MANUAL TÉCNICO

ÍNDICE

CONTEÚDO
BT-01 - O que é um Ventilador - Terminologia de Definição de Ventiladores BT-02- Leis dos Ventiladores BT-03 - Curvas de Desempenho de um Ventilador Curvas de Resistência do Sistema Instabilidade do Sistema, instabilidade do Ventilador e Paralelismo BT-04 - Tipos de Ventiladores BT-05 - Seleção de Ventiladores Selecionando o tipo de Ventilador Requisitos de uma Consulta de Ventilador BT-06 - Efeitos no Sistema na Aspiração do Ventilador Efeitos no Sistema na Descarga do Ventilador BT-07 - Vida dos Rolamentos dos Ventiladores BT-08 - Características dos Sistemas de Ventilação dos Ventiladores BT-09 - Desbalanceamento Residual Permissível BT-10 - Cálculo da Potência Sonora do Ventilador BT-11 - Modulação do Desempenho do Ventilador BT-12 - Arranjos de Ventiladores BT-13 - Rotação Crática dos Eixos BT-14 - Torque de Partida do Ventilador BT-15 - Fundamentos de Ruído BT-16 - Efeitos do Sistema na Aplicação de Ventiladores Industriais

Total de Págs.
4 7

5 4

5

7 2 3 3 3 4 7 4 3 10 6

2

BOLETIM TÉCNICO Nº 1

O QUE É UM VENTILADOR
m ventilador é uma máquina que produz fluxo de gás com duas ou mais pás fixadas a um eixo rotativo. Os ventiladores convertem a energia mecânica rotacional, aplicada aos seus eixos, em aumento de pressão total do gás em movimento. Esta conversão é obtida através da alteração do momento do fluido. Os códigos de teste de potência da Sociedade Americana de Engenheiros Mecânicos (ASME) limitam a definição de ventilador a máquinas que aumentam a densidade do gás em no máximo 7% à medida que percorre o trajeto desde a aspiração até a descarga. Este é um aumento de aproximadamente 7.620 Pa (762 milímetros de coluna d´água) com base no ar padrão. Para pressões superiores a 7.620 Pa (762 milímetros de coluna d´água), o dispositivo de movimentação do ar é um compressor ou soprador. Existem muitas outras definições, com limites de pressão distintos, sendo que o Brasil não adota, oficialmente, nenhuma especificamente.

U

Ventiladores para aquecimento, ventilação e ar condicionado, inclusive em sistemas de alta velocidade ou de alta pressão, raramente atingem mais que 2.500 - 3.000 Pa (250 a 300 mm de coluna de água). Há três componentes principais em um ventilador: o propulsor (também chamado de rotor), o meio de acioná-lo e a carcaça. Para prever com razoável exatidão o desempenho de um ventilador na instalação, um projetista deve saber: (a) Como o ventilador foi testado e qual procedimento (norma) foi seguido. (b) Os efeitos que o sistema de distribuição de ar terá no desempenho do ventilador. Ventiladores de tipos diferentes, ou ainda ventiladores do mesmo tipo fornecidos por fabricantes diferentes, não irão interagir com o sistema da mesma maneira.

TERMINOLOGIA E DEFINIÇÕES DOS VENTILADORES

A

Ar Padrão (Sistema Internacional) r seco a 20ºC e 101,325 kPa. Sob essas condições, o ar seco tem uma densidade de massa de 1,204 kg/m3.

Fig.1 - Pressão Atmosférica

Pressão Relativa - Coluna d’água (ca) É a medida de pressão acima da atmosférica expressa como a altura de uma coluna de água em mm (ou polegadas). A pressão atmosférica ao nível do mar iguala-se a 10.340 mm (407,1 polegadas) de água ou 10m (33,97 pés) de água (Fig 1). Pressão Estática (Pe) É a diferença entre a pressão absoluta em um determinado ponto em uma corrente de ar ou câmara pressurizada e a pressão absoluta da atmosfera ambiente, sendo positiva quando a pressão neste ponto estiver acima da pressão ambiente e negativa quando estiver abaixo. Atua igualmente em todas as direções, independente da velocidade do ar e é uma medida da energia potencial disponível em uma corrente de ar.
1-4

Vácuo 10.340 mm de coluna d’água ao nível do mar

Pressão Atmosférica

Água

BOLETIM TÉCNICO Nº 1

Pressão de Velocidade/Pressão Dinâmica É a pressão exigida para acelerar o ar da velocidade zero para alguma velocidade e é proporcional à energia cinética da corrente de ar. A pressão de velocidade apenas será exercida na direção do fluxo de ar e é sempre positiva (Fig 2). Pd = V 2 para ar padrão 1,3 Onde: Pd = pressão dinâmica em Pa V = velocidade em m/s Ou Pd = ( r V2 ) / 2g Onde: Pd = pressão dinâmica em mmca V = velocidade em m/s r = densidade de 1,204 kg/m3 g = acelereção da gravidade de 9,81 m/s2

Fig.2 - Pressão Dinâmica do Ventilador

Pressão Total

Pressão Dinâmica

Pressão Estática

Pressão Dinâmica = Pressão Total - Pressão Estática

Fig.3 - Pe, Pd e Pt num ponto

Pressão Total Soma algébrica da pressão dinâmica e estática. É uma medida da energia total disponível na corrente de ar. (Fig. 3) Pt=Pe+Pd Pressão Total do Ventilador Diferença algébrica entre a pressão total média na descarga do ventilador e a pressão total média na aspiração do ventilador. É a medida da energia mecânica total acrescentada ao ar ou gás pelo ventilador. A Fig. 4 mostra como isto é medido.

Pe Pe Pe Pe
Pd

Pe
Pt

Pe

Fig.4 - Pressão Total do Ventilador

Tubo de Impacto Ventilador

Vazão (Q) É a quantidade de ar ou gás, em volume, movimentada pelo ventilador na unidade de tempo, portanto independente da densidade do ar. A unidade usual é m3/h, mas no SI o correto é utilizar m3/s.
Pt Tubo de Impacto

Fluxo de Ar

2-4

020 ht Onde: ht = rendimento total do ventilador Q = vazão em m3/s Pt = pressão total em Pa Pabs = potência em kW Fig.BOLETIM TÉCNICO Nº 1 Pressão Estática do Ventilador A pressão estática do ventilador (Fig. ou simplesmente rendimento. É a pressão total do ventilador menos a pressão dinâmica correspondente à velocidade média do ar na descarga do ventilador. acessórios e quaisquer outras exigências de potência além do suprimento de força do ventilador. É a razão da saída de potência sobre o suprimento de potência.Descarga Livre he = Saída de Força Suprimentos de Força = Q x Pe 270. 5) é uma grandeza usada na medição do desempenho de ventiladores e não pode ser medida diretamente.Pressão Estática com Vazão Nula Ou Pabs = Q x Pt 270.000 ht Pe Onde: ht = rendimento total do ventilador Q = vazão em m3/h Pt = pressão total em mmca Pabs = potência em cv Q Rendimento Estático (he) É a potência estática dividida pela potência absorvida do ventilador.000 x Pabs Q 3-4 .000 x Pabs Rendimento Total (ht) Também chamado de rendimento mecânico. Pode incluir a potência absorvida por correias em V.7. Potência Absorvida pelo ventilador (Pabs) É a potência real que um ventilador requer para mover um dado volume de ar a uma determinada pressão.Pressão Estática do Ventilador Tubo Estático Ventilador Fluxo de Ar Pe Tubo de Impacto Pabs = Q x Pt 1. Pe=0 Pe ht = Q x Pt 270. Observa-se que não é a diferença entre a pressão estática na descarga e a pressão estática na aspiração. não é a pressão estática do sistema externo. Fig.6 . Fig. isto é.5 .

e a vazão é máxima. no qual um ventilador irá operar satisfatoriamente. Av.BOLETIM TÉCNICO Nº 1 Pressão Estática com vazão nula Condição de operação em que a descarga do ventilador encontra-se completamente fechada.otam.) Vp = Onde : D = diâmetro do rotor em metros N = velocidade em RPM Pressão Estática Fig. (Fig. resultando em nenhum fluxo de ar. Intervalo de Aplicação É o intervalo de vazões e pressões de operação.com. para ventiladores inclinados para trás é de 40% a 85% da vazão máxima e para ventiladores com pás radiais de 35% a 80% da vazão máxima.CEP: 91150-010 . 1501 Fone: (51) 3364.Fax: (51) 3364. Bitencourt. Velocidade Periférica (Vp) É igual a circunferência do rotor multiplicada pela RPM do ventilador e é expressa em m/s. (Fig. (Fig. (Fig 7).9 .br www.br 4-4 .8 .RS e-mail: comercial@otam. 9.5566 .com. determinado pelo fabricante. 8) O intervalo de aplicação típica para ventiladores centrífugos com pás voltadas para a frente é de 30% a 80% da vazão máxima.Intervalo de Aplicação Intervalo de Aplicação 0 Q Fig. 6).1264 Caixa Postal 7056 .Porto Alegre . Condição de descarga livre Nesta condição de operação a pressão estática através do ventilador é zero.Velocidade Periférica D RPM p x DN 60 OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. Francisco S.

entretanto. um desempenho levemente melhor é normalmente obtido quando for projetado a partir de um determinado tamanho de ventilador para um tamanho maior. entretanto. devemos considerar as leis para ventiladores aplicadas a uma mudança apenas na rotação (sistema constante) em determinado ventilador e em determinado sistema utilizando ar numa dada densidade. de acordo com o uso das Leis dos Ventiladores. velocidade ou densidade do gás forem alterados. Equações das leis dos ventiladores: Q 2= Q 1 x P2 = P1 x W= W1 x 2 Onde: Q=vazão P = pressão (total. pressão e potência de um ventilador quando o seu tamanho. que essas Leis se aplicam a um determinado ponto de operação segundo a característica do ventilador. uma vez que as tolerâncias normalmente não são proporcionais.1 . Fig.Mudança na RPM P @ N2 Curva do Sistema P2 1 P @ N1 P1 Q1 Q2 D x (N N ( (D ( 2 1 2 1 2 2 1 2 1 2 1 2 1 3 D d x x (N N ( (D ( (d ( 2 1 2 1 2 D d x x (N N ( (D ( (d ( 3 5 . (Fig. é possível prever com boa precisão o desempenho de um ventilador em outras velocidades e densidades diferentes daquelas do teste de desempenho original.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 LEIS DOS VENTILADORES ão é exeqüível testar o desempenho de cada tamanho de ventilador de uma linha de um fabricante. As Leis dos Ventiladores serão exatas para ventiladores com proporcionalidade geométrica. estática ou dinâmica) d=densidade do gás N=rotação do ventilador D=diâmetro do rotor W=potência do ventilador 1-7 Intervalo de Aplicação N Mudanças na Rotação do Ventilador Primeiramente. 1) Q 2= Q 1 x P2 = P1 x W= W1 x 2 (N N( 2 1 ( ( N2 N1 2 1 2 (N N( 3 O rendimento não é alterado. ou seja. Nem tampouco é possível simular cada densidade do ar de aspiração que pode ser encontrada. em todas as velocidades às quais ele pode ser aplicado. É importante observar-se. Elas não podem ser usadas para prever outros pontos nesta curva característica. as leis dos ventiladores calculam o novo ponto de operação do ventilador dentro da curva de mesmo rendimento. Estas Leis são mais freqüentemente usadas para calcular mudanças na vazão. Felizmente.

3 . sendo que três leis se aplicam a esta situação. 3) Q 2= Q 1 x Q1 Q2 ( ( D2 D1 3 Fig. Ventilador D1 3 P1 Q1 Q2 Mudanças na densidade do ar A seguir.Mudança no Diâmetro do Rotor (rotação constante) D P 2= P 1 x 2 D1 W= W1 x 2 D2 D1 ( ( 2 Ventilador D2 5 ( ( P2 Geralmente são usadas pelos fabricantes de ventiladores para gerar dados quanto ao desempenho para "famílias" de ventiladores geometricamente proporcionados. baseando-se numa velocidade periférica constante. 2-7 . As Leis dos Ventiladores também referem-se a mudanças no desempenho devido a mudanças proporcionais no tamanho do ventilador.2 .BOLETIM TÉCNICO Nº 2 Mudanças no Tamanho do Ventilador As Leis dos Ventiladores contêm mudanças no desempenho devido a mudanças proporcionais no tamanho do ventilador. porém baseando-se na rotação do ventilador. considera-se o efeito da mudança na densidade do ar sobre o desempenho do ventilador. densidade do ar e proporções do ventilador contantes e ponto de operação fixo. (Fig.Mudança no Diâmentro do Rotor (velocidade periférica constante) Q 2= Q 1 x 1 (W W( D Q x( ( D 2 1 2 1 Ventilador D2 2 P2 = P1 D N2= N 1 x 1 D2 ( ( P1 =P 2 Ventilador D1 2 São usadas principalmente por projetistas de ventiladores e raramente têm aplicação na seleção ou aplicação dos equipamentos. (Fig 2. com rotação.) Fig. densidade de ar e proporções do ventilador constantes e um ponto de operação fixo.

Mudança na Densidade (vazão constante) Sistema @ d1 2 P @ d2 e N 2 P2 As Leis dos Ventiladores das figuras 4 e 6 são a base para selecionar ventiladores que não os de densidade de ar padrão. A vazão do ventilador (Q) não será alterada em virtude da densidade. tamanho do ventilador e rotação constantes. sistema. 5) com pressão.5 . S Si m ste ad 1 Q2 Q1 (N N( P = Q x( ( P d = Q x( ( d d W= W x( ( d Q 2= Q 1 x 1 2 1 2 1 1 2 1 1 2 2 1 Fig.6 .4 . sistema e tamanho do ventilador constantes. 6) para vazão constante. Rotação variável.Mudança na Densidade (pressão estática constante) Q 2= Q 1 x 1 (N N( W = Q x( ( W d = Q x( ( d 2 1 2 1 1 2 1 P @ d1 P @ d2 P1 = P2 5 em ist ad 2 = P1 P 2 As Leis dos Ventiladores (Fig. usando as tabelas de catálogo dos ventiladores que se baseiam em ar padrão. Fig.Efeito da Mudança na Densidade (vazão constante) Ventilador D2 P = P1 x 2 P1 x (W W( 2 1 2 1 P2 P1 (d d ( Ventilador D1 3 Q 2= Q 1 Q1 Q2 As Leis dos Ventiladores (Fig. sistema constante e tamanho fixo do ventilador. P @ d1 e N1 P1 6 Si Q1 st em a @ d2 Q2 3-7 . Fig. Um ventilador é uma máquina de volume constante e produzirá a mesma vazão independentemente da densidade do ar. Rotação do ventilador variável. 4) com volume.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 Leis dos Ventiladores (Fig.

A fim de aumentar a vazão de ar para 21. Está liberando 19. Para manusear uma carga térmica de ar condicionado maior que a planejada originalmente. a pressão estática e a potência? Exemplo No.84) = 3.715 x (5. Qual é a capacidade máxima que se pode chegar no seu sistema com o motor 5 kW existente? Qual é o aumento de rotação permitido? Qual será a vazão e qual será a pressão estática sob as novas condições? Q 2= Q 1 x (N N( 2 1 N 2= N 1 x (W W( 2 1 1/ 3 Q N 2= N 1 x 2 Q1 ( ( 2 = 2.714 RPM 440 P 300 19 21. Um motor de 5 kW está alimentando o ventilador.500 m³/h.50 x (679/600) = 9. mais ar se faz necessário.560 m³/h e requer 2.280 RPM Curvas do Ventilador Curvas do Sistema 679 RPM 9.280/2.8 .BOLETIM TÉCNICO Nº 2 Exemplo No.500/19.715) = 440Pa 2 =6.715 rpm a uma temperatura de 20ºC contra uma pressão estática de 300 Pa.42 kW Fig. 2 Um ventilador está operando a uma velocidade de 2.715) = 4.Mudança na RPM 3.84 kW.560 4.300 m³/h W= W1 x 2 P2 = P1 x 3 ( ( N2 N1 = 300 x (3.Mudança na RPM Fig. O sistema está com pouca capacidade porém o proprietário não quer gastar dinheiro para mudar o motor.50 kW 640 P 500 Curvas kW Curvas do Ventilador Curvas do Sistema 2. 1 Um ventilador para ar condicionado está operando a uma velocidade de 600 rpm contra uma pressão estática de 500 Pa e exigindo potência de 6.50 kW.300 4-7 .5 Q x 10 3 3.000 m³/h nas condições padrão.0/2. Está liberando 3. quais são os novos valores para a rotação do ventilador.560 x (3.000) = 679 RPM N P2 = P1 x 2 N1 Q 2= Q 1 x (N N( 2 1 2 ( ( (N N( 2 1 =500 x (679/600) = 640Pa 3 2 = 3.7 .42 kW 600 RPM 6.280 rpm 1/ 3 = 600 x (21.280/2.

BOLETIM TÉCNICO Nº 2 Exemplo No.9 kg/m3 D P 2= P 1 x 2 D1 ( ( 2 = 100 x (800/400) = 400 Pa 2 W2= W1 x (D D( 2 1 5 = 1.9) = 13.750 m³/h a 20ºC contra uma pressão estática de 100 Pa.620 m³/h P 2= P 1 x (d d ( 2 1 Vp = Vp x D2 1 2 D1 ( ( = 250 x (1.77 kW. mais as equações do exemplo 1. 4 Um ventilador aspirando ar de um forno está entregando 18.2/0. Qual será a vazão projetada. Presumindo-se que o forno perca seu calor e o ar seja de 20ºC.Mudança no Diâmetro 800 Curvas do Ventilador P 400 400 100 7.620 m³/h a 116ºC contra uma pressão estática de 250 Pa.53 m/s) e 1.64 kW 5 Q 2= Q 1 =18.2 kg/m3 Densidade do ar de 116ºC = 0. Isto requer 694 rpm (velocidade periférica = 14. Em um ponto de operação. 5-7 . Está operando a 796 rpm e requer 9. são as leis usadas para projetar dados de catálogo.2/0. a partir de um teste em um único ventilador em uma única velocidade. 3 Um fabricante de ventiladores deseja projetar os dados obtidos por um ventilador de 400 mm de diâmetro para um ventilador de 800 mm de diâmetro. para muitos diâmetros e rotações.9 x (1.000 m³/h 3 Exemplo No.53 x (800/400) = 29. o que acontece com a pressão estática e a potência absorvida pelo ventilador? Densidade do ar de 20ºC = 1.2 kW Estas.000 Q 2= Q 1 x (D D( 2 1 3 = 7.750 62.06 m/s W2= W1 x (d d ( 2 1 = 9. o ventilador de 400 mm entrega 7.750 x (800/400) = 62.9) = 335 Pa = 14.9 .90 kW. a pressão estática.77 x (800/400) = 56. a potência e a velocidade periférica (Vp) para um ventilador de 800 mm na mesma rotação? Fig.

120 rpm.120 rpm. A potência exigida é de 8. A partir de um gráfico de proporções de densidade do ar.88 = 13.4 ou 6).200 m³/h a uma pressão estática de 200 Pa. 12): Neste caso. a qual estaria na temperatura de ar mais baixa esperada.10 . nós encontraríamos: A partir da tabela do catálogo do ventilador. a partir deste exemplo. mas uma vez que o ventilador está lidando com ar menos denso.88 = 176 Pa. veremos que.1 kW Observe também. Q = Q real x std Densidade Real = 0. Dessa forma. que a perda de carga do sistema varia diretamente com a densidade do ar. Exemplo No.Mudança na Densidade Fig. devemos determinar a pressão estática que seria exigida com ar padrão. Usando-se a Lei para Ventiladores 6 (Fig. 11): Para entrarmos nas tabelas dos ventiladores nos catálogos do fabricante que se baseiam no ar padrão.200 m³/h com 225 Pa. Usando-se as Leis dos Ventiladores 4 (Fig.120 RPM 49°C & 1000 1. digamos 175 6-7 .88 = 7. presuma que a condição de operação é a padrão para determinar a rotação e a potência no catálogo. para entregar 15.620 Q 15. A rotação está correta em 1.11 Mudança na Densidade 20°C 116°C 20°C 335 P 250 Curvas do Ventilador Curvas do Sistema Ar Padrão 1.07 x 0.120 RPM 225 P 200 Ar Padrão Curvas do Ventilador Curvas do Sistema 116°C 49°C & 1000 Q 18.07 kW. a potência e a pressão estática do catálogo serão corrigidas de acordo com a Lei para Ventiladores 6.200 Este exemplo ilustra porque o motor do ventilador deve ser sempre selecionado na potência em densidade máxima. (Dica: há duas maneiras de resolver este problema. com temperatura de 49ºC e a uma altitude de 300 m.400 m³/h P =P x std real (d d ( std real 200 = = 227 Pa. serão necessárias 1.200 x 0. digamos 225 0.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 Fig. 5 Um engenheiro especifica que quer 15. Determine a rotação do ventilador e sua potência. então: Wstd = Wreal x (d d ( real std = 8.88 Densidade Standard (d d ( real std = 15.88 P =P x std real (d d ( real std = 200 x 0. usando-se as Leis dos Ventiladores mostradas na Fig.

6 Presuma que um ventilador esteja trabalhando com 41.br 7-7 .Porto Alegre .CEP: 91150-010 .88) = 7. A potência exigida é de 5.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 O ventilador irá entregar 13.RS e-mail: comercial@otam. Francisco S. porém uma resistência adicional de 100 Pa (baseada nas velocidades existentes) for colocada no sistema. aumentando a pressão estática requerida além da curva do ventilador catalogada pelo fabricante. vê-se que a velocidade teria que ser aumentada para 454 rpm e exigiria 18.280 x 454 = 38. A partir da tabela de seleção do fabricante de ventiladores.120 RPM 49°C & 1000 988 RPM Ar Padrão 200 P Nreal = Nstd x (d d ( std real = 988/0.com.5566 . Esta nova seleção do ventilador deve ser reduzida à velocidade pré-determinada de 418 rpm ao longo da nova curva de resistência do duto usando-se a Lei para Ventiladores 1.1 kW Como era de se esperar. 1501 Fone: (51) 3364.6 kW ( ( ( ) 3 OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.280 m³/h a uma pressão estática de 300 Pa. a resposta é a mesma em ambas as soluções. Av. de acordo com a Lei para Ventiladores 6.1264 Caixa Postal 7056 .400 m³/h com 175 Pa ao operar em 988 rpm.7 x 454 = 14. permanecer a mesma. a pressão estática seria de 400 Pa se a capacidade.com.000 m³/h ( ) P1= P 2x ( ( 418 N1 = 400 x = 339 Pa 454 N2 2 ( ) 2 W1 = W2 x N1 N2 3 418 = 18.55/(0. Bitencourt.7 kW. Se a velocidade permanecer constante em 418 rpm. 41.otam.Fax: (51) 3364. funcionando a 418 rpm e exigindo 14.200 Este exemplo é útil naqueles casos em que uma resistência é adicionada.280 m³/h. 13.400 Q 15.55 kW.br www.12 .99 kW. obtemos: Fig. Exemplo No. tal como um filtro absoluto. Corrigindo-se a rotação pela densidade.Mudança na Densidade 1. no sistema de ventilação.120 rpm Curvas do Ventilador Curvas do Sistema 175 Ar Padrão d =W x std W real std dreal ( ( 2 49°C & 1000 2 = 5. Q1 = Q 2 x (N N( 1 2 418 = 41.88 = 1.

