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E

QUÍMICA APLICADA
Victor Oliveira Kühne.

09
Química
Aplicada_______________________________________________________________

Sumário

ITEM...............................................................................................................p
g.

SUMÁRIO........................................................................................................2

1. – Segurança em
Laboratório....................................................................3

2. – Apresentação de materiais de
laboratório............................................4

3. – Densidade de líquidos e de
sólidos.......................................................15

4. –Erro absoluto e erro


relativo.................................................................17

5. – Separação de plásticos por


densidade.................................................19

6. –
Soluções............................................................................................
...22

7. - Concentração de
soluções....................................................................24

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1 – Segurança em laboratório.

Introdução.
O laboratório de química é um lugar que possui vidros, equipamentos e
materiais perigosos ( explosivos e tóxicos ) e há reações entre eles que exalam
gases, liberam calor e podem são explosivas ou não. O manuseio dos
materiais em geral deve obedecer a critérios preestabelecidos. Siga sempre as
regras de segurança existentes a fim de preservar sua integridade física e
prevenir acidentes. Seguindo as instruções abaixo você previne a ocorrência
de acidentes, reduzindo o risco de acidentes pessoais e materiais.

Instruções de segurança em laboratório.


1.1 - Use sempre avental, de algodão e com mangas compridas evitando
queimaduras nos braços e punhos;

1.2 - Use calças e sapatos fechados evitando contato de materiais com


pernas e pés;

1.3 – Use sempre óculos de segurança para evitar respingos de materiais


corrosivos nos olhos;

1.4 - Não use relógio, anéis ou pulseiras evitando derrubar objetos de vidro
causando acidentes;

1.5 - Em caso de acidente, mantenha a calma e chame o professor ou


técnico, eles saberão como proceder;

1.6 - Não fume, não beba e não coma no laboratório, os matérias existentes
facilmente contaminam bebidas e alimentos e o cigarro pode causar incendio;

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1.7 - Utilize a capela sempre que trabalhar com solventes voláteis, reações
perigosas, explosivas ou tóxicas, evitando assim inalação de vapores;

1.8 - NUNCA jogue reagentes ou resíduos de reações na pia, localize os


frascos apropriados para descarte a fim de preservar o meio ambiente e
tubulações;

1.9 - Para trabalhar com produtos corrosivos como ácidos e álcalis, utilizar
luvas de proteção e óculos adequadas;

1.10 - Nas pissetas usar somente água destilada;

1.11 - Sempre identificar soluções preparadas com: Nome do reagente data de


preparo, concentração, nome do preparador e fornecedor;

1.12 - Sempre use equipamentos de proteção individual.

EXERCÍCIOS.

1. Complete as lacunas das sentenças.

A _______________ e a _________________________ são utilizados para


prevenir intoxicação por gases.

As _____________________________________ devem sempre ser


identificadas.

2. Assinale com um circulo a alternativa correta.

Qual é o frasco utilizado no laboratório onde só devemos utilizar água destilada


?

a) Becker;

b) Tubo de ensaio;

c) Erlenmeyer;

d) Proveta;

e) Pissetas.

O avental de algodão com manga comprida é utilizado:

a) Para evitar sujar a pele do braço;

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b) Para não derrubar frascos;

c) Para evitar incêndio;

d) Para não molhar o braço;

e) Para evitar acidentes com a pele da mão e antebraço.

3) Por que não se pode utilizar chinelos e sandálias abertas no laboratório?

R.

Por que não de deve utilizar jóias, anéis e relógios no laboratório?

R.

4) Relacione a primeira com a segunda coluna:

a) EPI ( ) Materiais corrosivos.

b) Água destilada ( ) Luvas de proteção e óculos.

c) Resíduo na pia ( ) Contaminação dar rede de esgotos.

d) Luvas de proteção e óculos ( ) Equipamento de proteção


individual.

e) Álcalis ( ) Pissetas

5) Escreva em três linhas o ,que você entendeu por Segurança em Laboratório.

