P. 1
Manual Tecnico - Ventiladores

Manual Tecnico - Ventiladores

|Views: 33|Likes:

More info:

Published by: Eber De Santi Gouvêa on Oct 16, 2013
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

06/20/2014

pdf

text

original

MANUAL TÉCNICO

ÍNDICE

CONTEÚDO
BT-01 - O que é um Ventilador - Terminologia de Definição de Ventiladores BT-02- Leis dos Ventiladores BT-03 - Curvas de Desempenho de um Ventilador Curvas de Resistência do Sistema Instabilidade do Sistema, instabilidade do Ventilador e Paralelismo BT-04 - Tipos de Ventiladores BT-05 - Seleção de Ventiladores Selecionando o tipo de Ventilador Requisitos de uma Consulta de Ventilador BT-06 - Efeitos no Sistema na Aspiração do Ventilador Efeitos no Sistema na Descarga do Ventilador BT-07 - Vida dos Rolamentos dos Ventiladores BT-08 - Características dos Sistemas de Ventilação dos Ventiladores BT-09 - Desbalanceamento Residual Permissível BT-10 - Cálculo da Potência Sonora do Ventilador BT-11 - Modulação do Desempenho do Ventilador BT-12 - Arranjos de Ventiladores BT-13 - Rotação Crática dos Eixos BT-14 - Torque de Partida do Ventilador BT-15 - Fundamentos de Ruído BT-16 - Efeitos do Sistema na Aplicação de Ventiladores Industriais

Total de Págs.
4 7

5 4

5

7 2 3 3 3 4 7 4 3 10 6

2

BOLETIM TÉCNICO Nº 1

O QUE É UM VENTILADOR
m ventilador é uma máquina que produz fluxo de gás com duas ou mais pás fixadas a um eixo rotativo. Os ventiladores convertem a energia mecânica rotacional, aplicada aos seus eixos, em aumento de pressão total do gás em movimento. Esta conversão é obtida através da alteração do momento do fluido. Os códigos de teste de potência da Sociedade Americana de Engenheiros Mecânicos (ASME) limitam a definição de ventilador a máquinas que aumentam a densidade do gás em no máximo 7% à medida que percorre o trajeto desde a aspiração até a descarga. Este é um aumento de aproximadamente 7.620 Pa (762 milímetros de coluna d´água) com base no ar padrão. Para pressões superiores a 7.620 Pa (762 milímetros de coluna d´água), o dispositivo de movimentação do ar é um compressor ou soprador. Existem muitas outras definições, com limites de pressão distintos, sendo que o Brasil não adota, oficialmente, nenhuma especificamente.

U

Ventiladores para aquecimento, ventilação e ar condicionado, inclusive em sistemas de alta velocidade ou de alta pressão, raramente atingem mais que 2.500 - 3.000 Pa (250 a 300 mm de coluna de água). Há três componentes principais em um ventilador: o propulsor (também chamado de rotor), o meio de acioná-lo e a carcaça. Para prever com razoável exatidão o desempenho de um ventilador na instalação, um projetista deve saber: (a) Como o ventilador foi testado e qual procedimento (norma) foi seguido. (b) Os efeitos que o sistema de distribuição de ar terá no desempenho do ventilador. Ventiladores de tipos diferentes, ou ainda ventiladores do mesmo tipo fornecidos por fabricantes diferentes, não irão interagir com o sistema da mesma maneira.

TERMINOLOGIA E DEFINIÇÕES DOS VENTILADORES

A

Ar Padrão (Sistema Internacional) r seco a 20ºC e 101,325 kPa. Sob essas condições, o ar seco tem uma densidade de massa de 1,204 kg/m3.

Fig.1 - Pressão Atmosférica

Pressão Relativa - Coluna d’água (ca) É a medida de pressão acima da atmosférica expressa como a altura de uma coluna de água em mm (ou polegadas). A pressão atmosférica ao nível do mar iguala-se a 10.340 mm (407,1 polegadas) de água ou 10m (33,97 pés) de água (Fig 1). Pressão Estática (Pe) É a diferença entre a pressão absoluta em um determinado ponto em uma corrente de ar ou câmara pressurizada e a pressão absoluta da atmosfera ambiente, sendo positiva quando a pressão neste ponto estiver acima da pressão ambiente e negativa quando estiver abaixo. Atua igualmente em todas as direções, independente da velocidade do ar e é uma medida da energia potencial disponível em uma corrente de ar.
1-4

Vácuo 10.340 mm de coluna d’água ao nível do mar

Pressão Atmosférica

Água

BOLETIM TÉCNICO Nº 1

Pressão de Velocidade/Pressão Dinâmica É a pressão exigida para acelerar o ar da velocidade zero para alguma velocidade e é proporcional à energia cinética da corrente de ar. A pressão de velocidade apenas será exercida na direção do fluxo de ar e é sempre positiva (Fig 2). Pd = V 2 para ar padrão 1,3 Onde: Pd = pressão dinâmica em Pa V = velocidade em m/s Ou Pd = ( r V2 ) / 2g Onde: Pd = pressão dinâmica em mmca V = velocidade em m/s r = densidade de 1,204 kg/m3 g = acelereção da gravidade de 9,81 m/s2

Fig.2 - Pressão Dinâmica do Ventilador

Pressão Total

Pressão Dinâmica

Pressão Estática

Pressão Dinâmica = Pressão Total - Pressão Estática

Fig.3 - Pe, Pd e Pt num ponto

Pressão Total Soma algébrica da pressão dinâmica e estática. É uma medida da energia total disponível na corrente de ar. (Fig. 3) Pt=Pe+Pd Pressão Total do Ventilador Diferença algébrica entre a pressão total média na descarga do ventilador e a pressão total média na aspiração do ventilador. É a medida da energia mecânica total acrescentada ao ar ou gás pelo ventilador. A Fig. 4 mostra como isto é medido.

Pe Pe Pe Pe
Pd

Pe
Pt

Pe

Fig.4 - Pressão Total do Ventilador

Tubo de Impacto Ventilador

Vazão (Q) É a quantidade de ar ou gás, em volume, movimentada pelo ventilador na unidade de tempo, portanto independente da densidade do ar. A unidade usual é m3/h, mas no SI o correto é utilizar m3/s.
Pt Tubo de Impacto

Fluxo de Ar

2-4

Pe=0 Pe ht = Q x Pt 270.7. Fig. ou simplesmente rendimento.Descarga Livre he = Saída de Força Suprimentos de Força = Q x Pe 270. É a razão da saída de potência sobre o suprimento de potência.BOLETIM TÉCNICO Nº 1 Pressão Estática do Ventilador A pressão estática do ventilador (Fig. acessórios e quaisquer outras exigências de potência além do suprimento de força do ventilador.000 x Pabs Rendimento Total (ht) Também chamado de rendimento mecânico. isto é. 5) é uma grandeza usada na medição do desempenho de ventiladores e não pode ser medida diretamente.020 ht Onde: ht = rendimento total do ventilador Q = vazão em m3/s Pt = pressão total em Pa Pabs = potência em kW Fig.000 x Pabs Q 3-4 . Potência Absorvida pelo ventilador (Pabs) É a potência real que um ventilador requer para mover um dado volume de ar a uma determinada pressão. Pode incluir a potência absorvida por correias em V. É a pressão total do ventilador menos a pressão dinâmica correspondente à velocidade média do ar na descarga do ventilador. Observa-se que não é a diferença entre a pressão estática na descarga e a pressão estática na aspiração.5 .6 .000 ht Pe Onde: ht = rendimento total do ventilador Q = vazão em m3/h Pt = pressão total em mmca Pabs = potência em cv Q Rendimento Estático (he) É a potência estática dividida pela potência absorvida do ventilador. não é a pressão estática do sistema externo.Pressão Estática com Vazão Nula Ou Pabs = Q x Pt 270.Pressão Estática do Ventilador Tubo Estático Ventilador Fluxo de Ar Pe Tubo de Impacto Pabs = Q x Pt 1. Fig.

Condição de descarga livre Nesta condição de operação a pressão estática através do ventilador é zero. determinado pelo fabricante. 9. no qual um ventilador irá operar satisfatoriamente. 6). 1501 Fone: (51) 3364. Bitencourt.9 . para ventiladores inclinados para trás é de 40% a 85% da vazão máxima e para ventiladores com pás radiais de 35% a 80% da vazão máxima. (Fig 7).br 4-4 . e a vazão é máxima. 8) O intervalo de aplicação típica para ventiladores centrífugos com pás voltadas para a frente é de 30% a 80% da vazão máxima. Av.BOLETIM TÉCNICO Nº 1 Pressão Estática com vazão nula Condição de operação em que a descarga do ventilador encontra-se completamente fechada.br www. Intervalo de Aplicação É o intervalo de vazões e pressões de operação.Porto Alegre .RS e-mail: comercial@otam.) Vp = Onde : D = diâmetro do rotor em metros N = velocidade em RPM Pressão Estática Fig. Velocidade Periférica (Vp) É igual a circunferência do rotor multiplicada pela RPM do ventilador e é expressa em m/s. resultando em nenhum fluxo de ar.com.Intervalo de Aplicação Intervalo de Aplicação 0 Q Fig. Francisco S. (Fig.Fax: (51) 3364.5566 . (Fig.CEP: 91150-010 .otam.Velocidade Periférica D RPM p x DN 60 OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. (Fig.1264 Caixa Postal 7056 .com.8 .

Equações das leis dos ventiladores: Q 2= Q 1 x P2 = P1 x W= W1 x 2 Onde: Q=vazão P = pressão (total. é possível prever com boa precisão o desempenho de um ventilador em outras velocidades e densidades diferentes daquelas do teste de desempenho original. que essas Leis se aplicam a um determinado ponto de operação segundo a característica do ventilador. (Fig. as leis dos ventiladores calculam o novo ponto de operação do ventilador dentro da curva de mesmo rendimento. um desempenho levemente melhor é normalmente obtido quando for projetado a partir de um determinado tamanho de ventilador para um tamanho maior. Elas não podem ser usadas para prever outros pontos nesta curva característica. em todas as velocidades às quais ele pode ser aplicado. As Leis dos Ventiladores serão exatas para ventiladores com proporcionalidade geométrica. Fig. devemos considerar as leis para ventiladores aplicadas a uma mudança apenas na rotação (sistema constante) em determinado ventilador e em determinado sistema utilizando ar numa dada densidade.Mudança na RPM P @ N2 Curva do Sistema P2 1 P @ N1 P1 Q1 Q2 D x (N N ( (D ( 2 1 2 1 2 2 1 2 1 2 1 2 1 3 D d x x (N N ( (D ( (d ( 2 1 2 1 2 D d x x (N N ( (D ( (d ( 3 5 . estática ou dinâmica) d=densidade do gás N=rotação do ventilador D=diâmetro do rotor W=potência do ventilador 1-7 Intervalo de Aplicação N Mudanças na Rotação do Ventilador Primeiramente. 1) Q 2= Q 1 x P2 = P1 x W= W1 x 2 (N N( 2 1 ( ( N2 N1 2 1 2 (N N( 3 O rendimento não é alterado. Estas Leis são mais freqüentemente usadas para calcular mudanças na vazão.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 LEIS DOS VENTILADORES ão é exeqüível testar o desempenho de cada tamanho de ventilador de uma linha de um fabricante. entretanto. velocidade ou densidade do gás forem alterados.1 . de acordo com o uso das Leis dos Ventiladores. ou seja. uma vez que as tolerâncias normalmente não são proporcionais. Felizmente. Nem tampouco é possível simular cada densidade do ar de aspiração que pode ser encontrada. pressão e potência de um ventilador quando o seu tamanho. entretanto. É importante observar-se.

considera-se o efeito da mudança na densidade do ar sobre o desempenho do ventilador.Mudança no Diâmetro do Rotor (rotação constante) D P 2= P 1 x 2 D1 W= W1 x 2 D2 D1 ( ( 2 Ventilador D2 5 ( ( P2 Geralmente são usadas pelos fabricantes de ventiladores para gerar dados quanto ao desempenho para "famílias" de ventiladores geometricamente proporcionados. porém baseando-se na rotação do ventilador. (Fig. 2-7 . (Fig 2.) Fig. densidade do ar e proporções do ventilador contantes e ponto de operação fixo.3 .BOLETIM TÉCNICO Nº 2 Mudanças no Tamanho do Ventilador As Leis dos Ventiladores contêm mudanças no desempenho devido a mudanças proporcionais no tamanho do ventilador. As Leis dos Ventiladores também referem-se a mudanças no desempenho devido a mudanças proporcionais no tamanho do ventilador. sendo que três leis se aplicam a esta situação.Mudança no Diâmentro do Rotor (velocidade periférica constante) Q 2= Q 1 x 1 (W W( D Q x( ( D 2 1 2 1 Ventilador D2 2 P2 = P1 D N2= N 1 x 1 D2 ( ( P1 =P 2 Ventilador D1 2 São usadas principalmente por projetistas de ventiladores e raramente têm aplicação na seleção ou aplicação dos equipamentos. Ventilador D1 3 P1 Q1 Q2 Mudanças na densidade do ar A seguir.2 . com rotação. densidade de ar e proporções do ventilador constantes e um ponto de operação fixo. 3) Q 2= Q 1 x Q1 Q2 ( ( D2 D1 3 Fig. baseando-se numa velocidade periférica constante.

4 . Rotação do ventilador variável.Mudança na Densidade (vazão constante) Sistema @ d1 2 P @ d2 e N 2 P2 As Leis dos Ventiladores das figuras 4 e 6 são a base para selecionar ventiladores que não os de densidade de ar padrão. Fig. Fig. A vazão do ventilador (Q) não será alterada em virtude da densidade. P @ d1 e N1 P1 6 Si Q1 st em a @ d2 Q2 3-7 . usando as tabelas de catálogo dos ventiladores que se baseiam em ar padrão.Mudança na Densidade (pressão estática constante) Q 2= Q 1 x 1 (N N( W = Q x( ( W d = Q x( ( d 2 1 2 1 1 2 1 P @ d1 P @ d2 P1 = P2 5 em ist ad 2 = P1 P 2 As Leis dos Ventiladores (Fig. Um ventilador é uma máquina de volume constante e produzirá a mesma vazão independentemente da densidade do ar.Efeito da Mudança na Densidade (vazão constante) Ventilador D2 P = P1 x 2 P1 x (W W( 2 1 2 1 P2 P1 (d d ( Ventilador D1 3 Q 2= Q 1 Q1 Q2 As Leis dos Ventiladores (Fig. S Si m ste ad 1 Q2 Q1 (N N( P = Q x( ( P d = Q x( ( d d W= W x( ( d Q 2= Q 1 x 1 2 1 2 1 1 2 1 1 2 2 1 Fig. Rotação variável.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 Leis dos Ventiladores (Fig. 4) com volume. tamanho do ventilador e rotação constantes. sistema.5 . 5) com pressão.6 . 6) para vazão constante. sistema constante e tamanho fixo do ventilador. sistema e tamanho do ventilador constantes.

280/2.0/2.84 kW.50 kW.280/2.500 m³/h.714 RPM 440 P 300 19 21. 1 Um ventilador para ar condicionado está operando a uma velocidade de 600 rpm contra uma pressão estática de 500 Pa e exigindo potência de 6. quais são os novos valores para a rotação do ventilador. a pressão estática e a potência? Exemplo No.560 4.300 4-7 .300 m³/h W= W1 x 2 P2 = P1 x 3 ( ( N2 N1 = 300 x (3.715 x (5.42 kW Fig.5 Q x 10 3 3.50 kW 640 P 500 Curvas kW Curvas do Ventilador Curvas do Sistema 2.715) = 440Pa 2 =6. mais ar se faz necessário. Para manusear uma carga térmica de ar condicionado maior que a planejada originalmente.42 kW 600 RPM 6. Qual é a capacidade máxima que se pode chegar no seu sistema com o motor 5 kW existente? Qual é o aumento de rotação permitido? Qual será a vazão e qual será a pressão estática sob as novas condições? Q 2= Q 1 x (N N( 2 1 N 2= N 1 x (W W( 2 1 1/ 3 Q N 2= N 1 x 2 Q1 ( ( 2 = 2.000 m³/h nas condições padrão.280 RPM Curvas do Ventilador Curvas do Sistema 679 RPM 9.Mudança na RPM 3. 2 Um ventilador está operando a uma velocidade de 2. Um motor de 5 kW está alimentando o ventilador.000) = 679 RPM N P2 = P1 x 2 N1 Q 2= Q 1 x (N N( 2 1 2 ( ( (N N( 2 1 =500 x (679/600) = 640Pa 3 2 = 3. Está liberando 19.8 . O sistema está com pouca capacidade porém o proprietário não quer gastar dinheiro para mudar o motor.715 rpm a uma temperatura de 20ºC contra uma pressão estática de 300 Pa.715) = 4. Está liberando 3.7 .BOLETIM TÉCNICO Nº 2 Exemplo No. A fim de aumentar a vazão de ar para 21.560 m³/h e requer 2.84) = 3.560 x (3.280 rpm 1/ 3 = 600 x (21.50 x (679/600) = 9.500/19.Mudança na RPM Fig.

90 kW.53 x (800/400) = 29. 4 Um ventilador aspirando ar de um forno está entregando 18. a pressão estática. a partir de um teste em um único ventilador em uma única velocidade. Isto requer 694 rpm (velocidade periférica = 14.9 x (1.77 kW.000 m³/h 3 Exemplo No. mais as equações do exemplo 1.2 kg/m3 Densidade do ar de 116ºC = 0. para muitos diâmetros e rotações. Está operando a 796 rpm e requer 9.53 m/s) e 1.000 Q 2= Q 1 x (D D( 2 1 3 = 7. Presumindo-se que o forno perca seu calor e o ar seja de 20ºC. a potência e a velocidade periférica (Vp) para um ventilador de 800 mm na mesma rotação? Fig. o ventilador de 400 mm entrega 7.9) = 13.750 62. Em um ponto de operação.9 .Mudança no Diâmetro 800 Curvas do Ventilador P 400 400 100 7. 5-7 .2/0. 3 Um fabricante de ventiladores deseja projetar os dados obtidos por um ventilador de 400 mm de diâmetro para um ventilador de 800 mm de diâmetro.2/0.64 kW 5 Q 2= Q 1 =18. Qual será a vazão projetada.620 m³/h P 2= P 1 x (d d ( 2 1 Vp = Vp x D2 1 2 D1 ( ( = 250 x (1.750 m³/h a 20ºC contra uma pressão estática de 100 Pa.750 x (800/400) = 62. são as leis usadas para projetar dados de catálogo.9 kg/m3 D P 2= P 1 x 2 D1 ( ( 2 = 100 x (800/400) = 400 Pa 2 W2= W1 x (D D( 2 1 5 = 1.9) = 335 Pa = 14.77 x (800/400) = 56.06 m/s W2= W1 x (d d ( 2 1 = 9.620 m³/h a 116ºC contra uma pressão estática de 250 Pa. o que acontece com a pressão estática e a potência absorvida pelo ventilador? Densidade do ar de 20ºC = 1.2 kW Estas.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 Exemplo No.

11): Para entrarmos nas tabelas dos ventiladores nos catálogos do fabricante que se baseiam no ar padrão.200 m³/h com 225 Pa. Q = Q real x std Densidade Real = 0. usando-se as Leis dos Ventiladores mostradas na Fig.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 Fig.88 = 176 Pa. digamos 175 6-7 . A potência exigida é de 8. a partir deste exemplo. 12): Neste caso. digamos 225 0. Exemplo No.88 P =P x std real (d d ( real std = 200 x 0.400 m³/h P =P x std real (d d ( std real 200 = = 227 Pa. veremos que. com temperatura de 49ºC e a uma altitude de 300 m. serão necessárias 1.1 kW Observe também.620 Q 15. (Dica: há duas maneiras de resolver este problema. presuma que a condição de operação é a padrão para determinar a rotação e a potência no catálogo.200 Este exemplo ilustra porque o motor do ventilador deve ser sempre selecionado na potência em densidade máxima.11 Mudança na Densidade 20°C 116°C 20°C 335 P 250 Curvas do Ventilador Curvas do Sistema Ar Padrão 1.07 kW.120 RPM 49°C & 1000 1. Determine a rotação do ventilador e sua potência. mas uma vez que o ventilador está lidando com ar menos denso. a qual estaria na temperatura de ar mais baixa esperada.4 ou 6). devemos determinar a pressão estática que seria exigida com ar padrão.120 RPM 225 P 200 Ar Padrão Curvas do Ventilador Curvas do Sistema 116°C 49°C & 1000 Q 18. A rotação está correta em 1. Dessa forma. que a perda de carga do sistema varia diretamente com a densidade do ar.10 .200 m³/h a uma pressão estática de 200 Pa.200 x 0. A partir de um gráfico de proporções de densidade do ar.07 x 0. Usando-se as Leis dos Ventiladores 4 (Fig. a potência e a pressão estática do catálogo serão corrigidas de acordo com a Lei para Ventiladores 6. 5 Um engenheiro especifica que quer 15. nós encontraríamos: A partir da tabela do catálogo do ventilador.88 = 13.88 Densidade Standard (d d ( real std = 15.Mudança na Densidade Fig.120 rpm. então: Wstd = Wreal x (d d ( real std = 8. Usando-se a Lei para Ventiladores 6 (Fig.88 = 7. para entregar 15.120 rpm.

br www. a pressão estática seria de 400 Pa se a capacidade. Esta nova seleção do ventilador deve ser reduzida à velocidade pré-determinada de 418 rpm ao longo da nova curva de resistência do duto usando-se a Lei para Ventiladores 1.88 = 1.5566 . porém uma resistência adicional de 100 Pa (baseada nas velocidades existentes) for colocada no sistema.280 m³/h. Francisco S.CEP: 91150-010 . Av. 1501 Fone: (51) 3364.99 kW.55 kW. no sistema de ventilação. aumentando a pressão estática requerida além da curva do ventilador catalogada pelo fabricante.200 Este exemplo é útil naqueles casos em que uma resistência é adicionada.7 kW. 41. A potência exigida é de 5.Fax: (51) 3364.55/(0.RS e-mail: comercial@otam. vê-se que a velocidade teria que ser aumentada para 454 rpm e exigiria 18.400 Q 15. funcionando a 418 rpm e exigindo 14.120 rpm Curvas do Ventilador Curvas do Sistema 175 Ar Padrão d =W x std W real std dreal ( ( 2 49°C & 1000 2 = 5. Bitencourt. permanecer a mesma.com.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 O ventilador irá entregar 13. Q1 = Q 2 x (N N( 1 2 418 = 41. Exemplo No. de acordo com a Lei para Ventiladores 6.otam. 6 Presuma que um ventilador esteja trabalhando com 41.1264 Caixa Postal 7056 .1 kW Como era de se esperar.com.400 m³/h com 175 Pa ao operar em 988 rpm.120 RPM 49°C & 1000 988 RPM Ar Padrão 200 P Nreal = Nstd x (d d ( std real = 988/0.280 m³/h a uma pressão estática de 300 Pa. tal como um filtro absoluto.Mudança na Densidade 1.280 x 454 = 38.6 kW ( ( ( ) 3 OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. 13.88) = 7. Corrigindo-se a rotação pela densidade.br 7-7 . A partir da tabela de seleção do fabricante de ventiladores. obtemos: Fig. a resposta é a mesma em ambas as soluções.Porto Alegre .7 x 454 = 14. Se a velocidade permanecer constante em 418 rpm.12 .000 m³/h ( ) P1= P 2x ( ( 418 N1 = 400 x = 339 Pa 454 N2 2 ( ) 2 W1 = W2 x N1 N2 3 418 = 18.

BOLETIM TÉCNICO Nº 3 CURVAS DE DESEMPENHO DE UM VENTILADOR ma vez que cada tipo e tamanho de ventilador tem características diferentes. (AMCA). P ht 7 6 kW . são as obtidas sob condições ideais. normalmente. Fig. para a pressão estática e potência absorvida versus o fluxo de ar. conduzidos de acordo com uma norma de teste apropriada. poucos tamanhos de ventilador e rotações são testados para determinar a capacidade de uma determinada "família" de ventiladores. A densidade do gás (r).1. Esta curva normalmente cobre todo o intervalo desde a descarga livre (sem obstruções ao fluxo) até vazão zero (um sistema totalmente vedado sem nenhum fluxo de ar). Por este motivo. 1.m³/h x 1000 Rendimento % 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 . curvas de desempenho dos ventiladores devem ser desenvolvidas por seus fabricantes. o tamanho do ventilador e a rotação (N) são geralmente constantes durante toda a curva e devem ser expressados. estas curvas são determinadas por testes de laboratório. as curvas de desempenho. como por exemplo as normas da Air Movement and Control Association International Inc. Uma ou mais das seguintes características podem ser representadas graficamente em função da vazão (Q). Q . conforme o mencionado anteriormente. Pressão Estática Pe Pressão Total Pt Potência cv Rendimento Estático do Ventilador hs Rendimento Total do Ventilador ht U Uma curva típica de desempenho de um ventilador encontra-se na Fig.Potência 3 hs 5 2 kW 4 3 1 Operando a 1. que raramente existem na prática.Curva de Desempenho de Ventilador 13 6 Pt Tamanho 560 Diâmetro do rotor/ventilador de 560mm 12 11 10 5 Pe 9 8 4 Pressão.000 RPM & 1. As "Leis dos Ventiladores" são usadas para determinar as características de desempenho e potência em outras rotações e tamanhos de ventilador. É importante observar-se que as condições de fluxo do setup do teste requerido pelas normas da AMCA são praticamente ideais. Uma curva de desempenho de um ventilador é uma representação gráfica de seu desempenho. Geralmente.2 kg/m³ de densidade 2 1 0 0 1 2 3 4 5 6 1-5 0 7 8 9 10 Vazão.