Uma ou mais das seguintes características podem ser representadas graficamente em função da vazão (Q). que raramente existem na prática.BOLETIM TÉCNICO Nº 3 CURVAS DE DESEMPENHO DE UM VENTILADOR ma vez que cada tipo e tamanho de ventilador tem características diferentes. (AMCA). As "Leis dos Ventiladores" são usadas para determinar as características de desempenho e potência em outras rotações e tamanhos de ventilador. estas curvas são determinadas por testes de laboratório. Geralmente. curvas de desempenho dos ventiladores devem ser desenvolvidas por seus fabricantes. conforme o mencionado anteriormente. 1.2 kg/m³ de densidade 2 1 0 0 1 2 3 4 5 6 1-5 0 7 8 9 10 Vazão. A densidade do gás (r). Uma curva de desempenho de um ventilador é uma representação gráfica de seu desempenho. para a pressão estática e potência absorvida versus o fluxo de ar. P ht 7 6 kW .Potência 3 hs 5 2 kW 4 3 1 Operando a 1. conduzidos de acordo com uma norma de teste apropriada. como por exemplo as normas da Air Movement and Control Association International Inc. poucos tamanhos de ventilador e rotações são testados para determinar a capacidade de uma determinada "família" de ventiladores. Fig. são as obtidas sob condições ideais.1. É importante observar-se que as condições de fluxo do setup do teste requerido pelas normas da AMCA são praticamente ideais. Esta curva normalmente cobre todo o intervalo desde a descarga livre (sem obstruções ao fluxo) até vazão zero (um sistema totalmente vedado sem nenhum fluxo de ar). Por este motivo. as curvas de desempenho. normalmente.m³/h x 1000 Rendimento % 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 . o tamanho do ventilador e a rotação (N) são geralmente constantes durante toda a curva e devem ser expressados.000 RPM & 1.Curva de Desempenho de Ventilador 13 6 Pt Tamanho 560 Diâmetro do rotor/ventilador de 560mm 12 11 10 5 Pe 9 8 4 Pressão. Q . Pressão Estática Pe Pressão Total Pt Potência cv Rendimento Estático do Ventilador hs Rendimento Total do Ventilador ht U Uma curva típica de desempenho de um ventilador encontra-se na Fig.

o ponto de operação irá mudar e os valores de pressão estática e vazão não serão iguais ao calculado..000 1 Pe ¹ ¹ ( ) ( ) Fig. Portanto. as serpentinas começam a condensar umidade.000 = Q 1. Tipicamente. o volume de ar é reduzido e a pressão estática é aumentada. no entanto. a RPM seria então aumentada e mais potência seria necessária para atingir a vazão desejada. Se Q for duplicado.Variações do Projeto . Ponto de Operação O ponto de operação (Fig. A curva de resistência do sistema (Fig. a resistência aumentará para 400 Pa. A Fig. dampers e dutos. 4 mostra porque esta conclusão é completamente inválida. etc. 2-5 Pe A Fig. Se a resistência do sistema projetada não for a mesma que a resistência no sistema instalado. 4 . Observe que todo ventilador opera apenas ao longo da sua curva de desempenho.BOLETIM TÉCNICO Nº 3 CURVA DE RESISTÊNCIA DO SISTEMA resistência do sistema é a soma total de todas as perdas de pressão através dos filtros. Para sistemas fixos. Por exemplo. 2. Esta curva modifica-se. ou seja. conforme mostrado pelo quadrado do valor da razão dada na Fig. e não a falhas do ventilador ou do motor. serpentinas.Diminuição do Fluxo de Ar Pe @ Q projeto Incremento de Pe Pe Curva do Ventilador Curva Real do Sistema Curva de Projeto Redução de Q Q . O formato da curva de potência resultaria tipicamente em uma redução da potência absorvida. a vazão também está abaixo ou acima das exigências do projeto. ou quando os dampers de saída têm a sua posição alterada. se estiver abaixo ou acima das exigências do projeto. 2) é simplesmente uma representação gráfica da pressão exigida para mover o ar pelo sistema.000 m3/h com uma resistência total de 100 Pa. Observe na Fig.Ponto de Operação Ponto de operação Potência absorvida e Pressão estática Curva do Sistema Curva da Potência Curva do Ventilador Q Fig. Freqüentemente erra-se ao tomar a leitura da pressão estática do ventilador e concluir que. 2 . a resistência do sistema varia conforme o quadrado do volume de ar (Q). 4 que o sistema real tem uma perda de pressão maior do que a prevista no projeto. Em muitos casos onde há uma diferença entre a capacidade do ventilador calculada e a real. a medida em que os filtros sobrecarregam-se de sujeira.3) no qual o ventilador e o sistema irão funcionar é determinado pela intersecção da curva de resistência do sistema e a curva de desempenho do ventilador. sem nenhuma alteração nas regulagens dos dampers.Curva de Resistência do Sistema 400 300 200 100 0 0 1000 Q 2000 ² 4 Pe Q ² ² = ² = 2. 3 . isto deve-se a uma mudança na resistência do sistema. A curva de resistência para qualquer sistema é representada por uma curva simples. considere um sistema trabalhando com 1.

Se o rotor não estivesse girando e esta pressão diferencial existisse. mas. Esta instabilidade pode ser ouvida e sentida. Esta situação não ocorre com ventiladores com pás voltadas para trás (Limit load). Nesta situação.Instabilidade do Sistema Instabilidade do sistema é possível Pe Q Fig. uma vez que a curva do ventilador e a curva do sistema estão quase paralelas. o ponto de operação pode estar num intervalo de vazões e pressões estáticas. 3-5 . Enquanto a magnitude da instabilidade varia para tipos diferentes de ventiladores. elas podem ou não ocorrer ao mesmo tempo (Fig. quando a pressão estática máxima (vazão nula) for atingida. ao contrário. (sendo maior para ventilador de aerofólio e menor para ventilador de pás curvadas para frente). esta situação pode ocorrer com um ventilador centrífugo com pás curvadas para a frente (Sirocco) quando estiver operando conforme representado na Fig. 2). Instabilidade do Ventilador A instabilidade do ventilador é diferente da instabilidade do sistema.1. Isto é o oposto da direção que o ar normalmente flui pelo ventilador. (2) Instabilidade do Ventilador e (3) Paralelismo. e ocorre em quase todos os tipos de ventiladores. pulsação ou bombeamento. o que somente pode ocorrer quando dois ventiladores forem instalados em paralelo. Por exemplo.Explicação da Instabilidade do Ventilador Alta Pressão Baixa Pressão Isto aparece na Fig.2 . Uma perda de sustentação aerodinâmica (stall) ocorrerá. INSTABILIDADE DO VENTILADOR E PARALELISMO s três principais motivos para um fluxo de ar instável em um sistema de ventilação são (1) Instabilidade do Sistema. sobre um intervalo de vazões e pressões. um ventilador com instabilidade. O Fig.BOLETIM TÉCNICO Nº 3 INSTABILIDADE DO SISTEMA. 1. desenvolvendo cerca de 600 Pa de pressão estática total poderá ter flutuação de pressão de 60 Pa. Instabilidade do Sistema A instabilidade do sistema ocorre quando as curvas da resistência do sistema e do desempenho do ventilador não se cruzam num ponto único. o ponto de pressão mínima ocorre no centro de rotação do rotor e a pressão máxima ocorre na descarga do rotor. Isto resultará em uma operação instável conhecida como instabilidade do sistema. Entretanto. As paredes da sala do equipamento podem chegar a partir-se com a vibração dos dutos conectados a um ventilador com instabilidade. A única coisa que mantém o ar movendo-se na direção apropriada é o giro das pás. em maior ou menor grau. a menos que haja ar suficiente entrando no rotor do ventilador para preencher completamente o espaço entre as pás. A instabilidade do sistema não deve ser confundida com "paralelismo". Isto explica porque um ventilador grande com instabilidade é intolerável. Para qualquer ventilador. o fluxo seria do ponto de mais alta pressão até o ponto de mais baixa pressão. O ventilador de pás radiais é uma exceção notável. 3 como flutuação no volume de ar e na pressão. a flutuação da pressão próxima à máxima (vazão nula) poderá ser na ordem de 10%. aerofólio e radiais.

Conseqüentemente. Entretanto. no funcionamento em campo. ou ambas no mesmo sistema. varia para diferentes instalações do ventilador. 5). com qualquer projeto de sistema de dutos razoável.Operação Desbalanceada em Paralelo Q1 Q2 Pe Fig. particularmente quando um grande volume de ar deve ser movido. O desempenho total de múltiplos ventiladores será menor que a soma teórica se as condições de aspiração forem restritas ou o fluxo de ar na aspiração não for uniforme em linha reta (não turbulento). Neste caso.Operação de Ventiladores em Paralelo Q1 Q2 vel stá a In tem 100 Percentual da Pressão Estática do Ventilador Sis te Sis ma est áve l Operação não Recomendada neste Intervalo Curva Combinada de Ventiladores em Paralelo Ventilador Único Percentual da Vazão 4-5 200 . os quais permitirão uma operação estável. estas condições são raramente encontradas em aplicações de campo. dados do desempenho de catálogo conservativos fornecerão intervalos de operação. (Fig. Este ponto. 4). a maioria dos fabricantes não catalogam intervalos de operação ao longo de toda a curva até a linha de instabilidade. uma operação estável pode ser obtida muito além à esquerda da curva quando o ventilador é instalado em uma situação ideal de laboratório. (Fig. que pode ocorrer apenas em uma instalação com múltiplos ventiladores conectada ou com uma aspiração comum ou com uma descarga comum. Fig. uma vez que o ponto de corte da curva do catálogo é basicamente um julgamento de engenharia. a curva combinada de vazão-pressão é obtida acrescentando-se a capacidade de fluxo de ar de cada ventilador à mesma pressão. 4 . o qual define uma curva de sistema quando todas as velocidades do ventilador são consideradas. 3 . Por exemplo.Instabilidade do Ventilador Flutuação na Pressão Estática 100 Intervalo de Instabilidade Limite do Catálogo Pe Margem de Segurança 0 0 Q 100 Fig.BOLETIM TÉCNICO Nº 3 A seleção do ponto de operação não deve ser feita à esquerda do "ponto de instabilidade" na curva do ventilador. Obviamente. 5 . Paralelismo A terceira causa para uma operação instável é o paralelismo.

portanto. Isto requer a instalação de dampers de vazão na voluta (Fig.br . o aumento correspondente em RPM deve ser tal a atingir as condições especificadas.com. Bitencourt. Entretanto. Sendo o desempenho levemente reduzido. Francisco S. A curva do ventilador resultante de várias posições dos dampers de vazão encontra-se representada na Fig. 1501 Fone: (51) 3364. há uma curva de desempenho diferente correspondente. é possível haver mais de um ponto de operação. 4) Para corrigir o problema. poderão resultar complicações indesejáveis de desempenho.Efeito de Dampers na Voluta 100 Pe e Potência 0 0 Q Damper na Voluta Ativo 100 5-5 OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.CEP: 91150-010 . o damper de volume da voluta é meramente empurrado para baixo em ambos os ventiladores até que a pressão estática e a pulsação do nível de ruído desapareçam.br www. para cada posição do damper. Se a curva do sistema interseccionar a curva combinada de volume de vazão na área compreendida pelo loop. 6. (Ver Fig. Um problema de ruído freqüentemente encontrado em ventiladores operando em paralelo é o batimento. Os ventiladores operados em paralelo devem ser do mesmo tipo.otam. e o resultado é que os ventiladores irão carregar-se e descarregar-se intermitentemente. 6). são deixados nesta posição permanentemente. Av. isso raramente é feito. Isso é causado por uma leve diferença na velocidade de rotação de dois ventiladores teoricamente idênticos. É altamente indicado que as recomendações do fabricante do ventilador sejam seguidas ao considerar-se o uso de ventiladores em paralelo. Se os ventiladores operando em paralelo forem selecionados na região deste aclive "positivo". 6 . Esta "pulsação" freqüentemente gera ruído e vibração e pode causar dano aos ventiladores. O uso dos ventiladores axiais em paralelo apresenta problema potencial de ruído a menos que medidas especiais sejam tomadas no momento do projeto. O problema pode ser comparado ao efeito estroboscópico de uma lâmpada fluorescente iluminando um rotor com uma leve diferença entre as freqüências de rotação do rotor e o fornecimento energia da lâmpada. O ruído de batimento de baixa freqüência resultante pode ser muito desagradável e difícil de ser eliminado. pág.com.BOLETIM TÉCNICO Nº 3 Alguns ventiladores possuem um aclive "positivo" na curva pressão-volume de ar à esquerda do ponto do pico de pressão. Geralmente.1264 Caixa Postal 7056 . o acréscimo de controle de ruído normalmente não é possível. 5.Fax: (51) 3364.5566 . Esta condição desequilibrada de fluxo tende a se reverter alternadamente. O objetivo é mudar a curva suficientemente de modo que o conjunto forneça uma operação estável. ao funcionamento do sistema de dutos ou aos motores.RS e-mail: comercial@otam.Porto Alegre . A curva fechada em loop à esquerda do ponto de pico de pressão é o resultado da plotagem de todas as combinações possíveis do volume de ar em cada pressão. A curva gerada pelo damper neste ponto tem um formato tal que a soma das curvas de desempenho interseccione a curva do sistema em apenas um ponto. Isto pode fazer com que um dos ventiladores utilize mais ar e pode causar uma sobrecarga do motor se os ventiladores forem acionados individualmente. Fig. isso poderá resultar em uma operação instável . tamanho e velocidade de rotação. Eles servem para mudar o formato da voluta do ventilador e. uma vez que a diferença é tipicamente negligenciável. Caso contrário.

A velocidade do ar relativa à pá é indicada pelo vetor da pá (B) que é quase tangencial à pá. embora algum escorregamento possa ocorrer.Pá Curvada para Frente r = Componente Radial t = Componente Tangencial S = Velocidade Absoluta do Ar B = Velocidade do Ar em Relação ao Rotor R = Velocidade Periférica Relativa do Rotor O ventilador Sirocco pode entrar em instabilidade. Podem ser classificados sob três tipos gerais: (a) Centrífugos.BOLETIM TÉCNICO Nº 4 TIPOS DE VENTILADORES ara cobrir uma ampla gama de aplicações. conforme representado no diagrama. geralmente. Portanto. 1). As vantagens do ventilador Sirocco são o baixo custo. a rotação baixa que minimiza o tamanho do eixo e do mancal. pode-se ver que o ventilador Sirocco requer a menor velocidade periférica para uma determinada capacidade. As desvantagens são: o formato de sua curva de desempenho que permite a possibilidade de instabilidade por paralelismo. É inerentemente mais fraco em seu aspecto estrutural que os demais tipos. Este vetor de velocidade de partícula absoluta relativo ao solo (S) tem dois componentes. Além disso.Rotores de Ventiladores Centrífugos R r=B S t Pá Radial R B r S t Limit Load . P Fig. com rotor de pás radiais. os ventiladores são fabricados em uma variedade de tipos. A curva da potência tem um aclive crescente e é chamada de "tipo sobrecarga". A rotação para determinado tipo de rotor de ventilador centrífugo é determinada pela velocidade periférica necessária para produzir a velocidade de partícula de gás absoluta requerida para a aplicação (Fig. A extensão do vetor da velocidade periférica (R). Examinandose a extensão relativa do vetor R. e um amplo intervalo de operação. Ventilador Centrífugo com Rotor de Pás Curvadas para a Frente (Sirocco) O ventilador centrífugo tipo sirocco movimenta-se a rotações relativamente baixas e é geralmente usado para produzir vazões altas com baixa pressão estática. Os ventiladores centrífugos são divididos em três classificações de acordo com o tipo de rotor: com rotor de pás curvadas para a frente (Sirocco).Pá Inclinada para Trás R B S t Sirocco . 2). Ventilador Centrífugo É um ventilador em que o ar entra no rotor axialmente e é descarregado radialmente em uma carcaça do tipo voluta. (b) Axiais e (c) Fluxo Misto. porém a magnitude é tipicamente menor do que a dos outros tipos. com rotor de pás voltadas para trás (Limit load e Airfoil). 1-4 . O rendimento estático máximo de 60-68% geralmente ocorre ligeiramente à direita do pico da pressão estática. O intervalo de operação típico deste tipo de ventilador é 30 a 80% da vazão em descarga livre (Fig. enquanto que o ventilador Limit Load requer a maior velocidade periférica. um radial (r) e o outro tangencial (t) ao rotor. A Tabela 1 compara as características típicas de alguns dos tipos de ventiladores mais comuns. e uma sobrecarga do motor que pode ocorrer se a pressão estática do sistema diminuir. indica a RPM relativa do rotor para produzir uma determinada capacidade. os ventiladores sirocco. não atingem as altas rotações necessárias para desenvolver as pressões estáticas mais elevadas. não é adequado para o transporte de materiais devido à configuração de suas pás. 1 .

Conseqüentemente. A curva de potência geralmente atinge um máximo no meio do intervalo de operação normal. Este ventilador também é inadequado para o transporte de materiais.Curva Característica para Ventilador Siroco Fig. quando ocorre. Pe e Potência Absoluta 100 he. Curvas características para ventiladores aerofólio encontram-se representadas na Fig. 5) são geralmente mais estreitos do que outros tipos de ventiladores centrífugos. A magnitude da instabilidade. um projeto mais forte o torna adequado para operação em pressão estática mais elevada. . Isso melhora o rendimento estático para cerca de 86% e reduz ligeiramente o nível de ruído. 2 . Inerentemente. O intervalo de seleção normal do ventilador Limit Load é de aproximadamente 40-85 % da vazão em descarga livre (Ver Fig. Esta relação proporcional permite que o controle de capacidade seja acionado a partir da entrada de energia no motor. eles exigem um rotor de diâmetro maior para uma determinada capacidade. Isto aumenta o custo e é o motivo principal de não serem usados para aplicações de ar condicionado.Curva Característica para Ventilador Limit Load 100 he. As vantagens do ventilador Limit Load são o maior rendimento e a curva de potência de não-sobrecarga (carga limite). primeiramente. Geralmente. mais eficiente ele se torna para uma determinada seleção. de um ventilador limit load é maior do que de um ventilador Sirocco. 3 . uma operação instável ocorre na medida em que a pressão estática de operação se aproxima da pressão estática máxima (para vazão nula). O ventilador com pás radiais é bem adequado para lidar com volumes de ar baixos em pressões estáticas relativamente altas e para o transporte de materiais. As suas outras vantagens são a ausência de instabilidade e a presença de uma curva de potência quase reta em uma relação linear com a vazão. 2-4 Um refinamento do ventilador Limit Load com pás planas utiliza pás de formato de aerofólio. As desvantagens do ventilador Limit Load incluem. a rotação mais alta a qual requer tamanhos maiores de eixo e mancal e confere mais importância ao balanceamento apropriado e. 4. Ventiladores com Rotor de Pás Radiais Os ventiladores com pás radiais (Fig. Pe e Potência Absoluta 70 Curva de Rendimento Estático Curva de Potência Absoluta Curva de Pressão Estática 80 0 0 30 Q 80 100 0 0 40 Q 85 100 Ventilador com Rotor de Pás Voltadas para Trás (Limit Load) Os ventiladores tipo Limit Load movimentam-se a aproximadamente duas vezes a rotação dos ventiladores Sirocco. em segundo lugar.BOLETIM TÉCNICO Nº 4 Fig. O rendimento estático máximo de cerca de 80% geralmente ocorre próximo ao limite de seu intervalo de operação normal. quanto maior o ventilador. conforme previamente indicado pelo diagrama do vetor de velocidade. As desvantagens deste tipo de ventilador são o alto custo e um rendimento inferior. A magnitude da instabilidade também aumenta com as pás aerofólio. portanto a sobrecarga geralmente não é problema. 3).

Portanto. Freqüentemente. Pe e Potência Absorvida 100 Curva de Rendimento Estático Curva de Potência Absorvida Curva de Pressão Estática 70 0 0 50 Q 85 100 0 0 35 Q 80 100 he. então. .Curva Característica para Ventilador Airfoil Fig. O intervalo de seleção. 7 .Ventilador Centrífugo Tubular Fig. 8) é bem aplicado para altos volumes de ar com pouca ou nenhuma pressão estática diferencial. Pe e Potência Absorvida he. Fig. entre sí. 6. o fluxo em linha reta resulta em uma economia de espaço significativa. 7. 72% e o nível de ruído é aumentado. 6 . Pás de Guia Curvas características estão representadas na Fig. 5085% da vazão máxima em descarga livre.BOLETIM TÉCNICO Nº 4 Fig. 9) são simplesmente ventiladores com um rotor axial (hélice) montados em um cilindro. 3-4 O ventilador tipo propeller (Fig. 4 . Pás de guia são usadas para recuperar pressão estática e endireitar o fluxo de ar. sendo similares. Esta é a principal vantagem dos ventiladores centrífugos tubulares. geralmente consistem de um rotor Limit Load de simples aspiração colocado numa carcaça cilíndrica para descarregar o ar radialmente contra o lado interno do cilindro. uma vez que não há controle do fluxo turbulento através do ventilador. é aproximadamente o mesmo que o ventilador com voluta do tipo limit load de pás planas ou aerofólio. Entretanto. tuboaxial e vaneaxial. exceto pelas pás de guia (endireitadores) nos ventiladores vaneaxiais. um ventilador vaneaxial é mais eficiente do que um ventilador tuboaxial e pode atingir pressões mais elevadas. O ar é. conforme ilustrado na Fig.Curva Característica para Ventilador de Pás Radias 100 86 he. Pe e Potência Absorvida Ventiladores Centrífugos Tubulares Os ventiladores centrífugos tubulares. de modo geral. Estas pás de guia removem grande parte do turbilhonamento do ar e melhoram o rendimento. desviado paralelamente ao eixo do ventilador para fornecer um fluxo em linha reta. 5 . Os ventiladores tuboaxiais e os ventiladores vaneaxiais (Fig. aproximadamente. o rendimento estático é reduzido para um máximo de.Curva Característica para Ventilador Centrífugo Tubular 100 70 Rotor Centrífugo de Simples Aspiração Bocal de Aspiração Entrada de Ar Saída de Ar 0 0 50 Q 85 100 Ventiladores Axiais Os ventiladores axiais dividem-se em três grupos: propeller.

9 .com. Pode ser construído para propiciar descarga axial ou radial e produzir mais pressão do que um ventilador de vazão comparável. atenuações de ruído geralmente são necessárias tanto à montante quanto à jusante.5566 . Com ventiladores centrífugos. é c o m p a r a t i v a m e n t e s i m p l e s m u d a r.Curva Característica para Ventilador Vaneaxial (alto desempenho) 100 80 0 0 Q 65 90 100 Ventiladores De Fluxo Misto Os ventiladores de fluxo misto possuem um fluxo de ar através do rotor que é intermediário entre o dos ventiladores do tipo centrífugo e do tipo axial.BOLETIM TÉCNICO Nº 4 Observe que.br 4-4 . Fig. Bitencourt. 10 . Francisco S.br www.Porto Alegre . O rendimento estático máximo de um ventilador vaneaxial industrial é aproximadamente de 85%. quer com a utilização de um controlador manual ou de um pneumático.Ventilador de Fluxo Misto OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA Av. As vantagens dos ventiladores tuboaxiais e vaneaxiais são o peso e o tamanho reduzidos. (Fig.s e a s características do ventilador.Fax: (51) 3364. A desvantagem destes ventiladores é seu alto nível de ruído. e o fluxo de ar em linha reta que freqüentemente elimina curvas no sistema de dutos. com rendimento total igual. 10) Fig.1264 Caixa Postal 7056 . Nos últimos anos.RS e-mail: comercial@otam. 1501 Fone: (51) 3364. As desvantagens dos ventiladores axiais são o alto nível de ruído e o rendimento menor do que o dos ventiladores centrífugos. Para ventiladores de grande porte que requerem p o t ê n c i a m o t o r a a c i m a d e 7 5 k W.CEP: 91150-010 . com os ventiladores axiais.otam. a potência absorvida é mínima na pressão estática máxima (vazão nula).Curva Característica para Ventilador Propeller 100 50 0 0 Q 65 100 Fig. Estes ventiladores possuem pás de passo variável as quais podem ser ativadas por um controle externo. um projeto mais sofisticado dos ventiladores vaneaxiais tornou possível o uso destes ventiladores em pressões comparáveis àquelas desenvolvidas pelos ventiladores Limit Load do tipo aerofólio. a potência absorvida é máxima na pressão estática máxima (vazão nula).com. 8 . O intervalo de operação para ventiladores axiais é de aproximadamente 65 a 90% da vazão máxima (descarga livre).

Sempre que estas condições não forem especificadas. Os mesmos resultados podem ser mais rapidamente obtidos recorrendo-se às tabelas ou curvas de seleção publicados pelos fabricantes dos ventiladores. temperatura e umidade relativa. Ilustração deste método poderá ser encontrada posteriormente neste boletim sob o título "Selecionando o Tipo de Ventilador".para obter o tamanho do ventilador. a seleção do ventilador mais adequado é no ponto de rendimento de pico (máximo). a aplicação do ventilador. A partir destas simulações. (f) Mecanismo motriz do ventilador e sua confiabilidade. Embora um ventilador de praticamente qualquer tamanho. particularmente correias em V versus acionamento direto. (d) Tipo e intensidade do ruído produzido pelo ventilador. assim. operação em paralelo. quer seja pressão total ou estática (mmca) e a velocidade de descarga (m/s). Isto está intimamente ligado à construção e classe do ventilador. Há dois métodos de seleção do ventilador: (1) Método de Seleção pela Rotação Específica para selecionar o tipo de ventilador. o fornecedor de ventiladores normalmente assume o ar em condições padrão (ar seco a 20oC e pressão barométrica de 760mmHg). normalmente baseadas em ar padrão. O desempenho do ventilador é uma função da densidade do ar na sua aspiração. centrífugo ou axial. (c) Custo inicial do ventilador versus custo de operação do mesmo (potência do ventilador e manutenção). tais como polia variável e correias em V comumente usadas para a maioria dos sistemas HVAC.BOLETIM TÉCNICO Nº 5 SELEÇÃO DE VENTILADORES m qualquer sistema de ventilação. A vazão de ar é determinada pelo projetista do sistema a uma temperatura específica e de acordo com a pressão barométrica na entrada do sistema. três parâmetros básicos são exigidos para a seleção do ventilador: vazão de ar ou capacidade (m3/h). Após as exigências de espaço. Fatores que afetam a densidade do ar são: pressão barométrica. Método de Seleção do Ar Equivalente O segundo método é o "Método de Seleção do Ar Equivalente" para selecionar o tamanho do ventilador usando-se as leis dos ventiladores. intervalo de pressão. normalmente ventiladores maiores com acionamento direto. possa ser selecionado para uma determinada vazão e resistência do sistema. usadas com as curvas de desempenho básicas para selecionar a vazão do ventilador e o rendimento para uma determinada pressão estática e densidade do ar. (e) Efeito de redução no desempenho do ventilador provocada pelo sistema. A seleção da rotação do motor que produzirá a seleção mais eficiente para o ventilador é uma questão de simular rotações motoras padrão disponíveis. e outros fatores listados sob o título "Tipos de Ventiladores". o potencial exigido para mover o ar pelo sistema. 1-5 . (2) Método de Seleção do Ar Equivalente . (b) Condições de Serviço. as rotações específicas correspondentes poderão ser calculadas e. Esta densidade não apenas determina a capacidade volumétrica para uma determinada massa de fluido. as reais possibilidades ficam limitadas pela prática da engenharia e pelas considerações econômicas: (a) Espaço para o ventilador e seu mecanismo motriz. Método de Seleção pela Rotação Específica Este método é comumente usado para selecionar o tipo de ventilador. temperatura do ar. E (g) Estimativa de vida do ventilador versus custo inicial. mas também a pressão desenvolvida pelo ventilador. a vida esperada do ventilador. ou ligeiramente à direita do mesmo. tais como transporte de materiais. e outras considerações terem sido estabelecidas. Este método geralmente não é recomendado para ventiladores acionados por dispositivos dotados de variação de velocidade. na curva de desempenho.