---------------------------------------------------------------------------------------------------------

---------------------------------------------------------------------------------------------------------

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2 – VIDRARIA PARA LABORATÓRIO.

Vamos conhecer os principais materiais de vidraria do laboratório.

ALMOFARIZ COM PISTILO

Usado na trituração e pulverização de sólidos.

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BALÃO DE FUNDO CHATO


Utilizado como recipiente para conter líquidos ou soluções, ou
mesmo, fazer reações com desprendimento de gases. Pode ser
aquecido sobre o TRIPÉ com TELA DE AMIANTO.

BALÃO DE FUNDO REDONDO

Utilizado principalmente em sistemas de refluxo e evaporação a


vácuo, acoplado a ROTAEVAPORADOR.

BALÃO VOLUMÉTRICO

Possui volume definido e é utilizado para o preparo de soluções


em laboratório

BECKER

É de uso geral em laboratório. Serve para fazer reações entre


soluções, dissolver substâncias sólidas, efetuar reações de
precipitação e aquecer líquidos. Pode ser aquecido sobre a
TELA DE AMIANTO.

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BURETA

Aparelho utilizado em análises volumétricas.

CADINHO

Peça geralmente de porcelana cuja utilidade é aquecer


substâncias a seco e com grande intensidade, por isto pode ser
levado diretamente ao BICO DE BUNSEN.

CÁPSULA DE PORCELANA

Peça de porcelana usada para evaporar líquidos das


soluções.

CONDENSADOR

Utilizado na destilação, tem como finalidade condensar vapores


gerados pelo aquecimento de líquidos.

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DESSECADOR

Usado para guardar substâncias em atmosfera com baixo índice


de umidade.

ERLENMEYER

Utilizado em titulações, aquecimento de líquidos e para dissolver


substâncias e proceder reações entre soluções.

FUNIL DE BUCHNER

Utilizado em filtrações a vácuo. Pode ser usado com a função de


FILTRO em conjunto com o KITASSATO.

FUNIL DE SEPARAÇÃO

Utilizado na separação de líquidos não miscíveis e na extração


líquido/líquido. FOTO.

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FUNIL DE HASTE LONGA

Usado na filtração e para retenção de partículas sólidas. Não


deve ser aquecido.

KITASSATO

Utilizado em conjunto com o FUNIL DE BUCHNER em


FILTRAÇÕES a vácuo.

PIPETA GRADUADA

Utilizada para medir pequenos volumes. Mede volumes


variáveis. Não pode ser aquecida.

PIPETA VOLUMÉTRICA

Usada para medir e transferir volume de líquidos. Não pode ser


aquecida pois possui grande precisão de medida.

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PROVETA OU CILINDRO
GRADUADO

Serve para medir e transferir volumes de líquidos. Não pode ser


aquecida.

TUBO DE ENSAIO

Empregado para fazer reações em pequena escala,


principalmente em testes de reação em geral. Pode ser aquecido
com movimentos circulares e com cuidado diretamente sob a
chama do BICO DE BÜNSEN. FOTO.

VIDRO DE RELÓGIO

Peça de Vidro de forma côncava, é usada em análises e


evaporações. Não pode ser aquecida diretamente.

OUTROS EQUIPAMENTOS

ANEL OU ARGOLA

Usado como suporte do funil na filtração.

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BALANÇA DIGITAL

Para a medida de massa de sólidos e líquidos não voláteis com


grande precisão.

BICO DE BÜNSEN

É a fonte de aquecimento mais utilizada em laboratório. Mas


contemporaneamente tem sido substituído pelas MANTAS E
CHAPAS DE AQUECIMENTO.

ESTANTE PARA TUBO DE ENSAIO

É usada para suporte de os TUBOS DE ENSAIO.

GARRA DE CONDENSADOR

Usada para prender o condensador à haste do suporte ou


outras peças como balões, erlenmeyers etc.

