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2474_Aula 06 - Processo Penal - Delegado Civil

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PROCESSO PENAL 6ª Aula – 18/03/2013 Prof.

Ivan Jezler

Considerações Iniciais: - Lei 12.403/2011; - Um dos méritos desta lei foi trazer preceitos que estejam só na CF/88, que são as garantias como Princípio da Razoabilidade, Proporcionalidade e Princípio da Presunção de Não Culpabilidade (Estado de Inocência); - Esta lei teve o mérito a luz deste dois princípios de trazer medidas alternativas à prisão cautelar, o que está previsto no Art. 282, I e II do CPP (consagração do princípio da razoabilidade e da proporcionalidade ) e o Art. 283 CPP (consagra a presunção de inocência); - A prisão cautelar hoje é a última ratio; a prisão cautelar é uma medida subsidiária, uma medida excepcional; - Até a sentença penal condenatória, ninguém pode ser considerado culpado, conforme o Art.5º, LVII da CF. - Prisão em flagrante = Art. 302 CPP; - Prisão Temporária = Lei 7960/89; - Prisão Preventiva = Arts. 311, 312 e 313 CPP; - A prisão provisória, antes da sentença transitada em julgado, só cabe mediante flagrante delito ou com ordem judicial fundamentada; - Revogada foi a hipótese de prisão administrativa sem determinação judicial; - Art. 283 CPP, veda expressamente a execução antecipada da pena;

Súmula Vinculante nº 11: - Presunção de Inocência; - É uma medida excepcional, cabe somente se for indispensável e extremamente necessária; - Essa súmula vale para a prisão em flagrante, temporária e preventiva; mas somente se for excepcional, indispensável e fundamentada; - É caso de nulidade da prisão e do ato processual caso a utilização seja desnecessária;
www.cursocejus.com.br

Existem doutrinadores que classificam a prisão em flagrante como pré-processual.1. conforme o Art. 1.Toda e qualquer prisão antes do transito em julgado da sentença penal condenatória. em virtude de prisão temporária ou prisão preventiva. LXI da CF/88. em decorrência de sentença condenatória transitada em julgado ou. . Art.No tribunal do júri.403-2011) § 1º As medidas cautelares previstas neste Título não se aplicam à infração a que não for isolada. no curso da investigação ou do processo.Art. cumulativa ou alternativamente cominada pena privativa de liberdade.403-2011) § 2º A prisão poderá ser efetuada em qualquer dia e a qualquer hora.ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente.NÃO se admite prisão em flagrante por apresentação.com. definidos em lei. 283 CPP vetou expressamente a execução antecipada da pena.NÃO se fala em prisão pena antes do fechamento integral das vias recursais. .Natureza jurídica: cautelar. .. 283.cursocejus. processual. Espécies de Prisão Cautelar: .br . LXI da CF . também é proibido o uso das algemas. . (Alterado pela L-012. responsabilidade administrativa. Art. salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar. porque NÃO exige ordem do juiz competente.Art. respeitadas as restrições relativas à inviolabilidade do domicílio. 5º. 474.A prisão em flagrante nasce sem a reserva de natureza cautelar. as partes nos debates não poderão fazer alusão ao uso das amarras. Art. I CPP. penal e civil. . se a situação fática sofrer um enquadramento em um dos incisos do Art. §3º CPP. www. . 302 CPP. .Se for caso de necessidade da utilização das algemas no Tribunal do Júri. . . o que NÃO impede a decretação de outra prisão cautelar. 5º. . (Acrescentado pela L012. Prisão em Flagrante . 478. Ninguém poderá ser preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada da autoridade judiciária competente. sem necessidade de ordem judicial.Não existe prisão em flagrante por apresentação. 1.Há responsabilidade tríplice. tem natureza cautelar.Uma prisão em flagrante APENAS será materialmente válida.

