MANUAL TÉCNICO

ÍNDICE

CONTEÚDO
BT-01 - O que é um Ventilador - Terminologia de Definição de Ventiladores BT-02- Leis dos Ventiladores BT-03 - Curvas de Desempenho de um Ventilador Curvas de Resistência do Sistema Instabilidade do Sistema, instabilidade do Ventilador e Paralelismo BT-04 - Tipos de Ventiladores BT-05 - Seleção de Ventiladores Selecionando o tipo de Ventilador Requisitos de uma Consulta de Ventilador BT-06 - Efeitos no Sistema na Aspiração do Ventilador Efeitos no Sistema na Descarga do Ventilador BT-07 - Vida dos Rolamentos dos Ventiladores BT-08 - Características dos Sistemas de Ventilação dos Ventiladores BT-09 - Desbalanceamento Residual Permissível BT-10 - Cálculo da Potência Sonora do Ventilador BT-11 - Modulação do Desempenho do Ventilador BT-12 - Arranjos de Ventiladores BT-13 - Rotação Crática dos Eixos BT-14 - Torque de Partida do Ventilador BT-15 - Fundamentos de Ruído BT-16 - Efeitos do Sistema na Aplicação de Ventiladores Industriais

Total de Págs.
4 7

5 4

5

7 2 3 3 3 4 7 4 3 10 6

2

BOLETIM TÉCNICO Nº 1

O QUE É UM VENTILADOR
m ventilador é uma máquina que produz fluxo de gás com duas ou mais pás fixadas a um eixo rotativo. Os ventiladores convertem a energia mecânica rotacional, aplicada aos seus eixos, em aumento de pressão total do gás em movimento. Esta conversão é obtida através da alteração do momento do fluido. Os códigos de teste de potência da Sociedade Americana de Engenheiros Mecânicos (ASME) limitam a definição de ventilador a máquinas que aumentam a densidade do gás em no máximo 7% à medida que percorre o trajeto desde a aspiração até a descarga. Este é um aumento de aproximadamente 7.620 Pa (762 milímetros de coluna d´água) com base no ar padrão. Para pressões superiores a 7.620 Pa (762 milímetros de coluna d´água), o dispositivo de movimentação do ar é um compressor ou soprador. Existem muitas outras definições, com limites de pressão distintos, sendo que o Brasil não adota, oficialmente, nenhuma especificamente.

U

Ventiladores para aquecimento, ventilação e ar condicionado, inclusive em sistemas de alta velocidade ou de alta pressão, raramente atingem mais que 2.500 - 3.000 Pa (250 a 300 mm de coluna de água). Há três componentes principais em um ventilador: o propulsor (também chamado de rotor), o meio de acioná-lo e a carcaça. Para prever com razoável exatidão o desempenho de um ventilador na instalação, um projetista deve saber: (a) Como o ventilador foi testado e qual procedimento (norma) foi seguido. (b) Os efeitos que o sistema de distribuição de ar terá no desempenho do ventilador. Ventiladores de tipos diferentes, ou ainda ventiladores do mesmo tipo fornecidos por fabricantes diferentes, não irão interagir com o sistema da mesma maneira.

TERMINOLOGIA E DEFINIÇÕES DOS VENTILADORES

A

Ar Padrão (Sistema Internacional) r seco a 20ºC e 101,325 kPa. Sob essas condições, o ar seco tem uma densidade de massa de 1,204 kg/m3.

Fig.1 - Pressão Atmosférica

Pressão Relativa - Coluna d’água (ca) É a medida de pressão acima da atmosférica expressa como a altura de uma coluna de água em mm (ou polegadas). A pressão atmosférica ao nível do mar iguala-se a 10.340 mm (407,1 polegadas) de água ou 10m (33,97 pés) de água (Fig 1). Pressão Estática (Pe) É a diferença entre a pressão absoluta em um determinado ponto em uma corrente de ar ou câmara pressurizada e a pressão absoluta da atmosfera ambiente, sendo positiva quando a pressão neste ponto estiver acima da pressão ambiente e negativa quando estiver abaixo. Atua igualmente em todas as direções, independente da velocidade do ar e é uma medida da energia potencial disponível em uma corrente de ar.
1-4

Vácuo 10.340 mm de coluna d’água ao nível do mar

Pressão Atmosférica

Água

BOLETIM TÉCNICO Nº 1

Pressão de Velocidade/Pressão Dinâmica É a pressão exigida para acelerar o ar da velocidade zero para alguma velocidade e é proporcional à energia cinética da corrente de ar. A pressão de velocidade apenas será exercida na direção do fluxo de ar e é sempre positiva (Fig 2). Pd = V 2 para ar padrão 1,3 Onde: Pd = pressão dinâmica em Pa V = velocidade em m/s Ou Pd = ( r V2 ) / 2g Onde: Pd = pressão dinâmica em mmca V = velocidade em m/s r = densidade de 1,204 kg/m3 g = acelereção da gravidade de 9,81 m/s2

Fig.2 - Pressão Dinâmica do Ventilador

Pressão Total

Pressão Dinâmica

Pressão Estática

Pressão Dinâmica = Pressão Total - Pressão Estática

Fig.3 - Pe, Pd e Pt num ponto

Pressão Total Soma algébrica da pressão dinâmica e estática. É uma medida da energia total disponível na corrente de ar. (Fig. 3) Pt=Pe+Pd Pressão Total do Ventilador Diferença algébrica entre a pressão total média na descarga do ventilador e a pressão total média na aspiração do ventilador. É a medida da energia mecânica total acrescentada ao ar ou gás pelo ventilador. A Fig. 4 mostra como isto é medido.

Pe Pe Pe Pe
Pd

Pe
Pt

Pe

Fig.4 - Pressão Total do Ventilador

Tubo de Impacto Ventilador

Vazão (Q) É a quantidade de ar ou gás, em volume, movimentada pelo ventilador na unidade de tempo, portanto independente da densidade do ar. A unidade usual é m3/h, mas no SI o correto é utilizar m3/s.
Pt Tubo de Impacto

Fluxo de Ar

2-4

5 .Descarga Livre he = Saída de Força Suprimentos de Força = Q x Pe 270. Fig. Fig.020 ht Onde: ht = rendimento total do ventilador Q = vazão em m3/s Pt = pressão total em Pa Pabs = potência em kW Fig. acessórios e quaisquer outras exigências de potência além do suprimento de força do ventilador.BOLETIM TÉCNICO Nº 1 Pressão Estática do Ventilador A pressão estática do ventilador (Fig. Pode incluir a potência absorvida por correias em V. É a razão da saída de potência sobre o suprimento de potência. É a pressão total do ventilador menos a pressão dinâmica correspondente à velocidade média do ar na descarga do ventilador. não é a pressão estática do sistema externo. Observa-se que não é a diferença entre a pressão estática na descarga e a pressão estática na aspiração. isto é.Pressão Estática com Vazão Nula Ou Pabs = Q x Pt 270. Potência Absorvida pelo ventilador (Pabs) É a potência real que um ventilador requer para mover um dado volume de ar a uma determinada pressão.000 x Pabs Q 3-4 .000 ht Pe Onde: ht = rendimento total do ventilador Q = vazão em m3/h Pt = pressão total em mmca Pabs = potência em cv Q Rendimento Estático (he) É a potência estática dividida pela potência absorvida do ventilador. Pe=0 Pe ht = Q x Pt 270.6 . ou simplesmente rendimento.7. 5) é uma grandeza usada na medição do desempenho de ventiladores e não pode ser medida diretamente.000 x Pabs Rendimento Total (ht) Também chamado de rendimento mecânico.Pressão Estática do Ventilador Tubo Estático Ventilador Fluxo de Ar Pe Tubo de Impacto Pabs = Q x Pt 1.

5566 . Av. para ventiladores inclinados para trás é de 40% a 85% da vazão máxima e para ventiladores com pás radiais de 35% a 80% da vazão máxima.CEP: 91150-010 . e a vazão é máxima.1264 Caixa Postal 7056 . 8) O intervalo de aplicação típica para ventiladores centrífugos com pás voltadas para a frente é de 30% a 80% da vazão máxima. Bitencourt. (Fig 7). no qual um ventilador irá operar satisfatoriamente.Velocidade Periférica D RPM p x DN 60 OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. (Fig.otam.9 . Condição de descarga livre Nesta condição de operação a pressão estática através do ventilador é zero.) Vp = Onde : D = diâmetro do rotor em metros N = velocidade em RPM Pressão Estática Fig.BOLETIM TÉCNICO Nº 1 Pressão Estática com vazão nula Condição de operação em que a descarga do ventilador encontra-se completamente fechada. determinado pelo fabricante. Velocidade Periférica (Vp) É igual a circunferência do rotor multiplicada pela RPM do ventilador e é expressa em m/s.RS e-mail: comercial@otam.Porto Alegre . 9.Fax: (51) 3364. 6). Intervalo de Aplicação É o intervalo de vazões e pressões de operação.br www. (Fig.Intervalo de Aplicação Intervalo de Aplicação 0 Q Fig. resultando em nenhum fluxo de ar.com. (Fig.8 . Francisco S.com. 1501 Fone: (51) 3364.br 4-4 .

pressão e potência de um ventilador quando o seu tamanho. que essas Leis se aplicam a um determinado ponto de operação segundo a característica do ventilador. entretanto. estática ou dinâmica) d=densidade do gás N=rotação do ventilador D=diâmetro do rotor W=potência do ventilador 1-7 Intervalo de Aplicação N Mudanças na Rotação do Ventilador Primeiramente. Estas Leis são mais freqüentemente usadas para calcular mudanças na vazão. As Leis dos Ventiladores serão exatas para ventiladores com proporcionalidade geométrica. Equações das leis dos ventiladores: Q 2= Q 1 x P2 = P1 x W= W1 x 2 Onde: Q=vazão P = pressão (total. é possível prever com boa precisão o desempenho de um ventilador em outras velocidades e densidades diferentes daquelas do teste de desempenho original. (Fig. ou seja. Nem tampouco é possível simular cada densidade do ar de aspiração que pode ser encontrada. de acordo com o uso das Leis dos Ventiladores. Felizmente.1 . em todas as velocidades às quais ele pode ser aplicado. Fig. as leis dos ventiladores calculam o novo ponto de operação do ventilador dentro da curva de mesmo rendimento. velocidade ou densidade do gás forem alterados. entretanto.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 LEIS DOS VENTILADORES ão é exeqüível testar o desempenho de cada tamanho de ventilador de uma linha de um fabricante. É importante observar-se.Mudança na RPM P @ N2 Curva do Sistema P2 1 P @ N1 P1 Q1 Q2 D x (N N ( (D ( 2 1 2 1 2 2 1 2 1 2 1 2 1 3 D d x x (N N ( (D ( (d ( 2 1 2 1 2 D d x x (N N ( (D ( (d ( 3 5 . 1) Q 2= Q 1 x P2 = P1 x W= W1 x 2 (N N( 2 1 ( ( N2 N1 2 1 2 (N N( 3 O rendimento não é alterado. devemos considerar as leis para ventiladores aplicadas a uma mudança apenas na rotação (sistema constante) em determinado ventilador e em determinado sistema utilizando ar numa dada densidade. um desempenho levemente melhor é normalmente obtido quando for projetado a partir de um determinado tamanho de ventilador para um tamanho maior. uma vez que as tolerâncias normalmente não são proporcionais. Elas não podem ser usadas para prever outros pontos nesta curva característica.

densidade do ar e proporções do ventilador contantes e ponto de operação fixo. sendo que três leis se aplicam a esta situação.Mudança no Diâmentro do Rotor (velocidade periférica constante) Q 2= Q 1 x 1 (W W( D Q x( ( D 2 1 2 1 Ventilador D2 2 P2 = P1 D N2= N 1 x 1 D2 ( ( P1 =P 2 Ventilador D1 2 São usadas principalmente por projetistas de ventiladores e raramente têm aplicação na seleção ou aplicação dos equipamentos.3 . baseando-se numa velocidade periférica constante.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 Mudanças no Tamanho do Ventilador As Leis dos Ventiladores contêm mudanças no desempenho devido a mudanças proporcionais no tamanho do ventilador. porém baseando-se na rotação do ventilador. com rotação.2 . As Leis dos Ventiladores também referem-se a mudanças no desempenho devido a mudanças proporcionais no tamanho do ventilador. densidade de ar e proporções do ventilador constantes e um ponto de operação fixo. (Fig.Mudança no Diâmetro do Rotor (rotação constante) D P 2= P 1 x 2 D1 W= W1 x 2 D2 D1 ( ( 2 Ventilador D2 5 ( ( P2 Geralmente são usadas pelos fabricantes de ventiladores para gerar dados quanto ao desempenho para "famílias" de ventiladores geometricamente proporcionados.) Fig. Ventilador D1 3 P1 Q1 Q2 Mudanças na densidade do ar A seguir. (Fig 2. 3) Q 2= Q 1 x Q1 Q2 ( ( D2 D1 3 Fig. 2-7 . considera-se o efeito da mudança na densidade do ar sobre o desempenho do ventilador.

usando as tabelas de catálogo dos ventiladores que se baseiam em ar padrão.Mudança na Densidade (vazão constante) Sistema @ d1 2 P @ d2 e N 2 P2 As Leis dos Ventiladores das figuras 4 e 6 são a base para selecionar ventiladores que não os de densidade de ar padrão.Mudança na Densidade (pressão estática constante) Q 2= Q 1 x 1 (N N( W = Q x( ( W d = Q x( ( d 2 1 2 1 1 2 1 P @ d1 P @ d2 P1 = P2 5 em ist ad 2 = P1 P 2 As Leis dos Ventiladores (Fig. sistema. 6) para vazão constante.Efeito da Mudança na Densidade (vazão constante) Ventilador D2 P = P1 x 2 P1 x (W W( 2 1 2 1 P2 P1 (d d ( Ventilador D1 3 Q 2= Q 1 Q1 Q2 As Leis dos Ventiladores (Fig. Um ventilador é uma máquina de volume constante e produzirá a mesma vazão independentemente da densidade do ar.4 . sistema e tamanho do ventilador constantes. 5) com pressão. A vazão do ventilador (Q) não será alterada em virtude da densidade. Fig. Rotação do ventilador variável. P @ d1 e N1 P1 6 Si Q1 st em a @ d2 Q2 3-7 . S Si m ste ad 1 Q2 Q1 (N N( P = Q x( ( P d = Q x( ( d d W= W x( ( d Q 2= Q 1 x 1 2 1 2 1 1 2 1 1 2 2 1 Fig.6 . sistema constante e tamanho fixo do ventilador. Fig.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 Leis dos Ventiladores (Fig.5 . 4) com volume. Rotação variável. tamanho do ventilador e rotação constantes.

42 kW Fig. 1 Um ventilador para ar condicionado está operando a uma velocidade de 600 rpm contra uma pressão estática de 500 Pa e exigindo potência de 6.50 x (679/600) = 9.715 rpm a uma temperatura de 20ºC contra uma pressão estática de 300 Pa.280/2.280 rpm 1/ 3 = 600 x (21.300 m³/h W= W1 x 2 P2 = P1 x 3 ( ( N2 N1 = 300 x (3. a pressão estática e a potência? Exemplo No.84) = 3. Está liberando 3.715) = 440Pa 2 =6.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 Exemplo No.560 m³/h e requer 2.715 x (5.5 Q x 10 3 3. Para manusear uma carga térmica de ar condicionado maior que a planejada originalmente.500 m³/h.280 RPM Curvas do Ventilador Curvas do Sistema 679 RPM 9.715) = 4.8 .0/2. Um motor de 5 kW está alimentando o ventilador. Qual é a capacidade máxima que se pode chegar no seu sistema com o motor 5 kW existente? Qual é o aumento de rotação permitido? Qual será a vazão e qual será a pressão estática sob as novas condições? Q 2= Q 1 x (N N( 2 1 N 2= N 1 x (W W( 2 1 1/ 3 Q N 2= N 1 x 2 Q1 ( ( 2 = 2.714 RPM 440 P 300 19 21.000 m³/h nas condições padrão.500/19.84 kW.300 4-7 . A fim de aumentar a vazão de ar para 21.560 4.Mudança na RPM Fig.50 kW.42 kW 600 RPM 6.280/2. O sistema está com pouca capacidade porém o proprietário não quer gastar dinheiro para mudar o motor.000) = 679 RPM N P2 = P1 x 2 N1 Q 2= Q 1 x (N N( 2 1 2 ( ( (N N( 2 1 =500 x (679/600) = 640Pa 3 2 = 3.Mudança na RPM 3.560 x (3.7 . mais ar se faz necessário. Está liberando 19. 2 Um ventilador está operando a uma velocidade de 2. quais são os novos valores para a rotação do ventilador.50 kW 640 P 500 Curvas kW Curvas do Ventilador Curvas do Sistema 2.

620 m³/h P 2= P 1 x (d d ( 2 1 Vp = Vp x D2 1 2 D1 ( ( = 250 x (1.000 m³/h 3 Exemplo No. Qual será a vazão projetada. 4 Um ventilador aspirando ar de um forno está entregando 18.53 m/s) e 1.9 x (1.750 x (800/400) = 62.9 kg/m3 D P 2= P 1 x 2 D1 ( ( 2 = 100 x (800/400) = 400 Pa 2 W2= W1 x (D D( 2 1 5 = 1. são as leis usadas para projetar dados de catálogo. a pressão estática. o ventilador de 400 mm entrega 7.9) = 335 Pa = 14. Presumindo-se que o forno perca seu calor e o ar seja de 20ºC.2/0.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 Exemplo No. Isto requer 694 rpm (velocidade periférica = 14.750 62. o que acontece com a pressão estática e a potência absorvida pelo ventilador? Densidade do ar de 20ºC = 1.53 x (800/400) = 29. Em um ponto de operação. mais as equações do exemplo 1.2/0.000 Q 2= Q 1 x (D D( 2 1 3 = 7.9) = 13. para muitos diâmetros e rotações. a partir de um teste em um único ventilador em uma única velocidade. a potência e a velocidade periférica (Vp) para um ventilador de 800 mm na mesma rotação? Fig.9 .Mudança no Diâmetro 800 Curvas do Ventilador P 400 400 100 7. 3 Um fabricante de ventiladores deseja projetar os dados obtidos por um ventilador de 400 mm de diâmetro para um ventilador de 800 mm de diâmetro.2 kW Estas. 5-7 .77 x (800/400) = 56.64 kW 5 Q 2= Q 1 =18.06 m/s W2= W1 x (d d ( 2 1 = 9.77 kW.750 m³/h a 20ºC contra uma pressão estática de 100 Pa. Está operando a 796 rpm e requer 9.620 m³/h a 116ºC contra uma pressão estática de 250 Pa.90 kW.2 kg/m3 Densidade do ar de 116ºC = 0.

veremos que.88 Densidade Standard (d d ( real std = 15. que a perda de carga do sistema varia diretamente com a densidade do ar. com temperatura de 49ºC e a uma altitude de 300 m. A partir de um gráfico de proporções de densidade do ar. para entregar 15.11 Mudança na Densidade 20°C 116°C 20°C 335 P 250 Curvas do Ventilador Curvas do Sistema Ar Padrão 1. a potência e a pressão estática do catálogo serão corrigidas de acordo com a Lei para Ventiladores 6.88 = 7.88 = 13.200 m³/h a uma pressão estática de 200 Pa. 12): Neste caso.Mudança na Densidade Fig.120 rpm. devemos determinar a pressão estática que seria exigida com ar padrão. 5 Um engenheiro especifica que quer 15.07 kW.4 ou 6). mas uma vez que o ventilador está lidando com ar menos denso.10 . a qual estaria na temperatura de ar mais baixa esperada.120 rpm.200 Este exemplo ilustra porque o motor do ventilador deve ser sempre selecionado na potência em densidade máxima. Dessa forma. presuma que a condição de operação é a padrão para determinar a rotação e a potência no catálogo. Usando-se as Leis dos Ventiladores 4 (Fig. a partir deste exemplo. A rotação está correta em 1.120 RPM 225 P 200 Ar Padrão Curvas do Ventilador Curvas do Sistema 116°C 49°C & 1000 Q 18.88 P =P x std real (d d ( real std = 200 x 0. Exemplo No.88 = 176 Pa. Determine a rotação do ventilador e sua potência.400 m³/h P =P x std real (d d ( std real 200 = = 227 Pa. então: Wstd = Wreal x (d d ( real std = 8. usando-se as Leis dos Ventiladores mostradas na Fig.07 x 0. nós encontraríamos: A partir da tabela do catálogo do ventilador. serão necessárias 1.200 x 0.1 kW Observe também.200 m³/h com 225 Pa. 11): Para entrarmos nas tabelas dos ventiladores nos catálogos do fabricante que se baseiam no ar padrão. Usando-se a Lei para Ventiladores 6 (Fig.620 Q 15. Q = Q real x std Densidade Real = 0. digamos 175 6-7 . (Dica: há duas maneiras de resolver este problema. digamos 225 0. A potência exigida é de 8.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 Fig.120 RPM 49°C & 1000 1.

aumentando a pressão estática requerida além da curva do ventilador catalogada pelo fabricante.280 m³/h a uma pressão estática de 300 Pa.000 m³/h ( ) P1= P 2x ( ( 418 N1 = 400 x = 339 Pa 454 N2 2 ( ) 2 W1 = W2 x N1 N2 3 418 = 18.400 m³/h com 175 Pa ao operar em 988 rpm. A potência exigida é de 5. a pressão estática seria de 400 Pa se a capacidade. Q1 = Q 2 x (N N( 1 2 418 = 41. Av. 6 Presuma que um ventilador esteja trabalhando com 41.120 rpm Curvas do Ventilador Curvas do Sistema 175 Ar Padrão d =W x std W real std dreal ( ( 2 49°C & 1000 2 = 5. Exemplo No.7 x 454 = 14. 1501 Fone: (51) 3364.com.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 O ventilador irá entregar 13. 13. 41.Fax: (51) 3364. A partir da tabela de seleção do fabricante de ventiladores.Mudança na Densidade 1. Se a velocidade permanecer constante em 418 rpm.200 Este exemplo é útil naqueles casos em que uma resistência é adicionada.com.120 RPM 49°C & 1000 988 RPM Ar Padrão 200 P Nreal = Nstd x (d d ( std real = 988/0. Francisco S.Porto Alegre .12 .5566 . tal como um filtro absoluto.1264 Caixa Postal 7056 . permanecer a mesma. porém uma resistência adicional de 100 Pa (baseada nas velocidades existentes) for colocada no sistema.280 x 454 = 38. no sistema de ventilação. de acordo com a Lei para Ventiladores 6.otam. obtemos: Fig.99 kW.br 7-7 . vê-se que a velocidade teria que ser aumentada para 454 rpm e exigiria 18. Esta nova seleção do ventilador deve ser reduzida à velocidade pré-determinada de 418 rpm ao longo da nova curva de resistência do duto usando-se a Lei para Ventiladores 1.6 kW ( ( ( ) 3 OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.1 kW Como era de se esperar.CEP: 91150-010 .7 kW.55 kW.400 Q 15. Corrigindo-se a rotação pela densidade.br www. funcionando a 418 rpm e exigindo 14. a resposta é a mesma em ambas as soluções. Bitencourt.RS e-mail: comercial@otam.88 = 1.55/(0.88) = 7.280 m³/h.