PINÇA DE MADEIRA

Usada para prender o TUBO DE ENSAIO durante o


aquecimento.

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PINÇA METÁLICA

Usada para manipular objetos aquecidos.

GARRA METÁLICA

Usada para prender buretas ou termômetros ao


suporte universal.

PISSETA OU FRASCO LAVADOR

Usada para lavagens de materiais ou recipientes através de


jatos de água, álcool ou outros solventes.

SUPORTE UNIVERSAL

Utilizado em operações como: Filtração, Suporte para


Condensador, Bureta, Sistemas de Destilação etc. Serve
também para sustentar peças em geral.

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TELA DE AMIANTO

Suporte para as peças a serem aquecidas. A função do amianto


é distribuir uniformemente o calor recebido pelo BICO DE
BUNSEN.

TRIPÉ

Sustentáculo para efetuar aquecimentos de soluções em


vidrarias diversas de laboratório. É utilizado em conjunto com a
TELA DE AMIANTO.

Exercícios.

1- Complete as lacunas das sentenças.

O ____________________ é utilizado em titulações, aquecimento de


líquidos e para dissolver substâncias e proceder reações entre soluções
bem como o _____________________________ é utilizado em operações
como: Filtração, Suporte para Condensador, Bureta, Sistemas de
Destilação etc. e serve também para sustentar peças em geral.

O Bico de Bunsen é utilizado para _______________________ e tem sido


substituído por ________________________________________________
_______________________ para ______________________________
_______________________________________________.

3. Assinale com um circulo a alternativa correta.

Qual é o utensílio de laboratório utilizado para suportar as peças a serem


aquecidas?

a) Tubo de ensaio;

b) Pisseta;

c) Suporte Universal;

d) Tela de amianto

e) Pinça de Madeira

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A pinça metálica é utilizada para :

a) Para evitar sujar a pele do braço;

b) Usada para prender o tubo de ensaio durante o aquecimento;

c) Para não derrubar frascos;

d) Usada para manipular objetos aquecidos;

e) Usada para prender o condensador à haste do suporte ou outras peças


como balões, erlenmeyers etc

3) Como montar um sistema de dosagem de produtos utilizando as vidrarias


descritas acima ?

R.

Quais são os equipamentos que em alguns casos podem substituir o Bico de


Bunsen ?

R.

4) Relacione a primeira com a segunda coluna:

a) Pipeta graduada. ( ) Utilizado na separação de líquidos


não miscíveis e na extração líquido /
líquido.

b) Bureta. ( ) Utilizado em conjunto com o funil


de buchner em filtrações a vácuo.

c) Proveta. ( ) Possui volume definido e é


utilizado para o preparo de soluções em
laboratório.

d) Pipeta volumétrica. ( ) Utilizado na destilação, tem como


finalidade condensar vapores gerados
pelo aquecimento de líquidos.

e) Balão volumétrico. ( ) Usada para medir e transferir


volume de líquidos. Não pode ser
aquecida pois possui grande precisão de
medida.

f) Funil de separação. ( ) Utilizada para medir pequenos


volumes. Mede volumes variáveis. Não
pode ser aquecida.

g) Kitassato ( ) Aparelho utilizado em análises

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volumétricas.

h) Condensador ( ) Serve para medir e transferir


volumes de líquidos. Não pode ser
aquecida.

5) Descreva como montar um sistema de filtração a vácuo em três linhas.

---------------------------------------------------------------------------------------------------------

---------------------------------------------------------------------------------------------------------

---------------------------------------------------------------------------------------------------------

Descreva como montar um sistema de dosagem utilizando uma bureta, um


becker, um suporte universal e uma garra metálica através de um desenho.

Desenho.

3 – DENSIDADE DE LÍQUIDOS E DE SÓLIDOS.

Conceito de densidade.

Densidade é a massa por unidade de volume de uma substância. O cálculo da


densidade é feito pela divisão da massa do objeto por seu volume.

