MANUAL TÉCNICO

ÍNDICE

CONTEÚDO
BT-01 - O que é um Ventilador - Terminologia de Definição de Ventiladores BT-02- Leis dos Ventiladores BT-03 - Curvas de Desempenho de um Ventilador Curvas de Resistência do Sistema Instabilidade do Sistema, instabilidade do Ventilador e Paralelismo BT-04 - Tipos de Ventiladores BT-05 - Seleção de Ventiladores Selecionando o tipo de Ventilador Requisitos de uma Consulta de Ventilador BT-06 - Efeitos no Sistema na Aspiração do Ventilador Efeitos no Sistema na Descarga do Ventilador BT-07 - Vida dos Rolamentos dos Ventiladores BT-08 - Características dos Sistemas de Ventilação dos Ventiladores BT-09 - Desbalanceamento Residual Permissível BT-10 - Cálculo da Potência Sonora do Ventilador BT-11 - Modulação do Desempenho do Ventilador BT-12 - Arranjos de Ventiladores BT-13 - Rotação Crática dos Eixos BT-14 - Torque de Partida do Ventilador BT-15 - Fundamentos de Ruído BT-16 - Efeitos do Sistema na Aplicação de Ventiladores Industriais

Total de Págs.
4 7

5 4

5

7 2 3 3 3 4 7 4 3 10 6

2

BOLETIM TÉCNICO Nº 1

O QUE É UM VENTILADOR
m ventilador é uma máquina que produz fluxo de gás com duas ou mais pás fixadas a um eixo rotativo. Os ventiladores convertem a energia mecânica rotacional, aplicada aos seus eixos, em aumento de pressão total do gás em movimento. Esta conversão é obtida através da alteração do momento do fluido. Os códigos de teste de potência da Sociedade Americana de Engenheiros Mecânicos (ASME) limitam a definição de ventilador a máquinas que aumentam a densidade do gás em no máximo 7% à medida que percorre o trajeto desde a aspiração até a descarga. Este é um aumento de aproximadamente 7.620 Pa (762 milímetros de coluna d´água) com base no ar padrão. Para pressões superiores a 7.620 Pa (762 milímetros de coluna d´água), o dispositivo de movimentação do ar é um compressor ou soprador. Existem muitas outras definições, com limites de pressão distintos, sendo que o Brasil não adota, oficialmente, nenhuma especificamente.

U

Ventiladores para aquecimento, ventilação e ar condicionado, inclusive em sistemas de alta velocidade ou de alta pressão, raramente atingem mais que 2.500 - 3.000 Pa (250 a 300 mm de coluna de água). Há três componentes principais em um ventilador: o propulsor (também chamado de rotor), o meio de acioná-lo e a carcaça. Para prever com razoável exatidão o desempenho de um ventilador na instalação, um projetista deve saber: (a) Como o ventilador foi testado e qual procedimento (norma) foi seguido. (b) Os efeitos que o sistema de distribuição de ar terá no desempenho do ventilador. Ventiladores de tipos diferentes, ou ainda ventiladores do mesmo tipo fornecidos por fabricantes diferentes, não irão interagir com o sistema da mesma maneira.

TERMINOLOGIA E DEFINIÇÕES DOS VENTILADORES

A

Ar Padrão (Sistema Internacional) r seco a 20ºC e 101,325 kPa. Sob essas condições, o ar seco tem uma densidade de massa de 1,204 kg/m3.

Fig.1 - Pressão Atmosférica

Pressão Relativa - Coluna d’água (ca) É a medida de pressão acima da atmosférica expressa como a altura de uma coluna de água em mm (ou polegadas). A pressão atmosférica ao nível do mar iguala-se a 10.340 mm (407,1 polegadas) de água ou 10m (33,97 pés) de água (Fig 1). Pressão Estática (Pe) É a diferença entre a pressão absoluta em um determinado ponto em uma corrente de ar ou câmara pressurizada e a pressão absoluta da atmosfera ambiente, sendo positiva quando a pressão neste ponto estiver acima da pressão ambiente e negativa quando estiver abaixo. Atua igualmente em todas as direções, independente da velocidade do ar e é uma medida da energia potencial disponível em uma corrente de ar.
1-4

Vácuo 10.340 mm de coluna d’água ao nível do mar

Pressão Atmosférica

Água

BOLETIM TÉCNICO Nº 1

Pressão de Velocidade/Pressão Dinâmica É a pressão exigida para acelerar o ar da velocidade zero para alguma velocidade e é proporcional à energia cinética da corrente de ar. A pressão de velocidade apenas será exercida na direção do fluxo de ar e é sempre positiva (Fig 2). Pd = V 2 para ar padrão 1,3 Onde: Pd = pressão dinâmica em Pa V = velocidade em m/s Ou Pd = ( r V2 ) / 2g Onde: Pd = pressão dinâmica em mmca V = velocidade em m/s r = densidade de 1,204 kg/m3 g = acelereção da gravidade de 9,81 m/s2

Fig.2 - Pressão Dinâmica do Ventilador

Pressão Total

Pressão Dinâmica

Pressão Estática

Pressão Dinâmica = Pressão Total - Pressão Estática

Fig.3 - Pe, Pd e Pt num ponto

Pressão Total Soma algébrica da pressão dinâmica e estática. É uma medida da energia total disponível na corrente de ar. (Fig. 3) Pt=Pe+Pd Pressão Total do Ventilador Diferença algébrica entre a pressão total média na descarga do ventilador e a pressão total média na aspiração do ventilador. É a medida da energia mecânica total acrescentada ao ar ou gás pelo ventilador. A Fig. 4 mostra como isto é medido.

Pe Pe Pe Pe
Pd

Pe
Pt

Pe

Fig.4 - Pressão Total do Ventilador

Tubo de Impacto Ventilador

Vazão (Q) É a quantidade de ar ou gás, em volume, movimentada pelo ventilador na unidade de tempo, portanto independente da densidade do ar. A unidade usual é m3/h, mas no SI o correto é utilizar m3/s.
Pt Tubo de Impacto

Fluxo de Ar

2-4

Fig. 5) é uma grandeza usada na medição do desempenho de ventiladores e não pode ser medida diretamente.020 ht Onde: ht = rendimento total do ventilador Q = vazão em m3/s Pt = pressão total em Pa Pabs = potência em kW Fig. É a pressão total do ventilador menos a pressão dinâmica correspondente à velocidade média do ar na descarga do ventilador. isto é. acessórios e quaisquer outras exigências de potência além do suprimento de força do ventilador.6 . Pe=0 Pe ht = Q x Pt 270.000 x Pabs Rendimento Total (ht) Também chamado de rendimento mecânico. É a razão da saída de potência sobre o suprimento de potência.000 ht Pe Onde: ht = rendimento total do ventilador Q = vazão em m3/h Pt = pressão total em mmca Pabs = potência em cv Q Rendimento Estático (he) É a potência estática dividida pela potência absorvida do ventilador. Observa-se que não é a diferença entre a pressão estática na descarga e a pressão estática na aspiração.5 .000 x Pabs Q 3-4 .Pressão Estática com Vazão Nula Ou Pabs = Q x Pt 270. Pode incluir a potência absorvida por correias em V.BOLETIM TÉCNICO Nº 1 Pressão Estática do Ventilador A pressão estática do ventilador (Fig.7. não é a pressão estática do sistema externo. Fig. ou simplesmente rendimento. Potência Absorvida pelo ventilador (Pabs) É a potência real que um ventilador requer para mover um dado volume de ar a uma determinada pressão.Descarga Livre he = Saída de Força Suprimentos de Força = Q x Pe 270.Pressão Estática do Ventilador Tubo Estático Ventilador Fluxo de Ar Pe Tubo de Impacto Pabs = Q x Pt 1.

Fax: (51) 3364. Intervalo de Aplicação É o intervalo de vazões e pressões de operação.5566 .RS e-mail: comercial@otam.CEP: 91150-010 .9 . e a vazão é máxima.br www.otam. 1501 Fone: (51) 3364. 9. no qual um ventilador irá operar satisfatoriamente. Velocidade Periférica (Vp) É igual a circunferência do rotor multiplicada pela RPM do ventilador e é expressa em m/s. Condição de descarga livre Nesta condição de operação a pressão estática através do ventilador é zero.br 4-4 . 8) O intervalo de aplicação típica para ventiladores centrífugos com pás voltadas para a frente é de 30% a 80% da vazão máxima. determinado pelo fabricante. Av.8 . resultando em nenhum fluxo de ar.BOLETIM TÉCNICO Nº 1 Pressão Estática com vazão nula Condição de operação em que a descarga do ventilador encontra-se completamente fechada. (Fig. para ventiladores inclinados para trás é de 40% a 85% da vazão máxima e para ventiladores com pás radiais de 35% a 80% da vazão máxima. (Fig 7).Velocidade Periférica D RPM p x DN 60 OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. (Fig. Francisco S.com.Intervalo de Aplicação Intervalo de Aplicação 0 Q Fig.com. (Fig. Bitencourt.) Vp = Onde : D = diâmetro do rotor em metros N = velocidade em RPM Pressão Estática Fig.1264 Caixa Postal 7056 . 6).Porto Alegre .

um desempenho levemente melhor é normalmente obtido quando for projetado a partir de um determinado tamanho de ventilador para um tamanho maior. as leis dos ventiladores calculam o novo ponto de operação do ventilador dentro da curva de mesmo rendimento. pressão e potência de um ventilador quando o seu tamanho. (Fig. entretanto. Estas Leis são mais freqüentemente usadas para calcular mudanças na vazão. É importante observar-se. devemos considerar as leis para ventiladores aplicadas a uma mudança apenas na rotação (sistema constante) em determinado ventilador e em determinado sistema utilizando ar numa dada densidade.1 .BOLETIM TÉCNICO Nº 2 LEIS DOS VENTILADORES ão é exeqüível testar o desempenho de cada tamanho de ventilador de uma linha de um fabricante. Felizmente. As Leis dos Ventiladores serão exatas para ventiladores com proporcionalidade geométrica. Elas não podem ser usadas para prever outros pontos nesta curva característica. Nem tampouco é possível simular cada densidade do ar de aspiração que pode ser encontrada. é possível prever com boa precisão o desempenho de um ventilador em outras velocidades e densidades diferentes daquelas do teste de desempenho original. velocidade ou densidade do gás forem alterados. estática ou dinâmica) d=densidade do gás N=rotação do ventilador D=diâmetro do rotor W=potência do ventilador 1-7 Intervalo de Aplicação N Mudanças na Rotação do Ventilador Primeiramente. entretanto. ou seja. uma vez que as tolerâncias normalmente não são proporcionais. em todas as velocidades às quais ele pode ser aplicado. Equações das leis dos ventiladores: Q 2= Q 1 x P2 = P1 x W= W1 x 2 Onde: Q=vazão P = pressão (total.Mudança na RPM P @ N2 Curva do Sistema P2 1 P @ N1 P1 Q1 Q2 D x (N N ( (D ( 2 1 2 1 2 2 1 2 1 2 1 2 1 3 D d x x (N N ( (D ( (d ( 2 1 2 1 2 D d x x (N N ( (D ( (d ( 3 5 . 1) Q 2= Q 1 x P2 = P1 x W= W1 x 2 (N N( 2 1 ( ( N2 N1 2 1 2 (N N( 3 O rendimento não é alterado. que essas Leis se aplicam a um determinado ponto de operação segundo a característica do ventilador. Fig. de acordo com o uso das Leis dos Ventiladores.

Ventilador D1 3 P1 Q1 Q2 Mudanças na densidade do ar A seguir. baseando-se numa velocidade periférica constante. (Fig. densidade do ar e proporções do ventilador contantes e ponto de operação fixo. porém baseando-se na rotação do ventilador.2 . As Leis dos Ventiladores também referem-se a mudanças no desempenho devido a mudanças proporcionais no tamanho do ventilador. 3) Q 2= Q 1 x Q1 Q2 ( ( D2 D1 3 Fig. densidade de ar e proporções do ventilador constantes e um ponto de operação fixo. sendo que três leis se aplicam a esta situação. 2-7 .3 . considera-se o efeito da mudança na densidade do ar sobre o desempenho do ventilador. com rotação.) Fig.Mudança no Diâmentro do Rotor (velocidade periférica constante) Q 2= Q 1 x 1 (W W( D Q x( ( D 2 1 2 1 Ventilador D2 2 P2 = P1 D N2= N 1 x 1 D2 ( ( P1 =P 2 Ventilador D1 2 São usadas principalmente por projetistas de ventiladores e raramente têm aplicação na seleção ou aplicação dos equipamentos.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 Mudanças no Tamanho do Ventilador As Leis dos Ventiladores contêm mudanças no desempenho devido a mudanças proporcionais no tamanho do ventilador. (Fig 2.Mudança no Diâmetro do Rotor (rotação constante) D P 2= P 1 x 2 D1 W= W1 x 2 D2 D1 ( ( 2 Ventilador D2 5 ( ( P2 Geralmente são usadas pelos fabricantes de ventiladores para gerar dados quanto ao desempenho para "famílias" de ventiladores geometricamente proporcionados.

4) com volume. S Si m ste ad 1 Q2 Q1 (N N( P = Q x( ( P d = Q x( ( d d W= W x( ( d Q 2= Q 1 x 1 2 1 2 1 1 2 1 1 2 2 1 Fig. usando as tabelas de catálogo dos ventiladores que se baseiam em ar padrão. sistema constante e tamanho fixo do ventilador.4 . sistema.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 Leis dos Ventiladores (Fig. Rotação do ventilador variável. Fig.5 .6 . 6) para vazão constante. sistema e tamanho do ventilador constantes. Fig. Um ventilador é uma máquina de volume constante e produzirá a mesma vazão independentemente da densidade do ar. Rotação variável.Efeito da Mudança na Densidade (vazão constante) Ventilador D2 P = P1 x 2 P1 x (W W( 2 1 2 1 P2 P1 (d d ( Ventilador D1 3 Q 2= Q 1 Q1 Q2 As Leis dos Ventiladores (Fig. P @ d1 e N1 P1 6 Si Q1 st em a @ d2 Q2 3-7 . A vazão do ventilador (Q) não será alterada em virtude da densidade. tamanho do ventilador e rotação constantes.Mudança na Densidade (pressão estática constante) Q 2= Q 1 x 1 (N N( W = Q x( ( W d = Q x( ( d 2 1 2 1 1 2 1 P @ d1 P @ d2 P1 = P2 5 em ist ad 2 = P1 P 2 As Leis dos Ventiladores (Fig. 5) com pressão.Mudança na Densidade (vazão constante) Sistema @ d1 2 P @ d2 e N 2 P2 As Leis dos Ventiladores das figuras 4 e 6 são a base para selecionar ventiladores que não os de densidade de ar padrão.

714 RPM 440 P 300 19 21.715) = 440Pa 2 =6. Está liberando 19.000 m³/h nas condições padrão.Mudança na RPM 3.5 Q x 10 3 3. a pressão estática e a potência? Exemplo No.Mudança na RPM Fig. O sistema está com pouca capacidade porém o proprietário não quer gastar dinheiro para mudar o motor.84 kW.500 m³/h. A fim de aumentar a vazão de ar para 21.560 x (3.8 . Um motor de 5 kW está alimentando o ventilador.300 m³/h W= W1 x 2 P2 = P1 x 3 ( ( N2 N1 = 300 x (3.42 kW Fig.280 rpm 1/ 3 = 600 x (21.715 x (5.7 .715) = 4. Está liberando 3.42 kW 600 RPM 6.50 kW 640 P 500 Curvas kW Curvas do Ventilador Curvas do Sistema 2.84) = 3.0/2. mais ar se faz necessário.500/19. quais são os novos valores para a rotação do ventilador.280 RPM Curvas do Ventilador Curvas do Sistema 679 RPM 9.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 Exemplo No. 1 Um ventilador para ar condicionado está operando a uma velocidade de 600 rpm contra uma pressão estática de 500 Pa e exigindo potência de 6.300 4-7 .280/2. Qual é a capacidade máxima que se pode chegar no seu sistema com o motor 5 kW existente? Qual é o aumento de rotação permitido? Qual será a vazão e qual será a pressão estática sob as novas condições? Q 2= Q 1 x (N N( 2 1 N 2= N 1 x (W W( 2 1 1/ 3 Q N 2= N 1 x 2 Q1 ( ( 2 = 2.000) = 679 RPM N P2 = P1 x 2 N1 Q 2= Q 1 x (N N( 2 1 2 ( ( (N N( 2 1 =500 x (679/600) = 640Pa 3 2 = 3.715 rpm a uma temperatura de 20ºC contra uma pressão estática de 300 Pa.560 4.560 m³/h e requer 2.50 kW.280/2. Para manusear uma carga térmica de ar condicionado maior que a planejada originalmente.50 x (679/600) = 9. 2 Um ventilador está operando a uma velocidade de 2.

5-7 .9 .77 x (800/400) = 56. Presumindo-se que o forno perca seu calor e o ar seja de 20ºC.620 m³/h a 116ºC contra uma pressão estática de 250 Pa.750 m³/h a 20ºC contra uma pressão estática de 100 Pa.9 kg/m3 D P 2= P 1 x 2 D1 ( ( 2 = 100 x (800/400) = 400 Pa 2 W2= W1 x (D D( 2 1 5 = 1.2 kW Estas.750 x (800/400) = 62.2/0. são as leis usadas para projetar dados de catálogo.64 kW 5 Q 2= Q 1 =18.06 m/s W2= W1 x (d d ( 2 1 = 9. a potência e a velocidade periférica (Vp) para um ventilador de 800 mm na mesma rotação? Fig.77 kW. o ventilador de 400 mm entrega 7. Qual será a vazão projetada. 3 Um fabricante de ventiladores deseja projetar os dados obtidos por um ventilador de 400 mm de diâmetro para um ventilador de 800 mm de diâmetro. mais as equações do exemplo 1.620 m³/h P 2= P 1 x (d d ( 2 1 Vp = Vp x D2 1 2 D1 ( ( = 250 x (1.000 Q 2= Q 1 x (D D( 2 1 3 = 7.2 kg/m3 Densidade do ar de 116ºC = 0. Isto requer 694 rpm (velocidade periférica = 14. 4 Um ventilador aspirando ar de um forno está entregando 18. a partir de um teste em um único ventilador em uma única velocidade.9 x (1.2/0.53 m/s) e 1. para muitos diâmetros e rotações. Está operando a 796 rpm e requer 9.90 kW. Em um ponto de operação.000 m³/h 3 Exemplo No.750 62.53 x (800/400) = 29.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 Exemplo No.Mudança no Diâmetro 800 Curvas do Ventilador P 400 400 100 7.9) = 335 Pa = 14. a pressão estática.9) = 13. o que acontece com a pressão estática e a potência absorvida pelo ventilador? Densidade do ar de 20ºC = 1.

A rotação está correta em 1.4 ou 6). usando-se as Leis dos Ventiladores mostradas na Fig. veremos que.200 Este exemplo ilustra porque o motor do ventilador deve ser sempre selecionado na potência em densidade máxima. Dessa forma. A partir de um gráfico de proporções de densidade do ar. para entregar 15. digamos 225 0. a qual estaria na temperatura de ar mais baixa esperada. 11): Para entrarmos nas tabelas dos ventiladores nos catálogos do fabricante que se baseiam no ar padrão. (Dica: há duas maneiras de resolver este problema. Usando-se a Lei para Ventiladores 6 (Fig.88 = 13. serão necessárias 1. nós encontraríamos: A partir da tabela do catálogo do ventilador. 12): Neste caso.120 RPM 225 P 200 Ar Padrão Curvas do Ventilador Curvas do Sistema 116°C 49°C & 1000 Q 18.620 Q 15.200 m³/h com 225 Pa. Exemplo No.07 kW. com temperatura de 49ºC e a uma altitude de 300 m.120 rpm.Mudança na Densidade Fig. Usando-se as Leis dos Ventiladores 4 (Fig.200 m³/h a uma pressão estática de 200 Pa.11 Mudança na Densidade 20°C 116°C 20°C 335 P 250 Curvas do Ventilador Curvas do Sistema Ar Padrão 1.10 . a potência e a pressão estática do catálogo serão corrigidas de acordo com a Lei para Ventiladores 6.120 rpm. devemos determinar a pressão estática que seria exigida com ar padrão. presuma que a condição de operação é a padrão para determinar a rotação e a potência no catálogo. mas uma vez que o ventilador está lidando com ar menos denso. que a perda de carga do sistema varia diretamente com a densidade do ar.07 x 0. 5 Um engenheiro especifica que quer 15. A potência exigida é de 8. digamos 175 6-7 .400 m³/h P =P x std real (d d ( std real 200 = = 227 Pa. Q = Q real x std Densidade Real = 0.120 RPM 49°C & 1000 1.88 Densidade Standard (d d ( real std = 15.200 x 0.88 = 7. então: Wstd = Wreal x (d d ( real std = 8.88 = 176 Pa.88 P =P x std real (d d ( real std = 200 x 0. Determine a rotação do ventilador e sua potência.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 Fig.1 kW Observe também. a partir deste exemplo.

1264 Caixa Postal 7056 .400 Q 15. obtemos: Fig. A partir da tabela de seleção do fabricante de ventiladores. 1501 Fone: (51) 3364.88 = 1.000 m³/h ( ) P1= P 2x ( ( 418 N1 = 400 x = 339 Pa 454 N2 2 ( ) 2 W1 = W2 x N1 N2 3 418 = 18. 6 Presuma que um ventilador esteja trabalhando com 41. a resposta é a mesma em ambas as soluções. de acordo com a Lei para Ventiladores 6. Bitencourt. Esta nova seleção do ventilador deve ser reduzida à velocidade pré-determinada de 418 rpm ao longo da nova curva de resistência do duto usando-se a Lei para Ventiladores 1. 41.120 rpm Curvas do Ventilador Curvas do Sistema 175 Ar Padrão d =W x std W real std dreal ( ( 2 49°C & 1000 2 = 5. no sistema de ventilação. tal como um filtro absoluto.12 .280 m³/h. porém uma resistência adicional de 100 Pa (baseada nas velocidades existentes) for colocada no sistema.280 m³/h a uma pressão estática de 300 Pa.1 kW Como era de se esperar.Porto Alegre . permanecer a mesma.CEP: 91150-010 .otam. aumentando a pressão estática requerida além da curva do ventilador catalogada pelo fabricante.5566 .55 kW. A potência exigida é de 5. a pressão estática seria de 400 Pa se a capacidade. Corrigindo-se a rotação pela densidade.br 7-7 .55/(0.200 Este exemplo é útil naqueles casos em que uma resistência é adicionada.com.280 x 454 = 38. Q1 = Q 2 x (N N( 1 2 418 = 41. Se a velocidade permanecer constante em 418 rpm. Francisco S. vê-se que a velocidade teria que ser aumentada para 454 rpm e exigiria 18.br www.400 m³/h com 175 Pa ao operar em 988 rpm.Mudança na Densidade 1.120 RPM 49°C & 1000 988 RPM Ar Padrão 200 P Nreal = Nstd x (d d ( std real = 988/0.6 kW ( ( ( ) 3 OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.88) = 7.7 x 454 = 14.com.99 kW.Fax: (51) 3364. Exemplo No.7 kW. Av. 13.RS e-mail: comercial@otam. funcionando a 418 rpm e exigindo 14.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 O ventilador irá entregar 13.

as curvas de desempenho.Curva de Desempenho de Ventilador 13 6 Pt Tamanho 560 Diâmetro do rotor/ventilador de 560mm 12 11 10 5 Pe 9 8 4 Pressão. Pressão Estática Pe Pressão Total Pt Potência cv Rendimento Estático do Ventilador hs Rendimento Total do Ventilador ht U Uma curva típica de desempenho de um ventilador encontra-se na Fig. Fig. (AMCA). que raramente existem na prática. As "Leis dos Ventiladores" são usadas para determinar as características de desempenho e potência em outras rotações e tamanhos de ventilador.Potência 3 hs 5 2 kW 4 3 1 Operando a 1. Geralmente. conduzidos de acordo com uma norma de teste apropriada. o tamanho do ventilador e a rotação (N) são geralmente constantes durante toda a curva e devem ser expressados.m³/h x 1000 Rendimento % 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 . Por este motivo. 1. Uma ou mais das seguintes características podem ser representadas graficamente em função da vazão (Q). conforme o mencionado anteriormente. Esta curva normalmente cobre todo o intervalo desde a descarga livre (sem obstruções ao fluxo) até vazão zero (um sistema totalmente vedado sem nenhum fluxo de ar). estas curvas são determinadas por testes de laboratório.000 RPM & 1. Uma curva de desempenho de um ventilador é uma representação gráfica de seu desempenho. como por exemplo as normas da Air Movement and Control Association International Inc. para a pressão estática e potência absorvida versus o fluxo de ar.BOLETIM TÉCNICO Nº 3 CURVAS DE DESEMPENHO DE UM VENTILADOR ma vez que cada tipo e tamanho de ventilador tem características diferentes. A densidade do gás (r). normalmente. Q . poucos tamanhos de ventilador e rotações são testados para determinar a capacidade de uma determinada "família" de ventiladores. P ht 7 6 kW .2 kg/m³ de densidade 2 1 0 0 1 2 3 4 5 6 1-5 0 7 8 9 10 Vazão. são as obtidas sob condições ideais. É importante observar-se que as condições de fluxo do setup do teste requerido pelas normas da AMCA são praticamente ideais.1. curvas de desempenho dos ventiladores devem ser desenvolvidas por seus fabricantes.