4 mostra porque esta conclusão é completamente inválida. A Fig. a vazão também está abaixo ou acima das exigências do projeto.000 m3/h com uma resistência total de 100 Pa.Curva de Resistência do Sistema 400 300 200 100 0 0 1000 Q 2000 ² 4 Pe Q ² ² = ² = 2. 2) é simplesmente uma representação gráfica da pressão exigida para mover o ar pelo sistema.BOLETIM TÉCNICO Nº 3 CURVA DE RESISTÊNCIA DO SISTEMA resistência do sistema é a soma total de todas as perdas de pressão através dos filtros. a resistência aumentará para 400 Pa. Observe na Fig. dampers e dutos. Tipicamente. serpentinas. Freqüentemente erra-se ao tomar a leitura da pressão estática do ventilador e concluir que. Em muitos casos onde há uma diferença entre a capacidade do ventilador calculada e a real. ou quando os dampers de saída têm a sua posição alterada.000 1 Pe ¹ ¹ ( ) ( ) Fig. Por exemplo. Portanto. A curva de resistência para qualquer sistema é representada por uma curva simples. ou seja. a resistência do sistema varia conforme o quadrado do volume de ar (Q). conforme mostrado pelo quadrado do valor da razão dada na Fig. A curva de resistência do sistema (Fig. Ponto de Operação O ponto de operação (Fig. no entanto. e não a falhas do ventilador ou do motor. considere um sistema trabalhando com 1. o volume de ar é reduzido e a pressão estática é aumentada.Variações do Projeto . o ponto de operação irá mudar e os valores de pressão estática e vazão não serão iguais ao calculado. 2. a RPM seria então aumentada e mais potência seria necessária para atingir a vazão desejada. a medida em que os filtros sobrecarregam-se de sujeira. Se a resistência do sistema projetada não for a mesma que a resistência no sistema instalado. 2-5 Pe A Fig. as serpentinas começam a condensar umidade. sem nenhuma alteração nas regulagens dos dampers. 3 . se estiver abaixo ou acima das exigências do projeto.3) no qual o ventilador e o sistema irão funcionar é determinado pela intersecção da curva de resistência do sistema e a curva de desempenho do ventilador..000 = Q 1. O formato da curva de potência resultaria tipicamente em uma redução da potência absorvida. isto deve-se a uma mudança na resistência do sistema.Ponto de Operação Ponto de operação Potência absorvida e Pressão estática Curva do Sistema Curva da Potência Curva do Ventilador Q Fig. Se Q for duplicado. Para sistemas fixos. 4 . Observe que todo ventilador opera apenas ao longo da sua curva de desempenho. 4 que o sistema real tem uma perda de pressão maior do que a prevista no projeto. 2 .Diminuição do Fluxo de Ar Pe @ Q projeto Incremento de Pe Pe Curva do Ventilador Curva Real do Sistema Curva de Projeto Redução de Q Q . etc. Esta curva modifica-se.

INSTABILIDADE DO VENTILADOR E PARALELISMO s três principais motivos para um fluxo de ar instável em um sistema de ventilação são (1) Instabilidade do Sistema.2 . Nesta situação. Esta situação não ocorre com ventiladores com pás voltadas para trás (Limit load). A única coisa que mantém o ar movendo-se na direção apropriada é o giro das pás. (2) Instabilidade do Ventilador e (3) Paralelismo. Instabilidade do Ventilador A instabilidade do ventilador é diferente da instabilidade do sistema. Isto explica porque um ventilador grande com instabilidade é intolerável. a flutuação da pressão próxima à máxima (vazão nula) poderá ser na ordem de 10%. Entretanto. esta situação pode ocorrer com um ventilador centrífugo com pás curvadas para a frente (Sirocco) quando estiver operando conforme representado na Fig. 2).Instabilidade do Sistema Instabilidade do sistema é possível Pe Q Fig. elas podem ou não ocorrer ao mesmo tempo (Fig. quando a pressão estática máxima (vazão nula) for atingida. Esta instabilidade pode ser ouvida e sentida. As paredes da sala do equipamento podem chegar a partir-se com a vibração dos dutos conectados a um ventilador com instabilidade. Enquanto a magnitude da instabilidade varia para tipos diferentes de ventiladores. A instabilidade do sistema não deve ser confundida com "paralelismo". uma vez que a curva do ventilador e a curva do sistema estão quase paralelas. (sendo maior para ventilador de aerofólio e menor para ventilador de pás curvadas para frente). um ventilador com instabilidade. Se o rotor não estivesse girando e esta pressão diferencial existisse. O ventilador de pás radiais é uma exceção notável. Por exemplo. ao contrário. Instabilidade do Sistema A instabilidade do sistema ocorre quando as curvas da resistência do sistema e do desempenho do ventilador não se cruzam num ponto único. sobre um intervalo de vazões e pressões. Para qualquer ventilador. o ponto de pressão mínima ocorre no centro de rotação do rotor e a pressão máxima ocorre na descarga do rotor. aerofólio e radiais. 3-5 . 1. em maior ou menor grau. desenvolvendo cerca de 600 Pa de pressão estática total poderá ter flutuação de pressão de 60 Pa. e ocorre em quase todos os tipos de ventiladores. Isto é o oposto da direção que o ar normalmente flui pelo ventilador. Uma perda de sustentação aerodinâmica (stall) ocorrerá. o fluxo seria do ponto de mais alta pressão até o ponto de mais baixa pressão.Explicação da Instabilidade do Ventilador Alta Pressão Baixa Pressão Isto aparece na Fig. 3 como flutuação no volume de ar e na pressão. mas.1. Isto resultará em uma operação instável conhecida como instabilidade do sistema. pulsação ou bombeamento. o ponto de operação pode estar num intervalo de vazões e pressões estáticas. a menos que haja ar suficiente entrando no rotor do ventilador para preencher completamente o espaço entre as pás. o que somente pode ocorrer quando dois ventiladores forem instalados em paralelo.BOLETIM TÉCNICO Nº 3 INSTABILIDADE DO SISTEMA. O Fig.

Neste caso. Conseqüentemente. uma operação estável pode ser obtida muito além à esquerda da curva quando o ventilador é instalado em uma situação ideal de laboratório. o qual define uma curva de sistema quando todas as velocidades do ventilador são consideradas. que pode ocorrer apenas em uma instalação com múltiplos ventiladores conectada ou com uma aspiração comum ou com uma descarga comum. Este ponto. com qualquer projeto de sistema de dutos razoável.Instabilidade do Ventilador Flutuação na Pressão Estática 100 Intervalo de Instabilidade Limite do Catálogo Pe Margem de Segurança 0 0 Q 100 Fig. 4 . no funcionamento em campo. Por exemplo.Operação Desbalanceada em Paralelo Q1 Q2 Pe Fig. (Fig. 5). Entretanto. a maioria dos fabricantes não catalogam intervalos de operação ao longo de toda a curva até a linha de instabilidade. O desempenho total de múltiplos ventiladores será menor que a soma teórica se as condições de aspiração forem restritas ou o fluxo de ar na aspiração não for uniforme em linha reta (não turbulento). 5 . varia para diferentes instalações do ventilador. os quais permitirão uma operação estável. ou ambas no mesmo sistema. Fig. estas condições são raramente encontradas em aplicações de campo. a curva combinada de vazão-pressão é obtida acrescentando-se a capacidade de fluxo de ar de cada ventilador à mesma pressão. Obviamente. 4). particularmente quando um grande volume de ar deve ser movido. uma vez que o ponto de corte da curva do catálogo é basicamente um julgamento de engenharia. 3 . dados do desempenho de catálogo conservativos fornecerão intervalos de operação.Operação de Ventiladores em Paralelo Q1 Q2 vel stá a In tem 100 Percentual da Pressão Estática do Ventilador Sis te Sis ma est áve l Operação não Recomendada neste Intervalo Curva Combinada de Ventiladores em Paralelo Ventilador Único Percentual da Vazão 4-5 200 . (Fig. Paralelismo A terceira causa para uma operação instável é o paralelismo.BOLETIM TÉCNICO Nº 3 A seleção do ponto de operação não deve ser feita à esquerda do "ponto de instabilidade" na curva do ventilador.

Isto requer a instalação de dampers de vazão na voluta (Fig. Um problema de ruído freqüentemente encontrado em ventiladores operando em paralelo é o batimento. Sendo o desempenho levemente reduzido. Esta condição desequilibrada de fluxo tende a se reverter alternadamente. Esta "pulsação" freqüentemente gera ruído e vibração e pode causar dano aos ventiladores. Francisco S. Eles servem para mudar o formato da voluta do ventilador e. Se a curva do sistema interseccionar a curva combinada de volume de vazão na área compreendida pelo loop. ao funcionamento do sistema de dutos ou aos motores. O objetivo é mudar a curva suficientemente de modo que o conjunto forneça uma operação estável.1264 Caixa Postal 7056 . (Ver Fig. poderão resultar complicações indesejáveis de desempenho. A curva do ventilador resultante de várias posições dos dampers de vazão encontra-se representada na Fig.CEP: 91150-010 . Fig. é possível haver mais de um ponto de operação.RS e-mail: comercial@otam. são deixados nesta posição permanentemente.Fax: (51) 3364. 4) Para corrigir o problema. pág. Bitencourt. O uso dos ventiladores axiais em paralelo apresenta problema potencial de ruído a menos que medidas especiais sejam tomadas no momento do projeto. O problema pode ser comparado ao efeito estroboscópico de uma lâmpada fluorescente iluminando um rotor com uma leve diferença entre as freqüências de rotação do rotor e o fornecimento energia da lâmpada. o aumento correspondente em RPM deve ser tal a atingir as condições especificadas. o acréscimo de controle de ruído normalmente não é possível. tamanho e velocidade de rotação.BOLETIM TÉCNICO Nº 3 Alguns ventiladores possuem um aclive "positivo" na curva pressão-volume de ar à esquerda do ponto do pico de pressão. Av. 6). 6 . Entretanto. e o resultado é que os ventiladores irão carregar-se e descarregar-se intermitentemente. isso raramente é feito. há uma curva de desempenho diferente correspondente.Porto Alegre . uma vez que a diferença é tipicamente negligenciável. 1501 Fone: (51) 3364. É altamente indicado que as recomendações do fabricante do ventilador sejam seguidas ao considerar-se o uso de ventiladores em paralelo. para cada posição do damper. isso poderá resultar em uma operação instável .com.br www. 6.br .5566 .Efeito de Dampers na Voluta 100 Pe e Potência 0 0 Q Damper na Voluta Ativo 100 5-5 OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. 5. Os ventiladores operados em paralelo devem ser do mesmo tipo. Isto pode fazer com que um dos ventiladores utilize mais ar e pode causar uma sobrecarga do motor se os ventiladores forem acionados individualmente.otam. O ruído de batimento de baixa freqüência resultante pode ser muito desagradável e difícil de ser eliminado. Se os ventiladores operando em paralelo forem selecionados na região deste aclive "positivo".com. A curva fechada em loop à esquerda do ponto de pico de pressão é o resultado da plotagem de todas as combinações possíveis do volume de ar em cada pressão. A curva gerada pelo damper neste ponto tem um formato tal que a soma das curvas de desempenho interseccione a curva do sistema em apenas um ponto. Geralmente. portanto. Caso contrário. Isso é causado por uma leve diferença na velocidade de rotação de dois ventiladores teoricamente idênticos. o damper de volume da voluta é meramente empurrado para baixo em ambos os ventiladores até que a pressão estática e a pulsação do nível de ruído desapareçam.

não atingem as altas rotações necessárias para desenvolver as pressões estáticas mais elevadas.Pá Curvada para Frente r = Componente Radial t = Componente Tangencial S = Velocidade Absoluta do Ar B = Velocidade do Ar em Relação ao Rotor R = Velocidade Periférica Relativa do Rotor O ventilador Sirocco pode entrar em instabilidade.Rotores de Ventiladores Centrífugos R r=B S t Pá Radial R B r S t Limit Load . Ventilador Centrífugo com Rotor de Pás Curvadas para a Frente (Sirocco) O ventilador centrífugo tipo sirocco movimenta-se a rotações relativamente baixas e é geralmente usado para produzir vazões altas com baixa pressão estática. e um amplo intervalo de operação. As desvantagens são: o formato de sua curva de desempenho que permite a possibilidade de instabilidade por paralelismo. 1 . um radial (r) e o outro tangencial (t) ao rotor. não é adequado para o transporte de materiais devido à configuração de suas pás. P Fig. A curva da potência tem um aclive crescente e é chamada de "tipo sobrecarga". Os ventiladores centrífugos são divididos em três classificações de acordo com o tipo de rotor: com rotor de pás curvadas para a frente (Sirocco). indica a RPM relativa do rotor para produzir uma determinada capacidade. Além disso. com rotor de pás voltadas para trás (Limit load e Airfoil). conforme representado no diagrama. Ventilador Centrífugo É um ventilador em que o ar entra no rotor axialmente e é descarregado radialmente em uma carcaça do tipo voluta. (b) Axiais e (c) Fluxo Misto. geralmente. pode-se ver que o ventilador Sirocco requer a menor velocidade periférica para uma determinada capacidade. A velocidade do ar relativa à pá é indicada pelo vetor da pá (B) que é quase tangencial à pá. e uma sobrecarga do motor que pode ocorrer se a pressão estática do sistema diminuir. A rotação para determinado tipo de rotor de ventilador centrífugo é determinada pela velocidade periférica necessária para produzir a velocidade de partícula de gás absoluta requerida para a aplicação (Fig. 1-4 . com rotor de pás radiais. Examinandose a extensão relativa do vetor R. É inerentemente mais fraco em seu aspecto estrutural que os demais tipos.BOLETIM TÉCNICO Nº 4 TIPOS DE VENTILADORES ara cobrir uma ampla gama de aplicações. Este vetor de velocidade de partícula absoluta relativo ao solo (S) tem dois componentes. 1). O rendimento estático máximo de 60-68% geralmente ocorre ligeiramente à direita do pico da pressão estática. enquanto que o ventilador Limit Load requer a maior velocidade periférica. os ventiladores sirocco. os ventiladores são fabricados em uma variedade de tipos. O intervalo de operação típico deste tipo de ventilador é 30 a 80% da vazão em descarga livre (Fig. Portanto. As vantagens do ventilador Sirocco são o baixo custo. a rotação baixa que minimiza o tamanho do eixo e do mancal. A extensão do vetor da velocidade periférica (R). embora algum escorregamento possa ocorrer. 2). porém a magnitude é tipicamente menor do que a dos outros tipos.Pá Inclinada para Trás R B S t Sirocco . Podem ser classificados sob três tipos gerais: (a) Centrífugos. A Tabela 1 compara as características típicas de alguns dos tipos de ventiladores mais comuns.

Conseqüentemente. em segundo lugar. eles exigem um rotor de diâmetro maior para uma determinada capacidade. A magnitude da instabilidade também aumenta com as pás aerofólio.Curva Característica para Ventilador Limit Load 100 he. Este ventilador também é inadequado para o transporte de materiais. O ventilador com pás radiais é bem adequado para lidar com volumes de ar baixos em pressões estáticas relativamente altas e para o transporte de materiais. conforme previamente indicado pelo diagrama do vetor de velocidade. A magnitude da instabilidade. 2 . 4. Isto aumenta o custo e é o motivo principal de não serem usados para aplicações de ar condicionado. . O rendimento estático máximo de cerca de 80% geralmente ocorre próximo ao limite de seu intervalo de operação normal. Pe e Potência Absoluta 70 Curva de Rendimento Estático Curva de Potência Absoluta Curva de Pressão Estática 80 0 0 30 Q 80 100 0 0 40 Q 85 100 Ventilador com Rotor de Pás Voltadas para Trás (Limit Load) Os ventiladores tipo Limit Load movimentam-se a aproximadamente duas vezes a rotação dos ventiladores Sirocco. uma operação instável ocorre na medida em que a pressão estática de operação se aproxima da pressão estática máxima (para vazão nula). As desvantagens do ventilador Limit Load incluem.BOLETIM TÉCNICO Nº 4 Fig. quanto maior o ventilador. Pe e Potência Absoluta 100 he. 3 . de um ventilador limit load é maior do que de um ventilador Sirocco. As vantagens do ventilador Limit Load são o maior rendimento e a curva de potência de não-sobrecarga (carga limite). um projeto mais forte o torna adequado para operação em pressão estática mais elevada. mais eficiente ele se torna para uma determinada seleção. A curva de potência geralmente atinge um máximo no meio do intervalo de operação normal. 5) são geralmente mais estreitos do que outros tipos de ventiladores centrífugos. Ventiladores com Rotor de Pás Radiais Os ventiladores com pás radiais (Fig. 3). Curvas características para ventiladores aerofólio encontram-se representadas na Fig. portanto a sobrecarga geralmente não é problema.Curva Característica para Ventilador Siroco Fig. a rotação mais alta a qual requer tamanhos maiores de eixo e mancal e confere mais importância ao balanceamento apropriado e. Esta relação proporcional permite que o controle de capacidade seja acionado a partir da entrada de energia no motor. O intervalo de seleção normal do ventilador Limit Load é de aproximadamente 40-85 % da vazão em descarga livre (Ver Fig. primeiramente. 2-4 Um refinamento do ventilador Limit Load com pás planas utiliza pás de formato de aerofólio. Isso melhora o rendimento estático para cerca de 86% e reduz ligeiramente o nível de ruído. quando ocorre. As suas outras vantagens são a ausência de instabilidade e a presença de uma curva de potência quase reta em uma relação linear com a vazão. Inerentemente. As desvantagens deste tipo de ventilador são o alto custo e um rendimento inferior. Geralmente.

Ventilador Centrífugo Tubular Fig. O intervalo de seleção. tuboaxial e vaneaxial. o fluxo em linha reta resulta em uma economia de espaço significativa. 72% e o nível de ruído é aumentado. Pe e Potência Absorvida Ventiladores Centrífugos Tubulares Os ventiladores centrífugos tubulares. Pás de Guia Curvas características estão representadas na Fig. Pás de guia são usadas para recuperar pressão estática e endireitar o fluxo de ar. sendo similares. conforme ilustrado na Fig. O ar é. 8) é bem aplicado para altos volumes de ar com pouca ou nenhuma pressão estática diferencial. um ventilador vaneaxial é mais eficiente do que um ventilador tuboaxial e pode atingir pressões mais elevadas.Curva Característica para Ventilador Airfoil Fig. Pe e Potência Absorvida 100 Curva de Rendimento Estático Curva de Potência Absorvida Curva de Pressão Estática 70 0 0 50 Q 85 100 0 0 35 Q 80 100 he. aproximadamente. 5 . 7. Portanto. de modo geral. Entretanto. uma vez que não há controle do fluxo turbulento através do ventilador. 9) são simplesmente ventiladores com um rotor axial (hélice) montados em um cilindro. o rendimento estático é reduzido para um máximo de. Pe e Potência Absorvida he. 3-4 O ventilador tipo propeller (Fig.Curva Característica para Ventilador Centrífugo Tubular 100 70 Rotor Centrífugo de Simples Aspiração Bocal de Aspiração Entrada de Ar Saída de Ar 0 0 50 Q 85 100 Ventiladores Axiais Os ventiladores axiais dividem-se em três grupos: propeller. então. 6. Fig. geralmente consistem de um rotor Limit Load de simples aspiração colocado numa carcaça cilíndrica para descarregar o ar radialmente contra o lado interno do cilindro. 6 . é aproximadamente o mesmo que o ventilador com voluta do tipo limit load de pás planas ou aerofólio. 4 .Curva Característica para Ventilador de Pás Radias 100 86 he. Os ventiladores tuboaxiais e os ventiladores vaneaxiais (Fig. Estas pás de guia removem grande parte do turbilhonamento do ar e melhoram o rendimento. 7 . entre sí. desviado paralelamente ao eixo do ventilador para fornecer um fluxo em linha reta. . 5085% da vazão máxima em descarga livre. exceto pelas pás de guia (endireitadores) nos ventiladores vaneaxiais.BOLETIM TÉCNICO Nº 4 Fig. Esta é a principal vantagem dos ventiladores centrífugos tubulares. Freqüentemente.

CEP: 91150-010 . a potência absorvida é mínima na pressão estática máxima (vazão nula).RS e-mail: comercial@otam. Nos últimos anos.Ventilador de Fluxo Misto OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA Av. quer com a utilização de um controlador manual ou de um pneumático. 10) Fig. 9 . 1501 Fone: (51) 3364. Bitencourt. Francisco S.5566 .br www.1264 Caixa Postal 7056 . As vantagens dos ventiladores tuboaxiais e vaneaxiais são o peso e o tamanho reduzidos. é c o m p a r a t i v a m e n t e s i m p l e s m u d a r. 10 .com. Fig. Pode ser construído para propiciar descarga axial ou radial e produzir mais pressão do que um ventilador de vazão comparável. Para ventiladores de grande porte que requerem p o t ê n c i a m o t o r a a c i m a d e 7 5 k W.com. com rendimento total igual. O rendimento estático máximo de um ventilador vaneaxial industrial é aproximadamente de 85%. e o fluxo de ar em linha reta que freqüentemente elimina curvas no sistema de dutos. A desvantagem destes ventiladores é seu alto nível de ruído. a potência absorvida é máxima na pressão estática máxima (vazão nula).s e a s características do ventilador. Com ventiladores centrífugos. 8 .Fax: (51) 3364.Curva Característica para Ventilador Vaneaxial (alto desempenho) 100 80 0 0 Q 65 90 100 Ventiladores De Fluxo Misto Os ventiladores de fluxo misto possuem um fluxo de ar através do rotor que é intermediário entre o dos ventiladores do tipo centrífugo e do tipo axial. Estes ventiladores possuem pás de passo variável as quais podem ser ativadas por um controle externo.otam.Curva Característica para Ventilador Propeller 100 50 0 0 Q 65 100 Fig. O intervalo de operação para ventiladores axiais é de aproximadamente 65 a 90% da vazão máxima (descarga livre).BOLETIM TÉCNICO Nº 4 Observe que. (Fig.Porto Alegre .br 4-4 . atenuações de ruído geralmente são necessárias tanto à montante quanto à jusante. um projeto mais sofisticado dos ventiladores vaneaxiais tornou possível o uso destes ventiladores em pressões comparáveis àquelas desenvolvidas pelos ventiladores Limit Load do tipo aerofólio. com os ventiladores axiais. As desvantagens dos ventiladores axiais são o alto nível de ruído e o rendimento menor do que o dos ventiladores centrífugos.

