ESTATUTO DO SERVIDOR PÚBLICO DE MINAS GERAIS

LEI nº 869 de 05 de julho de 1952 Dispõe sobre o Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado de Minas Gerais. O Povo do Estado de Minas Gerais, por seus representantes, decretou e eu, em seu nome, sanciono a seguinte Lei: DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

Art. 1º - Esta lei regula as condições do provimento dos cargos públicos, os direitos e as vantagens, os deveres e responsabilidades dos funcionários civis do Estado. Parágrafo único - As suas disposições aplicam-se igualmente ao Ministério Público e ao Magistério.
A Constituição Federal trata dos Servidores Públicos Civis, desde o art. 37 ao art. 41, trazendo expressamente a forma de ingresso no serviço público, os requisitos a serem preenchidos, prazo de validade do concurso, aspectos gerais a respeito da remuneração e alguns direitos (aposentadoria, greve, sindicalização). Sendo assim, a lei que trata do Serviço Publico Estadual não poderá contrariar os dispositivos constitucionais.

Art. 2º - Funcionário público é a pessoa legalmente investida em cargo público.
Este artigo define o conceito de funcionário público. Já a Constituição Federal, no art. 37, inciso II, define o conceito de investidura em cargo público.  Investidura: a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego, na forma a lei, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração.  Posse: é o ato de provimento do Cargo Público.  Provimento: é o preenchimento do cargo público.

Art. 3º - Cargo público, para os efeitos deste estatuto, é o criado por lei em número certo, com a denominação própria e pago pelos cofres do Estado.
Requisitos do Cargo Púbico:  Criado por lei  Em número Certo

 Com denominação Própria  Pago pelos Cofres Públicos

Parágrafo único - Os vencimentos dos cargos públicos obedecerão a padrões previamente fixados em lei.
Os reajustes salariais serão de iniciativa do Governador, conforme a Constituição Estadual, no art. 66, Inciso III, alínea b. lembrando que eles não podem ultrapassar o teto estipulado previsto na Constituição Federal, além disto, são irredutíveis conforme Art. 37, Inc. XV. Sendo assim, para fins de remuneração, observar-se-á o disposto no art. 37. Inc. V - o subsídio dos Ministros dos Tribunais Superiores corresponderá a noventa e cinco por cento do subsídio mensal fixado para os Ministros do Supremo Tribunal Federal e os subsídios dos demais magistrados serão fixados em lei e escalonados, em nível federal e estadual, conforme as respectivas categorias da estrutura judiciária nacional, não podendo a diferença entre uma e outra ser superior a dez por cento ou inferior a cinco por cento, nem exceder a noventa e cinco por cento do subsídio mensal dos Ministros dos Tribunais Superiores, obedecido, em qualquer caso, o disposto nos arts. 37, XI, e 39, § 4º. Na Constituição Estadual, segue a seguinte redação: Art. 24 – A remuneração dos servidores públicos e o subsídio de que trata o § 7° deste artigo somente poderão ser fixados ou alterados por lei específica, observada a iniciativa privativa em cada caso, assegurada revisão geral anual, sempre na mesma data e sem distinção de índices.

Art. 4º - Os cargos são de carreira ou isolados. Parágrafo único - São de carreira os que se integram em classes e correspondem a uma profissão; isolados, os que não se podem integrar em classes e correspondem a certa e determinada função.
Cargos de Carreira: é o cargo que existe progressão (a permanência na carreira leva a alcançar classes mais altas, feito para estimular a permanência do servidor na carreira). Cargo Isolado: é aquele que não é organizado em carreira e não possui progressão.

Art. 5º - Classe é um agrupamento de cargos da mesma profissão e de igual padrão de vencimento.
Classe: pessoas que exercem a mesma profissão, tendo o mesmo padrão de remuneração, sendo que uns podem receber mais que os outros, tendo em vista as vantagens pessoais.

Art. 6º - Carreira é um conjunto de classes da mesma profissão, escalonadas segundo os padrões de vencimentos.
A carreira é o resultado da progressão, sendo assim, as classes serão definidas pelo seu posicionamento dentro da carreira.

Art. 7º - As atribuições de cada carreira serão definidas em regulamento.
Cada profissão terá um regulamento que irá definir a forma de atuação do Servidor. Parágrafo único - Respeitada essa regulamentação, as atribuições inerentes a uma carreira podem ser cometidas, indistintamente, aos funcionários de suas diferentes classes. O parágrafo trás a seguinte exceção:  As diferentes classes de uma profissão podem praticar as atividades incumbidas à determinada classe.

Art. 8º - Quadro é um conjunto de carreiras, de cargos isolados e de funções gratificadas.
Quadro é o conjunto de servidores públicos do Estado, divididos em:  Funcionários de carreira.  Funcionários de cargos isolados.  Funcionários de funções gratificadas.

Art. 9º - Não haverá equivalência entre as diferentes carreiras, nem entre cargos isolados ou funções gratificadas.
As carreiras não poderão ter equivalência, ainda que ocorra a analogia de atribuições, ou seja, a Constituição veda a equivalência entre carreiras, exemplo:  Delegados de Polícia atualmente estão exigindo equiparação de sua função com as demais carreiras jurídicas, dando aos Delegados as garantias de Inamovibilidade, entre outras, destinadas a Juízes e Promotores. Além disto, o art. 24 da Constituição Federal trás a seguinte redação: § 3º – É vedado vincular ou equiparar espécies remuneratórias para efeito de remuneração de pessoal do serviço público. TÍTULO I Do Provimento CAPÍTULO I Disposições Gerais Art. 10 - Os cargos públicos são acessíveis a todos os brasileiros, observados os requisitos que a lei estabelecer. A Constituição Federal prevê que os Cargos sejam acessíveis aos brasileiros natos e naturalizados e em determinadas circunstâncias, aos estrangeiros. Conforme prevê o art. 37, inciso I.

Parágrafo único - Os cargos de carreira serão de provimento efetivo; os isolados, de provimento efetivo ou em comissão, segundo a lei que os criar.

 Cargos de Carreira: de provimento efetivo.  Cargos Isolados: de provimento Efetivo ou em Comissão Cargo comissionado ou cargos em comissão são aqueles destinados ao livre provimento e exoneração, de caráter provisório, destinando-se apenas às atribuições de direção, chefia e assessoramento, podendo recair ou não em servidor do Estado. Os Cargos em Comissão devem der preenchidos por servidores de carreira nos casos, condições e percentuais mínimos previstos em lei. A posse em Cargo em Comissão determina o concomitante afastamento do servidor do cargo efetivo de que for titular, ressalvados os casos de acumulação legal comprovada. O exercício de Cargo Comissionado por parte de servidor efetivo afasta a possibilidade de usufruir direitos inerentes ao cargo efetivo enquanto nomeado no Cargo em Comissão.

Art. 11 - Compete ao Governador do Estado prover, na forma da lei e com as ressalvas estatuídas na Constituição, os cargos públicos estaduais.
Dar provimento aos cargos é competência privativa do Governador, conforme art. 90, Inc. IV da Constituição Estadual. Além de prover e extinguir os cargos públicos do Poder Executivo.

Art. 12 - Os cargos públicos são providos por: I - Nomeação; II - Promoção; III - Transferência; IV - Reintegração; V - Readmissão; VI - Reversão; VII - Aproveitamento.
 Nomeação; é a Forma de investidura em cargo público, que se oficializa com a publicação do correspondente decreto ou portaria e se completa com a posse e o exercício.  Promoção; PROMOÇÃO é a movimentação do servidor do último padrão de uma classe para o primeiro padrão da classe seguinte, observado o interstício de determinado tempo de serviço, dependendo do que prevê cada estatuto ou regulamento sobre a profissão.  Transferência; é a mudança do servidor de local de trabalho, de uma carreira para outra, ou de um cargo para outro. Elas serão feitas a pedido do servidor, conforme a conveniência do serviço público.  Reintegração; A reintegração, que decorrerá de decisão administrativa ou sentença judiciária passada em julgado, é o ato

27 estabelece: "Na admissão do idoso em qualquer trabalho ou emprego. comprovada em inspeção médica. apenas.ter completado dezoito anos de idade.Não poderá ser investida em cargo inicial de carreira a pessoa que contar mais de 40 anos de idade. assegurada. primeiramente. o parágrafo único trás um fato que não ocorre. por exemplo. VI .ter-se habilitado previamente em concurso. § 1. em processo. a contagem de tempo de serviço em cargos anteriores. 13 . IV . porém.º. até o limite máximo de 70 anos (art.741 de 2003 (ESTATUTO DO IDOSO) em seu art. que toda pessoa com idade igual ou superior a 60 anos tem direito de se inscrever e de concorrer em qualquer concurso público. desde que compatível com o critério etário. II . III . ressalvados os casos em que a natureza do cargo o exigir".  Aproveitamento.gozar de boa saúde. é o reingresso no serviço público do funcionário em disponibilidade. é o ato pelo qual o aposentado reingresse no serviço público. após verificação. pois.estar em gozo dos direitos políticos. é vedada a discriminação e a fixação de limite máximo de idade.ter atendido às condições especiais prescritas para determinados cargos ou carreiras. A norma legal determina.haver cumprido as obrigações militares fixadas em lei. de que não subsistem os motivos determinantes da aposentadoria. Parágrafo único .  Readmissão. 13. segue o seguinte:  A Lei 10. CAPÍTULO II Da nomeação SEÇÃO I . salvo quando se tratar de cargos isolados para os quais não haja essa exigência. inclusive para concursos. a pessoa irá para a letra B após três anos (estágio probatório). VIII .ter boa conduta. sendo no caso dos Agentes Penitenciários. O provimento em cargo público exige determinados requisitos que seguem nos incisos do art.pelo qual o funcionário demitido reingressa no serviço público. V . é o ato pelo qual o funcionário demitido ou exonerado reingressa no serviço público sem direito a ressarcimento de prejuízos. lembramos que a pessoa que tiver mais de 40 anos irá ingressar na fase inicial da carreira. já no caso de limitação de idade. II da CR/88).ser brasileiro. para efeito de aposentadoria e disponibilidade  Reversão. VII . 40. portanto.Só poderá ser provido em cargo público quem satisfizer os seguintes requisitos: I . Art. com ressarcimento dos prejuízos decorrentes do afastamento.

As nomeações serão feitas: I . ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração) efetua-se mediante concurso.A primeira investidura em cargo de carreira e em outros que a lei determinar efetuar-se-á mediante concurso. subsidiariamente. II .  Interinamente. 16 . em virtude de lei. A prova de títulos não pode ter o caráter eliminatório e. para o qual não haja candidato legalmente habilitado. desde que não se trate de cargo intermediário ou final de carreira. quando se tratar de cargo isolado que. Parágrafo único .  Em Comissão. A primeira investidura (a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou provas e títulos. quando se tratar de cargo de carreira ou isolado que.Os concursos serão de provas e. assim deva ser provido. 14 . 15 .Disposições Gerais Art.  Em substituição O parágrafo único informa taxativamente que o servidor efetivo que for “comissionado” em outro cargo não será desligado daquele no qual é titular.interinamente em cargo vago de classe inicial de carreira. assim deva ser provido. tendo a obrigatoriedade que ocorra a inspeção de saúde. classificatório em decorrência do princípio da igualdade. IV . de títulos.em substituição no impedimento legal ou temporário de ocupante de cargo isolado de provimento efetivo ou em comissão.É vedada a nomeação de candidato habilitado em concurso após a expiração do prazo de sua validade. no interesse da administração. precedida de inspeção de saúde. por igual período. A nomeação pode ocorrer de quatro espécies:  De caráter efetivo. Um recém formado normalmente ainda não . prorrogável uma vez.em caráter efetivo. Parágrafo único . sem perda daquele de que é titular. 37. A Constituição Federal no art. ser comissionado em outro cargo. sim. Inc. ou em cargo isolado de provimento efetivo. na forma a lei. Art. SEÇÃO II Dos Concursos Art. por lei. III diz que o prazo de validade do Concurso Público é de até dois anos. de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego. III .em comissão.O funcionário efetivo poderá.