A sua principal vantagem refere-se à representação gráfica do desempenho para uma família de ventiladores semelhantes. Alguns fabricantes publicam dados certificados de valores de ruído para os seus ventiladores e estes devem ser consultados quando disponíveis.BOLETIM TÉCNICO Nº 5 Isto resulta em um ventilador ligeiramente menor. sua rotação e seu rendimento. O custo inicial de cada ventilador. atenuadores acústicos e isoladores de vibração. existe geralmente uma seleção possível de dois ou mais ventiladores adequados. observando-se qual ventilador atende às exigências do projeto com potência absorvida mínima. a seleção neste intervalo propicia uma operação mais estável do que em um ventilador sobredimensionado. muitos fabricantes também tem programas computacionais disponíveis. No entanto. a seleção lógica. Curvas de seleção também são muito úteis para a seleção de ventiladores. m3/s P = pressão estática. a fim de se obter a potência operacional exigida. Se as exigências de projeto não coincidirem exatamente com os valores de catálogo de vazão ou pressão.75 N = rotação do ventilador. O valor tabulado de RPM é a rotação operacional exigida. O ventilador cujos custos anuais de propriedade e de operação forem menores será. Em geral. rpm Q = vazão do ar. diversas referências excelentes encontram-se disponíveis. O custo inicial pode ser traduzido em um "custo de propriedade" anual. Pa 0. É definido por: N s = 2. que inclui todos os acessórios exigidos. é aconselhável a orientação de um especialista em acústica. Para uma melhor compreensão de como estas curvas são construídas e usadas. Existe apenas um tamanho de ventilador de qualquer tipo que pode atender essas exigências. o valor listado para potência absorvida deverá ser multiplicado pela razão entre a densidade real e a densidade padrão. O rendimento de pico pode ser determinado a partir das curvas de desempenho do ventilador ou a partir de tabelas de multi-seleção. os ventiladores axiais requerem tratamento acústico tanto no lado da aspiração como da descarga. A economia é normalmente o fator determinante na seleção final. Entretanto. os ventiladores centrífugos normalmente necessitam de tratamento mínimo e. e deve-se ter um grande cuidado para não selecionar um ventilador dentro do intervalo instável da curva. Independentemente do método utilizado para selecionar um ventilador. se for o caso. A vibração e o ruído do ventilador são considerações importantes e são influenciadas pelo tamanho e tipo de ventilador. os ventiladores sobredimensionados devem ser selecionados apenas onde um aumento futuro de capacidade é esperado. Por outro lado. 2-5 . então. a interpolação linear nestes valores fornecerá resultados precisos. Para sistemas de ventiladores de alta e média pressão. De fato. A estes custos de componentes deve-se adicionar o custo de instalação.5 O Onde e é normalmente avaliado no ponto de rendimento máximo. Além dos já citados métodos manuais de seleção de ventiladores. além de permitirem a impressão de folhas de dados e curvas personalizadas. Eles tornam a seleção mais rápida e dirigida. ao qual adiciona-se o custo de energia anual para o funcionamento do ventilador e o custo de manutenção anual. somente na descarga.877 x N x Q P 0. deve ser determinado. SELECIONANDO O TIPO DE VENTILADOR Método da Rotação Específica método da rotação específica (Ns) é freqüentemente usado como um critério para selecionar o tipo de dispositivo de movimentação de ar mais adequado para uma aplicação.

Estas variações são típicas e não se aplicam. para dispositivos de movimentação do ar geometricamente semelhantes. 1. a rotação específica é a velocidade de rotação daquele membro que produzirá uma pressão estática de 248 Pa com uma vazão de 0.Gráfico de Rotação Específica Intervalos Aproximados de Rotação Específica para Vários Dispositivos de Movimentação de Ar. Gráfico de Rotação Específica Os intervalos de rotação específica com rendimento ótimo. A utilidade da rotação específica como um critério de seleção reside no fato de que. então há uma gama maior de escolha ao selecionar o tipo de ventilador ou soprador. portanto. encontram-se demonstrados na Fig. Se a rotação puder ser variada. para vários tipos de dispositivos de movimentação do ar. independentemente do tamanho ou rotação. Esta interpretação física não é em si muito significativa ou importante. Sopradores tangenciais e ventiladores de fluxo misto não foram incluídos no gráfico.4) 80 90 100 150 200 300 400 Ns x 1000 3-5 . mais definitivo em aplicações de acionamento direto. por exemplo. O critério de rotação específica é.BOLETIM TÉCNICO Nº 5 Em uma família geometricamente semelhante de sopradores ou ventiladores.000472 m3/s. a rotação específica depende apenas do tipo de dispositivo de movimentação do ar. onde a rotação é fixada pela velocidade do motor. a rotação específica pode ser variada somente se a rotação puder ser variada. o valor da expressão acima é o mesmo nos mesmos pontos de seleção. necessariamente. Quando calculada no ponto de rendimento máximo. 1. porque estes dispositivos são selecionados principalmente com base no padrão de fluxo e não no rendimento. Uma vez que a pressão estática e a vazão em uma aplicação são mais ou menos fixas. Fig. Propeller Tuboaxial AXIAL Vaneaxial Limit Load Sirocco CENTRIFUGO Radial 10 15 20 30 40 50 60 70 (PARA VENTILADORES EM PARALELO MULTIPLICAR POR 1. aos produtos de qualquer fabricante em particular.

explosivo. Unidades: litros por segundo (l/s) metros cúbicos por segundo (m³/s) metros cúbicos por hora (m³/h) (b) Pressão Pressão de trabalho do ventilador Unidades: Pascais (Pa) mmca (milímetros de coluna d´água) (c) Velocidade de Descarga Velocidade de descarga do ventilador. A rotação específica é principalmente útil para selecionar o melhor tipo de ventilador ou soprador. assegurar que a melhor seleção dentre um número de alternativas seja feita. o nível de potência sonora irradiado da voluta do ventilador é uma consideração importante. podem evitar que uma máquina inadequada seja fornecida ou. (g) Ruído O nível de ruído máximo que se pode tolerar do ventilador. e a exigência de potência seria de aproximadamente 0. e a exigência de potência novamente seria de aproximadamente 0.75 kW.75 kW. então um soprador centrífugo de pás voltadas para trás (tipo Limit Load) ou um ventilador vaneaxial seriam mais eficientes. Unidade: graus Celcius (ºC) Se o gás é tóxico. mas infelizmente muito poucos dados sobre isto são disponíveis. REQUISITOS DE UMA CONSULTA DE VENTILADORES ertas informações essenciais são exigidas para que um fornecedor de ventiladores possa ofertar o equipamento que melhor atenda a aplicação para a qual será destinado.51 m3/s a uma pressão estática de 248 Pa quando acionado por um motor de 6 pólos (1140 rpm) . tamanho dos dutos de entrada e de saída aos quais o . informações posteriores. Preferivelmente. Uma redução de rotação de 2 para 1 colocaria a aplicação bem dentro do intervalo do ventilador Sirocco. corrosivo ou possui sólidos arrastados. este deveria ser o nível de potência sonora dentro do duto. ainda. Que tipo de dispositivo é adequado para esta aplicação? Referindo-se ao gráfico de Rotação Específica. Temperatura à qual (a). embora não essenciais. com redução de rotação apropriada. (b) Se o dispositivo puder ser acionado por correias. Uma vez que o tipo tiver sido determinado. então.490 mas ele não seria muito eficiente a menos que uma unidade duplex fosse usada). outros métodos de seleção devem ser usados para encontrar o soprador ou ventilador em particular mais adequado para a aplicação. Além disso. Unidade: metros por segundo (m/s) 4-5 C (d) Densidade do Gás de Trabalho Densidade de ar/gás que entra na aspiração do ventilador em massa por unidade de volume. Unidade: quilograma por metro cúbico (kg/m³) (E)Altitude do Local de Instalação do Ventilador Unidade: metros (m) (f) Natureza do Gás Composição (se não for ar). É claramente de interesse do usuário de ventiladores que sejam fornecidas todas as informações estabelecidas abaixo. (a) Se acionamento direto for exigido. Informações Essenciais: (a) Vazão do Ar O volume real de ar/gás por unidade de tempo que entra na aspiração do ventilador. Unidade: (dB re 10-12 Watts) (h) Tipo de Ventilador e Disposição Detalhes das posições de aspiração e de descarga. (c) se aplicam. tipo de arranjo desejado. em cada banda de oitava. (b). um único ventilador de pás curvadas para a frente poderia ser usado.BOLETIM TÉCNICO Nº 5 Exemplo Um dispositivo de movimentação do ar deve entregar 1. (Um ventilador de pás curvadas para a frente Sirocco poderá operar em Ns = 64. Com freqüência.

com. etc.otam. a menos que haja alguma disposição em contrário. Supõe-se. Vida e tipo dos rolamentos. Se uma base de isolamento de vibração é exigida. que os detalhes acima são as reais condições sob as quais o ventilador operará.1264 Caixa Postal 7056 .br www.Porto Alegre . o projetista/usuário Deverá notificar o fabricante de ventiladores. Exemplos: tiragem induzida. se é de eixo horizontal ou vertical. é necessário que se informe as condições ambientais às quais os mancais serão submetidos.com. que todas as correções para densidade. Informações Adicionais Informações adicionais podem incluir: (a) Breves detalhes da aplicação do ventilador. Bitencourt.Fax: (51) 3364. etc.BOLETIM TÉCNICO Nº 5 (i)Acionamento Detalhes do tipo de acionamento no ventilador. (d) Deve ser dada tolerância para futuro aumento de rotação? (e) Se a aplicação do ventilador é extra pesada no acionamento. detalhes do suprimento elétrico. Francisco S. isto é.5566 . (b) No caso de um ventilador ter que lidar com gases quentes. Av. Tipo dos Mancais.RS e-mail: comercial@otam. 1501 Fone: (51) 3364.CEP: 91150-010 . Se houver dúvida sobre quaisquer exigências. temperatura. exaustão de pintura com pistola. necessitando de fatores adicionais de segurança no projeto? OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.br 5-5 . foram executadas pelo usuário. (c) Se o ventilador ou acionamento deve ser resistente a intempéries.

. 4 6 8 PRESSÃO . B . curvados para trás e inclinados para trás.Aplicado principalmente no transporte de materiais em plantas industriais.10 a 16 pás de perfil aerofólio curvado para trás em relação a direção da rotação.Rendimento mais alto de todos os projetos de ventiladores centrífugos.Não é comum para aplicações HVAC.Usado em algumas aplicações industriais.Os mais eficientes destes ventiladores possuem pás aerofólio.Normalmente operado sem conexão a um duto.POTÊNCIA PROPELLER VENTILADORES AXIAIS 2 0 10 TUBOAXIAL 2 0 10 VANEAXIAL 2 0 10 CENTRÍFUGOS TUBULARES PROJETOS ESPECIAIS 2 0 10 PRESSÃO . apresenta a rotação mais elevada dos projetos de ventiladores centrífugos. portanto.O ajuste entre o rotor e a aspiração não é tão crítico quanto para os ventiladores aerofólio e inclinados para trás.Limitado às aplicações de baixa pressão. .Tubo cilíndrico semellhante ao ventilador vaneaxial. onde a distribuição de ar a jusante não é crítica.10 a 16 pás com espessura simples curvadas ou inclinadas para trás em relação a direção da rotação. .Um pouco mais eficiente e capaz de desenvolver pressão estática mais alta do que o ventilador tipo propeller.Usualmente aplica-se a sistemas grandes os quais são de aplicação de baixa.Apenas pressão estática e rendimento estático são apresentados nas curvas deste ventilador. onde o fluxo de ar em linha reta e uma instalação compacta são necessárias.Maiores rendimentos ocorrem em 50 a 60% da vazão máxima (descarga livre).Rendimento máximo requer ajustes finos entre as peças e alinhamento entre o rotor e a aspiração. . opera com pressão muito baixa e vazão muito alta. a qual aumenta continuamente em direção a descarga livre ao selecionar o motor. . .Fornece exaustão mecânica. M .Baixo rendimento.A curva de desempenho de alguns projetos é semelhante a do ventilador de fluxo axial e apresenta cela à esquerda da pressão de pico. PRESSÃO . . . 10 10 8 6 4 RENDIMENTO . . tais como estufas de secagem. cozinhas. .Curva de desempenho pode apresentar uma cela à esquerda da pressão de pico.Desempenho semelhante ao do ventilador limit load. .Possui fluxo de ar em linha reta. .Normalmente não inclui configuração para recuperar o componente de pressão dinâmica.Mais compacto que os ventiladores centrífugos para a mesma função. PRESSÃO .Aplicações HVAC em sistemas de dutos de baixa e média pressão.O projeto ótimo especifica proximidade às pontas das pás e forma um fluxo de ar suave para dentro do rotor.É essencialmente um ventilador axial montado sobre uma estrutura de suporte.Não selecionar o ventilador na declividade da curva de pressão no extremo esquerdo (cela) em relação a pressão estática de pico.Para aplicações de baixa pressão com movimentação de volumes elevados de ar. . . 2 0 10 PRESSÃO . com capacidade de pressão média.As mesmas aplicações de aquecimento. . cozinhas. .Aplicados em sistemas de exaustão de baixa pressão para galpões industriais. AXIAIS .Curva de desempenho apresenta cela à esquerda da pressão de pico.A potência aumenta continuamente até a descarga livre.POTÊNCIA 8 6 4 2 0 0 10 8 6 4 2 0 0 2 Vazão RENDIMENTO CARACTERÍSTICAS DE DESEMPENHO . curvados para trás e inclinados para trás. Pás profundas permitem expansão eficiente dentro do intervalo entre as pás. .A potência aumenta continuamente até a descarga livre. Evite operar o ventilador nesta região. .Características de alta pressão com capacidade de vazão média. PRESSÃO .Tubo cilíndrico com folga mínima em ralação às pontas das pás. 10 8 10 8 6 4 . .Projeto do tipo voluta para uma conversão eficiente da pressão dinâmica em pressão estática. .As pás podem ter passo fixo. . depósitos e algumas instalações comerciais.Voluta semelhante e com freqüência idêntica a outros projetos de ventiladores centrífugos.Aplicados em sistemas de exaustão de baixa pressão para galpões industriais. . 10 10 8 6 4 RENDIMENTO . . cabines de pintura à pistola e exaustão de fumos.POTÊNCIA 10 10 8 6 4 RENDIMENTO .POTÊNCIA 10 RENDIMENTO 10 8 6 4 2 0 10 RENDIMENTO RADIAIS R . . . O rotor às vezes é revestido com material especial. .Sistemas de exaustão de baixa pressão. . . .Eficientes pelos mesmos motivos do ventilador aerofólio.Considere a curva de potência. . .Normalmente operado sem conexão a um duto.Utilizado para aplicações de renovação de ar. . .Tipo voluta.Unidades centrífugas são um pouco mais silenciosas do que as unidades axiais.A saída de ar se dá através do espaço anular da parte inferior da cúpula.Aplicações de aquecimento. CURVAS DE DESEMPENHO* 10 PRESSÃO . .Tipos de Ventiladores PROJETO DA CARCAÇA . A curva apresenta uma cela à esquerda da pressão de pico. . APLICAÇÕES . . sistemas de ar condicionado central e aparelhos de ar condicionado. .Rendimento inferior do que o ventilador limit load porque o ar gira a 90°. . .A potência aumenta continuamente até a descarga livre.Fornece exaustão mecânica. exceto quanto ao rendimento de pico levemente inferior.Unidades centrífugas são um pouco mais silenciosas do que as unidades axiais. .Um bom projeto da pá propicia um capacidade de média a alta pressão com bom rendimento. .Aplica-se a instalações industriais grandes de ar limpo para economia significativa de energia. Aplica-se também em algumas instalações industriais de alta pressão. . .POTÊNCIA R 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 2 Vazão 4 6 8 2 Vazão 4 6 8 Vazão 2 4 6 8 Vazão 2 4 6 8 2 Vazão 4 6 8 2 Vazão 4 6 8 2 Vazão 4 6 8 Vazão 2 4 6 8 M CURVADOS PARA FRENTE (Sirocco) . . .Transferência de energia primária pela pressão de velocidade.Rendimento apenas ligeiramente menor do que o ventilador aerofólio. rotores de baixo custo têm duas ou mais pás de espessura simples presas a um cubo relativamente pequeno. porém isso normalmente não causa problemas. .Alta vazão.Padrão de descarga circular. cozinhas.Desempenho semelhante ao ventilador limit load. . . o que é uma vantagem com relação às unidades de exaustão natural ou eólica.A curva pode ter uma interrupção à esquerda da pressão de pico e o ventilador não deve operar nesta área. placa de orifício ou Venturi. .Pás de guia na aspiração ou na descarga aumentam a pressão e melhoram o rendimento.O ar sai do rotor a uma velocidade menor do que a velocidade periférica.Rendimento menor que o ventilador limit load. cozinhas. uma vez que o ar descarrega do rotor ao longo de toda circunferência. tais como circulação de ar em um espaço ou ventilação por uma parede sem dutos.Tipos de Ventiladores TIPO AEROFÓLIO Tabela 1 .Semelhante ao ventilador aerofólio. . em direção a descarga livre.POTÊNCIA 10 RENDIMENTO 10 8 6 4 2 0 10 RENDIMENTO .Normalmente possui 4 a 9 pás em perfil aerofólio ou com espessura simples.O rotor reforçado é simples de ser consertado em campo. alta ou média pressão. ou auto-limitante. ajustável ou variável. ventilação e ar condicionado em geral. .POTÊNCIA . tais como galpões industriais.Anel circular simples. 2 0 10 PRESSÃO . A seleção do motor deve levar isso em consideração. . . tais como fornalhas residenciais. . .A curva de desempenho apresenta cela à esquerda da pressão de pico devido à perda de sustentação aerodinâmica.Alta vazão. exceto pela vazão e pressão serem um pouco inferiores. Evite operar o ventilador nesta região.Normalmente.Sistemas de exaustão de baixa pressão.POTÊNCIA A CENTRÍFUGOS VENTILADORES DE TELHADO .Apenas pressão estática e rendimento estático são apresentados nas curvas deste ventilador.POTÊNCIA . .Unidades centrífugas são ligeiramente mais silenciosas do que as unidades axiais.Utilizadas em algumas aplicações industriais onde a pá de aerofólio pode sofrer corrosão ou erosão devido ao ambiente.BOLETIM TÉCNICO Nº 5 Tabela 1 . ar formando redemoinhos. .Aplica-se principalmente em aplicações de HVAC de baixa pressão.A cúpula protege o ventilador do clima e atua como calota de segurança. . 5-6 .Padrão de descarga circular formando redemoinhos. Normalmente é o mais estreito de todos os projetos de ventiladores contrífugos.Usa a mesma configuração de carcaça que o ventilador aerofólio. exceto pela vazão e pressão serem inferiores. .O ar descarrega-se radialmente do rotor e gira 90° para fluir através das pás de guia. opera com pressão muito baixa e vazão muito alta. . média e alta.Possui boa distribuição de ar à jusante.Características de pressão mais alta do que os ventiladores aerofólio.Rendimento máximo atingido próximo a descarga livre. .|Maior rendimento à direita da pressão de pico em 40 a 50% da vazão máxima (descarga livre). . . .A carcaça normal não é usada.Cubo é normalmente maior do que a metade do diâmentro da hélice do ventilador. portanto.Principalmente para aplicações HVAC de baixa pressão em sistemas de ar de retorno.Característica de pressão mais alta do que a dos ventiladores aerofólio e curvados para trás. .Pás de guia corrigem o movimento circular provocado pelo rotor e melhoram as características de pressão e o rendimento do ventilador.Curva de pressão mais plana e rendimento menor do que os ventiladores aerofólio. depósitos e algumas instalações comerciais. . PROJETO DO ROTOR . exceto pela folga entre o rotor e a carcaça que não fica justa. 10 10 8 6 4 RENDIMENTO . . . . PRESSÃO .Selecione o ventilador preferencialmente à direita da pressão estática de pico. mas com capacidade de pressão muito baixa. .Tubo cilíndrico com folga mínima em relação às pontas das pás.Curva de pressão menos íngreme do que a dos ventiladores limit load. depósitos e algumas instalações comerciais. . .Para determinada capacidade.Uma vez que o projeto do rotor é menos eficiente. Estas vazões também apresentam características de pressão boas. . 10 10 8 6 4 . ventilação e ar condicionado do ventilador aerofólio. 10 8 6 4 2 0 10 . .POTÊNCIA . Pt P e h t h s We Vazão 2 4 6 8 2 0 10 CURVADOS PARA TRÁS VOLTADOS PARA TRÁS (Limit Load) RENDIMENTO 10 8 6 4 VENTILADORES CENTRÍFUGOS PRESSÃO . .Aplicações em sistemas genéricos de HVAC de pressão baixa.Utilizado em aplicações industriais no lugar de ventiladores tuboaxiais.A potência atinge o máximo perto do rendimento de pico e torna-se menor. o que é uma vantagem com relação às unidades de exaustão natural ou eólica.A pressão pode cair repentinamente à esquerda da pressão de pico. . . tais como galpões industriais. as dimensões da carcaça não são tão críticas quanto para os ventiladores aerofólio e inclinados para trás. depósitos e algumas instalações comerciais. .

Isto não permitirá que o ar entre no ventilador uniformemente. Se o giro do ar for contrário à rotação do rotor. a vazão e a pressão estática serão maiores do que o esperado e o potência absorvida também será maior. o redemoinho sempre reduz o rendimento. Por este motivo. algumas orientações gerais serão úteis para reduzí-las. uma situação correspondente ao uso de pás de guia (vanes) surge: a vazão do ventilador. a pressão e a potência são menores do que o esperado. Devido à variedade infinita das condições de aspiração. os valores de desempenho catalogados. O Redemoinho ou Vorticidade Redemoinho na aspiração. Este desvio do ideal produz perdas de pressão que reduzem. 1-7 . resultando numa distribuição turbulenta e nãouniforme do fluxo em seu rotor. muitas das discussões sobre as condições de aspiração referem-se somente aos ventiladores centrífugos. conforme graficamente representado na Fig. os ventiladores centrífugos estão extremamente suscetíveis a estas condições. Fluxo Não-Uniforme para dentro da Aspiração do Ventilador O fluxo não-uniforme para dentro da aspiração do ventilador é tipicamente causado por uma curva instalada perto demais da mesma. Se o giro for imposto na direção da rotação do rotor. em cada instalação de ventilador. é uma causa freqüente de redução no desempenho do ventilador. Em ambos os casos.sem veios. 1 Fluxo não uniforme para dentro da aspiração de um ventilador induzido por uma curva de 90º . (b) Redemoinho ou vorticidade. 2. ou vorticidade. Entretanto. com freqüência seriamente. Fig. Os efeitos de várias conexões de aspiração encontram-se representados nas figuras. Estas condições são prontamente superadas instalando-se veios ou um separador na aspiração do ventilador.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 EFEITOS DO SISTEMA NA ASPIRAÇÃO DO VENTILADOR desempenho de ventiladores registrado em catálogos baseia-se em testes de laboratório realizados em condições ideais que quase nunca ocorrem na aspiração do ventilador. (c) Bloqueio de fluxo ou restrições na aspiração. Há três causas básicas ou várias combinações das três para as perdas de aspiração do ventilador: (a) Vazão não uniforme para dentro da aspiração do ventilador. é difícil determinar valores de perda específica para as três causas básicas de perdas de aspiração do ventilador. Enquanto péssimas condições de aspiração afetam adversamente o desempenho dos ventiladores axiais.

BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Fig. estabelecendo o redemoinho Giro Contrário Sem Giro (b) Com duas aspirações de tamanho desigual para a câmara do plenum. Curva de Resistência do Sistema Ponto de Projeto (sem giro) Giro a Favor Ponto de Operação (giro a favor) Ponto de Operação (giro contrário) Potência para Giro Contrário Potência sem Giror Potência para Giro a Favor (c) Efeito do redemoinho na aspiração no desempenho do ventilador Plenum Separador Separador Veios (d) Veios e separador evitam o redemoinho na caixa de aspiração (e) Um separador resolve o desequilíbrio que é causado por aspirações desiguais 2-7 . 2 Redemoinho na aspiração do ventilador Plenum (a) A inércia do ar tende a concentrá-lo na parte inferior. estabelece-se um desequilíbrio. causando redemoinho na aspiração do ventilador.