Diminuição do Fluxo de Ar Pe @ Q projeto Incremento de Pe Pe Curva do Ventilador Curva Real do Sistema Curva de Projeto Redução de Q Q . 2-5 Pe A Fig. Freqüentemente erra-se ao tomar a leitura da pressão estática do ventilador e concluir que. etc. ou quando os dampers de saída têm a sua posição alterada.. Em muitos casos onde há uma diferença entre a capacidade do ventilador calculada e a real. serpentinas. 2.3) no qual o ventilador e o sistema irão funcionar é determinado pela intersecção da curva de resistência do sistema e a curva de desempenho do ventilador.000 1 Pe ¹ ¹ ( ) ( ) Fig. Por exemplo. Ponto de Operação O ponto de operação (Fig.000 m3/h com uma resistência total de 100 Pa. as serpentinas começam a condensar umidade. 3 . considere um sistema trabalhando com 1. no entanto. isto deve-se a uma mudança na resistência do sistema. A Fig. o volume de ar é reduzido e a pressão estática é aumentada. conforme mostrado pelo quadrado do valor da razão dada na Fig.Ponto de Operação Ponto de operação Potência absorvida e Pressão estática Curva do Sistema Curva da Potência Curva do Ventilador Q Fig. 2) é simplesmente uma representação gráfica da pressão exigida para mover o ar pelo sistema. o ponto de operação irá mudar e os valores de pressão estática e vazão não serão iguais ao calculado. a RPM seria então aumentada e mais potência seria necessária para atingir a vazão desejada. 4 . Tipicamente.Variações do Projeto . 4 mostra porque esta conclusão é completamente inválida. e não a falhas do ventilador ou do motor. Se Q for duplicado. se estiver abaixo ou acima das exigências do projeto. sem nenhuma alteração nas regulagens dos dampers. A curva de resistência para qualquer sistema é representada por uma curva simples. A curva de resistência do sistema (Fig. dampers e dutos. a medida em que os filtros sobrecarregam-se de sujeira. Observe que todo ventilador opera apenas ao longo da sua curva de desempenho. Para sistemas fixos. 4 que o sistema real tem uma perda de pressão maior do que a prevista no projeto. Observe na Fig. a resistência aumentará para 400 Pa. Portanto. ou seja.BOLETIM TÉCNICO Nº 3 CURVA DE RESISTÊNCIA DO SISTEMA resistência do sistema é a soma total de todas as perdas de pressão através dos filtros. Se a resistência do sistema projetada não for a mesma que a resistência no sistema instalado. O formato da curva de potência resultaria tipicamente em uma redução da potência absorvida. a resistência do sistema varia conforme o quadrado do volume de ar (Q). Esta curva modifica-se. a vazão também está abaixo ou acima das exigências do projeto. 2 .Curva de Resistência do Sistema 400 300 200 100 0 0 1000 Q 2000 ² 4 Pe Q ² ² = ² = 2.000 = Q 1.

Isto é o oposto da direção que o ar normalmente flui pelo ventilador.Instabilidade do Sistema Instabilidade do sistema é possível Pe Q Fig. Entretanto. uma vez que a curva do ventilador e a curva do sistema estão quase paralelas. Instabilidade do Sistema A instabilidade do sistema ocorre quando as curvas da resistência do sistema e do desempenho do ventilador não se cruzam num ponto único. Instabilidade do Ventilador A instabilidade do ventilador é diferente da instabilidade do sistema. As paredes da sala do equipamento podem chegar a partir-se com a vibração dos dutos conectados a um ventilador com instabilidade. Por exemplo. Isto explica porque um ventilador grande com instabilidade é intolerável. 3-5 . (2) Instabilidade do Ventilador e (3) Paralelismo. sobre um intervalo de vazões e pressões. Se o rotor não estivesse girando e esta pressão diferencial existisse. 3 como flutuação no volume de ar e na pressão. (sendo maior para ventilador de aerofólio e menor para ventilador de pás curvadas para frente). quando a pressão estática máxima (vazão nula) for atingida. Nesta situação. aerofólio e radiais. a flutuação da pressão próxima à máxima (vazão nula) poderá ser na ordem de 10%. O Fig. INSTABILIDADE DO VENTILADOR E PARALELISMO s três principais motivos para um fluxo de ar instável em um sistema de ventilação são (1) Instabilidade do Sistema. um ventilador com instabilidade. Enquanto a magnitude da instabilidade varia para tipos diferentes de ventiladores.1.Explicação da Instabilidade do Ventilador Alta Pressão Baixa Pressão Isto aparece na Fig. esta situação pode ocorrer com um ventilador centrífugo com pás curvadas para a frente (Sirocco) quando estiver operando conforme representado na Fig.BOLETIM TÉCNICO Nº 3 INSTABILIDADE DO SISTEMA. mas. o ponto de operação pode estar num intervalo de vazões e pressões estáticas. Esta situação não ocorre com ventiladores com pás voltadas para trás (Limit load). Esta instabilidade pode ser ouvida e sentida. e ocorre em quase todos os tipos de ventiladores. 2). ao contrário. a menos que haja ar suficiente entrando no rotor do ventilador para preencher completamente o espaço entre as pás. Uma perda de sustentação aerodinâmica (stall) ocorrerá. o que somente pode ocorrer quando dois ventiladores forem instalados em paralelo. O ventilador de pás radiais é uma exceção notável.2 . o ponto de pressão mínima ocorre no centro de rotação do rotor e a pressão máxima ocorre na descarga do rotor. pulsação ou bombeamento. o fluxo seria do ponto de mais alta pressão até o ponto de mais baixa pressão. A única coisa que mantém o ar movendo-se na direção apropriada é o giro das pás. em maior ou menor grau. elas podem ou não ocorrer ao mesmo tempo (Fig. A instabilidade do sistema não deve ser confundida com "paralelismo". Para qualquer ventilador. desenvolvendo cerca de 600 Pa de pressão estática total poderá ter flutuação de pressão de 60 Pa. 1. Isto resultará em uma operação instável conhecida como instabilidade do sistema.

o qual define uma curva de sistema quando todas as velocidades do ventilador são consideradas. os quais permitirão uma operação estável. particularmente quando um grande volume de ar deve ser movido. ou ambas no mesmo sistema. (Fig.Instabilidade do Ventilador Flutuação na Pressão Estática 100 Intervalo de Instabilidade Limite do Catálogo Pe Margem de Segurança 0 0 Q 100 Fig.Operação Desbalanceada em Paralelo Q1 Q2 Pe Fig. estas condições são raramente encontradas em aplicações de campo. com qualquer projeto de sistema de dutos razoável. Conseqüentemente. que pode ocorrer apenas em uma instalação com múltiplos ventiladores conectada ou com uma aspiração comum ou com uma descarga comum. Fig.Operação de Ventiladores em Paralelo Q1 Q2 vel stá a In tem 100 Percentual da Pressão Estática do Ventilador Sis te Sis ma est áve l Operação não Recomendada neste Intervalo Curva Combinada de Ventiladores em Paralelo Ventilador Único Percentual da Vazão 4-5 200 . 3 . Entretanto.BOLETIM TÉCNICO Nº 3 A seleção do ponto de operação não deve ser feita à esquerda do "ponto de instabilidade" na curva do ventilador. no funcionamento em campo. Este ponto. uma operação estável pode ser obtida muito além à esquerda da curva quando o ventilador é instalado em uma situação ideal de laboratório. 4). 5 . uma vez que o ponto de corte da curva do catálogo é basicamente um julgamento de engenharia. dados do desempenho de catálogo conservativos fornecerão intervalos de operação. Por exemplo. Neste caso. 5). O desempenho total de múltiplos ventiladores será menor que a soma teórica se as condições de aspiração forem restritas ou o fluxo de ar na aspiração não for uniforme em linha reta (não turbulento). (Fig. a maioria dos fabricantes não catalogam intervalos de operação ao longo de toda a curva até a linha de instabilidade. Obviamente. 4 . a curva combinada de vazão-pressão é obtida acrescentando-se a capacidade de fluxo de ar de cada ventilador à mesma pressão. varia para diferentes instalações do ventilador. Paralelismo A terceira causa para uma operação instável é o paralelismo.

Bitencourt. uma vez que a diferença é tipicamente negligenciável. Se os ventiladores operando em paralelo forem selecionados na região deste aclive "positivo".RS e-mail: comercial@otam. 4) Para corrigir o problema. é possível haver mais de um ponto de operação.Porto Alegre . 5. poderão resultar complicações indesejáveis de desempenho. são deixados nesta posição permanentemente. e o resultado é que os ventiladores irão carregar-se e descarregar-se intermitentemente. Caso contrário.br www.otam. O uso dos ventiladores axiais em paralelo apresenta problema potencial de ruído a menos que medidas especiais sejam tomadas no momento do projeto.com. 6). Isto pode fazer com que um dos ventiladores utilize mais ar e pode causar uma sobrecarga do motor se os ventiladores forem acionados individualmente. Se a curva do sistema interseccionar a curva combinada de volume de vazão na área compreendida pelo loop. Francisco S. isso poderá resultar em uma operação instável . Esta condição desequilibrada de fluxo tende a se reverter alternadamente.5566 . A curva fechada em loop à esquerda do ponto de pico de pressão é o resultado da plotagem de todas as combinações possíveis do volume de ar em cada pressão. Sendo o desempenho levemente reduzido. 1501 Fone: (51) 3364. O ruído de batimento de baixa freqüência resultante pode ser muito desagradável e difícil de ser eliminado. o damper de volume da voluta é meramente empurrado para baixo em ambos os ventiladores até que a pressão estática e a pulsação do nível de ruído desapareçam. Um problema de ruído freqüentemente encontrado em ventiladores operando em paralelo é o batimento. 6.CEP: 91150-010 . Isto requer a instalação de dampers de vazão na voluta (Fig. tamanho e velocidade de rotação. Esta "pulsação" freqüentemente gera ruído e vibração e pode causar dano aos ventiladores.com. O problema pode ser comparado ao efeito estroboscópico de uma lâmpada fluorescente iluminando um rotor com uma leve diferença entre as freqüências de rotação do rotor e o fornecimento energia da lâmpada. (Ver Fig. Eles servem para mudar o formato da voluta do ventilador e. Fig. É altamente indicado que as recomendações do fabricante do ventilador sejam seguidas ao considerar-se o uso de ventiladores em paralelo. Geralmente.Efeito de Dampers na Voluta 100 Pe e Potência 0 0 Q Damper na Voluta Ativo 100 5-5 OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. portanto. Av. A curva gerada pelo damper neste ponto tem um formato tal que a soma das curvas de desempenho interseccione a curva do sistema em apenas um ponto. pág. Entretanto. para cada posição do damper.1264 Caixa Postal 7056 . O objetivo é mudar a curva suficientemente de modo que o conjunto forneça uma operação estável. Isso é causado por uma leve diferença na velocidade de rotação de dois ventiladores teoricamente idênticos. Os ventiladores operados em paralelo devem ser do mesmo tipo. o aumento correspondente em RPM deve ser tal a atingir as condições especificadas. ao funcionamento do sistema de dutos ou aos motores.br . A curva do ventilador resultante de várias posições dos dampers de vazão encontra-se representada na Fig. 6 .BOLETIM TÉCNICO Nº 3 Alguns ventiladores possuem um aclive "positivo" na curva pressão-volume de ar à esquerda do ponto do pico de pressão. o acréscimo de controle de ruído normalmente não é possível. isso raramente é feito. há uma curva de desempenho diferente correspondente.Fax: (51) 3364.

enquanto que o ventilador Limit Load requer a maior velocidade periférica.Pá Inclinada para Trás R B S t Sirocco .BOLETIM TÉCNICO Nº 4 TIPOS DE VENTILADORES ara cobrir uma ampla gama de aplicações. e uma sobrecarga do motor que pode ocorrer se a pressão estática do sistema diminuir. O rendimento estático máximo de 60-68% geralmente ocorre ligeiramente à direita do pico da pressão estática. 1). os ventiladores são fabricados em uma variedade de tipos. com rotor de pás voltadas para trás (Limit load e Airfoil). Além disso.Rotores de Ventiladores Centrífugos R r=B S t Pá Radial R B r S t Limit Load . indica a RPM relativa do rotor para produzir uma determinada capacidade. e um amplo intervalo de operação. É inerentemente mais fraco em seu aspecto estrutural que os demais tipos. não atingem as altas rotações necessárias para desenvolver as pressões estáticas mais elevadas. porém a magnitude é tipicamente menor do que a dos outros tipos. A velocidade do ar relativa à pá é indicada pelo vetor da pá (B) que é quase tangencial à pá. P Fig. conforme representado no diagrama. 2). não é adequado para o transporte de materiais devido à configuração de suas pás. Este vetor de velocidade de partícula absoluta relativo ao solo (S) tem dois componentes. pode-se ver que o ventilador Sirocco requer a menor velocidade periférica para uma determinada capacidade. 1-4 . As vantagens do ventilador Sirocco são o baixo custo. Os ventiladores centrífugos são divididos em três classificações de acordo com o tipo de rotor: com rotor de pás curvadas para a frente (Sirocco). a rotação baixa que minimiza o tamanho do eixo e do mancal. 1 . Examinandose a extensão relativa do vetor R. embora algum escorregamento possa ocorrer. Ventilador Centrífugo com Rotor de Pás Curvadas para a Frente (Sirocco) O ventilador centrífugo tipo sirocco movimenta-se a rotações relativamente baixas e é geralmente usado para produzir vazões altas com baixa pressão estática.Pá Curvada para Frente r = Componente Radial t = Componente Tangencial S = Velocidade Absoluta do Ar B = Velocidade do Ar em Relação ao Rotor R = Velocidade Periférica Relativa do Rotor O ventilador Sirocco pode entrar em instabilidade. O intervalo de operação típico deste tipo de ventilador é 30 a 80% da vazão em descarga livre (Fig. A extensão do vetor da velocidade periférica (R). um radial (r) e o outro tangencial (t) ao rotor. os ventiladores sirocco. A Tabela 1 compara as características típicas de alguns dos tipos de ventiladores mais comuns. com rotor de pás radiais. A curva da potência tem um aclive crescente e é chamada de "tipo sobrecarga". Portanto. (b) Axiais e (c) Fluxo Misto. Podem ser classificados sob três tipos gerais: (a) Centrífugos. A rotação para determinado tipo de rotor de ventilador centrífugo é determinada pela velocidade periférica necessária para produzir a velocidade de partícula de gás absoluta requerida para a aplicação (Fig. Ventilador Centrífugo É um ventilador em que o ar entra no rotor axialmente e é descarregado radialmente em uma carcaça do tipo voluta. As desvantagens são: o formato de sua curva de desempenho que permite a possibilidade de instabilidade por paralelismo. geralmente.

uma operação instável ocorre na medida em que a pressão estática de operação se aproxima da pressão estática máxima (para vazão nula). As desvantagens deste tipo de ventilador são o alto custo e um rendimento inferior. O intervalo de seleção normal do ventilador Limit Load é de aproximadamente 40-85 % da vazão em descarga livre (Ver Fig. 2-4 Um refinamento do ventilador Limit Load com pás planas utiliza pás de formato de aerofólio. eles exigem um rotor de diâmetro maior para uma determinada capacidade. O ventilador com pás radiais é bem adequado para lidar com volumes de ar baixos em pressões estáticas relativamente altas e para o transporte de materiais. Ventiladores com Rotor de Pás Radiais Os ventiladores com pás radiais (Fig. Geralmente. A magnitude da instabilidade também aumenta com as pás aerofólio. conforme previamente indicado pelo diagrama do vetor de velocidade.Curva Característica para Ventilador Siroco Fig. A magnitude da instabilidade.Curva Característica para Ventilador Limit Load 100 he. 3 . Isto aumenta o custo e é o motivo principal de não serem usados para aplicações de ar condicionado.BOLETIM TÉCNICO Nº 4 Fig. 4. quanto maior o ventilador. O rendimento estático máximo de cerca de 80% geralmente ocorre próximo ao limite de seu intervalo de operação normal. Pe e Potência Absoluta 100 he. em segundo lugar. um projeto mais forte o torna adequado para operação em pressão estática mais elevada. Inerentemente. Isso melhora o rendimento estático para cerca de 86% e reduz ligeiramente o nível de ruído. 2 . a rotação mais alta a qual requer tamanhos maiores de eixo e mancal e confere mais importância ao balanceamento apropriado e. portanto a sobrecarga geralmente não é problema. Pe e Potência Absoluta 70 Curva de Rendimento Estático Curva de Potência Absoluta Curva de Pressão Estática 80 0 0 30 Q 80 100 0 0 40 Q 85 100 Ventilador com Rotor de Pás Voltadas para Trás (Limit Load) Os ventiladores tipo Limit Load movimentam-se a aproximadamente duas vezes a rotação dos ventiladores Sirocco. primeiramente. As suas outras vantagens são a ausência de instabilidade e a presença de uma curva de potência quase reta em uma relação linear com a vazão. Esta relação proporcional permite que o controle de capacidade seja acionado a partir da entrada de energia no motor. As desvantagens do ventilador Limit Load incluem. Conseqüentemente. quando ocorre. mais eficiente ele se torna para uma determinada seleção. 5) são geralmente mais estreitos do que outros tipos de ventiladores centrífugos. . A curva de potência geralmente atinge um máximo no meio do intervalo de operação normal. Curvas características para ventiladores aerofólio encontram-se representadas na Fig. As vantagens do ventilador Limit Load são o maior rendimento e a curva de potência de não-sobrecarga (carga limite). de um ventilador limit load é maior do que de um ventilador Sirocco. Este ventilador também é inadequado para o transporte de materiais. 3).

6. 3-4 O ventilador tipo propeller (Fig.Curva Característica para Ventilador de Pás Radias 100 86 he. sendo similares. é aproximadamente o mesmo que o ventilador com voluta do tipo limit load de pás planas ou aerofólio. Fig. . o fluxo em linha reta resulta em uma economia de espaço significativa. Entretanto. aproximadamente.Ventilador Centrífugo Tubular Fig. 8) é bem aplicado para altos volumes de ar com pouca ou nenhuma pressão estática diferencial. um ventilador vaneaxial é mais eficiente do que um ventilador tuboaxial e pode atingir pressões mais elevadas. Estas pás de guia removem grande parte do turbilhonamento do ar e melhoram o rendimento. Portanto. Pe e Potência Absorvida 100 Curva de Rendimento Estático Curva de Potência Absorvida Curva de Pressão Estática 70 0 0 50 Q 85 100 0 0 35 Q 80 100 he. Pe e Potência Absorvida Ventiladores Centrífugos Tubulares Os ventiladores centrífugos tubulares. o rendimento estático é reduzido para um máximo de. exceto pelas pás de guia (endireitadores) nos ventiladores vaneaxiais. geralmente consistem de um rotor Limit Load de simples aspiração colocado numa carcaça cilíndrica para descarregar o ar radialmente contra o lado interno do cilindro. Os ventiladores tuboaxiais e os ventiladores vaneaxiais (Fig. Esta é a principal vantagem dos ventiladores centrífugos tubulares. O intervalo de seleção. de modo geral. 5 . Pás de guia são usadas para recuperar pressão estática e endireitar o fluxo de ar.Curva Característica para Ventilador Centrífugo Tubular 100 70 Rotor Centrífugo de Simples Aspiração Bocal de Aspiração Entrada de Ar Saída de Ar 0 0 50 Q 85 100 Ventiladores Axiais Os ventiladores axiais dividem-se em três grupos: propeller. 7. conforme ilustrado na Fig. 9) são simplesmente ventiladores com um rotor axial (hélice) montados em um cilindro. desviado paralelamente ao eixo do ventilador para fornecer um fluxo em linha reta. 5085% da vazão máxima em descarga livre. Pe e Potência Absorvida he. 4 . entre sí. 7 . O ar é. tuboaxial e vaneaxial. Pás de Guia Curvas características estão representadas na Fig.BOLETIM TÉCNICO Nº 4 Fig. uma vez que não há controle do fluxo turbulento através do ventilador.Curva Característica para Ventilador Airfoil Fig. Freqüentemente. então. 6 . 72% e o nível de ruído é aumentado.

8 .com. quer com a utilização de um controlador manual ou de um pneumático.com.5566 . As vantagens dos ventiladores tuboaxiais e vaneaxiais são o peso e o tamanho reduzidos. a potência absorvida é mínima na pressão estática máxima (vazão nula).otam. atenuações de ruído geralmente são necessárias tanto à montante quanto à jusante.Curva Característica para Ventilador Propeller 100 50 0 0 Q 65 100 Fig. O rendimento estático máximo de um ventilador vaneaxial industrial é aproximadamente de 85%.1264 Caixa Postal 7056 .Curva Característica para Ventilador Vaneaxial (alto desempenho) 100 80 0 0 Q 65 90 100 Ventiladores De Fluxo Misto Os ventiladores de fluxo misto possuem um fluxo de ar através do rotor que é intermediário entre o dos ventiladores do tipo centrífugo e do tipo axial. Francisco S. a potência absorvida é máxima na pressão estática máxima (vazão nula). Nos últimos anos. Para ventiladores de grande porte que requerem p o t ê n c i a m o t o r a a c i m a d e 7 5 k W. com rendimento total igual. Bitencourt.RS e-mail: comercial@otam. 10) Fig. As desvantagens dos ventiladores axiais são o alto nível de ruído e o rendimento menor do que o dos ventiladores centrífugos. Com ventiladores centrífugos.br www. 10 . e o fluxo de ar em linha reta que freqüentemente elimina curvas no sistema de dutos.Ventilador de Fluxo Misto OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA Av. com os ventiladores axiais.Fax: (51) 3364. O intervalo de operação para ventiladores axiais é de aproximadamente 65 a 90% da vazão máxima (descarga livre).br 4-4 .Porto Alegre . (Fig. um projeto mais sofisticado dos ventiladores vaneaxiais tornou possível o uso destes ventiladores em pressões comparáveis àquelas desenvolvidas pelos ventiladores Limit Load do tipo aerofólio. A desvantagem destes ventiladores é seu alto nível de ruído.BOLETIM TÉCNICO Nº 4 Observe que. Estes ventiladores possuem pás de passo variável as quais podem ser ativadas por um controle externo. 9 . é c o m p a r a t i v a m e n t e s i m p l e s m u d a r.CEP: 91150-010 . Fig.s e a s características do ventilador. 1501 Fone: (51) 3364. Pode ser construído para propiciar descarga axial ou radial e produzir mais pressão do que um ventilador de vazão comparável.

particularmente correias em V versus acionamento direto. quer seja pressão total ou estática (mmca) e a velocidade de descarga (m/s).BOLETIM TÉCNICO Nº 5 SELEÇÃO DE VENTILADORES m qualquer sistema de ventilação. três parâmetros básicos são exigidos para a seleção do ventilador: vazão de ar ou capacidade (m3/h). (2) Método de Seleção do Ar Equivalente . tais como polia variável e correias em V comumente usadas para a maioria dos sistemas HVAC. intervalo de pressão.para obter o tamanho do ventilador. (c) Custo inicial do ventilador versus custo de operação do mesmo (potência do ventilador e manutenção). o potencial exigido para mover o ar pelo sistema. Isto está intimamente ligado à construção e classe do ventilador. a aplicação do ventilador. (f) Mecanismo motriz do ventilador e sua confiabilidade. o fornecedor de ventiladores normalmente assume o ar em condições padrão (ar seco a 20oC e pressão barométrica de 760mmHg). Ilustração deste método poderá ser encontrada posteriormente neste boletim sob o título "Selecionando o Tipo de Ventilador". (d) Tipo e intensidade do ruído produzido pelo ventilador. Sempre que estas condições não forem especificadas. temperatura do ar. normalmente baseadas em ar padrão. Há dois métodos de seleção do ventilador: (1) Método de Seleção pela Rotação Específica para selecionar o tipo de ventilador. Este método geralmente não é recomendado para ventiladores acionados por dispositivos dotados de variação de velocidade. operação em paralelo. Método de Seleção pela Rotação Específica Este método é comumente usado para selecionar o tipo de ventilador. e outras considerações terem sido estabelecidas. Os mesmos resultados podem ser mais rapidamente obtidos recorrendo-se às tabelas ou curvas de seleção publicados pelos fabricantes dos ventiladores. temperatura e umidade relativa. as rotações específicas correspondentes poderão ser calculadas e. E (g) Estimativa de vida do ventilador versus custo inicial. possa ser selecionado para uma determinada vazão e resistência do sistema. tais como transporte de materiais. centrífugo ou axial. A seleção da rotação do motor que produzirá a seleção mais eficiente para o ventilador é uma questão de simular rotações motoras padrão disponíveis. a vida esperada do ventilador. A partir destas simulações. Fatores que afetam a densidade do ar são: pressão barométrica. as reais possibilidades ficam limitadas pela prática da engenharia e pelas considerações econômicas: (a) Espaço para o ventilador e seu mecanismo motriz. 1-5 . O desempenho do ventilador é uma função da densidade do ar na sua aspiração. A vazão de ar é determinada pelo projetista do sistema a uma temperatura específica e de acordo com a pressão barométrica na entrada do sistema. (e) Efeito de redução no desempenho do ventilador provocada pelo sistema. ou ligeiramente à direita do mesmo. normalmente ventiladores maiores com acionamento direto. Após as exigências de espaço. Método de Seleção do Ar Equivalente O segundo método é o "Método de Seleção do Ar Equivalente" para selecionar o tamanho do ventilador usando-se as leis dos ventiladores. (b) Condições de Serviço. Embora um ventilador de praticamente qualquer tamanho. Esta densidade não apenas determina a capacidade volumétrica para uma determinada massa de fluido. a seleção do ventilador mais adequado é no ponto de rendimento de pico (máximo). mas também a pressão desenvolvida pelo ventilador. usadas com as curvas de desempenho básicas para selecionar a vazão do ventilador e o rendimento para uma determinada pressão estática e densidade do ar. e outros fatores listados sob o título "Tipos de Ventiladores". assim. na curva de desempenho.