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Densidade = massa
volume

A massa é expressa em gramas ( g ).

O volume é expresso em centímetros cúbicos ( cm3 ).

Daí a unidade da densidade ser g / cm3

Equivalência de medidas:

1000 g = 1 kg

1 cm3 = 1 mililitro ( ml )

1 litro = 1000 mililitros ( ml )

Desta forma, calculando a densidade de um líquido com volume igual a 500 ml com
massa igual a 600 g temos:

Densidade (d ) = 600 g / 500 ml = 1,2 g / ml = 1,2 g / cm3

Outras unidades de densidade: kg / dm3 , kg / l , ton. / m3

A densidade existe para determinar a quantidade de matéria que está presente em


uma determinada unidade de volume. O que você entenderia se te dissessem que o
chumbo possui maior densidade do que o alumínio?

A explicação é que, num dado volume de chumbo há mais matéria que em uma
mesma quantidade de alumínio.

Podemos caracterizar uma substância através de sua densidade. A densidade dos


sólidos e líquidos é expressa em gramas por centímetro cúbico (g/cm3). Vejamos a
densidade de alguns compostos:

Água ......................................0,997 g/cm3


Álcool etílico...........................0,789 g/cm3
Alumínio ................................ 2,70 g/cm3
Chumbo...................................11,3 g/cm3
Diamante ..................................3,5 g/cm3
Leite integral............................1,03 g/cm3
Mercúrio .................................13,6 g/cm3

Então para calcular a densidade de líquidos e de sólidos precisamos saber o volume


ocupado e também a quantidade de material.

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EXERCÍCIOS

1. O QUE É DENSIDADE ?

R.

2. QUAIS AS UNIDADE DA DENSIDADE ?

R.

3. COMO VOCÊ ENCONTRARIA A MASSA, SABENDO A DENSIDADE E O


VOLUME ?

R.

4. CALCULE A DENSIDADE DE UM LÍQUIDO COM VOLUME IGUAL A 0,6 litros


E MASSA IGUAL A 550 ml.

R.

5. QUANTOS MILILITROS ( ml ) EXISTEM EM MEIO LITRO ?

R.

6. O QUE É NECESSÁRIO PARA CALCULAR A DENSIDADE, SEJA ELA DE UM


LÍQUIDO OU DE UM SÓLIDO ?

R.

7. QUAL O MÉTODO UTILIZADO PARA MEDIR O VOLUME QUE UM SÓLIDO


OCUPA?

R.

8. O QUE É PICNÔMETRO ?

R.

4. ERRO ABSOLUTO E ERRO RELATIVO.

4.1 – ERRO ABSOLUTO.

Em uma medida de comprimento utilizando uma régua graduada em


milímetros, onde sabemos que a medida é 1,5 e 1,6 cm é aceitável, então,
escrever que, o comprimento é 1,55 ± 0,05 cm e chamamos esta de a
melhor estimativa do comprimento medido.

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Por isso, em geral, consideramos que o desvio ( ou erro ) do instrumento é


aproximadamente a metade da menor divisão da escala do instrumento. A
este desvio dá-se o nome de desvio avaliado ou erro absoluto.

Uma única medida é então expressa como:

melhor estimativa ± desvio avaliado seguido da unidade utilizada.

Ex.: 1,55 ± 0,05 cm

4.2 – Erros e algarismos significativos.

Um erro absoluto deve apresentar um único algarismo significativo. O


motivo é que, se esse algarismo significativo já causa dúvida sobre o dígito
correspondente na medida, o próximo algarismo do erro faz com que o
próximo dígito da medida possa assumir qualquer valor, então podem e
devem ser ignorados.

Assim nunca devemos escrever que uma medida é de 15,56 ± 0,24


unidades. Arredondamos o erro para um algarismo significativo ( no caso
0,24  0,2 ) e arredondamos o dígito na casa correspondente da medida
( o primeiro depois da vírgula ) escrevendo o resultado da medição como
15,6 ± 0,2 unidades.