Por exemplo. Um espaçamento de 1/3 do diâmetro do rotor reduzirá a pressão e a vazão em aproximadamente 10%. Paredes ou obstruções similares devem ser mantidas a uma distância mínima "A" correspondente a meio diâmetro do rotor do ventilador (Ver Fig. Em alguns casos. um ventilador de 300 mm de diâmetro deve funcionar com rpm 4% mais alta para atender a capacidade informada no catálogo. 5). Quando o duto termina num plenum. e isso parcialmente obstrui o fluxo da mesma forma que as próprias pás. contrastando com a prática de montar um conjunto acessório de pás à montante da aspiração.5 x pressão dinâmica no duto de aspiração Aspiração Reta Perda de Pressão na Aspiração = 0. um bocal de aspiração reduziria a perda de aspiração para 1/20 da pressão dinâmica do duto de aspiração. Sob certas condições. para corrigir a situação. ou num duto com flanges.4).05 x pressão dinâmica no duto de aspiração Fig. 4 .Efeito do Espaço no Desempenho 100 Percentual da Pressão Estática de Pico (aspiração livre) 75 Aspiração Livre A = 50% do diâmetro do rotor 50 A = 30% do diâmetro do rotor Parede Parede A A 25 0 0 Ventilador 25 50 75 ~ ~ 100 Percentual da Vazão Máxima (aspiração livre) ~ ~ . Isto exigirá um aumento na rotação do ventilador.9 x pressão dinâmica no duto de aspiração Aspiração em forma de Bocal Perda de Pressão na Aspiração = 0. Em todos esses casos. 3). e numa área de mais baixa velocidade. Este bloqueio representa percentual maior em ventiladores menores e. assim sendo. ou um duto com flanges. Quando o duto termina bruscamente. a parede do plenum poderá estar suficientemente próxima à aspiração do ventilador restringindo o fluxo de ar. os ventiladores são instalados em câmaras tipo plenum com aspirações abertas. que empregam pás de guia variáveis na aspiração. com 3-7 um aumento correspondente da potência de aproximadamente 12%. Em algumas aplicações.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Bloqueio de Fluxo ou Restrições na Aspiração Restrições ou bloqueios na aspiração do ventilador podem ser encontrados devido às condições de instalação de campo. montadas no bocal. Nestes casos. Instalações de ventiladores. 3 . Ocasionalmente. com um diâmetro maior. a perda de desempenho é proporcionalmente maior (Ver Fig. um ventilador poderá ter um duto de aspiração reto relativamente curto iniciando num plenum. através de uma parede. Há uma tendência crescente na indústria de ventiladores de montar pás de guia variáveis na aspiração dentro do bocal do ventilador. Fig. há uma perda de pressão correspondente a metade da pressão dinâmica do duto de aspiração. freqüentemente resultam numa resistência adicional ao fluxo que diminui o desempenho catalogado. uma perda na pressão estática será imposta. o duto termina bruscamente (Ver Fig. freqüentemente apresentam o seu mecanismo de atuação no centro. através de uma parede. As pás de guia na aspiração. a perda de pressão é 9/10 pressão dinâmica do duto de aspiração. com um aumento correspondente na potência absorvida.Perdas num Duto Reto de Aspiração Plenum de Aspiração Duto de Aspiração Através Flangeado da Parede Perda de Pressão na Aspiração = 0.

o que resulta em vórtices de descarga de ar. Redução na Recuperação da Pressão Estática O ar que sai de um rotor de ventilador do tipo centrífugo é liberado com um componente de velocidade radial. Fig. de natureza espiral e não-uniforme. são mensuráveis. Infelizmente. O desempenho catalogado é ligeiramente reduzido pela transmissão normal por correias. portanto. Ventiladores de dupla aspiração são freqüentemente avaliados usando-se uma extensão no eixo motriz. O comentário feito a respeito dos efeitos do suporte de mancal para os ventiladores de simples aspiração também se aplica a este caso. e assim o fabricante de ventiladores tabula os dados de desempenho do ventilador. com objetivo de avaliação de desempenho. exibindo um perfil típico de velocidade de regime turbulento. anexos à descarga. de área constante. EFEITOS DO SISTEMA NA DESCARGA DO VENTILADOR ondições de descarga do ventilador não alteram as características de seu desempenho da mesma forma que ocorre com turbulências na aspiração. o desempenho destes ventiladores com um mancal na aspiração será ligeiramente menor do que o valor catalogado. Esta redução é maior em ventiladores de pressão maior devido às polias e correias serem mais largas. Quando o desempenho dos ventiladores é testado. . num arranjo sem mancal na aspiração. a velocidade de descarga do ventilador não é uniforme através da área de descarga. As condições de descarga do ventilador podem ser responsáveis por perdas do sistema que. Como resultado. isto deve ser levado em consideração. Perdas nas correias são uma função da tensão. potência adicional é necessária ao utilizar-se mancais e graxa para serviço pesado (heavy duty). na estação de medição. o fluxo será muito uniforme. da quantidade e do tipo de correias. estas condições de saída quase nunca são obtidas na prática.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Ve n t i l a d o r e s d e s i m p l e s a s p i r a ç ã o s ã o freqüentemente testados. Perdas típicas de transmissão por correias representam 2 a 6%.Restrição das Pás de Guia na Aspiração Percentual de Acréscimo na RPM e Potência 15 10 Potência Absorvida 5 RPM 0 30 40 60 Diâmetro do Rotor do Ventilador (polegadas) Além do bloqueio da transmissão e das correias. eles apresentam tipicamente muitos diâmetros equivalentes de comprimento de duto. Estes efeitos são geralmente inferiores a 4% na rotação ou vazão e 12% na potência. atingindo seu valor máximo pela concentração de ar no raio externo da voluta. Ao selecionar um motor em ou próximo a sua capacidade nominal. derivados destas condições de descarga ideais. A redução será maior para ventiladores de pressão mais alta do que para ventiladores de baixa pressão devido ao mancal e seu suporte serem maiores. Além disso. com freqüência. O fluxo de ar resultante da descarga do ventilador é. incluindo um endireitador de fluxo. e não preenche 4-7 C por completo a área de descarga. A redução do desempenho será proporcionalmente maior para ventiladores menores do que para ventiladores maiores devido à área de bloqueio relativamente maior. parcialmente por sua própria natureza e parcialmente devido ao endireitador. 5 . Basicamente. e podem ser significativamente maiores com ventiladores menores em velocidades lentas. há uma grande distância para que o fluxo se redistribua e a espiral desaparecerá. conseqüentemente. Conseqüentemente. estas perdas são o resultado de um ou ambos dos seguintes fatores. Isto elimina o efeito de bloqueio das correias e da polia movida. Parte da energia dinâmica é convertida em pressão estática.

imediatamente na saída de descarga do ventilador. obter uma recuperação estática ou. A perda de pressão pelos filtros laváveis de 50 mm de espessura geralmente não excede 2. Quando uma curva tiver que ser usada na descarga do ventilador. Por esta razão. uma curva de raio médio deve ser usada (raio médio mínimo 1. pois a magnitude desta perda varia com o tipo de ventilador. então. Preferivelmente. isto também acrescenta uma ligeira perda de pressão para que o ventilador supere. Curvas nos Dutos As curvas nos dutos. Teoricamente. a velocidade real não é absolutamente igual ao valor tabulado. Isso é uma prática comum e boa para projetos de dutos. de apenas um ou dois diâmetros equivalentes. se isto não for possível. 6 . Pobre Correto 15ºmax. Esta é a velocidade que é tabulada nos catálogos de ventiladores. . calculada em função da velocidade de descarga do ventilador. Esta perda pode ser estimada consultando-se os dados de desempenho de grelhas no catálogo de qualquer fabricante. Isto resulta em perdas reais de pressão de descarga de 150 a 300% do que se computaria da velocidade de descarga do catálogo. tanto pré-filtros de metal laváveis de 50 mm de espessura ou uma placa perfurada de metal. criam uma queda de pressão estática maior do que o esperado devido à turbulência e ao perfil de velocidade existente na descarga. Esta curta distância até mesmo permite uma redistribuição significativa da velocidade com a recuperação estática correspondente. mas somente se a velocidade de descarga nominal do ventilador for menor que 10 m/s para minimizar problemas de geração de ruído. além das perdas já citadas.5 x diâmetro do duto equivalente) ou um duto reto com comprimento de um diâmetro equivalente seguido por um curva quadrada com veios. Tipo de Ventilador Sirocco Limit Load Aerofólio Aumento % em RPM 6 4 3 % mínimo Pot ABS 20 13 9 15ºmax. ocorre uma perda devido ao alargamento repentino na seção de fluxo.Transição na Descarga de Ventiladores Centrífugos Recomenda-se que a perda de descarga e num plenum seja obtida do fabricante do ventilador. Quando os ventiladores sopram para dentro de um plenum. Infelizmente. A perda de descarga será. se o ventilador tivesse uma velocidade uniforme em toda sua área de descarga. os danos aos filtros. especialmente do tipo manga. Quando dutos de descarga retos são usados. fornecer potência adicional para compensar as perdas dinâmicas.5 mmca. não é recomendado que qualquer transformação repentina para áreas maiores seja usada. consideravelmente reduzida. como fazem em muitos sistemas de ventilação. 5-7 A descarga de um ventilador para dentro de um plenum pós-filtro deve levar em consideração. a perda de pressão de descarga seria equivalente a pressão dinâmica. colocados na frente do banco de filtros os protegerão de danos. enquanto que a resistência de uma placa perfurada depende do tamanho dos furos e da área livre. Recomenda-se que a transição para um duto de área maior seja realizada com uma peça que apresente um ângulo de não mais do que 15º (inclusive) para minimizar as perdas. (Fig. devido ao impacto do ar em alta velocidade a uma curta distância.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Ou o projeto do sistema deveria tentar usar um duto reto de 3 a 5 diâmetros equivalentes de comprimento à jusante do ventilador e. 6) Fig. ao comprimento reduzirá significativamente esta perda repentina devida ao alargamento. velocidades de descarga reais médias são de 120 a 180% do valor do catálogo. A seguinte tabela mostra um aumento aproximado em RPM e potência absorvida dos ventiladores para os valores catalogados quando não há duto de descarga. através disso. não se recomenda que seja de raio pequeno e anexada diretamente à descarga do ventilador. Entretanto. então. A adição de um duto curto de descarga. resultarão numa perda menor.

a segunda posição de menor perda para um ventilador de simples aspiração. sem qualquer espiral. A perda dos ventiladores de dupla aspiração é maior porque a velocidade máxima de descarga do ventilador fica no centro e deve ser desviada no lado de fora da curva. não podemos aplicar qualquer dos fatores de fricção para dutos e curvas normais que se encontram no Manual ASHRAE ou outras referências. tanto para os ventiladores de simples quanto para os dupla aspiração. Assume-se uma perda igual a 0. tal curva teria uma perda de pressão de 0. 7 . Estes fatores de perda são somente aproximados.75 vezes a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal para os ventiladores de dupla aspiração. tanto para os ventiladores de simples quanto para os dupla aspiração. Com uma velocidade de descarga não-uniforme e em forma espiral. (Fig. e qualquer direção para a qual a girássemos seria irrelevante. a porção de alta velocidade do fluxo da ar fica no mesmo lado da voluta e da curva. a velocidade alta saindo da voluta continua pelo lado de fora da curva.25 x velocidade de descarga do ventilador. uma perda adicional é introduzida. Conseqüentemente. Para a posição D. Deveria ser usada sempre que possível. Assume-se uma perda igual a 0. 7 mostra uma ilustração das quatro posições). Se o fluxo fosse uniforme. O fluxo numa curva localizada na descarga de um ventilador difere em cada uma das quatro posições. Esta posição é a mais desfavorável das quatro. Isto resultará na menor perda das quatro posições. assume-se uma perda igual a 0.9 vezes a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal para os ventiladores de simples aspiração e 0. consequentemente. Para a posição B.6 vezes a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal para os ventiladores de simples aspiração e 0. a velocidade máxima de descarga fica no lado oposto da curva. O ventilador de simples aspiração tem sua velocidade de descarga máxima no lado oposto àquele que é normal para uma curva. Para a posição A.0 vez a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Presumindo-se que uma curva de raio médio de seção transversal retangular é ajustada à descarga do ventilador. a redistribuição de velocidade nesta situação resulta em uma perda mais alta do que para os ventiladores de dupla aspiração. Fig. porém eles realmente estabelecem um nível de perda adequado para fins de projeto. ela pode conduzir o ar em qualquer uma das quatro direções.5 vezes a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal.Padrões de Fluxo em Curvas de Descarga Simples e Dupla Simples Aspiração Aspiração Posição A Dupla Aspiração Posição B Simples e Dupla Aspiração Posição C Simples Dupla Aspiração Posição D Aspiração 6-7 . assume-se uma perda igual a 1. onde a velocidade de descarga máxima está centrada como na posição B. Nestes ventiladores. tanto para ventiladores de simples como de dupla aspiração. Energia deve ser gasta para desviar o fluxo e. Para a posição C. Isso se aplica somente quando o fluxo for uniforme através do duto. poderíamos calcular rapidamente a perda na curva. Se a velocidade de descarga do ventilador fosse uniforme.75 vezes a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal para os ventiladores de dupla aspiração. A redistribuição de fluxo resultante gera perdas altas.

Bitencourt. 8 Construção Apropriada de uma conexão bifurcada numa unidade de dois ventiladores 30º max. Fig. 1¹/² dia OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. possuem dois ventiladores descarregando para dentro de um mesmo duto por meio de uma conexão bifurcada.otam. Francisco S.br www. Av. e as perdas já explicadas são então usadas. Se estes parâmetros de projeto não puderem ser atendidos. com freqüência. a fim de que o ventilador alcance o desempenho do catálogo.1264 Caixa Postal 7056 . Ventiladores de gabinete.5 diâmetros equivalentes de comprimento antes da transição. Deveria haver um duto reto de 1.RS e-mail: comercial@otam. 30º em cada lado. 1501 Fone: (51) 3364. com um ângulo de convergência de. 8 mostra as exigências para a conexão bifurcada. A Fig. no máximo. a descarga do ventilador é tratada como se fosse uma descarga livre para dentro de um plenum.CEP: 91150-010 .Porto Alegre .5566 .Fax: (51) 3364.com.br 7-7 .com.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Os ventiladores são freqüentemente instalados em caixas retangulares também chamadas de “gabinetes".

multiplicando-se a vida L10 por 4. cv = P Nm W (3) Carga Dinâmica da polia. Cálculo da Vida do Rolamento (1) Velocidade angular.667 x n ( ( C S p horas n = velocidade de rotação. o termo "vida média" ou L50 é usado. N Fator de Ajuste de Vida O fator para confiabilidade é usado para determinar outras vidas. Este é o número de horas que 50% de um grupo de rolamentos idênticos e com carga idêntica deverá sobreviver. tanto em testes de laboratório quanto na experiência prática. venha a atingir ou exceder. rpm C = índice de carga dinâmica básica.000 horas possui uma vida L50 de 240. L10 (ou vida nominal) e concorda com a definição ISO. essencial para o cálculo do tamanho do rolamento. portanto. como segue: p L10h= 16.667 x C horas n S L10 L5 L4 L3 L2 L1 90 95 96 97 98 99 1 0.53 0. T = cv x 1.S = T x 2 N ( ( Onde: n = velocidade de rotação. isto é. Uma definição mais clara do termo "vida" é.62 0. é mais conveniente lidar com uma vida nominal básica expressa em horas de operação. antes que o primeiro sinal de fadiga (escamação. onde: p = 3 para rolamento de esfera p = 10/3 para rolamento de rolos (5) Horas de Operação. Por exemplo. vidas que são atingidas ou excedidas com uma probabilidade maior que 90%. aparentemente idênticos. Isto é chamado de vida nominal básica. W D = diâmetro da polia. A seleção da polia movida é muito importante para assegurar que a vida L10 não seja abreviada.000 N (D/2) (4) Carga Dinâmica de Partida da Polia. fissuras.44 0. L10. Equação de Vida do Rolamento O método mais simples de cálculo da vida é a equação ISO para vida nominal básica. É calculada. etc. é evidente. mm S = carga máxima do rolamento. que rolamentos aparentemente idênticos operando sob condições idênticas têm vidas diferentes. Todas as informações apresentadas aqui sobre taxa de carga dinâmica baseiam-se na vida que espera-se que 90% de um grupo bastante grande de rolamentos.21 Ocasionalmente. Para rolamentos operando em uma rotação constante.000 horas. A Valor do Fator de Ajuste de Vida Grau de vida Confiabilidade Fator de Ajuste % Entretanto. rpm P = potência instalada.33 0. w = 2p n rad/s 60 (2) Torque Máximo. N S = carga dinâmica equivalente do rolamento. um rolamento com uma L10 de 60. Queira consultar a tabela abaixo para fator de ajuste.) ocorra numa de suas pistas ou elementos de rolamento. N p = expoente de vida.BOLETIM TÉCNICO Nº 7 VIDA DOS ROLAMENTOS DOS VENTILADORES Vida do Rolamento vida de um rolamento é definida como o número de horas de operação numa determinada rotação constante (ou número de revoluções) à qual o rolamento é capaz de resistir. que não a nominal básica. 1-2 . onde: L10h= 16.

700 N (1) Velocidade angular. S = T x 2 = 1.667 x 52. cv = P = 30.Fax: (51) 3364. Francisco S.br 2-2 .378 horas n S 700 3. Bitencourt.3 rad/s 60 60 (2) Torque Máximo.700 3 =72. = GRAE 55 Carga máxima do rolamento.Porto Alegre .638 N (5) Horas de Operação.1264 Caixa Postal 7056 .667 x C ³ = 16.CEP: 91150-010 .000 = 1819 N (D/2) (450/2) (4) Carga Dinâmica de Partida da Polia. 1501 Fone: (51) 3364.5566 . n = 700 rpm Diâmetro da polia movida.com. D = 450 mm Tipo de rolamento.000 = 409.3 Nm w 73. P = 30kW Rotação. Tipo de ventilador =RSD 800 arr. w = 2p n = 2p 700=73.br www.000 = 409. L10h =16.otam. C = 52.RS e-mail: comercial@otam.3 CL.3 (3) Carga Dinâmica da polia.com. determine a vida do rolamento. Av.BOLETIM TÉCNICO Nº 7 Exemplo Dadas as seguintes especificações.638 (( ( ( OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.3 x 1. T = cv 1.819 x 2 = 3.I Potência instalada.

Fluxo de Ar através de um Reservatório de Líquido Estacionário Normalmente. a pressão hidrostática obviamente não dependerá do volume de ar forçado pelo líquido. bocais. U Um sistema de ventilação também terá uma curva característica de perda de pressão versus vazão. Uma curva de um ventilador mostra uma representação típica de pressão estática versus vazão. com o volume de ar atravessando o sistema. Esta curva pode ser chamada de curva característica do ventilador. Este ponto de intersecção será o único ponto que irá satisfazer tanto a característica do ventilador quanto a característica do sistema. Se plotarmos as curvas característica do ventilador e característica do sistema no mesmo gráfico. a resistência do sistema (i. Bolhas de gás poderão passar pelo líquido Característica do Ventilador Pe Ponto de Operação K Q Característica do Sistema Pe = K . porque é 1-3 simplesmente a pressão hidrostática apresentada pelo líquido. 1 Característica do ventilador e característica do sistema para um reservatório de bolhas sem qualquer ponto de intersecção. e o ventilador deve desenvolver pressão estática suficiente para superar estas resistências. Esta curva é chamada de curva característica do sistema. 1. Isso encontra-se ilustrado na Fig. 2 apresenta a característica do ventilador e a característica do sistema para este caso. portanto. será bastante elevada para o ferro em fusão). Ela mostra as diferentes pressões estáticas que um ventilador específico produz. o ponto de operação. as bolhas fluirão.. Isso mostrará as pressões estáticas diferentes que serão necessárias para forçar determinados volumes de ar através deste sistema específico. Observe que a característica do sistema é uma linha horizontal reta. transições de expansão ou convergentes. O total destas resistências é chamado de resistência do sistema ou perda de carga/pressão.BOLETIM TÉCNICO Nº 8 CARACTERÍSTICAS DOS SISTEMAS DE VENTILAÇÃO E DOS VENTILADORES Sistemas de Ventilação m sistema de ventilação consiste de um ventilador (ou vários ventiladores) e vários elementos através dos quais o fluxo de ar pode passar. nenhuma pressão extra (apenas mais capacidade do ventilador) é necessária para forçar mais ar pelo líquido. Fig. telas e grelhas. Esses elementos podem ser dutos. Aqui a resistência do sistema será constante. filtros de mangas e outros filtros ou reservatórios de líquidos. serpentinas de aquecimento e resfriamento. Nenhuma bolha pode passar pelo líquido Característica do Sistema Pe = K Pe K Característica do Ventilador Q Fig. haverá um ponto de intersecção das duas curvas. independentemente do volume de ar. quando obstruído. em cada ponto de vazão de ar. curvas. Esta pressão hidrostática será proporcional à profundidade do reservatório e ao peso específico do líquido (portanto.e. (O volume de ar dependerá somente da quantidade de ar disponibilizada pelo ventilador. como acontece na ventilação de esgotos ou de ferro em fusão. Deste ponto em diante. A Fig. a pressão estática necessária) deverá aumentar com a velocidade e. No entanto. Uma exceção é um reservatório de líquido estacionário através do qual o ar ou um gás é forçado em bolhas. A pressão estática produzida pelo ventilador tem que ser igual à perda de carga. portanto. No entanto. dampers. Este será. venezianas. 2 Característica do ventilador e característica do sistema para reservatório de bolhas com ponto de intersecção. Cada componente oferecerá alguma resistência ao fluxo.) Nenhum ar pode borbulhar se a pressão máxima produzida pelo ventilador for menor do que essa pressão hidrostática. se a pressão produzida pelo ventilador for adequada.

305) 1. é grande a fim de manter a resistência ao fluxo de ar baixa. No entanto. A constante K determina o declive da linha reta: K = tana.5 2-3 . porém.015 a 0.1 m/s. Ns/m² Para o ar padrão. tais como milho. mas aumenta com a vazão de ar ou a velocidade. conforme mostra a Fig.82 x 10-5 Ns/m² Para diâmetro de duto de 1 pé = 0. m/s D = diâmetro do duto. e a fórmula para a característica do sistema é Pe = K(Q)1. tal como ar passando pelas mangas de filtragem Característica do Ventilador Ponto de Operação Pe Característica do Sistema Pe = K x Q a Q Fluxo através de um Silo de Grãos Vários grãos. qualquer que seja a pressão estática.020 m/s. m m = viscosidade do ar.015 a 0. Ventiladores axiais ou ventiladores centrífugos são usados para forçar ar aquecido para dentro do silo. são necessários ventiladores centrífugos. 3 Característica do ventilador e característica do sistema para fluxo laminar.305 m Re = (1.22 kg/m² e m = 1. À parte essa exceção. O valor do Número de Reynolds correspondente. porém. Como resultado da área grande. em kg/m³ V = velocidade média do ar. A fórmula para esta característica de sistema é: Pe = K (Q)0 = K A constante K determina a altura da linha horizontal acima da linha de vazão de ar. A pergunta agora é: com que rapidez aumentará? A resposta é: depende da velocidade do ar e do tipo de fluxo de ar resultante (laminar ou turbulento). Isto significa que o fluxo pelos filtros de mangas é laminar. 3. aproximadamente seis vezes o valor de 0. para pressões mais altas. a característica do sistema é uma linha reta horizontal. A pressão estática necessária para superar a resistência do sistema depende da altura do silo e do tipo de grão. que podem ter de 4 a 25 m de altura. Pode variar de 750-5000 Pa. Para pressões menores. mesmo quando os filtros começam a ser bloqueados pelo pó. a velocidade do ar passando pelo tecido é muito baixa. indicando que a pressão estática necessária para forçar bolhas pelo líquido é constante. Para ar padrão. a característica do sistema continua sendo uma linha reta. Fig. aproximadamente 0. a eficiência do filtro melhora. numa câmara de filtragem. o início de um fluxo ligeiramente turbulento. independentemente da velocidade do ar.BOLETIM TÉCNICO Nº 8 Repetindo. desde 0 m3/s ao ponto de operação e além dele. os ventiladores axiais podem ser usados. a pressão estática necessária para soprar ou extrair ar por um sistema de ventilação não é constante.020 m/s que passa pelos filtros de manga já analisados. cevada e trigo devem ser secados após a colheita para evitar que o grão estrague. podemos calcular o número Reynolds a partir da seguinte equação: Re = rVD m Onde: r = densidade do gás. arroz. soja. Pe = K x Q Esta é uma linha reta inclinada através da origem. r = 1. A característica do sistema para fluxo laminar pode ser calculada a partir da fórmula. e o Número de Reynolds (Re) é pequeno. eles são armazenados em silos cilíndricos para grãos. a velocidade do ar que passa pelo grão fica em torno de 0. Com esse objetivo. À medida que os filtros ficam tapados pelo pó.22)(0.015)(0. e a resistência do sistema e o ângulo a aumentam. é de aproximadamente 2100.82x10-5 Re = 307 Isso está bem abaixo do valor 2000 onde o fluxo turbulento pode iniciar. Fluxo através de Filtros de Manga A área total das mangas. então.