7º. Parágrafo único . O presente artigo trata da contratação precária prevista na Constituição Federal. 13 e no § 5º deste artigo. Art. enquanto não houver candidato habilitado em concurso. III. O art. desde que seja apresentada certidão hábil. expedida por setor de pessoal do órgão ou certificado do órgão executor do certame. para inscrição em concurso e nomeação. Tradicionalmente.Realizado o concurso será expedido. ao contrário. 18 .Tratando-se de vaga em classe inicial de carreira ou em cargo isolado de provimento efetivo. CR/88). CR/88) para os trabalhadores urbanos e rurais. atendido o disposto nos itens I. os ocupantes de cargos efetivos ou funções públicas estaduais. SEÇÃO III Da Interinidade Art. a aprovação e a classificação. 17 . as bancas examinadoras consideram como título a aprovação em concurso público. A Constituição da República proíbe claramente a discriminação quanto a idade como critério de admissão de pessoal (art. Art.Os concursos deverão realizar-se dentro dos seis meses seguintes ao encerramento das respectivas inscrições. Alguns editais antigos traziam expresso que não poderia ser expedido nenhum certificado. pelo órgão competente. 19 limita o tempo para realizar o concurso num prazo de seis meses após o encerramento das inscrições. o certificado de habilitação. 20 . o parágrafo único garante a certidão de habilitação. § 2º. 37 e na Constituição Estadual.possui titulação e o mesmo seria discriminado de forma desarrazoada em um concurso se o edital estabelecer caráter eliminatório. XXX. Os servidores públicos que forem prestar concurso para mudar a profissão não ficarão sujeitos a limites de idade. de acordo com a natureza das atribuições da carreira ou cargo. Art. 7º. art. Ocorre que o citado inciso também se aplica aos servidores públicos. as notas obtidas. 19 . na conformidade das leis e regulamentos e das instruções respectivas.Os limites de idade para a inscrição em concurso e o prazo de validade deste serão fixados. Art. VI e VIII do art. (arts. poderá ser feito o preenchimento em caráter interino. podendo a lei estabelecer requisitos diferenciados de admissão quando a natureza do cargo o exigir. XXX e 39.Não ficarão sujeitos a limites de idade. 22 – A lei estabelecerá os casos de contratação . da qual constem a natureza das provas do concurso. V. quando for o caso.

cuja investidura dependa de concurso não poderá ser exercido interinamente por mais de um ano. Art. § 2º . Após o encerramento das inscrições do concurso. As inscrições sendo aprovadas exonerar-se-á os interinos que não cumprirem o disposto no parágrafo 3º. não serão feitas nomeações em caráter interino.Qualquer cargo público vago. SEÇÃO IV Do Estágio Probatório Art. das exigências estabelecidas para o concurso.Perderá a estabilidade o funcionário que tomar posse em cargo para o qual tenha sido nomeado interinamente. deverá prestar concurso obrigatoriamente. cujo provimento efetivo dependa de habilitação em concurso. Porém a aprovação da inscrição dependerá do preenchimento de requisitos por parte do interino. A . para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público. § 1º . o seu ocupante. § 4º . 23 .Todo aquele que ocupar interinamente cargo. automaticamente. ele perderá a estabilidade. 22 .por tempo determinado. A estabilidade é um direito constitucional para quem possui cargo público efetivo (art.A aprovação da inscrição dependerá da satisfação. considerar-se-ão exonerados. não haverá nomeações em caráter interino. qualquer que seja o tempo de serviço. Art. § 3º . O Interino. os interinos serão considerados exonerados automaticamente. será inscrito. 21 .Após o encerramento das inscrições do concurso. para nomeação efetiva.Estágio probatório é o período de dois anos de efetivo exercício do funcionário nomeado em virtude de concurso. § 6º . A lei proíbe que ocorra o exercício interino de cargo efetivo por mais de um ano.Homologado o concurso. Após a homologação. todos os interinos. O estágio probatório e a estabilidade são institutos jurídicos distintos. independente do tempo de serviço. e de cinco anos para os demais casos. 41 da CR/88) e será adquirida após três anos de efetivo exercício.Aprovadas as inscrições. no primeiro que se realizar para cargos de respectiva profissão. serão exonerados os interinos que tiverem deixado de cumprir o disposto no parágrafo anterior. para garantir sua permanência no cargo. Se o funcionário que já tiver estabilidade tomar posse em cargo interino. § 5º . Quem ocupar o cargo interinamente será inscrito “ex-officio” (automaticamente) no primeiro concurso que se realizar. "ex-officio".O exercício interino de cargo cujo provimento depende de concurso não isenta dessa exigência. por parte do interino.

caso seja considerado inapto para a função. em homenagem ao princípio da eficiência.Sem prejuízo da remessa periódica do boletim de merecimento ao Serviço de Pessoal. conforme o parágrafo 1º do art.Em seguida. O Estatuto do servidor garante que se o funcionário que já estiver adquirido a estabilidade prestar outro concurso.eficiência. II .disciplina. já houver adquirido estabilidade em virtude de qualquer prescrição legal. III . será dada vista ao estagiário pelo prazo de cinco dias. O estágio probatório é uma obrigação a que deve se submeter o servidor público.Se o despacho do Governador do Estado for favorável à permanência do . tendo em vista os requisitos deste artigo. conforme art. o diretor da repartição ou serviço em que sirva o funcionário. Atualmente a Constituição Federal prevê o período de três anos de efetivo exercício para a aquisição da estabilidade. informará reservadamente ao Órgão de Pessoal sobre o funcionário. 23 desta lei.aprovação no estágio probatório é um dos requisitos para aquisição da estabilidade. não se confundindo os institutos. opinando sobre o merecimento do estagiário em relação a cada um dos requisitos e concluindo a favor ou contra a confirmação. Após o Diretor informar a avaliação a respeito do Servidor. nomeado para outro cargo público. § 2º .idoneidade moral. § 6º . o Órgão de Pessoal formulará parecer escrito. tendo em vista os requisitos enumerados nos itens I a IV deste artigo.assiduidade. § 5º . e os requisitos são quatro. § 1º .Não ficará sujeito a novo estágio probatório o funcionário que. quatro meses antes da terminação deste. 41. na prática. IV . § 4º . § 3º .Desse parecer. O Diretor responsável pelo funcionário informará no prazo de quatro meses antes da duração do estágio probatório a respeito da aptidão do funcionário.No período de estágio apurar-se-ão os seguintes requisitos: I . se contrário à confirmação. ele não estará sujeito a novo estágio probatório. que tem aptidão para o cargo ao qual foi selecionado em concurso público. sujeito ao estágio probatório. o Órgão de Recursos Humanos formulará um parecer escrito opinando se o estagiário atingiu ou não os requisitos para obter a estabilidade. para demonstrar. O estagiário tem um prazo de cinco dias para recorrer.

§ 3º . Art. dependendo do que prevê cada estatuto ou regulamento sobre a profissão. Art. 27 . ele será substituído. O Governador tem autonomia para se pronunciar a respeito da permanência do funcionário. sendo as demais em um prazo de 10 meses uma da outra. o vencimento ou remuneração do cargo de que for ocupante efetivo.funcionário. exceder de trinta dias será remunerada e por todo o período. Art. Geralmente as avaliações de desempenho do funcionário são realizadas após 10 meses de efetivo exercício. 26 . de provimento efetivo ou em comissão.O critério a que obedecer a promoção deverá vir expresso no decreto respectivo.A apuração dos requisitos de que trata este artigo deverá processar-se de modo que a exoneração do funcionário possa ser feita antes de findo o período de estágio. de forma automática ou através de ato da administração. durante o tempo da substituição.As promoções obedecerão ao critério de antiguidade de classe e ao de merecimento alternadamente. § 1º . 24 .A substituição será automática ou dependerá de ato da administração. . Sendo assim. § 7º . ela pode ser gratuita ou remunerada. e de função gratificada. salvo no caso de função gratificada e opção. sendo a primeira sempre pelo critério de antiguidade. porém. § 1º .A promoção por antiguidade recairá no funcionário mais antigo na classe. SEÇÃO V Da Substituição Art. PROMOÇÃO é a movimentação do servidor do último padrão de uma classe para o primeiro padrão da classe seguinte.A substituição automática será gratuita. CAPÍTULO III Da Promoção Art.Haverá substituição no impedimento do ocupante de cargo isolado. 25 . § 2º . observado o interstício de determinado tempo de serviço. conforme o período de vigência. segundo dados objetivos apurados na forma do regulamento. A promoção poderá ocorrer por: Antiguidade e Merecimento.A promoção por merecimento recairá no funcionário de maior mérito. a confirmação não dependerá de qualquer novo ato. § 2º .A substituição remunerada dependerá de ato da autoridade competente para nomear ou designar. quando. Se o servidor for impedido de exercer suas atividades. 28 .Somente se dará promoção de uma classe à imediatamente superior.O substituto perderá.

do art. Art. 29 . No caso do interino. o parágrafo único do art. quando ocorrer empate no tempo de classe.Quando houver fusão de classes.Na hipótese de não haver funcionário com interstício poderá a promoção por merecimento recair no que contar pelo menos trezentos e sessenta e cinco dias de efetivo exercício na classe.O funcionário. O principal requisito para a promoção é a necessidade de que o funcionário tenha 730 dias de efetivo exercício. § 3º . A transferência “ex-offício” é aquela que ocorre sem consulta ao servidor. § 2º . como antiguidade de classe o tempo de efetivo exercício na interinidade. 20. terá preferência. Se a fusão de classes ocorrer. sucessivamente: a) o funcionário mais antigo na carreira. b) o mais antigo no Serviço Público Estadual. O merecimento zera após a mudança de classe. c) o que tiver maior tempo de serviço público. será contada da data em que o funcionário entrar em exercício na nova classe. 29 flexibiliza para pelo menos 365 dias de efetivo exercício. o funcionário conta na nova classe a antiguidade que trouxer da classe anterior. a pedido. § 1º .Se a transferência ocorrer "ex-officio". no interesse da administração. Art. Caso não tenha servidor apto.Na classificação por antiguidade. 32 . e) o casado.O merecimento será apurado.Não poderá ser promovido.O merecimento é adquirido na classe. os funcionários que eram ocupantes dos cargos da classe superior. 30 . serão promovidos. ou por permuta.Art.A antiguidade de classe no caso de transferência. serão levados em conta o tempo de efetivo exercício e o merecimento na classe a que pertencia. Art. 33 . será contado tempo de sua exoneração para fins de antiguidade de classe. o funcionário que não tenha o interstício de setecentos e trinta dias de efetivo exercício na classe. f) o solteiro que tiver filhos reconhecidos. Art. Parágrafo único . d) o funcionário casado ou viúvo que tiver maior número de filhos.A antiguidade de classe será determinada pelo tempo de efetivo exercício do funcionário na classe a que pertencer. . em primeiro lugar. objetivamente. segundo condições definidas em regulamento. 31 . recomeçará a apuração do merecimento a contar do ingresso na nova classe. Parágrafo único . promovido o funcionário. obedecendo-se o mesmo critério em ordem decrescente. o funcionário contará na nova classe também a antiguidade que trouxer da anterior. que for nomeado em virtude de habilitação no mesmo concurso.No caso do parágrafo precedente. contará. Parágrafo único . exonerado na forma do § 6º. inclusive à classe final de carreira.

f) o funcionário casado ou viúvo que tiver maior número de filhos.Será declarado sem efeito em benefício daquele a quem cabia de direito a promoção. desde que ambos os cônjuges sejam servidores públicos. o funcionário só perceberá o vencimento correspondente à nova classe quando tornada sem efeito a penalidade aplicada. se verificada a procedência da penalidade aplicada.No caso de igualdade de merecimento adotar-se-á como fator de desempate. 40 . 33 informa os requisitos de desempate de tempo por antiguidade. § 1º .Os funcionários que demonstrarem parcialidade no julgamento do merecimento serão punidos disciplinarmente pela autoridade a que estiverem subordinados. .A promoção de funcionário em exercício de mandato legislativo só se poderá fazer por antiguidade. i) o mais idoso.Na hipótese deste artigo. mas a promoção ficará sem efeito. d) o mais antigo no Serviço Público Estadual. § 2º . os filhos maiores e os que exerçam qualquer atividade remunerada pública ou privada. g) o casado. 38 . caso em que a promoção surtirá efeito a partir da data de sua publicação. Parágrafo único . Parágrafo único . tenha ocasionado a indevida promoção. a quem cabia a promoção. h) o solteiro que tiver filhos reconhecidos. Art.O funcionário. 35 informa algumas exceções à regra no caso de haverem filhos maiores ou casamento como critério de desempate. 41 . 39 .As promoções serão processadas e realizadas em época fixada em regulamento.O tempo de exercício para verificação de antiguidade de classe será apurado somente em dias. Art. b) o funcionário mais antigo na classe. o decreto que promover indevidamente o funcionário. O art.O funcionário promovido indevidamente não ficará obrigado a restituir o que a mais houver recebido. sucessivamente: a) o fato de ter o funcionário participado em operação de guerra. para efeito dos arts. Art.g) o mais idoso. ficando essa indenização a cargo de quem. 34 prevê os casos de desempate se incidir a igualdade de merecimento. 34 . Art. 33 e 34. O art. comprovadamente. será indenizado da diferença de vencimento ou remuneração a que tiver direito. 42 . e) o que tiver maior tempo de serviço público.Não serão considerados. Art. 35 . Art. 37 .Também não será considerado para o mesmo efeito o estado de casado. O art.Vetado. Art.O funcionário suspenso poderá ser promovido. Art. Art. c) o funcionário mais antigo na carreira. 36 .

