidade (m3/h). normalmente ventiladores maiores com acionamento direto. quer seja pressão total ou estática (mmca) e a velocidade de descarga (m/s). e outros fatores listados sob o título "Tipos de Ventiladores". Sempre que estas condições não forem especificadas. intervalo de pressão. mas também a pressão desenvolvida pelo ventilador. (2) Método de Seleção do Ar Equivalente . normalmente baseadas em ar padrão.para obter o tamanho do ventilador. usadas com as curvas de desempenho básicas para selecionar a vazão do ventilador e o rendimento para uma determinada pressão estática e densidade do ar. Este método geralmente não é recomendado para ventiladores acionados por dispositivos dotados de variação de velocidade. A partir destas simulações. o fornecedor de ventiladores normalmente assume o ar em condições padrão (ar seco a 20oC e pressão barométrica de 760mmHg). assim.

o valor listado para potência absorvida deverá ser multiplicado pela razão entre a densidade real e a densidade padrão. se for o caso. os ventiladores axiais requerem tratamento acústico tanto no lado da aspiração como da descarga. atenuadores acústicos e isoladores de vibração. Existe apenas um tamanho de ventilador de qualquer tipo que pode atender essas exigências. A sua principal vantagem refere-se à representação gráfica do desempenho para uma família de ventiladores semelhantes. A economia é normalmente o fator determinante na seleção final. O valor tabulado de RPM é a rotação operacional exigida. os ventiladores centrífugos normalmente necessitam de tratamento mínimo e. Independentemente do método utilizado para selecionar um ventilador. sua rotação e seu rendimento. O rendimento de pico pode ser determinado a partir das curvas de desempenho do ventilador ou a partir de tabelas de multi-seleção. a seleção lógica. Eles tornam a seleção mais rápida e dirigida. A vibração e o ruído do ventilador são considerações importantes e são influenciadas pelo tamanho e tipo de ventilador. De fato. a interpolação linear nestes valores fornecerá resultados precisos. No entanto. somente na descarga. Curvas de seleção também são muito úteis para a seleção de ventiladores. existe geralmente uma seleção possível de dois ou mais ventiladores adequados. rpm Q = vazão do ar. Além dos já citados métodos manuais de seleção de ventiladores.75 N = rotação do ventilador. Para sistemas de ventiladores de alta e média pressão. SELECIONANDO O TIPO DE VENTILADOR Método da Rotação Específica método da rotação específica (Ns) é freqüentemente usado como um critério para selecionar o tipo de dispositivo de movimentação de ar mais adequado para uma aplicação. Entretanto. 2-5 . diversas referências excelentes encontram-se disponíveis. deve ser determinado. A estes custos de componentes deve-se adicionar o custo de instalação. É definido por: N s = 2. os ventiladores sobredimensionados devem ser selecionados apenas onde um aumento futuro de capacidade é esperado. m3/s P = pressão estática. Para uma melhor compreensão de como estas curvas são construídas e usadas. O ventilador cujos custos anuais de propriedade e de operação forem menores será.877 x N x Q P 0. a fim de se obter a potência operacional exigida. Por outro lado.5 O Onde e é normalmente avaliado no ponto de rendimento máximo. que inclui todos os acessórios exigidos. observando-se qual ventilador atende às exigências do projeto com potência absorvida mínima. a seleção neste intervalo propicia uma operação mais estável do que em um ventilador sobredimensionado.BOLETIM TÉCNICO Nº 5 Isto resulta em um ventilador ligeiramente menor. O custo inicial pode ser traduzido em um "custo de propriedade" anual. Alguns fabricantes publicam dados certificados de valores de ruído para os seus ventiladores e estes devem ser consultados quando disponíveis. Se as exigências de projeto não coincidirem exatamente com os valores de catálogo de vazão ou pressão. e deve-se ter um grande cuidado para não selecionar um ventilador dentro do intervalo instável da curva. Pa 0. O custo inicial de cada ventilador. ao qual adiciona-se o custo de energia anual para o funcionamento do ventilador e o custo de manutenção anual. Em geral. é aconselhável a orientação de um especialista em acústica. então. muitos fabricantes também tem programas computacionais disponíveis. além de permitirem a impressão de folhas de dados e curvas personalizadas.

porque estes dispositivos são selecionados principalmente com base no padrão de fluxo e não no rendimento. encontram-se demonstrados na Fig. a rotação específica depende apenas do tipo de dispositivo de movimentação do ar. o valor da expressão acima é o mesmo nos mesmos pontos de seleção. para dispositivos de movimentação do ar geometricamente semelhantes. portanto. Se a rotação puder ser variada. Propeller Tuboaxial AXIAL Vaneaxial Limit Load Sirocco CENTRIFUGO Radial 10 15 20 30 40 50 60 70 (PARA VENTILADORES EM PARALELO MULTIPLICAR POR 1. Fig. a rotação específica pode ser variada somente se a rotação puder ser variada. aos produtos de qualquer fabricante em particular. a rotação específica é a velocidade de rotação daquele membro que produzirá uma pressão estática de 248 Pa com uma vazão de 0. onde a rotação é fixada pela velocidade do motor. necessariamente. independentemente do tamanho ou rotação. A utilidade da rotação específica como um critério de seleção reside no fato de que. Gráfico de Rotação Específica Os intervalos de rotação específica com rendimento ótimo. 1. O critério de rotação específica é. então há uma gama maior de escolha ao selecionar o tipo de ventilador ou soprador. Sopradores tangenciais e ventiladores de fluxo misto não foram incluídos no gráfico. Esta interpretação física não é em si muito significativa ou importante. Quando calculada no ponto de rendimento máximo.4) 80 90 100 150 200 300 400 Ns x 1000 3-5 .Gráfico de Rotação Específica Intervalos Aproximados de Rotação Específica para Vários Dispositivos de Movimentação de Ar. 1. por exemplo.000472 m3/s. mais definitivo em aplicações de acionamento direto.BOLETIM TÉCNICO Nº 5 Em uma família geometricamente semelhante de sopradores ou ventiladores. Uma vez que a pressão estática e a vazão em uma aplicação são mais ou menos fixas. Estas variações são típicas e não se aplicam. para vários tipos de dispositivos de movimentação do ar.

Temperatura à qual (a). É claramente de interesse do usuário de ventiladores que sejam fornecidas todas as informações estabelecidas abaixo.490 mas ele não seria muito eficiente a menos que uma unidade duplex fosse usada).75 kW. Uma redução de rotação de 2 para 1 colocaria a aplicação bem dentro do intervalo do ventilador Sirocco. com redução de rotação apropriada. ainda. este deveria ser o nível de potência sonora dentro do duto. Unidade: metros por segundo (m/s) 4-5 C (d) Densidade do Gás de Trabalho Densidade de ar/gás que entra na aspiração do ventilador em massa por unidade de volume. o nível de potência sonora irradiado da voluta do ventilador é uma consideração importante. (a) Se acionamento direto for exigido. outros métodos de seleção devem ser usados para encontrar o soprador ou ventilador em particular mais adequado para a aplicação. Unidade: quilograma por metro cúbico (kg/m³) (E)Altitude do Local de Instalação do Ventilador Unidade: metros (m) (f) Natureza do Gás Composição (se não for ar). podem evitar que uma máquina inadequada seja fornecida ou. Com freqüência. então um soprador centrífugo de pás voltadas para trás (tipo Limit Load) ou um ventilador vaneaxial seriam mais eficientes. e a exigência de potência novamente seria de aproximadamente 0. embora não essenciais. explosivo. (b) Se o dispositivo puder ser acionado por correias. (b). Informações Essenciais: (a) Vazão do Ar O volume real de ar/gás por unidade de tempo que entra na aspiração do ventilador. Além disso. (c) se aplicam. assegurar que a melhor seleção dentre um número de alternativas seja feita. corrosivo ou possui sólidos arrastados. Uma vez que o tipo tiver sido determinado. Unidade: graus Celcius (ºC) Se o gás é tóxico. um único ventilador de pás curvadas para a frente poderia ser usado. mas infelizmente muito poucos dados sobre isto são disponíveis. então. e a exigência de potência seria de aproximadamente 0. Que tipo de dispositivo é adequado para esta aplicação? Referindo-se ao gráfico de Rotação Específica. tamanho dos dutos de entrada e de saída aos quais o .51 m3/s a uma pressão estática de 248 Pa quando acionado por um motor de 6 pólos (1140 rpm) . A rotação específica é principalmente útil para selecionar o melhor tipo de ventilador ou soprador. informações posteriores. (Um ventilador de pás curvadas para a frente Sirocco poderá operar em Ns = 64.75 kW. Unidade: (dB re 10-12 Watts) (h) Tipo de Ventilador e Disposição Detalhes das posições de aspiração e de descarga. Unidades: litros por segundo (l/s) metros cúbicos por segundo (m³/s) metros cúbicos por hora (m³/h) (b) Pressão Pressão de trabalho do ventilador Unidades: Pascais (Pa) mmca (milímetros de coluna d´água) (c) Velocidade de Descarga Velocidade de descarga do ventilador. Preferivelmente. em cada banda de oitava. (g) Ruído O nível de ruído máximo que se pode tolerar do ventilador. REQUISITOS DE UMA CONSULTA DE VENTILADORES ertas informações essenciais são exigidas para que um fornecedor de ventiladores possa ofertar o equipamento que melhor atenda a aplicação para a qual será destinado. tipo de arranjo desejado.BOLETIM TÉCNICO Nº 5 Exemplo Um dispositivo de movimentação do ar deve entregar 1.

isto é. Av. temperatura. se é de eixo horizontal ou vertical. é necessário que se informe as condições ambientais às quais os mancais serão submetidos. Francisco S.RS e-mail: comercial@otam.com. Se houver dúvida sobre quaisquer exigências. o projetista/usuário Deverá notificar o fabricante de ventiladores. detalhes do suprimento elétrico.br 5-5 . etc. Tipo dos Mancais.Porto Alegre . (d) Deve ser dada tolerância para futuro aumento de rotação? (e) Se a aplicação do ventilador é extra pesada no acionamento. que todas as correções para densidade. Exemplos: tiragem induzida.BOLETIM TÉCNICO Nº 5 (i)Acionamento Detalhes do tipo de acionamento no ventilador. que os detalhes acima são as reais condições sob as quais o ventilador operará.Fax: (51) 3364. (b) No caso de um ventilador ter que lidar com gases quentes. necessitando de fatores adicionais de segurança no projeto? OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.CEP: 91150-010 . Bitencourt. 1501 Fone: (51) 3364. Supõe-se.1264 Caixa Postal 7056 .br www.com.5566 . a menos que haja alguma disposição em contrário. Se uma base de isolamento de vibração é exigida. exaustão de pintura com pistola.otam. Informações Adicionais Informações adicionais podem incluir: (a) Breves detalhes da aplicação do ventilador. (c) Se o ventilador ou acionamento deve ser resistente a intempéries. etc. Vida e tipo dos rolamentos. foram executadas pelo usuário.

opera com pressão muito baixa e vazão muito alta.Para determinada capacidade.Fornece exaustão mecânica. . sistemas de ar condicionado central e aparelhos de ar condicionado. . .Utilizado em aplicações industriais no lugar de ventiladores tuboaxiais. . .Apenas pressão estática e rendimento estático são apresentados nas curvas deste ventilador. . em direção a descarga livre.A potência aumenta continuamente até a descarga livre.Projeto do tipo voluta para uma conversão eficiente da pressão dinâmica em pressão estática.Um bom projeto da pá propicia um capacidade de média a alta pressão com bom rendimento. . PROJETO DO ROTOR .Rendimento apenas ligeiramente menor do que o ventilador aerofólio.Tipos de Ventiladores PROJETO DA CARCAÇA . as dimensões da carcaça não são tão críticas quanto para os ventiladores aerofólio e inclinados para trás. com capacidade de pressão média. . .10 a 16 pás de perfil aerofólio curvado para trás em relação a direção da rotação.Tubo cilíndrico com folga mínima em ralação às pontas das pás.POTÊNCIA R 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 2 Vazão 4 6 8 2 Vazão 4 6 8 Vazão 2 4 6 8 Vazão 2 4 6 8 2 Vazão 4 6 8 2 Vazão 4 6 8 2 Vazão 4 6 8 Vazão 2 4 6 8 M CURVADOS PARA FRENTE (Sirocco) . . 2 0 10 PRESSÃO .Maiores rendimentos ocorrem em 50 a 60% da vazão máxima (descarga livre). cozinhas. cozinhas.A carcaça normal não é usada.Curva de desempenho pode apresentar uma cela à esquerda da pressão de pico.A potência aumenta continuamente até a descarga livre.A curva pode ter uma interrupção à esquerda da pressão de pico e o ventilador não deve operar nesta área.POTÊNCIA 10 RENDIMENTO 10 8 6 4 2 0 10 RENDIMENTO .Padrão de descarga circular formando redemoinhos. . . . . .Pás de guia na aspiração ou na descarga aumentam a pressão e melhoram o rendimento. apresenta a rotação mais elevada dos projetos de ventiladores centrífugos.Apenas pressão estática e rendimento estático são apresentados nas curvas deste ventilador. 4 6 8 PRESSÃO . opera com pressão muito baixa e vazão muito alta.Características de alta pressão com capacidade de vazão média. M . APLICAÇÕES .Tubo cilíndrico semellhante ao ventilador vaneaxial. tais como estufas de secagem. AXIAIS . 2 0 10 PRESSÃO . .A potência atinge o máximo perto do rendimento de pico e torna-se menor. O rotor às vezes é revestido com material especial. 10 10 8 6 4 RENDIMENTO .Os mais eficientes destes ventiladores possuem pás aerofólio.BOLETIM TÉCNICO Nº 5 Tabela 1 .Aplica-se principalmente em aplicações de HVAC de baixa pressão. exceto quanto ao rendimento de pico levemente inferior. .Aplicações em sistemas genéricos de HVAC de pressão baixa. depósitos e algumas instalações comerciais.POTÊNCIA . portanto.A pressão pode cair repentinamente à esquerda da pressão de pico. .O ajuste entre o rotor e a aspiração não é tão crítico quanto para os ventiladores aerofólio e inclinados para trás. .Características de pressão mais alta do que os ventiladores aerofólio. .Normalmente possui 4 a 9 pás em perfil aerofólio ou com espessura simples.POTÊNCIA . cozinhas. 5-6 . . exceto pela folga entre o rotor e a carcaça que não fica justa. onde a distribuição de ar a jusante não é crítica. Aplica-se também em algumas instalações industriais de alta pressão.POTÊNCIA PROPELLER VENTILADORES AXIAIS 2 0 10 TUBOAXIAL 2 0 10 VANEAXIAL 2 0 10 CENTRÍFUGOS TUBULARES PROJETOS ESPECIAIS 2 0 10 PRESSÃO . exceto pela vazão e pressão serem um pouco inferiores.Usado em algumas aplicações industriais. depósitos e algumas instalações comerciais. . .Transferência de energia primária pela pressão de velocidade.Não é comum para aplicações HVAC. a qual aumenta continuamente em direção a descarga livre ao selecionar o motor. placa de orifício ou Venturi. onde o fluxo de ar em linha reta e uma instalação compacta são necessárias.Utilizado para aplicações de renovação de ar. .Tipo voluta. . Evite operar o ventilador nesta região. rotores de baixo custo têm duas ou mais pás de espessura simples presas a um cubo relativamente pequeno.Aplicações de aquecimento.O rotor reforçado é simples de ser consertado em campo.Unidades centrífugas são um pouco mais silenciosas do que as unidades axiais. .Uma vez que o projeto do rotor é menos eficiente. . tais como fornalhas residenciais. .Tubo cilíndrico com folga mínima em relação às pontas das pás. . Estas vazões também apresentam características de pressão boas. .O ar sai do rotor a uma velocidade menor do que a velocidade periférica. . . . .Baixo rendimento.Alta vazão. 10 8 6 4 2 0 10 . A seleção do motor deve levar isso em consideração. curvados para trás e inclinados para trás. . PRESSÃO . .POTÊNCIA 8 6 4 2 0 0 10 8 6 4 2 0 0 2 Vazão RENDIMENTO CARACTERÍSTICAS DE DESEMPENHO .Curva de pressão mais plana e rendimento menor do que os ventiladores aerofólio.Curva de pressão menos íngreme do que a dos ventiladores limit load.Utilizadas em algumas aplicações industriais onde a pá de aerofólio pode sofrer corrosão ou erosão devido ao ambiente. alta ou média pressão. .Característica de pressão mais alta do que a dos ventiladores aerofólio e curvados para trás.Normalmente não inclui configuração para recuperar o componente de pressão dinâmica.Rendimento máximo atingido próximo a descarga livre. exceto pela vazão e pressão serem inferiores. Pás profundas permitem expansão eficiente dentro do intervalo entre as pás. .Selecione o ventilador preferencialmente à direita da pressão estática de pico.Limitado às aplicações de baixa pressão. .Não selecionar o ventilador na declividade da curva de pressão no extremo esquerdo (cela) em relação a pressão estática de pico.Rendimento máximo requer ajustes finos entre as peças e alinhamento entre o rotor e a aspiração. PRESSÃO .É essencialmente um ventilador axial montado sobre uma estrutura de suporte.Aplicados em sistemas de exaustão de baixa pressão para galpões industriais.Sistemas de exaustão de baixa pressão.POTÊNCIA A CENTRÍFUGOS VENTILADORES DE TELHADO . . B . .Sistemas de exaustão de baixa pressão.Principalmente para aplicações HVAC de baixa pressão em sistemas de ar de retorno. . 10 10 8 6 4 RENDIMENTO . .Desempenho semelhante ao do ventilador limit load.Fornece exaustão mecânica. depósitos e algumas instalações comerciais.Aplicados em sistemas de exaustão de baixa pressão para galpões industriais. .Curva de desempenho apresenta cela à esquerda da pressão de pico.Anel circular simples. mas com capacidade de pressão muito baixa. ventilação e ar condicionado em geral.POTÊNCIA 10 10 8 6 4 RENDIMENTO . cabines de pintura à pistola e exaustão de fumos.Usa a mesma configuração de carcaça que o ventilador aerofólio. .As mesmas aplicações de aquecimento.POTÊNCIA 10 RENDIMENTO 10 8 6 4 2 0 10 RENDIMENTO RADIAIS R .O ar descarrega-se radialmente do rotor e gira 90° para fluir através das pás de guia. . . depósitos e algumas instalações comerciais. média e alta. .Semelhante ao ventilador aerofólio. cozinhas.As pás podem ter passo fixo. .Um pouco mais eficiente e capaz de desenvolver pressão estática mais alta do que o ventilador tipo propeller. A curva apresenta uma cela à esquerda da pressão de pico. ou auto-limitante.Rendimento mais alto de todos os projetos de ventiladores centrífugos. . . porém isso normalmente não causa problemas. PRESSÃO .Cubo é normalmente maior do que a metade do diâmentro da hélice do ventilador.Pás de guia corrigem o movimento circular provocado pelo rotor e melhoram as características de pressão e o rendimento do ventilador.Mais compacto que os ventiladores centrífugos para a mesma função. . tais como circulação de ar em um espaço ou ventilação por uma parede sem dutos.Aplica-se a instalações industriais grandes de ar limpo para economia significativa de energia.A curva de desempenho de alguns projetos é semelhante a do ventilador de fluxo axial e apresenta cela à esquerda da pressão de pico. Pt P e h t h s We Vazão 2 4 6 8 2 0 10 CURVADOS PARA TRÁS VOLTADOS PARA TRÁS (Limit Load) RENDIMENTO 10 8 6 4 VENTILADORES CENTRÍFUGOS PRESSÃO .Aplicações HVAC em sistemas de dutos de baixa e média pressão.Eficientes pelos mesmos motivos do ventilador aerofólio.Rendimento inferior do que o ventilador limit load porque o ar gira a 90°. 10 10 8 6 4 RENDIMENTO . 10 8 10 8 6 4 . . PRESSÃO . tais como galpões industriais. . Normalmente é o mais estreito de todos os projetos de ventiladores contrífugos. 10 10 8 6 4 . . . ventilação e ar condicionado do ventilador aerofólio.Unidades centrífugas são ligeiramente mais silenciosas do que as unidades axiais. .Tipos de Ventiladores TIPO AEROFÓLIO Tabela 1 .Voluta semelhante e com freqüência idêntica a outros projetos de ventiladores centrífugos.10 a 16 pás com espessura simples curvadas ou inclinadas para trás em relação a direção da rotação. . uma vez que o ar descarrega do rotor ao longo de toda circunferência.Normalmente operado sem conexão a um duto.|Maior rendimento à direita da pressão de pico em 40 a 50% da vazão máxima (descarga livre). CURVAS DE DESEMPENHO* 10 PRESSÃO .Desempenho semelhante ao ventilador limit load. . . . ar formando redemoinhos. tais como galpões industriais.Considere a curva de potência. .Normalmente operado sem conexão a um duto. . portanto. . .Usualmente aplica-se a sistemas grandes os quais são de aplicação de baixa. curvados para trás e inclinados para trás.A curva de desempenho apresenta cela à esquerda da pressão de pico devido à perda de sustentação aerodinâmica. . o que é uma vantagem com relação às unidades de exaustão natural ou eólica. Evite operar o ventilador nesta região. . . .Padrão de descarga circular.Normalmente. . .Rendimento menor que o ventilador limit load. .Possui boa distribuição de ar à jusante.Unidades centrífugas são um pouco mais silenciosas do que as unidades axiais.A cúpula protege o ventilador do clima e atua como calota de segurança. ajustável ou variável. . o que é uma vantagem com relação às unidades de exaustão natural ou eólica.Alta vazão.Aplicado principalmente no transporte de materiais em plantas industriais.A potência aumenta continuamente até a descarga livre. .O projeto ótimo especifica proximidade às pontas das pás e forma um fluxo de ar suave para dentro do rotor. .POTÊNCIA . . .Para aplicações de baixa pressão com movimentação de volumes elevados de ar. .Possui fluxo de ar em linha reta.A saída de ar se dá através do espaço anular da parte inferior da cúpula.