000 RPM & 1.BOLETIM TÉCNICO Nº 3 CURVAS DE DESEMPENHO DE UM VENTILADOR ma vez que cada tipo e tamanho de ventilador tem características diferentes.2 kg/m³ de densidade 2 1 0 0 1 2 3 4 5 6 1-5 0 7 8 9 10 Vazão. que raramente existem na prática. curvas de desempenho dos ventiladores devem ser desenvolvidas por seus fabricantes.Potência 3 hs 5 2 kW 4 3 1 Operando a 1. estas curvas são determinadas por testes de laboratório. Geralmente. Fig. poucos tamanhos de ventilador e rotações são testados para determinar a capacidade de uma determinada "família" de ventiladores.Curva de Desempenho de Ventilador 13 6 Pt Tamanho 560 Diâmetro do rotor/ventilador de 560mm 12 11 10 5 Pe 9 8 4 Pressão.1. Por este motivo. (AMCA). Esta curva normalmente cobre todo o intervalo desde a descarga livre (sem obstruções ao fluxo) até vazão zero (um sistema totalmente vedado sem nenhum fluxo de ar). como por exemplo as normas da Air Movement and Control Association International Inc. normalmente.m³/h x 1000 Rendimento % 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 . 1. conforme o mencionado anteriormente. P ht 7 6 kW . As "Leis dos Ventiladores" são usadas para determinar as características de desempenho e potência em outras rotações e tamanhos de ventilador. A densidade do gás (r). o tamanho do ventilador e a rotação (N) são geralmente constantes durante toda a curva e devem ser expressados. Pressão Estática Pe Pressão Total Pt Potência cv Rendimento Estático do Ventilador hs Rendimento Total do Ventilador ht U Uma curva típica de desempenho de um ventilador encontra-se na Fig. para a pressão estática e potência absorvida versus o fluxo de ar. conduzidos de acordo com uma norma de teste apropriada. Uma ou mais das seguintes características podem ser representadas graficamente em função da vazão (Q). são as obtidas sob condições ideais. as curvas de desempenho. Q . É importante observar-se que as condições de fluxo do setup do teste requerido pelas normas da AMCA são praticamente ideais. Uma curva de desempenho de um ventilador é uma representação gráfica de seu desempenho.

se estiver abaixo ou acima das exigências do projeto. 2-5 Pe A Fig. 2 .Variações do Projeto . ou quando os dampers de saída têm a sua posição alterada. 2) é simplesmente uma representação gráfica da pressão exigida para mover o ar pelo sistema. A Fig. Se a resistência do sistema projetada não for a mesma que a resistência no sistema instalado. Freqüentemente erra-se ao tomar a leitura da pressão estática do ventilador e concluir que.. conforme mostrado pelo quadrado do valor da razão dada na Fig. A curva de resistência do sistema (Fig.BOLETIM TÉCNICO Nº 3 CURVA DE RESISTÊNCIA DO SISTEMA resistência do sistema é a soma total de todas as perdas de pressão através dos filtros. A curva de resistência para qualquer sistema é representada por uma curva simples. serpentinas. 4 mostra porque esta conclusão é completamente inválida. o ponto de operação irá mudar e os valores de pressão estática e vazão não serão iguais ao calculado. a resistência do sistema varia conforme o quadrado do volume de ar (Q). Por exemplo. isto deve-se a uma mudança na resistência do sistema. 4 que o sistema real tem uma perda de pressão maior do que a prevista no projeto. ou seja. o volume de ar é reduzido e a pressão estática é aumentada. 4 . no entanto. Observe que todo ventilador opera apenas ao longo da sua curva de desempenho.Diminuição do Fluxo de Ar Pe @ Q projeto Incremento de Pe Pe Curva do Ventilador Curva Real do Sistema Curva de Projeto Redução de Q Q . Se Q for duplicado. dampers e dutos. considere um sistema trabalhando com 1. Para sistemas fixos.Ponto de Operação Ponto de operação Potência absorvida e Pressão estática Curva do Sistema Curva da Potência Curva do Ventilador Q Fig. Tipicamente. a RPM seria então aumentada e mais potência seria necessária para atingir a vazão desejada. 3 . a vazão também está abaixo ou acima das exigências do projeto.000 1 Pe ¹ ¹ ( ) ( ) Fig. a resistência aumentará para 400 Pa. Em muitos casos onde há uma diferença entre a capacidade do ventilador calculada e a real.3) no qual o ventilador e o sistema irão funcionar é determinado pela intersecção da curva de resistência do sistema e a curva de desempenho do ventilador. O formato da curva de potência resultaria tipicamente em uma redução da potência absorvida. Esta curva modifica-se. as serpentinas começam a condensar umidade. e não a falhas do ventilador ou do motor. a medida em que os filtros sobrecarregam-se de sujeira.000 m3/h com uma resistência total de 100 Pa. Ponto de Operação O ponto de operação (Fig. Portanto. 2. sem nenhuma alteração nas regulagens dos dampers.Curva de Resistência do Sistema 400 300 200 100 0 0 1000 Q 2000 ² 4 Pe Q ² ² = ² = 2.000 = Q 1. etc. Observe na Fig.

As paredes da sala do equipamento podem chegar a partir-se com a vibração dos dutos conectados a um ventilador com instabilidade. o ponto de pressão mínima ocorre no centro de rotação do rotor e a pressão máxima ocorre na descarga do rotor. Para qualquer ventilador. esta situação pode ocorrer com um ventilador centrífugo com pás curvadas para a frente (Sirocco) quando estiver operando conforme representado na Fig. INSTABILIDADE DO VENTILADOR E PARALELISMO s três principais motivos para um fluxo de ar instável em um sistema de ventilação são (1) Instabilidade do Sistema. A instabilidade do sistema não deve ser confundida com "paralelismo". uma vez que a curva do ventilador e a curva do sistema estão quase paralelas. Esta situação não ocorre com ventiladores com pás voltadas para trás (Limit load). (sendo maior para ventilador de aerofólio e menor para ventilador de pás curvadas para frente). Por exemplo. e ocorre em quase todos os tipos de ventiladores. 3-5 . 3 como flutuação no volume de ar e na pressão. Enquanto a magnitude da instabilidade varia para tipos diferentes de ventiladores.1. Isto é o oposto da direção que o ar normalmente flui pelo ventilador. ao contrário. o que somente pode ocorrer quando dois ventiladores forem instalados em paralelo. em maior ou menor grau. 2). O ventilador de pás radiais é uma exceção notável. Uma perda de sustentação aerodinâmica (stall) ocorrerá. o fluxo seria do ponto de mais alta pressão até o ponto de mais baixa pressão. Nesta situação. elas podem ou não ocorrer ao mesmo tempo (Fig. um ventilador com instabilidade. a flutuação da pressão próxima à máxima (vazão nula) poderá ser na ordem de 10%. a menos que haja ar suficiente entrando no rotor do ventilador para preencher completamente o espaço entre as pás. O Fig. Isto resultará em uma operação instável conhecida como instabilidade do sistema. A única coisa que mantém o ar movendo-se na direção apropriada é o giro das pás. o ponto de operação pode estar num intervalo de vazões e pressões estáticas. desenvolvendo cerca de 600 Pa de pressão estática total poderá ter flutuação de pressão de 60 Pa. Instabilidade do Ventilador A instabilidade do ventilador é diferente da instabilidade do sistema. pulsação ou bombeamento. 1. sobre um intervalo de vazões e pressões. Se o rotor não estivesse girando e esta pressão diferencial existisse. (2) Instabilidade do Ventilador e (3) Paralelismo.2 . aerofólio e radiais. mas. quando a pressão estática máxima (vazão nula) for atingida.BOLETIM TÉCNICO Nº 3 INSTABILIDADE DO SISTEMA. Instabilidade do Sistema A instabilidade do sistema ocorre quando as curvas da resistência do sistema e do desempenho do ventilador não se cruzam num ponto único.Explicação da Instabilidade do Ventilador Alta Pressão Baixa Pressão Isto aparece na Fig.Instabilidade do Sistema Instabilidade do sistema é possível Pe Q Fig. Entretanto. Isto explica porque um ventilador grande com instabilidade é intolerável. Esta instabilidade pode ser ouvida e sentida.

(Fig. O desempenho total de múltiplos ventiladores será menor que a soma teórica se as condições de aspiração forem restritas ou o fluxo de ar na aspiração não for uniforme em linha reta (não turbulento). (Fig. Paralelismo A terceira causa para uma operação instável é o paralelismo. varia para diferentes instalações do ventilador. 4). Por exemplo. que pode ocorrer apenas em uma instalação com múltiplos ventiladores conectada ou com uma aspiração comum ou com uma descarga comum. com qualquer projeto de sistema de dutos razoável.Operação Desbalanceada em Paralelo Q1 Q2 Pe Fig. a maioria dos fabricantes não catalogam intervalos de operação ao longo de toda a curva até a linha de instabilidade.Operação de Ventiladores em Paralelo Q1 Q2 vel stá a In tem 100 Percentual da Pressão Estática do Ventilador Sis te Sis ma est áve l Operação não Recomendada neste Intervalo Curva Combinada de Ventiladores em Paralelo Ventilador Único Percentual da Vazão 4-5 200 . 5). Conseqüentemente. estas condições são raramente encontradas em aplicações de campo. Este ponto. 5 . 4 .BOLETIM TÉCNICO Nº 3 A seleção do ponto de operação não deve ser feita à esquerda do "ponto de instabilidade" na curva do ventilador. Fig. Entretanto. os quais permitirão uma operação estável. particularmente quando um grande volume de ar deve ser movido. dados do desempenho de catálogo conservativos fornecerão intervalos de operação. a curva combinada de vazão-pressão é obtida acrescentando-se a capacidade de fluxo de ar de cada ventilador à mesma pressão. ou ambas no mesmo sistema. 3 . no funcionamento em campo. Neste caso. uma operação estável pode ser obtida muito além à esquerda da curva quando o ventilador é instalado em uma situação ideal de laboratório.Instabilidade do Ventilador Flutuação na Pressão Estática 100 Intervalo de Instabilidade Limite do Catálogo Pe Margem de Segurança 0 0 Q 100 Fig. Obviamente. uma vez que o ponto de corte da curva do catálogo é basicamente um julgamento de engenharia. o qual define uma curva de sistema quando todas as velocidades do ventilador são consideradas.

Entretanto. O problema pode ser comparado ao efeito estroboscópico de uma lâmpada fluorescente iluminando um rotor com uma leve diferença entre as freqüências de rotação do rotor e o fornecimento energia da lâmpada.Efeito de Dampers na Voluta 100 Pe e Potência 0 0 Q Damper na Voluta Ativo 100 5-5 OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.Fax: (51) 3364. A curva fechada em loop à esquerda do ponto de pico de pressão é o resultado da plotagem de todas as combinações possíveis do volume de ar em cada pressão. Eles servem para mudar o formato da voluta do ventilador e. isso poderá resultar em uma operação instável . Isto requer a instalação de dampers de vazão na voluta (Fig.otam. portanto. ao funcionamento do sistema de dutos ou aos motores.com. o damper de volume da voluta é meramente empurrado para baixo em ambos os ventiladores até que a pressão estática e a pulsação do nível de ruído desapareçam. o acréscimo de controle de ruído normalmente não é possível. 1501 Fone: (51) 3364. Av. 6 . são deixados nesta posição permanentemente. A curva gerada pelo damper neste ponto tem um formato tal que a soma das curvas de desempenho interseccione a curva do sistema em apenas um ponto. Um problema de ruído freqüentemente encontrado em ventiladores operando em paralelo é o batimento. Bitencourt.br . uma vez que a diferença é tipicamente negligenciável. e o resultado é que os ventiladores irão carregar-se e descarregar-se intermitentemente. O objetivo é mudar a curva suficientemente de modo que o conjunto forneça uma operação estável. É altamente indicado que as recomendações do fabricante do ventilador sejam seguidas ao considerar-se o uso de ventiladores em paralelo. 5. Fig. 6). Sendo o desempenho levemente reduzido. O ruído de batimento de baixa freqüência resultante pode ser muito desagradável e difícil de ser eliminado. Francisco S. Esta condição desequilibrada de fluxo tende a se reverter alternadamente. Isso é causado por uma leve diferença na velocidade de rotação de dois ventiladores teoricamente idênticos. Os ventiladores operados em paralelo devem ser do mesmo tipo. Geralmente.br www. Se a curva do sistema interseccionar a curva combinada de volume de vazão na área compreendida pelo loop. Caso contrário.5566 .com. isso raramente é feito. (Ver Fig. A curva do ventilador resultante de várias posições dos dampers de vazão encontra-se representada na Fig. Se os ventiladores operando em paralelo forem selecionados na região deste aclive "positivo". tamanho e velocidade de rotação. 6. poderão resultar complicações indesejáveis de desempenho. para cada posição do damper. há uma curva de desempenho diferente correspondente. é possível haver mais de um ponto de operação. Esta "pulsação" freqüentemente gera ruído e vibração e pode causar dano aos ventiladores.CEP: 91150-010 .Porto Alegre . o aumento correspondente em RPM deve ser tal a atingir as condições especificadas.RS e-mail: comercial@otam. O uso dos ventiladores axiais em paralelo apresenta problema potencial de ruído a menos que medidas especiais sejam tomadas no momento do projeto. pág.1264 Caixa Postal 7056 . Isto pode fazer com que um dos ventiladores utilize mais ar e pode causar uma sobrecarga do motor se os ventiladores forem acionados individualmente. 4) Para corrigir o problema.BOLETIM TÉCNICO Nº 3 Alguns ventiladores possuem um aclive "positivo" na curva pressão-volume de ar à esquerda do ponto do pico de pressão.

geralmente. 2). Além disso. com rotor de pás radiais. 1). e uma sobrecarga do motor que pode ocorrer se a pressão estática do sistema diminuir. Examinandose a extensão relativa do vetor R. embora algum escorregamento possa ocorrer. porém a magnitude é tipicamente menor do que a dos outros tipos. As desvantagens são: o formato de sua curva de desempenho que permite a possibilidade de instabilidade por paralelismo. Este vetor de velocidade de partícula absoluta relativo ao solo (S) tem dois componentes. (b) Axiais e (c) Fluxo Misto. 1 . Portanto. O rendimento estático máximo de 60-68% geralmente ocorre ligeiramente à direita do pico da pressão estática. a rotação baixa que minimiza o tamanho do eixo e do mancal.Pá Inclinada para Trás R B S t Sirocco . enquanto que o ventilador Limit Load requer a maior velocidade periférica. A Tabela 1 compara as características típicas de alguns dos tipos de ventiladores mais comuns. Os ventiladores centrífugos são divididos em três classificações de acordo com o tipo de rotor: com rotor de pás curvadas para a frente (Sirocco). A extensão do vetor da velocidade periférica (R).Rotores de Ventiladores Centrífugos R r=B S t Pá Radial R B r S t Limit Load . conforme representado no diagrama. um radial (r) e o outro tangencial (t) ao rotor. A velocidade do ar relativa à pá é indicada pelo vetor da pá (B) que é quase tangencial à pá. 1-4 . os ventiladores são fabricados em uma variedade de tipos. não atingem as altas rotações necessárias para desenvolver as pressões estáticas mais elevadas. pode-se ver que o ventilador Sirocco requer a menor velocidade periférica para uma determinada capacidade. As vantagens do ventilador Sirocco são o baixo custo. Ventilador Centrífugo com Rotor de Pás Curvadas para a Frente (Sirocco) O ventilador centrífugo tipo sirocco movimenta-se a rotações relativamente baixas e é geralmente usado para produzir vazões altas com baixa pressão estática. Ventilador Centrífugo É um ventilador em que o ar entra no rotor axialmente e é descarregado radialmente em uma carcaça do tipo voluta. É inerentemente mais fraco em seu aspecto estrutural que os demais tipos. não é adequado para o transporte de materiais devido à configuração de suas pás.BOLETIM TÉCNICO Nº 4 TIPOS DE VENTILADORES ara cobrir uma ampla gama de aplicações. os ventiladores sirocco. P Fig. com rotor de pás voltadas para trás (Limit load e Airfoil).Pá Curvada para Frente r = Componente Radial t = Componente Tangencial S = Velocidade Absoluta do Ar B = Velocidade do Ar em Relação ao Rotor R = Velocidade Periférica Relativa do Rotor O ventilador Sirocco pode entrar em instabilidade. O intervalo de operação típico deste tipo de ventilador é 30 a 80% da vazão em descarga livre (Fig. A rotação para determinado tipo de rotor de ventilador centrífugo é determinada pela velocidade periférica necessária para produzir a velocidade de partícula de gás absoluta requerida para a aplicação (Fig. Podem ser classificados sob três tipos gerais: (a) Centrífugos. A curva da potência tem um aclive crescente e é chamada de "tipo sobrecarga". e um amplo intervalo de operação. indica a RPM relativa do rotor para produzir uma determinada capacidade.

3). 2-4 Um refinamento do ventilador Limit Load com pás planas utiliza pás de formato de aerofólio. O rendimento estático máximo de cerca de 80% geralmente ocorre próximo ao limite de seu intervalo de operação normal. 5) são geralmente mais estreitos do que outros tipos de ventiladores centrífugos. A magnitude da instabilidade. 4. O ventilador com pás radiais é bem adequado para lidar com volumes de ar baixos em pressões estáticas relativamente altas e para o transporte de materiais. de um ventilador limit load é maior do que de um ventilador Sirocco. em segundo lugar. Este ventilador também é inadequado para o transporte de materiais. A curva de potência geralmente atinge um máximo no meio do intervalo de operação normal. Esta relação proporcional permite que o controle de capacidade seja acionado a partir da entrada de energia no motor. Pe e Potência Absoluta 100 he. O intervalo de seleção normal do ventilador Limit Load é de aproximadamente 40-85 % da vazão em descarga livre (Ver Fig. Geralmente.BOLETIM TÉCNICO Nº 4 Fig. mais eficiente ele se torna para uma determinada seleção. Inerentemente. conforme previamente indicado pelo diagrama do vetor de velocidade. A magnitude da instabilidade também aumenta com as pás aerofólio.Curva Característica para Ventilador Limit Load 100 he. Ventiladores com Rotor de Pás Radiais Os ventiladores com pás radiais (Fig. Isto aumenta o custo e é o motivo principal de não serem usados para aplicações de ar condicionado. 3 . um projeto mais forte o torna adequado para operação em pressão estática mais elevada. uma operação instável ocorre na medida em que a pressão estática de operação se aproxima da pressão estática máxima (para vazão nula). Isso melhora o rendimento estático para cerca de 86% e reduz ligeiramente o nível de ruído. As desvantagens deste tipo de ventilador são o alto custo e um rendimento inferior. primeiramente. portanto a sobrecarga geralmente não é problema. eles exigem um rotor de diâmetro maior para uma determinada capacidade. . a rotação mais alta a qual requer tamanhos maiores de eixo e mancal e confere mais importância ao balanceamento apropriado e. quanto maior o ventilador.Curva Característica para Ventilador Siroco Fig. Curvas características para ventiladores aerofólio encontram-se representadas na Fig. Pe e Potência Absoluta 70 Curva de Rendimento Estático Curva de Potência Absoluta Curva de Pressão Estática 80 0 0 30 Q 80 100 0 0 40 Q 85 100 Ventilador com Rotor de Pás Voltadas para Trás (Limit Load) Os ventiladores tipo Limit Load movimentam-se a aproximadamente duas vezes a rotação dos ventiladores Sirocco. As desvantagens do ventilador Limit Load incluem. As vantagens do ventilador Limit Load são o maior rendimento e a curva de potência de não-sobrecarga (carga limite). quando ocorre. 2 . As suas outras vantagens são a ausência de instabilidade e a presença de uma curva de potência quase reta em uma relação linear com a vazão. Conseqüentemente.

geralmente consistem de um rotor Limit Load de simples aspiração colocado numa carcaça cilíndrica para descarregar o ar radialmente contra o lado interno do cilindro. o fluxo em linha reta resulta em uma economia de espaço significativa. 6. Pe e Potência Absorvida Ventiladores Centrífugos Tubulares Os ventiladores centrífugos tubulares. Os ventiladores tuboaxiais e os ventiladores vaneaxiais (Fig. 72% e o nível de ruído é aumentado.Curva Característica para Ventilador Centrífugo Tubular 100 70 Rotor Centrífugo de Simples Aspiração Bocal de Aspiração Entrada de Ar Saída de Ar 0 0 50 Q 85 100 Ventiladores Axiais Os ventiladores axiais dividem-se em três grupos: propeller. de modo geral.Curva Característica para Ventilador Airfoil Fig.BOLETIM TÉCNICO Nº 4 Fig. 8) é bem aplicado para altos volumes de ar com pouca ou nenhuma pressão estática diferencial. Pás de guia são usadas para recuperar pressão estática e endireitar o fluxo de ar. é aproximadamente o mesmo que o ventilador com voluta do tipo limit load de pás planas ou aerofólio. O ar é. um ventilador vaneaxial é mais eficiente do que um ventilador tuboaxial e pode atingir pressões mais elevadas. Freqüentemente. Entretanto. sendo similares. aproximadamente. Fig. Pás de Guia Curvas características estão representadas na Fig. 7 . Esta é a principal vantagem dos ventiladores centrífugos tubulares. 5 . 3-4 O ventilador tipo propeller (Fig. 6 . o rendimento estático é reduzido para um máximo de. exceto pelas pás de guia (endireitadores) nos ventiladores vaneaxiais. uma vez que não há controle do fluxo turbulento através do ventilador. conforme ilustrado na Fig. Estas pás de guia removem grande parte do turbilhonamento do ar e melhoram o rendimento. então. 7. Pe e Potência Absorvida he. entre sí. O intervalo de seleção. Portanto. . 9) são simplesmente ventiladores com um rotor axial (hélice) montados em um cilindro. 5085% da vazão máxima em descarga livre. tuboaxial e vaneaxial. desviado paralelamente ao eixo do ventilador para fornecer um fluxo em linha reta.Ventilador Centrífugo Tubular Fig. Pe e Potência Absorvida 100 Curva de Rendimento Estático Curva de Potência Absorvida Curva de Pressão Estática 70 0 0 50 Q 85 100 0 0 35 Q 80 100 he.Curva Característica para Ventilador de Pás Radias 100 86 he. 4 .

O rendimento estático máximo de um ventilador vaneaxial industrial é aproximadamente de 85%. a potência absorvida é máxima na pressão estática máxima (vazão nula). As vantagens dos ventiladores tuboaxiais e vaneaxiais são o peso e o tamanho reduzidos. Pode ser construído para propiciar descarga axial ou radial e produzir mais pressão do que um ventilador de vazão comparável.br www. Com ventiladores centrífugos. Estes ventiladores possuem pás de passo variável as quais podem ser ativadas por um controle externo. A desvantagem destes ventiladores é seu alto nível de ruído.Fax: (51) 3364. Para ventiladores de grande porte que requerem p o t ê n c i a m o t o r a a c i m a d e 7 5 k W.Curva Característica para Ventilador Vaneaxial (alto desempenho) 100 80 0 0 Q 65 90 100 Ventiladores De Fluxo Misto Os ventiladores de fluxo misto possuem um fluxo de ar através do rotor que é intermediário entre o dos ventiladores do tipo centrífugo e do tipo axial. 8 . com rendimento total igual. e o fluxo de ar em linha reta que freqüentemente elimina curvas no sistema de dutos.otam. um projeto mais sofisticado dos ventiladores vaneaxiais tornou possível o uso destes ventiladores em pressões comparáveis àquelas desenvolvidas pelos ventiladores Limit Load do tipo aerofólio. 10 . Bitencourt.BOLETIM TÉCNICO Nº 4 Observe que. com os ventiladores axiais.br 4-4 . 9 . (Fig.1264 Caixa Postal 7056 .Ventilador de Fluxo Misto OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA Av.CEP: 91150-010 . quer com a utilização de um controlador manual ou de um pneumático.5566 . 10) Fig.com.com.Porto Alegre . O intervalo de operação para ventiladores axiais é de aproximadamente 65 a 90% da vazão máxima (descarga livre).s e a s características do ventilador. 1501 Fone: (51) 3364.Curva Característica para Ventilador Propeller 100 50 0 0 Q 65 100 Fig. a potência absorvida é mínima na pressão estática máxima (vazão nula).RS e-mail: comercial@otam. atenuações de ruído geralmente são necessárias tanto à montante quanto à jusante. Nos últimos anos. Fig. é c o m p a r a t i v a m e n t e s i m p l e s m u d a r. Francisco S. As desvantagens dos ventiladores axiais são o alto nível de ruído e o rendimento menor do que o dos ventiladores centrífugos.

Embora um ventilador de praticamente qualquer tamanho. Os mesmos resultados podem ser mais rapidamente obtidos recorrendo-se às tabelas ou curvas de seleção publicados pelos fabricantes dos ventiladores. Há dois métodos de seleção do ventilador: (1) Método de Seleção pela Rotação Específica para selecionar o tipo de ventilador. mas também a pressão desenvolvida pelo ventilador. A vazão de ar é determinada pelo projetista do sistema a uma temperatura específica e de acordo com a pressão barométrica na entrada do sistema. ou ligeiramente à direita do mesmo. três parâmetros básicos são exigidos para a seleção do ventilador: vazão de ar ou capacidade (m3/h). assim. 1-5 . (c) Custo inicial do ventilador versus custo de operação do mesmo (potência do ventilador e manutenção). Após as exigências de espaço. a seleção do ventilador mais adequado é no ponto de rendimento de pico (máximo). (e) Efeito de redução no desempenho do ventilador provocada pelo sistema. o fornecedor de ventiladores normalmente assume o ar em condições padrão (ar seco a 20oC e pressão barométrica de 760mmHg). as reais possibilidades ficam limitadas pela prática da engenharia e pelas considerações econômicas: (a) Espaço para o ventilador e seu mecanismo motriz. Método de Seleção pela Rotação Específica Este método é comumente usado para selecionar o tipo de ventilador. Este método geralmente não é recomendado para ventiladores acionados por dispositivos dotados de variação de velocidade. A seleção da rotação do motor que produzirá a seleção mais eficiente para o ventilador é uma questão de simular rotações motoras padrão disponíveis. possa ser selecionado para uma determinada vazão e resistência do sistema. e outras considerações terem sido estabelecidas. (d) Tipo e intensidade do ruído produzido pelo ventilador. normalmente ventiladores maiores com acionamento direto. a vida esperada do ventilador. quer seja pressão total ou estática (mmca) e a velocidade de descarga (m/s). Ilustração deste método poderá ser encontrada posteriormente neste boletim sob o título "Selecionando o Tipo de Ventilador". as rotações específicas correspondentes poderão ser calculadas e. normalmente baseadas em ar padrão. temperatura do ar. Fatores que afetam a densidade do ar são: pressão barométrica.BOLETIM TÉCNICO Nº 5 SELEÇÃO DE VENTILADORES m qualquer sistema de ventilação. Esta densidade não apenas determina a capacidade volumétrica para uma determinada massa de fluido. particularmente correias em V versus acionamento direto. Sempre que estas condições não forem especificadas. Método de Seleção do Ar Equivalente O segundo método é o "Método de Seleção do Ar Equivalente" para selecionar o tamanho do ventilador usando-se as leis dos ventiladores. centrífugo ou axial. O desempenho do ventilador é uma função da densidade do ar na sua aspiração. o potencial exigido para mover o ar pelo sistema. A partir destas simulações. na curva de desempenho. temperatura e umidade relativa. operação em paralelo. (f) Mecanismo motriz do ventilador e sua confiabilidade.para obter o tamanho do ventilador. e outros fatores listados sob o título "Tipos de Ventiladores". a aplicação do ventilador. Isto está intimamente ligado à construção e classe do ventilador. tais como transporte de materiais. (b) Condições de Serviço. tais como polia variável e correias em V comumente usadas para a maioria dos sistemas HVAC. usadas com as curvas de desempenho básicas para selecionar a vazão do ventilador e o rendimento para uma determinada pressão estática e densidade do ar. E (g) Estimativa de vida do ventilador versus custo inicial. intervalo de pressão. (2) Método de Seleção do Ar Equivalente .