O duto de 715 mm de diâmetro interno possui uma área de 0. conseqüentemente. 5 Característica do ventilador e característica do sistema para fluxo turbulento.3)2 = 59 Pa. (Somente na seção dos filtros estas grandezas ainda são pequenas). Fig. para um duto redondo e reto com diâmetro constante e paredes lisas: f = 0.Comparação das Condições de Fluxo para Quatro Sistemas de Ventilação Tipo de Sistema Tipo de Fluxo Velocidade do ar (m/s) Número de Reynolds Fórmula para a característica do sistema Pe = K (Q) 0 Pe = K (Q) Pe = K (Q) 1. Característica do Sistema Pe = K x Q² Q É interessante observar que a equação básica da perda por atrito. prevalecendo em sistemas de ventilação Característica do Ventilador Característica do Sistema Pe = K x Q1. como os usados em prédios.5 2 Pe = K (Q) Resevatório borbulhante Filtro de Mangas Silo para Grãos Sistema de Ventilação Laminar Ligeiramente turbulento Turbulento 0.96/1.0195 L Pd D é proporcional a (Q)². para fluxo ligeiramente turbulento.015 0. um ventilador axial de 710 mm distribuiu 4.5 Ponto de Operação Q Pe Vazão por um Sistema de Ventilação Em um sistema de ventilação convencional. Suponhamos que o nosso sistema consista deste duto de 715 mm de diâmetro interno mais algum outro equipamento. tanto a velocidade do ar quanto o valor de Reynolds é consideravelmente maior do que em filtros de mangas ou em silos para grãos. Característica do Ventilador Pe Ponto de Operação Fig.BOLETIM TÉCNICO Nº 8 Esta é uma curva através da origem. 4 Característica do ventilador e característica do sistema. o que é normal em sistemas de ventilação. A constante K determina o declive da curva.960 307 2100 477000 3-3 . 5. como ar passando por silos para grãos A fórmula para a característica de sistema agora é Pe= K(Q)² Esta é uma parábola pela origem. como mostra a Fig. A Tabela 1 resume os quatro tipos diferentes de sistemas de ventilação.0 m³/s contra uma pressão estática de 600 Pa. a velocidade do ar será de V = 4.96 m/s e a pressão dinâmica será Pd = (9. a curva fica mais íngreme. 4. Por exemplo. Uma vez que este valor de Reynolds está muito acima de 2000. indicando a mesma coisa que para um sistema de ventilação. resultando em uma pressão de resistência total de 600 Pa.100 9. este é um fluxo definitivamente turbulento. como mostra a Fig. Tabela 1. Nosso valor de Reynolds será de Re = 477370.0/0.4015m². os outros pontos podem ser calculados e a parábola pode ser plotada.4015 = 9. Se um ponto da característica do sistema for conhecido. Para silos mais altos e para uma maior compactação dos grãos (tal como trigo).

localizar e medir o desbalanceamento. O desempenho diminui por causa da absorção de energia pela estrutura de suporte. eixos. polia. por sua vez. Vide Fig. Usando a recomendação ISO G4. portanto. etc. engrenagens. O balanceamento é detectado pela observação da ausência de desbalanceamento. uma força centrífuga. Esta vibração induzida. n em rpm pela fórmula: eT = 10 x G (N/1. sua extremidade descrevendo um círculo. 2. F. Referindo-nos à Fig. Vide Fig. Definições Desbalanceamento é a distribuição desigual da massa nos corpos girantes (rotor. eT em mm e para a velocidade de rotação.BOLETIM TÉCNICO Nº 9 DESBALANCEAMENTO RESIDUAL PERMISSÍVEL m rotor desbalanceado pode causar vibrações e tensões no próprio rotor e em sua estrutura de suporte. As vibrações exercem tensões alternantes altamente indesejáveis nos suportes e elementos estruturais e podem terminar causando seu colapso total. reduzindo substancialmente sua vida útil. estamos seguindo a recomendação ISO e usando um grau de qualidade de balanceamento de G6.3 mm/s) para balancear os rotores. pode causar desgaste excessivo nos rolamentos. pequeno.000) 1-3 . etc. e (mm). buchas. eixo. torna-se necessária uma tolerância para balancear. Isso resulta no deslocamento do eixo de sua posição de repouso. age sobre me e é transmitida para o eixo. necessário que se balanceie o rotor para obter uma ou mais das seguintes condições: (a) (b) (c) (d) (e) (f) (g) (h) Aumentar a vida do rolamento Minimizar a vibração Minimizar ruídos Minimizar tensões de operação Minimizar fadiga e aborrecimento dos operadores Minimizar perdas de potência Aumentar a qualidade do produto Satisfazer os consumidores U Excentricidade significa não ter o mesmo centro ou eixo de rotação. considere um disco com raio.. As vibrações podem ser transmitidas pelo solo até às máquinas adjacentes e prejudicar seriamente sua precisão ou funcionamento adequado. Uma vez que não é possível haver um balanceamento de 100%. em um ponto em particular. O valor de "e" também expressa a tolerância de balanceamento ou a excentricidade residual.0 para valor de balanceamento. Equação eT Este método está de acordo com a norma ISO 1940/1-1986. Torna-se. R M Desbalanceamento Residual Permissível ou Tolerância de Balanceamento. Quando o disco está em movimento de rotação. ou máquina de balancear.3 (amplitude de velocidade de vibração = 6. R (mm) e massa m (kg) deslocada devido a um excesso de massa me (g). é necessária para detectar. 3. ao redor de sua posição normal. O desbalanceamento de apenas um componente girante de um conjunto pode fazer com que todo o conjunto vibre. quando feita de forma correta. Os dados fornecidos pela balanceadora permitem a mudança da distribuição de massa de um rotor.). nunca pelo balanceamento em si. Objetivo da Balanceadora Uma balanceadora. está ligada ao valor do desbalanceamento me (gramas) para um rotor de raio R (mm) e massa m (kg) através da fórmula abaixo. e essa mudança. G em mm/s está ligado ao desbalanceamento residual máximo. 1. Este deslocamento é chamado de excentricidade. Esta excentricidade. irá equilibrar o rotor. Por exemplo. e = me .

Fig. R = 152mm Grau de balanceamento. determine o desbalanceamento residual permissível e o valor mínimo do desbalanceamento residual. me Rotação Eixo F Cálculo do Desbalanceamento Residual Permissível ou Tolerância de Balanceamento eT = 10 x G = 10 x 4 = 50mm (n/1.000 Cálculo do Valor Máximo de Desbalanceamento Residual.66g R 152 Fig. a Excentricidade Residual Permissível é 50 mm e o Desbalanceamento Residual Permissível é de 2.BOLETIM TÉCNICO Nº 9 Exemplo Considerando-se os seguintes dados. 1 Posição de Repouso F E Portanto. m = 50 x 8. R m => me = e . G =4(significa velocidade de vibração = 4mm/s para a polia). m = 8. p e = me .0 00) 800/1. 2 2-3 .66 g para esta polia.1 = 2. n = 800rpm Massa da polia. Rotação.1 kg Raio da polia.

U per/m = e per em g.5566 . 1501 Fone: (51) 3364.com.otam.Porto Alegre . expressa em milímetros por segundo OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. 50 3 G 20 2.br 3-3 .RS e-mail: comercial@otam.br www.5 1 2 5 10 20 50 100 200 Velocidade de Rotação Máxima de Serviço 500 1000 2000 r/s NOTA .BOLETIM TÉCNICO Nº 9 Fig.Fax: (51) 3364.O valor numérico após a letra G é igual ao produto de eper x rotação.mm/Kg (Deslocamento Residual Permissível do Centro de Massa. Av.1264 Caixa Postal 7056 . Francisco S. para balanceamento em um plano de correção) 100 000 G 50 000 0 63 G 20 000 0 25 10 000 G 0 10 5 000 2 000 1 000 500 G 40 200 G 16 100 G 6.2 0. 4 2 1 0.CEP: 91150-010 . 5 10 G 1 5 G 0. em micrometros. Bitencourt.5 0.1 30 50 100 200 500 1000 2000 5000 10 000 50 000 100 000 r/min 0. 3 Valor de Desbalanceamento Máximo Residual Permissível correspondente aos diversos Graus de Qualidade de Balanceamento Desbalanceamento Residual Permissível por Unidade de Massa do Rotor. e per .com.

de pás)/60 O número de pás e a rotação do ventilador podem ser obtidas no catálogo de seleção de ventiladores. para vários ventiladores. Para uma descrição mais completa dos tipos de ventiladores. Entretanto. de forma que a operação caia neste ponto ou perto dele. um ventilador não for ou não puder ser selecionado de forma ótima.Curvado para frente . conforme mostra a tabela 3. Tabela 1. sob condições de teste aprovadas. deverá atender essa situação. construção e aplicações. Reduzindo-se todos os dados de ruído do ventilador para esse denominador comum.Aerofólio. as divisões de tamanho indicadas são práticas para se estimar o ruído do ventilador. se tais dados não estiverem disponíveis prontamente. A geração de potência sonora de um determinado ventilador.Banda de Oitava em que o Incremento de Freqüência da Pá (BFI) ocorre Tipo de Ventilador Banda de Oitava em que BFI ocorre Centrífugo . Para registrar esta freqüência de passagem da pá. realizando determinado trabalho. Ponto de Operação Os níveis de potência sonora específicos fornecidos na Tabela 2 são para ventiladores que estiverem operando no. poderão ser estimados através do seguinte procedimento. veja os Boletins Técnicos nº 4 e 12. o nível de potência sonora específico serve como base para comparação direta dos níveis de banda de oitava de vários ventiladores. ponto de rendimento de pico da curva do ventilador. os níveis de potência sonora. Freqüência da Passagem das Pás (Bf) Estudos recentes mostram que. e a força desse tom depende. vazão de ar (Q). os ventiladores menores são um pouco mais barulhentos do que os maiores. curvado para trás ou inclinado para trás . do tipo de ventilador.BOLETIM TÉCNICO Nº 10 CÁLCULO DA POTÊNCIA SONORA DO VENTILADOR O ruído do ventilador é uma função de seu projeto (Kw). O número de decibéis a ser acrescentado a esta banda é chamado de incremento de freqüência de pá (BFI). é melhor obtida a partir dos dados de teste reais do fabricante do ventilador. O ruído do ventilador pode ser classificado em termos do nível de potência sonora específica. Os ventiladores geram um tom na freqüência de passagem da pá. a Tabela 1 pode ser usada. por quaisquer motivos. deve-se fazer um incremento na banda de oitava em que recai a freqüência da pá. nas bandas de oitava. pressão total (Pt) e rendimento (h). é vantajoso para a conservação de energia e corresponde aos níveis de ruído mínimos para aquele ventilador. Se este catálogo não estiver disponível. o nível de ruído produzido irá aumentar e um fator de correção C. baseado no nível de potência sonora específica. ou próximo do. Isto está de acordo com a prática recomendada para a seleção de tamanho e rotação de um ventilador.Pá radial. em parte. Embora qualquer divisão desse tipo seja necessariamente arbitrária. Se. soprador Vaneaxial Tuboaxial Propeller 250 HZ 500 HZ 125 HZ 125 HZ 63 HZ 63 HZ Os níveis de potência sonora específicos e os incrementos de freqüência da pá encontram-se listados na Tabela 2. e como base para um método convencional de calcular os níveis de ruído de ventiladores em condições de operação reais. A freqüência da pá (Bf ) é: Bf = (rpm x Nº. que é definida como o nível de potência sonora gerada por um ventilador operando a uma capacidade de 1 m³/s (ou 1 cfm) e uma pressão de 1 Pa (ou 1" de água). 1-3 .

5m > 1m < 1m > 1m < 1m Todos 63 32 36 47 45 55 63 39 37 41 40 48 125 32 38 43 39 48 57 36 39 39 41 51 250 31 36 39 42 48 58 38 43 43 47 58 500 29 34 33 39 45 50 39 43 41 46 56 1000 28 33 28 37 45 44 37 43 39 44 55 2000 23 28 25 32 40 39 34 41 37 43 52 4000 15 20 23 30 38 38 32 38 34 37 46 8000 13 15 20 27 37 37 26 35 32 35 42 BFI 3 2 8 Vanexial 6 Tuboaxial 5 Propeller 5 Onde: Tabela 3 . Qual é o nível sonoro estimado? Lw = Kw + 10log(Q/Q1) + 20 log (P/P1) + C 2-3 . quando a vazão estiver em m³/s (1 para cfm) pressão total em Pascal (ou polegada H 2 O) 249.15 m³/s a 750 Pa.BOLETIM TÉCNICO Nº 10 Tabela 2 .000472. Exemplo: Um ventilador Sirocco RSD 500 foi selecionado para suprir 4. conforme segue: Os valores do nível de potência sonora estimado são calculados para todas as oito bandas e o BFI é acrescentado à banda de oitava na qual a freqüência de passagem da pá cair. HZ Tipo de Ventilador Centrífugo Aerofólio. curvado para trás inclinado para trás Curvado para frente Pá radial Soprador Tamanho do Rotor > 0. Ele possui 41 pás e opera a 904 rpm. com rendimento estático de 56%. m³/s (cfm) 0.9m < 0.Níveis da Potência Sonora Específicos (dB re 1pW) e Incrementos de Freqüência da Pá (BFI) para Vários Tipos de Ventiladores Freqüência Central das Banda de Oitava.5m < 0. Previsão de Potência Sonora do Ventilador (Lw) Os níveis de potência sonora nas condições de operação reais poderão ser estimados usando-se a vazão e a pressão total do ventilador.Fator de Correção Devido o Ponto de Operação Fora do Rendimento de Pico Rendimento Estático % de Pico 90 a 100 85 a 89 75 a 84 65 a 74 55 a 64 50 a 54 Fator de Correção C 0 3 6 9 12 15 Lw = K w= Q = Q1= P = P1= C= nível de potência sonora estimado do ventilador (dB re 1 pW) nível de potência sonora específico (ver tabela 2) vazão de ar. para o ponto de operação do ventilador. Este fator de correção deverá ser aplicado a todas as bandas de oitava.9m Todos > 1m 1m a 0. quando a pressão for em Pascal (1 polegada H O) 2 fator de correção em dB.

Exemplo de Cálculo Freqüência Central das Banda de Oitava. de pás)/60 = (904 x 41)/60 = 617 Hz Tabela 4 .5 500 33 49 2 0 84 -3.Porto Alegre .br www. Av. P Q 10 log + 20 log P1 Q1 = 10 log O BFI cai na banda de oitava de 500Hz. HZ Referência Passo 1 Passo 2 Passo 3 Passo 4 Lw (dB) Linear = Fator Escala A LwA (dB) = 63 47 49 0 96 -25.CEP: 91150-010 .5 125 43 49 0 92 -15. que engloba o intervalo de 355 a 710Hz. Francisco S. Passo 2: Calcule os níveis de potência sonora adicionais devido a vazão de ar e pressão. como mostra a Tabela 4. 1501 Fone: (51) 3364.000472 ) + 20 log ( 750 249 ) = 39.3 De acordo com a Tabela 3.15 ( 0.0 81 1000 28 49 0 77 0 77 2000 25 49 0 74 +1 75 4000 23 49 0 72 +1 73 8000 20 49 0 69 -1 68 98.5 70.br 3-3 .otam.BOLETIM TÉCNICO Nº 10 Passo 1: Obtenha o nível de potência sonora específico (Kw) da Tabela 2 para ventilador curvado para a frente.RS e-mail: comercial@otam.com.5566 .2 Potência Sonora 85.Fax: (51) 3364. Bitencourt. este ventilador apresenta um rendimento de pico de 62%. Combine todos os quatro passos.57 = 49 Passo 3: Calcule o Bf para determinar em qual banda de oitava recai o BFI Bf = (rpm x no.8 OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. De acordo com os dados de desempenho no catálogo.2 dB = > LwA = 85. Percentual de rendimento estático de pico = (56/62) x 100 = 90.8 dB(A) ( ) ( ) 4.1264 Caixa Postal 7056 .5 76. C = 0.5 79. Passo 4: Determine o fator de correção C para rendimento fora de pico.5 250 39 49 0 88 -8.com.44 + 9. = > Lw (linear) = 98.

alguma forma de modulação de desempenho do ventilador é exigida. tanto a vazão quanto a pressão são alterados. A fim de acomodar estas variações. A O tipo de modulação tipicamente usada em aplicações com dutos são: (a) (b) (c) (d) (e) (f ) Controle do volume de ar na voluta Dampers de aspiração Dampers de descarga Registro radial de aspiração Modulação da rotação Variação do passo das pás do ventilador Fig. enquanto outros têm exigências de pressão variável.BOLETIM TÉCNICO Nº 11 MODULAÇÃO DO DESEMPENHO DO VENTILADOR lguns sistemas de ventilação têm exigência de capacidade variável durante a operação. tais como sistemas de volume de ar variável. com freqüência. durante a operação. 1 Tipos de Modulação para Ventilador Centrífugo DAMPER DE PÁS PARALELAS PARA CAIXA DE ASPIRAÇÃO DAMPER DE PÁS OPOSTAS PARA CAIXA DE ASPIRAÇÃO CAIXA DE ASPIRAÇÃO DIFUSOR REGISTRO RADIAL TIPO CÔNICO DAMPER DE DESCARGA COM PÁS OPOSTAS HORIZONTAIS REGISTRO RADIAL TIPO CILÍNDRICO DAMPER DE DESCARGA COM PÁS PARALELAS HORIZONTAIS DAMPER DE DESCARGA COM PÁS OPOSTAS VERTICAIS DAMPER DE DESCARGA COM PÁS PARALELAS VERTICAIS 1-4 .

Uma vez que os dampers de descarga são tipicamente montados sobre a descarga do ventilador. Os dampers de aspiração meramente adicionam resistência ao sistema. Estes dampers aumentam a pressão estática do sistema para modular o fluxo de ar. Se o ventilador for capaz de desenvolver uma pressão estática maior do que essa na RPM operante. Em segundo lugar. . ao todo. causando uma mudança correspondente na pressão estática do ventilador e variando a vazão. Primeiro. A magnitude do aumento é uma função da velocidade do ar e do diferencial de pressão estática. Dampers de volume na voluta às vezes são usados em pequenos ventiladores como um meio de ajustar rapidamente o fornecimento de ar. são muito maiores no tamanho do que a aspiração do ventilador. Para uma interrupção liga-desliga (on-off) a fim de evitar a circulação do ar. uma vez que eles são freqüentemente montados na frente de uma abertura de ar externa ou na frente de uma série de serpentinas. este não é considerado um bom meio de controle de capacidade. Os dampers de descarga não alteram a área de instabilidade do ventilador. deve-se tomar cuidado para assegurar que os dampers de aspiração não possam ser fechados enquanto o ventilador estiver operando. Dampers de Descarga Dampers de descarga são um método de variar a vazão em um intervalo de desempenho um tanto estreito. A Fig. o diferencial de pressão estática através do damper é distribuído em uma grande área. a área dos dampers fica relativamente pequena. não é recomendado para modulação de capacidade. Há duas desvantagens básicas referentes aos dampers de aspiração. Portanto. eles permitem pouca modulação de capacidade sem forçar o ventilador a operar em uma parte instável de seu intervalo de desempenho. Nem dampers de descarga nem dampers de aspiração têm muito efeito no nível de ruído do sistema na posição totalmente aberto. Instabilidade do Ventilador e Paralelismo". geralmente não há necessidade de se preocupar com a pressão estática excessiva vir a danificar os dampers. Eles operarão satisfatoriamente na condição de 100% fechado a menos que a pressão estática do ventilador exceda a capacidade estrutural dos dampers. deve-se tomar cuidado a fim de se certificar de que o ventilador não é capaz de produzir uma pressão estática suficiente para empenar ou ruir os dampers. Entretanto. em ventiladores centrífugos tipo aerofólio. Devido a essa segunda desvantagem. em aplicações de pressão média e baixa. embora o damper de volume na voluta sirva um propósito útil de controlar o efeito de paralelismo de ventiladores. uma trava manual pode ser colocada no mecanismo dos dampers a fim de evitar que eles se fechem 2-4 completamente. Dampers de Aspiração O objetivo principal dos dampers de aspiração é evitar o retorno e a circulação de ar quando a unidade é desligada. Entretanto. eles não devem ser usados para a modulação da vazão. Normalmente. motores devem ser colocados nos dampers para fechá-los depois que o motor do ventilador tenha desligado. abaixo de aproximadamente 50% da vazão máxima (descarga livre). 2 mostra o desempenho dos ventiladores com dampers de descarga. a partir de um dispositivo sensor de pressão estática. reciprocamente. a resistência do damper deveria suportar pelo menos 1000 Pa de pressão estática. Se os dampers forem usados para regular o sistema. O diferencial de pressão estática através da maioria dos dampers de aspiração usados nas "air handling units" (AHU) numa central de ventilação não deve exceder 1000 Pa. Portanto.BOLETIM TÉCNICO Nº 11 Controle do Volume de Ar na Voluta Isto é discutido sob o título "Instabilidade do Sistema. Portanto. Assim. eles realmente aumentam o nível de ruído à medida que se aproximam de uma posição fechada. conforme indica o gráfico ao lado. e a própria natureza do controle do volume de ar na descarga faz com que seja difícil operar. automaticamente. O rendimento é reduzido. Isso pode ser feito através de um sensor de fim-de-curso nos dampers que impede a operação do motor do ventilador quando os dampers estão completamente fechados e permite a operação do ventilador somente quando os dampers estiverem suficientemente abertos para impedir uma alta pressão estática de sucção. o motor do ventilador não deve iniciar seu funcionamento até que esses dampers estejam pelo menos parcialmente abertos.

BOLETIM TÉCNICO Nº 11 Fig. já que a economia de potência gerada. A magnitude desta economia é geralmente de. com o cubo e o mecanismo de rotação localizados no centro. o ventilador pode ser forçado a operar num intervalo instável de funcionamento. Com aplicações de acionamento por correia. cria uma queda de pressão cuja magnitude é uma função do tamanho do ventilador. na pressão estática e na potência absorvida. em tais ventiladores grandes. isto não apresenta nenhum problema em particular. seu único objetivo é iniciar um giro do ar na direção da rotação à medida que este entra no ventilador. o registro radial realmente propicia alguma economia no custo de operação. Portanto. para cada posição do registro. se ele for operado na maior parte do tempo no intervalo de 60 a 80 % da vazão de projeto. uma vez que a velocidade do ventilador pode prontamente ser aumentada para compensar. . embora chamados de registros. a área do cubo é um percentual muito pequeno do total e a redução é negligenciável. o cubo é um percentual relativamente grande da área total de aspiração. como conseqüência. 2 . a curva da potência absorvida gerada é menor do que a curva da potência absorvida com as pás bem abertas. Além disso. a potência absorvida também aumenta. aproximadamente.Desempenho de um Damper de Descarga para Ventilador Tipo Aerofólio 140 Percentual de Pressão Estática Máxima e Percentual de Potência Absorvida Máxima (vazão nula) Curva do sistema a 52% da vazão máxima 130 120 110 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 0 10 20 30 40 Variação estável da vazão 50 60 70 80 90 100 6’ 5’ 4’ 3’ 6 5 4 3 2’ 2 1 Seleção original nas condições de projeto Potência absorvida 1’ Percentual de Vazão Máxima (pressão nula) Registro Radial na Aspiração Registros radiais na aspiração às vezes são chamados erroneamente de registros de vortex. Primeiro. não vale a pena usá-los a menos que a redução da capacidade seja pelo menos 50%. Há três desvantagens em se usar registros radiais de aspiração para modulações de capacidade. Independentemente dessa economia. os quais são providos de acionamento direto. Segundo. o registro radial é útil para a redução de capacidade em ventiladores centrífugos grandes que exijam mais de 3-4 100 cv. Porém. 20 a 30 %. com ventiladores muito grandes. Na verdade. curvas separadas para a pressão estática e potência absorvida versus vazão são geradas. Como as pás do registro são moduladas. Isto deve provavelmente ocorrer quando ele é usado para modular um sistema de pressão estática constante. Para ventiladores muito pequenos. O ruído e a vibração resultantes são conhecidos por sacudirem todo um andar. Isso resulta da dificuldade em se usar acionamentos de velocidade variável como correia em V. Portanto. A vorticidade resultante tem. em relação aos dampers de pás paralelas e de pás opostas. a redução de capacidade também ocorre quando as pás estão na posição totalmente abertas. uma redução na vazão. em longos períodos de tempo. a redução de capacidade é substancial. Uma vez que o registro radial custa de duas a três vezes o valor dos dampers de descarga de pás paralelas. Por outro lado. fica em média aproximadamente 25 % nestas condições. A construção do registro.

até mesmo em uma posição totalmente aberto. e dispositivos de estado sólido (inversores de freqüência). dependendo da seleção original. na medida em que a pressão estática no ventilador se reduz proporcionalmente ao quadrado da redução de RPM.RS e-mail: comercial@otam. Modulação da Rotação A variação de rotação nos ventiladores pode ser realizada de diversas maneiras.CEP: 91150-010 . Isto pode ser usado para aumentar ou diminuir a capacidade do sistema em ventiladores com acionamento direto. incluindo: motores de multivelocidade. a geração de ruído devido à mudança no passo da hélice é facilmente trabalhada.3%. Av.1264 Caixa Postal 7056 . Isto torna o ventilador bem adequado para aplicações tal como controle automático da pressão estática para sistemas de volume de ar variável. Um método de variação do passo das pás do ventilador permite uma alteração no passo enquanto o ventilador estiver em operação. Meios razoavelmente precisos devem estar disponíveis para estimar a redução da capacidade para vários tamanhos de ventiladores. o uso do registro radial torna-se mais do que um problema. uma vez que a modulação de controle pode ser realizada facilmente. a RPM deve ser aumentada em aproximadamente 3% com um rotor de 900 mm de diâmetro para atingir capacidade total.Fax: (51) 3364.Porto Alegre . Quanto mais sofisticada a modulação e seus controles. uma boa regra a seguir é adicionar 5 dB ao nível de ruído do ventilador quando um registro radial for usado. Uma vez que o ventilador axial deve. a maior desvantagem neste tipo de modulação de ventilador é o custo adicional do dispositivo. transmissões hidráulicas. e aos níveis de ruído resultantes. maior será o custo. Uma vez que os dados de teste são limitados. redutores mecânicos de velocidade. todavia.5566 . o que pode vir a ser um problema se a potência absorvida estiver muito próxima à potência nominal do motor indicada pelo fabricante. ( (( ( ( (( ( Q2 N2 = Q1 N1 Q2 N2 = Q1 N1 2 ( (( ( W2 N2 = W1 N1 3 OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.com. 1501 Fone: (51) 3364. o registro radial aumentará o nível de ruído do ventilador. Isso também evidencia o problema de acionamento por correia em V.br 4-4 . Nos dispositivos de estado sólido o controle deve estar intimamente associado ao motor para operar apropriadamente. Esta forma de modulação de capacidade geralmente reduzirá a potência absorvida.BOLETIM TÉCNICO Nº 11 Por exemplo. ter algum tratamento acústico. mais do que qualquer um dos métodos anteriores para uma dada vazão e pressão estática. à redução de capacidade devido à restrição de área de aspiração. Por isso. se tiver um registro radial na aspiração com pás na posição totalmente abertas.br www. Terceiro. Todos estes dispositivos afetam o desempenho do ventilador segundo as seguintes leis: Deve-se tomar cuidado ao usar esse tipo de modulação em um sistema que requeira pressão estática constante no ventilador. o fabricante de ventiladores deve ser consultado para informações referentes ao intervalo instável de operação. Isto aumenta a potência absorvida em aproximadamente 9. Bitencourt. para ventiladores maiores que exijam mais de 100cv.com. a variação poderá permitir algum aumento no rendimento se a pressão estática tiver sido grosseiramente superestimada quando a seleção original tiver sido feita. Em unidades com acionamento direto. Variação do Passo da Pá do Ventilador Ventiladores axiais encontram-se disponíveis com pás de passo ajustável para permitir a variação do seu desempenho. Antes de se usar um registro radial.otam. Francisco S. Em ventiladores acionados por correia. geralmente.

