Jesus Cristo Nunca Existiu

Autor: La Sagesse

“Existe uma chave para a liberdade: Pense! Se quiseres ser um cordeiro, seja feita a tua vontade. Não reclames, entretanto, quando fores servido em nosso grande Sabbath!” Um “bem velho” dito pagão, do século XX

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Prefácio
Tenho a satisfação de recomendar ao público a presente obra, escrita sob o título “Jesus Cristo Nunca Existiu”, de La Sagesse, em cujo conteúdo o autor revela o seu pensamento de modo fiel e sem reticências a respeito de tão delicado assunto. Embora seja este o seu primeiro trabalho publicado, o autor revela-se um escritor em potencial, de quem muito ainda se pode esperar. Diante da necessidade sempre crescente da verdade, encetou a presente obra para doar à humanidade a sua contribuição de natureza cultural, querendo apenas cumprir o seu dever de informar, perante si próprio e perante os homens. Aos oportunistas pouco importa se sob a palavra sonora se oculta a hipocrisia e a mentira. Contudo, para os espíritos puros e corajosos, para os quais os interesses particulares não devem sobrepor-se aos anseios do povo, mister se faz que a verdade surja em toda a sua plenitude, deitando por terra toda a fraude e mistificação. Este é um livro corajoso, concebido sem a preocupação de agradar ou desagradar, não importando se suscetibilidades são feridas pelo que aqui está exposto. O seu intuito é exclusivamente patentear as provas inequívocas de falsificação e mistificação, as quais foram impostas aos homens a ferro e fogo, durante séculos. No decurso da obra, são reveladas todas as idéias da Igreja como realmente são: a mais pútrida e falsa amoedação que pode haver, capaz de desprezar a natureza e os valores naturais. Constituiu-se a Igreja em verdadeiro parasita do homem crente, a verdadeira tarântula através da qual o clero que se constitui em uma minoria privilegiada vem sugando e envenenando sem parar o sangue e a vida daqueles que, iludidos por falsas promessas, mantêm os olhos fechados para a realidade da vida e das coisas. Em todo o tempo, a meta principal da Igreja é tornar o homem o mais desgraçado possível, daí a idéia do pecado e da culpabilidade, para criar uma raça de escravos e de castrados de pensamento. Assim, tolhida a sua liberdade de pensamento, torna-se presa fácil e maleável nas mãos da Igreja. O temor dos castigos eternos, prometidos para os que se insurgem contra os ensinamentos da Santa Igreja, impede o homem crente de duvidar sequer do que a mesma lhe incute no espírito como verdade. Só o homem que consegue vencer a barreira do temor e da ignorância goza realmente de uma liberdade plena que poderá torná-lo feliz. Apesar de haver uma acentuada liberalidade existente em nossos dias, ainda é pequeno o número dos que sacodem o jugo opressor, libertando-se da tutela hostil e interesseira da Igreja, de seus dogmas e vãs promessas. E é bem menor ainda o número dos que têm a coragem de proclamar em altas vozes o seu pensamento, liberto dos preconceitos religiosos que subjugam o homem. Felizmente, La Sagesse faz parte deste círculo restrito, para quem a verdade e o bem estar do homem estão acima de qualquer coisa e dependem em muito de sua liberdade. A própria bondade do homem deve revelar-se por si só, e não porque a ela seja constrangido, porquanto assim perderá a sua verdadeira característica, passando a ser um ato subalterno, sem nenhum valor moral.

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Não se omite a esta altura a homenagem que faz jus a quem não economizou esforços no sentido de patentear a verdade, antes se multiplicou em cuidados para fornecer aos leitores uma obra capaz de despertar o interesse pelo seu real valor e critérios adotados. O autor possui uma vasta obra literária ainda inédita, que deverá vir a público oportunamente. Maria Ribeiro

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Prólogo
Homem ateu é assim chamado aquele que não crê em Deus. Etimologicamente, “Theos”, do grego, significa Deus. Anexando-se o prefixo “a”, o qual indica ausência ou negação, teremos ateu, isto é, sem Deus. No mundo moderno onde vivemos, no qual impera a razão, a lógica e o conhecimento científico, não nos é mais possível estabelecer diferença essencial entre ateus ou crentes. Os que acreditam em um Deus materializável, prosternando-se e orando diante de seus altares, em seus templos, são também verdadeiros ateus. Apenas deste fato não se dão conta. A seguir tentaremos explicar o nosso ponto de vista. O homem primitivo, sentindo-se indefeso diante do mundo hostil que o rodeia e que desconhece, a tudo teme. Apavoram-no os fenômenos da natureza, tais como as tempestades, os trovões, os relâmpagos e tantos outros os quais julga serem a manifestação digna de um Ser Supremo, muito poderoso e desconhecido. Então, na sua impotência para controlar a natureza, e não encontrando explicações razoáveis para os acontecimentos, volta-se o nosso homem para aquele Ser Poderoso que imagina comandar o mundo. Submisso e suplicante, implora-lhe perdão pelas faltas cometidas, simula preces e oferece-lhe sacrifícios. Com isso, supõe aplacar a ira dos deuses e ganhar-lhes sua benevolência para dias vindouros, Está, assim, lançada a semente da religião que no decorrer do tempo irá ganhando novas formas e sofrerá modificações, de acordo com o próprio homem, suas necessidades e aspirações. Então perguntaremos, diante de que ou de quem ajoelha-se o homem? Diante de Deus? Não. Por incrível que pareça, o homem ajoelha-se, ainda hoje, diante do altar rústico, erguido pelo temor do homem primitivo castigado pelas forças adversas da natureza, e impotente para contê-las. Não é lógico que o homem que evoluiu conseguindo maravilhas, obtendo os meios necessários para definir e mesmo refrear os furores da natureza, paradoxalmente continue praticando os cultos de desagravo, criados pelos amedrontados ancestrais. Concluímos do que acima foi dito que os religiosos de qualquer espécie são ateus, porquanto, de acordo com a própria etimologia da palavra ateu, continuam sem Deus. Isto é verdadeiro, porquanto, não é possível a ninguém ter algo inexistente, no caso o Ser Poderoso, Deus ou deuses, conforme prefiram. À medida que o homem foi evoluindo, promoveu sua organização social, inclusive a religiosa. E o homem permaneceu contrito, ajoelhado diante de Deus e do sacerdote. Aos poucos, vai a religião tornando-se um ótimo e cômodo meio de vida para a minoria privilegiada composta pelos sacerdotes, verdadeiro comércio com o qual o povo tem sido espoliado através dos tempos. Surgiram deuses e religiões idealizadas pelos espertos, a fim de satisfazer a todos os gostos e tendências. Até o século IX, os estudiosos do assunto já haviam catalogado nada menos de 60 mil deuses, sob as mais variadas formas, desde a de animal, semi-animal, até atingir o aspecto integral do corpo humano. Criaram deuses como Baco, o deus do vinho, homenageado com tremendas bebedeiras. Vênus, a deusa do amor. Para reger a cada ato da vida, foram criados deuses especiais; inclusive para cada fenômeno da natureza.

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Apesar do fervor com o qual os deuses têm sido incensados através dos tempos, jamais se conseguiu provar que a fé a eles devotada tenha melhorado a sorte do homem e do mundo. Por isso somos levados a crer que todos aqueles que têm adorado aos deuses têm perdido o seu precioso tempo. O homem, com o poder de sua inteligência e imaginação, vai aos poucos adquirindo e sistematizando os seus conhecimentos, tornando-os cultura e ciência. Gradativamente vai levantando o véu do mistério que lhe obscurecera a razão. A explicação dos fatos fundamentada na ciência liberta-o dos temores. O conhecimento científico, alijando as trevas da ignorância, leva-nos a compreender que os milhares de deuses dos quais temos tido conhecimento são produtos de mentes férteis e pretensiosas, como a do clero e outros interessados em lucros fáceis. A total ausência de uma intervenção direta de Deus nos destinos do homem e do mundo é prova de que o clero conduz o homem por caminho errado. Valendo-se da boa fé do povo incauto é que o clero, em todos os tempos, tem desenvolvido sua atividade parasitária, chorando tanto quanto possível a economia humana. Assim, pode desfrutar de boa vida, luxo e palácios, praticamente sem trabalhar, com o dinheiro que o homem religioso passa-lhe às mãos, julgando assim comprar sua entrada no céu. O sacerdote é sempre categórico em suas afirmações diante do crente, mostrando-se, contudo, reticente e cauteloso em face do conhecimento científico do homem de saber aprimorado. A este falará sobre tudo, mas evitará abordar o que se refere a Deus, religião ou teologia. Tendo ultrapassado a época do medo, a raça humana não se libertou totalmente do sentimento religioso, porquanto, existem os que se valem do nome de Deus e das religiões para viverem ociosamente, desfrutando de boa posição e respeito, sem, contudo, dar aos homens qualquer contribuição que lhes aproveite para sua felicidade e bem estar. Apenas a promessa de uma boa vida futura, após a morte. Todavia, até esta ser-lhe-á garantida apenas com a condição de suportar, pacientemente, muitos sofrimentos em sua passagem pela terra. Ora, são promessas vãs e mentirosas. Será que o sacerdote daria para alguém o Reino dos Céus, se dele dispusesse? Tudo nos leva a crer que não. Não acreditamos que as religiões possam desaparecer tão cedo da face da Terra, apesar do aprimoramento, sempre em expansão, do conhecimento científico. As religiões não morrem, modificam-se. Desde os primórdios da humanidade, o aparecimento sempre de novos deuses e modalidades de culto justificam tal afirmativa. Em vista de tantas e tais modificações, é que chegamos à era do advento de Cristo e do cristianismo, religião esta abraçada por boa parte da população do mundo atual, em suas variadas ramificações. E qual o fundamento sobre o qual foi criada a religião cristã? Nada tem de positivo, palpável ou verdadeiro. É apenas uma lenda o nascimento de Jesus, como toda a vida e os atos a ele imputados. Aqueles que criaram o cristianismo sequer primaram pela originalidade, porquanto, a lenda que envolve a personalidade de Jesus Cristo é apenas copia de tantas outras que relatam o nascimento e tudo quanto se referiu aos deuses criados pelos antigos, tais como Ísis, Osíris, Hórus Átis. Apolo, Mitra, etc. O homem do nosso século tem, forçosamente, de ser prático. Daí, não poderá fundamentar os atos de sua vida em lendas ou mitos. As lendas possuem, evidentemente, um grande valor, fazem parte do folclore dos povos, influindo na formação de suas culturas. Entretanto, o seu valor cultural não deve ultrapassar o limite lógico e aceitável. 5

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Jesus Cristo Nunca Existiu
Os pesquisadores que se dedicaram ao estudo das origens do cristianismo sabem que, desde o Século II de nossa era, tem sido posta em dúvida a existência de Cristo. Muitos até mesmo entre os cristãos procuram provas históricas e materiais para fundamentar sua crença. Infelizmente, para eles e sua fé, tal fundamento jamais foi conseguido, porquanto, a história cientificamente elaborada denota que a existência de Jesus é real apenas nos escritos e testemunhas daqueles que tiveram interesse religioso e material em prová-la. Desse modo, a existência, a vida e a obra de Jesus carecem de provas indiscutíveis. Nem mesmo os Evangelhos constituem documento irretorquível. As bibliotecas e museus guardam escritos e documentos de autores que teriam sido contemporâneos de Jesus, os quais não fazem qualquer referência ao mesmo. Por outro lado, a ciência histórica tem-se recusado a dar crédito aos documentos oferecidos pela Igreja, com intenção de provar-lhe a existência física. Ocorre que tais documentos, originariamente, não mencionavam sequer o nome de Jesus; todavia, foram falsificados, rasurados e adulterados visando suprir a ausência de documentação verdadeira. Por outro lado, muito do que foi escrito para provar a inexistência de Jesus Cristo foi destruído pela Igreja, defensivamente. Assim é que, por falta de documentos verdadeiros e indiscutíveis, a existência de Jesus tem sido posta em dúvida desde os primeiros séculos desta era, apesar de ter a Igreja tentado destruir a tudo e a todos os que tiveram coragem ousaram contestar os seus pontos de vista, os seus dogmas. Por tudo isso é que o Papa Pio XII, em 955, falando para um Congresso Internacional de História em Roma, disse: “Para os cristãos, o problema da existência de Jesus Cristo concerne à fé, e não à história”. Emílio Bossi, em seu livro intitulado “Jesus Cristo Nunca Existiu”, compara Jesus Cristo a Sócrates, que igualmente nada deixou escrito. No entanto, faz ver que Sócrates só ensinou o que é natural e racional, ao passo que Jesus ter-se-ia apenas preocupado com o sobrenatural. Sócrates teve como discípulos pessoas naturais, de existência comprovada, cujos escritos, produção cultural e filosófica passaram à história como Platão, Xenófanes, Euclides, Esquino, Fédon. Enquanto isso, Jesus teria por discípulos alguns homens analfabetos como ele próprio tê-lo-ia sido, os quais apenas repetiriam os velhos conceitos e preconceitos talmúdicos. Sócrates, que viveu 5 séculos antes de Cristo e nada escreveu, jamais teve sua existência posta em dúvida. Jesus Cristo, que teria vivido tanto tempo depois, mesmo nada tendo escrito, poderia apesar disso ter deixado provas de sua existência. Todavia, nada tem sido encontrado que mereça fé. Seus discípulos nada escreveram. Os historiadores não lhe fizeram qualquer alusão. Além disso, sabemos que, desde o Século II, os judeus ortodoxos e muitos homens cultos começaram a contestar a veracidade de existência de tal ser, sob qualquer aspecto, humano ou 6

divino. Estavam, assim, os homens divididos em duas posições: a dos que, afirmando a realidade de sua existência, divindade e propósitos de salvação, perseguiam e matavam impiedosamente aos partidários da posição contrária, ou seja, àqueles cultos e audaciosos que tiveram a coragem de contestá-los. O imenso poder do Vaticano tornou a libertação do homem da tutela religiosa difícil e lenta. O liberalismo que surgiu nos últimos séculos contribuiu para que homens cultos e desejosos de esclarecer a verdade tentassem, com bastante êxito, mostrar a mistificação que tem sido a base de todas as religiões, inclusive do cristianismo. Surgiram também alguns escritos elucidativos, que por sorte haviam escapado à caça e à queima em praça pública. Fatos e descobertas desta natureza contribuíram decisivamente para que o mundo de hoje tenha uma concepção científica e prática de tudo que o rodeia, bem como de si próprio, de sua vida, direitos e obrigações. A sociedade atualmente pode estabelecer os seus padrões de vida e moral, e os seus membros podem observá-los e respeitá-los por si mesmos, pelo respeito ao próximo e não pelo temor que lhes incute a religião. Contudo, é lamentavelmente certo que muitos ainda se conservam subjugados pelo espírito de religiosidade, presos a tabus caducos e inaceitáveis. Jesus Cristo foi apenas uma entidade ideal, criada para fazer cumprir as escrituras, visando dar seqüência ao judaísmo em face da diáspora, destruição do templo e de Jerusalém. Teria sido um arranjo feito em defesa do judaísmo que então morria, surgindo uma nova crença. Ultimamente, têm-se evidenciado as adulterações e falsificações documentárias praticadas pela Igreja, com o intuito de provar a existência real de Cristo. Modernos métodos como, por exemplo, o método comparativo de Hegel, a grafotécnica e muitos outros, denunciaram a má fé dos que implantaram o cristianismo sobre falsas bases com uma doutrina tomada por empréstimos de outros mais vivos e inteligentes do que eles, assim como denunciaram os meios fraudulentos de que se valeram para provar a existência do inexistente. É de se supor que, após a fuga da Ásia Central, com o tempo os judeus foram abandonando o velho espírito semita, para irem-se adaptando às crenças religiosas dos diversos povos que já viviam na Ásia Menor. Após haverem passado por longo período de cativeiro no Egito, e, posteriormente, por duas vezes na Babilônia, não estranhamos que tenham introduzido no seu judaísmo primitivo as bases das crenças dos povos com os quais conviveram. Sendo um dos povos mais atrasados de então, e na qualidade de cativos, por onde passaram, salvo exceções, sua convivência e ligações seria sempre com a gente inculta, primária e humilde. Assim é que, em vez de aprenderem ciências como astronomia, matemática, sua impressionante legislação, aprenderam as superstições do homem inculto e vulgar. Quando cativos na Babilônia, os sacerdotes judeus que constituíram a nata, o escol do seu meio social, nas horas vagas, iriam copiando o folclore e tudo o que achassem de mais interessante em matéria de costumes e crenças religiosas, do que resultaria mais tarde compendiarem tudo em um só livro, o qual recebeu o nome de Talmud, o livro do saber, do conhecimento, da aprendizagem. Por uma série de circunstâncias, o judeu foi deixando, aos poucos, a atividade de pastor, agricultor e mesmo de artífice, passando a dedicar-se ao comércio.

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A atividade comercial do judeu teve início quando levados cativos para a Babilônia, por Nabucodonosor, e intensificou-se com o decorrer do tempo, e ainda mais com a perseguição que lhe moveria o próprio cristianismo, a partir do século IV. Daí em diante, a preocupação principal do povo judeu foi extinguir de seu meio o analfabetismo, visando com isso o êxito de seus negócios. Deve-se a este fato ter sido o judeu o primeiro povo no meio do qual não haveria nenhum analfabeto. Destarte, chegando a Roma e a Alexandria, encontrariam ali apenas a prática de uma religião de tradição oral, portanto, terreno propício para a introdução de novas superstições religiosas. Dessa conjuntura é que nasceu o cristianismo, o máximo de mistificação religiosa de que se mostrou capaz a mente humana. O judeu da diáspora conseguiu o seu objetivo. Com sua grande habilidade, em pouco tempo o cristianismo caiu no gosto popular, penetrando na casa do escravo e de seu senhor, invadindo inclusive os palácios imperiais. Crestus, o Messias dos essênios, pelo qual parece terem optado os judeus para a criação do cristianismo, daria origem ao nome de Cristo, cristão e cristianismo. Os essênios haviam-se estabelecido numa instituição comunal, em que os bens pessoais eram repartidos igualmente para todos e as necessidades de cada um tornavam-se responsabilidade de todos. Tal ideal de vida conquistaria, como realmente aconteceu, ao escravo, a plebe, enfim, a gente humilde. Daí, a expansão do cristianismo que, nada tendo de concreto, positivo e provável, assumiu as proporções de que todos temos conhecimento. Não tendo ficado restrita à classe inculta e pobre, como seria de se pensar, começou a ganhar adeptos entre os aristocratas e bemnascidos. De tudo o que dissemos, depreende-se que o cristianismo foi uma religião criada pelos judeus, antes de tudo como meio de sobrevivência e enriquecimento. Tudo foi feito e organizado de modo a que o homem se tornasse um instrumento dócil e fácil de manejar, pelas mãos hábeis daqueles aos quais aproveita a religião como fonte de rendimentos. Métodos modernos como, por exemplo, o método comparativo de Hegel, a grafotécnica, o uso dos isótopos radioativos e radiocarbônicos, denunciaram a má fé daqueles que implantaram o cristianismo, falsificando escritos e documentos na vã tentativa de provar o que lhe era proveitoso. Por meios escusos tais como os citados, a Igreja tornou-se a potência financeira em que hoje se constitui. Finalmente, desde o momento em que surgiu a religião, com ela veio o sacerdote que é uma constante em todos os cultos, ainda que recebam nomes diversos. A figura do sacerdote encarregado do culto divino tem tido sempre a preocupação primordial de atemorizar o espírito dos povos, apresentando-lhes um Deus onipotente, onipresente e, sobretudo, vingativo, que a uns premia com o paraíso e a outros castiga com o inferno de fogo eterno, conforme sejam boas ou más suas ações. No cristianismo, encontraremos sempre o sacerdote afirmando ter o homem uma alma imortal, a qual responderá após a morte do corpo, diante de Deus, pelas ações praticadas em vida. Como se tudo não bastasse, o paraíso, o purgatório dos católicos e o inferno, há ainda que considerar a admissão do pecado original, segundo o qual todos os homens ao nascer, trazem-no consigo.

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Ora, ninguém jamais foi consultado a respeito de seu desejo ou não de nascer. Assim sendo, como atribuir culpa de qualquer natureza a quem não teve a oportunidade de manifestar vontade própria. Quanta injustiça! Condenar inocentes por antecipação. O próprio Deus e o próprio Cristo revoltar-se-iam por certo ante tão injusta legislação, se os próprios existissem.

II
As Provas e as Contra Provas
A Igreja serviu-se de farta documentação, conforme já mencionamos anteriormente, com intenção de provar a existência de Cristo. No entanto, a história ignora-o completamente. Quanto aos autores profanos que pretensamente teriam escrito a seu respeito, foram nesta parte falsificados. Por outro lado, documentos históricos demonstram sua inexistência. As provas históricas merecem nosso crédito, porque pertencem à categoria dos fatos certos e positivos, e constituem testemunhos concretos e válidos de escritores de determinadas escolas. A interpretação da Bíblia e da mitologia comparada não resiste a uma confrontação com a história. Flávio Josefo, Justo de Tiberíades, Filon de Alexandria, Tácito, Suetônio e Plínio, o Jovem, teriam feito em seus escritos, referências a Jesus Cristo. Todavia, tais escritos após serem submetidos a exames grafotécnicos, revelaram-se adulterados no todo ou em parte, para não se falar dos que foram totalmente destruídos. Além disso, as referências feitas a Crestus, Cristo ou Jesus, não são feitas exatamente a respeito do Cristo dos Cristãos. Seria mesmo difícil estabelecer qual o Cristo seguido pelos cristãos, visto que esse era um nome comum na Galiléia e Judéia. Segundo Tácito, judeus e egípcios foram expulsos de Roma por formarem uma só e mística superstição cristã. As expulsões ocorreram duas vezes no tempo de Augusto e a terceira vez no governo de Tibério, no ano 19 desta era. Tais expulsões desmentem a existência de Jesus, porquanto, ocorreram quando ainda o nome de cristão aplicava-se a superstição judaico-egípcia, a qual se confundiu com o cristianismo. Filon de Alexandria, apesar de ter contribuído poderosamente para a formação do cristianismo, seu testemunho é totalmente contrário à existência de Cristo. Filon havia escrito um tratado sobre o Bom Deus – Serapis –, tratado este que foi destruído. Os evangelhos cristãos a ele muito se assemelham, e os falsificadores não hesitaram em atribuir as referências como sendo feitas a Cristo. Os historiadores mostram que essa religião nasceu em Alexandria, e não em Roma ou Jerusalém. Fazem ver que ela nasceu das idéias de Filon que, platonizando e helenizando o judaísmo, escreveu boa parte do Apocalipse. A mesma transformação que o cristianismo dera ao judaísmo ao introduzir-lhe o paganismo e a idolatria, Filon imprimira a essa crença, até então apenas terapeuta, dando-lhe feição grega, de cunho platônico.

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Embora tenha sido de certo modo o precursor do cristianismo, não deixou a menor prova de ter tomado conhecimento da existência de Jesus Cristo, o mago rabi, e isto é lógico porque o cristianismo só iria ser elaborado muito depois de sua morte. Bastaria o silêncio de Filon para provar estarmos diante de uma nova criação mitológica, de cunho metafísico. Entretanto, escrevendo como cristão, os lançadores do cristianismo louvaram-se nas suas idéias e escritos. Tivesse Jesus realmente existido, jamais Filon deixaria de falar em seu nome, descreveria certamente sua vida miraculosa. Filon relata os principais acontecimentos de seu tempo, do judaísmo e de outras crenças, não mencionando, porém, nada sobre Jesus. Cita Pôncio Pilatos e sua atuação como Procurador da Judéia, mas não se refere ao julgamento de Jesus a que ele teria presidido. Fala igualmente dos essênios e de sua doutrina comuna dizendo tratar-se de uma seita judia, com mosteiro à margem do Jordão, perto de Jerusalém. Quando no reinado de Calígula esteve em Roma defendendo os judeus, relata diversos acontecimentos da Palestina, mas não menciona nada a respeito de Jesus, seus feitos ou sua sorte e destino. Filon, que foi um dos judeus mais ilustres de seu tempo, e sempre esteve em dia com os acontecimentos, jamais omitiria qualquer notícia acerca de Jesus, cuja existência, se fosse verdadeira, teria abalado o mundo de então. Impossível admitir-se tal hipótese, portanto. Por isso é que M. Dide fez ver que, diante do silêncio de homens extraordinários como Filon, os acontecimentos narrados pelos evangelistas não passam de pura fantasia religiosa. Seu silêncio é a sentença de morte da existência de Jesus. O mesmo silêncio se estende aos apóstolos, assinala Emílio Bossi. Evidencia que tudo quanto está contido nos Evangelhos refere-se a personalidades irreais, ideais, sobrenaturais de inexistentes taumaturgos. O silêncio de Filon e de outros se estende não apenas a Jesus, mas também aos seus pretensos apóstolos, a José, a Maria, seus filhos e toda a sua família. Flávio Josefo, tendo nascido no ano 37, e escrevendo até 93 sobre judaísmo, cristianismo terapeuta, messias e Cristos, nada disse a respeito de Jesus Cristo. Justo de Tiberíades, igualmente não fala em Jesus Cristo, conquanto houvesse escrito uma história dos judeus, indo de Moisés ao ano 50. Ernest Renan, em sua obra “Vie de Jesus”, apesar de ter tentado biografar Jesus, reconhece o pesado silêncio que fizeram cair sobre o pretenso herói do cristianismo. Os Gregos, os romanos e os hindus dos séculos I e II jamais ouviram falar na existência física de Jesus Cristo. Nenhum dos historiadores ou escritores, judeus ou romanos, os quais viveram ao tempo em que pretensamente teria vivido Jesus, ocupou-se dele expressamente. Nenhum dedicou-lhe atenção. Todos foram omissos quanto a qualquer movimento religioso ocorrido na Judéia, chefiado por Jesus. A história não só contesta a tudo o que vem nos Evangelhos, como prova que os documentos em que a Igreja se baseou para formar o cristianismo foram todos inventados ou falsificados no todo ou parte, para esse fim. A Igreja sempre dispôs de uma equipe de falsários, os quais dedicaram-se afanosamente a adulterar e falsificar os documentos antigos com o fim de pôlos de acordo com os seus cânones. 10

O piedoso e culto bispo de Cesaréia, Eusébio, como muitos outros tonsurados, receberam ordens papais para realizar modificações em importantes papéis da época, adulterando-os e emendando-os segundo suas conveniências. Graças a esses criminosos arranjos, a Igreja terminaria autenticando impunemente sua novela religiosa sobre Jesus Cristo, sua família, seus discípulos e o seu tempo. Conan Doyle imortalizou o seu personagem, Sherlock Holmes, assim como Goethe ao seu Werther. Deram-lhes vida e movimento como se fossem pessoas reais, de carne e ossos. Muitos outros escritores imortalizaram-se também através de suas obras, contudo, sempre ficou patente serem elas pura ficção, sem qualquer elo que as ligue com a vida real. Produzem um trabalho honesto e honrado aqueles que assim procedem, ao contrário daqueles que deturpam os trabalhos assinados por eminentes escritores, com o objetivo premeditado de iludir a boa fé do próximo. E procedimento que, além de criminoso, revela a incapacidade intelectual daqueles que precisam se valer de tais meios para alcançar seus escusos objetivos. Berson, citado por Jean Guitton em “Jesus”, disse que a inigualável humildade de Jesus dispensaria a historicidade; entretanto, erigiu os Evangelhos como documento indiscutível como prova, o que a ciência histórica de hoje rejeita. Só depois de muito entrado em anos é que se tornaria indiferente para com a pirracenta crença religiosa dos seus antepassados, como aconteceu com mentes excepcionalmente cultas, tornadas ilustres pelo saber e pelo conhecimento e não apenas pelo dinheiro. Diante da história, do conhecimento racional e científico que presidem aos atos da vida humana, muitos já se convenceram da primária e irreal origem do cristianismo, o qual nada mais é do que uma síntese do judaísmo com o paganismo e a idolatria greco-romana do século I. Graças ao trabalho de notáveis mestre de Filosofia e Teologia da Escola de Tübíngen, na Alemanha, ficou provado que os Evangelhos e mesmo toda a Bíblia não possuem valor histórico, pondo-se em dúvida conseqüentemente tudo quanto a Igreja impôs como verdade sobre Jesus Cristo. Tudo o que consta dos Evangelhos e do Novo Testamento são apenas arranjos, adaptações e ficções, como o próprio Jesus Cristo o foi. Através da pesquisa histórica e de exames grafotécnicos ficou evidenciado que os escritos acima referidos são apócrifos. De sorte que, não servindo como documentos autênticos, devem ser rejeitados pela ciência. Jean Guitton diz que o problema de Jesus varia e acordo com o ângulo sob o qual seja examinado: histórico, filosófico ou teológico. A história exige provas reais, segundo as quais se evidenciem os movimentos da pessoa ou do herói no palco da vida humana, praticando todos os atos a ela concernentes, em todos os seus altos e baixos. Pierre Couchoud, igualmente citado por Guitton, sendo médico e filósofo, considerou Jesus como tendo sido “a maior existência que já houve, o maior habitante da terra”, entretanto, acrescentou: “não existiu no sentido histórico da palavra: não nasceu. Não sofreu sob Pôncio Pilatos, sendo tudo uma fabulação mítica”. A passagem de Jesus pela terra seria o milagre dos milagres: “o continente, embora fosse o menor, contivera o conteúdo, que era o maior!” A Filosofia quer fatos para examinar e explicar à luz da razão, generalizando-o. No que se refere à existência de Jesus, é patente a impossibilidade 11

de generalização, porquanto, na qualidade de mito, como os milhares que o antecederam, sua personalidade é apenas fictícia, por conseguinte, nenhum material pode oferecer à Filosofia para ser sistematizado, aprofundado ou explicado. No tocante à Teologia, cabe-lhe apenas a parte doutrinária acerca das coisas divinas. A ela, interessa apenas incutir nas mentes os seus princípios, sem, contudo, procurar neles o que possa existir de concreto, o que inclusive seria contrário aos interesses materiais, daqueles aos quais aproveita a religião. Os Enciclopedistas mostraram como eram tolos e irracionais os dogmas da Igreja, lembrando ainda que ela era um dos mais fortes pilares do feudalismo escravocrata. Voltaire mostrou as coincidências entre o Evangelho de João e os escritos de Filon, lembrando ter sido ele um filósofo grego de ascendência judia, cujo pai, um outro judeu culto, teria sido contemporâneo de Jesus, se ele tivesse realmente existido. A filosofia religiosa de Filon era a mesma do cristianismo, tanto que inicialmente foi cogitada sua inclusão entre os fundadores da nova crença. Contudo, após exame rigoroso de sua obra, foram encontradas idéias opostas aos interesses materiais dos lideres cristãos da época. Devemos aos Enciclopedistas, bem como a Voltaire, o incentivo para que muitos pensadores futuros pudessem desenvolver um trabalho livre, na pesquisa da verdade. As convicções de Voltaire são o fruto de profundo estudo das obras de Filon. Os racionalistas, posteriormente, servindo-se de seus escritos, concluíram que a Igreja criou seus dogmas de acordo com a lenda e o mito, impondo-os a ferro e fogo. Bauer, aplicando os princípios hegelianos na Universidade de Tübingen, concluiu que os Evangelhos haviam sido escritos sob a influência judia, de acordo com seu gosto. Posteriormente, interesses materiais e políticos motivaram alterações nos mesmos. Em vista de tais interesses é que Pedro, o pregador do cristianismo nascente, que era pró-judeu, teve de ser substituído por Paulo, favorável aos romanos. E Marcião teria sido o autor dos escritos atribuídos ao inexistente Paulo. O mérito da Escola de Tübingen consiste em haver provado que os Evangelhos são apócrifos, e assim não servem como documento aceitável pela história. Levando ao conhecimento do mundo livre que os fundamentos do cristianismo são mistificações puras, os mestres da referida Escola abalaram os alicerces de uma empresa, que há séculos explora a humanidade crente, vendendo o nome de Deus a grosso e a varejo. Tudo nos leva a crer que, no futuro, o conhecimento científico exigirá bases sólidas para todas as coisas, quando então as religiões não mais prevalecerão, porquanto, não poderão contribuir para a ciência ou para a história, com qualquer argumento sólido e fiel. Ademais, não nos parece lógico que o homem atual, o qual já atingiu um tão elevado nível de desenvolvimento, o que se verifica em todos os setores do conhecimento, tais como científico, tecnológico e filosófico, permaneça preso a crenças em deuses inexistentes, em mitos e tabus. Diz-se que a Bíblia, o livro sagrado dos cristãos, do qual se valem eles para provar a existência de seu Deus e Jesus Cristo, seu filho unigênito, foi escrito sob a inspiração divina. O Próprio Deus tê-lo-ia escrito, através de homens inspirados por ele, claro. A doutrina cristã ensina 12

que Deus, além de onipotente, é onipresente e onisciente. Sendo dotado de tais atributos – onisciência e onipresença –, seria de se esperar que Deus, ao ditar aos homens inspirados o que deveriam escrever, não se restringisse apenas ao relato das coisas, fatos ou lugares então conhecidos pelos homens. Sendo onipresente, deveria estar no universo inteiro. Conhecê-lo e levá-lo ao conhecimento dos homens, e não apenas limitar-se a falar dos povos ou lugares que todos conheciam ou sabiam existir. Sendo onisciente, deveria saber de todas s coisas de modo certo, correto, exato, e assim inspirar ou ensinar. Todavia, aconteceu justamente o contrário. A Bíblia, escrita por homens inspirados por Deus onipresente e onisciente, está repleta de erros, os mais vulgares e incoerentes, revelando total ignorância acerca da verdade e de tudo mais. Vejamos apenas um exemplo. Diz a Bíblia que o sol, a lua e as estrelas foram criadas em função da terra: para iluminá-la. Seria o centro do universo, então, o que é totalmente falso. Hoje, ou melhor, há muito tempo, todos sabemos que a terra é apenas um grão de areia perdido na imensidão do universo, sendo mesmo uma das menores porções que o compõe, inclusive dentro do sistema solar de que faz parte. Como teria Josué feito parar o sol, a fim de prolongar o dia e ganhar sua batalha contra os canamitas, sem acarretar uma catástrofe? Decididamente, quem escreveu tais absurdos, sendo homem, sujeito a falhas e erros, é perdoável. Entretanto, sendo um Deus onipresente e onisciente, ou por sua inspiração, é inconcebível. E mais inconcebível ainda é que o homem moderno permaneça escravo desta ou de qualquer outra religião. Dispondo de modernos meios de difusão e divulgação da cultura, o homem não pode ignorar o quanto é falsa a doutrina cristã, além de absurda, o mesmo estendendo-se a qualquer outra forma de culto ou religião. Como entender que sendo Deus onipresente e onisciente, não saberia que todos os corpos do universo possuem movimento, e que este os mantém dentro de sua órbita, sem atropelos ou abalroamento? Quando Jeová resolveu disciplinar o comportamento dos hebreus, marcou encontro com Moisés, no Monte Sinai, para lhe entregar as tábuas da lei. Fato idêntico acontecera muito antes, quando Hamurabi teria recebido das mãos do deus Schamash a legislação dos babilônios no século XVII a.C.. A mesma foi encontrada em Susa, uma das grandes metrópoles do então poderoso império babilônio, encontrando-se atualmente guardada no Museu do Louvre, em Paris. No que concerne aos Evangelhos, foram escritos em número de 315, copiando-se sempre uns aos outros. No Concílio de Nicéia, tal número foi reduzido para 40, e destes foram sorteados os 4 que até hoje estão vigorando. A. Laterre, entre outros escritores, assinala ter sido o Evangelho de Marcos o mais antigo, e haver servido de paradigma para os outros, os quais não guardaram sequer fidelidade ao original, dando margem a choques e entrechoques de doutrina. Após o Evangelho de Marcos, começaram a surgir os demais que, alcançando elevado número, foram reduzidos. A escolha não visou os melhores, o que seria lógico, mas baseou-se tão-somente no prestigio político dos bispos das regiões onde haviam sido compostos. 13

A. Laterre patenteou igualmente, em “Jesus e sua doutrina”, que a lenda composta pelos fundadores do cristianismo, para ser admitida pelos homens como verdade, fora copiada de fontes mitológicas muito anteriores ao próprio judaísmo, remontando aos antigos deuses hindus, persas ou chineses. No século II, quando começou a aparecer a biografia de Jesus, havia apenas o interesse político e material em se manter a sua santa personalidade idealizada. Constantino, no século IV, tendo verificado que suas legiões haviam-se tornado reticentes no cumprimento de suas ordens contra os cristãos, resolveu mudar de tática e aderir ao cristianismo. Percebendo que os bispos de Alexandria, Jerusalém, Edessa e Roma tinham a força necessária para fazer-lhe oposição, sentiuse na contingência de ceder politicamente, com o objetivo de conseguir obediência total e unificar o império. De sorte que sua adesão ou conversão ao cristianismo não se baseou em uma convicção intima, espiritual, porém, resultou de conveniências políticas. Embora não crendo na religião cristã, percebeu que a cruz dar-lhe-ia a força que lhe faltava para tornar-se o imperador único e obedecido cegamente. Daí a história do sonho que tivera antes de uma batalha, segundo o qual vira a cruz desenhada no céu e estas palavras escritas abaixo: “in hoc signo vincis”, com este sinal, vencerás. Não era cristão verdadeiro, apenas fingia sê-lo para conseguir os seus objetivos. Dujardin conta-nos que o cristianismo só surgiu a partir do ano 30, graças a um rito em que se via a morte e a ressurreição de Jesus, o qual seria uma divindade pré-cristã. Nesta seita, os seus adeptos denominavam-se apóstolos, significando missionários, os que traziam uma mensagem nova. Os apóstolos desse Jesus juravam terem-no visto, após sua morte, ressuscitar e ascender ao céu. Entretanto, não era este o Jesus dos cristãos. O Padre Aífred Loisy, diante do enorme descrédito que o mito do cristianismo vinha sofrendo nos meios cultos de Paris, resolveu pesquisar-lhe as origens, visando assim desfazer as objeções apresentadas de modo seguro e bem fundamentado. Buscava a verdade para mostrá-la aos demais. Entretanto, ao fazer seus estudos, o Padre Loisy constatou que realmente a crítica havia se baseado em fatos incontestáveis. Por uma questão de honra, não poderia ocultar o resultado de suas pesquisas, publicando-o logo em seguida. Sendo tal resultado contrário fundamentalmente aos cânones da Igreja, foi expulso de sua cátedra de Filosofia, na Universidade de Paris, e excomungado pelo Papa, em 1908. O Pe. Loisy havia concluído que os documentos nos quais a Igreja firmara-se para organizar sua doutrina provieram do ritual essênio. Jesus Cristo não tivera vida física. Era apenas o reaproveitamento da lenda essênia do Crestus, o seu Messias. Verificou-se também que as Paulinianas, de origem insegura, haviam sido refundidas em vários pontos fundamentais e por diversas vezes, antes de serem incluídas definitivamente nos Evangelhos. Do mesmo modo chegou à conclusão de que os Evangelhos não poderiam servir de base para a história, nem para provar a vida de Jesus, dada a sua inautenticidade. Por sorte sua, já não mais existia a Santa Inquisição; do contrário, o sábio Padre Loisy teria sido queimado vivo. Os documentos relativos ao governo de Pilatos, na Judéia, nada relatam a respeito de alguém que, se intitulando de Jesus Cristo, o Messias ou o enviado de Deus, tenha sido preso, condenado e crucificado com assentimento ou mesmo contra sua vontade, conforme 14

narram os evangelhos. Não tomou conhecimento jamais de que um homem excepcional praticasse coisas maravilhosas e sobrenaturais, ressuscitando mortos e curando doentes ao simples toque de suas mãos, ou com uma palavra, apenas. Se Pôncio Pilatos, cuja existência é real e historicamente provável, que estava no centro dos acontecimentos da época como governador da Judéia, ignorou completamente a existência tumultuada de Jesus, é que de fato ele não existiu. Alguém que, pelos atos que lhe são atribuídos, chega mesmo ao cúmulo de ser aclamado “Rei dos Judeus” por uma multidão exaltada, como ele o foi, não poderia passar despercebido pelo governador da região. O imperador Tibério, inclusive, jamais soube de tais ocorrências na Judéia. Estranho que ninguém o informasse de que um povo, que estava sob o seu domínio, aclamava um novo rei. Ilógico. A ele, Tibério, é que caberia nomear um rei, governador ou procurador. Prosper Alfaric, em L'Ecole de la Raison, assinala as invencíveis dificuldades do cristianismo em conciliar a fé com a razão. Por isso, a nova crença teve de apoderar-se das lendas e crenças dos deuses solares, tais como Osíris, Mitra, Ísis, Átis e Hórus, quando da elaboração de sua doutrina. Expôs, igualmente, que os documentos descobertos em Coumrã, em 1947, eram o elo que faltava para patentear que Cristo é o Crestus dos essênios, uma outra seita judia. O cristianismo nada mais é, então, do que o sincretismo das diversas seitas judias, misturadas às crenças e religiões dos deuses solares, por serem as religiões que vinham predominando há séculos. A palavra “evangelho” em grego significa “boa nova”, já figura na Odisséia de Homero, Século XII, a.C.. Foi depois encontrada também numa inscrição em Priene, na Jônia, numa frase comemorativa e de endeusamento de Augusto, no seu aniversário, significando a “boa nova” no trono. E isto ocorreu muito antes de idealizarem Jesus Cristo. Conforme já mencionamos anteriormente, no inicio do cristianismo, os evangelhos eram em número de 315, sendo posteriormente reduzidos para 4, no Concílio de Nicéia. Tal número indica perfeitamente as várias formas de interpretação local das crenças religiosas da orla mediterrânea acerca da idéia messiânica lançada pelos sacerdotes judeus. Sem dúvida, este fato deve ter levado Irineu a escrever o seguinte: “Há apenas 4 Evangelhos, nem mais um, nem menos um, e que só pessoas de espírito leviano, os ignorantes e os insolentes é que andam falseando a verdade”. A verdade da Igreja, dizemos nós. Havia, então, os Evangelhos dos naziazenos, dos judeus, dos egípcios, dos ebionistas, o de Pedro, o de Barnabé, entre outros, os quais foram queimados, restando apenas os 4 sorteados e oficializados no Concílio de Nicéia. Celso, erudito romano, contemporâneo de Irineu, entre os anos 170 e 180, disse: “Certos fiéis modificaram o primeiro texto dos Evangelhos, três, quatro e mais vezes, para poder assim subtrai-los às refutações”. Foi necessária uma cuidadosa triagem de todos eles, visando retirar as divergências mais acentuadas, sendo adotada a de Hesíquies, de Alexandria; e de Pânfilo, de Cesaréía e a de Luciano, de Antióquia. Mesmo assim, só na de Luciano existem 3500 passagens redigidas diferentemente. Disso resulta que, mesmo para os Padres da Igreja, os Evangelhos não são fonte segura e original.

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Os Evangelhos que trazem a palavra “segundo”, que em grego é “cata”, não vieram diretamente dos pretensos evangelistas. A discutível origem dos Evangelhos explica porque os documentos mais antigos não fazem referência à vida terrena de Jesus. Nos Evangelhos, as contradições são encontradas com muita freqüência. Em Marcos, por exemplo, em 1:1-17: “a linhagem de Jesus vem de Abraão, em 42 gerações”; ao passo que em Lucas 2:23-28 lê-se que proviera diretamente de Adão e Eva, sendo que de Abraão a Jesus teriam havido 43 gerações. Eusébio, comentando o assunto e não sabendo como dirimir a questão, disse: “Seja lá o que for, só o Evangelho anuncia a verdade”.(?) Tais divergências, entretanto, parecem indicar que os Evangelhos não se destinavam inicialmente à posteridade, visando tão-somente a catequese imediata de povos isolados uns dos outros. Os escritos destinados a um povo dificilmente seriam conhecidos dos outros. O Evangelho de Mateus teria sido destinado aos judeus, arranjado para agradá-los. Por isso, não fala nos vaticínios nem no Messias. Por isso ainda é que puseram na boca de Jesus as palavras seguintes: “Não vim para abolir as leis dos profetas, mas sim para cumpri-las”. Tudo indica ter sido feito em Alexandria, porquanto, o original em hebraico jamais existiu. Baur provou, entretanto, que as Epístolas são anteriores aos Evangelhos e o Apocalipse, o mais antigo de todos, do ano 68. Todos os escritos do cristianismo desse tempo falam apenas no Logos, o Cordeiro Pascoal, imolado desde o princípio dos tempos, referindo-se à personalidade ideal de Jesus Cristo. Justino, filósofo e apologista cristão, escrevendo em torno do ano 150, não emprega a palavra Evangelho nem uma vez. Isto mostra que ele, ainda nessa época, ignorava-a, não tendo conhecimento de sua existência. Justino ignorava igualmente as paulinianas, Paulo e os Atos dos apóstolos, o que prova que foram inventados posteriormente. Marcião, no ano de 140, trouxe as Epístolas a Roma, as quais não foram inicialmente consideradas merecedoras de fé. Sofreu rigorosa triagem, sendo cortada muita coisa que não convinha à Igreja. Marcião fora contemporâneo de Justino. As Epístolas trazidas por ele eram endereçadas aos Romanos, aos Gálatas e aos Coríntios. Apresentavam Jesus como um Deus encarnado. Teria nascido de uma mulher e sofrera o martírio para resgatar os pecados da humanidade, isto é, dos ocidentais, porque os orientais não tomaram conhecimento da personalidade de Jesus, seus milagres e sua pregação e do seu romance religioso. Engels constatou que as Epístolas são 60 anos mais novas do que o Apocalipse. E, ainda, os cristãos contrários ao bispo de Roma rejeitaram-nas durante séculos. Foi o que se deu com os ebionitas e os severianos, conforme Eusébio escreveu e Justino confirmou. O Apocalipse fala em um cordeiro com sete cornos e sete olhos, o qual foi imolado desde a fundação do mundo (13-8). O Apocalipse foi composto apenas em 68, sendo o mais antigo de todos os escritos cristãos. Lutero e Swinglio disseram que o Apocalipse foi incluído nos Evangelhos por engano, tendo a Igreja de inventar, por isso, a ordem cronológica dos seus livros. Hoje se pode provar que o Apocalipse surgiu entre os anos 68 e 70; os Evangelhos, no século II, e os Atos dos Apóstolos são os mais recentes de todos. Eusébio em sua “História Eclesiástica”, 4-23, diz: “Compus as Epistolas conforme a vontade do irmão: mas os ‘apóstolos do diabo' tacharam-nas de inverídicas contando-lhes certas coisas e acrescentando outras”. 16

Irineu, ao mesmo tempo, ordenava ao copista: “Confronta toda cópia com este original utilizado por ti, e corrige-a cuidadosamente”. Não te esqueças de reproduzir em tua cópia o pedido que te faço. Essas citações servem para medirmos que tipo de santidade havia entre os bispos e seus calígrafos, na arte eusebiana de eméritos falsificadores de documentos importantes. Com isto, deram autenticidade a todas as invencionices do cristianismo e legitimaram sua liderança na posse material do que pertencia aos outros. Irineu ainda registrou o seguinte: “Ouvi dizer que não acreditam esteja isto nos Evangelhos, se não se encontrar nos arquivos”. Ao que Eusébio respondera: “É preciso demonstrá-lo”. Uma excelente prova da existência de Jesus seria uma comunicação feita por Pilatos a seu respeito. Entretanto, tal documento não existe. Justino, instado pelos falsificadores, referiu-se a Jesus, contudo, dada a sua honradez pessoal, no caso do seu escrito ser autêntico, fê-lo de modo inseguro e hesitante. Tertuliano, que é mais seguro do que ele, afirmou que esse valioso documento deverá ser encontrado nos arquivos imperiais. Contudo, a Igreja apesar de haver se apoderado de Roma a partir do século IV, não teve a coragem de apresentar essa indispensável jóia documentária, a qual de certo seria refutada pela ciência e pelo conhecimento. Mesmo assim, a partir do século IV, essa prova espúria foi produzida; contudo, a Igreja não teve a petulância de submetê-la à grafotécnica. Daniel Rops, embora fosse um apaixonado cristão, reconheceu a veracidade dessa falsificação dizendo que: “a que arranjaram era uma carta enviada a Cláudio, que reinou de 41 a 44, e não a Tibério, sob cujo governo Pilatos fora Procurador da Judéia”. No Apocalipse João, escreveu: “Se alguém acrescentar alguma coisa nisto, Deus castigará com as penas descritas neste livro; se alguém cortar qualquer coisa, Deus cortará sua parte na árvore da vida e na cidade santa descrita neste livro”. Ai está mais uma prova de como as falsificações eram usuais na fase da Igreja nascente. O mais interessante é essa gente falar em Deus, como se fosse coisa cuja existência já tivesse sido provada, não se justificando mais que o conhecimento e a razão estudassem as bases dessa existência. Os padres mostravam-se estar de tal modo familiarizados com Deus e sua vontade que por isso achavam certo e justo julgar e queimar vivos a todos os que deles discordassem. Entretanto, embora dessem a impressão de estar em contato com Deus, usavam de processos criminosos, dos quais todos os ociosos usam para sacar contra o seu meio social. Assim é que hoje se pode provar que o cristianismo foi construído sobre um terreno atapetado de mentiras, falsificações e mistificações. O Novo Testamento atualmente oficializado é cópia de um texto grego do século IV. É exatamente o sinótico descoberto em 1859, em um convento do Monte Sinai, onde vem informada a origem grega. Os originais do mesmo estão guardados nos museus do Vaticano e de Londres. Foram publicados com as devidas corrigendas, feitas por Hesíquios, de Alexandria. Um papiro encontrado no Egito, em 1931, apresenta-nos uma ordem cronológica totalmente diferente da oficializada pela Igreja. Atualmente, as fontes testamentárias aceitáveis são as do século II em diante, provindas de Justino, Taciano, Atenágoras, Irineu e outros, os quais são considerados os verdadeiros criadores do cristianismo. 17

Taciano foi o “bem amado” discípulo de Justino. Ele, entretanto, omite a genealogia de Jesus, dizendo apenas que ele descendia de reis judeus, de modo muito vago, divergindo assim da orientação oficializada. Irineu foi que sistematizou o cristianismo. Foi ele a fonte em que Eusébio inspirou-se. Por isso é que daí em diante seria obrigatória a confrontação entre os dois textos. O bispo de Cesaréia fora encarregado pelo todo poderoso bispo de Roma de falsificar tudo quanto prejudicasse os interesses materiais da Igreja de então. De modo que, por onde passou a mão de Eusébio, foi tudo conspurcado criminosamente contra a verdade. Eusébio foi realmente um bispo que cria apaixonadamente na divindade de Jesus Cristo, contudo, já conhecia o poder que possuía o bispo de Roma. Graças a Eusébio e outros iguais a ele, tornou-se uma temeridade descrer-se na verdade oficializada pela Igreja. Após tantas falsificações, todos ficaram realmente inseguros quanto à verdadeira origem do cristianismo, tal a tumultuação impressa por Eusébio. Tertuliano e Clemente de Alexandria lutaram um pouco para sanar essas fontes, anulando boa parte do que restara das criminosas unhas de Eusébio. Jacob Buckhardt, examinando essa documentação, concluiu que o Novo Testamento merece confiança. Em Coumrã, em 1947, como á vimos, foram encontrados documentos com escrita em hebraico e não em grego, falando em Crestus não em Cristo. Ali, Habacuc refere-se à perseguição sofrida por essa seita judia, assim como a morte de Crestus, igualmente traído por Judas, um sacerdote dissidente. A Igreja, ao ter conhecimento da existência de tais documentos, pretendeu informar que Crestus era o Cristo de sua criação, contudo, verificou-se que eles datavam de pelo menos um século antes do lançamento do romance do Gólgota. Além disso, continham revelações contrárias aos interesses da Igreja. Eles relatam as lutas de morte em que viviam as diversas seitas do judaísmo. A Didaquê não pôde entrar nos Evangelhos, devendo silenciar completamente a respeito da pretensa passagem de Jesus pela terra. De qualquer forma, a lenda que existia em torno no nome de Crestus foi aproveitada na época porque, sendo uma seita comunista, suas pregações iriam servir para atrair ao cristianismo a atenção dos escravos, em luta contra os seus senhores, a eterna luta do pobre contra o rico. Escavações feitas em Jerusalém desenterraram velhos cemitérios, onde foram encontradas muitas cruzes do século I e mesmo anteriores. Todavia, apesar de já ser usada nessa época, só a partir do século IV é que a Igreja iria oficializá-la como seu emblema. Levantamentos arqueológicos posteriores provariam que a cruz já era um piedoso emblema usado desde há milênios. Orígenes, polemizando contra Celso, um dos mais cultos escritores romanos de seu tempo, e que mais combateram as bases falsas da Igreja e de Jesus Cristo, acusa Flávio Josefo por não haver admitido a existência de Jesus. Flávio não poderia referir-se a Jesus nem ao cristianismo porque ambos foram arranjados depois de sua morte. Assim, os livros de Flávio que falam de Jesus foram compostos, ou melhor, falsificados muito tempo após sua morte, no decorrer do século III, conforme as conclusões alcançadas pelos mestres da Escola de Tübingen.

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Sêneca, que foi preceptor de Nero, suicidando-se para não ser assassinado por ele, já pensava mais ou menos como os cristãos. Do que se conclui que as idéias de que se serviu o cristianismo para se fundamentar são emprestadas das lendas que giravam em torno de outros Cristos Messias, assim como de outros cultos. Nada tendo, portanto, de original. Sêneca acreditava em um Deus único e imaterializável. Por tudo isso, vemos que os líderes do cristianismo nada mais fizeram do que se apropriar das idéias já existentes. Apenas tiveram o cuidado de promover as modificações necessárias, com vistas a melhor consecução dos seus objetivos materiais. Sêneca, embora não fazendo em seus escritos qualquer alusão à existência de Jesus Cristo, teve muitos de seus escritos aproveitados pelo cristianismo nascente. Em Tácito, escritor do século II, encontram-se referências a respeito de Jesus e seus adeptos. Contudo, exames grafotécnicos demonstraram que tais referências são falsas, e resultam de visível adulteração dos seus escritos. Suetônio, que existiu quando Jesus teria vivido, escreveu a “História dos Doze Césares”, relatando os fatos de seu tempo. Referindo-se aos judeus e sua religião, apenas falou em “distúrbios de judeus exaltados em torno de Crestus”. Por aí se vê que ele não se referia aos cristãos, porquanto, eles sempre se mostraram humildes e obedientes à ordem constituída, evidentemente a fim de passar, tanto quanto possível, despercebidos. Desse modo, iriam solapando o poder imperial, manhosamente, como realmente aconteceu. Suetônio escreveu ainda que haviam supliciado alguns cristãos que eram gente que se dedicava demasiado a tolas superstições, orientadas por uma idéia malfazeja. Disse mais que Nero tivera de mandar expulsar os judeus de Roma, porque eles estavam sempre se sublevando, instigados por Crestus. Os cristãos estavam sempre organizados de modo a atrair aos escravos, sem, contudo, desagradar às autoridades. Assim sendo, jamais provocariam tumultos. Os cristãos aos quais Suetônio refere-se poderiam ser os zilotas, os essênios ou os terapeutas, mas nunca os cristãos de Jesus Cristo, porquanto, conforme já dissemos acima, os cristãos eram ensinados a não provocar desordens. Plínio, o Jovem, viveu entre os anos 62 e 113, tendo sido subpretor da Bitínia. Na carta enviada ao imperador, perguntava como agir em relação aos cristãos, ao que Trajano teria respondido que agisse apenas contra os que não renegassem à nova fé. Entretanto, não ficou evidenciado a quais cristãos, exatamente, eram feitas as referências: se aos crestãos ou aos cristãos. De qualquer forma, a carta em questão, após ser submetida a exames grafotécnicos e métodos rádio-carbônicos, revelou haver sido falsificada. Justiniano, Imperador romano, mandou queimar os escritos de Porfírio, através de um edito, em 448, alegando que: “impelido pela loucura, escrevera contra a santa fé cristã”. Vespasiano, ao morrer, disse: “Que desgraça! Acreditei que me havia tornado um deus imortal!”. Suas palavras justificam-se pela credulidade supersticiosa. Partindo do preceito ensinado pelos judeus, aliás, um falso preceito, de que Cristo havia subido ao céu com corpo e alma, não seria de estranhar que os imperadores pretendessem tornar-se deuses, a fim de escapar ao inapelável destino dos que nascem: a morte.

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Calígula, por isso, fizera-se coroar como Deus-Sol, o Sol Invictus, o Helius. Nessa época o Império romano, embora em declínio, ainda dominava uma porção de províncias afastadas de Roma. O homem espoliado pela força bruta, unificada em torno das regiões, sentindo não ser possível contar com a justiça humana, passa a esperar pela justiça dos deuses. Mas, mesmo assim, teriam de apelar para os deuses dos pobres e não dos ricos, privilegiados e poderosos. Conta a lenda que Osíris, o deus solar dos egípcios, foi morto por seu irmão Seth, o qual dividiu o corpo em 14 pedaços e os espalhou pelo mundo afora. Ísis, sua esposa e irmã, saiu em busca dos pedaços, levando seu filho Hórus ao colo. Todos os anos o povo fazia a festa de Ísis, relembrando o acontecimento. Havendo conseguido juntar todas a partes do corpo, Osíris ressuscitou, passando a ser incensado como o deus da morte e da sombra. Fora uma ressurreição conseguida pelo amor da esposa. Ísis separou a terra do céu, traçou a órbita dos astros, criou a navegação e destruiu todos os tiranos. Comandava os rios, as vagas e os ventos. Seu culto assemelhava-se muito ao de Astartê, de Adônis e de Átis, religiões muito aparentadas entre si, dominando toda a orla do Mediterrâneo. Seu culto era uma reminiscência do culto de Tamus, um deus babilônio, cuja doutrina ensinava que os deuses nasciam e renasciam, ressuscitando-se. O judaísmo e, mais tarde, o cristianismo, beberam dessas fontes grande parte da sua liturgia. No cristianismo, encontramos Ísis representada pela Virgem Maria e Hórus transformado em Jesus Cristo. Maria e Jesus, fugindo de Herodes e indo para o Egito, é a mesma lenda de Ísis e Hórus, fugindo de Seth. O Deus-Homem que morria e ressuscitava já era uma velha “crença religiosa” naqueles tempos. O cristianismo apenas deu novos nomes e novas roupagens aos deuses de velhas crenças. A revelação de Deus aos homens é outra lenda cuja origem perde-se na noite dos tempos. Muitos séculos antes do surgimento do judaísmo, Zoroastro ou Zaratrusta havia criado uma religião, segundo a qual havia uma eterna luta entre o bem e o mal. Aura Mazzda ou Ormuzd, o deus do fogo e da luz, representava o bem em luta contra Angra Maniú ou Iarina, o deus das trevas. Nessa luta, Ormuzd foi auxiliado por seu filho Mitra, o espírito do bem e da justiça, mediador entre Ormuzd e os homens. Ormuzd mandou seu filho à terra, o qual nasceu de uma virgem pura e bela, que o concebeu através de um raio de sol. Morreu e ressuscitou em seguida. Essa religião foi levada para Sicília pelos marinheiros persas, nos últimos séculos da era passada. Inventando o cristianismo, os judeus nada mais fizeram do que sincretizar o judaísmo ortodoxo com a religião de Mitra, sem esquecer de Osíris e Átis, cujas religiões eram também muito aceitas em Roma e Alexandria. Vestígios do mitraísmo foram encontrados em escavações recentes, feitas em Óstia, os quais datam do século I. O mitraísmo era praticado em catacumbas, em grutas e em subterrâneos. O cristianismo copiou-lhe a prática. Daí porque disseram ter Jesus nascido em uma gruta e, nos primeiros tempos, o cristianismo foi praticado em catacumbas. Assim sendo, os cristãos foram para as catacumbas, não fugindo das autoridades imperiais, mas tão-somente para observar o ritual mitraico. Os mitraicos também davam seus banquetes subterrâneos, eram os banquetes pessoais, comuns nos ritos solares e no judaísmo. Em ambos, havia o rito do pão e do vinho.

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Mitra, o Sol Invictos, era festejado em dezembro, como Jesus. Outras aproximações entre o culto de Mitra e o de Jesus, no cristianismo: o uso da cruz do Sol Radiante, a cruz do Sol Invictus a qual expandia raios; o uso da pia batismal com a água benta, as refeições comunais, a destinação do domingo para o descanso em homenagem ao Senhor; a águia e o touro do ritual mitraico foram tomados para símbolos dos evangelistas Marcos e Lucas. Antigos quadros e painéis trazem a figura dos evangelistas com a cabeça desses animais. Do judaísmo, copiaram a crença da imortalidade da alma, a vida no além, o Inferno, o diabo, a ressurreição, o dia do juízo; práticas e crenças igualmente existentes no mitraísmo. Graças a esses espertos arranjos, durante muito tempo, o crente freqüentou indiferentemente o templo cristão, de Mitra ou de Ísis, crendo estar na Igreja antiga, onde iam consultar o oráculo. Por isso, Teofilo, em Alexandria, mandou construir um templo cristão ao lado de um templo de Ísis, onde se anunciava o oráculo quando as profecias vinham de uma revelação astral, mediante a camuflagem das vozes de antigos bispos ali enterrados. Uma das coisas que favoreceram o cristianismo foi a abolição do sacrifício sangrento. Muitos correram a abraçar a nova crença para escapar da morte em um desses atos propiciatórios. Spinoza e Hobbes, no século XVIII, mostraram que o Pentateuco foi composto no século II a.C. graças ao que o sacerdote judeu havia aprendido no cativeiro babilônio, fato que aconteceu no século IV a.C. Em seguida, mostraram uma série de contradições quanto à cronologia. Em uma das fontes, apresentam Adão e Eva como tendo sido criados ao mesmo tempo, enquanto em outra informam que ela havia sido feita de uma costela de Adão. Em uma, o homem aparece antes dos outros animais, na outra os animais surgem primeiro. Levantamentos arqueológicos do começo do século XX, levados a efeito nos subsolos da Babilônia, provaram que o Deuteronômio resultou, em grande parte, do que os sacerdotes judeus haviam copiado da legislação religiosa, civil e criminal de Hamurabi, a qual por sua vez resultara do que se sabia da civilização acádia, e que naqueles tempos já era vetusta. Isaías, ao profetizar acerca de diversos reis de várias épocas, mostra que seu nome foi inventado séculos depois dos fatos haverem ocorrido. Um desses reis foi Dano, rei persa que governou em 538 a.C., quando libertou os judeus do cativeiro. Herodes morreu no ano IV a.C., foi responsabilizado pela matança dos inocentes, para compor o controvertido romance da fuga para o Egito. Tudo o que até agora temos relatado constitui provas evidentes de que a Bíblia não tem a antiguidade nem a veracidade que lhe pretendem imprimir. Os zilotas que seguiam a linha comunista dos essênios combatiam tanto os judeus ricos como a ocupação romana. Os essênios, ao professar, faziam votos de pobreza, quando juravam nada contar da seita para os estranhos e nada ocultar dos companheiros. Era um dos ramos do judaísmo em que não mais se oferecia sacrifício sangrento, o que foi copiado pelo cristianismo. Os Evangelhos foram compostos para enquadrar Jesus no que está previsto no versículo 17 do salmo 22. De modo que Jesus não passou de um ator arranjado para representar o drama do Gólgota. Cumpriu as Escritas como ator e não como sujeito de uma vida real. Reimarus, filósofo alemão que morreu em 1768, estudou a fundo a história de Jesus. Chegou a conclusões irrefutáveis, que assombraram a Igreja muito mais do que Copérnico ou Darwin. Disse que, se 21

Jesus tivesse mesmo existido, seria, quando muito, um político ambicioso que fracassara completamente em suas conspirações contra o governo. Emmanuel Kant foi o primeiro filósofo que conseguiu racional e inteligentemente expulsar Jesus da história humana, através de uma impressionante e profunda exegese do herói do cristianismo. Volney, em “As Rumas de Palmira”, após regressar de uma longa viagem de pesquisas sobre Antigüidade clássica pelo Oriente Médio, elaborou o trabalho acima referido, no qual nega a existência física de Jesus Cristo. Arthur Drews igualmente viveu muitos anos na Palestina dedicando-se ao estudo de sua história antiga; concluiu que Jesus Cristo jamais foi um acontecimento palestino. Examinou todos os lugares pelos quais os evangelistas pretenderam tivesse Jesus passado. Constatou, então, que o cristianismo foi totalmente estruturado em mitos; entretanto, organizado de modo a assumir o aspecto de verdade incontestável, a ser imposta pela Igreja. Todavia, para sorte nossa, homens estudiosos e inteligentes contestam as falsas verdades elaboradas pelo cristianismo, com argumentos irretorquíveis. Dupuis disse que, aqueles que fizeram de Jesus um homem, conseguiram enganar tanto quanto os que o transformaram em um deus. Em suas observações, deixa patente que o romance de Jesus nada mais é do que a repetição das velhas lendas dos deuses solares. Vejamos suas palavras: “Quando tivermos feito ver que a pretensa história de um deus que nasceu de uma virgem, no solstício do inverno, depois de haver descido aos infernos, de um deus que arrasta consigo um cortejo de doze apóstolos, – os doze signos solares – cujo chefe tem todos os atributos de Jano, um deus vencedor do deus das trevas, que faz transitar o homem império da luz e que repara os males da natureza, não passa de uma fábula solar... ser-lhe-á pouco menos indiferente examinar se houve algum príncipe chamado Hércules, visto haver-se provado que o ser consagrado por um culto, sob o nome de Jesus Cristo, é o Sol, e que o maravilhoso da lenda ou do poema tem por objeto este astro, então parecerá que os cristãos tem a mesma religião que os índios do Peru, a quem os primeiros fizeram degolar”. Albert Kalthoft diz que Jesus personifica o movimento sócio-econômico que no século I sublevava o escravo, o pobre e o proletário. O seu messianismo foi espertamente aproveitado pelos líderes dos judeus da diáspora, aqueles que exploravam a desgraça do judeu pobre em benefício próprio. Acrescenta que a divergência que existe entre os quatro evangelistas resulta das várias tendências daquele movimento social revolucionário nascido em Roma, do qual a versão palestina é apenas o reflexo. Salonmon Reinach, em “Orheus”, salienta o completo silêncio dos autores contemporâneos de Jesus Cristo acerca de sua pretensa existência. Tal silêncio verifica-se tanto entre os escritores judeus como entre os não judeus. Examina em profundidade as “Acta Pilati” e constata que os acontecimentos que o cristianismo situou em seu governo não foram do que ressuscitou no equinócio da primavera, de seu conhecimento, e assim sendo Pilatos jamais soube qualquer coisa a respeito de Jesus Cristo. Pierre Louis Couchoud afirma que a existência real de Jesus é indemonstrável, do ponto de vista histórico. E acrescenta que as referências feitas por Flávio Josefo a Jesus não passam de falsificação de textos, sobejamente provada hoje pelos peritos da crítica histórica. Os maiores 22

movimentos históricos tiveram como origem os mitos, cujo papel social é dar forma aos anseios inconscientes do povo. Compara, inclusive, a lenda de Jesus com a de Guilherme Tell, na Suíça. Todos sabem tratar-se de uma lenda nacional, todavia, Guilherme Tell é ali reverenciado como herói verdadeiro e real. Seu nome promove a união política dos cantões, embora falem línguas diferentes. É possível que o mesmo aconteça em relação a Jesus e o cristianismo. Estando em jogo interesses de ordem social, política e, sobretudo, econômica, os líderes cristãos preferem deixar o mito de pé, pois enquanto houver cristãos, sua profissão estará garantida e os lucros continuarão sendo por eles auferidos. O que se faz necessário é que o povo seja esclarecido acerca dos assuntos de crenças e religiões nos termos da verdade, da razão e da lógica, a fim de que, se libertando dos velhos preconceitos e tabus, possa enfim ver o mundo e as coisas em sua realidade objetiva. E não ignoramos qual a realidade objetiva que predomina no cristianismo: é a exploração dos menos aquinhoados intelectual e economicamente. Quem mais contribui para as campanhas da Igreja são aqueles que menos possuem, cuja mente encontra-se obstruída pelas idéias e crenças religiosas. Sua pobreza material alia-se à pobreza intelectual. Uma boa dose de conhecimentos científicos é certamente a melhor maneira de remover os obstáculos à libertação do homem, criados pelos lideres religiosos, em suas pregações. Entretanto, sabemos que nem sempre é possível a aquisição de tais conhecimentos. Muitos são os fatores que se interpõem entre o homem pobre, o operário, o trabalhador, e a cultura. Um desses fatores, por sinal, muito ponderável, é o econômico-financeiro. Como fazer para ir à escola, comprar livros, etc, se tem que trabalhar duro pela vida, e o que ganha mal dá para sobreviver? Bem poucos são os que conseguem reunir os conhecimentos necessários que lhe permitam enxergar mais longe e romper as invisíveis cadeias que os prendem aos dogmas e preconceitos ultrapassados pela razão e pela ciência. O mais cômodo para aqueles deserdados será esperar a recompensa das agruras da vida no céu, após a morte. Afinal de contas, os padres e os pastores estão aí para isto: vender Deus e o céu a grosso e no varejo. Tobias Barreto escreveu estes inolvidáveis versos: “Se é sempre o mesmo engodo; Se o homem chora e continua escravo; De que foi que Jesus salvar-nos veio?” Poderá alguém responder a tal interrogação satisfatoriamente? Provavelmente não. É possível que, movido pela mesma razão, Proudhon tenha escrito: “Os que me falam em religião querem o meu dinheiro ou a minha liberdade”. Desta forma, em poucas palavras, ficou

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bem claro o sentido e o objetivo da religião: subtrair ao indivíduo a sua liberdade de pensamento e de ação, e, com ela, o seu dinheiro.

III
As Falsificações
Vimos, assim, que os únicos autores que poderiam ter escrito a respeito de Jesus Cristo, e como tal foram apresentados pela Igreja, foram Flávio Josefo, Tácito Suetonio e Plínio. Invocando o testamento de tais escritores, pretendeu a Igreja provar que Jesus Cristo teve existência física, e incutir como verdade na mente dos povos todo o romance que gira em torno da personalidade fictícia de Jesus. Contudo, a ciência histórica, através de métodos modernos de pesquisa, demonstra hoje que os autores em questão foram falsificados em seus escritos. Estão evidenciadas súbitas mudanças de assunto para intercalações feitas posteriormente por terceiros. Após a prática da fraude, o regresso ao assunto originalmente abordado pelo autor. Tomemos, primeiramente, Flávio Josefo como exemplo. Ele escreveu a história dos acontecimentos judeus na época em que pretensamente Jesus teria existido. Os falsificadores aproveitaram-se então de seus escritos e acrescentaram: “Naquele tempo nasceu Jesus, homem sábio, se é que se pode chamar homem, realizando coisas admiráveis e ensinando a todos os que quisessem inspirar-se na verdade. Não foi só seguido por muitos hebreus, como por alguns gregos. Era o Cristo. Sendo acusado por nossos chefes do nosso país ante Pilatos, este o fez sacrificar. Seus seguidores não o abandonaram nem mesmo após sua morte. Vivo e ressuscitado, reapareceu ao terceiro dia após sua morte, como o haviam predito os santos profetas, quando realiza outras mil coisas milagrosas. A sociedade cristã, que ainda hoje subsiste, tomou dele o nome que usa”. Depois deste trecho, passa a expor um assunto bem diferente no qual refere-se a castigos militares infligidos ao populacho de Jerusalém. Mais adiante, fala de alguém que conseguira seus intentos junto a uma certa dama fazendo-se passar como sendo a humanização do deus Anubis, graças aos ardis dos sacerdotes de Ísis. As palavras a Flávio atribuídas são as de um apaixonado cristão. Flávio jamais escreveria tais palavras, porquanto, além de ser um judeu convicto, era um homem culto e dotado de uma inteligência excepcional. O próprio Padre Gillet reconheceu em seus escritos ter havido falsificações nos textos de Flávio, afirmando ser inacreditável que ele seja o autor das citações que lhe foram imputadas. Além disso, as polêmicas de Justino, Tertuliano, Orígenes e Cipriano contra os judeus e os pagãos demonstram que Flávio não escreveu nem uma só palavra a respeito de Jesus. Estranhando o seu silêncio, classificaram-no de partidário e faccioso. No entanto, um escritor com o seu mérito escreveria livros inteiros acerca de Jesus, e não apenas um trecho. Bastaria, para isto, que o fato realmente tivesse acontecido. Seu silêncio, no caso, é mais eloqüente do que as próprias palavras. 24

Exibindo os escritos de Flávio, Fócio afirmava que nenhum judeu contemporâneo de Jesus ocupara-se dele. A luta de Fócio, que viveu entre os anos de 820 a 895, e foi patriarca de Constantinopla, teve ensejo justamente por achar desnecessário a Igreja lançar mãos de meios escusos para provar a existência de Jesus. Disse que bastaria um exemplar autêntico não adulterado pela Igreja e fora do seu alcance para por em evidência as fraudes praticadas com o objetivo de dominar de qualquer forma. Embora crendo em Jesus Cristo, combateu vivamente os meios sub-reptícios empregados pelos Papas, razão porque foi destituído do patriarcado bizantino e excomungado. De suas 280 obras, apenas restou o “Myriobiblion”, tendo o resto sido consumido, provavelmente por ordem do Papa. Tácito escreveu: “Nero, sem armar grande ruído, submeteu a processos e a penas extraordinárias aos que o vulgo chamava de cristãos, por causa do ódio que sentiam por suas atrapalhadas. O autor fora Cristo, a quem, no reinado de Tibério, Pôncio Pilatos supliciara. Apenas reprimida essa perniciosa superstição, fez novamente das suas, não só na Judéia, de onde proviera todo o mal, senão na própria Roma, para onde de confluíram de todos os pontos os sectários, fazendo coisas as mais audazes e vergonhosas. Pela confissão dos presos e pelo juízo popular, viu-se tratar-se de incendiários professando um ódio mortal ao Gênero humano”. Conhecendo muito bem o grego e o latim, Tácito não confundiria referências feitas aos seguidores de Cristo com os de Crestus. As incoerências observadas nessa intercalação demonstram não se tratar dos cristãos de Cristo, nem a ele se referir. Lendo-se o livro em questão, percebe-se perfeitamente o momento da interpelação. Afirmar que fora Cristo o instigador dos arruaceiros é uma calúnia contra o próprio Cristo. E conforme já referimos anteriormente, os cristãos seguidores de Cristo eram muito pacatos e não procuravam despertar atenção das autoridades para si. Como dizer em um dado momento que eles eram retraídos e, em seguida, envolvê-los em brigas e coisas piores? É apenas mais uma das contradições de que está repleta a história da Igreja. Ganeval afirma que foram expulsos de Roma os hebreus e os egípcios, por seguirem a mesma superstição. Deduz-se então que não se referia aos cristãos, seguidores de Jesus Cristo. Referia-se aos Essênios, seguidores de Crestus, vindos de Alexandria. A Igreja não conseguiu por as mãos nos livros de Ganeval, o que contribuiu ponderavelmente para lançar uma luz sobre a verdade. Por intermédio de seus escritos, surgiu a possibilidade de provar-se a quais cristãos, exatamente, referia-se Tácito. Suetônio teria sido mais breve em seu comentário a respeito do assunto. Escreveu que “Roma expulsou os judeus instigados por Crestus, porque promoviam tumultos”. É evidente, também, a falsificação praticada em uma carta de Plínio a Trajano, quando perguntava o que fazer aos cristãos, assunto já abordado anteriormente. O referido texto, após competente exame grafotécnico, revelou-se adulterado. É como se Plínio quisesse demonstrar, não apenas a existência histórica de Jesus, mas sua divindade, simbolizando a adoração dos cristãos. É o quanto basta para evidenciar a fraude. Se Jesus Cristo realmente tivesse existido, a Igreja não teria necessidade de falsificar os escritos desses escritores e historiadores. Haveria, certamente, farta e autêntica documentação a seu respeito, detalhando sua vida, suas obras, seus ensinamentos e sua morte. Aqueles que o omitiram, se tivesse de fato existido, teriam falado dele abundantemente. Os mínimos detalhes de 25

sua maravilhosa vida seriam objeto de vasta explanação. Entretanto, em documentos históricos não se encontram referências dignas de crédito, autênticas e aceitáveis pela história. Em tais documentos, tudo o que fala de Jesus e sua vida é produto da má-fé, da burla, de adulterações e intercalações determinadas pelos líderes cristãos. Tudo foi feito de modo a ocultar a verdade. Quando a verdade esta ausente ou oculta, a mentira prevalece. E há um provérbio popular que diz: “A mentira tem pernas curtas”. Significa que ela não vai muito longe, sem que não seja apanhada. Em relação ao cristianismo, isto já aconteceu. Um número crescente de pessoas vai, a cada dia que passa, tomando conhecimento da verdade. E, assim, restam baldados os esforços da Igreja, no que concerne aos ardis empregados na camuflagem da verdade, visando alcançar escusos objetivos.