Método de Seleção pela Rotação Específica Este método é comumente usado para selecionar o tipo de ventilador. Os mesmos resultados podem ser mais rapidamente obtidos recorrendo-se às tabelas ou curvas de seleção publicados pelos fabricantes dos ventiladores. quer seja pressão total ou estática (mmca) e a velocidade de descarga (m/s). operação em paralelo. Esta densidade não apenas determina a capacidade volumétrica para uma determinada massa de fluido. (2) Método de Seleção do Ar Equivalente . possa ser selecionado para uma determinada vazão e resistência do sistema. Sempre que estas condições não forem especificadas. usadas com as curvas de desempenho básicas para selecionar a vazão do ventilador e o rendimento para uma determinada pressão estática e densidade do ar. A partir destas simulações. A seleção da rotação do motor que produzirá a seleção mais eficiente para o ventilador é uma questão de simular rotações motoras padrão disponíveis. 1-5 . e outros fatores listados sob o título "Tipos de Ventiladores". intervalo de pressão. Embora um ventilador de praticamente qualquer tamanho. (d) Tipo e intensidade do ruído produzido pelo ventilador. (e) Efeito de redução no desempenho do ventilador provocada pelo sistema. centrífugo ou axial. mas também a pressão desenvolvida pelo ventilador. as reais possibilidades ficam limitadas pela prática da engenharia e pelas considerações econômicas: (a) Espaço para o ventilador e seu mecanismo motriz. a vida esperada do ventilador. normalmente baseadas em ar padrão. e outras considerações terem sido estabelecidas. O desempenho do ventilador é uma função da densidade do ar na sua aspiração. normalmente ventiladores maiores com acionamento direto. ou ligeiramente à direita do mesmo. tais como transporte de materiais. a aplicação do ventilador. tais como polia variável e correias em V comumente usadas para a maioria dos sistemas HVAC. três parâmetros básicos são exigidos para a seleção do ventilador: vazão de ar ou capacidade (m3/h). Ilustração deste método poderá ser encontrada posteriormente neste boletim sob o título "Selecionando o Tipo de Ventilador". assim.para obter o tamanho do ventilador. Método de Seleção do Ar Equivalente O segundo método é o "Método de Seleção do Ar Equivalente" para selecionar o tamanho do ventilador usando-se as leis dos ventiladores. o fornecedor de ventiladores normalmente assume o ar em condições padrão (ar seco a 20oC e pressão barométrica de 760mmHg). (b) Condições de Serviço. (f) Mecanismo motriz do ventilador e sua confiabilidade. a seleção do ventilador mais adequado é no ponto de rendimento de pico (máximo). temperatura e umidade relativa. Após as exigências de espaço. A vazão de ar é determinada pelo projetista do sistema a uma temperatura específica e de acordo com a pressão barométrica na entrada do sistema. na curva de desempenho.BOLETIM TÉCNICO Nº 5 SELEÇÃO DE VENTILADORES m qualquer sistema de ventilação. (c) Custo inicial do ventilador versus custo de operação do mesmo (potência do ventilador e manutenção). as rotações específicas correspondentes poderão ser calculadas e. E (g) Estimativa de vida do ventilador versus custo inicial. temperatura do ar. Isto está intimamente ligado à construção e classe do ventilador. Este método geralmente não é recomendado para ventiladores acionados por dispositivos dotados de variação de velocidade. Fatores que afetam a densidade do ar são: pressão barométrica. Há dois métodos de seleção do ventilador: (1) Método de Seleção pela Rotação Específica para selecionar o tipo de ventilador. particularmente correias em V versus acionamento direto. o potencial exigido para mover o ar pelo sistema.

existe geralmente uma seleção possível de dois ou mais ventiladores adequados. o valor listado para potência absorvida deverá ser multiplicado pela razão entre a densidade real e a densidade padrão.5 O Onde e é normalmente avaliado no ponto de rendimento máximo. Em geral.75 N = rotação do ventilador. atenuadores acústicos e isoladores de vibração. diversas referências excelentes encontram-se disponíveis. sua rotação e seu rendimento. que inclui todos os acessórios exigidos. Alguns fabricantes publicam dados certificados de valores de ruído para os seus ventiladores e estes devem ser consultados quando disponíveis. O custo inicial pode ser traduzido em um "custo de propriedade" anual. os ventiladores sobredimensionados devem ser selecionados apenas onde um aumento futuro de capacidade é esperado. então. somente na descarga. 2-5 . A vibração e o ruído do ventilador são considerações importantes e são influenciadas pelo tamanho e tipo de ventilador. A economia é normalmente o fator determinante na seleção final. a fim de se obter a potência operacional exigida. Independentemente do método utilizado para selecionar um ventilador. Existe apenas um tamanho de ventilador de qualquer tipo que pode atender essas exigências. O valor tabulado de RPM é a rotação operacional exigida. Para sistemas de ventiladores de alta e média pressão. O rendimento de pico pode ser determinado a partir das curvas de desempenho do ventilador ou a partir de tabelas de multi-seleção. O custo inicial de cada ventilador. os ventiladores axiais requerem tratamento acústico tanto no lado da aspiração como da descarga. A estes custos de componentes deve-se adicionar o custo de instalação. A sua principal vantagem refere-se à representação gráfica do desempenho para uma família de ventiladores semelhantes. a interpolação linear nestes valores fornecerá resultados precisos. a seleção neste intervalo propicia uma operação mais estável do que em um ventilador sobredimensionado. No entanto. Pa 0. Curvas de seleção também são muito úteis para a seleção de ventiladores.877 x N x Q P 0. Se as exigências de projeto não coincidirem exatamente com os valores de catálogo de vazão ou pressão. é aconselhável a orientação de um especialista em acústica. rpm Q = vazão do ar.BOLETIM TÉCNICO Nº 5 Isto resulta em um ventilador ligeiramente menor. Além dos já citados métodos manuais de seleção de ventiladores. Por outro lado. se for o caso. É definido por: N s = 2. Entretanto. De fato. os ventiladores centrífugos normalmente necessitam de tratamento mínimo e. ao qual adiciona-se o custo de energia anual para o funcionamento do ventilador e o custo de manutenção anual. Para uma melhor compreensão de como estas curvas são construídas e usadas. m3/s P = pressão estática. além de permitirem a impressão de folhas de dados e curvas personalizadas. muitos fabricantes também tem programas computacionais disponíveis. a seleção lógica. SELECIONANDO O TIPO DE VENTILADOR Método da Rotação Específica método da rotação específica (Ns) é freqüentemente usado como um critério para selecionar o tipo de dispositivo de movimentação de ar mais adequado para uma aplicação. observando-se qual ventilador atende às exigências do projeto com potência absorvida mínima. Eles tornam a seleção mais rápida e dirigida. e deve-se ter um grande cuidado para não selecionar um ventilador dentro do intervalo instável da curva. O ventilador cujos custos anuais de propriedade e de operação forem menores será. deve ser determinado.

o valor da expressão acima é o mesmo nos mesmos pontos de seleção. mais definitivo em aplicações de acionamento direto. aos produtos de qualquer fabricante em particular. por exemplo. Fig. porque estes dispositivos são selecionados principalmente com base no padrão de fluxo e não no rendimento. Quando calculada no ponto de rendimento máximo. Se a rotação puder ser variada. a rotação específica pode ser variada somente se a rotação puder ser variada. a rotação específica depende apenas do tipo de dispositivo de movimentação do ar. Estas variações são típicas e não se aplicam. para vários tipos de dispositivos de movimentação do ar.4) 80 90 100 150 200 300 400 Ns x 1000 3-5 . Uma vez que a pressão estática e a vazão em uma aplicação são mais ou menos fixas. Propeller Tuboaxial AXIAL Vaneaxial Limit Load Sirocco CENTRIFUGO Radial 10 15 20 30 40 50 60 70 (PARA VENTILADORES EM PARALELO MULTIPLICAR POR 1. necessariamente. independentemente do tamanho ou rotação.Gráfico de Rotação Específica Intervalos Aproximados de Rotação Específica para Vários Dispositivos de Movimentação de Ar. O critério de rotação específica é. Gráfico de Rotação Específica Os intervalos de rotação específica com rendimento ótimo. portanto. Sopradores tangenciais e ventiladores de fluxo misto não foram incluídos no gráfico. 1. encontram-se demonstrados na Fig.BOLETIM TÉCNICO Nº 5 Em uma família geometricamente semelhante de sopradores ou ventiladores. então há uma gama maior de escolha ao selecionar o tipo de ventilador ou soprador. 1.000472 m3/s. a rotação específica é a velocidade de rotação daquele membro que produzirá uma pressão estática de 248 Pa com uma vazão de 0. A utilidade da rotação específica como um critério de seleção reside no fato de que. Esta interpretação física não é em si muito significativa ou importante. onde a rotação é fixada pela velocidade do motor. para dispositivos de movimentação do ar geometricamente semelhantes.

embora não essenciais. mas infelizmente muito poucos dados sobre isto são disponíveis. (b). Unidade: metros por segundo (m/s) 4-5 C (d) Densidade do Gás de Trabalho Densidade de ar/gás que entra na aspiração do ventilador em massa por unidade de volume. com redução de rotação apropriada. Informações Essenciais: (a) Vazão do Ar O volume real de ar/gás por unidade de tempo que entra na aspiração do ventilador. Preferivelmente. um único ventilador de pás curvadas para a frente poderia ser usado. Uma redução de rotação de 2 para 1 colocaria a aplicação bem dentro do intervalo do ventilador Sirocco. outros métodos de seleção devem ser usados para encontrar o soprador ou ventilador em particular mais adequado para a aplicação. e a exigência de potência seria de aproximadamente 0. Unidade: (dB re 10-12 Watts) (h) Tipo de Ventilador e Disposição Detalhes das posições de aspiração e de descarga. corrosivo ou possui sólidos arrastados. Com freqüência.75 kW.51 m3/s a uma pressão estática de 248 Pa quando acionado por um motor de 6 pólos (1140 rpm) . (b) Se o dispositivo puder ser acionado por correias. tamanho dos dutos de entrada e de saída aos quais o . (a) Se acionamento direto for exigido. Uma vez que o tipo tiver sido determinado. o nível de potência sonora irradiado da voluta do ventilador é uma consideração importante. É claramente de interesse do usuário de ventiladores que sejam fornecidas todas as informações estabelecidas abaixo. então um soprador centrífugo de pás voltadas para trás (tipo Limit Load) ou um ventilador vaneaxial seriam mais eficientes. então. explosivo. informações posteriores. em cada banda de oitava. podem evitar que uma máquina inadequada seja fornecida ou. A rotação específica é principalmente útil para selecionar o melhor tipo de ventilador ou soprador.BOLETIM TÉCNICO Nº 5 Exemplo Um dispositivo de movimentação do ar deve entregar 1. tipo de arranjo desejado.490 mas ele não seria muito eficiente a menos que uma unidade duplex fosse usada). (Um ventilador de pás curvadas para a frente Sirocco poderá operar em Ns = 64. este deveria ser o nível de potência sonora dentro do duto. Além disso. Unidade: graus Celcius (ºC) Se o gás é tóxico. e a exigência de potência novamente seria de aproximadamente 0.75 kW. Que tipo de dispositivo é adequado para esta aplicação? Referindo-se ao gráfico de Rotação Específica. REQUISITOS DE UMA CONSULTA DE VENTILADORES ertas informações essenciais são exigidas para que um fornecedor de ventiladores possa ofertar o equipamento que melhor atenda a aplicação para a qual será destinado. (g) Ruído O nível de ruído máximo que se pode tolerar do ventilador. Unidade: quilograma por metro cúbico (kg/m³) (E)Altitude do Local de Instalação do Ventilador Unidade: metros (m) (f) Natureza do Gás Composição (se não for ar). ainda. assegurar que a melhor seleção dentre um número de alternativas seja feita. (c) se aplicam. Unidades: litros por segundo (l/s) metros cúbicos por segundo (m³/s) metros cúbicos por hora (m³/h) (b) Pressão Pressão de trabalho do ventilador Unidades: Pascais (Pa) mmca (milímetros de coluna d´água) (c) Velocidade de Descarga Velocidade de descarga do ventilador. Temperatura à qual (a).

Tipo dos Mancais. isto é. Informações Adicionais Informações adicionais podem incluir: (a) Breves detalhes da aplicação do ventilador. que os detalhes acima são as reais condições sob as quais o ventilador operará. Francisco S.Porto Alegre . (b) No caso de um ventilador ter que lidar com gases quentes.com. temperatura. necessitando de fatores adicionais de segurança no projeto? OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.BOLETIM TÉCNICO Nº 5 (i)Acionamento Detalhes do tipo de acionamento no ventilador.br 5-5 . é necessário que se informe as condições ambientais às quais os mancais serão submetidos. o projetista/usuário Deverá notificar o fabricante de ventiladores. etc. a menos que haja alguma disposição em contrário. (c) Se o ventilador ou acionamento deve ser resistente a intempéries. foram executadas pelo usuário. Supõe-se. Vida e tipo dos rolamentos. Av. exaustão de pintura com pistola. detalhes do suprimento elétrico.5566 . que todas as correções para densidade. Exemplos: tiragem induzida. 1501 Fone: (51) 3364.RS e-mail: comercial@otam. Bitencourt.com. etc.Fax: (51) 3364.otam.br www.1264 Caixa Postal 7056 . (d) Deve ser dada tolerância para futuro aumento de rotação? (e) Se a aplicação do ventilador é extra pesada no acionamento. Se uma base de isolamento de vibração é exigida.CEP: 91150-010 . se é de eixo horizontal ou vertical. Se houver dúvida sobre quaisquer exigências.

. 5-6 . depósitos e algumas instalações comerciais. onde o fluxo de ar em linha reta e uma instalação compacta são necessárias. . Estas vazões também apresentam características de pressão boas.Principalmente para aplicações HVAC de baixa pressão em sistemas de ar de retorno. .Desempenho semelhante ao ventilador limit load. as dimensões da carcaça não são tão críticas quanto para os ventiladores aerofólio e inclinados para trás.Aplicados em sistemas de exaustão de baixa pressão para galpões industriais.Curva de desempenho pode apresentar uma cela à esquerda da pressão de pico. .Tipos de Ventiladores PROJETO DA CARCAÇA . CURVAS DE DESEMPENHO* 10 PRESSÃO .Projeto do tipo voluta para uma conversão eficiente da pressão dinâmica em pressão estática. . mas com capacidade de pressão muito baixa. .Tipo voluta.Curva de desempenho apresenta cela à esquerda da pressão de pico. .O ar descarrega-se radialmente do rotor e gira 90° para fluir através das pás de guia.Eficientes pelos mesmos motivos do ventilador aerofólio. Pt P e h t h s We Vazão 2 4 6 8 2 0 10 CURVADOS PARA TRÁS VOLTADOS PARA TRÁS (Limit Load) RENDIMENTO 10 8 6 4 VENTILADORES CENTRÍFUGOS PRESSÃO . opera com pressão muito baixa e vazão muito alta.Um pouco mais eficiente e capaz de desenvolver pressão estática mais alta do que o ventilador tipo propeller. tais como galpões industriais. PROJETO DO ROTOR . rotores de baixo custo têm duas ou mais pás de espessura simples presas a um cubo relativamente pequeno.POTÊNCIA R 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 2 Vazão 4 6 8 2 Vazão 4 6 8 Vazão 2 4 6 8 Vazão 2 4 6 8 2 Vazão 4 6 8 2 Vazão 4 6 8 2 Vazão 4 6 8 Vazão 2 4 6 8 M CURVADOS PARA FRENTE (Sirocco) .Usualmente aplica-se a sistemas grandes os quais são de aplicação de baixa. .Unidades centrífugas são um pouco mais silenciosas do que as unidades axiais.Unidades centrífugas são ligeiramente mais silenciosas do que as unidades axiais.O ar sai do rotor a uma velocidade menor do que a velocidade periférica.As mesmas aplicações de aquecimento.Rendimento menor que o ventilador limit load.A carcaça normal não é usada.Características de pressão mais alta do que os ventiladores aerofólio.A cúpula protege o ventilador do clima e atua como calota de segurança.Selecione o ventilador preferencialmente à direita da pressão estática de pico. .POTÊNCIA . ventilação e ar condicionado do ventilador aerofólio.Tubo cilíndrico semellhante ao ventilador vaneaxial. . . . . . .A saída de ar se dá através do espaço anular da parte inferior da cúpula. 10 8 10 8 6 4 .Tipos de Ventiladores TIPO AEROFÓLIO Tabela 1 . . O rotor às vezes é revestido com material especial. Evite operar o ventilador nesta região. . .Semelhante ao ventilador aerofólio. exceto pela vazão e pressão serem um pouco inferiores.|Maior rendimento à direita da pressão de pico em 40 a 50% da vazão máxima (descarga livre).Aplicações de aquecimento.Sistemas de exaustão de baixa pressão. tais como galpões industriais. . . ventilação e ar condicionado em geral. curvados para trás e inclinados para trás. . cozinhas. uma vez que o ar descarrega do rotor ao longo de toda circunferência.Normalmente.Aplicações HVAC em sistemas de dutos de baixa e média pressão.Mais compacto que os ventiladores centrífugos para a mesma função.Sistemas de exaustão de baixa pressão. exceto quanto ao rendimento de pico levemente inferior. . .Alta vazão. depósitos e algumas instalações comerciais. Evite operar o ventilador nesta região. PRESSÃO . . portanto.Apenas pressão estática e rendimento estático são apresentados nas curvas deste ventilador. .POTÊNCIA .Anel circular simples. onde a distribuição de ar a jusante não é crítica.Normalmente operado sem conexão a um duto. .Unidades centrífugas são um pouco mais silenciosas do que as unidades axiais.POTÊNCIA A CENTRÍFUGOS VENTILADORES DE TELHADO . .Fornece exaustão mecânica. .Baixo rendimento. . .Para determinada capacidade. apresenta a rotação mais elevada dos projetos de ventiladores centrífugos. cabines de pintura à pistola e exaustão de fumos. .10 a 16 pás de perfil aerofólio curvado para trás em relação a direção da rotação.Aplicações em sistemas genéricos de HVAC de pressão baixa. . .Tubo cilíndrico com folga mínima em ralação às pontas das pás. .Rendimento inferior do que o ventilador limit load porque o ar gira a 90°.Normalmente não inclui configuração para recuperar o componente de pressão dinâmica.A potência aumenta continuamente até a descarga livre. . depósitos e algumas instalações comerciais. . . PRESSÃO .A potência atinge o máximo perto do rendimento de pico e torna-se menor. exceto pela vazão e pressão serem inferiores. . .Limitado às aplicações de baixa pressão. portanto. . porém isso normalmente não causa problemas.10 a 16 pás com espessura simples curvadas ou inclinadas para trás em relação a direção da rotação.Normalmente possui 4 a 9 pás em perfil aerofólio ou com espessura simples.A potência aumenta continuamente até a descarga livre.Usado em algumas aplicações industriais. tais como circulação de ar em um espaço ou ventilação por uma parede sem dutos. A curva apresenta uma cela à esquerda da pressão de pico. PRESSÃO . AXIAIS .Pás de guia corrigem o movimento circular provocado pelo rotor e melhoram as características de pressão e o rendimento do ventilador. 2 0 10 PRESSÃO .POTÊNCIA PROPELLER VENTILADORES AXIAIS 2 0 10 TUBOAXIAL 2 0 10 VANEAXIAL 2 0 10 CENTRÍFUGOS TUBULARES PROJETOS ESPECIAIS 2 0 10 PRESSÃO .Tubo cilíndrico com folga mínima em relação às pontas das pás. . . A seleção do motor deve levar isso em consideração. . placa de orifício ou Venturi. exceto pela folga entre o rotor e a carcaça que não fica justa. cozinhas.Padrão de descarga circular.Aplica-se principalmente em aplicações de HVAC de baixa pressão.Um bom projeto da pá propicia um capacidade de média a alta pressão com bom rendimento. . cozinhas. . .POTÊNCIA . ar formando redemoinhos. o que é uma vantagem com relação às unidades de exaustão natural ou eólica.Normalmente operado sem conexão a um duto.Rendimento apenas ligeiramente menor do que o ventilador aerofólio.Padrão de descarga circular formando redemoinhos. . com capacidade de pressão média.Alta vazão.Utilizado para aplicações de renovação de ar.Não selecionar o ventilador na declividade da curva de pressão no extremo esquerdo (cela) em relação a pressão estática de pico. 10 10 8 6 4 RENDIMENTO . depósitos e algumas instalações comerciais.O rotor reforçado é simples de ser consertado em campo. . a qual aumenta continuamente em direção a descarga livre ao selecionar o motor. . .Não é comum para aplicações HVAC. tais como estufas de secagem. . ajustável ou variável.Rendimento máximo atingido próximo a descarga livre.Utilizado em aplicações industriais no lugar de ventiladores tuboaxiais.BOLETIM TÉCNICO Nº 5 Tabela 1 . .Aplicado principalmente no transporte de materiais em plantas industriais. . .Pás de guia na aspiração ou na descarga aumentam a pressão e melhoram o rendimento.Apenas pressão estática e rendimento estático são apresentados nas curvas deste ventilador.Possui boa distribuição de ar à jusante.É essencialmente um ventilador axial montado sobre uma estrutura de suporte. .Uma vez que o projeto do rotor é menos eficiente.Considere a curva de potência. . opera com pressão muito baixa e vazão muito alta. .O ajuste entre o rotor e a aspiração não é tão crítico quanto para os ventiladores aerofólio e inclinados para trás.Desempenho semelhante ao do ventilador limit load. 2 0 10 PRESSÃO . curvados para trás e inclinados para trás. .A curva pode ter uma interrupção à esquerda da pressão de pico e o ventilador não deve operar nesta área.Os mais eficientes destes ventiladores possuem pás aerofólio. . . 10 8 6 4 2 0 10 .A curva de desempenho apresenta cela à esquerda da pressão de pico devido à perda de sustentação aerodinâmica. Aplica-se também em algumas instalações industriais de alta pressão. tais como fornalhas residenciais. Normalmente é o mais estreito de todos os projetos de ventiladores contrífugos. Pás profundas permitem expansão eficiente dentro do intervalo entre as pás. . 10 10 8 6 4 RENDIMENTO . .Para aplicações de baixa pressão com movimentação de volumes elevados de ar.POTÊNCIA 10 10 8 6 4 RENDIMENTO .Cubo é normalmente maior do que a metade do diâmentro da hélice do ventilador.POTÊNCIA 10 RENDIMENTO 10 8 6 4 2 0 10 RENDIMENTO . 10 10 8 6 4 .Curva de pressão mais plana e rendimento menor do que os ventiladores aerofólio. o que é uma vantagem com relação às unidades de exaustão natural ou eólica.POTÊNCIA 8 6 4 2 0 0 10 8 6 4 2 0 0 2 Vazão RENDIMENTO CARACTERÍSTICAS DE DESEMPENHO .As pás podem ter passo fixo.Rendimento máximo requer ajustes finos entre as peças e alinhamento entre o rotor e a aspiração.Aplicados em sistemas de exaustão de baixa pressão para galpões industriais. .Característica de pressão mais alta do que a dos ventiladores aerofólio e curvados para trás. . . 4 6 8 PRESSÃO .A curva de desempenho de alguns projetos é semelhante a do ventilador de fluxo axial e apresenta cela à esquerda da pressão de pico. 10 10 8 6 4 RENDIMENTO . M . .Transferência de energia primária pela pressão de velocidade. .POTÊNCIA 10 RENDIMENTO 10 8 6 4 2 0 10 RENDIMENTO RADIAIS R . .A pressão pode cair repentinamente à esquerda da pressão de pico. média e alta.Possui fluxo de ar em linha reta.O projeto ótimo especifica proximidade às pontas das pás e forma um fluxo de ar suave para dentro do rotor. sistemas de ar condicionado central e aparelhos de ar condicionado. . .Características de alta pressão com capacidade de vazão média.Usa a mesma configuração de carcaça que o ventilador aerofólio. . .Curva de pressão menos íngreme do que a dos ventiladores limit load. . APLICAÇÕES . PRESSÃO .A potência aumenta continuamente até a descarga livre.Maiores rendimentos ocorrem em 50 a 60% da vazão máxima (descarga livre).Aplica-se a instalações industriais grandes de ar limpo para economia significativa de energia. . . .Rendimento mais alto de todos os projetos de ventiladores centrífugos. . cozinhas.Voluta semelhante e com freqüência idêntica a outros projetos de ventiladores centrífugos. alta ou média pressão. ou auto-limitante. . B .Fornece exaustão mecânica. em direção a descarga livre.Utilizadas em algumas aplicações industriais onde a pá de aerofólio pode sofrer corrosão ou erosão devido ao ambiente.

(b) Redemoinho ou vorticidade. Em ambos os casos. a pressão e a potência são menores do que o esperado. é difícil determinar valores de perda específica para as três causas básicas de perdas de aspiração do ventilador. ou vorticidade. muitas das discussões sobre as condições de aspiração referem-se somente aos ventiladores centrífugos. os valores de desempenho catalogados. Por este motivo. Há três causas básicas ou várias combinações das três para as perdas de aspiração do ventilador: (a) Vazão não uniforme para dentro da aspiração do ventilador. é uma causa freqüente de redução no desempenho do ventilador. Se o giro for imposto na direção da rotação do rotor. o redemoinho sempre reduz o rendimento. 2. Fluxo Não-Uniforme para dentro da Aspiração do Ventilador O fluxo não-uniforme para dentro da aspiração do ventilador é tipicamente causado por uma curva instalada perto demais da mesma. em cada instalação de ventilador. O Redemoinho ou Vorticidade Redemoinho na aspiração. 1 Fluxo não uniforme para dentro da aspiração de um ventilador induzido por uma curva de 90º . Fig. a vazão e a pressão estática serão maiores do que o esperado e o potência absorvida também será maior.sem veios. Os efeitos de várias conexões de aspiração encontram-se representados nas figuras. os ventiladores centrífugos estão extremamente suscetíveis a estas condições. Enquanto péssimas condições de aspiração afetam adversamente o desempenho dos ventiladores axiais. Isto não permitirá que o ar entre no ventilador uniformemente. conforme graficamente representado na Fig. Entretanto. (c) Bloqueio de fluxo ou restrições na aspiração. resultando numa distribuição turbulenta e nãouniforme do fluxo em seu rotor. com freqüência seriamente. Este desvio do ideal produz perdas de pressão que reduzem. Estas condições são prontamente superadas instalando-se veios ou um separador na aspiração do ventilador. Devido à variedade infinita das condições de aspiração.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 EFEITOS DO SISTEMA NA ASPIRAÇÃO DO VENTILADOR desempenho de ventiladores registrado em catálogos baseia-se em testes de laboratório realizados em condições ideais que quase nunca ocorrem na aspiração do ventilador. uma situação correspondente ao uso de pás de guia (vanes) surge: a vazão do ventilador. algumas orientações gerais serão úteis para reduzí-las. Se o giro do ar for contrário à rotação do rotor. 1-7 .

BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Fig. estabelecendo o redemoinho Giro Contrário Sem Giro (b) Com duas aspirações de tamanho desigual para a câmara do plenum. 2 Redemoinho na aspiração do ventilador Plenum (a) A inércia do ar tende a concentrá-lo na parte inferior. causando redemoinho na aspiração do ventilador. estabelece-se um desequilíbrio. Curva de Resistência do Sistema Ponto de Projeto (sem giro) Giro a Favor Ponto de Operação (giro a favor) Ponto de Operação (giro contrário) Potência para Giro Contrário Potência sem Giror Potência para Giro a Favor (c) Efeito do redemoinho na aspiração no desempenho do ventilador Plenum Separador Separador Veios (d) Veios e separador evitam o redemoinho na caixa de aspiração (e) Um separador resolve o desequilíbrio que é causado por aspirações desiguais 2-7 .