em situação que faça presumir ser autor da infração. reinteração nos atos criminosos / ex: exercício ilegal de profissão. Hipóteses de Flagrante: a) Facultativo: diz respeito ao sujeito ativo da prisão. www. III .está cometendo a infração penal.cursocejus. 302 CPP. objetos ou papéis que façam presumir ser ele autor da infração.acaba de cometê-la. 1. 303 do CPP (crimes permanentes). Art. Art. armas.Qualquer do povo poderá e as autoridades policiais e seus agentes deverão prender quem quer que seja encontrado em flagrante delito. 301 CPP.é encontrado. II .1. b) Obrigatório: diz respeito ao sujeito ativo da prisão.1. aqui se enquadra a hipótese de flagrante do Art.Considera-se em flagrante delito quem: I . 301 CPP. Art. 301 .acaba de cometê-la. Art. onde o sujeito está cometendo ou acabou de cometer a infração penal. 302 . pelo ofendido ou por qualquer pessoa. pela autoridade. com base no suporte probatório que pode ser colhido. entende-se o agente em flagrante delito enquanto não cessar a permanência.Qualquer do povo poderá e as autoridades policiais e seus agentes deverão prender quem quer que seja encontrado em flagrante delito. posição minoritária. Art.com.. facultativo quando for efetivada por qualquer pessoa (inclusive o particular). e revelar a reinteração na prática delituosa. que NÃO se admite a prisão em flagrante por apresentação quando inexistirem as hipóteses de cabimento do Art.Parte da doutrina afirma.Considera-se em flagrante delito quem: I . II . somente pelo preposto policial. 303 .é perseguido.br . logo após. Os Tribunais admitem a prisão em flagrante nos crimes habituais. curandeirismo). c) Próprio ou Propriamente Dito: Incisos I e II do Art. Art. Art.Nas infrações permanentes. o sujeito ainda está na cena do delito. 302 CPP. com instrumentos. também se enquadra o cabimento do flagrante nos crimes habituais (reinteração na prática criminosa.está cometendo a infração penal. IV . 302 . logo depois. significa a própria certeza virtual do delito. 301 .

que o réu tenha passado. segundo entendimento doutrinário majoritário e também segundo o STF e STJ. providenciará para a remoção do preso.d) Impróprio: nesse flagrante existe uma perseguição. e) Presumido: nesse flagrante o sujeito é encontrado.é encontrado. pela autoridade. com instrumentos. Art. a doutrina entende que é uma hipótese de crime de ensaio. o executor poderá efetuar-lhe a prisão no lugar onde o alcançar. existe uma instigação policial para a prática criminosa.com. sendo perseguido. Art. o sujeito é encontrado com documentos. arma. b) sabendo. for no seu encalço. que. 302 . a policial induz o sujeito a praticar o delito. no flagrante preparado mais do que propiciar o relaxamento da prisão. depois de lavrado. 302 . quando: a) tendo-o avistado. h) Preparado: esse flagrante é INVÁLIDO. o encontro é fortuito. em uma situação em que faça presumir ser o sujeito o autor do crime. até que fique esclarecida a dúvida. papeis. uma atividade persecutória. a preparação pelos prepostos policiais impede a consumação do crime. a perseguição tem que ser ininterrupta (não pode ser interrompida / entendimento de Nestor Távola). perseguição logo após a prática do crime. § 1º .Entender-se-á que o executor vai em perseguição do réu. o encontro aqui é logo depois da prática do ato criminoso. logo depois. 290 . § 2º . armas. objetos ou papéis que façam presumir ser ele autor da infração.Quando as autoridades locais tiverem fundadas razões para duvidar da legitimidade da pessoa do executor ou da legalidade do mandado que apresentar. em situação que faça presumir ser autor da infração.Se o réu. a instigação feita por www. em tal ou qual direção. algum objeto que faça presumir ser ele o sujeito ativo do crime. o auto de flagrante. poderão pôr em custódia o réu. se for o caso. Súmula 145 STF. embora depois o tenha perdido de vista.cursocejus. passar ao território de outro município ou comarca. por indícios ou informações fidedignas. 290 CPP. Art.Considera-se em flagrante delito quem: III . logo após = imediato. logo após. for perseguindo-o sem interrupção. o STF entende que é uma hipótese de crime impossível.Considera-se em flagrante delito quem: IV . há pouco tempo. Art.br . apresentando-o imediatamente à autoridade local. pelo ofendido ou por qualquer pessoa. pelo lugar em que o procure. g) Forjado: esse flagrante é INVÁLIDO.é perseguido. f) Esperado: esse flagrante é VÁLIDO.