IV
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O Doloroso Silêncio Histórico
A existência de Jesus Cristo é um fato jamais registrado pela história. Os documentos históricos que o mencionam foram falsificados por ordem da Igreja, num esforço para provar sua pretensa existência, apesar de possuir provas de que Jesus é um mito. E assim agiu, movida pelo desejo de resguardar interesses materiais. Ganeval apontou a semelhança entre o culto de Jesus Cristo e o de Serapis. Ambos são uma reencarnação do deus “Phalus”, que, por sua vez, era uma das formas de representação do deus Sol. Irineu chegou a afirmar que o deus dos cristãos não era homem nem mulher. Papias cita trechos dos Evangelhos, mostrando que se referiam ao Cristo egípcio. Referindo-se ao “logos”, que seria Jesus Cristo, disse ter sido ele apenas uma emanação de Deus, produzida à semelhança do Sol. É bom lembrar que essas opiniões divergentes entre si são de três teólogos do cristianismo. Essas opiniões foram emitidas quando estava acesa a luta de desmentidos recíprocos da Igreja contra os seus numerosos opositores, ou seja, os que desmentiam a existência física de Jesus. Então, criaram uma filosofia abstrata, baseando-se nos escritos de Filon. Ganeval, baseando-se em Fócio, disse que Eudosino, Agápio, Carino, Eulógio e outros teólogos do cristianismo primitivo não tiveram um conceito real nem físico de Jesus Cristo. Disse mais, que Epifânio, falando sobre as seitas heréticas dos marcionítas, valentinianos, saturninos, simonianos e outros, falava que o redentor dos cristãos era Horus, o filho de Ísis, um dos três deuses da trindade egípcia, que mais tarde viria a ser Serapis. Ganeval afirmou ainda que os docetistas negavam a realidade de Jesus, e, para refutar a negação, o IV Evangelho põe em relevo a lança que fez sair água e sangue do corpo de Jesus, com o intuito de provar sua existência física. Segundo Jerônimo, esses docetistas teriam sido contemporâneos dos apóstolos. Lembra ainda que o imperador Adriano, viajando em 131 para Alexandria, declara que “o deus dos cristãos era Serapis, e que os devotos de Serapis eram os mesmos que se chamavam os bispos de cristãos”. Adriano, decerto, estava com a verdade. Documentos daquela época informam que existiam os atuais Evangelhos, assim como Tácito informa que os hebreus e os egípcios formavam uma só superstição. Os escritos de Filon não se referem a Jesus Cristo, conforme pretenderam fazer crer os falsificadores, mas a Serapis. Quando havia referências aos cristãos terapeutas, afirmavam que se falava dos cristãos de Jesus. Por sua vez, Clemente de Alexandria e Orígenes escreveram negando Jesus e falando em Cristo, o qual seria Crestus. No entender de Fócio, tudo isso não passava de fabulação mítica, não tendo existido Jesus nem Cristo, de que a Igreja criou o seu Jesus Cristo. Duquis e Volney, fazendo o estudo da mitologia comparada, mostram de onde retiraram Jesus Cristo: do próprio mito. Filon, escrevendo a respeito dos cristãos terapeutas, disse que o seu teor de vida era semelhante ao dos cristãos e essênios. Abandonavam bens e família para seguir apaixonadamente aos sacerdotes. Epifânio escreveu que os cristãos terapeutas viviam junto do lago Mareótides, tendo os seus Evangelhos e os seus apóstolos. É sobre esses cristãos que Filon escreveu. Se os cristãos seguidores de Jesus Cristo já existissem, Filon não poderia deixar de falar 27

deles. Quando do pretenso nascimento de Cristo, Filon contava apenas 25 anos de idade. Os Evangelhos, tendo surgido muito tempo após a morte de Filon e de Jesus, não poderiam ser os do cristianismo por ele referido. Clemente de Alexandria e Orígenes não criam na encarnação nem na reencarnação, motivo porque não creram na encarnação de Jesus Cristo, embora fossem padres da Igreja. Orígenes morreu em 254. Fócio escreveu sobre “Disputas” de Clemente e afirmou que ele negara a doutrina do “Logos”, dizendo que o “Verbo” jamais se encarnou, afirmação igualmente feita por Ganeval. Analisando os quatro volumes de “Principia”, de Orígenes, percebe-se que o “Logos” ou o “Verbo” era o mesmo sopro de Jeová, referido por Moisés. Fócio, tendo-se escandalizado com isso, disse que Orígenes era um blasfemo. Apenas analisando como se referia ao Verbo, a Crestus e ao Salvador, é que se pode excluir a possibilidade da existência física de Jesus. Tratá-lo-iam de modo bem diferente, se tivesse realmente existido.

V
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Um Jesus Cristo Não Histórico
A história, conforme mencionamos, não tem registro da existência de Jesus Cristo. Os autores que temos em apreço e que seriam seus contemporâneos omitiram-se completamente. Os documentos históricos que o mencionam, fazem-no esporadicamente, e bem assim revelam-se rasurados e falsificados, motivo pelo qual de nada adiantam, neste sentido, para a história. É óbvio, portanto, que a história não poderia registrar um evento que não aconteceu. Tomando conta da história, o cristianismo deixou-a na contingência de referir o nome de Jesus Cristo como sendo um deus antropomorfizado, mas nunca uma pessoa de carne e ossos que tenha realmente vivido. Ao fazê-lo, principia por um estudo filológico e etimológico dos termos “Jesus” e “Cristo”, e termina mostrando que os dois nomes foram reunidos em um só, para ser dado posteriormente a um indivíduo. O termo “Jesus” significa salvador, enquanto que “Cristo” é o ungido do Senhor, o “oint” dos judeus, o Messias esperado doe judeus. Nesse estudo, a história mostra que a crença messiânica havia tomado a orla do Mediterrâneo a partir do século II antes de nossa era. O norte da África, o sul da Europa, a Ásia Menor, estavam todos repletos de Messias e Cristos, e de milhares de pessoas que os seguiam e neles criam. Ao referir-se aos pretensos Messias, o Talmud deu esse nome até mesmo a diversos reis pagãos, como no caso de Ciro, conforme está em Isaias 44:1, ou ao rei de Tiro, como está em Ezequiel 28:14 e nos Salmos, quando se verifica que os nomes de Jesus e de Cristo já vinham sendo atribuídos a diversos líderes religiosos da Antigüidade. As fontes pesquisadas pela história mostraram que Jesus Cristo, ao ser estudado como fato histórico, só pode ser encarado como sendo o “ungido do Senhor”, uma personalidade de existência abstrata apenas, não tendo possuído contextura física pelo que deixou de ser histórico. É apenas uma figura simbólica, através da qual a humanidade tem sido ludibriada de há muitos séculos. Cumprindo seu dever de informar, a história põe diante dos olhos do crente e do estudioso as provas de que foi a luta dos líderes cristãos a partir do século II para que o mito Jesus Cristo adquirisse a consistência granítica que levou a crença religiosa dos europeus da Idade Média sob o guante do criminoso absolutismo dos reis e dos Papas de então. Este estudo demonstra que Jesus Cristo foi concebido no século II para cumprir um programa messiânico elaborado pelos profetas e pelos compiladores do Velho Testamento e das lendas, sob o seu pretenso nome. Vê-se, então, que os passos de Jesus pela terra aconteceram conforme o Talmud, para que se cumprissem as profecias que o judaísmo havia inventado. Jesus Cristo pode ser considerado o ator no palco. Representou o drama do Gólgota e retirou-se da cena ao fim da peça. Mateus 1:2 descreve-nos um Jesus Cristo que nasce milagrosamente, apenas para que se cumprissem as escrituras. Em 2:5 diz que nasceu em Belém, porque foi ali que os profetas previram que nasceria. Em 2:14 deixa-o fugir para o Egito, para justificar estas palavras: “Meu filho será chamado do Egito”. Em 2:23 faz José regressar a Nazaré 29

porque Jesus deveria ser nazareno. Em 3:3 promove o encontro de Jesus com João Batista, porque Isaías predissera-o. Em 4:4 Jesus foi tentado pelo diabo, porque as escrituras afirmaram que tal aconteceria e que ele resistiria. Em 4:14 leva Jesus para Carfanaum para conferir outra predição de Isaías. Em 4:12 Jesus diz que não se deve fazer aos outros senão aquilo que gostaríamos que a nós fosse feito, porque isto também estava na lei dos profetas. Em 7:17 Jesus cura os endemoniados, conforme predissera Isaías. Em 11:10-14 Jesus palestra com João Batista porque assim predissera Elias. Em 12:17 Jesus cura as multidões, quando pede que não propalem isso, igualmente dando cumprimento às palavras de Isaías. Em 12:40 permanece sepultado durante três dias porque os deuses do paganismo, os deuses solares ou redentores, também estiveram; como Jonas, que foi engolido por uma baleia, a qual depois de três dias jogou para fora, intacto como se nada tivesse acontecido. E tudo isto aconteceu em um mar onde não há possibilidade de vida para esse cetáceo, portanto, só poderia acontecer graças aos milagres bíblicos. Em 13:14 diz que Jesus falava por meio de parábolas, como Buda também o fez. Assim também falavam os antigos taumaturgos, para que apenas os sacerdotes entendessem; assim só eles seriam capazes de interpretar para os incautos e crédulos religiosos, e, afinal, porque Isaías assim o previa. Em 21:14 Jesus entra em Jerusalém montado em um burreco, conforme as profecias. Em 26:54 Jesus diz que não foi preso pelo povo quando junto dele se assentou no templo para ensinar, porque também estava previsto. Em 27:9 Judas trai a Jesus, vendendo-o por trinta dinheiros e recebendo à vista o preço da traição. Em 27:15 os soldados repartem entre si as roupas do crucificado. Apenas o cumprimento desta profecia choca-se frontalmente com a história. E, de acordo com ela, nessa época não havia legionários romanos na Palestina. Lucas 23:27 diz que Jesus mandou comprar espadas, para que assim fosse confundido com os malfeitores comuns, porque assim estava previsto. Em seguida, diz que Jesus, ao ensinar aos seus apóstolos, afirmava que tudo o que lhe acontecesse, era para que estivesse de acordo com o que escreveram Moisés e os profetas, e como estava descrito nos salmos. Em 24:44-46 diz que Jesus afirmou “Como era necessário que Cristo padecesse e ressuscitasse ao terceiro dia, dentre os mortos”. Para ficar de acordo com as previsões testamentárias, João 19:27 diz que Jesus teve sede e pediu água. Em 19:30, ao beber a água, disse que era vinagre e exclamou: “Tudo se cumpriu”. Em 19:32-37 diz que não lhe quebraram nenhum osso, apenas o feriram com a lança para verificar se havia expirado. E isto também estava predito. Por ai, percebe-se que tudo ali é puro simbolismo, e que Jesus foi idealizado apenas para cumprir as escrituras. Está ai uma prova de que a existência de Jesus nada mais é do que uma fabulação evangélica. Do mesmo modo que inventaram as profecias, inventaram alguém para cumpri-las. Tanto é verdade, que os judeus que ainda hoje acreditam em profecias, não aceitaram Jesus como tendo sido o Messias prometido pelo Talmud. Além disso, os seus escritores esgotaram todos os argumentos possíveis com o fim de provar que Jesus não foi um acontecimento palestino, e que não passou de um romance escrito pelos judeus dispersos e dos que se aproveitaram do messianismo judeu para criar uma empresa comercial, como tem sido o Vaticano. O messianismo não foi uma lenda que tenha atingido a todas as classes sociais judias. Essa lenda foi criada pelos sacerdotes judeus visando com isso ajudar ao povo da rua a suportar melhor as agruras da pobreza e não reagir contra as classes privilegiadas. Essas promessas são 30

cumpridas pelos sacerdotes, a seu modo, a fim de que o pobre viva de esperanças e não sinta que o rico continua metendo as mãos em seus bolsos, impunemente. O homem do povo raramente compreende a finalidade desse tipo de engodo. O Talmud traz uma porção de profecias, e ao mesmo tempo critica aos que lhes dão crédito. A crítica representa uma evolução do pensamento das lideranças judias. Um estudo comparado do judaísmo e do cristianismo mostra a enorme quantidade de crendices dessas religiões forjadas pelos seus líderes e afastadas pela evolução do conhecimento. Em nossos dias, o conhecimento atingiu um ponto em que a própria Igreja começou a relegar para um canto os seus ídolos de aspecto humano. O conhecimento humano terminara por vencer definitivamente, provando que todos os deuses e ídolos têm os pés de barro. Nossos antepassados viram muitos ídolos cair. Certas práticas e crenças religiosas ainda permanecem válidas porque os sacerdotes, como bons psicólogos que são, observam o desenvolvimento mental do povo e sabem que uns encontram a verdade, enquanto outros, jamais conseguiram alcançá-la. Idealizando um Jesus Cristo adaptado às profecias talmúdicas, criaram um personagem incoerente e inseguro, o que nos dá a medida exata do quilate mental dos seus criadores. Podiam ser espertos, mas nunca inteligentes ou cultos. Não deve ter sido tarefa das mais fáceis a de adaptar um Cristo vindo para cumprir as profecias no fanatismo das populações ignaras. Foi um trabalho de titãs não acorrentados à verdade, nem à sinceridade que o homem deve ao seu semelhante. Nunca foi fácil transformar uma fantasia em realidade. Por isso, o cristianismo teve de valer-se da espada de Constantino e das armas de seus legionários para impor dogmaticamente o que a razão e o conhecimento jamais aceitariam passivamente. Nos dois primeiros séculos do cristianismo, cada qual queria ser o primeiro e mandar mais e, se possível, ficar sozinho. Tivemos muitos reis e Papas analfabetos, atestando o primarismo dos judeus dispersos, como dos lideres europeus da época do lançamento do cristianismo. Tentando racionar a teologia do judaísmo e do cristianismo, fizeram de Jeová um deus absurdo e de Jesus um ser irreal, ambos incoerentes, o que se tornou a essência do Talmud e dos Evangelhos. Através de Jesus Cristo, valorizaram as profecias do pretenso profeta Isaías, revitalizando assim o judaísmo e dando seriedade ao Talmud, fazendo dos Evangelhos um amontoado de mentiras e de impossíveis humanos. Assim é que criaram um relato inconsistente, que desmorona completamente em face de uma análise mais profunda. Scherer escreveu que Jesus não foi um filósofo nem fundador de uma religião. Foi apenas Messias. O sentido da vida de Jesus era apenas dar cumprimento às profecias messiânicas, e tal idéia é o centro dos fatos evangélicos, a razão de ser Jesus. Tendo vindo ao mundo tão-somente para cumprir as profecias, deixou de ser humano e tornou-se um fantasma, ou um símbolo do que nunca teve existência real. A vida de Jesus e de seus apóstolos desenrola-se apenas como uma peça teatral, na qual Jesus acumula os papéis de deus e de homem. Um dia o público há de convencer-se de que esteve diante de um ser bíblico, sem uma realidade histórica. 31

Segundo Arthur Weigal, o único testemunho escrito por quem teria convivido com Jesus teria sido a epístola atribuída a Pedro. Teria surgido quando começaram as pretensas perseguições aos cristãos, na qual ele os animava. Entretanto, como a existência de Pedro é igualmente lendária, a epístola em questão não merece fé, tendo sido composta por qualquer cristão, menos pelo mitológico Pedro. Os escritos de Tácito, dadas as adulterações sofridas, carecem de valor histórico. Dai não se poder admitir como verdade que Nero, entre os anos 54 e 68, tenha realmente perseguido aos seguidores de Jesus Cristo. Tertuliano, entretanto, afirma que Pedro foi martirizado no governo de Nero. Contudo, vários pesquisadores, entre os quais Holmann e Weizsacker, demonstraram que essas perseguições somente começaram a partir do século II. Irineu, no ano 180, achava que a epístola de Pedro fora escrita em 83, mas não por Pedro. Nesta epístola, Pedro dizia que “Jesus sofreu por nós, deixando-nos um exemplo”. Acrescentara ter sido testemunha pessoal dos seus sofrimentos, após os quais subiu ao céu, de onde voltaria em breve. No entanto, sua volta não ocorreu até hoje, apesar de terem se passado dois mil anos. A falta de cumprimento dessa promessa invalida todas as suas afirmações. Disse Pedro, ainda, que Jesus mandou que se amasse uns aos outros, pagando o mal com o bem, retribuindo a injúria com a bênção. Recomendou a caridade, a hospitalidade e a humildade; o dever de evitar o mal, fazer o bem e buscar a paz, assim como a abstinência da ambição da carne, evitar o rancor, a inveja e a maledicência; a submissão às autoridades, crer em Deus e honrar o rei. As epístolas de Paulo viriam em segundo lugar, como importância histórica. Pedro teria aprendido a doutrina cristã na convivência direta com Jesus. Suas epístolas seriam consideradas autênticas por terem sido escritas 20 ou 30 anos após a crucificação. Pedro, assim como Paulo, afirmaram que Jesus voltaria em breve para julgar a humanidade. Contudo, ambos estavam enganados e enganaram aos outros. Paulo teria conhecido pessoalmente a Pedro e a Jaques, um dos irmãos de Jesus Cristo, assim como referia-se a outras pessoas que teriam convivido com Jesus. A crucificação e a ressurreição teriam sido fatos indiscutíveis para Pedro e Paulo, cujos escritos estariam muito próximos dos acontecimentos. Paulo, em I Coríntios 11:1, diz: “Imitam-me como se fosse Jesus”. Teria pregado o amor, a paz, a temperança, a caridade, a alegria, a paciência, a doçura, a confiança e a boa vontade. A lei divina deveria ser interpretada segundo o espírito e não conforme a letra. “Amarás ao próximo como a ti mesmo”, seria um amor paciente, caridoso e humilde. As epístolas procuraram estabelecer a historicidade de Jesus, assim como revelar muitos pontos do seu caráter. Jesus teria vivido apenas para redimir a humanidade, não teria pecado, sendo, sem dúvida alguma, o filho de Deus. Papias, em 140, escreveu que Mateus havia colecionado as máximas de Jesus, e Marcos recolhera muitas notas para o Evangelho. Assim, os Evangelhos seriam o espelho de Jesus, contado pelos apóstolos, espalhando entre os homens o ideal de perfeição moral e mental.

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As curas, milagres e pregações de Jesus, em pouco tempo, haviam espalhado o seu nome, galvanizando as multidões, todos sentiam que havia surgido o Messias. Assumiu o papel de Messias e com isso entusiasmou a multidão, pelo que entrou em Jerusalém cercado da emoção e do respeito do povo. Ao anoitecer abandonou a cidade, e, no dia seguinte, ao regressar, encontra muita agitação. As autoridades haviam tomado medidas contra ele. Dois dias antes da páscoa, tomou sua última refeição com os companheiros e ali permaneceu a espera dos acontecimentos, sabendo que o seu reino não era deste mundo. À noite, foi preso, e, no dia seguinte, julgado. O povo quis que o sacrificassem em lugar de Bar Abbas. Seria o sacrifício pascal, rito multimilenar que iria mais uma vez acontecer. Após a morte, sai do sepulcro, ressuscitado, e vai ao encontro dos apóstolos, pede comida, e depois de permanecer algum tempo com eles, ascende ao céu prometendo voltar em breve. Foi este o retrato feito de Jesus Cristo pelo cristianismo, e que ainda hoje milhões de pessoas adoram. Entre nós, são bem poucos os que põem em dúvida a veracidade desse romance contado pelos judeus da diáspora e aproveitado por seus seguidores latinos. No entanto, a razão e o conhecimento estão se encarregando de destruir a pretensa veracidade desse conto. Muitas coisas consideradas como milagres são hoje conseguidas naturalmente através da ciência, da tecnologia moderna, da medicina, do conhecimento científico em todas as suas modalidades, e mesmo através da hipnose. Diante das conquistas que o homem tem feito, é possível que ele abra os olhos para a verdade e perceba então que Deus jamais se preocupou com sua sorte e com o mundo. A história desmente peremptoriamente que Deus tenha comparecido ao mundo nos momentos de festa ou de dor. O homem foi abandonado à própria sorte e tem lutado muito para sobreviver através dos tempos, e tem obtido sucesso porque está sempre acumulando conhecimentos, os quais emprega em situações futuras. Diante de tudo o que foi exposto, só nos resta dizer que a história, em dois mil anos, não encontrou uma única prova ou documento que mereça crédito no que diz respeito à vida de Jesus. Sua existência é fictícia e só encontra agasalho no seio da mitologia. Seu nascimento, sua vida, sua morte, sua família, seus discípulos, tudo, enfim, que lhe diz respeito, tem analogia com as crenças, ritos e lendas dos deuses solares, adorados sob diversos nomes e modalidades e por povos diversos, também. Dele, a história nada sabe.

VI
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Jesus e o Tempo
O mítico dia do nascimento de Jesus Cristo foi oficializado por Dionísio, o Pequeno, no século VI, que marcou no ano 1 do século I, correspondendo ao ano 753 da fundação de Roma, com um erro de previsão calculado em seis anos. Para chegar a essa artificiosa fixação, serviu-se de diversos sistemas de cálculo. Calvísio e Moestrin contaram até 132 sistemas e Fabrício arredondou para 200. Para uns, teria sido entre 6 e 10 de janeiro, para outros, 19 ou 20 de abril, enquanto outros ainda situavam entre 20 e 25 de março. Os cristãos orientais determinaram a data entre 1 e 8 de janeiro, enquanto os ocidentais escolheram a 6 de janeiro. Em 375, São João Crisóstomo escreveu que a data de 25 de dezembro foi introduzida pelos orientais. Entretanto, antes do ano 354, Roma já o havia fixado para esta mesma data, segundo o calendário de Bucer. Essas diferenças foram o resultado da preocupação da Igreja em fazer com que o nascimento de Jesus coincidisse e se confundisse com os dos deuses solares, os deuses salvadores, e especialmente com o Deus Invictus, que era Mitra. E era justamente ao mitraismo que a religião cristã pretendia absorver. No dia 25 de dezembro todas as cidades do império romano estavam iluminadas e enfeitadas para festejar o nascimento de Mitra. A preocupação de ligar o nascimento de Jesus ao de Mitra denota o artificialismo que fundamentou o cristianismo. Foi a divinização do deus dos cristãos às custas da luz do Sol dos pagãos. Foi um dos grandes trabalhos de mistificação da Igreja a confluência dos dois nascimentos para a mesma data. Assim, o nascimento do novo deus apagava da memória do povo a lembrança de Mitra, no fim do inverno. A tradição religiosa, desde milênios, fizera com que todos os deuses redentores nascessem em 25 de dezembro. Quanto ao lugar de nascimento de Jesus, disseram ter sido em Belém, para combinar com as previsões messiânicas que, fazendo de Jesus um descendente de David, teria a adesão dos judeus incautos. O II e o IV Evangelhos não mencionam o assunto, enquanto o I e o III aludem ao caso, mas se contradizem. Uns dizem que os pais de Jesus moravam em Belém, enquanto outros afirmam que eles ali estavam de passagem. Essa insegurança deve-se ao fato de pretenderem ligar a vida de Jesus à de David, conforme as profecias. Todavia, isto confundia as tendências históricas ligadas ao nascimento dos deuses solares. A preocupação apologética, contudo, invalidou a pretensão histórica. De tudo isto resultou que a história pode hoje provar que tudo aquilo que se refere a Jesus é puro convencionalismo, e sua existência é apenas ideal e não real. De modo que a morte dos inocentes nada mais é do que a repetição da matança das criancinhas egípcias, contada no Êxodo. A estrela só pôde ser inventada porque naquele tempo o homem ainda não sabia o que era uma estrela; tanto assim que a Bíblia afirma que Josué fez parar o sol com um aceno de sua mão

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apenas. Assim, a estrela que guiou os magos é coisa realmente absurda. Antes de tudo, ninguém soube realmente de onde vieram esses reis e onde eram os seus países. Outros fenômenos relatados como terremotos, trevas e trovões, assinalados pelo Bíblia, não o são pela história dos judeus nem dos romanos. Só os interessados no mito puderam ver tais acontecimentos. Os escritores que relataram fatos ocorridos na Palestina e no Império Romano não transmitiram estes fatos que teriam ocorrido na morte de Jesus à posteridade. Muita coisa pode ter acontecido naqueles tempos, menos as que estão nos Evangelhos. Pilatos, por exemplo, morreu ignorando a existência de Jesus. Os legionários romanos jamais receberam ordens para prendê-lo. Nenhum movimento social, político ou religioso contrário às normas da ocupação surgiu na Judéia, para justificar a condenação de seu líder por Pilatos. Entretanto, Jesus teria sido julgado e condenado pelos sacerdotes judeus, pois Pilatos deixara o caso praticamente em suas mãos e do povo, lavando as suas próprias. Nem Pilatos, nem Caiaz, nem Hannã deixaram qualquer referência acerca desse processo. Nenhum deles poderia dizer qual a aparência física de Jesus. Tertuliano, baseando-se em Isaías, disse que ele era feio, ao passo que Agostinho afirmou que ele era bonito. Uns afirmaram que era imberbe, outros que era barbado. Sua cabeleira espessa e barba fechada resultaram de uma convenção realizada no século XII. O Santo Sudário retrata um Jesus Barbudo. Nada do que se refere a Jesus pode ser considerado ponto pacífico. Tudo é discrepante e contraditório. Ora, se aqueles que tinham e os que ainda têm interesse em defender a veracidade da existência de Jesus não conseguiram chegar a um acordo no que lhe diz respeito, isso não é bom sinal. Moy escreveu: “Desde que se queira tocar em qualquer coisa real na vida de Jesus, esbarrase logo na contradição e incoerência”. Por isso, até o aspecto físico de Jesus tornou-se discutível, o que ajuda a provar que ele nunca existiu. De acordo com a história, não se pode aceitar o que está escrito nos evangelhos coma prova de sua existência. Também a Igreja não dispõe de argumentos válidos, nesse sentido. A arqueologia, por outro lado, nada encontrou até aqui capaz de elucidar a questão. De tudo isto depreendemos que a existência física de Jesus jamais poderá ser provada de modo irrefutável, e, por conseguinte, é muito difícil ser acatada por homens cultos e amantes da verdade. O romance, as lendas, os contos, a ficção, interessam como cultura, como expressão do pensamento de um povo, e desse modo são perfeitamente aceitos. Entretanto, a apresentação de tais modalidades de cultura como fatos reais, consumados e verdadeiros e como tal serem impostos ao povo, é condenável. A atitude do cristianismo tem sido, através dos tempos, justamente a que nós acabamos de condenar: a imposição das lendas, do romance e da novela como realidade palpável, como fato verdadeiro e incontestável. Em sua “Vida de Jesus”, Strauss diz: “Poucas coisas são certas, nas quais a ortodoxia se apóia de preferência – as milagrosas e as sobrehumanas –, as quais jamais aconteceram. A 35

pretensão de que a salvação humana dependa da fé em coisas das quais uma parte é certamente fictícia, outra sendo incerta, é um absurdo, que em nossos dias nem sequer devemos nos preocupar, refutando-o”. Ernest Havet, comparando Jesus com Sócrates, diz que Sócrates é um personagem real, enquanto Jesus é apenas ideal. Homens como Platão e Xenófanes, os quais conviveram com Sócrates, deixaram o seu testemunho a respeito do mesmo. Em seus escritos relatam tudo sobre Sócrates: a vida, o pensamento, os ensinamentos e a morte. E nada do que lhe diz respeito foi adulterado, e, portanto, é autêntico, verdadeiro e indiscutível. Quanto a Jesus, não teve existência real, e aqueles aos quais se atribui escritos e referências em relação a ele, uns foram adulterados em seus escritos, outros não existiram. Pílatos, que teria autorizado seu sacrifício, omite o fato quando relata os principais acontecimentos de seu governo. Por acaso mandaria matar um deus, e não saberia? Assim, quem descreveu Jesus, apenas imaginou o que ele teria sido, não foi sua testemunha. Renan disse em sua “Vida de Jesus”: “Nossa admiração por Jesus não desapareceria nem mesmo quando a ciência nada pudesse decidir de certo, e chegasse forçosamente às negações”. Termina dizendo que o divino encontrado pelos cristãos em Jesus é o mesmo que a beleza de Beatriz, que apenas resultou do pensamento de Dante ou de seu gênio literário. Da mesma forma, as belezas de Cristina residem nos sonhos religiosos dos hindus. As maravilhas de Jesus e a beleza de Maria são produtos do gênio inventivo da liderança oradora dos mitos Jesus e Maria. Se de ambos apenas se diz o bem, há sinal que eles não tiveram existência real. Jesus Cristo é uma criação do homem, o qual esteve em cena apenas para realizar as profecias dos primários profetas judeus. Esta é também a opinião de Didon, exposta em seu livro “Vida de Jesus”. Diz ele que é suspeita a sonegação de quase trinta anos da vida de Jesus à história evangélica. “Nós apenas sabemos um nada da vida de Jesus”, escreveu Miron. Os redatores dos Evangelhos e os primeiros autores eclesiásticos, recolhendo as tradições correntes na comunidade cristã, podem ter adquirido alguns fragmentos da verdade; mas como assegurar que, entre tantos elementos mitológicos e legendários, haja algo de verdade? Assim, a vida de Jesus em si é impossível. Acontece com Cristo o mesmo que acontece com todos os entes legendários: quanto mais os buscamos, menos os encontramos. A tentativa feita até aqui de colar na história, de arrebatar às trevas da teologia, um personagem que até a idade de trinta anos é absolutamente desconhecido, e que depois da referida idade aparece fazendo impossíveis humanos – os milagres – é absurda e ridícula. Labanca, em “Jesus Cristo”, impugna a possibilidade de uma biografia científica de Jesus, baseando-se na inautenticidade dos Evangelhos, uma vez que os mesmos não tiveram finalidade histórica, mas tão-somente religiosa e propagandística. Jesus não está nos Evangelhos por causa de sua esquisita divindade, mas porque isso convém aos seus lançadores e aos que ainda hoje vivem do seu nome, como rendoso meio de vida.

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VII
Jesus Cristo nos Evangelhos
Assim como a história não tomou conhecimento da existência de Jesus, os Evangelhos igualmente desconhecem-no como homem, introduzindo-o apenas como um deus. Maurice Vernés mostrou com rara mestria que o Velho Testamento não passa de um livro profético de origem apenas sacerdotal, fazendo ver que tudo que ai está contido não é histórico, sendo apenas simbólico e teológico. O mesmo acontece com o Novo Testamento e os Evangelhos. Tudo na Bíblia é duvidoso, incerto e sobrenatural. Tratando dos Evangelhos, mostra que sua origem foi mantida anônima, talvez de propósito, não se podendo saber realmente quem os escreveu. Por isso, eles começam com a palavra “segundo”; Evangelho segundo Mateus; segundo Marcos. Daí se deduz que não foram eles os autores desses Evangelhos, foram, no máximo, os divulgadores. Igualmente deixaram em dúvida a época em que foram escritos. A referência mais antiga aos Evangelhos é a de Papias, bispo de Yerápoles, o qual foi martirizado por Marco Aurélio entre 161 e 180. Seu livro faz parte da biblioteca do Vaticano. Irineu e Eusébio foram os primeiros a atribuir a Marcos e a Mateus a autoria dos Evangelhos, mas ambos permanecem desconhecidos da história, como o próprio Jesus Cristo. Destarte, pouco ou nenhum valor têm os Evangelhos como testemunha dos acontecimentos. Se só foram compostos no século III ou IV, ninguém pode garantir se os originais teriam realmente existido. Os primitivos cristãos quase não escreveram, e os raros escritos desapareceram. Por outro lado, no Concílio de Nicéia foram destruídos todos os Evangelhos. Esse Concílio foi convocado por Constantino, que era pagão. Daí, devem ter sido compostos outros Evangelhos para serem aprovados por ele ou pelo Concílio. Com isto, perderam sua autenticidade, deixando de ser impostos pela fé para serem-no pela espada. Celso, no século II, combateu o cristianismo argumentando somente com as incoerências dos Evangelhos. Irineu diz que foram escolhidos os quatro Evangelhos, não porque fossem os melhores ou verdadeiros, mas apenas porque esses provieram de fontes defendidas por forças políticas muito poderosas da época. Os bispos que os apoiaram tinham muito poder político. Informam ainda que antes do Concílio de Nicéia os bispos serviam-se indiferentemente de todos os Evangelhos então existentes, os quais alcançaram o número de 315. Até então eles se equivaliam para os arranjos da Igreja. Mesmo assim, os quatro Evangelhos adotados conservaram muitas das lendas contidas nos demais que foram recusados. De qualquer forma, era e continuam sendo todos anônimos, inseguros e inautênticos. Os adotados foram sorteados, e não escolhidos de acordo com fatores valorativos. Mesmo estes adotados desde o Concílio de Nicéia sofreram a ação dos falsificadores que neles introduziram o que mais convinha à época, ou apenas a sua opinião pessoal. Esta é a história dos Evangelhos que, através dos tempos, vêm sofrendo a ação das conveniências políticas e econômicas. Embora a Igreja houvesse se tornado a senhora da Europa, 37

nem por isso preocupou-se em tornar os Evangelhos menos incoerentes. Sentiu-se tão firme que julgou que sua firmeza seria eterna. Os argumentos mais poderosos contra a autenticidade dos Evangelhos residem em suas contradições, incoerências, discordâncias e erros quanto a datas e lugares, e na imoralidade de pretender dar cunho de verdade a velhos e pueris arranjados dos profetas judeus. Essa puerilidade avoluma-se à medida que a crítica verifica o esforço evangélico em tornar realidade os sonhos infantis de uma população ignorante. Para justificar sua ignorância, se dizem inspirados pelo Espírito Santo, o qual também é uma ficção religiosa, resultante da velha lenda judia segundo a qual o mundo era dominado por dois espíritos opositores entre si: o espírito do bem e o do mal. Adquiriram essa crença no convívio com os persas, os egípcios e os hindus. Os egípcios tiveram também os seus sacerdotes, os quais escreveram os livros religiosos como o “Livro dos Mortos”, sob a inspiração do deus Anubis. Hamurabi impôs suas leis como tendo sido oriundas do deus Schamash. Moisés, descendo do Monte Sinai, trouxe as tábuas da lei como tendo sido ditadas a ele por Jeová. Maomé, igualmente, foi ouvir do anjo Gabriel, em um morro perto de Meca, boa parte do Alcorão. Allah teria mandado suas ordens por Gabriel. O conhecimento mostra que as religiões, para se firmarem, têm-se valido muito mais da força física do que da fé. Quanto à verdade, esta não existe em suas proposições básicas. De modo que, Anubis, Schamash, Allah e Jeová nada mais são do que o Espírito Santo sob outros nomes. Stefanoni demonstrou que todos esses escritos não representam o Espírito Santo, mas o espírito dominante em cada época ou lugar. Assim surgiram os Evangelhos, os quais, como Jesus Cristo, foram inventados para atender a certos fins materiais, nem sempre confessáveis. “Não creria nos Evangelhos, se a isso não me visse obrigado pela autoridade da Igreja”. São palavras de Sto. Agostinho. Com sua cultura e inteligência, poderia hoje estar no rol dos que não crêem.

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VIII
Jesus Cristo É um Milagre
No que diz respeito a Jesus Cristo, a teologia toma em consideração, sobretudo, o aspecto sobrenatural e os seus milagres. João Evangelista foi trazido para a cena a fim de criar o Logos, o Jesus metafísico, destruindo, assim, o Jesus-Homem. As contradições surgidas em torno de um Jesus saído da mente de pessoas primárias e incultas tornaram-no muito vulnerável à crítica dos mais bem dotados em conhecimento. Então vem João e substitui o humano pelo divino, por ser o mais seguro. O mesmo iria fazer a Igreja no século XV, quando, para abafar, grita contra os que haviam queimado miseravelmente uma heroína nacional dos franceses, tiraram o uniforme do corpo carbonizado de Joana D'Aro e vestiram-lhe a túnica dos santos. O mesmo aconteceu com Jesus: teve de deixar queimar a pele humana que lhe haviam dado, para revestir-se com a pele divina. A Igreja, na impossibilidade de provar a existência de Jesus-Homem, inventou o JesusDeus. Assim atende melhor à ignorância pública e fecha a boca dos incrédulos. Do que relatamos, conclui-se que, no caso de Joana D'Arc, a igreja obteve os resultados esperados. Contudo, continua com as mesmas dificuldades para provar que Jesus Cristo, como homem ou como deus, tenha vivido fisicamente. E não é só. Ela não tem conseguido provar nada do que tem ensinado e imposto como verdade. Falta-lhe argumentos sérios e convincentes para confrontar com o conhecimento científico e com a história sem que sejam refutados. A Igreja tudo fez para tornar Jesus Cristo a base e a razão de ser do cristianismo. E isto satisfez plenamente a seus interesses materiais nestes dois milênios de vida. Da mesma forma, os portugueses, os espanhóis e os ingleses, de Bíblia na mão e cruz no peito, foram à longínqua África para arrastar o negro como escravo, para garantir a infra-estrutura econômica do continente americano. Jamais se preocuparam em saber se o pobre coitado queria separar-se de seus entes queridos, nem o que estes iriam sofrer com a separação. A Igreja está realmente atravessando uma crise. Acontece que os processos tecnológicos e científicos descortinam para o homem novos horizontes, e então ele percebe que foi iludido miseravelmente. Sua fé, sua crença e seu deus morrem porque não têm mais razão de ser. Jesus Cristo foi inicialmente um deus tribal, que teria vindo ao mundo por causa das desgraças dos judeus. Eles sonhavam ser donos do mundo, mas, mesmo assim, foram expulsos até mesmo de sua própria terra. Contudo, o cristianismo ganhou a Europa, com a adesão dos reis e imperadores. Renan, não conseguindo encontrar o Jesus-Divino, tentou ressuscitar o Jesus-Homem. Mas o que conseguiu foi apenas descrever uma esquisita tragédia humana, cujo epílogo ocorreu no céu. Jesus teria sido um altruísta mandado à terra para que se tornasse uma chave capaz de abrir o céu. Teria sido o homem ideal com que o religioso sonha desde seus primórdios. Existindo o 39

homem ideal, cuja idealidade ficasse comprovada, o histórico seria dispensável. Mas, ao tentar evidenciar um desses dois aspectos, Renan perdeu ambos. Mostrou então que, para provar o lado divino de Jesus, compuseram os Evangelhos. Seu objetivo: relatar exclusivamente a vida de um homem milagroso e não de um homem natural. Elaborando os Evangelhos, cometeram tantos erros e contradições, que acabaram por destruir, de vez, a Jesus. A exegese da vida de Jesus, baseada no conhecimento e na lógica, separando-se o ideal do real, eles destroem-se mutuamente. Quem descreve o Jesus real, não poderá tocar o ideal, e vice-versa, porque um desmente o outro. Em suma, os Evangelhos não satisfazem aos estudiosos da verdade livre de preconceitos, destruindo o material e o ideal postos na personalidade mítica de Jesus. A fabulação tanto recobre o humano como o divino. Verificamos, então, estarmos em presença de mais um deus redentor ou solar. Jesus, através dos Evangelhos, pode ser Brama, Buda, Krishna, Mitra, Horus, Júpiter, Serapis, Apolo ou Zeus. Apenas deram-lhe novas roupas. O Cristo descrito por João Evangelista aproxima-se mais desses deuses redentores do que o dos outros evangelistas. É um novo deus oriental, lutando para prevalecer no ocidente como antes tinha lutado para impor-se no oriente. É um novo subproduto do dogmatismo religioso dos orientais, em sua irracional e absurda metafísica. Por isso, criaram um Jesus divino, não por causa dos seus pretensos milagres, mas por ser o Logos, o Verbo feito carne. Essa essência divina é que possibilitou os milagres. É um deus antropomorfizado, feito conforme o multimilenar figurino idealizado pelo clero oriental. Jesus não fez milagres, ele é o próprio milagre. Nasceu de um milagre, viveu de milagres e foi para o céu milagrosamente, de corpo e alma, realizando assim mais uma das velhas pretensões dos criadores de religiões: a imortalidade da alma humana. Sendo Jesus essencialmente o milagre, não poderá ser histórico, visto não ter sido um homem normal, comum, passando pela vida sem se prender às necessidades básicas da vida humana. Jesus foi idealizado exclusivamente para dar cumprimento às profecias do judaísmo, é o que verificamos através dos Evangelhos. Tudo quanto ele fez já estava predito, muito antes do seu nascimento. Jesus surgiu no cenário do mundo, não como autor do seu romance, mas tão-somente como ator para representar a peça escrita, não se sabe bem onde, em Roma ou, talvez, Alexandria. O judaísmo forneceu o enredo, o Vaticano ficou com a bilheteria. E, para garantir o êxito total da peça, a Igreja estabeleceu um rigoroso policiamento da platéia, através da confissão auricular. Nem o marido escapava à delação da esposa ou do próprio filho. O pensamento livre foi transformado em crime de morte. Os direitos da pessoa humana, calcados aos pés. Nunca a mentira foi imposta de modo tão selvagem como aconteceu durante séculos com as mentiras elaboradas pelo cristianismo. À menor suspeita, a polícia tonsurada invadia o recinto e arrastava o petulante para um escuro e nauseabundo calabouço onde as mais infames torturas eram infligidas ao acusado. Depois, arrastavam-no à praça pública para ser queimado vivo, o que, decerto, causava muito prazer ao populacho cristão.

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Desse modo, a Igreja tornou-se um verdugo desumano, exercendo o seu poder de modo impiedoso e implacável, ao mesmo tempo em que escrevia uma das mais terríveis páginas da história da humanidade. Durante muito tempo o sentimento de humanidade esteve ausente da Europa, e a mentira triunfava sobre a verdade. Milhares de infelizes foram sacrificados porque ousaram dizer a verdade. O poder público apoiava a farsa religiosa, e era praticamente controlado pela Igreja. Aquele que ousasse apontar as inverdades, as incoerências e o irracionalismo básicos do catolicismo, seria eliminado. Tudo foi feito para evitar que o cristianismo fracassasse, devido à fragilidade de seus fundamentos. O que a Igreja jura de mãos postas ser a verdade, é desmentido pelo conhecimento, pela ciência e pela razão.

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IX
Jesus Cristo, um Mito Bíblico
Folheando as páginas da história humana, e não encontrando aí qualquer referência à passagem de Jesus pela terra, nós, estudiosos do assunto, convencer-nos-emos de que ele nada mais é do que um mito bíblico. Pesquisando os Evangelhos na esperança de encontrar algo de positivo, deparamo-nos mais uma vez com o simbolismo e a mitologia. A história que o envolve desde o nascimento até a morte é a mesma do surgimento de inúmeros deuses solares ou redentores. É de se notar o cuidado que tiveram os compiladores dos Evangelhos para não permitir que Jesus praticasse senão o que estava estabelecido pelas profecias do judaísmo. Assim, a vida de Jesus nada mais é do que as profecias postas em prática. O cristianismo e os Evangelhos são um modo de reavivamento da chama do judaísmo, ante a destruição do templo de Jerusalém. É uma transformação do judaísmo, de modo a existir dentro dos muros de Roma, de onde, posteriormente, ultrapassou os limites, alcançando boa parte do mundo. O sofrimento que o judaísmo infligiu ao povo pobre deveria ser o suficiente para que se acabasse definitivamente. Acreditamos que a ambição de Constantino é que deu lugar ao alastramento do cristianismo, ou, melhor dizendo, do judaísmo sob novas roupagens e novo enredo. Não fosse isso, a falta de cumprimento das pretensas promessas de Abraão, de Moisés e do próprio Jesus Cristo já teria feito com que o judaísmo e o cristianismo fossem varridos da memória do homem. De há muito o homem estaria convencido da falsidade que é a base da religião. Idealizaram o cristianismo que, baseado no primarismo da maioria, deu novo alento ao judaísmo, criando assim, o capitalismo e a espoliação internacional. O liberalismo que surgiu graças ao monumental trabalho dos enciclopedistas, é que possibilitou ao homem uma nova perspectiva de vida. A partir do enciclopedismo, os judeus e o judaísmo deixaram de ser perseguidos por algum tempo, e com isto, quase perdeu sua razão de ser. Ao surgir Hitler e seu irracional nazismo, encontrou quase a totalidade dos judeus alemães integrada de corpo e alma na pátria alemã. O Führer deu então um novo alento ao judaísmo, ao persegui-lo de modo desumano. Graças à perseguição de que foram vítimas os judeus de toda a Europa durante a guerra de 1940, surgiu a justificativa internacional para que se criasse o Estado de Israel. Talvez o Estado de Israel, revivendo sua velha megalomania racial, invalide em sangue a tendência natural para a socialização do mundo e universalização do conhecimento. A socialização do mundo acabaria com a irracional e absurda idéia de ser o judeu um bi-pátrida. Nasça onde nascer, não se integra no meio em que nasce e vive. Daí a perseguição. Os judeus ricos de todo o mundo carreiam para Israel todo o seu dinheiro e, com ele, a tecnologia e o conhecimento alugados. Graças a isto, poderá embasar ali os seus mísseis teleguiados, tudo quanto houver de mais avançado na química, física e eletrônica. Assim, terão meios de garantir a manutenção da sócio-economia estruturada no capitalismo. Esta é uma 42

situação realmente grave, a qual poderá tornar-se dramática no porvir. O poder econômico concentrado em poucas mãos é uma ameaça contra o homem e sua liberdade. Apesar de o cristianismo liderar o movimento que faz do homem e do seu destino o centro das preocupações das altas lideranças sociais, a grande maioria dos homens está marginalizada, porque o poder econômico do mundo acumula-se em poucas mãos. E, se permanecemos crendo em tudo quanto criaram os judeus de dois milênios atrás, isso é sinal de que não evoluímos o bastante para justificar o decurso de tanto tempo. Se o progresso científico e a tecnologia avançada não conseguirem libertar-nos dos mitos, estará patente mais uma vez o estado pueril em que ainda se encontra o desenvolvimento mental do homem. O homem não será de todo livre enquanto permanecer preso às convenções religiosas, as quais possuem como único fundamento o mito e a lenda. Se assim falamos, não é que estejamos sendo movidos por um anti-semitismo ou um anticlericalismo doentio; de modo algum isto é verdadeiro. O que nos motiva tomar em pauta o assunto é o desejo de ver um crescente número de pessoas partilhar conosco do conhecimento da verdade. Temos dito repetidas vezes que tudo aquilo em que se fundamenta o cristianismo é apenas uma compilação de velhas lendas dos deuses adorados por diversos povos. Strauss diz que saiu do Velho Testamento a pretensão de que Jesus encarnar-se-ia em Maria, através do Espírito Santo. Em números, 24:17 estava previsto que uma estrela guiaria os reis magos. Cantu lembra que, juntando-se os livros do Velho Testamento com os do Novo, teremos 72 livros, o mesmo número de anciãos teria Moisés escolhido para subir com ele ao Monte Sinai. O Velho Testamento previa que o povo seguiria a Jesus, mesmo sem conhecê-lo. Seriam os peixes retirados da água pelos apóstolos, e os mesmos da pescaria de São Jerônimo. Moisés teria feito da pedra o símbolo da força de Jeová, por isto, Jesus devia dar a Pedro as chaves do céu. Oséias 11:1 e Jeremias 31:15-16-4-10-28 profetizam que o Messias seria chamado por Jeová, do Egito, ligado ao pranto de Raquel pelo assassinato dos filhos. Então arranjaram a terrível matança dos inocentes, a qual consta apenas em dois evangelhos, sendo silenciado o assunto pelos outros dois e pelos relatos enviados a Roma. Strauss lembra também que a discussão de Jesus com doutores do templo, assim como a passagem de Ana e Semeão, bem como a circuncisão, estava tudo previsto no Velho Testamento. Diz ainda que teria ido para Nazaré após o regresso do Egito apenas para que os Evangelhos pudessem atribuir-lhe a alcunha de nazareno. Entretanto, Nazaré não existia, pelo menos naquela época; era uma cidade fantasma, só passando a existir nas páginas dos Evangelhos. Assim, Jesus foi nazareno, não por ter nascido em Nazaré, visto que não poderia nascer em dois lugares, como também não poderia nascer em uma cidade que não existia. Ele foi nazareno por ter sido um comunista essênio. A anunciação e o nascimento de João Batista foram copiados do Talmud. As tentações de Jesus pelo demônio, no deserto, segundo Emilio Bossi, foram copiadas das Escrituras. Os quarenta dias passados no deserto são oriundos do cabalismo de Roma e da crença dos babilônios, os quais atribuíam a esse número força cabalística. Por isso, tal número repete-se várias vezes no decorrer das dissertações bíblicas: o dilúvio descrito na Bíblia durou quarenta 43

dias; Moisés esteve quarenta anos na corte do Faraó; passou quarenta anos no deserto, e os ninivitas jejuaram quarenta dias. Ezequiel teria sido conduzido por um espírito de um lugar para outro, através do espaço. Abraão teria sido tentado pelo demônio; os mesmos episódios passaram ao Novo Testamento, tendo Jesus como protagonista. Perguntamos nós: por que tais coisas não mais se repetem? A resposta só pode ser esta: elas jamais aconteceram. Tudo isto não passa de lendas ou sonhos, os quais foram impostos como fatos reais. O Talmud diz: “Então se abrirão os olhos aos cegos e os ouvidos aos surdos”. Jesus teria de dizer: “Então o coxo pulará como o cervo e a língua dos mudos se soltará”. Em Lucas 4:27 Jesus cura Naamã, reproduzindo uma cura efetuada por Eliseu, de um outro leproso. Elias e Eliseu ressuscitaram mortos, por seu lado, Jesus ressuscitaria a Lázaro. Os discípulos de Jesus, não sabendo como curar os endemoniados, recorrem ao Mestre. Passagem semelhante está em Eliseu, cujo servo teria recorrido a ele para curar o filho da sunamita. A multiplicação dos pães e dos peixes é a repetição de Moisés no deserto, fazendo cair maná e cordonizes. Moisés transformou as águas do rio em sangue e Jesus transforma a água em vinho. Em Jeremias 7:11 e Isaías 56:7 está escrito que o templo não deve se converter em um covil de ladrões, o que leva os evangelistas a dizer que Jesus expulsou os mercadores do templo. A transfiguração de Jesus é a mesma coisa que aconteceu a Moisés, ao subir ao Monte Sinai, quando encontrou com Jeová. Aliás, Moisés havia prometido que viria um profeta semelhante a ele. A traição de Judas repete o mesmo acontecimento em relação a Crestus. A prisão de Jesus foi descrita de modo igual no Talmud. A fuga dos apóstolos estava prevista por Isaías. Jesus foi crucificado na Páscoa, representando o cordeiro pascal. Essas comparações patenteiam a existência do cristianismo muito antes de Filon. Donde se deduz que Jesus foi inventado de acordo com as Escrituras, sem esquecer de anexar as idéias de Filon ao relato de sua pretensa vida. Fócio demonstrou que os Evangelhos foram copiados de Filon. São Clemente e Orígenes, embora fossem padres da Igreja, orientaram-se por Filon e não pelo bispo de Roma. Estas citações seriam suficientes para se provar que Jesus jamais existiu. É apenas um produto da mente clerical, a qual o compôs baseada em mitos e lendas.

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X
As Contradições sobre Jesus Cristo
Como tudo o mais que se refere à existência de Jesus na terra, também a sua ascendência é objeto de controvérsias. Segundo Mateus e Lucas, Jesus descende ao mesmo tempo de David e do Espírito Santo. Entretanto, como filho do Espírito Santo, não poderá descender de José, conseqüentemente deixa de ser descendente de David e o Messias esperado pelos judeus. Assim, Jesus ficará sendo apenas Filho de Deus, ou Deus, visto ser uma das três pessoas da trindade divina. Em ambos os evangelhos acima citados há referências quanto a data de nascimento de Jesus, mas tais referências são contraditórias o Jesus descrito por Mateus teria onze anos quando nasceu o de Lucas. Mateus diz que José e Maria fugiram apressadamente de Belém, sem passar por Jerusalém, indo direto para o Egito, após a adoração dos Reis Magos. Herodes iria mandar matar as criancinhas. Todavia, Lucas diz que o casal estivera em Jerusalém e acrescenta a narração da cena de que participaram Ana e Semeão. De modo que um evangelista desmente o outro. Lucas não alude à matança das criancinhas, nem à fuga para o Egito. Por outro lado, Marcos e João não se reportam à infância de Jesus, passando a narrar os acontecimentos de sua vida a partir do seu batismo por João Batista. Mateus que conta o regresso de Jesus, vindo do Egito e indo para Nazaré, deixa-o no esquecimento, voltando a ocupar-se dele somente depois dos seus trinta anos, quando ele procura João Batista. Diz ainda que João já o conhecia e, por isto, não o queria batizar, por ser um espírito superior ao seu. Lucas narra a discussão de Jesus com os doutores da lei, aos doze anos de idade. Sendo perguntado pela mãe sobre o que estava ali fazendo, teria respondido que se ocupava com os assuntos do pai. Emilio Bossi, referindo-se a esta passagem, estranha a atividade da mãe. Se o filho nascera milagrosamente, e ela não o ignora, só poderia esperar dele uma seqüência de atos milagrosos. Mesmo a sua presença no templo, entre os doutores, não deveria causar preocupação à sua mãe, visto saber ela que o filho não era uma criança qualquer, e sim um Deus. Lucas diz que os samaritanos não deram boa acolhida a Jesus, o que muito irritara a João. Contudo, João, o Evangelista, diz que os samaritanos deram-lhe ótima acolhida e, inclusive, chamaram-no de salvador do mundo. Os evangelistas divergem também quanto ao relato da instituição da eucaristia. Três deles afirmam que Jesus instituiu-a no dia da Páscoa, enquanto João afirma que foi antes. Enquanto os três descrevem como aconteceu, João silencia.

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Na última noite Jesus estava muito triste, como, aliás, permaneceria até a morte. Pondo o rosto em terra, orou durante muito tempo. Segundo os evangelistas, ele estava de tal modo triste e conturbado que teria suado sangue, coisa, aliás, muito estranha, nunca verificada cientificamente. Enquanto isto, seus companheiros dormiam despreocupadamente, não se incomodando com os sofrimentos do Mestre. Entretanto João não fala sobre esse estado de alma do Mestre. Pelo contrário, diz que Jesus passara a noite conversando, quando se mostrava entusiasta de sua causa e completamente tranqüilo. Lucas, Mateus e Marcos afirmam que o beijo de Judas denunciara-o aos que vieram prendê-lo. Todavia, João diz que foi o próprio Jesus quem se dirigiu aos soldados dizendo-lhes tranqüilamente: “Sou eu”. Lucas é o único que fala no episódio da ida de Jesus de Pilatos para Herodes Antipas. Os outros caem em contradição quanto à hora do julgamento pelo Conselho dos Sacerdotes em presença do povo. João não fala a respeito do depoimento de Cireneu, nem na beberagem que teriam dado a Jesus. Omite-se ainda quanto à discussão dos dois ladrões, crucificados com Jesus, e quanto à inscrição posta sobre a cruz. De forma que seu relato é bastante diferente daquilo que os outros contaram. E as divergências continuam ainda no que concerne ao quebramento das pernas, ao embalsamamento, à natureza do sepulcro e ao tempo exato em que ele esteve enterrado. Quanto ao embalsamamento, por exemplo, há muita coisa que não foi dita. Teriam retirado seu cérebro e intestinos como se procede normalmente nesses casos? Se a resposta for positiva, como explicar o fato de Jesus, após a ressurreição, pedir comida? Como se vê, as verdades bíblicas são além de controvertidas, incompreensíveis. Lucas diz que Jesus referiu-se aos que sofrem de fome sede, enquanto Mateus diz que ele se referia aos que têm fome e sede de justiça, aos pobres de espírito. Uns afirmam que Jesus tratara os publicanos com desprezo e ódio, outros dizem que ele se mostrou amigável em relação a eles. Para uns, Jesus teria dito que publicassem as boas obras, para outros, que nada dissessem a respeito. Uma hora Jesus aconselha o uso da força física e da resistência, mandando até que comprassem espada; noutra, ameaça os que pretendem usar a força. Marcos, Mateus e Lucas dizem que Jesus recomendara o sacrifício. Entretanto, não tomou parte em nenhum deles. Mateus diz que Jesus afirmou não ter vindo para abolir a lei nem os profetas, enquanto Lucas diz que ele afirmara que isso já estava no passado, já tivera o seu tempo. Os três afirmam ainda que Jesus apenas pregara na Galiléia, tendo ido raramente a Jerusalém, onde era praticamente desconhecido. Todavia, João diz que ele ia constantemente a Jerusalém, onde realizara os principais atos de sua vida. As coisas ficam de modo que não se sabe quem disse a verdade, ou, melhor dizendo, não sabemos quem mais mentiu. Ora, se Jesus tivesse realmente praticado os principais atos de sua vida em Jerusalém, seria conhecido suficientemente, e, então, não teriam que pagar a Judas 30 dinheiros para entregar o Mestre. João, que teria sido o precursor do Messias, não se fez cristão, não seguiu a Jesus, pregando apenas o judaísmo no aspecto próprio. Entretanto, depois de preso, enviou um mensageiro a Jesus, indagando-lhe: “És tu que hás de vir, ou teremos de esperar um outro?”, ao 46

que Jesus teria respondido: “Você é o profeta Elias”. Talvez houvesse esquecido que o próprio João antes já declarara isso mesmo. Contam os Evangelhos que, desde a hora sexta até Jesus exalar o último suspiro, a terra cobriu-se de trevas. Contudo, nenhum escritor da época comenta tal acontecimento. Marcos 25:25 diz que Jesus foi sacrificado às 9 horas. João diz que ao meio dia ele ainda não havia sido condenado à morte, e acrescenta que, a esta hora, Pilatos tê-lo-ia apresentado ao povo exclamando: “Eis aqui o vosso rei”! Emilio Bossi assinala detalhadamente todas estas contradições, e as que se deram após a pretensa ressurreição, dizendo que nada do que vem nos Evangelhos deve ser levado a sério. O sobrenatural é o clima em que se encontra a Bíblia, e esta é apenas o resultado da combinação de crenças e superstições religiosas dos judeus com as de outros povos com os quais conviveram.

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XI
As Contradições Evangélicas
Mateus e Marcos afirmam enfaticamente que os discípulos de Jesus abandonaram tudo para segui-lo, sem sequer perguntar antes quem era ele. Em Mateus, lê-se que Jesus teria afirmado que não viera para abolir as leis de Moisés. Contudo, esta seria uma afirmativa sem sentido algum, visto que hoje sabemos que os livros atribuídos a Moisés são apócrifos. Segundo João, quando Jesus falou ao povo, foi por este acatado e proclamado rei de Israel, aos gritos de “Hosanna”. Mas, um pouco adiante, ele se contradiz, afirmando que o povo não acreditou em Jesus, e imprecando contra ele, ameaçava-o a ponto de ele haver procurado esconder-se. Mateus diz que Jesus entrara em Jerusalém, vitoriosamente, quando a multidão tê-lo-ia recebido de modo festivo, e marchando com ele, juncava o chão com folhas, flores e com os próprios mantos, gritando: “Hosanna ao Filho de David! Bendito seja o que vem em nome do Senhor!” Aos que perguntavam quem era, respondiam “Este é Jesus, o profeta de Nazaré da Galiléia”. No entanto, outros evangelistas afirmam que ele era um desconhecido em Jerusalém. Disseram que Pilatos estava convencido da inocência de Jesus, razão porque teria tentado salvá-lo, abandonando-o logo a seguir, indefeso e moralmente arrasado. João faz supor que Pilatos teria deixado matar a Jesus, temendo que denunciassem sua parcialidade ao imperador. Se ele não castigasse a um insurreto que se intitulara rei dos judeus, estaria traindo a César. No entanto, tal atitude por parte de Pilatos não combina com o seu retrato moral, pintado por Filon. Era um homem duro e tão desumano quanto Tibério. A vida de mais um ou menos um judeu, para ambos, era coisa da somenos importância. Filon faz de Pilatos um carrasco, e mostra que ele, em Jerusalém, agia com carta branca. Além disso, as reações de Pilatos com Tibério eram quase fraternais e ele era um delegado de absoluta confiança do imperador. Mas, como os Evangelhos foram compostos dentro dos muros de Roma, teriam de ser de modo a não desagradar às autoridades Imperiais. Pilatos foi posto nisso apenas porque os bens e a vida dos judeus estavam sob sua custódia. Entretanto, como a ocupação romana foi feita em defesa dos judeus ricos, contra os judeus pobres e os salteadores do deserto, as autoridades romanas temiam muito mais ao povo do que a Roma. Além disso, muitas eram as razões para não gostarem de Pilatos nem de Herodes Antipas. Eles eram antipáticos aos judeus pobres, por isso teriam temido a ira popular. Esta é a razão apresentada pelos historiadores que levam a sério os Evangelhos, justificando assim o perdão do criminoso Bar Abbas e a condenação do inocente Jesus. Entretanto, se as legiões romanas realmente ali estivessem naquela época, nem Pilatos nem Herodes tomariam em consideração a opinião do povo, porque se sentiriam garantidos nos seus postos. Além disso, a opinião popular é fator ainda bem novo na técnica de formação dos governos. Tudo o que sabemos é o que está nos Evangelhos. Jesus era um homem do povo e um 48

dos que temiam o governo. Por isso é que em Marcos, 16:7 encontraremos Jesus aconselhando os discípulos a fuga. Em Lucas 10:4 Jesus está aconselhando aos discípulos a não falarem a ninguém em suas viagens. Em Mateus 35:23 encontraremos Jesus reprovando os judeus que haviam assassinado Zacarias, filho de Baraquias, entre o adro do templo e o altar. A história, no entanto, afirma ser esse episódio imaginário. Flávio Josefo relata um acontecimento semelhante, registrado no ano 67, 34 anos após a pretensa morte de Jesus, referindo-se no caso a um homem chamado Baruch. Isto evidencia o descuido dos compiladores dos Evangelhos, que os compuseram sem levar em conta que, no futuro, as contradições neles encontradas seriam a prova da inautenticidade dos fatos relatados. Nicodemos, que teria sido um fariseu rico, membro de Senedrin, homem de costumes morigerados e de boa-fé, não se fez cristão, apesar de ter agido em defesa de Jesus contra os próprios judeus. Por certo ele, como João Batista, não se convenceram da pretensa divindade de Jesus Cristo, nem mesmo se entusiasmaram com suas pregações. Outra ficção evangélica é debitada a Paulo, o qual inventou um Apolo, que não figura entre os apóstolos e em nenhum outro relato. Em Atos dos Apóstolos 18, lê-se: “Veio de Éfeso um judeu de nome Apolo, de Alexandria, homem eloqüente e muito douto nas Escrituras. Este era instruído no caminho do Senhor, falando com fervor de espírito, ensinando com diligência o que era de Jesus, e somente conhecia João Batista. Com grande veemência convencia publicamente os judeus, mostrando-lhes pelas Escrituras que Jesus era o Cristo”. Seria um judeu fiel ao judaísmo que, segundo Paulo, procurava levar seus próprios patrícios para o Cristo? Na epístola I aos Coríntios, diz que: “Apolo era igual a Jesus”. Paulo, já no fim do seu apostolado, afirma que o imperador Agripa era um fariseu convicto, e que sua religião era a melhor que então existia. Era, assim, um divulgador do cristianismo afirmando a excelência do farisaísmo. Falando de Jesus, Paulo descreve apenas um personagem teológico e não histórico. Não se refere ao pai nem à mãe de Jesus, sendo um ser fantástico, uma encarnação da divindade que viera cumprir um sacrifício expiatório, mas não se reporta ao modo como teria sido possível a encarnação. Não diz sequer a data em que Jesus teria nascido. Não relata como nem quando foi crucificado. No entanto, estes dados têm muita importância para definir Jesus como homem ou como um ser sobrenatural. Está patente, desse modo, que Paulo é uma figura tão mitológica quanto o próprio Jesus. Em Atos dos Apóstolos 28:15 e em 45 Paulo diz que, quando chegou a Pozzuoli, ele e os seus companheiros foram ali bem recebidos, havendo muita gente à beira da estrada esperandoos. Entretanto, chegando a Roma, teve de defender-se das acusações de haver ofendido em Jerusalém ao povo e aos ritos romanos. Na Epístola aos Romanos 1:8 Paulo diz que a fé dos cristãos de Roma alcançara todo o mundo, razão porque encerraria sua missão tão logo regressasse da Espanha, onde saudaria um grande número de fiéis. Mas, se assim fosse, por que Paulo teve de se defender perante os cristãos de Roma, contra o seu próprio judaísmo?

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Com pouco tempo Paulo já pensava encerrar sua missão porque o cristianismo já se universalizara. Entretanto, ele continuava considerando como melhor religião o farisaísmo. O cristianismo a que Paulo referia-se deveria ser anterior a Jesus Cristo, que era o seguido pelos cristãos de Roma, e não pelos cristãos dos lugares por onde Paulo havia passado pregando. Eusébio disse que o cristianismo de Paulo era o terapeuta do Egito, e Tácito disse que os hebreus e os egípcios formavam uma só superstição.

XII
Algumas Fontes do Cristianismo
O passado religioso do homem está repleto de deuses solares e redentores. Na índia, temos Vishnu, um deus que se reencarnou nove vezes para sofrer pelos pecados dos homens. No oitavo avatar foi Krishna e, no nono, Buda. Krishna foi igualmente um deus redentor, nascido de uma virgem pura e bela, chamada Devanaguy. Sua vinda messiânica foi predita com muita antecedência, conforme se vê no Atharva, no Vedangas e no Vedanta. O deus Vishnu teria aparecido a Lacmy, mãe da virgem Devanaguy, informando que a filha iria ter um filho-deus, e qual o nome que deveria dar-lhe. Mandou que não deixasse a filha casar-se, para que se cumprissem os desígnios de deus. Tal teria acontecido 3.500 anos a.C. no Palácio de Madura. O filho de Devanaguy destronaria seu tio. Para evitar que acontecesse o que estava anunciado, Devanaguy teria sido encerrada em uma torre, com guardas na porta. Mas, apesar de tudo, a profecia de Poulastrya cumpriu-se, “O espírito divino de Vishnu atravessou o muro e se uniu à sua amada”. Certa noite ouviu-se uma música celestial e uma luz iluminou a prisão, quando Viscohnu apareceu em toda a sua majestade e esplendor. O espírito e a luz de deus ofuscaram a virgem, encarnando-se. E ela concebeu. Uma forte ventania rompeu a muralha da prisão quando Krishna nasceu. A virgem foi arrebatada para Nanda, onde Krishna foi criado, lugar este ignorado do rajá. Os pastores teriam recebido aviso celeste do nascimento de Krishna, e então teriam ido adorá-lo, levando-lhe presentes. Então o rajá mandou matar todas as criancinhas recém-nascidas, mas Krishna conseguiu escapar. Aos 16 anos, Krishna abandonou a família e saiu pela Índia pregando sua doutrina, ressuscitando os mortos e curando os doentes. Todo o mundo corria para vê-lo e ouvi-lo. E todos diziam: “Este é o redentor prometido a nossos pais”. Cercou-se de discípulos, aos quais falava por meio de parábolas, para que assim só eles pudessem continuar pregando suas idéias. Certo dia os soldados quiseram matar Krishna, quando seus discípulos amedrontados fugiram. O Mestre repreendendo-os, e chamou-os de homens de pouca fé, com o que reagiram e expulsaram os soldados. Crendo que Krishna fosse uma das muitas transmigrações divinas, chamaram-no “Jazeu”, o nascido da fé. As mulheres do povo perfumavam-no e incensavam-no, adorando-o.

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Chegando sua hora, Krishna foi para as margens do rio Ganges, entrando na água. De uma árvore, atiraram-lhe uma flecha que o matou. O assassino teria sido condenado a vagar pelo mundo. Quando os discípulos procuraram recolher o corpo, não o encontraram mais porque, então, já teria subido para o céu. Depois Vishnu tê-lo-ia mandado novamente à terra pela nona vez, receberia o nome de Buda. O nascimento de Buda teria sido, igualmente, revelado em sonhos à sua mãe. Nasceu em um palácio, sendo filho de um príncipe hindu. Ao nascer, uma luz maravilhosa teria iluminado o mundo. Os cegos enxergaram, os surdos ouviram, os mudos falaram, os paralíticos andaram, os presos foram soltos e uma brisa agradável correu pelo mundo. A terra deu mais frutos, as flores ganharam mais cores e fragrância, levando ao céu um inebriante perfume. Espíritos protetores vigiaram o palácio, para que nada de mal acontecesse à mãe. Buda, logo ao nascer, pôs-se de pé maravilhando os presentes. Uma estrela brilhante teria surgido no céu no dia do seu nascimento. Nasceu também, nesse mesmo dia, a árvore de Bó, a cuja sombra o menino deus descansaria. Entre os que foram ver Buda, estava um velho que, como Semeão, recebeu o dom da profecia. Sua tristeza seria não poder assistir à glória de Buda por ser muito velho. Buda teria maravilhado os doutores da lei com a sua sabedoria. Com poucos anos de idade, teria começado sua pregação. Teria ficado durante 49 dias sob árvore de Bó, e sido tentado várias vezes pelo demônio. Pregando em Benares, convertera muita gente. O mais célebre de seus discursos recebeu o nome de “Sermão da Montanha”. Após sua morte apareceria também aos seus discípulos, trazendo a cabeça aureolada. Davadatta trai-lo-ia do mesmo modo que Judas a Jesus. Nada tendo escrito, os seus discípulos recolheriam os seus ensinamentos orais. Buda também tivera os seus discípulos prediletos, e seria um revoltado contra o poder abusivo dos sacerdotes bramânicos. Mais tarde, o budismo ficaria dividido em muitas seitas, como o cristianismo. Quando missionários cristãos estiveram na índia, ficaram impressionados e começaram a perceber como nasceu o romance da vida de Jesus. O Papa do budismo, o Dalai-Lama, também se diz ser infalível. Mitra, um deus redentor dos persas, foi o traço de união entre o cristianismo e o budismo. Cristo foi um novo avatar, destinado aos ocidentais. Mitra era o intermediário entre Ormuzd e o homem. Era chamado de Senhor e nasceu em uma gruta, no dia 25 de dezembro. Sua mãe também era virgem antes e depois do parto. Uma estrela teria surgido no Oriente, anunciando seu nascimento. Vieram os magos com presentes de incenso, ouro e mirra, e adoraram-no. Teria vivido e morrido como Jesus. Após a morte, a ressurreição em seguida. Fírmico descreveu como era a cerimônia dos sacerdotes persas, carregando a imagem de Mitra em um andor pelas ruas, externando profunda dor por sua morte Por outro lado, festejavam alegremente a ressurreição, acendendo os círios pascais e ungindo a imagem com perfumes. O Sumo Sacerdote gritava para os crentes que Mitra ressuscitara, indo para o céu para proteger a humanidade.