O valor tabulado de RPM é a rotação operacional exigida. muitos fabricantes também tem programas computacionais disponíveis. A estes custos de componentes deve-se adicionar o custo de instalação. se for o caso.75 N = rotação do ventilador. deve ser determinado. Para sistemas de ventiladores de alta e média pressão. É definido por: N s = 2. os ventiladores sobredimensionados devem ser selecionados apenas onde um aumento futuro de capacidade é esperado. somente na descarga. De fato. atenuadores acústicos e isoladores de vibração. Alguns fabricantes publicam dados certificados de valores de ruído para os seus ventiladores e estes devem ser consultados quando disponíveis. que inclui todos os acessórios exigidos. Se as exigências de projeto não coincidirem exatamente com os valores de catálogo de vazão ou pressão. observando-se qual ventilador atende às exigências do projeto com potência absorvida mínima. Entretanto. ao qual adiciona-se o custo de energia anual para o funcionamento do ventilador e o custo de manutenção anual. é aconselhável a orientação de um especialista em acústica. SELECIONANDO O TIPO DE VENTILADOR Método da Rotação Específica método da rotação específica (Ns) é freqüentemente usado como um critério para selecionar o tipo de dispositivo de movimentação de ar mais adequado para uma aplicação. a seleção lógica. Por outro lado. Pa 0. Eles tornam a seleção mais rápida e dirigida. os ventiladores axiais requerem tratamento acústico tanto no lado da aspiração como da descarga. O rendimento de pico pode ser determinado a partir das curvas de desempenho do ventilador ou a partir de tabelas de multi-seleção. Existe apenas um tamanho de ventilador de qualquer tipo que pode atender essas exigências. o valor listado para potência absorvida deverá ser multiplicado pela razão entre a densidade real e a densidade padrão. A economia é normalmente o fator determinante na seleção final. os ventiladores centrífugos normalmente necessitam de tratamento mínimo e. Independentemente do método utilizado para selecionar um ventilador.BOLETIM TÉCNICO Nº 5 Isto resulta em um ventilador ligeiramente menor.877 x N x Q P 0. A vibração e o ruído do ventilador são considerações importantes e são influenciadas pelo tamanho e tipo de ventilador. Curvas de seleção também são muito úteis para a seleção de ventiladores. rpm Q = vazão do ar. além de permitirem a impressão de folhas de dados e curvas personalizadas. e deve-se ter um grande cuidado para não selecionar um ventilador dentro do intervalo instável da curva. 2-5 . Além dos já citados métodos manuais de seleção de ventiladores. No entanto. Para uma melhor compreensão de como estas curvas são construídas e usadas. O ventilador cujos custos anuais de propriedade e de operação forem menores será. O custo inicial pode ser traduzido em um "custo de propriedade" anual. existe geralmente uma seleção possível de dois ou mais ventiladores adequados. a seleção neste intervalo propicia uma operação mais estável do que em um ventilador sobredimensionado.5 O Onde e é normalmente avaliado no ponto de rendimento máximo. diversas referências excelentes encontram-se disponíveis. a interpolação linear nestes valores fornecerá resultados precisos. então. O custo inicial de cada ventilador. A sua principal vantagem refere-se à representação gráfica do desempenho para uma família de ventiladores semelhantes. m3/s P = pressão estática. a fim de se obter a potência operacional exigida. sua rotação e seu rendimento. Em geral.

4) 80 90 100 150 200 300 400 Ns x 1000 3-5 . Esta interpretação física não é em si muito significativa ou importante. A utilidade da rotação específica como um critério de seleção reside no fato de que. encontram-se demonstrados na Fig. Gráfico de Rotação Específica Os intervalos de rotação específica com rendimento ótimo. Propeller Tuboaxial AXIAL Vaneaxial Limit Load Sirocco CENTRIFUGO Radial 10 15 20 30 40 50 60 70 (PARA VENTILADORES EM PARALELO MULTIPLICAR POR 1. a rotação específica pode ser variada somente se a rotação puder ser variada. portanto. Quando calculada no ponto de rendimento máximo. para vários tipos de dispositivos de movimentação do ar. para dispositivos de movimentação do ar geometricamente semelhantes. independentemente do tamanho ou rotação. mais definitivo em aplicações de acionamento direto. 1. o valor da expressão acima é o mesmo nos mesmos pontos de seleção. então há uma gama maior de escolha ao selecionar o tipo de ventilador ou soprador. Fig. Se a rotação puder ser variada. onde a rotação é fixada pela velocidade do motor. porque estes dispositivos são selecionados principalmente com base no padrão de fluxo e não no rendimento. a rotação específica depende apenas do tipo de dispositivo de movimentação do ar.Gráfico de Rotação Específica Intervalos Aproximados de Rotação Específica para Vários Dispositivos de Movimentação de Ar. Uma vez que a pressão estática e a vazão em uma aplicação são mais ou menos fixas.000472 m3/s.BOLETIM TÉCNICO Nº 5 Em uma família geometricamente semelhante de sopradores ou ventiladores. 1. aos produtos de qualquer fabricante em particular. a rotação específica é a velocidade de rotação daquele membro que produzirá uma pressão estática de 248 Pa com uma vazão de 0. necessariamente. Estas variações são típicas e não se aplicam. O critério de rotação específica é. por exemplo. Sopradores tangenciais e ventiladores de fluxo misto não foram incluídos no gráfico.

assegurar que a melhor seleção dentre um número de alternativas seja feita. com redução de rotação apropriada. (b) Se o dispositivo puder ser acionado por correias. embora não essenciais. (c) se aplicam. em cada banda de oitava.BOLETIM TÉCNICO Nº 5 Exemplo Um dispositivo de movimentação do ar deve entregar 1.75 kW. tamanho dos dutos de entrada e de saída aos quais o . então. Unidade: quilograma por metro cúbico (kg/m³) (E)Altitude do Local de Instalação do Ventilador Unidade: metros (m) (f) Natureza do Gás Composição (se não for ar). explosivo. então um soprador centrífugo de pás voltadas para trás (tipo Limit Load) ou um ventilador vaneaxial seriam mais eficientes. Além disso. (b). outros métodos de seleção devem ser usados para encontrar o soprador ou ventilador em particular mais adequado para a aplicação. podem evitar que uma máquina inadequada seja fornecida ou. Unidade: metros por segundo (m/s) 4-5 C (d) Densidade do Gás de Trabalho Densidade de ar/gás que entra na aspiração do ventilador em massa por unidade de volume. Que tipo de dispositivo é adequado para esta aplicação? Referindo-se ao gráfico de Rotação Específica. e a exigência de potência novamente seria de aproximadamente 0. e a exigência de potência seria de aproximadamente 0. ainda. Unidade: (dB re 10-12 Watts) (h) Tipo de Ventilador e Disposição Detalhes das posições de aspiração e de descarga.51 m3/s a uma pressão estática de 248 Pa quando acionado por um motor de 6 pólos (1140 rpm) . A rotação específica é principalmente útil para selecionar o melhor tipo de ventilador ou soprador. Preferivelmente. Com freqüência. Temperatura à qual (a). o nível de potência sonora irradiado da voluta do ventilador é uma consideração importante. corrosivo ou possui sólidos arrastados. (Um ventilador de pás curvadas para a frente Sirocco poderá operar em Ns = 64. Unidade: graus Celcius (ºC) Se o gás é tóxico. (a) Se acionamento direto for exigido. REQUISITOS DE UMA CONSULTA DE VENTILADORES ertas informações essenciais são exigidas para que um fornecedor de ventiladores possa ofertar o equipamento que melhor atenda a aplicação para a qual será destinado. este deveria ser o nível de potência sonora dentro do duto. tipo de arranjo desejado. informações posteriores. mas infelizmente muito poucos dados sobre isto são disponíveis. Informações Essenciais: (a) Vazão do Ar O volume real de ar/gás por unidade de tempo que entra na aspiração do ventilador. um único ventilador de pás curvadas para a frente poderia ser usado. Unidades: litros por segundo (l/s) metros cúbicos por segundo (m³/s) metros cúbicos por hora (m³/h) (b) Pressão Pressão de trabalho do ventilador Unidades: Pascais (Pa) mmca (milímetros de coluna d´água) (c) Velocidade de Descarga Velocidade de descarga do ventilador. (g) Ruído O nível de ruído máximo que se pode tolerar do ventilador. Uma redução de rotação de 2 para 1 colocaria a aplicação bem dentro do intervalo do ventilador Sirocco.490 mas ele não seria muito eficiente a menos que uma unidade duplex fosse usada).75 kW. É claramente de interesse do usuário de ventiladores que sejam fornecidas todas as informações estabelecidas abaixo. Uma vez que o tipo tiver sido determinado.

br 5-5 .Porto Alegre . necessitando de fatores adicionais de segurança no projeto? OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. (b) No caso de um ventilador ter que lidar com gases quentes. Vida e tipo dos rolamentos. que todas as correções para densidade. isto é. detalhes do suprimento elétrico. (c) Se o ventilador ou acionamento deve ser resistente a intempéries.Fax: (51) 3364. etc. Francisco S. a menos que haja alguma disposição em contrário. Av. 1501 Fone: (51) 3364. Supõe-se. Se uma base de isolamento de vibração é exigida. Tipo dos Mancais.1264 Caixa Postal 7056 . etc.com.BOLETIM TÉCNICO Nº 5 (i)Acionamento Detalhes do tipo de acionamento no ventilador. exaustão de pintura com pistola.br www. (d) Deve ser dada tolerância para futuro aumento de rotação? (e) Se a aplicação do ventilador é extra pesada no acionamento. Informações Adicionais Informações adicionais podem incluir: (a) Breves detalhes da aplicação do ventilador. é necessário que se informe as condições ambientais às quais os mancais serão submetidos. Exemplos: tiragem induzida. Se houver dúvida sobre quaisquer exigências.5566 . foram executadas pelo usuário.CEP: 91150-010 . que os detalhes acima são as reais condições sob as quais o ventilador operará.com. se é de eixo horizontal ou vertical. o projetista/usuário Deverá notificar o fabricante de ventiladores. temperatura. Bitencourt.otam.RS e-mail: comercial@otam.

porém isso normalmente não causa problemas. . .O ajuste entre o rotor e a aspiração não é tão crítico quanto para os ventiladores aerofólio e inclinados para trás. .A potência atinge o máximo perto do rendimento de pico e torna-se menor. . alta ou média pressão.É essencialmente um ventilador axial montado sobre uma estrutura de suporte. . .Rendimento máximo requer ajustes finos entre as peças e alinhamento entre o rotor e a aspiração. cabines de pintura à pistola e exaustão de fumos. exceto pela vazão e pressão serem inferiores.Tubo cilíndrico com folga mínima em relação às pontas das pás. .Para aplicações de baixa pressão com movimentação de volumes elevados de ar. 2 0 10 PRESSÃO .Desempenho semelhante ao ventilador limit load. . as dimensões da carcaça não são tão críticas quanto para os ventiladores aerofólio e inclinados para trás. .Anel circular simples.Unidades centrífugas são ligeiramente mais silenciosas do que as unidades axiais.Um bom projeto da pá propicia um capacidade de média a alta pressão com bom rendimento. Evite operar o ventilador nesta região. apresenta a rotação mais elevada dos projetos de ventiladores centrífugos. Aplica-se também em algumas instalações industriais de alta pressão. 4 6 8 PRESSÃO .Utilizado para aplicações de renovação de ar.O rotor reforçado é simples de ser consertado em campo. opera com pressão muito baixa e vazão muito alta. .Tipos de Ventiladores PROJETO DA CARCAÇA . 10 10 8 6 4 RENDIMENTO .POTÊNCIA . . . cozinhas. . . onde a distribuição de ar a jusante não é crítica. .POTÊNCIA .Um pouco mais eficiente e capaz de desenvolver pressão estática mais alta do que o ventilador tipo propeller. . .Utilizadas em algumas aplicações industriais onde a pá de aerofólio pode sofrer corrosão ou erosão devido ao ambiente.Baixo rendimento. A seleção do motor deve levar isso em consideração. .Aplicações de aquecimento. . tais como fornalhas residenciais. AXIAIS . . Evite operar o ventilador nesta região.Usa a mesma configuração de carcaça que o ventilador aerofólio. . . .Selecione o ventilador preferencialmente à direita da pressão estática de pico. . Estas vazões também apresentam características de pressão boas.Aplicações em sistemas genéricos de HVAC de pressão baixa.Transferência de energia primária pela pressão de velocidade.Normalmente possui 4 a 9 pás em perfil aerofólio ou com espessura simples.Uma vez que o projeto do rotor é menos eficiente. o que é uma vantagem com relação às unidades de exaustão natural ou eólica. . . ar formando redemoinhos. .Limitado às aplicações de baixa pressão. Normalmente é o mais estreito de todos os projetos de ventiladores contrífugos.POTÊNCIA PROPELLER VENTILADORES AXIAIS 2 0 10 TUBOAXIAL 2 0 10 VANEAXIAL 2 0 10 CENTRÍFUGOS TUBULARES PROJETOS ESPECIAIS 2 0 10 PRESSÃO .Cubo é normalmente maior do que a metade do diâmentro da hélice do ventilador. exceto pela folga entre o rotor e a carcaça que não fica justa.Considere a curva de potência. CURVAS DE DESEMPENHO* 10 PRESSÃO . . . . .Pás de guia na aspiração ou na descarga aumentam a pressão e melhoram o rendimento.Aplica-se a instalações industriais grandes de ar limpo para economia significativa de energia. cozinhas.10 a 16 pás com espessura simples curvadas ou inclinadas para trás em relação a direção da rotação. . .Curva de desempenho apresenta cela à esquerda da pressão de pico. rotores de baixo custo têm duas ou mais pás de espessura simples presas a um cubo relativamente pequeno. ventilação e ar condicionado em geral. .Sistemas de exaustão de baixa pressão. .Tipos de Ventiladores TIPO AEROFÓLIO Tabela 1 . curvados para trás e inclinados para trás.Os mais eficientes destes ventiladores possuem pás aerofólio.Aplicações HVAC em sistemas de dutos de baixa e média pressão.Não é comum para aplicações HVAC. . com capacidade de pressão média. .A curva de desempenho apresenta cela à esquerda da pressão de pico devido à perda de sustentação aerodinâmica.Unidades centrífugas são um pouco mais silenciosas do que as unidades axiais.Unidades centrífugas são um pouco mais silenciosas do que as unidades axiais. .POTÊNCIA 10 RENDIMENTO 10 8 6 4 2 0 10 RENDIMENTO .Aplica-se principalmente em aplicações de HVAC de baixa pressão. . A curva apresenta uma cela à esquerda da pressão de pico. 10 10 8 6 4 .A potência aumenta continuamente até a descarga livre. .Normalmente.O ar descarrega-se radialmente do rotor e gira 90° para fluir através das pás de guia. .POTÊNCIA R 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 2 Vazão 4 6 8 2 Vazão 4 6 8 Vazão 2 4 6 8 Vazão 2 4 6 8 2 Vazão 4 6 8 2 Vazão 4 6 8 2 Vazão 4 6 8 Vazão 2 4 6 8 M CURVADOS PARA FRENTE (Sirocco) .O ar sai do rotor a uma velocidade menor do que a velocidade periférica.Alta vazão. .Para determinada capacidade. ventilação e ar condicionado do ventilador aerofólio. .Características de alta pressão com capacidade de vazão média. ou auto-limitante. exceto quanto ao rendimento de pico levemente inferior.POTÊNCIA . . . . . . a qual aumenta continuamente em direção a descarga livre ao selecionar o motor.A potência aumenta continuamente até a descarga livre.Rendimento mais alto de todos os projetos de ventiladores centrífugos. .Característica de pressão mais alta do que a dos ventiladores aerofólio e curvados para trás.A potência aumenta continuamente até a descarga livre.Aplicado principalmente no transporte de materiais em plantas industriais. .Normalmente não inclui configuração para recuperar o componente de pressão dinâmica.Rendimento máximo atingido próximo a descarga livre. onde o fluxo de ar em linha reta e uma instalação compacta são necessárias.Tipo voluta.Rendimento menor que o ventilador limit load. tais como galpões industriais. .Mais compacto que os ventiladores centrífugos para a mesma função. . .Maiores rendimentos ocorrem em 50 a 60% da vazão máxima (descarga livre).Normalmente operado sem conexão a um duto. placa de orifício ou Venturi. . cozinhas. Pás profundas permitem expansão eficiente dentro do intervalo entre as pás. O rotor às vezes é revestido com material especial. 2 0 10 PRESSÃO . .Curva de desempenho pode apresentar uma cela à esquerda da pressão de pico. opera com pressão muito baixa e vazão muito alta. cozinhas. portanto. .Não selecionar o ventilador na declividade da curva de pressão no extremo esquerdo (cela) em relação a pressão estática de pico. .|Maior rendimento à direita da pressão de pico em 40 a 50% da vazão máxima (descarga livre). PRESSÃO .Apenas pressão estática e rendimento estático são apresentados nas curvas deste ventilador. APLICAÇÕES .Eficientes pelos mesmos motivos do ventilador aerofólio. . média e alta. 10 10 8 6 4 RENDIMENTO .Desempenho semelhante ao do ventilador limit load.Aplicados em sistemas de exaustão de baixa pressão para galpões industriais. em direção a descarga livre. tais como estufas de secagem. uma vez que o ar descarrega do rotor ao longo de toda circunferência.Fornece exaustão mecânica. B .A saída de ar se dá através do espaço anular da parte inferior da cúpula. PRESSÃO . mas com capacidade de pressão muito baixa. M .Voluta semelhante e com freqüência idêntica a outros projetos de ventiladores centrífugos. . exceto pela vazão e pressão serem um pouco inferiores.O projeto ótimo especifica proximidade às pontas das pás e forma um fluxo de ar suave para dentro do rotor. ajustável ou variável.Usualmente aplica-se a sistemas grandes os quais são de aplicação de baixa.Projeto do tipo voluta para uma conversão eficiente da pressão dinâmica em pressão estática.10 a 16 pás de perfil aerofólio curvado para trás em relação a direção da rotação.POTÊNCIA 10 10 8 6 4 RENDIMENTO .Fornece exaustão mecânica. sistemas de ar condicionado central e aparelhos de ar condicionado. tais como galpões industriais. 5-6 . depósitos e algumas instalações comerciais.Sistemas de exaustão de baixa pressão. .Principalmente para aplicações HVAC de baixa pressão em sistemas de ar de retorno.Rendimento apenas ligeiramente menor do que o ventilador aerofólio. Pt P e h t h s We Vazão 2 4 6 8 2 0 10 CURVADOS PARA TRÁS VOLTADOS PARA TRÁS (Limit Load) RENDIMENTO 10 8 6 4 VENTILADORES CENTRÍFUGOS PRESSÃO . .A curva pode ter uma interrupção à esquerda da pressão de pico e o ventilador não deve operar nesta área. .Padrão de descarga circular.Características de pressão mais alta do que os ventiladores aerofólio. . . tais como circulação de ar em um espaço ou ventilação por uma parede sem dutos. 10 10 8 6 4 RENDIMENTO .Aplicados em sistemas de exaustão de baixa pressão para galpões industriais.Pás de guia corrigem o movimento circular provocado pelo rotor e melhoram as características de pressão e o rendimento do ventilador.Padrão de descarga circular formando redemoinhos.Possui fluxo de ar em linha reta. . . PROJETO DO ROTOR . depósitos e algumas instalações comerciais.As pás podem ter passo fixo. 10 8 10 8 6 4 .Curva de pressão menos íngreme do que a dos ventiladores limit load. PRESSÃO .Usado em algumas aplicações industriais. .POTÊNCIA A CENTRÍFUGOS VENTILADORES DE TELHADO .Tubo cilíndrico com folga mínima em ralação às pontas das pás. . .POTÊNCIA 10 RENDIMENTO 10 8 6 4 2 0 10 RENDIMENTO RADIAIS R .Tubo cilíndrico semellhante ao ventilador vaneaxial. . depósitos e algumas instalações comerciais.Semelhante ao ventilador aerofólio.Alta vazão.POTÊNCIA 8 6 4 2 0 0 10 8 6 4 2 0 0 2 Vazão RENDIMENTO CARACTERÍSTICAS DE DESEMPENHO . . curvados para trás e inclinados para trás. PRESSÃO .Rendimento inferior do que o ventilador limit load porque o ar gira a 90°. o que é uma vantagem com relação às unidades de exaustão natural ou eólica.A pressão pode cair repentinamente à esquerda da pressão de pico.Normalmente operado sem conexão a um duto. depósitos e algumas instalações comerciais.Utilizado em aplicações industriais no lugar de ventiladores tuboaxiais.A cúpula protege o ventilador do clima e atua como calota de segurança. 10 8 6 4 2 0 10 . .As mesmas aplicações de aquecimento.BOLETIM TÉCNICO Nº 5 Tabela 1 . .Possui boa distribuição de ar à jusante.A carcaça normal não é usada. . .Curva de pressão mais plana e rendimento menor do que os ventiladores aerofólio. . portanto.Apenas pressão estática e rendimento estático são apresentados nas curvas deste ventilador.A curva de desempenho de alguns projetos é semelhante a do ventilador de fluxo axial e apresenta cela à esquerda da pressão de pico. . .

Isto não permitirá que o ar entre no ventilador uniformemente. os valores de desempenho catalogados. conforme graficamente representado na Fig. O Redemoinho ou Vorticidade Redemoinho na aspiração. uma situação correspondente ao uso de pás de guia (vanes) surge: a vazão do ventilador. Fig. (b) Redemoinho ou vorticidade. o redemoinho sempre reduz o rendimento. os ventiladores centrífugos estão extremamente suscetíveis a estas condições. Enquanto péssimas condições de aspiração afetam adversamente o desempenho dos ventiladores axiais. ou vorticidade. muitas das discussões sobre as condições de aspiração referem-se somente aos ventiladores centrífugos. Devido à variedade infinita das condições de aspiração. algumas orientações gerais serão úteis para reduzí-las. com freqüência seriamente. resultando numa distribuição turbulenta e nãouniforme do fluxo em seu rotor. é difícil determinar valores de perda específica para as três causas básicas de perdas de aspiração do ventilador. a vazão e a pressão estática serão maiores do que o esperado e o potência absorvida também será maior. Fluxo Não-Uniforme para dentro da Aspiração do Ventilador O fluxo não-uniforme para dentro da aspiração do ventilador é tipicamente causado por uma curva instalada perto demais da mesma. em cada instalação de ventilador. 1-7 .sem veios. Se o giro for imposto na direção da rotação do rotor. 1 Fluxo não uniforme para dentro da aspiração de um ventilador induzido por uma curva de 90º . Este desvio do ideal produz perdas de pressão que reduzem. a pressão e a potência são menores do que o esperado.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 EFEITOS DO SISTEMA NA ASPIRAÇÃO DO VENTILADOR desempenho de ventiladores registrado em catálogos baseia-se em testes de laboratório realizados em condições ideais que quase nunca ocorrem na aspiração do ventilador. Se o giro do ar for contrário à rotação do rotor. Estas condições são prontamente superadas instalando-se veios ou um separador na aspiração do ventilador. Por este motivo. é uma causa freqüente de redução no desempenho do ventilador. Os efeitos de várias conexões de aspiração encontram-se representados nas figuras. 2. Em ambos os casos. Há três causas básicas ou várias combinações das três para as perdas de aspiração do ventilador: (a) Vazão não uniforme para dentro da aspiração do ventilador. Entretanto. (c) Bloqueio de fluxo ou restrições na aspiração.

causando redemoinho na aspiração do ventilador. 2 Redemoinho na aspiração do ventilador Plenum (a) A inércia do ar tende a concentrá-lo na parte inferior. estabelecendo o redemoinho Giro Contrário Sem Giro (b) Com duas aspirações de tamanho desigual para a câmara do plenum.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Fig. estabelece-se um desequilíbrio. Curva de Resistência do Sistema Ponto de Projeto (sem giro) Giro a Favor Ponto de Operação (giro a favor) Ponto de Operação (giro contrário) Potência para Giro Contrário Potência sem Giror Potência para Giro a Favor (c) Efeito do redemoinho na aspiração no desempenho do ventilador Plenum Separador Separador Veios (d) Veios e separador evitam o redemoinho na caixa de aspiração (e) Um separador resolve o desequilíbrio que é causado por aspirações desiguais 2-7 .