Alguns fabricantes publicam dados certificados de valores de ruído para os seus ventiladores e estes devem ser consultados quando disponíveis. observando-se qual ventilador atende às exigências do projeto com potência absorvida mínima. o valor listado para potência absorvida deverá ser multiplicado pela razão entre a densidade real e a densidade padrão. A sua principal vantagem refere-se à representação gráfica do desempenho para uma família de ventiladores semelhantes. somente na descarga. a seleção lógica. O custo inicial de cada ventilador. O custo inicial pode ser traduzido em um "custo de propriedade" anual. se for o caso.75 N = rotação do ventilador. Curvas de seleção também são muito úteis para a seleção de ventiladores. os ventiladores centrífugos normalmente necessitam de tratamento mínimo e. Independentemente do método utilizado para selecionar um ventilador. a seleção neste intervalo propicia uma operação mais estável do que em um ventilador sobredimensionado. é aconselhável a orientação de um especialista em acústica. É definido por: N s = 2. Para uma melhor compreensão de como estas curvas são construídas e usadas. A economia é normalmente o fator determinante na seleção final. Entretanto. diversas referências excelentes encontram-se disponíveis. Eles tornam a seleção mais rápida e dirigida. além de permitirem a impressão de folhas de dados e curvas personalizadas. No entanto. Pa 0. então. Por outro lado. os ventiladores axiais requerem tratamento acústico tanto no lado da aspiração como da descarga. existe geralmente uma seleção possível de dois ou mais ventiladores adequados. muitos fabricantes também tem programas computacionais disponíveis. O valor tabulado de RPM é a rotação operacional exigida. De fato.BOLETIM TÉCNICO Nº 5 Isto resulta em um ventilador ligeiramente menor. SELECIONANDO O TIPO DE VENTILADOR Método da Rotação Específica método da rotação específica (Ns) é freqüentemente usado como um critério para selecionar o tipo de dispositivo de movimentação de ar mais adequado para uma aplicação. ao qual adiciona-se o custo de energia anual para o funcionamento do ventilador e o custo de manutenção anual.5 O Onde e é normalmente avaliado no ponto de rendimento máximo. Em geral.877 x N x Q P 0. atenuadores acústicos e isoladores de vibração. O rendimento de pico pode ser determinado a partir das curvas de desempenho do ventilador ou a partir de tabelas de multi-seleção. sua rotação e seu rendimento. m3/s P = pressão estática. e deve-se ter um grande cuidado para não selecionar um ventilador dentro do intervalo instável da curva. Existe apenas um tamanho de ventilador de qualquer tipo que pode atender essas exigências. A vibração e o ruído do ventilador são considerações importantes e são influenciadas pelo tamanho e tipo de ventilador. A estes custos de componentes deve-se adicionar o custo de instalação. Para sistemas de ventiladores de alta e média pressão. deve ser determinado. a interpolação linear nestes valores fornecerá resultados precisos. 2-5 . Além dos já citados métodos manuais de seleção de ventiladores. os ventiladores sobredimensionados devem ser selecionados apenas onde um aumento futuro de capacidade é esperado. a fim de se obter a potência operacional exigida. rpm Q = vazão do ar. que inclui todos os acessórios exigidos. O ventilador cujos custos anuais de propriedade e de operação forem menores será. Se as exigências de projeto não coincidirem exatamente com os valores de catálogo de vazão ou pressão.

porque estes dispositivos são selecionados principalmente com base no padrão de fluxo e não no rendimento. para vários tipos de dispositivos de movimentação do ar. Sopradores tangenciais e ventiladores de fluxo misto não foram incluídos no gráfico. Esta interpretação física não é em si muito significativa ou importante. necessariamente. a rotação específica é a velocidade de rotação daquele membro que produzirá uma pressão estática de 248 Pa com uma vazão de 0. 1. então há uma gama maior de escolha ao selecionar o tipo de ventilador ou soprador.000472 m3/s.BOLETIM TÉCNICO Nº 5 Em uma família geometricamente semelhante de sopradores ou ventiladores. por exemplo. Propeller Tuboaxial AXIAL Vaneaxial Limit Load Sirocco CENTRIFUGO Radial 10 15 20 30 40 50 60 70 (PARA VENTILADORES EM PARALELO MULTIPLICAR POR 1. Quando calculada no ponto de rendimento máximo. O critério de rotação específica é. mais definitivo em aplicações de acionamento direto. encontram-se demonstrados na Fig. para dispositivos de movimentação do ar geometricamente semelhantes. Uma vez que a pressão estática e a vazão em uma aplicação são mais ou menos fixas. Se a rotação puder ser variada. Fig. portanto. Estas variações são típicas e não se aplicam. 1. o valor da expressão acima é o mesmo nos mesmos pontos de seleção. a rotação específica depende apenas do tipo de dispositivo de movimentação do ar. onde a rotação é fixada pela velocidade do motor. a rotação específica pode ser variada somente se a rotação puder ser variada. aos produtos de qualquer fabricante em particular. A utilidade da rotação específica como um critério de seleção reside no fato de que.4) 80 90 100 150 200 300 400 Ns x 1000 3-5 .Gráfico de Rotação Específica Intervalos Aproximados de Rotação Específica para Vários Dispositivos de Movimentação de Ar. Gráfico de Rotação Específica Os intervalos de rotação específica com rendimento ótimo. independentemente do tamanho ou rotação.

490 mas ele não seria muito eficiente a menos que uma unidade duplex fosse usada). Unidade: metros por segundo (m/s) 4-5 C (d) Densidade do Gás de Trabalho Densidade de ar/gás que entra na aspiração do ventilador em massa por unidade de volume.BOLETIM TÉCNICO Nº 5 Exemplo Um dispositivo de movimentação do ar deve entregar 1. este deveria ser o nível de potência sonora dentro do duto. informações posteriores. (c) se aplicam. Temperatura à qual (a). embora não essenciais. mas infelizmente muito poucos dados sobre isto são disponíveis. É claramente de interesse do usuário de ventiladores que sejam fornecidas todas as informações estabelecidas abaixo. assegurar que a melhor seleção dentre um número de alternativas seja feita. com redução de rotação apropriada. um único ventilador de pás curvadas para a frente poderia ser usado. (a) Se acionamento direto for exigido. ainda. o nível de potência sonora irradiado da voluta do ventilador é uma consideração importante. Além disso. Informações Essenciais: (a) Vazão do Ar O volume real de ar/gás por unidade de tempo que entra na aspiração do ventilador. Unidade: quilograma por metro cúbico (kg/m³) (E)Altitude do Local de Instalação do Ventilador Unidade: metros (m) (f) Natureza do Gás Composição (se não for ar). Unidade: (dB re 10-12 Watts) (h) Tipo de Ventilador e Disposição Detalhes das posições de aspiração e de descarga. tipo de arranjo desejado. em cada banda de oitava. outros métodos de seleção devem ser usados para encontrar o soprador ou ventilador em particular mais adequado para a aplicação. A rotação específica é principalmente útil para selecionar o melhor tipo de ventilador ou soprador. (b). e a exigência de potência novamente seria de aproximadamente 0. Unidades: litros por segundo (l/s) metros cúbicos por segundo (m³/s) metros cúbicos por hora (m³/h) (b) Pressão Pressão de trabalho do ventilador Unidades: Pascais (Pa) mmca (milímetros de coluna d´água) (c) Velocidade de Descarga Velocidade de descarga do ventilador. então. (Um ventilador de pás curvadas para a frente Sirocco poderá operar em Ns = 64. Preferivelmente.51 m3/s a uma pressão estática de 248 Pa quando acionado por um motor de 6 pólos (1140 rpm) . e a exigência de potência seria de aproximadamente 0. explosivo. (g) Ruído O nível de ruído máximo que se pode tolerar do ventilador. podem evitar que uma máquina inadequada seja fornecida ou. corrosivo ou possui sólidos arrastados. (b) Se o dispositivo puder ser acionado por correias. Uma redução de rotação de 2 para 1 colocaria a aplicação bem dentro do intervalo do ventilador Sirocco. Unidade: graus Celcius (ºC) Se o gás é tóxico. Uma vez que o tipo tiver sido determinado. então um soprador centrífugo de pás voltadas para trás (tipo Limit Load) ou um ventilador vaneaxial seriam mais eficientes.75 kW. tamanho dos dutos de entrada e de saída aos quais o . Com freqüência. REQUISITOS DE UMA CONSULTA DE VENTILADORES ertas informações essenciais são exigidas para que um fornecedor de ventiladores possa ofertar o equipamento que melhor atenda a aplicação para a qual será destinado.75 kW. Que tipo de dispositivo é adequado para esta aplicação? Referindo-se ao gráfico de Rotação Específica.

(b) No caso de um ventilador ter que lidar com gases quentes. isto é.com. se é de eixo horizontal ou vertical. exaustão de pintura com pistola. (c) Se o ventilador ou acionamento deve ser resistente a intempéries.5566 .CEP: 91150-010 . Exemplos: tiragem induzida. a menos que haja alguma disposição em contrário. Francisco S.1264 Caixa Postal 7056 .com. temperatura.RS e-mail: comercial@otam. Informações Adicionais Informações adicionais podem incluir: (a) Breves detalhes da aplicação do ventilador. Bitencourt. (d) Deve ser dada tolerância para futuro aumento de rotação? (e) Se a aplicação do ventilador é extra pesada no acionamento. 1501 Fone: (51) 3364. detalhes do suprimento elétrico. que todas as correções para densidade. Vida e tipo dos rolamentos.br www. etc.otam. Se uma base de isolamento de vibração é exigida. etc. que os detalhes acima são as reais condições sob as quais o ventilador operará. Av.Fax: (51) 3364.BOLETIM TÉCNICO Nº 5 (i)Acionamento Detalhes do tipo de acionamento no ventilador.Porto Alegre . Se houver dúvida sobre quaisquer exigências. é necessário que se informe as condições ambientais às quais os mancais serão submetidos. necessitando de fatores adicionais de segurança no projeto? OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. o projetista/usuário Deverá notificar o fabricante de ventiladores. foram executadas pelo usuário. Tipo dos Mancais.br 5-5 . Supõe-se.

Pás profundas permitem expansão eficiente dentro do intervalo entre as pás. 10 10 8 6 4 RENDIMENTO . onde a distribuição de ar a jusante não é crítica.Aplicados em sistemas de exaustão de baixa pressão para galpões industriais. .Padrão de descarga circular formando redemoinhos. .As mesmas aplicações de aquecimento. .10 a 16 pás de perfil aerofólio curvado para trás em relação a direção da rotação.Pás de guia corrigem o movimento circular provocado pelo rotor e melhoram as características de pressão e o rendimento do ventilador.Para aplicações de baixa pressão com movimentação de volumes elevados de ar.Tipos de Ventiladores TIPO AEROFÓLIO Tabela 1 . portanto.Desempenho semelhante ao do ventilador limit load.Normalmente não inclui configuração para recuperar o componente de pressão dinâmica. 10 8 6 4 2 0 10 . .POTÊNCIA .Unidades centrífugas são um pouco mais silenciosas do que as unidades axiais. . . .Aplica-se a instalações industriais grandes de ar limpo para economia significativa de energia. .Normalmente operado sem conexão a um duto.A potência aumenta continuamente até a descarga livre. 2 0 10 PRESSÃO . portanto. ou auto-limitante. . cabines de pintura à pistola e exaustão de fumos.Rendimento inferior do que o ventilador limit load porque o ar gira a 90°.Normalmente. .Cubo é normalmente maior do que a metade do diâmentro da hélice do ventilador.A saída de ar se dá através do espaço anular da parte inferior da cúpula.A cúpula protege o ventilador do clima e atua como calota de segurança. B .Aplicados em sistemas de exaustão de baixa pressão para galpões industriais.Alta vazão.POTÊNCIA 10 10 8 6 4 RENDIMENTO .Normalmente possui 4 a 9 pás em perfil aerofólio ou com espessura simples. .Principalmente para aplicações HVAC de baixa pressão em sistemas de ar de retorno. . .Para determinada capacidade. . .A pressão pode cair repentinamente à esquerda da pressão de pico. . .Curva de pressão mais plana e rendimento menor do que os ventiladores aerofólio. . alta ou média pressão. ar formando redemoinhos. 10 10 8 6 4 RENDIMENTO . .Não é comum para aplicações HVAC. o que é uma vantagem com relação às unidades de exaustão natural ou eólica. placa de orifício ou Venturi.Limitado às aplicações de baixa pressão.POTÊNCIA PROPELLER VENTILADORES AXIAIS 2 0 10 TUBOAXIAL 2 0 10 VANEAXIAL 2 0 10 CENTRÍFUGOS TUBULARES PROJETOS ESPECIAIS 2 0 10 PRESSÃO . . AXIAIS . . . . ventilação e ar condicionado em geral. PRESSÃO . . . exceto pela vazão e pressão serem um pouco inferiores.Tubo cilíndrico com folga mínima em relação às pontas das pás. . . . . .Utilizado em aplicações industriais no lugar de ventiladores tuboaxiais. .Característica de pressão mais alta do que a dos ventiladores aerofólio e curvados para trás. cozinhas. cozinhas.Padrão de descarga circular. ventilação e ar condicionado do ventilador aerofólio. APLICAÇÕES .Pás de guia na aspiração ou na descarga aumentam a pressão e melhoram o rendimento. . depósitos e algumas instalações comerciais.A curva de desempenho de alguns projetos é semelhante a do ventilador de fluxo axial e apresenta cela à esquerda da pressão de pico.Tipo voluta. apresenta a rotação mais elevada dos projetos de ventiladores centrífugos.O rotor reforçado é simples de ser consertado em campo.POTÊNCIA 10 RENDIMENTO 10 8 6 4 2 0 10 RENDIMENTO RADIAIS R . . .Rendimento apenas ligeiramente menor do que o ventilador aerofólio.Voluta semelhante e com freqüência idêntica a outros projetos de ventiladores centrífugos.Tubo cilíndrico com folga mínima em ralação às pontas das pás.POTÊNCIA 10 RENDIMENTO 10 8 6 4 2 0 10 RENDIMENTO . .Normalmente operado sem conexão a um duto. .O projeto ótimo especifica proximidade às pontas das pás e forma um fluxo de ar suave para dentro do rotor.Rendimento máximo requer ajustes finos entre as peças e alinhamento entre o rotor e a aspiração. . opera com pressão muito baixa e vazão muito alta. PRESSÃO . .Características de alta pressão com capacidade de vazão média.Tubo cilíndrico semellhante ao ventilador vaneaxial. . .A curva pode ter uma interrupção à esquerda da pressão de pico e o ventilador não deve operar nesta área. . . .Unidades centrífugas são ligeiramente mais silenciosas do que as unidades axiais.POTÊNCIA 8 6 4 2 0 0 10 8 6 4 2 0 0 2 Vazão RENDIMENTO CARACTERÍSTICAS DE DESEMPENHO . . Estas vazões também apresentam características de pressão boas.O ajuste entre o rotor e a aspiração não é tão crítico quanto para os ventiladores aerofólio e inclinados para trás. .Mais compacto que os ventiladores centrífugos para a mesma função. PRESSÃO . Pt P e h t h s We Vazão 2 4 6 8 2 0 10 CURVADOS PARA TRÁS VOLTADOS PARA TRÁS (Limit Load) RENDIMENTO 10 8 6 4 VENTILADORES CENTRÍFUGOS PRESSÃO .POTÊNCIA R 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 2 Vazão 4 6 8 2 Vazão 4 6 8 Vazão 2 4 6 8 Vazão 2 4 6 8 2 Vazão 4 6 8 2 Vazão 4 6 8 2 Vazão 4 6 8 Vazão 2 4 6 8 M CURVADOS PARA FRENTE (Sirocco) . .Utilizadas em algumas aplicações industriais onde a pá de aerofólio pode sofrer corrosão ou erosão devido ao ambiente. tais como circulação de ar em um espaço ou ventilação por uma parede sem dutos. depósitos e algumas instalações comerciais. . . . A seleção do motor deve levar isso em consideração. .Rendimento mais alto de todos os projetos de ventiladores centrífugos. .Curva de desempenho apresenta cela à esquerda da pressão de pico. .Aplicações de aquecimento. .Sistemas de exaustão de baixa pressão.Os mais eficientes destes ventiladores possuem pás aerofólio.Uma vez que o projeto do rotor é menos eficiente.Usado em algumas aplicações industriais.BOLETIM TÉCNICO Nº 5 Tabela 1 . .A potência atinge o máximo perto do rendimento de pico e torna-se menor.A carcaça normal não é usada. porém isso normalmente não causa problemas. 2 0 10 PRESSÃO . .Não selecionar o ventilador na declividade da curva de pressão no extremo esquerdo (cela) em relação a pressão estática de pico. . . rotores de baixo custo têm duas ou mais pás de espessura simples presas a um cubo relativamente pequeno. 10 10 8 6 4 RENDIMENTO .Unidades centrífugas são um pouco mais silenciosas do que as unidades axiais. . curvados para trás e inclinados para trás.Curva de desempenho pode apresentar uma cela à esquerda da pressão de pico.Curva de pressão menos íngreme do que a dos ventiladores limit load.Tipos de Ventiladores PROJETO DA CARCAÇA . . . . . Aplica-se também em algumas instalações industriais de alta pressão. média e alta.Apenas pressão estática e rendimento estático são apresentados nas curvas deste ventilador.O ar sai do rotor a uma velocidade menor do que a velocidade periférica.Fornece exaustão mecânica. exceto quanto ao rendimento de pico levemente inferior.A curva de desempenho apresenta cela à esquerda da pressão de pico devido à perda de sustentação aerodinâmica. Evite operar o ventilador nesta região.Sistemas de exaustão de baixa pressão. O rotor às vezes é revestido com material especial. o que é uma vantagem com relação às unidades de exaustão natural ou eólica. curvados para trás e inclinados para trás. 10 8 10 8 6 4 .Fornece exaustão mecânica. 4 6 8 PRESSÃO .Possui fluxo de ar em linha reta. cozinhas. a qual aumenta continuamente em direção a descarga livre ao selecionar o motor.POTÊNCIA .Um bom projeto da pá propicia um capacidade de média a alta pressão com bom rendimento. uma vez que o ar descarrega do rotor ao longo de toda circunferência.Selecione o ventilador preferencialmente à direita da pressão estática de pico. PROJETO DO ROTOR . as dimensões da carcaça não são tão críticas quanto para os ventiladores aerofólio e inclinados para trás.Usa a mesma configuração de carcaça que o ventilador aerofólio.Baixo rendimento. Normalmente é o mais estreito de todos os projetos de ventiladores contrífugos. . em direção a descarga livre. 10 10 8 6 4 .Usualmente aplica-se a sistemas grandes os quais são de aplicação de baixa. onde o fluxo de ar em linha reta e uma instalação compacta são necessárias.O ar descarrega-se radialmente do rotor e gira 90° para fluir através das pás de guia. opera com pressão muito baixa e vazão muito alta.Aplicado principalmente no transporte de materiais em plantas industriais. . A curva apresenta uma cela à esquerda da pressão de pico. depósitos e algumas instalações comerciais.A potência aumenta continuamente até a descarga livre.Eficientes pelos mesmos motivos do ventilador aerofólio.A potência aumenta continuamente até a descarga livre. ajustável ou variável.As pás podem ter passo fixo. Evite operar o ventilador nesta região.Rendimento menor que o ventilador limit load. .Anel circular simples.Desempenho semelhante ao ventilador limit load. exceto pela folga entre o rotor e a carcaça que não fica justa.Um pouco mais eficiente e capaz de desenvolver pressão estática mais alta do que o ventilador tipo propeller. cozinhas.10 a 16 pás com espessura simples curvadas ou inclinadas para trás em relação a direção da rotação. tais como galpões industriais.Aplicações em sistemas genéricos de HVAC de pressão baixa. . .É essencialmente um ventilador axial montado sobre uma estrutura de suporte. CURVAS DE DESEMPENHO* 10 PRESSÃO . 5-6 .Rendimento máximo atingido próximo a descarga livre.Características de pressão mais alta do que os ventiladores aerofólio. .Aplicações HVAC em sistemas de dutos de baixa e média pressão.Apenas pressão estática e rendimento estático são apresentados nas curvas deste ventilador.POTÊNCIA . M . . tais como estufas de secagem.Semelhante ao ventilador aerofólio.|Maior rendimento à direita da pressão de pico em 40 a 50% da vazão máxima (descarga livre).Transferência de energia primária pela pressão de velocidade. .Utilizado para aplicações de renovação de ar. depósitos e algumas instalações comerciais. . .Possui boa distribuição de ar à jusante. sistemas de ar condicionado central e aparelhos de ar condicionado.Considere a curva de potência. . . . .Aplica-se principalmente em aplicações de HVAC de baixa pressão. tais como fornalhas residenciais.POTÊNCIA A CENTRÍFUGOS VENTILADORES DE TELHADO .Projeto do tipo voluta para uma conversão eficiente da pressão dinâmica em pressão estática. exceto pela vazão e pressão serem inferiores.Alta vazão. .Maiores rendimentos ocorrem em 50 a 60% da vazão máxima (descarga livre). PRESSÃO . mas com capacidade de pressão muito baixa. com capacidade de pressão média. tais como galpões industriais. .

2. ou vorticidade. Por este motivo. Fig. Se o giro do ar for contrário à rotação do rotor. em cada instalação de ventilador. uma situação correspondente ao uso de pás de guia (vanes) surge: a vazão do ventilador. resultando numa distribuição turbulenta e nãouniforme do fluxo em seu rotor. O Redemoinho ou Vorticidade Redemoinho na aspiração. Devido à variedade infinita das condições de aspiração.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 EFEITOS DO SISTEMA NA ASPIRAÇÃO DO VENTILADOR desempenho de ventiladores registrado em catálogos baseia-se em testes de laboratório realizados em condições ideais que quase nunca ocorrem na aspiração do ventilador. conforme graficamente representado na Fig. muitas das discussões sobre as condições de aspiração referem-se somente aos ventiladores centrífugos. Se o giro for imposto na direção da rotação do rotor. Isto não permitirá que o ar entre no ventilador uniformemente. 1 Fluxo não uniforme para dentro da aspiração de um ventilador induzido por uma curva de 90º . Fluxo Não-Uniforme para dentro da Aspiração do Ventilador O fluxo não-uniforme para dentro da aspiração do ventilador é tipicamente causado por uma curva instalada perto demais da mesma. Os efeitos de várias conexões de aspiração encontram-se representados nas figuras. a pressão e a potência são menores do que o esperado. Estas condições são prontamente superadas instalando-se veios ou um separador na aspiração do ventilador. Enquanto péssimas condições de aspiração afetam adversamente o desempenho dos ventiladores axiais. (b) Redemoinho ou vorticidade. os valores de desempenho catalogados. é difícil determinar valores de perda específica para as três causas básicas de perdas de aspiração do ventilador. os ventiladores centrífugos estão extremamente suscetíveis a estas condições. Entretanto. Há três causas básicas ou várias combinações das três para as perdas de aspiração do ventilador: (a) Vazão não uniforme para dentro da aspiração do ventilador. a vazão e a pressão estática serão maiores do que o esperado e o potência absorvida também será maior. Em ambos os casos. com freqüência seriamente. é uma causa freqüente de redução no desempenho do ventilador. Este desvio do ideal produz perdas de pressão que reduzem.sem veios. o redemoinho sempre reduz o rendimento. 1-7 . algumas orientações gerais serão úteis para reduzí-las. (c) Bloqueio de fluxo ou restrições na aspiração.