1. 53 da Lei 11. Exceção: . 304 CPP. 1964. os seguintes procedimentos investigatórios: Parágrafo único. rejeição da denuncia ou absolvição). só cabe nos casos de tráfico de drogas e organização criminosa. esse flagrante é LEGAL e VÁLIDO. . quando a preparação do flagrante pela polícia torna impossível a sua consumação. ou seja. são permitidos. nessa hipótese o flagrante diferido vai exigir reserva de jurisdição. 53 da Lei 11. No flagrante diferido os policiais protelam a situação flagrancial.Apresentado o preso à autoridade competente. entregando a este cópia do termo e recibo de entrega do preso. Art. Existência do Crime . 53 da Lei 11.cursocejus.Preparação do Flagrante pela Polícia que Torna a Consumação Impossível Não há crime. além dos previstos em lei. Em qualquer fase da persecução criminal relativa aos crimes previstos nesta Lei. para desaparelhar todo o bando e produzir um maior número de provas. e vista ao MP. No caso de organização criminosa NÃO precisa de ordem judicial. 82.343/06. Lavratura do Auto de Prisão em Flagrante: . Na hipótese do inciso II deste artigo. i) Diferido: também chamado de flagrante postergado ou ação policial controlada. procederá à oitiva das testemunhas que o acompanharem e ao interrogatório do acusado sobre a imputação que lhe é feita. mas produzir um maior manancial probatório. mediante uma analise meritória.343/06. OBS: Pode cair na peça cautelar! 1.2. sua assinatura.com.06/12/1963 .Somente pode ser executado por prepostos de policia. mediante autorização judicial e ouvido o Ministério Público. ordem fundamentada da autoridade judiciária competente. www.034/95.343/06 e na Lei 9. Art. Edição: Imprensa Nacional. a autorização será concedida desde que sejam conhecidos o itinerário provável e a identificação dos agentes do delito ou de colaboradores. perpetuam um flagrante. desde logo. ouvirá esta o condutor e colherá. p. a finalidade aqui não é apenas prender. 304 . STF Súmula nº 145 .br .Anexo ao Regimento Interno.Art.Súmula da Jurisprudência Predominante do Supremo Tribunal Federal .§ único do Art. Em seguida. Art.um policial ou particular (a doutrina entende que o particular pode instigar) propicia o encerramento da persecução penal (arquivamento.

(Acrescentado pela L-012.A lavratura do auto é mais uma etapa da prisão em flagrante. no curso da investigação ou do processo.Resultando das respostas fundada a suspeita contra o conduzido. §1º CPP.br . .113-2005) . 69. a autoridade mandará recolhê-lo à prisão. como medida de cautela. .Se o crime não prescreve em uma pena privativa de liberdade. que o APF será substituído por uma condução imediata ao JECRIM ou substituído por um termo de compromisso. Ninguém poderá ser preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada da autoridade judiciária competente. cumulativa ou alternativamente cominada pena privativa de liberdade.cursocejus.Não é apenas o delegado que tem a atribuição para a lavratura do APF. domicílio ou local de convivência com a vítima.2002)) Art.Se o sujeito se recusar a assinar o termo de compromisso e não for conduzido imediatamente ao JECRIM. em virtude de prisão temporária ou prisão preventiva.5. seu afastamento do lar. não souber ou não puder fazê-lo.Principio da Homogeneidade das cautelares. se para isso for competente. Ao autor do fato que.455.403-2011) § 1º As medidas cautelares previstas neste Título não se aplicam à infração a que não for isolada. A autoridade policial que tomar conhecimento da ocorrência lavrará termo circunstanciado e o encaminhará imediatamente ao Juizado. . lavrando. o APF não poderá ser lavrado. não se imporá prisão em flagrante. (Alterado pela L-011. .099/95.Art. vale a regra geral do Art. que tenham ouvido sua leitura na presença deste.Quando o acusado se recusar a assinar. 283 CPP.099/95. nesse caso. § 3º . (Alterado pela L-012. § 2º . enviará os autos à autoridade que o seja.Se houver a previsão de pena privativa de liberdade. providenciandose as requisições dos exames periciais necessários. 283. . nem se exigirá fiança. 69 da Lei 9099/95. 69 da Lei 9. Art. o auto. mesmo ele não sendo conduzido ao JECRIM e não assinar o termo de compromisso. Em caso de violência doméstica.113-2005) § 1º . afinal. . de 13. contra os delitos praticados em sua www. deverão assiná-lo pelo menos duas pessoas que hajam testemunhado a apresentação do preso à autoridade. se não o for. aí sim poderá ser lavrado o APF. após cada oitiva suas respectivas assinaturas. o juiz poderá determinar. com o autor do fato e a vítima.A falta de testemunhas da infração não impedirá o auto de prisão em flagrante. por que o Art.403-2011) . 307 CPP também integrou tal função ao Juiz. § único da Lei 9. a autoridade. for imediatamente encaminhado ao juizado ou assumir o compromisso de a ele comparecer.colhendo. o auto de prisão em flagrante será assinado por duas testemunhas. (Redação dada pela Lei nº 10. Art. em decorrência de sentença condenatória transitada em julgado ou.Nos crimes de menor potencial ofensivo que não prescrevem pena privativa de liberdade. e prosseguirá nos atos do inquérito ou processo.com. com o condutor. Parágrafo único. exceto no caso de livrar-se solto ou de prestar fiança. mas. (Alterado pela L-011. após a lavratura do termo. em hipótese alguma será imposta a prisão em flagrante.