Quando o duto termina num plenum. As pás de guia na aspiração. montadas no bocal.9 x pressão dinâmica no duto de aspiração Aspiração em forma de Bocal Perda de Pressão na Aspiração = 0.4). ou um duto com flanges. Fig. Quando o duto termina bruscamente.Perdas num Duto Reto de Aspiração Plenum de Aspiração Duto de Aspiração Através Flangeado da Parede Perda de Pressão na Aspiração = 0. ou num duto com flanges. Um espaçamento de 1/3 do diâmetro do rotor reduzirá a pressão e a vazão em aproximadamente 10%. Este bloqueio representa percentual maior em ventiladores menores e. Em alguns casos. Em todos esses casos. e isso parcialmente obstrui o fluxo da mesma forma que as próprias pás. contrastando com a prática de montar um conjunto acessório de pás à montante da aspiração. Isto exigirá um aumento na rotação do ventilador.Efeito do Espaço no Desempenho 100 Percentual da Pressão Estática de Pico (aspiração livre) 75 Aspiração Livre A = 50% do diâmetro do rotor 50 A = 30% do diâmetro do rotor Parede Parede A A 25 0 0 Ventilador 25 50 75 ~ ~ 100 Percentual da Vazão Máxima (aspiração livre) ~ ~ . um bocal de aspiração reduziria a perda de aspiração para 1/20 da pressão dinâmica do duto de aspiração. 5). freqüentemente resultam numa resistência adicional ao fluxo que diminui o desempenho catalogado. os ventiladores são instalados em câmaras tipo plenum com aspirações abertas. 4 .05 x pressão dinâmica no duto de aspiração Fig. com 3-7 um aumento correspondente da potência de aproximadamente 12%. com um aumento correspondente na potência absorvida. Por exemplo. 3). o duto termina bruscamente (Ver Fig. através de uma parede. Ocasionalmente. através de uma parede. Paredes ou obstruções similares devem ser mantidas a uma distância mínima "A" correspondente a meio diâmetro do rotor do ventilador (Ver Fig. que empregam pás de guia variáveis na aspiração. com um diâmetro maior. Nestes casos. a parede do plenum poderá estar suficientemente próxima à aspiração do ventilador restringindo o fluxo de ar. 3 . um ventilador de 300 mm de diâmetro deve funcionar com rpm 4% mais alta para atender a capacidade informada no catálogo. uma perda na pressão estática será imposta. assim sendo. há uma perda de pressão correspondente a metade da pressão dinâmica do duto de aspiração. um ventilador poderá ter um duto de aspiração reto relativamente curto iniciando num plenum.5 x pressão dinâmica no duto de aspiração Aspiração Reta Perda de Pressão na Aspiração = 0. Em algumas aplicações. Há uma tendência crescente na indústria de ventiladores de montar pás de guia variáveis na aspiração dentro do bocal do ventilador. Instalações de ventiladores.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Bloqueio de Fluxo ou Restrições na Aspiração Restrições ou bloqueios na aspiração do ventilador podem ser encontrados devido às condições de instalação de campo. a perda de pressão é 9/10 pressão dinâmica do duto de aspiração. e numa área de mais baixa velocidade. a perda de desempenho é proporcionalmente maior (Ver Fig. para corrigir a situação. Sob certas condições. freqüentemente apresentam o seu mecanismo de atuação no centro.

incluindo um endireitador de fluxo. derivados destas condições de descarga ideais. e podem ser significativamente maiores com ventiladores menores em velocidades lentas. Redução na Recuperação da Pressão Estática O ar que sai de um rotor de ventilador do tipo centrífugo é liberado com um componente de velocidade radial. conseqüentemente. Ao selecionar um motor em ou próximo a sua capacidade nominal.Restrição das Pás de Guia na Aspiração Percentual de Acréscimo na RPM e Potência 15 10 Potência Absorvida 5 RPM 0 30 40 60 Diâmetro do Rotor do Ventilador (polegadas) Além do bloqueio da transmissão e das correias.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Ve n t i l a d o r e s d e s i m p l e s a s p i r a ç ã o s ã o freqüentemente testados. O comentário feito a respeito dos efeitos do suporte de mancal para os ventiladores de simples aspiração também se aplica a este caso. Basicamente. com objetivo de avaliação de desempenho. eles apresentam tipicamente muitos diâmetros equivalentes de comprimento de duto. Além disso. Conseqüentemente. a velocidade de descarga do ventilador não é uniforme através da área de descarga. A redução será maior para ventiladores de pressão mais alta do que para ventiladores de baixa pressão devido ao mancal e seu suporte serem maiores. exibindo um perfil típico de velocidade de regime turbulento. Perdas típicas de transmissão por correias representam 2 a 6%. Como resultado. Estes efeitos são geralmente inferiores a 4% na rotação ou vazão e 12% na potência. EFEITOS DO SISTEMA NA DESCARGA DO VENTILADOR ondições de descarga do ventilador não alteram as características de seu desempenho da mesma forma que ocorre com turbulências na aspiração. estas condições de saída quase nunca são obtidas na prática. portanto. são mensuráveis. Parte da energia dinâmica é convertida em pressão estática. Perdas nas correias são uma função da tensão. . parcialmente por sua própria natureza e parcialmente devido ao endireitador. potência adicional é necessária ao utilizar-se mancais e graxa para serviço pesado (heavy duty). num arranjo sem mancal na aspiração. O fluxo de ar resultante da descarga do ventilador é. Quando o desempenho dos ventiladores é testado. isto deve ser levado em consideração. Isto elimina o efeito de bloqueio das correias e da polia movida. anexos à descarga. atingindo seu valor máximo pela concentração de ar no raio externo da voluta. estas perdas são o resultado de um ou ambos dos seguintes fatores. e assim o fabricante de ventiladores tabula os dados de desempenho do ventilador. e não preenche 4-7 C por completo a área de descarga. o desempenho destes ventiladores com um mancal na aspiração será ligeiramente menor do que o valor catalogado. Infelizmente. na estação de medição. da quantidade e do tipo de correias. 5 . O desempenho catalogado é ligeiramente reduzido pela transmissão normal por correias. Ventiladores de dupla aspiração são freqüentemente avaliados usando-se uma extensão no eixo motriz. com freqüência. há uma grande distância para que o fluxo se redistribua e a espiral desaparecerá. de natureza espiral e não-uniforme. de área constante. As condições de descarga do ventilador podem ser responsáveis por perdas do sistema que. o fluxo será muito uniforme. A redução do desempenho será proporcionalmente maior para ventiladores menores do que para ventiladores maiores devido à área de bloqueio relativamente maior. Fig. o que resulta em vórtices de descarga de ar. Esta redução é maior em ventiladores de pressão maior devido às polias e correias serem mais largas.

então. Pobre Correto 15ºmax. não se recomenda que seja de raio pequeno e anexada diretamente à descarga do ventilador. uma curva de raio médio deve ser usada (raio médio mínimo 1. se o ventilador tivesse uma velocidade uniforme em toda sua área de descarga. de apenas um ou dois diâmetros equivalentes. isto também acrescenta uma ligeira perda de pressão para que o ventilador supere. Quando os ventiladores sopram para dentro de um plenum. os danos aos filtros. enquanto que a resistência de uma placa perfurada depende do tamanho dos furos e da área livre.5 mmca. calculada em função da velocidade de descarga do ventilador. colocados na frente do banco de filtros os protegerão de danos.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Ou o projeto do sistema deveria tentar usar um duto reto de 3 a 5 diâmetros equivalentes de comprimento à jusante do ventilador e. especialmente do tipo manga. ocorre uma perda devido ao alargamento repentino na seção de fluxo. A adição de um duto curto de descarga. Quando dutos de descarga retos são usados. velocidades de descarga reais médias são de 120 a 180% do valor do catálogo. Quando uma curva tiver que ser usada na descarga do ventilador. devido ao impacto do ar em alta velocidade a uma curta distância. mas somente se a velocidade de descarga nominal do ventilador for menor que 10 m/s para minimizar problemas de geração de ruído. Esta curta distância até mesmo permite uma redistribuição significativa da velocidade com a recuperação estática correspondente. então.5 x diâmetro do duto equivalente) ou um duto reto com comprimento de um diâmetro equivalente seguido por um curva quadrada com veios. além das perdas já citadas. criam uma queda de pressão estática maior do que o esperado devido à turbulência e ao perfil de velocidade existente na descarga. Isso é uma prática comum e boa para projetos de dutos. consideravelmente reduzida. (Fig. Recomenda-se que a transição para um duto de área maior seja realizada com uma peça que apresente um ângulo de não mais do que 15º (inclusive) para minimizar as perdas. através disso. A seguinte tabela mostra um aumento aproximado em RPM e potência absorvida dos ventiladores para os valores catalogados quando não há duto de descarga. ao comprimento reduzirá significativamente esta perda repentina devida ao alargamento. a velocidade real não é absolutamente igual ao valor tabulado. Por esta razão. Preferivelmente. se isto não for possível. a perda de pressão de descarga seria equivalente a pressão dinâmica. Isto resulta em perdas reais de pressão de descarga de 150 a 300% do que se computaria da velocidade de descarga do catálogo. Entretanto. Teoricamente. 6) Fig. A perda de descarga será. obter uma recuperação estática ou. A perda de pressão pelos filtros laváveis de 50 mm de espessura geralmente não excede 2.Transição na Descarga de Ventiladores Centrífugos Recomenda-se que a perda de descarga e num plenum seja obtida do fabricante do ventilador. fornecer potência adicional para compensar as perdas dinâmicas. como fazem em muitos sistemas de ventilação. tanto pré-filtros de metal laváveis de 50 mm de espessura ou uma placa perfurada de metal. . Infelizmente. pois a magnitude desta perda varia com o tipo de ventilador. 5-7 A descarga de um ventilador para dentro de um plenum pós-filtro deve levar em consideração. imediatamente na saída de descarga do ventilador. Tipo de Ventilador Sirocco Limit Load Aerofólio Aumento % em RPM 6 4 3 % mínimo Pot ABS 20 13 9 15ºmax. resultarão numa perda menor. Curvas nos Dutos As curvas nos dutos. Esta perda pode ser estimada consultando-se os dados de desempenho de grelhas no catálogo de qualquer fabricante. não é recomendado que qualquer transformação repentina para áreas maiores seja usada. 6 . Esta é a velocidade que é tabulada nos catálogos de ventiladores.

assume-se uma perda igual a 0. Para a posição C. porém eles realmente estabelecem um nível de perda adequado para fins de projeto. Com uma velocidade de descarga não-uniforme e em forma espiral. Se o fluxo fosse uniforme. Isto resultará na menor perda das quatro posições.6 vezes a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal para os ventiladores de simples aspiração e 0. a redistribuição de velocidade nesta situação resulta em uma perda mais alta do que para os ventiladores de dupla aspiração.75 vezes a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal para os ventiladores de dupla aspiração. consequentemente. Se a velocidade de descarga do ventilador fosse uniforme. Deveria ser usada sempre que possível. (Fig. O ventilador de simples aspiração tem sua velocidade de descarga máxima no lado oposto àquele que é normal para uma curva. assume-se uma perda igual a 1. Estes fatores de perda são somente aproximados. onde a velocidade de descarga máxima está centrada como na posição B. A perda dos ventiladores de dupla aspiração é maior porque a velocidade máxima de descarga do ventilador fica no centro e deve ser desviada no lado de fora da curva. Nestes ventiladores. tanto para os ventiladores de simples quanto para os dupla aspiração. a porção de alta velocidade do fluxo da ar fica no mesmo lado da voluta e da curva. A redistribuição de fluxo resultante gera perdas altas.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Presumindo-se que uma curva de raio médio de seção transversal retangular é ajustada à descarga do ventilador. Esta posição é a mais desfavorável das quatro. Assume-se uma perda igual a 0.9 vezes a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal para os ventiladores de simples aspiração e 0. Para a posição B. 7 . tal curva teria uma perda de pressão de 0. sem qualquer espiral. ela pode conduzir o ar em qualquer uma das quatro direções. Energia deve ser gasta para desviar o fluxo e. Para a posição D. tanto para os ventiladores de simples quanto para os dupla aspiração. e qualquer direção para a qual a girássemos seria irrelevante.25 x velocidade de descarga do ventilador. uma perda adicional é introduzida. poderíamos calcular rapidamente a perda na curva. 7 mostra uma ilustração das quatro posições). Conseqüentemente. a segunda posição de menor perda para um ventilador de simples aspiração. Fig. Para a posição A.5 vezes a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal.Padrões de Fluxo em Curvas de Descarga Simples e Dupla Simples Aspiração Aspiração Posição A Dupla Aspiração Posição B Simples e Dupla Aspiração Posição C Simples Dupla Aspiração Posição D Aspiração 6-7 . não podemos aplicar qualquer dos fatores de fricção para dutos e curvas normais que se encontram no Manual ASHRAE ou outras referências. a velocidade máxima de descarga fica no lado oposto da curva. tanto para ventiladores de simples como de dupla aspiração.0 vez a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal. O fluxo numa curva localizada na descarga de um ventilador difere em cada uma das quatro posições. Assume-se uma perda igual a 0. a velocidade alta saindo da voluta continua pelo lado de fora da curva.75 vezes a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal para os ventiladores de dupla aspiração. Isso se aplica somente quando o fluxo for uniforme através do duto.

br www.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Os ventiladores são freqüentemente instalados em caixas retangulares também chamadas de “gabinetes". Deveria haver um duto reto de 1. no máximo. com freqüência.otam. A Fig. com um ângulo de convergência de.5566 . possuem dois ventiladores descarregando para dentro de um mesmo duto por meio de uma conexão bifurcada. e as perdas já explicadas são então usadas.br 7-7 . 1¹/² dia OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. Av. Francisco S.com.com. 8 Construção Apropriada de uma conexão bifurcada numa unidade de dois ventiladores 30º max. Bitencourt.1264 Caixa Postal 7056 . a fim de que o ventilador alcance o desempenho do catálogo.5 diâmetros equivalentes de comprimento antes da transição. a descarga do ventilador é tratada como se fosse uma descarga livre para dentro de um plenum. 30º em cada lado.CEP: 91150-010 . Fig. Ventiladores de gabinete. 1501 Fone: (51) 3364.RS e-mail: comercial@otam. Se estes parâmetros de projeto não puderem ser atendidos.Porto Alegre . 8 mostra as exigências para a conexão bifurcada.Fax: (51) 3364.

Todas as informações apresentadas aqui sobre taxa de carga dinâmica baseiam-se na vida que espera-se que 90% de um grupo bastante grande de rolamentos. Este é o número de horas que 50% de um grupo de rolamentos idênticos e com carga idêntica deverá sobreviver. Cálculo da Vida do Rolamento (1) Velocidade angular. A seleção da polia movida é muito importante para assegurar que a vida L10 não seja abreviada. vidas que são atingidas ou excedidas com uma probabilidade maior que 90%. etc. Por exemplo. que rolamentos aparentemente idênticos operando sob condições idênticas têm vidas diferentes. rpm C = índice de carga dinâmica básica. Equação de Vida do Rolamento O método mais simples de cálculo da vida é a equação ISO para vida nominal básica.667 x C horas n S L10 L5 L4 L3 L2 L1 90 95 96 97 98 99 1 0. portanto. N Fator de Ajuste de Vida O fator para confiabilidade é usado para determinar outras vidas. rpm P = potência instalada.S = T x 2 N ( ( Onde: n = velocidade de rotação.000 horas possui uma vida L50 de 240. Queira consultar a tabela abaixo para fator de ajuste. venha a atingir ou exceder.000 horas. L10 (ou vida nominal) e concorda com a definição ISO. Isto é chamado de vida nominal básica. antes que o primeiro sinal de fadiga (escamação.21 Ocasionalmente. onde: p = 3 para rolamento de esfera p = 10/3 para rolamento de rolos (5) Horas de Operação.62 0. isto é.53 0. como segue: p L10h= 16. que não a nominal básica. N p = expoente de vida. W D = diâmetro da polia. um rolamento com uma L10 de 60. w = 2p n rad/s 60 (2) Torque Máximo.) ocorra numa de suas pistas ou elementos de rolamento. tanto em testes de laboratório quanto na experiência prática. fissuras. A Valor do Fator de Ajuste de Vida Grau de vida Confiabilidade Fator de Ajuste % Entretanto. aparentemente idênticos. onde: L10h= 16. L10.44 0. o termo "vida média" ou L50 é usado.000 N (D/2) (4) Carga Dinâmica de Partida da Polia. cv = P Nm W (3) Carga Dinâmica da polia.33 0. essencial para o cálculo do tamanho do rolamento.667 x n ( ( C S p horas n = velocidade de rotação. é mais conveniente lidar com uma vida nominal básica expressa em horas de operação. Uma definição mais clara do termo "vida" é. Para rolamentos operando em uma rotação constante. N S = carga dinâmica equivalente do rolamento. T = cv x 1. 1-2 . mm S = carga máxima do rolamento. é evidente. É calculada. multiplicando-se a vida L10 por 4.BOLETIM TÉCNICO Nº 7 VIDA DOS ROLAMENTOS DOS VENTILADORES Vida do Rolamento vida de um rolamento é definida como o número de horas de operação numa determinada rotação constante (ou número de revoluções) à qual o rolamento é capaz de resistir.

1501 Fone: (51) 3364.667 x C ³ = 16. C = 52. = GRAE 55 Carga máxima do rolamento. D = 450 mm Tipo de rolamento.br 2-2 .638 (( ( ( OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.000 = 409.5566 .3 Nm w 73. w = 2p n = 2p 700=73.I Potência instalada.com. cv = P = 30.819 x 2 = 3.700 3 =72. Bitencourt. Francisco S.otam. P = 30kW Rotação.1264 Caixa Postal 7056 .br www. n = 700 rpm Diâmetro da polia movida.CEP: 91150-010 .000 = 409.Porto Alegre . T = cv 1.378 horas n S 700 3. L10h =16.638 N (5) Horas de Operação. Tipo de ventilador =RSD 800 arr.667 x 52.com.RS e-mail: comercial@otam. Av.3 (3) Carga Dinâmica da polia.3 x 1.Fax: (51) 3364. S = T x 2 = 1.3 rad/s 60 60 (2) Torque Máximo. determine a vida do rolamento.BOLETIM TÉCNICO Nº 7 Exemplo Dadas as seguintes especificações.700 N (1) Velocidade angular.000 = 1819 N (D/2) (450/2) (4) Carga Dinâmica de Partida da Polia.3 CL.

Fluxo de Ar através de um Reservatório de Líquido Estacionário Normalmente. Cada componente oferecerá alguma resistência ao fluxo. No entanto. em cada ponto de vazão de ar. se a pressão produzida pelo ventilador for adequada. Esta curva é chamada de curva característica do sistema. as bolhas fluirão. 1. serpentinas de aquecimento e resfriamento. O total destas resistências é chamado de resistência do sistema ou perda de carga/pressão. como acontece na ventilação de esgotos ou de ferro em fusão. Nenhuma bolha pode passar pelo líquido Característica do Sistema Pe = K Pe K Característica do Ventilador Q Fig. Uma curva de um ventilador mostra uma representação típica de pressão estática versus vazão.e. No entanto. A Fig. a pressão hidrostática obviamente não dependerá do volume de ar forçado pelo líquido. Isso mostrará as pressões estáticas diferentes que serão necessárias para forçar determinados volumes de ar através deste sistema específico. filtros de mangas e outros filtros ou reservatórios de líquidos. transições de expansão ou convergentes. 2 apresenta a característica do ventilador e a característica do sistema para este caso. será bastante elevada para o ferro em fusão). independentemente do volume de ar. (O volume de ar dependerá somente da quantidade de ar disponibilizada pelo ventilador. com o volume de ar atravessando o sistema. haverá um ponto de intersecção das duas curvas. nenhuma pressão extra (apenas mais capacidade do ventilador) é necessária para forçar mais ar pelo líquido. portanto.) Nenhum ar pode borbulhar se a pressão máxima produzida pelo ventilador for menor do que essa pressão hidrostática. Este será.BOLETIM TÉCNICO Nº 8 CARACTERÍSTICAS DOS SISTEMAS DE VENTILAÇÃO E DOS VENTILADORES Sistemas de Ventilação m sistema de ventilação consiste de um ventilador (ou vários ventiladores) e vários elementos através dos quais o fluxo de ar pode passar. telas e grelhas. portanto. o ponto de operação. e o ventilador deve desenvolver pressão estática suficiente para superar estas resistências. U Um sistema de ventilação também terá uma curva característica de perda de pressão versus vazão. dampers. Fig. bocais. Esses elementos podem ser dutos. Bolhas de gás poderão passar pelo líquido Característica do Ventilador Pe Ponto de Operação K Q Característica do Sistema Pe = K . a resistência do sistema (i. Esta pressão hidrostática será proporcional à profundidade do reservatório e ao peso específico do líquido (portanto. venezianas. A pressão estática produzida pelo ventilador tem que ser igual à perda de carga.. a pressão estática necessária) deverá aumentar com a velocidade e. curvas. Esta curva pode ser chamada de curva característica do ventilador. Este ponto de intersecção será o único ponto que irá satisfazer tanto a característica do ventilador quanto a característica do sistema. Aqui a resistência do sistema será constante. quando obstruído. 1 Característica do ventilador e característica do sistema para um reservatório de bolhas sem qualquer ponto de intersecção. Deste ponto em diante. Observe que a característica do sistema é uma linha horizontal reta. Ela mostra as diferentes pressões estáticas que um ventilador específico produz. 2 Característica do ventilador e característica do sistema para reservatório de bolhas com ponto de intersecção. porque é 1-3 simplesmente a pressão hidrostática apresentada pelo líquido. Isso encontra-se ilustrado na Fig. Uma exceção é um reservatório de líquido estacionário através do qual o ar ou um gás é forçado em bolhas. Se plotarmos as curvas característica do ventilador e característica do sistema no mesmo gráfico.

3. Fluxo através de Filtros de Manga A área total das mangas. À parte essa exceção. O valor do Número de Reynolds correspondente. arroz. a velocidade do ar passando pelo tecido é muito baixa.305) 1. são necessários ventiladores centrífugos. A característica do sistema para fluxo laminar pode ser calculada a partir da fórmula. eles são armazenados em silos cilíndricos para grãos. No entanto.015 a 0. para pressões mais altas. então.82x10-5 Re = 307 Isso está bem abaixo do valor 2000 onde o fluxo turbulento pode iniciar. Ns/m² Para o ar padrão. m m = viscosidade do ar. A pergunta agora é: com que rapidez aumentará? A resposta é: depende da velocidade do ar e do tipo de fluxo de ar resultante (laminar ou turbulento). desde 0 m3/s ao ponto de operação e além dele. aproximadamente 0.5 2-3 . cevada e trigo devem ser secados após a colheita para evitar que o grão estrague. a pressão estática necessária para soprar ou extrair ar por um sistema de ventilação não é constante. independentemente da velocidade do ar. qualquer que seja a pressão estática.BOLETIM TÉCNICO Nº 8 Repetindo. A constante K determina o declive da linha reta: K = tana. em kg/m³ V = velocidade média do ar. Isto significa que o fluxo pelos filtros de mangas é laminar.015 a 0. porém.015)(0. a eficiência do filtro melhora. m/s D = diâmetro do duto.305 m Re = (1. numa câmara de filtragem. e a fórmula para a característica do sistema é Pe = K(Q)1.22 kg/m² e m = 1. e o Número de Reynolds (Re) é pequeno. mas aumenta com a vazão de ar ou a velocidade. o início de um fluxo ligeiramente turbulento. podemos calcular o número Reynolds a partir da seguinte equação: Re = rVD m Onde: r = densidade do gás. soja.020 m/s que passa pelos filtros de manga já analisados. que podem ter de 4 a 25 m de altura. A pressão estática necessária para superar a resistência do sistema depende da altura do silo e do tipo de grão. r = 1. Com esse objetivo. aproximadamente seis vezes o valor de 0. tal como ar passando pelas mangas de filtragem Característica do Ventilador Ponto de Operação Pe Característica do Sistema Pe = K x Q a Q Fluxo através de um Silo de Grãos Vários grãos. tais como milho.82 x 10-5 Ns/m² Para diâmetro de duto de 1 pé = 0.020 m/s. é grande a fim de manter a resistência ao fluxo de ar baixa. Como resultado da área grande. À medida que os filtros ficam tapados pelo pó. os ventiladores axiais podem ser usados. a característica do sistema é uma linha reta horizontal. e a resistência do sistema e o ângulo a aumentam. Para pressões menores. Pe = K x Q Esta é uma linha reta inclinada através da origem. Fig. 3 Característica do ventilador e característica do sistema para fluxo laminar.22)(0. porém. é de aproximadamente 2100. conforme mostra a Fig. mesmo quando os filtros começam a ser bloqueados pelo pó. a característica do sistema continua sendo uma linha reta. Ventiladores axiais ou ventiladores centrífugos são usados para forçar ar aquecido para dentro do silo. Pode variar de 750-5000 Pa. A fórmula para esta característica de sistema é: Pe = K (Q)0 = K A constante K determina a altura da linha horizontal acima da linha de vazão de ar. indicando que a pressão estática necessária para forçar bolhas pelo líquido é constante. a velocidade do ar que passa pelo grão fica em torno de 0.1 m/s. Para ar padrão.