Um espaçamento de 1/3 do diâmetro do rotor reduzirá a pressão e a vazão em aproximadamente 10%. Este bloqueio representa percentual maior em ventiladores menores e. Instalações de ventiladores. e isso parcialmente obstrui o fluxo da mesma forma que as próprias pás. ou um duto com flanges.4). montadas no bocal. com um diâmetro maior. assim sendo. Por exemplo. Fig.9 x pressão dinâmica no duto de aspiração Aspiração em forma de Bocal Perda de Pressão na Aspiração = 0.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Bloqueio de Fluxo ou Restrições na Aspiração Restrições ou bloqueios na aspiração do ventilador podem ser encontrados devido às condições de instalação de campo. os ventiladores são instalados em câmaras tipo plenum com aspirações abertas. o duto termina bruscamente (Ver Fig. Sob certas condições. 3).5 x pressão dinâmica no duto de aspiração Aspiração Reta Perda de Pressão na Aspiração = 0. freqüentemente resultam numa resistência adicional ao fluxo que diminui o desempenho catalogado. ou num duto com flanges. Em alguns casos. contrastando com a prática de montar um conjunto acessório de pás à montante da aspiração.Efeito do Espaço no Desempenho 100 Percentual da Pressão Estática de Pico (aspiração livre) 75 Aspiração Livre A = 50% do diâmetro do rotor 50 A = 30% do diâmetro do rotor Parede Parede A A 25 0 0 Ventilador 25 50 75 ~ ~ 100 Percentual da Vazão Máxima (aspiração livre) ~ ~ . 3 . Em algumas aplicações. um ventilador poderá ter um duto de aspiração reto relativamente curto iniciando num plenum. através de uma parede. com 3-7 um aumento correspondente da potência de aproximadamente 12%. Ocasionalmente. Quando o duto termina bruscamente. que empregam pás de guia variáveis na aspiração. uma perda na pressão estática será imposta. 5). para corrigir a situação. e numa área de mais baixa velocidade. Paredes ou obstruções similares devem ser mantidas a uma distância mínima "A" correspondente a meio diâmetro do rotor do ventilador (Ver Fig. há uma perda de pressão correspondente a metade da pressão dinâmica do duto de aspiração. Há uma tendência crescente na indústria de ventiladores de montar pás de guia variáveis na aspiração dentro do bocal do ventilador. a parede do plenum poderá estar suficientemente próxima à aspiração do ventilador restringindo o fluxo de ar.Perdas num Duto Reto de Aspiração Plenum de Aspiração Duto de Aspiração Através Flangeado da Parede Perda de Pressão na Aspiração = 0. a perda de desempenho é proporcionalmente maior (Ver Fig. 4 . através de uma parede. um bocal de aspiração reduziria a perda de aspiração para 1/20 da pressão dinâmica do duto de aspiração. um ventilador de 300 mm de diâmetro deve funcionar com rpm 4% mais alta para atender a capacidade informada no catálogo. Em todos esses casos. Nestes casos. com um aumento correspondente na potência absorvida.05 x pressão dinâmica no duto de aspiração Fig. Isto exigirá um aumento na rotação do ventilador. freqüentemente apresentam o seu mecanismo de atuação no centro. a perda de pressão é 9/10 pressão dinâmica do duto de aspiração. Quando o duto termina num plenum. As pás de guia na aspiração.

conseqüentemente. estas condições de saída quase nunca são obtidas na prática. com freqüência. estas perdas são o resultado de um ou ambos dos seguintes fatores. parcialmente por sua própria natureza e parcialmente devido ao endireitador. . Conseqüentemente. o desempenho destes ventiladores com um mancal na aspiração será ligeiramente menor do que o valor catalogado. Isto elimina o efeito de bloqueio das correias e da polia movida. Fig. Quando o desempenho dos ventiladores é testado. Perdas nas correias são uma função da tensão. EFEITOS DO SISTEMA NA DESCARGA DO VENTILADOR ondições de descarga do ventilador não alteram as características de seu desempenho da mesma forma que ocorre com turbulências na aspiração. portanto. Ao selecionar um motor em ou próximo a sua capacidade nominal. com objetivo de avaliação de desempenho. e assim o fabricante de ventiladores tabula os dados de desempenho do ventilador. incluindo um endireitador de fluxo. A redução do desempenho será proporcionalmente maior para ventiladores menores do que para ventiladores maiores devido à área de bloqueio relativamente maior. Ventiladores de dupla aspiração são freqüentemente avaliados usando-se uma extensão no eixo motriz. de área constante. Como resultado. As condições de descarga do ventilador podem ser responsáveis por perdas do sistema que. O comentário feito a respeito dos efeitos do suporte de mancal para os ventiladores de simples aspiração também se aplica a este caso. O fluxo de ar resultante da descarga do ventilador é.Restrição das Pás de Guia na Aspiração Percentual de Acréscimo na RPM e Potência 15 10 Potência Absorvida 5 RPM 0 30 40 60 Diâmetro do Rotor do Ventilador (polegadas) Além do bloqueio da transmissão e das correias. isto deve ser levado em consideração. Além disso. o fluxo será muito uniforme. Estes efeitos são geralmente inferiores a 4% na rotação ou vazão e 12% na potência. o que resulta em vórtices de descarga de ar. da quantidade e do tipo de correias. a velocidade de descarga do ventilador não é uniforme através da área de descarga. 5 . de natureza espiral e não-uniforme. exibindo um perfil típico de velocidade de regime turbulento. Infelizmente. potência adicional é necessária ao utilizar-se mancais e graxa para serviço pesado (heavy duty). derivados destas condições de descarga ideais. O desempenho catalogado é ligeiramente reduzido pela transmissão normal por correias. na estação de medição. A redução será maior para ventiladores de pressão mais alta do que para ventiladores de baixa pressão devido ao mancal e seu suporte serem maiores. e não preenche 4-7 C por completo a área de descarga. e podem ser significativamente maiores com ventiladores menores em velocidades lentas. Perdas típicas de transmissão por correias representam 2 a 6%. num arranjo sem mancal na aspiração. Esta redução é maior em ventiladores de pressão maior devido às polias e correias serem mais largas. Parte da energia dinâmica é convertida em pressão estática. eles apresentam tipicamente muitos diâmetros equivalentes de comprimento de duto. há uma grande distância para que o fluxo se redistribua e a espiral desaparecerá. são mensuráveis. anexos à descarga.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Ve n t i l a d o r e s d e s i m p l e s a s p i r a ç ã o s ã o freqüentemente testados. Basicamente. atingindo seu valor máximo pela concentração de ar no raio externo da voluta. Redução na Recuperação da Pressão Estática O ar que sai de um rotor de ventilador do tipo centrífugo é liberado com um componente de velocidade radial.

Esta perda pode ser estimada consultando-se os dados de desempenho de grelhas no catálogo de qualquer fabricante. colocados na frente do banco de filtros os protegerão de danos. Recomenda-se que a transição para um duto de área maior seja realizada com uma peça que apresente um ângulo de não mais do que 15º (inclusive) para minimizar as perdas. ocorre uma perda devido ao alargamento repentino na seção de fluxo. Quando uma curva tiver que ser usada na descarga do ventilador. tanto pré-filtros de metal laváveis de 50 mm de espessura ou uma placa perfurada de metal. os danos aos filtros. Teoricamente. 5-7 A descarga de um ventilador para dentro de um plenum pós-filtro deve levar em consideração.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Ou o projeto do sistema deveria tentar usar um duto reto de 3 a 5 diâmetros equivalentes de comprimento à jusante do ventilador e.Transição na Descarga de Ventiladores Centrífugos Recomenda-se que a perda de descarga e num plenum seja obtida do fabricante do ventilador. Pobre Correto 15ºmax. criam uma queda de pressão estática maior do que o esperado devido à turbulência e ao perfil de velocidade existente na descarga. Por esta razão. além das perdas já citadas. devido ao impacto do ar em alta velocidade a uma curta distância. então. A perda de descarga será. Tipo de Ventilador Sirocco Limit Load Aerofólio Aumento % em RPM 6 4 3 % mínimo Pot ABS 20 13 9 15ºmax. consideravelmente reduzida. 6) Fig.5 x diâmetro do duto equivalente) ou um duto reto com comprimento de um diâmetro equivalente seguido por um curva quadrada com veios. resultarão numa perda menor. mas somente se a velocidade de descarga nominal do ventilador for menor que 10 m/s para minimizar problemas de geração de ruído. enquanto que a resistência de uma placa perfurada depende do tamanho dos furos e da área livre. então. a perda de pressão de descarga seria equivalente a pressão dinâmica. não se recomenda que seja de raio pequeno e anexada diretamente à descarga do ventilador. Quando os ventiladores sopram para dentro de um plenum. pois a magnitude desta perda varia com o tipo de ventilador. ao comprimento reduzirá significativamente esta perda repentina devida ao alargamento. (Fig. Curvas nos Dutos As curvas nos dutos. calculada em função da velocidade de descarga do ventilador. A perda de pressão pelos filtros laváveis de 50 mm de espessura geralmente não excede 2. Esta é a velocidade que é tabulada nos catálogos de ventiladores. velocidades de descarga reais médias são de 120 a 180% do valor do catálogo. Quando dutos de descarga retos são usados. de apenas um ou dois diâmetros equivalentes. como fazem em muitos sistemas de ventilação. A seguinte tabela mostra um aumento aproximado em RPM e potência absorvida dos ventiladores para os valores catalogados quando não há duto de descarga. uma curva de raio médio deve ser usada (raio médio mínimo 1. fornecer potência adicional para compensar as perdas dinâmicas. Isso é uma prática comum e boa para projetos de dutos. . se isto não for possível. Isto resulta em perdas reais de pressão de descarga de 150 a 300% do que se computaria da velocidade de descarga do catálogo. especialmente do tipo manga. A adição de um duto curto de descarga.5 mmca. obter uma recuperação estática ou. a velocidade real não é absolutamente igual ao valor tabulado. Infelizmente. 6 . através disso. isto também acrescenta uma ligeira perda de pressão para que o ventilador supere. não é recomendado que qualquer transformação repentina para áreas maiores seja usada. se o ventilador tivesse uma velocidade uniforme em toda sua área de descarga. Entretanto. Esta curta distância até mesmo permite uma redistribuição significativa da velocidade com a recuperação estática correspondente. Preferivelmente. imediatamente na saída de descarga do ventilador.

tanto para os ventiladores de simples quanto para os dupla aspiração. assume-se uma perda igual a 1. uma perda adicional é introduzida.0 vez a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal. Para a posição D.25 x velocidade de descarga do ventilador.5 vezes a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal. consequentemente.75 vezes a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal para os ventiladores de dupla aspiração. Para a posição C. (Fig. a velocidade máxima de descarga fica no lado oposto da curva. Para a posição B.Padrões de Fluxo em Curvas de Descarga Simples e Dupla Simples Aspiração Aspiração Posição A Dupla Aspiração Posição B Simples e Dupla Aspiração Posição C Simples Dupla Aspiração Posição D Aspiração 6-7 . Isso se aplica somente quando o fluxo for uniforme através do duto. Isto resultará na menor perda das quatro posições. tanto para ventiladores de simples como de dupla aspiração. ela pode conduzir o ar em qualquer uma das quatro direções. assume-se uma perda igual a 0. Estes fatores de perda são somente aproximados. O fluxo numa curva localizada na descarga de um ventilador difere em cada uma das quatro posições. tal curva teria uma perda de pressão de 0. 7 mostra uma ilustração das quatro posições). onde a velocidade de descarga máxima está centrada como na posição B. Se o fluxo fosse uniforme. Energia deve ser gasta para desviar o fluxo e. A perda dos ventiladores de dupla aspiração é maior porque a velocidade máxima de descarga do ventilador fica no centro e deve ser desviada no lado de fora da curva. Para a posição A. Assume-se uma perda igual a 0. A redistribuição de fluxo resultante gera perdas altas.75 vezes a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal para os ventiladores de dupla aspiração. Nestes ventiladores. tanto para os ventiladores de simples quanto para os dupla aspiração. Fig. não podemos aplicar qualquer dos fatores de fricção para dutos e curvas normais que se encontram no Manual ASHRAE ou outras referências. Conseqüentemente. Esta posição é a mais desfavorável das quatro. a segunda posição de menor perda para um ventilador de simples aspiração. Se a velocidade de descarga do ventilador fosse uniforme. O ventilador de simples aspiração tem sua velocidade de descarga máxima no lado oposto àquele que é normal para uma curva.6 vezes a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal para os ventiladores de simples aspiração e 0. a porção de alta velocidade do fluxo da ar fica no mesmo lado da voluta e da curva. poderíamos calcular rapidamente a perda na curva.9 vezes a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal para os ventiladores de simples aspiração e 0. 7 . a redistribuição de velocidade nesta situação resulta em uma perda mais alta do que para os ventiladores de dupla aspiração. porém eles realmente estabelecem um nível de perda adequado para fins de projeto. Deveria ser usada sempre que possível. sem qualquer espiral. Com uma velocidade de descarga não-uniforme e em forma espiral. a velocidade alta saindo da voluta continua pelo lado de fora da curva.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Presumindo-se que uma curva de raio médio de seção transversal retangular é ajustada à descarga do ventilador. Assume-se uma perda igual a 0. e qualquer direção para a qual a girássemos seria irrelevante.

RS e-mail: comercial@otam. A Fig. Ventiladores de gabinete.com.5566 . Francisco S. possuem dois ventiladores descarregando para dentro de um mesmo duto por meio de uma conexão bifurcada.1264 Caixa Postal 7056 . e as perdas já explicadas são então usadas. 1¹/² dia OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.Porto Alegre .5 diâmetros equivalentes de comprimento antes da transição. 30º em cada lado. 1501 Fone: (51) 3364. com freqüência. a fim de que o ventilador alcance o desempenho do catálogo. Av.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Os ventiladores são freqüentemente instalados em caixas retangulares também chamadas de “gabinetes".com. Bitencourt.br www. 8 mostra as exigências para a conexão bifurcada.Fax: (51) 3364. Fig. a descarga do ventilador é tratada como se fosse uma descarga livre para dentro de um plenum. 8 Construção Apropriada de uma conexão bifurcada numa unidade de dois ventiladores 30º max. no máximo. Deveria haver um duto reto de 1. Se estes parâmetros de projeto não puderem ser atendidos.otam.CEP: 91150-010 .br 7-7 . com um ângulo de convergência de.

W D = diâmetro da polia. A seleção da polia movida é muito importante para assegurar que a vida L10 não seja abreviada. tanto em testes de laboratório quanto na experiência prática. w = 2p n rad/s 60 (2) Torque Máximo. A Valor do Fator de Ajuste de Vida Grau de vida Confiabilidade Fator de Ajuste % Entretanto. rpm P = potência instalada. isto é. Todas as informações apresentadas aqui sobre taxa de carga dinâmica baseiam-se na vida que espera-se que 90% de um grupo bastante grande de rolamentos. Uma definição mais clara do termo "vida" é. etc. Isto é chamado de vida nominal básica.000 horas possui uma vida L50 de 240. portanto. o termo "vida média" ou L50 é usado.BOLETIM TÉCNICO Nº 7 VIDA DOS ROLAMENTOS DOS VENTILADORES Vida do Rolamento vida de um rolamento é definida como o número de horas de operação numa determinada rotação constante (ou número de revoluções) à qual o rolamento é capaz de resistir. É calculada. um rolamento com uma L10 de 60. essencial para o cálculo do tamanho do rolamento. é mais conveniente lidar com uma vida nominal básica expressa em horas de operação. que não a nominal básica. Queira consultar a tabela abaixo para fator de ajuste. L10 (ou vida nominal) e concorda com a definição ISO. N S = carga dinâmica equivalente do rolamento.000 horas.53 0. cv = P Nm W (3) Carga Dinâmica da polia.000 N (D/2) (4) Carga Dinâmica de Partida da Polia. é evidente.44 0. Equação de Vida do Rolamento O método mais simples de cálculo da vida é a equação ISO para vida nominal básica.) ocorra numa de suas pistas ou elementos de rolamento. aparentemente idênticos.667 x C horas n S L10 L5 L4 L3 L2 L1 90 95 96 97 98 99 1 0. rpm C = índice de carga dinâmica básica. N p = expoente de vida. Para rolamentos operando em uma rotação constante.21 Ocasionalmente. como segue: p L10h= 16. T = cv x 1. Este é o número de horas que 50% de um grupo de rolamentos idênticos e com carga idêntica deverá sobreviver. onde: p = 3 para rolamento de esfera p = 10/3 para rolamento de rolos (5) Horas de Operação.62 0. Cálculo da Vida do Rolamento (1) Velocidade angular. multiplicando-se a vida L10 por 4.S = T x 2 N ( ( Onde: n = velocidade de rotação. venha a atingir ou exceder. L10.33 0. onde: L10h= 16. N Fator de Ajuste de Vida O fator para confiabilidade é usado para determinar outras vidas. 1-2 . que rolamentos aparentemente idênticos operando sob condições idênticas têm vidas diferentes. Por exemplo. fissuras. antes que o primeiro sinal de fadiga (escamação. mm S = carga máxima do rolamento.667 x n ( ( C S p horas n = velocidade de rotação. vidas que são atingidas ou excedidas com uma probabilidade maior que 90%.

I Potência instalada.otam.819 x 2 = 3. Av.000 = 409. L10h =16.3 Nm w 73.1264 Caixa Postal 7056 . w = 2p n = 2p 700=73.Porto Alegre . = GRAE 55 Carga máxima do rolamento.378 horas n S 700 3.3 x 1. determine a vida do rolamento. P = 30kW Rotação. D = 450 mm Tipo de rolamento.638 N (5) Horas de Operação.5566 .700 N (1) Velocidade angular. C = 52.000 = 1819 N (D/2) (450/2) (4) Carga Dinâmica de Partida da Polia.com. 1501 Fone: (51) 3364. Francisco S.667 x 52. Tipo de ventilador =RSD 800 arr.com.br 2-2 .000 = 409. n = 700 rpm Diâmetro da polia movida.br www.638 (( ( ( OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.Fax: (51) 3364.667 x C ³ = 16.3 (3) Carga Dinâmica da polia. S = T x 2 = 1.3 rad/s 60 60 (2) Torque Máximo. Bitencourt.BOLETIM TÉCNICO Nº 7 Exemplo Dadas as seguintes especificações.700 3 =72. cv = P = 30.3 CL.CEP: 91150-010 . T = cv 1.RS e-mail: comercial@otam.

filtros de mangas e outros filtros ou reservatórios de líquidos. Esta curva é chamada de curva característica do sistema. será bastante elevada para o ferro em fusão). Observe que a característica do sistema é uma linha horizontal reta. Uma exceção é um reservatório de líquido estacionário através do qual o ar ou um gás é forçado em bolhas. O total destas resistências é chamado de resistência do sistema ou perda de carga/pressão. como acontece na ventilação de esgotos ou de ferro em fusão. Se plotarmos as curvas característica do ventilador e característica do sistema no mesmo gráfico. No entanto. e o ventilador deve desenvolver pressão estática suficiente para superar estas resistências. Ela mostra as diferentes pressões estáticas que um ventilador específico produz.e. a pressão estática necessária) deverá aumentar com a velocidade e. Cada componente oferecerá alguma resistência ao fluxo. Fluxo de Ar através de um Reservatório de Líquido Estacionário Normalmente. A Fig. A pressão estática produzida pelo ventilador tem que ser igual à perda de carga. curvas. Nenhuma bolha pode passar pelo líquido Característica do Sistema Pe = K Pe K Característica do Ventilador Q Fig. Fig. Esta pressão hidrostática será proporcional à profundidade do reservatório e ao peso específico do líquido (portanto. Esses elementos podem ser dutos. serpentinas de aquecimento e resfriamento. o ponto de operação. em cada ponto de vazão de ar. independentemente do volume de ar. portanto. porque é 1-3 simplesmente a pressão hidrostática apresentada pelo líquido. a pressão hidrostática obviamente não dependerá do volume de ar forçado pelo líquido. No entanto. Este será. 2 Característica do ventilador e característica do sistema para reservatório de bolhas com ponto de intersecção. dampers. Isso encontra-se ilustrado na Fig. 2 apresenta a característica do ventilador e a característica do sistema para este caso. Deste ponto em diante. quando obstruído. as bolhas fluirão. 1 Característica do ventilador e característica do sistema para um reservatório de bolhas sem qualquer ponto de intersecção. U Um sistema de ventilação também terá uma curva característica de perda de pressão versus vazão. portanto. telas e grelhas. bocais. nenhuma pressão extra (apenas mais capacidade do ventilador) é necessária para forçar mais ar pelo líquido. a resistência do sistema (i. (O volume de ar dependerá somente da quantidade de ar disponibilizada pelo ventilador. Esta curva pode ser chamada de curva característica do ventilador. Isso mostrará as pressões estáticas diferentes que serão necessárias para forçar determinados volumes de ar através deste sistema específico.BOLETIM TÉCNICO Nº 8 CARACTERÍSTICAS DOS SISTEMAS DE VENTILAÇÃO E DOS VENTILADORES Sistemas de Ventilação m sistema de ventilação consiste de um ventilador (ou vários ventiladores) e vários elementos através dos quais o fluxo de ar pode passar. Bolhas de gás poderão passar pelo líquido Característica do Ventilador Pe Ponto de Operação K Q Característica do Sistema Pe = K .) Nenhum ar pode borbulhar se a pressão máxima produzida pelo ventilador for menor do que essa pressão hidrostática. 1. venezianas. Aqui a resistência do sistema será constante. Este ponto de intersecção será o único ponto que irá satisfazer tanto a característica do ventilador quanto a característica do sistema. se a pressão produzida pelo ventilador for adequada. Uma curva de um ventilador mostra uma representação típica de pressão estática versus vazão. haverá um ponto de intersecção das duas curvas. com o volume de ar atravessando o sistema. transições de expansão ou convergentes..

eles são armazenados em silos cilíndricos para grãos. desde 0 m3/s ao ponto de operação e além dele. é grande a fim de manter a resistência ao fluxo de ar baixa. a pressão estática necessária para soprar ou extrair ar por um sistema de ventilação não é constante. A constante K determina o declive da linha reta: K = tana.22)(0. Para pressões menores. A pergunta agora é: com que rapidez aumentará? A resposta é: depende da velocidade do ar e do tipo de fluxo de ar resultante (laminar ou turbulento). mesmo quando os filtros começam a ser bloqueados pelo pó. A fórmula para esta característica de sistema é: Pe = K (Q)0 = K A constante K determina a altura da linha horizontal acima da linha de vazão de ar. então.015)(0. m/s D = diâmetro do duto. a velocidade do ar passando pelo tecido é muito baixa. soja.015 a 0. 3 Característica do ventilador e característica do sistema para fluxo laminar. r = 1. tal como ar passando pelas mangas de filtragem Característica do Ventilador Ponto de Operação Pe Característica do Sistema Pe = K x Q a Q Fluxo através de um Silo de Grãos Vários grãos. em kg/m³ V = velocidade média do ar. e o Número de Reynolds (Re) é pequeno.82x10-5 Re = 307 Isso está bem abaixo do valor 2000 onde o fluxo turbulento pode iniciar. À parte essa exceção. A característica do sistema para fluxo laminar pode ser calculada a partir da fórmula. o início de um fluxo ligeiramente turbulento. cevada e trigo devem ser secados após a colheita para evitar que o grão estrague.BOLETIM TÉCNICO Nº 8 Repetindo. Ventiladores axiais ou ventiladores centrífugos são usados para forçar ar aquecido para dentro do silo.020 m/s que passa pelos filtros de manga já analisados. a eficiência do filtro melhora. Ns/m² Para o ar padrão. Como resultado da área grande. Com esse objetivo. Pode variar de 750-5000 Pa. aproximadamente seis vezes o valor de 0. tais como milho.5 2-3 . os ventiladores axiais podem ser usados. que podem ter de 4 a 25 m de altura.305 m Re = (1.1 m/s. conforme mostra a Fig.015 a 0. Pe = K x Q Esta é uma linha reta inclinada através da origem. Fig. O valor do Número de Reynolds correspondente. 3.22 kg/m² e m = 1. porém. porém. para pressões mais altas. arroz. podemos calcular o número Reynolds a partir da seguinte equação: Re = rVD m Onde: r = densidade do gás. Fluxo através de Filtros de Manga A área total das mangas.82 x 10-5 Ns/m² Para diâmetro de duto de 1 pé = 0. À medida que os filtros ficam tapados pelo pó. é de aproximadamente 2100. mas aumenta com a vazão de ar ou a velocidade. indicando que a pressão estática necessária para forçar bolhas pelo líquido é constante. Para ar padrão. a velocidade do ar que passa pelo grão fica em torno de 0. a característica do sistema é uma linha reta horizontal.305) 1. qualquer que seja a pressão estática.020 m/s. Isto significa que o fluxo pelos filtros de mangas é laminar. e a fórmula para a característica do sistema é Pe = K(Q)1. numa câmara de filtragem. A pressão estática necessária para superar a resistência do sistema depende da altura do silo e do tipo de grão. m m = viscosidade do ar. No entanto. e a resistência do sistema e o ângulo a aumentam. a característica do sistema continua sendo uma linha reta. independentemente da velocidade do ar. aproximadamente 0. são necessários ventiladores centrífugos.