Enquanto péssimas condições de aspiração afetam adversamente o desempenho dos ventiladores axiais. a pressão e a potência são menores do que o esperado. Há três causas básicas ou várias combinações das três para as perdas de aspiração do ventilador: (a) Vazão não uniforme para dentro da aspiração do ventilador. Em ambos os casos. muitas das discussões sobre as condições de aspiração referem-se somente aos ventiladores centrífugos. 2. Se o giro do ar for contrário à rotação do rotor. Devido à variedade infinita das condições de aspiração. resultando numa distribuição turbulenta e nãouniforme do fluxo em seu rotor. conforme graficamente representado na Fig. algumas orientações gerais serão úteis para reduzí-las. 1 Fluxo não uniforme para dentro da aspiração de um ventilador induzido por uma curva de 90º . Por este motivo. Fig. o redemoinho sempre reduz o rendimento. Os efeitos de várias conexões de aspiração encontram-se representados nas figuras. ou vorticidade. O Redemoinho ou Vorticidade Redemoinho na aspiração. 1-7 . Isto não permitirá que o ar entre no ventilador uniformemente. Estas condições são prontamente superadas instalando-se veios ou um separador na aspiração do ventilador. a vazão e a pressão estática serão maiores do que o esperado e o potência absorvida também será maior. uma situação correspondente ao uso de pás de guia (vanes) surge: a vazão do ventilador. (c) Bloqueio de fluxo ou restrições na aspiração. (b) Redemoinho ou vorticidade. Este desvio do ideal produz perdas de pressão que reduzem.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 EFEITOS DO SISTEMA NA ASPIRAÇÃO DO VENTILADOR desempenho de ventiladores registrado em catálogos baseia-se em testes de laboratório realizados em condições ideais que quase nunca ocorrem na aspiração do ventilador. em cada instalação de ventilador. Se o giro for imposto na direção da rotação do rotor. é uma causa freqüente de redução no desempenho do ventilador. Entretanto. os ventiladores centrífugos estão extremamente suscetíveis a estas condições. com freqüência seriamente. Fluxo Não-Uniforme para dentro da Aspiração do Ventilador O fluxo não-uniforme para dentro da aspiração do ventilador é tipicamente causado por uma curva instalada perto demais da mesma. é difícil determinar valores de perda específica para as três causas básicas de perdas de aspiração do ventilador. os valores de desempenho catalogados.sem veios.

estabelecendo o redemoinho Giro Contrário Sem Giro (b) Com duas aspirações de tamanho desigual para a câmara do plenum. estabelece-se um desequilíbrio. 2 Redemoinho na aspiração do ventilador Plenum (a) A inércia do ar tende a concentrá-lo na parte inferior. Curva de Resistência do Sistema Ponto de Projeto (sem giro) Giro a Favor Ponto de Operação (giro a favor) Ponto de Operação (giro contrário) Potência para Giro Contrário Potência sem Giror Potência para Giro a Favor (c) Efeito do redemoinho na aspiração no desempenho do ventilador Plenum Separador Separador Veios (d) Veios e separador evitam o redemoinho na caixa de aspiração (e) Um separador resolve o desequilíbrio que é causado por aspirações desiguais 2-7 .BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Fig. causando redemoinho na aspiração do ventilador.

Por exemplo. há uma perda de pressão correspondente a metade da pressão dinâmica do duto de aspiração. 5). 3). Instalações de ventiladores. assim sendo. freqüentemente apresentam o seu mecanismo de atuação no centro. através de uma parede. Nestes casos.Perdas num Duto Reto de Aspiração Plenum de Aspiração Duto de Aspiração Através Flangeado da Parede Perda de Pressão na Aspiração = 0. com 3-7 um aumento correspondente da potência de aproximadamente 12%. freqüentemente resultam numa resistência adicional ao fluxo que diminui o desempenho catalogado. Sob certas condições. Em alguns casos. um bocal de aspiração reduziria a perda de aspiração para 1/20 da pressão dinâmica do duto de aspiração. uma perda na pressão estática será imposta. Em todos esses casos. os ventiladores são instalados em câmaras tipo plenum com aspirações abertas. Este bloqueio representa percentual maior em ventiladores menores e. contrastando com a prática de montar um conjunto acessório de pás à montante da aspiração.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Bloqueio de Fluxo ou Restrições na Aspiração Restrições ou bloqueios na aspiração do ventilador podem ser encontrados devido às condições de instalação de campo. para corrigir a situação. com um diâmetro maior. Isto exigirá um aumento na rotação do ventilador. a parede do plenum poderá estar suficientemente próxima à aspiração do ventilador restringindo o fluxo de ar. a perda de desempenho é proporcionalmente maior (Ver Fig. com um aumento correspondente na potência absorvida. e isso parcialmente obstrui o fluxo da mesma forma que as próprias pás.Efeito do Espaço no Desempenho 100 Percentual da Pressão Estática de Pico (aspiração livre) 75 Aspiração Livre A = 50% do diâmetro do rotor 50 A = 30% do diâmetro do rotor Parede Parede A A 25 0 0 Ventilador 25 50 75 ~ ~ 100 Percentual da Vazão Máxima (aspiração livre) ~ ~ . Quando o duto termina num plenum. ou um duto com flanges. 4 . montadas no bocal. que empregam pás de guia variáveis na aspiração. Quando o duto termina bruscamente.9 x pressão dinâmica no duto de aspiração Aspiração em forma de Bocal Perda de Pressão na Aspiração = 0. 3 . Fig. As pás de guia na aspiração.5 x pressão dinâmica no duto de aspiração Aspiração Reta Perda de Pressão na Aspiração = 0. Paredes ou obstruções similares devem ser mantidas a uma distância mínima "A" correspondente a meio diâmetro do rotor do ventilador (Ver Fig. Ocasionalmente. o duto termina bruscamente (Ver Fig. a perda de pressão é 9/10 pressão dinâmica do duto de aspiração. ou num duto com flanges.05 x pressão dinâmica no duto de aspiração Fig. e numa área de mais baixa velocidade. Em algumas aplicações. Há uma tendência crescente na indústria de ventiladores de montar pás de guia variáveis na aspiração dentro do bocal do ventilador. um ventilador poderá ter um duto de aspiração reto relativamente curto iniciando num plenum. um ventilador de 300 mm de diâmetro deve funcionar com rpm 4% mais alta para atender a capacidade informada no catálogo. através de uma parede. Um espaçamento de 1/3 do diâmetro do rotor reduzirá a pressão e a vazão em aproximadamente 10%.4).

o fluxo será muito uniforme. parcialmente por sua própria natureza e parcialmente devido ao endireitador. incluindo um endireitador de fluxo. Conseqüentemente. conseqüentemente. potência adicional é necessária ao utilizar-se mancais e graxa para serviço pesado (heavy duty). exibindo um perfil típico de velocidade de regime turbulento. . Basicamente. derivados destas condições de descarga ideais. o desempenho destes ventiladores com um mancal na aspiração será ligeiramente menor do que o valor catalogado. atingindo seu valor máximo pela concentração de ar no raio externo da voluta. Perdas nas correias são uma função da tensão. e não preenche 4-7 C por completo a área de descarga. Quando o desempenho dos ventiladores é testado. são mensuráveis. O desempenho catalogado é ligeiramente reduzido pela transmissão normal por correias. Ao selecionar um motor em ou próximo a sua capacidade nominal. O fluxo de ar resultante da descarga do ventilador é. Perdas típicas de transmissão por correias representam 2 a 6%. EFEITOS DO SISTEMA NA DESCARGA DO VENTILADOR ondições de descarga do ventilador não alteram as características de seu desempenho da mesma forma que ocorre com turbulências na aspiração. A redução do desempenho será proporcionalmente maior para ventiladores menores do que para ventiladores maiores devido à área de bloqueio relativamente maior.Restrição das Pás de Guia na Aspiração Percentual de Acréscimo na RPM e Potência 15 10 Potência Absorvida 5 RPM 0 30 40 60 Diâmetro do Rotor do Ventilador (polegadas) Além do bloqueio da transmissão e das correias. de área constante. Além disso. há uma grande distância para que o fluxo se redistribua e a espiral desaparecerá. estas perdas são o resultado de um ou ambos dos seguintes fatores. anexos à descarga. Ventiladores de dupla aspiração são freqüentemente avaliados usando-se uma extensão no eixo motriz. A redução será maior para ventiladores de pressão mais alta do que para ventiladores de baixa pressão devido ao mancal e seu suporte serem maiores. e assim o fabricante de ventiladores tabula os dados de desempenho do ventilador. Fig. portanto. e podem ser significativamente maiores com ventiladores menores em velocidades lentas. 5 . a velocidade de descarga do ventilador não é uniforme através da área de descarga. com freqüência. num arranjo sem mancal na aspiração. O comentário feito a respeito dos efeitos do suporte de mancal para os ventiladores de simples aspiração também se aplica a este caso. o que resulta em vórtices de descarga de ar. Isto elimina o efeito de bloqueio das correias e da polia movida. Estes efeitos são geralmente inferiores a 4% na rotação ou vazão e 12% na potência. de natureza espiral e não-uniforme. da quantidade e do tipo de correias. Como resultado. na estação de medição.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Ve n t i l a d o r e s d e s i m p l e s a s p i r a ç ã o s ã o freqüentemente testados. isto deve ser levado em consideração. estas condições de saída quase nunca são obtidas na prática. com objetivo de avaliação de desempenho. eles apresentam tipicamente muitos diâmetros equivalentes de comprimento de duto. Esta redução é maior em ventiladores de pressão maior devido às polias e correias serem mais largas. As condições de descarga do ventilador podem ser responsáveis por perdas do sistema que. Infelizmente. Parte da energia dinâmica é convertida em pressão estática. Redução na Recuperação da Pressão Estática O ar que sai de um rotor de ventilador do tipo centrífugo é liberado com um componente de velocidade radial.

. como fazem em muitos sistemas de ventilação. Preferivelmente. através disso. (Fig. Infelizmente. Tipo de Ventilador Sirocco Limit Load Aerofólio Aumento % em RPM 6 4 3 % mínimo Pot ABS 20 13 9 15ºmax. Curvas nos Dutos As curvas nos dutos. velocidades de descarga reais médias são de 120 a 180% do valor do catálogo. obter uma recuperação estática ou. ocorre uma perda devido ao alargamento repentino na seção de fluxo. não se recomenda que seja de raio pequeno e anexada diretamente à descarga do ventilador. mas somente se a velocidade de descarga nominal do ventilador for menor que 10 m/s para minimizar problemas de geração de ruído. além das perdas já citadas. isto também acrescenta uma ligeira perda de pressão para que o ventilador supere. calculada em função da velocidade de descarga do ventilador. fornecer potência adicional para compensar as perdas dinâmicas. Por esta razão. 6 . 6) Fig. de apenas um ou dois diâmetros equivalentes. tanto pré-filtros de metal laváveis de 50 mm de espessura ou uma placa perfurada de metal. A adição de um duto curto de descarga. se o ventilador tivesse uma velocidade uniforme em toda sua área de descarga. então. imediatamente na saída de descarga do ventilador. Esta curta distância até mesmo permite uma redistribuição significativa da velocidade com a recuperação estática correspondente. 5-7 A descarga de um ventilador para dentro de um plenum pós-filtro deve levar em consideração. colocados na frente do banco de filtros os protegerão de danos. Entretanto.Transição na Descarga de Ventiladores Centrífugos Recomenda-se que a perda de descarga e num plenum seja obtida do fabricante do ventilador.5 mmca. os danos aos filtros. então. uma curva de raio médio deve ser usada (raio médio mínimo 1. especialmente do tipo manga. Quando dutos de descarga retos são usados. Esta é a velocidade que é tabulada nos catálogos de ventiladores. Recomenda-se que a transição para um duto de área maior seja realizada com uma peça que apresente um ângulo de não mais do que 15º (inclusive) para minimizar as perdas. não é recomendado que qualquer transformação repentina para áreas maiores seja usada. Pobre Correto 15ºmax. a velocidade real não é absolutamente igual ao valor tabulado. Isso é uma prática comum e boa para projetos de dutos. Esta perda pode ser estimada consultando-se os dados de desempenho de grelhas no catálogo de qualquer fabricante. ao comprimento reduzirá significativamente esta perda repentina devida ao alargamento. resultarão numa perda menor. Isto resulta em perdas reais de pressão de descarga de 150 a 300% do que se computaria da velocidade de descarga do catálogo. Teoricamente. devido ao impacto do ar em alta velocidade a uma curta distância. A seguinte tabela mostra um aumento aproximado em RPM e potência absorvida dos ventiladores para os valores catalogados quando não há duto de descarga.5 x diâmetro do duto equivalente) ou um duto reto com comprimento de um diâmetro equivalente seguido por um curva quadrada com veios.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Ou o projeto do sistema deveria tentar usar um duto reto de 3 a 5 diâmetros equivalentes de comprimento à jusante do ventilador e. A perda de descarga será. criam uma queda de pressão estática maior do que o esperado devido à turbulência e ao perfil de velocidade existente na descarga. a perda de pressão de descarga seria equivalente a pressão dinâmica. enquanto que a resistência de uma placa perfurada depende do tamanho dos furos e da área livre. A perda de pressão pelos filtros laváveis de 50 mm de espessura geralmente não excede 2. Quando uma curva tiver que ser usada na descarga do ventilador. Quando os ventiladores sopram para dentro de um plenum. pois a magnitude desta perda varia com o tipo de ventilador. se isto não for possível. consideravelmente reduzida.

Estes fatores de perda são somente aproximados. uma perda adicional é introduzida. (Fig. Fig. Para a posição D. Com uma velocidade de descarga não-uniforme e em forma espiral. tanto para ventiladores de simples como de dupla aspiração. Isso se aplica somente quando o fluxo for uniforme através do duto. poderíamos calcular rapidamente a perda na curva. A perda dos ventiladores de dupla aspiração é maior porque a velocidade máxima de descarga do ventilador fica no centro e deve ser desviada no lado de fora da curva. onde a velocidade de descarga máxima está centrada como na posição B. 7 mostra uma ilustração das quatro posições). Conseqüentemente.0 vez a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal.25 x velocidade de descarga do ventilador. assume-se uma perda igual a 1. 7 . a porção de alta velocidade do fluxo da ar fica no mesmo lado da voluta e da curva. Assume-se uma perda igual a 0. O ventilador de simples aspiração tem sua velocidade de descarga máxima no lado oposto àquele que é normal para uma curva. Isto resultará na menor perda das quatro posições. assume-se uma perda igual a 0. tanto para os ventiladores de simples quanto para os dupla aspiração. Se o fluxo fosse uniforme.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Presumindo-se que uma curva de raio médio de seção transversal retangular é ajustada à descarga do ventilador. tanto para os ventiladores de simples quanto para os dupla aspiração.75 vezes a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal para os ventiladores de dupla aspiração.75 vezes a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal para os ventiladores de dupla aspiração. consequentemente. e qualquer direção para a qual a girássemos seria irrelevante. Para a posição C. a segunda posição de menor perda para um ventilador de simples aspiração.Padrões de Fluxo em Curvas de Descarga Simples e Dupla Simples Aspiração Aspiração Posição A Dupla Aspiração Posição B Simples e Dupla Aspiração Posição C Simples Dupla Aspiração Posição D Aspiração 6-7 . Se a velocidade de descarga do ventilador fosse uniforme. não podemos aplicar qualquer dos fatores de fricção para dutos e curvas normais que se encontram no Manual ASHRAE ou outras referências. porém eles realmente estabelecem um nível de perda adequado para fins de projeto.9 vezes a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal para os ventiladores de simples aspiração e 0. Nestes ventiladores.5 vezes a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal. Deveria ser usada sempre que possível. Para a posição A. sem qualquer espiral. Esta posição é a mais desfavorável das quatro. tal curva teria uma perda de pressão de 0. Para a posição B.6 vezes a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal para os ventiladores de simples aspiração e 0. O fluxo numa curva localizada na descarga de um ventilador difere em cada uma das quatro posições. a redistribuição de velocidade nesta situação resulta em uma perda mais alta do que para os ventiladores de dupla aspiração. a velocidade máxima de descarga fica no lado oposto da curva. Energia deve ser gasta para desviar o fluxo e. ela pode conduzir o ar em qualquer uma das quatro direções. A redistribuição de fluxo resultante gera perdas altas. a velocidade alta saindo da voluta continua pelo lado de fora da curva. Assume-se uma perda igual a 0.