3)2 = 59 Pa. para fluxo ligeiramente turbulento.5 2 Pe = K (Q) Resevatório borbulhante Filtro de Mangas Silo para Grãos Sistema de Ventilação Laminar Ligeiramente turbulento Turbulento 0. Característica do Sistema Pe = K x Q² Q É interessante observar que a equação básica da perda por atrito. o que é normal em sistemas de ventilação.Comparação das Condições de Fluxo para Quatro Sistemas de Ventilação Tipo de Sistema Tipo de Fluxo Velocidade do ar (m/s) Número de Reynolds Fórmula para a característica do sistema Pe = K (Q) 0 Pe = K (Q) Pe = K (Q) 1. como mostra a Fig. Tabela 1. tanto a velocidade do ar quanto o valor de Reynolds é consideravelmente maior do que em filtros de mangas ou em silos para grãos. Suponhamos que o nosso sistema consista deste duto de 715 mm de diâmetro interno mais algum outro equipamento.0 m³/s contra uma pressão estática de 600 Pa. Característica do Ventilador Pe Ponto de Operação Fig.960 307 2100 477000 3-3 .96/1.4015 = 9. como os usados em prédios.100 9. Fig. 5 Característica do ventilador e característica do sistema para fluxo turbulento. a curva fica mais íngreme. a velocidade do ar será de V = 4.5 Ponto de Operação Q Pe Vazão por um Sistema de Ventilação Em um sistema de ventilação convencional.0195 L Pd D é proporcional a (Q)². Para silos mais altos e para uma maior compactação dos grãos (tal como trigo).4015m². como ar passando por silos para grãos A fórmula para a característica de sistema agora é Pe= K(Q)² Esta é uma parábola pela origem. O duto de 715 mm de diâmetro interno possui uma área de 0. Se um ponto da característica do sistema for conhecido. (Somente na seção dos filtros estas grandezas ainda são pequenas). um ventilador axial de 710 mm distribuiu 4. para um duto redondo e reto com diâmetro constante e paredes lisas: f = 0.BOLETIM TÉCNICO Nº 8 Esta é uma curva através da origem. Por exemplo.96 m/s e a pressão dinâmica será Pd = (9. este é um fluxo definitivamente turbulento. A constante K determina o declive da curva. os outros pontos podem ser calculados e a parábola pode ser plotada.0/0.015 0. 4 Característica do ventilador e característica do sistema. 4. indicando a mesma coisa que para um sistema de ventilação. como mostra a Fig. Nosso valor de Reynolds será de Re = 477370. 5. conseqüentemente. Uma vez que este valor de Reynolds está muito acima de 2000. resultando em uma pressão de resistência total de 600 Pa. A Tabela 1 resume os quatro tipos diferentes de sistemas de ventilação. prevalecendo em sistemas de ventilação Característica do Ventilador Característica do Sistema Pe = K x Q1.

O valor de "e" também expressa a tolerância de balanceamento ou a excentricidade residual. uma força centrífuga. Este deslocamento é chamado de excentricidade. Esta vibração induzida. G em mm/s está ligado ao desbalanceamento residual máximo. eixo. e (mm). F. sua extremidade descrevendo um círculo.3 (amplitude de velocidade de vibração = 6. etc. portanto.3 mm/s) para balancear os rotores. Usando a recomendação ISO G4.. engrenagens. e = me . Definições Desbalanceamento é a distribuição desigual da massa nos corpos girantes (rotor. Equação eT Este método está de acordo com a norma ISO 1940/1-1986. Esta excentricidade. irá equilibrar o rotor. pode causar desgaste excessivo nos rolamentos. R M Desbalanceamento Residual Permissível ou Tolerância de Balanceamento. pequeno. estamos seguindo a recomendação ISO e usando um grau de qualidade de balanceamento de G6. Vide Fig. O desempenho diminui por causa da absorção de energia pela estrutura de suporte. quando feita de forma correta. Isso resulta no deslocamento do eixo de sua posição de repouso. eixos. buchas. etc. As vibrações exercem tensões alternantes altamente indesejáveis nos suportes e elementos estruturais e podem terminar causando seu colapso total. considere um disco com raio. age sobre me e é transmitida para o eixo. 2. reduzindo substancialmente sua vida útil. ao redor de sua posição normal. 1. Os dados fornecidos pela balanceadora permitem a mudança da distribuição de massa de um rotor. polia. Uma vez que não é possível haver um balanceamento de 100%. R (mm) e massa m (kg) deslocada devido a um excesso de massa me (g). Quando o disco está em movimento de rotação. em um ponto em particular. nunca pelo balanceamento em si.0 para valor de balanceamento. n em rpm pela fórmula: eT = 10 x G (N/1. O desbalanceamento de apenas um componente girante de um conjunto pode fazer com que todo o conjunto vibre. Vide Fig. está ligada ao valor do desbalanceamento me (gramas) para um rotor de raio R (mm) e massa m (kg) através da fórmula abaixo. necessário que se balanceie o rotor para obter uma ou mais das seguintes condições: (a) (b) (c) (d) (e) (f) (g) (h) Aumentar a vida do rolamento Minimizar a vibração Minimizar ruídos Minimizar tensões de operação Minimizar fadiga e aborrecimento dos operadores Minimizar perdas de potência Aumentar a qualidade do produto Satisfazer os consumidores U Excentricidade significa não ter o mesmo centro ou eixo de rotação. e essa mudança. por sua vez. localizar e medir o desbalanceamento. O balanceamento é detectado pela observação da ausência de desbalanceamento. eT em mm e para a velocidade de rotação. torna-se necessária uma tolerância para balancear. Objetivo da Balanceadora Uma balanceadora.000) 1-3 .).BOLETIM TÉCNICO Nº 9 DESBALANCEAMENTO RESIDUAL PERMISSÍVEL m rotor desbalanceado pode causar vibrações e tensões no próprio rotor e em sua estrutura de suporte. ou máquina de balancear. é necessária para detectar. As vibrações podem ser transmitidas pelo solo até às máquinas adjacentes e prejudicar seriamente sua precisão ou funcionamento adequado. Referindo-nos à Fig. Por exemplo. 3. Torna-se.

m = 50 x 8. determine o desbalanceamento residual permissível e o valor mínimo do desbalanceamento residual. Fig.1 = 2. R = 152mm Grau de balanceamento. m = 8. R m => me = e . a Excentricidade Residual Permissível é 50 mm e o Desbalanceamento Residual Permissível é de 2. G =4(significa velocidade de vibração = 4mm/s para a polia).0 00) 800/1. Rotação.1 kg Raio da polia.BOLETIM TÉCNICO Nº 9 Exemplo Considerando-se os seguintes dados.000 Cálculo do Valor Máximo de Desbalanceamento Residual. me Rotação Eixo F Cálculo do Desbalanceamento Residual Permissível ou Tolerância de Balanceamento eT = 10 x G = 10 x 4 = 50mm (n/1.66 g para esta polia. n = 800rpm Massa da polia.66g R 152 Fig. 1 Posição de Repouso F E Portanto. p e = me . 2 2-3 .

em micrometros. Bitencourt. Francisco S. 1501 Fone: (51) 3364.RS e-mail: comercial@otam. expressa em milímetros por segundo OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.br 3-3 .2 0. 3 Valor de Desbalanceamento Máximo Residual Permissível correspondente aos diversos Graus de Qualidade de Balanceamento Desbalanceamento Residual Permissível por Unidade de Massa do Rotor.com.O valor numérico após a letra G é igual ao produto de eper x rotação.br www.Fax: (51) 3364. 5 10 G 1 5 G 0. Av.5 1 2 5 10 20 50 100 200 Velocidade de Rotação Máxima de Serviço 500 1000 2000 r/s NOTA .CEP: 91150-010 .Porto Alegre .otam.5566 . U per/m = e per em g.1 30 50 100 200 500 1000 2000 5000 10 000 50 000 100 000 r/min 0. 50 3 G 20 2. 4 2 1 0. para balanceamento em um plano de correção) 100 000 G 50 000 0 63 G 20 000 0 25 10 000 G 0 10 5 000 2 000 1 000 500 G 40 200 G 16 100 G 6.5 0. e per .mm/Kg (Deslocamento Residual Permissível do Centro de Massa.1264 Caixa Postal 7056 .com.BOLETIM TÉCNICO Nº 9 Fig.

sob condições de teste aprovadas. ponto de rendimento de pico da curva do ventilador. nas bandas de oitava. a Tabela 1 pode ser usada. do tipo de ventilador. ou próximo do. Ponto de Operação Os níveis de potência sonora específicos fornecidos na Tabela 2 são para ventiladores que estiverem operando no. de pás)/60 O número de pás e a rotação do ventilador podem ser obtidas no catálogo de seleção de ventiladores. poderão ser estimados através do seguinte procedimento. é vantajoso para a conservação de energia e corresponde aos níveis de ruído mínimos para aquele ventilador. Isto está de acordo com a prática recomendada para a seleção de tamanho e rotação de um ventilador.Pá radial. conforme mostra a tabela 3. um ventilador não for ou não puder ser selecionado de forma ótima. os ventiladores menores são um pouco mais barulhentos do que os maiores. Tabela 1. que é definida como o nível de potência sonora gerada por um ventilador operando a uma capacidade de 1 m³/s (ou 1 cfm) e uma pressão de 1 Pa (ou 1" de água).Curvado para frente . pressão total (Pt) e rendimento (h). em parte. deve-se fazer um incremento na banda de oitava em que recai a freqüência da pá. vazão de ar (Q). O número de decibéis a ser acrescentado a esta banda é chamado de incremento de freqüência de pá (BFI). realizando determinado trabalho. e a força desse tom depende. Se este catálogo não estiver disponível.BOLETIM TÉCNICO Nº 10 CÁLCULO DA POTÊNCIA SONORA DO VENTILADOR O ruído do ventilador é uma função de seu projeto (Kw). Reduzindo-se todos os dados de ruído do ventilador para esse denominador comum.Banda de Oitava em que o Incremento de Freqüência da Pá (BFI) ocorre Tipo de Ventilador Banda de Oitava em que BFI ocorre Centrífugo .Aerofólio. se tais dados não estiverem disponíveis prontamente. 1-3 . as divisões de tamanho indicadas são práticas para se estimar o ruído do ventilador. Os ventiladores geram um tom na freqüência de passagem da pá. é melhor obtida a partir dos dados de teste reais do fabricante do ventilador. veja os Boletins Técnicos nº 4 e 12. os níveis de potência sonora. de forma que a operação caia neste ponto ou perto dele. o nível de potência sonora específico serve como base para comparação direta dos níveis de banda de oitava de vários ventiladores. e como base para um método convencional de calcular os níveis de ruído de ventiladores em condições de operação reais. para vários ventiladores. por quaisquer motivos. curvado para trás ou inclinado para trás . baseado no nível de potência sonora específica. A geração de potência sonora de um determinado ventilador. Para uma descrição mais completa dos tipos de ventiladores. Embora qualquer divisão desse tipo seja necessariamente arbitrária. deverá atender essa situação. soprador Vaneaxial Tuboaxial Propeller 250 HZ 500 HZ 125 HZ 125 HZ 63 HZ 63 HZ Os níveis de potência sonora específicos e os incrementos de freqüência da pá encontram-se listados na Tabela 2. O ruído do ventilador pode ser classificado em termos do nível de potência sonora específica. construção e aplicações. Freqüência da Passagem das Pás (Bf) Estudos recentes mostram que. Entretanto. A freqüência da pá (Bf ) é: Bf = (rpm x Nº. o nível de ruído produzido irá aumentar e um fator de correção C. Para registrar esta freqüência de passagem da pá. Se.

Qual é o nível sonoro estimado? Lw = Kw + 10log(Q/Q1) + 20 log (P/P1) + C 2-3 .Fator de Correção Devido o Ponto de Operação Fora do Rendimento de Pico Rendimento Estático % de Pico 90 a 100 85 a 89 75 a 84 65 a 74 55 a 64 50 a 54 Fator de Correção C 0 3 6 9 12 15 Lw = K w= Q = Q1= P = P1= C= nível de potência sonora estimado do ventilador (dB re 1 pW) nível de potência sonora específico (ver tabela 2) vazão de ar. Exemplo: Um ventilador Sirocco RSD 500 foi selecionado para suprir 4. Previsão de Potência Sonora do Ventilador (Lw) Os níveis de potência sonora nas condições de operação reais poderão ser estimados usando-se a vazão e a pressão total do ventilador. Este fator de correção deverá ser aplicado a todas as bandas de oitava.5m > 1m < 1m > 1m < 1m Todos 63 32 36 47 45 55 63 39 37 41 40 48 125 32 38 43 39 48 57 36 39 39 41 51 250 31 36 39 42 48 58 38 43 43 47 58 500 29 34 33 39 45 50 39 43 41 46 56 1000 28 33 28 37 45 44 37 43 39 44 55 2000 23 28 25 32 40 39 34 41 37 43 52 4000 15 20 23 30 38 38 32 38 34 37 46 8000 13 15 20 27 37 37 26 35 32 35 42 BFI 3 2 8 Vanexial 6 Tuboaxial 5 Propeller 5 Onde: Tabela 3 . curvado para trás inclinado para trás Curvado para frente Pá radial Soprador Tamanho do Rotor > 0.5m < 0. quando a pressão for em Pascal (1 polegada H O) 2 fator de correção em dB. conforme segue: Os valores do nível de potência sonora estimado são calculados para todas as oito bandas e o BFI é acrescentado à banda de oitava na qual a freqüência de passagem da pá cair.BOLETIM TÉCNICO Nº 10 Tabela 2 .000472. m³/s (cfm) 0.15 m³/s a 750 Pa.Níveis da Potência Sonora Específicos (dB re 1pW) e Incrementos de Freqüência da Pá (BFI) para Vários Tipos de Ventiladores Freqüência Central das Banda de Oitava.9m Todos > 1m 1m a 0. Ele possui 41 pás e opera a 904 rpm. HZ Tipo de Ventilador Centrífugo Aerofólio. para o ponto de operação do ventilador. com rendimento estático de 56%.9m < 0. quando a vazão estiver em m³/s (1 para cfm) pressão total em Pascal (ou polegada H 2 O) 249.

este ventilador apresenta um rendimento de pico de 62%.2 Potência Sonora 85.5 250 39 49 0 88 -8.5 79. Passo 2: Calcule os níveis de potência sonora adicionais devido a vazão de ar e pressão. Francisco S. = > Lw (linear) = 98.br 3-3 .44 + 9.2 dB = > LwA = 85.0 81 1000 28 49 0 77 0 77 2000 25 49 0 74 +1 75 4000 23 49 0 72 +1 73 8000 20 49 0 69 -1 68 98.Fax: (51) 3364.5 76.5566 .5 70. como mostra a Tabela 4.BOLETIM TÉCNICO Nº 10 Passo 1: Obtenha o nível de potência sonora específico (Kw) da Tabela 2 para ventilador curvado para a frente.5 125 43 49 0 92 -15.CEP: 91150-010 .Porto Alegre .57 = 49 Passo 3: Calcule o Bf para determinar em qual banda de oitava recai o BFI Bf = (rpm x no.8 OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. 1501 Fone: (51) 3364.3 De acordo com a Tabela 3. de pás)/60 = (904 x 41)/60 = 617 Hz Tabela 4 .1264 Caixa Postal 7056 . Av. Passo 4: Determine o fator de correção C para rendimento fora de pico.8 dB(A) ( ) ( ) 4.br www. C = 0.Exemplo de Cálculo Freqüência Central das Banda de Oitava. P Q 10 log + 20 log P1 Q1 = 10 log O BFI cai na banda de oitava de 500Hz.000472 ) + 20 log ( 750 249 ) = 39.RS e-mail: comercial@otam. Percentual de rendimento estático de pico = (56/62) x 100 = 90. Combine todos os quatro passos. que engloba o intervalo de 355 a 710Hz. HZ Referência Passo 1 Passo 2 Passo 3 Passo 4 Lw (dB) Linear = Fator Escala A LwA (dB) = 63 47 49 0 96 -25.otam.com.com. Bitencourt.15 ( 0. De acordo com os dados de desempenho no catálogo.5 500 33 49 2 0 84 -3.

tais como sistemas de volume de ar variável. A fim de acomodar estas variações. A O tipo de modulação tipicamente usada em aplicações com dutos são: (a) (b) (c) (d) (e) (f ) Controle do volume de ar na voluta Dampers de aspiração Dampers de descarga Registro radial de aspiração Modulação da rotação Variação do passo das pás do ventilador Fig. alguma forma de modulação de desempenho do ventilador é exigida. durante a operação. 1 Tipos de Modulação para Ventilador Centrífugo DAMPER DE PÁS PARALELAS PARA CAIXA DE ASPIRAÇÃO DAMPER DE PÁS OPOSTAS PARA CAIXA DE ASPIRAÇÃO CAIXA DE ASPIRAÇÃO DIFUSOR REGISTRO RADIAL TIPO CÔNICO DAMPER DE DESCARGA COM PÁS OPOSTAS HORIZONTAIS REGISTRO RADIAL TIPO CILÍNDRICO DAMPER DE DESCARGA COM PÁS PARALELAS HORIZONTAIS DAMPER DE DESCARGA COM PÁS OPOSTAS VERTICAIS DAMPER DE DESCARGA COM PÁS PARALELAS VERTICAIS 1-4 . tanto a vazão quanto a pressão são alterados. com freqüência. enquanto outros têm exigências de pressão variável.BOLETIM TÉCNICO Nº 11 MODULAÇÃO DO DESEMPENHO DO VENTILADOR lguns sistemas de ventilação têm exigência de capacidade variável durante a operação.

Em segundo lugar. Os dampers de descarga não alteram a área de instabilidade do ventilador. Há duas desvantagens básicas referentes aos dampers de aspiração. A magnitude do aumento é uma função da velocidade do ar e do diferencial de pressão estática. Se o ventilador for capaz de desenvolver uma pressão estática maior do que essa na RPM operante.BOLETIM TÉCNICO Nº 11 Controle do Volume de Ar na Voluta Isto é discutido sob o título "Instabilidade do Sistema. Dampers de Descarga Dampers de descarga são um método de variar a vazão em um intervalo de desempenho um tanto estreito. são muito maiores no tamanho do que a aspiração do ventilador. Uma vez que os dampers de descarga são tipicamente montados sobre a descarga do ventilador. eles não devem ser usados para a modulação da vazão. Estes dampers aumentam a pressão estática do sistema para modular o fluxo de ar. 2 mostra o desempenho dos ventiladores com dampers de descarga. Portanto. automaticamente. Assim. . em aplicações de pressão média e baixa. Portanto. O rendimento é reduzido. a resistência do damper deveria suportar pelo menos 1000 Pa de pressão estática. Entretanto. eles realmente aumentam o nível de ruído à medida que se aproximam de uma posição fechada. Isso pode ser feito através de um sensor de fim-de-curso nos dampers que impede a operação do motor do ventilador quando os dampers estão completamente fechados e permite a operação do ventilador somente quando os dampers estiverem suficientemente abertos para impedir uma alta pressão estática de sucção. abaixo de aproximadamente 50% da vazão máxima (descarga livre). Portanto. geralmente não há necessidade de se preocupar com a pressão estática excessiva vir a danificar os dampers. motores devem ser colocados nos dampers para fechá-los depois que o motor do ventilador tenha desligado. este não é considerado um bom meio de controle de capacidade. ao todo. O diferencial de pressão estática através da maioria dos dampers de aspiração usados nas "air handling units" (AHU) numa central de ventilação não deve exceder 1000 Pa. Devido a essa segunda desvantagem. embora o damper de volume na voluta sirva um propósito útil de controlar o efeito de paralelismo de ventiladores. Se os dampers forem usados para regular o sistema. o motor do ventilador não deve iniciar seu funcionamento até que esses dampers estejam pelo menos parcialmente abertos. Eles operarão satisfatoriamente na condição de 100% fechado a menos que a pressão estática do ventilador exceda a capacidade estrutural dos dampers. A Fig. a área dos dampers fica relativamente pequena. deve-se tomar cuidado a fim de se certificar de que o ventilador não é capaz de produzir uma pressão estática suficiente para empenar ou ruir os dampers. Para uma interrupção liga-desliga (on-off) a fim de evitar a circulação do ar. Dampers de volume na voluta às vezes são usados em pequenos ventiladores como um meio de ajustar rapidamente o fornecimento de ar. Os dampers de aspiração meramente adicionam resistência ao sistema. Primeiro. conforme indica o gráfico ao lado. uma trava manual pode ser colocada no mecanismo dos dampers a fim de evitar que eles se fechem 2-4 completamente. e a própria natureza do controle do volume de ar na descarga faz com que seja difícil operar. Normalmente. deve-se tomar cuidado para assegurar que os dampers de aspiração não possam ser fechados enquanto o ventilador estiver operando. Dampers de Aspiração O objetivo principal dos dampers de aspiração é evitar o retorno e a circulação de ar quando a unidade é desligada. o diferencial de pressão estática através do damper é distribuído em uma grande área. uma vez que eles são freqüentemente montados na frente de uma abertura de ar externa ou na frente de uma série de serpentinas. Instabilidade do Ventilador e Paralelismo". não é recomendado para modulação de capacidade. causando uma mudança correspondente na pressão estática do ventilador e variando a vazão. Entretanto. em ventiladores centrífugos tipo aerofólio. Nem dampers de descarga nem dampers de aspiração têm muito efeito no nível de ruído do sistema na posição totalmente aberto. eles permitem pouca modulação de capacidade sem forçar o ventilador a operar em uma parte instável de seu intervalo de desempenho. reciprocamente. a partir de um dispositivo sensor de pressão estática.

isto não apresenta nenhum problema em particular. Para ventiladores muito pequenos.BOLETIM TÉCNICO Nº 11 Fig. não vale a pena usá-los a menos que a redução da capacidade seja pelo menos 50%. a potência absorvida também aumenta. como conseqüência. aproximadamente. se ele for operado na maior parte do tempo no intervalo de 60 a 80 % da vazão de projeto. o registro radial realmente propicia alguma economia no custo de operação. uma vez que a velocidade do ventilador pode prontamente ser aumentada para compensar. os quais são providos de acionamento direto. em relação aos dampers de pás paralelas e de pás opostas. Há três desvantagens em se usar registros radiais de aspiração para modulações de capacidade. O ruído e a vibração resultantes são conhecidos por sacudirem todo um andar. com ventiladores muito grandes. na pressão estática e na potência absorvida. Porém. o registro radial é útil para a redução de capacidade em ventiladores centrífugos grandes que exijam mais de 3-4 100 cv. 2 . A construção do registro. Como as pás do registro são moduladas. com o cubo e o mecanismo de rotação localizados no centro. já que a economia de potência gerada. Com aplicações de acionamento por correia. 20 a 30 %. seu único objetivo é iniciar um giro do ar na direção da rotação à medida que este entra no ventilador. Por outro lado. para cada posição do registro. Além disso. cria uma queda de pressão cuja magnitude é uma função do tamanho do ventilador. uma redução na vazão. embora chamados de registros. Uma vez que o registro radial custa de duas a três vezes o valor dos dampers de descarga de pás paralelas. Primeiro. a redução de capacidade também ocorre quando as pás estão na posição totalmente abertas. Portanto. curvas separadas para a pressão estática e potência absorvida versus vazão são geradas.Desempenho de um Damper de Descarga para Ventilador Tipo Aerofólio 140 Percentual de Pressão Estática Máxima e Percentual de Potência Absorvida Máxima (vazão nula) Curva do sistema a 52% da vazão máxima 130 120 110 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 0 10 20 30 40 Variação estável da vazão 50 60 70 80 90 100 6’ 5’ 4’ 3’ 6 5 4 3 2’ 2 1 Seleção original nas condições de projeto Potência absorvida 1’ Percentual de Vazão Máxima (pressão nula) Registro Radial na Aspiração Registros radiais na aspiração às vezes são chamados erroneamente de registros de vortex. Segundo. a curva da potência absorvida gerada é menor do que a curva da potência absorvida com as pás bem abertas. . Portanto. Na verdade. em longos períodos de tempo. Isso resulta da dificuldade em se usar acionamentos de velocidade variável como correia em V. a redução de capacidade é substancial. a área do cubo é um percentual muito pequeno do total e a redução é negligenciável. Isto deve provavelmente ocorrer quando ele é usado para modular um sistema de pressão estática constante. o cubo é um percentual relativamente grande da área total de aspiração. em tais ventiladores grandes. o ventilador pode ser forçado a operar num intervalo instável de funcionamento. fica em média aproximadamente 25 % nestas condições. Independentemente dessa economia. A magnitude desta economia é geralmente de. A vorticidade resultante tem.