2 Redemoinho na aspiração do ventilador Plenum (a) A inércia do ar tende a concentrá-lo na parte inferior. causando redemoinho na aspiração do ventilador.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Fig. estabelecendo o redemoinho Giro Contrário Sem Giro (b) Com duas aspirações de tamanho desigual para a câmara do plenum. Curva de Resistência do Sistema Ponto de Projeto (sem giro) Giro a Favor Ponto de Operação (giro a favor) Ponto de Operação (giro contrário) Potência para Giro Contrário Potência sem Giror Potência para Giro a Favor (c) Efeito do redemoinho na aspiração no desempenho do ventilador Plenum Separador Separador Veios (d) Veios e separador evitam o redemoinho na caixa de aspiração (e) Um separador resolve o desequilíbrio que é causado por aspirações desiguais 2-7 . estabelece-se um desequilíbrio.

para corrigir a situação. Por exemplo.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Bloqueio de Fluxo ou Restrições na Aspiração Restrições ou bloqueios na aspiração do ventilador podem ser encontrados devido às condições de instalação de campo. e numa área de mais baixa velocidade. freqüentemente apresentam o seu mecanismo de atuação no centro. 3 . Em todos esses casos. 3). ou um duto com flanges. ou num duto com flanges.5 x pressão dinâmica no duto de aspiração Aspiração Reta Perda de Pressão na Aspiração = 0. e isso parcialmente obstrui o fluxo da mesma forma que as próprias pás. a parede do plenum poderá estar suficientemente próxima à aspiração do ventilador restringindo o fluxo de ar. Quando o duto termina num plenum. os ventiladores são instalados em câmaras tipo plenum com aspirações abertas. Quando o duto termina bruscamente. através de uma parede. com um aumento correspondente na potência absorvida. Sob certas condições. 4 . 5). que empregam pás de guia variáveis na aspiração. Há uma tendência crescente na indústria de ventiladores de montar pás de guia variáveis na aspiração dentro do bocal do ventilador.05 x pressão dinâmica no duto de aspiração Fig.Efeito do Espaço no Desempenho 100 Percentual da Pressão Estática de Pico (aspiração livre) 75 Aspiração Livre A = 50% do diâmetro do rotor 50 A = 30% do diâmetro do rotor Parede Parede A A 25 0 0 Ventilador 25 50 75 ~ ~ 100 Percentual da Vazão Máxima (aspiração livre) ~ ~ . As pás de guia na aspiração. freqüentemente resultam numa resistência adicional ao fluxo que diminui o desempenho catalogado. contrastando com a prática de montar um conjunto acessório de pás à montante da aspiração. o duto termina bruscamente (Ver Fig. Este bloqueio representa percentual maior em ventiladores menores e. a perda de desempenho é proporcionalmente maior (Ver Fig. Um espaçamento de 1/3 do diâmetro do rotor reduzirá a pressão e a vazão em aproximadamente 10%. a perda de pressão é 9/10 pressão dinâmica do duto de aspiração. Em algumas aplicações. assim sendo.4). uma perda na pressão estática será imposta. Nestes casos. um ventilador de 300 mm de diâmetro deve funcionar com rpm 4% mais alta para atender a capacidade informada no catálogo. Isto exigirá um aumento na rotação do ventilador. Fig. com um diâmetro maior. Paredes ou obstruções similares devem ser mantidas a uma distância mínima "A" correspondente a meio diâmetro do rotor do ventilador (Ver Fig. um bocal de aspiração reduziria a perda de aspiração para 1/20 da pressão dinâmica do duto de aspiração. com 3-7 um aumento correspondente da potência de aproximadamente 12%.9 x pressão dinâmica no duto de aspiração Aspiração em forma de Bocal Perda de Pressão na Aspiração = 0. Em alguns casos. há uma perda de pressão correspondente a metade da pressão dinâmica do duto de aspiração. um ventilador poderá ter um duto de aspiração reto relativamente curto iniciando num plenum. Ocasionalmente.Perdas num Duto Reto de Aspiração Plenum de Aspiração Duto de Aspiração Através Flangeado da Parede Perda de Pressão na Aspiração = 0. através de uma parede. montadas no bocal. Instalações de ventiladores.

Ventiladores de dupla aspiração são freqüentemente avaliados usando-se uma extensão no eixo motriz. incluindo um endireitador de fluxo. Infelizmente. Isto elimina o efeito de bloqueio das correias e da polia movida. EFEITOS DO SISTEMA NA DESCARGA DO VENTILADOR ondições de descarga do ventilador não alteram as características de seu desempenho da mesma forma que ocorre com turbulências na aspiração. de natureza espiral e não-uniforme. . potência adicional é necessária ao utilizar-se mancais e graxa para serviço pesado (heavy duty). Como resultado. portanto. Quando o desempenho dos ventiladores é testado. conseqüentemente. derivados destas condições de descarga ideais. de área constante. o que resulta em vórtices de descarga de ar. isto deve ser levado em consideração.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Ve n t i l a d o r e s d e s i m p l e s a s p i r a ç ã o s ã o freqüentemente testados. Basicamente. A redução será maior para ventiladores de pressão mais alta do que para ventiladores de baixa pressão devido ao mancal e seu suporte serem maiores. anexos à descarga. estas perdas são o resultado de um ou ambos dos seguintes fatores. Ao selecionar um motor em ou próximo a sua capacidade nominal. Fig. Perdas típicas de transmissão por correias representam 2 a 6%. e não preenche 4-7 C por completo a área de descarga. Além disso. A redução do desempenho será proporcionalmente maior para ventiladores menores do que para ventiladores maiores devido à área de bloqueio relativamente maior. O desempenho catalogado é ligeiramente reduzido pela transmissão normal por correias. Esta redução é maior em ventiladores de pressão maior devido às polias e correias serem mais largas. na estação de medição. num arranjo sem mancal na aspiração. estas condições de saída quase nunca são obtidas na prática. Estes efeitos são geralmente inferiores a 4% na rotação ou vazão e 12% na potência. Perdas nas correias são uma função da tensão. com objetivo de avaliação de desempenho. exibindo um perfil típico de velocidade de regime turbulento. As condições de descarga do ventilador podem ser responsáveis por perdas do sistema que. da quantidade e do tipo de correias. há uma grande distância para que o fluxo se redistribua e a espiral desaparecerá. Parte da energia dinâmica é convertida em pressão estática. eles apresentam tipicamente muitos diâmetros equivalentes de comprimento de duto. o fluxo será muito uniforme. 5 . e podem ser significativamente maiores com ventiladores menores em velocidades lentas. atingindo seu valor máximo pela concentração de ar no raio externo da voluta. com freqüência. e assim o fabricante de ventiladores tabula os dados de desempenho do ventilador. parcialmente por sua própria natureza e parcialmente devido ao endireitador. O comentário feito a respeito dos efeitos do suporte de mancal para os ventiladores de simples aspiração também se aplica a este caso. o desempenho destes ventiladores com um mancal na aspiração será ligeiramente menor do que o valor catalogado. Conseqüentemente. a velocidade de descarga do ventilador não é uniforme através da área de descarga. O fluxo de ar resultante da descarga do ventilador é.Restrição das Pás de Guia na Aspiração Percentual de Acréscimo na RPM e Potência 15 10 Potência Absorvida 5 RPM 0 30 40 60 Diâmetro do Rotor do Ventilador (polegadas) Além do bloqueio da transmissão e das correias. são mensuráveis. Redução na Recuperação da Pressão Estática O ar que sai de um rotor de ventilador do tipo centrífugo é liberado com um componente de velocidade radial.

não é recomendado que qualquer transformação repentina para áreas maiores seja usada. A perda de descarga será. então. enquanto que a resistência de uma placa perfurada depende do tamanho dos furos e da área livre. a velocidade real não é absolutamente igual ao valor tabulado. imediatamente na saída de descarga do ventilador. de apenas um ou dois diâmetros equivalentes. especialmente do tipo manga. se o ventilador tivesse uma velocidade uniforme em toda sua área de descarga. Entretanto. Teoricamente. pois a magnitude desta perda varia com o tipo de ventilador. 5-7 A descarga de um ventilador para dentro de um plenum pós-filtro deve levar em consideração. a perda de pressão de descarga seria equivalente a pressão dinâmica. resultarão numa perda menor. (Fig. devido ao impacto do ar em alta velocidade a uma curta distância. 6 . criam uma queda de pressão estática maior do que o esperado devido à turbulência e ao perfil de velocidade existente na descarga. Esta é a velocidade que é tabulada nos catálogos de ventiladores. Pobre Correto 15ºmax. A perda de pressão pelos filtros laváveis de 50 mm de espessura geralmente não excede 2. isto também acrescenta uma ligeira perda de pressão para que o ventilador supere. uma curva de raio médio deve ser usada (raio médio mínimo 1. obter uma recuperação estática ou. Esta perda pode ser estimada consultando-se os dados de desempenho de grelhas no catálogo de qualquer fabricante. Quando os ventiladores sopram para dentro de um plenum. se isto não for possível. além das perdas já citadas. Tipo de Ventilador Sirocco Limit Load Aerofólio Aumento % em RPM 6 4 3 % mínimo Pot ABS 20 13 9 15ºmax. A adição de um duto curto de descarga. ocorre uma perda devido ao alargamento repentino na seção de fluxo.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Ou o projeto do sistema deveria tentar usar um duto reto de 3 a 5 diâmetros equivalentes de comprimento à jusante do ventilador e. fornecer potência adicional para compensar as perdas dinâmicas. Quando uma curva tiver que ser usada na descarga do ventilador.5 x diâmetro do duto equivalente) ou um duto reto com comprimento de um diâmetro equivalente seguido por um curva quadrada com veios. Isto resulta em perdas reais de pressão de descarga de 150 a 300% do que se computaria da velocidade de descarga do catálogo.Transição na Descarga de Ventiladores Centrífugos Recomenda-se que a perda de descarga e num plenum seja obtida do fabricante do ventilador. através disso.5 mmca. como fazem em muitos sistemas de ventilação. então. Esta curta distância até mesmo permite uma redistribuição significativa da velocidade com a recuperação estática correspondente. calculada em função da velocidade de descarga do ventilador. Isso é uma prática comum e boa para projetos de dutos. Quando dutos de descarga retos são usados. não se recomenda que seja de raio pequeno e anexada diretamente à descarga do ventilador. Recomenda-se que a transição para um duto de área maior seja realizada com uma peça que apresente um ângulo de não mais do que 15º (inclusive) para minimizar as perdas. . Infelizmente. mas somente se a velocidade de descarga nominal do ventilador for menor que 10 m/s para minimizar problemas de geração de ruído. 6) Fig. Preferivelmente. A seguinte tabela mostra um aumento aproximado em RPM e potência absorvida dos ventiladores para os valores catalogados quando não há duto de descarga. Curvas nos Dutos As curvas nos dutos. ao comprimento reduzirá significativamente esta perda repentina devida ao alargamento. consideravelmente reduzida. Por esta razão. os danos aos filtros. velocidades de descarga reais médias são de 120 a 180% do valor do catálogo. tanto pré-filtros de metal laváveis de 50 mm de espessura ou uma placa perfurada de metal. colocados na frente do banco de filtros os protegerão de danos.

A perda dos ventiladores de dupla aspiração é maior porque a velocidade máxima de descarga do ventilador fica no centro e deve ser desviada no lado de fora da curva. O fluxo numa curva localizada na descarga de um ventilador difere em cada uma das quatro posições.Padrões de Fluxo em Curvas de Descarga Simples e Dupla Simples Aspiração Aspiração Posição A Dupla Aspiração Posição B Simples e Dupla Aspiração Posição C Simples Dupla Aspiração Posição D Aspiração 6-7 . 7 mostra uma ilustração das quatro posições). a segunda posição de menor perda para um ventilador de simples aspiração. Deveria ser usada sempre que possível. Assume-se uma perda igual a 0.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Presumindo-se que uma curva de raio médio de seção transversal retangular é ajustada à descarga do ventilador. A redistribuição de fluxo resultante gera perdas altas. a velocidade alta saindo da voluta continua pelo lado de fora da curva. (Fig. Isto resultará na menor perda das quatro posições. tanto para os ventiladores de simples quanto para os dupla aspiração. Fig. Estes fatores de perda são somente aproximados. porém eles realmente estabelecem um nível de perda adequado para fins de projeto. sem qualquer espiral. onde a velocidade de descarga máxima está centrada como na posição B. Se o fluxo fosse uniforme. Energia deve ser gasta para desviar o fluxo e. a porção de alta velocidade do fluxo da ar fica no mesmo lado da voluta e da curva. tanto para os ventiladores de simples quanto para os dupla aspiração. assume-se uma perda igual a 1. Para a posição C. Isso se aplica somente quando o fluxo for uniforme através do duto. O ventilador de simples aspiração tem sua velocidade de descarga máxima no lado oposto àquele que é normal para uma curva. ela pode conduzir o ar em qualquer uma das quatro direções. tanto para ventiladores de simples como de dupla aspiração.9 vezes a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal para os ventiladores de simples aspiração e 0. Esta posição é a mais desfavorável das quatro. 7 . Para a posição B. assume-se uma perda igual a 0. Para a posição A.5 vezes a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal.75 vezes a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal para os ventiladores de dupla aspiração. a redistribuição de velocidade nesta situação resulta em uma perda mais alta do que para os ventiladores de dupla aspiração. uma perda adicional é introduzida. não podemos aplicar qualquer dos fatores de fricção para dutos e curvas normais que se encontram no Manual ASHRAE ou outras referências.0 vez a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal. tal curva teria uma perda de pressão de 0. Assume-se uma perda igual a 0.75 vezes a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal para os ventiladores de dupla aspiração. consequentemente. Com uma velocidade de descarga não-uniforme e em forma espiral. Nestes ventiladores. Para a posição D.25 x velocidade de descarga do ventilador. Se a velocidade de descarga do ventilador fosse uniforme. e qualquer direção para a qual a girássemos seria irrelevante. Conseqüentemente. poderíamos calcular rapidamente a perda na curva. a velocidade máxima de descarga fica no lado oposto da curva.6 vezes a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal para os ventiladores de simples aspiração e 0.

possuem dois ventiladores descarregando para dentro de um mesmo duto por meio de uma conexão bifurcada.com. Deveria haver um duto reto de 1. a descarga do ventilador é tratada como se fosse uma descarga livre para dentro de um plenum. Fig.Fax: (51) 3364. Ventiladores de gabinete.otam.5 diâmetros equivalentes de comprimento antes da transição.5566 .com.RS e-mail: comercial@otam. 8 mostra as exigências para a conexão bifurcada. Bitencourt. 1501 Fone: (51) 3364. com um ângulo de convergência de.br 7-7 .1264 Caixa Postal 7056 .Porto Alegre . 30º em cada lado. A Fig.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Os ventiladores são freqüentemente instalados em caixas retangulares também chamadas de “gabinetes". no máximo. e as perdas já explicadas são então usadas. 8 Construção Apropriada de uma conexão bifurcada numa unidade de dois ventiladores 30º max. Se estes parâmetros de projeto não puderem ser atendidos. 1¹/² dia OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.CEP: 91150-010 .br www. Av. a fim de que o ventilador alcance o desempenho do catálogo. Francisco S. com freqüência.

A seleção da polia movida é muito importante para assegurar que a vida L10 não seja abreviada. Uma definição mais clara do termo "vida" é.000 N (D/2) (4) Carga Dinâmica de Partida da Polia.667 x C horas n S L10 L5 L4 L3 L2 L1 90 95 96 97 98 99 1 0. Todas as informações apresentadas aqui sobre taxa de carga dinâmica baseiam-se na vida que espera-se que 90% de um grupo bastante grande de rolamentos. essencial para o cálculo do tamanho do rolamento. vidas que são atingidas ou excedidas com uma probabilidade maior que 90%. cv = P Nm W (3) Carga Dinâmica da polia. rpm C = índice de carga dinâmica básica.33 0. 1-2 .000 horas possui uma vida L50 de 240. que rolamentos aparentemente idênticos operando sob condições idênticas têm vidas diferentes. venha a atingir ou exceder. isto é. Queira consultar a tabela abaixo para fator de ajuste. antes que o primeiro sinal de fadiga (escamação. Este é o número de horas que 50% de um grupo de rolamentos idênticos e com carga idêntica deverá sobreviver. L10. onde: L10h= 16. Isto é chamado de vida nominal básica. Cálculo da Vida do Rolamento (1) Velocidade angular. w = 2p n rad/s 60 (2) Torque Máximo. um rolamento com uma L10 de 60. como segue: p L10h= 16.BOLETIM TÉCNICO Nº 7 VIDA DOS ROLAMENTOS DOS VENTILADORES Vida do Rolamento vida de um rolamento é definida como o número de horas de operação numa determinada rotação constante (ou número de revoluções) à qual o rolamento é capaz de resistir. portanto.53 0.21 Ocasionalmente. multiplicando-se a vida L10 por 4. onde: p = 3 para rolamento de esfera p = 10/3 para rolamento de rolos (5) Horas de Operação. A Valor do Fator de Ajuste de Vida Grau de vida Confiabilidade Fator de Ajuste % Entretanto.62 0.000 horas. L10 (ou vida nominal) e concorda com a definição ISO. É calculada. que não a nominal básica.667 x n ( ( C S p horas n = velocidade de rotação. é mais conveniente lidar com uma vida nominal básica expressa em horas de operação. o termo "vida média" ou L50 é usado. etc. mm S = carga máxima do rolamento. Equação de Vida do Rolamento O método mais simples de cálculo da vida é a equação ISO para vida nominal básica. tanto em testes de laboratório quanto na experiência prática. N Fator de Ajuste de Vida O fator para confiabilidade é usado para determinar outras vidas. W D = diâmetro da polia. fissuras. T = cv x 1. Para rolamentos operando em uma rotação constante.) ocorra numa de suas pistas ou elementos de rolamento. é evidente. rpm P = potência instalada. N p = expoente de vida.S = T x 2 N ( ( Onde: n = velocidade de rotação.44 0. N S = carga dinâmica equivalente do rolamento. Por exemplo. aparentemente idênticos.

638 N (5) Horas de Operação.Fax: (51) 3364.700 N (1) Velocidade angular.000 = 1819 N (D/2) (450/2) (4) Carga Dinâmica de Partida da Polia.com. w = 2p n = 2p 700=73. T = cv 1.667 x 52. P = 30kW Rotação.5566 . cv = P = 30.1264 Caixa Postal 7056 .3 rad/s 60 60 (2) Torque Máximo. C = 52.000 = 409.667 x C ³ = 16. 1501 Fone: (51) 3364.I Potência instalada.br 2-2 .3 CL. L10h =16. determine a vida do rolamento. Francisco S.otam. Bitencourt.3 x 1.br www. n = 700 rpm Diâmetro da polia movida.3 Nm w 73.000 = 409.378 horas n S 700 3. = GRAE 55 Carga máxima do rolamento.CEP: 91150-010 .BOLETIM TÉCNICO Nº 7 Exemplo Dadas as seguintes especificações. S = T x 2 = 1. D = 450 mm Tipo de rolamento.RS e-mail: comercial@otam.638 (( ( ( OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.com.3 (3) Carga Dinâmica da polia. Tipo de ventilador =RSD 800 arr. Av.700 3 =72.Porto Alegre .819 x 2 = 3.

2 Característica do ventilador e característica do sistema para reservatório de bolhas com ponto de intersecção. Fig. Esta curva é chamada de curva característica do sistema. Uma curva de um ventilador mostra uma representação típica de pressão estática versus vazão. 2 apresenta a característica do ventilador e a característica do sistema para este caso. transições de expansão ou convergentes. Ela mostra as diferentes pressões estáticas que um ventilador específico produz. em cada ponto de vazão de ar. Aqui a resistência do sistema será constante. Esta curva pode ser chamada de curva característica do ventilador. a pressão estática necessária) deverá aumentar com a velocidade e. como acontece na ventilação de esgotos ou de ferro em fusão. Este será. Observe que a característica do sistema é uma linha horizontal reta. com o volume de ar atravessando o sistema. A pressão estática produzida pelo ventilador tem que ser igual à perda de carga. e o ventilador deve desenvolver pressão estática suficiente para superar estas resistências. venezianas. U Um sistema de ventilação também terá uma curva característica de perda de pressão versus vazão. haverá um ponto de intersecção das duas curvas. No entanto. porque é 1-3 simplesmente a pressão hidrostática apresentada pelo líquido. Esta pressão hidrostática será proporcional à profundidade do reservatório e ao peso específico do líquido (portanto.) Nenhum ar pode borbulhar se a pressão máxima produzida pelo ventilador for menor do que essa pressão hidrostática. bocais. se a pressão produzida pelo ventilador for adequada. dampers. Nenhuma bolha pode passar pelo líquido Característica do Sistema Pe = K Pe K Característica do Ventilador Q Fig. Bolhas de gás poderão passar pelo líquido Característica do Ventilador Pe Ponto de Operação K Q Característica do Sistema Pe = K .. será bastante elevada para o ferro em fusão). No entanto. Isso mostrará as pressões estáticas diferentes que serão necessárias para forçar determinados volumes de ar através deste sistema específico. independentemente do volume de ar. Isso encontra-se ilustrado na Fig. Este ponto de intersecção será o único ponto que irá satisfazer tanto a característica do ventilador quanto a característica do sistema. portanto. serpentinas de aquecimento e resfriamento. telas e grelhas. a resistência do sistema (i. 1. Se plotarmos as curvas característica do ventilador e característica do sistema no mesmo gráfico. a pressão hidrostática obviamente não dependerá do volume de ar forçado pelo líquido. 1 Característica do ventilador e característica do sistema para um reservatório de bolhas sem qualquer ponto de intersecção. Esses elementos podem ser dutos. (O volume de ar dependerá somente da quantidade de ar disponibilizada pelo ventilador.e. Fluxo de Ar através de um Reservatório de Líquido Estacionário Normalmente. portanto. quando obstruído. O total destas resistências é chamado de resistência do sistema ou perda de carga/pressão. nenhuma pressão extra (apenas mais capacidade do ventilador) é necessária para forçar mais ar pelo líquido. Cada componente oferecerá alguma resistência ao fluxo. as bolhas fluirão. Uma exceção é um reservatório de líquido estacionário através do qual o ar ou um gás é forçado em bolhas. o ponto de operação. filtros de mangas e outros filtros ou reservatórios de líquidos.BOLETIM TÉCNICO Nº 8 CARACTERÍSTICAS DOS SISTEMAS DE VENTILAÇÃO E DOS VENTILADORES Sistemas de Ventilação m sistema de ventilação consiste de um ventilador (ou vários ventiladores) e vários elementos através dos quais o fluxo de ar pode passar. curvas. Deste ponto em diante. A Fig.

Isto significa que o fluxo pelos filtros de mangas é laminar. são necessários ventiladores centrífugos. porém. a característica do sistema continua sendo uma linha reta. 3 Característica do ventilador e característica do sistema para fluxo laminar. Pe = K x Q Esta é uma linha reta inclinada através da origem.82 x 10-5 Ns/m² Para diâmetro de duto de 1 pé = 0. então. é de aproximadamente 2100. a velocidade do ar passando pelo tecido é muito baixa. Fluxo através de Filtros de Manga A área total das mangas. arroz.BOLETIM TÉCNICO Nº 8 Repetindo. 3.22)(0. m m = viscosidade do ar. numa câmara de filtragem. tais como milho. que podem ter de 4 a 25 m de altura. m/s D = diâmetro do duto. Para pressões menores. soja. A pergunta agora é: com que rapidez aumentará? A resposta é: depende da velocidade do ar e do tipo de fluxo de ar resultante (laminar ou turbulento). a eficiência do filtro melhora.82x10-5 Re = 307 Isso está bem abaixo do valor 2000 onde o fluxo turbulento pode iniciar. Como resultado da área grande.22 kg/m² e m = 1. e a fórmula para a característica do sistema é Pe = K(Q)1. Pode variar de 750-5000 Pa.020 m/s. para pressões mais altas. eles são armazenados em silos cilíndricos para grãos. aproximadamente seis vezes o valor de 0. é grande a fim de manter a resistência ao fluxo de ar baixa. indicando que a pressão estática necessária para forçar bolhas pelo líquido é constante. a velocidade do ar que passa pelo grão fica em torno de 0.5 2-3 . Para ar padrão.015 a 0. a pressão estática necessária para soprar ou extrair ar por um sistema de ventilação não é constante.015)(0. e o Número de Reynolds (Re) é pequeno. em kg/m³ V = velocidade média do ar. Com esse objetivo. a característica do sistema é uma linha reta horizontal. aproximadamente 0.015 a 0.305 m Re = (1. mas aumenta com a vazão de ar ou a velocidade. cevada e trigo devem ser secados após a colheita para evitar que o grão estrague. tal como ar passando pelas mangas de filtragem Característica do Ventilador Ponto de Operação Pe Característica do Sistema Pe = K x Q a Q Fluxo através de um Silo de Grãos Vários grãos. podemos calcular o número Reynolds a partir da seguinte equação: Re = rVD m Onde: r = densidade do gás.020 m/s que passa pelos filtros de manga já analisados. A pressão estática necessária para superar a resistência do sistema depende da altura do silo e do tipo de grão. O valor do Número de Reynolds correspondente. Ns/m² Para o ar padrão. qualquer que seja a pressão estática. r = 1. Ventiladores axiais ou ventiladores centrífugos são usados para forçar ar aquecido para dentro do silo. o início de um fluxo ligeiramente turbulento. e a resistência do sistema e o ângulo a aumentam. A constante K determina o declive da linha reta: K = tana. independentemente da velocidade do ar. A característica do sistema para fluxo laminar pode ser calculada a partir da fórmula. A fórmula para esta característica de sistema é: Pe = K (Q)0 = K A constante K determina a altura da linha horizontal acima da linha de vazão de ar. os ventiladores axiais podem ser usados. No entanto.305) 1. Fig. À parte essa exceção. À medida que os filtros ficam tapados pelo pó.1 m/s. conforme mostra a Fig. mesmo quando os filtros começam a ser bloqueados pelo pó. porém. desde 0 m3/s ao ponto de operação e além dele.