O interstício para a transferência será de 365 dias na classe e no cargo isolado. de provimento efetivo e que exija concurso. A promoção só ocorrerá quando suspenderem os efeitos da punição.As transferências.de um cargo isolado.O funcionário poderá ser transferido: I . salvo nos casos dos itens III e IV do art.A transferência só poderá ser feita para cargo do mesmo padrão de vencimento ou igual remuneração. Vereador e Senador) não terá direito a promoção por merecimento. 44 . . será feita mediante proposta do Secretário de Estado ou Chefe do departamento autônomo. 43 . II . quando a transferência a pedido poderá dar-se para cargo de padrão de vencimento inferior.de uma para outra carreira. não devendo ser considerados. para outro de carreira. sendo que o funcionário suspenso (preventivamente) se for punido. de provimento efetivo. Haverá um período para que se processem as promoções. cabendo ressarcimento em favor do prejudicado. Parágrafo único . IV . Art. CAPÍTULO IV Da Transferência Art. 46 . A punição também pode ser anulada em benefício daquele que faria jus e não o foi. atendida a conveniência do serviço ou "ex-officio" respeitada sempre a habilitação profissional. no interesse da administração. § 2º .A transferência a pedido para o cargo de carreira só poderá ser feita para vaga que tenha de ser provida mediante promoção por merecimento. Somente são válidos para promoção os requisitos previstos em lei. Art. 48 . de provimento efetivo.de um cargo isolado.de um cargo de carreira para outro isolado. § 1º . 45 . Art. III . só serão observados os critérios estabelecidos nesta lei e no regulamento de promoções. para outro da mesma natureza. não podendo sê-lo por indicação de qualquer pessoa. 41 desta lei informa que funcionário que esteja em exercício de mandato legislativo (Deputado. os pedidos de promoções feito pelo funcionário ou por alguém a seu rogo. em hipótese alguma. de qualquer natureza. 44.Na apuração de antiguidade e merecimento. Art.As transferências para cargos de carreira não poderão exceder de um terço dos cargos de cada classe e só poderão ser efetuadas no mês seguinte ao fixado para as promoções. sua promoção poderá ser anulada. serão feitas a pedido do funcionário.Art. O art.A transferência "ex-officio".Não se compreendem neste artigo os recursos interpostos pelo funcionário relativamente a apuração de antiguidade ou merecimento. 47 .

para efeito de aposentadoria e disponibilidade.A transferência e a remoção por permuta serão processadas a pedido escrito de ambos os interessados e de acordo com o prescrito no Capítulo IV desse Título e no Título II. CAPÍTULO V Da Permuta Art. 51 . ou por solicitação do servidor. devendo elas serem feitas no mesmo padrão de vencimento. e. A permuta é a troca feita em comum acordo entre dois servidores de setores diferentes. Parágrafo único . 52 .Em nenhum caso poderá efetuar-se readmissão sem que mediante inspeção médica.Readmissão é o ato pelo qual o funcionário demitido ou exonerado reingressa no serviço público sem direito a ressarcimento de prejuízos. não será obrigatória a regra instituída no artigo 46. em processo. respeitada a habilitação profissional. a contagem de tempo de serviço em cargos anteriores. 50 . é o ato pelo qual o funcionário demitido reingressa no serviço público. no caro resultante da transformação. com provento igual ao vencimento ou remuneração. assegurada. Parágrafo único . § 3º .A reintegração será feita no cargo anteriormente ocupado se esse houver sido transformado. em cargo de natureza. CAPÍTULO VI Da Reintegração Art. apenas.Tratando-se de permuta entre titulares de cargos isolados. que decorrerá de decisão administrativa ou sentença judiciária passada em julgado. Ela exige alguns requisitos e o servidor deve ser qualificado para a função. Deverá ocorrer através de pedido escrito de ambos os interessados. decisão administrativa ou sentença judicial transitada em julgado. quando ficar apurado. que não mais subsistem os motivos determinantes de sua demissão ou . 49 .Não sendo possível fazer a reintegração pela forma prescrita no parágrafo anterior.A reintegração. se provido ou extinto. com ressarcimento dos prejuízos decorrentes do afastamento. § 2º .O funcionário reintegrado será submetido a inspeção médica. verificada a incapacidade será aposentado no cargo em que houver sido reintegrado. será o ex-funcionário posto em disponibilidade no cargo que exercia.As transferências poderão ser de duas maneiras. com ressarcimento dos prejuízos decorrentes do afastamento.O ex-funcionário poderá ser readmitido. fique provada a capacidade para o exercício da função. A reintegração é o ato pelo qual o funcionário demitido reingressa no serviço público. CAPÍTULO VII Da Readmissão Art. Ela ocorrerá de duas maneiras. Art. § 1º . “ex-offício”. vencimento ou remuneração equivalentes.

Art. não ter mais que 55 anos de idade.Reversão é o ato pelo qual o aposentado reingresse no serviço público. à contagem de tempo em que o funcionário esteve aposentado.A reversão dará direito para nova aposentadoria. A reversão pode ocorrer a pedido ou “ex-offício”. em processo. 58 . quando a exoneração se tenha processado a pedido. § 1º . após verificação. .Em nenhum caso poderá efetuar-se a reversão.A readmissão. 57 . de que não subsistem os motivos determinantes da aposentadoria. CAPÍTULO IX Do Aproveitamento Art.A reversão far-se-á a pedido ou "ex-officio".A reversão "ex-officio" não poderá verificar-se em cargo de vencimento ou remuneração inferior ao provento da inatividade. CAPÍTULO VIII Da Reversão Art. Art. que se entenderá como nova admissão far-se-á de preferência no cargo anteriormente exercido pelo ex-funcionário ou em outro equivalente. entre eles.Será cassada a aposentadoria do funcionário que reverter e não tomar posse e entrar em exercício dentro dos prazos legais.A reversão far-se-á de preferência no mesmo cargo.A readmissão em cargo de carreira dependerá da existência de vaga que deva ser preenchida mediante promoção por merecimento. § 2º . 53 .O aposentado não poderá reverter à atividade se contar mais de cinquenta e cinco anos de idade. sem que mediante inspeção médica fique provada a capacidade para o exercício da função. respeitada a habilitação profissional e as condições que a lei fixar para o provimento. Art. § 2º . 54 . 55 . 56 . § 1º .A reversão ao cargo de carreira dependerá da existência da vaga que deva ser preenchida mediante promoção por merecimento.verificado que não há inconveniência para o serviço público. Parágrafo único .Aproveitamento é o reingresso no serviço público do funcionário em disponibilidade. § 4º . Art. A aposentadoria pode ser cassada caso o aposentado não entre em efetivo exercício no tempo hábil. Na readmissão o servidor não tem direito a ressarcimento de prejuízos. § 3º .Será obrigatório o aproveitamento do funcionário estável em cargo. O aposentado deve preencher determinados requisitos.

64 . 41.o Governador do Estado. Parágrafo único . Parágrafo único . conforme art. com remuneração proporcional ao tempo de serviço. 61 .São competentes para dar posse: I . quando se tratar de funcionário ausente do Estado. nas hipóteses previstas na CF/88. será arquivado no órgão de pessoal da respectiva Repartição.A posse verificar-se-á mediante a lavratura de um termo que. 90. O funcionário é colocado em disponibilidade. salvo caso de doença comprovada em inspeção médica. o de maior tempo de serviço público.Não haverá posse nos casos de promoção. assinado pela autoridade que a der e pelo funcionário. Parágrafo único . art.os Secretários de Estado. II . Art. a . Art. 60 . § 3º Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade. IV da Constituição Estadual. remoção.O funcionário prestará. III . Art. Art. depois dos competentes registros. Já a posse pode ser delegada aos Secretários de Estado e demais Autoridades. no caso de empate. Dar provimento aos cargos é competência privativa do Governador. 63 .A posse poderá ser tomada por procuração.os Diretores de Departamentos diretamente subordinados ao Governador.Posse é o ato que investe o cidadão em cargo ou em função gratificada. será decretada a aposentadoria. o compromisso de cumprir fielmente os deveres do cargo ou da função.Havendo mais de um concorrente à mesma vaga terá preferência o de maior tempo de disponibilidade e. Inc. Além de prover e extinguir os cargos públicos do Poder Executivo. 59 . CAPÍTULO X Dos Atos Complementares SECÇÃO I Da Posse Art. até seu adequado aproveitamento em outro cargo. Parágrafo único . ou em casos especiais. IV . designação para o desempenho de função não gratificada e reintegração.as demais autoridades designadas em regulamentos.Será tornado sem efeito o aproveitamento e cassada a disponibilidade se o funcionário não tomar posse no prazo legal. no ato da posse.O aproveitamento dependerá de prova de capacidade mediante inspeção médica.de natureza e vencimentos ou remuneração compatíveis com o anteriormente ocupado. o servidor estável ficará em disponibilidade. Art. 62 .Provada a incapacidade definitiva em inspeção médica. em missão do Governo.

A fiança consiste em uma caução fidejussória legal. o funcionário após a nomeação assina o livro no dia que é indicado pela Autoridade responsável. a interrupção e o reinício do exercício serão registrados no assentamento individual do funcionário. exija fiança. § 2º . se forem satisfeitas as condições estabelecidas no art. II . 68 . 67 .em dinheiro. Art.A fiança poderá ser prestada: I . 66 . SECÇÃO II Da Fiança Art. ele pode outorgar procuração para que outro o faça em seu nome. § 2º . pois somente poderá ser exigida pela Administração Pública se houver previsão na lei que cria cargo. 13 e as especiais fixadas em lei ou regulamento.A autoridade que der posse deverá verificar. SECÇÃO III Do Exercício Art. 65 .em apólices de seguro de fidelidade funcional. será tornada sem efeito. contados da data da publicação do decreto no órgão oficial.O início. mediante solicitação escrita e fundamentada do interessado e despacho da autoridade competente para dar posse. sendo assim. sendo que geralmente ocorre uma cerimônia e os empossados a fazem de forma coletiva. sob pena de tornar sem efeito a nomeação publicada no diário oficial. . Ela é legal. por prescrição legal ou regulamentar. para a investidura no cargo ou na função. III . Ela será garantida pelo servidor e não por terceiros. Art. § 1º . pois representa o depósito em confiança de valores aceitos para tornar efetiva a responsabilidade de um encargo.Esse prazo poderá ser prorrogado. dependerá da prévia prestação desta. A posse ocorre no prazo de 30 dias após a publicação do decreto no diário oficial. Este instituto visa garantir a obrigação principal assumida pelo afiançável caso ele não venha a cumpri-la.A posse deverá verificar-se no prazo de trinta dias. por outros trinta dias. Se o funcionário estiver ausente do Estado ou em caos especiais. § 1º .critério da autoridade competente. A pessoa deve tomar a posse no tempo hábil.Se a posse não se der dentro do prazo inicial e no da prorrogação. sob pena de ser pessoalmente responsabilizada.O exercício do cargo cujo provimento.em títulos da dívida pública. por decreto. a nomeação.Não poderá ser autorizado o levantamento da fiança antes de tomadas as contas do funcionário. emitidas por institutos oficiais ou companhias legalmente autorizadas. emprego ou função pública.

remoção. § 1º . Art.Nenhum funcionário poderá ausentar-se do Estado. 69 . Art.O número de dias que o funcionário gastar em viagem para entrar em exercício será considerado. 70 .da data da posse. Art.O início do exercício e as alterações que neste ocorrerem serão comunicados. Não podendo exceder a 30 dias. 76 . a quem caiba tomar conhecimento.Os prazos previstos neste artigo poderão ser prorrogados. após ter tomado posse e antes de entrar em exercício.Entende-se por lotação o número de funcionários de cada carreira e de cargos isolados que devam ter exercício em cada repartição ou serviço. 73 . II . 75 . . nos casos de promoção.O funcionário promovido poderá continuar em exercício na repartição em que estiver servindo. Art. Parágrafo único .Nesta última hipótese. Art. como de efetivo exercício. 71 . 74 . salvo os casos previstos neste Estatuto ou prévia autorização do Governador do Estado. Art. o afastamento do funcionário só será permitido para fim determinado e por prazo certo.Nenhum funcionário poderá ter exercício em serviço ou repartição diferente daquele em que estiver lotado. Parágrafo único .Esse período de trânsito será contado da data do desligamento do funcionário. O exercício será dado pelo chefe da repartição ou do serviço para onde for designado. com ou sem ônus para os cofres públicos. § 2º .No caso de remoção e transferência.O exercício do cargo ou da função terá início dentro do prazo de trinta dias. nos demais casos. podendo ser prorrogado por solicitação do interessado e a juízo da autoridade competente. Art. ao respectivo serviço de pessoal e às autoridades. os elementos necessários a abertura do assentamento individual. Ele terá um prazo de 30 dias.O funcionário nomeado deverá ter exercício na repartição cuja lotação houver vaga.O chefe da repartição ou do serviço para que for designado o funcionário é a autoridade competente para dar-lhe exercício. pelo chefe da repartição ou serviço em que estiver lotado o funcionário.O funcionário deverá apresentar ao órgão competente. contados: I . 72 . sem autorização ou designação expressa do Governador do Estado. desde que a prorrogação não exceda a trinta dias. para estudo ou missão de qualquer natureza. Art. por solicitação do interessado e a juízo da autoridade competente. exceto no caso de licença para tratar de interesses particulares. Parágrafo único . o prazo inicial para o funcionário em férias ou licenciado.da data da publicação oficial do ato. para todos os efeitos.Parágrafo único . será contado da data em que voltar ao serviço. reintegração e designação para função gratificada.