Por isso. Todos estes dispositivos afetam o desempenho do ventilador segundo as seguintes leis: Deve-se tomar cuidado ao usar esse tipo de modulação em um sistema que requeira pressão estática constante no ventilador. Variação do Passo da Pá do Ventilador Ventiladores axiais encontram-se disponíveis com pás de passo ajustável para permitir a variação do seu desempenho.BOLETIM TÉCNICO Nº 11 Por exemplo. o que pode vir a ser um problema se a potência absorvida estiver muito próxima à potência nominal do motor indicada pelo fabricante.otam. mais do que qualquer um dos métodos anteriores para uma dada vazão e pressão estática.br 4-4 . dependendo da seleção original. uma boa regra a seguir é adicionar 5 dB ao nível de ruído do ventilador quando um registro radial for usado. Quanto mais sofisticada a modulação e seus controles. o uso do registro radial torna-se mais do que um problema. o fabricante de ventiladores deve ser consultado para informações referentes ao intervalo instável de operação. a geração de ruído devido à mudança no passo da hélice é facilmente trabalhada. Em ventiladores acionados por correia. Francisco S. a variação poderá permitir algum aumento no rendimento se a pressão estática tiver sido grosseiramente superestimada quando a seleção original tiver sido feita. o registro radial aumentará o nível de ruído do ventilador. Isto aumenta a potência absorvida em aproximadamente 9. todavia.5566 . Isto torna o ventilador bem adequado para aplicações tal como controle automático da pressão estática para sistemas de volume de ar variável. geralmente.1264 Caixa Postal 7056 . Esta forma de modulação de capacidade geralmente reduzirá a potência absorvida. à redução de capacidade devido à restrição de área de aspiração. Isso também evidencia o problema de acionamento por correia em V.br www. para ventiladores maiores que exijam mais de 100cv. Av. e dispositivos de estado sólido (inversores de freqüência). Em unidades com acionamento direto. na medida em que a pressão estática no ventilador se reduz proporcionalmente ao quadrado da redução de RPM. maior será o custo.Fax: (51) 3364.3%.com. Bitencourt. uma vez que a modulação de controle pode ser realizada facilmente. Meios razoavelmente precisos devem estar disponíveis para estimar a redução da capacidade para vários tamanhos de ventiladores.Porto Alegre .CEP: 91150-010 . até mesmo em uma posição totalmente aberto. ter algum tratamento acústico. Isto pode ser usado para aumentar ou diminuir a capacidade do sistema em ventiladores com acionamento direto. Antes de se usar um registro radial. Modulação da Rotação A variação de rotação nos ventiladores pode ser realizada de diversas maneiras. ( (( ( ( (( ( Q2 N2 = Q1 N1 Q2 N2 = Q1 N1 2 ( (( ( W2 N2 = W1 N1 3 OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. a maior desvantagem neste tipo de modulação de ventilador é o custo adicional do dispositivo. se tiver um registro radial na aspiração com pás na posição totalmente abertas. Nos dispositivos de estado sólido o controle deve estar intimamente associado ao motor para operar apropriadamente. e aos níveis de ruído resultantes. Terceiro. transmissões hidráulicas.RS e-mail: comercial@otam.com. Um método de variação do passo das pás do ventilador permite uma alteração no passo enquanto o ventilador estiver em operação. Uma vez que os dados de teste são limitados. Uma vez que o ventilador axial deve. 1501 Fone: (51) 3364. a RPM deve ser aumentada em aproximadamente 3% com um rotor de 900 mm de diâmetro para atingir capacidade total. incluindo: motores de multivelocidade. redutores mecânicos de velocidade.

8 SWSI . Nenhum mancal no ventilador. Dois mancais ou mancal monobloco na base.1 SWSI Para acionamento por correias.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 ARRANJOS DE VENTILADORES Associação Internacional de Controle e Movimentação do Ar (AMCA) adotou uma norma que define os arranjos para vários tipos de ventiladores usados em aplicações de ventilação em geral. Equivalente ao arranjo 1 mais base estendida para o motor.10 SWSI Para acionamento por correias. Os tipos de arranjos incluem: (f) (a) (b) Arranjos para Ventiladores Centrífugos Arranjos para Ventiladores Centrífugos Tubulares A (c) (d) (e) Arranjos para Ventiladores Axiais com ou sem Difusor e Caixa de Aspiração Designações para Sentido de Rotação e Posição de Descarga de Ventiladores Centrífugos Posições de Motor de Ventiladores Centrífugos com Acionamento por Correias Posição da Caixa de Aspiração para Ventiladores Centrífugos ARRANJOS PARA VENTILADORES CENTRÍFUGOS CONFORME NORMA AMCA 99-2404 SWSI = Ventiladores de Simples Aspiração DWDI = Ventiladores de Dupla Aspiração Os Arranjos 1. Rotor em balanço.Equivalente ao arranjo 3 mais base para motor. dois mancais com motor montado do lado de fora da base.3 SWSI Para acionamento por correias. ARR. Mancais apoiados em mão-francesa fixada na carcaça do ventilador. 1-7 .4 SWSI Para acionamento direto. ARR. Um mancal de cada lado apoiados na carcaça do ventilador. Um mancal de cada lado apoiados na carcaça do ventilador. 7 e 8 também são disponíveis com mancais montados em pedestais ou conjunto de bases independentes da carcaça do ventilador.7 SWSI Para acionamento por correias ou conexão direta. ARR. Motor montado na base ou conectado diretamente através de flanges (4K). Rotor em balanço. Rotor em balanço. Para designação de sentido de rotação e posição de descarga ver norma AMCA 99-2406 Para posições de motor em transmisão por correias ver norma AMCA 99-2407 Para designação da posição das caixas de aspiração ver norma AMCA 99-2405 ARR. ARR. Rotor em balanço.Para acionamento por conexão direta através de luva elástica. ARR. ARR.3 DWDI Para acionamento por correias. Rotor em balanço montado no eixo do motor. ARR. ARR.2 SWSI Para acionamento por correias.7 DWDI Para acionamento por correias ou conexão direta. Equivalente ao arranjo 3 mais base para motor.9 SWSI Para acionamento por correias. dois mancais com motor montado do lado de dentro da base. 3. ARR.

BOLETIM TÉCNICO Nº 12 ARRANJOS PARA VENTILADORES CENTRÍFUGOS CONFORME NORMA AMCA 99-2404 SWSI = Ventiladores de Simples Aspiração DWDI = Ventiladores de Dupla Aspiração Os Arranjos 1. Um mancal em cada lado apoiados em pedestais independentes. Caixa de aspiração pode ser autoportante.3 DWDI COM CAIXA DE ASPIRAÇÃO E P E D E S TA I S I N D E P E N D E N T E S Pa r a ventilador com acionamento por correias. 3. dois mancais ou mancal monobloco na base que é estendida para abrigar o motor. ARR.3 SWSI COM PEDESTAL INDEPENDENTE Para ventilador com acionamento por correias. 2-7 .3 DWDI COM PEDESTAL INDEPENDENTE Para ventilador com acionamento por correias. Para designação de sentido de rotação e posição de descarga ver norma AMCA 99-2406 Para posições de motor em transmisão por correias ver norma AMCA 99-2407 Para designação da posição das caixas de aspiração ver norma AMCA 99-2405 ARR. dois mancais ou mancal monobloco na base. Rotor em balanço. Um mancal em cada lado apoiados em pedestais independentes. Carcaça auto-portante. ARR. 8 SWSI COM CAIXA DE ASPIRAÇÃO Para acionamento por conexão direta através de luva elástica. 1 SWSI COM CAIXA DE ASPIRAÇÃO Para acionamento por correias. Carcaça auto-portante. com eixo estendendo-se pela caixa de aspiração. ARR. Rotor em balanço. Caixa de aspiração pode ser auto-portante. Carcaça auto-portante. 7 e 8 também são disponíveis com mancais montados em pedestais ou conjunto de bases independentes da carcaça do ventilador. ARR.3 SWSI COM CAIXA DE ASPIRAÇÃO E P E D E S TA I S I N D E P E N D E N T E S Pa r a ventilador com acionamento por correias. com eixo estendendo-se pela caixa de aspiração. Carcaça auto-portante. Um mancal em cada lado apoiados em pedestais independentes. Um mancal em cada lado apoiados em pedestais independentes. ARR.

Suportes de Montagem no Teto Suportes de Montagem no Piso 3-7 . são determinadas visualizando-se a descarga do ventilador conforme apresentado na figura do arranjo 9. suportes. Rotor em balanço fixado num eixo apoiado por mancais montados dentro da carcaça. portas de inspeção. Especificar se o fluxo de ar é do motor em direção à helice (M-H) ou da hélice em direção ao motor (H-M). Vista da Descarga 360 315 45 270 90 225 180 135 ARRANJO 9 Para acionamento por correias. Motor Mostrado na Posição 360 Vista da Descarga MONTAGEM VERTICAL A seta indica a direção do fluxo de ar. na parede ou no teto. Para descarga horizontal e vertical. e as fixações de motor 45. Vista da Descarga ARRANJO 4 Para acionamento direto. Outro método para instalar ventiladores na vertical encontra-se ilustrado à direita. As posições dos motores. Os Arranjos 4 e 9 podem ser equipados com suportes para instalação no piso. A posição destes suportes determina quais posições de motor estarão disponíveis para sua fixação.. Especificar se a descarga de ar do ventilador é para cima ou para baixo nos ventiladores montados verticalmente. 90. 270 e 315 poderão não estar disponíveis para ventiladores suspensos no teto. O sentido de rotação dos ventiladores é determinado visualizando-se a partir da extremidade da descarga do ventilador. Descarga horizontal. Para descarga horizontal e vertical. as fixações de motor 135.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 ARRANJOS PARA VENTILADORES CENTRÍFUGOS TUBULARES CONFORME NORMA AMCA 99-2410 Motor à Esquerda ARRANJO 1 Para acionamento por correias. 180 e 225 não estão disponíveis para ventiladores no piso. suportes para instalação no piso ou ambos. Rotor em balanço fixado num eixo apoiado por mancais montados dentro da carcaça. Especifique se o ventilador deve ser equipado com suportes para instalação no teto. Motor montado dentro da carcaça. Motor montado independente da carcaça. parede ou invertidos instalados no teto. Geralmente. Projetado para instalação do motor do lado de fora da carcaça em uma das posições padrão ilustradas. Rotor em balanço fixado ao eixo do motor. etc.

Nenhum mancal no ventilador.3 Para acionamento por correias ou conexão direta.4 ARR4. Rotor em balanço. ARR. Motor na carcaça ou na base comum. ARR. 4-7 . ARR.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 ARRANJOS PARA VENTILADORES AXIAIS COM OU SEM DIFUSOR E CAIXA DE ASPIRAÇÃO-NORMA AMCA 99-3404 ARR1. ARR.8 (1 OU 2 ESTÁGIOS) Para acionamento por correias ou conexão direta. Equivalente ao arr. 1 mais base comum para o motor. DOIS ESTÁGIOS Para acionamento direto. Dois mancais sobre suportes internos. Motor sobre suportes internos.9 MOTOR EM BASE COMUM Para acionamento por correias.9 MOTOR NA CARCAÇA ARR. Rotor em balanço montado no eixo do motor.1 Para acionamento por correias ou conexão direta por luva elástica. Dois mancais localizados à montante ou à jusante da hélice. Rotor em balanço. 3 mais base comum para o motor. Equivalente ao arr. Acionamento através da carenagem das correias. Hélice entre mancais que estão sobre suportes internos. Observação: Todas as orientações dos ventiladores podem ser horizontais ou verticais.7 Para acionamento por correias ou conexão direta. Acionamento pela aspiração. ARR. DOIS ESTÁGIOS ARR.

O ângulo da descarga está relacionado ao eixo horizontal do ventilador. 3. e sua designação é feita em graus a partir de tal eixo de referência padrão. o lado do acionamento sempre é considerado o lado oposto da aspiração do ventilador. o lado do acionamento é aquele que tiver a unidade de acionamento com maior potência. a direção da rotação e da descarga é determinada com o ventilador em repouso no chão. 2. O ângulo de descarga poderá ser qualquer ângulo intermediário. conforme a necessidade. Em ventiladores de dupla aspiração com acionamento em ambos os lados. A direção da rotação é determinada a partir do lado do acionamento do ventilador. 5. Em ventiladores de simples aspiração. 5-7 .BOLETIM TÉCNICO Nº 12 DESIGNAÇÃO PARA SENTIDO DE ROTAÇÃO E POSIÇÃO DE DESCARGA DE VENTILADORES CENTRÍFUGOS Horário Descarga para cima H/90o Horário Topo angular para cima H/135o Horário Topo horizontal H/180o Horário Topo angular para baixo H/225o Horário Descarga para baixo H/270o Horário Base angular para baixo H/315o Horário Base inferior horizontal H/0o Horário Base angular para cima H/45o Anti-horário Descarga para cima AH/90o Anti-horário Topo angular para cima AH/135o Anti-horário Topo horizontal AH/180o Anti-horário Topo angular para baixo AH/225o Anti-horário Descarga para baixo AH/270o Anti-horário Base angular para baixo AH/ 315o Anti-horário Base inferior horizontal AH/0o Anti-horário Base angular para cima AH/45o Observações: 1. 4. Para o ventilador invertido para suspensão no teto ou instalação em parede lateral.

Y ou Z. conforme o caso. 6-7 . X.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 POSIÇÕES DO MOTOR PARA VENTILADORES CENTRÍFUGOS DE ACIONAMENTO POR CORREIA CONFORME NORMA AMCA 99-2407 A localização do motor é determinada posicionando-se de frente para o lado do acionamento do ventilador. e designando-se as posições do motor com as letras W.

OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.br 7-7 .5566 .BOLETIM TÉCNICO Nº 12 POSIÇÕES DA CAIXA DE ASPIRAÇÃO PARA VENTILADORES CENTRÍFUGOS CONFORME NORMA AMCA 99-2405 360 315 45 315° 360° 45° 270 270° 90° 90 225° 180° 135° 225 135 180 Observações: 1. A posição da caixa de aspiração e da entrada de ar para a caixa de aspiração é determinada a partir do LADO DE ACIONAMENTO DO VENTILADOR. 3. A posição da caixa de aspiração é designada em graus no sentido horário do eixo vertical superior. como mostra a ilustração. Av. A linha de referência é o eixo do ventilador.Porto Alegre .otam.br www. Francisco S. 2. 1501 Fone: (51) 3364.1264 Caixa Postal 7056 .RS e-mail: comercial@otam. e poderá ser qualquer ângulo intermediário que venha a ser necessário. As posições 135º a 225º podem interferir com estrutura do piso em alguns casos.Fax: (51) 3364. 4.com.CEP: 91150-010 . Bitencourt.com.

Deflexão Estática Máxima Total (dst) A deflexão estática máxima. o cálculo da rotação crítica para o eixo dos ventiladores é necessário. é obtida através da soma da deflexão estática máxima do eixo rotativo e da deflexão provocada pela carga. Nc= 30 g p dst onde: g = aceleração da gravidade (9.2) L dst1= wL³ 8EI (2) 2.BOLETIM TÉCNICO Nº 13 ROTAÇÃO CRÍTICA DOS EIXOS ualquer eixo rotativo. a equação de Rayleigh-Ritz superestima e a equação de Dunkerley subestima a freqüência natural. da localização e do tipo de carga carregada pelo eixo. A equação ilustrada abaixo é a de Rayleigh-Ritz. O peso combinado de um eixo e de um rotor pode causar uma deflexão. m4 comprimento do eixo. as Equações Rayleigh-Ritz e Dunkerley. sofre flexão durante a rotação. Rotação Crítica. A magnitude da deflexão depende do seguinte: (a) rigidez do eixo e seu suporte (b) massa total do eixo e peças anexas a ele (c) desbalanceamento da massa com relação ao eixo da rotação (d) quantidade de amortecimento no sistema Portanto.4) L Q 1.4A²) 24EI W dst2 = WL³ 3EI onde: w = W = E = I = L = 1-4 (1) Deflexão estática máxima do eixo (dst1) massa do eixo. kg/m² para eixo SAE 1045 =200 x 108 kg/m² momento de inércia = pD4/64.81 m/s²) dst = deflexão estática máxima total A rotação crítica depende da magnitude. m . kg módulo de elasticidade. A prática sugere que a rotação de operação máxima não deve exceder 75% da rotação crítica. kg massa do rotor. Em geral. Equação da Rotação Crítica (Nc) Existem dois métodos utilizados para calcular a rotação crítica.3) A W W A L dst2=WA(3L² . que irá criar uma vibração ressonante em determinadas rotações. 2. de seu diâmetro e do tipo de suporte de mancal. do comprimento do eixo.1) L dst1= 5wL³ 384EI 1.1) L/2 Deflexão estática máxima somente devido à carga (dst2) W L/2 L dst2 = WL³ 48EI 2. Ambas as equações são aproximações à primeira freqüência natural de vibração.2) A W B L dst2=WB(L² . conhecida como Rotação Crítica. mesmo na ausência de carga externa.B²)³ ² 9 3 EIL 2. dst. que é a velocidade crítica de rotação.

W Comprimento do eixo.18 x 10-9 636.3 .66 x 10-9 125.37)² 24(200x10 8)(125. Modelo: Ventilador Tipo Duplex com Dois Mancais W A W A Deflexão a partir da carga somente (dst2) dst2= WA(3L² .47 3.5(0.66 x 10-9 m4 = 200 x 108 kg/m2 =1.1 5(13.59 x 10-9 Massa por Metro (kg/m) 2.4(0. encontre a rotação crítica. w = 40 mm = 7.000139 m L (c) Deflexão estática máxima total (dst) dst = dst1 + dst2 = 0.000319 =1675 rpm (a) Deflexão a partir do peso do eixo somente (dst1) dst1 = 5wL³ 384EI Ver figura 1.37)³ = 384(200x10 8 )(125.00 15.85 x 10-9 19.52)(1.66x10-9) =0.99 9.205)[3(1.40 18.000139 = 0. a rotação máxima de operação seria de: 1675 x 0.1) (d) Rotação crítica (Nc) NC=30 g p dst 9.37 m = 0.000319 m Diâmetro do eixo.29 x 10-9 306. D Massa do rotor.4A²) 24EI Ver figura 2.20 Exemplo No. L Cota A Momento de inércia. E Massa do eixo.52 kg (ver Tab.87 13.5 kg = 1.66x10 -9) =0.66 x 10-9 201.81 =30 p 0.85 5.00018 m Considerando um coeficiente de segurança de 25%.70 22.75 = 1256rpm 2-4 .BOLETIM TÉCNICO Nº 13 Tabela 1 Diâmetro do Eixo D (mm) 20 25 30 35 40 45 50 55 60 70 Momento de Inércia I (m4) 7.51 7. 1 (b) Dadas as seguintes especificações.20 30.205 m = 125.205)²] = 7.17 x 10-9 1178.37 x 9.17 x 10-9 39. I Módulo de elasticidade.79 x 10-9 449.00018 + 0.87 =13.76 x 10-9 73.

114)² 24(200x10 8 )(73.197)[3(1. E = 35mm = 5. 2 Verificar a rotação crítica de um ventilador triplex com dois mancais.035 rpm Verificação da rotação crítica no trecho entre apoios W A W A Considerando um coeficiente de segurança de 25%.27kg (b) Deflexão a partir da carga somente (dst2) dst2= WA(3L² .4A²) 24EI .534)³ 8(200x10 8 )(73.000216 =2.66x10-9) =0.81 =30 p 0.40(0.4(0. w (a) = 0.000109 m Cota A Cota L Massa do eixo. w (a) L = 0. D Massa do rotor. a rotação máxima de operação seria de: 2.000107 m Deflexão a partir do peso do eixo (dst1) dst1= Wl³ 8EI = 4. W Momento de inércia.000055 m 3-4 .114)³ = 384(200x10 8 )(73. I Módulo de elasticidade. (c) Deflexão estática máxima total (dst) dst = dst1 + dst2 = 0.4kg = 73.9)(1.BOLETIM TÉCNICO Nº 13 Exemplo No.66x10-9) =0.9kg Verificação da rotação crítica no trecho em balanço W A Deflexão a partir do peso do eixo (dst1) dst1 = 5wL³ 384EI 5(8.000216 m Entre Apoios Balanço (d) Diâmetro do eixo.197m = 1.000109 + 0.534m = 4.27(0.66x10-9) =0.000107 = 0.035 x 0. sendo um lado do mancal em balanço.197)²] = 5.75 = 1526 rpm L Cota A Cota L Massa do eixo.66 x 10-9 m4 = 200 x 108 kg/m2 Rotação crítica para o trecho entre apoios (Nc) NC=30 g p dst 9.5215m = 0.114m = 8.

1501 Fone: (51) 3364.br 4-4 . isto é.1264 Caixa Postal 7056 .Porto Alegre .526 rpm (c) Deflexão estática máxima total (dst) dst = dst1 + dst2 = 0.4(0. que é = 1.000228 =1. Francisco S.com.br www.66x10-9) =0.otam. Av.5215)³ = 3(200x10 8 )(73.000228 m =1.RS e-mail: comercial@otam. (d) Rotação crítica para o trecho entre apoios (Nc) NC=30 g p dst 9. a rotação de operação máxima para este ventilador deve estar de acordo com o trecho em balanço. a rotação máxima de operação seria de: 1.81 =30 p 0.485 rpm Portanto.980 x 0.980 rpm OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.485 rpm.000055 + 0.com.035 rpm =1.485 rpm Conclusão: Trecho entre Apoios Rotação Crítica Rotação de operação máxima Trecho em Balanço Rotação Crítica Rotação de operação máxima =2.000173 = 0.000173 m Considerando um coeficiente de segurança de 25%.BOLETIM TÉCNICO Nº 13 (b) Deflexão a partir da carga somente (dst2) dst2= WA³ 3EI 5. Bitencourt.CEP: 91150-010 .5566 .75 = 1.980 rpm =1. a menor rotação obtida.Fax: (51) 3364.

necessário calcular o torque de partida do ventilador. Fórmulas para Cálculo do Torque de Partida (1) Momento de inércia do ventilador. Tabela 1 Número de pólos 2 4 6 8 Tempo de Partida (s) 3-4 4-6 4-8 5 . Ts = J x a g Onde: J= momento total de inércia. o torque inicialmente apresenta uma ligeira queda para o torque mínimo e. ele possui um torque relativamente alto. geralmente de 1. também conhecido como o momento da força.BOLETIM TÉCNICO Nº 14 TORQUE DE PARTIDA DO VENTILADOR orque. dependendo do tipo de máquina sendo acionada. a temperatura. portanto. 1. e outras variáveis devem ser levadas em consideração. tamanhos de carcaça. Para o tempo real de partida. conforme representado na Fig.5 vezes o torque de plena carga. A Tabela 1 apresenta aproximações para o tempo de partida do motor. é uma medida de energia exigida para iniciar a movimento de um corpo que gira sobre um eixo fixo. JF = PD² = M x (R² + r²) kgm² 4 2 Momento de inércia da polia. Isso nos habilita a determinar se o motor selecionado é capaz de produzir torque suficiente para levar o ventilador da rotação zero até a rotação de operação. no qual a força está agindo. kgm² a= aceleração angular. Equação do Torque de Partida Torna-se. sobe para o torque máximo. JFP .81 m/s²) (2) T estruturas. porque a freqüência de partidas.10 O tempo de partida do conjunto motor/ventilador nunca pode ser maior que 80% do tempo de rotor bloqueado informado no catálogo do motor. que não serão apresentados aqui. sem exceder suas limitações de projeto. Durante o período de partida. rad/s² g= aceleração por gravidade (9. então. etc. 1-3 ² J =(J F + J FP) x nF + JMP+ J M kgm² nM ( ( .. pois um período de partida excessivamente longo provoca um aumento de temperatura prejudicial ao motor. número de pólos e custo do motor. Quando o motor dá a partida. o tipo e a quantidade de lubrificante. Não há qualquer tempo de partida padrão que possamos seguir. J MP JF % Torque 200 150 100 - n1n0 Rotação nM JM J FP nF Tempo de Partida do Motor O tempo de partida de um motor de indução é o fator mais crítico. é necessária uma série de outros cálculos. caindo novamente. JMP = m x R² kgm² 2 (3) Momento de inércia total. ele varia de acordo com fabricantes diferentes.5 a 2.

1 kg = 250 mm = 5. Do Fabricante do Motor: Rotação do motor Tempo de partida = 1455 rpm = 4s 2-3 (1) m R r JFP Momento de inércia do ventilador. w = 2pn M rad/s 60 (5) Aceleração angular.44 kgm² (5) Velocidade angular.5 x 0.04 + 0. ² J =(JF + J FP ) x nF + JMP+ JM nM ² =(26.3 + 0. a = w/t S= 152. kgm² JM =momento de inércia do motor. TM Diâmetro da polia do ventilador Peso da polia do ventilador Diâmetro da polia do motor Peso da polia do motor Velocidade real do ventilador PD² do ventilador = 0. m = raio interno do rotor/polia. rpm nM =velocidade de rotação do motor. nF = 747 rpm potência absorvida = 17.000 m3/h e pressão estática 450 Pa. s Exemplo Considerando-se as seguintes especificações: vazão 70.8 kgfm g 9. w = 2pn M = 2p(1455) = 152.5 kg = 808 rpm = 105 kgm² onde: = massa do rotor/polia. m =momento de inércia da polia do ventilador. J FP = m x R² = 12.81 . JM Torque de partida do motor.31) x 808 + 0. Ts = J x a = 8. kg = raio externo do rotor/polia.19 kgm² = 30.BOLETIM TÉCNICO Nº 14 (4) Velocidade angular. Solução Ventilador selecionado = RSD 1000 Rotação do ventilador.1rad/s² (7) Torque de partida. selecione um ventilador adequado. rpm tS =tempo de partida do motor. J MP = m x R² = 5. kgm² nF = velocidade de rotação do ventilador.255² 2 2 =0.44 x 38. JF = PD² = 105 = 26.3 kW potência instalada = 22 kW (inclui 20% de perdas para transmissão de potência.4 rad/s 60 60 (6) Aceleração angular.4 kgm² (4) Momento de inércia total.1 x 0.3kgm² 4 4 (2) Momento de inércia da polia do ventilador.31 kgm² (3) Momento de inércia da polia do motor.19 1455 ( ( ( ( = 8. Ts = J x a Kgfm g Momento de inércia do motor. outros fatores não considerados) Pergunta Podemos selecionar um motor de 4 pólos? Ele consegue dar a partida no ventilador? Verifique o torque de partida.4/4 = 38. a = w/t S rad/s² (6) Torque de partida.125² 2 2 =0.1 = 32.9 kgfm = 450 mm = 12. kgm² JMP =momento de inércia da polia do motor.