A Tabela 1 resume os quatro tipos diferentes de sistemas de ventilação. tanto a velocidade do ar quanto o valor de Reynolds é consideravelmente maior do que em filtros de mangas ou em silos para grãos.BOLETIM TÉCNICO Nº 8 Esta é uma curva através da origem. indicando a mesma coisa que para um sistema de ventilação. Fig.96 m/s e a pressão dinâmica será Pd = (9.4015m². como mostra a Fig. este é um fluxo definitivamente turbulento. para fluxo ligeiramente turbulento. 4 Característica do ventilador e característica do sistema. um ventilador axial de 710 mm distribuiu 4. resultando em uma pressão de resistência total de 600 Pa.5 Ponto de Operação Q Pe Vazão por um Sistema de Ventilação Em um sistema de ventilação convencional. Nosso valor de Reynolds será de Re = 477370. Por exemplo. Se um ponto da característica do sistema for conhecido.5 2 Pe = K (Q) Resevatório borbulhante Filtro de Mangas Silo para Grãos Sistema de Ventilação Laminar Ligeiramente turbulento Turbulento 0. o que é normal em sistemas de ventilação. os outros pontos podem ser calculados e a parábola pode ser plotada. O duto de 715 mm de diâmetro interno possui uma área de 0.0 m³/s contra uma pressão estática de 600 Pa. a velocidade do ar será de V = 4.100 9.0/0. Tabela 1.960 307 2100 477000 3-3 . Suponhamos que o nosso sistema consista deste duto de 715 mm de diâmetro interno mais algum outro equipamento. 4. Uma vez que este valor de Reynolds está muito acima de 2000. Para silos mais altos e para uma maior compactação dos grãos (tal como trigo). como os usados em prédios.015 0.96/1. a curva fica mais íngreme. Característica do Sistema Pe = K x Q² Q É interessante observar que a equação básica da perda por atrito. (Somente na seção dos filtros estas grandezas ainda são pequenas). prevalecendo em sistemas de ventilação Característica do Ventilador Característica do Sistema Pe = K x Q1. conseqüentemente. Característica do Ventilador Pe Ponto de Operação Fig. para um duto redondo e reto com diâmetro constante e paredes lisas: f = 0.Comparação das Condições de Fluxo para Quatro Sistemas de Ventilação Tipo de Sistema Tipo de Fluxo Velocidade do ar (m/s) Número de Reynolds Fórmula para a característica do sistema Pe = K (Q) 0 Pe = K (Q) Pe = K (Q) 1.4015 = 9.3)2 = 59 Pa. A constante K determina o declive da curva. como mostra a Fig. 5 Característica do ventilador e característica do sistema para fluxo turbulento. como ar passando por silos para grãos A fórmula para a característica de sistema agora é Pe= K(Q)² Esta é uma parábola pela origem. 5.0195 L Pd D é proporcional a (Q)².

O desempenho diminui por causa da absorção de energia pela estrutura de suporte. Torna-se. sua extremidade descrevendo um círculo. n em rpm pela fórmula: eT = 10 x G (N/1. irá equilibrar o rotor. localizar e medir o desbalanceamento. O balanceamento é detectado pela observação da ausência de desbalanceamento.. pequeno. e (mm). estamos seguindo a recomendação ISO e usando um grau de qualidade de balanceamento de G6. eixos. engrenagens. etc. e essa mudança. nunca pelo balanceamento em si. Esta vibração induzida. portanto. 3. Isso resulta no deslocamento do eixo de sua posição de repouso. 1. As vibrações podem ser transmitidas pelo solo até às máquinas adjacentes e prejudicar seriamente sua precisão ou funcionamento adequado. ou máquina de balancear. age sobre me e é transmitida para o eixo.BOLETIM TÉCNICO Nº 9 DESBALANCEAMENTO RESIDUAL PERMISSÍVEL m rotor desbalanceado pode causar vibrações e tensões no próprio rotor e em sua estrutura de suporte. buchas. em um ponto em particular. Objetivo da Balanceadora Uma balanceadora. Quando o disco está em movimento de rotação. considere um disco com raio. eT em mm e para a velocidade de rotação. O valor de "e" também expressa a tolerância de balanceamento ou a excentricidade residual. é necessária para detectar. pode causar desgaste excessivo nos rolamentos. O desbalanceamento de apenas um componente girante de um conjunto pode fazer com que todo o conjunto vibre. está ligada ao valor do desbalanceamento me (gramas) para um rotor de raio R (mm) e massa m (kg) através da fórmula abaixo.3 mm/s) para balancear os rotores.). As vibrações exercem tensões alternantes altamente indesejáveis nos suportes e elementos estruturais e podem terminar causando seu colapso total. Este deslocamento é chamado de excentricidade. F. polia. Vide Fig. Usando a recomendação ISO G4. Equação eT Este método está de acordo com a norma ISO 1940/1-1986. reduzindo substancialmente sua vida útil. R M Desbalanceamento Residual Permissível ou Tolerância de Balanceamento.000) 1-3 . Esta excentricidade. e = me . Por exemplo. necessário que se balanceie o rotor para obter uma ou mais das seguintes condições: (a) (b) (c) (d) (e) (f) (g) (h) Aumentar a vida do rolamento Minimizar a vibração Minimizar ruídos Minimizar tensões de operação Minimizar fadiga e aborrecimento dos operadores Minimizar perdas de potência Aumentar a qualidade do produto Satisfazer os consumidores U Excentricidade significa não ter o mesmo centro ou eixo de rotação. Uma vez que não é possível haver um balanceamento de 100%. ao redor de sua posição normal. eixo. G em mm/s está ligado ao desbalanceamento residual máximo. quando feita de forma correta. por sua vez. 2. torna-se necessária uma tolerância para balancear. Vide Fig.3 (amplitude de velocidade de vibração = 6. Referindo-nos à Fig. R (mm) e massa m (kg) deslocada devido a um excesso de massa me (g).0 para valor de balanceamento. uma força centrífuga. etc. Os dados fornecidos pela balanceadora permitem a mudança da distribuição de massa de um rotor. Definições Desbalanceamento é a distribuição desigual da massa nos corpos girantes (rotor.

0 00) 800/1.1 kg Raio da polia. determine o desbalanceamento residual permissível e o valor mínimo do desbalanceamento residual. me Rotação Eixo F Cálculo do Desbalanceamento Residual Permissível ou Tolerância de Balanceamento eT = 10 x G = 10 x 4 = 50mm (n/1.000 Cálculo do Valor Máximo de Desbalanceamento Residual. R m => me = e . n = 800rpm Massa da polia. Rotação. Fig. 2 2-3 . m = 50 x 8. m = 8. a Excentricidade Residual Permissível é 50 mm e o Desbalanceamento Residual Permissível é de 2.1 = 2.66g R 152 Fig. 1 Posição de Repouso F E Portanto. p e = me . R = 152mm Grau de balanceamento. G =4(significa velocidade de vibração = 4mm/s para a polia).BOLETIM TÉCNICO Nº 9 Exemplo Considerando-se os seguintes dados.66 g para esta polia.

Francisco S. Av. 4 2 1 0. 1501 Fone: (51) 3364.RS e-mail: comercial@otam. 5 10 G 1 5 G 0.5 1 2 5 10 20 50 100 200 Velocidade de Rotação Máxima de Serviço 500 1000 2000 r/s NOTA . 3 Valor de Desbalanceamento Máximo Residual Permissível correspondente aos diversos Graus de Qualidade de Balanceamento Desbalanceamento Residual Permissível por Unidade de Massa do Rotor.1 30 50 100 200 500 1000 2000 5000 10 000 50 000 100 000 r/min 0.br www.BOLETIM TÉCNICO Nº 9 Fig.2 0.O valor numérico após a letra G é igual ao produto de eper x rotação. Bitencourt.5566 .Fax: (51) 3364.mm/Kg (Deslocamento Residual Permissível do Centro de Massa.Porto Alegre . expressa em milímetros por segundo OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. em micrometros.5 0. 50 3 G 20 2. U per/m = e per em g.otam.1264 Caixa Postal 7056 .CEP: 91150-010 .com. e per . para balanceamento em um plano de correção) 100 000 G 50 000 0 63 G 20 000 0 25 10 000 G 0 10 5 000 2 000 1 000 500 G 40 200 G 16 100 G 6.com.br 3-3 .

o nível de potência sonora específico serve como base para comparação direta dos níveis de banda de oitava de vários ventiladores. Ponto de Operação Os níveis de potência sonora específicos fornecidos na Tabela 2 são para ventiladores que estiverem operando no. do tipo de ventilador. curvado para trás ou inclinado para trás . A geração de potência sonora de um determinado ventilador. sob condições de teste aprovadas. ou próximo do. A freqüência da pá (Bf ) é: Bf = (rpm x Nº. deverá atender essa situação. em parte. é vantajoso para a conservação de energia e corresponde aos níveis de ruído mínimos para aquele ventilador. baseado no nível de potência sonora específica. O número de decibéis a ser acrescentado a esta banda é chamado de incremento de freqüência de pá (BFI). Para uma descrição mais completa dos tipos de ventiladores. poderão ser estimados através do seguinte procedimento. Os ventiladores geram um tom na freqüência de passagem da pá. O ruído do ventilador pode ser classificado em termos do nível de potência sonora específica. Para registrar esta freqüência de passagem da pá. deve-se fazer um incremento na banda de oitava em que recai a freqüência da pá. a Tabela 1 pode ser usada. Se. conforme mostra a tabela 3. as divisões de tamanho indicadas são práticas para se estimar o ruído do ventilador. nas bandas de oitava. os níveis de potência sonora. o nível de ruído produzido irá aumentar e um fator de correção C. ponto de rendimento de pico da curva do ventilador. para vários ventiladores. se tais dados não estiverem disponíveis prontamente. veja os Boletins Técnicos nº 4 e 12. pressão total (Pt) e rendimento (h).Pá radial. Reduzindo-se todos os dados de ruído do ventilador para esse denominador comum.BOLETIM TÉCNICO Nº 10 CÁLCULO DA POTÊNCIA SONORA DO VENTILADOR O ruído do ventilador é uma função de seu projeto (Kw).Aerofólio. de pás)/60 O número de pás e a rotação do ventilador podem ser obtidas no catálogo de seleção de ventiladores. Tabela 1. Embora qualquer divisão desse tipo seja necessariamente arbitrária. e como base para um método convencional de calcular os níveis de ruído de ventiladores em condições de operação reais. vazão de ar (Q). um ventilador não for ou não puder ser selecionado de forma ótima. soprador Vaneaxial Tuboaxial Propeller 250 HZ 500 HZ 125 HZ 125 HZ 63 HZ 63 HZ Os níveis de potência sonora específicos e os incrementos de freqüência da pá encontram-se listados na Tabela 2. os ventiladores menores são um pouco mais barulhentos do que os maiores. que é definida como o nível de potência sonora gerada por um ventilador operando a uma capacidade de 1 m³/s (ou 1 cfm) e uma pressão de 1 Pa (ou 1" de água). de forma que a operação caia neste ponto ou perto dele. Freqüência da Passagem das Pás (Bf) Estudos recentes mostram que.Curvado para frente . Entretanto. é melhor obtida a partir dos dados de teste reais do fabricante do ventilador. construção e aplicações. realizando determinado trabalho. Isto está de acordo com a prática recomendada para a seleção de tamanho e rotação de um ventilador.Banda de Oitava em que o Incremento de Freqüência da Pá (BFI) ocorre Tipo de Ventilador Banda de Oitava em que BFI ocorre Centrífugo . 1-3 . Se este catálogo não estiver disponível. e a força desse tom depende. por quaisquer motivos.

Fator de Correção Devido o Ponto de Operação Fora do Rendimento de Pico Rendimento Estático % de Pico 90 a 100 85 a 89 75 a 84 65 a 74 55 a 64 50 a 54 Fator de Correção C 0 3 6 9 12 15 Lw = K w= Q = Q1= P = P1= C= nível de potência sonora estimado do ventilador (dB re 1 pW) nível de potência sonora específico (ver tabela 2) vazão de ar. Este fator de correção deverá ser aplicado a todas as bandas de oitava. para o ponto de operação do ventilador. curvado para trás inclinado para trás Curvado para frente Pá radial Soprador Tamanho do Rotor > 0.5m > 1m < 1m > 1m < 1m Todos 63 32 36 47 45 55 63 39 37 41 40 48 125 32 38 43 39 48 57 36 39 39 41 51 250 31 36 39 42 48 58 38 43 43 47 58 500 29 34 33 39 45 50 39 43 41 46 56 1000 28 33 28 37 45 44 37 43 39 44 55 2000 23 28 25 32 40 39 34 41 37 43 52 4000 15 20 23 30 38 38 32 38 34 37 46 8000 13 15 20 27 37 37 26 35 32 35 42 BFI 3 2 8 Vanexial 6 Tuboaxial 5 Propeller 5 Onde: Tabela 3 . conforme segue: Os valores do nível de potência sonora estimado são calculados para todas as oito bandas e o BFI é acrescentado à banda de oitava na qual a freqüência de passagem da pá cair.9m < 0. Ele possui 41 pás e opera a 904 rpm. Qual é o nível sonoro estimado? Lw = Kw + 10log(Q/Q1) + 20 log (P/P1) + C 2-3 . quando a vazão estiver em m³/s (1 para cfm) pressão total em Pascal (ou polegada H 2 O) 249.BOLETIM TÉCNICO Nº 10 Tabela 2 . HZ Tipo de Ventilador Centrífugo Aerofólio.Níveis da Potência Sonora Específicos (dB re 1pW) e Incrementos de Freqüência da Pá (BFI) para Vários Tipos de Ventiladores Freqüência Central das Banda de Oitava. quando a pressão for em Pascal (1 polegada H O) 2 fator de correção em dB.000472. Previsão de Potência Sonora do Ventilador (Lw) Os níveis de potência sonora nas condições de operação reais poderão ser estimados usando-se a vazão e a pressão total do ventilador.9m Todos > 1m 1m a 0. m³/s (cfm) 0.5m < 0. com rendimento estático de 56%.15 m³/s a 750 Pa. Exemplo: Um ventilador Sirocco RSD 500 foi selecionado para suprir 4.

= > Lw (linear) = 98.br www. como mostra a Tabela 4.000472 ) + 20 log ( 750 249 ) = 39.5 79.44 + 9.5 70.5 500 33 49 2 0 84 -3. Av.5 250 39 49 0 88 -8.5566 . Passo 4: Determine o fator de correção C para rendimento fora de pico. Francisco S. 1501 Fone: (51) 3364. De acordo com os dados de desempenho no catálogo.BOLETIM TÉCNICO Nº 10 Passo 1: Obtenha o nível de potência sonora específico (Kw) da Tabela 2 para ventilador curvado para a frente. Bitencourt.3 De acordo com a Tabela 3.com. C = 0.0 81 1000 28 49 0 77 0 77 2000 25 49 0 74 +1 75 4000 23 49 0 72 +1 73 8000 20 49 0 69 -1 68 98. HZ Referência Passo 1 Passo 2 Passo 3 Passo 4 Lw (dB) Linear = Fator Escala A LwA (dB) = 63 47 49 0 96 -25.br 3-3 .Fax: (51) 3364. P Q 10 log + 20 log P1 Q1 = 10 log O BFI cai na banda de oitava de 500Hz.2 Potência Sonora 85. Percentual de rendimento estático de pico = (56/62) x 100 = 90.otam.8 dB(A) ( ) ( ) 4.15 ( 0. que engloba o intervalo de 355 a 710Hz. este ventilador apresenta um rendimento de pico de 62%. Combine todos os quatro passos. Passo 2: Calcule os níveis de potência sonora adicionais devido a vazão de ar e pressão.1264 Caixa Postal 7056 .5 125 43 49 0 92 -15.Porto Alegre .8 OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. de pás)/60 = (904 x 41)/60 = 617 Hz Tabela 4 .Exemplo de Cálculo Freqüência Central das Banda de Oitava.5 76.CEP: 91150-010 .57 = 49 Passo 3: Calcule o Bf para determinar em qual banda de oitava recai o BFI Bf = (rpm x no.2 dB = > LwA = 85.RS e-mail: comercial@otam.com.

alguma forma de modulação de desempenho do ventilador é exigida. A fim de acomodar estas variações. tanto a vazão quanto a pressão são alterados. durante a operação. A O tipo de modulação tipicamente usada em aplicações com dutos são: (a) (b) (c) (d) (e) (f ) Controle do volume de ar na voluta Dampers de aspiração Dampers de descarga Registro radial de aspiração Modulação da rotação Variação do passo das pás do ventilador Fig. enquanto outros têm exigências de pressão variável. tais como sistemas de volume de ar variável. 1 Tipos de Modulação para Ventilador Centrífugo DAMPER DE PÁS PARALELAS PARA CAIXA DE ASPIRAÇÃO DAMPER DE PÁS OPOSTAS PARA CAIXA DE ASPIRAÇÃO CAIXA DE ASPIRAÇÃO DIFUSOR REGISTRO RADIAL TIPO CÔNICO DAMPER DE DESCARGA COM PÁS OPOSTAS HORIZONTAIS REGISTRO RADIAL TIPO CILÍNDRICO DAMPER DE DESCARGA COM PÁS PARALELAS HORIZONTAIS DAMPER DE DESCARGA COM PÁS OPOSTAS VERTICAIS DAMPER DE DESCARGA COM PÁS PARALELAS VERTICAIS 1-4 . com freqüência.BOLETIM TÉCNICO Nº 11 MODULAÇÃO DO DESEMPENHO DO VENTILADOR lguns sistemas de ventilação têm exigência de capacidade variável durante a operação.

a área dos dampers fica relativamente pequena. este não é considerado um bom meio de controle de capacidade. Portanto. em ventiladores centrífugos tipo aerofólio. uma trava manual pode ser colocada no mecanismo dos dampers a fim de evitar que eles se fechem 2-4 completamente. em aplicações de pressão média e baixa. Nem dampers de descarga nem dampers de aspiração têm muito efeito no nível de ruído do sistema na posição totalmente aberto. 2 mostra o desempenho dos ventiladores com dampers de descarga. causando uma mudança correspondente na pressão estática do ventilador e variando a vazão. Portanto. Os dampers de aspiração meramente adicionam resistência ao sistema. Estes dampers aumentam a pressão estática do sistema para modular o fluxo de ar. geralmente não há necessidade de se preocupar com a pressão estática excessiva vir a danificar os dampers. deve-se tomar cuidado para assegurar que os dampers de aspiração não possam ser fechados enquanto o ventilador estiver operando. . Portanto. abaixo de aproximadamente 50% da vazão máxima (descarga livre). Eles operarão satisfatoriamente na condição de 100% fechado a menos que a pressão estática do ventilador exceda a capacidade estrutural dos dampers. Os dampers de descarga não alteram a área de instabilidade do ventilador. Dampers de volume na voluta às vezes são usados em pequenos ventiladores como um meio de ajustar rapidamente o fornecimento de ar. Entretanto. A magnitude do aumento é uma função da velocidade do ar e do diferencial de pressão estática. Isso pode ser feito através de um sensor de fim-de-curso nos dampers que impede a operação do motor do ventilador quando os dampers estão completamente fechados e permite a operação do ventilador somente quando os dampers estiverem suficientemente abertos para impedir uma alta pressão estática de sucção.BOLETIM TÉCNICO Nº 11 Controle do Volume de Ar na Voluta Isto é discutido sob o título "Instabilidade do Sistema. eles permitem pouca modulação de capacidade sem forçar o ventilador a operar em uma parte instável de seu intervalo de desempenho. reciprocamente. Assim. a partir de um dispositivo sensor de pressão estática. Devido a essa segunda desvantagem. Dampers de Descarga Dampers de descarga são um método de variar a vazão em um intervalo de desempenho um tanto estreito. Normalmente. uma vez que eles são freqüentemente montados na frente de uma abertura de ar externa ou na frente de uma série de serpentinas. Para uma interrupção liga-desliga (on-off) a fim de evitar a circulação do ar. automaticamente. o diferencial de pressão estática através do damper é distribuído em uma grande área. Dampers de Aspiração O objetivo principal dos dampers de aspiração é evitar o retorno e a circulação de ar quando a unidade é desligada. Se o ventilador for capaz de desenvolver uma pressão estática maior do que essa na RPM operante. A Fig. eles não devem ser usados para a modulação da vazão. deve-se tomar cuidado a fim de se certificar de que o ventilador não é capaz de produzir uma pressão estática suficiente para empenar ou ruir os dampers. Em segundo lugar. Primeiro. Uma vez que os dampers de descarga são tipicamente montados sobre a descarga do ventilador. são muito maiores no tamanho do que a aspiração do ventilador. Se os dampers forem usados para regular o sistema. e a própria natureza do controle do volume de ar na descarga faz com que seja difícil operar. não é recomendado para modulação de capacidade. embora o damper de volume na voluta sirva um propósito útil de controlar o efeito de paralelismo de ventiladores. a resistência do damper deveria suportar pelo menos 1000 Pa de pressão estática. eles realmente aumentam o nível de ruído à medida que se aproximam de uma posição fechada. o motor do ventilador não deve iniciar seu funcionamento até que esses dampers estejam pelo menos parcialmente abertos. O diferencial de pressão estática através da maioria dos dampers de aspiração usados nas "air handling units" (AHU) numa central de ventilação não deve exceder 1000 Pa. Instabilidade do Ventilador e Paralelismo". Há duas desvantagens básicas referentes aos dampers de aspiração. motores devem ser colocados nos dampers para fechá-los depois que o motor do ventilador tenha desligado. Entretanto. ao todo. O rendimento é reduzido. conforme indica o gráfico ao lado.

seu único objetivo é iniciar um giro do ar na direção da rotação à medida que este entra no ventilador. os quais são providos de acionamento direto. Primeiro. o registro radial realmente propicia alguma economia no custo de operação. cria uma queda de pressão cuja magnitude é uma função do tamanho do ventilador. aproximadamente. Como as pás do registro são moduladas. embora chamados de registros. Independentemente dessa economia. 20 a 30 %. Portanto. A magnitude desta economia é geralmente de. a redução de capacidade é substancial. Por outro lado. a área do cubo é um percentual muito pequeno do total e a redução é negligenciável. Há três desvantagens em se usar registros radiais de aspiração para modulações de capacidade. uma redução na vazão. Uma vez que o registro radial custa de duas a três vezes o valor dos dampers de descarga de pás paralelas. isto não apresenta nenhum problema em particular. com ventiladores muito grandes. na pressão estática e na potência absorvida. em longos períodos de tempo. O ruído e a vibração resultantes são conhecidos por sacudirem todo um andar. fica em média aproximadamente 25 % nestas condições. já que a economia de potência gerada.Desempenho de um Damper de Descarga para Ventilador Tipo Aerofólio 140 Percentual de Pressão Estática Máxima e Percentual de Potência Absorvida Máxima (vazão nula) Curva do sistema a 52% da vazão máxima 130 120 110 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 0 10 20 30 40 Variação estável da vazão 50 60 70 80 90 100 6’ 5’ 4’ 3’ 6 5 4 3 2’ 2 1 Seleção original nas condições de projeto Potência absorvida 1’ Percentual de Vazão Máxima (pressão nula) Registro Radial na Aspiração Registros radiais na aspiração às vezes são chamados erroneamente de registros de vortex. Isto deve provavelmente ocorrer quando ele é usado para modular um sistema de pressão estática constante. o registro radial é útil para a redução de capacidade em ventiladores centrífugos grandes que exijam mais de 3-4 100 cv. a potência absorvida também aumenta. em relação aos dampers de pás paralelas e de pás opostas. Portanto. o cubo é um percentual relativamente grande da área total de aspiração. não vale a pena usá-los a menos que a redução da capacidade seja pelo menos 50%. 2 . para cada posição do registro. se ele for operado na maior parte do tempo no intervalo de 60 a 80 % da vazão de projeto. a curva da potência absorvida gerada é menor do que a curva da potência absorvida com as pás bem abertas. Na verdade. curvas separadas para a pressão estática e potência absorvida versus vazão são geradas. Além disso. Isso resulta da dificuldade em se usar acionamentos de velocidade variável como correia em V. Para ventiladores muito pequenos. A vorticidade resultante tem. Com aplicações de acionamento por correia. o ventilador pode ser forçado a operar num intervalo instável de funcionamento. A construção do registro. Segundo. a redução de capacidade também ocorre quando as pás estão na posição totalmente abertas. como conseqüência. . em tais ventiladores grandes. uma vez que a velocidade do ventilador pode prontamente ser aumentada para compensar.BOLETIM TÉCNICO Nº 11 Fig. com o cubo e o mecanismo de rotação localizados no centro. Porém.