4.3 – Arredondamentos.

Sempre arredondamos para o dígito mais próximo, levando em


consideração todos os dígitos seguintes; se temos que arredondar um 5
( seguido somente por zeros ), arredondamos para o dígito par mais
próximo.

Exemplos de arredondamentos para a primeira casa decimal.

22,43  22,4

22,47  22,5

22,349999  22,3

22,350001  22,4

22,350000  22,4

Exemplo.

Uma balança de padaria tem precisão de 6 g (ou seja o peso real é o peso
marcado ± 6 g). Nessa balança um bolo “pesa” 306 g e uma torta “pesa”
420 g. Quais os pesos possíveis dos dois juntos?

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Sabemos que o peso do bolo pode ser qualquer valor entre 300 e 312 g.
Chamando o peso do bolo x,

x = (306 ± 6) g

Da mesma forma, o peso da torta y, é

Y = (420 ± 6) g.

Portanto os dois juntos podem pesar

(306 + 420) ± (6 + 6) = 726 g ± 12 g.

Mas nosso erro só deve ter um algarismo significativo. Portanto o erro deve
ser apresentado com ± 10 g. Assim o algarismo significativo do erro é o
segundo antes da virgula. Assim o último algarismo significativo do
resultado também deveria ser o segundo antes da virgula. Olhando o nosso
calculo temos que arredondar 726 para 730. Finalmente o resultado é
apresentado como

730 g ± 10 g.

4.4 – Erros relativos e percentuais.

Às vezes é útil ter uma noção de quão grande é nosso erro em relação à
medida. Um erro de ± 1m pode ser grande quando estamos medindo o
comprimento de uma sala, mas seria considerado um muito pequeno na
distância entre São Paulo e Rio. Assim temos o conceito de erro relativo
de uma grandeza, que é simplesmente a razão entre erro absoluto na
medida dividido por seu valor. Então, outra vez, nos erros relativos devem
constar somente um algarismo significativo. Assim o erro relativo no peso
do bolo acima é

6 ÷ 306 = 0,0196... = 0,02

O erro percentual é igual ao erro relativo x 100 = 0,02 x 100 = ± 2 %

EXERCÍCIOS

1. O QUE É ÉRRO ABSOLUTO ? DÊ EXEMPLO.

R.

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2. O QUE É ERRO RELATIVO ? DÊ EXEMPLO.

R.

3. DO QUE DEPENDE O ERRO ABSOLUTO?

R.

4. ARREDONDE O NÚMERO 2,3456 PARA DUAS CASAS DECIMAIS.

R.

5. SE O ERRO RELATIVO É 0,03 ENTÃO O ERRO PERCENTUAL É


IGUAL A ___________________.

5. SEPARAÇÃO DE PLÁSTICOS POR DENSIDADE.

O descarte inapropriado e a queima de plásticos (polímeros), vem se revelando


como fator principal das doenças provindas do acúmulo de lixos. A matéria
Polímeros está inserida no programa de ensino de Química, nesta atividade
experimental esse tema será retratado ao aluno com o envolvimento de
situações reais. A reciclagem de plásticos aborda a diferença de densidade
entre eles, sendo que este procedimento é utilizado no processo de separação
de polímeros.

Conteúdos relacionados com esta prática: Conceitos de densidade, separação


por decantação e flotação, contextualizando o problema do lixo urbano. Essa
aula experimental permite abordar os diferentes tipos de plástico, seus usos e
diferenças de propriedades. Antes de introduzir o experimento, saiba o
significado de algumas siglas correspondentes à grande variedade de plásticos
(polímeros) existentes:

PVC – Policloreto de vinila;

PET – Politereftalato de etileno;

PEBD – Polietileno de baixa densidade;

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PEAD – Polietileno de alta densidade;

PP – Polipropileno;

PS – Poliestireno.