8 Construção Apropriada de uma conexão bifurcada numa unidade de dois ventiladores 30º max.com.otam. 1¹/² dia OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.5566 . Deveria haver um duto reto de 1. 30º em cada lado. no máximo. com um ângulo de convergência de. possuem dois ventiladores descarregando para dentro de um mesmo duto por meio de uma conexão bifurcada.1264 Caixa Postal 7056 . Francisco S. e as perdas já explicadas são então usadas. 8 mostra as exigências para a conexão bifurcada. A Fig.CEP: 91150-010 . com freqüência.RS e-mail: comercial@otam.br www. a descarga do ventilador é tratada como se fosse uma descarga livre para dentro de um plenum. Fig.Porto Alegre . Bitencourt.br 7-7 . a fim de que o ventilador alcance o desempenho do catálogo.Fax: (51) 3364. Ventiladores de gabinete.com. Se estes parâmetros de projeto não puderem ser atendidos. Av. 1501 Fone: (51) 3364.5 diâmetros equivalentes de comprimento antes da transição.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Os ventiladores são freqüentemente instalados em caixas retangulares também chamadas de “gabinetes".

Cálculo da Vida do Rolamento (1) Velocidade angular. venha a atingir ou exceder. 1-2 . portanto.44 0. fissuras.667 x n ( ( C S p horas n = velocidade de rotação. L10 (ou vida nominal) e concorda com a definição ISO.53 0. onde: L10h= 16. onde: p = 3 para rolamento de esfera p = 10/3 para rolamento de rolos (5) Horas de Operação. N p = expoente de vida. como segue: p L10h= 16. mm S = carga máxima do rolamento. antes que o primeiro sinal de fadiga (escamação. Todas as informações apresentadas aqui sobre taxa de carga dinâmica baseiam-se na vida que espera-se que 90% de um grupo bastante grande de rolamentos. A seleção da polia movida é muito importante para assegurar que a vida L10 não seja abreviada. w = 2p n rad/s 60 (2) Torque Máximo.000 N (D/2) (4) Carga Dinâmica de Partida da Polia. um rolamento com uma L10 de 60. W D = diâmetro da polia. É calculada.33 0. Uma definição mais clara do termo "vida" é.) ocorra numa de suas pistas ou elementos de rolamento. L10.000 horas possui uma vida L50 de 240. é mais conveniente lidar com uma vida nominal básica expressa em horas de operação. cv = P Nm W (3) Carga Dinâmica da polia. Por exemplo. rpm P = potência instalada. Queira consultar a tabela abaixo para fator de ajuste.667 x C horas n S L10 L5 L4 L3 L2 L1 90 95 96 97 98 99 1 0.21 Ocasionalmente. N S = carga dinâmica equivalente do rolamento. que não a nominal básica. multiplicando-se a vida L10 por 4.000 horas.BOLETIM TÉCNICO Nº 7 VIDA DOS ROLAMENTOS DOS VENTILADORES Vida do Rolamento vida de um rolamento é definida como o número de horas de operação numa determinada rotação constante (ou número de revoluções) à qual o rolamento é capaz de resistir. é evidente. aparentemente idênticos. essencial para o cálculo do tamanho do rolamento. A Valor do Fator de Ajuste de Vida Grau de vida Confiabilidade Fator de Ajuste % Entretanto. Equação de Vida do Rolamento O método mais simples de cálculo da vida é a equação ISO para vida nominal básica. Isto é chamado de vida nominal básica. que rolamentos aparentemente idênticos operando sob condições idênticas têm vidas diferentes.62 0. Para rolamentos operando em uma rotação constante. Este é o número de horas que 50% de um grupo de rolamentos idênticos e com carga idêntica deverá sobreviver. tanto em testes de laboratório quanto na experiência prática. etc.S = T x 2 N ( ( Onde: n = velocidade de rotação. o termo "vida média" ou L50 é usado. isto é. T = cv x 1. rpm C = índice de carga dinâmica básica. vidas que são atingidas ou excedidas com uma probabilidade maior que 90%. N Fator de Ajuste de Vida O fator para confiabilidade é usado para determinar outras vidas.

T = cv 1.000 = 409.000 = 1819 N (D/2) (450/2) (4) Carga Dinâmica de Partida da Polia.Fax: (51) 3364.378 horas n S 700 3. Tipo de ventilador =RSD 800 arr. D = 450 mm Tipo de rolamento.otam.638 (( ( ( OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. cv = P = 30. w = 2p n = 2p 700=73. 1501 Fone: (51) 3364.667 x C ³ = 16.I Potência instalada. P = 30kW Rotação.1264 Caixa Postal 7056 . Bitencourt.br www.BOLETIM TÉCNICO Nº 7 Exemplo Dadas as seguintes especificações. S = T x 2 = 1. n = 700 rpm Diâmetro da polia movida.638 N (5) Horas de Operação.RS e-mail: comercial@otam.com. determine a vida do rolamento.com. L10h =16.Porto Alegre .CEP: 91150-010 .667 x 52.br 2-2 .5566 . Av.700 N (1) Velocidade angular.3 (3) Carga Dinâmica da polia. C = 52.3 rad/s 60 60 (2) Torque Máximo.3 Nm w 73.3 x 1.3 CL. = GRAE 55 Carga máxima do rolamento. Francisco S.819 x 2 = 3.000 = 409.700 3 =72.

venezianas. Isso encontra-se ilustrado na Fig. portanto. portanto. transições de expansão ou convergentes. Este ponto de intersecção será o único ponto que irá satisfazer tanto a característica do ventilador quanto a característica do sistema. porque é 1-3 simplesmente a pressão hidrostática apresentada pelo líquido. O total destas resistências é chamado de resistência do sistema ou perda de carga/pressão. a pressão hidrostática obviamente não dependerá do volume de ar forçado pelo líquido. serpentinas de aquecimento e resfriamento.e. como acontece na ventilação de esgotos ou de ferro em fusão. em cada ponto de vazão de ar. No entanto.. Esta pressão hidrostática será proporcional à profundidade do reservatório e ao peso específico do líquido (portanto. Aqui a resistência do sistema será constante. A pressão estática produzida pelo ventilador tem que ser igual à perda de carga. com o volume de ar atravessando o sistema. Fig. Observe que a característica do sistema é uma linha horizontal reta. curvas. Nenhuma bolha pode passar pelo líquido Característica do Sistema Pe = K Pe K Característica do Ventilador Q Fig. nenhuma pressão extra (apenas mais capacidade do ventilador) é necessária para forçar mais ar pelo líquido. telas e grelhas. Uma exceção é um reservatório de líquido estacionário através do qual o ar ou um gás é forçado em bolhas. Cada componente oferecerá alguma resistência ao fluxo. Esta curva é chamada de curva característica do sistema. e o ventilador deve desenvolver pressão estática suficiente para superar estas resistências. (O volume de ar dependerá somente da quantidade de ar disponibilizada pelo ventilador. Uma curva de um ventilador mostra uma representação típica de pressão estática versus vazão. bocais. será bastante elevada para o ferro em fusão). No entanto.BOLETIM TÉCNICO Nº 8 CARACTERÍSTICAS DOS SISTEMAS DE VENTILAÇÃO E DOS VENTILADORES Sistemas de Ventilação m sistema de ventilação consiste de um ventilador (ou vários ventiladores) e vários elementos através dos quais o fluxo de ar pode passar. as bolhas fluirão. A Fig. Se plotarmos as curvas característica do ventilador e característica do sistema no mesmo gráfico. quando obstruído. se a pressão produzida pelo ventilador for adequada. Bolhas de gás poderão passar pelo líquido Característica do Ventilador Pe Ponto de Operação K Q Característica do Sistema Pe = K . 1 Característica do ventilador e característica do sistema para um reservatório de bolhas sem qualquer ponto de intersecção. U Um sistema de ventilação também terá uma curva característica de perda de pressão versus vazão. 2 apresenta a característica do ventilador e a característica do sistema para este caso.) Nenhum ar pode borbulhar se a pressão máxima produzida pelo ventilador for menor do que essa pressão hidrostática. a pressão estática necessária) deverá aumentar com a velocidade e. dampers. filtros de mangas e outros filtros ou reservatórios de líquidos. haverá um ponto de intersecção das duas curvas. Ela mostra as diferentes pressões estáticas que um ventilador específico produz. 2 Característica do ventilador e característica do sistema para reservatório de bolhas com ponto de intersecção. Isso mostrará as pressões estáticas diferentes que serão necessárias para forçar determinados volumes de ar através deste sistema específico. Fluxo de Ar através de um Reservatório de Líquido Estacionário Normalmente. Esses elementos podem ser dutos. 1. Deste ponto em diante. a resistência do sistema (i. Esta curva pode ser chamada de curva característica do ventilador. independentemente do volume de ar. Este será. o ponto de operação.

Ns/m² Para o ar padrão. soja. 3 Característica do ventilador e característica do sistema para fluxo laminar. desde 0 m3/s ao ponto de operação e além dele. tal como ar passando pelas mangas de filtragem Característica do Ventilador Ponto de Operação Pe Característica do Sistema Pe = K x Q a Q Fluxo através de um Silo de Grãos Vários grãos. Como resultado da área grande.305 m Re = (1. r = 1. À medida que os filtros ficam tapados pelo pó. é grande a fim de manter a resistência ao fluxo de ar baixa. cevada e trigo devem ser secados após a colheita para evitar que o grão estrague. O valor do Número de Reynolds correspondente. a velocidade do ar que passa pelo grão fica em torno de 0. são necessários ventiladores centrífugos.015 a 0. Fig. m m = viscosidade do ar. Pe = K x Q Esta é uma linha reta inclinada através da origem. mas aumenta com a vazão de ar ou a velocidade. porém. tais como milho. aproximadamente 0. e a fórmula para a característica do sistema é Pe = K(Q)1. os ventiladores axiais podem ser usados. mesmo quando os filtros começam a ser bloqueados pelo pó. a característica do sistema é uma linha reta horizontal. para pressões mais altas. Para ar padrão. No entanto. porém. 3. indicando que a pressão estática necessária para forçar bolhas pelo líquido é constante. A pressão estática necessária para superar a resistência do sistema depende da altura do silo e do tipo de grão. m/s D = diâmetro do duto.22)(0. A pergunta agora é: com que rapidez aumentará? A resposta é: depende da velocidade do ar e do tipo de fluxo de ar resultante (laminar ou turbulento).BOLETIM TÉCNICO Nº 8 Repetindo. A característica do sistema para fluxo laminar pode ser calculada a partir da fórmula. a característica do sistema continua sendo uma linha reta.5 2-3 . que podem ter de 4 a 25 m de altura. A constante K determina o declive da linha reta: K = tana.22 kg/m² e m = 1. Isto significa que o fluxo pelos filtros de mangas é laminar. e a resistência do sistema e o ângulo a aumentam.305) 1. qualquer que seja a pressão estática. a eficiência do filtro melhora. então. em kg/m³ V = velocidade média do ar. a velocidade do ar passando pelo tecido é muito baixa. Com esse objetivo. Pode variar de 750-5000 Pa. eles são armazenados em silos cilíndricos para grãos. numa câmara de filtragem. Fluxo através de Filtros de Manga A área total das mangas.82 x 10-5 Ns/m² Para diâmetro de duto de 1 pé = 0.82x10-5 Re = 307 Isso está bem abaixo do valor 2000 onde o fluxo turbulento pode iniciar. À parte essa exceção. Ventiladores axiais ou ventiladores centrífugos são usados para forçar ar aquecido para dentro do silo. Para pressões menores.015 a 0. é de aproximadamente 2100. aproximadamente seis vezes o valor de 0. podemos calcular o número Reynolds a partir da seguinte equação: Re = rVD m Onde: r = densidade do gás. arroz. e o Número de Reynolds (Re) é pequeno. o início de um fluxo ligeiramente turbulento.1 m/s. conforme mostra a Fig. A fórmula para esta característica de sistema é: Pe = K (Q)0 = K A constante K determina a altura da linha horizontal acima da linha de vazão de ar. a pressão estática necessária para soprar ou extrair ar por um sistema de ventilação não é constante. independentemente da velocidade do ar.015)(0.020 m/s que passa pelos filtros de manga já analisados.020 m/s.

Característica do Sistema Pe = K x Q² Q É interessante observar que a equação básica da perda por atrito. Se um ponto da característica do sistema for conhecido. Suponhamos que o nosso sistema consista deste duto de 715 mm de diâmetro interno mais algum outro equipamento.96 m/s e a pressão dinâmica será Pd = (9. Por exemplo.0195 L Pd D é proporcional a (Q)².4015 = 9. a curva fica mais íngreme. Tabela 1. os outros pontos podem ser calculados e a parábola pode ser plotada.4015m².960 307 2100 477000 3-3 . O duto de 715 mm de diâmetro interno possui uma área de 0. resultando em uma pressão de resistência total de 600 Pa. um ventilador axial de 710 mm distribuiu 4. 5. (Somente na seção dos filtros estas grandezas ainda são pequenas).015 0. Nosso valor de Reynolds será de Re = 477370. Uma vez que este valor de Reynolds está muito acima de 2000. como mostra a Fig. Característica do Ventilador Pe Ponto de Operação Fig. para fluxo ligeiramente turbulento. para um duto redondo e reto com diâmetro constante e paredes lisas: f = 0. este é um fluxo definitivamente turbulento.3)2 = 59 Pa. como ar passando por silos para grãos A fórmula para a característica de sistema agora é Pe= K(Q)² Esta é uma parábola pela origem.0/0.0 m³/s contra uma pressão estática de 600 Pa. A Tabela 1 resume os quatro tipos diferentes de sistemas de ventilação. 4.5 2 Pe = K (Q) Resevatório borbulhante Filtro de Mangas Silo para Grãos Sistema de Ventilação Laminar Ligeiramente turbulento Turbulento 0.5 Ponto de Operação Q Pe Vazão por um Sistema de Ventilação Em um sistema de ventilação convencional.Comparação das Condições de Fluxo para Quatro Sistemas de Ventilação Tipo de Sistema Tipo de Fluxo Velocidade do ar (m/s) Número de Reynolds Fórmula para a característica do sistema Pe = K (Q) 0 Pe = K (Q) Pe = K (Q) 1.96/1. Fig.100 9. como os usados em prédios. A constante K determina o declive da curva. 4 Característica do ventilador e característica do sistema.BOLETIM TÉCNICO Nº 8 Esta é uma curva através da origem. conseqüentemente. prevalecendo em sistemas de ventilação Característica do Ventilador Característica do Sistema Pe = K x Q1. indicando a mesma coisa que para um sistema de ventilação. como mostra a Fig. tanto a velocidade do ar quanto o valor de Reynolds é consideravelmente maior do que em filtros de mangas ou em silos para grãos. a velocidade do ar será de V = 4. 5 Característica do ventilador e característica do sistema para fluxo turbulento. Para silos mais altos e para uma maior compactação dos grãos (tal como trigo). o que é normal em sistemas de ventilação.

3 mm/s) para balancear os rotores.BOLETIM TÉCNICO Nº 9 DESBALANCEAMENTO RESIDUAL PERMISSÍVEL m rotor desbalanceado pode causar vibrações e tensões no próprio rotor e em sua estrutura de suporte. etc. F. Por exemplo. G em mm/s está ligado ao desbalanceamento residual máximo. portanto..000) 1-3 . estamos seguindo a recomendação ISO e usando um grau de qualidade de balanceamento de G6.). O balanceamento é detectado pela observação da ausência de desbalanceamento. eixos. O desbalanceamento de apenas um componente girante de um conjunto pode fazer com que todo o conjunto vibre.0 para valor de balanceamento. R M Desbalanceamento Residual Permissível ou Tolerância de Balanceamento. O valor de "e" também expressa a tolerância de balanceamento ou a excentricidade residual. O desempenho diminui por causa da absorção de energia pela estrutura de suporte. Referindo-nos à Fig. irá equilibrar o rotor. Esta vibração induzida. Objetivo da Balanceadora Uma balanceadora. Equação eT Este método está de acordo com a norma ISO 1940/1-1986. pode causar desgaste excessivo nos rolamentos. As vibrações podem ser transmitidas pelo solo até às máquinas adjacentes e prejudicar seriamente sua precisão ou funcionamento adequado. por sua vez. 1. e essa mudança. em um ponto em particular. localizar e medir o desbalanceamento. considere um disco com raio. Definições Desbalanceamento é a distribuição desigual da massa nos corpos girantes (rotor. eT em mm e para a velocidade de rotação. etc. Isso resulta no deslocamento do eixo de sua posição de repouso. é necessária para detectar. buchas. polia. Vide Fig. age sobre me e é transmitida para o eixo. R (mm) e massa m (kg) deslocada devido a um excesso de massa me (g). Quando o disco está em movimento de rotação. reduzindo substancialmente sua vida útil. nunca pelo balanceamento em si. 2. Este deslocamento é chamado de excentricidade. e = me . e (mm). Os dados fornecidos pela balanceadora permitem a mudança da distribuição de massa de um rotor. Uma vez que não é possível haver um balanceamento de 100%. engrenagens. necessário que se balanceie o rotor para obter uma ou mais das seguintes condições: (a) (b) (c) (d) (e) (f) (g) (h) Aumentar a vida do rolamento Minimizar a vibração Minimizar ruídos Minimizar tensões de operação Minimizar fadiga e aborrecimento dos operadores Minimizar perdas de potência Aumentar a qualidade do produto Satisfazer os consumidores U Excentricidade significa não ter o mesmo centro ou eixo de rotação. torna-se necessária uma tolerância para balancear. As vibrações exercem tensões alternantes altamente indesejáveis nos suportes e elementos estruturais e podem terminar causando seu colapso total. Usando a recomendação ISO G4. Vide Fig. 3. uma força centrífuga.3 (amplitude de velocidade de vibração = 6. sua extremidade descrevendo um círculo. está ligada ao valor do desbalanceamento me (gramas) para um rotor de raio R (mm) e massa m (kg) através da fórmula abaixo. ao redor de sua posição normal. Torna-se. ou máquina de balancear. quando feita de forma correta. Esta excentricidade. eixo. n em rpm pela fórmula: eT = 10 x G (N/1. pequeno.

me Rotação Eixo F Cálculo do Desbalanceamento Residual Permissível ou Tolerância de Balanceamento eT = 10 x G = 10 x 4 = 50mm (n/1. p e = me .BOLETIM TÉCNICO Nº 9 Exemplo Considerando-se os seguintes dados. 1 Posição de Repouso F E Portanto. R = 152mm Grau de balanceamento. Rotação. G =4(significa velocidade de vibração = 4mm/s para a polia).0 00) 800/1. m = 50 x 8.1 kg Raio da polia.66 g para esta polia. a Excentricidade Residual Permissível é 50 mm e o Desbalanceamento Residual Permissível é de 2. n = 800rpm Massa da polia. determine o desbalanceamento residual permissível e o valor mínimo do desbalanceamento residual.1 = 2. R m => me = e . Fig.000 Cálculo do Valor Máximo de Desbalanceamento Residual. 2 2-3 .66g R 152 Fig. m = 8.