pelo cometimento de novos encargos ao funcionário. 82 . 83 . será o mesmo afastado.Não cumprida essa obrigação indenizará os cofres públicos da importância despendida pelo Estado com o custeio da viagem de estudo ou aperfeiçoamento. a partir da decisão definitiva. na forma deste artigo. 79 .Dar-se-á readaptação: a) nos casos de perda da capacidade funcional decorrente da modificação do estado físico ou das condições de saúde do funcionário. Se ocorrer do funcionário efetivo ser preso preventivamente. desde que por crime comum ou no exercício de função ou ainda condenado por crime inafiançável.Salvo casos de absoluta conveniência. 78 . Art. estando afastado. tendo em vista sua condenação ou absolvição. Parágrafo único . compatíveis com a sua condição física e estado de saúde atuais. Art. 81: I .Far-se-á a readaptação prevista na alínea "b" do art. ficará obrigado a prestar serviços pelo menos por mais três anos. Art. Art. Parágrafo único .No caso de condenação.O funcionário designado para estudo ou aperfeiçoamento fora do Estado. após o período de afastamento. até condenação ou absolvição. pronunciado por crime comum ou funcional. respeitadas as atribuições inerentes ao cargo isolado ou à carreira a que pertencer. passada em julgado.A readaptação prevista na alínea "a" do art. que não justifiquem a aposentadoria. apenas a um terço do vencimento ou remuneração. quando se verificar uma . até o cumprimento total da pena. com direito. o servidor recebe apenas um terço do vencimento. ou condenado por crime inafiançável em processo no qual não haja pronúncia será considerado afastado do exercício. Art. este será afastado do exercício até o transito em julgado. Se o funcionário sofrer um acidente de trabalho ou qualquer outra situação que limite sua capacidade funcional. contados da data do regresso. a juízo do Governador do Estado.A ausência do Estado para fins de estudos ou missão somente poderá ser feita por autorização do Governador. com ônus para os cofres deste. Caso condenado. os efeitos desta condenação não exija sua demissão. e se esta não for de natureza que determine a demissão do funcionário. b) nos casos de desajustamento funcional no exercício das atribuições do cargo isolado de que for titular o funcionário ou da carreira a que pertencer. nem exercer outra senão depois de corridos quatro anos de serviço efetivo no Estado. ele pode retornar se seu estado não justificar a aposentadoria. 81 . TÍTULO III Da Readaptação Art. nenhum funcionário poderá permanecer por mais de quatro anos em missão fora do Estado. 77 . anterior verificar-se-á mediante atribuições de novos encargos ao funcionário.O funcionário efetivo preso preventivamente.

§ 1º . TÍTULO IV Do Tempo de Serviço Art. Art. II . do artigo anterior.No caso de que trata o parágrafo anterior. Sendo assim.Serão computados os dias de efetivo exercício. tendo-se em vista a especialização. promoção e adicionais. especialmente livro de ponto e folha de pagamento. à vista de documentação própria que comprove a frequência. a juízo da administração.A readaptação será sempre "ex-officio" e se fará nos termos do regulamento próprio. § 1º . para efeito de aposentadoria. a readaptação só poderá ser feita na vaga que deva ser provida pelo critério de merecimento.officio”. b) não possuir o funcionário habilitação profissional exigida em lei para o exercício do cargo de que for titular. Art. § 2º . poderá ser feita para cargo de padrão de vencimento superior ao daquele que ocupar o funcionário. § 2º .A readaptação por transferência só poderá ser feita mediante rigorosa verificação da capacidade intelectual do readaptando.Quando o vencimento do readaptando for inferior ao de cargo inicial da carreira para a qual deva ser transferido. § 3º . b) a função atribuída ao funcionário não corresponder aos seus pendores vocacionais. 85 .Por transferência. só poderá haver readaptação para cargo dessa classe inicial.A apuração do tempo de serviço. Além disto. cujas atribuições não correspondam aos seus pendores vocacionais.Para efeito de aposentadoria e adicionais.Se a readaptação tiver que ser feita para classe intermediária de carreira. verificado que o desajustamento funcional decorre do exercício de atribuições de nível intelectual menos elevado.das seguintes causas: a) o nível mental ou intelectual do funcionário não corresponder às exigências da função que esteja desempenhando. ela será sempre “ex.A readaptação de que trata o item II. só haverá transferência para cargo de igual padrão de vencimento. nos casos de: a) não ser possível verificar-se a readaptação na forma do item anterior. 86 . de título ou certificado de conclusão de curso científico ou prático instituído em lei e estar em exercício de cargo isolado ou de carreira. O readaptando não pode ser inserido em um cargo que tenha vencimento inferior ao que ele recebe por direito. 87 . será feita em dias. o número de dias será convertido . Art. 84 . a readaptação segue alguns requisitos levando em conta a remuneração e a função a ser desempenhada. c) ser o funcionário portador de diploma de escola superior devidamente legalizado.

júri e outros serviços obrigatórios por lei. computar-se-á. por nomeação do Presidente da República. como de efetivo exercício. A apuração é feita em dias de efetivo exercício.férias e férias-Prêmio. VI .convocação para serviço militar. prestado durante a paz.exercício de funções de governo ou administração em qualquer parte do território nacional. de provimento em comissão. desde que remunerado pelos cofres públicos.luto pelo falecimento do cônjuge. aos Estados. Parágrafo único . noutros pontos do território nacional ou no estrangeiro. XI . d) o período em que o funcionário esteve afastado para tratamento de saúde. 87 desta lei. na Armada. filho. computar-se-á integralmente: a) tempo de serviço público prestado à União. Art. nas Forças Aéreas e nas auxiliares.exercício de funções de governo ou administração em qualquer parte do território estadual. VII . Esta contagem ocorrerá para efeitos de:  Aposentadoria. 88 informa os eventuais afastamentos e licenças que são contados como efetivos exercícios para fins do art.Na contagem de tempo para os efeitos de aposentadoria e adicionais. estadual ou municipal. II . § 3º . VIII .missão ou estudo de interesse da administração. aos municípios e às entidades autárquicas. considerados sempre estes como de trezentos e sessenta e cinco dias. X . XII . IX .  Promoção. .desempenho de mandato eletivo federal.casamento.licença à funcionária gestante.Para efeito de promoção por antiguidade.em anos. 89 . 88 . V . até oito dias. computando-se pelo dobro o tempo em operações de guerra.Serão considerados de efetivo exercício para os efeitos do artigo anterior os dias em que o funcionário estiver afastado do serviço em virtude de: I .exercício de outro cargo estadual.licença ao funcionário acidentado em serviço ou atacado de doença profissional. pai. Art. por nomeação do Governador do Estado. III . o período de licença para tratamento de saúde.  Adicionais.Feita a conversão de que trata o parágrafo anterior. arredondando-se para um ano quando excederem esse número. O art. b) o período de serviço ativo no Exército. mãe e irmão até oito dias. os dias restantes até cento e oitenta e dois não serão computados. c) o número de dias em que o funcionário houver trabalhado como extranumerário ou sob outra qualquer forma de admissão. quando o afastamento houver sido expressamente autorizado pelo Governador do Estado. IV .

TÍTULO V Da Frequência e do Horário Art. ao Estado. conforme a necessidade do serviço. Art. em todo ou em parte. pelo funcionário. h) o período relativo à disponibilidade. § 2º .O período de trabalho poderá ser antecipado ou prorrogado para toda repartição ou partes. Parágrafo único .Nos dias úteis.É vedado a acumulação de tempo de serviço simultaneamente prestado. O art. Art. em decreto. às organizações autárquicos e paraestatais. mediante a autorização do Governo do Estado. Parágrafo único . 93 . 90 . Art. na forma estabelecida no Capítulo VII do Título VII. no qual a determinará o número de horas de trabalho normal para os diversos cargos e funções. só por determinação do Governador do Estado poderão deixar de funcionar as repartições públicas. . cargos ou funções federais.O tempo de serviço a que se referem as alíneas "e" e "f" será computado à vista de certidão passada pela autoridade competente. 96 . Art. 92 . estaduais ou municipais. 94 . igualmente.Salvo nos casos expressamente previstos em lei ou regulamento é vedado dispensar o funcionário de registro de ponto e abonar faltas ao serviço. ou ser suspensos os seus trabalhos. as entradas e saídas dos funcionários em serviço. § 1º . g) o período de trabalho prestado a instituição de caráter privado que tiver sido transformada em estabelecimento de serviço público.e) o período em que o funcionário tiver desempenhado. f) o tempo de serviço prestado. aos Municípios e às autarquias.O expediente normal das repartições públicas será estabelecido pelo Governo.Para nenhum efeito será computado o tempo de serviço gratuito. aos funcionários investidos em cargo ou função de chefia. em dois ou mais cargos ou funções. 89 informa os afastamentos e demais incidentes em que são computados os dias para os efeitos de aposentadoria.No caso de antecipação ou prorrogação desse período.O funcionário deverá permanecer na repartição durante as horas do trabalho ordinário e as do expediente. à União. Art. 95 .O disposto no presente artigo aplica-se.A frequência será apurada por meio do ponto.Ponto é o registro pelo qual se verificarão. 91 . Parágrafo único . Art. diariamente. Art. mediante autorização do Governo do Estado. salvo o prestado a título de aprendizado em serviço público. 97 . será remunerado o trabalho extraordinário.Nos registros de ponto deverão ser lançados todos os elementos necessários à apuração da frequência.

quatro quintos do vencimento ou remuneração. de uma hora e trinta minutos por dia. poderá descontado a fração conforme disposto nos incisos do art. 100 . até 55 minutos. os domingos e feriados intercalados.Haverá um boletim padronizado para a comunicação da frequência. 101 . 102 .pela forma que for determinada. ao órgão de pessoal respectivo. mensalmente. III . fornecido pela aludida Secretaria da escola. apurar-se-á a frequência do seguinte modo: I . atestado fornecido pela Secretaria do Instituto de Ensino comprovando ser aluno do mesmo e declarando qual o horário das aulas. VI . quanto aos funcionários não sujeitos a ponto. tolerância quanto ao comparecimento normal do expediente da repartição. sendo que os serviços essenciais e inadiáveis da sociedade geralmente não gozam de folga no feriado. quando se retirar da repartição no fim da segunda hora do expediente: V . Se o funcionário faltar ao trabalho. atestado de frequência às aulas.Aos funcionários que sejam estudantes será possibilitada.No caso de faltas sucessivas.o vencimento ou remuneração do dia. quando comparecer depois da hora marcada para início do expediente. ele perderá a remuneração do dia. por motivo de moléstia grave ou súbita. fica obrigado a fazer pronta comunicação do fato.três quintos do vencimento ou remuneração. IV . II . imediatamente. Art. 98 . por escrito ou por alguém a seu rogo. quando se retirar no período compreendido entre o princípio e o fim da quarta hora. na forma do Regulamento. quando se retirar no período compreendido entre o princípio e o fim da terceira hora do expediente. . Art. obedecidas as seguintes condições: a) deverá o interessado apresentar. II .O funcionário que. Art. Art. quando comparecer na repartição sem a observância do limite horário estabelecido no item anterior.Para efeito de pagamento. serão computados. c) o limite da tolerância será. b) apresentará o interessado. sendo que este horário pode ser prorrogado ou antecipado tendo em vista a necessidade do serviço. 99.um quinto do vencimento ou remuneração.Art. nos termos dos regulamentos.o vencimento ou remuneração do dia. Parágrafo único .pelo ponto.O funcionário perderá: I .dois quintos do vencimento ou remuneração. quando se retirar do princípio da quinta hora em diante. 99 . no máximo. se não comparecer ao serviço.um quinto do vencimento ou remuneração. Expediente das repartições públicas é de competência do Governador. VII . para efeito de descontos. sendo que caso ele se apresente na fração do dia. O registro do horário do servidor é feito através do ponto. ao chefe direto. não puder comparecer ao serviço. cabendo a este mandar examiná-lo.

Porém. Vacância: tempo durante o qual um cargo. e) aposentadoria. como a demissão (esta também é uma forma de vacância). 103 . g) falecimento. mas ainda está em vigor. 3. sob pena de perda da regalia. Os funcionários que estiverem estudando (curso superior ou técnico. Não tem caráter disciplinar. desde que dela se verifique acumulação vedada. b) demissão. em dois casos distintos: 1. posto. f) posse em outro cargo. termo ou comarca permanecem sem titular. c) promoção. 4. . pós-graduação.) poderão sair antes do término do expediente. tal feito só ocorrerá se o respectivo setor dispuser de meios para manter as atividades. TÍTULO VI Da Vacância CAPÍTULO I Disposições Gerais Art.A vacância do cargo decorrerá de: a) exoneração. Exoneração de cargo efetivo. Sendo assim. As faltas sucessivas dão direito ao Estado de descontar a folga “remunerada”.. Embora tanto demissão quanto exoneração sejam espécies do gênero vacância. oficio permanente. Livre quando se tratar de cargo de provimento em comissão ou quando a lei o declarar de livre nomeação e exoneração. desde que o processo esteja corretamente composto e o servidor não esteja respondendo a processo disciplinar ou se há débitos) ou de ofício. comportam significativa diferença em suas naturezas.  exoneração.. desde que obedecido o devido processo legal e o direito a ampla defesa. Quando se trata de cargos de provimento temporário através de contrato. A SEDS expediu uma resolução limitando o tempo de faltas para fazer exames e a especificação de horas para a saída do servidor público. . realizado a partir de pedido do servidor (quando é incontestável. os ACT (admitidos em caráter temporário). d) transferência.d) comprometer-se-á o interessado a manter em dia e em boa ordem os trabalhos que lhe forem confiados. quando o servidor público ainda está em estágio probatório. o termo usado para a vacância não-disciplinar é dispensa. 2. emprego. trata-se de regalia pode ser cortada caso o servidor não cumpra com suas tarefas ou o interesse público assim o exija. a exoneração é ato administrativo sem natureza de penalidade. função. A resolução foi contestada. Enquanto a demissão tem fim punitivo.Exoneração é uma forma de vacância de cargo público de provimento efetivo.