Rotor em balanço montado no eixo do motor. ARR. ARR.8 SWSI . Rotor em balanço. Rotor em balanço.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 ARRANJOS DE VENTILADORES Associação Internacional de Controle e Movimentação do Ar (AMCA) adotou uma norma que define os arranjos para vários tipos de ventiladores usados em aplicações de ventilação em geral. dois mancais com motor montado do lado de fora da base. ARR. Um mancal de cada lado apoiados na carcaça do ventilador.3 DWDI Para acionamento por correias. ARR.1 SWSI Para acionamento por correias. ARR. 1-7 .4 SWSI Para acionamento direto.Equivalente ao arranjo 3 mais base para motor. Motor montado na base ou conectado diretamente através de flanges (4K). ARR. 7 e 8 também são disponíveis com mancais montados em pedestais ou conjunto de bases independentes da carcaça do ventilador.Para acionamento por conexão direta através de luva elástica. Equivalente ao arranjo 3 mais base para motor. ARR.7 DWDI Para acionamento por correias ou conexão direta.9 SWSI Para acionamento por correias. 3. ARR. Dois mancais ou mancal monobloco na base.7 SWSI Para acionamento por correias ou conexão direta. Mancais apoiados em mão-francesa fixada na carcaça do ventilador. Equivalente ao arranjo 1 mais base estendida para o motor. Um mancal de cada lado apoiados na carcaça do ventilador. Nenhum mancal no ventilador. Rotor em balanço. dois mancais com motor montado do lado de dentro da base.10 SWSI Para acionamento por correias. Rotor em balanço.3 SWSI Para acionamento por correias. Os tipos de arranjos incluem: (f) (a) (b) Arranjos para Ventiladores Centrífugos Arranjos para Ventiladores Centrífugos Tubulares A (c) (d) (e) Arranjos para Ventiladores Axiais com ou sem Difusor e Caixa de Aspiração Designações para Sentido de Rotação e Posição de Descarga de Ventiladores Centrífugos Posições de Motor de Ventiladores Centrífugos com Acionamento por Correias Posição da Caixa de Aspiração para Ventiladores Centrífugos ARRANJOS PARA VENTILADORES CENTRÍFUGOS CONFORME NORMA AMCA 99-2404 SWSI = Ventiladores de Simples Aspiração DWDI = Ventiladores de Dupla Aspiração Os Arranjos 1.2 SWSI Para acionamento por correias. ARR. Para designação de sentido de rotação e posição de descarga ver norma AMCA 99-2406 Para posições de motor em transmisão por correias ver norma AMCA 99-2407 Para designação da posição das caixas de aspiração ver norma AMCA 99-2405 ARR.

Rotor em balanço. 8 SWSI COM CAIXA DE ASPIRAÇÃO Para acionamento por conexão direta através de luva elástica. 2-7 . dois mancais ou mancal monobloco na base. Carcaça auto-portante. ARR. Caixa de aspiração pode ser auto-portante. Rotor em balanço. Um mancal em cada lado apoiados em pedestais independentes. Um mancal em cada lado apoiados em pedestais independentes. Para designação de sentido de rotação e posição de descarga ver norma AMCA 99-2406 Para posições de motor em transmisão por correias ver norma AMCA 99-2407 Para designação da posição das caixas de aspiração ver norma AMCA 99-2405 ARR. Um mancal em cada lado apoiados em pedestais independentes.3 SWSI COM PEDESTAL INDEPENDENTE Para ventilador com acionamento por correias. 7 e 8 também são disponíveis com mancais montados em pedestais ou conjunto de bases independentes da carcaça do ventilador. Carcaça auto-portante. dois mancais ou mancal monobloco na base que é estendida para abrigar o motor. ARR.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 ARRANJOS PARA VENTILADORES CENTRÍFUGOS CONFORME NORMA AMCA 99-2404 SWSI = Ventiladores de Simples Aspiração DWDI = Ventiladores de Dupla Aspiração Os Arranjos 1.3 SWSI COM CAIXA DE ASPIRAÇÃO E P E D E S TA I S I N D E P E N D E N T E S Pa r a ventilador com acionamento por correias.3 DWDI COM CAIXA DE ASPIRAÇÃO E P E D E S TA I S I N D E P E N D E N T E S Pa r a ventilador com acionamento por correias. ARR. com eixo estendendo-se pela caixa de aspiração.3 DWDI COM PEDESTAL INDEPENDENTE Para ventilador com acionamento por correias. ARR. com eixo estendendo-se pela caixa de aspiração. 1 SWSI COM CAIXA DE ASPIRAÇÃO Para acionamento por correias. 3. Um mancal em cada lado apoiados em pedestais independentes. ARR. Carcaça auto-portante. Caixa de aspiração pode ser autoportante. Carcaça auto-portante.

Motor montado dentro da carcaça. O sentido de rotação dos ventiladores é determinado visualizando-se a partir da extremidade da descarga do ventilador. suportes para instalação no piso ou ambos.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 ARRANJOS PARA VENTILADORES CENTRÍFUGOS TUBULARES CONFORME NORMA AMCA 99-2410 Motor à Esquerda ARRANJO 1 Para acionamento por correias. Vista da Descarga 360 315 45 270 90 225 180 135 ARRANJO 9 Para acionamento por correias. Rotor em balanço fixado num eixo apoiado por mancais montados dentro da carcaça.. são determinadas visualizando-se a descarga do ventilador conforme apresentado na figura do arranjo 9. Especificar se o fluxo de ar é do motor em direção à helice (M-H) ou da hélice em direção ao motor (H-M). Outro método para instalar ventiladores na vertical encontra-se ilustrado à direita. 90. A posição destes suportes determina quais posições de motor estarão disponíveis para sua fixação. e as fixações de motor 45. parede ou invertidos instalados no teto. Vista da Descarga ARRANJO 4 Para acionamento direto. na parede ou no teto. Geralmente. portas de inspeção. Para descarga horizontal e vertical. Descarga horizontal. Projetado para instalação do motor do lado de fora da carcaça em uma das posições padrão ilustradas. As posições dos motores. Especificar se a descarga de ar do ventilador é para cima ou para baixo nos ventiladores montados verticalmente. as fixações de motor 135. 270 e 315 poderão não estar disponíveis para ventiladores suspensos no teto. Para descarga horizontal e vertical. Motor montado independente da carcaça. Os Arranjos 4 e 9 podem ser equipados com suportes para instalação no piso. etc. suportes. 180 e 225 não estão disponíveis para ventiladores no piso. Motor Mostrado na Posição 360 Vista da Descarga MONTAGEM VERTICAL A seta indica a direção do fluxo de ar. Especifique se o ventilador deve ser equipado com suportes para instalação no teto. Rotor em balanço fixado ao eixo do motor. Rotor em balanço fixado num eixo apoiado por mancais montados dentro da carcaça. Suportes de Montagem no Teto Suportes de Montagem no Piso 3-7 .

ARR.3 Para acionamento por correias ou conexão direta. Nenhum mancal no ventilador.7 Para acionamento por correias ou conexão direta. 1 mais base comum para o motor. DOIS ESTÁGIOS Para acionamento direto. Dois mancais sobre suportes internos. Acionamento pela aspiração. 4-7 . Acionamento através da carenagem das correias. Motor sobre suportes internos. ARR. Hélice entre mancais que estão sobre suportes internos.1 Para acionamento por correias ou conexão direta por luva elástica.9 MOTOR EM BASE COMUM Para acionamento por correias. 3 mais base comum para o motor. Dois mancais localizados à montante ou à jusante da hélice. ARR. Equivalente ao arr. Observação: Todas as orientações dos ventiladores podem ser horizontais ou verticais. ARR.9 MOTOR NA CARCAÇA ARR. Motor na carcaça ou na base comum. DOIS ESTÁGIOS ARR. Rotor em balanço. Rotor em balanço.4 ARR4.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 ARRANJOS PARA VENTILADORES AXIAIS COM OU SEM DIFUSOR E CAIXA DE ASPIRAÇÃO-NORMA AMCA 99-3404 ARR1. Equivalente ao arr. ARR.8 (1 OU 2 ESTÁGIOS) Para acionamento por correias ou conexão direta. Rotor em balanço montado no eixo do motor.

5. O ângulo de descarga poderá ser qualquer ângulo intermediário. 2. 3. 4. O ângulo da descarga está relacionado ao eixo horizontal do ventilador.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 DESIGNAÇÃO PARA SENTIDO DE ROTAÇÃO E POSIÇÃO DE DESCARGA DE VENTILADORES CENTRÍFUGOS Horário Descarga para cima H/90o Horário Topo angular para cima H/135o Horário Topo horizontal H/180o Horário Topo angular para baixo H/225o Horário Descarga para baixo H/270o Horário Base angular para baixo H/315o Horário Base inferior horizontal H/0o Horário Base angular para cima H/45o Anti-horário Descarga para cima AH/90o Anti-horário Topo angular para cima AH/135o Anti-horário Topo horizontal AH/180o Anti-horário Topo angular para baixo AH/225o Anti-horário Descarga para baixo AH/270o Anti-horário Base angular para baixo AH/ 315o Anti-horário Base inferior horizontal AH/0o Anti-horário Base angular para cima AH/45o Observações: 1. o lado do acionamento é aquele que tiver a unidade de acionamento com maior potência. Em ventiladores de simples aspiração. conforme a necessidade. Em ventiladores de dupla aspiração com acionamento em ambos os lados. A direção da rotação é determinada a partir do lado do acionamento do ventilador. a direção da rotação e da descarga é determinada com o ventilador em repouso no chão. 5-7 . e sua designação é feita em graus a partir de tal eixo de referência padrão. o lado do acionamento sempre é considerado o lado oposto da aspiração do ventilador. Para o ventilador invertido para suspensão no teto ou instalação em parede lateral.

conforme o caso. Y ou Z. X. e designando-se as posições do motor com as letras W.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 POSIÇÕES DO MOTOR PARA VENTILADORES CENTRÍFUGOS DE ACIONAMENTO POR CORREIA CONFORME NORMA AMCA 99-2407 A localização do motor é determinada posicionando-se de frente para o lado do acionamento do ventilador. 6-7 .

RS e-mail: comercial@otam. OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 POSIÇÕES DA CAIXA DE ASPIRAÇÃO PARA VENTILADORES CENTRÍFUGOS CONFORME NORMA AMCA 99-2405 360 315 45 315° 360° 45° 270 270° 90° 90 225° 180° 135° 225 135 180 Observações: 1. 2. 3.com. 1501 Fone: (51) 3364. e poderá ser qualquer ângulo intermediário que venha a ser necessário. 4. A posição da caixa de aspiração é designada em graus no sentido horário do eixo vertical superior. como mostra a ilustração.Porto Alegre . Francisco S. A linha de referência é o eixo do ventilador.1264 Caixa Postal 7056 . Bitencourt.Fax: (51) 3364.CEP: 91150-010 .otam.5566 . As posições 135º a 225º podem interferir com estrutura do piso em alguns casos. A posição da caixa de aspiração e da entrada de ar para a caixa de aspiração é determinada a partir do LADO DE ACIONAMENTO DO VENTILADOR. Av.br 7-7 .com.br www.

1) L dst1= 5wL³ 384EI 1. A equação ilustrada abaixo é a de Rayleigh-Ritz. a equação de Rayleigh-Ritz superestima e a equação de Dunkerley subestima a freqüência natural. Deflexão Estática Máxima Total (dst) A deflexão estática máxima. sofre flexão durante a rotação. kg módulo de elasticidade.4) L Q 1.2) L dst1= wL³ 8EI (2) 2.BOLETIM TÉCNICO Nº 13 ROTAÇÃO CRÍTICA DOS EIXOS ualquer eixo rotativo. de seu diâmetro e do tipo de suporte de mancal. Rotação Crítica. é obtida através da soma da deflexão estática máxima do eixo rotativo e da deflexão provocada pela carga.3) A W W A L dst2=WA(3L² . Ambas as equações são aproximações à primeira freqüência natural de vibração. Nc= 30 g p dst onde: g = aceleração da gravidade (9.81 m/s²) dst = deflexão estática máxima total A rotação crítica depende da magnitude. m .1) L/2 Deflexão estática máxima somente devido à carga (dst2) W L/2 L dst2 = WL³ 48EI 2. Em geral. m4 comprimento do eixo. que é a velocidade crítica de rotação. 2. as Equações Rayleigh-Ritz e Dunkerley. dst.B²)³ ² 9 3 EIL 2. A magnitude da deflexão depende do seguinte: (a) rigidez do eixo e seu suporte (b) massa total do eixo e peças anexas a ele (c) desbalanceamento da massa com relação ao eixo da rotação (d) quantidade de amortecimento no sistema Portanto. o cálculo da rotação crítica para o eixo dos ventiladores é necessário. da localização e do tipo de carga carregada pelo eixo. Equação da Rotação Crítica (Nc) Existem dois métodos utilizados para calcular a rotação crítica. O peso combinado de um eixo e de um rotor pode causar uma deflexão. kg/m² para eixo SAE 1045 =200 x 108 kg/m² momento de inércia = pD4/64. kg massa do rotor. mesmo na ausência de carga externa. que irá criar uma vibração ressonante em determinadas rotações. conhecida como Rotação Crítica. do comprimento do eixo. A prática sugere que a rotação de operação máxima não deve exceder 75% da rotação crítica.4A²) 24EI W dst2 = WL³ 3EI onde: w = W = E = I = L = 1-4 (1) Deflexão estática máxima do eixo (dst1) massa do eixo.2) A W B L dst2=WB(L² .

000319 =1675 rpm (a) Deflexão a partir do peso do eixo somente (dst1) dst1 = 5wL³ 384EI Ver figura 1. encontre a rotação crítica.66 x 10-9 m4 = 200 x 108 kg/m2 =1.5 kg = 1.205 m = 125.37)³ = 384(200x10 8 )(125.1 5(13.59 x 10-9 Massa por Metro (kg/m) 2.4A²) 24EI Ver figura 2.4(0.66 x 10-9 201.000139 = 0.00018 m Considerando um coeficiente de segurança de 25%.37 x 9. w = 40 mm = 7.52 kg (ver Tab.37 m = 0.29 x 10-9 306.00018 + 0.75 = 1256rpm 2-4 .76 x 10-9 73. D Massa do rotor.51 7. a rotação máxima de operação seria de: 1675 x 0. 1 (b) Dadas as seguintes especificações.BOLETIM TÉCNICO Nº 13 Tabela 1 Diâmetro do Eixo D (mm) 20 25 30 35 40 45 50 55 60 70 Momento de Inércia I (m4) 7.81 =30 p 0.37)² 24(200x10 8)(125.87 =13.79 x 10-9 449.5(0.40 18.20 Exemplo No. W Comprimento do eixo.85 5.20 30.18 x 10-9 636.47 3.52)(1.205)[3(1.66x10 -9) =0.3 . I Módulo de elasticidade.87 13.17 x 10-9 39.85 x 10-9 19.205)²] = 7.66 x 10-9 125.000139 m L (c) Deflexão estática máxima total (dst) dst = dst1 + dst2 = 0.99 9.000319 m Diâmetro do eixo.00 15. L Cota A Momento de inércia. Modelo: Ventilador Tipo Duplex com Dois Mancais W A W A Deflexão a partir da carga somente (dst2) dst2= WA(3L² . E Massa do eixo.66x10-9) =0.1) (d) Rotação crítica (Nc) NC=30 g p dst 9.17 x 10-9 1178.70 22.

66 x 10-9 m4 = 200 x 108 kg/m2 Rotação crítica para o trecho entre apoios (Nc) NC=30 g p dst 9. 2 Verificar a rotação crítica de um ventilador triplex com dois mancais.4kg = 73.4(0.114)³ = 384(200x10 8 )(73.534m = 4.534)³ 8(200x10 8 )(73. a rotação máxima de operação seria de: 2.000216 =2.000107 m Deflexão a partir do peso do eixo (dst1) dst1= Wl³ 8EI = 4. I Módulo de elasticidade.000107 = 0. w (a) L = 0.000216 m Entre Apoios Balanço (d) Diâmetro do eixo.27(0. (c) Deflexão estática máxima total (dst) dst = dst1 + dst2 = 0.4A²) 24EI .035 x 0.000109 + 0.000109 m Cota A Cota L Massa do eixo.75 = 1526 rpm L Cota A Cota L Massa do eixo.9)(1.197)[3(1.197)²] = 5.035 rpm Verificação da rotação crítica no trecho entre apoios W A W A Considerando um coeficiente de segurança de 25%.5215m = 0.BOLETIM TÉCNICO Nº 13 Exemplo No.66x10-9) =0. D Massa do rotor.9kg Verificação da rotação crítica no trecho em balanço W A Deflexão a partir do peso do eixo (dst1) dst1 = 5wL³ 384EI 5(8.27kg (b) Deflexão a partir da carga somente (dst2) dst2= WA(3L² .197m = 1.000055 m 3-4 .114)² 24(200x10 8 )(73. sendo um lado do mancal em balanço.40(0.81 =30 p 0.114m = 8.66x10-9) =0. E = 35mm = 5. w (a) = 0. W Momento de inércia.66x10-9) =0.

526 rpm (c) Deflexão estática máxima total (dst) dst = dst1 + dst2 = 0.5566 .980 x 0.485 rpm.otam. que é = 1. 1501 Fone: (51) 3364.485 rpm Conclusão: Trecho entre Apoios Rotação Crítica Rotação de operação máxima Trecho em Balanço Rotação Crítica Rotação de operação máxima =2.000228 =1. isto é.66x10-9) =0.Fax: (51) 3364.Porto Alegre .5215)³ = 3(200x10 8 )(73.com. a rotação de operação máxima para este ventilador deve estar de acordo com o trecho em balanço.485 rpm Portanto.br www.CEP: 91150-010 .75 = 1.000173 m Considerando um coeficiente de segurança de 25%. Av. Francisco S.com.1264 Caixa Postal 7056 .4(0. a rotação máxima de operação seria de: 1.81 =30 p 0.BOLETIM TÉCNICO Nº 13 (b) Deflexão a partir da carga somente (dst2) dst2= WA³ 3EI 5.br 4-4 .035 rpm =1. Bitencourt.RS e-mail: comercial@otam.000055 + 0.980 rpm =1.000228 m =1.980 rpm OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. (d) Rotação crítica para o trecho entre apoios (Nc) NC=30 g p dst 9. a menor rotação obtida.000173 = 0.

Quando o motor dá a partida. 1. rad/s² g= aceleração por gravidade (9. a temperatura. Ts = J x a g Onde: J= momento total de inércia. Para o tempo real de partida. tamanhos de carcaça. porque a freqüência de partidas.10 O tempo de partida do conjunto motor/ventilador nunca pode ser maior que 80% do tempo de rotor bloqueado informado no catálogo do motor. também conhecido como o momento da força. que não serão apresentados aqui. 1-3 ² J =(J F + J FP) x nF + JMP+ J M kgm² nM ( ( . pois um período de partida excessivamente longo provoca um aumento de temperatura prejudicial ao motor. Durante o período de partida. Equação do Torque de Partida Torna-se. sobe para o torque máximo. kgm² a= aceleração angular. etc.. o tipo e a quantidade de lubrificante. dependendo do tipo de máquina sendo acionada. Tabela 1 Número de pólos 2 4 6 8 Tempo de Partida (s) 3-4 4-6 4-8 5 . é necessária uma série de outros cálculos. ele varia de acordo com fabricantes diferentes. portanto. Não há qualquer tempo de partida padrão que possamos seguir. conforme representado na Fig. e outras variáveis devem ser levadas em consideração. no qual a força está agindo. caindo novamente. Fórmulas para Cálculo do Torque de Partida (1) Momento de inércia do ventilador.BOLETIM TÉCNICO Nº 14 TORQUE DE PARTIDA DO VENTILADOR orque. número de pólos e custo do motor.5 a 2. Isso nos habilita a determinar se o motor selecionado é capaz de produzir torque suficiente para levar o ventilador da rotação zero até a rotação de operação. geralmente de 1. sem exceder suas limitações de projeto. o torque inicialmente apresenta uma ligeira queda para o torque mínimo e. necessário calcular o torque de partida do ventilador. é uma medida de energia exigida para iniciar a movimento de um corpo que gira sobre um eixo fixo. JFP . ele possui um torque relativamente alto. então. A Tabela 1 apresenta aproximações para o tempo de partida do motor.81 m/s²) (2) T estruturas. J MP JF % Torque 200 150 100 - n1n0 Rotação nM JM J FP nF Tempo de Partida do Motor O tempo de partida de um motor de indução é o fator mais crítico. JMP = m x R² kgm² 2 (3) Momento de inércia total.5 vezes o torque de plena carga. JF = PD² = M x (R² + r²) kgm² 4 2 Momento de inércia da polia.

² J =(JF + J FP ) x nF + JMP+ JM nM ² =(26.81 . kgm² JMP =momento de inércia da polia do motor. JM Torque de partida do motor. TM Diâmetro da polia do ventilador Peso da polia do ventilador Diâmetro da polia do motor Peso da polia do motor Velocidade real do ventilador PD² do ventilador = 0.4 kgm² (4) Momento de inércia total. Ts = J x a Kgfm g Momento de inércia do motor. Do Fabricante do Motor: Rotação do motor Tempo de partida = 1455 rpm = 4s 2-3 (1) m R r JFP Momento de inércia do ventilador. J FP = m x R² = 12. J MP = m x R² = 5.3 + 0.000 m3/h e pressão estática 450 Pa.5 x 0. Ts = J x a = 8.19 1455 ( ( ( ( = 8. kgm² JM =momento de inércia do motor. a = w/t S rad/s² (6) Torque de partida.44 kgm² (5) Velocidade angular.1 = 32.BOLETIM TÉCNICO Nº 14 (4) Velocidade angular.3kgm² 4 4 (2) Momento de inércia da polia do ventilador.1rad/s² (7) Torque de partida.4 rad/s 60 60 (6) Aceleração angular. kg = raio externo do rotor/polia. outros fatores não considerados) Pergunta Podemos selecionar um motor de 4 pólos? Ele consegue dar a partida no ventilador? Verifique o torque de partida.125² 2 2 =0.8 kgfm g 9. rpm nM =velocidade de rotação do motor. nF = 747 rpm potência absorvida = 17.19 kgm² = 30.44 x 38.9 kgfm = 450 mm = 12. m = raio interno do rotor/polia.1 kg = 250 mm = 5.3 kW potência instalada = 22 kW (inclui 20% de perdas para transmissão de potência. rpm tS =tempo de partida do motor.31) x 808 + 0. Solução Ventilador selecionado = RSD 1000 Rotação do ventilador. selecione um ventilador adequado.255² 2 2 =0. kgm² nF = velocidade de rotação do ventilador. a = w/t S= 152.1 x 0.5 kg = 808 rpm = 105 kgm² onde: = massa do rotor/polia. w = 2pn M = 2p(1455) = 152. m =momento de inércia da polia do ventilador.31 kgm² (3) Momento de inércia da polia do motor. w = 2pn M rad/s 60 (5) Aceleração angular. s Exemplo Considerando-se as seguintes especificações: vazão 70.4/4 = 38. JF = PD² = 105 = 26.04 + 0.