BOLETIM TÉCNICO Nº 9 Fig. Bitencourt.Fax: (51) 3364.Porto Alegre . 4 2 1 0.5 0.2 0.mm/Kg (Deslocamento Residual Permissível do Centro de Massa. e per .RS e-mail: comercial@otam.otam.br 3-3 . em micrometros. 1501 Fone: (51) 3364.O valor numérico após a letra G é igual ao produto de eper x rotação. para balanceamento em um plano de correção) 100 000 G 50 000 0 63 G 20 000 0 25 10 000 G 0 10 5 000 2 000 1 000 500 G 40 200 G 16 100 G 6.5 1 2 5 10 20 50 100 200 Velocidade de Rotação Máxima de Serviço 500 1000 2000 r/s NOTA .br www. 3 Valor de Desbalanceamento Máximo Residual Permissível correspondente aos diversos Graus de Qualidade de Balanceamento Desbalanceamento Residual Permissível por Unidade de Massa do Rotor. expressa em milímetros por segundo OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.com.1 30 50 100 200 500 1000 2000 5000 10 000 50 000 100 000 r/min 0.com. 5 10 G 1 5 G 0. Francisco S.CEP: 91150-010 . 50 3 G 20 2.5566 .1264 Caixa Postal 7056 . Av. U per/m = e per em g.

do tipo de ventilador. Entretanto. O ruído do ventilador pode ser classificado em termos do nível de potência sonora específica. os níveis de potência sonora. os ventiladores menores são um pouco mais barulhentos do que os maiores. conforme mostra a tabela 3. a Tabela 1 pode ser usada. Reduzindo-se todos os dados de ruído do ventilador para esse denominador comum. O número de decibéis a ser acrescentado a esta banda é chamado de incremento de freqüência de pá (BFI). por quaisquer motivos. deverá atender essa situação. o nível de potência sonora específico serve como base para comparação direta dos níveis de banda de oitava de vários ventiladores. Ponto de Operação Os níveis de potência sonora específicos fornecidos na Tabela 2 são para ventiladores que estiverem operando no. veja os Boletins Técnicos nº 4 e 12. construção e aplicações. se tais dados não estiverem disponíveis prontamente. Se. Para uma descrição mais completa dos tipos de ventiladores. de pás)/60 O número de pás e a rotação do ventilador podem ser obtidas no catálogo de seleção de ventiladores. 1-3 . e como base para um método convencional de calcular os níveis de ruído de ventiladores em condições de operação reais. as divisões de tamanho indicadas são práticas para se estimar o ruído do ventilador. nas bandas de oitava.Pá radial. ponto de rendimento de pico da curva do ventilador. e a força desse tom depende. Embora qualquer divisão desse tipo seja necessariamente arbitrária. pressão total (Pt) e rendimento (h). Isto está de acordo com a prática recomendada para a seleção de tamanho e rotação de um ventilador.BOLETIM TÉCNICO Nº 10 CÁLCULO DA POTÊNCIA SONORA DO VENTILADOR O ruído do ventilador é uma função de seu projeto (Kw).Curvado para frente .Banda de Oitava em que o Incremento de Freqüência da Pá (BFI) ocorre Tipo de Ventilador Banda de Oitava em que BFI ocorre Centrífugo . vazão de ar (Q). curvado para trás ou inclinado para trás . ou próximo do. o nível de ruído produzido irá aumentar e um fator de correção C.Aerofólio. é melhor obtida a partir dos dados de teste reais do fabricante do ventilador. um ventilador não for ou não puder ser selecionado de forma ótima. em parte. poderão ser estimados através do seguinte procedimento. realizando determinado trabalho. deve-se fazer um incremento na banda de oitava em que recai a freqüência da pá. baseado no nível de potência sonora específica. de forma que a operação caia neste ponto ou perto dele. Os ventiladores geram um tom na freqüência de passagem da pá. para vários ventiladores. soprador Vaneaxial Tuboaxial Propeller 250 HZ 500 HZ 125 HZ 125 HZ 63 HZ 63 HZ Os níveis de potência sonora específicos e os incrementos de freqüência da pá encontram-se listados na Tabela 2. sob condições de teste aprovadas. Se este catálogo não estiver disponível. Freqüência da Passagem das Pás (Bf) Estudos recentes mostram que. que é definida como o nível de potência sonora gerada por um ventilador operando a uma capacidade de 1 m³/s (ou 1 cfm) e uma pressão de 1 Pa (ou 1" de água). Tabela 1. A geração de potência sonora de um determinado ventilador. é vantajoso para a conservação de energia e corresponde aos níveis de ruído mínimos para aquele ventilador. A freqüência da pá (Bf ) é: Bf = (rpm x Nº. Para registrar esta freqüência de passagem da pá.

conforme segue: Os valores do nível de potência sonora estimado são calculados para todas as oito bandas e o BFI é acrescentado à banda de oitava na qual a freqüência de passagem da pá cair.000472.5m > 1m < 1m > 1m < 1m Todos 63 32 36 47 45 55 63 39 37 41 40 48 125 32 38 43 39 48 57 36 39 39 41 51 250 31 36 39 42 48 58 38 43 43 47 58 500 29 34 33 39 45 50 39 43 41 46 56 1000 28 33 28 37 45 44 37 43 39 44 55 2000 23 28 25 32 40 39 34 41 37 43 52 4000 15 20 23 30 38 38 32 38 34 37 46 8000 13 15 20 27 37 37 26 35 32 35 42 BFI 3 2 8 Vanexial 6 Tuboaxial 5 Propeller 5 Onde: Tabela 3 .Níveis da Potência Sonora Específicos (dB re 1pW) e Incrementos de Freqüência da Pá (BFI) para Vários Tipos de Ventiladores Freqüência Central das Banda de Oitava. curvado para trás inclinado para trás Curvado para frente Pá radial Soprador Tamanho do Rotor > 0.BOLETIM TÉCNICO Nº 10 Tabela 2 . quando a pressão for em Pascal (1 polegada H O) 2 fator de correção em dB.15 m³/s a 750 Pa.9m < 0. Ele possui 41 pás e opera a 904 rpm. Qual é o nível sonoro estimado? Lw = Kw + 10log(Q/Q1) + 20 log (P/P1) + C 2-3 .5m < 0. para o ponto de operação do ventilador. Previsão de Potência Sonora do Ventilador (Lw) Os níveis de potência sonora nas condições de operação reais poderão ser estimados usando-se a vazão e a pressão total do ventilador.Fator de Correção Devido o Ponto de Operação Fora do Rendimento de Pico Rendimento Estático % de Pico 90 a 100 85 a 89 75 a 84 65 a 74 55 a 64 50 a 54 Fator de Correção C 0 3 6 9 12 15 Lw = K w= Q = Q1= P = P1= C= nível de potência sonora estimado do ventilador (dB re 1 pW) nível de potência sonora específico (ver tabela 2) vazão de ar. Este fator de correção deverá ser aplicado a todas as bandas de oitava. quando a vazão estiver em m³/s (1 para cfm) pressão total em Pascal (ou polegada H 2 O) 249. HZ Tipo de Ventilador Centrífugo Aerofólio. m³/s (cfm) 0. com rendimento estático de 56%. Exemplo: Um ventilador Sirocco RSD 500 foi selecionado para suprir 4.9m Todos > 1m 1m a 0.

8 OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.RS e-mail: comercial@otam.1264 Caixa Postal 7056 .otam. Av.15 ( 0.Exemplo de Cálculo Freqüência Central das Banda de Oitava. Passo 4: Determine o fator de correção C para rendimento fora de pico. HZ Referência Passo 1 Passo 2 Passo 3 Passo 4 Lw (dB) Linear = Fator Escala A LwA (dB) = 63 47 49 0 96 -25.44 + 9. Passo 2: Calcule os níveis de potência sonora adicionais devido a vazão de ar e pressão.br www. = > Lw (linear) = 98.5 250 39 49 0 88 -8.5 70.5 500 33 49 2 0 84 -3.5 79.57 = 49 Passo 3: Calcule o Bf para determinar em qual banda de oitava recai o BFI Bf = (rpm x no. Francisco S. como mostra a Tabela 4. De acordo com os dados de desempenho no catálogo.2 Potência Sonora 85. Percentual de rendimento estático de pico = (56/62) x 100 = 90.5566 .0 81 1000 28 49 0 77 0 77 2000 25 49 0 74 +1 75 4000 23 49 0 72 +1 73 8000 20 49 0 69 -1 68 98. de pás)/60 = (904 x 41)/60 = 617 Hz Tabela 4 . Bitencourt. que engloba o intervalo de 355 a 710Hz. P Q 10 log + 20 log P1 Q1 = 10 log O BFI cai na banda de oitava de 500Hz.Porto Alegre . Combine todos os quatro passos.000472 ) + 20 log ( 750 249 ) = 39. C = 0.Fax: (51) 3364.br 3-3 . 1501 Fone: (51) 3364. este ventilador apresenta um rendimento de pico de 62%.8 dB(A) ( ) ( ) 4.5 76.com.BOLETIM TÉCNICO Nº 10 Passo 1: Obtenha o nível de potência sonora específico (Kw) da Tabela 2 para ventilador curvado para a frente.2 dB = > LwA = 85.3 De acordo com a Tabela 3.CEP: 91150-010 .com.5 125 43 49 0 92 -15.

A O tipo de modulação tipicamente usada em aplicações com dutos são: (a) (b) (c) (d) (e) (f ) Controle do volume de ar na voluta Dampers de aspiração Dampers de descarga Registro radial de aspiração Modulação da rotação Variação do passo das pás do ventilador Fig. tanto a vazão quanto a pressão são alterados. durante a operação.BOLETIM TÉCNICO Nº 11 MODULAÇÃO DO DESEMPENHO DO VENTILADOR lguns sistemas de ventilação têm exigência de capacidade variável durante a operação. enquanto outros têm exigências de pressão variável. tais como sistemas de volume de ar variável. alguma forma de modulação de desempenho do ventilador é exigida. A fim de acomodar estas variações. com freqüência. 1 Tipos de Modulação para Ventilador Centrífugo DAMPER DE PÁS PARALELAS PARA CAIXA DE ASPIRAÇÃO DAMPER DE PÁS OPOSTAS PARA CAIXA DE ASPIRAÇÃO CAIXA DE ASPIRAÇÃO DIFUSOR REGISTRO RADIAL TIPO CÔNICO DAMPER DE DESCARGA COM PÁS OPOSTAS HORIZONTAIS REGISTRO RADIAL TIPO CILÍNDRICO DAMPER DE DESCARGA COM PÁS PARALELAS HORIZONTAIS DAMPER DE DESCARGA COM PÁS OPOSTAS VERTICAIS DAMPER DE DESCARGA COM PÁS PARALELAS VERTICAIS 1-4 .

Se os dampers forem usados para regular o sistema. o diferencial de pressão estática através do damper é distribuído em uma grande área. eles permitem pouca modulação de capacidade sem forçar o ventilador a operar em uma parte instável de seu intervalo de desempenho. Os dampers de descarga não alteram a área de instabilidade do ventilador. abaixo de aproximadamente 50% da vazão máxima (descarga livre). embora o damper de volume na voluta sirva um propósito útil de controlar o efeito de paralelismo de ventiladores. Eles operarão satisfatoriamente na condição de 100% fechado a menos que a pressão estática do ventilador exceda a capacidade estrutural dos dampers. Assim. motores devem ser colocados nos dampers para fechá-los depois que o motor do ventilador tenha desligado. A magnitude do aumento é uma função da velocidade do ar e do diferencial de pressão estática. Isso pode ser feito através de um sensor de fim-de-curso nos dampers que impede a operação do motor do ventilador quando os dampers estão completamente fechados e permite a operação do ventilador somente quando os dampers estiverem suficientemente abertos para impedir uma alta pressão estática de sucção. Para uma interrupção liga-desliga (on-off) a fim de evitar a circulação do ar. Em segundo lugar. não é recomendado para modulação de capacidade. deve-se tomar cuidado para assegurar que os dampers de aspiração não possam ser fechados enquanto o ventilador estiver operando. Portanto. . uma vez que eles são freqüentemente montados na frente de uma abertura de ar externa ou na frente de uma série de serpentinas. Uma vez que os dampers de descarga são tipicamente montados sobre a descarga do ventilador. Se o ventilador for capaz de desenvolver uma pressão estática maior do que essa na RPM operante. este não é considerado um bom meio de controle de capacidade. Entretanto. O diferencial de pressão estática através da maioria dos dampers de aspiração usados nas "air handling units" (AHU) numa central de ventilação não deve exceder 1000 Pa. são muito maiores no tamanho do que a aspiração do ventilador. Devido a essa segunda desvantagem. Há duas desvantagens básicas referentes aos dampers de aspiração. o motor do ventilador não deve iniciar seu funcionamento até que esses dampers estejam pelo menos parcialmente abertos. causando uma mudança correspondente na pressão estática do ventilador e variando a vazão. Portanto. Dampers de Aspiração O objetivo principal dos dampers de aspiração é evitar o retorno e a circulação de ar quando a unidade é desligada. O rendimento é reduzido. Os dampers de aspiração meramente adicionam resistência ao sistema. Dampers de volume na voluta às vezes são usados em pequenos ventiladores como um meio de ajustar rapidamente o fornecimento de ar. Instabilidade do Ventilador e Paralelismo". uma trava manual pode ser colocada no mecanismo dos dampers a fim de evitar que eles se fechem 2-4 completamente. a área dos dampers fica relativamente pequena. em aplicações de pressão média e baixa. deve-se tomar cuidado a fim de se certificar de que o ventilador não é capaz de produzir uma pressão estática suficiente para empenar ou ruir os dampers. eles realmente aumentam o nível de ruído à medida que se aproximam de uma posição fechada. a resistência do damper deveria suportar pelo menos 1000 Pa de pressão estática. A Fig. ao todo. a partir de um dispositivo sensor de pressão estática. geralmente não há necessidade de se preocupar com a pressão estática excessiva vir a danificar os dampers. conforme indica o gráfico ao lado. em ventiladores centrífugos tipo aerofólio. Normalmente. e a própria natureza do controle do volume de ar na descarga faz com que seja difícil operar.BOLETIM TÉCNICO Nº 11 Controle do Volume de Ar na Voluta Isto é discutido sob o título "Instabilidade do Sistema. reciprocamente. Estes dampers aumentam a pressão estática do sistema para modular o fluxo de ar. 2 mostra o desempenho dos ventiladores com dampers de descarga. automaticamente. Portanto. Dampers de Descarga Dampers de descarga são um método de variar a vazão em um intervalo de desempenho um tanto estreito. eles não devem ser usados para a modulação da vazão. Nem dampers de descarga nem dampers de aspiração têm muito efeito no nível de ruído do sistema na posição totalmente aberto. Entretanto. Primeiro.

Há três desvantagens em se usar registros radiais de aspiração para modulações de capacidade. Segundo. Na verdade. o ventilador pode ser forçado a operar num intervalo instável de funcionamento. A construção do registro. Com aplicações de acionamento por correia. em tais ventiladores grandes. . A vorticidade resultante tem. com ventiladores muito grandes. os quais são providos de acionamento direto. isto não apresenta nenhum problema em particular. em relação aos dampers de pás paralelas e de pás opostas. embora chamados de registros. o cubo é um percentual relativamente grande da área total de aspiração. para cada posição do registro. a área do cubo é um percentual muito pequeno do total e a redução é negligenciável. com o cubo e o mecanismo de rotação localizados no centro.Desempenho de um Damper de Descarga para Ventilador Tipo Aerofólio 140 Percentual de Pressão Estática Máxima e Percentual de Potência Absorvida Máxima (vazão nula) Curva do sistema a 52% da vazão máxima 130 120 110 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 0 10 20 30 40 Variação estável da vazão 50 60 70 80 90 100 6’ 5’ 4’ 3’ 6 5 4 3 2’ 2 1 Seleção original nas condições de projeto Potência absorvida 1’ Percentual de Vazão Máxima (pressão nula) Registro Radial na Aspiração Registros radiais na aspiração às vezes são chamados erroneamente de registros de vortex. a redução de capacidade também ocorre quando as pás estão na posição totalmente abertas. O ruído e a vibração resultantes são conhecidos por sacudirem todo um andar. não vale a pena usá-los a menos que a redução da capacidade seja pelo menos 50%. já que a economia de potência gerada. o registro radial é útil para a redução de capacidade em ventiladores centrífugos grandes que exijam mais de 3-4 100 cv. a potência absorvida também aumenta. se ele for operado na maior parte do tempo no intervalo de 60 a 80 % da vazão de projeto. Independentemente dessa economia. Isso resulta da dificuldade em se usar acionamentos de velocidade variável como correia em V. em longos períodos de tempo. a redução de capacidade é substancial. Porém. cria uma queda de pressão cuja magnitude é uma função do tamanho do ventilador. Portanto. Portanto. Como as pás do registro são moduladas. 2 . seu único objetivo é iniciar um giro do ar na direção da rotação à medida que este entra no ventilador. Isto deve provavelmente ocorrer quando ele é usado para modular um sistema de pressão estática constante. A magnitude desta economia é geralmente de. uma vez que a velocidade do ventilador pode prontamente ser aumentada para compensar. como conseqüência. na pressão estática e na potência absorvida. o registro radial realmente propicia alguma economia no custo de operação. Por outro lado. curvas separadas para a pressão estática e potência absorvida versus vazão são geradas. Para ventiladores muito pequenos. aproximadamente. a curva da potência absorvida gerada é menor do que a curva da potência absorvida com as pás bem abertas. fica em média aproximadamente 25 % nestas condições. Primeiro.BOLETIM TÉCNICO Nº 11 Fig. uma redução na vazão. Além disso. 20 a 30 %. Uma vez que o registro radial custa de duas a três vezes o valor dos dampers de descarga de pás paralelas.