TM Diâmetro da polia do ventilador Peso da polia do ventilador Diâmetro da polia do motor Peso da polia do motor Velocidade real do ventilador PD² do ventilador = 965 rpm = 5s = 0. Bitencourt. o motor de 4 pólos não é adequado para este caso. J MP = m x R² = 7.22rad/s² (7) (1) Momento de inércia do ventilador. JM Torque de partida do motor.81 Uma vez calculado Ts < TM .12 kgm² Torque de partida.3 + 0.1 rad/s 60 60 (6) Aceleração angular.RS e-mail: comercial@otam.16 x 20.1 x 0.8 kg = 761 rpm = 105 kgm² (5) Velocidade angular.Porto Alegre .124 + 0.1 kg = 335 mm = 7.1264 Caixa Postal 7056 .31) x 761 + 0.br 3-3 .1/5 = 20.5566 .com.16 kgm² Experimentar um motor de 6 pólos? Do Fabricante do Motor: Rotação do motor Tempo de partida Momento de inércia do motor.CEP: 91150-010 .62 kgfm = 450 mm = 12. OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. o motor de 6 pólos selecionado será adequado para a operação.Fax: (51) 3364. w = 2pn M = 2p(965) = 101. Francisco S.otam. JF = PD² = 105 = 26. ² J =(JF + J FP ) x nF + JMP+ JM nM ² =(26. 17.BOLETIM TÉCNICO Nº 14 O motor selecionado deve apresentar um torque de partida no mínimo igual ou maior do que o torque de partida da carga no ponto de operação.br www.22 = 35. 1501 Fone: (51) 3364.488 965 ( ( ( ( = 17. J FP = m x R² = 12.178² 2 2 =0.31 kgm² (3) Momento de inércia da polia do motor.com.3kgm² 4 4 (2) Momento de inércia da polia do ventilador. Uma vez calculado Ts >TM.4 kgfm Ts = J x a = g 9. (4)Momento de inércia total.255² 2 2 =0.488 kgm² = 46. a = w/t S = 101. Av.8 x 0.

O Nível de Intensidade Sonora é definido como: L 1 =10 log 10 Foguete Saturno Motor de turbo-jato com pós combustão Motor de turbo-jato.000.10 ( ll ( dB 0 onde: I = intensidade Io = intensidade de referência = 10-12 W/m² Decibéis Trata-se de uma unidade matemática usada para expressar o nível da potência sonora ou pressão sonora. Quanto mais longe da fonte. não pode ser medida diretamente.001 0. Pode ser expressa em unidade de pressão ou em decibéis. o nível de pressão sonora não é um meio conveniente de especificação do índice de ruído de um equipamento.1 0. em determinada localização. Enquanto que os níveis de potência sonora não podem ser medidos diretamente. uma vez que depende do ambiente em que o equipamento está localizado e a localização da estação de medição em relação ao equipamento. Pode ser expressa em W/m².000001 0. Independe do ambiente em que o equipamento está localizado.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 FUNDAMENTOS DE RUÍDO Nível de Potência sonora or definição.00001 0.01 0. Nível de Pressão Sonora É a pressão acústica em um ponto do espaço em que o microfone ou o ouvido do ouvinte estiver localizado. então o ambiente acústico em que o equipamento for testado e a localização da estação de medição devem ser referenciados. Fonte Níveis de Potência (dB re 10-12 W) 180 170 160 140 130 120 110 100 90 80 70 60 50 Potência (W) 1. energia. Pode ser expressa em Watts ou em decibéis.000 10.000 100 10 1 0. a pressão sonora de referência.000 100. a intensidade sonora diminui pelo quadrado da distância. em campo livre. nível de conversação Quarto Sussurro A potência sonora é um parâmetro significativo para especificar o desempenho acústico de um componente de equipamento que emita ruído. porém. menos energia por unidade de área. a potência sonora é o taxa em que a energia acústica é irradiada a partir de uma fonte sonora. No entanto.0000001 dB (W W ( 0 onde po. pode ser medido. O nível de pressão sonora é proporcional. Já que ondas sonoras irradiam esfericamente a partir de uma fonte pontual. à pressão sonora dividida pela pressão sonora de referência (ao quadrado) sendo portanto: ² L P =10 log10 p dB p0² P ( ( O nível de potência sonora (Lw) é definido como a razão logarítmica da potência sonora emitida dividida por uma potência sonora de referência. impulsão de 7000 lb Avião de linha com 4 propulsores Orquestra com 75 instrumentos Martelo grande de rebarbamento Buzina de carro Rádio hi-fi Voz. O decibel é uma expressão logarítmica da razão de 1 . . Se níveis de pressão sonora forem usados para especificar índices de ruído do equipamento.0001 0. L W =10 log10 onde: W = potência sonora Wo = potência sonora de referência = 10-12 Watts A Tabela 1 é uma listagem da potência sonora e do nível de potência sonora equivalente para fontes acústicas comuns. é 2 x 10-5 Pa para ruído transmitido pelo ar. Nível de Intensidade Sonora A potência acústica passando através de uma área unitária é definida como a intensidade sonora. gritando (média) Escritório Voz. o nível de pressão sonora.

Qual é o nível combinado? Diferença entre os dois níveis: = 81 dB. respectivamente.5 0 0 2 4 6 8 10 12 14 Diferença dos Níveis Sonoros Exemplo O nível de ruído de um ventilador centrífugo pequeno é de 75 dB.5 1 0. Qual é o nível de ruído total? Se tomássemos o primeiro par. Lpt L P . 75. para combinação de níveis de decibéis. porém menos acurado. t=10 log 10 S 10 i=1 =10 log 10 =10 log 10 = 91dB ( ( 10 ( 10 n L P . Exemplo Quatro fontes distintas possuem níveis de ruído LP de 81. é o nível combinado. i /10 ( 84/10 86/10 + 10 + 10 8. LP2. ( n L P . [ [ Fig.. O decibel representa um décimo de um bel. elas não podem ser somadas algebricamente.5 2 1.4 + 10 ( 2 . se o nível de pressão sonora de uma máquina em determinado ponto for de 70 dB e uma segunda máquina for ligada. 75 e 73 dB. Obviamente. Para desenvolver um método que combine estes valores de níveis. níveis de ruído de 86.75 dB = 6 dB. O nível de um ventilador maior adjacente é de 81 dB. 1. o som é emitido a partir de mais de uma fonte ou em freqüências diferentes. t=10 log10 S 10 i=1 Decibéis a Adicionar ao Maior dos Dois Níveis Sonoros 2. como vimos no exemplo anterior. De acordo com a Fig.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 A unidade "bel" é usada em engenharia de telecomunicações como uma unidade adimensional para a razão logarítmica de duas quantidades de potência. em alguns casos. o nível sonoro combinado não é de 140 dB.1. e é necessário que se calcule o nível de pressão total ou cumulativo ou. uma vez que as escalas em decibéis são logarítmicas por natureza. permita que LP1. conforme ilustra o exemplo seguinte.Gráfico para Combinar ou Adicionar Níveis Sonoros 3 Combinando Decibéis Na maioria dos ambientes industriais. 81 dB e 75 dB. que é quase o nível sonoro a poucos metros da decolagem de um Boeing 747. Qual é o nível sonoro cumulativo no ponto determinado se todos estiverem operando ao mesmo tempo? L P .6 + 10 8. Mais do que dois níveis desiguais podem ser combinados tomando-se as combinações em pares. Portanto: Potência Sonora L =10 log 10 Potência Sonora de Referência Outro método popular e fácil de usar. 1 em 6.10 . LP3. i /10 ( dB Exemplo Três ventiladores produzem. 84 e 89 dB quando operados individualmente. também produzindo um nível sonoro de 70 dB.. Por exemplo. o nível de potência sonora..9 89/10 ( 8. o nível combinado seria 82 dB. LPn sejam os níveis de pressão sonora n a serem combinados para produzir o nível de pressão sonora total ou cumulativo. e use a seguinte expressão a fim de determinar o nível de pressão sonora total. a curva passa pela ordenada de 1 dB. Adicione 1 dB ao mais alto dos dois níveis: = 81 dB + 1 dB = 82 dB. a determinada distância. . utiliza o gráfico apresentado na Fig.

BOLETIM TÉCNICO Nº 15 Para o segundo par. Na maioria dos problemas de controle de ruído. e o nível na banda de oitava total. Um outro erro que freqüentemente ocorre.2 (-1) (+ 2. e 2500 Hz eram. 82 dB + 1. 82 dB e 77 dB. Considere o seguinte exemplo. LWt de n níveis de potência sonora é: L W .6 ) 96.5 dB. 2 94. 75 dB e 73 dB. Esta é uma exigência comum em controle de ruído. no controle de ruído. e quando a diferença exceder 10 dB ou mais. fica claro que o método recursivo pode ser estendido a qualquer número de níveis sonoros. na faixa de 2000Hz é de 96. Fig. 1. em grupos de três. Este gráfico pode ser muito valioso na avaliação do impacto da operação de várias máquinas idênticas na mesma área. . respectivamente.5 db 77 A partir deste exemplo. 75 dB + 2 dB = 77 dB. 2 apresenta um formato recomendado para realizar esta soma recursiva.5 dB. níveis de ruído combinados ou medidos podem ser arredondados para o inteiro mais próximo com erro negligenciável. estão inseridos como mneumônicos. 90. 3. Assim. de acordo com a Fig. A diferença = 82 dB. de acordo com o gráfico da Fig.77 dB = 5 dB. o nível de potência sonora combinado ou total cumulativo. Para este caso especial. Observe que as diferenças entre os níveis estão entre parênteses e que os números a serem adicionados. a contribuição do nível menor é inferior a 0. Observando-se a semelhança com a equação para nível de pressão sonora total. a diferença é 2 dB e. para combinar. sobre as freqüências centrais de banda de oitava. de acordo com o gráfico. Quais são os níveis sonoros combinados para a banda de oitava cuja freqüência central é 2000 Hz? 3 . de acordo com o exemplo precedente. Exemplo Os níveis de pressão sonora de um terço de oitava para as bandas 1600. 2000. se níveis sonoros para todas as 24 bandas de um terço de oitava de 50 a 10000Hz fossem combinados. Portanto. 1. Freqüentemente é desejável combinar níveis de ruído iguais. 2 . o método do gráfico discutido há pouco é igualmente aplicável para combinar níveis de potência sonora.Combinando Bandas de 1/3 de Oitava para Obter Nível Sonoro de Banda de Oitava Frequência Central de Banda de 1/3 de Oitava 1600 Lp 90 (-2) +2. Agora temos os níveis combinados resultantes. 3. o gráfico apresentado na Fig. 3 .8 dB. 5 83.Formato Recomendado para Combinar Níveis Sonoros Fig. refere-se à combinação de níveis de um terço de oitava para obter níveis de oitava. A Fig.8 db 93 2000 92 2500 93 Hz Conforme ilustrado na Fig. i /10 ( dB onde LWt é o i-ésimo decibel de nível de potência sonora. Existem alguns "truques" para economizar tempo. 92 e 93 dB. o número de decibéis a ser acrescentado ao maior nível é de 2 dB. uma análise da banda de oitava seria obtida. 1.5 dB. Lpt. que. os níveis são combinados de acordo com a Fig. Torna-se óbvio. o número de decibéis a ser acrescentado ao maior nível é de aproximadamente 1. sua soma é apenas 3 dB maior. De modo semelhante. Quando dois níveis são iguais. 4 pode ser muito útil. t=10 log 10 S 10 i=1 Lp 81 (-6) +1 82 75 75 (-2) +2 73 (-5) + 1. A partir do gráfico na Fig.5 dB = 83.10 ( n L W.

Bandas de 1/3 de Oitava Quando informações mais detalhadas do que as fornecidas por uma análise de banda de oitava forem necessárias.8 dB Alternativamente. 5a mostra um exemplo de plotagem de nível de banda de oitava como função da freqüência. 2 3 4 5 6 NÚMERO DE FONTES 7 8 9 10 Exemplo O nível de ruído de um ventilador centrífugo pequeno a 1 m é de 88 dB. 4. ou o espectro. 4 foi construído de acordo com a seguinte equação em um intervalo de 0 a 10: Incremento em dB = 10 log10 (N) dB onde N é o número de fontes. 10 8 Incremento (dB) 6 4 2 0 ESPECTRO DE FREQÜÊNCIA O intervalo de freqüência.8 dB Considerando que um ventilador produz 75 dB. Qual é o nível de ruído combinado a 1 m se quatro ventiladores forem operados em proximidade? Número de fontes = 4 De acordo com Fig. A Tabela 2 fornece as freqüências centrais e os limites de banda de oitava que foram padronizados através de acordo internacional. portanto. o aumento. Devido ao amplo intervalo de variação.8 = 88. 4. 4 .8 dB. o nível de incremento é de 7. 5b nos mostra um exemplo de plotagem de medição de ruído em bandas de 1/3 de oitava. em dividir o espectro em bandas geometricamente relacionadas e fáceis de usar.8 dB. de acordo com a Fig. 4 . 82. uma análise de banda de 1/3 de oitava poderá ser aplicada. por exemplo. ou seja.8 dB = 82. A Fig. Calcule os níveis combinados (pior caso) dos sopradores se cada um produz 75 dB .10 Bandas de Oitava Uma oitava é um intervalo de freqüência entre dois sons cuja razão de freqüências é 2. de 707 a 1414 Hz. aumento em dB = 6 dB Nível combinado = 88 dB + 6 dB = 94 dB O gráfico na Fig. . Incremento em dB = 10 log10 (24) = 13. para fins de análise. de maior interesse na engenharia de controle de ruídos varia de aproximadamente 50 a 20000 Hz. engenheiros acústicos concordam. 4. A Fig. Exemplo No teto de uma "sala limpa". Uma banda de oitava inclui todas as freqüências entre as duas extremidades de freqüência.Gráfico para Combinar Níveis Sonoros Iguais Uma vez que temos quatro conjuntos de 6 ventiladores. é de 6 dB. De acordo com a Fig.8 dB + 6 dB = 88. A Tabela 3 fornece as freqüências centrais e o limite de banda de bandas de 1/3 de oitava que foram padronizados por convenção internacional. 24 ventiladores pequenos deverão ser instalados como parte de um sistema de filtragem de pó.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 Fig. O intervalo de freqüência sonora que pode ser ouvido é dividido convencionalmente em oito bandas de oitava. o nível combinado = 75 dB + 7.8 dB para 6 ventiladores. 24 fontes podem ser consideradas como quatro conjuntos de 6 ventiladores. o nível combinado = 75 + 13.

Hz Freqüência Inferior. Hz Freqüência Superior. Hz Freqüência Superior. Hz Freqüência Inferior.6 .BOLETIM TÉCNICO Nº 15 Tabela 2 Bandas de oitava ANSI (Valores Calculados Arrebatados) As Bandas de Oitava mais freqüentemente usadas são definidas por Normas ANSI para Filtros de Bandas de Oitava ou 1/3 de Oitava Banda Nº (AMCA) Banda Nº (ANSI) Freqüência Central. 5b . Hz Freqüência Inferior.Exemplo de Plotagem de Medição de Ruído por Bandas de Oitava Fig.11 . Hz Largura de Banda.0 x 10-5Pa) NÍVEL DE PRESSÃO SONORA (dB re 2. Hz 1 18 63 90 45 45 2 21 125 180 90 90 3 24 250 355 180 175 4 27 500 710 355 355 5 30 1000 1400 710 690 6 33 2000 2800 1400 1400 7 36 4000 5600 2800 2800 8 39 8000 11200 5600 5600 Tabela 3 Bandas de 1/3 de Oitava ANSI (Valores Calculador Arrebatados) As Bandas de 1/3 de Oitava mais freqüentemente usadas são definidas por ANSI S1.Exemplo de Plotagem de Medição de Ruído por Bandas de 1/3 de Oitava 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 NÍVEL PARA BANDA 1/3 DE OITAVA (dB re 2. Hz Freqüência Superior. Hz 29 30 31 Banda Nº6 (AMCA) 32 1600 1800 1400 400 33 34 Banda Nº7 (AMCA) 35 3150 3550 2800 750 36 4000 4500 3550 950 37 5000 5600 4500 1100 Banda Nº8 (AMCA) 38 6300 7100 5600 1500 39 8000 9000 7100 1900 40 10000 11200 9000 2200 800 100 1250 900 1120 1400 710 900 1120 190 220 280 2000 2500 2240 2800 1800 2240 440 560 Fig. Hz Largura de Banda.1984 e S1. Hz 17 50 56 45 11 18 63 71 56 15 19 80 90 71 19 Banda Nº2 (AMCA) 20 100 112 90 22 21 125 140 112 28 22 160 180 140 40 Banda Nº3 (AMCA) 23 200 224 180 44 24 250 280 224 56 25 315 355 280 75 Banda Nº4 (AMCA) 26 400 450 355 95 27 500 560 450 110 28 630 710 560 150 Banda Nº5 (AMCA) Banda Nº (ANSI) Freqüência Central.10 . Hz Largura de Banda. 5a .0 x 10-5Pa) 100 90 90 80 80 70 70 60 60 50 50 40 5 1 2 6 1 2 6 1 63 120 250 500 1000 2000 4000 8000 100 1000 10000 FREQÜÊNCIA CENTRAL 1/3 DE OITAVA (Hz) FREQÜÊNCIA CENTRAL BANDA DE OITAVA(Hz) 5 .1986 Banda Nº1 (AMCA) Banda Nº (ANSI) Freqüência Central.

Escala de ponderação C . Escala de ponderação A . uma escala de freqüência ponderada simplesmente é uma tabela de correções que é aplicada a níveis de pressão sonora.para simular a resposta do ouvido humano ao som de nível de pressão média.para simular a resposta do ouvido humano ao ruído de avião. Certamente. e fornece resposta aproximadamente igual em todas as freqüências. B. porém. As Escalas B e C foram baseadas em experimentos que incorporaram tons puros. 6 apresenta as correções para diferentes ponderações em um intervalo de 20 a 20000 Hz. A Fig.Característica da Resposta de Freqüência das Ponderações em Medidores de Nível de Ruído 90 10 RESPOSTA RELATIVA EM DECIBÉIS A 0 C -10 B D BeC D -20 -30 A -40 -50 20 50 100 200 500 1000 2000 FREQÜÊNCIA EM HERTZ 5000 10000 20000 6 . determinado acuradamente de acordo com as leituras de nível de pressão sonora em bandas de 1/3 de oitava. Escala de Ponderação de Freqüência Por definição.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 Outra Banda de Oitava? Não se deve inferir desta discussão que as bandas de oitava e de 1/3 de oitava sejam as únicas escalas geométricas usadas atualmente por engenheiros acústicos. como uma função da freqüência. Escala de ponderação E . as escalas geométricas de ½ de oitava e 1/10 de oitava são usadas.10 . apresentam aplicações bastante limitadas e especiais. Escala de ponderação B . Fig. 6 . com base na energia.para simular a resposta do ouvido humano ao som de nível de pressão alta.é uma ponderação proposta para possibilitar a mensuração do nível de ruído percebido (PNL). Escalas de ponderação comuns são A. A escala A é o sistema mais amplamente usado devido à sua correlação excelente com testes realizados. que não são normalmente encontrados em aplicações de ventiladores. C e D.para simular a resposta do ouvido humano ao som de nível de pressão baixa. Escala de ponderação D .

Fonte Pontual Irradiando Fonte Pontual r1 Fonte Pontual A fonte sonora mais básica é chamada de fonte pontual.11 dB dB Fig.12 = 86 dB ( ) = 110 . A pulsação rápida produz um deslocamento de moléculas e uma flutuação de pressão dinâmica correspondente. As características de radiação da maioria das fontes sonoras são geralmente complexas. A equação pode ser colocada de outra forma útil como segue: Permita que LP. 73 dB a 20m.11 L P.2 = L P. a dependência do nível de potência sonora. Se medirmos o nível de pressão sonora LP. 7.20log10 r2 r1 ( ) ( ) dB Desta forma. Qual é o nível de pressão sonora a 20 pés ao longo da mesma linha radial? L P (a 20pés) = L P (a 5 pés) . está pendurada livremente ao ar livre.2 em qualquer distância r2 na mesma linha radial. que não pode ser medida.20log 10 (r2) . L P.20log 10 (r) .2 = 20log10 (r2 ) .BOLETIM TÉCNICO Nº 15 PROPAGAÇÃO DO SOM Uma das perguntas mais freqüentemente formuladas quanto ao controle de ruído é: Dada uma fonte sonora no ponto A.20log 10 (20) .1= L W . Em sua forma mais elementar. o movimento da onda resultante diverge uniformemente numa forma esférica.2= L W .20log 10 (r1) .L P. podemos calcular o nível de pressão sonora LP.20log 10 20 5 = 98 . Uma relação útil entre o nível de pressão sonora Lp e o nível de potência sonora LW é dada por: L P = L W . deve-se ter uma compreensão das propriedades básicas da propagação do som. é eliminada.20log10 (r1 ) = 20log10 r2 1r ou reescrevendo. O termo “básico” aqui usado não deve inferir em simplicidade. Exemplo Uma pequena fonte.1 em r1.11 dB dB r2 r Subtraindo-se as duas equações e observando que o nível de potência sonora LW para a fonte é o mesmo.2 sejam a pressão sonora a uma distância radial r1 e r2 respectivamente.11 = 110 .20log 10 (r) . Exemplo O nível de pressão sonora medido a 5 pés de uma fonte sonora de radiação é 98 dB. ainda acrescentam complexidade ao campo sonoro. 7 .1 e LP. e a grande variedade de superfícies de reflexão. Uma vez que as frentes de onda geradas com cada pulsação sempre ocorrem em fase. O nível de pressão sonora é. então. cujo nível de potência sonora LW é 110 dB. LP é dado por: L P = L W . especialmente nos ambientes industriais e públicos.1 . A pressão sonora em r1 e r2 é: L P. qual é o nível sonoro no ponto B? Para responder esta pergunta e outras de natureza semelhante. conforme mostrado na Fig. obtemos: L P. a fonte pontual é freqüentemente comparada a uma esfera pulsante. Qual é o nível de pressão sonora a 20 m da fonte? Nível de pressão sonora.11 = 73 dB 7 .26 .10 .1 .11 onde: LW= nível de potência sonora da fonte pontual (re 1012 W) r = distância radial a partir da fonte (m) O termo constante foi arredondado para o decibel mais próximo.

BOLETIM TÉCNICO Nº 15

É interessante observar que, se tomarmos o caso especial de r2/r1 = 2, a diferença entre os níveis de pressão sonora é de 6 dB. L P,1 - L P,2 = 20log10(2) ~ = 6 dB

L P, 30° = 75 dB L P,re = 100 - 20log 10 (10) - 11 = 100 - 20 - 11 = 79 dB DI 30° = L P,q - L P, re = 75 - 79 = 4 dB Se o nível de pressão sonora a 30º e raio de 10 m tivesse sido de 85 dB, o índice seria DI 30° = 85 - 79 = + 6 dB Se os padrões de irradiação não forem extremamente direcionais, digamos menos que ±6 dB, uma forma mais útil e simplificada de equações pode ser escrita a fim de se obter uma boa aproximação de primeira ordem do campo sonoro:

Uma vez que r2 /r1 = 2 corresponde ao dobro da distância da fonte, temos a origem da regra freqüentemente citada " 6 dB para duplicar a distância." Vale observar, no entanto, que, para distâncias suficientemente grandes, a maioria das fontes podem ser consideradas uma fonte pontual, e isso resulta em radiação esférica para resultados de primeira ordem. A maioria das fontes sonoras, encontradas em ambientes industriais e públicos, não são nãodirecionais. Para considerar a direcionalidade, um termo DIq deve ser adicionado à equação de propagação básica que acrescenta consideravelmente à sua generalidade. L P = L W + Dl q - 20log 10 (r) - 11 Onde DIq = índice de direcionalidade. Mais especificamente, o índice de direcionalidade é normalmente definido conforme segue: Dlq = L P, q - L P,re Onde, LP,q = nível de pressão sonora medido na distância r e ângulo q a partir de uma fonte de potência sonora W irradiando em um espaço livre. LP,re = nível de pressão sonora medido na distância r a partir de uma fonte pontual não diretiva de potência W irradiando em um espaço livre. Observe-se que o índice de direcionalidade é algébrico, ou seja, positivo ou negativo. Exemplo: Uma fonte de nível de potência sonora de 100 dB irradia em um espaço livre. O nível de pressão sonora a 10 m e ângulo de 30º é de 75dB. Qual é o índice de direcionalidade para 30º? Admitindo radiação uniforme
8 - 10

dB

L P = L W - 20log 10 (r) + (L P,q- L P ) - 11 dB onde: LP,q = nível de pressão sonora medido a uma distância radial r e ângulo q

dB

_ LP = média dos níveis de pressão sonora medidos em 12 ou mais pontos eqüidistantes circunferencialmente ao redor da fonte Exemplo: O nível de potência acústica de um ventilador axial é de 112 dB. O fator de direcionalidade em um ângulo de 40º a partir da linha de centro, obtido por 12 medidas circunferenciais é de +4dB. Qual é o nível de pressão sonora a uma distância de 10m no mesmo ângulo?