nos crimes que tenha como pena máxima igual ou inferior a 04 anos. ou que policiais também sejam testemunhas). b) Condução à autoridade policial. no exercício de suas funções. ou contra esta. d) Se for o caso. p. em caso de crime cometido nas suas dependências. . compreende.br . . Etapas da prisão: a) Arrebatamento do delinquente.presença ou nos casos de sujeição passivo do próprio magistrado. Poder de Polícia da Câmara dos Deputados e do Senado Federal . pelo preso e pelas testemunhas e remetido imediatamente ao juiz a quem couber tomar conhecimento do fato delituoso.cursocejus. a voz de prisão. o recolhimento ao cárcere. deverá ser inquirido pelo delegado. se não for concedida a liberdade provisória com fiança. 1279. entender que a última etapa da prisão não pode se concretizar. se possível. sendo tudo assinado pela autoridade. por fim tem que ser interrogado o www. se admite que duas testemunhas que tenham presenciado a apresentação do preso.Prisão em Flagrante do Acusado e a Realização do Inquérito O poder de polícia da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. pelo delegado. p. consoante o regimento. OBS: Nestor Távola afirma. 1239. constarão do auto a narração deste fato. 307 . Art. STF Súmula nº 397 . se não o for a autoridade que houver presidido o auto. a prisão em flagrante do acusado e a realização do inquérito.O sujeito que conduzir o individuo que praticou a infração penal. c) Lavratura do APF. quando após a colheita das declarações. ser possível um relaxamento de prisão efetivado pelo próprio delegado. se não houverem testemunhas do fato. DJ de 11/5/1964.O mesmo poder de policia é entregue ao Presidente da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.Crime Cometido nas Suas Dependências . ouvir também o ofendido. assinem o APF. serão inquiridas testemunhas (pelo menos 02 testemunhas / nada impede que o próprio condutor sirva como uma das testemunhas. Súmula 397 STF. p. 1255.Compreensão Regimental . as declarações que fizer o preso e os depoimentos das testemunhas. e assinar o APF.Uma das etapas da prisão em flagrante é a lavratura do auto de prisão em flagrante.03/04/1964 .Quando o fato for praticado em presença da autoridade. DJ de 12/5/1964. . nos crimes praticados em suas dependências.DJ de 8/5/1964.com. o delegado verificar.

a autoridade policial deverá: V . conforme o Art. nota de culpa não é confissão. dando conhecimento dos motivos da prisão e dos responsáveis por tal custódia. deve ser entregue a nota de culpa ao preso (custodiado). o constituinte garantiu a assistência de advogado ao imputado preso.cursocejus.Em um prazo máximo de 24 horas. LXIII da CF.ouvir o indiciado. “Nemo Tenetur se Detegere”. 6º. 8. 2.imputado. . além de consagrar o direito ao silêncio. 6º do CPP . devendo o respectivo termo ser assinado por 2 (duas) testemunhas que Ihe tenham ouvido a leitura.com. www. 5º. e um deles servirá como nota culpa ao preso.Na prisão temporária serão expedidos dois mandados prisionais. o direito ao silencio é consignado a todo e qualquer indivíduo que passa a ser destinatário da investigação criminal. LXIII da CF/88 c/c Art. deste Livro. “g” do Pacto de São José da Costa Rica (direito ao silencio e o direito a não auto incriminação).br . no que for aplicável.5º. .Art. do disposto no Capítulo III do Título VII. Art.Logo que tiver conhecimento da prática da infração penal. V do CPP c/c Art. com observância. .

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