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A água na terra e a sua distribuição

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TRABALHO ESCOLAR DE ADRIANA PEREIRA
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Published by: Ana Pereira on Jul 25, 2009
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ÍNDICE    A Água Na Terra E A Sua Distribuição: Problemas de Abundância E De Escassez ……….Pág. 1 Variações No Consumo E Distribuição De Água…………………………………………..

Pág. 3 Bibliografia ………………………………………………………………………………….. Pág. 5

A ÁGUA NA TERRA E A SUA DISTRIBUIÇÃO: PROBLEMAS DE ABUNDÂNCIA E DE ESCASSEZ A distribuição da água sobre os continentes é muito desigual, tornando-se um bem raro para uns e abastado para outros. Em áreas desérticas ou em processos de desertificação, é um bem precioso e escasso; em áreas de grande abundância, é por vezes, desperdiçado. Embora haja água suficiente no mundo para prover às necessidades de todos, uma distribuição desigual e ineficaz é um dos factores determinantes da pobreza. Quase 1,2 milhões de pessoas vivem sem água potável, e mais de 2,4 mil milhões não têm acesso a saneamento básico, factores que provocam a morte de mais de 20 mil crianças diariamente.

Fig. 1 – A distribuição da água na Terra Apesar de a Terra possuir uma grande quantidade de água, a maior parte dela não pode ser utilizada directamente pela Humanidade. Cerca de 97.5% de água é salgada e, portanto, é doce só 2.5% . Muita água potável também não pode ser utilizada porque permanece gelada nas calotes polares e nos glaciares. Logo, apenas uma pequena percentagem de água está disponível, embora nem toda seja utilizável. A água do planeta está desigualmente distribuída. Distribui-se por três grandes reservatórios - os oceanos, os continentes e a atmosfera -, entre os quais existe uma circulação contínua e perpétua – o ciclo da água.

As disponibilidades de água variam no espaço e no tempo, em função das irregularidades climáticas, e haver ou não abundância de chuvas. No entanto, o regime de chuvas pode variar também ao longo dos anos, provocando secas com longos períodos sem água ou inundações.

Fig. 2 – Distribuição da água em zonas de escassez

O consumo de água varia de região para região e de país para país. Dois mil milhões de pessoas vivem com falta de água em 34 países – asiáticos, africanos e do médio oriente -, e este número poderá aumentar até 2025. A agricultura e a indústria utilizam grandes quantidades de água que é muitas vezes desperdiçada e que em muitos casos poderia ser reaproveitada.

Fig. 3 – Em muitos países a água é um bem escasso

VARIAÇÕES NO CONSUMO E DISTRIBUIÇÃO DE ÁGUA Um dos maiores problemas das grandes cidades nos dias de hoje, é o da captação e distribuição de água à população. O século XXI vai provocar nas cidades uma crescente utilização de água disponível. O fornecimento de água em qualidade e quantidade pode degradar-se, pondo em perigo a existência humana. Com o contínuo crescimento populacional, não é a água que virá globalmente a faltar, mas os meios que serão necessários pôs em prática para melhor repartir a sua disponibilidade e proceder ao seu tratamento para a tornar própria para consumo. Para os países desenvolvidos, quantidade e qualidade de água significa quase abrir a torneira e ter à disposição a que necessita, sem metais ou produtos orgânicos que a tornem imprópria para consumo. Assim, a preocupação é ter água o mais pura possível.

Fig. 4 – É nas cidades que se dá o maior consumo de água.

Fig. 5 – Homem africano a matar a sede.

Para os povos dos países menos desenvolvidos, o principal é ter água para beber, desde que não esteja muito contaminada. Não são só os problemas relativos às desigualdades na distribuição e no acesso á água potável que preocupam o Homem; é que a água também se pode tornar causadora de mortes. Nos países em desenvolvimento ou menos desenvolvidos, morrem muitas pessoas – principalmente crianças – com doenças transmitidas por bactérias contidas na água potável. Os reservatórios, sistemas de irrigação e de drenagem, bem como a separação – mal feita – entre água potável e resíduos a eliminar facilitam a proliferação de doenças e a poluição. Nos países industrializados, não é difícil obter água: constroem-se barragens e represas, canalizam-se cursos de água, desviam-se rios ou perfura-se o subsolo. Mas se obter água não é difícil, mantê-la limpa e pura já apresenta dificuldades. Depois de utilizada, a água é devolvida à natureza, mas, por vezes, com substâncias não degradáveis, metais e ácidos.