3 + 0. OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.br 3-3 . 1501 Fone: (51) 3364.3kgm² 4 4 (2) Momento de inércia da polia do ventilador.com.81 Uma vez calculado Ts < TM .12 kgm² Torque de partida.488 965 ( ( ( ( = 17.BOLETIM TÉCNICO Nº 14 O motor selecionado deve apresentar um torque de partida no mínimo igual ou maior do que o torque de partida da carga no ponto de operação. o motor de 4 pólos não é adequado para este caso. JM Torque de partida do motor.br www.22rad/s² (7) (1) Momento de inércia do ventilador.488 kgm² = 46. w = 2pn M = 2p(965) = 101.com. JF = PD² = 105 = 26.31) x 761 + 0. TM Diâmetro da polia do ventilador Peso da polia do ventilador Diâmetro da polia do motor Peso da polia do motor Velocidade real do ventilador PD² do ventilador = 965 rpm = 5s = 0. Av. J MP = m x R² = 7. o motor de 6 pólos selecionado será adequado para a operação.1 kg = 335 mm = 7. J FP = m x R² = 12. Uma vez calculado Ts >TM. ² J =(JF + J FP ) x nF + JMP+ JM nM ² =(26. (4)Momento de inércia total.1264 Caixa Postal 7056 . 17.22 = 35. a = w/t S = 101.otam.62 kgfm = 450 mm = 12.1 rad/s 60 60 (6) Aceleração angular.16 x 20. Francisco S.1 x 0.255² 2 2 =0.CEP: 91150-010 . Bitencourt.178² 2 2 =0.Fax: (51) 3364.8 kg = 761 rpm = 105 kgm² (5) Velocidade angular.16 kgm² Experimentar um motor de 6 pólos? Do Fabricante do Motor: Rotação do motor Tempo de partida Momento de inércia do motor.Porto Alegre .8 x 0.31 kgm² (3) Momento de inércia da polia do motor.1/5 = 20.5566 .RS e-mail: comercial@otam.124 + 0.4 kgfm Ts = J x a = g 9.

menos energia por unidade de área.00001 0. . a potência sonora é o taxa em que a energia acústica é irradiada a partir de uma fonte sonora.000 10.0001 0. a pressão sonora de referência. a intensidade sonora diminui pelo quadrado da distância. Já que ondas sonoras irradiam esfericamente a partir de uma fonte pontual. porém. o nível de pressão sonora. O nível de pressão sonora é proporcional. energia. Enquanto que os níveis de potência sonora não podem ser medidos diretamente.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 FUNDAMENTOS DE RUÍDO Nível de Potência sonora or definição. gritando (média) Escritório Voz. Independe do ambiente em que o equipamento está localizado. não pode ser medida diretamente.000 100. Quanto mais longe da fonte.0000001 dB (W W ( 0 onde po. No entanto.01 0. então o ambiente acústico em que o equipamento for testado e a localização da estação de medição devem ser referenciados. Pode ser expressa em Watts ou em decibéis. Fonte Níveis de Potência (dB re 10-12 W) 180 170 160 140 130 120 110 100 90 80 70 60 50 Potência (W) 1. Pode ser expressa em W/m². é 2 x 10-5 Pa para ruído transmitido pelo ar. à pressão sonora dividida pela pressão sonora de referência (ao quadrado) sendo portanto: ² L P =10 log10 p dB p0² P ( ( O nível de potência sonora (Lw) é definido como a razão logarítmica da potência sonora emitida dividida por uma potência sonora de referência. uma vez que depende do ambiente em que o equipamento está localizado e a localização da estação de medição em relação ao equipamento. O decibel é uma expressão logarítmica da razão de 1 .000 100 10 1 0. impulsão de 7000 lb Avião de linha com 4 propulsores Orquestra com 75 instrumentos Martelo grande de rebarbamento Buzina de carro Rádio hi-fi Voz. Pode ser expressa em unidade de pressão ou em decibéis. nível de conversação Quarto Sussurro A potência sonora é um parâmetro significativo para especificar o desempenho acústico de um componente de equipamento que emita ruído.000001 0.000.10 ( ll ( dB 0 onde: I = intensidade Io = intensidade de referência = 10-12 W/m² Decibéis Trata-se de uma unidade matemática usada para expressar o nível da potência sonora ou pressão sonora.001 0.1 0. em campo livre. O Nível de Intensidade Sonora é definido como: L 1 =10 log 10 Foguete Saturno Motor de turbo-jato com pós combustão Motor de turbo-jato. em determinada localização. Nível de Intensidade Sonora A potência acústica passando através de uma área unitária é definida como a intensidade sonora. o nível de pressão sonora não é um meio conveniente de especificação do índice de ruído de um equipamento. Nível de Pressão Sonora É a pressão acústica em um ponto do espaço em que o microfone ou o ouvido do ouvinte estiver localizado. L W =10 log10 onde: W = potência sonora Wo = potência sonora de referência = 10-12 Watts A Tabela 1 é uma listagem da potência sonora e do nível de potência sonora equivalente para fontes acústicas comuns. Se níveis de pressão sonora forem usados para especificar índices de ruído do equipamento. pode ser medido.

5 0 0 2 4 6 8 10 12 14 Diferença dos Níveis Sonoros Exemplo O nível de ruído de um ventilador centrífugo pequeno é de 75 dB. uma vez que as escalas em decibéis são logarítmicas por natureza. Obviamente. o nível sonoro combinado não é de 140 dB. LPn sejam os níveis de pressão sonora n a serem combinados para produzir o nível de pressão sonora total ou cumulativo. permita que LP1. t=10 log 10 S 10 i=1 =10 log 10 =10 log 10 = 91dB ( ( 10 ( 10 n L P .6 + 10 8. Para desenvolver um método que combine estes valores de níveis. o nível combinado seria 82 dB. Exemplo Quatro fontes distintas possuem níveis de ruído LP de 81. respectivamente. o som é emitido a partir de mais de uma fonte ou em freqüências diferentes. a determinada distância.75 dB = 6 dB. para combinação de níveis de decibéis.Gráfico para Combinar ou Adicionar Níveis Sonoros 3 Combinando Decibéis Na maioria dos ambientes industriais. t=10 log10 S 10 i=1 Decibéis a Adicionar ao Maior dos Dois Níveis Sonoros 2.1.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 A unidade "bel" é usada em engenharia de telecomunicações como uma unidade adimensional para a razão logarítmica de duas quantidades de potência. utiliza o gráfico apresentado na Fig. 1 em 6.. [ [ Fig. Mais do que dois níveis desiguais podem ser combinados tomando-se as combinações em pares. também produzindo um nível sonoro de 70 dB. e use a seguinte expressão a fim de determinar o nível de pressão sonora total. De acordo com a Fig. i /10 ( 84/10 86/10 + 10 + 10 8. é o nível combinado. 75.5 2 1. que é quase o nível sonoro a poucos metros da decolagem de um Boeing 747. Qual é o nível de ruído total? Se tomássemos o primeiro par. elas não podem ser somadas algebricamente. em alguns casos.. Qual é o nível sonoro cumulativo no ponto determinado se todos estiverem operando ao mesmo tempo? L P .9 89/10 ( 8. 75 e 73 dB. 1. ( n L P . 81 dB e 75 dB. O decibel representa um décimo de um bel. níveis de ruído de 86. Por exemplo.5 1 0. i /10 ( dB Exemplo Três ventiladores produzem. e é necessário que se calcule o nível de pressão total ou cumulativo ou.. como vimos no exemplo anterior. conforme ilustra o exemplo seguinte. O nível de um ventilador maior adjacente é de 81 dB. o nível de potência sonora. se o nível de pressão sonora de uma máquina em determinado ponto for de 70 dB e uma segunda máquina for ligada. Adicione 1 dB ao mais alto dos dois níveis: = 81 dB + 1 dB = 82 dB. Lpt L P . Qual é o nível combinado? Diferença entre os dois níveis: = 81 dB. a curva passa pela ordenada de 1 dB. Portanto: Potência Sonora L =10 log 10 Potência Sonora de Referência Outro método popular e fácil de usar. .10 . porém menos acurado. LP2. 84 e 89 dB quando operados individualmente. LP3.4 + 10 ( 2 .

5 dB. o número de decibéis a ser acrescentado ao maior nível é de aproximadamente 1. para combinar. Este gráfico pode ser muito valioso na avaliação do impacto da operação de várias máquinas idênticas na mesma área. 2 94. que. 75 dB e 73 dB. Para este caso especial. . a diferença é 2 dB e. Portanto. 92 e 93 dB.5 db 77 A partir deste exemplo. Observe que as diferenças entre os níveis estão entre parênteses e que os números a serem adicionados. o nível de potência sonora combinado ou total cumulativo. t=10 log 10 S 10 i=1 Lp 81 (-6) +1 82 75 75 (-2) +2 73 (-5) + 1. Quando dois níveis são iguais. Exemplo Os níveis de pressão sonora de um terço de oitava para as bandas 1600. Na maioria dos problemas de controle de ruído. Considere o seguinte exemplo. de acordo com o exemplo precedente. Torna-se óbvio. na faixa de 2000Hz é de 96.77 dB = 5 dB. 1. Assim.8 dB. Existem alguns "truques" para economizar tempo. 1. 2 apresenta um formato recomendado para realizar esta soma recursiva.10 ( n L W. e quando a diferença exceder 10 dB ou mais. 3 . 90. Fig. de acordo com o gráfico da Fig.5 dB.2 (-1) (+ 2. estão inseridos como mneumônicos. LWt de n níveis de potência sonora é: L W .Formato Recomendado para Combinar Níveis Sonoros Fig. A partir do gráfico na Fig. De modo semelhante. se níveis sonoros para todas as 24 bandas de um terço de oitava de 50 a 10000Hz fossem combinados. i /10 ( dB onde LWt é o i-ésimo decibel de nível de potência sonora. em grupos de três. A diferença = 82 dB. refere-se à combinação de níveis de um terço de oitava para obter níveis de oitava. 3.Combinando Bandas de 1/3 de Oitava para Obter Nível Sonoro de Banda de Oitava Frequência Central de Banda de 1/3 de Oitava 1600 Lp 90 (-2) +2. 2000. e 2500 Hz eram. Quais são os níveis sonoros combinados para a banda de oitava cuja freqüência central é 2000 Hz? 3 . Lpt. sobre as freqüências centrais de banda de oitava. e o nível na banda de oitava total.6 ) 96. 82 dB + 1. Agora temos os níveis combinados resultantes. de acordo com o gráfico. fica claro que o método recursivo pode ser estendido a qualquer número de níveis sonoros.5 dB. A Fig.5 dB = 83. níveis de ruído combinados ou medidos podem ser arredondados para o inteiro mais próximo com erro negligenciável. os níveis são combinados de acordo com a Fig. a contribuição do nível menor é inferior a 0. Observando-se a semelhança com a equação para nível de pressão sonora total. o método do gráfico discutido há pouco é igualmente aplicável para combinar níveis de potência sonora. Um outro erro que freqüentemente ocorre. no controle de ruído.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 Para o segundo par. Freqüentemente é desejável combinar níveis de ruído iguais. 75 dB + 2 dB = 77 dB. o número de decibéis a ser acrescentado ao maior nível é de 2 dB. uma análise da banda de oitava seria obtida. sua soma é apenas 3 dB maior. respectivamente. 82 dB e 77 dB. Esta é uma exigência comum em controle de ruído. 4 pode ser muito útil.8 db 93 2000 92 2500 93 Hz Conforme ilustrado na Fig. 3. 2 . 5 83. de acordo com a Fig. o gráfico apresentado na Fig. 1.

2 3 4 5 6 NÚMERO DE FONTES 7 8 9 10 Exemplo O nível de ruído de um ventilador centrífugo pequeno a 1 m é de 88 dB. ou o espectro. Devido ao amplo intervalo de variação. 4. A Tabela 2 fornece as freqüências centrais e os limites de banda de oitava que foram padronizados através de acordo internacional. Exemplo No teto de uma "sala limpa".Gráfico para Combinar Níveis Sonoros Iguais Uma vez que temos quatro conjuntos de 6 ventiladores. O intervalo de freqüência sonora que pode ser ouvido é dividido convencionalmente em oito bandas de oitava. o nível de incremento é de 7. Incremento em dB = 10 log10 (24) = 13. portanto. 4 . . 5a mostra um exemplo de plotagem de nível de banda de oitava como função da freqüência. de acordo com a Fig. engenheiros acústicos concordam. 24 fontes podem ser consideradas como quatro conjuntos de 6 ventiladores.8 dB para 6 ventiladores. 10 8 Incremento (dB) 6 4 2 0 ESPECTRO DE FREQÜÊNCIA O intervalo de freqüência. 4 foi construído de acordo com a seguinte equação em um intervalo de 0 a 10: Incremento em dB = 10 log10 (N) dB onde N é o número de fontes. 24 ventiladores pequenos deverão ser instalados como parte de um sistema de filtragem de pó. o aumento. aumento em dB = 6 dB Nível combinado = 88 dB + 6 dB = 94 dB O gráfico na Fig. ou seja. uma análise de banda de 1/3 de oitava poderá ser aplicada. Qual é o nível de ruído combinado a 1 m se quatro ventiladores forem operados em proximidade? Número de fontes = 4 De acordo com Fig.8 dB.8 dB = 82. A Tabela 3 fornece as freqüências centrais e o limite de banda de bandas de 1/3 de oitava que foram padronizados por convenção internacional. 4.10 Bandas de Oitava Uma oitava é um intervalo de freqüência entre dois sons cuja razão de freqüências é 2.8 dB + 6 dB = 88. A Fig.8 dB Alternativamente. 82. Bandas de 1/3 de Oitava Quando informações mais detalhadas do que as fornecidas por uma análise de banda de oitava forem necessárias. de maior interesse na engenharia de controle de ruídos varia de aproximadamente 50 a 20000 Hz. 5b nos mostra um exemplo de plotagem de medição de ruído em bandas de 1/3 de oitava.8 = 88.8 dB Considerando que um ventilador produz 75 dB. o nível combinado = 75 dB + 7. Uma banda de oitava inclui todas as freqüências entre as duas extremidades de freqüência. em dividir o espectro em bandas geometricamente relacionadas e fáceis de usar. é de 6 dB. 4 . para fins de análise.8 dB. de 707 a 1414 Hz. A Fig. o nível combinado = 75 + 13. 4. por exemplo.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 Fig. Calcule os níveis combinados (pior caso) dos sopradores se cada um produz 75 dB . De acordo com a Fig.

Exemplo de Plotagem de Medição de Ruído por Bandas de 1/3 de Oitava 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 NÍVEL PARA BANDA 1/3 DE OITAVA (dB re 2.6 . Hz Freqüência Inferior. Hz Largura de Banda. Hz Largura de Banda.0 x 10-5Pa) NÍVEL DE PRESSÃO SONORA (dB re 2.10 .0 x 10-5Pa) 100 90 90 80 80 70 70 60 60 50 50 40 5 1 2 6 1 2 6 1 63 120 250 500 1000 2000 4000 8000 100 1000 10000 FREQÜÊNCIA CENTRAL 1/3 DE OITAVA (Hz) FREQÜÊNCIA CENTRAL BANDA DE OITAVA(Hz) 5 .Exemplo de Plotagem de Medição de Ruído por Bandas de Oitava Fig. Hz Largura de Banda. 5b .1986 Banda Nº1 (AMCA) Banda Nº (ANSI) Freqüência Central. Hz 17 50 56 45 11 18 63 71 56 15 19 80 90 71 19 Banda Nº2 (AMCA) 20 100 112 90 22 21 125 140 112 28 22 160 180 140 40 Banda Nº3 (AMCA) 23 200 224 180 44 24 250 280 224 56 25 315 355 280 75 Banda Nº4 (AMCA) 26 400 450 355 95 27 500 560 450 110 28 630 710 560 150 Banda Nº5 (AMCA) Banda Nº (ANSI) Freqüência Central.11 . Hz Freqüência Inferior. Hz Freqüência Inferior.1984 e S1. 5a . Hz 1 18 63 90 45 45 2 21 125 180 90 90 3 24 250 355 180 175 4 27 500 710 355 355 5 30 1000 1400 710 690 6 33 2000 2800 1400 1400 7 36 4000 5600 2800 2800 8 39 8000 11200 5600 5600 Tabela 3 Bandas de 1/3 de Oitava ANSI (Valores Calculador Arrebatados) As Bandas de 1/3 de Oitava mais freqüentemente usadas são definidas por ANSI S1. Hz Freqüência Superior.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 Tabela 2 Bandas de oitava ANSI (Valores Calculados Arrebatados) As Bandas de Oitava mais freqüentemente usadas são definidas por Normas ANSI para Filtros de Bandas de Oitava ou 1/3 de Oitava Banda Nº (AMCA) Banda Nº (ANSI) Freqüência Central. Hz 29 30 31 Banda Nº6 (AMCA) 32 1600 1800 1400 400 33 34 Banda Nº7 (AMCA) 35 3150 3550 2800 750 36 4000 4500 3550 950 37 5000 5600 4500 1100 Banda Nº8 (AMCA) 38 6300 7100 5600 1500 39 8000 9000 7100 1900 40 10000 11200 9000 2200 800 100 1250 900 1120 1400 710 900 1120 190 220 280 2000 2500 2240 2800 1800 2240 440 560 Fig. Hz Freqüência Superior. Hz Freqüência Superior.

6 . as escalas geométricas de ½ de oitava e 1/10 de oitava são usadas.Característica da Resposta de Freqüência das Ponderações em Medidores de Nível de Ruído 90 10 RESPOSTA RELATIVA EM DECIBÉIS A 0 C -10 B D BeC D -20 -30 A -40 -50 20 50 100 200 500 1000 2000 FREQÜÊNCIA EM HERTZ 5000 10000 20000 6 . Escala de ponderação E .BOLETIM TÉCNICO Nº 15 Outra Banda de Oitava? Não se deve inferir desta discussão que as bandas de oitava e de 1/3 de oitava sejam as únicas escalas geométricas usadas atualmente por engenheiros acústicos. Escala de ponderação D .para simular a resposta do ouvido humano ao som de nível de pressão alta. 6 apresenta as correções para diferentes ponderações em um intervalo de 20 a 20000 Hz. Escala de Ponderação de Freqüência Por definição.para simular a resposta do ouvido humano ao som de nível de pressão baixa. As Escalas B e C foram baseadas em experimentos que incorporaram tons puros.10 . como uma função da freqüência.para simular a resposta do ouvido humano ao ruído de avião.é uma ponderação proposta para possibilitar a mensuração do nível de ruído percebido (PNL).para simular a resposta do ouvido humano ao som de nível de pressão média. apresentam aplicações bastante limitadas e especiais. que não são normalmente encontrados em aplicações de ventiladores. com base na energia. determinado acuradamente de acordo com as leituras de nível de pressão sonora em bandas de 1/3 de oitava. Escala de ponderação A . A Fig. Fig. Escala de ponderação B . e fornece resposta aproximadamente igual em todas as freqüências. porém. A escala A é o sistema mais amplamente usado devido à sua correlação excelente com testes realizados. uma escala de freqüência ponderada simplesmente é uma tabela de correções que é aplicada a níveis de pressão sonora. B. Escala de ponderação C . Certamente. C e D. Escalas de ponderação comuns são A.

Qual é o nível de pressão sonora a 20 m da fonte? Nível de pressão sonora.11 L P.1 .2 = L P.2 em qualquer distância r2 na mesma linha radial.10 .20log10 (r1 ) = 20log10 r2 1r ou reescrevendo. qual é o nível sonoro no ponto B? Para responder esta pergunta e outras de natureza semelhante. e a grande variedade de superfícies de reflexão. conforme mostrado na Fig.2 = 20log10 (r2 ) .20log 10 (20) .1 em r1. A pulsação rápida produz um deslocamento de moléculas e uma flutuação de pressão dinâmica correspondente.1= L W . 7 .L P. o movimento da onda resultante diverge uniformemente numa forma esférica. Em sua forma mais elementar.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 PROPAGAÇÃO DO SOM Uma das perguntas mais freqüentemente formuladas quanto ao controle de ruído é: Dada uma fonte sonora no ponto A.11 dB dB Fig.26 . então.20log10 r2 r1 ( ) ( ) dB Desta forma. Qual é o nível de pressão sonora a 20 pés ao longo da mesma linha radial? L P (a 20pés) = L P (a 5 pés) .11 dB dB r2 r Subtraindo-se as duas equações e observando que o nível de potência sonora LW para a fonte é o mesmo.12 = 86 dB ( ) = 110 . está pendurada livremente ao ar livre.20log 10 (r1) . A equação pode ser colocada de outra forma útil como segue: Permita que LP. 73 dB a 20m.2= L W . a fonte pontual é freqüentemente comparada a uma esfera pulsante. a dependência do nível de potência sonora. LP é dado por: L P = L W . ainda acrescentam complexidade ao campo sonoro. 7. Exemplo O nível de pressão sonora medido a 5 pés de uma fonte sonora de radiação é 98 dB. é eliminada. podemos calcular o nível de pressão sonora LP.1 . cujo nível de potência sonora LW é 110 dB.20log 10 (r) .20log 10 (r2) . deve-se ter uma compreensão das propriedades básicas da propagação do som.11 = 73 dB 7 . Exemplo Uma pequena fonte.11 onde: LW= nível de potência sonora da fonte pontual (re 1012 W) r = distância radial a partir da fonte (m) O termo constante foi arredondado para o decibel mais próximo. Uma vez que as frentes de onda geradas com cada pulsação sempre ocorrem em fase. O termo “básico” aqui usado não deve inferir em simplicidade. A pressão sonora em r1 e r2 é: L P.20log 10 20 5 = 98 .11 = 110 . especialmente nos ambientes industriais e públicos.Fonte Pontual Irradiando Fonte Pontual r1 Fonte Pontual A fonte sonora mais básica é chamada de fonte pontual.1 e LP. Se medirmos o nível de pressão sonora LP.20log 10 (r) . As características de radiação da maioria das fontes sonoras são geralmente complexas. O nível de pressão sonora é. obtemos: L P. L P. que não pode ser medida.2 sejam a pressão sonora a uma distância radial r1 e r2 respectivamente. Uma relação útil entre o nível de pressão sonora Lp e o nível de potência sonora LW é dada por: L P = L W .

BOLETIM TÉCNICO Nº 15

É interessante observar que, se tomarmos o caso especial de r2/r1 = 2, a diferença entre os níveis de pressão sonora é de 6 dB. L P,1 - L P,2 = 20log10(2) ~ = 6 dB

L P, 30° = 75 dB L P,re = 100 - 20log 10 (10) - 11 = 100 - 20 - 11 = 79 dB DI 30° = L P,q - L P, re = 75 - 79 = 4 dB Se o nível de pressão sonora a 30º e raio de 10 m tivesse sido de 85 dB, o índice seria DI 30° = 85 - 79 = + 6 dB Se os padrões de irradiação não forem extremamente direcionais, digamos menos que ±6 dB, uma forma mais útil e simplificada de equações pode ser escrita a fim de se obter uma boa aproximação de primeira ordem do campo sonoro:

Uma vez que r2 /r1 = 2 corresponde ao dobro da distância da fonte, temos a origem da regra freqüentemente citada " 6 dB para duplicar a distância." Vale observar, no entanto, que, para distâncias suficientemente grandes, a maioria das fontes podem ser consideradas uma fonte pontual, e isso resulta em radiação esférica para resultados de primeira ordem. A maioria das fontes sonoras, encontradas em ambientes industriais e públicos, não são nãodirecionais. Para considerar a direcionalidade, um termo DIq deve ser adicionado à equação de propagação básica que acrescenta consideravelmente à sua generalidade. L P = L W + Dl q - 20log 10 (r) - 11 Onde DIq = índice de direcionalidade. Mais especificamente, o índice de direcionalidade é normalmente definido conforme segue: Dlq = L P, q - L P,re Onde, LP,q = nível de pressão sonora medido na distância r e ângulo q a partir de uma fonte de potência sonora W irradiando em um espaço livre. LP,re = nível de pressão sonora medido na distância r a partir de uma fonte pontual não diretiva de potência W irradiando em um espaço livre. Observe-se que o índice de direcionalidade é algébrico, ou seja, positivo ou negativo. Exemplo: Uma fonte de nível de potência sonora de 100 dB irradia em um espaço livre. O nível de pressão sonora a 10 m e ângulo de 30º é de 75dB. Qual é o índice de direcionalidade para 30º? Admitindo radiação uniforme
8 - 10

dB

L P = L W - 20log 10 (r) + (L P,q- L P ) - 11 dB onde: LP,q = nível de pressão sonora medido a uma distância radial r e ângulo q

dB

_ LP = média dos níveis de pressão sonora medidos em 12 ou mais pontos eqüidistantes circunferencialmente ao redor da fonte Exemplo: O nível de potência acústica de um ventilador axial é de 112 dB. O fator de direcionalidade em um ângulo de 40º a partir da linha de centro, obtido por 12 medidas circunferenciais é de +4dB. Qual é o nível de pressão sonora a uma distância de 10m no mesmo ângulo?