A segunda.Art. com penalidade superior a um ano de prisão por qualquer crime funcional lato sensu ou por mais de quatro anos de prisão por crime comum. a servidor titular de cargo efetivo. se assim se manifestar o juiz.é a movimentação do servidor do último padrão de uma classe para o primeiro padrão da classe seguinte. por lei. Parágrafo único . consideradas abertas todas as que decorrerem do seu preenchimento.do falecimento do ocupante do cargo. .  Transferência. na condição de servidor público. conforme a conveniência do serviço público. portanto. ou de um cargo para outro. 40 da Constituição Federal.A demissão é a pena expulsiva aplicável ao servidor que comete infração grave no exercício de cargo efetivo e que ainda se encontra na ativa quando da apuração e da apenação. Elas serão feitas a pedido do servidor. na mesma data. Art. aposentar. ainda.Não se compreende na proibição deste artigo a acumulação de cargo ou função com a gratificação de função. 200 . A lei prevê para o servidor estável duas hipóteses de perda punitiva do cargo. da Constituição Estadual. número I e 137. ressalvado o prêmio por produtividade regulamentado em lei. em função de processo administrativo disciplinar. e conceder dotação para o seu .da publicação do decreto que transferir. 104 . Regime Próprio de Previdência . de uma carreira para outra. Art. é o sistema de previdência.Verifica-se a vaga na data: I .É vedada a acumulação de cargo. ou do Estado com os da União ou Município e com os das entidades autárquicas. bem como vantagens pecuniárias de caráter permanente. A primeira. é a mudança do servidor de local de trabalho.  aposentadoria. . transitada em julgado. A remuneração de contribuição é o valor constituído por subsídios. III . que o segurado perceba em folha de pagamento. que assegure. dependendo do que prevê cada estatuto ou regulamento sobre a profissão. gratificações de qualquer natureza.  promoção. . demitir ou exonerar o ocupante do cargo.As contribuições previdenciárias dos servidores vinculados ao RPPS/MG incidem sobre uma base denominada remuneração de contribuição. . desde que dela se verifique acumulação vedada. o caso geral da aplicação de pena expulsiva. vencimentos. É. Parágrafo único . 199 . em decorrência de sentença judicial condenatória. serão. exceto as previstas nos artigos 61.Verificada vaga em uma carreira. pelo menos os benefícios de aposentadoria e pensão por morte previstos no art. a acumulação de funções ou de cargos e funções do Estado.da publicação da lei que criar o cargo.É vedada. com garantias da ampla defesa e do contraditório. estabelecido no âmbito de cada ente federativo. II . demissão. observado o interstício de determinado tempo de serviço. adicionais.  posse em outro cargo.

de provimento efetivo. 104 afirma que se um cargo estiver vago. quando o servidor público ainda está em estágio probatório. d) quando o funcionário interino em cargo de carreira ou isolado. b) a critério do Governo quando se tratar de ocupante de cargo em comissão ou interino em cargo de carreira ou isolado. V . não satisfizer as exigências para a inscrição. se o cargo estiver criado. IV . Art. 248. Os incisos do art. como a demissão (esta também é uma forma de vacância). ou da que determinar apenas esta última medida.  Exoneração é uma forma de vacância de cargo público de provimento efetivo.Quando se tratar de função gratificada. Exoneração de cargo efetivo. 104 estipulam a data em que se observará a vacância. em dois casos distintos: 1. chefia e assessoramento. desde que obedecido o devido processo legal e o direito a ampla defesa. c) quando o funcionário não satisfizer as condições de estágio probatório. questão logica. em concurso. art. d) destituição na forma do art. portanto. exercendo um cargo de confiança. destinam-se apenas às atribuições de direção. poderá ocorrer o fato somente dentro da carreira. CAPÍTULO II Da Exoneração Art. a serem preenchidos por servidores de carreira nos casos. Não tem caráter disciplinar.Dar-se-á exoneração: a) a pedido do funcionário. realizado a partir de pedido do servidor (quando é incontestável. 2. desde que o processo esteja corretamente composto e o servidor não esteja respondendo a processo disciplinar ou se há débitos) ou de ofício. dar-se-á a vacância por: a) dispensa a pedido do funcionário. após a homologação do resultado do concurso para provimento do cargo ocupado interinamente pelo funcionário.da aceitação de outro cargo pela posse do mesmo. Esse cargo não gera estabilidade.as funções de confiança. O art. b) dispensa a critério da autoridade. de provimento efetivo. 37.provimento. condições e percentuais mínimos previstos em lei. quando desta decorra acumulação legalmente vedada. uma vez que somente poderão existir cargos superiores. 105 . e) automaticamente. Livre quando se tratar de cargo de provimento em comissão ou quando a lei o declarar de livre nomeação e exoneração. se o inicial houver sido preenchido e a pessoa progredido na carreira. . 106 . podendo ser o funcionário demitido a qualquer momento) de que trata o art. c) não haver o funcionário designado assumido o exercício dentro do prazo legal. 105 está prevista na CF/88. A função gratificada (É a forma pela qual vc se investe num cargo público. certamente os que lhe sucede também presumir-se-ão vagos. exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo. e os cargos em comissão.

São estáveis após três anos de efetivo exercício os servidores nomeados para o cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público. leucemia. "d" e "e' somente será concedida quando for verificado não estar o funcionário com condições de . cegueira. cerca de cinco anos. é quando um servidor estável passa por inquérito administrativo ao qual teve ampla defesa. § 1º . aos setenta anos de idade. CAPÍTULO IV Da Aposentadoria Art. Até mesmo pode resultar em cassação de aposentadoria. § 4º . será aposentado: a) compulsoriamente. lepra. a exoneração é ato administrativo sem natureza de penalidade. se tornando muito difícil demitir um funcionário público. não provocada. a que se referem as letras "c". comportam significativa diferença em suas naturezas. e o resultado é a sua exoneração.. no prazo de oito dias. Ao contrário da demissão comum de empresas privadas. 107 . Dura em média. devendo o laudo médico estabelecer-lhe a rigorosa caracterização. O art. ocupante de cargo de provimento efetivo. 108 .41 . § 2º . alienação mental. mediante processo administrativo ou procedimento de avaliação periódica de desempenho a ser disciplinada em lei complementar. que o invalide para o serviço público. que funcionam da seguinte forma: se for por justa causa. Demissão a bem do serviço público. quando contar 30 anos de serviço. neoplasia maligna. cardiopatia descompensada.Equipara-se a acidente a agressão sofrida e não provocada pelo funcionário no exercício de suas atribuições.Entende-se por doença profissional a que decorrer das condições do serviço ou de fato nele ocorrido. d) quando inválido em consequência de acidente ou agressão. os ACT (admitidos em caráter temporário). § 5º . 4. assegurada nas duas últimas hipóteses. 41 da Constituição Federal diz: "art. a demissão é sumária ou se for sem justa causa. Embora tanto demissão quanto exoneração sejam espécies do gênero vacância.A prova de acidente será feita em processo especial. Quando se trata de cargos de provimento temporário através de contrato. no exercício de suas atribuições.Acidente é o evento danoso que tiver como causa mediata ou imediata o exercício das atribuições inerentes ao cargo.A aposentadoria. o termo usado para a vacância não-disciplinar é dispensa. sob pena de suspensão. A lei assegura a garantia da estabilidade.O funcionário. § 3º . prorrogável quando as circunstâncias o exigirem.” O mesmo artigo ainda diz que a demissão do servidor estável só será possível em virtude de sentença judicial transitada em julgado.. ou doença profissional. c) quando verificada a sua invalidez para o serviço público. b) se o requerer. e) quando acometido de tuberculose ativa.A demissão será aplicada como penalidade. CAPÍTULO III Da Demissão Art. ao qual é utilizado aviso prévio.3. Enquanto a demissão tem fim punitivo. pênfigo foliáceo ou paralisia. a ampla defesa.

para os funcionários que neles trabalhem. § 7º . tempo no cargo. 109 . e parágrafo 8º do mesmo artigo.Será aposentado.A aposentadoria dependente de inspeção médica só será decretada depois de verificada a impossibilidade de readaptação do funcionário. Conceitualmente.proporcional ao tempo de serviço na razão de tantos avos por ano quantos os anos necessários de permanência no serviço. demandem tratamento especial. quando couber.quando ocuparem as hipóteses das alíneas "c". por sua natureza. 110 . atribuído aos servidores que venham a se enquadrar em qualquer uma das três situações abaixo listadas:  De forma cumulativa. o funcionário que contar vinte e cinco anos de efetivo exercício no magistério. III . sendo assim.proporcional ao tempo de serviço na razão de um trinta avos por ano. aposentadoria é o direito à inativação remunerada. sobre o vencimento ou remuneração de atividade. O acidentado tem um prazo de oito dias para provar sobre a ocorrência do acidente.As professoras primárias têm direito à aposentadoria.reassumir o exercício do cargo depois de haver gozado licença para tratamento de saúde.Os proventos da aposentadoria serão integrais: I . idade. Se o funcionário tiver setenta anos. Esta aposentadoria compulsória poderá ocorrer antes do prazo citado na alínea a quando se tratar de atividade insalubre.   Atinjam a idade limite de permanência no serviço público. O parágrafo 1º descreve o conceito de acidente de trabalho. tempo no serviço público e. a lei poderá fixar. redução dos prazos relativos à aposentadoria requerida ou idade inferior para a compulsória.No caso de serviços que. pelo prazo máximo admitido neste Estatuto. se o requerer. Tornem-se incapacitados para o exercício das respectivas funções. Para todos os fins e vantagens. IV . II . reúnam os requisitos de tempo de contribuição. A invalidez é atestada mediante perícia. nos casos previstos nos parágrafos 6º e 7º do art. "d" e "e" do art. Art. prorrogável por igual período. 108. o servidor poderá ser aposentado tanto por acidente de trabalho quanto por doenças não ocasionadas pela atividade profissional. . desde que contem sessenta anos de idade. § 6º . considera-se como "efetivo exercício no magistério" o referente à duração do Curso de Aperfeiçoamento frequentado pelo funcionário. será aposentado “ex-officio”. aposentadoria é o ato pelo qual a Administração Pública concede esse direito ao servidor.se o funcionário contar 30 anos de efetivo exercício. 108. nos demais casos. Art. tempo na carreira e ingresso no serviço público até determinada data. Sob o ponto de vista formal. § 8º .

c) a gratificação de função. 112 . nº II. Art. 20. 114 . sendo assim. Art. 110 trata da aposentadoria daqueles que exercem a função gratificada que conceituamos nos comentários do art. b) com idênticas vantagens. Vantagens e Concessões CAPÍTULO I . consecutivos ou não. 143.Os proventos da inatividade serão revistos sempre que. 113 . serão atribuídas as vantagens de maior padrão desde que lhe corresponda um exercício mínimo de dois anos. II . ao aposentar-se. 116 trata da incorporação de vantagens para fins de aposentadoria. por motivo de alteração de poder aquisitivo da moeda.O funcionário que contar 30 anos de serviço será aposentado: I . O art. mesmo que. 126. Art. 117. § 2º . 110 trata da quantia mensal que o servidor receberá após o ato de aposentadoria. os seis anos anteriores. § 1º . o funcionário já esteja fora daquele exercício. salvo o direito de opção. Art.O funcionário interino não poderá ser aposentado. letra "g".O art. Art. 117 trata da aposentadoria de cargos de carreira e cargos isolados. fora dessa hipótese. ou doença grave. os incisos I e II vão tratar da integralidade sobre o valor. para efeito de aposentadoria: a) os adicionais por tempo de serviço. 111 .com provento aumentado de 15% quando ocupante da última classe da respectiva carreira.Os vencimentos da aposentadoria não poderão ser superiores ao vencimento ou remuneração da atividade. 116 .A aplicação do regime estabelecido neste artigo exclui as vantagens instituídas no art. atribuir-se-ão as vantagens do cargo ou função de remuneração imediatamente inferior. se tiver permanecido no mesmo padrão durante mais de 3 anos. Art.com a vantagem do item II. existentes ao tempo da aposentadoria.com provento correspondente ao vencimento ou remuneração da classe imediatamente superior. TÍTULO VII Dos Direitos. sendo que esta lei prevê que eles se aposentarão nos casos de invalidez oriunda da atividade profissional. desde que o exercício abranja. III . Funcionário interino é aquele provisório.O funcionário que contar 30 anos de serviço público será aposentado desde que o requeira: a) com as vantagens da comissão ou função gratificada em cujo exercício se achar. quando mais de um cargo ou função tenha sido exercido. 104. nós conceituamos nos comentários do art. Art. exceto no caso previsto no art. enquanto o art. se modificarem os vencimentos dos funcionários em atividade.Vetado. O art. forem atingindo o limite de idade estabelecida no art. sem interrupção.No caso da letra "b" deste artigo. b) adicional de família extinguindo-se à medida que os filhos. 115 . nem inferiores a um terço. 108. 117 . enquanto que os incisos III e IV irão tratar da aposentadoria proporcional. nos termos do art. quando ocupante de cargo isolado.Serão incorporados aos vencimentos. desde que o exercício do cargo em comissão ou da função gratificada tenha compreendido um período de dez anos. alíneas "d" e "e". d) Vetado.