Fig. 6 – Poluição de um rio devido ao petróleo

Fig. 7 – Esgotos a céu aberto

Com o aumento populacional, a expansão industrial e a concentração urbana, o consumo de água potável não parou de crescer. Este fenómeno levou à utilização intensiva de água de toalhas freáticas e superficiais, que, assim, baixam os seus níveis e apresentam consequências:     Salinização das reservas do subsolo e superficiais; Diminuição do caudal dos rios; Menor velocidade de circulação das águas ou até estagnação; Secagem de áreas húmidas, pântanos e lagos.

A questão da escassez ou da abundância de água coloca-se ao nível dos recursos disponíveis de cada região e país. O Homem tem procurado resolver a irregularidade dos níveis de água essencialmente mediante a construção de barragens e represas, a construção de canais e outras obras hidráulicas que visam sobretudo garantir que os cursos de água tenham caudais regulares, para que haja um bom fornecimento de água às populações. Mas, e nos países pobres e menos desenvolvidos com grande escassez de água? Como abastecer aquelas populações de água? Claro que a gestão da água passa, também, por aquilo que os países ricos e mais desenvolvidos podem fazer: racionalização dos consumos, evitar desperdícios e aproveitar os recursos disponíveis. Esta gestão sustentável da água deve ser utilizada nas actividades industriais, agrícolas e até domésticas, grandes consumidoras e desperdiçadoras de água, dado que não a reutilizam. As situações de escassez de água podem ser resolvidas com três processos:  Armanezamento em albufeiras quando existe em excesso.  Poupança através de atitudes e processos tecnológicos menos exigentes em consumo.  Reciclagem das águas residuais de forma a serem novamente utilizadas para diferentes fins. Dado que a água é um bem insubstituível, um recurso natural precioso e frágil, para se gerir a água doce de que o Homem dispõe e tornar a sua distribuição menos irregular e acessível a todos, há que adoptar determinados cuidados na sua utilização. A água é um recurso global e embora haja água suficiente no mundo para satisfazer as necessidades de todos, uma distribuição desigual e ineficaz é um dos factores determinantes da pobreza em certos países. Quase 1,2 mil milhões de pessoas vivem sem água potável, e mais de 2,4 mil milhões não têm acesso a saneamento básico, factores que provocam a morte de mais de 20 mil crianças diariamente.

Fig. 8 – Todo o ser vivo depende da água e o futuro da água na Terra depende de todos nós.

Assim, o aumento preocupante do consumo de água, o facto de só dispormos de uma pequena percentagem de água doce disponível e as desigualdades na sua distribuição, levam-nos a pensar que o principal objectivo do uso sustentável da água é utilizar a água doce sem afectar e alterar o ciclo da água e os ecossistemas. Deste modo, ficará garantida água suficiente para as gerações futuras!

BIBLIOGRAFIA

INTERNET   www.ecoambiental.com www.inag.pt

MANUAIS    SIMÕES, Teresa Sobrinho, QUEIRÓS, Maria Alexandra, SIMÕES, Maria Otilde, Física e Química A, Química Em Contexto, Livro de Texto, 11º, Porto Editora, 2004 RIBEIRO, Isabel José, COSTA, Madalena, CARRAPA, MARIA Eduarda, Geografia, 3º ciclo, Partes 4 e 6, Contrastes , Areal Editores, 1ª edição, 2003 SILVA, Amparo Dias da, et al, Ciências Físicas e Naturais, Planeta Vivo, 3º Ciclo, Porto Editora, 1ª Edição, 2003

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