Bitencourt. transmissões hidráulicas.RS e-mail: comercial@otam. Isto torna o ventilador bem adequado para aplicações tal como controle automático da pressão estática para sistemas de volume de ar variável. a maior desvantagem neste tipo de modulação de ventilador é o custo adicional do dispositivo.Porto Alegre . Todos estes dispositivos afetam o desempenho do ventilador segundo as seguintes leis: Deve-se tomar cuidado ao usar esse tipo de modulação em um sistema que requeira pressão estática constante no ventilador. Em unidades com acionamento direto. Quanto mais sofisticada a modulação e seus controles.br 4-4 . Terceiro. dependendo da seleção original. Isto aumenta a potência absorvida em aproximadamente 9. Meios razoavelmente precisos devem estar disponíveis para estimar a redução da capacidade para vários tamanhos de ventiladores.Fax: (51) 3364. Uma vez que o ventilador axial deve. a RPM deve ser aumentada em aproximadamente 3% com um rotor de 900 mm de diâmetro para atingir capacidade total.otam. a geração de ruído devido à mudança no passo da hélice é facilmente trabalhada. Variação do Passo da Pá do Ventilador Ventiladores axiais encontram-se disponíveis com pás de passo ajustável para permitir a variação do seu desempenho.3%. Esta forma de modulação de capacidade geralmente reduzirá a potência absorvida. até mesmo em uma posição totalmente aberto. uma boa regra a seguir é adicionar 5 dB ao nível de ruído do ventilador quando um registro radial for usado.br www. Isso também evidencia o problema de acionamento por correia em V. o registro radial aumentará o nível de ruído do ventilador.CEP: 91150-010 . mais do que qualquer um dos métodos anteriores para uma dada vazão e pressão estática. a variação poderá permitir algum aumento no rendimento se a pressão estática tiver sido grosseiramente superestimada quando a seleção original tiver sido feita. Av.1264 Caixa Postal 7056 . Um método de variação do passo das pás do ventilador permite uma alteração no passo enquanto o ventilador estiver em operação. Uma vez que os dados de teste são limitados. o que pode vir a ser um problema se a potência absorvida estiver muito próxima à potência nominal do motor indicada pelo fabricante.5566 . todavia. 1501 Fone: (51) 3364. o fabricante de ventiladores deve ser consultado para informações referentes ao intervalo instável de operação. à redução de capacidade devido à restrição de área de aspiração. ( (( ( ( (( ( Q2 N2 = Q1 N1 Q2 N2 = Q1 N1 2 ( (( ( W2 N2 = W1 N1 3 OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.BOLETIM TÉCNICO Nº 11 Por exemplo. Modulação da Rotação A variação de rotação nos ventiladores pode ser realizada de diversas maneiras. o uso do registro radial torna-se mais do que um problema. ter algum tratamento acústico. na medida em que a pressão estática no ventilador se reduz proporcionalmente ao quadrado da redução de RPM. e aos níveis de ruído resultantes. redutores mecânicos de velocidade. Por isso. Em ventiladores acionados por correia.com. geralmente. se tiver um registro radial na aspiração com pás na posição totalmente abertas. maior será o custo. Francisco S. Antes de se usar um registro radial. incluindo: motores de multivelocidade.com. e dispositivos de estado sólido (inversores de freqüência). Isto pode ser usado para aumentar ou diminuir a capacidade do sistema em ventiladores com acionamento direto. Nos dispositivos de estado sólido o controle deve estar intimamente associado ao motor para operar apropriadamente. uma vez que a modulação de controle pode ser realizada facilmente. para ventiladores maiores que exijam mais de 100cv.

8 SWSI . ARR. ARR. Equivalente ao arranjo 1 mais base estendida para o motor. ARR.1 SWSI Para acionamento por correias.7 SWSI Para acionamento por correias ou conexão direta. dois mancais com motor montado do lado de fora da base.9 SWSI Para acionamento por correias. Nenhum mancal no ventilador. 3.3 DWDI Para acionamento por correias. ARR.Para acionamento por conexão direta através de luva elástica. Para designação de sentido de rotação e posição de descarga ver norma AMCA 99-2406 Para posições de motor em transmisão por correias ver norma AMCA 99-2407 Para designação da posição das caixas de aspiração ver norma AMCA 99-2405 ARR.Equivalente ao arranjo 3 mais base para motor. Equivalente ao arranjo 3 mais base para motor. Os tipos de arranjos incluem: (f) (a) (b) Arranjos para Ventiladores Centrífugos Arranjos para Ventiladores Centrífugos Tubulares A (c) (d) (e) Arranjos para Ventiladores Axiais com ou sem Difusor e Caixa de Aspiração Designações para Sentido de Rotação e Posição de Descarga de Ventiladores Centrífugos Posições de Motor de Ventiladores Centrífugos com Acionamento por Correias Posição da Caixa de Aspiração para Ventiladores Centrífugos ARRANJOS PARA VENTILADORES CENTRÍFUGOS CONFORME NORMA AMCA 99-2404 SWSI = Ventiladores de Simples Aspiração DWDI = Ventiladores de Dupla Aspiração Os Arranjos 1.3 SWSI Para acionamento por correias. Mancais apoiados em mão-francesa fixada na carcaça do ventilador.7 DWDI Para acionamento por correias ou conexão direta.4 SWSI Para acionamento direto. ARR. ARR. Dois mancais ou mancal monobloco na base. Rotor em balanço. Rotor em balanço.10 SWSI Para acionamento por correias. Rotor em balanço. 1-7 . ARR.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 ARRANJOS DE VENTILADORES Associação Internacional de Controle e Movimentação do Ar (AMCA) adotou uma norma que define os arranjos para vários tipos de ventiladores usados em aplicações de ventilação em geral. Um mancal de cada lado apoiados na carcaça do ventilador. Rotor em balanço montado no eixo do motor. Um mancal de cada lado apoiados na carcaça do ventilador. ARR. ARR. Motor montado na base ou conectado diretamente através de flanges (4K). Rotor em balanço. 7 e 8 também são disponíveis com mancais montados em pedestais ou conjunto de bases independentes da carcaça do ventilador.2 SWSI Para acionamento por correias. dois mancais com motor montado do lado de dentro da base.

Um mancal em cada lado apoiados em pedestais independentes.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 ARRANJOS PARA VENTILADORES CENTRÍFUGOS CONFORME NORMA AMCA 99-2404 SWSI = Ventiladores de Simples Aspiração DWDI = Ventiladores de Dupla Aspiração Os Arranjos 1.3 DWDI COM PEDESTAL INDEPENDENTE Para ventilador com acionamento por correias. com eixo estendendo-se pela caixa de aspiração. Carcaça auto-portante. 8 SWSI COM CAIXA DE ASPIRAÇÃO Para acionamento por conexão direta através de luva elástica. ARR. 7 e 8 também são disponíveis com mancais montados em pedestais ou conjunto de bases independentes da carcaça do ventilador. ARR. Rotor em balanço. Caixa de aspiração pode ser autoportante. ARR.3 DWDI COM CAIXA DE ASPIRAÇÃO E P E D E S TA I S I N D E P E N D E N T E S Pa r a ventilador com acionamento por correias. 2-7 . dois mancais ou mancal monobloco na base. com eixo estendendo-se pela caixa de aspiração.3 SWSI COM CAIXA DE ASPIRAÇÃO E P E D E S TA I S I N D E P E N D E N T E S Pa r a ventilador com acionamento por correias. 1 SWSI COM CAIXA DE ASPIRAÇÃO Para acionamento por correias. Caixa de aspiração pode ser auto-portante. Rotor em balanço. Carcaça auto-portante. Carcaça auto-portante. ARR. Um mancal em cada lado apoiados em pedestais independentes. Um mancal em cada lado apoiados em pedestais independentes. dois mancais ou mancal monobloco na base que é estendida para abrigar o motor.3 SWSI COM PEDESTAL INDEPENDENTE Para ventilador com acionamento por correias. 3. Carcaça auto-portante. Para designação de sentido de rotação e posição de descarga ver norma AMCA 99-2406 Para posições de motor em transmisão por correias ver norma AMCA 99-2407 Para designação da posição das caixas de aspiração ver norma AMCA 99-2405 ARR. ARR. Um mancal em cada lado apoiados em pedestais independentes.

Vista da Descarga 360 315 45 270 90 225 180 135 ARRANJO 9 Para acionamento por correias. suportes para instalação no piso ou ambos. 180 e 225 não estão disponíveis para ventiladores no piso. Rotor em balanço fixado num eixo apoiado por mancais montados dentro da carcaça. Rotor em balanço fixado ao eixo do motor. A posição destes suportes determina quais posições de motor estarão disponíveis para sua fixação. Especificar se a descarga de ar do ventilador é para cima ou para baixo nos ventiladores montados verticalmente. Especificar se o fluxo de ar é do motor em direção à helice (M-H) ou da hélice em direção ao motor (H-M). O sentido de rotação dos ventiladores é determinado visualizando-se a partir da extremidade da descarga do ventilador. as fixações de motor 135. etc. 90. portas de inspeção. 270 e 315 poderão não estar disponíveis para ventiladores suspensos no teto. suportes. Rotor em balanço fixado num eixo apoiado por mancais montados dentro da carcaça. Motor montado independente da carcaça.. Suportes de Montagem no Teto Suportes de Montagem no Piso 3-7 . Motor Mostrado na Posição 360 Vista da Descarga MONTAGEM VERTICAL A seta indica a direção do fluxo de ar. Projetado para instalação do motor do lado de fora da carcaça em uma das posições padrão ilustradas. Descarga horizontal. na parede ou no teto.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 ARRANJOS PARA VENTILADORES CENTRÍFUGOS TUBULARES CONFORME NORMA AMCA 99-2410 Motor à Esquerda ARRANJO 1 Para acionamento por correias. As posições dos motores. Geralmente. Para descarga horizontal e vertical. Para descarga horizontal e vertical. Vista da Descarga ARRANJO 4 Para acionamento direto. parede ou invertidos instalados no teto. Especifique se o ventilador deve ser equipado com suportes para instalação no teto. são determinadas visualizando-se a descarga do ventilador conforme apresentado na figura do arranjo 9. Motor montado dentro da carcaça. Outro método para instalar ventiladores na vertical encontra-se ilustrado à direita. e as fixações de motor 45. Os Arranjos 4 e 9 podem ser equipados com suportes para instalação no piso.

Observação: Todas as orientações dos ventiladores podem ser horizontais ou verticais. Motor sobre suportes internos.4 ARR4.3 Para acionamento por correias ou conexão direta. Motor na carcaça ou na base comum. ARR. Hélice entre mancais que estão sobre suportes internos. Acionamento através da carenagem das correias.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 ARRANJOS PARA VENTILADORES AXIAIS COM OU SEM DIFUSOR E CAIXA DE ASPIRAÇÃO-NORMA AMCA 99-3404 ARR1. Dois mancais localizados à montante ou à jusante da hélice. ARR.9 MOTOR NA CARCAÇA ARR.9 MOTOR EM BASE COMUM Para acionamento por correias.1 Para acionamento por correias ou conexão direta por luva elástica. Equivalente ao arr. Rotor em balanço. Equivalente ao arr. Rotor em balanço. ARR.8 (1 OU 2 ESTÁGIOS) Para acionamento por correias ou conexão direta. ARR. DOIS ESTÁGIOS ARR.7 Para acionamento por correias ou conexão direta. Nenhum mancal no ventilador. 3 mais base comum para o motor. Dois mancais sobre suportes internos. Rotor em balanço montado no eixo do motor. ARR. DOIS ESTÁGIOS Para acionamento direto. Acionamento pela aspiração. 1 mais base comum para o motor. 4-7 .

o lado do acionamento sempre é considerado o lado oposto da aspiração do ventilador. conforme a necessidade. 2. Em ventiladores de dupla aspiração com acionamento em ambos os lados. O ângulo da descarga está relacionado ao eixo horizontal do ventilador. Em ventiladores de simples aspiração. 5. 4. Para o ventilador invertido para suspensão no teto ou instalação em parede lateral.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 DESIGNAÇÃO PARA SENTIDO DE ROTAÇÃO E POSIÇÃO DE DESCARGA DE VENTILADORES CENTRÍFUGOS Horário Descarga para cima H/90o Horário Topo angular para cima H/135o Horário Topo horizontal H/180o Horário Topo angular para baixo H/225o Horário Descarga para baixo H/270o Horário Base angular para baixo H/315o Horário Base inferior horizontal H/0o Horário Base angular para cima H/45o Anti-horário Descarga para cima AH/90o Anti-horário Topo angular para cima AH/135o Anti-horário Topo horizontal AH/180o Anti-horário Topo angular para baixo AH/225o Anti-horário Descarga para baixo AH/270o Anti-horário Base angular para baixo AH/ 315o Anti-horário Base inferior horizontal AH/0o Anti-horário Base angular para cima AH/45o Observações: 1. O ângulo de descarga poderá ser qualquer ângulo intermediário. o lado do acionamento é aquele que tiver a unidade de acionamento com maior potência. A direção da rotação é determinada a partir do lado do acionamento do ventilador. e sua designação é feita em graus a partir de tal eixo de referência padrão. 5-7 . a direção da rotação e da descarga é determinada com o ventilador em repouso no chão. 3.

BOLETIM TÉCNICO Nº 12 POSIÇÕES DO MOTOR PARA VENTILADORES CENTRÍFUGOS DE ACIONAMENTO POR CORREIA CONFORME NORMA AMCA 99-2407 A localização do motor é determinada posicionando-se de frente para o lado do acionamento do ventilador. 6-7 . X. conforme o caso. Y ou Z. e designando-se as posições do motor com as letras W.

2.com. A posição da caixa de aspiração é designada em graus no sentido horário do eixo vertical superior.br www.otam. Francisco S. e poderá ser qualquer ângulo intermediário que venha a ser necessário. Bitencourt.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 POSIÇÕES DA CAIXA DE ASPIRAÇÃO PARA VENTILADORES CENTRÍFUGOS CONFORME NORMA AMCA 99-2405 360 315 45 315° 360° 45° 270 270° 90° 90 225° 180° 135° 225 135 180 Observações: 1. OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. 4.com.CEP: 91150-010 . A linha de referência é o eixo do ventilador.Porto Alegre . A posição da caixa de aspiração e da entrada de ar para a caixa de aspiração é determinada a partir do LADO DE ACIONAMENTO DO VENTILADOR. Av.RS e-mail: comercial@otam. 1501 Fone: (51) 3364.1264 Caixa Postal 7056 .5566 . 3.Fax: (51) 3364. como mostra a ilustração.br 7-7 . As posições 135º a 225º podem interferir com estrutura do piso em alguns casos.

A prática sugere que a rotação de operação máxima não deve exceder 75% da rotação crítica. as Equações Rayleigh-Ritz e Dunkerley. kg módulo de elasticidade. que irá criar uma vibração ressonante em determinadas rotações. a equação de Rayleigh-Ritz superestima e a equação de Dunkerley subestima a freqüência natural. sofre flexão durante a rotação.2) A W B L dst2=WB(L² . A equação ilustrada abaixo é a de Rayleigh-Ritz. que é a velocidade crítica de rotação. conhecida como Rotação Crítica.81 m/s²) dst = deflexão estática máxima total A rotação crítica depende da magnitude. m4 comprimento do eixo.BOLETIM TÉCNICO Nº 13 ROTAÇÃO CRÍTICA DOS EIXOS ualquer eixo rotativo.4) L Q 1.3) A W W A L dst2=WA(3L² . é obtida através da soma da deflexão estática máxima do eixo rotativo e da deflexão provocada pela carga.1) L/2 Deflexão estática máxima somente devido à carga (dst2) W L/2 L dst2 = WL³ 48EI 2. 2. mesmo na ausência de carga externa. Nc= 30 g p dst onde: g = aceleração da gravidade (9. Rotação Crítica. Equação da Rotação Crítica (Nc) Existem dois métodos utilizados para calcular a rotação crítica. o cálculo da rotação crítica para o eixo dos ventiladores é necessário. O peso combinado de um eixo e de um rotor pode causar uma deflexão. de seu diâmetro e do tipo de suporte de mancal. Deflexão Estática Máxima Total (dst) A deflexão estática máxima.B²)³ ² 9 3 EIL 2. kg massa do rotor. A magnitude da deflexão depende do seguinte: (a) rigidez do eixo e seu suporte (b) massa total do eixo e peças anexas a ele (c) desbalanceamento da massa com relação ao eixo da rotação (d) quantidade de amortecimento no sistema Portanto. do comprimento do eixo. Em geral. dst.2) L dst1= wL³ 8EI (2) 2.4A²) 24EI W dst2 = WL³ 3EI onde: w = W = E = I = L = 1-4 (1) Deflexão estática máxima do eixo (dst1) massa do eixo.1) L dst1= 5wL³ 384EI 1. da localização e do tipo de carga carregada pelo eixo. Ambas as equações são aproximações à primeira freqüência natural de vibração. m . kg/m² para eixo SAE 1045 =200 x 108 kg/m² momento de inércia = pD4/64.

encontre a rotação crítica.66 x 10-9 m4 = 200 x 108 kg/m2 =1.76 x 10-9 73.37)³ = 384(200x10 8 )(125.59 x 10-9 Massa por Metro (kg/m) 2.00018 m Considerando um coeficiente de segurança de 25%.3 .79 x 10-9 449.1 5(13.52 kg (ver Tab.47 3.66 x 10-9 125.87 =13. a rotação máxima de operação seria de: 1675 x 0.52)(1.4A²) 24EI Ver figura 2.66 x 10-9 201.20 Exemplo No. L Cota A Momento de inércia. E Massa do eixo. w = 40 mm = 7.75 = 1256rpm 2-4 .000139 = 0.87 13.37)² 24(200x10 8)(125.205)²] = 7.00 15. W Comprimento do eixo.81 =30 p 0.37 m = 0.85 5.BOLETIM TÉCNICO Nº 13 Tabela 1 Diâmetro do Eixo D (mm) 20 25 30 35 40 45 50 55 60 70 Momento de Inércia I (m4) 7.000139 m L (c) Deflexão estática máxima total (dst) dst = dst1 + dst2 = 0. I Módulo de elasticidade.1) (d) Rotação crítica (Nc) NC=30 g p dst 9.70 22.29 x 10-9 306.85 x 10-9 19.17 x 10-9 1178.5 kg = 1.99 9. 1 (b) Dadas as seguintes especificações.4(0.000319 m Diâmetro do eixo.17 x 10-9 39.00018 + 0.205 m = 125. Modelo: Ventilador Tipo Duplex com Dois Mancais W A W A Deflexão a partir da carga somente (dst2) dst2= WA(3L² .51 7.205)[3(1.37 x 9. D Massa do rotor.18 x 10-9 636.000319 =1675 rpm (a) Deflexão a partir do peso do eixo somente (dst1) dst1 = 5wL³ 384EI Ver figura 1.20 30.66x10-9) =0.40 18.5(0.66x10 -9) =0.

sendo um lado do mancal em balanço. D Massa do rotor. w (a) = 0.66 x 10-9 m4 = 200 x 108 kg/m2 Rotação crítica para o trecho entre apoios (Nc) NC=30 g p dst 9. I Módulo de elasticidade.534)³ 8(200x10 8 )(73.66x10-9) =0.81 =30 p 0.534m = 4.66x10-9) =0.000107 = 0.000216 =2.75 = 1526 rpm L Cota A Cota L Massa do eixo.9kg Verificação da rotação crítica no trecho em balanço W A Deflexão a partir do peso do eixo (dst1) dst1 = 5wL³ 384EI 5(8.27kg (b) Deflexão a partir da carga somente (dst2) dst2= WA(3L² .114m = 8.000109 + 0. w (a) L = 0.000216 m Entre Apoios Balanço (d) Diâmetro do eixo.197)²] = 5.40(0.4kg = 73.4A²) 24EI .035 rpm Verificação da rotação crítica no trecho entre apoios W A W A Considerando um coeficiente de segurança de 25%. W Momento de inércia. 2 Verificar a rotação crítica de um ventilador triplex com dois mancais.035 x 0.4(0.197)[3(1.000055 m 3-4 .BOLETIM TÉCNICO Nº 13 Exemplo No.27(0.114)² 24(200x10 8 )(73. a rotação máxima de operação seria de: 2. (c) Deflexão estática máxima total (dst) dst = dst1 + dst2 = 0.9)(1.5215m = 0.000109 m Cota A Cota L Massa do eixo.114)³ = 384(200x10 8 )(73.197m = 1. E = 35mm = 5.66x10-9) =0.000107 m Deflexão a partir do peso do eixo (dst1) dst1= Wl³ 8EI = 4.