pág.abono de família. IV .2467/78 . ou organizações públicas.adicionais previstos em lei.As diárias para viagem são valores pagos habitualmente ao empregado para cobrir despesas necessárias. VI .honorários. . pois não é contraprestação de serviço. Min. II . 119 .Excetuados os casos expressamente previstos no artigo anterior. VIII . VII . A ajuda de custo é paga de uma única vez. Os trabalhadores avulsos receberão dos sindicatos.gratificações. O benefício será pago diretamente pela Previdência Social quando o segurado estiver recebendo auxílio-doença. se já ele recebesse o salário-família em atividade.diárias. tais como: alimentação. mediante convênio com a Previdência Social. 1345). 118 trata das vantagens que acumularão com a remuneração mensal:  Ajuda de custa . transporte.80. nos quais tenha sido mandado servir. . em razão de seu cargo ou função.Além de vencimento ou da remuneração do cargo o funcionário poderá auferir as seguintes vantagens: I . III . a qualquer título. mas cobertura de risco eventual que pode sofrer o empregado. “Quebra de caixa” tem natureza indenizatória e não salarial. hotéis.RR .  Abono de família .Disposições Gerais Art. por se tratar de verba indenizatória com a finalidade específica de cobrir despesas do empregado em decorrência de mudança do local de trabalho.O auxílio de que trata este artigo só será pago enquanto o servidor estiver efetivamente executando serviços de pagamento ou recebimento e nas férias regulamentares. nenhuma outra vantagem pecuniária dos órgãos ou serviços públicos.ajuda de custa.A ajuda de custo ou custa não tem natureza salarial. alojamento.  Diárias . V .O salário-família será pago mensalmente ao empregado pela empresa à qual está vinculado e deduzido do recolhimento das contribuições sobre a folha salarial. Coqueijo Costa . ou ainda de particular. O art.Rel. Art.quotas-partes e percentagens previstas em lei. seja qual for o motivo ou a forma de pagamento. das entidades autárquicas ou paraestatais.DJ 13.3ª T.auxílio para diferença de caixa. o funcionário não poderá receber. 118 . para realização de serviços externos.  Auxílio para diferença de caixa . qualquer que seja o valor pago. (TST .3.

Os artigos 120 e 121 definem o conceito de vencimento e remuneração. Art. art. inciso XXIII que prevê adicional para as atividades penosas.O funcionário nomeado para exercer cargo isolado. O art. 124 . como no caso dos professores (adicional pó de giz) ou as gratificações previstas na CF/88. cuja definição está nos comentários do art. de qualificação honrosa. 4 desta lei.Remuneração é a retribuição paga ao funcionário pelo efetivo exercício do cargo correspondente ao padrão de vencimento e mais as quotas ou porcentagens. perderá o vencimento ou remuneração ao cargo efetivo.Vencimento é a retribuição paga ao funcionário pelo efetivo exercício do cargo correspondente ao padrão fixado em lei. ficarão assegurados os direitos e o vencimento ou a remuneração decorrentes da promoção. Art.de prestação de alimentos. CAPÍTULO II Do Vencimento e da Remuneração Art. que.A partir da data da publicação do decreto que o promover ao funcionário. lhe tenham sido atribuídas. Art. aviso prévio. tais como o de médico. trazendo duas exceções: . II . 124 proíbe que os vencimentos sejam objetos de execução judicial. 123 trata dos cargos isolados e de carreira.  Adicionais previstos em lei – Sejam adicionais em virtude da peculiaridade da função. férias. o funcionário pode vir a receber uma fração ou porcentagem em cima do lucro. adicional noturno ou outro adicional como insalubridade ou periculosidade.O vencimento ou a remuneração dos funcionários não poderão ser objeto de arresto. salvo opção. 125 . 31 da Constituição Estadual trata do Prêmio Produtividade recebido em uma parcela anualmente. Art. Art. provido em comissão. Gratificações – A gratificação é uma remuneração paga como agradecimento ou reconhecimento por um trabalho realizado ou uma meta atingida e que tenha superado as expectativas do empregador. sequestro ou penhora. 121 . na forma da lei civil. desde que o período mínimo de pagamento seja semestral. advogado etc. 123 . 7. 120 . licenciado ou não.Remuneração por serviços prestados em cargo facultativo. além disto. porém.Somente nos casos previstos em lei poderá perceber vencimento ou remuneração o funcionário que não estiver no exercício do cargo.de dívida à Fazenda Pública. O art. o art.  Honorários . insalubres ou perigosas.  Quotas-partes e percentagens previstas em lei – Quotas-partes são frações recebidas em virtude de determinada atividade. sendo no caso de empresa pública. 122 . salvo quando se tratar: I . A gratificação paga aos empregados não é base para cálculo de horas extras. por lei.

remuneração ou provento. fixado em lei. ainda que para fins de previdência social.  Servidor Inativo . § 1º . . se já ele recebesse o salário-família em atividade. nem servirá de base para qualquer contribuição. § 2º . na forma da lei. II . Parágrafo único . os adotivos e o menor que. 127 . V .Ao funcionário que. será concedido a um e outro dos pais.Quando pai ou mãe forem funcionários inativos e viverem em comum.Ao pai e à mãe equiparam-se o padrasto. Art. 131 . de acordo com a distribuição dos dependentes. IV .Se ambos os tiverem. ao funcionário ativo ou inativo: I . na falta destes. poderá ser concedido um auxílio. 129 . como também os servidores em disponibilidade remunerada. Art. 130 . O benefício será pago diretamente pela Previdência Social quando o segurado estiver recebendo auxílio-doença. pagar ou receber. CAPÍTULO IV Do Auxílio para Diferença de Caixa Art. ainda nos casos em que o funcionário ativo ou inativo deixar de perceber vencimento. Os trabalhadores avulsos receberão dos sindicatos. Art. 128 .O abono de família será concedido.Há doutrinadores que defendem que o conceito de servidor inativo engloba não só os servidores aposentados. no desempenho de suas atribuições comuns.  Dívidas cujo credor é a Fazenda Pública CAPÍTULO III Do Abono de Família Art. viver sob a guarda e sustento do funcionário.pela esposa.O salário-família será pago mensalmente ao empregado pela empresa à qual está vinculado e deduzido do recolhimento das contribuições sobre a folha salarial.Compreende-se neste artigo os filhos de qualquer condição. os enteados. Art.O abono de família será pago.por filho estudante em qualquer idade que frequentar curso de qualquer grau em estabelecimento de ensino oficial ou particular e que não exerça atividade lucrativa.  Abono de família .por filho menor de 21 anos. em moeda corrente.por filho inválido ou mentalmente incapaz. a madrasta e.por filha solteira que não exerce profissão lucrativa. o abono de família será concedido àquele que tiver o maior vencimento.O abono de família não está sujeito a qualquer imposto ou taxa. 126 . os representantes legais dos incapazes. mediante autorização judicial. Pensão alimentícia. mediante convênio com a Previdência Social. será concedido ao que tiver os dependentes sob sua guarda. III .Se não viverem em comum.

Art. antes de terminado o desempenho da incumbência que lhe foi cometida. 132 . O valor será definido pelos Secretários de Estado e os Diretores de Departamentos que sejam diretamente subordinados ao Governador. as condições de vida na nova sede. a distância que deverá ser percorrida. § 1º . regressar da nova sede. ou quando designado para serviço ou estudo fora do Estado.quando for transferido ou removido a pedido ou permuta. A ajuda de custo ou custa não tem natureza salarial. municipal e de outro Estado. 135 . Conceituamos este benefício nos comentários do art.Não será concedida a ajuda de custo: I .Restituirá a ajuda de custo que tiver recebido: I . Art. 136 . § 1º . ou a ela voltar.Será a ajuda de custo calculada. por se tratar de verba indenizatória com a finalidade específica de cobrir as despesas do empregado em decorrência de mudança do local de trabalho. na base do vencimento ou remuneração do novo cargo a ser exercido. passar a ter exercício em nova sede.Será concedida ajuda de custo ao funcionário que.A ajuda de custo destina-se a indenizar o funcionário das despesas de viagem e de nova instalação. nos casos de promoção. Art. salvo quando se tratar do funcionário designado para serviço ou estudo no estrangeiro. salvo no caso de recebimento .O auxílio não poderá exceder a cinco por cento do padrão de vencimento e só será concedido dentro dos limites da dotação orçamentária.quando o funcionário se afastar da sede. A ajuda de custo é paga de uma única vez. o tempo de viagem e os recursos orçamentários disponíveis. Art.A ajuda de custo será arbitrada pelos Secretários do Estado e Diretores de Departamento diretamente subordinados ao Governador do Estado. poderá receber.o funcionário que. § 3º . II . III .No caso de remuneração.o funcionário que não seguir para a nova sede dentro dos prazos determinados. § 2º . remoção.A ajuda de custo não poderá ser inferior à importância correspondente a um mês de vencimento e nem superior a três. em virtude de transferência. Parágrafo único . tendo em vista cada caso.A ajuda de custo será paga ao funcionário adiantadamente no local da repartição ou do serviço do que foi desligado.A restituição será feita parceladamente. § 1º . II quando for posto à disposição do Governo Federal. integralmente. qualquer que seja o valor pago. 133 .O funcionário sempre que o preferir. calcular-se-á sobre a média mensal da mesma no último exercício financeiro. na sede da nova repartição ou serviço. pedir exoneração ou abandonar o serviço. § 2º . Parágrafo único . 134 . designação para função gratificada.para compensar as diferenças de caixa. CAPÍTULO V Da Ajuda de Custo Art. a ajuda de custo.O transporte do funcionário e de sua família correrá por conta do Estado. 118 desta lei. em virtude de mandato eletivo. inclusive.

O funcionário perceberá: I . 139 . Art. § 2º . sem prejuízo da aplicação da pena disciplinar cabível na espécie. 140 .Não terá direito à diária o funcionário que se deslocar da sede por menos de seis horas. 138 . Parágrafo único .diária integral quando passar mais de doze horas fora da sede. vila ou localidade onde o funcionário tem exercício. Art. para os efeitos deste capítulo. § 2º . não poderá ser inferior a um mês de vencimento ou remuneração do funcionário. 137 . § 1º . CAPÍTULO VI Das Diárias Art.O funcionário será obrigado a repor a importância correspondente ao transporte irregularmente requisitado.Ao funcionário que se deslocar da sede no desempenho de suas atribuições será concedida uma diária a título de indenização das despesas de alimentação e pousada. em que a importância correspondente será descontada integralmente do vencimento ou remuneração. quanto a estas. não podendo em . quando passar mais de seis horas fora da sede.Compete ao Governador do Estado arbitrar a ajuda de custo que será paga ao funcionário designado para serviço ou estudo fora do Estado. ou. § 2º .As diárias serão arbitradas dentro dos limites dos créditos orçamentários e de acordo com a regulamentação competente. não ficará ele obrigado a restituir a ajuda de custo.meia diária. 141 .Entende-se por sede. de que trata este artigo.Durante o período de trânsito.Se o regresso do funcionário for determinado pela autoridade competente. a cidade. Art. apresentado pelo menos noventa dias após seus exercício na nova sede. O art. não será concedida diária ao funcionário removido ou transferido.A ajuda de custo. II . § 1º . além de sofrer a pena disciplinar que for aplicável. Compete somente ao Governador definir o valor que será pago ao funcionário designado para serviços ou estudo fora do Estado. Art. ou quando for transferido ou removido.A responsabilidade pela restituição de que trata este artigo atinge exclusivamente a pessoa do funcionário. 135 trata da não concessão de ajuda de custo a servidor que se afasta da sede em virtude de cargo eletivo (deputado. vereador e demais cargos políticos) quando posto à disposição do Poder Público de outra esfera.indevido. o limite estabelecido no regulamento próprio. ou doença comprovada. em caso de pedido de exoneração. Parágrafo único .Poderá ainda ser fornecida passagem a um serviçal que acompanhe o funcionário. observado. § 3º .O transporte do funcionário e de sua família compreende passagens e bagagens.