Procedimento

Material:

• Frascos de produtos de limpeza (PVC);

• Copos descartáveis (PS);

• Garrafas descartáveis de água e sucos (PEAD);

• Copos de mate (PP);

• Tubos para passagem de água (PVC);

• Bico de bunsen (ou lamparina);

• Pinça metálica.

OBS: É importante que os frascos, copos e garrafas estejam limpos e picados


em pequenos pedaços.

Preparo das soluções:

Material:

- Três copos de vidro (requeijão);

- Copinhos de plástico (de café);

- Água, sal de cozinha e Álcool comum (comercial).

Preparo:

• Solução de sal: dois copos (requeijão) de água e três copinhos (café) de sal,
misture bem.

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• Solução de Álcool: um copo de água com um copo de álcool (copos de


requeijão), agite bem.

Teste da densidade de polímeros:

Material:

- Recipientes de 2 Litros (potes de sorvete vazios);

- Soluções de álcool e sal (já preparadas).

Procedimento:

1. Misture todos os plásticos (já picados) e coloque em um pote (2 Lt) e


acrescente água até a metade da capacidade do pote (aproximadamente1litro);

2. Mantenha esta mistura em repouso por cerca de 10 minutos e observe a


separação dos pedaços de plástico;

3. Retire os pedaços que flutuaram e transfira-os para outro pote que contenha
a solução de álcool;

4. Coloque os pedaços decantados (que afundaram) no pote com a solução de


sal e agite bem.

O objetivo desta prática é observar a diferença de densidades: a densidade da


solução de álcool é menor que a da solução de sal, e esta por sua vez é mais
densa que a água. Mas como é possível perceber esta diferença? É só
perceber como os materiais se afundam com maior facilidade em uma solução
mais densa.

EXERCÍCIOS.

1) O que você percebeu ?

2) Porque existe diferença da velocidade de afundamento dos sólidos ?

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3) Porque alguns plásticos bóiam e outros afundam ?

4) Porque existe diferença quando trocamos os líquidos ?

6. SOLUÇÕES.

DEFINIÇÃO.

Soluções Químicas

Solução é o nome dado a dispersões cujo tamanho das moléculas dispersas é menor
que 1 nanômetro (10 Angstrons). A solução ainda pode ser caracterizada por formar
um sistema homogêneo (a olho nu e ao microscópio), por ser impossível separar o
disperso do dispersante por processos físicos. Por exemplo, solução não saturada de
NaCl em H2O.

As soluções compostas por moléculas ou íons comuns. Podem envolver sólidos,


líquidos ou gases como dispersantes (chamados de solventes – existentes em maior
quantidade na solução) e como dispersos (solutos). A solução também pode
apresentar-se nesses três estados da matéria.

É importante destacar que soluções gasosas são formadas apenas por solvente e
soluto no estado gasoso.

Classificações

As soluções podem ser classificadas de diversas maneiras:

1) De acordo com o estado da matéria, conforme visto anteriormente;

2) De acordo com a condução de corrente elétrica:

- soluções eletrolíticas (compostas por íons) e

- soluções não-eletrolíticas (compostas apenas por moléculas);

3) De acordo com as quantidades proporcionais de soluto e solvente: solução


concentrada e solução diluída;

Soluções saturadas, insaturadas e supersaturadas

Para entendermos esses conceitos, primeiramente precisamos saber o que é


Coeficiente Solubilidade. Ele é definido como a máxima quantidade de soluto que é
possível dissolver de uma quantidade fixa de solvente, a uma determinada
temperatura.

A saturação de um a solução é uma propriedade que indica a capacidade da mesma


em suportar quantidades crescentes de solutos, mantendo-se homogêneas.

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A solução é dita insaturada se ainda tem capacidade de diluir soluto, sem precipitar
excessos. É quando a quantidade de soluto usado se dissolve totalmente, ou seja, a
quantidade adicionada é inferior ao coeficiente de solubilidade.