000228 m =1. Av.000055 + 0.980 x 0. a menor rotação obtida.RS e-mail: comercial@otam.000228 =1.000173 m Considerando um coeficiente de segurança de 25%.otam. a rotação de operação máxima para este ventilador deve estar de acordo com o trecho em balanço. Francisco S.5215)³ = 3(200x10 8 )(73.035 rpm =1.Porto Alegre .000173 = 0.66x10-9) =0.com. Bitencourt.br www.485 rpm. (d) Rotação crítica para o trecho entre apoios (Nc) NC=30 g p dst 9.br 4-4 .980 rpm OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. a rotação máxima de operação seria de: 1. isto é.485 rpm Portanto.980 rpm =1.1264 Caixa Postal 7056 .526 rpm (c) Deflexão estática máxima total (dst) dst = dst1 + dst2 = 0.BOLETIM TÉCNICO Nº 13 (b) Deflexão a partir da carga somente (dst2) dst2= WA³ 3EI 5.4(0.81 =30 p 0.com.Fax: (51) 3364.5566 .75 = 1. que é = 1. 1501 Fone: (51) 3364.485 rpm Conclusão: Trecho entre Apoios Rotação Crítica Rotação de operação máxima Trecho em Balanço Rotação Crítica Rotação de operação máxima =2.CEP: 91150-010 .

caindo novamente. Para o tempo real de partida. que não serão apresentados aqui. é uma medida de energia exigida para iniciar a movimento de um corpo que gira sobre um eixo fixo.BOLETIM TÉCNICO Nº 14 TORQUE DE PARTIDA DO VENTILADOR orque. é necessária uma série de outros cálculos. o torque inicialmente apresenta uma ligeira queda para o torque mínimo e. Fórmulas para Cálculo do Torque de Partida (1) Momento de inércia do ventilador. sem exceder suas limitações de projeto. Ts = J x a g Onde: J= momento total de inércia. kgm² a= aceleração angular. a temperatura. etc.5 a 2. então. 1. tamanhos de carcaça.81 m/s²) (2) T estruturas. conforme representado na Fig. sobe para o torque máximo. no qual a força está agindo. e outras variáveis devem ser levadas em consideração.. também conhecido como o momento da força. porque a freqüência de partidas. Durante o período de partida. Quando o motor dá a partida. pois um período de partida excessivamente longo provoca um aumento de temperatura prejudicial ao motor. J MP JF % Torque 200 150 100 - n1n0 Rotação nM JM J FP nF Tempo de Partida do Motor O tempo de partida de um motor de indução é o fator mais crítico.10 O tempo de partida do conjunto motor/ventilador nunca pode ser maior que 80% do tempo de rotor bloqueado informado no catálogo do motor. JMP = m x R² kgm² 2 (3) Momento de inércia total. necessário calcular o torque de partida do ventilador. 1-3 ² J =(J F + J FP) x nF + JMP+ J M kgm² nM ( ( . portanto. geralmente de 1. o tipo e a quantidade de lubrificante.5 vezes o torque de plena carga. número de pólos e custo do motor. dependendo do tipo de máquina sendo acionada. A Tabela 1 apresenta aproximações para o tempo de partida do motor. Tabela 1 Número de pólos 2 4 6 8 Tempo de Partida (s) 3-4 4-6 4-8 5 . JF = PD² = M x (R² + r²) kgm² 4 2 Momento de inércia da polia. rad/s² g= aceleração por gravidade (9. Não há qualquer tempo de partida padrão que possamos seguir. Equação do Torque de Partida Torna-se. ele varia de acordo com fabricantes diferentes. Isso nos habilita a determinar se o motor selecionado é capaz de produzir torque suficiente para levar o ventilador da rotação zero até a rotação de operação. JFP . ele possui um torque relativamente alto.

m =momento de inércia da polia do ventilador.000 m3/h e pressão estática 450 Pa.3 + 0.125² 2 2 =0.1 x 0. TM Diâmetro da polia do ventilador Peso da polia do ventilador Diâmetro da polia do motor Peso da polia do motor Velocidade real do ventilador PD² do ventilador = 0. kgm² nF = velocidade de rotação do ventilador.1 kg = 250 mm = 5. JF = PD² = 105 = 26.BOLETIM TÉCNICO Nº 14 (4) Velocidade angular.4 kgm² (4) Momento de inércia total.4/4 = 38. J MP = m x R² = 5. kgm² JMP =momento de inércia da polia do motor. Ts = J x a = 8. nF = 747 rpm potência absorvida = 17.44 x 38.3 kW potência instalada = 22 kW (inclui 20% de perdas para transmissão de potência.19 kgm² = 30. m = raio interno do rotor/polia.5 kg = 808 rpm = 105 kgm² onde: = massa do rotor/polia.9 kgfm = 450 mm = 12.5 x 0. w = 2pn M = 2p(1455) = 152.4 rad/s 60 60 (6) Aceleração angular. s Exemplo Considerando-se as seguintes especificações: vazão 70. rpm nM =velocidade de rotação do motor. Ts = J x a Kgfm g Momento de inércia do motor. outros fatores não considerados) Pergunta Podemos selecionar um motor de 4 pólos? Ele consegue dar a partida no ventilador? Verifique o torque de partida. kg = raio externo do rotor/polia. rpm tS =tempo de partida do motor.44 kgm² (5) Velocidade angular.31 kgm² (3) Momento de inércia da polia do motor. Do Fabricante do Motor: Rotação do motor Tempo de partida = 1455 rpm = 4s 2-3 (1) m R r JFP Momento de inércia do ventilador.1rad/s² (7) Torque de partida.81 . JM Torque de partida do motor.3kgm² 4 4 (2) Momento de inércia da polia do ventilador.8 kgfm g 9. ² J =(JF + J FP ) x nF + JMP+ JM nM ² =(26.31) x 808 + 0. J FP = m x R² = 12.1 = 32. kgm² JM =momento de inércia do motor.04 + 0. selecione um ventilador adequado.19 1455 ( ( ( ( = 8.255² 2 2 =0. Solução Ventilador selecionado = RSD 1000 Rotação do ventilador. a = w/t S= 152. w = 2pn M rad/s 60 (5) Aceleração angular. a = w/t S rad/s² (6) Torque de partida.

488 kgm² = 46.4 kgfm Ts = J x a = g 9.Fax: (51) 3364. OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.BOLETIM TÉCNICO Nº 14 O motor selecionado deve apresentar um torque de partida no mínimo igual ou maior do que o torque de partida da carga no ponto de operação.22rad/s² (7) (1) Momento de inércia do ventilador. TM Diâmetro da polia do ventilador Peso da polia do ventilador Diâmetro da polia do motor Peso da polia do motor Velocidade real do ventilador PD² do ventilador = 965 rpm = 5s = 0.1 x 0. o motor de 6 pólos selecionado será adequado para a operação. J FP = m x R² = 12. w = 2pn M = 2p(965) = 101.5566 .12 kgm² Torque de partida.31 kgm² (3) Momento de inércia da polia do motor.3 + 0. Uma vez calculado Ts >TM.16 x 20.124 + 0.488 965 ( ( ( ( = 17.255² 2 2 =0.1/5 = 20. ² J =(JF + J FP ) x nF + JMP+ JM nM ² =(26.br 3-3 . JM Torque de partida do motor. 1501 Fone: (51) 3364. J MP = m x R² = 7.8 x 0.8 kg = 761 rpm = 105 kgm² (5) Velocidade angular. Bitencourt. Av.1 kg = 335 mm = 7.CEP: 91150-010 .62 kgfm = 450 mm = 12. o motor de 4 pólos não é adequado para este caso.1 rad/s 60 60 (6) Aceleração angular.178² 2 2 =0.1264 Caixa Postal 7056 . 17. (4)Momento de inércia total.81 Uma vez calculado Ts < TM .RS e-mail: comercial@otam.otam.com.br www.3kgm² 4 4 (2) Momento de inércia da polia do ventilador.31) x 761 + 0.com. JF = PD² = 105 = 26. Francisco S.Porto Alegre . a = w/t S = 101.22 = 35.16 kgm² Experimentar um motor de 6 pólos? Do Fabricante do Motor: Rotação do motor Tempo de partida Momento de inércia do motor.

à pressão sonora dividida pela pressão sonora de referência (ao quadrado) sendo portanto: ² L P =10 log10 p dB p0² P ( ( O nível de potência sonora (Lw) é definido como a razão logarítmica da potência sonora emitida dividida por uma potência sonora de referência.0001 0.1 0. Independe do ambiente em que o equipamento está localizado. Fonte Níveis de Potência (dB re 10-12 W) 180 170 160 140 130 120 110 100 90 80 70 60 50 Potência (W) 1. impulsão de 7000 lb Avião de linha com 4 propulsores Orquestra com 75 instrumentos Martelo grande de rebarbamento Buzina de carro Rádio hi-fi Voz. não pode ser medida diretamente.00001 0.000 100. em campo livre. Pode ser expressa em W/m². L W =10 log10 onde: W = potência sonora Wo = potência sonora de referência = 10-12 Watts A Tabela 1 é uma listagem da potência sonora e do nível de potência sonora equivalente para fontes acústicas comuns. é 2 x 10-5 Pa para ruído transmitido pelo ar.0000001 dB (W W ( 0 onde po. Já que ondas sonoras irradiam esfericamente a partir de uma fonte pontual. o nível de pressão sonora não é um meio conveniente de especificação do índice de ruído de um equipamento. O decibel é uma expressão logarítmica da razão de 1 . pode ser medido.10 ( ll ( dB 0 onde: I = intensidade Io = intensidade de referência = 10-12 W/m² Decibéis Trata-se de uma unidade matemática usada para expressar o nível da potência sonora ou pressão sonora. porém. Pode ser expressa em unidade de pressão ou em decibéis. O Nível de Intensidade Sonora é definido como: L 1 =10 log 10 Foguete Saturno Motor de turbo-jato com pós combustão Motor de turbo-jato. No entanto.000.000 100 10 1 0. o nível de pressão sonora.01 0. Nível de Pressão Sonora É a pressão acústica em um ponto do espaço em que o microfone ou o ouvido do ouvinte estiver localizado. Enquanto que os níveis de potência sonora não podem ser medidos diretamente. energia. . gritando (média) Escritório Voz. a pressão sonora de referência. Se níveis de pressão sonora forem usados para especificar índices de ruído do equipamento.000001 0.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 FUNDAMENTOS DE RUÍDO Nível de Potência sonora or definição. nível de conversação Quarto Sussurro A potência sonora é um parâmetro significativo para especificar o desempenho acústico de um componente de equipamento que emita ruído. uma vez que depende do ambiente em que o equipamento está localizado e a localização da estação de medição em relação ao equipamento. Nível de Intensidade Sonora A potência acústica passando através de uma área unitária é definida como a intensidade sonora.001 0. em determinada localização. Pode ser expressa em Watts ou em decibéis. a potência sonora é o taxa em que a energia acústica é irradiada a partir de uma fonte sonora.000 10. a intensidade sonora diminui pelo quadrado da distância. menos energia por unidade de área. Quanto mais longe da fonte. O nível de pressão sonora é proporcional. então o ambiente acústico em que o equipamento for testado e a localização da estação de medição devem ser referenciados.

Qual é o nível combinado? Diferença entre os dois níveis: = 81 dB.5 2 1. ( n L P . LP3. 1 em 6. o nível sonoro combinado não é de 140 dB. i /10 ( dB Exemplo Três ventiladores produzem.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 A unidade "bel" é usada em engenharia de telecomunicações como uma unidade adimensional para a razão logarítmica de duas quantidades de potência. 75 e 73 dB. 1. e use a seguinte expressão a fim de determinar o nível de pressão sonora total.6 + 10 8. níveis de ruído de 86. 84 e 89 dB quando operados individualmente.. em alguns casos. Portanto: Potência Sonora L =10 log 10 Potência Sonora de Referência Outro método popular e fácil de usar. [ [ Fig. a curva passa pela ordenada de 1 dB. também produzindo um nível sonoro de 70 dB. permita que LP1.. é o nível combinado.9 89/10 ( 8.10 . t=10 log10 S 10 i=1 Decibéis a Adicionar ao Maior dos Dois Níveis Sonoros 2. 81 dB e 75 dB.Gráfico para Combinar ou Adicionar Níveis Sonoros 3 Combinando Decibéis Na maioria dos ambientes industriais. Qual é o nível sonoro cumulativo no ponto determinado se todos estiverem operando ao mesmo tempo? L P .4 + 10 ( 2 .. para combinação de níveis de decibéis.5 0 0 2 4 6 8 10 12 14 Diferença dos Níveis Sonoros Exemplo O nível de ruído de um ventilador centrífugo pequeno é de 75 dB. t=10 log 10 S 10 i=1 =10 log 10 =10 log 10 = 91dB ( ( 10 ( 10 n L P . elas não podem ser somadas algebricamente. Mais do que dois níveis desiguais podem ser combinados tomando-se as combinações em pares. Exemplo Quatro fontes distintas possuem níveis de ruído LP de 81. utiliza o gráfico apresentado na Fig. . respectivamente. Obviamente. a determinada distância. o nível de potência sonora. o som é emitido a partir de mais de uma fonte ou em freqüências diferentes. se o nível de pressão sonora de uma máquina em determinado ponto for de 70 dB e uma segunda máquina for ligada. O decibel representa um décimo de um bel. LPn sejam os níveis de pressão sonora n a serem combinados para produzir o nível de pressão sonora total ou cumulativo. e é necessário que se calcule o nível de pressão total ou cumulativo ou.5 1 0. Adicione 1 dB ao mais alto dos dois níveis: = 81 dB + 1 dB = 82 dB. i /10 ( 84/10 86/10 + 10 + 10 8. como vimos no exemplo anterior. 75. Lpt L P . porém menos acurado. O nível de um ventilador maior adjacente é de 81 dB. Para desenvolver um método que combine estes valores de níveis. LP2. Qual é o nível de ruído total? Se tomássemos o primeiro par. que é quase o nível sonoro a poucos metros da decolagem de um Boeing 747. De acordo com a Fig. uma vez que as escalas em decibéis são logarítmicas por natureza. o nível combinado seria 82 dB.75 dB = 6 dB. Por exemplo. conforme ilustra o exemplo seguinte.1.

Considere o seguinte exemplo. estão inseridos como mneumônicos. Torna-se óbvio. no controle de ruído.2 (-1) (+ 2. 75 dB + 2 dB = 77 dB. de acordo com o exemplo precedente. A Fig. uma análise da banda de oitava seria obtida. o número de decibéis a ser acrescentado ao maior nível é de aproximadamente 1. Exemplo Os níveis de pressão sonora de um terço de oitava para as bandas 1600. . 2 94. sobre as freqüências centrais de banda de oitava. Freqüentemente é desejável combinar níveis de ruído iguais. Observando-se a semelhança com a equação para nível de pressão sonora total.10 ( n L W. sua soma é apenas 3 dB maior. a contribuição do nível menor é inferior a 0. 82 dB + 1. Este gráfico pode ser muito valioso na avaliação do impacto da operação de várias máquinas idênticas na mesma área.5 dB. 90. e quando a diferença exceder 10 dB ou mais. o número de decibéis a ser acrescentado ao maior nível é de 2 dB. e 2500 Hz eram.5 dB. respectivamente. De modo semelhante. que. A diferença = 82 dB. a diferença é 2 dB e. Portanto. refere-se à combinação de níveis de um terço de oitava para obter níveis de oitava. Um outro erro que freqüentemente ocorre. 3.5 dB = 83. Fig. Existem alguns "truques" para economizar tempo. em grupos de três. o gráfico apresentado na Fig. fica claro que o método recursivo pode ser estendido a qualquer número de níveis sonoros. o método do gráfico discutido há pouco é igualmente aplicável para combinar níveis de potência sonora.Combinando Bandas de 1/3 de Oitava para Obter Nível Sonoro de Banda de Oitava Frequência Central de Banda de 1/3 de Oitava 1600 Lp 90 (-2) +2. A partir do gráfico na Fig. de acordo com o gráfico.Formato Recomendado para Combinar Níveis Sonoros Fig.5 db 77 A partir deste exemplo. níveis de ruído combinados ou medidos podem ser arredondados para o inteiro mais próximo com erro negligenciável. 1.8 dB. 75 dB e 73 dB. 3. Observe que as diferenças entre os níveis estão entre parênteses e que os números a serem adicionados. Quais são os níveis sonoros combinados para a banda de oitava cuja freqüência central é 2000 Hz? 3 . Quando dois níveis são iguais. para combinar.8 db 93 2000 92 2500 93 Hz Conforme ilustrado na Fig. o nível de potência sonora combinado ou total cumulativo. 3 . 2000. se níveis sonoros para todas as 24 bandas de um terço de oitava de 50 a 10000Hz fossem combinados. i /10 ( dB onde LWt é o i-ésimo decibel de nível de potência sonora. de acordo com o gráfico da Fig. 1. os níveis são combinados de acordo com a Fig. 1.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 Para o segundo par.6 ) 96. 2 apresenta um formato recomendado para realizar esta soma recursiva. Agora temos os níveis combinados resultantes. LWt de n níveis de potência sonora é: L W . 82 dB e 77 dB. Para este caso especial. Assim. Esta é uma exigência comum em controle de ruído. 4 pode ser muito útil. na faixa de 2000Hz é de 96. de acordo com a Fig. Na maioria dos problemas de controle de ruído. 2 . Lpt. 92 e 93 dB.5 dB. e o nível na banda de oitava total. t=10 log 10 S 10 i=1 Lp 81 (-6) +1 82 75 75 (-2) +2 73 (-5) + 1.77 dB = 5 dB. 5 83.