0 m³/s contra uma pressão estática de 600 Pa. para um duto redondo e reto com diâmetro constante e paredes lisas: f = 0. Fig. Característica do Ventilador Pe Ponto de Operação Fig.0195 L Pd D é proporcional a (Q)². a velocidade do ar será de V = 4.015 0. como mostra a Fig. 4. 5 Característica do ventilador e característica do sistema para fluxo turbulento. os outros pontos podem ser calculados e a parábola pode ser plotada. Suponhamos que o nosso sistema consista deste duto de 715 mm de diâmetro interno mais algum outro equipamento. como mostra a Fig. tanto a velocidade do ar quanto o valor de Reynolds é consideravelmente maior do que em filtros de mangas ou em silos para grãos.BOLETIM TÉCNICO Nº 8 Esta é uma curva através da origem. (Somente na seção dos filtros estas grandezas ainda são pequenas).5 Ponto de Operação Q Pe Vazão por um Sistema de Ventilação Em um sistema de ventilação convencional. Se um ponto da característica do sistema for conhecido.96 m/s e a pressão dinâmica será Pd = (9. como ar passando por silos para grãos A fórmula para a característica de sistema agora é Pe= K(Q)² Esta é uma parábola pela origem.96/1.Comparação das Condições de Fluxo para Quatro Sistemas de Ventilação Tipo de Sistema Tipo de Fluxo Velocidade do ar (m/s) Número de Reynolds Fórmula para a característica do sistema Pe = K (Q) 0 Pe = K (Q) Pe = K (Q) 1. Tabela 1. A Tabela 1 resume os quatro tipos diferentes de sistemas de ventilação. conseqüentemente. Nosso valor de Reynolds será de Re = 477370. a curva fica mais íngreme.5 2 Pe = K (Q) Resevatório borbulhante Filtro de Mangas Silo para Grãos Sistema de Ventilação Laminar Ligeiramente turbulento Turbulento 0.3)2 = 59 Pa.0/0. o que é normal em sistemas de ventilação.960 307 2100 477000 3-3 .4015m². Uma vez que este valor de Reynolds está muito acima de 2000. para fluxo ligeiramente turbulento. Para silos mais altos e para uma maior compactação dos grãos (tal como trigo). como os usados em prédios. Característica do Sistema Pe = K x Q² Q É interessante observar que a equação básica da perda por atrito. este é um fluxo definitivamente turbulento. resultando em uma pressão de resistência total de 600 Pa. prevalecendo em sistemas de ventilação Característica do Ventilador Característica do Sistema Pe = K x Q1.4015 = 9. um ventilador axial de 710 mm distribuiu 4. Por exemplo. O duto de 715 mm de diâmetro interno possui uma área de 0. A constante K determina o declive da curva. 5. indicando a mesma coisa que para um sistema de ventilação.100 9. 4 Característica do ventilador e característica do sistema.

O desbalanceamento de apenas um componente girante de um conjunto pode fazer com que todo o conjunto vibre. Usando a recomendação ISO G4. uma força centrífuga. Vide Fig. Torna-se. Quando o disco está em movimento de rotação. estamos seguindo a recomendação ISO e usando um grau de qualidade de balanceamento de G6. portanto. eixos. considere um disco com raio. Vide Fig. ou máquina de balancear..0 para valor de balanceamento. sua extremidade descrevendo um círculo. eixo. Esta vibração induzida. O balanceamento é detectado pela observação da ausência de desbalanceamento. está ligada ao valor do desbalanceamento me (gramas) para um rotor de raio R (mm) e massa m (kg) através da fórmula abaixo.BOLETIM TÉCNICO Nº 9 DESBALANCEAMENTO RESIDUAL PERMISSÍVEL m rotor desbalanceado pode causar vibrações e tensões no próprio rotor e em sua estrutura de suporte. nunca pelo balanceamento em si. localizar e medir o desbalanceamento. R M Desbalanceamento Residual Permissível ou Tolerância de Balanceamento. Definições Desbalanceamento é a distribuição desigual da massa nos corpos girantes (rotor. Os dados fornecidos pela balanceadora permitem a mudança da distribuição de massa de um rotor. buchas. Uma vez que não é possível haver um balanceamento de 100%. eT em mm e para a velocidade de rotação. e = me . pode causar desgaste excessivo nos rolamentos. e essa mudança. e (mm). Isso resulta no deslocamento do eixo de sua posição de repouso. irá equilibrar o rotor. torna-se necessária uma tolerância para balancear. F. R (mm) e massa m (kg) deslocada devido a um excesso de massa me (g).3 (amplitude de velocidade de vibração = 6. é necessária para detectar. O desempenho diminui por causa da absorção de energia pela estrutura de suporte. 1. ao redor de sua posição normal. etc. Referindo-nos à Fig. em um ponto em particular. 2. Esta excentricidade. etc. Por exemplo. Este deslocamento é chamado de excentricidade. necessário que se balanceie o rotor para obter uma ou mais das seguintes condições: (a) (b) (c) (d) (e) (f) (g) (h) Aumentar a vida do rolamento Minimizar a vibração Minimizar ruídos Minimizar tensões de operação Minimizar fadiga e aborrecimento dos operadores Minimizar perdas de potência Aumentar a qualidade do produto Satisfazer os consumidores U Excentricidade significa não ter o mesmo centro ou eixo de rotação. O valor de "e" também expressa a tolerância de balanceamento ou a excentricidade residual. n em rpm pela fórmula: eT = 10 x G (N/1. 3.000) 1-3 .3 mm/s) para balancear os rotores. As vibrações podem ser transmitidas pelo solo até às máquinas adjacentes e prejudicar seriamente sua precisão ou funcionamento adequado.). As vibrações exercem tensões alternantes altamente indesejáveis nos suportes e elementos estruturais e podem terminar causando seu colapso total. engrenagens. reduzindo substancialmente sua vida útil. Objetivo da Balanceadora Uma balanceadora. por sua vez. pequeno. Equação eT Este método está de acordo com a norma ISO 1940/1-1986. polia. quando feita de forma correta. age sobre me e é transmitida para o eixo. G em mm/s está ligado ao desbalanceamento residual máximo.

m = 8.66g R 152 Fig.BOLETIM TÉCNICO Nº 9 Exemplo Considerando-se os seguintes dados. 1 Posição de Repouso F E Portanto.1 = 2.66 g para esta polia. m = 50 x 8. R m => me = e . n = 800rpm Massa da polia. p e = me . R = 152mm Grau de balanceamento. a Excentricidade Residual Permissível é 50 mm e o Desbalanceamento Residual Permissível é de 2.000 Cálculo do Valor Máximo de Desbalanceamento Residual. Fig. G =4(significa velocidade de vibração = 4mm/s para a polia). 2 2-3 . determine o desbalanceamento residual permissível e o valor mínimo do desbalanceamento residual.0 00) 800/1.1 kg Raio da polia. me Rotação Eixo F Cálculo do Desbalanceamento Residual Permissível ou Tolerância de Balanceamento eT = 10 x G = 10 x 4 = 50mm (n/1. Rotação.

5 10 G 1 5 G 0.CEP: 91150-010 .1 30 50 100 200 500 1000 2000 5000 10 000 50 000 100 000 r/min 0. Av. e per .com. 4 2 1 0.Fax: (51) 3364.br www.O valor numérico após a letra G é igual ao produto de eper x rotação.br 3-3 . 50 3 G 20 2.RS e-mail: comercial@otam. Francisco S. 3 Valor de Desbalanceamento Máximo Residual Permissível correspondente aos diversos Graus de Qualidade de Balanceamento Desbalanceamento Residual Permissível por Unidade de Massa do Rotor.5 1 2 5 10 20 50 100 200 Velocidade de Rotação Máxima de Serviço 500 1000 2000 r/s NOTA .Porto Alegre . Bitencourt.BOLETIM TÉCNICO Nº 9 Fig. em micrometros.otam. para balanceamento em um plano de correção) 100 000 G 50 000 0 63 G 20 000 0 25 10 000 G 0 10 5 000 2 000 1 000 500 G 40 200 G 16 100 G 6.5 0.5566 . expressa em milímetros por segundo OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. U per/m = e per em g.com.1264 Caixa Postal 7056 .mm/Kg (Deslocamento Residual Permissível do Centro de Massa.2 0. 1501 Fone: (51) 3364.

Isto está de acordo com a prática recomendada para a seleção de tamanho e rotação de um ventilador. por quaisquer motivos. que é definida como o nível de potência sonora gerada por um ventilador operando a uma capacidade de 1 m³/s (ou 1 cfm) e uma pressão de 1 Pa (ou 1" de água). os ventiladores menores são um pouco mais barulhentos do que os maiores. sob condições de teste aprovadas. em parte. o nível de ruído produzido irá aumentar e um fator de correção C. conforme mostra a tabela 3. e como base para um método convencional de calcular os níveis de ruído de ventiladores em condições de operação reais. Se. do tipo de ventilador. é melhor obtida a partir dos dados de teste reais do fabricante do ventilador. as divisões de tamanho indicadas são práticas para se estimar o ruído do ventilador.Curvado para frente . realizando determinado trabalho.Pá radial. Embora qualquer divisão desse tipo seja necessariamente arbitrária. deve-se fazer um incremento na banda de oitava em que recai a freqüência da pá. Entretanto. ou próximo do. Ponto de Operação Os níveis de potência sonora específicos fornecidos na Tabela 2 são para ventiladores que estiverem operando no. 1-3 . o nível de potência sonora específico serve como base para comparação direta dos níveis de banda de oitava de vários ventiladores. poderão ser estimados através do seguinte procedimento. Se este catálogo não estiver disponível. pressão total (Pt) e rendimento (h). O número de decibéis a ser acrescentado a esta banda é chamado de incremento de freqüência de pá (BFI). ponto de rendimento de pico da curva do ventilador. é vantajoso para a conservação de energia e corresponde aos níveis de ruído mínimos para aquele ventilador. nas bandas de oitava. os níveis de potência sonora. de pás)/60 O número de pás e a rotação do ventilador podem ser obtidas no catálogo de seleção de ventiladores. curvado para trás ou inclinado para trás . vazão de ar (Q). a Tabela 1 pode ser usada. de forma que a operação caia neste ponto ou perto dele. Para uma descrição mais completa dos tipos de ventiladores. e a força desse tom depende. soprador Vaneaxial Tuboaxial Propeller 250 HZ 500 HZ 125 HZ 125 HZ 63 HZ 63 HZ Os níveis de potência sonora específicos e os incrementos de freqüência da pá encontram-se listados na Tabela 2.Aerofólio. Para registrar esta freqüência de passagem da pá.Banda de Oitava em que o Incremento de Freqüência da Pá (BFI) ocorre Tipo de Ventilador Banda de Oitava em que BFI ocorre Centrífugo . se tais dados não estiverem disponíveis prontamente. O ruído do ventilador pode ser classificado em termos do nível de potência sonora específica. baseado no nível de potência sonora específica. para vários ventiladores. veja os Boletins Técnicos nº 4 e 12. Tabela 1. Os ventiladores geram um tom na freqüência de passagem da pá. Reduzindo-se todos os dados de ruído do ventilador para esse denominador comum. um ventilador não for ou não puder ser selecionado de forma ótima.BOLETIM TÉCNICO Nº 10 CÁLCULO DA POTÊNCIA SONORA DO VENTILADOR O ruído do ventilador é uma função de seu projeto (Kw). Freqüência da Passagem das Pás (Bf) Estudos recentes mostram que. construção e aplicações. A geração de potência sonora de um determinado ventilador. A freqüência da pá (Bf ) é: Bf = (rpm x Nº. deverá atender essa situação.

quando a pressão for em Pascal (1 polegada H O) 2 fator de correção em dB. m³/s (cfm) 0. Previsão de Potência Sonora do Ventilador (Lw) Os níveis de potência sonora nas condições de operação reais poderão ser estimados usando-se a vazão e a pressão total do ventilador.9m < 0. curvado para trás inclinado para trás Curvado para frente Pá radial Soprador Tamanho do Rotor > 0.5m > 1m < 1m > 1m < 1m Todos 63 32 36 47 45 55 63 39 37 41 40 48 125 32 38 43 39 48 57 36 39 39 41 51 250 31 36 39 42 48 58 38 43 43 47 58 500 29 34 33 39 45 50 39 43 41 46 56 1000 28 33 28 37 45 44 37 43 39 44 55 2000 23 28 25 32 40 39 34 41 37 43 52 4000 15 20 23 30 38 38 32 38 34 37 46 8000 13 15 20 27 37 37 26 35 32 35 42 BFI 3 2 8 Vanexial 6 Tuboaxial 5 Propeller 5 Onde: Tabela 3 . com rendimento estático de 56%.BOLETIM TÉCNICO Nº 10 Tabela 2 . HZ Tipo de Ventilador Centrífugo Aerofólio.15 m³/s a 750 Pa.Níveis da Potência Sonora Específicos (dB re 1pW) e Incrementos de Freqüência da Pá (BFI) para Vários Tipos de Ventiladores Freqüência Central das Banda de Oitava.Fator de Correção Devido o Ponto de Operação Fora do Rendimento de Pico Rendimento Estático % de Pico 90 a 100 85 a 89 75 a 84 65 a 74 55 a 64 50 a 54 Fator de Correção C 0 3 6 9 12 15 Lw = K w= Q = Q1= P = P1= C= nível de potência sonora estimado do ventilador (dB re 1 pW) nível de potência sonora específico (ver tabela 2) vazão de ar.000472. para o ponto de operação do ventilador. conforme segue: Os valores do nível de potência sonora estimado são calculados para todas as oito bandas e o BFI é acrescentado à banda de oitava na qual a freqüência de passagem da pá cair. Ele possui 41 pás e opera a 904 rpm.9m Todos > 1m 1m a 0. Este fator de correção deverá ser aplicado a todas as bandas de oitava. Exemplo: Um ventilador Sirocco RSD 500 foi selecionado para suprir 4.5m < 0. Qual é o nível sonoro estimado? Lw = Kw + 10log(Q/Q1) + 20 log (P/P1) + C 2-3 . quando a vazão estiver em m³/s (1 para cfm) pressão total em Pascal (ou polegada H 2 O) 249.

De acordo com os dados de desempenho no catálogo.2 Potência Sonora 85.BOLETIM TÉCNICO Nº 10 Passo 1: Obtenha o nível de potência sonora específico (Kw) da Tabela 2 para ventilador curvado para a frente.2 dB = > LwA = 85. Av.15 ( 0.5566 . de pás)/60 = (904 x 41)/60 = 617 Hz Tabela 4 .000472 ) + 20 log ( 750 249 ) = 39.3 De acordo com a Tabela 3.RS e-mail: comercial@otam.5 125 43 49 0 92 -15.5 250 39 49 0 88 -8. Francisco S. C = 0.Fax: (51) 3364.CEP: 91150-010 .br www.8 OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. que engloba o intervalo de 355 a 710Hz.1264 Caixa Postal 7056 .8 dB(A) ( ) ( ) 4.otam. Passo 2: Calcule os níveis de potência sonora adicionais devido a vazão de ar e pressão.5 500 33 49 2 0 84 -3.5 76. este ventilador apresenta um rendimento de pico de 62%.br 3-3 . Percentual de rendimento estático de pico = (56/62) x 100 = 90. Passo 4: Determine o fator de correção C para rendimento fora de pico.Exemplo de Cálculo Freqüência Central das Banda de Oitava.Porto Alegre . P Q 10 log + 20 log P1 Q1 = 10 log O BFI cai na banda de oitava de 500Hz.5 79. Bitencourt.com. HZ Referência Passo 1 Passo 2 Passo 3 Passo 4 Lw (dB) Linear = Fator Escala A LwA (dB) = 63 47 49 0 96 -25. Combine todos os quatro passos.57 = 49 Passo 3: Calcule o Bf para determinar em qual banda de oitava recai o BFI Bf = (rpm x no.44 + 9. 1501 Fone: (51) 3364. = > Lw (linear) = 98.0 81 1000 28 49 0 77 0 77 2000 25 49 0 74 +1 75 4000 23 49 0 72 +1 73 8000 20 49 0 69 -1 68 98. como mostra a Tabela 4.5 70.com.

A O tipo de modulação tipicamente usada em aplicações com dutos são: (a) (b) (c) (d) (e) (f ) Controle do volume de ar na voluta Dampers de aspiração Dampers de descarga Registro radial de aspiração Modulação da rotação Variação do passo das pás do ventilador Fig. alguma forma de modulação de desempenho do ventilador é exigida. tais como sistemas de volume de ar variável. tanto a vazão quanto a pressão são alterados. durante a operação. enquanto outros têm exigências de pressão variável. A fim de acomodar estas variações. 1 Tipos de Modulação para Ventilador Centrífugo DAMPER DE PÁS PARALELAS PARA CAIXA DE ASPIRAÇÃO DAMPER DE PÁS OPOSTAS PARA CAIXA DE ASPIRAÇÃO CAIXA DE ASPIRAÇÃO DIFUSOR REGISTRO RADIAL TIPO CÔNICO DAMPER DE DESCARGA COM PÁS OPOSTAS HORIZONTAIS REGISTRO RADIAL TIPO CILÍNDRICO DAMPER DE DESCARGA COM PÁS PARALELAS HORIZONTAIS DAMPER DE DESCARGA COM PÁS OPOSTAS VERTICAIS DAMPER DE DESCARGA COM PÁS PARALELAS VERTICAIS 1-4 . com freqüência.BOLETIM TÉCNICO Nº 11 MODULAÇÃO DO DESEMPENHO DO VENTILADOR lguns sistemas de ventilação têm exigência de capacidade variável durante a operação.

A magnitude do aumento é uma função da velocidade do ar e do diferencial de pressão estática. O diferencial de pressão estática através da maioria dos dampers de aspiração usados nas "air handling units" (AHU) numa central de ventilação não deve exceder 1000 Pa. a área dos dampers fica relativamente pequena. Uma vez que os dampers de descarga são tipicamente montados sobre a descarga do ventilador. este não é considerado um bom meio de controle de capacidade. em aplicações de pressão média e baixa. O rendimento é reduzido. Portanto. deve-se tomar cuidado a fim de se certificar de que o ventilador não é capaz de produzir uma pressão estática suficiente para empenar ou ruir os dampers. Dampers de Aspiração O objetivo principal dos dampers de aspiração é evitar o retorno e a circulação de ar quando a unidade é desligada. Normalmente. Dampers de volume na voluta às vezes são usados em pequenos ventiladores como um meio de ajustar rapidamente o fornecimento de ar. eles não devem ser usados para a modulação da vazão. Há duas desvantagens básicas referentes aos dampers de aspiração. embora o damper de volume na voluta sirva um propósito útil de controlar o efeito de paralelismo de ventiladores. conforme indica o gráfico ao lado. Portanto. a partir de um dispositivo sensor de pressão estática. são muito maiores no tamanho do que a aspiração do ventilador. reciprocamente. Em segundo lugar. eles permitem pouca modulação de capacidade sem forçar o ventilador a operar em uma parte instável de seu intervalo de desempenho. Primeiro. Se os dampers forem usados para regular o sistema. causando uma mudança correspondente na pressão estática do ventilador e variando a vazão. Portanto.BOLETIM TÉCNICO Nº 11 Controle do Volume de Ar na Voluta Isto é discutido sob o título "Instabilidade do Sistema. uma vez que eles são freqüentemente montados na frente de uma abertura de ar externa ou na frente de uma série de serpentinas. não é recomendado para modulação de capacidade. o diferencial de pressão estática através do damper é distribuído em uma grande área. Nem dampers de descarga nem dampers de aspiração têm muito efeito no nível de ruído do sistema na posição totalmente aberto. e a própria natureza do controle do volume de ar na descarga faz com que seja difícil operar. Eles operarão satisfatoriamente na condição de 100% fechado a menos que a pressão estática do ventilador exceda a capacidade estrutural dos dampers. Estes dampers aumentam a pressão estática do sistema para modular o fluxo de ar. Os dampers de aspiração meramente adicionam resistência ao sistema. deve-se tomar cuidado para assegurar que os dampers de aspiração não possam ser fechados enquanto o ventilador estiver operando. Devido a essa segunda desvantagem. Entretanto. Entretanto. Para uma interrupção liga-desliga (on-off) a fim de evitar a circulação do ar. Os dampers de descarga não alteram a área de instabilidade do ventilador. abaixo de aproximadamente 50% da vazão máxima (descarga livre). Assim. eles realmente aumentam o nível de ruído à medida que se aproximam de uma posição fechada. geralmente não há necessidade de se preocupar com a pressão estática excessiva vir a danificar os dampers. Dampers de Descarga Dampers de descarga são um método de variar a vazão em um intervalo de desempenho um tanto estreito. . a resistência do damper deveria suportar pelo menos 1000 Pa de pressão estática. o motor do ventilador não deve iniciar seu funcionamento até que esses dampers estejam pelo menos parcialmente abertos. 2 mostra o desempenho dos ventiladores com dampers de descarga. automaticamente. ao todo. Isso pode ser feito através de um sensor de fim-de-curso nos dampers que impede a operação do motor do ventilador quando os dampers estão completamente fechados e permite a operação do ventilador somente quando os dampers estiverem suficientemente abertos para impedir uma alta pressão estática de sucção. motores devem ser colocados nos dampers para fechá-los depois que o motor do ventilador tenha desligado. Se o ventilador for capaz de desenvolver uma pressão estática maior do que essa na RPM operante. uma trava manual pode ser colocada no mecanismo dos dampers a fim de evitar que eles se fechem 2-4 completamente. em ventiladores centrífugos tipo aerofólio. A Fig. Instabilidade do Ventilador e Paralelismo".

cria uma queda de pressão cuja magnitude é uma função do tamanho do ventilador. a potência absorvida também aumenta. em longos períodos de tempo. fica em média aproximadamente 25 % nestas condições. na pressão estática e na potência absorvida. uma vez que a velocidade do ventilador pode prontamente ser aumentada para compensar. A magnitude desta economia é geralmente de. Porém. 2 . como conseqüência. . Na verdade. Portanto. os quais são providos de acionamento direto. a redução de capacidade também ocorre quando as pás estão na posição totalmente abertas. Por outro lado. Para ventiladores muito pequenos. A construção do registro. Há três desvantagens em se usar registros radiais de aspiração para modulações de capacidade. não vale a pena usá-los a menos que a redução da capacidade seja pelo menos 50%.Desempenho de um Damper de Descarga para Ventilador Tipo Aerofólio 140 Percentual de Pressão Estática Máxima e Percentual de Potência Absorvida Máxima (vazão nula) Curva do sistema a 52% da vazão máxima 130 120 110 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 0 10 20 30 40 Variação estável da vazão 50 60 70 80 90 100 6’ 5’ 4’ 3’ 6 5 4 3 2’ 2 1 Seleção original nas condições de projeto Potência absorvida 1’ Percentual de Vazão Máxima (pressão nula) Registro Radial na Aspiração Registros radiais na aspiração às vezes são chamados erroneamente de registros de vortex. 20 a 30 %. Isto deve provavelmente ocorrer quando ele é usado para modular um sistema de pressão estática constante. já que a economia de potência gerada. com o cubo e o mecanismo de rotação localizados no centro. uma redução na vazão. seu único objetivo é iniciar um giro do ar na direção da rotação à medida que este entra no ventilador. o ventilador pode ser forçado a operar num intervalo instável de funcionamento. Primeiro. Uma vez que o registro radial custa de duas a três vezes o valor dos dampers de descarga de pás paralelas. embora chamados de registros. com ventiladores muito grandes. Segundo. Independentemente dessa economia. se ele for operado na maior parte do tempo no intervalo de 60 a 80 % da vazão de projeto. a redução de capacidade é substancial. Como as pás do registro são moduladas. O ruído e a vibração resultantes são conhecidos por sacudirem todo um andar. o registro radial é útil para a redução de capacidade em ventiladores centrífugos grandes que exijam mais de 3-4 100 cv. Isso resulta da dificuldade em se usar acionamentos de velocidade variável como correia em V. Além disso. o registro radial realmente propicia alguma economia no custo de operação. em relação aos dampers de pás paralelas e de pás opostas.BOLETIM TÉCNICO Nº 11 Fig. Com aplicações de acionamento por correia. isto não apresenta nenhum problema em particular. em tais ventiladores grandes. curvas separadas para a pressão estática e potência absorvida versus vazão são geradas. para cada posição do registro. o cubo é um percentual relativamente grande da área total de aspiração. a curva da potência absorvida gerada é menor do que a curva da potência absorvida com as pás bem abertas. Portanto. a área do cubo é um percentual muito pequeno do total e a redução é negligenciável. A vorticidade resultante tem. aproximadamente.

uma vez que a modulação de controle pode ser realizada facilmente. Em unidades com acionamento direto. Isto pode ser usado para aumentar ou diminuir a capacidade do sistema em ventiladores com acionamento direto.otam. Isto torna o ventilador bem adequado para aplicações tal como controle automático da pressão estática para sistemas de volume de ar variável. Isso também evidencia o problema de acionamento por correia em V. Quanto mais sofisticada a modulação e seus controles. dependendo da seleção original. o que pode vir a ser um problema se a potência absorvida estiver muito próxima à potência nominal do motor indicada pelo fabricante. o fabricante de ventiladores deve ser consultado para informações referentes ao intervalo instável de operação. Av. Bitencourt. Isto aumenta a potência absorvida em aproximadamente 9. Em ventiladores acionados por correia.RS e-mail: comercial@otam. 1501 Fone: (51) 3364. Meios razoavelmente precisos devem estar disponíveis para estimar a redução da capacidade para vários tamanhos de ventiladores. Terceiro. ter algum tratamento acústico. e dispositivos de estado sólido (inversores de freqüência). geralmente. a geração de ruído devido à mudança no passo da hélice é facilmente trabalhada. Uma vez que o ventilador axial deve. Modulação da Rotação A variação de rotação nos ventiladores pode ser realizada de diversas maneiras. Uma vez que os dados de teste são limitados.Porto Alegre . ( (( ( ( (( ( Q2 N2 = Q1 N1 Q2 N2 = Q1 N1 2 ( (( ( W2 N2 = W1 N1 3 OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. se tiver um registro radial na aspiração com pás na posição totalmente abertas.CEP: 91150-010 . o uso do registro radial torna-se mais do que um problema. mais do que qualquer um dos métodos anteriores para uma dada vazão e pressão estática. até mesmo em uma posição totalmente aberto. Um método de variação do passo das pás do ventilador permite uma alteração no passo enquanto o ventilador estiver em operação.com. na medida em que a pressão estática no ventilador se reduz proporcionalmente ao quadrado da redução de RPM.br 4-4 . uma boa regra a seguir é adicionar 5 dB ao nível de ruído do ventilador quando um registro radial for usado. Variação do Passo da Pá do Ventilador Ventiladores axiais encontram-se disponíveis com pás de passo ajustável para permitir a variação do seu desempenho. a maior desvantagem neste tipo de modulação de ventilador é o custo adicional do dispositivo. transmissões hidráulicas.com.1264 Caixa Postal 7056 . para ventiladores maiores que exijam mais de 100cv.BOLETIM TÉCNICO Nº 11 Por exemplo.5566 . maior será o custo. a variação poderá permitir algum aumento no rendimento se a pressão estática tiver sido grosseiramente superestimada quando a seleção original tiver sido feita. Por isso. Todos estes dispositivos afetam o desempenho do ventilador segundo as seguintes leis: Deve-se tomar cuidado ao usar esse tipo de modulação em um sistema que requeira pressão estática constante no ventilador.3%.br www. o registro radial aumentará o nível de ruído do ventilador. todavia. Antes de se usar um registro radial. e aos níveis de ruído resultantes. Nos dispositivos de estado sólido o controle deve estar intimamente associado ao motor para operar apropriadamente. Esta forma de modulação de capacidade geralmente reduzirá a potência absorvida. redutores mecânicos de velocidade. à redução de capacidade devido à restrição de área de aspiração. Francisco S. a RPM deve ser aumentada em aproximadamente 3% com um rotor de 900 mm de diâmetro para atingir capacidade total. incluindo: motores de multivelocidade.Fax: (51) 3364.