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Os ritos do budismo, do mitraísmo e do cristianismo são muito semelhantes. Horus foi o deus solar e redentor dos egípcios. Horus, como os deuses já citados, também nasceria de uma virgem. O nascimento de Horus era festejado a 25 de dezembro. Amenófis III criou um mito religioso, que depois foi adaptado ao cristianismo. Trata-se da anunciação, concepção, nascimento e adoração de Iath. Nas paredes do templo, em Luxor, encontram-se os referidos mistérios. Baco, o deus do vinho, foi também um deus salvador. Teria feito muitos milagres, inclusive a transformação da água em vinho e a multiplicação dos peixes. Em criança, também quiseram matá-lo. Adonis era festejado durante oito dias, sendo quatro de dor e quatro de alegria; as mulheres faziam as lamentações, como as carpideiras pagas de Portugal. O rito do Santo Sepulcro foi copiado do de Adonis. Apagavam todos os círios, ficando apenas um aceso, o qual representava a esperança da ressurreição. O círio aceso ficava semi-escondido, só reaparecendo totalmente no momento da ressurreição, quando então o pranto das mulheres era substituído por uma grande alegria. Também os fenícios, muitos milênios antes, já tinham o rito da paixão, do qual copiaram o rito da paixão de Cristo. Todos os deuses redentores passaram pelo inferno, durante os três dias entre a morte e a ressurreição. Isto é o que teria acontecido com Baco, Osiris, Krishna, Mitra e Adonis. Nestes três dias, os crentes visitavam os seus defuntos, segundo Dupuis, em “L' Origine des tous les cultes”. Todos os deuses redentores eram também deuses-sol, como Átis, na Frígia; Balenho, entre os celtas; Joel, entre os germanos; Fo, entre os chineses. Assim, antes de Jesus Cristo, o mundo já tivera inúmeros redentores. Com este ligeiro apanhado da mitologia dos deuses, deixamos patente a origem do romance do Gólgota. Acreditamos ter esclarecido quais as fontes onde os criadores do cristianismo foram buscar inspiração.

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XIII
Jesus Cristo, uma Cópia Religiosa
O precedente estudo permite-nos constatar que, nas diversas épocas da história, as religiões transformam-se, variando em razão da complexidade cada vez maior das sociedades em que elas existem. Vimos que a crença em um deus redentor é muito anterior ao judaísmo, sempre ligada à ânsia da necessidade de redenção das tremendas aflições do populacho. Quanto a Jesus Cristo, resultou de uma série de mitos, que os hebreus copiaram dos babilônicos, dos egípcios e de outros povos, visando com isto dar consistência ao judaísmo. Estudos filológicos forneceram as bases para o estabelecimento de um traço de união entre as crenças dos deuses orientais e o judaísmo. Tomemos, por exemplo, as palavras AhouraMazzda e Jeová, que significam “O que é”. Partindo de velhas lendas orientais, e baseando-se na origem comum da palavra, foi compilado o Gênese, numa tentativa de explicar a criação do mundo. Segundo o Zend-Avesta, o Ser Eterno criou o céu e a terra, o sol a lua, as estrelas, tudo em seis períodos, aparecendo o homem por último. O descanso foi posto no sétimo dia. Manu havia ensinado, muito antes, que no começo tudo era trevas, quando Bhrama dispersou-as, criou e movimentou a água, em seguida produziu os deuses secundários, os anjos dirigidos por Mossura, os quais posteriormente rebelar-se-iam contra Deus. Veio então Shiva, e arrojou-os ao inferno. Shiva tornou-se a terceira pessoa da Santíssima Trindade Bhramânica em conseqüência das sucessivas invasões bárbaras sofridas pela Índia. Os bárbaros, crendo em Shiva, o deus da lascívia e do sensualismo, impuseram sua inclusão, com o que surgiu a trindade divina de Bhrama. Manu ensinara igualmente que Deus criara o homem e a mulher, fazendo-os apenas inferior a Devas, isto é, Deus. O primeiro homem recebera o nome de Adima ou Adam, e a primeira mulher, Heva, significando o complemento da vida. Foram postos no paraíso celeste e receberam ordem de procriar. Deveriam adorar a Deus, não podendo sair do paraíso. Mas, um dia, indo ver o que havia fora dali, desapareceram. Bhrama perdoou-os, mas expulsou-os, condenando-os a trabalhar para viver. E disse que, por haverem desobedecido, a terra tornar-se-ia má, porque o espírito do mal dela se apoderara. Entretanto, mandaria seu filho Vishnu que, se encarnando em uma virgem, redimiria a humanidade, libertando-a definitivamente do pecado da desobediência. Ormuzd teria prometido ao primeiro casal humano que, se fossem bons, seriam felizes na terra. Mas Arimã mandou que um demônio em forma de serpente aconselhasse a desobedecerem a deus. Comeram os frutos que Arimã lhes deu, acabou a felicidade humana, e todos os que nascessem daí em diante seriam infelizes. Sendo levados cativos para a Babilônia, os judeus ali encontraram tal lenda. Libertos, voltando à Judéia, trouxeram essa crendice, como também a crença da imortalidade da alma e da vida futura, dos espíritos bons e espíritos maus, surgindo daí 53

os anjos Gabriel, Miguel e Rafael, os querubins e serafins. Nasceu daí o mito do diabo, o anjo rebelado. A palavra paraíso é o termo persa que significa jardim. Os persas, os hindus, os egípcios e os gregos criam no paraíso. Da mesma forma, todos eles criam no inferno. Entretanto, as crenças antigas desconheciam as penas eternas, que foram criadas pelo cristianismo, aliás, uma das poucas coisas originárias dessa crença. Também o purgatório, naturalmente, é outra novidade do cristianismo, sendo desconhecido do judaísmo. A idéia do purgatório vem de Platão, que havia dividido as almas em puras, curáveis e incuráveis. Os filhos de Adima e Heva haviam-se tornado numerosos e maus. Por isso, Deus mandou o dilúvio para matá-los. Mas deu ordem a Vadasuata para construir um barco e nele entrar com a família, devido ao fato de ser um homem virtuoso. Deveria levar consigo, além da família, um casal de cada espécie de animal existente: esta é a história do dilúvio relatada nos Vedas, e que foi incluída na Bíblia dos cristãos. As origens do cristianismo repousam, incontestavelmente, nas lendas e crenças dos deuses mitológicos, não apenas dos judeus, mas também de outros povos. Os caldeus e os fenícios, como os judeus, haviam-se especializado no comércio, e por dever de ofício, alfabetizaram-se. Assim, sabendo ler e escrever, puderam copiar as lendas e o folclore dos povos com os quais comerciavam e conviviam, os quais puderam adquirir longevidade e fixar-se melhor na memória humana. Sendo comerciantes por excelência, os judeus perceberam que a religião poderia tornar-se uma boa mercadoria, através da qual adviria o domínio de muitos povos e vontades. Desta forma, tendo compilado o que julgaram mais interessante ou mais proveitoso em relação aos seus propósitos, passaram a difundir pelo mundo as suas idéias religiosas. Com isto, o conhecimento e a razão foram substituídos pelas crendices e superstições religiosas. Desde há muito a religião tem servido para moderar os impulsos humanos, sobretudo daqueles que pertencem a uma classe social menos favorecida. Salientamos o prejuízo que o mundo tem sofrido com o rebaixamento mental imposto com as crenças e superstições religiosas, com o que o conhecimento sofre uma estagnação sensível. No entanto, o homem tem-se deixado levar pelas crenças e práticas religiosas sem que nenhum benefício lhe advenha em retribuição. O homem tem feito tudo por si mesmo, apesar de sua religiosidade. A única classe beneficiada realmente com a religião é a dos sacerdote. Retornamos ao assunto em pauta, após uma rápida digressão. A Bíblia cita dez patriarcas que teriam morrido em idade avançada, antes do dilúvio. Contudo, essa lenda provém da tradição caldáica, segundo a qual dez reis governaram durante 432 anos. Da mesma forma, as lendas hindus, egípcias, árabes, chinesas ou germânicas fazem referência a homens que teriam tido uma longa vida, como a do Matusalém da Bíblia.

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Igualmente, a lenda de Abraão, que deveria sacrificar o seu filho Isaac, procede de lendas anteriores ao judaísmo. O livro das profecias hindus relata uma história igual. Ramatsariar conta que Adgitata, protegido de Bhrama, por ser um homem de bem, teve um filho que nasceu tão milagrosamente como Jesus. Entretanto, Bhrama, para experimentá-lo, ordena-lhe que sacrificasse o filho. Ele obedece, mas Bhrama impede-o no momento exato, seu filho seria o pai de uma virgem, a qual, por sua vez, seria a mãe de deus-homem. José e a mulher de Putifar foi a cópia de uma velha lenda egípcia, conforme documentos recentemente traduzidos. Era uma história intitulada “Os dois irmãos”. Emílio Bossi, relatando o achado, dá a palavra a Jacolliot: “Um homem da Índia fez leis políticas e religiosas; chamava-se Manu. Esse mesmo Manu foi o legislador egípcio, Manas. Um cretense vai ao Egito estudar as instituições que pretende dar ao seu pais, e a história confirmanos isto dizendo que esse cretense foi Minos. Enfim, o libertador dos escravos judeus chamava-se Moisés, que teria recebido as leis das mãos do próprio Jeová. Temos, então, Manu, Manes, Minos e Moisés, os quatro nomes que predominaram no mundo antigo. Aparecem nos albores de quatro diversos povos para representar o mesmo papel, rodeados da mesma auréola misteriosa, os quatro são legisladores, grandes sacerdotes e fundadores das sociedades teocráticas e sacerdotais. Esses quatro nomes têm a mesma raiz sânscrita. O hinduismo deu origem ao judaísmo. Por isso, de Jeseu Krishna fizeram Jesus Cristo”. Documentos recentemente estudados mostram terem sido os hindus os prováveis colonizadores do Egito. A documentação demonstra que o conhecimento nasceu do saber hindu. A assiriologia mostra que a lenda de Moisés foi copiada da de Sargão I, rei acádio, que igualmente teria sido salvo em um cesto deixado no rio, à deriva. A lenda de Sansão é outro exemplo. Sansão representa o sol. O poder que lhe foi atribuído é o mesmo dos deuses solares. E, assim, examinando os escritos de antigas civilizações, chegamos ao conhecimento das origens de tudo o que a Bíblia narra como fatos reais. Concluímos então que Jesus Cristo nada mais representa que uma cópia das lendas e mitos dos deuses adorados por povos os mais remotos e variados.

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XIV
Os Deuses Redentores
Percebendo a importância da luz do sol sobre a terra, o homem imaginou que essa luz seria uma emanação protetora de Deus. Da idéia de que existia um único sol, surgiu o monoteísmo, isto é, a crença em um só Deus. Das palavras Devv e Divv, que em sânscrito significam sol e luminoso, originou-se a palavra deus. Daí, em grego, a palavra Zeus; em latim, deo; para os irlandeses, dias; em italiano dio, etc. A parte do tempo em que a terra recebe a luz do sol recebeu o nome dia em oposição ao período de trevas, a noite. O dia teria sido um presente divino, graças à luz solar. Conseguindo produzir o fogo, aumentou a crença humana no deus sol. Graças ao fogo, o homem pôde libertarse de um dos seus maiores inimigos, que era o frio, assim como passou a cozinhar os seus alimentos. Devendo cada vez mais a vida ao calor, a gratidão do homem para com o sol cresceu ainda mais. Foi assim que nasceu o mito solar, do qual Jesus Cristo é o último rebento. Por uma série de ilações, chegaram igualmente à concepção do significado místico da cruz. Dos raios solares foi criada uma cruz, espargindo raios por todos os lados. Da mesma forma foi a idéia do Espírito Santo, um espírito benfazejo, que irradia a bondade divina. Depois a seqüência mística do sol, o fogo e o vento, dando origem a Salvitri, Agni e Vayu, do mito védico. O rito védico celebra o nascimento de Salvitri, o deus-sol, em 25 de dezembro, no solstício, quando aparecem as refulgentes estrelas. As estrelas trazem a boa nova, a perspectiva de boas colheitas. Daí os sacrifícios e os ritos propiciatórios oferecidos ao deus-sol. Assim os cristãos encontraram o seu Jesus Cristo. A vida dos deuses redentores é a vida do sol. Por isso, todos eles tiveram suas datas de nascimento fixadas em 25 de dezembro: Mitra, Horus e Jesus Cristo. Também é simbólica a ressurreição na primavera, tempo da germinação e das folhas novas. Baseando-se nisto, Aristóteles e Platão admitiram uma certa racionalidade dos que adoravam o sol. Heródoto e Estrabão diziam que Mitra era o deus-sol, tendo por emblema um sol radiante. Plutarco conta que o culto de Mitra veio para a Sicília trazido pelos piratas do mar. Em escavações feitas no solo italiano, foram encontradas placas de barro solidificados ao sol trazendo esta inscrição: “Deo Soli Invicto Mitrae”, lembrando o deus dos persas. Niceto escreveu que certos povos adoraram a Mitra como o deus do fogo, outros como sendo o deus-sol. Júlio Fírmino Materno disse que Mitra era a personificação do deus fogo, enquanto Aquelau considerava-o o deus-sol. 56

São Paulino descreveu os mistérios de Mitra como sendo os de um deus solar e redentor. Karneki, rei hindo-escita, no começo de nossa era, mandou cunhar moedas em que se vê a efígie de Mitra dentro de um sol radiante. Mitra ainda era representado com um disco solar na cabeça, segurando um globo com a mão esquerda. Do mesmo modo os cristãos representam Jesus Cristo. Era o Senhor. Ao surgir o cristianismo, os cristãos primitivos ainda chamavam o sol de “Dominus”, com o que, lentamente, foi absorvendo o ritual mitráico. No Egito, o sol era o “Pai Celestial”. Um obelisco trazido para o Circo Máximo de Roma trazia esta inscrição: “O grande Deus, o justo Deus, o todo esplendente”, tendo um sol espargindo seus raios para todos os lados. Da mesma forma, todos os deuses dos índios americanos pertenciam ao rito solar, assim como os deuses dos hindus, dos chineses e japoneses. Os caldeus, adorando o sol como seu deus, dedicaram-lhe a cidade de Sípara, onde ardia o fogo sagrado, eternamente, em sua honra. Em Edessa e em Palmira foram encontrados templos dedicados ao deus-sol. Orfeu considerava o sol como sendo o deus maior. Agamenon disse que o sol era o deus que tudo via e de que tudo provinha. Os judeus e os líderes do cristianismo, para a formação deste, só tiveram de adaptar as crenças e rituais antigos a um novo personagem: Jesus Cristo. Toda a roupagem necessária para vestir o novo deus preexistia. Apenas fazia-se necessário amoldá-la um pouco.

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XV
Jesus Cristo É um Mito Solar
Tendo em vista o completo silêncio histórico a respeito de Jesus Cristo, bem como as evidentes ligações deste com o mito dos deuses-solares, Dupuis escreveu o seguinte: “Um deus nascido de uma virgem, no solstício do inverno, que ressuscita na Páscoa, no equinócio da primavera, depois de haver descido ao inferno; um deus que leva atrás de si doze apóstolos, correspondentes às doze constelações; que põe o homem sob o império da luz, não pode ser mais que um deus solar, copiado de tantos outros deuses heliosísticos em que abundavam as religiões orientais. No céu da esfera armilar dos magos e dos caldeus via-se um menino colocado entre os braços de uma virgem celestial, a que Eratóstenes dá como Ísis, mãe de Horus. Seu nascimento foi a 25 de dezembro. Era a virgem das constelações zodiacais. Graças aos raios solares, a virgem pôde ser mãe sem deixar de ser virgem... Via-se uma jovem ‘Seclanidas de Darzana', que em árabe é ‘Adrenadefa', e significa virgem pura, casta, imaculada e bela... Está assentada e dá de mamar a um filho que alguns chamam de Jesus e, nós, de Cristo”. Já vimos que Jesus repete todos os mistérios dos deuses solares e redentores, pelo que Heródoto, Plutarco, Lactâncio e Firmico puderam afirmar que esse deus redentor é o sol. De modo que Jesus é apenas mais um deus solar. Ainda hoje, grande parte do rito cristão é de origem solar. Na Bíblia, encontramos estas palavras: “Deus estabeleceu sua tenda no sol”, e ainda: “Sobre vós que temeis o meu nome, levantar-se-á o sol da justiça e vossa vida estará em seus raios”. João diz que “o verbo é a lei, a luz e a vida, a luz que Ilumina a vista de todos os mortais, a luz do mundo”. E ainda chama a Jesus de o “cordeiro”, o “Agnus Dei qui tollit peccata mundi”. Com isto, o Apocalipse fez de Jesus o “cordeiro pascal”, e a Igreja adorou-o sob a forma de um cordeiro até o ano de 680. Era o Cristo o Áries zodiacal, vindo de Agnus, com a significação de fogo, o sol condensado. Origenes justificava a adoração do sol tendo em vista a sua luz sensível e também pelo aspecto espiritual. Tertuliano reconheceu que o dogma da ressurreição tem sua origem na religião persa de Mitra. Para S. Crisóstomo, Jesus era o sol da justiça, para Sinésio, o sol intelectual. Fírmico Materno descreveu Jesus baixando ao inferno, esplendente como o sol. O domingo, o dia do Senhor, o dia do descanso, procede de Dominus, o deus-sol, o Senhor. Segundo Teodoro e Cirilo, para o maniqueus Cristo era o sol. Os Saturnilianos acreditavam que a alma tinha substância solar, deixando o corpo e voltando para o sol, de onde proviera, após a morte.

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O antigo rito do batismo determinava que o catecúmeno voltasse o rosto em primeiro lugar para o ocidente, para retirar de si a satanás, símbolo das trevas. Igualmente, as festas do sábado santo são reminiscências do mito da luta do sol contra as trevas, na Páscoa. As orações desse ofício são cópia dos hinos védicos. A palavra aleluia, que era o grito de alegria dos persas, adoradores do sol, quando na Páscoa festejavam a sua volta, significa: elevado e brilhante. Foram necessários muitos séculos para que a igreja pudesse alienar um pouco do que lembrava que o seu culto era de um deus solar. Entretanto, a história escrita é inflexível, e demonstra que todos os deuses redentores ou solares foram tão adorados quanto o mitológico Jesus Cristo. E embora tenha havido longas fases em que foram impostos a ferro e fogo, nem por isto deixaram de cair, nada mais sendo hoje do que o pó do passado religioso do homem. O certo é que Jesus Cristo é mitológico de origem, natureza e significação. O seu surgimento ocorreu para atender à tendência religiosa e mística da maioria, que ainda hoje teme as realidades da vida e, portanto, procura, para orientar-se, algo fora da esfera humana, na esperança de assim conseguir superar a si mesmo e aos obstáculos que surgem quotidianamente. O cristianismo é produto de tendências naturais de uma época, aproveitadas espertamente pelos líderes do cristianismo. O judeu pobre e oprimido, não tendo para quem apelar, passou a esperar de Deus aquilo que o seu semelhante lhe negava. O sacerdote, valendo-se do deplorável estado de espírito de uma população faminta e, sobretudo, desesperançada, ressuscitou um dentre os velhos deuses para restaurar a esperança do povo judeu. E, assim, surgiu mais um mito solar, mais um deus com todos os atributos divinos, tal como os que antecederam. O novo deus solar em questão é Jesus Cristo.

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XVI
Outras Fontes do Cristianismo
Conforme temos dito repetidas vezes, o cristianismo tomou por empréstimo tudo quanto se fez necessário à sua formação. Assim, todos os ensinamentos atribuídos a Cristo foram copiados dos povos com os quais os judeus tiveram convivência. A sua moral, a moral que Cristo teria ensinado, aprendeu-a com os filósofos que o antecederam em muitos séculos. De sorte que não há inovações em nenhum setor ou aspecto do cristianismo. Antigos povos, milênios antes, adoraram seus deuses semelhantemente. Dentre as máximas adotadas pelo cristianismo, comentaremos a seguinte: “Não faças aos outros o que não queres que a ti seja feito”. Este ensinamento não teria partido de Jesus, conforme pretendem os cristãos, não sendo sequer uma máxima cristã, originariamente. Encontrá-la-emos em Confúcio, e ainda no bramanismo, no budismo e no mazdeismo, fundado por Zoroastro. Era uma orientação filosófica e religiosa, adotada pelos hindus. A originalidade do cristianismo consistiu apenas em criar as penas eternas, um absurdo desumano e irracional. Enquanto isso, o mazdeismo cria a possibilidade de regeneração do pior bandido, admitindo mesmo a sua plena reintegração no seio da sociedade. O perdão aos inimigos foi, muito antes de Jesus, aconselhado por Pitágoras. Os egípcios religiosos praticavam uma moral muito elevada. No “Livro dos Mortos” encontramos a confissão negativa, de acordo com a qual a alma do morto comparecia ante o tribunal de Osiris e proferia em alta voz as suas más ações. O sentimento de igualdade e fraternidade para com os homens foi ensinado por Filon. O cristianismo adotou os seus ensinamentos, atribuindo-os a Jesus. São de Filon as seguintes palavras: “Os que exaltam as grandezas do mundo como sendo um bem, devem ser reprimidos.”; “A distinção humana está na inteligência e na justiça, embora partam do nosso escravo, comprado com o nosso dinheiro.”; “Porque hás de ser sempre orgulhoso e te achares superior aos outros?”; “Quem te trouxe ao mundo? Nu vieste, nu morrerás, não recebendo de Deus senão o tempo entre o nascimento e a morte, para que o apliques na concórdia e na justiça, repudiando todos os vícios e todas as qualidades que tornam o homem um animal”; “A boa vontade e o amor entre os homens são a fonte de todos os bens que podem existir”. Como vemos, não há nada de novo no cristianismo. Platão salientou a felicidade que existe na prática da virtude. Ensinou a tolerância à injúria e aos maus tratos, e condenou o suicídio. Recomendou o humanismo, a castidade e o pudor, e condenou a volúpia, a vingança e o apego demasiado aos bens. Sua moral baseou-se na exaltação da alma, no desprezo dos sentidos e na vida contemplativa. O Padre Nosso foi copiado de Platão. Quem conhece bem a obra de Platão percebe os traços comuns entre a mesma e o cristianismo. Filon inspirou-se em Platão e, a Igreja, na obra de Filon, que helenizou o judaísmo.

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Aristóteles afirmou que a comunidade repousa no amor e na justiça. Admitia a escravatura, mas libertou os seus escravos. Poderiam existir escravos, mas não a seu serviço. A comunidade deveria instruir a todos, independentemente da classe social, com o que ensinou o evangelho aos Evangelhos. A abolição do sacrifício sangrento não foi introduzida pelo cristianismo. Não lhe cabe tal mérito. Gélon, da Sicília, firmando a paz com os cartagineses, estipulou como condição a supressão do sacrifício de vidas animais aos seus deuses. Sêneca aconselhava o domínio das paixões, a insensibilidade à dor e ao prazer. Recomendava igualmente a indulgência para com os escravos, dizendo que todos os homens são iguais. Referia-se ao céu como fazem os cristãos, afirmando que todos são filhos de um mesmo pai. Concebia como pátria o Universo. Os homens deveriam se ajudar e se amar mutuamente. Enquanto isso, o humanismo cristão limitou-se apenas aos irmãos de fé. O bem visa somente a salvação da alma, o que é egoísmo, nunca humanismo. Sêneca manifestou-se contrário à pena de morte; o cristianismo, ao contrario, é responsável por inúmeras execuções. Admitia a tolerância mesmo em face da culpa. Em vez de perseguir e punir, por que não persuadir, ensinar e converter? Epíteto e Marco Aurélio foram bons professores dos cristãos. Os filósofos greco-romanos foram grandes mestres da moral cristã e da consolação, sem que para isto criassem empresas, negócios ou castas. O cristianismo existente antes de Jesus Cristo já pregava a moral anterior ao martírio do Gólgota. A moral cristã não veio de Jesus Cristo nem dos Evangelhos, mas nasceu da tendência natural para o aperfeiçoamento do homem. Não fosse a destruição sistemática de antigas bibliotecas, determinada pelo clero no intuito de preservar os seus escusos interesses, hoje seria possível patentear com documentos à mão que a moral anterior à cristã era bem melhor do que esta, tendo-lhe servido de modelo. Assim, vê-se que a moral jamais foi patrimônio de castas ou de indivíduos, sendo uma lenta conquista da humanidade, com ou sem religião, e mesmo contra ela. Por isso é que o mundo racionaliza-se continuamente, e avança sempre no sentido do seu aperfeiçoamento. A bondade humana independe da idéia religiosa. A razão ensina-nos o que devemos ao nosso meio social, independentemente da fé e da religião. Para justificar o aparecimento de Jesus, fez-se necessário recorrer a uma moral que, no entanto, já era um patrimônio da humanidade. Jesus nada mais foi do que a materialização de qualidades que já existiam. Por isso, mesmo em moral, Jesus foi ator, não autor. O cristianismo apenas sistematizou e industrializou essa velha moral, estabelecendo-a como um rendoso comércio. A Igreja é responsável pela deturpação dessa moral. Havia a moral pela moral, que foi substituída pela moral bíblica, em que só se é bom para ganhar o céu. Superpondo-se um grupo empresarialmente forte, extinguiu-se a moral individual.

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XVII
Judaísmo e Cristianismo
Pesquisas recentes e estudos comparados têm demonstrado que a mitologia judaico-cristã é bem anterior ao próprio judaísmo, quando se percebe que dogmas como o da imortalidade da alma, da ressurreição e do Verbo encarnado são muito anteriores ao cristianismo. A imortalidade da alma já era multimilenar quando os judeus foram levados cativos para a Babilônia. Zoroastro ensinara, muito antes, ser a alma imortal, e que essa imortalidade seria produto de uma opção humana. O livre arbítrio levaria o homem a escolher uma vida que o levaria ou não à imortalidade. O erro e o mal produziriam a morte definitiva, a prática do bem, a imortalidade. Do mesmo modo, na Ciropédia, bem anterior a Zoroastro, lê-se que Ciro, moribundo, disse: “Não creio que a alma que vive em um corpo mortal se extinga desde que saia dele, e que a capacidade de pensar desapareça apenas porque deixou o corpo que não tem como pensar por si mesmo”. Por outro lado Einstein, pouco antes de morrer, declarou não crer que algo sobrasse do ser vivo após a morte. Os egípcios, os hindus, os sumérios, os hititas e os fenícios criam na imortalidade da alma. A ressurreição foi um dos fundamentos do Zend-Avesta. Zoroastro também ensinou que o fim do mundo seria precedido por um grande acontecimento, a ser predito por profetas. Os persas tiveram os seus profetas, que foram Ascedermani e Ascerdemat, os quais passaram à Bíblia sob os novos nomes de Enock e Elias, entidades míticas, como se vê. Desses mitos surgiram o Talmud e os Evangelhos, o que mostra que, em religião, a idéia original pertence à noite dos tempos. A doutrina do Verbo já era antiqüíssima no Egito. Deus teria gerado Kneph – a palavra, o Verbo –, que é igual ao pai. Da união de Deus com o Verbo nasceu o fogo, a vida, Fta, a vida de todos os seres. O monoteísmo e a Santíssima Trindade eram crenças muito antigas na Índia. Os deuses únicos e os deuses secundários são uma velha doutrina oriental. A religião greco-romana já possuía o seu Apolo e Zeus, acolitados por uma porção de deuses secundários. Essas velhas lendas deram origem ao Deus do cristianismo, com toda sua corte de santos e anjos. O politeísmo de há muito vinha caminhando para o monoteísmo. Os gregos já haviam concebido a idéia de um intermediário entre os homens e Júpiter, que era Apolo, tendo-se encarnado para redimir os homens. Porfírio citou o seguinte oráculo de Serapis: “Deus é antes e depois e ao mesmo tempo, é o Verbo e o Espírito, como um e outro”.

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O mundo antigo cria em um Deus único, pai de todas as coisas, afirmou Máximo de Tiro. O povo então já dizia: Deus o sabe! Deus o quer! Deus o abençoe! Os oráculos só se referiam a Deus e não aos deuses. Os apologistas do cristianismo, tais como Eusébio, Agostinho, Lactâncio, Justino, Atanásio e muitos outros, ensinavam que unidade de Deus era conhecida desde a mais remota antiguidade. Os órficos, inclusive, admitiam-na. Na Bíblia, ao ser traduzido para o grego e para o latim, o nome de Deus passou a ser muitas vezes Senhor, Dominus, para ficar conforme o nome do Deus-sol do mitraísmo. O amor a Deus foi a base de todas as religiões copiadas pelo judaísmo. Isaías falava de Deus como Pai Celestial. Ezequiel dizia que Deus não queria a morte do pecador, preferindo antes a sua conversão. O justo viverá eternamente pela fé. São palavras de Habacuc, repetidas por Paulo em Gálatas 3:2. Como vimos, a doutrina do Verbo vem de Platão, tendo sido este o intermediário entre os metafísicos e os cristãos. Foi ele quem concebeu a idéia da separação do corpo e da alma, e pôs aquele na dependência desta. Na sua opinião, a terra era o desterro da alma. Foi o criador do sistema filosófico da decadência moral do homem, fazendo dos sentidos uma ameaça, do mundo um mal, e da eternidade o delírio, o sonho. Cícero e Sêneca tinham idéias cristãs, mas não conheceram a Jesus Cristo nem ao cristianismo. Agostinho leu as obras de Cícero e trocou o maniqueísmo pelo cristianismo. A Igreja procurou destruir as principais obras de Cícero e de Sêneca para que a posteridade não percebesse que eles não tinham sido cristãos seguidores de Cristo, mas apenas que as suas idéias coincidiam com as que o cristianismo esposou. O cristianismo nasceu da helenização do judaísmo. Os cristãos terapeutas abandonaram o judaísmo ortodoxo porque este tinha posto de lado o culto nacional do templo e o sacrifício Pascal, retirando-se para uma vida contemplativa nos montes, longe dos homens e dos negócios. Estabeleceram uma sociedade comunal, considerando o casamento um apego à carne, um empecilho à salvação da alma, com o que proscreveram os principais prazeres da vida, exaltando o celibato e a pobreza, como os essênios, além de aconselhar a caridade. Eusébio chamou aos terapeutas de cristãos sem Cristo. Para ele, um terapeuta era um autêntico cristão. Isto levou Strauss a escrever: “Os terapeutas, os essênios e os cristãos dão sempre muito o que pensar”. A doutrina dos essênios, a moral dos terapeutas, a encarnação do Verbo, vinda do judaísmo helenizado, é o cristianismo de Filon. Desse modo, Filon foi criador do cristianismo, sem o saber. Ele refere-se ao Verbo nos termos da mitologia egípcia, sem, contudo, mencionar a crença em Jesus Cristo.

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Salomão fez da sabedoria divina a criação. O Livro da Sabedoria define a natureza desse principio intermediário, transformando o pensamento vago do rei judeu sobre a sabedoria da doutrina do Verbo. Sirac, em “Eclesiástico”, faz a doutrina do Verbo ser mais precisa: “A sabedoria vem de Deus, estando sempre com ele. Foi criada antes de todas as coisas. A voz da inteligência existe desde o principio. O Verbo de Deus, no mais alto do céu, é a fonte da sabedora”! Filon disse que o Verbo se fizera humano. Segundo ele, Deus era infalível e inacessível à inteligência humana, não nos alcançando senão pela graça divina. Para ele, ainda, o Verbo não era apenas a palavra, mas a imagem visível de Deus. O Verbo seria o Ungido do Senhor, o ideal da natureza, o Adão Celeste, é a doutrina da encarnação do Verbo, tomando a forma humana. O Verbo é o intermediário entre Deus e os homens. Diz ainda que o Verbo é o pão da vida. Por ai vemos que não foi o Cristo o criador do cristianismo, mas este é que o criou. Clemente de Alexandria, Origenes ou Paulo, assim como os primeiros padres do cristianismo, jamais se referiram a Jesus Cristo como tendo sido um homem que tivesse caminhado do Horto ao Gólgota, mas tiveram-no apenas como o Verbo, conforme a doutrina de Platão e de Filon.

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XVIII
O Cristianismo sem Jesus Cristo
Está patente a existência do cristianismo sem Cristo. A existência do clero, por outro lado, foi uma exigência bramânica. Pregando por meio de parábolas, os sacerdotes faziam-se necessários para esclarecer o sentido das mesmas. Justifica-se, assim, o pagamento com as esmolas dos crentes. Ensinavam a religião e apoderavam-se do dinheiro. Suas terras e os templos já eram isentos dos impostos. O sumo-sacerdote não se casava e era venerado como um deus. No budismo, tanto os bonzos como os mosteiros são mantidos pela comunidade, e os monges, igualmente, não se casam. O Dalai-Lama é o Vigário de Deus, o sucessor de Fó, sendo Infalível como o Papa se diz ser. Nos mosteiros todos se chamam de irmãos. O clero persa era dividido em ordens hierárquicas, e tinha o direito a um décimo da renda da comunidade. Os magos persas, como os profetas judeus, eram puros e não trabalhavam. No Egito, a classe mais alta era a dos sacerdotes. Elegiam o rei e limitavam a sua ação. O povo arrendava as terras do templo. Só o clero ensinava a religião e presidia aos sacrifícios. O regime era teocrata e todos tinham de submeter-se às regras eclesiásticas. O sacerdote era o adivinho, fazia os oráculos, as profecias, os sortilégios e os exorcismos. Afirmava ter força sobre a natureza, para o bem da humanidade. Os brâmanes procuravam afugentar os malefícios e as maldições. Para isto, cultivam certas plantas, como o lótus e o cânhamo, das quais faziam licores como o “amrita”, que possuía virtudes milagrosas. Tinham as mesmas modalidades de expiação ainda hoje adotadas pelo cristianismo. As mortificações hindus são as mesmas praticadas pelos cristãos medievais. Certos crentes carregaram durante toda a vida enormes colares de ferro, outros, pesadas correntes de ferro. Alguns se marcavam com o ferro em brasa, avivando a ferida todos os dias. Muitos vão rolando deitados até Benares, pagar ali suas promessas. Também usam sandálias cravadas de finos pregos, os quais entram pelas solas dos pés. No Egito, os sacerdotes de Ísis açoitavam-se em sua honra, expiando, com isso, suas próprias culpas e as do povo. Entre os gregos havia a água lustral para as expiações e para as propiciações. Os sacerdotes de Dodona feriam-se e os de Diana praticavam tais coisas em seus corpos, que às vezes punham em perigo a própria vida. Os romanos procuravam livrar-se das calamidades públicas oferecendo aos seus deuses sacrifícios humanos. Os Indostânicos tornavam-se celibatários, pediam esmolas, jejuavam e isolavam-se do convívio com outras Pessoas.

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No budismo, as crianças eram ensinadas a fazer votos de castidade. O governo concedia honras especiais ao que chegavam aos 40 anos castos. No Egito, existiam mosteiros apropriados para os que faziam votos de castidade. Também os sacerdotes de Baco, na Grécia, faziam tais votos. Os sacerdotes de Cibele eram castos e castrados. Em Roma, as vestais viviam em mosteiros, indo para eles até aos seis anos de idade, e juravam não deixar extinguir-se o fogo sagrado e manterem-se virgens. A que faltasse ao juramento seria enterrada viva e, o amante, condenado à morte. Os budistas consagravam o pão e o vinho, representando o corpo e o sangue de Agni, quando os bonzos aspergiam os crentes. Enquanto aspergem água lustral, cantam hinos ao sol e ao Fogo, o “Kirie Eleison” que os católicos copiaram e cantam ou recitam durante a missa. Inicialmente o sacrifício constava da imolação de uma pessoa, a qual posteriormente foi substituída pela hóstia. Tal como o padre católico, o sacerdote budista também lava as mãos antes das libações. A cerimônia budista é em tudo semelhante à missa da Igreja Católica. Os persas tinham, em seus ritos religiosos, a eucaristia, ou seja, a mesma oferenda do pão e do vinho que também consta do ritual da missa, bem como o Pater Noster, o Credo e o Confiteor. Na Grécia, rezava-se pela manhã e à noite. Os etruscos juntavam as mãos quando oravam. Também a confissão lá era praticada pelos persas. O ritual do catolicismo tem muito do ritual mitraico, assim como a vestimenta dos sacerdotes católicos foi copiada do figurino dos sacerdotes de Mitra. Muitas das religiões pré-cristãs já festejavam a Páscoa e a Natividade. Os persas inclusive dedicaram um dia aos mortos. E, no dia em que o filho começava a receber instrução religiosa, havia festa na casa dos pais. Entre os gregos, cada dia da semana era dedicado a um deus. Os Hindus viviam peregrinando de um templo para outro. Criam na existência de dias bons e dias maus, como também em sortilégios e malefícios. Cada pessoa era dedicada a um anjo que a protegia desde o nascimento. Benziam as vacas, os instrumentos agrícolas e animais domésticos. A história do passado religioso do homem está repleta de virgens puras e belas, que são as mães dos deuses. Maria, mãe de Jesus Cristo, é apenas mais uma dentre tantas outras. Igualmente, as procissões constituem práticas multimilenares. É antiqüíssima tal modalidade de culto. Juno e Diana passearam em andores durante muitos séculos. As cidades sempre se enfeitaram à passagem dos santos e dos deuses. Por aí vemos que nem Jesus nem o cristianismo têm nada de original. A veneração das imagens já era muito anterior ao cristianismo. Por outro lado, o judaísmo, que as baniu, não foi, entretanto, o primeiro a tomar tal atitude. Plutarco disse que os tebanos não as usavam, assim como Numa Pompílio proibiu os romanos de usarem-nas, durante o seu governo. O batismo era uma cerimônia praticada pelos antigos muito antes de se cogitar, sequer, do nome de cristão. Os hindus lavam o recém-nascido em água lustral, dando-lhe um nome de um gênio protetor. Aos

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oito anos, a criança aprende a recitar os hinos ao Deus-Sol. A extrema-unção também, de há muito antes do cristianismo, era praticada pelos hindus. Copiando detalhes dos ritos e cultos de uma grande variedade de seitas, o cristianismo constituiu o seu próprio ritual, tudo girando em torno do Deus-Sol, no qual, por fim, vestiram a roupa de Jesus Cristo.

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Sinto muito, mas...

Jesus Cristo não existiu!... desculpe.
por Alfredo Bernacchi
2003

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1 - SURPRESA PRA VOCÊ?
Que nada!... Há milhares de pessoas que já sabem disso!... Pois vou te confessar uma coisa: Fiquei estupefato!... Boquiaberto!... Quando cheguei a essa conclusão! E que chato... Quando corri atrás de informações reparei que não era nem o primeiro nem o Bilionésimo, trecentésimo, vigésimo, terceiro a saber disso, nem o último!... Desculpe. Eu fico com a impressão de estar chamando você de imbecil. Afinal, você tem suas convicções, tem sua cultura, e um cara chega e diz que Jesus não existiu, assim na cara de pau, é o mesmo que chamar você de bobo. E por acaso eu sou mais esperto?! Que nada!... Dei a maior sorte de ter ficado curioso e desconfiado. Fui conferir, levei anos conferindo, porque nem desconfiava!... E aí, CARAMBA!... Nem acreditei no que estava concluindo! Ora, eu faria tudo para não chocar você, o leitor, com essa história, mas a verdade tem que ser dita!... Eu descobri e não custa repassar. Afinal, ninguém gosta de ser feito de bobo! Eu tenho 61 anos, portanto vivi pelo menos 60 com essa cara de tacho, um verdadeiro babaca, que acreditei nessa mentira durante tanto tempo!... Imagine, fiz muitas orações para esse personagem fictício!... Ensinei sobre ele, repassando essa mentira!... Hoje eu sinto até raiva de mim mesmo, por ter sido tão ingênuo, e ao mesmo tempo, fico estupefato!... E você? Quer saber a verdade? Eu também quis, procurei e achei!... Você não está lendo isso aqui?! Não está buscando alguma coisa! A verdade possivelmente!... Então embarque nessa com gosto, mas não se deixe levar na minha conversa. Raciocine! Comprove!... Bem, eu gostaria de dizer que Sherlock Holmes se deparou com mistérios dos mais difíceis de resolver, mas nada se compara aos mistérios sobre a existência de Jesus. Os interesses são conflitantes e envolve riqueza, poder, fanatismo, amor próprio, ingenuidade, fé etc. Então, cada um que lê a mesma coisa define uma interpretação diferente. Eu não sei o que o leitor tem na cabeça, nem com que observação crítica vai apreciar esse livro. Mas vai ver, porque eu vou mostrar, que existem tantas e muitas opiniões a respeito do mesmo assunto. Entretanto, eu vou conduzi-lo à razão, utilizando o bom senso e retirando a essência da contradição das opiniões contrárias, como se as pudesse uniformizar no mesmo sentido. Vou dar um exemplo: Eu acho determinado refrigerante gostoso. Já Fulano diz que não gosta de refrigerante. É uma opinião. Então eu pergunto se ele experimentou o refrigerante. Ele diz que não. Que jamais porá um refrigerante na boca!... Dessa forma posso concluir para você, que o refrigerante é bom, segundo a minha opinião e que a opinião do Fulano não tem valor. Entendeu? Daí, vai ser preciso antes de tudo entender as diversas circunstâncias pelas quais eu vou demonstrar que Jesus não existiu e para isso, vou usar os textos dos próprios religiosos, dentre outros. Na negação deles vou provar essa afirmação. Eu sei que você está muito cético. Então não vamos perder mais tempo.

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Há!... Você quer saber primeiro se eu tenho alguma coisa contra Jesus? Não. Absolutamente, não tenho! Se tenho, é contra as pessoas que exploram esse nome PARA ENRIQUECER!... Ou apenas sobreviver, quando não dá para enriquecer, às custas dos incautos que, acreditando nessa história, acreditam em TODAS as demais estórias que partem daí. A mim, nada diz respeito. Estou apenas me divertindo como num hobby. Gosto de coisas verdadeiras, e acho interessante pegar as mentiras dos outros. Quer maior mentira do que essa? Bem, houve uma época que eu acreditava. Assim como a maioria dos cristãos. Depois, quando me tornei ateu, passei a acreditar em Jesus Cristo, apenas como um homem histórico, homem comum, profeta espiritualizado, que havia realmente feito algumas obras estranhas, não diferente do que fazem hoje por aí... E me dei por satisfeito assim. Achei que já era um grande passo em direção ao racional. Pensava como os judeus e os islâmicos pensam. Estava endossado por bilhões de pessoas que concluíram a mesma coisa. Lendo e relendo, procurando rebuscar as coisas, por outras razões, comecei a desconfiar, quase que por acidente, o que para mim inicialmente era um absurdo, que Jesus poderia não ter, de fato, existido... A princípio, tão chocado como você deve estar ou ainda vai ficar, fiquei cético... Não quis acreditar. Ah!... Naturalmente não é o que dizem por aí, mas deve ter existido alguém!... Nem que fosse um João-ninguém. Eu nem admitia não ter existido uma pessoa física dando cobertura a essa história. Seria muita petulância fazer 4.000.000.000 (quatro bilhões) de cidadãos de bobo e ficar por isso mesmo depois de 2.000 anos!... Deus, vá lá!... é algo mesmo improvável, mas Cristo?!... Tão escrito, pintado, esculturado e “testemunhado”!... Ah!... Eu não me atreveria!... E quando ouvi alguém falar nisso a primeira vez, pensei: -Esse cara que está dizendo essa coisa, está querendo ser mais real do que a realeza!... Porém fiquei com a pulga atrás da orelha. Sim, porque, aqui no Brasil, TODOS nascem sabendo que Cristo existiu. É uma massificação de informações INCRÍVEL!... Desde pequeno, na escola, na sociedade, na mídia, nos livros, nos filmes, nos jornais, nas revistas, no bate papo e... nas igrejas!... A Bíblia deve ser o livro mais vendido no mundo!... Passa a fazer parte da sua vida. “Jesus Cristo” deve ser, depois de “Deus”, a palavra mais falada nesse país!... Mais do que dólar, ouro ou eu te amo! Duvido quem não tenha ouvido falar desse personagem!!! Aí, chego eu, e escrevo: Jesus Cristo não existiu!... Há, há, há!... Há, há, há!... Há, há, há!...  Quem está rindo? Ah!... Muita gente vai rir com essa história!... Depois do susto! Há, há, há!... Há, há, há!... Há, há, há!...  Estou rindo da cara que você deve estar fazendo nesse momento, ao ouvir essa coisa de uma pessoa, ... digamos... apenas lúcida!... Não sou um rei, não sou presidente, não sou papa... Ou pelas minhas risadas já está me considerando meio louco? Há, há, há!... Deixe assim mesmo!... Pelo menos leia com atenção. Pode ser que no final, você esteja rindo... Pra não chorar, tal a cara de bobo que deverá estar fazendo... Como eu fiz... Há, há, há!... Eu já tinha chegado às minhas conclusões, mas, para demonstrar “como”, é mais complicado. Para não puxar toda a responsabilidade desse “absurdo”, pra mim, corri atrás de informações. Assim, outros “loucos” de tudo quanto é religião, vão me dar respaldo de credibilidade, e você é que irá pro hospício.

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Vasculhando a Internet, selecionei 156 Sites (dos mais de 10.000 que existiam) que falavam sobre o assunto. Cristão, católicos, evangélicos, espíritas, ateus, científicos, históricos etc. Você pode buscá-los também. Entre num buscador com os nomes Jesus, documentos, arqueologia, Jesus não existiu, Herodes, história etc, e vá colecionando entre os milhares que vão aparecer de todo o mundo. Alguns eu já adianto pra você:

SITES CONSULTADOS:
¿Puedo confiar en el Nuevo Testamento? Rusty y Linda Wright ¿Son Santos los Reyes Magos? Por: William Brito Sansores Arte Romana - Emerson Luiz de Faria A improbabilidade de Deus - por Richard Dawkins -Texto retirado do site da Sociedade da Terra Redonda - Da revista Free Inquiry, Volume 18, Número 3 A Inconfiabilidade dos Evangelhos – n/informado. A mensagem e o Reino por Richard A. Horsley e Neil Asher Silberman. A mensagem e o Reino - William César de Andrade A origem e a importância dos Pergaminhos do Mar Morto – Linha aberta on-line Livro Apócrifo - A Sophia de Jesus Livro Apócrifo – A doutrina dos apóstolos Livro Apócrifo – Evangelho segundo Bartolomeu Livro Apócrifo – Evangelho segundo Felipe Livro Apócrifo – Evangelho segundo Maria Madalena Livro Apócrifo – Evangelho segundo Pedro Livro Apócrifo – Evangelho segundo Tiago Livro Apócrifo – Evangelho Tomé Livro Apócrifo – José o Carpinteiro A VIDA DE JESUS – Paróquia N.Sª Auxiliadora do Bom Retiro ORIGENS DO CRISTIANISMO - Por Claudiney Prieto da ABRAWICCA Catolicismo x Ateísmo - Alexandre Semedo (católico) x Rômulo (ateu) APÓCRIFOS & RELIGIÃO - A DOUTRINA DOS APOSTOLOS APÓCRIFOS & RELIGIÃO - EPÍSTOLA DE BARNABÉ

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APÓCRIFOS & RELIGIÃO - Salmo 151 Prova da existência de Jesus – Sinal dos tempos – Arqueologia As origens do Cristianismo e a busca pelo Jesus histórico – Por Acharya S Céticos. Os inquiridores da razão – STR – Maurício Tuffani Cidade de Nazaré – N/informado. Ciência x fé – Arqueologia prova a Bíblia? - Christopher Walker Em que ano Jesus nasceu - Pe. Ariel Alvarez Valdés A educação de Jesus - Harvey Spencer Lewis Cornélius Tacitus – Biografia Flávio Josefo – Biografia Quais são os equívocos mais comuns sobre o nascimento de Jesus Cristo? – ChristiansAnswers.Net LA ESTRELLA DE BELEN: UN ACONTECIMIENTO ASTRONOMICO? Por David Martinez Delgado – instituto de Astrofísica de Andalucia – Granada. Documentos que comprovam a existência de Jesus Cristo – Portal N. Srª. Salete. Bruno Valadão. Dúvidas sobre composição da Bíblia – Monfort Associação Cultural - Orlando Fedeli. Cronología del Nacimiento de Jesús - Alicia Herrera de Gálvez - Ekklesia Viva - El Salvador El divino desconocido - Juan Arias - El País Semanal, diciembre de 1999: - Madrid El significado de los lugares santos - EL GRAN JUBILEO DEL 2000 r. p. lic. Carlos D. Pereira, v.e. El infanticidio ordenado por Herodes - Pepe Rodríguez El Nuevo Testamento: ¿Puedo Confiar en El? por Rusty y Linda Wright - Leadership University Manuscritos del mar Muerto – Rincón de Dios Escândalo Acadêmico - Essênios – Mistérios Antigos Flavio Josefo y su relato en la historia del Segundo Templo Percepciones y fuentes Por Joseph Sievers - Pontificio Instituto Bíblico, Roma Griffiths – Reb 62 - Instituto Teológico Franciscano - William César de Andrade CONSIDERACOES ESPIRITAS J. HERCULANO PIRES -Grupo de estudos avançados espíritas - HERMINIO MIRANDA História de Herodes -O Terceiro Milênio - A Data do Nascimento de Jesus - Octávio Castelo Paulo – Lisboa.

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Império Romano – Emerson Luiz de Faria INFLUÊNCIA DOS ESSÊNIOS NO CRISTIANISMO – n/informado. "Jesus Cristo Nunca Existiu", de La Sagesse. Jesus Cristo: Lunático, Mentiroso ou Senhor?- Estudos da bíblia Net – Dennis Allan Jesus de Nazaré Sua Passagem na terra - Dillenne-Dil Jesus e o tempo – La Sagesse Jesús no nació en Belén - Por Bruno Cardeñosa – Mundo Misterioso.com Los Reyes Magos sí existieron – La Iglesia en Maracaibo - S.S. Juan Pablo II en América LIVRO DE MELQUISEDEQUE – Apócrifo. MANUSCRITOS DO MAR MORTO -ARQUEOLOGIA, TEOLOGIA, HISTÓRIA –Nag Hammadi Lê Chatêau Os Cinqüenta Anos dos Manuscritos do Mar Morto – MSS do Mar Morto . Isocronismo Natalino - Por Hindemburg Melão Jr. Achado arqueológico prova existência de Pilatos FEDERICO MANDILLO – O Estado de São Paulo HISTORIA DE LA IGLESIA - EPOCA ANTIGUA (SIGLOS I-V PRIMERA PARTE: DEL SIGLO I AL III D.C. C R I S T O L O G I A - SEGUNDA PARTE - LA PROBLEMATICA DEL ACCESO A JESUS, EL CRISTO Descoberta a mais antiga menção a Jesus Cristo - Noticia-asp - Amai-vos O CONCÍLIO DE NICÉIA - Roberto C. P. Júnior O Jesus histórico: um problema de fontes – não informado O Mar Morto (Francisco Lemos) - Revista Sinais dos Tempos. O Novo Testamento fornece uma história confiável da vida de Cristo? ChristianAnswers.Net O Paradoxo de Deus - Livre Pensamento ™ Os Essênios – Mistérios antigos Os Essênios – Os essênios – História de Israel. INFLUÊNCIA DOS ESSÊNIOS NO CRISTIANISMO - Os essênios . Sociedade secreta. – não assinado Os Livros Apócrifos – Cristianet – O site da Vida. Os Magos – História de Israel – N/assinado.

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JESUS: TERAPEUTA DA ESCOLA DE ALEXANDRIA? Pierre Weil QUEM REDIGIU A BÍBLIA E COMO FOI ELA COMPILADA? Cap- 8 - Marcelo Ghelman Pesquisadores montam novo retrato de Jesus – Magazine – Estadão. Alguns dizem que a ressurreição de Jesus Cristo é um mito e não uma história real. Isso é possível? - ChristianAnswers.Net A CONFECÇÃO DOS LIVROS ANTIGOS – Bíblia Textual – 4 Partes – Não indicado Segredos desvelados - Estórias que a História não conta – Não indicado ¿Son confiables los documentos bíblicos? - Por Josh McDowell – Postales Digitales Jesús existiu? – Atheos . Sociedade da Terra Redonda – Frank R. Zindler ATOS DE JOÃO - EVANGELHO GNÓSTICO DE JOÃO APOCALIPCE DAS SEMANAS DE ENOCH A HISTÓRIA DO UNIVERSO O QUE FOI A ESTRELA DE BELÉM? - Ciências – Entendendo a natureza AS INESPERADAS REVELAÇÕES DOS FRAGMENTOS DE QUMRÃ - ZP980807-1 Charlesworth, Pastor metodista. Muitos desses sites, por sua vez, seriamente organizados, citam uma vasta biografia e documentação, e chega às maiores personalidades sobre o assunto, através dos tempos. Portanto, apesar das opiniões pessoais, é matéria altamente confiável. Você nem imagina quanta gente sabe disso! Chííí!!!... Mas muita gente já sabe disso!...

QUEM? ATEUS?
Não!!! Cristãos!!! Padres!!! Bispos!!! Pastores!!! Papas!!! Muita, mas muita gente!!! Quantos têm certeza absoluta disso e fingem que não sabem!... Muitos ficam quietos e até fingem que não entenderam. E claro, muita gente não quer dar o braço a torcer ou mentem de propósito!... Afinal, vivem da imagem de Jesus!... Olhem, eu não vou agora, cogitar se, o que está pregado na Bíblia (outra grande invenção humana) a teoria, o conceito, é bom ou é ruim, se está certo ou está errado. Eu sei que “não matarás, não furtarás, não dirás falso testemunho” etc, estão no Código Penal Brasileiro Isso você pode escolher onde quer ler. A poesia, as teorias da Bíblia são outro assunto. Por que? Porque, independente de Jesus ter existido ou não, a Bíblia existe!... É a Bíblia que fala de Jesus. Resta saber se a história, não os versos, que ela conta, é falsa ou verdadeira. Falsa, verdadeira, mentirosa, invenção, precisa ficar claro, porque uma coisa está diretamente ligada à outra. Não o que ela prega (bondade, caridade, amor, perdão) mas a história em que se baseia, que serve de “background” para sustentar essas pregações. Ela está aí, para quem quiser ler. E a história para quem quiser comprovar. Eu vou aqui me deter apenas no seguinte: 74

JESUS CRISTO NÃO EXISTIU! PORTANTO, A BÍBLIA É FALSA! Vamos conferir? 2 - A TEORIA DA NEGAÇÃO DA PROVA:
O Espirocentauro é um animal raro. Eu digo que existiu. E cheguei a ver um. Acho que era de outro planeta... Você diz o quê? Conhece um? Já ouviu falar? Viu alguma foto? O som do seu grito?!... Não?!... Então você não pode duvidar. Que pena!... Pois é... Ele era muito lindo, elegante e forte. Corria como um carro veloz, saltava quase 200 metros de distância, nadava por baixo d’água por quase uma hora. Tinha a força de 3 elefantes!... Você não acredita que existiu um?!... Está achando que eu sou mentiroso? Então prove!... Prove que não existiu! Se você não conseguir provar que não existiu, é porque existiu!... E ponto final. O que você acha dessa colocação? Absurda? Também acho... Afinal, o ônus da prova é de quem afirma, não de quem nega. Quem deveria provar era eu, não você, certo? Com essa conversinha mole, eu quero dizer que, muita gente, tenta justificar a existência de Jesus, simplesmente argumentando que ninguém pode provar que ele não existiu. Você vai encontrar isso por aí... Esse argumento é bobo e não vai convencer a ninguém, nem servir de entrave para a minha análise. Espero que você também não venha com esse pensamento quando estivermos analisando o assunto.

3 - A DECLARAÇÃO IMPLÍCITA DA FALTA DE PROVA:
Então você me pergunta: -Alfredo, não acredito que esse bicho existiu. Você não pode provar que o Espirocentauro existiu!... E eu contra argumento: Essa árvore quebrada, pode ser a primeira prova de que esse bicho existiu!... Observe, eu estou, implicitamente, confessando, declarando que não tenho outras provas de que o Espirocentauro existiu! Quando eu digo “pode ser a primeira prova”, quer dizer: primeiro, que nunca houve outra prova anterior. Segundo, que a palavra “pode” não quer dizer “é”. Portanto é uma pseudoprova. Uma hipótese, e uma hipótese não é uma prova! Por tal conclusão, fica claro, com certeza, de que não há mais provas a ser apresentadas. Sem provas, eu não posso afirmar que tal animal existiu. Conclusivo, não é?!... Sendo que um

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simples galho quebrado não se constitui numa prova hábil. Aí, é fácil você derrubar a minha mentira. Assim faremos também na mentira dos outros. Vamos desmantelá-las E quem declara esse tipo de coisa? São os próprios cristãos, na ânsia de provar alguma coisa. Eles sabem que não há provas da existência de Cristo e se perdem quando tentam provar o que não conseguem. Aí, afundam mais. Vejam só o que eles dizem, por exemplo:

“Uma caixa para guardar ossos feita de pedra calcária pode ser o primeiro indício arqueológico da existência de Jesus. Na caixa, descoberta em Jerusalém, lê-se em aramaico: "Tiago, filho de José, irmão de Jesus". A caixa pertence a uma coleção particular de Israel e estava vazia. Estudos comprovaram que o objeto data do 1º século d.C.” Se a inscrição for autêntica e se referir a Jesus de Nazaré, o que é altamente provável, seria a mais antiga documentação desse tipo sobre Jesus fora da Bíblia.”
Por estas simples palavras você conclui o que? 1 – Que a pedra pode ser, mas não é um indício. 2 – Que sendo o primeiro, não existe outro indício além desse! 3 – Que um indício não é um argumento provável. 4 – As palavras “se”, “provável” e “seria” nada trazem de verdade. 5 – Se não é verdade, é mentira!... 6 – Mas quem conta um conto, aumenta um ponto, e eles já saem dizendo por aí, que encontraram os ossos do irmão de Jesus Cristo! Implicitamente, atestando a sua existência. Só que nós não vamos engolir isso! Vamos ver o que eles dizem oficialmente:

4 - BIBLICAL ARCHAEOLOGY REVIEW
Segundo o editor da Biblical Archaeology Review, Hershel Shanks, a peça foi vendida ao atual proprietário há cerca de 15 anos. Custou então algo entre US$ 200 e US$ 700. Na ocasião, o vendedor, um negociante árabe, teria afirmado que a caixa era proveniente de Silwan, um subúrbio de Jerusalém. O proprietário, que não entendia as inscrições, não fazia idéia da importância que ela poderia ter. 'O fato de a urna ter sido datada como original do século I já reduz a possibilidade de se tratar de uma invenção. Mas a gente sabe que ao longo dos séculos foram criadas muitas relíquias piedosas para reforçar a fé', observa o bispo anglicano Sebastião Gameleira Soares, mestre em exegese bíblica pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma. Fraudes arqueológicas, criadas por pesquisadores interessados em divulgar grandes 'descobertas', também não são raras. A mais famosa é o fóssil do Homem de Piltdown, apresentado em 1912 na Inglaterra. O que era anunciado como um 'elo perdido' entre o homem e o macaco se revelou, após alguns anos, uma montagem grosseira de crânio humano com maxilar de chimpanzé. [Nessa eu também caía...]

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Vamos, entretanto, supor que a urna seja autêntica. E daí?!.. Não quer dizer que Jesus tenha existido fisicamente, mas apenas na fé. Afinal todos os seguidores do cristianismo, A/c de Crestus e d/C de Cristo eram seus irmãos. Toneladas de irmãos! “Irmãos em Cristo”, termo comum como até hoje dizemos. Se a peça é do primeiro século, é claro que nessa época já existiam milhares de “irmãos” de Cristo, muitos Tiagos filhos de Josés, nomes bíblicos comuns, que jamais o viram. Pronto... Não existe nenhuma prova da existência de Jesus, dito por eles mesmos. Como eu não tenho que provar nada, pois nada afirmo, você pode fechar livro e ir embora. Jesus não existiu, porque não há provas da sua existência, além daquela equivocada caixa que nada prova. Tchau!... Ah!... Você não se conforma só com essa prova, e quer mais!... Então vamos lá, sem problemas...

5 - A FALTA DE EVIDÊNCIAS
Os arqueólogos do mundo, em todos os tempos, praticamente concentraram suas buscas nas regiões do Oriente, tanto pelo interesse nas valiosas peças das tumbas egípcias, como as de incrível valor histórico que teriam, se pudessem comprovar, as histórias da Bíblia que vivenciaram aquela região da Palestina, Jerusalém, até Roma. Documentos históricos sobre outros temas já foram encontrados, recolhidos, catalogados, microfilmados e que constam de museus, sobre tantos personagens conhecidos. Demonstram tal detalhamento, tal precisão histórica, que só não relatam as cores das cuecas de tais personagens porque eles não as usavam nessa época. Mas tudo, as tramas, as mulheres, as traições, as roupas, as modas, as piadas que contavam, as guerras, os motivos, as fofocas nos impérios e do povo de muitos séculos, antes e depois do ano zero cristão. No entanto, até hoje, nada, NADA, eu disse nada, encontraram sobre Jesus, apesar dos esforços dos falsificadores, sendo uma das mais incríveis tramas, você conhece bem, a do Santo Sudário que, quando enfim, submetido ao teste de Carbono 14, não resistiu e desmoronou. E esse já é o terceiro que aparece! Pasmem! Uma grossa mentira. Pertencia ao século XV e não à época em que Cristo teria vivido. Uau!!!! Essa foi feia!!!... Então eu pergunto: POR QUE? Por que nada existe de verdade, sobre Jesus, seus familiares e nem sobre SEUS apóstolos?!... Salvo, é claro, os relatos bíblicos. Mas quando você souber, quando, como, por que e por quem, foi escrita a Bíblia, vai cair duro!... ***** É o livro mais mentiroso que já apareceu no mundo!... ***** Então não sobra nada! Calma aí!... Não estou te ofendendo! Vou provar isso tudo!... Me dê apenas um tempo, só até o fim do livro. Pode ser?!... Você gosta de história? Então dê uma olhada nesse texto do Claudinei Prieto – A Origem do Cristianismo. [As inserções entre chaves na cor azul, os destaques e os sublinhados são meus.]

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“Muitos pesquisadores procuraram chegar a uma conclusão sobre as origens do Cristianismo e sobre a existência real do próprio Cristo, através de provas históricas e materiais fidedignos para comprovarem a veracidade de sua religião e isso jamais foi conseguido. Muitos autores [escritores] renomados como Fílon de Alexandria [Egito], Plínio, Marcial, Sêneca [Josefo e Tácito de Roma] e inúmeros outros que viveram no século I e estavam fortemente engajados nas questões religiosas de sua época, jamais citaram Jesus. Ele não é citado no Sinédrio de Jerusalém, nos anais do Imperador Tibério ou de Pilatos. Muitos documentos de pessoas que teriam vivido na mesma época que Jesus, são guardados em museus e bibliotecas, mas nenhum deles menciona sua existência. Seus prováveis discípulos, [Pedro, Tomé, Tiago, Lucas etc] não escreveram sequer uma linha sobre Jesus. [Entretanto,] Através de testes modernos como a do comparativo de Hegel, o uso de isótopos radiotivos e radiocarbônicos, todos os escritos apresentados que buscavam comprovar a existência de Jesus pela Igreja revelaram-se falsificados. [FALSIFICADOS!] Filon de Alexandria, um dos mais célebres judeus de sua época, relata muitos fatos de sua época sobre a sua própria religião e de muitas outras e não citou Jesus em nenhum de seus relatos. Ele próprio escreveu sobre Pilatos, mas não disse nada [NADA] sobre o Julgamento de Jesus que Pilatos teria oficiado. [Os] Apóstolos [Pedro, Paulo, João, Lucas, Tomé, Tiago, Judas etc], Maria, José, nenhum deles é mencionado por Filon. Justo de Tiberíades escreveu sobre a história, dos Judeus de Moisés ao ano 50, mas não escreveu uma linha sobre Jesus. Flávio Josefo, que nasceu no ano 37, escreveu ativamente até o ano 93 sobre inúmeras manifestações religiosas e messias, mas nada disse sobre Jesus Cristo. [Todos esses escritores e historiadores mencionados são pra lá de conhecidos no mundo histórico, quase tanto quanto os imperadores de Roma e os reis do Egito – Mesmo que você nunca tenha ouvido falar sobre eles.] Nos documentos existentes de gregos, hindus e romanos dos séculos I e II, constata-se que eles jamais ouviram falar de algum Jesus. Ninguém, entre escritores e historiadores, que teriam vivido na mesma pretensa época que Jesus, falou algo sobre ele ou sobre qualquer aparição pública ou tumulto religioso encabeçado por Jesus. Os documentos que descrevem sobre a atuação de Poncio Pilatos nada falam sobre alguém que chamado Jesus Cristo, ou sobre um Messias da época que teria sido preso ou crucificado por ter realizado feitos sobrenaturais. A existência de Pilatos é real e histórica e, se ele, que supostamente teria estado no centro dos acontecimentos, já que era o governador da Judéia, não soube ou relatou um fato tão importante quanto a existência e julgamento de Jesus, é por que ele realmente não existiu.
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Na Escola de Tubíngen [famoso laboratório de pesquisas históricas], na Alemanha, Filósofos e Teólogos comprovaram que a Bíblia não possui nenhum valor histórico e que os Evangelhos seriam arranjos e ficções sustentadas pela Igreja, assim como o próprio Jesus. Um padre chamado Alfred Loisy, decidindo pesquisar sobre o Cristianismo depois de inúmeras críticas e descréditos que essa religião vinha sofrendo na França, chegou a conclusão que as críticas estavam baseadas em fatos fundamentados e incontestáveis. Publicando logo em seguida sua pesquisa, foi excomungado em 1908. Os historiadores afirmam que Jesus teria sido um ser idealizado, com a função de dar continuidade ao Judaísmo que se dividia e morria. Criando Jesus Cristo, o Judaísmo dava surgimento á uma nova religião. [Prestem bem atenção a esse trecho:] Quando os Judeus chegaram em Roma e Alexandria [Egito] e se depararam com uma religião passada de geração em geração através da tradição oral, várias crendices populares e supertições locais [tipo rezar para o deus sol], decidiram introduzir ali a nova religião que traziam. Em pouco tempo o Cristianismo, [Hein?!... Cadê o Cristo?!] com sua filosofia simplista e sedutora, conseguiu conquistar as pessoas comuns, servos, serviçais, escravos e, posteriormente, os senhores, os reis, rainhas e imperadores. Crestus, que era o nome de um dos messias dos essênios [Um povo judeu – Vou falar muito deles ainda], foi o nome pelo qual os judeus optaram em chamar o "salvador" de seu povo e foi assim que surgiu o nome Cristo [posteriormente]. Baseado também nas crenças e modo de vida dos essênios, onde bens materiais eram divididos e os problemas pessoais pertenciam à toda a comunidade, a nova religião que chegava conquistou os escravos e as pessoas mais humildes. Além disso, Crestus era um nome extremamente comum na Judéia e Galiléia por isso muitas referências encontradas não se aplicam ao Cristo do Cristianismo. Jesus foi inventado para atender à tendência religiosa e mística de uma época. Quando o Cristianismo [que viria a ser o de Jesus Cristo] começou a elaborar sua doutrina teve grandes dificuldades em conciliar fé e razão por isso fez várias adaptações com lendas pagãs e Deuses solares. O Cristianismo [de Jesus Cristo] passou a ser assim um sincretismo das incontáveis seitas judaicas misturado às crenças de Deuses Solares, dando assim apenas novos nomes e roupagens a Deuses que morriam e ressuscitavam e que predominavam há séculos, com rituais solares, fundamentados em um Deus que se sacrificava. O Jesus dos Evangelhos não é um ser real, que existiu, mas sim um personagem criado em cima da visão religiosa sobre Brama, Buda, Krishna, Mitra, Horus, Júpiter, Serapis, Apolo......
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Se pergarmos o mito de Hórus, que surgiu milênios antes do suposto nascimento de Cristo, vemos que: Hórus foi o Deus solar e o redentor do egípcios. Hórus nasceu de uma virgem. O nascimento de Hórus era festejado em 25 de dezembro. Hórus também era considerado a luz, o bom pastor. Hórus realizava feitos milagrosos. Hórus teria 12 díscipulos(uma alusão aos 12 signos de zodiaco governados pelo sol). Hórus ressuscitou um homem de nome Elazarus (Cristo ressuscitou Lázaro). Um dos títulos de Hórus é "Krst" (Cristo?). Se analisarmos mais acuradamente percebemos que o mito da virgem grávida, que foge de Herodes em direção ao Egito, para salvar o filho(Jesus) que carrega em seu ventre não é nada mais nada menos que uma reinterpretação da lenda de Ísis e Hórus fugindo de Seth. Se analisarmos outros mitos como os de Mitra, Adônis, Krishna, Átis, entre outros, vamos encontrar as fontes sob as quais o cristianismo foi inventado. [Ou seja, essas lendas primeiro inspiraram o Cristianismo antigo, de Crestus dos Essênios e deste foram colhidos os dados para a composição da Bíblia, representando o Cristianismo da invenção Jesus Cristo] Em 3.500 a.C temos Krishna [outra mitologia] que também nasceu de uma Virgem, chamada Devanaguy, que foi avisada com antecedência sobre a concepção de seu filhodeus e qual nome daria à criança: Krishna(Cristo?). Uma profecia dizia que Krishna destronaria seu tio, o Rajá. Por causa disso a mãe de Krishna foi presa numa torre para não ser concebida por ninguém. Dizem as lendas que o espírito de Vishnu atravessou o muro e se uniu à ela, se mostrando como uma luz que foi absorvida por Devanagy. Quando Krishna nasceu, um vendaval demoliu a torre onde Devanaguy estava aprisionada e ela fugiu com Krishna para Nanda. O Rajá mandou matar todas as crianças que tinham acabado de nascer, mas Krishna consegue escapar. Pastores foram avisados da chegada de Krishna através de um aviso nos céus e lhe levaram presentes. Com 16 anos, Krishna começa a viajar pela Índia para pregar sua doutrina, abandonando sua família e é chamado de Redentor pelo seu povo. Faz muitos discípulos e recebe o nome de Jazeu(Jesus?) que significa "Aquele que nasceu através da fé". [Esse Jaseu (Jesus) é o mesmo que muitos cristãos ainda esperam confundir com o Cristo da Nazareth, cujo paradeiro ninguém definiu entre os 13 e os 30 anos. De qualquer forma é outro mito]

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O nascimento de Buda [também não existiu] também teria sido avisado à sua mãe. Quando nasceu uma luz intensa iluminou o mundo fazendo mudos falarem, cegos verem e uma brilhante estrela no céu anunciou seu nascimento. Buda fez as pessoas mais sábias de seu tempo se admirarem com o seu vasto conhecimento e muito cedo começou a pregar e converter as pessoas. O seu discurso mais famoso também leva o nome de O Sermão da Montanha e depois que morreu apareceram aos seus seguidores. Mitra [outro deus mitológico] também teve uma mãe virgem. Nasceu numa gruta em 25 de dezembro. Uma estrela surgiu no leste quando ele nasceu, indicando o caminho para magos que trouxeram incenso, mirra e ouro. Ele era considerado o intermediário entre Ormuzd e os homens. Após sua morte teria ressuscitado. Baco [outro deus mitológico] teria realizado muitos feitos como transformar água em vinho e multiplicar peixes. Podemos perceber que o cristianismo [o de antes e depois do ano 1 da nossa era] foi inventado em cima de lendas não apenas de Judeus, mas também de mitos e religiões pré-judaicas. Os rituais cristãos também são adaptações de ritos pagãos muito mais antigos. O mitraísmo era praticado em grutas e locais subterrâneos e o cristianismo primitivo [o dos essênios] também. Nos ritos mitraícos havia ritos com pão e vinho. A cruz solar, as refeições comunais, a destinação (dia do sol) para descansar também faziam parte de ritos do Mitraísmo que foram sincretizados pelos Cristãos. As vestimentas dos sacerdotes católicos são cópias das roupas ritualísticas dos sacerdotes de Mitra. Ritos envolvendo pão e vinho também eram utilizados pelos budistas, representando o corpo e o sangue de Agni. Como os padres católicos os monges budistas também lavam as mãos antes da libação. A crença na vida depois da morte, na ressurreição, no Inferno, num princípio do mal eram crenças igualmente inerentes ao Mitraismo e Judaismo. Do Egito adotaram a auto-flagelação, como os Sacerdotes de Ísis que se açoitavam para expiar suas culpas e erros humanos. No Egito também, existia "mosteiros" para os sacerdotes que desejavam fazer voto de castidade. Dos gregos se apropriaram da água lustral. Dos Indostânicos adotaram o celibato, o jejum e a esmolação. Os etruscos juntavam as mãos ao rezar.... Tudo isso milênios antes do suposto nascimento e existência de Cristo. Textos de pagãos, essênios e agnósticos foram as bases utilizadas no Concílio de Nicéia para compor o Novo Testamento. Deduzimos então, que o Cristianismo não tem nada de original e nem que, o homem Cristo realmente existiu. Fica claro que os rituais, as raízes e bases do Cristianismo, provém de uma enorme variedade de diferentes religiões e mitos sobre as