2 3 4 5 6 NÚMERO DE FONTES 7 8 9 10 Exemplo O nível de ruído de um ventilador centrífugo pequeno a 1 m é de 88 dB. por exemplo. 4. o nível combinado = 75 dB + 7.10 Bandas de Oitava Uma oitava é um intervalo de freqüência entre dois sons cuja razão de freqüências é 2. 24 ventiladores pequenos deverão ser instalados como parte de um sistema de filtragem de pó. 24 fontes podem ser consideradas como quatro conjuntos de 6 ventiladores.8 dB + 6 dB = 88. 4 . A Fig. 82.8 dB. uma análise de banda de 1/3 de oitava poderá ser aplicada.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 Fig. o nível combinado = 75 + 13. Bandas de 1/3 de Oitava Quando informações mais detalhadas do que as fornecidas por uma análise de banda de oitava forem necessárias. ou o espectro.8 dB = 82. em dividir o espectro em bandas geometricamente relacionadas e fáceis de usar. portanto. 5a mostra um exemplo de plotagem de nível de banda de oitava como função da freqüência. Exemplo No teto de uma "sala limpa". 5b nos mostra um exemplo de plotagem de medição de ruído em bandas de 1/3 de oitava. 4.8 dB Alternativamente. de acordo com a Fig. O intervalo de freqüência sonora que pode ser ouvido é dividido convencionalmente em oito bandas de oitava. 4.8 dB Considerando que um ventilador produz 75 dB. ou seja. A Fig. Incremento em dB = 10 log10 (24) = 13. engenheiros acústicos concordam. 10 8 Incremento (dB) 6 4 2 0 ESPECTRO DE FREQÜÊNCIA O intervalo de freqüência.8 = 88.8 dB para 6 ventiladores. é de 6 dB.8 dB. de 707 a 1414 Hz. Uma banda de oitava inclui todas as freqüências entre as duas extremidades de freqüência. de maior interesse na engenharia de controle de ruídos varia de aproximadamente 50 a 20000 Hz. o nível de incremento é de 7. 4 . o aumento. Calcule os níveis combinados (pior caso) dos sopradores se cada um produz 75 dB . A Tabela 2 fornece as freqüências centrais e os limites de banda de oitava que foram padronizados através de acordo internacional. . para fins de análise.Gráfico para Combinar Níveis Sonoros Iguais Uma vez que temos quatro conjuntos de 6 ventiladores. A Tabela 3 fornece as freqüências centrais e o limite de banda de bandas de 1/3 de oitava que foram padronizados por convenção internacional. aumento em dB = 6 dB Nível combinado = 88 dB + 6 dB = 94 dB O gráfico na Fig. Devido ao amplo intervalo de variação. De acordo com a Fig. 4 foi construído de acordo com a seguinte equação em um intervalo de 0 a 10: Incremento em dB = 10 log10 (N) dB onde N é o número de fontes. Qual é o nível de ruído combinado a 1 m se quatro ventiladores forem operados em proximidade? Número de fontes = 4 De acordo com Fig.

0 x 10-5Pa) NÍVEL DE PRESSÃO SONORA (dB re 2.1984 e S1.6 . Hz Freqüência Superior. Hz Freqüência Superior. Hz 17 50 56 45 11 18 63 71 56 15 19 80 90 71 19 Banda Nº2 (AMCA) 20 100 112 90 22 21 125 140 112 28 22 160 180 140 40 Banda Nº3 (AMCA) 23 200 224 180 44 24 250 280 224 56 25 315 355 280 75 Banda Nº4 (AMCA) 26 400 450 355 95 27 500 560 450 110 28 630 710 560 150 Banda Nº5 (AMCA) Banda Nº (ANSI) Freqüência Central.Exemplo de Plotagem de Medição de Ruído por Bandas de 1/3 de Oitava 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 NÍVEL PARA BANDA 1/3 DE OITAVA (dB re 2. Hz Freqüência Inferior. Hz Freqüência Inferior.1986 Banda Nº1 (AMCA) Banda Nº (ANSI) Freqüência Central. Hz Largura de Banda.0 x 10-5Pa) 100 90 90 80 80 70 70 60 60 50 50 40 5 1 2 6 1 2 6 1 63 120 250 500 1000 2000 4000 8000 100 1000 10000 FREQÜÊNCIA CENTRAL 1/3 DE OITAVA (Hz) FREQÜÊNCIA CENTRAL BANDA DE OITAVA(Hz) 5 . Hz Largura de Banda. 5a . Hz 29 30 31 Banda Nº6 (AMCA) 32 1600 1800 1400 400 33 34 Banda Nº7 (AMCA) 35 3150 3550 2800 750 36 4000 4500 3550 950 37 5000 5600 4500 1100 Banda Nº8 (AMCA) 38 6300 7100 5600 1500 39 8000 9000 7100 1900 40 10000 11200 9000 2200 800 100 1250 900 1120 1400 710 900 1120 190 220 280 2000 2500 2240 2800 1800 2240 440 560 Fig.Exemplo de Plotagem de Medição de Ruído por Bandas de Oitava Fig. Hz Freqüência Superior.11 . Hz Largura de Banda. Hz Freqüência Inferior. 5b .BOLETIM TÉCNICO Nº 15 Tabela 2 Bandas de oitava ANSI (Valores Calculados Arrebatados) As Bandas de Oitava mais freqüentemente usadas são definidas por Normas ANSI para Filtros de Bandas de Oitava ou 1/3 de Oitava Banda Nº (AMCA) Banda Nº (ANSI) Freqüência Central.10 . Hz 1 18 63 90 45 45 2 21 125 180 90 90 3 24 250 355 180 175 4 27 500 710 355 355 5 30 1000 1400 710 690 6 33 2000 2800 1400 1400 7 36 4000 5600 2800 2800 8 39 8000 11200 5600 5600 Tabela 3 Bandas de 1/3 de Oitava ANSI (Valores Calculador Arrebatados) As Bandas de 1/3 de Oitava mais freqüentemente usadas são definidas por ANSI S1.

Escala de ponderação B . As Escalas B e C foram baseadas em experimentos que incorporaram tons puros.para simular a resposta do ouvido humano ao ruído de avião. Escala de ponderação D . Escala de ponderação E . Escala de Ponderação de Freqüência Por definição. uma escala de freqüência ponderada simplesmente é uma tabela de correções que é aplicada a níveis de pressão sonora. apresentam aplicações bastante limitadas e especiais. A escala A é o sistema mais amplamente usado devido à sua correlação excelente com testes realizados.10 . Certamente. C e D. Escalas de ponderação comuns são A.para simular a resposta do ouvido humano ao som de nível de pressão baixa.para simular a resposta do ouvido humano ao som de nível de pressão alta. as escalas geométricas de ½ de oitava e 1/10 de oitava são usadas.para simular a resposta do ouvido humano ao som de nível de pressão média. que não são normalmente encontrados em aplicações de ventiladores. Fig.Característica da Resposta de Freqüência das Ponderações em Medidores de Nível de Ruído 90 10 RESPOSTA RELATIVA EM DECIBÉIS A 0 C -10 B D BeC D -20 -30 A -40 -50 20 50 100 200 500 1000 2000 FREQÜÊNCIA EM HERTZ 5000 10000 20000 6 .é uma ponderação proposta para possibilitar a mensuração do nível de ruído percebido (PNL).BOLETIM TÉCNICO Nº 15 Outra Banda de Oitava? Não se deve inferir desta discussão que as bandas de oitava e de 1/3 de oitava sejam as únicas escalas geométricas usadas atualmente por engenheiros acústicos. Escala de ponderação C . porém. A Fig. Escala de ponderação A . com base na energia. determinado acuradamente de acordo com as leituras de nível de pressão sonora em bandas de 1/3 de oitava. e fornece resposta aproximadamente igual em todas as freqüências. como uma função da freqüência. 6 . B. 6 apresenta as correções para diferentes ponderações em um intervalo de 20 a 20000 Hz.

20log 10 (r) . 7 .20log10 r2 r1 ( ) ( ) dB Desta forma.20log10 (r1 ) = 20log10 r2 1r ou reescrevendo.11 onde: LW= nível de potência sonora da fonte pontual (re 1012 W) r = distância radial a partir da fonte (m) O termo constante foi arredondado para o decibel mais próximo. Uma relação útil entre o nível de pressão sonora Lp e o nível de potência sonora LW é dada por: L P = L W .1 . qual é o nível sonoro no ponto B? Para responder esta pergunta e outras de natureza semelhante. O termo “básico” aqui usado não deve inferir em simplicidade.20log 10 20 5 = 98 . ainda acrescentam complexidade ao campo sonoro. a dependência do nível de potência sonora. Em sua forma mais elementar.11 L P. Qual é o nível de pressão sonora a 20 m da fonte? Nível de pressão sonora. o movimento da onda resultante diverge uniformemente numa forma esférica. e a grande variedade de superfícies de reflexão. Exemplo O nível de pressão sonora medido a 5 pés de uma fonte sonora de radiação é 98 dB. podemos calcular o nível de pressão sonora LP. A pressão sonora em r1 e r2 é: L P. então.1 .11 = 73 dB 7 . Uma vez que as frentes de onda geradas com cada pulsação sempre ocorrem em fase.20log 10 (20) .1 e LP. Se medirmos o nível de pressão sonora LP. As características de radiação da maioria das fontes sonoras são geralmente complexas.1= L W . obtemos: L P. 7. a fonte pontual é freqüentemente comparada a uma esfera pulsante. está pendurada livremente ao ar livre.2 = L P.20log 10 (r) .11 = 110 . cujo nível de potência sonora LW é 110 dB.11 dB dB r2 r Subtraindo-se as duas equações e observando que o nível de potência sonora LW para a fonte é o mesmo.2 sejam a pressão sonora a uma distância radial r1 e r2 respectivamente.20log 10 (r2) . LP é dado por: L P = L W . que não pode ser medida.12 = 86 dB ( ) = 110 .1 em r1.20log 10 (r1) . L P.26 .L P. A pulsação rápida produz um deslocamento de moléculas e uma flutuação de pressão dinâmica correspondente.2 em qualquer distância r2 na mesma linha radial.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 PROPAGAÇÃO DO SOM Uma das perguntas mais freqüentemente formuladas quanto ao controle de ruído é: Dada uma fonte sonora no ponto A. 73 dB a 20m. conforme mostrado na Fig. deve-se ter uma compreensão das propriedades básicas da propagação do som. A equação pode ser colocada de outra forma útil como segue: Permita que LP.Fonte Pontual Irradiando Fonte Pontual r1 Fonte Pontual A fonte sonora mais básica é chamada de fonte pontual. Qual é o nível de pressão sonora a 20 pés ao longo da mesma linha radial? L P (a 20pés) = L P (a 5 pés) . especialmente nos ambientes industriais e públicos. é eliminada. Exemplo Uma pequena fonte.10 .11 dB dB Fig.2 = 20log10 (r2 ) .2= L W . O nível de pressão sonora é.

BOLETIM TÉCNICO Nº 15

É interessante observar que, se tomarmos o caso especial de r2/r1 = 2, a diferença entre os níveis de pressão sonora é de 6 dB. L P,1 - L P,2 = 20log10(2) ~ = 6 dB

L P, 30° = 75 dB L P,re = 100 - 20log 10 (10) - 11 = 100 - 20 - 11 = 79 dB DI 30° = L P,q - L P, re = 75 - 79 = 4 dB Se o nível de pressão sonora a 30º e raio de 10 m tivesse sido de 85 dB, o índice seria DI 30° = 85 - 79 = + 6 dB Se os padrões de irradiação não forem extremamente direcionais, digamos menos que ±6 dB, uma forma mais útil e simplificada de equações pode ser escrita a fim de se obter uma boa aproximação de primeira ordem do campo sonoro:

Uma vez que r2 /r1 = 2 corresponde ao dobro da distância da fonte, temos a origem da regra freqüentemente citada " 6 dB para duplicar a distância." Vale observar, no entanto, que, para distâncias suficientemente grandes, a maioria das fontes podem ser consideradas uma fonte pontual, e isso resulta em radiação esférica para resultados de primeira ordem. A maioria das fontes sonoras, encontradas em ambientes industriais e públicos, não são nãodirecionais. Para considerar a direcionalidade, um termo DIq deve ser adicionado à equação de propagação básica que acrescenta consideravelmente à sua generalidade. L P = L W + Dl q - 20log 10 (r) - 11 Onde DIq = índice de direcionalidade. Mais especificamente, o índice de direcionalidade é normalmente definido conforme segue: Dlq = L P, q - L P,re Onde, LP,q = nível de pressão sonora medido na distância r e ângulo q a partir de uma fonte de potência sonora W irradiando em um espaço livre. LP,re = nível de pressão sonora medido na distância r a partir de uma fonte pontual não diretiva de potência W irradiando em um espaço livre. Observe-se que o índice de direcionalidade é algébrico, ou seja, positivo ou negativo. Exemplo: Uma fonte de nível de potência sonora de 100 dB irradia em um espaço livre. O nível de pressão sonora a 10 m e ângulo de 30º é de 75dB. Qual é o índice de direcionalidade para 30º? Admitindo radiação uniforme
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dB

L P = L W - 20log 10 (r) + (L P,q- L P ) - 11 dB onde: LP,q = nível de pressão sonora medido a uma distância radial r e ângulo q

dB

_ LP = média dos níveis de pressão sonora medidos em 12 ou mais pontos eqüidistantes circunferencialmente ao redor da fonte Exemplo: O nível de potência acústica de um ventilador axial é de 112 dB. O fator de direcionalidade em um ângulo de 40º a partir da linha de centro, obtido por 12 medidas circunferenciais é de +4dB. Qual é o nível de pressão sonora a uma distância de 10m no mesmo ângulo?

L P = 112 - 20log10 (10) + 4 - 11 = 112 - 20 + 4 - 11 = 85 dB

BOLETIM TÉCNICO Nº 15

Um outro fator que pode influenciar grandemente a direcionalidade de uma fonte pontual irradiante, e que deve ser levado em consideração, é a presença de superfícies refletoras. Por exemplo, se uma fonte pontual sonora de potência acústica W fosse colocada em uma superfície refletora dura, digamos que no centro de um estacionamento, duas vezes a quantidade de energia prevista seria irradiada em qualquer direção. Ou seja, o campo sonoro conteria energia sonora refletida do asfalto e também a energia sonora irradiada diretamente para um observador. Sendo assim, em um hemisfério hipotético acima do plano refletor, a intensidade sonora seria duplicada e, para um observador, pareceria que a potência acústica da fonte também fora duplicada. Portanto, para considerar a presença de superfícies refletoras, um fator de direcionalidade geralmente simbolizado como Q é definido segundo o índice de direcionalidade como segue: DI = 10log10 (Q) dB A Fig.8 ilustra os valores para o fator de direcionalidade Q e os índices DI de direcionalidade correspondentes para algumas localizações de fonte sonora comuns.

instalado (1) na parede, (2) em uma parede perto do chão e (3) na base da parede perto do canto da sala? (1) Para a instalação no meio da parede, temos irradiação hemisférica (Fig. 8b): Q=2 ~ 3 dB DI = 10log10 (2) = Então o nível de pressão sonora a 2 m, L r = 110 + 3 - 20log10 (2) - 11 = 110 + 3 - 6 - 11 = 96 dB Com o aparelho de ar condicionado perto do chão, isto é, na junção de dois planos (Fig. 8), Q = 4 e o DI é: ~ 6 dB DI = 10log10 (4) = De novo, o nível de pressão sonora a 2 m, L r = 110 + 6 - 20log10 (2) - 11 = 110 + 6 - 6 - 11 = 99 dB Observe que a colocação perto do chão aumentou o nível de ruído em 3 dB, de 96 para 99 dB. De acordo com as considerações de potência sonora isso é o que devemos esperar, uma vez que a intensidade duplicou. (2)

Fig. 8 - Exemplos de Planos Reflexivos

a)

Q=1 Dl = 0

b)

Q=2 Dl = 3 dB

(3)Com relação à localização do aparelho de ar condicionado em um canto, o fator de direcionalidade seria Q = 8, conforme ilustra a Fig. 8. Conseqüentemente, o DI = 9 dB e o nível resultante a 2 m é: L = 110 + 9 - 20log10 (2) - 11 = 110 + 9 - 6 - 11 = 102 dB

c)

Q=4 Dl = 6 dB

d)

Q=8 Dl = 9 dB

Exemplo O nível de potência sonora total de um ar condicionado é de 110 dB. Qual é o nível de pressão sonora a 2 m se o aparelho de ar condicionado for
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Observe novamente que o nível de pressão sonora aumentou 3 dB com relação à instalação no chão e 6 dB com relação à instalação no meio da parede.

BOLETIM TÉCNICO Nº 15

É fácil perceber que as características de propagação de uma fonte pontual podem ser fortemente influenciadas por elementos refletores comuns tanto em ambientes industriais quanto públicos. Entretanto, se a direcionalidade da fonte e a localização relativa às superfícies refletoras forem consideradas, uma aproximação útil e bastante precisa das propriedades de propagação pode ser obtida. Fonte em Linha Outro tipo de fonte comum em indústrias é a fonte em linha. A Fig. 9 ilustra uma fonte em linha de irradiação e padrões frontais de ondas cilíndricas correspondentes associadas.
Fig. 9 - Frente de Onda Cilíndrica Divergente de uma Fonte em Linha

Uma expressão mais genérica e útil para a divergência do nível de pressão sonora de uma fonte em linha é: L P,2 = L P,1 - 10log 10 onde: LP,2 = nível de pressão sonora na distância radial r2 (dB) LP,1 = nível de pressão sonora na distância radial r1 (dB) Exemplo O nível de ruído a 10m de um cano longo carregando vapor em alta velocidade era de 95 dBA. Qual é o nível de ruído a 100m? L P,2 =95 - 10log10 100 10 =95 - 10 =85 dbA

( rr ) (r < r )
2 1 1 2

dB

Frente de Onda Cilíndrica Divergente r Fonte em Linha

( )

h

Dois exemplos comuns de fontes em linha são uma rodovia de tráfego intenso e o ruído de um cano longo cheio de vapor em alta velocidade. O índice de divergência radial de uma fonte em linha é muito menor do que o índice para uma fonte pontual. Na seção anterior, vimos que o índice de divergência para uma fonte pontual era de 6 dB por duplicação de distância. Para uma fonte em linha, o nível de pressão sonora cai apenas 3 dB por duplicação de distância radial, ou metade do índice de uma fonte pontual.

Aqui, mais uma vez, dado um nível de pressão sonora, que é fácil de medir, numa dada distância radial, o nível sonoro em qualquer distância pode ser calculado. Deve-se também observar que no exemplo do nível de ruído total, esse foi ponderado na escala A. Isto pode ser feito geralmente com erro negligenciável, desde que não haja quaisquer influências no meio que alterem a propagação espectralmente, isto é, com respeito à freqüência.

OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. Av. Francisco S. Bitencourt, 1501 Fone: (51) 3364.5566 - Fax: (51) 3364.1264 Caixa Postal 7056 - CEP: 91150-010 - Porto Alegre - RS e-mail: comercial@otam.com.br www.otam.com.br
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BOLETIM TÉCNICO Nº 16

EFEITOS DO SISTEMA NA APLICAÇÃO DE VENTILADORES INDUSTRIAIS
desempenho de ventiladores industriais é o item de maior preocupação dos fabricantes. A confecção de curvas de catálogo deve refletir esta preocupação representando da melhor maneira, o comportamento aerodinâmico do modelo testado. Feita a curva, devem ser tomadas providências para que as folgas e tolerâncias de

O

fabricação do modelo testado tenham repetibilidade nos exemplares produzidos na linha de montagem. Pode o ventilador, ainda assim, apresentar desempenho insatisfatório na instalação? A resposta é sim, e as várias alternativas para explicar este fato serão abordadas a seguir.

TESTES DE VENTILADORES

V

entiladores são testados em arranjos que simulam uma instalação. Existem quatro tipos padronizados de instalações:

Tipo A: aspiração e descarga livres; Tipo B: aspiração livre e descarga dutada; Tipo C: aspiração dutada e descarga livre; Tipo D: aspiração e descarga dutadas. Muitos fabricantes de ventiladores utilizam a norma AMCA 210 Laboratory Methods of Testing Fans for Rating (Métodos de Laboratório para Testar Ventiladores para Tabulação) para levantar o desempenho de seus produtos. Esta norma possui diferentes arranjos ou figuras, que servem para simular a maneira como o ventilador será usado em campo, reproduzindo um dos quatro tipos de instalação já citados. Existem dois métodos básicos de medida: o tubo de pitot e o bocal com raio longo. A norma determina o desempenho em termos de vazão, pressão, potência, densidade do ar, velocidade de rotação e rendimento. Os arranjos de laboratório propiciam condições ideais pela exigência de endireitadores e uniformizadores de fluxo, medições em planos onde se tem um perfil de velocidade totalmente desenvolvido e transformações de seção com ângulos limitados. Estas providências fazem com que o ventilador apresente seu máximo desempenho. Qualquer instalação real que não propicie condições para um fluxo uniforme reduzirá o desempenho do ventilador.