BOLETIM TÉCNICO Nº 12 ARRANJOS DE VENTILADORES Associação Internacional de Controle e Movimentação do Ar (AMCA) adotou uma norma que define os arranjos para vários tipos de ventiladores usados em aplicações de ventilação em geral. Mancais apoiados em mão-francesa fixada na carcaça do ventilador. Um mancal de cada lado apoiados na carcaça do ventilador. ARR. Nenhum mancal no ventilador.Equivalente ao arranjo 3 mais base para motor. Rotor em balanço. Para designação de sentido de rotação e posição de descarga ver norma AMCA 99-2406 Para posições de motor em transmisão por correias ver norma AMCA 99-2407 Para designação da posição das caixas de aspiração ver norma AMCA 99-2405 ARR.3 DWDI Para acionamento por correias. Rotor em balanço montado no eixo do motor. 3.2 SWSI Para acionamento por correias. dois mancais com motor montado do lado de fora da base.10 SWSI Para acionamento por correias. Equivalente ao arranjo 1 mais base estendida para o motor. Rotor em balanço. ARR.8 SWSI .9 SWSI Para acionamento por correias. Os tipos de arranjos incluem: (f) (a) (b) Arranjos para Ventiladores Centrífugos Arranjos para Ventiladores Centrífugos Tubulares A (c) (d) (e) Arranjos para Ventiladores Axiais com ou sem Difusor e Caixa de Aspiração Designações para Sentido de Rotação e Posição de Descarga de Ventiladores Centrífugos Posições de Motor de Ventiladores Centrífugos com Acionamento por Correias Posição da Caixa de Aspiração para Ventiladores Centrífugos ARRANJOS PARA VENTILADORES CENTRÍFUGOS CONFORME NORMA AMCA 99-2404 SWSI = Ventiladores de Simples Aspiração DWDI = Ventiladores de Dupla Aspiração Os Arranjos 1. dois mancais com motor montado do lado de dentro da base.1 SWSI Para acionamento por correias. 1-7 . Motor montado na base ou conectado diretamente através de flanges (4K). Rotor em balanço. ARR.Para acionamento por conexão direta através de luva elástica.7 DWDI Para acionamento por correias ou conexão direta.4 SWSI Para acionamento direto. ARR. 7 e 8 também são disponíveis com mancais montados em pedestais ou conjunto de bases independentes da carcaça do ventilador. ARR. ARR. Dois mancais ou mancal monobloco na base. Rotor em balanço. Um mancal de cada lado apoiados na carcaça do ventilador. ARR.3 SWSI Para acionamento por correias. Equivalente ao arranjo 3 mais base para motor.7 SWSI Para acionamento por correias ou conexão direta. ARR. ARR.

BOLETIM TÉCNICO Nº 12 ARRANJOS PARA VENTILADORES CENTRÍFUGOS CONFORME NORMA AMCA 99-2404 SWSI = Ventiladores de Simples Aspiração DWDI = Ventiladores de Dupla Aspiração Os Arranjos 1. 2-7 . dois mancais ou mancal monobloco na base. Caixa de aspiração pode ser autoportante.3 SWSI COM PEDESTAL INDEPENDENTE Para ventilador com acionamento por correias. com eixo estendendo-se pela caixa de aspiração. Um mancal em cada lado apoiados em pedestais independentes. com eixo estendendo-se pela caixa de aspiração. Um mancal em cada lado apoiados em pedestais independentes. Um mancal em cada lado apoiados em pedestais independentes. 7 e 8 também são disponíveis com mancais montados em pedestais ou conjunto de bases independentes da carcaça do ventilador.3 DWDI COM PEDESTAL INDEPENDENTE Para ventilador com acionamento por correias. Carcaça auto-portante. Rotor em balanço. Para designação de sentido de rotação e posição de descarga ver norma AMCA 99-2406 Para posições de motor em transmisão por correias ver norma AMCA 99-2407 Para designação da posição das caixas de aspiração ver norma AMCA 99-2405 ARR. ARR.3 SWSI COM CAIXA DE ASPIRAÇÃO E P E D E S TA I S I N D E P E N D E N T E S Pa r a ventilador com acionamento por correias. 8 SWSI COM CAIXA DE ASPIRAÇÃO Para acionamento por conexão direta através de luva elástica.3 DWDI COM CAIXA DE ASPIRAÇÃO E P E D E S TA I S I N D E P E N D E N T E S Pa r a ventilador com acionamento por correias. Carcaça auto-portante. 1 SWSI COM CAIXA DE ASPIRAÇÃO Para acionamento por correias. Um mancal em cada lado apoiados em pedestais independentes. Caixa de aspiração pode ser auto-portante. Rotor em balanço. Carcaça auto-portante. 3. dois mancais ou mancal monobloco na base que é estendida para abrigar o motor. ARR. ARR. ARR. Carcaça auto-portante. ARR.

e as fixações de motor 45. são determinadas visualizando-se a descarga do ventilador conforme apresentado na figura do arranjo 9. Rotor em balanço fixado num eixo apoiado por mancais montados dentro da carcaça. suportes. Especificar se o fluxo de ar é do motor em direção à helice (M-H) ou da hélice em direção ao motor (H-M). Motor montado dentro da carcaça. Motor Mostrado na Posição 360 Vista da Descarga MONTAGEM VERTICAL A seta indica a direção do fluxo de ar. Motor montado independente da carcaça. As posições dos motores. O sentido de rotação dos ventiladores é determinado visualizando-se a partir da extremidade da descarga do ventilador. Outro método para instalar ventiladores na vertical encontra-se ilustrado à direita. Vista da Descarga ARRANJO 4 Para acionamento direto. na parede ou no teto.. Projetado para instalação do motor do lado de fora da carcaça em uma das posições padrão ilustradas. Para descarga horizontal e vertical. parede ou invertidos instalados no teto. Suportes de Montagem no Teto Suportes de Montagem no Piso 3-7 . A posição destes suportes determina quais posições de motor estarão disponíveis para sua fixação. Especifique se o ventilador deve ser equipado com suportes para instalação no teto. portas de inspeção. 270 e 315 poderão não estar disponíveis para ventiladores suspensos no teto. Rotor em balanço fixado ao eixo do motor. as fixações de motor 135. 180 e 225 não estão disponíveis para ventiladores no piso. suportes para instalação no piso ou ambos. 90. Rotor em balanço fixado num eixo apoiado por mancais montados dentro da carcaça. Para descarga horizontal e vertical.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 ARRANJOS PARA VENTILADORES CENTRÍFUGOS TUBULARES CONFORME NORMA AMCA 99-2410 Motor à Esquerda ARRANJO 1 Para acionamento por correias. Especificar se a descarga de ar do ventilador é para cima ou para baixo nos ventiladores montados verticalmente. Descarga horizontal. Vista da Descarga 360 315 45 270 90 225 180 135 ARRANJO 9 Para acionamento por correias. Os Arranjos 4 e 9 podem ser equipados com suportes para instalação no piso. Geralmente. etc.

Nenhum mancal no ventilador. ARR. DOIS ESTÁGIOS Para acionamento direto.9 MOTOR EM BASE COMUM Para acionamento por correias. Motor sobre suportes internos. Rotor em balanço.9 MOTOR NA CARCAÇA ARR. Motor na carcaça ou na base comum. Equivalente ao arr. Rotor em balanço. ARR. 3 mais base comum para o motor. Dois mancais sobre suportes internos.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 ARRANJOS PARA VENTILADORES AXIAIS COM OU SEM DIFUSOR E CAIXA DE ASPIRAÇÃO-NORMA AMCA 99-3404 ARR1. Acionamento através da carenagem das correias. Hélice entre mancais que estão sobre suportes internos. Dois mancais localizados à montante ou à jusante da hélice. Equivalente ao arr. ARR.1 Para acionamento por correias ou conexão direta por luva elástica. DOIS ESTÁGIOS ARR.3 Para acionamento por correias ou conexão direta. 1 mais base comum para o motor.8 (1 OU 2 ESTÁGIOS) Para acionamento por correias ou conexão direta.4 ARR4. ARR. ARR. Acionamento pela aspiração. Rotor em balanço montado no eixo do motor. 4-7 . Observação: Todas as orientações dos ventiladores podem ser horizontais ou verticais.7 Para acionamento por correias ou conexão direta.

3. A direção da rotação é determinada a partir do lado do acionamento do ventilador. Em ventiladores de dupla aspiração com acionamento em ambos os lados. 4. 2. conforme a necessidade.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 DESIGNAÇÃO PARA SENTIDO DE ROTAÇÃO E POSIÇÃO DE DESCARGA DE VENTILADORES CENTRÍFUGOS Horário Descarga para cima H/90o Horário Topo angular para cima H/135o Horário Topo horizontal H/180o Horário Topo angular para baixo H/225o Horário Descarga para baixo H/270o Horário Base angular para baixo H/315o Horário Base inferior horizontal H/0o Horário Base angular para cima H/45o Anti-horário Descarga para cima AH/90o Anti-horário Topo angular para cima AH/135o Anti-horário Topo horizontal AH/180o Anti-horário Topo angular para baixo AH/225o Anti-horário Descarga para baixo AH/270o Anti-horário Base angular para baixo AH/ 315o Anti-horário Base inferior horizontal AH/0o Anti-horário Base angular para cima AH/45o Observações: 1. o lado do acionamento é aquele que tiver a unidade de acionamento com maior potência. O ângulo de descarga poderá ser qualquer ângulo intermediário. 5. O ângulo da descarga está relacionado ao eixo horizontal do ventilador. o lado do acionamento sempre é considerado o lado oposto da aspiração do ventilador. a direção da rotação e da descarga é determinada com o ventilador em repouso no chão. e sua designação é feita em graus a partir de tal eixo de referência padrão. 5-7 . Para o ventilador invertido para suspensão no teto ou instalação em parede lateral. Em ventiladores de simples aspiração.

Y ou Z.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 POSIÇÕES DO MOTOR PARA VENTILADORES CENTRÍFUGOS DE ACIONAMENTO POR CORREIA CONFORME NORMA AMCA 99-2407 A localização do motor é determinada posicionando-se de frente para o lado do acionamento do ventilador. e designando-se as posições do motor com as letras W. conforme o caso. X. 6-7 .

A linha de referência é o eixo do ventilador.br 7-7 . 3. OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.Porto Alegre .RS e-mail: comercial@otam. 4.br www. Francisco S.com.1264 Caixa Postal 7056 . como mostra a ilustração. 2. A posição da caixa de aspiração é designada em graus no sentido horário do eixo vertical superior. e poderá ser qualquer ângulo intermediário que venha a ser necessário. Bitencourt. Av.com. As posições 135º a 225º podem interferir com estrutura do piso em alguns casos.CEP: 91150-010 .5566 .Fax: (51) 3364. A posição da caixa de aspiração e da entrada de ar para a caixa de aspiração é determinada a partir do LADO DE ACIONAMENTO DO VENTILADOR. 1501 Fone: (51) 3364.otam.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 POSIÇÕES DA CAIXA DE ASPIRAÇÃO PARA VENTILADORES CENTRÍFUGOS CONFORME NORMA AMCA 99-2405 360 315 45 315° 360° 45° 270 270° 90° 90 225° 180° 135° 225 135 180 Observações: 1.

2.2) L dst1= wL³ 8EI (2) 2. que é a velocidade crítica de rotação. A equação ilustrada abaixo é a de Rayleigh-Ritz. Equação da Rotação Crítica (Nc) Existem dois métodos utilizados para calcular a rotação crítica. A magnitude da deflexão depende do seguinte: (a) rigidez do eixo e seu suporte (b) massa total do eixo e peças anexas a ele (c) desbalanceamento da massa com relação ao eixo da rotação (d) quantidade de amortecimento no sistema Portanto. kg/m² para eixo SAE 1045 =200 x 108 kg/m² momento de inércia = pD4/64.2) A W B L dst2=WB(L² .1) L dst1= 5wL³ 384EI 1.81 m/s²) dst = deflexão estática máxima total A rotação crítica depende da magnitude. sofre flexão durante a rotação. de seu diâmetro e do tipo de suporte de mancal. kg massa do rotor.4A²) 24EI W dst2 = WL³ 3EI onde: w = W = E = I = L = 1-4 (1) Deflexão estática máxima do eixo (dst1) massa do eixo. mesmo na ausência de carga externa. m4 comprimento do eixo. conhecida como Rotação Crítica. m . a equação de Rayleigh-Ritz superestima e a equação de Dunkerley subestima a freqüência natural. Deflexão Estática Máxima Total (dst) A deflexão estática máxima. que irá criar uma vibração ressonante em determinadas rotações. O peso combinado de um eixo e de um rotor pode causar uma deflexão. Ambas as equações são aproximações à primeira freqüência natural de vibração. kg módulo de elasticidade.BOLETIM TÉCNICO Nº 13 ROTAÇÃO CRÍTICA DOS EIXOS ualquer eixo rotativo. Rotação Crítica. o cálculo da rotação crítica para o eixo dos ventiladores é necessário.B²)³ ² 9 3 EIL 2. da localização e do tipo de carga carregada pelo eixo. é obtida através da soma da deflexão estática máxima do eixo rotativo e da deflexão provocada pela carga. A prática sugere que a rotação de operação máxima não deve exceder 75% da rotação crítica.4) L Q 1. Em geral.3) A W W A L dst2=WA(3L² . do comprimento do eixo. dst. Nc= 30 g p dst onde: g = aceleração da gravidade (9.1) L/2 Deflexão estática máxima somente devido à carga (dst2) W L/2 L dst2 = WL³ 48EI 2. as Equações Rayleigh-Ritz e Dunkerley.

79 x 10-9 449.20 Exemplo No.BOLETIM TÉCNICO Nº 13 Tabela 1 Diâmetro do Eixo D (mm) 20 25 30 35 40 45 50 55 60 70 Momento de Inércia I (m4) 7. D Massa do rotor. Modelo: Ventilador Tipo Duplex com Dois Mancais W A W A Deflexão a partir da carga somente (dst2) dst2= WA(3L² . w = 40 mm = 7.66 x 10-9 201.18 x 10-9 636.5 kg = 1.17 x 10-9 1178.205)²] = 7.66 x 10-9 125. 1 (b) Dadas as seguintes especificações.37 x 9.52)(1. W Comprimento do eixo.85 5.4(0.1 5(13.70 22.66 x 10-9 m4 = 200 x 108 kg/m2 =1.75 = 1256rpm 2-4 .40 18.20 30. encontre a rotação crítica.205 m = 125.59 x 10-9 Massa por Metro (kg/m) 2.66x10 -9) =0.000139 m L (c) Deflexão estática máxima total (dst) dst = dst1 + dst2 = 0. L Cota A Momento de inércia.205)[3(1. I Módulo de elasticidade.99 9.00018 + 0.47 3.00 15.66x10-9) =0.1) (d) Rotação crítica (Nc) NC=30 g p dst 9.87 =13.00018 m Considerando um coeficiente de segurança de 25%.4A²) 24EI Ver figura 2.52 kg (ver Tab. E Massa do eixo.17 x 10-9 39.85 x 10-9 19.81 =30 p 0.37 m = 0.76 x 10-9 73. a rotação máxima de operação seria de: 1675 x 0.29 x 10-9 306.51 7.000319 m Diâmetro do eixo.87 13.37)³ = 384(200x10 8 )(125.000319 =1675 rpm (a) Deflexão a partir do peso do eixo somente (dst1) dst1 = 5wL³ 384EI Ver figura 1.5(0.000139 = 0.3 .37)² 24(200x10 8)(125.

000109 + 0. (c) Deflexão estática máxima total (dst) dst = dst1 + dst2 = 0.000216 =2. I Módulo de elasticidade.9)(1.66x10-9) =0.114m = 8. D Massa do rotor.9kg Verificação da rotação crítica no trecho em balanço W A Deflexão a partir do peso do eixo (dst1) dst1 = 5wL³ 384EI 5(8.66 x 10-9 m4 = 200 x 108 kg/m2 Rotação crítica para o trecho entre apoios (Nc) NC=30 g p dst 9.27kg (b) Deflexão a partir da carga somente (dst2) dst2= WA(3L² . E = 35mm = 5. a rotação máxima de operação seria de: 2.035 rpm Verificação da rotação crítica no trecho entre apoios W A W A Considerando um coeficiente de segurança de 25%.114)² 24(200x10 8 )(73.000107 m Deflexão a partir do peso do eixo (dst1) dst1= Wl³ 8EI = 4.000055 m 3-4 .5215m = 0.4kg = 73. w (a) L = 0.534)³ 8(200x10 8 )(73.81 =30 p 0.197)[3(1.197)²] = 5.000109 m Cota A Cota L Massa do eixo.4(0. w (a) = 0.000107 = 0.66x10-9) =0.75 = 1526 rpm L Cota A Cota L Massa do eixo.197m = 1.BOLETIM TÉCNICO Nº 13 Exemplo No.4A²) 24EI .534m = 4.000216 m Entre Apoios Balanço (d) Diâmetro do eixo.114)³ = 384(200x10 8 )(73.66x10-9) =0. sendo um lado do mancal em balanço.27(0.035 x 0. W Momento de inércia.40(0. 2 Verificar a rotação crítica de um ventilador triplex com dois mancais.

035 rpm =1.otam.com. 1501 Fone: (51) 3364.Porto Alegre .485 rpm.526 rpm (c) Deflexão estática máxima total (dst) dst = dst1 + dst2 = 0.000173 = 0.000055 + 0.81 =30 p 0. a rotação de operação máxima para este ventilador deve estar de acordo com o trecho em balanço.000228 =1.75 = 1.RS e-mail: comercial@otam.485 rpm Portanto.980 x 0.BOLETIM TÉCNICO Nº 13 (b) Deflexão a partir da carga somente (dst2) dst2= WA³ 3EI 5.5566 .980 rpm =1. Av. Francisco S.br 4-4 .Fax: (51) 3364.1264 Caixa Postal 7056 .CEP: 91150-010 .com.br www. (d) Rotação crítica para o trecho entre apoios (Nc) NC=30 g p dst 9. que é = 1.980 rpm OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.5215)³ = 3(200x10 8 )(73. a rotação máxima de operação seria de: 1.66x10-9) =0.000228 m =1.000173 m Considerando um coeficiente de segurança de 25%.4(0. isto é. Bitencourt.485 rpm Conclusão: Trecho entre Apoios Rotação Crítica Rotação de operação máxima Trecho em Balanço Rotação Crítica Rotação de operação máxima =2. a menor rotação obtida.

no qual a força está agindo. dependendo do tipo de máquina sendo acionada. rad/s² g= aceleração por gravidade (9. kgm² a= aceleração angular. JMP = m x R² kgm² 2 (3) Momento de inércia total. Não há qualquer tempo de partida padrão que possamos seguir..5 vezes o torque de plena carga. porque a freqüência de partidas. pois um período de partida excessivamente longo provoca um aumento de temperatura prejudicial ao motor. Quando o motor dá a partida. Equação do Torque de Partida Torna-se. JF = PD² = M x (R² + r²) kgm² 4 2 Momento de inércia da polia. sem exceder suas limitações de projeto. é uma medida de energia exigida para iniciar a movimento de um corpo que gira sobre um eixo fixo. também conhecido como o momento da força. Ts = J x a g Onde: J= momento total de inércia. a temperatura. Fórmulas para Cálculo do Torque de Partida (1) Momento de inércia do ventilador. e outras variáveis devem ser levadas em consideração. sobe para o torque máximo. Para o tempo real de partida. A Tabela 1 apresenta aproximações para o tempo de partida do motor. Tabela 1 Número de pólos 2 4 6 8 Tempo de Partida (s) 3-4 4-6 4-8 5 . Isso nos habilita a determinar se o motor selecionado é capaz de produzir torque suficiente para levar o ventilador da rotação zero até a rotação de operação. número de pólos e custo do motor. o torque inicialmente apresenta uma ligeira queda para o torque mínimo e. 1.5 a 2.81 m/s²) (2) T estruturas. o tipo e a quantidade de lubrificante. tamanhos de carcaça. conforme representado na Fig. necessário calcular o torque de partida do ventilador. 1-3 ² J =(J F + J FP) x nF + JMP+ J M kgm² nM ( ( . ele possui um torque relativamente alto. ele varia de acordo com fabricantes diferentes.BOLETIM TÉCNICO Nº 14 TORQUE DE PARTIDA DO VENTILADOR orque. portanto. geralmente de 1. J MP JF % Torque 200 150 100 - n1n0 Rotação nM JM J FP nF Tempo de Partida do Motor O tempo de partida de um motor de indução é o fator mais crítico.10 O tempo de partida do conjunto motor/ventilador nunca pode ser maior que 80% do tempo de rotor bloqueado informado no catálogo do motor. é necessária uma série de outros cálculos. JFP . que não serão apresentados aqui. caindo novamente. Durante o período de partida. etc. então.

1rad/s² (7) Torque de partida. a = w/t S rad/s² (6) Torque de partida. kgm² JM =momento de inércia do motor. J MP = m x R² = 5.44 x 38.BOLETIM TÉCNICO Nº 14 (4) Velocidade angular. rpm nM =velocidade de rotação do motor.5 kg = 808 rpm = 105 kgm² onde: = massa do rotor/polia.1 = 32. JM Torque de partida do motor. nF = 747 rpm potência absorvida = 17.1 kg = 250 mm = 5. kgm² nF = velocidade de rotação do ventilador. m =momento de inércia da polia do ventilador.5 x 0.4 rad/s 60 60 (6) Aceleração angular. JF = PD² = 105 = 26.31 kgm² (3) Momento de inércia da polia do motor.4 kgm² (4) Momento de inércia total. m = raio interno do rotor/polia.9 kgfm = 450 mm = 12. outros fatores não considerados) Pergunta Podemos selecionar um motor de 4 pólos? Ele consegue dar a partida no ventilador? Verifique o torque de partida. J FP = m x R² = 12.255² 2 2 =0. rpm tS =tempo de partida do motor.3 + 0. kg = raio externo do rotor/polia. Ts = J x a Kgfm g Momento de inércia do motor. kgm² JMP =momento de inércia da polia do motor.000 m3/h e pressão estática 450 Pa. ² J =(JF + J FP ) x nF + JMP+ JM nM ² =(26. s Exemplo Considerando-se as seguintes especificações: vazão 70. selecione um ventilador adequado.19 kgm² = 30.3kgm² 4 4 (2) Momento de inércia da polia do ventilador. w = 2pn M = 2p(1455) = 152.3 kW potência instalada = 22 kW (inclui 20% de perdas para transmissão de potência. Solução Ventilador selecionado = RSD 1000 Rotação do ventilador.81 .125² 2 2 =0.31) x 808 + 0.19 1455 ( ( ( ( = 8.4/4 = 38. a = w/t S= 152. TM Diâmetro da polia do ventilador Peso da polia do ventilador Diâmetro da polia do motor Peso da polia do motor Velocidade real do ventilador PD² do ventilador = 0.04 + 0.1 x 0. w = 2pn M rad/s 60 (5) Aceleração angular.8 kgfm g 9.44 kgm² (5) Velocidade angular. Ts = J x a = 8. Do Fabricante do Motor: Rotação do motor Tempo de partida = 1455 rpm = 4s 2-3 (1) m R r JFP Momento de inércia do ventilador.