L P = 112 - 20log10 (10) + 4 - 11 = 112 - 20 + 4 - 11 = 85 dB

BOLETIM TÉCNICO Nº 15

Um outro fator que pode influenciar grandemente a direcionalidade de uma fonte pontual irradiante, e que deve ser levado em consideração, é a presença de superfícies refletoras. Por exemplo, se uma fonte pontual sonora de potência acústica W fosse colocada em uma superfície refletora dura, digamos que no centro de um estacionamento, duas vezes a quantidade de energia prevista seria irradiada em qualquer direção. Ou seja, o campo sonoro conteria energia sonora refletida do asfalto e também a energia sonora irradiada diretamente para um observador. Sendo assim, em um hemisfério hipotético acima do plano refletor, a intensidade sonora seria duplicada e, para um observador, pareceria que a potência acústica da fonte também fora duplicada. Portanto, para considerar a presença de superfícies refletoras, um fator de direcionalidade geralmente simbolizado como Q é definido segundo o índice de direcionalidade como segue: DI = 10log10 (Q) dB A Fig.8 ilustra os valores para o fator de direcionalidade Q e os índices DI de direcionalidade correspondentes para algumas localizações de fonte sonora comuns.

instalado (1) na parede, (2) em uma parede perto do chão e (3) na base da parede perto do canto da sala? (1) Para a instalação no meio da parede, temos irradiação hemisférica (Fig. 8b): Q=2 ~ 3 dB DI = 10log10 (2) = Então o nível de pressão sonora a 2 m, L r = 110 + 3 - 20log10 (2) - 11 = 110 + 3 - 6 - 11 = 96 dB Com o aparelho de ar condicionado perto do chão, isto é, na junção de dois planos (Fig. 8), Q = 4 e o DI é: ~ 6 dB DI = 10log10 (4) = De novo, o nível de pressão sonora a 2 m, L r = 110 + 6 - 20log10 (2) - 11 = 110 + 6 - 6 - 11 = 99 dB Observe que a colocação perto do chão aumentou o nível de ruído em 3 dB, de 96 para 99 dB. De acordo com as considerações de potência sonora isso é o que devemos esperar, uma vez que a intensidade duplicou. (2)

Fig. 8 - Exemplos de Planos Reflexivos

a)

Q=1 Dl = 0

b)

Q=2 Dl = 3 dB

(3)Com relação à localização do aparelho de ar condicionado em um canto, o fator de direcionalidade seria Q = 8, conforme ilustra a Fig. 8. Conseqüentemente, o DI = 9 dB e o nível resultante a 2 m é: L = 110 + 9 - 20log10 (2) - 11 = 110 + 9 - 6 - 11 = 102 dB

c)

Q=4 Dl = 6 dB

d)

Q=8 Dl = 9 dB

Exemplo O nível de potência sonora total de um ar condicionado é de 110 dB. Qual é o nível de pressão sonora a 2 m se o aparelho de ar condicionado for
9 - 10

Observe novamente que o nível de pressão sonora aumentou 3 dB com relação à instalação no chão e 6 dB com relação à instalação no meio da parede.

BOLETIM TÉCNICO Nº 15

É fácil perceber que as características de propagação de uma fonte pontual podem ser fortemente influenciadas por elementos refletores comuns tanto em ambientes industriais quanto públicos. Entretanto, se a direcionalidade da fonte e a localização relativa às superfícies refletoras forem consideradas, uma aproximação útil e bastante precisa das propriedades de propagação pode ser obtida. Fonte em Linha Outro tipo de fonte comum em indústrias é a fonte em linha. A Fig. 9 ilustra uma fonte em linha de irradiação e padrões frontais de ondas cilíndricas correspondentes associadas.
Fig. 9 - Frente de Onda Cilíndrica Divergente de uma Fonte em Linha

Uma expressão mais genérica e útil para a divergência do nível de pressão sonora de uma fonte em linha é: L P,2 = L P,1 - 10log 10 onde: LP,2 = nível de pressão sonora na distância radial r2 (dB) LP,1 = nível de pressão sonora na distância radial r1 (dB) Exemplo O nível de ruído a 10m de um cano longo carregando vapor em alta velocidade era de 95 dBA. Qual é o nível de ruído a 100m? L P,2 =95 - 10log10 100 10 =95 - 10 =85 dbA

( rr ) (r < r )
2 1 1 2

dB

Frente de Onda Cilíndrica Divergente r Fonte em Linha

( )

h

Dois exemplos comuns de fontes em linha são uma rodovia de tráfego intenso e o ruído de um cano longo cheio de vapor em alta velocidade. O índice de divergência radial de uma fonte em linha é muito menor do que o índice para uma fonte pontual. Na seção anterior, vimos que o índice de divergência para uma fonte pontual era de 6 dB por duplicação de distância. Para uma fonte em linha, o nível de pressão sonora cai apenas 3 dB por duplicação de distância radial, ou metade do índice de uma fonte pontual.

Aqui, mais uma vez, dado um nível de pressão sonora, que é fácil de medir, numa dada distância radial, o nível sonoro em qualquer distância pode ser calculado. Deve-se também observar que no exemplo do nível de ruído total, esse foi ponderado na escala A. Isto pode ser feito geralmente com erro negligenciável, desde que não haja quaisquer influências no meio que alterem a propagação espectralmente, isto é, com respeito à freqüência.

OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. Av. Francisco S. Bitencourt, 1501 Fone: (51) 3364.5566 - Fax: (51) 3364.1264 Caixa Postal 7056 - CEP: 91150-010 - Porto Alegre - RS e-mail: comercial@otam.com.br www.otam.com.br
10 - 10

BOLETIM TÉCNICO Nº 16

EFEITOS DO SISTEMA NA APLICAÇÃO DE VENTILADORES INDUSTRIAIS
desempenho de ventiladores industriais é o item de maior preocupação dos fabricantes. A confecção de curvas de catálogo deve refletir esta preocupação representando da melhor maneira, o comportamento aerodinâmico do modelo testado. Feita a curva, devem ser tomadas providências para que as folgas e tolerâncias de

O

fabricação do modelo testado tenham repetibilidade nos exemplares produzidos na linha de montagem. Pode o ventilador, ainda assim, apresentar desempenho insatisfatório na instalação? A resposta é sim, e as várias alternativas para explicar este fato serão abordadas a seguir.

TESTES DE VENTILADORES

V

entiladores são testados em arranjos que simulam uma instalação. Existem quatro tipos padronizados de instalações:

Tipo A: aspiração e descarga livres; Tipo B: aspiração livre e descarga dutada; Tipo C: aspiração dutada e descarga livre; Tipo D: aspiração e descarga dutadas. Muitos fabricantes de ventiladores utilizam a norma AMCA 210 Laboratory Methods of Testing Fans for Rating (Métodos de Laboratório para Testar Ventiladores para Tabulação) para levantar o desempenho de seus produtos. Esta norma possui diferentes arranjos ou figuras, que servem para simular a maneira como o ventilador será usado em campo, reproduzindo um dos quatro tipos de instalação já citados. Existem dois métodos básicos de medida: o tubo de pitot e o bocal com raio longo. A norma determina o desempenho em termos de vazão, pressão, potência, densidade do ar, velocidade de rotação e rendimento. Os arranjos de laboratório propiciam condições ideais pela exigência de endireitadores e uniformizadores de fluxo, medições em planos onde se tem um perfil de velocidade totalmente desenvolvido e transformações de seção com ângulos limitados. Estas providências fazem com que o ventilador apresente seu máximo desempenho. Qualquer instalação real que não propicie condições para um fluxo uniforme reduzirá o desempenho do ventilador.

Devido ao fato de que é impraticável testar todos os tamanhos de ventiladores de uma determinada linha em todas as rotações possíveis, os fabricantes utilizam as chamadas "Leis dos Ventiladores". Elas são uma série de equações que permitem calcular com boa precisão o desempenho de um ventilador em outras rotações, tamanhos e densidades. Estas equações tem origem na Teoria Clássica de Mecânica de Fluidos e só se aplicam ao mesmo "ponto de operação". Um ponto de operação é um ponto determinado na curva de desempenho do ventilador. As equações são apresentadas abaixo, onde o índice "c" representa a condição desejada: Qc=Q(Dc /D)³(Nc /N) P tc=P t (D c /D)²(Nc /N)²(rc /r) P vc=P c /D)²(Nc /N)²(rc /r) v (D P =Ptc - Pvc sc Hc=H(Dc /D)5(Nc /N)³(rc /r) h tc=(Qc P tc )/(11217Hc ) hsc=h tc(P sc /P tc ) (1) (2) (3) (4) (5) (6) (7)

Onde Q é a vazão em m3/h, D é o diâmetro do rotor em metros, N é a rotação em rpm, Pt é a pressão total em Pa, r é a densidade em kg/m3, Ps é a pressão estática em Pa, Pv é a pressão dinâmica em Pa, H é a potência em W e h é o rendimento (adimensional).

1-6

Vaneaxial: Um bom projeto das pás permite capacidade de média e alta pressão aliada a um bom rendimento. ventilador. Pás curvadas para frente: O rendimento é menor que o dos ventiladores aerofólio e o dos de pás retas. Aplicados em sistemas de aquecimento. média e alta pressão. Também utilizado para aplicações que exigem altas pressões de trabalho. classificam-se em: Pás de perfil aerofólio inclinadas para trás: são os de maior eficiência entre os centrífugos. ventilação e arcondicionado de baixa e média pressão onde a distribuição do ar a jusante não é crítica. cabines de pintura e exaustão de gases. Pás radiais: o mais simples e o menos eficiente de todos os centrífugos.. ventiladores. sistema de distribuição. Usados em tamanhos grandes para aplicações onde o ar é limpo e a economia de energia significativa. Os ventiladores axiais podem ser classificados como: Propeller: o rendimento é baixo. A hélice tem construção barata e é limitada a aplicações de baixa pressão. filtros. dispositivo de controle. Entre os ventiladores especiais pode-se citar os centrífugos tubulares e os centrífugos e axiais de telhado. etc. 2-6 U O ventilador é o componente do sistema que fornece a energia para a corrente de ar superar a resistência ao fluxo que os outros componentes oferecem. e cujo objetivo é mover o ar de um lugar a outro de forma controlada. grelhas. Também usados em aplicações industriais como fornos. Ex. 1990). Usado basicamente em sistemas de aquecimento. axiais e construções especiais (AMCA 201.aparelhos de ar-condicionado de janela e equipamentos "roof top". centrais O de ar-condiconado. São aplicados em sistemas de aquecimento. quanto ao projeto do rotor. A Curva do Sistema Para um determinado sistema com uma vazão fixa haverá uma correspondente perda de carga. Os centrífugos. ventilação e ar-condicionado de baixa pressão. a perda de carga resultante também mudará. registros.BOLETIM TÉCNICO Nº 16 VENTILADORES E SUAS APLICAÇÕES s ventiladores industriais podem ser divididos em centrífugos. Um sistema de ventilação contém um ou mais dos seguintes componentes: a) b) c) d) e) f) entrada do sistema. é capaz de desenvolver mais pressão. Aplicados a sistemas de aquecimento. Pás retas inclinadas ou curvadas para trás: de rendimento um pouco inferior que o anterior. possui as mesmas aplicações. dispositivo de condicionamento. ventilação e ar-condiconado. saída do sistema. SISTEMAS DE VENTILAÇÃO m sistema de ventilação é uma instalação que pode incluir dutos. Usados basicamente para transporte de materiais em plantas industriais. dispositivos de condicionamento. É vantajoso quando se quer uma instalação compacta e quando o ventilador precisa estar em linha com os dutos. Normalmente de construção leve e de baixo custo. Aplicados como circuladores de ar e para ventilação através de paredes sem a presença de dutos. Também é usado em algumas instalações industriais onde a pá aerofólio não é aceitável devido ao ambiente corrosivo ou abrasivo. Se a vazão for mudada. A relação que governa a maioria dos sistemas de ventilação é: PRESSÃO C VAZÃOC = PRESSÃO VAZÃO ( ) 2 (8) . fornalhas domésticas. ventilação e ar-condicionado de baixa.. Tuboaxial: Algo mais eficiente que o propeller.

As perdas de pressão total para o escoamento através de um sistema de ventilação são causadas por dois fatores: perdas por atrito devidas a viscosidade pelo escoamento do ar ao longo da superfície dos dutos e outros componentes do sistema. Estas relações são típicas para sistemas de ventilação de ponto de operação fixo. a resistência do sistema aumentará para 144% da pressão de projeto requerida. Como as perdas por atrito e as perdas dinâmicas são extremamente conhecidas e estudadas.2 Interação das curvas do sistema e do ventilador Perdas no Sistema Estimar a perda de carga de um sistema de distribuição de ar é uma tarefa complexa que requer um considerável número de simplificações por parte do projetista. e aquelas usadas no laboratório para levantar as curvas do ventilador. existem as perdas causadas devido aos Efeitos do Sistema. . o sistema operará na vazão de projeto. através de registros.100 .Q Fig. de acordo com a expressão acima é uma parábola. Interação da Curva do Sistema com a Curva Característica do Ventilador Uma vez determinada a curva do sistema através do cálculo da resistência ao fluxo e dos "efeitos do sistema". Um decréscimo para 50% da vazão de projeto resultará na diminuição para 25% da pressão requerida. caixas de mistura.Q Fig.40 .60 . nos deteremos em apresentar mais detidamente aquelas devidas aos Efeitos do Sistema. O ponto de intersecção da curva do ventilador com a curva do sistema determina a vazão real ou o ponto de operação do sistema (figura 2). e perdas dinâmicas devidas à turbulência causada por mudanças na direção e separação do fluxo ao redor de obstruções. .20 0 40 20 00 20 40 60 80 100 120 140 160 180 200 PERCENTUAL DE VAZÃO DO SISTEMA ..BOLETIM TÉCNICO Nº 16 180 PERCENTUAL DE RESISTÊNCIA DO SISTEMA SIST 160 140 120 100 80 60 EM CURVA DO VENTILADOR 2 1 Tomando-se um ponto de operação no sistema A em 100% da vazão e 100% de pressão requerida. Em adição às perdas de pressão total num sistema causadas pelo atrito e perdas dinâmicas.1 Curvas típicas de sistemas A C PERCENTUAL DA PRESSÃO MÁXIMA DO VENTILADOR EMA A curva característica de um sistema. Efeitos do Sistema ocorrem por causa das diferenças entre as conexões de aspiração e descarga do ventilador instaladas no sistema. 3-6 200 PERCENTUAL DE RESISTÊNCIA DO SISTEMA 180 SIS TE M 160 140 120 100 80 B TE ST EM A A PONTO DE PROJETO 60 40 20 00 20 M A SI S 40 SI 60 80 100 120 140 160 180 200 PERCENTUAL DE VAZÃO DO SISTEMA . etc.. Três curvas típicas de vazão versus perda de carga de sistemas são apresentadas na figura 1. ou perda de carga. PERCENTUAL DE VAZÃO MÁXIMA DO VENTILADOR 0 200 - 20 40 60 80 100 A SI ST A B SIS TE M AC . espera-se que tendo o ventilador bem selecionado. A vazão de um sistema pode ser variada mudando-se a sua resistência. se a vazão é incrementada para 120% da vazão de projeto.80 PONTO 3 DE PROJETO . A situação é posteriormente complicada pelo fato de que o instalador muitas vezes não consegue montar o sistema exatamente como especificado no projeto.

No ventilador axial tem-se velocidades maiores no anel circular compreendido entre o círculo do cubo da hélice e o duto. Outras Considerações quanto à Descarga. Fatores Relativos à Descarga do Ventilador O ar desenvolve um perfil de velocidade uniforme à medida que aumenta a distância da descarga do ventilador. no mínimo. 1990).08 m/s) de velocidade de descarga (AMCA 201. muito diferentes daquelas do projeto. resultando em perdas maiores nos componentes localizados após a mesma. Por este motivo a perda de carga numa curva na descarga de um ventilador será muito maior do que os valores publicados para as curvas inseridas ao longo do sistema. ou com bocais de aspiração que simulam um duto na aspiração. . o perfil de velocidade que deixa a descarga de um ventilador. Condições estas que não estavam presentes quando do levantamento da curva do ventilador no laboratório. Condições de fluxo não-uniformes devem sempre ser evitadas. a aspiração do ventilador é mais sensível. Outros dispositivos como endireitadores de fluxo. A publicação AMCA 201 Fans and Systems (Ventiladores e Sistemas) possui tabelas e gráficos que permitem a quantificação das perdas conforme o tipo de problema da instalação. já citada. tanto axial como centrífugo. 1995). registros de controle de vazão e derivações na canalização podem ser instalados na descarga do ventilador ou próximos dela. muitos sistemas de ventilação não gozam destas condições. podendo ser precisos até seis diâmetros para altas velocidades de descarga. partem do princípio que um perfil de velocidade uniforme está entrando na curva. dois e meio diâmetros. não é uniforme. quando um perfil de velocidade não uniforme entra numa curva. Um fator de efeito do sistema deve ser aplicado. O comprimento de duto necessário para obter-se 100% de recuperação de pressão estática é função da velocidade de descarga (AMCA 200. ou outras condições que influenciem o desempenho do ventilador quando instalado no sistema. Curvas na Descarga. Fatores Relativos à Aspiração do Ventilador Em geral. No ventilador centrífugo tem-se 4-6 U velocidades maiores no lado oposto ao defletor junto à boca de descarga. A norma AMCA 210. Perdas de carga publicadas para registros são baseadas no funcionamento dos mesmos com perfis de velocidade uniformes. que a descarga. ventiladores instalados sem estas peças sofrerão a formação de uma "vena contracta". um fator de efeito do sistema deve ser adicionado à perda de carga estimada total. Quando não se pode ter um comprimento de duto adequado. foi concebida de tal forma que o ventilador sendo testado. Sempre que possível uma porção de duto reto deve ser colocada entre a descarga do ventilador e qualquer derivação na tubulação. Quando um registro é instalado próximo à boca de descarga do ventilador. que podem ser aplicados conforme o tipo de configuração (AMCA 201. os endireitadores atuam conservando este perfil através da curva e além dela. tenha uma distribuição uniforme do ar na aspiração e uma descarga desobstruída. surgindo uma perda de carga adicional não computada no projeto. Como os ventiladores muitas vezes são testados com dutos na aspiração. normalmente reduzem a perda de carga através das mesmas. Derivações na tubulação muito próximas à boca de descarga causarão perdas de carga e em conseqüência vazões. 1990). que é usada para teste de ventiladores. Como regra geral utiliza-se o comprimento de um diâmetro de duto para cada 1000 pés por minuto (5. Como se sabe.BOLETIM TÉCNICO Nº 16 FATORES DOS EFEITOS DO SISTEMA m fator de efeito do sistema é uma perda de pressão causada pelo efeito de restrições na aspiração e na descarga dos ventiladores. e a conseqüência é uma perda de desempenho do ventilador que pode chegar a até 50% (Williamson 1997). o perfil de velocidade que dele se aproxima não é uniforme e perdas de carga muito maiores que as previstas serão experimentadas. ao efeito das condições do sistema. Os valores publicados. Entretanto. para perda de carga em curvas de sistemas de ventilação. A complexidade deste problema pode ser ilustrada na constatação de que existem 224 diferentes fatores. Endireitadores de fluxo aplicados em curvas. Infelizmente. Entretanto podemos afirmar que são necessários.

e deve-se calcular a nova potência consumida. Obstruções na aspiração. também devem ser levadas em consideração. Esta situação traz como conseqüência um desperdício de potência instalada. Outras Considerações quanto à Aspiração. e também de investimento num motor maior que o necessário. Ventiladores que possuem uma curva de pressão-vazão com inclinação positiva à esquerda do ponto de maior pressão (ventiladores de pás para frente. porém. mas num grande aumento da potência consumida. haverá uma redução na vazão devido ao aumento na densidade do ar após o primeiro ventilador (ou estágio). como paredes nas proximidades. ou muito próximas dela. ou aqueles ventiladores que possuem dois ou mais estágios. 5-6 Resistência do Sistema Superestimada Considerando que a resistência do sistema tenha sido superestimada. que variará com o cubo do aumento de rotação. resultará num pequeno aumento da curva vazão-pressão do ventilador. Conforme o tipo de curva e sua distância em relação à aspiração do ventilador devem ser aplicados diferentes fatores de efeito do sistema. Neste caso a rotação do ventilador deverá ser diminuída até que seja atingido o ponto 4. Uma contra-rotação do ar. Na prática. fornecendo menos vazão que o previsto. por exemplo). Neste caso deve-se consultar o fabricante para terse informações sobre os limites de emprego do equipamento. Vortex na Aspiração. Podem ser considerados em série os ventiladores que operam consecutivamente no mesmo sistema. EFEITO DE ERROS NA ESTIMATIVA DA PERDA DE CARGA DO SISTEMA Resistência do Sistema Subestimada Conforme pode ser verificado na figura 3. não devem ser selecionados nesta região. etc. Curvas na aspiração devem ser instaladas no mínimo a três diâmetros de distância do ventilador. um vortex na aspiração.. Curvas instaladas na aspiração de ventiladores. Uma rotação do ar. Além disso outros efeitos podem ocorrer como: instabilidade do ventilador causando danos estruturais ao mesmo devido à vibração. estruturas. Normalmente ocorre uma significativa perda de desempenho no segundo ventilador (ou estágio). Ventiladores Operando em Paralelo. formando. A condição ideal de aspiração é aquela em que o ar entra axialmente em fluxo laminar na boca do ventilador. flutuações na pressão e aumento no nível de ruído de até 10 decibéis em algumas bandas de oitava (AMCA 201. pois podem apresentar funcionamento instável. diminuirá o desempenho do mesmo dependendo da intensidade deste vortex. Existem fatores conforme o percentual de área de aspiração obstruída. a curva real (B) do sistema levará o ventilador a funcionar no ponto 2. fornecendo mais vazão que o desejado. na aspiração do ventilador. sua rotação deve ser aumentada para que atinja o ponto 5. Para que o ventilador forneça a vazão desejada. quando a perda de carga do sistema é subestimada. O desempenho real não será igual ao teórico se as condições de aspiração não forem favoráveis. produzirão fluxos nãouniformes. . telas. Ventiladores são comumente instalados em paralelo quando é necessária a movimentação de grandes volumes de ar. tubulações. colunas. em muitos casos. na mesma direção que a rotação do ventilador. provocada pelas condições de fluxo não-uniforme de sua aspiração. Ventiladores que Operam em Série e em Paralelo Ventiladores Operando em Série. 1990).. a curva real (C) levará o ventilador a trabalhar no ponto 3.BOLETIM TÉCNICO Nº 16 Curvas na Aspiração. A curva de pressão-vazão combinada é obtida pela soma das vazões de cada ventilador à mesma pressão. Outra causa importante na redução do desempenho do ventilador é uma condição de aspiração que produza um vortex (rotação da corrente de ar) na boca do ventilador. Em teoria a curva de pressão-vazão combinada é obtida somando-se as pressões mantendo a mesma vazão.

6364 www.Av.001/2003 .6363 .Porto Alegre/RS .com.otam. Francisco S. Bitencourt.CEP 91150-010 . 1501 .Fax: (55 51) 3349.Fone: (55 51) 3349.br MT .

Publication 200-95. 1501 Fone: (51) 3364. ou em campo pela publicação AMCA 203 Field Performance Measurements of Fan Systems (Medição de Campo do Desempenho de Ventiladores em Sistemas). Inc. pela já citada norma AMCA 210. de que um sistema de ventilação funcionará corretamente. todo sistema possuirá uma área provável de funcionamento.. Fans and Systems. Av.com.br www. 1995. e proporcionar fluxos de ar uniformes tanto na aspiração quanto na descarga do ventilador. vibrações. Dick. podem ocorrer. Williamson. 1990. Inc..RS e-mail: comercial@otam. Publication 201-90. 1997. PRESSÃO DE PROJETO 3 PERDA DE CARGA REAL MENOR QUE O VENTILADOR PROJETADO ENTREGARÁ EM 3 4 CURVA PRESSÃO-VAZÃO DO VENTILADOR VAZÃO DE PROJETO Fig. O desempenho do ventilador. funcionamento instável do ventilador. Em razão destes fatos. limitada pelas tolerâncias inferior e superior de operação do ventilador e pelas tolerâncias inferior e superior de estimativa de perda de carga do sistema. e todas as alternativas devem ser estudadas. pode ser verificado no laboratório. Bitencourt. em comparação com a real. O mal funcionamento de um sistema pode ter um sem número de causas.BOLETIM TÉCNICO Nº 16 PERDA DE CARGA REAL MAIOR QUE O VENTILADOR PROJETADO ENTREGARÁ EM 2 5 CURVA B SISTEMA REAL CURVA A SISTEMA CALCULADO CURVA C SISTEMA REAL PRESSÃO MÁXIMA 2 DO VENTILADOR 1 (Programa de Curvas Certificadas-Desempenho Aerodinâmico). O ventilador também possui tolerâncias de funcionamento que são estabelecidas na publicação AMCA 211Certified Ratings Program-Air Performance A OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.com.CEP: 91150-010 . caso seja contestado. CONCLUSÃO Para estarmos certos..1264 Caixa Postal 7056 . as conseqüências de um projeto equivocado podem ser muito danosas: aumento da potência consumida. Francisco S. Avaliar estes limites torna-se importante para saber se o sistema terá um funcionamento aceitável. System Effects. devemos levar em conta todos os Fatores de Efeito do Sistema.3 Curvas de Desempenho do Ventilador/Sistema TOLERÂNCIAS DO SISTEMA E DO VENTILADOR experiência mostra que variações de mais ou menos 10% na perda de carga estimada do sistema.Porto Alegre . etc. AMCA Paper 2337-97. REFERÊNCIAS Air Movement and Control Association.. Como foi visto.5566 . Air Movement and Control Association. Air Systems.otam.br 6-6 . aumento do nível de ruído. diminuição da capacidade do sistema. Illinois.Fax: (51) 3364.

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->