Uma vez que os dados de teste são limitados. Modulação da Rotação A variação de rotação nos ventiladores pode ser realizada de diversas maneiras. Quanto mais sofisticada a modulação e seus controles. Av. Meios razoavelmente precisos devem estar disponíveis para estimar a redução da capacidade para vários tamanhos de ventiladores. Bitencourt. a variação poderá permitir algum aumento no rendimento se a pressão estática tiver sido grosseiramente superestimada quando a seleção original tiver sido feita. o que pode vir a ser um problema se a potência absorvida estiver muito próxima à potência nominal do motor indicada pelo fabricante. geralmente.CEP: 91150-010 . Isso também evidencia o problema de acionamento por correia em V.com. ( (( ( ( (( ( Q2 N2 = Q1 N1 Q2 N2 = Q1 N1 2 ( (( ( W2 N2 = W1 N1 3 OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. se tiver um registro radial na aspiração com pás na posição totalmente abertas.BOLETIM TÉCNICO Nº 11 Por exemplo. Um método de variação do passo das pás do ventilador permite uma alteração no passo enquanto o ventilador estiver em operação. o fabricante de ventiladores deve ser consultado para informações referentes ao intervalo instável de operação. e dispositivos de estado sólido (inversores de freqüência). à redução de capacidade devido à restrição de área de aspiração. para ventiladores maiores que exijam mais de 100cv. uma vez que a modulação de controle pode ser realizada facilmente.otam. Antes de se usar um registro radial. transmissões hidráulicas. Por isso. na medida em que a pressão estática no ventilador se reduz proporcionalmente ao quadrado da redução de RPM. Terceiro. Em ventiladores acionados por correia.br www. a maior desvantagem neste tipo de modulação de ventilador é o custo adicional do dispositivo. dependendo da seleção original. o registro radial aumentará o nível de ruído do ventilador.1264 Caixa Postal 7056 . uma boa regra a seguir é adicionar 5 dB ao nível de ruído do ventilador quando um registro radial for usado. Todos estes dispositivos afetam o desempenho do ventilador segundo as seguintes leis: Deve-se tomar cuidado ao usar esse tipo de modulação em um sistema que requeira pressão estática constante no ventilador. Isto torna o ventilador bem adequado para aplicações tal como controle automático da pressão estática para sistemas de volume de ar variável. Em unidades com acionamento direto. 1501 Fone: (51) 3364.RS e-mail: comercial@otam. mais do que qualquer um dos métodos anteriores para uma dada vazão e pressão estática.br 4-4 . ter algum tratamento acústico.Porto Alegre . Nos dispositivos de estado sólido o controle deve estar intimamente associado ao motor para operar apropriadamente. Isto aumenta a potência absorvida em aproximadamente 9. a RPM deve ser aumentada em aproximadamente 3% com um rotor de 900 mm de diâmetro para atingir capacidade total. incluindo: motores de multivelocidade. maior será o custo. Francisco S. Uma vez que o ventilador axial deve. o uso do registro radial torna-se mais do que um problema. Esta forma de modulação de capacidade geralmente reduzirá a potência absorvida. e aos níveis de ruído resultantes.3%. todavia.com.5566 .Fax: (51) 3364. Variação do Passo da Pá do Ventilador Ventiladores axiais encontram-se disponíveis com pás de passo ajustável para permitir a variação do seu desempenho. a geração de ruído devido à mudança no passo da hélice é facilmente trabalhada. Isto pode ser usado para aumentar ou diminuir a capacidade do sistema em ventiladores com acionamento direto. até mesmo em uma posição totalmente aberto. redutores mecânicos de velocidade.

Para designação de sentido de rotação e posição de descarga ver norma AMCA 99-2406 Para posições de motor em transmisão por correias ver norma AMCA 99-2407 Para designação da posição das caixas de aspiração ver norma AMCA 99-2405 ARR. ARR.9 SWSI Para acionamento por correias. dois mancais com motor montado do lado de dentro da base.10 SWSI Para acionamento por correias. Equivalente ao arranjo 1 mais base estendida para o motor.4 SWSI Para acionamento direto. 7 e 8 também são disponíveis com mancais montados em pedestais ou conjunto de bases independentes da carcaça do ventilador. ARR.1 SWSI Para acionamento por correias. Dois mancais ou mancal monobloco na base. Um mancal de cada lado apoiados na carcaça do ventilador.7 DWDI Para acionamento por correias ou conexão direta.8 SWSI .Equivalente ao arranjo 3 mais base para motor.3 SWSI Para acionamento por correias. Rotor em balanço montado no eixo do motor. ARR. Motor montado na base ou conectado diretamente através de flanges (4K). ARR. ARR. ARR. ARR. ARR. Um mancal de cada lado apoiados na carcaça do ventilador.2 SWSI Para acionamento por correias. Rotor em balanço. 3.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 ARRANJOS DE VENTILADORES Associação Internacional de Controle e Movimentação do Ar (AMCA) adotou uma norma que define os arranjos para vários tipos de ventiladores usados em aplicações de ventilação em geral. Nenhum mancal no ventilador. dois mancais com motor montado do lado de fora da base. 1-7 . Rotor em balanço.3 DWDI Para acionamento por correias. Rotor em balanço. Os tipos de arranjos incluem: (f) (a) (b) Arranjos para Ventiladores Centrífugos Arranjos para Ventiladores Centrífugos Tubulares A (c) (d) (e) Arranjos para Ventiladores Axiais com ou sem Difusor e Caixa de Aspiração Designações para Sentido de Rotação e Posição de Descarga de Ventiladores Centrífugos Posições de Motor de Ventiladores Centrífugos com Acionamento por Correias Posição da Caixa de Aspiração para Ventiladores Centrífugos ARRANJOS PARA VENTILADORES CENTRÍFUGOS CONFORME NORMA AMCA 99-2404 SWSI = Ventiladores de Simples Aspiração DWDI = Ventiladores de Dupla Aspiração Os Arranjos 1. ARR. Mancais apoiados em mão-francesa fixada na carcaça do ventilador.Para acionamento por conexão direta através de luva elástica.7 SWSI Para acionamento por correias ou conexão direta. Rotor em balanço. Equivalente ao arranjo 3 mais base para motor.

Carcaça auto-portante. 8 SWSI COM CAIXA DE ASPIRAÇÃO Para acionamento por conexão direta através de luva elástica. ARR. 2-7 . Carcaça auto-portante.3 SWSI COM PEDESTAL INDEPENDENTE Para ventilador com acionamento por correias.3 SWSI COM CAIXA DE ASPIRAÇÃO E P E D E S TA I S I N D E P E N D E N T E S Pa r a ventilador com acionamento por correias. dois mancais ou mancal monobloco na base que é estendida para abrigar o motor. Um mancal em cada lado apoiados em pedestais independentes. Rotor em balanço. ARR. com eixo estendendo-se pela caixa de aspiração. Carcaça auto-portante. com eixo estendendo-se pela caixa de aspiração. Caixa de aspiração pode ser autoportante. Carcaça auto-portante. 7 e 8 também são disponíveis com mancais montados em pedestais ou conjunto de bases independentes da carcaça do ventilador. ARR. Rotor em balanço. 3. Para designação de sentido de rotação e posição de descarga ver norma AMCA 99-2406 Para posições de motor em transmisão por correias ver norma AMCA 99-2407 Para designação da posição das caixas de aspiração ver norma AMCA 99-2405 ARR. 1 SWSI COM CAIXA DE ASPIRAÇÃO Para acionamento por correias.3 DWDI COM PEDESTAL INDEPENDENTE Para ventilador com acionamento por correias. Caixa de aspiração pode ser auto-portante. Um mancal em cada lado apoiados em pedestais independentes.3 DWDI COM CAIXA DE ASPIRAÇÃO E P E D E S TA I S I N D E P E N D E N T E S Pa r a ventilador com acionamento por correias. ARR. Um mancal em cada lado apoiados em pedestais independentes. Um mancal em cada lado apoiados em pedestais independentes. ARR.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 ARRANJOS PARA VENTILADORES CENTRÍFUGOS CONFORME NORMA AMCA 99-2404 SWSI = Ventiladores de Simples Aspiração DWDI = Ventiladores de Dupla Aspiração Os Arranjos 1. dois mancais ou mancal monobloco na base.

são determinadas visualizando-se a descarga do ventilador conforme apresentado na figura do arranjo 9. 90.. Especificar se o fluxo de ar é do motor em direção à helice (M-H) ou da hélice em direção ao motor (H-M). Especificar se a descarga de ar do ventilador é para cima ou para baixo nos ventiladores montados verticalmente. Motor montado dentro da carcaça. Rotor em balanço fixado num eixo apoiado por mancais montados dentro da carcaça. O sentido de rotação dos ventiladores é determinado visualizando-se a partir da extremidade da descarga do ventilador. as fixações de motor 135. na parede ou no teto. Para descarga horizontal e vertical. As posições dos motores. etc. Vista da Descarga 360 315 45 270 90 225 180 135 ARRANJO 9 Para acionamento por correias. Projetado para instalação do motor do lado de fora da carcaça em uma das posições padrão ilustradas. Outro método para instalar ventiladores na vertical encontra-se ilustrado à direita. Para descarga horizontal e vertical.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 ARRANJOS PARA VENTILADORES CENTRÍFUGOS TUBULARES CONFORME NORMA AMCA 99-2410 Motor à Esquerda ARRANJO 1 Para acionamento por correias. Rotor em balanço fixado num eixo apoiado por mancais montados dentro da carcaça. Motor Mostrado na Posição 360 Vista da Descarga MONTAGEM VERTICAL A seta indica a direção do fluxo de ar. Descarga horizontal. suportes para instalação no piso ou ambos. Geralmente. Suportes de Montagem no Teto Suportes de Montagem no Piso 3-7 . Especifique se o ventilador deve ser equipado com suportes para instalação no teto. A posição destes suportes determina quais posições de motor estarão disponíveis para sua fixação. e as fixações de motor 45. 180 e 225 não estão disponíveis para ventiladores no piso. 270 e 315 poderão não estar disponíveis para ventiladores suspensos no teto. Rotor em balanço fixado ao eixo do motor. Vista da Descarga ARRANJO 4 Para acionamento direto. parede ou invertidos instalados no teto. Motor montado independente da carcaça. Os Arranjos 4 e 9 podem ser equipados com suportes para instalação no piso. suportes. portas de inspeção.

4 ARR4. 3 mais base comum para o motor. Motor sobre suportes internos.9 MOTOR NA CARCAÇA ARR. Hélice entre mancais que estão sobre suportes internos.7 Para acionamento por correias ou conexão direta. Motor na carcaça ou na base comum. Rotor em balanço.8 (1 OU 2 ESTÁGIOS) Para acionamento por correias ou conexão direta. Acionamento pela aspiração. Nenhum mancal no ventilador. DOIS ESTÁGIOS ARR. ARR. Rotor em balanço. Dois mancais localizados à montante ou à jusante da hélice. 1 mais base comum para o motor.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 ARRANJOS PARA VENTILADORES AXIAIS COM OU SEM DIFUSOR E CAIXA DE ASPIRAÇÃO-NORMA AMCA 99-3404 ARR1.9 MOTOR EM BASE COMUM Para acionamento por correias.1 Para acionamento por correias ou conexão direta por luva elástica. Acionamento através da carenagem das correias. DOIS ESTÁGIOS Para acionamento direto. Equivalente ao arr.3 Para acionamento por correias ou conexão direta. Equivalente ao arr. Dois mancais sobre suportes internos. ARR. Rotor em balanço montado no eixo do motor. ARR. Observação: Todas as orientações dos ventiladores podem ser horizontais ou verticais. ARR. 4-7 . ARR.

5-7 . o lado do acionamento sempre é considerado o lado oposto da aspiração do ventilador. conforme a necessidade. Para o ventilador invertido para suspensão no teto ou instalação em parede lateral. Em ventiladores de simples aspiração. a direção da rotação e da descarga é determinada com o ventilador em repouso no chão. e sua designação é feita em graus a partir de tal eixo de referência padrão. O ângulo de descarga poderá ser qualquer ângulo intermediário. 5. o lado do acionamento é aquele que tiver a unidade de acionamento com maior potência. 3. O ângulo da descarga está relacionado ao eixo horizontal do ventilador. 2. Em ventiladores de dupla aspiração com acionamento em ambos os lados. 4. A direção da rotação é determinada a partir do lado do acionamento do ventilador.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 DESIGNAÇÃO PARA SENTIDO DE ROTAÇÃO E POSIÇÃO DE DESCARGA DE VENTILADORES CENTRÍFUGOS Horário Descarga para cima H/90o Horário Topo angular para cima H/135o Horário Topo horizontal H/180o Horário Topo angular para baixo H/225o Horário Descarga para baixo H/270o Horário Base angular para baixo H/315o Horário Base inferior horizontal H/0o Horário Base angular para cima H/45o Anti-horário Descarga para cima AH/90o Anti-horário Topo angular para cima AH/135o Anti-horário Topo horizontal AH/180o Anti-horário Topo angular para baixo AH/225o Anti-horário Descarga para baixo AH/270o Anti-horário Base angular para baixo AH/ 315o Anti-horário Base inferior horizontal AH/0o Anti-horário Base angular para cima AH/45o Observações: 1.

BOLETIM TÉCNICO Nº 12 POSIÇÕES DO MOTOR PARA VENTILADORES CENTRÍFUGOS DE ACIONAMENTO POR CORREIA CONFORME NORMA AMCA 99-2407 A localização do motor é determinada posicionando-se de frente para o lado do acionamento do ventilador. X. e designando-se as posições do motor com as letras W. conforme o caso. 6-7 . Y ou Z.

1264 Caixa Postal 7056 .5566 . como mostra a ilustração. e poderá ser qualquer ângulo intermediário que venha a ser necessário.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 POSIÇÕES DA CAIXA DE ASPIRAÇÃO PARA VENTILADORES CENTRÍFUGOS CONFORME NORMA AMCA 99-2405 360 315 45 315° 360° 45° 270 270° 90° 90 225° 180° 135° 225 135 180 Observações: 1.br 7-7 . OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.CEP: 91150-010 .RS e-mail: comercial@otam.br www. Av. 1501 Fone: (51) 3364. 3. Bitencourt. 2. A linha de referência é o eixo do ventilador.Porto Alegre . A posição da caixa de aspiração e da entrada de ar para a caixa de aspiração é determinada a partir do LADO DE ACIONAMENTO DO VENTILADOR.com. As posições 135º a 225º podem interferir com estrutura do piso em alguns casos.Fax: (51) 3364.com.otam. Francisco S. 4. A posição da caixa de aspiração é designada em graus no sentido horário do eixo vertical superior.

3) A W W A L dst2=WA(3L² . a equação de Rayleigh-Ritz superestima e a equação de Dunkerley subestima a freqüência natural. Deflexão Estática Máxima Total (dst) A deflexão estática máxima. 2. kg módulo de elasticidade. Em geral. Equação da Rotação Crítica (Nc) Existem dois métodos utilizados para calcular a rotação crítica. mesmo na ausência de carga externa.B²)³ ² 9 3 EIL 2.4A²) 24EI W dst2 = WL³ 3EI onde: w = W = E = I = L = 1-4 (1) Deflexão estática máxima do eixo (dst1) massa do eixo. que irá criar uma vibração ressonante em determinadas rotações. A prática sugere que a rotação de operação máxima não deve exceder 75% da rotação crítica. m4 comprimento do eixo. kg/m² para eixo SAE 1045 =200 x 108 kg/m² momento de inércia = pD4/64.1) L/2 Deflexão estática máxima somente devido à carga (dst2) W L/2 L dst2 = WL³ 48EI 2. de seu diâmetro e do tipo de suporte de mancal. Rotação Crítica. sofre flexão durante a rotação.2) L dst1= wL³ 8EI (2) 2. Ambas as equações são aproximações à primeira freqüência natural de vibração. as Equações Rayleigh-Ritz e Dunkerley. m .2) A W B L dst2=WB(L² . da localização e do tipo de carga carregada pelo eixo. A magnitude da deflexão depende do seguinte: (a) rigidez do eixo e seu suporte (b) massa total do eixo e peças anexas a ele (c) desbalanceamento da massa com relação ao eixo da rotação (d) quantidade de amortecimento no sistema Portanto. do comprimento do eixo. que é a velocidade crítica de rotação. dst. o cálculo da rotação crítica para o eixo dos ventiladores é necessário. conhecida como Rotação Crítica. kg massa do rotor.4) L Q 1. Nc= 30 g p dst onde: g = aceleração da gravidade (9.BOLETIM TÉCNICO Nº 13 ROTAÇÃO CRÍTICA DOS EIXOS ualquer eixo rotativo. A equação ilustrada abaixo é a de Rayleigh-Ritz. é obtida através da soma da deflexão estática máxima do eixo rotativo e da deflexão provocada pela carga.1) L dst1= 5wL³ 384EI 1. O peso combinado de um eixo e de um rotor pode causar uma deflexão.81 m/s²) dst = deflexão estática máxima total A rotação crítica depende da magnitude.

205)²] = 7.66 x 10-9 201.000319 m Diâmetro do eixo.52)(1. L Cota A Momento de inércia.37 x 9.37 m = 0.20 30.66 x 10-9 m4 = 200 x 108 kg/m2 =1.85 5. a rotação máxima de operação seria de: 1675 x 0.70 22.4(0. I Módulo de elasticidade.00018 + 0.20 Exemplo No.51 7.85 x 10-9 19.1 5(13.17 x 10-9 39.81 =30 p 0.52 kg (ver Tab.000319 =1675 rpm (a) Deflexão a partir do peso do eixo somente (dst1) dst1 = 5wL³ 384EI Ver figura 1. E Massa do eixo.76 x 10-9 73.66x10 -9) =0.29 x 10-9 306.66 x 10-9 125. w = 40 mm = 7. D Massa do rotor. encontre a rotação crítica.000139 = 0.000139 m L (c) Deflexão estática máxima total (dst) dst = dst1 + dst2 = 0.4A²) 24EI Ver figura 2.205)[3(1.00 15.66x10-9) =0.5(0.00018 m Considerando um coeficiente de segurança de 25%.3 .79 x 10-9 449.37)² 24(200x10 8)(125.59 x 10-9 Massa por Metro (kg/m) 2.BOLETIM TÉCNICO Nº 13 Tabela 1 Diâmetro do Eixo D (mm) 20 25 30 35 40 45 50 55 60 70 Momento de Inércia I (m4) 7. 1 (b) Dadas as seguintes especificações.75 = 1256rpm 2-4 .87 13.40 18.1) (d) Rotação crítica (Nc) NC=30 g p dst 9.17 x 10-9 1178.47 3.5 kg = 1.37)³ = 384(200x10 8 )(125.205 m = 125. Modelo: Ventilador Tipo Duplex com Dois Mancais W A W A Deflexão a partir da carga somente (dst2) dst2= WA(3L² . W Comprimento do eixo.99 9.18 x 10-9 636.87 =13.

000216 =2.114m = 8.000216 m Entre Apoios Balanço (d) Diâmetro do eixo.4kg = 73.66x10-9) =0.197m = 1.81 =30 p 0. I Módulo de elasticidade. E = 35mm = 5.BOLETIM TÉCNICO Nº 13 Exemplo No.9kg Verificação da rotação crítica no trecho em balanço W A Deflexão a partir do peso do eixo (dst1) dst1 = 5wL³ 384EI 5(8.114)³ = 384(200x10 8 )(73.66x10-9) =0.27kg (b) Deflexão a partir da carga somente (dst2) dst2= WA(3L² .534)³ 8(200x10 8 )(73. sendo um lado do mancal em balanço. 2 Verificar a rotação crítica de um ventilador triplex com dois mancais.27(0.000107 = 0. w (a) L = 0.035 rpm Verificação da rotação crítica no trecho entre apoios W A W A Considerando um coeficiente de segurança de 25%.40(0.534m = 4. D Massa do rotor.75 = 1526 rpm L Cota A Cota L Massa do eixo.000107 m Deflexão a partir do peso do eixo (dst1) dst1= Wl³ 8EI = 4.035 x 0.197)[3(1.000109 m Cota A Cota L Massa do eixo.000109 + 0.114)² 24(200x10 8 )(73.66 x 10-9 m4 = 200 x 108 kg/m2 Rotação crítica para o trecho entre apoios (Nc) NC=30 g p dst 9. a rotação máxima de operação seria de: 2. w (a) = 0.000055 m 3-4 . W Momento de inércia.5215m = 0.4A²) 24EI . (c) Deflexão estática máxima total (dst) dst = dst1 + dst2 = 0.4(0.197)²] = 5.66x10-9) =0.9)(1.

BOLETIM TÉCNICO Nº 13 (b) Deflexão a partir da carga somente (dst2) dst2= WA³ 3EI 5. a rotação de operação máxima para este ventilador deve estar de acordo com o trecho em balanço.526 rpm (c) Deflexão estática máxima total (dst) dst = dst1 + dst2 = 0.485 rpm.CEP: 91150-010 . Francisco S.br www.000228 m =1.Porto Alegre .980 rpm OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. 1501 Fone: (51) 3364.000173 = 0.000055 + 0. que é = 1.66x10-9) =0.980 rpm =1.com. Bitencourt. isto é.000228 =1.000173 m Considerando um coeficiente de segurança de 25%.com. (d) Rotação crítica para o trecho entre apoios (Nc) NC=30 g p dst 9. Av. a menor rotação obtida.1264 Caixa Postal 7056 .br 4-4 . a rotação máxima de operação seria de: 1.035 rpm =1.75 = 1.Fax: (51) 3364.otam.485 rpm Portanto.5566 .RS e-mail: comercial@otam.5215)³ = 3(200x10 8 )(73.485 rpm Conclusão: Trecho entre Apoios Rotação Crítica Rotação de operação máxima Trecho em Balanço Rotação Crítica Rotação de operação máxima =2.81 =30 p 0.980 x 0.4(0.

então. JMP = m x R² kgm² 2 (3) Momento de inércia total. 1-3 ² J =(J F + J FP) x nF + JMP+ J M kgm² nM ( ( . Equação do Torque de Partida Torna-se. Não há qualquer tempo de partida padrão que possamos seguir. ele varia de acordo com fabricantes diferentes. JF = PD² = M x (R² + r²) kgm² 4 2 Momento de inércia da polia. dependendo do tipo de máquina sendo acionada. necessário calcular o torque de partida do ventilador. Durante o período de partida. kgm² a= aceleração angular. sem exceder suas limitações de projeto. o tipo e a quantidade de lubrificante. caindo novamente. 1. Para o tempo real de partida. número de pólos e custo do motor. JFP . no qual a força está agindo. A Tabela 1 apresenta aproximações para o tempo de partida do motor. também conhecido como o momento da força. é necessária uma série de outros cálculos.5 a 2.5 vezes o torque de plena carga. sobe para o torque máximo. ele possui um torque relativamente alto. Tabela 1 Número de pólos 2 4 6 8 Tempo de Partida (s) 3-4 4-6 4-8 5 . Isso nos habilita a determinar se o motor selecionado é capaz de produzir torque suficiente para levar o ventilador da rotação zero até a rotação de operação. porque a freqüência de partidas. e outras variáveis devem ser levadas em consideração. geralmente de 1. conforme representado na Fig.81 m/s²) (2) T estruturas. J MP JF % Torque 200 150 100 - n1n0 Rotação nM JM J FP nF Tempo de Partida do Motor O tempo de partida de um motor de indução é o fator mais crítico. o torque inicialmente apresenta uma ligeira queda para o torque mínimo e. tamanhos de carcaça. etc.. que não serão apresentados aqui.BOLETIM TÉCNICO Nº 14 TORQUE DE PARTIDA DO VENTILADOR orque. Ts = J x a g Onde: J= momento total de inércia. Fórmulas para Cálculo do Torque de Partida (1) Momento de inércia do ventilador. portanto. rad/s² g= aceleração por gravidade (9. é uma medida de energia exigida para iniciar a movimento de um corpo que gira sobre um eixo fixo. pois um período de partida excessivamente longo provoca um aumento de temperatura prejudicial ao motor.10 O tempo de partida do conjunto motor/ventilador nunca pode ser maior que 80% do tempo de rotor bloqueado informado no catálogo do motor. a temperatura. Quando o motor dá a partida.

kgm² nF = velocidade de rotação do ventilador.31) x 808 + 0. a = w/t S= 152.19 kgm² = 30.4 rad/s 60 60 (6) Aceleração angular.BOLETIM TÉCNICO Nº 14 (4) Velocidade angular. kg = raio externo do rotor/polia. outros fatores não considerados) Pergunta Podemos selecionar um motor de 4 pólos? Ele consegue dar a partida no ventilador? Verifique o torque de partida.04 + 0. rpm tS =tempo de partida do motor. kgm² JM =momento de inércia do motor.1rad/s² (7) Torque de partida.1 x 0.3 + 0. TM Diâmetro da polia do ventilador Peso da polia do ventilador Diâmetro da polia do motor Peso da polia do motor Velocidade real do ventilador PD² do ventilador = 0. a = w/t S rad/s² (6) Torque de partida.5 x 0.44 x 38. kgm² JMP =momento de inércia da polia do motor. s Exemplo Considerando-se as seguintes especificações: vazão 70.31 kgm² (3) Momento de inércia da polia do motor.81 .000 m3/h e pressão estática 450 Pa. w = 2pn M rad/s 60 (5) Aceleração angular.9 kgfm = 450 mm = 12. m =momento de inércia da polia do ventilador.4 kgm² (4) Momento de inércia total. Solução Ventilador selecionado = RSD 1000 Rotação do ventilador.19 1455 ( ( ( ( = 8. nF = 747 rpm potência absorvida = 17. m = raio interno do rotor/polia.3kgm² 4 4 (2) Momento de inércia da polia do ventilador.5 kg = 808 rpm = 105 kgm² onde: = massa do rotor/polia.255² 2 2 =0.3 kW potência instalada = 22 kW (inclui 20% de perdas para transmissão de potência. ² J =(JF + J FP ) x nF + JMP+ JM nM ² =(26. JM Torque de partida do motor.8 kgfm g 9. JF = PD² = 105 = 26.125² 2 2 =0.44 kgm² (5) Velocidade angular.1 = 32. Ts = J x a Kgfm g Momento de inércia do motor.1 kg = 250 mm = 5. J FP = m x R² = 12. w = 2pn M = 2p(1455) = 152. rpm nM =velocidade de rotação do motor. J MP = m x R² = 5. Ts = J x a = 8. Do Fabricante do Motor: Rotação do motor Tempo de partida = 1455 rpm = 4s 2-3 (1) m R r JFP Momento de inércia do ventilador. selecione um ventilador adequado.4/4 = 38.