L P = 112 - 20log10 (10) + 4 - 11 = 112 - 20 + 4 - 11 = 85 dB

BOLETIM TÉCNICO Nº 15

Um outro fator que pode influenciar grandemente a direcionalidade de uma fonte pontual irradiante, e que deve ser levado em consideração, é a presença de superfícies refletoras. Por exemplo, se uma fonte pontual sonora de potência acústica W fosse colocada em uma superfície refletora dura, digamos que no centro de um estacionamento, duas vezes a quantidade de energia prevista seria irradiada em qualquer direção. Ou seja, o campo sonoro conteria energia sonora refletida do asfalto e também a energia sonora irradiada diretamente para um observador. Sendo assim, em um hemisfério hipotético acima do plano refletor, a intensidade sonora seria duplicada e, para um observador, pareceria que a potência acústica da fonte também fora duplicada. Portanto, para considerar a presença de superfícies refletoras, um fator de direcionalidade geralmente simbolizado como Q é definido segundo o índice de direcionalidade como segue: DI = 10log10 (Q) dB A Fig.8 ilustra os valores para o fator de direcionalidade Q e os índices DI de direcionalidade correspondentes para algumas localizações de fonte sonora comuns.

instalado (1) na parede, (2) em uma parede perto do chão e (3) na base da parede perto do canto da sala? (1) Para a instalação no meio da parede, temos irradiação hemisférica (Fig. 8b): Q=2 ~ 3 dB DI = 10log10 (2) = Então o nível de pressão sonora a 2 m, L r = 110 + 3 - 20log10 (2) - 11 = 110 + 3 - 6 - 11 = 96 dB Com o aparelho de ar condicionado perto do chão, isto é, na junção de dois planos (Fig. 8), Q = 4 e o DI é: ~ 6 dB DI = 10log10 (4) = De novo, o nível de pressão sonora a 2 m, L r = 110 + 6 - 20log10 (2) - 11 = 110 + 6 - 6 - 11 = 99 dB Observe que a colocação perto do chão aumentou o nível de ruído em 3 dB, de 96 para 99 dB. De acordo com as considerações de potência sonora isso é o que devemos esperar, uma vez que a intensidade duplicou. (2)

Fig. 8 - Exemplos de Planos Reflexivos

a)

Q=1 Dl = 0

b)

Q=2 Dl = 3 dB

(3)Com relação à localização do aparelho de ar condicionado em um canto, o fator de direcionalidade seria Q = 8, conforme ilustra a Fig. 8. Conseqüentemente, o DI = 9 dB e o nível resultante a 2 m é: L = 110 + 9 - 20log10 (2) - 11 = 110 + 9 - 6 - 11 = 102 dB

c)

Q=4 Dl = 6 dB

d)

Q=8 Dl = 9 dB

Exemplo O nível de potência sonora total de um ar condicionado é de 110 dB. Qual é o nível de pressão sonora a 2 m se o aparelho de ar condicionado for
9 - 10

Observe novamente que o nível de pressão sonora aumentou 3 dB com relação à instalação no chão e 6 dB com relação à instalação no meio da parede.

BOLETIM TÉCNICO Nº 15

É fácil perceber que as características de propagação de uma fonte pontual podem ser fortemente influenciadas por elementos refletores comuns tanto em ambientes industriais quanto públicos. Entretanto, se a direcionalidade da fonte e a localização relativa às superfícies refletoras forem consideradas, uma aproximação útil e bastante precisa das propriedades de propagação pode ser obtida. Fonte em Linha Outro tipo de fonte comum em indústrias é a fonte em linha. A Fig. 9 ilustra uma fonte em linha de irradiação e padrões frontais de ondas cilíndricas correspondentes associadas.
Fig. 9 - Frente de Onda Cilíndrica Divergente de uma Fonte em Linha

Uma expressão mais genérica e útil para a divergência do nível de pressão sonora de uma fonte em linha é: L P,2 = L P,1 - 10log 10 onde: LP,2 = nível de pressão sonora na distância radial r2 (dB) LP,1 = nível de pressão sonora na distância radial r1 (dB) Exemplo O nível de ruído a 10m de um cano longo carregando vapor em alta velocidade era de 95 dBA. Qual é o nível de ruído a 100m? L P,2 =95 - 10log10 100 10 =95 - 10 =85 dbA

( rr ) (r < r )
2 1 1 2

dB

Frente de Onda Cilíndrica Divergente r Fonte em Linha

( )

h

Dois exemplos comuns de fontes em linha são uma rodovia de tráfego intenso e o ruído de um cano longo cheio de vapor em alta velocidade. O índice de divergência radial de uma fonte em linha é muito menor do que o índice para uma fonte pontual. Na seção anterior, vimos que o índice de divergência para uma fonte pontual era de 6 dB por duplicação de distância. Para uma fonte em linha, o nível de pressão sonora cai apenas 3 dB por duplicação de distância radial, ou metade do índice de uma fonte pontual.

Aqui, mais uma vez, dado um nível de pressão sonora, que é fácil de medir, numa dada distância radial, o nível sonoro em qualquer distância pode ser calculado. Deve-se também observar que no exemplo do nível de ruído total, esse foi ponderado na escala A. Isto pode ser feito geralmente com erro negligenciável, desde que não haja quaisquer influências no meio que alterem a propagação espectralmente, isto é, com respeito à freqüência.

OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. Av. Francisco S. Bitencourt, 1501 Fone: (51) 3364.5566 - Fax: (51) 3364.1264 Caixa Postal 7056 - CEP: 91150-010 - Porto Alegre - RS e-mail: comercial@otam.com.br www.otam.com.br
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BOLETIM TÉCNICO Nº 16

EFEITOS DO SISTEMA NA APLICAÇÃO DE VENTILADORES INDUSTRIAIS
desempenho de ventiladores industriais é o item de maior preocupação dos fabricantes. A confecção de curvas de catálogo deve refletir esta preocupação representando da melhor maneira, o comportamento aerodinâmico do modelo testado. Feita a curva, devem ser tomadas providências para que as folgas e tolerâncias de

O

fabricação do modelo testado tenham repetibilidade nos exemplares produzidos na linha de montagem. Pode o ventilador, ainda assim, apresentar desempenho insatisfatório na instalação? A resposta é sim, e as várias alternativas para explicar este fato serão abordadas a seguir.

TESTES DE VENTILADORES

V

entiladores são testados em arranjos que simulam uma instalação. Existem quatro tipos padronizados de instalações:

Tipo A: aspiração e descarga livres; Tipo B: aspiração livre e descarga dutada; Tipo C: aspiração dutada e descarga livre; Tipo D: aspiração e descarga dutadas. Muitos fabricantes de ventiladores utilizam a norma AMCA 210 Laboratory Methods of Testing Fans for Rating (Métodos de Laboratório para Testar Ventiladores para Tabulação) para levantar o desempenho de seus produtos. Esta norma possui diferentes arranjos ou figuras, que servem para simular a maneira como o ventilador será usado em campo, reproduzindo um dos quatro tipos de instalação já citados. Existem dois métodos básicos de medida: o tubo de pitot e o bocal com raio longo. A norma determina o desempenho em termos de vazão, pressão, potência, densidade do ar, velocidade de rotação e rendimento. Os arranjos de laboratório propiciam condições ideais pela exigência de endireitadores e uniformizadores de fluxo, medições em planos onde se tem um perfil de velocidade totalmente desenvolvido e transformações de seção com ângulos limitados. Estas providências fazem com que o ventilador apresente seu máximo desempenho. Qualquer instalação real que não propicie condições para um fluxo uniforme reduzirá o desempenho do ventilador.

Devido ao fato de que é impraticável testar todos os tamanhos de ventiladores de uma determinada linha em todas as rotações possíveis, os fabricantes utilizam as chamadas "Leis dos Ventiladores". Elas são uma série de equações que permitem calcular com boa precisão o desempenho de um ventilador em outras rotações, tamanhos e densidades. Estas equações tem origem na Teoria Clássica de Mecânica de Fluidos e só se aplicam ao mesmo "ponto de operação". Um ponto de operação é um ponto determinado na curva de desempenho do ventilador. As equações são apresentadas abaixo, onde o índice "c" representa a condição desejada: Qc=Q(Dc /D)³(Nc /N) P tc=P t (D c /D)²(Nc /N)²(rc /r) P vc=P c /D)²(Nc /N)²(rc /r) v (D P =Ptc - Pvc sc Hc=H(Dc /D)5(Nc /N)³(rc /r) h tc=(Qc P tc )/(11217Hc ) hsc=h tc(P sc /P tc ) (1) (2) (3) (4) (5) (6) (7)

Onde Q é a vazão em m3/h, D é o diâmetro do rotor em metros, N é a rotação em rpm, Pt é a pressão total em Pa, r é a densidade em kg/m3, Ps é a pressão estática em Pa, Pv é a pressão dinâmica em Pa, H é a potência em W e h é o rendimento (adimensional).

1-6

fornalhas domésticas. Usados em tamanhos grandes para aplicações onde o ar é limpo e a economia de energia significativa. a perda de carga resultante também mudará. Vaneaxial: Um bom projeto das pás permite capacidade de média e alta pressão aliada a um bom rendimento.aparelhos de ar-condicionado de janela e equipamentos "roof top". Também usados em aplicações industriais como fornos. ventiladores. ventilação e ar-condicionado de baixa pressão.. é capaz de desenvolver mais pressão. Pás retas inclinadas ou curvadas para trás: de rendimento um pouco inferior que o anterior. Também utilizado para aplicações que exigem altas pressões de trabalho. e cujo objetivo é mover o ar de um lugar a outro de forma controlada. dispositivo de controle. Normalmente de construção leve e de baixo custo. ventilação e ar-condicionado de baixa. Pás curvadas para frente: O rendimento é menor que o dos ventiladores aerofólio e o dos de pás retas. grelhas. Pás radiais: o mais simples e o menos eficiente de todos os centrífugos. dispositivo de condicionamento. registros. etc. Tuboaxial: Algo mais eficiente que o propeller. possui as mesmas aplicações. Usado basicamente em sistemas de aquecimento. dispositivos de condicionamento. Os ventiladores axiais podem ser classificados como: Propeller: o rendimento é baixo. centrais O de ar-condiconado. classificam-se em: Pás de perfil aerofólio inclinadas para trás: são os de maior eficiência entre os centrífugos. axiais e construções especiais (AMCA 201. A relação que governa a maioria dos sistemas de ventilação é: PRESSÃO C VAZÃOC = PRESSÃO VAZÃO ( ) 2 (8) . Aplicados como circuladores de ar e para ventilação através de paredes sem a presença de dutos. A Curva do Sistema Para um determinado sistema com uma vazão fixa haverá uma correspondente perda de carga. SISTEMAS DE VENTILAÇÃO m sistema de ventilação é uma instalação que pode incluir dutos. Um sistema de ventilação contém um ou mais dos seguintes componentes: a) b) c) d) e) f) entrada do sistema. Os centrífugos. 2-6 U O ventilador é o componente do sistema que fornece a energia para a corrente de ar superar a resistência ao fluxo que os outros componentes oferecem. média e alta pressão. 1990). quanto ao projeto do rotor. cabines de pintura e exaustão de gases. ventilação e arcondicionado de baixa e média pressão onde a distribuição do ar a jusante não é crítica. sistema de distribuição. filtros. Se a vazão for mudada. A hélice tem construção barata e é limitada a aplicações de baixa pressão. Usados basicamente para transporte de materiais em plantas industriais.BOLETIM TÉCNICO Nº 16 VENTILADORES E SUAS APLICAÇÕES s ventiladores industriais podem ser divididos em centrífugos. ventilador. É vantajoso quando se quer uma instalação compacta e quando o ventilador precisa estar em linha com os dutos. Também é usado em algumas instalações industriais onde a pá aerofólio não é aceitável devido ao ambiente corrosivo ou abrasivo. saída do sistema. Entre os ventiladores especiais pode-se citar os centrífugos tubulares e os centrífugos e axiais de telhado.. ventilação e ar-condiconado. Aplicados a sistemas de aquecimento. São aplicados em sistemas de aquecimento. Aplicados em sistemas de aquecimento. Ex.

BOLETIM TÉCNICO Nº 16 180 PERCENTUAL DE RESISTÊNCIA DO SISTEMA SIST 160 140 120 100 80 60 EM CURVA DO VENTILADOR 2 1 Tomando-se um ponto de operação no sistema A em 100% da vazão e 100% de pressão requerida. etc. .Q Fig.80 PONTO 3 DE PROJETO . se a vazão é incrementada para 120% da vazão de projeto. Como as perdas por atrito e as perdas dinâmicas são extremamente conhecidas e estudadas. de acordo com a expressão acima é uma parábola.60 .Q Fig. Um decréscimo para 50% da vazão de projeto resultará na diminuição para 25% da pressão requerida. ou perda de carga. Efeitos do Sistema ocorrem por causa das diferenças entre as conexões de aspiração e descarga do ventilador instaladas no sistema. através de registros. 3-6 200 PERCENTUAL DE RESISTÊNCIA DO SISTEMA 180 SIS TE M 160 140 120 100 80 B TE ST EM A A PONTO DE PROJETO 60 40 20 00 20 M A SI S 40 SI 60 80 100 120 140 160 180 200 PERCENTUAL DE VAZÃO DO SISTEMA . o sistema operará na vazão de projeto. existem as perdas causadas devido aos Efeitos do Sistema.20 0 40 20 00 20 40 60 80 100 120 140 160 180 200 PERCENTUAL DE VAZÃO DO SISTEMA . Em adição às perdas de pressão total num sistema causadas pelo atrito e perdas dinâmicas. Estas relações são típicas para sistemas de ventilação de ponto de operação fixo.. A situação é posteriormente complicada pelo fato de que o instalador muitas vezes não consegue montar o sistema exatamente como especificado no projeto. Três curvas típicas de vazão versus perda de carga de sistemas são apresentadas na figura 1. a resistência do sistema aumentará para 144% da pressão de projeto requerida. Interação da Curva do Sistema com a Curva Característica do Ventilador Uma vez determinada a curva do sistema através do cálculo da resistência ao fluxo e dos "efeitos do sistema"..1 Curvas típicas de sistemas A C PERCENTUAL DA PRESSÃO MÁXIMA DO VENTILADOR EMA A curva característica de um sistema. PERCENTUAL DE VAZÃO MÁXIMA DO VENTILADOR 0 200 - 20 40 60 80 100 A SI ST A B SIS TE M AC . . espera-se que tendo o ventilador bem selecionado. O ponto de intersecção da curva do ventilador com a curva do sistema determina a vazão real ou o ponto de operação do sistema (figura 2). As perdas de pressão total para o escoamento através de um sistema de ventilação são causadas por dois fatores: perdas por atrito devidas a viscosidade pelo escoamento do ar ao longo da superfície dos dutos e outros componentes do sistema. caixas de mistura.2 Interação das curvas do sistema e do ventilador Perdas no Sistema Estimar a perda de carga de um sistema de distribuição de ar é uma tarefa complexa que requer um considerável número de simplificações por parte do projetista. nos deteremos em apresentar mais detidamente aquelas devidas aos Efeitos do Sistema.40 . A vazão de um sistema pode ser variada mudando-se a sua resistência. e aquelas usadas no laboratório para levantar as curvas do ventilador. e perdas dinâmicas devidas à turbulência causada por mudanças na direção e separação do fluxo ao redor de obstruções.100 .

Outros dispositivos como endireitadores de fluxo. quando um perfil de velocidade não uniforme entra numa curva. Fatores Relativos à Aspiração do Ventilador Em geral. o perfil de velocidade que dele se aproxima não é uniforme e perdas de carga muito maiores que as previstas serão experimentadas. que podem ser aplicados conforme o tipo de configuração (AMCA 201. normalmente reduzem a perda de carga através das mesmas. O comprimento de duto necessário para obter-se 100% de recuperação de pressão estática é função da velocidade de descarga (AMCA 200. partem do princípio que um perfil de velocidade uniforme está entrando na curva. No ventilador axial tem-se velocidades maiores no anel circular compreendido entre o círculo do cubo da hélice e o duto.BOLETIM TÉCNICO Nº 16 FATORES DOS EFEITOS DO SISTEMA m fator de efeito do sistema é uma perda de pressão causada pelo efeito de restrições na aspiração e na descarga dos ventiladores. que é usada para teste de ventiladores. podendo ser precisos até seis diâmetros para altas velocidades de descarga. ou com bocais de aspiração que simulam um duto na aspiração. os endireitadores atuam conservando este perfil através da curva e além dela. . tanto axial como centrífugo. ao efeito das condições do sistema. ventiladores instalados sem estas peças sofrerão a formação de uma "vena contracta". 1990). Quando um registro é instalado próximo à boca de descarga do ventilador. Como os ventiladores muitas vezes são testados com dutos na aspiração. ou outras condições que influenciem o desempenho do ventilador quando instalado no sistema. resultando em perdas maiores nos componentes localizados após a mesma. Um fator de efeito do sistema deve ser aplicado. Condições estas que não estavam presentes quando do levantamento da curva do ventilador no laboratório. Por este motivo a perda de carga numa curva na descarga de um ventilador será muito maior do que os valores publicados para as curvas inseridas ao longo do sistema.08 m/s) de velocidade de descarga (AMCA 201. Condições de fluxo não-uniformes devem sempre ser evitadas. 1995). 1990). que a descarga. tenha uma distribuição uniforme do ar na aspiração e uma descarga desobstruída. para perda de carga em curvas de sistemas de ventilação. Quando não se pode ter um comprimento de duto adequado. Derivações na tubulação muito próximas à boca de descarga causarão perdas de carga e em conseqüência vazões. A norma AMCA 210. Endireitadores de fluxo aplicados em curvas. Fatores Relativos à Descarga do Ventilador O ar desenvolve um perfil de velocidade uniforme à medida que aumenta a distância da descarga do ventilador. Curvas na Descarga. Sempre que possível uma porção de duto reto deve ser colocada entre a descarga do ventilador e qualquer derivação na tubulação. Outras Considerações quanto à Descarga. Como se sabe. muitos sistemas de ventilação não gozam destas condições. surgindo uma perda de carga adicional não computada no projeto. foi concebida de tal forma que o ventilador sendo testado. e a conseqüência é uma perda de desempenho do ventilador que pode chegar a até 50% (Williamson 1997). no mínimo. No ventilador centrífugo tem-se 4-6 U velocidades maiores no lado oposto ao defletor junto à boca de descarga. Infelizmente. o perfil de velocidade que deixa a descarga de um ventilador. um fator de efeito do sistema deve ser adicionado à perda de carga estimada total. registros de controle de vazão e derivações na canalização podem ser instalados na descarga do ventilador ou próximos dela. Os valores publicados. a aspiração do ventilador é mais sensível. Como regra geral utiliza-se o comprimento de um diâmetro de duto para cada 1000 pés por minuto (5. Entretanto podemos afirmar que são necessários. já citada. muito diferentes daquelas do projeto. Perdas de carga publicadas para registros são baseadas no funcionamento dos mesmos com perfis de velocidade uniformes. A publicação AMCA 201 Fans and Systems (Ventiladores e Sistemas) possui tabelas e gráficos que permitem a quantificação das perdas conforme o tipo de problema da instalação. Entretanto. não é uniforme. A complexidade deste problema pode ser ilustrada na constatação de que existem 224 diferentes fatores. dois e meio diâmetros.

Podem ser considerados em série os ventiladores que operam consecutivamente no mesmo sistema. em muitos casos. fornecendo mais vazão que o desejado. Ventiladores Operando em Paralelo. resultará num pequeno aumento da curva vazão-pressão do ventilador. 1990). Neste caso deve-se consultar o fabricante para terse informações sobre os limites de emprego do equipamento. A condição ideal de aspiração é aquela em que o ar entra axialmente em fluxo laminar na boca do ventilador. Obstruções na aspiração. Uma rotação do ar. porém. a curva real (B) do sistema levará o ventilador a funcionar no ponto 2. produzirão fluxos nãouniformes. Normalmente ocorre uma significativa perda de desempenho no segundo ventilador (ou estágio). ou muito próximas dela. Conforme o tipo de curva e sua distância em relação à aspiração do ventilador devem ser aplicados diferentes fatores de efeito do sistema. Uma contra-rotação do ar. e deve-se calcular a nova potência consumida. formando.. Vortex na Aspiração. Outra causa importante na redução do desempenho do ventilador é uma condição de aspiração que produza um vortex (rotação da corrente de ar) na boca do ventilador. Para que o ventilador forneça a vazão desejada. também devem ser levadas em consideração. um vortex na aspiração. haverá uma redução na vazão devido ao aumento na densidade do ar após o primeiro ventilador (ou estágio). provocada pelas condições de fluxo não-uniforme de sua aspiração. a curva real (C) levará o ventilador a trabalhar no ponto 3.. flutuações na pressão e aumento no nível de ruído de até 10 decibéis em algumas bandas de oitava (AMCA 201. Ventiladores que possuem uma curva de pressão-vazão com inclinação positiva à esquerda do ponto de maior pressão (ventiladores de pás para frente. Outras Considerações quanto à Aspiração. Ventiladores que Operam em Série e em Paralelo Ventiladores Operando em Série.BOLETIM TÉCNICO Nº 16 Curvas na Aspiração. Em teoria a curva de pressão-vazão combinada é obtida somando-se as pressões mantendo a mesma vazão. Além disso outros efeitos podem ocorrer como: instabilidade do ventilador causando danos estruturais ao mesmo devido à vibração. como paredes nas proximidades. estruturas. por exemplo). Existem fatores conforme o percentual de área de aspiração obstruída. e também de investimento num motor maior que o necessário. pois podem apresentar funcionamento instável. sua rotação deve ser aumentada para que atinja o ponto 5. Esta situação traz como conseqüência um desperdício de potência instalada. Ventiladores são comumente instalados em paralelo quando é necessária a movimentação de grandes volumes de ar. 5-6 Resistência do Sistema Superestimada Considerando que a resistência do sistema tenha sido superestimada. mas num grande aumento da potência consumida. quando a perda de carga do sistema é subestimada. diminuirá o desempenho do mesmo dependendo da intensidade deste vortex. telas. que variará com o cubo do aumento de rotação. Curvas na aspiração devem ser instaladas no mínimo a três diâmetros de distância do ventilador. colunas. tubulações. na mesma direção que a rotação do ventilador. EFEITO DE ERROS NA ESTIMATIVA DA PERDA DE CARGA DO SISTEMA Resistência do Sistema Subestimada Conforme pode ser verificado na figura 3. não devem ser selecionados nesta região. A curva de pressão-vazão combinada é obtida pela soma das vazões de cada ventilador à mesma pressão. Curvas instaladas na aspiração de ventiladores. fornecendo menos vazão que o previsto. O desempenho real não será igual ao teórico se as condições de aspiração não forem favoráveis. na aspiração do ventilador. Na prática. . ou aqueles ventiladores que possuem dois ou mais estágios. etc. Neste caso a rotação do ventilador deverá ser diminuída até que seja atingido o ponto 4.

Bitencourt.otam.Fax: (55 51) 3349.Av.com. 1501 .Porto Alegre/RS . Francisco S.br MT .6364 www.CEP 91150-010 .001/2003 .6363 .Fone: (55 51) 3349.

1995. O mal funcionamento de um sistema pode ter um sem número de causas. devemos levar em conta todos os Fatores de Efeito do Sistema.5566 . Inc.Porto Alegre . 1990. Inc. ou em campo pela publicação AMCA 203 Field Performance Measurements of Fan Systems (Medição de Campo do Desempenho de Ventiladores em Sistemas).1264 Caixa Postal 7056 . todo sistema possuirá uma área provável de funcionamento. em comparação com a real.com.otam.. PRESSÃO DE PROJETO 3 PERDA DE CARGA REAL MENOR QUE O VENTILADOR PROJETADO ENTREGARÁ EM 3 4 CURVA PRESSÃO-VAZÃO DO VENTILADOR VAZÃO DE PROJETO Fig.. pode ser verificado no laboratório. as conseqüências de um projeto equivocado podem ser muito danosas: aumento da potência consumida. Francisco S. Illinois. Dick. diminuição da capacidade do sistema.com. REFERÊNCIAS Air Movement and Control Association. e todas as alternativas devem ser estudadas. Air Movement and Control Association. podem ocorrer. caso seja contestado. Publication 201-90. Avaliar estes limites torna-se importante para saber se o sistema terá um funcionamento aceitável. Em razão destes fatos. Publication 200-95.. aumento do nível de ruído. CONCLUSÃO Para estarmos certos. O desempenho do ventilador.br 6-6 .BOLETIM TÉCNICO Nº 16 PERDA DE CARGA REAL MAIOR QUE O VENTILADOR PROJETADO ENTREGARÁ EM 2 5 CURVA B SISTEMA REAL CURVA A SISTEMA CALCULADO CURVA C SISTEMA REAL PRESSÃO MÁXIMA 2 DO VENTILADOR 1 (Programa de Curvas Certificadas-Desempenho Aerodinâmico).CEP: 91150-010 . 1501 Fone: (51) 3364. 1997. AMCA Paper 2337-97. de que um sistema de ventilação funcionará corretamente. Williamson. etc.RS e-mail: comercial@otam. e proporcionar fluxos de ar uniformes tanto na aspiração quanto na descarga do ventilador.br www. vibrações. funcionamento instável do ventilador. O ventilador também possui tolerâncias de funcionamento que são estabelecidas na publicação AMCA 211Certified Ratings Program-Air Performance A OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. limitada pelas tolerâncias inferior e superior de operação do ventilador e pelas tolerâncias inferior e superior de estimativa de perda de carga do sistema. Fans and Systems.Fax: (51) 3364. Air Systems. Bitencourt. Como foi visto. pela já citada norma AMCA 210..3 Curvas de Desempenho do Ventilador/Sistema TOLERÂNCIAS DO SISTEMA E DO VENTILADOR experiência mostra que variações de mais ou menos 10% na perda de carga estimada do sistema. System Effects. Av.

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