Fax: (51) 3364.otam.5566 . (4)Momento de inércia total. ² J =(JF + J FP ) x nF + JMP+ JM nM ² =(26. o motor de 4 pólos não é adequado para este caso.BOLETIM TÉCNICO Nº 14 O motor selecionado deve apresentar um torque de partida no mínimo igual ou maior do que o torque de partida da carga no ponto de operação. w = 2pn M = 2p(965) = 101. Uma vez calculado Ts >TM.8 kg = 761 rpm = 105 kgm² (5) Velocidade angular. J FP = m x R² = 12. a = w/t S = 101. 1501 Fone: (51) 3364.3 + 0. Francisco S. Bitencourt.1 kg = 335 mm = 7.br www. o motor de 6 pólos selecionado será adequado para a operação.1264 Caixa Postal 7056 .1 x 0.com. J MP = m x R² = 7.16 kgm² Experimentar um motor de 6 pólos? Do Fabricante do Motor: Rotação do motor Tempo de partida Momento de inércia do motor.62 kgfm = 450 mm = 12.31) x 761 + 0. JM Torque de partida do motor. 17. JF = PD² = 105 = 26.255² 2 2 =0. OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.178² 2 2 =0.81 Uma vez calculado Ts < TM .124 + 0. TM Diâmetro da polia do ventilador Peso da polia do ventilador Diâmetro da polia do motor Peso da polia do motor Velocidade real do ventilador PD² do ventilador = 965 rpm = 5s = 0.3kgm² 4 4 (2) Momento de inércia da polia do ventilador.CEP: 91150-010 .22 = 35.Porto Alegre .488 965 ( ( ( ( = 17.br 3-3 .1/5 = 20.8 x 0. Av.16 x 20.1 rad/s 60 60 (6) Aceleração angular.31 kgm² (3) Momento de inércia da polia do motor.12 kgm² Torque de partida.4 kgfm Ts = J x a = g 9.RS e-mail: comercial@otam.488 kgm² = 46.22rad/s² (7) (1) Momento de inércia do ventilador.com.

000 100 10 1 0. L W =10 log10 onde: W = potência sonora Wo = potência sonora de referência = 10-12 Watts A Tabela 1 é uma listagem da potência sonora e do nível de potência sonora equivalente para fontes acústicas comuns.000. Se níveis de pressão sonora forem usados para especificar índices de ruído do equipamento. Já que ondas sonoras irradiam esfericamente a partir de uma fonte pontual. menos energia por unidade de área. a pressão sonora de referência. à pressão sonora dividida pela pressão sonora de referência (ao quadrado) sendo portanto: ² L P =10 log10 p dB p0² P ( ( O nível de potência sonora (Lw) é definido como a razão logarítmica da potência sonora emitida dividida por uma potência sonora de referência. Pode ser expressa em unidade de pressão ou em decibéis. Nível de Intensidade Sonora A potência acústica passando através de uma área unitária é definida como a intensidade sonora. o nível de pressão sonora não é um meio conveniente de especificação do índice de ruído de um equipamento. . gritando (média) Escritório Voz. Independe do ambiente em que o equipamento está localizado. porém.00001 0.000 100. não pode ser medida diretamente.001 0.0001 0. O nível de pressão sonora é proporcional. o nível de pressão sonora.1 0. O Nível de Intensidade Sonora é definido como: L 1 =10 log 10 Foguete Saturno Motor de turbo-jato com pós combustão Motor de turbo-jato. a intensidade sonora diminui pelo quadrado da distância.01 0. impulsão de 7000 lb Avião de linha com 4 propulsores Orquestra com 75 instrumentos Martelo grande de rebarbamento Buzina de carro Rádio hi-fi Voz. Fonte Níveis de Potência (dB re 10-12 W) 180 170 160 140 130 120 110 100 90 80 70 60 50 Potência (W) 1. Pode ser expressa em Watts ou em decibéis. Nível de Pressão Sonora É a pressão acústica em um ponto do espaço em que o microfone ou o ouvido do ouvinte estiver localizado. nível de conversação Quarto Sussurro A potência sonora é um parâmetro significativo para especificar o desempenho acústico de um componente de equipamento que emita ruído. em campo livre. em determinada localização.000 10. Enquanto que os níveis de potência sonora não podem ser medidos diretamente. energia. a potência sonora é o taxa em que a energia acústica é irradiada a partir de uma fonte sonora. O decibel é uma expressão logarítmica da razão de 1 . é 2 x 10-5 Pa para ruído transmitido pelo ar.000001 0. pode ser medido. uma vez que depende do ambiente em que o equipamento está localizado e a localização da estação de medição em relação ao equipamento.0000001 dB (W W ( 0 onde po. No entanto.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 FUNDAMENTOS DE RUÍDO Nível de Potência sonora or definição. Quanto mais longe da fonte.10 ( ll ( dB 0 onde: I = intensidade Io = intensidade de referência = 10-12 W/m² Decibéis Trata-se de uma unidade matemática usada para expressar o nível da potência sonora ou pressão sonora. então o ambiente acústico em que o equipamento for testado e a localização da estação de medição devem ser referenciados. Pode ser expressa em W/m².

Portanto: Potência Sonora L =10 log 10 Potência Sonora de Referência Outro método popular e fácil de usar. Exemplo Quatro fontes distintas possuem níveis de ruído LP de 81. 81 dB e 75 dB. Qual é o nível de ruído total? Se tomássemos o primeiro par. 1. Qual é o nível combinado? Diferença entre os dois níveis: = 81 dB.5 1 0. O nível de um ventilador maior adjacente é de 81 dB. o som é emitido a partir de mais de uma fonte ou em freqüências diferentes.Gráfico para Combinar ou Adicionar Níveis Sonoros 3 Combinando Decibéis Na maioria dos ambientes industriais. conforme ilustra o exemplo seguinte. para combinação de níveis de decibéis. 75. a curva passa pela ordenada de 1 dB. Adicione 1 dB ao mais alto dos dois níveis: = 81 dB + 1 dB = 82 dB. i /10 ( dB Exemplo Três ventiladores produzem. 1 em 6. 75 e 73 dB. também produzindo um nível sonoro de 70 dB.6 + 10 8. Para desenvolver um método que combine estes valores de níveis.10 . t=10 log 10 S 10 i=1 =10 log 10 =10 log 10 = 91dB ( ( 10 ( 10 n L P .. De acordo com a Fig. . Por exemplo. elas não podem ser somadas algebricamente.4 + 10 ( 2 .75 dB = 6 dB. ( n L P .1. se o nível de pressão sonora de uma máquina em determinado ponto for de 70 dB e uma segunda máquina for ligada. é o nível combinado. [ [ Fig. utiliza o gráfico apresentado na Fig. como vimos no exemplo anterior. o nível de potência sonora. LP2. Lpt L P . Mais do que dois níveis desiguais podem ser combinados tomando-se as combinações em pares.9 89/10 ( 8. em alguns casos. que é quase o nível sonoro a poucos metros da decolagem de um Boeing 747. i /10 ( 84/10 86/10 + 10 + 10 8.5 2 1. LPn sejam os níveis de pressão sonora n a serem combinados para produzir o nível de pressão sonora total ou cumulativo. LP3. respectivamente. e use a seguinte expressão a fim de determinar o nível de pressão sonora total. o nível sonoro combinado não é de 140 dB.. t=10 log10 S 10 i=1 Decibéis a Adicionar ao Maior dos Dois Níveis Sonoros 2. permita que LP1.5 0 0 2 4 6 8 10 12 14 Diferença dos Níveis Sonoros Exemplo O nível de ruído de um ventilador centrífugo pequeno é de 75 dB. níveis de ruído de 86. uma vez que as escalas em decibéis são logarítmicas por natureza. Obviamente. o nível combinado seria 82 dB. O decibel representa um décimo de um bel.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 A unidade "bel" é usada em engenharia de telecomunicações como uma unidade adimensional para a razão logarítmica de duas quantidades de potência. 84 e 89 dB quando operados individualmente.. porém menos acurado. e é necessário que se calcule o nível de pressão total ou cumulativo ou. a determinada distância. Qual é o nível sonoro cumulativo no ponto determinado se todos estiverem operando ao mesmo tempo? L P .

. A partir do gráfico na Fig. 5 83. Lpt. 1. Para este caso especial. Considere o seguinte exemplo. Freqüentemente é desejável combinar níveis de ruído iguais. e quando a diferença exceder 10 dB ou mais. em grupos de três. estão inseridos como mneumônicos. Quais são os níveis sonoros combinados para a banda de oitava cuja freqüência central é 2000 Hz? 3 . 1. o nível de potência sonora combinado ou total cumulativo. Fig. de acordo com o gráfico.8 db 93 2000 92 2500 93 Hz Conforme ilustrado na Fig.5 dB. 2 apresenta um formato recomendado para realizar esta soma recursiva. sua soma é apenas 3 dB maior. 82 dB e 77 dB.5 dB = 83. Portanto. Esta é uma exigência comum em controle de ruído. Existem alguns "truques" para economizar tempo. i /10 ( dB onde LWt é o i-ésimo decibel de nível de potência sonora. os níveis são combinados de acordo com a Fig. de acordo com a Fig. 2000.5 dB. 1. 4 pode ser muito útil. e o nível na banda de oitava total.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 Para o segundo par.Formato Recomendado para Combinar Níveis Sonoros Fig. A Fig. refere-se à combinação de níveis de um terço de oitava para obter níveis de oitava. 82 dB + 1.5 db 77 A partir deste exemplo. 3. Assim. de acordo com o exemplo precedente. 3.5 dB. Observando-se a semelhança com a equação para nível de pressão sonora total. se níveis sonoros para todas as 24 bandas de um terço de oitava de 50 a 10000Hz fossem combinados.77 dB = 5 dB. Torna-se óbvio. 3 . na faixa de 2000Hz é de 96.10 ( n L W. fica claro que o método recursivo pode ser estendido a qualquer número de níveis sonoros. o número de decibéis a ser acrescentado ao maior nível é de aproximadamente 1.2 (-1) (+ 2. a contribuição do nível menor é inferior a 0. A diferença = 82 dB. o método do gráfico discutido há pouco é igualmente aplicável para combinar níveis de potência sonora. Um outro erro que freqüentemente ocorre. a diferença é 2 dB e.Combinando Bandas de 1/3 de Oitava para Obter Nível Sonoro de Banda de Oitava Frequência Central de Banda de 1/3 de Oitava 1600 Lp 90 (-2) +2. t=10 log 10 S 10 i=1 Lp 81 (-6) +1 82 75 75 (-2) +2 73 (-5) + 1. sobre as freqüências centrais de banda de oitava. Observe que as diferenças entre os níveis estão entre parênteses e que os números a serem adicionados. o número de decibéis a ser acrescentado ao maior nível é de 2 dB. de acordo com o gráfico da Fig. 75 dB + 2 dB = 77 dB. que. Agora temos os níveis combinados resultantes. 2 94.6 ) 96. para combinar. no controle de ruído. níveis de ruído combinados ou medidos podem ser arredondados para o inteiro mais próximo com erro negligenciável. 75 dB e 73 dB. LWt de n níveis de potência sonora é: L W . Quando dois níveis são iguais. 2 . Este gráfico pode ser muito valioso na avaliação do impacto da operação de várias máquinas idênticas na mesma área. o gráfico apresentado na Fig. respectivamente. De modo semelhante. Exemplo Os níveis de pressão sonora de um terço de oitava para as bandas 1600. Na maioria dos problemas de controle de ruído. e 2500 Hz eram.8 dB. 90. 92 e 93 dB. uma análise da banda de oitava seria obtida.

Exemplo No teto de uma "sala limpa". aumento em dB = 6 dB Nível combinado = 88 dB + 6 dB = 94 dB O gráfico na Fig. A Tabela 2 fornece as freqüências centrais e os limites de banda de oitava que foram padronizados através de acordo internacional. 4. Qual é o nível de ruído combinado a 1 m se quatro ventiladores forem operados em proximidade? Número de fontes = 4 De acordo com Fig. 4 . De acordo com a Fig. de maior interesse na engenharia de controle de ruídos varia de aproximadamente 50 a 20000 Hz. 24 fontes podem ser consideradas como quatro conjuntos de 6 ventiladores. 4 foi construído de acordo com a seguinte equação em um intervalo de 0 a 10: Incremento em dB = 10 log10 (N) dB onde N é o número de fontes. A Fig. de 707 a 1414 Hz. 2 3 4 5 6 NÚMERO DE FONTES 7 8 9 10 Exemplo O nível de ruído de um ventilador centrífugo pequeno a 1 m é de 88 dB. uma análise de banda de 1/3 de oitava poderá ser aplicada.10 Bandas de Oitava Uma oitava é um intervalo de freqüência entre dois sons cuja razão de freqüências é 2. Calcule os níveis combinados (pior caso) dos sopradores se cada um produz 75 dB .8 dB Alternativamente. 4. o aumento.8 = 88.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 Fig. por exemplo. o nível combinado = 75 dB + 7. 10 8 Incremento (dB) 6 4 2 0 ESPECTRO DE FREQÜÊNCIA O intervalo de freqüência. o nível de incremento é de 7.Gráfico para Combinar Níveis Sonoros Iguais Uma vez que temos quatro conjuntos de 6 ventiladores. 4. 4 .8 dB Considerando que um ventilador produz 75 dB.8 dB = 82. Bandas de 1/3 de Oitava Quando informações mais detalhadas do que as fornecidas por uma análise de banda de oitava forem necessárias. Devido ao amplo intervalo de variação. em dividir o espectro em bandas geometricamente relacionadas e fáceis de usar. 5b nos mostra um exemplo de plotagem de medição de ruído em bandas de 1/3 de oitava. Uma banda de oitava inclui todas as freqüências entre as duas extremidades de freqüência. para fins de análise.8 dB + 6 dB = 88. 24 ventiladores pequenos deverão ser instalados como parte de um sistema de filtragem de pó. engenheiros acústicos concordam. o nível combinado = 75 + 13. 82. . é de 6 dB.8 dB. de acordo com a Fig. Incremento em dB = 10 log10 (24) = 13.8 dB para 6 ventiladores. O intervalo de freqüência sonora que pode ser ouvido é dividido convencionalmente em oito bandas de oitava. ou seja. A Fig. portanto. 5a mostra um exemplo de plotagem de nível de banda de oitava como função da freqüência.8 dB. ou o espectro. A Tabela 3 fornece as freqüências centrais e o limite de banda de bandas de 1/3 de oitava que foram padronizados por convenção internacional.

Hz Freqüência Inferior.Exemplo de Plotagem de Medição de Ruído por Bandas de 1/3 de Oitava 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 NÍVEL PARA BANDA 1/3 DE OITAVA (dB re 2. Hz Largura de Banda.Exemplo de Plotagem de Medição de Ruído por Bandas de Oitava Fig. Hz Freqüência Inferior.6 . Hz 29 30 31 Banda Nº6 (AMCA) 32 1600 1800 1400 400 33 34 Banda Nº7 (AMCA) 35 3150 3550 2800 750 36 4000 4500 3550 950 37 5000 5600 4500 1100 Banda Nº8 (AMCA) 38 6300 7100 5600 1500 39 8000 9000 7100 1900 40 10000 11200 9000 2200 800 100 1250 900 1120 1400 710 900 1120 190 220 280 2000 2500 2240 2800 1800 2240 440 560 Fig. Hz Freqüência Superior. Hz Freqüência Inferior. Hz 17 50 56 45 11 18 63 71 56 15 19 80 90 71 19 Banda Nº2 (AMCA) 20 100 112 90 22 21 125 140 112 28 22 160 180 140 40 Banda Nº3 (AMCA) 23 200 224 180 44 24 250 280 224 56 25 315 355 280 75 Banda Nº4 (AMCA) 26 400 450 355 95 27 500 560 450 110 28 630 710 560 150 Banda Nº5 (AMCA) Banda Nº (ANSI) Freqüência Central. Hz Largura de Banda.11 .0 x 10-5Pa) NÍVEL DE PRESSÃO SONORA (dB re 2. 5b . Hz Largura de Banda. Hz Freqüência Superior.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 Tabela 2 Bandas de oitava ANSI (Valores Calculados Arrebatados) As Bandas de Oitava mais freqüentemente usadas são definidas por Normas ANSI para Filtros de Bandas de Oitava ou 1/3 de Oitava Banda Nº (AMCA) Banda Nº (ANSI) Freqüência Central.1984 e S1. Hz 1 18 63 90 45 45 2 21 125 180 90 90 3 24 250 355 180 175 4 27 500 710 355 355 5 30 1000 1400 710 690 6 33 2000 2800 1400 1400 7 36 4000 5600 2800 2800 8 39 8000 11200 5600 5600 Tabela 3 Bandas de 1/3 de Oitava ANSI (Valores Calculador Arrebatados) As Bandas de 1/3 de Oitava mais freqüentemente usadas são definidas por ANSI S1.0 x 10-5Pa) 100 90 90 80 80 70 70 60 60 50 50 40 5 1 2 6 1 2 6 1 63 120 250 500 1000 2000 4000 8000 100 1000 10000 FREQÜÊNCIA CENTRAL 1/3 DE OITAVA (Hz) FREQÜÊNCIA CENTRAL BANDA DE OITAVA(Hz) 5 . 5a . Hz Freqüência Superior.10 .1986 Banda Nº1 (AMCA) Banda Nº (ANSI) Freqüência Central.

Escala de Ponderação de Freqüência Por definição.para simular a resposta do ouvido humano ao som de nível de pressão alta. e fornece resposta aproximadamente igual em todas as freqüências. apresentam aplicações bastante limitadas e especiais.Característica da Resposta de Freqüência das Ponderações em Medidores de Nível de Ruído 90 10 RESPOSTA RELATIVA EM DECIBÉIS A 0 C -10 B D BeC D -20 -30 A -40 -50 20 50 100 200 500 1000 2000 FREQÜÊNCIA EM HERTZ 5000 10000 20000 6 .10 . Certamente. 6 apresenta as correções para diferentes ponderações em um intervalo de 20 a 20000 Hz. B. A escala A é o sistema mais amplamente usado devido à sua correlação excelente com testes realizados. Escala de ponderação A .para simular a resposta do ouvido humano ao ruído de avião. 6 .é uma ponderação proposta para possibilitar a mensuração do nível de ruído percebido (PNL). Escalas de ponderação comuns são A.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 Outra Banda de Oitava? Não se deve inferir desta discussão que as bandas de oitava e de 1/3 de oitava sejam as únicas escalas geométricas usadas atualmente por engenheiros acústicos. Escala de ponderação B . Escala de ponderação E . Escala de ponderação D . com base na energia. que não são normalmente encontrados em aplicações de ventiladores. As Escalas B e C foram baseadas em experimentos que incorporaram tons puros. porém. Fig. como uma função da freqüência. as escalas geométricas de ½ de oitava e 1/10 de oitava são usadas. Escala de ponderação C . A Fig. determinado acuradamente de acordo com as leituras de nível de pressão sonora em bandas de 1/3 de oitava. C e D.para simular a resposta do ouvido humano ao som de nível de pressão média. uma escala de freqüência ponderada simplesmente é uma tabela de correções que é aplicada a níveis de pressão sonora.para simular a resposta do ouvido humano ao som de nível de pressão baixa.

Qual é o nível de pressão sonora a 20 m da fonte? Nível de pressão sonora. está pendurada livremente ao ar livre.20log10 (r1 ) = 20log10 r2 1r ou reescrevendo. LP é dado por: L P = L W . que não pode ser medida. Uma relação útil entre o nível de pressão sonora Lp e o nível de potência sonora LW é dada por: L P = L W . 7.20log 10 (20) . é eliminada.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 PROPAGAÇÃO DO SOM Uma das perguntas mais freqüentemente formuladas quanto ao controle de ruído é: Dada uma fonte sonora no ponto A.11 = 73 dB 7 . Qual é o nível de pressão sonora a 20 pés ao longo da mesma linha radial? L P (a 20pés) = L P (a 5 pés) .11 onde: LW= nível de potência sonora da fonte pontual (re 1012 W) r = distância radial a partir da fonte (m) O termo constante foi arredondado para o decibel mais próximo. Se medirmos o nível de pressão sonora LP.10 . podemos calcular o nível de pressão sonora LP.26 .11 dB dB r2 r Subtraindo-se as duas equações e observando que o nível de potência sonora LW para a fonte é o mesmo.20log 10 (r1) . cujo nível de potência sonora LW é 110 dB.11 L P. 73 dB a 20m.12 = 86 dB ( ) = 110 . conforme mostrado na Fig.2 = L P. A pressão sonora em r1 e r2 é: L P. obtemos: L P.20log 10 20 5 = 98 .2 sejam a pressão sonora a uma distância radial r1 e r2 respectivamente. ainda acrescentam complexidade ao campo sonoro.20log 10 (r) .20log 10 (r2) . Exemplo Uma pequena fonte.Fonte Pontual Irradiando Fonte Pontual r1 Fonte Pontual A fonte sonora mais básica é chamada de fonte pontual. qual é o nível sonoro no ponto B? Para responder esta pergunta e outras de natureza semelhante. a dependência do nível de potência sonora.1 .L P.2 em qualquer distância r2 na mesma linha radial. o movimento da onda resultante diverge uniformemente numa forma esférica. A equação pode ser colocada de outra forma útil como segue: Permita que LP.20log 10 (r) . As características de radiação da maioria das fontes sonoras são geralmente complexas. A pulsação rápida produz um deslocamento de moléculas e uma flutuação de pressão dinâmica correspondente. Exemplo O nível de pressão sonora medido a 5 pés de uma fonte sonora de radiação é 98 dB. O termo “básico” aqui usado não deve inferir em simplicidade. especialmente nos ambientes industriais e públicos.1 e LP. Em sua forma mais elementar.20log10 r2 r1 ( ) ( ) dB Desta forma.11 dB dB Fig. então.2= L W . O nível de pressão sonora é. 7 . deve-se ter uma compreensão das propriedades básicas da propagação do som.1 . e a grande variedade de superfícies de reflexão.11 = 110 . a fonte pontual é freqüentemente comparada a uma esfera pulsante. L P.1= L W .1 em r1.2 = 20log10 (r2 ) . Uma vez que as frentes de onda geradas com cada pulsação sempre ocorrem em fase.

BOLETIM TÉCNICO Nº 15

É interessante observar que, se tomarmos o caso especial de r2/r1 = 2, a diferença entre os níveis de pressão sonora é de 6 dB. L P,1 - L P,2 = 20log10(2) ~ = 6 dB

L P, 30° = 75 dB L P,re = 100 - 20log 10 (10) - 11 = 100 - 20 - 11 = 79 dB DI 30° = L P,q - L P, re = 75 - 79 = 4 dB Se o nível de pressão sonora a 30º e raio de 10 m tivesse sido de 85 dB, o índice seria DI 30° = 85 - 79 = + 6 dB Se os padrões de irradiação não forem extremamente direcionais, digamos menos que ±6 dB, uma forma mais útil e simplificada de equações pode ser escrita a fim de se obter uma boa aproximação de primeira ordem do campo sonoro:

Uma vez que r2 /r1 = 2 corresponde ao dobro da distância da fonte, temos a origem da regra freqüentemente citada " 6 dB para duplicar a distância." Vale observar, no entanto, que, para distâncias suficientemente grandes, a maioria das fontes podem ser consideradas uma fonte pontual, e isso resulta em radiação esférica para resultados de primeira ordem. A maioria das fontes sonoras, encontradas em ambientes industriais e públicos, não são nãodirecionais. Para considerar a direcionalidade, um termo DIq deve ser adicionado à equação de propagação básica que acrescenta consideravelmente à sua generalidade. L P = L W + Dl q - 20log 10 (r) - 11 Onde DIq = índice de direcionalidade. Mais especificamente, o índice de direcionalidade é normalmente definido conforme segue: Dlq = L P, q - L P,re Onde, LP,q = nível de pressão sonora medido na distância r e ângulo q a partir de uma fonte de potência sonora W irradiando em um espaço livre. LP,re = nível de pressão sonora medido na distância r a partir de uma fonte pontual não diretiva de potência W irradiando em um espaço livre. Observe-se que o índice de direcionalidade é algébrico, ou seja, positivo ou negativo. Exemplo: Uma fonte de nível de potência sonora de 100 dB irradia em um espaço livre. O nível de pressão sonora a 10 m e ângulo de 30º é de 75dB. Qual é o índice de direcionalidade para 30º? Admitindo radiação uniforme
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dB

L P = L W - 20log 10 (r) + (L P,q- L P ) - 11 dB onde: LP,q = nível de pressão sonora medido a uma distância radial r e ângulo q

dB

_ LP = média dos níveis de pressão sonora medidos em 12 ou mais pontos eqüidistantes circunferencialmente ao redor da fonte Exemplo: O nível de potência acústica de um ventilador axial é de 112 dB. O fator de direcionalidade em um ângulo de 40º a partir da linha de centro, obtido por 12 medidas circunferenciais é de +4dB. Qual é o nível de pressão sonora a uma distância de 10m no mesmo ângulo?