Francisco S. ² J =(JF + J FP ) x nF + JMP+ JM nM ² =(26. 1501 Fone: (51) 3364.5566 . Bitencourt.1 kg = 335 mm = 7.81 Uma vez calculado Ts < TM .255² 2 2 =0.BOLETIM TÉCNICO Nº 14 O motor selecionado deve apresentar um torque de partida no mínimo igual ou maior do que o torque de partida da carga no ponto de operação.CEP: 91150-010 . o motor de 6 pólos selecionado será adequado para a operação.16 x 20. TM Diâmetro da polia do ventilador Peso da polia do ventilador Diâmetro da polia do motor Peso da polia do motor Velocidade real do ventilador PD² do ventilador = 965 rpm = 5s = 0.Fax: (51) 3364.488 kgm² = 46.3kgm² 4 4 (2) Momento de inércia da polia do ventilador.22rad/s² (7) (1) Momento de inércia do ventilador.com.8 kg = 761 rpm = 105 kgm² (5) Velocidade angular. J MP = m x R² = 7.br www.com.62 kgfm = 450 mm = 12.otam.31) x 761 + 0. a = w/t S = 101. JM Torque de partida do motor.12 kgm² Torque de partida.488 965 ( ( ( ( = 17.8 x 0.22 = 35. Uma vez calculado Ts >TM.3 + 0.br 3-3 . o motor de 4 pólos não é adequado para este caso.1264 Caixa Postal 7056 . w = 2pn M = 2p(965) = 101. Av.178² 2 2 =0. JF = PD² = 105 = 26. 17.1/5 = 20.1 rad/s 60 60 (6) Aceleração angular.16 kgm² Experimentar um motor de 6 pólos? Do Fabricante do Motor: Rotação do motor Tempo de partida Momento de inércia do motor.1 x 0. (4)Momento de inércia total.31 kgm² (3) Momento de inércia da polia do motor.Porto Alegre .4 kgfm Ts = J x a = g 9.124 + 0. J FP = m x R² = 12.RS e-mail: comercial@otam. OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.

01 0. a intensidade sonora diminui pelo quadrado da distância. o nível de pressão sonora. Pode ser expressa em W/m². Quanto mais longe da fonte.1 0. à pressão sonora dividida pela pressão sonora de referência (ao quadrado) sendo portanto: ² L P =10 log10 p dB p0² P ( ( O nível de potência sonora (Lw) é definido como a razão logarítmica da potência sonora emitida dividida por uma potência sonora de referência. energia. é 2 x 10-5 Pa para ruído transmitido pelo ar. Já que ondas sonoras irradiam esfericamente a partir de uma fonte pontual. Nível de Pressão Sonora É a pressão acústica em um ponto do espaço em que o microfone ou o ouvido do ouvinte estiver localizado. menos energia por unidade de área. a potência sonora é o taxa em que a energia acústica é irradiada a partir de uma fonte sonora. Nível de Intensidade Sonora A potência acústica passando através de uma área unitária é definida como a intensidade sonora. Pode ser expressa em Watts ou em decibéis. pode ser medido. a pressão sonora de referência. impulsão de 7000 lb Avião de linha com 4 propulsores Orquestra com 75 instrumentos Martelo grande de rebarbamento Buzina de carro Rádio hi-fi Voz. não pode ser medida diretamente.0000001 dB (W W ( 0 onde po. gritando (média) Escritório Voz.000 100 10 1 0. Enquanto que os níveis de potência sonora não podem ser medidos diretamente. Fonte Níveis de Potência (dB re 10-12 W) 180 170 160 140 130 120 110 100 90 80 70 60 50 Potência (W) 1. O nível de pressão sonora é proporcional. em campo livre. uma vez que depende do ambiente em que o equipamento está localizado e a localização da estação de medição em relação ao equipamento. Se níveis de pressão sonora forem usados para especificar índices de ruído do equipamento. L W =10 log10 onde: W = potência sonora Wo = potência sonora de referência = 10-12 Watts A Tabela 1 é uma listagem da potência sonora e do nível de potência sonora equivalente para fontes acústicas comuns. nível de conversação Quarto Sussurro A potência sonora é um parâmetro significativo para especificar o desempenho acústico de um componente de equipamento que emita ruído. em determinada localização. No entanto.001 0. Independe do ambiente em que o equipamento está localizado. O decibel é uma expressão logarítmica da razão de 1 .0001 0.00001 0. Pode ser expressa em unidade de pressão ou em decibéis.000.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 FUNDAMENTOS DE RUÍDO Nível de Potência sonora or definição. o nível de pressão sonora não é um meio conveniente de especificação do índice de ruído de um equipamento. então o ambiente acústico em que o equipamento for testado e a localização da estação de medição devem ser referenciados.10 ( ll ( dB 0 onde: I = intensidade Io = intensidade de referência = 10-12 W/m² Decibéis Trata-se de uma unidade matemática usada para expressar o nível da potência sonora ou pressão sonora. porém.000001 0.000 100. O Nível de Intensidade Sonora é definido como: L 1 =10 log 10 Foguete Saturno Motor de turbo-jato com pós combustão Motor de turbo-jato. .000 10.

1. Qual é o nível sonoro cumulativo no ponto determinado se todos estiverem operando ao mesmo tempo? L P . O nível de um ventilador maior adjacente é de 81 dB. o nível combinado seria 82 dB.. 81 dB e 75 dB. conforme ilustra o exemplo seguinte. O decibel representa um décimo de um bel. o som é emitido a partir de mais de uma fonte ou em freqüências diferentes. uma vez que as escalas em decibéis são logarítmicas por natureza. Exemplo Quatro fontes distintas possuem níveis de ruído LP de 81. e use a seguinte expressão a fim de determinar o nível de pressão sonora total. Para desenvolver um método que combine estes valores de níveis. 84 e 89 dB quando operados individualmente. t=10 log10 S 10 i=1 Decibéis a Adicionar ao Maior dos Dois Níveis Sonoros 2. 75. a determinada distância. 1 em 6. De acordo com a Fig...Gráfico para Combinar ou Adicionar Níveis Sonoros 3 Combinando Decibéis Na maioria dos ambientes industriais. Qual é o nível combinado? Diferença entre os dois níveis: = 81 dB.75 dB = 6 dB. LP3. o nível sonoro combinado não é de 140 dB. que é quase o nível sonoro a poucos metros da decolagem de um Boeing 747. Adicione 1 dB ao mais alto dos dois níveis: = 81 dB + 1 dB = 82 dB. a curva passa pela ordenada de 1 dB. o nível de potência sonora. LP2.10 . como vimos no exemplo anterior.9 89/10 ( 8. i /10 ( dB Exemplo Três ventiladores produzem. [ [ Fig. níveis de ruído de 86.5 1 0. utiliza o gráfico apresentado na Fig. em alguns casos. permita que LP1.6 + 10 8. . Lpt L P . se o nível de pressão sonora de uma máquina em determinado ponto for de 70 dB e uma segunda máquina for ligada. Por exemplo. t=10 log 10 S 10 i=1 =10 log 10 =10 log 10 = 91dB ( ( 10 ( 10 n L P . Portanto: Potência Sonora L =10 log 10 Potência Sonora de Referência Outro método popular e fácil de usar. e é necessário que se calcule o nível de pressão total ou cumulativo ou. elas não podem ser somadas algebricamente.4 + 10 ( 2 . i /10 ( 84/10 86/10 + 10 + 10 8. 75 e 73 dB. Qual é o nível de ruído total? Se tomássemos o primeiro par. 1. para combinação de níveis de decibéis.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 A unidade "bel" é usada em engenharia de telecomunicações como uma unidade adimensional para a razão logarítmica de duas quantidades de potência. LPn sejam os níveis de pressão sonora n a serem combinados para produzir o nível de pressão sonora total ou cumulativo. Mais do que dois níveis desiguais podem ser combinados tomando-se as combinações em pares. é o nível combinado.5 0 0 2 4 6 8 10 12 14 Diferença dos Níveis Sonoros Exemplo O nível de ruído de um ventilador centrífugo pequeno é de 75 dB. ( n L P . respectivamente.5 2 1. também produzindo um nível sonoro de 70 dB. Obviamente. porém menos acurado.

LWt de n níveis de potência sonora é: L W . Exemplo Os níveis de pressão sonora de um terço de oitava para as bandas 1600. 82 dB + 1. Torna-se óbvio. sua soma é apenas 3 dB maior. 75 dB e 73 dB. 4 pode ser muito útil. que. De modo semelhante.5 dB.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 Para o segundo par. de acordo com o gráfico. 2000. para combinar. se níveis sonoros para todas as 24 bandas de um terço de oitava de 50 a 10000Hz fossem combinados. 2 . em grupos de três.2 (-1) (+ 2. Portanto. Para este caso especial.5 db 77 A partir deste exemplo. de acordo com a Fig. sobre as freqüências centrais de banda de oitava. i /10 ( dB onde LWt é o i-ésimo decibel de nível de potência sonora. Um outro erro que freqüentemente ocorre. A Fig. e 2500 Hz eram.6 ) 96. 82 dB e 77 dB. 3 . e quando a diferença exceder 10 dB ou mais. e o nível na banda de oitava total. estão inseridos como mneumônicos.5 dB = 83. 90. Existem alguns "truques" para economizar tempo.8 db 93 2000 92 2500 93 Hz Conforme ilustrado na Fig. Fig. 2 94. Quais são os níveis sonoros combinados para a banda de oitava cuja freqüência central é 2000 Hz? 3 . 92 e 93 dB. o número de decibéis a ser acrescentado ao maior nível é de aproximadamente 1. Este gráfico pode ser muito valioso na avaliação do impacto da operação de várias máquinas idênticas na mesma área. o gráfico apresentado na Fig. 75 dB + 2 dB = 77 dB. Esta é uma exigência comum em controle de ruído.5 dB. 5 83. Assim. Considere o seguinte exemplo. os níveis são combinados de acordo com a Fig. na faixa de 2000Hz é de 96. 2 apresenta um formato recomendado para realizar esta soma recursiva. níveis de ruído combinados ou medidos podem ser arredondados para o inteiro mais próximo com erro negligenciável. A partir do gráfico na Fig. o método do gráfico discutido há pouco é igualmente aplicável para combinar níveis de potência sonora. a contribuição do nível menor é inferior a 0.10 ( n L W. o nível de potência sonora combinado ou total cumulativo. Lpt. de acordo com o exemplo precedente. . uma análise da banda de oitava seria obtida.8 dB. a diferença é 2 dB e. Quando dois níveis são iguais.Formato Recomendado para Combinar Níveis Sonoros Fig. Agora temos os níveis combinados resultantes. Observe que as diferenças entre os níveis estão entre parênteses e que os números a serem adicionados. 1.77 dB = 5 dB.Combinando Bandas de 1/3 de Oitava para Obter Nível Sonoro de Banda de Oitava Frequência Central de Banda de 1/3 de Oitava 1600 Lp 90 (-2) +2.5 dB. o número de decibéis a ser acrescentado ao maior nível é de 2 dB. Observando-se a semelhança com a equação para nível de pressão sonora total. fica claro que o método recursivo pode ser estendido a qualquer número de níveis sonoros. 1. de acordo com o gráfico da Fig. refere-se à combinação de níveis de um terço de oitava para obter níveis de oitava. respectivamente. 3. t=10 log 10 S 10 i=1 Lp 81 (-6) +1 82 75 75 (-2) +2 73 (-5) + 1. Na maioria dos problemas de controle de ruído. 3. A diferença = 82 dB. Freqüentemente é desejável combinar níveis de ruído iguais. 1. no controle de ruído.

ou seja.8 dB Alternativamente. Calcule os níveis combinados (pior caso) dos sopradores se cada um produz 75 dB . 24 ventiladores pequenos deverão ser instalados como parte de um sistema de filtragem de pó. de 707 a 1414 Hz. Qual é o nível de ruído combinado a 1 m se quatro ventiladores forem operados em proximidade? Número de fontes = 4 De acordo com Fig. ou o espectro. 4 . em dividir o espectro em bandas geometricamente relacionadas e fáceis de usar. engenheiros acústicos concordam. Devido ao amplo intervalo de variação. 4 foi construído de acordo com a seguinte equação em um intervalo de 0 a 10: Incremento em dB = 10 log10 (N) dB onde N é o número de fontes. O intervalo de freqüência sonora que pode ser ouvido é dividido convencionalmente em oito bandas de oitava.8 = 88.8 dB para 6 ventiladores. o nível de incremento é de 7. uma análise de banda de 1/3 de oitava poderá ser aplicada. A Fig. 5a mostra um exemplo de plotagem de nível de banda de oitava como função da freqüência. 4. Exemplo No teto de uma "sala limpa". é de 6 dB. aumento em dB = 6 dB Nível combinado = 88 dB + 6 dB = 94 dB O gráfico na Fig. 24 fontes podem ser consideradas como quatro conjuntos de 6 ventiladores. portanto. A Tabela 2 fornece as freqüências centrais e os limites de banda de oitava que foram padronizados através de acordo internacional.8 dB. De acordo com a Fig. 5b nos mostra um exemplo de plotagem de medição de ruído em bandas de 1/3 de oitava.10 Bandas de Oitava Uma oitava é um intervalo de freqüência entre dois sons cuja razão de freqüências é 2. 4 . A Tabela 3 fornece as freqüências centrais e o limite de banda de bandas de 1/3 de oitava que foram padronizados por convenção internacional. 4. o aumento.Gráfico para Combinar Níveis Sonoros Iguais Uma vez que temos quatro conjuntos de 6 ventiladores. para fins de análise.8 dB. 2 3 4 5 6 NÚMERO DE FONTES 7 8 9 10 Exemplo O nível de ruído de um ventilador centrífugo pequeno a 1 m é de 88 dB. Uma banda de oitava inclui todas as freqüências entre as duas extremidades de freqüência. o nível combinado = 75 dB + 7. Incremento em dB = 10 log10 (24) = 13.8 dB Considerando que um ventilador produz 75 dB.8 dB = 82. de acordo com a Fig. 4.8 dB + 6 dB = 88. por exemplo. Bandas de 1/3 de Oitava Quando informações mais detalhadas do que as fornecidas por uma análise de banda de oitava forem necessárias. de maior interesse na engenharia de controle de ruídos varia de aproximadamente 50 a 20000 Hz.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 Fig. 82. 10 8 Incremento (dB) 6 4 2 0 ESPECTRO DE FREQÜÊNCIA O intervalo de freqüência. A Fig. o nível combinado = 75 + 13. .

5a .0 x 10-5Pa) 100 90 90 80 80 70 70 60 60 50 50 40 5 1 2 6 1 2 6 1 63 120 250 500 1000 2000 4000 8000 100 1000 10000 FREQÜÊNCIA CENTRAL 1/3 DE OITAVA (Hz) FREQÜÊNCIA CENTRAL BANDA DE OITAVA(Hz) 5 .Exemplo de Plotagem de Medição de Ruído por Bandas de 1/3 de Oitava 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 NÍVEL PARA BANDA 1/3 DE OITAVA (dB re 2. Hz Largura de Banda. Hz 17 50 56 45 11 18 63 71 56 15 19 80 90 71 19 Banda Nº2 (AMCA) 20 100 112 90 22 21 125 140 112 28 22 160 180 140 40 Banda Nº3 (AMCA) 23 200 224 180 44 24 250 280 224 56 25 315 355 280 75 Banda Nº4 (AMCA) 26 400 450 355 95 27 500 560 450 110 28 630 710 560 150 Banda Nº5 (AMCA) Banda Nº (ANSI) Freqüência Central. Hz Freqüência Superior.Exemplo de Plotagem de Medição de Ruído por Bandas de Oitava Fig. Hz Freqüência Inferior.1984 e S1. Hz Freqüência Inferior. Hz Largura de Banda. Hz Largura de Banda.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 Tabela 2 Bandas de oitava ANSI (Valores Calculados Arrebatados) As Bandas de Oitava mais freqüentemente usadas são definidas por Normas ANSI para Filtros de Bandas de Oitava ou 1/3 de Oitava Banda Nº (AMCA) Banda Nº (ANSI) Freqüência Central.0 x 10-5Pa) NÍVEL DE PRESSÃO SONORA (dB re 2.11 . Hz Freqüência Superior. Hz Freqüência Superior.10 . 5b . Hz 29 30 31 Banda Nº6 (AMCA) 32 1600 1800 1400 400 33 34 Banda Nº7 (AMCA) 35 3150 3550 2800 750 36 4000 4500 3550 950 37 5000 5600 4500 1100 Banda Nº8 (AMCA) 38 6300 7100 5600 1500 39 8000 9000 7100 1900 40 10000 11200 9000 2200 800 100 1250 900 1120 1400 710 900 1120 190 220 280 2000 2500 2240 2800 1800 2240 440 560 Fig.1986 Banda Nº1 (AMCA) Banda Nº (ANSI) Freqüência Central.6 . Hz Freqüência Inferior. Hz 1 18 63 90 45 45 2 21 125 180 90 90 3 24 250 355 180 175 4 27 500 710 355 355 5 30 1000 1400 710 690 6 33 2000 2800 1400 1400 7 36 4000 5600 2800 2800 8 39 8000 11200 5600 5600 Tabela 3 Bandas de 1/3 de Oitava ANSI (Valores Calculador Arrebatados) As Bandas de 1/3 de Oitava mais freqüentemente usadas são definidas por ANSI S1.

Escalas de ponderação comuns são A. uma escala de freqüência ponderada simplesmente é uma tabela de correções que é aplicada a níveis de pressão sonora. Escala de ponderação C . com base na energia.para simular a resposta do ouvido humano ao som de nível de pressão baixa. Escala de ponderação D .Característica da Resposta de Freqüência das Ponderações em Medidores de Nível de Ruído 90 10 RESPOSTA RELATIVA EM DECIBÉIS A 0 C -10 B D BeC D -20 -30 A -40 -50 20 50 100 200 500 1000 2000 FREQÜÊNCIA EM HERTZ 5000 10000 20000 6 . 6 . Escala de ponderação A . as escalas geométricas de ½ de oitava e 1/10 de oitava são usadas. e fornece resposta aproximadamente igual em todas as freqüências.é uma ponderação proposta para possibilitar a mensuração do nível de ruído percebido (PNL). Escala de ponderação B . como uma função da freqüência. Fig. Escala de Ponderação de Freqüência Por definição. As Escalas B e C foram baseadas em experimentos que incorporaram tons puros. porém.para simular a resposta do ouvido humano ao som de nível de pressão alta.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 Outra Banda de Oitava? Não se deve inferir desta discussão que as bandas de oitava e de 1/3 de oitava sejam as únicas escalas geométricas usadas atualmente por engenheiros acústicos.10 . C e D. Certamente. que não são normalmente encontrados em aplicações de ventiladores. apresentam aplicações bastante limitadas e especiais. determinado acuradamente de acordo com as leituras de nível de pressão sonora em bandas de 1/3 de oitava. Escala de ponderação E . A Fig. A escala A é o sistema mais amplamente usado devido à sua correlação excelente com testes realizados.para simular a resposta do ouvido humano ao som de nível de pressão média.para simular a resposta do ouvido humano ao ruído de avião. 6 apresenta as correções para diferentes ponderações em um intervalo de 20 a 20000 Hz. B.

10 .20log 10 (r) . o movimento da onda resultante diverge uniformemente numa forma esférica. Qual é o nível de pressão sonora a 20 m da fonte? Nível de pressão sonora. deve-se ter uma compreensão das propriedades básicas da propagação do som. LP é dado por: L P = L W . cujo nível de potência sonora LW é 110 dB.11 dB dB r2 r Subtraindo-se as duas equações e observando que o nível de potência sonora LW para a fonte é o mesmo.20log 10 (20) .2 = 20log10 (r2 ) . O nível de pressão sonora é.20log 10 (r1) .20log 10 (r) .20log10 r2 r1 ( ) ( ) dB Desta forma.1 em r1.1= L W . L P. Uma relação útil entre o nível de pressão sonora Lp e o nível de potência sonora LW é dada por: L P = L W . Qual é o nível de pressão sonora a 20 pés ao longo da mesma linha radial? L P (a 20pés) = L P (a 5 pés) .11 = 110 . A pressão sonora em r1 e r2 é: L P. que não pode ser medida. obtemos: L P. conforme mostrado na Fig. A pulsação rápida produz um deslocamento de moléculas e uma flutuação de pressão dinâmica correspondente. Uma vez que as frentes de onda geradas com cada pulsação sempre ocorrem em fase.11 L P.20log 10 20 5 = 98 .12 = 86 dB ( ) = 110 .L P.20log10 (r1 ) = 20log10 r2 1r ou reescrevendo. então.1 .2 em qualquer distância r2 na mesma linha radial.2 = L P. A equação pode ser colocada de outra forma útil como segue: Permita que LP.2 sejam a pressão sonora a uma distância radial r1 e r2 respectivamente.11 = 73 dB 7 . a fonte pontual é freqüentemente comparada a uma esfera pulsante.11 onde: LW= nível de potência sonora da fonte pontual (re 1012 W) r = distância radial a partir da fonte (m) O termo constante foi arredondado para o decibel mais próximo. O termo “básico” aqui usado não deve inferir em simplicidade.2= L W . 7 . Exemplo O nível de pressão sonora medido a 5 pés de uma fonte sonora de radiação é 98 dB. é eliminada. Se medirmos o nível de pressão sonora LP. qual é o nível sonoro no ponto B? Para responder esta pergunta e outras de natureza semelhante. As características de radiação da maioria das fontes sonoras são geralmente complexas.1 e LP. Exemplo Uma pequena fonte. Em sua forma mais elementar.11 dB dB Fig.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 PROPAGAÇÃO DO SOM Uma das perguntas mais freqüentemente formuladas quanto ao controle de ruído é: Dada uma fonte sonora no ponto A.20log 10 (r2) . ainda acrescentam complexidade ao campo sonoro. podemos calcular o nível de pressão sonora LP.Fonte Pontual Irradiando Fonte Pontual r1 Fonte Pontual A fonte sonora mais básica é chamada de fonte pontual. está pendurada livremente ao ar livre.26 . 7. a dependência do nível de potência sonora.1 . especialmente nos ambientes industriais e públicos. 73 dB a 20m. e a grande variedade de superfícies de reflexão.

BOLETIM TÉCNICO Nº 15

É interessante observar que, se tomarmos o caso especial de r2/r1 = 2, a diferença entre os níveis de pressão sonora é de 6 dB. L P,1 - L P,2 = 20log10(2) ~ = 6 dB

L P, 30° = 75 dB L P,re = 100 - 20log 10 (10) - 11 = 100 - 20 - 11 = 79 dB DI 30° = L P,q - L P, re = 75 - 79 = 4 dB Se o nível de pressão sonora a 30º e raio de 10 m tivesse sido de 85 dB, o índice seria DI 30° = 85 - 79 = + 6 dB Se os padrões de irradiação não forem extremamente direcionais, digamos menos que ±6 dB, uma forma mais útil e simplificada de equações pode ser escrita a fim de se obter uma boa aproximação de primeira ordem do campo sonoro:

Uma vez que r2 /r1 = 2 corresponde ao dobro da distância da fonte, temos a origem da regra freqüentemente citada " 6 dB para duplicar a distância." Vale observar, no entanto, que, para distâncias suficientemente grandes, a maioria das fontes podem ser consideradas uma fonte pontual, e isso resulta em radiação esférica para resultados de primeira ordem. A maioria das fontes sonoras, encontradas em ambientes industriais e públicos, não são nãodirecionais. Para considerar a direcionalidade, um termo DIq deve ser adicionado à equação de propagação básica que acrescenta consideravelmente à sua generalidade. L P = L W + Dl q - 20log 10 (r) - 11 Onde DIq = índice de direcionalidade. Mais especificamente, o índice de direcionalidade é normalmente definido conforme segue: Dlq = L P, q - L P,re Onde, LP,q = nível de pressão sonora medido na distância r e ângulo q a partir de uma fonte de potência sonora W irradiando em um espaço livre. LP,re = nível de pressão sonora medido na distância r a partir de uma fonte pontual não diretiva de potência W irradiando em um espaço livre. Observe-se que o índice de direcionalidade é algébrico, ou seja, positivo ou negativo. Exemplo: Uma fonte de nível de potência sonora de 100 dB irradia em um espaço livre. O nível de pressão sonora a 10 m e ângulo de 30º é de 75dB. Qual é o índice de direcionalidade para 30º? Admitindo radiação uniforme
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dB

L P = L W - 20log 10 (r) + (L P,q- L P ) - 11 dB onde: LP,q = nível de pressão sonora medido a uma distância radial r e ângulo q

dB

_ LP = média dos níveis de pressão sonora medidos em 12 ou mais pontos eqüidistantes circunferencialmente ao redor da fonte Exemplo: O nível de potência acústica de um ventilador axial é de 112 dB. O fator de direcionalidade em um ângulo de 40º a partir da linha de centro, obtido por 12 medidas circunferenciais é de +4dB. Qual é o nível de pressão sonora a uma distância de 10m no mesmo ângulo?