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diferentes divindades solares existentes [nada veio por acaso] e muito cultuadas na época em que os judeus decidiram dar seqüência á uma religiosidade que morria e desaparecia. O que isso nos ensina? Isso tudo nos mostra que conceitos cristãos, como são entendidos hoje e sustentados durante séculos por uma religiosidade dominante que mantém seus seguidores na completa ignorância de sua verdadeira origem, nada têm a fornecer ou acrescentar à prática Wiccaniana. [Não sei o que quer dizer isso – tem algo a ver com “busca por verdades”] Se ao contrário disso, caminharmos na contra mão, buscando fazer não uma Wicca Cristã, mas sim uma Wicca que busca pelas origens dos cultos solares, que são anteriores e deram origem ao próprio Cristianismo, teremos muito mais a aprender e a acrescentar em nossa prática religiosa. Fazer uma Wicca Cristã hoje é incompatível, devido a todo o dogmatismo não só do catolicismo, mas do Cristianismo de uma forma geral. Wiccanianos buscam celebrar uma religião que visa se libertar de vários grilhões, principalmente dos grilhões da ignorância que dominaram nossa sociedade durante praticamente dois mil anos. Para que retroagir ou persistir no mesmo erro quando podemos mudar? Como disse Dupuis. "Quando tivermos feito ver que a pretensa história de um deus que nasceu de uma virgem, no solstício do inverno, depois de haver descido aos infernos, de um deus que arrasta consigo um cortejo de doze apóstolos, - os doze signos solares cujo chefe tem todos os atributos de Jano, um deus vencedor do deus das trevas, que faz transitar o homem império da luz e que repara os males da natureza, não passa de uma fábula solar... sob o nome de Jesus Cristo....então parecerá que os cristãos têm a mesma religião que os índios do Peru, a quem os primeiros fizeram degolar".” (ABRAWICCA.htm)
É isso... Aí você já começou a balançar... Éh..., não vai ser um simples texto de um desconhecido que vai te convencer de uma coisa tão fantástica, mas já está dando o que pensar... Só quero lembrar o seguinte: Tudo que está escrito aqui está fartamente divulgado no mundo todo e não é novidade para quem já conhece. Inclusive todo religioso que se preza já sabe disso. Se você começar a buscar, vai ficar impressionado apenas com o que você não sabe!... Esse texto do Claudinei pode a primeira vista não impressionar, porque afinal trata-se de um desconhecido dando o seu depoimento. Ele resume, entretanto, tudo o que há de verdadeiro nessa história. Explica com detalhes e lógica sua postura. Fornece os nomes e os fatos para você conferir. Anote apenas, pois vamos checar essas informações adiante. Então vamos mais além: Que tal alguns comentários vindo dos próprios pesquisadores cristãos?!... [Os enxertos entre chaves de cor azul, e os destaques, são meus]

6 - A INCONFIABILIDADE DOS EVANGELHOS
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Os Evangelhos foram compostos depois que os primeiros cristãos haviam-se dividido em diferentes correntes. [70 d/C] Eles foram, na verdade, compostos para propagar os ensinamentos especiais das várias escolas e seus autores não hesitaram em adaptar os documentos anteriores e outros materiais tradicionais a respeito da vida e dos ensinamentos de Jesus (que a Paz esteja sobre ele), para alinhá-los com os pontos de vista das suas respectivas escolas. O Rev. T. G. Tucker, escreve: [Faz favor. Procure saber sobre esse reverendo] "Assim, produziram-se Evangelhos que claramente refletiam a concepção à luz das necessidades práticas da comunidade para qual eram dirigidos. Neles, o material tradicional [tradicional era aquele que eles mesmos escreveram antes] era utilizado sim, mas não existia escrúpulo em adulterá-lo ou de lhe fazer acréscimos, ou em omitir aquilo que não servisse aos propósitos de quem escrevia." [Quem escreveu isso foi o Rev. T. G. Tucker – Embora eu nem conheça.] Os quatro Evangelhos incluídos na Bíblia não eram os únicos Evangelhos escritos nos primeiros séculos do Cristianismo. Houve muitos outros, inclusive aquele chamado de "O Evangelho Segundo os Hebreus", uma obra aramaica, [apócrifo] usada pelos nazarenos (como se chamavam os primeiros discípulos de Jesus), que negavam a divindade de Jesus (que a Paz esteja sobre ele), e o consideravam tão somente como um grande profeta. Ao final do segundo século, os Evangelhos de Marcos, Mateus, Lucas e João [Considerados inspirados por Deus] foram incluídos no "Cânon" e os demais foram declarados heréticos ou apócrifos pela Igreja. Antes deles serem canonizados e aceitos como escrituras, os Evangelhos não possuíam a consagração que têm agora, e ninguém sentia qualquer escrúpulo ao alterá-los [pois foram inventados, e uma invenção não difere de outra] se algo que contivessem não servia aos seus propósitos ou aos propósitos da sua seita. Mesmo depois que eles foram incluídos no Cânon e declarados como sendo a Palavra de Deus, as mudanças continuaram a ser feitas neles, como está claro da comparação de diferentes manuscritos antigos existentes. Referindo-se a isto, o Professor Dummelow de Cambridge escreve no seu famoso comentário sobre a Bíblia Sagrada: "Um copista não raro incluía não o que estava no texto, mas o que ele achava que devia estar nele. Ele confiava numa memória volúvel [do povo], ou configurava o texto de acordo com os pontos de vista da escola a que pertencesse. Além das versões e citações dos Pais do Cristianismo, sabia-se existirem quase quatro mil manuscritos gregos do Testamento. Como resultado disso, a variedade de (interpretações) é considerável.” [Já imaginou 4.000 evangelhos diferentes? Por isso foram todos queimados pela igreja. Recentemente, a partir de 1945, escondidos no Egito, descobriramse alguns, e depois de conhecerem sua tradução na década de 70 (1970), com grande estardalhaço, os chamaram de apócrifos (falsos)] Para considerarmos até que ponto os quatro Evangelhos Canônicos representam fielmente [ou não] a mensagem inspirada ou Evangelhos de Jesus, precisamos ter em mente os seguintes fatos:
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(1) de que não se fez nenhuma cópia dos ditos inspirados de Jesus, durante a sua vida; [Que vida???] (2) que os registros mais antigos dos ditos de Jesus, que foram feitos logo após a passagem de Jesus, quando já havia-se iniciado a glorificação dele, também foram irrecuperavelmente perdidos; [na verdade, nunca existiram escritos de “logo após a sua morte”, porque Jesus nunca existiu. O que se perdeu, foram justamente os que foram destruídos pelos romanos, em 70, para favorecer a autenticidade do cristianismo vindouro. Vou tentar explicar isso: Havia os judeus essênios e o seu cristianismo, desde séculos a/C com muitos escritos que praticamente davam continuidade aos livros e profecias do hoje conhecido, como Velho Testamento. Os essênios também esperavam um Messias prometido, chamado Jesus. Os sacerdotes do início primeiro século da nossa era, por questões político religiosas (dominar e controlar o povo), criaram um novo cristianismo, copiado principalmente dos livros dos essênios, incluindo a história de Jesus e livraram-se do cristianismo antigo destruindo e queimando os seus escritos. Esse processo durou algumas décadas e enfatizou-se em 68/70 com a expulsão dos judeus de Roma, a destruição de Jerusalém, toda a biblioteca existente e a apresentação da nova história, que os judeus, naturalmente não aceitaram e intensificou-se após o Conselho de Nicéia em 325 que canonizou os escolhidos. Esses foram os “registros” que se perderam, possivelmente falando de Crestus o mitológico dos essênios. Em datas recentes 1945, por aí, encontraram alguns desses “registros” em Nag Hammadi, no Egito (os livros apócrifos) e em Qumran no Mar Morto, 1947 a 1967, os evangelhos dos essênios, restabelecendo a verdadeira história. Agora, confira daqui pra fente:] (3) que nos Evangelhos, que foram escritos entre 70 e 115 d.C., baseados em alguns desses documentos perdidos, [basear em documentos perdidos? Como é que pode? Parece que existiu uma misteriosa “Fonte Q” que se acredita inspirou os posteriores. Mas pode perfeitamente terem sido escritos essênios de a/C] o material inserido neles foi manipulado com desenvoltura e liberalidade, não tendo os escritores dos Evangelhos qualquer indecisão em modificá-los para expressar aquilo que eles considerassem condizer e conduzir à maior glória de Cristo ou para alinhá-lo aos pontos de vista das seitas de que fossem adeptos; (4) que nenhum dos evangelistas conhecera Jesus ou mesmo o ouvira falar; (5) que os Evangelhos foram escritos em grego, enquanto que o idioma falado por Jesus era o aramaico; [Aramaico era a língua popular a qual se imagina, Jesus deveria falar. Grego a língua da elite religiosa, justamente a que fez a Bíblia] (6) que eles foram escritos para propagar os pontos de vista das diferentes facções e foram escolhidos entre muitos outros que representam pontos de vista ainda mais divergentes; [Vou mostrar alguns livros apócrifos no final desse livro, pra você conferir isso. Você não vai acreditar!...] (7) que, por pelo menos um século, após terem sido escritos, eles não possuíam qualquer autoridade canônica, e podiam e foram realmente modificados pelos copistas das diferentes seitas para servir a propósitos próprios deles; (8) que os manuscritos extensos mais antigos dos Evangelhos - Codex Sinaiticus, Codex Vaticanus e o Codex Alexandrinus - pertencem ao quarto e quinto séculos, [500
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anos depois] e ninguém sabe o quanto realmente os Evangelhos foram alterados no curso de tempo em que inexistiu qualquer manuscrito; [Você está abismado? Pois ainda tem mais!...] (9) que existem divergências consideráveis entre os diversos manuscritos existentes do quarto e quinto século; e finalmente; (10) que os Evangelhos, vistos como um todo, estão repletos de contradições. [disso eu já sabia! Perto de duas mil contradições!...] Esses fatos, revelados por eméritos eruditos ocidentais, demonstram que o Evangelho de Jesus, aquele que foi a Mensagem que Jesus havia recebido de Deus, [?????!!!! Coitado! Na ingenuidade dele, acha isso.] não chegou até nós em sua forma original. Os quatro Evangelhos incluídos na Bíblia não podem ser considerados idênticos ao Evangelho inspirado de Jesus (que a Paz esteja sobre ele). [Que não existe nem nunca existiu] O modo em que foram escritos e as circunstâncias pelas quais passaram são de tal ordem que eles não podem nos servir como fontes de conhecimento exato do que Jesus realmente havia dito e ensinado. C.J. Cadoux resume esta posição da seguinte forma no seu livro.- "A Vida de Jesus" - : "Nos quatro Evangelhos, portanto, os documentos principais aos quais devemos nos reportar, se quisermos preencher o esqueleto formulado por eles, de outras fontes, ainda assim nos defrontamos com material de qualidade e confiabilidade altamente divergente e duvidosa. Tão profunda é a incerteza desse, que somos tentados a desistir prontamente e a declarar a tarefa como impossível. As inconsistências históricas e as improbabilidades em trechos dos Evangelhos formam alguns dos argumentos com que se favorece a teoria do mito de Cristo. Estas são, entretanto, totalmente contrapesadas -como já demonstramos- por outras considera-ções. Ainda assim, as discordâncias e incertezas que restam são graves e conseqüentemente, muitos contemporâneos, mesmo não tendo qualquer dúvida da existência real de Jesus [????!!!], vêem como impossível qualquer tentativa de desassociar a verdade histórica do conteúdo mítico ou legendário presente nos Evangelhos, para que se pudesse reconstruir a história da missão de Jesus a partir dos resíduos históricos que se pudesse extrair." Gostou? Bem, agora não fui eu quem falou, não é?! Isso vindo de um religioso, que responde por uma entidade religiosa está de bom tamanho!... Se você se aprofundar na história religiosa, vai encontrar, volta e meia, pessoas do alto escalão teocrático, que não conseguem trair a si mesmos, principalmente porque as evidências a cada dia se multiplicam e ninguém gosta de fazer papel ridículo. E muitos acabam dissidentes. Assim foi durante toda a história da humanidade. Os crédulos, os céticos e os que ficam com um pé lá e um pé cá, porque dependem para sobreviver, dessa mentira! Na época de Cristo, principalmente nos arredores de Roma, Grécia, Jerusalém, Judéia, Palestina, considerando apenas desde 200 anos a.C, havia muitos artistas, pintores, teatrólogos, filósofos, escritores e escultores.

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Tanto foi o legado deixado pelos antigos dessa época em artes, que hoje se tem maquetes quase que perfeitas das cidades mais importantes daquela época e quantas

ainda, são as ruínas originais. Os arqueólogos coletaram milhares de documentos escritos, pinturas e esculturas representando os imperadores, as suas vidas nos palácios, como o povo, suas tradições, suas danças, seus objetos de adorno, suas crenças, seus deuses, seus infortúnios, suas vestimentas, um acervo tão fantástico que precisou se distribuir pelo mundo em museus diversos. Os personagens citados na Bíblia e as personalidades da época, estão lá. Os mais importantes Pôncio Pilatos, Nero, Herodes, Júlio César, Tibério etc e os menos importantes, mas nenhuma, NENHUMA referência a Jesus. Nada, absolutamente nada!... Nem texto, nem conto, nem pintura, nem gravura, nada, que documente ter ocorrido algum fato vinculado diretamente desse personagem com qualquer outro mais importante, como conta a Bíblia. Ah!... era um homem do povo, pode argumentar você. Mas um homem do povo que, segundo a história teve a ver com os principais personagens de Roma, e que homem do povo(?) pode se tornar tão famoso assim se não for por obra do próprio homem? E se é para pegar um mendigo qualquer, como o Gentileza, aqui do Rio de Janeiro (um profeta popular meio insano que distribuía flores no trânsito e escrevia nas paredes) para fazer dele um Deus, por que não inventar um “mais a contento”, e não ficar limitado a histórias reais, certamente testemunhadas com controvér-sias? Se um dia quiserem fazer do Gentileza um deus, fatalmente aparecerão muitos depoimentos contrários de testemunhas oculares da sua passagem nada endeusante por aqui. Se vai ser inventado, mesmo, então que se parta de uma história sem testemunhas contrárias e se colha dados para a sua história, naqueles que outrora já fizeram sucesso, não é lógico?!... Vamos ver alguns trechos do: 7 - SITE DA PARÓQUIA N. SRA. AUXILIADORA BOM RETIRO:
Os Evangelhos. Quase tudo o que sabemos da vida de Jesus [Não sou eu que estou dizendo!] vem de narrativas conhecidas como "evangelhos" - palavra, de origem grega, que significa "boa nova". A veracidade desses textos chegou a ser contestada por historiadores[s] tão influentes quanto Ernest Renan (1823-1892) e teólogos[s] tão importantes quanto Rudolf Bultmann (1884-1976). [Não sou eu que estou dizendo!]

As influências.
São evidentes nos evangelhos as influências de antigas tradições judaicas, de mitologias pagãs (greco-romana e orientais) e de correntes esotéricas do século 1 d.C.. [Não sou eu que 86

estou dizendo!] Mas isso não diminui sua confiabilidade como fontes de informação factual. Ultrapassando as objeções de Renan e Bultmann, os pesquisadores da atualidade tendem a valorizá-los cada vez mais. Há um grande número de evangelhos. Apenas quatro são aceitos por todas as igrejas cristãs: os chamados "canônicos" (de acordo com a regra), atribuídos aos redatores[?] Marcos, Mateus, Lucas e João. O evangelho mais antigo, o de Marcos, deve ter sido redigido em sua forma final entre os anos 66 e 68 d.C.[Como Marcos, que nem existiu, redigiu isso lá pelos 100 anos de idade, é que eu gostaria de saber]. - certamente antes de 70 d.C., data da destruição de Jerusalém pelos romanos, pois não há nele qualquer alusão a esse importante acontecimento. Na década de 80 d.C., apareceram, na forma como os conhecemos hoje [aí, Jerusalém já aparece destruída], os evangelhos de Mateus e Lucas. Entre 90 e 110 d.C., concluiu-se a redação do evangelho de João. Na mesma época ou pouco depois, foi finalizado o Evangelho de Tomé. Os evangelhos são narrativas confiáveis? Um dos argumentos levantados contra a credibilidade dos evangelhos são as datas relativamente tardias de sua composição. Afirma-se que eles foram escritos várias décadas depois dos fatos narrados, [mas não foi o que ele acabou de dizer?!] quando a memória dos acontecimentos já estava deturpada. [a 100 anos atrás eu não sei o que o meu tataravô fazia!... Você sabe?] Mas esse ponto de vista é rejeitado hoje pelos especialistas. Pois cada evangelho passou por uma longa e complexa elaboração antes de chegar ao texto final [como disse o outro, modificado à vontade!]. Para se ter uma idéia, o evangelho canônico mais recente, o de João, levou quatro décadas até alcançar sua forma definitiva. [Não sou eu que estou dizendo!] Isso já deslocaria a versão original dos anos 90-110 para os anos 50-70. É pouco provável que qualquer um dos evangelhos citados seja obra de um único homem. [Não sou eu que estou dizendo!] A análise textual indica que eles correram de mão em mão antes de assumirem a formato que conhecemos hoje. [Não sou eu que estou dizendo!] Os textos primitivos passaram, depois, por sucessivas reelaborações, nas quais o material original recebeu acréscimos, sofreu cortes ou foi adaptado às concepções do grupo a que pertenciam os redatores. [Não sou eu que estou dizendo!]

Em sua forma final, os quatro evangelhos canônicos aparecem redigidos em grego, o idioma falado pelos judeus que viviam fora da Palestina. [na verdade, usado pela elite e pelos padres e não pelos seguidores dos apóstolos, gente do povo que, supostamente, os escreveriam em aramaico, segundo eles mesmos]
Ao longo dessas etapas, os redatores teriam se influenciado uns aos outros. E também utilizado materiais retirados de documentos independentes, jamais localizados. [que jamais existiram!] Essa hipótese, baseada numa análise crítica dos textos finais, recebeu, em 1992, um reforço espetacular. Foi a descoberta, numa das grutas do sítio arqueológico de Qumran, na região do Mar Morto, em Israel, de um fragmento de papiro, datado do ano 50 d.C., onde se pode ler, em caracteres gregos, trechos [trechos??? tinha três letras e um ponto!] de dois versículos do evangelho de Marcos. [uma teoria dada aqui como verdade] É impossível saber se o fragmento corresponde ao próprio evangelho ou a algum documento perdido, que o redator utilizou como fonte. [Não sou eu que estou dizendo!] De qualquer modo, o achado desmente a idéia de uma composição tardia [desmentiu alguma coisa?! Pelo amor de Deus!!!] e, portanto, pouco confiável das narrativas evangélicas. Duas décadas depois da morte de Jesus, sua história já estava sendo escrita. [Claro!... Agora só falta provar isso!... Vê como se contradizem?!...]

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8 - DO SITE CIÊNCIA X FÉ.
É quase uma demonstração de desespero, por não conseguirem os religiosos provar a existência de Cristo, enquanto a cada dia torna-se mais fácil comprovar as falsificações que garantiram tais fatos por longos e longos anos... Vamos dar uma lidazinha neste texto elaborado pelos próprios religiosos. [Comentários em azul e destaques são meus]:

Para muitos estudantes da Bíblia, a arqueologia representa uma esperança de finalmente poder encontrar provas irrefutáveis [isto quer dizer que até hoje não encontraram tais provas irrefutáveis. É o que se conclui, não é?] da veracidade das Escrituras, e de poder levantá-las triunfantemente diante dos céticos e incrédulos e dizer: "Agora vocês terão de acreditar na verdade histórica deste livro!". [De fato! Só que 2.000 anos já se passaram e até agora, nada...]
Dois achados recentes parecem ter potencial para este tipo de evidência contundente: [contundente! Já em novembro de 2002 já surgiram acusações de que a descoberta de Lemaire seria uma fraude] uma urna de pedra, ou ossário, com as palavras: "Tiago, filho de José, irmão de Jesus", inscritas em aramaico, datada do ano 63 da era cristã; [Esse aqui já botou a data. Tiago, um sexagenário irmão de Jesus, você ouviu falar? Na Bíblia tem três Tiagos. Fora dela teriam quantos?] e uma tábua de arenito, encontrada no local sagrado do Monte do Templo em Jerusalém, da época do Rei Joás de Judá, com inscrição em fenício antigo, contendo ordens para reparar o Templo de Salomão. [Tenho nada a ver com isso].

No caso do ossário, seria a mais antiga referência extra-bíblica a Jesus. Alguns já o estão considerando "a maior descoberta relacionada com o Novo Testamento" na nossa geração, "tão importante quanto os Manuscritos do Mar Morto" [Falo disso mais adiante] (Ben Witherington, professor de Novo Testamento nos E.U.A.). Seriam evidências da real existência de Jesus, e também de Tiago e José personagens citados na Bíblia. [também nunca encontraram historicamente, evidências das suas existências], A inscrição foi feita em aramaico, justamente a língua falada por Jesus e seus contemporâneos. O segundo achado é um objeto mais antigo ainda. Encontrada durante reformas por autoridades muçulmanas em dependências de uma mesquita no Monte do Templo, a pedra contém uma inscrição em fenício em que o rei ordena aos sacerdotes que pegassem "o dinheiro sagrado... e comprassem pedras lavradas, madeira e cobre e se esforçassem para executar seu dever para com a fé" [Olhem só o que eles chamam de prova contundente! Você acha que prova alguma coisa?!]. Se a obra fosse completada, acrescentaria, "o Senhor protegerá seu povo com a bênção". Tudo isto confere com o relato bíblico em 2 Reis 12, onde fala das reformas do templo feitas pelo Rei Joás. Esta descoberta teria implicações não só como confirmação da narrativa bíblica, mas como evidência de que o Templo de Salomão realmente existiu
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[Você consegue ver algum templo nessas palavras escritas?!...] neste exato local, que é o foco de tensões atuais entre judeus e árabes na Terra Santa. O jornal de Tel Aviv, Ha’aretz, aclamou a descoberta como "uma peça de evidência física inédita, descrevendo eventos de uma maneira que corrobora a narrativa da Bíblia". [Acho que ninguém está afirmando que certos eventos não existiram, e isso porque, justamente, estes foram intencionalmente mesclados aos falsos]. Atualmente, clérigos muçulmanos insistem, a despeito de todas as evidências arqueológicas já existentes, que nenhum santuário judeu já existiu neste local sagrado, onde hoje se encontram duas mesquitas. O problema com descobertas como estas é provar que são autênticas. [também acho...] Até agora, as primeiras análises estão confirmando vários aspectos importantes destes objetos. Tanto o ossário como a tábua de pedra passaram pelas provas de idade, e não apresentam sinais de alteração ou violação posterior. Autoridades não cristãs analisaram o ossário e concordaram que realmente era do primeiro século depois de Cristo. [Eu, particularmente e com boa vontade, até acredito nesse “ossário” mas as inscrições podem ter sido feitas posteriormente, sem que seja possível, com facilidade, provar uma fraude. Se for fraude, eles acabam achando. Se não for, não prova nada!] Entretanto, isto ainda está muito distante de dizer que encontramos uma prova objetiva da existência de Cristo, [Eles se entusiasmam e acabam entregando o ouro, ou seja, NÃO encontraram nenhuma prova objetiva da existência de Cristo!] ou da autenticidade das Escrituras [NEM da autenticidade das escrituras!]. O ossário é do primeiro século, confere com costumes da época, com a língua falada, com o tipo de manuscrito. Até a expressão "irmão", que não era comum em inscrições assim, aponta para o contexto cristão, e para a identificação de alguém que era "irmão de Jesus". Mas é impossível provar que os nomes ali inscritos realmente se referiam às personagens bíblicas. Como também talvez nunca será possível provar que as palavras na tábua de arenito foram escritas de fato pelo Rei Joás. Se não pudermos dizer que a arqueologia prova a Bíblia, pelo menos não é incorreto dizer que a arqueologia confirma a Bíblia. E isto para nós é suficiente! [Não é suficiente para um homem sério que gosta de conviver com a verdade!]
Aí está. Eu nada disse. Eles é que na ânsia de provar a existência de Cristo declaram que em 2.000 anos ainda nada têm, justamente, que prove isso. Portanto... eu posso afirmar que é mentira. É invenção. É mitologia – tanto quanto todas as outras existentes antes dessa o foram!!! Não é o que eu me propus demonstrar? Vamos ver mais. Ainda não acabou!!!...

9 – OH, NASCIMENTO DUVIDOSO!...
Que tal agora o Site Christananswers, falando sobre o nascimento de Jesus? Se você olhar com olhos críticos, vai reparar que nem eles sabem exatamente o que aconteceu.

A típica história que nós repetidamente ouvimos é:
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"Na noite de 25 de Dezembro, cerca de 2000 anos atrás, Maria se dirigia a Belém montada em um jumento, à beira de dar à luz o seu bebê. Embora fosse uma emergência, todas as hospedarias lhes negaram abrigo. Então eles tiveram Jesus em um estábulo. Em seguida, os anjos cantam aos pastores, e depois todos se juntam aos três reis magos montados em camelos no louvor ao silencioso recém-nascido." O problema é que essa história pode estar quase completamente errada. Os eventos que rodearam o nascimento têm sido recontados tantas vezes de tantas formas em peças, poesias, livros e filmes - que a maioria das pessoas têm uma visão distorcida dos verdadeiros eventos. O único registro preciso é o que se encontra na Bíblia Sagrada, a Palavra de Deus. [Olhem em quê ele confia... Vocês agora conhecem a história!...] Jesus nasceu em um estábulo? Ou em um celeiro? Ou em uma caverna. A Bíblia não menciona nenhum desses três lugares em conexão com o nascimento de Cristo, menciona apenas uma manjedoura. A Escritura diz apenas que eles deitaram Jesus em uma manjedoura porque não havia nenhum lugar para ele no quarto de hóspedes. [Esse lugar nunca apareceu] A palavra grega usada na Escritura é kataluma, e pode significar quarto de hóspedes, alojamento ou hospedaria. Na única outra vez que aparece no Novo Testamento, essa palavra significava um quarto amplo e mobiliado de um sobrado, dentro de uma casa particular. É traduzido como quarto de hóspedes, não como hotel (Marcos 14:14–15). De acordo com nossos peritos em arqueologia bíblica. Jesus provavelmente nasceu na casa de parentes, mas fora da sala e do quarto de hóspedes. [Esse lugar também nunca foi encontrado]. Três reis magos montados em camelos estavam presentes no nascimento de Jesus? A Bíblia não fala que nenhum rei ou camelo visitou Jesus. Ela menciona que homens sábios (magos) foram, mas não diz quantos. [Nem se sabe quais, quantos, de onde vieram e para onde foram, nem o que vieram fazer] Nenhum dos primeiros Pais da Igreja sugeriu que os magos eram reis. Como a palavra “magos” usada na Bíblia está no plural, havia aparentemente ao menos dois deles, e pode ter havido mais - até mesmo muitos mais deles. [Só que ninguém jamais apareceu para esclarecer isso] A Bíblia menciona apenas que três presentes caros foram dados por eles – ouro, incenso e mirra- [pelo menos o ouro poderia existir. Afinal um presente dado a um futuro deus, mandaram derreter?] mas isso não indica necessariamente o número dos magos. Não há prova de qual era o país de origem desses homens. [São eles mesmos que confessam isso. Mas não há sequer provas de que existiram] E mais, os sábios homens claramente não visitaram Jesus enquanto ele ainda estava deitado na manjedoura, como é comumente apresentado em cartões e peças. Os magos não chegaram até algum tempo depois da apresentação de Cristo no Templo em Jerusalém (Lucas 2:22-39). [Então que magos foram esses que passaram pela estrada e fazem parte da Bíblia?] Nesse momento, a Escritura se refere a Jesus como uma "criança", não como um "bebê". É possível que o pequeno Jesus já estivesse andando e falando então. Com base nos cálculos do Rei Herodes e dos magos (Mateus 2:19), Jesus podia já ter dois anos ou menos. [Resultado; Ninguém sabe de nada. Nenhuma evidência, nenhuma prova. Só estórias da carochinha]
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Jesus nasceu em 25 de Dezembro, ou ao menos em Dezembro? Embora não seja impossível, parece improvável. A Bíblia não especifica um dia ou mês. Um problema com Dezembro é que seria fora do comum que pastores estivessem “pastoreando nos campos” nesse frio período do ano, quando os campos ficavam improdutivos. [Que mancada!!!] A prática normal era manter os rebanhos nos campos da Primavera ao Outono. Além disso, o inverno seria um tempo especialmente difícil para Maria viajar grávida pelo longo caminho de Nazaré a Belém (70 milhas). [Não sou eu que estou dizendo!]
Nota: Mais adiante vou provar que a cidade de Nazaré nunca existiu. Prestem atenção.

Um período mais provável seria em fins de Setembro, no tempo da Festa dos Tabernáculos, quando uma viagem como essa era comumente admitida. Além do mais, crê-se (embora não seja certo) que o nascimento de Jesus foi próximo ao final de Setembro. A concepção de Cristo, contudo, pode ter ocorrido no final de Dezembro do ano anterior. Nossa celebração de Natal pode ser vista como uma honrada observação encarnação do 'Verbo que se fez carne' (João 1:14). [Resultado, ninguém sabe de nada. Inventaram, e uma invenção não afirma nada, por isso mesmo] Por que muitos cristãos celebram o Natal em 25 de Dezembro, se não foi nessa data que Cristo nasceu? Essa data foi escolhida pela Igreja Católica Romana. [Assim como o resto todo] Devido ao domínio de Roma sobre o mundo "Cristão" por séculos, a data se tornou tradição por toda a cristandade.. Os vários equívocos acerca do nascimento de Cristo ilustram a necessidade de sempre testarmos tudo o que ouvimos contrário à Palavra de Deus, não importa qual seja a fonte da informação. A Bíblia é a autoridade decisiva. [que, por sua vez, nada sabe].
Vamos adiante: Vendo pelo lado cristão, quero registrar os argumentos que eles habitualmente chamam de provas documentais sobre a vida de Cristo. Podemos analisar essas “provas” e concluir com isenção, se são válidas ou não. [Faço comentários em azul e destaco em sublinhado]

10 - VAMOS FABRICAR UMA DATA CERTA!
Não sei se existe um outro caso igual, mas é costume de toda a humanidade, marcar a data do nascimento de uma pessoa. Imagino que qualquer menino pobre de qualquer aldeia nos píncaros dos idos anos a/C, tivesse, o seu dia de cantar parabéns... Mas, interessante... O Messias tão esperado, o rei dos judeus, cuja chegada foi anunciada pelos anjos e até por uma estrela de brilho ofuscante, que chamou a atenção de magos em lugares distantes, não tivesse uma data de nascimento. Esqueceram-se de registrar, diz o padre no texto aí abaixo. Não houve interesse... Uma omissão natural...

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Poxa!!! Não é que também esqueceram de marcar quando morreu?!... Poxa!... Baita distração!... Dupla distração!... Os caras sabem de cor e salteado toda a geração, de Moisés a Jesus, o nome da parentada toda!... Bem... Isso não será problema, embora tivesse que ser resolvido alguns séculos depois. Vejamos como:

Texto de Pe. Ariel Alvarez Valdés (parcial)
5- Foi quando se deram conta de que ninguém sabia o dia, o mês, nem sequer o ano do nascimento de Jesus. Os autores do Evangelho haviam omitido este detalhe. Os Evangelhistas contam episódios da vida de Jesus que foram compilados em cima de uma catequese oral anterior [escreveram, segundo o que lhes contaram, fosse o que fosse, verdades ou mentiras, e como quem conta um conto aumenta um ponto...] e estes escritos nunca tiveram a pretensão de dar uma cronologia exata da vida de Cristo. [Pra que filho de Deus precisa ter data, né?] 6- Então surgiu um monge chamado Dionísio. Era natural da cidade de Escita, região da atual Rússia, mas viveu quase toda sua vida em Roma. Tinha o apelido de "Exíguo", isto é: pequeno. Talvez por ser de baixa estatura ou, o mais provável, ele se tenha dado este nome por humildade, considerando-se o menor de todos. Era um dos homens mais eruditos de sua época. Brilhante teólogo, foi grande conhecedor da história da Igreja e especialista em cronologias. Foi autor de uma célebre coleção de decretos dos papas e decisões dos Concílios, com valiosos comentários próprios. Este monge decidiu enfrentar essa colossal empresa de calcular o nascimento de Jesus Cristo. Contava com algumas informações úteis extraídas dos Evangelhos. Assim, do Evangelho de Lucas, tomou o dado de que ao começar sua vida pública "Jesus tinha uns 30 anos" (Lc 3,23). Era um bom começo. Em que ano, porém, Jesus começou sua vida pública? Alguns versículos antes, estava a resposta: "No ano 15 de governo de Tibério César" (Lc 3,1). Confrontando imensas tabelas de datas e cronologias, Dionísio deduziu que o ano 15 de Tibério, quando Jesus iniciou a sua pregação, correspondia ao ano 783 U.C. (783-30 = 753). Deste modo, o ano 754 u.C. seria o ano 1 depois de Cristo; o ano 755 U.C., ano 2 d.C., e assim por diante. Neste novo calendário, a fundação de Roma (que era o ano 1 u.C) passa a ser o ano 753 a.C. E o próprio Dionísio que estava vivendo no ano 1279 u.C., passou a viver no ano 526 da era cristã (1279-753=526). O novo calendário teve um êxito extraordinário: imediatamente foi aplicado em Roma; depois, na Inglaterra, França. Mas tarde pela Espanha e, em 1422, chegou a Portugal. No final da Idade Média já estava generalizado para todas as partes. Dionísio morreu no ano 540 d.C. 7- Mas houve um equívoco na computação de Dionísio. O Evangelho de Mateus traz o dado, não considerado por Dionísio, de que Jesus veio ao mundo "no tempo do Rei Herodes" (2,1). E, pelo escritor e historiador romano Flávio Josefo, contemporâneo de Cristo, sabemos que este rei morreu no ano 4 a.C., poucos dias depois de um eclipse da lua ocorrido em 12 de março daquele ano. Portanto Jesus deve ter nascido pelo menos 4 anos antes do ano fixado por Dionísio. Pergunta-se: Jesus nasceu quanto tempo antes da morte de Herodes? Se o acontecimento dos Reis Magos do Oriente, relatado em Mateus, 2, é substancialmente histórico, podemos deduzir que, quando os Magos chegaram, eles

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encontraram Herodes são e morando em Jerusalém. Ele os recebeu, fez suas investigações e gozava boa saúde, tanto assim que prometeu que ele mesmo iria visitar o Menino, depois das informações dos Magos. Em contra partida, sabe-se pelos dados históricos que o velho monarca, quando sentiu sua saúde piorar, foi para Jericó, para as Termas de Calíore tomar os banhos curativos. Como não obtivesse melhora, voltou para Jericó, onde morreu pouco depois. Esta viagem de Herodes se deu em novembro do ano 5, no começo do inverno. Aí vamos ter que acrescentar mais meio ano aos 4 anos já contados e chegaremos à metade do ano 5 a.C. para o nascimento de Jesus. Quantos anos teria Jesus, quando ocorreu o massacre dos inocentes ordenado por Herodes, diante do medo de que o menino viesse tomar-lhe o trono, como Rei de Israel? Esta é a terceira adição que devemos fazer. Depois de calcular a data do nascimento de Jesus, Herodes mandou matar todos os meninos "de dois anos para baixo" (Mt 2,16) ainda que o rei tenha alargado o espaço para não lhe escapar a presa, pode-se razoavelmente pensar que Jesus já teria naquelas circunstâncias de 1 ano a ano e meio. Muitos autores antigos dizem que Jesus já tinha 2 anos. Também alguns evangelhos apócrifos dão esta idade para o menino quando ocorreu a matança dos inocentes. E algumas pinturas das catacumbas representam Jesus já bem crescidinho. O próprio Evangelho de Mateus diz que os Magos encontraram a Sagrada Família vivendo "na casa" (Mt 2,11) e não na Gruta do Nascimento, como costumamos representar nos nossos presépios. Somando esta nova margem de tempo a nossos cálculos anteriores, já estamos entre o final do ano 7 e meados do ano 6 a.C. – Só nos falta um dado: o tempo que decorreu entre a vinda dos Magos e a doença de Herodes. Porém este espaço parece que não deve nos afastaríamos bastante da idade que Lucas dá a Jesus, no começo de sua vida pública: Jesus "tinha uns 30 anos". E uma data aproximativa: ao redor dos 30 anos. Se nós dilatarmos muito o espaço entre a vinda dos Magos e a doença de Herodes, Lucas deveria ter dito que Jesus "tinha uns 40 anos". Portanto, a data provável do nascimento de Jesus é o ano 7 a.C. E, ao começar sua vida pública, Jesus teria uns 34 anos.
Ou seja, criaram Jesus segundo à história ajustando-o aos fatos reais, e não a história foi criada a partir de Jesus real. Além disso, nesse caso, a Bíblia estaria errada, ao dizer que Cristo morreu aos 33 anos.

11 - DOCUMENTOS QUE COMPROVAM A EXISTÊNCIA DE JESUS CRISTO.
Documentos de escritores romanos (110-120): 1. Tácito [um importante historiador romano] por volta do ano 116, [86 anos após a hipotética morte de Cristo] falando do incêndio de Roma que aconteceu no ano 64, [30 a 35 anos após a dita morte de Cristo] apresenta uma notícia exata [???] sobre Jesus, embora curta. "Um boato acabrunhador atribuía a Nero a ordem de pôr fogo na cidade. Então, para cortar o mal pela raiz, Nero imaginou culpados e entregou às torturas mais

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horríveis esses homens detestados pelas suas façanhas, que o povo apelidava de cristãos. Este nome vêm-lhes de Cristo, que, sob o reinado de Tibério, foi condenado ao suplício pelo procurador Pôncio Pilatos. [Sem considerar que essa inserção já foi provada falsa, Tácito apenas justificou o porque do apelido e citou a história naturalmente contada pelos cristãos, pois ele demonstra claramente que não tinha conhecimento do fato] Esta seita perniciosa, [Ele chama pejorativamente de seita e não cita o seu líder com a importância que naturalmente teria, se fosse real, porque na verdade não existia nenhum líder vivo, mas um mito chamado Crestus.] reprimida a princípio, expandiu-se de novo, não somente na Judéia, onde tinha a sua origem, mas na própria cidade de Roma"(Anais, XV, 44). 2. Plínio o Jovem, Governador romano da Bitínia (Asia Menor), escreveu ao imperador Trajano, em 112: "...os cristãos estavam habituados a se reunir em dia determinado, antes do nascer do sol, e cantar um cântico a Cristo, que eles tinham como Deus" [Cento e doze anos passados – imagine esse tempo na sua vida – ele cita um cântico a Cristo que eles tinham como Deus. Claro, o cântico não era a Baal, Mytra, nem a Buda. Era a Cristo, como hoje se canta, independente de ser verdade ou não a sua existência. Eu mesmo já cantei e nunca o vi. A referência no caso, fica duvidosa se a Crestus ou a Cristo que veio em seguida] (Epístolas, I.X 96) 3. Suetônio, no ano 120, referindo-se ao reinado do imperador romano Cláudio (41-54), afirma que este "expulsou de Roma os judeus, que, sob o impulso de Chrestós (forma grega equivalente a Christós),[Agora ele falou certo. Não é forma de escrever. Já sabemos que não se trata do mesmo mito, certo?] se haviam tornado causa frequente de tumultos" (Vita Claudii, XXV). Esta informação coincide com o relato de Atos 18,2 ("Cláudio decretou que todos os judeus saíssem de Roma"); esta expulsão ocorre por volta do ano 49/50. Suetônio, mal informado, julgava que Cristo estivesse em Roma, provocando as desordens. [Taí o que é falta de informação. Contando uma história de 80 anos atrás, sobre um sujeito de 120 anos atrás que pensava existir. Isso prova alguma coisa? Prova apenas falta de informação, por algo que deveria ser tão importante se tivesse ocorrido de fato]. I. Documentos Judaicos: 1. O Talmud dos judeus apresentam passagens referentes a Jesus. Coletânea de leis e comentários históricos dos rabinos judeus posteriores a Jesus. Combatem Jesus histórico. [É... O Alcorão também fala de Jesus. E garante que existiu! Só, que... 600 anos depois. Como ninguém estava lá para garantir...] Tratado Sanhedrin 43a do Talmud da Babilônia: "Na véspera da Páscoa suspenderam a uma haste Jesus de Nazaré. Durante quarenta dias um arauto, à frente dele, clamava: "Merece ser lapidado, porque exerceu a magia, seduziu Israel e o levou à rebelião. Quem tiver algo para o justificar venha proferí-lo!" Nada, porém se encontrou que o justificasse; então suspenderam-no à haste na véspera da Páscoa." [Certamente
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nessa época era hábito copiarem-se livros uns dos outros, já que não havia xerox. Comprova isso apenas que copiaram uns dos outros, nada mais] 2. Flávio Josefo (historiador judeu, 37-95): "Por essa época apareceu Jesus, homem sábio, se é que há lugar para o chamarmos homem. Porque Ele realizou coisas maravilhosas, foi o mestre daqueles que recebem com júbilo a verdade, e arrastou muitos judeus e gregos. Ele era o Cristo. Por denúncia dos príncipes da nossa nação, Pilatos condenou-o ao suplício da Cruz, mas os seus fiéis não renunciaram ao amor por Ele, porque ao terceiro dia ele lhes apareceu ressuscitado, como o anunciaram os divinos profetas juntamente com mil outros prodígios a seu respeito. Ainda hoje subsiste o grupo que, por sua causa, recebeu o nome de cristãos" (Antiguidades Judaicas, XVIII, 63a). [Já conheço a Bíblia suficientemente, e já ouvi essas histórias – É o tipo da falsificação grosseira, já detectada pela ciência, que eles continuam usando].
Vamos supor que esse texto não fosse um dos que já foram devidamente tachados de falsos. Vamos supor... Reparem na inspiração do texto: meloso, carola, igual a poesia bíblica... Josefo era ateu e não tinha esse estilo de escrever, e nunca escreveu isso! Além de que, esse não é um escrito original de Josefo, mas de alguém que diz que ele escreveu, o que não escreveu. Tente observar bem o texto e raciocinar. Se ele fosse verdadeiro, se Josefo tivesse realmente conhecimento sobre Cristo, e todas essas façanhas mencionadas nesse exclusivo texto, seria esse o único que ele teria escrito? Faz sentido, um historiador que vivia no pé dos imperadores romanos, ter presenciado todo o envolvimento de Cristo com essas autoridades, sido crucificado, inclusive, e ter feito essa exclusiva menção? Josefo, com a responsabilidade profissional que tinha escreveria sobre as “coisas maravilhosas” de Cristo, sem descrevê-las? O chamaria de sábio sem conhece-lo? Teria presenciado a crucificação sem escrever uma linha? Não descreveria os prodígios que mencionou de Jesus? Conheceu que Jesus reapareceu ressuscitado, e falou só isso dessa coisa tão fantástica? Continuamos a leitura, com o mesmo autor:

Documentos Cristãos: Os Evangelhos: narram detalhes históricos, geográficos, políticos e religiosos da Palestina. São Lucas, que não era apóstolo e nem judeu, fala dos imperadores Cesar Augusto, Tibério; cita os governadores da Palestina: Pôncio Pilatos, Herodes, Filipe, Lisânias, Anás e Caifás (Lc 2,1;3,1s); [Uma inversão estranha. Lucas um homem do povo, possivelmente um analfabeto, falar tanto dos Romanos enquanto um escritor historiador profissional romano, nada falar sobre Jesus em suas contendas com os romanos...] São Mateus e São Marcos falam dos partidos políticos dos fariseus, herodianos, saduceus (Mt 22,23; Mc 3,6); São João cita detalhes do Templo: a piscina de Betesda (Jo 5,2), o Lithóstrotos ou Gábala (Jo 19, 13), e muitas outras coisas reais. [Ninguém discute que a Bíblia fez uma inteligente mescla de fatos reais, com os mitos que quiseram criar. Daí, estes personagens e locais são reais. A história fala fartamente sobre eles, nos documentos oficiais e escritos
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literários. Apesar disso, esses mesmos documentos que comprovam os relatos bíblicos sobre esses personagens de Roma, nada citam sobre JESUS, INTERAGINDO COM ELES. Aliás nem falam sobre Jesus de nenhuma forma. E isso é bem mais uma prova contra do que a favor, apresentada pelos religiosos] Outros argumentos: - Os apóstolos e os evangelistas não podiam mentir. - Os apóstolos e evangelistas nunca teriam inventado um Messias do tipo de Jesus: [Quem escreveu a Bíblia não foram os apóstolos, pois nem estes existiram, mas os padres, pedófilos desde aquela época, 200 anos após, e a modificaram à vontade, diariamente, no milênio seguinte, sem que isso fosse considerado uma mentira...]. Deushomem, crucificado (escândalo para os judeus e loucura para os gregos - (1Cor1,23). [Nem os judeus nem os gregos escreveram nada sobre Jesus como testemunhas oculares. NADA!] - Os relatos dos Evangelhos mostram um Jesus bem diferente do modelo do Messias "libertador político" que os judeus aguardavam. [Nenhum historiador judeu escreveu uma linha sobre um “pretenso falso” Messias!... Foi como se não tivesse existido. O referido Messias “libertador político”, referia-se ao Crestus essênio.] - Homens rudes da Galiléia não teriam condições de forjar um Jesus tão sábio, santo, inteligente, desconcertante... [Não foram homens rudes da Galiléia que escreveram a Bíblia, mas os padres, muitos dos espertos, durante 1.400 anos!... E só deixaram o povo ler o que estava escrito, na Renascença, depois de Colombo e Cabral]. - A doutrina que Jesus pregava era de dificil vivência O romano Tácito, [descreve] o cristianismo como "desoladora superstição" [tratase do cristianismo anterior a Cristo de Nazareth, que inspirou a esse último.], Minúcio Felix, falava de doutrina indigna dos gregos e romanos. - O zelo da Igreja pela verdade - rejeitou textos apócrifos. [Eram textos antagônicos, histórias diferentes, que desmentiriam umas as outras. Milhares de invenções diversas. Não foi zelo pela verdade, mas zelo para encobrir a mentira.] - Será que poderia um mito ter vencido o Império Romano? [O mito foi fabricado com a aquiescência e financiamento do império romano. Está no homem, no fanatismo e na ignorância. Muitos morreram por causa disso, mas os padres que faturam bilhões de dólares anuais com a religião, os ressuscitam até hoje, como ressuscitaram Jesus] - Será que um mito poderia sustentar os cristãos diante de 250 anos de martírios e perseguições? [Está insinuando que Jesus viveu esse tempo todo? Bem semelhante aos islâmicos que se suicidam por Maomé. Quem vai entender? Fruto da ignorância e lógico, de alguém que faz as suas cabeças!] Tertuliano (†220), de Cartago : "o sangue dos mártires era semente de novos cristãos". - Será que um mito poderia provocar tantas conversões? [Está na doutrina: Ide e pregai o Evangelho a todo mundo!... – Eles vão. Estão aqui na minha porta todo domingo, os Testemunhas de Jeová... Que merda eles têm nas cabeças, eu não sei... É preciso tomar cuidado com isso, pra não ficar igual!...]
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- No século III já havia cerca de 1500 sedes episcopais. [$$$$$$$$] - Será que um mito poderia sustentar uma Igreja, que começou com doze homens simples, [o cristianismo de Jesus começou no império de Roma, financiado pelos próprios imperadores, que pretendiam dominar o povo. Não faltava dinheiro] e que já tem 2000 anos; já teve 264 Papas, tem hoje mais de 4000 bispos e 410 mil sacerdotes? [$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$!!!!!!! – milhares de igrejas, bilhões em bens e trilhões de faturamento anual $$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$!!!!!!] Eis agora a conclusão muito importante: Se tudo isto que Jesus disse e acreditou, fosse mentira, então ele seria um paranóico, um visionário, um farsante, um delirante como tantos que já houve. Se Jesus não acreditou no que dizia, ameaçando até de perda eterna quem não cresse nele, então ele seria o mais refinado vigarista, embusteiro e impostor, digno de cadeia, pois o que ele ensinava e exigia era sério demais para a vida das pessoas. Das duas uma, então, ou Jesus era Deus, ou era um impostor, um louco varrido. [É justamente isso que eu penso dos religiosos que exploram a ignorância do povo enquanto ficam bilionários. Como a Bíblia e essa invenção é coisa deles, nada mais justo que mandá-los para a cadeia!] Logo, Jesus não se enganou e nem enganou ninguém; era de fato Deus encarnado, perante a lógica da própria ciência racionalista. "Quem dizem os homens que eu sou?...E vós, quem dizeis quem eu sou?...Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo!" [Sem mais palavras...] (Mt 16,14-16) Pax et Bonum, Bruno Valadão.
Essas são as provas que eles dizem existir... Considere ainda as inevitáveis ajeitadas na tradução, para puxar a brasa para a sardinha de Cristo. Uma preposição, uma vírgula sempre faz diferença. Em nenhum momento da maravilhosa história de Roma, alguém escreveu assim: “ Então disse Cristo a Pilatos...” ; “E Herodes disse a Pilatos sobre Jesus”; “E estando Jesus na cidade, Pilatos...”; “E disse o Centurião Fulano a Jesus”; etc, etc, etc. etc... Nada!... Só frases obscuras que não citam a pessoa de Jesus de forma incisiva em momento algum por uma testemunha ocular. E ele não era o rei dos judeus? Não era o Deus, o filho de Deus?! Seria um louco, mendigo, miserável de tão insignificante, indigno de ser citado, ou não existiu?!... Você é quem sabe... Pelo menos, isso é o que eles têm para me contestar. Segundo esses relatos históricos, os cristãos eram mais um bando de fanáticos, uma horda de desordeiros, reles seres de terceira categoria, isso sim!... Esse era o povo que precisaria ser dominado – pela própria fé... Vamos ver mais.

12 – TIRANDO DÚVIDAS.
Imaginemos um jovem semi-informado, querendo esclarecer suas dúvidas justamente com um padre católico! Olhem no que dá... [Faço inserções em azul e destaco sublinhando] 97

De: Rafael Enviada em: Quinta-feira, 23 de Maio de 2002 15:43 Localidade: SBCampo, SP Religião: católico Idade: 21 Escolaridade: cursando nível superior Boa tarde Sou de familia católica praticante e tenho algumas perguntas que caso satisfatória-mente respondidas me tornarão um fórte adépto da cancepção católica, pois concordo com toda a teoria Católica Apostólica Romana...., mas este assunto basilar sempre me afligiu muito !!!! Sempre ví tramitar em meus estudos de história que a Biblia ( novo testamento ) não foi escrita logo após a morte de Cristo, houve um grande intervalo. Eu gostaria de saber exatamente, quanto tempo após a morte de Cristo a Bíblia foi escrita. Outra pergunta, quem ( ou que grupo )redigiu os textos originais da Bíblia ( novo textamento )? A minha maior penúria é em relação ao fato. Porque Jesus (o Rei dos Reis ) não deixou nada por escrito ? Outra pergunta: O que prova a existencia de Cristo ? Não sei à que grau estou começando à me equivocar, mas tenho muito medo de estar acreditando em um Sócrastes dos tempos modernos, onde na realidade ninguém sabe se realmente existiu, mas se sabe que o que foi atribuido à ele está revolucionando o mundo. Eu gostaria que vocês me respondessem este email, será muito importante para mim e para minha fé Resposta Muito prezado Rafael, salve Maria ! Tenho muito gosto em responder a sua pergunta. Foram os hereges modernistas que afirmaram que os Evangelhos foram escritos muito depois da morte e da Ressurreição de Cristo. [Com certeza não foram antes, nem por testemunhas oculares] Diziam eles -- e é o que você diz ter estudado em livros de História -- que os Evangelhos não eram livros históricos, mas representavam os mitos inventados pelas comunidades cristãs dos primeiros séculos. Para esses hereges , os Evangelhos teriam sido escritos 200 anos depois da morte de Cristo. [A história conta que foram a partir de uma época onde os apóstolos já estariam mortos, ano 70 até 400. Além disso a Bíblia continuou sendo modificada à vontade pelos próprios escritores (padres) até o século XV quando então passaram ao domínio público. A partir daí, sofreram ainda modificações até hoje, embora bem mais discretas.] Quem iniciou essa mentira contra o caráter histórico dos Evangelhos foi o padre Alfred Loisy, um dos líderes do Modernismo, que foi excomungado por suas heresias [contar a verdade é heresia] por São Pio X. Entretanto, apesar dessa excomunhão e da
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condenação de suas doutrinas na encíclica Pascendi de São Pio X, suas afirmações continuam a ser defendidas, até hoje, por muitos sacerdotes modernistas. [Ninguém pode escapar da verdade!] A comprovação de que os Evangelhos foram escritos logo depois da morte de Cristo-- como sempre ensinou a Igreja -- foi dada pelos manuscritos de Qumram. [??? Realmente um exagero exageraaaaaado, mas eu vou abordar esse assunto a seguir] Como você sabe, foram descobertos em Qumram, os mais antigos documentos datados da época de Cristo. Eram livros e textos sagrados [Mentira! O que era “sagrado” tratava-se de escritos sobre o Torah, que gerou o Velho Testamento da Bíblia. O resto era sobre outros assuntos, histórias e hábitos populares] que haviam sido deixados nessas grutas por ocasião da invasão romana do ano 70. Portanto, eram textos anteriores ao ano 70. Esses livros originais pertenciam aos essênios, e são conhecidos, hoje, como os Manuscritos do Mar Morto. [explico mais adiante] Numa das grutas de Qumram, foram encontrados muitos fragmentos, [fragmentos, está melhorando...] que foram cuidadosamente recolhidos e estudados. Um deles -- um fragmento do tamanho de metade de uma unha --[Esse era, realmente, um dos “livros e textos”, sagrados segundo eles - do tamanho de uma unha... Há, há, há!...] continha três letras e um pequeno ponto da linha inferior. O tipo das letras [???!!!] demonstrava que o texto a que elas pertenciam, era um texto sagrado. [Sabem tudo!.... Só nada sabem de Jesus!...] Colocadas aquelas letras no computador, verificou-se que aquela seqüência de três letras não constava do Antigo Testamento. Ora, aquela seqüência de três letras foi encontrada no EVANGELHO DE SÃO MARCOS !!!. [como poderia ser encontrada em um bilhão de documentos diferentes. Era só testar...] Portanto, havia em Qumram, antes do ano 70, uma cópia [?!caramba!...] do Evangelho de São Marcos !!! [Olhem... A vontade é muito grande!... Deve ser a fé!...] Ìsso comprova que o Evangelho de São Marcos foi redigido entre o ano 33 e o ano 70. Ora, se foi assim, quando ele foi escrito, estavam vivas muitas pessoas que haviam visto Cristo. [Sim, e ninguém nada/nunca testemunhou sobre isso!] O que torna o Evangelho de São Marcos um livro comprovadamente histórico. Há ainda outras provas com relação a outros Evangelhos. [quais??!!!] Ha alguns anos, a revista "30 Giorni" publicou interessante artigo sobre esse assunto, do qual poderei fornecer-lhe cópia. A existência de Cristo é comprovada por vários documentos históricos, além dos Evangelhos, que são documentos históricos. [Cruzes!!! Nesse caso toda a mitologia grega e romana são documentos históricos] Assim, alguns historiadores romanos contam da morte de Cristo na Palestina, quando lá era governador Poncio Pilatos.[Não vi nada até agora!] Ninguém, hoje, duvida seriamente da existência de Cristo. [Eu duvido seriamente!...]

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[Nota: Os textos que leremos a seguir por argumentação desse autor, são os mesmos que foram adulterados e falsificados, a partir da história do verdadeiro cristianismo, que não se referia a Jesus Cristo, mas a Crestus dos Judeus. Vou publicar o texto mesmo assim, aceitando como se fossem verdades, mas explico a verdade mais adiante]. O Hitoriador romano, Tácito ( 54 A.D.- 119) conta que o Procurador da Palestina, Pôncio Pilatos, reinando o Imperador Tibério, mandou executar o fundador da seita dos cristãos. [tratava-se de Crestus outro ser inexistente e ainda assim, não tenho conhecimento desse escrito.] Suetônio, outro historiador romano antigo que viveu entre o ano 75 A. C. até 160 D. C. [Pô! São 235 anos!], conta que o Imperador Cláudio (41-54) tomou medidas contra os judeus que eram impulsionados a se insurgir por Cristo, [Crestus que os padres transformaram em Cristos. Esses documentos hoje já caducaram por estarem falsificados, pois eles rasuraram o nome] numa evidente confusão entre judeus e cristãos. [É que Crestus era da mitologia judia, dos essênios. Nenhuma confusão] Suetônio conta coisa semelhante ter acontecido no tempo de Nero. [Já vimos essas mentiras anteriormente]. Plínio, o Jovem, governador da Bitínia, escreveu uma carta ao Imperador Trajano ( 61-115) na qual pergunta como deveria tratar os cristãos que, embora não cometendo crimes, teriam uma crença extravagante para com o fundador de sua crença, Cristo. [Crestus – Pode reparar que mesmo alterando os nomes não fazia sentido questionar como deveria tratar os cristãos e esquecer o seu líder. Isso se deu porque Crestus, de fato, não existia. Como Jesus, posteriormente, Crestus era apenas um mito como Zeus, Apolo, Poseidon etc] Luciano, escritor romano do século II, alude ao fato de que Cristo morreu na cruz, fala de seus milagres. [Século dois, Jesus já tinha virado história, né?] O historiador judeu Flávio Josefo ( 37-94) em duas passagens de sua obra "Antiguidades" fala da morte de São João Batista por Herodes (Ant. XVIII, 2), e ele desaprova a morte de São Tiago, o irmão de Jesus, chamado o Cristo ( Ant. XX,ix, 1). [Não há outras evidências dessas passagens em outros depoimentos, mesmo entre os autores cristãos. Como é do conhecimento das autoridades em documentos, tantas falsificações, muitas foram mesmo queimadas por estarem por demais grosseiras e outras deixaram de ser mencionadas. Ainda tem gente que menciona o Santo Sudário como prova da existência de Cristo, mas já caiu em desuso entre os mais briosos comentaristas cristãos contemporâneos – Aliás, esse já é o terceiro!] Noutra passagem escreveu Josefo: "Nesse mesmo tempo apareceu Jesus, que era um homem sábio, se todavia devemos considerá-lo simplesmente como um homem, tanto as suas obras eram admiráveis. Ele ensinava os que tinham prazer em ser instruídos na verdade, e foi seguido não somente por muitos judeus, mas mesmo por muitos gentios”. [Reparem que não é o estilo de Josefo usar termos poéticos para exaltar alguém, como: sábio, admiráveis, verdade... Mentira por mentira, a Bíblia tem melhores histórias do que essa!] Era o Cristo.

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“Os mais ilustres da nossa nação acusaram-no perante Pilatos, e ele o fez crucificar. Os que o haviam amado durante a vida não o abandonaram depois da morte. Ele lhes apareceu ressuscitado e vivo no terceiro dia, como os santos profetas o tinham predito e que le faria muitos outros milagres. É dele que os cristãos , que vemos ainda hoje, tiraram o seu nome". (Flávio Josefo, História dos Hebreus, Editora das Américas, São Paulo 1956, vol V, p. 275, n* 772). [Jamais Josefo diria tais coisas, por ser um homem extremamente culto que tinha responsabilidade no que documentava, além de ateu. Como atestaria por exemplo que Cristo apareceu ressuscitado, visto que mesmo a Bíblia menciona apenas os seus apóstolos como testemunhas disso?!...] Esse texto tão claro sobre Jesus, foi contestado como falso por alguns críticos. Outros consideram que esta citação de Josefo sofreu algumas interpolações, [ainda bem que ele mesmo menciona isso...] mas que ela é autêntica no seu conjunto. [Deve ser do lote daqueles que foram desmentidos pelo teste do Carbono 14. Mesmo assim não dizem nada. Nenhum foi testemunha ocular. Contaram apenas sobre o que ouviram dos fanáticos. Mesmo o falsificado Josefo não disse que viu ou esteve com Jesus.] Finalmente, outros julgam que a passagem de Josefo é autêntica, porque todas as cópias da obra de Josefo contém essa passagem. Caso ela tivesse sido falsificada, se deveria supor que os cristãos possuiram todas as cópias dessa obra de Flávio Josefo e falsificaram a passagem, em todas as cópias, o que praticamente impossível de ter acontecido. [Nada disso!... Bastou falsificar o original e fazer centenas de cópias que saem iguais! Que idéia?!] Gostaria muito de conversar pessoalmente consigo, para ajudá-lo. [cuidado com ele!...Pode ser um pedófilo! Há, há, há!...] Pelo número de seu telefone, vejo que você reside no ABC, onde lecionei muitos anos. Seria fácil e útil marcarmos um encontro, para que eu lhe desse cópias dos artigos de que lhe falei. Espero tê-lo ajudado no fortalecimento de sua Fé, e rezo para Nossa Senhora o guarde fiel à Igreja sempre. In Corde Jesu, semper, Orlando Fedeli.
Então você está vendo como se propalam as mentiras e enganam os jovens, que confiam nessa cambada de mentirosos. Logicamente, esse rapaz estará por aí, ainda hoje, defendendo a autenticidade de Jesus, por estar mal informado.

13 – AS DESCOBERTAS DO MAR MORTO
Vou passar para você uma informação real sobre os achados nas grutas de Qumran, por diversos autores. Você mesmo vai se cientificar da politicagem religiosa que há por trás desses escritos, numa explícita tentativa de “achar” algum elemento convincente sobre a vida de Cristo. [Faço minhas observações em azul]

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(Entre2mundos.cjb.net.) Mesmo após a descoberta dos Evangelhos Gnósticos em 1945, Novas Cópias dos Evangelhos Cristãos [São apenas escritos, cópias do Torah judaico. Nada sobre Jesus] são encontrados na região do Mar Morto. Estes evangelhos se dividem em três partes; Uma parte é condizente com a Bíblia [Só VT, o que não vem ao caso da nossa discussão], outra são textos Apócrifos, e outra parte trata-se de relatos do cotidiano do povo da época em que os manuscritos foram confeccionados. Descoberta das Grutas de Qumrân Em 1947, dois pastores descobriram por acaso a primeira gruta de Qumrân, à beira do Mar Morto. Foram encontrados fragmentos e rolos escritos em hebraico. E logo se percebeu a grandiosidade desta descoberta. A partir de então, outras grutas foram sendo encontradas, contendo muito material em grande parte identificado como sendo do Antigo Testamento. Em 1955 foi descoberta uma nova gruta. Todas as grutas até então encontradas continham material escrito em hebraico/aramaico. Mas esta gruta continha papiros e jarros com escrita em grego. Grande parte do achado se encontrava fragmentada, após vários testes, teve-se a comprovação da idade e autenticidade dos achados. Além de conter relatos da comunidade local, destaca-se trechos do evangelho de Marcos. [Três letras e um ponto????] [O “Evangelho de Marcos” ainda era menos da metade desse aí da foto... Agora durma-se com uma imagem dessas...] Comprovou-se que se tratavam dos mais antigos manuscritos já descobertos pelo homem, datados de tempos anteriores [sim] aos dias de Cristo. Um dos rolos, o mais conservado, apresenta uma cópia do livro de Isaías que, ao ser comparado com as cópias modernas, trouxe a certeza de que não houve nesses dois milênios nenhuma alteração de sua mensagem profética. [O Velho Testamento, como o próprio nome indica, já era velho e testamentado. Ninguém de bom senso iria modificar isso!] O Manuscrito de Lameque, conhecido como O Apócrifo de Gênesis (PseudoEpígrafo de Gênesis), que apresenta um relato ampliado do Gênesis; A Regra da Guerra que descreve a grande batalha final entre os filhos da luz e os filhos das trevas, sendo os descendentes das tribos de Levi, Judá e Benjamim retratados como os filhos da luz, e os edomitas, moabitas, amonitas, filisteus e gregos representados como os filhos das trevas. Há também um pergaminho com Os Hinos de Ação de Graças (Hodayot), uma seqüência de 33 salmos que eram cantados, em cultos de adoração ao Criador. Dois anos depois da primeira, descobriram as ruínas do Mosteiro de Khirbet Qumran, uma propriedade dos essênios. Onde provavelmente teriam sido confeccionadas
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as cópias das Sagradas Escrituras. Seguramente pelo mesmo motivo; (avanço da Legião Romana para destruir todas as cópias dos evangelhos apócrifos) [Reparem esse depoimento importante. Após a escolha dos evangelhos que deveriam compor a Bíblia, as autoridades religiosas apoiadas pelos imperadores, mandaram destruir todos os demais evangelhos que eles mesmos denominaram apócrifos (“sem autenticidade, de autenticidade duvidosa”), ora, por quê?! Para que certamente não houvesse contradição na história. Infelizmente, nas cavernas de Qumran não foram encontrados nenhum destes evangelhos relativos ao Novo Testamento, história de Cristo, salvo, segundo dizem, as três letras e um ponto (outra balela)], que os monges de Nag Hammadi (estabelecidos as margens do Nilo), enterraram os códices dos Evangelhos Gnósticos a beira do penhasco DJEBEL EL-TARIF; Os essênios esconderam as cópias dos evangelhos nas grutas de Qumrâm.. Até 1956 foram encontradas ao total 11 grutas, com manuscritos bíblicos e nãobíblicos. Entre eles o Livro de Levíticos e o Livro de Ezequiel. "Contarás sete semanas de anos, sete vezes sete anos, isto é, o tempo de sete semanas de anos, quarenta e nove anos. No sétimo mês, no décimo dia do mês, farás vibrar o toque da trombeta em todo o país. Declarareis santo o qüinquagésimo ano e proclamareis a libertação de todos os moradores da terra. Será para vós um jubileu: cada um de vós retornará ao seu patrimônio, e cada um de vós voltará ao seu clã" (Trecho do livro de Levíticos 25:8 - 10). A princípio foi descoberto por moradores da região, mas logo que a comunidade científica tomou conhecimento, esta tratou de revelar e traduzir o que seria um tesouro incalculável para a humanidade! No final de 1999, a Biblioteca Huntingdon, de Los Angeles, uma das que detinham uma cópia microfilmada dos pergaminhos, liberou a consulta para estudiosos de todo o mundo. [mas que, na verdade, em relação a história de Jesus, nada acrescentou.]
Eu acho que nenhuma novidade há em encontrar-se alguns livros, cópias dos Evangelhos do Torah, de onde gerou o Velho Testamento da Bíblia. É como se daqui a mil anos, você encontrar a minha Bíblia por aí, meio comida de traças. Legal como história, mas nada tem a ver com a comprovação da vida de Jesus Cristo, como muitos religiosos pretendiam. Entretanto, serve perfeitamente, para mostrar que a Bíblia foi copiada desses escritos (sem Jesus, é claro!). Pode lembrar agora a resposta daquele padre ao rapaz que fez algumas perguntas sobre a Bíblia. Releia só o que o padre lhe disse...

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Dizer que aquele pedacinho de couro de carneiro, só porque havia três letras em grego, é o Evangelho de Marcos, é muita pretensão!... Ao lado, um dos 600 fragmentos que contavam a história do povo daquela região e histórias do Velho Testamento! (Figura com uma URL inserida.)

14 - ESCÂNDALO ACADÊMICO
A doutrina que João pregou no deserto já era conhecida dois séculos antes. Alguns judeus articularmente piedosos (os Hassidim) admitiam estar próximo o fim do mundo, por acreditarem no que dizia o livro dos Macabeus (I. Mac. 1,2). Os judeus tiveram sempre pouca sorte com os estrangeiros. Depois do exílio da Babilônia vieram os Persas. Alexandre venceu-os em 333 a. C. e repartiu o Império. Duzentos anos antes da era cristã os Sírios conquistaram o poder na Judéia. Os Hassidim protestaram contra a impiedade do seu tempo. Perseguidos, abandonaram as aldeias e refugiaram-se no deserto, entre Jerusalém e o Mar Morto, num local chamado Qumram. São os antepassados dos Essênios. Alguns desses Essênios separaram-se do movimento, cheios de cepticismo. Deram origem à seita dos Fariseus. O estudo comparado dos manuscritos do Mar Morto, como ficaram conhecidas as produções literárias dos Essênios, e do Novo Testamento, estabelece a existência, não de simples coincidência, mas de uma evidente dependência direta deste, no que toca às palavras, às idéias e às próprias doutrinas. Estes manuscritos, descobertos entre 1947 e 1956 foram, na sua maioria, escritos antes da era cristã e guardados em rolos, dentro de vasos de barro. Só alguns foram redigidos depois da morte de Jesus. É a relíquia religiosa mais importante depois de se ter provado que o “Santo Sudário”, supostamente a mortalha do corpo de Jesus, tinha sido tecido 1300 anos depois da sua morte. A maior parte dos manuscritos do Mar Morto foram escritos com tinta sobre pele de carneiro. Geza Vermes, um estudioso bíblico da Universidade inglesa de Oxford, considera ser “Um escândalo acadêmico" que aproximadamente 300 rolos, dos cerca de 1000 que foram descobertos, ainda não tenham sido revelados”. Muitos destes manuscritos estão guardados em diversas universidades, em Israel, Estados Unidos, França e Inglaterra.

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A língua usada nos manuscritos é o aramaico, uma língua morta. No trabalho de tradução recorre-se ao computador, que dispensa o manuseio (e a conseqüente deterioração) das peças originais. As dificuldades são muitas. Para se formar um rolo é preciso juntar-se grande número de fragmentos, porque as “folhas” originais estão ressequidas e partidas. A crescente ansiedade dos estudiosos bíblicos relaciona-se com a desejada prova da ligação de Jesus à Ordem dos Essênios, particularmente depois dos 13 anos, a identificação histórica de Jesus e a confirmação da dependência do Novo Testamento desses manuscritos. A sua divulgação tem sido dificultada por razões não exclusivamente técnicas. O ano originalmente combinado para a divulgação do conteúdo dos manuscritos era 1970. Depois, os israelitas prometeram a sua publicação para 1997. As justificativas para esta demora são: Conteúdo espetacular para a fé judaico-cristã, abalando eventualmente as estruturas hierárquicas religiosas. O escritor americano Edmund Wilson fundamentava esta hipótese referindo a conhecida tentativa de minimizar a importância dos manuscritos. Interesse das várias universidades (israelitas, francesas, americanas e inglesas) em monopolizar o estudo destes documentos.

15 - VAMOS VER O QUE DIZ A SOCIEDADE DE LITERATURA BÍBLICA:
I.

II.

III.

IV.

Antes de Qumran. As fontes antigas sobre os essênios foram usadas para mostrar o cristianismo como um essenismo que deu certo (E. Renan), enquanto que a publicação do Documento de Damasco por S. Schechter em 1910 e sua interpretação por R. H. Charles possibilitou comparações com passagens do NT. Período Ia. Entre 1948 e 1952, especialmente na França e na Alemanha, começam a ser comparados os Manuscritos que estão sendo descobertos em Qumran com o Documento de Damasco e os paralelos com o NT provocam excitação, especialmente em K. G. Kuhn e E. Lohse. [Esperança é a última que morre...] Período Ib. Entre 1950 e 1975 aparecem as contribuições de G. Vermes e E. P. Sanders. Surgem três opções: a) os Manuscritos eram vistos como pano de fundo para o cristianismo primitivo, e o debate era se Jesus ou João Batista tinham ligação com os essênios; b) reação à primeira opção, com o objetivo de preservar a originalidade da doutrina cristã; e c) um consenso emergente sobre algum tipo de relação entre os Manuscritos e os escritos cristãos primitivos. [Está aí... Da Sociedade de Literatura Bíblica, atestando que o cristianismo já existia, antes de haverem escrito sobre Jesus. Se você considerar que o cristianismo atual nasceu do cristianismo dos essênios, antes de Cristo, está tudo explicado...] Abandono. Na década de 80 os estudos dos Manuscritos e o NT tomam caminhos diferentes, especialmente quando 11QT (Rolo do Templo), publicado em hebraico em 1977 e em inglês em 1983, conduz os estudos de Qumran noutra direção. Mais
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V.

VI.

tarde, a publicação da 4QMMT (Carta Halákica) aumentou o abismo, orientando os estudos de Qumran para a halaká judaica, uma área em que os especialistas do NT demonstram escassa competência. Período II. Por volta de 1990 pequenos fragmentos de 4Q525, um texto sapiencial com bem-aventuranças, reabre a questão da relação dos Manuscritos com o NT. Antigos livros de J. H. Charlesworth são relançados e o "Projeto Munique" de H.W. Kuhn renovou o estudo dos paralelos com a literatura paulina. A influência de Qumran é agora vista muito mais sobre os escritos cristãos surgidos depois de 70 d.C., mas todos os paralelismos têm aspectos questionáveis, apesar da ênfase sobre o judaísmo de Jesus. [Possivelmente alguns escritos que os essênios guardavam e foram usados como base no novo cristianismo] Período III. O futuro pode assistir somente a esporádicas interações dos estudiosos do NT com os Manuscritos do Mar Morto

Traduzindo pra você: Quando descobriram esses documentos foram com muita sede ao pote tentando achar alguma correlação com o Novo Testamento, escrito antes do ano 70, sobre a vida de Jesus. Depois viram que tinha mais a ver com a Halaká judaica. Para não perder o pique, agora estudam que influência teria sobre os textos que já se conhece depois do ano 70. Ora, os textos dos essênios, foram copiados pelo novo cristianismo, daí, pode haver semelhança, só que... com um pequeno detalhe... O nome Jesus não é mencionado nos originais, porque foi uma invenção posterior, embora que o cristianismo já existia, inspirado em Crestus. Finalmente a frase: “O futuro pode assistir somente a esporádicas interações dos estudiosos do NT com os Manuscritos do Mar Morto”. Ou seja... Nenhuma novidade!... Depois de tanto assanhamento, Jesus não foi comprovado, nem a Bíblia ganhou mais autenticidade com esses escritos do mar Morto, como alguns querem fazer constar. Então, precisamos saber mais sobre os essênios.