Devido ao fato de que é impraticável testar todos os tamanhos de ventiladores de uma determinada linha em todas as rotações possíveis, os fabricantes utilizam as chamadas "Leis dos Ventiladores". Elas são uma série de equações que permitem calcular com boa precisão o desempenho de um ventilador em outras rotações, tamanhos e densidades. Estas equações tem origem na Teoria Clássica de Mecânica de Fluidos e só se aplicam ao mesmo "ponto de operação". Um ponto de operação é um ponto determinado na curva de desempenho do ventilador. As equações são apresentadas abaixo, onde o índice "c" representa a condição desejada: Qc=Q(Dc /D)³(Nc /N) P tc=P t (D c /D)²(Nc /N)²(rc /r) P vc=P c /D)²(Nc /N)²(rc /r) v (D P =Ptc - Pvc sc Hc=H(Dc /D)5(Nc /N)³(rc /r) h tc=(Qc P tc )/(11217Hc ) hsc=h tc(P sc /P tc ) (1) (2) (3) (4) (5) (6) (7)

Onde Q é a vazão em m3/h, D é o diâmetro do rotor em metros, N é a rotação em rpm, Pt é a pressão total em Pa, r é a densidade em kg/m3, Ps é a pressão estática em Pa, Pv é a pressão dinâmica em Pa, H é a potência em W e h é o rendimento (adimensional).

1-6

Também utilizado para aplicações que exigem altas pressões de trabalho. ventiladores. ventilação e ar-condiconado. Se a vazão for mudada. sistema de distribuição. São aplicados em sistemas de aquecimento. é capaz de desenvolver mais pressão. saída do sistema. Pás curvadas para frente: O rendimento é menor que o dos ventiladores aerofólio e o dos de pás retas. Ex.. filtros. Também usados em aplicações industriais como fornos. Vaneaxial: Um bom projeto das pás permite capacidade de média e alta pressão aliada a um bom rendimento. Pás retas inclinadas ou curvadas para trás: de rendimento um pouco inferior que o anterior. A Curva do Sistema Para um determinado sistema com uma vazão fixa haverá uma correspondente perda de carga. quanto ao projeto do rotor. ventilação e ar-condicionado de baixa pressão. Tuboaxial: Algo mais eficiente que o propeller. classificam-se em: Pás de perfil aerofólio inclinadas para trás: são os de maior eficiência entre os centrífugos. possui as mesmas aplicações. Pás radiais: o mais simples e o menos eficiente de todos os centrífugos. grelhas. média e alta pressão.. Um sistema de ventilação contém um ou mais dos seguintes componentes: a) b) c) d) e) f) entrada do sistema. e cujo objetivo é mover o ar de um lugar a outro de forma controlada. A hélice tem construção barata e é limitada a aplicações de baixa pressão. Os ventiladores axiais podem ser classificados como: Propeller: o rendimento é baixo. Usado basicamente em sistemas de aquecimento. ventilação e arcondicionado de baixa e média pressão onde a distribuição do ar a jusante não é crítica. fornalhas domésticas. dispositivo de controle. centrais O de ar-condiconado. Os centrífugos. Entre os ventiladores especiais pode-se citar os centrífugos tubulares e os centrífugos e axiais de telhado. ventilador. cabines de pintura e exaustão de gases. 1990). 2-6 U O ventilador é o componente do sistema que fornece a energia para a corrente de ar superar a resistência ao fluxo que os outros componentes oferecem. a perda de carga resultante também mudará.aparelhos de ar-condicionado de janela e equipamentos "roof top".BOLETIM TÉCNICO Nº 16 VENTILADORES E SUAS APLICAÇÕES s ventiladores industriais podem ser divididos em centrífugos. dispositivos de condicionamento. axiais e construções especiais (AMCA 201. Aplicados em sistemas de aquecimento. dispositivo de condicionamento. Usados basicamente para transporte de materiais em plantas industriais. etc. SISTEMAS DE VENTILAÇÃO m sistema de ventilação é uma instalação que pode incluir dutos. É vantajoso quando se quer uma instalação compacta e quando o ventilador precisa estar em linha com os dutos. Aplicados a sistemas de aquecimento. ventilação e ar-condicionado de baixa. Usados em tamanhos grandes para aplicações onde o ar é limpo e a economia de energia significativa. A relação que governa a maioria dos sistemas de ventilação é: PRESSÃO C VAZÃOC = PRESSÃO VAZÃO ( ) 2 (8) . Também é usado em algumas instalações industriais onde a pá aerofólio não é aceitável devido ao ambiente corrosivo ou abrasivo. registros. Normalmente de construção leve e de baixo custo. Aplicados como circuladores de ar e para ventilação através de paredes sem a presença de dutos.

40 . e perdas dinâmicas devidas à turbulência causada por mudanças na direção e separação do fluxo ao redor de obstruções. .. A situação é posteriormente complicada pelo fato de que o instalador muitas vezes não consegue montar o sistema exatamente como especificado no projeto. através de registros. . a resistência do sistema aumentará para 144% da pressão de projeto requerida. ou perda de carga. se a vazão é incrementada para 120% da vazão de projeto.1 Curvas típicas de sistemas A C PERCENTUAL DA PRESSÃO MÁXIMA DO VENTILADOR EMA A curva característica de um sistema. espera-se que tendo o ventilador bem selecionado.BOLETIM TÉCNICO Nº 16 180 PERCENTUAL DE RESISTÊNCIA DO SISTEMA SIST 160 140 120 100 80 60 EM CURVA DO VENTILADOR 2 1 Tomando-se um ponto de operação no sistema A em 100% da vazão e 100% de pressão requerida.Q Fig. Efeitos do Sistema ocorrem por causa das diferenças entre as conexões de aspiração e descarga do ventilador instaladas no sistema. o sistema operará na vazão de projeto. 3-6 200 PERCENTUAL DE RESISTÊNCIA DO SISTEMA 180 SIS TE M 160 140 120 100 80 B TE ST EM A A PONTO DE PROJETO 60 40 20 00 20 M A SI S 40 SI 60 80 100 120 140 160 180 200 PERCENTUAL DE VAZÃO DO SISTEMA .80 PONTO 3 DE PROJETO . As perdas de pressão total para o escoamento através de um sistema de ventilação são causadas por dois fatores: perdas por atrito devidas a viscosidade pelo escoamento do ar ao longo da superfície dos dutos e outros componentes do sistema. Estas relações são típicas para sistemas de ventilação de ponto de operação fixo.100 . e aquelas usadas no laboratório para levantar as curvas do ventilador. O ponto de intersecção da curva do ventilador com a curva do sistema determina a vazão real ou o ponto de operação do sistema (figura 2). Em adição às perdas de pressão total num sistema causadas pelo atrito e perdas dinâmicas. de acordo com a expressão acima é uma parábola. A vazão de um sistema pode ser variada mudando-se a sua resistência. nos deteremos em apresentar mais detidamente aquelas devidas aos Efeitos do Sistema. etc.20 0 40 20 00 20 40 60 80 100 120 140 160 180 200 PERCENTUAL DE VAZÃO DO SISTEMA . existem as perdas causadas devido aos Efeitos do Sistema.2 Interação das curvas do sistema e do ventilador Perdas no Sistema Estimar a perda de carga de um sistema de distribuição de ar é uma tarefa complexa que requer um considerável número de simplificações por parte do projetista.Q Fig. Como as perdas por atrito e as perdas dinâmicas são extremamente conhecidas e estudadas. PERCENTUAL DE VAZÃO MÁXIMA DO VENTILADOR 0 200 - 20 40 60 80 100 A SI ST A B SIS TE M AC . caixas de mistura.60 . Interação da Curva do Sistema com a Curva Característica do Ventilador Uma vez determinada a curva do sistema através do cálculo da resistência ao fluxo e dos "efeitos do sistema".. Um decréscimo para 50% da vazão de projeto resultará na diminuição para 25% da pressão requerida. Três curvas típicas de vazão versus perda de carga de sistemas são apresentadas na figura 1.

1990). Sempre que possível uma porção de duto reto deve ser colocada entre a descarga do ventilador e qualquer derivação na tubulação. a aspiração do ventilador é mais sensível. Fatores Relativos à Descarga do Ventilador O ar desenvolve um perfil de velocidade uniforme à medida que aumenta a distância da descarga do ventilador. no mínimo. Outras Considerações quanto à Descarga. surgindo uma perda de carga adicional não computada no projeto. ao efeito das condições do sistema. A complexidade deste problema pode ser ilustrada na constatação de que existem 224 diferentes fatores. Entretanto. normalmente reduzem a perda de carga através das mesmas. ventiladores instalados sem estas peças sofrerão a formação de uma "vena contracta". registros de controle de vazão e derivações na canalização podem ser instalados na descarga do ventilador ou próximos dela. para perda de carga em curvas de sistemas de ventilação. O comprimento de duto necessário para obter-se 100% de recuperação de pressão estática é função da velocidade de descarga (AMCA 200. resultando em perdas maiores nos componentes localizados após a mesma. . Como os ventiladores muitas vezes são testados com dutos na aspiração. No ventilador axial tem-se velocidades maiores no anel circular compreendido entre o círculo do cubo da hélice e o duto. muitos sistemas de ventilação não gozam destas condições. Condições estas que não estavam presentes quando do levantamento da curva do ventilador no laboratório. Um fator de efeito do sistema deve ser aplicado. Como se sabe. os endireitadores atuam conservando este perfil através da curva e além dela. Os valores publicados. partem do princípio que um perfil de velocidade uniforme está entrando na curva. o perfil de velocidade que deixa a descarga de um ventilador. que podem ser aplicados conforme o tipo de configuração (AMCA 201. o perfil de velocidade que dele se aproxima não é uniforme e perdas de carga muito maiores que as previstas serão experimentadas. quando um perfil de velocidade não uniforme entra numa curva. Fatores Relativos à Aspiração do Ventilador Em geral. não é uniforme. já citada. A publicação AMCA 201 Fans and Systems (Ventiladores e Sistemas) possui tabelas e gráficos que permitem a quantificação das perdas conforme o tipo de problema da instalação. ou outras condições que influenciem o desempenho do ventilador quando instalado no sistema. foi concebida de tal forma que o ventilador sendo testado. Infelizmente. que a descarga. Quando não se pode ter um comprimento de duto adequado. dois e meio diâmetros. 1995). No ventilador centrífugo tem-se 4-6 U velocidades maiores no lado oposto ao defletor junto à boca de descarga.08 m/s) de velocidade de descarga (AMCA 201. podendo ser precisos até seis diâmetros para altas velocidades de descarga. Por este motivo a perda de carga numa curva na descarga de um ventilador será muito maior do que os valores publicados para as curvas inseridas ao longo do sistema.BOLETIM TÉCNICO Nº 16 FATORES DOS EFEITOS DO SISTEMA m fator de efeito do sistema é uma perda de pressão causada pelo efeito de restrições na aspiração e na descarga dos ventiladores. Outros dispositivos como endireitadores de fluxo. Quando um registro é instalado próximo à boca de descarga do ventilador. um fator de efeito do sistema deve ser adicionado à perda de carga estimada total. Curvas na Descarga. Endireitadores de fluxo aplicados em curvas. muito diferentes daquelas do projeto. Entretanto podemos afirmar que são necessários. Como regra geral utiliza-se o comprimento de um diâmetro de duto para cada 1000 pés por minuto (5. que é usada para teste de ventiladores. tanto axial como centrífugo. ou com bocais de aspiração que simulam um duto na aspiração. Perdas de carga publicadas para registros são baseadas no funcionamento dos mesmos com perfis de velocidade uniformes. Condições de fluxo não-uniformes devem sempre ser evitadas. A norma AMCA 210. e a conseqüência é uma perda de desempenho do ventilador que pode chegar a até 50% (Williamson 1997). 1990). tenha uma distribuição uniforme do ar na aspiração e uma descarga desobstruída. Derivações na tubulação muito próximas à boca de descarga causarão perdas de carga e em conseqüência vazões.

Neste caso a rotação do ventilador deverá ser diminuída até que seja atingido o ponto 4. flutuações na pressão e aumento no nível de ruído de até 10 decibéis em algumas bandas de oitava (AMCA 201. quando a perda de carga do sistema é subestimada. por exemplo). Obstruções na aspiração. Em teoria a curva de pressão-vazão combinada é obtida somando-se as pressões mantendo a mesma vazão. Neste caso deve-se consultar o fabricante para terse informações sobre os limites de emprego do equipamento.BOLETIM TÉCNICO Nº 16 Curvas na Aspiração. Conforme o tipo de curva e sua distância em relação à aspiração do ventilador devem ser aplicados diferentes fatores de efeito do sistema. e deve-se calcular a nova potência consumida.. Ventiladores são comumente instalados em paralelo quando é necessária a movimentação de grandes volumes de ar. haverá uma redução na vazão devido ao aumento na densidade do ar após o primeiro ventilador (ou estágio). telas. não devem ser selecionados nesta região. e também de investimento num motor maior que o necessário. fornecendo menos vazão que o previsto. resultará num pequeno aumento da curva vazão-pressão do ventilador. Esta situação traz como conseqüência um desperdício de potência instalada. fornecendo mais vazão que o desejado. a curva real (B) do sistema levará o ventilador a funcionar no ponto 2. estruturas. na aspiração do ventilador. diminuirá o desempenho do mesmo dependendo da intensidade deste vortex. Existem fatores conforme o percentual de área de aspiração obstruída. Além disso outros efeitos podem ocorrer como: instabilidade do ventilador causando danos estruturais ao mesmo devido à vibração. Para que o ventilador forneça a vazão desejada. também devem ser levadas em consideração. Ventiladores Operando em Paralelo. Ventiladores que Operam em Série e em Paralelo Ventiladores Operando em Série. Outra causa importante na redução do desempenho do ventilador é uma condição de aspiração que produza um vortex (rotação da corrente de ar) na boca do ventilador. um vortex na aspiração. A curva de pressão-vazão combinada é obtida pela soma das vazões de cada ventilador à mesma pressão. Vortex na Aspiração. como paredes nas proximidades. Curvas na aspiração devem ser instaladas no mínimo a três diâmetros de distância do ventilador. a curva real (C) levará o ventilador a trabalhar no ponto 3. pois podem apresentar funcionamento instável. Curvas instaladas na aspiração de ventiladores.. 1990). na mesma direção que a rotação do ventilador. produzirão fluxos nãouniformes. 5-6 Resistência do Sistema Superestimada Considerando que a resistência do sistema tenha sido superestimada. em muitos casos. Normalmente ocorre uma significativa perda de desempenho no segundo ventilador (ou estágio). A condição ideal de aspiração é aquela em que o ar entra axialmente em fluxo laminar na boca do ventilador. Uma rotação do ar. O desempenho real não será igual ao teórico se as condições de aspiração não forem favoráveis. Ventiladores que possuem uma curva de pressão-vazão com inclinação positiva à esquerda do ponto de maior pressão (ventiladores de pás para frente. EFEITO DE ERROS NA ESTIMATIVA DA PERDA DE CARGA DO SISTEMA Resistência do Sistema Subestimada Conforme pode ser verificado na figura 3. formando. mas num grande aumento da potência consumida. . Outras Considerações quanto à Aspiração. tubulações. ou aqueles ventiladores que possuem dois ou mais estágios. que variará com o cubo do aumento de rotação. sua rotação deve ser aumentada para que atinja o ponto 5. provocada pelas condições de fluxo não-uniforme de sua aspiração. porém. colunas. Uma contra-rotação do ar. Podem ser considerados em série os ventiladores que operam consecutivamente no mesmo sistema. etc. ou muito próximas dela. Na prática.

br MT . 1501 . Francisco S.6363 . Bitencourt.001/2003 .Porto Alegre/RS .Fone: (55 51) 3349.otam.com.Av.6364 www.Fax: (55 51) 3349.CEP 91150-010 .

3 Curvas de Desempenho do Ventilador/Sistema TOLERÂNCIAS DO SISTEMA E DO VENTILADOR experiência mostra que variações de mais ou menos 10% na perda de carga estimada do sistema.com. vibrações.Porto Alegre .. etc. aumento do nível de ruído. Em razão destes fatos.. e proporcionar fluxos de ar uniformes tanto na aspiração quanto na descarga do ventilador.. ou em campo pela publicação AMCA 203 Field Performance Measurements of Fan Systems (Medição de Campo do Desempenho de Ventiladores em Sistemas). diminuição da capacidade do sistema. as conseqüências de um projeto equivocado podem ser muito danosas: aumento da potência consumida. Av. todo sistema possuirá uma área provável de funcionamento. Illinois. System Effects. Publication 201-90.Fax: (51) 3364. Inc. Publication 200-95.br www. pela já citada norma AMCA 210.BOLETIM TÉCNICO Nº 16 PERDA DE CARGA REAL MAIOR QUE O VENTILADOR PROJETADO ENTREGARÁ EM 2 5 CURVA B SISTEMA REAL CURVA A SISTEMA CALCULADO CURVA C SISTEMA REAL PRESSÃO MÁXIMA 2 DO VENTILADOR 1 (Programa de Curvas Certificadas-Desempenho Aerodinâmico). podem ocorrer. e todas as alternativas devem ser estudadas.com.CEP: 91150-010 . O mal funcionamento de um sistema pode ter um sem número de causas. Inc. 1501 Fone: (51) 3364. O desempenho do ventilador. 1995.br 6-6 . 1997. funcionamento instável do ventilador. Air Movement and Control Association. limitada pelas tolerâncias inferior e superior de operação do ventilador e pelas tolerâncias inferior e superior de estimativa de perda de carga do sistema. Avaliar estes limites torna-se importante para saber se o sistema terá um funcionamento aceitável. O ventilador também possui tolerâncias de funcionamento que são estabelecidas na publicação AMCA 211Certified Ratings Program-Air Performance A OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. 1990. Bitencourt. caso seja contestado. Francisco S. de que um sistema de ventilação funcionará corretamente. Williamson. Como foi visto. REFERÊNCIAS Air Movement and Control Association. Dick. Air Systems. devemos levar em conta todos os Fatores de Efeito do Sistema. Fans and Systems. pode ser verificado no laboratório.RS e-mail: comercial@otam. em comparação com a real.. PRESSÃO DE PROJETO 3 PERDA DE CARGA REAL MENOR QUE O VENTILADOR PROJETADO ENTREGARÁ EM 3 4 CURVA PRESSÃO-VAZÃO DO VENTILADOR VAZÃO DE PROJETO Fig. CONCLUSÃO Para estarmos certos. AMCA Paper 2337-97.1264 Caixa Postal 7056 .5566 .otam.

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