. com risco da vida ou da saúde. Art. direta. o funcionário reporá aos cofres do Estado as diárias que a mais houver recebido. Art. O Decreto nº 45. d) de representação.A gratificação a título de representação quando em serviço ou estudo fora do Estado. 147 . b) pela execução de trabalho de natureza especial. Segundo o decreto. § 2º . g) de função de chefia prevista em lei.A gratificação pelo exercício em determinadas zonas ou locais e pela execução de trabalhos de natureza especial. o almoço e o jantar.No caso do deslocamento não atingir esse limite. levando em conta o vencimento e a duração certa ou presumível do estudo e as condições locais. § 1º .As diárias poderão ser pagas adiantadamente até o limite presumível da duração do deslocamento do funcionário da sede.A gratificação de que trata este artigo terá limite mínimo de um terço do vencimento do funcionário. CAPÍTULO VII Das Gratificações Art. nos termos de lei. com risco de vida ou saúde.A gratificação pela elaboração de trabalho técnico ou científico. salvo se a lei ou regulamento já dispuser a respeito. 144 . será determinada em lei. de 09 de junho de 2011 trata da concessão de diária ao servidor da Administração pública. Art. alojamento.A gratificação relativa ao exercício em órgão legal de deliberação coletiva será fixada em lei. para realização de serviços externos. será arbitrada pelo Governador do Estado. f) pela prestação de serviço extraordinário. autárquica e fundacional do Poder Executivo. h) adicional por tempo de serviço. Art. As diárias para viagem são valores pagos habitualmente ao empregado para cobrir despesas necessárias.Será concedida gratificação ao funcionário: a) pelo exercício em determinadas zonas ou locais. 145 .618. e) quando regularmente nomeado ou designado para fazer parte do órgão legal de deliberação coletiva ou para cargo ou função de confiança. 146 . 142 . a alimentação compreende o café da manhã. Art. c) pela elaboração de trabalho técnico ou científico de utilidade para o serviço público. Parágrafo único . hotéis.nenhum caso serem inferiores a um dia de vencimento. quando em serviço ou estudo no estrangeiro ou no país.A gratificação a que se refere a alínea "e" deste artigo será fixada no limite máximo de um terço do vencimento ou remuneração. será autorizada pelo Governador do Estado. ou de utilidade para o serviço público. após sua conclusão. 143 . tais como: alimentação. transporte. Parágrafo único .Será estabelecido em decreto o quanto das gratificações a que se referem as alíneas "a" e "b" deste artigo.

O funcionário perceberá honorário quando designado para exercer. Cumpre não confundir trabalho extraordinário diário. para o seu exercício. Assim sendo. Rel. e o número de horas de serviço extraordinário. De forma repetitiva no tempo. 148 .Repositório Autorizado do TST nº 31/2007). Art. . 150 .Entende-se por serviço extraordinário todo e qualquer trabalho previsto em regimento ou regulamento. será: a) previamente arbitrada pelo Secretário de Estado ou Diretor de Departamento diretamente subordinado ao Governador do Estado. usual. A gratificação paga aos empregados não é base para cálculo de horas extras. 149 . costumeiro. desde que o período mínimo de pagamento seja semestral. de professor ou auxiliar de cursos legalmente instituídos. 30/07/2007. a gratificação arbitrada. conhecimentos específicos de nível superior. DJMG 09/08/2007) (Publicado no DVD Magister nº 17 . Não se faz necessário o trabalho diário. cargo. a gratificação será paga por hora de trabalho antecipado ou prorrogado. e a importância total de despesa. férias. (TRT 3ª R. que não poderá. se for o caso. as funções de auxiliar ou membro de bancas e comissões de concursos ou provas. fora do período normal ou extraordinário de trabalho. não se faz necessário que as horas extras sejam prestadas diariamente. salvo quando a prorrogação for apenas de uma hora e tiver corrido apenas duas vezes no mês. b) paga por hora de trabalho prorrogado ou antecipado. adicional noturno ou outro adicional como insalubridade ou periculosidade. que é constante ou muito freqüente. A alínea c trata dos trabalhos de natureza técnica e científica. executado fora da hora do expediente regulamentar da repartição e previamente autorizado pelo Secretário de Estado ou Diretor de Departamento diretamente subordinado ao Governador do Estado. CAPÍTULO VIII Da Função Gratificada Art.O pagamento de que trata este artigo será efetuado mediante folha especial previamente aprovada pela autoridade a que se refere o parágrafo anterior e publicado no órgão oficial. em hipótese alguma. com pagamento do número de horas extras mensais. Basta que o trabalho em sobrejornada se faça como uma rotina. Sexta Turma.A gratificação é uma remuneração paga como agradecimento ou reconhecimento por um trabalho realizado ou uma meta atingida e que tenha superado as expectativas do empregador. aviso prévio.A gratificação pela prestação de serviço extraordinário. da qual constem o nome do funcionário. Cargo técnico ou científico é aquele que exige. comum". normal ou profissional de ensino. Juiz Hegel de Brito Boson. § 2º . § 1º . Basta que seja freqüente o trabalho nessas circunstâncias para justificar a sua integração ao salário de forma produzir as diferenças salariais reflexas delas decorrentes. RO 01108-2006-097-03-007.Função gratificada é a instituída em lei para atender os encargos de chefia e outros que a lei determinar. exceder ao vencimento do funcionário. rotineiro. Art. caso em que não será remunerada. Julg. Habitual é aquilo "que se transformou em hábito. o vencimento mensal. § 3º .No caso da alínea "b".

não será permitido que entrem em gozo de férias. por ano vinte e cinco dias úteis de férias. § 2º . e os cargos em comissão.O funcionário promovido. observada a escala que for organizada de acordo com conveniência do serviço.O funcionário gozará. casamento. chefia e assessoramento. art. como se estivesse em exercício. Art. § 3º . a serem preenchidos por servidores de carreira nos casos. e sem perda da contagem de tempo para todos os efeitos.Durante as férias. exercendo um cargo de confiança. Art.Não perderá a gratificação o funcionário que deixar de comparecer ao serviço em virtude de férias. exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo. Art. luto. .As férias-prêmio serão concedidas com o vencimento ou remuneração e todas as demais vantagens do cargo. CAPÍTULO X Das Férias-Prêmio Art. 105 está prevista na CF/88. § 1º . comunicar o seu endereço eventual ao chefe da repartição ou serviço a que estiver subordinado. podendo ser o funcionário demitido a qualquer momento) de que trata o art. o funcionário terá direito ao vencimento ou remuneração e a todas as vantagens.O funcionário gozará férias-prêmio correspondente a decênio de efetivo exercício em cargos estaduais na base de quatro meses por decênio. condições e percentuais mínimos previstos em lei. entretanto. como se estivesse em exercício exceto a gratificação por serviço extraordinário.  Contar faltas para fins de descontar os dias de férias.  Mais de um funcionário entrar de férias no mesmo mês.Art.as funções de confiança. somente depois do 11º mês de exercício poderá o funcionário gozar férias. O capítulo de que trata das férias regulamentares informa que é proibido:  Acumulação de férias. obrigatoriamente.É facultado ao funcionário gozar férias onde lhe convier. 154 . não sendo permitida a acumulação de férias. V . 151 . A função gratificada (É a forma pela qual vc se investe num cargo público.Na elaboração da escala. 155 . Esse cargo não gera estabilidade. transferido ou removido.  Exigir que o funcionário apresente-se antes de termina-las. destinam-se apenas às atribuições de direção. serviços obrigatórios por lei. cumprindolhe. § 1º . doença comprovada. 37. 153 . em um só mês. quando em gozo de férias.  Receber gratificação por serviço extraordinário. não será obrigado a apresentar-se antes de terminá-las.  Gozar de férias antes de ter pelo menos 11 meses de trabalho. excetuadas somente as gratificações por serviços extraordinários. 156 .É proibido levar à conta de férias qualquer falta ao trabalho. 152 . CAPÍTULO IX Das Férias Art. antes do seu início. mais de um terço de funcionários de uma secção ou serviço.Ingressando no serviço público estadual.

A licença dependente de inspeção médica será concedida pelo prazo . O parágrafo 2º. IV . alínea a.  Nojo – licença em decorrência de luto. 160 .A competência para a concessão de licença para tratamento de saúde será definida em regulamento próprio. Parágrafo único . Art. Art. V .quando convocado para serviço militar. CAPÍTULO XI Das Licenças SECÇÃO I Disposições Gerais Art. 161 .no caso previsto no art.  § 4º .quando acidentado no exercício de suas atribuições ou atacado de doença profissional. aperfeiçoamento ou representação fora da sede. VI . 108 desta lei define Acidente de Trabalho e Doença Profissional:  § 1º . VII .para tratamento de saúde. por nomeação do Governo do Estado.Considera-se repartição competente para tal fim aquela que dispuser de elementos para certificar o tempo de serviço mediante fichas oficiais cópias de folhas de pagamento ou registro de ponto. 158 . II . 159 . 186. f) júri e outros serviços obrigatórios por lei.Aos funcionários interinos e aos em comissão não será concedida licença para tratar de interesses particulares. 175.§ 2º . por motivo de: a) gala ou nojo. c) requisição de outras entidades públicas. d) viagem de estudo.Entende-se por doença profissional a que decorrer das condições do serviço ou de fato nele ocorrido.O pedido de concessão de férias-prêmio deverá ser instruído com certidão de contagem de tempo fornecida pela repartição competente. g) exercício de funções de governo ou administração em qualquer parte do território estadual. Art. com afastamento autorizado pelo Governo do Estado. não se computará o afastamento do exercício das funções. 157 . O art. b) férias anuais. até 8 dias cada afastamento.no caso previsto no art.Acidente é o evento danoso que tiver como causa mediata ou imediata o exercício das atribuições inerentes ao cargo.para tratar de interesses particulares. devendo o laudo médico estabelecer-lhe a rigorosa caracterização.  Gala – licença para casamento. trata de palavras pouco usuais.O funcionário poderá ser licenciado: I . Art. e) licença para tratamento de saúde até 180 dias. autorizada pelo Governo do Estado. III .por motivo de doença em pessoa de sua família.Para tal fim.

por escrito. 164 exclui qualquer possibilidade de licença por prazo superior a 24 meses. Art. se for considerado definitivamente inválido para o serviço público em geral. Art. Art. art. 163 . pela prorrogação da licença ou pela aposentadoria. O art. para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público. de caráter provisório.Decorrido o prazo estabelecido no artigo anterior. ficando obrigado a comunicar. Parágrafo único . 162 . 167 é o famoso órgão conhecido pela sigla “IPSEMG”. 165 .A licença para tratamento de saúde será concedida a pedido do funcionário ou "ex-officio". imediatamente.O funcionário não poderá permanecer em licença por prazo superior a 24 meses (Vetada a expressão final: "salvo nos casos previstos na presente lei"). o exercício do cargo. 167 . mesmo sem o despacho final desta.Antes de findo esse prazo o funcionário será submetido à nova inspeção e o laudo médico concluirá pela sua volta ao serviço. 168 .O funcionário poderá gozar licença onde lhe convier. 22 – A lei estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado. 164 . médica e farmacêutica dada à custa do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais. Os Cargos em Comissão devem der preenchidos por servidores de carreira nos casos.O funcionário acidentado no exercício de suas atribuições terá assistência hospitalar.  Funcionário interino – Se refere ao artigo que trata da contratação precária prevista na Constituição Federal. chefia e assessoramento.indicado no respectivo laudo. Art. o funcionário deverá reassumir. SECÇÃO II Licença para Tratamento de Saúde Art. Art. o funcionário será submetido a inspeção médica e aposentado. Parágrafo único . salvo caso de prorrogação. o seu endereço ao chefe a que estiver imediatamente subordinado.ou cargos em comissão são aqueles destinados ao livre provimento e exoneração.Finda a licença. condições e percentuais mínimos previstos em lei. podendo recair ou não em servidor do Estado. destinando-se apenas às atribuições de direção. O Instituto de que trata o art.As licenças concedidas dentro de sessenta dias contados da terminação da anterior serão consideradas como prorrogação. 166 .  Cargo comissionado . Art. se assim concluir o laudo de inspeção médica. 37 e na Constituição Estadual.Num e noutro caso de que cogita este artigo é . Art.