16 - SERIA JESUS UM ESSÊNIO?
(Do Site Mente Aberta) Medio siglo después del hallazgo [meio século depois do achado] de los manuscritos de Qumrán, en el mar Muerto, persisten las incógnitas sobre aquella exclusivista y primitiva comunidad cristiana. ¿Fue Jesucristo uno de sus miembros? ¿Quiénes escribieron aquellos textos 160 años antes de nacer el Mesías? Llegaba el año 1946 a su final cuando tres pastores pertenecientes a la tribu beduina T'amireh encontraron de forma casual un conjunto de manuscritos en una cueva situada en Qumrán, un enclave cercano al mar Muerto. El hallazgo [A descoberta] de los manuscritos, muchos de los cuales fueron a manos de los beduinos y del mejor postor,
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dejó de manifiesto la necesidad de realizar unas excavaciones arqueológicas que permitieran acceder a otros posibles documentos. Los beduinos se negaron a revelar el lugar por temor a perder futuros botines y hubo que recurrir a la Legión árabe para localizar la cueva. La Rapiña [roubo, sequestro] La primera sorpresa que encontraron los arqueólogos fue que los beduinos se les habían adelantado llevándose de la cueva el material más interesante y dejando únicamente unos 600 fragmentos pertenecientes a una setentena de manuscritos. Sin embargo [Ainda assim] se pudo determinar que en Qumrán había vivido una comunidad a lo largo de tres periodos de tiempo bien definidos. El primero se inició en alguna fecha [data] situada entre el 161 y el 143 a. de Cristo. En la época de Herodes el Grande (37-4 a.C.), el enclave sufrió un terremoto o un incendio y se produjo un abandono del lugar que no volvió a ser ocupado hasta el reinado de Arquelao (4 a.C. 6 d.C.) permaneciendo en esa situación hasta el 68 d. de C. en que las fuerzas romanas en guerra con los judíos lo ocuparon. Se inició así un tercer periodo que duró hasta el año 73 d.C. cuando Roma obtuvo la victoria tras la toma de la fortaleza de Masada. Israel fue adquiriendo con grandes dificultades los manuscritos que faltaban. Su publicación concluyó finalmente con el anuncio por parte de la Oxford University Press de que la colección, de 39 volúmenes, aparecerá este mismo mes bajo el título de Discoveries in the Judaean Desert, 52 años después de la publicación de los primeros textos. La combinación de esta dilatada labor con los crecientes rumores sobre el verdadero contenido de los manuscritos provocaría una avalancha de literatura sensacionalista que pretendería encontrar en Qumrán no sólo indicios de una vida oculta de Jesús, sino también de los antepasados de masones y los rosacruces e incluso huellas de extraterrestres. [Místicos, são místicos e não tem jeito!] Alguno de estos libros ha producido pingües [$] beneficios a sus autores y editores. El que suscribe estas líneas recibió hace años un ofrecimiento para escribir un fraude literario semejante bajo seudónimo pero su base historiográfica es nula. De los documentos [do Qumrán] se puede decir que algunos son simplemente reproducciones de los textos bíblicos [do Velho Testamento]; otros son textos religiosos judíos que han llegado hasta nosotros también a través de otras fuentes. Finalmente y esto es lo más importante, nos encontramos con un conjunto de obras diversas que nos permiten adentrarnos en las costumbres y en la ideología de la comunidad establecida en Qumrán desde su aparición. [Só.] Autor: César Vidal Manzanares Fuente: Diario El Mundo, 2002
Mente Abierta 2002

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17 - A ORIGEM DO CRISTIANISMO.
Vamos apreciar o que diz o Senhor Acharya a respeito de Jesus:

AS ORIGENS DO CRISTIANISMO E A BUSCA PARA O JESUS CRISTO HISTÓRICO por Acharya S – Historiador Científico Madrileño. Traduzido para o português Introdução Em torno do mundo, pelos séculos, muito estava escrito sobre a religião, sua intenção, sua relevância e sua contribuição à humanidade. No oeste particularmente, os livros consideráveis foram compostos que especulam em a natureza e o fundo histórico do personagem principal de religiões ocidentais, Jesus Cristo. Muitos tentaram escavar no passado poucos indícios a respeito da identidade de Jesus e produzir um esboço biográfico que confirme a fé ou revele um lado mais humano deste deus-homem a que nós podemos todos se relacionar. Obviamente, considerando o tempo e a energia gastos neles, os assuntos do cristianismo e de seu legendário fundador são muito importantes para a mente e a cultura ocidentais. A Controvérsia Apesar de toda esta literatura que está sendo produzida continuamente e do significado deste assunto ao público, em verdade há uma séria falta da instrução formal e larga a respeito da religião e da mitologia, e a maioria de indivíduos, são altamente não informados neste assunto. A respeito do assunto do cristianismo, por exemplo, a maioria dos povos é ensinada na maioria de escolas e de igrejas que Jesus Cristo era uma figura histórica real e que a única controvérsia a respeito dele é que alguns povos aceitam-no como o filho do deus e o Messias, quando outros não. Contudo, ainda que este é o debate, o mais evidente neste assunto hoje, não é o mais importante. Embora possa parecer chocante à população em geral, a controvérsia, a mais duradoura e profunda neste assunto é se, ou não, uma pessoa chamada Jesus Cristo existiu realmente. Embora esta batalha não possa ser evidente nas publicações que são encontradas prontamente nas livrarias populares, quando se examinar próximo a este assunto, se encontra um volume tremendo da literatura que demonstra repetidamente, logicamente e inteligente, que Jesus Cristo é um caráter mitológico similar aos deus-homens da Grécia, de Roma, do Egipto, da Suméria, da Fenícia, da Índia e de outros, tudo de quem são aceitos presentemente como mitos, em vez das figuras históricas. [Muita literatura, não é o que eu disse?] Escavando profundamente neste corpo grande do trabalho, se descobre a evidência que, o caráter de Jesus está baseado em mitos e heróis muito mais velhos em torno do globo. Se descobre que este conto não é, conseqüentemente, uma representação histórica de um carpinteiro rebelde judaico cuja encarnação física tenha ocorrido 2.000 anos. Ou
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seja demonstrava-se continua-mente por séculos que este personagem, Jesus Cristo, foi inventado e não descreveu uma pessoa real que foi feita então em um sobre-humano por seguidores entusiásticos. História e posições do debate Esta controvérsia existiu desde o começo e mesmo as escritas dos pais da igreja revelam que eram forçados constantemente pelos intelectuais pagãos para defender isso que os não-cristãos e outros cristãos ("hereges") semelhante julgaram como um conto absurdo e fabricado com absolutamente nenhuma evidência do que ocorreu sempre na história. De acordo com estes dissidentes, o Novo Testamento podia correta-mente ser chamado, "ficção do Evangelho." Há um século, o mitólogo Albert Churchward disse, "Os evangelhos canônicos podem ser mostrados para ser uma coleção dos provérbios do Mito e da Escatologia egípcios." Em Falsificação no Cristianismo, Joseph Wheless indicou que "Os evangelhos são todas falsificações sacerdotais feitas mais do que um século após as suas datas fingidas." Aqueles que compuseram alguns dos evangelhos e das epístolas "alternativas" que eram passadas ao redor durante os primeiros dois séculos C.E. admitiram mesmo que tinham falsificado os documentos. A falsificação durante os primeiros séculos da existência da igreja era incontestavelmente desenfreada, assim comum no fato que uma frase nova foi inventada para descrevê-la: "fraude piedosa." Tal falsidade é confessada repetidamente na Enciclopédia Católica. Alguns dos "grandes" pais da igreja, tal como Eusebius, foram determinados por seus próprios pares ser os mentirosos inacreditáveis que escreviam regularmente suas próprias ficções de o que "o Senhor" disse e fez durante "sua" alegada estada em cima da terra. [Eu não disse que ELES sabem perfeitamente disso tudo?!... Nós é que fazemos papel de bobo!] A Prova A afirmação que Jesus Cristo é um mito pode ser provada não somente através dos trabalhos dos dissidentes e dos "pagãos" que souberam a verdade - e que foram refutados ou assassinados viciosamente em sua batalha contra os sacerdotes cristãos e os "pais da igreja" que enganavam às massas com suas ficções - mas também com as indicações dos próprios cristãos, que divulgam continuamente que sabiam que Jesus Cristo era um mito fundado em cima de alguns deuses mais antigos situados por todo o mundo antigo sabido. De fato, o papa Leo X, privilegiado à verdade por causa de sua classe elevada, fez esta declaração curiosa, "Que lucro não nos trouxe esta fábula de Cristo!" (ênfase adicionada.) Os Gnósticos De suas próprias admissões, os cristãos adiantados eram sob a crítica contínua pelos eruditos da reputação grande que foram impugnados como "pagãos" por seus adversários cristãos. Este grupo incluiu muitos Gnósticos, que objetaram arduamente à carnalização de seu deus. Os cristãos podem ser mostrados por ter apropriado muitas das características de seu deus e deus-homem dos Gnósticos. As refutações dos cristãos contra
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os Gnósticos revelam que o deus-homem cristão era um insulto aos Gnósticos, que mantinham que seu deus poderia nunca possuir forma humana. Fontes Bíblicas Está muito revelado que os documentos cristãos os mais adiantados, as epístolas ou as cartas atribuídas a "Paulo," nunca discutem um fundo histórico de Jesus, mas tratam exclusivamente com um ser espiritual quem era sabido a todas as seitas gnósticas para centenas aos milhares dos anos. [Nota: Esse texto original era em espanhol (tenho aqui também) e a tradução que fizeram para o português, às vezes perde um pouco o sentido] Poucas referências "históricas" à uma vida real de Jesus citadas nas cartas, podem ser demonstradas, por serem interpolações e falsificações. Como Edouard Dujardin indica capaz, a literatura de Paulo "não refere a Pilatos, ou aos romanos, ou a Caifás, ou ao Sanhedrin, ou a Herodes, ou a Judas, ou às mulheres sagradas, ou a nenhuma pessoa, na narração do Evangelho da Paixão, e que também nunca faz-lhes nenhuma alusão; última, que não menciona absolutamente nenhum dos eventos da Paixão, diretamente ou por alusão." Dujardin disse também que as outras escritas "cristãs" posteriores tal como o Apocalipse não mencionam nenhum detalhe ou drama histórico. Os Personagens Não há um espaço adequado aqui para detalhar cada deus que contribuiu à formação do caráter do Jesus judaico; é suficiente dizer que há uma abundância de documentação para mostrar de que este assunto não se trata de "fé" ou de "crença." A verdade é que durante a era em que este personagem supostamente viveu, havia uma biblioteca extensiva em Alexandria e uma rede da fraternidade incrivelmente ágil que se esticava de Europa a China, e esta rede de informação tinha o acesso aos manuscritos numerosos que disseram a mesma narrativa descrita no Novo Testamento, com nomes de lugar e entidades diferentes para os personagens. Na realidade, a lenda de Jesus paraleliza próximo identicamente a história de Krishna, mesmo em detalhe, como foi apresentado pelo mitólogo e erudito notável Gerald Massey há mais de 100 anos, também pelo Rev. Robert Taylor há 160 anos, entre outros. O conto de Krishna como dito nos Vedas indianos foi datado ao menos a 1400 B.C.E. [Antes de Cristo] O conto de Jesus incorporou elementos dos contos de outros deuses registrados nesta área, difundida, tal como muitos dos seguintes salvadores do mundo e "filhos de Deus," a maioria ou todos, de quem precedem o mito cristão, e um número que foi crucificado ou executado: Adad da Assíria Adonis, Apolo, Héracles ("Hércules"), e Zeus da Grécia Alcides de Thebes Attis de Phrygia

Baal da Fenícia
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Bali do Afeganistão Beddru do Japão
Buda da Índia Crite de Chaldea Deva Tat do Sião Hesus dos Druidas Horus, Osiris, e Serapis de Egipto, cuja a aparência com o barba e o cabelo longo foi adotada para o caráter de Cristo Indra do Tibet Jao do Nepal Krishna da Índia Mikado do Sintoos Mithra e Zaratustra/Zoroastro da Pérsia Odin da Escandinávia Prometheus do Cáucaso Quetzalcoatl do México Salivahana de Bermuda Tammuz da Síria (que era, em um movimento típico na fabricação dos mitos, mudada mais tarde no discípulo Tomé) Thor dos Gauls Monarca universal do Sibyls Wittoba dos Bilingonese Xamolxis de Thrace Zoar dos Bonzes As Principais Influências

Buda
Embora a maioria de povos pensem de Buda como sendo uma pessoa que viveu ao redor 500 B.C.E., o caráter descrito geralmente como Buda pode também ser
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demonstrado para ser uma compilação de deus-homens, legendas e provérbios dos vários homens sagrados que precederam e sucederam o período atribuído ao Buda. [Buda também é falso?!!!! Essa não!!!... Vivendo e aprendendo...] O caráter de Buda tem o seguinte em comum com a figura de Cristo: Buda nasceu da virgem Maya. Executava milagres e maravilhas. Esmagou a cabeça de uma serpente. Aboliu a idolatria. Subiu à Nirvana ou ao "céu." Era considerado "o pastor bom."

Horus do Egipto
Os contos de Jesus e de Horus são muito similares, com Hórus ainda contribuindo o nome de Jesus Cristo. As lendas de Horus datam de milhares de anos, e Horus compartilha do seguinte em comum com Jesus: Horus nasceu de uma virgem em 25 de dezembro. Teve 12 discípulos. Foi enterrado em um túmulo e ressuscitado. Era também a "Maneira, a Verdade, a Luz, o Messias, Filho Ungido de Deus, o Pastor Bom, etc." Executava milagres e ressuscitou um homem, El-Azar-us, dentre os mortos. [que lembra, até no nome, a figura de Lázaro] O epíteto pessoal de Horus era "Iusa," "o "Filho sempre tornando-se" de "Ptah, o "Pai." Horus era chamado "o KRST," ou "Ungido," [que lembra Kristo] por muito tempo antes que os cristãos duplicaram a história. No fato, nas catacumbas em Roma estão os retratos do bebê Horus que está sendo prendido pela mãe virgem Isis - a "Madonna e criança" originais - e o Vaticano próprio é construído em cima do papado de Mithra, [outro Deus mitológico] que compartilha de muitas qualidades [semelhanças] com Jesus e que existiu como um deus por muito tempo antes que o caráter de Jesus fosse formalizado. A hierarquia cristã é quase idêntica à versão de Mithra que substituiu.

Krishna
As similaridades entre o personagem cristão e o messias indiano são muitas: Krishna nasceu da Virgem Devaki ("Divina") [uns chamam Devanaguy] É chamado o "Pastor-Deus." É a segunda pessoa da Trindade.

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Foi perseguido por um tirano que requisitou o massacre dos milhares dos infantes. Trabalhava milagres e maravilhas. Em algumas tradições morreu em uma árvore. Subiu ao céu.

Mithra, Desu-Sol da Pérsia O conto de Mithra precede a fábula cristã ao menos por 600 anos. Mithra tem o seguinte em comum com o personagem Cristo: Mithras nasceu de uma virgem em 25 de dezembro. Era considerado um professor e um mestre viajando grandes. Era chamado "o Pastor Bom." Era considerado "a Maneira, a Verdade e a Luz." Era considerado "o Redentor, o Salvador, o Messias." Era identificado com o leão e o cordeiro. Seu dia sacra era domingo ("Sunday"), "Dia do Senhor," centenas dos anos antes da aparência [aparição] de Cristo. Tinha sua festa principal durante o período que se transformou mais tarde Páscoa. Teve 12 companheiros ou discípulos. Executava milagres. Foi enterrado em um túmulo. Após três dias levantou-se outra vez. Sua ressurreição era comemorado cada ano.
A criação de um mito Os cristãos foram em um frenesi da censura que criasse o analfabetismo virtual do mundo antigo [a tradução está confusa aqui] e que assegurou-se de que seu segredo estaria escondido das massas, mas os eruditos de outras escolas e seitas nunca abandonaram seus argumentos contra fazer histórica uma criatura mitológica muito antiga. Nós perdemos os argumentos destes dissidentes instruídos porque os cristãos destruíram todos os traços de seus trabalhos. Todavia, os cristãos preservaram as disputas de seus detratores com às próprias refutações dos cristãos. Para o exemplo, o pai adiantado da igreja Tertullian (@ 160-220 C.E.), um "expagão" e bispo de Cartagio, admite ironicamente as origens verdadeiras do conto de Cristo e de todos tais deus-homens indicando em refutação aos seus críticos, "Você diz que nós adoramos o sol; você faz também este [isso]." É interessante que Tertullian, um crente e defensor da fé previamente estridente, renunciou mais tarde ao cristianismo. O "filho" ("son") de Deus é o "sol" ("sun") de Deus A razão porque todas estas narrativas são assim similares, com um deus-homem que é crucificado e ressuscitado, que faz milagres e tem 12 discípulos, é que estes contos

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foram baseados nos movimentos do sol através do céu, um desenvolvimento astroteológico que se possa encontrar em torno do mundo porque o sol e os 12 sinais do zodíaco podem ser observados em torno do globo. Ou seja Jesus Cristo e todos os outros em cima quem [anteriores] este personagem são relacionados são personificações do sol, e a fábula do Evangelho é meramente uma repetição de uma fórmula mitológica que revolve em torno dos movimentos do sol através do céu. Por exemplo, muitos dos deus-homens crucificados do mundo têm seu aniversário tradicional em 25 de dezembro. Isto é porque os povos antigos reconheciam que (de uma perspectiva geocêntrica) que o sol faz uma descida anual para o sul até 21 ou 22 de dezembro, o solstício do inverno, quando para de se mover para o sul por três dias e começa então se mover para o norte outra vez. Durante este tempo, os antigos declaravam que "o sol do deus" tinha "morrido" por três dias e foi "nascido outra vez" em 25 de dezembro. Os antigos realizavam completamente abundante que necessitavam que o sol retornasse a cada dia e que seria um problema grande se o sol continuasse a se mover para o sul e não parasse e não invertesse sua direção. Assim, estas muitas culturas diferentes comemoravam o "aniversário do sol do deus" em 25 de dezembro. Os seguintes são as características do "sol de Deus": O sol "morre" por três dias em 22 de dezembro, o solstício do inverno, quando para em seu movimento para o sul, a nascer outra vez em 25 de dezembro, quando recomeça seu movimento para o norte. Em algumas áreas, o calendário começava originalmente na constelação do Virgo, e o sol consequentemente "nasceu de uma virgem." O sol é a "luz do mundo." O sol "vem em nuvens, e cada olho vê-lo-á." O sol que levanta-se na manhã é o "Salvador da humanidade." O sol veste uma corona, ou "coroa dos espinhos." Os "seguidores" ou os "discípulos" do sol são os 12 meses e os 12 sinais do zodíaco, através de que o sol deve passar. O contrário à opinião popular, os antigos não eram um lote de ignorantes e supersticiosos que acreditavam realmente seus deuses eram caráteres literais. Os intelectuais verdadeiros entre eles estavam bem cientes que seus deuses eram astronômicos e atmosféricos na natureza. Sócrates e Platão conheceram certamente que Zeus, o pai-deus do céu que migrou para a Grécia da Índia e/ou do Egipto, nunca foi uma pessoa real, apesar do fato que os gregos designaram em Creta uma caverna do nascimento e uma caverna da morte de Zeus. Etimologia diz a história Zeus, sabido também como "Zeus Pateras," quem nós acreditamos agora automaticamente para ser um mito e não uma figura histórica, toma seu nome da versão indiana, "Dyaus Pitar." Dyaus Pitar é relacionado por sua vez ao "Ptah" o egípcio, e de Pitar e de Ptah vem a palavra "pater," ou "pai." "Zeus" iguala "Dyaus," que transformouse "Deos," "Deus" e "Dios." "Zeus Pateras," como Dyaus Pitar, significa, "Deus o Pai." Claramente, Zeus não é um caráter histórico. Dyaus Pitar transforma-se "Júpiter" na mitologia romana, e não é do mesmo modo representativo de um caráter real, histórico.
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Na mitologia egípcia, Ptah, o Pai, é a deus-força despercebida, e o sol era visto como o representante visível de Ptah que traz a vida eterna à terra; daqui, o "filho de Deus" é realmente o "sol de Deus." Na verdade, segundo Hotema, o nome "Cristo" vem da palavra indiana "Kris" (como em Krishna), que é um nome para o sol. Além disso, desde que Horus era chamado "Iusa/Iao/Iesu" o "KRST" séculos antes de algum personagem judaico nomeado similarmente, seria seguro supor que Jesus Cristo é justo uma repetição de Horus. Segundo Rev. Taylor, o título "Cristo" em sua forma judaica significando "ungido" ("Masiah") era prendido por todos os reis de Israel, também sendo "assim comumente suposto por todos os tipos de impostores, escamoteadores, e pretendentes às comunicações naturais, que a reivindicação a ele é no Evangelho próprio considerado como um indicação de impostura." Hotema indica que o nome "Jesus Cristo" não foi adotado formalmente em sua forma atual até após o primeiro Conselho de Nicea, isto é, em 325 C.E. Na realidade, mesmo os nomes de lugar e as apelações de muitos outros personagens no Novo Testamento podem ser revelados para ser traduções judaicas dos textos egípcios. Por exemplo, na fábula de "Lázaro" ("Lazarus") a múmia ressuscitada dentre os mortos por Jesus, os copiadores cristãos não mudaram muito seu nome, "El-Azar-us" sendo a múmia egípcia ressuscitada dentre os mortos por Horus possivelmente 1.000 anos ou mais antes da versão judaica. Este conto é alegoria para o sol que move-se através da "constelação da múmia," trazendo a luz e a vida a ela. Não é uma história verdadeira. O inimigo principal de Horus - originalmente a outra cara ou aspecto "escuro" de Horus - era "Set" ou "Sata," donde vem "Satanás." Horus luta com Set na maneira exata em que Jesus luta com Satan, com 40 dias no deserto, entre outras similaridades. Isto é porque este mito representa o triunfo da luz sobre a obscuridade, ou o retorno do sol para aliviar o terror da noite. "Jerusalém" significa simplesmente a "cidade da paz," e há uma razão suspeitar que a cidade real em Israel foi nomeada depois que a cidade sagrada da paz nos textos sacros egípcios que existiam já naquele tempo, Jerusalém esteve fundada. Do mesmo modo, "Betânia" ("Bethany"), local da multiplicação famosa dos pãos, significa a "casa de Deus," e é alegoria para a "multiplicação do muitos do Um." Alguma cidade dessa designação foi nomeada provavelmente para o lugar alegórico nos textos que existiam antes da fundação da cidade. O predecessor e a contrapartida egípcia é "Bethanu." O livro do Apocalipse é egípcio e zoroástrico. Se pode encontrar vários nomes de lugar alegóricos tais como "Jerusalém" e "Israel" no livro do Apocalipse. Massey indicou que Apocalipse, em vez de ser escrito por algum apóstolo chamado João durante o primeiro século C.E.,[Era Cristã] é um texto muito antigo que data à parte adiantada desta era do historia, isto é, possivelmente tanto quanto há 4.000 anos. Massey afirma que o Apocalipse relaciona a legenda de Zaratustra/Zoroastro. A forma comum deste texto foi atribuído por Churchward ao escrevente de Horus, Aan, cujo o nome nos foi transmitido como "João" ("John"). (Horus foi baptizado também por "Anup o Batista," quem se transforma em "João, o Batista.")
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A palavra Israel própria, longe de ser uma apelação judaica, vem provavelmente da combinação de três deuses reinandos diferentes: Isis, a mãe-deusa da terra reverenciada por todo o mundo antigo; Ra, o sol-deus egípcio; e o EL, o deus semítico transmitido na forma como Saturno. El era um dos nomes os mais adiantados para o deus dos judeus antigos (donde Emmanu-El, Micha-El, Gabri-El, Samu-El, etc.), e sua adoração é refletida no fato que os judeus consideram ainda sábado ("Saturday") como "o dia de Deus." Certamente, o fato que os cristãos adoram em domingo ("Sunday") atraiçoa as origens genuínas de seu deus e deus-homem. Seu salvador é realmente o sol, que é a "Luz do mundo que cada olho pode ver." O sol era visto consistentemente por toda a história como o salvador da humanidade para razões óbvias. Sem o sol, o planeta duraria mal um dia. Os "patriarcas" são os deuses de outras culturas Quando se estuda a fabricação dos mitos, se pode prontamente discernir e delinear um padrão que é repetido por toda a história. Sempre que há uma cultura invasora, [esta] usurpa seus predecessores, difama os deuses precedentes ou muda os poucos deuses ou "patriarcas." Este processo é exemplificado na adopção do deus indiano Brahma como o patriarca judaico Abraão ("Abraham"). Uma outra escola do pensamento propõe que o patriarca Josua foi baseado em Horus como "Iusa," desde que o culto de Horus tinha migrado por este período ao Levant. Nesta teoria, o culto de Josua, que era situado exatamente na área onde o drama alegado de Cristo ocorreu, foi mudado então no conto cristão, e Josua é transformado em Jesus. Além disso, a lenda de Moisés, em vez de ser que de um caráter judaico histórico, é encontrado em torno do Leste Médio antigo, com o caráter tendo nomes e etnicidades diferentes, dependendo da localidade: "Nemo o legislador," quem transportou as tabuletas para baixo da montanha de Deus, vem da Babilônia; "Mises" é encontrado na Síria e no Egito, e os 10 Mandamentos são simplesmente uma repetição do código babiloniano de Hammurabi e das Vedas indianas. Como Moisés, Krishna foi colocado por sua mãe em um barco de cana e abandona em um rio a ser descoberto por uma outra mulher. Há um século, Massey esboçou, e Graham reiteratou recentemente, que mesmo o Êxodo próprio não é um evento histórico. Que a historicidade do Êxodo foi questionado é ecoado pela falta de todo o registo arqueológico, como é contado na Revisão Bíblica de Arqueologia ("BAR"), setembro/outubro de 1994. Como muitos dos personagens bíblicos, Noé é também um mito, há muito apropriado dos egípcios, dos sumérios e de outros, como algum erudito sofisticado poderia demonstrar, contudo nós encontramos todos os tipos dos livros - alguns que fingem "canalizar" "a verdade final" de um ser místico, omnisciente, omnipresente e eterno tal como Jesus ele mesmo - palrando sobre um Noé genuíno, histórico, suas aventuras extraordinárias, e "a Grande Inundação!" Adicionalmente, o "Ester" do Antigo Testamento é uma repetição da deusa Ishtar, Astarte, Astoreth ou Isis, de quem vem Páscoa ("Easter") e sobre cujo o reino longo e ubíquo pouco é dito do na "Palavra infalível de Deus" ("Sagrada Escritura"). Mesmo o nome judaico de Deus, "Yahweh," foi tomado do "IAO" egípcio. "
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O "Discípulos" são as casas do zodíaco Além disso, não é nenhum acidente que há 12 patriarcas e 12 discípulos, 12 que são o número das casas astrológicas, ou meses. Certamente, como os 12 trabalhos de Hércules e os 12 "ajudantes" de Horus, os 12 discípulos de Jesus são simbólicos para as casas zodíacas e não descrevem nenhumas figuras literais que joguem um drama em cima da terra cerca de 30 C.E. Dos discípulos podem ser mostradas para ter sido deuses, heróis e constelações mais adiantados. Pedro é revelado facilmente para ser um caráter mitológicos, quando Judas é dito representar o Scorpio, "o má língua," a época do ano em que os raios do sol enfraquecem-se e o sol parece morrer. Alguns conjecturam que o apóstolo Paulo é fictício também. Era Jesus um mestre dos Essênios? [Tribo de judeus, que viviam nas imediações do Mar Morto, que tinham o cristianismo de Crestus, como religião, muitíssimo semelhante ao cristianismo de Cristo. Só que antes da história de Jesus existir]. Como consideraram que Jesus é um Essênio de acordo com pergaminhos "secretos" do Mar Morto, no século antes que a descoberta dos manuscritos, havia uma especulação a este efeito, mas Massey discutiu hábilmente que muitos de ensinos presumidos de Jesus eram em contradição a ou eram não-existentes na filosofia dos Essênios. Os Essênios não acreditavam na ressurreição corpórea ou em um messias carnal. Não aceitaram a historicidade de Jesus. Não eram seguidores da bíblia judaica, ou de seus profetas, ou do conceito da queda inicial que deve produzir um salvador. Massey indica também que os Essênios eram abstémios e comiam para viver em vez da outra maneira ao redor. Comparado a isto, o suposto Essênio Jesus parece ser um comilão e um borracho. Também, visto que segundo Flávio Josefo [historiador] os Essênios aborreciam jurar dos juramentos, Jesus era afeiçoado de "jurar a" seus discípulos. A lista das desigualdades entre os Essênios dos Manuscritos do Mar Morto e seu grande alegado mestre Jesus, continua. Qumran não é uma comunidade de Essênios Nesta consideração, deve-se anotar que há um outro debate a respeito de ser ou não Qumran, o local associado tradicional com os Manuscritos do Mar Morto, era uma comunidade. No BAR [Revisão Bíblica de Arqueologia] citado previamente, relata-se que os achados arqueológicos indicam que Qumran não foi uma comunidade dos Essênios mas foi possivelmente um albergue para os viajantes e os comerciantes que cruzavam o Mar Morto. No BAR, também postulou-se que o tom e a postura- guerreiro ardente de alguns dos rolos atraiçoam qualquer a origem dos Essênios e indicam uma atribuição possível aos fanáticos judaicos. Em Quem escreveu os Manuscritos do Mar Morto, Norman Golb faz um caso muito bom que os manuscritos não foram escritos por nenhum escrevente Essênio, mas são uma coleção dos livros das várias bibliotecas que foram escondidos nas cavernas por todo o Israel oriental por judeus que fugiam dos exércitos romanos durante a Primeira Revolta de 70 C.E. Golb também postula que Qumran próprio foi uma fortaleza, não um mosteiro. Em todo o caso, é impossível igualar o "Mestre da Retidão" [Líder religioso essênio] encontrado em quaisquer manuscritos, com
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Jesus Cristo. [Acho que ninguém tem a pretensão de achar que Cristo foi o “Mestre da Retidão”, mas apenas o formato das crenças, dos dogmas que influenciaram os escritos da Bíblia, a partir dos essênios, ou quem mais vivesse por ali, vivenciando aquela forma de religião tão idêntica à cristã de Jesus] O Novo Testamento foi composto por Therapeutos? Em 1829 Reverendo Taylor peritamente discutiu que, a história inteira do Evangelho, estava já na existência por muito tempo antes que o começo da Era Comum [de Cristo] e foi composto provavelmente pelos monges egípcios chamados os "Therapeutos." Além disso, Wheless manifesta que se pode encontrar muito da fábula de "Jesus Cristo" no livro de Enoch, que precedeu o advento suposto do mestre judaico por centenas de anos. Conclusão A história do "Evangelho" de Jesus não é uma descrição factual de um "mestre" histórico quem andou em cima da terra há 2.000 anos. É um mito construído em cima de outros mitos e deuses-homens, que eram por sua vez, personificações do mito ubíquo do sol-deus. © 2001 Acharya S (Traduzido eletronicamente.)

Ufa!!!! Esse cara escreve muito e essa tradução estava horrível!... Espero não ter cansado você demais, mas a gente sente a seriedade, pela riqueza de detalhes que ele apresenta e assim vale a pena tomar conhecimento dessa história, mesmo que entre goles e engasgos. Além do que, uns autores confirmam histórias de outros e assim nós vamos costurando a nossa colcha de retalhos. Diferente das argumentações evasivas e escassas, pró-existência de Cristo, os argumentos contra, são fartos e abrangentes. São muitas e muitas faces que nos empurram a acreditar que Cristo não passou de uma lenda criada por pessoas interessadas nela, baseadas em outras lendas mitológicas! A riqueza de detalhes do lado negativo e a falta de QUALQUER – nada, nenhuma! prova do lado afirmativo, só reforça a conclusão de que Jesus jamais existiu!... Eu até imagino o seguinte: Antigamente havia muita mitologia. A história de Cristo compôs mais uma, bem engendrada. Acontece que o sucesso foi bem além do que eles esperavam. O cristianismo, cresceu, cresceu e a mentirinha de Roma tomou vulto. Concordo que foi uma obra de arte, misturar fatos reais com frutos da imaginação e mitos antigos. Algo certamente muito bem feito que teve um sucesso além do esperado. O que cresce, aparece, o tempo passa e a vida se moderniza, a cultura se expande e assim também começaram a surgir os céticos, à por a prova essas histórias, batendo de frente com os religiosos que não queriam assumir suas rentáveis mentiras, e os primeiros problemas surgiram. Enquanto se pôde fabricar falsificações para atestá-la, foi possível esconder o engodo. Até que a ciência desafiada e a tecnologia de investigação de objetos e textos antigos, começaram a jogar água na alegria dos falsificadores. Acabou-se por concluí-las como uma mitologia como outra qualquer. Só que, para o ano 2003, com a cultura contemporânea, isso não é mais possível ser sustentado. Mitologias no século XXI não dá... Com certeza, vai haver uma onda crescente, desmistificando essa coisa toda, a bem da verdade! 118

Se você já está convencido disso, pode se poupar de perder mais tempo com essa leitura. Mas se você ainda não está satisfeito, vamos em frente: 18 - HÁ, ENTRETANTO, UM PROBLEMA POR RESOLVER Ano “zero” da nossa era. (por aí...) – Nada existia de novidade, salvo na história bíblica, o nascimento de Cristo que ainda viria. Se somente no ano 70, aproximadamente, começaram a ser escritas as histórias, dos chamados evangelhos, utilizando personagens populares inventados, os mitos conhecidos do passado, Mitra, Hórus, Baco, Buda, Kristhna etc. copiaram os textos dos essênios e enxertaram fantasiosamente personagens reais de Roma. Pôncio Pilatos, Nero, Herodes, centuriões, soldados etc, e não existia Jesus Cristo, como então poderia existir uma seita cristã e um povo arruaceiro, que já a muito incomodava o governo romano como se refere o historiador Tácito um século depois?

(Nota: Segundo autoridades no assunto, este autor foi um dos mais falsificados cujos trabalhos oficialmente já foram retirados de circulação, mas insistentemente ainda são usados no convencimento e explicações aos cristãos desinformados, da mesma forma que o Santo Sudário ainda é mostrado até hoje, independente de ser uma grosseira falsificação – E esse já é o terceiro!). "Um boato acabrunhador atribuía a Nero a ordem de pôr fogo na cidade. Então, para cortar o mal pela raiz, Nero imaginou culpados e entregou às torturas mais horríveis esses homens detestados pelas suas façanhas, que o povo apelidava de cristãos. Este nome vêm-lhes de Cristo, que, sob o reinado de Tibério, foi condenado ao suplício pelo procurador Pôncio Pilatos.”
Ora, isso aconteceu após o incêndio de Roma provocado pelo imperador Nero no ano 64. Portanto o cristianismo já existia, antes dos livros serem escritos. Os cristãos já eram detestados pelas suas façanhas e em 70 os judeus foram massacrados pelos romanos e Jerusalém destruída. De onde saiu essa crença? Cristãos se referem a Jesus Cristo, que segundo os céticos não existiu, mas o cristianismo era um fato! Os evangelhos foram aceitos pelos líderes religiosos e autoridades, dos anos 70 em diante, os mesmos que abominavam os cristãos anteriormente e destruíram toda a literatura existente. Como se explica isso? Como se explica que havia baderneiros, e não havia um líder que se pudesse culpar e prender? E como havia um cristianismo baderneiro, incendiário?! Antes de escreverem os evangelhos que inventou Jesus Cristo(?!...) É sabido que por questões políticas, Roma adotou oficialmente o cristianismo como religião, lá pelo ano 300, mas o cristianismo nasceu do povo judeu. Como se explica esse vácuo cristão entre o hipotético nascimento de Cristo, no ano zero, e o ano 64 do incêndio de Roma? Havia o cristianismo e não havia um Cristo? A Bíblia veio dos cristãos, ou os cristãos vieram da Bíblia? Que mistério está ainda por se desvendar? Então vejamos a verdade segundo o livro “Jesus Cristo Nunca Existiu", (Xará do meu) de La Sagesse, disponibilizado pelo site Realidade. Ah... Esse cidadão também escreve muito. Eu cortei o mais possível. Tenham paciência e leiam. Pra você que tem dúvidas, vale a pena. Eu já nem agüento mais olhar para os temas desses textos. 119

Por La Sagesse:
Quando cativos na Babilônia, os sacerdotes judeus que constituíram a nata, o escol [elite] do seu meio social, nas horas vagas iriam copiando o folclore e tudo o que achassem de mais interessante em matéria de costumes e crenças religiosas, do que resultaria mais tarde compendiarem tudo em um só livro, o qual recebeu o nome de Talmud, o livro do saber, do conhecimento, da aprendizagem. Por uma série de circunstâncias, o judeu foi deixando, aos poucos, a atividade de pastor, agricultor e mesmo de artífice, passando a dedicar-se ao comércio nas cidades. Destarte, chegando à Roma e à Alexandria, [no Egito] encontrariam ali apenas a prática de uma religião de tradição oral, portanto, terreno propício para a introdução de novas superstições religiosas. Dessa conjuntura é que nasceu o cristianismo, o máximo de mistificação religiosa de que se mostrou capaz a mente humana. O judeu da diáspora [dispersão] conseguiu o seu objetivo. Com sua grande habilidade, em pouco tempo o cristianismo caiu no gosto popular, penetrando na casa do escravo e de seu senhor, invadindo inclusive os palácios imperiais. Crestus, o Messias dos essênios, pelo qual parece terem optado os judeus para a criação do cristianismo, daria origem ao nome de Cristo, cristão e cristianismo. Os essênios haviam-se estabelecido numa instituição comunal, em que os bens pessoais eram repartidos igualmente para todos e as necessidades de cada um, tornavamse responsabilidade de todos. Tal ideal de vida conquistaria, como realmente aconteceu, ao escravo, a plebe, enfim. a gente humilde. De tudo o que dissemos, depreende-se que, o cristianismo foi uma religião criada pelos judeus, antes de tudo como meio de sobrevivência e enriquecimento, [e não se deve confundir com o cristianismo que provém do Cristo criado pelos padres, embora um tenha inspirado o outro. Por que não? Porque vieram de princípios diferentes e inversos. Assim, Cristo (Jesus) foi criado a partir do cristianismo existente entre o povo judeu, e não o cristianismo teve início em Jesus Cristo. Tanto é que os judeus, mesmo sendo bajulados como o “povo escolhido”, nunca engoliram essa história, pois sabiam muito bem do que se tratava.]
Vou introduzir no meio desse texto de La Sagesse uma referência aos essênios, por ele mencionada, pra gente entender. Só que, segundo uma visão católica, pra ficar ainda mais autêntico. Dos essênios partiu o cristianismo de Crestus e outros cristos, pois havia muitos. Já expliquei que a mitologia de onde foi copiado o cristianismo de Jesus era extensa. Os essênios também copiaram de outros. Os religiosos tentam, nessa mesclagem de idéias até mesmo admitir que Jesus Cristo tenha vivido com os essênios, para explicar como o cristianismo lá se formou, antes da sua história existir. Estão complicados, claro! Como existe esse vácuo entre os 13 e 30 anos de Jesus, é uma tentativa de explicar isso.

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Vamos ler primeiro sobre os essênios para melhor compreensão. Depois voltamos em La Sagesse:

19 - INFLUÊNCIA DOS ESSÊNIOS NO CRISTIANISMO
(De um Site católico. Desculpem que eu esqueci de anotar o autor) Nota: No texto que se segue, possivelmente uma tradução eletrônica, eu puxei pra frente, um trecho que se encontrava lá perto do final, por se tratar de uma explicação a respeito dos Manuscritos do Mar Morto, para melhor compreensão do assunto.

Meio século passou desde que um beduino-guia descobriu os pergaminhos em uma caverna nos rochedos acima da costa oeste do Mar Morto. Os detalhes daquela descoberta inicial provávelmente nunca será conhecida com certeza. Que encontrado os pergaminhos – como?, sob precisamente que condições? - tais perguntas estão por este tempo escondidas em mistério. Até Mesmo a data é incerta; o 1930, 1942, e 1945 [época da Segunda Guerra Mundial] tem tudo como alternativas, geralmente a data aceita é de 1947, provavelmente Fevereiro daquele ano. Não há dúvidas, entretanto, sobre a idade dos pergaminhos. Eles datam do tempo de Jesus e um pouco antes. [bastante antes...] Entre I950 e 1956, arqueologistas e o beduíno foram procurar mais pergaminhos, e futuramente uma biblioteca de mais de oitocentos manuscritos diferentes foram recuperados. [Nada sobre a história de Jesus, certo?!] Em um caso, o beduíno explorou uma caverna, a mais rica, agora Caverna conhecida como 4 direita, sob os narizes de arqueologistas que estavam escavando um local próximo à Qumran, visando aprender mais sobre os pergaminhos. Dos oitocentos manuscritos, menos que uma dúzia estava, em qualquer sentido intacto. Mil deles, muitos fragmentos, não eram maiores que uma unha. A tarefa de identificar fragmentos nunca foi completada (ainda hoje várias peças estão sendo encaixadas dentro de quebra-cabeças), em 1960 este grupo de pesquisadores identificou as peças de oitocentos documentos e arranjados eles assim como puderam, eles tinham também decifrado e transcreveram de modo que podiam ser facilmente lidos. Por volta de 1960 os conteúdos da coleção estavam razoavelmente claros. Mais de duzentos documentos eram livros da Bíblia Hebráica. Mas, centenas de documentos eram completamente desconhecidos. Esses que eram mais fascinantes, a ambos, aos pesquisadores e ao público. A maioria dos documentos fora escrito em couro. Uns poucos foram em papiro. Um especialmente intrigante, intacto, esculpido em [...cobre]. Os vários textos estavam confundindo, previamente Salmos desconhecidos, comentários da Bíblia [hebraica], textos do calendrical, textos místicos, textos do apocalípse, textos litúrgicos, leis de pureza, Rabbinic-iguais expansões de estórias bíblicas. Como fazer sentido nisto tudo? Pareceu claro que alguns refletiam as visões de uma seita Judaica distinta, que pesquisadores logo identificaram como dos Essênios, um movimento Judaico obscurecido descrito em algum detalhe no primeiro século por Josephus, um historiador Judaico. Recentemente, entretanto, a hipótese do Essênio tem sido cada vez mais inquirida.

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Outro aspecto dos rolos mais sensacionais: Em muitos respeitos [semelhantes] (erro na tradução eletrônica) o pergaminho publicado parecia com a doutrina Cristã, embora a maioria deles datado para um tempo antes da era Cristã. Os conceitos da doutrina cristã já existiam, prefigurado pelos pergaminhos? [Pronto... Está ai!... Temos praticamente uma confissão de culpa. A doutrina cristã já existia, antes do Cristo que conhecemos hoje e este partiu daquela.] Os Manuscritos do Mar Morto são agora internacionalmente reconhecidos como leitura essencial na tentativa para compreender Jesus como um ser humano. [isso é puro exagero. Tem nada uma coisa com a outra. O que sucede, certamente é que, encontraram os manuscritos dos essênios, com uma identificação impressionante com o NT da Bíblia, no seu estilo literário e religiosidade, só que de uma época bem anterior a hipotética existência de Jesus. Nós sabemos que a Bíblia foi baseada nessas histórias mais antigas, mas os que defendem a existência de Cristo e o início do cristianismo a partir dele, não sabem explicar como isso foi possível e não há como contestar.] Eles estão iluminando nossa compreensão de como e em que forma Jesus é diferente ou parecido aos Essênios. Nós temos muito para ponderar; por exemplo; Jesus esteve ou não no Qumran dos Essênios vivendo no deserto de Judéia? Ele anuncia as regras daquele Deus, "o reino de Deus, está tornando-se poderoso apresentando milagres de cura e parábolas”. Seguramente Jesus Ter ascendido a Cristandade pode ser explicada unicamente face ao gênio criativo de Jesus de Nazareth, [A cidade de Nazareth não existiu] aquela figura histórica misteriosa, Jesus. Aos Cristãos que lutam para compreender seu compromisso com Deus através do Jesus. [Esse é um texto católico] Examinar documentos Judaicos, estudar os Manuscritos do Mar Morto que são contemporâneos [da mesma época (?)] de Jesus , nós encontramos muitos termos, frases, e conceitos até então considerados únicos à Jesus. Esta descoberta pode desapontar os que desejam um Jesus que é único e de nenhuma forma parecido com seus contemporâneos Judaicos ou influenciado por seus pensamentos. [São eles que estão dizendo isso, não eu] Teólogos Cristãos da nossa época, têm avisado que esta linha de raciocínio é perigosa e nega a verdade encapsulada em João Batista 1:14, "E a Palavra se tornou carne e residiu entre nós..." Como nós compreendemos Jesus dentro de sua cultura Judaica, nós estamos aprendendo a confrontar uma pessoa real em um tempo específico e lugar. Algumas doutrinas negam que Jesus foi ser humano e sofreu. Asseguram que ele teve unicamente uma existência divina. Nós estamos agora, graças à descoberta dos Manuscritos do Mar Morto, mais realisticamente confrontado com as dinâmicas da vida humana autorizada pela presença temerosa de Deus.... [Lembrem-se que este é um texto católico, por favor...] Cinco conclusões [com respeito à relação de Jesus e os Essênios] são aparentes. Primeiro, Jesus foi, certamente, não um Essênio, como alguns autores têm reclamado. Ele também não ensinou ou significativamente influenciou os Essênios, a despeito das tentativas de muitos.

Segundo, Jesus [entenda-se melhor, “a história de Jesus”...] foi provavelmente influenciado em caminhos menores[!] pelos Essênios. [um sofisma, certamente] Ele compartilhava sua ternura aos mesmos livros da escritura e por seu pneumatico, escatologico, e messianica exegese

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Ele pode ter herdado dos Essênios as idéias de redenção [herdou tudo! He, he, he…] escatologicamente [profeticamente] para "o Pobre, compartilhando de posses, e condenação de divórcio; o termo técnico "filhos de luz", e o conceito de "o Espírito Sagrado." Philippi [disse:] Jesus podia ter sido atraído pela dedicação dos Essênios ao Torah. Ele referiu-se aos Essênios apreciativamente o dito sobre o eunucos no Mateus deriva finalmente dele e ele [Jesus] teve os Essênios em mente.[!!! Qua, qua, qua!... Explicando melhor: Quem escreveu a Bíblia teve os essênios em mente! Aí fica simples de entender. ] Talvez com a publicação dos Manuscritos do Mar Morto, nós podemos ser capazes para espalhar alguma luz neste ainda não resolvido problema.[pois eu já resolvi] Daqui a pouco, nós poderemos estar intrigados pelas possibilidades de Jesus só referir-se aos Essênios com admiração quando ele elogiou os eunucos. (Mt 19:10-12). Até mesmo isto está clareando que Jesus poderia rejeitar o calendário dos Essênios, conservatismo estrito, conceito de pureza e regras obrigatórias rígidas. Yadin concluiu que Jesus soube dos ensinos dos Essênios [Sempre que você admitir que o cristianismo escrito pelos padres foi fortemente copiado da religião dos essênios, encontrará lógica para tudo – experimente!] e foi "anti-essênio." Isto é parcialmente verdadeiro; algumas das palavras de Jesus indica que ele pode ter gostado de algo do modo de vida do Essênio - estilos e umas dimensões de sua teologia. Os Manuscritos do Mar Morto são uma fonte inestimável para ajudar-nos a compreender a vida e ensinamentos de Jesus. [Não entendo como, salvo se ele tivesse vivido antes dele mesmo] Eles fornecem alguns contextos ideológicos para seu pensamento, e ilumina o valor social e contexto dos 70 ac [Antes de Cristo!] da vida Judaica na Terra. Jesus [entenda-se a sua história] foi influenciado por muitos grupos dentro do Judaísmo. Ele foi obviamente influenciado por João Batista [ainda não pesquisei sobre João Batista] e seu grupo, desde que foi batizado por ele, e pode bem ter inicialmente liderado um movimento de batista parecido e herdado algum de João Batista discípulos do Batista. As possibilidades últimas contam com a validade histórica dos capítulos do Evangelho de João Batista. Jesus pode ter sido diretamente influenciado por Hillel, que morreu alguns dias antes de seu ministério público. Ele foi certamente influenciado pelos grupos dos Judaicos apocalípticos; mas embora alguns pesquisadores entretêm a possibilidade de que ele foi influenciado pelos autores dos Apocalipses de Enoch (1 Enoch) [nas cavernas do Mar Morto foram encontrados textos do apocalipse muito similares ao da Bíblia, só que escrito bem antes], não há evidencia de que ele tenha sido influenciado por qualquer apocalipse existente. Diferente do Mestre da Retidão, Hillel, e Paulo , Jesus não foi um membro de qualquer grupo Judaico. As tentativas recentes para defini-lo como um Fariseu não tem convencido muitos pesquisadores. [Pelo jeito Jesus - o filho de Deus, mestre dos mestres, que ensinava os sacerdotes - era muito “influenciável”, he, he, he, desculpe... ] Jesus foi influenciado por grupos numerosos e correntes de pensamento dentro do Judaísmo daquele tempo, que esteve muito criativo e diverso. Mérito contemplado é “O Resumo do Schiffman”:
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Contrário do que foi previamente assumido, as Casas de Hillel e Shammai não exerceram muita influência sobre a Cristandade, como as várias seitas cuja literatura sobrevive no Manuscritos do Mar Morto e nos Apócrifos e pseudoepígrafos." Schiffman está falando sobre "Cristandade." Eu tenho enfocando em Jesus antes da emergência [surgimento] da "Cristandade" depois 70 CE. Pessoalmente, Eu tendo concordar com Schiffman, sem fechar a porta em influências fortes de Hillel em Jesus. As tentativas para reviver o E. Reclamação do Renan de que, Cristandade é o Essenismo que tem sobrevivido, tem falhado. Cristandade não é uma forma de Essenismo. [Enquanto eles se explicam, eu mostro] Ainda, como pesquisa nos Manuscritos do Mar Morto, continua especialmente com a publicação de fragmentos adicionais, e com a elucidação do mundo social e pensamento dos evangelistas, isto tem tornado-se mais óbvio que, a influência do Essênio é maior na segunda e terceira gerações de seguidores de Jesus, que nos tempos de Jesus e dentre eles, seguidores os mais antigos. Há mais evidências dos Essênios terem influenciado as cartas-Paulinas, epístolas (especialmente Aos Efésios) que nas letras de Paulo (notavelmente Galatas e Romanos). [Verifique você mesmo, que ATÉ as cartas de Paulo, praticamente, já existiam antes do “nascimento” de Jesus. Não é o que está escrito aí?...] Há mais evidência de Essênios influenciarem em Mateus e João Batista, que em Marcos, que os precede. [Pode ser e nada impede. Informações que chegaram depois, foram escritas depois! Vou relembrar que, eu estou demonstrando, através das próprias palavras cristãs, que as doutrinas do cristianismo, aquele atribuído a história de Jesus Cristo, já existia com os essênios, foram copiados dos essênios ou tiveram forte influência dos textos essênios, reforçado pelo nome Crestus, e não que Cristo pessoa é que tenha sofrido influências destes.] Entre Jesus da sagrada escritura, talvez, e os Essênios, provavelmente teve ternura especial aos mesmos livros, a saber, Deuteronômio, Isaias, e especialmente os Salmos de Davi. Esta preferência pode, mas não necessariamente, indica alguma relação entre Jesus e os Essênios. Eles foram provavelmente mais ligados ao Deuteronômio que ele. Esta área para pesquisa frutífera necessitará muito trabalho, discernimento, que pode ser indagado da confiança, sobre Jesus e nós temos agora evidência ampla para acessar preferências do Qumran. Contudo, isto é interessante para ponderar por que Jesus e os Essênios pareciam compartilhar uma ternura aos mesmos livros de sagrada escritura. [Sem esquecer que os essênios vieram antes] Jesus e os Essênios utilizaram meios parecidos para interpretar a sagrada escritura. Eles lêem sob a orientação do Espírito e assegurando as promessas de Deus, tiveram agora existência preenchida. Ambos, Jesus e os Essênios foram escatologicamente [profeticamente] orientados (viz., Mk 9:1; 1QH 8).... Ambos compartilhavam o princípio da hermenêutica, que resulta em uma interpretação indicando que unicamente eles, e seu grupo, realmente compreendiam o significado das sagradas escrituras. A palavra chave é "revelação." Jesus acreditava que o significado verdadeiro da sagrada escritura tinha sido revelada para ele. O Qumran dos Essênios acreditavam que Deus "tinha feito saber ao "Mestre de Retidão" [o líder
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espiritual dos essênios – outro mito] todo os mistérios das palavras Dele observada pelos profetas" (lQpHab 7.4-5). Os Essênios eram mais extremistas que Jesus; eles asseguraram que unicamente o “Mestre de Retidão" compreendia a sagrada escritura (lQpHab 7). Eles insistiam que o autor original, especificamente Habacuc, e outros nunca compreenderam o significado da sagrada escritura. Jesus nunca fez uma tal reclamação; melhor, ele assegurou que as promessas da escritura apontaram para ele e seu tempo. Jesus e os Essênios, em um único caminho compartilhado, indicou que as sagrada escrituras falaram sobre eles especificamente, escatologicamente, e às vezes "messianicamente." Ambos insistiram que os profetas falaram sobre o fim dos tempos e que este tempo futuro era agora e em sua própria comunidade.... [ainda bem que erraram...] Ambos Jesus e os Essênios enfatizaram que a redenção era oferecida aos pobres e que era claramente um termo técnico dos Essênios e pode ter sido de Jesus. Segundo Mateus 5:3, no Sermão da Montanha , Jesus abençoou "o pobre de espírito, e segundo Lucas 6:20, no Sermão da Planície, ele abençoou "o pobre" Em contraste com Jesus, os Essênios desenvolveram regras extensas e rígidas para protege-los das impurezas, para punir aqueles dentre eles que tenham sido violadores, e para restaurar sua momentanea pureza perdida.... O Qumranic código penal, que incluia a pena de morte, foi estreitamente alinhada com as regras para pureza.... [claro, que a história de Jesus foi inspirada justamente nos Essênios e deste nasceu o cristianismo e o nome Cristo, que foi escrita a partir de 70, e tornado religião oficial de Roma em 300, mas não precisava ser totalmente igual!...] O pesquisador Andre Dupont-sommer, tentando conectar os Manuscritos do Mar Morto do Qumran e cristandade, discutindo que Jesus foi prefigurado por seu caracter em rolos conhecido como o “mestre de retidão” [outro mito]. Em uma famosa passagem, Dupont-sommer escreveu: O Mestre da Galiléia . . . aparece em muitos respeitos [/semelhanças (erro da tradução eletrônica)] como uma reencarnação surpreendente do mestre da retidão nos pergaminhos. Do último, Ele pregou penitência, pobreza, humildade, amor ao próximo, castidade . Dele, Ele prescreveu a observância da lei de Moises, a Lei inteira, mas a Lei terminada e perfeita, graças às suas revelações. Dupont-sommer grandemente influenciado pelo americano proeminente Edmund Wilson, crítico literário, que escreveu o mais vendido best-sellers, reimpresso de uma série de artigos que apareceram em 1951 para 1954. Wilson, seguinte Dupont-sommer, reclamou que a seita do Qumran e a Cristandade antiga foram “fases sucessivas de um movimento”. [E na terceira fase, veio Jesus] Esta posição obteve credibilidade dada por fatores inteiramente sem relação ao conteúdo dos pergaminhos eles mesmos. O time de publicação, era, em sua maioria Católicos, padres Católicos, e, tolamente, eles recusaram liberar os textos dos pergaminhos fragmentados inéditos. [Vai anotando isso aí...] Esta decisão, compreensivelmente, liderada por acusações de que os pergaminhos inéditos estavam
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sendo impedidos, porque eles solapavam a fé Cristã. Finalmente a recusa para liberar os rolos, que os pergaminhos conta-nos sobre o período de que ambas, Cristandade e Judaísmo andavam juntas. [Quero que o leitor perceba e não tenha mais dúvidas de que, antes do Cristianismo (de Jesus Cristo), que conhecemos, existiu o Cristianismo (antigo) que os judeus essênios viveram em Roma, antes de ter sido iniciada a confecção da Bíblia. Assim os baderneiros cristãos, referidos por alguns historiadores, como Tácito, que incomodavam os governadores de Roma, eram os “antigos”, cujo líder era Crestus, um ser mitológico apenas.] Os pergaminhos nos conta um grande acordo que nós não soubemos sobre a situação de Judaísmo no amanhecer da Cristandade. Eles também nos conta muito sobre Judaísmo no tempo em que o Templo ainda ficava em Jerusalém e sobre as raizes do Judaísmo; o antecessor direto de todas as denominações Judaicas maiores hoje, que emergidas após os Romanos destruírem o Templo. Conta-nos, finalmente sobre a Bíblia [Aí há uma mentira intencional para confundir. Nunca existiu Bíblia nessa época. No lugar de “Bíblia”, leia-se: “os escritos diversos dos essênios, que se multiplicaram sobre esse cristianismo antigo”- admissível até, dos 4.000 evangelhos já mencionados lá atrás!... Os escritos que originaram a Bíblia foram escritos a partir do ano 70 pelos padres, com o apoio do império romano, baseados em parte, justamente, nesses que provieram dos essênios e Bíblia, mesmo, só muitos séculos depois!] antes do canon autorizado ser estabelecido no segundo século D.C.., quando versões diferentes dos livros bíblicos [?] circulavam dentro do mundo Judaico. Os rolos assim fornecem uma visão única dentro de uma cultura religiosa, assim como a agitação social. As mais antigas datas dos rolos é aproximadamente 250 A.C..; o mais recente para 68 D.C.., [ainda assim, antes da Bíblia] quando os Romanos conquistaram Qumran em seu caminho a Jerusalém, que eles queimaram uns dois anos mais tarde, efetivamente finalizando a Primeira Revolta Judaica contra Roma. [Repare que havia revoltas de judeus do cristianismo antigo – os mesmos que espezinhavam os governos romanos. Não os cristãos de Jesus Cristo, muito menos ele em pessoa] - (Aqui termina o site católico) –
Acho que esses fatos explicam perfeitamente porquê o cristianismo existia já antes do Cristo inventado, o de “Nazareh”. Explica também a referência que escritores faziam sobre Cristãos, antes da promulgação da Bíblia que nós conhecemos, e explica também que era fácil falsificar a palavra Crestus (Chrestós) e transformá-la em Cristo (Christós). Explica, acho que perfeitamente, porque Jesus Cristo não existiu de fato, nem como deus nem como homem, mas que foi apenas um mito criado a partir de outros anteriores, que eram muitos, principalmente os que já vieram grátis e de mão beijada, o Crestus dos essênios (que por sua vez, também era mitológico). Acho que você já está convencido, porque depois disso tudo, nem eu mais tenho qualquer dúvida. Salvo se você NÃO QUISER entender. Aí, brother, não há santo que dê jeito!... Mas você pode continuar apreciando alguns textos que eu recolhi, pois apesar de redundantes, são interessantes, são históricos, são curiosos e ilustrativos. Afinal, não custa tanto

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aumentar a cultura sobre esse assunto. Dê uma paradinha para tomar um lanche e depois volte aqui:

Continuando do livro de La Sagesse. Vou acrescentar mais alguns preciosos trechos:
Os pesquisadores que se dedicaram ao estudo das origens do cristianismo, sabem que desde o Século II de nossa era, tem sido posta em dúvida a existência de Cristo. Muitos, até mesmo entre os cristãos, procuram provas históricas e materiais para fundamentar sua crença. Infelizmente para eles e sua fé, tal fundamento jamais foi conseguido, porquanto, a história cientificamente elaborada denota que a existência de Jesus é real apenas nos escritos e testemunhos daqueles que tiveram interesse religioso e material em prová-la. Desse modo, a existência, a vida e a obra de Jesus carecem de provas indiscutíveis. Nem mesmo os Evangelhos constituem documento irretorquível. [Como já é do seu conhecimento de onde vieram] As bibliotecas e museus guardam escritos e documentos de autores que teriam sido contemporâneos de Jesus os quais não fazem qualquer referência ao mesmo. [anote isso] Por outro lado, a ciência histórica tem-se recusado a dar crédito aos documentos oferecidos pela Igreja, com intenção de provar-lhe a existência física. Ocorre que tais documentos, originariamente não mencionavam sequer o nome de Jesus, todavia, foram falsificados, rasurados e adulterados visando suprir a ausência de documentação verdadeira. Por outro lado, muito do que foi escrito para provar a inexistência de Jesus Cristo foi destruído pela Igreja, defensivamente. Assim é que por falta de documentos verdadeiros e indiscutíveis, a existência de Jesus tem sido posta em dúvida desde os primeiros séculos desta era, apesar de ter a Igreja tentado destruir a tudo e a todos os que tiveram coragem ousaram contestar os seus pontos de vista os seus dogmas. [Indiscutivelmente, a Igreja Católica sempre foi poderosíssima!$$$$$$$$$$$ às nossas custas!] Por tudo isso é que o Papa Pio XII em 955, falando para um Congresso Internacional de História em Roma, disse: "Para os cristãos, o problema da existência de Jesus Cristo concerne à fé, e não à história". Emílio Bossi em seu livro intitulado "Jesus Cristo Nunca Existiu", compara Jesus Cristo a Sócrates que igualmente nada deixou escrito. No entanto, faz ver que Sócrates só ensinou o que é natural e racial, ao passo que Jesus ter-se-ia apenas preocupado com o sobrenatural. Sócrates teve como discípulos pessoas naturais, de existência comprovada, cujos escritos, produção cultural e filosófica passaram à história como Platão, Xenófanes, Euclides, Esquino, Fédon. Enquanto isso, Jesus teria por discípulos alguns homens analfabetos como ele próprio te-lo-ia sido, os quais apenas repetiriam os velhos conceitos e preconceitos talmúdicos. Sócrates que viveu 5 séculos antes de Cristo e nada escreveu, jamais a sua existência foi posta em dúvida. Jesus Cristo que teria vivido tanto tempo depois, mesmo
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nada tendo escrito, poderia apesar disso ter deixado provas de sua existência. Todavia, nada tem sido encontrado que mereça fé. Seus discípulos nada escreveram. Os historiadores, não lhe fizeram qualquer alusão. Além disso, sabemos que desde o Século II, os judeus ortodoxos e muitos homens cultos começaram a contestar a veracidade de existência de tal ser, sob qualquer aspecto, humano ou divino. [Essa sempre foi uma coisa intrigante pra mim. Por que, logo os judeus, povo escolhido não acreditavam em Jesus? Hoje está muito claro!... Eles estavam lá, quando Jesus foi inventado. Ninguém melhor do que os judeus sabiam que os cristãos haviam inventado um messias, que não era o mesmo que eles esperavam há séculos! Acreditar nisso, de que jeito?!...] Estavam assim os homens divididos em duas posições: a dos que afirmado a realidade de sua existência, divindade e propósitos de salvação, perseguiam e matavam impiedosamente a dos partidários da posição contrária, ou seja, àqueles cultos e audaciosos que tiveram a coragem de contestá-los. [E fizeram a propaganda contra os judeus de todo o mundo. Quando no colégio eu ouvia falar mal dos judeus, nem imaginava porque. Agora eu sei...] O imenso [$] poder do Vaticano tornou a libertação do homem da tutela religiosa, difícil e lenta. O liberalismo que surgiu nos últimos séculos, contribuiu para que homens cultos e desejosos de esclarecer a verdade [como é o meu caso] tentassem, com bastante êxito, mostrar a mistificação que tem sido a base de todas as religiões, inclusive do cristianismo. Surgiram também alguns escritos elucidativos, que por sorte haviam escapado à caça e à queima em praça pública. [Como fizeram também com os de Allan Kardeck – outro mentiroso] Fatos e descobertas desta natureza contribuíram decisivamente para que o mundo de hoje tenha uma concepção científica e prática de tudo que o rodeia, bem como de si próprio, de sua vida, direitos e obrigações. A sociedade atualmente pode estabelecer os seus padrões de vida e moral, e os seus membros podem observá-los e respeitá-los por si mesmos, pelo respeito ao próximo e não mais pelo temor que lhes incute a religião. Contudo, é lamentavelmente certo que, muitos ainda, se conservam subjugados pelo espírito de religiosidade, presos a tabus caducos e inaceitáveis Jesus Cristo foi apenas uma entidade ideal, criada para fazer cumprir as escrituras, [do VT] visando dar seqüência ao judaísmo em face da diáspora, destruição do templo e de Jerusalém. Teria sido um arranjo feito em defesa do judaísmo que então morria, surgindo uma nova crença. Ultimamente, [e muito] têm-se evidenciado as adulterações e falsificações documentárias praticadas pela Igreja, com o intuito de provar a existência real de Cristo. Modernos métodos como, por exemplo, o método comparativo de Heqel a grafotécnica e muitos outros, denunciaram a má fé dos que implantaram o cristianismo sobre falsas bases, com uma doutrina tomada por empréstimos de outros mais vivos e inteligentes do que eles, assim como [os métodos modernos] denunciaram os meios fraudulentos de que se valeram para provar a existência do inexistente. AS PROVAS E AS CONTRA PROVAS

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A Igreja serviu-se de farta documentação, conforme já mencionamos anteriormente, com Intenção de provar a existência de Cristo. No entanto, a história ignora-os completamente. Quanto aos autores profanos que pretensamente teriam escrito a seu respeito, foram nesta parte falsificados. Por outro lado, documentos históricos demonstram sua inexistência. As provas históricas merecem nosso crédito, porque pertencem à categoria dos fatos certos e positivos, e constituem testemunhos concretos e válidos de escritores de determinadas escolas. A interpretação da Bíblia e da mitologia comparada, não resiste a uma confrontação com a história. [Os escritores da época] Flávio Josefo, Justo de Tiberíades, Filon de Alexandria, Tácito, Suetônio e Plínio o Jovem, teriam feito em seus escritos, referências a Jesus Cristo. Todavia, tais escritos após serem submetidos a exames grafotécnicos, revelaram-se adulterados no todo ou em parte, para não se falar dos que foram totalmente destruídos. [porque a rasura era por demais grosseira] Além disso, as referências feitas a Crestus, Cristo ou Jesus, não são feitas exatamente a respeito do Cristo dos Cristãos. Seria mesmo difícil estabelecer qual o Cristo seguido pelos cristãos, visto que esse era um nome comum na Galiléia e Judéia. [Realmente desde a antiguidade havia muitos nomes semelhantes em grafia que eram dados a divindades] Segundo Tácito, judeus e egípcios foram expulsos de Roma por formarem uma só e mística superstição cristã. As expulsões ocorreram duas vezes no tempo de Augusto e a terceira vez no governo de Tibério, no ano 19 desta era. [Nem a Bíblia cita Jesus nessa época, ou seja do ano +- 12, até o ano +- 30] Tais expulsões desmentem a existência de Jesus, porquanto, ocorreram quando ainda o nome de cristão aplicava-se a superstição judáico-egípcia, a qual se confundiu propositalmente com o cristianismo. Filon de Alexandria, apesar de ter contribuído poderosamente para a formação do cristianismo, seu testemunho é totalmente contrário a existência de Cristo. Filon havia escrito um tratado sobre o Bom Deus – “Serapis” - tratado este que foi destruído. Os evangelhos cristãos a ele muito se assemelham, e os falsificadores não hesitaram em atribuir as referências como sendo feitas a Cristo. [ao eliminar as referências a Serapis] Os historiadores mostram que essa religião nasceu em Alexandria [Egito], e não em Roma ou Jerusalém. Fazem ver que ela nasceu das idéias de Filon que platonizando e helenizando o judaísmo, escreveu boa parte do Apocalipse. A mesma transformação que o cristianismo dera ao judaísmo ao introduzir-lhe o paganismo e a idolatria, Filon imprimira a essa crença, até então apenas therapeuta, dando-lhe feição grega, de cunho platônico. Embora, tenha sido de certo modo o precursor do cristianismo, não deixou a menor prova de ter tomado conhecimento da existência de Jesus Cristo, o mago rabi, e isto é lógico porque o cristianismo só iria ser elaborado muito depois de sua “morte”. Bastaria o silêncio de Filon para provar estarmos diante de uma nova criação mitológica, de cunho metafísico. Entretanto, escrevendo como cristão, os lançadores do cristianismo louvaram-se nas suas idéias e escritos. Tivesse Jesus realmente existido, jamais Filon deixaria de falar em seu nome, descreveria certamente sua vida miraculosa. Filon relata os principais acontecimentos de seu tempo, do judaísmo e de outras crenças,
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não mencionando, porém, nada sobre Jesus. Cita Pôncio Pilatos e sua atuação como Procurador da Judéia, mas, não se refere ao julgamento de Jesus a que ele teria presidido. Fala igualmente dos essênios e de sua doutrina comuna dizendo tratar-se de uma seita judia, com mosteiro à margem do Jordão, perto de Jerusalém. Quando no reinado de Calígula esteve em Roma defendendo os judeus, relata diversos acontecimentos da Palestina, mas não menciona nada a respeito de Jesus, seus feitos ou sua sorte e destino. Filon que foi um dos judeus mais ilustres de seu tempo, e sempre esteve em dia com os acontecimentos, jamais omitiria qualquer notícia acerca de Jesus, cuja existência se fosse verdadeira, teria abalado o mundo de então. Impossível admitir-se tal hipótese, portanto. Por isso é que M. Dide fez ver que, diante do silêncio de homens extraordinários como Filon, os acontecimentos narrados pelos evangelistas não passam de pura fantasia religiosa. Seu silêncio é a sentença de morte da existência de Jesus. O mesmo silêncio se estende aos apóstolos, assinala Emílio Bossi. Evidencia que tudo quanto está contido nos Evangelhos refere-se a personalidades irreais, ideais, sobrenaturais de inexistentes taumaturgos[milagres]. O silêncio de Filon e de outros, se estende não apenas a Jesus, mas, também aos seus pretensos apóstolos, a José, a Maria, seus filhos e toda a sua família. Flávio Josefo tendo nascido no ano 37 e escrevendo até 93 sobre judaísmo, cristianismo therapeuta, messias e Cristos, nada disse a respeito de Jesus Cristo. Justo de Tiberíades, igualmente não fala em Jesus Cristo, conquanto houvesse escrito uma história dos judeus, indo de Moisés ao ano 50. Os Gregos, os romanos e os indús dos séculos I e II, jamais ouviram falar na existência física de Jesus Cristo. Nenhum dos historiadores ou escritores, judeus ou romanos, os quais viveram ao tempo em que pretensamente teria vivido Jesus, ocupou-se dele expressamente. Nenhum dedicou-lhe atenção. Todos foram omissos quanto a qualquer movimento religioso ocorrido na Judéia, chefiado por Jesus. A história não só contesta, a tudo o que vem dos Evangelhos, como [também] prova, que os documentos em que a Igreja se baseou para formar o cristianismo foram todos inventados ou falsificados no todo ou parte, para esse fim. A Igreja sempre dispôs de uma equipe de falsários, os quais dedicaram-se afanosamente a adulterar e falsificar os documentos antigos com o fim de pô-los de acordo com os seus cânones. O piedoso e culto bispo de Cesaréia, Eusébio, como muitos outros tonsurados, receberam ordens papais para realizar modificações em Importantes papéis da época, adulterando-os e emendando-os segundo suas conveniências. [La Sagesse] Graças a esses criminosos arranjos, a Igreja terminaria autenticando impunemente, sua novela religiosa sobre Jesus Cristo, sua família, seus discípulos e o seu tempo. [Os escritos da Bíblia ficaram até o século XV restritos aos padres, que os reescreviam e emendavam à vontade, sem o domínio público] Diante da história, do conhecimento racional e científico que presidem aos atos da vida humana, muitos já se convenceram da primária e irreal origem do cristianismo, o
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qual nada mais é do que uma síntese do judaísmo com o paganismo e a idolatria grecoromana do século I. Graças ao trabalho de notáveis mestre de Filosofia e Teologia da Escola de Tubíngen, na Alemanha, [um reconhecido internacional laboratório, de pesquisas] ficou provado que os Evangelhos e mesmo toda a Bíblia, não possuem valor histórico, pondo-se em dúvida conseqüentemente, tudo quanto a Igreja impôs como verdade sobre Jesus Cristo. [Inclusive sobre Deus, para ser bem claro!...] Tudo o que consta dos Evangelhos e do Novo Testamento, são apenas arranjos, adaptações e ficções, como o próprio Jesus Cristo o foi. Através da pesquisa histórica e de exames grafotécnicos ficou evidenciado que os escritos acima referidos são apócrifos [Falsos, mesmo! – Não confundir com apócrifos dos livros rejeitados pelo cristianismo para o cânon]. De sorte que não servindo como documentos autênticos devem ser rejeitados pela ciência. A história exige provas reais, segundo as quais se evidenciem os movimentos da pessoa ou do herói no palco da vida humana, praticando todos os atos a ela concernentes, em todos os seus altos e baixos. Pierre Couchoud, igualmente citado por Guitton, sendo médico e filósofo, considerou Jesus como tendo sido "a maior existência que já houve, o maior habitante da terra", entretanto. acrescentou: "não existiu no sentido histórico da palavra: não nasceu. não sofreu sob Pôncio Pilatos, sendo tudo uma fabulação mítica". Voltaire mostrou as coincidências entre o Evangelho de João e os escritos de Filon, lembrando ter sido ele um filósofo grego de ascendência judia, cujo pai, um outro judeu culto, teria sido contemporâneo de Jesus, se ele tivesse realmente existido. A filosofia religiosa de Filon era a mesma do cristianismo, tanto que inicialmente foi cogitada sua inclusão entre os fundadores da nova crença. Contudo, após exame rigoroso de sua obra, foram encontradas idéias opostas aos interesses materiais dos líderes cristãos da época. Tudo nos leva a crer que no futuro, o conhecimento científico exigirá bases sólidas para todas as coisas, quando então as religiões não mais prevalecerão, porquanto, não poderão contribuir para a ciência ou para a história, com qualquer argumento sólido e fiel. Ademais, não nos parece lógico que o homem atual, o qual já atingiu um tão elevado nível de desenvolvimento, o que se verifica em todos os setores do conhecimento, tais como científico, tecnológico e filosófico, permaneça preso a crenças em deuses inexistentes, em mitos e tabus. A Bíblia escrita por homens inspirados por Deus onipotente, onipresente e onisciente, está repleta de erros os mais vulgares e incoerentes, revelando total ignorância acerca da verdade e de tudo mais. [La Sagesse entra no mérito das incoerências e erros absurdos da Bíblia. Eu vou pular essa parte, pois desviaria um pouco o objetivo de demonstrar que Cristo não existiu. Eu já explorei isso fartamente no meu livro “Ateu Graças a Deus”]