A solução saturada é aquela em que o soluto chegou à quantidade máxima: qualquer


adição de soluto vai ser precipitada, não-dissolvida. É quando o solvente (ou
dispersante) já dissolveu toda a quantidade possível de soluto (ou disperso), e toda a
quantidade agora adicionada não será dissolvida e ficará no fundo do recipiente.
Porém, em alguns casos especiais é possível manter uma solução com quantidade de
soluto acima daquela que pode ser dissolvida em condições normais. Nesse caso fala-
se em solução supersaturada, que é instável: com alterações físicas mínimas a
quantidade extra de soluto pode ser precipitada.

Solução Sobressaturada (ou supersaturada)

Isto só acontece quando o solvente e soluto estão em uma temperatura em que seu
coeficiente de solubilidade (solvente) é maior, e depois a solução é resfriada ou
aquecida, de modo a reduzir o coeficiente de solubilidade. Quando isso é feito de
modo cuidadoso, o soluto permanece dissolvido, mas a solução se torna
extremamente instável. Qualquer vibração faz precipitar a quantidade de soluto em
excesso dissolvida.

Solubilidade nos gases

Os gases apresentam propriedades particulares para a solubilidade. Quando aumenta-


se a pressão, a solubilidade aumenta (Lei de Henry). O mesmo não acontece quanto à
temperatura. Quando aumenta-se a temperatura, diminui a solubilidade. Assim, a
solubilidade é diretamente proporcional à pressão e inversamente proporcional à
temperatura. Vale lembrar que essas leis são válidas para qualquer gás, mas não para
substâncias em outros estados físicos, como foi mostrado acima.

Exercícios.

1- Classifique a solução como insaturada, saturada ou supersaturada:

a) Sal de cozinha em água com sal precipitado.

b) Sal de cozinha sem sal precipitado

2 – Pode uma solução conter mais soluto com o aumento da temperatura ?


Porque?

3 - O que acontece com o coeficiente de solubilidade de um gás quando a


pressão diminui ?

4 - O que acontece com o coeficiente de solubilidade de um gás quando a sua


temperatura aumenta ?

5 – Como podemos aumentar o coeficiente de solubilidade de um líquido ?

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7. Concentrações de soluções.

Concentração comum.

Definição.

A quantidade de soluto dissolvida em uma quantidade de solvente nos dá um


valor que chamamos de concentração da solução. A concentração de uma
solução é tanto maior quanto mais soluto estiver dissolvido em uma mesma
quantidade de solvente.

É o quociente da massa do soluto (em gramas) pelo volume da solução (em


litros).

Desta forma a unidade da concentração é gramas por litro ou g / l.

Exemplo:

Solução de NaCl

Massa do soluto (NaCl) = 20 g

Volume da Solução (NaCl+H2O) = 250 ml

C = 20 g / 0,25 l = 80 g / l

Molaridade.

É o quociente do número de moles do soluto (em g) pelo volume da solução


(em litros).

N1 – número de moles do soluto ( peso em g do soluto / mol do soluto )

V – volume da solução em litros.

M - MOLAR

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substituindo o número de mols pela razão m / MM:

onde

M = molaridade

M1 = massa do soluto (g)

MM = massa molar (g)

V = volume (l)

Exemplo

Calcule a molaridade de 250 ml de solução com 25 g de NaOH.

Massa Molar = 40 g

M = 25 g ÷ ( 40 g x 0,25 l) = 2,5 molar

Outras concentrações:

Título (T)
É o quociente da massa do soluto pela massa total da solução
(soluto+solvente).

Exercícios.

1. Calcule a concentração de uma solução contendo 25 g de H2SO4 e volume


igual a 200 ml

2. Calcule a molaridade de uma solução contendo 20 mg de NaOH e 0,2 l de


solução.

3. Calcule o título de uma solução formada por 20 mg de NaCl e 40 g de H2O.

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