L P = 112 - 20log10 (10) + 4 - 11 = 112 - 20 + 4 - 11 = 85 dB

BOLETIM TÉCNICO Nº 15

Um outro fator que pode influenciar grandemente a direcionalidade de uma fonte pontual irradiante, e que deve ser levado em consideração, é a presença de superfícies refletoras. Por exemplo, se uma fonte pontual sonora de potência acústica W fosse colocada em uma superfície refletora dura, digamos que no centro de um estacionamento, duas vezes a quantidade de energia prevista seria irradiada em qualquer direção. Ou seja, o campo sonoro conteria energia sonora refletida do asfalto e também a energia sonora irradiada diretamente para um observador. Sendo assim, em um hemisfério hipotético acima do plano refletor, a intensidade sonora seria duplicada e, para um observador, pareceria que a potência acústica da fonte também fora duplicada. Portanto, para considerar a presença de superfícies refletoras, um fator de direcionalidade geralmente simbolizado como Q é definido segundo o índice de direcionalidade como segue: DI = 10log10 (Q) dB A Fig.8 ilustra os valores para o fator de direcionalidade Q e os índices DI de direcionalidade correspondentes para algumas localizações de fonte sonora comuns.

instalado (1) na parede, (2) em uma parede perto do chão e (3) na base da parede perto do canto da sala? (1) Para a instalação no meio da parede, temos irradiação hemisférica (Fig. 8b): Q=2 ~ 3 dB DI = 10log10 (2) = Então o nível de pressão sonora a 2 m, L r = 110 + 3 - 20log10 (2) - 11 = 110 + 3 - 6 - 11 = 96 dB Com o aparelho de ar condicionado perto do chão, isto é, na junção de dois planos (Fig. 8), Q = 4 e o DI é: ~ 6 dB DI = 10log10 (4) = De novo, o nível de pressão sonora a 2 m, L r = 110 + 6 - 20log10 (2) - 11 = 110 + 6 - 6 - 11 = 99 dB Observe que a colocação perto do chão aumentou o nível de ruído em 3 dB, de 96 para 99 dB. De acordo com as considerações de potência sonora isso é o que devemos esperar, uma vez que a intensidade duplicou. (2)

Fig. 8 - Exemplos de Planos Reflexivos

a)

Q=1 Dl = 0

b)

Q=2 Dl = 3 dB

(3)Com relação à localização do aparelho de ar condicionado em um canto, o fator de direcionalidade seria Q = 8, conforme ilustra a Fig. 8. Conseqüentemente, o DI = 9 dB e o nível resultante a 2 m é: L = 110 + 9 - 20log10 (2) - 11 = 110 + 9 - 6 - 11 = 102 dB

c)

Q=4 Dl = 6 dB

d)

Q=8 Dl = 9 dB

Exemplo O nível de potência sonora total de um ar condicionado é de 110 dB. Qual é o nível de pressão sonora a 2 m se o aparelho de ar condicionado for
9 - 10

Observe novamente que o nível de pressão sonora aumentou 3 dB com relação à instalação no chão e 6 dB com relação à instalação no meio da parede.

BOLETIM TÉCNICO Nº 15

É fácil perceber que as características de propagação de uma fonte pontual podem ser fortemente influenciadas por elementos refletores comuns tanto em ambientes industriais quanto públicos. Entretanto, se a direcionalidade da fonte e a localização relativa às superfícies refletoras forem consideradas, uma aproximação útil e bastante precisa das propriedades de propagação pode ser obtida. Fonte em Linha Outro tipo de fonte comum em indústrias é a fonte em linha. A Fig. 9 ilustra uma fonte em linha de irradiação e padrões frontais de ondas cilíndricas correspondentes associadas.
Fig. 9 - Frente de Onda Cilíndrica Divergente de uma Fonte em Linha

Uma expressão mais genérica e útil para a divergência do nível de pressão sonora de uma fonte em linha é: L P,2 = L P,1 - 10log 10 onde: LP,2 = nível de pressão sonora na distância radial r2 (dB) LP,1 = nível de pressão sonora na distância radial r1 (dB) Exemplo O nível de ruído a 10m de um cano longo carregando vapor em alta velocidade era de 95 dBA. Qual é o nível de ruído a 100m? L P,2 =95 - 10log10 100 10 =95 - 10 =85 dbA

( rr ) (r < r )
2 1 1 2

dB

Frente de Onda Cilíndrica Divergente r Fonte em Linha

( )

h

Dois exemplos comuns de fontes em linha são uma rodovia de tráfego intenso e o ruído de um cano longo cheio de vapor em alta velocidade. O índice de divergência radial de uma fonte em linha é muito menor do que o índice para uma fonte pontual. Na seção anterior, vimos que o índice de divergência para uma fonte pontual era de 6 dB por duplicação de distância. Para uma fonte em linha, o nível de pressão sonora cai apenas 3 dB por duplicação de distância radial, ou metade do índice de uma fonte pontual.

Aqui, mais uma vez, dado um nível de pressão sonora, que é fácil de medir, numa dada distância radial, o nível sonoro em qualquer distância pode ser calculado. Deve-se também observar que no exemplo do nível de ruído total, esse foi ponderado na escala A. Isto pode ser feito geralmente com erro negligenciável, desde que não haja quaisquer influências no meio que alterem a propagação espectralmente, isto é, com respeito à freqüência.

OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. Av. Francisco S. Bitencourt, 1501 Fone: (51) 3364.5566 - Fax: (51) 3364.1264 Caixa Postal 7056 - CEP: 91150-010 - Porto Alegre - RS e-mail: comercial@otam.com.br www.otam.com.br
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BOLETIM TÉCNICO Nº 16

EFEITOS DO SISTEMA NA APLICAÇÃO DE VENTILADORES INDUSTRIAIS
desempenho de ventiladores industriais é o item de maior preocupação dos fabricantes. A confecção de curvas de catálogo deve refletir esta preocupação representando da melhor maneira, o comportamento aerodinâmico do modelo testado. Feita a curva, devem ser tomadas providências para que as folgas e tolerâncias de

O

fabricação do modelo testado tenham repetibilidade nos exemplares produzidos na linha de montagem. Pode o ventilador, ainda assim, apresentar desempenho insatisfatório na instalação? A resposta é sim, e as várias alternativas para explicar este fato serão abordadas a seguir.

TESTES DE VENTILADORES

V

entiladores são testados em arranjos que simulam uma instalação. Existem quatro tipos padronizados de instalações:

Tipo A: aspiração e descarga livres; Tipo B: aspiração livre e descarga dutada; Tipo C: aspiração dutada e descarga livre; Tipo D: aspiração e descarga dutadas. Muitos fabricantes de ventiladores utilizam a norma AMCA 210 Laboratory Methods of Testing Fans for Rating (Métodos de Laboratório para Testar Ventiladores para Tabulação) para levantar o desempenho de seus produtos. Esta norma possui diferentes arranjos ou figuras, que servem para simular a maneira como o ventilador será usado em campo, reproduzindo um dos quatro tipos de instalação já citados. Existem dois métodos básicos de medida: o tubo de pitot e o bocal com raio longo. A norma determina o desempenho em termos de vazão, pressão, potência, densidade do ar, velocidade de rotação e rendimento. Os arranjos de laboratório propiciam condições ideais pela exigência de endireitadores e uniformizadores de fluxo, medições em planos onde se tem um perfil de velocidade totalmente desenvolvido e transformações de seção com ângulos limitados. Estas providências fazem com que o ventilador apresente seu máximo desempenho. Qualquer instalação real que não propicie condições para um fluxo uniforme reduzirá o desempenho do ventilador.

Devido ao fato de que é impraticável testar todos os tamanhos de ventiladores de uma determinada linha em todas as rotações possíveis, os fabricantes utilizam as chamadas "Leis dos Ventiladores". Elas são uma série de equações que permitem calcular com boa precisão o desempenho de um ventilador em outras rotações, tamanhos e densidades. Estas equações tem origem na Teoria Clássica de Mecânica de Fluidos e só se aplicam ao mesmo "ponto de operação". Um ponto de operação é um ponto determinado na curva de desempenho do ventilador. As equações são apresentadas abaixo, onde o índice "c" representa a condição desejada: Qc=Q(Dc /D)³(Nc /N) P tc=P t (D c /D)²(Nc /N)²(rc /r) P vc=P c /D)²(Nc /N)²(rc /r) v (D P =Ptc - Pvc sc Hc=H(Dc /D)5(Nc /N)³(rc /r) h tc=(Qc P tc )/(11217Hc ) hsc=h tc(P sc /P tc ) (1) (2) (3) (4) (5) (6) (7)

Onde Q é a vazão em m3/h, D é o diâmetro do rotor em metros, N é a rotação em rpm, Pt é a pressão total em Pa, r é a densidade em kg/m3, Ps é a pressão estática em Pa, Pv é a pressão dinâmica em Pa, H é a potência em W e h é o rendimento (adimensional).

1-6

ventilação e ar-condicionado de baixa. ventilador. Pás retas inclinadas ou curvadas para trás: de rendimento um pouco inferior que o anterior. a perda de carga resultante também mudará. Também usados em aplicações industriais como fornos. grelhas. Também utilizado para aplicações que exigem altas pressões de trabalho. É vantajoso quando se quer uma instalação compacta e quando o ventilador precisa estar em linha com os dutos. Ex. Normalmente de construção leve e de baixo custo. A Curva do Sistema Para um determinado sistema com uma vazão fixa haverá uma correspondente perda de carga. 1990). possui as mesmas aplicações. axiais e construções especiais (AMCA 201.. quanto ao projeto do rotor. e cujo objetivo é mover o ar de um lugar a outro de forma controlada. Usados basicamente para transporte de materiais em plantas industriais.. SISTEMAS DE VENTILAÇÃO m sistema de ventilação é uma instalação que pode incluir dutos. Usados em tamanhos grandes para aplicações onde o ar é limpo e a economia de energia significativa. dispositivo de condicionamento. Os centrífugos. ventiladores. saída do sistema. etc. ventilação e ar-condicionado de baixa pressão. Se a vazão for mudada. sistema de distribuição. Vaneaxial: Um bom projeto das pás permite capacidade de média e alta pressão aliada a um bom rendimento. cabines de pintura e exaustão de gases. Tuboaxial: Algo mais eficiente que o propeller. São aplicados em sistemas de aquecimento. ventilação e ar-condiconado. fornalhas domésticas. dispositivo de controle.BOLETIM TÉCNICO Nº 16 VENTILADORES E SUAS APLICAÇÕES s ventiladores industriais podem ser divididos em centrífugos. Pás radiais: o mais simples e o menos eficiente de todos os centrífugos. Usado basicamente em sistemas de aquecimento. Aplicados como circuladores de ar e para ventilação através de paredes sem a presença de dutos. dispositivos de condicionamento. Um sistema de ventilação contém um ou mais dos seguintes componentes: a) b) c) d) e) f) entrada do sistema. Pás curvadas para frente: O rendimento é menor que o dos ventiladores aerofólio e o dos de pás retas. filtros. é capaz de desenvolver mais pressão. 2-6 U O ventilador é o componente do sistema que fornece a energia para a corrente de ar superar a resistência ao fluxo que os outros componentes oferecem. Entre os ventiladores especiais pode-se citar os centrífugos tubulares e os centrífugos e axiais de telhado. Aplicados em sistemas de aquecimento. Também é usado em algumas instalações industriais onde a pá aerofólio não é aceitável devido ao ambiente corrosivo ou abrasivo.aparelhos de ar-condicionado de janela e equipamentos "roof top". A hélice tem construção barata e é limitada a aplicações de baixa pressão. centrais O de ar-condiconado. ventilação e arcondicionado de baixa e média pressão onde a distribuição do ar a jusante não é crítica. média e alta pressão. registros. classificam-se em: Pás de perfil aerofólio inclinadas para trás: são os de maior eficiência entre os centrífugos. A relação que governa a maioria dos sistemas de ventilação é: PRESSÃO C VAZÃOC = PRESSÃO VAZÃO ( ) 2 (8) . Aplicados a sistemas de aquecimento. Os ventiladores axiais podem ser classificados como: Propeller: o rendimento é baixo.

espera-se que tendo o ventilador bem selecionado. o sistema operará na vazão de projeto.. a resistência do sistema aumentará para 144% da pressão de projeto requerida. O ponto de intersecção da curva do ventilador com a curva do sistema determina a vazão real ou o ponto de operação do sistema (figura 2). Um decréscimo para 50% da vazão de projeto resultará na diminuição para 25% da pressão requerida. Estas relações são típicas para sistemas de ventilação de ponto de operação fixo.40 . nos deteremos em apresentar mais detidamente aquelas devidas aos Efeitos do Sistema.20 0 40 20 00 20 40 60 80 100 120 140 160 180 200 PERCENTUAL DE VAZÃO DO SISTEMA .Q Fig. Em adição às perdas de pressão total num sistema causadas pelo atrito e perdas dinâmicas. . e perdas dinâmicas devidas à turbulência causada por mudanças na direção e separação do fluxo ao redor de obstruções. existem as perdas causadas devido aos Efeitos do Sistema. Três curvas típicas de vazão versus perda de carga de sistemas são apresentadas na figura 1. e aquelas usadas no laboratório para levantar as curvas do ventilador.Q Fig. 3-6 200 PERCENTUAL DE RESISTÊNCIA DO SISTEMA 180 SIS TE M 160 140 120 100 80 B TE ST EM A A PONTO DE PROJETO 60 40 20 00 20 M A SI S 40 SI 60 80 100 120 140 160 180 200 PERCENTUAL DE VAZÃO DO SISTEMA . caixas de mistura. A vazão de um sistema pode ser variada mudando-se a sua resistência.1 Curvas típicas de sistemas A C PERCENTUAL DA PRESSÃO MÁXIMA DO VENTILADOR EMA A curva característica de um sistema.BOLETIM TÉCNICO Nº 16 180 PERCENTUAL DE RESISTÊNCIA DO SISTEMA SIST 160 140 120 100 80 60 EM CURVA DO VENTILADOR 2 1 Tomando-se um ponto de operação no sistema A em 100% da vazão e 100% de pressão requerida.. Como as perdas por atrito e as perdas dinâmicas são extremamente conhecidas e estudadas. . ou perda de carga. se a vazão é incrementada para 120% da vazão de projeto. A situação é posteriormente complicada pelo fato de que o instalador muitas vezes não consegue montar o sistema exatamente como especificado no projeto. PERCENTUAL DE VAZÃO MÁXIMA DO VENTILADOR 0 200 - 20 40 60 80 100 A SI ST A B SIS TE M AC . de acordo com a expressão acima é uma parábola.100 .2 Interação das curvas do sistema e do ventilador Perdas no Sistema Estimar a perda de carga de um sistema de distribuição de ar é uma tarefa complexa que requer um considerável número de simplificações por parte do projetista. etc. As perdas de pressão total para o escoamento através de um sistema de ventilação são causadas por dois fatores: perdas por atrito devidas a viscosidade pelo escoamento do ar ao longo da superfície dos dutos e outros componentes do sistema.60 .80 PONTO 3 DE PROJETO . Efeitos do Sistema ocorrem por causa das diferenças entre as conexões de aspiração e descarga do ventilador instaladas no sistema. Interação da Curva do Sistema com a Curva Característica do Ventilador Uma vez determinada a curva do sistema através do cálculo da resistência ao fluxo e dos "efeitos do sistema". através de registros.

Entretanto podemos afirmar que são necessários. Condições de fluxo não-uniformes devem sempre ser evitadas. Um fator de efeito do sistema deve ser aplicado. Derivações na tubulação muito próximas à boca de descarga causarão perdas de carga e em conseqüência vazões. Quando um registro é instalado próximo à boca de descarga do ventilador. partem do princípio que um perfil de velocidade uniforme está entrando na curva. que a descarga. Como se sabe. muitos sistemas de ventilação não gozam destas condições. e a conseqüência é uma perda de desempenho do ventilador que pode chegar a até 50% (Williamson 1997). A publicação AMCA 201 Fans and Systems (Ventiladores e Sistemas) possui tabelas e gráficos que permitem a quantificação das perdas conforme o tipo de problema da instalação. muito diferentes daquelas do projeto. surgindo uma perda de carga adicional não computada no projeto. já citada. ou com bocais de aspiração que simulam um duto na aspiração. para perda de carga em curvas de sistemas de ventilação. Por este motivo a perda de carga numa curva na descarga de um ventilador será muito maior do que os valores publicados para as curvas inseridas ao longo do sistema. Outras Considerações quanto à Descarga.08 m/s) de velocidade de descarga (AMCA 201. podendo ser precisos até seis diâmetros para altas velocidades de descarga. resultando em perdas maiores nos componentes localizados após a mesma. Os valores publicados. registros de controle de vazão e derivações na canalização podem ser instalados na descarga do ventilador ou próximos dela. um fator de efeito do sistema deve ser adicionado à perda de carga estimada total. Endireitadores de fluxo aplicados em curvas. tanto axial como centrífugo. 1995). ventiladores instalados sem estas peças sofrerão a formação de uma "vena contracta". tenha uma distribuição uniforme do ar na aspiração e uma descarga desobstruída. Perdas de carga publicadas para registros são baseadas no funcionamento dos mesmos com perfis de velocidade uniformes. O comprimento de duto necessário para obter-se 100% de recuperação de pressão estática é função da velocidade de descarga (AMCA 200. o perfil de velocidade que dele se aproxima não é uniforme e perdas de carga muito maiores que as previstas serão experimentadas. o perfil de velocidade que deixa a descarga de um ventilador. Fatores Relativos à Aspiração do Ventilador Em geral.BOLETIM TÉCNICO Nº 16 FATORES DOS EFEITOS DO SISTEMA m fator de efeito do sistema é uma perda de pressão causada pelo efeito de restrições na aspiração e na descarga dos ventiladores. No ventilador axial tem-se velocidades maiores no anel circular compreendido entre o círculo do cubo da hélice e o duto. ao efeito das condições do sistema. a aspiração do ventilador é mais sensível. Como os ventiladores muitas vezes são testados com dutos na aspiração. quando um perfil de velocidade não uniforme entra numa curva. 1990). Infelizmente. Entretanto. normalmente reduzem a perda de carga através das mesmas. Sempre que possível uma porção de duto reto deve ser colocada entre a descarga do ventilador e qualquer derivação na tubulação. No ventilador centrífugo tem-se 4-6 U velocidades maiores no lado oposto ao defletor junto à boca de descarga. Quando não se pode ter um comprimento de duto adequado. dois e meio diâmetros. A complexidade deste problema pode ser ilustrada na constatação de que existem 224 diferentes fatores. no mínimo. A norma AMCA 210. Condições estas que não estavam presentes quando do levantamento da curva do ventilador no laboratório. foi concebida de tal forma que o ventilador sendo testado. que podem ser aplicados conforme o tipo de configuração (AMCA 201. Como regra geral utiliza-se o comprimento de um diâmetro de duto para cada 1000 pés por minuto (5. Curvas na Descarga. os endireitadores atuam conservando este perfil através da curva e além dela. ou outras condições que influenciem o desempenho do ventilador quando instalado no sistema. que é usada para teste de ventiladores. Fatores Relativos à Descarga do Ventilador O ar desenvolve um perfil de velocidade uniforme à medida que aumenta a distância da descarga do ventilador. 1990). Outros dispositivos como endireitadores de fluxo. não é uniforme. .

ou aqueles ventiladores que possuem dois ou mais estágios. pois podem apresentar funcionamento instável. na aspiração do ventilador. Ventiladores que possuem uma curva de pressão-vazão com inclinação positiva à esquerda do ponto de maior pressão (ventiladores de pás para frente. em muitos casos. Curvas instaladas na aspiração de ventiladores. porém. Uma rotação do ar. tubulações. Vortex na Aspiração. por exemplo). A curva de pressão-vazão combinada é obtida pela soma das vazões de cada ventilador à mesma pressão. Uma contra-rotação do ar. na mesma direção que a rotação do ventilador. e deve-se calcular a nova potência consumida. Normalmente ocorre uma significativa perda de desempenho no segundo ventilador (ou estágio). a curva real (B) do sistema levará o ventilador a funcionar no ponto 2. Na prática. Neste caso a rotação do ventilador deverá ser diminuída até que seja atingido o ponto 4. O desempenho real não será igual ao teórico se as condições de aspiração não forem favoráveis. provocada pelas condições de fluxo não-uniforme de sua aspiração. Esta situação traz como conseqüência um desperdício de potência instalada. Existem fatores conforme o percentual de área de aspiração obstruída. fornecendo menos vazão que o previsto. telas. Ventiladores são comumente instalados em paralelo quando é necessária a movimentação de grandes volumes de ar. EFEITO DE ERROS NA ESTIMATIVA DA PERDA DE CARGA DO SISTEMA Resistência do Sistema Subestimada Conforme pode ser verificado na figura 3. flutuações na pressão e aumento no nível de ruído de até 10 decibéis em algumas bandas de oitava (AMCA 201. Conforme o tipo de curva e sua distância em relação à aspiração do ventilador devem ser aplicados diferentes fatores de efeito do sistema. Além disso outros efeitos podem ocorrer como: instabilidade do ventilador causando danos estruturais ao mesmo devido à vibração. um vortex na aspiração. formando.. a curva real (C) levará o ventilador a trabalhar no ponto 3.. Neste caso deve-se consultar o fabricante para terse informações sobre os limites de emprego do equipamento. e também de investimento num motor maior que o necessário. Ventiladores Operando em Paralelo. Curvas na aspiração devem ser instaladas no mínimo a três diâmetros de distância do ventilador. diminuirá o desempenho do mesmo dependendo da intensidade deste vortex. Obstruções na aspiração. também devem ser levadas em consideração. mas num grande aumento da potência consumida. ou muito próximas dela. produzirão fluxos nãouniformes. estruturas. . Podem ser considerados em série os ventiladores que operam consecutivamente no mesmo sistema. Outra causa importante na redução do desempenho do ventilador é uma condição de aspiração que produza um vortex (rotação da corrente de ar) na boca do ventilador. Outras Considerações quanto à Aspiração. etc.BOLETIM TÉCNICO Nº 16 Curvas na Aspiração. colunas. Em teoria a curva de pressão-vazão combinada é obtida somando-se as pressões mantendo a mesma vazão. resultará num pequeno aumento da curva vazão-pressão do ventilador. haverá uma redução na vazão devido ao aumento na densidade do ar após o primeiro ventilador (ou estágio). A condição ideal de aspiração é aquela em que o ar entra axialmente em fluxo laminar na boca do ventilador. fornecendo mais vazão que o desejado. não devem ser selecionados nesta região. que variará com o cubo do aumento de rotação. quando a perda de carga do sistema é subestimada. 5-6 Resistência do Sistema Superestimada Considerando que a resistência do sistema tenha sido superestimada. como paredes nas proximidades. sua rotação deve ser aumentada para que atinja o ponto 5. 1990). Para que o ventilador forneça a vazão desejada. Ventiladores que Operam em Série e em Paralelo Ventiladores Operando em Série.

Av.com.Fax: (55 51) 3349.Fone: (55 51) 3349.6364 www.otam.br MT . 1501 . Francisco S.CEP 91150-010 .Porto Alegre/RS .001/2003 . Bitencourt.6363 .

aumento do nível de ruído.Fax: (51) 3364. Publication 201-90.Porto Alegre . etc.. em comparação com a real.CEP: 91150-010 .otam. Inc. devemos levar em conta todos os Fatores de Efeito do Sistema. Av. e proporcionar fluxos de ar uniformes tanto na aspiração quanto na descarga do ventilador. podem ocorrer. Bitencourt. 1990. de que um sistema de ventilação funcionará corretamente. O mal funcionamento de um sistema pode ter um sem número de causas. REFERÊNCIAS Air Movement and Control Association. pode ser verificado no laboratório. Air Systems. 1997.. 1501 Fone: (51) 3364.. Avaliar estes limites torna-se importante para saber se o sistema terá um funcionamento aceitável. vibrações. Illinois. Francisco S.com. diminuição da capacidade do sistema. e todas as alternativas devem ser estudadas.5566 . caso seja contestado. O ventilador também possui tolerâncias de funcionamento que são estabelecidas na publicação AMCA 211Certified Ratings Program-Air Performance A OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. funcionamento instável do ventilador. 1995. Air Movement and Control Association. AMCA Paper 2337-97. System Effects.br www. limitada pelas tolerâncias inferior e superior de operação do ventilador e pelas tolerâncias inferior e superior de estimativa de perda de carga do sistema.3 Curvas de Desempenho do Ventilador/Sistema TOLERÂNCIAS DO SISTEMA E DO VENTILADOR experiência mostra que variações de mais ou menos 10% na perda de carga estimada do sistema. Em razão destes fatos.br 6-6 . O desempenho do ventilador.1264 Caixa Postal 7056 . Fans and Systems.RS e-mail: comercial@otam. CONCLUSÃO Para estarmos certos.com. Publication 200-95. as conseqüências de um projeto equivocado podem ser muito danosas: aumento da potência consumida.BOLETIM TÉCNICO Nº 16 PERDA DE CARGA REAL MAIOR QUE O VENTILADOR PROJETADO ENTREGARÁ EM 2 5 CURVA B SISTEMA REAL CURVA A SISTEMA CALCULADO CURVA C SISTEMA REAL PRESSÃO MÁXIMA 2 DO VENTILADOR 1 (Programa de Curvas Certificadas-Desempenho Aerodinâmico). Williamson. todo sistema possuirá uma área provável de funcionamento. Dick. pela já citada norma AMCA 210. PRESSÃO DE PROJETO 3 PERDA DE CARGA REAL MENOR QUE O VENTILADOR PROJETADO ENTREGARÁ EM 3 4 CURVA PRESSÃO-VAZÃO DO VENTILADOR VAZÃO DE PROJETO Fig. Inc. Como foi visto.. ou em campo pela publicação AMCA 203 Field Performance Measurements of Fan Systems (Medição de Campo do Desempenho de Ventiladores em Sistemas).