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O Padre Alfred Loisy, diante do enorme descrédito que o mito do cristianismo vinha sofrendo nos meios cultos de Paris, resolveu pesquisar-lhe as origens, visando assim desfazer as objeções apresentadas de modo seguro e bem fundamentado. Buscava a verdade para mostrá-la aos demais. Entretanto, ao fazer seus estudos, o Padre Loisy constatou que, realmente a crítica havia se baseado em fatos incontestáveis. Por uma questão de honra, não poderia ocultar o resultado de suas pesquisas, publicando-o logo em seguida. Sendo tal resultado, contrário fundamentalmente aos cânones da Igreja, foi expulso de sua cátedra de Filosofia, na Universidade de Paris e excomungado pelo Papa, em 1908. [E assim eles escondem a mentira!] O Pe. Loisy havia concluído que os documentos nos quais a Igreja firmara-se para organizar sua doutrina, provieram do ritual essênio. Jesus Cristo não tivera vida física. Era apenas o reaproveitamento da lenda essênia do Crestus, o seu Messias. Por sorte sua, já não mais existia a Santa Inquisição; do contrário, o sábio [honesto, mas não tão sábio.] Padre Loisy teria sido queimado vivo. Os documentos relativos ao governo de Pilatos na Judéia, nada relatam a respeito de alguém que se intitulando de Jesus Cristo, o Messias ou o enviado de Deus, tenha sido preso, condenado e crucificado com assentimento ou mesmo contra sua vontade, conforme narram os evangelhos. Não tomou conhecimento jamais de que um homem excepcional, praticasse coisas maravilhosas e sobrenaturais, ressuscitando mortos e curando doentes ao simples toque de suas mãos, ou com uma palavra, apenas. Se Pôncio Pilatos, cuja existência é real e historicamente provável, e que estava no centro dos acontecimentos da época como governador da Judéia, ignorou completamente a existência tumultuada de Jesus, é que de fato ele não existiu. Alguém que pelos atos que lhe são atribuídos, chega mesmo ao cúmulo de ser aclamado "Rei dos Judeus" por uma multidão exaltada, como ele o foi, não poderia passar despercebido pelo governador da região. O imperador Tibério, inclusive, jamais soube de tais ocorrências na Judéia. Estranho que ninguém o informasse de que um povo, que estava sob o seu domínio, aclamava um novo rei. Ilógico. A ele, Tibério, é que caberia nomear um rei, governador ou procurador. Prosper Alfaric, em L'Ecole de la Raison, assinala as invencíveis dificuldades do cristianismo em conciliar a fé com a razão. Por isso, a nova crença teve de apoderar-se das lendas e crenças dos deuses solares, tais como Osíris, Mitra, Ísis, Átis e Hórus, quando da elaboração de sua doutrina. Expôs, igualmente, que os documentos descobertos em Coumrã, em 1947, eram o elo que faltava para patentear que Cristo é o Crestus dos essênios, uma outra seita judia. O cristianismo nada mais é, então, [por mais incrível que isso pareça] do que o sincretismo das diversas seitas judias, misturadas às crenças e religiões dos deuses solares, por serem as religiões que vinham predominando há séculos. Os Evangelhos que trazem a palavra "segundo" [segundo Pedro, p/ex.], que em grego é "cata", não vieram diretamente dos pretensos evangelistas. Em Coumrã [~ Qumran], No Mar Morto, em 1947, como já vimos, foram encontrados documentos com escrita em hebraico e não em grego, falando em Crestus
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não em Cristo. Ali, Habacuc refere-se à perseguição sofrida por essa seita judia, assim como a morte de Crestus, igualmente traído por Judas, um sacerdote dissidente. A Igreja ao ter conhecimento da existência de tais documentos, pretendeu informar que Crestus era o Cristo de sua criação, contudo, verificou-se que eles datavam de pelo menos um século antes do lançamento do romance do Gólgota. Além disso, continham revelações contrárias aos interesses da Igreja. Eles relatam as lutas de morte em que viviam as diversas seitas do judaísmo. Escavações feitas em Jerusalém, desenterraram velhos cemitérios, onde foram encontradas muitas cruzes do século I e mesmo anteriores. Todavia, apesar de já ser usada nessa época, só a partir do século IV é que a Igreja iria oficializá-la como seu emblema. Levantamentos arqueológicos posteriores provariam que a cruz já era um piedoso emblema usado desde há milênios. Orígenes polemizando contra Celso, um dos mais cultos escritores romanos de seu tempo, e que mais combateram as bases falsas da Igreja e de Jesus Cristo, acusa [modo de dizer] Flávio Josefo por não haver admitido a existência de Jesus. Flávio não poderia referir-se a Jesus nem ao cristianismo porque ambos foram arranjados depois de sua morte. Assim, os livros de Flávio que falam de Jesus, foram compostos, ou melhor, falsificados muito tempo após sua morte, no decorrer do século III, conforme as conclusões alcançadas pelos mestres da Escola de Tubingen. Por tudo isso, vemos que os líderes do cristianismo, nada mais fizeram do que se apropriarem das idéias já existentes. Apenas tiveram o cuidado de promover as modificações necessárias, com vistas a melhor consecução dos seus objetivos materiais. [e espertamente entrelaçaram aos fatos e pessoas realmente existentes, o que dificultou esse esclarecimento] Sêneca, embora não fazendo em seus escritos qualquer alusão à existência de Jesus Cristo, teve muitos de seus escritos aproveitados pelo cristianismo nascente. Em Tácito, escritor do século II, encontram-se referências a respeito de Jesus e seus adeptos. Contudo, exames grafotécnicos demonstraram que tais referências são falsas, e resultam de visível adulteração dos seus escritos. Suetônio que existiu quando Jesus teria vivido, escreveu a "História dos Doze Césares," relatando os fatos de seu tempo. Referindo-se aos judeus e sua religião, apenas falou em "distúrbios de judeus exaltados em torno de Crestus". Por aí se vê que ele não se referia aos cristãos, porquanto, [na Bíblia], eles sempre se mostraram humildes e obedientes à ordem constituída, evidentemente, a fim de passar, tanto quanto possível, despercebidos. Desse modo, iriam solapando o poder imperial, manhosamente, como realmente aconteceu. Suetônio escreveu ainda que haviam supliciado alguns cristãos, que eram gente que se dedicava demasiado a tolas superstições, orientadas por uma idéia malfazeja. Disse mais que Nero tivera de mandar expulsar os judeus de Roma, porque eles estavam sempre se sublevando, instigados por Crestus. [bem diferente da concepção do cristianismo de Jesus]

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Plínio, o Jovem, viveu entre os anos 62 e 113, tendo sido sub-pretor da Bitínia. Na carta enviada ao imperador, perguntava como agir em relação aos cristãos, ao que Trajano teria respondido, que agisse apenas contra os que não renegassem à nova fé. Entretanto, não ficou evidenciado a quais cristãos, exatamente, eram feitas as referências: se aos crestãos ou aos cristãos. De qualquer forma, a carta em questão, após ser submetida a exames grafotécnicos e métodos rádio-carbônicos, revelou-se haver sido falsificada. Justiniano, Imperador romano, mandou queimar os escritos de Porfírio, através de um edito, em 448, alegando que: "impelido pela loucura, escrevera contra a santa fé cristã". [hoje, fatalmente mandariam queimar o meu despretensioso livro e dependendo da época, eu iria junto para a fogueira. Claro, que eu não o escreveria, né?!...] Vimos assim, que os únicos autores que poderiam ter escrito a respeito de Jesus Cristo, e como tal foram apresentados pela Igreja, foram Flávio Josefo, Tácito, Suetonio e Plínio. Invocando o testamento de tais escritores, pretendeu a Igreja provar que Jesus Cristo teve existência física, e incutir como verdade na mente dos povos, todo o romance que gira em torno da personalidade fictícia de Jesus. Contudo, a ciência histórica através de métodos modernos de pesquisa, demonstra hoje que os autores em questão, foram falsificados em seus escritos. Estão evidenciadas súbitas mudanças de assunto, para intercalações feitas posteriormente por terceiros. Após a prática da fraude, o regresso ao assunto originalmente abordado pelo autor. [Por exemplo: Se você rebuscar em alguns livros, encontrará espaços vazios. Era nesses espaços que os falsificadores faziam inserções] ////////////! Tomemos, primeiramente, Flávio Josefo como exemplo. Ele escreveu a história dos acontecimentos judeus, na época em que pretensamente Jesus teria existido. Os falsificadores aproveitaram-se então de seus escritos e acrescentaram; "Naquele tempo, nasceu Jesus, homem sábio, se é que se pode chamar homem, realizando coisas admiráveis e ensinando a todos os que quisessem inspirar-se na verdade. Não foi só seguido por muitos hebreus, como por alguns gregos, Era o Cristo. Sendo acusado por nossos chefes, do nosso país ante Pilatos, este o fez sacrificar. Seus seguidores não o abandonaram nem mesmo após sua morte. Vivo e ressuscitado, reapareceu ao terceiro dia após sua morte, como o haviam predito os santos profetas, quando realiza outras mil coisas milagrosas. A sociedade cristã que ainda hoje subsiste, tomou dele o nome que usa".[Parece até que estou lendo a Bíblia...] Depois deste trecho, passa a expor um assunto bem diferente no qual refere-se a castigos militares infligidos ao populacho de Jerusalém. [Esse é o trecho com que eles tentam, o todo instante, convencer ao fiel cristão de que Jesus existiu. Muitos já não têm coragem para usar, mas aqui mesmo neste livro eu selecionei um autor que mencionou isso como verdade. Aí, fica a pergunta para quem lê o trecho: Só isso?! E não se fala mais nada sobre essas maravilhas?!...] Mais adiante, [na continuação do texto, Josefo] fala de alguém que conseguira seus intentos junto a uma certa dama fazendo-se passar como sendo a humanização do deus Anubis, graças aos ardis dos sacerdotes de Ísis. As palavras atribuídas a Flávio, são as de um apaixonado cristão. Flávio jamais escreveria tais

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palavras, porquanto, além de ser um judeu [fariseu] convicto, era um homem culto e dotado de uma inteligência excepcional.[Não um fanático babão] O próprio Padre Gillet, reconheceu em seus escritos ter havido falsificações nos textos de Flávio, afirmando ser inacreditável que ele seja o autor das citações que lhe foram imputadas. Além disso, as polêmicas de Justino, Tertuliano, Orígenes e Cipriano contra os judeus e os pagãos, demonstram que Flávio não escreveu nem uma só palavra a respeito de Jesus. Estranhando o seu silêncio, classificaram-no de partidário e faccioso. No entanto, um escritor com o seu mérito, escreveria livros inteiros acerca de Jesus, e não apenas um trecho [e tão pequeno!]. Bastaria, para isto, que o fato realmente tivesse acontecido. Seu silêncio no caso, é mais eloqüente do que as próprias palavras. Tácito escreveu: "Nero, sem armar grande ruído, submeteu a processos e a penas extraordinárias aos que o vulgo chamava de cristãos, por causa do ódio que sentiam por suas atrapalhadas. O autor fora Cristo, a quem no reinado de Tibério, Pôncio Pilatos supliciara. [esse destacado, foi o trecho inserido] Apenas reprimida essa perniciosa superstição, fez novamente das suas, não só na Judéia, de onde proviera todo o mal, senão na própria Roma, para onde de confluíram de todos os pontos os sectários, fazendo coisas as mais audazes e vergonhosas. Pela confissão dos presos e pelo juízo popular, viu-se tratar-se de incendiários professando um ódio mortal ao Gênero humano". Conhecendo muito bem o grego e o latim Tácito não confundiria referências feitas aos seguidores de Cristo com os de Crestus. As incoerências observadas nessa intercalação demonstram não se tratar dos cristãos de Cristo, nem a ele se referir. Lendose o livro em questão, percebe-se perfeitamente o momento da interpelação. Afirmar que fora Cristo o instigador dos arruaceiros, é uma calúnia contra o próprio Cristo. E conforme já referimos anteriormente, os cristãos seguidores de Cristo, [isso, segundo descreve a Bíblia] eram muito pacatos [e misteriosos até] e não procuravam despertar atenção das autoridades para si. Como dizer em um dado momento que eles eram retraídos, e em seguida, envolvê-los em brigas [incêndios] coisas piores? É apenas mais uma das contradições de que está repleta a história da Igreja. [Evidente que não havia um Cristo homem, muito menos um líder arruaceiro, ou estariam caindo sobre ele, mas apenas Crestus, outro mito milenar] Ganeval afirma que “foram expulsos de Roma os hebreus e os egípcios, por seguirem a mesma superstição”. Deduz-se então que não se referia aos cristãos, seguidores de Jesus Cristo. Referia-se aos Essênios, seguidores de Crestus, vindos de Alexandria. [Egito] A Igreja não conseguiu por as mãos nos livros de Ganeval o que contribuiu ponderavelmente para lançar uma luz sobre a verdade. Por intermédio de seus escritos, surgiu a possibilidade de provar-se a quais cristãos, exatamente, referia-se Tácito. Suetônio teria sido mais breve em seu comentário a respeito do assunto. Escreveu que "Roma expulsou os judeus instigados por Crestus, porque promoviam tumultos". [E dispensou mais comentários, porque não foi importante] É evidente também, a falsificação praticada em uma carta de Plínio a Trajano, quando perguntava o que fazer aos cristãos, assunto já abordado anteriormente. O referido
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texto, após competente exame grafotécnico, revelou-se adulterado. É como se Plínio quisesse demonstrar, não apenas a existência histórica de Jesus, mas, sua divindade, simbolizando a adoração dos cristãos. É o quanto basta para evidenciar a fraude. Se Jesus Cristo realmente tivesse existido, a Igreja não teria necessidade de falsificar os escritos desses escritores e historiadores. Haveria, certamente, farta e autêntica documentação a seu respeito, detalhando sua vida, suas obras, seus ensinamentos e sua morte. [sua ressurreição, seus milagres, sua mãe, seu pai, seu cachorro, suas sandálias e até suas fraldas milagrosas, como encontrado nos livros apócrifos.] Aqueles que o omitiram, se tivesse de fato existido, teriam falado abundantemente sobre ele. Os mínimos detalhes de sua maravilhosa vida, seriam objeto de vasta explanação. [Nem nós estaríamos aqui, agora, contestando e dissecando tudo isso] Entretanto, em documentos históricos não se encontram referências dignas de crédito, autênticas e aceitáveis pela história.[em nenhuma quantidade] Em tais documentos, tudo o que fala de Jesus e sua vida é produto da má-fé, da burla, de adulterações e intercalações determinadas pelos líderes cristãos. Tudo foi feito de modo a ocultar a verdade. Quando a verdade está ausente ou oculta, a mentira prevalece. E há um provérbio popular que diz: "A mentira tem pernas curtas". Significa que ela não vai muito longe, sem que não seja apanhada. Em relação ao cristianismo, isto já, aconteceu. Um número crescente de pessoas, vai a cada dia que passa, tomando conhecimento da verdade. E assim, restam baldados os esforços da Igreja, no que concerne aos ardis empregados na camuflagem da verdade, visando alcançar escusos objetivos. Este estudo demonstra que Jesus Cristo foi concebido no século II, para cumprir um programa messiânico elaborado pelos profetas e pelos compiladores do Velho Testamento e das lendas, sob o seu pretenso nome. Vê-se então, que os passos de Jesus pela terra aconteceram [foram escritos] conforme o Talmud, para que se cumprissem as profecias que o judaísmo havia inventado. Um estudo comparado do judaísmo e do cristianismo, mostra a enorme quantidade de crendices dessas religiões, forjadas pelos seus líderes e afastadas pela evolução do conhecimento. Em nossos dias, o conhecimento atingiu um ponto em que, a própria Igreja começou a relegar para um canto, os seus ídolos de aspecto humano. [Deus já não é aquele velho de barbas brancas entre as nuvens, mas é amor e está dentro de nós mesmos, o diabo já não tem chifres nem cheiro de enxofre, mas um estado de espírito, segundo a própria Igreja católica] O conhecimento humano terminará por vencer, definitivamente, provando que todos os deuses e ídolos têm os pés de barro. Nossos antepassados viram muitos ídolos cair. Certas práticas e crenças religiosas, ainda permanecem válidas porque os sacerdotes, como bons psicólogos que são, observam o desenvolvimento mental do povo e sabem que uns encontram a verdade, enquanto outros, jamais conseguirão alcançála. Idealizando um Jesus Cristo adaptado às profecias talmúdicas, criaram um personagem incoerente e inseguro, o que nos dá a medida exata do quilate mental dos
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seus criadores. Podiam ser espertos, mas nunca, inteligentes ou cultos. [É difícil sustentar uma mentira muito tempo, principalmente quando ela é questionada o tempo todo.] Não deve ter sido tarefa das mais fáceis, a de adaptar um Cristo vindo para cumprir as profecias, no fanatismo das populações ignaras. Foi um trabalho de titãs não acorrentados à verdade, nem à sinceridade que o homem deve ao seu semelhante. Nunca foi fácil transformar uma fantasia em realidade. Por isso, o cristianismo teve de valer-se da espada de Constantino e das armas de seus legionários, para impor dogmaticamente, o que a razão e o conhecimento jamais aceitariam passivamente. Nos dois primeiros séculos do cristianismo, cada qual queria ser o primeiro e mandar mais e, se possível, ficar sozinho. Tivemos muitos reis e Papas analfabetos, atestando o primarismo dos judeus dispersos, como dos lideres europeus da época do lançamento do cristianismo. Tentando racionar a teologia do judaísmo e do cristianismo, fizeram de Jeová um deus absurdo e de Jesus um ser irreal, ambos incoerentes, o que se tornou a essência do Talmud e dos Evangelhos. Através de Jesus Cristo, valorizaram as profecias do pretenso profeta Isaías, revitalizando assim, o judaísmo e dando seriedade ao Talmud, fazendo dos Evangelhos um amontoado de mentiras e de impossíveis humanos. Assim é que criaram um relato inconsistente, que desmorona completamente, face a uma análise mais profunda. Diante de tudo o que foi exposto, só nos resta dizer que a história, em dois mil anos, não encontrou uma única prova, ou um documento que mereça crédito no que diz respeito à vida de Jesus. Sua existência é fictícia e só encontra agasalho no seio da mitologia. Seu nascimento, sua vida, sua morte, sua família, seus discípulos, tudo enfim que lhe diz respeito, tem analogia com as crenças, ritos e lendas dos deuses solares, adorados sob diversos nomes e modalidades e por povos diversos, também. Dele, a história nada sabe. JESUS E O TEMPO O mítico dia do nascimento de Jesus Cristo, foi oficializado por Dionísio, o Pequeno, no século VI, que marcou no ano 1 do século I, correspondendo ao ano 753 da fundação de Roma, com um erro de previsão calculado em seis anos. Para chegar a essa artificiosa fixação, serviu-se de diversos sistemas de cálculo. Calvísio e Moestrin contaram até 132 sistemas e Fabrício arredondou para 200. Para uns, teria sido entre 6 e 10 de janeiro, para outros 19 ou 20 de abril, enquanto outros ainda, situavam entre 20 e 25 de março. Os cristãos orientais determinaram a data entre 1 e 8 de janeiro, enquanto os ocidentais escolheram a 6 de janeiro. Em 375, São João Crisóstomo escreveu que a data de 25 da dezembro foi introduzida pelos orientais. Entretanto, antes do ano 354, Roma já o havia fixado para esta mesma data, segundo o calendário de Bucer. Essas diferenças foram o resultado da preocupação da Igreja, em fazer com que o nascimento de Jesus, coincidisse e se confundisse com o dos deuses solares, os deuses salvadores, e especialmente com o Deus Invictus que era Mitra. E era justamente ao mitraismo que a religião cristã pretendia absorver. [Eu penso que outra boa razão para buscarem uma data razoável é que as
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mentiras da Bíblia precisavam ter sustentação histórica. Assim havia uma necessidade de coincidir certas datas com os fato reais mencionados. Por exemplo: A primeira data do nascimento estava fixada para depois da morte de Herodes, portanto seria impossível que ambos tivesse convivido na mesma época e Herodes tê-lo mandado matar quando nascido. O ajuste de seis anos (em função de um erro de cálculo que ninguém explica) resolveu esse problema mas criou outro, o censo que justificou a ida da família a Belém ficou em aberto. Faltou resolver o problema da Estrela de Belém, mas teriam que “errar” em mais 1 ano para achar uma conjunção de planetas que coincidisse e aí, complicou, porque a morte teria que ser na época de Pôncio Pilatos, porque assim estava escrito... Eles estão por aí, tentando, calculando, tentando....] No dia 25 de dezembro, todas as cidades do império romano estavam iluminadas e enfeitadas, para festejar o nascimento de Mitra. A preocupação de ligar o nascimento de Jesus ao de Mitra, denota o artificialismo que fundamentou o cristianismo. Foi a divinização do deus dos cristãos, feita às custas da luz do Sol dos pagãos. Foi um dos grandes trabalhos de mistificação da Igreja, a confluência dos dois nascimentos para a mesma data. Assim, o nascimento do novo deus, apagava da memória do povo a lembrança de Mitra, no fim do inverno. A tradição religiosa, desde milênios, fizera com que todos os deuses redentores nascessem em 25 de dezembro. Quanto ao lugar de nascimento de Jesus, disseram ter nascido em Belém, para combinar com as previsões messiânicas, que fazendo de Jesus um descendente de David, teria a adesão dos judeus incautos. O II e o IV Evangelhos não mencionam o assunto, enquanto, o I e o III aludem ao caso, mas, se contradizem. Uns dizem que os pais de Jesus moravam em Belém, enquanto, outros afirmam que eles ali estavam de passagem. Essa insegurança deve-se ao fato de pretenderem ligar a vida de Jesus à de David, conforme as profecias. Todavia, isto confundia as tendências históricas ligadas ao nascimento dos deuses solares. A preocupação apologética, contudo, invalidou a pretensão histórica. De tudo isto, resultou que a história pode hoje provar que tudo aquilo que se refere a Jesus, é puro convencionalismo, e sua existência é apenas ideal e não real. De modo que, a morte dos inocentes [por Herodes] nada mais é do que, a repetição da matança das criancinhas egípcias, contada no Exôdo. A estrela só pôde ser inventada porque naquele tempo o homem ainda não sabia o que era uma estrela; tanto assim que a Bíblia afirma que Josué fez parar o sol, com um aceno de sua mão, apenas. Assim a estrela que guiou os magos, é coisa realmente absurda. Primeiro do que tudo, ninguém soube realmente de onde vieram esses reis [magos] e onde eram os seus países. [Não diz a Bíblia que eram reis] Outros fenômenos relatados como terremotos, trevas e trovões, assinalados pela Bíblia, não o são pela história dos judeus nem dos romanos. Só os interessados no mito puderam ver tais acontecimentos. Os escritores que relataram fatos ocorridos na Palestina e no Império Romano, não transmitiram estes fatos que teriam ocorrido na morte de Jesus, a posteridade. Muita coisa pode ter acontecido naqueles tempos, menos as que estão nos Evangelhos.
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[Segundo a história] Pilatos, por exemplo, morreu ignorando a existência de Jesus. Os legionários romanos jamais receberam ordens para prendê-lo. Nenhum movimento social, político ou religioso, contrário às normas da ocupação surgiu na Judéia, para justificar a condenação de seu líder por Pilatos. Entretanto, Jesus teria sido julgado e condenado pelos sacerdotes judeus, pois Pilatos deixara o caso praticamente em suas mãos e do povo, lavando as suas próprias. Nem Pilatos, nem Caiaz, nem Hannã deixaram qualquer referência acerca desse processo. Nenhum deles poderia dizer qual a aparência física de Jesus. Tertuliano baseando-se em Isaías, disse que ele era feio, ao passo que Agostinho afirmou que ele era bonito. Uns afirmaram que era Imberbe, outros que era barbado. Sua cabeleira espessa e barba fechada resultou de uma convenção realizada no século XII. O Santo Sudário [hoje bem conhecido como falso] retrata um Jesus Barbudo. Nada do que se refere a Jesus pode ser considerado ponto pacífico. Tudo é discrepante e contraditório. Ora, se aqueles que tinham e os que ainda têm interesse em defender a veracidade da existência de Jesus não conseguiram chegar a um acordo no que lhe diz respeito, não é bom sinal. Moy escreveu: "Desde que se queira tocar em qualquer coisa real na vida de Jesus, esbarra-se logo na contradição e incoerência". Por isso, até o aspecto físico de Jesus tornou-se discutível, o que ajuda a provar que ele nunca existiu. De acordo com a história, não se pode aceitar o que está escrito nos evangelhos como prova de sua existência. Também a Igreja não dispõe de argumentos válidos, nesse sentido. A arqueologia, por outro lado, nada encontrou até aqui capaz de elucidar a questão. De tudo isto depreendemos que a existência física de Jesus jamais poderá ser provada de modo irrefutável, e, por conseguinte, é muito difícil ser acatada por homens cultos e amantes da verdade. O romance, as lendas, os contos, a ficção, interessam como cultura, como expressão do pensamento de um povo, e desse modo são perfeitamente aceitos. Entretanto, a apresentação de tais modalidades de cultura como fatos reais, consumados e verdadeiros e como tal serem impostos ao povo, é condenável. A atitude do cristianismo tem sido, através dos tempos, justamente a que nós acabamos de condenar: a imposição das lendas, do romance e da novela como realidade palpável, como fato verdadeiro e incontestável. Em sua "Vida de Jesus", Strauss diz: "Poucas coisas são certas, nas quais a ortodoxia se apóia de preferência - as milagrosas e as sobre-humanas -, as quais jamais aconteceram. A pretensão de que a salvação humana dependa da fé em coisas das quais uma parte é certamente fictícia, outra sendo incerta, é um absurdo, que em nossos dias nem sequer devemos nos preocupar, refutando-o". Ernest Havet, comparando Jesus com Sócrates, diz que Sócrates é um personagem real, enquanto Jesus, é apenas ideal. Homens como Platão e Xenófanes, os quais conviveram com Sócrates, deixaram o seu testemunho a respeito do mesmo. Em seus escritos relatam tudo sobre Sócrates: a vida, o pensamento, os ensinamentos e a morte. E nada do que lhe diz respeito foi adulterado, e portanto, é autêntico, verdadeiro e indiscutível.
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Quanto a Jesus, não teve existência real, e aqueles aos quais se atribui escritos e referências em relação a ele, uns foram adulterados em seus escritos, outros não existiram. Pilatos que teria autorizado seu sacrifício, omite o fato quando relata os principais acontecimentos de seu governo. Por acaso mandaria matar um deus, e não saberia? Assim, quem descreveu Jesus, apenas imaginou o que ele teria sido, não foi sua testemunha. Renan disse em sua "Vida de Jesus": "Nossa admiração por Jesus, não desapareceria nem mesmo quando a ciência nada pudesse decidir de certo, e chegasse forçosamente as negações". Termina dizendo que o divino encontrado pelos cristãos em Jesus, é o mesmo que a beleza de Beatriz, que apenas resultou do pensamento de Dante ou de seu gênio literário. Da mesma forma, as belezas de Cristina residem nos sonhos religiosos dos hindus. As maravilhas de Jesus e a beleza de Maria, são produtos do gênio inventivo da liderança oradora dos mitos Jesus e Maria. Se de ambos apenas se diz o bem, há sinal que eles não tiveram existência real. Jesus Cristo é uma criação do homem, o qual esteve em cena apenas para realizar as profecias dos primários profetas judeus. Esta é também a opinião de Didon, exposta em seu livro "Vida de Jesus". Diz ele que é suspeita a sonegação de quase trinta anos da vida de Jesus, à história evangélica. [Naturalmente, ainda seria mais difícil de provar, e mais fácil desmentir!...] "Nós apenas sabemos um nada da vida de Jesus", escreveu Miron. Os redatores dos Evangelhos e os primeiros autores eclesiásticos, recolhendo as tradições correntes na comunidade cristã, podem ter adquirido alguns fragmentos da verdade; mas, como assegurar que entre tantos elementos mitológicos e legendários, haja algo de verdade? Assim, a vida de Jesus em si é impossível. Acontece com Cristo o mesmo que acontece com todos os entes legendários: quanto mais os buscamos, menos os encontramos. A tentativa feita até aqui de colar na história, de arrebatar às trevas da teologia, um personagem que até a idade de trinta anos é absolutamente desconhecido, e que depois da referida idade aparece fazendo impossíveis humanos - os milagres - é absurdo e ridículo. [Perguntar-se-ia: Nunca fez um milagre antes dessa idade? E se fez, ninguém testemunhou nem comentou? Os livros apócrifos o citam fazendo milagres desde o berço!...] Labanca em "Jesus Cristo", impugna a possibilidade de uma biografia científica de Jesus, baseando-se na inautenticidade dos Evangelhos, uma vez que os mesmos não tiveram finalidade histórica, mas tão somente, a religiosa e propagandística. Jesus não está nos Evangelhos por causa de sua esquisita divindade, mas, porque isso convém aos seus lançadores e aos que ainda hoje vivem do seu nome, como rendoso meio de vida.

ALGUMAS FONTES DO CRISTIANISMO

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O passado religioso do homem está repleto de deuses solares e redentores. [Lá vai essa xaropada de novo!... Eu já nem agüento mais ler isso. Mas se você ainda não conhece, leia. Vai aí, uma aula de mitologia] Na índia, temos Vishnu, um deus que se reencarnou nove vezes para sofrer pelos pecados dos homens. No oitavo avatar foi Krishna e no nono, Buda. Krishna foi igualmente um deus redentor, nascido de uma virgem pura e bela, chamada Devanaguy. Sua vinda messiânica, foi predita com muita antecedência, conforme se vê no Atharva, no Vedangas e no Vedanta. O deus Vishnu teria aparecido à Lacmy, mãe da virgem Devanaguy, informando que a filha iria ter um filho-deus, e qual o nome que deveria darlhe. Mandou que não deixasse a filha casar-se, para que se cumprissem os desígnios de deus. Tal teria acontecido 3.500 anos a.C. no Palácio de Madura. O filho de Devanaguy, destronaria seu tio. Para evitar que acontecesse o que estava anunciado, Devanaguy teria sido encerrada em uma torre, com guardas na porta. Mas, apesar de tudo a profecia de Poulastrya cumpriu-se, "O espírito divino de Vishnu atravessou o muro e se uniu à sua amada". Certa noite, ouviu-se uma música celestial, e uma luz iluminou a prisão quando Viscohnu apareceu em toda a sua majestade e esplendor. O espirito e a luz de deus ofuscaram a virgem, encarnando-se. E ela concebeu. Uma forte ventania, rompeu a muralha da prisão quando Krishna nasceu. A virgem foi arrebatada para Nanda onde Krishna foi criado, lugar este, ignorado do rajá. Os pastores teria recebido aviso celeste do nascimento de Krishna, e então teriam ido adorá-lo, levando-lhe presentes. Então, o rajá mandou matar todas as criancinhas recém-nascidas, mas Krishna conseguiu escapar. Aos 16 anos, Krishna abandonou a família e saiu pela Índia pregando sua doutrina, ressuscitando os mortos e curando os doentes. Todo o mundo corria para vê-lo e ouvi-lo. E todos diziam: "Este é o redentor prometido a nossos pais". Cercou-se de discípulos, aos quais falava por meio de parábolas, para que assim, só eles pudessem continuar pregando suas idéias. Certo dia, os soldados quiseram matar Krishna, quando seus discípulos amedrontados fugiram. O Mestre repreendendo-os, e chamou-os de homens de pouca fé, com e que reagiram e expulsaram os soldados. Crendo que Krishna fosse uma das muitas transmigrações divinas, chamaram-no "Jazeu", o nascido da fé. As mulheres de povo perfumavam-no e incensavam-no, adorando-o. Chegando sua hora, Krishna foi para as margens do rio Ganges, entrando na água. De uma árvore, atiraram-lhe uma flecha que o matou. O assassino teria sido condenado a vagar pelo mundo. Quando os discípulos procuraram recolher o corpo, não o encontraram mais porque, então, já teria subido para o céu. Depois, Vishnu tê-lo-ia mandado novamente à terra, pela nona vez, receberia o nome de Buda. O nascimento de Buda teria sido, igualmente, revelado em sonhos à sua mãe. Nasceu em um palácio, sendo filho de um príncipe hindu. Ao nascer, uma luz maravilhosa teria iluminado o mundo. Os cegos enxergaram, os surdos ouviram, os mudos falaram, os paralíticos andaram, os presos foram soltos e uma brisa agradável correu pelo mundo. A
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terra deu mais frutos, as flores ganharam mais cores e fragrância, levando ao céu um inebriante perfume. Espíritos protetores vigiaram o palácio, para que nada de mal acontecesse á mãe. Buda, logo ao nascer, pôs-se de pé maravilhando os presentes. Uma estrela brilhante, teria surgido no céu no dia do seu nascimento. Nasceu também, nesse mesmo dia, a árvore de Bó a cuja sombra o menino deus descansaria. Entre os que foram ver Buda, estava um velho, que como Semeão, recebeu o dom da profecia. Sua tristeza seria não poder assistir à glória de Buda, devido ser muito velho. Buda teria maravilhado os doutores da lei com a sua sabedoria. Com poucos anos de idade, teria começado sua pregação. Teria ficado durante 49 dias sob árvore de Bó, e sido tentado várias vezes pelo demônio. Pregando em Benares convertera muita gente. O mais célebre de seus discursos recebeu o nome de "Sermão da Montanha". Após sua morte apareceria também aos seus discípulos, trazendo a cabeça aureolada. Davadatta traí-lo-ia do mesmo modo que Judas a Jesus. Nada tendo escrito, os seus discípulos recolheriam os seus ensinamentos orais. Buda também tivera os seus discípulos prediletos, e seria um revoltado contra o poder abusivo dos sacerdotes bramânicos. Mais tarde, o budismo ficaria dividido em muitas seitas, como o cristianismo. Quando missionários cristãos estiveram na índia, ficaram impressionados e começaram a perceber como nasceu o romance da vida de Jesus. O Papa do budismo, o Dalai-Lama, também se diz ser infalível. Mitra, um deus redentor dos persas, foi o traço de união entre o cristianismo e o budismo. Cristo foi um novo avatar, destinado aos ocidentais. Mitra era o intermediário entre Ormuzd e o homem. Era chamado de Senhor e nasceu em uma gruta, no dia 25 de dezembro. Sua mãe também era virgem antes e depois do parto. Uma estrela teria surgido no Oriente. anunciando seu nascimento. Vieram os magos com presentes de incenso, ouro e mirra, e adoraram-no. Teria vivido e morrido como Jesus. Após a morte, a ressurreição em seguida. Fírmico descreveu como era a cerimônia dos sacerdotes persas, carregando a imagem de Mitra em um andor pelas ruas, externando profunda dor por sua morte. Por outro lado, festejavam alegremente a ressurreição, acendendo os círios pascais e ungindo a imagem com perfumes. O Sumo Sacerdote gritava para os crentes que Mitra ressuscitara, indo para o céu para proteger a humanidade. Os ritos do budismo, do mitraísmo e do cristianismo são muito semelhantes. Horus foi o deus solar e redentor dos egípcios. Horus, como os deuses já citados, também nasceria de uma virgem. O nascimento de Horus era festejado a 25 de dezembro. Amenófis III criou um mito religioso, que depois foi adaptado ao cristianismo. Trata-se da anunciação, concepção, nascimento e adoração de Iath. Nas paredes do templo, em Luxor, encontram-se os referidos mistérios. Baco, o deus do vinho, foi também um deus salvador. Teria feito muitos milagres, inclusive a transformação da água em vinho e a multiplicação dos peixes. Em criança, também quiseram matá-lo. Adonis era festejado durante oito dias, sendo quatro de dor e quatro de alegria; As mulheres faziam as lamentações, como as carpideiras pagas de Portugal. O rito do Santo Sepulcro foi copiado do de Adonis. Apagavam todos os círios, ficando apenas um aceso, o
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qual representava a esperança da ressurreição. O círio aceso ficava semi-escondido, só reaparecendo totalmente no momento da ressurreição, quando então o pranto das mulheres era substituído por uma grande alegria. Também os fenícios, muitos milênios antes, já tinham o rito da paixão, do qual copiaram o rito da paixão de Cristo. Todos os deuses redentores passaram pelo inferno, durante os três dias entre a morte e a ressurreição. Isto é o que teria acontecido com Baco, Osiris, Krishna, Mitra e Adonis. Nestes três dias, os crentes visitavam os seus defuntos, segundo Dupuis, em "L' Origine des tous les cultes". Todos os deuses redentores eram também deuses-sol, como Átis, na Frígia; Balenho, entre os celtas; Joel, entre os germanos; Fo, entre os chineses. Assim, antes de Jesus Cristo, o mundo já tivera inúmeros redentores. Com este ligeiro apanhado da mitologia dos deuses, deixamos patente a origem do romance do Gólgota. Acreditamos ter esclarecido, quais as fontes aonde os criadores do cristianismo foram buscar inspiração. Da mesma forma, todos os deuses dos índios americanos, pertenciam ao rito solar, assim como os deuses dos hindus, dos chineses e japoneses. Os caldeus adorando o sol como seu deus, dedicaram-lhe a cidade de Sípara, onde ardia o fogo sagrado, eternamente, em sua honra. Em Edessa e em Palmira foram encontrados templos dedicados ao deussol. Orfeu considerava o sol como sendo o deus maior. Agamenon disse que o sol era o deus que tudo via e de que tudo provinha. Os judeus e os líderes do cristianismo, para a formação deste, só tiveram de adaptar as crenças e rituais antigos a um novo personagem: Jesus Cristo. Toda a roupagem necessária para vestir o novo deus preexistia. Apenas fazia-se necessário amoldá-la um pouco.
Os textos acima, de La Sagesse, foram bastante resumidos, e dele eu extraí apenas alguns trechos, para que se pudessem ser incluídos aqui como mais uma fonte de informações. Se você quiser, pode lê-lo na íntegra no Site Realidade. Eu só queria lembrar uma coisa: A partir do momento que você se convencer de que a história de Jesus é totalmente falsa, vai, da mesma forma, atestar que a Bíblia é totalmente falsa, certo?! Éh... Aí, fica por sua conta e risco. Desculpe, né?!... Deus foi criado nas histórias de Moisés...  Glup!.. Vamos ver agora, o que diz o Juan Arias redator de um jornal cristão europeu: Eu não traduzi, porque não gosto de mexer no texto dos outros. Se você não entender bem o espanhol e não quiser traduzir, dê só uma olhada. Sempre dá para entender alguma coisa.

20 - EL DIVINO DESCONOCIDO
El País Semanal, 19 de diciembre de 1999: 121-126. Juan Arias

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Se llamaba Jesús. Fue un rebelde. Un inconformista. Un revolucionario. Era judío. Viajó y predicó por todo su país. Se rodeó de pobres, prostitutas y marginados. Asustó al poder establecido y fue condenado a la pena de muerte y ejecutado hace 2.000 años a manos de aquellos a los que había criticado. Hasta aquí la certeza. Más allá, las tinieblas. Poco se sabe con exactitud del hombre al que 1.000 millones de personas veneran como el hijo de Dios. La figura individual más poderosa de la historia. Un mito en el nombre del cual se ha evangelizado y asesinado. Siglos de manipulaciones han borrado las escasas pistas sobre su realidad. Y cientos de estudios apenas han hecho luz sobre el llamado Mesías. Jesús es, sin duda, el personaje histórico sobre el que menos se sabe y del que más se ha escrito en el mundo. Es el personaje que mayor repercusión ha tenido en la historia de los últimos 20 siglos, llegando a condicionar la vida, el arte, la cultura y las costumbres de millones de personas. En su nombre se emprendieron matanzas de inocentes, cruzadas y guerras santas, y se irguieron hogueras inquisitoriales. Y miles de sus seguidores derramaron su sangre por defender la fe en él. Es también la figura más poderosa de la historia. Si Jesús fuera un judío que viviera en este fin de siglo no estaría en el 1999, sino en el 5759, que es el año actual según el caledario judío. Por contra, fue aquel hombre nacido en Nazaret el que con su existencia promovió hasta el cambio de calendario en Occidente, nuestro calendario, que empieza a partir de la fecha [data] de su nacimiento. Una fecha que, por cierto, nadie [ninguém] conoce con certeza. Es una incógnita más. Una más de las que rodean su vida. ¿Qué sabemos realmente de su persona? Los documentos históricos profanos, es decir, no cristianos, que hablan de Jesús -generalmente escritos por historiadores romanos- son muy pocos y se pueden resumir en pocas líneas. Sin olvidar que no existe la certeza absoluta de que sean auténticos. El resto, incluidos los evangelios y demás textos del Nuevo Testamento -escrito años después de su muerte y por personas que le conocieron, en algunos casos, de segunda mano-, pertenecen más al Jesús de la fe que al Jesús histórico. Por eso, para muchos historiadores, Jesús fue un personaje creado por los judíos disidentes, que necesitaban un Mesías que cumpliera las profecías del Viejo Testamento, pero que nunca existió realmente. Y, sin embargo, sin la existencia de un Jesús de carne y hueso no existiría el cristianismo, que no es una religión mitológica, sino histórica, que predica que la divinidad se encarnó en un judío de Nazaret que fue crucificado en tiempo de Poncio Pilato. Un judío del que no se sabe cuándo y dónde nació ni la fecha [data] en que fue crucificado, aunque los últimos estudios parecen confirmar que la iglesia del Santo Sepulcro en Jerusalén descansaría sobre el lugar de su muerte y enterramiento. Es tan poco lo que se conoce realmente de él, de su vida y de su familia, incluso lo que se conoce a través de los testimonios cristianos, que hasta las fiestas litúrgicas que la Iglesia conmemora en torno a su biografía no tienen fundamento histórico en cuanto a las fechas en que se realizan. Nada se sabe, por ejemplo, de la fecha de su nacimiento. La celebración de la Navidad el 25 de diciembre fue la mera adaptación de una fiesta pagana o la transpolación de la fecha de nacimiento de antiguos dioses míticos. Nadie
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sabe ni el día ni el mes en que nació. Ni el año. De su muerte se sabe sólo que coincidió con una Pascua judía, y se han hecho en vano, mil malabarismos para calcular cuándo fue crucificado. [!!!] En el siglo VI, cuando el monje griego Dionisio el Exiguo propuso que el calendario cristiano comenzara a partir de la fecha del nacimiento de Cristo, él mismo se hizo un lío [ele mesmo fez uma bagunça] y acabó decidiendo que había nacido el año 754 de la fundación de Roma. Aun así se equivocó en sus cálculos en cuatro años, por lo que se calcula que Jesús pudo nacer el año 4 antes de la era cristiana. De la familia de Jesús se sabe muy poco. En algunos lugares de los escritos del Nuevo Testamento se habla de los "hermanos" de Jesús y en otros de "primos". Se discutió durante siglos si la misma palabra griega significaba a la vez hermano y primo, y que por ello habría sido traducida de forma diferente. Pero la negación de que Jesús tuvo otros hermanos parece estar relacionada con el dogma de la Iglesia de que María fue virgen antes y después del parto. Pero nada se sabe históricamente sobre ellos. Los biblistas católicos más modernos coinciden en que la virginidad de María nació y se convirtió en dogma de fe para poder aplicar a Jesús la antigua mitología, que afirmaba que todos los personajes famosos de la historia "nacían de una madre virgen". Otra vez la mitología. En cuanto al relato de su nacimiento en Belén, nada se puede probar hasta hoy. Hasta el papa Juan Pablo II dejó perplejos a miles de fieles durante una audiencia al afirmar que no existía certeza de que Jesús hubiera nacido en Belén. Hoy todo hace pensar que no existió ningún empadronamiento [censo] en aquella época (el motivo que esgrime el evangelio para argumentar la presencia de sus padres por esos pagos), y que, por tanto, no tenía ningún motivo el viaje a Belén. También la narración de los tres Magos (nunca los evangelios hablan de que fueran reyes)[Nem três!] está hoy considerada como mitológica, con lo que carecería de fundamento la matanza de niños recién nacidos por mandato de Herodes. Por lo que se refiere a Nazaret, su pueblo de origen, hasta unas recientes excavaciones todo hacía pensar que no había existido: nunca había aparecido ni en el Antiguo Testamento, ni en los escritos de Flavio Josefo, ni en ningún documento antiguo. [Puxa!... Uma cidade inteira falsa!... Aí, já foi vacilo!] Según parece, se podría tratar de un pueblo desconocido de la región de Galilea que sirvió de cobijo [esconderijo] a revolucionarios nacionalistas. Se pensaba que tuvo que ser una aldea mínima que no contaba nada en el tiempo de Jesús. Menos aún se conoce sobre su juventud, sobre ese periodo de años que transcurre desde que a los 12 años Jesús se enfrentó con María y José, tras haberse perdido en el templo y haber dejado boquiabiertos con sus juicios a los sacerdotes, y los años maduros, cuando aparece en su vida pública. ¿Qué hizo en esos 20 años? Nada se sabe. Ni si estudió o trabajó, o incluso si se movió fuera de Palestina. Hay quien piensa que pudo viajar hasta la India. ¿Fue un monje esenio? ¿Estuvo casado? ¿Fue un hijo obediente o rebelde? ¿Estuvo mezclado con los grupos revolucionarios de aquel tiempo? ¿Era un judío practicante? [fez algum milagre?] ¿Quién era José? ¿Era de verdad un hombre anciano como se ha hecho ver al no admitirse que María pudiera haber tenido otros hijos?
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Son preguntas sin respuesta después de 2.000 años y de bibliotecas enteras escritas sobre Jesús. [Como é que se perde assim de vista o rei dos judeus?!... O Messias!... Cujos magos vieram de longe adorar?!... Que discutia com doutores!... O nascimento avisado por um anjo!... E segundo os livros apócrifos fez dezenas de milagres!] Prácticamente, tampoco sabemos nada de su aspecto físico: si era alto o bajo, delgado o grueso, de tez clara u oscura. Hubo hasta algún padre de la Iglesia que sostuvo que era feo y bajito. Lo cierto es que no existe una frase en todos los escritos neotestamentarios que hable de su apariencia. Se ha querido deducir que era alto y de unos 30 años cuando murió, a través de la famosa Sábana Santa de Turín. [Santo Sudario] Pero la sábana es una reliquia de la Edad Media [Foi descoberto pelo teste do carbono 14 que tratava-se de uma – mais uma – fraude dos padres católicos datada da idade média, 1.500 anos depois da pressuposta morte de Cristo] , por lo que no existe ningún fundamento científico de que aquella imagen de un crucificado, fijada en positivo en un lienzo de lino, pertenezca a Jesús. Como máximo, los expertos intentan probar que pertenece a una persona que murió en Palestina en la época en la que se supone que vivió Jesús. Pero nada más. [tudo uma falsidade nojenta desses padres!...] Lo que parece más seguro, a través de los textos que suelen considerarse auténticos [os da Bíblia], es que Jesús poseía una gran personalidad; tenía un gran carisma, dotes de mago, le gustaba provocar al orden constituido y era poco amigo de los poderosos del templo: sacerdotes y fariseos. Era un provocador con una dosis no pequeña de paradojas, que predicaba la paz y la armonía y aseguraba que había venido a "separar a los hijos de los padres". Un hombre libre que se atrevió a desafiar la sacralidad inviolable del judío, diciendo que había sido creado para servir a los hombres y no al revés. Y, sobre todo, poco amigo de ver sufrir a la gente: se dice que curaba a todos los que padecían de alguna enfermedad, y a sus discípulos los acusaba de no ayunar y de acudir, junto con él, a bodas y a fiestas mezclándose con publicanos y prostitutas. Por cierto, que su biografía muestra a un hombre más liberal en sus puntos de vista sobre la mujer y la sexualidad que el de la iglesia que vino tras él [que os da igreja, que vieram depois dele]. John Dominic Crossan, un catedrático católico de estudios bíblicos en Estados Unidos, acaba de realizar el mayor esfuerzo conocido hasta ahora para descubrir la figura histórica de Jesús de Nazaret a la luz de una crítica rigurosa que ha titulado, Jesús, vida de un campesino judío. Tras su investigación concluye que el Jesús histórico fue "un campesino judío, con un programa social revolucionario, cuyo valor tiene un valor perdurable al margen de los milagros y de la Resurrección". Tampoco sabemos demasiado de lo que predicó realmente. Lo que conocemos es más bien un reconstrucción más literaria que histórica de lo que pensaban las primeras comunidades cristianas, casi cien años después de su muerte. Tanto los evangelistas como san Pablo no habían conocido a Jesús, y se limitaron a recoger lo que se había transmitido oralmente tras haber pasado por la criba de no pocas polémicas y discusiones entre los diferentes grupos que seguían su doctrina y que se disputaban la autenticidad de su credo. No se puede olvidar que los mismos Pedro y Pablo se enfrentaron en el primer Concilio de Jerusalén hasta llegar a las manos en la discusión de si los nuevos cristianos debían seguir siendo judios y circuncidados.
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De los evangelios llamados apócrifos, que en griego significan ocultos y hoy son sinónimos de anónimos, y que no están aprobados oficialmente por la Iglesia como canónicos, no tenemos ninguna seguridad de que recojan elementos históricos de la vida de Jesús. Por el hecho de narrar los detalles más pequeños y concretos de su vida se piensa que fueron escritos para compensar el silencio que sobre ello mantienen los evangelios canónicos. Sirvieron sólo para rellenar [reativar, reavivar] la curiosidad de los primeros cristianos, ansiosos de conocer detalles de las primerísima infancia de Jesús y de los más de veinte años de vida joven de Jesús, de los que ningún evangelista habla. En los evangelios apócrifos se encuentran las cosas más peregrinas: desde que era un ángel el que alimentaba a Jesús cuando era bebé hasta que esculpía pajaritas de barro, las soplaba y cobraban vida. Y alguna que otra maldad, como dejar ciegos a quienes hablaban mal de él. En el Protoevangelio de Santiago, es la comadrona Salomé quien, descreída de que María fuera virgen, la examina para cerciorarse del milagro. [Foram 4.000 histórias diferentes sobre Jesus. (diferentes) Esses poucos livros apócrifos foram encontrados recentemente, e escaparam da destruição romana de todos os demais. Portanto, são considerados muito mais autênticos que os canonizados. Neles vê-se o quanto a imaginação é fértil e como a história é falsa, pois cada um inventou uma diferente e mais absurda. Incluí alguns trechos dos mesmos neste livro] En cuanto a los cuatro evangelios oficiales y a las cartas de san Pablo, consideradas anteriores cronológicamente a los mismos evangelios, hasta el siglo XVIII la Iglesia los aceptaba como históricos, auténticas biografías de Jesús. Sólo cuando con la Ilustración se hace presente la crítica histórica, los exegetas, incluso los católicos, empiezan a admitir que estos textos tiene que ser vistos más como testimonios de la fe en Jesús de los primeros cristianos que como documentos históricos. Y es a partir de entonces cuando empiezan también a preocupar menos las contradicciones que aparecen entre los diversos evangelistas, que serían inconciliables si se tratara de verdaderos documentos históricos. En relación con las palabras literales que nos hayan podido quedar de Jesús, hoy suele admitirse que las más auténticas son las frases más oscuras de los evangelios, las que tienen difícil traducción e interpretación, ya que se supone que han sido recogidas tal como se habían transmitido oralmente aun no entendiendo su sentido. Una de estas frases consideradas auténticas, como aparece en la obra The five gospels, de Robert W. Funk y Roy W. Hoovers, es la que pronuncia Jesús contra los ricos, cuando afirma que "es más fácil que un camello pase por el ojo de una aguja que el que un rico se salve". Y aun en ese pasaje se considera que hay una frase que fue añadida [adicionada] por los evangelistas para endulzar [amenizar] la dura afirmación de Jesús, cuando se lee: "Pero lo que parece imposible a los hombres, para Dios puede ser posible". Otro tema que parece auténtico es su actitud libre [liberal] con las mujeres en un contexto histórico en el que la mujer no contaba: no podía ser testigo creíble [admitir] en un juicio, pasear con libertad por la calle [rua] y podía ser condenada a la lapidación [apedrejamento] por adulterio. En el pasaje del diálogo de Jesús con la mujer libertina del pozo de Samaria, el mismo evangelista cuenta que los apóstoles acabaron

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escandalizándose se su actitud. Y no dejaba de ser chocante la defensa que hacía de las prostitutas. En general, los exegetas más modernos consideran que apenas una docena de frases de los evangelios se podrían adjudicar a Jesús y ser auténticas. Las demás son los evangelistas quienes las ponen en su boca. De ahí las diferencias y contradicciones entre los diferentes evangelios. Ni siquiera la importante oración del padrenuestro aparece igual en los diferentes textos neotestamentarios. Al final, la gran pregunta es: ¿existió Jesús realmente? Durante mucho tiempo, la duda sobre la existencia de Jesús atormentó a los cristianos y a la Iglesia. Fue un debate en el que ya se habían enzarzado los padres de la Iglesia contra los herejes que consideraban que Jesús era sólo un mito. Hoy todo hace pensar que sería difícil -incluso con los pocos testimonios no cristianos que existen demostrar que Jesús no existió [Aí está a tal falada inversão da prova. Quem tem que provar que Jesús existiu, é quem diz que existiu! Ora bolas!...] En cuanto a los escritos de los historiadores romanos como Flavio Josefo, Plinio el Joven y Tácito -aun aceptando que se trate de textos adulterados por los traductores cristianos, que pusieron grandes elogios sobre Jesús en boca de los historiadores romanos- [A única menção de que se tem conhecimento, com o nome “Jesus” é a inserção num documento histórico do historiador Flávio Josefo, descrito neste livro na página 163/164, já definido como FALSO], hoy es imposible negar que tuvieran conocimiento de la existencia de un judío rebelde llamado Jesús, "acusado como agitador por los hombres de más alta condición", como escribe Flavio Josefo, "que tuvo muchos seguidores, sobre todo entre los más pobres, y que fue mandado crucificar por Pilato". [Esse pequeno e confuso indício, trás duas interpretações, segundo a tendência de crer ou não. Já falamos de Crestus, mas este também não existia. Não andava no meio dos “crestãos” judeus essênios, comandando nenhuma baderna. Mas o povo existia, a liderança religiosa existia, como hoje existe, sem a presença física de nenhum Cristo. Os muçulmanos combatem por Alah, que absolutamente não está ali. Forçando muito a imaginação, e desprezando, ignorando, as falsificações como nesse exemplo citado, podemos recorrer ao bom senso para resolver: 1 - Jesus Cristo seria uma coisa ou outra. Um homem com uma bondade extrema, líder religioso, pregador do amor de Deus, ou um revolucionário baderneiro, líder de um grupo de arruaceiros incendiários de judeus e egípcios. 2 - Os políticos que interagiram com ele, seriam uma coisa ou outra. Não lhe dariam importância e apenas os mandava enxotar sem maiores preocupações e dele nem faziam referência, ou lhes dariam a devida importância e tomariam as providências enérgicas que fatalmente estariam citadas nos anais históricos de seus atos públicos. Como se mata alguém oficialmente e não se anota o fato nem se escreve sobre ele? 3 - Os historiadores lhes dariam uma importância ou outra! Ou o ignorariam a ponto de nem citá-lo, ou tratavam como um acontecimento fantástico dedicando-lhe páginas e páginas de seus artigos. Então, o que acontece não tem lógica: Uma hora não tem importância e é relegado pelos escritores e não consta dos anais históricos do império e, de repente, passa a ser
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importante a ponto de o mandarem crucificar, sendo que em seguida, perde importância, pois ninguém trata dessa crucificação historicamente!... Nem se registram nos anais nem nos artigos escritos!... Então, se era “imposible negar que tuvieran conocimiento de la existencia de un judío rebelde llamado Jesús”, por que não o citaram fartamente, desde as suas arruaças até a sua crucificação? Se o mesmo foi "acusado como agitador por los hombres de más alta condición", por que não faz parte da história? Se foi dito pelos escritores "que tuvo muchos seguidores, sobre todo entre los más pobres, y que fue mandado crucificar por Pilato", então porque não consta da história de Roma, nem nos anais nem nos artigos dos escritores estas suas façanhas?!... Se era Jesus, um “homem sábio, se é que se pode chamar homem, realizando coisas admiráveis” porque o mesmo autor que escreveu essas coisas, não escreveu sobre a sua sapiência nem sobre as coisas admiráveis que realizou?! Se o escritor foi capaz de anotar: “Sendo acusado por nossos chefes, do nosso país ante Pilatos, este o fez sacrificar.” Por que nada conta sobre esses detalhes tão importantes?! No meio de milhares de anotações encontradas da época, sobre os assuntos da época e do local, durante muitos e muitos anos, antes e depois da dita crucificação, somente um parágrafo foi-lhe dedicado?!... Só um parágrafo ao rei dos judeus que fazia fantásticos milagres e ressuscitava os mortos??!!! É brincadeira!... Os cristão escreveram toneladas de livros, 4.000 só naquela época, e a história, apenas dois parágrafos???!!! Não dá para sentir que algo está errado?!... Claro, porque o espaço encontrado para a inserção (interpolação) falsa era pequeno!... Simples, não é?! Escrever é uma coisa, falsificar é outra!... Imaginamos que, das três, uma: Pilatos mandou crucificar um mendigo qualquer que a ninguém fazia falta, não era importante nem tinha qualquer valor político a ponto de ninguém citá-lo, ou concluímos que se tratava de Crestus, um mito sem corpo e portanto enfocaram um judeu insignificante qualquer no seu lugar, ou que tal fato nunca existiu, nenhum Cristo e nenhuma crucificação, sendo que daí, a história de Jesus é falsa, e a citação do escritor foi, realmente falsificada, ou intencionalmente mal interpretada.] Continuando Como afirma el teólogo español Juan José Tamayo en su libro Por eso lo mataron, los pocos documentos existentes, "a pesar de la sobriedad de los datos y de la escasa información que ofrecen, brindan [¿] por lo menos un par [2] de elementos de interés para una cristología de relevancia histórica: el reconocimiento de la historicidad de Jesús". Es decir, que se trató de un personaje real y no de un mito. [É forçar muito a barra, não é não?!...] Y, sin embargo, hasta finales del siglo pasado no pocos estudiosos del mundo mítico, como Albert Churchward y Joseph Whelles, siguieron defendiendo que Jesús
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fue un simple mito construido con elementos de las escatologías egipcias. [Ainda bem que ele mesmo conta isso] Cuantos siguen aún hoy defendiendo la tesis del Jesús mítico piensan que se trató de incorporar al personaje Jesús, nuevo Mesías, elementos de otros dioses y personajes religiosos mitológicos siglos anteriores a él. [justamente...] Para estos autores existe una coincidencia importante entre el Jesús presentado por los cristianos y los personajes y dioses anteriores, como Horus de Egipto, Mithra de Persia y Krishna de la India. Todos nacen de una madre virgen. Horus y Mithra nacen el 25 de diciembre. Todos hicieron milagros, tuvieron 12 discípulos que serían los 12 signos del Zodiaco; todos resucitaron o subieron al cielo después de la muerte. Horus y Mithra fueron llamados Mesias, Redentores e Hijos de Dios. Y Krishna fue considerado como la Segunda Persona de la Trinidad y fue perseguido por un tirano que mató a miles de niños. [grato pela informação] Piensan estos adversarios de la historicidad del cristianismo que muchas de las cosas que aparecen en los evangelios son traducciones judías de mitos egipcios. Así, en la resurrección de Lázaro, se trataría de la mumia resucitada de entre los muertos que los evangelistas tomaron de Al-Azar-us del mito griego de Horus, mil años antes de Jesús. También el enemigo de Horus era Sata, de donde saldría Satán. Horus, como mil años después Jesús, luchó también 40 días en el desierto contra Sata, en una lucha simbólica entre la luz y la oscuridad. [já sabemos...] Justamente porque se conoce muy poco del Jesús histórico han podido ser escritas infinitas semblanzas y biografías sobre él. Hay estudios de Jesús para todos los gustos: desde el espiritualista y místico al revolucionario y comunista. Hay quien lo ve como un judío celoso de la ley y quien asegura que fue un peligrosos subversivo e instigador del poder constituido. Quienes le atribuyen la fundación de una nueva Iglesia y de una nueva religión y quienes ven en él, al contrario, el antagonista del templo, que vino a liberar a la humanidad de la esclavitud de las religiones organizadas y burocratizadas. [Isso tudo foi fruto de dois cristianismos. O Original a/C e o novo criado d/C.] Quien lo presenta como el creador de un nuevo sacerdocio y quien asegura que fue solo un seglar que nunca perteneció a la casta sacerdotal, con la que hizo pocas migas.[pouco caso] Los cristianos afirman con razón que para ellos lo más importante no es conocer lo que hizo y dijo Jesús, sino la fe en él, como Salvador de todo lo que hace al hombre esclavo fuera y dentro de sí mismo. [Aí, são outros 500!, mas não justifica uma história falsa.] Y quizá lo más chocante de su vida sea la hora de su muerte en la cruz. Considerado como Hijo de Dios por la Iglesia, se lee, sin embargo, en los evangelios que murió en la oscuridad de una crisis de fe tras haberse sentido solo y abandonado por Dios. [Engraçada essa contradição da própria criação cristã. Jesus pouco antes de morrer ainda exclamou. “Senhor meu Deus, por que me abandonaste?!” – ou algo assim. Essa pequena passagem, por incrível que pareça, foi um forte motivo para que eu, durante anos acreditasse em uma frustração do homem Cristo com o seu falso Deus. Só recentemente, eu li que até isso foi copiado de mitologias anteriores! Caramba!...]

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21 - DOIS PESOS DUAS MEDIDAS?
Você reparou como aqueles que defendem os testemunhos de historiadores, para provar que Cristo existiu, são tão enfáticos (mesmo sabendo-se que tais escritos foram falsificados). Só que eles esqueceram de uma coisa. Para serem convincentes teriam que falsificar muita coisa, não apenas um trecho ou outro, como já vimos. Teriam que falsificar também os fatos correlatos que surgiram em torno de Jesus e um desses fatos poderia ser, por exemplo, a história do infanticídio praticado por Herodes. Você se lembra, pois está na Bíblia, que depois da visita dos magos a Herodes, fato este o qual ninguém citou e não foi registrado nos anais do império, nem pelos historiadores, digamos que, por ser um fato menor, Herodes mandou seus soldados matarem todas as crianças do sexo masculino, que tivessem até dois anos, certo? Bem esse não foi um fato menor! Esse foi um fato marcante. Ou não foi?!... Acho que NINGUÉM poderia admitir que um imperador manda degolar a espada todos menininhos do seu reino e NENHUM HISTORIADOR REGISTRA ISSO EM SUAS HISTÓRIAS?!... Caramba, meu amigo cristão fanático!... Por mais estúpido que você seja, bitolado, cego e burro, não pode arranjar desculpas para isso!... Éh... Estamos falando, por exemplo, de Josefo o historiador romano mais próximo!... E qualquer outro que você queira imaginar. Vamos ver os depoimentos de terceiros (só pra você não me chamar de mentiroso, certo?!) De um site católico que comemora o Dia dos Santos Inocentes lá na terra deles: Está em espanhol, mas faz um esforcinho para ler. São eles que dizem, não eu.

El infanticidio ordenado por Herodes con la intención de acabar con el niño Jesús pudo ser un invento de la historia. Ningún documento avala [atesta] que el monarca cometiera tal fechoría, y eso que Herodes se ganó a pulso su condición de sanguinario. Pero en esta ocasión, la leyenda alcanzó carácter de hecho histórico. El día de los Santos Inocentes, que celebramos entre bromas cada 28 de diciembre, pretende honrar el recuerdo de todos los niños varones que Herodes el Grande mandó degollar en Belén poco después de haber tenido conocimiento del nacimiento de un niño al que algunas señales, como le explicaron los Reyes magos, lo convertían, probablemente, en el Mesías esperado por el pueblo judío. Ahora bien, ¿tiene fundamento histórico esta celebración? La cuestión es más inquietante de lo que parece, porque su respuesta nos sitúa sobre la pista del auténtico inicio de la Era Cristiana. Veamos por qué. HERODES... EL INDESEABLE Herodes subió al trono en el año 716 del calendario romano, lo que equivaldría a decir que lo ocupó allá por el 37 a. C. Reinó durante 33 años y falleció en la primavera del año 4 a. C. [Faleceu 4 anos antes de Jesús nascer] Sólo este dato es más que suficiente para pensar que es en todo punto imposible situar el nacimiento de Jesús de Nazaret en el

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momento de arranque [inicial] de nuestro calendario, pues para entonces -con permiso- el monarca estaba criando malvas [criando limo no túmulo] desde hacía cuatro años. Por tanto, el nacimiento de aquel niño tuvo que producirse, al menos, dos años (la edad por Herodes fijada para los niños que debían ser ejecutados) antes de la muerte del monarca; es decir, hacia el 6 a. C. [Essa história do erro do calendario também é suspeita. Bem suspeita! Quem conhece do que foram capazes os padres católicos não se surpreenderia se isso também fosse um arranjo para coincidir a história inventada da Bíblia, com a verdadeira história romana. Um reparo a posteriori, que não colou, porque a história desconhece] En el orbe cristiano, el infausto [no mundo infeliz de] Herodes el Grande, rey de Palestina, es el prototipo del mataniños por excelencia, "mérito" grajeado a partir de los versículos de San Mateo, los únicos en los evangelios que recogen la circunstancia que aquí analizamos: [Ou seja, essa história está sustentada APENAS por um evangelho, um parágrafo da Bíblia, e em mais lugar nenhum do mundo!]"Entonces Herodes, al verse burlado por los magos, se enfureció mucho y envió (gente) para matar a todos los niños de Belén y de todo su término, menores de dos años (según el tiempo que dedujo por los informes exactos de los magos)" (2,16). Indeseable y canalla redomado -nadie lo pone en duda-, Herodes carecía de escrúpulos, pero si hemos de ser justos, esta parte del relato bíblico parece que hay que relegarla al ámbito de la leyenda. [Nesse caso, quem escreveu Mateus é um mentiroso. Você concorda, não é?!...] Tal como deduce el escritor Pepe Rodríguez, la narración de San Mateo no tiene desperdicio, ya que muestra a un Herodes profundamente estúpido que, aún turbado al saber del nacimiento del rey Mesías que podía destronarle, se mostró incapaz de mandar a sus soldados a la cercana aldea de Belén para arrestarle. [Sim, em qualquer história normal, mesmo o mais cruel assassino, mandaria achar o menino e sequestrá-lo, até mesmo matá-lo, nunca fazer o que escreveram, savo se... for para... “17 Cumpriu-se então o que fôra dito pelo profeta Jeremias” ... Tá esplicado!...] Y en lugar de enviar a alguno de sus espías de la corte para que le informasen con diligencia, quedó a la espera de las noticias que tres magos desconocidos, que se habían declarado adoradores del recién nacido, supuestamente le traerían. [verdade...] Antes tales circunstancias descritas en el evangelio, el citado autor se pregunta: ¿eran tan idiotas los soldados de Herodes que éste tuvo que mandar asesinar a todos los nacidos de "dos años para abajo" por si no sabían distinguir a un recién nacido de un niño algo mayor? Investigaciones actuales, basándose en las fechas[datas] que aparecen en el Nuevo Testamento y en documentos de la época, han llegado a la conclusión de que Herodes no fue el infanticida que retrata el Nuevo Testamento y que nunca pudo ordenar las ejecuciones de los niños inocentes. Como argumento de peso se puede esgrimir el hecho de que el historiador romano de origen judío Flavio Josefo (fallecido en el 100 d.C.), no reflejó [não referiu-se] en su detallada obra Antigüedades judías este trascendental episodio, a pesar de que se encargó de anotar y recordar -uno por uno- todos los crímenes cometidos por Herodes. Es más, su biógrafo Nicanor, que siempre encontró justificación para todas las
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barbaridades del tirano, no siente necesidad alguna de excusarlo por esta matanza. ¿Cómo podía haber ignorado totalmente este incidente? Muchos autores están convencidos de que este turbio relato carece de veracidad y que está importado de antiguas tradiciones paganas, como las referentes al nacimiento de Edipo o a la milagrosa salvación del pequeño Moisés de la crueldad del faraón. De hecho, en la mitología hindú, cuando nació Krisna, el tirano de Mathurâ -el rey Kansaordenó matar a cuantos niños varones habitasen en su reino, siendo asesinados todos menos el niño Krisna: la octava reencarnación de Vishnú, segunda divinidad de la trinidad bramhánica. ¿14.000 NIÑOS DEGOLLADOS? Realmente, nada dice la Historia sobre matanza de niños alguna ordenada por Herodes en Belén, lo cual no ha sido óbice [embora que isso não tenha sido impedimento] para que algunos grupos religiosos se hayan atrevido a ofrecer números de víctimas en la masacre. Los etíopes en su liturgia y los griegos en su calendario hablan de 14.000 niños degollados, apunte que nadie, ni en el campo religioso ni en el histórico, se atreve a confirmar. Pero poco importa: la creencia no necesita apoyos históricos. Sin ir más lejos, en la iglesia metropolitana de Valencia se conserva un relicario con "un niño inocente de los que mandó degollar el rey Herodes". En honor [honra] a la verdad, no le vamos a cargar este mochuelo [monstruosidade] injustificablemente a Herodes. [Quando eu digo para você, que padres católicos falsificam tudo e são capazes de tudo, arranjaram até um cadáver de criança degolada, para testemunhar que Herodes a matou. Seriam capazes até de matar uma criança e colocar ali, só para justificar a Bíblia] Y eso que méritos, le sobran: hizo matar a dos de sus esposas y a tres de sus hijos. Su mala fama debió de ser tal que se atribuye al mismo emperador Augusto el siguiente epigrama satírico: "Valía más ser cerdo que niño en casa de Herodes". No obstante, hubo un acontecimiento en su vida que pudo dar origen a esta leyenda. En en año 7 a.C. hizo estrangular a sus hijos Alejandro y Aristóbulo tras descubrir que uno de ellos se conjuró en su contra. Para Weddig Fricke, autor de El juicio contra Jesús, este hecho pasó a la memoria popular como la matanza de los inocentes, convertida luego, por mar de la exageración, en un degüello masivo, ya que además logró que la plebe de Jericó linchase a unos 300 jóvenes seguidores de sus hijos. De ser cierto, así se escribe la Historia.

22 - A REVOLTA DA DISSIDÊNCIA ENTREGA O OURO.

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Que tal esse depoimento meio revoltado de um padre dissidente que eu encontrei na net respondendo a um seu consulente:

>Deixa ver se eu entendi: >Você quer dizer que a história de Jesus é que é plágio da história de Khrisna que dizem que tem mais de 6000 anos ? >Amadeu Rodrigues [O padre] É exatamente o que vc leu e não precisaria repetir com outras palavras. Quase nada que a bíblia relata a respeito de Jesus é original. O nascimento de uma virgem, os homens sábios guiados a ele por uma estrela, anjos que anunciaram a pastores próximos, a matança das crianças inocentes. Tudo isso já havia sido relatado na história de Khrisna bem antes de Jesus nascer. No que diz respeito a concepção, ao nascimento de Jesus e de Khrisna, além dos nomes dos personagens, apenas alguns detalhes mudam. Mas a história de Jesus e do cristianismo não é apenas simples plágio da história de Khrisna, muitos outros elementos históricos, cerimônias e rituais foram "chupados" do passado. Em muitos outros mitos pagãos podem ser observados histórias acerca da "criança perigosa", tal qual o menino Jesus representava para Herodes - um perigo. Exemplos: Zoroastro (Persa), Tammuz (Babilônica), Perseus e Adonis (Grega), Horus (Egípcia), Rômulo e Remo (Romana), Gautama (o fundador do Budismo), e muitas outras. Os egípcios já tinham uma Trindade. Adoravam Osíris, Isis e Horus muito antes do Pai, do Filho e do Espírito Santo serem conhecidos. O batismo é muito mais antigo que o cristianismo. Egípcios, gregos e hindus, já tinham sua Água Sagrada muito antes do nascimento do primeiro cristão. A celebração da ceia tem seu paralelo no paganismo, Ceres era a deusa dos campos e Baco o deus do vinho. Durante o festival da colheita faziam bolos de trigo e diziam: "Esta é a carne de nossa deusa", e ao beber vinho gritavam: "Este é o sangue de nosso deus". Outras nações já tinham seus livros sagrados muito antes da Bíblia existir. E os dogmas da queda do homem, da expiação e da salvação pela fé são muito anteriores ao cristianismo. O cristianismo é uma enorme colcha de retalhos, aproveitou-se pano velho, emprestado, rasgado e recortado, depois costurado e remendado. Nada no evangelho é novidade para quem crê, a não ser que não queira enxergar o óbvio. [Quanto a matança de meninos, o padre, no programa diz ser bem provável, pela crueldade de Herodes, que matou a primeira mulher e mandou degolar os filhos.] Deste homem nada é de se estranhar, mas como um historiador Josefo, ou melhor, Flávio Josefo não relata em seus escritos, fica difícil de se confirmar. Agora um historiador é mais [importante] que os evangelistas. Para levar-se crédito aos evangelistas tem que ser dito por um historiador da época! Êta nós, isto acontece, não é na principal rede televisiva do país não, é na rede católica!...

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[Claro!... Eles não se pegam no historiados para confirmar a existência de Cristo? Por que dois pesos e duas medidas?]
Afirmar que Jesus existiu nessas condições é pura fantasia e eles sabem disso!... Só que vivem de boca costurada. Mas será que não existe algo grandioso daquela época para conferir? Tipo é ou não é?! É mentira ou pode ser verdade?! Algo importante, fundamental? Sim... Tem... Que tal verificarmos a Estrela de Belém descrita na Bíblia?!... Nossos cientistas hoje, além de poder conferir a veracidade de documentos, podem também, através da astronomia, responder que estrela foi essa, que fez tanto alarde entre o povo?! (Segundo os relatos da Bíblia) Seria uma prova da existência de Cristo? Não... Não seria uma prova, porque o mito cristão sabiamente misturou fatos reais com a fantasia, porém um atestado de veracidade parcial do tal nascimento, mas e se não houver estrela alguma, como é que fica? Bem pior, certamente...