171 . quando assim opinar a junta médica. e. responderá o curador pela obrigação de que trata este artigo. por considerar definitiva. a invalidez do funcionário. se for considerado apto em inspeção médica "ex-officio". o funcionário receberá integralmente o vencimento ou a remuneração e demais vantagens. O funcionário não poderá exercer qualquer atividade remunerada estando de licença saúde. acidente no serviço de suas atribuições. na residência do funcionário. todos presentes. pênfigo foliáceo ou paralisia que o impeça de locomover-se. neoplasia maligna. § 1º . 174 . cegueira. e antes do prazo nele estabelecido. 172 . leucemia. Art.O funcionário. ou doença profissional. lepra. sempre que necessária. § 2º . A licença pode ser concedida “ex-officio”. sendo assim. Art. além disto. Art. cardiopatia descompensada. caso esteja apto após perícia “ex-officio”. 165. ele perceberá remuneração ou vencimento integral. deverá retornar imediatamente ao serviço. alienação mental.O funcionário atacado de tuberculose ativa. Art. sem consultar o servidor.A repartição competente fiscalizará a observância do disposto neste artigo. a inspeção médica será feita obrigatoriamente por uma junta médica oficial. sendo possível a realização de perícia médica em sua residência.A licença será convertida em aposentadoria. Art. Ocorre que algumas doenças poderão fazer com que o servidor licencie compulsoriamente. SECÇÃO III .Para verificação das moléstias referidas neste artigo. Parágrafo único . o servidor receberá remuneração ou vencimento integral.Quando licenciado para tratamento de saúde. para o serviço público em geral. na forma do art. 170 . Art. durante a licença. será compulsoriamente licenciado. 169 . que deverá realizar. sob pena de lhe ser suspenso o pagamento de vencimento ou remuneração.O funcionário licenciado para tratamento de saúde é obrigado a reassumir o exercício. de três membros. ou seja.O funcionário licenciado para tratamento de saúde ou por motivo de doença em pessoa de sua família não poderá dedicar-se a qualquer atividade remunerada. ficará obrigado a seguir rigorosamente o tratamento médico adequado à doença. 173 .se.indispensável a inspeção médica. com vencimento ou remuneração integral e demais vantagens.No caso de alienado mental.

pode solicitar licença não remunerada. SECÇÃO IV Licença por Motivo de Doença em Pessoa da Família Art. garantindo a proteção da maternidade e da infância. O puerpério inicia-se no momento em que cessa a interação hormonal entre o ovo e o organismo materno. por três meses.Vetado. o início desta será a partir da data do parto. Quando a criança adotada tiver entre 01 e 04 anos.À funcionária gestante será concedida. § 3º . § 3º .Vetado. a prorrogação será de 30 dias e de 15 dias para crianças com até 08 anos. pelo governador Antônio Anastasia. e que necessite de sua assistência direta e indispensável. tanto quanto possível. com vencimento ou remuneração e demais vantagens. § 4º . na forma prevista em lei. mediante inspeção médica. a servidora terá direito aos mesmos 60 dias de prorrogação. os últimos quarenta e cinco dias da gestação e o puerpério. filhos ou cônjuge de que não esteja legalmente separado. em que a mulher experimenta modificações físicas e psíquicas.Licença à Funcionária Gestante Art. A nova lei é válida também para as militares e funcionárias públicas que adotarem ou ganharem guarda de crianças. § 2º . competindo à junta médica fixar a data do seu início. ou ainda menor que esteja sob tutela ou curatela do interessado no benefício. Puerpério é o nome dado à fase pós-parto. De autoria do legislativo mineiro. antes que a funcionária tenha requerido a licença.A licença só poderá ser concedida para o período que compreenda. a lei foi sancionada em 25 de maio. § 1º . 175 . filho. Atualmente.O pedido encaminhado depois do oitavo mês da gestação será prejudicado quanto à duração da licença. tendendo a voltar ao estado que a caracterizava antes da gravidez. mãe. Se o servidor efetivo ou detentor de função pública do Estado tem um integrante de sua família doente.Se a criança nascer viva. para a licença de que trata o artigo. filha. § 2º .Provar-se-á a doença mediante inspeção médica. cônjuge ou companheiro do qual não seja legalmente separado. prematuramente. a gestante tem licença de 180 dias. § 1º . licença. O doente deve ser pai. . 176 .A licença deverá ser requerida até o oitavo mês da gestação. que se reduzirá dos dias correspondentes ao atraso na formulação do pedido. mãe.O funcionário poderá obter licença por motivo de doença na pessoa do pai. No caso da adoção de criança com até 01 ano de idade.

Caso o servidor seja convocado para prestar serviço nas forças armadas ou órgãos similares. sob pena de perda do vencimento ou remuneração e. o funcionário poderá obter licença.O funcionário desincorporado reassumirá imediatamente o exercício. quando por estes não tiver direito àquele pagamento. descontada mensalmente a importância que receber na qualidade de incorporado. 180 . 178 . caso não haja necessidade. Art. § 2º .A licença poderá ser negada quando o afastamento do funcionário for inconveniente ao interesse do serviço. sem perda de vencimento ou remuneração.A licença deve ser requerida na unidade de recursos humanos do órgão ou entidade a que o interessado pertença. em qualquer caso. Art. . após análise do processo. os prazos para a apresentação do funcionário à sua repartição ou serviço serão os marcados no artigo 70. o direito de opção.O funcionário deverá aguardar em exercício a concessão da licença. SECÇÃO V Licença para Serviço Militar Art. se a ausência exceder a trinta dias. assegurado. acompanhada de documento oficial de que prove a incorporação. pelo fato do servidor estar recebendo remuneração compatível com sua incorporação na força. será também concedida licença com vencimento ou remuneração e demais vantagens durante os estágios prescritos pelos regulamentos militares. será definido. 30 dias. § 2º . será licenciado com remuneração que será descontada.A licença será concedida mediante comunicação do funcionário ao chefe da repartição ou do serviço. § 4º .Depois de dois anos de exercício. com a apresentação dos documentos listados abaixo. § 1º . antes de assumir o exercício.Ao funcionário que for convocado para o serviço militar e outros encargos de segurança nacional. no mínimo. por abandono do cargo. 179 . § 3º . de demissão. sem vencimento ou remuneração.Tratando-se de funcionário cuja incorporação tenha perdurado pelo menos um ano. 177 . O abandono de cargo se dá pela não apresentação do servidor no prazo de 30 dias após o término da desincorporação.Não será concedida licença para tratar de interesses particulares ao funcionário nomeado. § 1º . pela unidade de atendimento. removido ou transferido. SECÇÃO VI Licença para Tratar de Interesses Particulares Art. para tratar de interesses particulares. o chefe da repartição ou serviço a que tiver de se apresentar o funcionário poderá conceder-lhe o prazo de quinze dias para reassumir o exercício. O período de licença de. será concedida licença com vencimento ou remuneração e demais vantagens.Quando a desincorporação se verificar em lugar diverso do exercício.Ao funcionário que houver feito curso para oficial da reserva das forças armadas.

reassumir o exercício desistindo da licença. igualmente. quando o marido for mandado servir.Não adquirirão estabilidade. Art. 186 . concedida licença para tratar de interesses particulares ao funcionário que. Intervalo de dois anos entre uma licença e outra. Art. Art.Art.cinco anos de exercício. 187 . 188 . depois de decorridos dois anos da terminação da anterior. qualquer que seja o tempo de serviço o funcionário interino e no cargo em que estiver substituindo ou comissionado. Parágrafo único . Art. A concessão da licença pode ser negada se afetar o serviço.Só poderá ser concedida nova licença para tratar de interesses particulares. o efetivo nomeado sem concurso. a qualquer título. 182 . independentemente de solicitação. 181 .Para fins de aquisição de estabilidade. a qualquer tempo. terá direito a licença. e vigorará pelo tempo que durar a comissão ou nova função do marido. estiver ainda obrigado a indenização ou devolução aos cofres públicos. 184 . além disto. devidamente instruído. federal ou militar. sem vencimento ou remuneração. 185 .A licença será concedida mediante pedido.Não será. desde que o exija o interesse do serviço público.O funcionário poderá.Vetado. quando nomeado em virtude de concurso. em outro ponto do Estado ou do território nacional ou no estrangeiro.A funcionária casada com funcionário estadual.O funcionário adquirirá estabilidade depois de: I . SECÇÃO VII Licença à Funcionária Casada com Funcionário Art. marcando razoável prazo para que o funcionário licenciado reassuma o exercício.dois anos de exercício. Funcionário não deve estar devendo indenização ou devolução aos cofres públicos. a todo tempo. 183 . só será contado o tempo de serviço efetivo. exige-se que se cumpra os requisitos abaixo descritos: • • • O funcionário deve estar em efetivo exercício. o nomeado em comissão ou em substituição. Parágrafo único . Requisitos da licença • • • • • Funcionária deve viver em regime de casamento Esposo deve ser funcionário público Servidora deve solicitar a licença Não limitação de tempo da licença Não exigência de interesse público para que ocorra a licença CAPÍTULO XII Da Estabilidade Art. prestado em cargos estaduais. II .A autoridade que houver concedido a licença poderá. Art. cassá-la. .

Parágrafo único . pois a mesma trás expresso em seu artigo 41 a seguinte redação: Art.das decisões sobre os recursos sucessivamente interpostos. CAPÍTULO XIII Da Disponibilidade Art. a contagem de tempo será feita. O art. o funcionário estável ficará em disponibilidade remunerada. mesmo sem exercer sua função até que seja recolocado em exercício. Segue na mesma linha a redação da CF/88. em escala ascendente.quando vitalícios.A estabilidade não diz respeito ao cargo.O requerimento será dirigido à autoridade competente para decidi-lo e encaminhado por intermédio daquela a que estiver imediatamente subordinado o requerente.do indeferimento do pedido de reconsideração. II . no de extinguir o cargo ou no de serem demitidos mediante processo administrativo em que se lhes tenha assegurada ampla defesa. removê-lo. para fim de estabilidade. na data da nova posse. o servidor estável ficará em disponibilidade. 187 não está em consonância com a CF/88. no interesse do serviço. com remuneração proporcional ao tempo de serviço. 41. não podendo ser renovado. Art. 193 . somente em virtude de sentença judiciária. Art. . parágrafo § 3º Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade. Parágrafo único . 191 .O recurso será dirigido à autoridade imediatamente superior à que tiver expedido o ato ou proferido a decisão e. Significa que o funcionário receberá sua remuneração.Parágrafo único .Quando se extinguir o cargo.O requerimento e o pedido de reconsideração de que tratam os artigos anteriores deverão ser despachados no prazo de cinco dias e decididos dentro de trinta. ressalvando-se à administração o direito de readaptar o funcionário em outro cargo.É assegurado ao funcionário o direito de requerer ou representar.Desligando-se do serviço público estadual e sendo readmitido ou nomeado para outro cargo estadual. vencimentos ou remuneração compatíveis com o que ocupava. Art. 194 . A estabilidade só se aplica aos cargos de provimento efetivo.Os funcionários públicos perderão o cargo: I . 189 . sucessivamente. acumula-se o tempo de efetivo serviço em cargos estaduais.quando estáveis. sendo que o Estado tem a prerrogativa de excluir ou modificar seu cargo. 192 . com vencimento ou remuneração integrais e demais vantagens. além disto. até o seu obrigatório aproveitamento em outro cargo de natureza. 190 . 41. art. improrrogáveis. § 1º . até seu adequado aproveitamento em outro cargo. São estáveis após três anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público. às demais autoridades. Art. A estabilidade se refere ao servidor.O pedido de reconsideração será dirigido à autoridade que houver expedido o ato ou proferido a primeira decisão. CAPÍTULO XIV Do Direito de Petição Art. no caso do número anterior. II . transferi-lo ou transformar o cargo.Caberá recurso: I .

b) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico. tratadas nos códigos. O efeito suspensivo é aquele que suspende a ação até o julgamento do pedido de reconsideração. Segue a seguinte redação da Constituição Federal. Parágrafo único . 195 diz que não há efeito suspensivo. Art. Art. No caso de processo administrativo. ainda. CAPÍTULO XV Da Acumulação Art.§ 2º . 192.O funcionário que se dirigir ao Poder Judiciário ficará obrigado a comunicar essa iniciativa a seu chefe imediato para que este providencie a remessa do processo. 37. . inciso 34 e tratam dos recursos contra nota em avaliação desempenho. recurso contra transferência. Parágrafo único . ao juiz competente. 198 . quanto aos efeitos relativos ao passado. conforme a natureza da reivindicação e do direito a ser pleiteado.Se não for o caso de direito que dê oportunidade à ação judicial. os que forem providos. promoção. exceto as previstas nos artigos 61.São fatais e improrrogáveis os prazos estabelecidos neste capítulo.Não se compreende na proibição deste artigo a acumulação de cargo ou função com a gratificação de função. número I e 137. nos mesmos prazos fixados para as ações próprias cabíveis no judiciário. quanto à espécie. 195 . o prazo é de 120 dias. a) a de dois cargos de professor. sendo que o art.No encaminhamento do recurso observa-se-á o disposto na parte final do art. retroagindo os seus efeitos à data do ato impugnado. art. como peça instrutiva da ação judicial. darão lugar às retificações necessárias. com profissões regulamentadas.é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos. quando houver compatibilidade de horários. a acumulação de funções ou de cargos e funções do Estado. exceto. Art. se houver. da Constituição Estadual. c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde. ou do Estado com os da União ou Município e com os das entidades autárquicas. Art.É vedada a acumulação de cargo. O art. prescreverá a faculdade de pleitear na esfera administrativa. desde que outra solução jurídica não determine a autoridade. 5. que terá prazo igual ao das ações judiciais. entre outros. 196 trata da prescrição (perda do direito de oferecer a petição). observado em qualquer caso o disposto no inciso XI. 196 . Art. 200 . da data da ciência do interessado. quando este for da natureza reservada. em geral.Os pedidos de reconsideração e os recursos que não têm efeito suspensivo. O direito de petição é previsto na CF/88. art. porém.É vedada. XVI . 199 .O direito de pleitear na esfera administrativa prescreverá. dentro de 120 dias a contar da data da publicação oficial do ato impugnado ou. Seus efeitos podem vir a retroagir. 197 .

e sociedades controladas. pelo poder público.a proibição de acumular estende-se a empregos e funções e abrange autarquias. Ss . suas subsidiárias. direta ou indiretamente. empresas públicas. fundações. sociedades de economia mista.XVII .