L P = 112 - 20log10 (10) + 4 - 11 = 112 - 20 + 4 - 11 = 85 dB

BOLETIM TÉCNICO Nº 15

Um outro fator que pode influenciar grandemente a direcionalidade de uma fonte pontual irradiante, e que deve ser levado em consideração, é a presença de superfícies refletoras. Por exemplo, se uma fonte pontual sonora de potência acústica W fosse colocada em uma superfície refletora dura, digamos que no centro de um estacionamento, duas vezes a quantidade de energia prevista seria irradiada em qualquer direção. Ou seja, o campo sonoro conteria energia sonora refletida do asfalto e também a energia sonora irradiada diretamente para um observador. Sendo assim, em um hemisfério hipotético acima do plano refletor, a intensidade sonora seria duplicada e, para um observador, pareceria que a potência acústica da fonte também fora duplicada. Portanto, para considerar a presença de superfícies refletoras, um fator de direcionalidade geralmente simbolizado como Q é definido segundo o índice de direcionalidade como segue: DI = 10log10 (Q) dB A Fig.8 ilustra os valores para o fator de direcionalidade Q e os índices DI de direcionalidade correspondentes para algumas localizações de fonte sonora comuns.

instalado (1) na parede, (2) em uma parede perto do chão e (3) na base da parede perto do canto da sala? (1) Para a instalação no meio da parede, temos irradiação hemisférica (Fig. 8b): Q=2 ~ 3 dB DI = 10log10 (2) = Então o nível de pressão sonora a 2 m, L r = 110 + 3 - 20log10 (2) - 11 = 110 + 3 - 6 - 11 = 96 dB Com o aparelho de ar condicionado perto do chão, isto é, na junção de dois planos (Fig. 8), Q = 4 e o DI é: ~ 6 dB DI = 10log10 (4) = De novo, o nível de pressão sonora a 2 m, L r = 110 + 6 - 20log10 (2) - 11 = 110 + 6 - 6 - 11 = 99 dB Observe que a colocação perto do chão aumentou o nível de ruído em 3 dB, de 96 para 99 dB. De acordo com as considerações de potência sonora isso é o que devemos esperar, uma vez que a intensidade duplicou. (2)

Fig. 8 - Exemplos de Planos Reflexivos

a)

Q=1 Dl = 0

b)

Q=2 Dl = 3 dB

(3)Com relação à localização do aparelho de ar condicionado em um canto, o fator de direcionalidade seria Q = 8, conforme ilustra a Fig. 8. Conseqüentemente, o DI = 9 dB e o nível resultante a 2 m é: L = 110 + 9 - 20log10 (2) - 11 = 110 + 9 - 6 - 11 = 102 dB

c)

Q=4 Dl = 6 dB

d)

Q=8 Dl = 9 dB

Exemplo O nível de potência sonora total de um ar condicionado é de 110 dB. Qual é o nível de pressão sonora a 2 m se o aparelho de ar condicionado for
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Observe novamente que o nível de pressão sonora aumentou 3 dB com relação à instalação no chão e 6 dB com relação à instalação no meio da parede.

BOLETIM TÉCNICO Nº 15

É fácil perceber que as características de propagação de uma fonte pontual podem ser fortemente influenciadas por elementos refletores comuns tanto em ambientes industriais quanto públicos. Entretanto, se a direcionalidade da fonte e a localização relativa às superfícies refletoras forem consideradas, uma aproximação útil e bastante precisa das propriedades de propagação pode ser obtida. Fonte em Linha Outro tipo de fonte comum em indústrias é a fonte em linha. A Fig. 9 ilustra uma fonte em linha de irradiação e padrões frontais de ondas cilíndricas correspondentes associadas.
Fig. 9 - Frente de Onda Cilíndrica Divergente de uma Fonte em Linha

Uma expressão mais genérica e útil para a divergência do nível de pressão sonora de uma fonte em linha é: L P,2 = L P,1 - 10log 10 onde: LP,2 = nível de pressão sonora na distância radial r2 (dB) LP,1 = nível de pressão sonora na distância radial r1 (dB) Exemplo O nível de ruído a 10m de um cano longo carregando vapor em alta velocidade era de 95 dBA. Qual é o nível de ruído a 100m? L P,2 =95 - 10log10 100 10 =95 - 10 =85 dbA

( rr ) (r < r )
2 1 1 2

dB

Frente de Onda Cilíndrica Divergente r Fonte em Linha

( )

h

Dois exemplos comuns de fontes em linha são uma rodovia de tráfego intenso e o ruído de um cano longo cheio de vapor em alta velocidade. O índice de divergência radial de uma fonte em linha é muito menor do que o índice para uma fonte pontual. Na seção anterior, vimos que o índice de divergência para uma fonte pontual era de 6 dB por duplicação de distância. Para uma fonte em linha, o nível de pressão sonora cai apenas 3 dB por duplicação de distância radial, ou metade do índice de uma fonte pontual.

Aqui, mais uma vez, dado um nível de pressão sonora, que é fácil de medir, numa dada distância radial, o nível sonoro em qualquer distância pode ser calculado. Deve-se também observar que no exemplo do nível de ruído total, esse foi ponderado na escala A. Isto pode ser feito geralmente com erro negligenciável, desde que não haja quaisquer influências no meio que alterem a propagação espectralmente, isto é, com respeito à freqüência.

OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. Av. Francisco S. Bitencourt, 1501 Fone: (51) 3364.5566 - Fax: (51) 3364.1264 Caixa Postal 7056 - CEP: 91150-010 - Porto Alegre - RS e-mail: comercial@otam.com.br www.otam.com.br
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BOLETIM TÉCNICO Nº 16

EFEITOS DO SISTEMA NA APLICAÇÃO DE VENTILADORES INDUSTRIAIS
desempenho de ventiladores industriais é o item de maior preocupação dos fabricantes. A confecção de curvas de catálogo deve refletir esta preocupação representando da melhor maneira, o comportamento aerodinâmico do modelo testado. Feita a curva, devem ser tomadas providências para que as folgas e tolerâncias de

O

fabricação do modelo testado tenham repetibilidade nos exemplares produzidos na linha de montagem. Pode o ventilador, ainda assim, apresentar desempenho insatisfatório na instalação? A resposta é sim, e as várias alternativas para explicar este fato serão abordadas a seguir.

TESTES DE VENTILADORES

V

entiladores são testados em arranjos que simulam uma instalação. Existem quatro tipos padronizados de instalações:

Tipo A: aspiração e descarga livres; Tipo B: aspiração livre e descarga dutada; Tipo C: aspiração dutada e descarga livre; Tipo D: aspiração e descarga dutadas. Muitos fabricantes de ventiladores utilizam a norma AMCA 210 Laboratory Methods of Testing Fans for Rating (Métodos de Laboratório para Testar Ventiladores para Tabulação) para levantar o desempenho de seus produtos. Esta norma possui diferentes arranjos ou figuras, que servem para simular a maneira como o ventilador será usado em campo, reproduzindo um dos quatro tipos de instalação já citados. Existem dois métodos básicos de medida: o tubo de pitot e o bocal com raio longo. A norma determina o desempenho em termos de vazão, pressão, potência, densidade do ar, velocidade de rotação e rendimento. Os arranjos de laboratório propiciam condições ideais pela exigência de endireitadores e uniformizadores de fluxo, medições em planos onde se tem um perfil de velocidade totalmente desenvolvido e transformações de seção com ângulos limitados. Estas providências fazem com que o ventilador apresente seu máximo desempenho. Qualquer instalação real que não propicie condições para um fluxo uniforme reduzirá o desempenho do ventilador.

Devido ao fato de que é impraticável testar todos os tamanhos de ventiladores de uma determinada linha em todas as rotações possíveis, os fabricantes utilizam as chamadas "Leis dos Ventiladores". Elas são uma série de equações que permitem calcular com boa precisão o desempenho de um ventilador em outras rotações, tamanhos e densidades. Estas equações tem origem na Teoria Clássica de Mecânica de Fluidos e só se aplicam ao mesmo "ponto de operação". Um ponto de operação é um ponto determinado na curva de desempenho do ventilador. As equações são apresentadas abaixo, onde o índice "c" representa a condição desejada: Qc=Q(Dc /D)³(Nc /N) P tc=P t (D c /D)²(Nc /N)²(rc /r) P vc=P c /D)²(Nc /N)²(rc /r) v (D P =Ptc - Pvc sc Hc=H(Dc /D)5(Nc /N)³(rc /r) h tc=(Qc P tc )/(11217Hc ) hsc=h tc(P sc /P tc ) (1) (2) (3) (4) (5) (6) (7)

Onde Q é a vazão em m3/h, D é o diâmetro do rotor em metros, N é a rotação em rpm, Pt é a pressão total em Pa, r é a densidade em kg/m3, Ps é a pressão estática em Pa, Pv é a pressão dinâmica em Pa, H é a potência em W e h é o rendimento (adimensional).

1-6

Os centrífugos. Ex. A hélice tem construção barata e é limitada a aplicações de baixa pressão. Um sistema de ventilação contém um ou mais dos seguintes componentes: a) b) c) d) e) f) entrada do sistema. São aplicados em sistemas de aquecimento. Usados basicamente para transporte de materiais em plantas industriais. Se a vazão for mudada. SISTEMAS DE VENTILAÇÃO m sistema de ventilação é uma instalação que pode incluir dutos.. fornalhas domésticas. Pás retas inclinadas ou curvadas para trás: de rendimento um pouco inferior que o anterior. Normalmente de construção leve e de baixo custo. filtros. Aplicados como circuladores de ar e para ventilação através de paredes sem a presença de dutos. etc. Os ventiladores axiais podem ser classificados como: Propeller: o rendimento é baixo. Tuboaxial: Algo mais eficiente que o propeller.BOLETIM TÉCNICO Nº 16 VENTILADORES E SUAS APLICAÇÕES s ventiladores industriais podem ser divididos em centrífugos. grelhas. Aplicados em sistemas de aquecimento. ventilador. Aplicados a sistemas de aquecimento. registros. dispositivos de condicionamento. ventiladores. sistema de distribuição. A relação que governa a maioria dos sistemas de ventilação é: PRESSÃO C VAZÃOC = PRESSÃO VAZÃO ( ) 2 (8) . Pás curvadas para frente: O rendimento é menor que o dos ventiladores aerofólio e o dos de pás retas. ventilação e arcondicionado de baixa e média pressão onde a distribuição do ar a jusante não é crítica. ventilação e ar-condicionado de baixa pressão. possui as mesmas aplicações. Pás radiais: o mais simples e o menos eficiente de todos os centrífugos. dispositivo de condicionamento. a perda de carga resultante também mudará.. Vaneaxial: Um bom projeto das pás permite capacidade de média e alta pressão aliada a um bom rendimento. dispositivo de controle. Usado basicamente em sistemas de aquecimento. Usados em tamanhos grandes para aplicações onde o ar é limpo e a economia de energia significativa. saída do sistema. É vantajoso quando se quer uma instalação compacta e quando o ventilador precisa estar em linha com os dutos. ventilação e ar-condicionado de baixa. Também usados em aplicações industriais como fornos. classificam-se em: Pás de perfil aerofólio inclinadas para trás: são os de maior eficiência entre os centrífugos. cabines de pintura e exaustão de gases.aparelhos de ar-condicionado de janela e equipamentos "roof top". e cujo objetivo é mover o ar de um lugar a outro de forma controlada. Entre os ventiladores especiais pode-se citar os centrífugos tubulares e os centrífugos e axiais de telhado. centrais O de ar-condiconado. Também é usado em algumas instalações industriais onde a pá aerofólio não é aceitável devido ao ambiente corrosivo ou abrasivo. 2-6 U O ventilador é o componente do sistema que fornece a energia para a corrente de ar superar a resistência ao fluxo que os outros componentes oferecem. ventilação e ar-condiconado. é capaz de desenvolver mais pressão. média e alta pressão. A Curva do Sistema Para um determinado sistema com uma vazão fixa haverá uma correspondente perda de carga. axiais e construções especiais (AMCA 201. Também utilizado para aplicações que exigem altas pressões de trabalho. quanto ao projeto do rotor. 1990).

existem as perdas causadas devido aos Efeitos do Sistema. A situação é posteriormente complicada pelo fato de que o instalador muitas vezes não consegue montar o sistema exatamente como especificado no projeto. se a vazão é incrementada para 120% da vazão de projeto. PERCENTUAL DE VAZÃO MÁXIMA DO VENTILADOR 0 200 - 20 40 60 80 100 A SI ST A B SIS TE M AC . e perdas dinâmicas devidas à turbulência causada por mudanças na direção e separação do fluxo ao redor de obstruções. Efeitos do Sistema ocorrem por causa das diferenças entre as conexões de aspiração e descarga do ventilador instaladas no sistema. Em adição às perdas de pressão total num sistema causadas pelo atrito e perdas dinâmicas.. .1 Curvas típicas de sistemas A C PERCENTUAL DA PRESSÃO MÁXIMA DO VENTILADOR EMA A curva característica de um sistema.80 PONTO 3 DE PROJETO . nos deteremos em apresentar mais detidamente aquelas devidas aos Efeitos do Sistema. ou perda de carga. Estas relações são típicas para sistemas de ventilação de ponto de operação fixo. espera-se que tendo o ventilador bem selecionado. Interação da Curva do Sistema com a Curva Característica do Ventilador Uma vez determinada a curva do sistema através do cálculo da resistência ao fluxo e dos "efeitos do sistema". o sistema operará na vazão de projeto.BOLETIM TÉCNICO Nº 16 180 PERCENTUAL DE RESISTÊNCIA DO SISTEMA SIST 160 140 120 100 80 60 EM CURVA DO VENTILADOR 2 1 Tomando-se um ponto de operação no sistema A em 100% da vazão e 100% de pressão requerida. Como as perdas por atrito e as perdas dinâmicas são extremamente conhecidas e estudadas. Um decréscimo para 50% da vazão de projeto resultará na diminuição para 25% da pressão requerida.Q Fig. caixas de mistura. O ponto de intersecção da curva do ventilador com a curva do sistema determina a vazão real ou o ponto de operação do sistema (figura 2). . As perdas de pressão total para o escoamento através de um sistema de ventilação são causadas por dois fatores: perdas por atrito devidas a viscosidade pelo escoamento do ar ao longo da superfície dos dutos e outros componentes do sistema.Q Fig.100 .60 . Três curvas típicas de vazão versus perda de carga de sistemas são apresentadas na figura 1. e aquelas usadas no laboratório para levantar as curvas do ventilador.. etc. de acordo com a expressão acima é uma parábola. a resistência do sistema aumentará para 144% da pressão de projeto requerida. A vazão de um sistema pode ser variada mudando-se a sua resistência. através de registros.40 .20 0 40 20 00 20 40 60 80 100 120 140 160 180 200 PERCENTUAL DE VAZÃO DO SISTEMA . 3-6 200 PERCENTUAL DE RESISTÊNCIA DO SISTEMA 180 SIS TE M 160 140 120 100 80 B TE ST EM A A PONTO DE PROJETO 60 40 20 00 20 M A SI S 40 SI 60 80 100 120 140 160 180 200 PERCENTUAL DE VAZÃO DO SISTEMA .2 Interação das curvas do sistema e do ventilador Perdas no Sistema Estimar a perda de carga de um sistema de distribuição de ar é uma tarefa complexa que requer um considerável número de simplificações por parte do projetista.

que a descarga. o perfil de velocidade que dele se aproxima não é uniforme e perdas de carga muito maiores que as previstas serão experimentadas. que é usada para teste de ventiladores.08 m/s) de velocidade de descarga (AMCA 201. um fator de efeito do sistema deve ser adicionado à perda de carga estimada total. tenha uma distribuição uniforme do ar na aspiração e uma descarga desobstruída. dois e meio diâmetros. Por este motivo a perda de carga numa curva na descarga de um ventilador será muito maior do que os valores publicados para as curvas inseridas ao longo do sistema. registros de controle de vazão e derivações na canalização podem ser instalados na descarga do ventilador ou próximos dela. No ventilador centrífugo tem-se 4-6 U velocidades maiores no lado oposto ao defletor junto à boca de descarga. A complexidade deste problema pode ser ilustrada na constatação de que existem 224 diferentes fatores. Outras Considerações quanto à Descarga. A publicação AMCA 201 Fans and Systems (Ventiladores e Sistemas) possui tabelas e gráficos que permitem a quantificação das perdas conforme o tipo de problema da instalação. já citada. os endireitadores atuam conservando este perfil através da curva e além dela. tanto axial como centrífugo. normalmente reduzem a perda de carga através das mesmas. Curvas na Descarga. surgindo uma perda de carga adicional não computada no projeto. 1990). não é uniforme. e a conseqüência é uma perda de desempenho do ventilador que pode chegar a até 50% (Williamson 1997). Fatores Relativos à Descarga do Ventilador O ar desenvolve um perfil de velocidade uniforme à medida que aumenta a distância da descarga do ventilador. Fatores Relativos à Aspiração do Ventilador Em geral. no mínimo. O comprimento de duto necessário para obter-se 100% de recuperação de pressão estática é função da velocidade de descarga (AMCA 200. Quando não se pode ter um comprimento de duto adequado. Outros dispositivos como endireitadores de fluxo. muitos sistemas de ventilação não gozam destas condições. partem do princípio que um perfil de velocidade uniforme está entrando na curva. Os valores publicados. 1990). Sempre que possível uma porção de duto reto deve ser colocada entre a descarga do ventilador e qualquer derivação na tubulação. . No ventilador axial tem-se velocidades maiores no anel circular compreendido entre o círculo do cubo da hélice e o duto. Quando um registro é instalado próximo à boca de descarga do ventilador. que podem ser aplicados conforme o tipo de configuração (AMCA 201. para perda de carga em curvas de sistemas de ventilação. Condições de fluxo não-uniformes devem sempre ser evitadas. podendo ser precisos até seis diâmetros para altas velocidades de descarga. Condições estas que não estavam presentes quando do levantamento da curva do ventilador no laboratório. Como se sabe. a aspiração do ventilador é mais sensível. Como regra geral utiliza-se o comprimento de um diâmetro de duto para cada 1000 pés por minuto (5. Entretanto podemos afirmar que são necessários. A norma AMCA 210. ou outras condições que influenciem o desempenho do ventilador quando instalado no sistema. muito diferentes daquelas do projeto. Como os ventiladores muitas vezes são testados com dutos na aspiração. Entretanto. Infelizmente. quando um perfil de velocidade não uniforme entra numa curva. Derivações na tubulação muito próximas à boca de descarga causarão perdas de carga e em conseqüência vazões. Endireitadores de fluxo aplicados em curvas. 1995).BOLETIM TÉCNICO Nº 16 FATORES DOS EFEITOS DO SISTEMA m fator de efeito do sistema é uma perda de pressão causada pelo efeito de restrições na aspiração e na descarga dos ventiladores. Perdas de carga publicadas para registros são baseadas no funcionamento dos mesmos com perfis de velocidade uniformes. resultando em perdas maiores nos componentes localizados após a mesma. Um fator de efeito do sistema deve ser aplicado. foi concebida de tal forma que o ventilador sendo testado. ventiladores instalados sem estas peças sofrerão a formação de uma "vena contracta". ao efeito das condições do sistema. ou com bocais de aspiração que simulam um duto na aspiração. o perfil de velocidade que deixa a descarga de um ventilador.

em muitos casos. mas num grande aumento da potência consumida. Podem ser considerados em série os ventiladores que operam consecutivamente no mesmo sistema. Além disso outros efeitos podem ocorrer como: instabilidade do ventilador causando danos estruturais ao mesmo devido à vibração. Normalmente ocorre uma significativa perda de desempenho no segundo ventilador (ou estágio). e também de investimento num motor maior que o necessário. fornecendo mais vazão que o desejado. na aspiração do ventilador. e deve-se calcular a nova potência consumida. Uma rotação do ar. a curva real (C) levará o ventilador a trabalhar no ponto 3. colunas. ou aqueles ventiladores que possuem dois ou mais estágios. 1990). Vortex na Aspiração. como paredes nas proximidades. Curvas instaladas na aspiração de ventiladores. pois podem apresentar funcionamento instável. Obstruções na aspiração. . que variará com o cubo do aumento de rotação. provocada pelas condições de fluxo não-uniforme de sua aspiração. um vortex na aspiração. etc. A curva de pressão-vazão combinada é obtida pela soma das vazões de cada ventilador à mesma pressão. tubulações.BOLETIM TÉCNICO Nº 16 Curvas na Aspiração. O desempenho real não será igual ao teórico se as condições de aspiração não forem favoráveis. flutuações na pressão e aumento no nível de ruído de até 10 decibéis em algumas bandas de oitava (AMCA 201. Ventiladores são comumente instalados em paralelo quando é necessária a movimentação de grandes volumes de ar. não devem ser selecionados nesta região. por exemplo). resultará num pequeno aumento da curva vazão-pressão do ventilador. estruturas. Esta situação traz como conseqüência um desperdício de potência instalada. A condição ideal de aspiração é aquela em que o ar entra axialmente em fluxo laminar na boca do ventilador. também devem ser levadas em consideração. Uma contra-rotação do ar. haverá uma redução na vazão devido ao aumento na densidade do ar após o primeiro ventilador (ou estágio). fornecendo menos vazão que o previsto. Ventiladores Operando em Paralelo. Neste caso a rotação do ventilador deverá ser diminuída até que seja atingido o ponto 4. Na prática. EFEITO DE ERROS NA ESTIMATIVA DA PERDA DE CARGA DO SISTEMA Resistência do Sistema Subestimada Conforme pode ser verificado na figura 3. Ventiladores que Operam em Série e em Paralelo Ventiladores Operando em Série. Em teoria a curva de pressão-vazão combinada é obtida somando-se as pressões mantendo a mesma vazão. formando. na mesma direção que a rotação do ventilador. telas.. a curva real (B) do sistema levará o ventilador a funcionar no ponto 2. Neste caso deve-se consultar o fabricante para terse informações sobre os limites de emprego do equipamento. Para que o ventilador forneça a vazão desejada. quando a perda de carga do sistema é subestimada.. Outras Considerações quanto à Aspiração. sua rotação deve ser aumentada para que atinja o ponto 5. diminuirá o desempenho do mesmo dependendo da intensidade deste vortex. Existem fatores conforme o percentual de área de aspiração obstruída. Outra causa importante na redução do desempenho do ventilador é uma condição de aspiração que produza um vortex (rotação da corrente de ar) na boca do ventilador. porém. Conforme o tipo de curva e sua distância em relação à aspiração do ventilador devem ser aplicados diferentes fatores de efeito do sistema. Curvas na aspiração devem ser instaladas no mínimo a três diâmetros de distância do ventilador. 5-6 Resistência do Sistema Superestimada Considerando que a resistência do sistema tenha sido superestimada. ou muito próximas dela. produzirão fluxos nãouniformes. Ventiladores que possuem uma curva de pressão-vazão com inclinação positiva à esquerda do ponto de maior pressão (ventiladores de pás para frente.

Fone: (55 51) 3349.com. 1501 .otam.Porto Alegre/RS .Fax: (55 51) 3349.6363 .CEP 91150-010 .6364 www.001/2003 . Francisco S. Bitencourt.Av.br MT .

O ventilador também possui tolerâncias de funcionamento que são estabelecidas na publicação AMCA 211Certified Ratings Program-Air Performance A OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.com.. pela já citada norma AMCA 210. PRESSÃO DE PROJETO 3 PERDA DE CARGA REAL MENOR QUE O VENTILADOR PROJETADO ENTREGARÁ EM 3 4 CURVA PRESSÃO-VAZÃO DO VENTILADOR VAZÃO DE PROJETO Fig..otam.com. Williamson. caso seja contestado. AMCA Paper 2337-97. Illinois.5566 . em comparação com a real.RS e-mail: comercial@otam.BOLETIM TÉCNICO Nº 16 PERDA DE CARGA REAL MAIOR QUE O VENTILADOR PROJETADO ENTREGARÁ EM 2 5 CURVA B SISTEMA REAL CURVA A SISTEMA CALCULADO CURVA C SISTEMA REAL PRESSÃO MÁXIMA 2 DO VENTILADOR 1 (Programa de Curvas Certificadas-Desempenho Aerodinâmico). Air Systems. etc. e proporcionar fluxos de ar uniformes tanto na aspiração quanto na descarga do ventilador. Em razão destes fatos. Av.br 6-6 .3 Curvas de Desempenho do Ventilador/Sistema TOLERÂNCIAS DO SISTEMA E DO VENTILADOR experiência mostra que variações de mais ou menos 10% na perda de carga estimada do sistema. System Effects. O desempenho do ventilador. Bitencourt. funcionamento instável do ventilador. e todas as alternativas devem ser estudadas. Air Movement and Control Association. Como foi visto. aumento do nível de ruído. 1990. Avaliar estes limites torna-se importante para saber se o sistema terá um funcionamento aceitável.br www. diminuição da capacidade do sistema. O mal funcionamento de um sistema pode ter um sem número de causas.Porto Alegre . Publication 201-90. REFERÊNCIAS Air Movement and Control Association. ou em campo pela publicação AMCA 203 Field Performance Measurements of Fan Systems (Medição de Campo do Desempenho de Ventiladores em Sistemas).Fax: (51) 3364. Francisco S. Inc. CONCLUSÃO Para estarmos certos. vibrações. todo sistema possuirá uma área provável de funcionamento. Fans and Systems. Dick. as conseqüências de um projeto equivocado podem ser muito danosas: aumento da potência consumida. 1995.CEP: 91150-010 .. 1501 Fone: (51) 3364. 1997.. de que um sistema de ventilação funcionará corretamente. pode ser verificado no laboratório. devemos levar em conta todos os Fatores de Efeito do Sistema. limitada pelas tolerâncias inferior e superior de operação do ventilador e pelas tolerâncias inferior e superior de estimativa de perda de carga do sistema.1264 Caixa Postal 7056 . Publication 200-95. Inc. podem ocorrer.

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