23 - ¿EXISTIÓ REALMENTE LA ESTRELLA QUE GUIÓ A LOS MAGOS DE ORIENTE? A. Sánchez de la Vaquera [Católico]
De ser así, los astrónomos podrían ser capaces de calcular si un hecho astronómico destacado como este coincidió con la última semana de diciembre del año I, fecha [data] en que la Iglesia Católica ha fijado la Natividad de Jesús. ¿Pero, fue un fenómeno astronómico, una leyenda o un milagro? ¿Qué documentos escritos describen la Estrella de Belén? Para iniciar comprobaciones, con rigor científico, los astrónomos han de partir de hipótesis. Se ha barajado toda una larga serie de posibilidades. Un cometa, una supernova, un meteoro, una conjunción de planetas... Inicialmente, cada una de estas hipótesis ha encontrado una fácil respuesta. Cuando se calculó por vez primera la órbita del cometa Halley, hace unos trescientos años, se pensó que podía haber sido la estrella de Belén. Un periodo estimado de 76,5 años hacía coincidir con el año 0. Posteriores comprobaciones demostraron que, durante estos dos milenios, la duración de su órbita alrededor del sol fue de casi 77 años. Los chinos avistaron el año 12 antes de Cristo un cometa que hoy con absoluta seguridad se sabe que coincidía con el Halley. La conclusión es que no tiene sentido que los Magos se pusieran en viaje unos siete años antes de nacer Jesús (se estima que la Natividad se produjo entre los años 5 ó 6 a. C.) y menos para seguir a un fugaz cometa que no marcaba de forma continuada el camino. La posibilidad de que se tratase de una supernova fue propuesta por algunos astrónomos chinos. Sugirieron que podía tratarse del pulsar PSR 1919+10. Una supernova que hubiera explotado sólo hace 2000 años, sería una de las radiofuentes más luminosas del cielo, además de fácilmente identificable. Otra importante objeción es que, es imposible que una supernova tan reciente no hubiera dejado ningún rastro en el firmamento.
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La hipótesis de un meteoro, de una bola de fuego o algo similar, tiene también un buen número de detractores. La idea de que una bola de fuego o un brillante meteorito que se desplazara hacía el Oeste pudiera indicar a los Magos el camino hacia Belén, requería igualmente, como en el caso anterior, una cierta continuidad para que se mantuviera la orientación y se pudieran recorrer cientos de kilómetros atravesando incluso inhóspitos desiertos. Un complemento de esta teoría es que pudiera tratarse de una lluvia de estrellas, similar a la que se produjo una sola vez a principios de éste último siglo, llamada "enjambre Cirílida". Estas lluvias, aparte de que se producen en periodos cortos de tiempo, su caída no está ordenada en una sola dirección. La conjunción de estrellas o planetas, para que produjeran una brillantez fuera de la normal, fue estudiada en 1968 por Roger Sinnott, en un artículo publicado en la revista "Sky and Telescope". El 17 de junio del año 2 a. de C. se produjo la conjunción de Venus y Júpiter que tuvo que ser verdaderamente espectacular desde Babilonia. Esta conjunción fue posteriormente corroborada por astrónomos del Observatorio Estadounidense de la Marina. Los habitantes de aquella región tuvieron que ver a los dos planetas fusionándose, después de la puesta de sol. Este hecho, tan fuera de lo corriente, podía haber sido designado como la estrella de la Anunciación, de no ser que [se não fosse porque] se produjo unos tres años después de la Natividad. [Pelo que consta, a tal estrela tinha um rabo. Essa circunstância elimina várias hipóteses, como essa do alinhamento de planetas. Não há portanto lugar para essa hipótese, principalmente porque a tal estrela caminhava mostrando a direção aos magos] Otras conjunciones similares tuvieron lugar en los años 23 y 29 a. de C. demasiado anteriores para que hubieran sido la Estrella guía. Desafortunadamente no ha llegado hasta nuestros días ningún documento escrito por un testigo [testemunha ocular] que hubiera visto la Estrella de Oriente. Las primeras referencias aparecen en los Evangelios, concretamente en el de Mateo, en que se menciona a los Magos y a la Estrella de Oriente. Es necesario recordar que los Evangelios fueron escritos unas tres generaciones posteriores a la muerte de Jesús y, que por tanto, todos los hechos fueron transmitidos bien por documentos desaparecidos, u oralmente, a través de estos años. La similitud de algunos datos entre los Evangelios de Mateo y Lucas hacen suponer a los estudiosos que ambos tuvieron acceso a algunas mismas fuentes de información. Pero Lucas no menciona la Estrella. Otras referencias se encuentran en el Protoevangelio de Santiago (que forma parte de los Apócrifos y por ese motivo no fue incorporado a la Biblia). Santiago incluso describe una conversación mantenida entre Herodes y los Reyes(?) Magos en la que estos últimos dicen: "Vimos como una estrella indescriptible-mente grande apareció de entre estas estrellas y las deslumbró de tal manera como que ya no lucían, [como se as outras não brilhassem mais] y así supimos que un Rey había nacido para Israel." Con esta descripción de Santiago se aprecia que Herodes no había divisado la Estrella ni la había oído mencionar. O ésta no era tan importante, o sólo fue visible como una especie de faro guía para los Magos. Claro, que otros estudiosos aportan hipótesis para justificar esta posible contradicción. Pudo ser debido a que en la zona de
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Jerusalén el mal tiempo y las nubes hubieran ocultado la Estrella durante un periodo de tiempo prolongado. Y los súbditos de Herodes que hubieran tenido conocimiento de su existencia no se lo hubieran comunicado aún, debido a su significado. La "Matanza de los Inocentes", que se realizó con posterioridad, podría demostrar el temor que le produjo a Herodes el nacimiento de alguien que podía hacer sombra a su reinado. Según la fe o creencia religiosa de los estudiosos, la Estrella de Belén puede clasificarse, esencialmente, en tres grupos distintos: Se trata de un mito. Para algunos autores, nunca existió la Estrella de Oriente. En aquella época, cuando nacía o fallecía cualquier rey o emperador, siempre se buscaba una especie de señal o asociación con algún hecho extraordinario, bien fuera celestial o terrenal. Dado que nació Jesús, "rey de reyes", era necesario un fenómeno fuera de lo común, por cuyo motivo Mateo añadió [imaginou] un elemento celestial, como era una Estrella guía. Fue un suceso astronómico real Aunque en la descripción de la Estrella pueda haberse añadido [adicionado] algo de fantasía y las fechas [datas] de algunas de las hipótesis no coincidieran del todo, bien pudo haber sido un fenómeno meteorológico. Una gran parte de los hechos que se relatan en la Biblia sucedieron realmente, como han podido ir comprobando científicos de distintas ramas del saber. Fue un milagro En este caso es una cuestión de fe. Si Dios hizo brillar una estrella que avanzara delante de los Magos para guiarles en el camino, este fenómeno ni es comprobable ni discutible mediante conocimientos científicos. Las estrellas no se mueven parsimoniosamente delante de unos lentos viajeros. Luego el hecho cae de pleno en el terreno de lo milagroso. [E que ninguém mais viu, além de dois evangelistas. Quem contou isso a Mateus ninguém sabe, pois ele pessoalmente não a viu nem ninguém mais salvo os magos: (“e eis que a estrela que tinham visto quando no oriente ia adiante deles, até que, chegando, se deteve sobre o lugar onde estava o menino”.) Para Deus tudo é possível!... Até mesmo você acreditar que Jesus nunca existiu! Sea cual fuere el origen de la Estrella de Oriente y de su existencia o no, hay que reconocer que, como símbolo gráfico, es una acertada y brillante creación como elemento indicador del camino hacia Belén. ¿Quien de nosotros no conoce el significado de esta estrella con cola de cometa?
Gostaria de lembrar que, a segunda e última referência que se fez sobre a referida estrela nos evangelhos de Jesus, está no Evangelho Segundo Pedro, apócrifo, narrado por Maria, e tal estrela é descrita como um anjo “um anjo sob a forma de uma estrela”. Uma mentira bem mais coerente, que derruba de vez tantas especulações. Acho que faltou ainda a hipótese de Extras Terrestres, com sua nave voadora, haver feito esse sinal.

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Resumindo: Não houve um fato astronômico importante ou significativo que justifique a tal Estrela de Belém, principalmente como refere-se a Bíblia, que a mesma direcionava os magos e que parou sobre a localidade onde nasceu Jesus. Não há uma história, lógica, concreta, admissível ou provável. Entretanto, para a história mitológica funciona muito bem. Encaixa-se perfeitamente... Repare como é preciso forçar muito para justificar, tanto as histórias da Bíblia quanto a existência de Jesus, pressuposto que, se não nasceu conforme foi dito, tudo é mentira, o nascimento não existiu e portanto, Jesus se não nasceu, não existiu...

24 - AS CONTRADIÇÕES EVANGÉLICAS
Do tema em pauta detonei tudo, porque não vinha ao caso. Deixei apenas esse trecho aí:

Na Epístola aos Romanos, 1-8, Paulo diz que a fé dos cristãos de Roma alcançara todo o mundo, razão porque encerraria sua missão, tão logo regressasse da Espanha, onde saudaria um grande número de fiéis. Mas, se assim fosse, por que Paulo teve de se defender perante os cristãos de Roma, contra o seu próprio judaísmo? Com pouco tempo, Paulo já pensava encerrar sua missão porque o cristianismo já se universalizara. Entretanto, ele continuava considerando como melhor religião, o farisaismo. O cristianismo a que Paulo referia-se, deveria ser anterior a Jesus Cristo, que era o seguido pelos cristãos de Roma, e não pelos cristãos dos lugares por onde Paulo havia passado pregando. Eusébio disse que o cristianismo de Paulo era o therapeuta, do Egito, e Tácito disse que os hebreus e os egípcios, formavam uma só superstição.

25 - ALGUMAS FONTES DO CRISTIANISMO De novo?!...
Isso é uma história mitológica comparativa com a mitologia cristã, que você só lê se quiser se ilustrar. Acredito que não haja mais dúvidas de que Jesus não existiu. De qualquer forma, está aí...

O passado religioso do homem está repleto de deuses solares e redentores. Na índia, temos Vishnu, um deus que se reencarnou nove vezes para sofrer pelos pecados dos homens. No oitavo avatar foi Krishna e no nono, Buda. Krishna foi igualmente um deus redentor, nascido de uma virgem pura e bela, chamada Devanaguy. Sua vinda messiânica, foi predita com muita antecedência, conforme se vê no Atharva, no Vedangas e no Vedanta. O deus Vishnu teria aparecido à Lacmy, mãe da virgem Devanaguy, informando que a filha iria ter um filho-deus, e qual o nome que deveria dar-lhe. Mandou que não deixasse a filha casar-se, para que se cumprissem os desígnios de deus. Tal teria acontecido 3.500 anos a.C. no Palácio de Madura. O filho de Devanaguy, destronaria seu tio. Para evitar que acontecesse o que estava anunciado, Devanaguy teria sido encerrada
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em uma torre, com guardas na porta. Mas, apesar de tudo a profecia de Poulastrya cumpriu-se, "O espírito divino de Vishnu atravessou o muro e se uniu à sua amada". Certa noite, ouviu-se uma música celestial, e uma luz iluminou a prisão quando Viscohnu apareceu em toda a sua majestade e esplendor. O espirito e a luz de deus ofuscaram a virgem, encarnando-se. E ela concebeu. Uma forte ventania, rompeu a muralha da prisão quando Krishna nasceu. A virgem foi arrebatada para Nanda onde Krishna foi criado, lugar este, ignorado do rajá. Os pastores teria recebido aviso celeste do nascimento de Krishna, e então teriam ido adorá-lo, levando-lhe presentes. Então, o rajá mandou matar todas as criancinhas recém-nascidas, mas Krishna conseguiu escapar. Aos 16 anos, Krishna abandonou a família e saiu pela Índia pregando sua doutrina, ressuscitando os mortos e curando os doentes. Todo o mundo corria para vê-lo e ouvi-lo. E todos diziam: "Este é o redentor prometido a nossos pais". Cercou-se de discípulos, aos quais falava por meio de parábolas, para que assim, só eles pudessem continuar pregando suas idéias. Certo dia, os soldados quiseram matar Krishna, quando seus discípulos amedrontados fugiram. O Mestre repreendendo-os, e chamou-os de homens de pouca fé, com e que reagiram e expulsaram os soldados. Crendo que Krishna fosse uma das muitas transmigrações divinas, chamaram-no "Jazeu", o nascido da fé. As mulheres de povo perfumavam-no e incensavam-no, adorando-o. Chegando sua hora, Krishna foi para as margens do rio Ganges, entrando na água. De uma árvore, atiraram-lhe uma flecha que o matou. O assassino teria sido condenado a vagar pelo mundo. Quando os discípulos procuraram recolher o corpo, não o encontraram mais porque, então, já teria subido para o céu. Depois, Vishnu tê-lo-ia mandado novamente à terra, pela nona vez, receberia o nome de Buda. O nascimento de Buda teria sido, igualmente, revelado em sonhos à sua mãe. Nasceu em um palácio, sendo filho de um príncipe hindu. Ao nascer, uma luz maravilhosa teria iluminado o mundo. Os cegos enxergaram, os surdos ouviram, os mudos falaram, os paralíticos andaram, os presos foram soltos e uma brisa agradável correu pelo mundo. A terra deu mais frutos, as flores ganharam mais cores e fragrância, levando ao céu um inebriante perfume. Espíritos protetores vigiaram o palácio, para que nada de mal acontecesse á mãe. Buda, logo ao nascer, pôs-se de pé maravilhando os presentes. Uma estrela brilhante, teria surgido no céu no dia do seu nascimento. Nasceu também, nesse mesmo dia, a árvore de Bó a cuja sombra o menino deus descansaria. Entre os que foram ver Buda, estava um velho, que como Semeão, recebeu o dom da profecia. Sua tristeza seria não poder assistir à glória de Buda, devido ser muito velho, Buda teria maravilhado os doutores da lei com a sua sabedoria. Com poucos anos de idade, teria começado sua pregação. Teria ficado durante 49 dias sob árvore de Bó, e sido tentado várias vezes pelo demônio. Pregando em Benares convertera muita gente. O mais célebre de seus discursos recebeu o nome de "Sermão da Montanha". Após sua morte apareceria também aos seus discípulos, trazendo a cabeça aureolada. Davadatta traí-lo-ia do mesmo modo que Judas a Jesus. Nada tendo escrito, os seus discípulos recolheriam os seus ensinamentos orais. Buda também tivera os seus discípulos prediletos, e seria um revoltado contra o poder abusivo dos sacerdotes bramânicos. Mais tarde, o budismo ficaria dividido em muitas seitas, como o cristianismo.

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Quando missionários cristãos estiveram na índia, ficaram impressionados e começaram a perceber como nasceu o romance da vida de Jesus. O Papa do budismo, o Dalai-Lama, também se diz ser infalível. Mitra, um deus redentor dos persas, foi o traço de união entre o cristianismo e o budismo. Cristo foi um novo avatar, destinado aos ocidentais. Mitra era o intermediário entre Ormuzd e o homem. Era chamado de Senhor e nasceu em uma gruta, no dia 25 de dezembro. Sua mãe também era virgem antes e depois do parto. Uma estrela teria surgido no Oriente. anunciando seu nascimento. Vieram os magos com presentes de incenso, ouro e mirra, e adoraram-no. Teria vivido e morrido como Jesus. Após a morte, a ressurreição em seguida. Fírmico descreveu como era a cerimônia dos sacerdotes persas, carregando a imagem de Mitra em um andor pelas ruas, externando profunda dor por sua morte. Por outro lado, festejavam alegremente a ressurreição, acendendo os círios pascais e ungindo a imagem com perfumes. O Sumo Sacerdote gritava para os crentes que Mitra ressuscitara, indo para o céu para proteger a humanidade. Os ritos do budismo, do mitraísmo e do cristianismo são muito semelhantes. Horus foi o deus solar e redentor dos egípcios. Horus, como os deuses já citados, também nasceria de uma virgem. O nascimento de Horus era festejado a 25 de dezembro. Amenófis III criou um mito religioso, que depois foi adaptado ao cristianismo. Trata-se da anunciação, concepção, nascimento e adoração de Iath. Nas paredes do templo, em Luxor, encontram-se os referidos mistérios. Baco, o deus do vinho, foi também um deus salvador. Teria feito muitos milagres, inclusive a transformação da água em vinho e a multiplicação dos peixes. Em criança, também quiseram matá-lo. Adonis era festejado durante oito dias, sendo quatro de dor e quatro de alegria; As mulheres faziam as lamentações, como as carpideiras pagas de Portugal. O rito do Santo Sepulcro foi copiado do de Adonis. Apagavam todos os círios, ficando apenas um aceso, o qual representava a esperança da ressurreição. O círio aceso ficava semi-escondido, só reaparecendo totalmente no momento da ressurreição, quando então o pranto das mulheres era substituído por uma grande alegria. Também os fenícios, muitos milênios antes, já tinham o rito da paixão, do qual copiaram o rito da paixão de Cristo. Todos os deuses redentores passaram pelo inferno, durante os três dias entre a morte e a ressurreição. Isto é o que teria acontecido com Baco, Osiris, Krishna, Mitra e Adonis. Nestes três dias, os crentes visitavam os seus defuntos, segundo Dupuis, em "L' Origine des tous les cultes". Todos os deuses redentores eram também deuses-sol, como Átis, na Frígia; Balenho, entre os celtas; Joel, entre os germanos; Fo, entre os chineses. Assim, antes de Jesus Cristo, o mundo já tivera inúmeros redentores. Com este ligeiro apanhado da mitologia dos deuses, deixamos patente a origem do romance do Gólgota. Acreditamos ter esclarecido, quais as fontes aonde os criadores do cristianismo foram buscar inspiração.

26 – LIVROS APÓCRIFOS

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Apócrifo é um vocábulo grego que significa “aquilo que está oculto” (do grego apokryphos, ou no latim apokryphu) e que quer dizer oculto ou secreto. Na antigüidade, o termo estava relacionado a livros pertencentes à sociedades secretas. O termo usado primitivamente em literatura para designar o que se achava em sigilo para os iniciados e revelado aos sábios. Nos primeiros séculos da nossa era os doutores da igreja aceitaram os apócrifos e não os consideravam como tais. Mais tarde é que os quatro evangelhos acabaram por preponderar e por banir os demais. Acontece que nenhuma Igreja estabelecida, instituída, consolidada, existia na época. Segundo uma especialista, o que torna um evangelho mais autêntico do que o outro é a posição, o ponto de vista de quem julga. Séculos mais tarde, já sob a influência do catolicismo, o termo apócrifo serviu para designar escritos de Segunda classe; nos dias de Jerônimo designava a literatura “falsa”. Isto é, não inspirada. Este sentido permaneceu. Hoje “apócrifo” significa “falso”. Eu, pessoalmente, criado num país cristão, diante desse palavrão, achava que apócrifo significava algo demoníaco, mentiroso, rejeitado, banido, coisa ruim... Em sua maioria, no que se refere à história de Jesus, são contraditórios aos livros canônicos, e não interessa à igreja discutir esse assunto ou explicar porque escolheram uns e não escolheram outros diferentes, visto que todos têm a mesma origem, e a mesma época. Ou seja: Todos foram anônimos, escritos a partir do primeiro século da nossa era. Os livros apócrifos, descobertos em 1945, assemelham-se em sua maioria, com uma ladainha, repetitiva e cansativa lembrando alguns trechos da Bíblia. Enaltecendo as coisas ditas religiosas como alma, espírito, pai, criador, Cristo, Adão, eternidade, justiça, santos, pastores, julgamentos, sofrimentos etc. É uma reza escrita com milhares de metáforas e parábolas reprovando os valores da vida terrena (o pecado) e enaltecendo os valores espirituais e divinos, a salvação e os muitos milagres (milagres mesmo!!! Se fossem verdades... Nossa!...). Pelo menos são originais, ou seja, ninguém neles mexeu, ajeitou ou melhorou. Examinando-os, você tem uma idéia melhor do que vinha da cabeça de um fanático mentiroso qualquer, que existiam aos montes fazendo a mesma coisa: Escrevendo, copiando, inventando, o que lhes vinha à cabeça, muitas vezes repetindo o óbvio como o seguinte trecho do EVANGELHO DE Mª. MADALENA:

Pedro lhe disse: " Já que nos explicaste tudo, dize-nos isso também: o que é o pecado do mundo?" Jesus disse: "Não há pecado ; sois vós que os criais, quando fazeis coisas da mesma espécie que o adultério, que é chamado 'pecado'. Por isso Deus Pai veio para o meio de vós, para a essência de cada espécie.................
Com relação às “ladainhas”, veremos alguns exemplos adiante (Só uns trechinhos. Você nem precisa ler, mas apenas ter uma idéia do conteúdo). EPÍSTOLA DE BARNABÉ:

Compreendei, portanto, filhos da alegria, que o bom Senhor nos revelou tudo de antemão, para que saibamos a quem constantemente celebrar com ação de graças. Se o Filho de Deus, que é Senhor e julgará os vivos e os mortos, sofreu para nos dar a vida por meio de seus ferimentos, acreditamos que o Filho de Deus não podia sofrer, a não ser por causa de nós. Além disso, já crucificado, deram-lhe a beber vinagre e fel. Etc, etc, etc...

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CARTA DO REI ABGARO A JESUS.
E, conhecendo as maravilhas que Tu fazes, concluí que [das duas uma]: ou Tu desceste do céu, ou mais: Tu és o Filho de Deus e por isso fizeste todas essas coisas. Por esse motivo escrevo para Ti, e rezo para que venhas até mim, que Te adoro, e cure toda a doença que carrego, de acordo com a fé que tenho em Ti. Também soube que os judeus murmuram contra Ti e Te perseguem; que buscam crucificar-Te e destruir-Te. Eu não possuo mais que uma pequena cidade, mas é bela e grande o suficiente para que nós dois vivamos em paz.
Multiplique isso por mil e você terá uma idéia do que são esses livros.

LIVRO DE MELQUISEDEC
Com o vaso nos ombros, comecei uma caminhada rumo às cidades da planície, sendo acompanhado pelos pastores. Logo começaram a surgir escarnecedores que, ao verem-me com aquele vaso incandescente em pleno dia, e passaram a dizer que eu ficara louco. Ao espalhar esta notícia, muitos vieram ao meu encontro, trazendo conselhos para que eu abandonasse aquele vaso que seria capaz de destruir toda a minha reputação e dignidade diante de todos eles.
Multiplique esse trecho por 500 e você terá o livro de Melquisedec.

APOCALIPSE DE ENOCH
Depois, haverá o final da terceira semana, um homem será eleito como planta de juízo justo, através do qual crescerá como planta de justiça para a eternidade. Logo, ao terminar a quarta semana, as visões dos santos e dos justos aparecerão e será preparada uma lei para gerações de gerações e um cercado.
Imagine 100 páginas com essa ladainha do fim do mundo...

ATOS DE JOÃO:
A multidão ao redor da cruz, que não é de uma forma, é a natureza inferior. E aqueles que você viu na cruz, mesmo que eles ainda não tenham uma forma nem todos os membros daquele que desceu foram ainda reunidos. Mas quando a natureza humana é tomada, e a raça que vem a mim e obedece a minha voz, então aquele que agora me ouve, deverá unir-se a esta raça e não será mais o que ele é agora, mas estará acima deles, como eu estou agora.

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Ufa!... Não devia ser fácil ser religioso e ter que ler esses livros todo dia!...

EVANGELHO SEGUNDO FELIPE:
As coisas boas do mundo não são boas, e as coisas más não são más. Porém, depois deste mundo, existe mal que realmente é mal - o que é chamado de "o meio," o lugar intermediário. É a morte. Enquanto se está neste mundo é apropriado buscar-se a ressurreição, para que, quando venhamos a despir-nos da carne possamos encontrar o descanso e não caminhar no meio. Porque muitos se perdem no caminho. É melhor sair do mundo antes de pecar...... Alguns nem querem nem podem; outros não tiram proveito mesmo querendo: pois eles não agiram de acordo, (eles acreditam,) ( ... ) torna-os pecadores.
E assim vai por aí afora, milhares de linhas, como numa estrada monótona num deserto sem fim, difícil de chegar a alguma coisa. Mas existem as histórias (evangelhos) e essa parte é interessante conhecer. Observe: Todos esses textos, cartas, coletânea de frases, narrativas da criação e profecias apocalípticas, além das que abordam a história de Jesus, foram escritos numa mesma época, junto com os livros hoje canonizados, ou seja, a partir da criação da história de Jesus, aí pelo ano 70 da nossa era, até 300, 500 anos depois, fora os 1.900 anos de modificações nos canonizados que hoje compõem a Bíblia. Em 325 foram selecionados aqueles que interessavam, e “canonizados” como “inspirados por Deus”, independente de serem mais recentes ou antigos. Os demais foram mandados destruir pelos Bispos católicos. Por quê?! Porque, simplesmente contradiziam-se uns aos outros. A desculpa, foi de que não eram “inspiração divina”. Essa, uma definição claramente humana. Em 335 o Cristianismo tornou-se a religião oficial do Império Romano. Em 367, por ordem do Bispo Atanásio de Alexandria, foram destruídos inúmeros documentos com “tendências heréticas”. O bispo seguia uma resolução do Concílio de Bispos de Nicéia, reunida em 325. Esta ordem era para a destruição dos textos GNÓSTICOS em especial (hoje também conhecidos como APÓCRIFOS), e já não se admitia outros evangelhos diferentes dos selecionados, apesar de que em 397 ainda estavam reincorporando o Apocalipse de João à Bíblia e só em 1546 fecharam o Cânon definitivamente. Entretanto, nem todos conseguiram ser queimados. Alguns foram escondidos. Esses livros que aqui, hoje citamos, naturalmente escaparam a destruição romana, e alguns começaram a surgir em descobertas arqueológicas, bem antes da Bíblia ser completada como hoje conhecemos. A Igreja Romana, bem como as Igrejas Evangélicas, rejeitaram categoricamente todos os evangelhos apócrifos do Novo Testamento. E você, quando lê-los vai entender porquê. Houve apócrifos que mencionavam o Velho Testamento e o Novo Testamento. Vamos aqui nos ater apenas ao Novo Testamento, que fala sobre Jesus Cristo. Nos primeiros séculos da nossa era, surgiram os seguintes apócrifos: 01 Itinerário de Paulo 02 Itinerário de Pedro 03 Itinerário de João 04 Itinerário de Tomé 05 Didaché

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06 I e II Epístola de S. Clemente 07 Epístola de Inácio 08 Epístola de Policarpo 09 Epístola de Hermas 10 Evangelho Segundo Tomé 11 História de Tiago 12 O Apocalipse de Pedro 13 Itinerário e Ensino dos Apóstolos 14 Cartas de Barnabé 15 Atos de Paulo 16 O Apocalipse de Paulo 17 Didascália de Clemente 18 Didascália de Inácio 19 Didascália de Policarpo 20 Evangelho Segundo Barnabé 21 Evangelho Segundo Mateus 22 Evangelho dos Hebreus, etc, etc... vai a mais de 40!... Todos os “apócrifos” estão num mesmo plano, isto é, não foram selecionados nem incluídos na Bíblia. “Não são inspirados”, dizem eles, mas eu vejo razões bem diferentes para isso. Ora, esses textos estão no mesmo nível de credulidade dos canonizados, ou seja, apenas histórias inventadas, que se contradizem uns aos outros, quando não copiados uns dos outros, não só nos fatos mas na essência. Já imaginou um Jesus matando os que lhe incomodavam?! Não? Então continue lendo e por favor, não precisa me xingar. Eu estou apenas passando as informações que computo de alta credibilidade. Tudo isso é cercado de responsabilidade, documentado e arquivado em institutos científicos oficiais de pesquisas, cujos nomes são citados, e em museus de alcance público. Lá pelas tantas você vai entender. Vai entender principalmente porque a Igreja mandou queimá-los todos. Assim mantém o mesmo estilo, a mesma dramaticidade, o mesmo linguajar religioso. Eu diria que, se fosse uma história verídica, acrescentaria muito mais colorido, mais informações, mais riqueza nessa história, ao incluir aspectos novos sobre personagens já conhecidos. Como se trata de um mito, entretanto, a divergência serve mais para reforçar essa afirmação. Misturado às ladainhas, como descritas acima, havia as histórias contadas, e juntos chegavam a 4.000 nos séculos iniciais da nossa era. Reparem o seguinte. Não havia uma história verídica, uma base sólida para servir de parâmetro. Nunca houve. Então uns liam dos outros e copiavam, inseriam, suprimiam sem maiores preocupações, como se cada igreja, cada bairro, tivesse a sua, conforme o interessas de cada religioso, e mentiam descaradamente, mas mentiam muito!... E essa mania já vinha de longe, milênios antes de Cristo e após este. Não é assim, ainda hoje e apesar da Bíblia?!... Toda hora não aparece uma seita nova, ajeitando a religião ao seu interesse?! Não há coerência portanto, nesses relatos, porque cada um inventava a mesma história à sua maneira. Os canonizados não escaparam desse processo e, por isso as contradições que você perceberá nas de Jesus e outros personagens bíblicos, de uma forma que não conhecemos. A infância de Jesus, a história de Maria, José etc, não encontradas nos canonizados, é a parte interessante desses livros, que eu quero destacar, porque são diferentes e contraditórios.

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Eu sei que é uma tarefa bem difícil ler essa xaropada toda. Afinal, só interessam mesmo a pessoas obcecadas, fanatizadas por esse tipo de assunto, mas há passagens muito interessantes que eu incluo a seguir, principalmente para a investigação da verdade. Tenha paciência que você vai se surpreender. E entender...

O EVANGELHO SEGUNDO TIAGO:
Este livro, apesar de conhecido como o Evangelho de Tiago ou ProtoEvangelho de Tiago, tem autoria desconhecida. Publicado em fins do século XVI, não se sabe exatamente ainda qual a época em que foi escrito, mas os maiores estudiosos dos Livros Apócrifos afirmam que é anterior aos Quatro Evangelhos Canônicos, servindo, em muitos aspectos, como base para estes.

A INFÂNCIA DE CRISTO SEGUNDO TIAGO:
(Refere-se ao nascimento de Ana mãe de Maria e a história de Maria, mãe de Jesus. Somente trechos isolados.) Perguntou à parteira: - A quem dei à luz? A parteira respondeu: - Uma menina. Então Ana exclamou: - Minha alma foi enaltecida - e reclinou a menina no berço. Ao fim do tempo marcado pela lei, Ana purificou-se, deu o peito à menina e pôs-lhe o nome de Maria. Entretanto, os meses iam-se passando para a menina. Ao fazer dois anos, disse Joaquim a Ana: - Levemo-la ao templo do Senhor para cumprir a promessa que fizemos, para que Senhor não a reclame e nossa oferenda se torne inaceitável a seus olhos. Ana respondeu: - Esperamos, todavia, até que complete três anos, para que a menina não tenha saudades de nós. [Deixariam Maria entregue ao templo a ser criada pelos padres – pedófilos – não esqueçam]. Joaquim respondeu: - Esperaremos. Ao chegar aos três anos, disse Joaquim: - Chama as donzelas hebréias que não têm mancha e que tomem, duas a duas, uma candeia acesa e a acompanhem, para que a menina não olhe para trás e seu coração seja cativado por alguma coisa fora do templo de Deus.........[corte] Fê-la sentar-se no terceiro degrau do altar. O Senhor derramou graças sobre a menina, que dançou cativando toda a casa de Israel........ [corte]

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Eis que Maria cumpriu doze anos no templo do Senhor. Que faremos para que ela não chegue a manchar o santuário? [Como não manchar o santuário??? Estaria Maria grávida?!...] Disseram ao sumo sacerdote: - Tu que tens o altar ao teu cargo, entra e ora por ela. O que o Senhor te disser, isso será o que haveremos de fazer. O sumo sacerdote, cingindo-se com o manto das doze sinetas, entrou no Santo dos Santos e orou por ela. Eis que um anjo do Senhor apareceu, dizendo-lhe: - Zacarias, Zacarias, sai e reúne a todos os viúvos do povoado. Que cada um venha com um bastão e o daquele em que o Senhor fizer um sinal singular, deste será ela a esposa...........[corte] - A ti coube a sorte de receber sob tua custódia a Virgem do Senhor. José replicou: - Tenho filhos e sou velho, enquanto que ela é uma menina. Não gostaria de ser objeto de zombaria por parte dos filhos de Israel........ Certo dia, pegou Maria um cântaro e foi enchê-lo de água. Eis que ouviu uma voz que lhe dizia: - Deus te salve, cheia de graça! O Senhor está contigo, bendita és entre as mulheres! Ela olhou a sua volta, à direita, à esquerda, para ver de onde vinha aquela voz. Tremendo, voltou para casa, deixou a ânfora, pegou a púrpura, sentou-se no divã e pôs-se a tecê-la. Logo um anjo do Senhor apresentou-se diante dela, dizendo: - Não temas, Maria, pois alcançaste graça ante o Senhor onipotente e vais conceber por Sua palavra! Ela, ao ouvi-lo, ficou perplexa e disse consigo mesma: - Deverei eu conceber por virtude de Deus vivo e haverei de dar à luz como as demais mulheres? Ao que lhe respondeu o anjo: [engraçado como apareciam anjos naquela época!... Os anjos é que resolviam todas as encrencas...] - Não será assim, Maria, pois que a virtude do Senhor te cobrirá com sua sombra. Depois, o fruto santo que deverá nascer de ti será chamado de Filho do Altíssimo. Chamar-lhe-ás Jesus, pois Ele salvará seu povo de suas iniqüidades. Então, disse Maria: - Eis aqui a escrava do Senhor em Sua presença. Que isto aconteça a mim conforme Sua palavra. Concluído seu trabalho com a púrpura e o escarlate, levou-o ao sacerdote. Este a abençoou dizendo: [Ah... historinha suspeita!...] - Maria, o Senhor enaltecer seu nome e serás bendita entre todas as gerações da terra. Cheia de alegria, Maria foi à casa de sua parente Isabel. Chamou-a da porta e, ao ouví-la, Isabel largou o escarlate, correu para a porta, abriu-a e, vendo Maria, louvou-a dizendo:
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- Que fiz eu para que a mãe do meu Senhor venha a minha casa? Pois saiba que o fruto que carrego em meu ventre se pôs a pular dentro de mim, como que para bendizerse. Maria havia se esquecido dos mistérios que o anjo Gabriel lhe comunicara, elevou os olhos aos céus e disse: - Quem sou eu, Senhor, para que todas as gerações me bendigam? Passou três meses em casa de Isabel. Dia a dia seu ventre aumentava e, cheia de temor, pôs-se a caminho de casa e escondia-se dos filhos de Israel. Quando sucederam essas coisas, ela contava dezesseis anos. [alguns livros dizem 15, outros 12 anos] XIII Ao chegar Maria ao sexto mês de gravidez, voltou José de suas construções e, ao entrar em casa, deu-se conta de que ela estava grávida. Então, feriu seu próprio rosto, jogou-se no chão sobre uma manta e chorou amargamente, dizendo: - Como é que me vou apresentar agora diante do meu Senhor? E que oração direi eu agora por esta donzela, pois que a recebi virgem [mesmo?!!!] do templo do Senhor e não a soube guardar? Será que a história de Adão se repetiu comigo? Assim como no instante em que ela estava glorificando a Deus veio a serpente e, ao encontrar Eva sozinha, a enganou, o mesmo me aconteceu. [Vê?! Bem mais detalhado que o próprio relato canonizado de Lucas] Levantando-se, José chamou Maria e disse-lhe: - Predileta como eras de Deus, como foste capaz de fazer isso? Acaso te esqueceste do Senhor teu Deus? Com pudeste vilipendiar tua alma, tu que te criaste no Santo dos Santos e recebeste alimento das mãos de um anjo? Ela chorou amargamente dizendo: - Sou pura e não conheço varão algum. [Acredite quem quiser. É historia mesmo... Que nem o Superman.] Replicou José: - De onde, pois, provém o que carregas no seio? Ao que Maria respondeu: - Pelo Senhor, meu Deus, eu juro que não sei como aconteceu. [talvez com um sonífero bem preparado por um padre pedófilo lá na casa do Senhor...] XIV José encheu-se de temor, retirou-se da presença de Maria e pôs-se a pensar sobre o que faria com ela. Dizia consigo próprio: - Se escondo seu erro, contrario a lei do Senhor. Se a denuncio ao povo de Israel, temo que o que acontecer a ela se deva a uma intervenção dos anjos e venha a entregar à morte uma inocente. Como deverei proceder, pois? Mandá-la embora às escondidas. Enquanto isso, caiu a noite. Eis que um anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos, dizendo-lhe: [outro anjo salvando a pátria...] - Não temas por esta donzela, pois o que ela carrega em suas entranhas é fruto do Espírito Santo. Dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, pois que ele há de salvar seu povo dos pecados.
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Ao despertar, José levantou-se, glorificou a Deus de Israel por haver-lhe concedido tal graça e continuou guardando Maria......... Então a parteira se pôs a caminho junto com ele. Ao chegar à gruta, pararam, e eis que esta estava sombreada por uma nuvem luminosa. Exclamou a parteira: - Minha alma foi engrandecida, porque meus olhos viram coisas incríveis, pois que nasceu a salvação para Israel. De repente, a nuvem começou a sair da gruta e dentro brilhou uma luz tão grande que seus olhos não podiam resistir. Esta, por um momento, começou a diminuir tanto que deu para ver o menino que estava tomando o peito da mãe, Maria. A parteira então deu um grito, dizendo: - Grande é para mim o dia de hoje, já que pude ver com meus próprios olhos um novo milagre. Ao sair a parteira da gruta, veio ao seu encontro Salomé. - Salomé, Salomé! - exclamou. - Tenho de te contar uma maravilha nunca vista. Uma virgem deu à luz; coisa que, como sabes, não permite a natureza humana. Salomé replicou: - Pelo Senhor, meus Deus, não acreditarei em tal coisa, se não me for dado tocar com os dedos e examinar sua natureza. XX Havendo entrado a parteira, disse a Maria: - Prepara-te, porque há entre nós uma grande querela em relação a ti. Salomé, pois, introduziu seu dedo em sua natureza, mas, de repente, deu um grito, dizendo: - Ai de mim! Minha maldade e minha incredulidade é que têm a culpa! Por descrer do Deus vivo, desprende-se de meu corpo minha mão carbonizada. [Sua mão ficou carbonizada] Dobrou os joelhos diante do Senhor, dizendo: - Ó Deus de nossos pais! Lembra-te de mim, porque sou descendente de Abraão, Isaac e Jacó! Não faças de mim um exemplo para os filhos de Israel! Devolve-me curada, porém, aos pobres, pois que tu sabes, Senhor, que em teu nome exercia minhas curas, recebendo de ti meu salário! Apareceu um anjo do céu, dizendo-lhe: - Salomé, Salomé, Deus escutou-te. Aproxima tua mão do menino, toma-o e haverá para ti alegria e prazer. Acercou-se Salomé e o tomou, dizendo: - Adorar-te-ei, porque nasceste para ser o grande Rei de Israel. De repente, sentiu-se curada e saiu em paz da gruta. Nisso ouviu uma voz que dizia: - Salomé, Salomé, não contes as maravilhas que viste até estar o menino em Jerusalém. [Curiosamente, nada diz o livro canonizado de Mateus sobre isso. Sequer menciona Salomé] XXI José dispôs-se a partir para Judéia. Por essa ocasião, sobreveio um grande tumulto em Belém, pois vieram um magos dizendo:
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- Aonde está o recém-nascido Rei dos Judeus, pois vimos sua estrela no Oriente e viemos para adorá-lo? Herodes, ao ouvir isso, perturbou-se. Enviou seus emissários aos magos e convocou os príncipes e os sacerdotes, fazendo-lhes esta pergunta: - Que está escrito em relação ao Messias? Aonde ele vai nascer? Eles responderam: - Em Belém da Judéia, segundo rezam as escrituras. Com isso, despachou-os e interrogou os magos com estas palavras: - Qual é o sinal que vistes em relação ao nascimento desse rei? Responderam-lhes os magos: - Vimos um astro muito grande, que brilhava entre as demais estrelas e as eclipsava, fazendo-as desaparecer. [A versão de Pedro diz que era um anjo sob a forma de estrela. Afinal era o quê?] Nisso soubemos que a Israel havia nascido um rei e viemos com a intenção de adorá-lo. Replicou Herodes: - Ide e buscai-o, para que também possa eu ir adorá-lo! Naquele instante, a estrela que haviam visto no Oriente voltou novamente a guiá-los, até que chegaram à caverna e pousou sobre a entrada dela. [já imaginaram uma estrela pousar na entrada de uma caverna?!... Isso é coisa de anjo, com certeza!... Pior que em Lucas 2:7 diz “estalagem”...] Vieram, então, os magos a ter com o Menino e Sua mãe, Maria, e tiraram oferendas de seus cofres: ouro, incenso e mirra. Depois, avisados por um anjo para que não entrassem na Judéia, voltaram a suas terras por outro caminho. XXII Ao dar-se conta Herodes de que havia sido enganado, encolerizou-se e enviou seus sicários, dando-lhes a missão de assassinar todos os meninos de menos de dois anos. [Não consta nos anais de Roma, nem na biografia de Herodes fatos relacionados com magos ou matança de meninos. A história desconhece esse fato] Quando chegou até Maria a notícia da matança das crianças, encheu-se de temor e, envolvendo seu filho em fraldas, colocou-o numa manjedoura. XXV Eu, Tiago, escrevi esta história. Ao levantar-se um grande tumulto em Jerusalém, por ocasião da morte de Herodes, retirei-me ao deserto até que cessasse o motim, glorificando ao Senhor meu Deus, que me concedeu a graça e a sabedoria necessárias para compor esta narração.

EVANGELHO SEGUNDO TOMÉ

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“O Evangelho de Tomé é um dos 52 textos da Biblioteca de Nag Hammadi, encontrada numa caverna no Egito em 1947. Este Evangelho, escrito em copto, a língua do Alto Egito no início de nossa era, é uma tradução de um original grego, provavelmente escrito em meados do primeiro século. Portanto, ele é um dos documentos mais antigos de nossa tradição cristã, já que os quatro Evangelhos incluídos na Bíblia foram escritos provavelmente entre os anos 80 e 120 de nossa era. O Evangelho de Tomé é uma coleção de ditados de Jesus, que guarda certas semelhanças com o assim chamado Evangelho de "Q" (inicial de Quelle, alemão para 'fonte'), que os eruditos bíblicos acreditam teria sido a fonte de parte dos ditados incluídos em Mateus e Lucas. Os estudiosos acreditam que as versões dos ditados de Jesus encontradas em Tomé seriam, em geral, versões mais originais do que a dos evangelhos canônicos, que teriam sofrido modificações e editorações ao longo dos séculos. (Também acho, embora não afaste a convicção de que todos partiram de uma única fonte criada a partir de vários mitos. Assim como a letra X estrangula-se no meio. Várias fontes convergiram para uma única história que, em seguida, desdobrou-se em muitas. Foram mais de 4.000 apócrifos queimados pelos bispos católicos romanos na tentativa de manter uma única história, a que eles acharam a melhor)

APRESENTAÇÃO
O Evangelho de Tomé foi escrito no século I e relata a vida do Senhor Jesus dos cinco aos doze anos. Segundo os estudiosos, é parte de um livro mais antigo ainda, (A misteriosa fonte “Q”) tendo tido diversas versões escritas em grego, siríaco, latim, georgiano e eslavo. O Evangelho de Tomé relata a vida de Jesus a partir do ponto onde termina o Evangelho de Tiago, encerrando-se com o episódio de Jesus no Templo de Jerusalém, entre os doutores, o que também ocorre no Evangelho de Pedro, sobre a infância do Salvador.

A INFÂNCIA DO SENHOR, NARRADA POR TOMÉ, FILÓSOFO ISRAELITA.
I - Eu, Tomé Israelita, julguei necessário levar ao conhecimento de todos os irmãos descendentes dos gentios, a Infância de Nosso Senhor Jesus Cristo e tantas quantas maravilhas ele realizou, depois de nascer em nossa terra. O princípio é como segue. II - Esse Menino Jesus, que na época tinha cinco anos, encontrava-se um dia brincando no leito de um riacho, depois de haver chovido. Represando a correnteza em pequenas poças, tornava-as instantaneamente cristalinas, dominando-as somente com sua a palavra. Fez depois uma massa mole com barro e com ela formou uma dúzia de passarinhos. Era um Sabbath e havia outros meninos brincando com ele. Um certo homem judeu, vendo o que Jesus acabara de fazer num dia de festa, foi correndo até seu pai, José, e contou-lhe tudo:
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- Olha, teu filho está no riacho e juntando um pouco de barro fez uma dúzia de passarinhos, profanando com isso o dia do Sabbath. José foi ter ao local e, ao vê-lo, ralhou com ele dizendo: - Por que fazes no Sabbath o que não é permitido? Jesus, batendo palmas, dirigiu-se às figurinhas, ordenando-lhes: - Voai! Os passarinhos foram todos embora, gorjeando. Os judeus, ao verem isso, encheram-se de admiração e foram contar aos seus superiores o que haviam visto Jesus fazer. III - Encontrava-se ali presente o filho de Anás, o escriba, e teve a idéia de fazer escoar as águas represadas por Jesus, usando uma planta de vime. Ante essa atitude, Jesus indignou-se e disse: - Malvado, ímpio e insensato. Será que as poças e as águas te estorvavam? Ficarás agora seco como uma árvore, sem que possas dar folhas, nem raiz nem frutos. Imediatamente o rapaz tornou-se completamente seco. Os pais pegaram o infeliz, chorando a sua tenra idade, e o levaram ante José, maldizendo-o por ter um filho que fazia tais coisas. (Agora imaginem se a Igreja Cristã, ia canonizar uma coisa dessas?!...) IV - De outra feita, Ele andava em meio ao povo e um rapaz que vinha correndo esbarrou em suas costas. Irritado, Jesus disse-lhe: - Não prosseguirás teu caminho. Imediatamente o rapaz caiu morto. Algumas pessoas que viram o que se passara, disseram: - De onde terá vindo esse rapaz, pois todas as suas palavras tornam-se fatos consumados? Os pais do defunto, chegando a José, interpelaram-no, dizendo: - Com um filho como esse, de duas uma: ou não podes viver com o povo ou tens de acostumá-lo a abençoar e não a amaldiçoar, pois causa a morte aos nossos filhos. V - José chamou Jesus à parte e admoestou-o da seguinte maneira: - Por que fazes tais coisas, se elas se tornam a causa de nos odiarem e perseguirem? Jesus replicou: - Bem sei que essas palavras não vêm de ti, mas calarei por respeito a tua pessoa. Esses outros, ao contrário, receberão seu castigo. No mesmo instante, aqueles que havia falado mal dele ficaram cegos. (Barbaridade Tomé!… Tu viste isso?!...) As testemunhas dessa cena encheram-se de pavor e ficaram perplexas, confessando que qualquer palavra de sua boca, fosse boa ou má, tornava-se um fato e convertia-se numa maravilha. Quando José percebeu o que Jesus havia feito, agarrou sua orelha e puxou-a fortemente.
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O rapaz indignou-se e disse-lhe: - A ti é suficiente que me vejas sem me tocares. Tu nem sabes quem sou, pois se soubesses não me magoarias. Ainda que neste instante eu esteja contigo, fui criado antes de ti. VIII - Enquanto os judeus se entretinham em dar conselhos a Zaqueu, o menino pôs-se a rir com muita vontade e disse: - Frutificai agora vossas coisas e abri os olhos à luz os cegos de coração. Vim de cima para amaldiçoar-vos e depois chamar-vos para o alto, pois esta é a ordem daquele que me enviou por vossa causa. Quando o menino terminou de falar, sentiram-se imediatamente curados todos aqueles que haviam caído sob a maldição. Desde então, ninguém ousava irritá-lo para que ele não os amaldiçoasse ou viessem a ficar cegos. IX - Dias depois, encontrava-se Jesus brincando num terraço. Um dos meninos que estavam com ele caiu do alto e morreu. Os outros, ao verem isso, foram-se embora e somente Jesus ficou. Pouco depois chegaram os pais do morto e puseram a culpa nele. Disse-lhes Jesus: - Não, não. Eu não o empurrei. Apesar disso, eles o maltrataram. Jesus deu um salto de cima do terraço, vindo cair junto ao cadáver. Pôs-se a gritar bem alto: - Zenon - assim se chamava o menino, - levanta-te e responda-me: fui eu quem te empurrou? O morto levantou-se num instante e disse: - Não, Senhor. Tu não me jogaste, porém me ressuscitaste. Ao ver isso, todos os presentes ficaram consternados. Os pais do menino glorificaram a Deus por aquele maravilhoso feito e adoraram a Jesus. XI - Quando tinha seis anos, sua mãe deu-lhe certa vez um cântaro para que fosse enchê-lo de água e o trouxesse para casa. No caminho, Jesus tropeçou nas pessoas e a vasilha quebrou-se. Ele, então, estendeu o manto com o qual se cobria, encheu-o de água e levou-o a sua mãe. Esta, ao ver tal maravilha, pôs-se a beijar Jesus e foi guardando em seu íntimo todos os mistérios que o via realizar. XIII - Seu pai, que era carpinteiro, fazia arados e cangas. Certa vez, recebeu o encargo de fazer uma cama para certa pessoa de boa posição. Aconteceu que uma das tábuas era mais curta que a outra e por isso José não sabia como proceder. Então o Menino Jesus disse a seu pai: - Põe no chão ambas as tábuas e iguala-as pela metade. Assim fez José. Jesus foi até à outra extremidade, pegou a tábua mais curta e esticou-a, deixando-a tão comprida quanto a outra. José, seu pai, encheu-se de admiração ao ver o prodígio e cobriu o menino de abraços e beijos dizendo: - Feliz de mim, porque Deus me deu este menino.
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XIV - José, percebendo que a inteligência do menino ia amadurecendo ao mesmo tempo que a idade, quis novamente impedir que ele permanecesse analfabeto, por isso levou-o até um outro professor e colocou-o a sua disposição. Disse o professor: - Ensinar-te-ei, em primeiro lugar as letras gregas, depois as hebraicas. Era evidente que o professor conhecia bem a capacidade do rapaz e sentia medo dele. Depois de escrever o alfabeto, entretinha-se com ele por um longo tempo, sem obter nenhuma resposta de seus lábios. Finalmente disse-lhe Jesus: - Se és mestre de verdade e conheces perfeitamente as letras, dize-me primeiro qual é o valor de Alfa e então eu te direi qual é o de Beta. Irritado, o professor bateu-lhe na cabeça. Quando o Menino Jesus sentiu a dor, amaldiçoou-o e imediatamente o professor desmaiou e caiu de bruços no chão. O jovem voltou para casa de José. Este encheu-se de pesar e disse a Maria que não o deixasse sair de casa, porque todos aqueles que o aborreciam vinham a morrer. (16) Jesus disse: "Talvez os homens pensem que vim lançar a paz sobre o mundo. Não sabem que é a discórdia que vim espalhar sobre a Terra: fogo, espada e disputa. Com efeito, havendo cinco numa casa, três estarão contra dois e dois contra três: o pai contra o filho e o filho contra o pai. E eles permanecerão solitários." 114) Simão Pedro disse-lhes: "Que Maria saia de nosso meio, pois as mulheres não são dignas da vida." Jesus disse: "Eu mesmo vou guiá-la para torná-la macho, para que ela também possa tornar-se um espírito vivo semelhante a vós machos. Porque toda mulher que se tornar macho entrará no Reino do Céu." (Certamente esse não era um livro para se canonizar...)

DO EVANGELHO SEGUNDO PEDRO:
Com o auxílio e a ajuda do Deus todo poderoso, começamos a escrever o livro dos milagres de nosso Salvador, Mestre e Senhor Jesus Cristo, que se intitula o Evangelho da Infância, conforme narrado por Maria, sua mãe, na paz do Nosso Senhor e Salvador. Que assim seja.

A INFÂNCIA DE JESUS SEGUNDO PEDRO
No referido Evangelho contado por Maria a Pedro, Jesus no caminho para o Egito, fugindo de Herodes, fez muitos milagres, curou 4 leprosos e 7 endemoninhados (Naquela época havia muito endemoninhado), além de curar outras doenças. Algumas outras histórias interessantes (fantásticas pro meu gosto) são reproduzidas abaixo:

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I Palavras de Jesus no Berço
Encontramos no livro do grande sacerdote Josefo que viveu no tempo de Jesus Cristo, e que alguns chamam de Caifás, que Jesus falou [não sou eu que vou duvidar...] quando estava no berço e que disse a sua mãe. Maria: “Eu, que nasci de ti, sou Jesus, o filho de Deus, o Verbo, como te anunciou o anjo Gabriel, e meu Pai me enviou para a salvação do mundo.”........ José partiu, então, conduzindo Maria, sua esposa. Vieram a Jerusalém, de onde se dirigiram a Belém para inscreverem-se no local onde ele havia nascido. Quando estavam próximos a uma caverna, Maria disse a José que sua hora havia chegado e que não poderia ir até a cidade. - Entremos nesta caverna - disse ela........ [A bíblia não fala em caverna] Após o pôr-do-sol, José chegou com a anciã [parteira] à caverna e eles entraram. Eis que a caverna estava resplandecendo com uma claridade que superava a de uma infinidade de labaredas e brilhava mais do que o sol do meio-dia. [Chato é que em Lucas 2:7 diz “estalagem”] A criança, enrolada em fraldas e deitada numa manjedoura, mamava no seio da mãe......... [??? Maria devia estar abaixada, por cima de Jesus, com os seios para dentro da manjedoura... Ou Maria estava dentro da manjedoura, ou a manjedoura estava no colo de Maria, sei lá...] Quando chegou o tempo da circuncisão, isto é, o oitavo dia, época na qual o recém-nascido deve ser circuncidado segundo a lei, eles o circuncidaram [Possivelmente Deus veio imperfeito e coube a uma parteira consertar o erro divino] na caverna e a velha anciã recolheu o prepúcio e colocou-o em um vaso de alabastro, cheio de óleo de nardo velho... [Já imaginaram o valor desse prepúcio no mercado negro?!...] VII. A Adoração dos Magos Aconteceu que, enquanto o Senhor vinha ao mundo em Belém, cidade da Judéia, Magos vieram de países do Oriente a Jerusalém, tal como havia predito Zoroastro, e traziam com eles presentes: ouro, incenso e mirra. Adoraram a criança e renderam-lhe homenagem com seus presentes. Então Maria pegou uma das faixas, nas quais a criança estava envolvida, e deu-a aos magos que receberam-na como uma dádiva de valor inestimável. Nesta mesma hora, apareceu-lhes um anjo sob a forma de uma estrela [A Bíblia em Mateus, diz: “vimos a sua estrela”, não fala de anjo] que já lhes havia servido de guia, e eles partiram, seguindo sua luz, até que estivessem de volta a sua pátria. [Na versão anterior a estrela parou na caverna, em Mateus, os magos encontraram-no em uma casa e mais adiante, em Lucas, numa em estalagem. Realmente não chegam a um acordo...] VIII. A Chegada Dos Magos à sua Terra.

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Os reis e os príncipes apressaram-se em se reunir em torno dos magos, perguntando-lhes o que haviam visto e o que havia feito, como haviam ido o como haviam voltado e que companheiros eles haviam tido então durante a viagem. Os magos mostraram-lhes a faixa que Maria lhes havia dado. Em seguida, celebraram uma festa, acenderam o fogo segundo seus costumes, adoraram a faixa e a jogaram nas chamas. As chamas envolveram-na. Ao apagar-se o fogo, eles retiraram o pano e viram que as chamas não haviam deixado nele nenhum vestígio. Eles se puseram então a beijá-lo e a colocá-lo sobre suas cabeças e sobre seus olhos, dizendo: - Eis certamente a verdade! Qual é pois o preço deste objeto que o fogo não pode nem consumir nem danificar? E pegando-o, depositaram-no com grande veneração entre seus tesouros. [Que fim teria levado tal objeto mágico tão importante e precioso?!... ] IX. A Cólera de Herodes Herodes, vendo que os magos não retornavam a visitá-lo, reuniu os sacerdotes e os doutores e disse-lhes: - Mostrai-me onde deve nascer o Cristo........ [Não consta nos anais de Roma, nem na biografia de Herodes fatos relacionados com magos ou matança de meninos]
Na sua fuga para o Egito: (Trechos isolados)

Quando José e Maria souberam que esse ídolo se havia quebrado, foram tomados de medo e de espanto e diziam: - Quando estávamos na terra de Israel, Herodes queria que Jesus morresse e, com esta intenção, ele ordenou o massacre de todas as crianças de Belém e das vizinhanças. É de se temer que os egípcios nos queimem vivos, se eles souberem que esse ídolo caiu............ Aqui estão José e Maria. A criança que está com eles é Jesus e foi ele quem me curou dos meus sofrimentos. - E por que meio pôde ele te curar? Não vais me contar? - quis saber a princesa. A jovem explicou: Recebi de sua mãe a água na qual ele havia sido lavado, espalhei-la então sobre meu corpo e minha lepra desapareceu............ [Tinham que humilhar o ser humano... Só faltaram dizer que antes disso a Maria ainda lavou a natureza nessa água] Este mulo [masculino de mula] que aqui vês é nosso irmão. Algumas mulheres, com seus encantamentos, reduziram-no a este estado. [Alguém por acaso pode imaginar tal conto de fadas?!... Por isso que até hoje transformam príncipes em
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sapos!... Mas não é diferente de transformar água em vinho, multiplicar peixes, andar sobre as águas...] Rogamos-te, pois, que tenhas piedade de nós. Maria, comovida e chorando como as mulheres, ergueu o menino Jesus e colocou-o sobre o dorso do mulo, dizendo: - Meu filho, cura este mulo através do teu grande poder e faze com que este homem recobre a razão, da qual foi privado. Nem bem essas palavras haviam saído dos lábios de Maria e o mulo já havia retomado a forma humana, mostrando-se sob os traços de um belo rapaz. [Um priiinncipe!!!] Não lhe restava nenhuma deformidade. XV. A Jovem Muda No dia seguinte, José e Maria prosseguiram sua viagem. À noite chegaram a uma cidade onde estava sendo celebrado um casamento. Mas, em decorrência das ciladas do espírito maligno e dos encantamentos de alguns feiticeiros, a esposa ficara muda, [Ainda hoje isso não é possível ser feito] de forma que ela não podia mais falar. Quando Maria entrou na cidade, trazendo nos braços o filho, o Senhor Jesus, aquela que havia perdido o uso da palavra avistou-o e imediatamente pegou-o em seus braços. Abraçou-o, apertando-o junto ao seu seio e cobrindo-o de carinho. Imediatamente o laço que travava sua língua partiuse e seus ouvidos se abriram. Ela começou a glorificar e a agradecer a Deus que a havia curado. XXVI. Volta para Nazaré. Depois de três anos, eles deixaram o Egito e voltaram para a Judéia. Quando já estavam próximos, José teve medo de entrar lá, porque acabara de saber que Herodes estava morto e que seu filho Arquelaus havia lhe sucedido. Um anjo de Deus apareceulhe, porém, e disse-lhe: - José, vai para a cidade de Nazaré e estabelece ali tua residência. [É bom lembrar que tal cidade não existia. Existia naquele local onde hoje os padres Franciscanos “fizeram” a cidade de Nazaré, apenas um cemitério] XXIX. O Menino no Forno Havia na mesma cidade duas mulheres casadas com um mesmo homem e cada uma delas tinha um filho doente. Uma se chamava Maria e seu filho, Cleofás. Essa mulher levou seu filho a Maria, mãe de Jesus, e ofereceu uma bela toalha, dizendo-lhe: - Maria, recebe de mim essa toalha e, em troca, dá-me uma das tuas fraldas. [Mulher adivinha...] Maria consentiu e a mãe de Cleofás confeccionou, com essa fralda, uma túnica, com a qual vestiu seu filho. Ele ficou curado e o filho de sua rival morreu no mesmo dia, o que causou profundo ressentimento entre essas duas mulheres.

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Elas se encarregavam, em semanas alternadas, dos trabalhos caseiros e, um dia em que era vez de Maria, a mãe de Cleofás, ela estava ocupada aquecendo o forno para assar pão. Precisando de farinha, deixou seu filho perto do forno. Sua rival, vendo que a criança estava sozinha, pegou-a e jogou-a no forno em brasa e fugiu. Maria retornou logo em seguida, mas qual não foi o seu espanto, quando ela viu seu filho no meio do forno, rindo, pois ele havia subitamente esfriado, como se jamais houvesse sido aquecido. Ela suspeitou que sua rival o havia jogado ali. Tirou-o de lá, levou-o até a Virgem Maria e contou-lhe o que havia acontecido. Em seguida, a rival foi buscar água no poço e, vendo Cleofás brincando e percebendo que não havia ninguém por perto, pegou a criança e jogou-a no poço. Alguns homens que haviam vindo para tirar água viram a criança sentada na água, sem nenhum ferimento, e por meio de cordas tiraram-na de lá. [Não são estranhas tais histórias, analisadas por seres inteligentes do século XXI? Por que tal menino poderoso, se submetia a tais caprichos? Era imune ao fogo e às leis da gravidade, mas não sabia sair de um forno ou de um poço sozinho?!...] Ficaram tão admirados com essa criança que renderam-lhe as mesmas homenagens devidas a um Deus. Sua mãe, chorando, carregou-o até Maria e disse-lhe:............... XXXVI. As Estatuazinhas de Barro. Quando o Senhor Jesus havia completado o seu sétimo ano, ele brincava um dia com outras crianças de sua idade. Para divertir-se, eles faziam com terra molhada diversas imagens de animais, de lobos, de asnos, de pássaros, cada um elogiando seu próprio trabalho e esforçando-se para que fosse melhor que o de seus companheiros. Então o Senhor Jesus disse para as crianças: - Ordenarei às figuras que eu fiz que andem e elas andarão. As crianças perguntaram-lhe se ele era o filho do Criador e o Senhor Jesus ordenou às imagens que andassem e elas imediatamente andaram. Quando ele mandava voltar, elas voltavam. Ele havia feito figuras de pássaros que voavam, quando ele ordenava que voassem, e que paravam, quando ele dizia para parar. Quando ele lhes dava bebida e comida, eles comiam e bebiam. [Ai, ai... É por isso que não canonizaram esse livro. O escritor extrapolou a quantidade de titica que imaginou na cabeça do crente] Quando as crianças foram embora e contaram aos seus pais o que haviam visto, eles disseram: - Fugi, daqui em diante, de sua companhia, pois ele é um feiticeiro! Deixai de brincar com ele! XXXVII. As Cores do Tintureiro Certo dia, quando brincava e corria com outras crianças, o Senhor Jesus passou em frente à loja de um tintureiro, que se chamava Salém. Havia nessa loja tecidos que pertenciam a um grande número de habitantes da cidade e que Salém se preparava para tingir de várias cores. Tendo Jesus entrado na loja, pegou todas as fazenda e jogou-as na
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caldeira. Salém virou-se e, vendo todas as fazendas perdidas, pôs-se a gritar e a repreender Jesus, dizendo: - Que fizeste tu, ó filho de Maria? Prejudicaste a mim e a meus cidadãos. Cada um pediu uma cor diferente e tu apareceste e puseste tudo a perder. O Senhor Jesus respondeu: - Qualquer fazenda que queiras mudar a cor, eu mudo. Ele se pôs a retirar as fazendas da caldeira e cada uma estava tingida da cor que desejava o tintureiro. Os judeus, testemunhando esse milagre, celebraram o poder de Deus. [Já se entende porque a Igreja Católica não quis canonizar tais livros... É, ou não é?!...] XXXVIII. Jesus na Carpintaria José ia por toda a cidade, levando com ele o Senhor Jesus. Chamavam-no para que fizesse portas, arcas e catres e o Senhor Jesus estava sempre com ele. E sempre que a obra de José precisava ser mais comprida ou mais curta, mais larga ou mais estreita, o Senhor Jesus estendia a mão e ela ficava exatamente do jeito que queria José, de forma que ele não precisava retocar nada com sua própria mão, pois ele não era muito hábil no ofício de marceneiro. XXXIX. Uma Encomenda do Rei Um dia, o rei de Jerusalém mandou chamá-lo e disse: - Eu quero, José, que me faças um trono segundo as dimensões do lugar onde costumo sentar-me. José obedeceu e, pondo mãos à obra, passou dois anos no palácio para elaborar esse trono. Quando ele foi colocado no lugar onde deveria ficar, perceberam que de cada lado faltavam dois palmos à medida fixada. Então o rei ficou bravo com José, que temendo a raiva do monarca, não conseguiu comer e deitou-se em jejum. O Senhor perguntou-lhe qual era a causa do seu receio e ele respondeu: - É que a obra na qual trabalhei durante dois anos está perdida. O Senhor Jesus respondeu-lhe: - Não tenhas medo e não percas a coragem. Pegue este lado do trono e eu o outro, para que possamos dar-lhe a medida exata. José fez o que havia lhe pedido o Senhor Jesus e cada um puxou para um lado. O trono obedeceu e ficou exatamente com a dimensão desejada. XL. Os Meninos Num outro dia, o Senhor Jesus foi até a praça e vendo as crianças que se haviam reunido para brincar, juntou-se a elas. Essas, tendo-o visto, esconderam-se e o Senhor Jesus foi até uma casa e perguntou às mulheres que estavam à porta, onde as

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crianças haviam ido. Como elas responderam que não havia nenhuma delas na casa, o Senhor Jesus disse-lhes: - Que vocês estão vendo sob este arco? Elas responderam que eram carneiros com três anos de idade e o Senhor Jesus gritou: Saí, carneiros, e vinde em direção ao vosso pastor. Imediatamente as crianças saíram, transformadas em carneiros, e saltavam ao seu redor. As mulheres, tendo visto isso, foram tomadas de pavor e adoraram o Senhor Jesus, dizendo: - Jesus, filho de Maria, nosso Senhor, tu és verdadeiramente o bom Pastor de Israel. Tem piedade de tuas servas que estão em tua presença e que não duvidam, Senhor, que tu vieste para curar e não para perder. O Senhor respondeu que as crianças de Israel estavam entre os povos como os Etíopes. As mulheres disseram: - Senhor, conheces as coisas e nada escapa à tua infinita sabedoria. Pedimos e esperamos a tua misericórdia. Devolve a essas crianças sua antiga forma. O Senhor Jesus disse, então: - Vinde, crianças, para que possamos brincar. Imediatamente, na presença das mulheres, os carneiros retomaram a aparência de crianças. XLI. Jesus Rei No mês do Adar, Jesus reuniu as crianças e colocou-se como o seu rei. [Aqui o texto está colocando o menino Jesus extremamente vaidoso, arrogante, uma personalidade totalmente em desacordo com a dos textos selecionados para a Bíblia] Elas haviam estendido suas roupas no chão para fazê-lo sentar-se sobre elas e haviam colocado sobre sua cabeça uma coroa de flores. Como os satélites que acompanham um rei, elas se haviam enfileirado à sua direita e à sua esquerda. Se alguém passava por lá, as crianças faziam parar à força e diziam-lhe: - Vem e adora o rei, para que obtenhas uma feliz viagem. XLII. Simão, o Cananeu Nisso chegaram alguns homens que carregavam uma criança em uma liteira. Esse menino havia ido até a montanha com seus colegas para apanhar lenha e, tendo encontrado um ninho de perdiz, pôs a mão para retirar os ovos. Uma serpente, escondida no ninho, no entanto, mordeu-o e ele chamou os companheiros para socorrê-lo. Quando chegaram, eles o encontraram estendido no chão e quase morto. Alguns familiares vieram e levaram-no à cidade. Ao chegaram ao local onde o Senhor Jesus estava sentado em seu trono como um rei, com outras crianças à sua volta, como sua corte, essas foram ao encontro dos que carregavam o moribundo e disseram-lhes:
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- Vinde e saudai o rei! Como eles não queriam aproximar-se por causa da tristeza que sentiam, as crianças traziam-nas à força. Quando estavam na frente do Senhor Jesus, ele perguntoulhe por que estavam carregando aquela criança. Responderam que uma serpente a havia mordido e o Senhor Jesus disse às crianças: - Vamos juntos e matemos a serpente! Os pais da criança que estava prestes a morrer suplicaram para que os deixassem ficar, mas elas responderam: - Não ouvistes que o rei disse vamos e matemos a serpente? Devemos seguir suas ordens. Apesar da sua oposição, eles retornaram à montanha, carregando a liteira. Quando chegaram perto do ninho, o Senhor Jesus disse às crianças: - Não é aqui que se esconde a serpente? Eles responderam que sim e a serpente, chamada pelo Senhor Jesus, saiu e submeteu-se a ele. O Senhor disse-lhe: - Vai e suga todo o veneno que espalhaste nas veias dessa criança. A serpente, arrastando-se, sugou todo o veneno que ela havia inoculado e o Senhor, em seguida, amaldiçoou-a e, fulminada, morreu logo em seguida. Depois o Senhor Jesus tocou a criança com sua mão e ela foi curada. Como ela se pusesse a chorar, o Senhor Jesus disse-lhe: - Não chores, serás meu discípulo! Essa criança foi Simão de Cananéia, de quem se faz menção no Evangelho. XLIII. Jesus e Tiago Num outro dia, José havia mandado seu filho Tiago para apanhar lenha e o Senhor Jesus se havia juntado a ele para ajudá-lo. Quando chegaram ao lugar onde ficava a lenha, Tiago começou a apanhá-la e eis que uma víbora mordeu-o e ele se pôs a gritar e a chorar. O Senhor Jesus, vendo-o naquele estado, aproximou-se e soprou o local da mordida. Tiago foi imediatamente curado. XLIV. O Menino que Caiu e Morreu Um dia, o Senhor Jesus estava brincando com outras crianças em cima de um telhado e uma delas caiu e morreu na hora. As outras fugiram e o Senhor Jesus ficou sozinho em cima do telhado. Então os pais do morto chegaram e disseram ao Senhor Jesus: - Foste tu que empurraste nosso filho do alto telhado. Como ele negasse, eles repetiram mais alto: - Nosso filho morreu e eis aqui quem o matou. O Senhor Jesus respondeu:
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- Não me acuseis de um crime do qual não tendes nenhuma prova. Perguntemos, porém, à própria criança o que aconteceu. O Senhor Jesus desceu, colocou-se perto da cabeça do morto e disse-lhe em voz alta: - Zeinon, Zeinon, quem foi que te empurrou do alto do telhado? O morto respondeu: [Há outra versão mais adiante, segundo Tomé, da mesma história dizendo que Jesus saltou do telhado e que o acidentado foi ressuscitado] - Senhor, não foste tu a causa da minha queda, mas foi o terror que me fez cair. O Senhor recomendou aos presentes que prestassem atenção a essas palavras e todos eles louvaram a Deus por este milagre. XLV. O Cântaro Quebrado. Maria havia mandado, um dia, o Senhor Jesus tirar água do poço. Quando ele havia cumprido a tarefa e colocava sobre a cabeça o cântaro cheio, ele partiu-se. O Senhor Jesus, tendo estendido o seu manto, levou para sua mãe a água recolhida e ela se admirou e guardou em seu coração tudo o que havia visto. [Jesus, buscar água com um cântaro na cabeça?!... Pare e pense: Uma pessoa com tal poder não faria melhor?!...] XLVI. Brincando com o Barro Um dia, o Senhor Jesus estava na beira do rio com outras crianças. Haviam cavado pequenas valas para fazer escorrer a água, formando assim pequenas poças. O Senhor Jesus havia feito doze passarinhos de barro e os havia colocado ao redor da água, três de cada lado. Era um dia de Sabbath e o filho de Hanon, o Judeu, veio e vendo-os assim entretidos, disse-lhes: - Como podeis, em um dia de Sabbath, fazer figuras com lama?" Ele se pôs, então, a destruir tudo. Quando o Senhor Jesus estendeu as mãos sobre os pássaros que havia moldado, eles saíram voando e cantando. Em seguida, o filho de Hanon, o Judeu, aproximou-se da poça cavada por Jesus para destruí-la, mas a água desapareceu e o Senhor Jesus disse-lhe: - Vê como está água secou? Assim será a tua vida. E a criança secou. [São palavras de Maria, a mãe de Jesus, testemunha ocular dos fatos!... Escritas por Pedro, o apóstolo!... Sobre o Deus de amor!... Agora, você imagine se a Igreja católica iria canonizar um livro desses?!...] XLVII. Uma Morte Repentina Certa noite, o Senhor Jesus voltava para casa com José, quando uma criança passou correndo na sua frente e deu-lhe um golpe tão violente que o Senhor Jesus quase caiu. Ele disse a essa criança: - Assim como tu me empurraste, cai e não levantes mais. No mesmo instante, a criança caiu no chão e morreu.
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[Cruzes!... Você adoraria um Jesus assim?!...] XLIX. O Professor Castigado. Conduziram-no, em seguida, a um professor mais sábio e assim que o viu. ordenou: - Dize Aleph! Quando o Senhor Jesus disse Aleph, o professor pediu-lhe que pronunciasse Beth. O Senhor Jesus respondeu-lhe: - Dize-me o que significa a letra Aleph e então eu pronunciarei Beth. O mestre, irritado, levantou a mão para bater nele, mas sua mão secou instantaneamente e ele morreu. Então José disse a Maria: - Daqui por diante, não devemos mais deixar o menino sair de casa, pois qualquer um que se oponha a ele é fulminado pela morte. [Acho que bastariam esses depoimentos para que a Igreja não canonizasse tais livros. Mas eu só queria aproveitar a oportunidade e perguntar: Quem está mentindo afinal?!... Maria? Pedro? Mateus e Marcos que não mencionaram tais coisas, ou quem escreveu tais livros? Por que acreditar em uns e não acreditar em outros?!...] LIV. Via Oculta Ele começou desde esse dia a esconder os seus segredos e seus mistérios, até que completou trinta anos, quando seu Pai, revelando publicamente sua missão às margens do Jordão, fez soar, do alto do céu, essas palavras:............

DO LIVRO EVANGELHO SEGUNDO FELIPE:
(coloquei só um pequeno trecho)

Adão veio a ser por meio de duas virgens, do Espírito e da Terra virgem. O Cristo, portanto, nasceu de uma virgem para retificar a queda que houve no princípio. O mundo foi criado por engano. Porque aquele que o criou queria fazê-lo imperecível e imortal. Ele não conseguiu realizar o seu desejo, pois o mundo nunca foi imperecível, e tampouco aquele que fez o mundo. Porque as coisas não são eternas, mas os filhos são. Nada será capaz de tornar-se eterno se não se tornar primeiramente um filho. Mas, ele que não tem a habilidade de receber, não será muito mais incapaz de dar?

JOSÉ O CARPINTERIRO.
Narrada por Jesus aos seus apóstolos. 182

Escrita no Egito, por volta do século IV, chegou até os tempos atuais apenas em uma versão copta e uma outra árabe, com algumas poucas diferenças:

José era um homem justo e dava graças a Deus em todos os seus atos. Costumava viajar para fora da cidade com freqüência para exercer o ofício de carpinteiro, em companhia de dois de seus filhos mais velhos, já que vivia do trabalho de suas mãos, conforme o que estabelecia a lei de Moisés. Esse homem justo, de quem estou falando, é José, meu pai segundo a carne, (Mas que carne?!!! Maria não era virgem?! Pai em que? Padrasto, talvez...) com quem se casou na qualidade de consorte, minha mãe, Maria. III. Maria no Templo Enquanto meu pai José permanecia viúvo, minha mãe, a boa bendita entre as mulheres, vivia por sua parte no templo, servindo a Deus em toda a santidade. Havia já completado doze anos. Passara os seus três primeiros anos na casa de seus pais e os nove restantes no templo do senhor. Ao ver que a santa donzela levava uma vida simples e plena de temos a Deus, os sacerdotes conservaram entre si e disseram: - Busquemos um homem de bem e celebremos o casamento com ele, até que chegue o momento de seu matrimônio. Que não seja por descuido nosso que lhe sobrevenha o período da sua purificação no templo, nem que venhamos a incorrer em um pecado grave. IV. Bodas de Maria e José convocaram, então, as tribos de Judá e escolheram entre elas doze homens, correspondendo ao número das doze tribos. A sorte recaiu sobre o bom velho José, meu pai, segundo a carne. Disseram os sacerdotes a minha mãe, a Virgem: - Vai com José e permanece submissa a ele, até que chegue a hora de celebrar teu matrimônio. [passaram a bomba para as mãos de José...] José levou Maria, minha mãe, para sua casa. Ela encontrou o pequeno Tiago na triste condição de órfão e o cobriu de carinhos e cuidados. Esta foi a razão pela qual a chamaram Maria, a mãe de Tiago. Depois de tê-la acomodado em sua casa, José partiu para o local onde exercia o ofício de carpinteiro. Minha mãe Maria viveu dois anos em sua casa [há controvérsias...], até que chegou o feliz momento. V. A ENCARNAÇÃO No décimo quarto ano de idade, [uns falam 12 outros 15 e 16... Só falta o 13...] Eu, Jesus, vossa vida, vim habitar nela por meu próprio desejo. Aos três meses de gravidez o solícito José voltou de suas ocupações. Ao encontrar minha mãe grávida, preso à turbação e ao medo, pensou secretamente em abandoná-la. Foi tão grande o desgosto, que não quis comer nem beber naquele dia. .............

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Aconteceu que, ao voltar a sua residência habitual de Nazaré, viu-se atacado pela doença que havia de levá-lo ao túmulo. Esta apresentou-se de forma mais alarmante do que em qualquer outra ocasião de sua vida, desde o dia em que nasceu. Eis aqui, resumida, a vida de meu querido pai José: ao chegar aos quarenta anos, contraiu matrimônio, no qual viveu outros quarenta e nove. Depois que sua mulher morreu, passou somente um ano. Minha mãe logo passou dois anos em sua casa, depois que os sacerdotes confiaram-na com estas palavras: - Guarda-a até o tempo em que se celebre vosso matrimônio. Ao começar o terceiro ano de sua permanência ali - tinha nessa época quinze anos de idade - trouxe-me ao mundo de um modo misterioso, que ninguém entre toda a criação pode conhecer, com exceção de mim, de meu Pai e do Espírito Santo, que formamos uma unidade. .............. XXVI. BÊNÇÃO de Jesus Pus minhas mãos sobre o seu corpo e disse: - Não serás vítima da fetidez da morte. Que teus ouvidos não sofram corrupção. Que não emane podridão de teu corpo. Que não se perca na terra a tua mortalha nem a tua carne, mas que fiquem intactas, aderidas ao teu corpo até o dia do convite dos dois mil anos. Que não envelheçam, querido pai, esses cabelos que tantas vezes acariciei com minhas mãos.

A DOUTRINA DOS APÓSTOLOS:
Lendo este livro, nem eu mesmo compreendo como não foram incorporados à Bíblia. Lembra o livro de provérbios e deveria ser muito útil para a comunidade cristã pelos seus ensinamentos de moral e costumes.

CAPITULO I 1 Existem dois caminhos no mundo: o da vida e o da morte; o da luz e o das trevas. Neles foram estabelecidos dois anjos: o da justiça e o da iniqüidade. Porém, grande é a diferença entre esses dois caminhos. 2 Este é o caminho da vida: em primeiro lugar, deves amar ao Deus eterno que te criou; em segundo lugar, [deves amar] o teu próximo como a ti mesmo; assim, tudo o que não quiserdes que seja feito contigo, não o farás a outro. 3 A explicação destas palavras é a que segue. CAPITULO II 1... 2 Não cometerás adultério; não matarás; não prestarás falso testemunho; não violarás a criança [Coisa que eles não aprenderam até hoje. Quem sabe se este livro estivesse na Bíblia fosse diferente!...]; não fornicarás; não praticarás a magia; não fabricarás poções; não matarás a criança mediante aborto, nem matarás o recém-nascido; não cobiçarás nada do teu próximo. 3 Não proferirás perjúrios; não falarás mal, nem recordarás das más-ações. 4 Não darás mal conselho, nem teu linguajar terá duplo sentido, pois a língua é uma armadilha para a morte. 5 Tua palavra não será vã, nem enganosa. 6
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Não serás ambicioso, nem avarento, nem voraz, nem adulador, nem parcial, nem de maus costumes; não admitirás que se crie uma armadilha para o teu próximo. 7 Não odiarás a qualquer homem, mas o amareis mais que a tua própria vida. CAPITULO III 1 Filho: afasta-te do homem mal e do homem falso. 2 Não sejas irado porque a ira conduz ao homicídio, nem desejes a maldade e a paixão pois disto tudo nasce a ira. 3... 4 Não sejas astrólogo, nem purificador, pois estas coisas conduzem à vã superstição; nem sequer desejes ver ou ouvir estas coisas. 5 Não sejas mentiroso porque a mentira conduz ao roubo; nem amante do dinheiro, nem da vadiagem, pois de tudo isto nascem os roubos. 6 Não sejas murmurador porque isto conduz à difamação; não sejas temerário, nem penses mal, pois de tudo isto nascem as difamações. 7 Ao contrário, sê manso, porque os mansos possuirão a terra santa. 8 Sê também paciente em teu trabalho; sê bom e temeroso de todas as palavras que escutas. 9 Não te enaltecerás nem te gloriarás perante os homens, nem infundirás a soberba na tua alma; não te unirás em espírito com os orgulhosos, mas te juntarás aos justos e humildes. 10 Receberás como bem as coisas adversas que te ocorrerem, sabendo que nada ocorre sem Deus. CAPITULO IV 1 Daquele que te ensina a palavra do Senhor Deus, te recordarás dia e noite. O respeitarás como ao Senhor, pois onde se apresentam as coisas relativas ao Senhor, ali está o Senhor. 2 Assim pois, busca o rosto dos santos, para que te entretenhas nas suas palavras. 3 Não causes divisões, mas põe paz entre os que se desentendem; julga retamente sabendo que também tu serás julgado; [Bem... Esse ensinamento interfere no da Bíblia que diz: Mateus 7:1 ”Não julgueis, para que não sejais julgados.” Mas porque eles não dão uma falsificadinha aqui, né?!...] não derrubarás ninguém em desgraça. 4 Não terás dúvidas se será ou não verdadeiro. [Nessa aí, o bicho pega!... mas contra o crente] 5 Não sejas como aqueles que estendem a mão para receber e encolhem para dar. 6 Sim, graças às tuas mãos, tens a redenção dos pecados; não terás dúvidas ao dar, sabendo quem será o remunerador dessa recompensa. [Essa estaria ótima para os pastores da Universal...] 7 Não te desviarás do necessitado, mas compartilharás todas as coisas com teus irmãos e não dirás que sãos tuas. Se somos co-partícipes no imortal, quanto mais devemos iniciá-lo já, a partir daqui? Eis que o Senhor quer dar a todos os Seus dons. 9 Não afastarás as tuas mãos dos teus filhos, mas desde a juventude lhes ensinarás o temor a Deus. 10 A teu servo ou a tua serva, que esperam no mesmo Senhor, não os obrigarás, com ira, que venham a temer ao Senhor e a ti, pois Ele não veio para discriminar pessoas, mas para aqueles em quem encontrou um espírito humilde. 11 Vós, servos, permanecei submissos aos vossos senhores como a Deus, com pudor e temor. 12 Odiarás toda hipocrisia e não farás o que não agrada a Deus. 13 Assim, pois, guarda, filho, o que tens ouvido e não lhe acrescentes coisas contrárias, nem as reduza. 14 Não te cerques da oração com maus propósitos. Este é o caminho da vida. CAPÍTULO V.
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1 Por outro lado, o caminho da morte é contrário àquele. Para começar, é mau e cheio de maldições: adultérios, homicídios, falsos testemunhos, fornicações, maus desejos, atos mágicos, poções malditas, roubos, vãs superstições [Podia incluir aí as religiões, não é?!], furtos, hipocrisias, repugnâncias, malícia, petulância, cobiça, linguajar imoral, inveja, ousadia, soberba, orgulho, vaidade. 2 Os que não temem a Deus, os que perseguem os justos, os que odeiam a verdade, os que amam a mentira, os que não conhecem a recompensa da verdade, os que não se aplicam ao bem, os que não têm um reto juízo, os que não cuidam pelo bem mas pelo mal 3- dos quais se esgota a paciência e cerca a soberba - os que perseguem aos remuneradores, os que não se compadecem do pobre, os que não se afligem com o aflito, os que não conhecem a seu Criador, os que assassinam os seus filhos, os que cometem o aborto, os que se afastam das boas obras, os que oprimem o trabalhador, os que se esquivam do conselho dos justos: Fillho, afasta-te de todos estes! [Acho que o cara vai ter mesmo que virar ermitão.] CAPITULO VI 1 E vigia para que ninguém te afaste desta doutrina; do contrário, serás considerado sem disciplina. 2... 3... 4 Se a cada, com cuidado, fizeres estas coisas, estarás próximo do Deus vivo; se não o fizeres, estarás longe da verdade. 5 Põe todas estas coisas em teu espírito e não perderás a tua esperança; ao invés, por estes santos combates, chegarás à coroa. 6 Por Jesus Cristo, o Senhor que reina e é Senhor com Deus Pai e o Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém. Viu?!... Deixei o livro todo aí, para você não dizer que sou injusto. Não era um livro bom para estar na Bíblia?!...

A HISTÓRIA DO UNIVERSO:
Autor desconhecido Antes que existisse uma estrela a brilhar, antes que houvesse anjos a cantar, já havia um céu, o lar do Eterno, o único Deus. Perfeito em sabedoria, amor e glória, viveu o Eterno uma eternidade, antes de concretizar o Seu lindo sonho, na criação do Universo. Os incontáveis seres que compõem a criação foram, todos, idealizados com muito carinho. Desde o íntimo átomo às gigantescas galáxias, tudo mereceu Sua suprema atenção. Amante da música, Deus idealizou o Universo como uma grande orquestra que, sob Sua regência, deveria vibrar acordes harmoniosos de justiça e paz. Para cada criatura Ele compôs uma canção de amor. O Eterno estava muito feliz, pois os Seus sonhos estavam para se realizar. Movendo-Se com majestade, iniciou Sua obra de criação. Suas mãos moldaram primeiramente um mundo de luz, e sobre ele uma montanha fulgurante sobre a qual estaria para sempre firmado o trono do Universo. Ao monte sagrado Deus denominou: Sião. Da base do trono, o Eterno fez jorrar um rio cristalino, para representar a vida que d'Ele fluiria para todas as criaturas.

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Esse vou parar por aquí. Leia 50 vezes. Dá no mesmo... Naturalmente a Igreja teve que escolher entre a história de Moisés, Adão e Eva, ou esta.

O EVANGELHO SEGUNDO BARTOLOMEU:
Quando desci, pois, com meus anjos ao Inferno para romper os ferrolhos e as portas de bronze, dizia ele ao Diabo: parece-me que é como se Deus tivesse vindo à terra. E os anjos dirigiram seus clamores às potestades, dizendo: levantai, ó príncipes, as portas e fazei correr as cortinas eternas, porque o Reino da Glória vai descer à terra. E o Inferno disse: quem é esse Rei da Glória que vem do céu a nós? Mas quando já havia descido quinhentos passos, o Inferno encheu-se de turbação e disse: parece-me que é Deus que baixa à terra, pois ouço a voz do Altíssimo e não o posso agüentar........... Eles, vacilantes, disseram: - Permite-nos ver o abismo, como nos prometeste. Respondeu Jesus: - Melhor seria para vós não verdes o abismo; mas, se o queres, segui-me e o vereis. Ele os conduziu ao local chamado Cherudik, cujo significado é lugar de verdade, e fez um sinal aos anjos do Ocidente. A terra abriu-se como um livro e o abismo apareceu. Ao vê-lo, os apóstolos prostraram-se em terra, mas o Senhor os ergueu dizendo: - Não vos dizia, há pouco, que não vos faria bem verdes o abismo?' Disse Maria: - Tu és a imagem de Adão e este não foi formado da mesma maneira que Eva. Observa o sol e vê que, tal qual Adão, ele se avantaja em brilho aos demais astros. Observa também a lua e vê como está enodoada pela transgressão de Eva. Porque pôs Adão ao oriente e Eva ao Ocidente, ordenando a ambos que ofereçam a face mutuamente........ - Vejo que é teu desejo ver o adversário dos homens. Mas lembra-te que, ao fitá-lo, não apenas tu mas também os demais apóstolos e Maria caireis por terra e ficareis como mortos. Mas todos lhe disseram: - Senhor, vejamo-lo. Então fê-los descer do monte das Oliveiras. E, havendo lançado um olhar enfurecido aos anjos que custodiavam o Tártaro, ordenou a Micael que fizesse soar a trombeta fortemente. Quando este o fez, Belial subiu aprisionado por 6 064 anjos e atado com correntes de fogo. O dragão tinha de altura mil e seiscentos côvados e de largura, quarenta. [Era bem estreito e comprido, assim como um poste fino e bem alto] Seu rosto era como uma centelha e seus olhos, tenebrosos. Do seu nariz saía uma fumaça mal-cheirosa e sua boca era como a face de um precipício. [Horrível, né?!…]

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A revista Super Interessante, na sua edição nº 178, trouxe uma reportagem onde menciona livros apócrifos veja só o trecho:

“A concepção imaculada de Maria é um dos dogmas mais rígidos da Igreja, mas nem sempre foi um consenso entre os cristãos. Alguns textos apócrifos dos séculos II e III sugerem que Jesus é fruto de uma relação de Maria com um soldado romano. A menina Maria teria 12 anos quando concebeu Jesus. Na rígida tradição judaica, uma mulher que engravidasse assim poderia ser condenada à morte por apedrejamento. O velho carpinteiro José, provavelmente querendo poupar a menina, casou-se com ela e escondeu sua gravidez até o nascimento do bebê. A data de 25 de dezembro não está na Bíblia. É uma criação também do século VI, quando o calendário foi alterado. A Bíblia afirma que Jesus teve duas irmãs e quatro irmãos: Tiago, Judas, José e Simão. Mas não se sabe se esses eram filhos de Maria ou de um primeiro casamento de José.”
Você mesmo leu acima sobre isso, e de toda a história ainda se pode fazer mais cogitações, baseado no que os livros dizem: Se Maria foi criada até os doze anos no “Templo do Senhor” pelos padres (pedófilos), cuidada pelo Sumo Sacerdote, e nessa idade apareceu grávida, ninguém sabe de quem, casando-se com um viúvo arranjado pela igreja para não macular o santuário; se essa história tivesse um pingo de verdade, você deduziria o quê? Nem preciso dizer... Esse são uns poucos livros apócrifos que eu trouxe para matar a curiosidade. Qual a diferença para os “canonizados” da Bíblia? Nenhuma, salvo não terem sido escolhidos. Essa análise serve para você dimensionar a importância de uns e outros e como todos deram a sua contribuição para o mito Jesus Cristo.

27 - COMO SE FABRICA UMA BÍBLIA
Título meu, sobre alguns trechos do texto extremamente importante “Concílio de Nicéia”, do escritor cristão Roberto C. P. Júnior em 1997 [Faço comentários entre chaves, em azul]

Em 313 D.C., com o grande avanço da "Religião do Carpinteiro", o Imperador Constantino Magno enfrentava problemas com o povo romano e necessitava de uma nova Religião para controlar as massas. Aproveitando-se da grande difusão do Cristianismo, apoderou-se dessa Religião e modificou-a, conforme seus interesses. Alguns anos depois, em 325 D.C, no Concílio de Nicéia, é fundada, oficialmente, a Igreja Católica... Os quatro evangelhos canônicos, que se acredita terem sido inspirados pelo Espírito Santo, não eram aceitos como tais no início da Igreja. O bispo de Lyon, Irineu, explica os pitorescos critérios utilizados na escolha dos quatro evangelhos (reparem na fragilidade dos argumentos...) : "O evangelho é a coluna da Igreja, a Igreja está espalhada por todo o mundo, o mundo tem quatro regiões, e convém, portanto, que haja
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também quatro evangelhos. O evangelho é o sopro do vento divino da vida para os homens, e pois, como há quatro ventos cardeais, daí a necessidade de quatro evangelhos. (...) O Verbo criador do Universo reina e brilha sobre os querubins, os querubins têm quatro formas, eis porque o Verbo nos obsequiou com quatro evangelhos”. As versões sobre como se deu a separação entre os evangelhos canônicos e apócrifos, durante o Concílio de Nicéia no ano 325 D.C, são também singulares. Uma das versões diz que estando os bispos em oração, os evangelhos inspirados foram depositarse no altar por si só !!! ... [ano 325, pode ser...] Uma outra versão informa que todos os evangelhos foram colocados por sobre o altar, e os apócrifos caíram no chão... Uma terceira versão afirma que o Espírito Santo entrou no recinto do Concílio em forma de pomba, através de uma vidraça (sem quebrá-la), e foi pousando no ombro direito de cada bispo, cochichando nos ouvidos deles os evangelhos inspirados... A Bíblia como um todo, aliás, não apresentou sempre a forma como é hoje conhecida. Vários textos, chamados hoje de "apócrifos", figuravam anteriormente na Bíblia, em contraposição aos canônicos reconhecidos pela Igreja. Maria Helena de Oliveira Tricca, compiladora da obra “Apócrifos, Os Proscritos da Bíblia”, diz: "Muitos dos chamados textos apócrifos já fizeram parte da Bíblia, mas ao longo dos sucessivos concílios acabaram sendo eliminados. Houve os que depois viriam a ser beneficiados por uma reconsideração e tornariam a partilhar a Bíblia. Exemplos : O Livro da Sabedoria, atribuído a Salomão, o Eclesiástico ou Sirac, as Odes de Salomão, o Tobit ou Livro de Tobias, o Livro dos Macabeus e outros mais. A maioria ficou definitivamente fora, como o famoso Livro de Enoch, o Livro da Ascensão de Isaías e os Livros III e IV dos Macabeus." Perguntamos : Quais foram os motivos para excluir esses Livros das Santas Escrituras definitivamente? Será que os "santos padres" daquela época se achavam superiores aos Apóstolos e mártires que vivenciaram de perto os acontecimentos relacionados a Cristo e ao judaísmo? De que poder esses mesmos "santos padres" se revestiam a ponto de afirmarem que alguns Textos Evangélicos não representavam os ensinamentos e a Palavra de Deus ? [Bem, a essa altura dos acontecimentos, você mesmo já pode responder essa pergunta!] Existem mais de 60 evangelhos apócrifos, como os de Tomé, de Pedro, de Felipe, de Tiago, dos Hebreus, dos Nazarenos, dos Doze, dos Setenta, etc. Foi um bispo quem escolheu, no século IV, os 27 textos do atual Novo Testamento. Em relação ao Antigo Testamento, o problema só foi definitivamente resolvido no ano de 1546, durante o Concílio de Trento. Depois de muita controvérsia, acalorados debates e até luta física entre os participantes, o Concílio decretou que os livros 1 e 2 de Esdras e a Oração de Manassés sairiam da Bíblia. Em compensação, alguns textos apócrifos foram incorporados aos livros canônicos, como o livro de Judite (acrescido em Ester), os livros do Dragão e do Cântico dos Três Santos Filhos (acrescidos em Daniel) e o livro de Baruque (contendo a Epístola de Jeremias). No inicio do cristianismo, os evangelhos eram em número de 315, sendo posteriormente reduzidos para 4, no Concílio de Nicéia. Tal número, indica perfeitamente
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as várias formas de interpretação local das crenças religiosas da orla mediterrânea, acerca da idéia messiânica lançada pelos sacerdotes judeus. Sem dúvida, este fato deve ter levado Irineu a escrever o seguinte: " Há apenas 4 Evangelhos, nem mais um, nem menos um, e que só pessoas de espírito leviano, os ignorantes e os insolentes é que andam falseando a verdade". Disse isso, mesmo diante dos acontecimentos acima relatados e que eram de conhecimento geral. Havia então, os Evangelhos dos Naziazenos, dos Judeus, dos Egípcios, dos Ebionistas, o de Pedro, o de Barnabé, entre outros, 03 dos quais foram queimados, restando apenas os 4 “sorteados” e oficializados no Concílio de Nicéia. Celso, erudito romano, contemporâneo de Irineu, entre os anos 170 e 180 D.C, disse: "Certos fiéis modificaram o primeiro texto dos Evangelhos, três, quatro e mais vezes, para poder assim subtraí-los às refutações". Foi necessária uma cuidadosa triagem de todos eles, visando retirar as divergências mais acentuadas, sendo adotada a de Hesíquies, de Alexandria; e de Pânfilo, de Cesaréía e a de Luciano, de Antióquia. Mesmo assim, só na de Luciano existem 3.500 passagens redigidas diferentemente. Disso resulta que, mesmo para os Padres da Igreja, os Evangelhos não são fonte segura e original. Os Evangelhos que trazem a palavra "segundo", que em grego é "cata", não vieram diretamente dos pretensos evangelistas. A discutível origem dos Evangelhos, explica porque os documentos mais antigos não fazem referência à vida terrena de Jesus. Não é razoável supor que uma "palavra divina" possa ser alterada assim tão fácil e impunemente por mãos humanas. Que fique na dependência de ser julgada boa ou má por juízes e dignitários eclesiásticos. Só me foi possível escrever este livro através dos conceitos que pude assimilar da obra Na Luz da Verdade, a Mensagem do Graal de Abdruschin.
E ainda dizem por aí que a Bíblia é a palavra de Deus...  Segue outro texto interessante, obtido entre sites que debatem sobre Jesus. Uns pró, outros contra e daí você vai tirando as suas conclusões. Agora a moda é dizer que Entre os 12 e 30 anos Jesus viveu na Índia e outros lugares. Cada um puxa a brasa para a sua sardinha e os padres estão divididos, entre incentivar e dar mais força a crença do Jesus histórico, e perder a divindade do “mestre”. Vamos conferir:

28 - JESUS NA ÍNDIA
Muita gente se indaga ainda hoje porque os Evangelhos da Bíblia não falam da infância e juventude de Cristo, apesar de que, os livros apócrifos têm essa informação, como você mesmo viu. Isso tem provocado inúmeras especulações, inclusive algumas que citam que o Mestre exilou-se junto aos monges do Tibete ou conviveu com os essênios, com cujos mestres instruiu-se. Admitir isso é negar a divindade de Cristo, pois se ele precisou de um mestre, seria mais lógico que, hoje em dia, adorássemos o seu mestre e não ele, o aprendiz. Essa hipótese, embora fosse confortável para a Igreja admitir, contraria os textos bíblicos que referemse ao Mestre como onisciente. Que aos doze anos já dava aulas no templo, aos doutores da lei e 190

ensinava aos próprios professores. O que faria o Tibete portanto uma aldeia lá nos píncaros das alturas, isolada do mundo, fanatizada e em total ignorância sobre tudo? Só se fosse para ensinar, nunca para aprender. Veja:

Em "The Lost Years of Jesus", Elizabeth Clare Prophet faz uma referência à descoberta do alemão Nicolas Notovitch. Ele teria encontrado papiros escritos em tibetano, no Mosteiro de Hemis, Ladakh (índia), região perto do Himalaia. Os papéis descreviam as viagens de Jesus pela índia. Ela apresenta o testemunho de quatro pessoas [É pouco para o assunto] que viram o material [Cadê o material?] no qual se narra a viagem de Jesus de Jerusalém para a índia, quando ele tinha entre 12 e 29 anos. Sua missão era estudar os ensinamentos budistas. [Aí, ninguém quer se comprometer...] Outro pesquisador, o indiano Fida Mohammad Khan Hassnain, concorda que "Jesus tinha uma missão em todo o mundo conhecido, não apenas na Palestina". De acordo com o historiador, quando as descobertas de Notovitch foram divulgadas, em 1890, provocaram um verdadeiro rebuliço na comunidade cristã. Na época, o pesquisador ainda teria dito à imprensa que a biblioteca do Vaticano possuía 63 manuscritos completos e incompletos da Índia, China, Egito e Arábia, em diferentes idiomas, se referindo a Jesus. [E por que isso não aparece?!”...] No Oriente, completa Hassnain, Jesus era conhecido como Issa. E os evangelhos tibetanos desvendam o que aconteceu durante os 17 anos perdidos da vida de Jesus - dos 12 aos 29 anos, quando é batizado por João - período omitido na bíblia. Ele teria empreendido sua primeira viagem à índia aos 13 anos, conforme indica Nicolai Roerich, em "Himalaya: a Monograph", estudo de 1926. Em Puri, Orissa, teria permanecido no templo de Jagannath durante seis anos, período no qual teria visitado cidades sagradas como Rajagriha e Varanasi. Depois, já no Nepal, teria vivido com monges budistas por mais seis anos, de onde retornou para o Ocidente. Quando finalmente chegou a Israel, aos 29 anos, encontrou o sofrimento de seu povo, coagido pelas leis dos governantes. Recomendou que não perdessem a fé. No limiar do terceiro milênio, entretanto, sobre a trajetória do homem que deixou sua incrível marca no futuro da humanidade muito ainda será dito. Pouco se poderá afirmar, porém, acerca de verdades ou fantasias.
È claro, que o cristianismo, desde há séculos, continua derrapando, atolado nas mentiras pré-fabricadas, e buscam provar por bem ou por mal a existência física de Jesus. Esgotados e esvaziados os recursos que mantiveram esse mistério em suspense por 2.000 anos, há, por parte da religião um enorme interesse em que outra história possa vir a endossar a primeira, por isso alguns dão acolhida a essa teoria, a fundo perdido. Outros, entretanto, preferem não admitir que Jesus tenha buscado ensinamentos em qualquer lugar, visto que era o próprio Deus onisciente. Por tal razão a pendenga continua. É fabuloso que tal história tenha se multiplicado tanto. O que eu li de livros e textos falando e testemunhando a respeito, deixa qualquer um impressionado. Como pode tantos testemunhos estarem criando do nada, essa invenção?! Não fosse a ciência que comprova as datas e épocas que tais fatos ocorreram, a história que marca as contradições encontradas e os vazios inadmissíveis, tornando impossível essa história ser verídica, até eu mesmo acreditaria.

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Existe uma arte cristã específica, de misturar fatos reais com ardilosas mentiras, para que estas tenham efeito real. Por exemplo: Eu conto que quando viajei ao Rio de Janeiro, subi à estátua do Cristo Redentor e lá estando, invoquei o Senhor numa dramática oração e ele me respondeu que se fosse um homem caridoso e nele acreditasse, ganharia a Vida Eterna. Pronto, está feita a química. Você vai checar, está lá a cidade do Rio, está lá a estátua do Cristo, pelos meus documentos eu estive lá e, apenas o “resto”, o que, justamente, interessava criar, era mentira. E quem poderia duvidar?!...

29 – O QUE DIZ UM ATEU
Esse depoimento foi encontrado no Site do Terra Redonda, uma organização atéia. Eu achei quando investigava sobre a inexistência da cidade de Nazaré. Resolvo incluí-lo neste livro, porque é muito bom. Apenas vou cortar algumas partes, o autor que me perdoe, mas faço isso para concentrar as informações e não fazer o leitor perder tempo com outras menos importantes. Vem de um “site” ateu, mas afinal, eu já ofereci tanta informação “religiosa” aqui, que não custa ver o outro lado da moeda e dar crédito também. Eu percebi muita seriedade nele. Também porque traz fatos novos, análises e conclusões muito preciosas. Faço minhas inserções só [entre chaves e na cor azul]. Os destaques em negrito, coloridos, sublinhados ou fontes Reticências .............. significam que houve corte nesse ponto. Pega aí... (Esse vale a pena ler)

ampliadas

pertencem ao texto original.

JESUS EXISTIU? Por toda minha vida eu aceitei que Jesus, embora certamente não fosse um deus, seria no entanto um personagem histórico – talvez um mágico com habilidades hipnóticas. Reconheço que sabia que alguns dos maiores literatos do mundo tinham negado sua existência. Apesar disso, sempre supus ser improvável que pudessem aparecer tantas histórias sobre alguém que nunca tivesse existido. Mesmo no caso de outras divindades, tais como Zeus, Thor, Isis e Osiris, eu sempre aceitei como fato que eles foram meramente heróis humanos que foram endeusados, homens e mulheres que viveram nos últimos estágios da pré-história, pessoas cuja reputação foi melhorando mais e mais no tempo que passou após suas mortes. Deuses, como os vinhos finos, eu acreditava, melhoram com a idade. Há cerca de uma década, porém, comecei a reexaminar as provas da historicidade de Jesus. Fiquei impressionado com o que não encontrei. Neste artigo, eu gostaria de mostrar o quão instáveis são as provas a respeito da alegada existência de um suposto messias chamado Jesus. Eu agora sinto que é mais razoável acreditar que ele nunca tenha existido. É mais fácil explicar os fatos da história dos primórdios do Cristianismo se Jesus tiver sido uma ficção do que se tiver sido real.

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Ônus da Prova Apesar de que o que se segue possa ser interpretado como sendo uma prova da não existência de Jesus, é preciso que se compreenda que o ônus da prova recai sobre aqueles que afirmam que alguma coisa ou processo existe. Se alguém afirma nunca ter que se barbear porque todas as manhãs, antes de entrar no chuveiro, é atacado por um coelho de 1,90 m de altura com dentes afiadíssimos, que lhe apara a barba melhor que uma navalha - se uma pessoa fizer uma afirmação desse tipo, nenhum cético precisa se incomodar em elaborar uma refutação. A não ser que sejam apresentadas provas dessa afirmação, o cético pode tratá-la como falsa. Isso nada mais é que uma prática sensata do dia-adia.......... Às vezes afirma-se que a Bíblia contém essas provas. Às vezes afirma-se existirem também provas extra-bíblicas. Examinemos então essas supostas provas............ "Provas" do Novo Testamento A eliminação do VT deixa somente as "provas" do Novo Testamento (NT) e o material extra-bíblico a serem considerados. Essencialmente, o NT é composto de dois tipos de documentos: cartas e o que seriam biografias (os chamados evangelhos). Uma terceira categoria de manuscritos, apocalípticos,c dos quais o Livro da Revelação (Apocalipse) é um exemplo, também existem, mas não dão respaldo à historicidade de Jesus. De fato este parece ser um fóssil intelectual do mundo imaginário do qual o Cristianismo brotou – um apocalipse Judeu que foi retrabalhado para uso pelos cristãos.8 O principal personagem do livro (mencionado 28 vezes) pareceria ser "o Cordeiro", um ser astral que apareceu em visões (sem prova histórica aqui!), o livro todo cheira à velha astrologia.9 O nome Jesus ocorre somente sete vezes no livro inteiro, Cristo só quatro vezes e Jesus Cristo só duas! Enquanto o Apocalipse possa muito bem derivar de um período muito antigo (contrário da visão da maioria dos estudiosos bíblicos que tratam com o livro somente na sua forma final) o Jesus que o livro cita obviamente não é um homem. É um ser sobrenatural. Não tinha ainda adquirido as propriedades fisiológicas e metabólicas que encontramos nos evangelhos. [Vou lembrar que o Apocalipse foi livro apócrifo durante muito tempo, rejeitado pelo clero cristão, e finalmente incluído, possivelmente após algumas adaptações] O Jesus do Apocalipse é um deus que mais tarde seria feito homem não um homem que poderia mais tarde se tornar um deus, como os estudiosos religiosos liberais pensariam. Os Evangelhos [O autor quer demonstrar aqui, que os apóstolos citados na bíblia nada escreveram e que não houve testemunhas oculares de Jesus] A idéia de que os quatro "evangelhos inclusos no oficial Novo Testamento teriam sido escritos por homens chamados Mateus, Marcos, Lucas e João não remonta aos primórdios do cristianismo. Os títulos "Segundo Mateus" etc, não foram adicionados até o final do segundo século. Assim, embora Pápias, cerca de 140 EC (Era Cristã)
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conheça todos os evangelhos, mas só tenha ouvido falar de [dos apóstolos] Mateus e Marcos, Justino, o Mártir (cerca de 150 EC) não conhece nenhum dos quatro supostos autores. É somente em 180 EC, com Irineu de Lyon, que ficamos sabendo “quem” escreveu os quatro evangelhos "canônicos" e descobrimos que há exatamente quatro porque existem quatro cantos da terra e quatro ventos universais. Assim, a não ser que se presuma que os argumentos de Irineu são algo mais que ridículos, concluímos que os evangelhos são de origem e autoria desconhecidas, e que não há nenhuma boa razão para se supor que sejam relatos de testemunhas oculares sobre um homem chamado Jesus de Nazaré. No mínimo, isso nos força a examinar os evangelhos para verificar se seus conteúdos são ao menos compatíveis com a idéia de que teriam sido escritos por testemunhas oculares. Não podemos sequer assumir que eles tenham tido mais de um autor ou redator. É claro que os evangelhos de Mateus e Lucas não poderiam ter sido escritos por uma testemunha ocular das histórias que contam. Ambos plagiaram d (amplamente, palavra por palavra) até 90% do evangelho de Marcos, ao qual adicionam palavras e adágios de Jesus e e supostos detalhes históricos. Ignorando o fato de Mateus e Lucas se contradizerem mutuamente em alguns detalhes cruciais sobre a genealogia de Jesus – logo os dois não podem estar corretos – temos que perguntar qual é a real testemunha ocular que teria que plagiar todos os ingredientes da história, satisfazendo-se em adicionando meramente alguns temperos. Uma testemunho ocular verdadeira teria começado com um versículo dizendo "Agora, garotos, vou contar a vocês a história de Jesus, o Messias, do jeito que realmente aconteceu..." A história seria uma criação exclusiva. É significativo que apenas esse dois evangelhos se proponham a contar algo sobre o nascimento, infância e ancestralidade de Jesus. Ambos podem ser desconsiderados por falta de confiabilidade, sem maiores considerações. Não podemos saber nada sobre a infância ou origem de Jesus. Marcos Mas, que tal o evangelho de Marcos, o mais antigo remanescente? Atendo-se à sua forma final provavelmente datada de 90 EC mas contendo material central de 70 EC, ele omite, como já vimos, quase toda a biografia tradicional de Jesus, começando a história com João Batista dando um banho em Jesus, e terminando – nos manuscritos mais antigos - com mulheres correndo assustadas da tumba vazia. (A supostas aparições pósressurreição relatadas nos últimos doze versículos de Marcos não são encontradas nos manuscritos mais recentes [foram incluídos bem depois] , embora ainda estejam impressas na maioria das Bíblias modernas como se fossem uma parte "autêntica" do evangelho de Marcos.) Além do mais, por ser "Marcos" um não-discípulo não-palestino, mesmo os pobres detalhes históricos ele que fornece não são confiáveis. Dizer que o relato de Marcos é "pobre" é abrandar o caso. Não há realmente muita coisa no evangelho de Marcos, as lendas do nascimento, genealogia, maravilhas da infância, estão todas ausentes. Enquanto que o evangelho de Lucas toma 43 páginas na Nova Bíblia Inglesa, o de Marcos ocupa somente 25 páginas - meros 58% de quantidade de material! As histórias realmente crescem quando contadas novamente.
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Eu afirmei que o desconhecido autor de Marcos não era Palestino nem discípulo, o que poderia fazer de sua história um simples boato. Que provas nós temos para fazer esta afirmação? Antes de tudo, Marcos não demonstra nenhuma compreensão própria da situação social da Palestina. Ele é claramente um estrangeiro, removido tanto do tempo como do espaço dos eventos que ele alega. Por exemplo, em Marcos 10:12, relata Jesus dizendo que se uma mulher se divorcia do marido e casa-se com outro, comete adultério. Como G. A. Wells, o autor de The Historical Evidence for Jesus 10 (As Provas Históricas de Jesus) declara, Tal expressão não faria sentido na Palestina, onde só o homem podia obter divórcio. É uma regra para os leitores Cristãos não Judeus... que os evangelistas puseram na boca de Jesus para conferir a ela autoridade. Essa tendência de ancorar costumes e instituições antigas à suposta vida de Jesus representa um papel considerável na construção de sua biografia. Outra prova da não autenticidade de Marcos é o fato de que no capítulo 7, onde Jesus está discutindo com os Fariseus, descreve-se Jesus citando a versão de Isaías da Septuaginta grega para apoiar seu argumento no debate. Infelizmente, a versão hebraica é um tanto diferente da Grega. Em Isaías 29:13, em Hebraico, lê-se "seu temor para comigo consiste em mandamentos de homens, aprendidos de cor" enquanto que na versão Grega – e no evangelho de Marcos – se lê "em vão cultuam a mim, ensinando como doutrinas preceitos do homem" (Revised Standard Version). Wells observa com indiferença (p.13). "É muito improvável que um Jesus palestino conseguisse vencer uma discussão com judeus ortodoxos usando um argumento baseado numa tradução equivocada das escrituras deles". Sem dúvida! Outro argumento poderoso contra a idéia que Marcos poderia ter sido testemunha ocular da existência de Jesus é baseada no fato que o autor de Marcos mostra uma profunda falta de familiaridade com a geografia Palestina. Se realmente tivesse vivido na Palestina não poderia ter feito os deslizes encontrados no evangelho. Se nunca viveu na Palestina, não poderia ter sido testemunha ocular de Jesus. A escolha é sua. O erro geográfico mais absurdo que Marcos comete é quando conta a história exagerada sobre Jesus atravessando sobre o Mar da Galiléia e exorcizando demônios de um homem (dois homens na versão revisada de Mateus) e fazendo-os entrar em cerca de 2.000 porcos os quais, conforme a versão do Rei Jaime, "correram violentamente penhasco abaixo para dentro do mar, e se afogaram no mar." Além da crueldade para com os animais demonstrada pelo amável e gentil Jesus e sua indiferença pela propriedade dos outros, o que está errado nessa história? Se sua única fonte de informação for a Bíblia do Rei Jaime, você poderá nunca saber. A versão do Rei Jaime diz que esse milagre ocorreu na terra dos gadarenos, enquanto que os manuscritos Gregos mais antigos dizem que aconteceu na terra dos gerasenos. Lucas, que não conhecia nada da geografia Palestina, também passa adiante esse pequeno absurdo. Mas Mateus, que tinha algum conhecimento sobre a Palestina, mudou o nome para gadarenos, em sua versão nova e melhorada, mas isso foi novamente melhorado para gergesenos na versão do Rei Jaime.

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A esta altura o leitor deve estar atordoado com todas estas distinções entre gerasenos, gadarenos e gergesenos. Que diferença isso faz? Muita diferença com veremos. Gerasa, o lugar mencionado nos manuscritos mais antigos de Marcos, está localizada a cerca de 50 km de distância das costas do Mar da Galiléia. Aqueles pobres porcos tiveram que correr [rolar] uma distância 8 km mais longa que uma maratona para encontrar um lugar para se afogar! Nem mesmo lemingues precisam ir tão longe. Ainda mais se considerarmos que o perfil de um "penhasco" tem que ter no mínimo 45 graus, o que tornaria a elevação de Gerasa pelo menos seis vezes maior que Monte Evereste! Quando o autor de Mateus leu a versão de Marcos, viu a impossibilidade de Jesus e sua gangue desembarcarem em Gerasa (que por sinal também ficava em outro país, o assim chamado Decápolis). Já que a única cidade na vizinhança do Mar da Galiléia que Mar ele conhecia e que começava com G era Gadara, trocou Gerasa por Gadara. Mas mesmo Gadara, dista 8 km da costa, e em um país diferente. Copistas posteriores dos manuscritos Gregos de todos os três evangelhos com porcos afogados (Mateus, Marcos e Lucas) melhoraram Gadara mais tarde para Gergesa, uma região que agora se sabe ter feito parte da costa oriental do Mar da Galiléia. Não é preciso falar mais nada sobre a confiabilidade da tradição bíblica.............. João A falta de confiabilidade dos evangelhos é enfatizada quando descobrimos que, com a possível exceção de João, os três primeiros evangelhos não dão indicações internas de quem os escreveu. Será que poderemos colher qualquer coisa de significância do quarto e último evangelho, o evangelho de João? Provavelmente não! Ele é tão fantasmagórico que dificilmente pode ser citado como prova histórica. Neste relato Jesus quase nem chega a ser um homem de carne e osso – exceto para os fins do divino canibalismo, conforme é exigido para a celebração do ritual da "sagrada comunhão". "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus", o evangelho começa. Sem estrelas de Belém, sem embaraços com virgens grávidas, sem indicações nem mesmo de que Jesus tenha usado fraldas: puro espírito do princípio ao fim. Além disso, em sua forma atual, o evangelho de João é o último de todos os evangelhos oficiais.f O evangelho de João foi compilado por volta de 110 E.C., se seu autor tivesse 10 anos de idade quando da crucificação de Jesus no ano 30 E.C., deveria estar com 80 anos quando escreveu [N.T. 90 anos?]. Não só é improvável que ele tenha vivido tanto tempo, como é perigoso dar muita atenção às "memórias" coloridas, recontadas por um homem dessa idade. Muitos de nós somos muito mais jovens e temos a desagradável experiência de descobrir provas incontestáveis de que o que pensávamos ser claras lembranças de um evento estava espantosamente errado. Também podemos nos perguntar porque uma testemunha ocular de tantos milagres alegados em um evangelho esperaria tanto tempo para escrever sobre eles!

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Com maior importância, há provas de que o Evangelho de João, assim como os de Mateus e Lucas, é também um documento composto, incorporando um "Evangelho dos Sinais" anterior, de antigüidade incerta. Outra vez perguntamos, se "João" foi testemunha ocular de Jesus, porque ele teria necessidade de plagiar uma lista de milagres feita por outra pessoa? Nem há qualquer coisa no Evangelho dos Sinais que pudesse nos levar a supor que ele fosse um relato de uma testemunha ocular. Ele poderia com a mesma facilidade estar se referindo aos milagres de Dionísio, transformando água em vinho, ou às curas de Asclépio. (Deus Grego). A inautenticidade do evangelho de João pareceria ter sido estabelecida acima de qualquer dúvida com a descoberta de que justamente o capítulo em que o autor do livro afirma ter sido "o discípulo a quem Jesus amou" (João 21:20) foi uma adição posterior ao evangelho. Especialistas demonstraram que o evangelho originalmente terminava nos versículos 30-31 do capítulo 20. O capítulo 21 – no qual o versículo 24 afirma que "Este é o discípulo que dá testemunho destas coisas e as escreveu; e sabemos que o seu testemunho é verdadeiro." - não é obra de uma testemunha ocular. Como muitas outras coisas na Bíblia, é uma fraude. O testemunho não é verdadeiro. São Saulo e Suas Cartas Tendo eliminado o V.T e os evangelhos da lista das possíveis "provas" da existência de Jesus, nos restam as assim chamadas epístolas........ As cartas mais antigas são as de São Saulo – o homem que, após perder a memória, mudou o nome para Paulo. Antes de entrar em detalhes, é preciso deixar bem claro que, antes que nos esqueçamos, o testemunho de São Saulo pode ser ignorado com segurança se o que ele nos diz for verdade, mais exatamente, que nunca conheceu Jesus "em carne e osso", mas o viu apenas numa visão que teve durante o que parece ter sido um ataque epiléptico. Nenhum tribunal aceitaria visões como prova, e nem nós. ............... Estas cartas não fazem nenhuma alusão aos pais de Jesus, muito menos ao nascimento através de uma virgem. Nunca se referem a um local de nascimento (por exemplo, chamando Jesus de "de Nazaré" ). Não dão indicação das datas ou locais de sua existência terrena. Não se referem a seu julgamento diante de um oficial Romano, nem a Jerusalém como local de execução. Não mencionam João Batista, nem Judas nem Pedro que negou seu mestre. (Naturalmente elas mencionam Pedro, mas não deixam implícito que ele tenha conhecido Jesus enquanto estava vivo, mas que o próprio Paulo o teria conhecido).
Estas cartas também não mencionam qualquer milagre que Jesus supostamente tenha feito, uma omissão particularmente impressionante, uma vez que, de acordo com os evangelhos, ele teria feito tantos................. Embora apologistas Cristãos tenham relacionado numerosos historiadores antigos que alegadamente teriam sido testemunhas da existência de Jesus, os únicos dois citados consistentemente são Josefo, um Fariseu, [s. m. 1. Membro de uma antiga seita judaica que se distinguia pela observância irrestrita e formal dos ritos da lei mosaica. 2. Hipócrita.] e Tácito, um pagão [Indivíduo que não foi batizado]. Como Josefo nasceu em 37 E.C., e Tácito nasceu em 55, nenhum dos dois poderia ter sido testemunha ocular de Jesus, que supostamente foi crucificado em 30 E.C.. Mas alguém poderia alegar que esses historiadores, no entanto, tiveram 197

acesso a fontes confiáveis, agora perdidas, as quais registravam a existência e execução do nosso amigo JC. Assim, é desejável que demos uma olhada nessas duas supostas testemunhas. No caso de Josefo, cujo Antiguidades Judaicas foi escrito em 93 E.C., mais ou menos na mesma época dos evangelhos, nós o encontramos dizendo coisas totalmente impossíveis para um bom Fariseu ter dito: “Acerca desta época viveu Jesus, um homem sábio, se podemos chamá-lo de homem. Porque ele era um homem que operava façanhas surpreendentes e era um educador que as pessoas aceitavam sua verdade com satisfação. Ele conquistou muitos Judeus e muitos Gregos. Ele era o Messias. Quando Pilatos por ouvi-lo acusado por homens do mais alto crédito entre nós, condenou-o a ser crucificado, aqueles que tiveram em primeiro lugar chegado para amá-lo não desistiram de sua afeição por ele. No terceiro dia ele apareceu a eles restaurado à vida, os profetas de Deus tinham profetizado essa e outras incontáveis maravilhas sobre ele. E a tribo de Cristãos, assim chamados em alusão a ele, ainda não desapareceu.”12 Nenhum fariseu leal diria que Jesus teria sido o Messias. Que Josefo pudesse informar que Jesus teria voltado a vida "no terceiro dia " e não ser convencido por esta surpreendente informação é além da fé. Pior ainda é o fato de que a história de Jesus é intrusa na narrativa de Josefo e é visível que se trata de uma interpolação, [inserido no meio de outros] mesmo em uma tradução para o Inglês do texto Grego. Logo após a fantástica passagem citada acima, Josefo prossegue dizendo, "Mais ou menos na mesma época, mais outra calamidade dolorosa pôs os Judeus em desordem". Josefo estava falando anteriormente sobre coisas horríveis que Pilatos havia feito com os Judeus em geral e podemos facilmente entender por que um interpolador teria escolhido este local específico. Mas sua displicência ao não mudar as palavras do texto ao redor deixou uma "sutura literária" (que os retóricos poderiam chamar de aporia) que se destaca como um nariz empolado. O fato de que Josefo não estava convencido por esta ou por qualquer outra alegação cristã fica claro pela declaração de Orígenes (aprox. 154 a 185 E.C), um dos patriarcas da igreja – que estudava Josefo intensamente – que Josefo não acreditava em Jesus como Messias, isto é, como "Cristo". Além disso, a passagem discutida nunca foi citada por apologistas Cristãos [pessoas que defendem o cristianismo] mais recentes, como Clemente de Alexandria (aprox 150 – 215 E.C.), que certamente teria feito uso de uma munição como essa se a tivessem. [evidência de que foi introduzida depois disso] A primeira pessoa a mencionar essa interpolação obviamente forjada do texto da história de Josefo foi o patriarca da igreja Eusébio, em 324 E.C. É bem provável que o próprio Eusébio tenha sido o falsificador. Em 891, Fócio, em seu Bibliotheca, explicitamente declara que Josefo não fez menção alguma dos milagres e atos de Jesus – indicando que a passagem controvertida estava ausente da sua cópia de Antiguidades Judaicas.13 A questão pode provavelmente ser encerrada com a observação de que no século XVI, de acordo com Rylands, 14 um estudioso chamado Vossius tinha um manuscrito de Josefo no qual a passagem não existia. Como os apologistas se agarram ao mais magro graveto para sustentar seu Jesus histórico, argumentam que a passagem citada acima não é a única menção de Jesus feita por Josefo. No bloco 20, cap. 19, §1 das Antiguidades Judaicas encontram-se as seguintes declarações nos manuscritos que ainda sobrevivem. “Ananus...reuniu os juízes do sinédrio e trouxe diante deles um homem chamado Tiago, o irmão de Jesus, que era chamado Cristo, e outros. Ele os acusou de ter transgredido a lei e os liberou para que fossem apedrejados”.

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É preciso admitir que esta passagem não se intromete no texto como a outra, citada anteriormente. De fato ela está muito bem integrada na história de Josefo. No entanto, é extremamente provável que ela tenha sido modificada a partir do que............ Josefo possa ter realmente dito (lembrando mais uma vez que Josefo não poderia ter sido uma testemunha ocular). A palavra crucial nesta passagem é o nome Tiago (James, Jacó em Grego e Hebraico). É bem possível que esse nome muito comum estivesse no material original de Josefo. É possível mesmo ter sido uma referência a Tiago, o Justo, uma figura do primeiro século que temos boas razões para acreditar que existiu de verdade. Como parece ter usado o título de "Irmão do Senhor", h poderia ter sido natural relacioná-lo com a figura de Jesus. É bem possível que Josefo tenha se referido na verdade a Tiago, "o Irmão do Senhor," e isto tenha sido alterado pelos copistas Cristãos (lembre-se que, embora Josefo fosse Judeu, esse texto foi preservado somente por Cristãos!) para "Irmão de Jesus"— adicionando então, para complementar, "que era chamado Cristo." Segundo o clássico cético de Wiliam Benjamin Smith, Ecce Deus,15 há ainda alguns manuscritos de Josefo que contêm as passagens citadas, mas elas estão ausentes em outros manuscritos – mostrando que tais alterações já tinham acontecido antes da época de Orígenes mas não tinham chegado a ter sucesso em suplantar o texto original universalmente. Autores Pagãos Antes de considerar o alegado testemunho de autores Pagãos, é válido notar algumas coisas que deveríamos encontrar em suas histórias, caso as histórias bíblicas fossem de fato verdadeiras. Uma passagem de Mateus [só essa, já] deveria ser suficiente para apontar [questionar] o significado do silêncio dos escritores seculares: Mat (27:45). E, desde a hora sexta, houve trevas sobre toda a terra, até a hora nona... bradou Jesus com grande voz, e entregou o espírito. (51) E eis que o véu do santuário se rasgou em dois, de alto a baixo; a terra tremeu, as pedras se fenderam; (52) os sepulcros se abriram, e muitos corpos de santos que tinham dormido foram ressuscitados; (53) e, saindo dos sepulcros, depois da ressurreição dele [expostos por 3 dias?], entraram na cidade santa, e apareceram a muitos. [E ninguém viu nada?!... Ninguém escreveu nada sobre isso?!... 42 escritores da época e nenhuma nota?!... Então não esqueça, que o mesmo Mateus que escreveu isso escreveu todo o resto que você já conhece!...] Não teriam os Gregos e Romanos observado – e registrado – uma escuridão como essa ocorrendo num período do mês que um eclipse solar era impossível? Não teria alguém lembrado – e anotado — o nome de pelo menos um daqueles "santos" que saíram da sepultura e foram vagar pelas ruas da cidade? Se Jesus tivesse feito qualquer coisa de importância, alguém não teria notado? [É aí que se diz que mentira tem perna curta!] Se não fez nada de importante, como poderia ter estimulado a formação de uma nova religião? Considerando, agora a suposta prova de Tácito, descobrimos que se afirma que esse historiador Romano teria escrito uma passagem nos Anais em 120 E.C. (bloco 15, cap. 44, contendo uma história incrível [também mentirosa] de Nero perseguindo os cristãos) dizendo "Então, para acabar com os boatos, Nero substituiu os réus e os puniu com os máximos requintes de crueldade, uma classe de homens, odiados por seus vícios, a quem a multidão intitulava como Cristãos. Cristo, o fundador do nome, tinha sido sujeitado à pena de morte no reino de Tibério, por sentença do procurador Pôncio Pilatos..". [que foi mais uma interpolação ou inserção falsificada. Confira.] G.A. Wells [pág. 16] fala, a respeito dessa passagem: [Tácito escreveu] numa época [120 d/C] em que os próprios cristãos tinham acreditado que Jesus tinha sofrido sob Pilatos. Há três razões para se sustentar que Tácito aqui está simplesmente 199

repetindo o que os cristãos disseram a ele. Primeiro, ele dá a Pilatos o título de procurador [sem dizer procurador de que! FRZ], o que se tornou corrente apenas a partir da segunda metade do primeiro século. Se tivesse consultado arquivos que registravam eventos anteriores, teria certamente encontrado Pilatos, designado pelo seu título correto: prefeito. Em segundo lugar, Tácito não diz o nome de Jesus, o homem executado, mas usa o título Cristo (messias) como se fosse um nome próprio. Mas ele dificilmente teria encontrado nos arquivos uma frase do tipo "o Messias foi executado esta manhã". Em terceiro lugar, hostil ao cristianismo como ele era, certamente estava contente em aceitar dos cristãos seu próprio ponto de vista de que o cristianismo era de origem recente, visto que as autoridades Romanas estavam preparadas para tolerar somente cultos antigos (The Histórical Evidence for Jesus, p.16). Há mais problemas com a estória de Tácito. Ele mesmo nunca mais mencionou a perseguição de Nero aos cristãos em nenhum dos seus volumosos manuscritos, e nenhum outro autor Pagão sabia qualquer coisa desse sofrimento também. O fato mais significativo, no entanto, é que os antigos apologistas Cristãos não fizeram uso dessa estória em sua propaganda — uma impensável omissão para partidários motivados que eram bem versados nos trabalhos de Tácito. Clemente de Alexandria, que tomou por profissão justamente colecionar estes tipos de citações, ignora qualquer perseguição de Nero[.] e mesmo Tertuliano, que citou muito Tácito, nada conhecia desta estória. De acordo com Robert Taylor, o autor de outro clássico do pensamento livre, o Diegesis (1834), a passagem não era conhecida antes do século XV, quando Tácito foi publicado pela primeira vez em Veneza por Johannes de Spire. Taylor acreditava que o próprio de Spire tenha sido o falsificador.i [com a inserção do trecho] Isso encerra o assunto das provas que pretendem de comprovar que Jesus foi uma figura histórica. Nós não provamos que Jesus não existiu, é claro. Demonstramos apenas que todas as provas que se alegadamente daria respaldo a tal afirmação são inconsistentes. Mas é claro, isto é tudo o que precisamos mostrar. O ônus da prova recai sempre sobre quem declara que alguma coisa existe ou que alguma coisa aconteceu. Não temos nenhuma obrigação de tentar provar uma negativa universal. j Será argumentado pelos crentes fanáticos que todos meus argumentos "do silêncio " não provam nada e eles irão citar o aforismo "Ausência de provas não é prova de ausência." Mas será que as provas negativas a que me referi são ausência de provas? Pode ser instrutivo considerar como um problema hipotético mas similar pode ser tratado nas ciência físicas................ Eles devem ter notado John E. Remsburg, em seu livro clássico, The Christ:A Critical Review and Analysis of the Evidence of His Existence (O Cristo: Uma Revisão Crítica e Análise de Sua Existência) (The Truth Seeker Company, sem data, pgs 24-25), lista os seguintes escritores que viveram durante a época, ou até um século após a época, em que Jesus supostamente teria vivido: [E o que eles escreveram sobre Jesus]

Josefo [nada +2 parágrafos falsos] Filon de Alexandria [nada] Plínio, o Velho [nada] Arriano [nada] Petrônio [nada] Díon Pruseus [nada]

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Paterculus [nada] Suetônio [nada] Juvenal [nada] Marcial [nada] Pérsio [nada] Plutarco [nada] Plínio, o Moço [nada] Tácit [nada + 2 parágrafos falsos] Justus de Tiberíades[nada] Apolônio [nada] Quintiliano [nada] Lucanus [nada] Eptectus [nada] Hermógenes [nada] Sílio Itálico [nada] Statius [nada] Ptolomeu [nada] Apiano [nada] Flegon [nada] Fedro [nada] Valério Máximo [nada] Luciano [nada] Pausânias [nada] Floro Lúcio [nada] Quinto Cúrcio [nada] Aulo Gélio [nada] Díon Crisóstomo [nada] Columella [nada] Valério Flaco [nada] Dâmis [nada] Favorino [nada] Lísias [nada] Pompônio Mela [nada] Apiano de Alexandria[nada] Teão de Smyrna [nada]
Segundo Remsburg, "o que resta dos escritos dos autores mencionados na lista acima é suficiente para compor uma biblioteca. Apesar disso, nessa massa de literatura Pagã e Judia, fora duas passagens falsificadas de um autor judeu e duas passagens discutíveis em trabalhos de autores Romanos, não foi encontrada nenhuma menção a

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Jesus Cristo." Nem, podemos acrescentar, nenhum desses autores faz qualquer menção aos Discípulos ou Apóstolos [nem às toneladas de acontecimentos fantásticos e sobrenaturais citados na Bíblia] – aumentando o embaraço do silêncio da história concernente à fundação do cristianismo. Notas [do autor, referentes às letrinhas no texto] a Às vezes afirma que a "milagrosa" expansão do cristianismo no antigo Império Romano é prova de um Jesus histórico – tal movimento não teria ido tão longe e tão rápido se não tivesse havido uma pessoa real em seu início. No entanto, um argumento similar poderia ser usado no caso anterior da difusão rápida do mitraísmo. Desconheço qualquer apologista Cristão que argumentaria que isto daria apoio à idéia de um Mitra histórico! b Uma edição em brochura do livro de Paine, com abundância do notas, está disponível através da American Atheist Press por doze dólares. c Apocalipse é uma peça literária pseudônima, caracterizada por imagens simbólicas exageradas, geralmente tratando da expectativa de um cataclismo cósmico iminente, em que as divindades destroem os maus e recompensam os justos e corretos. Escritas apocalípticas abundam em significados ocultos e quebra-cabeças numerológicos. Partes de numerosos apocalipses Judaico-Cristãos além do Livro do Apocalipse foram preservadas, mas só o último (se não considerarmos o livro de Daniel inteiramente apocalíptico) foi aceito pelo cânon cristão – e quase mesmo este não o foi, tendo sido rejeitado por muitos antigos patriarcas da Igreja e Conselhos da Igreja. d A teoria oposta, freqüentemente chamada de "Hipótese de Griesbach", de que o autor de Marcos tenha "resumido" os dois evangelhos mais longos, mantendo apenas os detalhes "essenciais", é hoje quase totalmente rejeitada pelos estudiosos da Bíblia. Embora os argumentos para justificar essa rejeição quase universal sejam complexos demais para serem apresentados aqui até mesmo de forma resumida, pode ser observado que a abreviação das histórias de milagres é completamente incompatível com os princípios do desenvolvimento religioso vistos em qualquer parte hoje. As histórias invariavelmente se tornam "melhores" (ou seja, mais longas) com as sucessivas narrações, nunca mais curtas! e Há provas convincentes indicando que essas alegadas falas de Jesus foram tiradas de outro documento antigo conhecido como Q (do Alemão Quelle "fonte"). Da mesma forma que o Evangelho de Tomé encontrado em Nag Hammadi no Egito, Q parece por ter sido uma lista de dizeres sábios que, em algum momento, foram atribuídas a Jesus. Sabemos que pelo menos um desses provérbios ("Tocamo-vos flauta, e não dançastes..." Mateus 17:11 [N.T. O versículo correto é Mateus 11:17], Lucas 7:32 ) derivam das Fábulas de Esopo, não de um sábio da Galíleia! f Digo "evangelhos oficiais " porque há muitos outros evangelhos conhecidos. Assim que as pessoas começaram a fabricá-los, ficaram como um carro sem freios. Somente mais tarde na história Cristã é que o número voltou a ser limitado a quatro. g Já foi demonstrado por diversos acadêmicos que mesmo as cartas que se supõe conterem escritos autênticos de Saulo/Paulo são compostas, como os evangelhos (p. ex.,
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L. Gordon Rylands, A Critical Analysis of the Four Chief Pauline Epistles: Romans, First and Second Corinthians, and Galatians [Uma Análise Crítica das Quatro Principais Epístolas Paulinas: Romanos, I e II Coríntios e Gálatas], Watts & Co., London, 1929). De acordo com essa análise, o centro do material de Paulo nestas cartas é o que pode seria ser definido como produto gnóstico pré-cristão. Esse material é rodeado de material freqüentemente contraditório, adicionado por redatores e interpoladores proto-católicos que desse modo tiveram sucesso em declarar uma autoridade proto-gnóstica popular para a Igreja de Roma. Em todo o caso, o texto Grego dessas cartas está cheio de termos como Archon, Aeon, etc. – termos de jargão populares nas formas mais astrologicamente conscientes do gnosticismo. Pareceria que o Cristo de Paulo é tanto um ser astral como o Cordeiro da Revelação. Como o deus do Apocalipse, o deus de Paulo se comunica por visões, não fisicamente cara a cara. h Originalmente, esse deveria ter sido o título usado por um membro de uma fraternidade religiosa associada à adoração de Yahweh, que em Grego era sempre referido como kurios ("Senhor"). Isso foi transportado para o Cristianismo primitivo onde sabemos através de I Cor 9:5 que lá existiu uma classe governante coordenada com apóstolos que era chamada "Irmãos do Senhor". A compreensão equivocada do significado original do título levou à crença de que Jesus tinha irmãos – um erro que pode ser encontrado já no mais antigo dos evangelhos canônicos. De forma interessante, as passagens embaraçosas nos evangelhos, onde Jesus é rude com a mãe e irmãos, pareceriam derivadas de um período em que uma luta política havia se desenvolvido entre as seitas apostolicamente governadas e aquelas governadas pelos "Irmãos do Senhor", que agora reivindicavam autoridade em virtude de um alegado relacionamento sangüíneo com Jesus – que tinha suplantado Yahweh como "Senhor." A política apostólica dos escritores dos evangelhos não resistiria à tentação de diminuir o Partido dos Irmãos usando a indiferença de Jesus por sua própria família. Se Jesus não tem consideração com sua própria família, o argumento deveria caminhar, porque alguém deveria se importar com seus descendentes? Essa é a única explicação plausível para a presença de passagens como João 2:4 ("Mulher, que tenho eu contigo?") ou Marcos 3:33 ("Quem é minha mãe e meus irmãos!"). i Estudiosos do latim freqüentemente questionam a possibilidade da passagem ser falsificada pelo motivo de que o estilo distinto do latim de Tácito permeia perfeitamente a passagem inteira. Mas é importante observar que quanto mais diferente for o estilo, mais facilmente ele pode ser imitado. Além disso há também um lapso na forma normalmente usada por Tácito em outro lugar da passagem discutida. Na descrição dos antigos Cristãos como inimigos "da raça humana" (humani generis), a passagem inverte a ordem de palavras normalmente usada por ele. Em todos outros casos, Tácito usa generis humani. j Curiosamente, no presente caso, essa prova pareceria possível. Visto que Jesus é freqüentemente chamado de "Jesus de Nazaré," é interessante saber que a cidade agora chamada Nazaré nunca existiu nos primeiros séculos anteriores à era Cristã e nem no primeiro século da era Cristã. [Aliás foi isso que eu vim buscar nesse texto] Foram feitos estudos arqueológicos exaustivos por Franciscanos na tentativa de provar que a caverna que eles [os Franciscanos] possuíam foi uma vez o lar da família de Jesus. Mas na
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verdade demonstraram que o local tinha sido uma necrópole – uma cidade dos mortos – durante o primeiro século da era Cristã. (Naturalmente, os Franciscanos não concordam!) Sem que existisse nenhuma outra Nazaré além de um cemitério naquele tempo, como poderia ter havido um Jesus de Nazaré? Sem uma cidade de OZ, poderia ter havido um Mágico de OZ?
Referências [aos números anotados no texto] 1. Ilustradas em Robin Seager, Tiberius, Eyre Methuen, Londres, 1972. Para uma documentação numismática mais detalhada de Tibério, veja também C. H. V. Sutherland, Roman History and Coinage 44 BC-AD 69, Clarendon Press, Oxford, 1987; do mesmo autor, Coinage in Roman Imperial Policy 31 B.C.-A.D. 68, Sanford J. Durst Numismatic Publications, NY, 1978. 2. Illustradas em Seager, op. cit. 3. Illustradas em Seager, op. cit. 4. Examinados em Sutherland, 1987, op. cit. Veja também Victor Ehrenberg e A. H. M. Jones, Documents Illustrating the Reigns of Augustus & Tiberius, 2nd Edition, Clarendon Press, Oxford, 1955. 5. Veja Inscriptiones Latinæ Selectæ, edidit Hermannus Dessau, reimpresso em 4 vols. por Ares Publishers Inc., Chicago, 1979. 6. Illustrado em Seager, op. cit. 7. Veja Acta Divi Augusti, Regia Academia Italica, Roma, 1945. 8. Em sua Anchor Bible Volume 38, Revelation (Doubleday, Garden City, NJ, 1975), J. Massyngberde Ford propôs que o núcleo do apocalipse era material escrito por seguidores judeus de João Batista. Mesmo se João tivesse sido uma figura histórica (o que é extremamente difícil), isso ainda faria do Livro do Apocalipse essencialmente um apocalipse judeu pré-cristão. 9. Para mais aspectos astrológicos do Apocalipse, veja Bruce J. Malina, On The Genre And Message Of Revelation: Star Visions and Sky Journeys, Hendrickson, Peabody, MA, 1995. 10. George A. Wells, The Historical Evidence for Jesus, Prometheus Books, Buffalo, NY, 1982, p. 13. 11. L. Gordon Rylands, Did Jesus Ever Live?, Watts & Co., Londres, 1929, p. 20. 12. Esse assim chamado Testimonium Flavianum aparece no bloco 18, cap. 3 §3 de Josefo: Jewish Antiquities Books XVIII-XIX, IX, traduzido por L. H. Feldman, Loeb Classical Library, Harvard University Press, Cambridge, MA, 1981, pp. 48-51. 13. J. P. Migne, Patrologiae Cursus Completus, Series Græca, Tomus CIII. Fócio Constantinopolitanus Patriarcha, Garnier Fratres, Paris, 1900, Cód. 33, colunas 65-66. 14. Rylands, op. cit., p. 14. 15. William Benjamin Smith, Ecce Deus: Studies Of Primitive Christianity, Watts & Co., Londres, 1912, p. 235.

Chega, né?! Se você chegou até aqui e leu isso tudo, das duas, uma: ou é um herói que gosta muito de história religiosa ou era muito incrédulo mesmo! Pô!... Agora só me responda um coisa: JESUS EXISTIU? Há, há, há!... Há, há, há!... Há, há, há!... Há, há,

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Marque aqui a resposta certa: Não De jeito nenhum Negativo Jamais!

Leia também de minha autoria ATEU GRAÇAS A DEUS Explico como e porque eu, depois de 53 anos crendo em Deus e pregando a sua palavra, virei ateu. e-book em Word Distribuição gratuita (Eu, hein!... Cobrar?!... Vão dizer que estou querendo ficar rico com religião!)

Você pode discutir todos esses assunto comigo e outros participantes no fórum de Religião do meu site: http://talk,to/Alfredo O endereço é esse daqui: http://www.forumnow.com.br/vip/foruns.asp?forum=41678 Vai lá !... Alfredo Bernacchi

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ÍNDICE DE CAPÍTULOS:
1 - SURPRESA PRA VOCÊ? 2 - A TEORIA DA NEGAÇÃO DA PROVA: 3 - A DECLARAÇÃO IMPLÍCITA DA FALTA DE PROVA: 4 - BIBLICAL ARCHAEOLOGY REVIEW 5 - A falta de evidências 6 - A INCONFIABILIDADE DOS EVANGELHOS 7 - SITE DA PARÓQUIA N. SRA. AUXILIADORA BOM RETIRO: 8 - DO SITE CIÊNCIA X FÉ. 9 – OH, NASCIMENTO DUVIDOSO!... 10 - VAMOS FABRICAR UMA DATA CERTA! 11 - DOCUMENTOS QUE COMPROVAM A EXISTÊNCIA DE JESUS CRISTO. 12 – TIRANDO DÚVIDAS. 13 - As descobertas do Mar Morto 14 - ESCÂNDALO ACADÊMICO 15 - VAMOS VER O QUE DIZ A SOCIEDADE DE LITERATURA BÍBLICA: 16 - SERIA JESUS UM ESSÊNIO? 17 - A ORIGEM DO CRISTIANISMO. 18 - HÁ, ENTRETANTO, UM PROBLEMA POR RESOLVER 19 - INFLUÊNCIA DOS ESSÊNIOS NO CRISTIANISMO 20 - EL DIVINO DESCONOCIDO 21 - DOIS PESOS DUAS MEDIDAS? 22 - A REVOLTA DA DISSIDÊNCIA ENTREGA O OURO. 23 - ¿EXISTIÓ REALMENTE LA ESTRELLA QUE GUIÓ A LOS MAGOS DE ORIENTE? 24 - AS CONTRADIÇÕES EVANGÉLICAS 25 - ALGUMAS FONTES DO CRISTIANISMO 26 – LIVROS APÓCRIFOS 27 – COMO SE FABRICA UMA BÍBLIA 28 - JESUS NA ÍNDIA 29 – O QUE DIZ UM ATEU

Contra-capa Este livro não foi feito apenas para ser polêmico, criar confusão ou desacreditar a religião cristã, porém lamentavelmente, o cristianismo foi estruturado sobre bases completamente míticas, mentira pura, para ser bem claro, como todas as religiões da época. Falaram-se e adoraram-se centenas de deuses em toda a história da humanidade e, com a evolução da ciência e a própria transformação religiosa, todos esses deuses foram sendo desmistificados e superados com o passar do tempo. O cristianismo de Jesus Cristo (houve outros) no entanto, a crença atual, foi inteligentemente estruturada, quando mesclado com personagens e fatos reais, tanto
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que já resistiu por 2.000 anos até aqui, apesar de que, outras mais antigas custaram também séculos para encerrar esse processo de desmistificação. Sem dúvida, o que seria apenas, mais um mito, cresceu muito e alcançou várias partes do mundo chegando a nossa era moderna com a força que se percebe. Para mantê-lo atualizado, em virtude do questionamento cada vez mais presente, da ciência e da cultura racional, seus articuladores e mantenedores não hesitaram em lançar mão de falsificações das mais diversas, muitas delas desastrosas e tão grosseiras que levantaram ainda mais suspeitas. Assim foi que cada vez mais duvidosa entre os céticos, essa história foi investigada, e hoje com as mais diversas técnicas e recursos científicos puderam provar o quanto irreal é, a história de Jesus Cristo, fato reconhecido nos próprios meios lúcidos e briosos, quiçá honestos, dentro do cristianismo. Só que tal fato continuou sendo posto à parte e fora do alcance dos cristãos desinformados. Eu só faço nesse livro, mostrar o que está intencionalmente escondido. Mais nada! E, evidentemente, explico como muitos tentam ainda hoje, manter essa mistificação, desviando a atenção, insistindo no que já foi provado ser falso, e denunciando a verdade pelas suas próprias palavras, que não resistem a uma análise mais séria, por estarem sustentadas em mentiras fáceis de serem desmascaradas. Sinto muito pelo que você vai ler e concluir. Eu também fui iludido por muito tempo. É assim mesmo. Vivendo e aprendendo. O homem sempre encontrará um novo deus para substituir o anterior, e isso não é um problema meu.

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